Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19531


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Full Text
AIIO LU -- NMEBO 99
PlllA A CAPITAL, K LlAK^ OKDE NAO ME PACA PORTE
Por tres mezos adiantado ... ........ 6/JOOO
Por seis ditos "'idem...... ......... 12(J00
Por um anno ideai............'.".'... 24<*O0O
Cada numero avulso, do mesmo dia. ... ,">100
2 DE 1AI0
ES
PARA DENTRO E FORA DA PHUVIXl'IA
Por seis mezes adiantados.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem. ......
Cada numero avulso, de diaa anteriores.
130500
200000
270000
0100

proptia&e ic JUanoel -ignefri tr /arta & -ftlljos
TELEGRAMMAS
l
i
f
RIO DE JANEIRO, 1. dt Maio, s
12 horas o 55 minutos da tarde. (Rece-
bido s 2 horas e 30 minutos, pelo cabo
submarino).
/
!Nii amara don Dppnladon foram
hoje reconbecldos um poderes don
Sr.: Pedro Hunii d'.traso, pela Bu-
lla: Barao de Leopoldina e valla-
dito, por Nina* (eraeii sea!. Harcon-
des de ladrado Figueira. por Coya/..
asara S4 kvcz. um
(Especial para o Diario)
VIENNA, 30 de Abril, tarde.
Fallereu o miniiro da ju*tlra do
gabinete baotaro.
Tambem fallece ti boje o iir. Ber-
taki.
PARS, 1." de Maio.
ts a rancien potenciaN da Europa
[x-roislrm em su as rcsi>liir6i">, m-
poftta* no rATnu.mil que enviaraai ao
governo Krego.
Agencia avas, dual em Pomambuco,
1. d<5 Maio de 1SK6.
IHSTRDCglO POPULAR
O mesmo. Nesta dita desp.vjliei a
anterior peticSo do supplicanto sobre o
pagamento de que se trata.
Feppe Cavaleante de S L/itao c Pe-
dro Flgueiras Lucas Galvp. Nao tem
lugar o que requer, visto como o H." ba-
talhao da reserva da Guarda Nacional
pertenco s comarcas de Olinda e Igua-
rass, sob o mesmo cumman lo superior.
Generosa de Reg Medeiros C v.ileari-
te de Albuquerque. Informe o Sr. ins-
pector geral da Instruccao Publica.
Gerciuo Prente de Oliveira Firmo.
Informe o Sr. engenheiro chefe da repar-
tigao das Obras Publicas.
Joaquim Manocl do Oliveira e Silva.
Como requer.
Josephina de Miran'la Pinto. Informe
o Sr. inspector goral da Instruccao Publi-
ca.
Secretaria da Presidencia de Pernambu
co, era 1." de Maio de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
ECON03IIA POLTICA
(Extrakid)
DA BIBL.IOTHECA DO POVO K DAS ESCOLAS
CAPITULO V
Consuma da riqueza
(Cuninuagao)
11 i tambem pergos nos abasteeiment93 por
grosso. Diz J. l. S~y que em toda a parte em
que se poden obter a todo o momento as coisas,
i-ouvein nao fazer grandes abastecimeutos. O me-
Ihor abustecimento, o mais completo, o que nao
cunta a guardar e que nao tem risco de perderse,
o que s faz nos armazens do negociante. Tal
regra, cjmtudo, nao absoluta, e cas >s ha em que
as compras por grosso sao vautajosas, principal-
mente ae S3 fazera na cpoch-i conven!
O bora senso e a razio, guiados por estes prin-
cipios fiindamentae., indieam s tamilias a pro-
porcao das satisfago es a que devem atteader e das
privaciies phys'eis e moracsaque devem sujeitar-
se. Tudo o que tende a robustec :r o boui senao
e a esclarecer a razio ds popula-;"- -s tem, pa, sob
esse aspecto, urna grande, importancia econmica
e social. Entre os meios por que se ebega a esse
fim, ce certo um das mais effieasN o estudo da
economa poltica cuj >s principios se ha.monisam
com os bein euleuuiioa diotamea da ezosomia do-
mestica, que gimo con tanta mais seguranca no
eraprego das riquezas particulares quautj mais
esclarecidos aa > pe! i economa poltica, sciencia
que ten ao mesmo tempo por mira o bem estar da
sociedade e o do individuo.
Urna qu r i i iny i faute se offerece, com rde-
renc .id >: o que
mtiscou Jub ; ponto vista eeinoinico,
tan: i pra olad vi Id i4au pan a aoeieda le, ou
consumir o menos que se praer?
Q.ianto ao ini.viiui, niagueui duvida de que,
tai oda o meoot eoasaioo pussivil, c que poder
attegni i : rmar ;i' capital a aaagBeatar o seus
liav res e os seus m'ios de bein estar. Pei que
respeita i sociedade. c niaideran Jo as coisas de um
modo abstracto, 't-iu > consumo que nao tor rep-o-
ductivo prejudicial, urna perd da riquexa ad-
quir.. i.
Mas uv;.::t.g :ti individual e social da economa,
da abattacacia, da privaeio, deixa de existir, se o
indiviluo prejodio i nissj a suasaude ou a ana n-
telligencia.
Por isso deve desejar-a?, sob o ponto de vista
eonomieoe aein menino se consideraren! a ra-
zies de bumanidadejue as classes mais namero-
as e mais pjbres se ahmentem cunvi nicntemente,
se vistam com acceio e urna certa elegancia, se
abriguen em casas comino las e hygienicas, e go-
zem das commodidades intellectnaes e moraes ao
gim alcance. Nessas condicoes, mais productivo
o seu trabalho e sito maiorcs a s ia satisfacao e a
sua moralidade. Do seu bem estar resultam, por
isso, a riqueza o a tranquillidade tociaes.
Mas 6 conveniente que o consumo nestas classes
seja o resultado de urna elevacAo regelar e perma-
nente dos salarios, p irque, alias, os salarios excep-
cionaes provocara muitas vezes a intetnperanca e
a ociosidade.
Ne3te ponto, as exigencias moris harmonisam-
ae Inteiramente com as economas. O a perteic mm
ment ukral do individuo, da familia e da socieda-
de resalta da satisfacao raso&vel das necessida-
des pbysicas, intellectuaes e moraes, que a nature-
za humana tendo incessantcineiite a augmentar ;
a tambem resultado da luta travada pelo hornera
contra as suas paixoes e os senas apetites. E ffei-
to inteiramente opposto produz um consumo preju-
dicial saude, excessivo comparativamente com
03 recursos individuaos, e albeio a toda a idea de
previdencia e de garanta do futuro.
(Contina)
ARTE umiAL
Cioreruf da provincia
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 30 DE
ABRIL DE 1886.
Anizia Augusta do Amaral. N3o ha
vaga.
Antonio Ferreira Nobrega. Sim, com
as r*stris3es feitas na relayo annexa a
portara desta data.
Abaixo assignado de avaliadores (do
juizo commercial. Encaminhe se.
Babarel Francisco Xavier Paes Bar-
reto.Deferido com ofBcio de boje The-
soursria de Fazcnda.
Repartieo da Polica
Sec$ao 2.* N. -ld. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, |. de Maio de 1886.
IHni. e Exiu. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem recolbidos na Casa du
etenyao os seguintes individuos :
A' minha ordera, SebastiPlu Porcira da
Silva, Antonio Francisco Borg's, Augusto
Vieira da Rocha, Joaquim de Albuquer-
que de Mello, Rufino Poreira da Silva,
Joao Jos dos Santos, conheoido por Ba-
rauna, Joao Baptista Carneiro e Antouio
Vieira do Nascimento, vindos do termo de
Goyanna, o primeiro como desertor do ex-
ercito, o segundo como cri tinoso em Tim-
baiiba, o terceiro como pronunciado u os
dernais como sentenciados ; Jos Flix da
Silva, Joaquim Pedro Peroira, Eustaquio
Lino Paulo di; Lima, Avolino Goncalves
de Oliveira, Francisco Xavier de Souza e
Antonio Joaquim do Nascimento, vindos
do termo de Timbaba como criminosos
sentenciados.
A' ordera do subdelegado de Santo An-
tonio, Thoraaz Francisco das Chagas. por
disturbios.
A' ordera do do 1. districto de S. Jos,
Militao, eszr&vo de Luiz Jos da Silva
Guimaraes. requerimento do siu seahor.
A' ordera do do 1. districto da Boa-
Vista, Manoel Antonio dos Santos, Oesario
Baptista de Figueiredo e Antonio Ignacio
Soares, por disturbios.
A' ordera do do 2." districto da Boa-
Vista, Olegario Gora;s de Oliveira o Fran-
cisca Maria da Conceicao, por disturbios e
offeosas moral publica.
Coramunicou-rae o delegado do ter-
mo do Gamelleira, que no dia 22 do inez
fiado e em trras do engenho Amargy
d'Agua, o individuo do nomo Joaquim Pe-
dro ferio gravemente, com urna faca, a
Agostinho de tal.
Contra o delinquente, que evadi-se co
deu-se nos termos do inquerito policial.
No dia 12 do mez findo e no lugar
denominado Taraoat, do termo de Bom
Jardim, tendo sido a viuva Leocadia Ma-
ria da ConceijSo desobedecida por urna
escrava de no me Genorosa, de 8 annos
de idade, entendeu dever castigal-a en-
carregando de tal misso a seu filbo.
N5o consentio, porm, urna outra es-
crava de nome Felippa e raai de Genero-
sa, que se effectuasxe e castigo, e agar-
rndole Leocadia, esmagou llie com os
dentes ura dedo de urna das maos.
Temendo ser assasin ida, refugiou-se
L-o -a lia era uraa casa visinha.
No dia seguintc dirigio-se Felippa col-
lectora e pedio ao respectivo agente sua
carta de liberdade, tendo em respostt que
voltasse para casa de sua senbora, visto
nao a;har-se livre e nao _ter sido contem-
plada no fundo de emancipagao.
No dia 18, uo estando Leocadia era
casa, compareceu ahi a escrava Felippa e
aceorametteu Generosa, em quera faz di-
versos feriraentos com urna faca e urna
fouce de que se achaca armada e retirara-
sc na supposigao de tel-a nssassinade.
Ao amanhecer do dia 19 foi encontrada
atraz da casa, enforcada, a referida escra
va Felippa, vindo a filha Generosa a mor-
rer, em consequencia dos ferimentos que
roeebera, no dia 23.
O subdelegado do districto fea as dili
gencias da lei e abri inquerito sobre o
facto.
Deus guarde a V. Exo.Wm. eExm.
Sr. Dr. Igaacio Joaquim de Souza Leilo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de poli-.ia, .Intento Domingos
Pinto.
Almeida Duarte & C. A'
para os derdos fins.
Delmiro Guadencio Ribeiro
Certifiqu e-se.
I.* sceyao.
Pessoa. -
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 30 DE ABRIL DE 1886
Mara de Medeiros Martins, Antonio
Henrique8 Rodrigues Jnior, Antonio Joa-
quim Cascao, o mesmo. Iaformo a 1."
aeceto.
Pedro Vitello & C. A' 1.a secjSo para
proceder de accordo cora a lei.
Junta administrativa da Santa Casa de
Mis-rieordia do Recife. Certifique so o
que constar.
R. de Drusina & C A' 1.a secgo,
para os devidos fins.
Antonio Feloripss Rtposo. Certifique
se.
Balduino Eudocio de Britto Maccdo,
Manoel Alexandre Bezerra Cavalcante S; C
o JoSo Pedro de Barros. Informe al.*
iioecilo.
Mendes; Lima & C. Informe a 2.a.
aeccSo.
l.jde Maio
Jos de Macelo. Informe al.' secjao.
DIARIO DE PEBIA3BECP
Rezrospecto poltica di> anno
de INh.>
BRAZIL
LContinuacao)
Apresentando o seu nimsimo a cmaras, dc-
clarou o Sr. Cotegipc que o seu progrmala con-
Bista em esforcar-se pela passagem do projecto
sobn> o estado servil c pela restouracao daa li
nangas.
-Na Cmara dos Dcputados o Sr. Maciel apre-
sentou c justilicou uina moc&O d(- descoiilianca
contra o novo iiiiiiistcrio. Islo deu lugar a nia-
nifestaces que mais uina vez inosirarain que,
neui mesmo em opposico, cuanto do adversario
commum c na eminencia do pongo, os liberes
se acliavain unidos. Ncm todos os que asaigna-
rni a mogao se moslraram accordes quauto ao
modo de proceder d'afii |>or diante. Ao passo
q.ue os Srs. Martim Francisco, Zaina. Lourcnco
de Albuqucrque, Hatisbona, Rodrigues Jnior e
outros mamfestaram logoainlcnran de Dio negar
a lei de meios, caso o governo pretendesse ili--
solver a Cmara, a maioria dos signatarios pen-
da para procedimento diverso e recusava-se a
declarar o que fana.
A sosso foi al (i horas da tarde. Disuursou-
sc mnito, mas nada (cou decidido. Xo dia se-
grate continuou a discussao da moco. Entre
outros, fallou o Sr. Campos Salles, isse o de_
putado rcpnljlicano que a mudanca de situaro
que naquelle momento se dava era igual aoulras
que se tinham dado, ora em um, ora n'outro sen-
tido. Analysando as ideas e o programma da re-
jormn uu revoluco com que os liberaes se pre-
pararam para conquistar o poder, disse que esse
partido era o que mais concorrera para o estado
actual, porque liavia mentido a todas as suas
promessas. chegando o pnmeiro presidente do
conselho da situacao que acaba va de ealiir acon-
laggar que precisava condescender com a cora,
porque o partido nao subir pela sua fon-a, mas
por vonlade do imperante.
Alinal, sujeita a moco a votaco nominal, foi
appiwada por ti-i votos contra 19. As emendas
do Sr. Martim Francisco, coucedendo a le de
meios foi adiada. A requerimento do Sr. Nabuco
que o justilicou tlizendo, entre outras cousas, que
o ministerio aeabava de ser demittido pela C-
mara, foi a sesso suspensa.
Houvc enlo queni suppozesse que o gabinete
rceem-organisado tivesse de rctirar-se ante a at-
titude do parlamento e que fosse chamado como
orga.iisador o Sr. AITonso Celso. Espcraii(;as
vas e mal concebidas. Xo dia seguintc soube-se
que o Sr. Cotegipc, tendo ido communicar a S.
M. o npendor o que se passara na Cmara, re-
cebeu ordem para convocar o conselho de estado
para o da 27, s 11 horas da manh. Era evi-
dente que a corda conceda ao ministerio a ds"
soluco da Cmara Temporaria: e com cIFoito,
perantc ella seapresentou no dia 29 o Sr. Coleg-
pe, dizendo que, aps a votaco das leis de meios,
concedida a prorogaeao orcamentaria que pedia,
licariam os Srs. dcputados alunados dos traba-
Ihos parlamentares, at que s urnas, que iam
ser de novo consultadas, os invesiisse oulra \jz
da augusta missao de salvadores da patria.
Orou cnto o Sr. Maciel, duende que, em nome
da maioria liberal e por ellaautorisao. conceda
os meios solicitados.
Fallou depois o Sr. Chrisliano Ottoni, cate ao
lim da sesso. 0 seu discurso foi muito aprecia-
do. O senador pelo Espirito Santo cstudou o
projecto por differenles faces, e com niuita mi-
nuciosdade. Combatenlo-o como abolicionista,
deelarou que o desapprovava e que nao que-
na a mnima responsabilidade nessa reforma in-
feliz.
Xa sesso seguinte continuaram os debates so-
bre a mesma materia, fallando os Srs. AITonso
Celso. Correia e Martinho Campos. O pnmeiro
manifestou-se contra o projecto e proecurou de-
monstrar que os Srs. Cotegipc, l'rado e Belisario
nao podiam, som se inostrarem conlradictorios,
ai i'ilal-o e promoverern a sua passagem no Se-
nado. 0 segundo disse que a creaco dos m-
postos era leis especiaos, que nao as dooreameii-
to, nao era inconstitucional, dando como exem-
plo a lei de J8 do Setembro. O terceiro, final-
mente, analysando algunas disposires do pro-
jecto, deelarou que nao se oppunha sua passa-
gem com modo de que viesse outro peior, isto ,
Oais adiautado no sentido daexlinceo daescra-
vatura. 0 orador notou que o presidente do con-
selho ncnhuina garanta offerreesse para reme-
diar os abusos do abolicionismo, ou aules dos
abolicionistas, entes, pelos geitos, detestaveis
para aqnelle ulostre chafe liberal, que. einquanto
deputado, adquiri urna DOmeada Invojpvel, por
se mostrarconbecedor sera competcncio das dis-
posices regimeotaes da Cmara.
Na b --11 immediata, o Sr. l'rado explicou e
procurou justificar a attitude do governo. 6 es-
pecialmente a sua. em relacto ao projecto diante
do Senado, accrescentando que, embora a ques-
to servil fosse de carcter social, era H0 fundo
esscncialmente poltica, c no modo porque se
houvera o partido conservador na Cmara tinha
incontesta-velmcQte ntralo am tanto de con-
Bancn poltica ao ex-presidente do conselho.
Respondendo a algumas objoceos do Sr. Daulas
ao projecto e principalmente na parte relativa
gos da consliluiro que se oppozerem s propo-
sicGes seguintes:
O governo do Brasil urna monarclna fede-
rativa.
Em tudo que nao disser respeito defez-
externado imperio, sua representaco exterior,
arrecadaco dos impostos geraes e s institui-
cOes necessarias para garantir e desenvolver a
unidade nacional e proieger ellcazmente os dia
reitos constitucionaes dos cidados brasileiros,
os goveraos provinciaes sero completamente in-
dependentos do poder central.
A 3 de Outubro foi publicado o decreto que
regula a extinego gradual do elemento servil,
o qual, por ter sido sanecionado a iH de Setem-
bro, tem a mesma dala do decreto de 1871 sobre
o mesmd assuinplo.
Com razio ou sem ella, houvc quem vase
nessa approximaco de dalas urna como injuria
a memoria do immortal Visconde do Rio Brsnco.
(Conlinn.)
Lima Duarte o Igna
Approvado na Cmara dos Dcputados, dora o
projecto sobre o elemento servil eutrada no Si-
nado, onde no da 2Soi momeada a commisso
que sobre lal projecto devia emiitir parecer, e a
qual ficou coniposta dos Srs. Fausto de Aguiar,
Barros Barrcto, Cruz Machado, Leo Velloso e
Soares Brando. Logo na sesso seguinte foi o
parecer apreseotado. O seu laconismo explicava
a presteza com que fora concebido : os illnstres
commissarios limitaram-so a direr que o projecto
enlrasse em discussao e fosse approvado. pi
assun aconteceu. Os debates come^aram no dia
1" de Setembro por um discurso extenso do Sr.
conselheiro Dantas. Alffl de eoinhater alguns
artigos do projecto, taes como o que creava os
3 % addicionaes e a tabella dos procos para as
libenacOes, procurou S. Exc. demonstrar quanto
bavia sido regular, prudente e providente o jro-
cedimente do gabinete 6 de Junho, > a quem os
aconlecinientosimpuzeraiii responsabilidades i|ue,
taxa, disse que a preoecupaco da lavoura derla
ser nao manler a escravido, porque isso era
impossivel mas procorar a substituieo do
braco cscravo, o que s por u^io da colonisa-
co podiadar-se.
O Sr, Sinimbd, outro chefo liberal da eminen-
cia do llustre Sr. Martinho, justilicou o seu voto,
dizendo que no coogresso agricolaqne con vocou
DO lempo em que foi ministro da agricultura,
liavia declarado que nao seria com o seu voto
uem com o seu conselho que so liavia de alterar
a le de 28 de Setembro ; que a sua opini o era
anda a mesma.
Fallaram tambem os Sr
ao Martins, concuado este porapresentar urna
emenda tabella dos procos dos eseravos. esta-
belecoudo que as provincias de S. Paulo, Rio
do Janeiro e Minas Geraes os precos fossem mais
elevados que lias do Maranho, Pernambaco, Ba-
ha, Sergipe c Espirito Sent.
Xo dia immediato coube palavra ao Sr. Jos
Bonifacio, quediscursou largamente e com aelo-
quencia que llie peculiar, bateudo o projecto,
e, sobretodo, fazendo considoraces de carcter
poltico. Aprcciou o procedimento do Sr. Sa-
raiva e aposicuo dos conservadores representa-
dos pelo Sr. Cotegipe, a quem censaron pela res-
posta dada ao convite de interpellaco que llie
savia sido leilo na Cmara dos DepntadOS.
0 caso a que alludia.o Sr. Jos Bonifacio pas-
Bara-se por este modo.
Havia n'aquella Cmara tros iulerpellaroes
espera de respOSta ; una do Sr. Campos Salles,
apresentada em 30 de Judio; outra do Sr. Andra-
de Figueira outra do Sr. Candido de Oliveira,
apresentada em 25 de Agosto, Esla constava
de lineo quesitos para que o presidente do con-
selho respondesso se aceitava em todas as suas
Assembla Provincial
M SESSO EM 14 DE ABRIL DE 1886
PAE31DEMC1A DO EXM. jK. DR. JOS MANOEL DE BARROS
WA.NDERLEY
( Conclusao)
O Sr. Begueira Coala Compreheude
V. Exc., Sr. presidente, que su fallara a cortezia
que devo as mcu distiucco amigo e collega de dis-
tricto, se uao vies:e a tribuna responder as obaer-
vacoes que S. Exc. ven de faeer a respeito do
aconteciineuto de Grota Nova.
Sinto que a hora atteja adi:intnda e que os es
piritos de meus eullegas se aeiVm fatigados.
S. Exc. o moa amigo o Sr. Dr. Jacobina, disse
ao concluir o eu discurso que Rosa Hara foi vic-
tima dos desmandos e das violencias da polica e
tambem do meu pubre talento ; cu direi respon-
dendo a S. Exc. que a forca publica, e o delegado
de Caiihotinho fumu por aua vez victimas nao s
da vggressao brutal de llosa Mara como do bri-
Ihonte talento e eloquenca de meu amigo o Sr. Dr.
Jacobina.
Sr. presidente, coinecon S. Exc, dizendo que o
a um tempo, valeram a elle conselheiro testemu-
nliosda maior benevolencia e juizos da mais cla-
morosa injusliga.
Notou anda S. Exc, como circumstancia ex-
traordinaria, que todos os oradores da Cmara
dos Deputados mais se iivessem oceupado em
atacar o projecto de lo do Junho do que em de-
fender o actual. E d'aln passou a historiar as
ultimas mutacos havidas no secnario poltico. O
Sr. Saraiva disse, em aparte, que a historia e$tam
Utal contada.
Em resposta ao Sr. Dntas, disse Sr. pr.'si-
deite do conselho: Xas circunstancias em
que nos adiamos, o governo julgou mais acerta-
do e conveniente aos interesses pblicos aceitar
a proposta votada pela Cmara dos Deputados,
sem que, entretanto, possa evitar que o Senado
adopto qualqucr emenda que nielhore o projecto,
mas com a sua responsabilzale c nao com a do
ministerio. S. Exc. expendeu em seguida as
razes que uvera o governo pura assini resolver
e concluio por affirmar que adopfava os impos-
tos.
partes o projecto votado pela Cmara, cuja.....su
remettetl ao Sr. Cotegipe as ditas inirrpellares.
menos a do Sr. Andrade Figueira. S. Exc. que
ha dius nao couinarcciu BS sessoes da Camuru
dos Deputados, dirigi ao respectivo presidente
o ollicio seguintc :
Secretaria de Estado dos Negocios lustran-
geiros, em 2 de Setembro de 1885.
lllm. e Exm. Sr.- Becebi copia# das inter-
pellaces requeridas pelos Srs. deputados Cam-
pos Salles e Candido do Oliveira, versando a pr-
ineira sobre diversos pontos concernenres m-
migrarfio e a segunda sobre o projecto de eman-1 qua'teiriio.
i-------------1------ ~- > -i
districto que tinha sido mais perseguido pela
aduinistracao da provincia era aquelle que elle
representa com tanto brilbantismo e talento; re-
feri para confirmar a3 suas palavras algumas
drmissoes que tiveram lugar as reparticoea e es-
tases do prolongamtuto da estrada de ferro de
S. Francisco. Eu tenho a dizer a S. Exc. que as
demlaso-'s foram motivadas pela neceasidade de
arredar d'aquelles lugares, a individuos que pre-
valeciam-se de seus cargos para fazer poltica con-
tra o governo actual. (Nao apoiados).
Eu sei Sr. presidente, que oa engenheiros da
estrada de ferrp, bem como alguns empregados
d'essa estrada jogavmn com a sua poaico para
fazer poltica, creando embaracoa ao gavurno (uo
apoiados). N'estaa cond^oes, clles nao se podem
qneixar de terem 8ido demittidos dos cargos que
exeiciam, o citarei por exemplo o nome do dis-
tracto engenheiro, o Sr. Lustosa, a quem alias eu
particularmente muito aprecio, o qual se tinha
coastitiido chefe do partido lib-ral de Quipap,
tima dss localidaics que fazem parte do 'jo dia
iricto.
O Sr. Costa RibeiroCumpria ou nao seus de
veres Como empregadi.?
(Ha ontros apartes).
O Sr. Rwgucira C'eata^-Com excepeo d*esse
raras demissoes se derau, e poaso dizer que todos
oa empregados do 9o distrcto foram conservados.
Eu apello para o meu amigo Dr. Jacobina. Na
comarca de Bonito, onde resido, nao houve dem3ao.
Em Quipap, Ra ellas, S. Bcuto etc., tambem nao
houve J \ meu amigo Dr. Jacobina que foi
demasiadamente injusto na aecusacao que fez.
Quauto a este ponto disse S. Exc. mais: que nos
aecusavamos d'i sti tribuna a bancada liberal por
que se ten oceupado da factos que Ss. Excs. deno-
minara graves.
Eu, nunca censurei a opposico por causa d'isto
acho qae ella tem o direito de critica, porm, nao
rasoavel que esteja a faztr censnras sem provas,
como acontece cora o facto de Grot Nova a qoera
-s. Exea, tem procurado dar um vulto, e impoi-
tancia, que elle nao pode ter.
Pela primeira vez em qu disse que os nobres deputados erum os menos com-
petentes para aecusarem a situacao actual pelos
seus abusos e deam.inoos, ae por ventura os ha,
porque ncnhuiu partido abusn mais no poJer,
neubuin partido eoiomettea maiores desmand >a do
que o partido liberal.
(Protestos da bancada liberal).
H dias deste partido assignalaram se pelos
abusos, violencias, e atteutados 4 lei e justica,
e moralidade.
(N\> apoiados e pr.teatos da bancada liberal).
O Sr. Jo* MaraEst socco rendo se a este
meio na falta de meio de defender a autoridade
policial.
(Ha outros apartes).
O Sr. Kegueira CostaTodos os diaa aqni desta
bancada levautaramos a voz contra os desmandos
que commetriam desde aa autoridades superiores
da administradlo publica at os inspectores de
(Apartes da bancada liberal).
Q laudo nos aqu da opposico levantavamos a
nossa voz contra essea abusos e violencias, Vs,
Excs. respondiam-nos com um riso de escarneo.
0 Sr. Lourenco da SiXio apoiado, V. Exc.
eot exagerando muito.
Ha outros apartes da b u; ida liberal.
O Sr. Kegueira CostaAa providencias nSo se
davam, as autoridades superiores da provincia
erara completamente surtas aos reclamos, e as
victimas tiuliara de rcraetter-se ao silencio,
j ontestacoea da baacala liberal).
Portante Ss. Exc. nao podem censurar o pre
idate da provincia pelo facto de nao ter de-
mttido o subdelegado e o delegado de Caahoti-
uho era virtude daquelle tristissimo acoutecimento
de Grota Nova. S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia nao podia demittir aquellas autoridades sob
p ina de proceder cora a mxima irr.rl -xa, e sem
a prudencia que deve caracterisar os actos de
ura administrador seria.
(Apartes).
Para ae conhecer ae aquellas autoridades ti-
nham ou nao cominettido um attentado seria mis-
ter que o processo viesse fazer a luz. S. Ere.
ni > poderia demittir cssas autoridades levando*ae
nicamente pelas iuf >nnacoes Suspeitas e apai-
xonadaa dos liberaos que procuravam armar ao
effeito e vingar-se daquellaa autoridades, aprove -
tando-se desta triste opportuniJade.
(Apartes da bancada liberal).
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, aguardou
o esciarecimento da verdade e elueidaeo dos
factos, o esclarecimeuto da verdad) e os factos
vierara confirmar que S. Exe. o Sr. conselheiro
Costa 'eieira, liavia procedido strictamente bem,
porque elles mostraran que as autoridades po-
liciaes nao tinham, nem tiveram nenhuma res-
ponsablhda..e nesse triste acoutecimento, o qual
s foi devido imprudencia e ao genio bilioso
de Rosa Maria.
(Os muitos apartes da biaeala liberal inter-
rompem o orador.
Senhores, eu ouvi com attencao religiosa o meu
distiucto e Ilustrado amigo o Sr. Ferreira Jaco-
bina. ...
Sr. Ferreira acobiuaE' o mismo que te-
nho feito.
O Sr. Kegueira Costa. .. e estivo durante urna
hora preso a suas palavras eloquentes; mas son
foreado a dizer que ellas nao conveneeram abso-
lutamente ; e ate me admire que S Exc., un ta-
lento to lucido, urna intelligencia privilegiada
nao tivesse collocado t questao no terreno em
que devia ser posta.
Mas, senhores, porque S. Exc. defenda urna
cauaa mi.
O Sr. Ferreira JacobinaNao apoiado.
O Sr. R-gueira Costa... def dia urna causa
perdida (nao apoiados da bancada liberal), e
ueste terreno S. Exc. nao podia sabir-se bem.
Pergunto eu : as informacoes em que S, Exc.
se baseia, em que fonte foram bebidas ? 8. Exc.
nao se dignou dizer que pessoas que lheforne-
cenm taes informacoes.
O Sr. Jos MariaE V. Exc. o que fez?
Sr. Kegueira Costa O nobre deputado nJo
se dignou dizer era que fonte bobeu casas infor-
maces ; S. Exc. referi apenas o facto ; colorin-
do-o com as cores do M' iraa^rinacao e da sua
phantasia e fez uto verdadeiro romance.
O Sr. Ferreira JacobinaResponda o nobre
deputado o Sr, Antonio Vietor.
O Sr. Kegueira CostaS. Exc. fallou po-es-
paco de um i hora, deacreveu o facto com os mais
minuciosos detalhes, mas pergunto eu : qnea Ibe
inforuiou da tudo isto? S. Exc. nao o disse e
nos nao o sabemos.
Nestas tircumstanc'as como quer o nobre depa-
tado que eu jure sobre as minhaa palavras?
Se o nobre deputado fallou era nonx. da verda-
de dos factos para convencer, eu digo que esta
verdade nao e3t do lado de V*. Exc., porque em-
quanto que o nobre deputado refere aqui tactos,
apoiado uo teotcraunho de pessoas que possam ser
suspeitas, eu argumento com pecas officiaes, cuja
procedencia e cuja f Ss. Excs. ainda nito pode-
ram contestar nem destruir-
O Sr. Ferreira JacobinaMas, onde eito estas
pecas ?
O Sr. Regueira CostoEu vou responder.
Quan-1 > se tornou publico o acontec ment de
Grota Nova, S. Exc. o Sr. couselheiro Costa Pe-
reira requisitou da autoridade policial a remeasa
do inquerito) e esta respondeu-lhe que o inqueri-
Itojtiuba sido enviado aojuiz municipal de S.
! Beuto.
O Sr. Ferreira JacobinaEm que poca.
O Sr. Kegueira CoatNao posso precisar as
datas. Entretanto tenbo presente estas circuios g.
tancias.
S. Exc. o Sr. conselheiro Costa Ribeiro requisi-
tou do juiz municipal do termo uraa copia deate
inquerito...
O Sr. Ferrcin JacobinaQuem fez o inqneri-
to?
O Sr. Ragneira Costa-... e em vista da res-
posta do delegido, o Sr. Costa Pereira officiou di-
rectamente aojuiz municipal, peliudo-'he que com
a mxima brevidale lhe re.:.ettesse o inquerito.
Eutretant >, Sr. presidente, e apezar da ordem ter-
minante do presidedre da provincia, ainda at
luye ua chegou a esta capital a copia do inque-
rito.
Cipacfio do elemento servil.
Cumpre-me communicar a V. Exc. para que
se sirva dar conlieoiinento a essa Cmara, quan-
to primeira interpellaco, que me paraca ella
prejudcada por ter sido 'ungida ao meu ante-
cessor, o, quando assim nao seja, muito a meu
pesar niio posso responder quanto segunda*
julgo que ha inconveniencia em responder.
Lidoesso of(icio na sesso de 3 de Setembro.
tomoua palavra o Sr. Candido de Oliveira. que
vio no acto do Sr. Cotegipe un desacato Ca
niara dos Deputados, adiando que o plano d0
presidente do conselho era abater as prerogati-
Pr.testos da bancada liberal).
Todos os das a populacao desta provincia le-
vantava clamo ea contra aa perseguicoes das au
toridades, o eases clamares iam inorr-r as esca-
das de Palacio e nenhumas providencias se da-
vam
(C-inteatajoes da bancada liberal).
Ss. Excs. p irtanto, p irece qu- esto esque.-idos
d'aquelle tempo ominoso em que vivamos ris
couservador.-s, e a p poUciio desta provincia de
baixo do jugo de ferro e da prepotencia das autori-
iades d'aquella p >ca.
O Sr. Audr Di as d ura aparte.
O Sr. Regueira Coata V. Exc. est Uosafirego
para que entre na questao; teuha paciencia; es
tou navegando as .nesmas aguaai-m que mve"ou
o Sr Ferreira Jaeobioa, S. Exc ex. rdiou o seu
vas parlamentares, zombando dos deputados li-1 diacurao cora alguma eootideraeSt* polticas, s
beraes. Depois desse discurso (ornaram-se ani- quac's e3tnu r,"P ,'ltl''nil "'e8t'' m,,n> '">
epois
mados os debates sobre o assumptostomando par-
te na discussao os Srs. Gomes de Castro, V. Yaz,
Campos Salles, Zaina o Nabuco.
Nao obstante tudo isso, a cmara temporaria
votou, em sesso de 16 le Setembro a proroga-
tiva do oreamen. E como no Senado leve a
mesma felicidade o projecto sobre o elemento
servil, foi a mesma Cmara dissolvida por de-
creto de 26 do Setembro, sendo a nova convoca
da para o da 3 de Maio de 188.
Antes, porm, de terminarem os trabathos da
Cmara dissolvida, o Sr. Joaquim Nabuco apre-
sentou o seguinte projecto firmado por 37 depu-
tados :
A Assembla Legislativa rcsolvs :
Artigo nico. Os eleitores de deputados
prxima legislatura darao aos seus^ representan-
Nao aeia pois V*. Ex.e to soffrego, tratarei log.,
da materia do requerimento e espero ter a febci
dade de convencer a V. Exc, e a >a seus colleg 13.
(Apartes da bancada liberal).
Dizia eu, r. presidente, que os nobres deputa-
dos liberaes erara os m-n ,s competentes para
atirarera p.lras sobre a situacao conservadora-
qu-! Ss. Exc. se mostravain muito e.-quecid is e des-
memoriad'is de tactos muito iec<-nt-a; mas infe-
lizmente os faetia, os abusos; aa violencias, os
uttentadoa contra a lei e contra a jus$ ain la
esflo bera ftfW aiuda nao se apagaran da me
mora do p 'Vo, e para a memoria do povo que
eu appello n ste momento.
( Ha inuitos apartes da bancada liberal).
Eu sei que esfou iucoaimodaudo muito a Vs.
Eres...... f
O Sr. Jos MariaNao inceramoda, nio.
O Sr. Regueira Costa. sei que bater-e tocar
posta cbaga ama croeldade, mas tenham pa-
ciencia o passado nao remoto, anda nos sen-
timos a lembrauca viva, e a recordaco dolorosa
daquelles factos tristes que conitituiram o api-
tcs poderes especiaes para reformarem os art I n*gio da situaco liberal.
nosso
0 Sr. Jos Maria Em 17 de Marca diza o
Sr. Chefe de Polica o seguinte : (l)
O --r. Gaspar Drommond Filho V. Exc. me
ni onii quera esse juiz muuiciptl mcdonbo ?
O Si. Jos Maria E' um hornera prudente e
muito distiucto.
O Sr. L mrei'C > de SE' ura modelo de juiz.
O Si\ Drummond FilboE' um magistrado -ne-
donho.
O Sr. Jos HaraEu s c .nheei um medonho
e este mesmo morrea.
OS-. Bugaeira Costa0 facfo es:e, Sr. pre-
sidente, como venho de narrar.
O Sr. Jos ManaSs o presidente da proviucia
requisitou a copia do inquerito s foi depois de
17 dia9.
O Sr. Regueira Costa Nao posso precisar a
data.
O Sr. Jos ManaV. Exc. d o seu teatemunho
pessoal de que o Sr. Cbsta Pereira requisitou esta
copia ?
O ir. Regueira CislkEu disse que estava in-
formado, mas poaso garantir porque a pissia que
me informen merece rae t>do o crdito.
O Sr. Jos MaraMas nao diz quem .
( Trocam se outros ap ates.)
O Sr. Kegueira CostaDeste modo eu nao pos-
so tallar; teub uina voz muito frac e ella tica
coropletameift" abalada pelos apartes.
O Sr. Jos Mari i -V. Exc. at gesta.
O Sr. Regueira C tetaMas os apartes alera de
me prturbarem, abatan a 'niiilia voz, impedem-
me de externar o meu pensameuto.
O Sr. Oruioujond F.lboSe eu tivesse de fallar
s rae oceuparia do inedoiiho.
O Sr. Jos Maria Para que V. Exc. tracta
des'e modo um 8-u collega?
O Sr. Orumm .ud FilboNao refiro-me pes-
soa, n-fio-nie ao magistrado.
O .Sr. Auti Das V. Exc. sabe que o medo-
nho s appareceu depois de 20 de agosto.
O Sr Regueira CostaAcbo mais conveniente
que V. Exc. peca a palavra em vez de interrom-
I er-me
O ~r. Andr Da*Com certeza Pego a pala-
vra.
O Sr. R-gueira OstaDizia eu, Sr. presiden-
te, que o jui* municiptl de S. Bonto nao respon-
den a requisicio feita pelo presidente da provin-
cia
O Sr. Lourenco de SElle nem recebeu.
. <-


Diario de Pernambaco---Domingo 2 de Maio de 1886
^
sap aio ioi possi vel chegmr aqui a copia do in-
arito. Porque o jais municipal de S. Beata iilo
asar remetter esse processo ? A razo porque
iaaierito procedido pelo delegado de Canhotinho
ka d faser a loa nesse negocio, porque do in-
aaerito consta, segundo cartas que recebi do de-
kgado de polica d'alli.
O Sr. Lourenco de SRealmente esse inque-
iwo tem grande importancia ; feito pelo crimi-
O Sr. Regueira CostCompareceu parante a
aatoiidade poaial a filha de Roa Mara, a qual
sk-pci o seguiste : ene sna mi, seo* irmaos e as
peaKtas a quem sua mai tiuha chamado, estavain
revenidas de que a autoridade policial devia ir
sasoite de 31 4 sna faaenda, e prepararara-se
si s para matar como para morrerem. Sao es-
tas as palavrsi textuaes, segando me manda di
aer o delegado de polica.
O Sr. Lourenan de SiEsta nformaco nao va-
Jasada.
O Sr. Regueira Costa V. Exc. nao responda
xeu o ridiculo.
O Sr. Lourenco de S Eu presto-lhe toda a
anenco, mas acho que esta de um criminoso...
O Sr. Regueira CostaNao criminoso, e se
Soase criminoso o juiz municipal de S. Bento, co-
wMgionario de Vv. Excs., j4 dever a tec cumpri-
dacom o seu dever, proeessando-o. Bcm sei que
atoo incommodando a V. Exc.
O Sr. Lourenco de SQual; porque V. Exc.
est kodo urna carta de ama pessoa que estere
envolvida no crime.
O Sr. Requeira CostaMaria Rosa sabendo que
a forca tinha de ir 4 sua propri dade, reunir gen-
te, armara a e esperaram aquella forca ; fbrain es-
> declaracoet) feitas tambem por moradores de
. Maria, por consequencia testemunhas insus-
citas.
Anda depoz Joo Lourenco, que sendo aterro
gado sobre a morte feita por elle na pessoa de um
dos soldados, declarou que fura convidado por
aaaella mulber e viera eom sua irina de Agua-
to ac afim de esperar pela forca. Por essa de-
iaracao feito por elle, se prova que Rosa Mari i
iavia convidado a Joo Lourenco para esperar a
fosea em sna propriedade. Consta, finalmente, do
saoerito, a declaraco da moca que estava depo-
sitada em casa de Rosa Maria, a qual vio a asis
boa todos os planos dessa mulber.
fatua estas, Sr. presidente, as diligencias que
pide a autoridade policial colher do inquerito a
sae proceden sobre acuelle triste e lameutavel
acsBtecimento.
Itas deelaracoes destas testemunhas e das de-
eWacoes do proprio reo Joo Lourenco, se collige
ase Rosa Maria, seiente de que na noite de 31 de
Janeiro a forca publica tinha de ir sua proprie-
dade, convidara gente; reunida essa gente e reu-
nidos tambem os fiihos de Rosa Maria, pozeram-se
emboscada para repellirem a forca; e com cffei-
'a>*3sim se deu.
Cnegaudo naqaella noite o destaesmento poli-
etsl e maia paisanos, commandaios pelo subdele-
gado, Rosa Maria, que estava preparada para o
ase dsse e viesse, recebeu a tropa com urna des-
asir, que ferio a diversos soldados. (Apartes
aa bancada liberal).
Rusa Maria preparara perfectamente as cousas,
abocara gente em sua casa e postara de embos-
cada no matto outra porcao de gente; de modo
ase, quando a forca publica chegou para proceder
diligencia, que all a tiuha levaao, era recebida
pelos tiros que partiram de casa e do mi.tto.
Urna voz laso um romance.
O Sr. Regueira CoscaIsto nao romance, a
prora dos ferimentos feitos na forca publ'ca.
partes).
Como se admitteqoe urna forca publica numer-
la, que vai completamente municiada e armad,
aa ferida e espancada, sem ter sido aggredida?
O Sr. Jos MariaIsto explica-se como explicm
> sobre deoutado pelo 9* diatricto.
O Sr. Regueira CostaV. Exc. nao pJe espu-
tar. (Apartes).
Senhores, quanto a mim nao ba a menor duvida
se ose a aggresso parti de liosa Maria e sua
geste.
Um Sr. Depatado Contra quem ?
OSr. Regueira CestaContra a forca publica.
O Sr. Jos Mariat a forea publica o que foi
Jaman?
O Sr. Regueira Costa J expliquei da priinei-
.- vez que fallei, qoe a forca publiea nao fji l,
orno disse o meu nobra amigo, deputado pelo 9o
dwtiicto, s nrdens de Laurentino Pimentel.
O Sr. Ferreira JacobinaA forca nao esteve
aa iazenda delle ?
O Sr. Regueira CostaDigo que nao foi s or-
seis delle, ero para desabaiar os odios e vingan-
cas que Laurrncino nutria contra Rosa Maria ; a
forca publica foi alli mandada pelo delegado e s
rdena do lubdelegado, porque o delegado de po-
ea teve noticia de que na propriedade de Rosa
Maria achavamee individuos suspei 'os com inten-
ces hostis, os quaes denunciavam por factos e
por pal ivras que pretendiam attentar contra a
existencia de Laurcntino Pimentel; e nessas con-
dtes ama autoridade cautelosa e pre vidente nao
yotA deixar de tomap as providencias que o dele-
gado tomou naqueile momento.
Seobnres, a quealo enere Rosa Maria e Lau-
leatin.' Pimentel traba attingido utn carcter bas-
tantemente grave. Rosa Mara, que era urna mu-
laer que nao recuava diante de cousa alguraa, por
diversas vezes havia atirado sobre o gado de Lau
entino Piot-utel. Isto dera lugar a que existis-
te im profundo odio entre esses dous individuos.
Ueste! SoodieSeB, ttndo denuncia a autorid-ide
poiie-..l de qu<: na propriedade de Maria Sosa M
Jfesa Maria, ixistiam individuos, mandados buscar
da pr p .-ito pi i iss mulber, para esessainar Lau-
BBdo Pimentel ; nessas condices, digo, o que
devia finar urna autoridade prevideute e eauteu-
3? (Aparte.-).
Dos na) sabua.03 o que ato'.'
5e nao sabemos o que se faz tolos os dias?
Pois qu:ndo a autoridade recebe urna desuis,
alii: ii fict ..i rerd .Ueiros, nao di
kasa autoridade pmoeder de modo a qu.-
csatamma o crime?
O Sr Parrara Jacibi a di utn aparte.
O Sr. Regueira CostaE' eoataoM, Sr. Dr. Ja
B^ina. g ramente no matr., le tu quei-
2i preseoea d; aotoridade policial, que pn,vi
deacia, c 'ino no easo cabe.
i) Sr. .'nvencio Maria d um aparte.
O Sr. Regueira CestaV. Exc. que habita no
*ti sabe perieitamente disto.
Foi o que se deu ; Laure.itiuo Pimentel funda-
do i Mroes muit) f rtes de que Basa Ma-
ma ntava aMassiaal-a prevenio a autoridade po-
i ate e oultveneida d i que na |>rpne-
Jnslu de Rosa M irii e.-cistiain crimiasaoa, dirigio-
se para l afim de eap*arar esses criminosos
Ora a autoridade policial po-lia prever as con-
-jcquencias fat^es que se deram, cousequeneias de-
ritlsis ao genio colrico e impetuoso de Rjsa Ma-
sa?
Era absolutameute impossivel; o, porque faco
mito som conceito do subdelegado que dirigi a
>>pu, assim como fafo urna elevada idea do dcle-
- ; de Canhotinho posso dizer que elles por es-
lito de perversidade nunca teriam concorrido
para que fossem pratic idos os actos que se de-
skb naquella occasiao.
O Sr. HresideueObservo ao nobre deputado
iae se aparoxima o tempo da hora da proroga-
pl*
OSr. Regueira Casta Sito, senhor, eu resumi-
i.
gUm Sr. DeputadoQue sacrificio e que esforeo
a acbre deputado est empregando para defender
SM causa to m C
O Sr. Regueira CostaAcredite V. Exc. que o
mico esforco que estou fazendo o do fallar alto,
sorqne a minba voz muito traca e nao pode ser
Mvida ; porm discutir estes tactos, uisso nao fa-
o absolutamente esforo algum.
Estou convencido, meu distincto collega de que
aSo entrou nos clculos daquellas autoridades que
se dariam aquelles factos ; de que ellas nao proce-
dern., ncm poderiam proceder por espirito de per-
remdnde e estou convencido mais de que a ag-
gressao parti de Rosa Maria. (..partee.)
r em erro, mis defendo urna causa da
nal tenho inteira conviccao.
O Sr. Ferreira JacobinaEstou convencido de
gae o nobre deputado est em erro.
O Sr. Regneira CostaS nhores, o meu nobre
distincto amigj qne se occnpou de refutar o dis-
aarfo por mim proferido na seseo de sexta-feira
paesada, esqaecen-se de um ponto alias muito im-
portante o qual invoquei em apoio da minha ar-
gamentHcio, quando disae que a forca policial nao
; sponsavel pelos factos que se deram em Qro-
va.
O argumento era este : diaiacu: ae a fjrca pu-
aliea foi quem primeiro atirar e praticara aquel-
tentad s, porqte motivo o juis municipal de
. Bento, at boje que gao decorridoa tres mezes,
ao proceden contra esaa gente ? (Apartes.)
Eu nao quero facer aquella autoridade a injus
boa da julaaJ-a cooniveate eom os \ex rmiooaoa o
portante do lea silencie, e da sua passi/idade-eu
coacluo, senhores, que a autoridade formadora da
colpa est plenamente convencida de que os cri-
minosos nao sao os soldados que foram a Grota
Nova, qne os criminosos sao Rua Mana e seas
apaniguados. (Apartes.)
Est instaurado o processo contra Rosa Maria e
seus asieclai, o promotor j deu a denuncia, se-
gundo informacoea que recebi, entretanto...
O Sr. Ferreira JacobinaEm que epeca toi da-
da a denuncia ?
O Sr. Regueira Costa-Devia ter sido dentro
do praso de 5 dias.
O Sr. Ferreira JacobinaMas em que opoea ?
O Sr. Regueira Costa Nao posso precisar a
poca.
Mas, Sr. presidente, continuando direi : entre-
tanto achando-se o reo preso anda naj foi at
hoje instaurado e processo.
Um 8r. DeputadoNao faca cabedal d'isso.
O Sr. Regueira CostaPaco cabedal d'isto por-
que me parece qne ba desejo e intuito de nao se
fazer a luz sobie o tacto.
Sinto que nao esteja presente o meu nobre ami-
go e collega o Sr. Antonio Vctor, para dier-lhe
que as informales a que S. Exc. se soccorreo,
quando allou cm urna occasiao em que BU nao es-
tava presente, sao inveridicas.
Disseram-me que S. Exc. o meu nobre amigo e
collega o Sr. coronel Antonio Vctor afirmara
que Rosa Maria fra casa de um Florentino de
tal, cntender-se com elle para que pedise a Pi-
mentel que a nao perseguisse.
Este facto exacto ? Foram testemunhos disao
os nobres deputadoa que assistiram o discurso de
S. Exc. ? U Sr. Antonio Vctor disse, c )in elle i -
to, que Rosa Mara fra ter com Jos Florentino ?
(Paal). J sei que ninguem ouvio
Se, Sr. presidente, o Sr. coronel Vctor disse
aqui nesta casa, que sabia e tiuba certeza de que
Rosa Maiia tora a casa de Florentino e lbe pedir
que ni ter viesse com Laurentino emeeufnvor, eu
pey lieesea para dizer a V. Exc, que possuo em
meu poder um documenta em que Florentino de-
clara que nao eoubece R su Maria e que nao
exacto ter eda pedido a su. intervencao.
O Sr. Lourenco de SNao ha s um Jss Flo-
rentino.
O Sr. Regueira Costa Permitta-me V. Exc.
que eu lea o documento.
O Sr. Lourenco de S Quem mandn este do-
cumento ?
O Sr. Regueira CostaJos Florentino.
O Sr. Lourenco de SJos Florentino de que 1
O Sr. Regueira CostaDos Santos.
O Sr. Lourenco de SPois o outro de Albu-
querque.
O -r. Regueira Costa Quando Vv. Eses, sao
batidos, recorren! a esse meio.
Mas diz o documento : (L)
Trago esse documento para mostrar que o Sr.
coronel Antonio Victor baseou-se em intormaces
falsas o siispeitxs. Sinto que S. Exc. neste mo-
mento nao esteja aqui neste recin:o para dizer-Ihe
qne baseou-se em iutormaoes falsas, quando dis-
cutio o faci.
Um Sr. Deputado -Deixou-se Maquear em saa
boa f.
O Sr. Regueira CostaVeja esta casa a o pu-
blico o que sao estas taes informacoes e a que si
re luzem.
Um Sr. Deputudc Mas de quem a carta afi-
na! de coutas ?
O Sr. Regueira Costa E' do Sr. Jos Floren-
tino dos Santos.
O Sr. Lvurenco de S--Dirigida a quem ?
O Sr. R gueira CostaA Laureotino Pineal L
O Sr. Jos Maria Quem affirmou o contrario
do que est dizeudo o nobre deputado, foi o Sr.
Antouio Victor. V. Exc. sssnn colloca-o em m
posieSo.
O Sr. Regueira Co6ta Leudo este docu nento.
eu nao tenho por m desmeutir, nem tio pouco fa-
zer accusaces ao meu distincto collega e amigo
o Sr. Antonio Victor.
Nao pode, portauto, aproveitar a intriga do no-
bre deputado.
O Sr. Jos Maria No ha intriga de nossa
parte ; mas temos f> direito de confrontar o que V.
Exc. est dizeudo agora com o que j disse o Sr.
Antonio Victor.
O Sr. Regueira Costa Para que o nobre depu-
tado encaminha a questao para este lado V
O que eu queio dizer que, desde que S. Exc.
na cobre essas intorinaco.s com o seu testeuiuuho
pessoal, ellas sao falsas ; eu quero dz-:r qu: illa-
quearam a boa f do nosso distincto collega e ami-
go o Sr. Antonio Victor.
Com incito. Sr. presidente, deu-se aqu como
provado que Rosa Maiia havia pedido a interven-
cao de Florentino em favor de sua causa e que
este tora a residencia de Pimentel, e lhe pedir
que deixasse de mo aquella mulher.
Deu-se isso como um facto provado.
O Sr. Jos Maria Quem o affirmou foi o Sr.
deputado Antonio Vctor e nao mereceu a mnima
eontestacao.
O Sr. Regueira CostaEst aqui a contestaco
do tacto ; o proprio Jas Florentino dos Santos,
que vem dizer o contrario Assim, pois, o nobre
deputado, nada articulou por si, mas deixon te le-
var por iut irmaoSea falsas, ao passo que eu estou
?rgu mentando com documentos incontestaveh'.
Fique, porm, bem patente o segumte ponto :
apresentando este documento, eu nao tenho por
iiip desmentir ao nobre deputaio, lujo carcter
probo eu sou o primeiro a reconheeer ; tenho ape-
nas por fin tornar bem saliente que S. Exc. foi
illaqut-ado em sua boa f.
Sr. presidente, V. Exc. disse-me que a hora es-
tava finda ; sinti ter incoinmodado aos noOres de-
putadus e ter p w tauto tempo abusado da benevo-
1 ncia de Ss. Excs. (Mnitofl nao apoiados).
Bem sei que tenho aousado da attvncao dos
meus colegas ; mas em vista dascjnsideracoes do
ni. u amiga eu nao poda deixar de acudir a tri-
ii ni.i para responder as cbservaeoes que S. Exc.
Viio de f.-iz- r.
Sinto nao ter podido coilocar o debate na altu-
ra em que o brilnante talento de S. Exe. o collo-
C' u ; mas ha de desculpar o publico e S. Exc. tam-
b -in se nao o pude acompiinhar nos seus v m al-
tsneiroa Scntxndo me, digo : cst.'u convencido
de qoe u'ess. s aconteennenfis de Grota Nova, as
autoridades polica'a de Cauuotinho nao ten .
miainla r< sponsabilidade, e se o contrario atura.am
os meus collegas de oppoaieao, porque querem
tazer desse facto urna arma de guerra esotra a
staselo actual, que. nenhuiaa culpa pode ter por
isso.
Panno dito.
VoseaMuito bem, muito bem.
A discusso fies adiada pela hora.
ORDElf DO jl.\
Entra em discussao o projecto n. 27 deste auno
(lisa,i'io da furc policial).
Vem a mesa lido e apoado o seguinte reque
rimento :
Requeiro adamento da discusso por 24 ho-
ras.Jos Maria.
Ningnem pedindo a palavra encerrada a dis
cussao do requerimento, nao se votando por taita
de numero.
Entra em discusso e fica adiado o projecto n.
10 deste auno.
O Sr. presidente levanta a sesso, designando a
seguinte ordem do da : continuaco da antece-
dent
Dtmeminotfk, sede, fin, durai5o t capital da
sociedade
Art. Io Fi' formada nesta cidade do Reeffe,
tendo por estatutos, o presentes urna Sociedade
Auonyma, que com a denominacaoKitrada de
ferro de ibeir&o Bonito tem por fim a construc-
cSo dessa linha e por objecto a sua exploraco.
Art. 2 A cluraco da Sociedade ser a mesma
do privilegio, que ella se propSe explorar, podendo
ser augnentada pela acquisico de novo privi-
legio.
Art. 3 A Sociedade poder abonar por ses-
so, fusao, na apport, prestoco em bens e dircitos
todos os favores, acones, concessoes, emfim, direi-
tos, qoe ti ver, ou venha a ter, sobre a concessao
e explicaco da dita linha.
Poder tambem alagar, subloear a linha, emfim
dispor como mais conveniente fdr aos seus di-
rei tos.
Poder cmfi m contrahir emprestimos por va de
debenture.
Art. 4 O fundo social, com o qual se estabelece
a -ociedade, de 186:2004, dividido em acedes
de 100 cada urna, podendo ser augmentado de
conformidade com a le e seu regulamento.
nico. As entradas se faro da seguinte for-
ma : JO % do valor nominal de cada accao por
occasiao da subscripcao a as entradas subsequen -
tes quando as necessidades sociaes o reclamarcm
e tambem na n.zao de 10 */u, com intervallos
nunca menores de 60 dias.
Art. 5- As entradas de que trata este artigo
sero precedidas de annuncios pblicos com 30
dias de ante ciencia.
Estes annuncios sero feitos nos jornaes de
maior circulaco desta capital.
Art. 6' As entradas sero realisadas na Caixa
Filial do New London Braeian Bank desta ci-
dade. Essa caixa fica eendo o banqueiro da 8o-
cieiade.
Art. 7- Os eaeorporadores da Sociedade tero
pela cesso que fazein de todos os direitos e pri-
vilegios, derivados dos contratos, que celebraram
com ujgovcrno da provincia, na parte relativa
ao trecho de eettada de Ribeirao a Bonito a pe-
los estudos technicos, j feitos, um numero de
aecoes, consideradas integralmente realisadas,
desde o momento da installaco da Sociedade.
Art. 8. A importancia dessa prest&co cm di-
retos e bens ser arbitrada na firma da lei e ap
provada pela asscmbla geral dos accionistas.
O arbitra nento e a sua approvaco constaro
da cacriptura de nstallaco de sociedade.
Do accionista
Art. 9." Ser considerado accionista todo aquel-
le que possuir uini, ou mais aecoes da sociedade.
1* O accionista s reepande pelo valor das
aecoes que possue as quaes poderao sor transferi-
das de conformidade com legislaciio em vigor.
2" U accionista obrigado a realisar as entra
d s at o valor nominal das aecoes as epochas,
determinadas pela aduiinistraeao, de accordo com
estes estatutos.
N. 1 O accionista, que no prazo estipulado
nao tiver realisado a entrada para que tiver sido
chamado, incerrer na multa de 20 por cento sobre
o valor a entrar, se o fuer at 30 dias depois de
lindo o prazo.
Excedendo este prazo, ser annunciada a venda
das aecoes com as formalidades legaes; e, tirada
do liquido dellas a importancia devida sociedade,
o excesso, se houver, ser entregue ao ex-possuidor
ou a quem suas vezes fizer.
S o producto nao chegar para cobrir o debito,
ser o ex-possuidor da aeco, ou ac^aes, obrigado
a pagar a sociedade o que faltar.
Da eommissSo fiscal
Art. 21. A commisso fiscal se compor de cin-
co membroi, eleitos eo aesembla geral ordinaria.
Art. 22. As funecoes dessa comimiso duraro
um anno.
1.' Os membros da commisso fiscal poderlo
ser raeleitos.
Art. 23. A' commisso fiscal com|>ete tudo o que
se acha determinado na le e sea regulaments.
Art. 24. No caso de recusa, ausencia ou morte
de algum ou alguns membros da coumisso fiscal,
sero chamados os immediatos em rotos e na falta
de todos, proceder-se-ha de accordo com o art. 14
2 da lei sobre sociedades auonymas, e arts. 59
e 60 do respectivo regulamento.
o bataneo, fundo de reserva e dividendo
Art. 25. O anno finunceiro da sociedade ser o
ci 71. O balanco geral da sociedade ser encerra-
do em 31 de Dezembro.
Sero escrupulosamente cu nprida as prescri-
pcoes do art. 16, ns. 1, 2 e g 1, 2 e 3 da citada
lei.
Art. 26. Do lucro liquido da sociedade sero ti-
rados : 11 por |0 para a directora ; 5
3 O accionista possuidor de 5 ou mais aecoes
llims. Srs. commendador presidente e mais mem-
bros da Junta Commercial do Recife.Os admi-
nistradores da sociedade anonyma, Estrada de
ferro de Ribeirao a Bonito, Baro de Serinhem,
morador no municipio de Gamelieira, engenbo
Ribeirao, Hypolito Velloso Pedemeiras, enge-
nheiro, morador na ra do Paysand n. 35, tre-
gnezia do Afogados, Dr. Jos Eustaquio Ferreira
Jacobina, morador na ra das Pernambueanas u.
25, freguezia de N. S. da Graca, requerem por
certido na forma da lei, o archivo dos estatutos.
l'edi.m d' fermento. E R. M.
Bl eife, 30 de aOTl de 1886. -Jos Eustaquio
i errara Jacobina.
Cumprindo o despacho supra, certifio que
hontem sob o n. 64 foram archivados os estatutos
da companhia que tem por flm estobelecer a es-
trada de ferro de Ribeirao a Bonito, bem como a
lista nominativa dos subscriptores, publica forma
do depnrito da decima parte do capital, acta da
installaco e a verba da Recebcdoria que de*
monstra que est aberto o assentamento do sel o
sobre o capital. E por ser verdade passei a pre-
sente nesta Secretaria da Junta Commercial da
cidade do Recife, aos 30 de abril de 1886.
tscrevi e assigno. Em f da verdade.O se
cretario, Julio Augusto mda Cunha Guimar&es,
Estatutos da Soeledade Ano
yma
ESTRADA DE FEBBO DE BONITO A KlBEiBAO
CAPITIXO I
tem direito a votar e ser votado, contando-se um
voto por 5 aeoSea at 50 actes ; c d'hi em diante
um voto por cada 25 aecoes.
J 4.* O accionista de menos de5 aecoes, embota
uo possa votar e ser votado, pode tomar aanx
as rcumoes da iisseuibla geral r discatir s b-
jeeto sujeito deliberaco della
| 5." Se o accionista for firma social, on oorpo-
raeo s um de eeus representantes; pode votar,
guardadas as dispcsic;Ses do paragrapho antece-
dente.
| 6o O accionista pode ser representado por
procurador, comtuoto qne este tenhn poderes espe-
ciaes e nao seja lucubro da aduinistracao, ou da
commisso fiscal.
O tutor pode representar seu tutelado, o cura-
dor seu curatellado, os pais seus fiihos menores e
os maridos suas tnulberes.
As massas fallidas sero administradas por um
dos seus administradores.
CAPITULO *
Das acedes
Art. 10. As aecoes sao indivisive>s e a socieda-
de nao recoohecu accionista de menos de urna
aeco.
A transferencia Jas aecoes ser feita de accor-
do com a lei.
1. No caso de transmisso de aecoes a ti
tulo de legados, succesao universal, ou por virtu
de de adjudica cas, o respectivo termo s poder ser
lavrado vista do alvar do juiz, ou carta de ar-
rematado, ou adjudicado.
Art. 11. As aeces, que tiverem de ser vendidas
pela sociedade por falta de pagamento de entrada
dos respectivos possuidores sero immediatamente
substituidas por outras de igual numeraoto, fican-
do sem valor algum as primitivas
Oa nmeros das aecoes substituidas sero publi
cados nos jornaes.
Ait. 12 As aecoes sero asignadas pelos mem-
bios da aduiinistiaco e de vem ter os requisitos
exigidos pela lei.
Art. 13. As aecoes podem ser depositadas na
caixa da sociedade, dando se ao possuidor d'ellas
um recibo de depjsito. nominal e percebendo por
isso a sociedade em aumentos estipulados.
Art. 14. Se urna ou mais acc s pertencerem a
diversos ficaro suspens s os dircitos que deriva-
ren), at ser designado um s individuo para figu-
rar nos actos da sociedade, como proprietario.
Art. lo. S depois de 30 dias da d ta da trans-
ferencia que pode o uovo posruidor das aecoes
gosar dos dircitos que lhe conterem estes estatutos.
Da administraccLo
Art. 1?. A oeiedide ser administrada por urna
directora, composta de tres membros.
$ anteo. As funecoes de director durara o por 2
annos, devendo a primeara directora durar o tem-
jo nocessari eoncius.io e hmuguraco final da
linha, inda meemo excedendo o tempO, a zima de-
ti runnado.
N .6 eleiooes que se seguirem di directora, de-
ver pelo menos s r um dos membros da antiga cu
antecedente reeleito.
N. 1.Cada um dos membros da directora de-
positar n J-; cofres da companhia r<0 aecoes, que
nao podero ser transferidas emquanto durar o
mandato.
N. 2.Dos membros da directora nm ser o
presidente e gerente, que obrar sempre de accor-
do com seus companheiros, outro ser o secretario
e finalm-nte o terceiro o theeoureiro: esses cargos
sero dados por eleico nicamente dos membros
da directora
O secretario subst.tue o presidente.
A < leico Ua directora ten; lugar cm assembla
geral ordinaria, e no caso de recusa de um ou
mais membros eleitos a subetituico ser feita pe-
los immediatos em votos.
Art. 17. A directora reunir se-ba urna vez por
mez, e tantas vezes quantas ss que reclamaren) as
conveniencias da sociedade.
Art. 18. A directora s poder deliberar em
sesso, estando presentes todos os seus membros,
salvo o caso do director, que nao comparecer, en-
viar o seu parece por escripto, declarando o voto
1.* Paitando algum director, sem mandar o
teu voto, o presidente ou quem suas vezes fizer,
convocar o immediato em votos, o qual, se nao
comparecer, ser substituido por um dos maiores
accionistas da sociedade.
2." No caso de morte on ausencia do director,
emquanto nao houver a eleico para preenchimen-
to da vaga pela assembla geral, se tara pela for-
ma cima dita.
3." O director, que depois de 30 dias da elei-
co nao assumir as funecoes do seu casgo conside-
ra-se resignatorio e a vaga ser supprida : sao
exceptuados os casos de posea servico da
companhia.
Art. 19. A directora, como representante da
sociedade, tem os mais ampios poderes para a ges-
to dos negocios socia's.
1." O gerente firmar a correspondencia e to-
dos os actos da aduinistracao diaria da sociedade.
2. Todos os documentos, que obrigarem
sociedadej para com terceiros sero firmados pela
directora; a, sendo impedido qualquer de seus
membros, pelo sea substituto na forma j cstabe-
lecida n'estes estatutos.
Art. 20. A directora nao tem ordenado fixo, mas
perceber 11 /. (orne por cento) sobre a renda li-
quida da sociedade, divididos pela seguinte ma-
neira :
5 % (cinco por cenlo) ao presidente e gerente:
3 / -(tres por cento) ao secretario;
3 B/o (tres par cento) ao theeooreiro.
parece -
pre-
para o fundo de reserva, e 10 [0 na mesma con-
formidade sero levados a crdito do material fixo
e rodante, a titulo de subsliluicdes e obras novas.
1. O fundo de reserva ser empregado em
apoliccB da divida publica, ou depositado no bau-
eo, sob titulo especial e expreeso.
2. Os divideodos sero pagos semestralmente.
Sj 3. Os dividendos nao reclamados no praso de
2 .unios ficam sujeitos una commisso de 3 [0
eu favor da sociedade.
Da assembla geral
A t. 27._ A assembla geral ordinaria ou ex-
traordinaria.
A ordinaria reunir-se-ha annualmcnte no mez
de Fevereiro para ouvir a leitura do relatorio, pa-
recer fiscal, tomar conbecimento das contos apre
sentadas pela aduinistracao, discutir, approvar,
ou nao, os actos desta, eleger a directora e fia-
caes e a commisso de contos.
nico. No caso de recusa de director eleito,
ser este substituido pelo immediato em votos.
Art 28. A assembla geral ordinaria elegeran-
nualmeute o seu presidente, viec-presidente e se
cretarios.
Art. 29. A assembla geral ordinaria ser con-
vocada pela directora, ou pela commisso fiscal, se
occorrer a cireumstancia da directora nao o ter
feito
Ait. 30. A assembla geral extraordinaria reu-
nir-se-ha tantas vezes, quantos os membros da
directora jolgarem necessarias.
nico. Tambem ser convocada, quando sete
accionistas, representando pelo menos 1t5 do capi-
tal, o requeiram. O 1|5 deve ser do capital reali-
sado.
Art. 31. Para que a assembla geral possi con
titair-ee, necessario que concorram os requi-
sitos do art 64 do cit. rcg. n. 8,821.
Art. 32. Sao incoinpativcis com os lugares de
presidente, vice-presidente e secretarios os luga-
res de director e membro da commisso fiscal.
Art. 33. Nao podem votar as assemoleas ge-
nios os directores, para approvar seus bulancos,
contis e inventerioa e os fiscaes os seus
re.
nico- No caso de empate na votaco o
sidente te n o voto de qualidade.
Art. 34. Ao presidente da assembla eral com-
peter todas as attribuicoes, que em til caso lhe
sao conferidas, at meamo adiar os trabalhos quan-
do forem precitas investigacoes para esclareci-
mento do assumpto em discusso.
uni'.-o. O accionista nao poder fallar sobre o
mesmo assumpto por mais de 2 vezes : os mem-
bros da directora e eommisso fiscal poders tal-
lar sempre que o quizerem, urna vez concedida a
palavra pelo presidente.
Art. 35. Faltando o presidente, ser este sub-
stituido pelo vice-presidente e na falta deste pelo
secretario.
Art. 36. As eleices sero feitas por escrutinio
secreto-
A apuraco ser feita por dous accionistas pre-
sentes, chamacos pelo presidente.
Da dissclufSo liquidac&o da sociedade
Art. 35 A socieoade considerar-se-ha dissolvi-
da nos casos previstos no art. 17 da lei sobre as
sociedades anonymas.
Art. 36. Resol vida a dissoluco da sociedtde no
caso de consenso de todos os accionistas, pela per-
da do capital na razo da metade deste. pela ter-
minad-So do privilegio e por deliberaco da assem-
bla geral, estando presentes 4/5 do capital, a as-
sembla geral nomear urna commisso de cinco
membros para tratar da liquidaco.
Art. 39. A liquidar? se far pelo modo pres-
cripto no decreto n. 8821, de 30 de Dezembro de
1882.
DISPOSICES OBBES
Art. 40. As questes que se suscitaren) entre os
directores e accionistas, sero resolvidas na sede
social, ou por lomados, ou pela assembla ge-
ral.
Art. 41. A directora, sob pretexto algum pode-
r recusar commisso fiscal os esclarecimentos,
que esta pedir sobre os negocios da sociedade.
Art. 42. Nao podero servir conjunctamente na
directora e na commisso fiscal, os ascendentes e
descendentes, irmaos, sogro, cunhados e socios da
mesma firma.
Art. 43. As deliberado >s tomadas em assembla
geral obrigam a todos os accionistas, quer presen-
tes, quer ausentes.
Art. 44. Para tudo que nao tiver sido pievisto
nos presentes estatutos, regularlo as disposicoes
da lei n. 31'50, de 4 de Novembro de 1882, e de-
creto u. 8821 de 30 e Dezembro de 1882.
15 de Serinhem.
B. de Nazareth.
Bernardiuo Gomes de Carvalho.
Pinho Bracheton & C.
Jos Eustaquio Ferreira Jicobina.
H. Vasconcellos.
Per procuraco de Francisco Velloso da Silveira,
Jos Pedro Velloso da Silveira.
Por procuraco de Sebastio Al ves da Silva, Fran-
cisco Alves da Silva.
Por nos, e como procuradores do Dr. Honorio de
Barros Wanderley, 110 aceoea, Wanderley oz
Bastos.
Como procurador do coront1 Francisco Manoel
W. Lins, Adolpho W. Lino.
Como procurador do coronel Manoel Gomes Cimba
Pedrosa, Joo Siqueira Barbosa Arcoverde.
Como procurador do capito Antonio Parisio Cu-
nha Pedrosa, Joo Siqueira Barbosa Arcoverde.
C 'Uio procurador do capito Manoel Honorato Cu-
nha Pediosa, Joo Siqueira Barbosa Arcoverde.
Jos Villa-"Verde da Cruz.
Joo de Barros e Silva.
Como procurador de meu pai o Baro de Pirangy,
Joo de Barros e Silva.
Como procurador de Jos de Mattos Rangel, Je-
soi no ae Azevedo Cista.
Como procurador de Estevo Leandro da Silva e
Joo Amare dos Santos, Augusto B. de Gus-
mo.
Estevo Augusto B. de Gusmo.
Como procurador de Antonio Duarte Machado,
Antonio Jos Ja Silva.
Como procurador de Franklin Saraiva de Araujo
Galvo, Antonio Jos da Silva.
Como procurador de Jos Augusto de Barros, An-
tonio Jos da Silva.
Como procurador de Jos Ferreira Nunes da Sil-
va, Antonio Jos da Silva.
Antonio Jos da Silva.
Como procurador de Antouio Joaquim Cavalcante
de Albuquerque, Jorge Clemente de Borba Ca-
Valeaute.
Jorge Clemente de Borba Cavalcante.
Cinciuato Velloso da Silveira.
Jos lgua io Avila.
Joo Rodrigues da Silva Duarte.
Hypolito V. Pederneiras.
Domingos Theodoro Regueira.
Alfredo Alves Martina.
Silva.
Bastos Filho, Demetrio
1887 da Cmara Municipal de Jaboato.- A' com-
misso de orcamento municipal.
Um abaixo assignados de moradores no distri-
cto do Carneiro de Baique, pedindo ama lotera
para as obras da igreja d'alli. A' commisso de
peticoes.
Urna petico de Manoel Heraclio de Albuquer
que, requerendo autorisaco para a Santa Casa ae
Misericordia do Recife permutar os terrenos que
tem no engenho Bemfica, por immoveis situados
nesta capital, ou por apolices da divida publica
geral ou provincial.A commisso de legislaclo.
Outra ae Manoel de Souza Leal, arrematante
dos impostos da feira da Gloria de Goit, reque -
rendo um abate da 3' jarte do imoosto arrecadado
no exercicio de 1883 a 1884. A' commisso de
orcamento municipal.
Outra de Jos Maria de Oliveira, requerendo
consiguscao da quota de 2:1155100, que lhe deve
a Cmara Municipal da Victoria. A' commiseo
de orcamento municipal.
Outra de Ferreira Rodrigues & C. e Paiva Va-
lento <5t C, negociantes dasta praca, reclamando
por u[0 eontra a indevida eobranea que se est proceden
do do imposto de 3 por cento sobre mercadorias
reexportadas.A' commisso de orcamento pro-
vincial.
Outra do eugenheiro Richard Ziffer de Manches-
ter, requerendo isenco de direitos provinciaes e
municipaes, para urna fabrica que pretende fun-
dar nesta provincia de machinas de fiar, teeer e
estampar, e para o material, machinismos e mate-
ria prima, e bem assim impetrar do governo im-
perial igual isenco.A' coamiseo de peticoes.
Outra da mesa regedora da confraria do Senhor
Bom Jess dos Martyrios de Goytnna, requerendo
a concessao da terecira parte da*lotera com des-
tino s obras de sua igreja. A' commisso de
peticoes.
Outra de Antouio Pereira do Monte, requeren-
do consignaco da verba de 8Gf do alnguel de sua
casa que servio de quartel ua cidade do Cabo.
A' commisso de orcamento provincial.
Foi a imprimir, sob n. 111, um projecto autori-
sando a contractar-ae os coocertos da cadeia da
cidade do Brejo da Madre de Deus, despenden-
do-se at 10:000*.
O Sr. Rodri.U'S Porto, Orou pela oriem.
Adiou se, a pedido do Sr. rummond Filho, a
discusso do requerimento de informacoes do ^Sr.
Jos Mana.
Adiou-ae, pela hora, que foi prorogada por 20
minutos a pedido do Sr. Rodrigues Porto, a dis-
cusso do requerimento de informacoes do Sr. So-
'. no de Mello, qu i o justificnu.
Passou-se 1" parte da ordem do dia.
Annunciando-se achar-se na ante-sala urna com
misso da Associagao dos Funcionarios Provin-
ciaes de Pernambuco, o Sr. presidente nomeou
para com ella irem entenler-se os Srs. Augusto
Franklin e Joo Alves, e este Sr. depotado, pela
ordem, apreseutou um abaixo assignados que lhe
fra entregue, ficando aobre a mesa afim de ter
opportiinamentc o conveniente destino.
Encerru-se a l'discusso do projscto n 43 deste
anno (orcamento provincia.) sendo regeitado era
votaco nominal, a pedido do Sr. Baro de Itapis-
suma, por 18 votos contra l, e depois de um deba-
te pela ordem, em que tomarxra parte os Sra.
Drumm.md Filho, Visconde de Tabatinga, Prxe-
des Pitonga, Ferreira Jacobina e Baro de Itapis-
suma, o requerimento deste Sr. deputado em que
pedia fosse o projecto remettido commisso de
fazenda e orfamento.
O Sr. Visconde de Tabatinga, pela ordem pedio
de novo dispensa do cargo de membro da referida
commisso, declarando o Sr. presidente que oppor-
tunaDente submetteria o pedido deliberaco da
casa.
Em seguida e depois de orar pela ordem o Sr.
Lourenco de S, procedeu-se a votaco nominal do
referido projecto, a requerimento do Sr. Baro de
ltapissuma, sendo approvado cm 1* discusso por
18 vot is eontra 12.
O Sr Barros Barrcto Jnior requereu quo fosse
dispensado do intersticio, mas nao te votou o seu
requerimento por ftlta de numero.
I'assou-se 2a parte da ordem do dia.
Eneerrou-se a 1* discussiio do projecto n. 34 e
adiou-se a Ia do de n. 30 ambos deste nno. oran-
do sobre o ultimo o Sr. Herculano Bandeir i.
A ordem do dia : 1 parte, 2* discusso do pro-
jecto n. 27 deste anno ; 2* parte : 1* discuss)
dos projecto ns. 29 e 37 e 3" do de n. 25, todos
desie anno e mais continuaco d antecedente.
Faienda Provincial.Por acto da mes-
ma data foi nomeado ajodante do Procurador dos
Feitos da Fazenda Provincial no districto da col
lectora de Bezerros, o promotor publico respectivo,
bacbarel Manoel Henrique Wanderley, sendo exo-
nerado do mesmo cargo e bacharel Antonio Cle-
mentiuo Freir.
Corpo de Polica. Em substituico ao
2* promotor publie >, que ae acha impedido pelos
trabalhos do jury, foi designado o 1 promotor da
comarca do Recife, Dr. Joo Joaquim de Preitas
Henriques, para servir de auditor no conselho de
iive.-tigaeo que tem d i ser submettido otenente
quartel-mestre do corpo de polica Antonio Jos
de Siuza e Silva.
Tabcliunato.Por acto da Presidencia da
Provincia de 24 de Abril findo, foi exonerado Joo
Presciliano da Costa para substituir o tabelio e
officiai do registro geral das hypothecas, bacharel
Fulgencio Iufante de Albuquerque Mello, durante
a seu impedimento, visto ter obtido 3 mezes de li-
eenca.
Colleciorlnn Provinciaes.Por acto da
Presidencia da Frovincia.de 21 de Abril findo, foi
exonerado Alfonso Artbur Soares do eargo de col-
lector do municipio de Rio Formoso, sendo nomeado
para substitui-lo Joaquim Francisco Diniz Filho.
Por actos da mesma Presidencia de 30 de
Abril, foram exonerados :
Miguei Pereira da Rocha, do cargo de collector
do municipio de Serinhem, visto ser coinmer-
ciante :
Caetano Lenidas da Gama Duarte, do cargo
de collector do municipio de Bom Conselho.
Foram uomeados c 'Hctores :
Do municipio de Serinhem, Delmiro Gomos
Ferreira;
Do raunieipio de Bom Conselho, Luiz Carlos da
Costa Villela.
Manta Casa da MisericordiaRce-
b ido e agred ceios u ei mplar impresso que nos
remetieran), do rtlatorio apresentodo junta ad-
ministrativa da Santa Casa de Misericordia pelo
respectivo provedir, o Sr. Desembargador Fran-
cisco de Assis Oliveira Maciel, e referente ao
bienio de 188284.
%. Moda IIluNlradapara a respectiva
agencia, na Livmria Fluminense, ra do Raro
da Victoria n. 9, eh.-gou o n. 175, do 1. do corrente,
8. anno da Moda Illuslrada. Traz folha de mol-
di-s e figuriuo culi Tribunal do Jury do RecifeAinda
hontem uo ponde ser iustallada a 2' sesso deste
tribunal, visto s terem comparecido 33 juizes de
ficto.
Foram sorteados mais os seguintea :
Freguezia do Recife
Gustavo Adolpho Schmith. J
Syd.Tomo Epiphanio Maurica.
Pedro Rodrigues Duarte.
Freguezia de Santo Antonio
Dr. M.-mjel Clementino de Barros Carneiro.
Francisco de Paula Gomes.
Jos Fernandes de Mello.
Freguezia da Boa-Vista
Manoel Alves Guimares Jnior.
Maximiano Lopes Machado Jnior.
Fra cisco de Assis Castro e Silva.
Maximiano Ribeiro de Araujo
Dr. Trajano Alipio Temporal de Mendoncs.
Francisco de Lemos Duarte Jnior.
Tibureio da Silva Antunes.
Joo Manoel de Barros c
Por mea filho Demetrio
Bastos.
Pedro Lins Wanderley.
Jos Lopes Alheiro.
Marcellino Goncalves de Azevedo.
Soares do Amara 1 Irmaos.
UtviSTA DIARIA
Assembla Provincial Funecionou
hontem sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparecido
32 Srs. deputadoa.
Foi lida e approvada sem debate a acto da ses-
so antecedente.
O Sr. X' secretario proceden leitura do seguin-
te expediente :
Um offieio do secretario do governo transmit-
tindo o balanco da receito e despeza do exercicio
e 1884 a 1885 c o orcamento para o de 1886 a
Freguezia da Graca
Manoel Seve Filho.
Freguezia de Afogados
Manoel Luiz dos Santos.
Foram multados em 20000 os que faltaram, e
a sesso adiada para .araauh s 10 horas.
A' proposito do cholera-morbos -
S. Exc. o Sr. vice- presidente da provincia rece-
beu o seguinte telegramma :
Repartigao Oeral dos Telegraphos. Estacao
do Recife, 30 de Abril de 1886. Procedente do Rio.
Presidente Pernambuco.Declarados infeccionados
portos VenezR e Brindisi, e sujeitos qaarenteua
rigorosa, lazareto liba Grande, navios delles pro-
cedentes com destino qualquer porto brasileiro de-
pois de 8 deste mez.
Declarados suspeitos portea italianos ao Adri-
tico, Canal Otranto, Golpho Taiento e Mar Jo-
mo at Regatio, no estreito Messina e.portos aus-
tracos do Golpho Trieste e pennsula. Istria at
Fiume.
Embarcacoes pontos saspeitos qne tiverem
tido casos cholera em viagem on tronxerem cargas
susceptiveia s sero admittidog porto Rio Janei-
ro. Ministro Imperio.
c, eleita no dia 15 de Abril findo, a qual foi as-
sim organisada :
Presidente, Baro de Nazareth.
Vice-presidente, Francisco Faustino de Brito.
Thesoureiro, Carlos Lourenco Gomes.
1 secretario, Sebastio Manoel do Reg Barras.
2 dito, Joaquim da Silva Salgueiral.
Mortal Idade No Cemiterio Publico do
Santo Amaro foram sepultados em Abril
De 1886 267 corpos
De 1885 302
De 1884 281
De 1883 262 .
De 1882 328
A media diaria dos cnterramenton no ^proxim
findo mez de Abril foi de 8,90 corpos.
Os dias de maior numero de enterramentos fo-
ram : 3 e 27 era que houve desesseia ; 1, 23 e 26
em que houve treze; a 7, a 30 em que houve
doze.
Os das de menor numero de enterramentos fo-
ram 23 em que houve dous ; 9 em que houva
trez ; e 17 em que houve quatro.
Club de Resalas Pernambucano
Para aoleuinsar o seu 1. aniversario, este club
faz boje a sua 3 regata, na bacia do Gazomctro,
do m Capibanbe, onde a raia das c irridas estar*
balisada de forma a delimitol-a, ni'.o devndo ss
escaleres dos espectadores penetrar na mesma raa.
Sete sao os pareoa annunciado3, e sao entre :
1.Vencedor e Temoso, ambos tripolados por
proissionaes. O primeiro balieira de 4 remos
sob signal encaraado patrio Joaquim Luiz Tei-
xeira. O segundo, escaler do 4 remos, sob flam-
mula azul, pafro Theodoro J. de Sant'Anna.
Distancia 1:000 metros.
2. Irene e Elctrico, ambos out-rigger de 2
remos, sendo putr) do 1., sob flammula branca
com estrella azul, A. Christiaui, o remadores H.
Cowlson e R. Christiaui, e patro do 2., sob flam-
mula amarella e azul, Alcides Falco, e remadores
M. aives Ferreira e G. Chanci. Distancia 1:030
metros.
3 Primeiro r;e Mareo e Arsenal, o 1. escaler
de 12 remos, de flammula encarnada, dirig lo pelo
parrD Braga e tripolado pelos imperiaes mari-
nheiros da corveta Primeiro de Marco ; o 2." ba-
lieira de4 remos, do Arsenal de Marinha, aob flam-
mula azul, dirigida pelo pitro Veiga, e tripoladi
par marinheiros do Arsenal. Distancia 1:200
metros.
isOut-rigg-raeing-gigs, de 4 remos cada um,
Lapibaribe e Relmpago, ambos do club de rega-
tas, teudo o 1." pavilho encarnado, branco e azul,
sob direcco de J. Thom e tripolado por H. Fors-
ter, H. Permaun, J. D. Needham e R. Thom ;
o tendo o 2."JpaviIho azul o branco, sob direc-
co de Botelhu, e tn'polado por Augusto Oliveira,
E. Oliveira, Marinha de Souza e F. Vaaghan.
Distancia 1:200 metros.
5-* Balieira de 4 remos Zila e escaler de 4 re-
mos Corsario Negro, tendo o 1. pavilho encar-
nado e branco, patro tenente Afrorisio e tripo-
lado por imperiaes marinheiros do patacho Pira-
pama, e o 2." pavilho encarnado dirigido psr Oli-
veira Lima e tripolado por proissionaes. Distan-
cia 1:200 metros.
G 'Out-riggers de 2 remos, Relmpago e Capi-
baribe, tendo o 1." flammula encarnada e azul, sob
dir cc;o de Arthur de Mello e remaderea R. Mo-
reira e ?. aaghan; o 8.a fUrnrnula amarella
azul, sob direcco de Aleides Falco e remadores
M. Ferreira e G. Cnaoce. Distancia 1:000
metros.
l.oVfiking e Btmtevi, balieiras de 4 remos,
trip iludas por proissionaes, tendo a 1. pavilho
inglez, sob direcco de um profissional, e a 2. pa-
vilho azul, dirigido por Thomaz D. d s Santos.
Aa commissoes sao estas :
De premios : Presidente da provincia, Inspe-
ctor do Anenal de Marinha e presidente do club.
Juizes de partida :Olympio Loop, 1. tenente
Pereira Guimares e Adolpho Alcoforado.
Juizes de chegada .-W. Hug es, Dr. Alfrede
Lisboa e 1." tenente Bandeira de Goeiva.
Fiscaes da raia :Major Franklin Alencar, Dr.
H. Milet e'Paula Lopes.
Directores da regata: -Ernesto Leal, Lemos
Guimares e Arthur de Mello.
Directores da archibancada : W. Arantes, Mau
venay, E. de Bsrros Barrete, Dr. Francisco Ma-
rinho Je ^ouza, E. Chermon e Joaquim M. Fran-
co de S.
Aps cada pareo, o vencedor receber o respe-
ctivo premio.
Pesta dos PraaeresAmanh, 3 do cor-
rente, se celebrar na igreja dos Prazeres, dos
Montes Guararapes, a festa da padroeira daquella
igreja, constando de missa solemne s 11 horas da
manila c de Te-Deum noite.
No dia seguinte, terca-teira, celebrar se-ha na
mesma igreja a testa da Senbora Sant'Anna, e na
quarta-feira immediata a da Senbora da Piedi.de,
todas com a solemnidade do costume.
teunto republicanaHoje, ao meio
dia, na ra da Imperatriz n. 51, 1 andar, se de-
vem reunir os republicanos dexta capital, para o
fim de se fundar um Centro Republicano do Re-
cife.
Club Jurdico Tobias BrreloHo-
je, s 11 horas do dia, devem reunir-se os socios
deste club na sua sede, ra da Cadeia n 40, 3
anda'.
Devnelos Lie (erarios E' o titulo que
o Sr. Galdiuo Loreto deu um pequeo folbeto,
que publicou, abrangendo varios estudos littera-
rios feitos nos seus ocios acadmicos.
E' um ensaio, mas um ensaio feliz, um ensai
que promette umb mito uturo ao joven escriptor,
se continuar a eatudar.
Agradecemos-Jhe o mimo que nos tez de sai
exemplar.
Viajante e escriptorAcha-se entre *
o Sr. Frank Vincent, Ilustrado escriptor ameri-
cano, que tem percorri lo, em 'ongas e proveitosas
viag'iis, a mor parte da trra.
. A Gazeta de Soticias da corte, em 9 de Feve-
reiro, assim se expressou seu respeito :
Acha-se ha pouos dias entre nos o S-. Frank
Vincent, distincto escriptor e viajante n;rte-ame-
ricano.
E' natural de Non- York, tem 36 annos, gra-
duou se no Yab-College, e tem peror.'do mais de
160 mil milhaa por todas as partes d i mando, pu-
blicado urna meia duza de voluntes con a narra-
tiva de auaa viagens, e faz parte de diverjas so-
ciedades scienlificis.
Aconselhado ha annos pelos mdicos a fazer
urna langa viagem por mar, tomou passagem n'urn
navio de vela que la de Nw-York, pelo cabo de
Horn, a S. Frauciaco, oude chegou depois de 111
di'as. Examinada cuidadosamente a California,
dirigio-ae s ilhas Havaii, onde passou alguns
mi z-'s, subindu as mais altaa raontanhas, pene-
trando as mais profundas crteras, visitando todas
as ilhaa do grupo. De Honololv foi succeasiva-
varaente Nova-Zelandia, Tasmania, Australia,
onde entre outras fez urna excurso pelo interior
de Sydney a Melbourne, parte a cavado, parto a
p ou de carro, e em alguna pontos de trem ou de
vapor.
< Seguindo para Calcuta, demorou-se dous me-
zes na ludia, a cuja discrioco consagrada a
maior parte do seu livro Through and through lhe
Tropics ; passou llirmania, penetrando urnas 700
leguas pelo interior, a Malaca, a Singapura, Java
e Japo. Em Iokoama eneontrou-se com o cele-
bre vi gaute austraco baro de Hubner, e em sua
companhia percorreu grande parte di China at a
grande muralha. Embarcou para as Philippinas, e
d'ahi para Sio a Cambodge, sobre a orig m de
cujas ruinas apresentou theoras muito plausivos
e sizudas. Esteve em Ceylo, em Aden, em Ale-
xandria, no Nilo, na Italia, na Franca, na Ingla-
terra, d'onde tomou para New York. Alm desta
viagem ao redor do mundo, tem estado quatro ve-
zea na Europa, que tem percorrido em todos os
sentidos : um de seus vros mais infercsssntes
trata dos poucos conhecidos lapoes.
A viagem qu? comecou ha pju;os meses, a
quarta das grandes que tem emprehendido. J es-
teve no Equador, Per, Bolivia, Chile, Re.oublica
Argentina, Paraguay e Uruguay. Entre nos j
esteve em S. Paulo e pretende visitar Ooro Preto,
as minas do morro Velho, Baha, Pernambaco, e
provavelmente as raehoeiras de Paulo Alfonso.
Nada o tem encantado to extraordinaria-
mente como as cachoeiraa de Iguass, de qne nos
mustrou urnas photograpbias admirareis, que re-
presento m-Ibes as differeatcs vistas. *
Depois da referida data o Sr. Frank Vincent
visitn aa provincias de Minas-Geraes, Bahia o
Alagas, sendo que nesta ultima, de onde ultima-
mente veio para a cidade do Recife, foi admirar
as sberbas cachoeiras de Paulo Alfonso.
O Sr. Frank Vincent um notavel observador,
um colleccionador infatigavel e nm escriptor fluen-
te e correcto.
Agradecendo-lhe a visita, que nos fea, sanda-
mel o eordi'monte.
O Uovo Mes'ale MaraOs Srs. Laport
(i
i

i'.
I
t
i
I
1
-,
ts.ociacao Commercial AXricola- & C- eitsbeleeida ra do Imperador, obseqnia-
Tomou posse hontem a directora desta associa- ram-nos com am exemplar-do hvnnho apresos
mam i
0


II II
Diario t PemambaeoDomingo 2 de Malo de 1886

melhorado, O Novo Mea de Marta, eoateudo os
pos exercicias do mcz de Mato, seguido da devo-
fSo do Coraeo de Mara, oficio das almas, noti-
cia histrica da medalha milagrosa, novenas do
Nossa Senhora da Penha, dita de Nossa Senhore
** Conceicao, meditaco do Rosario, modo de ou-
air a mis&a e oracoes para a caufissao e comau-
auo.
No seo genero n dos mais aorapletos que co-
aecemos.
A edicao foi feta em Paris ; o que impo-ta di-
aer que a boa, quer como impressaa, quer como
ocaderaaco.
Est venda em todas as ivrarias do Re-
cife.
Claa.1 i." de FeverelroAmanha, s 7
hora* da noite, funecioua este club, no lugar do
eoetome, para diacuesao dos estatutos.
Escola da engenho Arara Commu
ajeara-nos que essa eacolaj na comarca da Pau
d'Alhn, sustentada pelo capitao SVancisoo Vidal
de Aranha Montenegro, e regida pelo professor
Thomaz Cavaleante da Silveira Lina, tem tido de
trequcacia na anla diurna 5 alamnos, e na noctur-
10, sendo o numeju de matriculados na 1. cinco e
na 2.* doze.
dito professor continua leccionar gratuita-
as pessoas pobres d'aquella localidade.
Potoaco da Jaquel, na Colonia
IsabelDo povoado da Jaqneira, no dist icto
da Colonia Orphanologica Isabel, nos escrevem em
30 de Abril finio, cominumcando que alli est
grassando intensamente ama epedimia de febres,
contra a qual t. ni ido improficuos os minguado
recursos dos habitantes.
Oiz o nosso communicante que alli nao ha me*
caco nem botica ; e pede-nos para que obtenha-
mos do Exm Sr. vice-presidente da provincia a
remessa para allf de um facultativo e de urna am-
salam ia
Falta-nas elementos para julgar com segranos
da comraunieacao e do pedido ; mas, fiamos que a
administradlo, verificada a exactido da noticia,
Bao deixar de aoccorrer a desvalida populaco.
Bellezan do municipioHa das falla-
mos da ra 24 de Maio ; hoje mencionaremos o
pateo de S. Pedro, como mais um dos muitos lu-
gares da cidftde, que desafiarestao a attenco d*
Cmara Municipal do Recite.
No pateo de SS. Pedro, desdemuito tempo ha nm
deposito permanente de i-nuiundicias. Alli os var-
ledori's das ras das circumvisinhancas fasem o
san deposito de lixa, e nao raro figuram animis
mirtos e em decorapoaic;ao, nos montea de lixo alli
accumuladas.
Ante hontem, noite, alguem tocou fog n'ira
desses monturas, e entilo os moradores do lugar
quasc ficavam asfixiados pelo fui* a nauseabundo
que se desprendeu.
Nao admissivel que a Edilidade feche os olhos
para nao ver quedes inontures e os ouvidos para
nao ouvir os clamores que bradam as victimas, da
taita de zelo da Camsra.
Esperiaculo Iloje. No tacata Santo
Antonio, Gabrina ou a Coria hereditaria de Par-
a, para estra da companhia dramtica Xisto
Baha. Comeca as 8 horas da n:t-.
No theatro da Sociedade Nova Thalia, dra-
ma F, Esperanca e Caridade Comeca as 81/2
horas da noite.
CavalheiroM da Cruz.Arnauha, s 7
koras da noite, fu cciona esta sociedade benefi-
cente, em sessao magna para posae dos seus novoa
funecionarios.
Novimenlu do porlo lo Recife.
Foi o seguinte o movimento do porto do Recife no
mez de Abril prximo findo.
Entraram do UteriO"
18 V.ipores, lotando 26 893 tunela las.
24 Navios de vela, lotandc i: '96
Entraram do portos do Imperio
; Vapores, lotando 19:670 toneladas.
37 Navios de vela. 1 .tniido 7:319
Dando para total das entradas
38 Vapore, lotando 4:963 toneladas
61 Navios de vela, lotando 15:014
Sahiram para o Exterior
11 Vapores.
J2 Navios de vela.
8cMram para os portos do Imperio
24 Vaporea.
24 Navios de vela.
Dando pira te-tal das sahi'as
86 Vaporea, s-ndo 1 de guerra.
44i Navios de v.Ih.
8T. B. Comprehendem-se: naa entradas 1 va-
por le guerra do interior, e Das. a^l la* 1 vapor
de guerra para o exterior.
Alheen Muftlcal Pernambncano
Sin sessio e assembla geral de 30 de Abril
findo foram approvadoa socios desta Sociedad" :
beuifetorcs, Dr. Felippe de Figueira Faria e Jos
Cocho da Silva Araujo; benemritos, Sabino Ro-
mao de Luna Freir e Beato Al va da Sirva; bono
rarios, na Exmss. 8ra*. DD. Maria Anglica da
Cruz 1 beiro Carolina Coelho de Araojo, eos Srs.
Antonio Martina Viauua, Claudio Edeiburqiie Car-
meiro Leal Fil'uo, Maaoel Bandeira Filho, Jesuino
Bibiano Monteiro, Castao da Bocha Fereira, Vic-
taliano Bibeiro de Sonsa, Vietorino Eroncalves da
Silva, HanceJ Tlieotouio Freir Jnior. Francisco
de Paula Growea F-rraz, Fortunato Piuheiro, Ciro I
Oiarli'ii, Angosto Hygino de Miranda e Tito H7-
sjhi ae Miranda.
Foi no.neada ama coarniisso, ooinpoat dos Srs.
Manncl Amw 1 d Pa;va, Jeliannin da
sava, Joaqnira X ivier e Galdiuo Pires, para pro-
mover um sarao musical, no intuito de solejinisur
a entrega do3diplomaa aos referidos socios.
Sao mais 150:000*000 desviado* do fundo
d'aquella til inatituicao !
< De concomitancia com esso rigorosissimo im-
posto, {cuja iUegalidade indiacutivel, no ; rojecto
n. 43 deste anao veem consignadas : a suppres-
so do diversos emprestas, a diminuieo de varios
or leados, a buppreasao de diversas cadeiras de
inHtruccao secundaria e a cessacao de gratif cacoes
e porceBtageni percebidas por muitos funeciona-
rios 1
Custa a erer, Exms. Srs., que somante estes,
tSo crua, tJo acerbamente pagnem os peccados
por autrem commettrdos 1 S6 facilidade que ha
de se arrecadar do tunccionalismo o exorbitante
imposto de 5 *0 que esta associacao podl^ attri-
buir o phenouteno de velo duplicado agora ; pois
nao pede acreditar no que por ah alzares issoa -
lham muitos : que o j 13 do art. 1* do projecto
s foi admittido sob a coudigao de se duplicar o
imposto Bobre os vcucimentoe.
Mas o funecionalismo, que especialmente
consumidor, nao deve ficar sujeito a mais de urna
pena, e tendo de concorrer para a verba do refe-
rido 13, deve necessariamente ser isento do
enorme imposto consignado no J 46 do mesmo art
1* do projecto.
Agora, (bem que tarde carto) que com as in-
struccOea de 26 do crrante, se poder* efectiva-
mente obter o fiel comprimento dos 12 a 15 do
art. 2 da lei n. 1860, e com certeza os impoatos
de gyro e exportacoes que forem votados no orna-
mento de 18851887, agora, repetimos, tudo an-
uuncia que vai rejuvenecer esta provincia, entran-
do no antigo caminho.
Pois bem o funccionario, que attingido
franca e abertamente pelo imposto, de gyro que
tem pago com tanta usura ss ambiedes e os erros
de outros; que tem contribuido mais do que qual-
quer classe pura o equilibrio das questdes provin-
ciaes ; que ha tres longos aunos tem sido pago da
seus vencimentos onerados de 5 '/,, com retarda-
mento de 4 e 5 mezea ; que tem visto eases ven-
cimentos aida mais dizimados pelos seus fornece-
dori.s, os quaes deixam de comprar provincia as
apolicea, para recebel-as do misero funecionario,
disimadas tambem ; o funecionario que todo esse
fel tem probado, experimentando as maiores tor-
turas que a* possam imaginar, e tem ido at a
pedir a esmala... merece e torna-se digno da re-
paracao pelo muito que tem sofirido.
A Associacao dos Funecionarios Provinciaes
de Pernambuco, c .ntiada no bsm direito que lhe
ssiste, espera que esta Ilustre Assembla atten-
der as suas roclainacoes, providenciando em or-
dem a cessarem as vexacoes com que de novo se
prttende onerar a clasaae dos funecionarios pro-
vinciaes, dizemos sem a mnima oifeua a tae di-
gna corporeco. P. a Vv. Excs. deteriuiento
B. B. U___Recife, 29 de Abril de 1886.
(Seguem-se as assignaturas.)
W. Francisco de Olludn. Escrevem-
nos :
Antes da noticia que pretondemos dar sobre
a fundacao do convento de S. Francisco do Olin
da, seja-nos permittido protestar contra as altera-
Vi'es que su deram em nossa publicacao relativa
S o'aquella cidade, avuitando entre ellas a qu
se fez ua data da chegada de Duarte Coellio es-
ta terra.
Nao ha quem ignoro que descoberto o Brasil
em 1500. foram as costas de Pernambuco inme-
diatamente explorados por aventurciros de diver-
sas uaeGes, assim com 1 que em 1501 o portuguez
(Toncilo Cocino foi ao Cabo de Santo Agostiuboe
ao no S. Fraucisco, o que em 1606 Trisio da Cu-
nha, de viagein para a India, p issou em frente de
Pernamboeo e descobrio o rio 8. Sebastiao, hoje
desconhecido ; porm, innegavel que verdadei-
ra oeeupa?*io de Pernambuco pelos portuguezes
j;rki le 1530, (juando Du*rte Coelho aqai chegou,
para i^mai' posse d-i Capitana que lhe fra doada
por U. Joao III.
1) fia esta explicacao, passemos agora tra
tar da lundaco do couveiito de S. Francisco.
O primeiro franciscano que veio Pernam-
buco e durante muitos annos viveu em Olinda, foi
11111 religioso menor, cujo noine c naturalidaile ri-
earam no esquecimento. sabeudo-se apenas que foi
o instituidor de una capaila de S. Roque, no lu-
gar em que existe boje o mosteiro de S. Beato, e
o creador da primeira ordem terceira do S. Fran-
cisco que li.'Uve no Brasil.
Veio em compaubia de Dnsrte Coelho cu pui-
l-js aonoa depois la chegada dente, e voltou ao rei-
no, deixando a adiriiuistraea 1 da capetliuha ao vi-
lano da freguezia de S. Pedra, cujo districto
perteucia.
E:n 1577 veio ter por acaso i Olinda Fr. Al
vai o Ja Purificaeao, a quem os moradores do lugar
se oflertceram para levantar urna easa propria pu-
ra convento da ordein, dcixando elle de aceitar a
proposta por nio ter -1 ueecssaria autorisa^ao.
Entre as pessoas, mais einpenhadis ne-se proposi-
to distingua se a viuva Mari.i Ros, que em tr-
ras suas j havia construido urna capella com a
iuvocaco de Nossa Seuhora das Nevo?, no intuito
de edificar junto ella um recolhim nto para si c
nutras dev- tas, se nao r-?a!isasse o se'l mais ar-
dente desejo, que era o de doar a capella c o reco-
lhimcnto aos icligiosos franciscanos.
Em 12 de Abril de 15*5, ebegara*a ii Olinda
os padres fundadores, tendo por sea custodio Fr.
cao primaria, eomo o como de estados superiores
que havia no convento.
Oque sari feito em brevedsquelle monumen-
to de tao gratas recordacoea 1
Eatrada de ferro da Becife ao tt.
Francisco Durante o mes de Marco ulti-
mo foi o numero dos trena com o sen respectivo
percurso seguate :
kilmetros
16.423,4
9 924,f
2.000,
28.348,5
178 trens de passageiros percorren-
do
181 trens de carga percorrendo
110 trens de lastro percorrendo
469 trens percorrendo
Viajaram na linha :
8.006 1/2 passageros de 1 classe.
2.155 1/2 2 .
14.042 1/2 3
18.204 1/2 das 3 classes.
sendo que alm d'estes viajaram 11 por conta da
empresa constructora do prolongara .'nto e com
passes do governoos seguintea :
196 passageros de 1* classe.
35 2* classe.
75 3* classe.
306 ds& 3 classes.
Foram despachados 4.035 volumes de bagagena
pesando 67.888 kilogrammas, e por conta do
governo 184 volumes, pesando 4.386 kilogrammas.
Despacharam-se 379 animaes diversos.
Foram transportados 8.808,739 kilogrammas de
mercadorias, nos quaes figuram 296,783 por conta
do governo e 63,520 por conta da empresa do
prolongamento.
Dos 8.442,436 kilogrammas restantes foram
transportados:
kilogram
Da capital para o interior 1.569,614
Do interior para a capital 6.329,719
Em trafego intermedio 543,103
8.442,436
Entre as mercadorias transportadas do interior
para a capital figuram :
59.358 saceos de assucar com 4.603,152 kilo-
grammas, 3.137 fardos de algodao com o peso de
243,830 kilogrammas, 1.925 kilogrammas de fumo,
268,879 do aguardente,127,950 de cereaes, 13,140
de couros, 490,500 de madeiras, 48,344 de mel,
145,000 de lenha, 5.000 de carros e carracas
sendo o mais de diversas.
Importou a receita em 97:167^440, proveniente
das seguintes verbas :
Receita
21:9133360
3:0484820
6164180
68:040/040
de D. Rita Marra Bibeiro de Mello ; as 7 horas,
na matriz da Boa-Vista, por alma de Bita Mara
de Abren a Lian.
Qninta-feira :
A's 8 horas, na matriz da Boa Vista, por alma
de D. Adelaida Josephina da Costa Bibeiro. 1
Operaries eirurajicanForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 29 do correte,
ytelchior de S Cathariua; foram reeebidos pelo
goveruador Jorge de Albuquerque Coelho que pro-
mover a sua viuda, e hospedados por Felippe Ca-
valcinte, chafa doaaarainia em Pernambuco, ca-
sado com D. Catbarina de Albuquerque, nascida
d india baptisada com o noine de Mana do Espi-
nt -Santo, filha de Arcoverde, chefe da tribu dos
1
de *>tea&e>.-Tendo terminado ao **&+ eom J.-roi.ya,, de Albuquerque, irma,
dia 30 do mez ultimo as pratcaa religioaaa, que ; "-Brites. mulher^ do primeiro donata 1.
prineipiaram alguna dias antes, conforme se hal Eul de Felippe Cavaleante est.veram os
teito nos annos anteriores, hontem, pelas 6 horas
da manila, hsuve ealebraco da'miasa, sentando se
na in a da penitencia 120 detentas.
Antes da c lebiacao desses actos, o Rvl. com-
mcndal.ir Cana, subindo tribuna sagrada, onde
se demorn por espaco de urna hora, fez um: jra-
toca anloga ceremonia, prendendo a attenclo
dos ouvin'es e ao mesmo tempo mostranio a
senda que os inf.-lizes presos devem trilhar.
O presos f)rmados no sal lo do estabelecimento,
isto Bqaellea que estavasB preparados para a
communhao, mostraram milita piedade, respeit e
silencio, que exigem taes actos, c os demais presos
nos respectivos raios.
Muito ciadjuvaram aos capuchinhoa fr^i Vensn-
aio e frei Celestino, os Sr. conego Ananias e Eus-
taquio, Rvds. Wellemen e commendador Gama, os
quaes mostraram verdadeiro irrteresse e zelo.
1) Sr. major Leopoldo assistio com seus empre-
gados a todos os actos e dev* estar satisfeito com
o resultado obtido para a disciplina.
.tHNorlaro don Fnnrrionnrion Pro
vinciar de PernambucoEsta associa-
cao dirigi Assembla Legislativa Provincial a
seguinte representa cao :
II,ms. e Ex.n. Srs. presidente o mais mrmbros
da Asscmbli Legislativa Provincial de Pernan--
buco :
A Associacao dos Funecionarios Provinciaes
de Pernambueo, usando d-smeios legaes, e, ape-
sar de ter 3empra visto, com o maior coaatrangi
ment vordadj qne por casa Ilustre Assembla
tem.- tendidas as suas reclamacoea'; nni-
ma-se anda mais uina vez a app-llar para os sen-
mentos de justica d> Vs. Excs, afim de que se
diguem de ouvir attentaxnente as suas quenas e
providenciar omino csao^coaber.
gisM, ijiii trun is nalmrrfina di reaidenciB
desta provincia; de 26 do corrente, vio as renda?
1 provincia attiugir seno exceder s de 1880
e I881, nao leem mais razao d a sociaQo venia para disel-o, sem atnbges, as es >r
hitantes e *exatorias dispoaicoes exaradas ao pre-
jecto u. 43 deste anuo attineates exclusivamente
ao funecionalismo provincial, victima expiatoria
de tudo quanto de insensato ha commetlido una
elasse de hom.-ns abastados, sim, maa refractarios
Convictos, ao pagamento dos imposto.-) e a qual
eato sempie a conceder abates e moratorias.
Nao fji o funecionalismo, Ex.ns. Srs, can-
sador da imprevista e inslita desorganisa<,ilo li-
naneei.a que nos tem ssoberbido ha quaai qua-
tro annos, fazendo retrogradar esta rica provincia
a .: ios agigantad' b para a bancarota.
Sao! O funeci nalisin 1 provincial, v* b"m
O sabis, nao concorreu absolutmente para obra
ta Dofast* e anti-patriotkss. Elle, que ha tantos
anuos envida hercleos eaforcos para obter a fun-
dacao de sea monte-pio, inatituicao que amparara
o futuro de suas familia* qaal ee legar apenas
a micuria e que viri at auxiliar a provincia, li-
bertando-a dua pesados ouua das apoaenWdorm.
jubaaoes e reformaa ; elle na 1 tribalhou nem
na trabalbar contra os seas proprios interes-
aes E foi a.ismi, Exms. Srs.', que tem visto des-
falcados em mais d. 2ilrO00* acates ti es ltimos
anuos, oa seos mingaados veocimeutos com detri-
mento do fundo de seo mente-pi I
Como se nio fra isto bastante, acha-se agora
o fanecionalism ameacado de pagar 10 /. sobre
os seas vencimentos, isto o duplo do que se lhe
tem exigido desde o 1 de Julho de 1883.
religiosos emquanto llie preparavam habitayao
mais eomm'da junto :i Santa Casa de Misericor-
dia, a cujo hospital prestaram elle* servicoa rele-
va..tes
Tomando poaae da capella d Nossa Seuhora
das Neves e terreno adjucente, que por eicriptura
de 27 de Seterabro de 1585 lhes foram doados por
Mi.r:a Risa, omrcaram as obras precisas para sua
reaidencia, tendo lugar a installacSo no oa 4 de
Outubro do mesmo anno em que foi celebrada a
testa de S. Francisco.
<. Ha anal duvidaa se no incendio de Olinda
p-loa hollandezes, no dia 23 de Novembro de 1631
toram eomprehendidos os conventos e grojas da
cidade, sendo poretn certo que em eousequencia
da oceupacao dos bollan iezes alguna solfrerain
grande ruina ; a igreja de S. Salvador, por exem-
plo, que era eolio a matriz da parochia princip-il
e foi depois elevada a Cathcdral. ficou era til esta-
do que passou 11 servir de matriz a ,igreja de S.
J.'o, administrada pola irman ade dos militares,
at que depois de 14 annos de trabalho nm recon-
struye. Lo, em que se gastiram mais de 13 milcru-
sados, somma avultada naquelle tempo, ae diese a
primeira uiissa em 6 de Outubro de 1669.
Se os conventos e igrejas eseaparam ao incen-
dio, nao dcixaraaa comtudo de fiear suminauf-ntc
arruinados, pela oecupacao da soldadesca bollan-
d za : por sua ixcellente posicao foram escolhidcs
para f >rta!> zas .1 igrejj de S. Salvador, o collegio
dos Jesutas, em que est hoje o Seminario, a
igreja da M serieordia, e o reeulhimento da Con-
ccicao ; os outros convento* e igrejas foram re-
serva los para quarteis.
O de Francit eo nao foi :os iniis damaifi-
cados, porque mesmo depois do incendio, contiuuou
a se prestar pira residencia dos religiosos, sem
pre que poderam escapar perseguicj de iuirai-
gos.
Soraente cm 1714 se priucipiou a sua reeons-
trnecio, com os proporcSes que tem actualmente,
fieaiidi OS traOalhos interrompidos at 1753 qu in
do rec poeesvaaa, terminando em 1765.
, Por oecaao dos tiabilhos iniciados em 1714
ficou bstruida a graude obra d& cist-rna, feita
para serventa do eonventoe dos visiuhos ; na ad-
ministracao do custodio Frei Antonio de Bragv
(jue ebegfO Olinda em 1<>-1, e tem serventa ae
1748, ca que aendo provincial Frei
(iervaa o do Ro3ano e guardio Frei Antonio de
Sauta Isabel, nao s foi a cisterna reparada com.
e-nsideravelinente inelhorada. Airuiuas de su 8
dep n C iCa*, c mj tanque, lavat. ros etc, ainda
hoje se admirara ; ellas existem fjr.i do claustra
em lui^ar prximo do mar.
O co'iwnto de S. Fraucisco do Oiinda, que
foi o primeiro qne se construio no Brasil e por
muito tempo servio de s le da custodia, teve su as
paginas de gloria na nistoria da ordem. Ainda se
conserva em bom estado, ptrm nao tundo mais
um s religioso, eet entregue aos cuidados de um
sacerdote secular, qu. muito tem concorrido para
que aqu Ha obra magnifica nao teuba tido a sorte
aos outros conventos.
Percorre-se hoje asm o maior pesar aquella
grande edificio, votado ao silencio e a Uiaauss, o
leosbrar-se, sem duvida de que1
aqu Ha igreja magestosa j foi Irequeutada por
um l populaco ; que ac elauatro j foi habitado
por lautos religiosos dedicadas, e que ana aeueaa-
oen~e ya*toa corredores j foruiigou urna mocida-
.: udiosa, que alli procurava, nao s ostruc-
Passageros
Bagagcm
Animaes
Mercadorias
Transporte por
conta do go-
verno
Transporte por
conta do pro-
longamento
Armazenagem
Telegrapho
Venda do mate-
rial velho
Porcentagem
22,552
3,138
0,634
70,021
1:440/210
129*020
229*340
510*460
1:240*010
1,482
0,133 >/.
0,236 /.
0,525 /.
1,276 %
97:167*440 100,000 %
A despeza n t importancia de 58:049*416 resul-
tou do seguinte
Despeza Porcentagem
Conservadlo 12:564*263 21,644 /.
Traeca o 12:942*386 22,295 /.
Reparos de car-
ros e vagues 2:596*016 4,472 /.
Trafego 10:167lt5 17,515 ,
Administroslo 1:150*514 1,982 /.
Telegrapho 1:371*922 2,363 /.
Uspezas sani-
tarias 247*740 0,427 /J
Diffecenea de
cambio 17:009*110 29,302 o/0
58:049*416 100,000 /.
Se de tal despeza abatermos a verba correspon-
dente i differeiif de cambio, que nao depende de
economa da gerencia desta estrada, terciaos que
despeza propriamente de custeio foi durante o
mez de Marco ultimo de 41:040*00o.
O saldo verificad foi de 39:118*024.
Beeetta media por dia 3:184
dem por linha kilmetro 778*966
dem por locomotiva kilmetro 8*426
Deapeza media por dia 1:872*561
dem por linha kilmetro 466*367
dem por locomotiva kilmetro 2*047
Saldo medio por da 1:3614872
dem por linha kilmetro 313*599
dem pjr locomotiva kilmetro 1*579
Deapesii de couservaco por linha
kilmetro 100*724
dem de conservadlo por locomoti-
va kilmetro *445
I lea de locomocopor linha kilome-
metro 124*567
dem de locomoco por locomotiva
kilmetro *fkv
dem de trafego por linha kilme-
tro 81*507
dem de trafego por locomotiva ki-
lmetro *38
l'rp rcionalidade entre a despeza e a receita
tota; 59,724 />
O imposto sobre as paasagens produzio durante
o mez a importancia de 2:O7ti*60O.
Reparticao fiscal, em 1 Maia de 1886.
Knrorcadalira data de 12 do correte, no
lugar denominado Tamoat, do termo de Bem Jar
dim, L-ocadia Maria da Conceic&o, tendo sido dea-
obedecida por urna sua escrava de nome Qenerusa,
de 18 annos de idade, eucarregou a seu filho de
infliogir-lbe um castigo.
Nao consentio. porm, a mai de Generosa, ie
ame Felippa, e tambem escrava, que se effectuas-
se o castigo, e t.irndo se contra Leocaaia eaina
gou-lhe, com os dentes, um dedo de urna das
inos.
No dia seguinte dirigio-se Felippa collectoria,
afim de r. clamar aua liberdade, e, tendo resposta
negativa do resp-ctivo collector, visto nao ter si-
do contemplada no fundo de emancipaco, voltou
casa de Leocadia no dia seguinte, e nao ene u-
trando-a em casa, atirou-sc contra Generosa ar-
mada de um i faca e fouce, fazendo-lbe com estes
instrumentos diversos tertnentos, de que veio a
suecumbir ella no da 23 do corrente.
Tendo conaummado os seus perveraoa deaignio3,
foi encontrada Felippa enforcada atraz de casa.
O subdelegado tomn conhecimento do tacto, e
procede nos termos da le.
Igreja da Sania CracAimuliil, diaem
que cominemora-se a invenco da Santa Cruz, a
coufr&ria do Senhor Bom Jess da Via-Sacra ce-
lebra o anniversario desta inatituicao com miaaa
eaulala s 10 horas da manh e Te Deum s 7
horas da noite, orando o eloquente pregador, Rvm.
Manoel Moreira da Gama.
Tocar < m todos os actos urna banda de msica
marcial.
Fcrixncnto graveNo dia 22 do mez fin-
em trra* do eugenho Amaragy d'Agua, o in-
lividuo de uoine Joaquim Pedro ferio gravemente
cora urna lacada a Agostinho de ta!.
O daUaoneate evadi-se e est sendo proces-
sado.
Uullieres de ana idaPedem nos pasa
chamar a attenca) da competente autondade para
unas lillias de Jerusalem, que residem no fim da
ra da Saudade, e tantos escndalos do, que se
tornam dignas de orreccao.
Nis proximidades da casa onde ellas residem,
raoram familias honestas e ha at nm collegio de
e lucaeao.
LeileM.Eff etnar-se-ho :
Segonda-feira :
''e o agente into, s 1 horas, na roa da Sen-
/-ill. Nova n. 30, de movis, loucas, vidroa, pa-
pel, p sphoros e dividas. \
Terca-feira :
Peo agente Burlamaqui, i s 11 horas, na ra do
[in i > ador n. '', de predios e terrenos.
PeZo agente Pinto, a 11 horas, aa ra da Impe-
ratriz n 12, d movis, loucs, vidros, tivros, etc.
Quarra-feira :
Velo agente Pinto, ao meio da Victoria n. 4, do estabelecimento ahi existente.
Peto agente Gusmdo, s 11 horas, de movis,
loucas e rauitcs outros artigos.
Mlaaaa fnebres.Serio celebradas:
Amanb :
A's 7 horas, na matriz de S. Jos, por alma de
D. Joaquina M. da Conceicao Raposo; s 7 horaa
na matriz-da Boa-Viata por alma de Joaquim
ilverio Carneiro Bexerra Cavaleante.
Terca-feira :
A' 8 h .ras, na ordem 3.a do Carmo, por alma
Pea Dr. Malaquias :
Ampataces por deaartieulaoo das phalanges
da dedo indicador a annular, de phalangetaa dos
(fodes medio e mnimo di mao esquerda, reclama-
da por eamagamento da mao.
Pelo Dr. PontOal :
Dilataco pelo thermo cauterio de babees.
Bsvasiamento do osso tibia reclamado por ne-
croaa do osso.
Pelo Dr. EstevSo :
Extraccilo pelo thermo cauterio de papilomas da
vulva e asius.
Sana de Detenefto Movimento dos pre-
sos no dia 30 de Abril :
Exiatiam prssos 285, entraram 22, sahiram 7,
existem 301.
A saber:
Nacionaes 272, mulheres 2, estrangeiros 11, es-
cravos sentenciados e processados 7, ditos de cor-
reccao 8.Total 201.
Arracoados 262, sendo : bons 249, doentes 13
total 262.
Nao houve movimento na enfermara.
Lotera da provinciaQuinta-fe ira 6
de maio, se extraliir a lotera n. 52, em bene-
ficio da irmandade das Almas da matriz d ; Boa-
Vista.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicao dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreciaco do publico.
Lotera da cortePor telegramma recei-
do pela Casa Feliz, sabe-se terem sido estes os nu
meros premiados da 2 parte da lotera 196, extra
hida hontem, 1 de Maio :
8.322 100:000*000
8.594 20:1.00*000
18.1*6 5:000*000
Lotera do Bio A 3' parte da lotera n.
196, do novo plano, do premio de 100:000*000
ser extrahida no dia do correte.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna roa Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
ca ns. 37 e 3b.
Lotera de Macelo de OOiOOOSooo
A 6" parte da 12* lotera, cujo premio grande
e a ttt:0*0*000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivclmcnte no dia 4 de Maio s 11 horas
da manh.
Ilhetes venda na Cosa Feliz da praca da In -
dependencia ns. 37 e 39.
Lotera Extraordinaria do Vpl-
SansaO 4o e ultimo sorteio das 4 e 5 series
lata importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida a 12 de Junho prxi-
mo.
Acham-se exposto a venda os restos d'-s bilhe-
tes na Cusa da Fortuna ra Primeiro de Marc
n. 23.
Lotera da corteA 3 parte da 363 lo-
tera dacorre, cujo premio grande de 100:000*,
ser extrahida no dia 8 de Maio.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca li lo l:j-1 i m-i. i h. > J
Tambem se achara vendana Casa da Fortuna,
i ua Primeiro de Marco n- 23.
aladouro Pnblico. Fcram abatidas
no Matadouro da Cabanga 52 rezes para o consu-
mo do dia 3. de Arbil.
Mercado Municipal de, don.O
movimento deste Mercado no dia
rente, foi o seguinte :
Entraram :
29 bois pesando 4.354 kilos.
1.082 kilos de pcixe a 20 ria
99 cargas de farinha a 200 ris
31 ditas de tructas diversas a 30-0
ris
15 tibolciro? a 200 ris
20 suinos a 200 ris
Foram oceupados:
23 columnas a 600 rie
28 oompartimentos ae fatinba a
500 ris
24 compartimentos de comidas a
500 ris
70 1/2 ditos de legaraes a 400 ris
17 compartimentos de suino a 7o
ris
12 ditos de frescuras a 600 ris
_' talhos a 500 ris
6 ditos de ditos a 2*
54 talhos de cama verde al*
d'estes oa chamados por carta oas indicadas horas
Dr. Miguel Tkemudo mudo* seu consul-
torio medico e residencia para a ra Nova
n. 7, 1." andar, onde d consultas daa 12
8oraa s 3 da tarde e recebe cahmados a
qualquer hora. Especialidadespartos fe-
bres, syphilis e molestias do pulmao e co-
jacSo.
Dr. Barreta Sampaio d consultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Barita da
Victoria n. 45, 2 andar, residoncia ra
lo Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O backarel Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. aD lar.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1." andar. Encarrega-se de questoes
as comarcas prximas as linhas ferras.
Dr. Oliveira Escorel_ 2. promotor pu
blico, tem seu esiriptorio de advogacia da
ua Primeiro de Marco n. 2.
Drogara
Francisco Manoel da Silva & C, depo-
sitarios de todas as especialidades pharma
oeuticas, tintas, drogas, productos chimico
e medicamentos homoeopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Faria, Sobrinho & C., drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Olind n. 41.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapino!
de Francisco dos antos Macedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estabele
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-!
ero, compra-se & vendo-se madeiras de'
todas as qualidades, serra-se madeiras do
conta alheia, assim como se preparara obra3
4 carapira por machina e por prejos sem
competencia.
aoeio proficuo para terminar disputa* e ra-
criminaySea.
Engenho Cousseiro, 23 da abr de I83C
\Ignaeio Americ de Jurando.
A' A. R. .
>mar te d'alma co'a paixao aaais para,
cjma paixo aguda, vehemente,
p>3sea flor do Japilo, oh 1 perfaitora
Ms o que anhelo, o meu desejo ardeota?
f-iinda mulher, celeste oreatura,
h-inda longe de ti, d-rae, consente
?>mar te d'alma co'a paixao mais pcraS
Recife86.
Olandim.
i PEDIDO
Ao HIim. r. Dr. Barretto Mam
pal**
No dia 12 do Dezembro do anno findo, fai ae-
commettda, no olbo direito, de paralvsia manea-
lar, cansando-me fortes dores, repetidas Yertpaa
e um indiscriptivel incommodo, que consista asa
ver duplos os objectos.
Recorr ao distincto oceulista Sr. Dr. Barreta
Sampaio, o qual assegurou-me qne obteria en com-
pleto restabelecimento, o que acha-se felizmente
realisado.
Concluido o meu fritamente, por ia imparsa
dever venho agradecer ao illustrodo medie* *;
em ai rene aa maia distinctas e elevadas dades.
Recite, 1. de Maio de 1886.
Guilhermina Geronda da Costa Montura-
Ao Sr. capit4o. Jos Gran-
calves de Audrade
Parabcns
'f. Pela distineciio que acaba
de receber da governo
Recife, 15-86.
Sen amigoi. R.
1 do cor-
Deve ter sido arredilada neste dia
a quantade
Debi'osdos dias 25 d Mareo a 1 dj
corrente, reeebidos
2U640
194800
10200
3000
4(K0
135800
14000
25000
285200
115900
75200
1*000
125000
54,5000
2165740
8j800
2255540
8J200
2175340.
dem at 1 do corrente
B"oi arrecadado liquido no da 1 do
corrente
Precos do dia :
Carne verde a 430 e 40J lis o kc.
Sumos a 560 _
Carneiro a 700 e 15000 ris dem.
Familia de 8SJ a HOJ ris a cois
Milho de 320 n 400 ria dem.
Feijaode 900a 1528<> ris dem.
Cesniterio publicoObituario do dia 28
de Abril :
C.ilistra Virgilio Mend-s, PernamOuco, 21 annos,
solteiro, Graca ; tuiberculos pulmonares.
Jos Bezerra da Silva, Pernambuco, 48 annos,
casado, Boa-Vista ;.in61racao.
Luiza, Pernambuco, 80 anuos, viuva, Boa-Vis-
ta ; cachexia senil.
Manoel Juveniano de. Oliveira, Pernambuco, 35
annos, solteiro, oa Vista ; epilepsia.
Jos, Pernambuco, 7 dias, Boa Vista ; convul-
Ifria Jba do Sacramento, Babia, 70 annos, sol-
teira, Boa Vista; dibete3.
Joiinna Francisca da Silva, Pernsmbuco, 3l
annos, aolteira, Recife ; tubrculos pulmonares.
Rita Mara Ribeiro de Mello, Pernambuco, 80
annos, viuva, Boa-Vista ; selerose.
Laura, Pernambuco, 40 dias, Boa-Vista ; entero
colite.
Josepha Joanna do Espirito Santo, Pernambu-
co, viuva, S. Joa, lesa) do coracao.
CHRONIGA JUDICIARIA
Tribunal da Relajo
SESSO EXTRAORDINARIA EM 1. DE MAIO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO
QCINTISO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As Unas do costura?, presentes os Srs. desem-
bargadoie8 em numero legal, foi aberta a sessao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Deram-se os seguintes :
JULOAMENTOS
Ha be as corpus
Pacientes .
Joo Ferreira da Vlott.i Indeferio-se, unnime-
mente.
Alexandre Pereira da Silva.Ficou adiado at
chegarem es nformacoes.
Maaoel Jos da Ressurreicio.Mandou se uvir
ao'juiz de direito do 2. districto.
Eucerrou-se ;i sessio ao meio d ia.
INDICACES UTE1S
MedlroN
Coamullorlo medico irargico do Or.
Pedro de Attabyde Lobo Muscoio
ra da 4>loria u. 89.
O doutor ioscozo cf consultas todos os
dias uteis, das 7 s 10 horas da manh.'
Este consultorio ofFerace a commodida
le de poder cada doente ser ouvido o ex
minado, sem ser presenciado por outr,
De meio dia s 3 koras da tarde ser c
Dr. Mosooao encontrado no trrelo pra
ca do Comateroio, onde foncciona a ms
pecoSo de sade do porto. Para qualquer
Palmares
Conservar-me-hia silencioso com relacSo
s injurias contra mim irrogadas pelo Sr.
Vicente Ferreira da Silveira, no commu-
nicado inserto no Diario de 14 do corren-
te, se nao julgasse do meu dever esclare-
cer a opiniilo publi.;a e aos homens de bem
com quem mantenho ralajB'^s de amisade,
o tacto por mim pratioado e que servio de
pretexto ao alludido communicado.
O Sr. Vicente Ferreira, autor responsa-
vel, merece mais rainha com paixao, do que
meu odio e meu desprezo, desde que tenho
a certeza do que seu aranzel foi incon-
scientemente subscripto, pois qu sendo
analpliaboto que assigna o noine, foi sem o
sabi>r, o instrumeuto ceg e dcil as mos !
de algum gracioso desaffecto meu, quo jul-
gou azada a oceasio para ferir me pelos
COataa, abusando de sua crassa ignorancia
ingeauidade.
Em homeuagem a.) publico passo a ex-
pOr, com verdade e franqueza, o fa-to de-
'urpado pelo Sr. Vicente F.rreira, sem
responder as suas amenidades porque des- Morr,u. porll gu'al-ma aDgelica ciro
cena muito se apanhasse a luva no loda- ,ada am cCr0 de anjinho3i 8ub0 ag w
cal em que a sacudi. .j,as terea8 a r,pou,or junta
Sao mitrophes os engenhos Cousseiro ^ o Todo Ped(rjS0.
de minha co-propropnedade e residencia, e $ tThte condolleat9 per ler.M.
lenderaca do qual 6 reaaeira o Sr. Vi.-en j vida quando el|a M 80nho d,,urado!
tu i-erreira. hlmorte! para que fostes t2o cral
Houve em 1821, segundo mo consta, em ceifar uma exiitencU to ,<*,*
urna demarcase entre ambos os engenhos, para rUbastes to cedo dos regass
mas a liaba divisoria, que nunca foi av.-1 d(j ? trl0 carinhosos uratt filha querida,
vada, acha-se desde ha mu.to tempo obs-; deixando.ltie 0 amarg!, pranto a Par;l qtte
truida e deseonheoida: potico mis ou ae-L,^ com este golpe aU3tero esph..celara
, as proximidades do lugar, em que >a daque|i,g que a conhecam e qa
ter passado a buha, existe no meio | tftto a estiinavar j 0h j visa0 hed(W.

lina lagrima
aTEMORIA DE ACKKLUN'A FRAXCISCA B
LDZ, FILHA DE MECS PKE3AD08 COMftt
DKES FRANCISCO JO>DA LUZ E UUBEU-
NA MARA DA La, PELA SUA PBEMATBIt
UORTE.
Voaste, alma innocente, alma qaer:.it
Foate ver outro sol de luz mais para
Falsos bens desta viia que nao srt
Trocaste pe03 bens da eterna vid*.
(Booaob.)
Seto dias fazem hoje, que ella, caita
dinba, aos Um annos, na aurora da exis-
tencia, foi condemnaia p la mao fatal da
parea inexorave!, a perder o thesouro **
no mundo nos mais apre:iamo3 a vida*
tenos
deveria
das maUas um campo habitado e cultivado
(denominado Rosa Murcha) pelos antigos
senhores da sesmaria Cousseiro (hoje en-
genho catn a raesma denominacao.)
A posse de Rosa-Murzha, foi sempre
respeita.ia pelos rendeiros de Penderaca
at o fallecimento do meu presado pai ca- i.__;
' i \ i \f i \ lagrimas,
pitao Ignacio Americo de Miranda; de en- Bo, conseiho,
tao para c, estando o engenho Cousseiro
na posse de orphaos, entenderara 03 ren-
deiros da Penderaca, que os terrenos de
Rosa Murcha, sorfiriam bem para alentar
as safras do Penderaca, e entilo, comeca-
ram a invadil os, arranchando moradores e
pi'oposiulinoute estragando as mattas ; to-
mando ou conta do ecgenbo Cousseiro, no
anno prximo passaado, quiz manter a
posse de Rosa-Murcha, e ahi raandei edi
lit-ar urna casa p ira um morador, e por in-
termedio d'elle fazer plantacftes, o que foi
realisado sem reclamacao algmua por parte
do rendeiro de Penderaca.
da devias ter revogado a toa lei funesta,
deixando aquella que, como rosa em b>
tao, comegava a desabrochar !
Descansa em paz, Aureluna, o recebe
sobro o teu taiuulo as flores de nossas iada-
leveis saudades, humedecidas de sentid-ii
!5 de Abril de 18S6.
Jos (TAlenqxmr Simoee do Amoral.
Em asradeeiineato fallo, alto
bem alto, me oncam e vejant
Eu roejulg-.va um homem infeliz a
muito ilesgr cado, porque a oito armo* que
padeca d'uma molestia de pelle harrivei
das minhas pernas e ps; era um mal ul-
ceroso, cossante e qu'imanto como logo:
resist, com forca de vontade, sete aunas *
meio na cidade de Caruar, onde moro;
por ultimo desesperei, abandonei a mulher
No comeco do crrente anno, a mim se I qatro fi'bjnhos, e vim procurar recursot
dirigi o Sr. Vicenta Ferreira, pedindo-me! nea^ capital com os homens da scienax
para que fosse por mim desarranchado o | raedlca'a fl.uem sou mu,t0 Srato'. Pf
morador, dando a entender que Rosa ilMr. i multas receUas que me deram por cania
cha pertencia ao PenHeraca o nao ao Cous I de. embora fo.s3em "aprofi^uas, e que de
Fiz-lhe ver que nao era esta a mi- nada me. ^erviram.
Gastei o ultimo vintera que tinha ; c
mal augmentou em um ponto harrivei, ac
pernas e os ps in-haram cobertos de uma
crosta, como pelle de jacar, ulcerou tuda
mente fui a ponto do Reeife- para cahir a
rio e acabar com a vida, porem neste acta-
de desespero lembrei-me dos filhos, chores
e voltei, velei toda noite pelas calcadas,
visto como a cinco meses nao podia coa-
ciliar o somno, e assim soffri aqui sete
mezes apartado dos filhos, sera esperanea
P
stVo.
nha crenoa, e que, nao desejaado manter
inuteis disputas, propunha-lh um meio con-
ciliador, consentrado este em ter cada um
um de nos ambos, um ou dous moradores
emRosa Murcha, abrigados a nao fazer' e qava> ja nao poda mais andar par*
estrago algum mais as mattas at que o men
propietario de Pendereca e eu eorresse-
mos a alinha divisoria.
Sendo aceita a minha raziavel proposta
fiquei soxprehendido, quando poucos di.s
depois reeebi uma carta do meu distincto
amigo o Sr. ceoronel Sebastiao Alves da
Silva, pedindo-me para que eu demarran-,
chasse o morador, e antes de responder a de ,cs *f* IB"8i quando por minha fehei
mesma carta, porque pretenda ir pessoal- ^^^^.^"^J^lfT!!!^ '
mente ao Reeii'e, entender-me com o meu
distincto amigo,o Sr. Vicente Fenvira,
reunindo seus moradores, invaiio a minha
pjsse e demoli a casa do meu morador,
deixando-o com os trastes no meio da cam-
pia o em segui ia arrasou todas as suas i
lavouras. Em represalia a tao descomrau
nal pr c^dimento, visto que descangava a
siinbra da concordata, que poucos dias an-
tes haviamjs feito, tambem reuni mcus
moradores e dirigindo-me a Rosa ilurcha
raandei demolir as casas ahi sitas habita-
da e por moradores de Psideraca, s.'.ndo qu >
algmnas dellas tmhatn sido ainda edificadas
no tumpo do meu tinado pai.
So obrei bem, se o facto que pratiqu 'i
merece censura, n2o s<-r por certo o Sr.
Vicente Ferreira que pode atirar-me a
prim?ira pedra.
Foi uma justa represalia, de que rae nao
neste jornal importante estave o annunew
do homem rpais imprtente do mundo,
para mim, o Sr. czpito Domingos de Soez*
Barros, afianjando a cura do nial da pelle,
e o homem quo lia me disse, nao chore,
este homem he curar sem demora me fui
amistando at sua casa, e pedi-lhe sua va
liosa proteccSo, e este homem de Deus
me diise: nilo choro, eu o salvo; e assim
cumprio : era poucos dias melhorei. e hoje
me a ho perfeitament curado, o de partt
da para minha casa a abracar minha mn-
liier e os filhinhos, e como seja este dia d -.
minha maior gloria, deixo este agradec
ment, como peuhor da minha gratidilo
muito digno o importante meu bemfeitor O
Illin. Sr. capitSo Domingos de Souza Bar
ros, pedindo a Deus que inspirou a este
noure homem na deseoberta de remen
t3o prodigiosos para salvar os infeliz?*,
como eu, qui* este. D ms de bondade acom-
arrepenio, quanto mais, porque tenho a c<"u, ^t. ,
? .. j> -I r nanhe e proteja sempre a este homem re
consciencia de qne detendo urna antiff pos- r*" [ ,
altos sentimentos para ser
se encravada nos terrenos da sesmaria do
meu engenho.
De uma vez por todas declaro, quo n3o
quero um palmo de terra que n.lo me per-
tenga, e por isso n5o tendo felizmente d
tratar a esse reapeito com o Sr. Vicente
Ferreira., estou disposto a aviveatar ami-
gavel ou judicialmente a linha divisoria
com o proprietario de Penderaca, nico
sem pro o ea!
vador da humanidado e seja bem conbeci
do e procurado pelos auo soffrendo moles-
tia tao horrivel, como eu sofFri, que por
um dever ds minha- humanidade recom-
meado a todos aai nSo duvidera d
verdades> e o procurem qm serlo salvos.
Recife, 28 de Abril de 1886.
Joaquim Jos de Sant'\nna.

.
1 mam i


Diario de Pernambuco--Domingo 2 de Maio de 12C6




Cunara Municipal de Ol oda
O procurador da Cmara Municipal de
Olinda faz sciente, a quem interessar pos-
as, a solugao infra da Exm. Sr. presiden-
te da provincia.4a seccSo. Palacio da
Presidencia de Pernambuco, em 13 de
Abril de 1886. Tendo em consideracSo o
Jue a esta presidencia representou JoSo Ru-
no Barbosa, e attendendo a que o poder
legislativo desta provincia j resolveu so-
bre o assumpto da cobranca das tazas dos
terrenos do antigo Focal de Olinda, de
que tratou a consulta do conseibo de Es-
tado, que servio de fundamento ao Aviso
a 95, de 8 de Marco de 18 .7, declaro a
Cmara Municipal do Recife que em vista
da expressa disposiyao do art. 39 da lei n.
1,156, de 15 de Junho de 1874, a Cma-
ra Municipal de Olinda tem o direito de
continuar a cobrar os foros dos terrenos,
que possue na cidade do Recife. Por isso,
cumpro que a mesma Cmara do Recife,
nao s restitua ao referido Joao Rufino
Barbosa o que elle pagou, mas tambera se
abstenha de arrecadar os foros dos terre-
nos, de que trata a citada disposicjto de
lei.
Assim dou solucSo ao assumpto de seus
officios, ns. 38 e 70 de 4 de Maio e 18
de Dezembro do anno passado.
(Assignado)Igna io Jeaquinm de Sou-
za LeSo Lao. Conforme H. Moscoso.
Confer.A. Gomes Leal.
Procuradura da Cmara Municipal de
Olinda, 1 de Maio de 1886.
O procurador,
Francisco Velloso de Albuquerque Lint.
Urna enfermldade tomada* por
outra!
!t^
Equivoco dos lacultativ:s 1
O fallecimento de algum amigo ou p-
rente a quem amames temamente sem-
pre urna desgrana lamentavel : mas a ca-
lamidade verdadeirameate terrivel quan-
do os factos nos manifestara que a pobre
victima suecumbio por se ter eropregado
um systema de tratamento que nao era
apropriado para a sua doecga. Comtudo,
casos ha era que o erro dos mdicos se
descobre antes de desappareccr a ultima
esperanca, e uestes casos, algumas vezes
se consegue salvar a vida do doente.
Para excroplo do que deizamos dito, va
mos referir certos factos que estabelecem a
verdade da nossa affirma^o.
Ha cerca de dous annos, urna das se-
nboras oais bellas de New-York, abando-
nada peles facultativos em um caso deses-
perado de tsica (pois era este o nouie que
os mdicos davara molestia) julgava-se
condemnada a raorrer. Os pais da doente
resolveram le val a a Paris, esperanzados
em que, na capital de Franca, a Faculda
de descobriria algum remedio contra o mal
que ameocava a vida da joven senhora
Esta esperanca nao se realisou, mas feliz
mente em Paris os amigos da moribunda
ouviram fallar de um novo systeiua de tra-
tamento adoptado primitivamente pelos
Shakres do Monte Lcbanon, no Estado
de New-York, e empregado depois par ou-
tras pessoas cora um ezito extraordinario
em amitos casos de Dispepsia. Aos pais
da infeliz pareeeu qne era possivel que a
doenya que iffligia sua filha poderia talvez
denomiuar-se Dispepsia ou lndigestao, e
nao a Tsica que tanto temiara, e abriga-
vam a esperanca de quo, em tal caso; se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apressaram-se, pois, a alcancar urna
quantidade de um medicamento intitulado
Xarope Curativo de Seigel, e preparado
com o fim especial de curar a Dispepsia,
A doente tomou algumas dozes deste re-
medio, e o resultad do novo tratamento
foi maravilhoso. Hoje, aquella scnliora, j
restabele .'ida, vive feliz e goza de urna
sade perfeita. Certo que, neste taso
os mdicos tinham tomado una doenja por
outra, e quando se descobrio a origera do
mal, e se explicou o verdadeirj remedio,
os symptomas da Tsica desappareceram
immediatamente.
O caso que acabamos de citar nao o
nico neste genero. Ha railhares de infe-
lizes que actualmente < stao tomando re-
medios para curar enfermidades do ligado,
dos rins e dos pulmoVs, doencas prove-
nientes dos vapores iriasmatcos, etc., ao
passo que realmente nao existem em mu-
tos casos taes affeccoes, sendo a indiges-
tad) a verdadeira ciiusa dos symptomas que
tanto terror inspirara aos doentes; e se
estes appliiassem o verdadeiro sy6tema de
tratamento, nao tardariam a curar se.
Nao ser por demaU o recordarmos ao
leitor que o xarope curativo de Seigel se
vende em todas &% pharmacias do mundo
inteiro, assim como na casa dos proprieta-
rios, A. J. White, (Limited), 36, Farring-
don Road. Londres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernatnbu-
co : BartholomeuA C., J. C. Lovy & C,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar-
tiniano Varas & C Rouquayrol Irmaos e
Faria Sobrinhe A C.; em Bello Jardim :
Manoel de Siqueira Cavbante Arco Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho ;
em Independencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares: Antonio Car-
doso de Agniar; e em Tacurat, Jos
Lourenco da Silva.
loo puro neillilnal de (do de
biiculu. de Lanitan <& kernn.
N. O*
Aii da idcsrio quaado a febre htica tenha mar-
cado fjas faces, nao digas j muito carde de-
mai,porqnn sempre baver tempo da se atalhar
o mal. Eraquanto houver no Bystema vital urna s
sombra de vigor recuperativo uuimai-a cam o oleo
puro medicinal de ligado de bacalbo de Lanman
t Kemp, parque este pode reviver a energa vital
do systema.
Se existem ulceras, nada '.So balsmico como
elle; se ha rritaco, nada to sus visante ; se ha
dubilidade, nada to vigorisador; se ha extenua-
co, nada to restaurador. Porin mister obter-
se o artigo verdadeiro.
Os leos ordinarios de figado de bacalho, sao
sempre impuros, e as veses nelle se encontra urna
s gotta do artigo legitimo. Nao os erapreguei ja-
mis lif parai bem, se o noine desta firma respei-
tavel, a qual s por si urna garanta d:-. pureza
e legitiiaida.de do genero, acba-se no letreiro e so-
bre a capa do oleo de figado de bacalho, que por
ventura tenhai* de comprar. m tal caso podis
dcar descansado de que a preparadlo a melhor,
que c talento e ciencia podem produzu.
Achase venda em todas as priucipaes bo icas
e Iojas de drogas.
Agentes em Peruambuco, Henry Forster & C
ra do Commcrcio u. 9.
Grande lotera em beneficio da
Colonia Izabel da provincia
de Pernanibnco. malor pre-
mio mil contos : extraeco s
de lulho de l**se
Ao Illm. Sr. lhesoureiro e mais nego-
ciantes de bilhetes de loteras, previne o
abaixo assignado que, ten io retnettido em
13 de Mareo deste anno para o Para, pelo
brigue nacional D. Francisca, naufragado
totalmente cm Braganga, os bilhetos da re-
ferida lotera: inteiro n. 52479, um meio
n. 182867 e dous quartos n. 127996; nao
paguem qualquer premio que aos mesmos
toque por sorte na extraccao, senao ao
Sr. Carlos Araujo, quem os mesmos per-
tencem t. eram remettidos.
Recife, Io de Maie de 1886.
J. F. de Albuquerque.
Massa Muda deFrancisto Teixei-
ra Barbosa
O administrador da massa fallida de
Francisco Teixeira Barbosa, tendo de pro-
ceder classiticac&o de crditos, convida
aos respectivos credores a exhibircm no
prazo de 8 das, contar desta data, s
eus ttulos para que urna vez verificados
tenham a devida clascificacao na Praca
da Independencia n. 40.
Joaqun da Suva Carvalho.
COLLEGIO
DE
Y S. da Pieilade
EM
Olinda
\. S-li Yandooro-N. oo
Collegio Parthenon
n Velba n. IO
A* aulas deste collegio esto funccinnsndo, ad-
mita alumnos internos, externos emeiopensio
nistas.O director,
Ovidio Alves Manaya.
Merece a attenco dos
Sr*. Mdicos
Attesto e juro, sob a f de meu gru,
que tendo empregado sem proveito varios
medicamentos par debellar uaa aciatica
rheumatica, na senhora do Illm. Sr. Ange-
lo de Souz i Cordeiro, da ra du Frainha
n. 127, vi a molestia oader dapoia o ao
de oito vidros de Cujurvbeki, copoaicao
do Sr. Firmino Candido de Figueireio,
medicamento a que se submetteu, de seu
moto proprio, a mesma referida senhora.
Dr. Jos Antonio de Almeida.
Rio, 12 de abril de 4886.
Est reeonhecida a firma pelo tabelliao
Francisco Pereira Ramos.
(Ext. da Onzeta de Noticias.)
N. 10 Recommenda-se a Emulslo de
Scott aos doentea do peito, da garganta e
dos pultnoe8 ; aos anmicos, debis e es-
crofulosos, e a todos os }ue precisem de
um bora reconstituate.
A Einuisao nao tem igual para reparar
as forjas dos debis e enfraquecidos.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultan das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
MEDICO
Consultorio e residencia ra do Li-vramento
n..31 1 andar. Consultas de 11 horas as 2 da
tarde. Chamados por cscripto a qualquer hora.
Especialidades, febres, partos e molestias de
erianeas.
OCULISTA
O Dr. Brrelo <*impni. m dieo oculis-
a, ex-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d con
sullas de 1 s 4 boras da tarde, na ra do Baro
da Victoria n. 45, 2 andar, excepto nos domingos
c dias santificados. Residenciara do Riachuel
n. 17, canto da ra dos Pires.
quintal murado cem cacimba meieira, medindo73i
palmos de fundo e 21 de largura, assento em ter-
reno proprio, avallado em 2:0004000, e vai a pra-
ca a reqrerimento de Luiz Jos da Costa e Silva
como i aven ti. rante, dos bens do seu finado pai,
para pagamento de castas do nn-a-no inventario.
E para constar maudei pasear o presente que
ser publicado pela imprensa e affixado no lugar de
costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 20
de Abril de 1886.
Eu, Clavo Autonio Ferreira, escriSo, o fie es-
crt'ver e subsen vo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
O Dr. Antonio Henrique de Almeida, juiz
de direito da camarca de Jaboata<>, por
S. M. o Imperador, <*tc.
Faco saber aos que o prest-nte *-dital virem que
no *ia 6 denara pr ximo v ndouro, s 11 horas do
dia, em praca publica iettv juiz ., por eiecuci >
que premove Mauoel Martina Liuronco contra
Joaqu-ui Pereira IJorges e sua mulher, tem de
ser anematadas p r quem maisdi-ras casas que
foram a estes penhoradas, sitas ra do Imperi
dor deBta cidade de Jaboata s'b ns. 64, 64 A, e
64 B, a primeira avaliada pi por 400 e a tereeira igualmente por 4004, casas
estas que deixaram de ir hije, ir praca coutorme
tora snnunciado, em razao de ser o primriro dia
das ferias da paschoa. O oficial p .rteiro dojuuo
hifixe o presente cdital no lugar do costume.
Dado e passado Beata cidade de Jaboato, aos
21 dias do mez de abril de 1886.
Eu, Joao Evangelista de Souza, escrivao inte-
rino, o escrevi.
Antonio Uearique de Almeida.
LRiCOES
Matriz k S, Jsse
Dr. Cog Li
Medico. imiKiro < operador
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59,
Io andar
Residencia ra do Paysand n. 15 (Pasaa-
gein).
D consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde.
Attcnde para os chamados de sua prnfisso a
qualquer hora.
Este collegio teto por fira cuidar da edu-
cacSo de meninos e meninas ; recebe inter-
nas, o.ue sao tratadas com carinbn, aceio e
desvelo, meio-pensionstas e externas, been
como meninas do tenra Hade; para o que
dispoe de um corpo docente habilitado.
Knsina-su calligraphia, doutrna christa,
elementos di civilidad-;, lngua nacional,
arithraetiea, geograpliia, historia universal,
historia sagrada, francez, inglez, canto,
piano, trabalhos de agulba de todas as qua-
lidades, bordados a matiz, bordado brando
cora toda a perfeicao, --ostura cha, apren-
dendo as meninas a coser toda a roupa de
urna senhora, cortar e a fazer vestidos, eto.
Recebera-se tambera, como externas e
meia pensionistas, mogas de 12 annos para
cima, nao s para os tr.ibalhos de coatura,
como para as diversas aulas do collegio.
Dr. Ferreira Velloso
d consultas das 10 s 11 1/2 da manha, em
quaoto fuuccionar a assembla provincial, a ra
do Marqutz de Olinda n. 47, andar.
Conollorio medieo-eirorgiea
O Dr. Esteva. Cavalcautu de Albuquerque con -
tinua a dar consulta-, medico cirurgiexa, ua iva
do Bom Jess n. 20, 1 andar, de mciu dia s 1
horas da tarde. Paras detaais eoasulta e visi
tas cm sua residencia provisoria, la da Aur n
n. 53, 1" andar.
Ns. telephonicos : do consultorio 05 e residencia
126.
Especiaidades Partes, molestias de cr^a^as,
d'u.'ero e seus anuexos.
Xarope de Miila-mal
O HBl-nmln (leeyth'e idatimon) com o
qual se prepara este xarope um vegetal da flora
brasilcira.
E' um dente therapeutieo poderosissimo con-
tra as molestias do peito c da asthma.
Os numerosos aSectadoi que dell tero feito uso
conseguirain um resallado muito satisfactorio, a -a-
bindo por se reconbc xt que at boj.- a melhor
preparacan para a cura da aollima. bion
chite iisiiimatica. e aatigai e opprea
ees. dispensado o emprego do aiseujo, folbas
de estramonio e plantas narcticas que acabam
quasi sempre pelo abuso que delles se faz e u ca
mo pelo uso prolongado por produzir effeitoa di-s-
astroeos sobre a sade e em geral entorpecimento
do cerebro.
Vndese na Botica Franceza de Rowpiayrol Fie-
res, succcs8ores de A. Cuor
\. 22Ra la Crac-V. CS
RECIFE
Veneravel irmnndade do S.iiitintK
mo tarrami-nio
D ordem da mesa re^e tora, con vi o a >s n.cn.-
caros irmaos comparccrrem no nossa consistorio
no domingo 2 de Maio viudouro. pelas 7 boma da
manh, para i ncorporados, acompanbarmos a pro-
cisso do Senbor aos enfermos, c informe determi-
na o nossfl comproraisso.
Consistorio, 2!l de Abril de 1886.
O escrivio interino,
He i adora liabello.
I (ilniiiii'i da divida activa
De ordi m ilo IHm. Sr. inspector e de conforaii-
dode com as circulares ns. 34 de 6 de julho de
1883 e. 18 de 23 de maio de 188% Ua convidados
os devedores dos impost >a de iiiilu*triaB e profis-
soes, predial, 2 /o sobre os venciuientes dos em-
pregados de justica. foros de lenos de inari-
nhase faxas de escfwvo* (toa exercicioe de ltJO-
1881, 1881-1882 e 1884 \W>. h viren a esta con
taduria, no praso de 30 dias, a ei.nr .r da (ai i tu
publicnco deste, p g>r os respeetivoa dbitos,
sob pena de serem c ibradoB judieialinente e I _'
depois de terinin iiio o praso que fies estaba'
lecido. f
Contidori* da Thcsaur ria de Paseada. 2^) de
abril de 1886.
s.irruido u c intador,
Manoel Antonio Ca dos i,
\'Mmu Mi m>i
Empretnrla do i!!ia>!i'i'ime,ih> ngua < saz < iii.xii- le iiiittda
DBVEDOBE8 EM ATKAZO
Tendo a dir"Ctoria. em aessao de 15 do
correte, resolvido rebeber p..r intermedio
de um sollii itador todns as contal de con
siimmidores d'agua e pez em atraso, a
contar do ann de 1876, resolv n esta
data enctrregar de tal c>braoca o Sr.
Diogn Baplista Fernandez, a quem espero
attenderilo desde lugo os meamos devedo-
rea, cortos da justica e equidad de sitni
lh:nt reaolncSo.
EUeriptorio do g- rente 28 de Abril de
1886.
Antonio Pereda Simoes.
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distribue-
se costuras nos dias 3, 4 e 5 do corrate mez s
costureiras de ns. 237 a 286, de conformidade
com as disposi<;oes dos annnuncios anteriores.
Secco de costaras do arsenal de guerra de
Pernambuco, 1 de Maio de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto
ADMINISTRACAO DOS CORREIOS DE PEB-
NAMBUCO, 1 DE MAIO DE 1886
RelacU) da correspondencia registrada (sem
valor) que existe nesta reparticao, ppr
nao terem sido encontrados seus destina-
tarios.
Alex n.lrina Tavares Carnelro.
Amara liouies da Silva Rauos.
Albiuo Goii9alves Pernaudes.
Antonia Alexandrina laCoaCMOio.
Antonio Goncalves I <>rr-ia Amorim.
Antonio Carneiro b ai.
Antoni i Firmo D Cantoso Jnior.
Uranio Gomes de Parias.
Antonio Jos do N'.isciinento
Antonio Tavares Carvalho Silva.
Eurico de Caldas lirito.
Emilia Lubbe.
Franceliiia Maria dos Pr*zeres.
Feliciano de Oiiveirn Diuiz.
Francisca AdelaiJe das hagas.
Francisco Correia de Kezende.
Francisco Jos Dias Louro.
Fr>incisco Jos Cordeiro.
Frauoisco Marques de Oliveira.
Francisco Itiner ViU'lla.
Ualdina Muri:i do Livranient >.
Heuriqueta Mana de Jess.
Honorio Beulo ZidadMO.
Jovina Delunra da Coueeieio.
Julio liriuiio.
Josepha Torres Gallindo.
Jos Antonio Barbase.
Jos Uosuie da Silva.
Jos Francisco de Vasconcellos.
Jos Litio de \ bnqtierqiic MnranliaP.
Jj Monteir do.-. Santos.
Jos dos Santos 'osea hforeira (2).
Jos Tavares Canwiro.
.los Themoteo Pereira Bastos.
Jos Tere.icio de B irros Arauj >.
Jos Vieir.i Dantas
Joaaua Iva Guimarles.
Jo2 i len vides
Joto J' Oliveira Juoqoeira Jnior.
lela M ella lo
.1 i.'io dos Santoi Peit >- i
Joaquin Gjn(;a!ves de Gusina<.
Lanrentino Qonealvea S.-nna.
I.:: lia lo ile Bvrroa t) iver.
Maria Carlota le Vaacooe l'os Areu Reg.
Maria Ivni.i- Ribeiro Peit -y.
Maria Preire d Lima.
M oilter i Car:- i a.
Miiruel Joaqiiia do R to Barros.
M 'Xao! ,a .l-.-ii de 0 i1-'' I a
Masi'miaii L it- Mor eir do Prado.
Manoel A le O e "iza .1 anior
Uanoel Frr ir* Aln n
.'.'a io : F. .n -e i Ferraa
M:iiiO'l Jai oim eroaaviea.
Manuel \l ii r u
l'aul Gn- Ipil-.
I'rimo G-e.il/.
Porfirio Pei.X t I de Vapeolieellos.
i'aeifi-.. Panliim MaUqaiaa.
PraxeJe. ila S Iva Gotrao.
R i.-a Maria 'I JesitS.
| Rodrigo de Uzeiia Luna Bibero.
S.lveria Mana de irauj > Lima-
Silva.
Silvina d. Pa da Bodrigaes.
Simii T. :le M Sobral Jnior.
T-floli Aamai-i
U ibelioa ,Narlia de Saut'Aniia.
Virgilio Bebeil >.
Wenceslao de Oiiveira Guimariea.
O" oflieial
DeodatO Pinto Gonipanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Ksfahelcida em I *..
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
\t 31 de dezembro de 1884
Harinios..... 1,110:0008000
rerrestres,.- 3.6:000$000
44 Ra do (BiHcrelo^
SEGUROS
MARTIMOS contrafogo
Companhla Phenlx Per-
oambiicana
Ruado Commercio n. H
(OMPANHIA
OE
lita'ROK comtba FOCO
EST: 1803
Edificios e meraadoria
Taxcu baixas
Promplo pagamento de prejuizoe
CAPITAL
Rs. 1G,000:0(X)000
Agentes
BROVVNS & C.
* N. Ra do Commercio N. 5
Jl
0
u
CO\TRI FOGO
\nrth Brilish k lercantlle
CAPITAL
tOOO.OOO de libras stcrlinas
AGEN 1 ES
domson Eowie & C.
J01NTK" FOGO
he Liverpuo! & London & Olob
C(inij) nina de Edilicafilo
lonle Pi Po rtuguez
Assemla Geral
De ordem do Sr. cori-
GOHHERCIO
Boina coanaercSa! de r'rrnam-
bueo
RECIFE, 1 DE MAIO DE 1886
As trea horas da tarde
'otaepee uffiriae*
Paxinha de mandioca di Maranbao, 38J0
sacco.
Dita de dita do Santa Catharina, 4000 o sacco.
Dita de dita de Porto-Alegre. 38U0 o aacco.
Cambio sobre Para, 60 d/v. con: 1 1/4 0/0 de dea-
conto.
Cambio sobre o Rio Grande do Sul, 60 d/v. com
11/4 0/0 de descont.
Bita sobre dito, 90 d/v. com 1 5(8 0|0 de descont
O pi-esideute,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido O. G. Alcof irado.
RSNOIMENToS PBLICOS
de 1886
17:316/441
Para o tnlerior
No hiate nacional Correio do Natal, carre-
garam :
Para o Natal, P. Alves & C. 17 barricas com
1,015 kilos de assucar mascavado.
Na barcaca Sen/tora da Grafa, carregarsra :
Para Parahyba, B. Oliveira & C. 200 saceos
com fariuba de maudiona.
Na barcaca Pedro Amrica, carregon :
'-ra I'arahyba, J. J. Moreira 100 saceos com
farinba de mandioca.
Mes de Maio
Axr A-ideo a De. 1
Rbckbedobia De 1
aaacLADO phoviscialDj 1
1:116*410
4:721/500
ALTERACAO DA PAUTA
Para a semana de 3 a 8 do mez de Maio
de 1886
AlgodSo em raraa, 387 re. o kilo.
Couros seceos espichados, 504 rs. o kilo.
Alfanaege de Pernambuco, 1 de Maio de 18*6.
Oa conferenfes.
Manoel A. R. Pinheiro.
E. M. Pestaa.
DESPACHOS nYEXPOHTAUO
Em 30 de Abril de 1886
Para o exterior
No vapor iuglez WarrDr, carregou :
ffPara Liverpool, J. H. Bozwell 2,100 saccoa com
157,500 kilos de assucar mascavado e 422 saccas
esm 32,073 ditos de algodao.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 1
Baltimore40 dias, barca americana Ga-
maled, de 38 toneladas, capifao David
Crockett, equipagem 11, carga farinha
de trigo; ordem.
Navio sahido no mesmo dia
PortoBarca portugueza Izolina, capitulo
Mano-1 Pereira da Silva Barbosa, carg
varios gneros.
UM.i.rtio
OE
\ossa Senhora das Victorias
RIJA DO HOSPICIO N. 10
Directoras:
Mrae. Blanehe d'Herpent Crgo.
Baroneza V. d'Herpent.
Este colirio tem ptimas accoincnodaces para
slumnas internas a um corpo docente de reeonhe-
cida capacidade.
A aula mixta particu-
lar
Francisca Martiniana L. Carneiro participa aos
pais de familia, que sua aula abrir se-ha no dia
12 do orronte : quem de seus prestimos precisar
pode dingir-se ra do Viscon de de Govanna n
21, que entender- se-ha com a mesma.
Dr. Gerpira Lie
MCDKC'O
Tem o seu escriptorio a ra do Marques de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em dilint? em sua residencia roa da Bas-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de ac-
unaras e erianeas.
CmnmnnicM > aos Srs. accionistas, que p>r de-
l.bericao da directora toi r. s.lvi.i.. o r.-Colhiinen-j _JQ J_ Tlfl"rtyf1ol T".
to da segunda prestacao, na razao de 10 por cento iIIvyllU.CiU.UI lU.Ctl.UCl U"
do valor de cada aecalo subicripta, o que devera
rcali.-ar-se no L.ndon"BiiMliuu Bank, at o dia
10 de Maio prximo futuro.
Recife, 24 de Abril de 1886.
O secretario,
Gustavo Aidunes.
s Machado, presiden-
te da Assenbla Ge-
Club de Reatas Per- ral,so convocado, to-
Dimbucano dos os Srs. socios para
asessao extraordina-
ria, que ter lugar na
quarta-feira, 5 do cor-
l.omo au WJmlte
Ra do Cominerci? a. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezea.
"THEATRO
Empresa Dramtica
Companhia dramtica, dirigida pelo actor
XISTO BAHA
DOMINGO, 2 DE MAIO
Primciro espectculo inaugural, da Companhia,
Batata estadio, com a representaco do explendido
drama hietsrieo, dividido em 2 pocas e 4 actos,
original italiano
GABRINA
Tereeira regata
Pelo presente silo eonvidadoi os senlinrca socios i
que eetiver.-m quites com o c ifre social, a virem I
receber d>> Sr. ibesou^eiro, na de deste club, !
iius dias 3< do corrent e 1 de Maio prxima, das j
7 s'J horas da noite. seus Qgnsaoa paraar-
ehibaneadm reservada ais mesmos, fim de pode- -
rm.asistir .regata d,. 2 d-.naio, e DOmeamo ^BUlQ, aS SdS OraS tta
da das inaos do c bradnr Ootrosim, previno, | ""
qu.- ha, na arcliibanca ^, no dia ia regata, in- A. nfA \ flQ Cii"l& t\ct Cl*l.
icreasoa para as gerars adianosieaV do puble.? lidiX IAC -dt OCUv Uw DW
mrd ante a quainia de 1 00D.
-eeretaria do Club de Kegataa Pennmbucauo,.
em 2'J de Abril de 18?6 O 1- secretario,
Osear (*. Monteiro.
Estrada de ferro do Re-
cife ao S. Francisco
AVISO
Em virtnde do art. 70 do regulamento desta
estrada, s 10 horas da manha do dia 3 de M.io
prximo, e na istacjlo do Cabo, se vndenlo os
eguinles objectos abandonados as estace
caixce com machinas de costura, marca J J
eaixao M. B. P. ; 1 dito gaz ; 1 dito sabio ; 1
barrica bacalho A. F. 15. ; 1 caalo medicameii-
tos T. L. R. ; 1 fcahu M. J- ; 1 dito T. L. ; 1 eai-
xa C. M. ; 2 pedras de m, barricas, saceos e
ancoras vasins, e outroa obj.-ctos de pouco vaior.
Cabo, -9 de Abril de 1885.
_ Wells Hood,
Superintendente.
EDITAES
VAPORES ESPERADOS
Advance
Cear
Vle de Rio ie Ja-
neiro
Amazone
Mrquez de Caxias
Amazonense
Mo'tos
Vle de Cear
Tomar
Baha
Trent
Espirito Santo
Finance
Desterre'
Para
Tagus
Senegal
Cear
La Plata
do sul f.manhl
do norte amanh.t
do sul a 5
da Europa a 6
da Babia ;i 6
de New-Ye.k a 6
do sul a 7
da Europa a 8
da Europa a 10
do norte a 13
do sul a 11
do sul a 16
do norte a 17
de Hamburgo a 20
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 26
do sul a 29
Htlilal ii. Vi
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco pa
blico que fca prorogado at 24 de Maio prximo
futuro o prazo para pagamento, livre de multa,
do imposto de passeio aas quatro freguezias desta
cidade, e de que tratam os editaes que ja foraai
publicados.
Secr. tana do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 27 de Abril de 1886.
Servindo de secretario,
Lindolpko Caapelle.
O Dr. Adelino Antonio de Laaa Freire-
otiicial da Imperial Ordem da Rosa, com
mandador da Real Ordem Militar Portu-
gueza de Nosso Senhor Jess Chrsto e
juiz de direito privativo de orphaos e
ausentes nesta comarca do Recife, por
Sua Magestade Imperial e Constitucio-
nal o Sr. D. Pedro II, a quem Dos
guarde etc.
Paco saber aos que o presente edital virem ou
dalle tiverem conhecimento que na audiencia de
18 de Maio do corrente anno ir a praca a quem
mais der, servindo de base o preco da valiacao,
urna casa terrea ra do Visconde de Albuquer
que, sob n. 12, na freguezia do SS. Sacramento
I da Boa-Vista, nesta cidade, com 4 portas e 1 ja-
l nella na frente, 2 salaa, 2 quartos, cosinba loray
Veneravei contraria de Santa Ri-
la de Cassia
Segundo collegio representativo
Do ordem do conselho administrativo, pelo pre- j
sent anuncie de novo convido uos irmaos desta ;
confraria para que reunido i no consistorio de
ciedade, afitn de tra-
tar-se sobre a conver-
so das apoliees da di-
vida publica, perten-
centes a esta pia ins
^jtituipo.
Recife, 1 de Maio de
1886.
0 secretario,
Jos Vieira de Siqueira Ferraz.
Veneravel inuandade de \. S. do
Xer$o
A
ou
Personagens Actores
Rauunzio 3>> Duque de Parma Eduardo seu filho Coimbra]
Francisco Condestavel Jos Bernardiuo
Steuio ollieial das gualdas Peres
Conrado soldado Kahia
O Marqm z da Torre Teixeira
Um otficial J. Pereira
O juia supremo F. Lima
Gal) ria D. Maria Bahis
A Duquesa D. H. Ooimbra
Utficiaes. toldados, povo. ete, etc.
li>uniiiia- 1. O berdeiro Ducal.
2." A troca das crianzas.
3. Aa duas mais.
4. Loucura e reconhecimento |
Vestuarios e aderesses tud a capricho e a poca
Luiz 13.
MIS-EN-SCENE do actor
\INTO Ittllll
Principiar s horas do costume.
SABBADO 8 e DOMINGO 9
1." e 2 a represeiitacao da grande mag'ca em 1
prologo, 3 actos e 6 quadros, toda ornada de mu-
sica, visualidades, fagos, transformacoes, ote., etc
4 FILHA DO AR
00
A PBI03A ZVLZ37A
PREgOS
Camarotes 10*000
Cade iras 2i000
Galeras 25000
Geraes lOOO
De ordem da mesa regedora, convido aos nos-
sos cirissimos irmaos compa'-ecerem no n^sso
consibtorio pelas 7 horas da manha do dia 2 do
nossa igreja quartafeira 4 do corrente, s 6 horas 3ndant encorpor .dos, acompanharmos a
da tarde, se resolva sobre as apolices geraes per- M ^ Senhor ^os enfermos, que tem de
tencentes a mesma confraria, segundo o aviso do. ^ a matrir_ dl. a .!.
ministerio do imperio, bem como de outros assum-
ptos que na occasiao serao aprestntados.
Secretaria da confraria de Santa Rita de Cas-
sia, I de Maio de 1886.
O secretario interino,
Glicerio C. do Esoirito Santo.
sahir da matriz de S. Jos
Secretaria da veneravel irmandade de N. S. do
Terco, Io de Maio de 1886.
O secretario,
Alexandre dos Santos Selva.
SoGiedafle Recreativa 18 ie Abril
Tendo hoje o Sr. capitao Faustino Jos da
FoDseca, subdelegado do Io districto da fregu
zia de S. Jos, passado o azpreieio da meinn sub
delegacia ao seu 2 supplente. l-'edro Jos Cor
De ordem do Sr. presidente, convido aos Srs. j reia, dar esta autoridade audiencia tolos os dias
8(cios reunirem-se hoje (domingo 2 de Maio), na em sua residencia ra do Coronel Suassuna n.
175 e na eitacao da guarda civica do mesmo dis-
tricto.O escrivao,
Glicerio C. do Espirito Santo.
ede social, afim de tratar-se da approvaco dos
estatutos.
O 1. secretario,
Raymititdo Godinho.
Gabinete Portuguez dclCBUPllll ll
Leittii'a
Por ordem do Exm. Sr. presidente, sao vova-
mente convidadi s os cenbores membros do conse-
lho deliberativo reunir se na sede do Gabinete
quarta-feira 5 de Maio, s 6 horas da Urde, afim
de se proceder a leitura do relatorio e tratar-se
de assumpto urgente e de mximo interesse para
a iustituicao.
Secretaria do Gabinete Portugus de Iieitura
em Pernambuco, 30 de Abril de 1886.
Alfredo C. Coaseiro,
2- secretario.
lis Lista
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RADOBOM JESS-N. 7
Seguro* marilimos e terrestre*
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurad' s isempcao de paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor dos aegurados.
THEATRO
DA
Socedade dramtica
NOVA THALA
Domingo 9 de maio
Espectculo do mez de Abril, sob a direc-
S&o de socio
Mamede Paulo de Albuquerque
Terminada a ouvertura pela orchestra, repre-
sentar fe ha o apparatoso drama em 5 actos e um
quadro:
F, Imw 6 Cari
DENOMINAgO DOS ACTOS
1.* O Reconhecimento.
2. O Duello.
3." O Desterra.
4." O Anjo da Caridalc.
5. > Assassioo e a prisao.
6.' O Cadafalso.
Principiar s 8 1/2 horas.
Os Srs. socios que ainda nSo tiraram suas
assignaturas queiram procural-as nss nulos do Sr.
tbesoureo.
O 1 secretario,
Jodo B. Furtado.
*an Recife
Na secretaria da Santt Caaa de Misericordia do
Recife arrendam-se por espaco de um trea an-
uos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
Idem-dem n. 49 240*000
mam 1




I
.
V

Diario de PernambncoDomingo 2 de Maio de 1886

Rus do Bom Jess n. 13, andar
dem n. 29, loja
dem idem n. 29, 1' andar
Ra dos Burgos n. 27
Ra da Madre de Deus n. 10-A
Caes da Alfandef a armazem n. 1
Roa do Mrquez de Olinda n. 53, 2*
andar
Raa da Guia n. 25
Becco do Abreu a. i, ioja
Ra do Viscoude de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1" e 2o andar, por 1:600*(0#
Ra das Calcadas n. 32 200*00
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O eserivab, Pedro Hodrianr* de
216*(60
180*00
1:600*(00
O7JC0O
200*)5
48|( EMPREZi DO GU
Pede-se aos Senho
res consummidores que
queiram fazer qualquer
comunicacao ou recla-
mao),seja estafeita no
escriptorio desta empre-
za ra do Imperador n
29, onde tambem se re-
cebera qualquer conta
que queipam pagar.
Os u nicos cobradores
externos sao os Senhores
Herinillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel1
Antonio da Silva li-
veira, e guando for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
tas Carvalho.
Todos os recibos dessa
empreza devero ser pas-
sados ejn tales carimba-!
dos e firmados pelo abai-
xo assignado gem o que
nao tero valor algum.
Windsor,
pieISE stemer ViUe de Cear
' esperado 1 Europa at
O dia 6 di Maio, se-
gumdo depoie da inJispen-
savel demora para a Ba
hia. Rio Its Janeiro
e Wnntuo.
Roga-M aos Srs. importadores d>-- carga p 'lo
vpr desta linha,queiram apresentir dentro de 6
diaa a contar do da descarga das alvsreng
quer rclama$ao concerneute a volumes, que por
vetra techam seguido para os portes do sul.afiu
de se foderem dar a tempo as provid acias necea
sria.
Ejnra4 o referido praso a compinfaia nao s>
r-Msuaakilim por extravos.
ass-ga,eneommeudabo pasengeir par>
i aai ill i f i i aecomoday :s.
Augusto F. de Oliveira 41
42 RA DO COMMERTSK) 4*
(hi/i\iiii: u:% ui:**iit:
re tiittiTini:<
IJNHA MENSAL
O paquete
mazone
Conioiaadaote Norte mard
Espea-se da Eu-
ropa no dia 6 de
Maio, seguin
do depois da de-
mora do cust ume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Bahia, Rio de Janeiro e Monte
tevldo
Lembra-so tos senhores jiassageirus de todas
aa classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se aos eeuhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reelamacoes por fal-
tas nos volumes que forern reeonhecidas na occa-
sio da descarga.
Para carga, passagens, eucommendas e dinheiro
j a frete: tracta-se com o aguate
4.igNsle Labille
9 RA DO COMMERCJO
cia do Exm. Sr. D?. juiz de direito privativo de
orjhos e Rusentes, a requerimento do in venta-
rante do espolio de Antonio da Costa Das, e
sua mulhor Mara da ConceicSo Das, levar a
leilo um terreno com 146" palmos de frente e 292
de fundo aa travesea de S. Julo em Beberioe de
Baixo (em Agua Fra) com duaa casas de taipa,
cada urna contendo 2 salas e 1 quarto, solo pro-
prio.
Um dito ra do Triumph > (conhecido por Ca-
cunda) ludo do norte, cora 50 palmos de frente e
470 de fundo, solo proprio.
Um dito na mesma ra, lado do sul, com 110
palmos de frente e o fundo termina na ra das
Mocas, sulo proprio, (deve regular para mais de
300 palmos de fundo) tem alicorees de urna casa
que cabio.
Os pretendentes desde j podero ir examinar
e par qualquer infonnacSo o mesmo agente
dar.
Sala de jantar I Aluga-se o 1 andar do sobrado ra do
Urna mesa-elstica, 1 guarda-louca, 2 appara- Raagel n. 44, eaiado c pintad ; tratar ua ra
Direita n. 3, 3 andar.
ama para comprar e co-
na travessa da ra da
George
MARTIMOS
coHi'ivuit riiiivinaicw
DE
*avegaeo Coste, ra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Pturahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty e Cear
O vapor Pirapama
Segu no dia 5 da
Maio, s 5 borne
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encomiendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da taide do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Periambucana
n. 12
Inited States 4 Brasil Mail S. S. C.
O vapor Advance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 3 de Maio,
depois da demora necessai a
seguir para
ttaranho, Para. Barbados, ft.
Thomaz e Xew-York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se com os
Agsntes
0 paquete Finance
Espera-se de Ncw-Port
News.at o dia 17 de Maio,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Rahia e Ro de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinbere
frete, tracta-se com os
AGENTES
rontpanhia lira-Ilcira de XaTc-
aeo a Vapor-
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante V tenente Guilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do su
at o dia G de Maio, e
seguir depois da demora in
dispcnsavel, para os porte-
do norte, at Mauos.
Para carga, passagens, encommendaa a valoree
racta-se na agencia
11Ruado Comroercio 11
PORTOS DO SUL
0 vapor Cear
Commandante o lS tenente Ouilherme Pa-
checo
E' esperado des portos do
norte at o dia .'f de Maio,
e depoi* da remora in
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe t i.m bem carga pa-
ra San tes, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, encommendas e valore,
lruta-e na agencia
N. 11 RA DOCOMMERCK N. 11
Das dividas activits da mansa fallida de Moraes &
Rocha, na importancia de 8:2602200, ser-
viudo le base a < ff.-rta de 4003000.
Nexia-felra S le maio
Ao meio dia em ponto.
No sobrado da ra da Senzala Nova n. 30 (por
occasio de um outro leilo de movis, louca,
vidros, pbospboros e papel).
_ O agente Pinto levar novamente leilo, ser-
vindo de base a maior offerta obtida, as dividas
activas da massa fallida de Moraes & Rocha, na
importancia de 8:260/290, sendo que naquella
occ-asio effectuar-se-ha a venda com quem melhor
vanfngen-1 fizer, de coutormi lade com o despacho
do lllui. Sr. lir. juiz de direito especial do com-
mercio, ao meiu dia do dia 3 de maio, no sobrado
da ra da Sensata Nova n. 30, poi oceasio de um
mitro leilo de papel de embrulho, pbosphoros,
movis, louca e vidros.
Leilo
Re movis e livros
A SABER :
Um piano d<-tres curdas, urna mobilia de jaca-
randa, com 1 sof, 2 consoloe, 2 cadeiras com bra-
cos e 12 cMdeiras de guarniyo, 2 candieiros de
porcelana, 2 espelhos grandes dourados. 4ca8ticaes
com mangas, 2 escarradeiras, 2 tapetes de sof,
(novos) tapetes de portas, jarros par flores, 1 can-
dieiro gaz com 2 bicus, e diversos livroi.
Duas camas de amarello, 2 theres, 1 commoda,
1 guarda vestidos, 2 marquezas, 1 machina de cos-
tura, 1 dita de pregiiar, e cabido grande.
Urna mesa para jantar, 2 apparadores, 12 cadei-
ras, 2 garrafas para vinbos, copos para agua e para
vioho, mostardeira, 4 caixas com msicas, 2 jar-
ros para lavatorios, 4 chaleirss, 1 tinteiro eoutros
objectos de cana de familia.
Ter$a feira 4 de Maio
Por intervenco do ugente Pinto.
No 2" andar do sobrado da ra da Imperatriz
12.
dores, 2 ditos menores, i jarra de marmore, 11 ca-
deiras de guarncao, 6 ditas de junco, bsndejas, 1
galheteiro, e garrafas.
Movis e mais objectos de sala de engommado e
cosinha.
Soto
Urna mesa redonda, 1 dita para jogo, 1 lava-
torio, 1 commmoda, 1 thear, 1 cama de ferro, 1
costureira e outros movis.
Objectos avulsos
Garrafas com vinho Bordea ux, madeira, e cog-
nac, 1 guerda-roupa de mogno, 1 toilette de mog-
no com pedra e espslho, 1 lavatorio, 2 marquezas,
garrafas, copos e clices de fino cbrystal, 1 galhe-
teiro de electro-plate e 1 rico apparelho dessert, 1
machina de costura e outros objectos.
luala felra do correte
Na cata de azulejo da ra de Vizconde del
~ ion Urna f. milia estrangeira deseja c intratar urna
r o- **yanna n- *" I rapariga de 14 a 16 an ios, preferindo-se de cor
u aSen_te Pinto, autorisado por alvar do Ulm. j preta, que nao tenha ainda servido em casa algu-
or. Dr. juiz de orphos e com sua assistencia, em i ma, dando lhe boa comida, roupa e ordenado, e
virtude do requerimento de D. Mara Monteir du] hsbilitando-a ao servico interno de urna easa : na
s, viuva e inventarianto dos bens deixados : ra do Imperador n. 46, andar, se dir com
Precisa se de urna
sinhar, para urna pessoa
Cruzes n. 2, 1- andar.
Em casa de Joseph Krau-e & C. "ruaTpr^
meiro de Marco n. 6, precisa se de um bom cosi-
nheiro ou cosinheira.
Aluga-se urna perita ama para todo o ser-
vico ; na ra do Livramento n. 33, 2 andar.
Vende-se a cata terrea sita ra Imperial
n. 9 : a tratar na nn do Imperador n. 38, 1- an-
dar, com Antonio Bezerra Cavalcante de Albu-
querque.
Para ama
por seu marido Eduardo de Borros Mattos, levar
a leilo os movis e mais objectos existentes na
casa de azulejo da ra do Visconde de Goyanna
n. 129. '
Os movis e mais objectos estao em bom estado
de conservaco.
O leilo principiar s 10 horas em ponto por
serem muitos os lotes.
quem tratar.
ATISOS DIVERSOS
Pede-se aos abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
51, a ntgocio que nao ignoran.
Pedro Siqueira, d'AIfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
fos Guimares, caixeiro de Loyo s Filho.
F'r l"'ico Vici-.
Augusto Goncalves da Silva.
Alugam-se casas a 8^000 no becco dos C >e
Ibas, junto de S. Goocab ; a tratar na ra da Im-
eratriz n. 56.
Faz se negocio com quem pretender aomprar
a^bypotheca da rasa do largo do Paraizo a. 15 :
?a ra Nova n. 12, loja de chapeos.
Aluga-se o 2 andar n. 31 e o armazem n.
39 ra do Imperador ; a tratar com Luiz de
Moraes Gomes Ferrea. s
Prolongamento
Pede-se por favor a alguns emprrgados desta
reparticao que nao deseja rem 1er seus nomes por
extenso, de virem ra Direita n. 16 (viado
branco.1.
Na drogara da ra do Mrquez de Olinda a. 23,
precia-8e de i-.m pratico de pbarmacia.
------------------------------"------------------------------f-----
Roda da Fortuna
Premios rendidos por
esta casa
turaste o atez de Abril, da lo-
tera de Alagoas
Sortet maiores
Btlheta as. 15,701
7,18*
31,765
x7.347
24,133
7,557
28,651
39,764
26,439
11,113
Prem ios menores
200:''C
200:0
200:000j
40:000^000
40:000J00
20:000OM
20:000*000
10:00080o
5:000*008
5:000*000
1
i
1
Leilo
Da armaco, pertencas e mais objectos da lnja de
cigarros da ra Primeiro de Mar;o n. 3
luai-l feira 5 do correte
A't 11 horas em ponto
Na referida Ioja :
Em continuarlo
E ao molo dia
Leilo
C(IPMII
i A
DE
NavegacSo Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
O vapor Jacuhype
Segu no dia 8 de
Maio, s .'i horas da
tarde.
Recebe carga at o
*8SlE&2=ESaSaMBPdia 7.
Encommendas, passag,. .s nheiro a frete at
s3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Perrawbucana
n. 12
Do balco c mais pertencas da loja de bilhetes da
r-a do Baro da Victoria n. 4
O agente Pinto far leilo por mandado e em
presenca do Illm. Sr. Dr. juiz especial do com-
mercio, em virtude do requerimento do curador
fiscal da masa fallida de Joaquim de Souza Ne-
ves, dos bens pertenecntes a mesma massa, exis-
t ntes as lujas da ra Primeiro de Marco n. 3 e
Baro da Victoria n. 4.
SI FELIZ
Aos4:000SO0l>
HILHETRM *AB4I1 ll<
^ra^a da Independen-
cia ns. 37e 39
O abaixo assignado vendeu entre os seiu
folizes bilhetes garantidos da 51a lotera
a sorte de 1:000# em 4 quartos n. 2558,
* sorte de 100$ cm 4 quartos n. 2317.
alm de outras mu tas de 62$, 165 e 5$.
Convida os possuidores a virem recebe
em descont algum.
Achara-se a venda os fczes bilhetes
Frecisa-se de um bom cosinheiro ou cos- ___:j..j. r.o, ,.,j i, L ,. .
nbeira i na Ponte de Uchoa, sitio de. Luiz de Mo- gar.antldoB da ->f P^te da lotera a beneeto
raes Gomes Ferreira em frente a estaco. I da irmandado das almas da Boa-Vista, que
- rende~8Tun7ellenle"7itio na estrada de !80 extrahir no aia 6 de Maio.
Joo de Barros, com bastantes commodos, agua e| l*reeOM
gaz : a tratar na ra do Bom Jess n. 19, arma- Bilhete inteiro
zem.
0 sortes de (app.)
8 ditas idem
4 sortes de (app.)
11 ditas idem
297 sortes de (centenas)
198 ditas idem
448 ditas idem
4:000*00*
2:000*00
1:350*003
1:000*000
400*000
200*000
100*00*
36-Rna larga do ltsii>io--36
Bernardino Alheiro.
Ofierece-se urna senhora para cosinhar em
casa de homem solteiro, que nao exceda de quatro
pessoas. a qual desempenna bem toda qualidade
de comida : quem precisar dirjase ra da Lin-
goeta n. 5.
Precisase de urna professora que saiba to-
car bem piano, francez e mais trabalhos de senho- !
ra, para engenho : a tratar na ra do Imperador
n. 43, 1 andar.
Aluga-se o 2- andar do sobrado ra de
Aguas Verdes n. 22, eaiado e pintado, por com-
modo aluguel : a tratar na ua da Aurora nume-
ro 21, cartorio da fazenda.
Bilhete inteiro 4)5(X)U
Meio 20000
Quarto 1,5000
i poreo de f OOjttOO para
cima
Bilhete inteiro 3(5500
Meio 1^750
Quarto 875
Antonio Augusto do Sanf Pi.rto.
Ama
Precisa-se de urna para casa de familia, na ra
Formosa n. 37.
11
AOS 4:0003000
S1LSSTSS 55AOTID0S
una Primeiro de Harco n. i
O abaixo assignado tendo vendido noa
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 1212 com a sorte de 200J000,
' aim de outras sortea de 320, 16$ e 80, da
lotera (51.*), que se acabou de extrahir,
convida aos possuidores a virem receber
na conformidade do costurae sem descont
aigura.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 2.a parte das loteras
a beneficio da Irmaudade das Alma;, ai
BU-Vista (52.a), qUe se excrahir quint<-
feira, 6 de Maio.
rucw
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
m qnantidade maior de loo.*
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manoel Martin Finta.
Leilo
De movis, loucas, vidros, livros de direito, jar-
ros, espclhc?, quadros, grande quantidade de cha-
peos de sol de seds, alpaca, ganga > rlanella para
humens e senhora eoutros muitos movis avulso.
4|ii;iri:i-fc!ra A do correte
A's 11 horas
POR INTERVENgO DO AGENTE
Gusmo
Agente Pestaa
Leili
N.
Henry Forster & C.
8. RUADOOOMALtrtClO -
N.8
i 1 l < r
CHARGEIRS REl \IS
Companhia Franceza de .\avecn
cSo a Vapor
Linha quinzenal entre o Ilavre, Lis-
Doa,
m Pernambuco, Bahia,
Santos
Rio de Janeiro e
StNier VUla le Rio de Janeiro
Espera-se dos Dorros do
sul at o dia G do corrente
seguindo depois da ndis-
I penaavel demora para o Ha
vre.
As passageps podero ser tomadas e autetao
Recebe carga encommendas e pasjapeiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
Companhia Bahlana de navfao
cao a Vapor
^Maceio, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 nw MinnB i Calas
Commandante Nova
E' esperado dos
ma at o dia
e regressar para os
ooriop aci
5 de Miio,
e regressar uara os mes-
mos, depois da demore, do eos-
'turne.
Para carga, passagens, encommendas e dinhuiro
a frete rracta-c na agencia
7Ra do Vigarw 7
Domingos Aires Matheus
Pacific Sieam Navigation Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
O vapor Araucania
E' esperado da Euro-
pa ate o dia 10 do cor-
rente, e seguir para o
sul depois da demora
do costume.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wilson Mona & C, Limited
N. 14 RUy DO COMMERCIO N. 14
Lisboa c Porto
O brigue portuguez Armando sei^ue para os
portos cima: para o resto da carga que lhe falta,
tratase com os consignatarios.
S. Miguel e Lisboa
Segu com toda brevidade para os portos aeima
0 patacho portuguez D Eli-n : tratar com Bal-
ter Oliveira de C., ra do Vigario n. 1, primeiro
andar.
LEILO
Seguuda-feira, 3 do corrente, deve ter lugar
0 leilo de movis, louca, vidros, papel de embru-
lho. pbosphoros e dividas na rna du lnzala Nova
n. 30.
Terca-feira, 4, o de movis e livros no 2"
andar do sobrado da ra fia I nperatriz n. 12.
De um pian.) forte, urna mobilia com tampos de
pedra, 4 castieacs com manis, 6 jarros para flo-
res, 2 machinas de costura, 1 espelh) grande, 4
quadros, e tapetes.
Urna carau franceza, 1 guarda-vestido, 1 lava-
torio, 1 cabide, 1 bid 1 commoda.
Urna mesa elstica com 5 taboas, 2 b^nquinhas,
1 guarda-comida de rame, bandejas, louca, vi-
dro?, e muitos outros cbj-ctos de cas de familia.
Seennila feira 3 de maio
No sobrado da ra da Sanrala Nova n. 30.
O agente Pinto, autorisado elo Sr. Antonio
Fernandos de figueiredo Paiva, que retirou-se
oom M* OJi para a Europ, taz leilo dos
tmvm mam bjectos eristentes no sobrado da
rw* 4* *> Ttova n. 30.
Leilo
De 10 caixas com 25 grosas de plio'pboro, 1.50
resmas de papel para embrulho humbar-
guez) em oaeotes de resmas
de diflferentea tamanhos.
Srzunila feira .'I de malo
A' 1 hora da tarde.
AGENTE PINTO
Na ra da SenzalU Nova i?. 30.
Leilo
Terca feira -i de malo
A'" 11 horas
Ra do Imperador n. 22
O agente Burlamaqui, por mandudo e aisisten-
-o
Dos ltimos predios que pelo seu bom estado de
conservaco e excellentes rendimentos cbamam
a attencao dos Srs. pretendentes.
Oaarla-felra 5 do rorrele
A'S 11 HORAS EM PONTO
No armazem a ra do Vigario n, 12
Ao correr do martello
Urna excellente rasa terrea sita ra da Palma
n. 11 rendendo anuualmente 300*000.
Urna dita ao lar^o de S. Pedro n. 4 rendendo
270*00).
Urna mei'afrua sita a ra do Nogueira n. 2 ren-
dendo 130000.
Urna casa terrea travesa de S. Jos n. 23
rendendo 300^000.
Urna dita grande sita ra de Hortas n. 141,
rendendo 300*001).
Urna dita dita mesma ra n. 143, rendendo
1<)*000.
Urna dita ra do Aragao n. 11 rendendo...
360*000.
Urna dita ra da Ponte Velha n. 22 rendendo
264*000.
Urna dita ra do Viscnndo de Goyanna n.
107 rendendo 300*000.
Urna dita sita ao Corredor do Bispo n. 18 ren-
dendo 300JOOO.
Urna dita ao becco do Tambii n. 21 rendendo
300000.
U.na dita no mesmo becco n. 5 rendendo tara
bem 3i'0*000, e finalmente um sobrado de 2 an-
dares sito ra de Tuyuty n. 3. Todos estes
predios estilo livrus e desembarazados, e serio
vendidos pelo maior prc-co que derem recebeudo-
se as suas importancias em dinheiro ou apoces
geracs ou provincial*.
PROGRAMMA
DA 3.a REGATA
DO
Em 2 de Maio de 18S6
A_JvCot*A^_>tA>vCOk
Em 2 de Maio de 1880
X30 G-^ZOXWXKT^O
P0ULE 21000
l.o
2.o
EMIIABSAQUES
8IQSAES
Baleira de 4 remos.
Escaler de 4 remos.
Out-rigger de 2 remos
dem.
Encarnado.
Azul.
Branco estrella azul
Am irello e azul.
Leilo
De armaco, fiteiros o fazendas da loja ra Im
peria> n. 1
O agente Brto, devidamente autorisado, vende-
r em leilo, a armaco e iiteiro envidracado de
amarello e as fazendas existeutes a saber : casi-
miras, lpicas, madapolo, chitas, aetinetas, sar-
gelins, colchas, chales meias e colarinhos para
homens c inulberes, camisas para bomens, lencos,
chapeos, fiebs, calcados, 400 pecas de roupa feita
c outras fazendas, que se vendem ao correr do
martello, por ter o dono de retirar-se.
<|uinta-feira 5 do correte
A's 10 1[2 horas.
Leilo
3."
*.
Escaler de 12 remos
Balieira de 12 remos.
Encarnado.
Azul.
RESIADOBES
DISTANCIA
EM METBOS
DO VESICABI9
TBIPOL19O
Joaquim L. Teixeira. Profissionaes.
Tbeot. J.de Sant'Auna. Profissionaes.
A. Christiani.
Alcides Falcao.
Braga.
Veiga.
H. Cowlson.
K. Christiani.
M. Al vea Ferreira.
G. Chae":
1.003
Branco a marujo.
Branco e azul.
1.C00
Branco.
Azul e branco.
Out-rigger racing-gig
de 4 remos.
dem, idem.
Encarnado, branco e J. Thom.
azul.
Azul e branco.
5.<-
6."
De bons movis, finos ehrystaes. espelhos,
quadros, tapetes, vinhos e licores
A saber:
Sala de visita
Um piano forte de Blcnet & Wignes, 1 cadeira
parr o mesmo, 1 mobilia de Jacaranda massico
com 1 sof, 2 cousolos, 4 cadi-iras bracos e 12 de
guarnico, 2 cadeiras de balancos, 1 mesa redonda
e Jacaranda, 1 dita oi'avada, 2 porta-flores, 2
jarros cem pinhas, 2 quadros ovaes, 5 ditos me-
nores, espitis, 2 bustos, 2 porta-cartuja, 2 albuns,
1 eapelLo grande com moidura de crystal, 2 al
uiotadae, e 5 escarradeiras.
Gabinete
Urna mobilia de viene com 1 sof, 1 mesa re-
donda, 2 consolos e 6 cadeiras, 1 linda secretaria
de Jacaranda, 1 relogio cuco, 2 estantes torneadas
para livros, difTerentes livro", 1 mappa de Portu-
gal, 5 quadros, 2 figuras, 1 relogio com pndula, 2
capiteia, 2 cadeiras de bracos e G de guarnico
com encost e assento de panno bordi.do, 1 mesa
redonda e. 1 sof pequeo, 1 Sof de Jacaranda, 1
figura de marmore, tapetes de carueira para sofs
e portas, alcatifas e esleir, forro de sala e quar-
tea.
Alcova
Umscam franceza de Jacaranda, 1 toilette, e 1
lavatorio d.j Jacaranda com pedras, 1 espelho oval,
enfeitea de toilette, 1 bid, e 1 commodn.
Balieira de 4 remos.
Escaler de 4 remos.
Out rigger remado por
2 amadores,
dem.
Balieira de 4 remos,
dem.
Encarnado e branco.
Encarnado.
Encarnado e azul.
Amarello e azul.
Bandeira ingleza.
Azul.
Botelho.
Tenente Afrorisio.
Oliveira Lima.
Arthur de Mello.
Alcides Falcao.
Protisaional.
Thomaz D. dos Santos.
Imperiaes raariuheiros;
da corveta Primeiro
de Marco.
Marinheiros do Arsenal
de Marinha.
H. Forster, H. Perman,
J. D. Xeedham e
R. Thom.
Augusto Oliveira, E.
Oliveira, Marinbo de
Souza e F. Vaughan.
1.200
Branco.
Branco.
NOKEDAS EM-
BABCAeOES
Vencedor.
Teimoso.
Irene.
Elctrico.
Primeiro de Marco.
Arsenal.
1.200
Azul escuro.
Azul e
lista.
branco em
Imperiaes marinheiros
do patacho de guerra
Pirapama.
Profissionaes.
R. Moreira, P. Vuughau.
M. Ferreira, G. Chance.
Profissionaes.
Profissionaes.
1.200
1.000
1.200
Branco.
Azul e branco.
Verde e amarello.
Azul e branco.
Azul escur%
Branco a marujo.
Capibaribe.
(C. Pemambucano).
Relmpago.
(C. Pemambucano).
Zila.
Corsario Negro.
Relmpago.
Capibaribe.
Wiking.
Bemtevi.
Sao eatas as cemmissoes que teem de f unecionar no da da regata :
Distribuicao de premios Os Exms. Srs. presidente da provincia, inspector do Arsenal de Marinha e piesidente do Club.
Juizes do partidaOs Illms. Srs. Olympio Redenio Loup, 1 tenente Jos Pereira Gamares e Adolpho Guedes Alcoforaoo.
Juizes dechegadaOs Illms. Srs. W. Hughes. Dr. Alfredo Lisboa e 1 tenente L. B. de Gouveia.
Fiseaes ue raa-Os Illms. Srs. major JoaFranklin de Alenear Lima, Dr. Hennque Milet e Francisco de Paula Lopes.
Directores de regataOs Illms. Srs. Ernesto Jos de Souza Leal, Joa da Silva Lemos Guimares e Arthur de Mell.
Directores de archi-bancadaOs Iilins Srs. Walfrido Aran es, Luciano Mauvenay, Ephrain de Barios Barrtto, Dr. Fiaacisco Leopold
Marinho de Souza, Epaminondaa Chermon, e Joaquim M. Franco de S.
-:---:----aesfs---------.
Os S/s. patroes encontraro os seos respectivos signaes com es directores de regatas, s 2 horas da tarde, naarchi bancada. Anninciar o
comeco (daregata urna girndola de foguetes, a qual ser encerrada com urna outra girndola. O signal da partida dos pareos scWi a queda de duas
bandeirolas, do ponto da partida, aps um tiro de bomba.
Logo que comecarera a correr os pareos, os juizes de chegada carao os signaes dos contendores, e conservar icado 0 signal daqnelle qa
for vencedor. Dado o signal da partida ficar encerrada a venda das p mies da corrida que se vsi effectuar ; devendo o escaler, tanto vencedor coa
vencido, correr at ponto d* chegada, e o vencedor ir logo receber o premio na archi-bancada. Os escaleres que tomarem parte na regata devero est*r
s 2 horaa em fre ,te a archi bancada, junto ao caes. Pede-se encarecidam 'nte s pessoas que vierem com cscaler abrilhantar a festa, o favor de nao
atraveesarem a raia, afim de evitar algum sinstro. E' exprssamente prohibido aos esdaleres correrem por fra das boias.
Comedir s 3 horas da tarde.
Oh dircctore de regata*
Ermito lJ. de Souza Zeal.
^Jos da Silva Xemos (uimaraes.
^rtfrur de Mello
{ UJBVfl I


s

6
Diario de Pernambuco-Domingo 2 de Maio de 1886
Ama
Precisa se de orna ama para casa de duas pes-
j na roa Formeea n. 29, esquina do becco
*
Ama
lsa-ie de urna boa cosinheira
de Olinda n. 6.
na
do
Ama
Precna-ac de ama ama para andar com doae
iajonn. lavar e engommar para as mesmas ; na
raaSja. Boda n. 16.
Ama
Preeisa-se de urna ama
pra na ra Nova n. 20.
para cosinhar e eom-
Ama
Precisa-ae de urna ama para comprar e cosi-
nar, para pouca familia : nw ra da Livram-nto
wuyro 24.
Ana
Precisa -se de urna ama q>e coainhe bem ; na
raspajo Vieconde de Albuauerque n. 24, sobrado.
NICO

lK
Ama
Precisa-ae de urna ama que saiba cosinhar : na
raao Imperador n. 28.
Ama para menino
Precisase de urna ama para acompanhar urna
lasrilia que se retira para a corte : na Graca, tra-
vesea das Peruambucan.'is n. 3.
Aluga-se
psas escriptorio a sala de detraz do Io andar da
rea Primeiro de Marco n 18, muito propria para
escriptorio de qualqucr natureza ; a tratar na loja
de mesmo predio.
lluga-se barate
o 1 andar e ai mazan na ra do Bom Jess n. 18,
e J> andar c armazem na ra da Restauraba n
SI : a tratar na ra do Bom Jess n. 12, escrip-
**:______________________________________
Aluga-se barato
A casa n. 74. la-go de S. Jos.
A casa n. 143, ra da Coronel Suassuna.
Casa n. 18, no Corrador do Bispo.
Tratase no largo do Corpo Sauto n. 19.
ia Paiinna
O Sr. Francisco Alves da Costa, commandantc
de Om dos vapores desta compaoh'a rogado
Tir A ra da .Man.gr.es de (Jimda n. 50, afim de
esaejuir certo negocio que nao ignora.
Cosinheira
Precisa-se de urna que seja muito boa par* casa
do duas pessoas cstran^eiras. Informa-Be na ra
do Bario dr Victoria n 9, livraria.
Engommadeira
Precisa-se de urna, que engomme muito bem e
eosabe, para casa de pequpna familia, prefere se
escrava ; na praca do Conde d'Eu n. 30, terceiro
aadar.
Engenho Sipo
Pede-se por favor que venham ruaDireita n.
16 (viado branco) ts seguintes aenhoivs : Manoel
de Bastos Mello, Brito Bast:s Filho e Autouio
Geamano Alves da Silva.
Pharmscia Levj
Ba >o nume*-o Z
Agua de Selz natural, p#lo ultimo vapor.
Pharmacia Lew
llii Sova numero '+
Cha prcto especial.
c
Precisa-se de um ciiado de V i 11 annos, para
casa de familia, prefere-se esravo ; na praca do
Conde d' Eu n. 30, 3 andar.
Ensillo commercial
Diurna neo-turno
POR PEDKO MAMA LIAUSU
SS O0IAE6IO 11 MI MOSTO c IM1 PiSXfCBLABSS
fcscripturaco merc.-infll
Cursoessenoialme tepraticodetodas as Tansac-
SSfis commereij.es e baneariaa, interiores e exte-
riores, a nsign: ces, cambios, i te.
iriil.uielh i coniinertiai
Appcada especialmente s operaco>'s commor
oes e bi.ncarias e curso coinpLto de cantaB cor
rentcb com juros por conta e cu. purricipaces,
em di versas moedas, adoptadas pelo alto commer-
cM e <*s bancos.
Cal!l4,raphla
Carsiva, bas'arda. redonda, alliraao. gothioa.
aJngua franeeza
Curso theorico e pratico com todas as diffieulda
des da syntaxe em 90 lices. Supplemento de
estudo sobre a syntaxe, locucoes familiares, idio-
tismos em 30 lifoes.
Ao commercio em eral
Encarrega se de escripias
atrasadas, escripturacoes de. casas cominereiaea
ede escriptas de casas pequeas ; abertal* e ve-
rificacoes de livros, balancos inventarios, cor-
respondencia mercantil; trabalius do contabili-
dade e de calligraphia, etc.
Para tratar, ra la Mloria n. .i
Leinbran^a
Para anecc precisar esfabelecer-se temos a casa
da ruada Florentina u. 6 : a tratar no largo do
Para izo n. 14.
Engenho
Arrendase o engrane Estivas, uto na comarca
do Cabo ; a tra"ar no escriptorio de Sebattiao de
Barros Barreto, a ra do Commercio n. 15.
im fie nata

O Muzeu de Jifias, rna do Cab'ig n 4, rece-
beu pelo ultimo vapor francs um esplendido sor-
timent.-. Presos milite moderados.
0 \\m de Mara
Na livraria da rua da Cruz ir f*> (luje ra eio
Bom Jess) acham-se a venda duas excellenteB
obriiikas para o mez de Maio prximamente vin-
douro.
Um tem por titulo o Novo Mez de Maria ou O
, Mez de Maio, e outra Mez de -Maria, Jiioha do
Santissimo Rosario.
Ambas ellas ontm predicas meditacoes ana
logas a devoco, e lindisiiiuMs hyinnos para si- m
cantados, durante os ex "do que o Mez
da Batana di Santissimo Rosario serve perft.it.a-
mente quelles que praticarem o exercicio piedoso
do Rosario din anri o mez ue outubro, conforme
foi instituido pelo S;intisaiin.. Padre Leo XIII, e
j se tem feto nesta dioeete nos dous ltimos an-
no=.
PreoaraQo de Productos Vegetaes
EXTINv0"DAS CASPAS
outras Molestias Capillares.
^ARTINS BASTOS
PertiatubucG B
Companhia de EdiOcacdes
0 escriptorio desta
companhia achase ins-
talado na pra?a da
Concordia n. 9, con
servando-se aborto
das 7 horas da manda
s 5 da tarde, em todos
os dias uteis.
Incumbe-se de cons-
trucfdcs c reconstruc-
focs.
Recbese informa-
^oes acerca de terrenos
na cidade e suburbios,
ca respeito dos quaes
queirain os respectivos
donos fazer negocio.
Po mesmo eserpo-l
ro se encontraro as|
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca doi1aquary,proprie-
dac da mesma Com-
panhia.
Engenho
Tr; spassa se o arreiidamento do engenho Santa
Rosa, na freguezia da Luz, perto da esta cao de
S. Lourenco, na via-ferrea do Limoeiro, ssim
como de Jjiboatao, na va frrea de Carnar. O
terreno da para afreja.--se aiinuamente de dous
tres mil pies e assuea-. Alem de militas var
zeas tem mata virg ui pira abrir-M BOVM parti-
dos, sane i vapor, tendo urna machina nova, de
muita f rea, e mocadas novas e grandes : qoein
pretcndel-o dinja-se ao mesmo engenho ou rua
do Imperador n. 79.
Yende-se ou permub-se
Quorn tiver, na cidade do R^ie, em
'emaipbueo. especialmente no bairro da
J'.oa-V'ist.", um predio do valor de 10
I2:000)000, e quizer ])"rmutal-o por ou-
trs, na povo icao de Mulung, da provincia
da Parahyba, tendo dito pradio 180 pal-
moa de frente e 00 de fundo, eom 20 por-
tas na frente, levantado todo elle de tijollos,
e com um cstabclecimento de compra de
algodo e na.-liina vapor para deseaxo-
9al-c, e prensa e machina do serra, tudo em
bom estado ; dirija se tCb ibaixo assignado,
na ref-rida povoajao, at agosto prximo,
fim de faser negocio ; sendo que de agos-
to em diante s far negocio o mesmo
abaixo assignado Fas-se o negocio por motivos partcula
res.
Povoacao do .Vulungu', 15 de abril de
1886.
Antonio Ihzerru Pessda e A\buquerque.
Madanca n etorio
L. E. Rodrigues Vianna mudou seu escriptorio
de advogacia para o Io andar da rua larga do Ro-
sario n. 10.
Experimenten.
i: ilisam o que fichan:
Os especiaes licores de gcnip> po c caja que se
acbam vtnda i o largo de S. Pedro n. 4?
Urna eenhora competentemente habi-
: em msica e piano, off'reco-se
pam leccionar em casas de familia?, ga-
ranando bom indino : a tratar na rua do
Hospicio n. 17.
leerse
Arrenda-s
i
o engenho Braganea. na comarca de Barrciros,
mcente e corr-nte e de boa producto : quem o
pretender pode entender-se eom os vieinhos Dr.
Feli^ino n- Mcndo:iya Vascouecllos, no engenho
Mintas Cabras, oo Jofio Paak Moreira Temporal,
no engenho Bom Jaidiin, i u no Recifd com Leal
& Irinao.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro eom ssntica de mo-
Ihado?, d.' 15 a 16 annos de idade, Oque d fiador
ana conducta
mero '.
5Pt:
, #qu
a tratar no pateo do Tere,o

Caixeiro
Precisa se da nm caixeiro com prtCcs : a tra-
tar na rua da Uniao n. 54.
Silio
Alnguel milito barato
C'i m cusa ara familia, tend.. muitus rvore 'os
dando fructo, e logo junto excellente banho salda-
do na travessa do Motocolomb n. 4 (Afolados),
junto do Illm. Sr. chefe Lima c muito perto dos
bouds : a tratar na rua de .Santa Thereza u. 38.
A $ commercio
Os abaix-' assignados commumeam que dej.tcu
de ser seu empregado desde o da 28 de Abril o
Sr. JJ.uioi I Rodrigues de Mattos, e ficando si ni
effeito toda e qualquer transaccao feita pelo mes-
mo seuhor, a contar da data cima.
Oliveira & C.
\
VINHOgilbertSEGUIN
FiBRIf UGO FORTIFICASTE appnndo pt/a Academi da Uadielna da Parit
------------------iian
StoMenta annos de Experiencia
i sa> boas salto Isas demonstrado a aicacia Umlahm de.t TXWl
las tasa demonstrado a Slcaaia iascaassaaval deste TIVIO, anr tomo <.
pssk cortar ts retmrm e eTltar o seu reappareclmento. qur como furttficttnte as'
Ooayalaaocas. PaMlldaas ato aagve, Falta do MeaatniacKo. Zaappeteacla, Blres-|
msaais, Baflsianldades aerrsaaa, Dkliiada causada pela edtde o por excelsos.
fa>y>w**'."..'."'*". "s/t prtss/ptoi iof/ra rfo qm ei f-tptmdoi itoii/irn, nndnt sor pran mi
*** m*t* assaso.Ho u Btn tbjtttir contrt o prefo un tltlt d noonhtdd tlHoael* do m Pharmacia a-. SB3CTjxiV, 378, rua Satnt-Honor*. PARS
Depositarios em Permm/.vco : FRiM" K. da SILVA e C.
PARIZ
8
Areno VictKia
|ta Prrnambuco:
Ir.M.toSilvaal"
Este MZDICAMMTO de um gusto agradavel, adoptado com eran de axito ha
mais de 2o annos peoe irrelhores Mdicos de Parlz, cura as ejluxo, tripa, Tosse,
oru i* Garganta. Colarri mUmonar. Irriuiad*t da onto. das Vio unnu'io la llexiga.
i,M>iau'.' ci-*
PorfcasBs
v. O, 9AJB0O9

*1

1

.
i
i em toJi.o nm arias *. ., 9. t
9,asitom
SAB0NETE de ALCATR0
'ABA A TOILBTTB, OS BANHOB B CUIDADOS A DA A* CRIANQAS
Esta ftABONEim. cnrdiuu-iro antiseptUi, o maz efllcaz para a cura de todas as
MOLESTIAS DA PELLK
id vosean / /.
tMsl:|iMWi^H;BH?
sen. o *APt> CAUBOSMH /'/. IJ-.u #..\.-i a m de protegel-o
o SARAI0, a VARSOLA e ai FE3E ESCARUTiNA
K~tes HABOXETKS to r. rr "meiuia'los pelo Corpo .eiieo luteiro iioriue >:revinem aB
MOLESTIAS EPiDS.-.IJCAS c OONTAQ103AS e te adapta a qualquer clima.
TARCA UB PABBICA Kd KNVOLUEUOS E NOS PlKS
X)ex>osito asral: "W. "V. WRIG35T SC C, South-wark, LONDHES
Em Fema.mb-u.co : ^ra.r.'0 3VT. da SJX/V.A. Se C!
tW*ftaAstA^>A>tA-. Vna^Tni^-fNaA '1-.
ZI
fVINHO E GRAGEAS .ouiibVIVIEN |
i
Ordenados
EXTRACTO NATURAL DE FIGADO DE BACALHO
Premiado com madalhas de Onro e FrsUa
PELA ACADEMIA NACIONAL
nos hospitaes de Franca, America, Inglaterra, RumU,Ic
A ministrar seb forma mui fcil e agradavel todos os elementos curatiros do oleo
evitan lo ass.in o cheiro e sabor nauseosos d'este ; alem d'isso esta prsciosa pseparacta
*5 tem >i!iia supenondale incontostavel sobre o oleo porque pode sar usada durante es
g-un les calores em quanio o uso daquelle impossivel, tal o minante gervico poestada
y| pe o Doutor VIVIl-.N; a experiencia tem confirmado o bom xito d"esta producto
* Exigir a firma do inventor H. VIVIEN em duas c6res ao redor do carasio
rr^ garrafa com o Sello de uniao dos Fabricantes jo, boulevard Strasbourg, im PMIS.
^Hi^S^]I51Hl5l5K!n5l^^
o psestade mj
o. nj
o de oada f|
wZ0



,
Aspira-se a I .
a cipooiorc v"* u laronsa ..tui^jOes qos ury^s rca^u v/.
Teoaa esa atacada en casa de J. EFIC. f t, rua M<-(,aaura. esn fen ^
r
- ^\
Co
aa
^3TC
II
Laureado pela Academia de Medicina q
. Cara/ne/ro da Leg/o de Honra t-r'C'X O *~>
^'IlATOd.CAL GrS^**^
O Pbosphato de cal c a substancia mineral mals abundante do onanismo e toda ves que sna
quantldade normal dlmlnuo resulta iimaaffoccao or, a:dea grave.
Mala de Cinco mil curas, a mor parto justilicada pelos Ir.ifessores e Mdicos das Faculdades
foiao obUdas ltimamente e Qzerao com (pie o Xaropr. iy Krinvlllicr fos-,o cl.issllcado
como o especifico mals seguro contra a Tsica pulmonar, Bronchits lironii. Anjmla,
Bacnltisrno, Debillade do Organismo. 0 Xtirope to II' Remvillier admiuisUado
dlanament: as criaucas facilita a deaticao e o crescl..i 'nto: as maes e amas d.: lelte torna o
_,lelte mellior; imped! a carie e queda dos dentcs to :requeniea depols da preohez.
Deposita: Pharmaoia VJBBmjri:, S, Place de la Matjdelelne, VARIZ.
Em Pernambuco: WRAN* M. ila Sil, YA b ?', e n principan Pharmacia a Orogtrlai.
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DeposittriostB Pernambuco : Fruc"M. da SILVA & C'

ipodUriosem Pinwmbuco. FBAN" M. da SILVA A C"-
PANCREATINA DEFRESNE
Adoptada oficialmente nos Rospitati e Pars
e na ilannha Fraaceta.
O mais poderoso d'entre todos os agestes
digestivos conhecidos, a Pancreatina De-
frernte emprega-se sempre com resultado
provado contra:
Faatlo I Oastrltrs
Ms digettSss Castralgla*
riatulencia do estomag-o
Somnolencia apt os refeioSes
Vmitos determinados pela gravides
Enfermldados do ligado
Tomada depols das refeicoes desperta e excita
o appetlte dos convalescc nles, combate e de tem
o emagreclmento dos liseos.
A JViHcreattwa Defreanc om pi e em
fuliis veude-se em todas as pharmaclas.
.
ORINARAS
anteo da tsxtgtt,
o canei de antn,
sstlas c orostata,
lAGOUaoncla ta Urina,
Araia na urina, etc.
3ceutcu-Ch*n
l, PiRIJ
15, Rm 6 Pcifoo, 15
pars
OLSO
nGADO de'BACALflAU
NatunU
FoFrcginusoe Cr;.3:tdr
Ru adMinn Pia.nt/ls
Leonor Porto
Ra do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difflceis
figurinos recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre-
vidade, modicidade em presos e fino
anata.
sSP*
l
{}
}{
MULSAO
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de :aJho
COM
l.ypophosphiloi 0 toda
Approvada pela *9wm0 da Hy
glene e antorLutafa pelo
govevao
E' o melbcr remedio at It-^t datcoberto para a
llMira bronebilew. MasratphaikHn. rat-
rhlliN. anemia, < <-liii ianil< em seral.
ileflnxot, loiie rbratBMna SHTeei(>M
to pello e da liargaaM,
E' muito superior ao olio ^najan d bacalho, porque, alm du tor eUlra t sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propiedades tnicas e
reconstituinti s dos hypophcsphitos. A' venda nai
' drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Francisco Hanoei da Silva k G.
'23-RUA MRQUEZ DE OLINDA 23
AULA SOCTCRNA
EM
E1 o nomo da mulata!
A pimenta especialmente preparada na E tropa
em bonitos frasquinbos e que se vendem pe o cS-
miaato proco de 160 ris cada nm, no La^re- d
8. Padro n. 4.
_______. .____________________________,----_------------------, ...na.
Os engenhos centra**
do Brasil
Polheto farripto por M. Amberg, vende-k aa
agencia geral de a asignaturas de obras littetanma,
praaa do Conselheiro S. ldanha Marinho, n. 4k, an-
rige largo da mutris de Santo Antonio, pelo preas
de MO rs.
---------------------------------- n
Declara^o
Os abaixo assignados, innfios da veneravel ar-
den terceira do Seraphico Padre S. Francisco de
Olinda, promotores da prociseao do Seabor Morfa,
declaram na ia dever relativamente quelle afa>
e se alguem por veutura se julgar credor, q'ietaa
apresentar suas contas canvenieutemeute legal-
sadas, no prazo de tres dias, que Ibes serao pagas
pelo irmo Teixeira de Parias.
Olnda, 30 de Abril de 1866.
Jos Marcelino da Silva Braga.
Francisco Antonio T. de Fanas
Precisa se de urna
Livramento n. 19.
Ama de lcite
ama de leite : na rna do
Hez de Maria
O melbor livroproprio para as dev>coesdo Saca
Mariano, recommendavel pela grande escolta de
oraefies, novenas, etc., o
:*ovo Mez de liarla
| contendo a noticia deMedalha Milagrosat t'.e-
dicado a
Nossa Senkora da l'mha
Um voiume nitidamente impresso e encaderna-
do em Paris.
Freco CAOOO
Em todas as Livrarias.
A conferencia lo Sagrado CuracSo Jess da Sociedade de S. Waeat de Paula
desta cidade. deliberoa era sua BesaSa de
21 do corrente, cre*r urna aula nocturna,
do sexo masculino, pan aqoelles meninos
c adultos que nao podjpm frequiMtar a
aula diurna. O curso gratuito e ser
iberto no dia 1. de M;k>.
Plvora
Wndc Candido Tliiafjo da Costa Mello, em seu
p sito rua Imperial n. ,'lat, otaria, onde tan-
i :n vende tijolos e telhas. 'rsieybotie n. 261.
os 4:000^000
BIIHETES SASANTD10S
16-Eua do Cabng-16
Acham-se venrla os venturosos biloe-
tes garantidos da lotera n. 52a em benfica
da innandade das Almas da Boa Vista que
se extrahr na quinta 'eira t de marco.
Precs
Intwro 45000
Meio 25000
Quarto 1|000
sendo qnanldade superior
a I u:OU
Inteiro 35500
]\Ieio 1;>750
Quarto
Joftquim Pires da Silvm.
Cosinheira
Precisa-se
1.
de
urna, a tratar
roa ila (Jnio
Ouem lew?
ore e prala : c)mPr" se oaro, prata e
.aras preciosas, por maior prejo que lUHi'quer parte : no 1 and t b. 2 rsa krga do
-tosario, antiga dos Qm^ssas ssn-ss> aman p 3 da
kirde, di;is uteis.
Joaqulm Wilverio Carnciro Be
ierra Cavalranle
Jo > Agnstinho.Garneiro Bezerra Cav-.loante,
sua mili e irraaos eonvidam aos scus parentes e
amigos para assistirem as u issas do trigessM
diaiiU'' mandam reaar pela alma desea presado
irmao e filho, Jj iqniui silverio Oarneiro Bezer-
ra Cavaleante, na matriz da Boa-Viato, pelas T
1.2 horas da manna do di.t s.'gunda-feira 3 de
Maio.
m mi
iem dieta es* idifi-
ca?oes de ewtemes
o
a
o
C5
3
O
s
c
O C
o "
o
o
a

o
Ol
^3
sr
s
o
Jos Cari, da Costa Pib' iro c seas filbos agxa-
deeem eordialmente a todos os sl'us amigos e pa-
rentes que se dignaran) de acompanhar at o ee-
mitc'io os restos m irtaes ie ana pr* aada esposa <
mai D. Adelaide J- aepkina da Costa Kibeiro ;
Ihes pedem ainda o caridoso obsequio de ussistiwm
as missas de stimo dia, que terao iug.tr na ua-
triz da Boa-Vista S huras da mauhi de S N
corrente.
e VawconcelloN
s 9 horas da miraba,
llIHIlrlI.
DEROCQE
DEROGOUr
Especiit* s preparados ha
Diaceuico Eugenio
de lloilanda
Approvr.dos pelas juntas d- hygiene da Corte.
Repblicas do Prata e academia de industria de
Paris.
Elxir de imbirbina
Restabelece os dyspeiiticos, facilita as diges-
t5ea e promove as ejeccea difiir
Vinho df ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anmicos, dehella a hjpoemia
intertropical, rtconstitue os hydropicos e beribe-
ricen.
X'iropo de flor de arueir.n e usutamba
Muito recomm ndado na bronebite, na hemop-
tyse e as tosses agudas ou chroncas.
Oleo do testudus ferruginoso e cascas de
lar.injas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nisroo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres irtermittentes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho do jurubeba simples e ta.nbem fer-
ruginos preparados eaj vinho s caj
Efficazes nas inflaiumacoes do figado e bafo
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Appcado nas convaleseencaa das parturientes
urtico antefebril.
Dopstsito : FrinciscoManeea/S'lTfl &. CJ
Fabrica Vendme
_lo* de SBonra
Ko di- 7 do correute,
trigsimo do fallecimento do Ilustre e respeitave
cidadao Jos de Moar a Vasconceibs haver nft
matrizes de Bom Jardira e Altinho, missas coa
memento solemne em suflragio d'alma do finada.
Para esse acto de religiu e caridade sao convi-
dados os paredes e amigos do finado, e os da seu
extremoso filho, noss amig Maura e Vas-
concellos, vigario do Alti:
Romuoliio lntonio do Hacrameato
Ro'nualdo C. do Sncramento, Mareos Antonio
do Sacramento, Victoriano Antonio do Sacramen-
to e suas irosas, convidara aos seue parentes e ami-
gos para assistirem a miasa que por alma de seu
presa io pai Romualdo A. do Sacramento, mandam
retar na igreja de .V. S. do Rosario da lisa Vista,
s 7 horas da manila do dia 4 do correute, 1 anni-
versario de seu passameoto.
,; re..
Man el Martina Fias, na esposa e filhos agra-
decam is pessoas que se dignaram acompirnhar
ao cemiterio publico os restos mortaes de sua pre-
sada sogra, mai e uv, R.ta Mana Rib.-iro de
.Melle ; o de novo onv.dam aos seus parentes e
amigos para assistirem as missas que por sua
alma mandam resar na nrdem terceira de N. S. do
Calino, s 8 horas da manha do da 4 de Maio,
stimo do seu fallecimento.
Nova marca do cigarros pisado, surgi desta
fabrica, denominados Zulmira, a apreciadlo publi-
ca a julf ara, na certeza de que sao preparados
com tumos de qu didades superiores. Xem rece-
bido agora tambero fumo fresco do Para, charutos
do Cardcso, Costa ferreira' Lacas Frey, Danne-
mam e outros, caporal de diversa* quadaies, fu-
moa inglezes e outros ; a elles, tama vgn fre-
guezes, apreciadores do tabaco
Rna do Barao da Victoria n. 39
l>. Hila Maria de thrc-u Lima
O major Guilhc-rmiuo Paes Barrete, sua mulher
Marcolina Paes IJarret > e filhos, mandam resar
urna missa na matriz da Boa-Vista, na terca-feira
4 do corrente, as 7 horas di manba, stimo dia da
morte de sua estimada sogra e miti, f). Rita Ma-
ria de Abren Lima, para o qoe convidara seos
parentes e amigos, aos quaes agradecem esta pro-
va de amizade e estima.




Diario de Pernambuco-- Domingo 2 de Maio de 1886
.
TINTURARA
OTTO SCHIVEIDER
SUCCESSW
25 Ra de .Halhias de Albuquerque 25
(APiTIGA m DAS FLORES)
Tinge e Iirapa cora a ror.ior perfeicao toda a qnaliade (!e estofo, e fazenda ern
pecas ou em obras, chapeos de fe Uro ou de palha, tira o mofo .l.s fazendas; todo o
trabali o reito por meio de machiniamo aperfeigoado, at boje condecido.
Tintura preta as tercas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavageto todos os dias.
Compra-se
urna armaco envemisada e envidraeada
do Qaeimado n. 43.
na roa
Copeiro
Precisa se de um copeiro
ra do Commercio n. 44.
que neja perito ; na
Grande e bein luontada ofiicioa '< aifaiale
DE

PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bein eonhecido estabeleciraento, se encontrar um lindo variado ser
kaento de pannos, casemira, briiis, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
todo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha ; e para berr
8ervirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimento
jm na direccSo dos trabalhos da officina habis artistas, o que no curto espaco de 24
oras, preparam um terde roupa de qualqucr fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)
Os proprietarios do muito eonhecido estabelecimeDto denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, coromunicam ao respeitavel PUBLICO que receberam un
fraude sortimento de joias das maii modernas e dos mais apurados gostos, como taro
em relogios de todas as qualidades. Avisara tambera que eontinuam a receber pot
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendera por muito menos que en
osra qualquer parte,
MIGUL WOLFF & C.
N. 4RA DO CABUG-----N. 4
Oompra-se ouro e prata velba.
>
c
JOSEPH KRAUSE a
Acabam de augmentar o sea j bem eonhecido
importante estabelecimento na Io
de marco n. 6 com mais
m saldo no 1 andar luxnosamente pepar-
rado e prvido de una exposi-
fefctlm deprai ePorte t tectrfrfiatf
dos mais afamados fabricaste do
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exwas. familias, seus nume-
rosos amigos e freguezes a visitarem
o sen estabelecimento, alim de
apreeiarem a grandeza e bom gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desla provincia.
CHA-SE AEE1T0 DAS 1 A'S 8 DA NOITE
n
i
GRANDES MMDADES
Fazendas fnas e modas
2 A Rua do Cabug 2 B
J. BASTOS &C.
Para este estabelecimento acaba de chegar um primoroso sortimento de arti-
gos do modas destacando-so os que aqui indicamos :
Vestidos meio preparados, de cachemira, ricamente enfeitados ao rigor da
moda.
Fantasa rica, bordado a missanga.
Fil e missanga, alto desenho em la e seda e 13, bordados a retroz, etc.
Cortes de vestido, la florettes unie, combinayo de fazenda lisa e bordada e
qae modernissima.
Cortea de vestido em toile d'alsace com bordado a agulha, cores lindas e de
gosto apurado.
Lindissimos cortes de vestido de etanione, com bordado a seda, novidade pal-
pitante.
Etamines, buratos, failles, sedas, setins, cachemiras de todas as cores, creto-
nes, setinetas e toile d'alsace, sortimento grande.
Leques transparentes especialidades e os primeiros chegados aqui. Recom-
mendamos ao bello sexo.
Ditos de setim, opulentosortiment.
Ditos de madreperola, brancos e de cores.
Para as Exmas. noivas :
Setim branco Duehesse.
Surato e gorgurao.
Guipour branco de seda, fil e rendas para enfeite.
Capellas de cera e de pellica.
Veos de blond, ampios e finos.
Meias de seda e eaias bordada*.
Colchas de damasco de seda de crochet.
Cortinados de crochet e cambraia.
Lencos de cambraia de Linho, lisos e bordados.
Sedas, setins e merinos pretos de todas as qualidades.
Para todos os artigos que referimos, os precos sao sem competencia.
(Telephone n. 3S9)
Vinho velho genuino
do Porto
Proprio para doentes, recommenda-se pesia sua
pureza e especial qualidnde ; no armazem de Jos
Fernandes Lima 4 C, rua do Barao da Victo,
ria n. 3.
VENDAS
Vende-se um engenho na comarca de Ja-
boatao, distante legoa e meia da eBtaco de Ca-
tende : quem o pretender dirija ae rua Sete de
Setembro n. 15.
ende-sc etager de flores artificiara para
ornamente de sala, e recebem-se encommendaa
e florea de panno e de couro : no Caminho Novo
n. 128. Na inesma casa se dir quem vende o
xarope para o peito e rheuumtismo.
Especialidade em
Vinboa finoa do Porto, Madeira e Sberr
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhoa tnicos, como :
Abaintho.
Vermoutb, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotea.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Eapecialiasimo matte do Paran, em p.
Ainda mais :
Ovas de peize.
Surdinnas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capitao & C, rua eatreita d
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Foruiicida capanema (verdadeiro) para extinc-
co completa da formiga saura. Vendem Martine
Capitao & C, rua eatreita do Rosario n. 1.
Vende-se o engenho Megnahipe de Cuna, da
freguezia de Murbeca, comarca de Jaboatao, com
ptimas trras, proprio para principiante : a tra-
tar em Jaboatao, rua Duque de Casias n. 15.
mpeopam
Cabriolet
Vende-se um ero perfeito estado e por ($**
eommodo; tratar na na Pague rfr Ciir:"" BJ*7
Froclas
Vendc-ae diariamente especiaea laranjas para
meaa, mangabas, eapotas, e outras muitas : a
largo de S. Pedro n. 4.
Vende-se
% ende se pelos seguate pre-
cos de I5#UW at *400, ^ j" deposito ^m poneos fundos ; i
rua do Crespo n. II Madama
Mequelina.
I Augusta n. 180.
Casa no Monteiro
Vende-se ou aluga so urna casa eom 2 salas, 4
quartos, cosinba, junto a igreja : a tratar na li-
naria Econmica, rna Primeiro de Marco n. 2.
GRANDE
:

Expsito central rna larga do
Rosario n. r.8
Damis Lima & C, nao podendo acabar com a
grande quantidade de mercadorias, reaolveram
anda vma vez convidar as Exmas. familias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza nin-
guem perder bru tempo, fazendo urna visita
ExpoNiro Central
Pecas de bordados "a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhas c colarinhos bordados para seniora a
2000.
Dites ditos liaos, l500.
Ditos para homem, 1 500.
Um plaatronde 2*000 por 1500.
Invesivf-ia grandes por 320 ra.
Lacoa para senhora por 15O0.
Macos de 12 para bardar, 2&00 e H.
Luvas de seda arrendadas a 2^500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escossia, MOCO.
Brochea para senhora (modernos) 1 500.
Um par de meias para senhora (fie de seda)
600 ra.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J20C.
Duziaa de baleias a 360 ra.
Carreteis de OO jaidaa a 80 ra.
Metros de p.rquinhaa a 160 e 120 rs.
Um par dfl fronhas de labyrintho, 1*500.
Macos de gramp.s a 20 rs.
Metros de plisss a. 400 ra.
Lindos passarinhoa de seda para chapeos de
senhora, de 500 ra. a 1*000.
Um pente com inscripcao para senhtra, 1*.
Um leque de 16* per 9*.
Brinquidos para criancas, leques de papel, fi-
tas, bicos de linho, quadros para retratos, lrncos.
tspartilhos, bicua, galVg, franjas com vidrilhos, e
eutrss mu i toa oajectos de phantasia per precoa
sem competencia: na exposicao Central, rua
larga do Rosario n. 38.
Pinito
enga
Vende-se em casa ae Matneus Austin & C, i
rua do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
qualidade e diversas dimensoes.
GOufBileravaD i o Norte
Em vista dos grandea progreaaoa da idea de que
se gloriam as nacoes civiliaadaa, o commercio
deve acompanhar csse progreaso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em rista do que annun.ciam
MART1N8 CAPITAO & C.
1 Rua eatreita do Rosario 1
Grande sortimento de poneros alimenticias, ea-
colha dos quaea, os annunciantes teem sempre '
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos ;
fregueres. Lembramos, poia, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venbam ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francs Menier.
Dito do Maranhao.
Eructos seceos, como :
Passas, ameadoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doee de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates novas de hortalizas.
Engenho Recanto
Vende-ae ou arrenda-se o engenho Recanto, ai
tuado no termo de Serienaim, moente
d agua, com boas trras, etc. a tratar com Ma
noel Ferreira Bartholo, rua do Bom Josua 4.
WHISKY
ROYAL BLEND marca ViADO
Eate excellente Whisky Escessez preferiv;
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica'
o corpo.
Vende-ge a retalho no h. heres armazens
nolhadoa.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo n^
me e emblema sao registrados para todo o Braii
BBOWNS & C, agentes
O l*i da rua Duque de Caxias est ven 1 ido
fazendas por menos 25 /o de seu valor.
Ver para acreditar
Setins macaos de 1*400 por 800 rie o covad i
Merinos oretos de 15, 1*200, 1*400, 1*I
1*800 e 2* o covado.
Setineta pr^ta a 500 e 600 ris o covado.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fustoes brancos e de co es a 400 e500rs.
covado.
Sedas de listras de cores do 2* por 1* o o
vado.
Merino de bolinhas a 90o rs o covado.
Mariposas fiama de ^ores a 24(1 rs. o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Liihos escosaezea de todas as cores a 240 ris
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. d covado.
M.mteletas de seda Fichus a :>g, 4* e 6*.
Bramante de trea Iargura8 a 900 ris a vara.
Dito de quatro larguras a 1*200 a vara.
Atoalhado de linho bordado a 2* a vara.
Collarinhos e punhes para senhora, modernos, a
2*000.
Brim pardo liso de 300, 490 e 500 rs. o corado.
Toalhaa vclpudas a 4* e 6J a duzia.
Ditat alcocboad^s de 20* por 12* a duzia.
Cobertas forradas a 2*800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Canvsas para senhora a 2*50C urna.
Casacas de la;< bordados, m"ileruos, 19*.
Dama co de algodao de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linbo a 80*000 a duzia.
Madapolo casca de ovo e pelie de ovo a 6*500.
Enxevaes para baptisado, no vi dade, 9$.
Timoes para menino, boidados, 4$.
Chapoi de 8ol de seda para senhora, de 16*
por 8*000.
Meiaa para homem e senhora, de 3*, 4*, 5* e
6*000.
Redes hamburguezas, 10$.
Colchas a 1*800, 5*, 6* e 7*.
Verbutinas de todas as corea a 1* o covado.
Cortea de casineta 1*, e 1(800.
Ditos de casemira C 3 4, 5, 6 e 7*.
Lencos abainhados com barra a 1*200.
Camisas de icei i a 800, 1*. 1*500 e 2*
Casemira de cores de duas larguras a 2*.
Cortes de casemira para vestido de senhora, de
40* por 20*. baratissimo.
Zefiros lisos a 120 ra. o covado.
Cambraia preta para forro a lJ200a peca-
Fazendas brancas
SO" AO NUMERO
lo rna da Imperatrlz = lo
Ijtja dos baraleiro
Alheiro & C, rua da Imperatriz n. 40. ven-
dem um bonito aortimento de rodaa eatia fazendaa
corrente aDa'X0 mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPee*" godozinho com 20
jardas, pelo-.- i precoa de 3*800,
48, 4*500, 4* '. 6J, 5*500 e 6J50i
MadapnlSoPecas de madapolo cam 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
j Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branco e cruaa, de 1* at 1*800
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoea, toalhas e
. csroulas, vara 400 rs. e 500
Cerouiaa da ineama, muito bem fetar,
a 1*200 e 1*500
Colletiuhoa '"a meema 800
Bramanf francez de algodao, muito cn-
corpada, com 10 palmes de largura,
metro 1*280
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 28Cl
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Crotones e chitaa, claras e escuras, pa-
droea delicados, d< 240 ra. at 400
Baptista. o que ha de maia delicado no
mercado, ra. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
doa Ferreiroa
Camisas nacionaes
A *4f>oo. sSooo e a*5oo
32= Loja k rua da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um glan-
de aortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e punhos de linho como de algodao, alee
baratea precoa de 2*500, 3* e 4*, sendo fazeoda
muito melhor do qu" na que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambe
se manda fazer por encommndas, a vjntade dos
freguezes : na nova loja da rua da Imperatb n.
3;, de Ferreira da Silva.lgPB
Ao32
Nova loja de fazendas
%9 ~ Rua da Imperatriz = SI
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o ra>-
eit avel publico um variado sortimento de f&aes-
as de todS as qualidades, que se vender por
recos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de rr.upas para homens, e tambem ae mas-
da fazer por encommendaa, p r ter um bom mea-
tre aliaiate e completo aortimento de pannos nana,
casemiraa a brins, etc.
Cabriole!
Veide-se por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous assentoa, quatro ro-
das e arreioa para um cavallo ; a tratar na co-
cheira do Candido, rua da R >da.
IHobilias de junco
Vende-se mobiliaa do junco de encost com pa-
lha e sem palha, maia barato do que em nutra
qualqui r parte, aasim como meaa elstica de 3 e 4
taboas, guarda-veatido e guarda-Iouca, e outras por ter I ena commodoa
pecas avulsas : na rua eatreita do Rosario 23 Ro ario n. 14.
Algodao entestado pa-
ra eii^oes
A 90o m. e lOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da iioa-Vista
a :odao para leugoes de um s panno, com 9 pal-
m 8 de art'uraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
lj K <0 o r/ietro, aasim coma dito trancado para
to: Ihaa de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
o i. otro, lsto na leja de Alheiro te C, esquina
do i'cco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*20, 1*400, 1*6(0, lr!800 e 2* o covado
A heiro V C, rna da Imperatriz n. 40, ver t
dem muito bons merinos pretos pelo preco acim>
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co d< s Ferreiros.
Espurtllhos
Na loja da rua da luipeatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora, pelo prejo
de 5*i)00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro 4 C, rua da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiraa ingle-
zas, de duas larguras, com o- padrees mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
301-', sendo de paletot sacco, e 35* de fraque, e
Lgrande pech'ncha : na loja doa barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 ra. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32C'
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco doa Ferreiros.
Bordado* a IOO m. a peca
A rua da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fustoes de setlneta a 500 rs o
covado
Alheiro & C. rua da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fuatSea brancos pele
baratinbo preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado na loja da esquina do becco dos Fer-
39Rua da Imperatriz-39
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-s as roupss abai-
xo mencionadas, que sao ba- flUuaa.
Palitots pretoa de ;:'ir .. uiagcnaes e
acolchoados, senuo tazendas muito en-
corpadas, e forrados 7*<#0
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem feitos e forrados 10*940
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12*000
Ditos de flanella azul sendo ingiera ver-
dadera, e forrados 12JPW
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendu Duenda muito encorpada 6*tWG
Ditos <: eaaemia de cores, sendo muito
bem feitas 0J5OP
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas S*MC
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e l*00f
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e 1*631 >
Collctrahoa de greguella muito bem feitos 1*090
Assim como um bom sortimento de lencos de
nho e de algodao, meias ernas c collarinhas, etc.
1 "o na loja aa *ua da Imperatriz n. 3is
Taverna
Vende se a bem
larga do Rosario n.
afreguezada taverna da rua
1, propri* para principiante
; a tratar na rua larga do
Riscados largos
a 900 ra. o covado
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vendsss se
riscadinho8 preprioa para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o osvado
tendo quasi largura de chita tranceza, e saif
como chitas brancas miudinhaa, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
!oj do Pereira da Silva.
Fafttoew, aetlHetaH e lazinfeaaj a KO'
ra. o covado
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vende-*
um grande sortimento de fustoes brancos a 600
rs. o covad.i, lazinhas lavradas de furta-cerea,
fzenda bonita para vestides a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. i covado, pechincha : na loja
do Pereira da Silva.
HerlnM pretos a 1<9 '
Vende-se merinos pretos de duas larguras para
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*9K
o covado, e suoenor setim preto para enfeitss a
1*500, afsim coino chitas pretas, tanto lisas cono
de lavourea brancos, de 240 at 320 rs.; na aova
leja de fereira da Silva rua da Imperatri ma-
ulero 32.
.tlKodozinbo francs para lenset
a OOO ra.. 1$ e I#300
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vens-st
superiores algodaozinhos francezes com 8, 9 1C
palmos de largura, proprios para lencoea da am
s panno pelo barato preco de 900 ra. e 1*000 c
metro, e dito trancado paa toalhas a 1*280, as-
sim como superior bramante de quatro larrorai
para lencoe8, a 1*500 o metro, barato ; aa laja
do Pereira da Silva.
Roupa para meninos
a i*. iSr.oo e
Na nova. loja da rua da Imperatriz u. M, a?
vende um variado sortimento de vestuarios ar*
prios para meninos, sendo de palitosinho e ealei-
nha curta, feitoa de brim pardo, a 4*000, sto*
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgorito pretc.
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ', aa
loja do Pereira da Silva.
A
DAS
CORRE \0 DA 4 DE MAIO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006^Q00
Os bilhetes acham-se a' veoda na Casa Feliz, pra^a da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 4 de Maio de 1886, sem falta.
{ im I


8
Diario de Pcrnambiico-~Doiiiingo% 2 de Maio de 1886
SF
VARIEMDES
Memorias
A GAVETA DOS MECS PAPIS
(CmdiM&o)
De uma vez escreveu ao senhorio pe-
dmdo tres dias de espera no pagamento da
redda da casa. O burguez, puloa, aver-
aelhado, menbrudo, mal creado o por cima
de tudo senhorio, respondeu-lhe iusultan
do-o.
Andrade Ferreira mandou-lhe dizer e3-
tivesse, s cinco horas, no Roci que l hia
pagar-lhe. Procurou o seu grande amigo
Manoel Patricio Alvares, este emprestou-
lke immediatamente o dinheiro. o, vendo-
lhe a catadura minaz, foi-lhe no encaljo.
Andrade Ferreira entrou no Roci; l
estava o seu hornera ao p do galheteiro,
impando de soberba e de chispe com her-
vaff.
Chegou se a elle, apresentou lhe o di-
nheiro e disse-lte seccamente.
Cont.
O burguez, depois de coutar respon-
deu :
Est certo.
E metteu no bolso.
N'este passo, Andrade Ferreira, joga-
lke a mSo esquerda ao pescojo apopltico
o convida-o com uma saraivada do murros.
O senhorio, atordoado, baqueia no embre-
mhado da praja cemo um boi no matadou-
ro. O aggressor, sem mais explicagoes ca-
valga-o, o trata-o como besta, que era, e
a quem, se mette os acicates.
Patricio Alvares, que o seguir de per-
to e era homem de grandes forjas, lo-
grou, nao sera custo, arranear-lbe das
inaos o senhorio esmurrado e quasi asphi-
xiado !
Voltemos ao duello.
Dado o signal, tergaram as espadas.
Claudio foi o primeiro a atacar. Andrade
Ferreira defend'Vse mal, mas com seren-
dade. De repente, sentindo as carnes o
ferro do inimigo, como diziam os nossos
antigos, enfureceu se e com os olhos in-
fectados de sangue, enfiado, de ambas las
' 1_____...*:lJ S~ Snii.
morto o adversario;
Impjricia do jogador,
besse atirar tinha
mas a espa la, pela
bata do prancha. Um dos goipes, porm,
deu de gurae, no braco de Claudio e fez-
lhe um bo n gil-voz. Eu esta va armado
com uma excellente beDgala de caana da
India; (1) vendo segundo feriraento e a
cegueira do Andrade Ferreira, raetti-lhe a
bengala a outro golpe que despedio, bra-
dandando-lhe ao mesmo terapo, que sere-
nasse.
A' minha vos p.irou. O golpe apanhou-
mo a bengala,obra e um palmo abaixo do
castao, e levou-lhe uma farauia at a pon-
teira.
Era uma boa entilada 1 A bengala an-
dou de m&o em mo no Marrare.
Passado o impoto, vendo o lanho que
abrir no braco de Claudio, Andrade Fer-
reira perguntou, coramovido, a Rodrigo
Paganino, se o feriment era grave, este
respondeu-lhe que nao
De facto, ellea o que estavam, princi-
palmente, era contundidos N'aquelle duel-
lo alguem ficra t rabera f-rido; ms na censura
fazenda, como o boticario de Tolentino,
foi Francisco Montez de Charapaliraaud.
o meu maior amigo! que emprestou as
suas tinas e elegantes espadas.
Voltaram-lhe a casa como duas serras.
Bclhao Pato.
15 de Marco tic 188(5.
a ana roupa dominguera, como nos dias de
distribuigao de premios. Alm disso toda
classe tinha qualquer cousa de extror-
dinario e solemne.
O que mais me -orprendia era ver no
fundo da sala, sentados aos bancos habi
tualmente vazios, aldeoes silenciosos como
nos : o velho Hauser com o seu chapeo de
tres bicos, o antigo juiz, o antigo carteiro
e outros.
Toda essa gente tinbaum ar triste ; Hau-
ser havia trazido uma velba carta de ABC,
toda roida nos cantos, a qual conservaba
sobre os joelhos, tendo pousados em cima
os oeulos.
Emquanto eu admirava-me de tudo isso,
o professor subi ao estrado d com a mes-
ma voz doce e grave com a qual rae
havia recebido, disse-nos:
o Meus filhos, a ultima vez que
lhes dou a aula. Veio uma ordem ae Ber
lim para ,ensinar-se d'hora avante s o al-
leinilo as escolas da Alsacia o Lorena. O
novo professor chega amanhii. E' hoje a
vossa ultima liejao de francez, pego-vos
rnuita ttttenco.
Essas poucaa palavras desconcertaram-
me. Os mizeraveis I eis o que elles tinham
annunciado no cartaz pregado na praga.
Minha ultima liejao de francez...
E eu que apenas sabia escrever! Nun-
ca mais aprendera o francez, devia su-
jeitar-me nicamente ar. que sabia Como
eu chorava agora o terapo perdido, as gaze-
las a prcorrer os campos em busca de ni-
nhos cu a patinar no gelo! Meus livros
que pouco achava raassantes e pesados,
a grammatica, a historia sagrada, pare-
ciam-rna agora velhos amigos, dos quaes
custava-me separar.
E o professor? S idea de que elle
ia partir, de que nunca mais o veria, te-
zia-me esquecer os castigos e as reguadas.
Pobr; homem I
Em honra a esta ultima liejao, tinha-so
vestido com s^Iemnidade e eu compren ra-
dia agora porque tantos velhos da aldeia,
tinham vindo sssistir a aula, seutados no
fundo da sala. Parociam dizer que, sen-
tiam nao ter vindi mais vezas as classes.
Era tambera ura raodo de agradecer ao
nosso pro'ssor pelos seus 40 annos de bons
servicos e prestar os ltimos devores a pa-
tria que desapparccia...
Rerlratia em tudo is3o, quando oavi
pronunciar o mea nome, Chegra a mi-
nia vez de dar liegao. 0 que nito teria
en dado para recitar alto c sem errar, essa
famosa regra do3 participios; erabrulhei-mo
logo s priraeiras palavras e fiquei do p,
calado, sentido, s-m ousar levantar a ca-
bega. Ouvia o professor que me fallava :
Nlo te ral io, amigo Frantz, deves
estar bastante castigado e bem teito. .
Todos os lias a gente diz comsigo : Ora,
tenho terapo. Estudarei araanhit. Depois,
ves o que acontece ? Foi uma grande des-
graja n ssa Alsacia ter serapro deixado
para o dia seguate a sua instruccao. ^
o Agora, essa gente tera o direito de
vir dizer-nos : Como os sonhore3 pre-
tendan! s:r fran:ezes e nao sab:m Ir ne.m
escrever o seu idioma!
Era 'udo isso, meo pobre Frantz, nao
tencao, nem tao pouco elle havia t3i bem
explicado e com tanta paciencia.
Pareca que antes de partir o pobre ho
mera quera dar-nos todo o seu sab r, fa
zel-o entrar na nossa cabeca d uma sen-
tada.
Acabada a liccSIo, passou-se calligra-
phia. Para esse dia, o Sr Hamel nos ha
va preparado modelos novos, fritos com
bonitas letras grandes: Franca, Alsacia,
Franca, Alsacia. Essas palavras pareciam
bandeirinhas suspensas em roda de nos,
as cartearas.
Era preciso ver se como cada qual se
applicava e que silencio I Apenas ouvia
se o ruido das pennas correndo sobre o pa
pe.
De repente os basouros entraram pelas
janellas : mas ninguem lhes prestou atton-
g5o, nem mesmo os pequeruchos que p
plicavam-se em tragar pauzinhos, orgullio
sos, conscionciosamente, como se aquilllo
fosse fran;oz.
No telhado da escola, os pimb-is arru
lhavara baixinho e ouvindo-os dizia com-
migo :
Irao obrigal-os tambom a cantar em
francez ?
De vez em quando cu lovantava os
olhos da serite, e via o professor ramo-
vel na sua cadeira, fixando os objectos que
o ceroavara, como se tvesse querido levar
no olhar tola a cazinha da escola,
Imaginera desde quarenta annos, sen-
tava-s all ; no mesmo lugar, diante dos
alumnos e do pateo. Apenas as cartoiras
Be tinham polido com o tempo, a3 arvores
do pateo tinham erascido, o a trepadeira
que elle proprio havia plantado, engrinal-
dava as janellas at o telhado. Que dGr
n3o devia sentir aquelle heraera ora deixar
tudo isso e em ouvir no quarto do 1.
que apparecom n > mundo inteiro mais de
35,000 publicacis perioiieas, o que ra-
zilo de mil rajlhojs de habitantes d trra,
d um jornal para 23,000 individuos.
A Europa, a velha Europa, apresenta-
com os seus 20 militares do jornaes, temi
na frente a Allemaaha e na retaguarda dos
grandes Estados a Russia.
A AHeraanha edita ura pouco mais do
5,500 joruaes, dos quaes 800 silo diarios.
Nesta graade quantidade de publicac5es
ha os jornae3 de dogmas religiosjs, de es-
colas, de theorias scieutiticas, de cajas e
de industrias, sendo Quonteataveloiente os
mais nota veis as collecjois scientiiiuis e
litterarias. Nestas si desenvolv', d-semba
rajadamente o espirito profundo e philoso
phico da AHeraanha: nessas collecjSes que
apparecem as ideas mais extraordinarias
em assumpto de sciencia e religio, as theo-
rias as mais inspira tas, os systemas 03
mais singulares, assira co no as theses as
mais serias em todos 03 ramos das seien-
cas humanas, O mais antigo jornal da
AUnmanha 6 a G izeta dos Crrelos Francfort, fundada em 1616, e o mais 3
plhado o Bertiner TawjeblaV, cuja tira
gem de 55,000 exemplares.
Deve-se notar que a iraprensa est me-
nos contralisada na AHeraanha do que em
Franja, pois all cada cida le um pou;o
imporunte tera jornaes que gozam de gran-
de notoriodade.
Sdgue-se a Inglaterra cora 4,000 peri-
dicos, dos quaes SOO sao diarios, e entre
est'-s notara-se o Telegraph, que tira....
20,000 exemplares, o Standart 242,000,
o Dalle Ntws 160,000 e o Times 100,001.
V'im depois a Franja com um num >ro
quaii igail de jornaes, dos quaes 1,586
sua irma que ia de um lado para Pr8. e 2'503 nas Pr07n^. havend,
3b0 dianor.
A Blgica e a Hollanda teiu cada uma
300 jornaes approxiraadamente, na Suecia,
na Noruega e em Portugal, nao tem a im-
pressa jornalistica grande desenvolvimento,
no entanto o movimento jornalistico turco
rauito a;tivo : a capital do imperio oonta
uns 50 jornaes escriptos em turco, francez,
inglez, armenio e grego.
Oitro, fechando as malas, porque deviara
partir no dia seguinte, deixar a Alsacia
A Italia oceupa o 4o lugar jornaes, dos quaes apparecem 200 em Ro-
1,200
Urna
Entretanto, teve coragem para dar liejao raa> 140 em M.lao 120 em aples, 94
atonm. Depois da escripia. tV3in0 em Tunm, e 79 om FlorenSa, 100 destes
lenlo de historia; em seguida os pequeos prnae. sao danos. Da toda3 estas publi-
cantarara juntos o ba, be, b, bo, bu. No\*f* a "i"JS* C a Gozeta de Oemoa
fundo da sala o velho Hanser. tinha posto lindada era 17J..
os oeulos asegurando a carta da ABC;. N Austria Hungnv apparecem
cora ambas se mitos, soletrava com ellea., 1*". dos quaes 460 sao diarios.
Via-seque elle se applicava; sua voz|f^lh das mais curiosas neste nnste paz,
tremia de emojSo e era tao exquisito o*-\LAct* comparaon,s htterarum wuverm-
vil-o que tinharaos vontade de rir o cho-1 rum> T* de heratura co.nparada que
rar. Ah I nunca rae esomceroi d'aquella teni redactores era todo o mundo o na qu d
1 I sao representadas todas as linguas ' D"a repente o relogio da groja deu meio- Wrt essencialmonte poli-
di*. No mesmo instanta os ciaras do8|Slo,a e JorQal mlis umveraal.
prussaoos que voltavara Jo exercicio, soa- oKn*ik
rarasob as nossas janeas. O professor A Hcspanl.a conta prto de 860 ielhu
levanten se pillido da cadeira. Nunca trie peridicas, das quaes um terjo sao pol.ti-
cas, sao mu bem imprcssas nao tem pro-
cus amigos,! priamente assignantes e vendem-so por
0 I numero. Um facto curioso na iraprensa
o suffocava, nao podia j hespanhola terem sido os cegos que ven-
Passando Asia encontramos nao me-
nos de tres ou quatro publicajoas peridi-
cas, devendo antes de tudo assignalar que
a maior parto destes jornaes apparecem
no JapSo e nas Indias inglezas, que nesse
panto fazem concurrencia a Metropole.
A Calina c pouco fecunda em joruaes :
ahi apenas conhecemos o K>ng Pan jornal
offi-.ial (juo apparece era lJ--kim e publica
tres odijo- s por da em pjpel de edr dif-
ferento : 03 dous jornass o Chan Pao e o
lia Pao que apparecem era Shangai e a Ga
zeta do Governo na Corea. A apparijao
desta folha em 18-S4 origiaou lrag dscaa-
So. Tratava-se de saber e:n que idioma
devia ser escripia, foi a principio em chi-
n<*z, mas tendo app.irccido umitas recla-
mao5aa decidts-se qui o 4o numero fosse
editado em cliinez, era coreo e era ama
lingua europea.
O Japao vai a pasaos de gigante 110 ca-
minho do progresso, 2,000 jornaes nada
menos.
Para no cancar a paciencia citaromos apenas quatro dos melodiosos no-
mes dados aos principaes orgaos da mpren-
sa o Hotchisklmboun o NitcMnltchlshimboun,
o Thchijashimboiin e o\Matnitehlshlnboun,
sendo o ultimo o orgao haimonioso do par-
tido radical do JapAo. Se acaso vos eahir
na mao algura jornal japonez, lembra-VOB
que o deveia ler de baixo para ciraa.
Nao podamos deixar de citar alguna dos
poticos titulos dadas aos jornaes das In-
dias, poisnellespodem inspirar-3 para'bapti-
saros seusmuitos fundadores que encontrara
serio orabarajo na escolha. Ha all jornaes
assira intitulados: O Reflector da Luz,
As Montanhai Luminosrts, O Sol Bruan-
te, A La Chela, A Luz da Moralidad*,
A Arvore Uaraohoaa, O Ocano da Sabe
doria, O Mar das ciencias Medicas e ou-
tros.
aeriptos em inglez, os mais todos em fran-
cez.
Alm do Brasil e do Mxico onde se
publica grande numero de jornaes, ha a
Repblica Argentina, cuja imprensa re-
presentada mais de 60 publieajSes peridi-
cos.
A Oeeania tem um pequeo numero de
jornaaa, a maior parte delles edita-
dos por colonos europeus, podendo ca-
char entre os outros paiz-s a Australia, Da
qual os seus 700 jornaes sito quasi todos
era inglez, e as ilhas Sandwich cuja capi-
tal Honolul tem oito jornaes, dos quaes
cinco sao em inglez e tres em honaen.
Terminaremos este rpido estudo sobro
o jornalismo universal, sem dar o numero
dus jornaes escriptos <-m cada urna d; s
principaes linguas da E ropa, estando em
primeiro lugar a ingleza, representada por
16,500 publicajoes ; seguindo-se a AUe-
manlia, por 7,80O ; a Franja, por 6,850 ;
e a Hespanha, por 1,000.
Gr. Lepreux.
(Do Fiyaro)
A lisonjs
(imitar ao)
pil
nrecera to aito.
Meus
eu... eu...
cousa
No B lonchistan e Afg'nanistaa nao ha
joraaes ; a Persia corita seis publicajoes
peridicas, o Irn, jornal offi :ial, o Ittla,
Rouse-Namei-FJ.mi, Mirr'-ch, 'Iebriz, Far-
bang. Ao soberano deste paiz devido o
primeiro ensato da iraprensa.
A frica inuito pouco tara era materia de
iraprensa ; nao tora mais do 200 jornaes,
dos quaes 30 pertencern ao Egypto. O
mais publicado nas dfFerent;s coloi.i s
das potencias europeas.
C iba America uma grande parte, no
Algura 1
As
es o mais culpado. Totos nos merecemos
gazetas
acabar a phrase. Voltou se entao para a aerara os prirae.ros jornaes
pedra, tomou ura pedaje de giz, a calcando, entao chamadas Relaciones appareciara era
cora forja, escreveu o mais claro qua
A ultima aula
(narrativa de om alsacuso)
(Conchiso)
Depois de tranquillisado do susto que
reparei que o professor estava vest io com
(i) Nao podemos arranjar espadas para
ospadrinhos.
F0LHET1M
ANGELA
Vossos parentes tambera nai capn-
charara pela vossa educajSo, praferiara
mandar vos trabalhar na lavoura para ga-
nharem mais alguns viaten3. Eu proprio
nao tenho nada a censurar-me ?
a NSo vos raandei muitas vezes regar-
me ojardim, em vez de estudar? E
quando eu quera ir posea, nao vos dava
folga"'
Passando de um a outro assumpto, poz-
se a fallar-nos da lingua franceza, dizenio
que era o mais bello idioma do mundo, o
mais claro e o mais solido; que era preciso
conserval o, nao esquecel-o nunca. De-
pois pegou n'uraa grammatica e leu-nos a
liejao. Eu estava sorprehendido de ver
como o comprehandia I
Tudo o que dizia p.-.recia-me fcil. Creio
que nunca o havia escutado com tanta at-
pouda :
Viva a Franja
Depois, encostou a cabe ja na pare de, e
sem pronunciar uma palavra, fazii-nos sig
nal com a raao :
PoJris partir... est tubo acabado.
A. Dadet.
pocas inderminadas, tomando muitas ve-
zes a forma de romances que os cgas
cantavam c vendiara nas ras.
A Russia nao possuc mais de 800 jor
naes, dos quaes apparecem 200 em S.
Fetersburgo e 75 eiu Moscow. laitoa
destes jornaes sao publicados era duas ou
tres linguas: ha um que apparece em rus-
sc, em alleraao e em francez.
Urna infinidade de linguas s.lo represan-
A Tolti do mundo dos jornal!- tada3 Da imprensa russa: ha all nove pu-
tas Cm menos de Oitenta II- blicaj3es era albmSo, quatro era francez,
nhS. duas em latir, duas em hebrea, uma em
Qual de v3 nao l ura jornal ao rae- inglez, urna em polanez, uma en filandez,
nos? mis qual de vos sabo o numero in-' urna armenico, 11 em lette, sato em estno-
calculavel de folhas periodieas que se dis-; niano, quatro era trtaro, tres era georgi-
tribue todos os dias aos habitantes dos dous co, etc. A tir.gera da publicajlto raais
hemispherios do globo ? Se tendes curiosi- espalharta monta a 71 mil exeplares.
dado acnmpanhai-me por alguns instantes Na Grecia os jornaes sao proporcional
ao antro illuminado do jornalismo. Dize-j mente numerosos, cada povoajao tem ura
mos illuminado por hyperbole, pois ha um ou mais mais : s Athenas possuc 61 jor-
grande numero de publicajoes que fazem > naes diarios.
o mesmo efteito dos apagadores e s nas-1 Ja Suissa ha 450 jornaes e alguns bem
cer*m para produzir o chaos no cerebro j importantes. Detalbe curiso que so po le
da huraauidade. assign<.r todos esses jornaes por 3,000
Como quor que soja, saibim os leitores francos mais ou menos___________________
POR
una 11 a-siTBss
( Continuaj.0
XX
do n. 9 7)
que concerne a publicaces. S os Esta-
dos-Unidos possue n 12,500 jornaes dia-
rios. O prinioiro jornal americano appa-
receu era Boston cm 170-1 sob o nome de
Boston Neta. T-ndo-se desenvolvido pou-
co at 1800, era que apenas haviara 200
jornaes, a imprensa dos Estados-Unidos
fez rpidos pvograssos no coraej 1 deste se-
culo. Era 18-IO era do 1,600 o numero
dos jornaes, que era 1860 subi a 4,000.
V>" se que d'ahi era diante o augmento,
foi rauito maior. Nao devemos esquecer
que d<;u so era No.'a York ura aconteci-
ra"uto litterrio que teve sua importancia,
foi a publicacao de uma revista mensal
em latini. naturalmente intitulada O La-
tir, cujo fundador teve por fi:u propagar
o uso dessa amiga da mocidade da nossas
escolas, como lingua vulgar Lsmbremos
tambera que txistem nos Estados-Unidos
cent o o vinte jornaes administrados, edita-
dos e redigUos por negros, o mais :mt:go
do3 quaes o Elevador que nasceu em S.
Francizco ha 18 annos.
O Canad conta 700 peridicos catre os
quaes existe um francez rauito importante
e para provar a influencia franceza noste
paiz basta dizer que ora uebic onde ap-
parecem 20 jornaes o revistas, s 4 silo
visto que devia permittir lhe correr em soc
corro de Emma Rosa precipitada fra do
compartimento por Angelo Proli, o assas-
sino de Jayme Bernier.
Os nossos leitores assistiram a esta seena
e agora que conhecem por raiudo os factos
que sorviram de causa determinante ao cri-
nw do italiano ; agora que alguns dos prin-
cipis personagens desta historia passarara
diante dos seu3 olho3, nio nos resta mais
1 do que continuar a nossa narrajao, ou an-
auando se levantaram de Kenato. <* 1 *o_l A
Os mojos tinham rpupa grossa e na sua tes t^^gJP^^jkttj
idade, quando se traa do ura divertimento,
Entao conservara bem !... Conserva
religiosamente esse amor!... Sera o teu
apoio e a tua salvaguarda na vida!
Trocando as phrases que reproduzmos,
os dous mocos tinham chegado morada
da familia de Renato.
O pai, rico industrial, possuia nas cer-
cana de Saint Julicn du Sault, fundijoes
importantes.
Era homem de cincoenta e dous a cin-
coenta e tres annos.
A mi, a Sra. Dharville, tinha perto de
quarenta e cinco.
S tinha um filho. Renato naturalmen-
te estimado, at adorajio, mas sm fra-
queza. t
Todo aquello que fosge amigo do Renato,
tornava-se para elles objecto de urna affi-
c2o sincera-
Receberam Leo de brajos e corajio
abertos.
Alm disso, o Sr. Dharville conhecia
muito intimamente o tabelliSo Benjamn
Leroyer e LeSo achava -e no meio de urna
exc-llente familia que nao era extranha pa
ra elle.
A franqueza a a cordialidado do acolhi-
mento que reeebeu, puzerara-n'o immedia
tamente vontade.
Renato e elle desembarajaram-se dos
seus apetrechoa do caja e dirigiram-se pa-
ra a sala do jantar.
Logo que acabasse de almojar, o Sr.
Dharville tinha que partir par as suas of
ficinas, onde devia paasar dous ou tres
dias.
Sainado de casa, disse a Lelo que espe-
ra* ainda encontra-lo, qolMo voltaaae,
convencido que, depois da *cada qu>
projectava, passaria, pelo meno?, uma se
mana em Saint Julien-iu Sault era compa-
nbia de seu amigo Renato.
Depois sahra.
Os dous moj03 empregarara a tarde fa-
zendo de armeiros, desmontando e lirapan-
do a fechara das espingardas, quo nenhu
raa necessidade tinham de ser lirapas e a
hora do jantai' s#rprehcndeu os nesta r.gra
davcl oceupajao.
Grajas a urna intermnavcl conversa, o
jantar, digamo-lo, que era muto bom, pro-
longou-se at tarde.
Davao l horas,
da mesa.
Renato e Lelo foram entao para os seus
quartos, qne erara perto um do outro.
O criado do Sr. Dharville receben or-
dem para os acordar s tres horas e meia
da raanha ; visto quo a distancia que ti-
nham que p^rcorrer, antes de chegar
quinta desiguada para a reuniao dos caja-
dores, era de muitos kilmetros o a nev
que comejava a cahir nao deixaria de tor-
nar os caminhos dBceis.
Calculavam que quatro horas e meia de
somno devia amplamente bastar-lhes, para
que podessem fazer frente, com energa, s
fadigas do dia seguinte.
Renato adormeceu logo que encostou a
cabeja ao travesseiro.
Outro tanto nao aconteceu a Leao.
Apezar do grande prazer que lhe propor
cionava a eajada do dia seguinte, estava
muito preoecupado, e preoecupado de ma-
neira penosa, pelo sonho que tinha feiio na
vespera e que nos o ouviraos contar Sra.
Fontana. ^
Parecia-lhe ver, sera cessar, Enma Ro
sa banhada no seu proprio sangue, depois
da tcrrivel luta com o myst >rioo cesas-
sino.
Esta preoteupajao importuna^ ou antes
esse pesadelo que nSo podia atestar de si,
conservava-o acordado.
Em resumo, n2o pregou olho.
Ouvio o relogio, collocado no fogao do
seu quarto, dar successivamente as horas e
as meias horas.
A's tres horas e ura quarto saltou da ca
ma, accenden uma vela o vestio-se, sera es-
perar que o criado viesse deserapenhar a
missao de que havia sido encarregado na
vespera.
i epois de vestido foi prevenir o ami^o,
que se levantou com os olhos ainda incha-
dos do somno.
Um pou^o antes das quatro horas, des-
cerara sala de jantar, onde por ordem da
Sra. Dharville, foi servida uma refeijao do
carnes fras, afim de que se nSo puzessem
a cami ho com o estomago 7azio por aquelle
rigoros) tempo.
Coraerara rpidamente e sera grande ap-
petite urna fatia de presunto de York, be-
beram um copo de velho Xerez socco, aj-
cenderara os cigarros e sahirara de casa.
Ura tempo errivel esporava-03 l fra.
O temporal previsto na vespera tinha-se
desencadeado durante a noit;.
A nevo cahia em grandes fl303, batida
pelo vento que soprava desencadeado e
ajoitava brutalmente os ro3tos de Leao e
ninguem so importa nem com o fri era
cora a nev e nem cora o vento.
Era resumo lutavam cora a tormenta
sem que se queixassem.
Conheces bem o carainho que deve
mos tomar ? perguntou Leito a Renato, que
respon leu :
- Ora essa I So conhejo. ... Alm
disso, apezar da nev e da escuri^ao, e
irapossivel perder-nos. .. Nao temos mais
do que procurar o tragado do carainho de
ferro e seguir um carreiro que segu pa-
rallelo va, do outro lado do cercado, at
dous kilmetros de Villeneuve-sur-Yonaa...
Ahi voltareinos para a direita e tomare-
mos um camiaho que nos conduzir direito
quinta onde o meu to e os seus amigos
se achara naturalmente j n'uma sala bem
quente era fr nte de ura opiparo alraojo,
ao qual prometi fazer as honras.., e
creio que tu tambera.
Contan io que nao cheguemo3 tarde '.
A nev ag.rra-se no colgado e dimmltu-
no3 o an lar.
- O uiesmo inconveniente existe para
os outros convidados. .. Alm disso, so ti-
vermos uma demora de um quarto de hora,
a culpa Dio nossa, hSo de esperar nos...
Vamos la I
Os dous amigos, inclinando um poujo o
corpo, paTa roelhor resistir tormenta, che-
garara ao tragado do caminho de ferro e
uietterara-sa pelo carroiro qu3 contorna a
liaba.
De Saint Julien du Sault a Villeneuve-
sur Yonne a distancia regula por oito kilo
metros.
Era qualquer outra crcumstaucia, bas-
tara apenas urna hora e um quarto flus
nossos dous jovens e vigorosos andadores
para percorrer aquella distancia e chegar
ao lug r da reuniao. /
Mas a nev, cahindo sem cessar e cuja
carnada, por crasequencia, sa torna va cada
vez mais ejpessa, tornava-lhes o andar ex-
tremamente difficil.
la, a bella heVvanaria da ra das L)araa\,,
acabava do declarar ao subsjuto do pro
curador da repblica e ao juiz forraador da
culpa que p hornera encontrado morto cora
uma navalBa enterrada no meio do peito,
no compartimento donde sua filha tinha c.i-
hido ou havia sido precipitada sobre a li-
aba, era seu pai Jayme Bernier.
Sabera 03 meus leitores o que um pe-
dajo de sabio estendido dissimuladamento
sobre os degros do urna escada ?
Ura pretexto que os nossos ps aprovei-
U\i admiravelmente para so deixarem ir,
deixando-no3 o resto do corpo para traz.
E' uma especie de argumento repentino,
cuja luz nos cobre como um relmpago, o
por virtude do qual uos convencemos pra-
ticamente de que nao necessario ser en-
genheiro, era mestre de obras, nem saber
geometra, para medir uma escada de alta
a b;tixo.
O homem mais vigoroso e mais gil
no tera defeza contra essa quantidade de
sabio, que se intarpoz suavemente entre
os deg os que desee o as 8 n s de seus
botina.
Uraa vez posta a planta do p sobre es-
ta substancia, o nico expediedte razoavel
que se acha deixar se r uma pessoa de
costas ao chao, por ser uma verdado at
hoje incontestavel, entre os maiores e me-
nores pensadores da hunanidade, que
os ps se vilo, o homem rica... estendido.
A lisonja esse pedago de sabilo.
Sabio delicado e aroman.-o, !que se di-
luo n'uma porcSo de palavras convencio-
naes. que se desusara roda de nos como
as ondas subtis do ar que respiramos, .
como os refl-xos da luz que uos alluraa.
O suido da lisonja est para os nossos
ouvidos cmodo brilho do ouro para os
olhos de .-.viro.
Assira como o ouro o espelho ende se
mira a cubija; assira a lisonja a supor-
ticie polida em quo se reflecte a vaidade.
Nem todos os venenos sao amargos; ha
at alguns extremamente doces.
A lisonja e a injuria pareceas-ae, como
se parejera a vbora e o escorpiao ; am-
bos sao venenosos. A diffarenga ':onsisto
em que a vbora raorde e o escorpiao
lambe. ,
Nao ha porta que se nos feche, se che-
gamos a ella cora a voz da lisonja.
Todos os vicios devem o seu poder
aduiajao.
O jogo apresenta aos olho daquelles
que pretende seduzir a continua perspec-
tiva ao ganho. Faz const intrnente soar
aos seus ouvidos o ruido do dinheiro que
pode ganhar.
A lisonja um rio d\.gua raolle a cor
rr sobre a pedra dura.
E' tambera a profundidade que abrem
aos nossos olho3 todos os abysraos. Pro-
fundidade que nos arrasta com a ^forga
mysteriosa a que nao fcil resistir.
Os horaens mais orgulhosos curvam se
fa-ilmeote para colher a liso.-.ja cahkla a
sous ps.
Demora abenjoada, por fim da canta*, que, depois de ter seduzido
Como disemos, esta declarajao nao po-
da deixar e impressionar muito prosuda-
mente' os magistrados.
O juiz fiirmador da culpa foi o primeiro
que tomou a palavra.
Mas esta raanha, disse elle, quando o
Sr. comra8sario especial de polica dos ca-
minhos de ferro, irapressionauo pela pertur-
bajao e o espinto que denunciavara a sua
a:titude e a alterajao das uas feijoes, era
presenja daquelli cadver, interrogou a e
a senhora respondeu que no conhorte o
hornera assassinado.
Siui, senhor, respond isso.
Porque que menta ontlio e ne3ta
occasiilo se decide a fallar a verdade ?
Angela ficon calada por ura ou dou3 se-
gundos.
O magistrado rep?tio a prrgunta.
Como o Sr. lommiasario de polica
nao me interrogasso de raaneira official,
r-spoden a b illa hervanaria, julguii-rae
com direito de rae abster. Morticava-me,
mortificava-me horrivelmonte oceupar-mo
daquelle que eu tornavaa ver morto o que,
durante toda a sua vida, tinha sido para
mira, nao um pai, mas ura inimigo, o meu
mais cruel inimigo... O seu procodimento,
cora relajito a minha niai e a mira, tinha
abafado, no meu corajito, o sentiraonto fi-
lial. -Porque nito havia eu de renegar
aquello que rae tinha i>n:gado ?
Agora j aito a mosma eousa. Disse-
me que dovo esclarecer a justija.Com-
prehendi que seria culpada se recusasse fa-
el-o... corapreheudi que O meu deviir era
tener conhecer a identidade dease desgra
gado Obedec. .. e fallei... Sira, este
cadver 0 de Jayme Bernier, do hornera
e deshonrado
{Continuar se lia)
minha mili, rerasou darlhe o seu nome e
deixou-a morrer litteralmente de fome...
Sabia perVitamento que minha mili era
honrada e que se nao tinha entregue seno
a elle. Sabia que era o aeu verdadeiro
pai, visto que me havia reconhecido Sa-
bia tudo isto o foi sem pielade I Est
morto... Paz soja sobre o seu tmulo.
PerdOo lhe e pejo a Deus quo tenha mise-
ricordia dclle.
Angela fallava cora voz bnwe e secca.
mbyrras sainara lhe dos labios, uma
;>., gSeiaes e quasi sem eHtoajoes.
O substituto, o Sr. de Rodyl, pergun-
tou :
Sabia que seu pai estava viajando ?
Angela hesitou.
A lorabranja de Cecilia Bernier, sua ir-
ma, acudi lhe ao espirito -um calafrio per-
correu-lho o corpo.
Quem sabia se Cecilia Bernier, culpada
de infanticidio, e nao podendo oceultar o
seu estado cora o auxilio de um crirae, no
teria mandado assassinar, pelo amante, o
pai, de quera ella tinha tanto raodo.
Tudo era possiveL
Mas do que lhe servia oceupar-se cora
esta misoravel rapariga.
Era polica que curapria procrala.
S3 a justija chegassa a julgar Cecilia
cumplice do assassino de seu pai, seria sem-
pre tempo de dizer o que sabia.
At'entao o mclhor para ella era abster- a mi
se, tanto mais que se ella aecusasse, teria
de aecusar sera provas e por simples pre-
sumpgoes.
Angela poz-se a pensar em ludo isto e,
ira mnito menos tempo do que levamos pa
ra escrever e respondeu :
I'oorava-o .. -Depiis de dezesois
annos, eis a primeira vez que me aclio ora
faco daqu'lle que, denois de me ter per-
sistido usar o seu nome, nunca mais se
lerabrou que eu era sua filha o que tinha
que curaprir deveres de pai para comraigo.
fuga Nun.a mais o tornei a ver, depois
do dia inolvidavel era que, sem piedade e
s^ii raisericordi?, rae expulsou brutalmen-
t:, recambiando-we para o hornera que me
tinha deshonrado e que tambera rae repel-
lia !... Se tem precisao de saber e se que-
rera interrogar alguem, que lhes possa res-
ponder, dirjam se filha legtima de Jay-
me Bernier. Eu nao sou s?n3o a bastar-
da !
__O Sr. Jayme Bernier tinha uma filha
legitima I exclaingu o substituto. Entao era
casado ?
Casado e viuvo, sira, senhor.
Conhecia-lhe a filha ?
V-a s uma vez
__Sabe-lhe a morada ?
Sei.
Pde-ra'a dar ?
__ Por que nao ? A filha legitima de
Jayme Bernier mora, '-orno eu, em Batig-
nollea e, como eu, na ra das Damas n.
4
Houve ura pequeo silencio, depois o
substituto Jo procurador da repblica disse
algumas palavras ao ouvdo do chefe do se-
guranja.
Este approximou so do agente Caseneu-
ve, alcunhado Vagalume, o deu-lhe uraa
ordem era voz baixa.
Caseneuve sahio logo.
A Della hervanaria ficOU calada e pare-
XXI
Depois de dezeseis annos? repetio
com ar pensativo o Barito de Rodyl.
- Sira, senhor, depois de dezeseis an-
nos, replieou Angela com azedume. Desde
o dia em que covardemente abandonada
por aquelle que amava e por quem mejul-
gava amada, e que senti palpitar no seio o
tructo do meu erro, corri casa de mea
pai para lhe pedir que rae protegesse....
para lhe pedir, um pouco de affeijao, em
roca dessa ternura mentirosa que devia
encher a minha existencia inteira c que me
A dignidaie da attitude, a expressao
sombra do rosto impunham respeito aos
magistrados.
Nito podiam furiar-se a uma involunta-
ria admirajao, em presenja daquelle ca
racter enrgico.
O juiz formador da culpa tomou a pala-
vra.
Acaba de dizer, disse elle, que tinha
visto sua irmit uraa s vez.
Sira, senhor.
Queira dizer-me em que circumstan-
cia so encontraran! ?
Esta pergunta, que ella nSo podia pre-
ver, fez estremecer Angela.
Comtudo respondeu sem hesitar :
N'uma circumstancia muito simples,
senhor. Tenho era Batignolles uma leja de
hervanaria. Ceclia Bernier foi i u.ioha
casa fazer uma compra qualquer... Con-
versamos. e os azares da conversa faze-
rara-me saber primeiro o aeu nome e de-
pois que ora minha irma.
( Continuar se-ha)
V

Typ. do Diario, ra Duque de Carias n. i.


Full Text
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