Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19539


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Full Text
>."g"
ANNO LU NfERO 107
PARA A tAPlIAL li JLUCARK* OM>i; NAO SE PACA PORTE
for tres mezes adiantadoi ... .... ... 6(500U
Por seis ditos idem...... ... 120000
Por um anno dem............ 240000
Cada numero avuiao, do mesmo dia. .... #100
QOABTA-FEIBA 12 DE MAIO BE
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezea adiaaudo.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem.......
Cada numero avulso, de das anteriores.
f
13,5500
200000
270OOC
DIARIO
PERNAMBUCO
Proprietafte Ir* JHaiwe -t^iinra i>e Jara & -flljos
'4

1
1
1
SS37IC3 ?AaTICUL3 33 2IASI0
RIO DE JANEIRO, 11 de Maio, a
3 horas e 35 minutos da tarde. (Rece-
bido s 4 horas e 50 minutos, pelo cabo
submarino).
A Cmara los Deputado* nao fanc-
t ionuu boje.
Xa commiNNao de Inqnerlto.
o Dr. Alfredo Corroa julifloou um
reqnerlmenlo xobre negocio de Ta-
rarat. Depoin de fallar um do*
membro da ommlsta;>. fleo u a
qneiio adiada.
Foi nomoado addido de I. data-
se a losaro do Brawil no Cta lie. o Dr.
Alfredo de Morae Comen Ferreira.
orndo o actual removido para a le-
;:ic(i da Repblica Argentina.
Foi nomeado cnsul roral do
Brawil na Blgica, o Dr. Jusc de Sal -
danha da anta.
Foi removido no menino carc-
ter para Francfort, o cnsul (toral do
Brasil em Valparaso Dr. I.niz Pire
barcia.
SSS7I53 S. &SICIA 2A7AS
(Especial para o Diario)
BUENOS-AYBES, 10 de Mo, tar-
de.
Em frente ao palacio do Congre-
o. tete lugar hoje urna tentativa
de a*Na*inalo contra o presiden-
te da Repblica, general Roca.
G assassino armado com um guar-
da punbo (coup de poing) de ferro,
conteguio bater na cabeca da vic-
tima.
O ferimento fcito foi leve.
O annasnino foi preso.
BUENOSAYRESS, 11 da Mo.
O attentado do que foi victima o
presdeme general Roca de* ido a
exal'aro poltica do assassino.
Parece que esie tem cmplice e
que o crime e o re*ullauo de urna
conspirara .
Um examc medico provou que o
autor do attentado nao est no ple-
no gso de suas faculdade.
LONDRES, 14 de Maio.
A Cmara do Commun comecou
a dicuo do un.i. relativo a refor-
ma da Irlanda.
MADRID, 10 de Maio.
Teve lusar SjoJo a abertura da
ert'.
A meneasen rea! fax menco da
bo.s relacoes exieriore e oceupa-
e cx<-lusiaaieute -ie quete de
int'r's'.c nacional.
O general Co.icba foi eleito presi-
dente da cmara alta.
PARS, 11 de Maio, ao mm'o dia.
O emprestimo de OOO milliOes de
franco eonirahido pelo governo da
Repnbllca Francesa foi coberto XI
velen.
MADRID, 11 de Maio.
D. Hartlios foi eleito preidenle
da Cmara do Deputado.
Agencia Havas, tibal em Pernambueo,
11 de Maio de 1HK6.
lr esse exclusivismo, e encarregarain Vuleano de
lh rcn noli o samino da peifeiclo, cada um Ihe ofte-
recou por adorno um dom precioso ; Venus deu-
lhe a formosnra, Minerva a sub&doria, Mercurio a
eloquencia, e todos o ou'roa proporcSo a brin-
darm com dotes valiosos ; por isso Ihe cham-iram
Pandora (que em grego quer dizer conjuncto de to
dos o don). Jpiter a scu turno, tingindo au
perceber o seutimento de rcbelliao que este pro-
cedimento dos outros deuses e deusas inculcuva,
offereceu-lhe tambem por presente urna caixa na
qual se cbavam encerrados todos os males da na
tureza, e ao dar-lh'a recommendou Ihc mili termi-
nantemente que nao a abrisse nunca. Mis Pan-
dora que entre tantos don?, com que a havinm
brindado, nao tinba rocebido o valioso cndilo de
saber resistir curi isidade, to commum as crea-
turas foiniiiiiias,commetti'u a imprudencia de levan
tar a tampa da caixa pan examinar o que havia
dentro. Tanto basteu para que immediatamente
se espulbassem por sobre a trra os m.il s to.! je
que- Jpiter all tinha fechado.
Jpiter era venerado sob u:n grande numero de
nomos e epithetos, segundo os lugar s em que o
adoravam. Urna das suas denominacoes era a de
Jupiler Olympice, porque diziam ser n<> cume do
muute lyinpo que o dees supremo convocava sob
a sua presidencia o conseibo das diviudades, e
Olympo se cbamava tambe.n a corte celeste. J-
piter Ammn. Ihe chamavam os Egypcios. Os Ro-
manos veneravam-n'o sob o coguome do Capitali-
no em consequencia do templo que Tarquinio Su-
berbo Ihe consa rou no Capitolio ; outras vezes
adoravam-n'o sob a invocacao do Stator (do latim
stare, que significa suspender, faacr parar) em
commemora^io ao auxilio cem que este deus pro-
teger K.mulo, t.zendo suspender a marcha dos
Sabinos, quando estes se acliavam ja prestes a
apoderar-se de Rima. Jpiter Iloxpitaleiro Ihe
chamavam tambem, porque presidia ao estricto
cuinpnmento dos deveres ia hospitalidade. Final-
mente os gregos designavam-n'o pelo nome de
Zau.
(Continua.)
ARTE OFFCIAL
INSTRuCCiO POPULAR
MYTHOLOGIA
(FjXtrakid- )
DA BIBLftTHECA DO POVO E DAS ESCALAS
Jpiter e fuo
H't.ntinuacaiii
Havia Prometheu ( filho de Japi'to e neto de
l'rano) moldado em barro urnas figuras humanas;
e pretendendo infundir Ihes vid, euson para ani-
mal as roubsr o og ude.te. Irritada p rantf
ernelhantei.udac a,Jupiier m*n1( uacorrentar I rc-
metheu sobre urna penedi do Cueaso, onde nma
aeuia Ihe 'suceepiivamente devorando o figado,
supplicio medonbo que nao devia ter fio, porque o
fijado lbe renaaci proporcio que lh o devor
va a airaia. Deste suppliwo c livrou H-rculps
afinal, atando a agni. e quebrando o. grdhoes
defrrroque amarravam Pr.merh.uao Caucase.
Havendo Jupiler por essa occawfo declarado
que reservavaexclusivamente para si o.iiredo de
formar as creaturas humanas, os outros deus^i
despertados quiaeram de c*rto modo protestar con-
CioTerno da Provincia
EXPEDIENTE DO DIA 28 DE ABBIL DE 188'i
Actos :
O vice-presidente da provincia reselve, nos
termos do aviso circular do Ministerio da Fazcn-
da de 13 de Setembro "le 1862 e das nfo.-macoes
da Thesourar.a de Fazeoda de 20 do corrente, ns.
263 e 264, abrir sob sua responsabilirtade um cr-
dito, da quantia de 200, a verba Coi-pos de ira-
periaes marinheiros do Ministerio da Marinha,
exercicio de 18851886, afim de occorrer ao pa-
gamento dos premios devidos na razo de l i
cada urna a Miraudoliua Deocleciana Dias de Sam-
paio e a B Uarmino Jos de Souza, por haverem
alistado na companhia de aprendizes marioheiros
os seusfilhis menonis Fortunato Jos Dias Sm
pai > e Manool Francisco de Souza. Kemetteu-
se copia Th?souraria de Fazenda.
O vice-presidente da provincia, attondeudo
ao que reqnereu Francisco Jos de Moraes e Silva,
2- official da Ia sec^aoda secretaria da presiden-
cia, resolve conceder-lhe, a contar de 1 do corren-
te mez, 30 dias de liceuca com ordenado, para tra-
tar de sua s ule onde Ihe convicr.
0 vice-presidenteda provincia, attendendo ao
que requereu Mara Antonia da Costa, professora
da cadeira de cnsino primario de Tacaratu', e ten
do em vista a informacao n. 93 de 2J de Mareo
findo do nspector ger.il da Instruccao Publica, re-
solve prorogar, por dous inezes, cora ordenado, a
liceuca ltimamente concedida peticionaria para
tratar de sua saude onde Ihe convier.
O vice-presidente da provincia, attendeudo
ao que requereu o sub'ito-portuguez Jos Anto-
nio de Azevedo Jnior, residente nesta provincia,
resolve naturalisal-o, de accordo com o disposto no
deerrto n. 1,950 d* 12 de Julho de 1871 e por vir
tude da au-orisac* expressa no art. 14 da iei do
30 de Outubro de 1882, afim de que possa gozar
de todos os dir itos, honras e pierogativas que
pelacoustituifao comoetem aos cidados brasilei-
ros ne-turalisados.
O vice presidente da provincia resolve no
mear Manoel Mara de S*ixis Birg's para exer-
C"T o cargo de delegado do 2- districto litterario
de Sertajsinho (Campos Fros). Communicou-se
ao inspector geral da Instruccao Publica.
Officios :
Ac commandante dao armas De/erindo o
requerimento do cabo de esquadra do 14* bata-
Iba de infantaria, Joao da Cruz Cardoso, auto-
riso V. Exc, vista da sua nfjrmacao n. 227,
de hontem datada, a coDceder-lbe baixa do servido
do exercito, mediante substituto, si este tiver os
reiiuisitos exigidos por le.
Ao mesmo. Em resposta no oflico n. 396
de 15 do corrente mez, recoinmendo a V. Exc. que,
apenas regresaarem as pracas do presidio de Fer-
nando de Ni rouha e as que toram at Aguas Bel-
las escoltando presos, sirva-se de expedir as con-
vo.iientes erdens no sentido de ser satisfeita a re-
quisicio do Dr. ebrfe de policia em olficio n. 376,
da'ado de 12, ambos deste mez. Communicou-
se ao Dr. chefe de policia.
Ao pr-jvedor da Santa Casa de Misericordia
do Recife. Rogo a V. Exc. se digne de pro
videnciar para que seja adu ittida em algum dos
e;tabelecimentos a caigo da Santa Casa de Mise
rkordia urna crein?a de cerca de dous mez rs de
idade, filha natural do sentenciado Sindolpho Ro-
drigues Captivo e Marcolina Mi.ria d Concei^ao
ha pouco assassinada no presidio de Fernaudo de
Norooha pelo refarido sentenciado.
N'esta data me dirijo ao gererte da Companhia
Pornambucanu de Navpgacao para qu faca apre
si ntar a V. Exc a gobredita ereane*.
Ao inspector da The.-ouraria de Fazenda.
Mande V S. ajustar contas ao 1- cirurgiao do
corpo de saude do exercito, Dr Francisco Borges
de Barros, que foi transferido para a guarnicio ds
provincia d.) Espirito Siinto.
Ao nv-sino. Coirrunico a V. S, para_ as
fin-i eonv, i ente-, qus atteudendo ao que solici-
lou o proir.uiur publico da comarca de PaneaS,
bacbarel Jos da Cunha Liberato de Mattos, re-
solv prorogar por vinte dias o praso que Ihe foi
marcado pora entrar nogoso de tres mezes de li
c^nc* concedida por portara de 29 de Marco pro-
x;mo findo
__Ao mimn. ommunico a V S., pura os fins
convenientes, que Manoe.l Gomes de Araujo, em 3
d< con ente mez, entrou no .xercicio do c;irgo d.-
pr.m -lor publico interino da comarca d- Tacara-
tu. par o qual foi nomea lo pel.i respectivo juiz de
direit"- w
- Ao UHpretoc do Thesouro Pr 'Vincial.Man-
de Vmc. pag tenca", no termos da informacao des-e Thosour
de 10 d meme, n 575, imp-rtancia de ....
35*981", proveniente da des >eza de que trata a in-
u.usa cuta, fet com o asseio e limpeza daquel-
le estabeiorimento durante o trimestre dr Janeiro
Ma'fO deste anno. Communicou-se ao Dr. che-
fe de i o i eia.
Ao inspector da AltandegaChamo atten
alo de Vmc., para o acto hoje publicido no D art
de. Pernambueo, qne exped a l'6 do corrente, nu-
didc-.ndo o do 19 de Agosto do anno passado
Convindo quo a cobranca do imposto do gyro mer-
cantil, contiuue a se. effectuada pelo modo indi-
cado no referidos acto -'at a eifedicio das ne
ci saarias providencias para a execnco do aviso
do MinUterio da Fazenda, de 2 deste mez ; sirva
se Vmc de providenciar para que por parte dess
n pnrticao se preste o devido auxilio para a me-
I bor arrecadacio do referido imposto e se faculte,
sendo requisitado, o ingresso d .s empreados do
que trata o art. 4 do citado acto de 26 do cor-
reate.
Xesta data transmiti & Thesouraria de Paz in-
da para os fio i convenientes, copia do pres nte
olficio.-Remetteu-se copia a Thesouraria de Fa-
zenda e ao Thesouro Provincial.
Ao ongonheiro fiscal da estrada de trro de
Limoeiro. A' vista do que expoe o superinten-
dente dessa estrada ce ferro em oH:io de 14 di
corrente e da informacao n 759, prestada por
Vmc. em 24, autoriso de conformidade com os avi-
sos ns. 41 e 43 do Ministerio da Agricultura, C >>n-
mercio c Obras Publicas, de 28 de Outubro de
1374 e 9 de Novembro de 1883, a concessao de 4
inezes du licen^t, ao escriptusario B. H Tuehjns.
para seguir para a Europa a tratar de sua sale.
(.' .ir.inuni ou-se Thesouraria de Fasenda.
Ao gerente da Companhia Pernambucana.
Tendo o director do presidio de Fernando do No-
ronha cinettirlo ltimamente para esta capit.il,
urna ercanc do cerca ae 2 mezes de idade, filha
u .toral do sentenciado Liudolphj Rodrigues Cap
tivo e Marcolina Mara da Couceco ha pouoo
all assassioada pelo referido sentenciado, recom
m-tndo a Vmc. providencia no sentido de ser apre-
sentada a alludida creanca a> provedor la Saota
Casa de Misericordia, afim de ser admittida cm um
dos estabeleciinentjs a cargo dessa pia institu-
cao.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Ofiiuios :
Ao commandante das armas. 3. Exc. o Sr.
vice presidente da provincia manda declarar a V.
Exc. ter autorsado o Arsenal de Guerra a satis-
fazer o pedido que acompauhou o seuolfioii n.
228, de hontem datado.
Ao Dr. juiz de direito das execucoes crimi-
naes do Recite. Dd ordem a S. Exc. o Sr. vice
presdante da provincia, declaro a V. S. que o di-
rector do presidio de Fernando de Noroaba rar-
tie.ipou ter remettido para esta caoitalos reos re-
quisitados nos sem oificios ns. 191 e 198 de 29 de
Marco findo c 2 do corrente mez.Communicou-
se ao Dr. juiz substituto do Io distrioto criminal
do Recife.
Ao 1" secretario da Asscmbla Provincial
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da provin-
cia, transmitto a V. S-, para os fins convenientes,
o orcamento para o exercicio de 1886 a 1887 da
i amara Municipal de Tacaratu
Ao mesmo.De ordem de S. Exc. o Sr. ice
prente da provincia, remetto a V. S. a informa-
cao do inspector do Thesour j Provincial, de 3 de
Agosto do anno passado, n. 8), e m lis pipis au-
nexos, afim de serem submettidos ao conhecimento
da Assembla Legislativa Provincial, que se dig-
nar resolver sobre o crdito necessano para oc
correr ao againento da quantia de 405600, pro-
veniente de passagens concedidas em Junho do
mesmo anno, por cont.t da provincia na estrada de
ferr > do Recife ao S Francisco, aos presos e es
colta de que tratam as inclusas contas.
Ao Dr. juiz de direito de Panellas Do or-
dem de S. Exc. o Sr. vice presidente da provin -
ca, communico a V. S., para os fina convenientes,
que ao promotor publico dessa comarca prorog m-
se por 20 dias o praso que Ihe foi concedido em
29 de M no) prximo findo, pira tratar de sua
sade.
Ao gerente da Companhia Perna nbucana.
S. Exc. o Sr. vcp-presidente da provincia manda
aecusar o ofEcio de hciiterr, no qual V. S. declara
que o vapor Pirapama seguir para os portos do
norte, at o Cear, a 5 de Maio vindouro, s 5 ho-
ra] da tarde.
EXPEDIENTE DO DIA 29 DE ABRIL DE 1886
Actos :
O vice-presidente da provincia, em execucao
da e n. 2395, de 10 de novembrode 1873, resolve
nomear, para preenchimemto das vagas existen
tes no 11 batalboda reserva da guarda nacional
das comarcas de Olinda e Iguarass, os seguintcs
olficiaes :
3 companhia
Capitao Jos Gcncnlves de Andrade.
5 ompanhia
Alfores Minervino de Miran la R)cha Pitta.
8' companhia
Alfe.es Gervazio Protasio Siraoes Filho.
O vice-presidente da provincia, em excu-
<-\> da le n. 2395, de 10 de setembre de 1873,
resolve nomear o tenente Jos Alfredo de Carva-
Iho Juuior para o posto de capitao ia 1* compa-
nhia do 9 batalbo dr. infantaria do servico activo
da guarda nacional da comarca do Recife, que se
acha vago.
O vice-presidente da provincia, em execu-
cao da lei n. 2395, de iO de setembro de 1873, re-
solve n linear Liberato Merenciana de Souza, pira
o p sto de tenente da 2* companhia do 5 bata-
iio de infantaria do servico activo da guarda
nacional da comarca do Recife, que fica vago com
a nomcacao do tenente Jos Alfredo de Carvalho
Jnior para o posto de capitio da 1* companhia do
'.lo batulbo do mesmo servico.Comtnuniceu-se
ao commandante superior
O vice-presidente da provincia resolve, de
accordo com as iatormaces do Thesouro Provin-
cial comidas em olficio de 8 de margo prximo pas-
sado, sob n. 514, negar provimento ao recurso in-
terposto por lieut & C, da decisao da junta do
mesmo Thesouro, que coufirreou a do Coc ulado
sujeitando os recurrentes ao pagamento do im-
posto decretado no art. 2o 14 da lei do orcamen-
to vigente por 500 balas de papel de embrulho qu?
despacbaram ; visto nao achar-se comprehendido
na excepcao estabelecida pelo citado todo e qual-
quer papel, mas smento o que lor destinado a
escripta ou impresso, eonformo em caso idntico
decidi esta presidencia, em 31 de dezembro de
1S80.
Resolve outrosim determinar que se remeta
cop:i desta portara ao mencionado Thesouro para
produzir os llovidos effeitos.Rcmetteu-se cupia
ao Thesouro.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu Mara Csvalcanto de Albuquerqu--
Rocha, professora da cadeira de ensi'-io prim irio
ue Goyauna, resolve conceder-lbe 2 mezes de li
cenca com ordenado para tratar de sua saude
on ie lbe convier.
Officios :
Ao inspector do Arsenal do Marinha. Re.
metto a V. Exc, conforme solieitou em seu otfi
co n. 133, de 16 d margo findo, o incluso orea-
monto da deepez a fazer-se na importancia de
771333 com os reparos de que precisa esse
Arsenal,
Ao commandante das armas.Scente do
que V Exc. expoz no seu officio, n. 215, de 21 do
corrente mez, communico-Ihe, para os fins con ve-
nientc, que declarei hoje ao inspector da saude
publica, que dever examinar os medicament s,
drogas e utensilios que foreui fornecidos pelr phar
macia milit.r do presidio di- Fernando de oro-
uha, ant-s do serem para alli remettides.
Ao presidente da provincia do Espirito San-
toReee.oi, e agradeco, o exemplar do almxnaek
dessa provincia, enviado por V. Exc, com officio,
a que r> spondo, de 13 do eorrente mez.
Ao presidente da proviucia de S Paulo.
R-cebi, e gradeco o exemplar irrpresso do relato
rio enviado por V. Exc, com officio, a que respon-
do, de 19 do corrente mez.
- Ao provedor da Santa Casa de Misericordia
do RecifeMediante as condicoes constantes do
termo annexo por copia ao officio que V. Exc di-
rigio-me, em 21 do corrente, sob n. 536, approvo
o contrato celebrado com Manoel Francisco Gon-
caives Ourem, para servir de enfermeiro no hos-
pital de alienados.
Ao Dr. inspector da saude publica.Decla-
ro a V. S., para os fias convenientes e em solucao
ao seu officio de 16 do corrente mez, que os medi-
camentos, drogas e utensilios que fortm fornecidos
pela pharin<.:ia militar do presidio d-t Fernando
de Noronha, devero ser examinados por V. S, an
tes de serem pira alli remetti los.
Ao in-tpectir da Tnesourari i de Fazend*.
C.itnmiinic) a V. S., para os Mis Convenientes, que
o bacbarel Laiz Ignacio do eorrente m-z, a sumi o exercicio do cargo de
juiz de direito da comarca de Pilmarp*.
Ao mesroo.C nrnunieo a V. S., para os
fins conveni intes que o bacbarel Mircoliuo Per-
reir L-ini, om 14 do corrente mes, assumio o
exercicio do cargo de promotor publicj interino da
comarca de Pao d'Alho, p ira o qual foi uo'ueado
pelo roap.-ccivo juiz de direito.
Ao mesmo. -Communico a V. S., para os
fins convenientes, que o juiz de direito da c imarca
de Ouncury, bacharel Joaqnim Alcebia les Tava-
res de Hjllanda, era 23 de Margo findo, intarton
pou o respi-ctivo exe.roicio para entrar no goso de
tres mezes de licenga concoli li em 11 de Fevo-
reiro ultimo, para tratar de sua *mde.
Aomesin>.Cominauico a V. -',, pira os fins
convenientes, que o bacharel Thonvtz Caldas Lias
assumio, no dia 20 do corrent mez, o exercicio do
cargo do juiz municipil e de orphaos do termo do
Rio Formo io, para o qual foi nomead > por decreto
de 27 de Margo fiado.
Ao mesmo.Com minie i a V. S., para os fins
con 'enientes, que o bacaarelGracian X ivier Car-
nei o da Cunha, deixou, por incoimno lo de saude,
no dia 2(5 lo correute mez, o exercicio do cargo de
promotor publico da comarca de Boro Conselno.
Ao mesmo.'Jonunuiiico a V. S., para os
fias couvenioutes, que em 14 do corrente m
bacharel Antonio Freir, j iiz municipal de Flores,
deixou o oxerci:io do c.irgo de juiz de direito in
terido da com rea da m-ism i denoinin igao, visto
haver terminado o respectivo quatrienoio.
- Ao mesmo. Sirva-se V. S. de mandar in-
demnisar os valores deviioi aos seobores Jos tres
escravos lib -rtados em au liencia de 7 do corrente,
no municipio do Triumpho, por conta da 6 quota
do fun lo de emancipago, constantes da inclus
relagao, depois de fin lo o pr*zo do ar'.. 44 do Rog.
do 13 de ovembro de 1872.Comnunicou-so ao
juiz municipal.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Da
iccordo com a sua inforraago n. 566, de 24 lo
corrente mez, autorisou-o mandar com urgencia
adintar ao administrador da ('asa do Detengao a
quantia de 200 para as despezas com a caiadura
d'aquelle ostabelecimGnto. Commuuicou-se ao
Dr. ch fe de poPcia.
Ao mesmo. Coasrando de informagao do
engmheiro chefe da Repartigao das Obras Publi-
cas, de 19 do corrente, sob n. 75, que nao foi feita
a entroga ao respectivo thesoureiro da quantia de
775882, autorisada por esta Presid ncia, valor
do orgamento dos reparos do edificio d'Asseinbla
Provincial, recommendo a Vmc, que mande fa-
zer i ffoctiva tal entrega, visto terem sido conclui-
dos os ditos repiros p>r pequeas ompreitadas com
Clementino da Rocha VVanderley, conforme decla-
ra o mesmo engenheiro naquella informagao.
Ao engonneiro chote da Repartigao das Obras
Publicas. De couformidide com a iuf >rmac 11
prestada por Vmc, em 19 do corrento, sob n. 75,
nesta data mando fizer effectiva a entrega ao the-
aonreiro dessa Repartigao, da quantia de 7755882,
valor do orgaincnto dos reparos do edificio d'As-
sembla Provincial, visto terem si lo concluidos os
mesmos reparos por p-quenas erapreitadis com
Clementino da Rocha VVanderley, conforme consta
de sua dita informagao.
- Ao mesmo.Pode Vmc. permitir que o en-
genheiro Joaquim Galeuo Coelho se dirija colo-
nia orphanologica Isabel, e alli permanega por es-
pago de 7 dias, para o fira indicado no olficio do
respectivo director, sobre o qnal versa a sua in-
formagao n. 74, de 20 do corrente mez.Cjmmu-
nicou-se ao director da colonia Isabel.
Ao juiz de direito da comarca de Timbab*.,
Nao tendo feito parte da eertidao do processo
do reo Francisco do Oliveira Cavalcauto por Vmc.
remettido com o offiaio de 19 do correute moz, os
quesitos offorecidos ao conselho do sentenga e as
respectivas respostis, convm que Vmc providen-
cie no sentido de ser enviada i Secretaria d'e*ca
Presidencia, Minbem per certidao as duas mencio-
nadas pegas.
Portaras :
__ Declaro Cmara Muaicipal de Bom Jar-
dim, que approvo a arremitagao dos impistos de
que trata o termo, por copia, annexo ao seu offi-
cio de 4 de Fcvereiro do corrento auno, excepta
dos, porein, os de cepo e repezo dos agougues
porque tal nao decretado por lei e o servigo de
repezo gratuito em vista do art. 27, cap. 4 di
lei n 1862 do auno pussado.
ParecenJo, porem, que o imposto impropria-
mente denominado de cep > se refere s tasas de
gado abatido para o cousumo publico, decretados
pelo artigo nico 21 da lei citada, recommendo
Cmara que faga arremat il-o com as denomi.
nagoes legaes, servindo de base para a licitagio o
prego da ultiin arrocalago, nao s para corrigir
se a falta que apona, m is tambem pira evitar se
que a pretexto da prohibicao da cobrauga do im-
posto de repezo se allage mais tarde prejuiz > na
diminuigo do valor da arregadago dessas taxaa
arrematadas englobadamento com aquelle iooposto
__ O Sr. superintendente da estrada de forro do
Recife ao Caruar maade darjtransporte por conta
da provincia at a cidade da Victoria, onde Tai
destacar ao soldado do 2o batalho de iufautaria
Christovilo Jos Fernandes e a sua mulher Maria
da Conceigao dos Prazeres.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
__ A Thesouraria de Fazenda.O Exm. Sr. vi
ce-presidente da provincia manda remettsr a V.
>. a in dusa ordem do Thesouro Nacional, n. 86,
de 17 do corrento.
Ao Dr. juis de direito da comirca de Pal-
mArea.s. Exc. o Sr. vice-presidente da pro-
vincia inteirxdo do assumpto do offioio de 25 do
correute mez, recommenda a V. S. que transmit-
a a certidao do seu exercicio em observancia do
dispoto no artigo 10 do deerrto n. 4,302, de 23
de dezembro de 1868.
Ao juiz de direito de Cimbres De ordem do
Exm. Sr. vice-presidente da provincia declaro a
V. S. que, por deficiencia de forga nao possi-
vel satisfazer a r> quisigao constante do seu officio
de 9 do corrente.
Ao Dr. juiz de direito de Taquaretinga.S
Exc o Sr. vice presdante da provincia commu-
ui a a V. S. que teve o couveniente destino a
resposta dada por V. S. a respeito da reclama
gao de antiguidade do bacharel Francisco Altino
Corroa de Araujo.
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 10 DE
MAIO DE 1886.
Adolpho Trgino Accioli, Manoel F-
gU'-iroa do Faria & Filhos e Francisco L-i-
te Nogueira da Paz.Informe o Sr. ins-
pector do Uhesouro Provincial.
Clara CampMlo de Lyra. Prove o que
allega.
L'aetano Ignacio do Reg Medeiros. -
Sim, por 30 dias.
Claudino Fernandes de Andrade.Inde-
ferido.
* Emilia M>ra da Paixao. Deferido com
offieio ao comiuan lante da escola de apren-
diies marinheiros.
Francisco Silverio de Farias.Sim, me-
diante recibo.
Tenente Joaqufm Cordeiro Falclo e Luiz
de Franca Andrade Lima. Indeferido,
visto que o concarao a que allo.de os sup
plicaotus pende de solucao do governo im-
perial, a quem forara remettidos os respec-
tivos papis, nos termos do art. 70 do de-
creto n. 9420, de 28 de abril do anno pau-
sado.
Capitao Jo5o Frederico do Rogo Vas-
coa .ellos.vJoraparefa na Secretaria da
presidncia para receber os documentos a
qie allude.
Serafim Leite de Lima. loibr.ne o Sr.
Dr. chefe de policia.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
eo, em 11 de Maio da 1888.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartigao da Polica
Seeili) 2.* N. 473. Secretaria da Po-
licia de Pernambueo, 11 de Maio de 1886.
IIIm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
quo fnrarn hontem recolhidos na Casa de
Detenyao os seguintcs individes :
A' ordem do Dr juiz de direito do 3o
listricto criminal, Jas Cioi, qoe so apre-
sentou voluntario prisao por si achar
pronunciado em crime de fallencia cul-
posa.
A' ordem do Dr. juiz de direito do 5
districto criminal, Jcaquim Rodriges Pi-
menteira, remettido da fortaleza do Brum
corno sentenciado.
A' ordem do sublciegado do Io distric-
in de S. Jos, Marianna Cecilia d3 Albu-
querque, por disturbios.
A' ordem do do 2o districto de S. Jos,
Rosana Maria do Espirito Santo, Francis
co Jos de Sant'Anna, Manoel Jos de
S.mt'Anna, Abilio Tarares da Silva Lima
e Canuto Antojiio do Costa, por distur-
bios.
Communjcou-me o delegado do termo de
N zare.tb., que no dia 4 ao correrte fOra
alli preso em fl igrante, por crime de fur-
to de cavallos, o individuo de nome Ma-
noel Francisco dos Santos.
Contra o referido individuo procedeu-se
nos ter nos do inquerito policial.
No dia 5 do corrente procedeu o dele-
gado do Brejo da Madre de Deus a visita
da cadeia existente naquella cidade, na
qual forara encontrado^ 27 presos, sendo
24 sentenciados e 3 iniciados om diversos
orimes.
No dia 8 do correute assumio o exf-rci-
cio da delegacia do termo do Pao d'Alho,
na qualidade de 1 supplcnte, o cidadilo
Jos Francisco Pinheiro Ramos.
Tambem no dia 24 do mez findo assu-
mio o cidadio Joo Ro irigues de Barros,
na qualidade de 1* supplente, o exercicio
da delegacia do termo de Floresta.
Em ofBci > datado de 1 do corrente,
communicou-me o delegado do termo de
Tacaratu', o seguinte tacto alli occorrido:
A's 6 horas da manha do referido dia
I, seguiram da villa para o povoado de Ja-
tob, o cidadao Jos Gomes de S Aran-
jo, o tabellio publico tenente-coronel
Francisco Butelho, O sargento de policia
alli destarado Agrici.; Bezf rra Cavalcente
Bemvindo Pcreira Quinto, quando ao
chegarem ao lagar denominado Macaco,
distante urna legua da villa, foram surpre-
hondidos por diversos tiros, que eram dis-
par .dos por um grupo de cr.ruinosos que
se achava de emboscada no matto.
Os primeiros tiros causaram a morte
instantnea do cidado Jos Comes de S
Araujo, escapando milagrosamente os dous
comp.tnheiros no meio de urna chuva de
balas.
Nao foi conhecido nenhum dos indivi
dos que se achavam na emboscada, de-
vido isso s condijo s do lugar, que
quasi eruio, e nao t rem podido os aggre-
didos perseguir os aggressores, o que seria
urna temeridade se o tz -ssera.
Entretanto, o delegado procedeu a cor-
po de delicio no cadver de Jos Gomes, e
a tal respeito abri inquerito.
No citado offi io informa-rae o mesmo
delgalo, que as condicoes do termo sao
as peiores possiveis, em vhta de gru
pos de malteitores qu.> tm npparecido
por alli, os quaes commettem assaltos au
da iosos contra os habitantes pacihx-os,
sendo iusufficiente a forca alli destacada.
Felizmente esse estado d cousas tende
a des.ipparecer, grabas s acertadas pru
videncias tomadas por V. Exc, de man
d-.r para alli um desiacniunta de Ia lmha,
comiuandada por um official, que tambem
vai excrcer o cargo de delegado.
Deus guarde a V. Exc. lilta. c Exm
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de S:>uza Leao,
nuito diguo vice-presidonte da provincia.
O chefe de poli -ia, intonio Domingux
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DE 11 DE MAIO DE 1886
Prct do corpo do poli -ia.Bxainnie-.-e.
Vignrio Genuino Gumes Pi-re>ra >oS colle -
tor de Sennbem ara dar o attested requerido,
que independe de despacho d'esia lna|ieCioria e
obngatorio o col lector por forga d art. 35 Jo n
gu lamento de 2 de julho de 1879.
Calistiato da Silva Pes Barreto.--Cumpra-se.
registie-se fagam-se os assentamentoi.
Joao de Almeida Robello.Ao Contencioso par t
attender.
Francisco Ferreira Baltar, Jtmquin Jos de
Abreu e Ernesto Araelino de Bairos Franco.
Ctrtifique-se
Eduardo Alexandre Bur e.Entre-se pela porta
Francisco Gongalves Torres e comas da 2 '
parte da lotera dos ingenuos da Colonia Isabel
Uaja vista o Sr. Dr. pro urador fiscal.
Manoel Torquaio de Araujo Sawlanha, Jo.- Al
ves Camello, Francisco Gongalves Torr- s, Adol-
Stto 'larginio Accioli, Manoel Figueira de Paria
i Filhos, Francisco Leite Nogueira Fa e officio
do Dr. chelo de policia.Informe o Sr. contador
Pret do corpo de policiaPague-se.
Grata Candida de Alcntara Couto.Regia
tre se e fagam se as notas dft portan de liceuca.
Jo. de Almeida Rabeilo. Av Consulado par
attender.
Francisco- Gongalves Torres.Archvese na
secgao do Contencioso.
Fondea & C Informe o Sr. Dr. admnis tr-
dor do Consulado.
Manoel Cursino Villa-nova. Vclte ao Sr. con-
tador.
MARIO DE PERNASBCO
U
-Heirospecto poltico do anno
de l-%5
ConchuSo)
POLTICA (ERAL
D mtre to las as oacoea de dviusacSo occiden-
'ul, fui o Brasil a |ue tefe, duraute o anuo findo,
o mais sitio problema a resolver.
A questao do total desapparecimento da escra*
ratora exce le em grandade todas as qoe no pr-
senlo se pbssam agitar no terreno da poltica e
da ecooomiados estados.
A escrandao, que fin oaaoogoidade utnuin.
sbtoicao de certo modo benelica. e qoe surgi
como um sigoal de evidente depres.sio na brut a-
fidade primitiva das religues humanas, toraou-ae
no secuto XVI um crime execrando, um regresso
para a barbariae urnacootradieco monstruosa
com o rgimen industrial elaborado no longo dc-
corso da idade media. ActoalmeoJe ofacto de
haverescravoe n'um paizamericano,e que repre-
senta um prolongamento da drilisagao occiden-
tal, constitue urna aberraco poltica que nao po-
de deixar de mpressiooar profanoamenle, ao
s os natoraes desse parz, mas a tjdoa quantos
se interessam pela digoidade moral do nosso se-
culo. V. assim se explica o movimento que em
t'avur iia abocSo completa daescrando se ma-
oifesta lia anuos ao seioda populagao brazileira
e ao qual o governo nacional nao poda ser ndif-
fereute. sob pena de fallar em absoluto sua
roissao directora. No meio da grande expauso
abolicionista das provincias, o jornalismo ner-
nambucano, sem distinccjio de parcialidade ^oli-
ica, desempenhou um papel altamente notavrl.
como auxiliador das sociedades or^anisadas* em
bvor da rara negra, que assisoindifferente.
como era de esperar da triste condico em que
vegeta, a lodos os acias de geaerosidade pessoal
e coUectiva que a sua sorte inspirava.
Levada a questo s altas regios goverualivas,
estabeleceu-se alii, como era inevkavel, urna lula
renhida entre ioteresses geraes e interesses par-
ticulares, ou antes, entre conveniencias prximas
c conveniencias remotas, porque, em honra da
patria brazileira, nao eremos que, salvas e.vce-
pces individuis repugnantsimas e por isso
mesmo indignas de qoalqoer publicidadc, haja
entre nos quem deixe de protestar contra urna
situaco social que lireuinstaucias histricas nos
crearam, mas contra a qual devenios reagir com
todos os nobres sentiinnrtos de urna populaco
civilisada. Do conflicto a que assistimos resul-
tou urna le, que se nao satisfez as aspirogoes
dos abolicionistas: que ge pelo seu espiritoelet-
tra ileiiiiiiciou una volitado timida quanto re-
solurao do tlillicil problema, demonstrou ao ine-
iiH- que os mais refractarios ao progresso dos
nossos dias reconJheceram a aecessidade de ceder
um tanto ou quanto da intransigencia emque se
mantinliain em nomo de um direito que uem a
moral, nem os ioteresses geraes sauccionaai.
Simultaoeameate com a questo servil, agitou-
se nina questo iuternacional que, felizmente,
est quasi resolvida sem mais receio dos inci-
il. iitcs perigosos que a principio pareca dever
provocar.
0 caso do disputado territorio das Misses
nao determinar, de certo, urna lula sanguino-
lenta entre paizes visinbos, qne. comqoanto de-
vain pugnar pela integridade nacional, noteeni
o menor iiiteivsse de opulentar-se com una nes-
ga de trra cuja posse sej i com bons fundamen-
tos contstala a qoalqoer deUes.
Tina guerra entre o Brazil e a Repblica Ar-
genlma sena um mal terrivel para ambos, em
qualquer cas, e principalmente na actualidade,
cm que cada um deeses paizes tem graves pro-^
blemas econmicos e linauceiros pedindo solugo
urgente e satisfactoria.
Comquanto de anuos a esta parte seja notavel
progresso argentino, precisa essa Repblica, e
quasi todas as de origem bespanbola na-Ame-
rica, de paz externa duradoura e actisidade iiu-
perturhavel do trabalho nacional, para regenerar
aslinancas, restabelccero crdito aualado no es-
trangeiro c adiantar a educago poltica, de modo
a por um limite s continuas lulas intestinas re-
tar miaras do seu ampio desenvoIvMnento.
Quanto aos Estados-Unidos, questo vital a
modilicaco dos costures polilicos, do maneira
a facultar o restabelecimenio de urna moralidade
administrativa lia mullo pivju licada pelo egos-
mo e intriga-; los partidos. A es.: ma do Sr.
Clevelan I para presidente da poderosa Repblica:
deivon conceller ueste -euti 11 i-spera \ as lalvez.
latas e faguciras de nay tal nente n'um
estado ile.uoiTiilii'O. i 'io indi-
vidualista forte .ent. .i i.aaiulo-
saxonin, dilli'ilque u i li uelhor in-
tenciona lo que s*'ja-e hilada que
possa ser a sua riigm lade, consiga n-mediar uui
vicio profundamente ra lica I i e que a exprs
sao exacta da mais extensa auarchia moral e in-
tellectual.
Tai aiunchia, infeliz nente, n io so peculiar a
essa po enca, que, sol) o poutode vista aaex-
paosao industrial, se pode dizer a primeira de
toda a America.
A pronta Europa, e o que mais, a propria
Franca nos esta dando pro va exuberante da mais
coudemnavd falta de moralidadc as suasrela-
t

_j------
\ liBm I


Diario de Pernambucotyaarta-feira 12 de Maio de 1886
j

(fies com as populacOes atrasadas de paizes Jon-
ginq
O ardor das conquistas martimas, do engran-
decimento colonial, que at ha bem poucos annos
pareca um caracteristico do temperamento bri-
tannico. generalisou-se a todo* ss povos occiden-
taes. Nota-se entre clles um desejoirresistivel
de conquistar c annexar territorios em todas as
partes do mundo. Essa tendencia assume as pro-
ponte- de verdadeira mama, pretexto das
interveofoes europeas na Asia, na frica na
Oceania e at na America, varia segundo o carac"
ter e nrciimslancias das diversas naces inter-
ventoras. Ora. dao como razao de taes conquis-
tas a necessidade de abnr novos horisontes
desordeuada actividade industrial e de procurar
remedio miseria enorme do proletariado que as
adusta : e este e o argumento niais sincero :
ora, o tentan justificar toda a sorte de extorses
e abusos de torca material com a razo hypocrita
de civlisar as popnlacocs a que seimpoem pela
violencia, como acaba de fazer a Inglaterra na
Binuunia, para temblantes o acto mais recente
da barbaria occidental as regiOes orientaes.
A Allemanha, ou antes o principe llismarck.
que. uio lia inuilo. procurava conquistas mais ao
alcance fronteiras, tornou-sede sbito a figura mais aa-
tiente desee estrenuo mvnmentoextra europeu.
A- snas ambicOes em ratacao ao terntorio afri-
cano soscitaram apprehenscs serias em Franca,
em Portugal o na propria Inglaterra, a
recetas respondeu o grande regente do concert
encopeu com a conferencia di1 Berln em ira* ea-
tiveram representadas, atrn da Allemanha,a
tria-Hungra, a Blgica, a Dinamarca, oaPai-
/.es-ai-ecs, a Siiecia-Nornega. a Itussia. a Tur-
(|uia. Porragal, Hespanha < os Estados-Unidos da
inca.
D conferencia reaaltou um accordo que,
ao menos temporariamente, impedir que a nva-
lidade clessas nacOes no cubicado solo da frica
d lugar a conflictos graves no seto da propria
Eur
Os tratados entre a AssociacaO Inti rnactanal e
as diversas potencias que assisiirain eonferen-
cia,reconbeceram a mesan Assoeiaclo, bem como
i ana bandeira e a do Estado Ldvre por ella tan-
dado e iln (|ual o redos belgas,autorisado pelas
kles, aceitn o titulo de soberano.
C^Foi Portugal o ultimo pan me se leliberou a
traetar, como de potencia a potencia, cora a re-
e para que a tal se resoieesse
tornou-se necessarto a itanciasda con-
Ein viriude desse tratadofoi Portugal obfig
a abandonar parte dos seusterritorios noGongo-
o que causou profundo desagrado n'aquelle
paiz.
llouve all quem acliasse a conreneaO ultima
muit/HBiais prejudicial ao dominii icz na
frica do que o impugnado tratado anglo-por-
tugu u-se. entretanto, que essa
le ternlorio for npen-
., pela consag lemne dos direitos
que Portugal durante omito lempo vira con.
testados. Esta razao nao convence ama vez
qu| nao se proraa procedencia e justica deesa
couHestaco. Desgracadamente. des le que a po-
ltica asa se acha por emanante suberdiuada
moral, todas as qnestfies bao do ser resolvidaa
segando os interesse dos mais forte-.
\s extorses deque Portugal pode ter sido vic-
lin nesse negocio, nao sao para causar maior
admi 'i cernonii com que aconfe-
de territorios e de popal i
que traham o direito de ser oudas, ou de qual-
quer modo consultadas nessa partilha discri-
,ia.
Aseaar da conferencia de Berlim e do cdigo
por i usado para regular as conqnis-
lag o a appropriacSo das has e
con-
licio linas poucos meses apos ess
. Foi o principe de Bismarck o
mol 1:i L' Mn
loeiro a violar-Ibe as resolni
a do
procedimento das naces occi Icntaes para o
planeta. Todava, a H ispauha
o a expo-
lia lela II.le 10
das a
biicar l rumro.
Alp-I, feito qneasoa habi-
te pa spanhoes, nao hesito* o
. em subm stao l 3 Ga unas i
nio PoniiBce, arbitro que a catbo-

:il autori'Jade
a que obedece o clero
i as c liebres l< S de.Maio.
Era ... i esta lista
Canossa.
%'la decjao do Vaticano licarain rccoCOObe"
a Hespanba no archipelagDdas
Carolinas, determinados os limites deste, appli-
cad t de protocollo do Jote as lhas do
irantda i Allemanha a
Eacuidade de estahelecer^aUi colonias agrcolas e
.oval com depsitos a, li-
cand que, em caso de du.
Vida -ii- wI.-po.-icGr.-. 'If \ lilil OS Hte-
los recorrer ao arbitramento.
A colonial da Inglaterra eausou
nmensas preoecupaces edes-
gostos dorante o auno decorrido. Pretendeuessa
o seu nico poder pacificar o Egy-
a situaco financeira desse des-
e rioafinal, ij semelbante em-
presa era um ponco mais dillic que o bombar-
nlo de Alexandria. A Franca, a Allemanha
-tria, a Russia, a Europa, n'uma palavra.
aproveitandb as hesitacoes e demoras do governo
/.na resoluco de laes problemas, imp
sua Uawrenco Gr-Bretanha relativamente
regulansasio das finan cas egypcias. E fel-o por
um modo que niu poda lisongear as ambices
da nacionalidade ingleza, a quem sempre sorrio
a esperanza de urna annexacao oti protectorado
garantidor da sua exclusiva influencia as mar-
t'ens do N'ilo.
Alera desee contratempo meramente diploma-
o mio xito da guerra do Soldao aggravou
i tal ponto a situayo britnica no Egypto, que
poderoso estado vio-se na contingencia de pe-
dir o auxilio da Turqua para remover a9 diffi-
i situacao, que anda no fin do
anno era extremamente embarazosa.
Em quanto a Inglaterra hesita va um momento
abandonar de vez urna empreea militar em
e3 inhspitas e viagar a morte de GnrdOa,
salvanco ao mescao tempo-o prestigio da bandeira
nac.oual, prejudicdo aos olhos de seus vassal-
jos mu; ulmanos, novas e por ventura mais gra-
vas compcages surgiram, para obrigrarem-n'a
a toma resolutamente o primeiro alvitre.
A Rt ssia ameacava, segundo um telegrarama
recebico em Loudres, apoderarse da importante
cidade de Herat, urnas das chaves da India. A
noticia era vcrosinV, porque depois da posse de
Merv e da oceupacao de Seracks, os russos fica-
ram senhores do camiuho d'aquella cidade : nao
era, todava, rigorosamente verdadeira. O caso
nao tinlia, ao menos no seu primeiro aspecto, a
grvida le que Ihe attribuira o patriotismo inglez
sobresaltado.
Balitadas, posto que numerosas liaviam sid5 as
negociaces entaholadas entre o gabinete de S.
James i o de S. Petersburgo para a determinaclio
defitiilr a de limites de urna zona neutra que se-
parasse da da Russia as possesses brilannicas
na Asia central. Entretanto, a algum resultado
tinliam chegado nesse sentido os dous goveruos,
porque em 188i foi nomeada urna comnussao
para estabelecer taes limites.
Mas as negociaces coniplicaram se de tal ma-
neira. que nao foi possivel chegar se a una so-
IncaO razoavel e prompta. Pareca, comtudo,
que a pal seria anula por muito teman manlida
entre as .las potencias lia quasi um secuto ri-
vaes no Oriente. Porem de sbito O emir do Ca-
bul, protegido da Inglaterra, mandn oenapar
militarmente Penjdeli. ipie um ponto cont
da front .-ira.
A' Bese ino\:iien!o corresponden nutro das
'ropas moscovistas, que se apoderaran! de Pu-
li-Kliaiuii,nutro poni igualmente con'estado.
Quando esta ultima evclucSo foi conhecida na
capital da (ri-lretanha. a opiniao publica agi
jou-s excessivamente. tt governo inglez pedio
explica& nnete de S. Petersburgo, che-
Kando-si desde logo a non accordo temporario^
e que se rednzia & simples e reciproca promessa
de manntenco ao stafii tpu militar.
o coavemo rompeu-eeem menos tempo do que
mesmo (ra dado esperar. O general ni-so Ko-
marof aiacou os soldados do-Cabul, expellio-os
de Penjdeh, caasando-Ibes graves perdas. En-
'io consideron-se inumnente e ineviuivel urna
guerra entre a Russia e a Gr-Bretanha, porisso
que a derrota do emir Aldurrahman, creatura
da Inglaterra ea cujas nspirac,6es obedeca, era
equivalente propria derrota iesta.
Mas a diptomacia interveioranda umave pro-
ticuameote. A hita entre os dous imperios, temi
por origen: a India, easanguentara sem duvi la
todo o solo europeu. Tul e, no emtanto, o poder
das circumstancias sociaes sobre os espirites
mais retardatarios, que o proprio gorc
nao rae, afina!, o da
ramlia Victoria, de subordinaras snas ambicOes
de po ler asitico aos inters occi-
dente.
A qn itio tere, fezmente, urna soinco paci-
lica. o marques deSalisburymanteve as n
Ciacfles iniciadas pelo seu antecessor no governo.
As tropas russos na Asia Central ahstiveram-se.
einliin. de quaesquer 0| rae prejudicas-
nii a acedo diplomtica.
No nova eommisso de deniarcaco da
Ironleira do Aigliani^lan. e que deu principio aos
seus trabamos em l deNovembro.
Aasim, e ao menos temporariamente, parece
haver desapparecido todo o motivo de conflicto
entre as doas potencias rivaes na Asia Central.
Coocorren imito para eaae esultado a modifi-
c acio adoplada pela Inglaterra no tocante ao sys-
teina dedelesa do imperio indico. Por essa mo-
dilicacao 09 ominios do emir de Cabul deixaram
de representar o papel de primeiro baluarte das
possesses inglesas na India. Os polticos do
reino Unido coinpiehcnderani. afina!, que o prin-
cipio da imiolabilidade do Afghanistan nao era
a melbor garanaa do poder britanmeo no Orien-
te, mas antea causa de conflictos que podiara par
em risco a nlegridade desse poder. Iloje a Or*"
Bretanba esta resolvida a defender os seus
minios na india as propnas fronteiras do grande
imperio que all iuantin. e que se estende do
lli malaya ao cabo Camorim, comprehendendo
una popular :o de uu mil almas.
Se a questao angto-russa cadas Carolinas nao
tiveram as tristes consecuencias que a pnneipio
iperavam, acnsedosBalkaos vcio de sbito,
inesperadamente, por era risco a paz occidental.
A 18 de Setembro rebentouem Pbilippopoli
i 10 no intuito de unirs duas Bul-
las em virtudedo que petas pi
-ule Berln. A su-
bievaeio leve o exit.. mais feliz. As tropas ti/.e-
raiu causa commom com os
rern i legal foi derrubado semderramamentodc
n.realtu-
metiae Constantinopla, estabelecidoum governo
provisorio, p iz-se a populaco em arma.- e
ra uos acontecimentos.
O principe Alexa entretanto, chamado
a Pbibppopoli, e, ebegan I i all aceitn o princi-
pado das Bulgarias do norte e do sal. Foi sn-
i tropas rume-
li cas prestaram-ltie juramento de Qdelidade; con-
. -i cmara da Bulgaria septentrional e mo-
i o exercito blgaro, julgando-se por tal
lo para aBroniar as iras da Tur-
qua.
Eslava, pms, desteita a obre do congresso da
Berna, em btot da aspiracin manifestana abor-
tada convencjto de S. Stetan na ordem
do dia a pengosa e eterna questo do oriente!
A pretexto de que a uniio da Bumelia pertur'
ba\a o equilibrio na pennsula dos Baikans, co-
me ron a Sen a a manifestar o desejo de engran-
decerse tamben, e a Grecia a reivindicar a parto
do Bpiro e da Thessaua, cuja posse desejaarden-
leinenie. Os negocioe compHeavvam-se de modo
seno.
A Turqua tinha de certo o indisputavel direito
de enviar soldados a Huincha, alim de nianteralli
a sua soberana. Hat essa intolicissima nacao
estsob a tutela dos grandes estados occiden
que de um momento para 0 outro po lem hanil-a
da Europa. Ueixou, pois, o sultao a esses esta-
dos o encargo de removerca as dilliculdades da
siluacio. E para isso reunio-se urna conferencia
em CoasteUnOpla e qual assistira.ii os n'pre-
sentanies das principaes potencias. Os cont
rentes publicaram, como resultado de suas deli-
beraoies, um memorndum em que a insurreigs
de Philippopoli era condemnada, reconhecidoo
os direilos da Turqua, e proclamada a necessi-
dade ila paz geral. Os blgaros nao retrocede-
rn! no caminho percorrido, e antes foram com-
pletando aobra enclala na revolta de Setembro,
apesar de todas as contrariedade e da guerra que
tiveram de sustentar contra os servios despega-
dos, e desejosos de pescar em aguas turvas.
0 incidente nao est, porm/de todo resolvido.
A attitude bltica do povo grego deixa prever
gravissimas complicacoes.
tem da Europa, trouxe datas, que de Lis-
b6a aloan^am 28 de Abril, adiantando 5
das s trazidas pilo Amazone.
Alm das noticas de Portugal constantes
da carta do nosso correspondento de Lis-
boa, publicada na rubrica Exterior, eis
algunas das mais, que amanha' completa-
remos.
Hinpanbk
Sobre as paiz esoreve 28 do Abril
o nosso alludido correspondento':
n Em vista das notioias que tera corrido
acerca das dissidencias entre o governo e
o marques do Vega de Armijo, por causa
da candidatura de Sr Martes presiden-
cia do congresso, dirigi o marques um
cosBinunieado no Imparcial, neg*ndo a dis-
sidencia o accrescont*ndo que i ha cargos
que por muito honrosos que sfjam nito fe
requerem.
Esto communicado fez o seu effeito, pois
pareca que o Sr. Marios, reoeioso de cor-
tos trbalho8 que se estSo fazendo entre a
lunioria recusar a ser candidato atim le
evitar urna derrota, ou um triumpbo por
to esoassa maioria, que pareja quasi urna
queda.
O Impa'cinl diz que os republicanos
de Barcelona, cb'gada dos Srs. Salme-
rn, e FigUTol* aquella cidade, Iavanta-
ram gritos ds : tiva a repblica! abiixo
a raonarchia! viva Salmern I abaixo Gas-
lar e q\i tanto o Srs Salmern e nutras
'.orno o Sr. Figuerola protestaran! contra
estes gritos.
Teai eaininliado com grande rapidez
a instru 'c5o lo pro:esso do padre Galeote
assassino do bispo do Madrid.
Couta-se que o julgamento do crimi-
noso poder efe-tuar-so durante o mez de
Maio.
Logo depois do crirae. a Justina dea
una basca "in casi do padre Galeoto, na
ra Mayor. E' urna habitagao pobre n'um
teroeiro andar. Os magistrados foram all
reecbi os pela ama do padro e por uoia
criada. .V ama urna andaluza de 36
annos, alta, forte, de olhos negros c na-
bal os abundantes e espesaos. Auxiliou o
juiz na busca e entregou llie os poucos pa
pea que o assassino tinha em casa e que
nao offereciam importancia.
I -stemunhas mais importantes j
fizer.im os seus depoirnentos, quo encheraiu
li (albas do proce
t A Correspondencia de Hespanha, fo-
lha ministerial, diz que o cooselho de mi-
nistros ouvio lr no dia 26 as bases do or-
gamento projectado pelo Sr. Camacho, que
procura o nivelamento da reoeita o da des-
peza para melhorar a situacito econmica
da Hespanha, de modo que possa conse
guir que venha a haver um saldo no prj-
xinio orea ment.
< O ministro das obras publicas trata
de estabelecer escolas de orces o offiuos,
commercio e agricultura em oito provin-
cias.
i Publicado o decreta crean 1) as cama
ras de commercio, o Circulo Mercantil ir
visitar Montero Rios e agftidec;r lhe a sua
obra.
O bispo de Murcia exeo.umungou o di-
rector do jornal El Libre Pensamiento.
Na quiuta-feira santa (22), apresen-
tou-se na igreja de S Luiz, que das
principaes e mais cntricas de Madrid,
uma pessoa offertando urna tocha de 2
kilograrumas para o Santo Sepulcbro. Este
facto nao chamou a aUene..to, porqui ge-
ralmente costurae em Madrid que os deis
oAvregam as velas e tochas para allumiar
o Sacramento em quinta feira de Endoen
gas; mas por urna circumstancia Pro-
videncial a tocha foi collocada o acuosa
tirle. Depois das 11 horas da noiti, te
cbou-8o a igreja, fic.-.ndo a velar o Sacra
ment dous rm5os da confraria. Um
d'elles era o conheciao medico de Madri i
o Dr. Izquierdo, o qual reparou que a to-
eh.i espirrava de um modo exTaorduiari i
o approximou se para apaga!-a, quan lo
rebeutou um cartucho que a tocha tinha
dentro, feriado gravemente o doutor, que-
brando um brayo a pessoa que o acompa-
nhava, despelagando parto do throuo o
apiigando as luzes. A igreja est lechada
de culto. O facto attribuido a alguns
malvados que se propunham roubar, apro-
veitando a COnfnsSo que produziria a ex-
plosao. Se o cartucho tem rebentado pou-
eo antes, quando a igr"ja esta va cheia do
gnte, as desgragas seriam iocaleolaveis.
E' g:iral a in lignagilo, todas as olassas e
todos os partidos aaathcraatisam o atton-
tado.
Iisceia-se que o Dr. Izquierdo persa a
vista em onsequeneia das qu;imaduras
quo recebeu na cara.
a Apesar de todas as pesquizas feitas
O padre Gulcoto, na sua cellula da pela autoridad^, ainda nlo se desoobrio o
. i modeilo, conserva um grande san- autor da exjdoslo na igreja de S. Luiz.
gue-frio, mas mostrase contraria la quando -i igreja j <-:\. aborta ao ulto. A
v abrirse a porta. Come, beba o fuma mana santa tein sido assigoalada ero il
cigarros, e a ama contina a enviar lhe panha.por urna serie de acoatecimeatos
mautiir.entjs, o que permittido p3lo re- trgicos promovidos por malvados o que
galamente da prisao. O criminoso revella mal se concilia.n com o espirito de fra
a maior indiffereuja pela sorte que lhe est| terniiade evanglica, que deve reinar nos
destinada, e niio sentio a menor cominos das em que se commomora a pasSo de
sito quando lhe deram a noticia da merte Christo.
do bispo. Anda mais.
A iuatica eolhen a rasnto dos nrc-e- Nl. raa"hST df sexte-feira santa (23,
dentes .o criminoso bformacSes que pro- na re>a de S Joa6> om M" [nA> U:a b ir;l
vam que em toda parte, em Veles-Malaga,
em Puerto Rico, em Madrid, aquello ho-
etn reveLva sempre um carcter exalta-
do, violento, e tao impetuso, que rauita
gente duvidava da rgularidado das suas
faculda es mentaes. A nava questoes com
tada
ceptibililades extraordinarias.
e tinha grande orgulho e sus-
Hainaut impela de rebentar a revolu^ao na Blgi-
ca. Esta revolu$4o st feta nos espiritos. Co-
raecou mais cedo do que seesperava, pela grve
dos vidraceiros, altribuida a novas deacobertas
da fabrica Bauchoure, que transformara o fabrico
de vidroa. Esta revolucao a deveria exploair em
Junbo.
Funda-se sobre a necessidade de se obter o
suffragio universal, que tornara eleitorea ua mi-
Iho di! belgas, emquanto o rgimen actual ropou-
sa sobre o voto de 200 mil censitarios. A questo
idntica que se ventilou em Franca, por ocea-
siao da revolucao de 18 4-S.
A burguezia belga est decidida a resistir, e
n.11 de presumir que as cmaras belgas,'sahida3
de collegios censitirios, adoptem uma proposta de
eztenso do suffragio. Pe i sua parte. rei da
Blgica, Leopoldo, est resnlvido a nada conceder.
Nestas condices, provavel que tenba a sorte de
Luiz Felippe-
Quanto s machinacoes allem5e3 de que^ae
falla, apenas vsam a Hollanda, e. se os espiosa
allemes apoiaram os belgas, e nicamente para
prepararem a revoluta i Uollaudeza. Sabe-se ja-
que ebegaram a orgauisar grves era algumas ci-
dades da Ilollauda.
Propnamente fallando, a poltica allemi ni
se applca Blgica : pelo meaos nao ter de se
preoecupar della senao no caso de que sendo pro-
clamada a repblica na Blgica, oa belgas pedis-
sem a sua annexacao Franca.
Inglaterra
Aa ferias da paseboa naoderam treguas exalta-
(Xo dos spiritos em Iuglalerra N'um me'tiiy/que
os erangi8tas realisaram em Glas-gone, afim de
protestarem contra o biil rlandez,estes passaram a
vas de facto com um grupolde catholicoa, tendo a
polica de nterpir p-ira restabfllecer a ordem de-
pois do seo ter esborrachado alguus narizes, e
deitado abaixo alguna dentea.
Fizerain-ie quatro prisoea.
Magestades. e Altezas e o seu i qoito diri-
gir-ae-ho para o estrado, mandado levantar
pela cmara municipal du Lisboa uaqueila praca.
afim de ser assigoado o aut>. qu-- aera lito pelo
secretario da commisaaj central e depnis a signa-
do pelos meamos augustos senhores, pelo ministe-
rio, autoridades ecclesiasticas, civ3 e militares,
membros doa corpoa legislati-os, representantes
dos restauradores e das cunaras municipaes e
pela commissao central l de Dez.imbro de 1640.
Art. 12. Logo que o auto seja assigoado por
Suas Magestadea e Altezas, retirar-ae-nao cates
augustos aenborea, sendo acjmpanhados at ao li-
mite da praca por todas aa peeaoao que formarem
o squito, recebendo da tropa a continencia do es-
tylo e tocando a baada o hynino real.
Art. 13. S depois de coceluida a asaignatura
do auto por todas aa pessoas que o houverem de
agsignar que dever retirar a forea que fizer a
guarda de honra, paasando em continencia no mo-
numento o tocando a banda o bymno da Kestau-
racao
Art. 14. O auto ser depoaitado no real archi-
vo da Torre do Tombo, tirando se duas copias,
sendo uma para a cmara muuicipal de Lisboa e
a outra para a commiasao central 1 de Dezem-
bro.
Art. l. A' noite baver represeutacao de gala
no theatro de D. Maria II, do drama Os Portu-
guezes de 1(140, ufferecido para esta noite com-
missao centra: 1* de Dezeinbro pelo seu vogal Mi-
guel Osorio Cabral.
II iv.'r illuiniuacao no monumento coa Restau-
radores, no palacio dos ondea de Aliada, sede da
commissao Io de Dezembro, e no theatro de D.
Maria II.
Art. H!. 0 gDvernador civil de Lisboa dr as
ordens que julgar convenientes eom relacao a
carru.;gi"ns que conduzirem as pessoas que devem
assistir c a-jinonia, c beu; assiin tomar a? dis-
poaicSea neceasarias para manter a boa ordem e o
) Daily T'lfriraph escreve oue a nrova mal I '
Hr, -.,' T.u. a k-i v eumpnuieuto deste pro^rainma na pirte que de-
do psuco valor do bi.l relativo coinora '
t-ntou roubir un candelabro do throno do
Sacramento, o como o sacristao se oppo-
. ferio o com uma punhalada.
o Um despacho official de Huesca an-
nuncia que o paroehode una povoacao d'a
quclU provincia disparou da janella da
sua residencia um tiro de espingarda con-
Parec icr tla Prj*(S30r ^e nstruccao primaria, fe-
una bomem de seus quarenta e sete annos.
Os dous curas das paroebiasde Ghristo
da Sadi e de Ch.itnbory, fornoceram ira-
portantes informayoes a respeito das vio
Icncias usa las por Galeoto para eom ellcs.
Avcriguou-se tambera que, n'uma audien-
cia que lha concedeu o cardeal arcebispo
de Toledo, usou de taes amebas contra o
prelado, que este, depois de o reprehen-
der severamente, o mandoa pr fdra ds pa-
lacio.
t O [ndre Galeoto escreveu sobre asj
suas crencas religiosas ao Prgreno, e diz I
esperar que Deus llie per loar so os ho- ~.\u
nittiiq n fnnffp.mnarpm. Ar*.i'rftiftrita mift a! I o u
| rindo-o.
Foi em sexta-feira do Paixao.
O padre j est preso. O attent ido
foi resultado do desintelligencia que havia
entre os dous.
No raesrao dia urna crianza do 14 an-
nos eutegrou ao sachristao da igreja de S.
Luiz, em Madrid, um cirio com um cartu-
cho explosivo. A crianca desappareceu
iramec.iataineote da igreja o os peritos de-
clararan! que o cirio for fabricado fra de
Madrid.
A policia faz activas inlagac:oes.
i Na igreja de S. Justo, tambsm de
..adrid, pegn hoja fogo n'una cortina.
marte do bispo foi devida a um designio Houve Panic0" M.u,to zahoras desrama-
da Providencia. ra.m ,nas na0 S3 deu t3ntatlva alguma cn-
O padre Galeoto recusou lioje receber mmos*-
visitas. O medico da cadeia prohibi -o de' A J Cheg no dla 3l Madrld *"**'
tomar caf por causa da sobnexciracJo; du1u^ ****** Oi on.
nervosa. O padre passou o dia a fumar I Chegou a arehiduquesa Isabel, ma.
cigarros. da rainha regente.
Nao raostra rcraorsos, mas nao escon- A baceta annancia que esta entrou ja
de a v-rgonha de sen cri.ne, serapre que em nono. 'I"ez ,3a sua g^vedez e publica a
falla no p -i, pobre redo de SG annos. coremoniaJ que ha de seguirse na apresen-
A noite receb: u a visita do capellao *Sio da no'a rea e recemnascida aos
la cadeia, raostran lo-se mais socegado de-
evi lent
de tama na Irlanda que se algueB tentasse
raalisar, paraesse fim, o tal empreatimo de 50 mi-
Iboea e.u Louilres ou u'outra qualqup.r praca do
mundo, apenas eom agarantia landa, ninguem seria tao insensato que subscre
retas coin um nico shilling.
Us joraaes londrinos annunciam a possibibilida-
de um accordo entreo Sis. 'rlai-tunee Chamber-
lain com respeito questao irlandesa, sob aa se-
gnintea bases : O Sr. Iadst.me modificara em
part i o st-u projecto relativo compra de trras na
Irlanda pelo estado, e desistira do proposito de
excluir ca representantes da Irlanda da cmara
dos eaninuns. Esta cs-a cao era in Meada como
sendo a eaaeneial, porque, no entender d i Sr.
Ciiamberlain e de mais algun3 radicaes. seria ella
0 bignal exterior de que a unidade do imperio nSo
rt i "m djecmiao.
i I) ns caicubs feitos nos circuios parla-
ra 'nfa.-es o numero dos membros do pirtido libe-
ral, rliapoatoc a votarcm contra 03 projeetos do
Sr. GMadotme, taes como silo, seru de 70, senda
30 da f. l.e.i'.
X 11:1111 el"i.;1> -Mi.iplemcntar que hiu 'e ha (lias
em Bradford, afina de preenehet am lugar raga
pela morte do depatado Fwster, fic-in eleito o
candidato liberal, 1 II iT itoa contra 3,677, q ie
tei.....in lid .'o eoni arra lor,
Brama carta di'eida ao preadento do club
eonserrador da Canterbary, o maraes ^ Salis-
bsrr declara estar convencido de que n projecto
Jo Sr. Gladstoue ser repellido com ndigo ica 1
pas.
0 duqns ',. Argyllpronuneiou-se no mesmi sen-
tido n'um meetins qne h >nye em GMasgow.
Sr. Cl.a.oberlain, n'um discurso pronun-
ciado cin Birninghan, deelar 11 que era absoluta-
mente opp oto ao projecto relativo A eompra das
propriedades irlandesas, mas que a sua oppisicao
no que respeita administra?!) da blanda con-
diccional.
Se o governo ss obriga aaceitar as cmendasque
teera por fim admittir 111 par! intento imperial re-
presentante' irlandeses e concel-r provincia de
Me-ter uma assemblea especial, apoiar gastosa-
mente 1 projecto.
Nj caso contrario ha de combatcl-o enrgica-
mente.
No dia 22 liouve umgrandemeeting em N-u-
Castle, com o fim deapiiar a poltica irlandesa
do troverno. Assistiram a elle 4,000 pessa ifl.
Entre oatrat oradores fallaram lord Spenser e o
Sr. John Morley, secretario de estado dos nego-
cios da Irlanda.
Lord Spenser elogiou a politica do Sr. Gladslo-
ne e defeodeu enrgicamente s seus projeetos re-
lativos a Irlanda.
T)ec!arou que o nico meio de se estabelecer a
paz adoptar-se uma poltica de conciliac;ao para
com os irlandezea, e abandonar os meioi de re-
pressao.
lieapondendo t.ssercIo de que o projeeto do
Sr. Glastone entrega o gaverno da Irlanda a
uoinens que applaudiram os ultrages feitos le, o
orador affirtnou que, quando foi vice-rei na Ir
lauda, adquiri a convicQao de que os deputados
irlandeses nao eram responsaveis pelos crimes que
se baria comraettido. Julga que aquellos depu-
tados hlo de desempenhar fielmente o seu man-
dato.
O Sr. Jobo .Morley, que filloa cm seguida, disse
que todos os m.les da Iri inda proveen) de que os
irlandeses nunca tiveram respoasabilidale. O
Sr. Gladstoue quer dar-lh'a, confian io-lhet o po-
der. E", poia, uec-s .ri i que se co'ra com certo
risco, para se tentar 1:0:13 gair 03 resultados que
eeaperam d'aqoellaa providencia.
pois d'esta entrevista, e pedindo livros de
oraoBea. O tribunal criminal, que j to-
iuou conta do processo, era breva marcar
a audieneii.
* To la -Madrid prestou hoje as derra
leiras honras ao seu bispo. O esquife
com o cadver descoborto era lvalo aos
hombros por oitos sacerdotes Aeompanha-
vara-no representantes de todas as closses
e partidos polticos, indo ao lado do nunuio
os cardiaes hespanhoes, os ministros e altos
dignatarios da curda, e dous pobres lavra-
dores, irmaos do finado, que lembravara
sempre a sua origem humilde.
O cadver foi enterrado em a nave
central Ja cathedr.il.
KELIFE, 12 DE MAIO DE 1886
Noticias da Europa
O paquete inglez Tamar, entrado hon-
O alto clero protestou contra o assas-
sino do bispo de Madrid. O Papa onviou
um ti gr.nuiua exprmindo profun lo sen-
t nento pela morte do virtuoso prelado.
i O m.irquez de Campo recebeu um te-
gramraa de Colombia, saudando-o cora en-
thusiasrao por ter mandado o vapor Maga-
Ihaes, cora uma comraisso encarregada de
revistar o canal de Panam. Na ver lade
a gen rosidade do raarquez da Campo,
man lando a commissao sua custa, mere-
ce os inaiores elogios.
O general Salamanca nao retirou a
sua deiuissao.
A proposito deste general diz se que
p da sua enrgica attitude na questao das
('andinas, lbe foi offereeido por Sagasta o
ministerio da guerra, para quando osse
governo, porra, quando se estava para fa-
zer tal despacho a rainha regente se oppo-
z ra, aeonselhada pelo erabaixa lor aile-
mo.
;J Era cooselho de ministros resolveu se
que a industria hespanhola construa seis
uanhoneiras a vapor; e se compre o ac
necessario para a eonstrucgSo de um tor-
pedeiro no Ferrol.
O Sr. Romero Robledo parti para
Antequera acompanhaio de sua familia.
f as reunidos que houve antes da sua
partida, feitas pelos roraeristas e esquerilis-
tas, insisti se nai dea de reuairem estas
duas traccScs.
* A gente sensata nao d importancia
alguma, a semelhantes pretencoes ou ac-
oordos.
altos corpos do Estado.
U consclho superior de liando autori-
8ou, p r 7 votos contra 6, o Dr. Ferran
a pioeeder raociaaeso anti-colrica.
Enlouqneceu a viuva do general Prim.
As eleicSea geraes para senadora de-
ram o seguinte resultado : 136 ministe-
riaes, 20 conservadores, 4 republicanos, 4
partidarios do Sr. Romero Robledo, 2 da
esquerla dyranastica, e 8 indepemdentes.
a Fallecer de repente, a 26, c arcebis-
po de Burgos.
i O Imparcial, chegado hontera, conta
mais um successo ruidoso em Madrid, no
domingo ultimo, em que figura tambera
um sacerdote Porece que a febre do es-
cndalo a'acou all a clerisia, disposta
tada a atirar com a batina para as orti-
gas '
Desta vez um ecclesiastico ospanca-
do quando andava distargado em D. Juan !
O resumo da noticia madrilea como
segu:
o Um successo notavel nente cmico
deu-se hontera na raa da Cabesteras, n.
17, 4. andar.
Nosta parte da casa habitava uma fa-
milia, que tinha un menina ha das insis-
tentemente perseguida por ura sujeito. O
hornera, n'uma grande teimosia amorosa,
dirigir lhe tres cartas, muito apaixona-
das. aceusando um amor, que estava ira-
paciente por ura casamento inmediato.
A rapariga tinha ura irmao. que, vendo
as cartas, tomou informagSes a rospeito do
apaixonado. Soube entao que era eccle-
siatico. Indignado e desejoso de applicar
ao D. Juan de sotaina o correctivo mere-
cido, escreveu-lhe em nome da irmS, dan-
do-lhe uma entrevista, d'onde o padre sa-
hio frmente sovado.
Acudi muita gente, que, ao saber
dos motivos da correccSo, quiz tambem
intervir. Preso o reverendo, encontraram-
Ihe um revolver, que levava-o preso com
um cinturao.
Bel sica
A sitoacao contina tensa na Blgica : os gr-
vistaa recuaam-ae a traoalhar, e por toda a parte
se espalham proclamaces convidando os opera-
rios a seguiren o exemplo dos de Charleroi. A
correspondencia Mcrley, referndo-ge ao aasumpto,
exprime-se nos seguintes termos :
NSo acreditamos que a repressSo exercida
pelo Sr. general Van der Saliesen na baca do
EXTERIOR
Correspondencia do Miarlo de
Peraanibiieo
PORTUGAL -LISBOA, 26 de Abril de
1886
No Diario do Governo vinha hontem pabl:
o seguinte programma da official nsigura$ao do
ni aumento aos rea ira lores de 1GI0:
Art l.o No dia 28 de Abril de 1886, pelas h (-
ras da tarde, s'i- nangnrado o monumento quo a
e iT.mi--.io central ls de Desembro de 1640 eri-
gi, na praca doi B rea, por sabecrlp i
pabliea, ws hroes do lGlil.
Art. 2.- Urna hora aot M da designada para a
l aradlo, so reunir a eooUBSsao central no
histrico palacio dos Condes de Al-nada, para col-
lectivamento se dirigir ao local do monumento.
Ar. o. Xa pra^a dos Restauradores haver ura
estrado com tribuna para a assiguatura do auto da
nauguraca >.
Art. 4." O monumento tari veladas as duas es-
tatuas, d'onde pendern os dous cordos para ser-
virera na ceremonia da inauguracao.
Art. 5.* Um regiment de lufautcria, com a res-
pectiva bmda, formar a guarda de honra no lo-
cal do monumento, sendo Sua kfageatade El-rui
acompauhado por um esquidrao de cavallari ..
tanto na ida para a aoltinuidade da inaugii: .
orno na retirada para o paco; e na praca do
Comn reio e*taaonar nina batera do regiment
de a-tilheria n. 1, par dar a respectiva salva.
Ar. 6. Suas Magestadea e Altezas dar o entra-
da ua praca dos Restauradores pelo lado do sul.
Art. 7." O ministerio, todas as autoridades ec
cleaiastcas, cvis e militares, membros dos corpos
legislativos, ropre.sent intes dos restauradores e
das cmaras municipaes, e a c mini.sso central 1
de Desembro, reeebraV Suas Magestades e Alta-
zas entrada da pra;a, fazendo a tropa continen-
cia e tocando a banda o hymno real.
Art. 8." Suas M ig-stades e Altezas dingir-se-
hao, bem como o cortejo, pira junto do monumento,
< ahi o presidente da commissao central Io de De-
zemoro, lera um breve discurso allusivo solera
m I l I > do acto.
Art. 9." Logo em seguida o presidente da com-
missao central tomar o cordo da estatua da In-
dependencia e o apresen ara ao presidente do coc-
a. lho de ministros para offerecer a Sua Magesta-
de El-rei o Sr. D. Luiz I, cjmo soberano de Por-
tugal e representante da serenissima casa de Bra-
da estatua da Vic-
toria ao presidente da cmara municipal de Lis-
boa para o offerecer a Sua Alteza real, como re-
preseutaute do exercito, que tao gloriosam nte
susteutou e firmou a nossa independencia nacio-
nal.
Art. 10. Logo que as estatuas for^m desveladas,
a tropa apresentar armas, tocando a banda o hym-
no da Kesianraco, e aera dada uma salva real
pela batera de artlheria estacionada na praca d)
Commercio e correspondida as fortalezas e na-
vios de guerra; para oate fia ser a batera pre-
venida pelas girndolas de fogaetes que bao de ser
laucadas na praca dos Restauradores, na praca de
D. Pedro IV, prximo do palacio dos condes de
Almf da, e na praca do Commercio prximo ao
arco.
Art. 11. Pind, o qne fica determinado, Sus
pende das suas attribuico
Paco, era 21 de Abril de 1886.Jos<: Luciano
de. Castro.
Dentr.i em piucas hor..s (i -ara portante silvida
ama grande divida nacional, gracas iniciativa
popular, que vai para 25 annos, se levantou paci-
fie i, mas enrgicamente em Lisboa, constituindo-
se em imponente in>xtingt de que. por suffragio
unnime de ilhares de pessoas, resultou screm
eleitos os prmeiros 40 rogaes da nonimissao cen-
tra! I' de Daembro de 1640.
Mais tarde firara propo3tos pjlos cffectivoa os
40 vogaes supplentes, que de anno pira anno fo-
ram substituiudo <.s lujares dos ffeetivos qu a
uurte ii fazendo desapparecer deatt. patritica
phalao
A y b-eripeo nocional, aberta simultneamen-
te em Portugal a em todoa os pontos do mundo,
>nde pulsara corao3t>s saniosos de portuguezes,
opersu o milagre, nao devendo deacoahecei-se
nem callar-se que 03 nossos compatri itaa residen-
te nesse imperio, ptestaram valioessao auxilio
pana realisacio leste pensamento,abnndoeom
- bolsas a convite da coramis-
a'r.i!, e u.to BWMifl daqa us mem-
bns que, tendo al,i viv lo por longos annos, raas
relac5ea 1 ffectnooa ntenaidade tinham eeaa a
parte mais cuica e abastada da colunia portn-
gnez u
II ura a iias e a outros, ao3 que na America
s.uoerara coiRpreheud.r quiut) importara ao brio
nacional de eom-
promisso altamente significativo para c*>m a me-
moria daquelles benemritos, que, a riseo das pro-
prias, e aproreitan 11 com audacia o mais mvora-
ve! dos morimentoe historie js, despedafa-m com
arroj 1 grilbes em que durante Hi> aun a de ig-
nomia e rexames de todo o genero, se debtela a
indepeudenceia da patria! Honr.. e louvores
tambera aos que na raetropole e provincias ultra-
marinas, e en quaesqu-r paizes do globo, adbcri-
ra:n com alacridade, e cad i anal, segua lo suas pos-
1 phamnment que Ibes f.ii dir gido pela com-
missao central.
Dest 1. n ida me compete dizer, a rnim, que des-
i anuid a tenno ac pasao a passo,
at em suas horas de desanimo ou de esforzada
lata, mas sempre perseverante,senio que a sua
conaciencia cvica deve achar-se agir de todo o
pontj satisfeita pelo bora xito que logrou alcan-
9r dos seus trabalhos.
O monumento que se inaugura, como se v do
programma official, representado pelo Sr. Jos Lu-
ciano de Castro, presidente do cunselho de minis-
tros b ministro dos negocios do reino, nao entre-
gue muuicipalidade nem ao governo, como tem
saccedido, ora d'ura modo, ora d'outro, aos monu-
mentos que uestes ultimis iinnos se tmerigi;..
na capital.
O foro do antigo palacio dos condes de Almada
a S. Domingos, e ond* .1 sede da commissao cen-
tral, foi ha poucos annos comprado pela mesma
commissao central 1" de Dezembro de 1649, para
ter o direito de opeo na ompr-t do mesma histori-
eo palacio, que por si tajibeiu um monumento,
no caso d: ir prafa alg im dia. E' ^lli que a
tradiccao patri >tica diz, e vari is documentos fide-
dignos o comprovam, que se reuniara os conjura-
doB, Se todos os quarent 1, de cada vez se emigre-
1 naqaelle recinto, ou se apenis enn grupos,
que te revrzavam, nao fcil determinal-o.
Ahi existe, n'um gabinece de reereio, ao fundo
d i jardn), a representacao, pira bem dizer, a au-
thentica, em azulejos preciosos, d'uma dessas rcu-
nioea clandesti-as, d'onde um poueo mais tarde,
na gloriosa manha do 1* de Dez> mbr de 1640, aa-
h ram os clamores da revolucao contra o jugo 1 mi
noso de Castella e aedamacao subsaquente do Du-
que de Br-ig-inca para tomar em suas maos o
sceptro que ad sastrosa joma-la d Alcacer-Ki-
bir, a demencia do card -al-rei fizera ir parar hu-
milnado s mana vidas do soberan 1 1 spanhol.
Julgo liaver lh- 3 meneionado na rainha de 23
do corrente, o que se paseara 11 se.-s.i > de 19 da
commissao central, < em qu so approvou o pro-
ramma pira a BOientnidade da inauguracao do
miuuineiito, cima transcripto di folhi official.
Deliberou-se maia nao deatribuir ojvrnal uni
|ue se havia de publicar no dia da inauguracao
j a- necesaiir de ser eorrigida a cifra da subs-
.0 e por tontee den > que nao
e:n harmona eom 03 filis a qno era desti-
nado aqnelle jornal.
f i aili nemeada moi eommissio compwtadas
Srs. general S n Pnt conde de R 1 |
Miga -I ').- irio Cabral, gener il Ama io J
niel Carralho, Carlos Pessoa e Luiz Pelppe L
pira ipresentar um relatori i des irabiliio? pffee-
tna lu pela coinmissaoe e das despesas Batiafeitaa .
A mesa da commissao, era sen aviso publicado
aute-hontem p:r tedos 03 peridicos d" Lisboa,
convidaos habitantes da capital a illu.-ninarem as
frontarias de suas casas na noite de !i je.
Tive occasio de asaistir um ensaio dos Portu-
guezes em I6I1) do Sr. Miguel Osoro, drama que
li j era raeita degi'a deve representarse n
th atro de D Mara II. E" cheio de inovimento e
incidentes dramticos do sito intert sse e seguro
A liogoagem v -ri acula, o seoario pin-
r 1 I 1 por Mamoi, pintor ocenographo do real thea-
tro d S. Carlos, aparatoso, mas verdadeira,
norquanto o distincto artista foi < xpressamente A
Villa V90sa pira copiar alguoaasccnis importan-
tes.
A execncao parece-me que ha de agradar inde-
pau entemente do pensamento que uspirou o autor
do io drama.
Todos os principaes artistas do nosso primeiro
theatro de declamaco tem papis, excepcao do
actor Brazo, que ultima hora declarou que a
sua saude cctual nao lhe permittia desempenhar
o seu, incumbindo-se d'elle o seu collega Antunes.
Parece que o actor Brazo recitar n'um dos ia-
tervallos uma poesa adequada festa.
Ainda n> comecou o periodo d-.s festas nup-
cia-'s do principe D. Carlos e ja quasi que 3e nao
falla seno as demonstrares de regosijo pa-
blico.
E claro que 03 orgaos republicanos choram at
oa ulimos cinco ris que all se estao gastando e
vo gastar, embora centenares o centenares de ope-
rarios filiadua em eeua clubs tenhara aolicitado
nestea preparativos e o commercio a retalbo se
v animando cada vez mais do dia para dia.
Ante hontem houve ama ceremonia das mais
solemnes no Paco d' .jada. Um jornal de Lisbja
des--re ve-a nos termos seguintes :
Veriflcou-se hontem no paco da Ajodar ho-
ra qiTB estara determinada, com todas a* formali-
dades de estylo, a investidura da nobilissima or -
dem do Tosi de Duro, com qne foi agraciado o Sr.
infante D. Augusto, na vaga oceasonada pelo fal-
lecimento de sua magestado el-rei o Sr. D. Fer-
nando.
Aos lados de sua magestade el-rei, estar saa
mageatade a rainha e suas altezas, e nos lugares
que Ibes foram destinados pelo mestre sata, os
gr cruzes das ordens militares portuguesas e das
ordens hespanholas, o ministerio, os officiaes mi-
res em servico effectvo na casa real e todos os of-
r



tyuarta -feira

fisiaes da casa militar da el-rei e s ordens ce
suas altezas.
' Assistio tambera a esta soleranidade o Si.
Mendes Vigo, ministro de Hespanha em Lisboa,
que serna de secretario da orden, e era acompa
nhado pelo pessoal da legacio.
A' direite do throno esteva urna credencia,
coin erucifixo e mis jai aberto na paite dos evau-
gelhos.
O Sr. ministro da Hespanha, logo que el-rei
determinou o coraeco da ceremonia, entregiU'i
diplou. a e a insignia, que f iran apresentadoe so
bre alfoofadas pelos primeiros secretarios do lega-
fio; e ein seguida S* Ese. fe aoi breve alinea
gao, a que sua magestade responden, agradecend
a nova prova de ciiBideraco e nffecto dada i
familia real portugueza pela raiuba regente d
Hespanha.
A' troca de expressoes de amizade, entre as
familias reinantes, sguio-se o acto di invoooidura
no Sr. infante D. Augusto, depois de ana altase
hav-r declarado, antes de entrar na sala do abro
no, que aceitav a a nomeac,o com que o agraeiuu
sua magestade a raiuba regante, e que a este no
vo favor estava muita reconhecido.
Foipadrinho o Sr. infante D. Affonso II n-
riques, quem veio sala de espera fazer a pergun-
ta ao Sr. infante D. Augusto, < que voltou sala
de tbrono particular dar el-rei I).,Luiza respos-
ta de sua alteza.
Ento sua magostada ordenou a entrada do
Sr. infante D. Augueto, que ajnelhou e prestou
o juramento e recebeu a insignia eom todj o rigor
do ceremonial prescript nos estatutos dj ordem
Quando o ministro de Hespanha, na ooaasiln
de ser laucado o collar, fes ein voz alta, o voto de
que o Sr. infante 1). Augusto gosasse por raui-
tos anuos cssa insignia ein bonra e gloria sua, sua
alteza respoudeu :
Deas me di graca para isso.
Essa ceremonia terminou com o abraco, que
sua altee i receben primeramente de 11 rei e de-
pois dos menbr"s de ordem do Toso de Ouro,
que esfavam r reseutes.
Consta que o Sr. conselheiro Beiro, minis-
tro da justic t j i tem revisto a primeira part I i
tjd. comraercial e ilab>rado o respectivo projecto.
A parte do novo projecto referente s faUeneOM e n
tiua a ser elaborada oas conferencias da Aseo
ciaco dos Advogados, a que tem ussistido o mi-
nistro da justca, qn: 6 u:n dos ornamentos do l-
10 portugus. '
Regressou i Lisboa o Sr. conselheiro do es-
tado Antonio de Serpa 1'nn ntel. S. Ese jare-
ussuiruo a presidencia do tribunal de cantas.
Espera-se que us trabdhis da ponte de 1).
Luiz, no tato, riiiuiin terminadas em irsw de
maio prximo. Au la iV esta osado dia para
a ioaogn aci : m s parece que ella ser ecleera-
da por oceasiio devinta da familia real aquella
cidade.
Parti pa Paris o Sr. visconde de Dau
pi.is. m esposa, seu ginro o Sr. B. L- >
suas inter
As ntbia do eamiuho de
trro de Amba< a i frica Oceid rntal). sto nego-
ciadas c in um syudi-at-.i, de que
tal ic eotmtriee i i,i< I. de Londres Essas abriga-
eses sao do ryp de por cent i o sffirma-se i|ii i
essissao Be tara a 80 p >r cent que ha de r
sar mo prximo, sendo prova
i tamb :m aberte e.
Lisb ..
_!" eras da ordem
da Sedera iHca da Slberia Sr. pre-
aideate a consedio de ministros e ministi
eetrangeiroe h da marmita. O Br. eonseil
Benri ine de M e \ ha mia as in
sigu n, que lli I. .vi ra
pelo Mr. conselh iro Ani ilmo Jone Braan-
camp, honrado cicle do partido p ta. O
finad i estadista posaaia eate distinceso e as |ui
era dar ao actual ministro da u.arinba e
lmur.ine i -;.;, para i aa dia ser
m,
1' imbcm i' i naa u la da mes-
ma ordem o Sr. Aire idi < Britto, secretario par-
ticular do S.-. \>r i eonaeibo.
O nucir r-quereu pele
nisterio ,1 i obr es p ri > para
tabel i vapor eos algaoa dus nas-
sos rio
Os bac- i vap ir a. barcos ligados a ambas as
mar reos d t ri > p >r n ei i i" o rentes I n .
o auxi.io das qn.es fsera as traveosias rapida-
ment a d v 'utos e mar
eetorvarem a nav gac&o longitudinal.
T.-m a < le i as con licoea n 'cessariai de
floeta isagea a cabalgada
carros e irp ga los. qo embarcan e desembarcan!
por Beto de ca i ti teto intet.
O Sr O ie!ecer o primeir
detronte di Vi i de Xira onde acteai-
mciit" reside 0 Sr. Carlos Peaerat, distioeto en-
genh iro, j fes o desenlio desee primeiro 6ai
jctado, ci-' alende ser una abra de reconli
atiiid.de, ser um .;. ato
Qu ni conh' ea o movimeato de tere es e de g .-
des (!o rjoefl i Ribateio, fcilmente av.ili a impoi-
tanea I' qaeUe metouirameoto, que estabelecA
eommuni gunu, e deve airfnar
BMntoavi mroer ial la .ovoafops inargina.-s
O S-, I V1 ligu ira, pela na illasb
e nuio e upreben ledor, pode dar su i idea t ido
di fie 'lia merece, no s em be-
aeficia gcral, mas tamben en provetto proprio.
; Sr. Manoel do Canto c Castro
Masear.nli.s Val lea, primeiro ufficial do Tribunal
de Cintas. Dt-ixou um diccionario hespanhol
ortagnea em tres groesos volenes, obra muito es-
tinii la pelo an ro com que Coi c apilada e sobre
tudo p ila eopi i de t irnos d artes e sciencias c m
que est enriquecido.
Mus outras produccois litterarias fiearam do
nalogrado escriptor cuja hoaestidade racen
e sollicitude obsequiosa grangearam muitas sym-
pathias.
A trra lhe seja leve.
Na folha official veio j publicado o decreto
centendo as instrueg. s para a esecucao da Ici que
es'abeleceu a cobmnea domiciliaria das presta-
fSai mensa^s de contribnicao industrial nos bair-
ros em que se divide o onselbo de Lisboa.
Na minlia de 23 Ihes disse estar nomeado
para a legarlo do Ro de Janeiro o Sr. conselhei-
ro Duarte Gustavo Nogueira Soares, chefe da ru-
partifao des consulados no ministerio dos negocios
estrangeiros e que levava na qualidade de 1 -se
cretano o Sr D. Miguel de Nuronha, filho primo-
gnito do fallecido conde de Paraty, e ha poucos
dias agraciado cjm o mesmo titulo de conde.
Para o lugar de 2- secretario toi convidado pelo
governo o Sr. Virgilio Teixeira, entesdo do S.
visconde de Seabra. E' um mogo de h-uestissiino
carseter da inelbor s ciedade de Lisboa, muito
instruido sympathico.
Parece que- ira > como addidos legaco dous
cavalheiros que tem ou vio ter a graduaelo de
cnsules de primeira classe, porquanto o pensa
ment do gov-rno dar a mais escrupulosa attsav-
cio a todo quanto diz respeito aos importantes
intoresses confiados ao zelo daquelles funeciona-
rios e por isso tem sido muito severo e cauteloso
na escolha do pcaioal que ten de cooperar com o
nosso ministro na rorte do Brazil.
_ O ill ajante -r G. Arthur, qae a
Sociedaie de Oeographia de Lisboa apreseatou ha
dias ao Sr. vis Villar de Alien, toi a quin-
ta de li i a (I) loro fazer experiencias da sua
mei! .atra ? pUilloxera e S'guio de-
pois para L n lies.
Part para liorna por Pars, afim de consultar
es mdicos o Sr. eonselh ro Mathias d" Carvalhoe
Taaeonod os, a sao ministro junto ao Quirinal.
C lastimoso, as fe tas d Sein ina Santa Oatro tan-
to ni al do viaii bo reino
Da "iva ver i que p-r l parece
que andn o diab solt, cimecando os successivos
p I o assassinuto aleivoso do bispo
de aJcala-Madrid por um miseravel saeerdote.
A eoQCi'.rr.neia das fi-is aos templas f ii eaorme,
apezar do nao tempo. As grejaa estavan umitas
dellas, snmpt1! isinente ornamentadas na quinta-
feira de Endo a
No Porro, onde > tempo tem corrido mais ame-
o, tamben aquellas solemnida es se fizeram com
luzimento b gru eza.
O temporal qna ten C*hi lo sobra a Penissula
estes dias tem sido violento e alguus estrago ton
prodnzido.
Nao tardaro a sentir-as os effaifos d
pois tem chovido c ipiosamenr A B ara la Es-
trella est eibi ve. Isto nos ltimos dias
de abril tem sua uovidad*.
Desde ante bontem a ventana qae se sent i in
Lisboc extraoraiuuria e ereio buiu que as illuoii-
naces do monumeu o dos Beetanradorea, do tbea-
tro de D. Maria II e do veloo palacio dos condes
de Alnada nao p.der maoifestar-se tao expen
dida, como se tinna projeetado para esta noite.
E' possivel mesmo qa- na oecasio da ceremo-
nia da inauguracau o aguaceiros e rajadas tor-
nem muito desagradavel a assittencia aquello acto
solemne.
Um crine revestido de odiosas circumstancias,
eommettido na semana santa por um alfares qu&
frequentava a escola do exercito, est causando
grande sensacao.
Este official, Antonio Augusto Alves Martins
Uarinho da Cruz, assasainou tracao, com tiros
de revolver, um ca'ao aspirante de cacadores 12,
seu collega, Antonio Cndido Pereira, natural da
ilha da ftfadeira e de humilde origcm, mas muito
estimado por seas eellegas e lentes
O tiro, ou tiros foram-lhe dados falsa t, junto
ao templo da Bempost* (Paco da Rainha) a quei
ma roujta no oeciput, indo a victima desprevenida
para a escola|do exercitolquando se retirav* d urna
tabacaria, no largo de Mettellc, ondo so encontra-
ra com o seu covarde aggressor, cuja compauhia
tratou logo de evitar.
P. rece que em tsmpo os doua moraram juntos
e com tanta intimidade vivan, que os outros seus
collegas zombavam d'elles, deitaudo para mal es
sas relacoes estreitas em que vivan ambos.
Pereira peicebendo que o desacredtavam e
fastou-se de Marnho da Cruz.
Desde esta S' paracao o assassino jurou-lhe pela
palle e communicou, ao que parece, a damnada n-
teneao de o matar.
Pereira foi avisado pelo sargento do compauhia
de um corpo de cacadores da guarnico de Lisboa
a que estava addido, que se ac uitellasse.
O aviso do sargento fora-lhe dado pela polica,
que de um desconhecide, que se intitulava 0 ho
mem dos Remolares, recebera a deuuncia.
Pereira nao fez caso ; mas o bilhete do sargen-
to foi-lhe encontrado na algibeira e bastadle para
evidenciar que i erim fr.i premeditado.
O assassino filho d'um respeitavel protessordo
Lyceu de Porto Alegre e sobrinho de um collega
meu, resueitablssimo tam'oem, do Lyce de Lis-
boa.
As familias esto inconsolaveis.
O assassino est preso no Castello de S. Jorge.
Palla sempre com indifTerenca revoltante da sua
vietima.
Caso notavel : ao alvorccer da manha que sen
t -e assaltado de accessos deremorsos, de pavores
intensos.
Procura entao approximar-se de outros eompa-
nheiros de priso, chora, solaba, resa, tica alluci-
nado completamente.
De dia oatro.
O funeral do assassinado foi feito anata dos
seus c indiscipulos.
Qu isi todo o corpo docente acompanbou o enter-
ro de Antonio Candido Pereira.
El Rei, condoido da sirte da familia, vai esta-
belecer-Die urna pensaodo seu bolso.
Pindou a epocha lyrica em S. Carlos com a des-
pedida de Mine. Fids Dvs A ller.
F i ama ov.teo, um delirio esta dospedida, em
que a primorosa artista eanfou o4* acto do Fausto
e mna romanan da Paure (Santa M.iri>). Brindes
os lhe fpran efrectuados pelos seus admira-
dores e pilas ali r is da nOSSS aristicracia.
Foi na n inte esplendida.
Comeei'sin ji aili as reeiti a 1 'urna troupe fnn-
i xa de 4", 0", ou 6', ordem em que ha s um artis-
ta, Dunuys, que merece auplausos.
Bepreaentan eea&tarslan opera cnica, c--
treando-ae cora a Vie Parieaie de I >'X- mb icc.
(ira reaun m1 o eancan, as figas, oaditos *-m
voe s, as pa-h < lia l is nesmo daquclle repertorio
.ri BMao paleo em ]oe ha poneos dias nvi unos
los a Devbs, a Papp, a Schalchi-Solli, a
Mamo, a M aini, o Cotogni e o Lorran
-me urna idea iriuiti infelis, realmente.
O governo,queqnen deve olnarpara um tbea
tro d'aquella cathegoria, nanea deviacooseatir em i
tac- profa IS
Piqnenesboje poraqoi, para nao abosar da
seuipre benvola paciencia dos leitores.
-
Assciubla Provincial
SAO KM 29 DE ABRIL DE i
!;;!>:. :\a .", oo exm. sr. di., totk manoei. de i.vbbOS
nSBXVBT
I ('.., n
O Sr. Ferreira JacobinaSr. pt
drate, na la-sm^ porque a nobrn
ai si de orean oto f i a prpri-t que co:
sou que acuanta 2> disenasao para emendar o
sen trabelho; e, arautido por cssa proneesi
nao pn Borarsi taer ama apreeiaean para recon-
pdr uui trabalho que hontem pelo brilhante ta- j
do nobre deputado pelo 12 distncto, foi
cumpletum-nte destruido, paree endo que fez com
espirito o que faz d > bistur instrumento to fino e
cortante, pelo que ficou o pr.jeeto destruido.
Eu, pola, que nao sm membr i saSo de
oreamento, ijoe nao aceito o project nao quero
na ocenpar di reeonstraecb ou cunfcccao de um
trabalho, a que me parece ni i ter presidido bas-
tante prodeucia, tanto mais uuanto os diatinet m
membri.s que o eonfecci >nar un, j. qaeren modifi-
cal- ..
Mas un incidente susctou-sc, no correr da dis-
I para miin BOtO serio, i antea por esse
incidente, que pela materia sojetta ao debate, que
eu me levanta.
E' possivel que teodo occsio de mostrar que a
nobre e auinis.-a de Oreamento nj foi feliz em
aigumas de suas disp bii;es orcameuta ias, qae
ella entanden cortar aervieaa, cuja uecessidad
eonheea. E' muito possivel que a nobre commis-
.- i consiga retocar o seu trabalho, siijcitando-sc a
aualyse, que de suppor que se far;a,a lei mais
inportante da provincia, lei de siericios e qu-,
portento, mais qae nimhuma, deve merecer a noaaa
atteneao. lsso se a commisso o consentir, anda
que se diga que f.tzcinos 10 oreamento urna dis-
c-useao poltica. Eu desde j protesto, quer como
simples d- putad i, quer como cidado, eu nao posso
deixar de fazer reparos sobre a lei qae hora est
em discussao. Se. que js meus reparos, como
quasi todos que parten dcsta bancada, sao sem-
p-^ aceitos na terreno poltico.
Qualquer que seja a impugnadlo qae > depu-
tado faca ao projecto, os lustres membros da
maioria, tem feito questao disso.
Mas apezar disso, nao me fallece de tsdo o animo
para encarar o projecto que se discute, trazendo
alguna consideracao que na oecasio julgue oppor-
tuna, Coulieco a neeessidade da lei, mas tamoem
reconheco que ella pode ser devida e calmamente
apreciada, p.rquanto nao acho tao intil a aualyse
ao projecto em Ia discusso.
E abi que se estabelecem as bases para a se-
gunda. Portado, aiuda quero iucorrer as cen-
suras dos nobres deputados, oceupando em tempo
a uttenco da casa.
Mas Sr. presidente, suscita-se agora um inci-
dente muito serio. Logo que se ausentaram dcsta
Asscmbla o digno presidente e mais os uobr.-s
deputados pelo 1" e 12 districtos, fie melara a ue-
cessidado de ejinpletar-se as c inmissoes. Os
membros de urna commiss j devein ser os nais
interessados em que ellas estejam completas. Mas
nos vimos que ao contrario, os nobres deputados
membros da commisso de urcameuto, nao quize
rain qu entusen um deputado no seio de seus
nunnheirni, para pn-encher a vaga auerta pelo
ilustre cidado que leve de retirarse desta pro-
vincia.
PasaadM os dias, reclamamos cintra essa vaga
que ae abra na comininso de areaaMOtO, inaa os
uobres Vpntad m diaseram que nos nao tinhamos
Porqn '.'
Porque vi-m n'isso urna questao poltica e s-
in nte poltica,
A c .iiiiiiiin lo que iic3se tempo confeceionava o
seu projecto, devia ser a pn i .eir a recoohicer a
utilidade da medida por nos outros proposta ; de-
va ser a primeira a reclamar u noineaco de mais
um membro para a conunissao de WBaiBUUtO, vi=to
como ella acnava se iusompleta.
Um Sr. DeputadoNao se tratou d commisso
Je oreamento.
O Si. Pajareara JacobinaE' a mesma cousa,
porque tudas as 11111""* sao com|K)stas de tres
membros, segundo determina a li i d ata casa. Cu
irn a V. Exe. qae a itjaeasaa'i vanmi
as as eoinmiaoO s, tanto assin qna 0 no-
bre Sr. Io secretario foi forcado a pedir per uissao
. d. xar urna das coinmissoec, visto como ja
oecapava tres, contra a letra expressa do Regi
ment.
O Sr. Jos MariaE' exacto; lembra-ne per-
fcittua
U a.. Fcrreira JacobinaE, seuhores, faxia
.anto dizer urna commisso de ordenados, como
una commisso de oreamento. facto se venu-
cava e o e'eito era o ine^mo.
nobre presidente, a quem muito respeito, en-
teudeu que nao havia vaga e oa noorea depurados
icordaram uisao, uhegando a ooncluaao toreada de
ni o llaatre mumbru da cominiss&o de oreamento
4usente nao estova aindt reoonhcoido denotado
geral por um dos districtos desta provincia. Eis,
paren, agora, Sr. presidente, surgiudo as diffieul-
dadea, porque nao se quiz attender ao nosso pe-
dido, quando lembravamos o preenchimenta da
vaga e uo se quiz attender somonte por causa
dessa poltica pequenina, que eu peco mesmol
I i cenca para chamar da mesquinha e contra a qua
hei de rebelar-me sempre. Nao fomos attendidoe
p-ir causa de um capricho partidario...
O Sr. Costa RibeiroApoado; um capricho
mal entendido.
O Sr. Ferreira Jacobina... e o que teraoa
boje? T.mos urna commisso de rcamento manca
e digo, manca porque nao esta completa. Hoje
ella est prefeitamente contra o regiment, porque
este determina exoressamente que as cemraissoes
permanentes desta casa se compouham de tres
nenbree. E tanto assim que V. Exc. agora
exige que ella ae complete.
Um Sr. DeputadoE est completa.
O Sr. Ferreira JacobinaSr. presidente, se
fosse em tempo atten lida a nossa raclanaaSo,
V. Exc. comprehende que o nobre Visconde de
Tabatinga, nao poda dizer: sou extraaho ao
oreamento que so debate, de cuja commisso alias
faco parte ; aceito algunas medidas e outras nao,
porquanto S. Exc. mesmo declarou desta tribuna,
que aceitava parte das dsposicoes ore inmutaras
e parte nao, no que faz muito bem, porque nao
quer acarretar com a responsabilidade albeia.
Assim, S. Exc. que em tempo poderia ter sido
chamado, para coilaborar nesse projecto, nojo eet
eonvencido de qui essa eacolhi s reeahio na sua
pessoa para obngal o a amatar os seus amigos
a aceitaron o mesmo projecto.
O Sr. Gomes Prente -Nao sso.
O Sr. Ferreira lacobinaSe n> isio, entao
nao justificacio absolutamente a escolha da
pesaoa do Sr. Visconde. Se os nobres deputados,
se a Ilustre maioria compozeram todas as com-
missoes. cem excluso de aeua adveraanos, dis-
pensando o nosso auxilio, porque motivo agora
queren que um membro desta bancada v laz-r
parte de urna commisso importante, sena > a mais
impbrt inte, como aquella que cogita da receita e
despeza da provincia ?
O Sr. Gimes PrenteV. Eic. d liecnca para
um aparte ?
O Sr. Ferreira JacobinaPois nao.
O Sr. Gomes PrenteEu convidei o Sr. Lou
renco de S para fazer parte da commisso de
oreamento eelle nao aceitou o meu convite.
O Sr. Ferreira Jacobina Isso naturalmente
passou-se na inte-aala e en conversa particular,
e eu nao costuino traz -r p ira este recinto aquillo
que se pas3a l fra. Pergunto eu, foi algum de
U3 escotbido para faz r parte de qualquer das
connisatoB permanentes desta -asa, que podea"e
ser exerold i par algnn msmbro ai maioria.
Portanto, o Sr Visconde de Tabatinga nio
n i le fazer parte da commisso de oreamento, dan-
do o seu Vot i, encampiud) o pr ojeto, pas elle
o proprio a dizer qu- oa -1 a aonm
entende nao aceitar o reqneriuiento para qae o
projecto volte a comnissao, porque diz S. Ese.
que esse requ rimento importan sua destifuie i.
Cano, pois. 0 Sr. Visci.lde de Tbatinga pile fa-
zer par' de un t innias i quando elle nj col-
lab >rou com o n brea dep il i los e acha que o
trabalho est inperteito? A eonoansio portento,
nj pode d asar d a itar o requerimento.
Se a eonnasaa decid i im nt ao quer aceitar
o req te q w o Br. viac in le de
Tabatinga nao p>de taaar parte da comnissao e
nern a casa pode npor a on deputado a aceitar
'Tg).
N itas eondieves, portento, nSo se harmonsa a
ap.e-e .'.;;! o do r'quernnento con a entrada do
Sr. V SC ai le de Tab [ting I
li j a i a ra Mitraeonaa: em que fiea mal a
r e -i-i ieraeo do pr rjeCt' U"la 00 tnni.-s j N
casa se teen I it i a r.:- n-i er eo de projee'os
por dalb-raeo da ttssenbla Portento, oste
nunca honve a menor otiensa.
Eu queVoto pelo requerimento levante! me
as para mostrar que o wqneriiEeato nSo ser
aceit', porque os me nbros da connissi i de ilara-
rain traneanente que a app iv icS i do requeri-
mento nportava sna destitaicSo, e'neste caso av
sena um est i 1 i la anarehi i na maio
riada casa, peloqne a recosa Importa a regeicSo
por parte da maioria da easa,eento oSr Via-
conde de Tabatinga nao pode faz t parte de tal
i- innsst'.
Nestas cm>l:. iao appello ]
V. Esc. embora rec qne as decisoV
V. Ese. aio ; appllo para os dona
,:is da conm8sao e casi para qneaeeitem
n requerimento, pois no caso contrario, Va. Excs
D i odem contar com o auxilio do Sr. Vise
de T pirque elle declara que nao
ae lita
Sr. presidente, preciso que o projecto volte
para ser reconsiderado.
A 3tuaeo ein qne os nobres deputados enllo-
can a questao esta : ha na maioria memores d>
que os membros escoliados que apresrntaram o
projecto em di*ca
(Trocam-se mu tos apartes).
OSr. Visconde de Tabatinga nao pode ter a
aspiraco de fazer parte da coinmuso de orea
ment (apartes), aiuda mi-s.no qne fesae eleito em
primeiro lugar (apartes); e dganos com fran-
qnesa a conmiasSo de orjainento urna commisso
en ncalin 'iite poltica, de intima confiauc,i da
administracSo, e o na pratiea constante, e e
pelo acto ad iicional que, manda que o oreamento
venha da administraeio publiea.
Como pois pretendar-ae que a commisco do or -
camento nao sej i da maior ntimade, da maio
franqueza da administraoi
O Sr. Coelho de MoraesBoa ou m a praxe
nao tem sido essa.
O Sr. Ferreira JacobinaTem sidj constante-
mente es:i a praxe. A commisso de orcamunto
provincial, bem como a de fixaco da f>rca poli-
cial, sempre ncsta casa se tem constituido com
plena c absoluta oufianc/i da administrago a
direi nao s com confianca, mas com intimidade
della ; e nao s isto succede aqu como em toda a
parte.
Portanto, para mim fra de questao que o no-
bre Sr. Visconde de Tabatinga nao pode tazer
absolutamente parte da commiss > para que o Sr.
presidento da assembla o escolbeu.
O Sr. Sophronio PortellaV. Exc. tem procu-
raco do Sr. Visconde de Tabatinga ?
O Sr. Visconde de Tabati igaNao precisa de
procure.co miaba, o nobre orador est no seu di-
reito e tallando muito bem.
O Sr. Ferreira JacobinaEu portanto, Sr. pre-
sidenta levanto-me para mostrar a 8tuacao ein
que est i collecada a maioria da casa. Desejo que
a nobre comnissao de oreamento Beja sustentada,
e que opiojecto ae complete na casa, ou no seio
dessa mesma commisso, visto como ella nao leva
tauto a peito o aeu amor proprio que diz agora
que ha de retocar o seu trabalho e mais aiuda
quando o complete, o far de accordo cem seus
amigos ntimos com o fim de serem approvadas
as disposicoes ornamentarias, conforme a escola
de seu partido e sem preciso de pessoa estranha
a sua crenca poluica
(Trocan se muitos apartes).
Nessas circumstancias pois, os nobres" deputa-
dos q ic se apresentam to intolerantes que j ta-
na do requerimento urna questao de poltica r
de destituidlo, de suppor que os seus amigos nu
os deixem fiear mal e neate caso uo trenos se
na i qne aeonpaabar a discusso do ornamento,
supplicando a eommuso que aprsente emeuaas
en cessio oppor i ana.
(Troeam-ae mnitoa apartes).
Eu nao tenho speraneas do ver appr.wado o
requeriinea'o e concluo esperando que na 2* dis-
cusso di ornamento seja longo o debate e qu- a
eommisslo courpen -Irada de que em seu trabadla
ha en rmes imperf .-ieoes, nao querer que elle
passe sem ser muit i in difi I p qna do contra-
rio elie podia traaer serios prejuizos.
O Hr. Viwconale *le Tsbalinsa -r.
; ate. na veaaw discutir o or.. ubo
sineot'- fazer urna declarac a esta casa
Quando fui nomeado para membro da c
sao de oreamento par V. Exc. Sr. presidente, e
creio que smente pela bondade de V. Exe. <
u i petos meus mer-'dmentoB, np;>arecendo e-
pois o requ rnn-nto do nobre depurado o Sr. 1 |-
ana p rque pedia que i
ella
cario com o novo nenbro elab raaaenma
obra med ir, vi>to como 0 proprio relatar da com-
mirso aeh iv i n sae orCn uto defeitos que de-
viam acr emendados...
O Sr. Guinea Prente Conforme o correr Ja
-sao
I) Sr. Visconde de Tabatinga V. Etc. j ti-
iih* declarado cath -gori lamente que liavia esees
defeitos e 4ue estava sujeito a emendal-os.
Mas ea vi que o requenm-uto do meu amigo o
nobre Sr. Ba-o de Itapissuma veio fazer com que
um dos membros da coiumisso deelarasse que a
retirada deate proj oto para a commisso iinpur-
tava urna injuria a mesma commisso e que por
isso os dais membros della vor-ae-biam desti-
tuidos.
Ob, SrB.! So ea ia faser parte deasa commiseo,
se en austentei o requerimento domen amigo o Sr.
Baxo de Itapissuma porque o achara justo, por-
que nio tendo ea collaborado com. oa nobres de-
putados desde o principio ia entrar em um traba-
lho desconhecido, e nio quera ser eu um dos
membros da comnissao que descordando do que
estava feito viesse apreaentar enendas en d ae-
cordo con os neus collegas da comnissao e por
me parecer qua isso nao era regular que pedia
a palavra c sustentei o requerimento.
Admirou-meo pronunciamento do meu collega
deputado pelo S" districto e vi a rej-dco do re-
quurirnent, talvez sem duvida porque os honra-
dos membros nao me queriam no seio da commi--
so (Nao apoiados).
Por isso venho fazer um i deelaiaco a casa que
nao pertenco a essa commisso em vista da de-
claracao de um dos honrados membros della, de
que ae julgava deatituilo do seu encargo appro-
vando-se o requenmeHto que austentei.
Um Sr. DeputadoMaa be for approvado ?
O Sr. Visconde de Tabatinga Eutao nao foi
votado ?
VozesAinda nio.
O Sf. Visconde de TabatingaEu creo que foi
votado e rejetado, porque ale-uns dos nobres mem-
bros da maioria me disseram que votaraoi con-
tra em vista da declaraeo do3 membros da com-
misso.
O Sr. Prxedes Pitanga O requerimento ain-
da nao foi votado.
O Sr. Visconde de Tabatinga Mas eu julgava
que sim e peijo ao 8r. presidente que me diga se
foi ou nao rejetado o requerimento.
O Sr. PresidenteAi nd i nao toi votado.
O Sr. Viaconde de Tabatinga -Pois nao aaba,
julgava que elle tinha sido rejetado, porque re
pito, alguna Sis. deputados da maioria me disse-
ram que tinham votado crnitra porque um dos
membros da commisso tinha declarado que se
passasse o requerimento, a commisso considerar
se-hia destituida.
Visto, porem, que o requerimepto nao fo! ainda
votado, aguardarei a sua decalo; si elle n >
rassar considerar-me hei destituido e ngradeeerei
muito ao Ilustre presidente desta casa o lem'irar-
se do meu nome para fazer parte da commisso
deorginento proviueal. A rejecio do requer
meato importa o nao m" querercn os outros inetn-
bro* da ommisao no seio della.
Um Sr Deputado V. Ene. p le presentar
emendas.
() Sr. Visconde de Tabatinga Mis que a
sidae t aili i le apresetiter emendas nn desaccor-
do com os meus coHegaa, quan I r em
desde o prin no ?
Isto lgico.
Um Sr. DeputadoV. Exc. p le at apreaentar
um substitutivo ao oreamento.
O Sr. Visconde de Tabatin qn il u tt
deputado pide fazei-;. V, pus, V. Ex;, dar esse
conselho a out.-o.
Portanto, Sr. presidente, a vista d decan?io-
do V. Exe. alflrmanlo-me que o requerimento ain-
da nao foi Va- ida, BU agOa lo a MB C
O Sr. PitstnsnSr. uresidente, nao venho
entrar em nova- orea da conveniencia
to ie oreamento. Mas roteada pelo re-
quermeato, nao quero fazel-o aileaca an ai '
porque faeo o Con meu. urna ve,-, qq l elle porten-
ce a min ira desta casa.
Xii f ii sem raza) que da parte '1 i Sr. Iaro de
It ipiasoma parti um r a\'i ii un ial i, pe lin 11 qu
voltease a project de reamento connu
pois das liger.is consderaco fetaa, das quaea
se in iiizia que o projecto nao p l lia pr Ignir 0
sen eaninho, porqaanto era eivadj le vio
cheiode incorreceois, qne i >er debla-
las, eoato maito bem dase f'Or
neio de emenlas a en n segunda
iiseusao.
SeaeonnisaSo naoesiivease incompleta, ae a
11 uai in-'ubrj da op|
cao para faser parte da c immissSi, os 'el atos d>
trabalho, poderiam ser eorrigid ppor-
tuno, cono diss: S. Exe. .ssnn, a m sn i
naieri i e principalmente a commiisi teria o di-
na:.- de dorrigil-o ou mean > snbstitnil-o
aeeesaari. Mas des qne m ii iri i i
ie a eommiaaS > s-ja c e o
presidente o fes, nanean lo um membro da oppo
sivi, on a eommiasSo jnlgon qne o i a trabajho
ado> por [neo
tinliim epmpoeto a preeisava euro para
coilaborar nesse mesmo trabalho, ou q lis dividir
-bilidade con aq n I '> '
solutameiite Mr vspjiisavel par um projeeto em
qu i nao c llaborou. Xcste caso, a adopc b do r
qnerinento, ^edindo qu.: voltease o project
eanmisso, nao poda ser repudia.la par parte d.,s
nabres depuudos, porque era dar um voto de des
coiifianca, pelo taeto de ser o memoro nOBM
pertencentea poltica adversa, pelo tacto Je
teneer elle b meada liberal.
Se a nobre commisso entenda que o nobre
Visconde nao devia ter o direito de estadar c m i
membro da commisso os trabalho]
pela mesma coinmiss), entrar na indagaoo par-
ticular dos motivos que ti.iraai es n ibrcs d pu-
lidos para proceder do modo a eonl l 'ur um
trabalho que fra repellido pela mjnoria, como in-
completo; ae a c immissao entenda que dev.a oc-
cultar ao seu companbe ro as r zo 's qu i m mva-
ram aeonfeccao desse projeeto, nao deviam t '
aceitado semelhante nomeaco, eviam ter finido
satisfeitos com que o mesmo trabalho jese as-i^'-
uad pe maioria da commisso. Ma; desde qne
a illoetre commisso nao repelle a eacolna le
desde que nao coucorre para ser dspeusi?do o
membro, que se julgou incompetente, por nao ha
ver collaborado no mesmo trabalho, me parece que
una vez dadas taes circumstancias, uina vez que
sta ssenbla nao quiz dispensar o Sr. Visconde
da Ilustrada commisso, digo, nao tem o direito a
Ilustre Assembla de votar contra o requerimento,
sob pena de fazor sentir que prefere fiear cora a
commisso incompleta, daudo-^-e por satisfeita com
o trabalho apresentado, tal qu il o foi. Mas desde
que a nobre commisso nio eoucorreu eoin o seu
voto para ser dispensado o Sr. Viseonde de. Taba-
tinga, que nomeado, posteriormente veio casa
p -dir dispensa, por nao teraeieucia nem conseen-
cia de modo e dos motivas |ue actuaran no espi-
rito da commisso, para orgnisaco de seu tra-
balho, eu pens que a Ilustre maioria nao pode
deixar de aceitar o requerimento apresentado pelo
Sr. Bario de Itapissuma, em que pede que volte
n va nenie o projecto ao seio da c 'inmiuso, para
com o novo companbeiro ser revisto e preparado,
sob pna de dizer : nos nao contamos c>m o ter-
ceiro membro da cjmmissJ, para mis oiiffe-
rente que elle aceite ou nao o trabalho apresen-
tado.
Acho, pois, toda a r izo no nobre Sr. Visconde
de Tabatinga, quando declara que nao far parte
da ciraraisso, sendo rejetado este requerimento.
O Sr. Gomes PrenteAcho que collocou mal a
questao.
OSr. Prxedes PitangaE' muito possivel, que
ed. de um de nos adopte um prisma, por onde
tenha de ver os objectos a seu mod muito poa-
sivel qae o espelhi de rfl-xo nao rrprodosa a
mesma figura, desde que tenha posico diversa
aquella em que cuta,n m c llocados.
A sim coilocada a commisso no erreno da
maioria, ella pide dizere entender que o trabalho
ain la que teuba de ser reteito s ha de sei-o no
terrea i d i discusso.
Mas Umbemoerte e possivel que um m'inoro
nomeado poste* o.m nte confeee dess traba-
i quena nem d-veria aceitar que o seu no-
me corra parelhas, t izea lo parte do nesno traba-
Ido, 8- m que o tenha visto.
Desde pe ella nao est ompleta e nao ha pa-
. lepamdo de nenhum de seus membros, e
portento, desde que elle lea parte ntearaote da
c inniesao, ou o nobre Vise nde de 1 abatinga.
n ten lo pirte, n-i deven lo correr parelha na
eonfecci i do ore intente, intil e desnecessano
p ira o complemento da neam i e unmisso.
S-i a commisso deve ser um composto de tres
membros, e o seu trabalho deve pnrtllbar a res-
dadepor t"J-is tr- n. pd
i o de p ai sobre aquelle terceiro memoro
lamente intil esse nome, desde que elle
r conhaee nnito bem que n > faaandu
c immi sie, ad eoHaborad
os outros dous membros pin aupresenteei
se trabnlho, ni deve aceitar essa inca..
porque elle co no diputad i deve e p le co;
r,..in nt i qoan 1 que o trabalho nao
p.-it-ita e nao tem a aomma de responsabilidade
que tem o membro da coinmissio.
A repaga rao que eaba de npre -enter a illua-
tre 1-emmiasao em aceitar a proDosta de que vol-
t indo o ireameuto ao aeu seio perder tempo, nao
indica seuio, ou que ella j veio prop isitalmente
determinada por ser o trabalho filho de urna oin-
miaso nteirameute de canfianca, ou qae nao p-
denos compartilhar d-ssa oonfian^a o membro l-
timamente nomeado nao quer lhe entregar o direi-
to de nnalysar o seu trabalho e de rejeitar aquil-
lo que nio for razoavel, porque partiudo de fonte
official, nio pode cahir as mi de um membio
da opposinao.
Portanto, me parece mais razoavel que rejeta-
do o requerimento, como pacece estar determinado,
seja determinado nio fazer parte i t commisso o
Sr. Visconde de Tabatinga, a commisso continu,
aem m lleta, manca e aleijada \ fazendo o aeu
percurso, enostado um ao outro de seus membros
do maucira a che .jar ao estremo da viageaa, ou
procure urna moleta 00 proprio seio da f unilia.
Nestas condices, vetando eu pelo req e.rimento
e que nao pedia deixar de o fazer, desdo que par-
te da bancada liberal, e que apando por aquelle
que acaba de ser eleito, nao o quiz fazer callada
raent -, pirque quero ser coparticipanto dos sonti-
ip. -nta-i da min >ria.
O Hr. Rexueira Coala -Sr. presidente,
eu nao venho disentir a queso orcameaana.
pirque enteodn que al di8cuss> deate projecto
compietamente desnocessaria e iuutil (nao apoia-
dos.)
A 1 discusso veras, com sabe V. Exc, sobre
a conveniencia e utilidale da medida, a ausgnem
pode combater com vantagem a utilidade e con-
veniencia Nestaa eoniieSes, portanto, en nio vendo i tn
ban discutir o projeeto de oreamento ; aguard-
me para fazel-o na 2J discusso.
Venho simplesmente para oppor-me ao roque
rimento da nobre minora liberal, 00 qual pedo
ella que o projeeto de orcimento seja remettido a
commisso que o coneecionou.
Conejodizendoque muito me admir que a mi-
noria liberal que devia desojar que"1 fosse discutid i
este projecto com a mxima brevidade, p >rque
nossas sessoes esto a t-'rinnar, apresentasse um
requerimento que nada mais importa do que uii
adiamento indefinido.
> Sr. Liuren^o de SS hoje que foi apre-
seiitul i o projeeto de orcam-nto.
OSr. Begneira CoateO projecto de oreamento
j toi apresentado ha muiros dias
Devemos todos nos coneorrer paea que esse pro-
jacto snja discutido con a nai ide possi-
vei, afim de que n) se prolonguem os njasos tra-
balhos.
Vamos cutrar em urna prorogaco a V. Exc. sa-
be ...
Um Sr. Depura I i la 1$ incala Liben!Nio te-
ro li i 11 ii "i' sn nem hoje se a. niooria
n.lo tiveaae coacorrido para fazr ca i.
O Sr. Begneira Costa Ah! S agora qn-
Vv. Excs. se moetran arrapen li i >s S>'i g ira
V'v. Eses. im o mal que fasiam
provincia.. -
(JmSr ?epatadoda Bancada Lio ralPisen m
muiro bem e desde o nomento que s- diseatan
projeetos de iir : tieular on poltico od
aio taren '-1 na i t isa.
O Sr. Begneira Ueste... '1 lisendo-se fiear na
ante-,ala UaS
luzes e p .'ri it ea-.i.
Ss. Excs. comp.....i finalmente
eom i tinha o dever de eon-
( -rri':- it s .- a !S.
(Tr an-se a
A nos eonser pode laucar a cnl-
- le as oo sos trabalhis.
\
Ha irte.
Eu ni Bitr ui'i ir qo a a

al.
Disseram Ss. Excs para-justificar est
-:i i Si \ i
amia*
i -. collab lo na eonl
i, a-, W 'i prij 'i i me
cammiasio p ra qne n lea eom is-
le los l w -:
i por i ata censura o Ilustre pre
i ir ter n a I i mem-
bro '1 ra i nmi '. i muil i diati i : i Sr. Vi
cande .1 T
O Sr. Vi- ndede T ib itin r iQuem censaron?
i it angan i do nobre d muta 1 >.
i que o pre-
i tr.-
i e con .i -.- >.a ide lo il
ainaria
mas j deelarei que com a rejeie i do re
tieatou inhibido d'is-o ; sou toreado a
ira 1
a i! istre a i casa dev.a
dido...
Vosea lia bancada liberal Ningaen censa-
roa
O Sr. R gneira Costa... pirqae S. Exc. no
lo a a o opp sicionist i pan nenbro da com-
misso resp.itou e prestou homeuagem ao prinei-
pio das min rias.
(Ha um aparte 11 Sr. .lase U
A nomeao de u a le miste pira a com-
., de oreamento signifi -speito ao
ii .acial, das mi i >rt ...
Eu sou 'i > nmissoes
desta casa d ivi. i m iri i r i irea ntar-ne.
O Sr. .loa i de ( rtiveiraQue epigramma e!ei
cao ti ia conmissS i !
O Sr. Begneira C-istaE pois o i Exc.
,n le le Tabatinga para mem-
bro d e-vi t mereeer o= appl iusos e
res da minoria liberal.
O Sr. V Tabatinga Agrad c o acto
de S. Exe.
O Sr. Begneira Coate -Alen din esse non na
ci ass ata em ama outra -.z.io. -S
qae S. Exe o Sr. Visconde de T*baanga um
apologista do pnoeipio d economa. Jl\ teuh>
p.r mais de urna ves ouvido S. Exe. regir sem-
pre economas, economas em tu Jo, ecouomi\s p >r
tudo \
Portanto n) poda ser mais aci rtala a feliz d i
que foi a esc I ha que V. Esc. fez do Ilustra Sr.
V .ule d' Tabatinga par. mombro da comnis-
sao de orcameat n'um lempo de economas Jomo
este. .
Eu applaudi essa escolba e espero que S. Exc.
ha de, com as suas luzes e patriotismo provado,
coneorrer para que possamos fazer um trabalh i
qu honre esta Assembla e a provincia.
O Sr. Viaconde de TabatingaMuito obrigade ;
do requeriraen-
acceitar o
lugar para que fui Doeado, mas declaro qne col-
laborarei cora 03 meus compauheiios.
(Ha outros apartes).
O Sr. Begueira CostaSj ha raaSo nem^no-
tivo algum para que seja adiada a discusso do
oreamento, e volte o pr je .to nobre commisso.
A razio que se invoca de nao ter collaborado no
projecto o Sr. Viaconde de Tabatinga, nio tem
procedeucia, porque S. Exe. o Sr. Viscoude de Ta
batioga tem o direito de apreaentar tmendas a
m idifieacas ao proj cto, tem o direito de apresen-
tar um substitutivo e na 3.a discusso pode cuten
der-ae com os seua companbeiros de coinmiss i e
refundir aquelle trabalho s m que se; i necesaario
que elle volte agora ao aeio da commisso.
(Trocam-se apartes).
a i v n portento os nobres deputados que o adia-
ra aito ola necesaario, in sin o perqu, com) disse
ha pouco e repito agora, uj estamos no fim dos
nossos trabalh us preciso que demos o maior
impulso e celeridp.de possivel liscueso das leis
annuas, pira que nj sejamos aecusados de pro-
longarmos proposital e iudefiuidameuto as nossas
sessoes.
(Ha ura aparte).
Tendo o dr. Visconde de Tabatinga o direito de
presentar eneadas e raasmo um substitutivo, o
pde fazr de accarde eom a commisso de orea-
mento, sem que seja necesario que volte o traba-
lh > commisso.
Alen dieto, 8r. presidente, a commUaao de or-
oameato alo tra'ailha so para fazer orcameuta.
oiit.ios noitos as.mmptos de magna importancia e
gravidode competen a essa commisso...
be S. F.x na pode coilaborar no oreamento,
peder faael-o a'easea outros trabalhoa. J ve,
p ir no V. Exc, Sr. presid nte, que a razio que
o nobre tepuwde invoca, nio praeede. S, nao
nj0 i i no creamento, pode tea la
e neorrer ora as suas luze3 para outros muitos
tnbab.s que dependen do estudo c deliberac
mi' litante e a:nm;ssao'
O Sr. d&se MaraL V. Exc aceita o orfA-
nento ?
O -,. Begneira CostaJ disse a V. Exc- que
nio oar o neu J'iizo na primeira dis
cussa i. rSntend que se tratando da (j.iuvenieiicia
o Utilidade il l proj cto e sendo essa conveniencia e
u.i dad,- de tal oriem que neo se pode obaasBOB"
mente negir, nao ha motivo nem raao para per-
dernos o tempo em discutir o orcament.
O Sr. Lourenco de S Mas porque o nobre
depntado ai declara desde logo ae aceita ou nao
o pr.jeeto ?
O Sr. Begueira CoateBeservo-me para a 2.
dis mseio e entaoproeurarei satiefaser a anciedade,
a softreguidio oom que o nobre deputado est de
saber o mea peasamento
Teitas estas conaideracoes, Sr. presidente, e por
causa d'ellas declaro que voto contra o req eri-
nenso por ser elle na minha cpir.io deaBecessa-
ijo, e importar n'um adiamento, que nenhuma ra-
ziojustfica.
O Sr. Son* Mario, (pela ordem)Sr._ pre-
sidente, a hura parece estar terminada, ae nao me
engaa o rclgio da casa, porque, ju vejo, ten oa
ponteiros muito enferrujados e grande neeessidade
de algum azeite as anas molas.
O Sr PresidenteV. Exc. tem anda cinco mi-
uuioa.
Sr. J. relogio anda va regularmente ; mas tambem chegou
o tempo ein que. paasou a ser relogio de dedo.
Disse,-porm, V. Exc. que faltav iffl cinco minu-
tos para terna. deve faltar menos. Ora, V. Exe. ha de p rmittir
que eu lhe faca traiicameute urna cinissao. Eu
nunca tive, Sr. presidente, a pretenso de. dirigir
es:a banca Ja ; ao contrario, eu me deixo sem ore
dirigir por aquelles que esto no caso de o faze-
ren, j pela iutelligeucia e illiiatraeo, j pela
grande e larga pratiea, ernor sso aceito sempre 08
seus couaelhoa. Eu sou aqu sen pre executor de
ordens. Se estou, por eseinplo, junto do mea no-
bre amigo o Sr. Dr. Prxedes Pitang, e S. Exc.
diz-me conveniente que facas isto,eu .inme-
diatamente aceito a reflexio, porque elle est no
Caso de me ensiuar o camiabo, como mais velao.e
pratao que .
O mesmo sucerde com o meu illastre amig i o
Sr. baria de [teninaastO. Agora mesma ia levan-
tr-me para discutir a materia ornamentaria, por-
quanto tinha psdido a palavra antecipidameute ;
mas o meu chefe. o Sr. baro de It ipusom per-
guntou-me : voe vai discutir a oreamento,. quan-
do o tenp ji est esg itedo ? Voce d ve pedir
:.al ivra pela ordem e perguntar ao presidente se
deve oscupar esse tempo ou se elle d por termi-
nad. a primeira parte da ordem do dia. Achei
toda a razio en S. Exc; pois, por mais que eu
syuthetise, es i posee discutir materia tilo iraeor-
tante em to breve espejea de tempo. Digo j/b-
thetitar porque a phrase da posa. S. ft. o Sr.
m.|-r Antonio Affinsa Leal nao laz um discurso
pie nid teja -y iihetico, e ooissnoaconteceeon o
mavoso poeta Pigneirdi as suas bellissinaa qua-
drnhaa. En j i tenho tido oecasi-, Sr. presidente,
le OUVir o Sr. ni ijor Aut uno Aff.uso Leal ; com
ti il um orador synthetico, ma3 nem toJ js dis-
. da roba -/. intellectnal de -'. S.
(Para o Sr. Drommond Pilh >.)
V. Exe. c aboce o Sr. nej ir Leal ?
ii Sr. Drnmnond FilhoNSo tenho essa prazer.
O r. Jas HaraPois hei de apreseutal-o a
V. Ex:, na primeira pppMfunidade. Mas, o poeta
I iri V. Exe. conheee !
O Sr. Draininml Fdho E -r aheeo.
i| Sr. J M iral'os s'jlttheti:') tambera.
O -. que elle fosse
It lyrieo.
' > Sr. } s Maria X lo, m lia alg un. consa.
O;Sr. 'res lente'revin i ai nobre deputado
, ie b ir i e u i i ida.
O Sr -i >' MaraJ v V. Exe, Sr.presidente,
que tmha nuita raza > o nobre depurado quando
i ,, i en aio pidia discutir' o orcimento
em ti :ice ip -. i d te np>.
Nestas rcuai iaeito por
aio urna p quena pesa...
O Sr i intee realejo.
OSr. J Mara... d> vasto repertorio du
muang< Praxe les, quando se naeontra eom o
. ,1 ii 11" aiien.
- i--o nio Beana
Eeilar.
A du
2* i".!irr. -j\ BMOI DJ Di.l
Eut, o Bepaxado do
, i; | |... p i- a : ..-ao
, a ;- lo leal i' ia" a ion, que-
r um pn.jecto auterisando a conceder-se
privileei i por 1U anuos i quem nta-
r pira ia K1-
ra cim at i p
i, pas.
Os Sr.; dones Prente, Drnmmnd Piiho_ e
; trr., Jnior tosen breves
la o -
X lindo a palavra encerrada a
discassao, pr cedee I -se a votacio appiovado o
sto a imprimir eHemj preju-
lica 1 i voto m i tpai '
E itr .. liacunsio i a. 12 > 1 i83a
(e,-nc -" por -'O nn'oa a, Jos afana
,ie A 00 fabrica de lt.Iii-
tnes )
Ven a mesa, 1' J >, apoado e regatado o se-
-na-,- re (uenmento :
11 reeiro o liamente da discusso por i l ho-
ra. Costa (ioin -.
O Hr. arrox Brrelo litnior (Io se-
. i ,) -Sr proal ledii-, p.Mi a palavra nao paja
me op| 6r in limine. ao projecto ora i ,&o,
K>rque}atrve e itera considerseBo
da c isa diversas enea las e t.v : o pt el as
adoptadas, mas. sim, p rqna tratendo-se agora da
3 disCnssao, ven lo ea que vai eH erti-
ii i en le, m par ce que nao c baatante claro e
deixa lagar a duv:das.
D.z o projecto,
Art. Io Pica concedido a Jos Maria de An-
drade p vinte aone, para montar una
faorica de crtame, etc. etc.
Has, -r. presidente, oqut que ae prutsnde pri-
v il. giar > qne qne se emende por fabrica de
ton era p ir ventura osi in lustria pri-
mitiva qae ex te aqui na provincia de Pernam-
cante-tavelmente o projfCto deve ser mais claro.
Eu co aprehendo, senhor s, que o Estado nter-
venha directamente na vida das industria, privile-
giando-;i3 quando se trata de urna industria nova.
4uaado se trata de um aperfeicoamento mportan-
tisaimo, quando casa intwrvencio condicio si ne
qua non, quando de'la depende a existencia de urna
industria, cuja neeessidade seja impreaeindivel.
Mas quando se trata de urna industria conheci -
da, geralinentc explrala, quando nem ao menos
se trata de fazer algum ap-rfee .amento, tal in-
tervencii me p .rece prejudicial eura grande erro
econmico.
Assim, na hypothese, s ae vai fazer de urna in-
dustria geralnente explorada um monopolio, ai se
vai offender a direitos adquiridos, si se vai rom-
pera constituico do imperio, eu, Sr. presidente, de-
claro muito positivamente, voto contra o projecto.
Um Sr. DeputadoMaa V. Exc. vota a favor
ou contra ? _
O Sr. Barros B.irro3 JniorEntao V. Exc.
nx< m" ouvio. Corf.rme ; Bi for cortune, ae essa
industria primitiva que temos aqui na provincia
desde longos annos, industria montaaa aqu em
algum teuipo em larga escala, industria que se
acba disserainada par toda a provincia, ae sso,
eu voto contra o projecto.
(Treceno-se muitos apartes).
Eu coufesso que sou muito amante da lber Jade
da industria, da liberdade de comrnerco, eu o sou
a tal ponto que em regra a minha theoria a mais
liieral possivel. .
Um Sr. DuputadoA do livre cambio.
i Sr. Rorros 1> irreto JniorA da livre troca.
Como dizia, Sr. presidente, sou muito amante da
liberdode do coramereio e da liberdade da indus-
tria Em theoria, como r gr i eral, me parece, a
industria faz sempre ao governo a mesma supplica
que Diogoncs lazians grande un]
Entretanto, sou forcado a confesar que as socie-
dades nio ae governa.n par principios absolutos e
que o rigorismo d is theorias ten n. pratiea de
amoldar-s i s neceosidades das pocas e dos lu-
gares.
Sin., quando se trata de umi industria nova, de
urna industria completamente desc mhecida no
pais, de urna industria que p la primeira vez ten
de s r estabclcid, abrindo ulves g ates
lerendas, igo Oapi
lucro e de trab dho nacional, ou entenJo que
vemos fechar um pouco oa olhos ao rigor dos prin-
cipios e fazer com que o Estado ..itervenha mais
ou menos directamente para o estabelecjmento
dessa industria.
Quando p-.rm se trata urna iadustris
qne se a tem desenvolvida sem .
,. de urna industria, repito, que
privilegio de poucos, mas completan!
da, compltame la, como
ae oecupa o pruje to n. 120, ent
cessana a intervencao d
Ihaute nterveucio to.-na-se una verdaderra
justica, oois vai uff-nder os direitos daquelles que
tem vivido sombra dessa industria. E, soja dito
a-ora sem offensa, que muito me admira que oa
nobres deputados q >e mais se eaforcam peU paesa-
gein do projecto B.jam justamente aquelles que
representara os diatrietoa do interior.
O Sr. Joio AKreaPela minha parte salvargaar-
QIO
X






Diario de Pernambuco(Juarta-feira 12 de Maio de l?6

do o interesses do interior pela emenda que su-
feitei consideracio da casa. ^
, (Htf outros apartes).
O Sr. Barro Barreto JniorE, poia, Sr. pre-
sidente, j que pareco encommodar tanto alguna
obres deputados... (Nao apoiados).
n/Trocam-se apartes).
Ja vejo, que o nobre deputado pelo 1 datricto
concorda coinigo o Sr. presidente, reconheco que
actualmente en. tud ib ob paizes civilisados, ainda
mesmo aquelles que mais liv.rcfl se diaem, aquelles
meamos que pregam a iniciativa individual, como
principio poltico e como principio ecouomioo,
aquelles mesmoe que, como a IogUterra, pregam
* liberdadeem as suas manifestaces...
O Sr. Joo AI veaE os E.tados Uuidos.
O Sr. Barros Berreto Jnior... e os Estados
Unidos, sao na pratica uin p meo proteccionistas.
Eu sei muito bem que fui o proteccionismo que
tem levantad na Allemauh h industria assuca
reir, ao ponto de poder equipamr-se el.a seno
sobrepujara os demais paz-s productores.
Sim, senhores, um do: motivos que concorreram
para o desenvolviuv-nto da industria na Alleina-
nha, foi inconteatavelmence a proteccaodo Estado.
Eu sei muito bem que na Russia, do mesmo mo
do que nos Estados Uuidos, o proteccionismo um
tacto. '
Eu sei muito bem que na Blgica, como em to-
dos os paizes da Europa, ha indnstria protegida
pelo estado. Mas eu sei muito bem que quando o
Estado estende a mo protectora a urna industria
offersoe igualmente a outra mo as outras, e pede-
lhe o auxilio e esforco necessano para dar vida
aquella.
Anda se justifica a intervencao do Estado,
paulo ella se refe.e a urna industria em decaden-
cia e cujo desapparecimento pode trazer profundos
abalos ecou unaos e sociaes.
O proteccionismo pode entao ser talvez naces-
sari) A conservado e augmento das rendas do Es-
tado. E' assim, senhores, que se a Allemanha tem
proteccionismo para o assucar, porqu. vio que
a industria do trigo ia defiuhando, e era preciso
animar urna industria que a succedesse ou mesmo
a substituisse, porque encontrou se de frente com
ama crise enorme, a erise do trabalho, manfestun-
do se em mais de urna carnada social; porque
ella vio que as suas rendas iam tambem definhau-
do, e na beterraba tinha talvez um 'elemento de
prospendade ; vio qus tinha al um eroprego para
milhares de bracos e nao trepidou em recorrer ao
proteccionismo.'
Na Prussia ba tambem industrias privilegiadas.
Has all mesmo ha tanto escrpulo em conceder-
se privilegios, que ainda mesmo quando se trata
de iovencoes, os privilegios sao concedidos apenas
por 10 annos. Em todos os paizes civilisados, iu-
clusive a Hespanha e Portugal, os privilegies de
invencao, notem bem os nobrea deputados, privile-
gies de iuveocao, quando muito alcancam o prazo
de 20 annos. E na inaior pi-rte dos paizos este
prazo limita-se t 5, 10 ou quando muito a 15 an-
uos. Entretanto aqui, Sr. presidente, nao para
ama invenga >. nao para o estabelecimento de urna
industria nova, julga-se dever conceder um privi-
legio por 20 au ios !
Passarei -agora a occaparme de duas cm-ndas
rtive a honra de mandar mesa, a priinrir*
quaes restringe o prazo de 20 annos para 10.
O Sr. Joao AlvesV. Exc. estem completa in-
coherencia comsigo mamo, porqu.-aqui nesta casa
ji tem votado por privilegios.
O Sr. Barros Barreto JniorRespondo ao no
bre deputado que votei, que apreeentarei mesmo A
casa dous projectos coneedendo privilegios, mas
para industrias novas, note bem, para industrias
completamente descouh ci las na provincia, e so
asente por prazo de 10 annos e sein offeuder direi-
tos de quero quer que for.
O ir. Joao Alves'J que eu nao comprehendo
essa distinecao subtil.
(Trocam se outros apartes).
O Sr. Barros Barreto Jnior- Vejo que o n bre
deputado est muito maguado ; mas iHo vejo moti-
?e para tamanha soflJeguido.
O Sr. Joao AlvesEu qu-- eatou muito cima
de qualquT suspeit. e sou mesmo incapaz de qual
quer tramoia. Fique V. Exe. ci nvencidj dieso.
D O Sr. Barros Barreto Jnior Nao fallei aqui
em tramoia ; nem sei mesmo a que vein o nobre
deputado usar d-ssa expressao. Eu tenho o dir. ito
de oceupar essa cadeira Cuooo nobre deputado, e
se estou (ansan.io a atteueao dos nobres debuta-
dos, estos tambem cumpriudo um dever, estou de
frailen lo odireito daquellee desprotegidos da for-
tuna, qu-; se na i tcem altos protector s, devem ter
somtuito a p'vteesal da lei. Est'.u detendendo os
dir.-itos dos p.hres sertanejos, d"qu'-lles que con-
correram com os seus capitaes e ef .te s pura a
introducto e exploradlo no paiz da industria do
cortum -
O Sr. Drummond Filh"Estes nao aoffrem. V.
Exc. veja o projecto.
O Sr. Barros tiarreto Jnior\o couiurehend0
cano n> soffrem desde que ba um privilegio qu'1
as prv* de exercer ana industria, que at boje
teem exercido com toda a liberdade. O n..brc de-
patado atienda p .ra as palavras do protesto: tica
concedido um privilegio por 20 annos Cu deseja
va que o nobre deputado, que at agora t m se
dignado prestar-me attenco, explicasse me o
me que entende por privilegio por 20 mn..s.
O Sr. Drummoud Filho Se o pnviiegio fosse
elusivo, ningu-m poderia curtir couros seno a
fabrica. Mas assim nao acontece.
O Sr. Barros Barreto Jnior Entao para que
privilegio? V. Exe. atteudt pira a origen da pa-
narra : priaUa lex.
O 8r. Drummond PilhoMas o privilegio pode
ser exclusivo ou nao.
<) Sr. Barros Barreto JniorMas entilo, qual-
qu< r pode montar fabrica do mesmo genero 7
O Sr. Ornmmond PilhoConforme.
O Sr. Barroa Barreto JniorConfesso que nao
comprehendo esse conforme.
(Apartes).
Continuare!, Sr. presidente, a justificar a pri
meira emenda que apresentei a consideracio da
casa.
O Sr. Presidente. Observo ao no ore deputad-i
que a hora est finda.
0 Sr. Barros Barreto JniorTendo \ Exc.
me iviwdo qu a hora est finda, reservo-me para
outia occasiio, porque suppinhj qua anda tenho
o direito de fallar.
Vem mesa, sao lidas, ap nadas e entrara con
juntamente em discussao as s-guiu *s em-uda3 :
j 8.__a fabrica de cortumes sera estabele-
cida fra dos limite da cidade e 200 metros dis-
tante de habitacao, dos quaes 100 sero arborisa-
dos. Ella ser obrigada a ter um medico para seu
servico hygienico. Dr. A da Costa Gomes.
Amorim. Joao de S.Viacondedo Tabatinga..
N. 4. Substitutiva de n. 1-Em vez rte
10 annos, diga-se: lo annos. Jio Alves.Luiz
de Andrada.
N. 5. -Ao art. Io, accrcscente-se : sera pre-
juiso dos (ortumes existent-s.Joo Alves.
A discuisa fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente levanta a sesso, designando
a seguinte ordem do dia : 1* parte, oatinuacao
da antecedente; 2* parte, c.mtinuaca da anter or
e mais 1* discussao do proj-'eto n. 4 deste anuo.
A commiaiao de relcelo quein foi presente o
projecto n. 25 de 1886 e tres emendas, de pare-
cer que fique o mesmo assim redigiuo:
A Asscmbla Legislativa Proviucial de Per-
nambuco resolve :
Art. 1." Fica o presidente de]provincia auto-
risado para liquidar o exercicio vigente (1S8> a
1886) contrahir um emprestimo at a importan-
cia do mil contis de ris, eraittind > ao par apolices
de juro de 7 /0 ao anuo, no mximo, ou faz tao
quaesquer operacoes de crdito, omiauto que em
qualqucr hypothese a taxa de juro nao exceda do
mximo cima mencionado.
Art. 2.' No caso de emiaso do apolices, os
juros no correute exercicio serio deduzidosdo pro-
ducto do emprestimo aut.irisado na presente lei.
Art. 3." Fieam revogadas as disposicoea em
contrario.
Sala das commissoes, 11 de Maio de 1886.
Barros Barreto Jnior.Gaspar de Drummond
Filho.
KtVSTA DIARI1
>'ernam
utia 'uai.unial de
t'Utro
11ECIFE, 11 DE MAIO 1E lb
-\c IMS .limo Ua Cal dt
.A e i'Jtmiu
Coaros salgados seceos, 470 rs. o kilo
Caiaoio aoorc ..o d. ; u/v. 2 d. por 1$, du
oauc >.
Cambio sobre Lisboa e P.rto, viatu, 145 e U6
0/0 du premio, do banco.
P.lo pr- sid nte,
Cari ido C (ji. Ale forauo.
Pel-j s cret.ric,
Augusto 1'. de Leuios.
Asneniblii Provincial Funecionou
hont.-tn, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wandirley, tendo comparecido
26 Srs. deputados.
Foi lida approvada, sera debate, a acta da
sessao antecedente.
O Sr. Io secretario i r.cedeu leitura do je^uiu-
tc expediente :
Uui oflicio do Sr. d'.putado B.ira> de Caiar,
communicando nao pod-r comparecer s sesi es
por estar de nojo pelo falleeiur.-nto da av de san
Exina. esposa.Desalioje-se.
Una petieao de Jos Genuino Ferreira, cscrlva-i
do jury de ln'ijuea, reqoereodo coiHi^nacaj da
quoU de3447lX) de cuotas qu- llie devo a Cmara
Municipal d'alli. A eOBBSSissZu de oraiuento
l onicipal
Outra deUmb lina Amelia da Silva, profesora
publica de Olindi, requeren lo pagamento de seus
viiK-unentos de 1 a 12 de Abril de 1884. A' com-
m i asi de petices.
Outra da Companhi i Pernambucana de nave-
gamito < steii-a por vapor, requerendo co.isijirielo
du crdito do 4 853100 pira pa-rament i do que
ihe devi' a provincia.A' c-intnissi' d-; orfiauH-
tu provincial. -
Outra de Eeorique Hordonb> d-- Honeseo, re-
qnereudo si-r nomeado p irteii o d- st i A>sembta e
offerec ndo a quarta parte dos ven lmenlos du
rante dous anuos. A' cominiasi > do polica.
Outra de. Liureutino aVdelino de M. lio Caval-
eante, icquoreudo S'-r nomealo continuo d"sta As-
si-inhla e offeiecendo a lerc i parte dos vonciincii-
tos durante dous anuos A' commiss) de p -
lisia.
Outra de Penna, Motta & C ex -c-ontract-ni-s da
limpeza das rbas da capital, requenndo que sem-
torise Cmara Municipal do Keife a liquidar
ainigavelinent o qu--- Ibes tarro. A' Commiasin de
re .meato inuuiei jal.
Outra de Vicente Berth'lini em additamento
que j dirigi, oficreeendo ama sua casa para ser-
vir de quartel e cideia na cidade da Espada. A'
c in.ni.-a.i d- petiges.
Outra de Joaqnim da Silva S'algoslral e .loa
quim Fiut) Alve, requerendo que se lhes torne
xtensiva a c'iice'sao pedirla pOf M.iuoel da Silva
Leal L"y e Andi Mana Pmheiro. A' coinmis
sao le |>et i;oes.
Outra de Antonio Frmciscs do Reg, requeren-
du que se consigue a necessana qu ota para cous-
truccao de um aenda no Oratorio de Bjn Jardim.
-A' commissao de obras publicas.
Oura de Pedro Faico de Alouquorque, ofli.-ial
de justica de Ipojuca, requerendo qu- se consigne
a quota de 1425500 de cusfa que !he deve a C-
mara Municipal d'alli. A' coinuiiaso de orea
ment municipal.
K
AtVASDEQA
lilcui e 11
SaCSBBDOKIA -
u.-ll
M i ua Maio
, l a 10
le 886
> l a 1H
'JoaSOLADO PP. <-.
dem de 11
D 1 alO
BaClTS DtLA.YSi.GE -'. e 1 a 10
Idea de 11 c
210 1 7*286
16 375 658
!'-'6.532y44
15 0.i 119
1--200 787
16:281. 906
.',0:045 S42
5 M0 918
55:16
8:316
188 818
6T753
DESPACHO3 DE LMPORTACAO
Vapor ingK'Z Tamur, entrado do? partos
da Europa, no dia II signado a A lamson Huw-j & C, manifes-
tou:
Armas 16 caix s ordem, 11 a H. Stol-
aembaik & C. Arnoitras 29 voluraes di
versos. Alpiste 20 saceos aF. R. Pinto
Guimaraes, 15 a Domingos Ferreira da
Silva & C.
f Batatas 120 l\> caix s aos consignata-
rios. Biscoutos 1 caixa ordem.
Confe'yao 1 caixa ordem. Calados 1
Qaiz&o a L. \. Sique.ira, 1 Ferreira Bar
osa A C.
Ervilhas 2 caixas ordem.
Mercadoria8 diversas 7 volumes ordo"1,
i a E. Q. Cas-ao, 1 a J. W. Nioolls, 1
a W Rigly- M.nt ig.i 10 barriso 15 \\:
ditos a Soasa Bast Amor m & C ,0e
40 a Feroaadas da Cista dC, 15 e 2v) a
J. Pat.r d C.
Oleo He liuhoya 4barra ordeno. Ob-
jnctoa para e-i-riptorio 1 caixa orlem, I
ao Euglish Bank of Rio d Janoiri Limi-
t-d.
Pimenta da ludia 9 aaccoa a F. R. Pin-
to Groiniaraea, 9 a Domingos Ferrira da
Silva & C. P.ipr-1 19 f.rdos a Man. i
Hub r & C, 1 caix:i a Duart' Por?ira.
Qneijos 7 caix s a Alheiro Oliv ira &
C 20 a Jos Joaqun Alves & C 24 a
J. B. de Cxrvalho, 10 a F.-rn.mdus d
Qutmaraes Rocha & C.
Roupa 1 volume a F. W. Cotnber.
Saban 1 Caixa ord-Jiu.
Teciilos 1 volume a Mtobar I Hub -r &
C, 160 oriera, 34 a Maouavio &Psr
ra, 16a L. A. Siqmita, S a Albino Amo
riin & C, 10 a A L. Guimaraes, 20 a
Guerra & F-rnandes, 8 a Lounro Muia
& C, 8 a Alves de Briti) &C.,5aAn
drade M.ia A C, 11 a A. Vioira & C.
Tinta 4 b ^rricas ord :u.
Viuio 12 barris ordnni. Velas 33 ca
xas e 10 fardos ordem. Vidr.s 20 cai-
xi5e3 ordem, 3 a Sulz<*r Kmff nann AC.
Patacho nac mal Eoora entrado do Por
to Alogr: no dia 10 do corrente, e consig-
nado a Amorim ErraSos d C, manifs-
tou :
Grasa em bezigaa 2,000 kilos.
Snbo ena rama 3,124 k los.
Xirque 140,(KK) kilos oritm.
DKSFACHS DEii .Al)
Ba 10 de Maio de 1886
Para o evlerior
N patuho in^lez Trust, carreprram :
Para_New York, P Carueiro & C. 7.000 saCCO:
sub 525,000 ktlus de assucar masca vado.
Jo brigu? portogosi Soberano, carrega-
ram :
Para o Porto, PoMmao 4 C. 571 couros salga-
dos cora 6,852 kilos.
No bngue portuguez Armando, carrega-
ram :
Para o Porto, Polilnian 4 C. 10 ciaros salga-
do- com 120 kilos ; M Lima te O 168 accas cjra
12,536 kilos de algod ...
N ripor inglez Tamar, carregaram :
Para Montevideo, S. G. Brito 30 i barricas com
f4.300 kilos de assucar hranco ; H Burle & C.
6,000 cea, fructa ; D. M. da Costa 5,000 cocas,
f acta.
Para o interior
No v..por al'emao IIMein, carregaram :
Para Santos, V. da Silveira 100 saceos com
Approvaram-se : dous pareceres da commissao
do legislaeo, j um declinando para a de commer-
cio, industria e artes a petieao de Pereira Maia
& C., e outro, dem par a de orcamento provin-
cial a petieao da Antonio de Oliveira Maia ; e um
da de redaccao sobre o projecto n. 50 de 1881
Poi a imprimir s >b n. 79 ? projecto autori-
sando a orear a faceras s ama estrada de roda-
gem da estacao de S. Joao dos Pombos st Cha
Grande.
Foi tambem a imprimir um parecer da commis-
sao do redaccao sobra o projcto n. 25 deste inno.
Adiou se de novo pela hora a discusaaodo re-
querimeuto do Sr. Solonio de Mello, pedindo infor-
macoes acerca de delegados Iliterarios, tendo
orado os Srs. Jos Mara, Juvencio Mariz e Rodri-
gues Porto.
Possou-se 1 parte da ordem do dia.
Approvou-se em 2* discussao, sendo dispensado
do intersticio a rtquenmento do Sr. Barros Bar
reto Jnior, o projecto n. 70 deste anno (autorisa-
cao para se proceder desde j pe Aifandeg* a
cobranca dos impostos de gyro e de exportaca .)
orando o Sr. Ferreira Jacobina.
Adiou-se de novo pela bora em 2 discuxs > do
projecto n.'43 deste anno (orcamcuto ruvmcial)
tendo orado o Sr. Prxedes Pitanga.
Passsu-se 2 parte da ordem do dia.
Eucerrou-se a 3 discussao do projecto n. 53 de
1885, nao se votando por falta de numero.
Adiou-se a 1 discussao do pnjecto n. 54 deste
anno (orcamento municipal).
A' ordem do dia : 1* psrte 3a discussao do
pr.jecto n. 70 deste anno e continuscilo da ante-
cedeute ; 2* parte continuacao da antecedente.
Collectorlaa provinctaeMrVr actosda
presidencia da provincia de 4 e 5 do corrente, e
sobre proposta do Dr. inspector do Thesouro Pro-
vincial :
Fui exonerado Jos Coelho da Silveira, du cargo
de scrivo da collectoria de Nazarelh.e nomeadi
para substituir-o Jos Jacintho Coelbo da Silva.
Fui declarada sem effeito a portara de 28 de
Ontubro de 1885, pela qual toi nomeado Manuel
Ramos de Aibuquerque Maraubo para o cargu de
esenvio da collectoria de Aguas-Bellas, visto nao
ter tralo o respectivo titulo, e nomeado para sub-
stitiiil-n Justino Jusliuiano da Gama.
Tribunal do Jury do Rt-cife Fun<-
einnou boutem este tribunal, sendo jnlgado o rea
Jos Antonio Ramoe, pronunciado as penas do
art. 205 do Cod. Crim., o qual em vista da decisao
unnime do couselbo de seatenca, foi absolvido.
Teve por patrono o Dr. Manoel Hecrique Car-
dm.
ActresBo e rerimentoDa Villa de
Tacarat seguiram s 6 horas da manh do dia 1*
do corrente, para o povoado de Jatob, os cida
dios Jos Gomes de S Araujo, teneute coronel
Francisco Uotelho, sargento de polieia Agncio
Bsasrra Cavalcante e Bemvindo Pereira Quinto,
quando, ao pabsarem pelo lugar Macaco, cerca de
1 legua distante da villa, ioram sorprehendidos
por tiros disparados por um grupo de criminosos,
emboscados at matto.
Um dos tiros acertou em Jos Gomf.s de S
Arauj i e o prostrou m Uto; os seus cninnanheirus,
na iinpossibilidade de resistuem e perseguirem os
c.-iminosof, fugiram, escapa do milagrosamente
por entre as balas dus aicar'Oa. Neiihum d.stea
foi conbecido. A polica local abri inquerito.
As condioe8 do termo, diz o delegado, sao as
peiorea possiveis, em vista de grupos da nsalteito-
res qOS tem ajiparec-id.) por all, os quaes da > as-
saltss audacios.is contra o habitantes pacidcos.
Foi por essa razao que para alli mi>ndiiu S. Exc.
o Sr. vice-presideute da provincia urna forca ue
linha e um delegado militar, conforme lr.ut.au no
(ciamos.
>i.<> Alio Iof ir.iiain irn que, n'uina loja
do in iv. is da rua do Imperador, pernoita um lio-
miau, que, quando se ergue pela manha, costuina
pusscar pelo interior da loja, tendo esta as portas
abnrtas, e m- sin > ehegar at a calcada em t'nj js de
Adiio n > paraso.
A polica de Santo Antonio deve syudicar disso
e pf tenn i ao abiijo cunta a moral.
fillia^ciuAiite-hontein, quando pelas 7
ras da noite passava pela rua da Palma mu-
llier de BMSXfl C ara Francisca Rib.iro, no iutnito
de vender bilhevs de loter;a, foi, inoiiinadaineiite,
accominettida pir um individuo de co escura, qu-
arrancou lli>; a bolsa que coutinlia "8 taes bilhe-
t.s e deitou 1 'go a correr, sem -pie podesse s.-r
agarrado, ajiezar do gritos da pobre mull, r, que
te tal mod^ se vio roubada.
A bolsa contioha datas dezenas e meia da bi
llietcs da loteria d,is Alag.as, OltO Dlairoa da pro*
vinc;a e vate 8 tantos mil ris em dinheirn.
A expolia la couimunicou o facto ao respectivo
subdelegado, que trata ds dars necesarias pr-
vido iciaS.
Fiiii'i..Recebemos um ex. mplar do oue ae
publi-ou, conrendo a integra do decreto o. USI
de 17 de Abril di crreme \w>, e iastrnee5s
para execucao do mesin decreto, bem como alga-
ana eoaaideraeoea feita pelo Jornal do Commtr-
ci ua corte.
A puolicacSo feita e delicada pela Fabiica
Globo, a seus freiruezes
Seminario de Ollnda -Recebemos a se
gainte communicur;.io :
Srs. redactores. Diz o v sso conceituado
Diario de ho)e, que falleira de febre umarella,
uesta cilla le de Olinda, o j.iv"u seminarista Ma
noel Heraclito de Albuquerque.
Mas, emo esta noticia, despida assim de ex-
pl.cacio, p.ider ir causar sobresalto a um grande
numero de pais de familias, que teein seus filb-.s
nal -saaaasBssaaeBjgaaammaaK-iaaBaMBaaams^a
6,'<0^ kilos le a-sucar branco e 600 dit.-s com
S6.0U) ditos de dito mascavado ; Burle & C 100
saceos cora 6,00) kilos de assucar branco
Ho brigue Ogles Ilaabct, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul F. Macedo 125 sac-
c is c >m 9,375 kilos de assucar branco S 75 ditos
c in 5 625 ditos de dito maseavndo
- N > rapar nacional Mrquez de C-xias, car-
regaram :
Vara Babia, M. C. Lopes Viaoca 16 caixas com
1,00;i kilos de d es.
Para Mace S. -Guimaraes 4 C. 10 duzias de
'.a*8ouras de palh-..
Para Penedit, M. A ienna & C. 6 barricas com
36 kilos de assuear refinado.
Na bareaea IJcao, carregaram :
Para S. Miguel, P. Uan-eiro 4 C. '20,000 litros
:e sal.
Na barcada -VusnAa. carregnn :
Para Mainanguape, J Bautista JOU aseos com
fil ir ha de mandioca.
Na b rcac> Rainlia dos An/on, carrega-
ra :
Para o Natal, P. Ai ves 4 C. 10 barricas com
7;i7 kilos de assucar branco, 9 ditas com 360 ditos
lito refinado e 36 volumes com 2,158 ditos de
dito mascavado.
Para Mncahyba, Baltar Irmaos 4 C. 1-10 saceos
com farioha de mandioca.
Para Villa de Toaros, M. da Costa Irmao
50 saceos com fariuha de mandioca.
. Maca i, E. C. Be Itrio 4 Iru-o 10 barricas
com 780 kilos de assucar branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 11
Southarnptou e escala17 dias, vap.ir in-
gl'z Tamar, da 1881 toneladas, cora-
luandaute G. M. Hicks, equipagem SU,
carga varios gneros ; a Adatnson Ho
T : & C.
Navio sahido no mesmo dia
Bur-nos-Avr s e escala Vapor inglez
Jamar, coiamanrlante Q. Al. Hicks,
carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
oeste estabelecimento, para tranquillidade de to-
dos, peco-vos que vos dignis dar publie dade s
circumstancias que revestiram o infausto acn te-
cimento, que relatastes na Revista de vossa foi ha.
O Ilustre Sr. copito Manoel Heraclito de
Albuquerque, collocou, no dia 1 de Maio corren
te, dous filos seus ueste collegio diocesano ; mas
tao infelizmente, que o mais moco, logo no da 5
apresentou se di enfermara.
A molestia nao indicava perigo; entretanto,
toi-lhe apj.licad.' remedio conveniente.
um pouco de febre, e mais tarde a g aduana eie-
vou se at 4 graos.
Em vistt disto, tratei m.n.'diatament* de
avisar ao Sr. Flix C-valuante, digno pai do Sr
(-pitan Manuel Heraclito. -fim do vir ver u j 'tes
enfermo e darm-s as pruviden. las nec-ssarus.
Foi elle de parecer que -> m.-nioo doria ir pt -
a casa de sua reoidencia, rua de S. Pedro Mar-
tyr, nesta cidade, e s 6 horas da tarde fez-se -
adanes
A febre, pnrw, qae paremia declinar, toasoa
um car.ietcr .-..lyumic ., d-speit i dos desv. I da fnnilia e da pericia do facultativo que osediea
va o enfermo. E no dia 9, s 5 horas da Urde, a
inot-- cettava uina existe acia plena de esperan-
fas.
Co:ivem notar, Kr*. redactores, que at a pre-
sente data nao tin r. iindo nes.e seininano e col
legio diocesano in .1 atia epidmica, nem febre ni
guma de mo carcter, desneito de crescido nu-
mero de collegiaes.
A pu .licac;ao de-tas liuhas penh irar-ni-1 ha
muito s muito, e ficu-vjs hei por isto asaaz agra-
decido.
Seminario de O'inda, 11 de Maio de 1886.
Con-'go, Si raono P d/maral, reitor.
aun Viiiiieui -o paquete inglez Neoa, sa-
bido d'aqui para Lisio i em 29 do passado, al'i
chegou na segunda I'ora 10 do cone >te 1 hora
da tarde, conforme telegrumma que raceb -rain
boutem da a .enca de Li-bia, os .Srs. Adamsou
H- wie 4 C.
Km Iranttifit -O paquete Arnueania, ante-
honteDi, levuii pira t-nl 199 pissageiros, sendo uin
tomado em Pernauouco.
O paquete Tomir levou houtem, com o mes
mo destino, 202 pasiag. iros, sendo 19 tomados em
Perni;mbuco.
Iiinbi'iro O paquete Mandos levou para :
Rio-Grande do Noria 1"0() 0
Cear 13.6lO00
Para 3:50000l
O paquete Tamar trouxe da Europa para :
Lcndon Ban k 1,000
RenniAea Morlaes Hi hoje as segmu
tes:
Da Recreativa Sete de Favereiro, na respectiva
s-le, s h iras do cistume, para exime dos esta
tutos.
Do Comit Recreativo, s 5 hiras da tarde, na
rua larga do Rotarlo n. 10, 2 andar.
Da Sociedade Plidomatica, no lugar e hora do
eos'lime.
Amr.nh ha as s-guintes :
Do Instituto Ai cheologico, ao m:io dia, em sen-
sito ordinaria
Do 0 ail [jitcerario, ao meto da, na rua da
So! dade n 80.
Proclaman caiamenionNa ma
triz de Afoladus for.un li-ius no di^ 9 do corrente
os ae^nintea :
Pranciseo Ramos de Aquiuo com Mara Francis-
ca X .vier.
Capitao Jos R-ym'indo Saldanh i com Elvira
dos Guimara-'S PsiVM >.
Jos Francisco Mandes da Suva can Mara da
Cunlia.
lidlAen. E c uar-se hao :
Hoj.- :
Pelo agente, Brilo, k' 10 1/2 h .ras, na rua Da-
qi" de Casias a 6 le movis, iou<;.s, vidroa, etc
Pelo u>,cu.e Martn s 11 horas, n.. rua da Isa-
peratriz n. 76, de brilhantes, gneros e innaca -
do 8'abe'ecun -nto ah sito.
Pelo agente Al/redo Gm'imraes, ,'i H hora-.,
na rua d.. B.uii Jesoa n. 45, d- vestuarios e coili-
rinnoa p.ra haptisado.
Bcxta-eira :
Pelo agente Pinto, s 10 1/2 h >ras, na ra da
[mperatris n. de movis, toacas, ridrus, -te.
Pelo agente Martins, s 11 horas, na rua d.
Calinga II, ite mol--:.-, lonjas,te.
Pefe agene Pestaa, as 11 horas, na rua di Vi-
gario u. 12. de pre.ii.-s
JiMMnM fli:>-!. Sera celebradas:
Ainauha :
A's 8 ho-as, na nutriz da Boa Vista, por alma
d> major Paalin-i Pires Falclo ; s 8 h iras, na
.. atria de Santo A it-nio, pjr alma de Finniuo Au-
touio Sonto liaior Rap-iso.
Sext i-fuira :
A's 8 h ira-, tas matriies da B ia Vista e do S.
L. .ur-nvo da Mstta, por alma de D. Auna Joa-
quina Mauricio VViud-rley.
Pnta p r nacional Tmn ir .
Eda. L Dauidz, II.wy Huiiphrco, Th^ophilo
Barreiro, Antonia Freir Ruy o A de Augusto
de Lomos.
Sahid.s piran Sul no rocino vapir :
J. J. H-rding, D-. M. A. Beatas, Dr. J. B. d.
Suiza Brito, E. C. Onnor, Dr. Aristides Gal vio
de Q iciroz Graben, sua seuhora e I filho. M .
Liinpinaun, Mr. Colville, A. Machado, Joao Cis-
toaio Lonreiro c sua senhura. Mr. Clark, sua se
hora e 1 filho, \V. kins-n, M. de Souza Jnior c
J .s Cavalcm'c Carvalbr. ^jg ___
Caa u len-iiran iov i asento dos pre-
oh no dia 10 de Maio
Existia ni pr-soe 313. entraram 8, sahiratn 6
'xist-m 315.
A sabe]
Nacionn-s 278 mti'heres 5, es'raii^eiros If>, es
iravos -enteneta.i.s e orocessados 7, ditos de o-i-
i-cvao 10.Total 815.
Arracados 281. sendo : bous 267, doentes 14
toral 281
Movimento da enfermaria :
Ttveram baita :
Francisco AVila d MendnnQ.a.
liufin Jo- Epiphanio da Paz.
An Ir Alv-s de Barros, cubeciij par FeijolCr
T. v alta :
Domingo-, cscrav.i d i Dr. Sergio.
Lotera le MaceloPor trlegramma re-
eehido p. la Casa Fez, sabe se qu na 7-" part
da 1'* lot.ria extrahid em 11 do co-rente, foram
premia los os aegnintea nmeros :
Lotera de Harea de OOtOOOOOO
A 8* parte da 12" loturia, cujo premio grande
A de 200:000*100, pelo novo plano, ser extrahida
imuret.-rivelm.-nte no dia 18 de Maio s 11 horas
da manh.
Bilhetes a venda u< Casa Feliz da pra?a da In
depeudeaeia ns. 37 e 39.
Lotera Ratraordinarta do Vpl-
raoiiaO 4 s ul un sorteio das 1* e 5a series
desta importante loteria, cuj naior pmmio de
150:OiK)000, sera extrahida a 12 de Juuho proxi
mo.
Acham-se eiuosto a venda os restos des bilhe
'es na Casa da Fortuna rua Primeiro le Mar? i
a 23
Lotera da corte \ 4 parta da 064 lo
r,-ria I cor .-, cuj pr m ira i le la ll>):0 lili,
s.-r extrihila no la de, >l 11 i
Ds oilhetes acham-se i ven 11 i. 'lasa P-l-s,
pra.-a la lo leo- o-lencia ,|q 37 3H
TamOemse aenatn i .en I.o. iJasa ti Portan .
n.i Pruseir-i 1' >lar.; o l'
Htla.liMir t'ublico. Fono abatidis
i. viaia looni 1 V'aT-imra 7 rea-a para a consu
n-i I i da 11 de Maio
ai>r<-aiio luiiieiiial < -Soie.
iq ivimoat .leai -I r 11 s Hat 11 lo cir-
I oti iran :
27 bois pesa lo 3.745 su -
783 silos d" p.-ire > frlri 15 6S0
76 cargas de fannba a 200 ris l j2.k)
24 li'aad- trn.ras diversas i 800
ris 7-200
18 tasoietrar i 200 ris 3 600
13 andaos a 200 ris Vi^'
b ir un oceunados :
21 solumnaa a 600 ris 126 m
28 ojinpar'imeiitoo de faiinha a
.,00 ris 14IX.0
24 Cu i'p.rtiinetitus de comidas a
DOOrata 125*10
69 ditos delegumes s400rii 276 0
17 compartimentos le suiuo a 7iK)
n.:i)
12 ditos de rressarst a 600 r;.s 7- i I i
2 talhos a 500 ris 1*000
8 ditos de dil.sa I6 I
51 tainos de carne verde a 1 54J'."
v
uest
).-ve lar sido arreesiada
a quantia -h
i)eb os dos das 2") de Haroo a
corrente, recebiljs
dia
11 dj
dem at 11 do correte
Fui arrecadad o liquido no da 11 do
corrente
Preeoa do da;
Carne v-rd a 430 e 40) ris i k
Suino3 a 86U e 80 ris lesa.
Garneiro i 6 i i'O > ria ideat-
Firloha .! 32 I 5W Sis .''lia
lilil-! le 32"! U I' U
r'-tiii- d.- 80' a 1*28 i
2001560
|700
201*26)
1S6O0
1994660
^BLlLitOS i rEUlJl
olen
28.077 200:"00000
24.13 40:000500!)
10.541 20:i 004 00
3.074 10:0< '050 10
8.069 5:000*000
809 2:0004000
9 742 2:0 Vfm
6..'63 O4000
1 .455 2:00t>4000
16.702 2:000*000
28.891 2:00
39 o.i 2:0 1
32.062 2:0IK)000
39.668 2:000000
Bahia do norte hoje
Ip.jnca do norte amanh
Guahy da Bahia a 14
Trent do sul a 14
B Kemeivj de Trieste a 15
Espirito Santo do sol a 16
F nance do norte a 17
Ville de Maoci da Europa a 19
S Francisco do sul a 19
Desterro de Hamburgo a 20
Para do norte a 23
Valparaso ao sui a 24
Tagus da Europa a 24
Senegal do sal a 25
Cear do sal a L'6
Portuense de Nexv-York a 28
La Plata do sal a 29
Premio* de IMHtoS
821 -'284 3.550 8.5S 11.676 12.195
13.633 14.083 14.347 14.784 14.994 16.126
16.923 17.030 19.429 19.906 21.133 24.624
24.923 25.472 27.798 28.445 32.698
tppnniutact'n
28.076 4-000*000
28.078 4:000000
24.135 2:0005010
24.137 -': O05C00
10.510 1:3504'"00
10.542 1:3504000
Os nnmeros de 28.001 a 28.100, excepto o da
sorte grande, estn premiados com 4004.
Os numeres dr 24.101 a 24.200, excepto o pre-
mio de 40:0005000, estao premiados com 200.
Os nmeros de 10.501 a 10.600, excepto o que
sabio j premio de 20:0005000 estilo premiados com
ltOi.
Todas as centenas cujos dous algarismos termi-
narem em 11, estao premiadas com 1004, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminarem em 9e8
estilo premiados com 205.
Lotera da provincia.Quinta-feira, 13
e Maio, se extranira a lotera n. 53, em bene-
ficio da*igreja du Jatob.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Cuncc'cSo dos Militares, bu achario expostas as
urnas e as eapheras, arrumadas em ordem num-
rica ureciacSo do publico.
Lotera do Hlo A 3" parte tia lotera 'n.
196, do novo plano, do premio de 100:0004000,
ser extrahida no dia 15 do correte.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
Itnp listos provinciaes
\ ib Jornaesin Bed/e de 4. 5. 6 a 7 di corren
e, .iji.iar.-.-er m nina* enras itrtgidn 10 EiS-0
Sr. vice-pr aioVnte da provincia e usaignadas por
T ibyra v (Vty
Nellas advoga se tao smente ointeresae do
mpreg.i.los ia A faiidega, c itrariad j-ias ins
rrueeoes da presidencia de 26 lo abril, procera .
1-1 s- dief.ircHi- o o lioso da cu-isa, apadrinhu 1 i- .
eun pretendidos conveniencias da n04aa pa?i
c nniii-Tcial c e.-;i.'cialmeut-i das c isas itip a'ta-
lores-
Ninijuein iqnora que a 'lastrada As*.ieiae4i
Coi.ne.rcial Benefiaeiit- a una-i e legitima re
or-.mentante ia nossa prar^a o ten*, sido a mus in-
eansavel deffiosora a .s seus verdadeins e legiti-
mes aterrases.
E, p->rqoe aecons-rva em silencio essa dia'incta
eorporac cotiseo'iulo t tcitaaMOU qtl T iliyr.i
\t l'ery a-lvoiii-m urna cousa i articu ar a mes
q-iinl-.a em nomo de interesses no nosso c eu
oi-rcio V
E-t em causa a autonoma das pibres prova
cas j demasiadimciite nullificadas p r uun c-u-
tnUisaeAo inxaoaa e est-ni de benefido-i no pre-
sente .- no futuro, do mesmo m id q-ie se ach im
m causa os mais legtimos internases d i nosso
em;n-rc o, o futuro da nossa prac e o progreaso
da nossa provincia.
A arrucadavo de iin>>stos prorinciaes por ara*
repartiese Kerul, importando urna desh inrofa hu-
niihacao nata a n->ssa privinca, tem > ir Gal
principal faeor esqueer p--ra se-npre a importan
tissiata q.iestao da gasldade dos onus da nossa
uoportacao oque da mais vital importancia
pira o nosso c mmercio intei provine al.
p >rtantj preciso que se qu bre tao funesto
ocio.
Tabx/ra & Pery nao estao so*, tambem nppa-
r,'ceu nos Diario* de. Pernambuco de 8, 9 e 11 do
crrente, um nosso atbleta da igual pulso, sob o
iiseudonimo d-i Su'ly. e este a pretexto de res-
ponder aos indios vai atacando injtistam -nte o
Consulado Provincial, com arg-um-utos mais fra-
eoa do que aquelles com que su poderia ata:ar a
Al&udega, manifestando a-si.n am-sraiac orlo
le vistas e de fias, como se to los eserevessem
eotn h mesma p-ua e debaix i do mesa o plano.
X ngnem ignora que. em regra, is arreesd ;o -s
boas ou ms, representum eotueqnncHa lgicas
ie boas ou ms soluto -s de pr iblemas pu-ament
riseaes Ira Insidaa em leia e regelain-- icos que de
ri't m o modo pra'.ie > da arreea 1 -y i -.
Se o qae f-mosno presta, m.-lur-- se o que j
etnos, esa v -z ds lavrar-se urna a-*nteaea d-shon-
nsi pr cl-muido-se a incapacicale das pr .vin-
as para arrcadarna a sua renda.
Nao liaculiremos, pona ato, a projedeneia oa
improcedencia dis raes que lev .tu Sulhj, em
sua3 hab lissimas e geitoaaa i.ninuago -s, a attri -
bnir ao Sr. administrador do Consola lo Provn
eiai ignorancia do reguoimento das Alfaadegaa,
inand oe-eanon -i." com as Ia* vias.dos d spichos
Ij-urans, .|iie em todos os fempos foram levadas ai
Consulado Provincial, com plena as.encae ae-
qnirscenc'a do todos os nossos ministr is da fa-
zenda.
Pelizmente, ates nanea equipira aih r part
co.-s nseaaa proviaciaes, simples particnlar i
interesstdosa qu.' se referem osdiff-rentes regu-
amentos das Altiud.'L'as.
N.i" njs iat ;'.-.: averigaar qual a intervenga
do mesin adinuiistraiUr do CmsuliJi Provincial
m c infecca) las instrncc-s de 21 de agosto de
1885, C' ncernentes a arreeadacao do imposto so-
bre o fmn i, quando ningu-un ignora que naq leba
epteha, elle se acliava licenciad) e ui corte.
A'it'i menos nos intereasa inla^rque os mo-
tivo- reaes que d-t-rminaram, as ins'rucfoes da
presidencia de 26 de abril Jo correte anuo, a exi-
gencia de um recibo de quitacao .11 imposto pro
vincial, orgauisado pelos dcspichintes, em vez
da esig ncia de duas notas de despachos provin
cuies, afim de quo urna fijasse no Cinsoladoe .
outro serv'8se para effactstar se por ella a entrega
las mereadorias, do mesmo raodj porque se pra-
tica no Alfandeg.i
Nao entraremos em aprecicoes de factos nern
disentiremos a siuceridade e boa f c.m que o
2.! iz i Suttjf, por amor vsrlade, assevera que a
provincia p-rde mais de 1/3 de suus nadas, de
cuja cobrauca acha se incumbii., o Consulado
Provincial.
Dado mesmo de barato, qne qualqucr negOC ib
te 8eja apto para dar expelientes conselhis ao ad
ministrador d'aquclla reparti^ao provincial, e:n
materia fiscal e no sentido de raolh .r acautelar-se
a percepcao das reudas provincia.'9; dado ai id .
de barato que as instrucvoes de 2o da Abril aa
jam anti-fiscaes nada d'isto, par das insina-
(oes do nobre Sully, coustitue razaoacajtuvel pa-
ra que 03 impost.s proviuciaes de exportagao o
gyro sejam arrecada los pela alfande^a, com mi-
nitesta postergacao da autonoma das provincias,
com os maiores inconvenientes para o nosso com
mercio e com incalculaveis prejuizos pura a nossa
provincia
Se os Ilustrados e d3tinctos cavalheiros qun
pleiteam pelo bem entendido nteress-.,- dos empre-
pados da alfandega, as columnas do Jornal edo
Diario, acham m4o e cnsur ivel o que temos>com
relagao a arreeadacao d'aquelles impostos pelo
Consulado Provincial, sejam lgicos.
Aconselhem cousamelhor a indiquem os meios
praticos de urna boa fiscalsacao provincial, para
o que, segundo parece, lhes sobra aptidao.
Com que patriticos intuitos, ren-gam da logi
tuna rua Primeiro de Mar^o.
Tambem acham-se & venda na praca da Inde-1 ca para aconselbarem como nnico remedio, o maior
ia as. 37 e 39. 1 dos males, on a peor de todas as soluce ?
ca
8e, o distincto Suly sinecro, pelas mesmas
razoes que accnselha a arreeadacao de impostos
prorinciaeg, por ama reparticao geral, deve acon-
selhar a arreeadacao dos impostos geraes pela
ioglez.
O nosso fim nnico, escrevendo estas linhas.
simplrsmente interpellar a nossa patritica Asss-
ciacao Commercial acerca d'essa questao pequeni-
-a, que todava tem o poder de por em litigio os
maia serios e vitaes intereses da nossa praca s
do futuro da nossa provincia.
A idea da arrecad .cao de impostos provinckes
pela alfandega, originou se em granda parte das
injustas c -usuras e das reclamaooes infundadas
contra o C-nsulado Provincial, como argumento
le effeito contra a p.-rmanene d"S perniciosos
MBpoat >s proviiieia-s de c iiirumo.
E f -1 i!.-im ue a ineonstitueionalidade destes
o f 0 t'-tnb'-in irtieulala, nao p-r que alguera
o resse de am ir s pe a nos-a c natiruicao, mas
cono :iru.u.-uto irp-spoiidivei contra a permanen-
cia de impostos ,ue, sement pela sua desigual-
dad^, prejudicavam i I limitadamente as nossas re-
lacees eommercia.-s interprovinciaes, produzindo
effitoa tonestisst.nos no nosso terreno econo nice
o fiuaneeir 1 e airo entando de,.lor.ivelmente a
pr .8peridade e o futuro da provincia.
O verdad, iro e principal objeclivo da nossa il-
ustrada Associacao Commercial,' foi sempre a des-
igualdade do imposto, e nunca o seu onus ou o
modo da sua arreeadacao pela provinci 1.
Hoje nada mais se pretende do que por o re-
mend de pino novo em pao vdho, com o fim de
aeiar-se ou preiudicar-se a grande questio pela
solucao de uina questao p^quenina.
Se certo que a questao principal s pode des-
apparecer com o desapoarecimento desse direito
e nstituci mal ou inconstitucional com que aa pro-
vincias perturbam os dois termos da troca inter-
nad -nal; a importadlo e a exportagao : parece
claro e manifest que a arreeadacao de impostos
proviuciaes pela alfandega nal* resolve e nao
pede importar ama satisracao aos justos reclamos
da Associacao Commercial.
E' fra de duvida que as provincias nao podem
presciudir de uina oarte dos impostos de impor-
taca >: o que se deve parlhar, em ter ci.cum-
st. .niia, entre aa provincias e o Estsdo : o pro-
ducto de taP9 impostos decretados e arrecadados
elo governo gcrl, ou o direito de os decretar
o arr'Cadi r ?
Eis a questao'.
Nao se aeba ainda decretada urna seot.enca de
norte contra o nnsai commereio e o futuro das
provincias e do naiz; e pir isti nao pode ?er lici-
to a Asaoctacao Commercial que lhe indifferen-
te que n exncotor da senten^ii chame se alfande-
?a "ti cidade.
Esperamos quo o presente appolio na seja em
vio.
Y.
O Dr PhtieLintc da Cmara
n.mviiado p.rum distincto collega para de-
f-nd-rm '8 o nooso illuatrc mestre, Dr. J. J. Seabra
tai aeeoaaeS a torp -a e nefandaa, que lhe eram
fnitaa diiri unen'.- pelo Dr. Pha-dant da Cmara,
na eoluon is d > orgao lib-'ral d sta pr vinci*. ac-
eAdi aquel!.' aonello. .- neste sentid, tz inserir nos
\ pedido-- do Diario de P-rnambuco alguns
irii ros, indi' -m term03 vehementea fustiguei
sa cneir-m e ptrvoi"es de um bobo pretencioso o
ralear O Sr Or. Phaelan'e da Cmara, nao po-
dondo 8 -ffr-r p'so da losiea, que lh" diUcerava
h eiraes. ahi-ii lhe os h-.rismte8 da irona pun-
- o-e los >riiitis. porfiou em fazer do Dr. J. J.
S ibi-t, o nbjectivo de novas calumni is e mise-
raa !
Ul'imament-, P rm, f.-rilo m 8u me'inde mais
roe.' imolaearal aent-, perdeu as estribeiras, in
'rid'irii-sr- p-los eirrngna i nmunlos da ijnara
la tn-n-ira. e anrrri naSeeco livrela Provin-
cia 7 doeorrnt a'irand i-me imor.perioa, e
asapveraed 1 treti s lo r.-or irado nas mater;as[do
2 auno jnrMiao da nosa Pacullade. E como
aonb-1 ei, tmm -qi-'t'e artiga nouo decente Pra do
pr >prio n loh 1 do Dr ''ha-lante da Cmara ?
O iMibl'eo se lembrir le um infeliz c niferen-
oli dada lu.npp'lo m' A Luc'a pela fi'ha de /)'rio;n. e onde -sre senhor,
a qnem nao enea c" s -ni pela* tremendas here-
ias de sem f ilhe'oa publicados nesta cidade, le-
vantou -s mi. in liguas calumnias ao sab; 1 natu-
ralista inglez ?
Pus bm : a m-'s-ai ssa simp'orio titu'o de uin livnnho. deixan 11 suppor
10 papiritr, o maia or envido, que a existencia do
grinde m"srre estivra algn tem:> 1 em perigo,
rpprodnz se m artigi"m qoestao. na parte em
que o Dr. Pha -n'e izpnMSi-a nel >a s-guintea
tprmos : a ra da Fbula de Lafontan". d> Bol.
ilhinne.nd 1 a bot f dos incautos pela rapposieao
de um cacript. r com aemMhinte sobre-non-?, as-
s irrisoria, < pnnea serio !
\ccresee que nao f I aomeote esta a au ilogi 1
eiicmt'ala n is s-ua diua escr.pt.>a :--im outro
ponto de contacto maia a -centua lo do que o pri-
meirn, fez-s" sentir em todas as suas manifesU-
pSes.
Sao eonieci las a minia e tenden-ia natural
di -*r. Dr. Phaelante, p>-.r* oraoarar-se, e isto
com certa dose de senso lgico, a todos os verte-
brados ros da especie dos siliped-'s e ruminantes !
Niio ha muiros da, d-u-nos elle urna prova do
que -ra. uando eqniparou-se no Burro da Fbula
de V Hng, e no seu ultimo artigo t've o cynis-
im inquilificave.l de vir todo ehmo le si attribuin-
de-ea urna crta semelh.1151 com o Bu d'\ Fbula
d" Lif intaioe ; pir >n le s v que esae senhor
oader t r brevemente o descoc 1 d qu"rer mudar
de figura e de pres-ntar-se-noa d.-baix 1 da figu-
ra joc amonte -I esfrn .vel de nina.... zbra *
En s o qu- faltara I
Deixenns, entretanto, o pibre sand?u fazer-se
1 que lhe vier ua c artigo. .
D > c mfronCo do artig. publicad na Provincia,
cora as sandiees esc.-ipras em diversas epochas
>or aquelle senh ir. ebegnei a evidencia de que o
isaara .d doenmeato n ida mais r* do que a mi-
niatara m .ral do Dr Phaelante da Cmara, md-
vidu 1 encanecilo na pratica la loucura acompa-
oha la de iinpnls '8 perversos. E nao foi s imoitp.
por s'as r izo -s que descobri no pseud mym > o
t.yoo altamente cmico do Dr. Phaelante da C-
mara .
Um rn-co, m-u amig, que passa a vida nflau-
teiar aquelle senhor, asseverou me o que eu j
pensara: s- bem que, accreacen'ass-- que o Dr-
Phaelante preparara se .ara fazer sn'gnar o ar
tig > pu- ivn d- s us satellites, .m ternpi opportu-
110. :i fim de nila dar Piiten ler ao publico--que
i-.rooi offieio da arr igir-ae nos D.-npi-io3 es-
ama intellig-ncia saperior servida por
urna rarissima illustracl).
Sida tenh 1 qu ver no d) simoles'nmte defenler-ini das suas m -ntiraa,
qu estao muito longe d attingirem-rne. (Itiaea
fui repnv.di em evime alguna ni Academia, e
j un ais examinado pe Ilustre Sr Dr. J. S -abra.
Ti ve sempre appr ivac i plena e:n t id is os meuj
actos e ap .'Ho nesta aanti lo para .3 m ius iljus-
tralos examinad >re*, coas 1 leir ia Silv lira de Sou-
z-i, Pint Jnior, e Etms. D.-s Corris de axanjd,
Barros G'iimHris, Meira e Tobas Birreto.
Nesi palera dar-se o contra rio, pjrquanto 03
dona anoa qus fiz astodei-OS em qinrro. em vir-
tud.; da ditfi iuldad" das m iterias, e do facto de nao
querer nivelarms cim os phispa iros da
m-ral l>Sr. Phalaite da oain. Ah estao,
tambea oa m us n adres, para attestar-lbo qua
nanea lhes fui resjm-n ulalo por e-ti ou aquella
pesaos.
E a mira quo o Sr. Phaelante qualieou de
nenhumi independencia.
Sabe S. S. qncm nai in le KM t ote ?
E' o charla-i 1 ineonsciente, que d-pois de iuve-
etiv ir em C iru ir a politc 1 li lera! d 'S'a provin
fizerpart! de umi empresa republicana, oaie
at'ciuu de embosc ida, teve a coragvn do suppli-
car aa directorio do m isna me usi> 1: seo o -
na lista de candidatos a As 'inb a Provino! il, re-
do o terriesl sato que a sua incomp-tenei.i
ri 1 C unoreheudeu ? Pois bem, tmn 1 juiz .
e na me renh 1 mais atacar debaixo do protecto-
rado do pseudonymo, porque mjs n i assim h li
.i blico tal qual o engenJrou a naturesa, pira depois
de martirysal-o enviar priji -ira exposteai con-
tinental da outra parte do plan-ta o cumulo do
d sfructee da ridiculo no areabouQ} deum anim .1
ante-diluviano.
Recife, 11 de Maio do 18S6.
Benjamn Rulm.

*.'

Cartas ao presidente da pro
vincia
IV
Em nosso artigo de hontem mostrmis oj incon-
venientes do imposto de gyro, mxime cbralo
imperfeitameate pe Consulado Provincial e tra-
l urna I


M^ipaM


tames tambera da faeilidade e econemia resultan-
te da arrecadacao pela Alfandega.
Suppuuhamos estar terminada a torera que no*
/ impuzeinos, quaudo a leitura de "i abaixo aasi -
gnado dirigido ao Sr. presidente por um grapo V
honrados negociantes, e publicado no Jornal do
Reeife de boje, obrigou-nos a w*Bn*iW-e*
vez imprensa.
Reelaiam sera razio iilgutna, contra o acto do
Sr. presidente, revocatorio da portara do Sr des-
embargador Chaves, que, por mal acoon-lh t>l,
snaudou que, no calculo pare o valor offioi J, se
adoptasse a razio media di- 3 / para a cobran?
do impasto do oyro.
Esse acto de S Exc. feria de frente a M do
orcamento, pois essa determioava que o gyro fosse
cobrado sobre o valor oficial -la merendona .- es-e
n > pode ser tirado -mi de necordj comaari-
zo.-s i-stabel.-oidas ua tarif i da Alt'andega.
E o fim que teve cin vista S. Exc. ao expedir
tio ill gal ordem foi, diziao consclhcro de S. Exc,
simplificar o calcula, dio se o calculo nao fosae o
mesmo qualquer que s< ja a razio 2, 5, 10, 20, 30
ou 40 /,.
Alin Uisso S. Exc. adultcrou a le tornaudo-n
desigual, porque, ao passo que favoreca aquel les
que, como oe reclamantes, imp >rtavam mercado-
rias sujeitas razao menor de 3"t />, prejudicava
os importadores desde que erara sujeitas razio
superior.
Picava, pois, alterada a base da lei e como
agora reclamam aquelles, reclamaram cnto estes.
O Sr. presidente pois, revogindo a portara a
que me retiro, nada mais fez quo restabeiecer o
imperio da lei. Dura lex sed lex.
E' verdade que a tarifa da Alfandega, estabele-
cendo para os gneros alimenticios e instrumentos
de lavoura direitos, ua razio de 10 ",'o quiz pro-
teger essa industria, e que o imposto do gyro co-
brado como sobre o valor ofoial, ten o deleito
de desprotegel-a. N'este ponto teein sobrado mo-
tivo de queixa os reclamantes.
O cansador, porm, d'esso inconveniente sao os
creadores do imposto e a tarifa da Alfandega ;
nunca, porra, S. Ex., c .jo acto foi pautado, cum
sempre, pe'o resucito da lei.
Bem pode agora a Assembla Provincial no or-
Cameuto que discut- alterar a base do imposto, e
cobrar 10 "/ sobre importan da do despaca> em
ves de 3 0o sobrd o valor otficial.
laso tornara nao t o imposto igual, co no tam-
bem facilitara o calculo e portante a cbranca.
Dirn os fetichistas d:s nossas liberdedei con
stitucionaes que isso s ra o restabeleciuiento do
imnosto de cmsumo.
Quid in'lef e o que o actual uioosto de gyro
sinio o itnp 'Sto de consumo e;n gyro?
Con3ervera-lhe o nome, afivelem Ihe a mascara
e continuar o imp >st com o nome d-' gyrj, cobra
do porm com iguaUlidc e faeilidade sobre a im-
portancia do despacho excluida a ar.naz"iiagein e
cap itezia e ser entio um stll'j proporcional sobr-
a importancia paga pelo importador provincial ao
goveruo geral.
Tanto mais que se um minstr > di'darou o im-
posto provincial de consumo inconstitucional, nio
foi aioda essa quesillo, como disseuios em nosso
prira aro artigo resolv la p-do Poder Legislativo.
Coragem. pois, e patriotisu o, nao faltara nos
sa Assembla Provincial, e r.o dierno Sr. presiden-
te da proviucia, e alimntanos a esperanza de
que unidos, tudo tarao para salvar a provincia da
prxima banca rota, e, n>sse intento, folgamos de
reconhecer aue liberaes e conservadores fazein cau-
ai co iimum cora o nosso commercio, que tera dado
sobej.is provas de que nio fas questio de dinheiro,
quando eatem pengo o bera estar da provincia.
Sully.
Diario de PernambacoQuarta-feira 12 de Halo de 1886
Antonio Jos Lisboa de Oliveira,
Joaqnim Antonio de S iiiza.
Jos Luz Alves Vuela.
Provedora
A Exma D. Emilia Seeundina de Souza Braz.
Escrivi
A Exraa. Sra. D. Rita Mana de Mendoaca Figuei
re to.
D fin loras
As Exmas. Sras. :
D. Malina Bota nbral da Costa.
D. Emilia Mara de Alin-.da.
D. Edeltrudes de J sn Magalhies.
D. Marcelind da Motta S Iveira Sette.
. Anna Brigila da Cu.iha Paiv.
D. .los'pha Mara de Jei-us.
1). M.iria da Piedade M-nimUna da Silva.
I). Jaaqmna di C"8ta Campo*.
I), Candida .le Carvaliio Ylendonca.
D. -tuna Mara r'err.'ira
D. Candida de Jess Baytisla.
D. Joaquina de Paria Teixeira.
D. Constanca Gonca'v** Lomba Vilarouca.
D. Diguamerila Al vea- Vilela.
D. Emilia Mana da Felieidado Patea.
D. Hermina Augusta Moreira da Silva.
O' Virginia Amelia da Silva Martins.
O. li .Ib n Augusta Martins Silveira.
O. Emilia Mara do Carmo.
D. Francisca de Miranda Castro e Silva,
i). Francisca un.na Fer reir da Cunha.
I). Mara Idalua da Ciuceicio Armada.
1). Genoveva Emilia da Fonseca Ventura.
I). Mara do Carino Barr.is.
1). Mariana de Farias Botelho.
Consistorio da entrara do Senhor Bom Josus
da Via Sacra da Santa Cruz.
O escrivao
Jos Francisco de Fgueiredo.
O vigario, Augusto Franklin Moreira da Silva
ia i hi
Si b esta epigraphe, deu a Provincia de hoje urna
noticiade tod;. inexactae que d medida da boa
rontade rae tera a meu respailo.
O facto a que se refere a Provincia, equedes-
cripto de modo a ciusar t-ff-'ito, passou-se do se-
grate modo: Co stando-ine que o Sr. Levy acha-
va-se Da sala das audiencias, armado cora um re-
volver dirigi-me :it alii, e pedindo-lhe p- lar-lhe particularmente fui com elle at a sala
contigua, e ah aiuda pcdi-Ihe liconca para exa
minar se elle trazia comsigo algama arma, ao que
expontaneamente se prestou o Sr. Levy.
Este facto pastou-se quasi desapercebido e nao
foi praticado cem a osteutacio de que falia a Pro-
vincia .
Na occasiio em que procurava fallar ao Sr, Le-
vy, achava-se elle conversando com uini pessoa a
quem nao couhe^o, e nao esti.va anda em deligeu-
cia alguina.
L'*vado soinente pelo dever de prevenir qualquer
serna desagradavel, foi quo procurei saber se o
Sr. Levy e.stava armado, pois a razio que tenho
para ser iairaigo do Sr Levy, de quem uunci. re-
:ebi a menor ctfeusa, sao as meslas que tenho pa-
ra ser amigo do ^r. Leopoldo, a quem era ao
menos tiro o meu chapej.
Ao retirar-m-' da sala onde m; achava, pedi-
me o Dr. Ferrer certidio dos motivos que me le-
varam a praticar aquelle acto, ao que espond-llie
que nao bsvia razio para tal certidio, resposta es
ta que tambera dei p peticio nesse sentido.
Foi tudo quanto 6e passou.
Sou incapxz de p -rturbar urna audiencia, ou de
eommetter um desacato.
Nao ha um s facto na minha vida que autorse
semelbante asserc,io.
Quanto ao mais que consta da noticia dada pela
Provincia, deixo que corra por contadesta edo seu
informante.
Recite, 11 de Mao de 1886.
J- s Ozorio d>- Cnrqueira
O jiil.-uiiciii'o do reo .la ionio
Franciseo de .4lbuquerqne,
conheeido por i'ifuneo.
Couson n .s indigna^So a deeiato doju
ry rio dia 8 do corrente, quo absolvcu por
nove votos o r> Antonio Francisco ibuqu. rque, locurso as penas do art. 193
do cdigo criminal.
A preaecga de membros proeminentes,
nuer do partido liberal, qner do '.onserva-
dor, no Tribunal, no dia do julgatnonto,
os quaes aiii te acbavara, traballiando em
favor (o aecusado, a caballa infrenc des- \
envolvida p;.ra prop rar um conselho, que ;
absolvesse, como absolveu, a Picango, tu-
do sto nos causan dolorosa mpressSlo. A
appcllayilo iaterposta plo.Dr. 2o promotor
publico, conforme noticia o Diario de boje,
d'aqu'-lla decisao, feliznaente nao cinSAOtio
que se c-onsu r.asse urna iniqoidade. Os
proteutores de Picando encontraram no S .
t)r. Oliveira Escorel um verdadeiro re-
preseDunto da justica, quo com sabida in-
dependencia ti-v6 ain i.i mais a b easiSo
de, rssistiu lo 4 tudo, ratar os s:us cr-
ditos, o drnonstrar que cima dos interesses
possoaes estri os intL'ressr-s da Justina pu-
blica.
Parabens ao Dr. 01ivira Escorel.
11 de Maioda 1886.
Algn esp>
As autoridades dopaiz
De cinco testeinunhai que denozeram perante o
deleirado do polica desta comarca evidencase
que Juventioo de Albuqucrque Moraes, marchan
te, morador n sr i cidade, mandara assassinar-me
facto que nao se realisou em razio de ter sido eu
avisado por um dos don* individuos con vi Jados
pelo eacirrcgado da empresa.
A' vista di-so, nao tendo eu outro inimigo, res-
ponsabiliso o mesmo Sr. Joventino petante as au-
toridades do meu paiz, por todo e. qualquer mal
que me pessa suce-d-r
Xazareth, 8 de Mao de 1886.
A rozo de Manoel Bezerra de Albuquerque, poi
nio saber escrever
Carlos Barromeu Coelho da Silra.
\o respeitavcl publico
O eapitio Trajano Alip'o de Carvalho Men
dnnea^pede que smpenda seu juizo acerca de ura
artiffo que a Provincia de hontetn publicu contra
s, at que possa pulverisar e esma^ar de urna vez
a tao tacanhoa detr .ctores, o que ser breve.
Trajano Alipio de Carvalho Mendonca.
Porque que as pimas aosDmra-
das iieBrisiol.so nina medicina
popular)
E' porque ellas alliviam o estomago, regulara o
li_' i i i e promovera o vigor geral do systeuia, sem
produzirem mais leve incoramodo ou dr Por-
qu- a sua accio nao seguida d" augmento de
prsio de ventre, e da neeessidade. de maiores d-
Ma. Porqm ellas sio um cathartco seguro para es
maisfraeos; eraquanto que ao mesrao tempo sao
sulficienteraente activas para relaxar hs vas intes-
tinaes dos mais foites. Porque ellas prora ivein o
apoette e vivifieara s energas mentaes. Porque
nenhura ingrediente mineral contamina as puras
substancias vegetaes, auti biliosas e aperientes de
qu sao couipostas. Porque ellas obrara de har-
mona cora a naturrza e sera a mnima violencia.
Porque at hoje anda nao h jvc urna s pessoa
que as tomasse e que se aehasse mal satisfeita
com os scus i-fl'eitos. E, analmente, porque edas
sao urna medicina propria para o uso de familias,
para cujo tira nao tera igual.
Ellas acbam-se raettdas dentro de vidruhos, e
po; isso a sua censervacio durawl era todos os
climas.
Era todas as enferinidadcs aggravndas ou pro-
venientes de impureza do sangue, a salsaparrilba
de Bristol, deve ser tomada coujunctamente com
as piiulas.
Acha-se venda em todas as principaes bo:icas
e .jas de drogas.
Ageutes era Peruambuco, Henry Forstei & C
ra do Commercio n. 0.
N. 6. Em casos de tsica no primeiro e
segundo grao o poder curativo da Emulsao
de Scott surprehendeat".
As suas propriedades sanativas e fortifi-
cantes e as suas virtudes balsmicas e cal
mants fazam-se sentir immediatamente ao
principiar a tomar o remedio.
Urna casa terrea de tijolo e cal edifict.da em
solo proprio, sita i ra da Conquista n. 14, fre-
guezia do Boa Vista, com porta e janella do fren-
te, medrado quatro metros e setenta centmetros
de largura, doze metros e trala ceotimetros de
comprmento, duas salas, dousquaitos, urna pe-
quena sala para engommado, cosinha fors, quintal
murado e eacunb* me- ira, tildo em bom astado,
avaliada em 2:0"0#000.
Una casa terrea de tj/,lo e cal, edifica a m
so..) proprio, sita ra do Prottivs o n. 23, na
mesma fregueza, com duas janellas, entrada por
um p' que io portio de tabn, mediado quatro me
tros m oitenta c.-ntimetros de largura e treze me
tros e oiti uta centmetros de couipriin- nto. duas
salas, dous quartos, cosinha fora, qui tal m 'rado,
c im tr-s atvoredos de fruct s e mais um p qoeno
fern-no ao lado diteil c^r c^nd' de um pequeo
rep ro, avalada por 1:8ill'(KX).
Vo a pr.ca por rxeeucjio qie moe D. Al '_
xaii'lnna Guilherinua nos S nt..a Diis, repreneii-
tada p'-ln 8. u (Mirador MauoM Francisco dos Sar
tos e S Iva, contra os h rdeiroa Cysisio Rodrigue,
da Suva Camp >s; r ainhavenlo lancador que
eubia o pn-Q do avaliaco, a arremataba > st-r
feita pelo preco da adjudicacio, Com o abatimento
ca lei.
E para que chegue ao conhectnento de todos,
mandei passar o pr se.nte edita, que ser publica-
do pela impreusa e afnxado nos mgares do cootu
me
Dado e na .sado nesta cidade dj Reeife eapital
da proviucia de Pernamouco, aos 6 de Abril de
1886.
Subscrevo e assigoo O escrivao interino, Sa-
lustio Lamenha Lins e Souza.
Thomaz Garcez Prannos Montenegro.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freire-
offi ial da Imperial Ordem da Rosa, cora-
mendador da R-al Ordem Militar Portu-
gueza do Nosso Senhor Jess Christo e
juiz de dirtito privativo de orphaos e
ausentes nesta comarca do Recite, por
Sua Magestade Imperial e Coastitucio
nal o Sr. D. Pedro II, a quem Deus
guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital virem oa
dalle tiverem conbecimento que na audiencia de
18de Mao do corrente anno ir a praca a quem
mais der, servindo de base o preco da avaacio,
urna casa terrea ra do Vsconde de Albuquer-
que, sob n. 12, na freguezia do SS. Sacramento
da Boa-Vista, nesta cidade, com 4 portas e 1 ja-
nella na frente, 1 salas, 2 quartos, cosinha fora,
quintal murado com cacimba meieira, medindo 73
palmos de fundo e i'l de largura, assente em ter-
reno proprio, avsliado em 2:000(jOO, e vai pra-
ca a req-crimento de Luiz Jos da Costa e Silva
como invcnt.rante dos bens do seu finado pai
para pagamento de custas do ra' su > inventario!
E para constar inaiidji passar o presente que
ser publicado pela imprensa e affixado no lugar de
costume.
Obras Publicas
De ordem do Illa. Sr. *ngenheiro chefe da re-
partcio das obras publicas, faco publico que no
dia 24 do co-rente, ao meio da, reeebe-se nesta
secretaria propostas para a execucao des reparos
da d nte sobre o rio Sernhaem, no engenho Pao
Sangue, oreados em 2:1004. 0 orcamento e mais
condic"S se acham dispos cao dos senhores pre-
tendentes.
Secretoria da reparticao das Obsas Publicas. 10
de Mao de 1886.
0 secretario,
__^______Jodo Joaquim de Siqueira Varej&o
THKATRO
Empresa Dramtica
Companhia uramatica, dirigida pelo actor
XISTO BAHA
QUISTA FtlRA 13
Quinto representocao |da grande mag-ca em 1
prologo, 3 actos e 6 quadros, toda ornada de m-
sica, visualidades, transformacoes, fogos, etc etc
A FILHA DO AR
ou
i PSIOZA 2LISJA
Xmve-
(ompanhia Brasilelra de
gseSo a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mara Pessoa
4:577*090 de juros accrescidos de Fevercm do
anno passado at hoje.
Os Srs. pretendentes podem examinar a ateri-
da carta em mao do agente.
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 de Maio, e
seguir depois da demora in
dispensavel, para os portop
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommeniiM valores
racta-se na agencia .
11 Ra do Commercio11
PORTOS DO SUL
0 vapor Baha
Commandante V tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos portos do
norte at o dia 13 de Maio,
e depois da demora in
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambera carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, encomincndas e valores,
trata-se na agencia
N. 11 RA DO COMMEROIO N. 11.
Leilo
Kainha do
Filha do ar
Breas
Zepbiro
Leandro
Assucena
Vlartha
Tio Mathms
Willis
l'l-ltSO> t.K>S
D. Apolonia
D. Edelvira
Sr. Baha
D. M. Baha
Sr. Lyra
D. Herminia
D. Felismina
Sr. Teixeira
D. Lucia
Sylphides, genios, eamponezes de ambos os se-
xos, diabos, phantasmas, etc., etc.
lilulos dOM (intuiros
Prologo
1 quadro
2.o dito
3 dito
4.0 dito
5." dito
6." dito
25
Entre-nuvens
O talismn
A derrocada
Osbeijos dodiabo
O cemiterio
A gruta do diabo
Apotheose
MSICA
Dado e passado nesta cidade do Reeife, aos 20
de Abril de 1886.
Eu. Clavo Antonio Ferreira, escrivao, o fiz es-
crever e subscr vo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
DECLARACOES

Estrada de ferro do Reeife
Guanga
AvImo ro publico
Serio suppriraidos nos domingos e das santi-
ficados, de 15 d > corrente at segundo aviao os
trens seguntes :
Para Caxang a 10.18 da manhi c 2 18 da tarde
Para Apipucos s 10 45 da manh e 1.45 da tarde
Do Caxang s 11.12 da manha e3.12 da tarde
Do Apipucos s 11 45 da manha e 2 45 da taade.
Escriptoro da comDsnhi, 10 de Maio de 188-i.
H. W. Ston hewer Bird,
Gerente.
Club Carlos Gomes
(Sarao de Maio)
O sarao deste mez Inri lugar na noite de 15 do
corrente. Os senhores socios s tero ingressi
visto d i carto, o qual ser entregue pelo thesou
reiro desde quarta-feira, na sede do club, das 7 s
9 horas da noite. Os car'oes de ingresso s terao
entregues aos soci"a quites a ao mez de Abril.
Reeife, 9 de Maio de 1886.
Augusto Maia,
2" secretorio.
EDITAES
Joio Vctor Alves Matheus, capitao commandante
i:it> ruo do 7 batalhao de infantaria e pres-
dante do conselhc de revisio da qualificacio da
gnarda nacional da parochia de Afogados, era
virtude da lei, etc.
Fax constar qucm possa interessar, quo no dia
16 do corrente, s 9 horas da manlid, no consisto-
rio da matnz de .ifogados, se reunir o conselho
a fim. de precederse a qualificacio dos guardas
o. cessarios ao s-tvco ac.ivo e ta reserva desta
parochia, de eonf.rmida.ie cm as instraccoes n.
V>2, de 25 d- Outuhro de 1880, Reg. n. 1,030, de
12 ,le Mai co d- 1853, e o disposto no % 0 do art. I
da lei n. 2,695, de 10 de -eterabro de 1873.
E para coustar mandou passar o presente, que
s- r alSxado nos logares do costume e publicado
p.-la impreusa.
Q-iartel do cemmando do 7 bitalhao de infan-
taria Ja guarda nacional, 8 d Maio de 1886.
Joao Victor Ales Matheit.--.
Adelino Antonio de Lunar F--ire,
al da Imperial Ordem da Rosa,
Eleio
los fnarcioaarios qste cm de
reger a eoafraria do Seakor
Bom dess da Vi.t Kacra da ; ,n.i
w.ini.3 Cruz no anno eompro-! i *
O D,
offici
coiuraeiidaiior da iieal Or lem Portu-
gu-za do Nosso Senlior Jesns Chriatn,
ejuiz dn Direito privativo deo'phSoa c
i.usT.trfs ncsia comarta do Recif-, e seu
tarmo pur S. M. o Imperial c Constitu.
jion.il o Sr. D. Pedro II, a quem D;us
goard -. etc.
Fai;o sab^r aos que o presente eJital virem ou
d'elle t-.v :."! eouh-cimento, qoe na audiencia de
25 I d 110 e r;- ni i 100, ir 1 p' 4C l l ['-n
m lis der serv i -o preco da avaliaeSo a
p:ir:e do sobrado (1- 1 andar, rila do Hospicio
na ti i, sob n. 71, em solo pro-
prio, I ', c o:i I- r idc -i non a Facul-
tad de Direitq d'e com 2o metros e 70
centiipetrof de v^. 93 netroa 'JO e ntimetroa de
, ,S j :iu-l: -i i porta, c eheira no pavimento
'. onde h e pequeo qu'ntal
mar lo; '> ; v.-.r md-i i que
ca !:is de ferro c dentre as
trono 1 andar que ten) 6
salas inl -.li u e extern ': tito, que de-
c im os (i: f i-ara ilos finad is Pinho Uorges
: C rvalho P--es de Andrad",
de cujo torre I i pas*an :s tridus da
va-terrea d'eeta a i de Clinia e a
l y 'uc i eausa, para
Instilulo Areheologice e Geogra-
phico Pernambucano
Quinto-feiru, 13 do corrente, ao meio dia, have-
r sessi > ordinaria.
Secretaria do Instituto, 11 de Maio de 1886.
Baptista Rsgueira,
1 secretorio.
S. R. J.
Societtt Recreativa Jiivenade
Boire bimensal em 6 de junho prximo futuro
Previno a tolos os senlior-s socios e convidados
que esta soire principiar as 7 horas da noite. Os
ingressos encontram-se a' a ves pera da soire
em poder do senhor tb-soureiro, e os c.'uvtes uo
do Sr. presidente. R.-comraenda-se toda a sim
plicidade n .s toilette.- e sceutifiua-se que nao ao
admi-.-ii'i< azgregidos.
Reeife. 10 de Maio d" 1886
Luiz fuedes de Amorim,
2- .ecretaro
NMEROS DE
l. C'o de Sylphides.
2. Harmona, entrada de Zephiro.
3." Porte, entrada de Breas.
4. Duettino de Zephiro e Azulina.
5 Coro de Sylphides.
6." Aria de Leandio.
7.- Ensemble de Martha, Mathas e Assucena.
8.o Forte na orchestr^, entrada de Azulina pela
nella.
9." Harmona.
10. Coro de eamponezes.
11. Coplas de Breas e coros.
12. Caucao de Mathas.
13. Tercette, Martha, Mathas e Assucena.
14. Meloda.
15. Forte na orchestra.
16. Aria de Azulina.
17. Tercetto, Azulina, Zephiro e Breas.
18. Coro de Willis, phantasmi.8, Breas, Zephi-
ro e Azulina.
19. Coro de phantasmas.
20. Galope infernal.
21 Coplas de Leandro e Breas.
22. Forte na orchestra.
23 Coro de Camponezes.
24. Bolero edaaca por Azulina, 3oras, Zephir,
Assucena, Le-mdro. Mathas e corpo de coros.
25 Harmona final.
MA MSICA com josicio dos distractos maestros
RARCEL1NO CLETO E ROBERTO DE BAR-
OS.
QU*RD*-ROUPA explenddo! 16 roupas com
p clmente novas e frita! a capricho.
MACHINISMOS novos fetos debaixo da direc-
cao do hbil machiuista da empreza o Sr. Cor-
deiro.
ADEREQOS pelo aderecis'a e contraregra da
companhia o Sr. Caries d'Azevedo.
< OH wiiii: DEN tlISS \i,,.
re n viti i ihi s
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Commandante Moreau
E' esperado dos portos do
sul at o dic 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e \ so
Lembra-se sos senhores passageiros todas de
as classes quo ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao m.-uos e qne pa-
garen) 4 passagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosam tambera 'este abati-
mento.
Os vales postaos s se dio at dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
iupste Labille
9 RA DO COMMERCIO
De boas movis e loncas
Sendo :
Urna mobilia de jnneo, cora consolos de peora.
Urna dito de phantoiia cora I sof, 12 cadehras
de guarn cii, 2 cadeiras de bataneo de Jacaranda,
2 ditas de junco, 2 pares de jarros finos i qaadros,
1 cama franceza de jacarind. 2 marquez5es,"l
marqu^za, lavatorios, 1 lindo telescopio com vistas
1 cama fhra s -lteir > e 1 guarda vestidos.
Um- mesa elstica, 2 guarda loucase2 appsca-
dores,
Urna mobilia de Jacaranda, cadeiras, marime-
zes, relo uso, de urna familia que oe retiroj da provincia.
Bexta feira 14 do correle
As 11 horas
No 1 andar do sobrado n. ... da ra do
Cabug, entrada pela ra das Trin-
cheiras.
O agente Martina far leilao dos movis exis-
tes no referido sobrado, por ordem de urna familia
que se retirou psra fra da provincia.
Agente Pestaa*
Leilao
No
i nued States k Brasil Mai!S.S.C.
0 paquete Fnance
Espera-se de New-Port-
News.at o da 17 de Maio,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forsler k C.
RUADOCOMMtKClO -- N.8
Mextaieira a* do corrente
As 11 horas
armazera i ra do Vigario Tenorio
n. 12
De 7 casas terreas livies e desembarazadas de
todo e qualquer oeus, as quas, pelo seu bom esta-
do de consen-acao e excedentes rendimentos, cha-
maro a attencao de quem pretendel-as.
Urna excellente casa ra da Ponte Velha n.
23, com duas salas, corredor sepa-ado, 4 quartos,
cozinha, quintal, e penua d'agua, banheiro equar-
to para criados, rendendo G00S000 annnaes.
Urna dita ra do Visconde de Pelotas n. 11,
outr'ora do Aragao, com duas grandes salas, 2
quartos, cacimba, quintal com apparelho, renden-
do 360^000.
Urna dita sita ra do Viscende de Goyanna
n. 107. outr'ora Cotovllo, com duas salas, 2 quar-
tos, cozinha, quarto com apparelho, cacimba, ren-
dendo 3001000.
Urna dito mesma ra n. 79, com 2 salas, 4
quartos, quutal, cosinga quarto para criados, dito
com apparelho, cacimba com boa atrua, rendendo
3003000. b^
Urna dita travessa de S Jos n. 93, con 2
salas, 3 quartos, cosinha, quintal grande, quarto
com slpparelho e cacimba, rendendo 300^000.
Urna disa no Corredor do Bispp n, 18, com 2 sa-
las, 2 quartos, cosinha, quarto com apparelho.
quiutol e cacimba, rendendo 300^000,
E finalmente a grande casa onde se acba a
grande fabrica de licores do Sr. Lanatt ru do
Coionel Suassu a n. 141, que ser entregue nela
quantia de 2:500000 ao Sr Manoel Joaquim Pe-
reira da Silva, caso nao se obtenha maior offerta.
Leilo
De
movcis,
N. 8.
andar
Fogos cambiantes, chova de prato e de foeo.
MISE-EN-SCENE do actor
XISTO ItAll *
A orchestra esta augmentada d debaixo da re-
gencia do maestro MAKCELINO CLETO.
PRESOS
Camarotes 10000
Cadeiras 2000
Galeras 2000
Geraes i000
Os espectculos sao iutransferives.
A'e horas do costume,
Para
Segu com brevidade para o porto cima o pa-
tacho portugaez D Elisa : para o resto da carga
qu'e falto, trata se com Baltsr Oliveira & C, ra
do Vigario n. 1, primeiro andar.
Lisboa c Porto
O brgue portuguez Armando segu para os
portos cima: para o resto da carga que lhe falto,
trata-se cora os consignatarios, Jos da Silva
Loyo & Filhoi".
missa! de l *3 a 1899.
Prov
Victorino Francisco Rodrigues da S
ECr;\aj
Adalberto J iva.
Th
Joaquim Francisco da C
,:ur.i ores
Bernardmo Domingos Pe
Antonij Gomes de M ndi ac.
D ini lores
Ex-provedor cominendador padre Manoel Morei-
ra da di
pro, Mara !- > va Fernn
Ex provedor. \auo I Joa |uini Frei
nio da Silva Beiris.
SUvio Satyro Luz Kibeiro.
ningos Gracalves Vilaverde.
Jos Theotonio mingues.
Paulino Jos Antones.
Jos Lopes Alheiros Sobrinho.
qu o iriado
e ain la causa para
qu,. a menor Sophia, seja
JjO-.'i' 1 vai a pr.iei esto ref-trda parte a
queriinenl m nor e cora+-
autiri
o presente que
ser ; prensa e aforado no lugar

Dado e p nado i il 'ClB, aos 10
i 86.
Bu, OlaTO Antonio P o fiz es-
Antonio de Lu,vi Freir.
0 Dr. Thomaz Garcez Paraohos Mont-n--
ro, rommendador da Imperial Ordem
la Rosa, juiz .! direito egpcoial do com
Dercio "esta oidade do Recif-J de Per-
lambu -o, por S. J'. o Imperador, a
quem D.us guarde, etc.
1 az saber aos que o presente edital viiem ou
dele noticia tiverem, qne se ha de arrematar por
vei da a qu m mais der, era prafa publica deste
jui; o, depois da resi lencia de dia 13 de
Ma o do corrente anno, o seguiute :
r
Club de regatas per-
nambucano
3 REtATA
Uavendo o cor.scllii administrativo emittido
n vos bilhetes pa-a ingresaos de socios, tornando
por consequeneia sera nenhura vaicr os que fo
rau disinouidos para a regata que noo Donde
effeetuu-se no da 2, envido os S'-nhores -ocios
viran) reeeber, u das 14 e 10, das 7 s 9 ho-
ras da noite, na ^de deste club, das raaos do Sr.
thes-ureiro, os bilheres a qne tivcrcn aireito, u
Do da da regala, 16 do cor ente, cas do cobrador.
S retara d > Ciuo de Regatas Pernainb ucano
em 11 de Mao do 18S6. 0 1 teer. trio,
Osear C. Monteiro
[RITIHOS
Conipmiiia de Ediicuf.lo
CommanRS e a^s Srs. accionistas, que por de-
Iiberac da directora toi n-aolvido o ivculhimen-
to da segnnda prest.el n raso de 10 p.>r cento
do val de ead i aogao subaeript., o ;u deveri
realiar-se no L^ndon Brasilian Bank, at o dia
Maio prximo futuro.
Reeife, 24 de Abril ue 1888.
O secretario,
Chut nes.
Thi'sooparia de Fazenda
A ThL-souraria de Fazendi precisa de um pre-
oio par. a n cebe loria de rendas nter as : quem
trrer e quizer arrcudal-o, aprreeute na mesma
repartico na proposta em carta sellada o fe-
. no dia "iO do corrente.
Theouraria d.- Fazenda da f'ernambuco, 10 de
Maio de 188(3.Conforme. O secretario,
Luiz E. Pinheiro da Cmara.
OlARIiElRS KEl.MS
Companhia Franceza de \ a vega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
oa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
oteaier VI fle Muceio
E' esperado da turopa at
dia 20 de Mao, se-
guindo depois da indspen-
savel demora pars a Ba
na. Bio >le Janeiro
c Sanio*.
Koga-se aos Srs. importadores de carga p 'los
vapores desta tinha,quciran apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng
quer reclainaco concernenfe a volumes, que po-
:ra tenham seguido para os portos do sul.atia
de se poderem dar a tempo as providencias noces
arias.
Expirado o referido praso a corapaahis nao se
responsahilsa por extravos.
itecebe carga, encommendas e passageira? pan
i s quae rem excellentes aceomoiiacoes.
Augusto F. de OH .eir k i.
42 RIJA DOCOMMERT-IO 4k-
HAYAL IAILSTEA1 PACkET
Rio He Ao Sil
Segu com brevidade para o porte cima o pata-
cho nacional Maia II, prompto curregar, a tra-
tar ra do Marqu z de Oiinda n.6.
LEiLOM
Leil
ao
Em continua^o
.'De objectos ae brilhantes, armacSo e mercado-
ras da loja de calcados da ra da Imperat'iz
n. 76.
Hoje 12 de Halo
Pelo agente MAKTINS.
Ao correr do mnrtello
ouga, vidros, jarres, espelhos
e quadros
A saber :
Um piano e eadfira para o mesmo, 1 mobilia de
Jacaranda com 1 sof, 2 consolos, 4 cadeiras de
brajo e 18 de guaruico, 2 espelhos, 4 casticaes, t
jarros, 2 escarradeiras e tapetes.
1 gnarda vestido, 1 guarda roupa, 1 cama fran-
ceza, 2 marquezas, 1 conimoda de Jacaranda, 1 la-
vatorio, 1 meia-couimoda, 1 toilet de Jacaranda, G
cadeiras e raarquezoes.
Urna mesa elstica, 1 guarda-louja envidraca-
cado, 2 aparadores, 1 quartioheira, 1 relogio, 12
cadeiras, 1 machina de costura, qnadros, cadeiras,
mesas e muitos outros movis de casa de fami-
lia.
Sexta-feira 14 do corrente
No 2o andar do sobrado da ra da Impera-
trtz ...
O agente Pinto levar a leilao >s movis e mais
objectos existentes no 2o andar do sobrado da nre
da Imperatriz n...
O leilo principiar s 10 e mia horas.
AVISOS DIVERSOS
Leilo
0 paquete Trent
=^T^L esperado
do su! no da 14 le
eorrente seguin le
epois da demora
i ';,'w,sfi",T*nf*^' necetaaria pan
S. Vicente, Lisboa, Vigoe Son
ihampton
Para passaeens, firerea, etc., rraeta-se com C3
CONSIGNATARK >S
Adamson Howie &C.
De vestuarios para b.iptisados, col'arinhos, pa
nhos, parte das caixas marca F A & C ns. 399 e
400, f vanadas d-scarregadas de bordo do vapor
francez Ville de Victoria.
HOJeJ, 12 DK MAIO DE 1886
A's II li rae
Por intervenco do agente
Alfredo ..uimares
Era sua agencia ra do Bom Jess n. 45
Em continuara vender o mesn o agente cintos
de couro pr-iV-a^as i' donradSM. pira W>nh ira.
Leilo
\gente Britto
Alugam-se casas a 80000 no becco dos Coe
Ihos, junto de S. Goncalo ; a tratar na ra da Im-
erati z n. 56.
Faz se negocio com quem pretender comprar
a hypotheca da -asa do largo do Paraizo a. 15 :
na ra Nova n. 12, loja de chapeos.
Em casa de Joseph Krause c* C. ra Pri-
meiro de Vlarc n, 6, s* precisa de um bom cosi-
nheiro au cosinhera.
Compra-se urna pequea casa nos bairros de
Santo Antonio ou 8. Jos desta cidade ; a tratar
na ra de Santa Thereza n. <>. Tambem se Tea-
de uu bom sitio cora casas na estrada nova de
Caxang, muito prximo a estacao do Zumby.
Precisa se de vma ama que engomme c com-
pre : na roa do Imperador n. 43, 1 and-.r.
Pede-se ao3 abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Oiinda n.
51, a uigocio que nao ignora n
Dr. Candido Emygdio Pereira Lobo.
Pedro Manoel Costa Lobo.
Francisco Raymundo Carvalho, (commandante
Companhia Pesnambucana).
Aluga-se urna casa na ra do Conde da Boa-
Vista n. H7 : a tritar na ra do Commercio nu-
mero 15.
Precisa-se
Aurora n. 81, 1
de urna eosinheira : na ruada
ain ar.
Cupu. Sal km
Empresario do abateri!nenlo l
agua e gnw. cidade de oiinda
DEVKDORES EM ATKAZO
Tendo a nir-ctoiia, era seaiSo de 15 do
corrente, ro3olvido re. -eber p-.r iutcruiedio
de um eolcitudor todas as coritas do con-
lores d'agua e gaz em ntrazo, a
contar do ann i de 1876, resolv n'esta
data encarregur da tal cobranca o Sr.
Diogo Baptista Fernnndes. a quena espero
ttenderSo desdo logo os ruesmos devedo-
res, cortos da oefaca o equidade de simi-
Ihante resolucilo.
Escriptorio do gerente 2S de Abril de
1886.
Antonio Pereira Simoes.
13
liari-SiidtoBnlaiilsc
FlampfsciiiTaliHs-icselIschafi
0 vapor Desterro
O agente acuna, autorisad.i por nina familia que
se retira para fura da provincia, levar a leilo o
s guinte :
Urna mobilia com 1 sof, 2 cor.solos com tampos
d.- pedra, 4 cadeiras de braco e lt ds guarmeo,
outra com 1 Bofa,2 c dmIoi c-m tampos d" pedra,
2 cadeiras de brac<> e 12 -le guarnicao, ambas de
j .caranda, 1 lavatorio era pedra, 1 toilet de jaca-
randa, 1 guarda-vestido, 1 marquezo para casal,
1 mesa elstica, 5 laboas, 2 aparadores, 1 quarti
nbeira de amurello, mala, 1 ir.esinba de Jaca-
randa para c stuia 1 mesn de auiaiello de ps tor
neadoe, 1 commoda, si cr> tria d>- jaciirand com
segredos, 1 dita de Jacaranda, 1 cao i ic-parede,
laniernas, 1 bandeja, juna-, louca, copos, clices,,
f-ucteiras, trens de e siuha, 1 mesa para cosinha
e outros objectos ti do em perfeitoestad).
Quarta-feira, 12 do corrente
A't 10 1/2 horas
Roa Do i .-.iis ii. 6, Io andar
Leilo
Esperase de HiMBURGO,
va LISBOA "t o dia 20 do
eorrente, seguindo depois da
d mora necessaria para
Rio de Janeiro e Sanios
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
BorsteImano & C.
RA DO VIGARIO N. 3
1' andar
De urnaCarta de Sentenca Celna importan-
cia de 30:5203594 e mais 4:578*090 de juroi
accrescidos desde Pevereiro de 18S5 2 de
Maio do c rrent ann >.
Total 35:09S a serpm cobrados xeeutivanienfe de Jos Sancll i
Bezerra Cavaleante e sua mnlber, tenhores do
engenho tleerin, Ba da Esiiada, onge-
i ho que sob jara ate garante o pagamento da di-
ta divida-
4|uart:i-feira SO do corrente
A'* 11' I" ::-
No armnzem da ra do Imperador n 16
O geme Martina, HOtorisario pido II m. e Etm.
Sr. Dr juiz do civel, fura leilo m sua uresenca
e a requerimento de D. Bernarda de Kooa* Maga-
Ihese Silva, iaveatariante ao esp. lio de seo Hun-
do iimao cor.inel Juc Antu du Souis Mygalhes.
da divida proveniente oe urna carta de sentenca
obtida em 12 de Fcvrreiro de 1885, contrajese
Sancho Bezerra Cav lante e sua inuiher, senho-
res do importante engenho Alcgn-s p^rapaga
rem executivsmente e p r carta ^recitjria execu-
toriH que j se cha passnda a quantia de......
30:520*594 de principal, juros e custas, alera de
Lina mu-a habilitada participa aos pas de
familias que ensina portugr.ez, francez, arithmeti
ca e traba'hos de agulha : .. tratar no i orredor
do Bspo n. 18
Offerei-e-se urna senhora pira cosmhar em
casa de hoinem solteiro, preferindo estrng*'iro,
nao excedendo de quatrj pessoas, a qual desem-
I penha bem quaiqu*-r qnal.:dade de comida : quem
precisar dirja-se ra do Foso n 5b\
A!uga-se o 2- andar de sobrado n. 28 ra
do Visconde de Albuq.ierque. muito fresco, tem
agua e banheiro, e est limpo : a tratar ra do
Coud I'i-i ciaase de uraa senhora de idade o bons
costu azer companhia a duas enancas,
lavnndo e engommaiid", e bm assin urna ama
para csinht e comprar, para duas pessoas: a
tratar na ra do P-onselh: iro Peretti (outr'ora ra
da Roda n. C2, 2 andar, dai 7 s 9 horas da
mauh e das 7 da n iie.
ii
Era quaris e meias garrafas, vendem Faria
Sobrinho & C roa do Mrquez de Oiinda n. 41,
______________DEPOSITA RI )S
0 c iprrhA da moda
l^ojti e chpeos de seahoras e
erlaacM
PRAI.'A DA 1XDEILNDENCIA NS. 24-26
(ABEE SE Hc.ii-:)
N'ei b cimento encontrar o ~3spetavel
oublico, um grande sortimento do que ha de maia
gneto e mais moderno no genero, bera como flus
plumas, t re*, -te.
Pretil- em 'o'ppetencw.
i: ;i-
Precisase de urna ama para :>;i servico de
casa de pequea familia ua ra de Riacheello
n. 57, porte de ferro.
Octavia Molulo, titulada p. lo instituto normal
da provincia do Espirito danto, ofTr.-ce-se para
Ircciunar portugus e trances em collegi cu ares : pode ser procurada na ra Velh* n. 108,
e para infonnacoes ua ra do Torres n. 6, escrif-
torio. ,

V



OD



6
Ditrio de Pernamteuc--(lu rta-eira 12 de Maio de 1886
Ama
Precisase de ama ama para casa de duas pes-
adas ; i>a ra Formes n. 29, esquina do becco
de8\Ferreiros.
Ama
Preeisa-se de ama boa cosinheira ; na roa do
Mrquez de linda n. 6. _____
AMAS
Na ra de Paysand n. 20, precisa-sc de cosi-
nkeira e engommadeira, paga-se bem agradando.
Ama deleite
Precisa se de urna ama de leite : na ra do
Livramento n. 19.
Para ama
Urna f; milia estrangeira deseja c intratar urna
rapariga de 14 a 16 amos, preferindo-se de cor
preta, que nao tenha anda servido em casa algu-
na, dando lhe boa comida, roupa e ordenado, e
habilitando-a ao servido interno de urna casa : na
ra do Imperador n. 46, Ia andar, se dir com
quem tratar. __________________
Ama para menino
Precisa-se de ama Ama para acompanhnr ama
familia que se retira para a corte : na Graca -t
vessa das Pernambucanas n. 3.
Aluga-se
para escriptorio a sala de detraz do 1 andar a
raa Primeiro de Marco n 18, muito propria para
escriptorio de qualqucr natureza ; a tratar na loja
do mesmo predio.
Aluga-se barato
lo andar e aimazcm na ra do Bom Jess n. 18,
e 2* andar e armazem na ra da Restauradlo n
31 : a tratar na ra do Bom Jess n. 12, escrip-
torio.
Aluga-se barato
O 3.* andar da ra do om Jess n. 47.
A casa n. 143, ra do Coronel Suassuna.
Trata se no largo de Corpo Santo n.19.1 andar
AlH-H
um pequeo sitio murado, com urna exeellente
casa, com umitas arvores fructifer as, escllente
cacimba com agua ene.u.ada jara csa, com bo-
nito jardim, ra de s'uues Machado n. 1, na es-
trada de ferro de Olinda, muito perto da estaejo
do Espinheiro ; no mesmo sitio tem quem o mos-
tr : a tratar ni ra di Praa u. 70.
Alus
iga-se
Para morada ou estabelecimento, o andar ter
reo do predio na esquina da ru Formosa n. 29,
tem agua egas : a tratar na ra do Bom Jess
n. 57, 1" andar.
Alai
ig-a-sc
Por commodo prec^ a frente do 1* and r do
predio n. 11 ra ao Commercio, muito proprio
para um escriptorio commercial, a tratar no mes-
mo predio.
Aluga-se urna b' a sala de frente, eom 2 aliar-
los, lugar fresco : a tratar no caes da Companhi:-
Peras mbucana n. t.
Cosinheira
Precisa-se de urna, a tratar na ra da Uafl
, II.
Cosinheira
Precisa-ss de uma coainhi ira : ni Magdalena.
sitio do commendador Barroca.
Caixeiro
Precisa *e de um minino : na ma da Roda nu-
mero 48.
TB40
Precisa-sc de um mc<
nio de 10 !2annos
para criado, dando fia
dor sua conducta; no
3. andar do predio n.
42 da ra Duque de
Caxias, por cima da y
pographia do Diario.
Plvora
Vende Candido Thiago da Costa Mello, em seo
deposito roa Imperial n 322, olaria, onde tam-
ben rende tijolos e t.ihas. Tdephone n. 221.
M
!!
Leonor Porto
Raa do Imperador n. 4.
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
fignrino r^cebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre-
vidade, modicidade en preeos e fino
gosto.
#
MIGO
Preoaracao de Productos Vegetaes
PARA
EXTINGO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NSTBASTOS
jPernamhuco *
Compaiihia de EdilicacOes
0 escriptorio desta
companhia acha-se ins-
talado na praea da
Concordia n. 9, con-
serva n do-sc a b e r t o
das 7 horas da manh
s 5 da tarde, em todos
os dias uteis.
Incumbe-se de cons
trueyocs c reconstruc-
fftes.
Recebe se informa-
os acerca de terrenos
na cidade e suburbios,
ca respeito dos quaes
queiram os respectivos
eolios fazer negocio.
No mesmo escripto-
rio se encontraran as
amasias dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do'aquary.proprie-
dae da mesma Com-
panhia.
Leite puro
Fornece se leite puro, garantido pela sua pureza
e bom alimento da vaceaa, levando-te em c-.isa.
Infarmafdee, por fav-r, do-se na ruada Madre
Dtus n. 84, escriptorio
Jo as ii mita
<) Musen de Joias, na do Cab'ig n 4, rece-
ben pelo ultimo vapor francez um esplendido sor-
rimento. Pr eos muit moderados.
Spittii'iTrbUtiEau
O Sr. Francisco Alves da Costa, commandante
de un de s vapores desta coim>i:nh:u rogado
vir ra d i Mrquez de Olinda n. 50, aiim de
OOucloir certo negocio que nao ignora
n
0
L. E. Rodrigues Vianna mudou seu escriptorio
de drogHCM para o 1 andar da ra larga do Ro-
cano n. 10.
-, Expcriiiicntem
E digam o que nrbam
Cs especiaos licores de genip: po e caja que se
acliam a venda o largo d* S. Pedro n. 4?
Engentan
Arrenda-se o engenhe Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a trn'ar no escriptorio de Sebastiao de
Barros Barreto, ra do Coinmcrcio n. 15.
H
Lembran^a
Para quem precisar estab-lecer-se temos a casa
da ra da Florentina n. 6 : a tratar no largo do
Paraizo n. 14.
(lucro lem?
Oare e prau
compra se ouro, prata e
que em outix
cedras preciosas, por maior preco que em outi;
qualquer parte : no 1 andar n. 93 ra larga ri
Rosario, antijra dos Quarleis, das 10 horas s
arde, dias uteis.
Filulas purgativa c depurativas
de f.ampanha
"Estas [luas, cuj pr< i puramente v
getal, teem sid por mais de i anuos aproreitada
com os melhores resoltados as s^puintea moles-
tia.- : ali'.'cri s da pelle e do figado, syphilis, bou
bes, escrfulas, chagua inveteradas, crysipelas e
gonorrbas.
Modo t> usa I a*
vas: f"in -se de 3 a 0 per dia, i e-
besd^-pe api'x eada dso um pjuco d'agua adoca-
1, chA ou caldo.
Como regaladoras : tome-se nm pilula ao jantar.
E'tsi plalas, di inven; d s pharmacenticoB
Almeida An'rarie i: i-' Un,.-. \tn-nu;eridictum d< a
?rs. medieps pal Jtoi tornndo-
se mais i Fuin um segnro
purgativo e ci punca dieta, pelo que pedern ser
usadas em vi*rem.
AHAM-SE A' VIADA
Na drogara de Paria Sobrlnho A C.
41 BA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
' sern competencia
Na ra da Imp. ratrix n 78. nova pbotographia.
tira se retrato* pi.rcellaoa 7000 a dazi, dito
simples a 5*i I
Cosioheira
Precisa-se de uma que seja muito boa para casa
de duas pessoas estraneeiras. Informa-se na raa
do Baro dr Victoria n 9, livraria
Llmpcza publica
ESCNDALO MUNICIPAL
0 actual commissario de limpeza publica desde
muito trabalha para n> haver c ntiacto sobre
este servico municipal, porque /uz lhe conta con-
tinuar na direeco desse servico, como vereador.
Na ultima sesso entre os concurrentes a esse
rervifo figurn um cunhado desse vereador, que
propositalmente para impedir que se fisnase con
tracto ..flerecu-se para eontractar mediante o
abate de 28 '/o- saben Jo bem que assim era im-
P'-ssiv< I fazer o servico pois que scu cunhado tem
(;a*1o o duplo da verba na para limpar e sim
para c> ni -rvar inmunda a cidade.
Um oatro concurrente offereceu 2S 1/2 "/ e fi-
con venced ir; mas j consta que este pretere per-
der o dinheiro que tem em deposito a a3signar o
ontr cto.
E em quanto o pao vai t van o tal vereador con-
tina na direceSo do servido e. ..
Rao pidi m s lii/.'r aqu o escndalo que ha ej
se f iz ni sse negocio.
Providencias pe Je
O /rauta marmrea-
Engommadeira
Precisi-se com urgeueia, para casa de familia,
a tratar na ra do Visconde de Govanua n. 207.
Attengo
Tem-sp para alugar urna perita engemm
lav ee linha i tratar na ra dos Martyri<.?
n. 148, 2 andar.
Ao publico
Antonio B^telho ta Cmara, tendo encontrado
outro de igual nom-, deba dita <-m liante assig
ha Ai.tonio Bot !ho la Cmara Braga.
Afogados, 7 de Maio de 188G.
Aliento
A vinva de Valdeyino, da plvora, avisa ao
ivel publico e especialmente aos seas fire-
, que contina no mesmo ramo de negocio
lo sen finado marid i, para o que tem um comple-
ta sortimen'o de fog >s, e todo mais que diz rtla
tivanente ao seu ramo de negocio. Apparrlbo
tefcphonieo369.
PH0SPHAT0 de CAL GELATINOSO
di E. LEE0Y, Phanaacentico de i" Classe, 2, roa Daonm, PARS
OBTBOGKXE jan tMimlTlMtU a Butlfi m trlupt. cMtn UclUUa. 11 MmUi tm Onm.
fS?(^S?en<,a{P08 ^^ ropo aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asstml-
{32? ^7 e ^ Tez?4 superior a todos os xaropes de lacto-phospnato invcnla'los pela esDecu-
laao. Todos sao cldos ao posso que o Vboaptaato de ou oeatmoao nao o e. ^
o sor. Proftuor Boochdt. M.ivco no HofpiUl du Cruntu. (fl(f du Hteltiux, 1 da mu de lt.)
VINHO PH0SPHATA10 DE LEROY ...SS
Anemia, Coniumpcao, Bronchite chronica, Tilica, Fraqueza orgnica, Convalescencas diffools.
. Depostanos eui ferttam ucu : FRAK'" M. da SILVA o C*.
B1SZ5Z5Z5S5S525ZSZS1
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
' Tratamento efflcaz contra todas as affeccoes provenientes do entra-
queclmento dos orgeos e do systema nervoso, ou das alteraeOcs do
sangue Fraqr.ea doa Xlna, Batertlidade, PalpltaoSe, knfrav-
qaeeuaena* (eial, ion eras Convaiesconoas. Este tratamento 6, de ha multo, rarhrrtrln
e recommendado como o malor regenerador do organismo.
O FRASCO : 8 FRANCOS (E raAHOA) yj
Todo muco que nao trouxer a Marca de Fabrica registrada e a atsitnat-ura^^^l: UnlcB Flirteante I
deve ser rigorosamente recusada ^V^^w^ d$t$
PAJtXS, nsmncU GBLnr, raa Xoetaecboaart, 3* "^S Froduoto
Deposito em Pernambuco : FRAN M. da SILVA & C:
Z525E55Z5ZS25ZSZ5ZS5E^2SZ5Z5B5i5ZSZ5ZSZ5ZHZSZ5ZSZ5ZSZ52S
%r" SO LUCIO
C0IRRE
Exigir o filo
Franou.
AO CHLORriYDRO-PHOSPHATO DE CAL
__I poderoso dos reoonstltnlntes adoptado por todos os Mdicos da Europa na
rrtvpuui gtrol, Anemia, Chlorosis, Tsica, Cacaexia, Bscroruiac, Rackittsmo, Doencat
aos ossos, Crescimento diftlcil das enancas. Pasito, yspepsias.
_ir, COIRRE, fh 79, ni do CUsrchg-Iidi. Dipcsilcs cu araciaaes rharmadu.
g^i?T;.Tgrg--.-ryj-...--,
INICO-NUTRITIVO
60M PEPTONA
(Cama asaimi.'siHiJ
F^-JtoS UCWHOiPSMTO MCK.>TIMW8
Ssudo o Vlaho Dalrssne 'i'uo josto delicioso, taro-
em mico rcconst'tutito nazw-oi \>mpleti<.
S o mais p cioso de todo? os tc;..','js sob & a\a>
ii-uenc:a, desvanecaM-s-a os accideotop tbna, recasco
o appet:te,forfcoem-S9 o? muscul- e voltam asforcac.
Erurega-se com xito coi *%ain^pjoi.srola,oG croo-
cimeutoa rr.pidca, convie'ce..{?f, taoloatias do
jirtomsgo (Gastralgia. Gastritis e DyNUf

jhlliiil. aaaosiJC! e jonaMim2c
\PtPhStMi : "Bi.- l iMfJlHE r".:. liMOS
s& as Qumassas

Engo.ni..ade.ra
Precisa so. de uma eneommadeira que e-secute
bem o servido : no n.tteo do Conde d'Eu n. 30,
terceiro andar.
SM6LS0
SCOTT
DE OLEO PBO DE
Fisrado de hacalho
COM
llypophosphitos de cal c soda
Approvada pela dilua le 3Iy
giene e autorizada pelo
goverao
E' o roelhor rfm-dio at aoje descobe"to para a
liwicn bronrtiloM, u:a*. ra-
rhitM. anemia, eliiH tleQuxiiOi tosae olir do p'ilo e da sarjan:.
E' muito superior 10 oleo simples de igado de
baculho, porqoe, i r ch iro c sabor agra-
daveis, possue todas a virtodea medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedadi
reconstituintis dos bjpophosphitos. A* venda na
drogaras c boticas.
Deposito em Pernambaco
Francisco Xanoei da Silva 4 C.
!23-RUA MRQUEZ DE OLINDA 23
-%
m


otus.---

Cura certa ei 3 dias m outro medicamento
'AJiiS 7, Bonlevard Dvnuin. 7 JPAMIS
CURA CERTA
de todas *s Affeccoes pulmonares
Todos aquelles que ?offrcm
do pcito, devem experimentar
as Capsulas do Dr. Fournier.
Depositarios ui -o:
FR^NClSCO M. da SILVA & C*.
Viasjens ao ceoiro
Da Oiindi y. u 1 todos oi Babbados, s 4 horas
da tarde, par* Itainb por Iguarass e G. yatr.i -.
urna diligencia; | ia 1* de
Marco n. 1, no Beeife. V agens avulsas em qoal
quer dia, e para qu.l juer pa i mcsiao
laxar.
Olinda
Aluga-se porl20''>
22. ludeirado Varadoaro, com 2 sal -. 3q ar-
tos, coainhi rora, eae^Dhae poil i jara
da Pofira : a trai rile, roa j liragao u
36" sobrado
1
(Itiurna c no! Sarna
Contina a ruoccioiisr na ra de S, Jo"g-" n. 35
bair o do Reoife, uma aula prmari
que ahi abri o ab .io, que alcm de so
' acbar competentemente habilitado aleccionare
faz mediante pequea paga, como aqu se t.
Primeinu lettras 2U()0 mensaes
Prep-.ra'orios .'JaOCO
Incumbe se la'.nbem de lecciour\r em casas par-
ticulares.
Pedro Estilita.

NA E7P0S1CA0 UNIVERSA
VINHO de CATILL0N
de GLYCERINA e QUINA
O mai polert2i) tnico reconrtitiiuitc pre^enpto
nos cazo> Je Dores d'estomago. Langor, Anemia
Diabetis, Cousumpco. i ebres,
Convalescenpa, Roaultados dos partos, etc.
0 mesmo viaho <*om fe ro. V NHC FERrUGIHOSO D'.
CAT'LL. N regenerador por -xcellencia ilo pangue pobre
e decorado. Est vintio faz td. rar o ferro por toilus
estomago o Q0 occAsiona prir-ao de ventre.
PARS, 23, ra SuM-Vtneenf dz-Fa..'. Em Ptrmmtuco:
Francc M. da Silva e Cs e omm prlocipatw i*h.irmaou>
NICO VINUINAD
h
i
t 7
P io ao nosto
a bella alvura vapo-
rosa que fez a rcputaco
das Bellezas ta AntlguiaCe.
L. PANAFiEU & Cia
Paria, ruz Rcchechounrt, 70.
CepeiiUriosf B Pernarbuco : Fraac"M. ti SILVA A C\ J
Modista
D. Maria Aogelita exeeota coai toda pe
brevidade e modicidade em preQos. qualqucr tn-
balbo de etura pe"5 mais modernos figurinos
recebidos de L.md.'os, Faris e Rio de Janeiro. Re-
8den"ia rua do Baro da Vicliria u. 44, se-
g indo anclar.
Casas
OOOOOOOK)IOOOOOOO
. As lnica Irrtladeiras
GRAGEAS DEPURATIVAS IODDRADAS do Dr GBERT
CoQfliteB o melhor e o mais ifr&diTel, actrro e e^oaomlc*
m todos os depurativos roohcciios.
CUMPRE DESCONFIAR dai CONTRAFACCOES e txi/r
( pra o XaroB) *s Aulgntturat em tinta encarnada G.fcrt
ot StHiignr o aello, em tinta azul, do flowrno franou.
AOOOOOOOKNOOOOOOO
A ugam se as casas n. 4 da rna do Riachuello
e "il da estrada do Mon'eiro. cajas chaves e-tl
na casa n. 84 da ra do desembargador Nuncs
Machado, antiga da Solcdade.
Ao publico e coses espes iaiidade
ao corpo coniancrcial
Eu, abaixo assignado. declaro qwu nesta data
comprei meu irmo, Jos Custodio Loareirv, a
sua taverna, sita a Estrada X va do I lazang, sera
numero, confronto a osfacao do Zumb, freguezia
de Afogados, livre e desembarazada de qualquer
onns ; se alguem se julgar credor da dita casa (
Estrada Nova) aprsente suas coutas, no praso de
tres dias para seren pagas, na mesma.
Beeife, 5 de Maio de 18S6.
Jtde Custodio Loureiro.
r-
rfaHJfl ".',4 Astt *uf! >A \tjtij [i
APPROVACO DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
\
O quinium Labarraque 6 um Vinho eminentcmeate tnico et febrfugo destinado substituir codas a
(Jutras preparac/ies de (juina.
O quinium Labarra,ue contcm todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com vantagem aos convalesccntes de doencas graves, as parturientes e
a todas as pcs.sas fracas ou dbil :a.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Vallct, sao rpidos eficitos que produz nos casos de Morse, ane-
mia, cores paludas.
Em razao da efficecia do Quinium Labarr,cy:e, preferivel
tomal o em copo de licor, no lim da referi e as pilu!.. Vallc ^K f??f 5-a>&tcKyl-&~
Vende-se na mor parte das pharmaaas sobe a assigaarura :
V
Fabricacjo e atacado : Casa L. FH
19, ru Jacob, Pars.
3
ASA
Compra-se uma ueqm'ua casa na freguezia da
Boa-Vista, as seguintes ras : 'ontii-velha, Vis-
conde ae Albuquerque, Visconae de Goyanna, S.
Goncalo, Jasmim, Prazi res ou em i us imedia-
cOes : a tratar na ra do Visconde de Goyanna
n 1, taverns.
Jardineiro
Precisa-se de um jardineiro com babilitacao
para tratar de um jardim em um engenho perto
d cidade e da estrada de ferro de 8 Francisco :
a tratar na ma estreita do R arfo n. 8.
Ao ii. lT
Participo aos (regoezeo e aos apreciadores, que
acabo de engamfnr o especial vinho verde, Fi-
Ki.vira e particnUr ; vinhos fios do Porto, Bor-
deaux, c -nac, o verdadeiro vermouth de Cinzano,
vinagre branco de Lisboa, conservas, manteiga
ingleza superior a 901) rs. n lata de libra, qseij
do sertao muito superior, copos finos a 3200 a
duaia, sardmhas de Nautes a 300 rs. a lata, e ou-
tros ranitos gneros a precosem competencia : na
ra. de Hortas n. 17.
Jos Gongalves Dias.
Ama
Precisa-se de uma ama para cosinha' e mais
. de familia ; na ra do Mrquez
do Herval n. 33, 1" andar, defronte do Instituto
Archeologico.
.y a
Precisa-s de uma ama para cosinhar e .com-
prar : u tratar na ra do Baro da Victoria n. 58,
segundo andar.
Cosinheiro
Precsa-s0 de um bom cosinheiro. que d abone
de sua conducti : a tratar na ra do Mrquez de
linda n. 53,
Cava lio
Compra-sf um cavallo que seja novo c bom an-
dador : a tratar na ra Duque du Caxias n. 54,
loja.
Registro para gaz
Comprase um, o tambem dous candieiros : a
tratar na raa Duque de Casias u. 54, loja.
Precisa-se
e tuna pe vender na ra : a tratar na
ra Imperial n. 125.
Ao publico
O aban tendo de retirar s'1 tempo-
imente para interi ir a providncia d'iza en-
carregado de qualquer neg ci i jne llie pertcnca
Jos de Sonsa Braz. Keif-, 10 de Maio de
!" i Mareos.
.------inssis-.....
Anua Joaqni.::: sVaarido Wnn-
0 maj ir i K o, Ida
na E Carlota Guihermi-
na d.^ Barros Reg, Baro do jalar, capits
Cbristovo de : I imillas agra-
de tas qae so p;- ,^t rain a acooipanhar
ultima morada os restos m trtaes da sua presada
mai. Anna J laquioa Mauri-
eo W m o-: parantes e amigos
. que p"!o repouso de sua
alma, man un ri ir m matriz da Boa-Vista, s
8 1/2 b ras daina'ih,", e ni matriz de S. Loireo-
co da Matta, no dia 11 d i corrente, stimo do sea
fallecimento; palo tpttF se contessam desde j
rad c
"Vl>
Hajor Paulino Pin* Faleo
Theodoro Jusf, sua mull, r i fillios, D. Rita
Pires F.iea i de L oros e fa'ihas, e
J. aquim Oisfodio Dnurte de Azevedo, sua muiher
e fiih 19, pedem aos amigos e parentes do seu pre-
sado gogro, pai e av, majjr Puuliuo Pires Pal-
cio, a earidade de assistirem a missa do trigesia
me dia, que p t sua alma mandam retar ama
triz da Boa-Vista, e na capel a do engenho Mas-
iiia, no dia 13 do andante, s 8 horas da
manh;7.
t inniio tiito.iio tollo HalorBpos
D. Maria Sevcriua Sotto Maior Raposo, au-
sente, e Manoel Joaqnim Pereirs, irmao e amiga
de Firmino Antonio Sottc Maior Raposo, agrado
ceado vivamente a todos quautos se dignaram
acompanhar a sua ultima j izida, o mesmo sen irmao
e amigo, pedem lhe anda o caridosa obsequio de
assistirem a missa do 7 dia, que ter lugar, quinta-
feira, 13 do carente, as 8 horas da inauha na
igr-ja matriz de Santo Antonio.
Roubo de criado
Desappareceu hoje da ra velha'n. 9."), levands
os seguintes objectos de ouro; ama cadeia, cost
uma moeda e uma cazoleta, um par de brincos
uma medalha com diamante no centro, e apenas
quatro mil ruis em dinheiro : veio ltimamente da
Parahyba, diz chamar-se Luiz, branco, com tt
annos, levou calca de casimira velba verde, camisa
branca, chapeo de massa veiho, descreo ; re-
commenda-se s autoridades e a quem fr offere-
cdo taesobjectos a apprebensao.
VENDAS

/
VINHOdeEXTRACTOdeFIGADOdeBACALHAO
"Vende-se
ea todas as principis Pbarxcaclas
e DrourariaL..
Deposito ger_l .
21, Faubourg Monmar'.re, 21
O VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao, preparado pelo Snr. GHEVRIER, Pharmaceutico de 1" c\c$?e,
emPariz, possue ao mesmo tempr os pni .os do Oleo de Figado de Bacalhao e as proi ticas dos
preparados aleooKcos. E'pn o estomago nao pode snpportar as substancias rraxas. Oseueleitc
como o do Oleo de Figado de 3ac&

soberano contra as Escrfulas, Rachitismo, Anemia,, Gnioroa-
Bronchite c todas as Molestias do Peito
VINHOdeEXTRACTOdeFIGADOdeBACALHAO CREOSOTADO
Deposito geral :
PARIZ
21, Faubourg Uontmartre, 21
"Vende-se
an tolas u princjaes Pharmacia
aromarlas.
A CREOSOTE de FAIA suspende o txabalho destruidor da Tsica pulmonar, porque diininue a expectoracao
desperta o appetite, faz cessar a febre, supprime os snores. Os seus efFeitos combinados com os do Oleo de Figado &..) Bacalhao,
azem do VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao Creosotado, de GHEVRIER, o remedio por
excellencia contra a TSICA declarada ou inminente.
Vende se portoes de ferro, gradeamentos
para cima de muro, bandeiras de ferro para por-
tas exteriores, de arcos, bandeiras de ferro par
portas interior, s. de todas as qualidades, galn
nheiros de farre, carrocas para bois e cavallog,
carrinhos de mao e rodas para carrocas, por pre-
co commodo : nj laigo do Forte n. 4, officina di
ferreiro.
Veude se uma excelien'e taverna no larg
de Santo Amaro das Salinas, em frente para a
linha de Limoei'o, propria para qualquer princi-
piante : a tratar na mesma.
V< nde-se a cae-a terre i sta ra Impcria
.9:0 tratar na ra do Imoerr.dor n. 3 1 am
-r.com aetonio Sez rr i Ctvalcante de A'ba
buerque.
(lasa no Uloiiteiro
Vende-se ou luga se una casa a*
Honteiro, so p da igreja, tr, ct.ir no. lo-
ja de livros junto ao arco de ."auto A-
Casa cmfogft dos
_Vende-se uma casa na ra do .\!ot c ,iomb "i?, e m 2 salas, qnartos, cosinha fra, qoiotal s
aba, em chao proprio : a tratar na praoa da
Independencia n. 40.
Carrosa eboi
Vendc-s uma caroca de duas rodas, propria
para boi e cavallo, e nm bonito boi milito novo
manso : para ver e tratr ra de Pedro Atf^ussj
antiga ru da Praia. ^^_^_^^___
Aproveitera
Vende-se uma boa armacao, nova, para faz"n-
das ou qualquer outro negocio (ssenos molbad "),
j collocada em bom armazem novo e em uma das
pnneipaes mas do commercio ; para informa95e
na raa do Bangel a. 49, esquina.
^
lml


I r
i
Diario de PernambucoQuarta--feira 12 de Maio de 1886
btttt e vigw pira Uas
OB3srg-ft.s
ESTOMAGO, FI6AD0 e INTESTSN
YINHO E XAROPE DE JURUBEBA
BARTHOLOMEO & C
PHAt.M. PERNAMBUCO
nicos preparados de Jau-citeba appromdos pela Academia e Medicina, el
I recommendaaos pelos Medios contra as Molestias do Estomseo, Porda d Appe-1
tile, Oigestes difficeis, Oyspepc'a c todas as Molestias do figado, e no Bayo, I
na Oisrrhea chronica, na Hydi'coesia, etc.
CTJIDAJ30 CCk AS FALSIFICAQESI
EXIGIR ***** &zz&
Grande e bem montada oflicina k alfaiate
DE
PEDROZA & t
N. 41Ra do Sarao da Victoria- N. 41
Nesle bem uonheoido eatabeleoinaeoto, se encontrar nm lindo variado sor
Emento de pannos, cas -mira.-, brisa, camisas, punlins, cellarinhoa, ncias, gravatab.
tudo importado das melhores fabricas de P; servirern aos seus amigos e freguesas, os proprietarioa dcsto grande estabelecimento
jm na dircccJto dos trabalhos da offieBa habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparam ura teide roupa de qu:ilqu"r asenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRKQOS SEH COMPETENCIA |
A
Os proprii-t.ir.iis >',o mnito nb i ost aotainado
DE Jfl S
sito a roa do Cabng o. -1, ra no r *p i a*el PUBLICO que recebaran ue
grande sortimcnlo de ira nw-is .. g sti b, como tam
bem relogios do todas as qualidades. A. i o&tinuam a recebar poi
todos os vapores i obj t is m r mato menos que en
outra qualquer part
MIGL WOLFP & C.
N. 4 RA DO CABUG----S. 4
Oompra-se onro o prata ralba.

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EU6JEW0 MARplffiSPEBOmUiBfl,
\5 JcRheumatiemo CajncTO Bobas.bqagtns
e todas as molestias qurtrnhaa sa* ongem
na impureza do tiangue drvid* a frphiu.
ttto paha aavint
vtt*vi p^iAiv" c*i i^ ^iTiox* crm *x*j^c- J-ma: 4^1*
tteo e;pot <)wv &*vfnme a. uru*2jfa* &Ct*u
iiVt*4e* 4et3t'liid/>/if3aicu)o -cu^c'
m-------r-43aSo--------- ------^
[Laboratorio'-ftFNTRai d Productos%oicinae
i DA FLORA BRASiUlM
^afrRuad'O VSsconde d}ft;o Branco if
-BIOUE -JA2VK1KO-
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hiqoier.
Fomecedor
privilegiado da Casa Real de Kspanha
e de S. II. a Rajnlia de Italia.
.'
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os denles.
Ozea Oleo.
Ozea Sabo.
Ozea Portada.
Ozea Fixativo.
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Pasta para os dentes. Ozea Cold Crean.
Estas exquisitas preparares sao mnito apre-
ciadas na mais distincta sociedade pela deli-
cadeza do sen perfume.
WMR ECER?S
TRANSPARENT CRYSTALSDAP
(Sabii j transparente cristalino)
reconhecido como o mais perfeito do todos os sabaos de toilette pelas snas
propiedades hygienicas, palo seu aror..u e pela sua larga duraco.
Oeviito cas prior-..1 Htt url, Farmacia*, era.
A Revoluco
0 48
a ra Duque de Casias reduzio as vendas
a 25 () de menos, de seu valor
Ver para crer
Setia maco a 800 ra. o covado.
Merino de bollonas & 900 rs. o dito.
Lindas alpacas de cores 360 o dito.
Setinetas lisas 400 rs. o dito.
Dita3 escosarsas a 440 o dito.
Chitas finas modernas a 240 e 280 o dito.
Cretones finos a 320, 360 e 400 rs. o dito.
Pnstao branco a 400, 440 e 500 rs. o d:to
Linn branco a 500 rs. o dito.
Mariposas finas de cores a 240 o dito.
Liuhos escossezes de quadrichos a 240 rs o dito.
Renda da China 240 ra. o dito.
Seda de listras 1 000 o dito.
Damasco de cores a 500 rs. o dito.
nriui pardo liso 300, 360, 400 e 500 rs. o dito.
Verbutinas de todas as cores a 1000 o di*a,
Fichas a 1$, 2, 3, 4 e r>j000 um,
Cas- mira inglesa de cor a 3i e 4000 o covado.
Dita diagonal a 2 23500 o dito.
Dita de cores a 1800. 25 e 25400 o dito.
Flauulla americana 1*200 o dito.
Toilette para baptieades a 9000 um.
Panbos e cullnrinhos para s Espartilhos de coraca a 4, 5, l! e 8/000 um.
Camisas bordadas de linho a 305000 a duzia.
Camisas para senhora a 305000 a dita.
Ditas de meia a 800, U000e 1400 a duaia.
Timoes para meninos a 4000 uoa.
C'asacoa do laia 125 um.
Bramante de 3 larguras a >00 rs. a vara.
Dito de 4 larguras a 15200 a vara.
Lencos cem barra a 15200 a dusia.
L-nc,s brancos a 15800 e 25000 a dusia.
Lencoes de bramante por 15800 um.
Cortes de caeemira de cor a 35, 35500 e 45 um.
Toalhaa felpudas a 4.5 o 65000 a dusia.
Ditas alcochoadas de 205 pr 125000 a dusia.
Meias pi.ra homem de 3J, i$, 55 e 6500o a dusia.
Meias pan senhora i 35, 45, 55, e 65000 a dita.
Colchas brancas e de cores a 15800 urna.
Colchas bordadas a 53000 e 755 0.
Cobertas forradas a 25800 e 23900 urna.
Madapolo gema e pello de ovo 65600 a peca.
Redes hamburguezis a 10500 ( urna.
Briin trancado a 700 rs. o covado.
Cambraia de forro a 125000 a peca.
Zefiros lisoi a 120 o avado.
Cortes de casineta a 15000, 13600 e 1*800 nm.
Amjuii). ::s a 23000 urna.
Fructas maduras
Venic-sc diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, capotas, e outras muitaa : no
argo de S. Pedro n. 4.
0
Enjilli
Vende-sc por 20:0005 a quinta e ultima parte
dos engenhos Amaragi d'Aeua, Sauta Luzia e S.
Vicente, doter: gos distante do engenho central de Ri'jeirao, bem
como por preco commodo, um grande sitio que foi
engenho, no Iguaras. : a tratar aa ra do Im-
perador n. 50, terctiro andar.
Pinho
eriga
Vcnde-ss em casa ae Matneus Austin & C,
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da mclhor
qualidade e diversas dimensoes.
LIQUIDADO DE CHAPEOS PARA
Em vista dos grandes progressos da idea de que
se gloriam as naces civilisadas, o commercio
deve acompanhar esse progresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em /ista do que annnnciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra eatreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es -
colha dos quaes, os annnaciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueres. Lembramos, pois, o proverbio :
Qucm nao experimenta, nao sabe.
Venham ver, pois :
Qu'ijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranbao.
Fructos seceos, como :
Passas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachiuha inglesa.
Seuu nti's uovas de hortalicas.
Especial i dado em
Vinbos finos do Porto, Madeira e fihery
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinbos tnicos, como :;
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todns as qnadrdes.
Champagne.
Cerveja de diversai marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pachtes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Espccialissimo matte do Paran, em p
Anda mais:
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martins Capito & i'., ra eslreita d j
Rosario n. 1.
AS AGRICULTORES
Foreaicida capanema (verdadeiro) para extinc-
cio completa da formiga saura. Vendem Martin?
Capitao & C-, ra eatreita do Rosario n 1.
GRANDE
Vende se pelos segnlntes pre
eos de f 5OOU at oaooc.
na do Crespo n. 19Madama
Mequeliiia.____________________
Vacca de leite
Vende-sa urna bonita vacca tourina nu estrada
real da Torre, engenhoca Lasserre.
Execllente casa no
Monte iro
Vende-se ou arrendase annualmcnte urna boa
casa com bastantes commodos para familia, tendo
agua e gaz encanados, com um borc quintal todo
murado, com algumas arvores fructferas e com
sahida para o rio, por preco muito i azoavel : quem
precisar dirija-se ra Duque de Caxias n. 117
que achara com quemtratar.
Exposicao central ra larga do
Rosario n. -" 8
Dainiit.i Lima & C-, nao podendo acabar com a
grande quautidade de mercadorias, resilveram
anda rma vez convidar as Exmas. familias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza nia-
guem perder seu ttano, fazendo urna visita
ExpoNir Central
Pecas de bordados "a 200, 400. 500 e 600 rs.
I'iinh 's e colariuhos bordados para seniora a
2000.
Ditos ditos lises, 13500.
Ditos para homem, 13500.
Um plastrn de 25000 por 15500.
Invesiv- is grandes por 320 ra.
Lacos para senhora por 15500.
Mafos de la para bordar, 25^00 e 35
Luvas de seda arrendadas a 25500.
Ditas lisas, 25200.
Ditas de fio de Escossia, 150CO.
Broches para senhora (molernos) 1550!'.
Um par de meias para senhora (fio de seda)
600 rs.
Dito idem liso, 400 c 500 rs.
Dito idem (fio de sed) 1J200.
Duzias de btelas B 3C0 rs.
Carreteis de 200 jai das a 80 rs.
Metros de arquinhus a 160 e 120 rs.
Um par de fronhas de labyrintho, 13500.
Macos de gramp s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
senhora, de 500 rs. a 13000.
Ura pente com inscripcao para senhora, 15.
Um leque de 165 per 95-
Brinquedos para criaucas, leques de papel, fi- |
tas, bicos de liaho, quadros para retratos, lencos,'
tspartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrilhos,
eutres muitos osjectos de phantasia per precos I
sem competencia: na exposicao Central, ra I
larga do Rosario n. 38.________________________ J
WHISKY
ROYAL BLEND marca ViADO
Este excellente Whisky Escosscz preerivf
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica'
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu Ihores armazens
nolhados.
l'ede ROYAL BLEND marca VIADO cujo bo-
om e emblema sao registrados para todo o Brazi.
BROWNS ce C, agentes I
Fizenilas brancas
SO' AO NUMESO
4o roa da Imperatriz = 4
Loja dot barateirot
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40," ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPee*" godaozinho com 20
jardas, pelo- t tprecos de 3*800,
4J, 43500, 43.i C, 5J, 53500 e 6J5(h
MadapolioPecas de madapoIJo com 24
jardas a 45500, 55, 65 at 125000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc is e cruas, de 15 at 13800
Creguella franceza, fazenda muito cncor-
pada, propria para lencoes, toalhaa e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 15200 e 13500
Colletiuhos ra mesma 800
Bramante francez de algodao, muito cn-
corpada, com 10 palmes de largura,
rnitrj 132
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 25500 e 280C
A toalhado adamascado para toalhaa de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, oque ha do mais delicado no
mercado, ro. 200
Todas estas fazendas baratissima?, na conhecida
loja de Alheiro & C, esqun do becco
dos Ferreiros
Algodu entestado pa-
ra !en$oes
A 'too rs. e llOOOo metro
Vende-se na loja dos barateiros da Joa-Vista
a :odao para lencoes de um s panno, com 9 pai-
ra s de /arduras 900 rs., e dito com 10 palmos a
1. Wo i/.etri., assim coma dito trancado para
to. Ibas de mi sa, com 9 palmos o i Otro. Isto na leja de Alheiro ce C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MKRINSPRETOS
A 15209, 15400, 15600, U800 e 25 o covado
A heiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
di-tn muito bons merinos pretos pelo preco acim>
dito. E' peehiucha : na loja da esquina do bec-
co d; 8 Ferreiros.
Espartilhos
Ka loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 55"00, assim como um sortimento de roupa?
de casimiras, brius, e;c isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZ AS
A 25800 e 31 o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de easemiras ingle-
zas, de duas larguras, eom o- padrocs mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 25800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faser costumes de casemira a
30<, sendo de paletot sacco, e 355 de fraque,
grande pech nclia : na leja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mof j, pelo barato pr. co de 320
rs. o covado, grande reehincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a IOO ra. a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de IOO rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por 5$, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becoo dos Ferreiros.
Fus toes de se I i neta a 500 rs o
covado
Alheiro 4 C. ra da Imporatri ven-
dem um bonito sortirrento de fustes brancos pele
baratinho pre^o de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
Cabriolet
Vende-se um em perfeito estado e por preco
commodo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47
Camisas nacionaes"
A SASOO. 3*000e 35500
32= Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e punhos de linho como de algodio, pelos
baratos precos de 25500, 33 e 45, sendo fazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vintade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3.', de Ferreira da Si Iva. 1
Ao32
Nova loja de fazendas
S2 Ra da Imperatriz = 31
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
eitavel publico um variado sortimento de tazen-
as de todas as qualidades, que se vendem por
rec,os baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para honiens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc.
Cabriole!
Veide-se por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro-
das c arrcios para um cavallo ; a tratar na co-
cheira do Candido, ra da Rida.
Tavcrna
Vende se a bem afreguezada taverna da ra
larga do Rosario n. 1, propria para principiante
por ter I ens commodos ; a tratar na ra larga do
Ro ario n. 14.
38Ba da Imperatriz 39
Luja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-ae as roupes abai-
xo mencionadas, que sao ba- u.as.
Palitots pretos de -'r _. aiagonaes e
acolchoados, senao tazenas muito en-
corpadas, e forrados 75000
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem feitos e forrados 10OOT
Ditos de dita, fazenda muito melhor 123000
Ditos de flanella azul sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados 123000
Calcas de gorgorao preto, acolchoado,
sendo fazenda muito cncorpada 5550
Ditoa de casemia de cores, sendo muito
bem feitas 655GC
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 85000
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 25, 23500 e 3J00C
Ceroulas de greguellaa para homens,
sendo muito bem fetas a 15200 e 15600
Colletiuhos de greguella muito bem feitos 13000
As9m como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meias cruas c collarinbos, etc.
Isto na loja aa -ua da Imperatriz n. 3s
Riseados largos
a soo rs. o covado
Na loja da ra da Imper.'itriz n. 32, vendem se
riscadinhos prsprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado
tendo quasi largara de chita franceza, e ssir>-
eoaio chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja o Pereira da Silva.
FutSe*. otincins e laziuiiax a 50
ra. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-*
um grande sortimento de fustoes brancos a 50t>
rs. o covado, lazinhas lavradas de urta-coret,
f-zenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
corpa, a 500 rs. < covado. pechincha : na loja-
do Pereira da Silva.
Ht-rlns pretos a 1*2
Vende-se merinos pretos de duas larguras par
vestidos c roupas para meninos a 15200 e 1560C
o covado, o sunerior setim preto para enfeites a
15500, a-sim como chitas pretas, tanto lisas come
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs.; na novs
loja de fereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
Algodozinho francez para lence
a 900 rn.. 1* e iSOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-s*
superiores algodozinhos fraucezes com 8, 9 e 1(
palmos de largura, proprios para lencoes de ua
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 15000 c
metro, e dito trancado pa- a toalhas a 13280, as
sim como superior bramante de quatro largurai
para lencoes, a 15500 o metro, barato ; na laja
da Pereira da Silva.
Roupa para meninos
a a*, isoo e 4
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, a
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 45000, ditos
de molesquim a 45500 e ditos de gorgorao preto,
emitando casemira, a 65, sao muito barates ; n>
loja do Pereira da Silva.
1
,
DAS
CORRE NO DA 18 DE MMO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$000
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 18 de Maio de 1886, sem falta.



8
Diario de Pcruambuco
SCIBJCIAS
Arte militar
AO SEEV190 DE SADDE DO EXEBCITO FEA N
CEZ EM lo86
'Continamelo)
IV
Realmente, a actividade o o valor iodi
vidual de inais 'c u:u medico em chefa de
hospital, tintara feito delta, sob a capa do
intendente, o ehefe verdadeiro do estabe-
leciraento; maia de urna v-z as proposi
i;o 3 de uno medico em chefe de ambulan-
cia ou de corpo de exercito tinham sido
em confianza, transformadas em ordens
para os generaos ; mas a situago legal nao
deixava de ser urna situago inferior, tilo
penosa p ira os individuos como desagra-
davel pura a exei ugo do servigo.
H< je os mf dicos tem sobre o pessoal
poso s suas oriens a autori lade o os po
deres disciplinares qu! lhes confer o seu
posto; o aedico ch da de ama repartigilo
sanitaria qualquer ou de um grupo terri-
torial exeroe um commando militar e teru
legalraente a directo effectiva de seu ser-
vigo ; pert-ncem-lhe as medidas de hy^ie-
ne, as decibes a tomar no campo de ba-
talba
A esta nova ordera de cousas faltava
urna consagracio extern, isto urna mo-
dificacao no uoiforme. Aos borlados da
gola e ciar os postos c que constituiam verdanei-
ros hiereglyphos, .penas deeifraveis pelos
iniciados, sulstituiam-se, as mangas e
no kepi, gal3-s que indicara claramente a
situago lnerarcliica i!e rada um; ao uoes-
mo tempo concedi-u-se aosoffiaes do cor-
po de saude o direito de trazar na espada
a passadeira, que foi sempre considera 1 -,
no nosso txercito, o syrabolo do direito ao
commando militar.
V
Quando a medicina militar consiituia
urna parte dos servicos administractivos
era a directivo dos servicos administrativas
no ministerio qui cabiam logi-ament to
das as questocs meilicas. Todava cora
prehendeu-se a necesiidade de por o chtfe
do exercito, o ministro, em estado de ser
informado directamente acerca das questoes
me iieo-railitares as quaes a incompeten-
cia do servigo da intendencia era eviden-
tissima, e ereou-se o conselhct de saude dos
exercitos, ao qual co npetiara, por corres-
pondencia lateral, porm regtilaraentar, os
trabalhos do3 mdicos militares e suas in-
cessantes reivindicacoes a favor do soldado,
em nome da hygiene e da sciencia medica.
Nos exercitos, o conselho de saude era re-
presentado pelos mdicos en chefe de
cito.
A lei de 16 de Marco de 18S2 separou
o servico de saude dos servigos adminis-
trativos e classificou-o entre os grandes ser-
vigos do exercito, de par cora os de arti
Iharia, de engenharia, da entenden-ia. da
plvora e salitre, que, todos, submettidos
.o com.nando, corresponden! se direcUmen
te com elle; o legislador supprimiu entilo
o ccnselho de saude que nilo tinha raais ra-
zao do ser, e substituiu-o por urna comais
sao considtativa di saude anloga ao das
outras armas.
Ao mesmo tempo reo;i se no ministerio
da guerra urna directora especial (a stima)
cujo director ex erce sua autoridade sobre
todos os merobros do corpo de saude. O
director do servigo de saude autoridade
tilo imraediata do ministro que nao se po-
de coneeber entre o ministro e elle a appa-
rencia de ura dissentimento, c ainda menos
a interposicao de urna tarceira pessoa. O
mecanismo estabelecido pela lei de 16 de
Morgo iicar talseado, desde o centro mo-
tor at s ultimas molas da peripheria, no
dia em que um ministro deixar insiuuar-se
entre elle e o director urna personalidade
1 qualquer, ainda que fosse ;do mais alto va-
lor e revestida do titulo de subsecretario de
Estado.
Si, em questSas de gesto, imaginase,
rigorosamente, a possibilidade da interven-
gao junto do ministro de um delegado dd
parlamento, si um sub-secretario de Estado
sabido do suffragio universal pode, as ques-
toes financeiras, ser considerado quer como
ura conselheiro til, quer como um abrigo
tfficaz offerecido responsabilizado rainis
terial, evidente, aos olhos de quem quer
que te.n s.licitule pela dignidade de pes-
soal inilit ir, que nunca o sub-secretario de
Estado da guerra ter qualidades para apre
ciar as questo-s de pessoas. O pessoal
do corpa de saude um pessoal militar:
seus direitos foram determinados por leis;
nicamente o ministro, seu ch (: natural,
o defensor nato de suas regalas, e roo-
ralmente incapaz de ceder a quera quer
que seja a honra da superit-nder o deposi-
to cuja guarda cabe-lho o dever de con-
servar com dsvelo e cuidado.
FOLHETIM
ANGELA
POR
2A7-3S 23 KSTEPIS
(Continuas o do n. 1 0 G )
XXU'
Do lado de dentro, a Sra. Dharville, por
detrs das cortinas cntreabertas de nma
janella, esperava as recan chegadas.
Desde que vio a Sra. Fontana e a sua
companheira apressouse era ir ao seu en-
contr.
Venham.. venha, minha sr-.nhora,
disse ella, ajudando tambera a amparar
Angela.
E fl-a entrar em urna sala, onde se
achavam o doutor, Lefio Leroyer e Rena-
to Dharville.
O doutor deu dous p.issos para se ap-
proximar da pobre mal
Angela pareca louca, o olhar expriraia-
iho desvairamento.
Leao, quando a vio, sentio apertar-se-
llie o corayao ; a lvida paliidez da bella
hervanaria e a terrivel anguotia que trazia
pintada as feicoea trastornadas, causa-
ram-lhe npresso profundamente dolorosa.
Peca Ihe, minha senhora, que soce
gue e que me escut-... disse o medico a
ngela. Fui eu que prestei os priraeiros
cuidados sua querida tilha. Tive a ven-
tura de rae sahr bem, e mesiio rauito
aim das minhas esperanzas. Affirmo-lhe
que d'ora em diant' nada ter que re-
cis. .. sua filha est fra de perigo, m b
a m>is elementar prudencia prescreve evi-
tar-lhe qnalquer eomraogSo violenta... E'
impossivel que a senhora nao comprehenda
isto.. O abalo nervoso causado na doen
te. pelo espectculo da sua agitagao, nao
deixaria do ter seus perigos... E'-lhe,
pois, preciso chamar a si, nao smente to-
da a coragem, como a dedicacao por sua
filba.
Senhor, murraurou Angela, esten-
dendo as maos supplicantes para o dou-
tor. peco-lhe... rogo-lhe... deixe-me
\ver minha filha.
VI
Abaixo da direcco central do ministerio
e correspondendo com os generaes com-
mandantes dos corpos de exescito, colloca-
sc a mola talvez mais importante da orga-
nizaba nova : o director do servido de sau-
de do C'irpo de exercito.
Elle nirige todo o pessoal sanitario do
corpo do exercito, garante a boa hygiene
dos corpas de tropas e dos hospitaea, pre-
v e superintende o abastecimento dos l-
timos. Competem-lhe asrelaeos sinitirias
e tio conhecimentc de tudo que inWessa
a propliylaxia das cpleinias ; a elle que
pertence despertar a c nul u;uo ao trabalha
entra os medidos do orpo de exercito, pro-
vocar a publi -ajao do seus trabalhos scien-
tieos, utdizar se das Dualidades particu
lares de seus subordinados e valer na justa
distribuico das recompensas militares. Em
campanha, a essas funcgSes g-raes, jun-
tara so s que 3o relativas d;reecao das
diversas reparligjes sanitarias, s retiradas
a s requisic3es.
Cousa singular, lastiraou-se e at amar-
gamente exprobrou-se aos decretos era vi-
gor na) ter ra deixado ao medico director
'ie corpos de oxercito um servico de hos
pital. .Mas, como ura medico continado era
urna sala de hospital e absorvido pelas mi
nucias da clnica e p?la direc^ao de ura
vasto etab-:leci:Qento, poderia -ibrang r,
era ura lauca d'olhos, o servico medico de
de todo ura corpo de exercito'! Nao se de-
ve verdadeir.imente receiar que o medico
director, qu-) deu provas de sua sciencia
durante longos annos do pratca de hospi-
tal, esqueca sua arte, por nao exercel-a
actualmente no leito do doente. O gene
ral porder suas qualidades militares no
dia em que perdendoo posto de cor nel, dei-
xa de coramandar directamente ? E oaa st
r boa, excellente, diflioultosissiraa asedien
na do exercito a que tem por lira prevenir
as epidemias, impedir a accuraulaglo das
ambulancias, exercer a hygiene e a pro-
phylaxia? O qu-s taltaria a Michel Levy,
por occasiao d sua iaspegao na Critni,
para fazer prevalecer suas d is sobro a
prophylaxia do typho e evitar centenas de
bitos ? Ser necessaria a direccao '(e ura
serviyo de hospitil ou a autoridade legal
para ordeaar sera deraora a dispersao dos
doeutes, como elle aconselhara ? E' neces-
sario, para mdicos directores horaens de
profunda erudiccao, de vasta experiencia,
de incessante acsividade, porque o seu pos-
to superior ao dos praticos dos hospitaes
e ambulancias. Quera poder desconocer
que a mortalidade exagerada de nosso ex-
ercito, em campanha, como em tempo do
paz, tem por causa principal os erros con-
tra a hygiene, que nao se podem evitar
senao deixindo aos entendidos a iniciativa
necessaria para applicar as regr.is .'
Era t*mpo de guerra, o director do ser-
V50 de saude do corpo de exercito ser
auxiliado pelos medie >s chefes das diviso s
Ha de vel-a, ha de ve!-a d'aqui a
pouco... respondeu o medico; mas pri-
meiro domine se. .. adquira serenidale. ..
prometta-me ser senhora de si... que niio
ha de dcixar correr as suas lagrimas ; que,
mfira, ha de evitar tudo quanto poBsa pro-
vocar na nossa doente o abalo que receo.
Eu Ih'o prometto, senbor.. .. Serei
serena... fria... senhora de mira... Fi-
carei com os olhos seceos ; terei, se for
preciso, o sorriso nos labios.. mas deixe-
me ver minha ulna.
Compromette-se a nao faz:r fallar sta
filha?
Comprometi-me e obedecer-lhe-hei
em tudo.. bastar fazer-me um signal. ..
Eu comprehenderei e esso signal ser urna
ordera para miro.
O Ooutor respondeu :
Nao ouso recusar-lhe a entrevista que
deteja cora tanto ardor. Talvez faca mal
e t-nlia que rae arrepender cruelmente da
minha fraqueza, se a senhora nao cumprir
as suas promessas.
Angela, dominando a commoyao, raostrou
urna >ara impc-netravel.
Olhe para mim, senhor, disse ella
com voz qu-mi firme: bem v que estou
serena, v perfectamente que na la d<:
monstra a perturbado da minha alma.
Entao venha, minha senhora.
D-me luenca que o siga doutor,
perguotou a Sra. Dharville.
Nao 8o:uente Ihe dou licenea, como
at Ih'o peco... a sua presenc.t tornar a
entrevista menos in'iraa. .. menos coiumo-
veute... e isto que eu (tosejo.
O medico conduzo a bella hervanaria
para o qu-irto de Erama Rosa.
Emquai;t) iam no caminho, o doutor sen-
tio o brago de Angela tremer violentamcn
te debaixo do seu.
Vamos... entao, disse Ihe elle, em
voz baixa Foi isto que me prometo u ?
Angela nao respondeu; mas, pr n ri
vel esforco de vontade conseguio iominar
OS ervos.
Os brayos nao Ihe tremerara mais.
Tallara chegado pona do qu^rto.
O medico abri esta porta.
Um grande fogo arda no fogo daquelle
quarto.
Logo priraeira vista, Angela vio de
baixo dos cortinados brancos de um leito
virginal. Eraraa com urna atadura br.n a
em volta da testa.
Por entre o branoo dessa atadura apps-
reeiam manchas de sangue.
A pobre mai fez se paluda como urna
morta, mais paluda ainda do que a filha.
que terSo ralo a ambulancia divisinna
ria e os postos de soccorro, mas a direceo
geral e superintendencia dos 12 honpitaes
do campanha cabero ainda actividade
do director de corpo de oxercito. E' certa-
mbnte lastimavel que os mdicos divisiona-
rios nSo sejam designados desde o tempo
de paz. Si indispensavelque o mdico di-
rector de corpo do exer sito nao tenha 35
dirigir um servico de hospital, o medico
chefe de diviso poderia, em tempo de paz
exercer a chefia do um hospital, e, se fos-
se collocado junto ao general com o quul
for chamado a fazer a campaaha, as rela-
gSes que se estabeleeessem entre elle e seu
chefe directo preparariarn cssa combinacao
e essa confianza reciprocas, indispensaveis
a o boro servic e que nao poderia m nascer
bruscamente quando a raobilisacao puzesse
em contacto pessots at entilo estrauhas
urna outra. O medico divisionario existe
na Allomanha, desde o tempo de paz, e
procura-se augmentar suas attribuic3es.
VII
Antas da le de 17 de Maio de 1882, 03
raedi-os militares erara divididos em duas
soccocs distinctas : os mdicos de corpo le
tropas, que dependiara do commando, e os
mdicos (*o servijo do hospital, que esto-
vara sob as ordeas directas dos sub-intsn-
dentes chefes dos hospitaes ou das ambu-
lancias. Para vir a bor medico assistmte
de hospitaes, os cirurgiSis-mres eram su-
jeitos a concurso, depois do qual podiam
ser reconhecidos aptos para tratar" dos
doente, que lhes enviavara os dos regi-
raentos ; os cirurg3es-mres que psrten-
ciam aos hospitaes depois do con-'urso,
eram os uaicos, pelo rogularaento, capazes
de aspirar aos postos superiores ao de ma
jor de priraeira classe (chefe do batalho.)
Estas disposicoes tinham autorisado, no
exercito, a crenca de que os mdicos dos
hospitaes sujei/os intendencia, possuiam
o monopolio da sciencia nece3saria para
tratar de doentes graves, ao passo que os
mdicos regimentaes ou do commando, redu-
zidos a funecoes cuja inportancia so pro-
curava diminuir systamaticaraente, passa-
vam por ser serapra do qualidade inferior.
A manobra tinha correspondido ao que os-
poravam seus inventores : tinha-se dividi-
do para reinar e fizera-se entre os dous
troyos do mesrao corpo urna scisao profun-
da, desastrosa, tanto para os individuos,
como para o serviyo, e ainda sera que este
aproveitasse cora tal dualismo. Mas a n-
lecelo s era apparente. Concorrer ao lu-
gar de medico dos hospitaes, era forcosa-
mente por se a caminho para a Argelia,
em um periodo da carreira em que a
raaior parte dos mdicos sao casados e
pais de familia : era expor-se a incessantes
raudanyas, rauitas vezes ruinosas s fami-
lias ; era substituir as vantagens da vida
collectiva, que offerece o regiment, pdo
tedio de ura isolamento tanto mais pro-
nunciado quanto o medico de regiment
era o nico que tinha o direito a urna or-
denanc; era, crafira, substituir voltaria-
mente autoridade normal do commando
to panosa autoridade do funecionario da
intendencia. Coraquanto inuitos mdicos
que. por seus conhecimentos e distiocyao,
.soriara chamados aos postes elevados, a
isso ronunciassera, abstendo se de concor-
rer ; mas ainda a falta de v.iriedade do
serviyo contribua para a perda de habito
do trabalho e do contaeto do doente, e era-
se obrigido a appcllar, em campanha,
para o serviyo das ambulancias, sempre in-
suffi -entemente providas d^ pessoal, para
mdicos cujo longo alfastament j das salas
de hospital tinha, em parte, diminuido os
conhecimentos chimicos.
Urna das consequencias foryadas da lei
que presidia uoio do corpo, cora urna
dir^'cyao autnoma, era a aboliyao de tilo
deploravel dichotorai*. Mas o decreto de
21 de Abril de 1883 substituio para os
hospitaes por um exame de aptidao destina-
Jo, nao a provar que este ou aquehe dou-
tor era medicina regularmente autorisa-
do a exercer a plenitude dos dircitos que
Ihe confere legalmente o seu diploma, mas:
destinado a provar se o otficial do corpo
de saude digno ou nSo de ar:e3so de
poseo.
Esta reforma, cumpre conhecer, foi ob-
jecto de violentos ataques. Seus detracto-
res esqaecerara, S3 n duvida, que a lei de
7 de Junho de 1877, leudo confiado aos
mdicos do exercito o tratmetito los doen-
tes militares admitidos nos hospitaes civis,
tinha-se recorrido, pira confiar-lhe3 servi-
cos de hospitaes aos mdicos dos corpos
de tropas que off recera, por seu grao de
doutor e pelos exaraes de approvayilo do
Val de Gra :e, pelo m nos tantas garantas
sciuntificas quantas a inaior parta dos pra
ticos civis. Podo se fazer con rorrer aos
hospitaes mdicos que, de ha annos, tra-
ta u de soldados nos hospitaes e os tftt-
tam bem, como provara as estatisticas e
as notas de seus mdicos directores e ins-
pectores ?
O -on-urso nao se annullava de facto
dante essa situayo nova, ha trnto temp.i
reclamada por tolo o corpo do saude ? Nio
Sa lastime raais, portanto a suppressao
do estado raaior da academia militar ;
ao corpo de saude nao compete ter estado
naior privilegiado ; suppriraio-so o corpo
de estado inaior do exercito para perraittir
que raaor numero do orfioiaes se habilite
a garantir o serviyo do estado maior, efez-
sj b wn era supprirair, no corpo do smle,
todo vestigio do espirito separatista legado
pela intendencia.
Nao so procura principalmente procla-
mar o aviltamento seientiheo do corpo, por
ter-se coat ido ao inaior numero esses ele-
mentos do trabalho qua apresenta um ser-
viyo do hospital e que apenas esta vara
disposiySo de alguns.
E deraais forara bem julgadis as nov.-.s
funeyoes qua dsvem desempenhar os prin-
cipaus mdicos ? Como preparar sa para a
direcySo dos gran des serviyos, senSo p la
passagera alternativa dos regimentos p ira
os hospitaes e viceversa ?
Este estudo nilo comporta o exame cir-
curastnciado dos prograininas da txunes;
clles sao certaraenta perfectiveis o haveria,
era todo caso, v. ntagera em unificar o valor
1 da prova de aptidao dirainuindo o nune.o
dos jurys, reduzindo-o at a um s, cora
! seda cu Paris.
Por outra paite, os direitos adquiridos
I por concursos anteriores sao respeitoveis e
jas commissSos de classiticiyo nao pole-
. riara esquecel-o. Mas todas estas conside-
' rayoes nada provara contra o principio da
j aboliyao do concurso para a admisso dos
cirurgioes-mres no sarviyo do hospital.
Quilo utilmente poderia o concurso ser
suostituido por curso de revisao, dirigidos
cada anno pelos mdicos directores e para
os quaes seria ra convocados os cirurgioes-
mores do corpo de ex3rcito Os rpidos
I progressos da sciencia o n breve iraporao
esta institniylo, j fireseeate nos paiz s
vizinhos.
VIII
E' intil insistir sobre o necessidade de
addir, em tempo do guerra, aos medi tos
do exTeito activo, os mdicos civis qu-,
par sua idade, csto classificados na reser-
va ou no exercito territorial. E' timbera
evidente que, u a direeyao do serviyo dove-
se sempre conservar-si as maos da quem
dessa especialidade houver feito sua preoc-
cupayao consttntc, isto ser confiada aos
raedico9 do exercito activo, indispensa-
vel, todava, aproveitar os mdicos civis
em erapregos apropriados sua dade e
sua posiyilo fora do exercito. Tal foi o
fira do decreto e do regulameato de 1 i de
Janeiro de 1884, que determinara as re-
gras para a admisso e accesso dos mdi-
cos civis no quadro dos ofijiaas do exer-
to territorial e qua, principalmente, esti-
pulam a imuiediata promoyao dos profes
sores das Faculdades ao posto da raajor.
Ura regularaento de 22 de Julho de 1883
Leo, que a segua, dando o braco
Sra. Fontana, cstremejeu, desde os ps
a cabeya.
Ura suor fri raolhava-lne as foates.
angela, suffocada por urna coromoyao
tanto mais violenta, porque era necessario
ooraprimil-a, parou durante ura segundo.
O doutor, agarrando-lhe na mo, condu-
zio-a, devagarinho, at a distancia de dous
a tres passos do 1-ito.
E nina Rosa tinha os olhos cerrados.
Ella j Ihe fallou ? perguntou baixi-
nh a bella hervanaria ao medico.
J... respondeu elle. Pronunciou al-
guraas palavras.
A moya fez um movimento.
Angela quiz correr para ella.
U doutor deteve-a.
Espere, disse Ihe elle.
E, approxiraando-se da moya ferida,
agarrou Ihe era urna das inlos, que repou-
s>va na coberta.
Emina Rosa abri com difiiculdade os
olhos, fechou-os logo e detou a jabeya de
lado.
Faz Ihe mal a luz, menina ? pergun-
tju Ihe o ra-dco, franzinio a-t-'sta.
Cansa-me, respondeu Emina cora voz
fraca. Parece que rae queiraa 1
Ouvm lo a juella voz, que Ihe fazia vi-
brar todas as fibras do corpo e do corayo,
bella h'-rvanana conseguio cora granito
dnli -,il 1 ..d'- conservar o sangue fro.
U doutor continuou :
poia ffeito, a luz rauito forte nes-
t quarto. h' necessario baixar as cortinas
da j nlla. '
A Si a. Dharville tratou logo de cumprir
a rectora uiendae3o do medico.
Esie conciuuou, diriga lo se a Einma
R.s i :
Como se acha, minha menina?
A moyi le.ou a nao a testa e raurrau
rou :
A cbeos d me muito.
U i.a ifl- sur ia ?
Nao.
Picada?
E isso.
Nao a 1 inquiete cora 880. .. E' na-
tural. .. E' cousa prevista e patsar, de-
prersa. Bastar para iso, cumprir ris-
ea a iiiiiihts preacripy5es. Sobretudo
precisa n o p nsar.
Nao posso... respondeu Emma-Rosa
Ha urna cousa. ou antes una pessoa...
na qual p--n*o, sera cessar.
Quem essa pessoa ?
E' raami.
Angela, sacudida, por estas palavras, dos
especifica as coniiyoes de admisso e as
fanccSss dos mdicos auxilirres, recrata-
dos entro os ofiiciaes do saude e os estu-
dantes de medicina qui tivereui doze ins-
cripy3es : elles oceuparilo o lugar de aju-
dante e em campanha sero valiosos au-
xiliares.
Em 1885, os mdicos de reserva foram
chama los a ura periodo de histru <3.o ;
absolutamente neeessaro qua essas cha-
madas continuem a fazer-sa e sjra com-
pletadas pelas dos mlicos tcrritoriae9.
Seja qual for o valor scientifico dos mdi-
cos de r serva e territonaes, ellas des 0-
nh.-cem o servico militar, e muito tarde
esperar a guerra para fazer essa aprendi-
zagei.
Quer a lei nova sobre o ra rutiraento
suppriraa o voluntario ou conserve, para
leaejar que os estudantes de medicina,
chamados a servir no ezorotto, dix-m de
ser classificados as teogSea de enf^rma-
rias, onde perdem tempo, sob o ponto de
vist do sua instrueyao militar, como o de
sua instraccSo esp >oial( Destinados a re-
greasarmiis tae para o exercito corno
u icos, io serviyo los mdicos e nao
dos enfermeiros qu; conven fszel-08 conhe-
cer.
E' tambera indipensavel instituir exer-
cioios medico-militares, era qua tomarao
parte 03 mdicos do exercito activo, da
reserrae do exercito territorial con todo
O p !S30al s m.t .rio. n. org mis iyio dastes
exeroicios apresenta diffi:uldad-s, silo, po-
rem, de gran la importancia para que nilo
se multipliquen! os cnsiios j tentados.
(ContBu'a)
Moledadc
( LAMARTINE )
AO AMIGO EDUARDO CORKEIA DA SILVA
A9 vesss, i tardinha, sombr-i do earvalho,
M 1 assento sobre o monte s e tristemente ;
E o olhar acert ua planicie s'espraian 11
Desvenda aos olhos meas um joalro surprea lente.
Aqu!, serpeia o rio em jorros deelisando
A lymph de crysal que alm se ve sumir ;
All, adormecido o lago se d-stende
Onde a estrella da tarde vera se r Hectir.
A's -trimpas da montanha do salvas eoroidas
O crepsculo euvia um raio Einquaito a loa, ain mi ri ;ilirias do horisoate,
Se ergue Vagarosa e alumia a saleiaJc.
N'esse instante, porm. do erguido campanario
Um som tnstonho e lento o espido todoencheu ;
Detm-se o viandante, ao ouvir o bronze santo
Que do dia ao fiual rene o canto sen.
Mas ai da nitureza a mais brilhanto sceaa,
Nao d ao infeliz nein visos de prazer !
En mu indifterente e como urna alma errante :
Nao pode mais o sol o moito nviver.
De collina em collina o olhar vagando em balde,
Do ul ao aquihilo e do occidente a aurora,
Exclama suspiran 1 ao contemplar o espado :
Nao mais seroi folia, jamis, qual fui outr'ora !.. -
Pacos, choupanas mil, campias sorridentes,
Bellesas j uao tendea, nein encantos, sim !
Kios, florestas, piuhos, adorada estancia,
Sois agora um t-rmo, aqui ralta um scraphim !. .
Quer o sol desponte ou saudoso elle decline,
lnsensivel o vejo surgir ou s'escoar ;
S. ja lindo o cao ou de nevoas se escure?,
J nada importa a mim, no sol uu posso amar !
Mesmo quando seguir podesae a sua esphora
Vera s abi, deserta solida? .'. .
Eu nada qutro do quanto o sol clare I,
Pedir affecto ao mundo? nao, soiia em vao.
Se eu podesse, porm, me erguer ao mundo ethereo,
L onde tem o sol mais luz e meis encanto.
Talvez, oh sim, os olhos meus inda fitassem
O ser que adoro, por quem hei chora io tanto.
La, encontrara, emfim, a fonte que aspiro,
Novamente acharia a cspr'ansa, a vida, o amor,
E esse bem ideal que todos nos sonhamos,
Mas que nao sabe o mundo siquer um nome por.
Que eu nao possa, pois, u'alvorad transmontar-me:
Anjo bollo, al^ar-me o co n'um enlevo assim !
Sob>-e a trra do exilio o que me prende linda.
Se nada de commum ha entre a trra e mim ?'.
Quando do bosque a folha tomba sobre o valle,
Da tarde o vento a leva e roja pelo chao ;
Eu sou bem semelhante- a folha esmarellida,
Oh leva-me comtigo hor-ivel furacao !.,.
Reeite, 11 de Agosto de 1885.
Sebastiao de Vascokcellos GiLVO.
balbu-
apaixo-
pes cabeca, como se fora urna commocilo
alectrica, poz urna das maos no coracao,
para Ihe comprimir as palpitajoes e outra
na bocc?, para impedir que ihe sahisse ura
grito.
A moga proseguio :
J preveniram a mamai ? Ella j sa-
be o que me aconteceu ?
J, minha menina.
Entao, ella vai vir. Ella vem. Quan-
do estar ella aqui ?
Era breve.
Isso nao responder. Quero sabe-
quando. Pense, Sr. doutor, que s um bjir
jo de maraSi ha de curarme.
Angela suffocava.
- A esta hora ella est porto daqui,
disse o medico.
Entao, est no caminho de ferro ?
- Mais perto.
- Na estagao ?
Mais perto ainda. Est nestacasa...
est neste quarto... ella a ve... ouve-a e
vai Ihe dar o beijo que a ha de curar.
Etnina Rosa abri os olhos.
Angela currou se sobre o leito.
- Mmha tilha... Minha filha
ciou ella.
A menina teve um transporte
nado.
Levantou-se, agarrou, cora arabas as
maos a cablea da mai e puxando a para
si, cobrio-a de b"ijos.
M*rai, balbuciava ella, oh mamai I
Depois fecharara-sc-lhe os olhos e tornou
a cahir sobre as almofadas.
A bella hervan iria d-u ura grito do ter-
ror.
- Silencio ordenuu o medico.
Doutor... veja-a I... parece morta.
Est desraaiada, nada mais, e estou
bem satisfdito com este desmido, que o
mais poderoso antidoto de urna coramocao
nascente .. Tudo vai p-rfeit-mente. M -.s
'ieix-m-me ficar s com esta menina
Eu nao posso ficar, eu, sua mai ?
perguutou Angela com voz suppcante.
A beuhora. sobretudo, deve retirar
se d'aqui ; porque a sua presenca que eu
tomo neste momento, Depois estar com
sua filha sua vontade... E' necessario
apenas um pouco de paciencia.
A Si a. Fontm, sen Ihe dar tempo pa-
ra isso, agarrou-lhe as railos e disse Ihe :
ObeJeca ao doutor, minha amiga...
E' no interesse da nossa querida menina
que elle Ihe falla.
A bella hervanaria curvou a cabeca e
sabio do quarto, com as outras pessoas que
A' Y...
Partiste | Mas comtigo foi minh'alma,
S-guindo pesarosa o passo teu,
Traspassada de dores lacerantes,
Curaprindo fielmente a lei do ceu.
Amar-te lei divina. E' lei seguir-te
Com o pensamento firme a qualquer parte,
Onde a sorte to leve, o nao consinta
Q'eu possa alegremente encaminbar-te.
Amar-te lei ; e lei soffrer quera ama.
As.-ira sffro feliz, continuamente,
Curaprindo cora prazer a dura pena,
Esp-raudo gozar te eternamente.
K que importa ? 1 Bmbora ausente,
De ti me nao esqueco ura s instante,
Tj diviso, te co iteraplo a cada passo,
C'o corar-ao ancioso e palpitante.
h]m ti ~ pens; e por isse o teu retrato,
Tea perfil, a tua voz melodiosa,
Teus cab los era ondas fluctuantes,
Tua fronte jovial, altiva airosa,
O teu porte elegante, a tua falla
Doce, corao o doce cantar it'ura cherubira,
Tudo isto ciufira, eu simo, eu ouo e vejo
Como quando tu e=ts junto de mim.
SofFrer .. que importa? A vida isto mesmo.
Chorar, so: nr, gemir, cantar, fruir, soffrer.
E' esta a dura lei! Eterna sina,
Do todo ser humano at morrer.
vente a que acabamos de assistir, deixan-
do o doutor s com a 4ente.
Deve estar socegada, miaba senho-
ra, disse a dona da casa, entrando na sala
onde tinha sido recebida a pobre mSi quan-
do chegara. Todo o perigo desappareceu,
e aquelle desraaio, ffirma o doutor, em
nada a deve inquietar. A minha querida
meniaa perdeu muito sangue... c portan-
to, fraqueza.
Pois sim, estou menos receiosa, mi"
nha senhora, respondeu Angela. As mi-
nhas angustias acalmara-se... Estou mais
senhora de mira e aproveito-o para agrade-
cer-lbe do fundo do coracao os meigos ca-
ndios que tem prodigalisado a minha filha.
Quanto reconheciraento nao devo eu a to-
dos ? Gomo hei de testeraunhar-lhes a mi-
nha gratido, aos senhores, que salvararu
minha filha, tirando-a da nev, onde teria
morrido. Esta gratido os meus labios
sao impotentes para a exprimir, mas a mi-
nha alma trasborda...
Leo queria tallar; a eraocao compri-
mia-lhc por tal modo a voz, que Ihe foi
impossivel eraittir um som distincto.
Renato Dharville tomou a palavra e dis-
se que er^ necessario nao agradecer-lhes,
mas felicital-os, porque, salvando a meni-
na Eraraa Rosa, conservando melhor das
mais a mais en cantadora das filhas nao ti-
nham feito raais do que cumplir o seu de
ver, e o cumpriraento do seu deve bastava-
Ihes para a sua satisfaclo.
L-3o, dominando a sua coramogilo, con
seguio formular o seu pensamento.
E' verdade, urna grande satisfaeao !...
balbuciou eile. Experimento urna tSo gran-
de ventura, que nilo cria qua podessera
existir assim... O grito terrivel dado pela
menina E nma Rosa, quando cabio do va-
gao, chegando-me aos ouvidos, vibrou-me
no coracao. Parecia-me reconhecer aquella
voz, e nao rao enganei... O raen instinc-
to servio-rae de muito. Era a uraina
Emita Rosa que Deus nos permittio arran-
car raerte.
Ang-la estendeu a mo ao moco, sera se-
quer fazer idea dos aentimentos que o fa
ziara exprmiir-se cora to febril aniraacilo.
E' ao senhor que minha filha adora-
da deve a vida... disse loe ella. Crea
que jraais o olvidarei.
Accrescentou, depois de um momento de
refl xo ;
Reconheceu Ihe a voz... disse o se-
nhor. .. Entao conhecia a minha filha ?
Foi a Sra. Fontana quem respondeu :
- Aprsente-loe meu sobrinho Lelo Le-
haviam sido testemunba da acea comino- jroyer, filho do mou irmilo. .. vio por di-
Recife, Abril de 1886.
A. JSIOE.
11 ij-hiliis de guerra franceza e
ingleza
Sobe importante cifra de 100,000 coc-
tos o valor da marinha de gu rra franeeza
Consta de mais de 60 courayados,
grande numero de cruzadores, transpor-
tes, avisos e eanhoneiras ; tem alm deste3
barcos, raais de 100 torpedeiros, dos
quaes j ta.em entrado alguns no Tejo.
Silo induidos neste numero 16 aviso3,
tambem tirpedeiros e de grande marcha
Entre os couracados destaca-se o Al-
mir"Pte Duperr ; tem de capacidade
10,487 toneladas e custou ao Estado 2,50$
conto3, sendo considerado pelos proprios
inglezes urna das maravilhas da constru-
cco naval. Ten e:n construccao muitos
mais couracaios, sendo de maior impor-
tancia o Almirante Bandn, o Formidable,
o Foucroyan'.e, e o Indomptable, e devem
custar ao Estado mais de 3,000 contos de
res cada urna iessas machinas de guerra.
Esta marinha construida com ecura-
as do celebre autor francez Creuzot, e
armada cora o rnagnifi:o canhlo de Ban-
ge, bera conheciio pela sua superioridade.
O almirante Aubi, ministro da marinha
em Franga, de opiniao contraria aos
grandes couragados, pois mandou parar os
proje-tos de eonstruccSo destes, para 03
substituir por torpedeiros.
Na Inglaterra, lord Beresfori partilLi
da mesma opioiilo, dizendo ser til o em-
prego de dinheiro em barcos torpedeiros, c
deseja reorganisar a reserva naval aficu de
a aproximar da marinha franceza.
Essas discussoes na cmara deram lu-
gar a que o Sr. Hibbert explicasse que
havia na actualidade 103 navios em cons-
truccao, sendo 20 oouragados, 5-1 torpe-
deiros, etc.
versas vezes a nossa querida menina no
collegio.
Leao fizer-se verraelho.
Comprebendo agora... disse a bella
hervanaria. Em tal desgraca foi uma:ai
bem feliz achar se l seu sobrinho !... Pu-
de, pelo menos ser informada a tempo des-
te crime terrivel.
Um crime ? repetiram ao mesmo tem-
po os daus mogos.
Ento, a Sra. sua filha nSo foi victi-
ma de um accidente ? perguntou a Sra.
Dharville.
Nao foi ura accidente, mas um assa3-
sinato, respondeu Angela.
Presenta o.... adivinhava-o... dis-
se-o a Renato, murmurou o filho do tabe!-
liao de Dijon.
Angela-proseguio :
O assassioo nao era a primeira que
fazia ; acabava j de comroetter um primei-
ro assassinato. Tinha matado um hornera
no compart-raento, onde "-ubio em Laroche
a minha filha, que eu esperava.
Matar um horneen I exclarnou a Sra.
Dharvilli horrorisada.
E' verdade, o cadver foi descoberto
ao chegar a Pariz, pelo chefe do trom, a
quera a senhora tinha recommendado mi-
nha filha
O hornera assassioado foi reconhecido
em Pariz ? perguntou a Sra. Fontana.
Foi, respondeu Angt la, cora voz sur-
da.
Quem era ?
Ura antigo armador quo vnha de
Marselha, onie tinha recebido urna impor-
tante som Ta, que trazia comsigo. Mata-
rara n'o pj-ra roubar.
Isto f;Z ampios.... disse a Sra.
Dharville. A menina t-ria visto que esta-
va era frento de ura cadver, e o assassioo
quiz desemoaragar-se della.
As ecusas devera ter-se passado as-
sim, murmurou a bella hervanaria.
Ouvio pronunciar o nome da victi-
ma ? perguntou a Sra. Fontana.
Ouvi
E corao se cbamava ?
- Jayrae Bernier.
Leo Leroyer estremeceu.
Jayrae Bsrnier 1 exclarnou elle ;
Jayrae Bernier, antigo armador de Marse-
Ib? 5
Sim, disse Angela, olbandd para o
mogo, com ura espanto fcil de comprehen-
der. Conhecia-o ?
(Continuarse ha)
Typ. do Diario, rus Duque da Carias n. 42.
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