Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19534


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Full Text
AIIO Lili -- HUMERO 102
PARA A CAPITAL I Ll'AHKH ONDE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadot ... ........ 60OOU
Por seis ditos idem..... ......... 120000
Por um anno dem..........t....... 24j}000
Cada numero avulso, do mesmo dia. ...... (5100
QDMTA-FEIBA 6 DE MAIO BE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados......... ....
Por nove ditos idem..............
Por um anuo dem...............
Cada numero avulso, de dias anteriores..........
1SVJE00
200(00
27^000
0100
DIARIO
Proprietade tft Manoel Jiguriraa ot Jara & -filljos
TELEGRAMMAS

I
siavqo partculas b biasio
PARAHYBA, 5 de Maio, 1 hora da
tarde. (Rscebido s 3 horas).

O presidente da provincia sospen-
dea o* pagamento* do peMMoal do
i mi i i e despendilo Extrnalo Nor-
RIO DE JANEIRO, 5 de Maio, s
3 horas e 20 minutos da tarde. (Raco-
bido s 4 horas e 30 minutos, pela Hnha
terrestre).
A Cmara dos Depatados fuaccio-
biiii boje.
Forana reconhecido o podere n
los Si*.: Jox Marcelino de Souza.
Baro de GeromoabOi pela Babia t
e Eniseblo .intimes, por Mallo i.ros
NO.
Km seguida proceden-se a eleicao
da mesa, que flcou assim constitui-
da:
PRESIDENTE, Dr. Domingos de An-
drade Figueira :
1. VICE-PRES1DESTE. Dr. Augusto
Olympiu <.i.;nes de Castro t
2. DITO, Baro de Villa da Barra ;
3. DITO, Dr. Samuel vallace Mac-
Boel s
1." SECRETARIO, Dr. Antonio Coeltao
Rodrigues :
.0 DITO, Dr. Ignacio IValIace da
dama CoKrane <
3." DITO, Dr. Jos Luiz Cocino e
Campos t
4.o DITO, Dr. Hanoel Ambrosio da
Silveira Torres Portugal.
Em seguida foi eleitaa commisso
de resposla falla do dirimo, a qual
flcou assim compona: Dr. Antonio
Ferreira Vianna. Dr. Antonio Fran-
cisco Correa de Aranjo e Dr. Rodri-
go augusto da Miiva.
Fallecen o distincto engenbelro
Dr. Honorio Bicalbo.
(Especial para o Diario)
PARS, 4 de Maio.
4s retarde* diplomticas entre a
Crecia e as grandes potencias curo-
peas aclaam-sc no mesmo estado de
lensao.
LONDRES, 4 de Maio.
Vuin manifest dirigido aos seus
eleitores. o Sr. fciladstone censura
rom severidade a opposico feila ao
sen projecti de autonoma da Ir-
landa.
LONDRES. 4 do Maio, tarde.
O Mr. Cilailstone provavelmen tirar o seu prejecto de reforma po-
ltica para a Irlanda, mantera po-
rmosen projecto de reforma agr -
ria.
VIENXA. 5 de Maio, do marina.
D'cstes tres pontos emigraran) varios elemen-
to! dispersos, que na Grecia se fandiram e da
Grecia pasearan) Italia, constituindo um com-
plexo mas interessante systema de mythologia,
que n'cste volumesinho vamos expor.
Costumam alguns autores classificar as entida-
des mythologicas em varios grupos, distinguindo :
1* as divindades celestes propriamente ditas
(entre as quaes a graduacao suprema pertence a
Jpiter) :
2 as divindades martimas (entre as quaes c
pnmeiro logar compete a Ncptuno, divindade que
por sua cathegoria supetrior cabe, at certo ponto,
no primeiro grupo, porquanto faz inclusivamente
parte do conselho celeste) ;
3 as divindades infernaes (entre estas pertence
o pnmeiro lugar a Pluto, como divindade que
de catheg< ria superior) ;
i' as divindades subaltornas ou de cathegona
inferior;
5 as divindades allegoricas
6o os femi-deuses e os hroes.
De todas estas entidades aqui trataremos pro-
miscuamente pela orden) que nos pareceu coadu
nar-sc melbor com a ndole deste livrinho.
Dos deuses e deusas, coraprehendidos entre as
divindades de cathegoria superior, s doze que
constituala o chamado conselho celeste, a saber :
Jpiter, Juno, Neptuuo, Ceres, Vesta, Marte,
Minerva, Marcurio, Apollo, Diana, Venus e Vul-
cano.
(Contina)
>ARTE OFFICIAL

As negocinres relativas questo
dos Baikans camlnbam lentamente,
posto que urna certa melbora se le-
lil a proiiu/i.do na situaco.
Agencia Hayas, fihal em Perrt3mbuco,
9 de Maio de 1886.
INSTROCCaO POPDLAR
MYTHOLOGIA
(Extrahido)
DA BIBMOTUECA DO POVO K DAS ESCALAS
Consideraces preliminares
Na regiao central e na oriental da Asia os pavos
tomando pur alvo de suas adoiacoes o sol, a la, o
f'ogo, denuncian] at certo ponto urna prova de res-
peito para com o Deas Creador Omnipotente, visto
que para o veneraren) escolbem adrede as suhs
representacaoes materiaes inais esplendidas e mus
deslumbrantes.
Dado, porm, o primeiro pasao na senda do erro,
pouco admira que o espirito do borne d, obedecendo
a serie de influencias supra mencionada, ne des-
viasse ca la vez mais da verdade e ae d spenhas-
se no abysmo das ficcoej.
Sein de ve, pois, causar espanto que em tempo
de Nina (filho do Belo o rei dos Assyrios) as cois as
tstivesaem j de tal feitio, que o monarcha man-
dacse erigir em Babylonia urna estatua de sen pai
para que os povos a adorassem, o*mo se fra a
imagem de urna divindade.
O paganismo ktrego romano, de que exclusiva-
mente nos cecupamos por ora neste livrinho, pare-
ce ter tido o seu berco (egundo os mais autori-
sados myth ilogos) na Assyrrs, no Egypto e na
Phenicia.
CSoverno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 4 DE
MAIO DE 48iG
Arthur Ribeiro Carnoiro Loao. Dse.
Braga & S. Deferido co'_n officio de
hoje Th-souraria de Fazenda.
Claudino Fernandes de Andrade. In-
forme o Sr. commandante do eorpo de po-
lica.
GereDte da Companhia de Santa The-
reza.Informe a Cmara Municipal de
Olinda.
Engenheiro Henrique Augusto Millet.
Informo o Sr. engenheiro chefa da re-
partigao das Obras Publicas.
Hermenegildo Eduardo do Reg Mon-
teiro Tendo sido determinada a rescisao
por proposta da rep&rticao das Obras Pu-
blicas, nao tem lugar o que requ'r o sup-
plicante.
Irraandade de Nossa Senhora das Do-
re* de Caruar. Informe o Sr juiz de ca-
pellas do termo de Caruar.
Bacharel Jos da Cunha Liberato de
Mattos. -Tendo eu declarado hoje The-
souraria de Fazenda que a licenca ultima-
mente concedida ao peticionario decorre
do Io de abril lindo, nada ha que deferir.
Tenenta Jos arneiro Maciel da Silva.
Como requer.
Bacharel Manoel Flix Gitirana. -Defe-
rido com offici o de hoje Thesouraria de
Fazenda.
Maria do Carmo Vieira Lins. -Informe
o Sr. inspector da Thesouraria de Fazen-
da.
Raymundo Pereira de Siqueira. Sendo
o caso occorridojultimamnte, quanto a po-
ca era que o peticionan assumio na qua-
idade de propriet.rio o cargo de 3o juiz
de paz da parochia de Santo Antonio do
Reiife interinamente idntico ao alludido,
pelo aviso n. 154 de 14 de junho de 1864
do qual alias, nao trata o de n. 432 de
19 de novembro de 1872, curapre que con
tinue em exarcicio o cidadao Antonio Ber
nardo Quinteiro, em virtudo do citado avi-
so e da ecisao desta presidencia de 9 de
fevereiro ultimo, at que o governo impe
rial, cuja deliberado submetti a repre-
sentasao do supplioante, decido a respeito.
Rodolpho Crespo.Informe o Sr. com-
mandante do corpo de polica.
Sociedade Monte Pi dos Voluntarios da
Patria. Nos termos requerido.
Vicente Ferreira Raposo.Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
zenda.
Secretaria da presidencia de Pernarabu-
co 5 de maio de 188(5.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Hepai-lifo da Polica
Seceso 2.* N 448. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 5 de Maio de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Ese.
que foram hontem recolhidos na Casa de
Detencao os seguintes individuos :
A' minha ordera, Henrique Ferreira Pon-
tes, como pronunciado no art. 175doCod.
Crim ; Galdino Alves Pontes e Manoel do
Carmo Torres, viudos da provincia da Pa
rahyba, o primeiro como pronunciado em
. rime de furto uo termo de Afngados de
Ing.zeira e o segundo como criminoso de
tentativa de morte em S. Jlo dos Porabos
do termo de Santo Antao.
A' ordem do subdelegado do 1. distric-
to de S- Jos, Barroso da Silva Juuior, por
disturbios.
Coinraunicou-me o delegado do ter-
mo de AlagGa de Baixo, que no dia 11
do raez fiado, ao passar o cidadao Joaqun)
Francisco Cavalcante, subdelegado do 2.
distrii to, por urna travessia inhabitada do
lugar deuominado Insj, foi ferido grave-
mente pelos irraaos Cesario Vieira, Joao
Vieira, B. ll.rraino Vieira e Manoel Vieira,
connecido por Cabeqa vermelha, os quaes se
achavxm all emboscados e dispararam tres
tiros sobre a victima.
Os tres primeiros d'aquelles bandidos ha-
viain, dias antes, feito o mesino com o in-
dividuo de nome Tbeotonio Jos Le, que
entretanto nada soffreu.
O delegado tomou conhecimentodo facto,
abri inquerito. e ddigenciava eflfectuar^a
pnsao dos deliaaOentes.
Deus guarde a V. Exo.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Le&o,
omito digno vico-presidente da provincia-
- O chefe de poli, Antonio Domingos
Pinto.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DE 5 DE MAIO DE 1886
Jos Maria Coelho da Silva.Entre-
gese pela porta.
Candido Jos Caldeira. Informe o Sr.
Dr. administrador do Consulado.
Contas do ajudante do procurador dos
feitos da Escada.Informe o Sr. collector
da Escada sobre o que exige o Dr. con-
tador.
Maria Isabel de Albuquorque, padre Dr.
Manoel Goncalves Soares do Amorim e
Ignacio Marcolino Bezerra do Araaral. -
Haja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Vigario Genuino Gomes Preira. Sa-
tisfaga a exigencia.
Pontos da Casa de Detengao.Ao Sr.
pagador para os devidos fins.
Manoel de Souza Medeiros. Certifi
que-89.
Antonio Joaquim Mondes Pocas. Satis-
faga a exigencia do Sr. Dr. contador.
Silva Guimares & O. Volte ao Sr Dr.
administrador do Consulado para satisfa-
zer se a requisicao do Sr. Dr. contador.
Constanza Carolina de Meira Bruno e
Miguel Jos da Costa Meira. Ao Consu-
lado para attender.
Emilia OlympiaTelles Bezerra.Fagam-
se as notas de portara de licenga.
Offi d do commandante do corpo de po-
lica e Hilario Jos Rodrigues Lopes. In>
forme o S. Dr. contador.
JoSo Baptista Accioly Wanderley.Cer
tfique-se.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 6 DE MAIO DE 1886
noticias do Hu do Imperio
O vapor francez Ville de R io de Janeiro, entra -
do hontem do sul, trouze as seguintes noticias :
ko Cirande do Mu
Datas at 21 de Abril:
O Echo do Sul refere o seguinte :
* Tendo o Efm. Sr. general Astrogildo P. da
Costa, digno commandante da fronteira de Jagua-
rao. telegraphado ao general Santos pedindo a sua
intervencao junto ao governo oriental, para que
dsse amnista aos orientaes que se ach im emigra-
dos n'aquella fronteira, em consequmeia dos suc-
cessos da revolucao, recebeu de Montevideo o se-
guinte despacho :
Montevideo, Aoril 17.Brigadeiro Astro5l-
do.Recebi o seu telegramma. Ped ao Sr. pre-
sidente que, para completar a sua acao generosa,
leve & assembla urna mensagem pediudo amnis-
ta geral para aquelles que se acham longe da pa-
tria, por successo4 polticos.
t Era poucos das ser despachado favoravel-
mente e incontinenle terei o raaior prazer em te-
legraphar-lhe. Sauda-o seu amigo 1. Santos,
general em chefe.
O brigadeiro Astrogi'do mandoa para a ci-
dade de Jaguarao o armamento tomado s forcas
revoluciananas, e que foi o seguinte ; 64 espadas
com bainha, 8 davinas Mini, 92 tancas, 6 davi-
nas Winchc3*er, 21 ditas Reminton, 1,2H) cartu-
chos embalados, .'7 cananas com cartuchos, 1 es-
padn-, pistolas, 2 revolvers e 3 cornetas.
Na cidade de Algrete iniciou-se a idea de for-
mar, com o auxilio dos recursos fornecidos por to
dos os amigos particulares e polticos do fallecido
Dr. Severno Ribeiro, um patrimonio destiaado
aos flhos deste desditoso cidadao, como prova de
sympathia t gratidl> memoria do dedicado ex-
deputado uelo '> circulo.
0 1 supplente do juiz municipal do termo do
Hosa'io expedio presidencia da provincia o se-
guinte telegramma :
Fallecou assassinado Joao Jacntho Tavarcs,
poituguez, natural da ilha de S. Miguel ; nao tem
herdeiros conbecidos. Falta agente consular ; no-
meei duus negociantes portuguezes administrado-
res, procedo arrecadacao. Reo preso.
No dia 8, no 2o districto do termo de S Se-
pe, foi assassinado o pacifico cidadao Florentino
Jos Picada.
O Crrelo Mercantil de 20 d a seguinte no-
ticia i
Gamillo Pereira, boleeiro de carro dr praca,
casado e separado de sua esposa ha alguns mezes,
tem por diversas vezes tentado ruconciliar-se com
ella, j ameacando <.s seus amante;, j prxuran-
do-a em sua csa e offerecendo-lhe o esquecimen-
to de suas faltas.
Apezar disso, nada tem conseguido.
Hontem, s 9 1(2 horas da noite, saben lo elle
que Jos Ribeiro, filho de um terreiro, estabeleci
do no porto da cidade, achava-se em casa d Phi-
lomena ( esse o nome da mulher de Gamillo),
para alli se dirigi, no intuito de provooal-o e ex-
p-alsal o.
o Effeetivamente, Camillo, armado de arreador,
penetron em ca=a de Philomena e travando luta
com Jos Kibeiro recebeu deste urna profunda pu-
nhalada, no lado direito, perto da costella, interes-
sando o pulmao, e um talho no ante-brafo es-
querdo.
a Acs gritos da victima acudirn) alguns visi-
nhos e transentes, que conduziram C-wmll > para
a pharmacia do Sr. Kiastrup,onde Ihe foram pres-
tados todos os soccorr>s.
Jos Ribeiro, o criminoso, logo que ferio Ga
millo, refugiu se na alcova de Philomena, onde
foi pr-so pouco depoia pela polica particular e
conduzido polica.
O estado de Canilla gravissimo, havendo
poucas espernn as de silval-o.
anta c amarina
Datas at 22 de Abril :
Tmham-se dado na capital alguns casos fataes
de febre amarella.
Falleeeu na villa de S. Miguel o tenente h ino-
rarlo Edu*do Augusto Norouha, cscrivo do or-
pli os desta villa.
H. Paulo
Datas at 28 de Abril :
L-se uo Municipio de Casa Branca :
i Por intormaces que nos prestou um amigo re*
cent-mente chegado do Jkboticabal e por urna
curta que temos mao, cscripta p >r pessoa de can
flanea, sabeinOi que o iiosso intelia patricio e ami-
go, Joaquim Nicolao Rodrigues da Gama, que em
B. Jos do Rio Preto, c imarca de Jaboticabal,
ex-rcia o caigo de subdelegado de polica, fra ar-
rebatado da pavoacao par urna borda de doze si-
carios e coudusido para a fazenda de Francisco
B mardirio, onde est preso em tronco, e sulunet-
tido a castigo de bncaiho e a mil torturas !!!
Acrrdi'a se que a forca, que o governo man-
dou, nao o alean' e com vid {
lo de Janeiro
Datas at 29 de Abril :
A Cmara funcionara no dia 2S em sessao pre-
paratoria, cujo n-sumo dos trabalhos vai publica-
do na t' pagina deste Diario.
Foi nomcado secretario do brigadeiro' Jos
Angelo de Maraes Reg, inspector dos corpos es-
tacionados no norte do imperio, o tenente de esta-
do-maior Antonio Constantino Nery.
Eis as noticias commexciaei da ultima data :
Kio, 28 de Abril de 1886. O mercado de cam-
bio abri hoje com alta de 3/4 d. a taza official
sobre Londres, adoptando todos os bancos a de 22
d., bem como as equivalentes sobre as outras pra-
cas :
As tabellas no Comraercial e no do Commercio
e as taxas no London Bank e English Bauk, sa>
otficialmente as seguintes :
Londres,-2 d., a 90 d/v.
Pars, 435 rs. por fr, a 90 d/v.
Hamburgo, 537 rs., por m., a 90 d/v.
Italia, 440 e 439 rs. por lira, a 3 d/v.
Portugal, 245 o/o, a 3 d/v.
Nova-York, 24310 por dol., vista.
O movimento do dia foi regular sobre Londres
a 22, 22 1/4, 22 3/8 e 22 1/2 d., bancario, e a 2
1 4, 22 1/2, 22 5/8 e 22 3/4, d., paprl particular ;
e sobre Franca a 413 rs., dito.
Na Bclsa o movimento toi mais que recular.
EXTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambueo
PORTUGAL-lisbGa, 23 de Abril de
1886
Constara nos primeiros dias deste mez, em Lis-
boa, que a commssito encarregada de examinar a
contabilidade do consulado portuguez no Rio de
Janeiro desc ibrira avultadas difierencas.
O Sr. conselheiro Barros Gomes, sorprehendido
por estamfonr.acao particular perfruntou pelo tele-
grpho geera verdideira, e segundo se conta noscir-
culos polticos, o nosso represent inte no norte do
imperio enviou de Petropaiis ara telegramma for-
mulando apenas a promessa de futuros esclarec-
mentos, que anda nao consta que houvessem che-
gado at agora a secretaria dos negocios estran-
geiros.
A urgencia de prover definitivamente a legaeo
do Rio de um funecionario que d plenas garantas
de que nao continen) a ser descurados interesaos
gravissimos, foi reconhecida as altas regioes do
poder e a imprensa ministerial initio uj as-
sumpto.
Parece que, bem compenetrado desta necessida -
de, o Sr. Barros Gomes otfereceu a legacao do
Brasil, successivamente aos Srs. Conde de Castro,
O. Luz de CarvalhoDaem pares do reino.
Nao a tendo aceitado nenhum destes cava hei-
ros, recabe a escolha no Sr. conselheiro Duarte
Gustavo Nogueira Soa es, director geral dos con-
sulados no ministerio do estrangeiro, que pela sua
posico bureaucratica e pelas commissoes de ser-
vico que tem exercido, possue cempetencia espe
eial para entender n'um d)s assumptos que mais
devem prender a solicitude do nosso futuro repre-
sentante no Brasil.
O Sr. Cunselheiro Nogueira Soares nao solicitou,
nem mostiou desejar semelhante despacho.
Foi -Ihe offerecido este elevado cargo exponta-
neimente pelo ministro dos negocios estrangeiros,
o qual entendeu que, sendo to importante s como
sao os negocios consulares de Portugal no imperio
do Brasi1, ninguem era mais competeut i para vi-
giar sobre elies do quo o funecionario que, alem de
terestado pormuitos annos encarregadoda direccao
geral dos consulados, ajudou a organisar e a "S-
tabelecer os do imperio, onde j eateve por vezes
e onde deixou recardaces sympathicas.
O decreto da uomeacao foi assiguado no dia 5,
e o nomcado partir dentro em pouco para o Rio
de Janeiro.
Falla se tambera em outras alteracoes no
pessoal diplomtico.
Assim, aisevera-se que o Sr. C inda de Valbom
(a queu. brevemente seria conferido o titulo de
marquuz sendo com o de conde agraciado seu fi-
lho Carlos, deputado da naca) ir substituir na
legacao de Pars o Sr. conselbeira Andrade Corvo,
logo que se tenhara ultimado, o que suceder em
breve prasa, as negociaces relativas Gui e
ao Congo
Tendo de ser p*ssado a disponibilidade, por
desejo eeu, o Sr. cande de S. Miguel, consta que
ser nomeado nosso ministro ein^IIaya o Sr. Dr.
Vicente Monteiro, actual govern dor civil de Lis-
boa, accrescentando-se que este mesmo cava-
llieiro oceupar mais tarde o lugar de director
g ral, que a nomeacao do Sr. consalheiro No-
gueira Soares para o Brasil, deixa vago.
Estas noticias parecen) de boa foate.
O Sr. conselheiro Marianno deCarvalho, mi-
nistro di fazenda, acaba de adoptar urna provi-
dencia, que parece muito acertada.
Como sabido, rauitas pessoas, que alias sol-
citara por todos os modos condecoracoes e ttulos,
depais de ter-'ia sido agraciados, nuuca mais se
lembram de que a lei exige qu3 se paguem di -
reitos de ulere, havendo j urna divida conside-
ravel fa'.enda, por esta proveniencia.
O referido ministro, para evitar este abuso,
ofiiciou ao seu collega do reioo, pedudo-lhe que,
de futuro, se nao publiquem es respectivos de-
cretos nem se eatregueun os diplomas ais agr
ciados, em pianto s nao provar que estes paja-
rara os competentes direitos de raerc e sello, ou
que taes direitos se acham deviiammte garantidos
us termos da lei vigente.
Por esta forma nao poler ningiem adornar-
se cora canoVeoracoes e euteitar-se com titulas,
sem que primeiro teoha satisteito para cora a fa-
zenda as quantius que Ihe sao devidas por taes
honraras.
Como se praticava at agora, pt'nnittii-se um
abuso escandaloso, cora grave detrimento do the-
souro.
Esta medida foi geralmente applaudida.
Sabio na folha official a carta do lei concedeudo
C das para os devedores fazenda nacional de-
clararen) aos delegados do thezouro nos seus res-
pectivos dstrictos, se desejiin pagar era 25 prea-
aeo-'s as quantias era di vi Ja at ao exerciuio de
1884, na certeza de que a falta Je pagaraent.i de
urna das prestacoes far cora que tulas as demais
se'.un consid-radas vencidas, coutanJ j-=e desde a
primt ira, os juros da mora.
Aos que, d.-uois do mencionado praso haver de
corrido, nao fizeram deelaraca i alguina, ou que
i'ailarem ao pigam-ut> das pres'.acoes alludid-is,
serio havidasas quantias que deven ra fazenda
por ocniribuigoej directas por meio ae eiecuyV
As execuvocs fcdmmistratidas passain a ser ju-
diciaes.
Durante os 60 das concedidos, cessaratoias as
execucoes por contriouicoes directas reclamadas.
Aos que devoren quautias por contribuicoes an-
teriores a 188D e as quizerera p-gar de prompo.
se far o aba'iineuto de 10 par cont.
O casamento do principe real e demonstra-
coes de regosijo jara celebrar este fausta aconte
cimenta, que nao apenas urna fosta de fami ia,
proccupain a quasi toJ a g'-nte, e as noticias
que dzeui respei'o ao assumpto do margen ao
jornalism para se espraiar em informaees mais
ou menis des-nvolvidH8.
J e diz qne o cas.ment no ser a 83, por
ser domingo, mas a 22 de Maio, sabido,'che-
gando a princesa Maria Amelia d Oneana a Lis-
boa na quinta- feira 20, e indo hospedar-se coi
as peasoas da sua familia, que a acumpanhar m,
no palacio das N-ceBsidades.
A Sra. condesa* d'Edla, yiuva do Sr. D Fer-
nando, j sahio d'>-q lelle palacio, indo habitar para
o antigo palacete B-a Morte, que pertenc u ou
onde morou o conde da Ponte. S. Exc. ha das (ni
ao paco da Ajuda offerecer a sua nova casa a --S.
MM
Espera-se que venha assiatir ao casamento
o duque de Aosta Amadeo, ex-rei de Hcspauh* e
irma-i de S. M. a rai:iha. Conduzil o-ha a Lisboa
um encouracado italiano e o Ilustre hospede ficar
alojado no paco da Ajnda.
As festas e solamnidadc projectadas sao : ro-
cepcao no paco da Ajuda, recepr;ao no paco de Be-
lm, jantar da corto, baile no paco, parada, illu
miuacao e foffo de artificio no Tejo, llurainacao na
Avenida at ao terreiro do Pavo, recita de gala no
theatro de S. Carlos, corridas de cavallos e corri-
da de touros.
Duraro quatro dias as festas, com nter val los.
Por occasiac dos festejos vira ao porto de Lisboa
urna esquadra dos Estados Unidos da America.
Tamb m consta que virio navios de guerra de
outras nacaos.
Alguns cavalheiros de Lisboa c nomeadamente
os ^rs. D. Luiz de Carvalho Daun e Lorena, Men
des Monteiro, Manuel Monteiro e Isidoro Vianna,
toraaram a iniciativa de se reunirem para promo-
veris a organisacao de urna grande commisso,
que, de accordo com a associacao commerciel de
Lisboa, festeje condignamente o consorcio do prin
cipe real com illuminacao, actos de caridade e ou-
tras demonstrares. Com o mesmo fira se teem
constituido conmissoes em diversas freguezia3,
angariando donativos para occorrer s respectivas
despezas, sera esquecer as que teem por objecto
dar conforto aos desvalidos no dia do casamento
do principe herdero.
Parece que a princeza Mara Amelia de Orleans
e a sua familia entrarlo em Portu.al pela linha
de Salamanca.
O comboio expresso, que a receber era Irun,
chegar Pampilhosa, onde ser substituido por
um comboio real da companhia do norte. A prin-
ceza e sua familia devem chegar Lisboa s 5 da
tarde do da 20 de Maio.
E' esperado hoje em Lisboa o Sr. conaelheiro
de estado Antonio de Serpa Pimentel, que fra a
Franca assignar, por procurabas de S. A. real,
as escripturas nupcaes.
E' esperado era Lisboa o >. conselheiro Mar-
tens Ferrao, embaixador de Portugal junto ao Va-
ticano. S. Exc. foi aposentado como procurador
geral da cor i e fazenda, sendo promovido quellc
alto cargo o Sr. conselheiro Cardoso Avelino, que
era ajudante d'aquellc funccionaiio, e nomeado
para o lugar vago pe promocao do Sr. Avelini, o
Sr. Dr. Antonio Candido, lente da Uuiversidade
de Coimbra e nocablissrao orador parlamentar
por sua nativa e genial cloqnencia.
Para as recitas que se bao de effoctuar em
S. Carlos por occisiao dos festejos estilo contra-
tados os celebres contores Schalchi-Soli (contral-
to) e Herminia Borgh-Mano (soprano) bem como
o tenor Tamagno.
No sabbado de Allelnia, 24 do correte, a ul-
tima representacao da actual epocha lyrica. Nao
se poder repetir a Hero Hade, de Massenet, por-
que das prime ras partos smente se acham anda
era Lisboa Mine. Fides Dovris e seu irmao, ba-
rytono. A recita constar de diversos trechos do
Fausto do Hamlet, etc.
A despedida da Patti foi urna ovayao briihaute-
A 'Vm cantou deliciosamente o primeiro acto da
Traviala,, o rond da Lucia, as walsas do Baccio
e Echo de Erhand. Foram-lhe otferecidas algu-
mas prendas de grande valor artstico, e um sera
numero de coras, bouquets etc. An revoir, disse
ella pedindo silencio, n'uma das muitissiinas cha-
madas em qne veio ao proscenio agradecer os
appiausos phreneticos dos que a saudaram.
J ante-bontem ficarara hasteados os prumo3
para a coostruccio da tribuna qne vai levantar-
se na Avenida da Libcrdade e n frente do largo
da Annunciada, para a familia real a93sfr a pa-
rada. Do lado tronteiro se crguero'itra tribuna
para os altos copos do estado, carpo diplomtica
e estrangeiros de distineco. No grandioso tem
po de S. Domingos e son a direccao do distincto
architecto Avila, se esto fazendo a3 obras preci-
sas para que os convidados, corporaces, orinc
pes. alto clero e as pessoas nao convidadas possam
assiatir coramodamentc solemnidade nupcial.
Era iudispensavel desarm^rtalbar as esta-
tuas de bronze di Independencia e da Victoria,
que oniam o monumento erigido aos restauradores
de 1610 no centro da praca da rsesma denomina
cao, doude parte a avenida da Liberdade.
Diversos acontec mentos e contrariedades im-
pedirn) que o monumento foss* officialraente au
gurado em qualquer data comuvmorativa, sendo
o penltimo estorvo a morte do rei Alfonso XII
de Hsspaoha, que tornava impoltica e dosoortez
qualquer festividade deste genero.
Seguij-se-lbe a morte d'el-rei D. Fernando e o
luto rigoroso que se Ihe seguo e assim foram pas-
sando essas datas Histricas e decorrendo inultos
dias, at que, na prox>midade da3 festas do casa-
mento do principo D. Carlos se achava o monu
monto desfigurado por ter as duas estatuas allego-
ricas anda,vclladas.
De accordo com o governo e por ordem d'el-rei.
foi designado pela Commisso Primeiro de Dezem-
bro. o dia 28 deste inez, pelas 4 horas da tarde
para aquella ceremonia a que Suas Magostados c
os principes seus tillios assistirio, sendo descober
ta a estatua da Independencia por el rei e da Vic-
toria por Sua A toza Re ti.
A soleranidade n.o t :r o luzimento que Ihe
dava o primitivo programma.
O governo, tendo ouvido o soberano, ou atteu-
dendo a razos de estado que Ihe tizeram peso, li
mitou aquella deraonstracao ao mcr^rneute esson
cial, por rao lo quo foi.i ser relativamente, mu-
dcstis-iraa.
Jaso est levantando o pavilhl) onde se deve
aosignar o auto di iiiau:ruracao primeiro pelas
pessoas reaes, d-pois pelos inembros do governo,
alt s fucciouarios, vogaes da Cora nisso Primoiro
de Dezeinbro do 1610 e Dar ontros quaesquer ci-
dadaas que alli comoarctam e desejein associar o
seu nomo aquello tributo nacional pago memo-
ria dos gloriosos fautores da restauracao da nossa
inl-pculoncia o aut m imia
Ura regiraeu'o d infamarla far a guardado
honra e ura esquadro de laiieeiros acoinpauhur
as carruag us reaes
A' noiie h.wer recita de gala no theatro do D
Mari-. II, sondo r pr-sentado pela priineira vez o
drama patritico d i Sr. Dr. M14U0I Ooorio, TOgai
da inesma corainissij.
O da 28 desto m:z c rasid-rado do gala para
toil -a lis elf ato?.
H')UVe portanto gr uiJes ra ulificacSes no pro-
gramraa : 11 ra .s-i-tc a ^Uaraica > toda da Capi-
tal, nem ha Te Denm a -ra arman tribunas para
c iuvidad.,3 do qo.ikiuer cathegoria, etc., uora na o
prestito, qu' ostava planeado d-sde a 'groja de S.
DoaingM ( 11 le so o la pr ceden '. > agora 1 d -
cerros traba hos ne ornamentaria, como cima
d s.-ie) a' ao nonuia n'o.
Outra ui' liflua^ao ter resolvid o a Commisso
Prnnairo de Doze.nbr 1 na sess qu se etf ctuou
a 19 >io correo! qn n.Vi Co4a< m destnbuido- >is
5,f>KJ exo-np ar> do iimn to i.n o le ura jornal
o ai.iiieui in.'i <>. ma beiiissimaa esia pis- m._'-
Dificos 'rtig >s, fetn expresa uieSt" ara ser pu-
blicado no dia da luaugurac'ia.
Escaparan!, na qoo parece, na odico gravis 1
moa larl^os e ni'ini > erros. s-ibretu 11 na pan- re
laivi s enit." I- o ora o d-sp za e pr ivonien
olas di recolta, oros i- que a i-OramisaaO ua> p
de 11 m lt ve lo un a r.1 p .isibnidad .
Foi eloita um Mb-eomm s-i 1 para pportuna*
mente apresi-nt >r o rol iturio e contas du mou-i n -:i
to, que deverao ser presentea a todos 1 a sunscrip-
res
E-ta sub-com issao, de que ser presi lente n
gene' il de d>v rao latoaio fltreuc do Souza
Kiuto c-orap i^ia clos bis. Dr Mig le Oaorio, Ce;-
50a, general Judie enide do R o Maior, Li 10 de
Ca valho. Mor .es rlarrouptn t Luiz --'el pp Leito.
O Sr comm-nda 1er Francisco L urem;ad F011-
aeca, que tem exeroido d aue, c principio, com
gran le solicitude o cargo de thesoureiro da Can
inisso Priraeiro do Dezeinbro, declamu paresa
occasioque tinba desde j todos os documentas e
contas em dia e oisposieao da sub-Cummissao
para exauinal-as quando quicsse.
O Banco Lusitano foi incumbido de abrir eac
Lisboa a subscripcao para a emisso das obnga-
coes do c traiuho de ferio de Lourenco Marques.
A assembla geral do Banco do Vianna, vo-
tou a liquidacao deste estabeleciraento bancario.
Falleeeu no dia 18 em Lisboa, cm 91 annos
de idade, o Sr. D.\ Fernando Melicio, pai do Dr.
Joao Chrisosthomo Melicio, proprietario e redactor
principal do '.ommercio de Portugal.
Quando as perseguirles polticas vict-mavam
aquellos, que uo primeiro qua^tel deste seculo ou-
savam manifestar sentimentos liberaes, o Dr. Fer-
nandes Melicio, que se formara na faculdade de
medicina da universidade de Coimbra, pode emi-
grar para o Brasil onde teve occasiao de prestar
assignalados servicia em duas intensas epidemias,
que asa.lavara as provincias.
Regressando ao Rio, onde j a sua coragem e
pericia lhc tinham croado solida reputadlo, exerceu
a clnica e foi alvo das maiores lympathias.
O s.iin nonti fnebre deste benemrito portu-
gus foi imponente.
N'aquella demonstracao solemne de apreso me-
moria do finada e ao mesmo tempo de syrapathia
por sena filhos, todas as classes sociaes se fizeram
representar, o cavalheiros de todas as fraccoea
polticas demonstraran? com a sua presera;* a con-
sideracao que tiuhim pelo veneravol auco.
O governo, a alta finan;*, o parlamento, a ira
prensa, a arte as suas manifestacoes varias, o
funecionalismo, o professorato, as associacoes li-
terarias e scientificas, o exercito e o clero estavaot
representados no fnebre cortejo por numerosos c
pelos mais Ilustres dos seus membros.
Sobre o fretro foram collocadas diversas coras,
dos filhos no vos e netos do illuatr fallecido, das
redaccoes do Commereio de Portugal, do Commer-
C'O do Porto, do quadro typographico do Comnvr-
cio de Portugal, do varios amigos do Dr. M -licio,
etc. Mais de 200 carruagens seguiam os cochee
mortuarios.
No cemiterio occidental (Prazeres) a multidia
que tormava o prestito era enorme. O corpo fora
conduzido da p.rochial igreja das Mercs, onde
estava depositado.
Est muito doente o general de divisao Jero-
nymo Maldonado d'Eca, e hontem seu irmao, o Sr.
Jos Maldonado d'Eca foi fulminado por ura* apa
alexia na ra do Ouro, defront: da pharmacia Bar-
ral, para onde foi o mduzid era bravia, expirando
cinco minutos depois.
O fallecido era muito estimado e ereior de tods
o respeito.
El-rei mandou dar urna pensao viuva d
fallecido violoncel ista Cesar Cas-lia, que falleeeu
baver 15 dias, como Ihes noticiei com bastante
inagoa.
Tambera falleeeu ha poucos dias, em Coimbra, c
Sr. Dr. Ignacio d* Costa Duarte, clnico dos hospi-
taes da universidade e operador de grande re, u-
tacao.
Continua muito concornda a expasicao pho
tographic* do Porto.
Foi publicado o relatoro e contas do Monte
Pi Geral, firmado pela direccao. O estado d'aquel-
lc estabeleciraento dos mais prsperos.
A totalidade dos lucros, e, ren-
diraentos era 1885 (dinheiro f ir-
te) foi de 430:937^000
E a importancia das despezas
de 276:8274185
Fijando, pois, liquido o rom 1-
nessente de
O fundo permanente, que em
188 i se elevou a
Em 1885 attingio a cifra de
154:10990
1.807:9104330
1.962:0204245
E o saldo do fundo disponivel,
que em 1381 tinha sido de 10:4234894
Em 1880 subi a 17:9544730
O encargo animal de pensoes constituido pela
importauto quantia de 106 contos de res. Os ju-
ros capitalisado3 a favor los depositantes da caixa
econmica annex* ao Monte Pi Geral, elevam-se
a 141 o ratos.
A 2!) do correute effectuar se-ha a eleicao da
nova direccao e eonselho fiscal.
O urcainento para o corrente. anno de 1886 im-
porta em 279:5004000.
A direccao cuja ger ncia termina agora e sobra
a qual a comuas* > revisor* de contas lavrou um
parecer altamente satisfactorio, que ser apreciado
pela assemulea geral a 28 do corrente, composta
dos Sra. Caetauo Jos de Lacerda e Mello, presi-
dente ; Joaquim Filippe Nery da Encarnado Del-
gado, vice-presidente ; vogaes : Joaquim Hilaria
Pereira Alves, Joao Jos Teixeira Dias, Alfredo
Clisar Mattos da Cunba e Cuiz Fiippe Leite : the-
soureiro Manoel Alves do Rio Jnior ; secretarios
Joao Antonio Xavier da Trindade e Jos da Costa
Cascaos.
A Associacao dos Jornalistas e Eacriptares
Portuguezes reunio-se era assembla geral a 17
deste raes para proceder el icio dos seus corpos
gerentes, depois de ap;;rovar as contas d* gerencia
do anno passado.
A ele9o deu o seguinte resultado :
Asserabiea geral : presidente, Mariano de Car-
valho (actual ministro da fazenda) ; vice presi-
dente, Rodrigues da Costa ; Io secretario, Paler-
mc de Pana : 2' secretario, Augusto Barata ;
vice-secretariop, Affonao Voigis e Baptista Bog:a.
Direccao : presidente, Piuuciro Cbagas ; vice-
presidente, Luiz Filippe L-ite ; V secretario Cos-
ta Goodolphim ; 2- secretario, Cunha e SA ; vice-
secretarios, Almeida Hiroch e Victoriano Braga ;
thesoureiro, Miguel do-. Santos.
Consolho usual : Fernando Pedroso, Al-ueida
Piuheiro e Riboir.i Goncalves.
Tiatar-se-ba, brevemente, ao que parece, de
combinar quaes os elementos de que se poder4 dis-
or par 3 dar um explendido sarao litt-'rarie-
musical no ra z de M a > p >r occasiao dos fest-jos
do casamento do principe D. (Jarlos, aproveitande
a estad* das sumida les lyricas de S. C*rlos, cuja
cooperaoa 1 dev r sor lhea s ilicitada.
Val muito lauca esta Estamos em plena sema-
na santa e dentro era p .uo .s turas ua quadra ale-
gre das li 1 *-. f.-stas. I)' 1 |'.ii ai dou o ir lia'raeate
aos mena araigoa o a todos os noasoa lei ores.
L.
Correspon leucia do U Peraambiieo
NATAL, 2 DE MAIO >E 1886
A Aseemhl Provincial enwrr* os aeus tra-
b ilh ia extra..rlinari .3 no di* 24 I" ra z passado,
e d .us dios d p is encetou- s do nov >, por eoata
da I.* sessai ordiu n* bienni '.
Durante h si- si extraordlil iri .. cou-o guio-S _
iror rativa .10 HreameiiM oara > oorreute eserel-
ci 1 de 18856 o p o-sagem I 1 i de foro po-
licial o ra mosoio anuo, fin princioal da conVO-
eacao folla pelo Exm. pr-sideute d* provincia.
Es avernos ora perf.-i" dict .dura, sera *s lea de
moi .i. legtdo que a a deix.u r situacio passada,
aiij-itando-ae os cidadaos ao rgimen te um lei
velha de re unento que tem adata de 15deMar-
/o do 1884. di 11. !i22.
Felizmente, por n. remediou se, quanto P088-
vel, esse grande mal, entran io se no periodo de
um roffim. n legal.
Entre outras leis que foram votadas, merece
especia: raencio a de n. 957 d> 14 de Abril ultimo,
supprimindo o hospi al d-> caridade, e creando em
s.-u lugar ura estabelecimento denominado Santa
asa de Misericordia, cuja administracao, econo-
ma e fiscalisicao correrao por conta de urna ri-
rvm


Diario de PernarabncoQuinta -feira 6 de Maio de 1886

xaandade que se vsi fundar Bob s denominaeio de
Irmandade de Misericordia.
O novo estabelecmento foi defecto com o patri-
monio de 50:000*000 eto apolices, e ser subven-
cionado com 6:000*00 ) annualmente, alm de ou-
trai receitas creadas pela mesma lei.
Foi urna grandiosa idea, que mereceu o p-
nlauso de todos, com excepcio de doua mombros
da minora da Assembla, que, por serem oppesi-
cionistas systematicos, negaram o sen apoio mes-
ma idea, porque ellea m aeham as pasase do poe-
ta, quando disse :
.....e o lhes-,ooovm
Negario, como Pedro, o 9eos que tm.
A Liberdade tem levantado graade bmUla
pelo facto de harer o daga* presidenta 4a provn
a rescindido o contracto de uin celebre peso
publico que havia na cidaie de Mossor desde
1876.
O gananciosos iprejudicadoa, em sua rita des-
eompassada, atacam virlentaai-'nt.- o acto da ad-
ministracio, qualificaudo-o de llegal e violento.
Mas, a verdade esta : o peso publico de Mos-
sor era um monopolio em beneficio de um testa
de trro, caixeiro de um concessionario oculto,
ue ia engrossando os aeus baveres a cusa do
abuso e da m f com que celebrou o sen con-
tracto, cujas clausulas nao haviam sido observa-
das, taes -orno as de se edificaren] o respectivo
edio e armanens adjacentes, como provam os do
cumentos com que o respeitavel corpo commerciai
fundaraentou sua petieio, dirigida ao presidente
da provincia contra aquella enorme lesio dos mte-
resses do ommercio e da provincia.
Desde que o contracto celebrado estipulava a
ondicao de ser rescindido o contracto pelo presi-
dente da provincia, caso nao fossem cumpridas
aquellas clausulas, S. Exc em vista das provas
exhibidas, cumprio seu dever, rescindindo o tio
fallado contracto, attendeado assim aos reclamos
da opinio e ao direito escripto entre as partes con
trac tan tes.
Eis a origem de toda cssa alicantina, levantada
pel< s gansos do Capitolio de Mossor.
Anda urna outra balela nio menos ridicula
e insensata foi a que levantou ltimamente a Li-
berdade de 29 do mea passado, n. 10, coro relacio
ao triste acontecimento que se deu na villa do
Apody, pelo suicidio do ex-collector Jos Freir
de Oliveira, facto deploravel e de que tatnbem se
occup.>u o correspondente desta cdade para 3
Jornal do Recije. de 28 do mez passado, n. 95.
T uto a Liberdade, como o neophyto correspon-
dente, attribuem o desastrado fim dsquelle infeliz
oollector a perseguiees polticas, dizendo, que o
suicida era um honrado exactor da fasenda, que
sempre dura boas contas de si, c que se estava al-
cancado era em quiutia insignificante, para cujo
pagamento ha va solicitado moratoria do inspector
do Tbesouro, tendo, alm dis3o, em caucio, como
Sanca, o deposito de 5004 A paixilo partidaria desvair-se s vezes ao
ponto de comprometter os crditos de certos bo-
rne ns, que querem passar por senos. Lamentamis
o tacto do suicidio, fraqueza ou loucura do bomein
que nao teve corageui de affroniar o seu infortu-
nio ; mas o publico nio pode deixar de revoltar-se
contra aqu-'lles que procuram especular com as
desgranas alheias !
Jone Freir de Oliveira era coll ctor de Apody,
e*foi demittido em 5 de outubro d anno passado
Nao tinh i flanea, ueui caucao em deposito. Du-
ran t o tempo de sua gesta o, nao prestava contas
regularme ate ao Thcsouro, e semprc all ebegava
por meio de seu procurador, o tabelliio Joio Cli-
mac., fra de tcinpo, e todo estropiado ein suas
cortas.
Exonerado, verficou-se no Thesouro um alcance
contra o infeliz collector, na importancia de
5:9404420.
Foi intimado por tres vezes para prestar suas
conta-, marcando se Ihe o prazo da le, e o exactor
remiss > e omisso Se respondeu a nenbuma das
intimad-oes, contando, calvez, com a impunidade,
garantida por seus protectores.
Em taes conuco js, o inspector do Tbesouro de-
precou contra elle a prisio administrativa, na for-
ma do decreto de 1849, eremetteu a conta corren
te do debito e todas as p cas offiei ;es sobre o facto
a autoridade competente, pa/a proceder na forma
da lei centra o peculatano, que foi pronunciado no
art. 170 do bodigo Pentl.
U delinquente, vendo-se perdido, ou desempara-
do por aquelles a qncm havia, como se diz, em-
prestado parte daquella quautia, evadio-sedo dis-
jricto da culpa, a ao ch-g ir freguezia do Pat,
em casa de um tal Emiliano, suicidou-se, com> as-
sim o noticin urna carta escampada no Correio do
Nutal n. 125, nos termos seguintes :
H jut ui, 10, suicidou-se Jos Freir de Oli-
veira, ebefe do partido liberal desta villa.
Esse feliz estiva pronunciado por crime de
peculato, pois que na qualidade de collector de
rendas provinciaes, que foi da freguezia do Apody,
extraviou os dinheiros pblicos, nao prestou contas
de teinpo de sua gestaoexercicio de 1884188a
e parte do exercicio de 1885 1886.
O Tbesouro Provincial chiinou-o ao cumpri-
mc:it i de seus deveres, verificando contra elle um
alcance de cerca de 2:9004000.
Mas < infeliz exactor da fazenda nunca res-
pon i u s intimco -s, que lhe eram feitas desde
utuliro do anno paseado.
< Instaurado o proepsso na forma da lei, J >-.'>
Fraile evadio-s-, diz-ndo a unsque um seu pro-
curador e ci.rrelistinnario ta capital o compromet-
iera extravian 1 I 6 O mil ri= que lbe enviara pira
serem recolhidos por cauta de manr quantia ao
tiles jU i provincia!, e a outros dizia-que piuco
se lhe da va de liquidar seu debito, certo de que
o enpartido quand) subas-' ao poder, lhe per-
i alcance, como o fez a outros vutt.mli.
speciaes para sea* liante fin.
Eotr itautu todos notav un em Jos Freir urna
certa inquietaoio de espirito.
Ach .ndo-se, porm, --m casa de Emiliano de
tal, no lugar denominadoJoao Pereiraoa fre
7.1a de l'at, eo ii destino fiuwada Dmm Ria-
chodo coronel Waldevino Lobo, para oude se
diritri em busca de prot-ccao, como elle niesuio
o affirmava, fieoc tobresaltado ;o ver ao loaxe da
;i a um grupo de tr.ibalhadores que vinham
para a casa, trazcudo costas as suas eucbadas,
lastro tra'jilh." agricoU.
Persua lio d' qui aquelles h -incns or un
soldados que o perseguiam, e entao, espav
mente, eatrou pa caes rientro do iJito Emiliauo,
amando :
a Kstoii drxgracado, a/ii vem urna trr.pa,-serei
'lili:. Ao que respon leu-lhe h
senhora do Emiliano: O senhor engaita se,
homens sao trubalhadore* que ceem dos
<;a, recobre o anim-j.
Freir, att. :rai i, c-jmo que
ii a raza1, correu para o interior da c
ao chegar cosinhi, cravon urna taca sobre o vo
esquerdo, enterrando-a at ao cabo, e suecumbi
momentos depois .'
Triste o deploravel iconteiimento !. ..
.' i t Freir era casado e tiuha 7 fihinhos ..
M i Ita lei a d> perdi das dividas em que
os exactores da fizenda omissos e remissos depo
sitaram suas esperanzas Ha factos tao graves
e de circum^.t lucias tao complicadas, que se n j
eommentam.
Quanto historia da moratoria, que se diz tei
sido pedida pe i infeliz collector. pura mvencao
ir.-s do suicida.
T.il inorat-ria. ainla que fosse solicitada, v'i >
i ser concedida p lo inspector do Tbesouro, a
. a le n5o deu essa faculda I'.
Onde, pois, a per*eguicao? Queriam, por ven
, que os exactores alcanc idos, reimssos, s pelo
facto de pert ncen ni ao partido liberal, ficassem
atidos em doce mansa paz, emb r consu-
miiKMe-^xtraviau o os dinheiros pblicos ? !
mente, ha nesta tern raciocinios assom-
ia !
__ .\'o dia 19 do itez passado assumio o exer-
cicio do cargo de ehefe de polica desta provincia
o Sr. Dr. Francisco Amynthas da Costa Barros
uiz de direito, que foi da comarca d? Pao dos
! 03.
. um magistrado que muito se recouimenda
raa iatelligencia e iuteireza de carcter, dis-
tiuo c criterio, zelo e
. .acac coro que procura servir causa pu-
blica.
J fo chefe de polica das Alagoas. e cstarro
i de que sab r corresponder confi-uic* do
rno e s esperancas dos io-grandenses do
norte.
A empresa do ibast>'cimento d'agua a esta
le acaba de fazer um grande melhoramento,
io um moinlio de vento, para auxiliar a
na a vapor nos trabalhos da bomba.
Essa empresa, segunde nos consta, vai transfe-
rir o seu dominio provincia, fazendo cesso do
legio de ~b anuos, se a provincia indem-
l-a das despezas de todo O material n'ella em
ado.
provavel que a Asaeu.bla Provincial acceite
ease pasto, nao por prejuizos reaes, que tenha sof-
frido na receita da mesma empresa, mas por dea-
gostos tai vez que tenha encontrado, no podendo
remover certos obstculos ao desenvolvlmento da
mesma empresa.
A operario proposta vantajosa para a proviu-
eia, porque o empresario acceita por sua indem-
nieacao a quantia equivalente em apolices da di-
vida provincial ao juro de 6 %
Ora, se assim nada mais rasoavel, ou antes
proveitoso para a provincia, que fiear de possede
um grande melhoramaato, que lhe proporcionar
foates i receita. com a qual pagara os juros das
mesma* polioea a amsrtiaar o debito, propareio-
uaimeute. ou quando as suas finanoal se
taaarem.
Ninguem dir que asa operacio ruinosa, a
nio serem alguna pessimistas, como os ha em toda
a parte.
O que nao padece ckivida que a empresa das
aguas de muito futuro, sendo considerada um
dos melhciramentos mais importantes desta trra.
Seja ella administrada zelosamente, adoptem-se
medidas que tendam a ramicar por todas as ras
a canalisi.cao d'agua e a diminuir a taxa imposta
aos consumidores, de modo aelevar-se quanto.possi-
vel o numero destes, e ver-se-ha se o resultado
obtido ou nio vantajoso.
exercicio findo.A' oommissio de orcamanto pro-
vincial.
Outra da Veneravel Devocio de Nossa Senhora
da Conceicio, erecta no convento de Santo An-
tonio do Eeeife, requerendo urna lotera, que
tenha preferencia na extraccio para compra de
alfaias.A' commissio de orcamento provincial.
Outra de Cosme Jos Quedes, proprietario da
casa que serve de quaitel do destacamento de S.
Lourenco da Matta, reclamando o pagamento dos
alugueis de maio a junho de 1884 e novembro e
dezensbro de 1485.A' comraiasio de orcamento
provincial.
Outra de "Maria Faaucisca do Seg Barros,
reatabe- requerendo uaiaoadeira de 1 eatrancia.A' coni-
missao-de instruoyao publica.
l.'m abaixo aasiguadoa.de negociantes da cidade
do Rocote, reclamando contra a dispoeicio- do { 15
do art. 2* da lei n. 1860, orcamento vigente.A'
oommsssao de orfnmento provincial.
O Sr. presidente cm seguida dissolve a reu-
no.
PERHAMBICO
Asseuibla Provincial
REUNIO EM 19 DE ABRIL DE 1886
PBE8IDBSCIA DO SXM. SB. ICMACIO DE BUUiOS BAB-
RETO JCNIOB
Ao meio dia, feita a chamada e verificandose
estare m presentes apenas os Srs. Batis e Silva,
Barros Rarreto Jnior, Costa Kibeiro, Solonio de
Mello, Joao de S, Domiogues da Silva, Antonio
Victor, Soares de Amorim e Ferreira Jacobina, o
Sr. presidente declara nao haver sessio.
Occupa a cadeira da 1 secretario o Sr. Joio de
S o a de 2* o Sr. Soares de Amorim.
O Sr. ltf secretario procede a leitura do se-
guinte
EXPEDIENTE
Um orficio da Cmara Municipal de Bom Jar-
dim, pelindo que seja convertida em lei a sua
proposto de posturas, enviada em 1885.A' com-
missio de exames de posturas.
Outra da mesma, aecusando a recepcio do ofi-
cio em que se Iho communica haver prestado ju-
ramento e tomado posse do cargo de 1* vice-pre-
aidente da provincia o Exm. Sr. Dr. Ignacio loa-
qjim de Souza Leao.Ioieirada.
Urna poticio de Jeronyma Francisca da Rocha
Paula, profess ira can'ractada da cadeira mixta
do p ivoado de Pi de Aeeucar, da comarca le
Cimbres, requerendo ser considerada effectiva,
tendo vencimentos iguaes aos dos demais proles-
gor^s.A' commissio'de instruccao publica.
Outra de Porcia Constanza de Mello, reque-
rendo urna coaJjuvacio afim de pubicar a biogra-
phia do pernamDueano Manoel de Carvalho Paes
de Andrade. escripta por seu fallecido pai, o
commendador Antonio Joaquim de Mello. A'
cotr-missao de peticoes.
Outra de Joaquim Martins da Cunha, escrivao
de crime de Bom .Jardim, requerendo "onsignacio
da verba de 44566, afim da Cmara Municipal
d'alli pagar o que est a dever-lhe de custas de
processos.A' commissio de orcamento muni-
cipal.
Outra d- Jos Jerony no Rabello, requerendo
ser providj no lugar vago de portelro desta As-
sembla.A' commissio de polica.
Outra de Hurla Antonia da Costa, professon.
publica de Tacarat, requerendo 8 mezes de li-
cenca com todos os vencimentos para tratar de
sua saude onde lhe conrer, a contar de 1S de
mai i vindouro.A' commissio de petices.
Em seguida foi dissolrida a reuna;.
REUJIO EM 20 DE ABRIL DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SI!. DB IONApiO DE I11K"S
BABBETO JUNIOB
Ao meio dia. feita a chamada e venficando-se
estar- presentes apenas os Srs. Ratis e Silva.
Amaral, Joio de Oliveira, Domingues da Silva,
Bario de Caiar, Barros Birreto Jnior, Prxe-
des Pitanga e Reg Barros, o Sr. presidente de-
clara nao haver sessio.
Occupa a cadeira de 1* secretario o Sr. Do-
mingues da Silva e a de 2 o Sr. Joio de Oli-
veira.
O Sr. 1" secretario proceda guinte
EXPKD1EKTE
Um officio do seeretano do governo, transmit-
dmdo o balanco da receita e despeza do exercicio
de 1881 a 1885 e o orcam-nto para o de 1886 a
1887, das cam ras municipaes de Agua Preta e
Currantes.A' commissio de orcamento inuni
cipal.
Outro domesmo, devolven lo informada a peti-
cio de Marcelino Jos Mara de Hollanda Cava!-
emato. -A' quem fez a reqnisicio.
Outro do mesmo, dem, abaixo assignados de
coradores na povoacio da Pedra.A' quem fez a
reauisicio-
Uma peicio de Joaquim Tavores Rodavalbo,
requerendo sua aposentadoria no lugar de conta-
dor da Cmara Municipal do Recifn com o orde-
nado de l:2tW000.A' commissio de peti-
oBs*.
O Sr. presidente em seguida dissolve a reu-
niio.
REUNIO EM -24 1E ABRIL DE 1886
rasamala do exm. de. jse manoel de bakiios
WANDEBLET
Ao meio dia, feita a cha'ii ida o verificando-se
estarn] presentei apenM os Srs. Barros Wan-
derley, Luiz de Andrada, Jol de Oliveira e Coe
Iho de Maraes, o Sr. presidente declara que deixa
de li -Ver setsao.
Occu.a a ca ieir i de Io secretario o Sr. Coelho
d Hofaoa e 'le 2o o Sr. Joai de Oliveira.
O Sr. 1* secretario precede a leitura do se-
^liute
EXPED1EMTB
Uin officio do secretario do governo, retnettendo
o bnlaoco eorcun.nti Ji Cmara Municipal de
Bom Jardim. A' Coinmi^sao de orcamento muui-
eipal.
Outro do mesmo, devol vendo informada, a peti-
cii de Paulina Candida da S va.A' quem fez a
r quisico.
Outro do me mo, remetiendo o balanco da rc-
e despeas do exercicio de 1884 a 1885 e o
orrainentopara o de 1886 a 1887-da Cmara Mu-
nicipal ite Cimbres.A' commissio de orcamento
municipal.
Em seguida o Sr. presidente dissolve a reu-
nido.
i ment do conceMionario, levado a dar
REUNIAO EM 26 DE ABRIL DE 1886
PRESIDBKCIA DO EXM. SR. DB. JOS MANOEL DE BARBOS
WAKDEULEY
Ao rneo dia, feita a chamada e verificando-se
estarem presentes apenas os Srs. Ratis e Silva,
Soares de Amorim, Visconde c Tabatinga, An-
tonio Victor, Joio Alves, Aog..sto Franklin, Fer-
reira Velloso, Barros Wanderley, Coelho de lio-
. Bogobi rto, Costa Ribeiro, JoaodeS, Joao de
Oliveira, Luiz de Andrada, Jrfto do Reg Barros,
Costa Qomes, Gomes Prente e Domingues ila
Silva, o Sr. pnsidente derlara que deia de ha-
ver sessio.
Occupa cadeira de Io secretario o Sr. Reg
lia. ros e d" 'J" o Sr. Julo de S.
O Sr. 1 secretario procede a leitura do 8e-
guinte
EXPEDIENTE
Um offij o di Camaia Municipal de Barreiros,
p> dmdo a ins.' ao da verba de 4:0'!0J pira
cuucluaao das obras do ra=reado e eemiterio d'alli.
A' omii ;.-:io de mcaineiito provincial.
Urna petica de Andr J s de Almcda Mo>
Bao, profeesor publico de Bengalas de Limoeiro,
requ- rende urna cadeira de 2 entranc'a em qual-
quer cidade, obrigando-se a abrir gratuitamente
um curso secundario. .-.' cammissio du iasrrue^.'io
publica.
Outro do director da C/lonia Orphanologica
Isabel, reijuer ndo urna subvencio annual de
30:00o.A' commissio de oreamento provin-
cial.
Outra de Francisco Jos de Magalhaes, reque-
rendo cunsi guaci d i qoota de 216#800, de custa
que lhe de?e a Cmara Municipal da Victoria.
A' commis: o de oreamento municioal,
Outra de Eduardo Antunes ou Albuqnerque
Mello, esciivio do crime e jury de Cimbres, re-
querendo jagamento de 1:6004, que lhe deve a
Cainan Municipal d'alli de custas de proaessos. -
A' commisf io de orcamento municipal.
Oftta di Maiioel (Alves Foreira Lima, reque-
re do eonsignaco da quota de 284486, do aiu-
guel de sua casa que erve de quartel na po-
voacio de S, Joio dos Pombos, equecahioem
DISCURSO DO SK. DEPUTADO HEGEIBA COS-
TA, PROFERIDO NA SESSAO DE 10 DE ABRIL
O Sr Regueira ComaSr. presidente,
trataodo-se de nut facto grave e a que a oppeeicio
desta casa tem dado proporcoes collossaes, um
factocomo o de que se occupa o requerimento qne
V. Exc. acaba de dar para a discussio, tendo se
passado elle no districto que tenho a honra de re-
presentar nesta asscmbla, e uni devo ficar silen
coso, nem ser indifferente a discussioque ajpaixao
poltica tem sobre elle suscitado.
Nio tive a felcidade de aasistir ao debate que
esto requerimento levantou nesta assembla. Mas,
procurando inforraar-noe dos nobres deputados,
acbo-me habilitado para responder aquelles Ilus-
tres collegas da bancada liberal que se oceuparam
do assuapto, fornecendo a 8s. Eres, as oforma-
coes necessarias eos esclarecimentos precisos para
melbor formarem o sen juizo a respeito daquelle
acontecimento que eu e todos nos desta aasembla
lamentamos.
Entretanto, Sr. presidente, antes de entrar no
histrico do. facto, o reteril-o com todos os seus
defalhes, me permitira V. Exc. que eu faca urna
reflexio.
Os nobres deputados da bancada liberal mos-
tram-se extremamento partidarios as aecusa^oes
que fazem s aotuaes autoridades policiaes e su-
periores da provincia. E' assim que Ss. Excs., por
qualquer facto insignificante, levantam-sej aqui
para fazerem graves aecusades em nome da lei,
da rnoralidade publica e da justica.
Entreunto, Sr. presidente, ainda bem me lem
brodo tempo je te
revoltam contra a administracio publica, eram os
pritneros que vviam elogiando e tecendo encomios
s autoridades d> dominio liberal, que assignala-
vam os seus passos por urna serie de abusos sem
ora, e do arbitraridades sem qualificacio.
O Sr. Jos MariaNao apomdo
O Sr. Rgueira CostaLimbra-me at, Sr. pre-
sidente, de que o nobre deputado que acaba de
honrar-me com o seu aparte, o meu illnstre amigo
o Sr. Jos Maria, era urna voz que se levantava
aqui sempre, em defesa dellas. S. Exc., apesar de
conhecedor de todos os factos, empunhava o son
thuribulo e tinha sempre um elogio para faer a
despeito dos naiares desmandos que qualquer au-
roridade commettia.
O Sr. Jos MariaV. Exc. est perfeitamente
engaado ; eu nunca procurei encampar o abuso.
A minha norma de conducta nesta assembla
tem sid- sempre a mesma.
O Sr. R'gueira CostaE, Sr. presidente, quan-
do oa mp'ssibildade da defesa. S. Exe. recorra
sua imaginario brlhante, colorindo os factos
com a sua palavra vigorosa; o que fazia a oopo-
scao que era a maioria de entio ? O que faziam
as autoridades superiores da provincia d'esse tem
po? Nada absolutamente. N3 esta bancadarepre-
seutavam is o papel daquelle que clama va ni de
sert Era debalde que fallavamos em nome dos
direitos do cidado, em nome dessas victimas tru-
cidsdas, pedindo incessantemente providencias As
autoridades da provincia; mas ellas, Sr. presi-
dente, eram completamente urdas aos reclamos
desta assembla. Admira-me,;Srs., portanto, que
hoje es nobres deputados se mostrem *io zelosos
na def-za da causa oublica e mimigos tio ranco-
rosns da3 autoridades policiaes. Mas, Sr. presi-
dente, a paixio poltica ega o espectculo mais
lucido e a consciencia mais recta. E' por isso que
tenho o direito de admirar-me da attitude do3 il-
lustres deputados que oceupam a bancada opposta
e especialmente do meu distincto amigo o Sr. Jos
Maria, outr'ora defensor obrigado de todas as au-
toridades policiaes.
Sr. preside ote, se os nobres deputados da ban-
cada liberal, procurassem beber informaces em
tonte pura, com relacio aos factos que tiveram lu-
gar em 3t de Janeiro; se esses nobres deputados
nao se deixassem influenciar pelo sentimento do
partid irismo; se encaraasem sob o verdadeiro
prisxa aquslle acontecimento, certamente que ou-
tro seria o juizo que Sj. Excs. fariam a respeito
dallea
Eu nio venho, Sr. presidente, roubar o tempo
desta assembla, apreciando detalladamente aecu-
sacoes que cahem por trra.
O Sr. Joi MariaAt agora estio todas de p.
O Sr. Regueira Costa Desde que estes factos
se deram, procurei ioformar-me com toda a impar-
ciahiade e felizmente pude che .jar ao conbecimen
to da verdade.
Os no ores deputados, Sr. presidente, aecusam o
delegado di? polica de Canhotinho, como respim-
savel de toda aquella scena de sangue, assiu como
aecusam ao administrador de entao. o Exm. Sr.
conselheiro Coifa Pen-ira, porque nio proceder
com a energa que s-ria para desejar, demirtindt)
o delegado e subdelegado de Canhotinho, que na
opiniio de Ss. Excs. foram os causadores da des-
grasa, que alli teve lugar.
Historiamos os fac'os e vejamos se as autorida-
des poli :iae que infelizmente figuram u'elli-s foram
responsaveis por aquelle triste acontecimento.
Rosa Maria ba muito questionava com Lauren-
tino Pimeutel, que era seu visinho, porque o gado
d'elle cistumiv invadir a aua proprisdade e des-
trr suac lavouras. A qnestao assumira nm carc-
ter muito serio, porque Rosi Maria era urna mu
Iher de faca e calho, e capaz de tudo, :omo bem
o deraonstrou na noite de 31 de Janeiro.
Aquella raulher, para justificar suas queixas e
dar espan3o ao seu odio, arrombou as cercas da
sua propredade, afim de que o gado de Lanren-
tino, invadase as suas tirr.is e ella o rnatass.
Um Sr. DrputadoNem ao menos aceitavel a
proposieao.
O Sr. Rigu ira CosaEste um facto publico
e isso mesmo declararam as testemnuhas no in-
qoerito p dieta!.
O Sr. Lourenco de SO collega di V. Exc.
diz o contrario.
O Sr. Regueira CostaA questao assim foi to-
mando proporcoes extraordinarias. A principio
Ros.! Maria atacava L lurentino somonte em sua
prpriedade, poretn ao depo|a procurou amedrontal-
o e ameacava a sua vida trazen 10 para a sua pro-
priedode hontena crimonisos. Fui n'estas conni-
vo | (j-jo, Sr. presidente, Laurentino Pimeutel,
|ulgado eom romettida sua viia, porque conh -
cia do genio da Rosa Mara, teve ueceisidaJe de
recorrer polica para garantil a.
-euliores, a missio da polica nio nicamente
punir o crime.
O Sr. Visconde de TabatingaB" prevenir.
O r. Regueira CastaApoiado, y. Exc. disse
o que eu rinhi adizer : aprevenir.
Pois bem : peante o delegado de Cinhotinho,
apresentou-se Laurentino expondo os factos : u
meacbu uineacado em minha existencia poraqoal
la mulher, existen na tua propredade malfeito
res com disposicoes hostis contra mim. A autori-
dade informada de que na propredade de Rosa
M .ra com effeito aniivamesses criminosos, os
quaes t.'iiravam contra a existencia de Laurentino,
ordeuou que se procedesse a urna diligencia para
capturar us criminosos. A diligencia segu para
Iaria.
11 Sr. Prxedes PitangaPrevinir o crime a
noiie ?
O Sr. Regu "ir i Conta V Exc. nio sabe que
a noite as diligencias produsem melhores resulta-
dos que de dia ? V. Exc. queria que a tropa sahis-
se a luz d dia, rutando tambores e dizendo a to-
dos oque ia fazer ? Se a autoridade assim fizase
dara provas de inepcia.
A autoridade sabio e poz cerco a casa de Rosa
Mara. Outra qualquer pessoa mais prudente e
mais avisada, Sr. presidente, teria procurado in-
dagar da polica, o motivo daquella dilig-neia;
mas Rosa Mana, que j se achava previnid >, tinha
tido sciencia de que a forca partir para ir a sua
propredade, recebe a forca com urna descarga.
O Sr. Visconde de TabatingaDe bocea.
O Sr. Regueira CostaResultando d'ella a mor-
te de urna das pracas os ferimentos graves de duas
ontras e leves de qnasi toda a forca. Travado o
conflicto, muito nxtural que a forca diante
daquella aggreco inslita, procurasse se defender
e foi o que fez a tropa commandado pelo subdele-
gado, mas a defeza da forca foi de tal natureza, Sr.
presidente, que apenas sahiram feridos no conflicto
levimente ; Rosa Maria em um dedo pollegar e
um de seus filhos no meio do conflicto incendiou-se
o tocto da casa, ninguem sabe nuem foi o autor
desse incendio, que na minha opiniio foi casual.
(Aparte).
Nestas condices quem foi que aggredio, a tor-
ca, ou Roca Maria ?
Senhaces, como possi vel aereditar-se que, indo
a forca eom o intuito de fazer mal a Rosa e seus
oapangas, esta ajxjaas ti vase sabido fsrida leve-
mente no dedo, emquanto queda hita travada eom
a torca aahissem feridos 2 pracas e morress urna ?
Como se pode acreditar que Rosa Mara, sendo
innocente, nio sa dirigise ao juiz municipal do
termo de S. Beato, que pertence ao credo poltico
de a*. Excs. para pedir providencias em nome da
justica e do seu direito contra a violencia de
que tinha sido victima ?
Como se comprehende que Rosa Maria nio sendo
a responsavel por estes tristes acontecimentos,
logo aps o conflicto, em vez dedingir-se auto-
ridaie a pedir providencias, procurou oceultar-se
comoi da polica i (Apartes)
Todos este factos, Sr presidente, que nao po
dem escapar iotolligeneia lucida do nobre depu-
tado pelo 1 districto desta capital, todos estes
factos nio estio perfeitamente dizendo que Rosa
Maria da Conceicio, como r do crime que com -
mettera, preferio fugir e escapar accio da jus-
tica publica ?
Tem dito os nobres deputados e tem querido fa-
zer convencer ao publico de que Rosa M*ra foi
aesassinada, entretanto nio ha quem ignora nesta
capital que Rosa Maria da Conceicio existe e est
viva.
O Sr. Visconde de TabatingaPois olh-, eu
bou desta capital e ignoro isso.
O Sr. Regueira CostaV. Ere. ignora porque
a paxao poltica o domina, por que se V. Exc.
tivease lido o Diario d Pernambaco (e nieso nio
vai nfteuaa alguma a V. Ex ;., nem quero offendel-
o,_ porque as vezes tainbem bou dominado porpai-
xoes polticas) mas se V. EXc. tivesse lido o Diario
de Pernambuco de 31 de Marco V. Exc. havia de
ver transcripto oauto de perguntas feitas ao noivo
da filha de Rosa Maria ( ha um aparte da banca-
da liberal), no qual elle declara que estivera em
urna fazenda no centro em companhia de Rosa
Maria, ella se achava completamente restableci-
da do ligeiro feriinento qUe recebeu, o qual foi no
dedo polegar.
(Apartes da bancada liberal.)
lsto um tacto publico e notorio e depois Sr.
presidente, se esta mulher morreu onde foi sepul -
tada? O que fizeram do seu cadver? Que ca-
t ic iima occultou para sempre aos o'hos de todos o
cadver d Rosa Maria? Pois eatio a familia de
Rosa Maria, se fosse real o facto de sua morte,
nao teria tornado publico eite facto?
Urna Voz Nio morreu, mora no Poco, no lugar
onde estava.
(Ha outros apartes.)
O Sr. Regueira CostaPois entio assassina-se
urna pessoa n-stas condiedes e pde-se oceultar o
seu cadver a vista de tolo- ? *
O que fazemos liberaes deste lugar que nio
couaeguiram obter urna eertidaO de bito para cem
ella allegarem a realidade da morte de Rosa Ma-
Exc.
e que
o facto
Urna Voz da Bancada LiberalV.
devia apreeentar a certidio de vida.
O Sr. Regaeira Costa -Quem contesta
que tem obrigacio de presentar prova.
(Continuam os apartes )
Vv. Excs. que contestam a existencia de Rosa
Maris e affirmam que ella nio viva, Vv. Excs.,
teem o rijroroso dever do provar este facto para
que nos nio tenhames o direito de dizer que Vv.
Excs. estao levantando um falso testemunho.
(Continuam os apartes.)
Vv. Excs. que affirmam que Rosa Maria foi as-
sassinada, deviam trazer para esta assembla as
provas de sua affirmativa; n3 apresentamos os
factos...
O Sr. Jos Maria Que factos ?
O Sr. Regueira Costa0 Diario de Pernambu-
co. ..
O Sr. Jos Mara Oh O Diario de Pernam
buco.
() Sr. Regueira CostaPara que este oh !
O Sr. Jos Maria d um aparte.
O Sr. Regueira CostaO Diario de Pernambuco
acaba de puolicar urna peca oficial...
O Sr. Joi MariaQue peca oficial ?
O Sr. Regueira Costa Um auto de per juntas
feitas a nm individuo que vai perteneer a familia
de Rosa Maria, que vai casar-se com urna das suas
filhas, o qual estove na casa onde se acha esta
mulh-r e que declarou debaixo de juramento que
ella vvia.
O Sr. Ferreira JacobinaEm que casa_ estove
com ella ?
O Sr. Regueira CostaNao rae record.
O Sr. Ferreira JacobinaE onde esta ella ago-
ra ?
O Sr. Rjgueira CostaV. Exc. sabe melhor do
que eu e nem estou aqui fazendo sabbatina.
(Trocatn-se muitos apartes.)
Eu comprehendo que os nobres deputados lan-
cam mo deste recurso para darem ao facto pro-
perees ti.tricas e uiedonhas, e armar ao efieito.
Rosa Maria foi assissiuada. foi sua casa incen-
dia la na noite de 31 e sua filha espng irdeada.
A fortuna qne ella tinha adquirido a custa de
seu trabalho, desappareceu na voragem do incen-
dio, o algjdio que aquella pobre mulher tiuha
plantado eai urna noite ficou completamente des-
truido.
Assim, Sr. presidente, Ss. Excs. com e33a nar-
racio procuram principalmente impressinnar o es-
pirito publico oceultando a verdade dos factos.
Eu nada disso, porm, acredito, porque estou
intor nado do que alli t-ve lugar.
Sr. presidente, a gente que cercava Rosa Ma-
ra, que se ompunha de criminosos que estavain
al i com o proposito firme de fazer mal a Pimentel
foi quem aggredio a tropa, e a prova oue os fe-
ridos e oa mortos foram os soldados da diligen-
cia.
Pois concebe se que, sendo a tropa em maior
numero, composta do homens perf turnente arma-
dos para urna diligencia, sahisse espancada e mal-
trata ia. se tivesse aggredido ?
Pois crivel, Sr. presidente, que os soldados ar
mados de sabres e espingardas, ti rasgeos o peior
p irri Jo, em luta eom duas "U tres mulheres ?
Pois possivel que nessa luta s ficassem con
tundidos e feridos os aggrcssores, e os aggredi los
ficassem inclumes ?
O Si. Jos Maria A essa objeccao de V. Exe.
responde o Sr. coronel Antonio Vctor, carcter
honesto e probo, incapaz deavaner urna inexiC-
tidio.
O Sr. Regueira CostaEu respeito muito a in-
teireza de carcter do meu distincto collega e ami-
go u Sr. coronel Victor, respeito muito o espiriio
eriteroso de S. Exc, mas quero crer que o nobre
depuudo nio tivesse bebido as iufurmacoes, que
deu e_j fonte purx, tanto mais quanio S. Exc. re-
fere o facto, nao dando o sen testemunho propro,
mas firmado em uformacoes que colhera.
(Apartes.)
Se S. Exe. o meu distincto amigo, o Sr. coronel
Antouio Vict >r, tivesse trazido para o debateo
se,u testemunho pessoal, eu me curvara verdade
de aua palavra e naV. estara aqui >ccupando a at-
toncio da casa, tal o alto conceito que eu formo
de S. Exc.
O Sr. Antonio VictorEu invoquei o testemu-
nho de pessoas que me mereeein toda a considera-
cio.
O Sr. Regueira Cost V. Exc. assisto ao con-
0 Sr. Jo.- MaraE V. Exc. que est invocan-
do o iesterau iho do nobre deputado, assisto tara
bem ao conflicto ?
O Sr. R .gueira CostaNio.
O Sr. Jos MariaEntio est no m"smo caso.
O Sr. Regueira CostaNao ussist ao conflicto,
mas argu neuto apoiado em documentos officixes
e Ve. Excs. argumentara firmados era inforraacoes
eivadas de sentimento partidario. Bem \ que a
differenca grande.
O Sr. PresidenteFaco observar ao nobre de-
putado que a hora est dada.
O Sr. Regueira Costa Vai se apresentar mu
requerimento d' prorogaeao da hora, e eu esp ro
que a casa o approve, pira proseguir as minbis
Consideracdes.
(Apreseutado um requerimento de prorogaeao
da hoia, approvado).
O Sr. Regueira Costa (continuando)Os apar-
tes continuad >s, Sr. presidente, me teem desviado
do caininho ijue eu pretenda seguir, e por esse
motivo peco desculpa a assembli, se proseguindo
na orde.n de consd%racoes que teuho ainda de ad-
duzir, do guardar aquella norma, que seria para
desejar.
Sr. presidente, a nobre opp >sicio afirma, em tom
que deixa tdmitr duvidas, que a tropa provocou e
aggredio a Rosa Maria. Eo respondo a esta af-
firmativa, que se baseia sem duvide em informa-
cues suspeitas, appellando para o testemunho de
todos e apresentaudo um documento oficial, feto
com todas as formalidades da le, e qqe teve lu
gar quasi quena preseuca do juiz municipal do
termo de 8. Bcnto, pessoa iniuspeita para os no-
bres deputados.
O Sr. Ferreira JacobinaFoi elle quem fez o
auto?
O Sr. Regueira CostaFoi procedido pelo dele-
gado, que den a ordem para que se fizesse a dili-
gencia. Fou portante, o delegado do termo de S.
Bento, porque essa termo compoe se de dnas de-
legacas, quem procedeu ease auto de pergun-
tas.
O Sr. Jos MariaFelizmente o nobre deputa-
do disse que foi quasi na presenca do juiz muni
cipal.
O Sr. Ferreira JacobinaE eu afirmo que o
juiz municipal toi completamente estranho a
elle.
O Sr. Regueira CostaTeve lugar elle na villa
de S. Bento; assistiram liberaes e conservadorea;
foi um acto publico e solemne este.
Ese documento um auto de perguntas, feto a
nra individuo, noivo de ama filha de Rosa Maria.
Nesse documento elle declara, que a forca fra ag-
gtedlda pela gente que Rosa Maria emboscara no
matto para repellir a tropa.
O Sr. Prxedes PitangaV. Exc. d o seu tes-
temuuho como ellle o noivo ?
O Sr. Regueira CostaNio dou.
(Ha outros apartes).
Desde, portante, que os meus amigos nao me
provnrem que ease depoimento fra obtido pela au-
toridade jurdica e que as declarares do noivo da
filha de Rosa Maria, nio sao as declaracocs que
elle fizera autoridade, li.io de permittir que lhes
diga que o documento oficial, que invoco, tem toda
a forca, e nio pode ser destruido pelas paiavras
dos collegas, que me mereeein cred-te, porm que
diante do direito nio tem f jurdica.
(lia um aparte).
Eu j disse que faco do meu distincto andigo, o
Sr. coronel Victor, tio alto conceito do seu carac
ter, do seu criterio tao elevada idea...
O Sr. Lourenco de SAgora est S. Exe. doi-
rando a li ula.
O Sr. Regueira Costa... que digo : se elle vies-
se da tribuna dar o seu testemunho, e se tivesse
assistido a aquellas aceas e viesse cora a sua pa-
lavra afirmal-as, eu me sentara e acreditara pa-
mente em tudo quanto S. Exc. dissesse.
O Sr, Jos ManaV. Exc. est dizendo isto por
informaces de pessoas que assistiram.
O Sr. Regueira CostaEu digo que S. Exe be-
beu essas informaces em fontes suspeitas, porque
as iutormaces estao em completa contradiccio
com a inquerito feto pela polica, e purquanto, ba
de S. Exc. permittir que lhe diga: respeito muito
a sua palavra, mas nio o acredito neste ponto.
O Sr. Lourenco de SAfinal de contas em
quera acredita?
O Sr. Regueira CostaNos documentos offi-
cises.
O Sr. Lourenco de SQuaes ?!
O Sr. Regueira CostaAcredito mais no juiz
municipal de S. Bento, que ainda nao promoveu
urna s diligencia no sentido de confirmar as ac
eusacoes feitas pelos seus corroligionarios.
Se Rosa Mara tivesse succuinbido aos golpes
da trooa, se a tropa fosse a criminosa, o Dr. juiz
municipal de S Bento, que nao suspeito a Vs.
Excs., deveria ter piocedido como mandava o seu
dever; deveria perseguir essa tropa, indagar ud-
nuc'osaraeute do facto e proceder s diligencias
que a lei recommenda. Porque motivo o juiz mu-
nicipal tem cruzado os braers at hoje?
O Sr. Ferreira JacobinaE V. Exc. sabe que
elle cruzou os bracos ?
O Sr. Regueira CostaSei ; porque nic existe
proceaso contra a for^a ?
O Sr. Ferreira JacobinaE o que pode fazer o
juiz municipal, se no inquerito nio estao iucluidas
as provas ?
0 Sr. Regueira CostaO juiz municipal tem o
dever de investigar dos factos criminosos que se
passam no seu trra; tem o dever de perseguir
03 delinquontes, se por ventura o promotor publi-
co nio o faz no prazo legal.
Portaaio, se o juiz municipal at hoje, depois de
decorridos tres mezes, se tem-sc conservado de
bracas cruzados, a eoBOlaolo que tiro que elle
eeiente e consciente dos factos, tendo rierteza de
que a tr >pa que fra aquella propredade, fra ag-
gredida; tendo sciencia de que Rosa Mara nio
fra assaS3nada, que toda essa grita, nio passa
de ba'ella da opposicio, julgou de seu dever nada
fazer contra a forca publica, porque o contrario
seria urna cousa inqualiticavel, un procedimento
digno de censura. Portanto, eu invoco o procedi-
mento do Dr. juiz municipal do termo de S. Ben-
to, que nio pode ser suspeito, para confirmar o
que eu digo, e mostrar a 8. Exc. que essa histo-
ria da hecatombe de Canhotinho, nao passa de um
episodio romanesco, com que Ss. Excs. no afn
de fazer guerra e aecusaces administraio pas-
sada, apegaram-se para produzir effeito.
Has, Sr. presidente, precisamos ser mais justo3.
Eu nio sou capaz de dar um couselho aquelles
dos meus collegas que sao mais velhos do que eu,
porm, p.-rm.'tt.un Ss. Excs. que diga : a poltica
muitas vezes ega e desvara o espirito humano.
O Sr. Lourenco de SE' verdade; oque
acontece com V. Exc.
O Sr. Regueira CostaE' exactamente o que
se est dando com os nobres deputa ios, a paixao
poltica domina os nobres deputados. (Trocam-
se apirtes).
Se V. Exc, Sr. visconde de Tabatinga, j con-
cord >u commigo que a missio da polica nio so-
meute prevenir o crime, deve ser lgico na con-
clusio; se a autoridade policial tem o dever de
punir o crime, diante de urna denuncia grave so-
bre um facto gravissimo, a autoridade policial nio
pode cruzar os bracos e deixar que o crimo se
consuma.
O Sr. Jos Mara d um aparte.
O Sr. Regueira CostaSe V. Exe. se visse
ameacado ein.sua existencia, havia de recorrer a
autoridade policial para rodear-se de garant is.
O Sr. Jos Maria -Deus rae livre. Se rae vir
amcacaio oceulto me, po que se o na> fizer era iu-
gar do outro me liquidar, iquida-rae a polica.
O Sr. Regueira Costa Quand> chegasse essa
occasiao estou certo que V. Exc. procurara re-
curso da3 leis.
O Sr. Jos MariaNao fazia isto, ia antes es-
couder-me na casa de V. Exc, que meu adver-
sario poltico.
O Sr. Regueira CuotaV Exc. recorrera
autoridade, e se esta nio dsse as providencias
que o caso "exigisse, entio V. Exc. teria razio de
se queixar. (Apartes).
Mas, voltando ao assumpto. eu conhec.o perfe;
tamente o delegado de polica de Canhotinho, o
Sr. F. Iguacio de Paiva, e p>sso afirmar casa,
que um culada i muito honesto, urna autoridade
muito criterios, um ho nem que sabe perfeita-
mente curaprr os seus deveres e que no carcter
de autoridade incapaz de praticar factos crueis
e deshumanos, como o de que o aecusam.
Ss. Excs. censura vara tain ra o Sr. conse-
lheiro Casta Pereira, porque seenfe do facto nio
dera providencias prorap'as, enrgicas e immedia-
tas deraittiudo as autoridades joliciaes que uaquel
le craflicto se envolveram. Mas, exigir isso do
presidente da pro'incia, sera ex gir uin acto pre-
cipitado, enoneo, ine-uenhum administrador e que
se; compenetrasse da sua missio seria capaz de
praticar. O Sr. presidente da provincia ni; po-
da nem devia demittir as autirdades que se en
v Uer.m n'aquelle confl cto, sem que primeira-
menti informa lo de todo o occorriJo. p
soubesse se aquellas autoridades tinhira ou nio
lo eom o seu dever.
S. Exc. tendo scieucia do facto, mandou abrir
inquerito do m-suio facto, e do inquerito resultou
Creio, Sr. presidente, que se todas as aecusa-
ces contra o Sr. Costa Pereira fossem como esta,
a nobre opposicio acabara por convencer-se de
que aquella administracio foi urna das mais cri-
tenosas que temos tido.
O Sr. PresidentePrevino" ao nobre deputado
que apenas faltam 4 minutos para terminar a
ho'a.
O Sr. Regueira CostaVon terminar, porque
acho-me desmesiadamente fatigado.
Todos estes tristes acontecimentos foram devi-
dos a Rosa Maria da Conceicio.. -
Se esta mulher, Sr. presidente, fosse mais cri-
teriosa e reflectida, por certo que nio teriamos de
deplorar aquellas scenas de saaguu das quaes foi
ella a protagonista. A deligencia se teria feote
e im toda a ordem e regularidade ; a autoridade
teria capturado os criminosos que se achavam bo-
rn liados em casa de Rosa Maria, e estou certo
que teria desapparecido aquelle estado de aze-
dume e irritacio a que chegou a questao.
V. Exc. acaba do lembrar-me que a hora est
finda, e eu que j demasiadamente tenho abusado
da benevolencia dos meus Ilustres co legas, nio
quero por mais tempo cansal-os.
Terminando, eu dirijo-me aos meus collegas da
bancada conservadora para dizer lhes : Nio pode
nem deve ser approvado esse requerimento, por
que elle est eivado da paixao partidaria ; urna
arma de opposicio para se veiberar a administra-
cio passada, em falta de outros recursos. Esa
requerimento nio eneerra a verdade ie outros fac-
tos e traz em seu bojo aecusaces contra aquelles
que as nao mereeein. Nestas circumstancias, esse
requerimento nio pode, nem deve ser approvado
por esta Assembla, cujo espirito de justica deve
permanecer sobre todas as cousas, como o espirito
de Deus nadava sobre as aguas.
Sento-me, pedindo desculpa por ter roubado a
attencio'da casa por tanto tempo ; mas o fiz por-
que assim o exigiam o raeu dever e justica.
(Muito bem, muito bem).
?ue nenhumi responsabilidade sabia tropa que
>i aquella diligencia, nem s autoridiaes poli-
ciaes que a :iutorsaram.
Se o. Exc. para satisfazer simplesmente os de-
8ejos dopartido liberal, demittsse aquellas autori-
dades praticaria um acto de leviandade, de prece-
cipitc.-ij a de injustica.
(LIi muitos apartes da bancada lib ral).
H je que se fez a uz a resp-ito d'aqu. lies acn-
t cimentes, que se pode provar por meio de uin
inquent > que as autoridades poliei es naoorn-
ineiteriin arbitrio e violencia e pelo contrario foram
em auxilio daquella cuja vida estava araeayada,
boje que est liquidado que a aggressao nao par-
ti d >8 soldados, que a forfa procurou simples
mente curaprr os seus deveres, mas sim da gente
criminosa que Rosa Mana tinha em sua casa, e
com a*qual ameaciv todos o, diaa existencia de
Liurenino Pim'ntel, hoje q'ie esta tudo isto pro-
vado, o emselheiro Costa Pereira procedeu com
muita reflexio, eom muita prudencia e criterio
quando nao atteqdeu s reclamarles instantes que
lbe fazia o pamdo I beral pelo seu orgio a Pro-
vincia, nio demittindo aquellas autoridades.
( i partes da bancada liberal).
Relatorio
DA DIREC^AO DA CcMI'ANHIA DE SEGUROS
F1DELIDADE, 1885, APRESENTADO EM AS-
SEMBLA GERAi, XA SESSAO DE 28 DB
JAsTBTBO DE 1886 E PARECER DA COMMIS
SAO DE EXAME DE COKTAS.
Srs. accionistas.O art. 16 2 dos nossos es-
tatutos ordena-nos a apresentacio do relatorio,
contas e balanco da nossa gerencia no anno findo
em 31 de dezembro de 1885. E" isto o que heje
gostosaraeute vimos cumprir-
Meio seculo de existencia conta a n >ssa compa-
nhia, tem atravessado essa longa serie de aunes,
bafejada sempre pelo favor publico, respeitada e
procurada por todos, que no seu bm minee na
seriedade nunca desra -utida com que sempre tea
proce.dido as suas transaeces, vcera um prova
irrefragavel de seguranca para os valores, que
Onfiam sua salvaguarda.
Fundada esta companhia em 1835, eomple-
toucra3l de dejerabr le 1885 o seu qunquage-
simo anno de existencia, e pela conta de receita e
despeza no fim deste relatorio veris, que o resul-
tado do anno foi superiorjaos dos annos anteriores.
i auno de 1385 foi desde a fundacio da compa-
nhia, o que maiores lucros nos ten dado Chegar
ao fim da gerencia e peder-vos dizer Srs. accio-
nistas, que a sirte nio no3 abindonou, antes pelo
contrario nos f maior satisfacio que podera ter os voasos delega-
dos, satisfacio que hoje sena completa, se a im-
placavel morte, essa que nada respeita, nos nao
(Vetee arrebatado prelatura nente um dos nossos
collegas o Sr. Joaquim Jos de Souza, roubando a
esta direccio o couselho e o trabalho intellgente
de um amigo, sempre por nos respcitado, pela lu-
cidez do seu espirito, pela nobieza do su ineon-
cuaso carcter. Na falta d'este cavalbeiro, um
dos mais prestantes accionistas desta companhia,
foi chamado a temar parte oos nossos trabalho3 o
Sr. Domingos Martins da Costa Ribeiro, por vs
eleito diiectir suosti'uto.
_ SEGUROS TERRESTRES
Ris 179:773232 receitou esta compinhia, por
premios de seguros novos e renovadas no anno
findo.
Este ramo de seguros de certo o mais impor-
tante, contina a desenvol"er-se, como vedes.
SEOUROS MARTIMOS
As tabellas de premios martimos, seguidas em
geral por algumas companhias c agencias de com-
panhas estrangeiras, nio nos animam a acompa-
nhal-as ne seu todo.
O bom criterio, a longa pratica e os dados es-
tticos teem-n08 aconselhado a manter, em certas
pocas e para viagens de menos confianca, as ta-
xas de premios um p^uco elevadas, do que geral-
mente se estio fazendo na nossa praca : ainda
assim, os nosses freguezes permanentes, de certo
onhecendo que pe nao podem effectuar seguros
em taes condices, por premios inferiores aos que
cstabelecemos, nio nos teem abandonado.
No anno findo receitmos premios ua importan-
cia de 2ii:l'J5322 ; no anterior tinhamos receita-
do 24:8215827.
Por aqui se v que se nao veram muitos fre-
guezes novos, os antigos nao se retiraram.
PREJUIZOS TERRE -TRES
Nio houve felzmen'e no anno findo muitos d'es-
ses sinistros, que em poucas horas roubara s com-
panhias de seguras dezenas Je contos de res ; os
incendios de menos monta repetiram-se porm
com insisteucia.
Pagamos de prejuizos terrestres em Lisboa e
as agencias da companhia a quantia de.......
58:97'.llJ2, abitendo se 10:250*537, que recebe-
mos d val ires, que haviamoa resegurados-e de
salvados, fici liquido 18:7284955.
PREJUIZOS MARTIMOS
Foi inferior i do anao Je 1884 a verba, que pa-
gamos era 1885.
Ti vemos de prejuizo3 martimos no anno findo
9:098429!*. abatendo-se d'esta importancia......
074226 le seguros e salvados, o liquido ......
8:4 AGENCIAS
A questao Jovenuno Manta, em Pernambuee,
que tinha reuascido em 1881, foi de novo resol vi-
da em favor da companhia, a agora eremos que
tcrmiiiou para sempre.
A agencia do Maranhio cessou d e re-
novar seguros re restres em oatubn 1884 e
aceitar seguros martimos em junbo
Aguardamos as coutas da final liquidacao-
Acha-se anda p>r liquidar na agencia da Ter-
ceira o pr. juizo soffrido por Jacob Abobbot t C.
no seo i'stabel eimeutn de fazendas na noite
d) 9 p-ra 10 de abril passado. Os segurados
exigera o pagamento integral do valor seguro, mas
e uno o prejuizo toi apenas parcial, nao accedemos
nem podamos acceder a urna tal exigencia.
O nosso agente n aquella ilha tem sido solicito
em que a liquidadlo se faca com justica c tecti-
do.
Tdo? os nossos agentes sio dignes d' louvor,
p lo emp.'nho e boa vontade com que se taem de-
dicado s agencias a seu cargo.
SALVADOS EM L1QU1DACO
Contina em uosso poder a Fsea e Matto, que
nos pertence e compa nhia Garanta.
> guindaste salvado do naufragio do vapor Lu-
co, e a que faltavum al gimas pecas, que se man-
daran] vir, est armaze nado em Lisboa e espera
de poder ser vendido e m e< ndices favorav s.
FUNDOS D A COMPANHIA
Possue a companhia Fidt lidade os siguintes pa-
pis de crdito; 166:9 0G60fJ0 neminaes em ins-
er oces d'assentament o.
Jt ttulos d 5 aeeSes do bsoco de Portugal.
178obrigacoes da co npr.rhia Geral de Crdito
Pro lial Portuguez do j u ro de ft 0/0.
Todas as obrigacoes d e cempens estao deposita
das nos cofres da con pan hia Geral de Ciedito Pre
dial Portjgu z, conforme recibo existente n
nossa Caixa.
ESCRIPTORIO
O desenvolv ment erescente das nossss opera-
ces obrigam a creacio de novos livros ; os craba-
IhoB estatisticus demandam registns mais comple-
tos, a cisado nesso e.-enptorio pequeo para as
t xigencias d: escripia, p^ra a boa arrumveio do&
nossos livros e documentos ; estis difeuldades
cresccm de anno para anno, por isso nos parece,
que em breve se ternura urgente dar melhor e
mais vasto alojami nto ao r.osso escriptorio.
Todos os empregados, quer internos ou externos,
dirigidos pelo nosso intellgente e seloso guarda
livros o Sr. Alexandre Perry Vidal, continuam a
eumprir os seus deveres, e a erecer a nossa con-
fianca. Ao Sr. Jos > edro Martins, nosso seloso
mestre d'obras e a val ador, agradecemos oa seus
valiosos servieos.
RESULTADO DO ANNO
B FCSITA
Suido do anno de 1884 12:561 907
Premios martimos e terrestres 205:9634554
Juros d'iOscripves, d'obrigiicoes 4a
ompauhia Geral de Crdito Pre-
K

r
i

I


Diario de PcrnamboooHuinta-feira 6 de Maio de 1886


dial Portugus e da quantiai de-
K sitadas nos bancM, dividendo do
uc de Portugal, commisaSa* etc. 7:2754138
Restituido feita porum anonymo 46JOO0
Receita geral 225:846*589
Prejuizos terrestres e
maritimos, liquido
de quantias cobradas
de companhias rese-
guradoras e de sal -
vados 57:220*028
Bonus do 7o anuo gra-
tuito, estarnos de pre-
mios terrestres, pre- .
mios de reseguros
terrestres e descontos
em premios na agen-
cia de Pemambuco 26:743*658
stornos de premios
martimos desconta-
dos e premios de re-
segurados martimos 4:0! 4*845
Commisses e despezas
as agencias 7:361*136
Ditas de cobranca de
premios em Lisboa 1:992*172
Contribuicoes 11:892*819
Sellos em recibos e
chapas do emblema
da companhia 1:372*427
Sellos para expediente,
premios nao realisa-
dos e incobraveis 4:960*094
Ordenados, li v r o s e
mais despexas d'es-
criptorio na sede da
companhia 13:510*040
Differenca de cambios,
donativos, gastos ju-
diciaes, deterioracao
de mobilia e premios
de transferencias de
fundos
BB
Ra do Duque de Caxias n. 97 (Per-
nambneo)
Sinistroa de menor importancia
120*966
139*356
2:997*601 132:2645820
Saldo
Res va
Liquido
93:58177!i
4:050*993
89:530*78t
Como vedes, Srs. accionistas, as curas bem de-
monstram a prosperidade crescente da nossa com-
pauhia.
Estamos ce/tos de termos empregado todos os
bossos esforeos em bem desempenhar a nuBsao,
aera que fonos eleitos ; poderiamos errar, mas
uualquer erro commettido, nunca nos pode, cera
justica. ser levado cinta de falta de volitado.
Lisboa, 28 de Janeiro de 1886.
Os directores,
Pedro Augusto Martins da Silva.
Domingos Martins da Costa Ribeiro.
Xi'toriano Estrella Braga.
^Predios
Mobilias
I Estabeleci-
Sede< mentos
| Estabeleci-
mentos a
vapor
Despezas com sinis-
tros
Menos importancias
recebidas
Predios
Mobilias
Eilrtilnl
mentos
Despezas com os sinis-
tros
Rs.
Resumo
11:643*861
14:097*105
2:545*163
7:407*688
2:364*254 35:413*908
tudar a maaeira de melhorar a accommodacao- da
nosso escriptorio e archivo;
Que se lance na acta um voto de sentiaaento
pela morte do Sr. Joaquim Jos de Soasa, sendo
communicado a. familia do finado ;
Que aeja louvada a diiecco, agentes, guarda-
livros e mais empregados da Companhia.
Lisboa, 15 de Pevereiro de 1886.
A commissao revisora d contas,
Joao Theotonio Pereira,
Jos Rodrigues Tarujo Formigal.
Antonio Jos Ferreira Monleiro.
Jos Flix da Costa.
Joo Eduardo Ahrends.
2:229*067
359*715
8:048*204
218*100
2:545*153
634*238
Rs.
1:869*352
11:445*695
48:728*955
pbcjcisos martimos em 1885
Sede
Barca Eugenie
Cahique Don* Irm&os
Bateira Isabel
Vapor A^oriano
Vapor Kepler (no barco de carga
para o dito vapor)
Escuna Vctor Manoel
Uyate Joven Candida
Sioistros de menor importancia
Despezas
PREJUIZOS TERRESTRES EV 188.0
SEDE
Predios
Calcada da Estre'la ns. 155 a 159
Ra do Soccorro de Cima ns. 9 a 15
e para a Cateada do Collegio ns.
20 a 30
Ra da Cale, ida ns. 12 15 e ra da
Fabrica ns. 22 e 23 em Aldea Gal-
lega do Ribatejo
Villa Quente no sitio do Tanque Ve-
lho n. 7
Beeeo da Amorcira n->. 22 e 24
Travessa da Cruz de Sourc n3. 31
a aa
Estrada Occidental do Campo Gran-
de n. 236
Ra Formosa ns. 86
Ra de S. Joao da Malta ns. 136 e
138
Sitio da Margueira
na da Mouraria ns. 1 a 5
Quint lo Vil j Benugasil em
Palma Je 15a ixo
Sinistrcs do menor importancia
4:900000
3.60 1*4)00
1:000*000
6125200
5G >
550*000
380*000
216*215
900*000
160
115*000
oo i
662 .
Meaos a impon
salvados
de seguros e
Rs.
12:045*451
501
11:543*861
Mobilias
Praga de Luiz Camilos n.
S6-2. Esquerdo 28 0*000
Id' m de dito n. 36-3.* Di-
reiio 2:500*000
dem do dito a. 36-1.' 1:600*000
dem de dito n. 3 i -1." l:t.0o*000
Calcada da Estrella n. 159 1. e 2.
Dlreito
. -.riosa ns. 79 a 85
Pat ii do Conde de Soore n. 7 2.
Qsleada do Collegio a. 21 2. Dtreito
Ra do S. J So da Matta n. 69 l."
Ra de Lzaro n. 118, loja
Ru i da Calcada, n. 22 em Aldea Gal-
lega de Ribatejo
Travesea 1 Staio Antonio do Car-
dal a Graos n. 7-2."
SiuUtrcs de m^ior importancia
Manos importancia de reseguros
Rs.
Estabelecimentos
Praca de Luiz Camoes
ns. 37 38 e 39 12:138*510
dem de dito n. 35 650*000
dem de dito ns. 37 38
e 39 (no saguJo) 150*000
Ra da Calcada ns. 12 e 15 e ra da
Fabrica ns. 22 e28 em Aldea Gal-
lina do Ribatejo
Ra do Valle de Santo Antonio ns.
119 e 123
Ra Direita d'Amora n. 25
Ra de S. Jos ns. 105 e 107
Ra Bolla da Raiaba n. 267-1.
Ra da Escuta Polytcchuica n. 26 u
28 A
Ra do Amparo ns. 35 e 37
Ra da Barroca ns. 110 e 112
Snistro e de menor importancia

2.-OO0
1:600
1.00o
63'i
248
170 .
133
12'/
362
Menos a importancia de seguros e
salvados
Rs.
Agencias
Barca brasileira D. Clara (Pernam-
buoo)
Brigue Ligeiro (S. Miguel)
Barca Adamastor (Loanda)
Hyate Gnilherme (S. Miguel)
Barca Icat (Maranho)
Patacho Americo (Porto)
Sin>stros de menor importancia
Despozas
Menos a importancia de salvados e
estonios
1:315*740
558*255
328*692
320*000
225*000
203*905
180*100
104*405
1*200
3:237*297
294*400
2:942*S97
4:104*838
809*606
367*500
157*375
151*713
150*000
116*770
1*200
5:861*0)2
312*826
5:548*176
Resumo
Sede 2:941*897
Agencias 5:549*176
14:164 .77
66*665
14:098*lr.
Menos a importancia de reseguros e
salvados
Rs.
Estabeleeimenlos a vapor
Fabrica d" Lanifioios na ovilh
Ra das Foutainhas em Alcntara
Sinistros de menor importancia
Rs.
uncui
Predios
Ra de Ferreira Borges o, 7 (Gana-
12.-938510
1:866*665
640*000
500*00.1
175*000
140*000
195*000
1S0*0 0
100*000
125*08t
16:730*255
9:322*567
7:407,i,-
1:S0"
52-
36*000
2:361*25 i
bra) 2:00 1
Prai i da Pederneira (Alcobaca) 2:000*000
Prai* do Cadoz (Setubai) 850*000
Ribeira das Duas, S. Bartuolomeu
(Terceira) 560* 00
Roa da Palha ns. 14 u 48 (-etubal) 40- W
Praia de Nazareth Largo da Ma-
deira (Alcobaca) 400*532
Praga de 8 do M;.io ns. 3.i e 31
(Coimbra) 230*5.02
Largo das Gralhas (Ca'da da Rai-
nba) 999*090
Ra da Cruz da Pedra n. 94 e 94 A
(Braga! 18',
Ru da Corredura n. 51 (Castillo
Bra neo 167*490
do Roci (Vizeu) IdftikM)
Pr^i i da Nazareth Largo da Ma-
deira (Alcob..y>) 132*000
antuario do Senhor do Monte
(Braga) 130*000
Sin otros de menor importancia 62i*6. 2
Rs. 8:048*204
Mobilias
Ra Direo (Caaava) 167
Siuisixos de menor laaportaucia 6.,*3lO
Rs. 8:491*073
Os directores,
Pedro Augusto Martins da Silva.
Domingos Martins da Costa Ribeiro.
Victoriano Estrella Braga.
Iarecer da iiimsiUiaii decame de
contas
Seuhorcs accionistas.Cuinpro-nos dar conta
same .ue lomos encarroados de fazer, s
omitas e actos da gerencia danta companhia, du-
rante o anno dndo.
Parece ter a Providencia querido festejar o
' quinquage8ino annivemario, permittindo
que os intcesses Bocines montassem no anno fia
ilo. a urna cifra que, anda nao tinha sido attingi-
de a fundaco da c impanhia.
Contimiou na gorenca passada o augmento de
seguros, teudo-se receitado mais premios, na i incia de 6:425*502; sendo: 5:060*007 pro-
venientes de seguros terrestres e 1:365*4 5 dos
. A circuinstaucia de augmentar cons-
lar.timente a receita, por premias de seguros t- i-
restrea, prova q.ie a concurrencia, ao paseo que
diligencia arrebatar -n >s os freguezes. por outro
lado, com a propaganda que obrigada a casar
obter segurados, augmenta consideravi'unon-
teo numero de pessoas, que mediante um peqti-'n i
saerifieto pec-unianio, querem estar seguros, para
se nao ver n de um momento para entro, despo-
jados dos sena haveres; neste augmento de segu-
rados tem ti i- a nossa companhia a pa'.tilha que
Ihe devida, nao s polas solidas garantas que of-
f- rece, como tambora, pela tradiccional equidade
com que semprc tem curaprido os seus comprorais
lartiiha ij'io tudo lev a cir oontinuar to
futuro. Nos seguros martimos, nao obstante o
/. periodo do decadencia, que est atravos-
a nossa marinha mercante, deu-se taicbem
augmento, ainda que em m'-nor escala, provin lo
sso cm parto di julioiosa prudencia da di'oooao.
em b aceitar os que offereeem probabilidadc de
lucro, aidda que mdico.
'- trabalhos estatistcos, medida que vio
ado uiaior numero de annos, cada voz 1
nece indieaaSea mais valiosas para servirem de
guia na maneira de proceder, evitando que por
perconceitos, se exijam premios elevados, pr.r se-
guros que apenas offerecem risco normal, em-
qaanto que se aceitara outros sem augmento de
taxa, que teein mais probabiidade de orignarem
prejuizos; as indicacoes tornecidas pela estatisti-
oa, j no anno passado contribu iram para nos pou-
parmos a prejuizos de algum vulto.
J por mais de urna vez as goreueias tem lem -
brado a insuilioiencia do escriptorio, para as ne-
oessidades do movimcnto crescente da compantiia,
tendo sido autorisadas as modificacoes julgadbs
i;eressarias, que provavelmente anda nao aram
levadas a rtfeito por nao ter sido postivel azel-as
em boas condic^ies; o n-latorio refere-se ao as-
sumpto, que no entender deeta commissao ncoe3-
sita da solucao, e po' isso lembra a conveniencia
de eucarregar a futura gerencia de estudar se ha-
vor a vantagem em adquirir um pequeo predio
aonde se instaltasse o escriptorio, como tambe n
pora a guardar em divisos prova de fogo, do
nosso valioso archivo, que se por urna fatalidade
fosse destruido, seria perda ditHcil de remediar.
Verifican es'-a commissao a existencia dos val >-
res pertementes companhia, e bem assim os h-
vros, registros, estatisticas e documento das ver-
bas dadas como p-rdidas, e tudo cncontrou na
oustura-ida boa ordem e clareza, o que mais urna
vez prova a solicitude da direccao e bom servico
do guarda-livros e mais empregados.
A verba de premios e sellos incobraveis aug-
meatou no anuo findo, pois foi de 852*650em-
qn mto que em 18B4 tinha sido de 673*747com-
tudo, se considerarmos ns importantes sommns
o ibradas, as perdas nao representara mais d'.- 1/4
/o que a inelbor prova da diligencia com
que feita a c branca.
As parcellas que figurara em despeza, debaixo
da don. inJnaoo de Premios e sellos nao rcalisa-
i: i e Extornos de premios ti rrrstres e maritimos,
repr- sentam apenas jogo de contanilidado a nao
prejaiaoa.
. i o des nvotvimento da
conta de ganlios e per-
das um saldo do
. separar so para fun-
do de reaarra, conforme a
reaolaeio da assembla ge-
io 6 de Maio de 1884
Rs. 218*110
EstaeUcimentoi
Ra de D. Mara Pa m.1.5 (Vi-
zeu) 2:2S4e:K)
Rs. 93:581(5779
Rs.
ie lucros
I testa somaria, parece voesa
i issao, Jever ser ap-
licada paradivideudo,li-
vi o de mpostos, Da razio
de 62*(XX) por a ce
bre ,1,219 aoeoea a onaa-
lia de .
4:0.50*993
89:530*C86
75:578*000
Saldo 13:962*76
s.ildo, na opiniio da commissao, deve ficar
a eredido da conta te ganaos e peceWa, pura fa-
z^r face aos impostos e outros encargos pertenceu-
tes gerencia de 1885, anda iiliquidos no fim do
auno.
A vossa commissao acompanba a gerencia em
lamentar a morte prematura do nosso zeloso admi-
nistrad r o Sr. Jonq.iim Jos de Souza.
Coneluindo o cumiirim< uto do sea mandato con-
gr .tula-se a vosaa commissao com os seus conso-
cios pelo estado prospero da nossa companhia e
submette k apreciacao e lesolucao desta respeita-
-sensbla as seguintes resolueoes :
Que sejam approvados ce actos e contas da di-
reevo.
Que opportunamente seja dettriboido nm d, vi-
deudo de 72*oO'< por accao, livre de imposto ;
Que seja encarregada a futura direccao de ae-
Engllsh Bank of HJo de Janeiro
(Limited)
Capital do Banco em 50,000
accoes de 20 cada urna 1.000,000
Capital realisado...... 500,000
Fundo de reserva...... 180,00
BALAN90 DA CAXXA FILIAL EM PERNAMBUCO.,
KM 30 DE ABKIL DE 1886
Activo
Letras descontadas....... 54:77018C
Emprestimos e contas caucio-
nadas.............. 198:6613430
Letras a receber......... 394:348,5300
Garantas e valores depositados 409:5913030 | do por uerempeao.
Mobilia, etc. do banco..... 1:7870780
Diversas contas.........1,594:6853810
Paeasou-se primeira pirte da ordem do da.
Adiou-se pela hora a segunda disenssao do pro.
j >cto n. 27 deeta anno (txscao de forca polieial).
tend* erado o Sr. Jos Maris, prorogon-se por 60
minutos a hora, reqnerintonto do Sr. Prxedes
Panana*
A ordem do di :
Primeira parte2 disenssao do projecto n. 43,
segunda parte2* discusiao do projecto o. 27 e
31 tedoe deste armo e continuaco da antecedente.
Colleesorlna provlnriaea Por actos
da presidencia da provincia de 3 do corronte :
Poram exonerados :
Jofto Aristebolo b'erreira, do carga de collector
da collectoria de Bom Jardim ;
Manoel Cleineutin* Maoiel da Fonseca, do car-
go de eserivo da mesraa coi lectora;
Joaquim Igaacio Paes Barreto, do cargo de es-
erivo da collectoria do Rio Forra>*o.
Foram nomnados :
Collector da colla ;toria de Bom Jardim, Jos
Osias de Paula Hornera :
EacrivSo da mesraa collectoria, Jos tersino
Bezerru Cabral.
Eserivo da collectoria d Rio Formoso, Calis-
trato da Silva Paes Barreto.
Tribunal do Jury do Becife Func-
cionou hontein este tribunal presente numero le-
gal de juizes de facto, procedendo ao julgamento
do leo Vicente Ferreira de Brito, que foi absolvi-
Caixa
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
fixo com aviso
e por letras .
475:0813380
Acbav -se elle pronunciado no art. 201 do Cod.
Crim. por haver, em Io de Agostq do anno passa-
du, espantado a sua propria inulner.
Patrocinou a causa o acadmico Jos Silveira
Ptutivo
Rs. 3,128:9253910 do Pilar Filho.
Inatltaito
502:884*070
1,567:389*050
Letras a pagar
Titulos em caugo e deposito .
2,070:2733120
6:1953320
409:5913030
Diversas contas......... 642:8663440
Rs. 3.128:925*910
S. E. & O.
Pwnambuco, 5 de Maio de 1886.
Chas. J. Relton, actg manager
Fred. Goodchild. accountaot.
Banco de Crdito Real de Per-
nambuco
Abril de 148S
ACTIVO
Accionistas
London and Brazitinn Bank, Limited
Caan
Emprestimos hyp ithecarios
Valores bypothecados
Letras hypothecarias
Aluguel de escriptorio
Deposito de administragao e gerencia
Ordenados
Despezas de instailaeao
Movis e utensilios
Honorario gerencia
Despezas gomes
PASSIVO
Capital
Deposito de p"di Euiissa de letras hypotheearias
tar>.ntias do hyp thocas
Mutuarios rm cont i correte
Juros de bjposnseai
Coinmissoes
Lneroa e peraaa
Cauca* deadministracSo e gerenci i
450.000*0)0
37:0OOO0d
591*734
202 000*000
393:000*000
10:100*000
662*.'00
16:000*000
3:3 i6*0i0
3:889*78':'
1:877*000
80O'iM
159*
1,119:416
S. E. eO. ===,===
Pemambuco, 5 de Maio do 1886.
()s administradore.
Manoel Joao de Amorim
Jos da Silc i Logo Jnior.
Luiz Duprat
O gerente,
Joao Fernandes Ijopes.
KviSTA DIARIi
Arcbeoloft-lco No prximo
domingo, 9 do correte, s 11 horas do dia, lla-
vera sessilo espncial do Instituto Archeologic
Pernambucano, afim de o Sr. r. Jos Hygino
Duarte Pereira apresentar o relatorio dos traba
Ibos que, em missao do mesmo Instituto, realisou
na Hollanda, relativamente historia do dominio
holtandez do Brasil.
Para essa sesso sao distribuidos convites na
sede no referido Instituto at sabbado, 8 do cor-
rente.
IVrlmenio grave Mandaram dizer de
Alaga de Baixo qu'?, no dia 11 de Abril, ao pas-
ear o subdelegado do 2 districto, Joaquim Fran-
cisco Cavaicante, por urna travessia inhabitada do
lugar Inga, foi gravemente tendo pelos inanes
Cosario Vieira, joao Vieira, B< llarmiuo Vieira e
Mauoel Vieira, este coohecido por cabeca verme
| Iba, os quaes se achavam all emboscados, e dis-
| pararam tres tiros sobre a victima.
Os mesmos individuos, das antes, tinham pra-
ticado igual gentileza com Theotonio Jos Lei,
que felizmeut: nada soffreu.
O delegado do termo tomou conhocimento do
fiet ), s 'bre o qual abri inquerito.
flPmitiete aropa o paquete francos Amazone da companhia
dos Messageries Maritimes.
A hora tarde em que recob -mos a nossa corres-
pondeneia, nao nos pcrm'ttio dar boj-; as noticias
de que foi elle pirtad'>r, lim>tando-ns a publicar
a carta do nosso correspondente de Lisb m.
Amanha publicaremos as notica?.
. lllulrac4> Recebemos o n. 7 do 3
anno desta importante revista, que se publica em
Paria, para o Brasil e Portugal Traz bllissimas
gravuras referentea a assuinptos sacros e bjnitos
artiga.
------------------- ail* Llilerrsrlo Arademleo
l,119:416i081 H"je haver sess'io ordinaria desta assoeiacao, e
====== ; 11 horas da manha, na respectiva tdc, ra da
! Soledade n. 80.
500:000*900 Bevintn Acadcmicn-E' este o titulo d
4.-560*0;0 om periodieo qniaaanal, redigido por mocos aea
202:00.)*' O1.) demicos, CUJ i primeiro numero publioou-so hon-
393:000*000 tem
1 .o_' j'i >y (j ^u objectivi o desenvolvimento da iustruc-
2:258*640 ra littarara o aeiantifi i.
282*536 DiMi-jamos, ao novo batalbador, rauitos louros e
293*000 vidaluuga.
16 000*000. om emnesihinN cenlrar-sno Sraall -E'
O titulo de um pequeo opsculo publicado pelo
Sr. M. Amb.Tg, Acerca do interesan! Manmptc
Ai'emhla Provincial Fui -oonou
honrera, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
llanoel de Barros W.ni rley, tendo eomparecido
31 Srs. deputados.
da separacio da aviara di industria fabril, me-
diante afuadaeao de enganhos centraes.
ESM opsculo est vendo, i 200 "'j, na ra
do B. ra Josas n. 41, e no largo da m .triz de Santo
Ant no u. 4
O Sr. Amborg destinou o lucro deata vnda em
beneficio d Mente Pi Pernambncano.
Corpo lie PolicaTeruttnoa ante-hontrm
o coonolho de jalgamento, a que foi sabr -i o
sargento-qa ir el-m sti i do corpo de polteta I-L a-
nqueJ'.rg: Paos Bao ote, ein c n-ejun -ia de
subtracJ de diversos objectos da arrec.idacao
do mc Em virtu le da prova eolligida, f>i pe conse-
Iho, que se compunha do cipto Antonio Francis-
co Cordeio de Mello, Theod miro Thomaa Caval-
eante Pessoa, Alfredo Manoel J loram l.das c approya las, sem debates, asact.* Coata, Joa Mendea da SUva, e, como auditor, o
da sesso de 3 e reaniio de 4 | Dr Joo j im de Fre,ta.s Henriques, condem-
O Sr. V secretario r^cedou a loitura do segn. nil(]o 0 accU3:l'do corai incur30 ., art. 92 do res-
te expediente : I pectivo regu'amento a renettido o proeeano para
Lm oficio do secretario do governo, devolven- ^tro commam a forma do tneamo reg amonto,
do inf.rm.da a p. tic* > 'o Manoel Gomes dos han- s/rt|ierinicnIo Communicam-noa d. sitio
tos.A quem fez rcquisi;ao. ,,
Outro do mesmo, communicando que o Exm. Sr.
vice-presideue da provincia, por portara Je 4 do
c mente, prorogou por '0 dias a actual sossao des-
ta Assembla.Int. r.da.
Um i peticao de J.'Bc Joaquim Pereira de Oli-
vcira, requ'Tcndo eeasigoaeio de verba para a
Cmara Municipal do Kecife pagarlhe o que lhe
deve de custas de proc-saos.A' commisaao do
orcaawnto municipal.
Outn d.e .loan B.ptista Gomes Penna, requ>-
rendo um ab.it-' d 50 ,', no que est a deve de
.locimas e anmrdidoj da casa terrea n. 22 ra
do B A' commissao de legialacSo.
aru r no Io do eorrent :
Tendo adoecido no da 26 do pea lado, do urna
febre de nao carcter, pelos sympt ina-* (ue spe
sout. :v.., entregou a alma ao C'i ador, neste po-
voado, no da 28 do Abril, palas 12 horas da noi.
te, o li oirado agricultor a cortidor Joaqaia llar-
ei n d Naaeneato, conhecido por Joaqon Pe-
dro, anda na flor da m ici.lad", poi- e rarav i ap l
; as triuta e duas primaveras.
Nao obstant- ser lustico, era activo, laborio-
so, ccitissioio nos seus trato?, e muito estiro ido
por todos que o conheciam.
Deixou oto filhilhos na orphanade, tendo o
mais velho destes a idado do 9 annoj.
Aceresccuta o mesmo ciminuu Cii.'e :
Outra de Claud.no d Mello, requerendo qt.e se Nao fc s- te Clhio t, t,,rriv(,. fe.
mando coil.r r dous lampcoes na travessa do Bau- exi3t,m, at essa data, neste mesmo povoa-
deira, rualmp-rial -A commissao deorcaraen- dgj 'mais tre8 mbra 0 ^to, presentando todos o
! mesmo symptoma do fallecido ; e nos informara
j que mesmo na cidade tem apparecido, depois que
to provincial.
Outra de Francisca Maestrali, reqnerendo dis-
pensa do lapso de tempo que lhe falta ara matri
cular-se na Escola Normal.A' commissao de in-
stiuccao pub.na.
Outra do Banco de Crdito Real de Pemambu-
co, requerendo is-ncao do pagamento de qualquer
imposto provincial e municipal ; do de pelio de
hr 1115a, logados e doacoes do banco ; e autorisa-
cij para que as lettras hypothocarias sejam accei-
tas como garantas de li me-is prestadas nos con-
tractos con a provincia.A' commissao de legis-
la'.o.
Um abavo assignado de moradores na comarc
de Floras, pediudo a revogacao da lei n. 1857 de
1885.A' commiseao de legislacao.
Outro dos negociantes matriculados estableci-
dos nesla capital com depsitos de carvSo de pe-
dra, pedindo que a Companhia do gaz, que vende
dito genero, seja tamben, sujeita 110 pagamento do
respectivo imposto. V commissao de oranc"Uto
provincial
Adiaram-;;e tres pareceres da commissao de pe-
tieo 'o. indeferindo as de Isabel Francisca Montei-
ro de Quintal B.irr S directora do gabinete de lei-
tura de Geyaiin 1 e Joaquim TaVores Kodovalho,
havendo podido a palavra os Srs. Drummond Fi-
lho, Soarcs de Amorim e Katise Silva.
Foram approvados tres pareceres da mesma
commissao, dous declinando para a de orcamento
provincial, as da confrana de Nossa Seuhora do
Amparo de Goyanna e de Antonio Correia do E-
pirito-Sant", e um pediudo informacocs Santa
Casa de M^eiioordia do Kccifc, sobre o requerido
por Luiz C rnelio de Souza.
Foram a imprimir os seguintes prejectos :
N. 62Auctorisando a Cmara Municipal do
Kecife a coutractar a solucolo ou quitando do de-
bito ao Banco do Brazil, mediante o goso de ron
dimento do me-cauo de S. Jos, pr 8 annos.
N. 6)Restaurando a cadena do s.xo fomiui-
no de B'iui de Cabrobo.
N. 64Auctoriaando a despender-so 4:000*000
com a coustruc^o ou compra de urna csasa para
cadeia di: Com ntod.
N. 65 Restaurando a aula nocturna de Sal-
gueiro.
N. 66-Conc dendo urna loterii. de 12-.000*000
paro, a coutinuayao das obras da matriz do Coi-
rentes.
N. 67dem cu tras para as capelina do an-
glica, Carpiua e Alago a do Carro.
Regeit-u seo r:quenmento do ^r. Juauo Masa,
pedindo iutormacoes sobre nomea;&ea do pjofta-
sores.
Foi lido o apoiado, ficando sobre a mena asm do
ser opportunameiitu discutid", um requeriiaento
do Sr. Juvencio Mariz, pedindo iuformacoeij sobre
a Cmara Municipal de Caruar.
Adiou-se de novo pela hora a discussao do re-
qu-.rimento do Sr. Solonio de Mallo, sobro dlo
gados luteranos, tendo orado o Sr Drummond
Filho, e pela ordem os Srs. Jos M Prente, qc retirou um requeriulento em que'pe-
dia prorogacilo por 20 minutos.
desappareceram as chavas, alguns casos : portan-
to, pelo que parece, pode se dizer que 3st recru-
descendo a febre amarella nesta comarca e seus
arrabaldes.
At outra vez.
Entradas de assarar < algodo
Vierampormar e trra para o mercado do Reciie
no mez de abril :
lgodao
De 1886 8.042 saccis.
> 1885 7.693
. 1*84 9.742
. 1883 12.275 *
. 1882 18.302
Assucar
De 1886 60.U52 saceos.
. 1885 75.316
. 1884 10J.015
. 1883 80.478
, 1882 122.659
IlouraN ao principe e armadla
brasileira. Lem >s na Sevilla Commercial
Americana, de New-York, de 7 de Abril:
Tendo cm 19 do mez prximo fiado, o goverr.o
dos Eotados- Unidos recebido oommunicacao de
que se achava om viagem p ira New-Orlcans a
fragata brasileira Almirante Barroso, traz udo a
seu bordo o principo D. Augusto Loopoldo, neto
de S. Si. o I operador do Brasil, e que o mesmo
prinoip:, corara mdante e dem-iia officiass da dita
trag.it 1 para aili se dirigiaio com o fim de visit.r
a Expoaivao das Tres Americas, eulio fuu:ei,nia;i-
do n'rquella cidade, immedatamente diversas me-
d 'as .lorain tomadas no sentido de que t ex Tcito
e armada federaos Ihes fizessem as honras do Cos-
tme. Estas medidas foram se -undadas pelo povo
do New-Orieans e directora da referida exposico
e om varias reunios havidas da praca do cou.rarr-
cio, Cmara Muuicipal. corpo consular estrangeiro
e membros de numeras corporacoes hoou isscuta*
do o progiamma c Horneadas as comipiases para a
recepeo solemne dos Ilustres hospedes.
Com efl'eito, s 8 horas da manha de 27 do di
to mez, apeaar da grande chuva c rao tempo que
fazia, as coinmissoes nomeadas para irem ao en-
contr da fragata brasileira que che ara na ante-
vespera a Port. Eads, part'ram nos vapores fede-
raos Pmmy e Cora.
* A' bordo do C*ra iam o Dr. Salvadjr de Men-
doea, eontul geral do Brasil nos Estados-Unidos,
Sr. Allain Eaatia, cnsul do Brasil em New Or-
kaaus, o os cnsules do Mcxico, de Venaauela, de
aapanW, da Molinada, da Italia e de Honduras ;
o inspector a'AJtandega, o guarJa-mr e o mmirt
Guillotte, o eoronel Larendou. representan lo o go-
\vmador do Estado de Louisiana ; senador B. F.
Jouas, o presidente dos Estados-Unidos; comraan
daute Trochmortun, coronel Schully. inajor Nash,
Cap. Vose, cirurgiao- mor, o exercito ; S. B. Mc-
Connico e B. D. Wood a Exposicao, Geu. Gynn e
outros, a Canara Muuicipal e a imprensa norte-
americana.
1 iiam 1
o Paniy, iam diversas commisses do corpo
consular estrangeiro, ineluindo os cnsules de Por-
tugal, o Sr. Podro Salta e de Costa Rica, o Sr.
Lmar Quintard ; o presidente do Chess Club, a
commissao da praca do commercio, John VV. Fair-
fax e l3dore Nowman; cap. Bafo'de e tenante-
mead da armada federal; Pearl Wright e Cap. A.
R. Miller, representando a Assoeiacao Martima.
Aaib s os vapores hasteavam as bandeiras brasi-
leiras e norte-amencanas e levavam bandas de
msicas. A mesmo tempo a chuva cees-ira, o tem-
po mudou, appareceu o sol e o espectculo era o
mais animador A fragata tinha ancorado em Ker-
nocham, 19 milhas distante da cidade onde se lhe
pedio para ficar aguardando a vinda das corarais-
Sea,
As 10 horas a comitiva chegava junto fra-
gata que apresentavA o mais imponente aspecto :
os marinhsiros as vergas, os primeiros offieiaes
na popa e os se undos na proa, e os artilhoiros
nos seu* posto*, e um resoar de vivas e applausoa
parti de todos os lados: as commisaes, precedi-
das pelo cnsul geral o vice cnsul do Brasd, Dr.
Salvador de Mendonca e Allain Eustis su o: rara
bordo e urna recopoa 1 te ve lugar na cmara do
navio. O comm indante D Luiz de Saldanha da
Gama recebcu as commisses com todas as de-
monstracoes de extrema cordialidad'", achando-se
freute dos principaes offioiaes e sua direita per-
munecendo o principe D. Augusto Leopoldo.
Aos discursos Oas diversas cimmisses res-
pondeu o corara andante com urna eloquente allocu-
cSo, agradecendo as felicitaces em nome do Bra-
sil e em particular por si e pelos oficiaos da fra-
gata, ineluindo o principe Augusto Leopoldo que,
disse, vinlia estepaiz nao com o representante da
familia imperial, porin simplesmcnte como um
guarda-marinha da armada brasileira.
O presidente Mc-Connico em nome da direc
tora da exposico acabou por annunciar que fn-
cerrando-se o certame em 31 de Marco, esse di
seria solemnemente consagrad) ao Brasil, que se-
na um da do gala c destinado especialmente
urna recepcao solninue nos edificios da expos9ao,
do principe, commandunte c domis officiaes da
fragata.
A peccpQo foi a mais prasenteira possivel, e
depois de eervir-se bordo um copo d'agua, onde
diversos brindes tiveram lugar prosperidide d
Brasil e dos Estados-Unidos, etc.; a t.agata e os
navios que a acompanhavam col.ocaram se e:n or-
dem de marcha e sabiram pelo rio at a cidale.
Passando, no trajecto, pelo posto federa'., urna sal
va de 21 tiros foi dada pelo 2o regiment de arti-
Iharia em honra do Brasil, em regosta urna ou-
tra da fragata em saudacilo bandeara norte amo
ricana. Chegados em frente da cidade de New
Orleans a fragata e os navios qne a acompanha
vam deram fundo cerca de Poydras street, e os
membros das diversas eommiseoos dosembai-caram
e a companhia disperaon-se.
No dia 31 da da Brasil, o principe, com-
m md.inte, offioiaes e tripolaco da fragata, acom-
punhados pelo novernador de Lausiana e seu esta-
do muior, o atoare- b os vareadores da Cmara Mu
nieipal, desembargad ores e membros do Supremo
Tribuml de Ju-tica, consule. estraugeir >s, ofli
ciaes do exercito e da armada federal, escoltados
pelos batalhoes de m!i 1 e da guarda nacional, em
um iinmenso trern expreaso se dirigirn] 110 par .
deva da ezp ioQao e d'alli tegoiram para o edifi-
cio principal do cortarao na legninte orden
1 Banda de m ic'j; destacamento da t* briga-
da da Bnarda naeieaal de Louisi na ; o govern
dor o seu esta lo-maior : o comm m 1 inte e esttdo-
maior da fragata; corpo consular estrangeiro, in-
eluindo O Dr. Salvador do Mon 1 >no 1. eoosul geral
do Brasil; doaem rgadores e membros de Supre
mo Tribunal de Justic-i ; commissarioe da oxpoa
oficiaos do exireitoe armada federal ; a
iunceinnarioa do Est-ido e da od.do; membros
das praeaa do commercio e balsas de New 1 b-
leans; gran ic-maro bal E. T. Mannin** seas'ajn-
dant s, coionel J. D. Sjott e o major W T. A.
Glynn; corpos da guarda nacional ; bitalbo.'j do
liaba.
Alli el o prestito, ocommiaaario de
K-oiuoky, o Sr. J. Soul Smiih, e o gobernador
.\1 ICn iy em brilbantes e long >s diacursoa, folei
taram o Brasil, > principe, ao c >in san laate, offi-
oiaes e tripolac'i 1 da fragata e a o m 1 da 1 ip -i-
c 1, da cidade e dos Estados-Unidos. O Dr. Sal-
vador de Mendonca, cnsul geral do Brasil e o
commandante Saldanba da Sama
cora eloquentissimas alloeuc -s.
n Di-poj de visitarem iodos os edificios da ex-
poareao, os hospedes brasileiros aasistiram ''1 ls corridas decavallos; acabando
r ipoao por ura gran le banquete onde en'h-:
ticos brindes foram t-it 3 r. naoS b brasileira e
norte americana, S. t. o I operador do Brasil e
ao presidente dos Estados (Jni los
OinbeiroO vapor Pirama ovou pira;
Moasord 20:000000
Natal 40:0"
P triz de ^fugados firain Ijs uo da 2 do c 'rreute
is seguintes :
Do Jos doa Res Pioheiro com Rosa Ai.tonia
do Lima.
De J qaim Pereira dos Santos com HeJeodara
Mara Pereira.
Do Joao Jote Pereira com Mara Francisca dos
Santos.
De Mano I .Vexand.-iiiO Jos do Barros com
Anua Mal i 1 da Silva.
Namatria da Grac-a foram ldos os seguin-
tes :
Do Dr. Sebastian Boaoveimto Vieira de Carva-
llo eom M ira da C-oiceic.io do Oiivcira Coelho.
D>; Arthur Cu iatiano G ae is o un Mara Petro-
liua deOUveira Campos.
leilea. 1-ii.c.uar-so h.io :
iloje :
Peo agente. inlo. s 10 horas, na ra do Vis-
0 id Goyauna n. 129, de movis, vilros lou^as.
viubos, livros, etc., 2 v .0 1.-. 1 eavalla, 1 selim o
1 sitbao.
I elo agente Gusmo. s 11 horas, na ra do
Imperador n. 16, de um sobrado.
Pelo agente Alfredo Guimaraes, s 11 horas, na
ra do Bom Josus 11 45, de chapos, gravatas.
bengalas, ecc.
Amanha :
Peo agente Pinto, s 11 horas, na ra da Impe-
rador u. 16, de dividas.
Pelo agente Pinto, s 10 e meia horas, na ra do
Imperador n. 17, de movis, loufas, vi ira.-, etc.,
etc.
Peo agente Modesto liaptista, s 11 horas, no
larg) da aliandega, de 132 barricas com farinha
de trigo.
Miaan fnebre*.Sero celebradas:
Hoje :
A's 8 horas, na matriz da Boa Vista, por alma
de D. Adelade Joaephina da Costa Ribeiro ; s
7 horas, na Gloria, por alma de Arminio Amo-
rico TavasM da Cunha Mello.
Amanha :
A's 9 horas, as ma trises de Bom Jardim e Al-
tinho, por alma de J ie de Moora Vaaconcellos ;
s 8 horas, em S. F-aacisco, p ir aira 1 de Fran-
cisca Brasilina Lima do Amara] : s 7 1/2 horas,
no Espirito Santo, por alma de Antonio Jos Lo
pes Braga; s 7 huras nos Martyitoj, por alma
do Monseuhor Jos Joaquim Camello de Andra-
de; s S horas, na Ordem 3a de S. Franciscc, por
alma de D. Francisca B. Lima do Amar.:!.
PaMwageireaChegados da Europa no va-
p ir tunee?. Amazone:
Jean Orlando, Catherin-1 Orlando, Prano
M loaicaad, Dominigue Monsciind o 2 fihos, An-
tonio PassoKnd '!. Dnn ra", Michel Carollo,
Jo:iu Silva, Victorino Jos Pereira Abreu, sua
miilher e 1 filho, Manoel Fernandos, Jos Fernn
des da Costa Antonio Sarro ro, Kduardo Mantei
to, Mme. Euriekolia- Cesisra, Giovani Viggiano,
Qi v,m Micbel, Egidio di Rase, F. Mal
Marino, Francisco Larroca e Gemanova Cculd.
S ibides para o sal no mesmo vapor :
Eduardo Peri c sua muluer, Leonel de Carva-
Iho, I'mi 1 R idrignea T meneo R drigm-s
Teixeira, Miguel deTeive Arg lio. Angelo Gaeta-
no, Francisco Roma:e e Andrltne Lu'^i.
Sabidos par o norte 110 vapor Pir pama :
Dr. Miguel Jos de Aimeida Pemambuco, Dr.
Diogenes Pernambuuo e 1 criado, vigirio Augus-
to Franklin Moreira da Silva, Carlos A. Bur.e,
Augusto F. Monteiro, Manoel F. da Silva, J. A
da 1 osta Barros, F. G. Marques da Fonseca,
Francisco A. da Silva Jnior, Samuel gncdi,
Juvino C. Paes Barreto, sua rnulher, 5 filhos e 2
criados, coaege Idalino F. de Souz., J. R Smith.
Ant. alo A Freir, Martinha M. da Concei-yao, 2
criuninos.s escoltados por 3 p acois, Julio Von Sobs-
teu, J. 8. Boa Vista e M. P. Sant'Auua.
Oaeraroen clrurgleaaForam pratica
das no hospital Pedro II, no dia 3 do corr
as seguintes :
Pelo Dr. Moscoso:
Extirpapio de um kisto mucoso da fa:e externa
do antebraco direito
Pelo Dr. Malaquias :
Urethrotomia externa reclamada por estreita-
mento tnvencivel da urethra.
Pete D. Estovao :
Ampataeao da mama direita indicada por can-
cro da mesma.
No hospital do convento de S. B-mto, era
Olinda, foi praticada, m ama doenta, a extrrpa-
co de nm kisto mucoso na iace externa do aae-
braco direito, polo Dr. Maduro, a adado do Dr.
B erar do.
Luleria da provincia.Quinta-oira-, 6
de Maio, se extra.tira a lotera n. 52, em bene-
ficio da irmandade das Almas da matriz d 1 Boa-
Vista.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceifo dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreciaban do publico.
Loleria ilo lo A 3' partff da lotera a.
196, do novo plano, do premio de OO.-OOOJOOO,
ser extrahida no dia do correte.
Os bilhetes achim-se venda aa Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambera acham-se venda na praca da Inde-
cia ns. 37 e 39.
Lotera de Hacel de SOOiOOoSooe
A 1' parte da 12a lotoria, cujo premio grande
e de 200:0000;), pelo novo plano, ser extrahida
mpreterivelmente ao dia 11 de Maio s 11 horas
da manha.
Bilhetea venda na Casa Feliz da praca da In-
1 -o -udo i-ia ns. 37 e 39.
Lotera RxtraordlnarCa do Vpt-
raucaO 4" e ultimo sorteio das 4a e 5a series
dosta importante lotera, cujo maior premio de
150:000000, ser extrahida a 12 de Junho prxi-
mo.
Acham-se exposto a venda os restos dss bilbe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Mar3
u. 23.
Lotera da corte -A 3 parte da 363 To-
teria dacorre, cujo premio grande de 100:0004,
ser extrahida no dia 8 de Maio.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia us. 37 e 39.
Tainbem se achara venJana Casa da Fortuna,
ra Primeiro de Marco u. 23.
Matadonrn Publico. Foram abatida!
u. Matadouro di Cabanga 79 rezes para o consu-
mo do da 6 de Maio
Mercado Htaniciiial de H. Joa. O
raovhnento desto VIercad nos dias 4 e 5 do car-
rente, foi o seguate:
r^nfraram :
57 i/2 bois pesando 8.681 kiio.
1.380 kilos dcpeixe a 20 res 27600
173 cargas de farinha a 200 ris 34600
78 ditas de fructas diversas a 300
ris 235400
12 tibolciro? 1 200 ris 8*400
24 suinos a 200 ris ?5200
Foram occunados:
42 columnas a 600 ris 26*230
55 compartimentos de fariaha a
500 ris 27J500
42 compartimentos da comidas a
500 ris 21*000
- ditos de leguiues a 400 ris 552JO
34 compartimentos de suino a 7i>0
ris 23JS0O
2t ditos de treaaaraa a 600 ris 145400'
J talhos a 500 ris 20:XI
17 ditos de diosa 2J StOOB
10. tala o de carne verde a 14 1084000
D tor sido arrecaiada nest*s dias
a 'jiiautia de
Debr is dos dias 25 do Marco a 5 do
corrento, recebi loa
4095900
185708
4284600
i le n at 5 do correte 21J500
Foi arreciado liquido no da 5 do
corrente
4074101
Preeoa do >i"i:
1 rerde a 480 o 40) iis okii .
Suinos a 560 o 80U
. toa 600 14O00 ris idem.
F m ih.i de -.' 1 a 6 I enia
;j 1 1 1
F i i. ''0 .-" I '
Cemilerio Pulilico Obituario do dia
da Maio :
Ma .. ornarabuco, 2 li ras, S uto Antonio,
fraques 1 a ingnita.
-Anloni' Jos Lopes Br.iga, Port-igal, 23 annos
solt iio, S. Jos ; eongeatao cerebral.
Francisca Brasiuana Lima Amaral, Pernam-
buoo, 36 anuos, casada, Boa Vista ; febre typtn'ca.
Amalia, P ruambueo, 3 mezes, Kecife; entente.
Olvrapia Mana d Rosario, Pemambuco, 40 an-
noe, aoiseira, B6a-Viata tubrculos pulmonares.
Theotonio Jos Pereira. i'eniarabuca, 4 mezes,
Boa-Y ata; broncbo pnenmouia.
Anastaoio. frica, 60 aunos, solteiro, Boa-Vis-
ta ; eotigestao cerebral.
M .n o, Pemambuco, 8 annos, S. Jos; espasmo.
Mara, Peruam'iuco, 7 raeze3, Recife; eclhmp-
sia.
Osnando, Pemambuco, 4 mezes, Santo Antonio:
febre.
Joao Adriano de Mello Duarte, Portugal, 55 an-
no, casado. Boi- ,'i-!a ; gastro hepatite.
Mara. 90 anuos, Bolem ; velhice.
3
Mara, Pemambuco, 5 annos, Boa-Vista; gas-
tro euterite.
Amelia Rosario de Moraes, Pemambuco, 19 an-
n 9 caada, Boa Vista; tabercnlos pahnenaraa.
Manoel Correia, Pemambuco, 45 annos, viuvo,
Boa Vista ; pansreoa
Firmino O.ivoira de Freitas, Rio Grando do
Norte, 36 annos, solteiro, Boa-Vista ; pneumona.
Joaquina Mana do Sacramento, Pemambuco,
55 .unos, viuva, Boa-Vista ; hemorrhagii cere-
bral.
Antonio 'os da Costa, Portugal, 40 annos, ca-
sado, Boa-Vista ; enterite.
aria, Pemambuco, 6 mezes, S. Jos ; gastro
enterito.
Ant nio Correia de Mello, Pemambuco, 82 na-
nos, viuvo, Boa-Vista; amolecira'nto cerebral.
Jos, Pemambuco, 12 hora?, R-cfo ; inviabili-
dade. '
Thtodora Mara dos Prazeres, Pemambuco, 4*
annos, Graca ; erysipela.
Luiz de jess Mara, Pemambuco, 46 annos,
8. Jos, remettiJo pelo subdelegado.
4
Mara Theodora da Cruz Couto, Pemambuco,
82 annos, viiva, Santo Antonio ; dysenteria.
Mina Franeisoa dos Prazeres, Peraambuce,
25 nios, solteira. Recife ; abeesso pernicioso.
Manoel. Pemambuco, 6 dias, Boa-Vista ; con-
vulioes.
Rita Mara dos Pr. zeres, Pemambuco, 52 aa-
nos, casada, S. Jos ; tisica.
Antonio Jos de ant'Anna, Pemambuco. 25
anuos, viuvo, Bi a-Vista ; tubrenios pulmonares.
M ria Benedicta de Saut'Annfc, Pemambuco,
18 aanos, solteira, Boa-Vista ; liarrha.
Severino Baltar de Oliveira, Pemambuco, 58
annos, solteiro, Boa-Vista; congcsiio cerobial.
ITBLICOLS A PEDIDO
Parabyba, li de Abrtl
1 INANOAS l'ROVISCIAES
(Do Jurnfl da Parahyba)
Por diversas vezes cortos jornaes ilvja
posic2o teem se oceupado com aa naaia'S
deata provin a, afim e repetir com insia-
tsncia a aecusaca 1 d : que 'Has sSo malba-
rat.i!as pla acta 1 .drainistr -;:" %V$J
lias aecuso^os chegou so raesmo>. a n&f5f
mar peremptoriaraeitc que, nos cofres do
Thesouro, nao existia em F-vereiro um si
real de grandes quantias rocolhidaa no
mea .interior. ^ JHJ
Sem embargo do desment 10 rame :^o
que se deu a Co ncxic a .^A^
com a publica^So 4o ul aj bil iflc^
Thesouro, continuam depila d'iaao. pa^^fj-
mes jornaes a sua ingloria i,
Provocados para entrarcm em dRnjtmj.^
trajao rigorosa, os a traca; ou calara 8? <>u cunt-at .m s.; .^
repetir frivolidades theorieas ou, de. ^yeflsj
tir com phrases d..Bentnnentali.Jiio f^gg
consideracC-s sr.m proposito ou sem VfW-
dade. E', pois, evidente que eHea jajag.
querem a discussSo, porque fogeia dos f*-


4
Diario de Pernambueo---Quinta-feir 6 de Maio de 1886
=






etos. Satisfaetn-se oom o prazer groa
seiro de atacar o que nSo conhecem, fin-
gindo a Ddignaojto que nSo sentem. O
melhor entregal-os ao seu destino ; e,
sena nenhum intuito de controversia, apre-
ciaremos o lado nanceiro da administra
gao do Exal. Sr. Dr. Souza Bandeirs,
dando maior deaenvolvimento ao estado
que j encetamos.
Ha sete mezas que S. Exc. assutnio a
adminiatracao da provincia, e um facto
caracterstico pode ser assignalado, que
mostra incontestvel melboramento Ao
passo que em Setembro, ficaram apeaas
no Tbsouro, ao lindar a administracSo
liberal, 200^000 em dinheiro, sujeitos ao
pagamento de dous raezes de vencimento
a todo o funcionalismo da provincia, e
de mu tos mezas, desde 3 at 9, a qu^si
to ios os emprega tar o atrazo no pagamento ia subvencilo
da Santa Casa, e das prestagii js dos con-
tratos de foroecimento ; a situacSo boje
apresentx aspecto inteiramente novo.
O euercicio de 1885 est quasi liquida-
do. Foram pagos todo3 os empregados da
provincia sem excepgao ; todos os contra-
tantes foram attendidos em suas justas
reclamares ; Santa Casa foi integral-
mente paga a sua subvencSo; aos fornece-
dorea das cadas tm-se pago as anas coa-
tas, restando muito poucas das que fo-
ram retardadas por circunstancias ir.de-
pendentes da vontade do Tbesouro. Nao
foi gmente iito o que se fez. Compre-
hendendo que a primeira necessidade para
o melboramento das financas da provin-
cia restablecer o seu abalado crdito,
S. Exc. nao deixou escapar nenhuma
das medidas que poderiara ser cora van-
tagem utilisadas. Fez o que nao era
costume lazer-se: pagou um anno de
juros a todos os possuidores de apoliees ;
pagou 10:000)5000, por conta dos juros
da divida do Banco do BraB; resgatou
duas series de conhecimentos, pagando-os
integralmente a todos os possuidores que
se presentaran! no prazo fixado.
No presente exercicio de 1886, j tres
xnezes esto docorridos, e o estado do The-
souro iisongeiro; tilo lisongeiro como
bem poucas vezes tem estado nesses tem-
pos calamitosos que atravessamos.
Todos os empregados publico tem sido
pagos regularmente, quando se apresen-
tam cobrando os seus vencimentos; os
contratos de illuminajao e de tornecimen-
tos 82o satisfeitos sem reelaroacSes ; a for-
ja policial est em dia cem os seus sol-
dos. Nenbuma despeza de carcter ur
gente tem sido preterida, e o servico pu-
blico nao soffre por falta de recursos.
Apezar das despezas feitas nos tres me-
zeB decorridos do actual exercicio, anda
existe em cofr um saldo avultado, com-
pensado com o que em outros anuos tem
bavido na presente poca, sem se contar
alias com a arrecadacao do Consulado e
da mesa de rendas de Mamanguape. E,
sendo certo que, no mez de Julho, entra
r para o Tbesouro o auxilio forca poli-
cial, na importancia de 29:500j)000, ha
completa seguranca sobre a estabilidad';
do actual estado nanceiro.
Si algunia demora houver nos mezes,
em que mais escasea a arrecadaeito, ella
cessar desde que se recolher aquella au
xilio. Do mesmo modo que, no anno pas-
sado foram saldadas as contas era trazo,
ellas sol-olio no anno que corre.
Em s mina, o Exra Sr. Dr. B^andeira
achou os cofres exhaustos, e oberados d-
dividas do exercicio. Pagou as dividas
de um exercicio. iniciou outro exercieio,
e tem actualmente em caixa um saldo de
40 contos, depois de passados tres raezes.
Se- n'isto que consist o to fallado es-
banjamento de S Exc, podemos excla-
mar : Abencoado esbanjamento, que pro-
duz resultados to vantajosos para o The-
ouro Poim esta exclamacio a que
est sendo diariamente repetida por todos
es que lm as aecusacoes opposicionistas.
Ellas r tim obiido o ridiculo para quera
as formula ou e.n insultuosjs edictoriaes,
ou em insulsos folbetins.
Anda nao tudo. NSo obstante as
pezadas despezas do exercicio passado;
foram concertadas duas pontea da estrada
de roiagem do Pilar, e prosegu rara as
obras la cadeia de Cabaceiras, da matriz
d. Serra da Raiz, e ontras, oom o auxilio i eedimeato do fidalgoa doa bons tempos, que i
i) Ihesouro.
Oatras obras publicas tem merecido me-
lroramentos importantissimos: entre ellas
acontaremos: a cadela da capital e o edi-
ficio da escola publica. Ha muitos anuos
aneacava ruina o tecto da cadeia, e os
administradores liberaes desanimavam de
poder levar a effeito o reparo em vista da
falta de recursos. Entretanto, o reparo
est feito, havendo sido substituido todo o
telbado da cadeia, sem que pezasse sobre
os cofres provinciaes a despeza, que im-
portou em 6:0000000, valioso auxilio que
S. Exc. obteve do ministerio da justica.
Do mesmo modo, as obras da escola rea-
lisaram-se cora o auxilio pecuniario do
Exra. Sr. Visconde do Mecejana, deven-
do ser a din" renya pira mais, verificada
no orcaraento, paga p lo nosso amigo
Exra. Sr. coramendador Silvino da Cunba
por seu espontaneo offerecimento.
Finalmente, sera enumerar outros bene-
fi ios, a iilurainaco publica da capital est
diariamente aftestando que, com energa e
boa vontade, umita cousa se pode conse-
guir mesmo as situacoes mais desespera-
das.
Se as anteriores consideragoes demons-
trara, era syntbese, que houve ineontesta-
vel melhora no estado financeiro, ui
fra de proposito chamar a attoncio para
certos factos conhecidos.
Nenhuma circurastanca occorreu du-
rante a adrain8tragao de S. Exc. que fa-
vorecesse excepcionalracnte a reaeita da
provincia. E' sabido que foi pequea a
safra de 1885, e a arrocadaeao nao exce-
deu a de annosanteriores. Nenhuma ren-
da extraordinaria veio engrossar as fontes
que alimentam o Themro. E*, portanto,
manifest que os apuntados resultados de-
vera ser attrihuidas s prudentes cautellas
e acertadas providencias adoptadas pela
actual administracSo: fiscalisacSo rigo
l
\ te foram '
Alm dalo, e.n um dos periodos antecedente!,
afirmando que o artigo, que deu origem a quea
tito, nio era de ana lavra, assegurou, que, se pre
eiso fosse, asaigiana, e por alie responsabiliaar-
ae-hia moral e juridicatrente 1
lato nao se quilines e est abaixo de qualquer
commentario Na admittimos que o Sr. Dr.
Phaelante se tenha adaptado a todos os papis ri-
diculos ; mesmo que se tenha identificado com a
licenca e nenhum decoro proprio dos labrgoa;
maa que se tiv. use prestdo, ou que actualmente
ae accommods ao papel deinstrumento,aaaig*-
nando e ae icsponaabiliaando por um artigo que
lli absolutamente eatranho, o que nao nos
tinha ainda pausada pelo juizo, aempre maia alto
no julgamento de um tacto por tudos os ttulos
aqaein do aviltamento e da abjeccio 1
Nos sabamos que e Sr. Phaelante era um
crendola, um doutorco capas das peiores aanJi-
cea ; que es seus actos nunca foram dictados pela
coosciencia,38te juiz calmo e retiectdo que noa
indur ao caminho do bem, mas pelaviolencia
que produz oa desvarios Ja razio e nos impelle ao
ciime ; aabiamoa de tudo ato ; porm jamis sua-
peitavamoa sequer que S. S. se precipitsase tanto
ii'um abysmo de rebaixamento, ponto de rebol
car-ae na proprio lodo !
Em virtude do expoato, lgica a nosaa lingua-
gem : Nao continuaremos mais no caminho que
haviamos cncetado, em defeza do Ilustrado mes-
tre, porqm suppunhamos estar em luta com um
gigante, porm o aecuaador tropecou, cahio e pa-
tenteou-noa as taces macilentas de um pygmeo !
Ainda bem !
O Ilustrado professor de direito, estamos certos,
nao lbe aceitarlo repto ; porque contina a pensar
criterio&amente. Os homens que nao te vingam, too
aempre os mais bem singados. Quanto i nos, pode
o Sr. Dr. Phaelante continuar a atassalhar-noa a
reputacao com a habilidade cirurgica do boticario
de aldeia ; porm ficando aempre sciente de que
hacemos ae formar a seu reapeito o mesmo con-
ceito que o philoaopho de Stagyra fizera do maroto
que <> desfeitera.
Requietcal im pace !
6 de Mau de 1386.
Cesare S Petsina.
A Assembla Leglslatlya Pro
vi acial
Nao pretenda oceupar as attenges dos Exms.
Srs. deputados com o pequeo artigo que koje levo
ao alto da imprensa, se na fosse o meio atroz com
que se procura tolher os dircitos individuaes. 'l'ra-
rosa cora que se tem acorapanhado as ta-se de submetter de novo a esta augusta Asaem-
_. i un.________.:.*.__j:_j______.__.-:. j..___.,..,,,!..
COMERCIO
Bolsa commerclal de Pernam
buco
EECIFE, 5 DE MAIO DE 18b
As tres boras da tarde
i-oraces olftfiae*
Apolicea da divida publica, de juros de C 0/0, do
valor de 0000 510$000 cada urna.
Na hora da oolst.
Veddeam-se :
2 apolices da divida publica.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido U. t. Alcofjiadc.
RrJNDiM&YiliS PIJ11L1GUS
M a oe Maio de 1886
AlpisdegaDf. 1 a 4
dem ae 5
contas dos responsaveis; e ao impulso vi-
goroso imprimido aos diversos ramos do
servico financeiro na capital e no inte-
rior.
Examinaremos successivaraente essas
providencias, abra de patentear a soraraa
de esforco e de trabalho quo tem despen-
dido o Exm. Sr. Dr. Bandeira e seus in-
telligeatea auxiliares pr.i conseguir um
estado de cousas, que si nao ptimo,
o melhor poasivel; e de demonstrar quo
todas as providencias tem trazido corasigj
o cunbo da prudencia e do estado, pelo que
conseguiram o tira a que se prr>punhara.
Nao r-petindo saciedada phrases su-
perticia'*s e vasias do sonti lo, ou ruraioan-
do as mesiuns grosseiras argu^3'3 que os
adversarios de S- Exc. conseguirJo des-
truir a sua obra. Com demorada analyae
mostraremos qual o valor de urna critica,
cujoa dentes j estilo quebrados forca
do luorderem a lima contra a qual debalde
se assanham.
0 Dr. Phaelante da Cmara
No intuito de ; restarmos um relevantiaaiinj
aervico ao estado, haviamos proj*?ctado algures
dispor em ordem as partes di ineohaniamo iutel
iectual do Dr. Phaelante d Cmara.
Trabalho perdido : frustraram-se os no3sosc-.il
culos, de8vaneceram-se nos as esperaucas Esle
moco um elemento nocivo e reir.-ctario saude
publica, e nSo de huje quo sabemosser um
candidato intransigente ao hospicio de Pedro II.
Estamos, por conaequencia, dissuadidos de urna
regeneracao moral e mental p ir parte de aeme-
Ibante antilope.
Urna pruva robusta do que vimos de affirmar
esta no seu artigo inscrito na Provincia de 4. do
correte, onde as incongruencias fazem-se sentir
de una maneira mais que anormal.
Julgue por ahi o problema, se urna pslmatoria
quaesquer que fossem as auas dimensoes, seria ca-
paz de concertal-o !
O Dr. Kbaelante no aeu penltimo artigo jro-
metteu nao voltar maia a imprensa en respoat i
aoa anonynos, antecipando-se em prevenir ao il
lustre Dr J. J. Seabra, que se o fiz^sse seria
para expor irrisao publica urna tal historia de
mil e urna noite.
Pois bem !
JA noa appareceu o Sr. Dr. Phaelaute, com ares
de Magdalena arrependida, nada nos disse aserca
do decantado romance, e depois de invectivar a
peesoa do Dr. Reabra, de prometter-nos outra vez
apresentar brevemente factos, oude envolver 09
aeus amigos preatimosos, coiieluio ancindo um
repto ao mes.no Douto.-, assegurando lhe que
desta vez nao se portar como o vilio que ae cm-
boaca na eacundo da noite para saquearos
transentes ; mas que procurava emiitar o pro-
84:469904
2-442 605
Bbcebedobia 1 a 4
i cem de 5
_____c
Cohslado PaovmciAi. -Dd 1 a 4
dem de 5
Recipe dbayhage 1 e 1 a 4
dem de 5
108:9125o.j
5-S13*7
858488
t=172213
16:78*4296
1 878i47
18:1514*703
3:1714748
4294859
3:601*607
DESPACHOS DE IMPORTADO
Vapor inglez Amazonense, entrado de
New-York e escala, no dia 5 de Maio e
consignado J. Pater & C, manifestou :
Bren 140 barricas a Pereira Carueiro
& C, 250 ordem, 30 a Vianna Castro
4 0. i4
Banha 50 harria ordem.
Bocaes para candil iros 4 caixas a W
Halliday & C.
Bombas 2 caixas ordem.
Charaina 50 caixas a W. Halliday di C,
2 a H. Stolzenbick A C.
Candieiros 1 caixa aos meamos.
Esteiras l7 rolos a F. G. do Amaral.
Farinha de trigo 700 barricas a Pereira
Carneiro & C, 210 a H. Nuesch & C,
165 ordem, 334 a Lipes & Irmilo, 666
a Machado, Lopes & C.
Ferragens 6 volura-s ordem.
Fogos da China 9 amarrados ordem.
K-rozerie 500 caixas ordem.
Ps de ferro 50 feixeis ordem.
Machinas para desearocar algodao 10
caixas a Res & Santos.
3Ircadorias diversas 443 volumes or-
dem, 106 a F. M. da Silva & C, ) a B.
D. Campos & C.
Tou -.inho 40 barris ordem.
Tecidos diversos 2 caixas a L. A. Si-
queira, 2 a A. Vieira & O
Vidros 5 volumes a B. D. Campos & C.
DESPACHOS m EXPORTACAO
Em 4 de Maio de 1886
Para o exterior
Nao houvc despachos.
Para o Interior
No vapor nacional Ceur, arregarara :
Para o Rio'de Janeiro, Baltar 1-mos & C. 325
saceos com 24,375 kilos de assucar hranco e 195
dit >s com 14,6'25 ditos de dito mascavado ; J. H.
Boxwell 300 saccas com 22.653 ditos de algojo ;
P. Carneiro & V. 400 fardos com 45,610 ditos de
dito ; Borsttlmann & C. 100 saccas com 7,925
dit:s ae dito ; D. M. da Costa /JOO cocos fructa.
Para Babia, Bartholomeu & C. Succesaores 8
volumes vinho juiubeba.
Para o Rio do Janeiro. Bartholomeu & C. Suc-
ceasores 2 caixas com 100 kilos de tamarindo.
No vapor nacional Ptrapama, carregou :
Para o Na'al, M. A. Senua 12 volumes com 820
kilos de assucar refinado.
No hiate naei' nal I). Julia, carregaram :
Para Aracaty, Baltar Innos & C. 500 saceos
com farinha de mandioca.
Para Mossor, 8 Nigueira & C. 5 barris com
4.0 litros de agurdente e 11 volumes com 651
kilos de assu:. r branco.
Na bar caca Pedro Amrica, carregaram :
Para Parahyba, J. Baptista 275 saceos com fa-
rinha de mandioca ; H. Uliveira 100 ditos com
idesi
'xa barcaca Sol-Fixo, carregou :
Para Mamanguape, J. Baptista 200 saceos com
farinha de mandioca.
Na barcac U. Anna, carregaram :
Para v Ha da Penha, Fernandos & Irmao 200
saca com farinha de mandioca.
Na barraca Nova Esperanea, carregou :
Para P. de Alagoas, M. J. P.aaoa 32,000 litros
deaaL
ble* urna peticiio pedindo a creacao de um a^ude
para o povoado de S. Joao dos Pombos; ora, iato
muito importa ao esclarec ment da verdade urna
vez queja materia vencida, como paaao a demons-
trar. Exms Srs. a !ei n. 1,860 de 11 de Agosto de
1885 e o art. 23 das dispocicoes da meama lei,
diz: Fie* o presidente da provincia autor isado a
despender at a quantia de 2:000| para a conatruc-
cao de um acude no povoad" de S. Joo doa Pom-
bos da comarca da Victoria. Ora, nada maia claro,
natural e evidente do que procurarse os meioa
conducentes ao aeu verdadeiro fim, iato, a execu-
co da lei em vigor nicamente ; o que nao aucce-
deu. Hoje com cti-ito paira neata Aaaemblca a
referida peticao assiguada por na moradores in-
coo -cientemente do modo trgico de que agora so-
mos sabedores, l'oia bem, nao nos oppomos a crea-
co do referido acude, antea melboramento e muito
melhoramento dea te povoado ; porm nao um prin-
cipio absoluto estabelecido pelo Sr. capitao Jos
Manoel de Mello, que firmado as promesaas de
um KM protector pretende ma8 tarde collocal-o
na rea do seu cercado, garautiudo deste modo sua
propriedade e dando valor a sua eugenhoca. De-
baixo d-at ponto de vista Ilegal, noseas assigua
turas eonsid -rar-se-hao millas. Felizmente nao
estamos naa kalenda8 gregaa, salvo au o ~r. capi-
tao Mello quer urna lei eapecial. Va esperanea!
Queremos, Extns. Srs., um u^ude, porm as con -
diee8 de abastece- aos habitantes, porm jamis
patrimonio do govern a um a h".neui. Eis oa
motivos p-los quaes vim a imprensa pedindo vos-
eas benignas attenjo -a, para materia emqueatao.
S. Joao dos Pombos, 29 de Abiil de 1886.
Furnecioienlo de Fernando
a' s. exc. o sr. vice presidente da
l'ROVIXCl A
ltimamente tem o Rebate ae oceupado
longaiaento com este asaumpto em diver-
sos artigo*.
Alguem, bem ou mal intencionado, tem
me attribuido a autora <*o taes artigos.
lato urna estultice, desde qua aquello
jornal tem sua redacsto, e eu della nao
fayo pirtf. Tenho certeza de que, se o
Rebate elogiasse, ou louvaase a este, ou
aoucll i e embora eu fosse da redacco
nSo se attribuiria a paternidade de qual
quer artigo. E porque? Porque o meu cai
porisrao tal, que at na cama quebrei os
dedos I
Nao tenho certeza de quera sejam os
fornecedorea de Fernando, e meamo aquel-
lea, quo me indicam como taea, nao o co-
aheco pessoalmente, e nem com elles te-
nho trocado palavra
Isto n5o satisfaQo que eatou dando, e
sim por os pontos nos IL,
Fi.rcadamente entro em urna questSo
cora a qual nada teria de ver, se esae a i
MOVIMENT DO POKTU
Navios entrados no dia 5
New York e escalaa 27 dia8, vapor inglez
Amazonense, mandante C. Clarck, equipagom 32,
carga varioa gneros; a Johnston Pa-
ter & C.
Bordeaux o eacalas 14 diaa, vapor fran-
cez Amazone, de 2,072 toneladas, com-
mandante M. Boille, equipagem 128,
carga varioa genero3; a Augusto La-
bille & C
Santos e escalas5 dias, vapor francez
Vle de Rio de Janeiro, de 1,003 tonela
das, comroandante Fouesnel, cquipagem
37, carga varios gneros; a Augusto
F. de Oliveira & C.
Navios saludos no mesmo dia
Rio de JaneiroVapor nacional Cear,
coraraandante Guilherme Pacheco, carga
varios gneros.
Havre e escalas -Vapor francez Ville de
Rio de Janeiro, commandante Fouesnel,
carga varios generos.
Cear e escalas Vapor nacional Pirapa-
rna, commandante Carvalho, carga va-
rios gneros.
Buenos Ayrea e escala Vapor francez
Atnazonc, commandante M. Boille, carga
varios gneros.
Rio Grande do Norte Hyate nacional Gi-
riquity, mettre Joaquim II. Silveira,
carga varios generas.
guem nella n2o me quizesse envolver com
segunda intenjao.
Conatou-me pir noticias do Diario, que
o xarque para ahi remettido no mez pas-
eado, fora regeitado por ser de in qaali-
dade, e mprestavel. Constou- ne'mais, que
esse zarque. sendo aqu -seminado por
urna comm8sao de mdicos, foi julgado
nao de 1" qualidade, mas supportavel, e
que vai de novo aer remjttilo para Fer
nando.
Begulara a materia 08 art8. 49 e 50 do
Decr, de 10 do Janeiro do anuo passado.
Diz o art. 49 : Pica entendido, que o
exame procedido p--lo ospcter da saude
da capital nd.0 prejudienr de forma algu-
ma o exame, que compete aos mdicos do
presidio. >
Art. 50 : Os gneros somente serio con-
siderados definitivamente recebidos, quando
desse acto forom lavrados os respectivos
termos pelos competentes empregados do
preaidio.
Desde que a comraissao de Fernando
julgou de m qualilade aquellegenero, nao
podem os fornacedorea appellar para o
juizo de urna terceira coramissilo. Dir-se-
ha que dar um poder disuripuionario
commissilo de Fernando.
De accordo; mas a lei: Se bem ou
mal executomol-a, e os Srs. fornejelores
sujeitaram-se a ella.
O regulamente de Fernando tao posi-
tivo, que p5e o exame da .omraissao de
Fernando cima do do inspector da sa le.
E' a lei, que assira o quer.
Desde que a commissilo de Fernando en
geita um genero, em hypothese alguna po-
de mais elle voltar para alli, porque ella
de novo o regeitar, e est no seu direito.
Figuremos a hypothese do ser de novo
o xarque para all remettido e reeebido.
O que teremos ? O medico do presidio
no consente, que seja ella distribuido,
porque far mal aos sentenciados, por cuja
sa le e vida elle presentemente o nico
responsavel.
O que acontecer ? Ficarao os senten-
ciados por mais um vez privados da prin-
cipal alimentario, e o governo perder,
porque o xarque ser todo, como j tem
acontecido por tr?s vezes durante sete an
nos, Janeado ao mar.
Fai secretario dequelle presidio por sote
annos, e duranta esse periooo tres vezes
foi recambiado o xarque por p*ssimo.
Foi aqui elle examinado por commissao
medica e julgado bora. Voltoii para alli, e
os mdicos nto consentirn) (eu qua julgo
terem religiosameute cumplido coiu o seu
dever) que fosse elle distribuido. No tim
d.' poucos dias foi examinado, e atirado ao
mar.
Quem pordeu? O governo, que o pg"U
por bora.
Quem ganhou ? O fornecedor quo rece-
beu o dioheiro.
Segundo pens desde que ( letra do re
gulamento) a commissao de Fernando jul
go o genero mprestavel nao deve mais vol
tar elli para alli. Do contrario querer
fazer o governo perder o dinheiro.
Presentemente o Dr. Requiilo, medico
d'aquelle, Presidio j julgou o xarque pes
simo, pGIre. tanto qus o fez voltar. Con-
sentir que elle a-ja distribuido con os
sentencalos ? De certa, que ato, porqu>-
o seu juizo, e a sua opiniao j estilo feito-
o delles nao retroceder embora aqui os
seu* collegiis digam, que o xarque ams
bre 1
Quem porder ? O governo, por que o
pagar por bira pira d'aqui a um mez sa-
ber, que todo elle foi laucado ao mar.
E' o que pens, e isto basoado na lei, c
aos factos, que tenlu visto darem-se.
Depois da recusa da commissilo do Fer-
nando nio ha outro poder para onde se
appellar. Si ha defeito do regualraeoto
de !0 de Janeiro de 1885.
Recite, 4 de maio de 1886.
Joao Corte Real.
Gratido
Joo do Reg Lima, sua mulher, seus
filhos genros, e nra, vm por este mcio,
em quanto o nao po 'em fazer por outro
modo, e ainda sob o peso da maior eon-
sternacao, pela inorto prematura de sua
presada e virtuosa tilha, irin2L, e cunhada,
Francisca Bra8"lina de Li">a Amaral, dar
publico tcstemunho de reconh'cimento a
todas as pessoas de suas relagies, que du-
rante tao dura prova lhe prodigalisaram
as consolacft-s da mais pura amisade.
liohamos a-uda muito que agradecer ; '0|eo defigado de bacalho, de Lanman c K-mp.
reas faltam nos espressoes, qu'J traduzam "
facilraent i a nossa gratido.
Urna seccao, em separado, convenientemente
mobiliada do indiapenaavel, dividida em compart
mentoa, cada um doa qnaea pode admittir duas
tres peasoas, fui destinada pensionistas, de qual-
quer lugar da provincia e de fra d'ella, mediante
urna pen-^o mdica, saos ou doeuta, eonvaleacen-
tes ou attacadoa, ond innmeros deates ae ha>> res-
tabel"eido do beriberi oa molestias nervosas que.
preferindo-a, quizerem poupar-ae viagena dis-
pendiosas, nem semore ao alcance de todos.
Estabelecimeoto de semelhante ordem, convida
ser visitado e aprovitado, reatando entretanto,
os propri-tari-i c incluir as obras daa novaa ram-
paa de embarque e desembarque e substituir o
meio d" tran-<>"rte por bonds maritimoa. o que ea-
jer< levar effeito para a estacSo de Setembro
prezimo.
DOS DEVOTO-! QUE HAO )K FESTEJAR O MEZ
MARIANW NO ORRKNTE AUNO
Juiz jor eleicao
O Iilm. Sr. coronel Yfarcionil da Silvira Lina.
Juiza por eleicao
A Eima. Sra. eap isa do coronel Ploriamundo Mar-
ques Lina.
Juiz perpetuo
O lllm e Revm. Sr. conego Simio de Azevedo
Cacspoa.
Juiza perpetua
A esposa do Sr. Dr. Aquilino Gornea Porto.
Juizea pir devncJo
O Revm Frei Augusto da Immaculada Conceicao.
O Sr. Dr. Aquilino G >mcs Pert").
O Sr. tenente Americo Fortunato da Granvt.
O Sr. tenente liorna i Populo de Andrade Lima.
O Sr. tenente Franco (,'avalcante de Albuquerque.
O Revm. Sr. tenente Victorino do Souza MendM
de Paiva.
O Sr. Joa Luiz da Silva Potes.
Juizea p >r devocao
A esposa do Sr. Jos Antonio da Silva Fernandes .
A esposa do Sr Marianno de Aranjo Mello.
A esposa do Sr. Aurelio de Araujo Silva.
A esposa doSr. tenente Alventino Nunes de Lira.
A esposa do Sr. tenente Manoel Francisco de
Senna e Silva.
Juizes protectorea
Os Iilms. 8enhorea :
Deodato Luiz Francisco Monteiro.
A'feres Marcelino Perjrin'> Ar Audraae Lima,
(apitao Z^f-Tno d- Fiirueiredo Mello.
Joaquim di C .sta Ribeiro.
Jooquim Francisco de Souza Chivee.
Jos Meuies da Silva.
Guilherme Muniz de Souza.
Juizas protectoras
As Exmas. senh->ras :
D. Feliciana Olympia R>-ngel.
D. Mana Marta de Castro.
I). Cl lid.n i Mara da (Jcneniflo.
Eposa do Sr. Wencesli H<'nrlquc Paes.
Esposa do Sr. Antonio Francisco de Araujo Costa.
Escriv'o p ir eleicao
0 lllm. Sr. atieres A->to'pli Joaquim Barbosa.
Es.r va pr eleicn
A Exma. Sra. D. Leonel d Luna F eire.
Escrivao por d -Vogo
O Revm. padre H'*rcnl n-o Haranes da Si'vi..
Raer i vi p ir devoea-i
\ esposa do Sr. Jo Alves de Oveira.
Procurad iro
Os 8<;nhores :
AlfWei Iienn-'genes Sandio 3 z-rri Cavalcjnte.
Alteres Olimpio ae Souza V.yrw L Kloriamun o Cavaleante de \lbuquerque.
Joanuin Ito do R-go Barros.
Jos upertino de Figueiredo Mello.
Joao Cirios Cavaleanli- ie Albuqiierque Jnior.
Joiu> Ito do llego B-irros Jnior.
Fredeneo Sancho B-'ZTra (av.ilcaute.
Jos Carlos Cavalcante de Albuquerquc.
VInoel Florentino de Senna.
Manoel Cypriano de Souza.
Jo? Lourunco doa Santos.
Proeu raloraa
As Exmaa. tenhoras
D. Anna Alcxan Ir na Campos.
D. Ignacia Bezerra C-valcante.
D. Tlier--za de Jesua Dainaceno e Silva.
D. Isabel Marianua Ferreira.
D. Mana Amalia da Cunba.
I). Thereza d^ Nascimento Dainaceno c Silva.
D Helena Muniz de Souza.
D. Francisca Bertholim.
D. Thereza Ephigi-nia de Mello.
D. Auna Amalia de Azevedo Campos.
Procurador geral
O lllm. Sr. Manoel da Silva Barros.
Theaoureiro
lllm. Sr. alferes Jote Affouao de Azevedo Cam-
pos.
O EacadaMaio188C.
O conego vigano Si/nao ie Azexeo Campos.
D. Cepira Leils
mi; meo
Tem o aeu escriptorio a ra do I ilarquez de
"linda n. 53 daa 12 a 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia na da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e c-riancas.
OCULISTA
O Dr. Brrelo tiampaio. m lico oculia-
a, ex-chefe de clinica do Dr. de Wec';er, d eos-
sultaa de 1 a 4 huras da tarde, na na do Baro
da Victoria n. 45, 2o andar, excepto n >s domingos
e diaa 8aiitificadoa R si lenciara do Riachuelo
u. 17, canto da ra doa Pires.
Dr. Goo Lie
Mpdiro. paneiro e operador
Residencia ra da Imperatriz n. 48, 2 andar.
D coiisultia daa 11 hora8 da malina, a 2 da
tur!".
Atiende para oa chamadoa de ana profisao a
qu-tlquer hora.
Consultorio ra Duque de Casias i. 59.
Conultorio medico-eirurgice
O Dr. Estevn Cavalcante de Albuqiierque con-
tinua a dar consulta medico-cirurgicas, na ra
lo Bom Jess n. 20,1 andar, de meio da is 4
horaa da tarde. Paras? demais consulta e visi-
ia em sua residencia provisoria, ra da Aurora
u. 53, 1 andar.
Na. telephomcos : do conaultorie )5 e residencia
126
Especiaidades Partos, molestias de crcacas,
d'utero e seus anuexoa.
\arope de Mal-mat
O Mal-mul (lecyth;e datiwon) com o
qual ae prepara este xarope um vegetal da flora
hrasileira.
E' um ag'-nfe therapeutieo poderosis3mo con-
tri aa molestias do paito e da asthma.
Os numerosos affectadoj que dell tem feito uso
conseguirn) um resnltado muito satisfactorio, aca-
bando por ae reconhc er que at hoje a melhor
preparadlo para a cura da imUimn. Iiron
<-iil<- asllimalna, e untiga e oppreM-
em. dispensado o emprego do arsenio, folhas
de srramonio e plantas narcticas que acabara
'|Utsi aempre pi-l i abuso que delles ae faz e mea-
mo pelo uso prolongado por produzir effeitoa des-
aatropos sobre a sade e em geral entorpeciinento
lo cerebro.
Vndese na Botica Franceza de Rouqnuyrol Fre-
res, siiccessores de A. Caors
X. tJ-Run la Crns-X. 23
RECIFE
A a na ni i xta particu-
lar
Francisca Martiuiaua L Carneiro participa aos
pala de familia. qu>- sua aula abrir se-ha no dia
12 do corrente : qnein d-- seus prestimos precisar
de dirigir-se ra do Viaconde de Goyauna n
il, que entender-s>'-ha com a mesma.
ED1TAES
Rerordai bem ca circumalancla
N. 406
Que a reconhecida pureza do oleo de figado de
bacalh >, de Lanman & Keinp, o colloca n'uma
posicao muito alm de toda i rivalidade em todos
oa mercadoa do mundo E' eate, pois, um asaumpto
da maior importancia para oa doentea Como um
meio de ciliar as tosses obstinadas, de sarar oa
pulmoea inflaminados e tuberculosos, de atalhar a
cousumicao do ligado, de alliviaras afteccoes bron
chines, de revestir os corpos extenuados com no-
vas carnes e de rastabelecer as forcas e a sade
do eysteinr. vital ; nao ha por certo nenhum reme-
dio conhecido na sciencia, que tenha produzido
tantas 111 iravilhaa.
A bem merecida reputacao do oleo de ligado de
bacalho, como o mis grandioso dos remedios
modernos, achar-se-hia j destruida pelas vis imi-
taeoes fraudulentas que se empalma aos poucoa
desoufindos ae nio o houvesse salvado da deshon-
ra eate artigo freaco, puro e incomparavel, prepa
rado e vendido debaiio da garanta de pessoaa de
urna reapeitabilidade reconhecida. Tendo iato na
leiiioranca. estaris seguros de obter o legitimo
i:d;t! n. 13
De ordem do lllm. .-r Dr. inspector, fago pu-
blit-j que fica piorigado at 24 de Mai > prximo
futuro o prazo para pagamento, avie de multa,
do imposto de passeio oas qtiatro frcguezias desta
cidade, e de que tratan os editaes que j fora n
publicados.
Secretaria do Thcsouro Provincial de Pernam-
bueo, em 27 de Abril de 188G.
Servio lo de aecretario,
Liudolpho Campello.
Ao amigo Manoel dos San-
tos Cavalcante de Barros, pelo
i seu enlace com a Exma. Sra. ,
rD. AdelelmaaCan lilla de Men-n
don^a, que ae realiaa boje, 6
de Maio de 188c..
M. 3. F. B.
Banlios de mar
VAPORES ESPERADOS
Mrquez de Caxias da Baha boje
Mu naos do sul amanbit
Ville de Cear da Europa a 8
Arar/cania da Europa a 10
Tomar da Europa a 11
Baha do norte a 13
Tren do sul a 14
Espirito Sanio do tul a 16
Ftnance do norte a 17
Desterro de Hamburgo a 20
Para do norte a 23
Tagu* da Europa a 24
Senegal do sul a 25
Cear do sul a -'6
La Plata do sol a 29
A casa de banhos, edificada sobre oa recifes
desta cidade, acaba de pasaar por grandes e im-
portantfa melhoramentos.
Inaugurada em 1880, como permittira o plano
trac ido pelo seu proprietario, nao tardn este em
reconhecer a neceasidade de dar-lhe maiores pro-
porves, attendendo a quanto foi ae mostrando ser
peculiar a um eatabelecimeuto de semelhante na-
tureza.
Os melhores resultados, obtidos por aqu lies
que, em tempo e nos caos aconaelhados, recorriara
all aos banhos de mar e at(catados em todo o pe
riodo de cinco annos, animaram-n'o emprehen-
der oa preditos melhoramentos, a cuato de arduo
trabalho e nao pequeo dispendio, que, em ver-
dade, autoriaam a apresental-o como igual ao me-
lhor do eatrangeiroem aemelhante genero, sendo
nico em todo o littoral do imperio.
A' mais tenra enanca, maia dbil aenhora, ao
bomem mais traco. em toda e qualquer idada, se-
rio um a e meamo tempo servidos os banhos,
por assim permitir o grande numero de bacas
cavadas na rocha e guardadas de todo pengo, naa
quaea a torca da onda proporcionada s forcas
do banhista para recebel-a.
Como est, actualmente, a caaa de banhos doa
recifea, nao haver exageracao affirmando-se que,
naa tres horaa eatabelecidaa Je seu expediente, po-
der bem servir quinhentaa pessoaa, sem sacrifi-
cio de tempa para qualquer deatas. e par da se-
guranza, com amala pronunciada economa que ja-
mis facilitar outro qualquer lugar de bauhos de
mar.
Urna outra face, porm, e a maia importante,
tal vez, offereeem os melhorameutoa em tal eatabe-
lecimeuto.
Acha-ee venda em todas as principaes bu.icaa
e loja8 de drogas.
Agentea em Pernambueo, Ilenry Forster & C
ra do Commercio n. 9.
N. 1. E' maravilhosa a rapidez com que
os tsicos, os anmicos, osesjrofu osos, os de-
bis e os que padecem do pcito e da gar-
gaita restabelecem se depois de terem to-
mado a EmulsSo de ticott.
S
Cmara Muoicipal de Oliada
O procurador da Cmara Municipal de
Olinda faz sciente, a quem interessar pos-
sa, a solucSo infra da Esm. S.\ presiden-
te da provincia.4* secjSo. Palacio da
Presidencia de Pernambueo, em 13 de
Abril de 1886. -Tendo em considerado o
que a esta previdencia representou Joito Ru-
fino Barbosa, e attendendo a que o poder
legislativo desta provincia j resolveu so-
bre o assurapto da cobran'ca das tasas dos
terrenos do antigo Focal de Olinda, de
que tratou a consulta do conselho de Es-
tado, que servio de fundamento ao Aviso
n 95, de 8 de Marco do 18 }7, declaro
Cmara Municipal do Racife que em vista
da expressa disposicilo do art. 39 da lei n.
1,156, de 15 de Junho de 1874, a Cma-
ra Municipal de Olinda tem o direito de
continuar a cobrar os fro3 dos terrenos,
que possue na cidade do Recife. Por isso,
cumprij que a rnesma Cmara do Recife,
nao so restitu ao referido Joao Rufino
Barbosa o que ello pagou, mas tam bem se
abatenha de arrecadar os foros dos terre-
nos, de que trata a citada disposicilo de
lei.
Assim dou soluco ao assumpto de seus
oficios, ns. 38 e 70 de 4 de Maio o 18
de Dezembro do anno passado.
("Assignado)Igoaiio Joaqun ti 3 Sou-
za Leao L5o.-ConformeH. Moscoso.
Confer.A. Gomes Leal.
Procuradura da Cmara Municipal de
Olinda, 1 de Maio de 1886.
O procurador,
Francisco Velloso de Albuqiierque Lins.
O Dr Joaquim da Costa Ribeiro juiz di
direito do civvl desta cidade do Recife,
capital ;!a provincia de Pernambueo, por
S M. o Imperador, a quem Deus guar-
de, etc.. etc.
Fago saber aos que o presente edita! virem ou
delle noticia tiverem, que depoia de vinte das de
pregoes e trea de prac.i, aera arrematado na au-
dianca de 5 de junho prximo vindouro, o bem
aeguinte, peuhorado na execuco que move Jos
More:ra da Silva a Manoel do Amparo Caj, cujo
bem vai era praca pela eegurda vez em virtude de
ruinas e uc&app<.reciment<> da olera :
Um grande sitio no lugar denominadoBumgy
conhecimento pelo sitio do Costume, na fregue-
zia de Afogadoa, com casa de vivencia, sendo so-
brado de um andar, fe m quatro viveiros, para
mais de 2(KI ps de caqueiros e outros fruetos, ca-
cimba, sendo o sbralo cercado de janeilas e um
terraco ao lado, 2 salas, G quartos, cosmha, me-
diudo de frente 8 metr s e 85 centmetros, e de
fundo 18 metros e 15 centmetros, dividindo o di-
to sitio ao uascente com o litio Porto do Rosario,
e ao poente com o rio S. Paulo, ao norte com a
estrada e ae sul com trras de Jos Duarte Ran-
gel e sitio de Andr de tal, avahado em 5:000.
E aspira ser dito b 'in arrematado por quem mais
dor e maior lance uferecer, no diu cima indi-
cado.
E para que chegue a noticia a todos mando ao
porteiro do juizo que afiSxe o presente no ugar do
costurar e publique pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambueo ao 10 de abril de 1886.
Subscrevo e asaigno.
R-cife, 10 de abril de 1S86.
Eu, Antonio de Burgoa Ponce de Len, escri-
vao o escrevi.
Joaquim da Costa Ribeira.
O Dr. Antonio Henrique de Almeida, juiz
de direito da camarca de Jaboatto, por
S. M. o Imperador, etc.
Fago saber aoa que o presente edital virem que
no da 6 de maio pr ximo v ndouro, s 11 horas do
dia, em praca publica deste juizi, por execuco
que promove Manoel Martina Lourcnco contra
Joaqti'm Pereira Borges e sua mulher, tem de
ser arrematadas p r quem mais der as casas que
foram a estes penhoradas, sitas ra do Impera-
dor desta cidade de Jaboatao, aob na. 61, 64 A, e
64 B, a primeira avaliada por 7005, a segunda
por 400 e a terceira igualmente por 400, casas
estas que deixaram de ir hoje, a praca conforme
fra annunciado, em razo de ser o primnro dia
das ferias da paschoa. O oficial porteiro do juizo
affixe o presente udital no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade de Jaboatao, aos
21 dias do mez de abril de 1886.
Eu, Joo Evangelista de Souza, escrivao inte-
rino, o escrevi.
Antonio Henrique de Almeida.
Juizo de orphos e ausentes do
termo de Alcobas
O Dr. Francisco de Souza diaa juiz de orphos e
ausentes do termo de Alcobaca, comarca do
mesmo nome da provincia da Baha, por S. M.
Le Cinstitucional o Senhor D>m Pedro II, a
quem Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edit.il virem que
fallecendo n'esta villa Antonio Francisco Luma-
chi de Mello, sem testamento nem herdeiros neata
comarca, filho legitimo do C.tetano Francisco Lu-
machi de Mello e D. Francisca Maria Ribeiro de
Campos j fallecidos, natural do Recife, provifl-
cia de Pernambueo, maa le na forma da lei pro-
ceder a arreeadacao e avalacSo dos beus deixa-
dos por aquelle finado, nomeando curador do es-
polio ao cidadao Augusto Goncalves da Rocha, a
porque conste a este juizo ha ver herdeiroa ausen-
tea em lugar nao sabido, maudei passar a presente
caita de editos de 60 di is. p;la qual cito, chamo e
requeiro a todos oa interessados e herdeiros para
que venbam habilitar ae, allegando neate juizo
seus dreitoa, sob pena de ser conaiderada vaga a
heraoca, e se proaeguir nos demais termos.
E para que chegue a noticia todos mandet
passa o presente, que ser affixado noa lugares
pblicos e publicado nos jornaes desta provincia,
Rio de Janeiro e Pernambueo.
Villa ae Alcobaca, 20 de abril de 1886.
Eu, Saturnino Joa da Silva Ramos, escrivao
r'e orphos e ausentes o escrevi.
FraneUco de Sonta Dias.


Hj
Diario de Pernambncotynhita-feira 6 de Maio de 1886

>
ODr. Hortencio Peregrino da Silva, jais
substituto da comarca do Oliuda por S.
M. Imperador, a quem Dcus guarde
etc, etc.
Fa\v saber os que o presente edital de praca
vircm, que o porteiro interinib dos auditorias a
de trazer de novo a publico prego de vala e
arrematacao coai abate da 5.* parte Ha respectiva
avali&cao, no dia 6 de Maio prximo futuro, ama
casa terrea a ra do Aljub, sob n. 4, com |du is
portal) de frente, urna sala, uro quarto, corredor,
cosinha interna, quintal em aberto, mediado 24
palmo* de largura e 50 de comprimento, avaliada
em 200 por 1600o0, pertenceute dita casa ao
patrimonio de Nossa Stmhora das Merec, e vai
praca por rxecuco d.. Fazenda Nacional, contra
o mcsnio iiatriaonio.
Convido, portento, os pretendentes a coinpare-
cereui no dia cima indicado na sala das audien-
cias, aum de ter lugar a alludida arrt-.inatacao.
E para que ehegue ao conhecirren'.e de tolos,
mandei passar o presente, que ser aturado na lu-
gar do cstume e publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Olinda, aos 15
de Abril de 1886.
Eu, bachaiel Francisco Lina Caldas, escrivao,
usbscreviHortencio Peregrino da Silva.
Estrada de ferro do
Recite a Caruar
ISAUQUBA(.'AO DA ESTACAO DE S. JOAO DOS
POMBOS
Per ordem do Sr Director faco publico que no
dia 8 do corrente inaugurar-se-ha a estacao de S.
Joo dos PomboB, continuando d'este dia em dian-
te a vigorar o mesmo horario dos trens com o se-
guinti: accrcssimo :
DAS uteis
Eitacdes
Edital n. 17
O administrador do Consulado Provincial avisa
a quem interessar possa que, no intuito de acau-
telar os direitos e legtimos interesaos dos Srs.
coumevciantss sujeitos ao imposto do gyro mer-
cantil e de evitar quaesqurr duvidas e fraudes
com relucao ao pagan.cuto deste imposto, cxpedio
a portara abaixo, cuja fiel observancia se reputa-
r uina exigencia fiscal para o fim de se permittir
a entrega das mercaduras aos respectivos donos
de accurdo com os arta. 3 e 4 das iustruecoes da
r residencia de 20 de Abril do correute anno.
Art. 3. Processado o despacho e pago o im-
posto para o desembarace definitivo da mercado-
ria, por ineio de sua sabida le^al dos pontos em
qil3 cstivor, ser exhibida nota do quracao do
imposto c*in recibo do thesoureiro do Conbulado
organizado por quem agenciar o despacho, ao em-
pregado provincial de que trata o despacho.
Art. 4. Para fi=calisaeo da cbranos do im-
posto llavera oinpregados que. as.sisia.ni a sahna
das inercadorias nos termos do artigo precedente,
incumbindo-lhes no exercicia d'essa attiibuico
intimar as interessados quenoretirem as mes-
mas mercaduras da Alfandega quando omittdas
algunias exigencias fiseaes ; de ter e fazel-as re-
colher a depoiito quando retiradas da Alfaniega
sem observancia da condico anterior, correndo
ueste caso quaesquer despezas por couta do res-
pectivo donoe apprchendel-as fra da Alfande-
ga urna vez que se insista na reluctancia ao pa
gamento do imposto incontinente
Consulado Provincial de Pernambuco, 4 de Maio
de 1886.
Francisco Amynlas de Carvalho Moura.
Portarla a que *e refere o edital
Niipru
N. 12. Consulado Provincial de Pernamb'ico
em 4 de Maio de 1886.O admiuistra.ior do Con
suladj Provincial em bem da regularidade do ser-
vico publico a cargo d'esta reparteao e tendo em
vista a diaposieo do 8 do art. 13 do regula
jente de 4 de Julho de 1879, determina aos ein-
pregados incumbidos da execucao do art. 4o das
instruccoes da presidencia de 26 de Abril prxi-
mo passado, que visem, datem e rubriquem a nota
de qui.'ac) de que trata o art. 3' das referidas
instruccoes ; e, no caso de se opporem os interes-
sados a oue os mesmos emprestados cuinpram esse
dever, '.n.-ain deter e rec^lher as inereadorias aos
armazens da Coinpanhia Pernambucana, na forma
do citado art Io das instruccoc-, at que seja ob-
servada a exigencia fiscal de que e trata.
Cumpra-se.
Francisco Amyntas de Carvalho Moura
M. 1
Victoria.............
S. Joo dos Pombos...
1
O
12.15
12.55

12.25
Estacoes
M. 2
S. Joo dos Pombos.
Victoria............
ce
13
ce
ta

1.45
ce
a<
IfflElUilSADORA
GoDipanbi de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em 1 ..
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
li 31 de dezembro de I8N4
Harilimos..... MNMMMISIMM)
rerrestres,. 3f6:000$00<)
44 Ra do Commereio -
SEliUHOS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhla Phenii Per-
nambucana
Ruado Commereio n.
THEATRO
Empresa Dramtica
Companhia dramtica, dirigida pelo actor
XISTO BAHA
SABBADO 8 E DOMINGO, 9
1." e 2 repreaeuUcao da grande mag'ca em 1
prolcgo, 3 actos e 6 quadros, toda ornada de m-
sica, visualidades, transformacoes, figos, ote, etc.
Guarda rnupa nov e Cato capricho, MIS-EN-
SCENE deslumbrante.
A FINIA DO AR
oa
L PBIKIZA AZULINA
Companhia
1.15
2.55
DAS SANTIFICADOS
Estaques
P. 3
Victoria............
S. Joao dos Po.nboa..
o

ce
O-
10.10
10.50
MPERIAL
REGIROS CONTRA l()4,()
EST: 1803
Edificios e mercadoria*
Taxat baixas
Prompto pagamento de prejuizoi
CAPITAL
fts. 16,000:000/006
/n-
BROVVNS & C.
' N. Ra do Commereio N. 5
ilulos don illiiiilros
Prologo Entre-nuvens
1.0 quad ro O talismn
2. dito A derrocada
3* dito Os beijos do diabo
4.o dito O cemiterio
5 o dito A gruta ryatenos
6.0 dito Apotheose
Os espectculos sao intransferveis.
Piecos do costume.
A's 81/2 horas
MARTIMOS
ROYALMAILSTEAM PACKET
COIPANV
0 paquete Tamar
10.20
Estaques
P.4
S. Joao dos Pombos.
Victoria............
-t
o
3
3
ce
11.45!
11.10
5.00
DECLRCOES
Contraria do Senhor iiom dess
da Va sacra na Igreja da anta
Cruz.
L De ordem da mesa regedora, convido a todos os
nossos irmaos para compareccrem em nosso con-
sistorio no da 7 do corrente, lelas 6 horas da
tarde, a fim de reunidos em numero legal, deter-
minad. no art. 40 do ccinpromisso que rege a
mesma confraria, possamos deliberar sobre, as
sumptos ur *entssiinos aos interesses da meima
confraria.
jCoosistono, 5 de Maio de 1886.
O escrivao,
,1 ti Francisco de Ugueiredo.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mcclianicos c
Liberaes
De ordem do nesso irmao director e c'eaccordo
cem os nossos estatutos, convido aos nossos ir-
anios se acham nos cosos de seus direitos i rcu-
nremse em nossa eeda eexta-frira 7 do corrente,
pela< '' "i da tard, afim de reunidos, ter lu-
gar a uo^euibla geral do mez prximo findo, como
mandam os mesmos estatutos, visto nao ter com-
parecido numero legal no dia aprsiado.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mchameos e Liberaes de Pernambuco, em 5 de
Maio de 1886.-01 secretario,
Jos Castor de A. Soma
Companhia de Edi!ic;i?o
Communiea te aos Srs. accionistas, que por de-
beracao da directora toi nsjlvidn o recolhimen-
to da segunda prestaeo, na razao de 10 por cento
do valor de cada aceao subscripta, o que dever
realisar-se no Loudon Braalian liank, at o dia
10 de Maio prximo futuro.
Recite, 21 de Abril de 1886.
O secretario,
Guataco Antunes.
Emprearla do abBlerlmenlo d
agua e xa/, cidade de Olinda
DEVEDORES EM ATKAZO
Tendo-a directoria, era sessao do 15 do
corrente, rosolvido receber por intermedio
de um solicitador todas as contas do con-
summidores d'agua e gaz em atrazo, a
contar do anni de 187G, resolv n'esta
data encarregar de tal cobranc^ o Sr.
Diogo Baptista Fernandes, a quem espero
attenderio desde logo os mesmos devedo-
:-es, cortos da ustija o cquidade de simi-
Ihante resolucao.
Escriptorio do gerente
1886.
Antonio Pereira Simues.
Monhard Huber & C, administrador da massa
fallida de Sonre Braga & C, convidara aos ere-
dores attcndiilosina classifice^o dos crditos, a
virem recebe" no escriptorio d >9 mesmos admi-
nistradores ra do Mrquez de ulinda n. 81, a
importancia que Ihe coube em rateo.
2S de Abril de
GonciliacuO
'-!c ra do Cabnis
Convido aos socios desta benefieente issociacilj
coroparecerem a sessao de posse, que ter lugar
sabbado 8 do corrente, s 7 horas da noite, na
sde social.
pOumetaria, 6 de Maio de 1886.
Vieira de ''ustro.
Secretario.
S. Jos d'Agonia
De ordem do iruio provedor, couvi.lo a todos
3 irmaos destt vencrav^l irinandaie compare-
cirem em nosto conistoro domingo 9 do corren-
te pelas l'. Inras do dia, afim de ellegerem-se os
irmaos qne t em do dirigir esta corporacao no an-
o de 1886 87.
Consi-toio da irmandade de b. Jos d Agoni _,
no convento do Carao do Becife, o de Maio de 8b
0 secretario,
Palmeira de Freitag.
Escriptorio do trafego, Recife, 4 de Maio de
1886.
O chefe interino do trifego,
J. Machado Portclla.
Consulado flt Portogal m Penm-
Por este consulado se tas publico que a legisla-
cao vigente eslabelece sobre a importacao do ta-
baco em Portugal as seguintes disposices respec-
tivas :
1* E' prohibida a importacao do tabaco em na-
vios de menos de 200 toneladas, e em voluntes de
menos de 40 kilogrammas.
2 O tabaco em folha oa em rolo s<5 pode ser
importado pelas fabricas existentes no paiz.
3a Sao admittidos tsmbem a despacho volumes
cora peso nao inferior a 10 ki.ogrammas, contanto
que venham em cada volune dfferentes qualida
des cem que se justifique serom amostras.
4a Os volumes de tabaco devem trazer marcado
exrcrioriaeute o peso bruto c o peso liquido.
5* O tabaco trazido como carga em transito por
navios que facam escala por portos por'uguezcs,
deve ser mencionado em urna declaradlo no porto
da procedencia, e a assignatura de tal declaracao
deve ser autheuticada pelo cnsul de Portugal re
idente nesse porto.
6a O tabaco trazido eoa.o carga destinada a
portos de Portugal tem de sci necessariamente
mencionado no manifest c nsular, descrevendo-se
ah por extenso a quatidade de volumes, peo e
valor.
7a Nao licito aos passageiros e tripolantes de
navios destinados a portos portiiruezes trazer coin-
sigo, sob pretexto de ser para scu uso, tabaco em
qnantidude superior a 2 kilogrammas por indivi-
duo.
8* As infraccoes dos precetos que ficam men-
cionados sao punidos com multa do quintuplo dos
direitos do tabaco encontrado e pnso at um
anno.
Consulado de Portugal em Pernambuco, 3 de
Maio de 1886.
Vicente Xunes Tavares,
Encarregado do Consulado.
S. R. J.
Sociis Recreativa
A presidencia dest sociedade convida a todos
os scu. associados e aos amigos e parentes do fi-
nado srcio cistincto, Antonio Jos Lopes Braga,
cemparecerem as miss.is, que por eterno des-
canso de sua alma, manda resar na igreja do Es-
piito Santo, sabbads 7 do andante, s 7 )/2 liaras
da manlia.
Recife. 5 de Maio d 1W6
Luiz Guedcs de Amorim,
2- secretario.
Instituto Archeologico e Gcogra-
phico Pernambucano
As peEoas que desejarem obter carios para
assitir a srssiij de 9 do corrente, podero procu-
ral-os nesta secretara de h je at sabbado.
S-cretana do Instituto, 5 de Maio de 18S6.
Baptista Regueira,
1- noetnio,
iOCIED.tuf: r
Benefieente Conciha^o
Ao al da ImperntrK
De ordem superior, scientire i a todos os mem-
bros desta corporacao benefieente. que s acha
designado o dia 8 do coircnte, pela? 7 horas da
noite, para ter lugar a sessao magna de pnsse c
inic '., a cujo acto ree..inmunda -se as suas prc-
acucas. lecife, do Maa de 1886.
i > le r. tirio r.djunto,
J. M. Palmeira de Freitas.
Mana Casa
de Misericordia I.
Recife
Na secretaria da Santa C'ta de Misericordia dt
Recife' arrendam-se por espac-i de um tres an-
nos, as easaa abaizo declaradas :
Ra da Mo-ida n. 45, 240500(1
dem -dem n. 49 !". 00
Ruado Bota Jess n. 13, l* andar li OKXi
dem n. 2'., loja J1600'l
dem dem n. 29, 1* andar 240* <"
Fua dos Burdos n. 27 216(KXi
Ra da Madre de Den n. tO-A 180*000
Caes da Arfando?* armnzeir. n. 1 1:600*000
Ra do Marqaea de Olioda n. 63, 2o
andar 07 ,
la da Guia n. 25 200*005
Becco do Abreu n. ~, io;a 48j000
Ra do Visconde de Itaparca n. 24,
pavimento terreo, 1" e 2o andar, por 1:G00*009
Ra das Cacadas n. 32 200*000
1 Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivao, Pedro coflrigiies de Souta
CONTRA FOGO
\orili British & Hercantile
CAPITAL
:000.000 de libras sterllnas
A O EN ES
Adomson Howie & C.

XWNTRA FOGO
The Liverpool & Loudon dloli
I^SllRRANCE GOIPANY
AGENTE
Miguel Jos Alvos
N. 7-RUA DO BOM JESS-N. 7
limos marilfmoN e (erreatrea
Ne=te8 ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurad' s isempcao de paga-
mento de premio era cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
London and Brasillan Bank
Limited
Ra do Commereio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N
Porto, ra dos Inglezeu.
theatrF
COMPAMHIA
LYHI3A ITALIANA
IIKK('( il
O abaixo assignado declara ao respei'a-
tavel publico desta capital, que contina
aberta no escriptorio do Theatro Santa
Isabel e era casa dos Srs. Joseph Krause
& C, que bondosamente a isso se prestara.
as assignaturas p?ra 24 recitas das operas,
que em seguida se declara, entre as quaes
se far urna escolha de 8 ou 10 das que
mais forera do agrado dos Srs. assig-
nantes.
REPERTORIO DiS OPERAS
Ada, Vespcra Sici
liani, Forza del Desti-
no, Y Duc Poscari, Bai-
le de Mascaras, Er-
iiani, Mackbeth, Rober-
to do Diabo, Salvator
Rosa, Guara.jy, Tro-
vador, Yonc, Ruy Alas,
Hugnott, Norma e Faus-
to.
a Coma
A Companhia est organisada e a esco-
lha feita com o maior escrpulo possivcl,
entrando artistas de fama conhecidn.
A orcliestra s"r enmposta de, 30 pro
{essores e regida por um hbil maestro.
PKE^OK
Nao havendo Bubvenv&O da provin;a, os
precos dos respectivos lagares serao os que
senipro ttem sido, gozando os senhores as-
signantes ura descont Camarotes do 1.a classe.
dem de 2.a dita.......
3.a dita.......
4/ aita........
do
de
do
dem
dem
Galeras
Cadeiras
dem de 2.a
Platea.....
Paniizo. .. .
A
1.a classe.
dita.....
asignatura se
dia lo do corrente.
Pernambu.o, 2 do Mato de 1886.
Ugo Gigli.
i'ii.yiou
6*000
4^1500
45OO
:\-ym
l5O0
no
E' esperado daEuropa no dia
11 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ra para
Macelo, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Baenos-Ayres
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
corrente seguin lo
depois da demora
necessaria para
Vicente, Lisboa, Vigo e $011-
1 (lampin
passagens, fretes, etc., tracta-se com es
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
,_a COMPANHIA PKUMHBllAX
DE
.VaTegaeo costelra por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 8 do
corrente, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
dia 7, e passagens at
lis 10 horas da manha
do dia 8.
ESCRIPTORIO
i da Companhia Perumos
_________cana n. 1*__________
Companhia lira- ileira de Xare*
gaeo a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante 1- tenente Guilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do su
at o dia 6 de Maio, e
seguir depois da demora in
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encomraenda e valores
racta-se na agencia
11Ruado Commereio11
Lisboa c Porto
O brigue portugus Armonio segu para os
portos cima: para o r^sto da carga que lbe falta,
tratase com os consignatarios.
Leilo
De dividas na importancia de 6:243^850, I
cofra prova de fego e umi balanca, tmd
pertencente ao espolio d! Antonio Gon*
calves Guimaraes
O agente Brito, a mandado do Exm. Sr. ,Dr.
juiz de direito e da provedoria, e requerimento
do testameuteiro Jos Nunes da Cuiha, levar a
lejlo as referidas dividas, cofre e balanca, se
achando o cofre e balanca no armazem da ra da
Praia n. 14, onde os Srs. pretendentes poderio ir
exaicinal os ; tudo ao correr do martello.
Sexta-feir 7 do corrente
A' 11 horas
Ra do Imperador n. 16
Leilo
De diversas caixas com cognas em garrafas e
frascos, ditas com abecyntho, gigas com champa-
nha, barricas co.n agua de soda, caixas com fras-
cos de pimenta em conservas, garrafas com vinho
Bordeaux, ditos com vinho Xeres, mobilias, camas,
marquezoes, mesas, guarda-loucas, guardas-vesti-
dos, earteiras, secretarias, cofres franceze?, malas
para viagens, extractos, urna factura de lindos
jarros, espelhos, quadros e outros objetos.
icvta elra. 9 do eorrenie
A's 11 horas
No armazem da ra do Bom Jess n. 40
POR INTERVENQaO DO AGENTE
Ousmo
AVISOS DIVERSOS
LE1L0ES
Quinta-feira 6, o de movis, crystaes, qua-
droa, tapetes, livros, vinhos e mais objectos da ca-
sa em que res-dio o Sr. Eduardo de Mattos, ra
do Vieconde de Goyauna u. 129, Dem como de '
vaccas tourinas.
Leilo
m.
De urna caixa marca Salazar, n. 314, contendo
chapeos para seuhoras e meninas, gravatas e
bengalas
Em continuacao vender o mesmo agente mui -
tos outros objectos avariados.
Quinta feir 6 de Maio
A's 11 horus
Por Intervenco do age te
Para
CHARGEIRS IIEl'MS
Companhia Franceza de Xa vega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer Ville te lile Jan
Espera-se dos Dortos do
sul at o dia G do corrente
seguindo depois da ndis-
pensavel demora para o Ha
1 wre.
As pascagens pdenlo ser tomadas de auteino
Recebe carga encommendas e passageiros para
os qu aes tem excellentes accommodacoes.
stemer ViUe de Cear
E' esperado da Europa at
o da 6 de Maio, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba
liia. Blo de Janeiro
e Nanto.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p los
vapores desta linha,quciram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng.
quer reclamaco concernente a volumes, que por
ventara tenham seguido para os portos do sul.atin
de se poderem dar a tempo as providencias necea-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiros pars
es quaes tem excellentes accomodacSes.
Augusto F. de Oivcira & (
%.i:vi !:
42 -rija do commercio -42
inud SUles A Brasil Hall S. S. C.
0 paquete Finance
Espera-se de New-Port
News.at o dia 17 de Maio,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Ilcnry Forster & C.
N. 6. RUADOCOMAit-KClO N.8
Pacific Sieaffl fvigation Coaipanv
STKAITS OF MAGELLAN LINE
O vapor Araacania
E' esperado da Euro-
pa at o dia 10 do cor
rente, e seguir para o
ul depois da demora
o costume.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wilson Sons fc C .. Limited
N. 14 RUV DO COMMERCIO N. 14
COVfawiRS DES ni*NA.ii
RES .U.IHITIME
LINHA MENSAL
O paquete
Amazone
Commandante Mortcmard
Espera-se da Eu-
ropa no dia 6 de
Maio, segua
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-'
res, tocando na
Bahia. Rio de Janeiro c Monte-
tevldo
Lembra-sa os senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se aos senhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclamacoes por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa-
siSo da desear-
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o agente
Auguste Labillc
9 RA -DO COMMERCIO
Alfredo (iii.iiiirae-
Em
sua agencia ra do Booj Jet ir s n. 45
Leilo
Pede-se aos abaixo asignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
51, a negocio que nc ignoran.
Pedio Siqoeira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
'os (iuiuiaraes, caixeiro de Loyo 6s Pilho.
fcr lonco Viri-.
Augusto Goncalves da Silva.
Alugam-se casas a 8J000 no becco dos Coe
lhos, junto de S. Goocalo ; a tratar na ra da Im-
eratriz n. 56.
Faz se negocio com quem pretender comprar
a bypotheca da easa do largo do Paraizo a. 15 :
na ra Nova u. lJ, loja de chapeos.
Aluga-se o '2 andar n. 31 e o armazem n.
3$ i rea do Imperador ; a tratar com Luiz tle
Moraes Gomes Ferreia.
Precisa-se ce um bom cosinheiro ou cosi-
nheira : na Ponte de Uchoa, sitio de, Luiz de Mo-
raes Gomes Ferreira ein frente a estsco.
Precisase de urna professora que soiba to-
car bem piano, franc-tz e mais trabalhos de seuho-
ra, para engenho : a tratar na ra do Imperador
n. 43, Io andar.
De bons movis, finos chrystaes, espelhos.
quadros, tapetes, vinhos e licores
A saber:
Sala de visita
Um piano forte de Blcnet & Wignes, 1 cadeira
parr o mesmo, 1 mobilia de Jacaranda massico
com 1 sof, 2 consolos, 4 cadeiras bracos e 12 de
guarnicao, 2 eadeiras de balancos, 1 mesa redonda
de Jacaranda, 1 dita oravada, 2 porta-flores, 2
jarros com pinhas, 2 quadros ovaes, 5 ditos me-
nores, espitis, 2 bustos, 2 porta-cartoas, 2 albuns,
1 espelho grande com moidura de crystal, 2 al-
motadas, e 5 escarradeiras.
Gabinete
Urna mobilia de vioie com 1 sof, 1 mesa re-
donda, 2 consolos e G cadeiras, 1 linda secretara
de Jacaranda, 1 relogio cuco, 2 estantes torneadas
para livros, ditFerentes livro, 1 mappa de Portu-
gal, 5 quadros, 2 figuras, 1 relogio com pndula, 2
capiteis, 2 cadeiras de bracos e 6 de guarnico
com encost e asseoto de panno bordi.do, 1 mesa
redonda e 1 sof pequeo, 1 s Ai. de Jacaranda, 1
figura de marmore, tapetes de carneira para sofs
e portaa, alcatifas e esteira, forro de sala e quar-
tes.
Alcova
Urna cama franceza de Jacaranda, 1 toilette, e 1
lavatorio dj Jacaranda com pedras, 1 espelho ova),
eufeites de toilette, 1 bid, e 1 commoda.
Sala de jantar
Urna mesa elstica, 1 guarda-loufa, 2 appara-
dores, 2 ditos menores. 1 jarra de narmore, 11 ca-
deiras de guarnico, G ditas de junco, brndejas, 1
galheteiro, e garrafas.
Movis e mais objectos de sala de engommado e
cosinha.
Sotao
Urna mesa redenda, 1 dita para jogo, 1 lava-
torio, 1 commmoda, 1 thear, 1 cama de ferro, 1
costureira e outros movis.
Objectos avulsos
Gsrrafas com vinbo Bordeaux, madeira, e cog-
nac, 1 guerda-roupa de mogno, 1 toilette de mog-
no cora pedia e espolho, 1 lavatorio, 2 marquezas,
garrafas, copos e clices de fino chrystal, 1 galhe-
teiro de electro-plate e 1 rico apparelho dessert, 1
machina de costura e outros objectos.
Quinta felra O do corrente
Na casa de azultjo da ra de Visconde de
Goyanna n. 129
O agente Pinto, autorisado por alvar do Illm
Sr. Dr. juiz de orphoa e com sua assistencia, em
virtude do requerimento de D. Mara Monteiro de
Mat'xis, viuva e inventarianto dos bens deixados
por seu marido Eduardo de Berros Mattos, levar
a leilo os movis e mais objectos existentes na
casa de azulejo da ra do Visconde de Goyanna
n. 129.
Os movis e mais objectos esto em bom estado
de conservacio.
O leilo principiar s 10 horas em ponto por
serem muitoi os lotea.
EM CONTINUaQO
Vender o mesmo agente, urna vacca turina com
cria, 1 cavallo, selim e silho, duas columnas de
ferro com globos a gaz (pharcs) i ropraa para
illuminar terraco ou jardun. 1 fugao de ferro aovo,
e outros mut'S objectos.
3: k'h.10
Do importante predio de 2 andares, com
grandes accommodacoes, bom quintal
murado, cacimba, arvoredos, tendo no
andar terreo 2 salas, tojas que sao oceu-
padas por dous e&tabelecirnentos, sito
ra de Marcilio Dias n. 32, antiga ra
Direita, confronte travessa que vai pa-
ra i mercado.
tuinta felra do eorrenie
A's 11 hars
Yo armazem da ra do Impera-
dor 12. 6
O agente Gusmo, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr juiz de direito da provedoria e auto-
risacSo dos demais consenhores, lar leilo, com
assistencia do mesmo juiz, do predio cima men-
cionado, oertenceute ao esp.ilio de D. Ft licidad
Perpetua Gomes da Silva, podendo desde i os
compradiiresexaminal-o, achando-se as chaves no
pavimento terreo, lija de roiudezas.
Leilo
Aluga-se o :.' andar do sobrado ra de
Aguas Verdes n. 22, catado e pintado, por com-
modo aluguel : a tratar na i ua da Aurora nume-
ro 21, cartorio Ja fazenda.
Pede-se ao Sr. subdelegado da Boa-Vista
que lance suas vistas para o largo do Geriquity,
para dar providencias aos abus .3 escandalosos
que se do peles desordeiros armados de armas
prohibidas que nao deixam a visinhanca em so-
oego, proveniente de urna casa que vende bebidas
espirituosas todas as noitcs, principalmente as
noites de sabbado e domingo, por isso espero a
energi i do Sr. subdelegado da Boa-Vista. A vi-
sinhanca espera ser attendida a reclamico.
O accedo e paz.
Quem precisar de urna ama para cosinha,
para urna ou duas pessoss, levando comsigo urna
menina, dirija se ao pateo de S. Pedro n. 14.
- Alugam-se ase .sas na. 3 e 11, no becco das
Barreiras, entrada pelo portao n. 11, ra For-
inosa : a tratar na ra dos Martyrios n 156.
Aluga-se o 1 andar du sobrado ra do
Rangel n. 44, caiado c pintada ; a tratar ua ra
Diieita n. 3, 3" andar.____________________
Houtera da estacao da ra da Aurora at o
principio da ponte de Santa Isabel, perderam-se
duasapolic.es da divida publica do valor de 1:000$
cada urna, e de ns. 214.002 e 214.004 e como aao
possam ellas aproveitar a pessoa alguma, roga-se
a qu< m as achrr o favor de entregal-as na The-
souraria de Fazenda a qualquer dos empregudos
encarregados do servico da conversa de ditas
apolices, ou na ra do Imperador no escriptorio do
Dr. Jeodoro Ulpiano.
Os abaixo a3signados declaram ao respeita-
vel corpo commercial, que o Sr. Miguel Wolff re-
tirou se, desde 1 de Janeiro do corrente anno,
das sociedades que nesta praca gyravam sob as
firmas de Joseph Krause i C. e Miguel Wolff &c
C. das quaes fazia parte, continuando esta a usar
a firma Krause & Wolff e aquellu a gyrar debaixo
da antiga firma.
Kecite, 4 de Maio de 1886.
Joseph Krause.
Sally Wolff.
Adolpho Krause.
Em casa de Joseph Krause & t, ra Pri-
meiro de Marco n, 6, s precisa de um bom cosi-
nheiro ou cosinheira.
tre : a tratar n* ra di i'raia u. 70.
Urna pessoa que se retira para fra da pro-
vincia, vende urna mobilia de junco, com p. ata do
1 .sof, 2 consolos com tampo de pedra, 2 cadeiras
de braco, 6 ditas de guarnico, 1 cama franceza,
etc., objectos e^es em perfeito estado : a tratar
na ra oa Viracao n. 21. __
Compra-se urna pequea casa nos bairros de
Santo Antonio ou S. Jos desta cidade ; a tratar
na ra de Santa Thereza n. 20. Tambem se ven-
de un bom sitio com casas na estrada nova da
Casanga, muito prximo a estacao do Zumby.
Precisa-se de um menino com pratica de
taverna : trata-se na ra do Caldeireiro n. 39,
taverna.
Engenho
Arrendase o engenho Cananduba, prximo a
cidade de Jaboatio, ha pouco reedificado com im-
portantes obras, contendo exteusas trras, mattas
e a?ade para safrejar 1,500 pes de assucar an-
nualmente. Tambem se divide em sitios a vonta-
de dos compradores ou toreiros, todos margn
de riachos : a tratar com o cororaendador Barroca
em sua residencia na Magdalena, ou nos sabbados
em dito engenho.
Ama de lcite
Precisa-se de urna ama de leite, sem filbo, pa-
ga-se bem : a tratar eai Duarte Co> lho, casa do
Sr. Mafra, ou em Olinda no Varadouro, casa da
professora publica.
AIlBi-8
um pequeo sitio murad.>, com urna excellente
caaa, com muitas arurM fructferas, exc-llente
cacimba com agua encanada jara Casa, com bo-
nito jurdim, rua de Aunes Machado n. 1, na es-
trada de ferro de Olmda, muito perto da estacao
do Espinhciro ; no mesmo sitio tem quemomos-
1
ca-
de du -s vacas tourinas, cora crias
Vllo, 1 selitn e silhao
QUINTA-FEIRX G DO CORRENTE
Va Z hora* da larde
Em frente casa da ra do Visconde de Goyanr
na n. 129, ond haver anteriormente leilo de
bons movis, louca, vidros, livros e vinhos.
Leilo
De 132 barricas com fnrinlia de trigo
*e\la-feira. 9 do corrente
A' 11 horas
No largo da Asembla, armazem de Jos
Guilherme
Agente Modesto Baptista
Na ra -le Paysaiid n. 20, precisa-se de cosi-
uheira o eng .mmadoira, paga-se bem ag-adando.
para
Segu com brevidade para o porto cima o pa-
tacho portogmez D Eliza : para o resto da caiga
que falta, trata se com Bailar Ol'Veira 6t C, ra
do Vigano n. 1, prmeiro andar.________
lo publico e com esperialldade
ao corpo commercial
Eu, abaixo assign.ido, declaro que nesta data
comprei meu irmao, Jos Custodio L ureiro, a
ua taverna, sita a Estrada N^va do claxang, sem
numero, confronte a estacao do Zumb, freguezia
de Alegados, livre e deserabaracada de qualquer
onus ; se aiguem se julgar credor da dita casa (
Estrada Nova) aprsente suas contas, no praso de
tres dias para serem pagas, na mesma.
E-cife, 5 de Maio de 1886.
Jtio t'toeo Lottreiro.





6
Diario de Peruaniuiuo--<|uinta--f'cira 6 de Maio de 1886
Ama
Precisa se de ama ama para casa de duas pes-
soas ; na roa Formesa n. 29, esquina do becco
alee Ferreiros.
Ama
Preclsa-se de ama boa cosinheira ; na rna do
es de Olinda n. G.
Ama de leite
Precisa se de ama ama de leite : na rna do
Livramento n. 19.
Ama
Precisa-se de ama cosinheira : a tratar na ra
da Imperatriz n. 16, 1 andar.
Amas
Precisa-se de dnas amas, sendo ama para cosi-
nba e outra para compras e engommado : na ra
Primeiro de Marco p. 16.
Ama
Precisa-se de urna ama para comprar e cosi-
ahar : na ra Nova n. 20.
Ama de leite
Precisa-se de ama : na ra do Brum n. 62, pa-
daria. '
Para ama
Urna fi milia estrangeira desoja c intratar ama
rapariga de 14 a 16 asios, preferindo-se de cor
preta, que nao tenha anda servido em casa algu
rna, dando lhe boa comida, roupa e ordenado, e
hsbilitando-a ao servico interno de urna casa : na
ra do Imperador n. 46, i andar, se dir com
quem tratar.
Ama para menino
Precisa-se de urna ama para acompanhar urna
familia que se retira para a corte : na Graca, tra-
vessa das Pernambucanas n. 3.
NZCO
4? S <
&
Te.
Aluga-se
para escriptorio a sala de detraz do 1 andar da
raa Primeiro de Marco n 18, muito propria para
escriptorio de qualquer natureza ; a tratar na lija
do mesmo predio.
Aluga-se barato
1* andar e aimazem na ruado Bo:n Jess n. 18,
e 2* andar e armazem na ra da Restaurabas n
31 : a tratar na ra do Bom Jess n. 12, escrip-
torio.
Aluga-se barato
A casa n. 74. lago de S. Jos.
A casa a. 143, rna da Coronel Suassuna.
Trata se no largo de Corp) Santo n.19. Io andar
*n.
"O
smheira
Offerece se urna cosinheira que ctsinha com
perf.-icao, para familia estrangeira ou homem sol
teiro : na ra dj Imperador n. 48, pavimento
tamo.
Cosinheira
Precisa-se de urna que seja muito boa par casa
deduas pessoas estran.zoiras. Informa-so na ra
do Baiao dr Victoria u 9, livraria.
ia ier
li
O Sr. Francisco Alvos da Costa, ommandante
de un dos vapores desta companh:a rogado
vir ra d<> Mrquez de Olinda n. 50, atim de
concluir corto negocio que ni.i ignora.
Engenho Sipo
Pedo-se por favor que venham ra Direita n.
16 (viudo braneo) (s soguintes senhores : Manoel
de Bastos Mello, Brito Bastas Filho e Antouio
Germano Al ves da SilVa.
CRUDO
Precisa-se de mu me
nio de 10 12anon
para criado, dando fia
dora sua conducta; no
3.n andar do predio n.
42 da ra Duque de
Caxias, por cima da ty
pographia do Diario.
0 Acadmico Jos
Braziliano C. de Albu-
querque, tem una car-
ta d importancia no
escriptorio d'cstc Da
rio.
Ao commercio
Os abaixo aasignados deelnram que deixon de
ser seu empregado o Sr. Kouolpho Brayne de Sou
za Kangfl. desde dia 1 do emente mez.
Recite, 3 de Maio de 1886.
Faria Sobrinho & C.
Fs anelsea Brasilina l,ma do
Amaral
Jo
irreal e ma a parentes. transidos da m i s pro-
funda dr pelo pn to de sua
pre.- roe e prenla Franci B
lin La m do intimo u
; atoas que se dignaran res
tos mortai mingo 2 d
rei:' me* idam aiu i para ussistirem
as lesa." d'i 7 iii.1,11 0rd<-m3*de
S. F: horas
da manila, por ciijo carid su oh equio untecipam
sen nais i r fui p*o
Antonio i Vicfnt" Lopes Ji e fillios e
aensiroaos, tn i mais profunda ci'.
prematuro lall e s' u muito presado iry
ma<> Antonio Jos L'pes Bra^a, agradccn do
ntimo d'alma s pessi as que se tigoaram acjm-
panli r os restos inorr.es a ultima morada durr.ii.-
g.o 2 do corren e mez ; e de novo as convidam
a'nda para assistirem s missas do stimo di .
terao lugar na igreja do Divino Espirito Safcto,
aexta-feira 7 do corr Me, s 7 1/2 horas da ma-
nha, por cujo caridsso obsequia antecipam seos
mais profund jg agradec:
Preoaraco de Productos Vegetaes
EXTINGKfDAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JS/IARTI NS~&~~BASTOS
PernambncG
Companhia de Edicacfles
0 escriptorio desta
companhia acha-se ins-
talado na pra^a da
Concordia n. 9, con-
servndole a b c r t o
das 7 horas da manh
s da tarde, em todos
os dias uteis.
Incumbe-se de cons-
truc#ocs e reconstruc-
foes.
Recbese informa-
f oes acerca de terrenos
na cidade c suburbios,
ca respeito dos quaes
queiram os respectivos
'hnos fazer negocio.
Po mesmo escripto-
rio se encontraran as
amost as dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do'faquary.proprie-
4n panhia.
Engonlio
Tr spassa se o arrendamento do engenho Santa
Rosa, na fregiiezia da Luz, perto da estscao de
S. Louronci., na via-forrea do Limoeirc, assim
como de Jaboafao, na via fama de Gara ni. O
terreno d p.-ira afrejar-se aunua'mente de dous
tres mil pi' s e sanear. Ali-in de umitas var-
zeas tem mata virgt m pira abrirse novo* parti-
dos, me a vapor, teudo urna machina nova, de
muir f rea, e rr. endas novas e grandes : quem
preti ndel-o dirija-se ao mesmo engenho ou a ra
d Imperador n. 79.
Vende-se ou permuL-se
Quem tiver, na ci lade do Recife, em
Pernambueo. Especialmente no bairro da
Boa-Vis', um predio do valor de 10
42:QOO(JOGO, e quizar permtalo por ou-
trs, na poro cao de Mulung. da provincia
da Pari'liyba, tendo dito pradio 130 pal-
mos de trente e G0 de fundo, com 10 por-
tas nr. frente, levantado todo elle de tijollos,
e com un estabelecimento de compra de
algodo e na hia vap r para descaro-
cal-o, e prensa e machina de serra, tudo em
bom estado ; dirija se ao abaixo assignado,
na ref-rida povoajo, at agosto prximo,
fin de f-z-r n-gocio ; sendo que de agos-
to em diante s far negoi-io o mesmo
abaixo assignado depois da saffra.
Fas-se o negocio por motivos particula-
res.
Povoacao do Mulungu', 15 de abril de
188G.
AntonioBezerra PessOd e A]buquerque.
M d;Di;;ri ds esmtrit
L. E. liidriguco Vianna inudou seu escriptorio
de advogacia para o Io andar da ra larga do Ro-
sario n. 10.
Experimenten.
E iuiim o que acham
Os especiaes licores de genip. po e c;ij que se
( baa a venda o largo de t. F.'dro n. 4?
->*
Urna seuhora compstentemente habi-
litada em ini'sica e piano, oftVraab-aa
para lecejonar eso e sai ile familias, fa-
rantin le basa sanio ; a tratar ua ra do
11 icio n. 17.
0n?a doiuesticjida
O melbor c:i > para quintal, vende-sc : a tratar
na ra dos 'raz i '. Coelhus.
Criad
5
Preeisk-se de um i ira t servco domes-
tico de nm homern solteiro, morador em eogenbo,
prefertfse aliram qns entenda de cosinha : a tra-
tar na ra do Issfajradoi n. 81, Io andar, das 10
s 3 h ras da are.
Ensrenhi
>
Arrendase o eng- nho Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a tratar no eseriptrio de Bebasttto de
Barr rna do Commercio n. 15.
Arrenda so
o engealio Braganca, na comarca de Barreiros,
moente o C0rr< ute e de boa produecao : quem o
pretender pode nteeder-se eom os visinhos Dr.
l'elisbmo n Mcndonca Vaso ucello?, no en(;>-iiho
s Cabas, on Joio Paul; Morcira Temporal.
renbo Bom Jardim, on no Recife com ^eal
& Irmao.
^RAT/^
0^ LAROZE ^Q
Xarope de Casca de Larajaja amarga
o IODURETO de POTASSIO
AJPBOVADO PELA J0NTA DB HTGIKNB DO BIUZIL
Todo o mundo conbece as proprieda-
des do Ioduret-3.de potassio. Os mais
distinctos mdicos da i'aculdade de medi-
cina de Pars, e principalmente os Sra
Dres Ricord, Blanchb, Trousskau.
N&laton, Piorhy, Hobb, obtnero os
melhorcs resultados no tratamento das
afleccSes escrophulosas, lymphati-
cas. cancrosas, tuberculosas, nos da
oario dos ossos, dos tumores bron-
cos, da papeira ou bocio, das mo-
lestias chronicas da pelle, da agrura
do sangue, dos accidentes secunda-
rios terciarios da syphilia, etc.
Este agente poderoso administrado em
soluco com agua, tem por inconveniente
o irritar a mucosa do estomago e deter-
minar accessos gastralgicos.
Em vista d'isto, os mdicos cima men-
cionados escolherao por excipiente (Veste
famoso remedio, o Xarope de casca
de laranja amarga de Laroze, o ]ual,
por sua aeco tnica sobre os orgaos do
apparelho digestivo, facilita a absorpc&o
de iodiircto de polas sio, previne qual-
quer irritacao e permitteoue se continu
o tratamento sem temor de nenhum
accidente at completo restabelecimento.
ICoe meamosdepo3itos acho-se os seguintes productos de J.-P. Laroze:
XAROPE LAROZEuSS-SkTNICO, ANTI-NERVOSO
Coatra u Gastritas, Gastralgia!, Dyapepsia, Dores Csimbraos d sstomago.
XAROPE SEDATIVOu^^soBROMURETO DE POTASSIO
Contra Epilepsia, Hyaterioo. Dansa de S. Guy, Iusomnla das Crianzas dorante a dentipao.
XAROPE FERRUGINOSO ^^^PROTO-IDURETOd,FERRO
Costra a Anemia, Caloro-Anemia, COrea paludas, Flores brancas, RaohlUssae.
------------------>--<.-------------------
@iposU$ m todas u bou giogtuiu do tu
Pars, J.-P. LAROZE e C1, Pliarmaceutico
, RU DES LIONS SilHT-PUL, 2
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Liuretdo da Faculdade de Medicina de Pars. Prtmio Hontyon
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccoes segrales:
Asthma, Iusomnia, Palpitaces do Coraco, Epilepsia, Hallucinaco,
Tonteiras, Hemicrania, Aiiecges das vias urinarias et para calmar toda
especie de excitaco.
H2-2 Urna explicado detalhada tcompanhe itda Frasco.
Exigir us Verda^deiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & Cu
de PARS, que se encontrao em casa dos Droguistas et Pliarmaceuticos.
OleodeFigadOdeBacalhau
do X>p DT700-CT.X
lodo-Ferruginoso de Quina e Casca de Laranja amarga
Este medicamento 6 fcil de tomar, nao provoca nruseas,
e de cheiro agradavel. Pela sua composi^ao, possue tocia as
qualidades que lhe permittem combate!" :
a ANEMIA, a CHLOROSE, as AFFECCOES do PEITO
a BRONCHITE, os CATARRHOS', a TY3ICA
a DIATHESE ESTRUMOSA, ESCROPHULOSA, etc.
Em vista do seu emprego fcil, da sua accao multplice e
segura, da economa para os doentes, os mdicos receitam-n'o
| de preferencia qualquer outro medicamento similar.
DEPOSITO QERAT.
PARS, 209, ra Saint-Denis, 209, PARS
TENDEll-SE EM TODaS AS PHINCIPkE^ PHAI1MACIAS DO UNIVERSO
DESCONFIAR DAS F A l_ S I F I C A C E S E IMITACOES
MVi? to un.', \ nmr*rv A, T*mtrj wpx y
COLLARES ROTEE
Diiaa
lMtrs>-]
i Jiaiu :
BattSSM
le a'esiial*" castra as
OO?T'V~<7X.sXa
E Pili /itkJTil i JttTl^i H% tUlHAS
o= COLLARES Rf"KR,Gusoi4a< hsasaia
i 25 ansas, sbv os aiosaqie presar o
cimente sj cresnoss 'as CONVULSOE
' ji&K&U:
Psra evites ea ?i;!c2jooo*s n au liitaa\u. i...
-- nnnaii aj> -. rMertnh'i tztut- ;. Btarto 4a fu> VTMOS t o vt

. :-J
-. I .-;
ililiuii para 1''iiCi.DO da ti o para FAIufi
(Estes >Sabcnctes ^4 Mclliid perfumados,
os mais finos do Muntio sao excellmtaa con: cc'oes
da petle e as Picadas
X>53 MOSQUITOS.
Oppondo-se a acc.io dos Miasmas e UlcrotliOS do ;>r e das a^uas
sio necessarlos contra as molestias contagiosas e]
LEASE A BOCHURA EXPLICATIVA
Exije-se a Marca de Fabrica A* MOI.jLA.xD
VENDE-SE Vi TODA A PARTE HaS DROGUERAS, PHB1ACIAS E PERFDIAH1AS
A. JOUBERT, Succesor, Pharmaceatlco de MCIasse
8, Ra des Lombards em PARIZ.
V MEDICUf AES. crme d. bareges h fricces bahos
oa
S.
OPPRESSO
UTiliE*FiLBI9
KEtBj
vsplra-su a uaiaca que penetra no pello aciuma o aTUiptonu uur
a expeclor?ao e fvorlsa as funccOes uos orgi.os rea
7tu>ala rat uaraaa esa casa ele J EMNC. I ia, ra i>-i,aaiirr. e r. Porn
Ofr^*\Ui noten jPerttambuco i_J4JLiL QL tSa "'' *'*
**?**-
JllSHBiE
Approvados pela Junta Central de Hygiene da Corte.
Aperientes, estomacblcos, purgativos, depuratlvoB, contra a
Falta de appetite, Prisvo de ventre. Xinxaqneca, Vertigens.
ConcjestSes, etc. Dose ordiiiana : I. : 3 tiraos.
sFranck
*' Exigirjl..1|W|JLai,,Ja com o rotulo em 4 COREB.f
as |~***^' ':*>sT:r^ t *! alpatan A Bouctre ca tiuu eaciruda.
Em PARIZ. Pharmacia ilSROT.
DF.l
au qn mmm
PAIIZ Casa &ris-'de Boucicaut- PABI2
Sedas, Fazcnr'as aovas,
Trajos. Conlecorio, Toilettes
novas para atannorae e CrlaufaSS,
Modas, Flores, Sier _s.;.
levas, ILeqnes, Pemims
ton caria, a.1 AXeso. Tapetes,
atcbilas, Umbrellas,
Chapeos S i. "larr- rarla.Calca'ios
para Senboraa e CriEk eas.
rticos de Viagcm. ArtieoB ao Paria,
etc., etc.
As lojal 'lo BON MARCH, s.:
maii
-
Bneerrlo tuno qnant
poiti.lo produsir de til, c
i'ort.iv b este titulo sao urna das
r riosidad 'l 'ai i Os engrsn
ment insapnranos Ibto
a 10,0 Ou itros qnadrsgoa pon hnrtssn)
auperncit do edicio.
<) BON MARCH B nico no mundo.
O saaafannai ilv i < itler tudo rana
tlH jiftjttrno Voiirftrio f iit-.r.i-
iiici'fc Artmommn* lo BO^ marche.
Qualquer mrreiuloi iu que nao
rp.s/.-oj trr min i/iii iluda < em
ilif/ieultliiile trocada on reetn bol-
sada eo ilion ente li ile r O en inji rn iln r.
*ti'M principios Nini'i'ra r Int-
mente applliailoH ralrriio-tlie ataja
BMecexno at lio je se ni precede ntee.
que nao tem experimentado nter-
rupedo.
Os Armazsnsdn BON MARCH nao
teom nem auceursao nem ropres.'ntai>tes
quer em Franca qusr no estniugeiro.
OITEMUTES PIRA TUAS U LTH01S
IEADET
C U RA
em TRES DAS
[PhfBDeniin?]
pars
Depo'tos as principaes Pfiarciis.
Em Pernamhuco .
TRANCO M. da SILVA O.
Tnico
Oriental.
\ / / *
*(\


Engommadcira
Precisa-se da urna engommadeira que execute
bsm o servico : no pateo dj Conde d'Eu a. 30,
terceiro sndar.
Vinho superior
O puro fmemo da nva para pasto, em barris
de quinto, importado por eocommenda do proprio
lavrador, que teudo o em pequea escala, s o
fabrica pura dous amigos. Na ra di Cadeia do
Recife n. 3-, se diz, por favor, quem o tem ; ha
apenas seis barris para dispor.
Hotel Dts Irmf's
Roa do Bous Jimi n. 33
stc horl tendo passado por uan:i r.-forma, pede
a seus amigos e fregunzes para fazer-lhe urna vi-
sita, onde encontrante variedades e iguarias.
Ulenciio
Arrend'i-se o t.-apichc Moutinho, contiguo ao da
companhia, eom tres portas de frente para o caes :
a tratar no largo do Corp i Santo n. 4, primeiro
andar.
ia
Na drogara da ra do Mawqnes de Olinda n.
precisa-se de um pratico de ;h.irinaeM.
Leonor Porto
Rna lo Imperador a. 45
?rimeiro andar
Contina >i exeeatar os mais ditlieeis
figurinoe rwcebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Kio de Jau'-iro.
Prima en perfeieao de costara, em bre-
vidade, modicidad-.! e*n precos e fino
gosto.
-'.'.
i

PAETILHAS
De AN6ELIM & MEN14IUZ
5
22
'J~.

c
e
0 fin-*iio /ral 'fficiz e
Jegurn q" aa tem devxterto at"
hoje para e/p&'lir as Lon trigas.
R0QUY80L FUERES
Lembranp
Para q^i- Vreci-ar estobeleeer-M t"mis a casa
da ra da Plorentna u. ti : a tratar no larg) io
Paroizo n. 14.
Oiiei Seos
9
Dure e piala : compra se curo, prata e
cedras preciosas, por u c om outia
ma.quer parte : no 1 and >r n. L'J ra larga do
losarlo, antiga dos. Qnarteis, d is 111 horas as 2 da
t trcic, dias uteis.
I
Plvora
Vende Canudo Tliiago da C Ita leilo, em seu
d' psito ra Imperial n 922, olaria, onde tam-
bem vencie tijolt s e ti has. Tslephone n 221.
Mez de Mara
O melhor 'ivro proprio para as devocCes do Mez
Mariano, rTommendave! pela ajiaaails ua*. Lha de
oracocs, novenas, etc., o
\ovo Hez de Hara
eontendo a n.tieia deMtda ha Milagrosa e ra-
dicado a
Nossa Senhorn da Penha
Um volume ntidamente improeso e encaderna -
do em Paris.
Proco *$000
Em tedas as Livrarias.
Cosinheira
Precisa-se de urna, a tratar na rna da Uniis
n. 11.
Copeiro
Precisa se de um copeiro que seja perito ; na
ra do Commercio n. 44.
Serrara a vapor
Caes do taplbarlbe n. ?S
Nesa serrara encontraro os senhores fregue-
zes um grande sortimento de piuh i d resina, de
5 a 10 metros de comprimento, e de 0,08 a 0,24 d
e.-qua irios ; garante-se preco mais esmmodo da
que em outra qualquer parte.
ft. M MU SIW & G.
lina Marqnez de Oliada o. 13
i \n(i:i da Cadeia)
Oasa de coiiimissoes
Grande e variado sortimento de amos-
rae o catlogos de producySes da llema-
ha, Franca, Inglatera, Austria, Hcspanha,
talia e Estado-Unidos.
N. B.Informaci5es sobre machinismos
! Triclas, ditas para engenhos centraes-
^mbas, etc, para incendios outras m,
soinas e utensilios
Pastilha^ Vermfugas
DE
Asiinieasinlalliveiseqiend
repupam as crianzas, r.liegou
nova reoiessa e vende-se na
caso de
PABIA SOBRINHO & C,
Sem dicta esem modifi-
caf oes de costumes
Laboratorio central, ra do Viconde do
Rio-Braneo n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio dt
Jant
tro
Especficos preparados pelo phar
maceulico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvs.dos pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Bestabelece os dyspepticos, facilita as diges-
o promove as ejecjdes difr
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-ani'micos, debella a hjpoemia
intertropic .1, r. contitue os hydropicjs e beribe-
ric is.
X rope ; H : de arueira o mutamba
Muito recoimnr ndado na broocbitc, na hemop-
-S ou ehroniI9U>
Oleo de testados ferragitiotvo e cascas de
lar'lijas amargas
K' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na rysica.
Plalas ante pe cas, preparadas com a
pererina, quina c jaborandy
Cnra radicalmente as febres intermittentes, re-
mittentes e perniciosas,
Vinho ie jurub-ba simples e ta.nbem fer-
ruginos', prr-p'trados em vinho de caj
Efficazes nas inflamnuteoes do figado e ba^o
agudas ou ehroniets.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applioido aac cauvalescencas das parturientes
un-tico anfefebril.
Deposito : FranciscoManodaellvSa & C.
Para flores (Ib cera
Sa rn i de rtai n 50, faz se formas de ma-
diir: com perfuiy o e gosto.
Tero fixo
?1 R :a Sfaava numero 11
Becedeu om hado sortasento de oeulos e pin-
cenez, que vende b.r .
Arma?
*o
Vmdc-se da luja n. 109 ra Dm-
que de axa.: ; a tratar na me
Para evitar duvidas
Nos abaixo assignado?, estabeleeidos ao largo
do mercado n. 12, prev.-nimos ao publico e ao res-
pvitavel enrp) commercial, que nao nos diz res-
peito um armazen para compras de agurdente
ra Imperial, e que gyra nrata praQa sob a nossa
mesma razao ocia!. ICeeife, ti de Maio de 1886.
Gomes Ferreira & C. .
Criada
Je>as Ji inta
O Muz.u de Jcia?, ra do Cab^gn 4, rece-
beu pido ultimo vapor fraueez um espltndido sor-
timento. Pncos muit" moderados.
Vinho veiho genuino
do Porto
Proprio para doentes, ncominenda-se pela sua
pureza e especial qualide.de; no armazem dr Jos
Fernandos Lima & U., ra do Baio da Victo.
ra n. 3.
EMULSM
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fijado de at'alho
COM
ilypopliosplitos de ciil e soda
Appcovata pela fseaa de Ily
gieae c aiiCorNada pelo
goveruo
E' o melhor rem- dio at h-y- 'i para a
llHlcn broncltiicM, errop!uiIai<. rav-
rliiiiM. aiiemin, cl)ilinalc rm geral,
di'Out. lotne ebroiiira e affeccoes
do pello e ta sarga!;:.
E' muito si poriorao ni.'o simple- de figado de
bao) Ibio, porqi !er eh iro e sab>.r agra-
daveis, possue todas as virtudes inedicimies e nu-
tritivas no ole. "lm das propiedades t nicas e
reconstituinti s dos hypophospbitos. A' venda nas
drogaras e boticas.
Deposito cm Peruambuco
Francisco Minoci da Silva i G.
23-RUA MRQUEZ DE OLINDA 23
Precisa-sc de urna criada acostumada a viajar
embarcada para fazer urna viagem de dous me
zea para o norte no proxim i vapor, em c~mpanhia
de urna senhora casada, <-.>i:i dous pequeos ; a
tratar no Cjrp-j Mato n 19, 2* audar.
FranriNt-a Brawilina Lima do
imaral
Jos Soare; do Amaral e seas cinco filhos, Joas
do Reg Lima, Brasilia 8, de Vi-.-.i.) Lima, Joa
i .t J S. o Ama-
ral, Jo: Elias 8. d i An iral, Joa i do iio> Lima
Juni' r, Jo'; > A. S. Preire, ssa mu i: t e tilhos.
Fran'seo J. J. GralvSo, sua mulher e filhos,,
parentes pr a asidos da
iniii-' profnada dox p lo prematuro I de
ia e
ti:, Francisca Brasilina Ldma do Amaral, agr-
,i do intim d'a ma que sn digna-
raao acompanhar oarasi t mortaes ultima mo-
no d iminjM -' o i orrente ; e de aovo lhes
rocam para -. do stimo dia,
que f rio lagar na groja o fer-
ceira Je 8. Praacisco, .- lo correnta,
\a 8 horas da m ulii, por ttiio caridoso obsequio,
;,nt oipun o seu nr'.fundo reconhei'impnto.
f
Antossio I. Freir de Andrade
Luis Pree de Andrade, seas filhos e genros
ni ans amigos de seu presado filho, Antonio
Iziloro Freir de Anliade, fallecido em 7 do mas
prximo passado, o curidoso okseiulo de aseisti-
rem a missa qu- mi ndnn r na do falle-
cido, sexta f.ira 7 do corrente, trigsimo da da
seu traspasso, na groja do Corpo Santo, s < 1/3
horas da manha, confessando-se a todcs summa-
mente grwt



I UiflVfl i
t


m
Diario de fernambaco-^uinta-feira 6 lie Maio de 1886
ii.fi-
TINTURARA
OTTO SCHNEIDER
SUCCESSOR
25 Ra de Mathias de Albuquerque l>
(AMIGA III l DAS FLORES)
Tinge p limpa com a maior perfeicSo toda a qualidade de estofo, e fazenda* em
pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendts; todo o
traball o i'eito por meio de macbinismo aperfeicoado, at boje conhecido.
Tintura preta as tercas -c sextas-feiras.
Tita de cores e lavagem todos os dias.
I
Fabrica Vendme
Nova marca r3e cigarros picado, surgi desta.
fabrica, denominados Zulmira, a apreciadlo publi-
ca a julgara, na certeza de que sao preparado*
con tumos de qualidades superiores. Tem rece
bido agora tambem fumo fresco do Para, charuto
do Cardoso, Cosa Perreira, Lucas Frey, Danne
mame outros, caporal de diversas qualidades, fu-
mos ingleses e outros ; a elle, tena amigo i e fr
guezes, apreciadores de tabaco <
Kua do Baro la Vlelora n. 39
Grande e tem montada oficina de alfaiate
DE

PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar unr lindo variado ser
amento de pannos, caseiniras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, grava tas.
tudo importado das melhores fabricas de Pars, Londres e Allemanha; o para ben
servirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimento
jm na direccSo dos trabalhos da ofBcina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparam um terde roupa de qualquer fazenda.
Kua do Baro da Victoria n. 41
(PREgOS SEM COMPETENCIA)


v #
Os proprietarios do milito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE MAS
sito a ra do Cabug n. 4, comniunicsm ao respeita^el PUBLICO que receberam un
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como taro
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuara a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que en
outra qualquer parte.
MIGDL WOLFF & C.
N. 4 RA DO CABUG----N. 4
Oompra-se ouro e prata velha.
Pl v m TT B
JOSEPH KIUUSE 8:
Acaban de augmentar o sen j bem eoidiecido
importante estabelecimento roa Io
de marf o n. 6 com mais
m salSo no 1 andar lnxnosamente popar-
rado e prvido de una exposi-
gfc itas te prata fe Porto Ktnf !al?
dos mais afamados fabricantes do
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, sens nume-
rosos amigos e freguezes a visitaren,
o sen estabelecimento, afim de
apreciaren] a grandeza e bom gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaran!, em honra
desta provincia.
m-fi ABERTO DAS 1 8 DA MTI
3 BX Wr 1 *W
^
TI
kJ
Fazendas finas e modas
2 A Ba do Cabug 2 B
J. BASTOS &C.
Para este estabelecimento acaba de che^ar um primoroso sortimento de arti-
gos do modas destacando se os que aqui indicamos :
Vestidos meio preparados, de cachemira, ricamente enfeitados ao rigor da
moda.
Fantasa rica, bordado a missnnga.
Fil e missanga, alto desenho em 1S e seda e la, bordados a retroz, etc.
Cortes de vestido, l flurettes unie, combinayao de fazenda lisa e bordada e
que modernissima.
Cortes de vestido em toile d'alsace com bordado a agulha, cores lindas e de
gosto apurado.
Lindissiraos cortes de vestido de etanione, com bardado a seda, novidade pal-
pitante.
Etamines, suratos, filies, sedas, setins, cachemiras de todas as cores, creto-
nes, setinetas e toile d'alsace,. sortimento grande.
Leques transparentes especialidades c os priraeiros chegados aqui. Recom-
merdamos ao bello sexo.
Di'os de setim, opulentosortimcnto.
Ditos de madreperola, brancos e de cores.
Para as Exmas. ncivas :
Setirn brando. Bu< L> sse.
Surato e gorgurao.
Guipour branco de seda, fil e rendas para enfeite.
Capellas de cera e de pellica.
Veos de blond, ampios e tinos.
Meias de seda e saias bordadas).
Colchas de damsseo de seda e do crochet.
Cortinadas de crochet e :ambraia.
L' neos de cambraia de Linho, lisos e bordados.
Sedas, setins e merinos pretos de todas as qualidades.
Para todos os artigos que referimos, os precos sao sem competencia.
(Telephone n. 3S9J
VENDAS
Vciide-ge a casa terrea sita ra Imperial
n. 9 : o tratar na ra do Imperador n. 38 1' an-
dar, com Antonio Bezerra Cavalcante de Albu-
qnerque.
Cabriole!
Veide-se por bar&tissimo preco e em muito bom
estado um cabricli't de dous aseen tos, quatro ro-
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
cheira do Candido, ra da Roda.
Pinho
criga
Vende-se em casa ae Matneus Atistin A G,
ra do Commercio n. 18, 1- andar, da melhor
qualidade e diversas dimeusoes.
Cabriolet
Vndese um ero perfeito estado e por preco
rommodo; tratar na ra Duque d>; Caiias n. 47
Vende-se
urna arma cao de lour > euvidracada, propria para
qualquer negocio : a tratar na praca da Indepen-
dencia ns. 19 e 21, ou ua travesea dos Exp.istos
n. 16, officina de marciueiro.
A Revolueao
0 48
a ra Duque de Caxias reduzio as vendas
a 25 Ojo de menos de seu valor
Ver para crer
Setin maeo a 800 rs. o covado.
Merino de bolinhas 900 rs. o dito.
Lindas alpacas de cores 360 o dito.
Setinetas lisas 400 rs. o dito.
Ditas escossesas a 440 o dito.
Chitas finas modernas a 240 e 280 o dito.
Crotones finos a 320, 360 e 400 rs. o dito.
Fustao branco a 400, 440 e 500 rs. o d:to
Linn branco a 500 rs. o dito.
Mariposas finas de cores a 240 o dito.
Linhos escossezes de quadrichos a 240 rs o dito.
Ronaa da Cbioa 24C rs. o dito.
Seda de iistras 1*000 o dito.
Damasco de cores a 500 rs. o dito.
rim pardo liso 300, 360, 400 e 500 rs. o dito.
Verbutinas de todas as cores a 1*000 o dito.
Fichsa 1*, 2*, 3$, 4* e 5*000 um,
Casimira inglesa de cor a 35 e 4*100 o covado.
Dita diagonal a 2* e 2*500 o dito.
Dita de cores a 1*800. 2* e 2*400 o dito.
Flanella americana 1*200 o dito.
Toilette para baptisad s a 9*000 om.
Punhos e collarinhos para s> nhora a 2*000.
Eepartilhos de coraca a 4, 5, 6 e 8*000 um.
Camisas bordadas de linho a 30*000 a duzia.
Camisas para senhora ;i 30*000 a dita.
Ditas de meia a 800, 1 50' K) e 1*400 a dusia.
Tim5e8 para meninos a 4*000 um.
Casacos de laia 12* um.
Bramante de 3 larguras a 900 rs. a vara.
Dito de 4 larguras a 1*200 a vira.
Lencos cem barra a 1 *200 a dusia.
Lenc-s brancos a 1*800 e 2*000 a dusia.
Lencoes de bramante por 1 *800 um.
Cortes de casemira de cor a 3*, 3*500 e 4* um.
Toalhas felpudas a 4* e 6*000 a dusia.
Ditas alcochoadas de 20* por 12*000 a dusia.
Meias para homem de 3J, 4J, 5* e 6*00 a dusia.
Meias para senhora a 3*, 4*, 5*, e 6*000 a dita.
Colchas braucas e de cores a 1*800 urna.
Colchas bordadas a 5*000 e 7*5 0.
Cobertas forradas a 2*800 e 2*900 urna.
Madapoln gema e pelle de ovo 6*600 a peca.
Redes hamburguesas a 10*00) urna.
Brim trancada a 700 rs. o covado.
Cambraia de forro a 12*000 a peca.
Zefiros lisos a 120 o covado.
Cortes de casineta a 1*000, 1*600 e 1*800 nm.
Anquiohas a 2*000 urna.
Fazendas brancas
80* AO NTJMESO
4o ra da Imperatrlz = 40
Loja dos barataros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPeca." godozinho com 20
jardas, pelo" / iprecos de 3*800,
4J, 4*500, 4* '. 58, 5*500 e 6J50*
MadapolSoPecas de madapoln com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Camisas de meia com Iistras, pelo barato
pre$o de 800
Ditas brancas e cruas, de 1* at 1*800
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroolas, vara 400 rs. e 500
Ceronlas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e 1*500
Colletinhos <*a mesma 800
Bramante fraocez de algodao, muito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
ia*tro 1*2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 801
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J80C)
Crotones c chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado do
mercado, rs. 200
Toilas estas fazendas baratissircae, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquin- do becco
dos Yrreiros
Aleuda entestado pa-
ra en^oes
A 90o m. e I * o metro
Vende-se ua loja dos barataros da i!oa-Vista
a :odao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
m s de largura* 900 rs., e dito com 10 palmos a
1< (O o metro, assim com dito trancado para
to Ibas o i etro. Isto na leja de Alheiro >^ C, esquina
do coco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1800 e 2* o covado
A belfo A C, ra da Imperatriz n. 40, vec
dem muito bons merinos pretos pelo prefo acn
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di 6 Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartdhos para senhoraa, pelo preco
de 5*o00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
- CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de easemiras ingle-
zas, de duas Lrguras, com o- padrSes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
301-', sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pech ncha ; na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32P
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a lOO rs a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 10'J rs-, ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, pur 5J, aproveitem a pechincha ; ca loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fuades de setlneta a 500 rs o
covado
Alheiro & C. ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fustes brancos pele
baratinho proco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinet lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. r.
ovado na loja da esquina do h-eco dos Fer-
reiros.
GRANDE
Expsito central na larga do
Rosario n. 38
DamiSo Lima & C, n5o podendo acabar com a
grande quantidade de mercadorias, resolveram
anda cma vez convidar as Exmas. familias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza nin-
guem perder seu tempo, fazendo urna visita
ExpoMico Central
Peca de bordados a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhes e colarinhos bordados para senhora a
2J000.
Ditos ditos lisos, 1*500.
Ditos para homem, 1*500.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Invesiveis grandes por 320 ra.
Lacos para senhora por 1*500.
Macos de 12 para bardar, 2*800 e 3*.
Luvas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escossia, l*0CO.
Broches para senhora (modernos) 1 *5O0.
Um par de meias para senhora (fie de seda)
600 rs.
Dito dem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J200.
Duzias de baleia* a 360 rs.
Carreteis de 200 jai das a 80 rs.
Metros de rrquinhas a 160 e 120 rs.
Um par de frouhas de labyrintho, 1*500.
Macos de gramp s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhoa de seda para chapeos de
senhora, de 500 rs. a 1*000.
Um pente com inscripeo para senhora, 1*.
Um Ieque de 16* per 9*.
Briuquedos para criancas, leques de papel, fi-
tas, bicoa de linho, quadros para retratos, lencos,
tspartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrilhos, e
eutres muitos oDJectos de phantasia per precos
sem competencia: na ezposicao Central, ra
larga do Rosario n. 38.
Fructas maduras
Vende-se diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, apotas, e outras multas : *
largo de S. Pedro n. 4.
Camisas naeionaes
A *50. SOOOe S*500
32= Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pannos de linho como de algodSo, peles
barates procos de 2*500, 3* e 4*, sendo tazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeirn, e
mnito mais bem feitas, por seren cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a v jntade des
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3, de Ferreira da Silva. < *'
Ao32
Nava loja de fazendas
SZ Ra da Imperatriz = 3&.
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
e itavel publico um variado sortimento de tasen-
as de todas as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de rcupas para hotnens, e tambem se man-
da tazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
easemiras e brins, etc.
Tavcrna
Vende-se a bem afreguezada taverna da ra
larga do Rosario n. 1, propria para principiante
por ter l.ens commodos ; a tratar na ra larga do
lio ario n. 14.
Em vista dos grandes propressos da idea de que
se gloriam as nacoes civilisadas, o commercio
d?ve acompanhar esse progresse, vhto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em /ista do que annuqciam
MAKT1NS CAP1TA & C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregnefes. Lembramos, puis, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venhnra Ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do MaranhSo.
Fructos seceos, como :
Passas, amendoas, figos, etc.
Ditas naeionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates novas de hortalizas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cervej* de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cb verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, en. p.
Aiuda mais :
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martins Capito & r-, ra estreita d>
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Fonaicida capanema (verdadeiro) para extinc-
co completa da formiga saura. Vendem Martins
Capito & C, ra estreita do Rosario n 1.
*0t
10*000
12*000
12*000
5*501
6*501
8*O0C
3*00T
1*6011
1*00C
Vende-se o engenho Meguahipe de Cima, da
freguezia de Muribeca, cornaca de Jaboato, com
ptimas trras, proprio para principiante : a tra-
tar em Jaboato, ru* Duque de Caxias n. 15.
Engenho Recanto
Vende-se ou arrendase o engenho Recanto, si-
1 tuado no termo de Serinhaem, moente corrente
' d agua, com boas trras, etc. a tratar com Ma-
' noel Ferreira Bartholo, ra do Bom Jasus 4.
Engenho LIQIDAglO DE CHPEOS PARA
Vende-sc por 20:000* a quinta e ultima parte
dos engenhos Ainaragi d'Agua, Santa Luzia e S.
Vicente, do termo de Gamelleira, meia urna le-
goa distante do engenho central de Riseirao, bem
como por preco commodo, um grande sitie que foi
engenho, no Iguaras- : a tratar na ra do Im-
perador n. 50, terciiro andar.
Vende se pelos segniates pre-
cos de MOrt al 0*000.
rna do Crespo n. 19 Madama
equellna.
WHISKY
KOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escessez preferivt
i ao cognac ou agurdente de canoa, para fortifica'
I o corpo.
Vende-se a retalho nos t. iheres armazens
' aiolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo w-
i me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BROWNS it C, ne-ntes
31lina da Imperairli-3t
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai-
xo mencionadas, que sao ba" :..-.n.as.
Palitots pretos de ->r!w aiagonaes e
acolchoadoe, sen^o tazenaas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordo muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadera, e forrados
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fszenda muito encornada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Ceronlas de greguellas para homens,
sendo muito bem fetas a 1*200 e
Colletinhos de greguella muito bem feitos
Assim como um bom aortimento de lencos de
linho e de algodao, meias cruas e collarinhos, etc.
Isto na loja aa ?ua da Imperatriz n. 3Ss
Riscados largos
a ZOO rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
, riscadinhos preprios para roupas de meninos t
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado
tendo quasi largura de chita franceza, e ssif
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loj do Pereira da Silva.
FuMdeM. Metineta* e lasinbaw a SO
r. o covado
Na loja da rea da Imperatriz n. 32, vende-a
um grande sertimento de fustoes brancos a 60C
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-core,
fczenda bonita para vestides a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ar
cores, a 500 rs. ) covado. pechincha : na loja
do Pereira da Silva.
MerinN preto a i*
Vende-se merinos pretos de duas larguras para
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*600
o covado, e sunenor setim preto para enfeites >
1*500, a^im como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs.; na nova
loja de fereira da Silva ra da Imperatriz Da-
mero 32.
(iL'odutinho francs para lencee
a OOOrM.. i* e lOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-s
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 1C
palmos de largura, proprios para lencoes de na.
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 c
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro largurai
para lencoes, a 1*500 o mefro, barato ; na loj
do Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A 44. 1S500 e S
Na nova loja da ra da Imperatriz b. 32, ac
vende un variado sortimento de vestaarios pr
prios para meninos, sendo de palitoainho e calci-
iha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditoc
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgorio preto,
emitando casemira, a 6*, sao muito barates ; a
loja do Pereira di Silva.
llobilias de junco
Vende-se mobilias de junco de encost com pa-
, Iha e sem palha, mais barato do que em outra
; qualqui r parte, assim como mesa elstica de 3 e 4
! taboas, guarda-vestido e guarda-louca, e outras
pecas avulsas : na ra estreita do Si sario n 23
'"1-%
A
DAS
**-
CORRE NO DA 11 DE MAIO
O portador que possuir um vigsimo7 desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:0061)000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca d
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 11 de Maio de 1886, sem falta.



s
Diario de PcrnambucoQuinta-fcira 6 de Maio de 1886
ASSEMBLEA GERAL



CASARA DOS OEPIT.IDOS
OITAVA SESSO PREPARATORIA
EM 28 DE ABRIL DE 1886.
PRESIDENCIA DO SR. ANTONIO JOS
HENBIQES
. Ao meio-dia, achando sa presentes os
Srs. Henriques, Leito da Cuaba, Rosa e
Silva, Jaguaribe Filbo, Christiano Luz,
Costa Puruira, Ribeiro da Cunha, Elias,
Bernardo de Mendonga Sobrinho, Cockra-
ne, Prisco, Candido de Oliveira, Alcofo-
rado, Luiz Moreira, Barao de Leopoldina,
Joao Henrique, Coelho Rodrigues, Beato
Ramos, Correia de Araujo, Pasaos Miran-
da, Gomes de Castro, Andrade Figueira,
Joio Penido, Mattoso Cmara, Freir de
Carvalho, Cunha Leitao, Dias Cameiro,
Jos Paranagu, padre Joao Monoel, Por-
tugal, Luiz Freir, BarSo de Canind, Fer-
nandesda Cunha, Castrioto, Tarquinio, So-
riano, Gongalves Jerreira, Canto, Barao
da Villa da Barra, Bulhoes Carvalho, Pau-
lino Chaves e S9ve Navarro, abre-se a
sessao.
E' lida e appravada a acta da sessao an-
tecedente.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE
Ura offieio do 1. secretario do Sealo
communicando que ha na corto numero
soffieiente de senadoras para abrir-se a As
sembla Geral.
Outro do Ministerio do Imperio remet-
iendo o do juiz municipal do termo de
Uberaba, dando conta dos actos praticados
pelo commandante do destacamento do
mesrao lugar.
Outro do rcesmo remetiendo copia da
acta da junta apuradoura do 15. districto
ra provincia de Minas.
Outro remetiendo actas das elaicoes de
parochias de divessas provincias.
E' lido e vai imprimir para entrar na
ordem dos trabalhos o parecer da 2.a com-
missEo de inquerito reconheeendo leputado.
pelo 5. districto de S Paulo, o conaeiheiro
Manoei Antonio Duarte do Azevedo.
O Sr. Coelho Rodrigues offerece con-
Ba-ao de Guaby; pelo 7." o Dr. Joao
Ferreira de Araujo Pinho ; pelo 11. Luiz Accioly Pereira Franco; pelo T. do
Rit de Janeiro, o Dr. Antonio Ferreira
Vi&nna ; pelo 6. conselheiro Thomaz Jos
Coelho de Almeida e pelo 12. o Dr. An-
tonio Candido du Cu una Leitao ; pelo 1.
de S. Paulo, o conselheiro Antonio da Si[-
va Prado pelo 9. o Dr. Delfino Pinheiro
de Ulhoa Cintra; pelo 1. de Santa-Catha-
rina, o Dr. Alfredo de Essragnolle Tau-
nay ; pelo 4. do Rio Grande do Sul, o Dr,
Francisco da Silva Tavares; pelo i." de
Minas, o conselheiro Candido Luiz Maria
de Oliveira; pelo 6. o Dr. Aureliano Mar-
tina de Carvalbo Mourao ; pelo 11.. o Dr.
Christiano Cameiro Ribeiro da Luz ; pelo
14." o commendador Manoei Jos Soares;
pelo 2. de Matto Grosso, o Barao de Dia-
amantino. j
O Sr. Presidente d para ordem do dia
29 :
Votacao dos pareceres de n. 70 a 73.
Levanta-se a sessao s3 horas da tarde.
VARIEMDES
A lisonja
(IMITACAO)
( Concluso )
A maravidia est era descobrir o que
nio existe.
Encontrar o talento na asneira.
A virtude no vicio,
A grandeza na miseria,
A forga na fraqueza,
A sabedoria na ignorancia,
A for.nosura n'um* cara bexigosa cora
olhos debruados de vermelho.
Cora que pagaremos a quem nos desco-
bre urna bella qualidade, cuja existencia
nos mesraos ignoramos?
A lisonja tem a lingua de assucar e a
palavra de mel. E' por assim dizer; a gu-
Iodice da humanidade.
A lgica da lisonja irresistivel.
H era todo o hornera urna propensao
decidida para ver-se difiVrente do que e.
E' por isso que ha tantos poetas, tantos
oradores e tantos ministros,
sderaciio da 1.* commissSo d inquerito Esta propensao urna especie de plano
un> documento relativo eleicao do o. jncluac0) qUe torna mais escorregadio o
districto do Piauhy, de caja apresantagao j s.il2o da isonja.
. fei ocarregado pelo interessado, contendor j jj-0 consegUireis que uiu hornem cor-
do Sr. Franklim Doria. rupto acreiitena virtude das mulheres.
Ao mesmo tempo requer o addiamento j Ser vos-ha irapossivel gonvencer a um
da questao da legalidade do diploma con-1 avaro e qUe 9 ouro u,n metal despresi-
tastado, para occasiilo prppria, quando s j ve)_
houver de conhecer-se da validado dos po ( porern so esse bomem corrupto ou esse
deres dos candidatos representacao na- iav;iro tern seSsnta anuos, podereis conven-
cional, j celo de que anda pode conquistar o co-
Vera mesa lido. apoiado e sem dis r&^0 de UQja mumer formosa.
cussao approvado o seguinte requeri) ent> ^s raulUeres bonitas preferera o espelho
Rqueiro que seja subraettido 1. a0 na(n0rado ; as feias prefereni semprc o
comraissao de inquerito a questao hontem n linoraj0 ao espelho. E' para as bonitas o
suscitada sobre a eleicao do o." districto eSpeno dz maiS qU(J o namorado, e para
da provincia do Piauhy, remettendo-so
mesma ccramis3ao
tado
A fortuaa, eusa louca que passa a vid bidos como a flor vermelha e tmidos de
enchendo urnas algibeiras e despejando ou-
tras, arremessou-lhe a lisonja do ouro. E'
difBcil que urna mulher rica nao pareca
formosa. O ouro o cosmtico que mais
delicadamente embelleza.
Os homons que '-olteiam roda desta
virgem podem classificar-se assim :
Um que a ama por qu a adulam.
Um que s repara na ternura do seu cora-
cao e na luz dos sous olhos, e sem que
veja nella mais que o rendiraento dos pre
dios e os juros das inscrip';5c!s.
Todos poderam ja ter occasiao de loe
dizer que farinosa, que os seus pontea-
dos sao lindissiraos o os scus vestidos os
de melhor gosto.
Todos poderam j deitar urna gotta de
dulcissimo ven rao no fundo daquelle co-
rceo innocente.
Envenenam-a ero presenca da propria
mai que a adora.
Miis ainda : esta mi prefera entre to-
dos aquellas que descobrio a prega mais
airosa do vestido da donzella, > riso que
com mais graca se desusa do Seas labios.
O momento mais feliz desta boa mai c
aquello em que mais forte o caustico da
lisonja, que ba de produzir na alma de
sua tilha a incammagao da vaidade.
E O namorado nao acha um momento
para dizer urna pjlavra de carinho ao ou-
vidu da donzella.
O que se atrever a dedicar-lhc verda-
deiro a nor ter de soffrer o rigor da mSi;
o amor um perigo, ura lago armado
virtude. A lisonja urna cousa permittida,
delicada e at honesta.
A lisonja, essa mentira descarada em
que s acredita a pessoa a quem se dirige,
a felicidade da mi e a perdicao da li-
lba.
Se a lisonja podesse alguraa vez dizer
a verdade, saberiaraos entilo as mulheres
que elie tem perdido e es horneas que tem
inutilisado ; os eoracoas e as cabegas qno
tem euchido de vento.
Manoel RousSADO.
nina
ardencias e volupias.
Garganta bin contorneada, como feita
pelo cinzel de algura artista divino; tez
meio amorenada, segura, fresca, sem a ca-
pa de poudre de riz, que a vaidade do
bello sexo arvorou em elemento indispec-
savel para o seu afor noseimento.
Seios solevantados, cintura fina, del-
gada, quasi aeroa, que faz pensar nos
ritornellos deudos e eletrisant^s de umw.il
sar ebrioso. P pequeo, lig-iro, a quasi
voar sobreo soalbo, o.-magando coragoes no
seu perparsar ced re...
Ajunta a tudo isto urna toillete nivea como
a aza de ura anjo e pura corao a sua alma
de virgem; ura 1 igo rubro como o meteo-
ro que passa fugace p .-1 >s ceus as noitcs
invernosas, a afugar-se-lhe na garganta,
vedando aos olharcs vidos os eticant s do
eolio ; a urna or simples, um lyrio, ou
um cactus a destacar-se-lhe da madcixa
solta sobre os hombros ; e ters o retrato,
embora mal bosquejado, da Mina.
Tu a conheces, por acaso ?
Crianga e mulher, ri e pensa; as vezes
as scisraas passam-lhc pela fron'e pura,
como as cysneas nuvens na cpula azulina.
Er quando a aprecio mais.
Parece antever o futuro, prelibando os
laivos do mel, do nctar clico da ventura
que nos d o viver a beber no clice cora-
lino das felicidades.
Fie* ahi a Mina, se ts agradar, guar-
da-a n'algum cscaninho da gaveta de tua
mesa de trabalhos e locubragoas ; do con-
trario, rasga essas tiras, ou d-as ao Quia
qium para recortar bonecos.
A' M. cleto
A' proposito da composlcao da wal sa W
Ihelmina
as feias o namorado diz urnas cousas, que
aa ccramissao o documento apresen- Q egpenIOj S9 fallasse, gritara :
pelo Dr. Jayraa Ro-\. Codito lio- Cala-te, caramboleiro.
Jri'jues.
ORDEM DO DIA
VERIFICADO DE PODEKE5
Sao approvados, ero todas as suas con
Ha rauitas mulheres que se aecusam do
sar ara'idas; do que nenhuma se cansa
de ser formosa.
O amor um infeliz que quasi seoipre
ciusoes, os pareceres das commsiocs J'icarrega com as culpas da lisonja,
inquerito apresentados na sessao de 20 do i Escolhei entro eisas mulheres que cir-
.orrente, sendo reconhecidos e declarados (..ulam palas ras, que apparecem nos thca
deputados : neto 1. districto do Para, o
Dr. Jos Ferreira OantSb e pelo 6. o
Dr. S.inuel Wallace Mac-Dowell ; pelo l.j
tros, e que augmentara o brilho dos saloes.
Para mulher, para araant", para amiga,
escollicreis qualquer: estou porem certo
do Maranhao, o Dr. Jos di Silva Maia, qU0 para mai liavcis da escolhar a melhor.
pelo 5." o Dr. Francisco Dias Carneiro e ? preciso que esta iraitenha urna tilha :
pelo G." o Dr. Manoei Jos Ribeiro da Cu- p.rasai que a mai que desoja fazer de sua
nha pelo 2/ do Piauhy, o Dr. Simplicio Iba o tabernculo da todas as virtudes.
Coelho de Rezende ; pelo 5 do Cear, o '
Dr. Jos Pompeu de Albuquerque Caval-
eante; pelo 4. da Parahyba, o Dr. Elias
Frelerico de Almeida Albuquerquo ; po
. de Peraambuco, o Dr. Pedro de Arau-
jo, Beltrio; pelo <>. o Dr. lenrique Mar-
ques Hollanda Cavalcante e pelo i!.' o
Dr. Ben;o Cccilabo dos Santos R-mos;
pelo 2." de Sergipa, o Dr. Pedro Antonio
de Oliveira Ribeiro; pelo 1." da Babia, o|
as
Cerca-a de C lados, como a arvore en-
volvendo as tolhas mais delicadas a nor
eiu cujo seio ha de gerar se o fructo.
Pode dizer-se que a mai o pharol da
filha Vomol a atravez da atmosphara
que roda della forma o carinh) materno,
como se ve u u raio de sol submergido na
agua.
Esta menina tem era si a mais
did* dis gragas
25plen-
e rica.
Wilhelmina! Quera nao conhece por ahi
esta joia litteraria, este primor de Rangel
de S. Paio?
Um bijou.
E o Cleto, o endiabrado, lerabrou-se de
compGr urna Wilhelmina, um mirao, po
rom um mimo vulcanico, deixem-mo dizer
assim : um extravasaraento de sua alma
ardente de artista, para um papel que nao
gasto, cheio de riscas era quintas e nter
meiado de uns foguetinlios inoffensivos.
Urna casa cora mobilia desarranjada, no di
zer de um certo pandego:
Pois, amavel leitor, bonita loitora, a
proposito da tal Wilhelmina que m sahiu
do bico da penna mal aparado a -Mina.
E' a ti, mea velbo amigo Cleto, que eu
a dedico ; a ti que me dirjo.
Conheces a Mina ?
Um bijou tambera, senao creado pela
imaginagao do compositor ou poeta, melhor
aindamoldada pela oao da natureza.
Ura diabrete de treze anuos, viva, irre
quieta, corao a borboleta do prado. Paro-
diando Palraella : treza bafejos do cu
abrem-lhe as rosas da vida.
Typo mediano, ainda nao chegado ao
completo desenvolviraento, mas ja mostran-
do as firmas de agora a exhuberancia de
vida que ter no futuro. Cabega a Raphall,
altiva e erecta; testa alta e nobre, cmol-
durada por uns cabellos castauhos, quasi
alourados; olhos oscuros, velados por entro
duas palpebras rascadas, ovaes como :vmen-
doas partidas, franjadas de cilios bastos e
nariz perfeito, atremerem lhe as azas pro-
proraettendo mil delicias.. .
Bocea pequea, quasi breve ; labios ru-
Antes de.assignar-me, urna observagao:
N3o o amor, um amor vulcanico, ura
apaixonaraento como ruitos que por ahi
ha, que me fez escrever estas lmhas.
N-rahura geito tenho para Lovelace.
Descreio inuito das p^ixo -s subitneas ;
nao creio nada n'ura horneen ou melfaer que
primeira vistn sejurara amo:- firiue, con-
stante, inabalavel, inacessivel s contrarie-
dades da vida, s lindavel com a raorte ;
isto, para mira, nao mais do que a im-
presso do priraeiro momento, qne desap-
parecer mais tarde.
Nao quero afirmar cora isto que no creio
no amor. Entcndo-o sob outro aspecto, pa-
roce-me que melhor.
O amor corao eu o entendo, deve nasccr
e nasce realmente de urna influencia fatal
de naturezas que se uera, que se comple-
tara, por assim dizer, de urna reciprocida-
de de pensaras, esttuiando-se mutuamente
o bomem e a mulher, tornando-so dignos
um do outro, sabendose cada um inpr
ao espirito do outro.
E' asim que eu entendo o amor, o amor
santo o tasto que nn diztr de ura nossso
poeta, vae da esposa ao futuro.
O contraiia disto uraa exploso, uraa
alma vulcao, cojas lavas silo amor, de3ejo
ciume, resuraindo-se tudo era idiotismo.
N'este caso o hornem passa a ser um
r!es namorado, um piegas, ura hornera
que nao sabe conquistar para si ura cora-
gao de mulher, mas mulher na ampia ac-
cepgao do termo ; e cae no peior dos aby3-
mos, senao aos olhos da sociedale, ao me-
nos aos olhos do meio etn que vivo o ri-
diculo.
Reactando: es revi simplesraente estas
Iinhas por causa da composigao da Wilhel-
mina, a Wilhelmina que fez-rae voejar pala
mente a lembranga la Mina, a minha vi-
sao aerea, o mcu diabrete do 13 annos.
Xada mais.
2 de Moio de 1886,
Freir Jnior.
F0LHET1H
NGELA :
POR
247ISE 2: nansa
(Continuas So do n. i <0 )
XXI
Na ra de Renocs, fez de novo a mea
rna manobra ; tomou um terceiro carro c
maniou que oconduzisse estaglo do ca-
minho da farro do norte.
'Quando chegava alli, vinha entran o na
estagao do camiuho do farro ura trera de
Calais.
Angelo, misturando se com a moltdao Je
viaiantes, fingia que sahia desse trem.
Tomou ento urna qu irta carruagera e
den ordem para que o levasse ;i prag. de
Clichy.
Durante estas successivas viagans tinha
tido o cuidado de levantar o punno da ca-
misa e escondel-o cora a manga do sobre-
tudo, fazendo desapparecer assim a inau
cha cns*ngoentada, qr o poda compro
metter.
Da praga da Clichy, onde sa apeou o
italiano, chegou rpidamente ra Bro-
chan!, onde sabemos que elle morava.
Era quaB meio da, quando elle se apra
sentou portvira, a qu -ra, como os nossos
leitores devora recordarse, elle tinha daao
a Uardar a ehave do seu quarto.
Como Aqui Sr. Proli, exclamo
ella em tom de alegro aorpreza.
Entao nao espera va ver-roe cheg. r
de um momento para outro *
Se quer qua lhe diga. nao. pen-
sava que nunca mais volt:
E que, por conaequeaeii, o seu pro
prietario nao seria pa^o.
Com os demonios 1 Ouga, era para
acreditar...
E' verdade ; mas, acreditando o, en
ganava-se.., Fique descansada, minha ca
ra senbora, o proprietario aada perde cotn-
migo .. Sobo ao meu quarto... Quando
descer pagarei iodo o atrasado e o aluguel
seguinte.
Entilo, por que que paga adian-
tado ?
Porque vou ter o desgasto de a dei
xar.
Entao sempre obteve o lugar que lhe
tinhara proraattido '?
- Obtive-o, mas nao foi sem muita di-
ticuldade e sem muitos passo ; o que obs-
tou a que voltas3e mais cedo... Veio al
guem procurarme durante a minha ausen-
cia ?
Ninguam, Sr. Proli.
E cartas ?
Nem uraa s.
D-rae a ch*ve, se faz favor ?
Ora esta, nem me lembrava... aqui
est ella.
Agrade. lo, e at logo.
O italiano ag-rrou na chave e subi os
d-gros a esoajla.
Tnha presea de se fechar em casa.
J lhe tardava abrir a mala da Jayrue
Bernier, contemplar e apapar esta fortuna
(iae elle tinha roubado ,no sangue, e que
Ine poda custar a cabega.
Durante o vari do trjecto nos diveros
fiacres, tinha evitafi} apazar da inteasida-
de do deaejo, inlroduzir a chave na fe aba-
dura dessa mala.
A pru lea ia mandava-lhe proceder as-
aira, e tinha supportadohiiroioimente o sup-
plici i dt T.iutalo.
Paro pansava, e com razilo, que na-
quella ocu-'siao os dous crim-^s j erara co-
n.'iecidod e que a polica comegava as suas
pesquizas, porm a certeza de nao tar dei-
xa.io ati ie si nenhum indicio, de nao
po 1er, por conscqaencia, ser suspeitado,
traiiquillisava-o coiupletiincnte.
Q latido .-ntrou Qttquelld quarto glacial,
deitou um olliar era teruo du si.
O ap.-cto ra que sa senta rico, causou lhe repugnan-
cia.
E pule viver aqui dentro? murmu-
ro u elle ; se se tratase de reomegar, tmtim
saltar os iiiioKi. Cheg> u, einfim, a oeeu-
sio e sabir da.luna. Uuicamentc, esta
occasi. chegou ura tanto tarde.
O miserawl nao tiah o menor remor-
so.
S lamenlava uraa cousa : nao ter podi-
do coraraetti r mais cedo o crirae que de-
via enriqucelo. .
Que lhe iraportava ter esse crirae por
ponte de partida da sua fortuna ? A impu-
nida te pareca lhe certa
Agora poda gozar a vida.
I agora -elle, o assassinoser honra-
do, invejado, estimado, visto que tinha di-
nheiro E ninguem pensara era Ibo per
guntar d'oudo lbe vinha tal dinhero.
Proli atirou para cima de urna cadeira
a manta de viagera, o cache-nez e o cha-
peo, fechou a porta chave, poz a mala
em cima da mesa, e tiran lo da um dos
bolsos o mlho de chaves, roubado a Jay-
iae Bernier, escolheu urna de que j so ti-
nha servido no caminho de ferro o abri a
a mala.
A carteira do cx-armador foi o priraeiro
objocto que lhe veio mao.
Tratou logo do examinar o contedo.
N'unaa das divisoes havia oito mil e da-
zentos francos era notas do banco.
Seis mil francos provinhara do rendi-
raento que o tabelliao Benjamiii Laroyer
tinha pago aiantado ao seu amigo.
A outra divisao continua alguns papis,
cartas e o blhetefde primeira classe cora-
prado em Dijon.
Proli esplhou sobra a mesa todas estas
cousas.
Passarai revista logo a tudo isto, dis-
sc ella comsigo : do que ca preciso da
grande somma.
E procurou o saquinho, no qual, no ho
tel Bcausjour, era vlarselha, tinha visto a
sua victima iutroduzir os magos da notas
iio bauco, cuidados?mente envolvidos n'um
Logo, por manaira que fizessem um em-
Oruiho solido.
Este saceo achava se em um dos ngu-
los da mala.
O italiano agarrou nall*, desatou o lengo
que continha a fortuna rouoada e vio as
uotiB Ho baaco.
Com moviii.ento nervoso, que denuncia
va uraa inmensa alegra, elle amarrotou-as
oora rao tremola.
E' meu I b lbucou coro e ubria-
guez, tudo isto ravu 1 I
D pois, desembrulhou os magos e contou
as notas leutaraeute, u-ua por urna.
II ivia trezeutas e quarenta o oito.'
M..is le oito rail o .iluzentos francos
ujui, disse o italiano, ajuntando-as ao ma-
go las notas que continha a carteira, total
irezeatos e cincoenta e seis mil e duzemos
francos 1 Isto valia a pena do ter jogado
urna partida pangosa Nao perdi o mcu
lempo.
XXII
Depois de mettido todo o dinhero no sa-
quinho, exarainou minuciosamente o inte-
rior da mala.
Continha abenas algutn fato e roupa bran-
ca.
Isto a serve para queimar, esconder ou
deitar fra... murmurou o assassino, nc-
Por urna moga bonita,
Mai catita !
Que faz-rae perder o sizo.
Causa riso
Ver um vate mogo, serio,
Ness'imperio
Dos immensos banaaaes,
Dando ais
Por uns olhos matadores,
De fulgores,
De centelhistramulantes,
Quaes brilhantes
S as podem producir!
Vou fugir 1...
Mas, o diabo da moga
Tem na bolga
Da mama, urna agiota
J velhota,
Tanto, colre... tanto, tanto !.-
Qu'eu me encanto !...
Sou capaz de crear azas !
Vivo em braza*
Por casar-rae co'a menina I
Mas, que minajl
Mesmo a boa da mama
Urna raanha,
Me declarou em segredo,
Quasi a roclo,
Que '.arabem s.-ntia effeito
No sau peito,
Da paixao qu'eu inspirava,
Que m'ama'ja!
Mas, leitores, que demonio!...
O matrimonio
E' cAo que mette me lo !
Por brinquedo
Eu fico na ratoeira !
Qual!... asneira I
A rapariga bonita.
Usa fita
as pontinhas do cabello
Negro, bello,
Embora seja postiyo I
Que tem isso ? 1
S'eu adoro seriaracnta,
Santamente,
O anjo dos sonhos raeus !
Mas, por Deis!
Vou daixar de ser potana,
S?r pateta 1
Se nao pescar a peque,
Ser pena!
Caso-me mesmo oo'a vellia '
Recife, 18 de Abril de 1886.
F. Livixo de Cauvalho.
I'ku hroe!
Quando Deus man iou-te a trra
Maadou-te preuestinado
Pra ser um bom soldado
Vou casar-me!...
A ABTHL'R FENELOX
'Stou todo enfeiticado,
Apaixonado
cessario nao guardar nada do que perten-
cia a esse bomem... Tratarei diseo esta
noite... Agora, vejamos os papis da car-
teira.
E depois de se ter sentado mesa, pas-
sou em revista todos os papis um por
um.
Havia alli : con tas do banqueiros, do ta-
bellies, listas de nomes acompanhados das
moradas, cartas de negocio e documentos
judiciaes.
Aquellas diversas pegas erara sem intc-
resse para o miaeravel. polas .le lado,
afim de as queimar.
Deadobrou uma folha de papel sellado,
dobrada era quatro, o a expressao do rosto
mudou se-lhe.
Tinha diante dos olhos o recibo de Da-
vid Bontaraps, o banqueiro de Marsalha
recibo de ura railhao e duzentos mil fran-
cos, depositados era sua casa por Jayme
Bernier e pelos quaes sa obrigava a pagar
o juro de cinao por cento
Por alguns segundos, o italiano nio po-
de tirar os olhos daquelle papel, que tinha
a estampilha da casa bancaria, ao lado do
sello do estado.
Um milbao e duzentos mil francos !
disse elle de repente. Um milhao e duzen-
tos mil flancos qu9 fi 'ara em poder do ban-
queiro, se nao 'he apreaentarem o recibo e
sobre o que elle evitar de fallar, so for...
intelligente
Angelo Proli sublinhou de certo rooJo
esta ultima palavra com um surriso de ex-
pressao, terrivelmcnte canalha, depois con-
tinuou :
Ura milhao e duzentos mil francos
que eu por minha parte nao posso ir recla-
mar ;
diser
Oler.
porque apresentar esse recibo seria
: sou o assassino de Jayme Ber-
Por este modo, arrisque! a cabega para
accrescHntaruraa fortuna daquelle banquei
ro ; talvez j den vezas millionario I E
ouro Mas na ha ramedio... Queiraa-
rci o recibo, como tudo mais. E' uma
test'-mnnhi contra mira que me esraaga
completamente. Nao o guardarei... Deci-
d lamente o tal Jayme Bernier era um
graudisaiuio bruto 1 Pois elle nao poda tra-
zar o seu dinhero para o empregar em Pa
riz, em Tugar de o deixar era Marselha ?
Agora tudo estava as minbas roaos I
V para o fogo o recibo.
la collocar aquelle precioso papel sobre
os objetos inuteis, que tinha tengio de re-
duzir a cinzas, mas arrependeu-se de re-
pente
Nada de precipitacois, ppnsotr elle.
tivo,
bravo na guerra
Esse ten peito qua enaerra
Coragein, valor provado
Ha soropre, sempre pulsado
Po combato,... que aterra.
Os pobres dos fracalhoas !
Mas, tu, que nao s medroso
Honras sempre tus galoes !
F quando marchas airozo
Ao enfrentar com eanhoes,
Sa tremes... por nervoso?
Recife, 18 de Abril de 1886.
F. LprHo de Carvaliio.
Bella!...
Tu tens contigo o segredo
Das fadas orientaes !
Os teos encantos sao ta?s,
Que at o co streraec ,
Pensando que nlguina estrella,
A mais fulgente, mais bella
Tombada das amplidoes,
Tomando a forma mundana
Se transformara em Suitanaj
Sultana dos coragoes !
Isto merece reflexao. Posso me arrepen-
der de ter andado precipitadamente.
Depois de tar pos ".o o recibo de parte,pe-
gou noultirao papel que encerrava a carteira.
Como o recibo aquelle papel estava do-
brado em quatro.
Abri, deitou-lhe uraa vista d'olhos.
O sello do cartorio de ura tabelliito de
Djon-.. murmurou elle. O quesera sto?
< Eu, abaixo abaixo assignado, Jayme
Bernier, antigo armador de Marselha e mo-
rando actualmente em Pariz, Batignolles,
na ra das Damas n. 54, declaro consignar
uo prsente testamento olographico a ex-
pressao da ininh i derradeira vontade.
A minha fortuna elava-se somma de
ura milhao trezentos e vate mil francos, era
especies, depositada tanto era :nao de Ben-
jamn Lcroyer, tabelliao era Dijon, como
era poder o Sr. David Bontemps, ban-
queiro era Marselha, e slm disso uraa
somma de trezentos e cincoenta mil fran-
cos, que eu destino compra de ura im-
inove e aos gastos da installaelo.
Lago a Cecilia Bernier, minha filia le-
gima, a somma de eitocentos e otanta mil
francos e o palacete que teneiono coraprir
com a sua sorrespondeute mobilia.
a Dcixo a Maria Angela Bernier, minha
tlha natural reconhecida, o uso fructo da
iraportaucia de quatrocentos e quarenta
mil francos, ou seja vinta e duas mil libras
de rendimento.
A propredade desses quatrocentos mil
francos pertencer a Etnma Rosa, filha
do Angela Bernier.
ci No caso em que Erama Rosa venha'a
raorrer antea de sua mi, a propried^de
dessa parte da minha fortuna voltura para
a minha filha legitima, Cecilia Bernier,
tendo esta por encargo, ou seus herdeiros,
fornecer mfnha filha natural Angela Bar
nier, o total da renda vitalicia estipulada
mais cima.
a Feito em Dijon, sSo de corpo e de es-
pirito, no dia 11 do Dezembro de 1883.
Angelo Proli tinha t Tramado a leitura.
E' claro corao o dia, diaae ello cora-
sigo, tendo os olhos pregados no papel.
Aqui est o rascunho de um testamento que
Jayme Barnier fez quando passou em Di-
jon e que elle confiou ao tabelliao Benja-
mn Leroyer. Tar uma sombra de duvida
sobro este ponto era absurdo. Assim, alera
da filha legitima, aquelle velho patife do
Jayme Bernier possuia uma filha natural,
Mara Angela. .. que tambera era mSi de
outra filha... Einma Rosa, legataria da
bonita somma de quatrocentos e quarenta
mil francos.
Como te amo !... minh'alma
S'enebria em contemplar-te !
Na trra, em toda parte
Vejo-te sempre a sorrir 1
Na neute caliginoza
Da minha vida nditoza,
Que ao desvario conduz,
T has sido, minha amada,
A estrella da madrugada,
A salvara >. c a luz !
Recife, 12 de Abril de 1886.

F. Livino de Carvalho.
Medico illostre
Ao amigo, distincto poeta lyrico Jos ura-
liano C. de Atbttqtterque
E' elle um sabio,... clinico profundo 1
Um talento explendoroso... Umobstrta
Que j tjcou a diffieultosa meta
Das grandes glorias (leste frgil mundo !
Com a front'erguida a doutrinar jocundo
Travou-s'em luta peito a peito, athlta!.. .
Luctando alegre, como diz o poeia.
Contra o archanjo do sepulchro immundo !
Mas, oh I desgraca fatalidade fea I
Quanto mais o mestre seu talento ateta
Bcbendo luzes,... ecom trabalhos rudes,...
Tanto maia a raorte lhe persegue 03passos!..
Sempre do engao a vacilar ros bragos
Enchendo turabas e esgotando almudes \
Recife, 11 de abril de 1886.
F. Livixo de Carvaliio.
O pentfeado das senhoras
O perneado da.s senhora3 est outra vez
em erise, diz umjornal estrangeiro.
De Londres e de Pars, os centros di-
rectores da moda, annunciam que o pon-
teado alto volta a estar em baixo e que
antes de um anno imperarlo d3 novo os
penteados baixos.
A questao mais gi-ave do que parece,
porque o imperio do ponteado alto foi quasi
sempre seguido por excessos cuja perpec-
tiva trazia aterrado o genero masculino e
o femininose que ha alguraa cousa em
questao de modas que possa atterrar as
mulheres.
Quando se recordara os terriveis pentea-
dos do seculo XV, os promontorios do se-
cuto passado, quo obrigavam as senboras
a ajoelhar se para poderem entrar nss suaa
carruagens, e os fisiissimos chignons de;ha
vinte aunos, devem dar-se gragas a Deus
de que os panteados altos nao teu'aam se-
guido a progressao crescente e estejam j
era decadencia.
Alguns escriptores fraacezas publicaran,
ha pouao, uma obra sobre a historia do
ponteado em Franga. O livro parece um
raartyrologio interminavel, era que as mu-
lheres foram sempre victimas do caballei-
reiro o da rao lista.
Que soffrmentos devia n tar s'ipportale
quando ha tres seculos ura pent .> ser-
via de chapeo c tinha tres ps de altura,
com o p -so corrospondenta Quando ha-
via vendaval, as satastrophas erara terri-
veis. Para entr>rera as casas, as senho-
ras tinhara que passar de gatinhas pelas
portas, posigao que nada tinha da elegan-
te e de distincta. A construegao deste pen-
teade custava uraa porgao do dinheiro.
Nos seculos XVII e XVIII os pentea-
dos tambam foram terriveis. Entilo conhe-
cerara os nossos antepassados invengoes
tremebundas de volumosos penteado3.
A fragata a toda a vela era muito
admirada. Urna enorme cea tinha do florea
considarava-se eomo o cumulo da forraosu-
ra e da distncglo. As senhoras dorraiam
as cadeiras para nao estragare ra os tou-
cadoa. Que rnartyrio Bom ser, pois,
qua a moda ponha de parte 03 toucados
altos.
O italia io reflectio durante algun3 se-
gundos, depois tornou a ler p 'la segunda vez
o rascunho do testamento do ex armador.
Vejamos, murmurou elle cm seguida,
Cecilia Bernier herda oitocentos e oitenta
mil francos, mas herdaria tudo se a filha
de Angela raorresse, nao tendo que pagar
irma natural senao uma renda vitalicia,
renda que oesaaria se Maria Angela') mor-
rese. Cecilia Bernier possuiria ent3o a
fortuna inteira, s para ella.
Proli levantou-sa, passeiou pelo quarto,
de ura lado para outro, com uma agitaga
febril; depois parou de repente, levando
as raaos testa, corao s> quizesse que
cerebro cstourasse.
A idea que rae acaba de atravessar
espirito um rasgo de genio peasou elle.
Os trezentos e cincoenta rail francos que
tenho nao me bastara... Quero tudo I...
Tudo I... repetio elle,recoraegando
seu passcio de fra na jaula. Ser possi-
vcl?
a Porque nilo !
Nada irapossivel a quem possue uma
vontade corao a minha.
c Aqui est ura papelinho que eu fiz bem
em nao o queimar ainda agora, accres-
centou rile, pegando no recibo do banquei-
ro de Marselha. Convm gurdalo e cui-
dar nelle, como da menina dos meus olhos
e guardar tambera o rascunho do testa-
mento.
Metteu os doua papis na carteira de
Jayme Bernier, j alliviada das notas de
b-auco e de outro3 papis que continha.
Agir, tratase de queimar isto, con-
tinuou ella, designando a papel >da espa-
Ihada n'um dos cantos da Besa e vo
juntar-lhe a carta adiada na ra das Da-
mas o que me poz na pista desta fortuna.
Eraquanto falla va, o italiano pr. no bolso do sobretudo 3 nos do ensaco,
mas sem resultado.
Comtudo, tenho a certeza qu>< metti
a carta aqui murmurou elle, franziudo
sobr'ilho por modo que dennciava uma
gran le nquietagao.Aqui, nesta algibeira
da eaquerda, estou certo absolutamente
certo.
E contiauava a procurar e nada on:on-
trando, proseguio :
Nao I... nao a tenho J nao a
tenho 1 Perdi-a Perdi-a, quando ? Per-
di a onde ? No vagao, talvez no hotel,
na eatagSo do caminho de ferro de Di-
jon. .. no caf do tbeatro.. E' irapossivel
sbelo. (Continuar-se-ha)
Typ do Diario, rna Duque de Caxias n. t.
-v
!
I


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