Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19541


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Full Text



ANNO lili JM1UO
PARA A CAPITAL li l.lCA! ONDE NAO SE PAtA PORTE
Por tres mezes achantados ... .... 66000
Por seis ditos idem...... ....'. .' .' ..' .' 120000
Por um anno dem.............."... 240000
Cada numero avuiso, do mesmo da. ......r 5100
SEXTA-FEIRA 14 BE IAI0 DE
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Per seis mezes adianudos.....
Por nove ditos idem.'......
Por um anno dem. ......
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
200000
270000
010
DIARIO
PERNAMBCO
propriefcafce ir* taiwel Jtptrira &e Jara & -fUljo*


-\
TELEGRAHMAS

sssra mmmi so ::a:,i:
RIO DE JANEIRO, 13 de Maio, s
4 horas da tarde. (Recebido s 5 ho-
ras, pelo cabo submarino).
\a Cantara don Drpntadoo. na hora
do expediente, foram reconhecidOM
oh Doilerew doit *>rs. : cjnego Niquel-
ra Mendm, pelo Para s e *o&o Cae-
lano d'Oliveira ttoaza. por Minas Ge-
rae*.
Depoi a Cmara approvou. em *.
diMcnioo. o projeclo de flxaro d c
forra de trra, encelando em *egul-
da a diciiv:iii do parecer da I.
commio ;|. inqncrilo obre aelei-
ciio do 1.1.> districto de Pcrnam-
bnco.
t fallando o r. A. de Siquei-
ra.
\<> Senado foi reconliecide como
senador pela provincia do Para, o
conego Manoel Jase de Siqneira
Vi'nd('*i.
Aclia-se enfermo o Dr. Antonio
Francisco Correa d'Aranjo.
o Duque de tosa, [para assisiir ao
asmenlo do Duque de Braganca.
Acompanba-o urna diviao naval
Italiana composta do ITALIA e do GIO-
VANNI BOUSAN.
BUENOS AYRES, 13 de Maio.
O presidente general Roca acba-ae
completamente retabelecldo do fe-
rimen i<> qne recebeu no crneo.
ATHENAS, 12 de Maio.
O Sr. Papnmik olopoul os Informa
o ebefe do Enfado que, tendo sido
infructuosos todos os seus esforcos
para organisar gabinete, renuncia-
va essa incumbencia.
IKIRCCiO POPULAR
PARS, 13 de Maio.
Est completamente terminada a
obve de Decazeville.
HAYA, 13 de Maio.
:::;::: ncu satas
(Especial para o Diario)
LISBOA, L3 de Maio, de manha.
Cnegou ao Tejo ao bar-do do SAV01E
S, M. o Rei disNoiveu a *.' Cma-
ra dos Estados Cieraea,
ATHENAS, 13 de Maio.
O novo ministerio grego est defi-
nitivamente constituido sol a pre-
sidencia do Sr. Valols.
Acredita-se que o novo gabinete
aceitar as exigencias das grandes I
potencias e mandar proceder ao [
desarmamento.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
13 de Maio de 1886.
MYTHOLOGIA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
Jpiter e Juno
(Ccntimtaco)
A colera ciumenta de Juno ex'erceuse anda
sobre outras victimas ; tues foram, por exemplo.
Semele (a mae de Baccho), e Europa a que a espo-
sa de Jpiter ficou odiando por tal tirina, que a
sua vinganca chegou a repercutir-3e nos proprbs
descendentes de Cadmo (irmao d'quella princeza).
i No seu desespero intransigente, que a obrigava a
1 praticar desitinos, a deusa resol vea urna vez
abandonar o Olympo e retirou-se para a ilha Eu-
ba. Jpiter traou de verse-lhe amansava os
impetos e a rccjuduzia ao tbalamo conjungal pre-
parando-lhe urna scena theatral em que a envergo-
nhasse pelo ridiculo. Para isso fingi que ia re-
ceber outra esposa, e mandou c.leitar urna estatua
de mulher com factos de noiva. Preparida assim
a estatua, deu ordem para a levarem processional-
mente n'um carro triumphal pelas ras de Platea.
Juno, cheg&ndo-lhe aos ouvidos o boato de que i a
ser substituios no lugar de esposa de Jpiter,
acudi pressa, e no auge da colera arremessou
se sobre o carro a esfarrapar por suas proprias
iniioa o vestuario da supposta noiva. S qu indo
percebeu, que era um boneca, toi que reparou na
situacao ridicula em que tinha cabido, cacabou
cutan por se reconciliar com seu esposo.
M s o seu genio irascivel nao tinha emenda; as
scenas violentas de ciume repetiam-sc. Jpiter,
farto afinal de aturl-a, buscou outro meio de lhe
domar os impetos. Suspendeu-a por urna cadea
de ouro entre o cu 6 a trra ; e calcou Iha um
par de sapato de imn, prendendo a cada am del-
[ les urna enorme bigorna. N'esta critica si tu ac o
todos os outros deuses tiveram d immeuso d'-.-lk,
mas debalde torcejaram por libertal-a ; s Vulca-
no que afinal conseguio soltal-a desatando o in -
trincado n da culeia que aprenda. De resto,
Juno possuia na sua nv.-jestosa formusura o condo
de re-entrar siempre as gracas do soberano espo-
so. Mas s dous fructos provieram d'esta uniao
conjugal : Vulcano (o deus do fogo) e Hebe (a
deusa da juveutude).
Entre Romanos e Giegos estava generalisadis-
simo o culto d'esta deusa. Sobretudo em Argo9,
em .-'amos e em Carthago, celebravamllm festivi-
dades coa a in lis cstrondo.ia pompa. Represen-
tavani-n a sob a figura de urna rainha majestosa
sentada n'um torono, cem diadema na cabeca c
sceptro na mao, s vezes com um pavo lharga
Tambcm a figuravam n'um carro puxaio por dous
pavoes. O pavao era a sua ave predilecta, desde
que n ella bavia metamorphoseado o perseguidor
da nyinpha lo depjis de assassinado por oriem i
de Jpiter. Muitoj pintores, quando a represen-
tara, aggregam-lhe a companhia de Iris sua con-
fidente e mensageira. (Continua.)
?RTE 0FF1CIAL
CiOVERXO DA PROVINCIA
LE N. 1,863
Ignacio Joaqun) de Souza Leao, bacharel em sciencias jurdicas
e sociaes, fidalgo cavalheiro da casa imperial, cavalheiro da Ordem
da Rosa e 1 vice-presidente da pro.incia de Pernambuco :
Faco saber a todos os seus habitantes que a Assembla Legis-
lativa Provincial decretou e eu sanecionei a resolucao seguinte :
Artigo nico. Fica creado o municipio e term) de Nossa Se-
nbora do 0' do Altinho, o qual se compor da froguezia ti'aquelle
orne e do 2* districto de paz de Bebedoum.
I nico. O referido termo ter um s tabcllao e um partidor
que preencher as faaccoes de contador.
Ficam revogadas as disposioes em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento
e execucao da presente rcuolueao pertencer, que a cumpram e facam
camprir tao inteiramente como n'ella se contm.
O secretario da presidencia d'esta provincia a fa?a imprimir,
publicar e correr.
Palacio da Presidencia de Peruambuco, em 21 de Ab.il de 1886,
85 da Independencia e de Imperio.
L. S. IiiSACIO Joaqcim oe Socz.v Leo.
Sellada e publicada a presente resolucio n'esta Secretaria da
Presidencia de Pernambuco. sos '21 de Abril de 18aG.
Scrvindo de secretario, o official-maor,
/.' liaivi Ernesto de Helio Tamborim.
LE X. 1,861
Ignacio Joiquim de Souza Loao, bacharel em sciencias jurdicas
e sociaes, fiJalgo cavalheiro da casa imperial, cavalheiro da Oriem
da Ros i e 1" vic -presidente da provincia de Pernambuco :
PC0 saber iodos os seus habitantes que a Assembla Legis-
lativa Provincial decre o:i e eu sanecionei a resoluto seguinte :
Ait. uni. Fies desde ji transferida da villa de Vertentespara
rquareung a sJe do termo e comarca d'cste nme.
Uevogam-Stl ti disp tifias em coatrano.
M m i t, p >rt uto, a todss as autoridades, a quem o conhecimento
ezeeacio da presente resolucao pertmeer, que a cumpram e facam
u.iruprir tao inteiramente como u'ella se centm.
O secretario da presidencia d'esta provincia a faca imprimir,
publicar e correr.
Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 5 de Maio ae 1886,
<;,")- ;la Indepeadeacia e d Imperio.
|j. ti. Ignacio Joa^uim de Souza Leao.
Sellada e publicada a presente resoloco n'esta Secretaria da
Presidencia de Pernambuco, aos 5 de Maio de 1886.
Servindo de secretario, o omcial-maior,
Emiliano Ernesto de Mello TanJjorim.
LE N. 1,865
Ignacio Joaquim de Souza Liao, bacharel em sciensias jurdicas
e sociaes, fidalgo cavalheiro da casa imperial, cavalheiro da Ordem
da Rosa e 1 vice-presidente ia provincia de Pernambuco :
Faco saber a todos os seus habitantes que a Assembla Legis-
lativa Provincial, sob proposta da Cmara Municipal do Brejo da
Madre de Deus, decretou e eu mandei publicar a resolucao seguinte:
Art. 1. A "le n. 1,195, de 14 de Junho de 1875, fica alterada
da foro seguinte:
5 1* O art. 1 na parte a que se refere ao districto de (,arapotos
(e nao Carrapatos como est na Ici) ficando considerados terrenos de
plantacao smente as serras Verde e da Urcula, sendo todos os mais
destinados creacao, devendo os que quizerem plantar, rodear os
robados com cerca de 8 palmos de altara.
S 2." O art. 3o accrescentando-se :
Fica igualmente prohibida a creacao de feado cabrurc e suino
as trras pertencentss ao patrimonio de Nossa Seuhora da Concei-
gio do Riacho Doce, do supradto districto de Carapots, sendo os
contraventores multados em 'i por.cabef a do gado que for apprehen-
dida as correccoes que se fizerem.
Art. 2." Ficam revogadas as disposicoes em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento
e execucao da presente resolucao pertencer, que a cumpram e Uc>m
cumprir tao inteiramente como n'ella se contm.
O secretario da presidencia d'esta provincia a faya imprimir,
publicar e correr.
Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 5 de Maio de 1SS6,
65 da Independencia e do Imperio.
L. S. Ignacio Joaquim de c'odia Leo.
Sellada e publicada a presente resolucio n'esta Secretaria da
Presidencia de Pernambuco, aos 5 de Maio de 1886.
Servindo de secretario, o ufcial-maior,
Emiliano Ernesto LE N. 1,866
Ignacio Joaquim de Souza L-o, bacharel em sciencias jurdicas
e sociaes, fidalgo cavalheiro da casa imperial, cavalheiro da OHem
da Rosa a Io vice-presidente da provincia de Pernambuco:
Faro saber a todos os seus habitantes que a Assembla Legis-
lativa Provincial, sob proposta da Cmara Municipal de Vertentes,
decretou e eu mandei publicar a resolucao seguinte :
Art. 1. Ficam sujeitos ao pagamento ie i por cab 'ca todos os
animaes cavallar e Vaccum que forem soltos nos campos deste muni-
cipio, rindo de outras comarcas.
Art. 2. O imposto de que se trata, nao sendo pago dentro do
praso de um mez pelos do nos ou ene arregados r*os mes nos animaes,
ser cobrado executivamente.
Art. 3.' Ficam revogadas as disposicoes em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento
e execucao da presente resoluci i pertencer, que a cumpram e facam
cumprir tao inteiramente como n'ella fcj contm.
O secretario da presidencia d'esta provincia a aca imprimir,
publicar e correr.
Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 5 de Maio de 1886,
65" da Independencia e do Imperio.
L. S. Ignacio Joaquiu db .^ouza Leo.
Sellada e publicada a presenta resolucao n'esta Secretaria da
Presidencia de Pernambuco, aos 5 de Maio de 1886.
Servindo de secretario, o omcial-maior,
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.
LE X. 1,867
Ignacio Joaquim de Souza L>*ao, bacharel em sciencias jurdi-
cas e sociaes, hidalgo cavalleiro da casa imperial, cavalheiro da
Imperial Ordem da Rosa e Io vice-presidente da provincia de Per-
nambuco :
Faco saber a todos os seus habitantes qne a Assembla Legis-
lativa Provincial decretou e eu sanecionei a resoiuca > seguinte:
Art. nico. Fica o presidente da provincia tutorisado a mandar,
desde j, proceder a cobranca dos iiapo3tos de gyro e de exp:>rtac5o,
de conformidade com o- aviso do Ministerio da Fazenda de 2 de
Abril do corrente anno.
Revogadas as disposicoes em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimen-
to e execucao da presente resolucao pertencer que a cumpram e fa-
gam cumprir to inteiramente como nella se contera.
O secretario da presidencia dcst* provincia a fa;a imprimir
publicar e correr.
Palacio da Presidencia de 1'crn imbuco, em 13 de Maio de 1886,
65" da Independencia e do Imperio.
L. S.
Ignacio Joaquim de Souza Leo
Sellada e publieada a presente resolucao n'esta Secretaria da
Presidencia de Pernambuco aos 13 de Maio de 1886..
Servindo de secretario, o official-maior,
Emiliano Eznesto de Mello Tamborim.
EXPEDIENTE DO DA 1 BE MAIO DE 1886
Actos :
O viee-presidente da provincia, tendo em
vista o officio n. 532, de 15 de Abril rindo, do pro-
vedor da .Santa Casa de Miser cordia do Recite, e
asando da alMfbnicao conferida pelo art- 5 $ 5
da lei provincial n. 531, de 9 de Junho de 1862,
reaolve nomear para servirem na junta adminis-
trativa da mesma Santa Casa, durante o biennio
de 1886 a 1887 :
Provedor
D8sembargador Francisco de Assis de Oliveira
Maciel.
Vtce-proceior
Br. Joaquim Correia de Araujo.
Thetoureiro
Commendador Joaquim Felippe da Costa.
Mordomc
1. Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitonga.
i. Dr. Ant nio Jos da Costa Ribeiro.
. Dr. Manoel da Trindade Piretti.
4." Comineadador Albino Jos da Silva.
5.o Coramenddor Jos da Silva Loyo Jnior.
. Dr. Antonio Clodoaldo de Sonsa.
J. Dr. Augusto Carlos Vaz de Oliveira.
8.* Dr. Pedro Alfonso de Mello.
'J. Bario de Aguas-Bellas.
jiO. Dr. Alexandre de Sonta Pcreir do Canno.
11. Manoel Antonio Cardoso.
12. Joo Vicente de Torres Bandeira.
13. Dr. Cicero Odn Peregrino da Silva.
14. Commendador Antonio Gomes de Miranda
Leal.
15. D. Antonio Maria de Faria Neves.
16. D. Juan Busson.
17. Tenente coronel Apolinario Florentino da Al-
buquerque Maranho.
18. Dr. Jos Antonio de Almeida Cunha.
Supplentes
1. Dr. Bento Jos da Costa.
2.* Tenente-coronel Manoel.Martina Fiuza.
3. Coronel Domingos Alves Mathens.
4. Dr. Manoel Ferreira da Silva.
5.* Dr. Manoel Gomes de Mattoa.
6 Luis de Moraes Gomes Ferreira.
7. Major Jos Joaquim Antunes.
8.' Francisco Augusto Pereira da Costa.
9. Commendador Luiz Jos da Silva Guimares.
10. Joo Walfredo de Medeiros.
11. Luiz Duprat.
12. Modesto do Reg Baptista.
13. Dr. Jesuino Lopes de Miranda.
14 Jos Camello do Reg Barros.
15. Antonio Pereira Simos.
16. Vicente Alves Machado.
17. Tbomaz Carneiro da Cunha.
Ib. Jos Nogueira de Souza Remetteu-se copia
Santa C..s i de Misericordia do Recite.
O vice presidente da proviacia, r^selve ex-
onerar, pedido, o Rvd. Juao Antonio Rodrigues,
do erg i de delegado do districto litterari oe Ita-
marae. Commuuicou-so Instruccio Publica.
- O vice-p -esidente da provincia, attendendo
ao que requeren o Dr. Jos Austregesilo Rodrigues
Lima, professor da 6 cadeira da Escola Normal,
e tendo em vista a informacio de 26 de Abril fin
do, do director da Escola Nurmal, resol ve prorogar
por 3 mezes, com ordenado, a licenca ltimamente
concedida ao petieionario para tratar de sua sa-
de onda lhe convier.
O vice-presidente da provincia, de conformi-
dade com a proposta do Dr. chetn de polica, em
officiu n. 424 de 28 do corrente mez, 'esolre no-
mear o alferen Jos Mendes da Silva, para o cargo
de subdelegado do 1 districto do termo de Jaboa-
to. Communicou-se ao commandante do corpo
de xolicia.
O vc-presidente da provincia, attendendo
ao que requeren o procurador dos feitos da fazen-
da provincial, bacharel Miguel Jos de Almeida
Pernambuco, resolve conceder-lhe um mez de li-
cenca, sem vencimentos, podendo gosal-a ira da
provincia.


j.
-,

OfBcos :
Ao commandante dos i.rias. Deferindo o
requenmento do Io cadete do 2 batalbao de in-
finitara Antonio Buarque de Barros Correia, au-
toriso V. Exe-, vista da su* informado n. 234,
de boje datada, conceder-lhe licenei por 30 dias,
na forma da le, para ir cidade de Caruar, vr
seu pai que s* acha gravemente doente.
Ao Dr. chefe de polica. Respondendo ao
olieio de V. S., datado de 21 de Abril prximo
passado. sob n. 405, teuho dizer-lhe para os de-
vidos effeitos, que urna vez que o collector do mu-
nicipio de Floresta, dcixou por falta de meios de
effectuar o pagamento das contas de sustento aos
presos pobres da cadea da alludida localidade,
curapre ao fornecedor apresentar ao Thesouro Pro-
vincial as mesmas contas devdamentfe legalisadas,
afim de receber a respectiva importancia.
Ao commandante do corpo de polica interi-
no.Ao Dr. chefa de polica mande Vm?. apre-
sentar duas pracas do corpo de seu commando afim
de escoltaren] at a corte o negociante fallido
Placido Rodrigues, qu6 para all segu no vapor
Cear, esperado do norte.
Ao i)r. inspector da sade do porto.Para
os fins convenientes transmitido a V. S. copia
do telegramma, de hontem datado, do Exm, Sr.
ministro e secret irio de estado dos negocios do
imperio, declarando suspeitos diversos porros de
Italia e Austria.
Ao inspector da Thesour.iria de Fazenda.
Communico a V. S. para os fins convenientes, que
o promotor publico da comarca do Brejo, bacharel
Joao Buarque de Lima, p.rticipou ter entrado
hoja no gos de trinta dias de licenQa concedida
pelo conselheiro presidente do Tribunal di Rela-
cao, para tratar de sua sade.
Ao inspector io Thesouro Provincial. De-
volvo a Vmc. a inclusa peticao do vigario da fre-
guezia de S Jos do Rio Formoso, Francisco Ve-
rissimo Bandeira, para que mande entregar, me-
diante fianza, nos termos de sua informafao, de
2'.) de Abril prximo passado, sob n. 539, o bene-
ficio da 7a parte n. 35 da lotera extrahda em fa-
vor da matriz daqiella freguezia.
Ao mesmo. Nos termos da informacao de
Vmc, de 29 de Abril prximo passado, sob n. 597,
mande pagar a inclusa conta na importancia de
204il0, proveniente do gaz consumido no jardim
do Campo das Princezas, no mez de Marc,o ante-
rior.Communicou-se R-parti^ao das Obras
Publicas.
Ao mesmo.Tendo em vista a informacao de
Vmc, de 28 de Abril prximo passado, sob n. 594.
autora j-o a mandar entregar, medanle flanea, o
producto do bonefieo da 1 parte n. 133 da lote-
ra extrahida em favor da capaila do glorioso mar-
tyr S. Salvador, erecta no cemitero publico da
cidade de Nazareth.
Ao director do Arsenal de Guerra. Defe-
rindo o requerimento do soldado da companhia de
operarios militares d'cssc Arsenal, Manoel Caeta-
no de Mello, autoriso Vmc. A vista da sua infor-
macao n. 334, de 29 de Abril finio, a onceder-
lhe licenca por trinta das para tratar de sua sa-
de no seio de sua familia.
Portaras :
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recfe ao Liraoeiro, sirva-sede mandar trans-
portar da cidade de Nazareth a esta capital por
conta da provincia, em carro de 3a classe, sete
presos e a escolta que os acompanha.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recfe ao S. Francisco, sirva-se de man lar
transportar da estaca > das Cinco Puntas a de Una,
por conta da proviacia, em carro de Ia classe, o
captao do corpo de polica Joo Francisco Heme
terio Portella e nos de 3* classe a nove pracas do
mesmo corpo, providencian io igualmente sobre a
respectiva bagagem.
O Sr. cncarreg ido da estacao de Una no
prolongamento da va frrea de S. Francisco em
Una, un i le transportar d'ahi at Canhotinho por
conta da provincia em carro de Ia classe ao ca-
l'ita i do corpo de polica Joo Francisco Hernete-
rio Portella e nos de 3a c!asse a nove pracas do
mesmo corpo, providenciando igualmente sobre a
respectiva bagagem.
O Sr. agente da Companhia Brasileira de
navega^o faca transportar corte por conta do
Ministerio da Justica, a bordo do vapor Cear, es-
perado do norte, ao negociante fallido Placido Ro-
drigues, cuja prso foi requisitada pelo Dr. juiz
de direito da vara commercial por intermedio
do Dr. chefe de polica da mesma corte, indo cm
sua companhia a bagagem que foi aprehendida.
Outrosim, o mesmo Sr. agente mandar dar
passagem por conta do mesmo ministerio a duas
pravas do corpo de pilicia que vo escoltando o
sobredito Placido Rodrigues.
O Sr. gerente da Companhia Pemambucana
faga transportar provincia do Cear, por conta
do Ministerio da Guerra, na prmeira opportuni-
dade, 14 eaixoes in-dind j todos 6,882 decmetros
cbicos, contendo artigos de fardamento destina
dos ao 11 batalho de infantaria estacionado
n'aquella provincia.Communicou-se ao director
do Arsenal de Guerra.
EXPEDIENTE DO SECEETABIO
Ao 1." secretario da AssemblCa Provincial.
De ordt-m do Exm Sr. vice-presideute da pro-
vincia, transmitto a V. S., afim de que se digne de
submetter c insideraQao- d'essa Ase.2bla, o in-
cluso cdigo de posturas, organis-.do pela Cmara
Municipal de Ouricury.
Ao Dr. ebefe de polica.De ordem do Exm.
Sr. vice-presidcnt.1 da provincia, communico a V.
S. que providenciou-se convnienteracute, acerca
do usiumpto de seu officio n. 435, de hontem da-
tado.
Ao Dr. juiz de direito das execugoes crimi
naes do Recite.t. ExC. o Sr. vice-presidente da
provincia cummoaic* f T. S. paraos lins con-
venientes, que nos seus ofiicios ns. 225 e 226, pro-
ferio boje o seguinte despacho. Ao direct r
do prcsiai.i de F ruando de Nuronha, para satista-
zer a requisiclo.
Ao inspector do Thesouro Provincial.O
Exm. Sr. vice-presidente da provincia manda com
mnniCAr a Vj, S que nesfa data pr ferio o se -
guiata deupacho na peticao do capital Angelo
Vi-ia bampaio, sobre re:l;unaca do beneficio d-
lot -ra, de q e tratou esM Thesouro em nffic.o de
27 dj Abril prximo passado, sob n. 593: Sim,
mi' liante lianca, depois de prestadas as contas da
que recebeu ern 2 de Junho do anno prximo pas-
sado.
Ao mesmo.O Exm. Sr. vice-presidente da
provincia manda communicar a V. S., que n'esta
data offieou ao Or. ebefe de polica, no sentido da
iufirinnco d'esse Thesouro, de 28 do Abril proii
no passado, s.ib n. 596, acerca lo pagainent, de
de contis de sustento de presos pubres da cadea
de Flsri'Sta.
A> entrenheir) chefe da repartico das Obras
Publicas O Exm. Sr. prvsident. da provincia,
ficou mteir.do p-ln oflicio d<* h >ntem datado, sob
n. 80, de ha ver V. S. man adu lavrar termo de
reeebimento definitivo da obra Je reparos da ca-
deia de Nazareth e passar o ertifica lo de paga
ment a que rem dre'to o respectivo arematante.
Ao superintendente da estrada de ferro do
Radie ao Sao Francisco^O Exm Sr. vice p'Poi-
de te da pruvin i miiiidi a casar o recebim nto
no olfici i de 29 de Abril ultimo, com o qual V. S.
enviou dous exempUres impresaos do relaterio se
mestral que a directora d'essa estrada de ferro
em Londres apresentou aos accionistas na reuna>
da assembla geral que para aporovaofto das con-
tas de Jullio Dezcmbro do anuo prximo passado
tev logar no da 13 do mesmo mez de Abril.
A' commisaa > liquidadora das contas da es-
trada de ferro do Recfe ao Sio Francisco O
Exm. Sr. vice presidente da proviacia manda de-
clarar a V. S. que n'esta data tiveram o conve-
I
. niente destino os documentos que acompanharam i deferido a yUto d(J d to n0 ait u do ieCKt)
o seu officio de 2b do Abril ultimo, boje. recebido. n- 3 579 de 3 je Janer0 dc I886.
EXPEDIENTE DO DA 3 DB MAIO DE 188b. (J me8m0. -Sim.
,?8 ". .. Companhia de Edifieacao. Informe a Junta
O vice presidente da provincia, tendo em vis- Commercial do Kecife tendo em viata a le 3 150
ta o exposto pelo commandante das armas e pelo d 4 dft Novembro de 1882 e 0 decr3to n. 8 821 de
inspector da Thesourana de tazenda em obeos 30 d(J Dezembr0 de 1882.
k dobrll,Pfir,X'm0 ,paS3!d C l,d 68te me2' Guilhermina Francisca de Araujo Lins.-Man-
, resolve de accordo com a c.r-1 ^ Q do8pacho d(J de Abr| fiJndo
Joo Gomes da Silva.Remettido ao Sr. Dr.
cular de 13 de Setembro de 1862, sob n. 431, ex-
pedida pelo Ministerio da Fazenda, abrir sob sua
responsabilidade, um crdito da importancia total
de 7:098*311, sendo 905O00 verba-instruccao
militare 7:008*311 pr. cas de pret do Mi-
nisterio da Guerra, exercicio vigente, para ter lu-
gar o pagamento de despezas que corren pela re-
ferida verba. Remetteu-sc copia Thesouraria
dd Fazenda.
O vice-presidente da provincia, tendo em
vista a proposta do inspector do Thesouro ro-
vincial contida em officio dc 30 de Abril p.oximo
Sassado, sob n. 603, resolve exonerar Joo Airsto-
olo Ferreira da Silva e Manoel Clemcntino Ma-
ciel da Fonseca do cargo de collector e de escri-
vo da collectoria de Bom Jardim, e nomear para
substituil-os os cidados Jos El as de Paula II1-
mem e Jos Gersino Bezerra Cabral, sendo este
para o tugar de escrivo e aquelle para o de col-
lector.Communicou-se ao Thesouro Provincial.
O vice-presidente da provincia, tendo em
vista a proposta do inspector do Thesouro Pro-
vincial constante de officio de 30 de Abril prxi-
mo passado, sob n. 606, resolve exonerar Joaquim
Ignacio Paes Barreto do cargo de escrivo da col-
lectoria do municipio de Rio Formse, e nomear
para substituil-o o cidado Calistrato da Silva
Paes Barreto.Communicou-se ao Thesouro Pro-
vincial.
O vice-presidente da provincia resolve no-
mear o cidado Joo Marinho de Barros para o
cargo de 3 supplente do juiz municipal e de or-
phos do termo de Barreiros, que se acha vago,
por nao ter o nomeado prestado juramento no pra-
so legal.
O vice-presidente da provincia resolve no-
mear o cidado Francisco de Gouveia e Souza para
o cargo de 3o supplente do juiz municipal e de or-
phos do termo de Rio Formoso, que se acha va-
go, por nao ter o nomeado prestado juramento no
praso legal.
Officics :
Ao juiz das execucoes criminaos do Recife.
Para os devidos effeitos transmiti a V. S. a
copia inclusa do decreto de 23 de Abril findo pelo
qual foi perdoada a sentenciada Maria Rita do
Koaario, de que trata a relaco annexa referida
copia.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Tendo nesta data indeferido o requerimento do
engenheiro Antonio Vicente do Nsscimento Fei-
tosa, de accordo com a informado de V. S., de 24
de Marco ultimo, sob n. 195, assim lh'o deelaro
para seu conhecimento e devidos fins.
Ao mesmo.Para os fins convenientes trans-
mitto a V. S. a inclusa portara de licenca conce-
dida a 1 bacharel Virgilio de Gusmo Coelho para
aceitar a nomeacao de commendador da real or-
dem militar portugueza de Nossa Senhora da Con-
ceicao de Villa Vinosa e a respectiva carta de
nomeacao.
Ao mesmo.Declaro a V. S. para seu co-
nhecimento, que nesta data autorisei o inspector
do Thesouro Provincial a mandar effectuar o pa-
gamento essa Thesouraria da quantia de......
1:502*100, impirtancia dos artigos constantes da
conta que em duplicata remetti ao dito inspector
e que foram fornecidos pelo Arsenal de Guerra
guarda cvica, conforme solicitou o director do
uiesmo Arsenal em officio de 9 de Abril, sob n.
300.
Ao inspector do Thesouro Provincial. Tendo
cm vista a informacao de Vmc, datada de 29 dc
Abril prximo passado, sob n. 598, autoriso o pa
gameuto da quantia de 4:220*, importancia das
menealidades dos alumnos pobres do Gymaasio
Pernambucano relativo ao trimestre de Janeiro
Marco deste anno, de que trata a relaco nominal
junta em original.Communicoa-se ao regedor do
Gymnasio.
Ao mesmo.De accordo com a informacao
de Vmc, de 28 de Abril prximo passade, sob n.
595. autoriso o pagamento Thesouraria de Fa-
z nda da quantia de 1:502*401), importancia do
artigos constantes da conta junta em duplicata,
fornecidos pelo Arsenal de Guerra guarda cvi-
ca.Communicou-se ao director do Arsenal de
Guerra.
Portaras :
O Sr. agente da Companhia Brasileira faca
transportar corte, por conta do Ministerio da
Marinha, no vapor Cear, o carpinteiro Joaqnim
Jos da Silva e os imperiaes marinhcircs Joo
Sancho Brando, Joo Bapsta Fontes, Jos Anas-
tacio Rodrigues, Joo Jos de Oliveira, Joo de
Deus Prmeiro, Ezequiel Antonio Pi, Pedro Ta-
vera, Antonio Joaqnim, Manoel Linheiro Alfonso,
Joaquim Zefenno de Vasconcellos e Martinho Ma-
noel do Sacramento Gomes, todos da guarnico do
cruzador Primeiro de Marfo, que para all segueta
por cstarem soffrendo de benberi. Communi-
cou-se ao commandante do cruzador Primeiro de
Marco.
O Sr. agente da Companhia Brasileira f ca
transportar provincia da Baha, por conta do
Ministerio da Guerra, no primeiro vapor esperado
do norte, o 1" cirurgio do corpo de sade do
exercito Dr. Francisco Borges de Barros, que foi
transferido da guatnico desta para a pruvincia
10 Espirito Santo, e bem assim a sua inulner D.
Euzebia Borg>s de Barros e duas tutelladas or-
phs Joanna Peres Gomes, com 15 annos de ida-
de, e Mara Jos, com 17. Curamunicou-se ao
commandaute das armas.
EXI'EDIENTB DO SECRETARIO
Officios :
Ao commandante das armas. O Exm. "^r.
vice presidente da provincia in .na communicar
a V. Exc, que nesta data autonsou a Thesouraria
de Fazenila a effectuar o pagamento Solicitado cm
S'-u officio de 26 de Abril prximo passado, sob u.
223.
-* Ao inspector do Thesouro Provincial. De
ordem do Exm. Sr. vice presidente da provincia,
transmi'to a V. S para os fins convenientes, a co-
pia inclusa do officio n. 138 de 30 de Abril fiu.lo,
do inspector geni da Iustruoeo Publica, relativo
tranaf ienc.1 da cadeira 1! en-inu primario di
sexn nasculino de Santo Antonio do Jac para o
povoado de Jatob
Ac mesmo. O Exm. Sr. vee-prcsidente da
provincia man la communicar a V. S., que hoje in
deferio a pet.co d J ai Aristob >lo Ferreira da
S Ka, collector do municipio de Ho u Jardim, em
qu- solieitou a proro;*vo p r 15 lias de prazo
que h foi mareado para especulisar a respecti
Va riane ,
Ao engeoh iro fiscal ta estrada de ferro do
Ri-cite ao S. Francisco. O Exm. Sr. vice-presi
dente da pr vieta manda declarar a V. S., que
11 -sta data tiveram o eonvenieute destino os lo-
cura nt-is que acompanharam o seu officio de 28 de
Abril ultimo, aoo 11. 35
- Ai Io secretario da Asfemb!a Provincial.-
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da provin-
cia, d volvo a V. S., em resp sta ios offijios na.
196 e 17 de 1 do Agosto de 188& e 2 de Abril do
corrente anno, as p tieoea de Manoel Gomes dos
Santos, c >m a informaoo em original, hoje rece-
bida, prestada a respeito pela Cmara Municipal
de Nazax ta.
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DA 12 DE
MAIO DE i 886.
Alferes Bellaamino Augusto de AthayJe. In-
juiz de direito das execu^es crimnaes do Recife
para prestar ao pedido a coasideraco que me-
recer.
Joaquim Felippe da Costa.Informe o Sr. fis-
cal da Companhia Recife Drainage.
Dr. Manoel de S Barretto Sarapaio. Informe
o Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Alferes Pedro Alexandrino Beckm in. Remet-
tido ao Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda
para mandar attenier ao supplicante de acc rda
com a sua inf jrmaco de 8 do corrente sob n. 307.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, era 13 de Maio de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Ilepuflho da Polica
Scc-sao 2.' N. 487. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 13 de Maio de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos na Casa de
etenyao os seguintes individuos :
A' minha ordem, Joo Carlos Borromeu
de Albuquerque, por se achar pronunciado
em crime dc homicidio, disposicao do
Dr. uiz de direito do 3o districto crimi-
nal.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Kuua M ;ria da ConseicSo, por dis-
turbios.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
Francisco Manoel de Souza, "por distur-
bios.
A' ordem do do Io districto da Boa-Vis-
ta, Jos Ignacio de Lima e Manoel Jos
de Sant'Anna, por disturbios.
A' ordem do do 2o districto da Boa
Vista, Manoel Antonio Caldino, por em-
briaguez e disturbios.
A' ordem do do Io districto da Gra$a.
Ignacio Ferreira, pelos crimes de espan-
camento e ferimentos.
Foram apprehondidos pslo subdele-
gado do 2o districto da Gr.iQa, e remetti-
dos a esta reparticSo duas facas de ponta,
um caivete, urna pistola e um compasso.
Na noite de hontem para hoje, pena-
traram os ladr^s, por meio de arromba-
mento, em urna das portas da frente, na
casa n. 6, sita a ra da Santa Cruz, onde
tem taverna Antonio Fernandes Lima, e
subtrahiram alm de diversos gneros, al-
gumas joias de ouro e prata, e cerca de
6U0:) em moeda papel, nikel e cobre.
O subdelegado do districto tomou co-
nhecimento do facto, e tendo procedido
vistoiia recommendada por lei, trata de
descobrir o autor ou autores do crime.
Hontem as 10 horas da manha, ao
chegar a estagao central da via-ferrea de
Caruar, o trera que aquellas horas costu-
ma descer, falleceu repentinamente urna
mulher de cor Lranca, de idade avangada,
e que vinha no trem com o fim de reco-
lber se ao hospital Pedro II para ratar-se.
O subdelegado do districto fez transpor-
tar o cadver para a igreja do S. Jos, e
temou todas as providencias que o caso
exiga.
Deus guarde a V. Excil'm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Lelo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe do pcliiia, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 13 DE MAIO
Vigario Genuino Gomes Pereira e Dr.
Celso Tertuliano Fernandes Quiatella.
Ao Sr. Dr. procurador fiscal.
Contas do vigario Joao Ignacio de
Albuquerque, do commando do corpa de
policia, do Dr. procurador dos feitos e do
Vigario Dr. Manoel Gongalves Soares do
Araorim. Approvadas.
Manoel Jeaquim Xavier Ribeiro. De-
ferido, sendo approvudo o calculo da pen-
3io precedido pida contadoria.
Adolpho Targini Accieli e vigario Ge-
nuino Gomes Pereira. Deferido, toman-
do-so por termo a flanea offerecida.
Johnston Pater & C. Restitua se.
Antonio Francisco da Cru:i. Indeferi-
do, a vista das informacoes.
Paiva Valento & C. -Nega-se provi-
raento, a vista das informac3es do Consu-
lado.
Antonio de Limos Vasconcellos e ou-
tros. Deferido, a vista da informagao da
seeco, de accor io com a do Sr. Dr. con-
tador.
Maria Isabel de Albuquerque e Maria
de Medeiros Muni#. Dolerido, ficando ir-
responsavel pelo debito anterior o novo in-
quiliso que rttab'l' r-s' na casa n. 40
ra de Motocolo nb e na casa n. 16
ra das Ny opilas, cuja desoccnpacSo se
pro va.
Maria t'.avalcanto de Albuquerque Ro-
cn. Facam-se as notis da portara de
licenca.
TVn-nt- coronal Jos Fernandes de Oli-
v- ira e Ernesto Dem t-io da Costa Amo-
nio.Certifique-se.
Jos Antouio de Pinho Borge3, offi o do
rleseinb.rgador procurador da Santa Casa,
Joao Pere.ra da Caoba, Nicas da Silva
Gusmao, officio do Dr. chefe do polica,
Pacifica Joaquina das Vrgens, Jos doi
Santos Aguiar, Bernet i& C.Informo o
Sr. Dr. contador.
Trilhos urbanos do Recife Caxang e
Lmrenco Goncalves de Azevedo. Jnte-
se copias das informac'es.
Henrique Bernardes de Oliveira. -De-
ferido, voltando esta commissSo para a
T


Diario de Pernambuco---Sexta-feira 14 de Maio de 1886
earapetente rectifioajSo e de acoordo ter
lagar o pagamento, verificando-te no en-
tretanto a razao de discordancia das rela-
e3es das Obras Publicas, para verificar-se
a responsabilidde que se attribuia ao sup-
plieant'3 a qaom de direito cabe.
, ^Bacharel Manoel Henrique Vanderley e
Jos Chrysostomo de Melto Cabra!.Ra-
jistre-se e fajam-se as de vidas notas.
inspectora eral da lustnicco
PoMka
BBSPACHOS DO DA 10 DE MAIO DE 188G
Elisbella de Albuqnerquo Mello, profes
aora publica.Cumpra-se e registra-se.
Abaixo assignado do moradores do po-
roado de Jaguaribo de Itamarac.Iofor-
ae o delegado litterario.
Antonio da Mueses Cysneiro Bandeira
da Mello, profesaor publico.Sim, em vista
do ettestado exhibido.
Secretaria da instrucy2o publica de Per-
oambuco, 12 de Maio de 1886.
O porteiro,
J. Augusto do Mello.
PERHAfflBCO
ssembla Provincial
27 SESSAO EM 30 DE ABRIL DE 1886
iConclusao)
O Kr. narra* Brrelo Jnior(Nao
ierolveu o seu discurro.)
A discusso fiea adiada pela hora.
Passa-se Ia parle da
obdeu do da
Con'iuua a 1' discussio do projecto n. 43 deste
inao (orgamento proviuc al).
t> Air. Jos MaraSr. presidente, outro
remedio nao tenho s nao occuparine anda urna
vez da discusso deste orgamento, que eu proprio
baptisei coin o noine de monstro, mas que poderei
ehnsmar pelo deBilontra. B' um verdadeiro
Biloutra, o projecto cm discusso; pelo menos
tem concorrido para boas o gastosas garga'hadas,
tent uesta bancada como da nutra. E' urna pra
duceao que tem feito rir a valer e eu dou por isso
x parabeus ao nobre deputado, seu autor.
O Sr. Gum"8 PrenteDo nobre deputado eu
onhego produccoes que me tem causado riso
O Sr Jos MaraV. Exe. nao sabe que eu
tenh.> um genio alegre e folgaso; que gosto de
ik-me, e que, nao sendo egosta, apraz-me que
se oulrof tambsin ae riam ? Entretanto desejara
que o Bobee deputado me apontasse quaes das mi-
abas prodceles Ihe tem provocada o rico.
I tio pooeaa que nao seria necessario o no-
bre deputado pesquisar muito para descobrir estas
a que se refei
I'mbro-ine deque, quaudo moco, quando a vida
me corra suave c descuidosa, eu escrevi uns pe-
dacos de litteratura, urnas em prosa o outras em
:0.
iii muito temoo, porm, que eu ja mo me leaa-
jro de/rozear Benito sobre poltica, e quanto a
versos os abomina hoja quanto naquello tempo
apreejava-os.
I) Sr. Regueira CostaRompeu com a musa ?
O Sr. Druirmoud FilhoV. Exc. vai tocar al-
juma peca
O Sr. Jos Mara (para o Sr. Drummond)Vou
sentir seriamente.
(Para o Sr. Regueira Costa). Abandoneia-a,
porque actao ridiculo um bomem serio e grave met-
ter-se a fazer toreas urna ereanga travessa e
bou.
Voltando. pirm, vaccafria : eu creio que o
nobre deputado relator dacommissao nao se refere
a eneas pe? is lit'eranas, por mim produzdas na-
rjocilu epocha. porque, creio, dellas nem mesmo
teco noticia. Depois que en enf cia vida pu-
blica, na vida pratca, pouca- s cas produeges
que hei firmado com o meu tur < e, portante, S.
Exc. nSo pode saber se sao meusou nao os es-
eriptos insertos as folhas < uiaa redaegoes hei
eito parte, desde que nao tora a m>nba assigna-
tura.
C Sr. Drummond FilhoMas a redaego so-
lidaria.
O Sr. Jos MaraSem duvida. Se S. Exi-,
Dorm, se refera s pecas por mim tocadas neste
recinto, direi simplesmente que, anda mesmo
qoantfo ellas movessem o riso franco, a garga-
jeada livre, ficatn muito a quem da gargalhada
houiTca que prevocam as pecas por S. Exc. ta-
radas.
Hianda urna differenca : en toco-as deapre-
- osamenta e o nobre deputado, tocando-as,
sop;><> -*B um grande maestro.
O Sr. RegueiraCosta As suas pecas nos agrs-
ain ; pelo menos a mim que gosto muito da mu-
OSr. Jis MaraAh V. Exc. gotta de mu-
ita mais ao meu lado.
O Sr. Regueira CostaPorque ?
O Sr. Jos MaraPergante ao Sr. major
Leal. .
A mostea irrai pernea do canto. V. Exc. pode,
oep-ia-de tocar querer cantar, (riso) e en nao es-
lou para gragas.
'. Sr. presidente, que o nobro depu-
tado membro relator da commisso de crgame. to
nnmjdou-se tom e titulo, com o chrisma da
ana obra, com o novo nome que deitei no filho
dilecto de suas ent-anhas. Nio tem, porm, ra-
xo, pirque Bilontra o nom da epocha.
O Sr. Lureneo de S Tinturara tambem.
O Sr. Jjsi MaraTintureira ja passou, hoje
Bilontra. A > contrario, Sr. presidente, o nobre
deputado d.vi a^radecer-me, porque aquelle
monstro que nao se poda bera saber o que era,
aquel! i moostro qu nao se poda descobrir a que
teiaa p rteneia, se era animal, vegetal ou mineral,
passanio pra Biloutra melhorou consideravel-
meote.
-iin, o nebre Reputado, devia ficar satisfeito
com a mutarmophose porque passou o seu filho,
vendo que a transformacac f)i para melhor, por
Te, de monstro disforme, passou a ser Bi-
kiiitra, quer dizer : nm rapaz ah-gre e bem paro -
eido, c-.iritu.)so e lino.
O Sr Andr DianFino que elle .
O Sr. Jo.- Mara^Este factv, que ha muitos
parecer extraordinario, explica-se pela le do
transformismo Tudo est sujeito 4 evolucao.
Tudo tende a adeptar-ae ao meio. Nomeio que
est o busilis (riso).
Para que se posss ser Bilontra necessario qne
ae traga sempre o bigode bem cofiado, o cabella
beui liso, pentvado a hespauhola, um factocorrectis-
jkno. mas ares de conquistador e sacio. E' ne-
eesaat tambem que se faca experimentar tema-
je# nota*.
Ora, se assira compreheude o nobre depntado
o seu trabalho, que o filho de suas entranhas
inelborou consideravelmeate.
Um Sr. DeputadoTomou forma mas sympa-
thica.
O Sr. Jos Mara Sem dnvida nenhnma.
O Sr. Costa RibeiroMaa a forma s.
O Sr. Jos MaraUoia mulher grvida, por
ejemplo, que nao poderia com certeza, segundo
amas certas leis phisiologicas, encarar para o
monstro, sob peaa de prejudiear o seu filho, por
causa da impressao causada, 'pode agora perfeita-
aieute encarar para o Bilontra.
i) nobre deputado zanga se assiin por chamar
Bilontra o seu filho, entretanto muitas pessoas
por ah existen que desejariam a honia de ser
assim nomeados. Agora se eu dissesse que o or-
famento provincial era urna bilontragem, anda o
sobre deputado, por causa da euagrande suscepti-
bilidade, teria razo de queixa. Mas nao .' eu
qnis apenas chrismar o feu filbo para ser-lheagra-
davelc e foi o que encontrei de mais moderno.
Basta dzer a V. Exe. que Bilntra urna pala-
vra que nao se encontra no Diccionario de Montes.
Veja o nobre deputado que vantagem em ser-se
Blout.a.
O Sr. Viacoade de Tabatinga-Antes foaee Ion-
ira.
O Sr. Jos MaraNao, Bilontra mesmo est
Born, porque lontra duas x^zea.
.daa, Sr. presidente, as erplieacoes necessa-
rias sobre a Bilontra, eu penao qne o nobre depn-
tado, longe de se ter magoado, devia at serme
grato.
Um Sr. DeputadoE' forcoso confeesar qua V.
Exc. de forca. A peca de hoje original e o
realejo modernistimo.
O Sr. Jos MaraEu nio posso, Sr. presiden.
le, absolutamente tao poaao dar n meu voto em
iavor do Ilustre Bilontra qne ocenpa a nosaa atten-
porquanto, a deepeito da soa forma elle encer-
ra no bojo, no seu ventre, defeitos com os quaes eu
nao poaao concordar de forma alguma. Se oa no-
brea deputados desejam que a peca mereca os noa-
sos votos, entao adoptem o alvitre propoato pelo
meu amigo, deputado pelo 3." districto, e qne vem
sanar todas as difficuldades.
Nao com prebende a Ilustre maioria qua nos nao
podemos de forma alguma coneorrer para a dimi-
nuicSo de vencimentos de empregadoa pblicos,
para a suppressao de logares Inaa diversas repar-
tieres, quando a eommiaaao nao procedeu cora un-
parcialdade? Como se eomprehende que tennam
oa*hobres membros da oommiesao de orcamento di-
minuido oa veneunentoa de certoa a determinada
funeciouarioa, conservando intaetoa os venciman-
toa de outroe, a principalmente doe funcionarios
de cathegoria mais elevada ? Se eete corte que
taxem devida ao estado finaneeiro da provincia,
a commiaao que eeja justa, corte tambem, dimi-
na os veneim ntoa d'aquellea que mais peroebem.
(Apoiados).
Se entendem os nobrea diputados que ha lugares
em divers is repartieoes que devem ser eupnrimi-
dos, porque andou como que catando a dedo, de
sorte que, em regra, s foram ou seao supprimi
dos aquelles que sao oceupados pelos liberaes ?
Porque razo os nobres deputados, que entende-
ram dever snpprmir alguns lugares na Secretaria
da ssembla, nSo lancaram auas vistas para a
Secretara do Governo....
0 Sr. Prxedes "itanga Contra a expres3a
disposco da le.
O Sr. Jos MaraDiz V. Exc. muito bem-
.... onde existen) os lugares de Chetos de
seccao, que sao iteiramente desnecessarioi", ou
por outra, que sao completamente dispensiveie ?
Ah porque all eiercem eases logtres, em
sua quaii totalidade, p"ssoas do credo poitico dos
nobres deputados e contra quem Ss. Exea, nao tm
corairem de arcar.
Vejo que, sob o fundamento de que extingun lo-
se o intrnate do Gymnaso Provincial, desnecea-
sario um regador, supprimo-sc ekte lugar, incum-
bndo-so 4 dreccao a um lente que ter urna certa
gratifcacao em recompensa de dirigir si pro-
prio. De pleno accordo ; mas porque se fo lem-
braram os nob-ea deputados de que a Escola Nor-
mal tamSem um extrnate e qu", como tal, nSo
carece de um director? Porque razao nSo osten-
ten at ah a mesma providencis. incumbindo um
de seus lentes de inspeccionar Hqaelle estab"leci-
mento? Mas qne no Gymnaso' Provincial oc-
cupa o lugar de regador o Sr. D^io Far'.as e a
Escola Normal dirigida pelo Sr. Dr. Alvaro
BaFbalho Uch* Cavalcante.
O Sr. Prxedes PitangaQue alias desempe-
n'.i i bem o seu lugar.
O Sr. Jos MarnNao co tiesto que o Dr. Al-
varo desempenhe bem o seu lugar ; mas se elle
desempenha b-'m, ha de ser tanto quanto o Sr.
Deao Faria. (Apoiados).
O Sr. Prxedes Pitanga Mesmo porque nio
ha corpo sem cablea.
O Sr. Jos Mara-Eu nao precisara ir por
diante, bastara essa suppre6ao para sacisdade
demonstrar que a commisso na* andou acertada,
que procedeu com flagrantes injistcas.
Este tacto bastante para dar a medida, para
aferir da justica, da coherencia da commisso.
Ea nao preciso ir adaute.
Ao passo que, quanto despesa, assim procede,
com relacao reeeita, dizendo que o estado finan-
eeiro da provincia por domis precario, que es-
tamos as portas de urna banearota, supprimc ver-
bi de arrecadaclo, e verbas imoortantisomas,
como aejam a imposicao de 20 que exereer nesta provincia o oflicio de magarefe,
estivador ou qualquer outro oflicio mechanico, taxa
que foi oreada para o futuro exercicio pelo Tbe-
seuro Provincial em 1:120UOO.
Porque raaao, Sr. presidente, porque motivo a
Ilustre commisso de ornamento, que and i a pro-
O Sr. Jos MaraMas supprime lugares, o qu
equivale meama cou.ia.
Ora, Sr. presidente, estes individuos quando ae
prepararam p=ra'.faser concurso, quando perderam
o seu tempo e talvez a sua saude e o seu diuheiro,
fizeram n'o na perauaao, na convicole de que
irosariam das regala, das garantas concedidas
pela lei, permanecendo nos seus respectivas lu-
gares, porcebendo os seus vencimentos, sem o me-
nor veame, at quando, paseados os anuos da lei,
podessem ser apreaentidoe ou jubilados, vencendo
quantiaaufciento para a ana manutoncao e de sua
familia,
Sim,.8r- prestaban to, ma li imem qua ae prepara
para tirar par meio de concuno urna cadoira, ou
obter um lagar qualqoar, considerado vitalicio
pela lei, nanea peder imaginar que no fim de tres
aonos da exercicio e menos anda, sem ter cam-
mettido a mais leve falta, tenha em recompensa
urna aposentadora toreada, qu importa n'uma
miaeria, uns reaaa que para cense alguma ser-
ven Pergunto eu nobre .commisso de orna-
mentos : os lugares que mandam os nobres depu-
tados supprimir as repartieoes publicas, sao
inteirainente desneceasarios ? Neste caso justifi-
ca-so a commisso.
Mas, se mandou supprimir cases lugares, nao
por esta motivo, mas porque pretenda a todo o
transe fazer economa, coa apregoa, nao tem
mais razio de ter essa resolucAo dos nobres depu-
tados, desde que chega-se evidencia do que ha
um saldo de 700 contos. A menos que dito saldo
seja para iaqlez ver, a menos que este saldo nao
tenha urna base certa, nao tenha um fundamento
raeoavel, nSo p dem os nobres deputados dzer
que mandam supprimir os lugares, attendendo ao
estado precaria dos cofres pblicos. Nao podem
tambem allegar que silo doanecesaarios, porquanto
ahi estopera protestar os proprioa chefes das re-
partieoes.
Na secretaria desta casa, os nobres deputados
supprm-'in 5 lugares. Ma;, pergunto eu : estes
tusares, que a commisso manea supprimir, sao
desnecessarios ? NSo, com certeaa. Se Eres, sa >
uovos nesta casa, nao podem bem imaginar o s-r-
vico que pesa sobre os empreados da secretaria.
Se Ss. Excs. tivessem procurado inform ir-se da
opniio do Sr. dreotor da Secretaria, teriam oi-
vido deste funecionario que o servico r soffrer
gran eui"n*e com a auseuoia dessea seus auxi-
liares. A mim mesmo teve occasilo de dzer o
Sr. director qne muito soffreria a sua repartic),
servindo-so at da seguntc oxpressao : eu tico
quebrado de ps e mios ; tanto mas quanto, Sr.
presidente, os sabemos sobre quaes funecionanos
vo recahir as supprcss'ios, c sao justamente sobre
os mais habilitados, e digo isto sem querer ofen-
der aos demais.
Sim, porque com certeza o cutello nao ir ea-
hir sobre a cabeca dos conservadores; as vctimas
serao os liberaes. E nao se recordam os Srs. de-
putados de qne tivcmai procedioiento muito di-
verso d'elles ?
Como explieam es nobres deputados a nova or-
ganisaC/So que tem de dar seereCaria ?
Diz o orcainent > : ser supprimido um chafe de
seccao. V-so d'ahi que fiea urna seclo comple-
ta, dirigida por um chee, e quem dirige a outra T
A segunda seccao nao supprimida, ella fic-a ;
i suppriine-se apenas o chele o o resaltado que
urna fiea com a cabeca e outra sement cora o ra-
bo. Dir-ine-hao os Srs. depetaos que se extin-
i guir a seccao cuja chefd supprimido, addieio-
nando-se os empregados, mais felizes, que sao
I conservados, outra seccao ; mas a palavra sec-
cao traz a idea de divisio. Ha seccous, porque a
l directora est dividida em duas partes. Se se
\ supprime urna a outra doixa de ser seccao, e por-
tante dispensa perfetamente o chefe, paasaneo a
ser dirigida pelo director, que b4) pode limitar-
; so a dirigir um chefe nico.
Sa a commisso entenda qu, apezar do saldo
cura de reeeita para a provincia, que aupplicou o que fiea segundo o seu orcamento, era necessario
imposto sobre os empregados pblicos, que quasi
duplicou o imposto de gyro que foi no anno passado
combatido com todas aa forcae pela llustre minora
de enlao, composta de correligionarios de V.
Exc....
O Sr. Drummond FilhoDeclaro que votei pelo
imposte de gyro.
0 Sr. Jos MaraSim, senhor, V. Exc. foi um
dos dous ou tres que fallaram por elle.
Mas, como dzia, porque rasa a nobre commis-
so tendo augmentado estas imposicoes, suppri-
fazer economa em tada a parte, inclusive na se-
cretara da ssembla, tendo consultado o direc-
tor da secretaria, e este diaendo, coma disse a
mim, que ficava prejudicado o servico publico,
porque tiravam se os beus mlbores ojmpanhei-
ros, os seus melhores auxiliares, devoria entao a
commisso, para levar arante a sua idea de eco-
noma, diminuir os vencimentos de todos os em
pregados, afim de que te tos soffresseui igual e
proporcioualmonte. Assim far-se-hia a cemomia e
nao soti'na o servico publico e nenhum empregado
raiu a verba que acabei de referr-me e a do { l aoft eria mas do que o outro.
39 que vem a ser 200000 por eacravo que entrar
para a provincia ?
O Sr. PitangaImposto que devia at aer du-
plicado.
O Sr. Jos MaraQuando nao tora mesmo pela
imponencia da arreeadaco, esse diapoeitivo de-
via ser mantido e at duplicado, diz V. Exc. muito
bem.
lloj que por todo* os moi.s e meios so procu-
ra ditficultar as traasacedea sobre a carne hu-
mana ; hoje que todo o Brasil, em um grito
unisoao, pede a extiucciio do elemento servil;
quando vemos a corte do imperio preparando-se
para brevemente vestir-se de gallas, libertan-
do-so do elemento escravo ; quando Sua Magea-
Quer a Ilustre oommisso que nos convenga-
mos da justica que prende aos seus actos ; quer
que nos compenetremos de que ella teve por pha-
nal ai'splesmente a diinnuicio daa deapeaaa pu
blicaa, devido isto ao estado precario das finan-
gas ? Proeedesae por esta forma !
Poie, nos nao comprebendemos que aquelles em-
pregados que sao consrvalos tero maior satis-
la ;o em ver seus vencimentos diminuidos a fica-
rem sobreoarregados de maiar servico, servioo a
que nao podem dar vencimento, alm de que ver -
I se-ho privados da oompanbia dos seus eollegas
liberaes, que, talves muito e poderosamente con-
eorreratc para que nao foaaem elles demittidos
1 quando no poder o generoso partido liberal, jue
nao faz distinecao entre
tade o Imperador concorre para esta humanitario I nestas pequeas cousas
fim com a aomma elevada de 60:0O0#00J, a Aa-' liberaes e conservadores.
sembla Provincial de Pernambuco prope-sa a l O Sr. PresidentePego ao nobro deputado que
dispensar o iuroato prohibitivo da entrada n'eate ae cinja materia do piojecto.
municipio dos nosses infelizes irmos eacravisa- I O Sr. Jos MarisEu creio que estou
,jos do da utilidade do projecto.
Supprime a nobre commisso o imposto do % 60,' O que quero demonstrar ae nao ha utilidade
auxilio dos cofres geraes. e nem conveniencia neste projecto de rgamento.
O nobre deputado sabe qne diversas verbas ge- : O Sr. PresidenteO nobre deputado eet fa-
raea sao applicadaa provincia com o titulo de I sendo da 1 discusaao do orcameato a 2. ,
auxilio geral provincia. OSr. Jos MaraNio senhor, eu quero spe-
Como p< is, que a nobre commisso supprime i as de tudo isto deduzir lgicamente que o pro-
eata verba V jecto deve voltar ao seto da aommisso, afim de
Quando ease dnheiro fr rocebido, quando al- i que esta o reveja e emende. (Apartes).
guoi official da Guarda Nacional, por exeuiplo, pa- I Ora, Sr. presidente, como eu ia disendo, nao
gar os emolumentos da sua patente, conta de i podem os nobres deputados exigir de nos que acre-
quem se leva este crdito ? Que nades, que moti- ditemos na sincendade de suas palavras, quando
cortes ; mas ha a notar o seguinte e que os cor-
tos quasi todos sao feitos directamente sobre co
religionarios meus, e os outros cortes que recahem
sobre os co religionarios do nobre deputado sao :
um sobre um conservador que deixou de votar, e
outro sobre aquelle que resisti imposicoes.
O Sr. Coelho de Moraes d um aparte.
O Sr. Jos MaraMeu collega, as vezes nos
somos Iludidos em nossa b i f ; eu acredite que
V. Exc. em nada d'isto tivesse influido; mas quem
nos afirma que o mesmo precedeu ao seu collega
de commisso, que deste recinto se retira logo que
comega a dscusso do orcamento provincial ?
(Trocam so apartes)
Em vista das consideraces que tenho teto, Sr.
presidente, v o uobre deputado, o nico membro
da commisso de orgamento que assiste s discus-
soes, que nos nSo podemos aceitar esta projecto,
porquanto elle tem um nico fim, prejudiear os
nossos amigos.
(Entre no recinto o Sr. Regueira Costa).
Eu sent V. Exc. nao estar aqu para quem eu
quera appellar, como delegado litterario do Boni-
to, com relago i. um proiessor celebre de seu dis-
tricto, que leccioaava pela Siartinhadi. Nio
exacto ?
O Sr. Regueira CostaSim. senhor.
O Sr. Jos MaraVeem os nobres deputados
que en nj fantasio. Eu fia ver a Vs. Ss. que se
nio fosse esta resistencia por parte do honrado
Sr. Dr. Jos Diniz. estavaivre S. S. de ser sup-
primida Eua cadeirs.
Um Sr. deputadoMas as duas cadeiras sao ni-
cessarias ?
O Sr. Jos MariSim, ambas ellas sa neces-
sarias, e tanto que cada urna tera mais de 50 alum
nos o nao pode um a professor cumprir bem os
seus deveres, leciionando a 100 meninos, a menos
que seja professor do quilate d'aquelle que ensi-
nava pela Martinhada.
O Sr. Coelho do Moraes A commss;Io acaitar
emendas.
O Sr. Jos MaraO orgamento se acha onfec
conado de modo que b inteiramente refundido.
O Sr. Regueira Costa d:i um aparte.
O Sr. Jos MaraO que eu quero a Justga.
E' necessario ferir a um meu correligionario ?
Poia seja elle terido ; mas faga-se o mesmo com
os adversarios.
OSr. PresdanteV. Exc. inteirompe um peu-
oo o seu discurso por alguns minuto?, euiquanto se
le um requenmento de proroeeoSo da hora ?
O Sr. Jos MaraPi3 nao (senta-se.)
Vem a mosa, lido, apoiado c- approvado o se-
guinte re^ueriraento.
R-queiro prorogagao d hora por mus 30 minu-
tos.-Regueira Costa.
O Sr. Jos Mana (continuando).Eu agradego
aos nobres deputados que tiveram a longanivida-
do de entrar para o recinto, afim de concorrerem
p ira que fosse approvado esse requenmento, que
di lugar a que eu esgote mais 30 minutos, impug-
nando oBilontra.
Penhoradissmo, agradego aos meus Ilustres ad-
versarios, que foram por demais benignos para cont-
raigo, concedendo-mc mais esta pequeo praso
para eu continuar as mihhas observagoes. Agra-
dego tambem V. Exu., Sr. presidente, que, em-
b ira conservador, todava doptado de um espirito
pasto e justiceiro, dignando-sc ouvir as queixas e
os reclamos da opposigo, que nesta casa procu
ra exereer um direito sagrado. Proseguire. A
Escola Normal tem dua6 cadeiras de instruceao
primaria, urna para do sexo masculino e outra do
femoino
^ Estas cadeiras sao propriamente da freguezia de
Sauto Antonio, addidas aquelle estabelecimeuto.
Mudando-se a Escola Normal de Santo Antor, o
para a Boa-Vista, estas cadeirasno deverie itcoin-
panhar aquelle instituto, as permanecer n'aeael-
la freguezia. Estabeleceu se tambem, ou ficou
addida ao Gymnaso, urna eadeira de instruego
primaria da freguezia da Boa-Vista.
E' excessivo, Sr. presidente, o numero do. alum-
nos que tem esta eadeira, subindo a sua matricula
urna cifra superior. Mas agora, julgam-se des-
necesaarias estas duas cadeiras do sexo mascolino,
isto a eadeira d Escola Normal e do Gyoinasio
Pcrnambucano. Mas o que aconaelhara a raz>,
tendo ao|de se suppnrmir urna dellas ? De prefe-
rencia deveria ser supprimida a eadeira da-' i.
Nirmal, j porque da freguezia de Santo Anto
nio. j porque mais natural que fiqeu no lugar
aquella que j existe, do que seja mudada, para
vir outra para o seu lug-r. Mas porque assiin
nao succedeu ? Porque S. Exc. mandou tuppri-
mir a eadeira do Gymnaso ?
O Sr. Gomes Prente A commisso nao fez
nada daso.
O Sr. Jos MaraO que fez ?
O Sr. Gomes PrenteV- Exc. lea o projecto.
O Sr. Jos Mara0 nobre deputado me ga-
rante que a commisso uo fez isso que venlio de
dizer ?
vos teve a nobro commisso para eliminar esse
crdito !
( Apartes.)
O Sr. Presidente V Exc. permitta que Ihe faga
urna observago; nao posoo perraittir quo era 1.*
dscusso, V. Exc. esteja analysando o orgamento.
O Sr Jos ManaNao, senhor, nao quero ana-
ly.ar o orgamento, quero apenas iaser considera-
ges lgeiras.
(Apartes.)
Deste ligeiro confronto que eu tenho feito fiea
demonstrado que, ao passo que Ss. Excs. augmenta
rain a i'nposigo sobr os vencimentos dos empre-
gados pblicos, diminuiram essea vencimentos, sup-
primiram outros logares com Migrante injustiga ;
ao passo que isto fizeram, abandonaram certas
verbas de reeeita sem razio, sem motivo, sem fon
damento algum.
Depois, Sr. presidente, notamos um fseto carac-
terstico ; a reeeita orgada em 3,777:1474040 e a
despeza em 3,11'J:i i(i#772, d'onde resulta um
s^ldo do 600 e tantos cuntes a que a Ilustre com-
misso de orcamento nao d a menor appliea-
go.
Que juizo forma a oommisso do que a pro-
vincia ? Pode se comparar a entidade moral da
provimeia, ou estado a um individuo, a um com-
merciante, que tem o direito de faaer as auas
tranaagdea de modo que na occasio de fechar o
balango fique com um saldo para enthesourar?
Nao, com certesa. A provincia, assim como o es-
tado, tem neceaaidade de deepezaa c para occorrer
a elles que organisa e langa imposigoes e por
esse motivo que prmeiramente ae cogita da des-
peza, qne se tem faaer, para depois tratar-se das
imposigoes (angadas, fim de que baja sempre o
equilibrio. A nobre oommisso porm, inverteu
a praxe cstabelecida em todos os orgamentos de
que eu tenho noticia. Comegou pe t decretagAo
da receka e terminou pela despeza, e por esse
motivo qne, em resultado, aprsente o orgamento
um excesso de seiscentos e tantos coutos entre a
reeeita e a despeza.
Portante, se a reeeita d com effeito esta quan-
ta, cumpria aos nobres deputados iminur as
impoaicea quantia equivalente, e corrigir as in-
justigas que commetteu, resta be lecendo os lugares
que mandou supprimir.
Se effectivamente pelo calculo feito pela nobro
commisso, que deve ser approximado, fasendo-se
o confronto entre a reeeita e a despeza, aquella i que est predestinado para soffrer o corta porque
excede 600 e tantos contos, perto de 700, que teve a hombrdade para dzer que nao cedera nos
neceaaidade ha de arrancarse dos pobres empre- empenhos que teve para que, na qualidade de jul
fados pblicos mais 5 /. dos sena vencimentos? gador, dsse pxrecer absolveudo um professor do 9o
orque motivo ha de atirar-so para o meio da ra districto, que leccionava peU Martinhada. Disse-
aquellas pobres creangas a quem o governo deu me mesmo este honrado e llustre preceptor da mo
guarida no Gymnaaio Provincial, instituto que cidade a suppressao feita para mim, porque nao
tanto bonra esta provincia? Se ha um saldo de I attendi aos pedidos que ae foram feitoe verbal-
cerca de 700 contos, como ae justifica o proced-1 mente, assim como nao attendi aos immensos pedi-
mento da nobre commisso, que no seu furor de [ dos que me foram feitol por certa, q le conservo,
cortar dtspezas, supprimio lugares as repartieoes
ublicaa, "dispensando funccionarios qu adqui-
iram direito aos lugares que exercem e que oa
obti verana por meio de concurso, como os leates do
Q/mneaiup
O Sr Gomes GarenteA commisso nao demitte
ningnem.

vemos tudo isto.
Ag ra, se a ilustre commisso de orgtmeuto
houvesse oortado largo, houvease diminuido oa
vencimentos do inspector 4o Tbesouro Provincial,
do inspector geral da Instruego Publica, ae ti-
vesse eliminado o lugar de director da Escola
Normal, como supprimi rara a directora do Gym-
naso seos nobres deputados tiveaaem aappri-
rado cadeiras desnecessarias na Escola Normal,
como por exemplo, a eadeira da pontos, sa ttvea-
sem procedido por esta irma, poderiam exigir de
nos que acreditassemos que assim haviam proce-
dido em attengio ao nteresse da prsvincia.
Mas assim nao succedeu ; Ss. Excs. attenderam
exclusivamente aos seus amigos e fizeram urna
razia nos nossos.
O Sr. Coelho de Moraes E' urna injustiga que
V. Exc. faz ; pela minha parte declaro que nao os
conhego.
O Sr. Jos Mara Quero acreditar que nao
houve da parte do nobre deputado esta intengo :
acr dito-o pamente ; reas V. Exc. deve compre-
hender qne digno dd aasbaess tanto eaipariemo
por parte dos nossos amigos.
Eu nao posso deixar passar assim deaapercebi-
da a fatalidade que peaa, como urna mi de ferro,
sobre os nossos co religionarios.
O Sr. Coelho de MoraesNao apoiado ; ha um
lugar por ex-mph na repartigo daa Obraa Pu-
blicas oceupado por um conservador que man-
dudo supprimir.
O Sr. Jos MaraEstiva hontem comease ci-
dadio e elle disse-me : querem supprimir o meu
lugar e a ratio porque suspaitaram de mim, co-
mo eleitor do districto.
Ora o aparte, do nobre deputado em lugar de
provar a favor do aeu partido, prova o contrario,
isto que com o nico empregado conse vador
cujo lugar foi mandado supprimir, deu se esta cir
cumstancia de que, sendo eleitor do 2' districto,
pairara duvidas sobre o aeu procedimento na ulti-
ma eleigo. (Apartes)
E, Sr. presidente, nio foi s isto ; mandou- te
supprimir tambem urna eadeira de portugus no
Gymnaso Provincial.
fia all dous protessores, 1 liberal e outro con-
servador. Tambem houve ah um preparo ; mas
desta vez quem soffre nao o liberal ; a victima
ser o conservador. Refiro-me aoa Drs. Antonio
Justino de Souza e Jus: Diniz Barrete ; este
O Sr. Gomes PrenteSim, seulior; tenha a
bondade de 1er o projecto.
O Sr. Jos MariaSe Ss. Excs. tomaram esta
innocentes, seja isto levado em descont dos inn-
meros peceados dos nobres deputados.
Paseemos a outro assumpte. Nos vemos que o
Thesouro Provincial, que o niuho do conserva-
torismo, nao sotlVe.i o menor corte. Ao passo que
se diminnem os vencimentos dos empregados pu-
blicos, ao passo que se supprimem diversos luga-
tratan- res em quasi todae as repart.igoes, no thesouro
publico foram conservadas at gratificagoes espe-
ciaes, que nao tem razio de ser, e Je que gozam
alguns dos empreg-.dos mais felizos.
D-se no Thesouro Provincial estas duas ano-
malas : um funeciooario distnct3simo pelo seu
carcter, procedimento e habilitagoes, tem o deve
de ir de 16 em l.r> das Repartigo das Obras
Publicas para fazer um ligeiro exame, eesta obri-
gago decorre da propria natureza do em prego
que aqualle funeci nario exerce ; quero dizer, tam
o dever, como chefe de seccao, de ir duas vexes
por mez Repartigo das Obras Publicas para
fazer all um trabalho inherente ao seu cargo.
Nao taz o servico em horas vagas, fal-o durante
a hora do expediente. Em vez de estar naquelle
da, certa hora, no Thesouro, onde emprega-
do, vai p^ra aquella outra Repartigo. Per guate
eu aoa nobres deputados : se os deputados, em
virtude de disposgo regimental, urna vez por se-
mana fosaem obrigados a funecionar fra desta
oaaa, faaendo cm outro edificio trabalho inherente
a fueeges de deputado, pergunto eu, por este
facte deveriamoa receber duplicado subsidio ?
(Apartes).
Como, pos, esse empregado percebe urna grati-
fieaglo especial, alm da sua gratificago pro
labore*
Vejamos mas urna anomala A divida activa
era arrecadada em certo anno pelo Consulado. A
ssembla entendeu que esse trabalho devia ser
feito pelo Thesouro, encarregando-o ao escrivio
da reeeita. Como houvesse reclan.ado aquelln
funecionario, allegando que o trabalho era moito,
deu-se-lhe um ajudante e mais urna gratificago
especial por este aecredcimo de trabalho. Isto
durou um ou dous annos ; mas a ssembla en-
tendeu outra ves que nao estava boa a cousa e
voltou o mesmo servgo para ser feito novamnte
pelo Consulado. V. Exc. persuade-se de que foi
para o Consulado o ajudante e a gratificago ?
Engana-ae redondamente. O servico csahio, mas
ficaram ajudante e gratificago.
(Apartes).
porquautj e nao podia deixar de proceder do
modo porque proced, porque sou mestre e pai e o
meu dever er> ser inexoravel para com esse pro-
fessor, que chegou ao ponto do leccionar pola Mar-
tinhada, que espalhav entre os seus discpulos.
Crea o nobre deputado que eu acredito pamen-
te que % Uxc. nio iofluio para qoe se dssem estes
Eu nio afErmo que seja divida activa, mas o
certo que o escrivio da reeeita do Thesouro te-
ve um ajudante e urna gratificago especial por
causa do um servgo que passou do Consulado
para o Thesouro, e que^cou cargo daquelle
funecionario, assim como que este servico voltou
para o Consulado, continuando, todava, a grati-
fieacao e o ajudante. (Apartes). Este o tacto.
O Sr. Coelho de MoraesAturan ao nobre de-
putado que essa gra'Jficagio foi supprimida ; pe-
go que lea o S 61.
O Sr. Jos Mara (lendo) 61. Empregados
do Thesouro Proviucial nos term s da tabella an-
nexa ao repulamento de 2 de juluo de 1879, lei n
1,693 e 1 do art. 10 da lei n. 1,713, ficando
extiuctas as gratificagoes do art. 52 da lei n. 1,771
e o ordenado, etc inclusive a gratificago dos
agentes encarregados, etc.
Sr. presiden'e, eu pego a V. Exc. que mande
ver a lei n. 1,693.
(O orador satisfeito).
Sr<., o art- desta lei diz o seguinte : (le).
V o nobre deputado que cousa muito di-
veraa.
O Sr. Gomes PrenteJ est notado,*iai um
erro da commisso.
O Sr. Jos MariaMas cita-se tambem o art.
62 da lei n. 1,261 e o art. 2 da le n. 1,771.
Isto um systema muito antigo, O'system
pernicioso das referencias, e d lugsr a que quem
nao for investigador como eu, venha a dizer no fim
da votag&o : fui roubado, passou com o meu voto
aquillo que eu nio quera. (Apartes).
O Sr. PresidentePrevino ao nobre deputado
de que est finda a hora.
0 Sr. Jos MariaSeos nobres Xleputados po-
dessem ter agora a benevolencia que j de outra
vez tiveram, prorogando a hora, eu agradecera ;
as Ss. Excs. nao estaro para isso de modo
que, nio querendo desobedecer V. Exc, Sr.
presidente, outro remedio nao tenho seno sentar-
me, som mesmo concluir o meu discurso.
(Apartes).
Veja V, Exc. o que diz a le citada pela Ilustre
ommisso : (l)
Art 52. Ficam restabelecidas e em inteiro vi-
gor o arta. Io e 2 da lei n. 771 de 11 de Junho
de 1867. .
Vejamos agora o que prescreve esta lei. (L).
Esta lei, como vecinos nobres deputados nada
prescreve sobre giatifiaejcoes.
Vejamos a outra : art. 2 da lei a. 1,771. (L) :
Fiea o presidente da provincia autorisado a
indemnizar a Jos Fiusa de Oliveira, arrematante
da ponte sobre o rio Una etc.
(Riso.)
E esta Em vez de supprimir-se a gratificago
do escrivio da reeeita, trata-se de cusa muito di-
versa.
Ora, veja V. Exc. quanto foi boa esta minha
discus3ao, porque poder-se-hia aqu jurar na t
dos padrinhos.
_ V, V. Exc., Sr. presidente, que este orgamento
j nao mais Bilontra e eu nio tenho outro re-
medio seno reformar o meu juizo. Volta a ser
novrnoste monstro.
Assim, a nobre commisso, as referenciis que
fez, era vez de mandar supprimir a gratificago do
escriva i da reeeita, em urna dns r ferencias man-
da supprimir os 3 por cento destinados ao Asylo
de Meudicida.dc e em outra auto: isa urna indein-
DlsacSo. (liso.)
O Sr. Gomes Prente O nobre deputado nio
f que ha cnguno ?
O Sr. Jos Mara Quantos engaos .' Tanto
inulhor, se o orgamento est recheado de engao',
ento nao pode deixar de voltar novamente ao s-io
dacommissao, porque do uudj porque est nao
pode servir de baso a urna diocussio seria nesta
ssembla.
(Muito bem.)
O *r. (lomea Prente- (Xio davjlveu
seu discurso.)
O Sr. loto Maria Sr. presidente, isto
aqu vai d ni a 1 a por O nobre deputado pede
que se mande buscar na typographa o original
do projecto de orgamento provincial, que devia
existir na secretaria.
Hontem, depois de lido o projecto de orgamento
municipal, eu procurei-o por toda a parte e nin-
guera me soube dar noticias delle.
O Sr. Reg Barros Foi para a typsgraphia.
O Sr. Jo Mara Allirm a V. Exc. que nao
transtou pela secretara ; all nao foi registrado
no livro competente. Eu fui secretaria e l ni)
encontrei o projecto : fui ao archivo c i tambem
dS i estai a. Subo Bati deBois, que o reprter d >
Diario o tiaha levado, assim como quem sahe a
franeen.
O Sr. li-i?> Barros Pos eu mandei leval-o
para a eaoseter V. Exe. procurou inforraar-si
do Sr. directar.
O Sr. Jos Maria O Sr. director declarou-me
que o projecto nio se aehava ua,secretara.
; "orno Sr. presidente, que 03 projectos saliera
assim desta casa jem transitar pela secretaria ?
A praxe e a lei mesm 1 d teiminam que os ori-
ginaefl dos projecosfiquem nesta ssembla, afim
de que se possa de momento verificar qualquer
ensao.
V. Exe Sr. presidente, deve tomar a si o cui-
dado le imprimir urna certa direccio a essas cou-
sas, afim de que ellas nio se reoroduz^un. Ima-
gine V. Exc. que na typographia extravia-se urna
pagina do original, como se poderi verificar qual-
quer engao ?
Bem v V. Exc. que preciso tomar urna me-
dida sena. V. Exc. vio que a commisso, pre-
tendendo supprimir a g'atificagio do escrivio da
reeeita, cita entretanto urna lei que trata de obje-
eto muitc diverso.
O Sr. Gomes Prente Ha bem pouco tempo
foi que se verihoou que havia um engao no c-
digo do ommerco.
OSr. Jos Mara Sr. presidente, me pirece
que aqu a easa dos disparates. Eu fallo em
alhos e o uobre deputado vem com bugalhos. O
que tera a noite com a surra do mjlequc ?
E' o que tinha a dizer.
A dscusso fiea adiada pela hora.
Passa-se
2.* PARTE PA ORDEM P0 PA
Entra em 2" dscusso e approvado sem leba-
te, sendo dispensado do intersticio a requerimento
do Sr. Soares de Amorim, o projecto n. 50 de 1881
(declarando que a disposgo prohibitiva da lei n.
1,320 de 4 de Fevereiro de 1879, nao se en tende
com oe empregos das collectorias.)
Entra cm Ia dscusso o projecto n. 33 deste
annd.
O Sr. Lourenro de S (pela ordem) pede
ao autor do projecto esetarecimentos afim de poder
votar consceqiosamente.
O Sr, Jomo .41 veai (Nio devolva seu dis-
curso).
Vera a mesa, lido, apoiado c entra conjuncta-
mente em dscusso o seguinte requerimento :
Requeiro que sobre o projecto sejam ouvidas
as autoridades judiciarias e ecelesiasticas. Dr.
Pitanga.
Ninguem mais pedindo a palavra encerrada a
discusco e posto a votos o projecto approvado,
sendo regeitado o requerimento.
Eatra em 2* discusso o projecto n. 10 deste
anno.
Sao lidas, apoiadas e entram conjunctamente em
discussii as seguintes emendas :
Igual favor aopovoado de Canhotnho.Fer-
reira Jacobina.
Igual favor povoagao de It3pissumi. Ba-
rio de Itapissuma.
Emenda ao art. Io : Contractar com Candi-
do Thiago da Costa Mello, ou com quem inaiores
vauta.'ens offerecer.Visconde de Tabatioga.
OSr. Ferretra Jacobina-Sr. presiden-
te, uo meu proposite "ppor-me a este projecto,
mas vejo que a sua redaego e3t fora dos estylos
dos actos legislativos. V. Exc. comprehende que
incorporar urna companhia nao o mesmo que au-
torisar o contracto com urna pessoa ou companhia
e mais alguma cousa. Est n:i attribuigo do pre-
sidente da provincia, sera duvida contractar com
urna pessoa, ou mesmo com urna companhia a exe-
cugo de qualquer servigo-
Mas uo est as attiibuigoes de um presidente
incorporar urna companhia, porque incorporar ama
companhia agenciar asignaturas entre pessoas
que queiram comprar ou subsersver aegoes. Nao
me parece portante, conveniente que a adrainistra-
go seja assim autorisado.
0 Sr. Ratis e SilvaAceito a corrcego.
O Sr. Ferreira JacobinaProcurei mesma" ver
as emendas, afim de examinar se alguma dellas re-
solva sobre essa palavra.
Mas nenhuma dellas cogita disso.
Se, pos, o nobre deputado, nao v nestas mi-
nhas observaces um acto de hostilidaue, .espero
que emendar o seu projecto.
O Sr. Ratis e Silva V. Exc. mesmo pode man-
dar emendas que eu as aceito.
O Sr. Ferreira JacobinaNao me animo a apre-
sentar emendas, desde que o nobre deputado nao
tem duvida em fazer esta rectificago.
E' o qne tinba a dizer.
O Sr. Ratin e Silva -Sr. presidente, mui-
to me agradaram as consideragoes que fez meu
nobre e distincto amigj, o Sr. Dr. Jacobina, acer-
ca do projecto que se discute, porque vi que elle
aceiteu a idea principal do projecto, declarando
mesmo que p.ir elle votava, mas apenas csrrigio
urna expresso que e'le enteuleu menos cabivel
na redaccao do projecto.
Eu nao deixo de concordar com S. Exc, aceito a
correcgo do nobre degutado e at agradego mes-
mo esta lembranga que teve, porque deste modo
poupa a commisso de redaego de fazer emen-
das.
CoQseguinteznenteo nobre deputa jo prestou nm
servico a mim e outro commisso de redaego.
Agora, Sr. presidente, fallando sobre as emen-
das direi que na 1* dscusso eu fiz sentir casa
que no projecto havi-i urna lacinia occasionada
pela imprensa, porque ella supprimio as palavras:
se nao a poder fazer singularmente. A typo-
grapha supprimio estas palavras, e sendo um* la
cuna que devia ser supprida, neste sentido man-
dei a emenda.
Sr. presidente, apresentando o projecto que se
discute, o meu nico fim foi fazer um beneficio
populago da cidade da Victoria, foi dar agua
Aquelles que tem sede.
O Sr. Drummond FilboE' urna obra de mise-
ricordia.
O Sr. Ratis e SilvaE' um beneficio a toda a
populago, especialmente aos pobres, a quem mui-
to custa mandar buscar agua longe, e gastando
diuheiro.
Pensei, Sr. presidente, que o meu projecto osti-
vesse muito cheio de defeitos, porque conhecendo
pouco aquella localidade, porquanto all s fui
urna vez, ha 15 annos seguramente, nao podia ter
conhecimentos taes que me autorisassem a fazer
um projecto perteito.
Mas quando por l andei, a vista da loca idade,
conheci que era urna cidade situada em urna zona
larga, mas secca, de sorte que os seus habitantes
viam-se na necessidade de ir buscar agua a nao
pequea distancia.
Assim, Sr presidente, entend que devia confec-
cionar este projecto, e que assim ia beneficiar
aquella populago, abastcendo a cidade da Vic-
toria do agua potavcl.
Um Sr. Deputado E' um verdadeiro servigo
qne V. Exc. preste.
O Sr. Ratis e SilvaNa confecgo do projecto
tive necessidade de fazer um calculo para poder
conhecer emquanto importara empresa que fos-
se autorisada a fazer esse servico e mesmo para
poder saber como poderia ser vendido pop'ilaco
o balde d agua.
Por esse calcule cheguei ao resultado de ser
possivcl fazer-se o contracto com um capital tal-
vez de 100 contos de res, podendo o balde d'agua
ser vendido a 10 ris.
Isto fiz calculando a populago da cidade em
dous mil fogos e pastando ctda casa tres baldes
d'agua, termo medio.
Conseguintcmente eu pens que custaado 10 ris
um balde d'agua, fiea muito commodo popula-
go, sem se prejudiear a empresa, porque deduzido
os lOO contos de ris, fisam ainoa 600 contos.
Assim o lucro ser incontestavcl, ser certo e
sufcieute.
Kn todo o caso nao tenho o menor cscrupilo me
aceitar a emenda apresentada pelo nobre deputa-
do, porque considero S. Exc. muito mais habilita-
do do que eu.
Nao tenho duvida alguma cm aceitar tambem a
outra emenda do nobre deputado o Sr. Visconde
de Tabatinga.
Apenas dah ple resaltar que o lucro ser mui-
to maior para a empresa, veudendo-sc o balde
d'agua a 20 res, prejudicando a populago.
OSr. Prxedes PitangaNao satisfaz; ainda
nao d para as despezas.
0 Sr. iiatis e SilvaApcsar disso eu aceito a
emenda.
Quanto a outra emenda ao art. 1 que diz : (lin-
do) contr.ictar e un Candido da Costa ou com
quem malares vantag.'us oflerecer, tambera nio
tenha nada a oppr. Para mim, seja este ou aquel-
le, o que quero que o empresario offereca as
maiores vautagons, e se realise a obra.
A outra emenda do Sr. Bario de Itapissuma ;
est uas m-smas condicoes da cidade da Victoria
a povoagao de Itapissuma. Porque razo, pos.
UM se ha-de conceder aos habitantes d'aqu-lia lo-
calidade o mesmo favor?
Estando assim de permito accordo com todos os
nobres deputados que mandaram emendas e com o
ineu nobre amigo o Sr. Dr. Jacobina, que lez urna
pequea correcgo no projecto, eu scuto-me certo
de que elle encontrar a approvacio unnime des-
ta c isa.
Vem mesa, lida, apcada e entra conjuncta-
mente em discusso a seguinte emenda :
Emenda ao art. 1 :
Depois da palavracontractar,accrcscen-
te-se : seno o puder fazer singularmente. Ra-
tis e Silva.
O Sr. Ferreira Jaoobiaa^-r. presiden-
te, eu j disse ie;ta eadeira e particularmente ao
Dr. Ratis e Silva que aceitava seu projecto ; mas
pens que elle anda no primeiro artigo precisa ter
urna suppressao de palavras, por exemplo : (Le)
Um Sr. Deputado Isto compete a ccmmisso
de redaego.
O Sr. Ferreira Jacobina A commisso de re-
dacgo nio ple supprimir as palavras a que rae
refiro.
O nobro deputado conhece a cidade de Saate
Antee ; conhece a Cante, sabe mesmo se a agua
pitavel e de boa qualidade?
OSr. Ratis e Silva Nio.
O Sr. Ferreira Jacob na Mas nao haver n'a-
quella cidade fon te de agua meihor, ainda mesmo
em maior distancia ?
Eu fago esta refluxao, poique desde que a lei de-
termina o ponte d'onde parte a agua, ao presiden-
te nao licito fazer qualquer alteracao.
As3m, pens e acho meihor que o projecto mu
determine a fonte.
O Sr. Ralis e SilvaNio I. meihor.
O Sr. Ferreira JacoV>:. O nobre deputado
fallou-me u'ura cale ilj que fez comparando a des-
peza com a venda dos baldes d'egua. Eu pens
que a agu forneeida para a cidade da Victoria e
sendo o prego do balde vintem, de grande van-
tagem para os povos ; porque digamos com fran-
queza : a agua que existe na cidade da Victoria,
de pessima qualidade, e seria urna grande felici-
dade para aquella gente.
Eu pergunto aos nobres deputados, que dimen -
so es e dimetro devem ter os canos de barro ou
ferro para o transporte d'agua ? O nobre depu-
tado calculou isto ?
O Sr. Ratis e SilvaNio sei do dimetro, ape-
nas pelas infonnages que tive sei que a distancia
de 12 kilmetros pouco mais ou menos.
O Sr. Ferreira Jacobina Portante, as dimen-
soes nio cntraram nos clculos do nobre depu-
tado.
O Sr. Ratis c SilvaNio entraram.
O Sr. Ferreira Jacobina Eutio nio pode ha-
ver calculo exacto, porque nos podemos fazer os
clculos com as dimenso*s do encanamente, nao
s da sua extenso. cono do dimetro.
O Sr. Ratis e Silva Isss da competencia do
empresario, porque tem a obrigago de fornecer
agua surficente cidade.
O Sr. Ferreira JacobinaMas nos podemos de-
terminar o dimetro que pode ter o cucan-amento.
O Sr. Ratis e Silva Desde que o empresario
tem a obrigago de fornecer agua sufficiente ci-
dade, elle de certo que empregara o cncanaments
proprio para esse fim.
0 Sr. Ferreira Jacobina Oh! meu colle-
ga Se elle fizer um encanamento, como tem a
cidade de Oiinda, com o dimetro de 4 pollegadas,
uo muito ; .mas se pile fr obrigado a fazer nm
encanamento com o d ametro de 8, 12 ou 16 polle-
gadas, o capital ser maior.
Eu creio que para Santo Anto o dimetro de 4
pollegadas ser mais que sutficiente para 30 as-
nos. .. (ha um aparte do Sr. Ratis e S iva) e eris
que o meu collega nao pode contestar que na ci-
dade de Santo Anto a quaetidade d' 1 jua de-
pendente da pressio que ella trouxer.
O Sr. Ratis e Silva d um aparte.
O Sr. Ferreira Jacobina Vejo que o meu coile-
ga deixa essa questo para ser apreciada pelo em-
presario, prefere antes que o interessedo venha
determinar o dimetro do encanamento. Creio
que teriamos occasio de dizer que nio ha conve-
niencia para um dimetro maior, que torne mais
dispendiosa a obra, e talvez impossivel a sua a
rsalisag'o porque 12 kilmetros de encanamento
de ferro, que provavel que seja o nico aceita-
vel, o nao de barro, porque nao acredito que pos-
sa prxluzr bous resultados era urna extenso tao
grande, faz nina immensa differenga de prego.
O Sr. Ratis e SilvaO projecto diz, ou de bar-
ro ou de ferro.
O Sr. Ferreira JacobinaCreio que poderiamos
retirar o de barro ; mas determinando o exmetro,
p rque aeria a bass para o presidente da provin-
cia saber o prego das propostas e nao deixar isso
ao arbitiio d> empresario, porque elle poder es-
tabelecer at o diatsetro de duas pollegadas.
O Sr Ratis e SilvaSe elle estabelecer um di-
metro que nao d a quantidade d'agua sufficiente
cidade, caduca o contrato.
O Sr. Ferreira JacobinaE nos podemos deter-
minar a quantidade d'agua surficente ? Quem
o juiz detse.sutficientementa depois das obras fei-
tas?
Depois apreseuta-se "urna proposta da duas pol-
legadas de dimetro, outra de quatro, outra de
seis o outra de oito; quai dellas ser a prefe-
rida ?
Em toda a parte]sempre se determinou o dime-
tro da canasagao, e portento pens que seria con-
veniente acautelar Uto.
O Sr. Ratis e Silva d um aparte.
O Sr. Ferreira JacobinaEu nao quero crear
difficuldades passagem do projecto, acho que a
idea muito boa e desejo que passe de maneira
rasoavei e realisavel.
Apresente urna emenda estendendo igual favor
ao povoado de Canhotnho.
Os nobres deputados talvez pouco conhegam o
povoado de Canhotnho do termo de S. Bento; e
um lugar muito agradavcl, muito ameno e hoje
ponto de parada da estrada de ferro, mas a agua
potavel pessima, e a estrada de ferro bem poden-
do ter canalisado a agua da urna fonte que fiea pr-
xima, aprovejtaodo-a para o servico da estrada,
longe d'isto procurou fazer no Ieito do rio um aca-
de, para com ebe faaer o servigo da meama estra-
da e abastecer d'agua as suas machinas.
E' muito poasivel que ease trabalho que ella fez,
seja destruido pelas enchentes do rio.
Nestas condigoes, hacend urna fonte de boa
r
i


.
Diario de PernambncoSexta -fcira 14 de Maio de 1886
agua 5 kilmetros de distancia, pareceu-me que
era occasiao de eu pedir qoe se tendease o favor
de que trata o projecto, tambem ao povoado de
Canhotinho.
Vem :i mesa, lido, apoiade, e entra conjunta-
mente ein discossao a seguinte emenda :
Igual favor i cidade de Caruar, Juvencio
Mariz. >
A discussao fica adiada pela hora.
O Sr. presidenta levanta a sessa, designando a
seguinte ordem do da : 1J parte, cmtinuaej da
antecediente; 2 parte, co. tmuaco da anterior e
mais 3a discussao doprojedto n. 50 de 1881.
EMEtfDAS A PRESENTADAS EM 2* DISCUSSAO
AO ABT. 2* DO PROJECTO X. 43 DE 1886
(OSCAMENTO PROVINCIAL).
5. 51. Ao 2" do ar. ge. Supprim im-se ns pa
lavas: suppriicir, etc., at servente.Jos Ma-
ris.
N. 52. Se nao fr aoproyada a emenda n. 51.
Em vez do que est, diga-fe : empregados da se-
cretaria, nao se preenebendo os lugares que va-
garen, urna vez que nao causem prejuizo ao ser-
vico organisaco da mesma secretaria.Jos
Maria.
N. 53. Se nio fr approvada a emenda n. 51.
Supprima-sc o lugar de official de gabiuete do
presidente da provincia.Jos Maria.
N. 54. Se nio fr approvada a emenda. Ac-
crescente-se ao 2 do art. 2': e tambem o lugar
Je ajudante de archivista.Jos Maria.
N- Supprima-se o S* do art. 2.Jos
Maria.
N. 5G. Supprima-se o 48 do art. 2.Jos
Maria.
N. 57. Ao 5 37 do ait. 2o snpprimam-se as pv
avras: corpo de polica; e em vez de 83:26
dga-se 8:000*.Ju= Maria.
N. 58. Supprima-se o 31 do art. 2." "
Mara.
N. 5!). Ao 31. Suppnmam-se as palavras :
extincta a grat.fic^eo, etc.Jos Maris.
N. 60. Ao G. Eiq vez di: 4:000* diga-s?
2:CO0.Jos Maria.
N. 61. Ao 8 6. Supprimam-se as palavra3 :
supprimidos at emolumento.).Jos Marii.
N. 62. tita r .-tabtlccido o instituto vaccinieo.
Jo3 Maria.Dr. Pitonga,
N. 63. Ao 28 augmfnte-se a verba de
12:00 p r.i constraecao da pout^do liio-Doce,
em Maranguape.Dr. Joao de sa-
l. 64. Ao 18 aceres-eufe-se : e o que se
estiver a dever a Antonio Jote de Sonsa, profe-
sor publico aposentado de Baiza Verde, dos seus
vencimentos do esercieio de 1SSI 1885.Jj=
Maria.
X. 65. Onde couber : 2:000j para a concliisan
da casa de ciridade de Nossa Seulr-ra das Dores
de Caruar, e 1:000 para a coaatrucoae de uina
torre na igr* je de Nossa Senhora da Conceicao de
Caruar.Rodrigues Porto.Constantino de Al-
buquerque. Luiz de Aorada.Ratis c Silva.
Joao de Oliveira. -Joan Airea.
N. 66. Ao ^ 17. _'..ii!) para illnminaco da
cidade do Rio Formoso, com 30 laupees j collo-
cados.Luiz di- Audi
X. 67. Onde couber. S, jain m ntidas no Gym
nasio as duas eadeirus de lingos naei tai, aa anea
a duas de I itim. Julio de Barros.
N. CS. X. u 3 n. G '! i tabella de reparti-
eo, em lugar d IK) 50 >j.
X.i :. 12 da mesma tabella,diga se :
1:500*, era vez d* 2:0
Ni omsdm parte, n. i.", diga-ae: 9:030|, cm
lugar de 10: ', -Gomes Prente.-Cielbo de
Iforses.
X. 69. Ao | 0 diaga-sa 2j Bago
Barros Jcilo ue Oliveira Hercuiauo Bandeira.
KVSTA MARI!
imbll':l Provl cirial Funeeionou
hontem, sob a preldoeia di Bzm. Sr. Dr
Man el de Barrea Waaderley, tendo comparecido
ira, deputa I
Foi lid i < approvada, acra debate, a acta da
sesso anteceden!.
O Sr. Io secretario i I-itara do seguin-
te expediente :
Urna r-eticSo sor interino da 15:::; i Grsn 'o, de Bom Conselho,
requ rendo e. r incluido noquadro dos feetivo-.
A' commissao de instroeeao publica.
Ontra do bsebsrel Fulgencio Infante de \Ibu-
querqu Mello, .oficial do registro gersl das hypo-
thecas e tabelliio publico do Recite, reqnerendo
um anno de licenca para tratar de sua sade.A'
commissao de petees.
Outra de Ani'i Amslis Barbeas da Silva, pro
fessor publica de Qravata, rijn rendo o na
A' BoaaalaBso de petees.
Um sbaizo assignadoa de m radores na pivoa-
cao do S. Joo dos Pombo^, do 4* disti iet > da Vic
toiia, pedin 'o a construeeao de um acude all.A"
eommisio de obras publicas.
Anprovou-s;; um parecer da commissao de re-
i s;bre o projecto n. 25 des'e auno.
gPomm imprimir os seguintes projectos sendo
o de n. 81 precedide de parecer da commissao de
exaraede poa'.nrss.
X. 81. Appiovando. com alteraces, artigos de
posturas di Cmara Municipal de Itninb.
X. H->. Revogaado o artigo 3" da lei n. 1.859
de 1886 e r ttaheieeeado o juizado de paz da Pin-
doba na fregoesia de Cruaugy.
Os Srs. Kegueira Costa e tioiaes l'arente com-
municaram que se achavam doentes os Srs. Drum-
mond FilhD e Amaral.
O -"-"r. presidente norn"ou 03 Sr. Regueira Cos-
ta, Rodrigues l'orto o Costa Gcmrs para redigirem
o projecto j. 70 deste anno, o que elles fizeram,
sendo lido e approvada o parecer qus apresenta-
ram e dispensado da publicacio a requerimento do
Sr. Reput'ira Costa.
O Sr. Juvencio Mariz pedio e obteve a retirada
de seu requerimento de informacees sobre a Cma-
ra Monicipal de Caruar.
Aaiou-se pela hrra a discussao do requerimento
de informMgoe3 do Sr. Jo.- Maria sobre o delegado
do Io distrieto da capital, orando o autor.
Passou-se Ia parte da ordem do da.
Approvou-se o artigo Io do projecto n 43 deete
anno com diversas emendas orando pela ordem al-
guns Srs. diputados, e sendo nominal a requer
siento do Sr. Regueira Costa a vota^ao da emenda
n. 10 que foi approvada por 15 votos contra 9.
O Sr. Costa G,mes declaron ter votado contra a
emenda n. 13.
Adiou-se pela hora a iscus3o do artigo 2o do
referido projecto sendo apoiadas diversas emen-
das.
Passou-se 2a parte da ordem do dia.
Approvou-se, depois de orarem os Srs. Jos Ma-
ria, Juvencio Maris e Reg Barros, a 1" diacussio
do projecto n. 54 deste anno (orcamento munici-
pal).
Adiou-te a votaco par falta de numero da
emenda n. 3 ao projecto a. 163, de 1884, tendo sido
approvada a de n. 2.
A ordem do dia :
1 parte: eontinuacao da antecedente: 2" parte:
2* discussao dos projeetos ns. 21 e 37 ambos dea-
te anno e con inuacao da antecedente.
Pre>mott;ria Por acto da presidencia da
provincia, de 7 do corrente, foi ncmeado promotor
publico da comarca de Flores o bacbarel Joao
Qaintiliano de Azevedo e Silva.
Tribunal lo Jury lo R-cii>-Kntrou
hontem em julgamento neste tribunal o reo Inno-
cencio Jos de Miranda, conbecido por fico-doee,
renunciado no arr. 198 combinado com o art. 34
o cdigo criminal.
Teve por advogado o Dr. Jos Izidoro Martins
Jnior ; e foi ubsolvido pelo voto de Minerva.
Agente* lo CrreloPor actos da pre-
sidencia da provincia, de 12 do corrente, e sob
proposta do administrador correios, toram nomea-
dos agentes deasa reparticao :
Em T^earat, Manoel Gomes de Araujo;
Em Tamandar, Maria Florencia das Virgens
Santos.
Imposto-, le exporiarao e de ijto
cemmerrial Xa seccao oficial do Diario de
hoje vai publicada a lei provincial n. 1,867, de
hontem datada, autorizando a presidencia da pro-
Tacia a mandar arrecadar, desde j, pela Alfan-
dega, oa impostoa de exportacao e gyro, de coa-
forioidade com o avu do Ministerio da Fazenda
de 2 de abril prximo fiudo.
Contracto municipal de placas A
presidencia da provincia, por acto de 8 do corren-
te dea provimento ao recoreo inteepoato por Mi-
guel Xavier de Souza Fonceca, contra a decisao
da Cmara Municipal do Becife, qae contractos a
eoltoeacao de placas de disticos, para o om de
considerar nulle o reapectve contracto, determi-
nando mesma Cmara que chame de novo con-
currentes exeenoao do artico de que trscU o
art. 74 da lei n. 1,515.
H. aoncalo, te tanto Asnaro da
MsHss.-A teaU de S. Gencalo, qosseveaera
na capella de Santo Amaro das SaIina9,*foi trans-
ferirla para o dia que previamente aera annun-
ciaa.
Pera-la do CaaaartrOs oito trens que
no horario da ferro via Jo Casanga foram suppri-
midos at novo aviso, sSo aomente dos domingos
e das santificados.
Paoaaameato As 3 1/2 horas de hontem
fallec-u o subdito portugus Bernardino DoaiOe
Campos, victima de nephrite albuminosa.
O tinado, que apaas contava 49 annos de ida-
d. ern om ooramerciante honrado, e um excellente
homem, (feralmente estimado.
O seu corpo foi dado sepultura hontem i tar-
de, depois de rezados os suffragios da igr> ja na
do Espirito Santo. Acompanharam n'o muitoa
amigos e col legas do finado.
Seja-lhe a trra leve.
RoiiboOs indefecliveis amigos do alheio, na
noite de ante hontpm, conseguiram penetrar na
casa n. 6 da ra ia Santa Crm, parochia da Baa-
Vista, casa onde tem estabelecimeut) de molha-
dos o Sr. Antonio Fernandes Lima, e d'ahi aub-
trahirxra cerca de 700^000 em diuh-iro, diversas
joias e gneros, alm de alguns papis de impor-
tancia.
Para poderem entrar foresram urna das portas
da frente do estabelecimento ; e, urna vez no in-
terior, tudo remexerira, arrombaram gavetas, a
levaram urna deetas onde havia diuheiro de cobre
e nikel.
A polica local tomou conhecimento do facto e
procedeu as diligencias da M.
Club MrlenilUeo tcaJemlroFundou-
se hontem cera o titutocima nroa sociedade com-
posta exclusivamente de acadmicos da no3sa Fa-
culdade de Direitu, cuja directora ficou assim
oigauisida :
PresidenteJoao B. da Costa Carvalho Jnior.
1 vicepresidenteLiberato da Costa Footes.
2o vice presidenteJos Dantas de Magalhics.
Io secretariolunocencio F. Serpa.
2 ditoAtFmso Gama.
OradorManoel Lopes Ferreira Pinto.
Viee-oradorFrancisco Vieira de Mello.
Thesoureir) Ernesto Estoves daSilvea J-
nior.
tnnivrroarlo Fazm amanha 5S annos
que, sob a direc^ao do Dr Lourenvo Jos Ribei-
ro, f'iram inauguradas as aulas di CarsJ Juridi -
co de O inda, em 182S.
MinnanAmanha. 30." dia do paaasmente do
Dr. Fi lix de FigU'droi Paria, de saudosa e gr-vta
memoria, sua fimilia manda rezar inissas, em
anffragio de sua alma, as 8 horas do dia, no con-
vento de S. francisco desta cidade.
CIu -' t'arlot (lomri-O oropramma do
sarao, que amanhi realisa o Ciub Carlos Gomes,
sai inserido n'outra seceso deste Diarto, na par-
te referente ao concert.
Esse programan contem lindos trechos mus-
caes, e a ana asesela, conforme prsxe no cluK
hade correr contento dos amadores da boa mu-
si a.
Club de Kesafa* Pernansbucano
Tiv arebibancada que este club est preparando uo
Ce I do Capiba-ibe. %
Cjllo^ada em exccllent" posieSo, ctferece as
pessoaa que quizerem assistir no demingo prxi-
mo a regata, tudoquantj possa daaejar qoem amia
Br. Accommoda cerca de 1,000 pessoaa
111 lugares aos lados para quatro bandas de
rnusics.
Tola a arel acha-se com um ti lo, li-
c ni d i asaia abrigad] os espectadores do sel e da
chuva.
Aleo do mais i fferece todu a seguranza.
Felli'tlienle flnlc limiiiini. noite, lal-
lec u de eongesti > heptica, o eapitao Luiz Mar-
tins de Aran] na idade de 46 annos.
Era emprimado no eominercio desta cidade, e
fu outr'ora cimmerciante as cidades de Caruar
e Escada, onde exareeu os cargos de juiz de paa
lielegaclo de polica da situaeao fiada.
Deixa a viuva e 7 filhiolns ua :n liur penuria,
. fu dos homenb honestos que tem a sorte uJ-
ver-a.
I'az sua alma.
A anthropologia criminalNo mea
de Desamoro ultimo, por oecaeiao da alertara do
Congreaao Internaci. nal de Anthropologia Crimi-
nal de Roma, o pmfessor Tommasi, de Xapoles,
como nao podease p r doenfe ah comparecer, i!i
rigi ao seu collega Moleseh tt esta carta, que pu-
blicamos, no interesse da sei neta.
faro e illustre amigoLeio com prazer que
o tu n-me ret-a entre es professores de Anthro-
i i ik ste Congresso ; e ninguem mais do que
tu capaz de discutir os tantos problemas, que ah
serio propostoa sobre a criminalidad* das accois
humanas.
" Eu escrevi um artigo, ha dous annes, sobre a
/;rfi irreaiftirel, que com tanto amor muitas ve-
sea invocada pe'os advogados no crime, que zom-
b'im da bumanidadc, euibora cubriudo de humi-
ni'ino, de razio, a doiesa dos seus clientes. E a
respeto discorri anda em urna I icio de Psychia-
tria, onde me entrauhei com algosas senedade na
Pedagoga e na Psycbologia das acegcs humanas.
- De minba parte eu vejo sob os meiboreb aus-
picios este Congresso, coinposto das mais altas I-
lasttaeoea da Europa ; porm, temo que as suas
dis iiiaaei seja npri'sentada urna hese gigantesca,
que aegnndo entendo nio pode ecr definida nem
pe* scisncia jurdica e nem pela Anthropolo-
gia.
A these esta :
Conciliar e harmonisar o grande principio da
defesa sociil com ; entidadedo crime no meio dos
dados s vezes hereditarios do organismo cerebral,
e quandj o culpado e o assassino nae-in e viv .m
sem educado e sem religiio, n'um ambiente im-
mi ral.
Tem-se at hoje feito pouca ou nenhuma couta,
como ma paroce, do direito que tem a sociedade
de ser defendida onde nao fr ofendida dos cri-
mes ; creio que nao haver mais necessidade ou
qnasi de advogados sabios, n-m de prisea e nem
de er_'astulos ; em troca estes lugares de pena
serio substituidos por outros tantos hospitacs pe-
nitenciarios.
Se, pois, prevalece o outro principio de res-
ponsabilidade individual de quasi todas as acc.oes
criminosasmas estou persuadido que o huma-
nismo, que enreda na poca actual a mente dos
p-nalista8 niopermttirque se oftenda o reino das
paixoes- se se admittissc, digo, este principio, me-
nos valeriam em muitos casos os dictames da
sciencia sustentadas pelo Pbysiologia e pelas pes-
quizas expenmentaes. Convm, pois, harmonisar
os dous dados da these, porque positivamente
n'isto que est o dficit.
Eu nio neg a falta em muitos homens do
sentimento intimo da moralidade, que se tem des-
envolvido nc curso do tempo, devagar, da mesma
torma que os iustinctos nos animaea ; nio neg a
qualidade do ambiente motal e a influencia das
epi lumias aociaes, quo enneerrem de tempos a tem-
pos para promover noves regimens educafio e
s aeedee humanas ; nio neg o organismo do de
licto que as vezes podo ser definido na estructura
do cerebro ; mas seria para deplorar finalmente
que cates tactos e estas razes triumphaasem
cima de outra considcraco.
Eu creio que o delicto sempre filho da culpa,
se nao do individuo, que o ccmmette, talvez dos
seus avs e dos seus bisavs, talvez de matrimo-
nios mal combinados, talvez da embriaguez dos
genitores, talvez emfim da qualidade dos tempos e
da educacio.
Em todo o caso o delicto um facto contra a
natureza, um attentado s leis immortaes, que
regem a Historia e bumanidade. E o eyelo Ja
historia edos dictames dominam in'nit.'.meute so-
bre as culpas destes horneas, que s teem de hu-
mano nio seren semelhantes aos tigres e s pan-
theras.
E quercr-se-ha per ventura que este eyelo,
em que vivemos todos e em que se confunde o pro-
fresso e a historia humana, venba a vacillar e a
estruir se na suas leis immutaveis e eternsa,
pelos actos de urna borda de assassinos ?
Eis aqui, meu caro Moleschots, qual o meu
credo ; tu me tens entendido ; nio sei se te tenho
persuadido, ou melbor se tu s do meu parecer.
Eu invoco com muito mais amor, neste caso, um
Deus mexoravel, que um Dess misericordioao ; e
todo aquelle qe?, por qualquer ratio, tenha ten-
tado de romper as leis da natureza e da bumani-
dade, nao tem mais direito de convencer nem de
permanecer n'ella.
Crde sempre na minha grande estima e ami-
sade.Tomasi.
Otileea.Eft.-ctuar-ae-hao :
Hoje :
Peio agenU Piulo, s 10 1/2 horas, na roa da,
Imperatriz n. de movis, loucae, vidros, etc.
Pela agente Wtrtms, s 11 horas, na roa
Cabog n, de movis, loueae, etc.
Peto agente Putaa, as 11 oras, na roa do Vi-
gario n. 12, de predi es.
Peso agmtt humia, as 11 acras, na rus do
Bom Jeauaa. *, de copoa e terragena para ean-
nfaa.
Amanta :
Pelo agente. Pestaa, s ;11 horas, no armazem
Annes, de aguas mineraes.
Ptomgente. Brito, s 10 1/2 horas, na ra Du-
que de Canias n. 6, de movis, loucas, vidros, etc.
Pelo agente Sdvtira, s 11 horas, na ra do
Bom Jess n. 19, de predios.
Pelo w,ente Martins, s 11 horas, na ra da Im-
peratriz n. 76, do estabelecimento ahi sito.
Miaaaa raneares.-Serio celebradas:
Hoje :
A's 8 horas, as matrises da Boa-Vista e de S.
Lourenvo da Matta, por alma de D. Anna Joa-
quina Maurieio Wauderley; s 7 horas, no (ar-
mo, por alma de Secundino Jos de Faria Si-
uioes.
Amanhi :
A' 8 horas, em S. Francisco, por alma do I>.
Flix de Figueira Faria ; 3 8 horas, as amaa
da Boa-Vista e do engenho Timb-Ass em Itam-
b, por alma de D. Mara da P i>ha Siqueira Ca-
valcante ; s 8 horas, ua matriz da Boa-Vista, por
alma io conselhciro Francisco Domingues da
Silva; s 71/2 horas, na matriz da Boa-Vista,
por alma Antouio Diuiz Barreto ; s 7 1,1, em S.
liento de Olnda, por alma de D. Anna Joaquina
Mauricio VVunderley.
Segunda-teira :
A's 7 horas, no Carmo, por alma de Antonio
Francisco LumacU de Mello ; s 8 horas, na ma-
triz da Boa-Vicia, por alma de D. Maria Salustia-
na de Amorim.
Manta Cana le MiNericordia.Pes-
soal dos enfermos c educandos existentes nos di
verses estabclecimentos a cargo da Santa Casa
de Misericordia do Recife, no rnez de Abril
findo :
Hospital Pedro 11 559
Dito dos Lazaros 31
Dito de Santa gueda o .
Hospicio de Alienados 21C
Asylo de Mendicidade 170
Collegio das Orphas 200
Casa dos Expostos :
Em crcaeao 137) 344
Em educacio i.'U7 i
Total 1.517
Operacde* clrurgioa*Foram pratica
das no hospital Pedro II, no dia 13 do corrente,
as eguintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Extirpacio de kisto sebceo no lado direito da
face.
Po3thotomia pelo tbermo cauterio relamada por
paraphimosis e cancros.
Amp'itacio do penis pelo processo de Guyoc.
indicada p r epitelioma do penis.
Pelo Dr. Berardo :
T..rsorrhaphia com exeisio ovalar di pelle da
palpebr i, indicada por trichiasis.
Casa de lieienro-Movimcnto dos pre-
ses no dia 12 de Maio :
Existiam prsos 310, entraram 8, sahiram 13,
existen 305.
A saber:
Xacionaes 276, mulheres 3, estrangeiros 10, es-
cravos sentenciados e processados 7, ditos de cor-
raecjaa 9.Total 305.
Arracoados 281, sendo : bons 266, oentcs 15
total Sl.
Movimento da enfermara :
T re baiza
Manoel Antonio de Andradc.
>Ltert da provincia.Quinta-feira, 20
de Maio, so nstra lira a lotera n. 54, em bene-
ficio da igreja da Nossa Senhora do Amparo de
Olinda.
Xo consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicto dos Militares, se achario expostas as
urn-.is e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica aoreciaciu do publico.
liOteria do Illo A 3* parte da loteria n.
196, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida boje 14 do corrente.
Os bilhetes ach im-se venda ua Casa da For-
tuna ra Priaeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praja da Inde-
;ia ns. 37 c 39.
lotera de Macelo de SOOsOOOOOO
A 8' portada 12 lotera, cajo premio grande
. de 200:'lXH)(X)v), pelo novo plano, ser extrahida
raprot-rivelmente no dii li de Maio s 11 horas
da manha.
Bilhctes venda na Casa Feliz da pra^a da In
dependejeia ns. 37 c 39.
Lotera Extraordinaria ao Yol-
rangaO 4" e ul'imo sorteio das 4' e 5 series
desta importante loteria, cujo maior premio de
15:0000OO, ser extrahida a 12 de Junho proxi
ino.
Acham-se exposto a venda os restos dos bhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primero de Mar?j
" 23>
Loleria da corteA 4 parte da 64 lo-
tera dacorte, cujo premio grande de 100:0005,
ser extrahida no dia de Maio.
Os blhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambera se acham vendana Casa da Fortuna,
ra Primeiro de Marco n. 23.
Hatadouro Publico. Foram abatidas
no Mafadouro da Cabanga 79 rezos para o consu-
mo d i dia 13 de Maio.
__ Xo raesmo estabelecimento foram tambem
abatidas para o consumo do dia 14 do corrente 60
rezes
Mercado Municipal de S. Joa. O
m ivimento desto Mercado nes dias 13 do cor-
rente, foi o seguinte:
Easranun :
30 bois pesando 4.589 kilos.
908 silos de peixe a 20 ris 16J160
41 cargas de farinha a 200 ris 82O0
36 ditas de fructas diversas a 300
ris lOaOO
17 tiboloiror a 200 ris 3*400
10 suinos a 200 ris 2 000
Foram oceupados:
22 columnas a 600 res 13*200
29 compartimentos de fanha a
000 ris 14*500
23 compartimentos de comidas a
500 ris IloOO
711/2 ditos de legumes a 400 ris 28*600
17 compartimentos de suino a 700
res 11*900
12 ditos de tressuras a 600 ris 7*20
2 talhos a 500 ris 'M
9 ditos de ditos a 2* 18000
54 talhos de carne verde a 1* 54*00
Deve ter sido arrecaiada neste dia
a quantia de
Deb:os dos dias 25 de Marco a 13 do
corrente, recebidos
dem at 13 do corrente
202*460
S800
203*260
4J820
no da 13 do
198*980
do
Je
Foi arrecadado liquido
corrente
Precos do dia:
Carne verde a 490 e 400 ris o kil?.
Sumos a 560 e 720 ris dem.
Carneiro a 600 e 80J ris idem.
Farinha de 32) a 500 ris a cuia
Milho de 320 a 440 ris idem.
Feijao de 800 a 1*200
Cemltcrio qubllcoObtuario do dia
Maio :
Guilhermina Bernardina Ignez de Souaa, Per-
nambuco, 50 annos, casad, Recife ; nsuflicien-
cia mitral.
Um feto, Pernambuco, Boa-Vista; i
raorto.
Anna Maria da Conceicio, Pernambuco, 13 an-
nos, solteira, Boa-Vista ; febre typboide.
Joaquim Antonio de SantAnna, Pernambuco,
50 annoa, viuvo, Boa-Vista; diarrha.
Manoel Francisco Gomes, Pernambuco, 12 an-
nos, Boa-Vista; diarrha.
Mana, frica, 90 annos, solteira, Boa-Vista;
cachexia senil.
Firmino Antonio Souto Maior Raposo, Portugal,
59 annos, solteiro, Santo Antonio; uremia.
Manoel, Pernambu?o, Santo Antonio; remettido
pelo subdelegado.
Um menino, Pernambuco, 2 dias, Graca; re-
mettido pelo subdelegado.
Poncana Maria da Soledade, Pernambuco, 52
annos, viuva, Boa-Vista; tebre.
-8 -
Francisco Jos da Silvera, Pernambuco, 79 an-
nos, casado, Boa-Vista; brenchite.
Urna ereanca, Pernambuco, 7 meaos, Boa-Vis-
ta ; ignora-se.
Mara, Pernambuco, 1 anno, Graca; convul-
afce.
Genoveva da Conceicio Fernandes, Pernambu-
co, 69 sanos, viuva, Graca; bydropesia.
^ Manota* Francisco de Araujo, Pernambnco, 46
annoa, casado, Boa-Tiste; leas* sraises.
Francisco Gomes da Motta, Pernambuco, 29 an-
ace, solteiro, Boa- Vista; tubrculos pulmona-
TtB.
Francelina Maria da Coneicao, Pernambuco,
45 sobos, viuva, Boa-Vista; beriberi.
Joao Thomaz d'Aquino Oliveira, Pernambuco,
27 annos, solteiro, 8. Jos; rerida do abdomen.
Manoe] Processo da Silva Portella, Pernambu-
co, 16 annos, soltei'O, Graca ; abeesso.
Lidio Manoel da Assampcio da Boa Morte, Per-
nambuco, 22 annos, solteiro, S. Jote ; tubrculos
pulm mares.
Godorredo, Pernambuco, 2 raezes, Qoa Vista ;
entero-colite.
_ 9
Joa, Pernambuco, 3 rnezes, Recife; othrep-
aia.
Frniico Chaves, Pernambuco, 25 annos, sol-
abo, Santo Antonio ; scrofulas.
Paulo, frica, 65 annos, solteiro, Boa-Vista;
congestio cerebral.
10
Antonio Al'xand'e, Pernambuco, 5 raezes, San-
to Antonio; fvbrc paludosa.
Joao, Pernambuco, 8 mezes, Boa-Vista; gastro
enterite.
Lourenco de Azevodo, Pernambuco, 12 annos,
Boa-Vista; diarrha.
Patricio Jos Vieira, Pernambuco, 70 annos,
viuvo, Boa Vista; tubrculos pulmonares.
Jos Bernardino de Souza Peixe, 60 annos, viu-
vo. S. Jos; tubrculos oulmonarcs.
Urna crean?* do naa masculiio, Pernambuco,
S. Jos: ignora-se.
11 -
Antonio da Silva Barbosa, Pernambuco, 19 an-
nos, solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmona-
res.
Eudoxio Pacheco dos Santos-, Pernambuco, 20
annos, solteiro, Boa-Vista ; leaao cardiaca.
Alfredo, Pernambuco, 2 mezes, S~.ito Antonio ;
eclampsia.
Maria Jos do Espirito Santo, Pernambuco, 70
annos, viuva. Boa-Vista ; erysipela.
Joaquim Maximiano Correia, Pernambuco, 25
annos, solteiro, Boa-Vista; tubrculos pulmona-
res.
Dia 12
Maria Leopoldina Vieira de Oliveira, Pernam-
buco. 26 annos, solteira, Santo Antonio ; febre co-
matosa.
Isabl Fijiieiroa de Brtto Guimaraes, Pernam-
buco, 15 annos, viuva, Santo Antonio; tysica.
Jorge Goncalves Chava, Pernambuco, 28 an-
nos. casado, S. Jos: lesao cardiaca.
Francisco Bezerra Leite, Pernambuco, 29 anms,
sol'eiro, Graca ; eongCBtlo cerebral.
Germana Maria da Conceic.ao, "-.frica, 60 anno.=,
solr.oira, Boa-Visla ; diarrh".
nathens, Pernambuco, 52 anuos, solteiro, Boa-
Vista; lesao cardiaca.
Francisco Pereira, Pernambnco, 24 annos, sol-
teiro, Boa-Vista ; pneumona.
Amelia Neves, Pernambuco, 2 mezes, Boa-Vista;
gastro-snterito.
Jos, Pernambuco, 6 mc;cs, Recife ; gastro-en-
terite.
Maria Joaquina da Resurreicao, Pernambuco,
77 annos, viuvo. Boa-Vista ; orjsipela.
Jos Araaneio SitOs de Barros, Pernambuco,
5G annos, solteiro, Boa-Vista ; hemorragia cere-
bral.
.1 io, Pernambuco, 7 dia, Bia-Vista; ttano.
l'ma mnlher fallecida de conmnelo c
n'n.n dos carras da via-ferrea de Camar, sendo
s"u cadver mandado sepultar pela subdelegada
de S. Jo.-.
INDICACES UTEIS
Medico
Conanltorio nertico-cirnrs'co lo lr.
Pedro de AttaHyde Lobo Momcozo
ra da ftilorin n. 59.
O doulor Mo$ooeo d, consultas todos os
*ias uteis, das 7 3 10 horas da manh"'
Esto consultorio offeroco a lommodida
de de poder cada lente ser onvido e exa
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. SnMOOao encontrado no torreao pra
na do Commercio, onda funeciona a ins ;
oeccSo de sde do pofo. Para qualquer '
d'estes dous pontos poderlo ser dirigidos
os cham.ados por carta as indicadas horas
Dr. Miguel Themudo mudou sen cnsul- j
torio medico e residencia para a ra Nova |
n. 7, 1. andar, ende d consultas das 12!
Sons s 3 da tarde e recebe cahraados a;
qualquer hora. Especialidadespartos fe-
bres, syphilis e molestias do puluiao e co-1
aacao.
O Dr. Arthur Imbassahj, medioo oceu-
lista. recenteroenti chogado, esta cid ido, j
d consultas tod>s os dias, das 8 s 10 ,
horas da manhS, sen lo gratis aos pobres. |
no 1." andar do predio n. 53 da ra da Ira- i
peratriz.
Dr. Barreto Sampaio d consultas do 1
s 4 horas da tardo, ra da BarSo ti
Victoria n. 45, 2. andar, residencia ra
o Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O bachard Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. aD lar.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega-se de questSes
as comarcas prximas as linhas ferras.
Dr. Oliveira Escorel, 2 promotor pu-
blico, tem sett eseriptorio de dvogacia da
ua Primero de Marco n. 2.
Dr. Seabra. Mudou seu escripto de advo-
gacia para a ra do Imperador n. 24.
Drogara
Francisco Manoel da Silva '. C ''.!?>>.
sitario8 de todas as especialidades pharmn
ceuticas, tintas, drogas, productos chimico
o medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Faria, Sobrinho & C, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Olind n. 41.
(errarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de car apio
de Francisco dos autos Macado, caes de
Capibaribe n. 28. N'cste grande estaba e
cimento, o primeiro da provincia n'cste ge-
nero, compra-se e vende-so madoiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obraf
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
Copia.Nos El-re por este uosso alvar nos
praz por alguuB justos respeitosque nos a isso mo-
vera que o esenvo que cada auuo for di contra
ra da Misericordia desta cidade, possa no anno
em que assy for escrivo da dita eonfraria fazer
n'aquellas cousas aomente que port ncerem a dita
eonfraria e qae elle per bem do eu otfieio possa
c deva fazer sem embargo de nossa ordenaco e
defeza em coutrario.
Porem o notificamos assy e mandamos ao nosso
chanceller mor e a todas as outras nossas just
c,as a que o conhecimento disto pertenca, e este
alvara for mostrado que lh'o cutspram e guardem,
e facam cumprir e guardar como nelle he contheu-
do, nao Ihe indo contra isso em maoeira alguraa,
porque assy nos pras, feito em Lisboa a 10 das de
Uutubro de 1500 por Alvaro Fernandes Osees, o
qual alvar ihe confirmo assy e da maneira que
uollc se contem e mando que assy se curapra e
guarde.
. Sebastian, etc. Faco saber aos que esta mi-
nha carta viraos, que o provedor, e irmos da eon-
fraria de N. Senhora da Misericordia desta cida-
de de Lisboa, me fizeram a petieo seguinte :
Disem o provedor, e irmos da Casa de Miseri-
co'dia desta cidade de Lisboa, que sobre elles ear-
rega a arrecadacao das asmlas, e fazendas, dei-
xadas, e dadas dita Casa, para qae como execu-
uirrs tea*nientario8, arreos tanda-as com haavi-
dade as gastem com oa pobres, e presos, e euver-
gonhados neceasitados, e em todas as outras obras
de Misericordia; e cem rs demandas daa cautas
civais soram mu cumpridae, a qussi infiuitas, ss
sim elles supplicantes como o provedor da Casa, e
officiaes que re servem, andas arrastados, e com
muito trkbalbo so arrecadao as dividas, e se pas-
tan annes sem poder effetuar a execucao da ar-
reeadacio deltas.
Pedem a V. Alteza que, havendo respeito s
obr gacoes da casa serem grandes, e continuas, e
as arrecadacoes para mantenga dos pobres que nio
soffre dilacio, e por servico de Deua, e por fazer
mcrc, e esmola dita casa, Ihe concedo provisio
que as dividas, e esmolas, e fazendas a ella deixa-
das, se arrecadem como aa dividas de V. Alteza,
como concedido tem a muitos mosteiroe, e bispos.
E. recebero merc.
E visto 3eu requerimento, e havendo respeito ao
que o dito provedor, e innao3 da dita eonfraria da
Miaencordia na dita petic.io dizem, e por algumas
justas causas que me a isto raovem, e querendo fa-
zer graca, e inorc por eamola dita casa, Ey por
bem, e me prai que as dividas que Ihe agora, e
ao (liante deverem, e assim as esmolas, o fazendas,
qae lhc forera, deixadas as pessao executar, e ar-
recadar dos devedores, e pessoas que a isto forem
obrigados n'aquella forma, modo, e maneira cm
que os meus almoxarifes. e recebedores por bem
do regiment de minha faznada podera executar,
e arrecadar as rendas, e dividas, que a elles per
tencem, e isto era quanto Eu assim o houver por
bem, e nao mandar o contrario.
E por tanto mando a todas as minhas justicas a
que o conhecimento disto pertencer, que procedi
centra os devedores, e pessoas sobreditas execu
cito das ditas dividas, e esmolas, e fazendas na
maneira qm dito, he, porque assim o Ey por bem,
e por firmeza dLso Ihe mandei dar esta carta pjr
mim assignada, e mellada do meu sello pendente
Andr Sardinha a fez em Lisboa a 26 de Maio de
1558.
E esta s'entender, e cumprir as faz:u las.
esmolas. c dividas que f >rem liquidas por coata,
ou e nSssiio daa partes, ou por sentenca.
E esta se entender, e cumprir as fazendas,
esmolas, e dividas que torem 'liquidas por conta,
ou conSsso das Partes, ou por senteoca.
. Bainka.
Pelo Alvar de M de Janeiro de 100' foram con
cedidos a Santa Casa de Misericordia de Olinda
os mesmos privilegios que gosava a Santa Casa de
Misericordia do Lisboa e p"lo Alvar de 18 de
Ontubro de 180l, esses privilegios foram amplia-
dos a todas as Casas do Misericordia. Per. S-..uz.
Dice, jurid. veibafisoreo
As certides dos eacrive-t, ou secretarios dos
conventos, a eotrirariae tem f no qoe reapeita
snuniatraeie e goveruo dos bens, e aegocios dos
dos rcesmos conventos, e c infrari vs entre os inem-
bros des3as corporai/oes, mo assim a respeito de
Terceiros.
Confira se (alm dos D. D. citados o mesmo
Moraes L. -1. '5. n 1">1 mis : via lembr
(Souza) das corporayes, quo por facaldada B
tem uso do eeib, como os Cabidos, as Casas da
Misericordia, Mosteiros, etc.; pois a3 suas Eaerip-
turas selladas tem forja do polcas, Mor. S
n. 14, et L. 4 O. 7. n. 32., Per. Tora. 1 ad Ord.
L. 1. T. 3. S 6. n. 6. Conf. L i -. Parrar. V rb.
Sigillnm n. 21.-Loba. 2n linb. N. 459. 8, 13.
Aviso n. 253 de 30 de Dezembro de 1854.
[Um. e Exm. Sr.Foi presante a Sua M :
o Imperador o oieio de V. E:;c. datado de 13 Je
Maio ultimo, acompanhado de outro do juiz de
direito da 1" var i erima da capital, no qual, ex
pondi os inconvenientes resultaatei da deatora
c! .s lu-ros de i: na coneloso
d*' eapeflas, salo ue, por es.se motivo, dei
taei livroa de ser vistos em oorreicio, com; t int i
eonvm boa sdministracao dallas, pede queso
firme a intellifrnncia do art. 68 do rogalamoBto
n. 831 do -' de Oatnbro de 1851, em ord
venir conflictos entro o juiz de crretelo 0 o de
espolias.
Outrosim consulta se a Casa de Misericordia de
sua comarca, quo tem nm hospital, irraandade e
capella est iscnta de prestar sontas no juiso da
correicao, pir gosar do3 privilegios da Misericor-
dla da Lisboa, qtia Iba aSa parecem de accor.lo
omi o Betrnlaniento da 15 da afaroo de 1842 n
capitulo 10, nem cora o citado de 2 i!e Ou(
de 1351. ten loomeerao Aogast i Ssnhor, de-
pois de ouvido o conselheiro procarador da coi la,
man lado que a secejo de jostica do conseliio e
estado Bontnltaase eone o seu pirecer sjbr.' aa
dnas qnestoes, Qoave pn- bem, conforman lo se
co:n a consulta, decidir por sua imperial e imaaa-
diata resolucao de 20 do corn-n: quanto pri -
meira qneatlo, q ie nanbnma necessidade lude
explicar s firmar a int. ill'g>mci i >i l cita I i ai t. 58
da decreto n. 821 de 2 de Outubro de 1851, qae_
claro, em vir:ude do qual, e por bem d> respeito
devido a jara lieci) de Ja 11 um juiz, e da ordem
em que ess-is jurisdice-oes procedem, nao pode o
juiz de direito chimar a si negocios que Cate] im
ufiFeastos ao municipal, devenlo limitar-se a revi-
-i i depois de decididos, nao obstando que o refe-
rido artigo trate d procesjos e. uao de livros, pois
que no casa proposto estes aSa a base dos pro-
oesaoa de oentas. as leistxiste o correctivo pa-
ra a demora extraordinaria e sein justa causa dos
juiz.s na deeiso dos ncgoc03 que sao de sua
competencia, e se o juiz municipal assim proco le
curapre responsabiisal-o, sem que por isso fi:jucm
devolvidas ao juiz de direito as Sttribuicea que
as leis cenferem quclle.
Quanto ao agnado ponto, cumpre exigir dos
administradores ds Casa da Misericordia, a ey.hi-
bi^ao do titulo que allegara para se discreta Len-
tos de pr-'star contas, e quando o n-i > apresentem
em t nana legal obrigal-os pelos meios que a3 leis
facultam. devend), no caso contrario, respeitar o
privilegio, e mantel-os na suaposse e itso, emquan-
to nao for legit-mmente revogado. O qu tudo
V. Exc. far constar ao juiz de direito da Ia vara
Crime da capital, para sua niel igencia.
O "is ffuarde a V. Exc.7o.* Thomaz Nabuco
de Araujo.Sr. presidente da provincia da Babia.
Imposto
do giro
O informante que na Gazetilha do Jor-
nal do Recife da hontem, explicando a
razao por quo o imposto do giro at a aber
tura da Assembla soraente havia sdio
recolhida aos cofres a nsigniuante som n a
de 70 contos, attribuedezaso e culpas a o
Consulado Provincial, fal-o do m fe, ou
ig ora circunstancias, que dar llie-iam f-
cilmente a incgnita.
Tres cousas concumitantes entorpece-
ram os resultados reaes daquelle imposto,
que felizmente vai agora sendo realisado
em sua int-fgridade, gracas ao acto presi
dencial de 26 de Abril prximo passado.
1.*As instrucc3es de 9 de Agosto do
anno passado que, confiando na probidade
commercial, promettiam a retirada das
mercadorios da Alfandega, sem o paga-
mento io imposto, que seria depois cobra-
do pelo Consulado, ou em juizo. Dahi re-
sulta o monto de contas, e o recebimento
tardo.
2.a O arto de 24 de Agosto do anno
passado, mandando que, tomados por base
os direitos pagos na Alfandega, sobre elles
se calculasse o valar official da smercado-
rias por meio de urna razao uniforme, que
seria a rnJia de 30 [0 ; ao contrario do
que dispoa a lei ornamentaria, que manda
calcular, o giro para a deducilo do quan-
tum da taxa, com referencia as casas eu
grosso, pelo valor official das mercadorias,
que despacharen), segundo a razao varia
da da tarifa da Alfandega.
Essc acto abaixou na mioria dos des-
pachos o imposto de 3 % par 1 [.
3. O subterfugio a que re:orreram al
gumas das principaes casas importadoras,
fazendo seus despachos ora em nomes fic-
ticios, ora em nomo de seus caixeiros e
at em nomo de estudantes da Faculdadc
de Direito. Tiradas essas contas pelo Con-
sulado, nao posaivel enjontrar-se o res-
ponsavel.
Accresce que o imposto s comeepu a
ser sobrado do dia 25 de Setembro para
c, tempo em que o Consulado pode dar
cumprimento as instruccoes de sua oo-
brauga.
O negociante, que pelos seus despachos
na Alfandega sobre quanto tem de pagar ao
Consulado, se nao vem effectuar o paga-
mento, porque quer vencer tempo, pre-
valecendo-ae do aviso. Kcieva dizer que
todas as contas de Janeiro estao avimdus,
e urna pequea parte tem sido paga, ffn
tretanto oa pedidos para qua as contal riai
sejain remettidas para juizo se repetein to-
dos os dias, sob promesaa de pagamento.
Com o processo estabelecido na* fns-
trucgSes de 19 de Agosto era material-
mente impossivel ao Consulado, como
seria a Alfandega, extiahir conta xcc
o aviso em dia.
Nao devenios deixar de apontar tam-
bem, se nao como causa de maior valor,
ao menos como acuessoria, as diitLulda--
des o bices oppoatos pula Al&radeg i, ame
de longa data plcit-ia de toio3 os mo
a cubranga dos impi portatjBo.
Rileva ainda diz:r quo nquelles quaisa
serrirain di nomes suppsstos para se sob-
trahirem ao pagamento do imposto, nao o
estao opugnanio etn juizo, como se tem
dito; pelo contrario, contam niio fazei- L
sombra dos mesmos nomc3 imaginarios, de
quo so serviram. Consta-nos que as cou-
tas nao foram aiu ia para juizo, porque a
reparticao competente colliga dicum.ntos
qua domonstrem os dono* reacs dos despa
uhos, bem como os despachantes que os
agsoeiaraflB-
Estas succiatas explicagoes bastam par*
mostrar a injustija do informanta do Jiw-
nal do Recife.
;" de Maio do 188.
O importador de boa fe.
Impostas prevlnclaes do gyro e
de exportacao
Nao pretendamos volt ir a imprensa;
mas o nobro c cavalheiroso Sully is>
nos obrig::.
X." > implorei u :.n imploro compaixaa
publica para a causa da provincia, amea-
cada do injustilicavel degradagao dos ssas
direitoi autonmicos : o nao chamsi era
chamo, em meu auxilio, o commercio o
sua clistiacta o patritica a.-sociacao, quan-
do so pretende ferir le marta a3 casas im-
portadoras pelo natural dosapparecimento
d:s noaaaa relacSea commerciaes interpro-
vincaes.
Levantamos sim que o veo encobre a
conseqoencias lgicas e fataes das medidas
]u: ao hbil o distin::to Sully parecata
i" n li:r defeitos da arrecada.
ca > provincial.
Diants iillaa, nao merecoB a menor ai-
laas fatili i i les e argumentos imprc-
i que se pretende coaveaecr
a provincia de qu ella deve despojar-se
roluntaratavente dos s^us sagrados clirfitos
autonmicos, com o nico fin r* al de a-
g n -r.tarem-s-; os vencimentos dos empre-
sa ios da Alfandega.
Si.a ; porque nao seria a affirmatina
de qu" insoluvel o problema da maic
completa, eficaz o regalar arrecadaeao
de impostes provinciaes om repartcBes da
propria provincia.
E' pre iso ignorar-so as noco.-s elemea.-
, da sciencia fiscal, ou esquecel-as pro-
positalment, para articular-se tilo d'.-spa-
ratosa affirmativa.
Si, os quo reflectem sobro o assu-npto,
em voz de tropeeareru em pequeos fa tJS
e obst ;Culo3, perfeitaraente auiovivcis, pro-
curassem os meios praticos de resolverse
o faclimo problema Sscal, com certeza o
rude sacrificio nunca se consumaria; por
que todos os p Tnambucanos compreheov-
(criara o r*provariam a doploravel e in-
justa degradajiio de direitos que se preten-
de inflingir provincia, qua nao deu ltz-
gar a ser desamparada o condemna.la ia-
defosa, pelos seu3 proprios tilhos.
Curaprindo um d.loroso dever de Per-
nambucano amigo da patria, nao foi minha
intcncao offender ou molestar so destnete
e honrado Sully, cujo elevado coraoao e
cultivada inteUigencia respeito e admiro,
pela prova que ella nos d em seus apri-
morados artigo3, onde transluz a stta
boa fe.
Si, por negro fado, cstao conta los oe
dias gloriosos da autonom a desta nobre
provincia, condemaida a passar pela de-
gradaclo dos seus direitos, em meio dan
chufas do povlco e talvez ao som de mu-
sica e foguete3 se assim entenderem ob
seu3 desnaturados fiihos, resignar-rae-hei,
quando sa consumar o auto d'- f o daret
amargos psames ao nobra e poderosa
Sully, que j mo assegura que estou de-
fp.ndondo urna causa m e de antemao per-
dida.
Entilo me ser licito dizer aos meus fi-
ihos, em face da provincia inteira : ae
nao enneorri para a degradacao da auto-
noma da minha provincia, para a esteri-
lidada do seu commercio e para o retarda-
mento da sua futura prosperidade.
i-:lei'o
dos devotos quo ttem do festejar o Glorio-
so Santo Antonio, neste anno de 1886
Juizes por eieicao
Negociante Antonio Augusto dos Santos Porte.
Negociante Antonio Pinto da Silva.
Negociante Antonio Correia de Vasconcelloa.
Antonio da Silva Neves.
Vigaro geral Dr. padre Estanislao Ferreirs Carvalho.
Jos Antonio Pinto Serodo.
Tenentc Antonio Jos de Souza e Silva.
Commendador Antonio Marques de Amorim.
Juizas por eleicao
D. Maria Seixas, viuva de Joaquim J. de Seiras.
Esposa do Sr. J.-.lo Luiz dos Santos.
Esposa do Sr. Antonio Martins Ros.
Esposa do Sr. Fraucisco Antonio de Albaquerqnf
Mello Jnior.
Esposa do Sr. negociante Adolpho Brito Tavarcr
Cordeiro.
Baronesa de Serinhem.
Juizes por de volite
Negociante Manoel Joao Gomes de Amorim.
Negociante Manoel aoaquira de Souza Motta.
Negociante Manoel Ildefonso Rodrigues Saraiva.
roprietario Flavio Goncalves Lima.
Incarregado do consulado portsgues, Vicenta Mu-
es Tuvsres.
Joaquim Pinto Alves. .
Negociante Antonio Dnarte Carneiro Vianna.
Autonio Fortunat i Ribero Baswa.
Dr. Jos Joaquim Seaira.
Dr. Antonio oe Souza Leo.
Baro de Campo-Alegre.
Manoel Antonio dos Santos Das.
Maaoel Jos Pinto Malbeiros.
Ir. Prxedes Gomes de Souza Pitanga.
i.egociaote Antonio Duarte de Figoeiredo.
Dr. Pedro Gaudiaao de Ruis e. Silva.
Conego Joaquim Ferreira dos Santos.
Negociante Innoceacio Feliciano Nasareth.
Luiz Guedea de Amotim.
Proprietario Luiz Joa da Costa e Silra.
Juizas por dovoflo
Esposa do Dr. Clementino de Mtaquita Wanderlej
D. Hemeteria de Moraes Carvalho.
Esposa do Sr. Minarviao Avelino Fiuza Lima.
Esposa do Dr. juiz de direito Joaquim da Costa
Bibeiro.
D. Maria Felicia de Aranjo e Silva, esposa do Se
negociante Flix Pereira da Silva.
MffiiO


Diario de Pernambuco---Sexta-feira 14 de Maio de 1886



D. Annunciada Camilla Alve da Silva.
Eapota do Sr. marcfcante Alfredo Pesaoa.
Esposa do conaelheiro Dr. Joao Silveira de Souza.
1. Maria Vieg*.
Esposa do Dr. Thomax Garcez Paranbes Monte-
negro.
Juizes bemfeitorea
Dr. Miguel de Pigueira Paria.
Padre Dr. Francisco d Reg Maia.
Dr. Tnsto Henrique Costa.
Dr. Barros Carneiro.
Dr. Antonio Vicente d. Nascimento Feitosa.
Negociante Antonio Alves Lebre.
Negociante Antonio Gui.heTmn dos Santo.
Negociante Pructnoao Goncalves Ferreira.
Dr. Manoel Francisco Teixeira.
Jaitas bemfi'itoras.
Esposa do Dr. Jos Joaqaim Tavareo Beltert
Viuva de Luiz Ferrer- de Alue id.
Esposa do capitn Jesuino Alves Fernandes.
Esposa do Dr. Manoel Barreto Sampaio.
Esposa do major Jos Joaqaim Coelho.
Viuva Temporal.
Esposa do major Manoel Antonio Kibeiro.
Es|iosa do negociante Jes Francisco de Figaei-
redo.
Consistorio da commissao enca regada da festa
na igreja dos Aflictos, 16 de Maio de 1886.O
secretario, Manoel da Bocha Pereira Cunha.
I vigario
Zeferino Ferrara Velloso.
a' EX5U. SEA. C.
H. A. S. T.
Pelo sea 40 anniversario em
14 de Maio de 1886
Souza Martins.
*^rv
y<&^
'V^sp^g
Aviso s aSIs de familia
" A mui antiga e merecida reputado dos
Collares Royer contra as convulcoes e para
facilitar a dentic&o das crianzas tem ido
desde muito tempo objecto de inveja por
parte de industriaes sem escrpulo e sem
titulo 8cientifieo, os quaes nada acharara
de melbor do que eontrafazerem e imita-
rem grosseiramente nosso producto.
Muito preoccupado com a saude das
crianzas que pode assim ser comprometti-
da e, demais, zeloso da boa nomeada dos
nossos collares, prevenimos s mais de fa-
milia, que ellas devem exigir, quo cada
Collar de Royer esteja contido dentro de
urna caixinha longo-quadrada abrindo se
como gaveta, em tres lados, da qual se
acham appostoa rtulos impressos era fran-
cez, portugus e hespanhol, e decoradas
com urna virgera e a nossa marca da fa-
brica, no quarto lado, com duas medalhas
e minba assignatura. Cada caixinha fe
eluda com urna medalha de latao, em am-
bos os lados, da qual se l a seguinte ins-
cripto : Collier Royer, 225, ru Saint-
Martin, Paria.
2s't> **e trnro da molestia at
a na orlsem
>. 414
J* Urna enfermidade local, nao pode ser curada
simpleamente com um tratamonte local. Por ejem-
plo : nenbuma applicaco feita parte affoctada,
pie radicalmente curar as hemorrboidas. O ha-
bito o costme de corpo, o qual a cansa primaria
da molestia de ser mudado. Para esse fim as ]>ilu
las assucaradas de Bristol o mais fino alterativo
vegetal que jamis foi composto, justamente a
medicina que se deve asar.
A priso de ventre quasi sempre invariavel-
mente a causa immedita desta aflictiva molestia.
O estado normal dos intestinos para logo muda-
do, mediante a hcc.io das pilulas. A indigestao e
cao morbosa do figado, produz constipacio do
ventre. Estes incommodos sao promptamente re
mediados com este poderoso agente vegetal os or-
gaos adquirem para logo sua costumada elastici-
dade, pondose em estado de perfeita sade. Des-r
ta forma, pois, sao os eymptomas e a causa da mo
lestia conjunctamente removidas e alli acabam
para sempre.
Ellas acbam-sc mettidas dentro de frasqainbos,
e por isso a sua conservacao duravel em todos os
climas.
Em todas as molestias aggravadas ou prove-
nientes de impureza de sangue, a salsaparrilha de
Bristol, deve de ser tomada conjuntamente com
as pilulas.
Acha-se venda em todas as principaes bonicas
lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster C
ra do Commercio n. 9.
Despedida
Jos de Soasa Nunas Braga embarcando boje
para Europa com sua familia e nao poden lo des-
pedir-se pessoalmente de todos os seas amigos,
pe > preci itacao com que resol veo sua viageui
(do que Ihes pede desculpa) o faz por meio deste,
offerecendo-lhes seu limitado prestimo em qual-
qaer parte que se ache.
N 8. Na tsica pulmonar a potencia
da Emuls Scott como remedio mara-
vilhosa. Restaura o sangue ao seu esta-
do normal. Sana as inflarainacSes He gar
ganta e dos pulmSes. Calma a tosse e a
rouquidao. D cor s faces o aumenta a
carne e as forjas.
A aula mixta particu-
lar
Francisca Marihuana L. Carneiro participa ao.
pas de familia, que sua aula abrir se-ha no dia
12 do corrente : qnem de seas prestimos precisar
pode dirigir-se ra do Visconde de Goyanna n
21, que entender- ae-ba com a mesma.
c.
Usinas de cobre, iatao e bronze ee d
Golitzer Ufer n. 9 Berlim S. O.
Espeeialldade:
Construc^o de machi-
mis c apparelhos
para fanncas de assucar, destillacfes e re-
finayoes cora todos os aperfejoamentos
irodernos.
DSTALLAQAO DE:
Cngenhos de assucar completos
Estabelecimonto filial na Ilavana sob a
mesma firma de C. leck-nann.
C. e San Ignacio n. 17.
nicos representantes
Haupt GebruMer
EIO PE JANEIRO
Para informales dijijamse ai
Polilman &C
LIO
< OI.I.C 4.14
OK
Nossa Senhora das Victorias
RA DO HOSPICIO N. 10
Directoras:
Mme. Blanche d'Herpent Crgo.
Baroneza V. d'Herpent.
Este colltgio tem ptimas accommodaces para
lumnas internas e um corpo docente de reconhe-
cida capacidade.
Dr. Mello Gomes
MEDICO-PARTEIR> OPERADOR
Ra do Barao da Victoria [antiga
ra Nova n. 37) 1." andar
Dedicase com especialid.ide ao cura-
tivo das febres, molestias de peito e das
senhoras, syphilis e estreitamentoa da
urethra.
Consultas das 10 ao meio dia. Chama-
dos a qualquer bora do dia ou da noite.
Telephone n. 259.
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Medico Quinte, la
Este notabilissimo depurante que vem precedi-
do de to grande fama infalliv.1 na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumaticas
e de pelle, come tumores, ulceras, dores rheumati-
cas, osteocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
da* e chronicas, cancros syphilitices, inflamma
ces viaceraes, d'olbos, ou vaos, garganta, intes
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diatbericos, assim como na alopecia ou qu da
do .-abeiio e as doencas determinadas per satu
racSn mercurial. Do-se gratis folhetog onde se
encentran] numerosas experiencias teitas com este
eipei-.fi.ro no* boapita'-s pblicos e muitos attesta-
dos d- mdicos r documentos particulares. Faz se
descont para revend- r.
Deposito em casa de Faiia Sobrinhe 4 C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 4.
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultan das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
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O Dr. Barreto Sampaio. medico oculis-
a, ex-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d con
sullas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Baro
da Victoria n. 45, 2 andar, excepto nos domingos
e dias santificados. Residenciara do Riachuelo
n 17, canto da ra dos Pires.
Dr. Cooi Lie
Medico, parteiro e operador
Residencia ra da Imperairiz n. 48, 2.- andar.
D consaltas das 11 horas da man na s 2 da
tarde.
Atiende para es chamados de sua profisso a
qualquer hora.
Consultorio ra Duque de Casias o. 59.
Dr. Orin L
COMMERCIO
Bolsa cominerclal de Pernam
buco
RECIFE, 13 DE MAIO VE 18St>
As tres horas aa tarde
'otacoee uifanaes
Letras hypothecariaa do banco de crdito real de
Pernambuco, de juros de 7 0/0, do valer
de 100* & 945OOO eada urna.
Cambio sobre o Rio de Janeiro, vista, 1/2 0/0
de premio, do banco.
Cambio sobre Lisboa, a vieta, 145 0/0 de premio,
do banco.
Dito sobre dito, 60 d/v. 144 0/0 de premio, do
banco.
Ka bora da oola.
Vendeam-se :
13 letras bypotbecarias.
10 ditas idem.
15 ditas dem.
Pelo presidente,
Candido C. t. Alcutora:'o.
Pelo secretarle,
Augusto P. de Lemo8,
RUDIMENTOS FUtLiCOS
de 1886
Xarope de M;ilmal
O Ualii-mnl (leeyth e idatiaon) com o
qual se prepara este xarope um vegetal da flora
brnsileira.
E' ura agente therapeutleo poderossimo con-
tra as molestias do peito e da asthma.
Os numerosos affectadoj que delle tm feito uso
conseguirn] um resoltado muito satisfactorio, aca-
bando por se reconbe :er que at boje a melbor
proparaco para a cura da aollimn. bron-
chile Mmaiicn, e andar e oppre
neft. dispensado o emprego do arsenio, folhas
de estramonio e plantas narcticas qdfe acabam
quasi sempre pelo abuso que delles se faz e n es
mo pelo uso prolongado por produzir effeitos des-
astrosos sobre a sade e em geral entorpecimiento
do cerebro.
Peiie-*e na Bofica Franceza de Rouquayrol Fre-
res, sticcessores de A. Caars
m. -Baa da Crax!W.
RECIFE
HEDICO
Consultorio e residencia ra do Livramento
n. 31 1 andar. Consultas de 11 horas as 2 da
tarde. Chamados por escripto a qualquer hora.
Especialidades, febres, partos e molestias de
criancis.
Dr. Ferreira Velloso
d consultas das 10 s 11 1/2 da inanha, em
quanto funecionar a asaembla provincial, roa
do Marqutz de Olinda n. 47, Io andar.
Conultorio medico-eirurgico
O Dr. Estevao Cavalcante de Albaquerque con-
tinua a dar consultan uiedico-cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20, 1 andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Paras? demais consulta e visi
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar.
Ns. telephomcos : do cousultone 95 e residencia
126.
Espeeiaidades Partos, molestias de creacas,
d'utero e seus annexos
Dr. Cb pira Leite
HtiDICO
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San
a Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
ho ras e criaacas
O Dr. Adelino Antonio ae Luna Freir,
official da Imperial Ordem da Rosa, com-
mendador da Real Ordem Militar Por-
tuguesa de Nosso Senhor Jess Cbristo,
e juiz do direito privativo de orphaos e
ausentes n'esta comarca do Recife, por
Sua Magestade Imperial a quem Deus
guarde, etc.
Paco saber aos que o presento edital virem ou
deste tiverem noticia que na audiencia de 18 de
Maio do corrente anno, ir a praca a quem mais
der, servindo de base o preco da avaliacao, a casa
terrea, com sotao interno, sob n. 37, ra do Pi -
lar, freguezia de S. Fre Pedro Goncalves do Re-
cife, em solo proprio, com 5 metros e 80 centme-
tros de largura e 19 metros d-- compran' uto, eor
redor independ Dte, duas salas, tres quart i, no
o.vuneuio terco, (re j mellas que deitam para a
'ir.r-.ina rila, duas ja ellas na sala de detraz, que
deitam para a ra di Pharol, doas qnartos, duas
salas, e cosnha interna no soiao, quintal murado
cacimbs exclusiva porto cora um telheiio para a
referida ra do Pharol, avahada por 2:000000, e
vaf a praca requerimento da iuventaraute dos
bees da finada D. Genoveva dos Reia Fouseca,
par pagamento de cusas.
E para constar mandei paasar o presente que
ser publicado pela imprensa e affixado no lugar
do costume.
Dado e passado neata cidade do Recife aos 20
de Abril de 1886.
Eu, Olavo Antonio Ferreira, escrivo, o fiz es-
crever e subscrevo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
EDITES
Mes de Maio
Alfandega Od 1 a 12
dem .e 13
Rbcbbbdobu Da 1 a 12
lo ... de 13
Co8LADO PBOVISCIAL Dt 1
dem de 13
Rbcipe dbayxage De 1 a 12
dem de 13
a 12
248 673153
17:197.306
265:86 459
1' '3082
918.966
18:562047
59:211204
2.802*843
62:014047
10:108/522
891;897
11:000*419
DESPACH03 DE IMPORTA?AO
Lugar inglez Viola, entrado de Terra
Nova no dia 13 do corrente e consignado
a Saunders Brothers & C, manifestou :
Bacalho 2,027 barricas e 440 mcias di-
tas aos consignatarios.
DESPACHOS DE EXPORTACO
E- 12 de Maio de 1886
rara o exterior
No brigue iueeo Atler, carregou :
Para Hull, C. P. de Lernos 60,000 kilos de ossos
de boi, 800 ditos de zinco velho e 2 barricas com
cobre velho.
- No vapor inglez Trent, earregaram :
Para LUbo.i, O. Travasso 4 C. 417 saccas com
31.073 kil -s de algodo ; Dr. J. V. M. Vascon-
celos 1 caixa 300 charutos.
Para Antuerpia, A. b. Correia 2 canas caju-
rnbeba
No brigue portuguez Armando, carrega-
ram :
Para o Porto, Albino Cruz S C. 41 milheiros
de cigarros.
Para o Interior
No vapor nacional Baha, carregou :
Para o Rio de Janeiro, X M. da Costa 10,000
cocos, fineta.
Na barcaca Sanka, carregaram :
Para Mamanguape, P. Oarneiro & C. 200 saceos
com fa-irha de mandioca.
Na barcaca Hilvina, carregaram :
Para Macahyba, J. Salgueiral & C. 10 barricas
com 600 kilos de assuciir refinado c 5 ditas com
300 ditos de lito branco.
Para Moss't, P. Carneiro com farinha. de mandiica.
Na barcaca Unido, carregou :
Para Macei, J. L. dos Res 15,000 litros de
sal.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 13
Terra Nova- 38 dias, lugar inglez Viola,
de 181 toneladas, capitao James Jalliffe,
equipagem 8, carga bacalho; a Saun-
ders Brothers & (\
Liverpool e escala -19 dias, vapor inglez
Merckant, de 81)5 toneladas, comman-
dante E. A. Brown, equipagem 26, car
ga varios gneros ; a Johnston Pater
&C.
Navio saludo no mesmo dia
Barbados Brigue inglez Regulator, capi-
tao Drewer, em lastro
VAPORES ESPERADOS
Ipojuca
Guahy
Trent
B Kemeny
Baha
Espirito Santo
Financr
Ville de Maoei
S. Francisco
Desterro
Par
Valparaso
Tagus
Senegal
Oeor
Portuense
La Plata
do norte
da Babia
do sul
de Trieste
do norte
do sul
do norte
da Europa
do sal
de Hambargo
do norte
do sai
da Europa
do sul
do Bul
de New-York
do snl
boje
boje
boje
amanhil
a 16
a 16
a 17
a 19
a 19
a 20
a 23
a 24
a 24
a 25
a 26
a 28
a 29
O Dr. Thomaz Garces Parunlios Montene
gro, .'ommendaHor da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito da vara especial do
commercio d'esta cidade do Recife e seu
termo, capital da provincia de Pernam-
nambuco, por Sua Magestade Imperial <
Constitucional o Sr. Pe 1ro II, a quem
Deus guarde, etc.
Paco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiuerem que, por parte de Manoel
dos Santos Villaca me foi dirigida a petico do
theor seguinte :
lilm. E-m. Sr. Dr. juiz de direito do commer
eio.Manoel dos Santos Vllai;a, sendo credor de
Severiano de Siqu'ira Cavaleaote pelas lettras
juntas na importancia de 515 j 140, alm dos juros,
e estando ditas lettras a prescreverem, vem o sup-
plicante protestar pela interrupcao da prescripcao
das mesmas, pelo que requ-r a V. Exe. se digne
de mandar tomar por termo o seu protesto, e como
esteja o suppiicado ausente em lugar inc-Tto e nao
sabido, requer o supplicaute a V. Exc. se digne
adinittil-o a justificar dita ausencia afim de que
seja intimado o referido protesto por meio de eii-
taes, na forma da le : entregando se-1 ,e .final as
lettras.
Pede a V. Exc. deferimento. E. R. M.
Tinha collada urna estampilha da taxa de 200
reis innutilisada do modo -eguinte:
Recite, 9 de Abril de 1886.O solicitalor, Ale
xandre Amrica de Caldas fadlha.
E mais se. naocontinha em dita petico uqui mui
hem e fielmente copiada na qual profer o despa-
cho do th.or seguinte :
Dcajribmda. Como requer designando o es-
cnvj da. Recife, 9 de Abril de 1886. Monte
negro.
Em virtude deste meu despacho aqu transcripto
i i-, r-pectivo destri uidor a quem em forma foi a
mesma peticao presente a destri buio por caber ao
escrivao des'e meu juizo que o presente subscreve
3 lavrou o termo de protesto do theor, forma, modo
e manen a seguinte:
Aos 9 dias de Abril de 1886, nesta cidade do
Recife de I ernambuco, em meu cartorio, vcio o
supplicante Manoel djs Santos Villaca represen-
tado por seu bastante procurador o solicitador
Alexandre Americo de (Jaldas adilha, que di.se
perante uiiin e as testemunbas infra assignadas
que redazia a termo de protesto o conedo feito
em sua peticao retro, que fica fazendo parte do
presente, afim de ser intimado ao supplicado.
E de como assim o disse e protestou lavrou-se
este termo, em que assigna com as testemunhas,
depois de ldo por mim, Jo Franklin de Alenear
Lima, escrivao que o escrevi e dou f. Alexandre
Amrica de Caldas PadiUia.Joaquim E. Ribero.
Joaquim Clemente de Lemos Duarte.
Nada niara se continba em dito termo de pro-
testo aqu mu bem e fielmente transcripto, depois
do que se via e mostrava ter sido pelo supplicante
pruduzida a prova testemuuhal acerca de sua peti-
cao transcripta no comeco deste, e em seguida o
respectivo escrivao mo fez os autos conclusos, sel-
lados e preparados, e nelles dei e profer a sen-
tenca do theor seguinte :
Vistos Hei por justificada a ausencia em lu
gar incerto e nao sabido do justificado e mando
que elle seja intimado por edilaes com o praso de
3o dias de protesto de fls.
(.'usas ex-causa. Recife, 10 de Abril de 1886.
Ihomaz Garcez Paranhos Montenegro.
E nada mais se contnha em dita minha sen-
tenca aqui mui bem e fielmeut- copiada, em vir-
tude da qual o respectivo es rivao fez pasear o
presente edital, pelo qual e seu theor chamo, cito
i bei por intimado ao justificado Severiano de Si-
queira Cavalcante para que no praso de 30 dias
contados da data do publicncao d este, compareca
ante este juizo afim de allegar o que for a bem de
seu direico.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
se passou o presente, que ser publicado pela im
prensa e outro de igual theor afim de ser affixado
no lugar do costume, de que se juntar certido
aos autos.
Dado e paseado n'esta idade do Recife de Per-
namfcojio, os 12 das de Abril do auno de Nosso
Senhor Jess Christe de 1886.
Eu, Jes Franklin de Alenear Lima, escrivao, o
O Dr. Thomaz Garcez Paranhos Montene-
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia, de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Faz saber acs que o presente edital virom ou
delle noticia tiverem que se ha de arrematar em
hasta publica deste juizo, depois da respectiva au-
die icia do dia 27 do corrente mez, com as forma-
lidades e pregues do estyl >, os bens aeguintes :
Dczeseis caieiras de guarnicl, de junoo, par
30*. Um balco envernizado por lr>4. Um ca-
bide de auiarello, com 16 tornos, por 3. Duas
mesas grandes, sendo urna menor, por 165. Treze
copos de vidro por 2500. Quatro galheteiros
usados por 5. Doze talheres servidos por 2JO0.
Urna duzi de easacs de chicaras brancas por 25.
Um galheteiro de metal pnncipe prta-licor com
12 clices, j.4 servido, per G. Ura jarro grande
com pratu de metal por 2. Seis dueias de viaho
do Porto, sortidas, por 24. Tres gamitas de vi-
dro para vinho por 12. Seis clices grandes p ir
2. Duas caadas de vinho Figueira en um bar
ril por 6. Um lustre com Ire3 bracos por 20J.
Cujos bens vao praca p ir execueto que movern
Jos Joaquim Alves & C. e outros contra Antonio
da Silva, e se acham depositados no deoosit) par-
ticular, e niio havendo lancadnr que cubra o preco
da avaliajao, a ar enatacao ser f-itu pelo preco
da adjudicarlo com o sil>:.tim-nto legal.
E para que ebegue ao conh'-ciment j de todos foi
passado o presente, afim de ser publicado pela im-
prensa e affixado no lugar do costuin".
Dado e passado nesta cidade do Recite de Per-
numb'ico, aos 11 de Maio de 1886
Eu, Jos Franklin de Alenear Lima, escrivao,
subscrevi.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
Joo Rodrigues de Moura, c.pio common-
dante interino do 3" batallio de infan-
taria e presidente do consellio de revisilo
da qualificago da Ghiarda Nacional da
parochia de S. Jos, em virtude da lei,
etc.
Paco constar a quem possa interessnr que no
dia 16 do corrente. s 9 horas da manha, no con-
sistorio da igreja matriz, se reunir o consclho,
afim de proceder se a revifao da qaalificacao dos
guardas nacinnaes do servico activo e da reserva
desta aroehia, de confermidade com as instru-
ccoes n. 722 He 25 de Outubro de 18.")', regula-
mento n. 1,130 de 12 de Marco de 1 M3, e o dis
posto no 6" do art. Io da lei n. 2,395 de 10 de
Setembro de 1873.
E pxra que conste mandei pascar n presente, que
ser affixado nos lughies do costume e publicado
pela im prensa.
Quartel do c .minando do 3 batallia > de infan-
tera da Guarda Naci nal di Recife 8 de Maio
de 1886.
Jodo Rodrigues de Moura.
Joiio Vctor Alves Matheus, capitilo c immandante
interine do 7o batllia> de infantaria e presi-
dente do eonsclhc de revisita da qualificacao da
guarda nacional da parochia de Afogados, cm
virtude da lei, etc.
Faz constar quem possa interessar, que no dia
16 do corrt-nte, s 9 horns da manhS, no consisto-
rio da matriz de Afogados, se reunir o conselho
afim de proceder-se a qualificacao dos guardas
necessarios ao s-rvico ac.ivo e da reserva desta
pnrochia. de eonformidade C"m s instruccoes n.
722, de 25 de Outubro de 1880, Reg. n. 1,030, de
12 de Marco de 1853, e o disposto no t> do art. I
da le n. 2,695, de 10 de -ctembro de 1873.
E para constar mandou passar o presente, que
ser nlxado nos lugares do costume e publicado
p-la imprensa.
Quartel do eommando do 7" b'talho d infan-
taria da guarda nacin*', 8 d- Maio de 1836.
Joao Vic'or Alees Matheus.
O Dr. Joaquim da Costa Riieiro, juiz de
direito do civd desta cidade do Recife da
provincia de Pernambuco, por Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
Faca saber aos que o presente edital virem ou
d'elle noticia tiverem, que findo o dias de pre-
gues e as pr.Qas da lei,e na audiencia deste juizo
lo dia 5 de Junb > o corrente anno, ir a orac
pjr venda a quem mais der o bem consume da
avaliae.au do theor seguinte:
U na asa terrea de pedra e cal rom a frente
para a estrada do Bongy, no lugar Remedios, da
freguezia de Afogados, com 1 p >rta e 2 janellas
de frente, 2 janellas em cada oitao, m- lindo de
largur: 5 metros h 50 centmetro, 12 metros e
25 centmetro^ de cinapriin-'iito, cnteiido 2 -i a?,
2 quartoa, cosnha f.a, pequeo sitio em aberto
com algans arvoredos fructferos e cacimba, aeban-
do-se dita casa em mo estado, avallada em
00*000.
Cujo bem avaliado ser vendido em praca pu-
blica, lepoia da audiencia deste juizo do lia aeima
dito, e a quem mais der e maior lance offerecer, o
qual foi pen horado para pagamento do priucipal
juros e cusas da execuco que, por este juizo e
cartorio do escrivao, que este subscrave, move
Francisco de Assis de Fon^eca Basto, contra Cae
tao Bapt9ta de Mello e sua mulber D. Caetana
Alexandrina de Albaquerque Mello.
E pira que ebegue a noticia a todos, se passou
o presente edital que ser afiliado no lugar do
costume e publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 16
diaa do mez de Abril de 1886.
Eu, Felicissimo de Azevedo Mello, o fiz escre
ver e subscrevi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
Edital n. 18 "
O administrador do Consulado Provincial faz
publico a quera interessar possa, que no periodo
de 30 diai uteis, contados de 15 deste mez, ser
crff.ctuada pjr esta repartida.) a cebranet, livre e
multa, dos seguintes impostos, relativos ao se-
gundo semestre do exntelo corrente de 18'i5-86.
Imposto nc, repartidlo.
10 e 20 /0 sobre estibelecimentos commerciaes
fra e dentro di cidade.
205000 por esc avo empregado em servico me-
cbanieo.
2'0 rs. por baralho do cartas de jogar.
12 "/, sobre consultorios mdicos e esctiptorios
de advogados e solicitadores.
Consulado Provincial de Pernambuco, 11 de
Maio de 1886.
Francisco Amyntas de Carvalho Moura.
Thesouro Provincial
De ordem do Illin. Sr. inspector desta reparti-
dlo, taco pablieo queiio dia 14 do cirrent paga-
se a cl'.sse de profeaiores de Ia entrancia relnti-
vamrrnle ao mez de D- zembro prximo passado.
i'agaUoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, cm 13 de Maio de 188G.
O eserivao da despesa,
Silvia A. Ridnguce.
Club Itcrniiciiiai de
atas
Antonio Machado Pereira Vianna Juninr,
capitao commandinte interino do 2o ba-
talliao de infantaria e presidente do <-on-
selho de revisao da qu difie 50 da guar-
da nacional da paro hia de Santo Anto-
nio, era virtude da lei, etc.
Faz constar a quem possa interessar que no dia
16 do corrente, s 9 horas da manha, no consisto-
rio da igreja matriz, se reunir o conselho afim de
proceder-se a revisio da qualifi"3cn dos guardas
nacienaes ae servico activo e da reserva d'esta
parochia, de eonformidade cntn as instruccoes n.
V/2 de 25 de outubro de 1850, regulamento n
1,130 de 12 de margo de 1853 e o disposto no 6
do art. 1 da lei n. 2,395 de 10 de setembro de
1873.
E para que conste mandei passar o presente
que ser affixad* nos lugtrcs do costume e publi-
cado pe! o. : Ba.
Quartel do eominando do 2o batalhao de infan-
taria da guarda nacional do Recife, 8 de maio de
1886.
Antonio Machado Pereira Vianna Jnior,
Capitao eommandante interino.
rkO"
'S
Deord'in d> Sr. presidente, convido ao3 asso-
ciados deste club para ennpareeer in no domingo
16 do corrente, pelas 11 horas do dia, na sede do
mesmo club, para, reunidos en assembla gerJ,
tra*ar-se de negocios urgente1: ao rne3mo.
Secretaria do Club Internacional de R'gatas,
l de Maio de 1886.O secretario,
P, C Casanova.
Obfas Publicas
D.J ordem dolllm. Sr. mgeoheiro chefe da re-
partiQao das obras publicas, faco publico que no
dia 24 do co-rente, ao meio da, recebe-se nesta
secretaria propostas para a execucao dos reparos
da p^nte sobre o rio S-riohiem, noengenho Pao
Sangue, oreados era 2:103i. 0 orcamento e mais
coudico-'S se acham dispos cao dos aeuhores pre-
tendentes.
Secretaria da repartico das Obras Publicas, 10
de Maio de 1886.
O secretario,
Joaa Joaquim de Siqueira Varejdo
Proloagainento ti.i estrada de
ferr* de Peraaiubiico e estra-
da de ferro do Itecife a Carua-
r.
De crdeui do lilm. Sr. dir toa enge-
nheiro chefe interino fajo publico que no
dia i5 do corrente, ao meio dia, serao ven
didas, a quera mais vantagens offerecer,
220 tenas de zinco, usadas; sendo 160 de
9 pea de extensao, e G0 de 5.
Os concurrentes devero apresentar suas
propostas no escriptorio central, ra de
Antonio Carneiro n. 137.
Secretaria do prolongamiento da estrada
de ferro de Pernambuco e estrada do fer-
ro do Recite a Caruaru, 12 de maio de
1886.
O secretario,
Manoel Juoencio de Saboya.
Secretaria de Polioia de Pernambuco, 13 de
Maio de 1886 -Por esta repartico se faz publi-
co, de ordem do lilm. Sr. Dr. chefe de polica que
se acham recolhidos na Casa de Detenco os es*
cravos: Amando, de Joaquim de iirito Vascon-
cell a, Antonio, do Visconde do Livramento, Ma-
noel ou Euzebio, de Jos Velloso, e Miguel, de
Jos de Souza. os quaes devem ser reclamados por
seua senhores, dentro do praso de 15 dias que
lh-s fie marcdo a contar d-sta data.
O secretario,
J. Francisco de Arruda.
Club Carlos Goin^s
(Sarao de Maio)
O sarao .late mez ter lugar na noite 'le 15 da
corrente Os euh >res socios s terao ingresso
vista d 1 carto, o qual ser entregue pelo thesou.
reirc desde quarta-feira, na sede do club, daa 7 s
9 horas da noite. Os car'oes de ingresso s serio
entiegues aos socijs quites a ao mez de Abril.
Recife, 9 de Malo de 1886.
Augusto Maia,
2- secretario.
S. R. J.
Soir'i bnaensal em 6 de junho prximo futuro
Po-vino a todos os senhores socios e convidados
que esta soire principiar as 7 horas da noite. Os
mgressos encontram-se at a vespera da soire
em poder do senhor thesourero, e os eouvites no
do Sr. presidente. Recommeuda-sc toda a sim-
peidade nos toilettes e scientifica-se que nao sao
admiisireU aggregados.
Recife. 10 de Maio d 1886.
Luiz Ruedes de Amorim,
2- tecretario.
Cooipanhia de Edificado
Communiea >e aoa Srs. accionistas, que por de-
Iberacao da directora foi resolvido o recolhimen-
to da segunda prestaco, na razan de 10 por cento
I > valor de cada accao subscripta, o que dever
realitar-se no London Brasiliuu Bank, at o dia
10 de Maio prximo futuro.
Recife, 24 de Abril de 1886.
O secretario,
Gustavo Anlunes.
i
DuiireKiiria do abaMecImenio d
agua e az cidade de Olinda
DEVEDOKES EM ATHAZO
T-ndo a directora, em sessito de 15 do
corrente, resolvido re"eber por intermedio
du um sollicitador todas as coritas de con-
siiramidores d'agua e gaz em atrazo, a
eontar do anno de 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobranQa o Sr.
Diogo Baptista Fernandes, a quem espero
attenderlo desde logo os raesmos devedo-
res, cortos da justija e equidade de simi-
Ihante resolu9lo.
Escriptorio do gerente 2S de Abril de
1886.
Antonio Pereira Simoes.
De ordem do Illra. Sr. inspector, annancio que
no dia 14 do corrente, pelas 10 horas da manha,
paga-se 11 arsenal de guerra 03 bilhetes de cos-
turas referentes aos mezes de Marco e Abril l-
timos.
Thesou rana de Fazenda de Pernambuco, 2 de
Maio de 1886.O secretario,
Luiz Emygdio P. da Ca.naia.
O procurador dos feitos da faienda pro-
vincial, ten 10 recebido do Thesouro Pro-
vincial a relacao abaixo transcripta dos
contribuinte8 do imposto de decima de exer-
cco de 1884 188J, da freguezia de S.
Frei Pedro Gonjalves, que deixaram de
pagar o mesmo imposto no tempo compe-
tente, d --lara aos mesmos contribuintes
que lhes fisa marcado o praso de 30 dias,
a contar da publicarlo do presente edital,
na eonformidade do disposto no art. 53 da
lei n. 891, para recolherem a importancia
de seus dbitos ao Consulado Provincial,
certos de que, findo o referido praso se
proceder executivamento a cobranja.
Recife, 8 de maio de 1886.
Manoel Nicolao Reg Pinto de Souza.
Relaco dos devedjres da decima urbana da fre-
guezia de S. Fre Pedro Goncalves, do exer-
cico de 18S4 1885.
Becco Largo n. 2. Alfredo Gibson,
1/2
s.
saca
subscrevi.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro,
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
official da Imperial Ordem da Rosa,
commendador da real ordem militar por-
tngueza de Nosso Senhor Jess Christo
e juiz de direito privativo de orphaos,
nesta cidade do Recife, por Sm Mages-
tade Imperial o Sr. D. Pedro Segundo,
a quem Deus guarde, etc.
Facsaber aos q e o presente edital virem ou
delle tiverem noticia, que depois das audiencias
do dia 18 de maio do corrente anno, ir a praca
nnblica para ser vendido quem mais der, ser-
vindo de base o preco do abate da quinta parte
da avaliacao :
Um sobrado de 1 andar, no lugar denominado
Caboc, com 10 metros de frente e 6 de lando, 2
salas de frente, 2 quartos, i janellas de cada lado,
menos no do norte, onde est collocado no lado
de fra ama escada de tijollo e cal, que d en-
trada para o mesmo sobrado tend no andar ter-
reo 2 quartos de cada lado, isto sal e norte e 1
sala no centro, 3 jai.ell sel porra de frente, 2
portas e 2 janellas de fundo, sobrado que si-
tuado no centro de um pequeo sitio, co~i diver-
sas aores fiuctiferas. 4 pequeos quartos no
fundo, servindo um dejtes de cosnha, em pessimo
estado, por 1:600a.
E vai a praca a requerimento de Manoel Anto-
nio Alves Mascarenhas, invntariante do espolio
do finado Franc seo Antonio Alves Mascarhas,
para pagamento de cuitas do referido inven-
taro.
E para constar mandei pasaar o presente, que
ser publicado pela imprensa e affixado no lagar
da costume.
Dado e passado neata cidade do Recife, aos It
de maio de 1886.
En, Olavo Antonio Ferreioa, escrivao fiz es-
crever e subscrevo.
Adelim Antonio de Luna Freir.
A commisso da festa do S. Goncalo
abaixo'assignada, declara que, nao tendo
anda arre adado todas as csportulas d'a-
quelles devotos a quera distribuio cartas,
fica a dita festa adiada p ira quando de no-
vo annunoinr.
Aproveita a oceasiao para implorar aos
devotos do mesmo Santo, o seu valioso e
prorapto auxilio, afim de que pissa ter lu
gar quaato antes dita frstividade.
Consistorio da igreja de Santo Amaro
das Saliuas, 13 de Maio de 18S6.
Agostinho Ja come Bezerra,
presidente.
Henrique M. da Silva,
secretario.
Heliodoio da Silva,
thesourero.
Matriz de S. Jos
Procltme de
Marcelino Au-berto Lopes
Jo o Pedro das Neves
Maaoel Agostinho Pontea
Victorino Luiz de Arruda
Jos dos Santos Moreira
Bellarmino Ljurenco da Silva
Duas esmolas de Joao M. Pontes
Manoel do Fontes Gomes
en fe r mo m
51030
3J000
2 .'l 10
2*000
lOOO
lOO
oo)
5500
Ra de Domingos Joa Martina n.
36. Americo Alvea de Mendonca,
parte
Restauracilo n 24. Anna Joaquina
dos Prazeres Costa
Tuyuty n. 1. A ana Joaquina de
Sant'Anna
Guararapes n. 50. Antonio Alvea
Bubosa
Ditin. 52. O mesmo e outro
D. Maria Cezar n. 35. Antonio
Diogo da Silva
L'jtnnanhia fernambuca n. 16. O
mesmo
Mscate n. 9. O mesmo
Dita n. 11. O mesmo
Dita n. 13. O mesmo
Dita n. 15. O mesmo
B.'cco Largo u. 'J. O mesmo
Dits u. 11. O mesmo
Dita n. 13. O mesmo
Dita n 15. O mesmo
Dita n. 27. O mesmo
Dita n. 19. O meamo
Dita n. 11. O mesmo
Ruada doedan. 39. O mesmo
Domingos Jos Martina n. 28.
tonio Getulio ViLas Boas
Guararapea ti. 3. Antonio Gonc Uves
Ferreira Cascao
Areal n. 6. O mesmo
S. Jorge n. 13. Antonio Henrique
Mafra
Dita u. 33. O mesmo
Tuyuty n. 15. Antonio de Jess Si-
queira
Guararapes n. 9 A. Antonio Jos
Dantas
Dita n. 49. Antonio Moreira Reis
Amorim n. 31. O mesmo, 4/5
Ouararapes n. 15. Antonio Paz
Pires
Mrquez de Olinda n. 6._ Dr. Anto-
nio Bruno da ila Maia
1T:------?- Ti_____:- 01
An-
n. 31. ""Baro de
Bellarmino do
153000
10*1000
8S000
1*900
DESPESA
D. Brasilina Lumack, 4 figuras
D. Sophia Preeilia ros Santos, 4 ditas
A presente pubcacao
Jas Chrispiano da Silva.
Club de regatas per-
nambucano
3 REGATA
Havendo o conselho administrativo emittido
n>vos bilhetes pa-a ingreasos de socios, tornando
por consequencia sem aenhum valor os que fo-
raro distribuidos para a regata que noo poude
effectuar-se no dia 2, convide aa senhores socios
a virem receber, nos dias 14 e 15, das 7 s 9 ho-
ras da noite, na sede deste club, daa raaos do Sr.
thet^ureiro, os bilhetes a que tiverem direito, e
no dia da regata, 16 do corrente, das do cobrador.
Secretaria do Club de Regatas Peroambucano
em 11 de Maio de 1886. -O- secretario,
Osear C. Monteiro.
ario Tenorio
emfica
Guararapea n. 62.
Rogo Barros, parte
Pharol n. 62. Bernardo da Silva
S. Jorge n. 37. Camillo Leus da
Fonseca
[Travessa dos Guararapes n. 2. Can-
dida Senhorinha Vieira Las-
serre
Rea de Domingos Jos Martins n.
82. Candido Alberto Sodr da
Motta, parte -J
Mrquez de Olinda n. 56. Capella
dos Prazeres dos Guararapes
Bom Jess n. 41. A mesma
Dita n. 56. A meama
Ton es n. 16. A mesma
Traveasa do Occidente n. 7. Car-
los Alvea Barbosa
Dita n. 5 O mesmo
Ra do B ir.io do Triumpho n. 39.
O mesmo
Pharol n. 10. Carlos Burlimaqui
Magalhies, parte
fiseonde de Itaparica n. 7. Carlota
Libania Lopes Pinto
D Mara de Soaza n. 3. Carolina
Maria de Campos
Pharol n. 36. Celina Baptista doa
Santos
Guararapes n. 23. David da Ira
Maia
Barao do Triumpho n. 59. Delfiao
Duarte Rodrigue*, parte
30*901
26662
21*939
33*991
45*734
45*093
21*939
- 82*404
!4s3
14*832
14*832
144832
14*832
14*832
14*832
14*832
17*304
16*068
164068
37*081
53*15(1
14*832
17*819
15*450
15*490
41*202
19J77G
17*304
59*330
17*304
82*3C4
76*017
9*7.
14*832
20*601
7*416
42*236
226*811
30*M)1
154*507
92*704
64*375
36*463
33*901
30*901
74*163
30*901
7*416
14*832
7*029
(
,-
-#"



Dita n. 66. O mesmo
Dita 11. 64. O mesmo
Guararapes n. 70. O mesmo
S. Jorge n. 35. O mesmo
Pharol n. 4o. C mesmo
Reataur iy.i u. 21. O mesmo
Becco L rgon 1. Domingos de Soa-
za Araujo
Trnveaaa para o Corpo Santo n. IW.
Dilart" Sin.o.'s
Ri. .io Bario do Triumpho n. bb
Ed.iard i Duart. Rodrigues (parte)
Dita n. 64 O mesmo
Dita .59 O mesmo
Ra d.. Pharol u. 46. U mismo
^ Ra d<.s Guararapes n. 70. O mesmo
R ,a .le S. J rge 35. O mesmo
Rirn da MUauntb ** D m- sm i
Un la n 1 Barili d* Aasumpco
Tu. res Costa e outras
Dita n. 3 As m-smas
Tuy.ny u. 6. Feippe da Costa Dou-
rado
Guararapes n.27. FraneelinadeMel-
1 abral
Pharol n. 56 Francisca Mara do Ro-
sario M' tta
\',con,lf de Itaparica n. 32. Fran-
cisc Antonio Calaca
Restauravo n. 21. Francisco Duarte
Rodngu -s
S. J.irge u. 35. O mesmo
Pharol n. 46. O mesmo
Guararapes u. 70. O mesmo
fiaio do Triumpho n. 00. O mesmo
Dita n. 64 O mesmo
Dita n. 5'.. O mesmo
.8. Jorge d. 51. Francisco Gonealves
Bet*
JBecco da Pindoba n. 0. Francisco
Jos Regalo Braga
Dito Tapido n. 1- mesmo
Restauraco i 42. mesmo
D. Mara Ceaar n.21. O mesmo
Visconde de Itaparica n. 25. mes-
mo
Bom Jess n. 89. O mesmo
Restauraco n. 30. O mesmo
Dita n. 3.' O mesmo
Bario do Triumpho n. 83. Francisco
d i Miranda Leal Seve
Vigario Tenorio n. 29. Francisco Ro-
drigues dos Pasaos e outros
Traversa para a Fundiccao n. 3.
Helena Mara dos Res e Silva
Restauraco n. 1. Henriqueta Tei-
xeira Lipes
Dita ii. 3. A rasm
Guararapes n. 29. Herdeiros de Flix
da Costa Teixeira
DomingosJos Martinsn.36. Herdei-
ros de Joanna Maria da Trindade
(partr)
Mrquez de Oiinda u. 17. Herdeiros
de Joilo F. rnaudes Prente Vian-
na
Bom Jess n. 51. Herdeiras de Joo
Vaz de Olivi-ira e outros
Guararapes n. 41. Herdeiros de Joa-
q'iim Antonio Maia
Mrquez de Oiinda n. 47. Herdeiros
de Manoel dos Santos Nunes de
Oliveira (parte)
S. Jorge n 29 Herdeiros de Joa-
qu m Antonio Maia
Mariz e Barros n. 9. Herdeiros de
Joaquina Maria Pereira Vianna
Travessa para o Corp i Santo n. 30.
Herdeiios de Joauua Maria Perei-
ra Vianna
Dita n. 'XI O mesnos
Dita n 95. Os meamos
Dita n 97. Os mesmos
Tuyuty n. 5. Os meamos
1 ravessa para o Corpo Santo n. 6.
Os meamos
Compauhia Pernambucana n. 18. Os
meemos
Barreto Mcnezcs n. 4. Herdeiros de
Jos Joaquim Dias Fernandes
Becco da r'iodoba n. 8. Herdeiros de
Manoei Gonealves Chaves
Travessa para o Corpo Sunto n. 4.
Os mesmos
Mod.a n. 81. Irmandaie de Xossa
Senliora da Conceicao da Congre-
gado
Mariz e Barros n. i. A mesma
Arco da Conceicao n. 2. Irmandade
de Xossa Senhora da Cou:ticoda
Poete
Dita n.4. A mesma
Dita n. 6. A mesma
S. Jorge n 30 Irmandade de Santa
Luzia do Corpo Santo
Dita n. .38. A mesma
D. Maria Cesar n. 27. Irmandade de
Senh .i- Bom Jess ios Passos
Travetsa para o Corpo Santo n. 0. A
mesma
Caes da Alfandega n. 5. Irmandade
do Senhor Bom Jess dis Portas
Restauraco n. 50. Isabel Maria da
Fonseca Soares
S. Jorge n. 43. A mesma
Madre Deus n. 9 Isabel dos Santos
' Nunes de Oliveira
Ditan. 21 Jerony.no Duarte Rodri-
gues (parte)
S. Jorge n 35. O mesmo
Pharol n. 46. O mesmo
Guararapes n. 70. O mesmo
Baro do Triumpho n. 06. O mesmo
Dita d. 64 U mesmo
Dita n. 59. O mesmo
Arial n. 22. jeronymo Ribeiro Men-
donca
Becco d<> Paschoal n. 1. Joanna da
Costa e .Silva
Restauraco n. 34. Joo Francisco
de Souza
Vigario Tenorio n. 8. Joanna Rosa
dos Santos Agolar
Travessa da Fundico n. 1. Joao
Gonfalves Je Souza Beiro
Pharol n. 14. Joao Joaquim da Cos-
ta Leite
Baro do Trinmnho n. 5. Joao Jos
Rodrigues m l)-r
Dita i". 7 O mesmo
Visconde de Itaparica n. 39. O mes-
mo
Dita n. 41. O mesmo
Restauradlo n 2. O mesrno
Guararap- a n. 6 O mesmo
Dita n. s. O mesmo
S. Jorg' n 02. J io Nepomuceno C.
da Silva o outro
Baro do Triumpho n. 73. Joo dos
Santos Coelho
Arial n. 7. J Travessa do Arial u. 4. O mesmo
S. Jorge n. 115. Joaquim Elviro de
Moraes Carvalho
Pharol n. 05. Joaquim Lopes de Al-
meida
Travessa do Campello n.4. Joaquim
P. da Silva
Restauraco n. 9. Joaquim de Souza
Ribciio
Mrquez de Oiinda n. 2. Jaqnima
Maria Bacillar Torres
Bom Jess n 15. Joaquina Maa
Pereira Vianna
Marques de Oiinda n. 30. A mesma
Dita n. 50. Jos Antonio Gonealves
mingos Jos Martina n. 82. Jos
Antonio Pereira
Guararapes n. 21. Jos Paulo Bote-
lbo (parte)
Pharol n. 53. Jos Duarte des ores
Becco da l'iudba n. 5. Jos Fran-
cisco de Si Leito
Travessa do Corpo Santo n. 15. 0
mesmo
Bita n. 11. O mesmo
Dita n. 20. O mesmo
Travessa para a Fundico n. 4. O
mesmo
Ditan. 12. O"mesmo
Caes do Apollo n. e6. Jos Goncal-
Travessa da Praga de Pedro I. Jo,
Gonealves Ferreira Costa
8. Jorge n. 33. Jote Gonealves Pe-
reira T "_ A
Becco Tapado n. 3. Jos Joaquim da
Silva Guimaries
Burgos n. 25. Jos Joaquim de Souza
Travessa do Occidente n. 11. Jos
Bento da Costa Sobrinho
Pharol n. 82. O mesmo
Travessa do Occidente n. 13. O rae-
mo
Diario de PernambncoSexta-feir (4 de Jlaio de 1886
>H*&.-~. .-.. angaajagjjjl ,.,... ...
10*300
7*720
8*573
7*029
4*272
6*180
124*636
14*832
10*300
7*720
7JM9
4*272
8*537
7 0(129
641 0
30901
30*901
20*601
6*180
19*776
32*379
6*180
7*029
1-272
8*573
10*300
7 i5 20
7*022
15*004
&
I
o
I
41 202
92*704
9*883
61*809
90*824
165995
46:262
Guararapes n. 46. O mesmo
Travessa do Areial n. 2. O mesmo
Tuynty n. 1 Jos Salvador Pereira
Braga
Pharol n. 64 A. Jos dos Santos Na-
ti vidade
Madre de Deus n. 32. Jos dos San-
tos Nunes de Oliveira
Mrquez de Oiinda n. 49. O mesmo
(parte)
Dita n. 2. los da Silva Loyo (2/14)
Guararipes n. 65 Jos Z>charias
Ribeiro
Moeda n. 5. Leopoldino da Silva
F. rreira (purte)
Dita n. 9. Lndgero Gontalres Fer-
reira e outro
Largo da Assembla n. 13. O mes-
'(/*)
C 'iinii' re.i n. 34. L lis Antonio Pe-
reira (3'8)
Ra do Pharol n. 40. Luiz Thomaz
de Franca
Amorim d. 6. Manoel Guerra e ou-
tros
Vigario Tenorio n. 2. Manoel Al-
ves Guerra, 2/12
Dita n. 3. O mesmo e outros
Travessa para o Corpo Santo n. 9
Manoel Antonio dos Passos Mi-
randa
Travessa do Baro do Triumpho
n. 4. Manoel Espindola de Men-
donca
Ra do Amorim n. 22. Manoel Fran-
cisco Rodrigues
G'iararapes n. 7. Manoel Gomes dos
Pajsos
Arial n. 10. O mesmo
Guararapes n. 1 O mesmo
Arial n. 4. O mesmo
Amorim n. 14. Manoel Jos de
Agniar
Dita n. 38. O mesmo
Dita n. 31. Manoel Jcs Luiz Ri-
beiro 1,5
Visconde de Itaparica n. 61. Ma-
noel Jos do Nascimento
S. Jorge n. 20. O mesmo
Dita n. 30. O mesmo
Travessa para o Corpo Santo n. 7.
M ni..el Jos Patricio
Travessa dos Guararapes n. 66. Ma-
noel Juvenal Rodrigues da Silva,
parte
gConln
15*45)
7*416
47*382
6*180
103*005
32*156
23*837
16*995
15*257
61*803
47*382
58*938
14*832
41*202
12*875
195*709
14*832
24*721
25*751
8*031
12*360
8*652
14*832
41*202
24721
MARTIMOS
ooa,
14832
65*923
15*450
12823
6*798
14*924
GBAUEIRS REUNS
C'ompanhia Franceza de navega-
ci a Vapor
Linha quiuzenal entre o Havre, Lia
Pernarnbuco, Baha, Rio de Janeiro
Santos
Stinr 71 lie Maceid
E' esperado da huropa at
o dia 20 de Maio, se-
guindo depois da indispen
save demora par a Ka
hia. Blo le Janeiro
Kiliilo*.
Roga-se aoe Srs. importadores de carga p ios
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da desear,;* das alvareng
quer reclamaco concernente a volumes, que po-
veatura tenham seguido para os portos do sul.ario
de se podercm dar a tempo as providenciaa necea
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageirot pars
es quaes tem eicellentes accomodayoes.
Aaps(o F. de Oliveira & C
a.i:\ti:*
42 -RIJA DO COMMERniQ -42
Companhia Bahlana de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
Para
Segu com brevidade para o porto cima o pa-
tacho portugaez D Eliza : para o resto da carga
qae falta, trata se com Baltar Oliveira t C., ra
do Vigario n. 1, primeiro andar.
Lisboa e Porto
O brigue portugus Artianio segu para os
portos cima: para o r-sto da carga quelhe fbltx,
trata-se com os consignatarios, Jos da Silva
L yo al Filhue.
Leilo
O
vapor
Commandante
Guahj
Martins
la
185*409
162*747
95888
375081
215090
74*163
12*860
19*776
124776
19*467
42/026
14*832
35*438
87*556
12*360
14*832
12*360
.}09)0
20*601
20*601
20*601
19*778
175304
245718
14*832
52*502
30*580
9*476
435262
6*180
7|029
4*272
8*573
10*300
8*720
7*028
12*360
12*301'
88*068
1085155
3*708
20*601
24*718
24*718
21*939
30*901
28*119
84 5300
30*901
! i 3s:;o
9*888
12*360
61*1808
2*939
11*918
123*606
117*425
154*507
13*386
27*193
14*83?
12*360
12*360
13*596
9*888
9883
17*167
9*888
63*863
30*901
19*776
12*360
6*180
17/150
THEATRO
Sil
2.o dito
3- dito
4. dito
5 dito
6.0 dito
25
Empresa Dramtica
Companhia dramtica, dirigida pelo actor
XISTO BAHA
SABBADO Ib
DOMINGA 16TLTIMA REPRESEN TACAO
Quinta representacao da grande mgica em 1
prologo, 3 actos e 6 quadros, toda ornada de m-
sica, visualidades, transformacoes, figos, etc etc.
A IILIIA DO All
ou
: rnircEZA a2lim
rKiiso>4i.i;>'
Rainha do D. Apolonia
Filha do ar D. Edelvira
Breas Sr. Bahia
Zephiro D. M. Bahia
Leandro Sr. Lyra
Assucena D. Herminia
Vlartha D. Felismina
To Mathias Sr. Teixeira
Willis D. Lucia
Sylphides, genios, camponezes de ambos os se-
xcs, diabos, phantasmas, etc., etc.
i imiiis doM quadros
Prologo Entre-nuvens
1 quadro O talismn
A derrocada
Osbeijos dodiabo
O cemiterio
A gruta do diabo
Apotheose
NUMERO5 DE MSICA
1. C'o de Sylphides.
2. Hsrmonia, entrada de Zephiro.
3. Forte, entrada de Breas.
4." Duettino de Zephiro e Azulina.
5 toro de Sylphides.
6. Aria de Leaodio.
7. Ensemble de Martha, Mathias e Assucena.
8. Forte na orchestr, entrada de Azulina pela
nella.
9." Harmona.
10. Coro de camponezes.
11. Coplas de Breas e coros.
12. Cancao de Mathias.
13. Tercetto, Martha, Mathias e Aseucena.
11. Meloda.
15. Forte na orchestra.
16. Aria de Azulina.
17. Tercetto, Azulina, Zephiro e Breas.
18. Coro de Willis, phantasmhS, Breas, Zephi-
ro b Azulina.
19. Coro de phantasmas.
20. Galope infernal.
21 Coplas de Leandro e Breas.
22. Forte na orchestra.
23 Coro de Camponezes.
24 Bolero e daaca por Azulina, toreas, Zephira,
A-Micena, Leandro. Mathias e corpo de coro*.
2.^ Harmouia final.
VIA MSICA composicao dos distinctos maestros
RARCEL1NO CLETO E ROBERTO DE BAR-
QU \RD*-R0UPA explendido! 16 roupas com-
petamente novas e ftit*s a capricho.
.-'CESARIO novo em parte.
MAL'HINISVIOS novos feitos debaixo da direc-
cao do hbil machiuisU da empresa o Sr. Cor-
deiro. ,
ADEREQOS pelo aderecis'a e contraregra da
companhia o Sr. Caries d'Azevedo.
Fosos cambiantes, chuva de prata e de fogo.
MISE-EN-SCENE do actor %
KISTO SJAIII %
A orchestr esta augnu-nuda a debaixo da re-
gencia do maestro MARCELINO CLETO.
PREQOS
Camarotes
Cadeiras
Galeras
Geraes
Os espectculos sao iutransferiveis.
A'; horas do costume,
E'
io Grei ilo Sol
Segu com bn-vidade para o porte cima o pata-
cho nacional Mala. II, prompto carregar, a tra
lar ra do Marqu z de Oiinda n.6.
LEILUES
O de movis anuunciado por int'Tvencio do
agente Pinto, para sexta-feira 14 do corrente, deve
ter lugar no 2 andar do t obrado da ra da Impe-
ratriz n. 7.
Leilo
esperado dos oortop aci
ma at o dia 15 de Maio,
e regressara para os mes-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para carga, passagens, encommendas e dinheii o
a frete iracta-se na agencia
7tiua do Vigario 7
Domingos Alves Malheas
ll
DampfschilMrls-GeselIschaft
0 vapor Desterro
De boas movis e loocas
Sendo :
Urna mobilia da junco, com consolos de pedra.
Urna dita de phantaua com 1 sof, 12 cadeiras
de guarnicilo, 2 cadeiras de balanco de Jacaranda,
2 ditas de junco, 2 pares de jarros finos. 4 quadros,
1 cama franceza de Jacaranda, 2 marquezoes, 1
marqueza, lavatorios, 1 lindo telescopio com vistas
1 cama para solteiro e 1 guarda vestidos.
L'in mesa elstica, 2 guarda loucas e 2 appara -
dores,
Urna mobilia de Jacaranda, cadeiras, marque-
zoes, relo uso, de urna familia que se retiro] da provincia.
Sexta-feira 14 do corrente
As 11 huras
No 1 andar do sobrado n. 9 da ra do
Cabug, entrada pela ra das Trin-
cheiras.
O agente Martins far leilo dos movis exis
tes no referido sobrado, por ordem de urna familia
que se retirou para tora da provincia.
Leilo
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
ee com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIGARON. 3
1* andar
105000
2*000
2*000
1*000
Club Carlos Gomes
Programla da parle concertante
do sarao de 15 de niJo de 1886
l.o Idue foseariCavatina, scena
e coro, sobre motivos d'esta ope-
ra, pela ban'la do club Verdi.
I. V-spri Siciliani Gran dueto
biilhante para piano a 4 maos,
pulas Exmas. Srns. DD. Mara
Celecina Rodrigue e Amelia
CJuimaraes
:;.o Non <" ver !Romance obse-
quiosamente cantado pelo Illm.
fcr. HigoGgli
4.0 Romances ns. 6 c 14(Liede
obne Worte) para piano, pelo
Br. J. Taeso Jnior
5. Le Calif de Bagdad Dnver-
tura p ira 2 pianos a 8 mis pe-
las Exmas. S.-as. DD. F-ancio-
ra Caris, Ludovina Lobato, G.
Porto e Sr. A. Schiappa
(i. Salvatnr Roza i anconeta
.'lia jiiceirilia, cantada pela
Cuna. Sra. D. Lenilla Lyra
7.o Ernani Caprico de concert
rara pian) pelo Sr. A. chiappa
8." Teus lindos olhosP<>lk* bri-
Lianta para piano a 4 maos, pe-
h Sr. J. Tassj Jnior eD.Q.
"orto
Principiar s 8 horas.
No fim do sarao danzante haver bonds para
Magdalena e FerhanJes Vieira.
Cerlnele.
Titto maltei.
Mendelasohn.
Boieldieu.
C. Gomes.
Prudent.
A. Napoleao.
Companhia lira* Ileira de Xavc-
gaco a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Jo&o Mara Pessoa
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 de Maio, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portee
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valores
racta-se na agencia
11 Ra do Commercio 11
PORTOS DO SUL
O vapor Bahia
Commandante lm tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos portos do
norte at o dia 16 de Maio,
e depois da demora in
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, encommendas e valores,
tratase na agencia
N. 11 RA DO COMMERCIO-N. 11
< OWMMIIIi: DES HEi9AE
RES maritihes
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
CommandanU Moreau
IV esperado dos portos do
sul at o dit 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e yigo
Lembra-se ros senhores passageiros todas de
as classes que ha lugarea reservados para esta
agencia, que podem tomar em qiialquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /, em favor das fa-
milias composta de 4 passoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcSo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, goaam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dio at dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheira
a frete: tracta-ae com o agente
\ii'iiste Labille
9 RA DO COMMERCIO
""roylmailsteam packet
CMPAMI
0 paquete Trent
esperado
do su! no dia 14 de
corrente seguiu lo
liepois -da demora
necessaria para
Vicente. Lisboa, Vigo e Sou
thampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com c 3
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
urned States i Brasil Mai! S. S. C.
0 paquete Finance
De movis, louja, vidros, jarros, espelhos
e quadros
A saber :
Um piano e cadeira para o mesmo, 1 mobilia de
Jacaranda com 1 sof, 2 consclos, 4 cadeiras de
braco e 18 de guaruico, 2 espelhos, 4 casticaes, 6
jarros, 2 escarradeiras e tapetes.
1 guarda-vestido, 1 guarda roupa, 1 cama fran-
ceza, 2 marquezas, 1 commoda de Jacaranda, 1 la-
vatorio, 1 meia-coinmoda, 1 toilet de Jacaranda, 6
cadeiras e marquezoes.
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca envidraca-
cado, 2 aparadores, 1 quartinheira, 1 relogio, 12
cadeiras, 1 machina de costura, quadros, cadeiras,
mesas e muitos outros movis de casa de. fami-
lia.
Sexta-feira 14 de corrente
No 2o andar do sobrado da ra da Impera-
trtz n. 7
O agente Pinto levar a leilo es movis e mais
objectos existentes no 2o andar do sobrado da rus
da Imperatriz n...
O leilo principiar s 10 e mcia horas.
De 1 mobilia de Jacaranda, com 1 sof, 2 con-
solos com pedras, 2 cadeiras de braco e 12 d
gnarnicao, 1 guarda vestido, 1 toillet, 1 lavatorio
com pedra, 1 commoda de Jacaranda, 1 mesa elas
tica, apparadores, 1 marquezo, 1 caminha para
m-nin", banquinhas, quartinheir, etagera jarros
eapelhos, tapetes, escairadeiras, louca e autros ob
jeetofc
Ao correr do martello
Agente Britto
tinbbado 15 do corrente
A's 10 1/2 horas
Ra Duque de Caxiis n. 6, Io andar
Leilao
Agente Brito
Da importante armar-ao e gneros de rno-
lhados do estabeleciinento sito ra da
Imperatriz n. 34.
O agente cima, devidamente, autorisado ven-
der a referida armaco e todos os gneros, que
quasi todos sao de primeira qualidade, em um ou
mais lotes, vontade dos Srs. pretendt.ntes.
Ao correr do martello
Garante se a casa.
Segunda felra 1? do corrente
A's 11 koras em ponto
Leilao
De urnaCarta de Sen tenca Civelna importan-
cia de 30:520^594 e mais 4:578090 de juros
accrescidos desde Fevereiro de 1885 2 de
Maio do corrente anno.
Total :ir>:OHs*8M
a serem cobrados executivamente de Jos Sancho
Bezerra Cavalcante e sua mulher, senhores do
engenho Alegra,na comarca da Kscada, eage-
nho que sobejamente garante o pagamento da di-
ta divida, proviniente de urna hypotbeca.
Qnarta felra 1 do corrente
A's 11 huras
No armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Martins, autorisado pelo Illm. e Exm.
Sr. Dr. juiz do civel, far leilo em sua presenca
e a requerimento de D. Bernarda de Souza Maga-
Ihese Silva, iuventariante do espolio de seu fina-
do irmo coronel Jee Antao de Souza Magalhes,
da divida proveniente de urna carta de sentenc:
obtida em 12 de Fevereiro de 1885, contra Jos
Sancho Bezerra Cavalcante e sua mulher, senho-
res do importante engenhoAlegra, para paga-
rem executivamente e p-ir carta precitoria execu-
tona que j se cha passada a quantia de......
30:520594 de principal, juros e custas, alm de
4:577090 de juros accrescidos de Fevereiro do
anno passado at hoje.
Os Srs. pretendentes podem examinar a referi-
da carta em mao do agente.
AVISOS DIVERSOS
Ageste Pestaa
Leilao
Espera-se de New-Port-
News.at o dia 17 de Maio,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Heory Forster & C.
N. 8. tJADOUOMAil!.riOlO N.8.
andar
Sexta felra 14 do corrente
A's 11 horas
No armazem ra do Vigario Tenorio
n. 12
De 7 casas terreas livies e desembarazadas de
todo e qualquer oeus, as quas, pelo seu bom esta-
do de conservacao e excellentes rendimentos, cha-
mam a attencao de quem pretendel-as.
Urna excellente casa ra da Ponte Velha
3, com duas salas, corredor sepa-ado, 4 quart '
cozinba, quintal, e penna d'agua, b.iuheiro il
to para criados, rendendo 6005000 annuaes.
Urna dita ra do Visconde de Pelotas n. 11,
outr'ora do Arago, com duas fjrandea salas, 2
quartos, cacimba, quintal com apparelho, renden
do 3605000.
Urna dita sita ra do Viscende de Goyanna
n. 107. outr'ora Ootovllo, com duas salas, 2 quar-
tos, cozinba, quarto com apparelhj, cacimba, ren-
dendo 360000.
Urna dita mesma ra n. 79, com 2 salas, 4
quartos, quiutal, cosinga quarto para criados, dito
com apparelho, cacimba com boa agua, rendendo
3005000.
Urna dita travessa de S Jos n. 23, com 2
salas, 3 quartos, cosinha, quintal grande, quarto
com apparelho e cacimba, rendendo 3005000.
Urna disa no Corredor do Bispp n, 18, com 2 sa-
las, 2 quartos, cosinha, quarto aom apparelho.
quintol e cacimba, rendendo 3005000,
E finalmente a grande casa onde se acha a
grande fabrica de licores do Sr. Lanatt ru do
Coionel Suhssu a n. 141, que ser entregue Dla
quantia de 2:5005000 ao Sr Manuel Joaquim Pe-
reira da Silva, caso nao se obtenha maior offerta.
Leilo
De 409 duzias do copos finos, 150 caldeiroes es-
tanhados, 90 duzias de sor tes sortid-is de diversas
quaiidad :s, duzias de garios e facas, colheres pa-
ra cha, 1 rica factur de jarros, mobilias, piano,
camas, aparadores, guarda-vestidos, gnaida-lou-
cas, lavatorios, berecs, diversos livros de direito,
grande quantidade de movis avulsos, 120 resfria-
deiras obra da Bahia e muitos outros objectos.
Em continnaco
De um terreno com 100 palmos de frente e 600
ditos de fundo em chao prop io o contiguo casa
junto a estacan do Porto da Madeira em Beberibe,
limitando pelo lado opposto com a casa e sitio do
Sr. Francisco de Oliveira Le'te Guio>Hrae6.
sexta l'er;i. 15 do corrente
n 11 llora*
No armazem da ra do Bom Jess n. 45
POR INTERVENQO DO AGENTE
Gusmo
Alugam-se fasas a 85OOO no becco dos Coe
lhns, junto de S. Goocalo ; a tratar na ra da Im-
eratiiz n. 56.
Faz se negocio com quem pretender comprar
a hypotbeca da easa do largo do Paraizo a. 15 :
na ra Nova n. 12, toja de chapeos.
Compra-se urna pequea casa nos bairros de
Santo Antonio ou S. Jos desta cidade ; a tratar
na ra de Santa Thereza n. 20. Tambem se ven-
de un bom sitio com casas na estrada nova de
Caxang, muito prximo a estacao do Zumby.
Precisa se de vma ama que engomme c com-
pre : na ra do Imperador n. 43, 1 andar.
Pede-se aos abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Oiinda n
51, a negocio que nao ignora n
Dr. Candido Emygdio Pereira Lobo.
Pedro Manoel Costa Lobo.
Francisco Raymundo Carvalho, (commandante
Companhia Pesnambucana).
Aluga-se urna casa na ra do Conde da Boa-
Vista n. 117 : a tratar na ra do Commercio nu-
mero 15.
Precisa-se de urna cosinheira : na ra da
Aurora n. 81, Io anrar.
Umamo;a habilitada participa aos pas de
familias que ensina portugeez, francez, arithmeti
ca e trabalhos de agulha : .- tratar no Corredor
do Bispo n. 18.
Aluga-se o 2- andar do sobrado n. 28 ra
do Visconde de Albuqaerque. muito fresco, tem
agua e banheiro, e est limpo : a tratar ra do
Conde d'Eu n 19, botica.
Precisa-se de urna ama para casa de fam
lia, prefere se escrava : na ra do Cotovello nu-
mero 46.
Este i.1.portante estabeleuimento de relojoaiia,
fundado em 1869, est funecionando agora ra
larga do Rosario n. 9.
O seu proprietano, encanvgado do regulamen-
to dos r elogies do arsenal de marinha, da compa
ahia dos trilhos urbanos do Recife Oiinda e Be-
beribe, da do Recife Caxang, da estrada de
ferro de Carua da companhia ferro-carril d
Pernarnbuco, da associaco commercial beneficen-
te b da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
intelhgcntes e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira,
de parede, de torres de igreja, chronometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap-
parelhos electrieos telegraphicoe.
O mesmo acaba de receber variado sortimento
de relogios americanos que vende de 75 a 20/
para parede, mesa e despertadores de nikel.
Contina a exercer a sua profisso com seto e
nteresse de que sempre deu provas ao respei-
tavel publico e aos seus collegas, e vende forne-
cimento de qualquer qualidade.
m frente de seu estabelecimento se acha col-
locado um relogio, cujos mostradores tambem po-
dero ser vistos pelos passageiros da ferro-carril,
tendosempre aHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas observacoes astronomi-
sab. Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio da Costa Araujo.
Chnelo turro
Loja de calcados estrangeiros
DE
Thomaz de Carvalho k. (!.
Este grande estabelecimento acaba de receber
peles dous ultmos vapores da Europa Orator e
Ville de Pernambnco, um importante sortimento do
que ha de magnifico em calcados para senhora?,
homens e meninos, nao s pelo modernismo e ele-
gincia das formas, como pela excedencia do ma-
terial, perfeico e solidez do trabalho. Consejos
de que sahirao plenamente satifeitos, pedimos s
Exmas. familias, aos Ilustres e respeitaveis cor-
pos acadmico e commercial, e distincta classe
artstica, a honra de urna visita ao nosso estabe-
lecimento. As vendas sao feitas a precos os mais
razoaveis.
10Roa do Baro da Victoria10
Jos Bezerra da Rocha, agradece do intimo
d'alma s pessoas hue se dignaram aisistir a
missa que mandou celebrar na matriz do Corpo
Santo, por alma de seu presado irmo Aureliano
da Rocha Bezerra, no tricsimo dia de seu faile-
cimento.
Recife, 12 de maio de 1886.
unaaiiia-iiiWi.i.^
Precisa-se de officiaes
na estacao de Pao d'Aiho.
de canteiro : a tratar
Precisa-se
Florentina n. 2.
de um cosinheiro : na ra da
\\iso
Antonio Francisco Lamachy de
Mello
Maria da Conceicao Lugera Lumachy Miguis,
seus filhoa e filha, tendo conhecimento do infausto
fallecimento de aeu irmo e tio, Antonio Francisco
Lumachy de Mello, residente no termo de Aleo-
baca, na provincia da Baha, m mdam celebrar al-
gumas missas por alma do mesmo seu irmao e tio,
3 7 horaa da manh, segunda-fei.-a 17 do cor-
rente, no convento de N. S do Carm, para cujo
acto ue cndale e devoco, sao convidados os
mais parentes e amigos.
Atiili Pestaa
Leilo
De 8 caixas com 48 garrafoes com agna mineral
e diversas g'gas com agua ae Sette
Sabbado do corrente
A's 11 horas
No armazem do Sr. Annes, confronte a Al-
fandega.
Leilao
(Em continuaco)
Subbado 15 de maio
De urna importante armacao de arrarello, miu-
dezas, calcado, diversos objectos de brilhantes e
guarnicoes de metal para camisss.
Na 1 'ja da ra da Iirp>ratrz n. 70
POR INTERVENg^O DO AGENTE
Martins
Ao correr do martello
5: leilao
i
O abaixo assignado previne ao publico de que
consenhor de tres pequemas partes do engenho
Goit, situado em Nazareth da Matta. por permu
taco feita em fins de 1883, com Jos Francisco
da -Mlveiri Cavalcante e sua mulher, e faz eete
aviso para evitar sorpresa por parte de quem
quer que pretenda comprar algum lote de trra
d<> dito engenho. ou aceital o em hypotheca ; as-
sim como protesta propr aeco de nullidade das
vendas de alguns lites feitos a diffe.rent.es pessoas,
na importancia de 10 12 contos.
Jos Francisco de Barros Reg.
Aviso
0 procurador Borges Tavora pode ser procura-
do em seu escriptorio n. 50. ra do Queimado,
onde esteve o directorio liberal.
Antonio Oiniz Barreto
Jos Diniz Barreto, sua mulher e filhoa man-
dam celebrar missas por alma de seu presado pai,
sogro e avo, Antonio Dioiz Barret >, no dia 15 do
corrente, stimo de seu passamento, na matriz da
Boa- Vista, s 7 i/2 horas da manh. Para as-
sistil-as convidara aos seos parentes e amigos
D. Maria suiuNiinna de Amorim
Antonio Marques de Amorim convida s^us pa-
rentes e amigos para que se dignem assistir a
missa que far celebrar na igreja matriz da Boa-
Vista, se^unda-feira prc.vma, 17 10 corrente,
sutlragando a alma de sua presada irra, D. Ma-
ria Salustiana de Amorim. A missa ter lugar s
8 horas da manhi.
Pharmscir Lcvy
Roa \111a nnm<"'0 95
Agua de Selz natural, p*lo ult'mo vapor.
-aaBBaaBSBaBV*n
I, tnna Joaquina Mauricio
iiaiiilerlev
D. Carica Guilhermma de Barros Reg, suas
filhas e netas, e o seu genro Baro de Caiar,
mandam celebrar missas em suffragio d'alma de
sua presada S'gra, av e bisav, D. .ajina Joa-
| quina Mauricio Wanderley, s 7 1/4 horas da
manh do dia 15 do corrente, no inosteiro de S
Bento de Oiinda, e con vi dam aos seus parentes e
amigos para assistirem to caridoso acto, pelo qs
cenfessim se desde j gratos.
Phariuacia L"vy
Roa ><>u
Cha preto especial.
numero S5
Cosinheiro
Precisa-s de um bom cosinheiro, que d abono
de sua conductt : a tratar na ra do Mrquez de
Onda n. 53.
Vende-se
o hotel do Recife, sito ra do Bom Jess n. 8,
est funecicnando e bem montado, e garante-se a
casa : a tratar no pateo do 'lYrc > n. 40.
Fumo do Para
Vende -se na fabrica Vendme, cm latas de 50
e 10 grammas, a 500 rs. c 13000 a lata, espe-
cial.
Sitio
Oa eaa terrea a iravew*a do Prin-
cipe n. 14. em terreno proprio
SABBADO ib DO CORRENTE
A's 11 horas
Ra do Bom Icsus n. 13
O agente Silveira, por mandado e com assisten
ca do xm. br. Dr. juiz de orphos e a requeri-
mento do inventariaute de Joo Cardoto Barreto,
levar a leilo a referida cesa.
Alngnel mnlto barato
Com casa para familia, t>nlo muitos arvoredos
daxdo tructo, e logo junto excellente banho sal-
gado, na travessa do Motocolomb n. 4 (Afoga-
dos), perto dos bonds e do camiuho de ierro ;
junto do Illm Sr chefe Lima : a tratar na ra
de Santa Thereza n. 38.
na ma
Precisa-se de um menino para criado
do Baro da Victoria u..31, loja.
Aviso
Francisco Avilla de Mendonca, errrrai'e ro de
obras e conhocido nesta praca ha mais de 30 an-
uos, declara pelo presente, qce nao se entende
com elle o nome que reaa a parte* da policia do
dia 9, e *' Ao 05
Bonitos leques de gaze para senhora., a 3, 6$.
83 e 10.
Ditos de setineta, de l50a 2#500.
Ditos de papel, de 300 rs. a 1.
En continnaco
Cintos de couro a 1500 e 2.
Babades bordados largos e estreitos, a 100 r.
a peca.
Chapeos para baptisados, de lOO a 8.
Ditos de palha para enancas de 3 a 4 annos, a
a#5oa
O Pedro Antones 4 C. qum tem para liqui-
daaloi
Belleza, frescura, juventnde
i*os branco dcw (races para ama-
ciar a pelle
Estes pos, de urna fineza extrema, esiiecialmen-
te preparado para aformosear a pelle, sem alce-
ral-.l.
A" venda, em casa do Pedro Antunen & C., ri'a
do Duque de Caxias n. 63.
Igualmente o bem conhecido leite de rosas para
extinguir as espinbas e pannos, os mais assombro-
sos inimigos de urna assetinada face, rstituinda-
lhe a belleza antiga.
F.m ultima analyse sei bom nao esquecer
cime rosado para es labios !! S a N iva Espe-
ranza.
k'til e agrada-i el
Fazcr um delicado trabalho de croehet oam os
novellos de IS e seda de diversas cores, que teem
o Pedro Antunes & C.
Linbas de diversas cores, dita branca de linha
para fat-r trivolit, medalhro, tranca bem conhe-
cida para o mesmo.
Um bonito desenbo colorido para mesa, bonita
almofada.
Ao 6iRa Duque de Caxias
O tempo proprio
Boas meias de la para homens e senhi ras, luva
de dita para quem soffre de rheumatism >.
Ao 3Bata Duque de Catiaa


6
Diario de Pernambuco--Sexta--feira 14 de Maio de 1886
Ama
Precisase de urna ama para casa de duas pes-
soas ; na ra Formes* n. 29, coquina do bceo
dM Ferreiros.
Ama
Precisa-Be de ama boa cosiuheira ; na ra do
Mrquez de Olinda n. 6.________________________
AMAS
Na ma de Paysand n. 20, prec!sa-se de cosi-
nkaira e engommadeira, pxga-se bem agradando.
AU
Precisa-se de urna ama para todo servico de
casa de pequea familia : na ra de Riachuello
n. 51, porta de ferro.
Ama
Precisa-se de urna ama
setvico de casa de familia
do Herval n. 33, l" andar,
Arcbeologico.
para cosinbar e mais
; na ra do Mrquez
dufronte do Instituto
/
TICO
Preeisa-se de urna ama para cosinbar e com-
prar : a tratar na ra do Bao da Victoria n. 58,
segundo andar._______________^___
Ama
-se de urna ama para cosinbar e que nao
ira : a tratar na ra Velba n. 75.
Ama
Precisa-se de urna para lavar e engommar : na
ua do Bangel n. 9, padaria.
Ama
Precisa-se de urna mnlher de idade para cosi-
nbar : na ra Imperial n. 128.
Ama de lete
Precisa se de urna ama de leitc : na ra do
Livramento n. 19.
Cosinheira limpa e fiel
Precisa nona Joja para cosiuhar somente nos
ias uteis e dormir onde quizer : na ra Nova nu-
mero 13.
Alu
ga-se
0 Io andar do sobrado ra do Kangel n. 44,
caiado e pintado ; tratar na rna Dir ita n. 3,
3* andar.
Aliiga-se
para cscriptorio a sala de detraz do l8 andar da
rna Primeiro de Marco n 18, muito propria para
escriptorio de qualquer natureza ; a tratar na !oja
do mesmo predio._________________
Aluga-se barato
lo andar e aimazcm na ruado Bom Jess n. 18,
e 2# andar e armazem na ra da Restauraba n
31 : a tratar na ra do Boin Jess n. 12, eserip
tono.__________________________________________
Alagase barato
O 1. e 3." andar da rna do 3om Jess n. 47.
Trata fe no largo de Corpo Santo n.19.1" andar
Alaga-se
un pequeo sitio murado, com urna exeellcnte
casa, com muitas arvores fructferas, exci lente
cacimba com agua encanada aara casa, com bo-
nito jardim, ra de Nunes Maebjklcii. 1, na.es-
trada de ferro de Olinda, muito perto da estacao
do Espinbeiro ; no mesmo sitio tem quem o mos-
tr : a tratar na ra da Praia n. 70.
Aluga-se
Para morada ou estabelecimcnto, o andar (ir
reo do predio na esquina da ra Formosa n. 29,
tem agua e gaz : a tratar na ra do Bou Jess
a. 57, lo andar.
Aluga-se
Por commodo proe,o a frente do 1' and r do
predio n. 11 rna do Commercia. muito proprio
para um escriptorio commercial, a tratar no mes-
as predio. ________________________
Preoaraeao de Productos Vegetaes
PARA
EXTINfO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTINS & BASTOS
Perntinihiicn
Companhia de Edifica?oes
0 escriptorio desta
companhia adiase ins-
talado na praga da
Concordia n. 9, con-
servando-sc a b e r t o
das 7 horas da manh
as 5 da tarde, cm todos
os dias uteis.
Incumbc-se de cons-
truefocs e reconstruc-
fdcs.
Recebe-se informa-
?ocs acerca de terrenos
na cidade c suburbios,
ca respeito dos quaes|
queiram os respectivos!
d'>nos fazer negocio.
No mesmo cscrip'o-
rio se encontraro as
amostras dos produc-1
tos da olaria mechani-
ca do aqiiar y.proprie-
dailc da mesma Com-
panhia.
Lcitc puro
Ferucee se lete puro, garantido pela sua pureza
c bein alimento das vaecas, levando-ce em cusa.
Informav< s, por fav-r, dac-sc na ra da Madre
Deas n. 84, escriptorio.
M le pita
O Muzeu de Joias, ra do Cabug n 4, rece-
bcu pelo ultimo vapor francez um esplendido sor-
tim uto. Pneos muita moderados.
Cosinheira
Precisa-se de urna, a tratar na ra da nfl
. 11.
Cosinhciro
Precisa-so de um cosinheira : na Magdalena,
sitio do ccmmendador Barroca.
CB4D0-
Precisa-se de um mc
nio de 10 12annos
para criado, dando fia
dor sua conducta; no
3. andar do predio n.
42 da ra Duque de
Caxias,porcimada ty
pographia do Diario.
Leonor Porto
IfiH
O Sr. Francisco Alves da Costa, commandante
de un dos vapores desta compaulr'a rogado
vir ra d.> Mrquez de Olinda n. 50, atim de
concluir certo negocio que nao ignora. ^^^
5
L. E. Rodrigues Vianna mudou seu escriptorio
de advogacia para o Io andar da ra larga do Ro-
sario n. 10.
Experimentcm
E diiim o que arliam
Os especiara licores de genip> po e caja que se
acbain venda i o largo de S. Pedro n. 4?
Engenho
Arrenda-se o engenho Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a tratar no escript.'rio de Sebastian de
Barros Barreto, ra do Commereio n. 15.
Cosinheira
Precisa-se de urna que seja muito boa para casa
de duas pessoas estrangeiras. Informa-se na ra
do Barao dr Victoria n 9, livraria.

Rna do imperador n. 4*
Primeiro indar
C.ntina a encentar os mais difficcis
fgurinoe recebidos de Loadres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre-
vidade, modicidad'! cu presos e fino
gosto.
;.{}
re
Lembran^a
Para qnerc precisar estabt-Iecer-se trmos a casa
da ra da Florentina n. 6 : a tratar no argo do
Par&izo n. 14. C
pale'Viio
Km quartcs e meias grrulas, vendem Faria
Sobrinho & C, roa do Mrquez de Olinda n. 41
DEPOSITA los
Precisa-se com ureeneia, para casa de familia,
a tratar na ra do Visconde de Govanna n. 207.
Engommadeira
cem ureeneia, para casi
ua do Visconde de Goya
Ao publico
Antonio Botelbo da Cmara, tendo encontrado
outro de igual nome, desta data em liante assig
nar-se-ha Antonio Botelbo da Cmara Braga.
Afogados, 7 de Maio de 1386.
Altenco
h.
0 capricho da moda
I-oJa _~.e chapeo de seahoras e
crlaor.is
PRAgA DA INDEPENDENCIA NS. 24-20
(ABHE SE HC.IE)
N este estafo cimento encontrar o r?speitavel
publico, um grande sortimento do que ba de mais
gosto e mais moderno no genero, bem C>mo filas
pinnas, toea, etc.
Precos sem competencia.
Eduardo MlgHorinl A t.
E' o ill!8 da mulata!
A pimenta especialmente preparada na Europa
ea bonitos frasquipbos e que se vendem pelo di-
minuto preyo de 160 ris cada ua, no Largo de
S. Pedro n. 4.
A viuva de Valdevino, da plvora, avisa ao
respeitavel publico e especialmente aos seus fre-
uerea, que contina no mesmo ramo de negocio
lo seu finado marid ', para o que tem um comple-
to sortimenfo de fog.is, e tudo mi>is que diz rtla
tivamente ao seu ramo de negocio. Apparr.'bo
teltpbonico369.
Pillas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas i lulas, cuj.. preparacao purameiite ve
getal, teem sid) por mais de 0 annos aproveitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affecQoes da pelle e do figado, syphilis, bon
bops, escrufulas, chegas inveteradas, crysipelas e
gonorrhas.
Modo de mal ni
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, e-
bmdo-se ap cada dsy um pouco d'agua acloca-
ba, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas pilulas, dt: invenfao dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filbos, teemveridictum dos
Srs. mdicos para ana melbor ~""imi". tornndo-
se mais recommendaveis, por seren um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
usadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
>a rotaria de Varia Kobrinho dk C.
41 BOA DO MAEQEZ DE OLINDA 41
Para aseora
Aluga-se urna boa sala de freate, com 2 auar-
'os, lugar fresco : a tratar no caes da Companhia
Bernambucfni n6J
PH0SPHATINA
Falires
PARA A
ALIMENTAQO RACIOIAL
Maes, Criangas, Amas,
Conoalescentes.
Este alimento, do un sabor agradavel, c precioso
6obretudo :
I'ar.: as Maes, duraute a gravidez;
Para as Crianpas, na oe.casifio de desmamal-as-
Para es Velhos e Convalescentes.
A PHOSPHATINa constitue o verdadeiro alimento
~das Crianzas alimnta;is ao seio ou na mamadeira. Nenhuma
Fcula, Conserva ou Pos ditos de aliinentacao para a infancia,
i pode competir-Lhc.
E a administrando fcil do Fhosphato de Calcium, que fortifica as
Criangas durante o seu crescimento.
FABXZ, 6, Avenue Victoria, 6, FABZZ
Depositarlo en Perntmbuco : FRAM- M. da 81XTA k C'-
rj.PIVER BmP^ijj
"CTnico Inventot

0 melho? dos Sa'aoes de Toucador
Hvitar aa Imitaces
I ImWI :
teiOiic as priadpaea PeriuniariaSt Phormacias e Catellereiros da America
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade de Medicina de Paris. Prsmio Uontyon
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora emprego-se
ras Molestias, as de Cerebro e contra as afTeccSes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitaces do Coraco, Epilepsia, Hallucnaco,
Tontearas. Hemicrania, A.tlecces das vas urinarias et para calmar toda
especie de excitavo.
1153 Urna explicado detalhada acompanha cada Fraico.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & O*
de PABIS, que se encontro em casa dos Droguistas et Pharmaceuticos.
Oleo de Figado de Bacalhau
CON
doX>
lodo-Ferruginoso e Quina e Casca de Laranja amarga
---------------- m ii
Este medicamento fcil de tomar, nao provoca nruseas,
e de cheiro agradavel. Pela sua composico, possuc tod^s as
qualidades que lhc p.rmittem combater :
a ANEMIA, a CHLOROSE, as AFFECCES do PEITO
a BRONCHITE, os CATARRHOS', a TYSICA
a DIATHESE ESTRUMOSA. ESCROPHULCSA, etc.
Em vista do seu emprego fcil, da sua accao multplice e
segura, da economa para os doentes, os mdicos reccitam-n'o
de preferencia qualquer outro medicamento similar.
DEPOSITO GERAI.
PARS, 209, ra Saint-Denis, 209, PARS
tE.VDf.M-SE EM TODAS AS IT.INCIPAES PIIAIIHAUAS DO UXIVER>0
FIAR DAS FALSIFICAQES E IMITACES
EXP0SITI0N
Hdaille d'Or
MIV"* 1878
Croix eChcTalifr
Ut nUS HtUTCS RCOKrCHSES
perfumara especial
LACTEIftA
B. COUDRAY
Praeoaiuda pela Cclehridadrs Madloi de Par
PAR TODAS AS NECESSIOADES 00 TCHJCAOOB
PRODUC TOS ESPECIAES
Titilar AEOZ !.' LACTEIHi para blanquear a whc
SAliO de LACTTIliA jara o toncaor.
CEME e PO de SUli de IACTEIM para a barba
P01ABA de EACTEIIA para a blica dus cab.llos.
ACA de UCTEINA par o tonrador.
0I9 de LACTEIIIA na:a embellezar cscabeUo.
ESS0CIA de LACTEWA para Irnrns.
PO e AGDA DEKTirRICIOS deLACTElHA.
CBEK LACTEA cb un ,da selim da pelle.
LACTE1MI1 par banquear a pelle.
ESTES AH60S *C AMSE B/l FABRICA
pars 13, rne d'Enghien. 13 pars
DepnsilMm todas aa Perfumariis. Pbarnueias
e Cabeltereiros da America.
EXPOSiqSO DE PABIS I87t.
FOH DK CONCDH80
Cura
de
pelo P do
'eitde-ze em osas as Pharmactat,
AU BON MARCH
PARIZ- Casa Aristide Boucicaut PARIZ
Sedas, Fazendas novas,
Trajos. Con'focjo, Toilettes
novas para Sennoras e Crtancas,
Modas, Flores, Sendas, Fitas,
Lavas, leqiies, Pertumarla,
Pencarla, Soupa de MCesa, Tapetes,
KoDilias, Vmbrellai,
Chapeos de Sol, Barretarla,Calcados
para Sennoras e Crlancas,
Artlgos de Vlagem. Artigos e Parlx,
etc etc.
As lojas do BON MARCH, sto :is
maiores. as mais bem dispostas as mais
eonfortavpis o as mais bem orpansartas.
F.ncerrao ludo qnanto axpeneacia tem
podido nrodasir lurtavef o ob este titulo silo urna das
curiosidades de Paris, Os eu;;raiide<'i-
meutos recentemente inaugurados levan
a 10,0 superficie do edificio,
O BON MARCH nico no mundo.
O HyHtemn de rrmlrr tudo rom
mu pequeo henefit-io e iiitcirn-
mriitf < vonftuurn ithntiliito noa
il'MWI ynaiqnpr mereatloria '/iir mi
ren>oM*lcr t/tirantin dada netii
difjlciildndv trovada Mi reembol-
xii da romo o en trnderoromirador.
f.xli'x jtrinrijtioH sinrmt r Itttl-
nirntr ai>i>li<-adox ralrrdo-lhr nni
succeHHO at hojr hciii trrcrdeiitee
que mi tem rj-iertnrnttido nter-
rnprdo*
Os Armazengdo BON MARCH nao
teeiu nem saecursaos neni rejirescntaiiee
quer em Franca quer no estranpeiro.
HTERPRETES PARA TODAS AS URGOAS
CUIDADO COM
AS FALSIFICACES;
Jardinciro
PARA
LlhQO O TOOCADC
E O BANHO.
Engoniiiiadcira
Precisa 3C de urna rngomoiadeira que t secute
bem o servico : uo pateo do Conde d'Eu n. 30,
tereelro andar.
Precisa-se de um jardineiro com habilitacJo
para tratar de um jardim em um engenho perto
d cidade e da estrada de ferro de S Francisco :
a tratar na ra eatreita do Rosario n. 8.
Ao n. 17
ENIULSAQ
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiarado de bacalhao
COM
ilvpopliospliitos de cal e soda
Approvada pela olnnfa de liy
gicne c auforKatla pelo
COTei*S90
E' o mclhor r t h ja deseobe-to para a
tiMica broitrtiilc, pscroplmla. rn-
rliiliM. nnemiM. eMIMatf em seral.
ilciliixow. toANe ehronira e flcefftea
do peii o da saraania.
E' muito superior uo oleo pimples de figado de
bacalhao, porque, alrn d ter ib !ro c Baboi 8gra-
daveis, possue todas :is virtudes medicinaes e nu-
tritivas ao oleo, alen das propriedadrs tnicas!
reconstituir.ru dos hj-pophosphitos. A" veuda ua
drogaras e lv>ticas.
Deposito cm Pernambuco
Francisco Manoci da Silva &C.
23-RA MRQUEZ DE (LINDA-83
Casas
A ugam se as casas n. 4 da ra do Riachuello
e 51 da estrada do Moa tiro, cujas ihaves eitao
na casa n. 84 da roa do desembargado! Nunes
Machado, antiga da Bolcdade.
E' scdi coQipelencia
Na ra da Imp ratrii n 78, nova phooiraphia,
tira e retratos porcellana 7:0ni) a dusia, ditos
simples a 55 (*
Participo sos freguezeo e aos Jipreciadores, que
acabo de engarrafar o especial vinho verde, Pi-
fe-ueira e particular ; vinhos finos do Porto, Bor-
deaux, coenac, o verdadeiro vermouth d; Cinzano,
vinagre branco de Lisboa, conservas, manteiga
ingiera superior a 900 rs. n lata de !ib-a, qseij
do sertio muito superior, cpns finos iSSiOOa,
ansia, ardinhaa de" Nantes a 300 rs. a ata, e ou-
tfos mn i tos gneros a pre^osem competeLcia : na
ra de llortas u. 17.
Jos GoDcalves Dias.
E'inlallivel
Largo de S. Pedro n 4
Todo --c vende pelo menc>s pos-
s.vcl
Neste estabelecimento semprc ha v:nda o es-
pecial licor de maracuj, em lindas g rrafiuhas,
proprias para toilet, compotas de u.angaba e
manga.
Tambero se ene ntra um completo sortimento de
gaiolas de tjdes os fabricantes para toda diversi-
dade de passaros, at proprias para viagem, por
terem cinco eompartimentoB cala ura.
Eneontra se anda am grande sortimento de
pasparos nacionae. e cstrangeiros, entre elles ca-
narios a 1 ;i:1e.i n: -1- ao Brasil, rolas de
todas as qualidades, at cruzadas, pror.as para
viveiros le jardina.
Precisa-se
de ama peaaoa para vender na ra : a tratar as
ra Imperial D. 112.
Oliera lem?
flore c praia : comprase ouro, prata e
jedras preciosas, por maior ri''.0 lualquer parte : no 1 andar n. 22 ra larga do
iosario, antiga dos Quarteis, das 10 boma s 2 da
tarde, dias uteis.

PASTILHAS
DeANGELIM&NENTRUZ
I/* Grande i
22
!T5

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0 Remedio mais effien e
Seguro que se l?m descocerlo ate
hoje para e*pe-lir os Lon trigas.
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Julgando ser de grande utilidade dos negociantes da
America do Sul, terem ftos de seda e retroz prepara-
dos em material mais leve do que sejarr. tnrreteis dr
pao, estamos promptns a fornecer para exporaco
rios de seda, retroz de seda e seda de bordar, de
todas as qualidades, pseparadas em lancedeiraa de
papel ou de peonas como cima representado.
Temos todos os tamanhos de rio preto e mais de
quinhentos cores. *
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Xo Camibho Novo, defronte da prr,fes3ora, la-
va-se 1 o : as pos>
soas que qaiserem dirijam-ae casa n. H no mea-
mo lugar.
Attenco
Por commo'f o pi ev > arrendase nma boa basa
de capim perto : Ma-
galhes na ca d i viga da estrada d. forro ao
Limoeir >. ua enerosilhada de Belem,
Criado
Preeisa-se deam riado pira servico biuestieo
de na II ro, morador em engenho, pre-
fere-se algn i de cosinha ; a tratar
na ra :o Impealjr u. 81, ilu V) horas s 3 da
t:irie.
BBHU8S w earam
Sem dieta csei modifi-
cares de costumes
Laboratorio central, roa do Viconde do
Rio-Br.-.nco n. 14
Esquina da rita do Regente.Rio de
I ,,
Especficos preparados pelo phar
Diaceutico Eugenio Uarques
de Hollanda
Approvndos pelas juntas do hygiene da Corte,
Bepnblicas do Prata e academia de indudtria de
Paria.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as digeB-
to. s e promove as ejec(;oes dillicies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos,. debella a hjpoemia
intertropical, rtconstitue os hydropicos e beribe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommt ndado na bronr-hite, na hemop-
tyse e as tosses agudas 00 chronicas.
Oleo de testudos ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na traica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
percrina, quina e jaborandy
Cura radieahnente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambera fer-
ruginos, preparados em vinho de caj
Efficazes uaa iuainmai;oes do figado e bacij
agudas ou ehronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado naa convalescencag das parturientes
uretieo antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
^ Serrara a vapor
) Caen do Capibaribo n. S8
Xesa serrara encontraraj os senhores fregne-
zes um grande sortimento de pinh.i d^ rezina, de
5 a 10 metros de comprimento, e de 0,08 a 0,24 de
esquadrios ; g.irante-se pre^o mais commodo d
que emontra qualquer parte.
Engenho
Tr.spassa-se o arrendamento do eDgenho Santa
[{osa, na freguezia da Luz, perto da estacao de
S. Loureneo, na via-ferrea do Limoeiro, assim
como de Jaboatilo, na via-ferrea de Caruar. O
terreno da para safrejar-se annuamente de doug
tres mil pars de assuca-. Alera de muitas var-
zeas tem mata virgem para abrir-.ie novos parti-
dos, mc a vapor, tendo urna machina nova, de
umita forca, e mocnJas novas e grandes : quea
pretendel-o dinja-se ao mesmo engenho ou roa
do Imperador n. 79.
J
PEROLAS DO DR CLERTAN
Approv.tdas pela Acadirsia de Medicina de I*ari.
AS PEROLAS DE TISlISBElTIH % acalinam cm alguns minutos as enxaquecas, as MAIS
VIOLENTAS DORES DE CABECA e DOENC S lO FIGAi O. Si a dose de trez ou quatro perolas
nao produzir effecto dentro de alguns instantes intil sera /->/)
continuar. Cadra vidro con tem trinta perolas. Para ter o pro- \_JJvCttA+.
Jucto bem preparado e efficaz, convem exigir a assignatura do : o j*/
AS PEROLAS D'ETHER sao o remedio, por excellenaa, das peSSaS
nervosas sujeitas s suffbeaces, caimbras estomago e aos desmaios.pts quaes
deeem ter sempre mo este precioso medicamento. Exigir a assignatura :

%
AS PEROLAS DE QUININA conteem cada urna dez centigrammas (dois graos) de sulfato de quinina puro.
Por isso eficacia dellas certa nos casos de febres alem do que nao causam repu-
gnancia, nem fastio e engolem-se fcilmente. As perolas de quinina conservam-sc
indefinitamente em estragarem -se. E indispensavel exigir a signatura :
Se veade a varjo na mor parta das Pharmacias.
Fabricaoao i) atacada, Gasa L. FBERG
Nerundino 4o de F^ria Kimei
Laurentino Jo de Faria Simoes, Mana Fe-
lisi ina de Faria Diniz, Rosa Amilia Pereira,
Joao Ferreira Diniz, Manoel Ferreira Diniz e Jos
Joaquim de Sant'Anna, irmos, sobrinhos e c-
nhado do fallecido Secundino Jos de Faria S-
mOes, convidam os parentes e amigos para assis-
tirem a urna missa que mandam celebrar no con-
vento da N. S. do Carino, s 7 horas da manha de
14 do crrente, trigsimo de seu fallecimcnto, pela
que se (onfeusnm eternamente era tos.
19, rae Jacob, em Pars.
=
t
Hara da i'enim iquetrn Ca-
va I can le
v. Delmira Idalina de Siqueira e Augusto Cesar
de Andrade, traspaetados de dor pela morte pre-
matura de sua cara e nica filha e eunbada, Ma-
ra d Ptnha -iqueira Cavalcante, na cidade de
Itarob, no dia i) do cerrente, pedem aos seus pa-
rentes e pessoas de sua amizade o caridojo obse
quio de ouvirem algumas raissas que mandam
restar na matriz da Boa-Vista, s 8 horas da ma-
nh, n>i engenho Timboass e em Itamb, no dia
15 deste mrz, pelo que desde j se confessam gra-
tos por esta obra de caridsde.
^!
Oomin
-onnelbelro Francisco
ene da illia
O irtno, eunhados e sobrinhos do conselhei/a
Francisco Domiugues da Silva, mandam celebrar
algumas missas na matriz da Boa-1 ista, no sab-
bado 15 do correte, s 8 horas da manh, esa
suffragio de sua alma, e para esse acto convidam
seos parentes e amigas do tinado.
aiaaBB^aBBiWBiBB^BBWBBsWBB


Biario de PcroambociiSexta-feira 14 de Maio de 1S86
VENDAS
Yende se porloes de ferro, gradeamentoa
para cima de muro, bandeirae de ferro para por-
tas exteriores, de arco, bandeiras de ferro para
portas interiores, de todas aa qualidades, gala,
nheiros de ferro, carrosas para boi e cavallo.,
carrinho8 de mao e rodas para carrocas, per Pe-
co commodj : nj largo do Porte n. 4, oficina de'
ferreiro.
Pinho eriga
Vende-se em casa ae Matneus Aastin & G,
rna do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
qualidade e diversas dimenaoes.
Veude-se urna excellenfe taverna no larg
de Santo Amaro das Salinas, em frente para a
linha de Limoei'o, propria para qualquer princi-
piante : a tratar na mesma.
Cabriolet
Vende-se um era perfeito estado e por preco
rommodo; tratar na ra Duque de Caxiaa u.d7
[0
Pechinchas para acabar!!!
toa Muqne de Casias n. 56
Fustea de cores para vestidos a 240 e 320 rs.
o covado.
(hitas claras e escuras, 200 e,240 rs o dito.
Sargelins diagonal de todas as cores, 240 rs.
dlo.
Alpacas de seda dem idem, a 360 e 400 rs.
dito.
Las cou. bolinhas, novidade, 560 e 700 rs.
dito.
Setiuetas superiores, fa.enda de 600 ra., para
liquidar a 400 rs. o dito.
Damascos superiores, duas larguras, 1*800
Em vista dos grandes propreaso. da idea de que iz- tan ...
segloriam as nacoes civilsadas, o commeriio Popelina branca de s^da, 480 rs. o dito,
deve acompanhar esse progreaso, visto que elle Set.na,mc*d* *das M cores- ***> r9> i*0*,
o mais poderoso elemento do engrandecimento das 120,eJ*iw d't.- ... tnn
nacoes ; em rista do que annuncia Vellud.lhos de hstnnhas, novidade, l*b00
MART1NS CAPITAO & C. d,'-. .nn ...
1 Ra estrella do Rosario 1 Sedas japonexas, 400 rs. o dito
Grande sortimento de gneros alimenticio8.es- .ffiaiaoVm casaqu.nhos de senhoraa, a 4* e
eolha dos quaes, os annunciantes teem sempre 4J',' a P*3?*
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos Bnm pardo fino para vestido, oOO o covado.
fregueses. Lembramos, pois, o proverbio : r a.les ae novos gostos, a 5(X> rs o dito.
Qaem nao experimenta, nao sabe. Um.sas par* aanhoms, as mata lindas que tem
Venham ver, pois : vmdo, a 4*500 e 5*.
Queijos, flamengo e de Minas. Sauu riqusimas, para.toos oa precos.
Fiambres ingleses. Cortinado, bordtaos 6$d00 e 9* o par.
Chocolate francer Menier. Guarnicoea de crochet para cadeira e sof, a
Dito do Maraahao. 8*000.
Fructo. seceos, como : Camisas francezas superiores, a 300 e 36*.
Passas, amendoas, figos, etc. Bramante de algodaj, o melhor que tem v.ndo,
Ditas nacionaes. 1*500 o metro.
Doce de todas as qualidades. '* de l.nbo puro, 2* o dito
Bolachinha inglesa Colchas de cores, france.as, 1*000 e i urna.
SemfBtes novas de hortalcas. Lencoes de bramante muito grandes, 2* um.
Espec.alidade em Cobertas de ganga, .dem .dem, urna
Vinhos finos do Porto, Madeira e Sbery Me.as arrendadas para aenhora a 8* a duzia.
Ditos da Figueira e de pasto. "em c",a8> ldem> 8 c 12 ** .
Cognac de diversos autor, a. Idem lnSleM8 P homem' 3^50> ** e 5* 8
Vinhos tnicos, como : du.ia. tamnn.ioil
Abs.'ntho Ceroulas de bramante bord-idaa, 12*000 c le*
Vermouth, etc. a duzia.
Licores de todas as quadr.dea. pencos de linho a 3*. a duz.a.
Champagne Casemiras de cores, inglezas, 1*401 e IabOO
Cerveja de diversa! marcas. coyado, com duas larguras.
Bem asaim : dem pretas d.agonaes, 1*800, 2* e 5*400 o
Araruta fina em pacatos. i covado.
Cha verde e preto. Cortes de ditas de cores, propr.as para invern,
Dito perola a 2*500 e 3.
IWcialissimo marte de Paran, en. pd i J*" ingieras superiores a 4*500 5* e 6*.
Aiud mus : Cortes d- fuatao pan colletes, lindos desenhos,
Ovasdepeixe. a 2*500 e 3*.
Sardinhaa de Lisboa em Salmoura. lde^ de gorgorao preto, a 2* para acabar.
Vendeui Martina CapitaoA l\, ra estreita d. Depos.to de algodoes, tanto nac.onaes como es-
RoEario u. 1. trangeiros, superiores madapoloes, br.ns, casean-
AS AGRICULTORES
Formieida capanema (verdadeiro) para extinc-
cao completa da formiga saura. Vendem Martins
Capitao & C, ruu estreita do Rosario u 1.
ras de todas
para lut_>.
Engento
Tende-sc por 20:000* a quinta e al tima asMa.
do. engeuhcs Amaragi d'Agua, Santa Liuri. l
Vicente, do ter.no de Gamelleira, meia i noi le-
goa distante do engenho central de RiaeirSo, basa
eaio por preco commodo, um granda sitia aa tai
ngenho, no Igaarasc : a tratar aa, ra U Im-
trador n. 50, tereeiro andar.
Registro para gaz
Vende-se dens e trei candieiros na travessa da
ma de S. Joao n. 5
Plvora
Candido Thiago da Costa Mello, em .en
s qualidades, cheriotes e merinos
Veadas em grosso, descoato da praca.
Carneiro da Cunta & C.
i! itu a Duqno de Casta* 69
Fazendas brancas
SO' AO NUMERO
4o raa da Iauperatriz = -io
Loja doi baraieiro
Alheiro dr C, a ra da Imperatriz n. 40," ven-
i dem um bonito sortimento de todas estts fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodoPec *> godaozinho com 20
jardas, pelo" ipreyos de 3*800,
45, 4*500, 4* r (0, bg, 5*500 e 6J501
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de fe
ra Imperial n. 322. olaria, onde tam- Ditas branets e cruas, de 1* at
de tijolos e telhas. Telepbone n. 221. Creguella franceca, fazenda muito encor-
800
1*800
pada, propria para lencoes, toalhag e
croula., vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e 1*500
Collauhos c'a mesma 800
Bramante fraocez de algodSo, muito on-
corpada, com 10 palmos de largura,
m ni 1*2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500. 880t
Atoalhado adamaKado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1$80Q
Crotones e chitas, claras e escuras, pa-
iree, delicados, d< 240 ra. at 400
Baptista, o que ha de mai delicaio no
meneado, ra. 200
Todas estas fazendas baratiuimas, [na conhecida
loja de Alheiro & C, equina do becco
dos Ferreiros
Algodo entestado pa-
ra lencoes
A Oo raj. e il(MH) o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
a (jodii para lencoes de um e panno, com 9 pal-
m s de larguraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
\i M 0 o metro, asaim coma dito trancado para
tos Ibas de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
o ii ctro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado
A heiro & C, ra da Imperatriz n. 40, veo
dem muito bons merino, preto. pelo preco acim
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co d, s Ferreiros.
spartllhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhoraj?, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas larguras, com o padrees mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
301, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque, -
grande pech ncha : aa loja dos barateros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os baratero, da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32C
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado, a lOOr. apera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, aorti-
das, por 5J, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fustes de setineta a 500 rs o
ovado
Alheiro & C. ra da Impcratri ven-
dem um bonito sortimento de fustes branecs pelr
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
Cabriole!
Veide-ae por barstiasimo preco e em muito bons
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro-
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
cheira do Candido, ra da Roda.
A Kevoluco
0 48
a ra Duque de Casias reduzio as venda*
a 25 [( | de menos de seu valor
Ver para crer
Setin maco a 800 rs. o covado.
Merino de bolinhas a 900 rs. o dito.
Lindas alpacas de cores 360 o dito.
Setinetas lisas 400 rs. o dito.
Ditas escossesaa a 440 o dito.
Chitas finas moderna, a 240 e 280 o dito.
Crotones finos a 320, 360 e 400 rs. o dito.
Fustao branco a 400, 440 e 500 rs. o d:to
Linn branco a 500 rs. o dito.
Mariposas finas de cores a 240 o dito.
L.nbos escosseces de quadrichos a 240 rs. o dito.
Renda da China 240 rs. o dito.
Seda de listras 1*000 o dito.
Damasco de cores a 500 rs. o dito.
nrim pardo liso 300, 360, 400 e 500 rs. o dito.
Verbutnas de todas as core, a 1*000 o dito.
Fichas al*, 2*, 3*, 4* e 5*000 um,
Casrmira inglesa de cor a 3* e 4*000 o covado.
Dita diagonal a 2* e 2*500 o dito.
Dita de cores a 1*800. 25 e 25400 o dito.
Flanella americana 1*200 o d:to.
Toilette para baptisados a 9*000 um.
Panhos e collarinhos para s> nhora a 2*000.
Espartilhos de coraca a 4, 5, 6 e 3*000 um.
Camisas bordadas de linho a 30*000 a duzia.
Camisas para senhora a 30*000 a dita.
Ditas de meia a 800, 1*000 e 15400 a dusis.
Timoes para meninos a 4*000 um.
Casacos de laia 12* um.
Bramante de 3 larguras a 900 ra. a vara.
Dito de 4 larguras a 1*200 a vera.
Lencos cena barra a 1*200 a dusia.
L-ne-s brancos a 1*800 e 2*000 a dusia.
Lencoes de bramante por 1 800 um.
Cortes de casemira de cor a 3, 3*500 e 4* um.
Toalhas felpudas a 4* e 6*000 a dusia.
Ditas alcochoadas de 20* por 12S000 a duaia.
Meias para homem de 38, 48, 5* e 6*000 a dusia.
Meiaa para senhora 3.-5, -1 y 5*,e 6*000 a dita.-,
Colchas brancas e de cores a 1*800 urna.
Colchas bordadas a 5*000 e 7*5 0.
Cobertas forradas a 2*800 e 2*'i00 urna.
Madapolao gema e pelle de ovo 6*500 a peca.
Redes hamburguesas a 10*00) urna.
Brim 'raneado a 700 rs. o covado.
Cambraia de forro a 12*000 a peca.
Zefiros lisoj a 120 o covado.
Cortes de casineta a 1*000, 1*300 e 1*800 um.
Anquinlias a 2*000 urna.
inicias maduras
Vendc-se diariamente espeeiaes laranjas para
mesa, mangabas, capotas, e outras muitas : no
largo de S. Pedro n. 4.
Carrosa eboi
Vende-se urna carroca de duas rodas, propria
para boi e cavallo, e nm bonito boi muito novo
manso : para ver e trator ra de Pedro Affonao
n. 68, antiga ra da Praia.
Casa em Afolados-
pf.Vende-se urna casa na ra do Motocolomb d.
57, com 2 salas, 2 quartos, cosinha fra, quintal a
cacimba, em chao proprio : a tratar na praca da
Independencia n. 40.
Camisas nacionaes
A JiSO. 3*000 e 8*500
32= Loja a ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimnto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnbos de linho como de algodo, pelos
baratea precos de 2*500, 3* e 4*, sendo fazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem fetas, por serem cortada* por
um bem artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommondas, a vontade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3, de Ferreira da Silva. <$*
Ao32
Nova loja de fazendas
a. a Ra da Imperatriz = 3-
DE
FERREIRA DA S1XVA
Neste novo estabelecimento encontrar o reo-
eitavel publico um variado sortimento de fa.ee-
as de todas as qualidades, que se vendem po.-
re;os baratissimos, assim como um bota sorti-
mento de rcupas para homens, e tambem ae mas-
da fazer per encommaodas, p r ter nm bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, Sea,
LIQIDAQIO DE CHPEOS PARA
Taverna
Vende-se a bem afreguezada taverna a ra
larga do Rosario n. 1, propria para principiante
por ter Lons comaodos ; a tratar na ra larga do
Ro.ario n. 14.
Vende-se pelos segnintes pre-
cos de *:>> at 304000.
ra do Crespo n. 19Madama
Hefjiieliua.
Excellente casa no
Mont&iro
Vende-se ou arrenda-se animalmente urna b;a
casa com bastantes commodo3 para familia, tendo
agua e gaz encanados, com um bom quintal todo
murado, com algumas arvores fructferas e com
sahida para o rio, por preco muito lazoavel : quem
precisar dirija-se ra Duque e Caxias n. 1" '
com quemtratar.
*Ra da Imperan-a*
hoja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento veede-se as ronps. abai-
xo mencionadas, que sao ba- ..as.
Patots pretos de pore*i aiagonaes e
asolchoados, senao razenaas muito ezt-
corpadaa, a forrados
Ditos de casemira preta, de eocdo cuito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo inglezs. ver-
dadeira, e forrados
Calvas de gorgorao preto, acolcLoado,
sendo fezenda muito eneorpada
7*001'
10*001
12*4001
cores, sendo amito
12*00(.
5*50(
6*50)
3*001
3*(XX
Merina pretoii all
Vende-se merinos pretos de duas larguras par
vestidos e roupas para meninos a 1*200 e 1*6(
o covado, e superior setim preto para enfeitas a
1*500, arsiia eomo chitas pretos, tanto lisas como
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs.; na nova
laja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
Algodozinno franeec para leneei
a aMM>r*.. I* e l#SOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-a
superiores algodao.inhos fraocezea com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lence. de ua>
so panno pelo barato preco de 900 ra. e 1*000 o
metro, e dito trancado pa-a toalhas a 1*280, as-
sim cerno superior bramante da quatro largurat
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loja
da Pereira da Silva.
apara meninos
A 1*. i*SOO e 6*
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, a>
vende um variado sortimento de vestuarios pr
prios para meninos, acudo de palitosinho e calci
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, dito*
de molesquim a 4*500 e d.to3 de gorgorao preto,
emitando casemira, a 6*, sao muito barato. ; n
loja do Pereira da Silva. ______^^^^^^^^
GRANDE
Ditos de casemia d:
bem faHaa
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitaa
Ditas de brim de Angola, de muleakim e
de bria pardo a *, 2*00 e
Cjroulas de greguellas para haiaens,
sendo muito bem feitas- a 1*200 e l*60t
Colletrahot. de gregsella saaito bera feitos 1*0U*
Assim como um bom sortimento de leamos dt
iaho e de algodao, meisa cruas e eollarinhas, eto
I ito na loja ai ?ua ia Imperatriz n. 3
Riseados largos
a 'V,.i) rs o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem s
i riscadinhos preprios para roupas de caninos i
vestidos, pelo barato preco do 200 rs. o covado
endo quasi largura e chita franceza, e ssii
como bitas brancas rciudinhat, a 200 rs. o
do,e ditas f s curas a 240 rs., pechincha
loja o Pereira da Silva.
Fastoen. Neiftneia* e azlaha* a SO
rs, o covado
Na loja da rea da Imperatriz n. S2, vende-i
u grande soriimenio de fuatoes brancos a tO
rs. o covado, lazinbaa lavradas de furta-ccret
f>aenda bonita para vestidas a 500 ra. o covidi.
, e aetinetaB lisr.s muito largas, tendo de todas a.
i cores, a 500 rs. > covado, t pechiaeha : na loj
do Pereira da Silva.
Expsito central ra larga k
Rosario n.08
Damiao Lima & C, nao podendo acabar asas a
grande quantidade de mercadorias, resolvaaBaa
anda urna vez convidar a3 Ezmas. familia, e
respeitavel publico em geral, que com certeza naa-
guem perdir seu tempo, fazendo urna vieta .
FxpoHlc&o Central
Peca de bordados 'a 200, 400, 500 o 600 rs.
Punhes e colarinhos bordados para saakaam a
2000.
Ditcs dito, lisos, 1*500.
Ditos para homem, 1*500.
Uiu plastrn de 2*00j por 1*500.
Invesiveis grandes por 320 ra.
Lacos para senhora por 1*500.
Maco, de 1S para bardar, 2*800 e ?*
Luvas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Esc03eia, 1*CC0.
Broches para senhora (modernos) 1 *50C.
Um par de meias para senhora (fia de aam)
6X> rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem i fio de seda) 1J200.
Duziaa de baleia* a 360 rs.
Carretela de 200 jardas a 80 ra.
Metro.' de arquinha3 a 160 e 120 rs.
Um par de froohia de labyrintho, 1*500.
Macos de gramp.3 a 20 rs.
Metros de plissa a 400 rs.
Lindos passarinbos de seda para aaaaaaa" ae
3-nhra, de 500 rs. a 1*000.
Um pente com inscripcao para senhora, 1*.
Um leque de 1S* por 9*.
Brinquedos para criancas, leques de papal, fi-
tas, bicos de linho, quadros para retrates, laaas,
tspartilhoa, bicos, galoes, franjas com vidrilhos,
eutrea muito3 cojectos de phantasia per praaas
sem competencia: na exposice Central, rtia
larga do Sosario a. 38._______________________
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Sscessez preferiva
ao cognac ou agurdente de sanna, para fortificar
i corpo.
Vende-se i retalho nos tu lhores armasen*
oolhados.
Pede ROYAL BLEND aiarca VIADO cujo no-
me e emblema silo registrados para todo o Brasi..
BROWNS 6c. C, agentes


LISTA GERAL
N B.O premio prescrever
um armo depois da cxtrac 53
A
DOS PREMIOS DA 1 PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 184 EM BENEFICIO DA IGREJA DE JATOBA', EXTSAHIDA EM 13 DE MAIO DE 1886.
WS. PREMS. SS. PREMS. 3. PREMS.,NS. PREMS, S. PREMS. ] SS. PREMS. ] SS. PREMS. ] RS. PREMS. SS. PREMS.] NS. PREMS. 1 NS. PREMS NS. PREMS. 1 NS. PREMS. 1 NS. PREMS. NS. PREMS. |NS. PREMfc NS. PREMS.
4 9 11 4* 292 95 301 84 4* 567 78 74 82 96 4* 793 S02 6 15 17 4 1014 21 26 27 31 U 1217 18 20 21 4 1417 31 32 34 45 1667 72 78 85 45 1861 70 75 81 45 2078 79 83 85 45 2286 2305 7 11 45 J5 2526 47 49 53 44 2808 9 10 16 44 84 44 3090 91 99 3100 45 3330 35 50 59 4-3 3551 52 55 58 45 3790 93" 95 98 44 84 84 44
17 21 'J 29 37 -* 6| 12 13 _ 32 84 39 92 _ 89 89 15 45 54 17 2 60 59 1005 3802
21 602 20 _ 32 M_ 34 45 53 _ 96 90 96 18 62 18 3 l:ooo5 61 64 45 12
29 30 34 4 28 35 __ 35 59 __ 1702 1903 98 20 72 29 5 45 70 74 13
10 19 30 34 38 41 --- 43 51 68 77 10 13 *"" 13 17 2101 6 asm 34 38 75 77 i5 31 36 6 9 '"' 74 75 z 83 88 334 14 15 i..
40 46 1 (4 6S 35 42 44 45 4T 23 29 at 41 m ** 35 37 43 49 46 48 49 56 S7 --- 56 75 78 79 85 81 82 91 96 97 16 19 25 28 31 18 23 27 42 51 7 13 16 22 32 41 44 45 50 54 91 92 96 2600 1 45 38 41 44 53 55 15 35 38 39 42 85 45 79 84 90 96 99 90 91 98 3610 12 45 16 17 lt 19 27
75 79 So 90 99 122 - 50 55 60 71 75 78 i 54 55 59 68 6f 4 57 69 78 84 96 900 58 86 91 1520 21 35 38 52 58 ^^ 36 37 57 65 7 13 60 67 _ 43 47 3408 9 I 24 26 35 37 --
40 60 63 65 66 --- 1301 3 7 11 22 23 25 26 40' m 42 43 45 63 66 73 78 65 72 81 87 73 78 79 80 15 18 22 31 165 69 79 83 84 54 44 59 62 67 69 14 22 27 29 27 28 30 31 *4 51 59 67 Ti
30 96 71 4 70 "^ 17 29 52 81 91 92 36 86 77 33 - 47 44 75
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61 63 51 55 66 4(5 15 20 2 " 54 56 59 \ 59 68 74 89 90 1604 88 90 95 22 23 25 30 31 32 49 50 54 38 39 43 1005 68 70 75 34 49 50 72 73 77 l:ooo5 85 45 6 11 13 - 24 26 28
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8 4p 88 93 94 35 36 37 67 70 75 79 81 86 """ 19 20 21 98 1803 5 S^B 29 32 36 .65 34 36 40 67 70 72 54 58 61 45 3000 13 14 63 64 65 165 93 96 3500 24 26 28 30 44 48 50 67 74 76 78 82 35 36 38
96 39 84 80 70 87 25 mm 9 37 45 41 73 62 2t - 80 165 7 165 ~ 43
504 __ 42 45 81 - 73 91 27 __ 12 38 42 85 75 65 36 85 44 20 45 47
20 n 26 48 49 58 82 89 91 79 80 86 92 93 95 30 34 *36 16 24 29 --- 48 50 54 84 47 55 65 45 76 89 93 66. 67 70 37 45 55 96 97 98 24 27 29 84 45 56 8 66 67 76 79 83 -
31 33 35 40 55 64 61 62 75 78 1000 1 > 5 6 - 96 97 1203 5 7 8 85 45 84 45 97 1403 9 11 39 41 48 56 43 52 53 58 --- 58 64 66 67 45 15 45 67 68 73 74 96 2502 3 13 79 83 85 92 too5 44 56 58 63 67 t _ 99 3303 4 18 84 3k 35 38 40 85 45 165 45 85 85 45 **
"" 82 83 8 9 13 16 58 65 59 60 --- 71 76 78 80 18 20 i 93 2801 73 77 - 26 29 45 48 50 S5 86 86 85 91 #
ETPI Inri 1 t
*


8
Diario de PernmbucoSexta-feira 14 de Maio de 1886
L!TTRATl)R
h

O ARCHOTE DE PER14RCH
LEGENDA DA BBETANHA
A noito estava escara, e o vento agitava
violentamente as folhas das arvores Em
um vasto celleiro, pertoncente a um dos
mais abastados proprietarios da aldeia, de
Permarc'b, na Bretanha, achavam-se reu-
nidas para o serao muitas camponezas,
que coatumavam ir passar all as primei-
ras bcras da noite com as suas rocas e do-
badouras. Urna d'ellas contava sempre s
outras urna qualquer historia pbantastica,
que era escu'ada com a mais escrupulosa
attengao N'aquella noite, porm, por um
acaso pouco frequente n'aquellas regioes,
onde de ordinario a invengSo supre sem
desvantagem o esquecimento das velhas
tiadigoes, nenhuma das fiadeiras presentes
achava urna legenda para contar s suas
companbeiras.
De sbito abrio-se com violencia a porta
do celleiro, e entrn precipitadamente urna
mulber j velha.
A, Deus meu I balbuciou ella com
voz trmula e mal segura.
E, dando todos os indicios de que se
achava possuida de terror profundo, dei-
xou-se cahir prostrada sobre o primeiro
banco que neos trou.
Que toi o que lbe aconteceu, tia Jac-
quelina, ? exelamaram quasi em curo todas
as fiadeiras.
Acabo de ver brilhar o arohote de
Permarc'h respondeu com voz sumida a
velha camponeza, a que acabava de ser
dado o nome de Jacqu-lin'.
O archote de Permarc'h exclama-
ram tocias as vezes com surpresa.
E ao mesmo tempo as supersticiosas
camponezas aproximaran-se instinotiva-
mente urnas das outras. O ruido produ-
zido pelas rodas das dobadouras e pelos
tusos cessou eomo por encanto ; durante
um momento nao se ouvio sonSo o surdo
e Longiquo sussurro das aguas, batendo o
encontr aos penhascos.
Mais curiosa de certo do que as outras,
urna das mais novas fiadeiras rompeu em-
fim o silencio, e atreveu-se a perguntar :
Vio brilbar o archote de Permare'h,
tia Jacquelina ? Que quer aso dizer T
que razao tem para se mostrar to assus
tada ?
Ah I se soubesses, minha querida
Y ves... respondeu a velba Jacquelina ;
o que acabo de ver tem relacto com urna
historia horrivel!
Sim, horrivel repetiram algumas
fiadeiras velhas, que se achavara presen-
tes.
Oh conte-a, tia Jacquelina conte-
nos essa historia exelamaram ao mesmo
tempo cinco ou seis raparigas, aproxi-
mando-sc cada vez mais urnas das outras.
i Cont cont I apoioua forraos* Yves,
.i;>;;< jando a velha Jacquelina, que j sor-
. ria.
A boa velha nao podia deixar de ices
er ao pedido. Levantou-sa pois, foi le-
char a porta do celleiro, que deixara en-
treaberta, voltoa em seguida a assentar-se,
e fiiou silenciosa alguns momentos. As
dobadouras e os fusos puzeram se de novo
em moviraento, e a velha Jacquelina co-
megou por fim a sua narragao nos sequio-
tes termos :
Viveram era outro tempo na nossa al-
deia dous honestos lavradores, que eram
visinbos e amigos Tinha um d'elles um
*", e O oulrO urna filb. O que tinha
um filho chamava-se Eon. c u-goeuo o
que tinha urna filha.
c Os dous visinhos, qaando anda eram
criangis os seus filhos, baviam formado o
projecto de os unir por ineio do casamento,
e de firmsr assim em bases mais solidas a
amisade, que existia entre as duas fami-
lias.
c Um di?, o velho Eon foi procurar o
sen amigo Legoello, e disse-lhe:
FOLHETIH
ANGELA
POR
zlii as un E":
A herdade da ta Perab vai ser ven- to para o trabaiho, que no mostra a ver-
dida, como de ves saber. A minha idea tdadeira felicidade na vida, duro vemos
cair por trra esse sonho de ventura, por
causa de um miscravel rnilhar de escu-
dos !...
< E, suffocado p^Ja eommoj^o., cont-
nuou com voz entrecortada e malegura :
Ser isto rasosvel e justo, tio Legoel-
lo? Nao ser descufpavel a remita de um
filho, quando se dao taes cirourastauoias?...
a A revolta de um filho contra a au-
toridado paterna 6 sempre censuravel, Re
n, respondeu Legoello ; de mais a mais
no presente caso seria intil... Tranquilli-
sa-te, eu amigo.
-Tranquillisar-me I tornou Reno com
affiigao. Oh I impossivol I... Escute, tio
Legoello: possuo urna pequea fazenda,
horanga de minha mai... Ah minba que
rida e santa mai! o ooraeao della nao era
capaz de concorrpr de um qualquer modo
para a minha infelicidade !... Estou j em
idade de poder dispor do que rae pertence,
e isso precisamente o que vou faz-r J
que meu pai inexoravel, hei de provar-
lhe que, na minha qualidale de maior, pos
so muito bem dispensar o seu consentimen-
to, e proceder eomo raelhor entenda... Vi-
verei contente o tranquillo com a minha
pequea lieranca; trabalharei tanto quanto
possa, e farei teliz minha querida Yvonne,
que tao hora o merece!.. Porqie o tio Le-
goello nao me recusa a mao d'ella, nao
verdade ? Consente em que se faga o nos-
so casamon:o, nao assim?... Abl sup
plico-lhe. ..
V que te deixas desvairar pelo des-
gosto, meu filho... atalbou o velho Le-
goello. Peco-te que penses bem, e que je-
jas rasoavel.
i Como assim ? Nega nos tambera o
seu consentimonto, tio L-goello ?. .. Oh I
mas entilo o seu coracao tao cruel como
o de meu pai!...
o Profun lamente irapressionado pela ex
pressilo do afHicgao e de desespero, que
tronspareeia as feigSes do mancebo o pai
de Yvonno respondeu com tristeza:
-Pos80 eu acaso ser curapliee de um
fill o, que se rebella contra a autoridide
paterna? Bem de ves conhecer, Reno, que
que o meu rapaz, quando venba a casar
com a tua fiiha, se estabeleca na herdade
e a administre; para isso, porm, preciso
comprar a herdade, e, para compral-a, ca-
reco de dinheiro. Ora, se tu pudesses
concorrer para essa compra com um rni-
lhar de escudos, depressa se faria a boda.
O velho Legoello abanou tristemente a
cabega, e responieu que um comraerciante
ue gado, que lbe devia urna avultada som-
ma, acabfiva da ser" declarado era estado
de falencia ; que, alm d'isto nos ltimos
terapos, haviasofrido grandes perdas, era
consequenoia de urna noenca que grassava
nos seus rebanbos, e fazia n'elles os mais
lamentaveis estragos ; e finalmente, que
nao podia de modo algara dispr da quantia
pedida, porque nao a possuia n'aquella oc-
casio, nnm tinha meio algum de a arran-
jar.
Pois bem ; faz da conta que nada
te disse, amigo Legoello, tornou o velbo
Eon. Com a pequea condicao, a que aca-
bo de alludir, nao me ha de ser muito dif-
ficil achar urna outra noiva para o meu
Rene.
E separaram-ge. O velho Eon, apoia-
do no seu pembas (cajado), atastou se, se-
gurado urna estreita e tortuosa vereda, que
conduzia sua herdade, e o pobro Le-
goello ficou triste e pensativo, com o corpo
encostado no tronco do um olmo gigantes-
co, que vegetava em frente da porta da sua
habitacao.
< Paciencia, paciencia... dizia de si
para si Legoello suspirando ; era um ex-
cellente partido para a minba queriia
Yvonne, que havia de ser feliz com Rene...
O rap dor ; ao cubo de pouuos annos havia de
duplicar os rondimentos da herdade de
Penb. Ah I e como eu vi vera depois
tranquillo e contente, por ver feliz-a mi-
nha filha, cuja sorte futura tantas inquie-
tacoes me causa Estou velho, e conheQJ
que dia a dia vou perdendo as forcas 5 a
mor te pode de um momento para o outro
levar-me d'esta para melhor vida... E
ficar desgracadamente orpha e sosinha no
mundo a minha pobre Yvonne, a qual se tal fizera. havia de ser acre nente cen-
achar urna tao grande diffL-uldade em di- surado por toda a gente da povoacao, e
rigir o meu commercio do gados, como eu
teria se me puzessem uraa roca na cintura,
e me mettessera as mos o fuso, que ella
maneja tSo bem.:. Ah que infeliciiade
nilo possuir eu os mil escudos, que consti-
tuiran! a felicidade futura da minha filha,
e e socego da minha velhice !...
No momento em que o ptibra Legoel-
lo acabava este monologo, appareceu-lhe
Rene. Era um bizarro mogo, dotado do
um coracao excelleute, e da mais ac-
centuada honestidade da carcter.
<3a -Vejo-o triste, tio Legoello I.. d8se
elle com inquietajao. Que que o affli-
principalmente pola minha propria conscien-
cia. Pensa bem no que te digo, Rene;
nao te colloques na triste posicao de te ar-
rependeres, mais tarde ou mais cedo, de
qualquer passo imprudente, que des no ca-
minho da vi la... Pedera me?mo chegar
um dia, em que julgasses exagerada a mi-
nna boudade paracomtigo. Deixa inteira
liberdade de accao a teu pai, que tem de
certo por ti o mais acrisolada affecto, e re
nuncia minha filha, que nao podes unir,
ao teu destino, sem que pratiques urna ac-
cao condemnavel.
No momento, em que o velho L?goel-
lo pronunciava escs palavras, saia da casa
" Teu pai exige que tenha doto a tua i de habitacao a formosa Yvonne, que ouvira
noiva, Rene, respondeu o velho ns] iran-
do ; e desgracadaraento nilo estou em cir
cumstancia* de dar cousa alguma minha
pobre fiiha.
Ah! eram beta fndalas as rainhas gnj preciso. I
SuoKE?"* mrmurou o mancebo eom ex-
preaaSo angustiada.
E; depois em breve pausa, fez um ges-
to de resoluco e cxclaraou :
Emboral Apesar dessa exigencia
de meu pai, nSo deixarei de unir o meu des-
tino ao da boa e affectuosa Yvonne... bem
casulmente toda a conversa.
Meu pai tem razao, Rene, disse ella
procurando vencer a commogao de que es-
tava possuida. Renuncia minba mao, as-
Nunca, Yvonne antes morrer!
Rene I Rene sou eu que te pego. ..
Ah tu... tu tambem balbuciou o
pobre rapaz com expressiio da profundo de-
salent. Tarabem tu queres que renuncio
tua mao 1
" E, tomando entre as suas a uiao da
entendido, se a isso s: nao opposer o tio, gentil rapariga, appoiou a cabeca sobro o
L-gocllo!. ,
E nao pude continuar ; a dolorosa cora-
mocio, que o agitava, embargava-lhe a voz
na garganta.
Tem coragem, filho 1 disse 0 velho
L^foello "om accento carinhoso. Faz ap-
ilo a toda a tua rcs'ignacao !
(Continuas3o do n. 10 8)
XXVI
Um sorriso da satisfagao passou pelo3 la-
bios da porteira.
O inquilino preeedente tinha lhe proraet-
tido urna gratificagao de quinhentos fran-
cos se ella veniesse a mobilia.
la, pois, raetter na algibeira vinte e cin-
co 1uzh8, cousa do que uraa porteira nunca
desden boa.
SSo dez mil francos, creio, disse P-
roli.
'Sim, senhor.
Est entendido que a roupa, que es-
t moa armarios faz parte da venda ?
Isso est entendido, senhor. Len-
cea, toalh is de rao, toalhas de mesa e
guardanapos, cortinas db vidr"gas, tudo en-
tra na venda.
__ Com tre3 ruezos de aluguel pagos
adiantados portanto, dez mil e quinhen-
tos francos que terei db dar he pela venda
da mobilia e de que passar recibo o pro-
priotario e um outro do aluguel.
Sira, senhor.
En tao faga redigir o acto de yenda e
que tudo fique era regra.
Tudo estar prompto hoje mesmo, se-
nhar.
Faca favor de accender os fogoes dos
diferentes quartos, porque a t impera tura
de casa deshabitada glacial e queira por
tambem lenges na cama. Estarei aqui s
aove horas da noite e pagarei o dinheiro
ajae lo.
Sim, senhor, as suas ordena serao
executadaa.
Aqui est a minha gratificagao, ac-
crescentou o italiano.
E metteu dous luizes na mao da portei-
ra, qne ficou encantada oom mais aquella
noT* dadiva.
pe
E esiendeu-lhe a mao que o pobre
Reno e^treitou com forga entra as suas.
Coragem I resignago I balbuciou o
mancebo. Isao fcil de dizer, tio Legoel-
lo Mas, bem v, quando concebemos no
fundo da alma urna esperanga, qu nos
acaricia, que nos encanta, quo nos d alen-
- O sonhor sempre de urna bondade I
disse ella, metiendo o dinheiro em ouro no
bolso.
Parali continuou :
Tenho que fazer muitas compras e
at a tarde hei de mandar-lhe difterentes
embrulbos. Tenha a bondade do os rece-
ber e collocal-os exactamente como lhes fo-
rem entregues, em um dos quartos. Eu
mesmo os deserabruloarei e prei em or-
dem o seu conteuio.
O senhor ple ficar descansado. Na-
turalmente tem criado ?
Espero um d'aqui a dias
Einquanto elle nao chega, o senhor
piHe contar commigo, para ihe arrumar a
Cont com isso e agradego-lhe.
O senhor pie-me fazer o obsequio
de -m dizer o seu nome... &' indispensa-
vel para o acto de v nda e para o recibo.
Perfeitamecte aqui est.
E o italiano rasgando do agenda urna o-
lha de papel era branco, oscreveu a lapis
estas palavras :
ANGELO PROLI
Doutor medico-oculista
E entregou o papel porteira, que tra-
tara logo de o lf r, e exelaraou :
Ah o senhor medico.
Sou, mas fique descansada, nao don
aqu as minhas consultas... Tenho a mi-
nha casa de saude
- O senher podia dar aqui as suas con-
sultas, se isso lhe conviesse. Ninguera te-
ria que lhe fazer observagSes.
Ha rauitos inquililinos, no predio ?
Uuicamente quatro, sem contar cora
o 8"nhur. Tudo gente rica e de boa so-
uiedade, O quinto andar oceupado pelos
criados.
A senhora casada ?
J o fui, S'Hibor. Hoje sou viuva.
Te.n filhos ?
l,*...a filia, senhor.
Mora com a senhora ?
Por modo nenhum, replicou a portei-
ra com orgulho. E' urna artista.
__Urna artista '( repeli o italiano sor-
prehenlido.
__Dramtica, sim, senhor. Repreaenta
na comedia, os papis de ingenua... e,
garanto-lhe, que tem talento e muito, para
dezenova annos que tem. Sem contar que
bonita, como um amor. Ah I urna fi-
lha que me faz honra
hombro do velho Lcgoella, e accrescentou
com voz solugante :
Sinto quo se me despedaga o cora-
cao I
O pai e a filha tentaran), mas debal-
de, consolar o mancebo, o qul 80 ret,rou
por fim com a alma cheia de amargura. A
pobre Yvonne foi encerrar-se no seu quar-
to para dar livre curso s lagrimas, que
tanto a custo contivera; e o velho Legoel-
lo, que na presenga de Rene procur ira re-
primir as expansoes do seu desgasto, para
nao irritar mais ainda o filho contra o pai,
continuou a permanecer com o corpo en-
costado ao tronco da arvore, e com a ca-
bega pendida para sobre o peito; no sem-
blante transparecia-lhe a mais manifesta
expressao de dr e de receio.
Einquanto o bom velho se achava ab-
sorto nos seus tristissiraos pensamentos, o
sol, que estava prestes a consumir se nos
contins do horisonte, illuminava a ainda
aqui e alli os campos cora es seus claros
j incertos o descarados ; vento rumnre-
java por entre as t'ilhas dos olmos de
um modo 1 stranho, e o embate das
aguas, de encostro aos rochedos de Pen-
raare'h, produzia um rumor sinistro,
que podia ser comparado s lamentagSes
infernaes. O velho Legoello, mergulha-
do, como estava. uas suas olorosas refie-
xo-'.s, nada via, nada ouvia...
" Caera sobre mim todas as desventu-
ras ao mesmo t9mpo murmurava elle sus-
pirando. Estou arruinado.., arruinado por
urna terrivel epidemia e por urna bancarro-
ta... E desgragadaraente nao hei do ter a
felicidade de ver, antes do morrer, a mi-
nha adorada Yvonne ao abrigo do infortu
nio e da miseria!... E, dizerem que, se
pudera dispor de um raissravel milhar de
escudos, teria ensejo de a dar em casa-
mento ao mais honrado e laborioso dos ra-
pazes destes sitios I Oh meu Deus vos
tambem sois cruel, porquanto, nao atten-
dendo minha avangada idade, s fadigas
le urna tao trabalhosa vida, e anglica
bondade de minha pobre filha, permittis
que so esgotera toios os meus recursos, o
que era raesrao me reste um triste milhar
de escudos para dar como dote minha
adorada Yuonno.
E as lagrimas corriam grossas como
punhos ao longo das enrugalas faces do
velho Legoello. Depois, voltando i.leia
que lhe preoecupava o espirito, murra u-
rou :
Um milhar de escudos !...
E batendo cora desespero com o p
no chao, ex :larnou arrebatadamente :
AU I dara a minha alma ao diabo
a troco de ura milhar de escudos 1
No momento em que o afiiicto velho
acabava de pronunciar estas pdavras, ou-
vio junto do si uraa voz forementa accen-
tuada, que o sau lava. Legoello estrene -
ceu violentamente, e ergueu a cabega. D-
ante d'elle estava ura desconhecido, cuida-
dosamente erabrulhada em urna capa ne-
gra.
Seja bemvindo, senhor, lhe disse o
velho com voz mal segura.
t Obrigado, amigo, raspondeu o des-
conhecido.
t Vem fatigado talvez ?
i Venho, sim ; chego de longe ...
Entre pois na minha humilde ch ou-
pana, e repouse um pouco.
Incomraodo-o talvez...
* -Nao... Pelo contrario, abengoo a
sua ebegada, que se produzio precisamen-
te na occasiao, em que rae perpassava pola
mente um rao pensamento.
Um rao pensamento 1 Ser indis-
crigilo perguntar-lho de que natureza era ?
a Oceorrera-me a ideia de dar a mi-
nha alma ao diabo I respondeu Legoello,
sorrindo.
" Esse pensamento nao e tao mo
como julga, amigo.
Es'* gracejando de certo...
f Nao estou, nao...
a E, mudando de tom brus ament, o
desconhecido accrescentou com voz vibran-
te e incisiva:
u. Ouvi o teu apello, amigo. Aqui
onde me vs posso fazer a tua felicidade e
a da tua filha. Careces de um milhar de
escudos?.. pois bem I tel-os-has I
" Deus de misericordia! exclamou o
pobre velho, fazendo vivamente o velho,
signal da cruz.
d O desconhecido havia dasapparecido,
como se a trra o tragara.
Quem era esse desconhecido ? per-
guutou uraa das mais mogas taleiras, in-
terrompendo a narragao da velha Jacque-
lina.
res-
Era... era o diabo em pessoa
pondeu esta ultima, biixandoa voz.
Oh I raurmurraram todas as fiadeiras,
conchegando se urnas s outras, e entreo-
lhando-se aterrorisadas.
O ruido das dobadouras e dos fusos ha-
via cessado ; agora nao se ouvia no velho
Urna cldade incendiada; por-
menores
Stry, cidade fortificada da Galicia,
(Austria) sita perto de Lemberg sobre o rio
Stry, confluente do Diniester e cuja popu-
celleiro senSo o surdo e lougiquo fragor das ^^ ra g 0:300 almas.
VARIEDADES
E a que theatro pertence ?
Agora anda na provincia. Deve vol-
tar d'aqui a dias, Esta semana ella devia
ter representado em Dijon.
Angelo Proli estreraeceu.
Lerabrou-se repentinamente dos actores
e actrizes que tinba visto na vespera, no
cat-restaurante do theatro em Dijon, quan-
do alie vigiava os possos de Jayrae Ber-
nier.
Mas por fim de conta?, que lhe m-
portava isso ?
Nanhura raembro desse grupo de come-
diantes, tinha reparado nelle.
A sua filha espera contratar-se bre-
vemente em Pariz ? perguntou Proli.
Nao me consta que se trate disso e,
comtudo, ella desejava o bem ; porque sa-
be quanto vale e sente-se chamada a um
futuro brilhante. Se o senhor tra conhe-
cimentos entre 03 Srs. jornalistas ou entre
03 Srs. empresarios, seria bom, quando
visse minba filha, que se interessasse por
ella e que a protegesse.
Pie ser que se faga algnma cousa.
Onde mora ella, quando est em l'ariz ?
Nesta casa, senhor. Alugo para ella,
ao proprietanb> um quartinho no quinto an-
dar.
Como so chama ?
Eu chamo-me a Viuva Litrod ; mas
a minha filha nao usa este nome... ella
diz que bastante euphemico.
Euphonico, corrigio o itaano, sor-
rindo.
Euphonico ou euphemico vem a dar
no mesmo. N'um cortaz, parece que o no-
rae Litrod fazia mo etfeito. Tomou o
nome .e Joanna Dortil. E' o anagrapho
do seu nome.
O anagrama corrigio de novo P-
roli.
o mesrao. Nestes theatros ha pa-
lavras tio ratonas I Nao rae posso acostu-
mar com <-lla3
Pode estar certa s,ue procurarei occa-
siao de ser til menina Joanna Dortil.
Talvez que lhe arranje uraa escriptura.
Ah 1 meu senhor, se fizer isso, ella
ha de lho ser muito reconhecida: pode
crer.
/Entretanto, pego-lhe que nao esque
ga nenhuma das minhas recommendagoes.
Pode ficar descansado Eita noite,
s nove horas, tudo estar prompto.
O italiano deixou a porteira, que tratou
de installar urna vizinha no aeu cnbiculo e
foi casa do proprietario e do vendedor
dr, mobilia.
ondas, batendo de encontr aos rochedos
de Penraarc'h.
Coutinue, continu a historia, tia Jac-
quelina. .. disseram por fim urnas poucas
de vozes.
Era seguida as camponezas langaramuiu
olhar furtivo para a porta, e para todos os
do vasto celleiro. Depois os fusos e as do-
badouras puzeram se de novo em movimen-
to,e a velha Jacquelina continuou a sua
narragao nos seguintes termos :
Fcilmente se comprehende quilo pro-
jando sena o terror, quo aquella sppari-
gao incutira no espirito do pobre velho,
que deixou logo em seguida o lugar,
onde acabava de ter a terrivel surpra
za, e enti-ou em .asa, pallido, trmulo,
o dominado por violenta perturbagao. Jal-
gando, como era natural, que o tr3te esta-
do, em quo o pai so achava, seria causado
nicamente pelo facto de ver transtorna-
dos sbitamente os projectos, em que du-
rante tantos annos fundara as suas mais
queridas esperangas, a bondosa Yvonne
disse-lhe com voz carinhosa, ao mesrao
tempo que o affagava :
Tranquillise-se, meu querido pai,
tranquillise-se.. O que acaba de passar
se constituio se para mim urna verdadei
r revelagSo... Interroguei a consciencia,
e li n'ella que, quando mesmo pudessemos
ilispr de grandes riquesas, seria dever meu
nao o abandonar. Estou portanto decidida
a nao me casar... Oh 1 eu sei de ante-
raao quaes as objeegijes, quo o meu adora-
do pai tem para oppr a esta minba reso-
lugSo ; conhego que Rea o rapaz mais
honrado o laborioso de toda a freguezia, e
tinha plena e intima conviego de que nun-
ca havia de arrepender-me de lhe dar a miio
de esposa... Tudo istoeu sei ; mas ao mc3
mo tempo sei tamberaquo ca sando
eu, nilo ficaria n'esta casa quora subjtitu
isso junto do meu pobre pai a minha
adorada mai. a santa, que tilo cedo
se separou de nos, e que est no ceu aos
ps de Deus pedinJo venturas para os que
deixou na trra... O meu velho pai pre-
cisa mais de mim do que Rene, e abando-
nal-o seria da minha parte um acto censu-
ravcl. Acontega pois o que acontecer, con-
tinuarei a viver debaixo do tecto paterno,
e ficarei solteira.,.
E, vendo que o pai se ac.ava domi-
nado por intima comraogilo, tentou grace-
jar, e, descerrando os lab03 em um sorri
so forgado continuou:
Diga-se a verdade, o meu querido
pai nilo mostra ter por mim um grande
amor, visto que tanto desoja afastar-me do
si... A;a80 est aborrecido de rae atu-
rar ? Nao tenho sido sempre bastantemen-
J0 prim iro assignou um recibo do alu-
guel da casa, e o segundo o acto da venda
dos seus movis e um recibo.
Acto e recibo, perfeitamente era regra,
em nome do Dr. Angelo Proli.
Este tinha ido a Pariz para fazer as com-
pras do que tinha fallado.
Estas compras consistiam, sobretudo, em
fato, em roupa branca-4* objectos de toi-
lette.
Pariz a cidade, por excellencia, de to-
dos os recursos.
Em poucas horas, um naufrago, com-
tanto quo tenha dinheiro, pode vestirse de
novo, desde a cabega at aos ps.
N'uma grande casa de alfaiatc, o italia-
no achou tras trajos completos de panno
fino, de corte elegante e que lhe iam per-
leramente.
Urna oamisaria dos boulevards forneceu-
lhe camisas, lencos, gravatas, meias, etc.
N'um sapateiro, Proli escolheu meiadu-
zia de pares de botinas do verniz deslum-
brante.
Um chapeleiro, que gasta em aennncios
cem mil francos por anno nos jornaes de
Pariz, recebeu ordein para lhe mandar
esa dous chapeos de suprema elegancia.
Antes da hora de jantar, o italiano tinha
terminado e expedido para a ra de Cour-
celles todas as suas compras, s quaes con-
vra ajuutar uraa soberba capa forrada de
pi-lles,' do prego de mil francos, e que elle
vestio logo.
Davam cinco horas nos relogios da ci-
dade.
No mez de Dezembro os dias sao peque-
nos.
J havia muito que era noite.
Proli entrou em um caf : mandou vir
um bitter e pedios jornaes da tarde.
Preoccupava-se muito com o quepodiam
conter aquelles jornaes.
Percorreu-os e nao achou nada nelles
que tivesse relagao com os dous crimes
commettiiorf na linha do caminho de ferro
de Lyon.
A's seis horas foi jantar em ura bom res-
taurante e encomraendou um bom jantar,
regiido por urna garrafa de Pontet-Canet,
1870.
Acabado o jantar, accendeu um grande
charuto e sahio.
Um nevoeiro expesso havia oahido em
Pariz e distinguiain-se com dificuldade os
objectos a poucos passos de distancia.
Ouardas da paz, com archotea na mao,
es avara collocados as esquinas das ras,
lluminaudo, como lhes era possivel, os
te subraissa e obediente ? Ora varaos; ra-
lbe comigo, mas nao esteja triste. NSo
quero ver lhe no semblante essa expressao
inquieta e alilicta... Ollic para mira, pai ;
sorria... e diga-me que se julga felis por
viver junto da sua Yvonne...
Ah I filha filha querida exda-
raou o bom velho, estreitaudo a donzella
da encontr ao coragao com o mais fre ne-
tico enthusiasmo. Tu s a minha nica
alegra.. o orgulho dos mcus cabellos
brancos... o conforto das rainhas horas
tristes... Por ti, Yvonne, (liria eu de
bom grado a parte de felicidade, que por
ventura Deus me reserva no paraizo !...
No meio d'aquella exp-imo de affec-
to, Legoello esquitis por momentos a po-
breza, que tao de p-Tto o araeagava, 1 o
receio, quo o dominava constantemente, de
morrer antes de haver firmado era bases
solidas o futuro da filha... Contemplan-
do cora amor a encantadora, donzella, o
bondoso velho raostrava no rosto uraa ex-
pressao manifesta do mais intimo orgulho.
(Contina)
transentes e as carruagens que, difficil-
mente, achavam o seu caiainho por entre
aouella atmosphera expessa, que pareca
poder-se cortar com urna faca.
Proli, que tencionava tomar um fiacre,
pensou que sera mais prudente ir a p at
Batignolles e chegou ra de Clichy.
Chegado, sem accidente, tratou de subir
para sua casa.
Por ultima vez, examnou aquelle par-
dieiro, para ficar bom certo que nada dei-
xava alli de compromettedor. Procurou
nos colchoes, agarrou no sacco de mao, que
contnha a fortuna quo roubara, despejou-
lhe o que coninha dentro e fez desappare-
cer o que couinha as grandes algibeiras
da sua capa de abafar.
Feito isto, metteu o sacio vazio na ma-
la era que se achava a roupa de Jayme
Bernier, fecbou esta m. la e atou-lhe a cha-
ve correspondente a uraa das correias cora
ura barbante.
Vamos, Iraurmurou elle entilo, pas-
sando uraa vista de olbos pelo interior da-
quelle quarto sombro e glacial e que che-
gava a bfio, vamos l, acabei para sem-
pre com esta miseria Adeas, quarto mal-
dito, onde siffri fri, calor e quasi fome !
Nao te tornarei a ver, e nao o lamento.
Levantando a mala com a mao esquer-
da, sahio, fechando a porta, tirou a chave
e desceu os degros da escada.
No rez do chao entrou no cubiculo da
porttira.
Aqui est a chave, minha querida
senhora, disse elle. Tudo quanto l fica
em cima pertence-lhe... Vou tonar o
trera.. At vista.
Ent&o muito boa%viagem, Sr. Proli.
Desejo lhe felicidades e, ainda urna vez,
muito obrigada.
O italiano, nilo querendo perder tempo
em conversagao ociosa, fachou a porta do
cubiculo e sahio.
O nevoeiro nao havia cessa lo, tinha-se
tornado ainda mais espesso e quasi que suf-
focava.
Os transentes eram raros, porque a pou-
ca gente se resigisva a sabir ra com
semelbante tempo.
O italiano orientava-so o melhor que po
dia, atim de nao se perder no caminho ;
andava devagarinho, para evitar eueontros
imprevistos e subi at praga de Cli-
chy.
Quando l chegou, voltou para a es-
querda, sobre o boulevard de Batignolles.
Bastava segud-o para chegar ra de
Courcellea.
O fogo, no que parece, foi originado pela
queda de um lampeo da petrleo n'uraa
pequea loja de urna estreita viella. Em
poucas horas era a viella convertida n'uma
enorme fogueira, que se propagou a toda
cidade.
A agua faltou ao principio e quando che-
garam as bombas j nao foi possivel do-
rainar-se o incendio. Seiscentas casas fo-
rara destruidas.
O incendio princip'ou na tardo de sab-
bado da penltima semana e ainda durava
na tarde de domingo.
Seis mil pessoas porderam todos os seus
haveres.
Os prfjuizos s2o avahados em mais do
800 contos.
Arderam 15 ras de uraa vez, para o
que contribuio nao pou;:o o impectuoso
vento que soprava.
Foram devorada- pelas chammas a igre-
ja catholica, a synagoga, a casa municipal,
as escolas municipaes, os edificios da ar-
recadagao de consumo, o gymnasio e at o
cemi'.erio, pois que as cruzes ardiara, pro-
jectando a grando distancia os lgubres
reflexos dos seus claroe3.
A quasi totalidade dos comraerciantes fi-
cou arruinada.
A nev, quo nao cesson de cahir du-
rante o dia de domingo, aggravou extraor-
dinariamente a situagao.
As ultimas inforraacoe3 acerca da gran-
de catastropho, dizera que o numero de ca-
dveres da cidade incendiada, era de 78,
que foram encontrados em duas ras es-
treitas, sepultados pelos vigamentos e te-
lhados ns casas. Estavam quasi inteira-
raente carbonisados.
O fogo continuava ainda cora violencia
em algunas ras, havendo grande perigo
em transitar peh cidade, por causa dos
successivos desabamentos que occorriam.
Os jornaes austracos censurara a inercia
das aatardadea locaes, attribuindo lhes a
perda total da cidade.
Apesar do3 soccorro3 chegados de Lem-
berg, a miseria enorme nos acampamen-
tos quo se levantaram nos arredores da
Stry.
' la camponnzes das iraraediagSes, movi-
dos por urna cobiga selvagem e repugnan-
tissima, invadem, como dissemos, a cida-
dade, cora risco de vida, para roubar quan-
to podera do meio dos escombros.
Sete mil pessoas estilo privadas de abri-
go no acampamento, por falta de barracas,
e irreracdiavelmente expostas ao rigor do
tempo, que para cujnulo de desgraga, tem
estado tempestuoso. Grando numero destes
infelizes soffre, alm de todos estes males,
o peior de todosa fome.
Centenares de horaens, mulbere3 e crian-
gas, semi-nus, percorrem 03 casaes das vi-
sinhangas de Stry, pedindo pao.
Em quasi todas as cidades do imperic
se trata de promover benificios pblicos,
nos theatros e outras casas de espectculo,
com o tira de aecudir quanto antes a tanta
desgraga e miseria, que nos campos de
Stry espantosa.
(Js burgo-rae3tres de Vienna e Pesth
raandarara 4:000 fl iritis para soccorrer os
habitantes, e a sociedade da Cruz Verme-
lha 1:000 floris.
Estas quantias so insignificantes para
mincrar tanta miseria.
A nev principiou a cahir sobre a mul-
tidb sem abrigo, as visinhangas da ci-
dade.
Os tren3 carregado de pao que chegam
de Lemberg sao assaltados logo que pa-
ram e cada ura rouba o mais que po le.
Alguns campoaezes tem sido despojados
de todas as suas provisoes e outros estilo
entrincheirados as suas casas, defendendo-
sc a tiro.
Por prudencia, caminhava encostado s
paredes.
Depois do ter percorrido quasi metade do
compriraento do boulevard, parou em fren-
te de urna casa velha de miseravel appa-
rencia e que tinha embaixo urna loja de
ferro velho, loja que naquella occasiao se
achava fechada.
Ao lado dessa loja, urna porta deixava
ver uraa escada estreita no fundo de um
corredor, Iluminado apenas por um larr-
peSo de kerosene.
Esta casa era um hotel da mais nfima
categora.
Pernoitaram alli os rufio.s e as mulhe-
re3 perdidas.
Proli entrou por aquelle corredor lama-
cento, um ponco antes de chegar escada
poz no chao a mala que trazia comsigo ;
rodou immediatamente sobre os calcanha-
res, sahio do corredor e afastou se, apres
sando o passo.
Vinte minutos depois, chegava ao n. 54
da ra de Courcelles, batia ao purtao e en-
trava no cubiculo brilhantemente Ilumi-
nado.
A viuva Litrod esperava-o.
O senbor veio antes da hor isse
ella, olhando para um relogio de zinco dou-
rado, que constitua o nico ornamento ds
fogao, mas isto nao faz mal... Tudo rst
prorapto, a cama est aberta, ha bom fogo
nos fogoes, e os embrulhos que trouxeram
para o senhor, estilo todos na sala da visi-
tas... Puz velas nos castigaes c nos can-
delabros Vou conduzil-o e accendcr-lhe
as velas.
Esteva ora o proprietario e com o
vendedor damobilia ? perguntou o itilir.-
no.
Sim, senhor, tenho commig o recibo
da casa, o acto de venda e recibo ..
L-ve, entao, esses papis. L em
cima vamos liquidar as nossas contas
A port-ira agarrou n'um castiga! peque-
o, passou adianto e abri a porta da casa,
onde a temperatura pareca delicios, por-
que um fogo vivo brilhavs nos fogoes da
ala e do quarto de dormir.
Emquauto a honrada mar da minina
Joanna Dortil, futura estrella, acc-ndia s
velas,|Parli tirava de um dos bolsos notas
do banco e alinhava-as, em numero sufi-
ciente para pagar a mobilia e o aluguel.
Em troca desaa notas, foram-lhe entre-
gues os recibos.
(Continuar se-ha)
Typ. do Diario, rea Duque da Caxias n. 42.
(
_J


Full Text
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