Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19535


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AMO
I -- NDMEfiO 103
PARA A CAPITAL 12 JLLttARJKM OIVDE KO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoa ... ........ 6000
Por seis ditos idem
Por uin anuo dem.....
Cada numero avulso, do mesmo dia
120000
24^000
0100
8ETA--FEIEA 7 DE MAIO DE
PARA DEMTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis Biezes adiantadoa......... ..... 130500
Por nove ditos idem................. 200000
Por um anno dem.....'............ 270006
Cada numero avulso, de dias anteriores........... 0100
DIARIO DE PERNAMBUGO
|)r0priefrai>,c te JHatwel Jigurira >t Jkria & -flljs
i


i

IHSTRDCCiO POPDLAR
MYTHOLOGIA
(ExtraAid)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
O Chaos ea Ajile
(Cont mado)
As ideas cosmognicas dos anti'os levavam-n'os
a admittir que na origem o uuiverso fura apenas
urna informe e desordenada massa, involta as
trevas da Noite e encerrando em si confusa e pro-
miscuamente os germens de todas as coisas.
3se principio absoluto e pre-existente toi. pelo
gaganismo, symbolisado sob a denominacao de
baos, iivindade puramente allegorica.
Eia orno Ovidio o descreve no livro I das ile-
tamorphoses :
. Antes do mar, da trra, e ceu que os cobre,
NSo tinba mais que um rosto a Natureza :
Este era o Chaos, massa iniigesta, rude,
E consistente s n'uin pezo inerte
D3 coisas ni bsin.jaut.i3 as discordes,
Priscas sement em moitao jaziam ;
O sol nao dava claridade ;n mundo,
"Sera eresceado outra vez se roparavam
As pintas de raorfim da nova la.
Nao pendas, trras, d'entre os ares,
Na grariiade tua equilibrada,
Nem pelas grandes margeos Amphitrite
Os espumosos bracos dilatava.
Ar e pelago. e trra, estavam mixtos :
As aguas eram pois innavtgaveis,
Os ares negros, movcdica a trra.
Formi ncnhuma em neutram crpo hivia.
E n'elles urna coisa a outra obstava,
Que em caaaqu 1 dos embryoes enormes
Pugnavam fro e quente, hum.do e secco,
Afolle e duro, o que tere e o que pezado.
Traducido O dCMtfnn
Do CLaos e da Noite se phantasion quo nascera
o destino, entidade meramente allegorica,divin-
dade imaginaria que dizi.in exercer cegamente
sobre o universo a miis absoluta influencia por
etl'eito de urna lei nvariavel, eterna e necesaria,
a que todos os outro3 densos (sem mesmo excep-
tuar o supremo Jpiter) todos oo homens, todos
03 irraciouaes, e es an'maios s i < mnalos, tudo
emfim se ach iva fatalmente sujeico.
Representa se o destino sob a figura de um
velbo robusto e severo com una venia me
olhos e o globo terrestre ais ps ; a'aOM das raaos
ve-se-Ihe segura a ama em qas estao encerradas
as diversas sin is, na outra um livro em que essas
sinas se transcrevem, livro que os ou'ros deuses
podem consultar, mas ctn qae lh:s na) licito al-
terar urna virgula siquer.
(Contina)
JARTE FFICIAL
Governo da Provincia
I-.XIEDIEXTE DO DIA 19 EE ABRIL DE 188(3
Actos:
O vicepresidente da provincia, tendo em
vista o officio no commandante da escola de apren-
dizes mariuheiros e a inforraac da Thesouraria
de Fazenda, de 6 e 16 do cotrente, ns. 51 e 257,
reso'.ve, de conf ormidade com o decreto n. 2,884,
do 1 de Fevereiro de 1862, abrir sob sua respon-
sabilidade um credivo da importancia de 570*168,
verbaForca Navaldo ministerio da marinba,
exercicio de 18351SS6, afim de occorrer ao pa-
gamento dos vencimentos d > ps.soal embarcado
no patacho Pirapama, relativos ao inez de Marco
ultimo.Bentettcu-se copia Tnesouraria de Fa-
zenda.
O vice-ptesidente da provincia resolve, de
accordo cora o exposto no officio do inspector do
Thesonro Provincial, de 5 do corrente, n. 553,
exonerar Amancio lago da Cnnha, do cargo de es-
crivo da collectoria de Bom Conseibo visto exer-
cer all iaterinaintiite os offl :i >_s d-i 2o tabellio do
crime e civel e te escrivJo do jory, incompativeis
com o de eserivio da eoUeetoria, e nomear para
sabstituil-o i ed< la Candid Tenorio Villa No-
va.Conututicor.-ae ao Thesiuro Provincial.
O \ nte da provincia, attend-.-ndo
ao (|-i- requ -ren Julio C a tr G ocalves Lima, pro-
fes -a daensino primario de Garaellei-
ra, e tan 11 em wU a ni irsiaeSo n- ii, da 12
do Corrente, d inspector g ral da iiintruccao pu-
bl'es, resolv conceder ao peticionario, acontar
de 16 Jai. 55 dias de licouca, com or-
denado.
Officioa :
_ _\ ,e das firmasO presidente
da provir. erntelgramna de 17 do
corrente, ..rtieD-. que o 2" cirurgiao Arthur Im-
>y, que veas ssrvir na gnarnico desta provin-
cia, tendo alli descmbareado em consequencia de
grave acommodo de sua seubora, seguir para
aqu no primeiro vapor. O qao communico a V.
Exc. para scu conbecimento.
Ao mesmo O ministerio da guerra, em te
lcramma, de 16 do eorrente, declara ter conce-
dido ao cadete Antonio Vital Pereira Veudonc i
licenca por tres mezes. O qae communico a V.
Exc, para seu conheciment* e fins convenien-
tes.
Ao mesmo. O ministerio da guerra, em
aviso de 31 de Marco findo, declara ter mandado
fornecer pelo laboratorio cbimieo pharmaceutico
pharmacia militar desta provincia os medicamen-
tos e djogas Constantes da inclusa relacao. por co-
pia, orgaoisada na secretaria io corpo de sade
do exercito, em 18 de Fevereiro ultimo e rubrica-
'da pelo biigadeiro graduado quartel-mestregene-
ral interino. O que taco constar a V- Exc. para
seu conbecimento e em solucao ao seu officio n.
12, de 12 de Janeiro do corrente anno.
Ao presidente do Tribunal da Relacao.
Rogo a V. Kxc s.- sirva de prestar as intorma-
c,0es solicitadas por esta presidencia, acerca do
resultado das appellacces interpostas, quanto aos
valores de alguns escravos libertados no termo da
Escada por conta da 4" e 5a quotas de emancipa-
gao, assim como sobre os que se referen & escravus
libertados por conta da 6a quota. _
__ Ao juiz de direito do 3 districto criminal
da comareade Becife.A' vista do que V. S. re-
quisitou em oteio de 12 do corrente inez, frans-
mitto-lhe a peticao de graga do sentenciado Lucas
Antonio Evangelista, acompaa .dode tres docu-
mentos, e certido do respectivo processo, afim de
V. S. prestar a informagao reeommendada pelo
vio circular do ministerio da justiga, n. 287, de
28 de Junho de 1865.
Ao inspector da Thesourario de Fazenda.
Remetto a V. S.) para as devidas fins, copia do
aviso do ministerio do imperio, de 3 do corrente,
v. 505, relativo 4 concessao de crdito para lega-
lisar a despera feita com os vencimentos dos fo-
guistas contactados do cruzador Guanbara.
Ao mesmo.Remetto a V. S, para os devi-
dos fins e em solacio so exposto no seu officio de
5 de marco ultimo, n. 144, copia do aviso do Mi-
nisterio da larinhs, de 3 do corrente, n. 507, re-
lativo ao pagamento das despezas com os apren-
dizes mannheiros que excedem ao numero marca-
do para a encola desta provincia.
;
Ao mesmo.Remetto a V. S. para os devi-
dos fins, copia do aviso do Ministerio do Imperio,
de Io do corrento, n. 1405, relativo ao pagamento
das gratificagoes que compatem a varios lentes ds
Faculdade de Direito do Recife, por accumulagao
de trabalhos de exame.
Ao mesmo.Approvo Q despacho proferido
no requerimento do padre Antonio de Mello e Al-
bu ^uerque, offerecendo-se para servir de cappel-
lo do Arsenal* de Guerra, afim de ser lavrado o
respectivo contracto nos termos do citado despa-
cho.
Devolvo o dito requerimento que veio annexo
ao seu officio n. 253, de 14 do corrente, sendo, op-
portunameute, enviaja a esta presidencia urna
copia do termo de contracto.Communicou-se ao
director do Arsenal de Guerra.
Ao mesmo O Ministerio da Marinba, em
aviso de 2 do corrente, declarando pertancor
verba MuniQoex navaet e nao ao 9o BatalhOo
naval, a despeza de 2653000 rcalisada com a
compra de instrumentos de msica para o cruza-
dor Almirante Barroso, communica ter, naquella
data, providenciado no sentido de ser essa The-
souraria habilitada com a referida quantia, por
conta da primeira das citadas verbas. O que fa-
go constar a V. S. para scu coubecimento e fins
convenientes.
Ao mesmo.Com referencia informagao
d'essa Thesouraria, de 11 de margo findo, sob u.
155, tractando da necessidade do crdito para at-
tender acquisigao do fardamento necessario a
escola ds aprendizes marinheiros, at o fim do
corrente exercicio, o Ministerio da Marinha em
av30 de 3 do corrente declara que s quando a
somma distribuida esta provincia p?la verba
Corpo de mperiaes marinlieiros nao comportar se-
inelhnte despeza, dever a mesma Thesouraria
apresentar demonstrago da importancia que for
indispensavel para entao se providenciar a sema-
Ibante respeito. O que ommunico a V. S. para
seu conheciiuento e fins convenientes.
Ao mesmo. Declaro a V. S., para os fins
convenientes, que, de conformidade com o aviso
do Ministerio da Guerra, de 1 do corrente, Jauto-
risei o director do Arsenal de Guerra a mandar
fornecer ao 2o batalho de iufantaria, para o ser-
vigo da respectiva escola regimental, no actual
semestre, os artigos de que tracta a inclusa nota,
por copia, organisada na repartigao do quartel-
mestre goneral, em 8 de fevereiro ultimo.
Ao mesmo.Communico a V. S., para os de-
vidos fius, conforra; determina o Ministerio da
Marinha, em aviso circular de 27 de margo findo,
que aos enfermoioos em servigo as escolas de
aprendizes marinheiros, em virtude do aviso de
28 de outubio do anno passado, devem ser, da da-
ta da referida circular em diante, abnalas as ra-
ges diarias em igualdade cem as demais pragas
das mesmas escolas, e con o que se praticava re-
lativamente aesses empregados nis extinctas
companhias.
Ao mesmo.Remetto a V. S., para os fins
convenientes, copia do aviso que dirigi a esta
presidencia o Ministerio da Agricultura, Commer-
cio e Obras Publicas em 31 de margo ultimo, acer-
ca da libertagao de escravos por conta do fundo
de emanipago, no termo da Escada.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Para
os fins convenientes communico a Vine, que hoje
proroguei por 15 dias, o prazo marcado ao com-
mandanto geral da guarda cvica, Joao Baptista
Cabral, afim de entrar no goso da licenga conce-
dida por portariadesta presidencia, de 23 de mar-
go findo.
Ao mesmo.Sciente do a posto em seu of-
ficio de 3 de Margo ultimo, n. 506, declaro a Vmc.
que proponha pessoa idnea para o lugar da col-
lector das rendas provinciaes no municipio de Se-
rinhaem.
Ao rresmo.Para resolver sobre o reque-
rimento de Maria Joaquina dos Santos Abreu e
Silva a que a Ilude a informagao d'esse Thesouro
n. 568 de 10 do corrente inez, recorcmendo a Vmc.
me informe :
1." Que mot'vos determinam a elevagao da de-
cima da casa n. 1 da travessa do Poginho e se
ceU tem pago sempre de 1876 at hoje a taxa de
164200.
2. Si quando houve aquella elevagao foi inten-
tada alguma reclamagao ou recurso por parte da
proprieuria e que solugao teve.
Ao director do Arsenal de Guerra.Rcmst-
to a Vmc, para 03 devidos fins, o inelu30 termo
de abertura e exame dos objectos acondicionados
em um caixao vindo da corte. Fica assim res-
pondido o seu officio n. 298, de 8 do corrente.
Ao mesmo.De jonformidade com o aviso
do Ministerio da Guerra, do l* do corrente, mande
Vmc. fornecer ao 2" batalho de intantaria, para
o servigo da respectiva escola regimental, no
actual sem 'stre, os artigos de que trata a inclusa
nota, organisada na repartigao de quartil-mostr
general em 8 de Fevereiro nltimo.Communicou-
se ao commandante das armas.
Ao mesmo.Em solugao ao offieio desta
presidencia, ao qual acompauhou copia do dessa
directora de 24 de Fevereiro ultimo, sob n. 213,
pedinio m s um guarda para o servigo da peda-
goga desse Aroeual, cncarregado da vigilancia e
asscio dos resiiectivos aprendizes artfices, declara
o Ministerio da Guerra, em aviso de 6 do corren
te, que vista do disposto no art. 353 do regala-
ment que baixou e.on o dec. n. 5118, de 19 de
Outubro de 1S2. nao pode o governo imperial
augmentar o p^ssoal dos Arsenaes de Guerra,
nem elevar a importancia de seus vencimentos.
O que fago constar-a Vmc. para seu conhecimen
to e em resposta ao citado offi.-io de 24 de Fevo-
retro.
Ao commandante da escola de aprendize
marinheiros.Communico a Vme. para seu conhe-
cimento e devidos fins, confirme determina o Mi-
nisterio do Marinha, em aviso circular de 27 de
Margo findo, que aos enfermeiros em servigo as
escolas de aprendizes marinheiros, em virtude do
aviso de 28 de Outubro do anuo passado, devem
st-r, da data da referida circular em diante, ab-
nalos ragoes diarias em igualdade com as demais
pragas dos mesmas escolas, e com o que se prati
cava relativamente a esses empregados as extin-
ct< S c imp .nhias.
Ao engenbeiro chefe da repartigao das Obra -
Publicas.Sos termos da sua informagao de 15
do corr<-nt.-, n. 72, mande Vme. pagar a Mana
Joaquiua da Fouseca, mai do fallecido cabo dessa
repartigao Mu noel da Fonseca, do qual trata a in-
clusa eertido, a importauea de 374000 corres-
pondente aos vencimentos de Nove obro ultimo
que se ficou a de ver ao mencionado cabo.
Ao mesmo.Nao teodo app-ir-cido licitan-
tes s obra* de repar s dos u<.us pouti.hoes do
at rro do l'or'. de Gallinha, na inoportiBea de
900*03 S e d ponte sobre o rio'ipojuia no enge
nh< Liuioeiro, na de 450*000 autoriso Vine, a
mandar pol-ai de novo em praga, com o augmen-
to de 10 /, uos r -spectivos oigamentos, cont .r.ne
so icita em seu officio de 10 do correute, sob n. 68.
Commuuic m-se ao Thesouro Provincial.
Ao raeoino.Approvo o orcamento na impor-
tancia de 260*000, organisad uessa repartigao
para execugao dos reparos indinpensaveis na casa
unde tunccioua a escola publica d Una, e aut ri-
so Vmc. a c intratar com Jeronyino O Ion Ferreira
Cabral, conforme prope om -eu officio de 10 do
corrente, sob n. 69.Commuuicous.' a> thesouro
provincial.
-as juiz munxipal e de o:phos do termo da
Escada.Remetto a Vmc. para sea conhecimen-
to e fins convenientes, copia do aviso que em 31
de Marco ultimo dirigi a esta presideucia o mi
nisterio da agricultura, commencio e obras publi-
cas, acerca da libertacao de escravos nesse termo,
por coata do tundo de emancipago.
Portara:
O Sr. gerente da Companhia Pernambuca
mande dar p issagem a r at a Paiahyba, no va-
por que seguir amanhl para os portos do norte,
por conta das gratuitas a que o governo tem di-
reito, a Aggeo Antunes de Farias Torres ; provi-
denciando opportunamento sobre a volta do mes-
rao e vinda de sua irm, Thereza de Jess Tor-
res.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Ao conselbeiro Francisco Manoel das Cha-
gas, director da secretaria de oatado dos negocios
da guerra.Da ordem do Exm. Sr. vice presiden-
te d provincia remetto a V. Exe. o incluso aviso
de 5 do corrente, mandando ficar sem effeito a
transferencia por portara de 14 de Fevereiro
ultim\ do capitao pharmaceutico Theodoro Viei-
ra do Cont, da guarnigao desta provincia para a
da Baha, afim do ser o dito aviso submettido
assignatura do Exm. Sr. ministro da guerra.
Ao 1 secretario da assembla provincial. -
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da provin
ca transmiti a V. S., pra os fins convenientes,
o b ilano orgamunto enviado pela cmara mu-
nicipal de Bom Jardim.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. vice
presidente da provincia transmiti a V S. as in-
formagoes juntas em original, prstalas pela ins-
pectora ceral da instruegao publica e director da
escola normal, sobre a petigao, que devolvo, de
Paulina Candida da Sil v..: assim respondo ao qeu
offici* n. 78 de 2 do corrente mcz.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. Sr. vice-
presidente da provincia remetto a V. S afim de
serem presentes assembla legislativa provin-
cial, a petigjo e mais papis annexo3 ao officio do
inspector do thesouro provincial de 2 do corrente,
n. 549, concernontes ao pagamento que solieit m
Fielden Brothers, da importancia de 105:608*685,
proveniente de gaz consumido com a luminagao
publica.
Ao inspector da thesouraria de fazenda.
De ordam do Exm. Sr. vice-presidente da provin-
cia transmiti a V. S., para os devidos fius, a in-
clusa ordem do ministerio da guerra, de 31 de
kMargo ultimo, concernente ao pagamento da im-
portancia de 31*080, de que sao credores Fielden
Brothers, pelo gaz consumido na casa da guar-
da do palacio da presidencia, de Janeiro a Margo
de 1884.
Ao inspector do thesouro provincial.De or-
ordem do Exm. Sr. vice-presidente da pr vincia
communico a V. S para seu conhecimento e fias
convenientes, que por officio de 5 do correuto. par-
tieipou o bachar.-l Lydio Marianno do Albuquer-
que, haver assumido nesse dia o exercicio do car
go de ajudante do procurador dos feitos da fazen-
da provincial no districto da collectoria de Gara-
nhuns, para o qual fra ltimamente Horneado.
Ao m.-smo.De ordem do Exm. Sr. vicepre-
sidente da provincia communico a V. S., para seu
conbecimento e fins convenientes, que por officio
de 3 do corrente participou o bacharel Arthur
Garcez Paranhos Montenegro, haver entrado nes-
se dia no exercicio d cargo de ajudante do pro-
curador des feitos da fazenda provincial do dis-
tricto da collectoria de Iguarass, para que fora
ltimamente remov io.
Ao inspector g.'ral da instruegao publica.
De ordem do Exm. Sr. vi ee-presiden te da provin-
cia remetto a V. S. a peticao e documentos devi-
dameute sellados, de Leonel de Carvalho Alencar,
para o fim indicado em seu officio, a que respon-
do, da 9 Jo corrente mcz.
Repartigao de Polica
Seccao2." N. 451. Secretaria da Po-
lica de Peraambuco, 6 do Maio do 188G.
Illro. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontom recolhidos na Casa de
DetencSo os seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Manoel do Nascimento Angelo da Silva, Manoel Al-
vesde Miranda, Napoleao Antonio Ignacio de
Barros, Joao Pedro de Oliveira, Juvino Netto de
Mendonga, Ignacio Pereira dos Santos e Roberto
Bispo de Saut'Anna, por disturbioss.
A' ordem do do 1* districto de S. Jos, Flo-
rencio Jos dos Santos, por disturbios.
A' ordem do do Arraial, Jos Bernardo de
Saut'Anna, por disturbio.
Ao amanhecer de hontem, foram os lairo;,
por meio de chave falsa, officina de cabelleireiro
de Jos Jarneirola Silva, sita na travessa do Viga-
rio Tenario n. 1 e subtrahiram a quantia 950*000
que se acbava dentro de urna pequea escriva -
ninha, de madeira segundo diz o mesmo Carneiro.
O subdelegado da freguezia de S. Frci Pedro
Gongalvcb tomou conhecimento do facto e trata de
descobrir o delinquente ou delinquente.
Communicou-me o delegado do termo de Li-
moeiro, que das oito para nove horas da noite de
1 do corrente, estando o individuo de nome Anto-
nio Francisco da Cuulia no agougue publico
daquella cidade, com um resto de carne verde,
inopinadamente soffreu urnas facetadas, ficando
levemente fendo.
O delinquente pole evadir-so, favorecide, pala
escurido da noite nao conseguindo, porem, con-
duzir cerca de urna arroba de carne e quatro
ouias de familia, que tirou de cim da tarimba e
deixou na ra por ter sido perseguido,
Procedeu se ao corpo de delicto e mais diligen-
cias da lei.
Oeus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. ISaacio Jo.iquini da Souza Le&o,
muit.' digno vice presidente da provincia.
- O chefe efe polica, Antonio Domingos
Pinto.
Com mando das Irmas
QUARTEL GESERAL DO COMMASDO DAS AR-
MAS DE PERSAMBL'CO, EM 6 DE MAIO
DE 1886-
Ordem do dia n. 02
Havendo S. Exe. o ^rfr. vice-precidente
da provincia, por portara do 4 do corrente,
conced io ao Sr. tenente da companhia de
ea vallara, Jos Carneiro Maciel da Silva,
^ mezes de licenca, na forma da lei, para
tratar do sua sade : assim o fago constar
guarnigao para os fins convenientes.
(Assigna lo) O bngadeiro Agostinho
Marques de S, com manante das armas.
confirme -O tenente Joaquim Jorge de
Mello Filho, aju lantn td ordens interino
i; eucarr-gido do d'itlhe.
i'liesouro frovlncial
DESPACHOS DE 6 DE MAIO DE 1886
(Jone s d. 18' parte da lotera do fundo
de emancipi^So e de ex-colloctorea de
IJarreiros. Approvadas.
Junta da Smta ,*aia. -Ao Sr. contador
p ira mandar juntar.
Q rsiuo Parenio de Oliveira Firmo.
Ao Sr. contador para seu couhecimento e
ao contencioso para lavrar termo definiti-
vo do contrato.
Miguel Z^ferino de Azevedo.Regis-
tre se e fagam-se notas.
Coronel Jos Thomaz Pires Machado
Portella. Defer lo, de accordo com as
informago-i.
Padres Francisco Verissimo Bandeira e
Manoel Jos de Oliveira R igo. Deferido,
tomaado-sj por termo a nanga offerecida
Manoel Fernandes Velloso e Modesto de
Albuquerqae Carneiro da Silva.Entre-
gue se pela porta.
Irmandade do Nossa Senhora da Saudo
do Po;o da Panella.Jnnte-se copia das
informag'es.
Jos JoronynRabillo. -Deferido, dan-
do-se baixa no debito relativo aos exerci-
eios do 1882 -83 por diante e referente a
decima da casa n. 8 ao largo de Santo
Amaro, visto achar-se as oondigoes da
lei n. 1,514.
Antonio Luz de Miranda.Deferido,
fieando irresponsavel o supplicante pelo
debito anterior do estabelecimento no po
voado de S. Jos da Extrema, a que se
refere.
Raymundo Candido dos Passos, officio
do Dr. chefe de polica, Jos Antonio de
Mello e Maria do Moderos e outros.-In-
forme o Sr. contador.
Antonio Jos de Souz. Ao Consulado
para attenier.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 5 DE MAIO DE 1886
Browns & C, Jos Ramos Santos e Ber-
nariino de Souza Duarte.Informe a 1.*
secco.
Alfredo da Silva Guimarles.Informe
a 2.a seccao.
Manoel Joaquim Pessoa.Satisfaga a
exigencia da 2.a secgao.
Maia di Razande.Deferido de accordo
com a informagSo.
Ferreira Silva & C. A' 1.a secglo para
os devidos fins.
Manoel Joaquim da Rocha.Deferido,
de accordo cora a infornago.
Mattos & Campos.A' 1.a secgSo para
os devidos fins.
Thereza Christna Barbosa da Silva.
Deferido, de a^cor lo com as infornagSes,
fazeodo-se as devidas notas.
Balduino Eudoxio de Brito Macedo.
Sim, de accordo com as informagSes.
Manoel de Araujo.- Proceda-e a col
lecta, consideran lo-se o peticionario como
succossor de Oliveira & O. e solidariamen-
te responsavel pelos impostes atrazados, na
forma do art. 49 das instrucc3es de 27 de
Julho de 1833.
6
Antonio de Paiva Ferreira.A' 1.a sec-
gao para attender.'
Browns & C, Joo Aureliano Lins Al-
ves, Candido JordSo Caldeira e Modesto
Coelho do Rege.Informe a 1.a secg2o.
Manoel Joaquim da Rocha, Silva Gui-
maraes Informe a 2.a secgao.
Firmino Santiago de Vasconcellos.Em
vista das informagSes, nada ha que deferir.
Maia & Rczende.Deferido, d accordo
com a informagao.
Jos Seares.Informe al. secgao.
DIARIO DE PEjjjAHBHCO
RECIPE, 7 DE MAIO OE 1886
noticias da Europa
0 paquete franctz Amazanc, entrado da Europa
ante-hontem, trcuxe datas que alcancam do Lis-
boa at 23 de abril, adiantando 10 dias s tr azi-
das pelo inglez La Plata.
Alm das noticias de Portugal, constantes da
carta do nosso corresp indente de Lisboa hontem
publicada, eis as demais trazilas pelo referido
paquete :
Uenpanba
Escreve sobre este paz o nosso correspoudent e
de Lisboa, em 23 de abril :
< Na reunio que haver dez dias foi celebrad a os
conservadores dissidentes e a esquerda dynastica,
o general Lipez Domnguez ceusurou asperam en-
te o procedimento do governo as eleicoes, e de-
clarou que dyaaotic, mas que ha da combiter o
actual ministerio com tilas as armis. O Sr. Ro-
mero Robledo atacou o Sr. Cnovas del Castillo,
acciisanda-o de ter futo um pacto com o Sr. Sa-
gasta, pactocujo resaltado foi terem os canovistas
obtido 70 lugares na Cmara dos Djp otados. O
Sr. Liuare autigo miuistro da csqu-irda, qae fi*
cou vencido na elcicao do dia 12, proferto um vio-
lento discurso contra o ministerio e partic ular-
meute contra o Sr. Saga^ta.
Fallecen o Bispo de Madrid, conlra o qual um i
padre disparara tres tiros de rjwolver.
O crime foi commettido por trma que nin-
guem p5de impedil-o. P;rto das 11 horas da ma-
nh o Bispo subiaa escada da cathedral para ce-
lebrar na festa de Ramos. Ao transpr o tercei-
ro patamar, approsimou-3e do Bisp uin bomem,
trajando as vestes sacerditaes, curvou se como
quo para beijar o annel ao prelelo e disparou-lhe
jueima-roupa tres tiros de rewolver. O Bispo
cambaleou ao primeiro tiro, cahio ao segundo e re-
cebeu o ter eiro ja no chao.
Os Srs. Mariano Migu3l e Miga 1 Oliva dei-
taram aos inaos ao assassino e entregaram-n' o
dous policas, que o conduziram para a cadeia. O
prelado foi mmediatamente transportado para a
sacrista, onde diversos mdicos Ihe examinaram
as feridas ; a mais grave e provavelmente a que
produzio a morte, foi a da bala que atrav.'ssou o
hypocondrio direito e foi alojarse na columna
vert-bral. O Bispo nSo perdeu o animo, apezar
de ter a conscii'ncia do seu estado, e pedio que
Ihe f ossem buscar um crucifixo que tinha no paco
episcopal, o qual depois beijou repet las vezes.
as poucas palavras que pronunciou, dsso que
nSo conhecia o scu assassino, mas que Ihe perdoa-
va de todo coracao.
O Bispo foi uep ds conduzido para o seu quar-
to do palacio episcopal, onde foi logo visitado pelo
nuncio, por todos os ministros e por inuitos etnis-
sarios do paco, por ordem da regente. Os mdicos
de Madrid, que em seguida Ihe fizeram junta, d -
clararam sem esperanca o estado do venerando
prelado.
O Bispo de Mairid contava 55 annos de ida-
de c cbamava-se D. Narciso Martin-z Izquierdo.
Nasiera em Meda, na provincia de GuadaUjara e
era filho de pas humildes. Doutorra-se em
theologia, depois de ter ordens sacras, o fra lente
daquella Faculdade e em mais seminarios. Fra
eieito deputado em 1871, sendo j coneg da S
de Granada.
Em 1873 o Sr. Castelar indicou-o para Bispo
de Salamanca, sendo preconisado no consistorio de
2 de Janeiro de 1874. Foi depois eleito senador
por Guadalajara e per Valladdif, e em marco de
l(j85 foi preconisado Bispo de Madrid. Narciso
izquierdo era homem muito iutelligenteje sa-
Passava por um dos melhorr-s oradores parla-
mentar-s, o os seus grandes discursos oratorios
revelaram-se na defeza de causas pouco sympa-
thicas liberdade e s ideas modernas. O Bispo
era homem de bastantes virtudes e tao rispido
para com os outros como para coinsigo no cuinpri
ment dos seus deveres.
O assassino chama-se Caetano Galeote, ter
uns quarent-i annos de idade, alto e trigueiro.
o Oizia missa na igreja de Santo Christo da
Saude, e em dezembro o prelado prohbio-lhe o
excrci io das suas funecoes ecclesiasticas. O pa-
dre ficou privado de 18 reales diarios (780 ris)
que Ihe renda a missa e com que elle se susten-
tava a si e a urna sobriuha.
i Depois disso o padre deixou erescer a barba
e s ha poucos dias a cortara novamente. O pa-
dre Galeote antes de praticar o crime escrevra
ltimamente 21 cartas a diversas pessoas, das
quaes mandara copia redaccio do Progrnsso.
lima d'-llas, dirigida ao Bispo de Madrid, era do
:heor segninte :
c Muito respeitavel prelado.Madrid, 13 de
abril de 1886 >A forca das circunstancias faz
com que eu registre esta carta e venha importu-
nar V. Exc. para Ihe dizer que juro pela alma da
ininli i mu que, embira teuha ganho muito, sinto
urna grande vergonha de ter dado treguas a urna
qtteataa que tanto afFecta a minha honra. Reitero
as minhas supplicas e instancias passadas que se-
jam vinte e quitro horas sem que esteja resol vida
a minha questao pelo menos nos terausque abai-
xo iadico considero eas facto como resposta a
esta. Medite V. Exc. e crea que sendo assim me
entrega a credencial da minha peticao e da deso-
lacao da minha familia. No caso de V. Ete. se
dignar dar /esolucilo ao negocio no prazo marcado,
ha de ser pelo menos na forma seguinte :
o Um emprego, seja ou nao de nomeacao de V.
Exe., mas tao seguro, que s dependa do cumpri-
m -nto do meu dever e que me proporcione, pelo
menos, 18 reales diarios ; e 5b' duros de indem-
nisacao, que poder pagar ao Sr. Vizcano, ou
quem V. Exc. determine.
Fica no entretanto s ordens do V. Ex o. o
seu humilde subdito e presbytexo.'Jaetano Ga-
leota.
Na copia desta carta, entregue ao director de
Pragrene, Galeoto accrescentou a seg unte nota :
Hoj<>, 16 de aWil levei pessoalmeute uin bilhete
ao pndre Gabina, dizendo o seguinte : Faz os seus
comprim. ntos ao n-speitavel padre Gabno, Caetano
Galeoto Cotilla, e supplica-lhe que aconselheao
prelado que proceda sem perda de tempo como
Deus manda. >
O padre ao entrar na Penitenciaria Central e
ouvindo que no registro era indicado como assas-
sino disse :
Nao sou assassino. desaggravei a minha
honra, aa cabo de muitas supp'ic.s despre-
zadas.
O padre depois de entrar para a cellula dei-
tou-se ; urna hora depois levantou-sc c comeu al-
guma cousa.
O intorrogatorio durou muitas horas e o cri-
minoso respondeu com o maior saugue fri. Disse
que tinha escripto um folheto em que historiava
os aggraves que Ihe fizera o bispo e que o le va-
rara a assaasinal-o.
, O bispo de Madrid talleceu a 18 s 5 ho-
ras e um quarto da tarde, estando presentes o
arcebispo de Toledo, o nuncio apostlico, o mar-
quez de la Vega de Armijo, um desenhador e es
tamulos.
Um sobrinho" do bispo declarou s autorida-
des quo o padre Galeoto dissera no paco eps
copal que havia de matar o bispo com um tiro de
revolver e sempre se recusara a dizer o motivo
porque tinha sido expulso da igreja c Sautj
Christo de la Salud.
O cadver do bispo de Madrid foi trasladado
para o papo episcopal.
O juiz que instrue o processo ordenou a au-
topsia e acaba de pesquizar a casa de residencia
do padre Caetano Galtoto, encontrando o retra'o
de Galeoto, ao lado do retrato da creada. Galeoto
foi autorisado a reeeber visitas. Procura um ad-
vogado para o defend r.
Julga-se que o processo ser julgado antes
de 15 de maio, porque a instrueco est'muito
adiantada.
n Procedeu-se no dia 20, autopsia no ca-
dver do reverendo prelado, a qual permittio a
extraeco de urna baila que cstava alojada no hy-
pocondrio direito ; outra nao poude ser extra-
hida, porque para isso era necessario rasgar muito
o cadver.
Este ficou exposto ao publico at o sahimon-
to, que ee eft'ectuou no 'lia 2i, s 4 horas da tar-
de, sendo enterrado na Cathedral.
o A Gateta pubiicou de manh urna real ordem
determinando que se-prestassem ao bispo honras
fnebres de capitao general.
O processo do assassino prosegue rpidamen-
te os seus tramites e vaise esclareceudo o caso.
O padre Galeoto fra prohibido de dizer missa
porque se soube no paco episcopal que elle ceiava
nos cufs com a sua ama.
O bispo nao o conhecia pr-ssoalmente, mas,
no obstante, soccorria-o com dinhclro.
O secrstario do bispo reesbeu diversas vistas#
do padre, e apezar dos seus modos arrogantes,
tratou-o sempre com urna certa consideracao.
Na ultima visita, o padre Galeoto dUse-lhe
que da capaz de os matar, ao bispo c a elle. O
tribunal nao Ihe acbou no domicilio nenbuin ves-
tigio do projecto de assassiuato.
o Presume-se que o julgamento da causa co-
niL'car.i na semana prxima ; a sentenQa, porm,
s poder ser profer Ja nos primeiros dias de
mato E' po-sivcl que baja appellarao para o tri-
bunal superior ; mas, em todo o caso, o processo
ser rpido.
Os jornaes relembram o assassinito d ane-
bispo de Pars, monsenhor Sibour em 1857, pelo
cura Joao Luiz Vergetpor occasio de inaugu-
rar-Si a novena de Santa Genoveva.
Tristissima abherracao do sacerdocio! .'.....
Realisaram-se 18 do cerrente, as eleicoes
d 13 eleitores senatoriaes. Em Madrid ticaram
ele.t >s 87 ministeriaes e 48 conservadores. Na
provincia a maioria dos eleitos geralmeute go -
vernamental.
Os jornaes ministeriaes aiSrmam que a maio-
ria das mezas para as eleicoes de vereadores
tsvoravel ao gabinete Sagasta.
O governo hespanhol encommndou em In
glaterra dous barcos torpedeiros de 41 metros d
comprimeuto, os quaes devem, segundo o co itrato,
andar 23 milhas por hora, quando completam-mce
oarregado, e 25 sem o respectivo armiinent i.
i Poi i xcommungado o j irnal de Murcia E. V
Libre Pensamiento, como to >o o seu pessoal.
A Soctedade dos Amigo do Progreso da-
quella cidade deu urna serenata ao director, re-
dactores e compositores. Os mu.icos andaram
depois pelas ras tocando a Marselheza, e o pov
acompauhou os cantando em coro.
A archiduqueza Isabel passou a 18 por Pars
de cainialio para Hespanha. A raiuba Isabel foi
a estacao comprimeutal-a.
Fall-ceu o bngadeiro D. Gregario Villavicencia
em Palma de Mallarca.
Chegou a Madrid o novo ministro da rep-
blica argentina em Hespanha e distincto tterato
D. Miguel Car.
Corriam boatos de terem havido algumas
desordena em Linares (Audaluza) que fizeram
baixar os fundos.
Tambera se dzia que em Valencia tinha sido
apresado nm vapor carregado de espingardas.
Os Srs. Salmern e Figueroia partirn para
Barcelona afim de assistirem a nm meeting, que
prepararam os republicanos daquella cidade.
No banquete repnblioano de Barcelona nao
occorreu nenhum incidente. Jp-
Ch-'gou ha dias a Madrid a archiduquesa
Renier, mae da rainha regente, que vera a3sistir as
parto de sua filha.
A regente tem passado mal. *
Franca
Foi concorridiesima a sesso do da 10, ua c-
mara dos deputados na discusso sobra o anar-
chismo e sobre o incidente de Oecazsville.
Maillard, deputado vermelho, subi a tribuna :
e, logo as primeiras phrases, principiou a le-
vantar tempestades com as suas apreciaces de
cor anarchista, d'rigindo oz seus ataques a toda
a autoridade e a toda a ordem social.
A cmara inteira levantou-se, protestandt
qnando o orador comeoou a desculpar o asas-
snio do engenheiro Watrin pelos grevistas, di-
zendo que fra am acto de justica.
Ao censurar em termos violentos a priso dos
jornalistas Dnc-Qaery e Roche, os rumores abafa
ram-lhe a voz. Maillard, todava, proseguio im-
pertubave!, insistndo em qae a prisao dos joma-
listas fra Ilegal.
A medida que continuou no seu discurso, acec-
tuou a nota anarchista, at que, em meio das cha-
madas ordem, emprehendeu a reinvindicaco
dos mineiros e da sua obra.
Os protestos a 03 gritos foram um verdadairc
tuxulto. E entao Maillard exclamou :
As maiorias teem obrigaeo de mostrar mo-
deraeo.
As dreias app'.audiram a apostrophe do sc-
cialista.
O Sr. Baihant ministro das obras publicas
respondeu, defendendo os engenheiros das minas
de Decazevil e.
O Sr. Demole, ministro da justica, justificou a
priso dos orualstas. Declarou que a priso fra
rigorosa para maior seguranca, e que o caso in-
cumoia autoridade militar.
.Bashyterminou dizendo o ministrefoi livre
poique desempenha um papel subalterno, com-
parado com os j orualstas, que sao os verdadeiro
agitadores e os mitigadores de^ordem e vio-
lencia.
O Sr. Brauna, republicano, pedio que se declare
a caducidade da concessao das minas actual com-
panhia de Decazeville. O Bulotro Baihaut e res-
pondeu que a peticao imprecedente.
O Sr. Boyer aecusou os militares de se teren
com a m attitude provocado 03 mineiros.
O Sr. Millerond declarou que a priso dos jor-
nalistas Duc-Querey e Roche violou a lei de 1881,
que estabelece a especialidade para as dectos de
imprensa.
O ministro Galbet explicou que 03 delictos com-
rnuti, commettidos pelos jornalistas, cabesa dentro
da accao do cdigo penal ordinario.
Paulo de Cassagnac detende dos a liberdade
jornalistas presos, e insidiosamente alludio a Ce-
menceau para que fallasse e mauifestasse a sua
opinio.
O chefe do radicalismo nao se deu por alludido.
N'este ponto da discusso interveio o chefe da
governo, Sr. Freycinet para repellir as indicacoes
teitas por Cassagnac sobre a necessidade que se
impoe d'uma a'.lianca entre o governo e a direita.
0 incidente terminou em seguida, e foram apre-
sentados sete ordens do dia distinctas.
Urna d'ellas, a preferida pelo governo, foi appre-
vada por 435 votos contra 65.
A discusso sobre as violencias ccmmettidas ac
fechar-se pir ordem do governo urna capella ca-
tholica em Chateauvillain, deu motivo a urna serie
de scenas na cmara e ao ataque mais violente
que at h je teem dirig lo os oradores da da
direita contra a repblica.
Muito sntes de principiar a discusso, reinavs
urna animacto extraordinarianos corredores e nc
salo das conferencias.
Os radicaes gritavam contra o clero e contra os
inouarchicos, mostrandOtse furiosos, e dizendo que
o r;overao pecsara por excesso de contemplacoes.
que a capella de Chateauvillain era o centro em
que se renniam e fazam planos os reaccionarios
da comarca, e que era preciso arrancar pela raiz a
m herva clerical.
Pele sua parte, os monarchicoa nao estavam
menos exaltados. No grupos dos membros da
direita faltava-si em denunciar a concordata, de-
nuncia! o de facto pelo governo da repblica desde
o momento que nao ha seno um dos seus rticos
que nao tenha sido objecto de violaces essen-
ciaes.
Urna vez denunciada offi ;ialmente a concordata
diziam p'ssoas importantes da direita, proclama-
mos a independencia da igreja.
A sesso abri-se s 2 horas da tarde. As tri-
bunas estavam cheias a ponto de ser aspbyxiante
o permanecer alli.
Quando chegou a vez da intcrpellaco sobre as
violencias de Chateauvillain, o veterano monar-
chico, conde de Mera, subi tribuna, dizendo
Venho p.dir coatas ao governo dos sanjrentos
a'teutados de Chateauvillain. Esta phrase inau-
gural levantou fortes rumores.
i Os poderes pblicos, continuou o orador,
commettcratn um attentado, e venho denuncalo
indignaco do paiz.
As direitas applaudcm, o conde de Mem entra
logo no assumpto, refenmo os successos. A sua
verso a mesma dos peridicos reaccionarios,
violentos, muito parcial, tratando de marlyres os
morios e ae verdugos sanguinarios os gendarmes
e o sub-perfoito, aos qua-s aecusa de terem ido
deliberadamente matar cath ilcos.
Sao trequeates as interrupces. A cada passo
cruzam-se ameacas e insultos entro as direitas e
as esquerdas. e a tempesta le cresee medida que
o orador se adianta na sua narrativa.
Terminada cata, os animadores voltam tran-
quilidade.
O interpellante entra logo a tratar a questao
legal, declarando que coutra todas as leis e todas
as garantas constitueionaes, o domicilia privado
do frabricante, em cuja casa estava a capella, foi
invadido e violado pelas autoridades governativas.
or ultimo, o cmle de Mera recorda os successos
de Decazeville e a morte do engenheiro Watrin,
exclamando.
) grvis'a assassinos foram desculpados e
justificada a sua obra! O mesmo succede hoje
com i>8 autoridades assaslinas!
Os protestos que esta aecusacao levantam sao
trem udos, o tumulto eepaut iso e dura alguns
minutos. Quando estava a terminar, Paulo de
Cassagnac gritn::
Confunds a ctttiara com urna- praca publica.
Reuasce o tumulto. _,! -
O conde de Mem concluio a sua interpellacao
com tete repto:
Entre o ministro Gobl-t e nos ha urna crui
d'-rr un ida e sangue vertido !
A divida se saldar!
O Sr. Goblet, ministro d-is cultos, lovanton-sa a
responder ao conde de Mem, restabeleoendo a
verd.de official e xact dos factos, demonstrando
a legalid.de com que roeederam as autoridades,
pois que a cmara eslava aberta, desobedecendo
4s leis e citando varios precedentes de Capellas fe-
chadas gouerntivmente, porque 03 seus donos
nao tinham pedido a neeessaria licenca para as
abrir ao culto publicoi
Declarou em seguida que os eendarmes fireram
fogo em legitima defesa, rcapondendo acs tiro
disparados contra elles pelo chefe da fabrica, e
s aggressoos dos empregados e das mulheres,
amotinadas pelos donos do estabelecimento.
O" Sr. Globet terminou dizendo que contrahera
urna tremenda |responsabilidade o; que excitam o
pas guerra civil.
O conselho de ministros da Repblica Francesa
decidi, por proposta do ministro da guerra, que
fosse restabe&Bda a parada ao dia 14 de Julho,
devendo realisar-se em Long -champa.
Na seno do dia 20, da cmara dos dajrn-
I
*
Jt.
*


Diario de PeraambucoSexta-feira 7 de Maio de 1886

tado, o Sr. PM7 pedio una arbitragem par a
questo da Grecia. O Sr. de Freycinet admittio
eete principio, visto existir urna arbitragem cha-
nada eoncerto enrcpeu, que se esforca per conse-
guir i resolueao amiga vel de todas as queaioes ; e
Sedaron que Franca acta em sentido pacifico,
tendo em vista urna soiuc&o satisfactoria para
todos os tntexessados.
Esta declaracac foi coberta de applausos de to-
jos os lados da cmara.
6 Sr. de Freyciass taacion apsasnitar as pro-
u ferias parkcBenasMS paca ir a provincia
jtULiai um j-raade dwcurso sobe* a poltica
nial do gabinete a fue prende.
5a referida seatiade *>, a cmara yoou os ere-
fitas para a creaeilo em Toulon de um oficina de
torpedos e comeooii diseatir e projeeto da expo-
sicao de 1889, dediodo por 331 votos) contra 214
jne passar a disenssao dos artigoe
O senado appnarou o projeeto do emprestimo
soto duas leves modificacoes.
Ha completo socego na regib de Roubaix.
As grves n'aquella ponto da Franca parece tereai
seseado por agora.
Blgica
Novas grves ebentaram as carvoeiraa de
Mooceau e de Fontaines na bacia de Charleroi, e
asa oficinas de fi.ico de Nirove, perto de Gaud,
TBgo que at agora tinha estad livre d'aqucllas
pertarbaces.
O facto produoo grande impressao em toda a
Blgica, e demonstra que continuam a actuar as
aunas que ltimamente teem atrabalhado aquelle
pais.
Qu todos os fab-ieantes e directores das mi-
sas enviaram reprasentacoes ao governo, pedindo
rae seje mantida a oceupaco militar durante
vlgnm tempo.
No dia 7 houve em Braxellas um meelinq, do
;nnJ se receiou resultassem desordena ; pelo que
se tomara ra diversas precauedes. A ordem nao
a alterada, e a polica impedio que houvesse ma
iifwtaoes as ra.
Diferentes grupos socialistas, ingleses e alle-
BSBS, constituiram-se em junta de solidartedade
jateraaoioaal para nuxiliarem os grvistas belgas.
Ananrocia-se que sero enviadas prxima nente Je
Londres grandes quaatias de dinheiro, para ali-
mentar os grevista*. j
O conselho de guerra de Hauuaut condemnou
peu* ultima o soldado Bael que, durante a ultima
rere, em Mantgny, assassinara o sargento De-
acglet.
O governo belga nomeou urna commisso de
36 membros, composta de senadores, deputados,
esspregados pblicos, professores, padres e publi-
dstss, a qual ficou encarregada de examinar a si-
tstseao do_trabalho industrial no reino e]de estudar
as providencias que convm tomar para o seu me-
3boramento.
Inglaterra
Tem levantado grande celeuma em Inglaterra o
projeeto apresentado pelo Sr. Gladstone para a
treaeo de um parlamento local na Irlanda.
O Times julga que o Ilustre chefe do gabinete, I fdj
3&o obtante a sua grande habilidade parlamentar,
a&o poder conseguir que sejam approvados os
seos projectos relativos questo irlandeza. Ap-
pella para o marques de Hartington que, segundo
o dizer do jornal, conhece os meios de goveruar a
irlanda.
O Times afiirma que o projeeto do Sr. Gladstoue
Jar apenas o effaito de adiar por aiguns meses a
qaesto irlandeza, mas que e3ta nao tardar era
TCsascer, sob urna forma anda mais aguda do qu
os juros respectivos serio antecipadamente dedu-
sidos dos rendimentos da Irisada.
A cmara dos communs suspenden as suas ses-
soes at as dia 3 de Maio,
tllrmnnha
O explorador allemo Paulo Bichardt, que esteve
cinco annos na frica Oriental, apresentou lti-
mamente ao ministerio dos estrangeiros do sea
pais a proposta de se collocar sob o protectorado
da Allemanha tuna grande parte do territorio a
leste e a oeste do lago Tangn i ka, territorio qu
tem urna extensao approximadamente igual 4 da
Allmanos.
O ministro nao acceitou a p'oposta, porque
aquelle protectorado excederla es limites da poli-
tica ultramarina da Allemanha, e porque o imperio
allemo nao quer estender o seu protectorado se
nao sobre pases cuja posse posea ser til Alle-
manha, e que possam prestar-se organisacdo do
systema administrativo neeessario ama explora-
cao regular.
A poltica allem apoderou-se ltimamente, na
Alsacia, de um folheto allemo, que estava all
sendo distribuido e que tem por titulo : As ara-
nhas e a moscas. Este tolheto foi especialmente
espalhado nos centros industriaes, e incita os tra-
bajadores a que se desembaracen! dos explorado-
res, capitalistas, especuladores, banqueires, etc.
Parece que foi impresso em Bale, e anda nao po
deram ser descobertos, nem o seu autor, nem os
seas distribuidores.
A questo do Oriente parece terminada final-
mente por agora.
O principe Alexandre assignou o convenio tur-
co-europeu ; a Russia e a Austria retiraram-se ap-
parentemente satisfeitas, e a Grecia nao ter re-
medio seno desarmar-se, se nao quizer ver os
seus estados invadidos.
Se, porm, o principa Alexandre ajuntou urna
bella provincia ao seu principado, em troca per-
dea a amisade peesoal do imperio da Allemanha,
amisade que elle de bom grado sacrificara aos
seus interesses.
Entre um imperador multo velho e urna provin-
cia nova nao ha hesitacoes possiveis no animo de
um ambicioso.
A opinio do imperador Guilherme, a respeito
do principe Alexandre, que um reb'lde.
Rebelde para com a fmilia> repete elle in-
nmeras vazes, rebelde para com o seu soberano,
que o sulto : rebelde para com o seu bemfeitor,
que o csar.
O imperador Guilherme, accrescenta a folha
Irancesa d'onde extrahimos os pormenores cima,
nunca approvou o procedimento do principe de
Battemberg. Chegou mesmo a prohibir ao pai, o
principe Alexandre de Hesse, e ao Sr. de Bis-
marek, de Ihe fallarem n'elle.
A poltica da Allemanha, disse muitas veses
o imperador ao seu chanceller, pode l^var-vos a
encarar de urna outra maneira o procedimento do
principe da Bulgaria. O vosso dever de me tra-
ser em dia com os factos ; mas no que diz respeito
pessoa di princip, nunca mais me tornis a,
ar; p ira mira nao passa de um rebelde
indigno dos beneficios que lhe fez o imperador da
Russia.
E o velho soberano inflexivcl tem vida at hoje.
O seu authoritarismo nuuca pode conceber que
um priueipe podesse fazer o que o principe da Bul-
garia f'z ao czar.
Por um lado o principe \lexandre, mportando-
se pouco com o qua d'elle digam ou pensem os dous
imperadores, contina com fervor na encetada
obra de fazer da Romelia urna provincia bul
actualmente t-re. ,ara
O Daily New; folha liberal, croque o projeeto B A a89n,iaca0 entre os dous estados
ser adoptado em seu principio, embora sejamodi- depre89H completa.
ser bem
Scado as suaB disposicoes especiaes. Accrescen-
ta o mesmo jornal que, quando um grupo de esta-
distas responsaveis, tendo sua frente o maiir mi-
nisterio da epoeha, declara que a Irlanda deve l-
ser, ella propria, as suas leis, a adopcao desse
principio nicamente urna questao de tempo.
O Standard disjulgar-se geralmente que o Sr.
Chamber ai :> nao far ao primeiro ministro a 0 3-
poeipio violenta, que d'elle se esperava, quando
ahio do gabinete.
Segando a mesma folha a opposico nao assen-
too anda na linha de procedimento que seguir
aa d'scusso.
Parece, comtudo, que o marques de Hartingtou
rretende que nao haja votacao em primeira leitu-
rs, e em que ha um accordo tcito entre os adver-
sarios do gabinete, para que o chefe Jos whig
utae a iniciativa da oppoaicao ao projeeto.
Os projectos do Sr. Gladstone relativos i
irlanda continuam portento a ser o assumpto ex-
clusivo de que se oceupa a imprensa ingleza, e
o que i st oceupando a geral attncao no reino
BjjMDii
O Ilustre estadista, apezar da sua avancada
:dade e da vida trabtlhosa que tem tido, mostra
ainia urna raa energa e est decidido a aFraiitar
a grande celeuma levantada pelos seus projectos.
O wimeiro projeeto apresentado, o que dis res-
a creacSo do parlamento local na Irlanda, foi
'.'i s?^rovado em primeira leitura, o que em rar-
utos outros corresponde a ser admittida a dis-
iro que um prnjecto de governo seja
;tado em primeira leitura ; s acontece isso
aen casos muito excepcinacs e com projectos a
i cmara nao quer ligar consideraco alguraa.
A tateta da Allemanha do Norte annuncia que
o ministro do interior dirigir urna circular s au-
toridades prussianas, indicando-lhe o que dvem
fazer todas as veces que forem chamadas a nter-
vir n'um conflicto entre patroes e operarios sobre
questoes de salarios.
O papel das autoridades, em casos taes, deve
ser todo de conciliaco, devendo evitar e tomar
partido por uns ou por outros. cuinprindo-thes ob-
star enrgicamente a qaalquer violencia e reprimir
com o mximo rigor qualquer agitacao socialista.
Na Silesia teem-se declarado algumas frkvf
e os operarios teem commettido excessos.
RuwNia
Parece que a Russia se recusa a admittir que
0 principe Alexandre adira s decisoes da Europa
manteado as mais reservas.
O ensageiro do Governo, jornal russo, publicou
urna nota olScial acerca do ultimo processo, que se
reasou em Varsovia, contra os socialistas.
. E' interessante esta nota, e della extrahimos o
seguinte :
As primeiras tentativas de propaganda revo-
lucionaria foram descobertas, as provincias do
Vstula, em 1878, e conseguio-se suffocal-as por
causa da ligacao que exista entre os socialistas
polacos e os partidarios do movimento revolucio
nario na Galitzia-Austriaca.
Fizerain se algumas prisoes ; mas, em 1879 e
1 880, formar^m se novos grupos sociaUstas, com o
fim de reformar a Polonia sob principios socialis-
tas, por meio de urna federaco de corporaeoes de
operarios.
Estes grupos formaramse em Varsovia, orga-
nisaram-se em conselho de proteccao classe ope
por delega-
H&> obstante-isso e a oezar da respeitabilidade do i rarai aendo e8te conselho "reforcdo
3r. Gladstone. chegon-sa a r.ceiar que essafosse doa do 0Utra8 c,dades da Polonia.
a serte do projeeto relativo autonoma legislati-1 insttura, tribunaes especiaes, qua deviam jul-
ra da Irlanda, tal foi a eatrauba surpreza que Rg q.ie8t,-)9e levantadas entre proprietaroa e
elle produzio u'uma grande parte da opimao pu-1
Segue-se agora a segunda leitura, e n'ella que j
deve haver o debata decisivo, que ha de decidir |
te Jo projeeto. epos passar-se-lia ter- ,
. leitura que consiste n'uma discussio no jejo >
asara reunid em conferencia, sob a presi- :
i, nao do speuh-r, mas de um membro da |
aseembla eleito, ad iioe. E' nella que ae iiacu- !
tem as emendas e que bobre ellas se vota. Dep lis
as resolaces alli adoptadas sao sancionadas ca
xss'.o publica e ordinaria da cmara.
O Sr. Gladstena resolven o adiamento da sc-
nnda leitura pira o dia 9 ou 10 de Maio, ou por
tase ser-lhc necessaro tempo para ganbar
oapoo da opini) pa-a o projeeto, ou porque pre-
esidi! prestar-se s negociares cora aiguns opjo-
itores, acceitando modificacoes que tornem m lia
aeceitavel o principio que qoerraaer triamphar.
Por emquauto o Ilustre ministro apenas tinos
a prestar-lhecoiieur.^'ifciddo, 03 seus collcgaado
, 03 deputados ope-arios e lavradores, al-
tes, O grupo parnellista. Agora con-
nma inportante adbeaao, foi a dodeputado
Whilbrea't, um velho whig e ao mesmo tempo um
dosespirito3 mais m :.:raJos da cmara, o qoaJ
ta comsigo doze collegas que estavam heei-
:ante3 e propensos a lancar-se no campo da oppo-
. i ao projeeto, P oduzio grande impressao no
i lo poltico tlm meeting que reasou era Londres
bamada unio balista e patritica irlandeza.
Tomaram parte n'elle bomens de grande im-
portancia, como os lords Saliabuiy, llartin.t n.
Cyanbrock, Ednarde Cavendish, os Sis. Goachen,
ith, e outras notabilidades polticas.
Depoik de varios discursos, em que o projeeto do
Sr. Gladstone foi coniemnado, como nao reaolven-
do a qoeatao irlands i, antes vendo tendente faci-
litar ao partido nacionalista oa meios de continuar
aa sua luta pela completa independencia, foi ap-
provada por uuanimidade a seguinte mocSo, pro-
joatA pelo marquez de Uartington :
i O meHing considera que qualquer propo&ta
ente a supprimir a unio legislativa da (ir
anha e da Irlanda seria desastrosa para os
icus pases.
Lord Granville declarou n'um jantar, que lhe
offereceram no club nacional liberal, que, na sua
eoaviccao, commetta-se umi grande falta, con
cedendo Irlanda una medida que nao fosse ple-
namente recebida Fela grande maioria do povo
,rlardes.
N'outto banquete o'erecido pelo club Beaconsfi-
elda lord Churcbilli, este, externou a opno de
jue o bil irlandcs era a mira do partido liberal.
E nao dissimulou o prazer que lhe causavam as
dissencoes que ltimamente se teem manifestado
-.issfileiras daquelle partido.
Os amigo#>do ministerio propem-se f iser urna
campanha activiasima em favor do projeeto duran-
te as, ferias da Paschoa ; segundo a opno da
maieria delles, a situr.cao nao urna sitaaco per-
dida.
O Figar diz que nnguem pode negar a succes-
operanos, e estes tribunaes at tinham o direito
de pronunciar a pana de raorte.
As auctoridades conseguiram dissolver estes
grupos, fazeudo numerosas prisoes ; mas oa mem-
oria que ficeram era liberdade constitaram ae em
sociedade secreta que se chamouProletario.
Da 200 ii.dividuos presos, 29 foram julgados
perante um tribunal de guerra ; os outros foram
entregues a tribunaes administrativos.
Os procesaos instaurados pelo coasolhe de guer-
ra, demonstrara que os aecuaados teutavam derri-
bar o governo pela forca.
Crculavara | ublicacoes revolucionaras impres-
sas a occult:.s na Russia, convocando os propieta-
rios do socialismo a reunioes; tinham sua dis-
posico venenos e matn.riaes explosivos : commet-
terara urna serie de a6sassinios; e por ultimo
estavam ji filiados ao partido revolucionario co-
nh ido com o nome de A vontada do povo.
Seis dos aecusados foram condemnados pena
capital, que fo commutada em vinte annos de tra-
balhos torcidos pa-a dous dos reos, sendo os qua-
tro restantes decapitados em Varsovia.
Desenove foram condemnados 1(5 annos de
trabalhos forgidos e quatro a outras penas menos
rigorosas.
Desde tao horrivel perseguico nao dexam de
eresccr, dia a di-i, o socialismo ni Russia.
A Russia e a Franca notificaram s outras
potencias a sua resolnco de se absterem de toda
e qualquer accSo coercitiva cjntra a Grecia. As
demais potencias, porm, estSor esolvidas a blo-
qnear ospos'os gregos, se a Grecia nao ceder.
O Daily Chronicle diz que na bolsa de Vienna
produziram impressoes certos'boato inquietado-
res a respeito das inleucOes da Russia e da resis-
tencia da Grecia.
Oriente
Pareca t-star outra vez mais serena a atraos-
phera era que vegetara oa diflereutes problemas
que n- ste momento esto constituindo mais um i
phase da questo do Oriente.
O principe Alexandre parece resolvido a accei-
tar o chamado accordo turco blgaro, como foi
modificado pelas potencias e rttiticado pela con-
krencia de Constantnopla. Mantera os seni pro-
testos contra a clausula que torna necessaria a
r movaco dos seua poderes, como governador da
Romelia Oriental, no fim de cinco annos, e pare-
ce que s as inantm para nao perder as foruas
nem o prestigio perante os seus subditos; mas ac-
ieta a rcsolucb da Europa.
O accordo tinha j sido modificado ao governo
da Bulgaria, mas este nao tinha aind definido a
sua attitude.
Serenada a atsmosphera pelo lado da Servia e
da Bulgaria, pir haver o principe Alexandre ac-
ceitad i o accordo ratificado na conferencia de
Constantnopla, o nico p- rigo da questo do
Oriente reside agora na Grecia, que permanece
na sua attituda bellicosa e amcacadora para com
a Turqua.
Esta ultima potencia, farta de fazer face aquella
attitude com poderosas armamentos e com a guar-
so do Sr. Gladstone. Akm disso accrescenta que. j "l^, ^ frntiras, o que est aggravaadocon-
, leado este deixado ^^I^I^6. aP^lta/la '_a-J sideravelmente o estado das suas fin^ncas, reaolven
recorrer mais urna vez ao recurso da Europa, para
mas modificacoes ad sen projeeto, isfo desarmou
xmitos liberaes e dimnuw um pouco as hosti-
lidades com que o projeeto tinha sido reoebido.
Sera pena que um tao grande espirito nau-
tragasse "Baja tentativa eminentemente fecunda
tm resultados. A dificussio demonstran que o Sr.
Gladstone tem ioimigos, mas nao tem rival.
Na seseo de 16 p Sr.-Gladstone disse na cama-
il communs que a emisso da cousolidadas
par a compra das trras oa Irland ser de 50
jl stexlioas repartidos por 3 annos, e qaa
se exonerar dirigi urna circular aos governos das
difterentes potencias, pedindo-lhes que compillas-
sem a Grecia amudar de attitude.
As potencias decidiram efectivamente dirigir
Grecia urna nota collectiya notificando-lhe o ac-
cordo turco- blgaro, exprimindo lhe o desejo ex-
presso pela conferencia le Conetantinopla, de qae
a Grecia obedeca is instancias da Europa em fa-
vor da paz.
Jalgtipe qae o Sr. Dalyanais, primeiro minis-
tro da Grecia, responder affirmando a reivindica-
cao sobre a linha estabelecida no tratado de Ber-
lim, como sendo o nico meio de assegurar a paz
do Oriente e justificar aos olhos do povo helieni-
co a mobilisacao das forjas de trra e mar.
Na cmara dos deputados, o 6r. Delyaanis, pre-
sidente do conselho, respondendo aos ataques dos
oradores da opposico, defendeu a poltica minis-
terial e justificou o governo de nao haver empre-
hendido urna locta irregular contra a Turqua,
porque ama tal aggresso seria contraria ao di-
reito da gentes.
Depok de- aeia sessoes, a caasara grega rejeitou
ama imiojti Sfnnaentada por aiguns uepatados de-
clarand.qit asaaara divia confi mea ao minis-
terio dsasiwisiii a faser a narra immediata, e em
seguida approvou por 129 votos contra 83 ama
oitra (pin do plena eoafianea ao eoverno.
Esla osacao fot recebida com acclamacoes en-
tlMuiassiaas.
O Sr. Delyaanis arengou so povo. diaoodi que
espera as potencias hao de reconhecer que as rei-
vindicacoes legitimas da Grecia nao vio em nada
contrariar ao iuterease geral da Europa; e con-
cluio assim:
Retirai-vos traaquillamente, confiando em
Deus, na Gredas e as nossas torcas.
O Sr. Delyannis foi muito acclamad0.
Nnguem pode davidar, pora, qua a 8itaacao
militar tem tomado uestes ltimos Jja3 Qm aspec-
to ameacador.
Cartas recebd3 de Athena8i pelo Temps de Pa-
rs, db a entender que os gregos oceupando as
alturas prximas de Zarhas, nao fizeram mais do
que retomar as posicos da que estavam de posse
no correr do invern.
Eyub pacha, que parece nao ser dessa opinio,
enviou o general Retzcb a convidar o general Sa-
puntsakis, que se retirasse antes de 4 horas.
O general Sapuntsakis, teudo recebido reforcos,
recusou-se obtemperar a esta ntiraaco, e s ul-
timas noticias oceupava ainda aquellas formida-
veis poscoes que dorauavam a planicie desde La-
rifsa a Turmavo.
Irritados com esta attitnde, os turcos fizeram
avancar 7,000 h imeos e muitas bateras de p.
Em todo e caso os chefes receberam ordem para
nao irem mais alm oas demonstracoes.
Se taes factos sao como os eonta o jornal fran-
cez, innegavel que um casiu belli, dos mais in-
contestaveis, est disposico do commandante em
chefe ottomano, desda que dalle queira aprevei-
tar-se para comecir as hostilidades.
Parece, porm, que o Sr. Delyannis especula
com a repaguanciaque sabe ter ou suppoe ter o
sultao contra a declaracao de guerra
Muitos symptomas, cujo menor nao deixa de ser
o tom muito muito significativo da ultima nota
ottomaua, tendema demonstrar que o primeiro mi-
nistro grego est asertando de. mais escaravelha,
e qu- Abdul-Amid pode decidirse espontanea-
nearaeote, ou entao deixar-se levar por um doce
violencia a tomar medidas decisivas contra a Gre-
cia.
Esta perspectiva, junto ao esgot intento do the-
souro imperial, que nao poda indefinidamente sus-
tentar um estado de guerra sem guerra, de nata-
reta a inspirar ao sultao e Porta re3olucoes
enrgicas contra a Grecia.
Ora, o perig de ama tal eventualidade qne
as potencias pretendera obviar, renovando e tor-
nando mais enrgicas as suas representacoes jun-
to do governo de Athenas.
Q'iando imaginamos qua a questao do Oriente
vai terminar, eil-a quero npe com violencia da um
outro lado ; e estas erupfoes nao sao a questo em
si, mas symptomas que esto prognosticando que
neeessario rever o tratado de 1815 e remedelar
completamente o Oriente
Eatadoa-Unldo*
Dizem de Washington que o relatorio da com-
raisso de taz->nda da cmara doa representantes
dando parecer acarea do projeeto da8 pautas
aduaneiras propoe a abolicio de todos os direitoa
sobre numerosos artigDs, especialmente sobre la,
cahaina, linha e sal, para que os industriaes ame-
ricanos pissam affrontar as concurrencias estran-
geiras.
Os alearamos das failencias dos Estados-
Unidos, durante o primeiro trimestre de 1886 ele-
vou-se a 3 203 com um passivo de 29 milhoes de
dollars approxima iamentu.
Em igual periodo do anno passado o numero
das failencias foi de 3,558 com um passivo de 46
milhoes de dollars.
PERNAMBUCO
Assembla Provincial
24' SESSO EM 27 DE ABRIL DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SU. Dlt. JOS M.VNOEL DE BARROS
WASDERLEY
Ao meio dia, feita a chamada, e verificndose
estarem presentes os Srs. Ratis e Silva, Rogoberto,
Coelho de Moraes, Soares d'Amorim, Lourenco de
S, Solonio de Mello, Julio de Barros, Joo Alves,
Barros Barreta Jnior, Reg Barros, Baro de
Itapissuma, Augusto Franklin, erculano Ban
leira, Barros Wanderley, Ferreira Velloso. So-
phronio Portella, Vsconde de Tabatiaca. Gomes
Prente, Costa Gomes, Dominguas da Mllvs, Jo5o
de Oliveira, Jos Mara, Regueira Costa e Costa
Ribeiro, o Sr. presidente declara aberta a ses-
sao.
Comparecem depois os Srs. Prxedes Pitanga,
Ferreira Jacobina, Baro deCaiar e Drammond
Filho.
Faltam, com partici paco o Sr. Antonio Correa,
e sem ella os Srs. Ros* e Silva, Gonfalves Fer-
reira,L'iiz Je Audrada, Joo de S, Ao ir Dias,
Juveocio Marz, Antonio v"ietor, Amaral, e Con-
stantino de Albuquerque.
Sao lidas, e sem debata approvadas as satas da
scsso de 17 e das reunios* de 19, 20, 24 e 2.
O Sr. Io secretario procede leitura do se-
guate
EXrEDIBSTB
Um officio do socretario do governo, remetiendo
a petico e mais papis annexos ao officio do ins-
pector do Thesouro Provincial, concernentes ao
pagamento que solicitara Pieldeu Brothers, da im-
portancia de 105:508i>85, proveniente de gaz con
sumido com a illurainno&o paaiioa. A' commisso
de ornamento provincial.
Urna petico do Mirandolina Borges Pestaa,
professora contractada da cadeira de Serra Ver-
de, requerendo ser considerada effectiva na mes-
ma cadeira.A' commisso de instrucciio publica.
Outra de Bellarmino Foruaudes da Cunha Al-
meida, ex-vago-mestre do corpo de polica, reque-
rendo ser reintegrado no mesmo posto. A' com-
misso de fixtco de forca policial.
Outra d; Rufino Jos de Souza, administrador
do patrimonio da igreja da tossa Senhora do Li
vramento de Igu*rrass, requerendo urna lotera
em baneficio das obras da meeraa igreja, sendo
extrabida no prximo exorcicio.A' commisso de
petcO'S.
Outra de Anionio de Vasconcellos Florencio,
arrematante da disimo vaecum, cavallar e muir
do municipio de Caruar, requerendo o abate de
50 /o sobre a arremataco. A' commisso de
orcamento provincial.
Outra de Antonio da Silva, ccasionario do me?-
mo imposto, de Villa Bella e Floresta, requerendo
o mesmo abate.A' mesma commisso.
Outra de Joo Ferreira Villela de Araujo, pro-
fesaor publico de Agua Preta, requerendo que seja
restaurada a escola nocturna d'all. A' commis-
so de instrueco publica.
Outra do Joo Alves Per^ira Lima Filho, escri-
v> do crime de Pao d'Alho, requerendo o paga-
mento de 2490350 que ihe deve a Cmara Mum -
ci al d'all, de castas do procseos. A' commisso
de ornamento municipal.
Outra de Eustaquio Cavalcante Lina Walcacer,
esenvo do jury, crime o anaexos de Serinhem,
requerendo qua se autorise a Cmara Municipal
d'all a pagar-lho de preferencia o que lhe deve
de cusas.A' commisso de orcamento munici-
pal.
JE' lido, apoiado e fica adiado por ter pedido a
palavra o Sr. P Pitanga, o seguinte parecer :
A commisso de peti^us tendo em vista a do
cid-nlo Jos da Silva Castro, pedindo privilegio
do 20 annos para montar ama fabrica de luvas da
diversas qualidades :
Considerando que as industrias de pequeo
capital podem subsistir isentas de privilegio e que
o ensinamento de crphoa desvalidos pelo vestua-
rio e alinentaco nenhum favor traz aos mesmos
orphos ; e
Considerando qae h montada officialmente
nasta cidade urna fabrica de luvas de pellica e
que na corte do imperio ha diversas fabricas con-
gneres sera garanta ou favor algum dos poderes
pblicos e sa ostentando com grande luxo e pro
veito para seus astituidoras, de parecer qui; seja
esta ndefenda.
Sala das commissoes, 26 de Abril de 1886.
Dr. Costa Gomes.Dr. Ferreira Velloso.
Sao lidos, apoiados e sem debate approvados, os
seguintes pareceres :
A commisso de peticoes tendo examinado a
de Vicente Bertbolini, offerecendo por venda um
predio seu na cidade da Escada, o qual diz o aup-
plicante muito se prestava para cadeia e outros
servicos pblicos depois de preparado ;
Considerando qua o sapplicante nao fixa o seu
valor nem o dos reparos exigidos como elle confes-
sa, e considerando mais que tal acquisico oneraria
o actual orcamento provincial, do-parecer que seja
esta indeferida.
Sala das commissoes,em 26 de Abril de 1886.
Dr. Costa Gomes.Dr. Ferreira Velloso. Pa-
dre Julia de Barros.
A commisso de peticoes tendo em vista a de
D. Margar ida Ira Bruno Villela, pedindo para que
seja admittido como pensionista interno da pro-
vincia no Gymnasio o seu filho Carlos, de lian-
nos de dade ;
a provincia e que qualquer despeza hoje muito ag-
grava o Thesouro Provincial, de parecer que
seja esta indeferida.
Sala das commissoes, 2G de Abril de 1886.
Dr. Costa Gomes.Dr. Ferreira Velloso. Padre
Julio de Barros.
A commisso de peticoes, tendo examinado a
da praca do Corpo de Polica desta provincia Ber-
nardo Francisco Santiago, que pede a 3ua reforma ;
Considerando que o supplicante nada mais
provou do que o seu tempo de sorvijo, no alle-
gando incapacidade pbysica de continuar, de pa-
recer que seja indeferida.
Sala das commissoes, em 26 de Abril de 1886.
Dr. Costa Gomes.Dr. Ferreira Velloso.
A commisso de peticoes, tendo examinado a
de Clementino dos Santos Linno Sement, pe-
dindo privilegio exclusivo por 10 annos para sob
diversas clausulas inspeccionar o algodo que ae
expoe ao mercado desta praca ;
Considerando que tal medida, por ser atten
tatoria liberdade de eommercio seria odiosa, e
que no csao contrario deveria ser indicada pelas
associacoes commercaes e agrcolas ; e
Considerando que neste caso seria reclamado
igual procedimento para com todos 03 gneros de
exportaco e eommercio, o que inexeqnivel, de
parecer que seja indeferida.
Sala das commissoes, em 26 de Abril de 1886.
Dr. Costa Gimes.Dr. Ferreira Velloso. Pa-
dre Julio de Barros.
A commisso de peticoes, tendo examinado a de
Joo Baptista Esteves de Souza, pediudo paga-
mento do tempo decorrido de 11 de fevereiro a 28
de marco de 1880, em que o supplicante servio co-
mo 3o e-criprurario da 2* seceo do Consnlado
Provincial, de parecer que seja ouvido a esse
respeito o Sr. Dr. inspector do Thesouro Provin-
cial.
Sala das commissoes em 26 de abril de 1886.
Dr. Costa Gomes. Ferreira Velloso.Padre Julio
de Barros.
Sao igualmente Idos, apoiados e aem debate ap-
provadoa tres pirecerea da commisso de redac-
co sobre a dos projectos de ns. 180 de 1884, 76
de 1885 e 2 deste anno.
Sao lidos, apoiados, julgados objecto de delibe-
ra? lo, vo imprimir, os seguinte! projectos:
N- 46.-A commisso de negocios ecclesiasti-
cos a quem foi presente a petico e o novo com
promisso da irmandade de Nossa Senhora da Luz,
erecta na igreja doconveato do Carmo desta ci-
dade, entende o,ue elle deve ser approvado, para
o que submette consideraco da casa o seguinte
projeeto :
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resol ve :
Art. 1." Fica approvado na parte civil o novo
oompromisso de 5 de julho de 1885, da irmandade
de Nossa Senhora da Luz, erecta na igreja do
convento do Ca'mo.
Art. 2." Ficam revogadas as disposiges cm
contrario.
Sala das commissoes, 15 de abril de 1886.
Padre Julio de Barros.Vgario Augusto Fran-
klin.Soares de Amorira.
N. 47.A Assembla Legislativa Provincial
de Pernannbuco resolve :
Ar. 1." Fica creado um 2o districto de paz na
treguezia de Santo Amaro de Jaboato.
1." Esse districto ter por sede a povoaco de
Tigipi, e limitar-se-ha com as freguezias da Var-
zea, Afogados e Muriboca, conforme o disposto
no art. 2 da le n. 1:65 de 26 de abril de 1875.
2. Oa limites dos dous districtoa de paz em
que fica dividida a freguezia sero divisas dos en-
genhos Sant'Anna, Jangadinha, Cumbe, Cova da
Onca s Santo Amariuho, fcando todaa estas pro-
priedades que com aquellas se domarcatn o os de-
mais territorios da freguezia.
Art. 2." Revogam-ae as disposicoes em contra-
rio. Lourenco de S. Joo de Oliveira. Dr.
Pitanga.Jbvencio Marz.Baro de Caiar.
Baro de Itapissuma.Jos Mana.Andr Dias.
Solonio de Mello.Costa Ribeiro.Vsccnde de
Tabatinga Ferreira Jacobina.
N. 48.A Assembla Legislativa Provincial de
Pernainbuc resolve :
Art. 1." Fica o presidente da provincia autori-
sado a mandar desapropriar do lado leste dama-
tris da Grapa 30 palmos do terreno contiguo,
com 70 de largura, para a continuaco das obras
da mesma matriz.
Art. 2. Para as obras indicadas no artigo an-
tecedente ficam destinadas com preferencia duas
partes da lotera j concedida a beneficio da refe-
rida matriz, e mais urna parte para a desapropria-
co do trreno mencionado.
Art. 3." Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Paco da Assembla, 7 de Abril de 1886. Dr.
Ferreira Velloso.P. G. de Ratis e Silva.
N. 49.A Assembla Legislativa Provincial de
Petnambuco resolve :
Art. nico. Fica e presidente da provincia au-
torisado a mandar orear c despender a quantia
oreada com a construeco de urna ponte de ma-
diira sobre o rio Ipojuca, que eorta a cidade de
Gravat, para dar communicaco com a ra da
mesma cidade. que fica alm
Revog- das aa diaposicoes em contrario.
Sala das stssSes da Asacabla Provincial, 27
de abril de 1886.Pedro Ratis.
N. 50.--A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve :
Art. nico. Fica o presidente da provincia au-
torizado a mandar orear e a despender a q tanta
oreada com a construeco de urna ponte de madei-
ra sob-e o rio Ipojuca, no lugar que enfrenta a
ra das MuriquitoB, na cidade Ja Escada, com a
da Atalaa.
Revogadaa as disposicoes em contrario.
Sala das sessoes da Assembla Provincial, 27
de abril de 1886.Pedro Ratis.
O *r. Cosa UllM'ro (pela ordem! Sr.
presidente, no Diario de Pernambuco, de hoje, en-
contra-se urna noticia, que hontem nos transmittio
o telegrapho. Refipo-tne aj passamento do distinc-
to cidado Francisco de Paula da Silvera Lobo,
ex-ministro de Estado e senador do Imperio pela
provincia de Minas Geraes.
Dos sentimentos de dr e saudade que n'este
momento, acredito, sao geraes no paiz; grande
quinho cabe provincia de Pernambuco, a quem
o Ilustre finado achou-se liga io por mais de um
motivo de bastante valimento. (Apoiados, muito
bem).
Eu nao me proponho fazer o elogio histrico, a
biographia d'esse distincto demcrata. Sua vida
t ii tao s claras, que todos a conhecem ; limitar-
rae-hei a dizer que como hornera, como chafe de fa-
milia, foi um mdelo de virtudes; como cidado,
coma homem publico, deixou nos annae desta Im
perio, trabado em letr..s diamantina', nome que re-
presenta um grande talento, urna grande illustr.i-
co e sobretudo um cara;ter imraaculado. (Apea-
dos, muito bem). Subi posico ma>s elevada a
que n't-ste paiz o homem publico poda chegar, re-
vestido do mandato vitalicio de representante da
naca i, pelo voto popular e pela confianca do chefe
do listado. E chegou ahi, Sr. presidente, sam ja-
mis transigir com o seu carcter inquebrantavel,
cora o seu genio ardente e impetuoso, porque tam-
bera ard -lites e profundos lhe arfavain n'alma o
patriotismo, a honra e o amor justica !'
S aiguns defcitis jamis poderam arguir-lhe
aquellea cora quem na vida a :bou-se em luta, nao
foram seno devilos a essas grandes qualidades
pelas quaes media-se a immensa estatura daquelle
altivo carcter.
Pensando que a reputaco, o renoms dos homens
pblicos, que chegam a oceupar certas posico.-s,
pelos servicie prestados patria, nao ejostitue
omento patrimonio seu, de seua pareles e fami-
lia, n. m mesmo de seus alliados, mas patrimonio de
toda a naco e que no momento em que se abrem
para ellos as portas da historia, todaa as diver-
gencias devem ser esquecidas, vou mandar mesa
urna proposta assignada por mim epor meus illus-
tres corapanheiros de bancada, no sentido de que
lancemos na acta dos trabalhos de hoje um voto
de condoloncia por esse triste acontecimeoto, qae
vai enlutar o paiz Espero que a nobre maioria
oes acompanhar n'essa manifestado. Concorra-
inoi todos para em nome da provincia tributar um
testemuaho de respeito memoria de to Ilustre
brasileiro I (Apoiados).
Vem 4 mesa, lido, apoiado e (innimemente
approvado o seguinte reqnerimento :
Requeramos que se lance na acta um voto de
profundo pesar pelo infausto passamento do Ilus-
tre brasileiro e distincto patriota o consclheiro
Francisco de Paula da Silvera Lobo.Costa Ri-
beiro..-Jos Mara.Solonio de Mello.Louren-
co de S. Vsconde de Tabatinga. Baro de
Itapissuma. Joo de Oliveira.Dr. Pitanga.
Jacobina. >
O Sr- Coeltao de Moraes (pela ordem)
Sr. presidente, achando-se incompleta a commis-
so de orcamento provincial, visto como um dos
seas membros se aeha actualmente na corte, as-
sistindo s sessoes da Cmara dos Srs. Deputidos,
e tem necessariamenre de tomar assento na mes -
ma Cmara, e estando a commisso c >m bastante
trabalho e nao podendo d9r andamento, eu requei-
ro a V. Exc, que na forma do regiment, nomeie
um membro para completar a commisso.
Vem mesa, lido, apoiado e entra em discus-
so o seguinte requerimento :
Requeiro que pelos cantea competentes se in-
forme quantos professores teem sido nomeados du-
rante a actual aituaco poltica.S. R. Jos
Mara.
O He. Jom Maria(Publicaremos amanh
o seu discurso).
A diseusso fica adiada pela hora.
Passou-se
Ia PASTE DA OBDEM no DIA
Contini a 2 discusbo do projeeto n. 27 deste
anno (forfa policial).
O Sr. Coaita Isibeiro (Nao devolveu o
seu discurso).
A dscusso fica adiada pela hora.
Passa-se
1* PARTE DA ORDEM DO DA
Entra em 2 dscusso o projeeto n. 25 deste
anno.
Vem mesa, lida, apoiada e entra conjuncta-
mente em dscusso a seguinte emenda :
N. 1.Em lugar de 500:000^000, diga-se :
l,000:000000Ratis e Silva. .
O Sr. BattM e SilvaSr. presidente,.pou-
cas palavras dirci para justificar a emenda, que
tive a honra de mandar mesa ao projeeto n. 25
que ora se discute.
Vi que a intenco do projcti ou antes dos seus
signatarios foi contrahir um emprestimo que po-
desse chegar para por as financas da provincia ao
corrente, no presento exercicio, e esteu certo de
que se de outro modo a commisso, que o apresen-
tou, houvesse encarado as circumstancias da pro-
vincia, cortamente nao tera pedido um empresti-
mo apenas de quinhentos contos, ella enganeu-
se por nao ter ainda estudado o orcamento ; por-
quanto sendo certo que o dficit existente attinge
mil contos,nao era possivel que com um erapreati-
mi de quinhentos contos conseguase por as finan-
cas em estado normal, isto em equilibrio no pre-
sente exercicio, nem mesmo eu acho que esse em-
prestimo podera chegar ao menos para pagar ao3
empregados pblicos, que se achara em atraso de
4 e 5 inezes.
Considerando portanto que esse emprestims nao
pode preencher as vistas dos signttarios do pro-
jeeto, eu me apressei, de accordo com elles, man-
dar a emenda, que acaba de ser lila, elevando a
mil contos a quantia de quinhentos, porque s d'este
modo poder o emprestimo satiafazer as necesaida-
dea que o exigem, poder regular as financas da
provincia to atrasadas, c'e modo que possa saldar
o seu dficit no exercicio corrente, visto como d'ahi
por diante sero reguladas pelo orcamento qua foi
apresentado e que ter de ser discutido e appro-
vado, por virtude d'elle talvez tenhamo3 n3 a sa-
tisfago de ver equilibradas as fiuancaa da provin-
cia, tanto mais quanto eu vejo que d'elle resulta
um saldo de sciscentos e tantoa conloa.
O Sr. Jone Mara(Sao devolveu o seu
discurso).
O Sr. ViMconde de Tabatinira Sr.
presidente, tendo em urna das sessoes passadas pe-
dido explicacoes ao nobre relator da commisso a
respeito do projeeto de emprestimo, ua parte em
que diz que sero 03 juros das apolices emittdas
pagos com o producto desse emprestimo laucado,
o nobre relator expcou se finalmente a seu modo,
dizendo que era muito claro explicar que do pro-
ducto do emprestimo se tirara os juros. Mas como?
Do emprestimo de quinhentos contos se deduziriam
os 35 ou metade dos 35 contos para se pagar os
juros. Logo fieariam quatrocentos e tantos contos
para se'pagar a divida. Eu nao fiquei satisfeito
com isto, porque deduzir me parece que nao pro-
duzir.
0 Sr. Jos MaraApoiado.
O Sr. Visconde de TabatingaO nobre depu-
tado, porm, disse-me que do producto do empres-
timo laucado, que sao quinhentos contos,trinta e cin-
co sao para se pagar esses juros. Nasta circumstan-
cia, Sr. presidente, bem v V. Exc. que fica muito
menos do que se pade, e entio a nobre cemrasso
ver-se-ha obngada a hincar mo de outro3 recur-
sos ou de novo emprestimo.
Venho, portante, pedir novamente ao nc-bre de-
putad) que me d urna explicaco. Se aeha que
este projeeto nao est bem redigido, faca urna
emenda, tornando-o mais claro, para que posaa-
mos coBiprehender o pensamento da nobre com-
misso e votar do modo maia conveniente. Com
preheuda, Sr. presidente, que nao tenho as habili-
tarles necessaras para entrar n'uma questo
finaneeira (Nao apoiados). Mas emfim vou dando
o meu tirosinho, conforme posso. *ejo tambera,
Sr. pr33dente, apresentar-se agora de novo urna
emenda augmentando o emprestimo, isto fica o
emp.estimo augmentado no dobro, em vez da qui-
nhentos contos, mil. Bem razo tinha eu, Sr. presi-
dente, quando censurei o emprestimo de quinhen-
tos contos, porque aeha va insumeiente para se sa-
tisfazer todos os compromissos da provincia: disse
2u entilo que isso serveria sement para tapar-aeam
pequeo buraco e t aproveitaria aoa atilhados,
aquel! es quetvessem padrinhos, porque os outros
(icaria m chuchando no dedo.
Eu creio, Sr. presidente, que por este motivo, o
raeu nobre eollega pelo 6o districto, o Sr. Ratis e
Sdva veio em auxilio deste projeeto de 500 contos,
apreaentando agora urna emenda de mais MO, ato
, duplicando o emprestimo.
O Sr. Prxedes PitangaEu creio que assim
mesmo nao chega.
O Sr. Visconde de Tabating.Eu nao me oppo-
nho a esta emenda, Sr. presidente ; ao contrari j eu
desejo que nossa provincia man-enha o seu crdito,
que 03 seus servidores sejam pagos cm dia para
que nao estejam gemendo as raaos dos seus agio-
tas.
O Sr. Prxedes PitangaDos vinagres.
O Sr. Visconde de TabatingaVejo na porta
do Thesouro esses vinagres, mas eu chamo agio-
tas 03 qua tirara o sangue do seu prximo em
proveito da su* algibeira, porque o empregado
publico quando vai ao Thesouro, dizem logo : eu
nao bato dinheiro e o pobre empregado publico
murena, bota o chapeo na cabeca e se vai embia
e com isto diz familia : eu nao reeebi, o agiota
quer dar tanto, E largase, vai descontar o seu
ordenado perdendo aseim grande parte do mesmo.
Isto o que se d todos os dias.
Eu sou tes:emunha d'isto, porque tenho passado
pelo Thesouro muitas vezes e entro como quem
vai procurar alguma cousa, faco que estou con-
versando, porm, estou ouvindo tudo que diz res-
peito a essa negocio.
Portante, Sr. presidente, eu espero ser satisfeito
pelo relator da commisso na explicaco que peco
com relaciio ao pagamento dos juro3 e esutiuua-
co do pagamento d'esses juros, porque o projeeto
da commisso so diz que os juros das apolices
existentes sao da 450 coutos ou 1660X) e nao
fada nos juros do novo emprestimo.
Sr. presidente, nao sou d'aquelles que diz que a
proviucia nao tem quem lhe fie, eu digo o contrario,
digo que a provincia tem crdito bastante e
quando nao tenha dinheiro e vai pedir emprestado
aeha quem empreste. Se a provincia nao pode
satsfazer seus compromissoa que remedio ha se-
o pedir emprestado?!
Logo pagar, quando o tempo melhorar, quando
desapparecerem os partidos polticos que s tra-
tara de si, e de seus amigos.
Um Sr. DepuradoE quando desapparece ?
O Sr. Visconde ae TabatingaQuando Deus
vier ao mundo.
Concluindo espero que o nobre deputado vira a
tribuna dar-me a explicico que lhe pees.
(Muito bem).
0 Sr. Coeltao de MaraesSr presi-
dente, se bem que nao seja relator da commisso
de orcamento mas sim o meu collega o br. Dr. Go-
mes Prente e achando-see He bastante nomino-
dado, eu deliberei pedir a palavra, para nao s dar
explicaco ao Sr. Visconde de Tabatinga, como
tambem para responder interpellaaio do nobre
deputado o Sr. Jos Maria, e ento tenho a dizer
o seguinte : que com relaco aos juros das apoli-
ces de quo falla o 2* isto que os joros das
apolices emittidas para tal fim, sero pagos pelo
producto do imposto autorisado na mesma lei.
Se bem que nao seja signatario do projeeto, devo
dizer que houve aqu urna lacuna: a lacuna a
seguinte : (le)
Dever-se-hia dizer esses juros. Tendo as emen-
das ainda 2 mezes para a concluso do exercicio
corrente, visto que os juros, a pagar pelo pro-
ducto do imposto, nao seria 35 contos e aun seis
contos.
Um Sr. DeputadoA emissO dentro do exer-
cicio?
O Sr. Coelho de MoraesS!m ; 03 juros de que
falla o projeeto que sero pagos pelo producto do
emprestimo sao os juros d'este exercicio.
Quanto iuterpellaco dirigida pelo nobre de-
putado pelo 2 districto commisso, devo dizer
que loi de accordo com ella, que o nobre deputado
Dr. Ratis apresentou a emenda ao projeeto. A
commisso estava persuadida, quando apresentou
o projeeto, de que a quantia de 500 contos era sufi-
ciente para a liquidaco do exercicio, tanto mais
havendo ainda doua mezes, durante 03 quaes po-
der-se-hia fazer boa arrecadaco, que alias o ins-
pector do Consulado alfiancou-nos que seria me-
lhor a arrecadaco, esperavamos, portante, que
c im a arrecadaco do corrente exercicio se podesse
liquidar a divida, porm, como nao tem acontecido
o que se esperava, foi a razo porque a commisso
de accordo com o Dr. Ratio est na resolnco de
aceitar a emenda.
Portento, pode fiear sabendo o nobre deputado
que foi de accordo com a commisso de orcamento
que a emenda foi apresentada.
O Sr. Ferreira Jacobina(Nao devol-
veu o seu discurso).
E' lida, apoiada e entra conjunctamente em ds-
cusso com o projeeto a seguinte emenda :
N. 2.No paragrapho nico depois das palavras
sero pagas, no corrente exercicioe;'o mais
como se aeha uo artigo.Gomes Prente.Augus-
to do Moraes.
O Sr. (laman PacentCrcio, Sr. presi-
denta, que esa a emenda que acaba de aer lida,
aatiafaco a exigencia d nobre deputado que me
precedeu na tribuna. Effectivam-nte, como dase
o meu collega compunheiro de commisso, houve
na redaeco de3te projeeto urna oinisso, que se
trata agora "e corrgir.
Pareceu ;coinmisso que era possivel que o
projeeto em dscusso passasse logo e fosse execu
todo no corrente exercicio. Nao tendo o orcamento
do anno passado cogitado da despeza resultante
dos juros do emprestimo, era preciso providenciar
a esse respeito, e por isso o projeeto diz que os
juros sero pigos peio producto do mesmo erapros-
timo. Desde, porm, que isto nao tiver lugar, fica
sera razo de ser o paragrapho nico do projeeto.
Mas para tirar toda a dnvida. a commisso apre-
senta urna emenda, pela qual fica explicado o pen-
samento que leve, quando caafeceionou o presente
projicto.
Nao posso demorar-me na tribuna, mas devo di-
zar ao nobre deputado qua aceito a emenda do
meu Ilustre amigo pelo 6o districto, como medida
de confianca poltica.
Um Sr. Deputado E de necessidada publica
11 j '?
O Sr. Costa RibeiroV. Exc. assim obriga nos
a votar contra a emenda.
O Sr. Gomes Prente Oa nobres deputados po-
dem votar como entenderem, mas deem-me licenca
para eu externar o meujuizo. Voto pela emenda
do nobre deputado pelo 6J districto, como medida
de confianca poltica. Vs. Exc. podem apreciar a
situacio por um modo diverso ; podem entender
que efectivamente ha uecessidade dessa empres-
timo de mil contos de ris : podem entender
mesmo que o crdito da provincia fica compromet-
tido, se por ventura nao for esse emprestimo de-
cretado.
Eu, porm, pela minha parte e de accordo com
o que j disse, aceito a emenda e voto por elal se-
ment como medida de confianca p litica.
O Sr. Jos MariaE como que o nobre depu-
tado dizia que no ornamento nao entrava poltica ?
O Sr. Cromes PrenteD licenca. Eu j disse
que os nobres deputados podiam considerar a ques-
to finunceira da provincia por modo diverso da-
quelle que eu emendo que deve ser apreciada.
O Sr. Costa RibeiroParece que V. Exc. assim
quer crear difficuldades adminstraco
O Sr. Gomes PrenteNao crea nisso; a ad
ministiaco da provincia conta com 'o meu epoio
sincero, e agora mesmo estou dando a mais solem-
ne demonstraco.
O nobre deputado pode votar pelo augmento do
emprestimo, se entender que as necessidades da
provincia assim o exigem ; eu, porm, voto por
elle porque a adminstraco da provincia entende
que elle neeessario para pagar as despezas vo-
tadas o anno passado.
O Sr. Jos MariaMas na 1" discusso V. Exc.
disse que nao era neeessario.
O Sr. Gomes P*renteEu nao posso demorar-
me na tribuna, porque estou realmente doente, por
isso nao me possivel dar maiir desenvolvimento
a esta questo. Eu disse na 1* dscusso que tal-
vez nao fosse sufticiente o emprestimo de 500 con-
tos de ris para satisfazlo de todos os compromis-
sos da provincia, creados na lei do orcamento cor-
rente, e que s pedia este emprestimo para paga-
mento da divida fluctuante, appellando para a ar-
recadaco do 2* semestre do anno financeiro, que
promettia ser mais favoravel que a do Io.
Xessas condieoes pareca prudente nao auto
risar um emprestimo superior aa necessidades pu-
blicas e urgentes, e por isso a commisso fez a
proposta para um emprestimo de 500 contos.
Mas oa nobrea deputados que, talvez mais do que
cu conhecem da3 necessidades da provincia, tem
reconhecdo que esse emprestimo nsulficiente
para liquidado do exercicio ; e j me; vou con-
vencendo que tem razo.
Com effeito, Sr. pre3ideiite, parees que"son vic-
tima de umi lluso quando supponho que a arre-
cadaco do 2o semestre attinja a quantia muito su-
perior a do primeiro ; nao se deve contar com um
excesso suficiente pa a liquidar o exercicio, e pagar
as despezas decretad s na lei orcamau.iria.
Nestas circumstancias a administaco da pro-
vincia jnlgando conveniente que se liquide o exer-
cicio corrente, e nao havendo outro recurso para
isso seno o do emprestimo, eu ace r > 1 emenda
do nobre deputado pe 1 6 districto.
Un Sr. DeputadoTem certeza de que che-
gara 03 u il contos ?
O Sr. Gomes PrenteComo posso ter essa
certeza se anda faltam dous mazes para comple-
tar o segundo semestre 1
O projeeto auterisa o emprestimo fixando o m-
ximo de 1,000 contos ; vi V. Exc. que fica ao
arbitrio do presidente da provincia...
O Sr. Visconde de TabatingaIsso peri-
goso.
O Sr. Gomes PrentePerigoso em que ?
O arbitrio consiste em nao exceder o emprestimo
da quantia fixada : se a arrecadaco do exercicio
for tal que a adminstraco nao precise de toda
a mportauc 1 do emprestimo nao usar da autori-
saco que lhe dada !
Nao se toma dinheiro a juros para tel-o no co-
fre ; lanea-se mo desse recurso extremo para as
grandes urgencias.
Assim, pos, o emprestimo ser de 1,C0 contos;
mas uo exceder disto, podendo entretanto ser
menor conforme as necessidades.
Eu creio que tenho satisfeito ao nobre deputa-
do ; expliquei o meu voto com relaco a emenda
que eleva o empr- stirao a 1,000 contos, sentindo
muito se nao se satisfez.
Vem a musa, lida, apoiada e posta con-
junctamente em dscusso com o projeeto a se-
guinte emenda :
N. 3. Que o producto do presente emprestimo
seja nicamente applicado s dividas de venci-
mentos c servicos prestados.Ferreira Jacobina.
Visconde de Tabatinga.
O Sr. Prxedes Pilanga-Eu nao to-
mara a palavra na presente questo, no projeeto
pelo qual eu voto, se elle estvesse claramente
elucidado e explicado por parte da commisso.
A commisso, a competente para conhecer do
estado das firiancas do thesouro, vem a esta casa a
pede a impirtanca de 500 contos para pagamen-
to das dividas do exercicio corrente, deduzidos os
juros necesarios para pagamento do valor das apa-
tices qae vai ser emittidas.
A commisso pensa mesmo que esta quantia
ser por demais, quando auterisa o presidente a
emittir at aquella.quantia ; mas posteriormente,
sem o nobre depatado pelo 6" districto dizer :
quinhentos contos sao insutficientes para sobre a
debito do thesouro no corrate exercicio. Veja-
mos se S. Exe. trouxe casa o primeiro esclare-
cimento, a justificativa da sua emenda ; por parte
de quem parti a noticia da insuficiencia da ver-
ba paro solver o debite do exercicio.
Por parte do thesouro f m algum officio qae
vissse a casa T Nao, porque nao consta qae
digno inspector do thesouro, tendo noticia de qae
K


I mim \


"f
Diaria de lYrnambueoSexta-feira 7 de Maio de 1886


M tratava dti discutir um projecto, que autorisava
valor neceasario pera solver o debito do ezercieio
correte, viesas u. casa diaer tato. 8. Exe. no
faz parte da commaio de oraamento provincial,
liem to pouco da commissao de rendas proyin-
ciaes, que ti vase em nome deltas traaido explica-
c5es a esta tasa depois do exameque tivesae pro-
cedido no thesouro. Como, pois, vem S. Exe. em
um documento competente e valias, trazer urna
emenda a esta casa, elevando o crdito a mil con-
tos, emenda que para a commisaao, nao estando
demonstrada, aceita como materia de confanca
poltica ?
Pois, senhores, quando se trata de velar, de
pagar a quea se deva, se pede valor somonte por
eoujectura e a commissao emeampa como mate-
as de confianca poltica a emenda apresentada ?
N3o : mo veio pedido do thesouro, dizendo que o
projecto era insuficiente ; o autor d. emenda nao
representa a commissao de rendas proviuciaes, que
dando coota do estado do thesouro, dizia : eu
venbo, como memoro da commissao de rendas,
dizer que o projecto as satisfaz.
C an que titulo se apresenta o a itor da emen
da cbainaudo a paternidade do projecto, refor-
mando, sem que venha dizer casa : as bases sao
estas *
Pois, nos podemos aceitar um projecto a presen-
tado pela commissao de ornamento que at sup
poe, pelos dados que tem, excede talvez a sua es-
pectatwa, porque ella nao autorisa o quantum for-
jadamente ? Se a commissao que fez seas estu-
dos, que tem seus dados ornamntanos, condece
a probabilidade de ser talvez dispeusavcl tal
quantia para solver o debito, como vem o nobre
deputado pelo 6 districto elevar estes 5O0:0O0J
a mil, sem que traga as credenciaes do Thesouro
em que diga : o projecto nao satisfaz ? 1
Urna voz da bancada liberalTalvez traga ou-
tras.
O Sr. Prxedes PitangaNao consta que a es-
ta casa viesse um pedidj partido do Thesouro di-
zendo que o projecto nao satisfazla.
(Ha um aparte.)
Quando o projecto foi apresentaio ja estara
distribuido o relatorio do Inspector do Thesouro,
j B commissao tinha conhecimento de que o The-
souro dizia que naturalmente fechara o seu exer
Cicio com uro defiel na importancia de tantos con
tos e dizia o inspector : nao tendo produzido a
arrecadaco no primeiro semestre do imposto de
gyro seno a quantia de 70contos, em vez de 7o I
contos, ser proravel que continuando a mesma
renda, o segundo semestre teoha a mesina falta e
tenhamos de eucerral-j com um debito de tantos
contos.
Mas a commissao, cautelosa como entenden-
do-se com a reparticio arrxaladora e sabeudo
que o moviineuto da arruadatai vai produzindo
nao a [uillo que se tinha presumido no re ttoric,
mas quillo que devia produzir em relavo ao or-
eado, entendeu, e milito bem, que 500:000* era
3uantia sufficiente para garantir o pagamento das
ividas que entao exstam.
Logo pergunto eu : depois d'isto quaes forain as
Credenciaes que autorisaram ao nobre depatado
pelo 5" districto a apresentar-se como padrinho
da creauca, obrigando a commissao a fazer ir. ile-
ria de confianza poltica a favor de sua emenda ?
Se a emenda partase da commissa? de orcamento,
eu a aceitara i/i tintine, porque ella competente
pira eonhcer o estado nnanesiro do Thesouro ;
mas o nobie deputado peto 6* districto, apresen-
tando-to nesta casa sem credenciaes c rindo pe-
dir um augmento de crdito, vem tirar a autono-
ma da commi
Portan!) ea espero qae o nobra deputado pelo
6o districto. que levantoa a qnestfto da en.
venha diz >r i porque o fez, em rista de que faeto
e deaae tar-ss ucsta Assem-
bli pedia lo o do'oro do qne pedio a eoomiasi>,
quem compete conhjeer melhr o estado da pro-
vinci;.
Portante, voto pelo projecto, aguardando que ->
pobre deputado pelo 6o districto vcnhi a tribuna
dar explicac.-.
O Sr. Rali c ilvttSostente por ter si-
do provocado pelo nobre deputado que acaba de
sentar-se yenho tribuna para lhe dar lgeiras
expliacGes.
Aut a de. me en. i.le c >m a nobre commisslo
de orcamento eu j tinha idea Je en i minute r es-
ta emend i. p ir | s vi que nSo era possiveJ com o
emp: ..... i satisfizo os coiproini3-
so :'. que provincia esteva obligada neste exe:-
cic: >.
O S.-. Praxe lea PitangaMas como vio V. Exe ?
O Sr. R itis e SilvaVi pelo raciocini) que fiz
em vista dos bataneas e e;n tace do dficit e en-
teudi que nao eram os .JOiOOO*" pedidos quantia
alucente p ira natisfaser os eo-nproinissos da pro-
vincia doran! i eate ex ireici >.
lo depois occaso de communicar este miu
p asa a '.ito a nobre commissao, ella aooiou a m-
uha idea e tntio me disso que nao tinha pensado
bem quando tinha pedido os 500:000 de empres-
timo, mesaso porque ease projecto tinha sido for-
mulado muito anteriormente ao projecto de arca-
meuto, de oojoestudo eonbecen a eomaisaSo ana
'. i pone i para o empreiaBO.
Eis ezplic i.ia raalo porque mandei a emen) i
ae* [e p rqu I a commissao a aceitou.
V ai meen, udo, apado e entra conjuncta-
men eso o oegninte reqnerintrato, qao
deixa de ser rotado por falta do numero :
Itequeiro o adiamanto da discussao por 24
hars.Lourenco itra em Ia d e fica adiado o projecto
n. 4-' di ate anno.
' i Sr. presidente nomeia para a co i.niisao de
Ofnuaento o Sr. Vise .i 11 de Tabatinga e levanta
ase .-aando i aegainte rdea do da:
1" parte : Ia uiscussao do projecto n. 43 e 2' d)
de a. 27, ambos deste ann 2a parte : 1' discus-
eao donprojectosna. 90, 9 tolos tamben
dos de na. 50 de 1881 e 20 de
1881: 8* do >e n. 53 de 1885 ; discussao dos pa-
receres adiados da commissao de petiedea sobre
as de Alfrei Best Trigman e Jos Augusto Alva-
res de Carvalho e contmuacao da antecedente.
^---------------
Outra de Cardoso & Irmao requerendo a exa-. N'um grao nais arancado a mistura de gaz de
cacib da le n. 1,795 de 1882. A' commissao de .Uuminacao nata determinado ambiente pode pro-
legislaoao.
Um abaixo assignados de moradores na Baixa-
Verde da freguezia da Qraca, requerendo a collo-
ca^o de dou i lampeoes na estrada d'aquelle no-
me.A' commuso de ornamento provincial.
O Sr. presidente nomeou os Srs. Soares de Amo-
rn e Gomes Prente para irem entender-ae coa
urna commissao do Instituto Archeologico e Geo-
graphico Pernambucano, que estara na ante sala
e em seguida disaolveu a reunio.
Promotor publico. Por acto da Presi
dencia da proviuca, de 30 de Abril fiud i, foi ex
onerado, seu pedido, do cargo de promotor pu-
blico da comarca de Bom Conaelho, o baeharel
Graciano Xivier Carnero da Cunha.
Inilrucriio publica. Por actos da mes-
ma Presidencia de igual data :
Foi concedida a gratificacao por mais de 25 an-
uos deexercicio, deque trata o art 116 do regula-
mento de 6 de Fevereiro de 1885, ao professor da
Boa-Viagem, Jeaquim Manoel de Oliveira e Silva.
Foi supprimida a cadeira de ensiuo primario de
S. Gonzalo de Ouricury, de accordo com o art. 215
do citado regulamento.
. Tribunal do Jury do Becire Neste
tribunal foi hontem submettido julgamento o
reo Rodolpho Jos Manoel da liosa, pronunciado
no art. 207 do coi. crim.
Teve o r> por adregado o Sr. Barao de Naza-
reth, e foi absolvido.
Em seguida faijulgado o reo Joaquim Jos
Tavares, pronunciado no art. 257 do dito cod.
Foi patrono da causa o Sr. Dr. Adelino Anto-
nio de Luna Freir Jnior, sendo dito reo con-
de ainado 2 mezes e 10 das de prisao e multa de
5 por cento do valor furtado.
Canso de lllleratura comparada
O Sr. Dr. Tobas Barrcto, lente da Faculdade de
Dreito, abri, no 1* andar do predio n. 50 da ra
uque deCaxias, um cuisode litteratura compa-
rada, o qual funciona as quartas e sextas-feiras,
s 0 horas da tarde.
Carne verde* ltimamente temos ou-
vido repetidas queixas coucra os precos de reta-
Iho das carnes verdes e contra a falta do genero no
mercado.
Oizem os nossos informantes os queixosos,
que, de certa hora em diaute, nao tmais se encon
traii. veuda carnes verdes, parecendo isto deno-
tar que os contractantes 'desse fornecimento no
abat .'in o numero de rezes fixado no seu contrato ;
e que da pouca que se acha a veuda, antes da in-
dicada hora, rara a que se retalli i ao preco de
400 res por kilo, prego fixado do mesmo contracto
para o periodo de invern, que comeca no 1 de
Mai o.
Se assm, como nos dizem, e o faeto das repe-
tidas queixas parece deuotar e confirmar, poe isto
em evidencia a falta de exaccao no cumprimento
do dever que incumbe Cmara Municipal do Re-
cfe le tiscalisar a execucao do alludido contracto.
Este creou penas para os abusos, e tornar essas
penas urna realidade obrigacao restricta da edi -
lidade, semprc que o caso pedir o rigor.
Abundancia do genero no mercado e precos ao
alcance de todas as bolsas, foram as ideas gera-
uor.n do contracto. E', pois, da mais alta conve-
niencia publica do municipio que a eiilidade exija
que essis lias sejam respeitadas.
Vai nisso o interesa.: immediato da populacilo,
visto entender o assumptocom a hygieue alimen-
tar.
Evpnncamento Das 8 pata as 9 horas
da uoite de 1 do corrente, em Limoeiro, estava no
aeOQgne con mu resto de carne verde, Antonio
Franelas da Cunha, quando por um individuo des-
0 ni :ido foi esbordoado.
U eriminoso, que era um ladrao, ev*dio-se e
deixoa na ra 15 kilos de carue e quatro cuias
de f .rinh.i. em razao do ser perseguido pelo el i-
mor publico.
Boa quantiaDa officina de cabdleireiro d j
Sr. Josi Carnero da Silva, travessa do Vicario
duzir at a asphyxia.
Bonnaau refere que por ter ae rompido nm tubo
de gas, este se dispersou n'um quarto, oeoapado
por duas pessoas, urna das quaes morrea ; e on-
cati tambem lembra qne na clnica obstreetica de
Zarigo (I8d7) morreu urna mulher grvida por in-
oxieacaa de gas : e em 1859 h >uve ontras duas,
fia intexicaeoes, iiem xito lethal para as ma-
lheres aspbycticiis porm, urna dellae, depois de
ter apresentado symptomas gravissimos de into-
xicacSo abortn, f o feto (de 8 mezes) apresenton
signaos evidentes de asphyxia ; de sorte quo a
sua morte foi attribuida falta de oxigeneo porque
o sangue materno estava sebrecarregado d.; gaz
irrespiravel.
Por ultimo ha a considerar qua a illuiaiaaeso
gaz tende a elevar rapidammte temperatura
do ambiente. Briquet expermentou que um bioo
que consom 138 litros do gaz por hora tinha
emittido urna quantidide de calor sufficiente para
elevar 155 metros cbicos de ar do 0 a 100.
A tudo isto se accresccnta que a chamal* pro
duzida pelo gaz frequentemenie vacillante,
quasi sempre desigual, muitas vases excessiva.
Isto nao obsta entretanto que nao se couhea
a grande utilidade que a illumiuacao gaa prerta
s raparticoes publuas, anda superior elctrica
de que hoje se faz grande uso para os trab-ilhos
pblicos e qae parece apreseutar iacoutestaveis
vautagena, pois que nao altera ar com productos
de combusto e nem eleva a temperatura, embora
encoutru oppoBc), tenha a accao rica dos raios
luminosos sobra o centro do olho que se torna anda
mais perniciosa do que a dos ratos calorferos.
Graude numero de operarios, empregados nos
trabalhos nocturnos, perderam a vista em conse-
queucia du-isa illuminacio profundamente per-
gosa.
Em conclusa.) os meios de Uuminacao artificial,
da que dispomos antualmente, em f ace das exi-
gencias da hygiene da vista, estao longe de che-
gar ao desidertum
E conven^amo-nos, com o grande Lavoisier, de
que o principio ao qual deve visar urna boa illu-
miuaeo fundado sobre o emprego de um gran-
de numero de fontes luminosas a urna grande su-
perficie Iluminante, mas de moderada intensida-
de, com o fin d i ver Iluminados todos os objec-
tos, e a vista nao se fatigar as rpidas passa-
gens entre a luz e a sombra ; o que alias nao se
obter senao com a luz solar, a qual alm disso 6
com frequencia avaramente distribuida, sobre-
todo nos gabinetes de estado e uss salas de tra
balho, nos caminhos estreitos e nos populosos
quarteiroes das cidades.
Estamos, pois, no caso de po^er repetir a apos-
trophe de Diogeue.i Alexandre, que lhe privava
com a sua pessoa a vista do sol: Nao me tiris o
qae nao me podis dar... Aquella fonte de vida
que fez exclamar ao immortal Goethe expiran do :
j'cZ.' ... mehr Lieth... Luz... Luz '....
Leude*. Eflectuar-se-hao :
Hoje :
rador n. 1G, de dividas.
Pelo agente Brilo, s 11 horas, na ra do Impe-
Peo agente Modesto aptisla, s 11 horas, no
largo da alandega, de 132 barricas com i'.iriilia
de trigo.
PeZo agente Gasmao, s 11 hora3, na ra do
Bom Jess n. 49, de loucas, \idros, licores, etc.
Pelo agente Alfredo Gaimares, a 11 horas, aa
ra do Bom Jess n. 45, da armaco para chapaos
de sol.
Amanha :
Pelo agente Mar<"ns, s 11 horas, na ra do
Rosario n. 16, da armacao c utencs de leja de
cigarros ah existentes.
Ml*wiiN fnebresSerio celebradas:
Hoje :
A's 9 horas, as matrizes de Bom Jardirn e Al-
tinln, p*r alma de Jos de Aloura Vasconcellos ;
s 8 horas, em S. F-ancisco, por alma de Fran-
cisca Brasilina Lima do Amaral; s 7 1/2 horas.
Tenorioa. 1, desapparec.-u, diz elle, da notie de n0 Escrito Santo por alma de Antonio Jos Lo
Medico*
Consultorio medico rlrurglro do Br.
Pedro de Attabydo Lobo Nmcuo fi
raa da loria n. SO.
O doutor Moscozo da consultas todos os
dias uteis, das 7 s 10 horas da manha'
Este consultorio offerece a commodida
de de poder cada doente ser ouvido e exa
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia a 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscoio encontrado no torreo pra
oa da Commercio, onde funcciona a ias
poonlo de anudo do porto. Para qualqaer
d'nse dous pontos poderlo ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas
Dr. Miguel Themudo mudou sea consul-
torio medico e residencia para a ra Nova
a. 1, 1. andar, ondo d consultas das 12
8oras s 3 da tarde e recebe cahmados a
ualqaer hora. Espeoialidades partos to-
ara, svphilis e molestias do pulmao e co-
ja cao.
O Dr. Arthur Imbassahy, medieo oceu-
lista, recentemente chegado, esta cidade,
d consultas todos os dias, das 8 s 10
horas da maDhS, sendo gratis aos pobres.
no 1. andar do predio n. 53 da ra da Im-
peratriz.
Dr. Brrelo Sampaio d consultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Baro da
Victoria n. 45, 2. andar, residoncia ra
lo Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O bachard Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. ao lar.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega-se de questoes
as comarcas prximas as linhas ferras.
Dr. Oliveira Escorel. 2. promotor pu
blico, tem seu escriptorio de advogacia da
ua Primeiro de Margo n. 2.
Drogara
Francisco Manoel da Silva & C, depo-
sitarios de todas as especialidades pharms
ceutioas, tintas, drogas, productos chimico
e medicamentos horaceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Faria, obrinho & C, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Olind n. 41.
Herrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapino
de Francisco dos antos Maedo. caes de
Oapibaribe n. 28. N'este grande cst ab e
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
noro, corapra-se e vende-se madeiras de
todas i qualidades,, serra-se madeiras de
oonla alheia, assim como se preparam obra'
de carapira por machina o por precos sen:
competencia.
Londen &
Capital
BiMzillan UaakLi
mited
do Banco 1.000:000
do pago 500:000
Firi reserva 2 >0:000
BAI. \Mji DA CV1XA FILIAL EM PBESAMBDCO,
EU 30 DE ADKIL PE 1886
Activo
contadas
'er
Em]irestimos, coutas correntes e
enffu
Garantas por c-ontas correutes e
diversos vaks 366:038 I
Caixa em moeda corrente 1,110:051GU
6,539:481*390
Passivo
Em contiv corrente 1,171:470*300
Fixoe por aviso 1,946:848*670 3,118:318o770
Garant p ir contas correntes e
diversos valore 1^34:418*210
Diversas contas 1,884:7-1'.
2:(XXJ000
212:0495410
1,256:318*370
3,69G:0288o0
. para a qaarta-feira, a quantia de 9Uo, a
qual estava em um i escrivauiiha de m idjir.i.
A polieia tosaoo conhecirneuto da declarapao.
(l-uiii tes :
Di Contraria do B>m Jess da Via-Sacra, no
consistorio da Santa Cruz, a 6 horas da tarde,
Begonias, urgentes.
Djs Artistas M-chaniecs e Liberaos, em assein-
b!t geril, s horas da tarde, para os fins
eonuaoaa.
Amanha hi s^s si'gnintcs:
Da Cuuciliafi'u, s 7 horas da noite, na respee
tiva ble ra do Cabug; para posse dos novos
fnnerionarioa.
pps Braga ; ;is 7 b ira3 nr<3 Martyrioa, pur alma
do Monsenhor Jos Joaquim Camello de Andra-
de; as S horas, na Ordem 3" de S. Franeisce, por
alm-i de D. Francisca B. Lima do Amaral.
Amanha :
A's 7 1/2 horas, no Espirito Santo, por alma de
Antonio Jos Lopes Braga; s 7 1/2 horas, ua
matriz da Boa-Vista, por alma de Joo Adriauo
.1.: Mello Dutri; s 7 horas, na matriz da Boa-
Vista, por alma de D. Antonia Correia de Mell-i:
s 7 li >ras, ni Couceicao dos Militares, por alma
do inajor Jou Tburcio Pereira de Magalhaes.
Segunda-feira :
A'a 7 horas, na Conceicao dos Militares, por
! alma do major Jos Tburcio Pereira de Maga-
Da B.-nuficeuto Coucliacao, s 7 heras da noi- '
te, ua su* respeetiva tele ra da mperatriz,
par;. posM djs uovos funceioaari'js.
Conwulado Provincial Termina hoje
neata repartieo o pagamento, l'vre de multa, do
imposte de 3 /o sibre o gyro commercial dos esta
belecimentos a retalho : sendo de amauha em
di inte etteetuada a cobrauca cjiu a multa de
10 Vr
Dinbeira 0 paquete Ciar lev-ou para :
Alagoas |) J000
Hio de Janeiro
Pa-
6^39:484
.. & O.
laio de 188G.
W. /. // ," manager.
il',/i. lili, accouutant.
KEViSTA lUARli
*.*! nl<;i ?roTincial Naohouvehon-
iem e -to por terem comparecido apcnaS 19 Srs.
ados.
A renniao foi presidida pelo Exm. Sr. Dr. J^s
Barros Wanderley.
O Sf. 1- secretario procedeu letura do se
guinte expediente :
Um oflicio do Sr. deputado, Bevd. vigaiio Au-
gusto Frank o Moreira da Silva, commuuicaudo
que, per alguna dias, se retira desta cidade.lu-
teirada.
Ontra do Sr. deputado Dr. Pedro Gaudiano de
Rat:s e Silva communicando nao poder compare-
cer sessao por estar docnte. lat.'irada.
Outra da Associacao GscOBereial Agrcola ora-
mnnicando haver sido eleita a sua directora para
o anno de 188* a 1887.- Inieirada.
Urna peticio de Arthur ctaviano da Silva Ra-
aos, alumno meatre titulado pela Escala Normal,
requerendo o restabeleeioiento'do ensino primario
da cadeira do sexo masculino da praia do Jang.
A" commissao de iuatruoco pubi.
Outra de Antonio de Mello Vercoaa, requeren-
do c inaignacio da verba de 965*140 que lhe deve
de costas a Cmara Municipal da Victoria. A'
commiss'io^d.: orcamento municipal.
Iinjireuaa fraoce/a. Recebemos d
ris as se_'.iintes fjlhas que a.li se pulilicam :
N. li, de 15 de Abril, do Le Brasil, com
este buaunario: L'EineuteOsear de Araujj. -
Tlgrantmea.Echos da partout.X >:es sur Pa-
rs Charles Mainard. Revue de la presse
Louis Lavergne.M. Bnxeley et le PomtrvissM
Osear de Ara'uj i.Pars vol d'oiseauAudricn
Desprez. Les Victimes BourreauxJ. M. .11 Ma-
sado. Courrier d'Amrique : Brsil ; Nouvelles
des provinces (Rio de Janeiro, Peroambuco, Ba-
ha, Saint-Psul, i-aran, Rio Grande du Sud);
Bolivie ; Guatemala ; Paraguay ; Rpublique Ar-
gn tine.Bioli graphie. Mouvemente diploma
tique.Variets scientifiques -Ladislao Netto.
Revue finaucireJ. Gaf.Revue commerciale
D. Noel. Spectaclcs ot coneertsCadet Roussel.
Mouvemeut maritime.Maisons recommandes.
Annoncts, etc.
N. 91, de 15 de Abril, di Recite Sud-Ame-
ric'nc, c m o segninte sumioario :
De l'migration italienne au Rio de la Plata, par
L. Guilaine. Hro Uruguay, par P. Antonini y
bies. M. de Lesseps et le canal de Panam, par
L. Guilaine. Faux patriotisme. La Rpublique
Argentiue juge par le Brsil Ot les Etats-Uois
La Rpublique du Chili, sa sitoation, d'aprs les
statiatiques de lo85, par L. Guilaine.Le terri-
toire contest entre la Franee et le Brsil.Voya-
e de Mapa Macapa, par II.-un Coudrcau.
Courrier d'Amrique. Revue eonomique.Re-
vue fiuaueire. Emigration transatlantique.
Circulaire du gouvernement fraucais. A vis et
information3 aux migrauts. Bibliogra.phie.
Arts, sciences et faits divers.Avis et communi-
caiio:.s.Mouvement maritime.Aun >nces.
A illuminaeo publicaPerante a il-
lurjinaca pjr gaz coinbustivel varias sao as con-
sideracoes que orl'erecem prulencia do iLedico.
A il uminacao a gaz, commumente dita, apresenta
composicaj muito complexa. Os seas princi-
pios esseuciaes sao : o hydrogeueo, acido carb-
nico e vapor aquoso. Para quo o gaz illumi'mnte
Ao torne se nocivo saude publica convm que o
sen systema de conduecao nos tobes seja assi
garantido, atim de que pao tuja, dispersando-s"
non cann is de esgoto ou das aguas e nis habita
(vi- visto como se calcula o sua velocidade em 26
inetres por segundo, e sob a pressao d 47 milli-
metros a'agu.
Multas vezes, diz Moracho (tratado de hy-
gnne militar) s? produzem fugas nos pontos de
un o dos tubos ; o gaz impregna o solo ambiente,
e. se a fuga consideravel, a ana acvo se esteu
de por um raio de muitos metros. Basta o mille-
sinio do gaz no ar ambiente para sentir-so o ebeiro
molesto de sulfureto de carbono.
A combusto do gaz, que sahe de um orificio
adaptado, est longe de ser completa : deposita-se
carbono, e se desprende acido sulghurico, suifu-
reto de carbonno, acido sulphydnco, ammoniaco,
etc., d'ah o cheiro caracterstico das salas iilunn-
nalas gaz.
A grande propircito de ar reclamada pela sua
co: ibusto, e a quautidade dos productos emana-
do:, torna no mesmo instante a atbinosphera am-
biente irrespiravel, se nao se suppre com venta-
lis r.Vi continua.
A ulucinaco gaz, til, posto que sujeita
pengos, principalmente pela fcil ii II iiuaco para
as irtes e os edificios pblicos, para as oseadas
o i as passxg n privadas ; imprudenc a ad iptal-a
uof. quartos para ealudo, e duinnosissima para os
de dormida.
A conservacao em urna atbinosphera semelhante
predas dyspnea, j pela accao dos principios irri-
tar tea, a mais amda pela alterad hematoae, como
ae tem tido occasiao de observar n'is operarios qne
s i obrrgadoa a dormir em lugares Iluminados i
gas.
.1 Iha
OperacoeN cirursicaForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 6 do corrente,
quintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Esvasiamencj do osso tibia pelo proliptor de
Pean, reclamada por neeroio do ossj.
Pelo Dr. Berardo :
Puplla artificial reclamada por maacha da cor-
nea.
Cioferfa da provincia.Quinta-feira, 13
4-000'M) ': ^laio, se oxtrai ir a lotera n. 53, em bene-
ficio da greja de Jatob.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicao dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as esoherus, arrumadas cm ordem num-
rica apreciuco do publico.
boleria lo ttio .Y 3' parte da lotera n.
196, do novo plauo, do premio de 100:000*000,
ser extrahda no dia do corrente.
Os bilhetes ach im-se venda ua Casa da For-
tuna ra Primeiro de Mareo.
Tambem achain-se veuda na praca da Inde-
cia ns. 37 e 39.
lioteria de Macelo de 300:OOa$000
A 7' parte da 12a lotera, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahda
iropreterivelmente no dia 11 de Maio s 11 horas
da manh.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
depeudcaeia ns. 37 e 39.
botera extraordinaria ao Ypl-
rangaO 4o e ultimo sorteio das 4a e 5a series
desta importante lotera, cujo .naior premio de
150:0O0OO0, ser extrahida a 12 de Juuho prxi-
mo.
Acham-se exposto a venda os restos des bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marej
n. 23.
Lotera da corteA 3a parte da 363 lo-
tera dacorre, cujo premio grande de 100:000*,
ser extrahida no dia 8 de Maio.
Os bilhetes acham-se veuda na Casa Felia,
praca da Independencia 113. 37 e 39.
Tambem se acham vendana Casa da Fortuna,
ra Primeiro de Marco n. 23.
Haladouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 79 rezes para o consu-
mo do dia 6 de Maio
Mercado Municipal de H. Jos.0
movimento desto Mercado no dia 6 do cr-
lente, foi o seguinte:
Entraram :
24 bois pesando 3.482 kilos.
PIBLICACflES A PEDIDO
921 kilos de pcite a 20 res 18J420
31 cargas de arinha a 200 ris 6*200
16 ditas de ruetus diversas a 300
ris 4800
21 t'iboloirop a 200 ris
15 suinos a 200 ris 3*000
Foram occuoados:
21 columnas a 600 res 18^600
23 compartimentos do faiinha a
500 ris 14*000
21 compartimentos de comidas a
500 ru 10*600
68 ditos de legumes a 400 ris 27*2. 0
17 compartimentos de suino a 700
ris 11*900
12 ditos de fressaras a 600 ris 7*200
2 talhos a 500 ris 1*000
10 ditos de ditos a 2* 20*000
54 talhos de carne verde al* 54*000
Deve ter sido arrecaiada neste dia
a quantia de 195*020
Debi:os dos dias 25 de Mar90 a 6 do
corrente, recebidos lg600
1 206*620
dem at C do corrente 2J400
Foi arrecadado liquido no da 6 do
corrente 201*220
Precos do da:
Carne verde a 480 e 40.) is o kilf.
Suinos a 560 800 rea dem.
Carnero a 600 e 1*000 ris dem.
Fanuua de 3 M a 60 ( ris a cuia
Milbo de 320 a 440 rea idem.
FanfUrde 800a 1*280 ris idem.
A Provincia de 4 de Marco, sob a ep-
grapbe Crimese Crimes ealurnniou hor-
rivelinento ao pr 'stiuiao chefe do partido
conservador do Taiarat, << tenent-joronel
Francisco Cavbante, attribuindo-lhe a au-
tora de criincs, que elle nunca cominetteu.
Basta 1er a especio de prologo ou corn-
mentario da redaegao acerca da carta, que
se transorove era seguida, para se poder
avaliar do quanto sao capazes adversarios,
quo 30 deixaua eegar pela paixSo partida-
ria.
Seui procurar examinar d'onde partiaru
to graves aceusajo -s, o orgo do partido
liberal langa se desabridamente sobra o de-
dicado chefe conservador d'aquella co-
marca, imputan.lo-lhc a autora de factos
criminosos, aos quaes elle inteiramento
extranlio.
Antes, porm, de tornarmos patentes as
inexactidoes dos. factos narrados p-^lo cor
respoadentc do orgilo liberal, convm Jan-
gar urna ligeira vista retrospectiva para o
citado anormal e anarcliico, e n qne se
acbou a comarca de Tacarat aoa a as-
cengao Jo partido liberal em 1878.
No anno de 1380, det'rrivei recordara-.
para a comarca de Tacarat, esta infeliz
comarca foi o theatro das mais terrtveis
scenas de canibalismo!
Os chefes liberae3 com um numeroso
grupo de mais de duzentos cabras arma-
dos, entre os quaes notavam-se os mais
famosos assassinos do alto sertao, iniciaram
atroz perseguigao contra o tenente-coronel
Cavbante, seus filhos e amigos polticos.
No iutuito de evitar urna lucta sangren-
ta, o quo poderia ter consoquencias fa-
taes, o tenente-coronel retirou-se da villa
e recolbeu-e sut faznda, onde espera-
va poder entregar se vida laboriosa e pa-
cifica de agricultor ; mas os sous gratuitos
inimigos polticos tinbam Ibe jurado guer-
ra de exterminio e nao podiara consentir
que ello estvesse tranquill-o. Acompa-
nbados de numeroso grupo do homens ar-
mados, os chefes liberaes eacaminliam se
pira a fazenda do tenente-coronel com o
tenebroso fita de assassijal-o; mas, nao o
encontraudo ah invadem a casa de sua
reaidancia, arrombam as portas e tudo
desastam No podendo saciar-se no Mu-
gue do distincto cheoconservador, os seus
inimigos polticos forgicaram innmeros
processos com o fim de affastal-o das luotas
ileitoraes, e, infelizmente, servindo-se de
todos os meios indecentes, conseguiram
que o tenente-coronel Cavalcante, seus fi-
lhos e muitos amigos fossem injusta e il-
legalmente procesa idos e pronunciados por
juizc-s leigos, sousfigadaes inimigos!
Por espago de cinco annos ou mais o te-
nente-coronel Cavalcante, seus filhos e
muitos amigos foram obrigados a conser-
varam-se ausentes da comarca, sem po-
derera exercer seus direitos polticos. O
quo acabamos de dizer, apenas urna
succinta exposigao das peraegagoes p li-
ticas, que soffreu o tenente-coronel Caval
cante
Era de suppOr que o tenente-coronel Ca
valcante, logo apea a ascengio do seu par-
tido, procurasse toaiar terrivel vindicta de
aeus acrrimos perseguidores, entretanto,
tal nao aconteceu.
Nem se diga quo os factos, narrados pelo
informtnte da Provincia, provara contra o
tenente-coronel CavalcantJ; porque taes
factos, alm de estarem inteirameute adul-
terados, nao podem ser imputados ao te-
nente-coronel, Cavalcante,e sim a inimigos
particulares dos offendidos.
Dissemos que ob factos, nrralas ao or-
gilo liberal, estavam interamente adultera-
dos e, sinao, vejamea. Diz o informan-
tes, sendo urna das victimas Pedro Bar-
bosa, que recebeu diversos fermontos.
Aocrescenta que o delegado nao quiz pro-
videnciar e que ao passar Cordao Fino pela
frente da casa de Cavalcante, rouniram-se
capangas para tomarem o preso ; que, logo
aps a prisao de Cor 3o Fino, o delegado
apresentou-se reclamando a entrega da
chave da cadeia, afira de porm liberdade
o preso; que houve troca de palavraa
entre o delegado e o alferes Beckman;
que no dia seguinte Cordao Fino foi posto
em liberdade
De quanto capaz o odio partidario !
O faeto deu-se do modo seguinte:
Um soldado de linha e o individuo
Cordao Fino, depois de terem bebido bas-
tante, achando-se completamente embriga-
dos, collocaram-se as proximidades da
villa, afim da desarmarem os transentes.
Aconteceu passar por all o distiucto con-
servador Pedro Barbosa, ao qual drigi-
ram-80 oa dous pretensos agentes policiaes
com o fim de jorrerem-no e tomarem as
armas, que por ventura levasse, e, haven-
do naturalmente alguma opposigao por par-
te de Pedro Barbosa, resultou sabir este
com alguns ferimento leves.
Ao mesmo tempo quo esse faeto se pas-
sava, regressava de Jatob o alferes Bek-
man, cotnmandante do destacamento, e
sabendo do occorrido, encontra-so com o
individuo Cordao Fino, intma-lhe a pri-
sao e fal-o conduzir cadeia por algucs
soldados de linha.
Ao passar Cordo Fino psla frente da
casa do tenente-coronel Cavalcante, esta-
cionou, como quera suppcava proteegao
em seu favor, mas em lugar de s; reuni-
rera capangas para tomarem o preso, como
diz o informante da Provincia, foi o pro-
prio tenente-coronel Cavalcante quom, da
janeila de sua casa, pedio, em alta voz,
que levass:im aquello individuo para a ca-
deia, o qm se realisou sem o menor alar
ras. Cordao Fino conservou-sc preso at
que se concluo o corpo de delcto, no
qual declararan! os peritos que os ferimen-
tos eram leve3; pelo que, nao tendo a
prisao sido feita em flagrant) o nao caben-
do o procedimento olficial, por aao ser o
offendido pessoa miseravel, foi mandado
por em liberdade, muito legalmente.
4cha-se nesta cidade o alfoics Beckman,
militar mu distincto, o qual nao contestar
o que acabamos de affirmar; esso brioso
militar retirou-se de Tacarat'em perfsit.
harmona com o tenente-coronel Cavalcan
te e o delegado de polica, com os quaes
mantm as melhores relacSes.
O informante da provincia nao conse-
guir amis provar, qui o tenente-coro
nel Cavalcante tenha m mdado espancar ou
sorrar a nenhum dos individuos, mencin-
nados em sua apaixonada exposigao : n2o
capaz !
O espaneamento de Jos Primo, que
at aggregado de um dedicado e presti-
moso conservador da comarca, attribui lo
exclusivamente a Jos Hercnlano, contra
quem procedem as autoridades polieia-s,
qae lizeram corpo de deli:to na pessoa do
to no cadver de Francisco Grama, e gao
ha vehementes indicies de terem sido 'au-
tores do crime o individuo conhocido por
Pedro Ponto grosso e dous companheiros.
Entretanto, a Provincia ou seu informaste
attribue esse assassinato ao tenenta-oac-
nel Cavalcante !
Nao exacto que o engenheiro Nofcrega
fosse obrigado a retirar-se da estrada le
Paulo- Affenso por correr perigo a sua vid.
O motivo de retirada do Dr. Nobrega foi
o ter sido chamado pelo ministro, a ser-
nigo; pro^a que o Dr. Nobrega j re-
gressou da corte e ooatina na directora
da estrada, sem que tenha encontrado par
parte de tenente-coronel Cavalcante obsta-
culos no cumprimento de seu dever.
' tambem inexacto que o Dr. Nabaoa,
que substituio interinamente o Dr. Nobnt-
ga na directora, fosse demittido a pedida
do tenente-coronel Cavalcante, de quem o
Dr. Nabuco intimo amigo.
A demisaao do engenheiro Nabuco foi
at urna aurpreza para o tenente-coroae?
Cavalcaute, que estava em perfeita karaa*-
na ce u aquella distincto eogenheir.
' muito razoavel que o tenente-coronel
Cavalcante, que foi obrigado a gastar gran-
de parte do que possuia durante a perse-
guigao que lhe tizeram os liberaes, proco,
re agora um emprego, que lhe proporaaoe
os meios de viver decentemente cuta
dos seus esforgos.
At isso motivo de aecusagao para o
informante liberal !
Ser enfadonho continuar a enumerar
as i icxa:tiloes e infundadas aecusages
do informante da Provincia ; O quo fie*
dito mais que sufficiente para so podar
afforir o valor de aocusacSes, feitas por
inimigos polticos, que s procuram sat-
fazer paiso^s ineonfessaveis. Felizmeatn
os hornens sensatos nao do crdito s ac-
cusagoes exageradas do orgSo da opposi-
gao nem dos seus apaixonados correligio-
narios polticos.
Fpaminondas.
Negocio forense
Vuizo de orphos
Ilhn. Exm. Sr. Dr. juiz de dreito de orphaos.
Mauoel S..ares de Figueiredo, na qualidade qaer
de testameuteiro administrador dos b ;ls do espo-
lio aqu deixa i) pelo nado pirtoguez Joaqaic
Das Fernandes, (o que aceitou e foi juramentado^
e por isto, lcgalmcute nomeado mv-ntariante, por
auturidade legitima, para servir no inventario,
visto seren sui juris tolos os herdeiros entao e nio
haver entre elles nter tictoele! n. 2033 de 20 de
Setembio da 1871. arts. 1 e 29 14, e decreto a.
4824 de 22 de Nove ubro do mes'no anno, art. 83,
combinados com os decretos ns. 422 de 27 do Ju-
nio d l*'.:',, art. I 2,0 na. 2438 de 15 de Juak
de 1859, e dootrina .los juristas Teixeira de Frei-
tas, consolidacao das leis civis, edccao, art.
1142 e nota,Pereira de Carvalho, Urohanologia,
parte 1*, $ 21 e nota 5'J,Dr. Teixeira de Fr-
taa, primeiras linhas do prjeeso civil, vol. .
pag. 15, encargo ejts de qu? igualmente f.ijora-
menrado e entrou a exereel-o ; e quer na qualida-
de que tambem esereenesseinventario, de legititM
procurador, c .m plenos poderes, da maioria dos
iros in.'luive os orphaos representados oele
S'.'u legal tutor (pai); orphaos esses que superve-
Dientemente vierain figurar uesse inventario, ca-
e tudo como conetx
offeadido. O assissinato. perpetrado DOr !n"9,du no j*>>* provedoria peto posterior tal-
. i j-i i lecim :ni j .1 um dos co-herdeirus sui uns uelle re-
Antonio da li isa, teva lugar no termo de
Agua-Branca, na provincia das Alagoas ;
e o tenente-coronel Cavalcante nao eon-
correii, absolutamente, nem podia concorer
pan que se d'csse tal crime.
-Muito menos se pode attribuir ao tenen-
te-coronel Cavalcante o qu; sofFrea a mu-
lher de Manoel Victorino ; porque, si al
guma cousa soffreu, foi devi io ao seu
procedimento irregular ; indecente, in-
digno de quem se presa.
' verdada que algara filhos io teen-
te cojond Cavalcante oram residir em
Jatob, e nem podiam deixar do r, des le
que o engenheiro Dr. Nabu:o O tinha
embregado na estrada de trro j nao fo-
ra u com a cabroeira para espancarem,
como diz a Provincia ou seu informante.
O que se deu com Joaquim Alexandrino
foi motivado pela recusa deste ao podido
de um individuo que quera, a todo o tran-
se, que Alexandrino o passas3e n'uua ca-
nda para o outro lado do S. Francisco;
oi a consequencia de troca do palavraa1
entre os dous. Querer responsibilisar o
tenente-corenel Cavalcante por lacios des-
ta natureza insupportavel I
O que soffreu Benedicto Fr :re, foi dev-
do as intrigas particulares, e opropria Bene
dito nao attribue o que soffieu ao tenente-co-
ronel Cavalcante. Mas nSo du admirar
que se queira attribuir tudo isto ao tenen-
te-coronel Cavalcante ; porque um meio,
embora indecente, de procurar despresti
gial-o perante quera nao o conheeer.
O responsavel pelo que se passou com
o fiho do fallecido Ferraz, um liberal,
negociante em Jatob.
te liberal.
i Que, em dias do mez de Janeiro, o
individuo Jordo Fino, em companbia de
outros criminosos, emboscou se as imine-
diago s da villa pora roubar oa transeun-
E' falso que o tenente-coronel Cavalcan-
te mandasse surrar o capitao Igaacio Gomes
de C-rvalhO; ao contrario, ficou muito in-
dignado quando soube do quo se tinha
paseado em Jatob. Attribue-se as chico-
tada, que soffreu o capitao Ignacio de Car-
valho, intriga, que exista entre esse ca-
pitao e um tal Fausto em cujo processo o
capitao Ignacio servir como testemunha.
Foi tal a indiguago do tnea te-coronel
Cavalcante, quando soube do occorrido que
transfera sua residencia para Jatob, com
o fim de evitar que se reproiuzissem fa-
ctos daquclla natureza. Infectivamente,
depois da estada do tenente-coronel Caval-
cante em Jatob, esta povoagiio conserva-
se em perfeita harmona, o nao tem havi-
do cousa alguma da extraordinario. Nao
satisfeito cora 3SO, o tenente-coronel ^Ca-
valcante escreveu para essa capital solici-
tando a exoneracuo do subdelegado de Ja-
tob, ondo por causa da estrada de ferro,
se rene urna populagao quasi nma-
da o do costuraos interamente diver-
sos. O Dr. chefe de polica, sempre so-
licito em prevenir o crime, fez segjir ira
mediatamente para Jatob, como subdele-
gado, o capitilo Samuel com algumas pra-
gas, quo deverSo incorporar se s que havia
em Tacarat', afira de evitar qualquer
perturbargao da ordem publica.
O capitao Samuel, offi;ial experimenta-
do em diligencias policiaes, ter de empre-
gar todos os meios possiveis para chegar
ao eonhocimeuto dos verdaderos culpa-
dos, sobre os quaes ter de rocahr o ri-
gor da justiga.
O tenente-coronel Covaleante n3o teve
parte alguma no assassinato de Francisco
Jos da Graga, conhecido por Francisco
Gama, com o qual nao tinha initaisade. No
Diario de 3 do corrente, encootra-se a
parte official do Dr. chefe de pslicia, na
qual ae declara que se im corpo de delic-
presentadjs desde o prineip:o,
lo in'u^ionad o processo:
Neeaa dupla qualidade e condices rxpistas,
Como inji la piev.mtiva em esalva de legitimo*
direitos. visto estar-se dentro das ferias divina*
da Semana Santa e Paschoa, vem respetosamente
profesar perante V*. Exe j contra as nullidades
de pleuo dreito constantes dos actos, qu sobre
esse inventario se est praticando neste-juizo, ea-
criv.io Dr. Poutes, por meio de um novo procesas
(segundo inventario) e j preventivamente por
vista do dito procesBO, que lhe deve 3er dada de-
po.s d.is mencionadas ferias, afim de por si e sena
constituintes, oppr embargos de nullidadee, e
coustituitivas de materia preliminar contra at
dnas ultimas decisoes de V. Exe. nos preditos au-
tos. Jfckoej estas que, tendo tor^a definitiva, e
proferidas contra dreito expreso, sao embarga-
veia, e sua materia deve ser decidida prcliminar-
in -111. com susp.'naao de nualquer procedimento
ulterior acerca do andamento do aupractalj ia-
."i>, como de lei expressaKibas contoH
daeio daa leis do processo civil, vol. 2o, commen-
tari '<''}, prae, da secca 13, pag. 1G7,Peraja
de Carvalho, Orphanologia, parte 1", notas 5 e i
a. 5 3, e outros.
Conaiatiado o protesto interposto peto snpplicac-
cante em acto puramente de juris liecao volunta-
ria, ou administrativa, e corno medida preventiva
em resalva de direitos, elto permittidopel) art.
3 S 1 do decreto n. 2255 de 30 de Noveinbro d
1853, sem a isto obstar as ferias actuaos.
Nos referidos termos dgnese V. Exe, nos as-
tos, onde taes factos teem sido praticados, mandat
tomar por termo seu protesto, que depois das pre-
eitad .s ferias d veri ser intimado ao pretenso i-
ventariante ltimamente nomeado, e a. Dr. cura-
dor geral de orphaos, sendo em acto s-.iguido jul-
gado por sentenc/a, fazendo-se depois effectiva *
vista pedida pelu supplieante, para a apresen-
cj dos embargos, os quaes asaentam no ae-
gninte:
1. E' de dreito expresso e doutrina invaria-
vel, que as sentencas devem ser executadas cono
expresamente julgain e determinam ; e nao pde-
se derrogar na execu^o e nem estender-se alm
do que as suas palavraa sao e declaran). As-
sent i de 24 de Maio de 1853; e, pois, que quan-
do se excede o modo da execuco, esta nuda e
nao deve surtir effeitos validos.Pereira Souca,
nota 760.
2. O venerando accordo de s. 307 a 30$
dos aut'8 comecalos no juizo da provedoria,*
fls. 55 a 56 dos autos do novo inventario que se
est proeeasaado (de principio) neste juizo, re-
conheceu a legitima competencia do juizo de
. provedoria para o inventario de que se traa, e
processado em aquolle juizo desde seu omeco,
at que por faeto superveniente nelle teve de
i intervir, como parte, representando um dos ee-
herdeiros sui juria fallecido ua constancia ies-
n entaj em diante devia aquelle juizo provedoc
declinar sua competencia para a desteo de or-
phaos ;e nesta cenformilade manda o mesmo
venerando accordo, que este juizo da orphoe
contine nn mencionado inventario, i partir de
.< apparecimento dos orphjs nelle.
Esse apparccim"nto deu-se de fias de Feverei-
ro meados de .Marco do 1885fls. i'ii. 5.), 55,
59 92 (documentos que aqui chegarain em 14 dj
citado mez de Marco) dos autos procesados uo
juizo provedor. cujo proAsso tevo seu comefo cu:
5 de Junho do 1881fls. 1 20 dos mesmoaaaja-
tos; portanto:
3." Tendo o conflicto aberto sua final soluv
(documento de fl. 56 e o ora junto sob u 1) ein 1
d: Abril corrente, e a 19 do nVsrno me:;, reque-
rimentj do suppliciute, sido daquelle juizo lemet-
tiao para este, os autos processaVlos na provedoria
para oseff if.s da execuea da veneranda deeisia.
e logo no da }J do mez citad', o supplieante pro-
duzido as duas petices de fls. a fls., des autos da
novo inventario, para o comee.) dessa execucae,
peticoes essas despachadas e entreguen no carto }
rio respectivo de orphaos, (ondo j estavam os an-
tos remettidos dojuiao ds provedoria) nesse mesm
dia 20 de Abril e antea da audiencia do de or-
phaos nelle, como diiia-se, era sem cabimento a
interlocutorio de fl. 57, proferido no novo proces-
so 20 de Abril e publicado nessa audiencia, pelu
qual, no novo processo mandou eato juizo deacre'-
ver ncvftmenta-'e por outro inventariante, qse
pendencia do conflicto nomeara para isf >
Marco prximo paisadofls. 51 v. e 49-
to do anterior despacho de 29 ds Nove br ) os^
bens do espolio.
4 Que nem oura podia ser a decso jurdica
do venerando aecordaV, exequando sobre o as
sumpto emlace daa leis citadas no comeco de ala
peticdi porquanto o juizo de provedoria, cuja ja-
risdieco 6 privativa e especial, competencia per-
i mam r



'-
Diario de PeruambiicoSexta-iera 7 de Maio de 1SS6


;
fciU para esje inventario desde o cometo deile,
ou abertura da heranca, (jurisdicco esta preven-
^j__Pereira e Souza, notas 38 e 86,Teixeira de
jYeitas, consolidaco das leis civis, art. 1148, no-
ta 8 in fine,caso em que todo o processado, per-
ante dito jaizo e constitutivo de actos probato-
rios, prevalece jurdicamente sem acorrer na me-
nor nullidade; antes neata incorre es actos poste-
riores deste jniso, que prejudicam qnellea, como
I expressc na ord. do liv. 2, tit. 63 g 9 in fine, -
lei 9>, tit. 75 pr.alvsrs de 22 de Outubrs de
1733 e 3i de Outuhro de 1T45; nem outra a
dontrina constantemente eguida nos tribunaes e
nsinada pelos praxistas Pereira e Soasa n. 290,
Pimenta Bruno processo civil, cap. 2, secco 1,
2, n. 16 do tit. preliminar-, Teixeira de Frei-
fes, primeiras liohas do processo civil, vol. 1, u-
ta 319 ao n. 2 io 545; Ribas, consolidadlo das
eis do proceeso civil, vol. 2, arts. 259 270, no-
tas e commentarios,repertorio das ords, etc.,
, ate.: e accresce que o Venerando Tribunal, que
proferio o accordao em execuco, ainda o anuo
yassado assim se pronunciou na decisao proferida
oa autos de appellacao civel entre partes, Anice-
to Augusto da Silva e Jos da Silva Res, consi-
derando competente o juizo do commereio para a
accao proposta, porm devendo, entretanto, preva-
lecer o processo e nelle todos os actos probatorios
praticados nos autos pelo jaizo do civel at seu
encerramento, e ao juizo do commereio cabendo
gmente proferir nova sentenca, como julgasse de
justica em face da lei e prova feita; e foi o que se
sea em execuco da citada decisio superior.
5. Mas. desees actos probatorios legtimamente
praticados no inventario processado de comeco no
jaizo da provedora, faz parte a nomeaco (muito
segal) do supplicante para inventariante; o jura-
sent deferido-1 he sobre este cargo, o exercicio re-
galar de suas funeces, a declaradlo de herdeiros,
inclusive a superveniente da apparecimento dos
rphaos, a descripcao dos bens com previa ci'aco
dos herdeiros e Dr. procurador fiscal,expedico
de precatoria para citaco dos outros ausentes,
a o mais dos autos at Marco de 1885 ; actos es-
tes que V. Exc, em obediencia ao que dispoem as
leis citadas no artigo antecedente, e determinaco
do venerando accordao, que executa-se, nao poda,
aem pode com validade, destruir, alterar ou mo-
dificar, indo alm do julgado exequendo, como o
ies nos dous ltimos interlocutorios a que nos te-
mos referido, cujos actos constituem perfeiio ex-
esso desea execuco, e por isto embargaveis por
sollidade (e delles nunca foi o supplicante intima-
do), afim de ha ver justa reparaco : fc, atinda-
te que at ao da nomeacao do outro inventariante
na especie oppoe-se o S 14 da ord. do liv. 4 tit.
96, porque, quando muito, por efFeito do superve-
niente appare imento dos successores rphaos, em
representaco de co-herdeiros posteriormente fal-
lecido, podena dar-se o caso de ratificaco do ju-
ramento do supplicante e nunca destituico da
ioventarianca que legalmente j exercia, e isse foi
pedido as peticoes produzidas a 20 do correntc.
6. O supplicante, prevendo que talvez por fal-
ta de bastante clareza da veneranda decisao em
execuco, nesta dsse-se (falla-se com respeito)
abusivo excesso, cerno verificou-se, procurou per
isto no venerando Tribunal Superior a declaracao
de sua decisao quanto a forma do seguimento dos
termos desse inventario neste juizo, o que prova
som o documunto junto sob n. 1, isto petico of-
ferecida por embargos de declaracao ; porm, em
vez de ser a respectiva decisao de dita materia
da citada petico proferida em accordao pelos tres
venerandos juizes da turma julgadora do conflicto,
o nao foi contra lei expressa arts. 157 e 160 do
decreto n. 5,618 de 2 de Maio de 1874,e Pimen-
ta Bueno, processo civil cap. 5 1 do titulo preli-
minar : Isto contendo urna irregularidade, si nao
plena nullidade do acto singular e nao collectivo,
por quanto, sabido em direito, que toda sen ten
ya definitiva, ou com forca de debnitiva, quando
aao precisamente clara, nuuca tem forja obriga-
toria e nem constitue cousa julgada, cmquanto
aao declarad, o que tambera succede acerca de
mbargos tendentes restituicao de direitos ; pois
sao os cursos ordinarios distas duis especies
(embargos de declaracao e embargos de restitu
5o de direitos), sempre excepcao da regr. geral
dos arts. 156 e 157 pr. do decreto acim i citado
de 1874, e por isto sempre admissives ;como di
liamos, nao podendo o supplicante recorrer para
superior legitimo de aquella decisao singular lau-
cada no documento n. 1, em face de sua forma,
aguardou o modo da execuco, do decidido no ve
aerando accordao ailudido a ti. 55 deste juizo
para, a dar se excesso contra o nelle, se nao bem
rxpresso ao menos bem implcitamente decidido, e
tnto oppr-lhe embargos, e, segundo fosse a
decisao destes, recorrer della, e por este meio ob-
ter no laizo superior a precisa declaracao de
aquella decisao nelle proferida sobre o conflicto e
processo do fallado inventario, e por a forma de
sua execuco ueste juizo : D'aqui irais ura justo
motivo para a \ ista pedida e de que trata este
protesto.
7. Por tudo quanto fica exposto nos 3eis arti-
gos precedentes evidente a nullidade por illegi-
Siinidade da pessoa que como parte inventariante
ord. do hv. 3 tit. 48 pr., liv. 4" tit. 96 14, e
sai de 22 de Desembro de 1761, tit. 3 12)est
servindo no segundo processo de inventario nova-
mente comee tdo e processado neste juizo com i le-
gal excluso, sem causa justa, de aquelle a quem
a lei confere este lugar, e que legalmente j o
axerciaPimenta Bueno, processo civil tit. 2' cap.
1 n. 48,Pereira Souza nota 281,Ribas conso
Udacio das eis do processo civil vol. 2 5 do
art. 558 e art. 592 ; e o mesmo disse quanto a
aova descrip^Io de bens feita, sobre o que apenas
poda dar-se ratificaco para a qual, e por demais,
desde 19 de Abril foram as custas processadas no
juizo da provedora remettidas para o de V. Exc,
em cujo cartorio (o do Or. Pontee), acbavam-se
antes da audiencia de 20 do mesmo mez e despa-
cho no mesmo da, constante do processo do novo
inventario.
8. Nem contra tolo esse allegado diga-se, que
por despacho deste juizo, a requerimento do Dr
curador geral de orpbos, tora o supplicante noti-
ficado paia, sob juramento de inventariante e com
acomminaco da lei, vir dcscrever, em novo in-
ventario, neste juizo os bens da heranca, actos es-1
ses constantes a fl. 3 e em data de 22 de Agosto
de 1685, e nao coinpareceu : Um tal argumento I
nao procede,j porque, comoj foi dito, o casol
seria de simples ratificaco do juramento e mais
actos existente*, e isto depois de ter V. Exc. por
si ou a requerimento do Dr. curador geral de or-
pbos solicitado do juizo de provedora, onde at
i nto estava-se legalmente processando esse in-
ventario, a remessa desse processo visto o super-
veniente apparecimento de successores orphos, e
\ indo d'alli citadas as partes ;e j porque o sup-
plicante apenas receben essa notificado compare-
cen neste juiso a 31 do referido Agosto fl 5 do
novo proeesso,e allegou impedimento legal eom-
p-ovando-o : Ora, em tal caso o que caba em di
mito T Certamente que ter este juizo solicitado
d'aquelle a remessa desse processo existente para
o seu juizo, ou fazel-o a requerimento do Dr. cu-
rado geral de orphos, e, quando dsse-se relutan-
cia de parte do juiso de provedora, abrissem as
autoridades entre si o conflicto, eu fazel-o o Dr.
carador (o que sempre presumi o supplicante por
s ir o regular), com o que (icaria suspenso o anda-
mento do processo at a decisao superior ; porm
o nao fiteram, e antes deixaram que o processo
proseguisse no juizo de provedora sem obstculo
legal at julgamento final da partilha, sem impug-
naco atguina de todos os herdeiros, da fazenda e
do Dr. curador de orphos, como ainda mostrou-
se pelos herdeiros de fl. 37 em diante, desse novo
inventario processado em 11 de Outubro de 1885 :
Resulta, portanto, de tudo ibto, que, dando-se de
parte do supplicante um impedimento legal, pois
o juizo de provedora era competente desde o co-
mee/) desse processo e tinha preventasua jurisdic-
cj, que especial e privativa e assm improroga-
vel, nao poda o Dr. curador geral de orphos, re-
querer com justica a fl. 3 do novo processo a re-
misso do supplicante, em Io de Setcmbro de
1885, do cargo de inventx rante assignando se-lhe
termo sem intimaco fl. 68 e seguntes do mesmo
processo e nem fazer se effectivaessa destitu-
cao (em vez de diligenciar-se por meios legaes a
reraoco de taes obstculos jurdicos) e com no-
meacao de um inventariante que nunca teve pos-
Be dos bens, nunca morou com o tinado inventa-
riado, que nao conjuge sobrevivente, nem her-
deiro descendente ou ascendente, e apenas colla-
teral em 3." grao Teixeira de Freitas, consoli
daco das leis civis, n >ta l ao art. 959 e nota 4
ao mesmo art. -83,Ceelho da Rocha, direito civil,
tomo 1" 63.
9." Ordenou este juizo o sequestro, que effec-
tuou-se, como dos do novo inventario v se de fls.
32 a 35, em 5 de Novembro de 1885 : porm, como
e em que '.'
Nao em todos os bens da herang e sim somente
nos 3 predios ns. 13 e 15 da ra da liba lo Car-
valho e n. 185 da ra do Coronel Suassuna que na
partilha do inventario processado no juiso de pro-
ve lona foram aquiohoados ios orphos !
Ora, quem com um tal sequestro soffreu danno,
e de ordem rrepuravel ? Certamente que s os or-
phos representados aqui por seu tutor do qual o
supplicante o procurador ; isso japorque o monte
commum, que nao foi o objeetc desse sequestro,
nao tem de carrejar com essa nao pequenna des-
pea e somenta os orphos pelos ditos seus bens,
j porque ao passo que os herdeiros sui juris, em
razo do disposto na ord. do liv. 4 tit. 96 22, en-
trar i, e esto, na posse pacifica dos bens de seus
quinho-.'s desta partilha e gosaudo dos seus rendi-
mentos livremente; os orphos, por esse sequestro
nos 3 predios de seus quinhoes, eslo esbulhados
da legitima posse delles contra os preceitos da Ord.
citada, bem como dos seus renameutos!
Portanto, em taes coudiccGes, qual a razo de
ser, c que jurdica seja, para a procedencia e va-
lidade do referido sequestro parcial nos bens da
neranev somente aos orphos iquinboados ? Nao
podemos encontral-a na ei e nem na recta distii-
buico da justica fallase sempre com respeito.
Ser par., neste juizoo fazer-se outra divisao des-
ses 3 predios aos orphos aquinhoado no inventario
e partilha commun feita entre elles e os outros co-
herdeiros da heranca deixada pelo predefuncto
Josquim Das Fernandes ? !
Nao o podemos crer, porque isto seria irrisorio,
e nao se prova que depois daquella partilha algum
desses orphos 1-illeceese, e esses bens tiveesem de
ser de novo divididos ntre os irmos orphos so-
lireviventes, e por falta de pai successor, nica hy-
pothese admissivel un direito; ser porque feita
aquella partilha, a este juizo pertenca artezadar
esses bens e pl os sob adinmistraco de um tutor
de sua unneacao a ditos orphos? 4inda um
impossivel jurdico, quer porque e8ss orph>s, de
naeionalidade portuguesa e domiciliados em seu
paiz, somente esto sujeitos i respectivt autorida-
de territorial de sua naco, e nao esto por si os
bens sujeitos a jirisdicco deste juizo, j porque
no juizo orphanologico de sua naco, e segundo o
respectivo direito civil, foi-lhes dado tutor, o qual
legalmente aqui os representa, recebeu os b-ns
dos seus quinhoes nessa heraaca, os fez averbar ua
repartico fiscal para os imposto* respectivos, como
tambera os levou ao registro do hypolbeca legal de
coiiformide.de com os preceitos da lei hypothecaria
do paiz, oque tudo pro va-se noi autos do novo pro-
ceeso de inventario iniciado de principio neste jui-
zo fl 20 e fl; e j, finalmente, porque, quindo aqui
para dito fim nao cstivesse esse tutor legalmente
representado, cnto essa arrecadaco. (visto nao
haveraccTio, nem credor inclusive o fisco) e priva-
tiva adinmistraco de taes bens pertencia nao a
este juizo e aim no censul de sua naco, at que n
tutor dos orphos be apreseutasse por si ou por seu
procurador para assumil-a, art 73 e 4 do decreto
n. 855 de 8 de Novembro de 1851: Logo, a que
valor jurdico fica reduzido esse sequestro feito ex-
clusivamente nos 3 predios do quinho dos orphos
nessa heranca ".' Quem deve ca regar com as con-
sequeucias das de?pez: questro. e damno s< tl'rido pelos orphos em razo
de tal actoTeixeira de Freitas primeiras liuhas
do processo civil notas 6 e K ao 5 301 do vol. 1",
Ribas (Jonsolidacu das leis do processo civil vol.
1 arts 484 e 48>3, commentarios e not.s, e commeu
tario 357 ao art. 510 ?
.. 10. Deferido, embora irregularmente, o juramen-
to ao novo inventariante, nao podia-se d'ah em
diante processar, e tumultuariamente cuu.o ve-se
dos diversos actos praticados no mesmo da 20 de
.bril, no n' vo inventario, emquanto para assistr
seus termos nao fossem citados os herdeiros (caso
o de 1* citaco para o comeco do processo), os
quaesaqui acham-s': presentes e ligrimamente re
presentados mesmo para os cssos de Ia citaco,
p r.'in assiio nao deu-se, e os citados autos o
COMERCIO
Bolsa cemniercia! de Pernam-
buco
RECIFE, 6 DE MAIO DE 188b
As tres horas ca tai de
Cotanooi olfiaes
Cambio sobre o Rio Grande do Sul, 90 d/v. com
1 6/8 0/0 de desmonto.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Capdido C. (i. Alcufjrado.
BSNDJMENTOS
M i te Maio
AlfasdegaD 1 a 5
dem ue 6
Sicmbdoria Dj 1 a 5
U.. m de 6
CoiSUI.ADO PBOVISCIAI.D. 1
dem de,6
Rbcife draynaoe De 1 a 5
dem de 6
PBLICOS
de J886
108:9i2009
-"'138.875
134:(-5088
6:172,' 213
701*613
a o
6:963*826
18:680718
5 279323
23:960^041
:544,*460
2:36tt880
5:909 340
DESPACHOS DE IMFORTAyO
" Vapof francs Amcaone, entoldo dos portos da
Europa no da 5 do corrate e consignado a Au-
gusta Labille, maeifestou :
Amostras 1 volum.e a T. de Carvalho & C., 1
ao Diario de Pernambuco, 1 ao Jornal do Recife
Ameirts 1 caixa J. Christiani & C, 5 a Ra-
-aos & C, 5 a D. F. a Silva A C
Agua de Vicby 18 caixa*.ao consignatario.
I
Cognac 30 caixes a Salazar & C 26 a Domin-
gos Ferreira da Silva & 0., 3 a A. Casadmund.
Cachimbos 1 caixa a Prente Vianna & C.
Champanha 2 caixas a A. Casadmund.
Cartas para jogar 1 caixa a J. W. de Medeiros.
Couros 2 caixas a Otto Bohres Successor.
Conservas 14 caixas a Kosa c Queiroz, 4 a Ra-
mos & C, 1 a C. Fluyn.
Charutos 1 caixa ao consignatario.
Espelhos 1 caixa a Prente Viauua & C.
Livros 1 caixa a L. Laport 6c C.
Luvas 1 caixa ordem.
M rtadellas 1 caixa a Ramos & C.
Mercadorias diversas 2 volumes a irm Ber-
nard, 4 a Otto Bohres Successor, 2 a Prente
Vianna & C.
Massas alimenticias 8 caixas a Ramos & C. 7 a
J D. Simoes & C, 15 a Carvalho & C.
Objeetos para eseriptor o 1 caixa a J. W. de
Medeiros.
Papel 1 caixa a Otto Buhen Successor, 2 a F.
Manoel da Silva & C, 8 a Samuel P. Jobnston (c
C, 1 a Sodr da Motta cS Filho. Dito para em-
brulho 50 fardes a J. Fernandes de Almeida, 60 a
Souza Bastos, Ainorim Se C, 25 a Theod. Just.
Pcntes 1 caixa a G. de Mattos Irmos.
Perfumaras 2 caixas aos mesmos.
Qupijos 50 caixas e 1 tina a C. Pluyn 2 a Ra-
mos & C.
11' upa 1 caixa a J. C de /raujo.
Sardinhas 2 caixas ordem, 20 a Souza Bas-
to, Am rim & C.
Tapetes 1 caixa a Prente Vianna & C, 1 a M,
da Cunba Lobo, 1 ao Revd. Fr. Fidelis.
Vinho 3 harria a J. Krause & C, 4 a Paulino
de Oliveira Maia, 7 a II. Nucsch & C, la Cra
mer Frry & C, 2 a Bernet 4 C, 4 ordem, 8
caixas a A. Casadmund, 50 a II. Nuesch & C, 60
a Domingos Ferreira da S>lva & C, 40 a Paulino
de Oliveira Maia, 20 a Saunders Brothers & C, 70
ordem, 7 a J. Christiani & C.
Vidros 1 caixa a Prente Vianna C.
DESPACHOS )~EEXPOiTAg0
Em 5 de Maio de 1886
Para o exterior
Nao houve despachos.
Para o interior
No brign* ingles Regnlator, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, Baltar Irmos &.C.
320 barricas com 24,666 kilos de assucar branco.
a barca portuguesa Nova Vencedora, car-
regaram :
provam Pereira de Carvalha, orphanologia nota 4
sobre o g 3 e g 5, 35 a 36 a notasRibas Consoli-
dacio das leis do processo ovil, vol. 2 art. 811,
nota a commentario,do que segu-se, alm da
tumultuaridade, desses ter mos do citado processo,
o de aua clandestinidad e:
11. Que d'aquelle seq nesriro cima referido re-
sultou a abertura do conflicto (aja deeso supe-
rior exeeuta se) a requerimento de todos oa hsr.-
deiros sem excepcao, o que prova-se cosa doca
ment junto n. 2, visto o dama mrvmmmyei, aae
soffriaio pela perda de tsassa axsfo mrJS*
fazer se com um novo inventara swats> jaiso,
segundo o requerido pelo Dr. curador aeraj de
orphos e deferido por V. Exc. a nao avooacao do
1 processo, conservndose os actos probato, ios
delle -fls. 42 45 v., e 47, e para isto, na penden-
cia do couticto nao definitivamente decidido, foi
nomeado nos precitados autos novo avenlariante
em 6 de Margo do corrente anno de 1686, acta ea
te que est em opposico ao decidido no venerando
accordao exequendo, que manda continuar em
aquelle inventario ja existente e nao crear um pro
cesso novo desde comeco, o que san cousas muito
destinctas.
Nos autos do inventario processado no juizo de
provedora, bem como no do novo processo iniciado
neste juizo, constam as procuracoos que conferem
poderes ao supplicaute, e mais junta respeito os
documentos inclusos sob ns. 3 e 4.
Nos termos expostos digoe-se V. Exc. deferir
seu protesto.
E. R. M.
Sobre estamplhas do valor de l-00, em data
de 3U de Abiil.de 1886, est a assignatura Cas-
talio Branco.
Este requerimento teve o seguinte despacho.
Requeira depois das ferias.
Recife, Io de maio de 1886.
Luna Freir.
A 6 de Maio corrente, findas as ferias, foi de
novo submettido a despacho dito requerimento co-
brindo-o o seguinte.
Illm. Exm. Sr. Dr. juiz de orphos.
Manoel Soares de Figueiredo, por si e por seus
constituintes na dupla qualidade que reprenta no
inventario do espolio do predefuncto Joaquim Das
Fernandes, em face do despacho de V. Exc lauca-
do na petico de protesto inclusa, nao obstante
constar ella de simples uedida preventiva em re-
salva de legtimos direitos a't. 3 Io do decreto n.
1285 de 3 de Novembro de 1853, e ser de jurisdic-
co voluntara, ou simples administrativa, vem
boje, que o Io dia til, de novo submetter, res-
petosamente, dita petico a despacho afim de ser
reduzido a termo seu protesto, seguindo-se o mais
pedido, escrivo Pontes.
Pede deferimento
E. R M.
Devidameute estaupilhado com estampilha de
200 rs. inutilisada a 6 de maio de 1885.
Assignado. Castello Branco.
Voies do Carcere
A' Joaquim Elias A. do Reg Barros
Vem, iniuh-i lyra, vem, si podes 'inda,
Si ainda as debis c -r las nao partiiam
Ante a algidez d quelles que te ouviram,
Grava n'um verso Gratido inunda. >
E' sea pre nobre a inspiraco, linda,
(Dos cos os proprios anjos admiram)
Dos que do irmo na dr era prol conspira ai,
Yendo lh-.: a vida que era martyrios linda.
E' extensa a estrada que ao Calvario guia !
Mas, do madeiro o peso se allivia,
Si amigo braco sustentar nos vem.
Eu t'o agradeco, pois, rt Cyrineo,
Tu que, na margera do caraiiiho meu,
Vene dar-me forcas p'ra seguir alm...
Em 26 de Abril de 1886.
Gustavo Adolpiio.
A' J. Raphael Soares de Azevedo
Si eu pudesse de Deus ante os altares
Novo verbo aprender no ethereo coro,
Si urna folha siquer de verde louro
Me coubeete por premio dos cantares ;
Si eu pudesse transpor alm dos ares,
Desengastar do c> u'a estrella d'ouro,
Ou mergulhar em busca d'utn thesouro
as profundezas hmidas dos mares ;
Si tudo isto eu pudesseeu t'o offertra,
Como prova d'mn'aima agradecida,
E ainda assim nao sei si isto bastara.
Mas j que os ureos sonhos desta vida
Nao me cabem,na lyra, que me cha',
tiecebe a gratido que te devida.
Gratido
JoSo do Reg Lima, sua mulher, seus
filhos genro8, e nra, vem por este meio,
em quanto o dSo po'em fazer por outro
modo, e anda sob o peso da maior con-
sternac&o, pela morte prematura de sua
P-etada e virtuosa flha, irmS, e cunhada,
ranciaca Braselina de Li">a Aroaral, dar
paaalico testemunbo de reconhecimento a
todas as pessoas de suas rela^Ses, que du-
rante to dura prova lhe prodigalisaram
as oodso1u; s da mais pura amisade
Tinhamos ainda muito que agradecer ;
raas faltam nos espresroes, que traduzain
t acalment a nossa gratido.
Itanlios de mar
recif-s
e im-
plano
A casa de banhos, edificada sobre os
desta cidade, acaba de pasear por grandes
portantes melhoramentos.
Iu lugurada em 1880, como permittira o
tracado pelo seu proprietario, nao tardou este em
reconhecer a necessidade de dar-lbe maiores pro-
porcoes, attendendo a quanto foi se mostrando ser
peculiar a um estabelecimeuto de semelhaute na-
tureza.
Os melhores resultados, obtldos por aqu lies
que, em tempo e nos ca3os aconselhados, recorriam
all aos banhos de mar e attestados em todo o pe-
riodo de cinco anuos, animaram-n'o empreheu-
der os preditos melhoramentos, a custo de arduo
trabalho a nao pequeo dispendio, que, em ver-
dade, autorisam a apresental-o como igual ao me-
lhor do estrangeiro em semelhantc genero, sendo
nico em todo o littoral do imperio.
A' mais tenra crianca, mais dbil senhora, ao
bomem mais traco. em toda e qualquer idade, se-
ro um s e mesmo tempo servidos os banhos,
por assim permitt'r o grande numero de bacas
cavadas na rocha e guardadas de todo pengo, as
quacs a forc.a da onda proporcionada s torcas
do banbista para rccebel-a
Como est, actualmente, a casa de banhos dos
recifes, nao haver exageraco athrinauu'o-se que,
as tres horas estabelecidas de seu expediente, po-
der.* bem servir quiuhentas p 'ssoas, sera sacrifi-
cio de tempo para qualquer destas e par da se-
guranza, cora a mais proaunciada economa que ja-
mis facilitar outro qualquer lugar de banhos de
mar.
Urna outra face, porm, e a mais importante,
talvez, ofFcrccem os melhoramentos era tal estaba
lecimento.
Urna aeeeo, em separado, convenientemente
mobiliada do indispensavel, dividida em comparti-
mentos, cada um dos qnxes pode adraittir duas
tres pessoas, foi destinada pensionistas, de qual-
quer lugar da provincia e de fra d'ella, mediante
urna pen o mdica, saos ou doentc., convalesceu-
tes ou attacados, ond inuumeros destes se h > re=-
tabclecido do beriberi ou molestias nervesas que,
preferindo-a, quizerem poupar-se viag-ns dis-
pendiosas, uem sempre ao alcanee de todos.
Estabelecimento de ccmelbante ordem, convi la
ser visitado e aproveitadu, restando entretanto,
os [iropri-tari'is Concluir as obr^s das novas ram-
pas de embarque e desembarque e substituir <
meio de transporte pir bmds martimos, o que es
pera levar effeito para a estico de Scteir.br
prximo.
#
N. 2. A Emulso de Scntt nSo um
reu.edio novo, pois ha longos anuos qu-
i-st se usando na Europa, no estados
Unidos e rnuitos outros paizes e tem seai-
pre dado os nelhores resulta-ios na tsica,
as molestias d^ peito e da garganta e as
bronch:tes chronicas.
Em 5 de Maio de 1SS6.
Gustavo Adolpiio.
-.*........lis mu iiiaaswssasBwrsro
Urna lum-imu sauduia sobre o l-
malo de O. Clara Varia da Ctissha,
no 9." dia de ea pagamento.
Aisim foi Deus servido leval-a para a sua eter-
ni. gloria. J to cedo, no verdor dos annos, dei-
xaudo a sua familia inconsolavel e m rgulhada na
mais profunda dr. Oh cruel morte, tu para
quem roubaste to cedo a vida da joven to digna
e querida por todos que a conheciam.
A' sua familia nossos pezaraes.
Recife, 7 de maio de 1886.
A. M. F.
Theatro de Variedades
Ao pnblico
O espectculo que devia ter lugar neste theatro
sabbad 8 do corrente, em beneficio do actor Ma-
n!i mea. fica transferido para domingo 16 do cor-
r nt-, por motivo de forQa maior, para o que pede
desculpa aos seus convidados.
Manhonca.
6 de maio de 1836,
Para Santos, J. S. Luyo & Filhos 970 saceos
com 727,50 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Cear, earregaram :
Para o Rio de Janeiro, M. N. A. de Almeida
3,900 cocos, fructa ; P. Carneiro & C. 150 fardos
com 19,893 kilos de algodo.
No vapor inglez Amazoneiise, carregaram :
Para o Para, J. Pater 4 C. 2 pipas e 100 bar-
is com 10,50 ) litros de agurdente.
No vapor nacional Mandos, carregaram :
Para o Para, P Alves & C. 25 barricas com
1,000 kilos de assucar refiuado.
Para Maranho, P. Alves C. 25 barricas com
1,120 kilos de assucar branco.
Para Manos, P. Alves & O 35 barricas
1,365 kilos de assucar branco.
Na lancha Cordolina, carregou :
Para Mamanguape, F. de barros Jnior
saceos com farinha de mandioca.
com
400
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 5
Havre e escalas -0 dias, vapor francez
Ville de Cear, de 1,619 toneladas,
coromandante E. opont, equipagem 42,
carga varios gneros; a Augusto F. de
Oliveira & C.
Aracaty22 dias, byate nacional t. Lou
renco, de 96 toneladas, mestre Vicente
Ferreira da Costa, equipagem 7, carga
.-al; a Bartholomeu Lourenjo.
Observacdo
Nao houve sahidas.
VAPORES ESPERADOS
Mrquez de Caxias
Manos /
VtUe de Cear
Araucaria
Tomar
Baha
Trent
Espirito Santo
Finance
Desterro
Para
Tagus
Senegal
Cear
La Plata
da Baha
do sul
da Europa
da Europa
da Europa
do norte
do sul
do sul
do norte
de Hamburgo
do norte
da Europa
do sul
do sol
do sul
hoje
boje
amanh
a 10
a 11
13
14
16
17
20
23
24
25
26
29
Cmara .Municipal de Olinda
O procurador da Cmara Municipal de
Olinda faz sciente, a quirn^nt'-ri'S.-ar pos-
sa, a soluco infra la Exm. S.\ presiden-
te da provincia.-Ia s<-cco. Palacio da
Presidencia de Pernambuco, em 13 de
Abril de 1886. Tendo em considerado o
que a esta presidencia represeutou JoSo Ru-
fino Barbosa, e attendendo a que o poder
legislativo desta provincia j resolveu so-
bre o assuiupto da cobruiiC/i das taxas dos
terrenos do antigo Focal de Olinda, de
que tratou a consulta do comelho de Es-
ta lo, que servio de fundamento ao Aviso
n 95, de H de Margo de 18.7, declaro
Cmara Municipal do R:ife que em vista
da expressadiapoaiolo do art. 39 da lei n.
1,156, de 15 de Jii'ino de 1874, a Cama
ra Municipal de Olinda t-iu o direito de
continuar a cobrar os foros dos terrenos,
que possue na cidade do Recife. Por isso,
cumprc que a raesma Cmara do Recife,
nao S restitu ao referido Joo Rufino
Barbosa o que elle pagon, mas tamben) te
abstenha de arrecadar os foros dos terre-
nos, de que trata a citada disposi^ilo de
lei.
Assim dou solucito ao assumpto de seus
officios, ns. 38 e 70 de 4 de Maio e 18
de Dezembro do auno passado.
("Assignado)Igna io Joaquina da Sou
za Leao L ao. ConformeH. Moscoso-
Conferi.A. Gomes Leal
Procuradoria da Cmara Municipal de
Olinda, 1 de Maio de 1886.
O procurador,
Francisco Velloso de Albuqutrque Lins.
Cutre a sade c a sepultura
n. io
Nao csiste mais do que urna fraiuin- separarlo,
e de suppor, que todos que todos que apreciam
a vida estejan?. desej >sos oe fazer todo o p issivel
ao seu alcance afim de evitar que a molestia a uo
derrube. Quem ser o louco que espere o ataque
final, quando o primeiro a-salto podo ser repellido
com as pitillas assucaradas de Bristol ; urna .-.re
paraca} tio genial e DaUamica, to investigadora,
e no entanto to formicante; que ao passo que
ella rebate a enfermidade e expulsa a Eua causa,
ella r stabelece e d robustez constituido do
doente. }
A sua composico composta de ingredientes
anti-biliosos e vecretaes catharticos, sendo urna
seguros e investigantes, o nico meio de cura
contra os desarr.ujos do estomago, do finado e do3
intestinos, as quaes se pode confiar debaixo de
todas as cireumstaueias. sendo a sua aco inva-
riavel cm qualquer clima que seja.
A idea de dores merecidamente associada com
esses purgantes ordinarios; porm as pilulas as-
sucaradas de Bristol, nem sequer preduzcm o mais
leve incommodo que seja, seudo a sin operago
branda e suave. Porventura ser mister dizer-se
que ellas sao o inelhor catbartico e alterativo de
familias at hoje couhecido? Ellas se acbam acon-
dicionadas dentro de vidriohos e por isso a sua
conservaco duradora em tos os climas.
Em todos os casos provenientes ou aggravados
por impureza de sangue a salsaparrilha de Bris-
tol, dever ser tomada conjuntamente com as pi-
lulas
Acha-se venda em todas as prncipaes boticas
c ojas de drogas.
Agentes era Pernambuco, Ilenry Forster & C
ra do Commereio n. 9.
C, Heckmann
Usinas de cobre, iatao e bronze ee d
Golitzer fer n. 9 Berlim S. O.
Espeealidade:
Constriic$o de machi-
nas e apparelhos
para fabncas de assucar, destillacSes e re-
fina^Ses cora todos os aperfegoamentos
modernos.
INSTALLA^AO DE
Engenhos k assocar completos
Estabelecimento filial na Havana sob
mesina firma de C. Heekraann.
C. e San Ignacio n. 17.
Coicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO DE JANEIRO
Para nforniacSes diaijamse ai
Pohlman &C
M ilo Gumio a. lo
c 01.1.1:4.10
ra
Nossa Senhora das Victorias
RIJA DO HOSPICIO N. 10
Directoras:
Mme. Blanche d'Herpent Crgo.
Baroneza V. d'Herpent.
Este coll*gio tem ptimas accommodaces para
luniiia- internas e um corpa docente de recouhe-
cida capaciadc.
Merece aattenpao dos
Srs. mdicos
Atiesto e juro, sob a f de meu gru,
que tendo empregado sem proveito varios
medicamentos para debellar urna sciatica
rheumatica, na senhora do Illm. Sr. Ange-
lo de Souzi CorJeiro, da ra da Frainlia
n. 127, vi a .nolestia ceder depois do uso
le oito vidros de Cajurubeba, composigao
do Sr. Firmino Candido de Figaeire lo,
medicamento a que se submetteu, de seu
moto proprio, .1 raesma referida senhora.
Dr. Josa Antonio de Almeida.
Rio, 12 de abril de J886.
Es re-onbeeida 1 firma pelo tabollio
Francisco Pereira Sainos.
(Ext. da Gazeta de Noticias.)
COLLEGIO
DE
\ S. da Piedade
EM
Olinda
\. 33No Varado uroH 53
Este collegio tem por fim cuidar da edu-
cajo de meninos e meninas ; rebebe inter-
nas, que sao tratadas o ora carinho, aceio e
desvelo, meio pensionistas e externas, bem
como meninas de tenra idade; para o que
iiapSe de um corpu docente habilitado.
Ensina-se calligraphia, doutrina christil,
elementos d-s civilidade, ngua nacional,
arithmetka, geographia, historia universal,
historia sgrala, fran--.es, inglez, canto,
piano, traballios de agulha de todas as qua-
lidades, bordados a matiz, bordado branco
com toda a perfeijao, ostura cha, apren-
endo as meninas a coser toda a roupa de
urna senhora, cortar e a fazer vestidos, etc.
Recebi-m-se tambera, como externas e
meia pi nsionistas, mocas de 12 annos para
cima, nao s para os trabalhos de costura,
como para as diversas aulas do collegio.
EDITAES
j
Oculista
Dr. Ferreira da Sdva,
sultn das 9 ao meio dia.
dencia e consultorio,
con-
Resi-
Dr. &
L
Kdltal n. 1 *
De ordem do Illm. Sr. Dr-. inspt ctor, fafo pu-
blico que fica prorogado at 24 de Maio proxim*
futuro o prazo para pagamento, hvre de multa,
do imposto de passeio aas quatro freguezias desta
cidade, e de que tratara os editaes que j foem
publicados.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pcwmub-
buco, em 27 de Abril de 1886.
Servindo de secretario,
Lindolpho Campello.
Juizo de orphos e ausentes do
termo de Alcoba^
O Dr. Francisco d.- Souza dias juiz de orphos
ausentes do t^rmo de Alcobaca, comarca d
mesmo nome da provincia da Baha, por S. l.
I. e C nstitucional o Senhor Dom Pedro II, a
quem Deus guarde, etc.
Paco saber aos qu>> o presente edital virem que
fallecendo nesta villa Antonio Francisco Lnma-
chi de Mello, sem testamento nem herdeiros nesta
comarca, filho legirimo de Cactano Francisco Lu-
machi do Mello e D. Francisca Mari 1 ibeiro de
Campos j fallecidos, natural do Recife, provin-
cia de Pernambuco, maudei na forma da le pro-
ceder a arrecadaco e avaliaco dos beus deixa-
dos por aquelle finado, nomeando enrador do es-
polij ao cidadiio Augusto Gon^alves da Rocha, e
porque conste a este juizo haver herdeiros ausen-
tes era lugar nao sabido, mandei pass.ir a presente
caita de editoa de 60 diis, pela qual cito, chamo e
requeiro a todos os interessados e herdeiros para
que venham habilitar se, allegando neste juizo
seus direitos, sob pena de ser considerada vaga a
heranca, e se proseguir nos demais termos.
E para que cheque a noticia a todos man&ei
passu' o presente, que ser ainxado nos lugares
pblicos e publicado nos jon a 's desta provincia
Rio d Janeiro e Pernambuco.
Villa ue Alcobaca, 20 de abril de 1886.
Eu, Snturnino Jos da Silva Ramo, escrivo
e orphos e ausenta o eperevi.
Franeeo de Souza Dia*.
Edital 11.737
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector geral da
instrueco publica, faco saber ao professor Anto-,
nio Martins de Ohveira Machado, nomeado por
port inii de 9 de Abril prximo paS3ado, da pre-
sidencia da proviucin, para reger a cadeira do
sexo masculino de Sitios Novos, que lhe fica mar-
cado o prazo de 60 dias, contados daquella data,
para dentro delle entrar un exercicio da referida
cadeira.
Secretarla da iiistru'-co publica de Pernam-
buc, G de Maio de 1886.^=0 secretario,
l'ergcnlino S. de Aravjn Galco.
Edital n. 17
O administrador do Consulado Provincial avisa
a (juem intenaaar p-issa que, no intuito de aiau-
telar os direitos e legtimos nteresses dos Sis
coinmerciantss sujeitos ao imposto do gyro mer-
cantil e de evitar quaesqu.r duvidas e fraudes
com relaeio ao pagan cuto deste imposto, expedio
a portara smxo, caja riel observancia se reputa-
r urna exgesela fiscal pura o fim de se perinittir
a entrega das mercadorias aes respectivos donos
de acc.rd cornos arts. 3 e 1 das in^truccoes da
[residencia de 26 de Abril do corrente anno.
Art. 3. Processado o despacho e pago o im-
posto para o desembarazo definitivo da mercado-
ra, por mel de sua sabida legal dos pontos em
qu* rstiver, ser exhibida nota de quiracao do
imposto cm recibo do ihesoureiro do Consulado
orgauisado por quem agenciar o despacho, ao em-
pregado provincial de que trata o despacho.
Art. 4. Para fi-calisaco da cobranca do im-
posto haver empregados que asnistam a sahida
das mercadorias nos termos do artigo precedente,
incuiribiii i i i lies no exercicio d'essa attiibuicao
intimar aos interessados quenao retircm as raes-
mas mercalorias da Alfandega quando omittidas
nlgumas exigencias fi-caes ; de ter e fazel as re-
colher a deposito quando retiradas da Alfanlega
sem observancia da condi^o anterior, correndo
ueste caso quaesquer despezas por coufa do res-
pectivo donoa apprchendel-as fra da Alfande-
ga urna vez que se. insista na reluctancia ao pa-
gamento do imposto incontinente. >
Consulado Provincial de Pernambuco, 1 de Maio
de 1886.
Francisco Amynlas de Carvalho Moura.
Portnria a que e refere o edital
Niipra
N. 12 Consulado Provincial de Pernambuco
em 4 de Maio de 1886.O administrador do Con-
sulado Provincial em bem da regularidade do ser-
vico publico a cargo d'esta repartico e tendo em
vista a dispo8ico do 8 do art. 13 do regula-
mento de 4 de Julbo de 1879, determina aes em-
pregados incumbidos da execuco do art. 4o das
instruccoes da presidencia de 26 de Abril prxi-
mo passado, que visem, datem e rubriquem a nota
de quitaco de que trata o art. 3' das referidas
instruccoes ; e, no caso de se opporem os interes-
sados a que 03 mesmos empregados cumpram esse
dever, facam deter e recolher as mercader as aos
arinazens da Companhia Pernambucana, na forma
do citado art. 4o das instruccoes, at que seja ob-
servada a exigencia fiscal de que te trata.
Cumpra-se.
Francisco Amyntas de Carvalho Moura
DECLARAGES
ii i: i ico
Consultorio e residencia ra do Lvrament
n. 31 1" andar. Consultas de 11 horas as 2 da
tarde. Chamados por escripto a qualquer hora.
Especialidades, febres, partos e molestias de
criancis.
Dr. Ferreira Velloso
d consultas das 10 s 11 1/2 da manh, em
quanto fuuccionar a assembla provincial, ra
do Marqutz de Olinda n. 47, l" andar.
1. Cirpira Leite
JE tiDIIO
Tem o sea eseriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e enancas.
Dr.
Collegio Parthenon
Ra Veltaa n. IO
As aulas dcsie collegio esto funecionando, ad-
mitte alumnos internos, externos emeiopensio
nietas.O director,
Ovidio Alves Manaya.
OCULISTA
O Or. narreto sampals, medico oculis-
a, ex-chefe de clnica do Dr. de Wccker, d coa
sullas de 1 s 4 horas da Urde, na ra do Bario
da Victoria n. 45, 2o andar, excepto nos domingos
e dias santificados. Residenciara do Riachuelo
a. 17,-canto da ra dos Pires.
Medico, parleiro e operador
Residencia ra da Imperatriz n. 48, 2.- andar.
D consultas das 11 horas da mann s 2 da
tarde.
Attende para os chamados de sua profisso a
qualquer hora.
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
------------sSfe .- -------------------
Connltorio medico-eirurgice
O Dr. Estevo Cavalcante de Albnquerque con-
tinua a dar consulta medico-cirurgicas, na ra
do Rom Jess n. 20,1 andar, de meio da s 4
horas da tarde. Paras? demais consulta e visi -
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar.
"Ns. telephonicos : do consaltorie 95 e residencia
126.
Especiaidades Partos, molestias de creacas,
d'ntero e sens annexos.
A aula mixta particu-
lar
Francisca Martiniana L. Carneiro participa aos
pas de familia, que sua aula abrir se-ha no dia
12 do corrente : qnem de sena prestimos precisar
Sde dirigir-se ra do Visconde de Goyanna n
1, que entender- se-ha com a mesma.
Confraria do Senhor Bom lesus
da Vla-sacra na Igreja da Manta
Cruz.
De ordem da mesa regedora, convido a todos os
nossos irmos para comparecerem em nosso con-
sistorio no dia 7 do corrente, pelas 6 horas da
tarde, afim de reunidos em numero legal, deter-
minad no art. 40 do cempromisso que rege a
mesma confraria, possamos deliberar sobre as-
sumptos nrgentssimos aos interesses da mesma
confraria.
Consistorio. 5 de Maio de 1886.
O escrivo,
Jos Francisco de Ugueiredo.
Gabinete Portuguez de
Leitura
De ordem do Exm. Sr. presidente convida-se os
senhores asso--iados para se reunirem em assem-
bla geral no domingo 9 do corrente, pe'as 11 ho-
ras da manh, afim de se resolver um assumpto
urgentissimo e summamerte importante para a
sociedade.
Secretaria do Gabinete Fortugnez de Leitura
em Pernambuco, 6 de Maio de 1886.
Alfredo C. Cousseire,
2 secretario.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mechrteos e
Liberaes
De ordem do nosso irmo director e ce accordo
com os nossos estatutos, convido aos nossos ir-
mos se acham nos gosos de seus direitos reu-
nirem-se em nossa seda sexta-feira 7 do corrente,
pelas 6 horas da tarde, afim de reunidos, ter lu-
gar a assembla geral do mez prximo findo, como
mandam os mesmos estatutos, visto nao ter com-
parecido numero legal no dia aprazado.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes de Pernambuco," em 5 de
Maio de 1886.O Io secretario,
Jos Castor d; A. Souza.
Monhard Haber & C, administrador da massa
fallida de Soares Rraga & C, convidam aos ere-
dores attendidosjna classificeco dos crditos, a
virem recebe" no eseriptorio dos mesmos admi-
nistradores ra do Mrquez de funda n. 31, a
importancia que lhe coube em rateo._______
Conciliaciio
sedo a roa do Cauris
Convido aos socios desta beneficente *ssociac|
comparecerem a sesso de posse, que ter lugar
sabbado 8 do corrente, s 7 horas da noite, na
sede social.
Secretaria, 6 de Maio de 188b.
Vieira de Castro,
Secretario.
I mam i


. rx

I

--
Diario de PernambncoSexta-feira 7 de Maio de 1886
Estrada de ferro do
Recife a Caruar
TAcgubacXo I> ESTAgXo DE S. JOAO do
POMBOS
Par ordem do Sr Director fa^o publico que no
da 8 do corrente inaugurar-se-ha a estacao de 8.
Jojio dos Pombos, continuando d'este dia en dian-
te a vigorar o mesmo horario dos trena com o ie -
gminte aceressimo :
das uteis
Es taces
M. 1
Victoria..............
8. JoSo dos Pombos___
Estaques
M.2
S. Joo dos Pombos
Victoria...........
Conpanhia de Edificado
Cotnmuniea te aos Srs. accionistas, que por de-
Iiberacao da directora toi resolvidn o recolnimen-
*o da segunda prestacao, na razao de 10 por eento
do valor de cada accSo subscriptH, o que dever
realisar-se no London Braailian Bank, at o dia
10 d Maio prximo futuro.
Recife, M e Abril de 1886.
O eCTCfari,
Gustavo Aalunes.
KmiirruHi do abaaterlmento I
gM e ( cldade de Wlnda
DBVEDOSES KM ATKAZO
Teario a directora, em scaaSo de 15 da
corrente, resolvido re-eber p- r intermedio
de um solliiitador todas as contas de cou-
summidores d'agua e gaz em atrazo, a
contar do armo do 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobranca o Sr.
Diogo Baptista Fernandas, a quem espero
attender&o desde logo os meamos devedo-
res, cortos da justica e equidade de simi-
lhante resoluto.
Escriptorio do gerente 25 do Abril de
1886.
Antonio Pereira Simoes.
1.15
2.55
DAS SANTIFICADOS
VietM-ia.............
S. Joo dos Poaibos..
Escriptorio
1886.
uo iraiego, liecife, 4 de Maio.. de
O chele interino do trafego,
J. Machado Portilla.
S. Jos d'Agonia
De ordem do irmao provedor, convido a todos
os limaos desta veneravel irmandaie compare-
cerem em nosso consistorio domingo 9 do corren-
te, pelas 10 horas do dia, afim de ellegcrem-se os
irruios que freno de dirigir esta corporacao no au-
no de 1886 87.
Consistorio da irmandade do S. Jos d'Agoni-i,
no convento do Carmo do Recife, 5 de Maio de 86
O secretario,
Palmeira de Freitas.
THEATRO"
Sil 1T1I0
Empresa Dramtica
Companhia dramtica, dirigida pelo actor
XISTO BAHA
SABBADO 8, E DOMINGO 9
1.' e 2 ri'preseiithco da grande mag'ca em 1
prologo, 3 actos e 6 quadros, toda ornada de mu-
sica, visualidades, transformacoes, figos, ote, etc.
A FILHA DO AR
BOYAL HAILSTEAH PAGMET
COIPANY
O paquete Tamar
' esperado daEuropa no dia
11 do correte, seguinde
depois da demora necessa
ria para
Macelo, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayr es
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
corrente seguin lo
i lepois da demora
necessaria para
9. Vicente, Lisboa, vigo e Sou
thanipton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com c
CONSIGNATARIOS
Adamson Ho wie & C.
Sala de jantar
Urna mesa elstica com 6 taboaa, 1 guarda-lou-
ca, 1 aparad or grande com pedra, 1 dito sem pe
dra, 12 cadeiras de junco, 1 relogio, 1 caixa de
msica, 1 quartinheiro, 2 consolos, 1 apparelho ds
porcellana para jantar, 1 dito para cha, 4 duzia
de copos e clices, 4 garrafas, 4 compoteiras, 6
pratos para doces, 2 porta pies, 1 porta-queijo, 1
galheteira, 22 causees para caf, 6 bandejas,' 1
lote de louca branea e vinhos de diferentes qua-
lidades.
Sotao
Urna mobilia de junco, 1 sof de amarello, 2
banheiros grandes, 2 guarda-comidas de rame,
1 jarra com torneira, 6 ditas sem torneira, 2 me-
sas de ferro, 8 latas, garraies, alguidares, cestas,
1 lote tn-m cosinha, prateleiras para pratos, ta
boas e cavaletes para engommar, camas de lona,
muinho para caf e muitos outros objectos de casa
de familia.
Os referidos movis, crystaes
tornam-se recommendaveis pelo
por terem sido pouco usados.
Principiar as O 1/2 horas
Preciaa-se de um menino com pratica de,
taverna : trsU-se na ra do Caldeireiro n.
taverna.
39,
Para Flores le cera
Na ra de Hurtas n. 50, faz se formas de
eira com perfeiy: o e gosto.
Precisarse de um ana para cosinhar ?eu*
prar : na ra do Cotovello n. 139.
e mais objectos,
seu bom estado
Leilao
(OHIMMII I-KUVIHt>t CAVt
DE
.Vavegaco costeira por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Coramandante Lobo
Segu no dia 8 do
corrente, pelas 12 ho-
ras da manh.
Recebe carga ateo
dia 7, e pasBagens at
s 10 horas da manh
do dia 8.
ESCRIPTORIO
*'*em da Companhia Perianhn
cana n. 12
Da armaco e utensilios da loja de cigarros de-
nominad*-Sui generis ra Estreiti do Rosa-
rio n. 16.
Nabbao. s do corrente
A's 11 horas
Pelo agente MARTINS.
PADRE AMARO JOS DE 0LINDA BARCELLOS
11 de Mai. de 18X6
Primeiru annivorsiiio de seu passamento
Ore por elle, au menos, igum Levita
Amigo seu.
________Saudade de toan pal
MU
Leilao
PEINCEZA AZULINA
Maio t.Portugal o Pumo-
Por este consulado se fax publico que a legisla-
cao vigente eslabelece sobre a mportaco do ta-
baco en Portugal as seguintcs disposicoes restric-
tivas :
1* E' prohibida a mportaco do tabaco em na-
vios de menos de 200 toneladas, e em volumes de
menos de 40 kilogrammas.
2 O tabaco em folba ou em rolo s<5 pode ser
importado pelas fabricas existentes no paiz.
3' Sao admittidos tambem a despacho volumes
com peso nao inferior a 10 kilogrammas, con tanto
que venbam em cada volune differentea qualida-
des com que se justifique serem amostras.
4 Os volumes de tabaco deven trazer marcado
exteriorcente o peso bruto e o peso liquido.
5* O tabaco trazido como carga em transito por
navios que tacam escala por portos portuguezes,
deve ser mencionado em urna deelaraco no porto
da procedencia, e a assignatura de tal declaradlo
deve ser authenticada pelo cnsul de Portugal re
idente nesse porto.
6 O tabaco trazido con.o carga destinada a
portos de Portugal tem de aei necessariamente
mencionado no manifest consular, descrevendo-se
abi por extenso a quatidade de volumes, pe;o e
valor.
7 Nao licito aos passageiros e tripolantea de
navios destinados a portos portugueses trazer com-
sigo, sob pretexto de ser para seu uso, tabaco em
quantidade superior a 2 kilogrammas por indivi-
duo.
8" As nfraccons das preceitos que ficam men-
cionados sao punidos com multa do quintuplo dos
direitos do tabaco encontrado e pnso at um
armo.
Consolado de Portugal em Pernambuco, 3 de
Maio de 1886.
Vicente Nunes Tavares,
._______ Encarregado do Consulado.
Rainha do ar
Filha do ar
Breas
Zephiro
Leandro
Assucena
Marina
Tio Mathias
Wsllis
PERSO* .s:\s
D. Apolonia
D. Edelvira
Sr. Bahia
D. M. Bahia
Sr. Lyra
D. Herminia
D. Felismina
Sr. Teixeira
D. Lucia
Sylphides, genios, camponezes de ambos os se-
xos, diabos, phantasmas, etc., etc.
Ttulos don quadro
Prologo
l.o quadro *
2." dito
3.' dito
4.o dito
5. dito
6.o dito
23
Eutre-nuvens
O talismn
A derrocada
Osbeijos do d abo
O cemiterio
A gruta do diabo
Apotheose
VUSICA
Companhia Haitiana de na vega-
eo a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaju,
Estancia e Bahia
0 vapor Harpez le Caiias
Commandante Nova
Segu impreterivel
mente para os portos
cima no dia 10 do cor-
rente, s 4 horas da
tarde. Recebe carga
t ao meio dia do dia
Para carga, passagens, encommendas e dinheii o
a frete tracta-se na agencia
7ttua do Vigario 7
Domingos Alves Malheos
Lisboa e Porto
O brigue portuguez Armando segu para os
portos cima: para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com os consignatarios.
De 1 balcao, 1 divisao, 6 mostradores, 1 secre-
taria, 1 cofre prova de fogo, 1 banco para o mesmo,
1 banco e prensa de copiar cartas, 1 meen, 1 relo-
gio de parede, 1 jarra, quartinheira, 1 escada, 1
taboleta, 1 lavatorio, 1 bandeira, encanamento,
registro e arandelas a gaz.
Segunda felra, O do corrente
AO MEIO DIA
O agente PINTO, levar a leilao, por mandado
e em presenca do Illm. Sr. Dr. juiz de direito es-
pecial do commercio, em lotes vontade dos com-
pradores, as armaedes e pertences dos dous esta-
belecmentos cima mencionados e que fazein parte
dos bens da maesa fallida de Joaquim de Souza
Neves, existentes nos mesmos estabtlecimentos,
onde sero vendidos, de vendo comee ar o leilao s
10 1/2 horas.
Os movis pertencentes a mesma massa sero
vendidos em um ontro da.
Leilao
LEILOES
De armaco envidracada e envernisada, balcao,
fiteiros, mostradores, 1 mesa, 1 cofre pequeo, 1
batanea, 1 relogio de parede, 11 frascos com lico-
res, 4 quadros, 19 caixas com papel para cigarros,
bisnagas, ponteiras, carteiras, lapiseiras, cachim-
bos, deposito para tumo, porta charutos, caivetes,
phosphoreiras, boleas, 1 candieiro, 1 carteira, 3
mxos, 1 escada, 2 empanadas, encanamento e re-
gistro de gaz da
Loja de cigarros da ra Primeiro de
Mar50 n. 3
Em muitos e diferentes lotes.
Segunda-ftira, 10 do corrente
A'S 10 1/2 HORAS
Em tonlinuaco
Ra do Barao da Victoria n. 4
loa Adriano de Mello Duna
Isabel dos Santoa Pinheiro Dutra, Jos Joa-
3uim Pereira da Luz, Adriano Pereira da Luz,
oo Catle Pinheiro agradcete cordialmente
todos os amigos que se dignaram acompaubar ao
cemiterio publico os resto 1 mertaes do *eu presa-
do esposo, tio e cunbado, Joo Adriano de Melle
Dutra ; e de novo convidam aos parentes c ami-
gos para assistirem a urna inissa que mandam
celebrar d. stimo da, na matriz da Boa-Vista,
s 7 1/2 horas d> sabb do 8 do corrente, pelo que
seconfps-am d sde mnmamrn'e pnhorados.
W Ao commercio
i^a Eu abaiio apsicnado derl*m nnki;.
Eu abaixo assiguado declaro ao publieo J^m
-specialidade ao corpo do eonmsrcio, que^Wa
venli a meu irmao J<.i Custodio Loureiro, a
pessoa alguma, visto nada ter com o estabeTaei-
mentode que 'rata seu annuncio de boje : nada
t-nh > comprado em minha firma individual para
esse estabelecimento, nem autorisei a pessoa al-
guma para que o fizesse, por consequencia pot
tiansaecao ou quan'i alguma me responsabiMM a
nSo ser rajr mi.n p, ?rio eontrahida. Nada Iva
nem t< meus irmos. R. .-,f 6 de Maio de 188.
Jos Custodio Loureiro.
- '"^-O
Major Jos Tibarcio Pereira de
Haiialbeis
O director do arsenal de guerra, major Antonio
Vilella de Castra Tavares, manda resar ama
missa po* alma do seu presado amigo e collega,
major de eDgenheiro Jos Tiburcio Pereira de
Alagalhcs, no dia 8 do corrente, s 8 horas 11
manh, na igreja da 1 onccieo dos Militares, pa
re o que convida a todos 03 parentes, amigos] e
cempanheiros d'arma|do fioadj, assistirem a esse
acto de religiao.
Antonia Crrela Mello
Jos de Souza Braz, sua mulher e filhoe, tran-
sidos da mais profunoa dor pelo prematuro falle-
cimtnto de sua so^ra e mai, agradecem no intimo
d'alma s pessoas que se dignaram acompanhar os
restos mortaes ultima morada no da 3 do cor-
rente mez, e as convidam anda para assistirem
as missas do stimo dia, que tero lugar na ma-
triz da Boa-Vista, s 7 horas da manh do d. 8,
por cujo cardoso obsequio autecipam os seus
mais profundos reconheciiirnto.
Olinda
Aluga-se por 12000 mensaes a casa terrea n.
22 ladeira do Varadouro, com 2 salas, 3 quar-
tos, cosinha fra, cac.mba e portao para o beoco
da Poeira : a tratar no Recife, ra do AragSo u
36, sobrado
NMEROS DE
1. C'-o de Sylphides.
2.0 Harmona, entrada de Zephiro.
3. Forte, entrada de Breas.
4." Duettino de Zephiro e Azulina.
5." Coro de Sylphides.
6. Aria de Leandio.
7." Ensemble de Martba, Mathias e Assucena.
8 Forte na orchestr., entrada de Azulina pela
janella.
t). Harmona.
10. Coro de camponezes.
11. Coplas de Breas e coros.
12. Canta) de Mathias.
13. Tercetto, Martba, Mathias e Assucena.
11. Meloda,
lf). Forte na orchestra.
16. Aria de Azulina.
17. Tercetto, Azulina, Zephiro e Breas.
18. Coro de Willis, phantasmiis, Breas, Zephi-
ro e Azulina.
19. Coro de phantasmas.
20. Galope infernal.
21. Coplas de Leandro e Breas.
22. Forte na orchestra.
23. Coro de Camponezes.
24. Bolero edanca por Azulina, 3oras, Zephiro,
Assucena, Leandro, Mathias e corpo de coro.
25. Harmona final.
Hoje, 7, deve ter lugar o leilao de bons mo-
vis, finos crysta- s, vnoos, porcelana, quadros,
jarros e tapetes, uo sobrado da ra do Imperador
n. 17, emque mora o Sr. Bernardino Duarte Cam-
pos.
Segunda-feira, 10, da loja de cigarros da
ra Primeiro de Marco n. 3, e da loja de bilhetes
da ra do Barao da Victoria n. 4.
Terca-feira, 11, leilao dos crystaes, louca, vi-
nhos, m veis e mais objectos da casa em que mo-
rou o Sr. Jos Moreira de Souza, ra da Senzala
Velha n. 80, Recife.
Leilao
Da armaco, pertencas e mais objectos da loja de
cigarros da ra Primeiro de Mar;o n. 3
Segunda felra to do corrente
A's 11 horas em ponto
Na referida loja, em continuacao e ao meio dia.
Leilao
Do balco e mais pertencas da loja de bilhetes da
r-a do Barao da Victoria n. 4
O agente Pinto far leilao por mandado e em
presenca do Illm. Sr. Dr. juiz especial do com-
mercio, em virtude do requerimento do curador
fiscal da massa fallida de Joaquim de Souza Ne-
ves, dos bens pertencentes mesma massa, exis-
t ntes as lojas da ra Primeiro de Marco n. 3 e
Barao da Victoria n. 4.
Leilao
De .irmacos para chapeos de sol, parte das cai-
xas marca L B & C ns. 97 e 98, avariadas e des-
carregadas de bordo do vapor francez Ville de
Victoria.
HOJE, 1 DE MAIO DE 1886
A's 11 horao
Por intervenco do agente Alfredo Guimares.
Em sua agencia ra do Bom Jess n. 45
Leilao
Dr. Jos<- Tiburcio Pereira de
MngalheM
Gomes Augusto Gaio de Miranda, Umbeiina
Leonor Pinto de Miranda, Mara Hellena Gaio ie
Mirandi, Anna UmSelina Gaio de Miranda, Um-
beiina Augusta Gaio de Miranda. Lenidas de
Magalhaes Carminondas, Rutuo Susano Gaio de
Miranda, Euataquio Carminondas, Pedro Fran-
cisco dos Santos Costa, cuuhado, irm, sobrinbas
e genro do finado Dr Jos Tiburcio Pereira de
Magalhaes^ temi noticip do seu infausto passa-
mento na corte do imperio, e tendo de mandar ce-
lebrar missas e memento na igreja de N. S da
Conceico dos Militares, no dia 10 do corrente, s
7 1/2 horas da manh, stimo do seu traepasso,
convidam aos seus amigos e do finado, para as-
sistirem a este acto de religiao e caridade, pelo
que desde j autecipam seu eterno reconheci-
mento. _________________
Ao commercio
Os abaixo assignados diclaram que deixou de
ser seu empregado o Sr. Roaolpho Brayuo de Sou-
za Rangel, desde o dia Io do crrente mez.
Recite, 3 de Maio de 1886.
Faria Sobriiilio & C.
Este remedio precioso tem gozado da accel.
to publica durante cincoenta e seie annos, com-
ecando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca forao (2o exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo.
offerece a melhor prova da sua eficacia raarava-
tas*.
Nao hesitamos a dizer que nao tem deixadc
em cao algum de extirpar os vermes, quer em
creanc.is quer em adultos, qu se acharao afilio-
tos destes inmigosa vida humana.
NSo deixamos de receber constantement
attestaces de mdicos em favor da sua efficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificases. de
sortc que deve o comprador ter muito cuidado
examinando o nome inteiro, que devia ser
VermiftgD de B. A. FAHNESTBCK.

El il mala!
A pimeuta especialmente preparada na Europa
em bonitos frasquinhos e que se vendem pelo di-
minuto preco de 160 ris cada um, no Largo de
S. Pedro n. 4.

S. R. J.
Seciie Recreativa Mulle
A presidencia dest* sociedade convida a todos
os seus associados e aos amigos e parentes do fi-
nado socio cistincto, Antonio Jos Lopes Braga,
cemparecerem as missas, que por eterno des-
canso de sua alma, manda resar na igreja do Es-
phito Santo, sabbada 7 do andante, s 7 J/2 heras
da manh.
liecife, 5 de Maio de 1886
Luiz Guedes de Amorm,
2- secretario.
Instituto rclicologico e Geogra-
phico Pernambucano
As pessoas que desejarem obter cartes para
asaiitir a sesso de 9 do corrente, podero procu-
ral-os nesta secretaria de boje at sabbado.
Secretaria do Instituto, 5 de Maio de 1886.
Baptista Regiieira,
1- secretario.
A MSICA composico dos distinetns maestros
MARCELINO CLETO E ROBERTO DE BAR-
ROS.
QUARDA-ROUPA explendido! 16 roupas com
pietamente novas e feitas a capricho.
?'CESA RIO novo em parte.
MACH1NISMOS novos feitos debaixo da direc-
co do hbil machiuista da empreza o Sr. Cor-
de i ro.
ADERECOS pelo aderecis'a e contraregra da
companhia o Sr. Caries d'Azevedo.
Fogos cambiantes, ebuva de prata e de fogo.
MISE-EN-SCENE do actor
XISTO IIA1II *
A orchestra est augmentada a debaixo da re-
gencia do maestro MARCELINO CLETO.
PREQ0S
Camarotes 10000
Cadeiras 2*000
Galeras 25000
Geraes 15000
Os espectculos sao iutransferiveis.
A's horas do costurae,
Leilao
De 132 barricas com farinha de trigo
Sexta-feira, 9 do corrente
A'* 11 horas
No largo da Asembla, arroazem de Jos
Guilherme
Agente Modesto Baptista
Leilao
MARTIMOS
De dividas na importancia de 6:243)>850, 1
cofre prova de f. go e urna balanca, tudo
pertencente ao espolio de Antonio Gon-
9alves Guimaraes
O agente Brito, a mandado do Exm. Sr. Dr.
juiz de direito e da provedoria, e requerimento
do te8tamentero Jos Nunes da Cu sha, levar a
leilao as referidas dividas, cofre e balanca, se
achando o cofre e balanca no armazem da ra da
Praia n. 14, onde os Srs. preteudentes podero ir
exarrinal os ; tudo ao correr do martello.
Sexta-feir 7 do corrente
A' 11 horas
Ra do Imperado' n. 16
_ De urna mobilia de Jacaranda c m 1 sof, 1 jar-
dinera, consolos, 4 cadeiras de biacos, 12 ditas
de guarnico, 1 espelho grande, 6 quadros, 4 cas-
ticaes com mangad, 1 tapete para sota, 4 ditos pa-
ra porta, 2 candieiros e 2 vasos.
Urna mooilia de amarello com 1 sof, 2 conso-
los, 2 cadeiras de bracos, 12 de guaroicao, 2 de
balanco, 1 espelbo, 4 cestas para fl.res, 2 casti-
caes com mangas, 2 candieiros, 2 escarradeiras e
6 jarros.
Urna mesa elstica com 7 taboas, 1 guarda-lou-
ca, 1 aparador 1 guarda-comida, apparelho para
cha, 1 dito para jantar, 2 duzas de garios, 2 di -
tas de facas, colheres, 1 p a ta-licr, copos, csli-
ces, garrafas, compoteiras, 12 garrafas com cog-
nac, 24 ditas com vinho Bordeaux, 5 caixas com
viuho Madeira fino e 1 quartinheira.
Urna cama franceza, 1 lavatorio, 1 toilette e 6
cadeiras.
Um monho grande proprio para refinaco, 1
jardineira e 1 lote trem de cosinha.
Tercafelra, il do corrente
Agente Pinto
No sobrado da rua da Sonzalla Velha n. 80
(Recife) em que raorou Jos Moreira de
Souza.
O leilao principiar s 10 1/2 horas.
AVISOS DIVERSOS
J^.l5lPrt^5,*J,'1*lldMe' ^"''osamcnle colhida dos melhorcs producios dodSfcl?
SSSS SES quahda5e d0 f?". ^btm dofruclo dofagrantc Enebro, e sio puriSad wrSi
cajo especial me expurga do espmto (odas s partculas acres. ^^ mumiurpn*
Como meio de entar e comgiros eflitos desagradaveis e muitai veres perigosos producidos no estmago
nos miestinos por aguas estraShas, o que acontece aos viajantes e s pessoas nao accUmaudas eS"""g0,
OS "SCHNAPPS':-AROMTICOS.DE SCHIEDAM
chanwe absolutamente nFALLIVEI S; e nos casos de HTDROPSIA, PEDBA. OBSTKUC.
CO nos MUS, MOLESTIA da BEXIGA, ESTBICTCBA, DT8PEPSIA e DFBILI-
DADE CIBAL sao recommendados com instancia pelos membros nuds dutinctosda pronssao medicaU
bao preparados em garrafas de meio e de quarto, encamotada
um de que elles a experimentassem.
.JZLiSH Ped,!d umf. ngorosa prova e urna informacio exacta do resultado, accomnanluva cari,
amostra Quatro md dos. clnicos mais eminentes dos Estados Unido, promptameme raranderTm ^S
SHHSS '" unM'"":.m"' f^oravd. Tal.preparaco, diriam elfes, ZS!%5S?2E
g.llJ'J'il"*>aW nemhuma confiansase podia depositarnos productos communs do SswS tS
* adu"?rad5 e Pr "i0 "'? P?"> os proposito* mdicos. A excellencia pecuWVfo^rcad
S SZ23E a Um dI- ",Sred'e"'fs Pnncipaes dests Sehnapp* "juntamente com T-ro 35>h
^.1e_'.?pmuo dos aKdKOS novel supenondade sobre todos o amulantes coto diurtico, tonto
e resiorabvo.
Tretsameme^StiL'SStS''" '""'"""e8eah**"*>*'** *<*"*
expressan
D0LPH0 WOITFS SON & C0., 9 BEAVER STEEET,
5EW-Y0BK,y A.
Lrilao
Lnued States & Brasil fiail S. S. C.
0 paquete Finalice
SOCIEDADES
Benefcente Concillado
Ao val da Imperalrlz
De ordem superior, scientitico a todos os mera
broa desta corporacJo benefcente. que s-? acha
designado o dia 8 do corrente, pela3 7 horas da
noite, para ter lugar a sessao magna de posse c
nic. ., a cujo acto reeommenda -se as suas pre-
sencas. Eecifc, f> de Maio de 1886.
O secretario adjunto,
^^^^ J. M. Palmeira de Preitas.
Santa Casa de Misericordia I j
Recife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia de
Recife arrendam-se por espaco de um tres an-
nos, as rosas abaixo declaradas :
Roa da Mo 'da n. 45,
dem *dem n. 49
Rua do Bom Jess n. 13, 1 andar
dem n. 29, loja
dem dem n. 29, 1 andar
Roa doc Burgos n. 9.1
Boa da Madre de Deus n. 10-A
Caes da Alfaudeca armazem n. 1
Roa do Marqaex de Olinda n. 53, 2
andar
Roa da Guia n. 25
Becco do Abreu n. 2, loja
Raa do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2o andar, por
Rua dan Calcadas n. 32
Secretaria da Santa Casa de Misericordia
Recite, 6 de everciro de 1886.
O eserivo, Pedro Rodrigues de Souxa
240/000
240*000
* 0*000
216*000
240( Ot
216/000
180*000
1:600*000
07*0.70
200*005
48000
1:600*006
200*000
do
Espera-se de New-Port
News.at o dia 17 de Maio,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
P.;ira carga, passagens, encomiendas e dinheire
a frete, tracta-se com os
AGEXTES
Henry Forster & C.
N. 8, RUADOCMMtliClO N.8
! andar
Pacific Seaai rvigationConipany
STKAITS OP JIAGELLAN LINE
O vapor Araucania
E' esperado da Euro-
pa at o dia 10 do cor
reute, e seguir para o
ul depois da demora
Jo costume.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wilon Sons i c. Limited
N. 14 RUy DO COMMERCIO-N. 14
De diversas caixas cora cuguae em garrafas e
frascos, ditas com abecyntho, gigas cem champa-
nha, barricas com agua de soda, caixas com fras-
cos de pimenta em conservas, garrafas com vinho
Bordeaux, ditos enm vinho Xeres, mobiliss, camas,
marquezoas. mesas, guarda- loucas, guardas-vest
dos, carteiras, secretarias, cofres francezes, malas
para viagens, extractos, urna factura de lindos
jarros, esplhos, quadros e outros objetos.
Sexta-felra, 1 do corrente
A's 11 horas
No armazem da rua do Bom Jess n. 4S
POR INTERVENQaO DO AGENTE
(jiismo
Leilao
Para
egue com brevidade para o porto cima o pa-
tacho portuguez A Eliza : para o resto da carga
que falta, trata-se com Balter Oliveira & C, rua
do Vigario n, 1, primeiro andar.
de bons movis, crystaes, porc llanas, cspelhos
quadros, jarros dar- fljrei e vinhos.
Sexta felra 9 de Maio
No 2. andar e sotio do sobrado da rua do Im-
perador n. 17 (em frente da ordein terceira de S.
Francisco).
Bernardino Duarte Campos, tendo de fazor urna
yiagein ^ Europa com sua familia, taz leilao por
intervenco do agente Pinto, dos movis e mais
objectos abaixo descriptos existentes na casa em
que reside rua do Imperador n. 17, a saber ;
Sala de visita
Urna mobilia de Jacaranda (masnico) com 1 sof,
2 conaolos 4 cadeiras de bracos e 12 de guarn-
cao, 1 piano, l espelbo oval dourado grande, 3
lancas e cortinados, 4 jarros i ara fl res, 4 figuras,
1 tapete de sof, 6 de portas, 1 esteira forro de
sala, 1 candieiro de gaz, 4 quadros oleo e 4 es
carradeirab.
Primfiro quarto
l ma cama franceza de Jacaranda, 1 cpula 1
mesa de cama, 1 rico toilet, 1 guaroicao para o
mesmo, 1 lavatorio com pedra, 1 guarnico, 1 ca-
bide torneado e 1 guarda-vestido.
Gabinete
Urna maWlia de pao carga cora sof, 2 consolos,
2 cadeiras do brfeo c 6 de guarnicSo, 4 jarros, 1
cscrivaninhs, 1 tapete de sota e 4 quadros.
Segunda quarto
Pede-se aos abaixo assignados o favor de
virem ou mandar rua do Mrquez de Olinda n
51, a ntgorio que nao ignora n.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
'os Guimares, caixeiro d9 Loyo & Filho.
r'r Heo Vid-a.
Augusto o n val ves da Silva.
- Alugam-se casas a 8*000 no becco dos Coe
Ibas, junto de S. Goncalo ; a tratar na rua da Im-
erati iz n. 56.
Faz se oegocio com quem pretender comprar
a hypotheea da -asa do largo do Paraizo a. 15 :
na rua Nova n. 12, loja de chapeos.
Precisa se de um bom cosinheiro ou cosi-
nheira : na Ponte de Uchoa, sitio de Luiz de Mo-
raes Gomes Ferreira em frente a esti'cao.
Precisa-se de urna professora que suba to-
car bem piano, francez e mais trabalhos de senho-
ra, para engenho : a tratar na rua do Imperador
n. 43, 1 andar.
Aluga-se o 2- andar do sobrado rua de
Aguas Verdes n. 22, caiado e pintado, por com-
modo aluguel : a tratar na i ua da Aurora nume-
ro 21, cartorio da fazenda.
Aluga-se o 1 andar do sobrado rua do
Rangel n. 41, caiado c pintada ; a tratar ua rua
Direita n. 3, 3 andar.
Os abaixo assignados declaram ao respeita-
vel corpo commercial, que o Sr. Miguel Wolff re-
tirou se, desde 1 do Janeiro do corrente anno
das scciedade3 que nesta praca gyravam sob as
firmas de Joscph Krause & C. e Miguel Wolff &
C, das quaes fazia parte, continuando esta a usar
a firma Krause & Wolff e aquella a gyrar debeixo
da antiga firma.
ReAte, 4 de Maio de 1886.
Joseph Krause.
Sally Woiff.
Adolpbo Krause.
Em casa de Joseph Krause & i,". rua Pri-
meiro de Marc n, 6, se precisa de um bom cos
nheiro ou cosnbeira.
_ Urna pessoa que se retira para fra da pro-
vincia, vende urna mobilia de junco, comp sta de
1 sof, 2 consolos com tampo de pedra, 2 cadeiras
de braco, 6 ditas de guarnicSo, 1 cama franceza,
etc., objectos e-tes em perfeito estado : a tratar
na rua da Viracao n. 31.
Compra-se urna pequea casa nos bairros de
Santo Antonio ou 8. Jos desta cidade ; a trata>
. na rua de Santa Thereza n. 20. Tambem Be ven
um sota, 1 mesa, 1 lavatorio, 1 guaruicao, 1 to de ua bom sitio com casas aeatrada nova de
cador. 1 berco, 4 jarros e 1 guarda-rofcpa. 'Caxang, muito prximo a estacao do Zumby.
O


s?


v*>
9







.*-.
'B^
J) MI .
'
(SB
-m
V
tf '->
gs "S

*
0
rz s-
t 98
9 . 5
m
cd o
b "3
- rz
^ P
ce as
z
c
o
EUGM10 iWARqUESOEHOLUHDA.
2!
P
ffl-
O
!?
S
ce
O
O
Q
tVRhcnniatismr. C'an< roe Boba6 bnp^ens
e todas ae moles tiae quelenhao aua enn^em
na impureza do sarigue devida a sypruhs:
VIO MIRA A0W UTOf
*\0 oesj>t, A ------------------------._______________________
-J*VKUjel At&utadfi/a/joopwpa lado x
Ao&U>s*uio Zvax. & c^tutceua- do^eu. auto \
-------c*&fS^----
|fl80MTORIO^ENTRAl D f RO0UCTOS|l0ICIHA^
ftita, do Visconde do Rio Bracee

P
P 0.
D O
2. o
o 5
p
o
a-
p
R8
s
re
i mmE i
L



6

Mario de Pernambuc--Sexta-*fera 7 de Maio de 1886
Ama
Precase de un ama par casa le Tinas p*s-
B*aa na ra Formes* n. 29, esquina do becco
ata agreiroe.
Ama
Precisa-se de ama ooa cosinbeira ; na
; de Olioda o. 6.
do
Ama
Pecja-se de urna ama para comprar e osi-
**- : na roa Nova n. 20.
AMAS
Ha na de Paysand n. 20, precisa-se de cosi-
y*e engommadeira, paga-se bem agradando.
Ama de leite
Precisa-se de orna ama de leite : na ra do
Lijme
to n. 19.
Ama de leite
Precisa-se de nma ana de leite, sem filbo, pa-
ga-se bem : a tratar en Duarte Coelho, casa do
Sr. Mafra, ou em Olinda no Varadonro, casa da
professora publica.
Ama de leite
Precisa-se de urna : ua ra do Brum n. 62, na-
dara.
Para ama
Urna f.milia estrangdra deseja contratar urna
rapariga de 14 a 16 anuos, preferindo-se de cor
preta, que nao tenha anda servido em casa algu-
na, dando lhe boa comida, roupa e ordenado, e
habilitando-a ao servico interno de urna casa : na
raa do Imperador n. 46, Io andar, se dir com
qnem tratar. ________________
Ama para menino
Precisa-se de nma ama para acompanbar nma
familia que se retira para a corte : na Graca, tra-
yeesa das Pernambucanas n. 3.
Aluga-se
para escriptorio a sala de detraz do 1 andar da
raa Primeiro de Marco n 18, muito propria para
escriptorio de qualquer natureza ; a tratar na loja
do mesato predio._____________________^__
Aluga-se barato
1* undar e aimazem na ra do Bom Jess n. 18,
e 2* andar e armazem na ra da Bestauracao n.
31 : a tratar na ra do Bom Jess n. 12, escrip-
torio.
Aluga-se barato
A caaa n. 74. largo de S. Jet.
A easa n. 143, ra ds Coronel Suassuna.
Trata-se no largo de Corpo Santo n.19.1 andar
Aluga-se
iim pequeo sitio murado, eom urna excellente
casa, com umitas arvores fructfera s, excellente
cacimba com agua encanada oara casa, com bo-
nito jardim, ra de Sunes Machado n. 1, na es-
trada de ferro de Olinda, muito perto da estaba
do Espinheiro ; no mesnio titio tem quem o mos-
tr : a tratar na ra ds. Praia n. 70.
Cosinheira
Precisa-se de urna que sea muito boa para casa
de duas pessoas estrangeiraa. Informa-sc na ra
do Baro dr Victoria n 9, iivraria.
Cipl MiT
O Sr. Francisco Alves da Costa, commandante
de um dos vapores dcsta companh'a rogado
?ir ra do Marque de Olinda n. 50, afim de
concluir certo negocio que nio ignora. ___
Engenho Sipo
Pede-se por favor que venham ra Direita n
16 (viado branco) rs seguntes senhores : Manoel
de Bastos Mello, Brto Bastos Filho e Antonio
Germino Alves da Silva.
Precisa-se de um mc<
nio de 10 12 annos
para criado, dando fia
dor sua conducta; no
3. andar do predio n.
42 da ra Duque de
Caxias.porciniada ty
pograpllia do Diario.
0 Acadmico Jos
Braziliano C. de Aibu-
querque, tem urna car-
ta dt importancia no
escriptorio Teste Dia-
rio.
Plvora
Vende Caudillo Thiago da Costa Mello, em seu
'Nieposito ra Imperial n. 822, olaria, onde tam-
ben! vende tijoloB ele.as. Tclephone n. 221.
Ff ancisca Brasilina Liiua do
Alina ral
Jos Soarea do Aujaral, seus 6 innocentes filhos,
irmao* e mal* prente^, transido* da m.is pro-
funda dr pc!o prematuro flaUeeimento de sua
presada esposa, mu <; prenla Francia/ Brasi
lina Lima do Amaral, igradteein fy intimo d'alma
a pssoas que se di leonrpanhar os res
toa rnortae ultima nioi un^'o 2 do cor-
rente mes. c a* convWam sin BMistirem
as .viseas do.-7' dia,qui terao lugar na Ord,n 3' de
S. Francisco, eexta-feira 7 do crtente, s 8 horas
da manha, por cujo carid;;so obsequio antecipam
seu mais pr fundo ree >rrh''.ir.'ento.
Antonio foni4 I.cpc Braga
Vicente Lopes Braga, sua raolber e filbos e
seas iririos, transidos da mais- pmfupda dor pelo
prematuro oto de seu muito presad
*to Antonio i Braga, agradece do
intimo d'alma a pesso.'i que se dignaram acim-
panhar os satos mortaes ultima morada domin-
g.o 2 do crrente mez : e de nova as convidam
* "ja psrajeistirein s.s missas do stimo di*, qe-.i
Espirito Santo,
1 horas da ma-
antecipam seus
terao uear n&
se
i
mais profund..
/
NIOO
*0M
Preoaraco de Productos Vegetaes
EXTIN?0" DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTINS & BASTOS
Pernambnco
Companhia de EdificacOes
0 escriptorio desta
companhia acha-se ins-
talado na pra?a da
Concordia n. 9, con-
servndole a b e r t o
das 7 horas da manha
s 5 da tarde, em todos
os das uteis.
Incumbc-se de cons-
trucfocs e reconstruc-
foes.
Rccebe-se informa-
f oes acerca de terrenos
na cidade e suburbios,
ca respeito dos quaes
queiram os respectivos
cfanos fazer negocio.
Po mesmo escripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do f aquary.proprie-
dade da mesma Com-
panhia. ____________
Engenho
Tr> spas,sase o arrendamento do engenho Santa
liosa, pa fregiiezin da Luz, perto da estscao de
S. Lonrenco, na via-frrea do Limoero, assim
como de Jaboatao, na via frrea de Caruar. O
terreno d;'i pira safrsjar-M annua!mente de dous
tres mi! pil' s te assucar. Alcm de muitas var-
zeas tem mata virgem pira abrir-?e novo* parti-
dos, mor a vapor, tendo urna machina nova, de
muita f.irca, e nvendas novas e grandes : quem
pretendel-o din; -se ao mesmo engenho ou ra
i! i Imperador i. 79.
Vende-se ou permula-se
Quem tive-r, na ci'iade do Recife, em
Pernarf>buco. sspepialmente no bairro da
Boa-Vista, um predio do valor de 10
12:000$OO, e quizer permtalo por ou-
tis, na povo cao de Mulurig, da provincia
da Pari'hyba, tendo dito pradio 130 pal-
mos do frente e 00 de fundo, com 10 por-
tas na frente, levantado todo elle de tijollos,
e com um estabejecimento de compra de
algodao e machina vapnr para descaro-
9l-c, e prensa e machina de serrs>, tudo em
bom estado ; dirija se ao abaixo assignado,
na referida povoa5ao, at agosto prximo,
fim de fazor n'gocio ; sendo que de agos-
to cm diante s far negocio o mesmo
abaixo assignado depois da saffra.
Fas-se o negocio por motivos partcula
res.
PovoasSo do Mulungu', 15 de abril de
1886.
AntonioBezerra Pessu e AVmqutrque.
Mudanca os escritorio
L. E. Rodriguen Viauna inudou seu escriptorio
de advogacia para o Io andar da ra larga do Ro-
sario n. 10.
Experimenten.
E iicnm o que ncham
Os especiar* tocare de gemp:po e caja que se
acham venda i o largo de S. Pedro n. 4?
On$a domesticada
O meibor t-So para quintal, vende-se : a tratar
na na dos i'razeres n. 82, Coelhos.
Engenho
Arrenda-so o engenho Estivas, sito na comarca
do Cabo : a tr riptoro de Seb.istiao de
Barr l ra do C'ommerco n. 15.
Arrendase
o enfrentio BragaaSA, na comarca de Barreiros,
moeute co' rente e de boa produccio : quem o
pretender pode untender-r-o eom os visinhos Dr.
Pelbino : Meudouca Vascnncellos, no engenho
Maitas Cabra*| on Joao Paolo More ira Temporal,
no '-ngenlio \\ & Irn
^osinheira
Precisa-se de ama, a tratar na ru.i da Uniao
n il.
Copciro
Precisa se de um copeiro que seja perito ; na
ra do Comn erc-io n. 44.
Serrara a vapor
Cae do Capibaribc n. 98
Nesa serriria encontrar*) os senhores fregue-
ses um granee sortimento do pinho d i rezina, dt;
5 a 10 nretrcj de comprimento, e de 0,08 a 0,24 de
etquadrios ; garante-se preco mais cemmodo do
que emoutra qmjqner parte.
PO
PURGATIVO
DE
ROG
PODRE PRGATIVE DE ROG
A^ROVACA DA ACADEMIA pE MEDIQINA DE PARS
Nenhum purgativo tem gosto tilo agradavel netii produ\
effeito mais certo. Numerosas observacoes nos hospitSes de Pars
demonstraram que os seos effeitos sdq constantes.
Com o P DE IROGqualquerpessa .
pode preparar urna bebida purgativa,
laxante e refrigerante. Conservase e trans-
portase fcilmente.
O P DE ROG itnico e authentico i
vendido em vidros envolvidos em papel cor
de laranja tra\ a assignatura
e o sinete do inventor em frente :
EH3ID
ADMINISTRAC&O !
PARIX. S,Be*l*v*rdlIontaiartr*,
PAETtLHAS DIGESTIVAS fabrlCd** em I
Tiohy com o* Sacs extrahidoi da*Fontet.mo
, de gosto agradavel e a sua acceo earUxv
_J tr a Azta e as Digesta dtr/tceU.
SE$ K Or PAR BINHOS. Om rolo para um Dana, paraaa peasoas que nio pedecairaVlchy.
Par evitar a tmUaSu exigir em todos m producto
MARCA Tij%. COMP X>ZI VICItV
M Producios cima 'io-m em csu de HAItlSMENDT k LADIU.B, t, r t. Wa*
t 9JLZEH de KOECHLIN, 35, ru d> Cnu.
* *,,*.x -x
EPILEPSIA
HYSTERIA
CONVULSES
MOLESTIAS
NERVOSAS
Cura qu&j swjfi
Allivio sempfi
ron imf n*
S0L5A0 NTIIERYOS
Laroyenne
VTHD* EM tKOfUT
WBIS, 7, Bsulbvarfl Drala, ?, PM.S
PIARMACU PUftBL
Bepositr1os em Pifrnambuco :
M. da OSI74 i O".
t s X t T T % X
Gotta, Rheumatismo, Dores
Solucao do Doutor Clin
o
Laureado da Faculdade de Medicina de Pars. Premio Kontyon.
A Verdadeira Solucao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Affeccoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soflrimenlos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solugo CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
ii3 Urna explicacio detalhada acomptnha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solugao de CLIN & Gie, de PARS, que se cnoontra em
easa dos Droguistas e Pharmaceuticos. t
qtcianparrr !
!
F,:y
k -a
?OPHOSPH
O D'Ghupcbill, autor (.i deacobarra das]
pronr: ratl a dos Hypophos- i
phitos no tratamento da Msica pulmonar.|
tem a honra de participar os seas c Megas
. que Ofl .micos Rypo hospbatos
recen1 lee i d silo que prepara o Sr. Swrann. ph:>r-
maueutio. 12, ra (tastigliono, Pars.
Os Xartoes de H.vpc-^sphitos da
Sfoaa. Cal o Ferro vondem-se em frasco*
quadr:i'!e tendo o nomo .. D Cfcnrebili
no vidro. sua MtynatMMl no envoltorio a
na tira de papel ra^araado que cooro a roiha.
Cada (rasco veniadeiro leva alem d'ir.io a
marcad3 fabricada "harmacia ST'anB.;
v'
Vmicm-M 'm ijdus as Phs-^n eiai
LINIMENTO SNEAU
Tutu. 03 CAVAiiop
SPMSSAO
do FOGO
e aa
QELa
do PELLOd
A cura fas-te
DB H6BX1
SDBSTITUl
o FOGO
en
tedas a: saat
, ir'LICAfES
sem dor e sem cortar, ne..t raspar o pello.
Pharm.' GNEAU, 275. Ra St-Hoc:r.PARIS
TODAS O P'-lARMACIA
ni mi ton.
EXPOSITION jt UN V 1878
Mdaille dOr^^CroiideCheTalier
LES PLUS HAUTES RECOMPENSES
AQUA DIVINA
E. GOUDRAY
DITA AGUA DE SAUDE
Preconisada para o toucador, como conservando
constantemente as cores da mocidade,
e preservando da peste e do cholera morbos.
ARTIG03 Recomm EN DADOS
perfumara de lacteina
ItMaB'iada ptlu CelebrUies Heicas.
GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
0LE0C0ME para a belleza dos cabellos.
ESTES ARTIGOS ACHAM-SE NA FABRICA
pars 13. rae d'Enghieo, 13 pars
Depsitos em todas as Peif-imarias, Pharmacias
e CabHIrrriros da America.
ELXIR VIKOSO
Phosphatado
APERITIVO RESTAURADOR
Os facultativos o receitam muito s
mulhercs pajadas, c as que amatnen-
tam, porque em ambos os casos C- til
!ia e i formacao da enanca.
PAT.IS, -.2, roa Crouct, 22, PARS
- rAUUACIA*
Deflaxoa, Gripp. Brorcblta*.
ntiTlUoa^ do Palto, c XAROPE a a PASTA fe!./;
I tora! t HAT-. de DELANGB7JNTER lio de -i-M.
aokcU oarte wlCeeds por nbros d arador! "
\< Mtdleiu d fnor*. C
1 Bem Opto, i/orpkina nrai CaUMa lm n netc;
vSj tirms pars m. toa WtaBoa, U PAR id
I
r*
CXPOSIClSO DE PARS 187
FuIIA dr CO9C0BBO
Cura
de
pelo P do
33- Clry
Ttndtt-te em todas a$ P'tarmacia*-
i uju "': vi; tt-ci
ASMA
ENSTANTANEA[ra. r,rba.
S aa rjn-5, stei prepar > *
cm Uv::gem.
Dt riLLIOL
BOBADA ;. i i ,. C^HICT.
O'IDCOS
ana COr primitiva
epa*itognl en Parla: r7X.JL.roii, i?, ru.i lir.-ait, PABiJ
1* Pei-M.it/i co : FRAN" t*. d;. SILVA e C*.
CUIDADO COM
AS FALSIFICACOES>
Engommadeini
Precisa se da urna engommadeira que execute
j bem o servico : no pateo do Conde d'Eu n. 30,
1 terceiro andar.
Vinho superior
O puro Bummo da uva para pasto, em barris
de quinto, importado por encommenda do propro
! lavrador, qne tendo o em pequea escala, s o
fabrica para doua amigos. Na ra da Cadeia do
, Recife n. 3% se diz, por favor, quem o tem ; ha
apenas seis barris para dispr.
i ----------'------------
Hotel Dons limaos
Raa do Bom elewnn n. S3
Este hotel tendo pas3ado por urna reforma, pede
a seu* amigos e freguezes para faser-lbe urna vi-
sita, onde encontraro variedades e iguarias.
Alleneiio
Arrenda-se o tiapiche Moutinho, contiguo ao da
companhia, com tres portas de frente para o caes :
a tratar no largo do Corpo Santo n. 4, primeiro
andar.
23,
Na drogara da ra do Mrquez de Olinda n.
precisa-se de no pratico de pharmacia.
Leonor Porto
Ra do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a exocutar os mais dirBceis
figurinor. rucebidoa de Lob***, Par,
Lisboa e Rio do Janoiro.
Prima em perfeicao de ooatar, m bra-
vidade, modicidade etn prec e fin*
gosto.
}{
Jni* ie pa
O Muz-u de Joias, roa do Cabng n 4, rece-
' beu pelo ultimo vapor francez um esplendido sor-
timento. Prt'903 niuit-- moderados.
SMULSAO
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
llypopliosplulos de cal e soda
Approvada pela Tunta de lly
gienc e aulorisada pelo
governo
E' o melhor remi-dio at hoje descoberto para a
llnira bronebile, eacropliulax, ra-
rbiiiN. anemia, ebilida4o eaageral.
deflaxoN. iss- broalaa >:>*.
do peilo e da (rarxanla.
E' muito superior ao ob-o simples de figado do
bacalho, porque, alin de ter ch-iro e sabir agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinis e nu-
tritivas do oleo, alcm das propriedades tnicas e
reconstituintt 8 dos hypophospbitos. A" venda nai
drogaras e bit ras.
Deposito cm Pcrnambuco
Francisco Manoei da Silva & C.
23RA MRQUEZ DE OLINDA-23
l'astilhas Vermfugas
DE
X3C3S'H.-XaNrO
As (micas inlaiveis e que nao
repugnam as crianzas. Ciiegou
nova rcaiessa e vende-se na
caso de
FRA SOBRIIO k
VINHOdeEXTRACTOdeFIGADOdeBACALHAO
"Vende-so
en trxlas as prindpars Pharmacia
e I>ro?aria_.
al
Deposito ger
PARIZ
21, Faubourg Montmarlre, 21
O VINHO de Extracto de Figado de Bacalho, preparado pelo Snr. CHEVRIER, l'hai-iii.iceutico do 1" clame,
em Pariz, possue ao mesmo tempr os principios activos do Oleo de Figado de Bacalho e as propriedades therapeuticas Jos
preparados alcoolicps. E' pre 1 rujo estomago nao pdc supportur as susbstancias graxas. O seu ofieiti:
como o do OI50 de Figado de Bacalho, soberano contra as Escrfulas, Rachitismo, Anemia, GhiorosF
Bronchite e todas as Molestias do Peito
VINHOdeEXTRACTOoeFIGADOoeBACALHAO CREOSOTADO
Deposito geral :
PARIZ
21\ Faubourg Montmartre, 21
Vende-se
cu todas as ariiciats Pharmacias
e Drojariaa.
A CREOSOTE de FAIA suspende o trabalho destruidor da Tsica pulmonar, porque diminue a expectoraco
desperta o appetite, faz cessar a febre, supprime os suores. Os.seus effeitos ctobinados com os do Oleo de Figado 03 Bacallao,
fas^em do VINHO de Extracto de Figado de Bacalho Creosotado, de CHEVRIER, o remedio por
t\ silencia contra a TSICA declarada ou nminent
Lembran^a
Para qnem precisar estabelecer-se temos a ca3a
da ra da Florentina n. G : a tratar no largo do
Paraizo n. 14. _______________^^
Ouem tem?
Oure o prala : comprase ouro, prata e
sedras preciosas, por maior preco que em ontia
jualqucr parte : no 1 and-ir 11. 22 ra larga do
'osario, antiga dos Quarteis, das 10 boras is 2 da
t irde, dias uteis.
Criada
Precisa-so de: urna criada acostumada a viajar
1 embarcada, para fazer urna viagem de dous me
1 zes para o norte no prximo vapor, em companhia
. de urna senhura casada, com dous pequeos ; a
: tratar no Corpo Santo n. 19, 2o andar.
R. DE DRLSI\i & G.
Ra Mrquez de O linda u. 13
i ntica da Cadeia)
Gasa de commissoes
Grande e variado sortimento de amos-
ras e catlogos de producjJes da Allema-
iha, Franca, Inglatera, Austria, Hespanha,
ttalia e Estado-Unidos.
N. B.InformacSes sobre machinismos
hricola, ditas para engenhos centraes-
<*petba*, etc. para incendies e outras oa*-,
xiinas e utensilios
Preco fixo
*1 Una Vina numero *1
Recedeu um lindo sortimento de oculos e pin-
cenei, que vende barate.
Arnia^o
T*nde-se a armacao da loja n. 109 raa Dn-
q*e de t'axias ; a tratar na mesma.
^s:
Franciwca iirasili.ia Lima do
Amaral
Jos Soarei do Amaral e seus cinco filhos, Jo
do Reg Lima, Brasilina S. de Mello Lima, Joao
Jos Soares do Amaral, Fortunato J S. lo Ama-
ral, Jos Elias S. do Amaral, Joao do Reg Lima
Jnior, Joao A. S. Freir, ana mulber e filhos.
Francisco J. J. Galvao, sua mulher e filhos,, e
mais parentes presentes e ausentes, transidos da
mais profunda dor pelo prematuro fallecimento de
sua presada esposa, mai, filha, irma, cunbada e
tia, Franeisca Brasilina Lima do Amaral, agr-
deeem do intimo d'a na s pessoas que se digna-
ram acompanbar os restos mortaes ultima mo-
rada, no domingo 2 do correte ; e de novo Ibes
rogam para assistirem as missas do stimo dia,
que terao lugar na igreja da veneravel ordem fer-
eera de S. Francisco, sexta-feira 7 do corrente,
4s 8 boras da manha, por cujo caridoso obsequio,
ant^cipam o seu profundo reennheeimento.
Antonio l. Freir de Andrado
Luiz Freir de Andradc, seus filhos e genros
rogam aos amigos de seu presado filho, Antonio
Iziloro Freir de Andiade, fallecido em 7 do mee
prximo passado, o caridoso obsequio de assisti-
rem a missa que mand'im resar por alma do falle-
cido, sexta frira 7 do corrente, trigsimo di de
seu traspasso, na igroja do Corpa Santo, s 7 1/2
horas da manha, eonfessando-se a todcs summa-
mente srrat i.
Para evitar duvidas
Ks abaixo assignados, estabelecidos ao largo
do mercado n. 12, prevnimos ao publico e ao res-
psitavel corpj coinmercial, que oo no-i diz res-
peito um arm:izen para compras de agurdente
ra Imperial, e qu iryra neata praca sob a nossa
mesma razio social. Keeife. >i de Maio de 1886.'
Gomes Ferreira & C.
E])'ei)li(i
Arrenda-e o engenbi Cananduba, prximo a
cidade de Jaboatio, ha pouco reeiificaJo cjm im-
portantes obras, conteudo exteus.is trras, mattas
e acude para safrejar 1,500 pes de assucar an-
imalmente. Tmbela se divide em sitios a vonta-
de dos compradores ou roreiros, todos margen
de riach s : a tratar com o cmmtndador Barroca
em sua resi leoei* na Magdalena, uii nos sabbados
em dito engenho.
Ao publico e com especialidade
ao corpo coinmercial
Eu, abaixo assignado, decan que nesta data
comprei meu rmo. Jos Custodio Loureir. a
sua taverna, sita a Estrada X >va do Casanga, seo
numero, confronte a estaeilii do Zumb, freguezia
de Afogados. livre e desembaracada de qualquer
onus ; se alguem se julgar credor da dita casa (
Estrada Nova) aprsente suas coutas, no praso de
tres dias para seren pagas, na mesma.
Recife, 5 de Maio de 18-';.
Joao Custodio Loureiro.
Attenco
Tem-se para alugar urna perita engommadeira,
lava e cosinha : a tratar ua ra dos Martyrios
n. 148, 2o andar.
Vende-se a taverna da rur de S. Miguel
(Afogados n. 18, com armacao e gneros, e tam-
bem se vende s a armacao : a tratar na mesma.
Veude se urna excellen'e taverna no largo
de Santo Amaro das Salinas, linha de Limoei'O, propria para qualquer princi-
piante : a tratar na mesma. v
Vende-se a casa torrea sita ra Imperia
n. 9 : o tratar na ra do Imperador u. 3 1 an
dar, com Antonio Bezerra Cavalcanto de Albu
querque.
Cabriole!
Veide-se por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous asseutos, quatro ro-
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
che; do Candido, ra da l ua.
Pinho eriga
Vende-se em casa oe 5Iatnerj3 Austin C, i
ru'i do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
qualidade e diversas dimensoes.
Emco
ti
Vende-sc por 20:00l) a quinta e ultima parte
dos engenhos Amaragi d'Agua, Santa Luzia e S.
Vicente, do ter :io de Gamelleira, meia urna le-
goa distante do engenho central de Koeiriio, bem
como por preco commode, um gran le sitio qu foi
engenho, no Iguaras.ii : a tratar aa ra do Im-
perador n. 50, t-rcero andar*
Taverna
Vende-se a bem nfregu<-zada taverna da ra
larga do Rosario n. 1, propria para principiante
por ter ons ecmmodoa : a t.atar na ra larga do
lio.ario u. 14.
Vende-s o ensreuho Mepuahipe de Cnna, da
Iregue-za de Jluribeca, comarca de Jaboatao, com
i'ptim.is trras, proprio para principiante : a tra-
tar em Jaboatao, ra Duque de Caxias n. 15.
liqioauio de mmM
SENHORAS
\ ende se pelos seguintes pre-
cos de J5S0:> ac ooo,
na do Crespo n. 19madama
MequeIIna. ___________ .
Mobilias de junco
Vende-se mobilias de jnneo de encost com pa-
lha e sem palba, mais barato do que rm ontra
qualqutr parte, assim como mesa elstica de 3 e 4
taboas, guarda-vestido e gnarda-Iouca, e outras
peca* avalas*: na rna estreita do Rosario n 23
i
1


-



Mario de Pernambaoo Sexta-fcira 7 de Maio de 1886
Veode-se
ama armaoao de kmro en yidracada, prapria pa
qoalquer negocio : a tratar na praca da Indepen-
dencia na. 19 e 31, ou na traves* doe Expostos
n. 16, otSeina de marcineiro.
A Revoluco
0 48
A SABER:
AlgodoPee* a godosinho com 20
jarda, pelo- > iprecos de 3*800,
4f, 4*500, 4*j.,C, 6f, 5*500 e
MadapoloPeca de madapolo com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
6|50t
12*008
800
1*808
a ra Duque de Casias reduzio as vendas
a 25 O[0 de menos de seu valor
Ver para erer
Setin maca a 800 rs. o covado.
Merino de bolinhas 900 rs. o dito.
Lindas alpacas de cores 360 o dito.
Setinetas lisas 400 rs. o dito.
Ditas escosseaas a 440 o dito.
Chitas finas modernas a 240 e 280 o dito.
Cretones finos a 320, 360 e 400 rs. o dita.
Fusto branco a 400,440 e 500 rs. o d'to.
Linn branco a 500 rs. o dito.
Mariposas finas de cores a 240 o dito.
Linhos escossezes de quadrinbos a 240 rs. o dito.
Renda da China 24G rs. o dito.
Seda di listras 1*000 o dito.
Damasco de cores a 500 rs. o dito.
t>rim pardo liso 300, 360, 400 e 500 rs. o dito.
Verbatinas de todas as cores a 1*000 o dito.
Ficbsa 1*, 2*, 3*, 4* e 5*000 no,
Casemira inglesa de cor a 3* e 4*000 o covado.
Dita diagonal a 2* e 2*500 o dito.
Dita de cores a 1*800, 2* e 2*400 o dito.
Flanella americana 1*200 o dito.
Toilette para baptisados a 9*000 un.
Pannos e collarinhoB para senhora a 2*000.
Espartilhos de coracu a 4, 5, 6 e 8*000 um.
Camisas bordadas de linho a 30*000 a duzia.
Camisas para senhora a 30*000 a dita.
Ditas de meia a 800, lOOOe 1*400 a dusia.
Timoes para meninos a 4000 um.
Casacos de laia 12* um.
Bramante de 3 larguras a 900 rs. a vara.
Dito de 4 larguras a 1*200 a vara.
Lencos com barra a 1*200 a dusia.
Lenyos brancos a 1*800 e 2*000 a dusia.
Lences de bramante por 1*800 um.
Cortes de casemira de cor a 3, 3*500 e 4* um.
Toalhas felpudas a 4* e 6*000 a dusia.
Ditas aleochoada de 20* por 12*000 a dusia.
Meias para hornera de 3$, 4J, 5* e 6 000 a dusia.
Meias para senhora 3*, 4*, 5*, e 6000 a dita.
Colchas brancas e de cores a 1*800 urna.
Colchas bordadas a 5000 e 7*5i>0.
Cobertas forradas a 2*800 e 2*900 urna.
Madapolo gema c pelle de ovo 6*500 a peca.
Redes bamburguezas a 10*000 urna.
Brim trancado a 700 rs. o covado.
Cambraia de forro a 12000 a peca.
Zefiros lisos a 120 o covado.
Cortes de casineta a 1*000, 1*600 e 1*800 um.
Anquinhas a 2000 urna.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesses prelerive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortificB
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu iheres armazena
soolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo no-
me e emblema silo registrados para todo o Brasil
BROWNS <5c C, agentes
Fizomlis brancas
SO' AO NUMERO
lo rna da Imperatrlz = lo
Loja dos barataros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40,J ven-
dem um bonito sortimento de todas estss fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
Ditas branets e cruas, de 1* at
Creguella franceza, fazenda mudo enebr-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 600
Ceroulas da mesma, muito bein fetaf,
a 1*200 e 1*600
Colletinhos a mesma 800
Bramante francs de algodio, muito en-
cornado, com 10 palmos de largura,
metro 1*2
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 280t
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chita, claras e escuras, pa-
drdes delicados, de 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mai delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fasendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodo entestado pa-
ra enfoes
A uou ra. e 1JOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
i .r;odao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
n s de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
11 KO o metro, assim com* dito trancado para
toa Ibas Ae mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
o i ctro. Isto na leja de Alheiro de C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209, 1*400, 1*600, 14800 e 2* o covado
A heiro <$ C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acinu
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
cto di s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupaa
ce casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
ce becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
jas, de duas larguras, com os padrees mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
eam de mandar fazer costumes de casemira a
309, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pechncba ; na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
t. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a i oo r. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barat pre-
co de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fustes de setineta a 500 rs o
covado
Alheiro & C. i ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fustSes brancos pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
GRANDE
Expsito central rna larga do
Rosario n. 38
Damiaa Lima & C., nao podendo acabar coa a
grande quantidade de mercadorias, resolvern)
anda urna vez convidar as Exmas. familias e o
rsspeitavel publico em geral, que com certeza nia-
gaem perder seu tempo, fazende urna visita
Expoalco Central
Pecas de bordados a 200, 400. 5CO e 600 rtt
Puntes e colarinhos bordado/ pirra seniora a
2f 000.
Ditcs ditos lisos, 1*500.
Ditos para homem, 1*500.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Invesiveis grandes por 320 rs.
Lacos para senhora por 1*500.
Macos de 13 para bardar, 2*800 e 3*
Luvas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escossia, 1*0C0.
Broches para senhora (modernos) 1*600.
Um par de meias para senhora (fia de seda).
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J2U0.
Dusias de baleias a 360 rs.
Carretela de 200 jardas a 80 rs.
Metros de arquinnas a 180 e 120 rs.
Um par de fronhas de labyrintho, 1*500.
Macos de grampes a 80 rs.
Metros de plisss a 400 ra.
Lindos paasarinhos de seda para chapeos de
senhsra, de 500 rs. a 1*000.
Um pente com inscripcSo para senhora, 1*,
Um leque de 16* per 9*.
Brinquedos para enancas, loques de papel, fi-
tas, bicos de linhe, quadros para retratos, lencos.
tspartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrilbos, e
I entras muios" objectos de pbantasia por preco
! sem competencia: na exposioao Central, roa,
1 larga do Rosario n. 38. ^
Engenho Recanto
Vende-se ou arrenda-se o engenho Recanto, ai'
tuado no termo de Seriabaem, moente contente
d agua, com boas trras, etc. a tratar com Ma-
noel Ferreira Bartholo, ra do Bom Josas 4.
Cabriole
Vende-se um em perfeito estado e por preco
ommodo; a tratar na rna Duque de Cariasen. 47
A
DAS
CORRE NO DA 11 DE MAIO
!
Fructas maduras
Vendr-se diariamente especiaes laranjas para
>oKqo aonntao e outras muitas : no
mesa, mangabas, eapotas,
largo de S. Pedro n. 4*
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006^000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 11 de Maio de 1886, sem alta.
| fV M ! ED A 1 Ei|A
Ll 5T A ll tlfi AL N B.0 premio prescrever 92*
^.s U m WM um anno depois da extracto.
DOS PREMIOS DA J PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 1757 EM BENEFICIO DA IRMANDADE DAS ALMAS DA MATRIZ DA BOA VISTA, EXTRAHIDA EM 6 DE MAIO DE 1886.
NS. PREMS. i NS. PREMS. JS. PREMS. NS. PREMS, NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMi NS. PREMS<
12 4| 251 40 489 40 706 u 948 40 1221 49 1453 40 1704 40 1918 40 2197 40 2383 40 2602 40 2850 40 3083 40 3322 4# 3563 40 3751 40
15 55 80 90 7 _ 51 22 __ 55 i 5 25 99 90 5 52 3101 " mmmm 26 66 52
16 _ 61 40 92 mmm 8 sn 56 28 57 80 9 32 2200 92 9 __ 53 8 _ 23 90tt 78 380 60 l:ooo0
18 ioo 62 98 11 64 42 65 40 10 37 2 80 99 -* 10 55 10 10 35 40 80 40 62 40
26 4(5 71 503 --- 18 67 45 68 12 40 6 40 2402 17 57 80 13 40 44 87 90
28 7G m 8 25 --- 68 49 __ 73 14 43 12 4 19 59 40 15 49 89 - 97
38 __ 85 __ 11 --- 26 ^^ 70 51 80 74 16 80 49 l 13 6 28 60 17 _ 50 90 3802
39 86 13 10 SO 80 72 52 40 76 17 40 50 40 14 12 33 64 23 70 92 3*0 3
45 92 14 40 40 40 77 55 78 18 54 15 15 mmm 40 67 25 72 - 96 40 9
73 99 e 15 55 81 63 83 20 67 19 17 mm. 42 82 27 73 - 3600 11
75 303 __ 19 67 _ 94 64 1501 21 84 22 24 --- 49 96 28 82 1 22
76 4 __ 25 68 %%%%. 98 71 4 24 92 23 27 --- 50 2904 34 87 13 26
83 10 --- 31 78 1006 73 11 30 2001 ' 24 31 --- 51 5 36 90 - 17 80 28 #
87 19 4a 81 --- 43 74 15 32 10 25 42 __ 64 12 39 3400 4:ooo0 24 40 29
93 33 47 80 83 54 80 17 33 14 32 46 __ 78 15 42 __ 4 40 25 37 4#
94 1OO0 35 55 40 84 ie-5 59 65 68 76 90 1105 14 15 16 17 18 22 23 25 26 34 36 81 19 35 25 35 ,49 __ 86 22 48 _ 9 27 - 38
100 80 36 59 __ 98 4| 90 23 42 26 39 54 __ 89 31 52 - 10 30 - 45 _
4 40 40 62 802 80 40 80 40 80 40 1300 25 45 38 40 62 __ 95 10 41 58 11 32 54 _
5 54 65 7 i 1 26 49 39 42 75 2703 40 44 65 13 - 34 58 __
7 11 13 56 62 65 ^^ 66 70 7 8 9 14 40 3 13 14 = 28 32 33 51 55 57 43 52 54 10 40 80 48 56 65 - 84 87 88 830 40 5 8 24 ^^ 47 51 54 72 76 79 ^~ 16 18 24 36 41 -42 59 64 66 ^
14 _ 67 --- 79 _ 27 23 40 65 55 40 66 90 >^ 25 60 - 89 _ 25 47 - 69 m^
17 20 71 76 z 84 90 30 35 z 30 35 80 40 41 45 73 75 ,ii, 56 63 67 69 91 93 loo/ 27 29 65 68 97 3205 27 28 48 55 71 74
29 94 94 ai 36 - 36 47 _ 81 66 70 185 97 40 45 73 8 41 57 - 76 M.
37 98 - 603 80 27 46 54 __ 88 68 10 77 45 98 59 33 11 43 - 58 - 81 _
39 SS5 403 5 40 53 48 80 57 98 71 40 80 - 502 ^^_ 60 85 14 61 62 80 85
40 40 5 6 55 49 40 63 1801 79 83 * 5 _ 64 86 15 71 64 40 87 ---
42 6 9 mm 60 51 64 5 87 85 " 6 _ 66 91 18 78 - 65 - 88
43 18 11 ^^ 69 58 ^^ 65 _ 6 91 _ 89 ~~ 9 . 67 95 27 83 6 <1 93 ^_
46 ^^ 24 12 _ 70 59 .... 69 13 92 _ 2300 - 20 _ 70 ^ 98 10 31 85 _ 98 80
49 -BB 25 15 _. 71 41 64 73 17 97 7 21 71 3004 40 35 93 77 3904 4#
51 _ 28 m , 21 72 46 66 . 95 23 2102 8 22 . 72 7 43 98 80 14
61 ^^ 36 22 76 47 72 1607 29 4 mmm 9 23 77 12 47 3509 - 81 16
63 45 30 _ 77 56 76 9 33 8 __ 12 27 81 17 61 10 84 22 S9f
73 49 40 82 64 78 16 46 23 HH 16 34 87 21 67 MI 13 87 23 H
76 mmm 50 44 85 83 65 82 21 51 26 80 25 36 90 24 6S _ 18 80 88 25
78 S 55 54 45 84 70 _ 86 28 __ 53 30 40 28 38 93 32 '69 __ 30 40 93 27
89 40 56 56 85 72 _ 87 35 _ 54 31 80 40 50 99 36 70 37 99 3702 35
94 ie 61 58 m 94 74 _ 93 36 __ 56 33 40 44 52 2800 38 74 40 36 -
209 40 63 ^^ 69 - 97 78 _ 96 d __ 62 41 __ 46 ,56 11 57 76 44 - 6 41
16 68 m^ 72 . 909 79 _ 98 44 MM 68 55 __ 49 56 18 58 10 90 46 9 45
17 70 __ 74 84 10 88 80 99 45 __ 75 80 58 80 53 59 21 60 40 98 50 - 14 57
18 73 __ 75 40 12 95 40 1405 56 ^_ 76 40 69 40 54 60 23 69 3310 51 - 15 20 60
25 __ 74 ... 77 16 99 8 62 mmm 77 __ 79 _ 60 65 31 70 4 54 63
30 ._ 75 _ 81 21 1204 _ 9 i0 74 _ 86 __ 80 __ 64 66 mm* 33 71 10 56 28 68 8f
31 i 77 __ 93 23 8 21 40 80 _ 92 __ 83 _ 69 3 30 77 42 10 76 13 . 57 32 - 70 4|
41 _ 78 80 94 ~ 39 13 39 . 93 1901 _ 88 77 40 79 --- 43 40 77 18 58 36 83
49 .88 40 701 42 42 1702 13 89 78 92 49 79 19 59 - 43 94 1 95


8
Mario de, PcrnambucoSexto-feira 7 de Maio de 1886


MARI MA
narlnha de guerra
(Jornal do Commarcio. da corte)
Urna nova era, quig duradoura, parece
felizmente abrirse para a mariaha na-
cional.
A guerra do Paraguay depuperou-lhe,
verdade, o material e desibrou-lhe o,corpo,
mas este sentio-se purificado e a sua cner
gia vital nunca attingio to elevado grao.
A esse tempo, :udo na marinha andava
bc caininho "e todos raostravam-se satis
feitos, porque se no coragao tinhamos o
palpitar saudoso pela familia jamis se nos
empanou nos pinos a imagem nlo menos
cara da patria ultrajada, anda que no leito
do ignorados ros ttvessemos a eterna raor-
talba.
Cada um, pois, trazia como gostoso de-
ver no pat-iotico peito indelevelmento gra-
vado aquelle mesmo epitaphio que se- le no
secular marmore de Metz e qu9 se traduz
nestaB meinoraveis palavras de lealdade,
de abnegaglo e de coragem cvica do gran
de general Fabert : Si, pour empcher
q'une place que le Roi ma confie ne tombt
breche ma famille, ma personne et tout mon
bien, je ne balacerais pas un instant pour
le faire
Entilo pelejava-se cora ardor e vencia-se
com glora. O reconhecimento a nagao
nao se fazia esperar e a justga dos gran-
des omens que estavam i sua fronte sa-
ba patriticamente confinnal-o. O galar-
do do merecimento era promptamente de-
cretado, sem que jamis o inconcusso di-
teito de antiguidale loase frivolamente pos-
tergado.
Depois. correram os terapos... Quinze benemritos como ver os indignos premia-
dor consciente e decidido estaos limpan-
do a ulcera srdida e reluzente.
Hoje, felizmente, temos as scenai muda-
das: transformando se em actividade prc*
ductivfc a inaccSo espectaculosa.
Em primeiro lugar temos a bem enten-
dida economa. E' preceito normal da eco
noraia poltica que s se faz til o'que
justo. A reciproca desta proposicSo pode
com igual fundamento ser affirmada, sendo
obvio que a nocividade ou a simples inuti-
lidade sao virtualmeute injurias desde que
urna utilidade correlativa emerge e se im-
poe. Ora, o que estaos vendo actual-
mente que as injuaticas vao sendo dia a
dia sanadas, senio reparadas, o as mil inu-
tilidades eliminadas ou removidas.
Diremos aiada que importa differengar
a eeonomia da avaraza, assim como em
mecnica se distingue o equilibrio da inac-
cSo e por essa razio que s com applau
so corlial vemos finalmente serem postas
em pratioa as ndispensavuis medidas ga-
rantidoras de urna defesa efficaz do paiz
pelo lado martimo, fazendo se mover to-
dos es navios em eoinmissoes bem defini-
das e desenvolvendo se pari passu a ido-
neidale do seu intelligente pessoal vido
de trabalho como do progresso.
E' preciso, por outro lado, reconhecer
que j agora parece dess.nuvar-se a face
continente o severa da justga e alguem
parece erapenfoado em constituirse seu fiel
sacerdote. Alegra-nos profundamente ver
que o espirito do Ilustrado ministro a quem
est commettida a delicada tarefa de pro-
mover com criterio e nomear com discer-
uiinento, sabo pautar a sua escolha pelo
sentencioso aphoiismo do padre Antonio
Vicira quando diz que: o premio seja con -
ferido ao valor e nao valia, ao sangue
derramado se ntto ao lierdado somente, por-
que nao ha cousa que assim desespere os
annos de doce e santa paz lias paz des-
organisadora e narchica, onde os garras
dos.
Ao activo
e creador raovimento ultiraa-
iie uma politioa despreoecupada e incoo- mente coramuoicado marinha que varaos
sci|te tudo revolveu na armada, sem pa jem seguida conduzir a attencao do leitor
no e sem estudo, prostrando-a dolorosa- j ag ., e habilital-o e por si julgar do tun-
mente. Nao foi como convinha restaurado ja!nonto co;n qU0 at a^u desertamos.
o mUerial na propongo dos gigantesco sa- I gera raaiores dispendios, por toda a parte
orificios fritos pdo Estado ainda assim aojre;naj com effet0, a mais ordeira aotvi-
irapdso de poucos, muito poneos patrio-1 ,|aje. Alguem apparecc de sorpreza e,
tas), nem souberam levatit^r-nns o moral s,;ai nr_da perturbar, tudo olha, examina,
abatido, maniendo o encorajamento de que Qjaa e providencia. Os arsenaes produ-
nao pode prescindir uma olasse que vive
de riscos e provangas. As administracJJes
succedendo-se precipitadamente e eclyp-
sando cora as sbitas mu I ancas, era sera-
brilharam pelo criterio, e por vezes a
pr
justga vendava os olhos, eobrindo tambera
os ouvidos depois de Iiaver meticulosamen-
te escolbido os predilectos.
Som fazer aggravo com estas palavras
bonestidade e boas LntencSes de alguns no-
taveis administradores, cujos Bornes sao
anda hoje o alvo de merecidos encomios.
lasse, destacando se \
tata, as reparticoes funecionam em dia, os
navios viajam e as divisoes e esquadras
movemse para o norte e para o sul. Ob-
serva se a uniforraidade de vista: presonte-
! se a unidado intelligento do mundo na di-
reeclo geral e superior da mariaha.
Era brevissirao tempo e como por en-
canto, em dia marcado faz-se vela para
exercicios, nvolugocs, cruzeiros e rendez-
vous militares as entao esquecidas provin-
cias do norte urna divisao de cruzadores de
madeira sob o commando do abalsado
chefe Pique t.
na imprensa e na c
dignamente nesse periodo pouco feliz (de ; )as depois, desferrara uns aps outros
total ohumbramento para a sorto de alguns |j0 p0rto 0 j|0 e janero, sorvedouro de
de nos), preciso confessar que. com o
seu cortejo maradagem escusa dos pygmeas pastando
no odio e na sordidez de uma ambicSo sem
limites, e o parentesco olygirehico cimen-
tando em pedesaes de barro dourado os
roclionchudos e innocentes filhotes, taes fo-
ram as feigS-'S predomintes de tilo longo e
triste estadio manietado ao mais ridiculo,
artificioso e estril papelorio.
A raarinha assim ferida na propria fone
de sua vida moral, chegada no arcago de
sna economa, percutida, emiira, no cora-
cao de sua exis:encia collectivr., sentio aba-
larem-se-lhe 03 alicer:es qur.ndo n'estea l-
timos quatro annos vio o tabernculo de
sua irapolluta coustitu'.cao inradido pela
baba fra do abuso descalvado, deslustran-
do mritos e sagrando pret r';oes ignomi-
niosas.
Deus seja, pois, louvado, que um ottscr-
vador sagaz, qual inspirado propheta, veio
a tempo de reconhe.-er a gravidade do mal
e com o resoluto escaipcllo do administra- casta do sul.
quasi todo o material da armada, navios
soltos com destn.icoas a Montevideo, Salto
Oriental, Santa-Catharina o Rio Grande do
Sul.
Em seguida, chamado pelo telegrapho
um cruzad' r da divslo de madeira, o Al-
mirante Barroso. Chegado corte, apres-
ta-se com urgencia, e em menos de uma
semana suspendo ancora e parte em via-
gem de instruegao com os goarda-mari-
nhas da ultima turra.>, em dilatada e bri-
lhante coramissSo, s tres Americas, ao
longo da costa occidental do Atlntico,
cruzar as bacas boreal e austral do mesrao
occeano, all em procara de ilhas transoc-
ceanicas, e aqui em demanda dos derra-
deros portos nacionaes do .seu bellissimo
itinerario.
Logo mais, das reparticoes hydrographi-
ca e dos phares a seus navios especiaes
o SraconW't c o Madeirasilo confiados
importantes trabalhos scientifico do levan-
tamento do plantas o de pharolisayilo na
fin? t
FOli
ip r
: J-- ..
Vou
ANGELA
poi
p
luvisa ss wsnm
Coatinuago do n.
XXI
101 )
De rep-nte, desendcu-sc-lhe o sobr'olho
o as rugas da fronte desappareceram.
Por fim de eontas, q:io me impor'a,
disse elle quasi od alta vos. Se a aeba-
rem, tanto raelhor.E' aeludo que na la
prova contra mim e que pora a polica em
caminho errado. .. O policial mais esperto
n5o c capaz de adivinbar quo aquella carta
foi perdida duas vezes... Tudo vai per-
feitimente.
Sem mais se inquietar com a carta de
Jayme Bsrnier, Angelo Proli deitou os
papis no fogilo, como tinba feito aos seus
no dia da partida, accendeu u:u phosphoro
e pol-o em contacto com una das folhas.
Dentro em pouoj tu^o ardeu.
O itiliano e?o sabio do p do fogao, em-
quanto nao teve a certeza do ficar reduzi-
do a cinzas at o ultimo pedaco.
EntSo, mudou de roupa branca, vestio
e escovou a roupa. tornou a abrir o saqui-
nho de couro, tirou algumas notas de mil
francos, metteu-as Da carteira que couti-
nha o recibo do banqueiro de Mar-seiba e o
rascunbo do testamento e intro/iuzio a car-
teira no bolso, do lado do sobretudo.
Depois de tornar a fechar o i-acco, que
provisoriamente lhe servia de burra. Pro-
li escondeu-o co colchao da cama, que des-
pejara em parla de antemao.
Pegou em s?guida no chapeo e esceu.
Prepare os meus recibos, minha cara
senbora, disse elle porteira. Saio e j
volto.
J aqui estao promptos, Sr. Proli...
TenJho-os aqu ha muito tempo... no meu
armario... eii sna disposicSo.
_ Ajunte-lbo o do prximo aluguel e
previna o pror. rietario que deixo a eua
casa.
Elle mora aqui no fim da ra
casa delle.
E eu vou almocar. Quando voltar,
pac .re tuio.
O italiano sabio.
Uma hora depois tornou a entrar.
A porteira tinha chegado de casa do pro-
prietario, que ficara encantado, tanto mais
que jalgava o dinheiro perdido e ella tra-
zia os recibos em devida regra.
Angelo Proli pagou o atrazado, o reci-
bo de Janeiro, o re.cibo de Abril e som
ma de trezentos e sessenta e dous francoa
e cincoenta cntimos, que liquidara a di-
vida para com o proprietario, accrescentou
generosamente dez francos do gratificac3o
a porteira.
Quando se muda, Sr. Proli ? per-
gur.tou ella.
A minha roudanca nao ser longa.
nem complicada, respondeu elle, levo so a
minha mala.
Mas a sua mobilia .'
A senhora chama quillo uma mobi-
lia Isso simplesmente por delicadeza.
Pois bem, essa mobilia, minha cara senho-
ra, fago-lhe presente della. A partir deste
momento perteuce-lhe e pode dispr della
corao entender.
A porteira calculou loga que, venden Jo
aquelles movis velhos, poda tirar perfei-
taraenta dous luizese confundise emagra
deciraentos.
Na excesso da sua gratidao julgou mes-
mo de ver accrescentar, cora voz comino-
vida :
Que pena que o senhor deixe esta
casa !... Um inquilino tilo bom ?
' itiliano nao pode deixar de rir.
Um inquilino que pagava com tauta
exactido, nao verdade ? disse elle. Que
quer! O meu lugar nao me perraitte con-
servar uma casa em Pariz.
Mas ento nao o torno a ver ?
Torna... esta noite.
Entao at noito, Sr. Proli.
O assassino de Jayme Bemier sahio o
cubculo da psrteira e dirigo-so para os
boulevards. .
XVIII
podesse por a polica as pegadas do assas-
sino.
O inquerito continuava na estasao do
caminbo %e ferro de Paris-Lyon-Mediter-
rane.
Havim-se interrogado os erapregados de
mov ment, que viajavam no trem em que
se tinha commettido o crime.
Tinham se ouvido os fiscaes que rece-
bem os bilhetes sabida.
Ao meamo tempo, tudo isso sem arrui-
da propaca-ae a curvwta de instruegao Ni
he
rphy, para o desempenho de uma via-
m, que consta ser longa e proveitosa.
Depois disso, os navios cruzadores da
divisao de madeira, commissionados as
provincias do norte, recebera ordem afim
de seguir para as provincias do sul.
Mais tarde, observando se sempre a pon-
tualidade militar, sarpa da baha de Gua-
nabara a mais imponente esquadra coura-
jada qm jamis va a America do Sul,
composta de cinco formidaveis e quasi si
milares especimens da moderna architectu-
ra naval. Esta respeitaval forja de navios
couracados, ao mando do prudente chefe
Mendes Salgado, dirige-se liba Graode,
e abi aporta espera de ulteriores ordens.
De suas in?trucc3es consta quo all se des-
tina a astudos e exercicios de tictica na-
val, artilheria, torpedos, fuzilaria, desem-
barques e simulacros de ataque no mar
o em trra. Faz anda objecto das raes-
mas nstrucgScs a applicagao da luz elec
trica navegagao o a defesa contra os as-
saltos nocturnos das torpedeiras.
A proposito deste ultimo objecto, algura
de nos j disse, raesmo antes das publica-
coes dos Srs. Gabriel Charmes e Weill,
quo nao s em relagao a estrategia naval,
mas anda com referencia s navegagoes
pacificas e s conquistas dvilisadoras das
marinhas de guerra e mercante, o tstudo
aprofundado dessas combinayoes lumino
sas, alliados a outros recursos das campa-
nhas martimas, muito deverao contribuir
para a resolucao pratica de eertos proble-
mas tanto as horriveis coatingencias dos
futuros combates navaes como nos com-
mettimentos das frotas mercantes.
Uma outra iraportantissiraa e raoraento-
sa questao que ha bem tecapo preoecupa a
attenjao do governo imperial, o cujos es
tudoj podiara ser agora iniciados pela es-
quadra courajada, a do nosso porto mi-
litar naval -cousa que na verdade, nao
possuimos anda.
As mais adiantadas nagoss martimas da
Europa affastaram senpre com grande cui-
dado e niio menor atilamento, do coracao
de suas capitaes e dos grandes centros po-
pulosos ou coramerciaes o estab3lecimento
dos seus arsenaes e portos militares. E o
que se observa na Inglaterra, na Franca,
na Italia, na Alleraanha, na Kussia, na Hol
guay, nunca houvo maior actividade, mais I apparecimento de cortos personagens em
vida militar, nem mais dedicado gosto na
mariaha.
Todas essas commisso'es, no conjuncto
ou em unidade, constituem uma excellente
escola, onde com tempo se hb de colher
fructos preciosos e se auferem desde j
inapreciaveis vantagens. Firmara-se com
energa, gosto e boa bygene os hbitos da
vida, do mar. Aasimilam-se m nossas
jovens e gloriosas tradcg3es navaes. In-
struem-se chefes, commandantes e offieiaes.
Preparam-se com o movimento e as prva-
<3*a fra dos portos a resolwHo e o golpe
de vista factores inlispensaveis, aiada em
todas as emergencias da vi la, para o me-
nos technico ou o mais pacifico commetti-
mento.
Alem dos bons marinheiros' que aasira
se formara para a paz e para a guerra,
alera da ordem o economa, da disciplina
salutar, conforme os severos preceitos do
militarismo, estabelece-se a respeitosa cor-
iialidado official, sob cujo benfico infllo
varrem-se os resentiraentos ao sopro vivi-
ficador da eraulacao e lavam-se as aspira-
53es as aguas lustraes do mais puro pa-
triotismo .
Era Jervs, Nelson o Collngwood apren-
deu a Inglaterra quanto valem o produ-
zem a 1 al cordialidado entre cbefe3, cora-
mandantes e offi.:iaes e a sua cooperajao
sincera.
S. Vicente, Aboidcir e Trafalgar silo su-
bbmes glorias da reciprocidade de coufian-
c* e de amistosa uniao official, e exeroplos
dos mais edificantes do triumpho da disci-
plina sobre o numero.
Praza, pois, auspiciosa estrella que tilo
alegremente doura os nossos horizontes,
acordando energas hypnotisadas pelo des-
gosto e delineando esperaagas grandiosas,
que oaia quadra de anciedade, de justica e
do criterio perdure...
Rio, abril de 1896.
-Mlcio Sckvoi.a.
Ferro-via chino
Est funccionando a piiracira estrada de
ferro da China
E' uma teta fabrcala em Nova York,
lauda e finalmente nos Estados-Unidos cUljP M** do,ser MtaUada em Pekin, nos
America. Ijardins do palacio imperial, para divert-
ment do joven imperador e das damas
Podamos, portanto, desde j, sem pre-
cipitadlo, com persovoranja o coramedi-
raento as despezas, ja que somos obrigi-
dos a trabalhar tambjra para o futuro, en-
carar do frente a resolujio deste granio
problema.
Ora, em nenhuma parto do mundo exis-
to bahia tao vasta e defensavel, mais abri-
gada e de raelhores profundidades do que
a formada pela Ilha grande com o conti-
nente. Ella cerca de quatro vezes maior
do quo a do Rio de Janeiro. Os recursos
naturaes e os qua o progresso ajuata:' as
localidades circumvizinha3 poderilo rivalisar
cora os do Rio ; o, quanto s coramunica-
coes com a corte, estas far-se-hilo desde
j pela bahia da Sepetiba e pela estrada de
ferro D. Pedro II em menos do quatro
horas.
Este magno assumpto merece n33 tal
sympathia pela sua relevancia, que nao
nos dispeasareraos de tratal-o em outra
occasiao com especial e detido exame.
Por difEcil o moroso quo seja o erapre-
hendiraonto, quilo insignificante se torna
elle defronto d.s seculares e maravilhosas
conquistas da perseverante Hollanda ao seu
ocano, hontem o mais te mi ve 1 immigo e
hoje o seu melhor alliado !
Em presenca desta rpida exposicao, an-
tes de tudo conscicnciosa, nao difficil
concluir, a quem possua conhecimento se-
rio dos nossc'S negocios navaes que, depois
das esquadras do tempo da independencia,
campanha cisplatna e da guerra do Para
O inspector chefe do estacao teve de,
por sua vez, fazer o seu depoimento, mas
de nada podia informar justica ; por nao
saber nada mais do que lhe tinham dito
chegada do trem
Nao interrogou nenhum viajante ?
perguntou-lhe o chee de seguranfa.
Queira perdoar, senhor, respondeu
elle, um certo numero de passageiros que
oceupavara o compartimento do segn la
clasne e que ia na trente do de piimeira
classe em quo foi encontrado o cadver,
tinha se demorado na pl tafrma... inter-
roguemos.
E entilo ?
- Affirmaram-me que nao tiaham ou-
vido durante a viagem nem o menor ruido,
nem o mais pequeo grito. Kntro elles
estava um hornera, cuja attitude desmante-
lada o cujo calo pariziensc da baxa rel
me tizeram impresso... O cyaismo !a sur.
lingu^gera em presenca de um cadver pa-
receu-mo revolunte e tve que o chamar
ao respeito das conveniencias.
Ah disse o juiz forraador da culpa,
depois ie ter ouvido cora muita attencao :
ess-i hornera tinha modos estrauh.s qae lhe
pareceram suspeitos ?
Pareceram-rne raais acanailiados do
que suspeitos. Nao tinba nenburaa razilo
para suspeitar delle.
Pde-nos dar os signas desse ho-
mem ?
Posso, quaado muito, dar-lbe o no
me.
O juiz forraador da culpa pareceu ad-
mirado.
O seu nomo ? repeto elle como
que o sabe ?
Na occasiao em que lhe diriga, a
proposito di sua attitude > da sua lingua
g-^ra, as observares em que lhe falloi an-
da agora, tornou uma posicao chocarreira
e provocadora e exclamou pouco raais ou
menos uestes termos : EntSo, toma-rae
pelo assassino do seu Muchabeu I Cham-
me Osear Rigault e sou conhecido...
Eis aqui o que rae parece singular,
disse o chete de seguranja. Que precisao
tinha aquelle viajante de declarar o seu no-
mo ao publico, a proposito das muito jus-
tas observecoes do Sr. chefo da estacao ?
Vejo nisso o quer que que se pa-
rece muito com uma bravata, para desviar
delle as suspeitas, alera disso nada prova
quo o norae que elle deu fosse o seu ver-
dadero nome.
Parece-me provavel o contrario, disse
o juiz formador da culpa, poto apenas esta
circamstaacia... os criminosos os mais en-
Neahum delles forneceu informacSes qi'e o/# recidos sao muitas vezea imprudentes !
Faga por so recordar, Sr. chefe da esta-
cao, c faga o possivel psr descrever este
preteudido Osear Rigault.
As minhas preoccupagiis absorve-
ram-rae iatcirainente. .. nao o exarainei
cora grande attencao. Posso affirraar cora-
tudo que tinha cabellos castanhos e quo o
rosto era ura tanto bronzeado, como ho-
rnera que tivesse chegado de paizes quea-
les.
E' alto ou baixo ?
Parece-mo de estatura regular.
E como vinha vestido ?
- Vesta ura grande paleto e trazia na
c'abeca um chapeo inolle.. Nada raais
rae possivel dizer.
Espero que seja sufHdente.
Caseneuve, alcunhado Vagalume, entrou
entSo e fallou baixnho ao chefe de segu-
ranga.
Este approxim'iu-se do barilo Fernando
lo Rodyl o disse lhe :
Sr. substituto, a menina Cecilia Ber-
nicr acaba de ebegar.
Angela, assentada n'um dos cantos da
sala, com o rosto sombro c cabega baixa,
niio perda urna s palavra que se dizia
perto della;
Ouvindo pronunciar o norae de Cejilia
Bemier, levantou se rpidamente e avan-
gou dous passos.
Lodos os olhare voltaram-se para cilla.
Cora voz commovida, perguntou
Senhor, posso rae retirar ?
Rogo-lhe que espere anda um instan-
te, minha senhora... respondeu o juiz for-
mador da culpa.
A bella hervanaria franzio o sobr'olho e
fijou drt p.
Faca entrar a menina Cecilia Ber-
nier. .. or ieuou o substituto.
Vagalume roltou plataforma e veio
depoin do ura segundo conduzindo a moga.
Os horaens da justga tinham aproveita-
do este urtj momento da ausncia para *e
agruparem por forma que oceultassem
moga onde ejtava o corpo do ex-armador.
(iecilia, quando entrou a porta da sala
onde se achavara reunidos os magistrados,
sentios preza de inedo instintivo e parou
trmula.
Sem ter a belleza embriagadora de sua
irraa natural, a filba legitima de Jayme
Bernier, era muito bonita, e, apozar da
gravidado trgica da situagSo, todos o no-
tara m.
O substituto Fernando do Rodyl ficou
particularmente impreasionado.
da corte. Mas as consequen:-as desta mo-
desta experiencia podara ser to conside-
raveis, que o ministro dos Estado3-Uoidos
cm Pekin, em um relatorio que dirigi ao
governo,- prev que niio tardarlo a ser in-
troduzidos na China os caminaos de ferro.
A mencionada teta um modelo com-
pleto do caminho de ferro, composto de
33 metros de rails, com freio e placa gy-
rante, locomotiva, tender, carruagens para
passageiros, carruagens saloes e wigons-
leitos. A torga motora furnecida por um
movimento de relojoaria.
O joven imperador o as damas da corte,
assim como os magnates do imperio, pas-
sararn horas inteiras a ver marchar o com
boyo, que na verdade uma iraagem exac-
ta dos caminhos de ferro que a China nao
conhece, mas de que tanto tera ouvido fal
lar.
O principe mostra-se tao contente com o
brioquedo que gratficou gene:osameute os
que tiverara a lo:nbranca de lh'o encora-
raaudar para Nova-Yok.
E' por esse motivo que o cnsul dos
Estados Uoidos prev, como dis3emos, que
os caminhos de ferro sejam em breve urna
readade na Cbiaa.
Vernica
Pertengo ao numero dos que acreditara
que o mundo moral c regido por leis tao
sabias, como as que governam o mundo
pliysico.
Meditundo sobra os factos, que casti-
t.i -: a historia da huraaaidade, ao ver o
certas e determinadas pocas produzindo
em alguns paizes nota veis mudangas no
curso das ideas, cada vez mais me aferr
conviccao jie que um poder supremo di-
rige, ordena e governa os acontecimen-
tos.
Scrates revoluciona a philosophia paga;
soffre morto affrontosa, beba impvido e
impenitente a mortal sicuta ; mas sustenta
at o ultimo instante da existencia a im-
mortlidade da alma, e os principios de
um i moral, at entao desconhecida
Alguns sculos depois, ao declinar para
o ocaso a influencia e o podorio de liorna,
surge o Christo, o enviado de Deus, corao
elle proprio a si se daaaaaaaaft. .
Prega o monetheismo, a existencia fu-
tura, o amor do prximo, a huinildade, o
perdi, esquecimeato dos odios, e pade-
ce a cruxifixao, supplii03 mais injuriosos
daquelles terapos.
Ha cerca de mil oito coutos e cincoenta
e tres anno3, eil-o que do palacio de Cai-
phaz segu e carainha para o Golgotha in-
sultado, e apupado pelo.3 rabeis ejaca-
beos, cuja raga inexterminavel em todoi
os terapjs, e era toda a parte se reproduz.
Extenuado de fadiga, agoutado, esbofe-
teado pela can:dha hypocrita, que bem lon-
go estava de coraprehender tauto 03 prin-
cipes dos sacerdotes corao o ma3 vil dos
ju leus a purissiraa philosophia da sua dou-
trina, cuja apparigao podo tal vez ao rae-
nos reflectlo parece*' inopportuna, quasi
desfallecido de cansago, cora o rosto co-
berto de sangue o do suor, nao podando
carregar o raadeiro, onde cravado tinha de
rendir a Deus o seu sublime espirito, di-
znn-nos os seus quitro bograpbos con-
temporneos qu; un individuo pjr nomo
Simio, natural do Cyreue, o queoajudara
a levar o duro lcnho, futuro symbolo do
christianismo.
lias aecraseenta a tradicglo que urna
das muitas piedosas raulhen-s, que o acora-
pauhava, enxugindo ao raartyr da verda-
de i rosto ensanguentodo, ficara irapressa
no lengo (siularium) a verdad eir effigie o
araoravel Jess!. .
Guarda Roma essa reliquia, e no dia de
hoje, era memoria dosse facto conservado
pela tradicglo, apresenta ao povo o sacer-
dote ehristao do alto do pulpito um panno,
em quo est gravada a effigie de Christo.
Eis i-xposte a lenda : mas n!o deixar
de ser apropriado le dizer aos quo igno-
rara, que a palavra Vernica pertence
ao numero das que nasceram da corruptela
de um ou raais vocabuios Vernica nao
raais, philosopliicaraente fallando, do qae
Vera icn dus palavras latinas, que sig-
nificara Verdadeira imagem ; mas que por
corrupgSo, invertidas as letras, e tomando
urna ordi>ra prepostera, derara naseiracnto
palavra Vernica, heej admittida na lin-
ramente um batoqse de gomma elstica
que salta a impulso da exploslo.
Fora desta difficuldade j vencida, ha
outros proLlemas de maior importancia qae
resolver, como a desviagao que pode sof-
frer o projectil pela existencia d'agua, for-
ca que se perde por esta .resistencia, etc.
O capitlo Ericsson, diz que resol vea
todos estes problema*. O projectil leva
um timao e varios mechanismos curiosos o
a metade delle ouco. Cun grande ancie-
lade sa esperam as pfovas que se esto
preparando, especialmente na armada o
no exercito.
llosanas ao Beef-ftteak
AO AMIGO
POETA JOA0
JMIOR
SOgAI.YBS
Data de rauitos seculos esta corrupgao ;
porque de Vernica tinha o nomo aqn-lla
virtuosa virgem, natural da Millo e oriun-
da de urna bonestissiraa familia de negros,
a quem o papa L*3o X no seeulo XV con-
cedeu por urna bulla que se fosse conside-
rada como Bemavcnturada.
Dk. Castro Lopes.
C'auho submarino
O que actualmente est chamando a at-
tenglo em Inglaterra um canillo qu^i se
ha collocado no famoso arenal do Wool-
wich, o qual sorve para disparar tiros de-
baixo d'agua. O inventor desta nova arma
de guerra o capitlo Ericsson, norte ame-
ricano, qua a raandou ao almirante bri-
traonico para quo a prove.
O projectil e o canillo te.-n quasi o mes-
mn comprimonto. Na coustrucglo do ca-
nblo se empregju nada menos de 40 to-
neladas de ago, sendo sua longitude de 30
ps. Ser collocado na popa do navio a 9
ps abaixo d'agua.
O mechanismo para impedir qae entro
a agua no canhlo muito simples : me-
Tenbo notado, O' poetas,
Que d'acordo com os manjares
Da profuslo dos jaotares
E' a minha iaspirago !
E na directa razio
Do que eu vou ingerndo
Vai meu estro produziado
Versos boas ou versos raaos !
Assim, pois, faz-fe ao chaos
a Metaphisica engaosa
Uraa luz explendorosa
Acerca da intellgencia 1
Tenham 03 doutos paciencia,
E' p'ra mim que a luz se faz 1
Para mira, quo sou capaz
Dj romper c'o as velharias
Das velhas philosophias !
Tanto assim, que 'stou iisposto
A nao arredar-me do posto
Do veneravel gastrnomo !
J houv'at um astrnomo,
Ura sabio peninsular
Que, depois dura bom jantar,
Novas estrellas achava
No firmamento 1... e jurava,
Como talento que era,
Ser pa'ranha, ser chimara
Tudo que nao se mastiga !
E' pois, mistr quo eu vos diga:
Onde quer que haja sade,
Um Beef-steuk, um rdmude
E cerebros dosenvolvidos,
Ficai disto convencidos,
Ahi existe a tal mina
D'on lo jorra a luz divina
Que se chama ntelligencia !
Recife, 3 de Abril de 1880.
F. LlVISO DE Cabvlho.
Canos de papel
Actualmente se fazem nos Estados-Uai-
dos canos de papel para a conduegao sub-
terrnea d'agua, gaz e de fios elctricos.
Os ditos canos sao feitos, segundo desereve
uma folha industrial, do modo seguint :
Se norte o papel era tiras comprilas a de
urna largura determinada que corresponda
ao dimetro que se queira dar aos canos,
tstas tiras se subraergam em asphalt'j
fuudido e se onrolam em seguida em cy-
lindros do maior ou menor circumfercncia
segundo o dimetro que se deseja ; depois
se tira dos cylindros ou canos j feitos
quando o banho de asphalto se ba esfra-
do e seecado bem. O exterior so cobra
com verniz de asphalto tambera, o com
areia fina, a qual se poe antes que seque o
verniz. O interior se pinta com trata vidra-
da, composiglo que ura segredo do fa-
bricante. Diz se que que estes canos slo
de grande duraglo e podem resistir urna
presslo interior at 2,000 libras, apezar
de que sua espessura, nlo excede da meia
pollegada.
Deu alguns passos ao encontr da moga,
curaprmentou-a, perguntando :
Chama se Cecilia Bernier, minha se-
nhora ?
Esta porgunta trouxa a filha de Jayme
ao seitiraeoto da realidaie e deu-lhe pre-
senga de espirito.
Sira, senhor, respondan ella, cora ani-
magao febril.A pessoa que se apresentou
em minha casa, para conduzir-me perto de
meu pai, j me fez esta pergunta... Meu
pai foi victima de um accidente.. Rogo-
lhe, senhor, que nlo me deixe por raais
terapo em tao cruel incerteza... Ondees-
t meu pai ? O que lhe aconteceu ?....
quero vcl-o.
Seu pai foi, com effeito, victima de
ura accidente, menina... replicou Fernan-
do de Rodylo accidente grave.. mui-
to grave. E' pois necessario chamar a
s, tudo quanto possuo de energa... de
torga... do coragem.
Calou-se.
Gottas do suor molhava-n as raizes dos
cabellos negros de Cecilia.
Longe de tranquillisal-a, as palavras do
substituto e sebretudo o tora era que ellas
forara pronunciadas, nlo podiara seuao aug-
meutar-lhe a inquietagao.
Atravessou-lhe o espirito um peasamen-
to repeatiao e siaistro.
At entlo, tinha acreditado apenas em
um ferida, mais ou menos psrigosa.
Agora, entrevia a probabilidade, para
alo dizer a certeza, de urna catastrophe.
Um tremor coavulsivo fcl-a cambalear e
procurar ura apoio para se suster.
Ati I disse ella, com voz suflocada,
meu pai morreu.
Respondeu-lhe um silencio lgubre.
Morto I repetio ella- -Meu pai mor-
to. Oh I meu Deus !... meu Deus I...
Vleu pobre pai, quo mo araava cora tanta
ternura e que eu nlo devia mais abra
gar !... Onde est elle ? Quero velo!...
S acreditarei na desgraga que rae fere
quando vir meu pai nao se reanimar ao
appello de minha voz.
Cacilia abafava, solugava e estorcia as
ralos.
Dizendo o que acabamos do escrever,
chorando, dando signaes do mais violento
desespero, a filha do ex-armador era per-
fetaraente sincera.
Nlo representava uma comedia naquella
occasilo.
A fulminante noticia que ncabava de re-
oeber, determinava nella uma commogSo
Quero velo !... murmurou ella ;
quero vcl-o 1
Os magistrados afastaram se, pondo em
evidencia a maca o o seu lgubre fardo.
Cecilia correu para o cadver.
Era, com effeito, o de seu pai.
Prostrou-se de joelhos ao lado do corpo,
dando um grito surdo e oceultou o rosto
as mos.
Durante alguns minutos ficou silenciosa,
n'uma imraobiiidade de estatua ; via-se-lhe
apenas estremecer os hombros.
Todos respeitavam aquella dor muda,
talvez raais commovente do qua os clamo-
res e 03 gemidos.
Cecilia, de repente, ergueu a cabega, fi-
xou os olhos no corpo inanimado e voltaa-
do-se para os magistrados e indi jando com
uma das ralos a mancha de sangue ao pei-
to do cadver, perguntou :
D'onde provm este sangue? Como
morreu meu pai ?
O substituto respondeu:
Morreu covardemente ferido por um
miseravel, minha senhora... Assassiaado
no caminho de ferro.
Cecilia levantou-se era ura pulo.
A expressao do rosto tinha-se-lbe muda-
do couapletaraante.
J nlo era o desespero filial que se lhe
pinta va aas fegoes transtornadas, mas uma
angustia misturada de terror e de colera.
Roubaram-o naturalmente! excla-
mou ella. Trazia-me uma fortuna... uma
grande fortuna... sabem n'o ?... Rouba-
ram lhe esta fortuna, nlo verdade ?
Com certeza, a quesilo de dinheiro pre-
domiaava naquella occasiao sobre todas as
outras no espirito da moga ; isto resaltava-
!ho das palavras, do gesto o da inflexao.
morrera,
Era toda a sua vida, como sabemos, ti- nervosa e violenta e provocava-lha mani-
aba sido sempre grande apreciador da bel- Jfestagoes. em tudo semelhantes s do ver-
leza feminira. dadeiro e profundo amor filial.
Nlo pensava raais no pai que
pensava na fortuna roubada.
Os m;gist~ados experimentaran! uma im-
presso uesagradavel.
Foi o juiz formador da culpa que falln.
Suppunhamos j, disse, que o assas-
ainato tinha por motor o roubo... Pedi-
mos-lhe agora, minha senhora, da esclare-
cer a justga e mudar, se for possivel, as
noasas supposigoes em certeza.
Cecilia Bernier avangou um passo.
Interrogue-mo, disse ella.
Acaba de nos dizer, comegou o ma-
gistrado, que seu pai trazia uma fortana.
Sim, senhor.
(ContiT.uir-te ha)
'
-
Typ. do Diario, roa Doque Caria n. til.
010


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EEIW8IPD0_FC9Q20 INGEST_TIME 2014-05-28T18:20:32Z PACKAGE AA00011611_19535
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES