Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19532


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Full Text
AMO Lili NUMERO 100
PARA A CAPITAL E LltAHKS OKDE MAO SE PAGA PORTE
Por tres mezcs aiantadoa
Por seiB ditos dem......
Por um anno ideru......
Cada numero avulso, do mesiro dia.
6,5000
12(5000
24,5000
,5100
PARA DENTRO E I OH A DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.....
Por nove ditos idem.......
Por tun anuo dem.......
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
20^000
270OCO
*KO
DIARIO DE PERNAMBUCO
ftoprietafc fce JElatwel Xjgunra i>* -feria & -ftlljo*
TELEGRAMHAS



ssaviga mmmi s mi:
RIO DE JANEIRO, 2 de Maio,
1 horas ^ 45 minutos da tarde. (Rece-
ido s o horas e 45 minutos, pelo cabo
submarino).
Em neo ce boje da Cmara do*
Deputado* foram reconnecldo* on
poderes don ir.: Vielra da Miltn.
pelo Haranbao; Americo tomen, Ay
res Janqneira e Pedro Carnelro.
pela Babia: e Rodriguen Alie, por
MIO l'iinl.
imanh. 1 bora da larde. Ce-
ra lugar a abertura da 1.* cao da
?o. legislatura la ANweoibla tieral.
Foinomcndo lente Mubwllluto da
l-'aculdade de Direito do Recite, o
Kr. Auguftto < arlos Vaz de Oliveira-
Durante toda a emana Onda, mo
reclamaran! o embolso I ponsuido-
res de apolicew. representando o to-
tal de b!iooS(mmi.
dula as asMOciarfteN pas c nim-
merciaeN lem adherido.
RIO DE JANEIRO, 3 de Maio, s 3
horas da tarde. (Recebido s 4 horas, pelo
cabo submarino).
Coni a NOlemnidade do enlyl lo
al)rii> se boje al. sesso da SO.1
legislatura da Assembla Geral-
Forana nomeadoi:
Director da directora geral do
coutenciofto do Tlicsou.ro .\aciona!,
o ajudante do procurador fiscal Dr.
Jos Antonio de Azevcdo Castro ;
Contador da directora geral da to-
mada de contas, o 1." eseriptu rario
da directora seral da contabilidade
loft da Cunba Valle :
TbeNoureiro geral do Thesouro, o
1. escripturario los Augusto ls-
cente Pinto.
Foi agraciado com a gr-cruz
elTectiva da Ordem da Rosa, o sub-
dito francs: Dr. Pasteur.
Fallecen o major de engenbei-
ros Dr. fos Tiburcio Pereira de
Mngalbes.
Por isso mesmo que o imposto urna da parte
fortuna dos eidados, deve ser tanto quanto possi-
vel, a retribuico da seguranza e da produego
iroduzidas pelos agentes do governo e das airai-
aistraces locaes,e tambem a de alguna outro3
servicos geraes ou de trabalhos pblicos ile creco-
obecida utilidade.
' por isso que elle nao deve considerar-se legi-
timo, senao quando o estado fornece aos contri-
buintes, em troca d'aquelle sacrificio, urna vanta-
gem equivalente. A formula, pois, do imposto
deve ser :o premio de seguro, isto, a quota in-
dividual as despezas necessarias para garantir
seguranga da pessoa e da propriedade dos cid..-
dos, e mais o salario dos outros servidos que o go-
verno presta juntamente com aquelle servido fun-
damental e indispeusavel, e que necessanamente
seu monopolio, porque nao se poder a adro i tt ir para
elle a livre concorrencia.
A natureza dos impostos, a materia collectavel
sobre que devem recabir, o seu modo ce lanca-
mento e de cobranca, a sua forga productiva, a saa
influencia na produccao geral da riqueza, e ainda
outros pontos que lhes rerpeitam, contituem outros
tantos ramos de urna sciencia especial, que urna
applicagd da economa poltica, e que se denomi-
na sciencia ds Guaneas.
ii',:::::::::';::: sava:
(Especial para o Diario)
PARS, 2 de Maio.
O emprestimo ser emittido a
.so francos ao juro de 3 /o-
ROMA, de Maio, tarde.
As exequias ci%i* do Dr. Bertani
fiveram I usar !ioJe e foram mullo
Importantes.
PARS, 3 de Maio.
II.- e expirar amanli o praso do
punufgi enviado pelas potencian eu-
ropeas ao governo grego.
A situaco !o Oriente grave.
Agencia Huras, filial em Pernambuco,
3 de Maio de 1886.
INSTRCCIO POPULAR
economa poltica
(Extrahido)
DA BIBLIOT1IECA DO POVO E DAS ESCOLAS
CAPITULO V
Consamo da riqueza (
^onclusao)
Tal consumo deve, portanto, considerar-sc im-
tnoral. Igual qualificago tcem os consumos que
prejudieain a dignidade de outrem e os que remu-
neran! servicos degradantes.
Consumos pblicosO que se consom em bene-
ficio do municipio, do distncto e da nacao inteira
constitue os consumos pblicos ou governaroentaes
a que geralmcnte se d o nomc de despesas publi-
cas. ....
A qualidade dos consumidores nao muda a na-
tureza dos consumos. As nages, os districtos, os
municipios, as aisociaccs de todo o genero, fasem
consumos inteiramente anlogos aos dos particula-
res, e que sao : reproductivos, productivos u im-
productivos, As differentea despezas publicas sao
consequencia necessaria das dveisas funeges
que no organismo politicj, incumbem ao governo
e as autoridades.
Impostos. PduzcabO governo central e as
administraciR'S locaes occorrem s despesas publi-
cas por meio dos recursos provenientes dos rendi-
mentos de algumas propriedades publicas, e prin-
cipalmente por meio dos impostes e do crdito.
Como, porm, os juros dos eraprestimos sao pagos
fi custa de accrescentamentos nos impostos, cla-
ro oue o recurso por excellencia, para fazer face
ii-___A -. 'mnnatn mi Prnrrihniftn
jarte orncm___
Ministerio do Imperio
Por despacho imperial de 24 de abril
foi elevado a Visconde o Bariio do Salto.
Foram concedidas as honras de co
negos da S de Olinda aos padres Joaquim
Antonio de Siqueira Torres, B^reardo de
Garvalho Andrade e Pedro Soares de Frei-
tas.
Ministerio da Justiea
Foram nomeados juizes municipios
e de srphios :
Do termo de Piraecabs, na provincia
de S. Paulo, o bacharel Adolpho Correia
Dias;
Do termo de Arassuaha, na provincia de
Minas Geraes, o bacharel Basilio da Silva
Santiago ;
Do termo de Jarajru, na provincia de
Goyaz, o bacharel Joao Bonifacio Gomes
de Siqueira filbo.
Foram demittidos, a pedido:
O bat-harel Jos Joaquim Baeta Neves
Flhn, do lugar de juiz municipal e de or-
phos do termo de Abaet, ca provincia
de Minas Geraes.
Do igual lugar no termo de S. Jos do
Tocantins |na provincia de Goyaz, o ba-
charel Jos Aniceto Paula Candido.
Foi removido, a pedido, o desembar-
gador Joaquim Francisco de Faria, da re-
lago de S. Paulo para a da corte.
Foi nomeado official, servindo de se-
cretario da polica das Alaga8j Manoel
Gracindo Rebello.
Hinisterlo da Fazenda
Foi nomeado guarda mor da Alfan-
dega [de Santos o ex-guarda-mr da de
Pornarobuco, Jos Dias de Mello.
Foi nomeado ajudante de guarda-
mr da Alfandega da curte Aurcliano de
Souza Nogueira da Gama.
Foi aposentado o director geral do
contencioso do Thesouro Nacional, conse-
Iheiro Baraj de Paranapiacaba.
-------------cscaaag
Ministerio da Agricultura
Ao engenheiro fiscal da ferro-via do Na-
tal Nova Cruz, era 17 de abril, foi ex-
pedido o seguinte aviso :
Em requerimento de 11 de marco do
anno prximo passado, recorreu a compa-
panhia dessa estrada de ferro para o con-
selho de estado, do despacho pelo qual foi
indeferido o seu requerimento de 14 de
agosto do anno anterior, reclamando o pa
gamento do prejuizo de 125:233)1850, que
allegou haver tido no exerci io de 1883
1884. Em solugao desse recurso, tendo a
secgio do imperio do conselho de estado
ponderado :
t Que o art. Io, $ 2o da le n. 2450 de
24 de setombro de 1873 determin: Ha-
vendo garanta o governo se limitar
ajian$ala\
.i Que a concessao da estrada de ferro
do Natal a Nova Crnz, foi feita pela ad-
miuistraso provincial, que garanti os ju-
ros de 7 't0 sobre o mximo de 6,000:000
autorisada pela lei n. 682 de S de agosto
de 1873;
Que pelo decreto n. 5,877, de 20 de
fevereiro de 1875 o governo imperial, em
virtude da lei n. 2,40 de 24 de setembro
do 1873, concedeu tianc^ daquella garan
ta o outros favores que constam do referi-
do decreto;
n Que pelo decreto n. 7,048, de 18 de
outubro de 1878 foi fixado o capital para
construccao da dita estrada em........
5,496:052^544, tendo sido anteriormente
approvado3 os estudos definitivos de toda
a estrada pelo decreto n. 6,875 de 6 de
abril do m< rno anno ;
Que vista dos decretos n. 5,877, de
20 de fevereiro de 1875 e n. 6,875 de 6
abril de 1878, claro que antes dos estu-
dos relativos ao tragado da estrada, conce-
deu o poverno imperial a fian$a da garan-
ta de juros ; c qm, portinto, nenhuma pro-
va ainda tinha da renda provavelda estrada
e s assim praticou em virtude da termi-
nante disposijao do 2, art. Io da lei n.
2,450 ;
Quefeitos os estudos do tragado, a sup-
plicante deveria ter procurado os dados ne-
cessarios para veritcar se contava ou nao
com urna renda de modo a nao sacrificar
a importancia da garanta ;
< Que, nestas condic3es, comprometien-
do se a custear a estrada, implcitamente
aceitou a companhia a responsabilidade dos
prejuizos oceurrentes;
uHouve S. M. o Imperador por bem,
conformndose por sua imraediata resolucao
as despezas publicas, 6 o imposto, ou contribuiciio ^
imposta pela soberana %^c*lXn de 6 de margo prximo passado, com o
^iTKl^ d* herida seccao do conselho
eci lmente segundo a sua fortuna. de estado, negar provimento ao recurso m-
terposto pela companhia: o que cjmmunico
a Vmc. para os devidos fins.
Deus guarda a Vmc- A. da Silva
Prado. i>
Ministerio da Guerra
Foi reformado, de conformidade cora
a Ia parte do 1" do art. 9o da lei
n. 648 de 18 de agosto de 1852, o capsl-
12o tenento do corpo ccclesiastico do extr-
cito conego Francisco Bueno de Sampaio,
visto achar-se aggrejado ao referido corpo
ha mais de um anno, e ter sido julgado in-
capaz de servigo do mesmo exercito em
nova inspeegao de saude a que foisubmet-
tdo.
Foi transferido para a 2a classe do
exereito. de conformidade com a inme-
diata e imperial resilugao de 1 do Abril
de 1871, o maior do 29 bitalho di in-
famara, Jos Estanislao de Pnho, ficando
aggregado arma a que pertence, visto
ter sido julgado incapaz do servigo do mes
rao exercito era inspecSo de saudo a que
foi submettido.
Mandou-so reverter a Ia classe do
exercito o tenente Miguel .archanjo Deus
Adiante e o Io taante graduado Jos Al-
berto Rodrigues, este aggregado arma
de artilharia c aquella de iniantaria, vis-
to terem sido julgados aptos para o servigo
do mesmo exercito, era nova inspeegao de
saudc a que foram submettido3.
Foi desligado e major do 4" batalhao
de infantaria Basilio Magno da Silva que
estava servindo no 10", afira de seguir
o para seu batalhao.
Ministerio da Marlnha
Foram mandados embarcar no encoura-
gado Javar/ o 2" tenente Julio Mara dos
Santos Olivera e S, fieando sem offeito
a sua noraeagao para embarcar na canho-
neira Traripe; nesta o 2" tenente Fran-
cisco de Paula Oliveira Sampaio ; na cor-
veta Amazonas o 1" tenante Francisco Ga-
villo Pereira Pinto, destacando s ordens
do quartel general ; no encouragado Ria-
chuelo o guardio Jos Victorino; o no en-
couragado tolimoes o fiel Manoel Zeferino
Correi a.
Mandou-se passar do encouragado
Sete de Setembro, um official para o Soli-
moes e outro para o Javary e do Aquida-
ban e um para o Solimes
------------sgge>-----------
Governo da provincia
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 1 DE
MAIO DE 1886.
Argemira Guilhermina Fetosa Breken-
feld. Informe o Sr. inspector geral da In-
struego Publica.
Abaixo assignados de negociantes impor-
tadores de ferragens. Informe com ur-
gencia o Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial.
Capitao Angelo Vieira de Sampaio. -
Sim, mediante tanga, depois de prestadas
as contas do que recebeu em 20 de Junho
do anno prximo passado.
Antonio Buarque de Barros Correia.
Deferido com officio ao Sr. brigadeiro com-
mandante das armas.
Commissao encarregada das obras da
capella de S. Sebastiao de Nazareth.
Tendo sido extrahida apenas a Ia parte n.
133 da lotera em favor da capella de que
se trata, autoriso nesta data o Thesouro
Provincial a entregar, mediante tianga, o
producto do respectivo beneficio na impor-
tancia de 600.
Julio Cesar Gongalves Lima.Informe
o Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Jos Paulino dn Silva Filho Informe
o Sr. engenheiro fiscal da estrada de ferro
do K vite a Caxang.
Major Justino Rodrigues da Silveira.
Fornega-se.
Tenente Manoel Carneiro Machado Frei-
r.Fornega-se.
O mesmo.- dem.
Bacharel Manoel Feliz Gitirana.In
forme o Sr. inspector da Tiiesouraria de
Fazenda.
Major Miguel dos Anjos Alvares dos Pra-
zeres. Ragistre-se em vista do determina-
do em aviso do Ministerio da Justiga, de
30 de Janeiro do corrente anno.
O mesmo.De se.
Manoel Caetano de Mallo. Deferido
com o officio ao Sr. director do Arsenal de
Guerra.
Ssnhorinha Maria de Oliveira Mello. -
Informe o Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial.
Vi:ento Gueies de Araujo.Encami-
nhe se, devendo o supplicante pagar o por-
te na rpartigaj los Correios.
Secretaria da Presidencia de Pemambu-
co, em 1." de Maio de 1886.
O portero,
J. L. Viegas.
Repartico da Polica
Secgao 2.* N. 441. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 3 de Maio de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram recolhidos na Casa de Detengao
os seguintes individuos :
No dia 1 :
A' minha ordem, Antonio Jos do Nascimento,
couhecido por Barana, Manoel Ferrera da Costa
e Joaquim Telles Jnior, conhecido por Magalha,
viudos do termo de Aguas-Bellas como senteneia-
d s ; Joao Pedro de Souza e Josepha Mara da
Conceicao, vindos do termo de Gumelleira, como
crimino 303.
A' ordem do Dr. juiz de direto do 2 districto
criminal, Caetano Francisco ds Paula, como pro-
nunciado no art. 205 ao Cod. Crim.
A' ordem do subdelegado do 1* distncto de S.
Jos, Manoel Jos de Sant'Anna, alienado, mi-
nha disposico, at que possa ser transferido para
o ssylo da Tamarineira; e Theresa Maria de Je-
ss, por disturbios.
No dia 2 :
A' minha ordem, Delfirio da Silva Tavares, por
se acbar pronunciado no art. 167 do Cod. Crim.
A' ordem do Dr. juiz de direito do 2" districto
criminal, Manoel Augusto Ferreira Novaes, como
pronunciado no art. 264 4o do Cod. Crim. com-
binado com o art. 21 da lei n. 2,033, de 20 de Se-
tembro de 1871.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio, Jos
Antonio de Oliveira e Alfredo Bezerra de Maga-
lhes, por crime de ferimentos.
A' ordem do 1" districto de S. Jos, Lucia Fran-
cisca das Chngag, Targinio Jos da Silva, Libe-
rato Francisco Correia de Araujo, Juvencio Cosme
do Nascimento e os escravos de nomes Themoteo
e Miguel, por disturbios.
A' ordem do de 2* districto de S. Jos, Roberto
Joao Nepomuceno, por crime de ferimentos.
Huntem, s 3 horas da tarde, os individuos
de nomes Jos Antonio de Oliveira e Alfredo Be-
zerra Magalhaee, encontrando-se, ni travessa da
ra do Bom Jess das Crioulas, com Manoel Mu-
niz do Amaral, travaram-se de razoes com este em
quesa praticaram dous ferimentos na cabera.
Os delinquentes foram presos em flagrante e
contra os tnesmos procedeu-se nos termos do m-
querito policial.
Ainda bontem, por volta de 2 horas da tarde,
na ra Imperial e na occasiio em que atravessava
de um para outro lado da ra, f > atropellada pelo
bond n. 1"2 a viuva de nom>; Francisca Maria da
Trindad-, de 85 minos de idade. A referida viuva,
que moradora na n- sin:', ra, fico'j com os dedos
do p direito esmagados e soffreu um grande talho
no p eaquerdo.
O cochero do bond, na obstante ter sido per-
seguido, conseguio evadir-se.
0 subdelegado do districto mandou recolhcr a
otfendda ao hospital Pedro II e sobre o facto pro-
cedeu nos ulteriores termos da lei.
Communicou ms o delegado de Canbotinho,
em officio de 1 do corrente, que fra capturado o
criminoso Angelo Jss da Sifa, cunhecdo p*r An-
gelo Wanderley.
O referido criminoso est pronunciado no art.
205 do Cod. Crim., no termo de Pesqueira, para
onde ser opportumente remanido.
No dia 28 do mez findo, apres mtaram-se vo-
luntariamente ao delegado do termo de Correntes,
afim de serem recolhidos na cadeia. os criminosos
Theotonio Fernaudes Lima e Francisco Braz Ro-
meiro Capit.
O primeiro est pronunciado no art. 205 do Cod.
Crim. e o segundo no art. 271 do mesmo cdigo.
Pelo delegado do termo do Limoeiro, foi re-
mettido ao juizo competence o inquerito policial a
que procedeu contra o capilao Joa Correia de
Oliveira Gao. por ha. er no dia 30 do mez ulti-
mo, era casa de sua residencia, castigado immode-
radamente a um escravode nome Rjdopiauo, em
quem produzio grave incomraodo de saude.
Communicou-me o cidado Epiphanio de
Franca Mello, que em data de 1 do corrente as-
sumira. na qualidade de Io supplente, o exercco
da delegada do termo de Olmda.
Deus guarde a V. Exc.IHm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leuo,
muito digno vice-presidente da provincia.
- O chefe de poli.ua, .Intento Domingos
Pinto.
Commando das
Irmas
QUARTEL ({EXERAL DO COMMANDO DAS AR-
MAS DE l'ERNAMBL'CO, EM 1 DE MAIO
DE 1886.
Ordem do dia n. !>0
Dcferindp nesa data o requerimento do
Sr. 2o cadete do 2 batalhao de infantaria
Gongalo Uchoa de Souza Leao, em que
pede exonoragao de lugar de almoxarife
interino do Forte do Buraco : nomeio para
substituil o tambem interinamente o furriel
do mesmo batalhao Manoel da Motta Ca-
bral.
(Assignado) O brigadeiro Agostinho
Marques de S, coramandanto das armas.
ConfirmeO tenente Joaquim Jorge de
Mello Filho, ajudante de ordens interino
e encarregado do detalhe.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DE 1 DE MAIO DE 1886
Prcts e folhas do corpo de polica e da
guarda cvica.Exarainem-se.
Joaquim Jos a Silva Moreira, -Entre-
gue-se pela porta.
Manoel Gongalves Agr.Iaforme o Sr
administrador lo consulado.
Pontos da bibliotheca e da secretaria da
presidencia.Ao Sr. pagador para os de-
vidos fins.
Josepha Carolina Cordeiro da Rocha.
Registre se e fagara se as notas competen-
tes.
Luiz Bernardo Castello Branco da Ro-
cha. Cumpra se a precatoria.
Joio Pereira de Farias, Urbano Sabino
de Paula Costa e Antonio Fernandus Xa-
vier de Lima.Certitque-se.
Prets e folhas da guarda cvica e do cor-
po de polica.Pague se.
Vigario Lourengo d'Albuquerque Liyo-
la, director da bibliotheca, J. J. Alves de
Albuqnerque, Antonio Gomes Paes e Fiel-
den Brothers. Informe o Sr. contador.
Vigario Zfrino Ferreira Velloso e Dr.
Felippe de Figueiroa Fara.-Entregese
a quantia em deposito.
Miguel Nunes de Freitas e Jos Felippe
Gomes Jnior. Rogistre-se e fagam-so os
assentamentos.
DIARIO DE PERMIBCfi
RECIPE, 4 DE MAIO DE 1886
noticias do Su! do Imperio
O paquete americano Adv.nce, entrado hontem
do sul, trouxe as seguint's noticias e as que cons-
tam das rubricas Po^e Oficial e Interior :
Paran
Datas at 21 de abril :
O presidente da provincia regressra ca-
pital, depjis ae ter visitado Guarapuava e outros
pontos.
Falloceram : na capital, o alferer Manoel da
Costa Cabral, Joaquim Ferreira Prelona Lapa 9
Jos Soares de Siqueira, e em Cimpina Grande,
Joaquim Alves dos Santos.
S. I-a ii I o
Datas ate 27 de abril :
Fra prorogada at 30 a sesso da assembla
provincial.
Diz o Carreo Paulista.no que um grupo de
criminosos homisiados na provincia de Minas, ca-
pitaueado pelos irmSos Seixas Ribeiro, atacou a
casa de residencia do vigario de S. Jos do Rio-
Pre o, com o fim de espancal-o.
l?cvido a intervenco de diversas pessoas, nao
conseguiram os malfeitores realisar o criminoso
intento.
Em seguida dirigiram se elles casa do subde-
legado de polica, prendern)-n'oencarceraram n'o
c depois evaHiram-se.
Consta qne individuos mal intencionados, resi-
dentes em S. Jos do R:o Preto, foram os cabecas
do plano de ataque e desordens, com o fim de
obstarem que all funecionasse a junta do alista-
ment militar de que faziam parte o subdelegado
de po'icia e o vigario.
L-se no Diario de Sorocaba :
Aqui se acham os engenheros Theodoro Sam-
paio e Francisco de Paiva e Oliveira, em prepara-
tivos para a cxploracao dos ros navegaveis que
ti ii::n entre esta provincia e a de Malto-Gros3o.
Os Drs. Sampaio e Paula e Oliveira j ize-
ram urna pequea excurso no rio Itapetinga, e
pelo que virara do mostras de acreditar na possi-
bilidade de urna franca navegaco fluvial.
O Uiario Popular refere o seguinte :
O Dr. Joaquim de Paula Souza, que conserva
aquelle ardor pelas exploraces e pola caca, que
fez dos antigos paulistasos descubridores e pone-
ros do3 sertes do sul do imperio, seguio em fins
do mez passado para viajar a regio metallifera e
diamantina do interior de Minas, tendo como pon-
to final da viagem a fazenda da famitta Couto de
Magaihes, ao p de Diamantina onde ia tomar
parte em urna estaco de ca;a.
Alm de outros animaes, a acada deu em re-
sultado a morte de tres enormes oucas, sendo uina
panthera negra, que no lugar chamam tigre,
urna pintada e urna canguss : esta ultima fui
raorta pelo nesso Ilustre e joven comprovinciano,
em companhia do caplto Antonio .'outo de Ma-
galhes, segundo consta de um telegramma, que
vimos, expedido hontem da Diamantina para esta
cidade.
Escreveram do Jaboticabal ao Diario Mrr
cantil, de S. Paulo, em 18 de abril :
Em S. Jos do Rio-Preto um grupo de 40 ou
50 criminosos, chamados da famosa i I ha do Rio
Grande, e capitaneados pelos Seixas Itibeiros, es
pancaram brbaramente o vigario Jcs Beuto da
Costa, deixando-o por morto ; agarraram o sub-
delegado ce polica, o distincto cidido Joaquim
Nicolao Rodrigues da Gama, espancaram-o cruel-
mente no aeio do largo, amarrarara-o, amordaca-
ram-o e assim o pobre velho foi arrastado pelas
ras e o occultarara.
Iuvadiram a agencia do correio para assas-
sinar o agente Pedro Gama, que conseguio es-
capar e chega.- aqui no da 17 do corrente, ater-
rado. O grupo dirigi so fazenda do respeita-
vt I major Soares de Hastilho, para asassinal-o e
familia A ponuena foro i de dez pracas, que ha
um mez veio para Jaboticabal, composta de inoci-
nhos, nao quer seguir, alm do que, nao sulS-
ciente para tamaita diligencia.
Em Barretos, tres grupos numerosos, capita-
neados, fazem correr sangue diariamente, espan-
cando, ferindo e dando tiros, desafiando os pode-
res pblicos. Nao ha all nenhuma autoridade
policial, e ninjuem quer servir tal cargo.
nio de Janeiro
Da'as at 28 de abril :
Constam as priucipaes noticiasda carta do nosso
corresponte. na rubrica Interior.
A cmara dos deputados funecionara 26 o
27, e o resumo do seus trabalhos va publicado na
8a pigiua.
A' 27 coraecaram s sessoos prep iratorias
do senado. Depois do expediente, declareu o Sr.
presidente que, verificando-se haver na cr'e cu-
mero snffieeute de sena lores para abrir-se a as-
sembla geral, ia ofiiciar ao governo, podendo da,
hora e lugar em que Sua Uagestade receber a
deputaco do senado que tem de pedir a designa-
cao do dia e hora para a missa do Esp rito Santo,
e hora e lugar para abertura da l1 sesso da 20a
legislatura. Em seguida foram sorteados os mem-
bros da deputaco, que fieju composta dos Sis. :
Avila, Affon-o Celso, Castro Carreira, Carro,
Visconde de Paranagu. Vieira da Silva e Cunha
FigueireJo.
Constava ao Jornal do Commcrcio que,
usando da autorisaco concedida pela le n. 3271
de 28 de sctrmbro ultimo, deliberou o governo,
por decreto de 27, innovar o contrato celebrado
com a Companhia Brasilcira de Navegaco por
Vapor, mediante as clausulas eguintcs :
I. Ser desde j reduzida de 20 / a subven-
gao que ora percebe emp.esa ;
II. O praso do contrato autorizado pelo decreto
n. 8835 de 5 de Janeiro de SS.' fica prorogado
at 30 de abril de 1886 ;
III. O porto da escala da provincia da Para-
hyba ser o do Cabedcllo, e nelle ter a compa-
nhia lancha de vapor para embarque e desem-
barque de passageiros e suas bagagens, assim dos
que procederem como dos que se dirigirem par* a
capital da provincia, sem q* por este servico
possa a empresa exigir qualquer retribui^ao ;
IV. Precedendo autorisaco do miuisterio da
Bgricultura, podrr a companhia incumbir a qual-
quer empresa de navegaco | or vapor o servico
da linha entre os Dortos de Belm e o de Man s,
fieando estabelecido que ser feita custa da
companhia a baldcacao dos passageiros e cargas,
no primeiro daqncllcs portos, do paquete para o
vapor que d'alli houver de partir para Manos e
vice-veisa, bem como que a entrada do paquete
no porto de Belm e a sua pirtida coiucidiro
com a sabida e entrada do vapor da liuha es-
pecial.
V. Pela infraeco ou inobsrvancia de qualquer
destas clausulas, ou de qualquer outrados contra-
tos vigentes qual nao se achar comminada es-
pecial peana, iucorrer a companhia as multas
de 100i, no mnimo, e 500-i, no mximo.
-- tiendo de 729:0003 a subvenco de que.c-
tualmen-e goza a Companhia Brasileira, a econo-
ma annual do Estado, medianto as clausulas
cima mencionadas, ser de 145:S00. Eie acto
do governo digno, portanto, d-- toda o applauso,
tendo conseguido conciliar o interesse das commu-
uces interprovnciaes com a necessidade da re
duejo da despeza publica. Hao de merecer-nos
sempre sincero louver as deliberarles que, sem
desorganisaco dos servicos neeeoearos nem
offeasa de nenhum direito adquirido, tenderem a
tal resultado. Tem sido e ba de ser este o nosso
Detoida Cartlago, nem acreditamos que melhor-
mente possamos pugnar pela regularidade da vida
do Estado.
No dia 5, cahio sobre a cJad". copiosa chu-
vs, acompanhada de forte veuto, de que resulta-
ran! inuitos estragos e algumas desgracas.
E's as noticias commercacs da ultima
data:
Rio, 27 do abril do 1S8U. -O mercado de cam-
bio contuiua em alta : a taxa sobre Londres,
adoptada hoje pelos bancos, foi officialmente 21
lid., mas i a pregos mais altos se realisaram
INTERIOR
operacoes :
As tabella no Commercial e na Comraereio e
as taxas no London Bank e English Bank, sao
officialmente as seguintes :
Londres, 21 1/5 d., a 90 d/v.
Pars, 449 rs. por fr, a 90 d/v.
Hamburgo, 555 rs., por m., a 90 d/v.
Italia, 455 e 453 rs. por lira, a 3 d/v.
Portugal, 254 /0l a 3 d/v.
Nova-York, 2*390 c 23S0 por dol., vista.
O movimento do dia foi regular sobre Londres
a 21 3,8, 211/2, 21 5/8 e 22 d, bancario, e a 21
3/4, 21 7/8, 22, 22 1/8, 22 1/4, e 22 3/8, d, paprl
particular ; e sobre Franca a 440 e 438 rs., ban-
cario.
Na Bclsa o movimento foi mais que recular.
Babia
Datas at 1" de maio :
Proseguid em seus trabalhos a assembla pro-
vincial.
Ainda se davam casos fataes de febre ama-
relia.
Rindeu a Alfaadega em abril 720:395*898.
Correspondencia do (Diario de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO cobtk27 de Abriljda
1886 '
01 mamo ;-r-A verificacao de poderes,Trabalhos
da l1 commissao.2" districto do Mara-
nhao.IS1 de Pernambuco.Contestac&o
do Sr. Alfredo Correia.O Sr. A. de
Siqueira na sesso preparatoria.Dis-
curso por elle pronunciado sobre negoci
de Tacarata.Sesso preparatoria do
Senado.Chapa liberal para a vaga dri-
zada felo conselheiro Silveira Lobo.
Occasio para conhecer-st as foreas dos
dous partido-! em Minas.Temporal ticemos no domingo de Patchoa.Os
ilamnos que causou.Redwxa? da taxa
dejaros dos Bancos do Brczile Inglez.
Mais urna loeufQa popu'.ar explicada
pelo Dr. Castro Lopes. Fost scriptum.
J vai come^ando a despertar iatiresse a veri-
ficacao de poderes na Cmara dos Deputados.
Hontem tratou-se na 1 commissao das elcicoes
do 2o districto do Maranhlo e do 1" de Pernam-
buco. Daquella foi relator o Sr. Gongalves Fer-
reira, e desta o Sr. Tarquinio. Feita a expoaico
do t rocesso eleiterai, tanto no 1" i;omo no 2o es-
crutinia occorridos naquelle districto, e especifica-
dos os pontos sobre que versava a i onfestacao do
Sr. Dominguesda Silva ao diploma espedido ao Sr.
Almeida Oliveira. pdio este comnisso que lhe
foase permittido examinar os respectivos papis e
estudar as actas, para o que preiisava leral os
para casa, se nisso nao houvesse incouvenijnfe.
Accedendo a commissao ao pedido, declarou o Sr.
Domingues que por sua parte s preeisava de uma
dilaco de 24 horas para apresentar a sua contes-
taeo e co n ella os documentos com que mostrar
ser elle o legitimo deputado.
Assentou-se em que, depois de vnltarem os pa-
pis da mo do Sr. Almeida Oliveira, seria rece-
bida a contestaeo do seu competidor.
Passando-sc ao 13 districto de Pernaaibuco, e
feita a respectiva exposigo, presentes os dous con-
tendores, apresentou o Sr. Alfredo Correia a sua
contestadlo, que leu e entregou a commissao,
acompanhando-a dos documentos c aprobatorios
das allegages que formulou.
Sem pretender antecipar conceiles, nem aven-
turar juizo sobre a deciso que leu ia de tomar a
oirinisso, seja-mo permittido, dizer que a leitura
daquella peca, escrpta com summa clareza, conci-
so e era estylo muito moderado, pareceu-me ter
pioduzido impresso muito favoravel ao seu autor,
tanto no animo da commissao, como no do audito-
rio, salvas as devidas excepgoes, pois entre os nu-
merosos espectadores estavam am gos do candi-
dato diplomado, como fossem os Snu senadores
Lu Felippe e Soares Brando.
O Sr. A. de Siqueira pedio, e lhe foi dada, vista
dos papis, accrescentando que, como o seu com-
petidor houvesse firmado uma de suas allegacoes
em informaco-'s, juizo e testemunho do major Leo-
nel Alencar, eile se antecpava em prevenir a com-
missao de que esse cidado nao mereca conceito
por ser um falsificador de firmas, como acaba de
ser provado na imprensa dessa proviuci i, mostran-
do ter elle falsificado a assignatura de um sup-
plente do juiz municipal, para reque er a demisso
desse cargo, que, em boa f, foi dala pela presi-
dencia.
Antes, porm, de comecarem os trabalhos da
commissao, em sesso e em seguida a leitura do
expediente, j o mismo Sr. A. de Siqueira pre-
texto de remetter mesa a'guus documentos, ti-
nha tratado cora bastante calor e largueza de ques-
toes attinentes ao processo eleitora,, protestaudo,
todava, vista das observacoes do presidente da
casa, que uo pretenda tratar da sua eleigo, pois
coubecia o regiment, mas simplcsmente apresen-
tar os citados documentos, vencendo as hesitages
em que por muito tempo se achou de dar-lhcs pu-
blicidade e tornir conhecidos 03 seus signatarios,
cujas vidas vo ficar expostas a serio perigo, visto
acbar-se a comarca em que elles residem entregue
a um faeinora, pronunciado por crimes horrorosos.
O orador refere-se a comarca de Tacarat, da qual
esse faeinora gab se de ser o s-nhor. como a elle
mesmo declarou, annunciando-lhe as violencias
que a praticar na eleico ; e com cffeito o que
elle all testemuuhou foi escndalo to vergonhoso,
foram tactos to horrorosos, que nao se suppunhaoi
que jamis tornassem depois da eL-ico directa, e
tal foi a sanha dos sicarios que elle mesmo, ins-
tigacoes de amigos, teve de refugar-se na pro-
vincia de Alagoas, temando ura trem extraordina-
rio. Continuaudo ueste tom e narrando fictos que
mostram o estado da comarca de Taearat, domi-
nada pelo citado faeinora, to do delegado, o qua!
s faz o que elle manda ; discorren por tresquar-
tos de hora o Sr. A. de Siqueira, s-udo frequente-
ment; interrompiuo pelos Srs. Antonio (Jrrela,
Rosa e Silva, Goncalvcs Ferreira e Costa Pereira,
e apoiado p -lo Sr. Lourenco de Albuquerque.
Seu fim, dizia elle, era chamar a atteng'o do
governosentindo nao ver presente nenhum dos
ministrospara o estado daquella comarca e pedir
garantas para aquelles seus amigos, signatarios
dos documentos, aos quaes admira e ante cuja co-
rageui ficou coramovido at as lagrimas, ven-
do-os arrostraren) as iras dos sicarios na defesa
dos si us direitos ; e agora que estao fetas as suas
reclamacoes, no interesse da ordem publica, cabe,
ao governo, especialmente ao Sr. presidente do
cons.lh}a quem faz a devida justiganao auto-
risar pela indifferenga taes crimes, e dar garantas
aos signatarios dos documentos citados.
Esses documentos sao declaracoes de eleitores
que dizem nao ter concorrido a eleico por causa
de violencias e embaragos que lhe oppozeram as
autoridades. Poreca que um delles reclama a
annuIlBgao da elegao por causa detall violen-
cias.
Se o presidente da cmara fosse im pones me-
nos tolerante e tivesse observado ri;erosiraento o
regiment, o Sr. A, de Siqueira nao teria discur-
sado como se a cmara j estivesse instaliada e
reeonhecida. Levantar tamandu, tazer aecusa-
co :s, pedir providencias ao governo, e discutir
negocios eleitoraes por antecipago, quando ape-
nas se trata de dar expediente ao que relativo a
verificago de poderese tanto que os pareceres
sao votados sem discufso; nao manoa original
do qne fallar por absurdo, como aconteceu na
paseada verificacao de poderc?.
Na forma do regiment i teve boje lugar a
1 sesso preparato-, ia do Senado, para se veri-
ficar se ha numero para a abertur i. E'apenas
uma formalidade, pcrjnc aqui na ci.-te acham-se
mais de 40 senadores.
O fallecimento do cjnselheiro Silveira Labo
abriudo uma vaga por Minas, vai dar lugar a
uma grande batalha eleitora! saque la provineia,
batalha em que, nao bavendo raso para as riva-
lidades e ciumes de campanario, vis o que a elei-
co por provincia, e nem sendo admissivel can-
didaturas provenientes de influencias de localda-
dudes isoladas,,ser occasio jara bem medir-se a
forca d cada um dos do is partidos constitucionacs,
salvo se na orgauisaco da chapa los conserva-
dores der-se ajnfelicidade, que alias nao presa-
mivel, que deu causa a nao ser aceita e respe-
tada integralmente de deput^dca na ultima
e eigo.
Dizem que hontem mesmo, logo que chegou a
noticia daauslle fallecimento, queja era esperado,
tioon anuullada a chapa liberal, composta dos Srs.
Candido de Oliveira, Cezario Alvim e Carlos
Aflooso, sendojpostoa margem o noaedo Sr. Felci?
dos Bnntoe, que entrou na anteriar, durante o mi-
nisterio de aeu preclaro amigo, o Sr. Lafayete,


Diario de PernambucoTer toa parte da Hita trtpBee eom o re. Ceiario
Atoim e Ignacio Martina, que foi o eacolhido.
Nao aei se a chapa conservadora ser organi
],J, com a mesma promptido, posto que eatejam
vito* todoa oa que compuzeram a que foi apresen-
ida em nome do partido na eleico de 1884ot
Jir. Brettaa, Evaristo Veiga e Gama Cerqueira.
Sata ultimo, que reside na Parahyba do Sal, pro-
vincia do Rio de Janeiro, posto seja poltico
aatigo e tivease sido ministro, parece que nao
vive mu lo na lemtotanca dos eos oomprovin-


No domingo -e paachoa. nte-bantem, por
cita das 3 1/2-borasaa tarde, cahio obre asta
cidade urna treaaenda aatega d'agtia torrencial,
ase prolengou-ae por anea a parte, com mais ou
Meaos intensidad*, e oataaon grande damnoa, nao
ament materiaes, como a marte de dous tod
vidaee no bairro das laarangearas, eme foi ude
a aguas fizeram maiorea eataagos. Cousa cu
riosa: os bairros pa este da cadade, como An-
dWraby Grande, Villa Isabel e S. Christovao sof-
freram menos do que a parte late e ao sol, como
Lamngeiras, Cattete, Bota Fogo, a. Clemente, etc.
A parte central da cidade, a que maia prozimo
Sea das tradas das montanhas e para onde arro-
ja as aguas que descea de Santa Tbereaa,
Faato Mattoa, Catumby, etc., tambem foi muito
damnificada. Alem de trras e areias arrastadas
dos atontes que obst-uiram algamas ruab, como a
do Riachuelo, em que o transito dos bonda e ve-
tocalos ficoit c< mpletamente interrompido e s foi
tausqneado no dia segrate por ingente trabalho
da eompanhia de bonds, houve verdadeira inun-
Bafil as ras do Reznde, Lavradio, Arcos e
Invlidos, de tal modo que os bonda boiavam as
naas, ao pasao que as aguas invadiram aa casas,
a jos pavimentas terreos elevaram-se u-ais
dedaus palmos.
lio Cattete e em outros pontos os cannos de
sagotoe arrebentaram, e ainda maia avolumaram
a Btasaa d'agua as mas. Na* Larangeiras as
acaas descendo encazoeiradas desde o Cosme Ve-
Ib e das montanhas latteraes, causaran) tal cheia
o o que corre ao longe de toda ra, que aeu
aiao interior tranabordou, quebrando muros, mu-
albas, cercas, arraatando algumaa pontea que
dio iagresso s casas, allagando oa terrenos das
tacaras e os pavimentos inferiores das casas.
Jura tal a impetuoaidade da corrente que objectos
aczadoe, pedras, trocos de madeiraa, vasos das
plaats.li foram levados pela ra at o Cattete.
ufa bond que subia para o Cosme Yelho, antes
da vencer metade da distancia a percorrer, foi
apaabade pela torrente e desencarrilhou, perdendo
togooe animaes, cujos tirantes ficaram desengata-
aaacxn os solavancos. Um dos passageiros, sal-
, cabio e foi envolvido pelas aguas que o le-
i de encontr a urna pedra com tal torca que
en instantneamente com a pancada que Jou.
i ostro, lancando-se tambem nagua, nao appa-
a mais. Os oito oa dez que ficaram, inclus:-
toas senhoras o o 1 delegado Dr. Mattoa,
'veram se no bond, que por fim foi estacar
. da ra Guanabara, ah esperaran, que aa
baixaaaem e ja era noite ({uando poderam
na ni mi molhadoa e mortoa de une, mas saos e
salves.
Os jornaes esto cheios de narraces e inforraa-
aaea de todos os desastres occorridos, e que ao lei-
5* estrauho pouco pode interessar.
Querendo aproveitar o Advance, que recebe ma-
3a a-aauh muito cedo, nao tenbo tempo para aln
jar esta; alm de que nao abuudam por aqu as
aovidadea dignas de menco.
A converso j pouco discutida vai sendo, e nao
meta que por emquanto seja por alguem recia-
sata o pagamento em ..iuheiro em vez de troca de
apatice.
Os Bancos do Brazil e o London aud Braalian
aaaaam de reduzir a aua taza por dinheiros rece-
badas- 4 premio, sendo 3 1/2 ',, para letras de 2 a
> mezes; 4/, de 6 11 mezes; 4 1/2 para 12 me-
ta tal caso convem mais aoa caoitahstas com-
"atar as novas apolices que dio 5 '<>.
Para terminar, recorro ao Dr. Castro Lipes.
i*... a p Sania Justa. Esta locuco, que
imjiii i, i I i para fazer sentir que foi dita a verda-
ae tada inteira, sem oinmisso de nenbuui cc-
toati, um effeito, segando o Dr. Castro Lopes,
4 transformismo, que elle explica minuciosamen-
Je, aaosti ando, como em muitoa casos de philologi,
ierre do povo transforma-se em acert e gauba
toa de cidade na repblica das lettras.
m E sabido, observa elle, que os escrptores por-
naanezes antigos tinham grande predilecto pelas
abreviaturas, quaado escreviam quer portuguez,
aacr iatim; nao menos sabido tambem, que
aa paiavras e trechos latinos cram entreaachadoa
ao discurso portuguez, como, por me servir de um
orntt culinario, se coatuma lardear a carne.
imagine-se agora que algum, ignorante da
"^y** de Cicero, e mal aabendo tambem a de Ca-
sara, encontrou as seguintes palavas, oa outras
aaatoaleates:
Deve-se dizer toda a verdade, nao mentir,
asa oceultar cousa alguma P.... a p, Sanct
Ai> ver aquellas judiciosaa recommendacoes,
jegaidas de trea paiavras latinaa, e julgando se-
nas estas a tradu^cio do que esta va precedente-
aeatc escripto era portuguez, concluio queP...
a p, Santa Jiixtasignifica va : Dizer a verrade
;w toda a individuacao, tko omitir ciratmstancia
hasta : quando as tres paiavras latinas esenp
taa por extenao sao Papam Sa/ictum Jaxla.
a Com t'ffeito, b* um sentido completo uaa phr-i-
jta: Deve dizer-se toda a \vrdad-, nao incu-
nem oceultar cousa alguma jauto ao Santo
Fapu; porquauto, tv diantode um padre quvquer
aaada a Santa Madre Igreja Catholica e Aposto-
ttx fcdaar.a que se confe a verdad,', tu lo se di-
jft, nada finalmente se Oeonlte, uito mais PopKM
'igmt/.i-ii JiLX'a (jun'o do Santo Papa).
Ora, poderia ter casualmente tiendo por desciii
* yp-jjraphico (como tantas vezes auccede) o
jiiciro a separado do primeiro I': e estando a
jegnnda sylaba p escripia com til em vez do m,
3agaiudo-ee lhe Sauclum em breve (Sanct.) e \o-
gadepois jaxla, o leitor ignorante soltrou a pri-
aea sylaba V... a, leJ a segunda toattodo o til
par m acceat i agod : p: C a abreviatura Sancl.
ttadepdo a preposici j'ixta como Santa Justa
Se cou^a nao foi assiin, como ia augura, di-
jam rgora o* sabios da escriptura-
PtMt scriptumui agora que hoje ainda conti-
nw. ui cmara a diaensaSo sobre ngoeioa elci
tavaes do 13> distrieto de Perr.ambueo. 0 Sr
Aatosio de -iqueira apres-ntiu um reqoerim to
jtsno copia da reclainacii do supplente do juiz
aroicipal d i Ex, contra a demissao qme lhe to:
Jad. em \ i: tude de um falso requerimeuto; e di
jeucio que ia justifical-o, tratou anda dos nego-
O Sr. Antonio Co-reia tomando a palavra, e
observando que a materia do requerimeuto nao ti
aba relacao com a questao da elei^ao do 13 diatric-
3a, tomou a defeza do tenente-coronel Cavalcanto
(ueira volta li tribuna e retoreo as
joa acenaacea, por entre as suas reclamaces e
xretestos dos deputadoa de Peruambuco, e up ia
k do Sr. Louren^a do Albuqut rque, qae promet-
tt,ta occasiito opportuna, manifestar o juizo qu
-%am do tenente-coronel Cavalcante.
So seguida d''U-se urna questao de ordem, levan
lanTn pelo Sr. Coelho Rodrigues, afim de aaber-se
je o diploma do Sr. Dorio est no caso de dar lhe
yi ttma resoluco, appellando para a casa, e o Sr
Aadrade Fieu. ira requer o adiamento, para ser a
Katio decidida na seseiio teguinte. E-ise reque-
tkaento approvado. Segue-se a votacao dos
pareceres recouheeendo deputados.
c
PERAMBCO
Assenibla Provincial
22 SESSO EM 15 DE ABRIL DE 1886
isaaiMraciA do exm. sr. db. josk mahoel de bab-
eos WASDEBLEV
Ao meio da, feita a chamada, e vnfieando-se
aatamn presentes os Srs. Katis e Silva, Solonio
de Mello, Barros Wanderley, Julio de Barros,
Saares de Amorim. Luiz de Andrada, Joo de S,
Koarignes Porto, Jo de Oliveira, Joao Al ves,
Tieeonde de Tabatinga, Lourenco de S>5, Hercu-
toae Bandeira, Javencio Matiz, Domin^ues da Sil-
va, Augusto Franklin, Baro de Itapissuma, Go
mes r*areate, Coelho de Morara, Sophronio Portel-
taJ*axedeB Pitanpa, RegueiraCoata, Andr Das,
rerreira Velloao, Reg Barroa, Joa Mara, Cos-
ta Gomes e Antonio Victor, o Sr. presidente de-
tiara aberta a sesso.
Comparecen! depois os Srs. Fereira Jacobina,
Baos Barreto Jnior, Rogoberto, Barao de Caia-
: e Costa Ribeiro.
Faltam, com participacao, o Sr. Aatonio Correia,
t sem lia, ot 8rs. G-oncal vea Ferruira, Boa e Sil-
h, Amaral e Constantino de Albuquerque,
1T lida e em debate appr ovada a acta da sea-
So i jitecadeate.
O Sr. 1 secretario proeede a leitura do se-uin-
te:
ZXPKDIENrii
Urna pe ti cao de Grata Candida de Alcntara
Couto, profesaora publica, requerendo consigna-
co ile verba para pagamento de seua veociioen-
toa a contar de 20 a 30 de janho de 1884 A'
comnissao de orcamento provincial.
Oatrade Manoel Antonio de Oliveira Braitdio,
servente do Theasnro Provincial, reverendo ieen-
&> do imposto na 1 parte doj 7 do art. 6 4o
regulamento de 2 de jaiho de 1873 eatendendi. ae-
the a diapaaioao do 72 do art. 1* da lei a- XStO
eom relaoao ao arte-o.A' eommiaso de togia-
kaflo.
Dio abao aeaignado de moradores em Behen-
ae, redaaaa canaignaoao da qaatato 4:0004 para
a oonstrnocio de um oemiteria alli.A' cana-saao
de o cameato provincial.
Sai lidos, apoiados e approvados os seguintes
pareceres :
A commisso de orcamento municipal, exami-
nando a petico de Clementino de Souza Diniz,
arrematante dos impostos muuicipaes da cidade
do Triumpho, precisa para dar parecer que seja
ouvida a respectiva Cmara Municipal.
. Em 14 de abril de 1886.-Reg Barros.Ro-
drigues Porto.
A coinmiasSo de orcamento municipal, exami-
nando a peticao de Jos da Cruz e Silva, arrema-
tante do imposto de gado caecum, suino, ovelhum
e catruui do municipio do Triumpho, precisa para
dar parecer que se peca informacoes respectiva
Cmara Municipal.
Em 14 de abril de 1886.Reg Barros.Ro
driguea Porto.
Sao lidos, apoiados julgados objecto de deli-
beradlo, vo a imprimir, os 8eguintea projectoa :
N. 41. A Aaaembla Legislativa Provincial
de Pernambuco resolte :
Art. nico. Fica o presidente da provincia an-
torisaio a contractar com quem melhores vanta-
gens ofterecer o cal carnear o que vai da estacao
da Efcada at ra dos Miriquitos.
Paco da Assembla Provincial, 15 de abril de
1886. -Adr Das.
N. 42. A Aaaemb'a Legislativa Provincial
de Pernambuco r<.solve :
Art. I. Fica o presidente da provincia autori-
sado a despender dentro do exercicio de 1886 a
1887, a a quantia de 3:000*, com a constraccao
de urna ponte de madeira sob.e o riacho Terra
Nova, no lugar denominado Pasaagem dos Algo-
aoes do termo de Cabrob.
Art. 2." A construccao desta ponte poder ser
contri.erada com quem mais vantagens otferecer.
Revogadaa as ciaposicoes em contrario.
Salidas aeaaoea, 15 de abril de 1884.Solonio
de Molla,Joo Alves.
E' igualmente lido, apoiado e julgado object i de
deliberac.io o projecco n. 43 lorcamento provin-
cial, que j foi publicado).
O Mr. Coelka de Horae* (pela ord-m)
requer que seja o projecto de orgameuto impresso
no jornal da casa afim de ser dado para a ordem
do dia, sendo d:poia impresso em avulao para ser
distrihuido pelos rs. deputados.
O Mr. Joa Mari Sr. presidente, eu nao
posao deixar de oppor-inc ao pedido do nobre de-
putado. V. Exc. comprehende que o projecto
muito importante, demanda um estudo acurado e
neceaaario que nos rtdictamos bem sobre tudo
quanto elle coutm, afim de. poermos bem assen-
tar na posic ii que nadiscussao devemos assumir.
Nao comprehendo o interesse que tem o nobre
deputado em discutir acodadamente semelhante
-naleria. O pedido de S. Exc. nao encontra pre-
cedentes na casa, e, parece me, V. Exc. nao pode
collocar na ordem do dia este projecto, antes de
ser publicado era a', ulso. Se isto se da com todos
os projectoa, quanto mais com este que cogita de
urna materia importantissi na e grave.
Ainda mesmo no dia em que elle fr distribui-
do, V. Exc. nao andar bem avisado colloeand >-o
na ordem dia. Deve dar tempo a que seja eatu-
dado para ser bem discutido.
Espero, portanto, que onobre deputado, reconsi-
derando o aeu acto, mude de opiniito, sob pena de
nos outros lancarmoi mi dos ineios que nos fa-
culta o regiment, afim de evitar discussao e vo-
tacao rpidas.
O He. Coelho do Horae* (pela ordem)
Sr. presidente, a vista da reclamacao do nobre de-
putado e desejando a commisso de orcamento que
este projecto s> ja convenienmente discutido, en
retiro o meu requerimeuto, ou antes uaia de suas
pirtes.
E' approvada a primeira parte do requer ment
do Sr. Coelho de Moraes.
' lido e apoiado o seguinte requerimento:
Preciso que pelos canses competentes venham
aa seguioted informacoes :
l.o Se ha beriberi na Casa de DetencSo;
2.o Que m-.-didas tem sido adoptadas no intuito
le fazer desapparecer. Dr. Prxedes Pitanga.
O Sr. Joa Hara (pela ordem)Pens, Sr.
presidente, que V. Exc. antes de por em discuasr.o
ene requerimento, deveria continuar a discussao
do ootre que ficou hontem adiada.
O Sr. presidenteEu entend que o outro es-
tando adiado, nao havia o mnimo inconveniente
em discutir se logo este.
O Sr. Jos MariaPois eu pens de modo con-
trario.
F Sr. PresidenteSe V Exc. porm requer que
aeja ferida hoje a discussao do aeu requerimento,
\ito em satstazel-o.
O Sr. Jos Mara Pois requero.
Consultada a cisa, approva o requerimento ver-
bal do Sr. Joa Maria.
Entra portanto em discuaso o reiuerimento do
Sr. Jos Maria sobre negocios de Canhotiuhi, fi-
cando adiado o do Sr. r'raxea bitanga.
O Sr. Joo tliea (pela ordem)S. presi-
dente, a discussao desse requerimento tem sido ao
larga e os factos nelle cont.d is tilo apreciados, que
cada um de DOI j tem a ra conviccao firmada.
Portaato, no intuito de melhor regularisar a ordem
de noss >s trabalhos, requero o cncerramento d i
diseuss.i >.
O *r. Jone Maria -Peco a palavra pela or-
dem.
O Sr. PresidenteEu creio que nao posso con-
ced r a palavra -ela ordem Bobre o cncerramento
di discu3so.
O Sr. J s MariaE' sobre o modo de votar.
O Sr. PresidenteTem a palavra o njbre de-
putado.
O Sr. Jom Maria (pela ordem) requer que
a v itacij sobre o requerimento de cncerramento
da discussao aeja nominal.
Coiimi.::i la a casa resolve pela airuutiva.
O Sr. Bcgoeira Cota (pela ordem) de-
clara que vota contra o requerimento de encerra-
menso, requerimento apresentadj pelo Sr. deputado
Joto Alves.
Procedendo-e a votaclo d ella o seguate re
sultado: *
Votain a favor do requerimento de encerra-
meuto os Si". : Reg Barros, Ferreira Velloso,
.11) de S:l. Julio ae Barros, Soares de Amorim,
II'Tculano Bandeira, Domingues da Silva, Ratis e
Silva, Barros Barreto Jnior, Coelho de Moraes,
Luiz de Andrade, Rearigues Porto, Sophronio Por-
tella, Auguto Frauklm Jlo Alves B Gomes Pa-
reuto (16|, e contra, os Srs.: Costa Ribeiro, laro
de Itapissuma, Jos Maria, Visconde de Taba-
traga, Rog berto, Andr Das, Lourenco de S,
R'guera Costa, Ferreira Jacobina, lavencio Ma-
ris, Prxedes Pitauga, Baro de Caiar e Solonio
de Mello (14).
E' portaato approvado o requerimento por 16
votos contre 14
O Sr. Jon Maria (pela ordem) requer e a
asa nao concede que o seu requerimento seja vo-
tado por partes.
O Sr. Jna Maria (pela ordem) declara
qe em vista de tato ter sido approvado o pedido
que Hcaba de fazer, requer que a votacao sobre o
requerimento, cuja discussao foi encerrada seja
nominal.
Consultada a caso reaolve pela afirmativa.
Proeedendo-se a votacao a.rare o requerimento
de informacoes do Sr. Jos Mara acerca de nego-
cios de Canhotiubo, d ella o seguinte resaltado :
Votam a favor os Sre. : Costa Ribeiro, Joa Ma-
ria, Baro de Itapisauma, Julio dti Barros, Vis
conde de Tabatinba, Rogobarto, Anare Das,
Lourenco de S, Joo de Oliveira, Ferreira Jaco-
bina, Juvencio Mariz, Prxedes Pitanga, Baro
de Caiar (14) e contra os Sra. : Reg Barros,
Velloso, Joo de S, Soares de Amorim, Hercu-
lano Bandeira, Domingues da Silva, Barros Bar-
reto Jnior, Ratis e Silva, Coelho de Moraes, Luis
de Andrada, Regueira Costa, Rodrigues Porto, So-
phronio Portella, Augusto Fraklm, Joo Alves e
Gomes Prente (16;.
>endo rejeitado o requerimento por 10 votos
contra 14, fieando prejulicada a emenda do Sr.
Regueira Costa.
OBDEM DO DIA
Procedendo se a votacao do requerimento cuja,
disenagao havia ricado encerrada na aeaajto ante-
cedente, apresentado pelo Sr. Jos Maria ao pro-
jecto n. 27 deate anno (fixaco de forca policial),
rejeitado.
Contina portanto a discussao do projecto.
Sr. J* de OliveiraSr. presidente,
encarregado pelos meus amigos de levantar o de-
bate sobre o projecto de torca publica, recusei-me
porque reconheco em mim o mais insignificante
membro desta assembla. (Nao apoiados.)
VozeeAo contrario ; urna prova de confian
ca qae se da ao aobre depatada pois, V. Exc. o
O Sr. Jlo de OlivlaNeata bancada nao ha
leader; o aMania libara) divBgo muito e muito
ueste aarnto 4o partiaooaaaraador.
Rewateoeiiaa-em aac aaatidao, nstate que
nao eaa, o mato competente amralavaatar a ds-
guaa amando aaalineaae veja otra nema amagos
outros, ame paraaus msmacciaiiBiDi, pwaaaaua-
atoa a m anesaa aaiapa por aam aamaaii pai 11 -
ca, deveriam fazel-o.
Como soldado, entend nao recusar-mc a esta
miaso.
Cameco, Sr. presidente, deplorando que se tenha
apreteutauo o projecto em discussao antes que a
commisso de orcamento tivesse trazido ao seio da
assembla o seu projecto.
Como podemos votar a fixaco da forca. sem co-
nhecer os recursos da provincia? sem coahecer oa
aeua meos ?
Pens que seria mais regular vir antes o projec-
to de orcamento provincial.
Sr. presidente, quando sub a esta tribuna, nao
foi por enthusiasmar- me pela discussao; nao me
apaixono pelas queatoes polticas, mxime no nos-
so paiz, em que nao sao as latas polticas, nem c
esforca dos eidadaos, que Jecidem em ultima ins-
tancia da mareba do geverno e sim urna vontade
suprema que tudo avaasala a vontade imperial
nao aio, pois, eataa discussdeB as que me attra-
hem ; dellas pde-se dizer o que dizia o grande
Newton aas discassoes metiphysicas : asseme-
lham-se s virgens consagradas a Deus que nada
produzem.
O que devemos aqui liquidar contas, maioria
e minora.
Nestas condces o que pode e deve fazer um
representante do partido liberal, destoar desse
coro, desse by.nno tnumphal em que marcha a si-
tuaco.
Assm, preciso que sainara os nobres deputa-
dos que se at hoje nos temos abstido de censurar
a administradlo, se retirou-se inclume de nossas
criticas o Sr. Custa Pereira, foi porque, logo de-
pois de aberta esta assembla, constou que S. Exc.
se retirara ; pensamos qae n era justo atacar a
urna ddmiuiatraco morta.
O partido conservador, Sr. presidente, ji est
no poder ha 7 longos mezes !
Tem correspondido s esperanzas que despertou
a sua ascenso ?
Examincmol o.
Em primeiro lugar devo urna explicaco a esta
assembla.
Sei que da bancada conservadora se tem estra-
nhado a mnha presenca na bancada liberal, por
>-er notorio o orofessar eu crencas republicanas.
T.-nbo simplesmenta a declarar que mantenho
taes crencas, que considero a tor^a e o ideal dos
espintos verdaderamente demcratas.
O partido liberal abriga em sua bandeira todos
aqueiles que lutam pela grande causa da emanci-
paco humana.
Domis, so serapre tive natural antpatha pelos
principios conservadores, esta antipathia cresceu
sobremodo quaado vi a attitude do partido conser-
vador na questo do elemento servil escrevendo
em seu programma a manutenco do principio es-
cravista e a apologa da monstruosa instituico.
O Sr- .- oares de AmorimProtesto : nao admit-
i absolutamente que se diga que o partido con-
servador escravocrata ; mais escravocrata o
oa V. Exc.
O Sr. Joo de OliveiraV. Exc. o menos com-
petente para levantar este protesto ; o nobre de-
putado pertence a urna classe que devia ser a mais
pressuroaa em defeza da causa abolicionista, mas
que infelizmente, em grande numero de seus raem-
broa, est completamente desviada dos principios
lberaes do Evangelho.
O Sr. Soares de Amorim d ura aparte.
O r. Joo de liveira Eu taco justica a V.
Exc.; sel que V. Exc. n2o possue escravo, mas
dirijo me ao nobre deputado como se perteuaesse a
urna ciaste que es possue.
O Sr. Soares de AmorimNao tenho escravos e
nem na mnha familia os ha.
0 Sr. Joo de Oliveira-Mas V. Exc. para le-
vantar este protesto, devia olhar primeiro para a
sua classe; V. Exc. devia ver que ao paaao que o
clero intervem na poltica para guerrear o parti-
do liberal, par* guerrear aquellas candidaturas
que tem por fim realisar principios do Evangelho,
ha niuitos sacerdotes que conservam individuos
escravisados sobre os quaes nao tem neuhu o po-
der.
O Sr. Soares de Amorim Desejava que me
respoudesse se po3sue escravos.
O Sr. Joo de Oliveira Nao rossuo escravos,
esteja tranquillo V. Ex;.; comprebende se que eu
seria insensato se, possuiudo-os, viesse aqui exter-
nar estas opinies.
Eu respeito multo as nten^oes do nobre depu
tado. mas nao posso estender este respeto a todos
aqueiles que nao proceiem do mesmo modo.
O Sr. Visconde de TabatingaO nobre depu-
tado est em ura terreno escarregadico.
O Sr. Joo de OliveiraOs nobres deputados
foram oa qus me arrastar.iin para esse te;reno.
Pergunto eu ao nobre deputado que me iuter-
roinpeu : l na sua parocha, do alto do pulpito,
tem S Exc aconselhado a redempeo' dos capti-
vos ? Tem S. Exc. prestado esse servico relevante
a patria o raligiao ?
O Sr. Soares de Amorim A rainba religiao
manda nao pregar contra as lea do meu paiz
O Sr. Joo de OliveiraMas contra que leis ?
Se eilas existem, o que neg, estou perteitamentc
convencido de que na bancada opposta^ nao ha
niuguem capaz de afirmar que sejam boas e hu-
manas.
O Sr. Soares d; AmorimSrjam como for, sao
leis a cu devo rcspeiral-as.
O Sr. Joo de Oliveira-Se V. Exc. est plena
mente convsocido de quo a lei pessima, e nin
gnem o pode contestar ; s- V. Exc. est convencido
de que a permanencia da eacravido um atteo-
tado contra a diguidade humana, deve ter a cora-
gem precisa para revoltar-se contra semelhante
injustica.
O Sr. S lares de AmorimQuem fez mais oppo-
sieao ao ministerio Dantas foram os proprios libe-
raes.
O Sr. Joo de OliveiraEn tomo muito em conta
o que acaba de dizer o nobre deputado : A Exc
disie que quem fez mais opposi?o ao ministerio
Dantas foram oa liberaos. laso nao exacto, por-
que pelo facto de se terem destacado quatro ou
cinco deputados, nao s- pode dizer com fundamento
que a opposico parti dos lberaes. Do mesmo
modo que quando nesta casa destacam-se qnatro
ou cinco deputados ios conservadores para votar,
corno anda hoje, contra a maioria, nao se pode di-
zer que essa minora representa o partido conser-
vador. Asaim tambem nao se pode dizer que pelo
facto de ec haverem distanciado 4 ou 5 lberaes do
parido, representaram elle3 o partido liberal.
O partido liberal, portanto, Sr. presidente, n lo
essa pequea minora que se dia'auciou : elle
est com. aquella legio de valentes que cercou e
apoiou o benemrito conselliciro Dantas.
Fui ^rraatado para este incidente pelo aparte
do nobre deputado, a cujos sentimentos aboieio-
nisi as taco justica: sei que S. Exc. nao pos-
sue escravos ; mas o mesmo nao dir S. Exc. de
todos os seus collegas : esta a razo da minha
censura.
O Si-. So:iies de AmorimSem razo.
0 Sr. Joo de OliveiraAssim, se V. Exe. indi-
vidualmente procura cumprir com o seu dever, a
classe a que V. Exc. pertence nao procede infeliz-
mente do mesmo modo.
Sr. presidente, desviado dos pontos capitaes da
discussao pelo aparte do nobre deputado, volto a
dial.
Pergnnto : a situaco conservadora subi ao po
der de um modo parlnmentir, dinerente d'aquelle
que os nobres deputados ceusuravam ao partido
liberal ?
Se outr'ora, quando a eleico era indirecta,
quando as cmaras erara unnimes, poda justifi-
car-se que a cora, a seu bel-. razer, chamasse ao
poder este ou aquelle partido, hoje em pleno domi-
nio da eleico directa, nao pode maia ter lugar a
creaco daa situaco-s por um capricho imperial.
Se o partido liberal contava maioria no corpo
legislativo em Agosto lindo, nao poda ser chama-
do ao poder o partido conservador. Sabe V. Exc.
qae, apezar de todas as divergencias, o partido li-
beral contava maioria naa cmaras. So. Excs.
sabem mais que o partido liberal representado as
duas casas do parlamento, cstava apenas dividido
na questo abolicionista. Nao poda, portanto,
aer chamado o partido que.-n'easa questo, tambem
se dividir, o partido que os nobres deputados in-
titularan! da ordem.
Com a ascenco do partido conservador tudo en-
trara-nos seas eixos ; restabelecer-se-hiam atran-
quilidade e prosperidade publicas e surgiriam ra-
diantes, despontando na aurora da regeneracio, a
ordem social, moral e econmica. Mas j decor-
rido alguno tempo e todo permanece no mesmo p,
se nao em condicoes muito peiores. Diro os no-
bres depotados que o tempo nao suficiente para
tentar-se todas as reformas de qae precisa o paiz.
De sorte que, Sr. presidente, se te mezes nao che
gam pera ao menos um partido deixar todoa oa
eapirrtaa tranquillos a respeto de suas mtencocs !
Seaaas mezes nao chegam para o restabeieci-
Ttento ato ordem, ser necea ario que na partido
periamaaca no poder daante aaa aeculo paraexpe-
rimeamar a mais insigaaacante reforma.
Maaaoiaue vemos, Sr, anua ? Na
moMd,aaHpenso que toda aaaapirWos
no mesmo estado ; eu pens que todos continuara
a ter a mesma opiniao que tinham d'antes, sera a
menor mudanca oa alteraco. Nilo se deu a mi-
nina alteraco, porque todos nos continuamos a
pensar do mesmo modo que d'antes.
Quanto ordem material, eu nao vejo a mnima
drfferen^a ; ao contrario, no Rio de Janeiro, V.
Exc. aabe qae o rgimen da navalha nanea este-
ve to desenvolvido como agora e nesta cidade to-
d )s aabem como de dia a da vai se avoluraando o
registro dos crimes.
0 nobre deputado pelo 9 distrieto fallou n'ura
facto, qae se dea, ha mezes, no pateo do Carino,
urna sedieco militar : nao houve autoridade que
pudesse conter a soldadesca. Passando ao perio-
do leitoral, basta dizer que foi apenas a conti-
nuadlo dos precedentes coaservadores.
O Sr. Drummond FilhoAbra um parenthesis
no periodo liberal.
O Sr. Joo de OliveiraSm, os nobres deputa-
dos ao subir ao poder reataram as praticas con-
servadoras. V. Exc. sabe que os lberaes fizeram
duas eleicoes, das quaes, a primeira coufessaram
ai conservadores que honrava ao governo do Sr,
conselhciro Saiaiva.
No ministerio Dantas disseram que nao houve
liburdade ; mas a prova do contrario est nos cin-
cuenta deputados que elegeu o partido conser-
vador.
Quanto a demisses, poucas se deram no tempo
doa lberaes, fieando as repaiticoes oceupadas i e-
los conservadores, e, o que mais significativo,
sendo nomeadea durante o dominio liberal func-
ionarios qnasi todos conservadores.
0 honrado Sr. Sancho Pimentel recusou-se at
a ile.nrtir um delegado litteraro da capital.
Agora o que vimoa ? Vv. Excs. subiram e come-
tarara a montar a machina, que tinha de funecio-
uar na eleico, veram presidentes addrede. Em
possalos esses presidentes, sondaram o terreno,
fizeram a derrubada, e commettidos aa violencias
usuaes do partido da ordem, o resultado do pleito
foi o que se desejava : era districtos onde os lbe-
raes haviara eleito seus candidatos por enormes
maiorias, o governo deslocou a forca do numero.
Como se ezplica isto ? O acto imperial que dei-
tou fra do poder o partido liberal, foi bastante
para trazer maioria do paiz a luz a verdade a
idea da justifique estava postergada? (Apartes)
Vv. Excs. podem queixa'-sj de presso dos go-
vernos lberaes ,podem allegar tudo quanto quize-
rem, mas diante dos faetoa, d'ante dus algarismos
nao ha o nue responder, o partido liberal deu s 20
e tantos deputados e Vv. E\ce em opposico, ele
geram 50 e tantos.
( Trocam-se muitoa apartes ).
A victorima do governo nao exprime a forca do
parti o nem se apoia as sympatbias da opinio; o
partido conservador encontiou o fuuccionalisnocm
suas raaos, atterronaou o cleitorado, intimidou aos
traeos e triamphou dos caracteres dubios, eati. a
verdade.
Os tactos ah esto.
Reatringindo-me especialmente s eleiges desta
provincia nos lugares onde nao houve apressao
oficial, onde o governo nao interveio por meio da
torca, houve o terror moral que peior do que a
presso material. Corra o boato de que o governo
quera vencer a eleico a todo transe aqueiles elei-
tores que nao queriam expor a vida os funciona-
rios pblicos que receiavaai perder os seus empre-
gos, outros que se deixavam levar por promessas
inmensas, formaram os elementos d'esta victoria,
que anuiquilou o partido liberal na Cmara Tem-
poraria.
(Trocam-se apartes),
Paaaemos a outro ponto.
Tomemos por exemplo a reforma da Instrucco
Publica. Oa nobres deputadss, quando os lberaes
estavam ns poder, censuraran) entre outros o Sr.
Franeode S, pela promulgarlo do decreto do en-
sino livre : dziam que seria elle revogado inme-
diatamente. O que f ?z, porm. o governo ?
S depois de tres ou quatro mezes, lembrou-se
de suspender a execuco do decr-to, quando j es-
tavam approvados os fiihos de ministros, de sena-
dores e de influencias conservadoras.
Isto um facto publico.
A falta de sinceridad da poltica actual mani-
festare ainda na questo servil. Foi illudindo
ao. possuidores de escravos, espalhando o terror
entre as clasaes conservadoras e proclamando o
principio da indemuisaco, que o partido conserva
dor conseguio enviar cmara de 1884 a metade
doa deputados.
Aberta a sesso todos lembram-se que a opposi-
co combata diariamente o projecto Dantas, por
trazer elle inscripto no seu art. 1. o principio da
nao indemnisaco.
Oa abolicionistas dziam que nao exista tal d-
reito, e faziam sentir qui o beneficio de que cogi-
tava o projecto recahiria sobre um pequeuo nume-
ro de escravos relativamente ao grande numero
que ainda possuia o paiz, que redundara em pro-
veito dis escravos .de 60 annos.
Vv. Excs disseram que nao : aquesto era come-
(jar, que una vez esquecido odiretto de proprieda-
de com referencia aoa escravos de 60 aunos, maia
tarde a lei libertaria do mesmo modo os de 50, 40,
30, etc.
Se os nobres deputa los fizeram tanta questo
>- la indemnisaco dos escravos de 60 annos, como
esqueceram-sc da noite para o dia deesa mesma
udeiniiisac i. tratando-se dos escravos de 65 an-
nos? Vv. Excs. oppozeram se eom todas as forcas
libertaco sem indemnisaco, dos escravos de 60
annos.
Porque motivo, pois, aceitaram o projecto Sara-
va, quando faziam questo de um principio, cal-
cando mesmo ts sentiineutos de hurcanidade para
collocar n'uma esphera superior o direi'.o de pro-
priedade?
Um Sr. DeputadoXeste tempo nos nao tulla-
mos maioria na Cmara.
O Sr. Joo de OliveiraDe modo que Vv.Excs.
forcaram a conscieucia porque nao traban, maioria
no parlamento !
Em 1884, dziam os conservadores ao paiz, que
o projecto Dantas era um ataque directo lavou
ra, ao principio de propriedade e ordem econ-
mica c fiuanceira : dziam mais que, urna vez ap-
provado o art 1*, daa em resultado o enfraque-
cimento das rendas do paiz.
A imprensa abolicionista combata taes exage-
ros: recordo-me de um artigo em que se provava
que um dos candidatos conservadores, em sua cir-
cular, fazia taes consideragoea, que lgicamente
chegava necessidude do restabelecimento do tra-
fico. O Ilustre candidato nao admitia que se one-
raese mais a lavoura com impostos e quera ao
mesmo tempo desenvolver os bracos-
A c msequencia de tudo isto innegavcl: houve
um pacto entre o partido conservador e o escra-
VI- ni i.
(Ha diversos apartes).
A concluso na i p le ser mais lgica.
O Sr. Hcrculano Bandeira Nao apoiado.
O Sr. Joo de OliveiraV. Exc. tem o direto
de dar-me um nao npoiado, porque p -rtence ao dis
trictoque elegeu ao Sr. Joaquim Nabuco; V Exc.
d ve t r esta gloria, de que pertence aquella le-
gio de herrs, que souhe arcar com todos os pre-
conceitos, que deu combate franco a onda esclava-
gista da provincia
O Sr Jos MariaApoiado; muito bem.
O Sr Joo de OliveiraEu pens que V. Exc.
sent gloria por ver que o grande chefe abolicio-
nista foi eleito pelo mesmo distrieto que V. Exc.
representa nesta casa.
O Sr. Hcrculano BandeiraNao foi com o meu
voto.
O Sr. Joo de OliveiraNao foi com o seu vo-
to ; mas insisto, V, Exc, memo como adversario,
ha de ae ter orgulh ido por ver o seu distrieto com
um representinte d'aquella ordem.
V, portanto, V. Exc, Sr. presidente, que o par-
tido conservador nu pode absolutamente acensar-
nos, porque as coasas, como j dase, continuam no
mesmo p. Dizia se que com a ascenco desse par
tido tudo ira mudar ; o paiz ia ser revolucionado
para entrar u'um periodo de justica e de prospe-
ridade. Esta provincia foi encontrada u'um esta-
do fiuauc iro, que com effeito nao chamarei de
bom, mas cuja responsabilidade nao deve caber
exclusivamente ao partido liberal, mas sim a todos
os partidos, porque o desequilibrio financeiro j
data de um periodo muito longo.
Um Sr. Deputado A todos os partidos, nao
senhor.
O Sr. JcSo de Oliveira V. Exc. aabe que esta
provincia comecou a decahir visivelmente em suas
finanzas depois de 1882, quaado dada a suspenso
do imposto de consamo, a Assembla Provincial da
ento, cuja maioria era conservadora, recusou-se a
tomar medidas em beneficio do restabelecimento
das financM. 0 presidente da provincia coovocou
urna sesso extraordinaria, qual compareceu a
maioria com o proposito de aproveitar-se da aitua-
co para fazer recriminaces, dissolvendo-se em
seguida.
O presidente adiou a seaaao pava Novembro,
mas os deputados conservadores nao se aprsen-
la ram.
Essa mesma aasmnbla proeorava tozer poltica,
favorecendo aos seos amigos, elevando de um mo-
do extraordinario os vencimentos dos funeciona-
rios pblicos, no momento em que era gravissimo
o estado dos cofres provincaes.
Ao mesmo tempo obsta va a marcha da admis-
tracao, diminuindo em metade o efectivo Ja forca
policial.
(Trocam-se muitos apartes).
_ Sr. presidente, eu vou terminar ; nao quiz fazer
discurso poltico; comeeei declarando que nao ti-
nha gos:o, nem enthusiasmo por estas discnssdes;
sei que a ninguem convenc.
Um Sr. DeputadoMas V. Exc. falla para a
provincia.
O Sr. Joo de OliveiraA provincia,.como nos,
est divid ia em lberaes e conservadores, que
nao se entendem.
O que foi deixar registrada nos Annaes a minha
nota dissonante em relacao ao concert de harmo-
nas e glorias da situaco.
Bem sei, Sr. presidente, que se apresentam das
tristes para o partido liberal. O partido conser-
vador naturalmente ter vida longa.
Tem, portanto, um campo largo e vasto e eu de-
sejo-lhe todas as prosperidades, desejo que, quan-
do tivar de descer do poder entregue este paiz
um pouco meihorado, em quanto a nos lberaes, du-
rante os das de provacoes que vo coinucar, resta
a t para tortificarmo -nos na crenca do liberalis-
mo puro e provarmos ao paiz que somos um parti-
do de ideas. Quando subirmos, ser ento occa-
aio de dar a este povo a liberdade e a dignidade
de que precisa para ser ama naco americana.
Tenho con luido.
VozesMuito bem, muito bem.
(O orador comprimeutado).
Vem mesa. 6 lido, apoiado e entra conjunta-
mente em discussao o seguinte requerimento :
Requero o adiamento da discuaso por 24 ho-
ras.Jos Mara.
Ninguem pedindo a palavra encerrada a dis
cusso do requerimento, deixando-se de votar por
falta de numero.
Entra em 1 discussao e fica adiada, o projecto
n. 1 deste anno.
O Sr. presidente levanta a sesso, designando a
seguinte ordem do da : 1* parte, continuaco da
discussao do projecto u. 27 deste anno ; 2a parte,
continaaco da antecedente ; 1" discussao doa pro-
jectoa ns. 34, 7 e 11 deste anno e -i do de n. 20
de 1885.
UviSTA DIARIA
Aiaembla Cieral Legialativallo-
vido obsequiosidade do Telegrapho Nacional,
aqui publicamos a valla com qae S. M. o Impera-
dor [abri no dia 3 do corrente, a 1' sesso da
20a sesso da Assembla Geral Legislativa. Eil-a:
Augustos e UUpiissimos Srs. Representantes da
Naco:
Congratulo-me comvosco pela presente reu-
bo da Assembla Geral.
No dia 26 de Outubro do anno passado, mnha
muito amada e presada esposa, a Imperatriz, sof-
freu um accidente do qual se acha felizmente res-
tableca. Penhoram-me profundamente os teste-
munhos de atl'ecto que eu e miaba familia recebe*
mos. por essa occasio.
" A oidem e tranquilidade publicas nao tem
sido alteradas.
Para melhor afiancar a aegurana individua^
e a recta administraco da justica, convm que
prosigis no estudo e discussao, j adiantada, da
reforma judicisria.
Alguna tactos criminosos occorridos durante
a ultima eleico, apezar das repetidas recommen-
dacoe.s e ordens do governo, aconselham que exa-
minis se a resprodueco de semelhantes factos
p ie ser evitada por meio de alteracoes da lei elei-
toral.
^0 estado do ensino, em seus divrraos graos,
reclama de vossa solicitude a rcorganisaco deste
'njportant. ramo do servido publico.
E' igualmente reconhecida a urgente necess-
dade de reformar a lei orgnica d .s cmaras
municipaes, tornando mais ampias e independentcs
as suas attribucoes e mais prompta a sua acc". >
nos negocios peculiares do municipio.
A lei de 28 de Setembro de 1885 vai sendo
fiel e lealmente executada.
Com ella prende-se a questo da introdcelo
de immigrantes, aos quaes dever-se-ha proporcio-
nar meios de empregarem-se como pequeos pro-
pietarios do solo, ou como trabalhadorcs agrcolas'
Para este fim, indispensivel a reviso do de-
creto de 15 de Marco do 1879 sobre a locaco do
servico e da le de trras de 18 de Setembro de
1S50.
' No intuito de consolidar a divida fluctuantes
que havia attingido somma consideravel, foram
contrahidos dous emprestimos, um externo e outro
iuterno, que mais urna vez provaram o elevado cr-
dito de que justamente gosa o Brasil.
a O ultimodestes emprestimos habiltou o governo
a decretar a converso para 5 / de apolices da di.
vida publica interna do juro de 6, como havieis
aut irisado. A opportundade e a conveniencia
desta medida asseguram o seu bom xito.
Nao bistam, porm, pira restbalejer a re.
gularidade da fazenda publica as operacoea rea-
usadas ; mister que se consiga o equilibrio dos
orcamentoa, obrigaco primordial de todos os es-
tados. Confio que, para este resultado, auxi-
liis o governo na redueco das despezas pnblicas
e o habilitis com os recursos, que sero indspen-
saveis, si a reviso da tarifa provisoria das alfan-
gas nao os der suficientes.
Nao menos so torna nesessano assegurar
com providencias permanentes e cfiazes o melho-
ramento do meio circulante, j comtate com as
operacoes de crdito, de molo a firmar o nosso
padro m nefario.
0 exercito e armada careccrn ainda de refor-
mas consentaneas com os prog-essos que ltima-
mente tem tido a sciencia da guerra.
' Convm dotar o exercito de co digos penal e
do processoadequados cvilisp.co do sceulo e em
harmona com os principios que presidiram a de-
cretaco da lei ue 27 de setembro de 1874.
Prestareis assigualado servico tomando em con-
siderado os respectivos prjectcs pendentes de
vossa deciao.
< Nenhuma alteraco tem sofFrido as relaces de
amizade que cultivamos com as outras nacoes. Foi
promulgado, em 6 de Narco do corrente anno, atn
tratado concluido em 28 de Setembro prximo pas-
"ado, pelo qual o Brazil e a Repblica Argentina
concordaran! em fazer, por meio de urna commis-
so m ixta, o reconhecimento oa explora; lo dos rios
cm litigio e do territorio entre ellas coi prebendi-
do. E' de esperar que deste tratado resulte a
ajuste satisfactorio e definitivo da antif-a quesbto
de limites.
Tambem foram promulgados : em 4 de Jaiba
prximo passado, ama convenci celebrada em 11
de Marco de 1884 com varios estados pira a pro-
teceo dos cabos submarinos, e em 13 de Marca
ultimo, os actos addicionaes convem o postal
universal do l.o de Junho de 1878,finaado8 em
Lisboa em 2' de Marco do anno findo.
Annuindo com satisfcelo aos pedidos dos go-
vernoa da Allemanha e da Blgica, nomeou o go-
verno o terceiro membro da commisso mixta in-
ternacional estabelecida em Santiago para julgar
reclamacoes de subditos allemes contra o Chile
autorisou esse mesmo commssario como mem-
bro da commisso italiano-chilena a cecdir as
reclamacoes belgas.
i Os recentes acontecmentos da repblica
Orien al do Uruguay obrigaram o governo a aug-
mentar as guarnicoes das fronteiras para que fos-
se mentida a completa neutraldade do imperio.
Retabelccendo-se felizmente em pouco tempo a paz
e a tranquilliilnle, deixaram de ser necessarias
aquella medida e as ordenadas relativamente aos
refugiados.
0 estado sanitario da capital e de alguna ou-
tros pontos do imperio nao foi lisonjeiro
A oigansaco geral do servico da hygiene
publica vai produzindo benficos resultados ; de
crer que, ejecutadas com perseveranca as dispo-
sicoes do decreto n. 9,551, de 3 do Fevereiro, des-
apparecam as cansas da invaso peridica de mo-
lestias epidmicas.
Augustos e Dignissimos Srs. Repretentantes de.
Vacdo.Vossa tarefa ardua, mas nao superior
s vossas luzes e patriotismo. Animado >or vossa
connanea e coadjuvaco, o governo redebrar de
jsforcos para elevar nossa patria aquelle gra
de pre.-peiidade que a aspiraco de todos os bra-
zileiros.
Est aberta a 1" sesso da 20a legislatura.
D. Pbdeo II, Imperador constitucional e defensor
perpetuo do Brazil.
AsxemblrB Provincial Funccionou
hontem, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparecida
33 Srs. deputados.
Foi lida, e sem debite approvada a acta da
sesso antecedente.
O Sr. Io secretario procedeu leitura do se-
guinte expediente:
Um oficio do secretario do governo, transmitti-
do a informaco do inspector geral da Instrucco
Publica, sobre o projecto n. 3, deste anno.A
quem fez a reqasico.
Outro do mesmo dem, pr.ra os devidos fins, aa
cdigo de posturas da Cmara Municipal de Ouri-
curv.A commisso de exame de postor s.
Urna petico da Asaociaco dos Funccionaricg
Provincaes de Pernambuco, reclamando contra
divoreas disposicoes do projecto n. 43 deste anno.
A' commisso de orcamento provincial.
Outra de Joaquim de Gouveia Cordeiro, ama-
nuense da contadoria da Cmara Municipal do
Recife, requerendo ser aposentado com todos os
vencimentos. A' commisso de legislsco.
Outra de Hermino Del fino do Nascimcnto Lima,
escrivo do jury do Limoeiro, requerendo consig-
naco d. quota de 180 de custas que lhe deve a
Cmara Municipal d'alli.A' commis.o de orca-
mento munic pal.
Outra de Meuron e C, fabricantes de rap,
nesta cidade, requerendo redueco no imposto de
repartieses que lhes couber. A'commisso da
orcamento provincial.
Outra da mesa regedora da irmandade de Nossa
Senhora da Conceifao da Congregacao do Recife,
requerendo isenco dos impostos de mo morta.
A' commisso de orcamento provincial
Outra de Luiz Cordeiro de Benevides, oficial de
justica, requerendo pagamento de 20i de cuitas
que lhe deve a Cmara Municipal do Recife.A*
commisso de orcamento municipal.
Outra de Joo Guilhcrme de Azevedo Lyra, ar-
rematante do imposto dos dizimos do gado vae-
cum, cavallar e muar do municipio de S. Bento,
requerendo o abatimento de 50 ",'. sobre o valor
da arremataco A' commisso de orcamento pro-
vinciil.
Outra de Jos Cordeiro dos Santos, dem, do
mesmo imposto dos municipios de Panellas e Be-
nito, requerendo o mesmo abatimento.A' com-
misso de orcamento provincial.
Outra do Dr. Joo Ferreira da Silva, requeren-
do privilegio por 25 annos para montar nesta ci-
lade urna graude- fabrica de apparelhos de electri-
cidad!-, galvatio-plasta e galvanisaco e das de-
mais applicagoes da sciencia elctrica.A' com-
misso de peticoes.
Outra de commisso encarregada das obras da
capella de Santo Autonic, de Agua-Fria de Bebe-
rbe. requerendo preferencia aam de coner urna
das partes da lotera que lhe foi concedida.A'
commisso de orcamento provincial.
Um abaixo assgnados de moradores em Couro
d'Anta, pedindo que seja csuservado o professor
contratado d'alli Ignacio Procopio da Cunha. pelos
bous servicoa que tem prestado.A'ommssa
de instruce>o publica.
Approvou-se um parecer da commisso de ins-
trucco publica pedindo informacd.'S sobre o re-
querido por Martinho da Silva Costa.
Adiou-se de novo p-la hoia, que f>i pr rogada
por 0 minutos a pedido do Sr. Praxed s Pitanga,
0 requerimento do Sr. Jos Maria, ped: t'or-
maces sobre nomeaco de professores pnico?,
?endo apodada urna emenda do autor, e orando os
Srs. Drummond Filho e Jraxedes Pitanga.
Jassouse 1* parte da ordem do da.
Eucerrou-se 2" discussao do projecto n. 27
de=te anno (forca policial), sendo apoiado um re-
querimento de adiamento do Sr. Lourenco de S e
approvada urna prorogaco da hora por oO rninu-
1 m do Sr, Gomes Pareute, havendo orado es Srs
Riguera Costa, duas vezes, sendo urna pela or-
dem, Jos Maria pela ordem, Visconde d ; Taba-
tinga, ''.rummjnd Filho, e nao se votando por fal-
ta de numero.
Passou-ae 2" parte da ordem do dia.
Adiou-se a 3 discussao de projecto n. 50 d*
1881.
A ordem do dia : Ia parte : continuaco da
antecedente ; 2" parte : continuaco da antece-
dente c mala 2 discussao do projecto n. 33 deste
anno.
Auctoriflade policiae*Por relos da
presidencia da provincia de 26 de Abril findo fo-
ram nomeados :
ubd- legado. Io 2" e 3o supplentes do distrieto
ie Mattoa, do termo de Palmares, creado na mes-
ma data, Joo Climaco de Paula, Rcdolpho Pi da
-uva Valenca, Antonio Santiago de Mello a Inno-
cencio Vudra de Torres Graog.-iio, na ordem em
que esto collocados.
Subdelegado do 1 distrieto do termo de Timba-
oa, alteres Porfirio Poppe Giro, sendo exonerado,
pedido, Daniel Pereira Camp:s.
Subdelegado do distrieto de Preguca do termo
de Palmares, Jos Pereira Bastos, visto nao* ter
aceitado a nomeaco o alteres Manoel Paulo de
Souza;
1 e2 supplentes da mesma subdelegada, Olym-
pio de Lima Costa e Jos Gomes Feneira, sendo
este em substituido de Jos Luiz Ridrirues de
A meida, que mudou de residencia.
^onre exemploCom e;ta epigraphs es-
creve a citada folha:
O Rvd. Sr. padre Pedro larnho Faleo, vi-
gario do Brejo da Madre de Deus, nesta provincia,
communica-nos que seis de seus escravos, qua
agora attingiram a id.ade da nova lei, para serem
considerados livres, ja de ha muito gozam d'este
beneficio, porquanto muito antes da lei, conceden
Jue trabalhassem gratuitamente para si proprios
cando desde ento ipso facto libertos; que tam-
bem ja ha muito tempo concedeu gratuitamente
caria de liberdade a quatro escravos : Sevenano,
Nasario, Felippe e Christovao.
E' urna bonita aeco pela qual muito o loova-
mos.
(

l uam i


Diario de PernambueoTcrpa-feira 4 de Maio de 1886





Conaelheiro Araripe-^-Hije deveeaegar
4o norte o Sr. couselbeiro Tristio de Aleacar Ara-
lipe, es-preBidsnte do Paia e deputado a Assem-
Wa Geral. Hospedar se ha era casa do padre Dr.
Jeroaymo Tbom da Silva, na roa do Sebastin do
Reg, out.'ora travesea do Veras, na Boa-Vista,
obrado n. 15.
Cidade da VictoriaTicemos folhas d8-
sa cidade at Io do correte.
Lemos no Lidador ie 23 de Abril :
Domingo, 28 de Marco ultimo, os 6 horas da
tarde, dentro do cercado do engenho Ronda, des-
tacomarca, den-seo triste aeontecimento de oin-
felis Antonio Pereira ser atrosmente aggredido
pelos individuos de nomes Smelo, Flix de tal e
Hypolito, escravo de Flix, que brbaramente o
assassnaram faco.
Os assassraos poderam evadir-se apezar das
diligencias einpregadas pelo digno subdelegado
d'aquelle districto .
Em Meringabas desta comarca, Severina Ma-
ris da Coneeco deu luz uina creanca do sexo
foniiniuo, que, tendo o corpinho regular, nao ti
aba pescoco, pelo que apresautava urna forma de
abeca irregular pela tamauha pequenhez pareci-
da com a de un sapo, e na qual au tinha crneo
no lado posterior, que, a presentando urna conca-
ridade extrema, demonstrava nao ter cerebro,
uji roda tinba apenas alguns cabellos macos e
inclinados para a mesma.
- i O olhos eram pequenissiraos, bem como na-
riz e bocea, e eram collocadas na sutura coronal,
cu moleira.
A pobre mai 9 dias antes jazeu no leito da
dr pelas horrorosas ameacas do parto.
< Seus puxos foram horriveis, e aeha-se gosau-
do saude regular, como nos demais successos .
Lemos na mesma folha do dia 1 do cr-
rante :
a Al o dia 30 de Abril foram matriculados na
aollectoria geral deste municipio, em virtude da
lei n. 3.270 de 28 de Setembro de 1885, 43 escra-
vos, sendo :
Do sexo masculino 13
Do sexo femiaino 30
43
A citada folha escreveu, om 23 de Abril, as se-
guintes liuhas sobre o trespasso do Dr Flix de
Figueiroa Faria :
A Ilustrada redaccao do Diario di- Pernam-
bueo acaba de ser fenda com um golpe rude e
fatal.
o O Ilustre >r. Dr. Flix de Figueiroa Firia,
-proprictario do Diario, exbalou o ultimo alen-
t vital no dia ll do corrente mez na cidade de
Belm do Para.
A humilde redaccao do Lidador, que aprecia-
ra em extremo as cxcellentes qualidad-'s que or-
navam a pessoa do sempre chorado tinado, que se
orguloava de contal o como amigo dedicado, hoje,
curva-se respetosa ante o seu tmulo e verte co
piosas lagrimas.
O Ilustre finado nasceu na freguezia de 8.
Autono do li'cife no dia 30 de Outubro de 1847.
sendo seus pais o sempre lembrado comineudador
Manoel Figueiroa de Faria sua mulher a Exma.
Sra. D. Thereza de Jess Figueiroa de Faria.
("isou-se nestaci ia'ie a5deJulhode 1870
eom sua sobrinh i D. Thereza de Josas >.
Bulco, digna tilha do nosso amigo Sr. alteres Be-
lar^ino ilos Sint 1a Bilca i e sua espota D. Car-
lota Amalia dos .Sanio i IJulcao, de cujo consorcio
mo houveram filhoe.
Ein Novembro de 1871 torooa o gr) de ba-
eharel em ciencias jtir licas e siciaes pela Facul-
dade de Direito desta provincia.
fc Exerceu os careos de promotor publico de
Flores, secretario do Arsenal de Guerra dest i
provincia, juiz moaieipal de Obidos e Fan da
provincia do Par i. d pitado provincial DO bien
mi de 1883 a 1881 na m sma provincia, c occti
pava anda o imojrtaute cargo de direct >r d
iQStruceao Pibiica, ni referida provincia, onde
ara geralmente estimado e apreciado, quer como
excedente cdada;. quer como ootiin) amigo e cor
relig raario.
Sao hoj a dual provincias que ehoram o pre-
aoco ; ato d Dr. Flix de Figueir : -i
anrentes e aoiigos que sentem o com.
de dr eos olhos huinedecerem-sc d* lagrimas de-
plorando o eterno desappareeimento d'aquelle,
que soube. ser amig i dedicado, eorreligioaari
e honrado, cidadao prestigioso, esposo e prente
extremoso.
Aos Ulnstrad s collegas do Diario e a tod m
es dignos pareotes do finado enviamos os s
sentidos pezames .
O Fustero, do da 1* do corrente, iaujb"ra|se
munifestou por esta forma:
Irapressiou .u nos adolor >s a noticia que forne-
?eu-nos o Diario de Pernumbua de 17 do passado.
de ter fallecido no di I ti, ao Para, s 3 horas e 50
minutos da tarde, o Sr. Dr. Flix de Figuciri Pa-
ias, muito, muito digno co-proprietario do mesmo
Diario.
Era formado en sciencias jurdicas e soeines,
pela nossa faculd 11 grao que lhe i i conferido
em Novembro d l-7l Ex re u 1(s cargos de pro
motor publio de Floros, secretario do Arsenal de
efoerra desta provincia ; juiz m inicipii s de or-
phlii de obid)s e firo no P.ir; ex-deputado pro-
vincial da mcim provincia no bienio de 1833 a
L884, e nltimaiueute exaroia o importante carga
de dirtetor geral da [nstrnecao Puoliaa.
Nasceu na tregu-zia de -Jacto Antonio do
Kecife a 30 de Outuoro de 1847, sendo seus as-
eendentes o sempre lembradj commendador Ma
ocl Figueiroa ce Paria e sua mulher a Exma.
Sra. i). Theren de Jess Figueiroa de Faria; em
b de Junho de 1870 eas ni-se c>m sua sobriaha D.
Theresa de Jess Bnleao, tilha do nosso amiga o
Sr. alferes Bellarmino dos Santos Bulcao, tabeiUaVu
desta cidade : sua mulher I). Carlo'a Arnili i d is
Santos Bulcao, de cuj < cons jrcio nao houve hlUos.
" A pr .funda dor qu ferio, a imprensa, a ma
gistratura, a instrnecao publica e particularmente
a sua extremecida familia iudiscriptivel, e nos
curvados aute o tmulo de tao respeitavel cidai.Io.
ceitado pela morte ai.ida no verdor dos annos,
ejuand > sjrri t-lhe un in'indi de esperaneas, asso
ci amo nos a tao justo o -zar, o a sua des Jada fa-
milia enviamos respetosamente as nossas condo-
lencias.
Club de Resalan Pernambura"o-
Em consaqueneia da c ipiosa chuva de domingo
ultimo, n.io pon le ter lmar a3" regata, anuuncia
da para esse da, pelo Club de Regatas Pernam-
bucano ; e ter ella lugar no domntr) vindouro
Ib' do corrente, eom o mesmo programma anun-
ciado.
TiroXanoite de 5 le Abril findo, na fase
dado Sr. iementino Bezerra. em Salgu-'iro_ ioi
fjr o gravemente n'um braco pelo projecti do
bacamarte horaieidao Sr. capito Munanno da
Costa Araujo Japinse, quando, tendo-se los pedi-
do na dita fazenda, satura s 11 horas da noite
para o exterioi da casa de vivenda.
O criminoso evadio-se encoberto pelas trevas da
noite.
A polica local abri inqueritj.
Bipaneamenioe ferimenlo Ante
hont -m, cerca de 2 horas da tarde, quando pas^a-
va pela ra do Maj r Ajrostinho B"Zi-rra da fre-
guezia de Santo Antonio, Manoel Muuiz do Ama-
ral foi, mopinsdsnwtf,aggredido por doos indi-
viduos de noiaes Aitredo Bezerra de Magalhaes e
Jos Antonio de Olivcira, que, armados de chapeos
de ol, espiue .r.i:n-n'o cruelmente, resultando sa-
hir Muuiz feriao no alto da cabera e muito con
tuso.
Procurando, depois, se evadirem os offensjn-,
foram, f lismente, mallogrados os esforcos, pois
qu", foram presos pela intervenidlo de urr. m siso
do corpo de polica, que passava, quando ell.-s iara
perseguidos pelo clamor puolieo.
A Juizo do L)r. Souza, que fra convidado pe'o
rmnsctivo subdelegado pira proceder ao corpo de
edicto, foram c usiderados leves os ierimentos c
oficnsas physieas.
Accidente Ante-hontem, polas 2 horas, na
ra Imperial, quando descia de AtTogados, o baml
n. 12, apanhou a chioula d-; nome Francisca Ma-
ra da Tnndai.% viuva e com 85 annos d idad >,
quando atravessava aquella ra, e sendo a'c
d por urna das rodas do vehculo ieon com os de-
dos do pe aireito esmagadjs ; alm de um grande
golpe sobre o p esquerdo.
Ao lugar do sinistr i ompareceu o subdelegado
do 2' districto de S. Jos, que tomando conheci
ment do facto, tez transportar a offeudida para o
hospital Pedro II para all ser medicada.
Falleclmcnto Pelo telegramma que va
inserto na seccao respectiva, tivemos hontem a in-
iaupta noticia de que acaba de suecumbir na cor-
te o nosso comprovinciano Dr. Jss Tiburcio Pe-
reira de Magalhies.
0 fallecido era mak>r ae 50 anno3 de dade e
major do corpo de angenheiros. Fez parte de di-
versas oommissoes scientificas e importantes, das
caaes sempre se sabio muito bem, e oceupou o
cargo de direetsr das Obras PaWicas desta pro-
vincia, que repreientou na 20* legitlativa (1874 e
1875) como deputado a Assembla Provincial.
Suramamente trabalhador, era um profundo e
criterioeo observador; e mu tas veses as colusn-
nas deat Diario foram puolicados trabalhoB seus,"
que foram lidoe com o maior interesse.
Exporiaro te Pernambueo N
prximo findo mes de Abril toram exportado
pela Alfandega, os seguintes gneros :
4kcar--Exterior Interior Total AlgodaoExterior Interior Total Agurdente -Exterior Interior 1.066.440 kil. 3.017.517 .
4.083.957 171.518 kil. 224.333 .
395.881 431 litros 360.238
Total AlcoolInterior CourosExterior Espichados Seceos Verdes 360.669 14.580 litros 1.193 kil. 59.445 > 60.000
Total MeZExterior Interior 120.628 1.160 litros 48.188 >
Total BorrachaExterior CafExterior Carocas de algodao Exterior 49.348 ~ 400 kil. 120 240.000 kiL
Cera de carnauba -Exterior Interior 79 kil. 880
Total 959 .
Chapeos de carnauba -Interior CieosExterior Interior 79 fardos 25.000 20.000
Total 45.000
Courinhos -Exterior DocesEx'erior Interior 880 703 kil. 6.779 .
Al fandega de ruiiailfi nDamos em seguida o mappa demonstrativo do rendimento
da Alfandega da Pernambueo, durante o mea de Abril de 1886, comparado com o igual mes do
anno de 1885.
DBHOaraaoIo das u*das
1886
Total
7.482
Farinha de man
diocaInterior 26.030 saceos
Fio de algodaoInterior 25 saceos
Ferros reinosExterior 70 toneladas
MedicamentosExterior 74 volumes
Iuterior 148
Total 222
Metan velhos -Exterior 628 kil.
Milho Interior 40 saceos
Curo velltoExterior....
12.000 BrSos e 27 kil.
Passaros xeccos Exterior 2.000
Prala vellia Exterior...
18 000 grao i e 02 kil.
ape'Iuterior 656 kil.
SalIuterior 305.000 litros
-Interior 4.8'K) kil-
S'illaInterior 746 muios
7 rapos Exterior 2 fardos
Calculaodo-se essa exoortacao pelos valores
medios dos difierentes artigos, no mes findo, tem-se
o s gafarte:
Assucar, a 3X556 por ;.r> kilg. 968:170
Algodd'j, 754 > por 15 kil. 196:620*400
Agurdente, 72J500 por pipa 54:475*770
Alcool, -X l.'oOO por pipa 8:72
euros e/pichados, 742,5 res
por kilo 878*380
Citaros seceos, a 630 res cor kil. 37:450*350
Cbaros oerde$, 320 reis por
kil. 20:16
Mei. i 45^000 por pipa 4:626*45 1
Borracha, S.500J por 15 kil. 212*8 ')
af, :i6250 por 15 kil. 50*000
Car de algodao, 100 reis
por kil. 24:0305000
Cera de carnauba, i 6000 por
15 kil. 382*000
Chapis de carnauba 300*000
Coco', 60 reis um 2:701o 00
Courinhos, A l0O0 um 380*000
Doces, 1*000 o kil. 7:489*080
Fannha de mandioca, 4l00
por .-;.-> 100:7235000
Fi i de algodao 250*000
Ferros velhos 700*000
Medicamentos 7:1IX)S'H)0
Mclaes velhos 188*400
Milho, 65 reis o kilo .5*600
Ouro velh'i, 1 *S0J a otava 13:772*800
Passaros seceos, 50i) reis um l:HO0*000
Prala velha, a 180 r. a oitava 3:1"'
Rap, 2000 puf kilo 1:312*000
1 :; 400 reis pSr 100 li;ros 1:220*000
>ebo, i ti i o; i) !? 15 kil. 1:981*000
iilla. 4*50 o meio :: 108*900
Trapos 100*000
Total 1.402:4495913
Tribunal do Jury do RecifePresen
tes 4f> juinas de facto, foi hontem ir.tallada a 2*
s.:ss;io ordinaria do jury no corrente anno, a qual
preside o Sr. d -zembargador Jos Manoel de Frci-
tas, juiz de direito d) 5" districto criminal.
Puucc'ona como aecusador o 2o promotor publi-
co da comarca Dr. Manoel Clementino de Oliveira
Escore!, servindo de escrivao o privativo do jury,
eapitao Florencio Rodrigues de Miranda Franco.
Aprcsentados ao jury 24 processos de reos pre
sos, devidamente preparados para julgameuto, foi
julgado o reo Manoel Luiz Antonio Cabral, pron ni-
elado no art. 193 do Cod. Qrim. ; o qual te ve por
advogado dos presos pobres Sr. Dr. Luiz Emygdio
Rodrigue* Vianna e foi condemnado no grao me-
dio do dito artigo combinado com o art. 49 do re
ferido Cdigo, a pena de 14 annos de priao simples.
Corveta PorlnRoea tTonso de l
btiquerque -Chegou hontem do Rio esta cor-
veta, construida em 1884 nos estaleiros de The
Thames Iron Vfarh.
Mede 205 ps de comprido por !3 de bocea e 16,6
de pontal, tem qu.tsi 1:209 toneladas de desloe i-
inento, e a sua structura de ferro com forro de
niadeira e zinco.
As machinas sao de Humphrey Tennante & C-,
da forca effectiva de 1:000 cavallos e de 1:400 for-
cada, dan lo no 1 caso a velocidade de 12,4 milbas
e no 2 13,3.
O seu armamento consta de 2 pecas de calibre
0,15 e 5 ditas de 0,12 de carregar pela culatra,
montadas em reparos bydraulico e athomaticos de
Cavasseur e.le.n do mais 3 metralhadoras de So.-:-
denfFelte.
Toda esta artilheria manobra fcilmente pertnir-
tindo as pecas o fazer iogo para vante ou para r,
quasi em direccao paralella quilbra.
v A corveta illuminada a luz elctrica e possue
magnificas aceommodacoes tanto.para o coinniaii-
dante e officiaes cjmo para a guarnicao, juntando
. uina espa^osa prafa de armas e todas as
mais depend. ncias.
Ao vel-a por fora na) ce faz idea das grandes
accoinmodacoe* que conten este navio, pois o aeu
aspecto ligeiro e delicado, parecendo que ser
b m navegador.
E' seu commandante o capitao de fragata Au-
gusto Cesar de Carvalho.
Pretende seguir para Lisboa a 4 ou 5 do cor-
rente. ___m
PanaameotoXa noite de 1 para 2 do cor
rente fallecen, e sepultou-se a 2 p- la manha, no
Cemiterio de Santo Amaro, D. Francisca B Lima
do Amaral, digna consorte do Sr Jos Soare' do
Amarai, proprietario da fabrica Nova IIamburgo.
Era a Uada urna distincta senhora, estimada
de quantos a couhecerain pelos seus dotes e vir-
tudes.
Nosso.* pezames ao seu esposo.
Tbesourarla de Fasenda At 29 do
torrente mez, os devedores de imposto-, de indus-
trias e profissoes, predial, 2 % sobre vencimentos
dos empregados de justica, toros de terrenos ue
marinha e taxa de escravos, dos exercieios de
188081, 188182 e 188485, devem ir satisfa-
sel-os na contadura da Thesouraria de Fazenda,
iob pena de serem accionados.
Coufi aria de anta Mita de Cala
Hoje, s 6 horas da tarde, reunem-se, no con-
istorio da respectiva igreja, os confrades de
Santa Rita de Cassia, para o fim de resolveren o
que ue deve facer eom relacao a conversao das
apolices de dominio da mesma confraria.
Importagao
Direitos de consumo
Addcionaes de 50 %
Augmento de 10/0. .
Expediente de 5%. .
Armazenagem.....
Capatasia.......
Imposto de 40 % sobre fumo.
Despachos martimos
1885
Imposto de pharoes.
Dito de dcas .
Exportando
Direitos de 9%.
dem de 7 /. .
dem de 5/,. .
Interior
Sello por verbas......
Dito adhesivo......
Imposto de transm. de propriedade.
1
Extraordinaria
Multas
Depsitos
Deposito de diversas origens.
Contribuicao de caridade .
Somma.
348:727*769
192:232*925
38:446*580
2:838*150
6.-256*682
2:296*148
203*300"
3:120*000
1:383*100
4:071*166
5*474
10:348*179
109*000
3:210*000
1*500
592*164
710*407
2:332*202
649:995*882
334:898*446
167:411*575
33:43^*318
4:916*790
6:197*55
1:781*510
42*240
3:820*000
435*6001
6:025*789
5*760
45:837*864
t
1.-0190001
256*000
DIFrautSCAi
8945090
142*000
2:562*347
609:728*948
Para
49:829*323
24:821*350
4:964*268
*
59*135
514*638
161*120
*
947*500
5
*
109*000
*
*
5685401
*
81:974*741
Pura menos
*
*
*
2:078*646
*
*
*
700*000
*
1:954*623
*286
35:439*685
I
098*000
254*500
301*932
l
230*135
41:707*807
RECAPITULADO
DENOMINADO DAS UB.VDAS
Importacao.....
Despachos martimos .
Exportadlo.....
Inerior......
Extraordinaria ....
Depsitos......
Total ....
627:031*630
4:503*100
14:4245819
431*500
592*104
3:042*009
649:99*8o2
548:7305112
4:255*00)
51:809*413
1:275*000
894*090
2:704*397,
609:728*948
____________I
78:271*188
247*500
*
*
*
338*272
78:856*900
*
*
37:444*594
843*500
301*932
*
38:590*020
2a seccao da Alfandega de Pernambueo, 1*
Fonseca.O escripturario, Odilon Coelho da Stlva.
Monte-Plo PortuguezNo dia 5 do cor-
rente, amanha, reunem-se, s 0 horas da tarde,
na respectiva sle, e em assembla geral, os
socios do Monte Pi Portuguez, para o fim de
deliberarem acerca da conversas das apolices,
pertencentes mesma sociedade.
InNlituto Dezenove de Abril -O Club
Luterano Diegues Jnior, fundado entre 03 alum-
nos do Instituto Dezenove de Abril, fuuceiouou no
dia 29 de abril, e em sessao extraordinaria, sob a
presidencia, do Sr. Joao Paulo Carneiro Lean.
Procedeu-:e a eleicao para o cargo de adjunto
do secretario e obteve-se o seguinte resultado :
rrhur Pinto 8 votos, Abel Pinto 3 votos, em
branco 2, uullos 2. Cempirecenio 15 socios, foi
eieito por maioria absoluta o Sr. Arthur Pinto.
de Maio de 1886.O chete, Domingos Joaquim da
Foi encerrada a sessao extraordinaria e absrta
a ordinaria Depeis do expediente e de divnsas
pareceres, tomaram asaento os socios Srs. Raphael
l'aiva, Isaac D. Pinto e Paulino .) de Acerado.
Foram sorteados para discutirem theses os Srs.
Ismael Marques, Abel Pinto e Alberto Pinto. O
primci.-o e o ultimo discutiram a seguinto tries :
(ual a origem da palavra Maranhao ; o segundo
e outro socio a seguinte : IIi diffrrenri catre
graudeza e qnantidude? Em seguida foram sor-
teados chronistas do curso secundario o Sr. Joa-
quim Thiago da Fonseca e da aula infantil o Sr.
jarlos Port i-Carreiro. Foi encerrada a sessao.
Confraria de anta Rita de Casma
No domingo 2 do corrente, esta contraria pro-
cedeu eleicao dos novos fnnecionarios, que t n
de di.-igil-a no anno compromissal de 1880-1887,
dando o seguinte resultado :
Regedor Francisco Antonio de Oliveira e
Silva.
Sub-regedorliento Manoel de Castro Ama-
ral.
Fiscal -Antonio Alves Vilella.
SecretarioDeodato Pinto dos Santos.
Fiel -Joao Goucalves dos Santos Jnior.
AgentesManoel Correa Maciel da Silva e
Joaquim Ramos da Costa.
ConselheirosPompeo Colombo Casan iva, Vi-
cente Jos da Silva, Frederico Chaves J-
nior, Joaquim Machado Dias, Mantel Ignacio de
Torres Bandeira Filh Angelo Custodio Rodri-
gues Franga, H'rmilto Lins Chaves, Alexandre
Joao Flix de Oliveira, Jos L. G. Ferreira e
Adolpho Santos.
A' 1 1(2 hora da tarde dissolveu-se a reuna).
lavraudo o Sr. Dr. Argemiro Ar xa, sscretario ad
hoc, uina acta detalhida de todo occorrido.
Club litterario VictorieneDurante
o mez de Abril linio, frequentaram este club 200
pessoas, sahiram para Ititura dos socios 70 volu-
mes e eutraram 59.
Foram oBerecida pelo Sr. Seba3tiao de Vas-
concelos Galvilo, as seguietes obras : Vixen, por
Miss Brandan, 1 vol. broc. ; Sedelitz Chantean,. sos profundos psames
nando assim a tora de saneamento que iniciou,
entrando, por intermedio do sen advogado, em ac
cordo com o gerente da companhia para que faca
deespparecer o recanto que existia primitivamen-
te atrae da cata d'agua.
Claro Sr. Redactor, que por urna forma
idntica a Edilidade benefioiar o seus mwiieipes,
ficando a cargo do zelo rio sen commissario de po
licia empregar de preferencia a verba da limpeza
das ras nesta travess*, ou obtendo do gerente da
companhia que o mande fazer pelo menos, na sec-
cao em que est o deposito de distribuiedo d agua
a cidade.
Muito me obrigar se publicar estas lionas
em sua folha de amannil.
Pao d'AlhoEscrevem-nos no 1.' do cor-
rente mez :
Estamos em pleno Maio, mez do fresco e das
flores, em que por um so pensamento se congrega
a oopulaco da provincia, para saudar com suas
oracoes a Rainha ssberana do universo. Assim,
pois, foi hontem encetada na igreja do Rosario
d'esta cidade o mez de Mara, com grande concur-
rencia de povo.
As chuvas torrenciaes, que tem cahido, teem
produzido grande animacao n'esta comarca, pelo
que os seus habitantes sa mostam contentes e Ten-
dera mil grasas a Deus.
As feiras continan repletas do gneros ali-
menticios, que, como se pre'ia, vao dando baixa
de preco, e assim continuarlo se o anno for como
realmente se espera.
Houve na quinta-feira maior Santo Sepulchro
as igrejas d'esta cidade, sobresahindo o da igreja
matriz, que esteve deslumbrante. Apesar de ter
sido crescida a concorrencia de povo, nenhuma oc-
currencia se deu, que incommodasse a polica.
O estado sanitario d'eta cidade no corrente
anno, -em sido melhor que dos anteriores, e a po-
pulaeao cosaria de mais saude e tranquillidade,
se o poder co ptente se compenetra sse de seu
bem estar, fazendo remover o eemiterio, que si-
tuado em suas portas, para um eutro lugar mais
retirado, como ha muito se tem reclamado.
o Seria este o melhoraraento mais importante
que faziam esta cidade, cuja populacao cres-
cida, e conta para mais de trezentas casas, se des -
tacando dentre ellas bonitos sobrados, tres egre-
jas, um theatro, e tem liuha frrea e telegraphica
.. Alm deste beneficio que deve-se fazer com
toda brevidade, porque trata se da saude publioa
preciso que seja ella illuminada, semclhanca
de Caruar, Brejo da Madre de Deus e ontras do
centro da provincia, que de a muito g>zam de tal
melhoramento.
Nao sabemos porque tendo ha quatro annos, sido
decretado pela Assembla a sua illuminacao, este-
ja ainda as escuras de modo que nesta estacao in-
vernosa se torna impossival andar as uoites.
Tem esta cidade, em vista do que oito Sea,
sido mais infeliz que as outras, nao obstante estar
mais perto da capital e se muito commcrcial.
Continua ni ilteravsl a ordem publica, me pa-
-ece que a companhia do olho vivo esteve de je-
;jum durante a semana santa. Deus a taca rege-
nerar. An revoir.
Boaa-ConnrlboEscreve o nosso correspon-
dente, era 24 de Abril findo :
Transmittio-nos o Diario a noticia do in-
fausto passameuto do Dr. Flix de Figueiroa Fa
ria, noticia que nos encheu de profundo pezar,
porque apreciadores das suas excellentes quali
dades, vimol-o descer ao tmulo, quando a vida
lhe era mais doce, e o futuro se lhe antolhava ri-
souho e fagueiro!
Mais um golpe ni il ustre familia do ve-
n-rando fundador do primeiro estabeleeimento ty-
pographico desta provincia, um prestiinoso mein-
bro de menos na sociedade que com justos motivos
o prauteia !
A' 'lustrada redaccao do Diarto, em geral,
enviamos as nossas sinceras condolencias, e ao Dr.
Felippe de Figueiroa Faria, em particular, os nos-
grapho nacional e onde residetn algtms em
dos d'aquella reparticao, e de l bifaram
roupa que encontraram, um chapeo de feltro, neia-
gio de prata e una cadeia double de ouro e (fe-
tina.
E nao foram vistos...
Hospital Fortucuez- moviments jc
enfermaras deste hospital du. anta asernaaaaa#s
foi o seguinte :
Existiam em tratamento...... 17
Entraran................... 3
2
Sahiram curadas............. 4
Existem.................... 18
2t
Entrn de exercicio nesta semana o Sr. Jm>-
Goines Ferreira Maia.
Carao de direitoE' hoje que se instale,
ra do Hospicio n. 3, em ama das salas de CsSa-
gio de S. Joao, o curso livre de direito natural c
direito Romano, regido pelo Sr. Dr. Isidora iaar-
tins Jnior.
As aulas terao lugar todos os das, tac*
comecarao s 6 horas em ponto.
.4*yle de Mendlcldade O moviarnto
d'este estabeleeimento de caridade no mes oi
Abril foi o seguinte :
Homens Mulherec
Existiam 65 110
Eutraram 6 9
Sahiram 71 9 119 11
Existem as enfeimaras: Existiam Kntraram 62 20 3 108 26 9
--- __
Tiveram alta 23 5 35 5
mam
Falleceram 18 1 30 3

Existem: as enfermaras Nos dormitorios 17 45 27 81
62
108
Total 170.
Escolas de instrnecao primaria ni Asylo:
Foram frequentadas por 11 alumnos, ineMam
3 na dos cegos.
pelo Dr. Burggreave, l folh. ; Miseria de um
Preso, por Niro Vosahilo, 1 folh. ; Ligeira* noces
sobre a lucta pela vida de Darw.n, pelo Dr. Phae-
lant: da Cmara. 1 f>Hi. ; Pontos di philosiphia,
pelo Dr. Luiz Mara Vidal, 1 vol. broc; Pontos
de rhetorca e potica, 1 folh.; R datorio da Colo-
nia Orphanologica Iz ibsl, no auno de 1885, 1 fo -
loe.
Pelo Sr. Coriolano de Abren : Veneno dos Bor-
aias, por O. de A. Silva, 1 folh.; Conferencia pe-
dagogica sobre liooes de coisas, 1 folh ; Discurso
do padre Jos de Sonsa Oliveira, t folh. ; Aven-
turas de tres russos c tres inglezes, por Ju'.es Ver-
ne, 1 vol. ene.
Pelo socio capitao Jos Alves de Souza Bandei-
ra : Pequeo atlas de Geographia moderna, por
E. Cortambert, 1 vol. ene.
Pela Exma. Sra. D. Francisca AdelaiJe de
Almeida : Eurco, por Alexandre Herculano, 1 vol.
ene.
Pelo sucio Malino Izidio da Costa Viera : Dis-
cursos do conselheiro Joao Alfredo, em 1871, 1
vol. broc.; Disciola. dram em tres actos, por
Alfredo Pinto, 1 vol. broc. ; Cachoaira de Paula
Alfonso, poesa, por Castro Alves, 1 vol. broe. ;
Prantos d'Alina, poesa, poa Mello Santos, 1 vol.
ene.
Pelo socio capitao Jesuiuo A. de A. Pimental :
Nao eram infundadas as esperanca? que nu-
tramos de, no presente anno, sermos indemnisa-
dos do prejuz) e falta de legumes que soffremos
durante os tres annos anteriores.
i O invern contina pujante, e os emigrados
das catingas ja eomecam a regressir aos seus la-
res, para aproveitarem o tempo da planta.
Os prognostious do Dr. Ayer vio se realisan-
do entre nos, de forma a iucutir no espirito de t>-
dos urna crenca absoluta ; e preciso confessar
que este anno anda nao talharam.
- Victima, de urna apiplexia fulminante, e com
54 annos de i la le, fallecen no dia 4 deste mez,
Luiz Soarc3 Villela, o typo mais popular desta
villa.
Anda que em traeos largos, vamos descrever
algumas p ripecias da sua accidentada existencia,
na qual, a par de muitos escolhos, divulgamos
mais de um tomo de moralidade.
Era ello filho natural do abastado papaca-
ceiio Ildefonso Soares Villela, uina das victimas
do cholera que aqui grassou em 1850.
Luiz S jares j era Bntao perfilhalo, e por este
facto enfrou com os irmios ligitnaas na poss-j de
urna boa heranca.
Dotado de um temperamento ardente, nao
pode gosar a sua pequea fortuna no regaco da
paz. Deu-se em extremo valenta, em cujo
Pequillo Alliaga, romance, 2 vols enes ; Os pre- exercicio manejara galharda e vantajosamente o
tendentes de Catharina, romance, par A. de Can
drecourt, 1 vol. ene.
Pelas respectivas redactes : Diario de Per-
nambueo, Jornal do Recife. Provincia, Rebat,
Binculo, Seis de Outubro, federalista. Futuro,
Telephone Monitor Sul-Mineiro, Pacotilha, Cor-
reio Official, Liberal Parahybano, Vass urense,
dos San os Se va, Antonio Carlos Borromeu dos Pr09n,sla, Amigo da Verddt, Aranlo de Mi
Santos. Manoel Domingues da Btlva, Jos Castor^ Q,tnzena e U BrAft-j
de \raujo e S .uza e Jos da Cruz Santos. OlInda-Eserevem-nos em 3 do corrente :
Sociedade Si a-TlialiaRealisou esta
sociedade no domingo ultimo o espectculo do
mez de Abril, no seu theatrinho do caes de Ca-
p biri be
O drama-F, Esjierine i e Caridade, era geral foi
bem interpretado pelos socios encarregados do
Muito agradecido pala promptidao com que
V. acudi o meu reclamo, profligaudo o acto la
Cmara Municipal de Olinda, pelo qual f > res Jvi
do o fechameuta do b 'eco de S. edro Apostlo,
n'um trecho de sua seccao inicial : veuho de novo
ccete e a faca de pinta; nuuca porm, com
mettendo um homicidio.
Te ve, pirtaoto, de responder a diversos pro-
cessos, contando se 11 as ceses que foi obrgado a
responder ao jury, valeudo-lhe igual numero de
absolvieses, que obieve por inri cucia do sua nu-
merosa familia.
Quando j poucos vestigios lhe restavam da
heranca paterna, easoo se c>m urat moca pobre, e
cim e3t mudanca de estado resolveu tambera mu-
dar de profissao. Deliberan, prtanlo, almidonar
valentia, da qual sd desposas e eneommolos ti-
nha coihid >, e, abrayou o.. copo, do qual a
morte o separou.
Era, pirm, extravagante o uso c effeito que
sen desempenho, sooresahindo entretanto os Srs. Be coaatitue anda hoje a questao na ordem do dia
u iiqiiiin Lopes, 1 animo, Silveira e Lino, bem
como as Sras. Ds. Rosa Manhonca e E le vira
Lima.
O mise en scene esteve na altura do drama.
Finanra* da* Alagoa Pedem-nos pa-
ra publicar o seguinte aviso :
Rio de Janeiro, ministerio dos negocios da
justija. 2 de Abril de 1830. Illm. e Exm. Sr.
Agradecendo o mappa demonstrativo das econo-
mas realisadas por V. Exc, quando presidente
da provincia das A'agoas, e ^ue acompanhou o
cai lhe quj foi tiuo em muito apreco pelo gjove-
no o s ?rvieo por V. Exc. prestado aquella provin-
cia em re acao a suas financas.
(t Deus guarde a V. Exc. Joaquim Delphino
Rtbeirj da Luz.Sr. juiz de direito Arnphilophio
Botelbo Freir de Carvalho .
daizo de paz da BoaVinta O Sr. ca-
pitn Felippe Benieio Cavalcante de Albuouer-
que, juiz de paz em exercicio da parochia da Boa-
Vista, d audiencias as tercas e sextas-teiras s
10 horas do dia, na ra do Principe n. 38.
Centro Bepublicano de Pernatabn-
coRealisou-te ante-nout. m a reunan convoav
n presenta de V. insistir sobre este assumpto que lhe causava o seu novo alliado.
Hibitava o bairro 4o Bom-Conselho, onde
passava quasi toda a semana, em intima conviven
d'esta cidade ; e isto porque estou bem certo que
si o que pretendeu a Edilidade loi dar urna mani-
festacao de desagrado ao seu presidente, e nio o
couceder abertamente um f ivor, a custa dos inte
resses do municipio, um amigo seu ; se o seu ac-
to foi mais filho de um capricho de occasiao ba
seado no estudo perfunctorio que entilo havia do
assumpto, do que o resultado de urna resolucoo
demorada, o Ilustre Sr. vereador commissario d
polica ser o primeiro, naturalmente, propor es-
pontneamente a reeousideracao do acto quo d.s-
lustra a Edilidade ; para u que acredito que ter
. S. hante abnegaajao, antes que o Sr. Leopol-
do Marques de Assuinpcao, que reqnereu e obteve
a questionada licen^a, nao venha a ser o primeiro
que abra mo de.la nos termos em que foi concedida,
sendo sabido como que o gerente da companhia
Santa Thereza recorreu da decisao da municipa-
lidade para S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
bas-iando-se no facto de passarem pela travessa
canos collectures da sua rede de ab.uteciraeuto do
gaz e agua cidade, e firmad) em motivos dcsa-
Imbridade publica.
o As lendeneias religiosas e por consegninte hu-
mauttOrKis do Sr. Leopoldo sao sutficientem ate
da pelo r. Dr. Martins Jnior, para fundacao de eonhecidosaaqui para que se tenhaomohypothe-
um Centro Republicano nesta capital. se absurda que elle nao seja capaz de autepr ao
Ao meio dia, achaudo-se em urna das salas do seu inteiesse o interesse do municipio,
sobrado n. 51 da ra di Imperador, os cidadaos Convenientissimo que desappareca o recan-
Arthur de Mattos Sobrinho, Joao Ram03, Adol- to que antes do fechamento da travossa existia no
pho Quedes, Fenelou de Mcndonca, Arthur de seu comeco, mas nao certamente com a formacao
Mattos, Auge!) Tavares, Pedro liego, Manoel da outro recanto mil vezes peior. Assim, entendo
Pontes, Frederico Bastes, Pedro Pessoa, Antonio que se a Cmara, a qual -pdo tjtm me dizem, ain-
Besngno, Joto Fonte, Ricardo Guimares, Aves ua nao assignou a licenca, mandar fazer all o
PiateataL aooel Ignacio, Felicio Buarque, Ran- muro, de sorte que sem offeusa do transito publi-
ge.l Sobrinho, Pereira Malta, Fortunato Pinheir', co sejam att'udidos os bons deaejos do Sr. Leo-
Maximiano Jos Duarte, Galdino Loreto, Jos lia- poido, ter sido encontrado um meio de cortar o
bello, Jo Afianso, Pardal Mallet, Fran'dso Cara- n que est atado.
pello, Joo Basto, Antonio de Freitas, H-rmiuis Creio que assim acontecer, r. Redactor, se
Amaral, Alexandre Catanho, Manoel Martn?, a Cmara, independentemente de qualquer en li-
Cossy do R-go, Jos F. Carneiro, Argemiro Ar- cao futura, independentemente da assignatura de
xa e.Martina Jnior, tomou a palavra o convela- um termo, conceder aposte de todo terrejo que
dor da rounio pira expr os motivos e o nhjiWto ficar abrangdo entre o predio do proprietario re-
da mesma. qnerentee o muro que elle construir n? alinhamen-
Feto isso, e de os da competente discusso, to da puchada que faz ngulo com o muro do quin-
deliberou se que ficasse fundado desde logo o tal da caixa d'agua, fechando o lado opposto da
Centro Republicano de Pernambueo, especie de as- travessa com outro muro a nao querere a ^s pro- infijavau. as lavouras do offendido, sem que Luiz
sociacao com um Directorio ou Commissao Exea- prietarios fronteiros sob igual condicao ons- Paixo attendesse s suas repetidas oueixas.
iwo incumbida de organisar e constituir o partido truil o, o que parece real, visto como elles nao se
republicano nesta provincia. oppoera que o Sr. Lsopoldo at l estenda a sua
Era seguida, passou-se a eluger urna esmmissao posse. Para tanto perder o requerente, apeaas
a cujo cargo ficasse o trabalho de determinar em os piucos palmos de muro e>m 03 quaes feohou o
um projecto de estatutos os poderes os attribui- novo qointal pelo fundo e igual quantidade, ou a
coes da commissao executiva. Foram escolhidos largura do becco, ao muro da freute, aproveitan-
para isso os Srs. Dr. Martins Jnior, Adolpho do todo o material.
Guedes, Bellarmino Carneiro, Antonio do Fre tas O que de mais despender muito valer o seu
e Cussy Juvenal do Rogo, sendo adiada para a socego futuro, ou a obstrasa oorigacilo de andar
prxima reuno, que foi mareada para domiugo Jimpando pir sua eontn a tra/essa at que venha
vindouro, a eleicao definitiva do directorio. a ser obrgado a repr todo no aatigo estado por
Apezar de nao terem comparecido reuniJo, urna ontra Cmara menos generosa,
mandaram communicar que adberiam 4 tundscao Conseguindi isto a Edilidade dever mandar
do Centro, os seguintes Srs. : Amaro Rabello, Dr. fechar o recanto que ha por tras da jibera igual-
Benvenuto da Silveira Libo, Alfredo Falco, Joao mente com um muro, piohibindo expressamoute
dos Santos, Carlos Falcio, Bellarmino Carneiro, que d'alli laocem porcarias para o becco; termi-
cia com a familia; serap e empregado nos labores
agrcolas.
Quando, porm, lhe palpitava alcoolisar-se,
vinha fazel-o no bairro da matriz,o centro do
commercio,; ento nao tinha mos a medir :
descompunba e aireacava a todos, mas certo que
nunca mais offendeu a p'ssoa alguma, e todos se
deleiiavam com a sua prosa, sempre alegre e ga-
lhophrira. No estado normal era um pouco taci
turno ; mas dominado peto alcool tinba urna musa
invencivel.
Diva a todos o tratamento depar mte,e
ninguem so otfendia com esta familiaridade. Real
mente erara poucos aquclles, cdjo Sangue nao lhe
corra pelas veias.
No sabbado, 3, assistimos quasi todo o dia a
urna calorosa discusso que elle teve cora tres ou
quatro parentes, sobre diversos assumptos, discus-
so que muito oos diverto, e na qual colheu elle
numerosos applausos.
No dia seguinte, pelas 9 horas, fallecen, e ao
divulgar se a noticia de sua morte, quasi todo o
povo da villa afflaio ao bairro do Bom-Conselho,
para ver o seu cadver
O s'iitimeuto geral traduzio-se ainda n9 gran-
de acompanhain^nto que o levou sua ultima mo-
rada.
Paz sua alma.
O sitio Frexeiras te3temunhou no da 11 do
andante urna scena repugnante e asss brutal.
Os sertanejos Manoel Nene, Antonio de tal 9
Ven ando, escravo, espancaram mort.almente a An-
tonio Francisco da Silva, (vulgo Chieo.)
Dizem-nos que o motivo d'isto foi o dito Chi-
eo j ter dado urna aova em Manoel Nene.
O subde egado procedeu o carpo de delict>,
sendo os ferimentos considerados graves.
No da 12. reunio-se a Cara ara Municipal,
em sua 2.a sessao deste anno, de cuj os traba! hos
nada resulten digno de raencb.
O sitii Tamboril tambera lirada pelas vistas
da polica.
No da 15 o nsp.ict.or Luiz Paxo, esfaqueou
a Manoel Galvo, por este ter cortado as orelhas
de urnas cibras de sua propriedade, as quaesdam-
Manoel Galvo ignora ainda .que at os ani-
maes dos inspector?j teem carta branca para...
aperriarem a humanidade !
No dia 16 aqui chegou o tenente Ildefonso
Ignacio do Araari.1, vindo de Aguas-Bellas, para
coramandar o pequeo destacamento aqui exis-
tente.
A demora do invern produzo nesta villa o
seus suburbios o apparecimento das febres, j tan-
do feito algumas victimas. E' de cre-, porm, qne
ellas desapparecam com a continuacao das cho-
vas.
Deus assim o permita.
LaraaioaHontem durante o dia, os ladro
penetrarain no sito do predio em que, na ra do
Commercio, parochia do Recife, funeciona o tele-
l.i-ilne.Eff.'ctuar-se-ho :
Hoje :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na rea &
imperador n. 'Z, de predios e terrenos.
PeZo agente Pinto, s 11 horas, na ra da ape-
ra'nz n. 12, d movis, louc is, vidros, tivros, te.
Amanha :
Pelo agente Pinto, ao meio dia, na ra do Bsrs
da Victoria n. 4, do estabeleeimento ah existente.
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, de i unais,
loufas e muitcs nutras artigos.
l'elc agen'e Pestaa, as 11 horas, na ra da 1H-
gario n. 12. ie Dredios.
Pelo agente, Brito, s 10 1/2 horas, na roa Im-
perial n. 1, do estabeleeimento ahi sito.
Quinta-feira :
l'e o agente into, s 10 horas, na ra do Vis-
conde G -yanna n. 129, de movis, vidros loueaa,
vinhos, livros, etc., 2 vacas, 1 cavallo., 1 selia a
1 silho.
e/a agente Gusmao. s 11 horas, na raa fia
Imperador n. 16, de um sobrado.
Misaw fnebre*.Sero celebradas:
Hoje :
A' 8 h ras, na ordem 3." do Carmo, por *mm
de D. Rita Mara Ribeiro de Mello; s 7 a*at
na matriz da Boa-Vista, por alma de Rita Macti
de Abreu e Lima : s 7 horas, na matriz da Bja-
Vista, por alma de !i j.mial lo Antonio do Saeea-
mentr.
Amanha :
A's 71/2 horas, na Gloria, por alma da Uta
Faustino Ferreira Lima.
Quinta-feira :
A's 8 horas, na matriz da Bia Vista, por i
de Adelaide Josephna da Costa Ribeiro.
Sexta-faira :
A's 9 horas, as tnttrizes de Bom Jardim e Al-
tinho, par alma de Jos de Moura VasconceKss.
Ca*a de Oetencuu Wovimento dos re-
jos no dia 3 de Maio :
Existiam prssos 311, entraram 11, sahiram t,
existem 318.
A sabei:
Nacionaes 286, mulheres 3, estrangeiros 11, a-
eravos sentenciados 3, processados 4, ditos de e*c-
reocao 11.Total 318.
Arrabiados 283, sendo : bons 271, doentes 12
total 283
Nao houve movimento na enfermara.
Lotera da uravlaeia Quinta-ftira C
de tnaio, se extra aira a lotera n. 52, embite-
G i i da irraandade das Almas da matriz di Boa-
Vista.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora 4c-
ConccicAo dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem nsma-
rica aurceiaco do publico.
Molerla do VioA 3* parte da lotera a.
196, d< novo pUuo, do premio de 10): )JJi JX
ser extrahida no dia do corrente.
Os bilhe'es ach im-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambera acham-se venda na praca da laae-
cia ns. 37 e 39.
Lioieria de Wacei de 300:OOSAS>fl;
A 6' parte da 12a lotnria, cujo premio graaie
e de 200:000*000, pelo novo plano, ser extraaide
impret-rivelmente no dia 4 de Maio s 11 horas
da manha.
BUhetes a venda na Casa Feliz da pra?a da ja-
dep oidea;ia ns. 37 e 39.
Lotera extraordinaria do Tai-
rangaO 4" e ul'irao sorteio das 4a e 5 seras
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida a 12 de Junho prxi-
mo.
Acham-se exposto a venda os restos das bilfee-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Mace?
n. 23.
Lotera da corteA 3a parte da 363 la-
tera dacorre, cuj premio grande de 100:009*,
ser extrahida no dia 8 de Maio.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Vtc,
prava da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se acham vendana Casa da Fortaas,
ra Primeiro de Marco n- 23.
atadouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 52 rezes para o coase-
mo do dia 3 de Arbil.
Mercado Municipal de S. don.O
movimento desta Mercado nos dias 2 e 3 do enf-
rente, foi o seguinte:
Entraram :
b bnis pesando 10.003 kilos.
541 kilos de peixe a 20 ris 104810
87 cargas de farinha a 200 ris 17440
35 ditas de fructas diversas a 300
ris 1#!50C
25 tabolciro? a 200 ris 5*00C
34 suinos a 200 ris 6W0
Foram oceupados:
43 columnas a 600 ris 2J339
41 compartimentosade faiinha a
_ 500 ris 20*50*
55 compartimentos de comidas a
500 ris a7t09
141 ditos de legurae3 a 400 res 56J40
34 compartimentos de euino a 700
ris 234800
24 ditos de fressaras a 600 ris 144400
4 talhos a 500 ris 2*006
19 ditos de ditos a 2* 3MU0O
IOS talhos de carne verda 1* lt8*J06
Deve ter sido arrecalada nestes dias
a quantia de
Deb "os dos das 25 de Marco a 3 do
corrente, recebidos
dem at 3 do correte
Foi arrecadado liquido no
corrente
da 3 ds
Precos do dia:
Carne verde a 49 o 400 ris o kilo.
Suiuos a 560 800 ri dem.
Carneiro a *** 1*000 ris dem.
Farinha de8W a 56 i ris a cuia
Milho de 30 a 440 ris dem.
Feijo de 800 a 1*280 ris dem.


) mann \
i' i ni


Diario de PernambucoTor^a-feira 4 de Maio de 1886
O sai (crio Pablieo Obitnario do da 29
do contente :
Rom Mari da Conceicao, Pernambuco, 28 an-
no., cafada, S. Jos ; estupor. '
Isidoro Joaquim de Sant'Anna, Pernambuco, 25
asnos, solteiro, Boa-Vista ; abcesso.
Casimiro da Paiao, Pernambuco, 40 annos,
tasado, Boa-Vista ; diarrha.
JoSo Paulino Barbosa, Pernambuco, 32 annos,
asado, Recife ; hemorrhagia cerebral.
Joao da Azevedo Soares, Parabyba, 48 annos,
asado, Poco ; tubrculos pulmonares.
Adelaida Josephina da C. sta Eibeiro, Paraby-
ba, 55 annos, casada, Boa-Vista ; aneurisma da
aorta.
Francisca Mara da Conceicao, 8 annos, Santo
Antonio; diarrha.
Da 30
Francisco Domingues Moreira, Pernambuco, 26
annos, casado, S. Jos ; tubereulos pulmonares.
Henriqne Severino da Silva, Pernambuco, 22
annos, solteiro, Boa-Vista ; tubereulos pulmo-
nares.
Silvero Bernardino Seve, Pernambuc, 44 an-
nos, casado, Boa-Vista ; edema da glote.
Maa Florencia da Cunha, Pernambuco, 20 an-
nos, solteira, Boa-Vista ; albuminuria.
Deoterio, Pernambuco, 3 1/2 annos, S. Jos ;
espasmo.
Salvina do Patrocinio Senna Fontes, Pernam-
buco, 27 annos, casada, S. Jos ; lebre de mo ca-
rcter.
Mara Joaquina Lins Chaves, Pernambuco, 80
annos, viuva, Graca ; gastro enterite.
Um recem-nascido, Pernambuco, S. Jos ; pelo
subdelegado.
Mara da Paixo, Pernambuco, 1 dias, Graca ;
paro subdelegado.
Prisco, Pernambuco, 3 mozes, S. Jos ; gastro
entente.
Antonio, Pernambuco, Recife ; ao nascer.
Joaquim, Pernambuco, 4 mezes, Recife ; pelo
subdelegado.
PLBLICACOES 1 PEDIDO
O padre Lniz Ignacio de Honra
Pelo Diario de Pernambuco de 18 de Marco ul-
timo, demonstrei a talsidade da imputacao, que me
ioi feita pelo Diario da Parahyba de 5 do mesmo
mez, e que foi aqui reproduzido ein outros orgaos
da imprensa. Chegando bontem a esta cidade
referio-me um amigo, que o acto da indicacao por
mim teita da priso de Jos, qne era escravo da
Baroneza de Ipojuca, tora mal interpretado por
alguns, como sendo eu levado a isto ou por senti-
mentos escravocratas, ou por servilismo.
Propositalmente entend occultar os motivos
3ue tinha, afim de nao ir de encontr ao principio
e direito : Qui dteit de se videiur esse dement.
Em certas occasioes devenios fazer pblicos os
nossos actos, quando viles sao mal interpretados,
afim de manter intacta nossa reputaco, segundo
o conselho das sagradas paginas: Gere curan,
de bono nomine.
Desde o anno de 1871 entretenho relacoes com
a Exrna. Baroneza de Ipojuca, residindo por va-
rias vezes em seu engenho uraohem, onde tenho
sido ti atado, nao como hospede, e sim de modo como
pessoa da familia. Durante esse tempo Jof era
meu sachristo e me prestava certos servlcos
como criado e tinha adquirido a minba afiVi;o
pela humildade e boa ndole de que dotado. Em
principio de 1830 fugio elle, e todas as vezes que
a eu ao engenho, inqueria noticias suas. Em
conversa commigo me referi a Baroneza as nten-
ces que tinha de librtalo, e bem assim a parda
Amelia, por terem acompanhado Mossor o Ezm.
Bario de Ipojuca, quando doent onde falle-
cer.
Anda lo Oomi-igo do Espirito Santo, de 1884,
procurei sab'r noticias delle no engenho. Estava
em preparativos de viagem na capital da Para-
byba e fni no da 4 de Marco ultimo estacao da
estrada de ferro Conde d'hu. para mandar buscar
um cavallo, que tinha tora, para nesse dia ir com
um prente cumprir um voto capella da Penha,
em Cabo-Brtnco.
Em meu regresso encontrei Jos, a quem acon-
selhei para vir commigo, alim de me interessar
com a Baroneza paro ser elle libertado. Fazen-
lo se elle desconhecido, pe lio me para entrar na
lo jsde Victorino Vinagre, allegando estar en enga
ado com a identidade de ana pessoa. Estive ahi
mito tempo a convence! a, e para que elle se nao
vadisse disse a alguna individuos que o levassem
ao subdelegado, de cujo trabalho seriara recom-
pensado, e julgando elles ha ver engao de minha
parte, nao se deliberaram a isto, quando, passando
o Dr. chafe de polica, padi que se era possivel o
detivesse at me dirigir sua senhora.
Foi isto o que se passou tilo smente, e o meu
fim na captura de Jos nao loi outro seno liber-
tal-o e fazer urna eorpieza Baroneza levando-o
em minha companhia. Tres dias depois Jos era
liberto. Tive anda a prudencia de affiru ar que
elle seria liberto, e pan que nao estivesse preso
Kuito tempo, preveni a um advogado afim de li-
bertal-o, dado o caso de demora de resposta da
senhora.
A noticia da calumnia foi inventada, dizem-me,
que por alguns rapazes sobre cuj i procedimento
recorri ao chefe de polica da Parahyba em 1876,
por indecencias c desrespeito platicados no mez
Mananno, que eu eiitao celebra va na igrrja de S.
Pedro Goncalves, do que testemunha o Sr. ge-
rente da Companhia Pernambucana, Clemente Li-
ma. O publico deve W que s um alien- do po-
deria correr no mcio da ra atraz de um escravo,
e nao nm homem da minha idade e posico.
A' vista do exposto, julgo que nao posso de mo-
do algum ser tazado de escravscrata ou servil a
quem quer que seja.
Parahyba, 4 de Abril de 1886.Prezadissima
Sra. Baronets.Nos preximos dias de minha reti-
rada da cidade do Jardim, escrevi a V. Exc. por
intermedio de meu afilhado Clarindo. Tenho so-
frido muitos inoommodoa. O cunta do aertao mu-
to rae damnificou e aiuda mais urna constipaco,
que soffro desde 19 de Dezembro. Seja o que
Deus nuizer.
Deve V. Exc. lembrar-se de que, quando fui re-
movido para o Macsp, lhe perguntei se seria pos-
sivel obter, por intermedio do presidente, um acto
do ministro da guerra, que revogasse a ordem do
dia. Sua resposta foi: Nao diga te i possivel es-
crever a Adolpho.
O que pretender desta casa o Sr. padre, que sen-
do justo e honesto nao se lhe faca Tendo V. Exc.
inteocao de l.bertar a Jote por ter acompanhado
seu marido e assistido sua morte, a havendo elle
fgido, eucsntrei-o nesta hora e ped ao chefe de
polica para detel-o at sua resposta, porque de
outro modo elle se evadira. Nada mais justo e
honesto, porque a dea da poca a libertacao dos
escravos.
Como conheco o seu carcter, desde j lhe agra-
deci o pedido.
Sei que elle lhe foi ingrato ; mas na grandeza
de sua alma e na magnanimidade de seu coracao
encontrar elle indulgencia, mormente quando
V. Exc. conhece, que o homcm que tein estampado
em sua fronte o negro e ignominioso ferrete da es-
cravidao, nao pode aninhar em seu coracao os no-
bres sentimentos de reconhecimento e gratido ;
alm de que V. Exc. se inspira na doutrina suave
d'Aquelle, que na acea tocante e pathetica da noite
da Cea nao sxcluio de sua mesa e prfido discpulo
e nem demonstrou o mais pequeo signal de enfado
quando j lhe eram conhecidos os crimes premedi-
tados em sua mente.
Nao miater responder-me por carta porquo
pode haver demora, ou extraviarse. Basta a res-
posta pelo telegrapho.
Recommende me muitoa Sra. I). rsula. Adeus.
Sou com muita estima c respeito de V. Exc.
servo humilde e attencioso criado.Padre Imz de
Moura.
Illm. Sr. Dr. Antonio Bernardino dos Santos.
T*ndo de seguir boje para a Beasa afim de ir com
o capito Moura cumprir um voto na Penha, par
isso lhe encarrego oe um negocio. Encontrei agora
em cosa dos Vinagres um escravo da Baroneza de
Ipojuca, que fra meu sacriato e a quem quero tem
pelo modo humilde com que aempre me servio.
Foi um telegramma para a Baroneza e eu es-
pero a resposta nestes tres dias. Ped ao chefe
para prendel-o afim de nao evadir-se.
Se no terceiro dia nao vicr resposta por que
pode a Baroneza estar fra do engenho ou outro
motivo justo, vote requeira a liberdade delle por
que o que e'i fizer ella appiova e o escravo vendo
quo se trata de librtalo nao se evade
O Dr. Chnspim de Miranda Henriqucs lhe for-
necer os devidos esclarecimentos.
Sem mais assumpto. Sou com estima, seu amigo
e criado.
S. C. 4 de Marco d; 18b6. ~ Luiz Ignacio de
Moura.
Para mais confundir os maliciosos apresento
outros factos, por cuja pratica ninguem em minhas
condicoes tem pugnado mais pe:a libertacao de es-
cravos.
Em 1871 quando se travou urna luta cutre fre
Joo do Amor Divino Mascarenhas e fre Alexan-
drino Jos do Rosario, estive sempre ao lado
d'aqnclle e fui um dos que o aconselharam a liber-
tar todos os escravos do Carino de Olinda, o que
de facto se deu c sao testemunha disto os padres
Albino e Mello.
Tendo eu urna parte em um escravo de nomo
Florencio em Papacaca e o meu prente o Revd.
Dr. Joao do Reg Moura, liber:ei-o por mim e por
elle dando lhe os juros de 10 annos aura de obter
a liberdade de outra parte pertincente ao tente-
coronel Joaquim Isidoro da Costa, como disto
teBtemunlia o Dr. Beato Ceciliano dos Santos Ra-
mos.
Em casa da propra Baroneza de Ipojuca instei
fortementc com Antonio de Lima Maeiel para li-
bertar todos os scus escravos. e como elle me nao
attendesse nao s neguei-me a escrever o seu tes-
lamento como, escripto pelo escrivao Clarindo, re-
cusei ser temunha no acto da approvacao.
Na cidade do Jar iim, Rio Grande do Norte, no
Io de Janeiro de" 1885, reun em minhi casa o Dr.
juiz de direito Manoel Jos Pernandes e Cnente-
coronel Jos Thoinaa de Aquino Pereira e fiz com
que fossem libertados os escravos residentes na
cidade e fui inuitas veces arbitro em avaliacoes
decidindo me sempre em favor dos escravos.
Mu tus outros factos timbo feito em prol desaa
ideia, mas peloa meios regulares.
E' quanto basta por ora.
Recite, 3 de Maio de 186.
Padre Luiz Ignacio de Honra.
cturna, imprescendivel n'um systema regular e que nos contriste e implantar a tranquilli-
n^me^^lSrciv^adr ^*-^"f kd. desta infcli, populado, que tambem
faz parte do curso gcral da heroica pro-
vincia de Pernambuco.
Cumprimos o triste dever de historiar
essa pagina de sangue e pedir as mais
c Em nossa provincia funeciona desde 1866.
Os adultos que careceo de natruccio, os tlboa
dos artistas, os aprendices, constitoem, principal-
mente o pessoa I que ahi se leccona.
Mas nem codos os qne os labores da vida ar-
redam da escola diurna podem frequentar as
aulas noite ; ha servicos induetriaes e artsticos
que excedem as horas do dia : das que nelles se
empregam, muitos preciaam do entino da* prmei-
ras lettras : para estos a oaoola moa domingos e
das feriados.
< E estas escolas noctorai. e domini.aes apro-
veitam anda e sio de muita valia para os que, j
tendo recebido algum ensino as aulas primarias,
nao poderam completar nellas a natruccio ele-
mentar por excesao de idade ou de oceupacao e
precisam de augmentar e fortificar os escudos in-
suficientes que tenham feito.
Devem, pois, ser organisadaa por modo que
srvam como iniciaco do ensino, aos analpU#bc-
tos; e como curso de repeticio, aos que nial
apreuderam ; e como curso complementar e de
aperfeicoamento aos que pretenderem desenvolver
e mais aprofundar os conhecimentos adquiridos,
especialmente na parte em que estes entendem
com a profissao ou o servico a que se dedicam.
As lices devem cer um carcter de utilidade
referindo-se aos factos da economa domestica, ru -
ral e industrial, versando sobre objectos c nocoes
de interesse immediato para cousas da vida real e
das di rieren tes prefisse* de que vivem ou a que
se destinam os alumnosn&o esquecda a instruc-
cao cvica para habilital-os no exercicio dos di-
reitos e pratica dos deveres que em nosso estado
social e poltica andam annexos qualidade de
cidado.
Em Caes condicoes a escola d a consciencia
do direito, inspira a exaccao no dever, o respeito
lei, o amor justca, e diffundindo na popula-
cao ideas sans, nocoes uteie, torna-se um poderoso
motor da inoraliaacao das clauca operaras, des-
envolve o goato pela inatruc^ao e taz concorren-
ca muito salutar c para estimar-se frequencia
dos cafs, ao jogo e disEipaco.
Pernambuco.Joao Harbalho.
Quanto ao modo, regulandade e aproveitamen-
to com que funccionam entre nos essas escolas, po -
der ser inspeccionado por quem quizer, visitan-
do-as.
S pode, pois, aconselhar a suppressao de taes
escolas quem nao civer paCrictismo algum, e esti-
mar a ignorancia do povo.
Ao distincto e desdltoso poeta
Gustavo Adolpko C. Pinto
Dtsce, mi, vem buscar- m ,
Qu'eu quero fugir comtigo :
Nao tardes, vem libertar-me
Ueste carcere inimi^o.
(S. de A.)
Gustavo se as virgens que adoram a De us
Se os aojos que habitara as plagas divinas,
Te vissem de perto na fronte estampadas
Aa garras da sorte to negras, terinas. ..
Pesar sentiriam de taes soflVimcntos,
Do tua amargura e intima dor,
E vendo em tu'alma gravar-se o raartyro,
Viriam trazer-te o perdo do Senhor.
RecifeMaio de 1886.
J. Raphael Soares de Azevedo.
I------
Horror!
Vimos
apossados
hoja
-^ssao-
COMMERCIO
Bolsa commerclal de Pernam
buco
RECIFE, 3 DE MAIO DE 1886
As trea horas da tarde
S-otacet oficiaes
Farinha de mandioca de Santa Catharina (a gra-
nel) 40OJ os 80 litros.
Cambie acore Para, 30 d/v. com 5/8 0/0 de des-
cont.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C G. Alcofjradc.
RSNDIMENTOS PBLICOS
M e Maio de J 886
AuakdeoaD,i 1 17:316^441
\ Ornamento provincial
Em resposta a urna publicacao qut>, aob o titulo
cima se l no Jornal do Recite do 1. do correte,
e na qua se aconsclha a auppresao das escolas
nocturnas que fuucciooam n'esta capital desde
1866 e em Olinda, occorremos publicar as linhas
que nbaio se lecm, e naa quaes pessoa muito
antorisada descreve aa vanCagens de taes es-
colas.
Fazemnl as, pois, com vista ao autor de tal pu-
blicacao.
(Ellas :
ESCOLAS NOCTDBKA8 E DOUI.NICAI6
Peca indispeusavel no grande inechadismo da
instrufca > popular, alavanca poderoaa do mclho-
ramento daa claaaea inferiores, foco de luz acceso
em beneficio do povo desherdado da instruccao
pela neceaaidade do aervi^o diurno,a escola no-
Para Maca, M. J. Pessoa 300 saceos com fari-
nha de mandioca.
Na bar caca Pedro Americo, carregaram :
Para Parahyba, Maia & Rezende 100 saceos
com farinha de mandioca.
Na barcaca Gractnda, carregaram :
Para Mamanguape, Balear Irinaos & C. 300
saceos com unutia de mandioca.
RecbbedobiaDa 1
tiende 3
51:830*570
416*410
3:0781P2
____t
3:494 602
DESPACHOS DE EXPORTACA0
Em 1 de Maio de 1886
Para o exterior
i vapor americano Advanee, carregaram :
ffew-York, H. Forster & C. 38 barricas
oto 3,474 kilos de borracha.
N brigue portnguez Armando, carregou :
Para o Porto, Rodolpho Pessoa 71 pranchoea
vi ortico.
Para o Interior
No vapor nacional Cea'rd, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, J. Fontelles 25 pipaa
com 12,000 litros de agurdente ; S. G. Brito 450
saceos com 33,750 kilos de aasnear branco e 108
ditos com 8,100 ditos de dito mascavado.
No vapor americano Advance, carregaram :
Para o Para, Amorim Irmaos 4 C. 94 pipas
oom 45,120 litros de agurdente.
No hiate nacional Aurora 2a, carregaram :
Para Mossor, F. de Moraes 2 pipas com 920
litreB de agurdente ; J. Paes de Oliveira 200
atceos com farinha de mandioca.
Na barcaca Santa Bita, carregou :
MOVIMIENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 2
Rio de Janeiro5 dias, curveta portugueza
Affonso de Albuqtterque, de l,100to ue
ladas, comrnandante capitilo de fragata
Augusto Cesar Cardoso de Carvalho,
equipagem 170 prac^s de guarnifSo, car-
ga municoes de guerra.
Navio sahido no mesmo dia
Macei -Vapor inglez Wairior, comrnan-
dante David Jones, uarga varios gene-
ros.
Vatros entrados no dia 3
Rio de Janeiro 5 dias, vapor americano
Adwance, de 1,902 toneladas, c.oromp.n-
dante J. R. Beers, equipagem 58, car
ga varios gneros ; a Henry Forster
*c.
Navios sahidos no mesmo dia
Araeaty Patacho nacional Urano, capitilo
Paulino Jos <'a Siiva, carga farinha de
mandioca.
PortoParca portuguesa Noemia, capitilo
Julio P. Campos, carga varios gneros.
MacoHyate nacional Santa Rita, mes-
tre Manoel Joaquim da Silveira, carga
varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
do norte
Cear
Ville de Rio de Ja-
neiro
Amazone
Mrquez de Caxiat
Amazonense
Mandos
VU de Cear
Tamir
Bahia
Trent
Espirito Santo
Finc-.nce
Desterro
Par
Tag\is
Sentqal
Cear
La Plati:
boje
do Bill aman hit
da Europa a 6
da Bahia a 6
de New-Ye. k a 6
do aul a 7
da Europa a 8
da Europa a 11
do norte a 13
do aul a 14
do aul a 16
do norte a 17
de Hamburgo a 20
do norte a 23
da Europa a 24
do sal a 25
do snl a "6
do sal a 29
imprensa da provincia,
da mais dolorosa impressao, an-
gustiados e tmidos pelo effeito pernicioso e
brutal da arma homicida.
A amisade, essa virtudo social, que cons-
ume a fclic.idade, o despja de vermos pu-
nido um crime atroz e de restabelecida a
paz desta infeliz comarca, especialmente
do termo de Leopoldina, sao o motivo ni-
co de lancarmos mAo da peona para, por
intermedio da imprensa, darmo conheci-
raento provincia e ao paiz do brbaro
attentado da noite de 5 do corrente.
Custa a crcr que, na epocha que a'ra-
vessamos, fossi coucertado um plano do
morte do um prestimosissimo cidadSo, de
um pai de Ilustro e numerosa familia por
motivos to degradantes, quanto imagina-
rios 1
Mas fatal flesillusao I
O espirito publico est desassocegado, o
homem de bom senso e amigo da ordem
nestes termos reunido* contini abatido, e
sob a pressao do ajontecimento da mesmo
noite I
Pernotando o nosso prestimoso amigo e
distinctissimo cidadao Mariano da Costa
Araujo Japiass em casa de noaso amigo
Clcmentino Bezerra, sita algumas bragas
fora do permetro desta villa, de visgem
para essa capital, e quando sabia fora da
mesma s 11 horas da noite do dia 5 do
corrente, um assassino feroz e audaz, des-
fechou-lhe um tiro, cujo projectil empre-
gou-sa no brajo direito, ferindo-o grave-
mente.
O terror e o alarma espalharam-se nos
mbitos desta villa e no dia seguinte em
todos os cantos dos termos visinhos.
A impressao dos primeiros momentos,
desso grave attentado, a escuridado da
turbosa noite, escolhida de proposito para
execujilo do crime, deu lugar a fuga do
assassino.
A polica local, zeloso do cumprimento
de seus deveres, iazenda tudo a seu alcan-
ce em tao'tr8te emergencia, o promotor
publico da comarca, ei representante dos
direitos sociaes, tem sido incanjavel no des
cobrimento dos mandantes e mandatarios
do hediondo facto, que actualmente prende
a attenjao geral.
Debalde, porm, foram as diligencias
quanto a prisao do mandatario, nao impro-
ficuas as que se tem produzido para o des-
cobrimento da iniciativa e execugo desse
drama de sangue.
Todos estilo descobertos !
Sangra-nos o coracSo de vermns ainda o
nosso amigo no leito da dor, apar de sua
contristada esposa, de seus temos filhinhos
e de grande concurso de amigos cheios de
vivo e justo pezar.
Sangra nos o coracao de conhecermos
que tilo descomumunal attentado, de conse
quencias tao fataes fora mandado prathar
por pessoas, que se dizera de primeira
classo da villa de Leopoldina, do combina-
Sro com um figurSo da villa, sede da co-
marca-
Sangra-nos o coracSo por conhecermos,
essadesordem, esse estado desesperador de
cousas, s conhecido n'esta trra em epo-
chas muito remotas, e de triste reminis-
cencia, sao fructos de hornees, que querem
oceupar os primeiros degros entre os seus
coa -iJadilos !
Conhecendo os obstculos que muitas ve-
zes se antolbam ao procedimento official
n'estes altos sertSes, desde que poderosos
figuram n'um crime, mxime nao havendo
forja publica que mantenha a benfica e
salutar magestade da lei, recortemos com
firme confiaBja, em urna representajo ao
digno administrador da provincia para que
com suas luzes, e o prestigio do alto cargo
com que fra distinguido pelo Governo
Ceral, venha aclarar o escuro horisonte
promptas e enrgicas providencias ao poder.
nico competente, e n'este alvitre divisa-
mos a salvayao da vida e propriedade, e ter-
mo a ulteriores attentados.
Nao nos pasea pela ideia que o nosso
clamor, o nosso pedido tito justo e necessa-
rio, seja olvidado pelo digno administrador
da nossa cara provincia.
NSo, s aguardamos deferimento favora
vel, ao contrario, o despero pela falta de
segaranga nos levara a trra extranha pe-
dir um canto de repouso, ate que desas-
sombrados, chegassemos com as nossas
familias aos ltimos dias de peregrinado na
trra.
Salgueiro, 12 de Abril de 1886.
Amigo da ordem.
Ao i:viii Sr. presidente da pro-
vincia
Pode a Cmara Municipal deixar de tunecionar
sem chamar supplentes ?
Pergunta-se ao Sr. presidente da Cmara Mu-
nicipal qual a razio desta corporacao nao func-
cionar, assim como para que scstea partcula-
rea ?
Isto deaejam aaber os
Municipes.
-r
Oleo paro medicinal de Osado de
bacalbo, de Lannan *\ Kemp,
N. MOH
A opiniao unnime dos mdicos de todos os pai-
zes, que o rleo de figado de bacalho, o reme
dio mais poderoso que at agora se descobrio para
aa enfermidadea dos pulmo^s e da garganta.
O fallecido Sir Benjamn Brode, dizia :
Quando tudo o mais intil, este salva raiu-
do a vida do doentc ; porm deve ser puro.
Entre os typos mais finos deste genero, sobre-
sal? por sua pureza o oleo de figado de bacalho,
de Lanman & Kemp, elaborado com os figados
eaoa doa pcixes apaohados de freico e cuja conser-
vadlo em tedos os paizes se garante.
Na America do Sul, naa Ancilhas, Mxico e Aus-
tralia, elle tido como artigo de primeira classe,
se o considera superior todos os mais leos de fi-
gado de bacalho que existem no mercado.
Para a tosse, pneumona, pleurisia. tyaica, bron-
ehites, trachitee, affeccao do figad) e debilidade
gcral, crc-se que realmente o medicamento mais
til, ie que a materia medica se pode mostrar
ufana.
Acha-se vend em todas as principaes bo.icas
c lujas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C
ra do Commercio n. 9.
Cmara Municipal de Olinda
O procurador da Cmara Municipal de
Olinda faz scieute, a quem interessar pos
sa, a soluco infra da Exra. S.-. presiden-
te da provincia.4* seccSo. Palacio da
Presidencia de Pernambuco, em 13 de
Abril de 1886.Tendo em considerado o
que a esta presidencia representen Joo Bu-
tino Barbosa, e attendendo a que o poder
legislativo desta provincia j resolveu so-
bre o assumpto da cobranca das taxas dos
terrenos do antigo Focal do Olinda, de
que tratou a consulta do conselho da Es-
tado, que servio de fundamento ao Aviso
n. 95, de 8 de Margo do 18o7, declaro
Cmara Municipal do Recife que era vista
da expressa disposico do art. 39 da lei n.
1,156, de 15 de Junho de 1874, a Cma-
ra Municipal de Olinda tem o direito de
continuar a cobrar os foros dos terrenos,
que possue na ciJade do Recife. Por isso,
cumprc que a mesma Cmara do Recife,
nao s restitua ao referido JoAo Pufino
Barbosa o que elle pagou, mas tambera se
abstenha de arrecadar os foros dos terre-
nos, de que trata a citada disposicao de
lei.
Assim dou solucio ao assumpto de scus
officios, ns. 38 e 70 de 4 de Maio e 18
de Dezembro do anno passado.
fAssignado)Ignaro Jaaquinm de Sou-
za Leao Lejo. Conforme H. Moscoso.
- Confer..A. Gomes Leal.
Procuradoria da Cmara Municipal de
Olinda, 1 de Maio de 1886.
O procurador,
Francisco Velloso de Albuquerque Lins.
Cirande ioteria em beneficio da
Colonia Izabel da provincia
de Pernambuco. maior pre-
mio mil conlos : evtracco 8
de .lulho de fl8
Ao Illm. Sr. thesourciro e mais nego-
ciantes de bilhetes do loteras, previne o
abaixo assignado que, tenio remettido em
13 de Marco dcste anno para o Para, pelo
brigue nacional I). Francisca, naufragado
totalmente em Braganca, os bilhetos da re
Merece a atten^o dos
Sr. mdicos
Atiesto e juro, sob a f de meu gru,
que tendo empregado sem proveito varios
medicamentos par* debellar urna sciatica
rbeumatica, na senhora do Illm. Sr. Ange-
lo de Souza Cordeiro, da ra da Prainha
n. 127, vi a molestia ceder depois do uso
de oito vidros de Cajurubeba, composico
dp Sr. Firmino Candido de Figueiredo,
medicamento a que se submetteu, de seu
moto proprio, a mesma referida senhora.
Dr. Jos Antonio de Almeida.
Rio, 12 de abril de 1886.
Es: 4 reconhecida a firma pelo tabelliao
Francisco Pereira Ramos.
(Ext. da Gazeta de Noticias.)
N. 11. A Emulso de Scott restau-
ra a saude aos tsicos, purifica o san-
gue, afa8ta do organismo toda sorte de
affecjoes sscrofulosas e fortalece aos de-
bis e enflaquecidos.
Excita o appetite, estimula o organismo
e augmenta as carnes e as forcas.
m
i
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio da. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario. *
Dr. Mro Leao
.w i: o ico
Consultorio e residencia ra do Li-vramento
n. 31 1 andar. Consultas de 11 horas as 2 da
tarde. Chamados por escripto a qualquer hora.
Especialidades, ftbrc, partos e molestias de
cranos.
OCULISTA
O Dr. Brrelo Wampnio. mdico oculis-
a, ex-chefede clnica do Dr. de Wieeker, d con
eultas de 1 s 4 huras da tarde, na ra do Barao
da Victoria n. 45, 2" andar, excepto nos domingos
e dina santificados. Residenciara do Riachuelo
n. 17, canto da ra dos Pires.
Dr. Coto Lsite
1Iitli<<>. iiai'lciro c operador
Consultorio ra Duuae de Calas n. 59,
Io andar
K<-3dencia ra do Payaan n. 15 (Pasaa-
gem).
D consultas das 11 horas da manh s 2 da
tarde
Attcnde pira es chamados de sua profissao a
qualquer hora.
Ccnullorio eiedico-ciriirgco
O Dr. Estevan Cavalcante de Albaquerque con-
finua a dar consulta uiedico-cirurgcaa, na ra
do Bom Jess n. 20, Io andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Parasa deinais eonsulta evisi-
raa em sua residencia provisoria, ra da Aurora
u. 53, 1" andar.
Ns. tclephomcos : do consultoric 95 e residencia
IM.
Espcciaidades Partos, molestias de creabas,
d'utero e seus annexoa.
\arope de Mal-niat
O Hal-mat (leeyth's idatimon) com o
qual se prepara este xsrope um vegetal da flora
t-raalcira.
E' ura agente therapeutico poderosssimo con-
tra aa molestias do peito e da asthma.
Os numerosos nffectadoi que delle tem feito uso
conseguiram um rcsnltado muito satisfactorio, aca-
bando por se reconue :er que at hoje a melhor
preparacao para a cura da iiNlbma. lirn
listo antbinatii-a. e antiga e opprew
oe, dispensado o emprego do arsenio, folbas
de estramonio e plantas narcticas que acabam
quasi sempre pido abuso que dclles se faz e mes-
mo pelo uso prolongado por produzir i-iL-itos des-
astrosos sobre a saude e em geral entorpecimento
do cerebro.
Vndese na Botica Franceza de Rouquayrol Fre-
res, successores de A. Caors
X* ZZRa da Cruz>. 99
RECIFE
Dr. Ferreira Velloso
d consultas das 10 s 11 1/2 da m.inhl, e
quanto fuuccionar a aasembla provincial, ra
do Marqutz de Olinda n. 47, Io andar.
EBITAES
ferda lotera: inteiro n. 52479, um meio
n. 182867 e dous quartos n. 127996; nao
paguem qualquer premio que aos meamos
toque por sorte na extraccao, se-io ao
Sr. Carlos Araujo, quem os mesmos per-
tencem b eram remetticios.
Recife, Io de Maio do 1886.
J. F. de Albuquerque.
Massa fallida deFrancisto Teixei-
ra Barbosa
O administrador da massa fallida de
Francisco Teixeira Barbosa, tendo de pro-
ceder classficajao de crditos, convida
aos respectivos credores a exhibirem no
prazo de 8 dias, contar desta data, s
cus ttulos para que urna vez verificados
tenham a devida clascificaco na Praga
da Independencia n. 40.
Joaquim da Silva Carvalho.
COLLECIO
DE
Aossa Senhora das Victorias
RIJA DO HOSPICIO N. 10
Directoras:
Mme. Blanihe d'Herpent Crgo.
Baroneza V. d'Herpent.
Este collegio tem ptimas accomoiodc^es para
Ittmnas internas e um corpo docente de reconhe-
cida capacidade.
---------------sisaos*---------------
Collegio Partheiion
Ba Vcllia ii. IO
As aulas dcste collegio estilo funecionando, ad-
mitte alumnos internos, externos e meio pensio
ni atas.O director,
Ovidio Alves Manay.i.
A aula mixta particu-
lar
Kdital ii. 1%
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco pu
buco que fica piorogado at 24 de Maio prximo
futuro o prazo para pagamento, hvre de multa,
"I do imposto de passeio oas quatro freguezias desta
-f cidade, e de que tratam os edtaes que j foran
publicados.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 27 de Abril de 188.
Servindo de secretario,
Lindolpho Campcllo.
O Dr. Adelino Antonio do Luna Freire-
oficial da Imperial Ordem da Rosa, com-
mendador da Real Ordem Militar Portu-
gueza de Nosso Senhor Jess Christo e
juiz de direito privativo de orphSos e
ausentes nesta comarca do Recite, por
Sua Magestade Imperial e Constitucio-
nal o Sr. D. Pedro II, a quem Deus
guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital vrem ou
delle tiverem conbecimento que na audiencia de
18 de Maio do corrente anno ir a praca a quem
mais der, servindo de base o preeo da avaliacao,
urna casa terrea na do Visconde de Albuquer-
que, sob n. 12, ua freguezia do SS. Sacramento
da Boa-Vista, nesta cidade, com 4 ponas e 1 ja-
uella na frente, 2 salas, 2 quartos, cosinha fora,
quintal murado com cacimba meieira, medindo 73
palmos de fundo e 1 de largura, assentu em ter-
reno proprio, avaliado em 2:000000, e vai pra-
ca a reqrcrimento de Luiz Jos da Costa e Silva
como mventhriante dos bens do seu finado pai
para pagamento de custas do mosno inventario.
E para constar maudci passar o presente que
ser publicado pela imprensa e affixado no lugar de
costme.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 20
de Abril de 1886.
Eu, Olavo Antonio Ferreira, escrivao, o fiz es-
crever e subscrevo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Emprentarla do abailecimento de
agua e gas & citlade de Olinda
DEVEDOBES EM ATBAZO
Tendo a directora, em sessilo de 15 d
corrente, resolvido receber por intermedio
de um aollicitador todas as contas de con-
summidores d'agua e gaz em atrazo, a
contar do anno de 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobranca o Sr.
Dogo Baptista Fernandas, a quem espero
attenderao desde loeo os mesmos devedo-
res, certos da Justina e equidade de simi-
lhante resolucao.
Escrptorio do cerente 28 de Abril de
1886.
____________Antonio Pereira Simo"es.
Companhia de "Edificado
Communica-te aos Srs. accionistas, que por de-
Iiberaco da directora foi resolvido o recolhimen-
to da segunda prestacao, na razo de 10 por cento
do valor de cada accao subscripta, o que dever
realisar-se no London Brasilan Bauk, at o dia
10 de Maio prximo futuro.
Recife, 24 de Abril de 1886.
O secretario,
Gustavo Aidunes.
Venrate! contraria de Sania Bi-
ta de Cassia
Segundo collegio representativo
De ordem do conselho administrativo, pelo pre-
sente annuocio de novo convido aos irmaos desta
coufraria para que reunidos no consistorio de
nossa igreja quarta-feira 4 do corrente, s 6 horas
da tarde, ae resolva sobre as apolices geraes per-
tenecntes mesma contraria, segundo o aviso do
ministerio do imperio, bere como de outros assum-
ptos que na occasiao er&o apresentados.
Secretaria da contraria de Santa Kita de Cas-
sia, 1 de Maio de 188(!.
O secretario interino,
Glicerio C. do Espirito Santo.
ADMINISTKACAO DOS CORREIOS DE PER
NAMBCO, 1 DE MAIO DE 1886
Jielacdo da eomtpondenda registrada (sem
valor) que existe nesta reparti^ao, por
naa terem sido encontrados seus destina-
tarios.
Alejandrina Tavares Carneiro.
Amar j Gomes da Silva Ranos.
Albino Goncalves Fernandes.
Antonia Al>-xandriua da Conccieao.
Antonio Gon^alvcs Corria Amorim.
Antonio Carneiro Leao.
Antunio Firmo D. Cardoso Jnior.
Antonio Guinea de Fariaa.
Antonio Jur do Naaeimento.
Antonio Tavares Carvalho Silva.
Brico He Caldas Brito.
Emilia Lubbe.
Francolina Mxria doa Pnzeres.
Feliciano de Oliveira Diniz.
Francisca Adelaide daa i hagas.
FraaeiMO Correia de Kczeade.
Francisco Jos Dias Louro.
Francisco Jos Cordeiro.
Fraucisco Marques de Oliveira.
Francisco Kibeiro Vilclla.
Galdina Mara do Livrament.i.
ili-nriqticta Mana de Jess.
Honorio Bento Zidanes.
Jovina Delmira da Conceico.
Julio Bricido.
Josepha Torrea Ga'din 1 j.
J.us Antonio Barbosa.
Jos Cosme da Silva.
Jos Francisco de Vaaconcellos.
Jos Lino de Albuquerque Maranho.
Joc Monteir dos Santoa.
Jos dos Santos Costa Moreira (2).
Jos Tavares Carneiro.
Jos Thcmoteo Pereira Bastos.
Jos Terencio de Barros Arauj 3.
Jos Vieira Dantas.
Joanna Iva Guimaraes.
Joo Benevides
Joao Jos Oliveira Junqueira Jnior.
Joao Machado.
Joao dos Santos Feitosa.
Joaquim Goncalves de Gusmao.
Laurentino Goncalves Senna.
Lucindo do Barros Oliveira.
Mara Carlota de Vasconcelos Abieu Keg*
Mara Emilia Kibeiro Feitosa.
Maris Freir do Lima.
Monteiro Corr-da.
Miguel Joaquim do Reg Barros.
Maximino Jos de Oliveira.
Maximiano Leito Moreira do Prado.
Manoel Adcodato de Souza Jnior.
Manoel Ferreira Alberto.
Manoel Francisco Ferraz.
Manoel Joaquim fernandes.
Manoel Macario.
Paul Guelphe.
Primo Glanz.
Porfirio Peixoto de Vasconccllosv
Pacifico Paulino Malaquias.
Prxedes da Silva Gusmao.
Rosa Mara de Jess.
Rodrigo de Uzeda Luna Ribeiro.
Silveria Mara de Araup Lima.
Silva.
Silvina de Paula Rodrigues.
Simio T. de M. Sobral Jnior.
Tooli AamaJCo
Umbelina Natalia de Sant'Anna.
Virgilio Rcbello.
Wenceslao de Oliveira Guimaraes.
O I official
Deodato Pinto dos Sanios .
Francisca Martiniana L. Carneiro participa aos
pais de familia, qne sua aula abrir se-ha no dia
12 do corrente : qnem de seus prestimos precisar
pode dirigir-se ra do Visconde de Goyanna n
21, que entender-se-ha com a'mesnt.
DECLARACOES
(jabiiiete Portuguez de
Lciura
Por ordem do Exm. Sr. presidente, sao vova-
mente convidados os eenbores membros do conse-
lho deliberativo reunir se na seda do Gabinete
quarta-feira 5 de Maio, a 6 horas da ttrde, afim
de se proceder a leitura do relatorio e tratarse
de assumpto urgente e de mximo interesse para
a insttuicao.
Secretaria do Gabinete Portagnex de Leitura
em Peraambaco, 30 de Abril de 1886.
Alfredo C. Cossero,
2- secretario.
loflle Po Porluguez
Asmia Geral'
De ordem do Sr. cobi-
mendador Manoel Jo-
s Machado, presiden-
te da Assembla Ge-
ral.so convocados to-
dos os Srs. socios para
asessao extraordina-
ria, que ter lugar na
quarta-feira, 5 do cor-
rente, sseis horas da
tarde, na sede da so-
ciedade, afim de tra-
tar-se sobre a con ver-.
sao das apolices da di-
vida publica, perten-
centes a esta pia ins-
tituipo
Recife. 1 de Maio de
1886.
0 secretario,
Jos Vieira de Siqueira Ferraz.




I
I

-
7
I

Diario de PernambncoTer^a-fera 4 de Maio de 1886
Arsenal de Guerra
De ordcm do Illm. Sr. major director, diatriba i-
*e costuras nos das 3, 4 e 5 do corrate mes ib
ostureiras de na. 287 a 286, do conformdtx'.e
com as dispesicoes dos annnuncios anteriores.
Seceso de costuras do arsenal de guerra de
Pernambuco, Io de Msio de 1886.
Feliz Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto
MARTIMOS
Club de Regatas Per
nambucano
Em coasequencia da manha invernosa qae tiv< -
mos hontem o Club de Regatas PernsmbucanD
vio-se obrigado, com grande prejuizo seu a trans-
ferir a regata, que deveria ter tido lugar hontem.
compro!nettendo-se a realisal-a o mais tardar at
o dia l'j do correntc.
Pede pois descnlpa ao publico e s commissoe
Borneadas, por esta falta devida torca maior.
Secretaria do Club de Regatas Pernambuzanc
em 3 d< Maio de 1886.
P. Lopes,
Pelo secretario.
COHPANHU Pi:n\iHill(t\(
DE
Xavega^o Coste ira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Pttrakyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty e Cear
O rapor Pirapama
Segu no dia 5 de
Maio, a 6 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Companhia Brasllelrade Xave-
gsco a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante 1- tenente Ouilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do bu
at o dia 6 de Maio, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em 1 -.55
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
Ate 31 de dezembro de 1884L
MariliDios..... 1,110:00080^0
Terrestres,. 316:0008000
44Rna do (ommerctur-
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Per-
Encoramendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pertambucana
n. 12
Onited States k Brasil MailSAC.
O paquete Finalice
Espera-se de New-Port-
News,at o dia 17 de Maio,
o qual seguir depois da de-
mora aecessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Para carga, passagens, encommendM valores
racta-ae na agencia
11Ruado Commercio11
Urna,: dita ra do Arago n. 11 rendendo...
360*000.
Urna dita ra da Ponte Velha n. 22 rendendo
264 000.
Urna dita roa do Yisconde de Goyanna n.
107 rendendo 3005000.
Urna dita sito ao Corredor do Bispo n. 18 ren-
dendo 3005000.
Urna dita ao beceo do Tambi n. 21 rendendo
300000.
Urna dito no mesmo becco n. 5 rendendo tam-
ben) 300*000, e finalmente um sobrado de 2 an-
dares sito ra de Tuyuty n. 3. Todos estes
predios estilo livres e desembarceos, e sero
vendidos pelo maior preco que derem reeebendo-
se as suas importancias em dinheiro ou apolices
raes ou proviuciaes.
N. 8.
flenry Forster k C.
- RUADOC'OMiKGlO N.8
.1 cor
lOHP4.\lll A 1*KR* AHB1' DE
Navegaco Coste! ra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Babia
O vapor Jacuhype
Segu no dia 8 dt
Maio, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 7.
Encommendas, passag*. ,.s nheiro a frete at
s3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRTPTORIO
Ao Com da Companhia Pemambucana
n. 12
PaciGc Sleam vigation torapany
STRAITS OF MAGELLAN LLNE
O vapor Araucania
4/ leilo
Da
casa terrea a travesea do Principe n.
14, em terreno proprio
Quarta-felra, & do rorrete
A's 11 horas
No armazem da ra do Bom Jess n. 19
O agente Silveira por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos levar a leilo a
referida casa requerimento do inveatariante de
Joao Carde so Barrete
Aluga-se urna perito ama para todo o ser-
ico ; na ra do Livramento n. 33, 2o andar.
Precisa se de urna profeasora queTsnibaTto-
car bem piano, francez e mais trabalhos de senho-
ra, para engenho : a tratar na ra do Imperador
u. 43, 1 andar.
Aluga-se o 2- andar do sobrado roa de
Aguas Verdes n. 22, caiado e pintado, por com-
modo aluguel : a tratar na ra da Aurora nume-
ro 21, cartorio da faicnda.
Criado
Aluga-se o 1* andar do sobrado ra do
Raogel n. 44, caiado c pintada ; a tratar ua ra
Direita n. 3, 3o andar.
Precisa se de un a
sinhar, para urna peesoa
Cruzes n. 2, 1- andar.
ama para comprar 8 co-
na travessa da ra dtg
CBARGEl'RS REUNS
sper
t o
ca-
Leilo
de duas vacas touriuas, com crias,
vallo, 1, selim e silhao
QUINTA-FEIRA DO CORRSNTE
A' S liorat da tarde
Em frente casa da ra do Visconde de Goyan-
na n. 129, onde haver anteriormente leilo de
bons movis, Iouca, vidros, livros e vinhos.
3." leilao
Houtem da estacao da ra da Aurora at o
principio da ponte de Santa Isabel, perderam-se
duasapolices da divida publica do valor de 1:000a
cada urna, e de ns. 214.002 e 214.004 e como nao
possam ellas aproveicar a pessoa alguma, roga-se
a quem as achrr o favor de entregal-s na The-
souraria de Fazenda a qualquer dos empregudos
encarregados do servico da converso de ditas
apolices, ou na ra do Imperador no escriptorio do
Dr. Deodoro Ulpiano.
_ Precisi-ae de um criado p*ra ) servico domes-
tico de um homem solteiro, morac or em engenho,
prefere-se algum que entenda de cosinha : a tra-
tar na ru% do Imperador n. 81, 1 andar, das 10
s 3 horas da 'arde.
Francisca Brasilina Lima do
Amaral
Jos Soares do Amaral, seus 5 innocentes filhos,
rmaos e mais parentes. transidoa da mais pro-
funda dr pelo prematuro fallecimento de sua
presada esposa, mae e parenta Francisca Brasi-
lina Lima do Amaral, agradecem do intimo d'alma
s pessoas que se dignaram acompanhar os res
tos mortaes ultima morada no domingo 2 do cor-
rente mez, e as convidam anda para assistirem
I as missas do 7' dia, que terao lu;;ar na igreja de
i S. Francisco, sexto-feira 7 do confute, s 8 horas
da manh, por cujo caaidoso obsequio antecipam
Vende-se a caaa terrea sito ra Imperial
n. 9 : o tratar na ra do Imperador n. 38 1 an- seu mais profundo reconheciment).
dar, com Antonio Bezerra Cavalcante de Albu- ^HIHI^BBI^H^HBMHiI
querque.
Companhia Phcnlx
nambucana
Ruado Commercio
8
pa at o dia 10 do cr-
tente, e seguir para o
sul depois da demora
'do costume.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
Companhla Franceza de Xaveea-'r0 a frete *racta-e c *
AGENTES
CoMPANIUA
DE
SEGI'ROS costra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercaduras
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejiiizos
CAPITAL
Rs. 16,000:000/000
Agen/es
BROWNS & C.
N. Ra do Commercio N. 5
V.
fO.VI"KA FOGO
Norlb Misil k SIercantile
CAPITAL
t:000.000 de libras slerllnaa
A G EN '1 ES
Adomson Howie & C.
CONTRA FOGO
The Liverpool k Loudon k Glob
INSIRBANCE COMPANY
London and II rasillas Bank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
zas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistaa n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
^ao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lia-
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer Ville De i de Jan
Espera-se dos Dortos do
sul at o dia G do corrente
seguindo depois da ndia-
pensavel demora para o lia
vre.
A a pascagens poder lo ser tomadas de antemo
Reeebe carga encommendas e pasageiros para
os quaes tem excellcntes accommodaces.
Companhia Bahlana de nav^ae
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 nw Marqaez fle Caxias
Commandante Nova
E' esperado dos tiortoF ci-
ma at o dia 5 de Maio,
e regressar para os mes-
mos. depois da demora do cos-
tume.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
* frete tracto-se na agencia
f-*-Iiua do Vigario 7
Alves Hatheas
Wilson Sons A c .. Limited
N. 14 RUy DO COMMERCIO-N. 14
Lisboa e Porto
O brigue portuguez Armanio segu para es
portos cima: para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com os consignatarios.
LEUDES
Terca-feira, 4, o de movis e livros no 2"
andar do sobrado da ra da Iaiperatriz n. 12.
Qaarta-feira 5, o da armacao, movis e mais
objectos da loja de cigarros da ra 1a de Marco n.
3, em muitos e difierentes lotes, bem como ss mo-
vis, cofre e mais objectos da loja da ra do Ba-
rao da Victoria n. 4.
Quinto-feira G, o de movis, crystaes, qua-
dros, tapetes, livros, vinhos e mais objectos da ea-
sa em que res'dio o Sr. Eduardo de Mattos, ra
do Vieconde de Goyanna u. 129, Dcmcomode2
vaccas touriuas.
Oo importante predio de 2 andares, com
grandes accommodaco*es, bom quintal
murado, cacimba, arvoredos, tendo no
andar terreo 2 salas, lojas que silo oceu-
padas por dous estabelecimentos, sito
ra do Marcilio Das n. 32, antiga ra
Direita, confronte travessa qua vai pa-
ra o mercado.
Quinta feira G do rorrenle
A's 11 horas
Moarmazem da ruado Impera-
dor n. i
". O agente Gusmo, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr juiz de direito da provedoria e auto-
risaco dos demais consenhores, tara leilo, com
assistencia do mesmo juiz, do predio cima men-
cionado, pertencente ao espolio de O. Felicidade
Perpetua Gomes da Silva, podendo desde j os
ompradores examinal-o, achando-se as chaves no
avimento terreo, loja de miudezas.
Pede-se ao Sr. subdelegado da Boa-Vista,'
que lance suas vistos para o largo do Geriquity,
para dar providencias aos abusas escandalosos
que se do peles desordeiras armados de armas
prohibidas que nao deixam a visinhanca em so-
cego, proveniente de urna casa que vende bebidas
espirituosas todas as noitcs, principalmente as
noites da sabbadu e domingo, por isso espero a
energa do Sr. subdelegado da Boa-Vista. A vi-
sinhanca espera ser attendida a teclamaco.
O sccedo e paz.
Quem precisar de urna ama para
para urna ou duas pessoas, levando comsigo urna
menina, dirija se ao pateo de S. Pedro n. 14.
Alugarn-se as c>sas ns. 3 e 11, no becco das
Barreiras, entrada pelo porto n. 11, ra Far-
inosa : a tratar na ra dos Martyrios n. 156.
Hiiul FauNtiBo Ferreira Lima
1 anniversario
Jos Emygdio Ferreira Lima, Mara Filomena
Ferreira Lima, Manoel Luiz Ferreira Lima, con-
vidam a seus parentes e amigos assistirem a
' urna missa que mandam resar na igreja do con-
! vento da Gloria quarta-feira 5 do cerrente, s 7
cosinha 1/2 horas da manh, por alma de seu pranteado
filho e irmo, Ral Faustino Ferreira Lima, com-
memorando assim o 1 anniversario do seu falle-
cimento. Por essa prova de amizaile, antpcipam
seu eterno agradecimento. _______
Casa paraalugar
No Caminho Novo n. 153, tem urna excellente
casa com cota e comuicdos para duas familias ;
quintal grande com muitas fructeiras, ao p da I
eatafao, na ra do Kangel, refinaco n. 43.
Leilo
Leil
o
ROYALMILSTEAH PACKET
COMPANY
O paquete Ta mar
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N. 7
Seguro martimo e terrestres
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurad's isempcode paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca da 15 por cento em
favor dos segurados.
Manta Casa de Misericordia d j
Recifc
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia de
Recife arreadam-se por espaco de um tres ali-
os, as casas abaixo declaradas :
RuadaMo^da n. 45, 240*000
dem -dem n. 49 240*00(1
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 3( 0*000
dem n. 29, loja S16W00
dem idem n. 29, 1- andar 240*1 00
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 180*000
Caes da Alfandeca armazem n. 1 1:600*000
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2o
andar 07*000
Ra da Guia n. 25 200*005
Becco do Abreu n. 2, oja 48&000
Sua do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento torreo, 1* e 2 andar, por 1:600*006
Ra das Calcadas n. 32 200*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O cscrivo, Pedro Rodrigues de Sorna
E' esperado da Europa no dia
11 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ra para
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
O paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
corrente seguinlo
I depois da demora
necessaria para
Vicente, Lisboa, vigo e Son
fhampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se
CONSIGNATARIOS
Terca feira -A de maio
A'* 11 horas
Ra do Imperador n. 22
_ O agente Burlamaqui, por mandado e assisten-
cia do Exm. ir. Dr. juiz de direito privativo de
orphaos e ausentes, a requerimento do invento-
rante do espolio de Antonio da Costo Das, e
sua mulher Maria da Conceico Das, levar a
leilao nm terreno com 146 palmos de frente e 292
de fundo na travessa de S. Joo em Beberie de
Baixo (em Agua Fra) com duas casas de taipa,
cada urna eontendo 2 salas e 1 quarto, solo pro-
prio.
Um dito ra do Triumpho (conhecido por Ca-
cunda) lado do norte, com 50 palmos de frente e
470 de fundo, solo proprio.
Um dito na mesma ra, lado do sul, com 110
palmos de frente c o fundo termina na ra das
Mocas, sole proprio, (deve regular para mais de
300 palmos de fundo) tem alicerces de nma casa
que cahio.
Os pretendeotes desde j podero ir examinar
e para qualquer informaco o mesmo agente
dar.
De armacao, fiteiros e fazendas da loja ra Im
perial n. 1
O agente Brito, devidamente autorisado, vende-
r em leilo, a armacao e fteiro envidracado de
ama relio e as fazendas existentes a saber : casi-
alpacas, madapolo, chi tas, setinetos, sar-
Ichas, chales, meias e colarinhos para
e mulhcres, camisas para hemens, lencos,
fichs, calcados, 400 pecas de roupa feito
fazendas, que se vender ao correr do
por ter o dono de retrar-se.
tuinta-feira 5 do corrente
A's 10 1[2 horas.
Leilo
com es
Adamson Howie & C.
Empresa Dramtica
Companhia dramtica, dirigida pelo aotor
XISTO BAHA '
SABBAUO 8E DOMINGO, 9
1.' e 2 > represeiitacao da grande mag'ca em 1
prologo, 3 actos e C auadros, toda ornada de mu-
sica, visualidades, transforinacoes, f"gos, etc., etc.
Guarda-roupa novo e feito capricho, Ml-EN-
SCENE deslumbrante.
A F1LHA DO AR
oo
A FMCEZA. asUSA
Titulo do qnadro*
Prolog J Eutre-nuvens
l.9 quidro 2.o dito O talismn
A derrocada
3. dito Os beijos do diabo
4." dito O cemiterio
5. dito A gruta mysteri sa
6. dito Apotheose
Os espectculos sao intransferiveis.
Precos do costume.
A's 8 1/2 horas
steher Ville de Cear
E' esperado da Europa at
o dia 6 de Maio, se-
guindo depois da indispen-
suvel demora para a Ba-
bia. Blo de Janeiro
e Santo.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p -los
vapores desto linha,auciram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng... ni
quer reclamaco concernente u volumes, qu*> por
yentvj-a tenharn seguido para os portes do sul,afiir
de se poderem dar a tempo ss providencias necei-
jariaa.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageirof para
es quaes tem excellentea accomodacoes.
Augusto F. de Oivcira ..
42-RIJA DOOOMMERfilO-t
COMA*"HflB DEK "iiEWWAWt-
EIE 1IARITI.1I E*
LINHA MENSAL
O paquete
Amazone
Commandante llorlemard
Espera-se da Eu-
ropa no dia 6 de
Maio, seguin
do depois da de-
mora <'o costume
para Butnos-Ay-
res, tocando na
ahJa, Rio de Janeiro e Honte-
tevldco
Lembra-se sos senhores passsgeiros de todas
aa classes que ha lugares reservados para esto
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se aos senhores recebedores de icerca-
Jorias que s seattender aa reclam:;cc3 por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa-
sio da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
ii frete: tracta-se com o agente
Angoste Labille
9 RA'DO COMMERCIO
Miguel e Lisboa
Segu com toda brevidade para os portos cima
o patacho portaoaez D. Elizn. : a tratar com Bai-
lar Oiiveir & C, ra do Vigano n. 1, primero
andar.
Leilo
De. movis e livros
A SaBER :
Um piano d* tres cordas, urna mobilia de Jaca-
randa, com 1 sof, 2 consolos, 2 cadeiras com bra-
cos e 12 cadeiras de guarnicao, 2 candeiros de
porcelana, 2 espelhos grandes domados, -1 casticaes
com mangas, 2 escarradeiras, 2 topetes de sof,
(novos) topetes de portas, jarros para flores, 1 can-
dieiro gaz com 2 bcos, e diversos livros.
Duas camas de amarcllo, 2 tteres, 1 commoda,
1 guarda vestidas, 2 marquezas, 1 machina de cos-
tura, 1 dito de preg liar, e 1 cabido grande.
Urna mesa para juntar, 2 apparadores, 12 cadei-
ras, 2 garrafas para vinhos, copos para agua e para
vinho, mestardeirae, 4 caixas com msicas, 2 jar-
ros para lavatorios, 4 cha le/as, 1 tinteiro eoutros
objectos de casa de familia.
Terfa-feira 4 de Maio
Por intervencao do agente Pinto.
No 2o andar do sobrado da ra da Imperatriz
Leilo
Da armacao, pertencas e mais objectos da Ir ja de
cigarros da ra Primeiro de Mar;o n. 3
<|narta-feira do corrente
As 11 horas em ponto
Xa referida loja :
Em cominuacao
E ao u-jo dia
Leilo
Do balcao e miis pertencas da loja de bilhetes da
r-a do Barao da Victoria n. 4
O agente Pinto tara leilao por mandado e em
preseiica do Illm. Sr. Dr. juiz especial do com-
mercio, em virtude do requerimento do curador
fiscal da masca fallida de Joaquim de Souza Ne-
v?, dos bens pertencentes a mesma massa, exis-
t, ntes as lojas da roa Primeiro de Marco n. 3 e
Cara') da Victoria n. 4.
Leilo
De irovcis, laucas, vidros, livros de direito, jar-
ros, espeihes, quadros, grande quantidade de cha-
peos de sol dr seda, alpaca, ganga e flanella para
horneas e senliora eoutros muitos movis avulso.
Quart j-feira 5 do corrente
A's 11 horas
POR INTERVENgO DO AGENTE
Gusmuo
Agente Pestaa
Leilo
Dos ltimos predios que pelo seu bom estado de
conservacao e excellentes rendimentos cham.'.m
a attencilo dos Srs. pretendentes.
luana feira S do rurrente
A'S 11 HORAS EM PONTO
No armazem a ra do Vigor io n, 12
Ao correr do martcllo
Urna excellente casa terrea sito & ra da Palma
n. 11 rendendo annualirente 300/000.
l'ma dita ao lar de S. Pedro n. 4 rendendo
09.
Urna mei'agua sita ra do Nogueira n. 2 ren-
dendo ISOOfX).
Urna casa terrea travessa de S. Jos n. 23
rendendo 300,000.
Urna dita grande sito rua de Hortas n. 141,
rendendo 300,5000.
Urna dita dito metina ra n. 143, rendendo
168*000.
De bons movis, finos chrystaes, espelhos,
quadros, tapetes, vinhos o licores
A saber:
Sala de visita
Um piano forte de Blcnet & Wgnes, 1 cadeira
parr o mesmo, 1 mobilia de Jacaranda massico
com 1 sof. 2 consolos, 4 cadeiras bracos e 12 de
guarnicao, 2 cadeiras de batneos, 1 mesa redonda
de Jacaranda, 1 dito oi-avada, 2 porto-flores, 2
jarros com pinlias, 2 quadros ovaes, 5 ditos me-
nores, capite8, 2 bustos, 2 porta-cartojs, 2 albuns,
1 cspelho grande com moidura de crystal, 2 al-
motadas, e 5 escarradeiras.
Gabinete
Urna mobilia de vitne com 1 sof, 1 mesa re-
donda, 2 consolos e 6 cadeiras, 1 linda secretoria
de Jacaranda, 1 relogo cuco, 2 estantes torneadas
para livros, diferentes livro', 1 mappa de Portu-
gal, 5 quadros, 2 figuras, 1 relogo com pndula, 2
espitis, 2 cadeiras de bracos e (i de guarnicao
com encost e assento de panno bordado, i mesa
redonda e 1 sof pequeo, 1 sof de Jacaranda, 1
figura de marmore, tapetes de carneira para sof s
e portos, alcatifas e esteira, forro de sala e quar-
tes.
Alcova
Urna cama franceza de Jacaranda, 1 toilette, e 1
lavatorio d Jacaranda com pedras, 1 cspelho ova!,
enfete de toilette, 1 bid, e 1 commodi.
Sala de jantar
Urna mesa elstica, 1 guarda- louca, 2 appara-
dores, 2 ditos menores, 1 jarra de marmore, 11 ca-
deiras de guarnicao, 6 ditas de junco, bandejas, 1
galhetero, e garrafas.
Movis e mais objectos de sala de engommado e
cosinha.
Sotao
Urna mesa redenda, 1 dito para jogo, 1 lava-
torio, 1 commnioda, 1 thear, 1 cama de ferro, 1
costureira e outros movis.
Objectos avulsos
Garrafas com vinho Bordeaux, madeira, e cog-
nac, 1 guerda-roupa de mogno, 1 toilette de mog-
no com pedra e espolho, 1 lavatorio, 2 marquezas,
garrafas, copos e clices de fino chrystal, 1 galhe-
tero de electro-plate e 1 rico apparelhu dessert, 1
machina de costura e outros objectos.
Quinta feira 0 do corrente
Na casa de azulejo da ra de Visconde de
Goyanna n. 129
O jente Pinto, autorisado por ajvar.i do Illm
Sr. Dr. juiz de orphaos e com sua assistencia, em
virtude do requerimento de D. Maria Monteiro de
Mat'xis, viuva e inventarianto dos bens deixados
por seu marido Eduardo de Bkrros Mattos, levar
a leilao os movis e mais objectos existentes na
casa de azulejo da ra do Visconde de Goyanna
n. 129.
Os movis c mais objectos estao em bom estado
de conservacao.
O leilao principiar s 10 horas em ponto por
serem muitos os lotee.
EM CONT1NUAQO
Vender o mesmo agente, urna vacca turina com
cria, 1 cavallo, selim e silhao, duas columna; de
ferro com globos a gaz (pharcs) proprias para
iiluminar terraco ou jardiro, 1 fugo de ferro novo,
o outros muitos objectos.
at meio da. no dia 4 do corrente.
CRIADO
Precisa-se de um me
nio de 10 12 anno
Aos Srs. propnetarios para criado, dando fifr
de alva engas dor sua conducta; no
John H. Boxwell precisa contratar o fornec- *j o 1 i i
ment de alvarengas para o embarque de assucar jt ailUtir Q0 DI'CUIO Il<
e algodao, neste porto, durante a ssfra vindoura. i
Recebe-se propostas na ra do Commercio n. 2ti, /i O II'1 1*11'I I lili! III* ll**
Caxias, por cima da ty-
pographia do Diario.
0 Acadmico Jos
Braziliano C. de Albu-
____________________querque, tem urna car-
Serraria a vapor ta de importancia no
escriptorio d'este Dia-
rio.
Ama
Precisa-se de ama cosinheira
da Imperatriz n. 16, 1 andar.
a tratar na ra
Amas
Precisase de duas amas, sendo cma para cosi-
nha e outra para compras e engommado : na ra
Primeiro de Marco r. 16.
Caes do Capibarlbc n. ?s
Nesto serrara encontrara os senhores fregue-
zes um grande sortimento de pinho de recia, de
5 a 10 metros de comprimento, e de 0,08 a 0,24 de
ctquadrios ; garante-se preco mais cemmodo do
que em outra qualquer parte.
Ouva domesticada
O melhor cao para quintal, vende-se : a tratar
na ra dos Prazeres n. 32, Coelhos.
Cosinheira
Precisa-se
n II.
de urna, a tratar na ra da Uno
Armario
Vendc-se a armacao da loja n. 109 ra Du-
que de Caxias ; a tratar na mesma.
Vende-se
urna armacao de louro envidracada, propria para
qualquer negocio : a tratar na praca da Indepen-
dencia ns. III e 21, ou ua travessa dos Expostos
n. 16, officina de marcineiro.
2
Fabrica Vendme
Nova marca de cigarros picado, surgi desta
fabrica, denominados Zulmira, a apreciaco publi-
ca a julgar, na certeza de que sao preparados
com tumos de qualidades superiores. Tem rece-
bido a gara tambem fumo fresco do Para, charutos
do Lardoso, Costa Ferreira, Lucas Frey, Dance-
mam e outros, caporal de diversas qualidades, fu-
mos inglezes e outros ; a elles, seus amigo i e fre
guezes, apreciadores do tabaco
Kna de Baro da Victoria n. 39
4
OS
AVISOS DIVERSOS
Pede-se aos abaixo assignados o favor de
vrem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
51, a negocio que nao ignoran.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
Jos Guimaracs, caixeiro de Loyo & Filho.
Fr If-ico Vki-H.
Augusto Gonealves da Silva.
Alugam-se casas a 8|000 no becco dos Coe
llias, junto de S. Goocalo ; a tratar na ra da lin-
erati iz n. 56.
Faz se aegocio com quem pretender comprar
ajhypotheca da esa do largo do Paraizo a. 15 :
na ra Nova n. 12, loja de chapeos.
rt>
Z*K
*
es
S9
Chapeos e chapelinas
36 A40-PRAGA DA IIEFE1EIA.....36 A 40
B. S. CARVALHO & C.
Froprietarios deste bem conhecido estabelecimento paatecipam
as Exmas. familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
dss principaes casas em Pars e Manchester o que de melhor e de
apurado gos'.o ha em chapelinas e chapos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para horaens e crian jas, e muitos ontres artigos conc ementes
chapelaria.
Flores artificiaes para ornamento de salas.



5C
FNDICAO GERAL
Aluga-se o 2 andar n. 31 e o armazem n.
3^ rna do Imperador ; a tratar com Luiz de
Aloraes Gomes Ferrea.
Precisa-se de um bom cosinheiro ou cosi-
nheira : na Ponte de Uchoa, sitio de Luiz de Mo-
raes Gomes Ferreira em frente a estacao.
Vendc-se um excellente sitio na estrada de
Joao de Barros, com bastantes commodos, agua e
gaz : a tratar na ra do Bom Jesui n. 19, arma-
zem.
ALLAN PATEKSON a
N. 44Ru i do Brom-N. 44
JUNTO A E? f AA0 DS B0NDS
Tem para vender, por pre< mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares,jd
C
em, idem.

Em casa de Joseph Kraee & C. rna Pri-
meiro do Marco n. 6, precisa-se de um bom cosi-
nheiro ou cosinheira.
Varandas de fefto batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasde fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadaa do panadurav
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-sc de concertos, e assentamento de macbinumo e execuum quulaw
rabalbo cora'perefic2o e presteza



6
Diario de Pernami>iiio--Tcrca--f'eira 4 de Maio de 1886
Ama
Precita-ie de urna ama para casa de duas pes-
ml( ; na ra Formes* n. 29, esquina do becco
dea ferreiros.
Ama
Preclsa-se de urna boa cosinheira ; na rna do
Mrquez de linda n. 6.____________________________
Ama
Precisa-se de urna ama para andar com duas
eriancas, lavar e engommar para as mesmas ; na
ma da Roda n. 16.

NICO
v*0 Df
m
Precisa -se de nma ama qre cosinhe bem ; na
rma do Visconde de Albu^uerque n. 24, sobrado.
Ama
Precisase de ama ama que saina cosinhar : ca
raa do Imperador n. 28.
Ama de leite
Precisa se de urna ama de leite : na ra do
Lirramento n. 19.
Ama
Precisa-se de urna para casa de familia, na ru
Formosa n. 37.
Para ama
Urna ; milia estrangeira ileseja c intratar nma
rapariga de 14 a 16 an ios, preferindo-se de cor
reta, que nao tenha anda servido em casa algu-
ma, dando lhe boa comida, roupa e ordenado, e
hebilitando-a ao servico interno de urna casa : na
ra do Imperador n. 46, 1 andar, se dir com
queco tratar. *
Ama para menino
Precisa-se de urna ama para acompanhar urna
familia que se retira para a corte : na Graca, tra-
vesea das Pernambucanas n. 3.
XAEOPB
Aluga-se
para escriptorio a sala de detraz do Io andar da
ra Primeiro de Marco n 18, muito propria para
escriptorio de qualquer natureza ; a tratar na loja
do mesmo predio.
Aluga-se barato
o l* andar e aimazsm na ra do Bom Jess n. 18,
c 2* andar e armazem na ra da Restauraba n
31 : a tratar na ra do Bom Jess n. 12, escrip-
torio.
Aluga-se barato
A easa n. 74. lago de S. Jos.
A casa u. 143, ra da Coronel uassuna.
Casa u. 18, no Corredor -lo Bispo.
Tratase no largo dr ^ Santo n. 19.
i
O Sr. Francisco Alies da Costa, commsndante
de un dos vapores desta companh-a rogado
vir ra dj Marques de Olinda n. 50, afim de
comluir corto negocio que nao ignora.
Cosinheira
Precisa-se de urna que seja muito boa par casa
da duas pessoas estrangeiras. Informa-se na ra
do Bario dr Victoria n 9, livraria.
Engenho Sipo
Pede-se por favor que vecbam ra Dirpita n.
16 (viado branco) < s srguintes senbores : Mauoel
de Bastos Mello, Brito Basts Filho e Antouio
Germano Alvcs da Silva.
Pharniscia Lew

Raa \oia nomero .
Agua de Selz natural, pWo ultimo vapor.
Piaraiacia Lew
Ra >o\a
reto especial.
numero 85
(M
Precisa-se de um criado de 12 14 annos, para
capa de familia, prefere-se esjravo ; na praca do
Conde d'Eu n. 30, 3 andar.
Jos Carlos da Cosa Fibciro e seus filhos agr-
deccm cordialmente a todos os s reutes que si- dipnaram de acompuubar at o ce-
mitcio os restos nurlaes de sua pn sao!a esposa e
mai D. Adclaide J( tephina da Costa Bibeiro ; c
Ibes pedem ainda c iaridoso ob& quio de assistirem
as missas de stimo da, que ttrao lugar na ma-
triz da Boa-Vista s 8 horas da maulla de li to
correte.
Jo1 de Moma e VaNroncello*
Ko di 7 do corrate, s 9 horas da manha,
trigsimo do fallecimento du Ilustre e respeitavel
cidadao Jos de Moura e Vasconeellw. baver as
vatrizes de B. m Jardim e Altinho, missas com
memento solemne em sufiregio d'alma do finad.
Para esso act> de religio e caridade sio convi-
dados os parmtes e amigos do finado, e os de seu
extremoso filho, nosso amigo, padre Moura e Vae-
coneellos, vigario do Altinho
E
Romualdo Antonio lo Sacrameato
Romualdo C. do Sacramento, Marcos Antonio
do Sacramento, Victoriano Antonio do Sacramen-
to e suas canas, c< nvidam aos seus parentes e ami-
gos para assistirem a missa que por alma de seu
prsalo pal II muuldo A. do Sacramento, mandam
resar na igreja de N. S. do Roasno da Boa Vista,
s 7 horas d;i manha do dia 4 do correute, 1 umi-
passamento. .
PreoaracSo de Productos Vegetaes
EXTINfAO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NS&~BASTOS
JPernutnbttca '
Companhia de EdiflcacOes
O escriptorio desta
companhia acha-se ins-
talado na praya da
Concordia n. 9, con-
servando-se aberto
das 7 horas da manha
s 5 da tarde, em todos
os das uteis.
Incumbe-se de cons-
truegoes e reconstruc-
foes.
Recbese informa-
os acerca de terrenos
na cidade e suburbios,
ea respeito dos quaes
queiram os respectivos
d<>nos fazer negocio.
No mesmo escripto-
rio se encontraran as
amostras dos produc-
tos da otaria mecha ni-
ca dof aquary,proprie-
)a panhia.
FERRUGINOSO
de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
ao PROTO-IODURETO de FERRO
Preparado por J.-P. LAROZE, Pharmaceutico
,4al a- ae Usni St-Vawl PJUUSJ
4.PPR0VAD0 PBLA JUNTA DK HTODINK DO BRAZO.
O Proto-Iodureto de Ferro.
bem preparado, bem conservado, prin-
cipalmente no estado liquido, de
todas as preparaces ferruginosas, a
queproduzos melnoresresultados.Sob
a influencia do principios amargo e
tnicos, da casca de laranja e da
quassia amarga, o ferro assimilado
fcilmente e produz effeito prompto
egeral restitundo ao sangue, a forca;
4s carnes, a dureza; aos difieren tes
tecidos, a actividado e energa neces-
sarias s suas funccSes diversas.
Porisso. o Xarope Ferruginoso
de J. P. Laroie, j considerado pelos
mdicos da Faculdade de Pars, como
o especifico mais acertado para as
Doencas de langor, Chlorosa. Ane-
mia, Chlori-Anemia, Fluxos bron-
cos com dixestoes demoradas, Mo-
lestias escorbticas escrofulosas,
Rachitismo, cto.

Ho mesmo depouto soht-se i venda os seguines Producto d* t.-P. LAROZE
XAROPE LAROZE
_ uttSA. TNICO, ANTI-NERVOSO
Contra a> Oastrites. Oastraiflia. Dyspepsla. Dores e Calmbras de Estomago.
XAROPE DEPURATIVO'^^^"lODURETO DE POTASSIC
Cootr M Alfeocfies esorofnloeas. oanoerosas. Tumores brancos. Acidez de Sanaos
Accidentes syphiliticos secundarios e terciarios.
XAROPE SEDATIVO"'-"Vrj"BROMURETO DE POTASSIO
Ctatn Epilepsia. Byaterloo, Dana* de S. Ooy, Insomnla das Crianjas dorante a Dentista
imiifro um retrntrn ab uoxh
C*niAM DO MMAMIE.
^V^M^VWWVW^
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Holloway um remedio infallivel para os males de pernas e do paito taaihcm jxa
as feridas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de peito nSe se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores ras glndulas e todas as molestias da pelle no teem semelhante e para os membros
contrahidos e uncturas recias, obra como por encanto.
Essas medicinas sao preparadas somente no Kstabelecimenta do Professor Hollowav,
78, EW OXFOKD 8TKEET (antee 583, Oxford Street), LOSDEES,
E vendemsc em todas as pharmac^s do universo.
tm\T Os compradores slo convidados respeitosa?T*ente a examinar os rtulos de cada calxa e Pote, se nio teem a
direccao, 533. Oxford St-cet, sfto falsifica5oe.
Cuidado cor. a Falsificac-.
BS 1

]AGUA de MELISSAl
dos Carmelita'.
BOYE
Unioo Succeseor dos Cfxrmelitat
Ra de l'Abbaye, l**, =A.ttTS
PARS, 14,
[Contri Apoplexla, o Oholera, Enloo do mar, o < Flatos, as Clicas, Indi- ^"~"^ sj
I gestees, a Febre amarella, ttc. I.er prospecto r.o anal ra enrolvido etda ridro. jT S//"l/y}/
Di ve-so exigir o lot'o o brairco e preto. em lo los <>s vidros, 1^(-. t-,~L "*
seja qual Dr n Uiirianh'i, i- aun:
Deposllos 0111 todu a= Pharmacias das Americr.s.
\MEDALrIA DE BONHA
Engento
Tr*8passi-se o arrendamento do rnp;pnho Santa
Fiosa, na freguezia da Loz, pertn da estscao de
S. Lourenvo, na viaferrea do Lineeiro, assim
como de Jaboato, na viaferrea de C.".:ru:ir. O
terreno da para safrejar-se annua'mcnfc de dous
tres mil pti s de assuca:. Alem de muitas var-
rea8 tem mata virgem para abrir-je novoparti-
d<,s, me a vapor, tendo urna ni:nhina nova, de
muita frea, e menlas novas e grandes : qui'm
pretrndel-o dirija-se ao mesmo engenho ou ra
do Imperador n. 79.
Yende-se 011 permuL-se
Quem tiver, na cidade do ll<; ife, em
Pernambuco. sspeeialnierite no bairro da
Boa-Vis'a, um predio do valor de !0
12:000r>000, e quizer permutal o por ou-
trs, na povoicio de Mulung, da proviniia
da Par.'hyba, tendo dito pradio l'M pal
moa de trente e 60 de fundo, com 10 por-
tas na frente, levantado todo elle de tijollos,
e com um estabelecimento de compra de
algodao e machina vapor para descaro-
5al-o, e prensa e machina de Berra, tudo em
bom estado ; dirija se ao abnixo assignado,
na referida povoacXo, at jtgosto prximo,
fim de fazor negocio; sendo que de agos-
to cm diante s far negonio o mesmo
abaixo assignado depois da sufFra.
Fas-se o negocio por motivos particula-
res.
PovoaeSo do Miilaogu', i5 de abril de
1886.
Antonio Becerra Pesioa e AVmquerque.
0 8LE0 CHEVRIER
s dtb.n!ectado pelo Alcatrao,
ttmeo 9 balsmico, que muito
jugmenta as propriMadm Ov
91 fC.
0 OLEO de FIG1D0
DE BACALAO FERRUGINOSO
6 a bnif-a o'MrtfJo <-u9 ptrmttt
at/miP'Strar o Ferro ttm pro-
uz-r Pr.so de Teotre, 00*
Incommod.
I^SS
DIPLOMA DE BON1
'Hmn
V* -Keal Ordim di ***
ancaiTADo por todas ar
Celebridades KciUca |
tAIBAIICalMIUHM
OLESTIs"dO PEITO,
' AFFECgOES ESCROFULOSAS I
CHLOROSIS,
ANEMIA, DEBILIDADE,
TSICA PULONAR,
BPOKIKITES, RACHITISR10
"'<
DWOSITO pral ea MI
21, ro to Fiif-RontiMrtrt, 21
DEPSITOS KM T0D\S AS PRINCIPAR? rHAB^VCIA^ DO BRAZIL.
Vinho de Coca
AS
>-.
L. Y.. Rodrigues Viane.i mudou seu escriptorio
de advogaeia pora o Io andar da ra larga do lio-
sario n. 10.
Experimenten.
K disam o que rliam
Os especiacs licores de genipi po c caja que se
achato a venda 1.0 largo de S. Pedro n. 4?
Urna seniora competentemente habi-
litida em msica e piano, off-rece-se
pa>-a leccionar em casas de familias, ga-
rantindo bom cnsino ; a tratar na rna do
Hospicio n. 17.
Manopl Martins Fiuza, fu e?posa o filhos agr.:-
decem s pessoas que te dignaram acompanhar
ao cemiteriu publico os restos raortaca de sua pre
sada sogra, roai e av, K.ta Mara Ribeiro de
Mello ; e de novo cunv.dnm aos seus parentcs e
amigos para assistirea as missas que por sua
alma mandam resar na ordem terceira de N. S. do
Ca mo, s 8 horas da manha do da 4 de Maio,
' stimo Ao seu fallecimento.
I. Hila Mari* de Abrea lama
O major Guilht-rmino Paes Bar reto, sua mulber
Marcolina Paes Barreta e filhos. mandam resar
na missa na matriz da Boa-Vista, na terca-feira
4 do corrente, As 7 horas d t manha, stimo dia da
morte de sua estimada togra e mai, D. Rita Ma-
# na de Abren Lima, pura o que convidara, sena
parentes e amigos, aos quaes agradecem esta pra-
va de amizade e eetima.
rrenda se
o eDgenbo Braganca, na comarca de Barrelros,
mcente e cbrente e de boa producidlo : quem o
pretender p<5de entender-se com os vininhos Dr.
Peliabiao de Mendoufa Vascnncellns, n enirenho
Militas Cabras, on Jo2o Paa!c Moreira Temporal,
no ingenl'.o Betn Jardim, oa no Recife com Leal
& Irinio.
InfenniMto Secretas!
I SUtNORRKAG.AS
I GONORP.KEAS
PLORES BRANCAS
CORR.HIENTOS
ireoeiiteB es xntigoB sao curados erm I
[poncer cuas sm -jecreto, sem rigl-
'Wen com tisanas, sem cansar jera I
;iBOleetar j orgauc difrssiivos, pelas]
a mjecgao de
DO DOOTGR FOURHJER
PARS C3 Plmom tfe a Afadi/rt
%tuta csnrK. 0aik i* mv.+ +"""
^>^Mo5?oee*^^^fqMaft
^
PELAS da Br CROKKR
de I0BVHET0 de FEM e de QMM I
TRrNTA &NNOSllboniExltotemdemop>t ida
aefficacla u coate^-.aTe d'e8tft8PUulae,queru^r m
lodoi o* elementos preeitvt para a rjev^ao do san,l*e.
Pelu inas proprieddei Iokcoi mjmrnrtrai,
o ioovssto tt nauKiib Qimtn'A
o nvdicaneat/. jui vetite contra u
BCr*$ 9e listorago Caloro* iaemla
Puma di Mpoetlte
Casaavo Empibreelmtnto tio Sanee"
Atfccost esf-ofulosa$, eU
Sfsilt -.ral: 0. IB a 0-:sllf-Sit-fraaa. EUGT,
B **Pfcseo : ITIAK- M. rta SltVi i:-
1882,Eordeaux: medalha do Bronte;
Blois: Mtdaffia de Prata; Rocbe-
lort: Rer.co de m dniha do Peala,
fronde moaelo 1883,Amsterdam :
Medalha doPratt dovraa. 1885,
Kxpolco do '1 rabaibo: *dm s o
AlimentQo Rica
m priacipiss mo'.ibos t ::o:p!ia!as.
A PasiUHA ?ASX.EIC o nicllior auxiliar
crlandnnas.
i la cg
.
4tls,CastralBa,9Eo] Intes-
tinos. Pria&o
snpport ssarta paraa pro
cluccJo i'.a torea e
asa: : nasa
WhmrtmaeiaBtlhlX,. Be>rnTp a f. :va & C*.
rt
iBDCTOS-EHGLG&i
ie Ilysse ROY, o-PbKbts (Fraot
ZmllePnOUST, Stwcr- & Genra
i!

- J*lwttne cnantioo doeVtnbca ou obra/ _,#^
de Aladee.................ottOOnaeoMl 2*
H ndo u I.ssenela Cogna" loo frasco BCOft
. Pr(umosiiamUxl(MosI.lcore j IDO fnwco 300 te
iiCiadeFiumondeTa*ia,oaieOfroo COO*%
Dci.osltarios em Pernatubtieo :
uteaae Int. <5a SJXTA c^
Sitio
Aluciad awcefto barato
C'm casa jara familia, tend. mnitns irvoredoa
dando fructo, e logo jjnto tZCfJiente banho talla-
do na travessa do Mo'oeolomb n. 4 (Afolados),
junto do Illm. Sr. ebefe Lima c mnito perto dos
bonds : a tratar na ma de Santa Thereza n. 38.
Ao eommercio
Os abaxo assi^nados commanicam que deixov
de ser seu emprrgado desde o da '8 de Abril o
Sr. Manoel Rodrigues de Mattos, e ficando s>m
effeito toda e qialquer tranaaoco feita pelo mes-
mo senhor, a centsr da data aeima. .
Oliveira 4 C.
AcaTsarao-se as Cas
io ni ni li nica sos Cabellen e a BtTfba
a C.lT K/flI ra;
ir.", u hs Ac y tafia sen laTarm r i
Fifias DE XITO
E. SALLES (la; J. MONEGITETTI. s-.iccessor
::aista-Cilm!co, 7-, im Tirtigo, 11
Vendcn-to em t dio as principies Perfumaras e Drogaras


r-'"-" rllRTT.V. r.
Alimentaqo racional
das mes, chiancas, amas t, convalescentes
Por uso tft PlIOSPtlA TiXA Paliares.
PARIZ, 6, Avenuo Victoria, 6, PAR1Z.
leposiUrios em Pernambuco : FrtAN1" M. da SILVA tt C*.

\ Leonor Porto
Rna do Imperador u. 45
Primeiro andar
Contina a ejecutar os mais diffice
figurinos recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfei?o de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
:
h
EMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hvpophosphitos de cal e soda
Approvada pela lunta de lly
ene c autorisada pelo
goverao
E' o melbor remedio at hojo descobe'to para a
lisien Iironcliilrs, emcrophnlaiii ra-
rhiiin. anemia, i ealli nade em ceral.
dellaxo*, totiite ebrunica e aflTeccAeM
do pello e da garganta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter chairo e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas e
reconstituintes dos hvpophosphitos. A' veuda ua
! drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Francisco Manoel da Silva k C.
23-RUA MRQUEZ DE DUNDA-23
Lembran$a
Para quem precisar estabelecer-se temos a easa
da ra da Florentina n. 6 : a tratar no largo da
Parauo n. 14._____________________________________
Quem tem?
Oure e prata : comprase ouro, prata a
jedras preciosas, por maior preco que em outra
maiquer parte ; no 1 andar n. 22 ra larga da
Xosano, antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
tarde, dias uteis.
PILULAS
JURUBEBA
BARTHOLOMEOC
Pharm. Pernambuco
\Curao at SezboB, e todas as referes I
\ intermitientes.
-\ 15 ANNOS DE SUCOESSO!
'-.Sstu'i' asaiSTiatiiraiy
Plvora
Vende Candido Tbiago da Costa Mello, em sea
deposito ra Imperial n. 322, olaria, onde taai-
bem vende tijolos e telhas. Telephone n. 221.
t>&
PASTILHAS
De ANGELIM&MENTRUZ

3*
Sav
1 S
.SO
~~a*
4

0 Remedio mais efficaz e
Jrtgvro que se tem descoberto ate
tto/j pora xpettir os on.tingas-
ROOIAYGL HIERES
VILA XWHJfcSA
mu
PALIilB
k conferaDcia do .taaW Coradlo de
Jess da Ssciedade da 1. Vacaaia de Paula
,' desta cidade, deiikn aat stsa fio de
21 do corrente, epaa ajasa aula aocfearaa,
do sexo masculino, aam aaaaaaVat Biaaiuog
c adultos que ni* aaaaaai aW^i'Attar a
aula diurna. O curso 4 gratuito a ser
aberto no dia 1. de Maio.
f

Sem dieta escm modifl-
ca?oes de eostumes
a
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c: a
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--. O
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!,..-. r;-. cer o
C A BELLO
r.ii;;!ii Btei me i : aeeat
mus calvas, beai < eoM qm.
CUl*:i "i :i :. "
a TIHA o a CASPA.
Po;;. oda a
lienta
to CA.3LLL0 c ca todos os ca-
c-: o torna invariavelmaata
. I'orinoio e.
Abo :Aint
~>^tte
.lirna
i.-.
\
o'
Especias preparados ha
maceutico Eugenio Sai
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
_ Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos, debella a hjpoemia
intertropical, rtcoiistira a laalkaaiata beriba-
ricos.
Xarope de flor de araoira e mutamba
Muito rccommtndado na bronehite, na hemop-
tyse e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueta do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridica, preparadas com a
percrina, quina e jaborandy
Cura radicalmente a* 4tapa aavaaaaatoaasa, k-
i mittentes e perniciose*,
i VdIio de jurubeba simples e tambem S?r-
ruginos' preparados em vinho de caj
Efficazes as iiiflaininaeOes do figado e baco
: aguda? ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applieado as ccavalescencas das parturientes
urtico antefebril.
Deposito : FraiieiscoM;ino'l.i"!lv.Si & C.J
Engenho
Arrenda-se o eng nho Estiva?, sito na comarca
do Cabo ; a trarar no escriptorio de Sebastio de
Barros Barreto. ra do Commercio n. 15.
Agua Florida
de Barry.
DUPLA.
Fr'p'vr.iBi segxntlo a forsuB,
orijjinr.l osada pelo inventor ac
I a=To ie 1820.
Tern duas vezes mais Fragrancia
que qualquer outra.
Dura duas vezes mais tempo.
E'wiuits mais rica do perfume '
mais suave.
S'muito mais Fina o Codeada.
Tsm dobrada forca Rerescativa e
Tnica no Bsnno.
Fortalece ao Det.'lo ao Careado.
Cura as Doro* do cabeca o os dar
malos.
E'muitissimo Superior a todas a
outras .Aguas Floridas Actual-.
mente venda. -*#
!---------~TM^ I ^ i
Descoberta Importajtiasima.
Puro Oleo de Figado de Sacaihai;
COM
4GDURETO DE FERRO,"
DE -&
Barclay Se oompantd^
.,, < ^ *-*
Cura radioAlmente o comseganuicaM peora cooc:
io, em docprai1
d 0 JUcoe do t'toro, etc..ce.,1
reatitne ao corpo enfracmeckio < fatigado osou pd-
tvovsoreaire&mdauo cootornoa. E'cxta-
I l' :i(c : Ka* I*ra Oleo de,
J'isndo do Baenu <_/ Qodureto drj
Sierro le Vida]
de ife aaplfo. 11
ALCATRAO DE GUYOT
GODEON DE GYOT
0 Alentro 4c Gnyot sorvo para preparar urna agOa do alratra. muito efficaz e agradavel aos
mais delicados estmagos. Purifica o sangoe, aasmenta o npelite. levanta as forcas e e efficaz em todas as
doencas dos pulmoes, catarrhos da bexigoa e afifecco das mucosas.
Alcatro de .ujot foi experimentado com vantas;em real, nos principaes hospitaes de Franca,
da Blgica e Espanha.
Durante os calores e em tempo epidmico 6 urna bebida hygienica e preserradora. Lm s vidro basta
para preparar doze litros duma bebida salutarissima.
0 Alcatrao de Unyot AliTIIEvl'TICO o vendido em vidros trazendo
no rotulo e com trez cores a assignatura :
Venda a varejo na mor parte das Pharmacia. Fanrlcacao em
atacado: Casa I.. I ItlKi: 19, rae Jacob, Paris.
BEFRATIVO E PGAfJTE.
Esta eoto o r.dmiravel pari5cador_ d\
ea-^^ae actna sobra 05 intestinos
o ;7aio. os rins e'a polle.
r"oira Infallivel centra a Dfhidcde
U'orvosa, as Dores do Cabe; 3. a Dys-
pepsia as Sezoes, e contra as doen-
cas de origem Miasmtica ou occa-j
3loriados por desordens do figado'
cu pobreza e impureza do sangue.
Aos 4:000S000
B
n
Ra do Baro da Victoria a. 4#
e ca.*as do costnnie
Acham-se venda, os felizes bi'betet
garantidos da 2. parte das loteras
be eficio da Irmandade das Almas da Boa-
Vista (52a), que se extrahir quinta-feira,
6 de Maio.
Preoos
4^1000
2^000
1000
de 100*000 para
cima
3/J500
10750
0876
ea
Inteiro
Meio
Quarto
porco

Inteiro
Meio
Quarto

J0S0 Joaqun da Cotia Leite.
I mam fr
-


Diario de PernambucoTerca--feir 4 de Maio de 1886


TINTURARA
OTTO SCHIYE1DER
SCCBSSOR
25 Ra de Malhias de Albuquerque 25
(ANTIGA RIJA DAS FLORES)
Tingo e limpa com a maior perfeicao toda a qualidade de estofo, e fazenda em
eou ou ero obras, chapeos de feltro ou de p*lha, tira o mofo das fazendas; todo o
traba!.' o reito por meio de machinismo aperfeicoado, at boje conbecido.
Tintura preta as tersas e sextaa-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.
Grande e bem montada oflicina k alfaiate
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da\ictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor
amento de pannos, casemiras, brins, camisas, punbos, collarinhos, meias, gravataa.
tado importado das melhures fabricas de Paris, Londres e Allemanha; e para ben
aervirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimento
jm na direceSo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparara, um terde roupa de qualquer fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)
1
(
1
i
Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEUDE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeita^el PUBLICO que receberam un
grande sortimento de joias las raais modernas e dos mais apurados gostos, como tan
bem relogios do todas as qualidades. Avisara tambera que continuara a receber poi
lodos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que en
entra qualquer parte.
HIGDL WOLFP & C.
B eatadoF amariiba
Este i i portante estabelecimento de relojoaria,
fundado em 1869, est funecionando agera rua
larga do Rosario u. 9.
O seu proprietano, encarvgado do regulainen-
to dos r cIof{3 do arsenal de mariiiha, da compa
abia dos trilitos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da do Recife Caxang, da estrada de
ferro de Cania da companbia ferro-carril de
Pernambuco, da ass iciaco commercial beneficen-
te e da estrada de farra do Limoeiro, cercado de
ictelligentes e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca jara relogios de algibeira,
de parede, de ton es de igreja, ebronometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap
parelhoa elctricos telejrraphieos.
O mesmo acaba de receber variado sortimento
de relogios americanos que vende de 7* a 20*
par paredi', mesa e despirtadores de nikel.
Contina a azereer a toa profissilo com zelo e
nteresse de que sempro deu provas ao respei-
tavel publiju a oca seus collegas, e vende forne-
cimento de qualqtirr qualidade.
Em frente (ie seu estabelecimento se acha col
locado um relogio, cujos mostradores tambem po-
derao ser vistos pelos passaeeiroa da ferro-carril,
tendosempreaHOKA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas Mas oDacrvacoes astronorai-
aas. Ra larga do Rosario n !'.
Antonio da Costa Araujo.
Viaffeos ao centro
o
De Olinda parte todos os sabbados, s 4 horas
da tarde, para Itamb por Iguarass e Goyanna,
urna diligeucia ; passagens a tratar na ra Io de
Marco n. 1, no Recife. Viagens avulsas em qual-
quer da, e para qualquer parte a trata no mesmo
lugar.
QUILL
Este remedio precioso tem gozado da accella>
Cao publica durante cincoenta e sete asnos, com-
ecando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca foro to Men-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melhor prova da sua etficaciu maravjl-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nao tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adultos, que se acharo afino-
tos destes kiimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attestaces de medios em favor da sua emeacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificares, de
sorte que deve o comprador ter muito cuidado,
examinando o aorae inteiro, que devia ser
Mvku Forana.
Na drogara da ra do Mrquez de Olinda n. 23,
precisa-se de um pratico de 1 harmaci.
EMBROIDERY
(beda de Bordar.)
3ILK.
QUILL BUVTON-HOt-E TWIST.
(Retroz o beda para Cascar.)
N. 4 RLA DO
Compra-se ouro e prata velha.
CABUGN. 4
PARS
l Bne de l'Echiqm.r.
Fornecedor
privilegiado da Casa Real de Espanba
e de S. M. a Rainha do Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabo.
Ozea Pomada.
Ozea Fixativo.
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cold Cream
Estas exquisitas preparacoes sao ninito apre-
ciadas na mais distincta sociedade pela deli-
cadeza do seu perfume.
W7 R I EC ER'S
TRANSPARENT CRYSTALSBAP
(Sabo transparente cristalino)
reeonhecido como o mais perfeito propiedades higinicas, pelo seu aroiu-i c pela sua larga duraco.
Depsito as principis Per fumaria?, Farmacias, dea.
I
GRANDES N0VIDA11S
Fazendas finas e modas
2 A Ra do Cabug 2 B
J. BASTOS & C.
Para este estabelecimento acaba de chesjar um primoroso sortimento de arti-
gos do modas destacndose os que aqui indicamos :
Vestidos meio preparados, de cachemira, ricamente enfeitados ao rigor da
moda.
Fantasa rica, bordado a roissanga.
Ft e missanga, alto desenho era la e seda e 13, bordados a retroz, etc.
Cortes de vestido, la florettes unie, combinacao de fazenda lisa e bordada e
qme modernissima.
Cortes de vestido em toile d'alsace com bordado a agulha, cores lindas e de
gosto apurado.
Lindissimos cortes de vestido de etanione, com bordado a seda, novidade pal-
pitante.
Etamincs, suratos, f lies, sedas, setins, cachemiras de todas as cores, creto-
nes, setinetas e toile d'alsace, sortimento grande.
Leques transparentes especialidades e os primeiros chegados aqui. Recom-
mendamos ao bello sexo.
Di*os de setim, opulentosortiraento.
Ditos de madreperola, brancos e de cores.
Para as Exmas. noivas :
Setim branco Duchesse.
Surato e gorgurao.
Guipour branco de seda, fil e rendas para enfeite.
Capellas de cera e de pellica.
Veos de blond, ampios e finos.
Meias de-sda e aaias bordadas.
Colchas de damasco de seda e do crochet.
Cortinados de crochet e ;ambraia.
Lencos de cambraia de Linho, lisos e bordados.*
Sedas, setins e merinos pretos i* todas as qualidades. m
Para todos os artigos que referimos, os pre^s sao sem competencia.
(Telephttne n. 359)
Julgando ser de grande utlidade dos negociantes da
America do Sul, terem os de seda e retroz prepara-
dos em material mais leve do que sejait: cairelis de
pao, estamos promptos a fornecer para exportaco
os de sed;i, retroz de seda c seda de bordar, de
todas as qualidades, preparadas em lancedeiras de
papel ou de pennas como cima representado.
Temes todos os tamanhos de o preto c mais de
quiohentos cores. 0
Dinja-se ** Brainard & Arastrong Co.:"
6ai Market Street, 469 Broadway,
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Carallos, Gado, Carneiros, Caes, Por*
eos, Ares.
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Pazendeiros, Criadores de gado, Car-
tos-ferris, etc., etc.
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Estados Unidos.
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109 Fulton St. New-York.
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cr.via-se pelocorreo peloprecodocosnime.
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Medicine Co." 109 Fultou St- New-XJrlb
O Muzfn de JoiaB, hih do Cabn^i n 4, rece-
ben pt-lo ultimo VHpor trasca um esplendido sor-
timento. Pr- 9D8 milita moderados.
Caixciro
Preeisa-se de um caiieiro com pratiea de mo-
Ihados, d^ 15 a 16 annos de idade, e que d fiador
sua c inducta : a tratar no jateo do Terr;o nu-
mero 2.
f'aixeiro
a tra-
Preciea se de a caixeiro com pratiea
tar na ra d* Uuiao n. 54
Prolongamcnto
Pede-se por favor a alguna emprrgados desta
repartic&o que nao des- jarem 1er seus nomeg por
extenso, de virem roa Direita n. 16 (viado
branco;.
E'oinolboilaMlat!
A pimeata especialmente preparada na Europa
em bonitos frasqulnhos c que se vendem pelo di-
minuto preco de 160 ris cada um, no Largo de
S. Pedro n. 4.
Os eagenhos ceutraes
do Brasil
Folheto eseripto por M. Aroberg, vende-se na
agencia geral de xssignaturas de obras litterarias,
praca do Conselheiro S ldauba Marinbo, n. 4, an-
tigo largo da matriz de Santo Antonio, pelo preco
de 200 rs.
Declara o
Os abaixo assignados, irruios da veneravel or-
dem terecira do Seraphico Padre S. Francisco de
Olinda, promotores da procisso do Senbor Morto,
declaram nata dever relativamente quelle acto,
e se algucm por ventura se julgar credor, queira
apresentar suis cantas caavenientemeute legali-
sadas, no prazo de tres dias, que Ihes serio pagas
pelo irmao Teixeira de Parias.
Olinda, 30 de Abril de 1886.
Jos Marcelino da Silva Braga.
Francisco Antonio T. de Farias
le de Mara
O melbor livro proprio para as devo^oea do Mes
Mariano, recommendavel pela grande escolba de
oracoes, novenas, etc., o
Noto Hez de Harta
contendo a noticia deMedalha Milagrosae de-
dicado a
Nossa Senhora da l'tnha
Um volume ntidamente impresso e encaderna -
do em Paris.
Preco SOOO
Em todas as Livrarias.
Compra-se
urna armacao envernisada e envidracada
do Queimado n. 43.
na ra
Copciro
Precisa se de um copeiro que seja perito ; na
ra do Commercio n. 44.
Vinio velho genuino
do Porto
Proprio para doentes, recommenda-se pela sua
pureza e especial qualidade ; no armazn de Jos
Fernandos Lima & C, ra do Bario da Victo,
ra n. 3.
VENDAS
Vende-se um engenho na comarca de Ja-
boatao, (listante legoa e meia da estaco de Ca-
tende : quem o pretender dirija se ra Sete de
Setcmbro n. 15.
ende-se etag-er de flores artificiaes para
ornamente de salas, e recebem-sc encommendas
e flores de panno e de couro : no Caminho Novo
n. 128. Na mesraa casa se dir quem vende o
xarope para o peito e rin mnatismo.
GRANDE
Exposifo central ra larga do
Rosario n.-8
Damia.i Lima & C, nao pndendo acabar com a
grande quantidade de merca^oias, resilveram
anda rma vez convidar as Exmas. familias e o
respeitavel publico em g-ral, que com certeza nia-
guem perd'ra seu te npo, fazendo urna visita
Fiponico Central
Pecas de bordados a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhes e colarinbos bordados para seniora a
2 000.
Ditts ditos lisos, 15500.
Ditos para homem, !500.
Um plastrn de 2*000 por 1500.
Iuvesiv is grandes por 320 ra.
Lacos para senhora por 1500.
Macos de la para bardar. 2*c00 e 38.
Luvas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Kscossia, 1*CC0.
Broches para senhora (molernos) 1 50,''.
Um par de meias para senhora (fie de seda)
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de sed) 1$20C.
Duzias de Mias a 360 rs.
Carreteis de 2lK) jai das a 80 rs.
Metros de riquinbas a 160 e 120 rs.
Um par de fichas de labyriutlio, 1*500.
Mhcos de gramp s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
senhra, d<- 50 rs. a 1*000.
Um pente com nscripcao para senhora, 1*.
Um leque de 16* per 9*.
Brinqui'dos para enancas, leques de papel, fi-
tas, bicos de linho, quadros para retratos, lencos,
tspartilhos, bicos, galo>-8, franjas com vidrilhos, e
eutres muitos oijectos de phantas'a per procos
8' m competencia : na exposieo Central, ra
larga do Kosario n. 38.
Fructos seceos, como :
Paseas, ameodoas, figo*, etc.
Ditas Dacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates novas de hortalicas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos ao teres.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vennouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotea.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Eapecialisaimo matte do Paran, em p.
Anda mais :
Ovas de peixe.
Sardinbas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capitao & C, ra estreita d
Rosario n. 1.
AS AGRICULTORES
Fonnicida capanema (verdadeiro) para extinc-
cao completa da formiga saura. Vendem Martin
Capitao & C, ra estreita do Rosario n 1.
Engenho Reeanto
Vende-se ou arrendase o engenho Recanto, si
toado no termo de Seriabem, moente correte
dagna, com boas trras, etc. a tratar com Ma
noel Ferreira Bartholo, ra do Bom Jasus 4.
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excellente Whiaky scossez preferivi
ao cognac ou agurdente de caona, para fortifica
o corpo.
Vende-ae a retalbo nos tu inores armazens
nolhados.
i'ede ROYAL BLEND marca VIADO cojo n
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BROWNS & C, agentes
O 48 da ra Duque de Caxiaa est vend ido
fazendas por menos 25 /o ^e seu valor.
Yftr para acreditar
Setins macaos de 1*400 por 800 ris o covad >
Merinos are-tos de 1*. 1*200, 1*400, l*
1*800 e 2* ocovado.
,-otincta preta a 500 e 600 ria o covade.
Ditas de cores a 400 ra. o covado.
Fuatoea brancos e de co ea a 400 e 500 n
covado.
Sodas de listras de cores de 2* por 1* o o
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs o covado.
Mariposas fras de orea a 240 ra. o covado.
Renda aborta da China a 240 ris o covado.
Linhos cscossozes de todas as cores a 240 ris
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. d covado.
Manteletas de seda Fichus a 2f, 4* e 6*.
Bramante de tres largaras a 900 ria a vara.
Dito da qoatro larguras a 1*200 a vara.
Atoalhado de linho bordado a 2* a vara.
Collarinhos e punhos para senhora. modernos, a
2*000.
Brim pardo liso de 300, 400 e 500 rs. o corado.
Toalhas velpudas a 4* e 6J a duzia.
Ditas alcochoadas de 20* por 12* a duzia.
Cobertas forradas a 2*800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*500 urna.
Casacos de laia bordados, modernos, 12*.
Dama.co (e algodao de cores, largora de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30*000 a duzia.
Madapolao casca de ovo e pelle de ovo a 6*500.
Enxovaes para baptisado, no vi dade, 9J.
TimOes para menino, bordados, 4$.
Chapeos de sol de seda para senhora, de 16*
por 8*000.
Meias para homem e senhora, de 3*, 4*, 5* e
6*000.
Redes hamburgoezaa, 10$.
Colchas a 1*800, 5*, 6* e 7*.
Verbutinas da todas as cores a 1* o covado.
Cortes de casineta 1*, e lgfeOO.
Ditos de casemira & 3 4, 5, 6 e 7*.
Lencos abamhados com barra a 1*200.
Camisas de ineit a 800, 1*. 1*500 e 2*
Casemira de cores de doaa larguras a 2*.
Cortes de casemira para vestido de senhora, de
40* por 20*. baratissimo.
Zefiros lisos a 120 rs. o covado.
Camtraia preta para forro a 18200a peca-
metro 1*2-"
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 280
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1|800
Cretones e chitas, claras e escoras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o qoe ha de mai* delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratiasimas, na conhecida
loja de Alheiro Se O, esquina do becco
dos rVrreiros
Algodao entestado pa-
ra len$oes
t **' e "* metro
Vende-se na loja dos barateiroa da Boa-Vista
a jodao para lencoea de um s panno, com 9 pal-
m s de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
1) 100 o metro, assim com dito trancado para
toa Ihaa de mesa, com 9 palmos ae largura a 1*200
o i. ctro. lato na leja de Alheiro 4z C, esqua
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 14800 e 2* o covado
A heiro A C., roa da Imperatriz n. 40, ves
dem muito bons merinos pretos pelo preco acinu
dito. E' pecbincha : na loja da esquina do bee-
cu di a Ferreiros.
EsparOlhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5*u00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiroa.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zaj, de duas larguras, com o- padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preeo
de 2*800 e 3$ o covado ; assim como ae encarre-
gam de mandar fazer coatumea de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
grande pech ncha ; aa loja dos barateiros da Boa
Vista*
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiroa da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr>'CO de 830
ra. o covado, grande pecbincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
BordadoN a lOO r a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 ra., ou em carto com 50 pecas, aorti-
daa, por 5$, aprpveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fustes de setineta a .oo rs o
covado
Alheiro & C. ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fuattes brancos pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 ra o
ovado na loja da esqua do becco dos Fer-
reiros.
Cabriolet
Vndese um ero perfeito estado e por preeo
com modo: tratar na ra Duque de Casias n. 47
Fruclas maduras
Vende-se diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, raputas, e outras omitas : no
argo de S. Pedro n. 4.
Cabriolet
Ve ide-sc por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
cheira do Candido, ra da Rjda.
Mobilias de junco
Vende-se mobilias de junco de encost com pa-
lha e sem palha, mais barato do que em outra
qualqo- r parte, assim como mesa elaatica de 3 e 4
taboas, guarda-vestido e goarda-louca, e outras
pecas avulsas : na ra estreita do Rosario n 23
Pinho .'eriga
Vende-se em casa oe Matneus Austin G, &
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
qualidade e diversas dimensoes.
Vende-se
um deposito .om poucos fondos ; a tratar na roa
Augusta n. 180. ____________________________
Camisas nacionaes
A 9&500. 3000 e 3*500
32= Loja roa da Imperatriz = 32
Vende-se nt.ste novo estabelecimento um gran-
de aorlim"nto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodao, pelos
baratos precoa de 2*500, 3* e 4*, sendo fazenda
muito melhor do qu" as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por aerem cortada* por
um bem artista, especialmente camiaeiro, tambem
ae manda fazer por encommendas, a v intade doe
fregueze8 : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3.-, de Ferreira da Silva."-
A 32
Nova loja de fazendas
a8 Ra da Imperatriz = 3^
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o rea-
e itavel publico um variado sortimento de tazen-
aa de toi..s as qualidades, que se vendem por
re eos baratissimos, assim como om bom sorti-
mento de n upas para homens, e tambem ae man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc.
Casa no Monteiro
Vende-se oo aluga-se urna casa com 2 salas, 4
quartos, cosinba, junto a igreja : a tratar na 1
vraria Econmica, rna Primeiro de Marco n. 2.
Taverna
Vende se a bem afreguezada taverna da ra
larga do Rosario n. 1, propria para principiante
por ter I ons commodos ; a tratar na ra larga do
Ro ario n. 14.
Vende-se o engenho Megoahipe de Cpna, da
freguezia de Muribeca, comarca de Jaboato, com
ptimas trras, proprio para principiante: a tra-
tar em Jaboatao, roa Duque de Caxias n. 15.
LiPivlO DE CHAPEOS PEA
Em vista dos grandes procreases da idea de qoe
se gloriam as naces civilisadas, o commercio
dve acompanhar esse prosease, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimeuto das
nayea : em /ista do que annuociam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es -
colba dos qoaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, par bem servir os seos numerosos
fregueres. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venh.im vi-r, poia :
Qncijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francs Menier.
Dito do Maranbao.
Vende se pelos segniates pre
eos de 4*0' at ooo<,
rna do Crespo n. 19-Madama
Meqnclliia.____________________
Fazendas brancas
SO' AO NU.ME10
-to rna da Imperatriz = lo
Loja dos barafeiro
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas esHa fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A saber
AlgodaoPee" godaozipho com 20
jardas, pe'o- iprevos de 3*800,
4|, 4*5l)0, 4* >, bg, 55O0 e
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas brancis e cruas, de 1* at
Cregoella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoea, toalhas e
c-^roolas, vara 400 rs. e
Ceroolas da mesma, muito bem feitas,
a 1*200 e
Colletihos r a mesma
Bramante francs de algodao, omito on-
corpad, com 10 palmes de largura,
6f50
12*0(Xi
800
1*800
500
1*000
800
39Roa ta Impermriz-3S
Loja de Pereira da Suva
Neste estabelecimento vende-se aa roupss abai-
xo mencionadas, que sao b.-i- ...as.
Palitots pretos de .--T' aiagonaes e
acolchoados, sen^o razenaas muito en-
corpadas, e forrados T*0OC
Ditos de casemira preta, de cordo muito,
bm feitos e forrados 10*000
Ditos de dita, fazenda moito melhor 12*000
Dito3 de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12*000
Calcas de gorgorao preto, acolehoado,
sendo fazenda muito encorpada 5*50t
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas 6*500
Ditas de flanella ing'.eza verdadeira, e
moito bem feitas 8*000
Ditas de brim de Angola, de moleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*000
Ceroolas de greguellas para homens,
sendo moito bem feitas a 1*200 e 1*600
Collctinhus de greguela muito bem feitos 1*00*
Assim como um bom sortimento de lencos di
linho e de algodao, meias croas c collarinhos, etc.
Isto na loja oa ua da Imperatriz n. 3i
Riseados largos
a 300 ri. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
riscadinhos pr^prios para roopas de meninos e
vestidos, pelo barato pr co de 200 rs. o covado
ton Jo quasi largura de ebita franceza, e ss7
como chitas brancas miudinhaa, a 200 rs. o
do,e ditas ts curas a 240 rs., pecbincha
'oja o Pereira da Silva.
Ftisioc*. welioeaN e laziniias a SO
rs. o cundo
Na loja da ra da Iinporatriz n. 32, vende-
um grande s: rtiuwnto de fustoes brancos a 50C
rs. o covado, lziuhas lavradas de furta-coret,
fazenda bonita para vestidos a 500 r. o covado,
e setinetas lisas muj(o largas, tendo de todas as
cor- 9, a 500 rs. covado. pechincha : na loja
do Pereira da Silva.
Merino* preloM a I*?
Vende-se merinos pret is de duas larguras par
vestidos o roupas para meninos a 1*200 a 1*60C
o covado, e superior setim preto para enfeites s
1*500, afsim como chiras pretas, tanto lisas come
de lavoures brancos, de 240 a 320 rs. ; na nova
loja de i'ereira da Silva roa da Imperatriz OT-
mero 32.
tlKodotlnio francs para lenceo
m OOO ra., i* e i**00
Xa loja da roa da Impi'ratriz n. 32, vende-a*
superiores Igodaozinhns franceses com 8, 9 e 1C
palmos de largura, propfios para lencoea de uso
a panno pelo barato preco de 00 rs. e 1*000 c
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de qoatro larguras
para lencoea, a 1 *500 o metro, barato ; na lojs
do Pereira da Silva.
l.oupa par* meninos
A *. aso e a
Na nova loja da ra da Imperatriz u. 32, st
vende um variado aortimento de vestuarios pro-
prios para memnos, sendo de palitosinho e cald-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditos
de molesqum a 4*500 e ditos de gorgorao preto,
emitando casemira, a 6*, sao moito baratos ; no
loja do Pereira ds Silva.


i. -...


8


Diario de PernambucoTerfa-feira 4 de Maio de 1886
.





ASSEMBLEA GERAL
CAVARA DOS DEPITADOS
SEXTA SESSO PREPARATORIA
EM 26 DE ABRIL DE 1886.
PRESIDENCIA DO SE. ANTONIO JOS
IIENRIQUBS
A6 meio-dia, achando-se presente os
Srs. Henriques, Leito da Cunha Rosa e
Silva, Jaguaribe Filho, Cbristiano Luz,
Costa Pereira, Canto, Elias, Montadon,
Candido de Olveira, Luiz Freir, Cockra-
ne, Gomes do Castro, Prisco, Baro de
Diamantino, Silva Maia, Pas3os Miranda,
Coelho Rodrigues, Das Carneiro, Ribero
de Menezes Joo Penido, Carneiro da Cu-
nha, Baro de Canind, Portugal, Alcofo-
rado, Paranagu, Almeida e Oliveira, Lou-
rengo de Albuquerque, Fernandes de Oli-
veira, Jiulhoes Carvalho, Doria, A. de Si-
queira, Andrado Figueira, Correia de
Araujo, Juvencio de A guiar, Duque-Estra-
da, Freir de Carvalho, Tarquinio, So-
riano, Gongalves Ferreira, Joao Henrique,
Pinto Lima, Luiz Moreira. Joao Caetano,
Fernandes da Cunha e Alfredo Chaves,
abre-se a sessao.
E' lida e aprovada a acta da sessao an-
tecanto.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE
Officios das juntas apuradoras remetteo-
do os diplomas dos seguintes deputados
eleitos Srs.: Jos da Silva Maia e Fran-
cisco Dias Carneiros pelos 1. e 5. d3-
tricto do Maranho; padre Joao L. da
Costa Aguiar pelo 4." do Para; Matta-
Machado e Eduardo Montandon pelos 17.
e 16.' (listricto de Minas ; Thoraaz Coelho
pelo 6. do Rio de Janeiro; Paulino Cha-
ves e Seve Navarro pelos 1. e 2." do Rio
Grande do Sal. A's respectivas commis
bSm.
Vem a mesa, sao lidos e mandados im-
primir para entrarem na ordem dos traba-
Ihs, os seguintes pareceres da 2.a com-
ruissao de inquerito :
Approvando as eleicoes do 1. districto
da Bahia, menos adaparoihia de Sant'Au-
na, cujas acta< nao oram presentes e re-
conhecendo deputado o Barao de Guahy.
Reconhecendo ueputado pelo 2. dis-
tricto de Sergipe o Dr. Dedro Antonio de
Oliveira Ribeiro.
Approvando as eleicoes do 1. dis-
tricto de S. Paulo, menos as aas parochias
de Jaguary, S. Bernardo o O', cujas actas
cao foram pres ntes e reconhecendo depu-
tado o Sr. Antonio da Silva Prado.
Reconhecendo deputado pelo 12."
districto do Rio de Janeiro o Sr. A. C. da
Cunha L ito.
Approvando as eleigoes do G. districto
do Rio de Janeiro, menos a da parochia de
S. Benedicto, cujas actas nao foram pre-
santes e reconhecendo deputado o Sr. Tho
maz Jos Coelho de Almeida.
Da 1.a coinrnisso :
Rjconhesendo deputado pelo Io districto
do Para, o Sr. Jos Ferr- ira Canto.
Reconhecendo deputado pelo 1." districto
o Maranhao o Sr. Jos da Silva Maia.
Reconhecendo deputado pelo 2. districto
do Piauhy o Sr. Simplicio Coelho de Re-
zende.
Reconhecendo deputado pelo f>. districto
do Cear o Sr. Jos Pompeu.
Reconhecendo diputado pelo 4. districto
da Parabyba o Sr. Elias de Albuquerque.
So remettdas s respectivas com-
rnissoes actas dos elei'.ibs de parochias de
diversas provincias.
Vem mesa lido, apoiado o sera de
Late approvado um requerimento da 2.a
commisso de inquerito reclamando diver-
sas actas.
O Sr. A. de Siqueira mandando mesa
duas peticoes do eleitore do seu districto,
pronuncia um discurso que publicaremos
omanha.
O Sr. Canto pede dispensa do membro
da 1.a comaiissao de inquerito.
O Sr. presidente rotneia para o substi-
tuir o Sr. Bernardo do Mondonga, e d
para o dia 27 a seguinte ordem do dia:
Votago dos pareceres das cotnmissoes
de inquerito que foram impressos.
Levanta-se a sesso 1 hora.
ANGELA
POl?
:A7iss 23 ajsr ara
( Continuaf o do n. 98)
XX
E disse-lhe ?
Disse-lhe.
Sem nunca a ter visto, conhecia ella
a sua existencia ?
Nao o creio. .. Pira que havia meu
pai de fallar da sua filha bastarda sua fi-
lha legitima ?
__ Assim, ignora a feausa da viagem de
Jayme Bernier ?
__ Ignoro-o absolutamente."
__ No pode por consequencia explicar-
nos como se aeh*va no trem quo trazia
sua filha para^Pariz ?
Angela abanou negligentemente a ca-
beca.
Anda tima vez, nada sei, murmurou
ella.
Nao extraordinario, exclamon o juiz
formador da culpa, que a filh da senhora
se zebasse nao s no mesmo trem, como
at nomesmo compartimento que seu p-
rente prximo, o seu av ?
Um acaso inexplicavel, como todos
os acasos, fez isso... replicou a bella her-
vanaria. O assassino de meu pai devia
ser o assassino de rainha filha !... A fa
taiidade assim o quera I Que a justiga
rate de encontrar esse m3eravel e de vin
gar minha filha I.. .
O chpfe de seguranza tomava aponta-
jneatos.
STIMA SESSAO PREPARATORIA EM
17 DE ABRIL DE 1886.
FSIStDBNCU DO SE. ANTONIO JOS HENBIdOBS
, Ao meio-dia, achando-se presentes os
Srs, Henriques, Leito da Cunha, Rosa o
Silva, Christiano da Luz, Portugal, Luiz
Freir, A. de Siqueira, Carlos Peixoto,
Castricto, Montandon, CoBta Pereirs,|Alco-
forado, Juvencio de Aguiar, Cantao, Car-
neiro da Cunha, Ribeiro de Menezes, Pe-
dro Brando, Passos Mira*da, Luiz Mo
reir, Bento Ramos, Tarquinio, Soriano,
Correia de Araujo, Antonio Prado, Coelho
Rodrigues Cockrane, Joito Ponido, Barao
de Leopoldina, Mascarenhas, Joo Manoel.
Fernandes de Oliveira, Doria, Baro da
Villa da Barra, Joao Caetano, Bernardo
de Mendonga, Candido de Oliveira, Gon-
galves Ferreira, Gome3 de Castro, Bario
de Diamantino, Pinto Lima, Elias de Al-
buquerque, Bario da Canind, Figueira,
Rosa e Silva, Duque-Estrada Cmara, Bu
lhSes, Carvalho, Ribeiro da Cunha e Freir
de Carvalho, abre ss a sessao.
E' lida e approvada a acta da sesso an-
tecedente.
O Sr. 1. secretario d conta do se-
guinte
EXPEDIENTE
OfEcio3 da junta apuradora do 2." dis-
tricto da provincia do S. Paulo, remetien-
do o diploma do Dr. Jos Luiz de Almeida
Nogueira o do da raesma provincia do
Dr. Delino Pinheiro Ulha Cintra.
Foram lidos e vo a imprimir para en-
trar na or lem dos trabalhos os seguintes
pareceos :
Da 2." commisso de inquerito, reco
nhecendo deputado pelo 10. districto da
provincia do Rio de Janeiro D. M. Pei-
xoto de Lacerda Wernock.
Da mesma, reconhecendo deputado pelo
14. districto da provincia da Bahia o Ba-
rao da Villa da Barra.
Da mesma, reconhecendo deputado pelo
4. districto da provincia do Sergipe o Dr.
J. L. Coelho de Campos.
Da o.a comraisso, reconhecendo deputa-
do pelo 2. districto da provincia de Santa
Catharioa o conselheiro Francisco Pinto
Lima.
O Sr. Antonio de Siqueira
Antes de dizer a V. Exc, Sr. presidente,
o fin para que pedi a palavra, me servi
rei d'ella para rectificar um engao na pu-
blicago do discurso, que hontem tive a
honra do proferir n'esta casa, isto, aquelle
engao que altera um pouco o meu pensa-
mento : ha outros que nao o alterara.
Quando, respondendo a um aparte, as
signalei a grande diftorenga entre a maio-
ria do partido conservador da comarca de
Tacarat as dua3 eleieocs precedentes c
n'esta ultima, por quanto o aparte a que
eu responda, recordava a victoria deste
partido as duas eleicoes precedentes e
nesse collegio, eu dissea maioria de 50
votos. 0 Diario Official publicou de
30 votos.
A muioria as duas eleigoes precedentes
tinhi silo de 10 a 12 votos, disse eu, nao
constando de nenhuraa das actas reclama-
gao alguma, porque todos haviam votado,
excepto os que espontneamente nao ti-
nhara comparecido ; agora apenas a \0 1-
beiaes foi permettido votar, porque foi s
mente o numero de 11, que ficou dentro
do cerco, quando elle foi posto villa na
vespera da eleigo, na tarde da 14 de Ja-
neiro.
O Sr. Correia de Araujo:Mas da
acta da eleigo nao consta Uso.
O Sr. Antonio de Siqueira : Ah! Isto
um escarneo de V. Exc...
O Sr. Correi* de Araujo : -Escarnco em
que ?
O Sr. Antonio de Siqueira: que
sabe que da acta da eleigo nao consta esse
facto, porque ella foi lavrada sob o terror
de um exercito de capangas, postos em tor
no do edificio da cmara, onde a eleigo se
fez como eu fui testemunha, pois passei por
tiles aterrado !
O Sr. Correia de Araujo:E. V. Exc.
porque no protestou ? Nao estava pr-
senle ? (Oh I Oh !)
V. Exc, Sr. presidente, me desculpe
o tom da rainha voz neste momento : o
resultado de urna indignago justissraa,
porque o dia da eleicao, em que o meu
O Fosforo no perda urna s palavra do
que se dizia.
Fernando de Rodyl sentia-so cada vez
maia enibaragado em frente de Angola.
Tinha acabado o interrogatorio e Fernan-
do de Rodyl sentio que tinha necessidade
de dirigir urna palavra de consolago aquel-
la ir ai.
E' tudo quanto tinhamo3 a perguntar-
lhe, mina senhora, disse elle em tom offi
cial.
Dapois, inclinando se para ella, accrs-
centou inais baixo :
Quer me conceder urna entrevista
particular, minha senhor? ?
Angela fez um gesto de sorprez e fixou
o seu interlocutor com grandes olhos, cujo
olhor se tinha tornado repentinamente des-
deuhoso o cheio de desprezo.
Urna entrov6ta ? repetio ella, de que
serve? De que me poderia fallar "? Dopas-
sado ? Fiz como o senhor. .. quiz esque-
cer e consegui-o; nao me lembro de raais
nado!... Desperar recordagojs desagra-
daveis, dj occasio em que o meu cora
cao se despedaga e quando a angustia en-
che a minha alma, seria intil e cruel!...
E' melhor n?.o pensar nisso Tem quo
desempenhar os seus desvelos de magistra-
do ; julgar-rae-hia culpada se o distrahisse
delles, quando no fosse seno por alguns
minutos, e pego-lhe, senhor, permisso para
me retirar.
Estas ultimas palavras foram pronuncia-
das em voz alta.
O juiz formador da culpa interveio.
Minha senhora, disse elle, deve es
perar ainda muilo tempo, antes que part
o trem que deve conduzil a sua filha em
Saint Julien du Sault. Convido-a, pois,
a ficar ainda comnosco alguns instantes.. .
Vamos receber o depoimento do emprega-
do que conduzia o trem e dentro do qual
se commetteu o duplo crime... Parece-me
que este depoimento deve ser para a senho-
ra de grande interesse.
Angela inclinon-se.
Ficarei, senhor, respondeu ella.
Fez s entrar o chefo de trom, Magloi-
re.
O inquerito pnweguio:
Voltemos a Batigoolles digamos o que
se passava no n. 54 da ma das Damas,
no domicilio do ex armador Jayme Ber-
nier.
comprovinciano pergunta porque no pro-
teste!, foi o dia seguinte urna noite de
terror, em que a propria casa do juiz de
direito, onde eu estava hospedado, foi as-
saltada para, assim se rae intimidando,
afugentar-me do collegio. Houve nessa
noite um brbaro espancamento no cida-
do Joo Silverio, que se atreveu a por p
na ra, depois que o bando de sicarios es-
palhou sa pela villa para tomar suas en-
tradas ; houve um bato portas horrivel.
Um dos eleitores Francisco Pereira, foi
obrigado a fugir para no ser surrado : na
manh do outro dia a sua mi c a sua rau-
lher vinham procurar-mo em pranto pura
que eu desse remedio quelle attontado,
que lho estava eminente, prque anda-
vara catando por toda a parte, e eu no
tinha remedio a dar, como no tinha a pro-
pria autoridade judiciaria, que estava ex-
posta como eu, que no podia articular
urna palavra, porque seria igualmente vic-
tima, urna vez que o Sr. presidente da
provincia no tinha dado providencia algu
guma, daquellas que, lbe tinham sido re-
clamadas, sendo a ultima pedida com tal
urgencia, que foi at passada por telegram-
ma, mas tudo debalde I
O Sr. Costa Pereira : Hci de mostrar
que as dei; em tempo, era tempo.
O Sr. Antonio de Siqueira :-Eu no
tinha intencao de voltar raais a este-as-
surapto ; mas V. Exc ve, sendo, como l
fui, testemunha e quasi victima das vio-
lencias hoje negadas aqui, por quem rece-
beu os diplomas em suas cadeiras na capi-
tal, a indgnaco justissima, tratando-se
da eleico preferida pelo ex-presidente.
(Apartes.)
Com isto prefto at um servigo ao no-
bre ex-presidente da provincia encarecen-
do a sua obra no 13" districto. Era a sua
eleico de empenho.
O Sr. Costa Pereira (rindo-se) : Ah I
O Sr. Antonio de Siqueira:V. Exc,,
no seu intimo, est at mo agradecendo o
encarecimecto da obrinha ('riso) ; ella, po-
rm, no veio limpa. (Apartes.)
O Sr. Gongalve3 Ferreira : E' um ad-
ministrador muito digno. (Apoiados.)
O Sr. Costa Pereira: O q-je noto
que nao esta a occasio do discutir esta
materia; temos tempo para isso, e nessi
occasio hei de confumil-o.
O Sr. Antonio de Siqueira:Se no
a occasio no provoquem estas considera,-
coss.
O Sr. Costa Pereira : Quem provoca ?
V. Exc. refere-se a mim pessoalmente, e
nao quer que eu responda ? !
O Sr. Juvencio de Aguiar : -V. Exc.
est antecipando urna discusso que agora
inopportuna.
Sr. Antonio de Siqueira : Eu estava
rectificando um engao do raeu discurso
publicado no Diario Official de hoje (apar-
tes.) V. Exc. querer que eu fique tam-
bera aqui calado corao tiquei om Tacara-
t ?
m O Sr. Juvencio d i Aguiar : O nobre
deputado na provincia no dizia isto, nem
mesmo nos artigd3 que escreveu na im-
prensa ; isto para mim novidade.
O Sr. Antonio de Siqueira : Se eu de-
clarei nos dous nicos artigos que escrevi
com a minha assignatura que Tacarat ti-
nha sido victima de urna violencia brutal,
que antes no teria julgado possivcl de
repetir-se, depois da eleigao directa V.
Exc. arriscase com esta sua affirraativa
a que Ihe mostr o artigo em contrario.
(Apartes).
Sr. presidente, quando hontem o raeu
competidor terrainava a leitura da sua con
testago ao meu diploma, qual juntava
documentos que lhe tinham sido fornecidos
pelo delegado de polica do termo de Exu,
pedi ao illustra presidente da commisso
para rubricar as t'olhas desses documentos,
porque o delegado que os havia fornecido
ao meu competidor era um falsificador do
papis.
ltimamente acabava de falsificar um
requerimento de supplento de juiz munici-
pal do termo de Exu, obtendo da presiden-
cia da provincia demissao, a pedido, para
ser nomeado um seu ircno.
O Sr. Correia de Araujo :V. Exc. po-
de provar isto ?
Na manh do dia 12, Cecilia tinha-se le-
vantado, preza de profunda tristeza.
Seu pai devia chegar a Pariz nesse dia,
pelo expresso.
Depois da noite nefasta era que a viraos
dirigirse csa da bella hervanaria para
lhe pedir raeios de corametter um crime, a
filha de Jayme Bernier tinha encarado a
situaco sob todas as phases.
Esta situ&co no tinhanenhuma sabida,
visto que a Sra. Angela tinha recusado au-
xilial a, e alera disso, a havia advertido de
que a faria vigiar de perto e que a denun-
ciarla se tizesse urna nova tantativa de in-
fanticidio.
A oonfisso a seu pai era, pois, o nico
remedio.
Por raais terriveis que fossem as conse-
quencias dessa confisso, era impossivel,
materialmente impossivel, evital a.
De dia e de noite Cecilia tinha febro.
O seu espirito trabalhava sem cessar.
Fazia diligencias por prever os inciden-
tes da scena que se passaria entre ella e
seu pai, quando Jayme Bernier soubesse
que na sua ausencia ella se tinha deixado
sedazir e trazia no seio a prova viva da
sua vergonha.
Com certeza a colera do ex-armador de
via de ser terrivel.
Cecilia resolveu, s^ o pai a nao matasse
iramediatamente, deixar-lho passar as pri-
raeiras explosoas de colera e responder-lhe
cora audacit:
Por que rao censura ? Antes do casar
com minha mi, o senhor tinha urna aman-
te e dessa amante nasccu urna filha... A
mi de sua filha foi seduzida pelo senhor,
como i propria fui seduzida por um ou-
tro... Com que direito me reprehende, o
senhor, que nao tambem irreprehensi
vel?...
A moga posto que tivesse perdido a car
ta do pai, lemorava-se dos raais pequeos
pormenores do contedo daquella carta.
Jayme Bernier devia chegar a Pariz polo
trem das seto horas e trinta e cinco minu-
tos da manh.
Se o trem que o conduzia no viesse
atrazado e se o cavallo da carruagem que
tomasse na estaco andassu regularmente,
estara em Batignolles s oito horas e meia,
ou, o mais tardar, s nove horas menos um
quarto.
Nem um instante passou pela idea de
O S-. Antonio de Siqueira : O nobre
deputado deixe me acabar...
Um Sr. Doputado :Os apartes sero
inevitaveis, desde quoV. Exc. fizerac-
cusagoes desta ordem a amigos n'ossos mu
to dstinctos.
O Sr. Antonio de Siqueira:Cada um
de nos tem o direito de oceupar a tribua,
de fallar, pegam os nobres deputados a
palavra...
Urna Voz:Em oc-asio opportuna a
pediremos.
O Sr. Antonio "de Siqueira : ... mas
no interrompara o orador. Sou senhor da
palavra naste momento, olla s a mn per-
tenee, porque s a mim foi concedida.
Um Sr. D--puta lo :E' exacto que V
Kx -. senhor da palavra, mas nao tem
o direito do antecipar a discusso deste as-
sumpto a proposito de urna rectificagao.
(Ha outros apartes ; o Sr. presidente re-
clama a attengo.)
O Sr. Antonio de Siqueiro: V. Exc.
v que no posso cliegar ao fim para que
pedi a palavra.
Usa Voz Isto no rectificagao de
discurso.
Outa voz : E' mais proprio da discus-
so da materia.
O Sr. Antonio de Siqueira : O nobre
deputado (refere-so ao Sr. Coelho Rodri-
gues) no me attsndeu. Eu disse quo an-
tes de me servir da palavra para o fim
para que a havia pedido, rectifica va um
discurso meu; mas ainda no entrai no
objectivo da discusso. porque a rectifica-
gao provocou todos estas apartes.
O fim para que pedi a palavra no foi
para rectificar, porquanto sei perfeitamente
que as rectificagods se lazem por escripto ;
mas, estando cora a palavra, aproveitei-a
contm allusoes offensivas ao carcter do
tenente-coronel Cavalvanti, hontem e hoje
to injustamente aecusado pelo nobre de-
putado ; e ainda que provada iosso a fal-
sificagao allegada, era nada vira ella de-
por contra a eleigo de que so trata.
Reservase portanto, para tratar da ma-
teria em occasio opportuna.
O Sr. Antonio de Siqueira: -
Sr. presidente, a respeito do raando de
Tacarat', do tyranno l daquella comarca,
eu apenas direi que as palavras do honra-
do deputado, que i i tantos Mais
a fortuna de conhecer, desde os ban-:os aa
faculdado de direito...
O Sr. Correa do Araujo.Mo honro
muito com isso.
O Sr. Antonio do Siqueira: ... no
seriara por mim acreditadas, se me hou-
vessem sido contadas, se eu no tivesse
ouvido.
O Sr. Correa do Araujo: -Pois so a
cxpresso da verdade.
O Sr. Antonio de Siqueira; E' assim
quo no Brasil se tem desprestigiado tanto
a palavra escripia e fallada dos homens
polticos I
Esses elogios ou censuras systematicos
do um triste resultado (apoiado do Sr.
Correa de Araujo), um tristissimo resul-
tado.
O Sr. Correa de Araujo : -Apoiado; se
V. Exc. no tivesse censurado to apai-
xonadamento e cora tanta injustiga, eu
no teria occasio de defender o meu
amigo.
O Sr. Antonio do Siqueira : Defender
um hornera do urna perversidaie notoria
(nao apoiados doa deputados de Pernam-
buco) por um elogio de anjo do bondade,
no simplesraento... ora quero qu.ilifi-
para fazer a rectificago, que consiste na car... contra os seus fins ; e sera que
troca de um algarismo. v applicado pessoa do oobra deputado,
O requerimento que vou mandar me- eu devo dizer : urna inepcia...
sa feito em virtuie do que hontem se. O Sr. Correa do Araujo:-Da parte de
passou na commisso de inquerito e por-: V. Exc. nai duvido ; s ple ser sus-
tanto a isto tinha que referir-me, narran- peito.
do apenas os factOS, sera fazer o menor r\ c_ a*:~ a~ c:___:>. ______
r ,, (J br. Antonio do ftiquoira:.. .porque
commentano. Mas tendo-se rasado hon- abafar pss ^J^ ^ ^
misso do inquerito o que *. ntere33ad est a not0redade pu-
V. Exc. o a Cmara, b,c de uma nca nteira.
eu resolv, para csclaree.ra.nto da verda- tant(f UlQa a#
de, dirigir hoje o requerimento^ esa. Mas disse-se quo o supplento do juiz
approvagao a a- inuncp3i nu0 havia de ser nomeado por
' indicago do delegado, ra, senhore3,
sab como estes pausinhos se
E' o delegado que est pres-
tando o servigo do tentar impadir a elei-
O Sr. Presidente : O nobra deputado
retire o termo.
O Sr. Antonio de Siqueira : PerdSo;
eu retirarei qualquer palavra que Seja in-
juriosa. Estou dizendo qua assignou de
cruz, porque todos nos sabemos que os
presidentes de provincia, sobretudo os es-
tranhos, no podem deixar de louvar-se
nos seus amigos para fazerem as nomea-
g3os de supplentes de juiz municipal de lo-
calidades remotas.
A negago desta verdade s prova que
assigaatura de cruz foi alm disso.
O honrado Sr. conselheiro Lourengo de
Albuquerque estava ausente, quando an-
da ha pouco se fez daquella bancada o
elogio do tyranno de Tacarat, que o no-
bre deputado couhece.
O Sr. correia de Araujo:Po3so repe-,
tilo quautas vezes V. Exc. quira. E' um
juizo verdadeiro que formo do carcter do
Sr. tenente-coronel Cavalcante. .
O Sr. Lourengo de Albuquerque d um
longo aparte, declarando que em occasio
opportuna dir o juizo qui forma do Sr.
tenente coronel Cavalcante; accrescentan-
do, porem, que elle um desses instru-
mentos que s servera para desacreditar
os partidos, o desgranado do partido que
precisa do Cavalcante, do crime para se
manter. (Sensago.)
O Sr. Presidente : Isto no aparte,
um discurso (riso); o melhor que V.
Exc. peca a palavra. (Riso.^
[Continuar seha)
VARIEDADES
tem na 1* cora
acabo do referir a
de palavra, porque isto importa o 8^'^ 5a0 n'U(11 Collegio em que o partido libe
afira de subraettcl o a
ir*. (L.)
Senhores, os requermeutos chamados .
do opposigo costumara receber nesta casa
um enterro de Ia class.', que um pedido
>por
ment indefinido. Pois bem isto no um re-, ra[ d do dobro do eletorado
quen.nento de oppos.g* porque opposigo ggo fe tambm dreto compen3as5.,3
nao existe emquanto so ver.hcam poderes. e as3m ea3 8(J ^^
hste tem por hra esclarecer a verdade sobre Esc ex.,miyl0j L30a;1 ao nobre
aeleigao do lo districto de Pernambuco, d t,d fa ,u estava faZ3ndo ou ncum.
isto c, sobre ura dos pontos em l.t.gi,. b!(lo de9sea\rrarijos da pohticagam, di-
to mando-o a mesa, entregando a sua aP- zcaio.a p 8sja nom3ado tupplente
provacao a lcaliade dos raeus adversarios meu ^ ^ da t;ll aaailU um
polticos das outras provincias do imperio. imento fdisifieado do p3dido da de.
OSr. Rosa e Silva :-No tom raaSo 1^ do eafymte^ y. Exc! cora rauita
para exceptuar os de Pernambuco. ^ raBa0 0 attende, pedado ao presidenta da
muito miusto. j
,. .' ... ; provincia, que assig.ia de cruz.
Vata mesa, elido, apoiado e entra em / Q S;. ^ Ptreira:_Nunca aS3gae
discussao o segrate requerimento : ,
< Requeiro que por intermedio do mi- 'J(Ia ^ a artes.)
nisteno do imperio se pega A presidencia Q Sf j^^ d de Pernaraouco, copia da reclsmacao do a3s decniz outr03 0 mas
supplento do juiz municipal do termo de; eas todo3 assi anj/
Lxu, contra a demisso que lhe toi dada _
a pedi io, em virtude de um falso requri- ^0 Sr. Costa Pereira : Essa aecusagao
ment, declarago de quem foi o norata- ao chega a mim.
do, data da nomeago e se ou no ir.ao O Sr. Antonio de Siqueira : -Como ?
do delegado de polica daquelle termo, eiPe5J 1ue repita.
quaes as providencias dadas pela adraiais- \ O Sr. Gongalves Ferreira : Diz muito
trago daquella provincia.A. de Siquei- bem que essa aecusagao no ch;ga altu-
ra. racm quo S. Exc. est collocadu.
A discusso fia adiada por ter pedido (Apoiados; muito bem.)
a palavra o Sr. Correa d Araujo. O Sr. Antonio de Siqueira : Isto de
O Sr. Candido de Oliveira (pela ordem)' aecusagao no chegar altura do aecusado
protesta contra e adiamento por lhe paro- chapa muito antiga.
cer urgente decidir logo a materia do re- O Sr. Presi tonto : -O nobre deputado
qi'erimento, que versa sobre a obteagao j aciusou o delegado de polica de cum
de documentos relativos a urna eleigo con- plicidade notoria em urna falsificago. Ora,
testada. Portaato, requer urgencia para, o regiment prohibe que os Srs. deputa-
a discusso do requerimento. dos sirvara-se de expressoes injuriosas a
E' approvada a nrgencia. alguera. Agora o nobre deputado acaba de
O Sr. Correa de Araujo obscr-: dz;r que o ex-presidento de Pernambuco
va quo a materia do requerimento no tom assignou de cruz.
relagao cora a eleigo do lo0 districto de O Sr. Antonio de Siqueira:Eu em-
Pernambuco. Accresco que o requerimento preguci o termo.
Cecilia ir ao encontr do pai, que a amava
com tanta ternura, que voltava to satisfei-
De um momento
para
cutro est a
chegar..-. murmura va ella ; fiz appello a
to por tornar a vel-a* e to alegre por lhe toda a minha forga de vontade. Hei de
trazer urna fortuna. apparecer-lhe serena... mostrar-me-hei mes-
A menina Bernieros leitores desta bis-1 rao alegre... mas no farai nada, para re-
toria, desde muito o devem ter percibido tardar urna explicago inevitavel.. O rae-
-faltava-lhe absolutamente o corago. Ihor acabar depressa com esta odiosa si-
A ternura filial no existia nella, n>=m ; tuago... A scena ser terrivel, prevejo,
mesmo era estado embryonario. 'e tenho mesmo a certeza; mas nao ma
No amando seno a si propria, nao faltar energa para lutar o no se calca
pensando seno era si, referindo-se sempre'aos ps seno agento que se hurailha...
sua personalidade, poderiam chamar lhe Affrontarei a tempestado.. Meu pai que-
A lisonja
(IMITACAO)
( Concluso )
So os pretendientes em vez de encher o
memorial com a lista das habilitagoes ad-
quiridas o dos servigos prestados, e en-
chessem nicamente com a enumerago
das altas qualidades do ministro a quem
supplicassem, seriam mais atendidos.
Como no seria eloquente o memorial
que principiasse por este theor.
Exm. Sr.E' V. Exc. um grande
homcm ; essa physionomia no eugana.
Quando V. Exc. falla no parlamento no
ha torgas humonas que me arranquem da
galera, estar urna pessoa a deixar-su ir
pelo caminho do co.
E para o fim :
Veste-se V. Exc. com urna distinc-
go encantadora. Nao andam somento ahi
os milagres do Catarro, a cou3a raais
da forma que da tesoura. Na segunda-fei-
ra passada toda a gente andava com os
olhos no fraque cr de pinho que V. Exc.
vesta. Por todos estes motivos pede V. a
Exc. se digne de nomear o supplicante
para o lugar de administrador do conse-
lho de tal.
E nao duvide o leitor da efficacia deste
systema. O que faz o hornera quando re-
questa urna senhora ? Falla delta, elogn-
lhe os cabeilos, os olhos, os vestidos, e ...,o
as virtudes, quando seria raais razoavej
Eu sou muito bora rapaz, amigo do
meu amigo, recolho-me s 'J horas da noi-
te, e pretendo a mo de V. Exc.
A Newton deu-se-lho o pedestal de gran-
de hornera porque descobrio a gravitago
universal.
Colombo genio, porque, andando s
apalpadellas no mundo, tropegou com a
America.
Dante immortal, porque, passando a
idea ardenie pelos vastos dominios da in-
tclligencis, vio claramente a Divina Co-
media.
E que ha de notavel era tudo isto ?
Newton encontt'ou o que estava na na-
tureza.
Colombo o que estara sobre a trra.
Dante o que tinha dentro de si mesmo.
Porem que habilidade essa de encon-
trar o que ha I
A lisonja mais insignificante tem maior
valor do quo qualquer desses tres grande3
descobriraentos.
Olives, s
o anjo do egosmo.
A tal egoismo juntava urna indolencia
extrema.
O trabalho, sobre qualquer forma, inspi-
rava-lhe a mais invencivel repugnancia, a
fadig* causva lhe raedo.
Alm disto, gulosa, exc2ssivamente vai-
dosa, colrica e sensual, a moga reuna em
s, como se v, a mais completa amostra
dos maia lindos peccados c;;pitaes.
Sabemos j que os vicios da natureza
podiam-n'a conduzir ao crime.
Apezar do seu egosmo e delexo, traba
comtndo pensado que seu pai, ao chegar,
teria necessidade de comer alguma cousa e
deu orJem velha criada Brgida p:ra pre-
parar o alraogo para as nove horas e meia.
Brgida tinha tratado do obedecer, sem
fazer a menor observago, mas perguntando
a si mesma o que que poderia ter a me-
nina, havia alguns das, e admirando-se que
ella nao tosse ao encontr do pai.
Aquella boa e delicada creatara sabia
bem qual era o carcter de sua joven ama;
no s; podia Iludir sobre certos pontos;
mas nao suppunha, at ento, quo sua
ama tivesse to completa indifferenga filial,
e essa indifferenga causava-Ihe grande des-
go.t .
Tudo isso no a impeda de adorar Ce-
cilia, o que esta no lhe paga va na raesma
moeda, porque a vista de urna cara enru-
gada lhe causava extrema repugnancia
Nos seus sonhos de fortuna dizia :
Quando tormos ricos, quero ter cria-
das de quarto bonitas, elegantes e conse-
guire de meu pai que desterre esta anti-
guidade para qualquer canto, onde nunca
mais a torne ver.
ta.
Cecilia de p e vestida, no seu quarto,
olbava para o mostrador do relogio.
novo o
a moga,
Tcr elle
rer saber o nome do raeu amanto... Que
rer fazel o resgatar o seu erro I A honra
no se perde, se o erro fica oceulto. Eu
posso l casar com um hornera daquclles ?...
Um comediant ? Ora, adeus, era necessa-
rio ser douda !! Meu pai traz me fortu-
na... quando se rica, tudo se pode pre
tender. E' um bom casamento do que
preciso e nunca serei mulher de um Paulo
Darnala! Nunca Nunca! Recusare, pois,
dizer o nome do raeu amanto... direi que
morrea.
O o'har de Cecilia interrogou de
reiogio.
Marcava nove horas.
Corao tarde I murmurou
com admirago e impaciencia,
demorado a sua partida?
Bateram de leve porta.
Cecilia estreraeceu.
Entre, disse ella.
Brigida appareceu na porta.
Que qaeres ? perguntou Cecilia Ber
nier.
Venho dizer menina que so nove
horas.
Sei-o to bom como tu.
Ento, a demora do senhor nilo lhe
causa inquietago ?
No sei por que ? Meu pai decidi-
se a passar em Dijon algumas horas mais,
ou ter perdido o trem da noite.
Se lhe tivesse acontecido algura acci-
dente, ousou dizer Brigida.
Cecilia encolheu os hombros.
Ura accidente repetio ella. Por
que motivo crs n'ura accidente ? A que
proposito vm estas supposigSes to absur-
A's oito horas e meia a mesa estava pos- das ? Fensas que vou martellar a cabega
sem motivo ? Se meu pai nao chegar esta
manh, isso prova que no parti, ora ahi
est Sa no estiver aqui, s dez horas
em ponto, ponbo-rae mesa,
dez horas era ponto.
Sira, rainha menina.
Brigida sahio.
Emquanto se dirgia para a cozinha pen-
sava :
Pobre Sr. Jayme... como vai encon-
trar a filha mudada. Eu no sei o que
aquella menina tem ha algera tempo....
Parece que j no gosta do pai... Pois
olhe, no foi o pai que a estragou, entre-
tanto. .. pode dizer-se quo ella no vive
seno para ella... aquelle bom hornera I
Deram dez horas.
Cecilia coraegou a achar singular que o
viajante no lhe tivesse dirigido ura tcle-
gramraa para a informar da mudange oc-
corrida no seu itinerario ; como, pot n, a
volta de Jayme Bernier nao lhe causava,
na realidade. mais terror do* que alegra;
como urna luta terrivel devia fatalmente
empenhar-se entre ella e elle, desde que
estivessera em presenga ura do outro. re-
signava-se maravillosamente com ta! de-
mora e com aquelle silencio.
Sahio do quarto quando soava aieda o
timbre que dera as horas.
Agora estou certa que raeu pai na
chega esta manh... disse ella criada,
naturalmente os seus negocios detiverain no
raais do quo esperava. Vou almocar.
A moga poz-so mesa e Brigida scrvio-a ;
mis, comquanto lhe pr.recesse ter riuito
appctite, foi lhe impossivol comer.
Urna crispago nervosa apertava-lhe a
garganta, urna pesada oppressao coiapri-
mia-lhe o peto, um mo estar phys co e
moral o de cuja causa no suspeitava apo-
derou-se de todo o seu ser.
Em va> tentou lutar contra este esiado,
nunca conseguio triumphar delle.
Brigida, disse ella, j acabei.
Mas a menina no tocou em nada.
Parece que no tenho tome... Tan-
ti.T melhor esta tarde.
Cecilia tornou a entraf no quarto.
Assentou-se, agarrou em um livro equiz
ler ; 03 olhos fixaram-se-lhe as paginas,
mas o espirito no coraprehedbia o quj os
labios pronunciavam.
O volume cahio-lbe das mos.
(Continuarse ha)


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Typ. do Diario, roa Duque di Caxias n. 48.
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I mam \
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Full Text
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