Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19436


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Full Text


ANNO L. MJMERO 182
*
I
f
I ,
PARA X CAPITAL HJG1RB8 OMSK ViO MM PA6A.PORTK
i'or tres mezes. aciiaaUdos................ 6*000.
flor sis ditos item...................12*000
for um anno idea).................. 34*000
Cad* ttmnero antto................. 9390
iflikXfb FE1RA 12 DE AGOSTO M 1874
i
PAH A DkWOEFtRA DA PBOWINCIA.
Por tres mezes adiantado*. .............
Por sets ditos idem................
Por note ditos idem...............
Por am anno idem......,........
PROPRIEDADE DE MANOEL FICUEIROA OE FARiA FILHOS.
ft Irs. Gererdo Antonio Ahead Filhos.no Parf; GonjalTes d Pinto, no Maranhio; Joaqnim Jose" de OliteiradFilho, no Ceara"; Antonio de Lemus Braga, no Aracatj ; Jolo Maria Julio Chaves, no Assd; Antonio. Marques da Sura, Natal ; Jose" Juataao
Pereira d'Almeida, em Mamangnape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franca, na Parahyba ; Antonio Jose* Gomes, na Villa da Penha; Be'armino dos Santos Bulcio, em Santo AntAo ; Domingos Jose" da Ceata Braga, em ISaxareth;
Antonio Ferreira de Aguiar.em Goyanna; Joio Antonio Machaeo, no Pilar das Alagdas; Aires d C.,na Bahia; e A. Xjnier Leito d C. no Rio Janeiro-
msinuccAo POPULAR
Eleuaentos de playslca
LIVRO PRIME1U0
CAPITULO III
no.;5es sobre os movimbntos e sofrh as nnr.\s sr
SEUS KhTEITOS.
fCon I in u a <;<7 01
Korra eentriruaja. Terminamos estas
ujcoei sobre loreas, fsludaudo uma forc,a par-
cular, que da lugar ao nrni.neuio curvelineo : 6
a forga centnfug i.
Para '|ue se possa avaliar o .nodo como se pro-
dux esta forga, convom recordar que, quando um
corpo eutra a mover-se u'uma ceru direccao, ten-
de sempra a mover se nessa direccao em virtude
da sua inercia. Consequenteinenle, todas as ve-
zes qua vemos um corpo mover se em linha cur-
va, aevemos concluir que isto so acontece por
causa de algam obstaculo ou por effeito de algu-
ma nova for<-a, que o ubriga a desviar-se da di-
reccao primiti,-a.
Com effeito ; podendo uma linha curva ser con-
si lerada como formada por uma successao de pe-
quenas tinhas rectos inlinitivamenle pequenas, o
nuvel tendi sempre, por effeito da sua inercia, a
^epuir o proloogamfnto de uma dessas pequenaa
liurias rectas, i|ue elle percorre n'um dado instan-
te ; e, pois, sd-se que elle reige sempre no sen
lid.) de eonservar seu movimento em linha recta e
para escapar so Ja curva que e forc^do a percor-
rer. E' a esta reacjao qae sa da o nome de for-
ga centrifuga, nome que se diriva de duas pala-
vras latinas que signiticam fugir, afastnrse do
renlro.
Para demonstrar a prodocrao dessa fore* no mo-
vimento circular, emprega-se um apparelho assim
disposto : uma lamina de meUl de tres millimetros
de espessura, um decimetre de largura e cinco
decimeiros de comprimento, lendo fixas nos ex-
tremos pequems hastes verticaes de um decimetro
de altura. Atravez destas hastes passa um fio me-
talico, susceptivel de s*r fixado pelos exlremos as
ditas hasle9. Este fio passa folgadamente pelo
centro de duas bolas de marilm, que podem es-
corregar ao loago do mesmo lio.
Na parle central e na face inferior, tem a lami-
na acima dita um pti metalico, por meio do qual
repcusa sobre uma pequena plataforma assente
era dous apoios verticaes. No exlremo inferior do
pe achase uma roda ciinica dentada honsontal,a
qaal seendenta e forma engrenagum com outra da
mesraa forma e do maior diametro, disposta ver-
ticalmente, e tando no centro nm brago de alavan-
ca, que, repousando sobre dous apoios verticaes,
termina no extremo opposto por uma manivela.
. Uisposto assim o apparelho, e todo elle repoa-
^ado em uma banca apropriacla, aproxima-se uma
da outra e arnbas do centro do fio metalico, as
Lolas demarlim, e por meio di manivela imprime-
3e movimentj ao apparelho.
Immediatamente a lamina supradita com o fio
e as bolas entram a mover se circularraente, se-
gundo um piano horisontal; e cntao se observa
que as bolas s; vao afaslando do centro do fio ca-
da uma para o seu lado, alu se chocarera com as
hastes verticaes dos cxtremo3 da lamina ; e nota-
se mais que a velocidade com que ellas se afas-
tara e a forca com que baten nas hastes e tanto
maior quant'o maior e a forga erapregada na ma-
nivela e quant i mais rapido i o movimento circu-
lar do apparelho.
Kir.'isos i1j rorra centrifuga. A
forga centrifuga e tanto maior quanto mais conside-
ravel e a velosidade que a cesenvolve, e quanto
mais sensivel 6 a curvatura da linha que o movel
percorre.
I'or essa razao e que a via nos caminhos de fer-
ro deve ser em linha recta; ou pelo menos, so
center Imhas curvas de grandea raios ; visto co-
mo, sendj os trens animaJ.w Je grandes velo".ida-
des, logo qu.! porcorrem curvas, desenvolvem
grande forca centrifuga, e e-ta tende a deita-los
f >-a dos irilho.i.
E' por effeito da forga cmtrifaga, que, quando
oi carros. rodam em ruas ou estradas lamacentas,
as respectivas rodas projoctam a maiores ou me-
nores distancias, segundo as velccidades, a lama
que fica adnerente as respectivas molditfas-dessas
rodas.
E' ainda por effeito ou antis, para evitar os ef-
feif03 da forga centrifuga, que nos circos ejues-
ms cavallos e cavalleiros inclinam sampre os
corpos para o centro de ditos circas; visto como,
com o peso dos respectivos corpos, uns e oulros
procuram fazer equilibrio a e*sa forga, destruin-
do-lhe a tendencia a langa-los fura do circulo,
oousa que cenamente acoateceria se elles conser-
vassem 03 corpos verticaes
(Conlinuar-se-ha).
mn OFFICIAL.
i
Govcrao da provincia.
tXPEDlF.NTE DO DIA 23 OF. MAFigO DE 1871.
1.' ueeSo.
yfDcios :
Ao Exm brigadeiro commandante da3 armas.
Para que possa o ministerio da guerra mandar
pagar ao ex-soldado do 9 batalhito de infantaria,
Qemente Jose llidrigues, o premio de 300^ de
que trata o decreto de 7 de Janeiro de 1865, a
que provou ler direito, sirva-se V. Exc. de pro-
videnciar para que, em salisfagao a exigenc a cun-
tida em aviso de 10 do corrente, me seja eaviada,
com dastino .iquella secretaria de estado, a es-
cusa original da referida ex-praca. Outrosim,
traasmitto inclaso o titulo de div.da daquelle pre-
mio, que indivldameote foi passado ao mesmo
ex-soldado pelo commando do 9* balalhao de in-
fantaria, afim de ser inulilisado, como delermina
o citado aviso.
Ao inspector do arsenal de marinha. Em
.-. -fagao ao que solicita o Exm. presidente do
Hio Granie do Norte em ofiicio de l\ do corren-
t'-. sirva-se V. S. de providenciar no sentido de
?'rem para alii enviados qusnto antes, os dous
escaleres que pelo ministerio da marinha for am
tn.iadados fornecer a compinhia de aprendizes
ji .irinheiros daquella provincia.
Ao capitlo do porto.(",oininunicando-me o
Sr. D. Juan Itusson, vice-consul da Hespanha, ha
ver nesta data reassumido o exercicio das func
oe3 do seu cargo ; assim o declaro a V. S. para
seu conhecimento.
Ao director do arsenal de guerra.Com-
municando-me o inspector da thesonraria de fa-
*enda em ollicio de 20 do corrente, sob n. 990
aerie F, achar-se csgetad) o credilo, coosignado
a e.-ta provin::ia para as despezas no corrente
exercicio, da rubrica -Arsenaes e armazens de ar-
tigos bell;cos,-do ministerio da guerra, e devendo
cessar per isso as despezas respectivas, como e
expresso no d^creto n. 158 de 7 de raaio de 1812 ;
assim o declaro a V. S. para sua direccao, pre-
venindo o de que ao meson ministerio ja foi trans-
mittida pela referida thesourari;, a demonstragao
do augmento de credito nscewario a dita ru-
brica.
Ao mes.no.CommuniiandJ-me o Extn. Sr.
ministro da guerra em aviso dc II do corrente
haver naqoelu data mandado fornecer a ene ar-
senal a rauaigio de guerra constante da inclusa
nota; assim odeciaro a V. 5. para seu conheci-
memo.
Ao mesmo.Transmits a V. S. para os fins
convenientes o incluso cenhecimento de nm to.
lumc embarcadu na cCrie no vapor Cruzeiro do
Sul, eontendo instrumentoi cirurgicos destinados
a enfermaria de mcuores desse arsenal.
Ao eugenlieiro das obras militares. Infor
me Vmc. acerca do que representa o brigadeiro
commandante d.i? armas no offlcio junto, que me
sera devolvido, relativamente aos ettragos pro-
duzidos no paiol da fortaleza do llrum pelas chu-
vas cahidas nestes ultimos dias; derendo deter-
minar ao arrematante das obras ha pouco alii
feitas que sem perda de_ tempo faga os reparos
necessarios de modo a nao reproduzir-se os incon-
venientes de que se trata.
Ao conselho de compras do arsenal de guer-
ra.I'roinova o conselho de compras do arseual
dc guerra a salisfagao dos dous inclusos pedidos
il- pe;as dc fardamento para a companhia de
aprendizes artilices e de piesos para o faboratorio
pyrotechuico.
" Ao vice corfsul da Hespanha.Inteirado de
haver o Sr. 0. Juan Busson, vice consul da Hes-
panha, reassumido hoje o exercic'0 das funcgoe3
do seu cargo, conforme communicou-me em offl-
cio desta data, passo a dar sciencia disso as esta-
goes competeutes. Renovo ao mesmo Sr. vi e-
consul as segurancas de minha perfeita estima e
consideragao.
2." sec{5o.
Actos:
0 presidente da provincia, a vista aa pro-
posta do Dr. chefe de policia em offlcio de 21 do
corrente, sob n. 407, resolve ex&nerar o alferes
Felix Antonio de Alcantara do cargo de delegado
de policia do termo de Triumpho.
0 presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de policia em offl-
cio de 21 do corrente, sob n. 407, resolve no-
mear o teaente do corpo de policia Jose Carlos
Vital para o cargo de delegado do termo de Tri
un.pho.
Offlcios :
Ao Dr. chefe de policia. Participando-me
o Sr. D. Juan liusson, vice-consul da Hespanha
nesta provincia, haver reassumido nesta data o
exercicio das funcgoes do seu cargo; assim o com-
munico a V. S. para sua intelligencia.
Ao mesmo.Expega V. S. suas ordens, afim
de recolher-sc a casa de detencao, e opportana-
mente segmr para o presidio de Fernando de No-
ronha, de onde se evadio em 15 de novembro de
1871, o sentenciado a gales perpetuas, Antonio
Justiniano Barbosa, qae acaba de ser preso na
provincia do Uio Grande do Norte, e tem de ser
enviado para esta cidade no primeiro vapor da
compaahia pernarabucana que passar para o sal,
conforme participa o Exm. presidente daquella
provincia em 17 do corrente.
Ao commandante superior do Recife.Para
os fins convenientes participo a V. S. que nesta
data concedi passagem para o 9 balalhao da
guards nacional de reserva do municipio de Olin-
da ao guarda do 2 balalhao da reserva deste
municipio, Jose Alfredo de Carvalbo Junior.
Ao commandante do corpo de policia.
Ordene Vmc. ao tenenle desse corpo, Jose Carlos
Vital, nomeado nesta data delegado do termo de
Triumpho, que immediatamente siga para aquelle
termo, alim de assumir o exercicio das funccOes
de seu cargo, como solicita o Dr. chefe de policia
em offlcio de 21 do corrente, sob n. 407.
Ao mesmo.Expeca Vmc. suas ordens, afim
de seguir para o teronde Triumpho, com o actual
delegado, tenente Jose Carlos Vital, um destaca-
memo de 12 pragas.
3.' secfao.
Offlcios :
Ao inspector da thesonraria de fazenda.
Transmitlo a V. S. para seu conhecimento e fins
convenientes copia do aviso do ministerio do irn-
perio, de o do corrente, sob n.) 819, declarando
Hear concedido Dela verbaeventuaesdo exer-
cicio de 1873-1871 o credito. de 296*775 para
cobrir as despezas autorisadas sob responsablida-
de desta presidencia, provenientes da expedicao de
diversos ttlegrammas aquelle ministerio.
Ao mesmo. Comuiunico a V. S. para seu co-
nheciraent > o devidos tins que em offlcio de 18 do
corrente declarou-me o Exm, presidente da pro-
vincia do Rio Grande do Norte haver prorogado
por 40 dias o prazo uarcado ao 2 escripturario
nomeado para essa thesouraria Joaquim Alonso Mo-
reira de Almeida, alim de pader seguir a sen des-
tiao.
Ao mesmo. -Transmitto a V. S. para os fins
convenientes 5 oidens do dia de n3 1018 a 1022,
e 2 do tribunal do thesouro nacional, sob ns. 40 e
41.
Ao mesmo.Nao havendo inconveniente. man-
de V. S. pagar a Gongalves, Irmao & C a quantia
de 352*346,'constante do pret junto em duplicata,
proveoiente dos vencimentos do destacamento de
Villa Bella, relativos ao mez de Janeiro ultimo.'con-
forme solicitou o respectivo commandante superrio
em offlcio de 11 de fevereiro proximo findo.
Ao mesmo.Para 03 fins convenientes, par-
ticipo a V. S. que em 14 do corrente, assumio o
exercicio pleno do cargo de juiz municipal e de
orphaos do termo de Caruardo respectivo supplen-
te Joao Vieira de Hello e Silva, no impedimento do
juiz effectivo, que se acha com assento na assem-
bled legislativa provincial, segundo consta de seu
offlcio da mesraa data.
Ao mesmo.Para os fins convenientes, par-
ticipo a V. S. que em 18 do corrente foi nomeado
promotor pubheo interino da comarca da Escada
o capitao Zeferino Aureliano Figueiredo de Mello,
assumindo na mesma data o exercicio de seu car-
go, segundo consta de communicagao da respec-
tivo juiz de direito.
Ao mesmo.Tendo nesta data autorUado o
conselho de compras do arsenal de guerra a pro-
mover a satisfacao dos dons pedidos juntos por
copia, de pegas de fardamento para a companhia
de aprenJizes artifices, e de pesos para o labora-
tory pyrolechnico ; assim o communico a V. S.
para os fins convenientes.
Ao mesmo.Participando-me o Sr. D. Juan
Buss >n haver nesta data reassumio o exercicio das
funcgoes do sen cargo.; assim o communico a V.
S. para seu conhecimento e alim de o fazer con-
star ao inspe.tor da alfandega.
Ao mesno.Remetto a V. S. o titulo pelo
3ual S. M. o Imperador houve por bem, atteoden-
o aoque represeatoa o vigario collado da fregue-
zia de Santos Cosme e Damiao de Iguarassd, pa-
dre Cimillo de Mendonga Furtado, prorogar-lhe
por tempo indeterminado a licenca que Ihe foi
concedila por portaria de 9 de fevereiro de 1871,
com vencimentos de duas tergas partes da respec-
tiva congrua, afim de ser entregne a qnem se
mostrar habilitado para recebel o, pagos os devi-
dos direilos.
A> inspector da thesouraria provincial.,
Hande Vmc. pagar a Join Nepomuceno de Souza.
on ao seu procurador, a qanatia de 219J>920, con-
stante da relacao e conta juntas, proveniente da
despeza feita nos mezes de Janeiro e fevereiro des-
te anno com o snatento dos presos pobres da ca-
deia do termo do Buique, conforme solicita o Dr.
chefe de policia era offlcio de 21 do corrente, sob
n. 406.
4.' sectfio.
Acto:
0 presidente da provincia, attendendo ao que
requereu Francisca Ludovina Ribeiro Bacellar,
professora do sexo feminino da povoacao da Var-
zea, resolve conceder-lhe am metde licenga, cjm
vencimentos na forma da lei, para tratar de sai
saude jade lha convi6r.
Offlcios :
Ao Exm. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Respondendo o offlcio de V.
Exc, de 17 do cot rente, relativo a remessa do sen-
tenciado Antonio Jesliniana Barbosa para o presi-
dio de Fernanlo de Noroaha, d'onde se evadio em
15 de novembro de 1671, tenho a honra de dizer
a V. Exc. que nesta data se expedera as ordens
necessarias. V. Exc. porem, dlgnar-se-ha de auto-
risar alguem que fornega aliraentaglo ao mesmo
senteaciado empanio se demorar na casa de de-
len.ao desta cidade.
Ao provedor da Santa Casa dc Misericordia.
Em resposta ao offlcio de 20 do corrente, n. 79>1,
em que Vmc. traz ao men ouhecimento a propos-
ta de Joao Anselmo Marques, locatario do predio
dessa Saata Casa, sito a rua do Imperador n. 24,
no tentido de prorogar-se o arrendainento do re-
ferido predio por mais nove annos, bem como o
parecerdos mordomos dos predios e tres plantas a
que se refere a proposta, tenho a dizer-lhe, para
fazer constar a junta administraliva, que autoriso-a
a fazer esse contracto, nao como quer o prop men
te, mas obrigando-se elle a3 seguintes conligoes :
1'pagar o aluguel de 1:602x001) e as annuidades
e apparelhos da compannia Drainage ; 2" com-
prar os oiloes iutermediarios ; 3.* executar as
obras indicaJas na plaota n. 3 ; 4* fazer todos
os con.ertos de que venha a carecer o predio du-
rante o prazo do arrendamento e qae sejam repu-
tades necessarios para a boa canservagao; 5.* final-
mente prestar Hangs idonea. Devolvo, como pede
Vmc, as tres plantas que acompanharain o seu ofii-
cio.
Portarias :
A' Illma. .camara municipal do Recife.A
llltna. camara municipal do Recife, de suas ordens
afim de ser reparado o pequeno quarto, que serve
de quartel ao destacamento da ribeira da freguc-
zia da Boa-Vista, e fornecido um cubo de madeira
para o mesmo quarto, conforme solicita o Dr.
chefe de policia em offlcio de 21 do corrente, sob
n. 403.
A' camara municipal da villa da Boa-Vista.
Attendendo ao que expSe a camara municipal da
villa da Boa-Vista em offlcio de 14 de Janeiro pro-
ximo passado, autoriso-a a reger-se pelas posturas
do municipio de Petrolina, ate que a assemblea
legislativa provincUl a hibilite com leis proprias,
visto ser uma das camaras ultimamente instal-
ladas.
5.' secQao.
Offlcio :
Aoengenheiro chefe da reaartigao das obras
publicas. Maude Vmc. lavrar nessa reparticao
o competente termo de responsabilidade, pelo qial
seja obrigada a empreza Lococcotora Pernambn-
cana a concertar o calgamento desta cidade todas
as vezes que o levantar para assentamento dos
respectivos trilhos, e a conserval-os em perfeito
estado, sob peni de pagar a multa de iOOJl por
cada um dia que deixar decorrer depois do tem-
po marcado para o devido reparo, alem das mais
obrigacoes estipuladas no acto de 22 de abril dc
1872.
Portarias:
Os Srs. agentes da compaahia brasileira de
navegagSo a vapor mandem dar passagem de
regress j para a capital do Rio Grande do Norte,
por conta do ministerio da guerra, no vapor Cru-
zeiro do Sul, a escolta que dalli veio conduzindo
criminosos, composta do 1* cadete Miguel Andre
Torres Galvao e soldado3 Cosme Jose de Faria,
Joao de Deus Oliveira, Joao Antonio de Lima e Jose
Pedro de Mello.
Os Srs. agentes da companhia brasileira de
navegagao a vapor mandera dar passagem para a
provincia do Para, com destino a do Amazonas,
por conta do ministerio da guerra, no vapor Cru-
zeiro do Sul, ao soldado do 9." baialhao Modesto
Pinto Leao, que vai reunir-se ao 3.* balalhao de
artilhana a pe, em lugar dosoldaiodo mesmo
batalhao Francisco Cyrillo Meodes, que deixa de
seguir para aquella provincia, como determinei
na portaria de 21 do corrente, por ter adoecido.
EXPEDIENTE DO SECRETABIO
1.' seccao.
Offlcios :
Ao Exm. brigadeiro commandante das ar-
mas. S. Exc. o Sr. presidente da provincia
manda declarar a V. Exc, era resposta aos seus
offlcios desta data, sab ns. 240 e 241, que lie am
expedidas as necessarias ordens para serera trans-
portados no vapor Cruzeiro do Sul ao Rio Grande
do Norte a escolta que dalli veio conduzindo cri-
minosos, composta de um 1. cadete e 4 pragas,
e a provincia do Para com destino a do Amazonas
o soldado Modesto Pinto Leao.
Ao commandante do presidio de Fernando
de Noronha. S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia manda accusar o recebimento do offlcio de
V. S., de 9 do corrente, sob n. 14, ao qual acorn-
panharam oito relagoes de senlenciados que nesse
presidio cumprem sentenga sem a competente
guia.
2.' secgao.
Offlcios : f
Ao Dr. chefe de policia. 0 Exm. Sr. pre-
sidente da provincia manda scientificar a V. S.
que nesta data recommenda a 111m. camara mu-
nicipal desta cidade a expedicao de suas ordens,
no sentido em que solicita V. S., em seu offlcia
de 21 do corrente, sob n. 408.
Ao mesmo. De ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia communico a V. S., em res-
posta ao seu offlcio de 31 do corrente, sob n. 406,
qae nesta data se mandon pagar pela thesouraria
provincial a Joao Nepomoceno de Soaza a quantia
de 249*920, proveniente da despeza feita durante
os mezes de Janeiro e fevereiro deste anno com o
sustento dos presos pobres da cadeia do Bui-
que.
Ao mesmo. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda remetter a V. S. o titulo de no-
meaglo do tenente Jos6 Carlos Vital, para o cargo
de delegado de policia do Triumpho, de conformi-
dade com o seu offlcio de 31 do corrente, sob
n. 407.
Ao commandante superior de Villa Bella.
S. Exc o Sr. presidente da provincia, tendo ex-
pedido ordem a thesouraria de fazenda para pagar
a Gongalves, Irmao &. C. a importancia dos prets,
que vieram annexos ao offlcio desse commando
superior, de 11 de fevereiro ultimo; assim o manda
t .mmunicar a V. S. para sea conhecimento.
Ao juis de direto da 1" vara da capital.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda com-
municar a V. S. que, havendo fallecido na enfer-
maria do presidio de Fernando de Noronha os
sentenciados de justica seguintes : Manoel Domin-
gos da Costa, da provincia do Maranhio, Francis-
co Moreiia dos Santos, da Parahyba, Luit Gon-
galves de Moura i.yrillo, da cone, e Francisco
Alves Feitosa, da Parahyba, coma declara o com-
mandante daquelle presidio era sen offlcio de 21
do mez proximo Undo, sob n. 9, foram os respec-
tivos autos de visions e identidade de pessoa,
remettidos em 21 do corrente aos Exra3. presi-
dentes das provincias onde iuviara sido condem-
nados os ditos sentenciados.
Ao juiz de direito da Escada. S. Exj. o
Sr. presidente da provincia manda accusar o re-
cebimento do offlcio de V. S., de 18 do corrente,
communicando haver nomeado promotor publi-
co interino dessa comarca o capitao Zeferino
Aureliano Figueireilo ds Mello, em falta do effec-
tivo e de seas adjuntos.
Ao Sr. Joao Vieira de Mello e Silva, sap-
plente do juiz municipal do termo de Caruani.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda ac-
cu%M o recebimento do offlcio do V. S., de 14 do
corrente, eoramunicando haver assumido na mes-
ma data o exercic'o pleno do juizo municipal
desse torrao; no impedimento do effectivo, que se
acha com assento ua assemble! legislativa pao-
floats).
4' secq.ao.
Offlcios :
Ao 1* saeretario da assemble* provincial.
N. 33. De ordem de S. Exc. o Sr. presidente
da provincia, remclto a V. S., para ser apre-se jta-
da a assemblea provincial, copia autheniica do
termo do contracto que o mesmo Exm. Sr. effec-
tuau coin a companhia Kerro-Carril de Pernam-
buco para prolongamento de carris de ferro
ale o povuado da Torre, estabele;imenta de linhas
de diligencias para a villa de Santo Araaro de
Jaboatao, povoagao da Vanea e ramaes das Unhas
existentes era direegSe^traiBversacs.
Ao mesmo. N. 3i. De ordem de S.
Exc. o Sr. presidente da provincia remetto, para
serem subraeltidas a apreciagio da assemblea
provincial, copia* authenticas "do termo de con-
tracto moniucand'i os que foram celebrados corn o
barto da Soledade para a constiucgio da estrada
de ferro do Limoeiro em 16 e 13 de julho de
1870 e 1871, e do termo de inaovagao do con-
tracto celebrado em 4 de seterahro de 1871 com o
Dr. Bento Jose da Co-la para a cmstrucgio de
uma estrada de ferro do Recife a Ciruarii.
5.* seccao.
Offlcios:
Ao engenheiro fiscal da empreza Locomotora
Pcrnaraliucaft. De ordem de S. Exc. o Sr pre-
sidente da prpvin:ia, communico a V. S. para seu
conhecimento que nesta data foi ordenado a repar-
tigao das obras publ cas mandasse lavrar termo
de responsabilidade, pelo qual essa empreza obri-
gar-se-h.i a concertar o calcameoto desta cidade
todas as vezes que o levantar para o assentamento
dos respectivos trilhos, bom como a pagar 100*
de multa por cada dia de demora que houver nos
concertos, alem do qae estioula o acto de IS de
de abril de 1872.
Aos agentes da companhia brasileira de
navegagao a vapor. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda declarar a Vs. Ss. que fica intei-
rado de haver chegado hontera do Rio de Janeiro
e escala o vapor Cruzeiro do Sul, e partir hoje as
5 horas da tarde para ospOrtos do norte, segunds
o seu offlcio de hontem datado.
Aos agentes da companhia bahiana de na-
vegagao a vapor. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda communicar a Vs. Ss. que fica
inteirado da ehegada do vapor nacional S. Salva-
dor, e da partida do mesmo para os portos de sua
escala ate a Bahia no dia 2\ do corrente, con
forme o seu offlcio de hontem datado.
liepartif Ho da policia.
!.' secgaoSecretaria de policia de Pernambaco,
10 deagosto de 1874.
N. 988.Mm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos a casa de deteogao
os individuos separates:
A' minha o.dtm, Joao Gail her m\ vindo do ter-
mo de Garaellelra, como sentenciado a disposigaf)
do Dr. juiz de direito Jas exe^ugoes, Sabino, es-
cravo de Jos6 Cavalcante de Albuquerque Wan-
derley, por andar fugido; Mauricio, escravo de D.
Emilia Carolina Maleira Ferreira, a reqaerimenlo
da senhora.
A' ordem do Dr. juiz do direito da segunda va-
ra, Joaquim Francisco de Gusmia, por f vita de
cumprimenlo de deposito.
A' ordem do Dr juiz de direito do primeiro dis-
trict} criminal, Plulomeno Jose de Souza, como
pronunciado nas penas do art. 257 do codigo cri-
minal.
A' ordem do Dr. juiz substituto do quar'.o dis-
tricto criminal, Francisco Luiz da Costa e Silva e
Joaquim Leite dos Santos, por crime de roubo.
A ordem do subdelgado do Recife, James S-
mith, a requisigao do consul iuglez.
A'ordem do it primeiro districto de S. Jo*e,
Joao Bapiista do Espiriio Santo e Senhorinha Ma-
ria da Conceigao} por disturbios e ferimentos.
No dia 22 de julho findo, na margera do rio Ca-
riman, proximo a villa de Barreiros, foi encontra-
do o cadaver de uma mulher. Das diligencias
procedidas pelo respectivo subdelegado, verilicou-
se ser o de F-alicia de hi, moradora naquella villa,
e ter sido a morte o resullado de asphyxia por
submersao.
Em 30 da julho fin Jo, pelo delegado de policia
do termo de Serinhaem, foi remetiido ao respecti-
vo juiz criminal, o inquerito a que procedeu con
tra AgosliDho Pereira da Silva, por crime do of-
fensas physicas.
No dia 3 do corrente, em terras do engenho
Pernambuco do termo de Agua-Preta, Candido de
tal, foi assassioado por Jose Grande. 0 delinquen-
te conseguio evadir-se, e contra elle procedeu o
delegado nos termos recommendados por lei.
Deus guarde a V. Exc-Illra. e Exm. Sr. cora-
raendador Henrique Pereira de Lucena, digno pre-
sideate da provincia -0 chefe de policia, .Info
nio Francisco Correia de Araujo.
&nmmmmms:
(aGEXCIA TELEGRAPHICA HAVASREUTER. )
!: v.-vs.io do ii vitixu .vr.
u\7. vim:.
Paris, 11 de agosto. O marechal
Bazalne evadto-se da forialema da
Una Marsarida durante a nolte de
domiugo. SuppOe-ae que elle foi
para a Italia.
<'O.IIHKIK I IKS.
Llsnoa, lO de agosto. O paquete
iuglez BOYSE chegou aqui hoje.
Londrest Conaolidadoa de 3%
a 93 1/8, fandos brasilelros de S %
a lOl t/Z, ditos do Uruguay de /
a s. ditos ararentinos de */ a 90.
O mercado de cafe esta uuieto. Os
seguintes carregamentos foram
veudldos t o do ROMEO a /. o do
WlLLENKa 13 o do MARIA a 8t/. e
o do ALLEMANIA suppoe se acerca
de 8S|.
New-York. lO. Camblo sobre
Londres 4.89 1/3. Oaro HO. Care
FAIR do Rio a 30. Algodao mediano
UPLANDS 11 1/9 c.
Liverpool, lO. Mercado de algo-
dao Urine. Vcnderam-se hoje IS.OOO
fardos, sendo 8O0 da America do
Sul. O de Pernambuco PXIII 8 1/4
d.. o de Santos idem 8 3/13 d.
Havre. lO. O algodao ordinarlo
de Sorocaba vendea-se a 34 fran-
cos, e o de igual oualidade de Per-
nambuco a 33 francos. 3ebo de
uoi. do Rio da Praia, a IOS; dito de
carneiro. dito, a lOO.
Bahia, 11. -Chegou o vapor Ingles
TYCHO BRAHE. Camblo sobre Londrea
is 3/4 do banco e 33 3/4 a 35 f/S d.
particular.
(AGENCIA AMERICANA.)
Paris, lo. Fuglo o general B)a-
saine da fortalesa de Santa Marga-
rlila. onde estava rumprindo sen-
tenca. Desconfla-se que foi para a
Italia.
Liverpool. lO. Algodao: o mer>
cado continua sent altoracaoi as
vendas aao faceiM i as de ho'je nuin-
tarani a 15,000 saccas. Exlstc-ncia
66,000 do lira sit : no me imo pe-
riod* no anno ultimo foi HJfcOOO.
Londres. io. Consolldados as
is t fundos braslleiros lOl 1/4 5
por cento francez B3. Cafe trouxo.
New-York, IO. Algodao 19 is.
Havre, io. Vendoram-se 500
snecos dc cafe. O mercado esta
calmo. O do Rio lOO c o de Santos
lOO. Algodao venderam-se i.soo
saccas : o mcrcada continda flrinc
Pernambuco, 33 : Norocaba, 95,
Para, ll. Mercado Inaltcrado.
Hio, 11, as 11 b, da manha. o
congresso cm Bucnos-.Vyres procla-
mou Avellaned:i presidente e Acos-
ta vice-presiflente da republica.
tlo. IO. as :i !). <- io in. da tarde.
Mercado Inaltcrado.
ASSEMBLEA PROVINCIAL
SESSAO EM 18 DE MAIO
(Conclusao )
0 Sa. J. Mki.i. Heg) :Eotendo que nao con-
vem mais alongar esta discussao, porque a mate-
ria esta bistanteraente elucidad*, e e preciso nao
levarmos longe de mais a sessao em que salaam,
e que ja foi prorogada. AI6m disto o meu esta-
do de satide na > permitte que entre muitis vezes
em debates detidos.
Isto posio, pedi a palavra unicam^nte para op-
por ligoiros reparos ao que acaba de dizer o nobre
deputado..
Para asseverar que a reducgao do imposto so-
bre o assucar, proposta pela commissao, < di mi -
nota, procurou uma media que nao me parece
aceitavel, e para procora-la, estabeleceu em.....
4,000 rs. o preco do assucar branco, o em 1,350
rs. o do mascavado ou bruto.
Me parece, Sr. presidente. que e sabido que o
assucar branco este anno naa deu regularmente o
preco de 4,000 rs.; raros foram os engenhos que,
por effeito de muito bom fabrico, noderam conse-
guir este preco.
0 assucar branco commum, no corrente anne,
nao conseguio preco superior a 3,500 rs.; 3,600 rs.
sena o maximo. Ora, desde que o nobre deputa-
do toraou a base de 4,000 rs. para o seu calculo, a
casa deve comprehender que o seu termo medio
nio pode ser aceito.
Accresce mail nma cireurastancia, e e que a
grande quantidade que vem ao mercado e de as-
sucar bruto; o assucar apurado vem em muito
menor porcao. Como 6, pois, qua o nobre iapo
tado toma o preco mais elevado da quantidade me
nor para estabeldcer unedia. semlevar em conta
a quantidade maior 1 Bem se ve* que 6 preciso
procurar da quantida.ie melhor, qoeeamelhor
reputada, um preco razoavel que estoja em pro-
porcio com o da qualidade inferior. E' assim que
fxdovera ler feito o seu calculo.
\Porlanto, e preciso que para o caso de que nos
oceupimos, a media possa ser, nao um recurso de
imaginacio, mas !sim uma base, se nao segnra, ao
menos aproximada da verdade, que otTereQa a es-
ta assemblea eonnanca pararcsolver a importante
questao da decreta^ao da rcceiia ;da provincia.
Hontem, quando fallei, disse que para fazer a
reduccao do imposto do assucar, a commissao pro-
curou* uma media e estabeleceu, em vista de infor-
macoes que teve, a de 2,500 rs. por arroba desse
producto ; mas que depiis do project'* feito e im-
prc3so fui eu mesmo a praga informar-rae, dirigl-
me a alfandega, veriliquei a pauta, e reconheci
que a base tomada pela commissao tinhasido exa-
gerada e que a media dos preQis a tomar devia
ser a de 2,160 rs.
0 Sh. Oi.ymi'io Marques : -Mas veja que o tem-
po nao e proprio ; o inspector da thesouraria da
outra media no seu relatorio.
0 Sn. J. aIello Hego :E' natural que no co-
mego da safra, (|uando o mercado esta desprovido
de assucar e ba delle grande procura, de" precps
maiores, e foram estes precos que servirara de ba-
se ao juizo emittido no relatorio dn illustrado ins-
pector da thesouraria provincial.
Um Sr. Deputado :0 relatorio e de Janeiro.
0 Sr. J. Mei.lo Rbgo : A base do relatorio e o
mez de dezembro, que pode se dizer, ainda 6 co-
meco de safra.
0 Mesmo Sr. Deputado :E' o meio da safra.
0 Sr. J. Mello Rego : A media estabelecida
pelo inspector da taesouraria pode servir para cal-
cular-se exactamente o imposto de um mez, mas
nao o de um anno.
For consequencia, contando com a baixa que
tem tido o assucar, e nao havend > motivo nenbum
para acreditar que os precos sejam melhores no
anno seguinte; a commissao entende que a media
de 21160 e a base mais approxiraada, e aquella so-
bre que a assemblea deve firmar o seu voto.
Calculando pois, a -reducgao do imposto sob esta
base, se veriGca que a diminuiclo do mesmo im-
posto foi exactamente de um quinto, e nm quinto
da renda do assucar, orcada em 464 contos cor-
respond approximadaraente a 94 contos e tan-
tos.
0 que nao for isto, o que for contar com o que
ba de vir, nao passa de presumpQ5es infundadas,
esperancas que podem nao realisar-se, que nao
servem para autorisar a decretacao de nma lei de
or^araento. Uraa lei tal, e cousa muito seria, nio
deve assentar sobre esperancas, nem sobre calcu-
los sera fuodamento ; deve assentar sobre aquillo
que se presume ser exacto, e possivel de ser acei-
to. (Apoiados.)
Se formos a contiar nas esperanQas de que a
safra futura 6 demasiado grande, de que o assu-
car deve dar muito bom preco, entao tortueso sera
o nosso mr.do de proceder, votareraos a lei do or-
(araento sem base, sem calculo, sem .neahum mo-
tivo aceitavel (apoiados.)
E' verdade que a safra futura annuncia-se mui-
to grande, mnito promettedora, mas podem mudar
as circurastancias, pole, mudadas eslas, acootecer
qne ella nao seja toda aproveitada e que se perca,
como se perdeu a deste anno, que tambem pro-
mettia ser grande.
Entretanto fie u perdida, nao pode ser aprovei-
tada, do que resoltoa araa cjnsiJeravel diminui-
;lo da renda da provincia.
Assim, pois, nao posso ter conBanc^ na base do
calculo do nobre deputado em relacao ao imposto
do assucar, nem esperar que se realise as suas
previsdes e, menos dencanjar no seu juizo.
Qaanto ao augmento do imposto qne o nobre
deputado propoz, sioto que nao possa eoncorrer
com a meu voto para esltbelecer se imposicoes na
proporcAo que o nobre deputado quer.
0 direito de tributir deve ser exercido com
equidade. So for slrictamente preciso para satistaier as despe-
zas publicas.
Em caso nenhum deve-se tornar as imposijoes
onerosas de mais: 6 muito mais justo, muito mais
equitativo generalisar, ou derramar a imposicao,
com Unto que seja ella moderada, do qne tribu-
tar com limitayao, e assim estabelecer impostos
elevados e prejndiciaes.
t Nio descubro razio plausivel para estabeleeer-
se isencao de impostos para eertas malerias, e para
outras vota-los de molo gravjso e aie-iosapoorta-
vel, afim de fazer-se distinccao entre geoeroa me-
cesiarios e de regallo.
A estes subrecarrega se com am imposto exa-
gerado, equivalcnte ao qae jnstiraeot* Ihe devA
caber e tambem ao qua devera ser tirado d'a-
qaelle !
Proceder deste modo, e certameoi chegarno^ a
re>ultado opposto aqaelle que tenws em Viti. Nos
queremos conseguir augment) da renda da pro-
vincia, mas pelo meio proposta pelo nobre depa-
tado, so conseguiremos dimiuui-li.
0 imposto sobre o charuto o fumo, como propoz
o nonre deputado, e ex.igeradissira); o sobre os
vinhos e demasiado, o um imposto prohibitive
Os generos muito onerados pelos impo'to*, oo
id virao ao mercad) por conirabando ou delle fa-
girao, e o que d'ahi resultara *
Queremu renda para a provincia, adqairiJi so-
bre os objectos a regillo mas esies rao, c delle nao vera ronda pira a provincia, e regnllo licara acabado.
E' principio iocontesuvel que o exajero do im-
posto traz como consequencia o conirabando oa a
fugida do genero. Por esta razao digo qae do
augmento d: impostos proposta pelo nobre depata-
do, vera sem duvida este resaltado.
0 Sa. Manorl do Raxn : Nao ha tal.
O Sn. J. Meii.o Rego -Passe a sua emenda, e
mais tarde oj f.ictos o eonvencerao do qne digo.
Qaanto, porem, ao imposto do 5 13, c impreh- n-
sivo de generos de alimenla;ao, pefo ao nobre de-
pal. lo que mo dispense de fazer reparo ao sen meio
de que usou para combale-lo. Quiz o nobre de-
putado fazer um castello a minha cu gosto de o derribar. Faca o sea gosto.
Eotretanto me parece escasado conlinuar a dis-
cussao sobre este ponto ; me par as escusado re-
petir o que ja foi dito.
0 nobre deputado nao apresentou argnmenlacHO
nova, repetio pouco mais ou menos o que fora di-
to pelo outro nobre deputado pelo districto ;
produzio os mesmos argumentos que cite e en,
para responler Ibe, terei tarabera de repetir o quo
ja disse.
E db mais, nao tenho a pretencao de qaerer eosi-
vencer o nobre depuu Jo, o qae nio admitlo e qae
me empreste e-te argumenta-o imposto sobre e$
generos alimenticios tem por pm estimular o trm-
balho.
Para chegar a esta con:lasio, foi de mister qae
0 nobre deputado adulterate o quanta disse aa ses-
sao anterior.
Em these, ponlerei eu, o imposto inlirecio,
quando minimo, pode ter nm resullado mil, pode
ate obrar como estimulo sobre as faculdades pro-
ductive do trabalbo.
Nio foi, pois, nma exlravaganeia o qae eu disse.
e o qae ensinam os mestres da sciencia.
E' incontestavel qne a propor^Jo qae as neees-
sidades individnaes erescem, o trabalho augmen
ta ; tanto maior se torna a despeza quanto aeces-
sario e augraentar o lacro, para que a comport*.
Um sr. Deputado : Isto prova de mais.
0 Sa. J. Mello Rego : Mas nio foi este o flm
da creacao do imposto, o lira foi outro, foi as oe-
cessidades de desembaragar a provincia das diffl-
culdades Gnanceiras en qae esta.
Entretanto quanto ao augm-nlo de poder o im-
posto ser causa do augmento de preco dos generos
sobre que tem de recabir, ja demons'xei qae esta
suppo3irao e um pouco grataila. 0 imposto, se-
gundo os dados que apresentei, devera flcar absor-
vido na oscillacao do prer;o dos generos era primei-
ra mao, e nao devera ter in^idencia sobre o coo-
sumidor por effeito de chegarem mais caros ao re-
talhador.
Ora, de-la minha arguments;In nio podia ja-
mais o nobre depulalo concluir que eu quizesse o
imposto de que se trata como meio dc estimular o
trabalho, a menos que nao cntendesse que o caso e
proprio de um jogo de espirito.
Antes, porem, de concluir devo notar ao nobre
deputado que funda muito mal as suas esperancas
na arrccadacao das quantias adiaotalas a compa-
nhia Recife Drainage, porquanto estes adiantamen-
tos estao sendo feitas por couta dos euiprestimos,
e quando revertorem aos cofres, terio levadosa
verba a que lertencem, para terem a applicaria
especial que esta marcada.
Nio e fonte de renda que iragi reccita a pro-
vincia.
Com a divida activa o caso e diver.-o : renda
ordinaaia, que resulia de impostos nao cobrados no
exercicio proprio ; e receita atrazada, mas receita
ordinaria, e como tal figura na lei do orramento.
0 Sr. Ma.noki. do Rego :Logo e saldo.
0 Su J. Mello Rogo : Nao e saldo, i reads
ordinaria. 0 nobre deputado veja que abi esta as
lei do orramento, incnida a fonte de receitadivi-
da activacomo renda ordinaria, e assim nao pode
ser de modo algum considerada saldo on sobra da
renda.
Desde que os calculos do nobre deputado se
baseara em esperancis e rendas corao estas-----
0 Sr. Manoel do Rego : Nao; isto ja fui p r
demais.
0 Sa. J. Mello Rego : Se foi augmento por
demais, me permittira qne nao me ocenpe mais
destas qaestSes.
E ponho termo a estas observacoes, asaegnran-
do a casa que os calculos do nobre deputado sao
exagerados, e iiisulli -ienles para chegarem ao re-
sullado que devemos ter em vista ; isto e, faaer o
mais posstvel para oquilibrar a receita com a des-
peza, ou mesmo estabelecer nm saldo, qne possa
fazer face ao deficit qne devera oceorrer no actual
exercicio. A casa resolvera como Ihe parecer aae-
Ihor.
O Mr. Olymplo Marques i Sr. presi-
dente, com quanta nao tenha ouvido aioda a opi-
niao da nobre commissao acerca de algumas etnen-
das, offerecidas ao artigo em discusssao nio so por
mim come por outro nobre deputado, julgo conve-
niente, ja que tenho opportanidade, dizer algumas
palavras em justiticaeao das qne ollereci. Antes,
por>"-m, de faxe-lo, devo mauifealar a casa a minha
opinilo a respeilo da receita da provincia.
Eotendo que se podia dispen.-ar a crea;lo de al-
guns impostos novos, propostas pela nobre coa-
missio, como mostrzrei adiante, principalmenle o
proposta sobre os generos de estiva, sobre o qual
nada me occorre accrescentar ao qne disse o nobre
deputado pelo 1* districto e qne ainla hoje nio
teve resposta ; eotendo qae a deficiencia da reads
podia ser snpprida pela boa arrecadacao da receita
da provincia.
Esloo convencido, e creio qne nao me enstaria.
demonstral-o, qae uma das causas da diminuicio
da receita provincial, oa antes, on p>aco aagmo-
to que tem ella lido em vista do progreaso em qae
vai a provincia (porqae em verdade a renda nao
tern decretcidoj, e devida a defeito na arrrcada^ ao.
Temos verba* de receita qae naoca foram arreea-
dadas, corao deverio sel-o, e vou muito ligeira-
mente apootar algumas.
0 Sa Gomes Pabente :-Nesta parle o nobre
deputado tem ratio.
0 Sa. Oltmpkj Mabqles : -Por exemplo a do I
8.* qae di: (M) ,
Este imposto e actualmenle augmenUdo pel*
nobre commissao, e o ( i tambem pelo nobre depa-
tado que fallou em primeiro lugar; mas pela taxa
decreitda na actual lei do orca-nento rendea ap*
nas l :85l i Ora, pergonto eu. um imposto de 30O
rs. por kilogramma de fumo fabrieade e preparaJo.
por qnalquer forma poleria render somente......
1.-85U, se fosse devidamenle arrec.dalo? Nio
poderia render, seria uma verbs muito importaato




' -
-
' ;
da receita d\ provincia, se fatti Hi hen
r.aj.i ciin-i (' ,i rosjsjtads) fum
do do li.OOJJ, edijuri or,
0 Sr. J. Mtu/rBraE^-Poi* i| imposto, cobra olMI*
O Sr. OiA.MPia Misjuat; -.Ku, re^onJiccenJo o
defeito quo aa o.i arreeaia;lc deste imposto, offj-
red o aaao passado am* eraunda rcligindoeste
tlo mo Jo a comprehender mm carlo gotweo portacio-e ccn-ummo, que tern pago ipaposto de
ramo em brufo, qoaod deve >agar o de In a i pro
parado : 6 o rape Mcurofi.
Creio que o fabricantd-do ripe Meur.iu quasi
qtu o. unite iafMdun joe imports rape para can
sumino ne>ta provincia ; s6elli If veria pa gar mui-
to mais do 'pre o-la quantia d 1:331a par anno.
Procurandis averiguar a ratio dista, smibe qoe
Meuron ussda segainteartifn:io:: tern a sua f*Dri -
ca do rape na Bania e imporia rm Peimuabcc o
rap* proparado, mas era barr:cas., allegaudu que c
fumo em "brulo.
Depots quo o rape esta na proviasta, manda-o
pur em pacotas, o quo nto constitae fabrico, nio e
in ii< jln <|uo welburauieul) no acondiaona/neuto
para s venda, o expea aver, da.
Oreio i|oa nenhum dos nobres depnfedos ignora
que Mearon nio le.n fabric* do rape era Pernam-
trace, eutreianlo < sea rope c aqui venJiio, pagan-
da dircitos eomo fumo em brut >.
A ma itilelligenci* que se pan drfo a esta dis
pnsieap dj artigo dt receita oas a lira de isentar
earca do quo eltce obrigado a a*gar, torn tracido
cam-) UjUafiUU'jncu n*u -6 d mr.uiejio da real*
desta fer'ra uaowi q-janto an product >s fabrica-
d >s per M-surua c.im > quant- eos productos simi
lares, a-ugentattlo-ns d i im>fc*l>.
0 nuo p iss.t Ie M-iruira C, indivilaos que
tambem fab.-icaiM ri|ie in Uiaii, mas quo nao go-
zam das vantages d* ) -uroa, '|Ue loui uiaa easa
en Peroambuca parai......aeutar aqui o seu ra|*5,
ie |iieieniui a rsli as.e.uli fca, allegando quo, itftV
portando taaloviles ';-:ii H.-irori,geaero do igual
natarflH e l!fi !*J \tl> mosnu processo, pana-
ram eilos o imihisl mai ir o Mnuron o men ir, e
MuoJuiiid) pir;>li""ii a av*4iRblea iinn provi-
l--iici all H <<<* )i k: i! ::nli k i-ii.ll iailKMtl) do
iu iJ i a p nlereifl elle* i;t:iipeur cun SL'liroi 111
impertujim *en*Ja uj- praductos de sua fa-
linoa.
>las 0 qiiet vordaik'C quefji pe!a asseinliici do,
irr-iida a M ujs iiiosmi- tormos em .pietiii'n rido
auiori.irmewte. do mwdo que litfiiron coairi!8)U a
g' tar de-se privilegio do luer passar o sen ra.ie
oi:ii i Tin) emlKiUti, o Mireiri <& C, viraui so
nbngdd is a ruttrar se d> mersaJj, nao c*:s man-
damlo iiiais o sen-{.'eivro.
0 Si. Tin; xiu bv. Uagalh.vbi : Tom a,JJMl urn
p iviWie.
0 Sa. Cii.van i JUr.QUES :-N.*t' lii |irivilegio.
O q le dig-i para u'>iigar A!<-uivn a pagar o impos'. > a que
e>:a (Djett i e ;.linr us p >rl.is da pr -vincia Bus pro
ductoc similarec doo-iiros fabricai'des.
I>|^^J fesuli.i dupU vaulagoiTi para a prMfiacia :
in.a, a de ulirtj;.r AiCiiroi a pagar p im,n.-t' de-
crcl4:|", subre > l.liajo fabricado, a (|UceUe Into
viduineiito si; lein exiiiiido ; outra, a da iuipotla-
i;i i tki rape i'o outias fabriea;.
1'OTe-tiS r.icios oflVreci a i.-P; paragrapho uma
emeu b, t->!i Aisiia (icani esclareoiPs us enipregapiuM do
QsM ii i m i !> pur |!i; dovem pi>i^sd-*r a ro-peit
IW1 M CHIdKif m [ Mm ^Wf?l4c r^nambucc ^.jartaite 12 da Agosto de 1874 j QlaflEJ/l 1 \>I11
i')jwi b/otvi. que, sea- do, Q un-i > ailaern I7:000i. ifcoios" ib tlefrSuda* lo*.* -m^m
di i.ii.i wi;.i i subre ii tab I'M I'abri&ido. So a pii
leui uiui vein i on', poleodo pr-iJN'.ir laaito,
! n |iroduiidi) amitri | iiiieo.
i i.itr.i ariig j da recoita quo a primeira vista se
ei:uiiiioci- quo ua.i produz taut i i|easW podera
pruduzir *' 'i do J- :>">, quo iz : (10,
Ora, e.-io i:-.lij> da roooita so pruduu>> 1.1 OOOi
ii > e^ercicie p?s in iii^suia i| 1.1 il a l>lo i'lipnslo u*io e-ia -imuI i
arr'Ta ladi o-.m.o dovoria ler; poderia ren-ieria
UlUlhl in a is.
I) Su. T.;'i:m:i i u:: \1 aualiiaGS : Sulzo a culpa
6 J i repanieao com,ietenle.
<) Su. Oi.Yiii't-j llMiyi'ics : Xin fr.i que haja
t'ulpa ; p6w ;'T quo seja is-.i U-vitli a dofeilu
H .>y.-ioi. i do laocameiHo, u i no inoaj da arre-
ca H.ao.
0 S.i. TiBUisra 1 in: Mai;alii its : -V. Exc. tsaflrl
es-es dados BMthwdwadug ?
O S.i. Ot'vui'ij Uarooes: Nao lenho, neni
fiara i^^o t. preeiso ; p.uque ii codsa quo se reeo-
ti.'i'o a dcuneira vista.
A lei ocreta '() / sobre as cas.is em que rxiv
tir. m licticas. E eate iinposto rende 1:164&. N5j
i poseivel isto.
O Sb. i. Mkli.o Rsci :Mas polo e::jstir gran-
4o divids aciiv:, cioi.,. imgiMlo ; a ; rrecadacao n.lo
m. a quo e?la atii no ufgamnuo.
O Si. OtiMPiOM.VRQU'flS -.Mas a receita or^a-
da e us la, e deve so te-la em coDSidera.cau.
(> Sa. J. M;-.i.i.) Reco : Gr.-nda sobre a arreca-
da^io feita.
') Sr. Oivmi'. i Mahoi-.-.s : Quanto a botfrasse
poderia expiiear ptla arrecadacao, que, eai lodo o
asft, nao 6 ,-. que convein ; mis quanto aos goue-
ros do uiuioriai.a', nan, pufqae a pagameato dos
imp >.! a lancados sobre tstcs, nao pole ieixar de
set feiid lugo.
ii impostu sobretrapiehes nai rendee eoosa al
gula. E* p.issiv-.l isto? Nao na tantos trapicbes
.. .' I ,.' lii -. ii : usiao snjettos au impusto ? nio
na uuti'O- na i a uidogadjs ? Mutretanto nao
reodeu cousa nenbuioa e e uma vorba que pole
lender inuito.
u Su. ij i.\;>- I'a'.ii.n-tk : Eu me qneixo ios ar-
cadadvie.- de de o 1" anno que live assento aqui.
a arreeadaeao n:io pAlc ser peior.
O Su. )!.'.!:.) Habques : -'iOi sobre easasde
modas. EsW unposto eta oreali em i-Wl. Ora,
-*.! ha -I' quairo casaj 'ie modasnecta cilade.
') 'j0 sobre o valor do capim vondido no Re-

Eite impisto so ten rendido 800^ e esla or/;ado
em pouco ir.ais d; 2:000/1.
b.' urn impost i e;to que tem siJo int'-irameDle
defraadadu. Creio quo sera iiupossi el cu a-lo.
niio iclilalmeiile. se cbra, per meio dc lan?a
mento.
0 Su. J. Mctm Regj: -Pjr isso a commissao
j su'jstituio.
0 Su. Olympic Marques :Maadei nma emenda
a Cm de Fer o raesrao iroposto cobrado por arre-
iaata^ao ; mc parece que e esle o unico meio
por que pdde elle render alguma cousa ; pole ser
uma virba de liceita mu to importante para a
previnela.
Aprovdlome desta occasiio paratratar da a!te
raeao on sabstituieao qne a nobre commissao foz
,no .mposto sobre o capim. Em lugar de 5 "lo.corao
lemsido ate hoje, a commissao propSe que se taxe
a produc^ao do capim a l;n;i is. pela3 baixas
grasdes e oOA pelas pequenas.
Acbo este imposto, substituido como foi pela n>-
bre commissao, iaconveoiente e muito dejigual y
P'tque um iodividuo que tem uma exlensao de
rail braca: ou mais, naopaga razoavelmente o im-
posto de liHit, quaBdo ouiro que tem .'WO ou 600
bra(as psga a mesma cousa.
I'm Su. Ueputadj : Mas nio e graoie o im-
potto.
0 Sn. Olympio Marj/ues :Nao e graade para
queru tem uma immensa baixa de capim, mas e
muito grande para os que tem pequenas baixas.
Ha inlividaos pobres que teem as >nas baixas de
qua lirara annualmente 200 ou 300 j : (i e^te o
seu uni^o meio do vida.; nao node ran, po-tanto,
supporlar o iorposlo mesrno de 600. Este imposlo
deve ser ad valorem. Entendo, por estas ra-
zdei, qne deve continnar o imposto aniigo.
Mandei uma emenda que conserva o imposto
jid valorem, mas determinando qu? s ja elle co
:i.-ui i por arrematacao.
O Sr. I. "Beixo Rkco :'Aeho i??o inproficao.
O Sn. Olympio Makjues : tiio, senhor ; ha de
arre/nata-lo pe^soa que conhe<;a o pessoal planta-
dor de capim ; ha de haver murtis pessoas a qnem
eoarenha essa arremataijao. eoimuis'o rendera
muito mais. Sei que so a companb a Ferro Car-
ril lem uma baixa arrendada por eersa de M(NM
pan plantar capim e rrSo compra lo. Ora, so o ca-
pim coibido neste tsrrno produz ialvez a quarta
parte da quaniia arre^adala na uliin.e eiercicio.
E' umi rcada UtttUo importante a do imposto
sobre o capfto e, sendo arrecadada devidamente,.
pdde render muito mais do que tem rendido.
Feitas esta3 consideracoes, quo nao qutro alon-
gar, tenho sioda por dever cbamar a attenjao da
assemblea e da nobre commissao sobre as outras
emendas que apreseatei.
Sobre o 7% em que a commissao mar:a 100S
por es:ravo exportado, lendo esta quantia siao ele-
vada a 200/ palo nobre deputado pelo 1" districto,
mandei uma emenda restabeleeanJo a imposto
actual. k
Entendo qae a elevacao deate impoilo, em lugar
de conser/ar a renda da provincia na altura em
que esiava quando era menos ele\-ado. pelo eon-
trano a diminuira___
O Si Manoel do Reoo :Melhjr.
O Su. Olysifio JIaeqces :... e a experieom ia
o tem oaostrado.
Em am dos ann
R'eeio/pjiniPlj, rmiti f\e,cobf*'.>% so-aeunl
mente por esle imposto a venla da Id oa 12 0 IOi,
a,io v,i el^ render, meoos (jom a el-vac^o proposla. I
Prop nb i, port into, a diminai^vi d'el'o."
Alero disto, csloucjnvencilo de que a sm ele-
racio tnra-ainda um em e nwuliado mais pjrni
oioso, qsal a doproeiacao da prgpriedade escrava.
Scin porisso oeixara de Ten ler o ten oscravo precisar lav nde-lo oat para remir dividas, ou
para satisTuer oatra qualquer necessiiade.
O Sr. MaSoEX do Rpso da um aparte.
OSr. Oltmimo Kawjubs:Nao tenho nenhum
receio quanto a exportacio dos escravos entre
bos ; pelo contrario julgo que tssa-sahida aaasai
escravos, tao pequena, tao sorrateira, nio
lo
nao trai nenhum prejuizo alavoura, como e urivea
am meio muito uraulo, muito suave de irmo nas
poaeo a pouo, insensivelmeate liberlando on cu-
raiido de-ta cliaga.
0 Sn. GjMf^; Pauente : -E' rerdade.
O Su. tkvupio Harqces : por corrs^quencia,
nio votj aeia pelo augmento nroposto pela com-
missao, nein pelo proposto pelo nobre deputado.
Entoado quo, rest.ibelecido o imposto actual, a
read* sera maior do qe com a eldvacaj propwla.
E'i qiiizera saber qual a razao pjrqne a nobre
commissao, propou lo o augmeato de 30) reis no
eonsnmmo do galo, diminue entretanlo a taxa
para Pedras de Pogo, estabelocendo para o gado
ahi consummido o im[xisto de iiSWt e para o cjn-
summido em ouims lugares 2i800.
U Sr. J. Mei.lu ltEo:~ pursue cm Pedras
de Fflgp o iinpnsCo e de 2^000.
0 Su. Oltupiiiwabquis : ? nos anterioros so tem decretadj a dimiuui^ao do
.up'-t i o:ii I'edrai de Kogn, pare por este meia
fazor as marchantes ^slauelecer es sens talhos no
trriprio do?ta privincia; mas nao vejo razao
para a nobre commissao diminair ainda mais d)
pie es'i di'i.TiJtado, quando o imposto actual ja e
menor do .pie o Ja Parahvba.
Maudoi uma emeudaao IF edevo jus!ifical-3,
uao jo poique ligo a ella inuilo intoro'se, como
para dar l.uar a uobre comims.-ao ou qualquer de
seaviaembros mauifestar a sua opiuiau a rasper-
to : 6 a que i.-enu d; decima as ea.-as n'tuadas
nos povoados do int-rior da .provincia,
0 anuo pas-avlo se fez ext'.'nsivo o iinposto da
decim.i a '.odas as rasas, quaesqucr que fossem
if em o mesn.i ndlcio, a m-sma
Ail W,*J,WiVv.iij^lPS
TOitnres, virf iiirg*H*i n<*
V'a Sss*" ik'ilfil coin
Mhmtt a MMB4NHI mw* I' -t" verb* u Ct'iU, mawaurirt o,jjijpj.-lo dd 1:0Jli >"' p >c cf
um dosses agoute, imposto este equivalonte ao
que paga o rorretor.
4Jm Sa.
IM't
0 $R, Oi.vpt) Ma1qu,:s : -Inttulados graiuilos,
lr lupliisroarjin o codigo do co:al#cii e o ro-
galjTnento 800 de i8.il, que pruiiibea intervoacJo
de eutros agenua, que nao sejam eorretor s, uas
Wansaccoes aamaierciae.-, salift-quaad^aintervcn-
cio e aratoita.
lJ.\t Sr. Usputau.i :A applicajao deste intposf
to e quo ii impossivel.
O Sr. Olympio Marques : Nao *.tal, porque
ella* exercem o odlcio com toda a publicidade e
toui ao ecri(ttonos. m ^m
Oi empregadjs do consulado, ineurabidos do
ntn, n5o podefB-ngsurar a existeneia desses
ageutes, que sio ale muito conhecidos pelos fabu-
ksos lucros que aufefem da profissao que exercem
com a maior publicidade.
(Ila um aparto.)
O Sb. Olympio Marques : l'orquo razio a as-
semblea nao ha de decretar um imposto sobre esses
agentes T
O Sb. Pisto Pessoa :-0 co rectivo esta mesmo
no commercio.
O Sn. Oltmpio Mawjoes : Nai ha tal corre-
tivo, nom u couiinerciu o einprcgaria, se o podetse
fazer.
O Sr. UciiOa Cav.u.caxte : -Nio podemos legili-
mar esse abuso, (riDuimdo os agentes iilegaes.
OSr. Olympio Mabqces : -Nai se legitima tal ;
decreta-so um impost. scbro uma indusiria que ii
exerciia publicamente, mas illudindi a lei do mo-
da a tornar impossivel a sanccao penal. E se ha
legitimagio de abuse, foi elle legilimado desdc o
anno passado.
Tendo eu na aessao da 1872 mencionado esta
funie de receita, que poderia render inuito para a
piovlacia, nto f^i aceita por es.-es e^crupuljs que
os uobrei dej^utados agora apresentam ; roas o
anno passadw a assemblea reconheceu que convi-
riba decretar eslj receita.
O que succedeu? Alguas individuos que usam
dessa iii.lu.-iija, apenas s uberam disto foram ao
tribunal do commercio c requereram para ser
proflvto. ^vV"; uvR.-a far o.--.acri!i;i.) de nn'iair
fn.icriuMii arr io% r4t- ter po ;n alumna, acini i alluJul
iltilini imp- *!.),. r(i (lodcriOjI. n. 11 ,.erar da
' fa l.s'j, ma-.i iei Jtpia *i:t*' fivi.*r,'ii d)s|ui-oit pa-
flBoli
is villas e pjvnados em que esliveasein siluaJas ;! matriculados como eaikeiroa de eorretor es; entre
mas esle i.npo.-ti fji dar lugar a um clamor gerat,
oiiT muito justauiente appareceu, pj.-que a dedtna
foi l.iiica.i. aobre pequena3 e.asa< de himcns po-
bres, situadas em pavoa^oes insiguificautes. Al&n
disto, e um imposto ininimo e ridiculo, cujo
rendimento nao compensa as despezas da sua
coiirani;a, e Iraz como resultado a depreciaga i
dessa pequena propriedade. Il.iuve ate contra
oile uma represeularao da cainar? mnnieipal do
Hio Pormoso. -
A n ilue commissao man I"U uma emenla deli-
n n Iu ii que S'-j.i povoaca i, p ir t ser comprehtn-
ii.i.i na (Jo.-1111.1 ; mas aiuJa asahn u\i licn'i ro-
inovi'.la a inc uivoiiiencia quo resulia da creacau
do impostu ; porque para a commissao basta que
o p.ivoaio toulia 1.1 casas anu.nl.is. Ora, na
inoitus que icui l.'i caas arruadas, mas lo case-
bros .Ie pane r.iP.r, e cuja deouoa nao ehega para
so pagar a cobram-ada arrecaJaoio.
Offereei, purtanto, uma SinenJa mainland i qne
a unpoMcao seja cobradi somente s dire as casa*
da lijoli, cubertas de tellias: pur isso que nine
peU'iso a que.n possue e.ias casas o pagamento
da deefma. Ucaudo deMa iseutos os p.ibre--, p -rque
e t.--, I'm g-T.'il, apenas possnem casas de laipaou
in.iiloir.i, i.idas de ppuco valor; e mandei resia
bslecor uma dispn-icao, quo em leis anterioros
tem sido deeretada, cm favor djs homens pobres,
quo, pis-u.iiJo apenas uma caea, nellas moram,
send i o aluguel annual dessa easa avaliado ate
Gil 5' 10 i.
A nobre eummissao aiuda e evou o imposto <^a
meia siza subfe a venJa 10 3, a iOi e J.- lii quando fossem venlidos por
jrocura.ao, a Slit. Mando mm emenda re>iatie-
lecen o o impostu antigo.
!->to augmento u.io so nao dara lucro a pro-
vin'-i.i, como mo parece ja tor doinoiisirado, qmr-
do iratei do aogmeute do impo-to do exporlarao,
como depreeia muito a propriedade e.-crava.
E.ii|ii.inti houver propiiodaJe escrava os di!i*:-
rcntes actos de IransuiissSo dessa propnodad* h.io
do ser eontiaaadesq nem convira difliccltal os ;
quando or. e-cravos sao de a^rienllores ou pes-
suas rosidentes em di.-lancias das villas e iugares
.!.' p.iinmcrrio. as von.ias siio sempre foiias por
procr.radores.
Ja a lei g-ral manda cobrar 20iO00 do imposto
qmndo a venda e .-llicluada pi procuragio.
Ora, com 80* que no actual projecto so m.irea, sio
100^ so sobre o imposto de (ransffli-ssao, que,
recabindo sobre o d.ino do escravo, ainda mais
doprecia essa prupriedade ja tao precaria entre
ns-
Entendo, ponanio, quo se deva restabolecor a
aciual imposicao.
Chamo a atiencao do nobre depnlado, meuibro
da commissao, para nie explioar a davida e:n que
estou a respeito iio art. 2'J. que diz : (Ie).
Nao comprehend.! bein isio.
O Sn. J. Mkllo Rbcj : Hi agendas de consig-
p.acoes, qne sao as ea*as que reeebem navios di-
rectamente, e as afencias do srguro. E:to para
graplio refere-.-c as agencias de seguro.
0 Sr. Olympio Maujui.s : Nao ; as agencias.
do seguro estao no 15 63, quo diz: (io).
Mas o 29 diz : (r).
Quaes sao, portaulo, as agencias de 5005 e as
de 305 "
O Sr.. J. IIbixo Rego : Sao as agencias de as-
soci.ii-oos anonymas; vpjo agora que epreciso mo
dili -ar esse paragrapho.
O Sn. Olympio Marques : Deve ser redigido
dc moJo mais claro para nao dar lugar a du-
vidas.
Maadei um emenda relaliva ao S 30 que diz:
(le).
Este e um imposto ridiculo e pcrnicioso. Tenh)
falladj com divorsjs oollectores dos municipios do
interior, e elles sio os proprios a pedir que se eli-
mine este porque nao so quasi nada rende, como
e onerosissimo.
Chamo a aitencao da nobre commissao psra a
conclusio do*, 31, que trala do imposto sobre ca-
sas de vender obras feitas em paizes estrangeiros,
das quaes baja producio similares na provincia. O
modo porque esta reiigido este paragraphs, e
mo-ini 0 substitutivo apresentado tem dado lugar
a abusos na execucao, tem sido lanijado este im-
posto sobre lojas de ferragens, a pretexto de que
ahi so vendern louces, maehados, fechaduras, etc.,
que se (abricam entre nus; mas nao foi nem e
este 0 espirito da lei.
Nos temos casas onde se fabricam es'.es objec-
tos, mas nao temos casas onde 0 consumidor os
va eomprar toda a vez que queira; e preciso ea-
commendal os, inandal os fazer.
Para se lan-;ar este,imposto 6 preciso que haja
casas em que se vendam productos similares da
provincia ; entretanto elle tem sido lan;ado nao so
sobre as lojas de ferrageus, como a;e sobre as bo-
t|caB, pelo simples facto de veoderem fundas feitas
em paizes estrangeiros, porque no pail se lazem
fundas.
O Sr. J. Meli.o Raoo : Mas veja 0 substituti-
vo o que diz.
O Sr. Olympio Marqces : (LO).
Acbo que se deve supprmir esta ultima pane ;
porque nao tem raiao da ser.
Desde gue na primeira parte so decreta um im-
posto favoravel a nossa indnstria, 0 qual e de
1003, para que legis!ar-se decretando mais um
outro imposto, e de um modo indelinido, que vai
dar lugar aos abusos que ja indiquei 1
E' am Iraiiosto pequeno que pouco podeia rea-
der ; 0 melbor e supprimilo.
Diz a primeira pane (!e)
Creio que so pode dizer de?de ja que sio os
unieos artetatos do que na prodnctos similares na
provincia ; < mais nao.
Tenho nma emenda sobre a qual peeo a alien-
pi') da nobre e wimissao.
Entre nos lia uma industria muito rendnsa
muito lucrativa, e que nao solfre iiapjsieao aigu-
ma. Na sess*> de 1872 propuz a decreiai;ao de
am imposto sobre ella ; mas nao foi aeeita a id6a.
G anno passado, por- m, a assemblea conven-
ceu-e de que podM aproveitar essa fonte de ren-
da, e decretou 0 imposto, mas com uma timitanio
injusta.
Assira raesnio rendeu ou deve ler rendido uma
somma soffrivel no exereiwo corrente e continua
ra a reader, *e a assemblea soaber aproveitar a
fonie e nao deixar sr-phismar a lei, como se pre-
tende : e uma profissao hoje exetcida eom rauita
publicidade, a de agente aaxiliar e gratuito do
commercio.
Ora, as transacts commerciae, segnndo 0
nosso eodigo e regalamerrtos posteriors*, devem
ser feitas por corretores. stos individuos sio
taulo esses individuos sa quo sao agentes auxilia fs do commercio ou zan-
goes, conio se diz na linguagem commercial; sa
homens rieos, alguns nwitj ricus mesmo e que au
ferom desta industria luoros fabnlosos.
0 tribunal do commercio repugnnu matricula
lis como caixei os de corretires, porque sabia que
nao eraui taes, e que so usavain dosse arlificio
para se livrarem dv imposto.
A assembiea que leve a tempo a n^ticia. acau-
leloo-se, mandaiilo quo fosse tanjadn u Imposto
sobre in caixelros de eorretor matncuUJos no tri-
bunal d ) commercio.
Um Su. DgrorAD? : -lsto 6 differente., e outra
cousa.
0 Sn. Olj.wio Marques : Attenda 0 nobre de-
putado : deiwis disto, ellcs nao querem mais ser
caixoirus do corretores e tratam de eliminar se da
matncula para poderem coulinuar a exercer a sua
pmQssio, liefrauJaulo 0 imposto.
Porque, portaulo, na 1 ha de se continuar a de-
creta-lo Pois .isemboi In de s-i deixar assim
illulir e euganar, cui.o uma cnanc.i?
(Ha aig.nii apartes)
0 Sit. (kLiMPio Marques : Euk porlan'o, resta-
beleceiidoa disposicao da actual lei do oicamento,
inaudo a seguinte emenda : (Ie.)
Soiibjr iresidente, sou 10 tarde e nao querendo
alinsar ainda mais da b -novolouoia da assemblea,
liuiito me as coosideracoes ,>jue acabo de ro.-pon-
der, li.-ando para outra occasiAl .1 que ainda toulio
a dizer solre uutras verbal da receita, depois que
ouv.r a opiniio da noire comuiissao sobre as de
mais emeudas.
DirEssos Sits. Deputados -.Muito bem.
Sai Ii las, apoiadas e entrain conjuuetamente
em discussao as seguintes emendas:
N. 72. Ao art. 13. Ao substitutivo apresentado
ao s 10. acerescente se : lieanii alulilo 0 ar-
ruJauieuti ou uiairicula e esr.ripto de renda, crea-
dos 110 regulamerfto re^pectivo. Dr. Manuel (h
ll-gy.
N. 7.J. -Ao Ait. 13 -A emenla proposta ao art.
40, eui vez do na razio de_ dobro, diga- e 11 a
razio do 30 por cent
N. 71.-Ao nrL log
sob n. (5i a:jrescentese : e por ageoie auxliar
ao commercio, intilul.ido gratuito. Marques da
Stlca.
N. 73. -Acerescente so ao 37: excepto as de
earninhode ferro, abastecimento d'agua potavel e
illuminaeio publica. -Marques
  • N. 76.-Substitutivo a mmh.l emenlaao 19 do
    art. 13 : em lugar de: nas cidades e villas, ate
    otiml diga-se : nas cidades e villas, e nas povoa-
    jdes dus con-truidos de tijolo e cobertos de telhas
    Marques rfi Silva,
    N". 77.-Ao art 13 18 :-Dizimo do gado vac-
    eu'0 nis muni:ipios onde a eobranca dos imposlos
    for fita por arremata^ao, ou a deciina parte de
    cada bezerro, quando nao complotar 0 numero de
    10,' sendo naquelles, em que existirem colleetorias,
    substituido e>te imposto por 800 rs. por caber;a de
    belerri-, cobrado na epoca das parlilhas nas fazen
    dasde criacao: abolido 0 ferro decreta Jo no res-
    peclivo regulamenlo.
    N. 78. Ao 19, acjrescente-se : continuando a
    iseagao deeretada na lei n 769, em favor do pro
    prietari > de um ou mais predios em que resida e
    cuja ronda annual nao exceda de 60*000.
    N. 79.Ao g 21, caso seja approvada a minha
    emenda sob n. 21, em lugar deneste caso Jiga-
    se : nestes dous ultimns casos.
    N. 80.Ao 32 acerescente se :-20^000 por
    inculcador de venda de cssravos.
    N. 81.-Ao 12. A' minha emenda sob n. 67
    accresccnte-se : sendo este imiosto cobrado por
    arrematacao.Marques da Stlca.
    O Nr. Tiburrio dc fa^ailiu<>s pede a
    rttirada de suas emendas relativas aos 1 e 2."
    Heconhecendo-se nao haver numero, lica a dis-
    cussao adiada.
    0 Sr. presiJente designa a ordem do dia e Ie
    vania a sessao.
    REVISTA DIARIA.
    Em um dos annas passados a .assemblea elevou J offlciaes publicos que sarvem sob (ianca e pagam
    0 imposto a laO cu 200|, e nesse e:cercieio niolonerosos imposto3, quo andara por l:000j, entre
    rendeu elle eonsa alguraa ; mas nem por isto dei os i.mpostos geraes e provinciaai; eutretanto ha
    ji/am i;e ser exportados escravos, tantos como uma puVtao de individuos no commercio que exer-
    d is y.iiua.v.uie \\~- ''ir.-;im.sl'.r;-ias
    eutes 'Uuiie*mas
    aruiiiia<,jsaulveu lile jonsehu. n i-iidiiti pr.
    .-. xun^ttis^depiiis .b cuili. r toda> **-iotVm i.-o.-s
    ne.-o.-sarlas c do ouvir 0 delegado Iilteraiio do dis-
    inno, di igir-se hmlem, como eflectuou, a resi-
    UsfurAa*; Nao out agenlei gralui- deacia dasprediUs Sras., 0eommuQiooa Ih quo
    aiinauirdaquella data em diante, a SociedaJe
    Propigadora tomaria debaixo de suas vistas* pro-
    teccao, tquella sna e-c da, que passaria a set mix
    ta, admittmdo maniuos 0 meaiuas, aoqforme per-
    mitte a nova leida iu-tru-i-io publica; e, que,
    atem de qiv 01 eslnutos da soaedade maada Tor-
    necor paraosalamnos recoaiieeidanssnte pobres,
    a mesma sociedade se coiiinnmettia a pagar po-
    los pais destes dnas gratilinacoes, nma mensal,
    conforme o numero das alumuas, e outra do cm
    co mil reis, por cada um dos alumnos quo no fim
    di anno for .approvado oai exame feito uerantou
    raesrao conselho.
    Mo.^lranto.geaatisfeita 0 eimvindo oisto a Exm.
    Sra. D. Anna Joaquma de Harros VVandorhsy, licou
    assira essa escola mixta no numero das que sao
    susteatadaa pela Sociedade Propagadora
    Foi um aeto modesto, dlgno com tu lo de todo
    louvur pelo generoso peusaraeuto quo 0 uresi-
    dira.
    Santa Casa deliberacao unanime da junta administrativa da
    Santa Casi de Misericordia do Recife nio sera ctlo-
    bra Ja no dia IS do commie, corfio prescreve 0
    couipromisso, a fe.-la da padroeiri TV. Senbora do
    Paraizo, visto acharse inlerdicta a irmandade e
    nao |inler as-i-tir a solemnidade.
    Kova PBlHIcaeao. -Sob otitulo Viale mil
    U-qu is lUlimartltas a Sr. B. L. Gamier, livreiro
    eJiuir 110 Rio de Janeiro, acaba do publicar um
    grosso volume, di nolavel escriptor Julio Verne
    o qua! contum uma s?rie de narrativas oceani-
    cas, cheias de attractivo e de interesse palpitante.
    E uma obra digua de apreco. Aena->e a venda
    na livrarla Industrial a rua do Barrio da Victoria
    n. 12, a 3*000 0 volume.
    Villa Bella. Com data de 23 de jul'.o
    noticiam-nos 0 *eguinte:
    Com 40 jurados presentes foi a 21 iostallala
    e a 22 encorra la a i- sessao do jury do lermo do
    T iumpho no correote anno, sendo coudemnalos
    os. criminosos de morte Floroncio Vieira da
    Cruz a 12 annos de prisa-i c ra trabalho, e Joa
    qniin Francisco Xavier, a galas perpetuas. E^e
    prntostou por novo julgamento.
    No dia :0, para isto com a devida anteceden-
    cia desigaada, tove lugar, depois dos trabalhos pre-
    paratonus da sessao do jury, a audiencia do ju-
    gamouto defiinitivo do proeesso iustaurado contra
    Maaoe! Francisco de Moura, conhecido por Caipi
    ra. pelo crime de introduccao de sedulas falsas ua
    circ.jlagio.
    Nesta audiencia e bem assim no* trabalhos
    preparat-rins do jur< em dito dia, servia de ,,r>-
    nintor pubbcoiuloriu'i, ., ciJalao Joaquim Pinto de
    Campos, nomeado em filia do adjuueto e em ra-
    zao de caprichesa 0 inconvenientemente, por tra-
    tar-se de um crime imparuiiU', dar parte de doen-
    te 0 promotor efTectivo, Dr. Jose de Harris Frao
    co, iue logo no dia seguinte deu-se pir promplo,
    rea.-siimimio 0 exercicio de seu cargo.
    No dia 21, ja tendo presidido u.n julgamento
    do reo Plorencio Vieira da Cm e na faiCa de juiz
    municipal effertivo u 0 juii de diroito substituido na presiJencia do ju
    ry, pelo juiz munici al de Ingazeira, actualmento
    no exercicio da vara de direito na comarca do
    Fiorcs
    t No dia 22, depois dc eueerrada a sessao do ju-
    ry, fni em audiencia publicada a sentence pela
    qual foi coademnado a i anaos de gates e multa
    wrrespondente a uiotide do tempo, pelo crime ja
    refondo, dito Manuel Francisco de Moura. Appel-
    ou para a relacSo.
    I. go a 27 foi fioavocada para 0 1" de setem-
    oro vifidouro a 2* stssao ordiuaria do jury desle
    term 1 ao corrente anno.
    Pel 1 actual promoter desta comarca Dr losd
    de Rarros Franco, acba.se abolida nesta corajirta
    a salutar inStituii;ao do habeas corpus, a maior g.a-
    ranlia da bberdade. dos cidadaos A' sua requi-i-
    cao, sem nem iiuJa se acharem pronuuriadas,
    foram de novo presas no I'rmo dc Flqres asniu-
    llieres qne da vez passada IIib noticiei h.verem si-
    'di legalmente si lias p ir habeas corpus no term).
    Miiisiraciio Ilcspanbola o Ameri-
    cana. A, re-pectiva ageneia, livraria ios Sis.
    Silva Cardoso & Pessoa, na rua do Barao da Vic-
    toria n. 30, aMbam de chegar os us. 24 a i6 deste
    jornal lllastfadtf
    Trazetu esses numeros como gravuras : os ro-
    tratos de D. Raphael Itodriguez, ministrodi ma-
    rinha liespanhoia, daeoalessa de Vilches, 1 do II.
    Rcfthefort; dnas vistas do porlo de Barcelona ; Uma
    rifa fuskionabte em Londres em bmeficio dos po
    bres ; o ensaio da Uliia So Requiem, de Verdi, na
    operacomica de. Paris; corridas emColege Park
    peljs inembros do Club do alhijlas da universiJa
    de de Dublin ; Trent e SaltureHe, cavallos vonce-
    dores nas corridas da Pans e de Chantiily ; a en
    trada no ennvento, c >pia de um bell j qu.adro di
    novo pinlor allema0 Von Czachorski; Sonho do
    \amor, c6pia ae um quadfo do Sr. Balaca; B.lbao :
    pe.;as tomadas aos carlistas na bateriade A-lagan ;
    Madrid : a rolssa no acamparacnto dos cadeles de
    Uoneloa; o interior da fabrica de calcado do Sr.
    Soldevila : Inglaterra : ensaio de um novo torpedo
    no caual de Woolwich; varias vistas relativas ao
    ombate de Monte-iluro e a morte do general Coa
    cha; a copia do qaadro Os desposios da Virgem;
    a porta da entraia, a galeria principal, e varlos ob
    jectos da pyrami Ie de Cheops uo Egypto ; e um
    armazem de vestuarios para 0 exercito em Madrid ;
    0 prazo da Bocca do asno ua Grauja; exposijdo
    regional de E'ste em Madrid, Interior do ur:>ude
    salao de banhos Deligay em Pans.
    Sao icteressantes e dignos de apreco os di versos
    artigos que elles contra.
    Ooze de Agowto.-Realison-se hontem a
    noile, c rao cstava annunciado, no jar Jim do Cam-'
    po das Prineeias, a esfor^os da mocidade acaderai-
    c.a, 0 concerto dado pela ban Ja de rausica allema,
    em regasijo pelo anniversario dacrea^ao dos cur-
    sos do sciencjas juiidicas e sociaes no imperio.
    Heave extraordinaria coocurrencia de familias,
    tanto na parte interior como oa exterior do jardim,
    estanlo este todo illuminado. Reinou sempre boa
    ordem.
    Tarabem, pelo mesxo motivo, houve, no lliea-
    tro de Santo Antonm, espectacuio-gala, que come
    qou pelo hymco academico caotado por toda axom-
    panbia dramatica.
    Cirande concerto. Ullimamente teve lu-
    gar no pajaeld de Crystal do Londres, a grande
    festa triennal de Ilaendel. A orchestra e os coro
    em nunero de 4,000 executautes, sob a direccao
    di maestro Miguel Costa, tocaram 0 Messi&s e ou-
    tras produecoe'S com essa maestria proverbial em
    Inglaterra na execui;ioda obra do graade music).
    Os solos eram cantados pelos Srs. Vernon, Rity,
    Santlev e Agnesi e pelas Sras. Trebelli.Sinico. Pa-
    tey e Tjetions. Calcula-se em mais de 80;000 0
    numero de amadores que assistiram ajuelli festa
    musical, cuja receita se elsvou, durante os tres
    dia?, a somma de 216:OOf>|000 de reis, moeJa por-
    tugueza !
    Objecto historlco. 0 commissionado
    pelo governo h'jspanhol para estudar e fazer in-
    vestigates ac-rca do estado dos archivos de Hes
    panha em Italia, remetleu ao mini;tro do fomento
    um objecto interessaote : e nma das chaves da ci-
    dade de Tripoli (Africa) tomada aos mouros no an-
    no de 1510. A referida chave e de ferro dourado.
    Omesmo commissioaado maadou tarabem a lapi-
    de sub a qual ?e conservava essa chave. A lapide
    tem uma inscripnao em latim.
    a chave fora depasiiada na igreja de S. Thiago,
    por volo, e era 10 de abril de loll foi trasladada
    para Roma, no pontificado de Julio II. E' hoje um
    objecto curioso sob 0 ponto de v sta archeolo-
    gico.
    O palaclO de Brun\vicK,-Lese 0 se
    guinte era uma folba francexa :
    t Procede-se com graude aetividade as demoli-
    cjoes do palaci) do duque de Brunswick. 0 duque
    de Trevise, sea novo propribtario.manifestou 0 de-
    sejo de que a demoligio se concluisse no lira desta
    seraana. _
    r 1 Jalgamos interessante fazerraos uma ultima
    visila ao mysterioso palacio da aveoida Fne-
    dlaad.
    Nio na tal vez ninguem em Paris qne possa
    gabar-se de conbecer esta casa que se abria tao
    raramento e os seus milbares de esconderijos que
    Pfafiam inveja ao proprio Roberto-Houdin. Luiz XI
    em Plessis-les-Tours eas Mil e uma noites, nada
    eneontrariam de meiboc para occultar a sua vida
    e os sous llu-souros.
    ' c A' noile, quando um passe ante se aproximas--
    se da porta do palacio e tocasse na fechadura ou
    ora um dos botoes meUlicos, experiraentaria logo
    uma violenta commojao, e depois
    9Tm+fn*mim<*U\+tob &****> anmwalha.
    Apswlla..Mi> eor.unaacwl.
    Tqie abria V.n.a outrala pir.i o noo=ojto. F.*':;\ Do n:irr.:u-..*.-r..ji>'-||,uti t,U da Sdva L--,le.
    porem, cue mlrava-so vasio e ap&jias 00m afg.s.is appellaJ f). F.-!t:
    it 1 mais. -Dr. SSanoel do llego.
    13 12 a' minha emenJa
    .\H80c-iacao Coinmercial Benefi-
    cenie.0 piesidente da respectiva directoria, 6
    0 Sr. Joaquim Lopes Maxhalo, e nio como por
    enrano publicamos hontem.
    llomicidlo.Em terras do engenho Per-
    oambaco, d > tenno d'Agaa Preta, em 3 do corren-
    te foi assassinado Candido de tal, por Jose grande,
    que evadiose.
    Iiiquerito pnlieial.-Pla del-gacia de
    Serinhiem foi remeltido ao Dr. juiz do respective
    districto criminal 0 que se levou a efTe to contra
    Agostinho Pereira da Silva, por crime de offensas
    physioas.
    rlii'.Miiii',ii-iu de razenda.-Por decla-
    racao, que a secretaria dessa reparlicio faz pub'i-
    car, a camtQar de hoje, na seccao competente des-
    te Diario, sao chamadas a apresaotaijao dos res-
    pectivas titulos a essa secretaria, as pessoas que
    se acham na posse de terrenos de raariuha.
    Cudavor. Em 22 de iulho proximo ando,
    foi encuBtrado 0 de uma mulher a margem do rio
    Cariman, proximo a villa de Darreiras.
    Das diligencias empregadas pela policia do lugar,
    veriiicou-se que era 0 de Felicia de ta1, moradoia
    naquella villa, e que fora a morte 0 resultado do
    asphy Tiido tem inesKlmo. -Segundo um an
    nuncio, por vezes puldicado na sec;ao competen-
    te, coropram, a rua de Santa Rita n. 37; cobre, fer-
    ro velLo baildo, trapos encbutos, ossos,"~e unha3
    do boi, conas estas, que sio entre noseonsidera-
    das como lixo.,
    Ua);a vez, porora, que apparece. entre nos, quem
    ja saiba utiJisar, 0 que despre^avamos por ioutil,
    naignonacia de certas leis da induatria, bom 6
    quo se aprovalta esu, pnqueai embora, foute de
    rece;'..a, accesceado que d*alu p/tivira.niais a con
    feuieneia de-nio (ormos os caes a inatgem dos
    rios, entnlliados coii a iamundicia resultante da
    acaujvilasa:) de taes malerias, pastas fora por in-
    serviveis.
    *)ocieda truci/ilo PuliMca.0 2." anoiveceario da
    creacao o iostallagao dessa ass,ociaoao foi hontem
    devida e medestaraertte Soremoj6.ado pelo conselho
    parochial do P050 da Panella com am acto 4e anl-
    macao e deseavolvimeato a iastruccio popular da
    mesma parochia.
    Coostando ao raferido conselho qae ja havia'm
    sido despedidat'lgaia9 aluranas, e qne teriam
    de ser as seis restantes da escola particular do se-
    xo femroioo, existeate na rua do Encanamento, e
    qne ba annos tem sido dirigi ii pela Exma. Sra.
    tMveis.
    Para se snbir *>sanl.>re< sup*riure--, ni
    c^iva.o qu'it'ti dealnuir d,i duque e 0 sou thj
    souro, nio havia escada, actiando -c em outrode
    grcdo precisamenie no muro da primeira ante ca-
    maw, para a qual se a%ti. rrma porta ; toeing
    n'uni ootao, abria^e a pareie eapparociauma ea-
    deira ; tocava-se n'outra aaola e era se imm-dia*
    tamenle transportado, como por encanto, ao -n
    dec superior.
    < D'alli chegava-se a um primeiro aposento, que
    era a ante-eamara do duque. Nenhuma sahida,
    aeahuma communicacio coaa 0 quarto Ie ii .1 -nir
    se ootava e podia se alii Rear muitos annos -outre
    aquellas muralhas blindadas s m se podsr pcae-
    trar so interior. lTm uiachinismo engenhosc, abria
    uma passagem pelo muro e penetrava se no inte-
    rior. Esles segredos deseubnraui se si> nor occasiio
    da deutolicao, porque so 0 duque os conhecia, leu-
    do eonflalo a execucAo delles a duTerenles o^era-
    rios. 0 cofre-foric causaria a mono do opjrario
    que procedesse a sua abertura, porque seria aco-
    Ihido por uma verdadeira descarga de uma mclra-
    Ihadora.
    Toda a easa, que vai desapparecer, era cons-
    truida neste estylo. 0 duque do Trevise, como
    bem se p6de julgar, irapoz ao einpreiteiro a cl..u-
    sula de Ihe resiiiuir todos os object is que 0 acasu
    fizesse descobrir aos operarios. Nada se enccntrou
    por ora, ma3 espera se que alguma cousa appare-
    pa, alt. ndendo a que o auqae de Brunswick era
    tie u na deaeoaflaoy extraurdiaaria desde que
    fora v.ctirna de um graude roubo de diamaii-
    tes. 0
    L.sila. Hjje 12, effoctua 0 agente Pinto, 0
    leilio do fazendas na armaiera da rua Jo Bom Je-
    sns n. 03.
    Outro. Hoje elTe^lua 0 agente Dias, em 0
    armazem do Barao do Limmenio, era 0 caes. di-
    Apollo, leilaa de l-iuga 0 mais aitigoscouio so aoba
    annunciado em lugar competente vindos, no uavio
    llewietle Bencliard, arribado a ejte porio.
    liOterlaa a i|ue se aclia a van-la 0 a 112'.
    a beaclicio di Santa Casa do Misericordia do lie-
    ife, a qual corre no dia 14.
    Casa de deteuca j.Movimeuto da ca.-a
    Ie detencao do dia 10 de agosto de 1874.
    Exisliam o.-esos 342, entraram 10, saliiram 7,
    exisiem 315.
    A saber :
    N.\cionaes 271, mulberes'8, stracgeiros 21,
    ueravos ii, escrava I. Total 313.
    Alnnentados a custa dos eofres publicos 2fii.
    Movuiiento da enfermaria no dia 10 de acoslu df
    1874.
    Tiveram baixa :
    Manuel Ignacio de Freitas, febre.
    Manoel Francisco d s Sautos, fe'ire.
    Han lei Francisco dai Ciaga-', feore.
    Teve ana :
    Manuel .Very Toixeira Borba.
    (TeaaUorlopablleo.ObitaaHo ij lia 10
    de agosto de ltJ7i.
    slaooelj branco, Perr.ambuco, i anuos, Recifj ;
    fobre amarella.
    Olegario, preto, Africa, 63 aanoj, casado, S. Jo-
    se ; hydropisia.
    Anna Maria da Conceicao, pa da, Peruamonco.
    11 annos, Beu-Vista,hrJfpiUl Pedro II ; taberculis
    palmooares.
    Maria Amelia, escrava, preta, Pernambuco, 18
    aunos, solteira, S. Jose; febre biiiosa.
    Crecencio Ouedes Araujo, pardo, Pernambuco,
    63 annos, viuvo, Recife ; hepatite.
    Maria, pirda, Peraamtioee, 9 aunos, Bu Vista ;
    bexigas.
    Maria, parda, Pernambuco, II dias, Boa-Vista ;
    bexigas.
    An da Adolplia Ferreira Ramos, preta, Pernain
    bucii, 37 annos, solteira, Santo Aotocio ; hepatisa
    oao pului mar.
    Virginia, <-scrava, preta, Pernambuco, i annos,
    Boar Vista ; tuberculos pulmonares.
    iBROMCA JLOfCUKaX
    ruiBiJ>i.\L ia\ ki. vr io
    SESSAO DE It DE AGOiTO ')E lo7i.
    PRES1DEMGIA DO EXM. SR. CO.NSELIIE1KO
    CAETANO SANTIAGO.
    Se'.retario Dr. Virgilio Coelho.
    As 10 horas da manhi, presentes os Srs. des-
    embargadores Silva Gairnaraes, Lonrenco Santia-
    go, Reis e Silva, Almeida Albaquerque, Hotts,
    groquraJor da corda, Domiagues Silva, Aecioli
    ouza Leio, abrio-se a sessio.
    Em seguida o Dr. se:retario fez o sorteio para
    0' aggravos :
    N. \2. -Aggrivante Jose Alves Barboia, sggra-
    vado o juiz i do eommersio. Foram sorteados os
    Srs. desembargadorm Mitta e Soaza Leio.
    N. 13. Aggravantes Costa Irnao & C, aggra-
    valo o juiza do commer-'i). Foram sorteados os
    Srs. descmbargudurcs Almeida Albuquerque o Da-
    mingaes Silva.
    N. il Aggravante Francesco de Carvah i Pa:-s
    de Andrade, aggravado o jui;o do com nerei <. Fo-
    ram sorteados os Sra. desombargadores Domin-
    gues Silva e Sauza Leio.
    JULOAMENTOS.
    Recurso de fallencia.
    Recorrente o juizo do commercio, reecrri los
    Gusmia & Lsal. Relator o Sr. dasembargador
    Reis e Sdva. Sorteados os Srs. desembargado
    res Acdoli e Lourenjo Santiago. lrapro:edente.
    P.ecursos crimes.
    Do Rocife. -Recorrente Manoel Joaquim da Cos-
    taHamos, recorrido Antonio Jos6 Domingaos. He-
    lator o Sr. desembargadar Ac^ioli. SorteaJrs as
    Srs. desembarga lores Reis e Silva e Lourenja Saa
    tiago.Improeedente.
    Da Cab'.Recorrente o juizo, recorrido Jo.io
    Edeltrules de Azevedo. Relator o Sr. desembar-
    gador Daniingues Silva. Sorteados os Srs. desem-
    bargadores Sotiza Leio e Silva GuimarSes.*m-
    procedente.
    Appellacio crime.
    De Cabrobd. Appellante Fraujisco Barbozada
    Silva, appe.lala a justija.Improeedente.
    Do Caba. Appellante o juiza, appellate f.u Z3
    Maria do Espirito Santoi A novo jury.
    Do Flores.Appellante o juizo, appellado Ma-
    noel Vicente de Lima.A novo jury.
    Do Recife.Appellante Antonio Slaria Caroeuo
    Leio, appellado Jose Rodngues Campello.Naa se
    toman conhecimento da appellacSo.
    Da Recife.Appallaate Joao Ferrein nos San'-os'
    Junior, appellado Manoel Jos6 Gueias Magalhies.
    Nullo o iTocesso.
    Do Recife.-Appellante o promotor, appellado
    Jose Victorina.Improc.-dente.
    Di Parto de Pedras.Appellante o juizo, appel-
    lado Jose, escrava.A novo jury.
    Revista civel.
    Recar.ente D. Franu'sca Marii do Espirito San
    to, recorrido J aquim Pereira da Victoria. Nniiq
    o pro:esso di folhas 59 em diante.
    Appellacoes civeis.
    De Maceio. -Appellante Manoel loaqaim da Sil-
    va Leao, appellado Jose Angela Marcio da S:lva
    Receberam os embargos e anoullaram a seateaja
    de folhas 73 em diante.
    Da Recife.Appellante Affooso da Cruz Maoiz,
    appellada a fazenda.Desprezaram os embargos.
    Do Recife.Appellante Leonidas Tito Loarelro,
    appellado Jose Kicardo Coelho. Confirraada a
    sentenca.
    Do Recife. Appellantes Alexandrina Perpetua
    do Jesus e oulros, appellada a fazeada. C-ntlr
    madi a sentenca, com modiflcigao.
    Appellacoes commercials.
    Da Recife.Appellante Rasa Adaur, appellada
    a companliia de seguros Liverpool. C-mCrmada a
    sentenca.
    Da Recife.Appellante Manoel da Silva Santas,
    appeUados herdeiros de Manoel Luix Goncalves.
    Reformada a sentenca.
    Do Recife.Appellantes Sa Leitio & Caimhra,
    appellados os administradores da inassa laiiida de
    Manoel Jose Monteiro Torres. Desprezados os
    embargos.
    De MamanguapeAppellantes Francicco Cor.
    reia de Mello e ontros, appellado Joaquim Francis-
    co d-j Alem Nio se tomou conhecimento d? ap-
    pellacio a folhas 97, tomou-se conhecimentn da
    2' e 3* appellacSes para se julgar nulla a carta de
    adiudicacio.
    Do Recife.Appellantes Tasso & Irraao, appel-
    lado JoaqaiJi Severiano-Noguein. Confirmada a
    sentenca.
    PASSAOENS.
    Do Sr. deserabargador Silva Guimaraea ao Sr.
    desembargador Reis e Silva :
    Appellajao crime.
    De Cabaceiras.Appellante o juizo, appellado
    Joaquim da.Costa Barrozo.
    Appellacoes civeis.
    De Mimanguape.Appellante o juizo, appellado
    appeilaJ i D. FeTTciaria I.ins itarrot-J.
    Do Sr. de;c:rrli.arga!.ir H-)s eSilvi at Sr. !es-
    i :i:'...rg id te Aim ".IvJMoa-i iorin :
    AppeUafio crime.
    Da Pil.r. Appellants u pr^m dor, apioliido
    G-rraano Jise Pereira.
    AppaUacati civsd.
    Di Sabral.Appellants Francisea Ruerra de
    Araujo. lppellaJu Praaeisci Alves da Fonce.-a.
    Vp Ila? o caiumei rial.
    Do Recife.-Appellante Gabriel Autoaio de i^j-
    tro QiiinUes, appellado Dr. Mabar Bcrerra i i;
    neiro Cavalcante.
    D.i Sr. desembargador Malta ao Sr. deseuibr-
    gador Accioli :
    Appella.-Aa ci.el.
    Da Recife.-Appellante ViciSHe Alves Mac had i,
    appellado Jose Maria Solre Ja 1 itt...
    Ao Sr. desembargador Suuza Lead :
    .vppellarao civel.
    do Acaraci'i.Appellante Francisco Jose LaslM,
    appellado Manoel Autoaio da Vascoacelloa.
    D)Sr. desembargador Dootingues Silva ao ?r.
    desembargador Souza !... i :
    Appellacio crime.
    Da Olinda.Appoilanto Franci>co Anton. > ii^
    Silva, appellado MM Ignacio de Loyola.
    Do Sr. desembargador Souza beaj au Sr. des-
    embargador Silva Guiraaries :
    Appellacio crime.
    App-lhnte PeJru Forroira .\ubr-, ippaHsia a
    luslica.
    DoSr. d'sombarga 1 or Almeida Alba j a r,.. ,i i
    Sr. desembargador M-Hta :
    App.-llacues civeis.
    DjRe'.ife.Appelltnte Beolu Augusl> da S.l-
    va, app.li.tda D. Maria i'.io.irda deSmz.a Reg..
    Ao Sr. Jeseinbargador Lonrenco Santiago :
    Appellacio cirel.
    DeOtioda.Ap.i-ll.nia .. juiz>, appellada I
    zio Gomes do Regu o outro.
    Ao Sr. doseuibirgad.r Accioli :
    Apncllarao civel.
    DiR-c f- Appr-u mte Franci-o Autmii Car-
    reiaCarduxn, appHala i jireta Maria Aotoaia.
    Appellac'es crime*.
    Di AUlaya.Appell.iLle o juizo, a,,;. ,,. i.i P.
    droCorreii Canuiatuba ; appellante Jetd Mar-
    ques da Silva, appattado o juizo.
    Da P.itos.Appollaite o juizo, appeilaJos Vi-
    cente Ferreira do OJivew* e outro*.
    Do Sr. desembargador Accioli ao Sr. desi mbar-
    gador Uomingues Silva .-
    Ajip'-llacio commercial.
    Appellante New I. mJui, lirziliain Bauk liu..;-J.
    appellado llinri 6. Steople.
    AppeUaedes crimes.
    D'.Vrea Appellante o juizo, appall*!* M*Sd
    de Men ioni.a.
    De Tra-i'ti.Appellante a juizo, Iffrllido ,.;
    L'i > I'.odrigues <-i! Albuquerque.
    De IVtioliua. App-iluite o juizo, appai .
    E'.iaanio I'.odri .nek de Saw
    fib Maasangnape. Appdiarta ajaiao, app. ia-
    do o al.enadu Manuel Jo.-e Feireira do ffn-tniir.
    Ao M-. deseiiibargalor Souza l..-;V..'
    Appella.-ao crime.
    I): Florosia. -Aiipeli.iiii.-s Ayriaui Fr.tn -
    d.. KaeeuaveMd e outros, appellados AlexanJi ;
    reir.i Ju Barms.
    Daiigaskaa crime.
    Ao Sr. desembargador praaMoc da ju-ti'.-a :
    AppeUanteo prwototor, appellada Man .. Maria
    do Nascim.-iito, appetlaaM Fiancisco Ferrer*
    Xavier e outro-', appellado Jo>e Felippo Sauii iga ;
    appellante u juizo, ?p;ul!aJu Miaoel j! :.: ,
    Santos.
    DISTI.IIUILOES.
    Recurso crime.
    Ao?r. desambargadur Silva Guirnari- :
    Di Goy iiini.Rcuirente o juizo, reiWrida D.
    Ilosa Mmervuia, pur sou e.-cr.avj Cleiiicnte.
    Appellacio criiu.'.
    Ao Sr. desesatargader Silva Ssusaaraes: -
    Dc Oaricnry.Appellante o juizo, appciiad .' *
    quim Pereira Macamliira. .
    AppellacueS Civeis.
    Ao Sr: deseaMssiajasdav Ustta :
    Do Recife.Apirtillanles Juao da Cui.l.a
    Guirnarios e ouiri.s, appellado Joao Al: l. i -
    mes Gniniaries.
    Ao Sr. desembargador Accioli :
    D) Banito.Appellant s lsraael, Julia.-. X
    e OUt.es. appellado Jo:^ liezerra de V. Torn s.
    Ao Sr. desembargador Domingues Suva .
    Do ftecife. -Appellantes Manoel FeroanJ,-
    Cusla A,- C, appellada a fazeaua provincial.
    Ao .-r. desembargador Suiza L*ao :
    De Alagoas A|.pellanle Jo.-e Pauliao de A.lu-
    liierquo Sarmento, appellada a lizeuda proviaciai.
    AoSr. desembargador Silva Guuuara.s :
    Do Recife.App.-l aate a faaaaada aaciona a.i-
    pellado Antonio Dosaiagiies da Si va.
    Encerro-se a sessio a l bora c 3 quartos.
    PARTE POLITICA
    I'AEKTIDO CO*IERVA0!t
    RECIFE, 12 DE AGOSTO DE 187 i.
    e depois urn espantoso
    carrilhao electric a poria toda a casa era sobresal-
    to, bem como uma matilha de caes a ladrar, co-1 Joaquim Pereira'da Silva, sentoor da es'crava J>
    mo niogaem imagioa. | sepha.
    o Peaetrando-se no jardim cliegava-se ao pavi- De Maceio.Appellante Candido Prancisco So*-
    D. Anna Joaqaina de Barros Wanderley, coadja-
    vada por nma sua irmi que com ella reside na|Ih2o, porem se se quizasse eolrar "n5o seria'isso I res, appellado Jaio Firma dodoaldo Peres da
    mssma casa, em wnsequeucia de nSo puderem di- 'possivel, a msnoa que nao se toiasse em am botao' Caaha.
    O iinposto i!o ;-oiHiira::i:i.
    IV
    DAS RAZOKS OJOI DETKHMIXARAM 0 W* I
    0 des-jbrimealo, o modo estranho, jsuptapl .
    iaqualilicavel com que a 1'ioitncia atacou a ..J
    ministraoAo e a assemblea provincial, por c. u:a
    do iinposto de c iiisumn.o, obngam nos a t;.:'.,i
    em ligoiras apreciacuos dos mottvoa que iudLz.ram
    a docretacao da re'.oriJo inaaaala.
    Em 1870 cntrou a siluaeio dorainante na eoadw-
    cimento do estado financeiro da provincia. Era
    elle deploravel, por cIToita do desbaralo dos it>
    nheiros publicu", e ma g-rencia das linan^as.
    0 deficit liquidadu ate 18GS monlava a ail
    800 contos, e nio havia mi para amort:sa-io.
    Foi preciso a assemiilea tur.ar providencia- \-
    traordinarias, e a administraoao po las cm ex.-
    cjoio.
    Assim foram pou e pour-.o as coasa voltand;
    aos seus eixus ; mais oa reuniia ultima recoobe-
    ceo a assemblea que era ainda neeessariu um as-
    f .reo qualquer, uma provideacia nova ou de acca>
    siao, capaz Je lirinar o equilibro linanceiro, asse-
    gurar e fazer estael o impulso de aNfMsaa
    engranJecim-ntuque se havu coramunicado a ; r,.-
    vinoia.
    Era neces-:ariol era raesrao indispensavel i.'a-
    bar com a siluaeio vacillante e incerta e:n que
    se a;ha a provincia, quanta a segundade do mm
    'manias, que, por uma cmergenda imprevisu,
    podiam descambar para um desequilibrio desas-
    troso, c vollar as deploraveis cundicoes a quo cne-
    gou ale 186S.
    Assim, pais, cumpria a assemblea, ou augui. n-
    tar as imposi^ues existent.'*, ou abrir novas I a-
    tes de renda. Era acto Je civiimo tentar um def-
    ies dous alv.tres.
    Fe-lo, decretando o imposto de que se tr:..
    Augmenlar as imposir;oes existentes, que sio tu^as
    de taxa ba-tanle aila, sena crear grande vexame
    ao comm-rcio e a populacao, seria cccasionar a
    escassez ds generos no mercado. E?te grande
    erro economico foi evitado.
    Tribatou, pois, os generos de estiva, eom uma
    taxa minima, e como am ensaio, para chegar ta!-
    vez a am lim de notavel benelicio publicu. como
    e ai outro arligo e demonstraremos.
    Este impost.i, nao foi votado com o caracter de
    perminencia. foi um ensaio do imposto indirecto
    em taxa minina para uma substituicio radical de
    laboa de imposicoes da provincia.
    A prova de que este imposto foi volado com-i
    er.;aio, se eviJeucia da circumstancia de ser s
    elle vedada o augmento dos 3 % adJioionaes, dos-
    linades ao asylo de mendicidade.
    Nao obstante, porem, perguotamoseram j
    nao urgentes as precisdes da provincia I BatMfja
    a u nao era embaracos as suas Qnancas ?
    Este facto notorio, ninguem conleslara.
    Era dever da assemblea empregar os men
    remover aqnelles ombara.os *
    Era certamente.
    E como a accusam. e a adminstracaa por terera
    cumprida o s-jn dever ?
    Mas direm 03 criiicos irrefleclidos procura *i.
    ontra fonte de tributo que nia a panel/a do po-
    bre I
    Nao especule eom a pubre panella do pubre :
    seja a Provincia leal na l:scuM>ao, diga qual po-
    deria ser esta ontra (bate do rends, indijue a...
    Na assemblea provincial, ao> adversarial do
    novo imposto, pedio se a inaicacio de outras ma-
    larias tributaveis qne servissem para suhttituir as
    dos geaeros da primeira necessidade; a indieacao
    nio foi feita, e eumpria crear o aogiuea'o da
    renda...
    Mas quando as imposicoes do estado e da pro*
    vincia reeaaara sobre lodes os generos do pass e
    de fora deile, qua! seria a imposicao mais eqniUliva,
    men s sensivei ao pobre da que aqoelU, qae rev: .-
    hisse sobre generos que acabavam de ser alliviad s
    na imposici) gcxal ?
    -

    ^

    -. [


    i^Oiarfo;4J^8raftin4Mio"-- 'Quanta-feir*-12 4e Agofcto .<*>> l71
    A P/'OFinrf-ilondemna I assembled, condemna
    .1 admif i-jri;J Jorese traafliilfi'-fYov mas^i lo sem razao, e des-
    vairada pela paixao politics ; fa-lo porque no es-
    pirito do sea redactor nao pousa um atomo sequer
    do aenrimont o do bam public o.
    As ad.iiinHtrac.Ges e assemoleas do Pernamuu-
    co de 1879 para 6a bern tem mere,-iJo do pan.
    0 progress desse curto perro*>, revelado em
    UDtos e Mo aVsjdnos melhoramentos pnblicos,
    lues marcara uma ripoca de hrilho quo a calum-
    tia do presente nio lia do nodoar no toturo.
    Termiuariaiios neste ponto, r-e nao tivessemos
    sob as vistas a Provincia do" 7. Veio ella, ainda
    a sotnbra do* mestret, op?or ligeiro reparn so
    effeilo ecooomieo qfie sttribuimo- ao impost I indi-
    tecto. ., ,
    Nao ocm, attrcrr,, eonteslar a evidencia do
    facto de, nao obstaute o novo imposto, consorva-
    rem os vivercs oprecp porque estavam.
    Entretanto nio'querendo allribuir etle ro=ntt.v
    Jo a .causa efflcienlea moderacao do imposto
    o attribnio ao estado do mereado quando comecou
    a cobranra di meimo hnpcsto 3 argomentou coin
    a opiniao'do Pussy.- de que a poseivel que no
    momenta em que o iinposio se faz effective), a alca
    do3 precos do gener > nao appareca, mas dentro cm
    poiico.
    Tambem entende aquelh ecriptor que-o
    imposto indirecto tern por efl'eito encarecer o ge
    nero sobre true recahe.
    E^ta opiniao verdadeira err geral, falha um
    pouco na applicacSo especial ao imposto indirecto.
    R' propriedade, pode se dizer, de todo o imposto,
    directo ou iudirecto, encarecer a materia sobre que
    recahe.
    Iilo, porem, nJoi|uer direr que a regra nao sof-
    lra excepcSe*, que rmscem e resu'tam de rircum3-
    tancias eap ciaea que podem affectar a arabos os
    : vstemas de imposicao.
    E se rj8o vejamos. O imposto sobre a proprie
    dill produi a elevacao do alaguei ou locacao.
    0 imposto sobre eslabelecimeutos corrmerciaes
    -lea dislribuido em qualro partes sobre as merca-
    Jorias.
    0 imposto sobfc a import.'cao affecta os generos
    e faz com que entrem no mercado mais caros do
    qua podiam set.
    Assim e claro que a aecSo do imposto, directo ou
    indirecto, e, em geral, ou sempre sobre cs generos,
    i|ue crescem de preco ate a quota do imposto.
    E* verdade que os economistas sendo aceordes
    cos principios, viriam rnuitas vezes quanto a
    applicacao.
    /' rreira Borges, ao conlrai io de Passy, eliz : -
    Depende da circurnstancia de s"r os generos dos
    -Ir.mado; de luro o recahir ou nao tnteiramente
    sobre o consumidor, sendo que dos necessarios ao
    ..'M'cmmo dos pp_peraribso efffito do tributo in-
    directo nio e de forma alguma diverso do effeito
    d'urda seffnma igual dc tributos impostos direcla-
    w.ente sobre u satario.*
    Diz ainda o mesmo autor: i Pelo que pertence
    ao efleito do tributo acerca do pre$o dos generos,
    i claro, que se o direito 6 lane;ado sobre um ge-
    i iro particular, e nao sobre muitos, e seu preco
    tera uma alia igital.
    Vose, piis. quo a Proviucia f.-r mao uso da opi-
    u ao do Passy.
    Blie: entende que ooffeiio do imposto pode nao
    ser immediate, nas lia de sartir em pouco.
    D^ste seu couceito uao so pode iuferir que
    ay-ielle elloiio possa virem longo prazo. e a rriuita
    distancia da epoci em que se fez elTectivo o im-
    posto.
    Tern is em execujao o novo imposto de3fie o 1." de
    julho ultimo, e estamos em quasi meio de agosto, e
    e effeito annuneiida isto e, o encarecimento dos
    i2 .'neros tributados nio se m.inifestou.
    Passou, pois, o pr.-zo e;n que devia manifestar-se,
    visto coin) os generos tnbatad is j.i liverara enlra-
    d:i nj consummo.
    Alem duto, no 1." de juliio; 6 sobiJo por todo o
    rommereio, o mercado do bacalliao estava qua.-i
    i ,. udo. Era, entao caso $,' alia de preco, porque
    t eseassez augmenta a proeura, a a proeura aug-
    menta o preco.
    Dir-se-ha uue es'.e facto f:i fillo do estado es-
    pecial d) mercado, mas ainda que mao e difficil
    fosse este estado, o imposto, se tivesse taxa onero-
    : havia do aggravalo eprodozir a elevacao de
    preco nos generos.
    Esta c que a verdade pur:, e desapaixonada.
    Portanto, se uo estado de penuria do mercado,
    o imposto nao foi sentiJo, o que temos a esperar
    d. mercado pleno 6 que os generos barateem.
    Argumente a Proviucia de boa fe, qu! cliegara a
    tsmesmas e m:l.isoe-, e evitara insiuuar ao com-
    yercio que eleve o pre;o do_N generos, prome ten-
    ,d [.Hie a ibsoloifSo plena desse peeeado, ao mes-
    I "npi que a'meaca o povo de pagar o novo e o
    Convenca-se que, sc mais tarJe vier elevacao de
    precis nos i!er.eros, esta alia sera temporaria, por-
    nem pode mais ser effeito do novo im-
    posto: escusa preparr argumentos ^para o fu-
    tnro.
    Continuaremos.
    I .....
    t Proviucia
    nicroisilt
    Coin-
    Nao nos pidemos furtar io desejo de t omar
    em attencao o extract! da sessao da associacio
    Commercial Benefieente que publica a Proviucia de
    7 do co:r?nt-', u uma deferencia que prestamos a
    r ^is um eampeao couira o bacalhdo.
    0 illuMre iiiembro da directoria daquella asso-
    ;ao,o Sr. Rodrigaes Men lei, que eonquistou as
    f irias de oradir do dia, e cue se cxhibio como
    inieiadqr esvonl novo imposto; nos lia do pcrmi'.tir, que ibenote-
    inos uma certa incoherencia cm sua manifest ifio
    mo re, rcS3iitantede sua classe) de reaccao con-
    tra a sapposta oppressao de (|ue ejta lendo victima
    o commercio, oppressso quo so acliara remedio
    transpondo, cm queisas, es tiambrles do paco im-
    perial.
    Ouonrado Sr Rodriguei Mendes, meml.ro da di-
    rectoria da Associagio Commercial, foi um dos
    portadores da representacjio a.assembida provin-
    cial contra a elevacao dos impostos sobre vinhos e
    t* -tabelecimeutos eommerciaes.
    A represenlacao era sem dovida seria e solemne
    porque o illustre director trajava de preto e tiulia
    aspecto grave.
    A assemblea, sem exeitacio, sem reluclanoias,
    deu inteiro acolbimento ao c tnteudo da mesma re-
    jiresentacao.
    Xessa oecasiao em que a AssociacSo Commercial
    dizia que aquelles impostos oram oppressiyo3 do
    commercio, nada disse do imposto one se discutis,
    sobre generos de primeira neees3idade. Logo Ssld
    nao era oppressivo do commercio.
    Correram horas e dias, o veio a Proviucia metier
    0 uariz na panella do pobre. e gritar aqui d'elrei.
    etue o novo imposto e um vezame para a po-
    breza.
    Eis senao quanlo, sahe-sc a illustre directoria
    da As^ociacao Comcercial.e diz a camara dos de-
    putidos e nao ao imperador, que o novo imposto e
    oppressivo do commercio.
    Eatretanto este imposto vat sendo arrecaiado,
    sem vexame nem reclamac/ie-, sem occasionar ele-
    vacao do preco dos generos, sem que o commercio
    nem o povo llie opponha relu:tancias I
    Attenda se bem para isto...
    0 peior, porem, 6 que estamos todos sem ^aber
    quem tem razio. Qual 6 o opprimido, o pobre
    povo ou o commercio rico 1
    E isto que conv^ra queo Sr. Rodrigaes Mendes
    iqaide la com a Pravincia.
    E' nacessario saber quem esta opprimido, e pre-
    ciso saber se estamos em erro pensando qua o re-
    ferido imposto nao crecu situacao oppres3iva para
    D-nhama classe, creou apenas a satisfajJo de uma
    ne.:e33ilade publica; pedio em parcella minima o
    concurso que todo cidadao e obri.^ado a prestar as
    nrgencias do estado. 0 que fez a assemblea pro-
    vincial, e o que faz a aemb!ea geral, e o qae fa-
    zera 03 governos de todos os paizes.
    E bem podta a Provincia eraprestar-nos o sea
    bordlocstais ouvmdo poco dc Pernnmbuco ? cai-
    dado com 03 oradores da intuviacla.
    < sonsniie m-%<-.
    Tal 6 a palavra esteril e impotente com que os
    provincianos, em uma das Chronicas do nomero
    de sua folha de 9 do correate, procuram conven-
    cer-nos de que essa mesma follia, a celeberrima
    Provincia, t prospera secundada peles esforcos do
    parlido liberal, cjue applause a sna attitude so-
    branceira.
    Vaioiaso uma inexactidao e uma offensa, mes-
    mo uma injuria. ...
    A inexactidao consiste na asseveragao do chro-
    nirta de-que a.PrccJncia Vive desembarajadamen-
    tee aU comlareueza, quaddolodos n63 sabemos
    qual o esWtor de seus ul'.imos niomento9.
    Se o papel podesse altesUr, dir-nos-hia qaao
    grave ei o estado morboso da pobre Provincia, qua
    vl's* torcada, Deus sabe com que esfor?os, a fa-
    zer das tripat coracSo.
    N*o queremos ser accasados de falta de gene-
    rosidade e por "isso nio concorremos jjara aggra-
    Tar o precario estado da satida procinciana com
    MvalarflfS qiacjnuilas -iates-cf: urtam o* udwj-. mii O^ft^prjassignou o eruei^^/ (de quel
    0iasadu6/uferojs. '' -jnarHgostb) escreveu,..
    *md94gtkmmm jiaflilo jnffre conWW-fflenittJM>i'cmpanrt*ado, a eoneqBtnci foi uma
    e;ao e que ella,esma deixa entrever ao publico
    em sens embuste's sanitarks.
    Uafijaaepjeoajque>oi9-oiesse allios*
    A inexact,dao consi.-te ainda, voitando ao do de
    nosjas ideas, na afflrmativa1 de apoio e appiauso a
    Provincia por pane do partklo liberal, bem ceroo
    msso cousiste a elfensa, senao a injuria do que
    faltamos.
    De facto, quem nao aabc do immenso deseon
    tentamenlo que'lavra entre aquelles que podemos
    chamar do paries, sem as quaes nao se pode c in-
    por o todoPartido Hberal? Os- proviucianos
    bem tabem do grit i de reprovae;5o que se tern lo
    vantado contra a sua attitude na imprensarnao so
    do meio de muitos d'aqnelles com que cohtavam
    ale certo.tempo na redaccid da sua fullia^ como
    tambem de grande massa da poputacao/ejue nao
    cessa de appellidalos de ganhadores e a sta Pro
    vincia de ptsquim.
    Terao os pruvfociaiits de Souto Maior a velei-
    dade do ss supporero o partido liberal na provin-
    cia de Pernambocof Sert a parodia caricata e
    cullectiva do cetebre diio de Luiz XIV, de que
    esses pseudos politicos nos quererao dar exem-
    plo, dizendo : 0 partido liberal de Pernarabuco
    somos nos provinaanos, nos que em vez de nma
    deusa It'izao, idolalranioa e inceasamos am Souto
    Maior. /~\
    A offensa, que so envolve Das palavras da Chro
    nica, a que almdnnos, e e feita aos verdadeiros
    liberaes, 6 pateate e iudepen le dc provas ou de-
    monstrate,
    rndi|*oleJ!era
    De todo- issft-mdn-lucfei I
    LweenairiirtwrJu,'CM^ofcH>fl(i', Josa-Mariano te-
    vo utta coroa de j>ao, as\i (ijneu pobre eu nem
    de elao I) flquei uo roeaoio estado sem nada ler
    adiantidn ; como se andasso semprn em sala dos
    passos perdidoe, fateodo a pepel de cavatieiro da
    triste fa lira,...
    E-tava entao desammado e opprimido pelas
    san Jades do rei, que enfermo procurou novos cli
    mas em longiquas florestas, quando niilagrosa-
    mente fni aalvo-pero bacatbao I
    Doce bacalbao. qe .mo deu tamos dias de
    alento I
    Envoivertdo me nas barbatanas do precioso peixe
    desci aos abysraos e por um milagre do mcu di-
    [yiao cliefe, sahi encantado em raonstromarinbo.
    Tinba perdido a digoidade liumana ; c armado
    da calumnia e da infamia, nao rebatei a amizadc,
    a honra e a moral, a tudo invest!; porem meus
    botes so alcancaram o vacao, e as minhas victimas
    mais reipeilaveis se tornaram.
    Estoutdeseranle.jraila ou njm e>p ro ser ; so
    me resta a ioveja de tndo e de todos que sao ce-
    lebres I
    Iavejo a celebridade do collega Barros com sua
    republica o o mortifero1 fwieo de veneno I
    Oaria-me por feliz so fosse um 0' Pestana I
    Quizera mesmo ser um Sonza Barros com sua
    indigena medicina, um barSode Alem Tamulo, um
    Burtiao do Esc&ma, um Paraizo, um Papa 6vo
    cmGm I Sou mais infeliz do4 entes, pois ate um
    Pois uao se jalgari offendida, nao se julgara bode. y4ye> p*l ser celebre I
    mesmo injuriada toda essa maioria de cidadaos,
    que nao 'az causa commum com a Provincia, e-
    que no entretanto sa die liberal, vendo qae se a
    proeura jungir ao carro da solidariedade infa-
    mante de uma imprensa desregrada e antipatrio-
    lioa, que conspira contra todos os commettimenios
    nobres e ate.....e ate prpga o assassinato pelo
    assassinato? Ninguem por certo dira que nao.
    b' tal qual o que pretende a Provincia, que tem
    a cynic* coragem de dizer que o partido liberal
    Ihe'applaude os desvanos e as torpezas, que-ja
    uao tem qualificacio.
    Mas para que se hao de illudir os provmcianos ?
    Accreditam seriamente que com taes estrstagemas
    se salvarao do dilavio oceasionado por sua
    inepcia ?
    Nao pode ser.
    A Procincia so val ainda se soslentando, com
    as ultirras foiras, que Ihe empresta o mais entra-
    nhado odro contra a pessoa do distincto adminis-
    trador, o Exm. Sr. Dr. Lucena, quo tem bem me-
    recido da "atria.
    A prova disto fornece-no3 os nlesmos provin-
    aanos, dizendo que a Provincia so ha de viver
    emquanto senlar-se na cadeira presidencial o Exm.
    Sr. Dr. Lucena. esse inclyto adminislrador, cuja
    gloria esta na pr porcao inversa do encarni<;amen
    lo com que se aliram tresvairados sobre sua
    pessoa.
    Mas nao sabemos, para que tanlo esforco da
    parte dos liberaes leoninos, essa ineia duzia ele
    sabidos, sem raises nem fulhas, verdadeiros esta-
    cas de ruim cerca, no campo vcrde e frondoso da
    politics.
    Nao o sabemos.
    Incapazes de ser accreditados c de crear por
    conseguinte opiniiio, unica arma qoe poJe ganhar
    batallias e dar con |nistas, os provincianos devem
    estar certos de que o seu tempo pode ser mcluor
    empregado e aproveitado.
    E' deixar de mao o olUcio.
    Se esperam fazel-o com a sabida lao suspirada
    do Exm. fcr. Dr. Lucena, da [iresiden^ia, entao
    mnito larde ebegara o arrependimenlo do tempo
    perdido.
    A tsompenaaetlo disso, porem, sera para a pro-
    vincia a M!;ii lanto ti i beneficiado S. Exc, uma
    maior soinma de relevantes servicos que ella tern
    a esperar do tenemerilo pernambucano, que por
    tao iemvavel maneira vai respondendo as desbra-
    gadas e infundadas accasacoes dus provincianos.
    . ftgBES A PEBiBft
    Que tyranno fado me persegue I
    Vivo em con:t.nte lidar, sinlo desfallecer e nada
    de celebridade, ao passo que tantos a coosegnem
    sem esforco I
    Nenhum meio resta a empregar !
    Di i p r pa is e por pedra-, virei e revirei; ca-
    rambolei, lorci e destorci como parafoso ; corri
    ale quo desembestei; afinal o que sou? I Um ma-
    niaco vulgar, me diz a consciencia, dizem to-
    dos!
    Itecorri a politics, fui conservador e neste pa
    pel parecia bom comico ; Illusio o fado abateu-
    me o entbusiasmo c nenhumavoz ouvi dizer : no-
    tavel !
    Uir.a fcrfi, era o fado, d pois dc rnuitas quedas
    empuleroume na cadeira de lenle e enUo acre-
    ditei que seria uma celebridade magistral !
    De bombastic is palavrSes liz catalogo e dei es-
    touros por toda pane. Minha divisi foi a liber-
    dade e sempre a Lberdade. Liberdade de pensar,
    de comer e de inannr, pregava eu; imprensa livre,
    tribuna livre, tudo livre, menos a liberdade one
    aodava presa por mim para encaixa-la cm toda
    parte.
    De tamanba multiplicacao so obtive o resultado
    do nada pelo nadao mesmo homem 6 sempre o
    mesmo homem !
    Lembrei-rae da igreja, o papa foi meu escudo ;
    liz da cadeira um pulpito, certo de ser um notavel'
    jesuila. 0 papa era tuio e tudo era do papa ;
    pouco menos que Deus, Uo infailivel como elle,
    mais poderoso queosreisl E eu effus-ado pelo
    cmdieiro da mmtanha nao via que so meu fado
    era superior ao papa, pois no lim dos eatbeeismos
    0 que fiquei sendo 1 Jesuita como os outros !
    Entao zangado cm a igreja apaguei o candieiro,
    quebrei o sceptro do papa e atirei com os estilba-
    ejos nas irmas de caridade. Deu3 era uma his -
    toria !
    De novo agarreime a politica, mas de casaca
    virada. Amei ao progresso.....Ah era do livro !
    eu devia cair, e la liquei nos ares, feito a mai de S.
    Pedro.
    Com o fogo do meu desespero julguei que podes-
    se derreter a liga.
    Fiz o diabo e disse o diabodella -dos chefes e
    seus satelites.
    Entrei em palacio, escavaquei la tudo, au 6
    uioale do escorrego, onde as vezes a governadora
    tomava seu cafe.
    Oa maldicao foi esse tempo o peior de minha
    vida !
    lornei-me zero e so zero, po'sto s"ernpre a es-
    querda dos algarismos sem val->r nenhum. 0 go
    vernador era um rei e uma divindade do averno,
    eu tiuha blasfemado I.
    Fora das gramas divinas, repellido por todos,
    quizera malar mena esperanca de ser um celebre
    suicida ; porem onde a coragem para isso T!
    Alirei-me aos pes do rei ultrajado, abracei-me
    a sua coma irrieada e Ihe disse : senhor pequei t
    Uma vertigem se apoderou de mim, senti que es-
    magava meu destine com a fama de am gfande
    arrependido, era delirio I
    0 Dcu3 irado niio me perdoava ainda,;e grave
    (como sempre e elle) disse : para as grandes culpas
    grandes expiacoes I
    Desde es.e dia, certo de que so" uma vdfvinda-
    de domina o destino, dediquei-me ao seu cultp co-
    mo fanaiico e miseravel cao; beijei Ihe as plant j?,
    ladrei nas quiatas, avancei aos que passavam,
    mordi ate as sombras, quando pareciam envoi-
    ve-lo.
    Isso Ihe sendo agradavel me aQalou a imprensa.
    Corri em todas as direcoes, dei dentadas a torto c
    a direito; mas estava escripto que nenhum ma! fa-
    riam meus avancos. Apparece a questao religiosa
    e largos horhontes se abrem.
    Exultei de prazer, divisando para men chafe a
    escada do poder e presentindo'que afinal eu ia
    ser tuio.
    Atiramos-nos eu e elle nesse vaslo campo de
    torpes especulates, onde tinhamos certeza da ver
    o governo desfallecer vencido.
    0 piano de ataqne foi logo concertado. Grite-9e
    centra o bispo, agile-seo povo, a desordem appa-
    recera e o gcverno tropecando por tantas difflcul-
    dades, cahira em fim exangue.
    Suspenso o Farias, ciaraa o rei das selvas : tur-
    vem-se as aguas, qoe 0 feliz o ensejo I
    Eu, fazetrao de Cerbiro convoco as furias, mos-
    tro Ihes os jesuitas, que vem chamados a stena
    do mesmo rondo qua otu'rora os marinheiros. Um
    grupo de doudos jogam pedras aos padres c Ian-
    gam fi>go a Uniao ; (e nos na moita agulandb) e
    no du segujnie vocifera a turba malta : o governo
    consentio a desordem I I abaixo o Lucena I que o
    nosso rei nao perdSa a odios velhos II..
    A 16 de rnaio vai se repetir a Seena *das pedra-
    das, os doados e reonetn e o Lucena manda des-
    persalos. Que gritaria 1 I
    Os bicJtos aparam as pennas, e ale o leio esgpaf
    ora a igualdade bo nmnero e nr
    W\niM Win i*ilo art. I rpffw ; K. A. BnrM d-fi ll saccas com 8.2J9
    a< di.-'itHxiwi-c.mttyii, rreid
    BIMMigtf^ d|rove*m^(fMmlt; rev|gwQdo||j' ki! >s do algftdlo e l,8 couros salgados cqaf
    Eu me sinto monbundo, o desespero me mala;
    s6 bojo-toff' salvaria- o Instituto, prometlendo que
    depois"8e*a'rBorto gravaria sobre a campa do in-
    feliz Afflpa a fatal palavra : -0 ctttbre heroe das
    ffluiftknWi /1...
    Adrcrtencia necessaria.
    Previno-se ao homeopatha sem Cirla ou habili-
    tacao legal, que o teve, segundo diz, privilegio do
    governo imperial para vender um remedio, que
    incucacomo preservation da erysipela, e preten
    de que e desconerla sna,-quo se e o sangtte on lei
    te de sapo, como dizem vnlgarmenle, o que entra
    na composicoo desse remedio, nao pode considerar
    como de3poberla saa a applicacao dessa snbstan-
    cia ; porque desde mnito e ella applicada aqui nao
    so contra essa affecelo, mas contra a esquinencia,
    e panarici), e isto poJe ser provado com o teste
    muuho de pessoas de sua familia e do outras,
    sendo isto sem duvida que o levou a servir-se des
    sa substancia ; sem contar que e preciso nSo con-
    fuuJir a erysipela propriamente dita com essa, a
    que se da aqui essa denominacao e e mui frequen-
    la em certas capilaes de provincias do Brasil
    0 privilegio so 6 concediio pelo governo impe
    rial ao inventor ; e desde que a substancia empro-
    gada e conhecida e applicada, qualquer a'pode em-
    pregar, sem que o possaidor do privilegio possa
    reclaraar e pedir indemnisaga).
    0 remedio m.is effica;, que atd hoje se conhe-
    ce conlra essa erysipela, |ue reiua muito nesla ci-
    dade, sendo isto provado por factos incontestaveis
    observados por medicos,e a tintwa d'aco prepa-
    rada em Inglalerra, nue ja sc euconlra em algu-
    mas pharmacias ; tintura que cu-ta barato e nao
    repugua como o sangue ou le te de sapo.
    Declai*a<>Ho. ( )
    0 abaixo assigoado, nao sendo o profes-or ca-
    thedraiico da cadeira de musica do gymasio pro-
    vincial, e apenas contratado para professor de
    musica instrumental, vem por meiodeste decbrar
    que cm sua aula nunca em tempo algum, com-
    pareceu a Exina. Sra. consorte do Sr. regedor do
    gymnasio, nem Ihe consla o bzesse era outra qual-
    quer aula ; assim como, que nunca vio a mesma
    Exma. Sra. passeiar pelos corredores do mesmo
    est'belecimento.
    Redife, 8 de agosto de 1874.
    Munoel Augusto dc Menezet CfsUi.
    Questocs.
    I.a 0 juiz pode classificar o crime de ferimentos,
    independente da opiniao dos peritos ?
    t.' Ha lei expressa que a prohiba ?
    3.* O juiz que se afasta do parecerdo> peritos
    iucorre na sancc.ao penal do art. 100 do codigo
    crtminal ?
    4.". Um escravo qae, sendo de constituico de-
    bil e de idaijo mau'uri (expressoes dos peritos) 6
    castigado com acontes, licahdo ferida toda a ex
    tensao da regiao dorsal do mesmo, de cima para
    baixo e da esquerda para a direiia, e teodo-se
    fonuado um volumoso tumor, na parte inferior
    do omoplata direito, consequencia do castigo,
    supportaudo alem disso crescido nuuiero de pal-
    matoadas, a ponto de ficar com as mans pustu-
    lasas; soffreu grave incommode de saiide ?
    Sendo de direito que ao juiz compete avaliar
    da materia prubatoria. quer no processo da forma-
    ;ao da culpa e quer ho julgamento, sem embargo
    a materia da prova e o fun da mesma, a carga
    ou descarga ; compete por isso ao juiz o poder de
    apreciar os corpos de delicto e exame de sanida-
    de, porque taes actos sio a expressao unica e
    exclustva da opiniao dos peritos, quena) e outra
    cousa mais do que o raodo de peasar de um ou
    alguns individuos, o que nao onslilue prova e
    somenie um indicio.
    E:tando a opiniao dos peritos, quand) prova
    fosse, sujeita a apreciagao do juiz, que julga, se-
    gundo o allegado e provado; nem porque essa
    opiniao e um mero indicio, nao deixa por is30
    mesmo de estar dependente de tal apreciacao.
    Uasta para lirmar a opiniao que tamos, isto e,
    que o juiz poJe afastar-se da opiniao dos peri-
    tos, sttender para' o recurso aimittido, no caso de
    ser o corpo de delicto julgado improcedente, quer
    porque o juiz se conforme com a opiniao dos pe-
    ritos e quer no caso contrario ; p-ds assim se
    deve eatender quanlo e;ta preceituado no 2
    art. 69 da lei de 3 de dezemoro e i' art. 488
    do regulamento n. 120.
    Do contrario seria Hear o jnlgadpr adstricto a
    opiniao dos peritos, por mais entendidos que se-
    j.nn elles ; o que daria o absurdo de estar a de-
    cisao do juiz dependente de tal opiniao, quando
    Ihe compete applicar as leis aos casos occurren-
    tes, guardando somente respeito aos principles
    de direilo; entretanto que a opiniao dos peritos
    so tem valor juridico pela sentenja que a aceita.
    Accresso ainda que ao juiz compete conhecer
    dos deiiclos independentes de opiniSo do peritos,
    como o estabelece o art. 837 do citado regulamento
    n. 120.
    A pratica de todos os dias, mostra-nos que a
    classilicacao dos crimes e alteradi ale polos juizes
    que, em ultimo lugar, conneeem dos respectivos
    processos; sejam os juizes collectives ou singu-
    lare1.
    Cumpre altender que dada a divergencia de
    opiniao nos peritos dos corpos de delicto e_ exa-
    mes de sauidade, ou nos de mesmo auto, nao ca-
    beria ao juiz decidir-se por qualquer dellas, se
    nao tivesse elle o poder de aceitar, a que entenda
    e mais conforme aos factos verificados e ate por
    si onservados.
    Conheeido que a opimao dos peritos nao 6 outra
    Qousa quota* um indicio ; sabid* que indicio,
    como define Miltermaier, e o facto que esta em
    ralacao tal e precisacom outro faclo, que da um
    chega o juiz a outros por conclusao natural ; nao
    se pode deixar de aceitar a deduceao logica de
    que-bjuiz pode afastar-se da opiniio dos peri-
    tos, porqno no< arts, iii e 143 do codigo do pro-
    cesso criminal, encontra autoridade para assim
    proceder, bem como nos arts. 283 a 286 do rega-
    iamento n. 120.
    Por outros termos : sendo, como esta precisado,
    a opiniao' dos peritos am indicio, desde que o Juiz
    pode chegar, por- conclasSo natural das proprias
    declaracoes dos mesmos peritos, alem do que por
    si observou, a um ou outro facto, qua nao o de-
    duzido pelos peritos; o juiz pode e deve, zelando
    os interesses da jastica, apariar-se da opiniao dos
    peritos, cuja contianca e detenninada pelos prin-
    cipios que regulam a prova testemuohal.
    E-tando a opiniao dos peritos dependentes das
    mesmas condicobs de confianea, quo regulam a
    prova testemunhal, seria negar-se ao juiz o poder
    que tem de avaliar-da confianea e merito da
    prova testemunhal, o negar-se-lhe o poder do acei
    tar oa nao a opiniao dos peritos ; o qae c contra
    direito, pois, onde ha a mesma razao, da-se a
    mesma disposicao.
    E' verdade que no caso previsto no art. 19"j do
    codigo criminal e preciso, nao ja a opiniao de
    perit discordes oa Qio sendo possivel ouvi-los, da o
    resultado indicadono mesmo ariigo.
    Essa disposicao sendo excepcao oao dastroe a
    regra ; tem outra razio da ser, aasim como o
    votode Minerva (art. 68 da lei de 3 do aerem-
    bro e 382 do regulamanto) aoyoveita ao reo. em
    Por esqueeiHDio* deixou de sanir desde
    que veio para a typographic.
    pelo S l-art..2u,da,jlej n. 2,033 do
    bro de t'87l.
    Consjderaodas de.-oitraiOrJe.-ii corroborara a
    nossa opiniao.
    w-o proaotor, quo e pirtVrpode no libIlo al-
    leraff a clas lilicado, por uiiiailaoisio oui clf-:ii) perm in'iu-
    les ;pofque rat.Vtnfto podera i jo1/, r.'pellir ou
    afiislar-se da opthno dos pentos *
    Nao podtmos alcaocacque ni)iivo3 de eonva-
    ataaeM sblica possa-ujV;Har o*ju1z4 opiniio dos
    peritos, quando tem elle a autoridade de julgar.
    Suppuabaiiios uil.i lucahJ-de oade existe uin
    unico professional, aril commette seuu crime, cujo
    auior 0 amigo iniimo d>se professional que.es-
    queoido da sea* deveres, para favoreeer ao amigo,
    opina que o mal causado nao poiuzio grave in-
    commodo de saiile, no que e aompantiado pelo
    outro perilo, levalo a Uso por taes ou ouiras eon-
    sideracoes, entretanto qua o juiz que preside a)
    corpo de delicto ou o.-ganisa o processo forma opi-
    niao Oiversa.
    Ei* taes condijdes o quedeva fazer o jaiz ?
    Lrttar os bragos e deixar que sejam saenfica
    dos eh interesses da justica? P)r certo Tie nio.
    E negar podrr ao jaiz para afastar-se da opiniao
    los penms, serareeouhece.- implicitainento um po-
    der contrario ne pWilet {isto e.que estes tem cer-
    teza qoe a sua opiniao tera senopro forca de obri-
    gar, ao passo quo as decksoes dos juizes sao ravo-
    gaveis. ;t .
    Ra:oes deioda ordem se oppoem a que os juizes
    sejam oiirigadfis a aceitar a opiniao dos peritos,
    quando com esta nao-se conformarem,- por con
    "aria aos factos oiwertados e a< raspoctivas de-
    ducc/oes detlT,ninativa3 ou hypolheticaj.
    'Naoha necessidri'iede exforgo para precim-so
    as conli^oeseaigiveis na classiticaeai de um mal
    que pode produzir ou proluz grave i^cororaO'J'.,
    de saiide.
    E' assim, pois, que trazendo todo mal physico
    um soffrimento, este 6 maior ou menor, quer
    i|U?nlo a tntensidade da offensa, quer quanto a
    sua duracao a quer linalmente quanto a sua loca-
    lisacao.
    Tratando-se de ferimentos e offensas physicas
    sa diz qua aquelles produzem grande mal ou grave
    iucoromodede saiide, quando tem sua sede ou of-
    fende a oUBbs iinportantesf sem receio da perda
    da vida do offendido; quando o inutilisa e o pros-
    tra por tempo, ou quaudo ainia ataca com Jorca a
    sensibiltdado do mesmo.
    Aceilo o exposto e sabido o que e nm homem
    de idade madura e de c institnicao debil, aleJm dis-
    so escravo, pode se muito bem comprehender se
    lil indiviiuo soffreu oa nao grave ineomundo de
    saiide, lendo suppirtalo a somma de a?outes que
    so deiuz supportju, para Bear co n a regiao dor-
    sal feridi, em toda extemio, alem de um tumor
    volumuso e daj maos pustulosas, pelo emprego da
    palmatoria, que devia ler silo usada cresoiJj nu-
    mero de vezes.
    Para que o emprego do bacalhao, qua dilacera
    as carnes, produza dm tumor na linlia orisontal
    do centro da regiao dorsal, a preciso que o instru-
    ment lenha sido empregado cresciio numero de
    vezes emanejado |>o. um pulso vigoroso.
    Um homem que tem as costas m ferida, inflim-
    madas, com as mlos pustolosas, solfre ne:essarta-
    menle grave incommudo em sua saude.
    Terminando re.-p mdemos, sim, quanto a pri-
    meira questao ; nio, quant; a seguada; nio,
    quan'.o a lerceira ; e, sim, quanlo a quarta e ul-
    tima.
    E' o qne pensamo3: outros dirao n.elhor do
    que nos, se forem de nossa opiniao e, n s critica-
    raoje liverem opiuiao contraria, com o que to
    leremos um resultado, o qual e aprenierm.s.
    I'^pideiuias.
    Dnrante os tempos do epidemia, ba cer-
    tas precauroi s, que convej.n tomar. Em
    primeiro lugar convem evitar os excesses
    be qualquer sortc, as bebidas frias, os ba-
    nlios frios, os vcslidos muito quenles ou
    muito loves, c#preciso observar nisto um
    Icrmo media. Convem continuar com o
    genera do vida ordinaria-, teudo o cuidido
    de tomar as precaucGes aeima indicadas.
    I'm excellente meio de preservajao con-
    siste n'um grande emprego do Licor de hi-
    barraque (chlorureto do oxydo de sodium,
    misturando com',50 pariesdeagna. Borri-
    fa-se os aposentos ou deita-sc cm vasos aber-
    tos coilo;ados sobre os trastes. As cavalla-
    rie;as, curraes, etc., devem ser borrifados
    uma ou duis vezes por dia com o Licor de
    Labarraque, igualmentc misturado com 50
    partes de agua Em dose de uma ou duas
    colberes grandes por litro d'agua, emprega-
    se-o com grande vantagem para o aceio do
    corpo, os banhos e locoes.
    0 emprego do Licor de Labarraque tem
    prestado grandes services, sobretudo nos
    paizes quentes, durante os tempos de epi-
    demia do toda especie.
    Quatro raarinbei'os gregos e logo de-
    pois oito marinheiros hespanlioes, atacados
    do typho nautico, cntraram para o lazare-
    to. Os cirurgioes e os guardas da saude,
    encarregados de os tratar, empregaram o
    Licor de Labarraque em lavagens, msper-
    soes, ablucoes. Apezar d'um contacto de
    quarenta dias, nenhum delles contratou a
    melestia. (Itelatorio do Sr. Robert, me-
    dico do lazareto de Marselha, ao ministro
    do interior.)
    Durante a ultima peste de Alep, o Sr.
    de Lesseps, consul geral de Franga na Sy-
    ria, e o Sr. Dr. Caporal, medico de S. E.
    Joussouf-Pacha, experimentaram o Licor de
    Labarraque. Elles declaram que as pes-
    soas que delle fizeram uso tratavam impu-
    nemente os empestados e lhes supplicam de
    mandar para o Oriente uma grande quanti-
    dade desso poderoso preservativo. (Re
    latorio dos Srs. raordomos do lazareto de
    Marselha ao ministro do interior.)
    mil rcis. Outra na frpguezi.-i da Bo*VVisti,
    numero 27, i rua' Viseonle da Albuqu*.--
    20 doii*anvfii7i946kir.8 ~" """"" qw, co^i vinte e um rrtrmos1 de largun c
    Ma barca franeezi Umricien. para o Havre, (oitenta de con'primenlo. c%ra duas j> r;
    carregou : tt. & l.abilie 2,000 couros v. Jes oom i Je frente, duas sslas, lr"s quirtos, count)*.
    - Na'iiarcanacional Mar ink* -V, par. o Rio da C8cimba' ^ui,,tjl mur'i)' 86 Palm"s
    L.T.PIVER*a
    Parfumerie speciaic.
    base do Xiait d'iri>.
    C0MMEB010..
    JUNTA DOS CORRETORES
    Praoa do Recife, 11 de agosto
    de 1894.
    AS 3 HORAS DA TARDE.
    COTAQOKS OFFICIAES
    Couros scccos salgados 33i rs. o kilo.
    Cambio sobre Londres a 90 d[V. 23 3|i d. por
    U000.
    Gambio sobre o Rio de Janeiro a 13 div. ao par,
    hontem e hoje.
    uesconto de letras 9 e 10 0|0 ao anno.
    d. de Vasconceilos
    Presfdente.
    A P. de Lemos,
    Secretario.
    ALFANDKUA
    Keaeumento do dia 1 a 10. .
    tdm do dia 11. .
    157:334*950
    29": 336*510
    186:671*460
    Praia, carregou : A. Loyo 800 barrie.is com 66,578
    kilos de assnear bran:o e 3D ditas com 6,038 ditos
    de dito mascavado; J. p. Moreira Junior 3,000
    coces (fructa).
    ,No navio alienao Volatile, para o Rio da
    Prata, carrogou : Amorim Irmaos ,\ C. 450 volu-
    me* com 33,910 kilos de assucar branco.
    No patacho poriuguez Yandu, oara Lisb)a
    carregm : J. Licio & Filho 134 saccos com 18,975
    kilos de assucar mascavado.
    Pxa os pcrlos do interior.
    Para Macao, na barcaca Veronica, carre-
    gou : Gutlherme is 0. I barrica com 105 kilos de
    assucar reflaado.
    Para o Natal, na barcaca Silvina, ca'regou :
    A. Oliveira & G. 4 barricas com 360 kilos de as-
    sucar reliaad)
    CAPATAZIA
    -tendimento do dia 1
    'das do dii II. .
    DA Al.FANDEGA
    a 10.
    4:742*599
    1:833*493
    6:576*495
    No dia I a 10
    No dia II
    ?nmeira poria .
    legunda porta .
    farcaira porta .
    f'Tpich* Ccncaiyio
    VOLUMES 8AH1D0S
    C,23G
    96
    46
    296
    1,134
    7,821
    SSRV1CO MAR1TIMO
    J^.rafigio descarregadas no trapicLe da
    alfandega :
    No dia 1 a 10.....
    So dia it.......
    o trapicba Co&ceicao .
    6
    i
    2
    10
    ilSCEBEDORlA DS ft END AS INTi UNAS GE-
    RAES DE PERNAJiBUCv
    Unuunecto do dia I a 10 i'i:3Vi*343
    >lm do dia It..... 8234983
    15:170*5 J8
    GONSGL.A1IO PKOVINGIAi.
    fteadimenio do dia I a 10.
    deoa do dia II
    2\:799*732
    2:107*260
    27:0064991
    REIIFE DUAINAGE
    Rendimento do dia 10. .
    Idem do dia 11. .....
    4:760*553
    1:0184456
    5:778^711
    AGE.N'CIAS PROV1NCIAES
    Liquidos espiritaosos.
    Rendimento de 1 a 8 1:581*536
    Idem do dia 10 r&J'M
    Rendimento de t
    11':n do dia 1G
    Bacalhao. etc.
    a 8 7834497
    239*15-2
    Genera
    Rendimento de 1 a 8
    Idem do dia IG
    de estiva.
    353*0
    13S4106
    Fumo, etc.
    Rendimento de 1 a 8 1734009
    idem do dia 10 *
    Farinha do Irigo, etc.
    Rendimento de 1 a 8 509*028
    Idem do dia 10 143*315
    Vinagre,
    ;>cndimenl 5 de i a 8
    Idem do dia 10
    etc.
    775175
    i:7iG*56G
    1:125*649
    CGI 3171
    175*009
    634*340
    77 5172
    4:436*610
    Thesouro provincial de Pernambnco, 11 de agos
    to de 4874.
    0 eacrivao,
    JoSo Garneiro M. da Silva Santos.
    Navio er.trado no dia 11.
    Rio da Prata Brigue argentine Volante, capitao
    Butter, carga assucar.
    Obsercacao.
    Nao houve entraJa^.
    Fundeou no lamarao uma barca ingieza, mas
    aao teve commuuicaeao com a lerra.
    Kr--ix&zsaan&?txprf- -tour* t-^ammmmurv.--*. v--wx- is*racmao -a. w w
    EOITAIS,
    0 Llr. D.'Hiuo Augusto Gavalcanie de Albuquer
    que, oQici I da ordem da Rosa e juiz de diruito,
    orphaos e ansentes da comarca de Olinda, por
    S. M. o Imperador, a quem Deos guarde etc.
    Faco saber aos que o presente edital virem, que
    por este juizo foi arrecadada a qnanlia de '.004,
    legado deixado pelo finado Francisco Jose de Mal-
    tos ao ausenle Leonidio, neto do dilo finado ; pelo
    que, a requerimento do Dr curador, e de cenfor-
    midade com o Reg. de 13 de junho de 1859, man-
    dei afllxar editaes nos lugares do costume, e pu-
    blica-lo3-\ pela imprensa, chamando o mesmo au-
    sente, eJlodos que direito tenham ao espolio, a
    virem Irabililar-se na forma do citado Reg. Olinda,
    6 de agosto de 1874. E eu, o bachalel Francisco
    Lins Caldas, es:rivao, o escrevi.
    Delduo Augusto Gavalcante de Albuquerque.
    Descarregam hoje 12 do agosto de 1874.
    Vapor nacionalG/gwei generos nacionaes para
    o trapiche da companhia pernambucana.
    Barca ingieza Fuzilitr macbinismo para o
    trapiche Gonceicao, para despacbar.
    Lugar inglezHarraeftbacalhao ja despachado
    para o trapiehe Conceicao.
    Palacho mglez -Isabel -bacalhao ja despachado
    para o trapiche Concelclo.
    Brigue portaguei Novo Paquete vlnho para
    d6posito nos trapkbes Barbosa e Cafaha,
    e varios generos para o trapiche Con-
    ceicao.
    DESPACHOS DEI EXPORTACAO NO DIA 10 DB
    AGOSTO DB I*?*-
    Part M fWtot do exterior.
    -.No brigue inglez Criterion, #ara ,Uwpoo
    carreiott.: JTP. dos Ris 309 saficas com 23,*,99
    kilosdeajjgo.Uo. ,1 ,
    Wernavio hespanbol Hmnta,Jpara B-rtfljiQ.
    na, carregou : J. J. G. BoRrao com 30,756 kiios de alfodio.
    0 Desembargador Francisco de Assis Oliveira Ma-
    de!, official da imperial ordem da Rosa, cav'a-
    lheiro da ds Ghristo, juiz rnvativo de orphaos e
    ausentes da Oidade do Recife c seu term >, por
    S. M. o Imperador, qae Deus guarde, etc.
    Faco saber aos oue esta virem, que o bacharel
    Francisco Pereira Martins Ribeiro, inventariaote
    dos bens que ficaram por fallecimento de seu ir-
    mao Leopoldo Ferreira Martins Ribeiro, requeren-
    do-me para vender em hasta publica, com o abale
    da quinla parte, visto como na primeira praca n5o
    houve lancador, a escrava Izidra, preta, crioula,
    do 26 annoi de idade, com algumas habilitacoes, e
    que pertencendo ao espolio do inventariado, foi
    avaliada por 1:0004, e com o afiate da respecliva
    5 parte, ficou a mencionada escrava com o valor
    de 800/000.
    E, pois, que annuindo a semelhante pretencao,
    pelo presente e firmado no que dispoe o decreto
    u. 1695 a 1869, convido a todos quanto queiram
    lancar sobre a precitada e srava, apresentarem
    suas propostas em cartas fechadas competente-
    mente estampilhadas, nas salas das audiencias das-
    autoridades judiciaes da 1J instancia, no prazo de
    ?0 dias, a contar de hoje.
    Os pretendente3 qaerendo, poderao ver a pre-
    dita escrava, na casa da residencia do inventa-
    riante a raa da Imperatriz, no 2a aadar do sobra-
    do n. 86.
    E para constar mandei passar o presente, qua
    sera afflxado nos lugares do costume e publicado
    pela imprensa.
    Dado e passado sob men sigual e sello ou valha
    sem sello ex causa, nesta cidada do Recife de Per-
    nambnco, ao3 20 de julho da 1874.
    Eu, Floriano Gorreia de Br.to, escrivao, o flz
    escrever e subscrevi. ,
    Francisco de Assis OUveira maet.
    le eompnmcn-o, a contar rla porta dn
    quintal, e do outrerln Jo 19, a cont r do fun-
    do da coxinba, occupsda por onia taverna.
    avaliada p r dous contos do reis. Y. sit.
    perttMirentes ao patrimoni-o da cap lia d-
    gptssa Scnhora Sant'Anua, no Mrtnd do i'.i
    bo e vao A prar;a p >r dt-precadu do jaiz
    de cnpellas e rosiduos daquelle termo.
    E niio ba vendo langador, se procederi n^
    f6rma do estvlo.
    Recife, 7 de ago to de 1874.Eu, Do-
    ming is Nunes Ferreira, escrivao, subscr. \ i.
    Jott/uim CorrAu dc Oliveira Andrmde.
    Edital n. 27
    Pela impecloria da alfmdega se faz publico.
    que *o lendo sido retirada desta leparlicao unu
    eaita de marca G G 4 C, |>rienccnte ao doparh
    n. 1,139 de setembro de 1873, comj foi intimad<
    por edital n 21 ao dono ou consiguatario da mes
    ma, ba its ser ella arrematala as II h ras da ma
    nliS do dia 13 do corrente, de conlormi lade com
    art. 599 do regulamento das alfandepa-
    Alfandega de Pernambnco, 10 de agost*
    do 1874.
    0 inspector,
    Fabio A. de Carralho
    //(/.
    Edital n. 20
    Pela in.-pocloriu da alfandega se fat fobtto.
    que nac ten lo -ido arrematadas, por faHande ccn
    currentes, a mercadorias abaixo deciara4a<. an
    nunciadas em lulio por edital n. 23, se Matter*
    a arrematacat) das mesmas para as It in>r.is d.
    manlu do dia 13 do corrente, a port, desta repar-
    ticao.
    Ar.nazem n. 2
    B & ( smi nomero 1 oixn vindas no uavi i
    injrlez Ninry, descarregsdas em 30 do agoslo i>
    1S73 e con-iier.a'as a F. A. Ramos, contendo 75
    frascos em linimenio, nao especiiicaJos, pesaudo
    liquido l*gal 13 ki'os, no alor de 84i.
    Idem idem sem numero I dila idem idem, con-
    tends linimeuto cm fra-coi, i ao especilicadoj, pe-
    san lo h juido heal 9 kilos no valar de *400.
    Idem idea sem n;im> r.i i dila idem Contend >
    oleo, nao espeafiead i. m fras os, pesando liquid-
    legal 6 kilo, no val..i do 16*Su0.
    liem A F G n. 25/ 50 dilas vindas no nav <
    tiigltz Zeline, tocarrea^M em 2 de jn!ho de 73
    o con^ignadas a A. F. do GarvallM, coatendo57l
    garrafas com hespendiua, licor nao especificado.
    m-dindu liquido legal 453 lilros, no val r d-1
    1.066*533.
    Idem M M & G n. 1 15 .fitas idem idi^n a Mo-
    reira, Mjnteiri c< C, eoatendo liesptridui^.m' om-
    do 180 garra'as, liquido legal 133 litres, no val r
    de3S8*916.
    IJeniJ R n. II 1 dita ilem idem a I. Ram s.
    contendo 159 kilos, peso bos tovulUKos it pern-
    marias, e 47 kilo* do papel p u i cigaffoa em livri-
    Dhos, no valir de 532X933.
    Arin.izcin n. J
    Marca C G A C n. 65 -1 dila vw la d Lfrerpo >l
    nevapo- loglet Eetme, iesrarreg oa saw 39 >
    junho d: 73 e con^ignuia a Guv Uaa Guimarae*
    & G, eoatendo 408 duzias eso ras eoai ctta ds
    osso, no valor de l:39i*i'0.
    Alt'ar.dCga do i'cni mbuca, 10 de agosto
    ! 1874.
    0 inspector,
    Fabio .1. (' '' irvalho A r.
    0 Lr. Pedro Gameil) l'e-oa, juiz Ue direito ei-
    civel da segoada vara, nesta ciaaoe to I
    e seu lermo, capital Ja provincia da IVrn-m-
    buco, por sua niagnstade imperial e consi'.ucio-
    nal o Sr. D. P< flro II, tic.
    Face saber pelo present' que D. Anna FiKaard i
    ir .So' z i e silva, pjr seu advugad", me coder--
    pon a peticao dotbeor seguinte:
    Illui Sr Dr. juiz da IXito da sognnda vara
    eivel.Dia D. Anna IVlisar.ta de S,uza e Silva.
    ui
    nesta cidaoe, por seu
    baslai.t ; r btHqt, qae
    pela certidao do odlcial no maadado ladaso
    t.i usbar-se o sou iDqui.ino e dev, J,.r llaaoel \n-
    touio Pego, aoseale o em lugar iaeerto ; a
    condifjOes digne-.-e V. S admittir a justiii
    da aus'-ucia e iotimacS i do maodado p r ukij le
    ediios com o pra.-n da lei, correado depois a ac-
    ;4o exi cuiiva ioieotada eon um cura J ~ ni L
    tem quo V. S. di#n r se-ba nuinear, caso na<>
    compari-ca o supplicado. t.u ontrcm p r tile,
    por effeito da inlimacao edilil ; pena de rev.-iia r
    nomeacto pedida. Peda deforimasHa. K, It. M.
    E-lava sellada iOm uma esUoapUaa de 100 rs
    e ioulilisada com a sesainto data b asaifoaiora.
    Recife, 30 de iunho do 187l.-Castello Ilranco.
    Nada mais constava de dita peticio aqui inser-
    ta na qual dei o seauinte despaeho:
    Sim. Recife 1 de julho de 1874. P. G. \\ -
    soa.
    Em cnserpiencia do quo, a intora D. Anm
    Febsarda de SuU2a e Silva produzio sna jostifica-
    .a acerca da au>encia do reo, c sobiode os aa-
    io? :i conclusao, sellados c preparados, pro!.: i .
    sen-enca do theor stgui:te":
    Em vista dos depoimentos das t stemnnhss J'
    foliias lia foUiaa 16, h.i porjostifieada a au-
    sencia do reo Munoel Antonio do Pego. c man!
    que seja citado p^r caila de eJilos para
    declarado em a peticio a fuili s 15, e costas.
    Recife, 15 de jnlho do 1874.Pedro Camello Pes-
    soa.
    V. por forca desta saien;a, o escnvio e a p in
    te Gnilhorme \ugusto dc Atoayde,fei paasara
    seutc com o prazo de 30 di^s, afim de qie p r
    elle seja cit .do, o referido'reo. por todo o con-
    teudo ua pelicao neste iransi-ripta, sob pen. d-
    revelia, na forma da lei: pelo que toda e qual-
    quer pessoa peder Hie ha fazer scienlc de rodo o
    exposto.
    Dodo e passado nesta cidade do Recife, aos -
    de julho de 1874.
    Eu, Guilherme Augusto de Athayde, escrivao, o
    subscrevi,
    Pedro Camello Pessoa.
    0 Dr. Sebastiao do Rego Barros de l.accr-
    da, juiz de direito especial do commer-
    cio, nesta ciJado do Recife de Peruatr,-
    buco, por S. M. Imperial, etc.
    Fago saber aos que o presente edital \i-
    rem e delle nolicia tiverem, que no dia 20
    de agosto do corrente anno, se ha de ar-
    rematar por venda a quem mais der em
    praga publica deste juizo, depois da Ktpec-
    tiva audiencis, o seguinte :
    Cem libras de linlia de novella a mil e
    quiohentos re*is, um espelho com moldura
    dourada por oito mil reis, cem duzias de
    cordas para violas a cento o sesscnta reis, -
    cincoenta libras de grampos a trezentos reiis,
    quarenta covados de volante amarello a du-
    zentos reis, sessenta e dous ditos dito bran-
    co a duzentos reis, quinze grozas de botoes
    pretos para calga a duzentos reis, dez libras
    de cordao para veslidos a mil e quinucut *
    reiis, quatro caixas com cem carriteiis de
    retroz, cada uma a qutro mil reiis, vinte
    cinco duzias de pentes para absar a mil e
    oitocenlos reis, dez pegas de babadinbo a
    cinco mil reis, treze leques a dous mil e
    quinhentos reiis, quatro grozas delapes para
    carapina a duus mil e quinbentos rois, cin-
    coenta e quato pegas de fita do velludo es-
    treita de c\res^a trezentosjreis, uove esparti-
    Ihos a quatro mil reiis, noventa e seis perjas
    de fita para cos a trezentos reis, oito grozas
    de lapes a dous mil o quinhentos r&s, cinco. -
    duzias de collarinhos a cinco mil reis, cin-
    grozas de lotoes de crystal para r-"1- -^.o
    mil e seisceutos reis, vinte sei -oileles a
    Oas do caracol, de core* -macos de Iran,
    duzias do sapatin* -trezontos rots, duas
    dous Biil <*" -*os de !4"Para nwnincs a
    bico r' lUinhentos reiis, ires pegas de
    ^.-. -..eto de seda a seis mil reis, quatro
    .itas de dito branco asais mil reiis, tres du-
    O Dr. Joaquim Corre;a de Oliveira Andrade,
    juiz substitute do Dr. juiz de direito pro-
    vedor de capellas e residuoa nesta cidade
    dp Recife capital da provincia de Per-
    namhuco, etc.
    Faejo saber que findo os dias da lei e
    praqas respectivas, e tinda a audieneia des-
    ta ^uizo, se hao de artematar os seguintes
    bens ; umo casa tdrrea na fc'qguetia de S.
    Jdse, ma de Lomas Valentioas, numero
    vinteie cioeo, 3ead*20 ptbuce de largura e.
    '48 decomprim*nto tendo umjporta* > rias d3 lhos de caix& dedUersos tauu.
    nelUna freme duas salas, doui quartos, flUos, dous mtl lots, quatro pares d. boti-
    oonba, quintal murado oCin rinte e tres nas francos para aanhoras a cinco mil reis,
    palna- concertada, availw% por um conto e seis reiis, sete pares de botinas para meninas a

    <


    Diario de Jfernambuoo ~ Quarta [eira 12 de Agosto de 1874.
    *<



    ,uatro mil r&s, dec duzias de oafc.es de
    raiz para rape a dous mil s quinhentos reis,
    quarenta duiias de bodies de seda para ves-
    tidos a roil setscentos rais. Penhorados
    por execucio de V Junior d C, contra
    Pinbeiro &Ckaes. E niio havendo 4anca-
    dor, que cubra opre$o da avaliacao, a arre-
    matacao serf feita .pelo preco da adjjudica-
    cJd, na I'orma da 4ei. E para qe chegue
    o cocheciraeoto de todos, mandei passar o
    presenle, que serf publics do pela imprensa
    e affixado so luajar do costume. Recife, 4
    de agosto de 7674. Eu, Manoel Maria
    Rodrigues do Naecknento, escrivAo, o sub-
    sccevi.
    Recife, 7 de agosto de 1874.
    Sebasf.Ho do JUgo Rarros de-Lacerda.
    Seeretaria do gymnasio provincial de Vernambuco,
    de agosto de-1874.
    Por esu eeretaria se faz publico os nomes dos
    alumnos e o numero das faltas por- eHes dadas nas
    repectivas aolas, dnraate o niei de julho proxi-
    mo Undo, sao oi tentiates :
    Antonio Pedro das Neve, 4 em lingua naeional
    2 em fraeeez, GuilhermeFerreira Hhao, 3 em
    lingua naeional. Jose Aeselmo tie Figueiredo San-
    tiago, 6 em Jatim. Manoel do Nascimento Borges
    Leal, 10 em latim e >'6 n francez. 'Jose de Vas-
    cpnoellos orgea Leal, Jem latim e em francez.
    Francisco de Qliveira Caetro, 14 em francez e 14
    em inglez. lose do Palrocinio Bomlm 'Ribeiro, 6
    em francez. RodolphoHwe da Silva, 4 am inglez.
    Henrique deHollanda-chacon, 5 em inglez. An-
    tonio da Silva Cabral, 7 -em inglez. 'Francisco da
    Rocha Wanderley, 8 emigeographia e 12 em phi-
    losophia. Francisco >Ilaciano Teixeira, em ma
    tbematicai. Joaquim Domicin Leopoldino Ferrei-
    ra, 14 em walbematlcas. lovine Krederico de Fi-
    gueiredo Santiago, 4 em-iastniccao primaria. Ma-
    noel Clamealtuo de Oliveira Scorel, "J -em phi-
    loaopbia. Arthur ttapoieie Cardoso Ayres, 16 em
    instrucoao primaria. Eduarrli Correia do Rego
    Barros, 4 em philosophia. Francisco Pinheiro de
    Almeida umtro, 8 em philasopbia. Bazilates Ge-
    Inlio de Leiros -e -Silva, 6 em philosopbia.
    secretario,
    _________Oeko Terluliano FernandesifliKOtella.
    DECLARACDES.
    Qainta-teica, 13 do eorrente mez, I requeri-
    mento do Dr. ia-ventariante e teitamenteiro dos
    bens deixados pelo flnado Dr. Antonio da Assump-
    eto Cabral, lea de ser arrenuiada por vend*, em
    praca publica do jaizo da provedoria da cidade de
    Olinda, a casa terrea n. 11,-siU na mesma cidade,
    a rna Vinte Sete de Janeiro, ostr'ora Paco Caste-
    lhano, aqnal tea 58 palmos de comprimento e29
    lr2 delargura, porta e janella jia frente,. porta e
    ianella no oita<>, 2 galas, sea do a de detraz assoa-
    ibada, sob a qual existe nma loja, 4 quartos, coii-
    nba interna, quintal murado, com 160 palmos de
    extensao,_ cacimba, com portao, pertencente ao dito espolio, e avaliada,
    em 2:500$.0 procurador,
    Marario de Luna Freire.
    Bibliothcea Provincial.
    0 abaixo assignado, encarregado da Bi-
    bliotbeca proviucial, tendo verilicado pelj
    eiame, a que procedeu, a vista dos citbalo-
    gos, a falta dediversas obras e de muitos vo-
    lumes, deixando truucadas algumas obras
    importaotes, entre outras, por ex., as obras
    deDalloz, Merlin, Cuvier, Diccionario da
    Conversasio, Rohrbacher, Hisloria da
    Jgreja, &, cuja lists, por extensa, deixa de
    ser publicada ; e nao sabendo em poder do
    quem existam esses livros, por nao ter acha-
    do assento ou declara^So alguma, que o po-
    deese orieotar. a tal respeilo, vem por este
    meio rogar as p&ssoas, em cujo poder se
    acbem porventura algumas das ditas obras,
    o favor de mandal-as restiiuir dBibliotheca
    provincial.
    Espera o abaixo assignado do patriotisrno
    das pesso.i?, a quem recorre, a restituicao
    das ditas obras, para que possam utiiisra
    todos em geral.
    Recife, 1 de agosto de 187i.
    ObibliotUscario.
    A. H. di Souza Bandtira.
    oomo escravo de le*o Felix, na accio proposta
    ptio procurador do presos pobre*, em favor do
    mesmo pre to. eicmie Guimaraes, e que sera poa-
    to em Liberdade logo que se flndartm os des diaa
    para pataar em jolgado a Veneranda wntenca.
    De ordea do Nlm. Sr. inpector da tbesonraria
    de fazenda, convido at peuoas abaixo designadaa,
    qne se acbam na posse de terrenos de marinha,
    4 rna Imperial des*a cidade, para ^ne no prazo
    de 30 dias contados da data deite.-Tjmbam exhi
    bir seus liiulos peraote a mesma Ibe-onraria,
    sob pena deprocederse judicialmeate contra os
    mesmot nos tennos do aviso n. 308 de 12 de in-
    nbo de 1841. '
    Secreuria da tbesooraria de fazenda de Per-
    nambuco, 8 de agosto de 1874.
    O *. escripturano, servindo 4e eecreurio,
    Carlos Joao de Sonza Conreia.
    Relacao das pessoas -a que se refere -a declaracao
    eoppra.
    Antonio Moreira fieia.
    Manoel Patrao do Maecrroento.
    Joao Jose Barroso.
    Herdeiros de Vicente Tliomaz dos Santos.
    Jose Lopes Dias.
    Coronel Agostinho-Bezerra da Silva Cavalcante.
    Herdeiros de lose iHygino de Miranda.
    Antonio Uoreira Rei.
    Herdeiros de Amaio Aotooio de Farias.
    Francisco losi Marlins da Co*la.
    Manoel da Silva Moreira.
    Loureocp Riijeiro da Cnoha Oliveina.
    Felicidade de tal e seus fllhos Manoel Francisco
    Tavarei.
    Tisset Freres.
    Jose Pinto de Magjlhaes filho.
    Concerto instninenlal
    DA BANDA DE
    Iisica aflema
    GOMPOSTA DE IS PESSOAS
    - Pelo tbesouro provincial de Pernimbueo se
    faz publico, qne foi transferida paia o dia 13 do
    correote mez a arremataclo do irapo.no de 8 0|0
    sobreo eapim consumidoia cidade do-Recife, or-
    cado em 1:31-9^280.
    Seeretaria do thesouro provincial de Pernam-
    buco, 8 de agoeto de 4874.
    Gsecretario,
    Miguel Affonso Ferreica.
    AVISO
    Paga-se o 41. dividendo das acjoesdo
    Bancj do Brasil, inscripta na caixa lial
    desta provincia, -ua razao de fJOOO por ac-
    gio: i rua do Vtgario n. 1-
    Santu i u* de Miwerieordia KeITe.
    A Illma. junta administrate desta Santa Casa
    resolveu era sessao de 0 do correate, que por se
    ach'ar esta irmandada interdicta, nSo podera ce-
    lehrar-se a festividade de sua p&droeira, Nossa
    Sonhora dD Paraizo, ao dia 13 do corrente, como
    prescreve o compromisso de 17 de marcode 1862.
    Seeretaria da Santa Casa de Mieencsrdia do
    Recife, 10 de agosto de 1874.
    O efonivao,
    ______________Pedro Rodrigues de Souza.
    CbmpaiiJiiii Piienix Pcrnamhu-
    Cuiia.
    De conformidade com c? arts. 18 e 19 dos esta-
    tuio-i. vendem-se dez accoos de n. 1,3' 1 a 1,310
    da companbia de seguros maritimos e terrestres
    Pbenix Pernambu :;>na. Os pretendentes sio con
    vidados a apres- nlareai as suas proposias em car
    ta fechada ate o dia 14 do corrente, por interme-
    dio do corretor Pedro Jose Pinto.
    Phenix Pernambucana, 3 de agofto
    Quarta-feira 12 do corrente.
    A 9 1( li.ras d !(,
    KA
    Fabrica de cerveja
    A' rua do Bmria de S. Borjan. 35.
    Pre jo de eotrada para cada pessoa liOOO.
    i:
    TIElTH
    Palhabote Joven Arthur y
    Vende-M e*te navie prompto de um tudo para
    navegar, e feito de madeiras do Brasil, etti anco-
    rado no qnadro da descarga : os pretendentes po-
    derio examinar, e para tratar com Antonio Luiz
    de Otiveira Azevedo, a rua do Bom Jesus n. 87.
    ARit*TY
    Para o por to aeima sane com brevidade o pa-
    lhabote naeional Mario Amelia, reconstruido de
    novo, do qual e capitao e pratico Francisco Tho
    maz de Assis : para carga e passageiros, trata-se
    com Antonio Alberto de Sonza Aguiar, 4 rna do
    Amorim n. 60.
    Para.
    Pretende seguir para o indleado porto com mni-
    ta brevidade a escuna portagueza Christina, por
    ter parte da carga ; e para a que Ihe falta trata-
    se com os consignatarios Joaquim Jose Goncalres
    Belu-io & Filho, a rua do Commercio n. 5.
    AMANHA
    QU1NTA-FEIRA 18 DO CORRENTE
    \ovidade ioaudila!
    slo relelwne
    1.* represeotagao
    disci|Mil*
    Lopez!
    Hermann
    hrnpanhol
    r du flnado
    paate.
    Ccmpanbia
    de *7i.
    Os direetores,
    Luiz Duprat.
    Joao Jose Rodrigues' Mendes.
    Antonio Gomes Miranda Leal.
    Consulado I. R. d'Austria-
    Hungna ein Pernan buco.
    Pede-se a quem poder dar noticias do subdito
    austriaco Luigi Willisaich dc Trieste, o qual coos-
    ta ter chegado nesta eidada em agosto de 1871,
    procedente da B.ihia, e como emoregado n'uma
    companbia de cavailinlios : sirva-se de transmit-
    ti-las com brevidade a este consulado.
    Pernambuco, 6 de agosto de 1874.
    0 consul I & R,
    B. do Livramento.
    SANTA CASA DA MISEH1C0KBLA DO
    RECIFE.
    A Illma. junta administrative da Santa Casa da
    Miser eonlia doJRecife, manda fazer publico qne
    na sala de suas sessoes, no dia 30 de julho, pe-
    ias 3' boras da tarde, tern de ser arrematadas:
    juem mais vantagens otferecer, pelo tempo de did
    i a trcs anno?, as rendas des predlos em seguida
    declarados.
    ESTABELECIMENTO DE CARIDADE.
    Rua do Padre Floriano
    Casa terrea n. 43......201*000
    Rua das Calcadas
    Casa terrea n. 30.......221*000
    Idem n. 32.........135*000
    Idem n. 36........221*000
    vidal de Nejreiros.
    Casa terrea a. 114......362*000
    !dem n. 94.........301*006
    S. Bora Jesu? das Crioulas.
    Casa terrea a. 8.......224*000
    Rua larga do Rjsario.
    1.* andar e bja n 24 A.....900*000
    2* andar idem........310*000
    2. andar n. 24.......408*000
    Loja idem.........1:800*000
    Rua do Amorim,
    Sobrado n. 26. 304*000
    II ua de Antonio Hecriques.
    Casa terrea n. 26...... 99*000
    Largo da Campina.
    :demn 11........120*000
    PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
    Rua da Moeda.
    Casa terrea n. 21.......50J5000
    Becco das Boias.
    Casa terrea n. 18.......421*000
    Rua da Lapa.
    ^sa terrea n.S.......202*000
    Rua do Amonm.
    Sobrado de 2 andares d. 23 002,4600
    Casa terrea n. 34......122*000
    Rua do Burgos.
    Casa terrea n. 21.......133*000
    Rua do VigariD.
    * andar do sobrado n. 27 443*000
    1* andar do mesmo......300*000
    Loja do mesmo.......375*000
    Sobrado de 2 andares n. 25* 1:300*000
    Rna do Encantamenlo.
    Sobrado de 2 andares n. 13 1:400*006
    Rua da Senzalla velha.
    Casa terrea a. 132......701*001
    Idem n. 16........209*000
    Rua da Gnia.
    Casa terrea n. 25......2O9*00C
    Idem n. 29........201*000
    Rna da Cruz.
    Sobrado de 2 andares n. 12 800*000
    Idem n. 19.........600*000
    Rna de S. Jorgs
    Casa terrea n. 100 ..... 241*000
    Idem n. 103........700*000
    Rna de Gervazio Fires.
    Casa terrea n. 2.......200*000
    Oa pretendentes deverao aproienlar no ado da
    -^rrematacao as suas fiancas, ou comparecerem
    acocpanhados dos respeetivDs lladores, devendo
    pagar aletc da renda, o premio da quantia em
    mento commercial, *?im como o servico da lim-
    Pza e preeoti dos appareii^s-
    Seeretaria da Santa Casa da ^isericordia do Re
    cife, 27 de iulhe de 1874.
    O esciivao,
    Ptmro Rodrigues de Souza,
    Pago siber
    JIassa fallida
    DE
    Amorim, Fragoso, Santos
    & O.
    dividendo do E.95 por ecnto.
    Paga-se o ultimo dividendo as quinlas-feiras,
    das 11 horas da manha a 1 da tarde, no escripto-
    rio da rua do Vigario n. 13, 1 andar.
    Os Srs. credores queiram vir logo receber, pois
    lem de ser recolhidas ao deposito pub ico as quan-
    tias ijne n.r.o forem procuradas ate o dia 15 de
    agosto proximo.
    AGENOIA.
    s
    a /AS-Hn
    -V19 Rna do CommercioM 19
    A agenda Havas-Reuter tem a honra de
    participar ao publico que se acha prompta
    a fazer a trans.TiissSo de telegrammas parti-
    culares para a Europa, de hoje em diante.
    Para maiores esclareciraentos e conhea-
    mento da tabella de precos devem os inte
    ressades dirigir-se a" agencia, rua do Com-
    mercio n. 17 esquina da prara do Corpo
    Santo.
    Tem a honra de representar pela primeira vez
    nesta capital, na presenca do illustrado publico
    pernambucaoo, e ofTereceQ duas variadas repre-
    sentacoes, apresmtando varias soites de imagina-
    cao, cartomancia, illusaa,.prsiidigitacao, escamo-
    tagem e maravilhas de scieneias occullas ; exe-
    cutadas sem nenhum apparato physico, que tan-
    tos applausos tem merecido nos principaes tbea-
    tros de Londres, Paris e Roma.
    Pr.*ti
    1?
    1." Symphonia.
    2." O nascimento de nma flor naeional.
    3.* A impressao ou peosamento de nm espec-
    tador.
    4.* Uma transformacio maravilhosa.
    5,* O telegrapho Mnprovieado.
    6.* A illnminacii) em Roma.
    7. A cbuva de ouro, instantanea, de 300,000
    francos.
    Termina a parte com o novo cbapeo magico e
    o porqninbo da India fallante.
    2.* parte.
    Alta prestidigiiacao.
    1. A roll sympatbica ou o anjo com sen guia.
    . A desapparicao de uma caixa de crystal, de
    30 cenlimetros, teudo-a na mao uma pessoa.
    3." O testamento de uma velha, scena jocosa.
    4." As moedas volantes, grande escamolagem
    sem apparato.
    5. Q divertimento japonez.
    6.* Maravilhas das sciencias occuitas.
    7.* E ultima parte
    Festa naeional dedicada a *.*.
    Mil. Imperiaes
    Executada pela Sra. D. Albma e o Sr. Lopez.
    a banda de musica do 2. batalbao de linba
    executara liadas e variadas pecas durante o es-
    pectaculo.
    Os bilhetes acham-se a venda no escriptorio do
    theatro, na quarta-feira, das 10 boras d4 manha
    em diante.
    Precos do costume. ,
    A'S 8 1|2 HORAS DA X01TE
    Bahi
    la
    mm* ~mm
    Consulat de France k Ber-
    nambuco
    A vendre par adjudication volontaire en la
    chancellerie du Consulat de France a Pernambu-
    co le lundi 17 aout 1874 aux onze heures du
    matin.
    1.* Le foods de eommeree de fournitures de
    navires.
    2.* Le fonds du grand & bel hotel de l'Europe.
    Ces deux fonds exploties par feu Eduard Turpin
    sont situes au Recife, ns. 12 e 24, rue du Com-
    merce, sur le, quai. en face du debarcadere.
    Sadresser pour renseigments au consulat de
    France a Pernambuco._________________
    (ompanhia Fidelidade
    seguros ittui'itimo* e terrestres
    A agencia desta companhia toma seguros ma-
    ritlmcs e terrestres, a premios razoaveis, dando
    nos ultimos o solo livre, e o setimo anno gratuito
    ao segurado.
    Feliciano Jose Gomes,
    Agente.
    Libras esterlinas.
    Vendem Augusto F. d'Oli-
    veira & C.
    Rua do Commercio n. 42.
    Companhia de nnvegacfto ~va-
    por kahiana, Ilmltada
    .Maceid, Peuedo, Aracajii e Babia.
    E' esperado dos portos
    do sul ate o dia 12 de
    sgosto o vapor S. Salvador
    o qual seguira para os por-
    tos acima no dia seguin-
    te ao da sua chegada.
    Recebe-se carga, passageiros e diaheiro a frete
    Agente
    Antooio Luiz de Oliveira Azevedo.
    57Rua doBom Jesus57
    PAKA'
    Brigue Raio
    Este navio recebe carga a frete para aquelle
    porto: a tratar com Amorim Irmaos & C.
    Para este porto segue em poncos diat o hiate
    nous 4e Julho, per ter alguma carga engajada,
    para o resto qne ihe falu trata-se eom os consig-
    natarios Joaquim Jose" Goncalves Beltrao & Filho,
    a rna do Commeroio n. 5. _______________
    PARA' E HARA1A0
    A escuna Geprgima tendo engajado parte de
    sen carregamento para o Para, recebe tambem
    para o Maranhao, caso convenha fazer a escala
    a vista do frete que apparecer: a tratar na rua do
    Amorim n. 37.
    COMPANHIA PERNAMBUCANA
    DE
    .%'aveao eofiteira a vapor.
    Maceio, escalas, Penedo e Aracaju*.
    0 vapor Jaguaribe,
    commandante Jnlio,
    seguira para os por-
    tos acima no dia 14
    do corrente as 5 boras
    da tarde.
    Recebe carga atd o dia 13 do corrente, encom
    mendas, dinheiro a frete e passagens, ate as 2 ho-
    ras da tarde do dia da sahiaa : escriptorio
    no Forte do Mattos n. 12.
    COMPANHIA UK A Oil. I I It A
    DE
    NAVEGACAOAVAPOR
    Portos do sal
    Commandante interino Quadros
    E' esperado dos portos
    do norte ate o dia 14 do
    corrente e seguira para
    os do sul depois da de-
    mora do costume.
    Portos do norte
    NA
    Feira Economica
    Rua do Rosario estreita n. 45
    QUARTA-FEIRA 12 DO CORRENTE
    pelo agente Martins
    de joias de ouro, eolheres de prata para sopa, re-
    logios de cima de mesa, toucadores com pedras,
    aparadores, mesa elaslica, cadeiras de balanco,
    ditas de braco, ditas de gnarnicao, marqnezas,
    consolos, erysiaes, vidros e louca, perfomarias,
    cartaa douradas para jogo, conservas e diversos
    artigos qne estarao a exposicao.
    A'S 11 HORAS DA MANHA
    LEHiO
    DE
    50 duzias de camisas de linbo.
    80 ditas de dita de algodao.
    30 pecas de brim pardo de linho.
    60 de ditas dito de cores, de linho.
    10 ditas de pannos linos, preto e am).
    20 ditas de casemira Bna, preta.
    12 ditas de dita de cores.
    800 eobertores de algodao.
    10 pecas de atoalhado de linho.
    10 ditas de bramante de linho.
    20 duzias de peito de linho para camisas.
    Differentes volumes nltimamente despachados na
    alfandega, e que fazem parte da massa fallida
    de Pereira de Hello & C., os quaes serao ven-
    didos
    Por intervenc&o do agente Pinto.
    A's 11 horas
    QUARTA-FEIRA 12 DO CORRENTE
    No armaztm da rna do Bom Jesus n. 63.
    Feira Semanal
    Commandante interino A. lsaar.
    E' esperado dos-portos do sul
    ate odia 17 do corrente e se-
    guira para os do norte depois
    da demora do costume.
    Para carga, encommendas, ralores e passagens,
    trata-se no escriptorio.
    7 BUA DO VIGARIO 7
    Pereira Vianna <& C.
    EILOES
    A S.H.1JL ia \JV Ml
    \fi aptacho pottuguez Vanda, capitao Pedro A.
    P. de Barros, vai sahir breve, e recebe ainda al-
    guma carga : trata se com Silva Guimaraes & C.
    argo do Corpo Santo n. 6, 2 andar.
    Navigation Compain
    ROYAL MAIL STEAMERS.
    CIRCO EQUESTRE
    NO
    CAMPO DAS PRINCEZAS
    GOMPANHlOBaSILEIRA
    (De 3,829 toneladas).
    Commandante G. ->'. Conlan.
    Espera se da Europa ate o
    dia 16 de agosto e seguira
    para Bahia, Rio de Janeiro,
    Montevideo, Buenos Ayres,
    Valparaiso, Arica, Islay e Cal-
    lao, para onde receber a pas-
    sageiros, encommendas e dinheiro a frete.
    N. B.Nao sabirao. antes das tres horas da
    tarde.
    OS AGENTES
    Wilson Howe a C.
    ' 14RUA DO COMMERCIO14
    LEILAO
    de fazendas inglezas, francezas, snissas e
    alletnas
    Em coutinuaqao
    Constando de : casemiras pretas e de cores, em
    cortes e em pecas, pacnos flnos, brilhantina
    branca, cbilas, algodoes, eobertores, chales, len-
    cos, gravatas, merinos, bombazinas, cambraias, es-
    partilhos, meias, collannhos, bramantes, grosde-
    naples, popeliDas, tapetes, chales, capas de seda,
    brins brancos e de cores, etiapeos de differentes
    qualidades, chapeos de sol, camisas para bomens
    e meninos, peitos para camisas, sargelim, atoa-
    lhado, veos para casamentos, cbitas de ganga ada-
    mascada, damasco e muitas outras fazendas.
    HOJE
    Quarta-feira 12 de agosto
    RUA DO BOM JESUS N. 63.
    Os administradores da massa fallida de Pereira
    de Mello & C, faraa leilao, por autorisacJo do
    Illm. Sr. Dr.juiz especial do commercio, e por in-
    tervened do agente Pinto, de urn variado sorti-
    mento de fazendas inglezas, francezas, suissas e
    allemas, existentes no armazem da rua do Bom
    Jesus n. 63, onde se effectuara o leilao.
    Em continua^ao
    vender-se-ha tambem differentes volumes com
    camisas francezas, popelinas, chitas ej eobertores
    uitimamente despachados.,
    0 leilao principiara is 10 bora emeia
    DAS
    fazendas, arma^ao e moveis da massa falli-
    da de Azevedo & C, loja da Rosa Bran-
    ca, 6. rua da Imperatriz n. 56
    HOJE
    QUARTA-FEIRA 12 DO CORRENTE
    0 agente Martins levara a leilao, pela segunda
    vez, por mandado do Illm. Sr. Dr. jniz especial do
    commercio, a armacao, fazendas e moveis da loja
    da Bosa Branca, a rua da Imperatriz n. 06, per-
    tencente a massa fallida de Azevedo AC: os pre-
    tendentes podem examinar o balance que se acha
    Lem poder do referido agente.
    A'S 11 HORAS EM PONTO.
    DIRECTOR
    Antonio Carlos do Carmo.
    que por sentenca do Exm. Sr.
    rietembargador snbstimto rociproeo da provedoria,
    de 4 do corrente, foi declarado linerto o preto Jose
    Antonio, qne se acha preso na casa de detencio
    QUARTA-FEIRA 12 DO CORRENTE
    Grande e variado cspectacuio
    em beneficio do artista Algibran Arabe, primeiro
    pulador do Egypto e Jernsalero, que pela priraeira
    vez lara difflcil salto da batalha por cima de 24
    soldadoscom espingardas e baionetas. Grande
    cavaibada em que trabalna 6 cavallos de uma so
    vez on o passeio dos Bedninos nos des canos. Saltos mortaes a cavallo em pehV>, pelo
    joven rio-grandense Joao Baptisla. 0 resv^ do
    programma com lara dos melhorei trabalhos. .Em
    Ci>seqnio ao beneficiado, o professor de musit'a
    Luiz Gonzaga de Lima tocara no ophicleide umas
    variacdes sobre motivos de nm thema brasi-leiro.
    As 8 haras em panto. j
    C IIAIU.i:i KN REUN1S
    COMPANHIA FRINCEZA DE NAVE-
    GAQAO A VAPOR
    LINHA MENSAL ENTRE 0
    Havre, Lisboa, 1'ernambuco, Rio de Janei-
    ro, Santos (somente na volta), Montevi-
    deo, Buenos-Ayres, (com baldea$8o para
    o Rosario).
    STEAMER
    \ILLE Hl SANTOS
    Commandante Lefevre.
    E' esperado da Eu-
    ropa ate 24 do cor-
    rente, seguindo de-
    pots da indispensavel
    demora para 03 por-
    tos do sul de sua es-
    cala ate o Rio da Prata.
    Para fretes, encommendas e passageiros, trata-
    se com
    Oi CONSIGNATARIOS
    AUGUSTO F. D'OLIVEIRA A C-
    41Rna do CommercioEntrada pela rna
    ______________do Torres.
    Companhia amcricana e brasileira
    de paqnetes a vapor.
    Ate odia 14 de agos-
    to e esperado do norte
    o vapor Merrimack,
    commandante Weir, o
    qnal depois da demo-
    ra do costume, segui-
    ra para o Rio de Janeiro com escala pela Bahia
    ... Para passagens trata-se com os agentei
    Henry Forster C.
    8 Rua do Commercio 8
    Agente Bias
    LEILAO
    pianos;mobilias, aparadores
    guard? roupa, mesas para
    jantar, commodas, camas
    francezas, espelhos dou-
    rados,quadros diversos,ca-
    deiras de balango, guarda
    louqas, carteiras para es-
    criptorio, balances, diver-
    sas miudezas, jarros para
    flores, objectos de ouro e
    brilhante, marquezas, me-
    sas, palitos de dentes,
    consolos,secretarias, guar-
    da vestidos, cadeiras de
    abrir, 1 mobiiia dejunco,
    fiteiros para lojas, cabi-
    des, mesas depedra mar-
    more, com pes de ferroe
    outros muitos artigos que
    serao vendidos a troco do
    barato, por conta de diver-
    SJS
    QUI.\TA-FE1R.^3 DO CORRENTE
    as 11 h^ras da manha
    NA
    FEIRA SEMANAL
    16Roa do Iiuperador10
    ARMAZEM.
    pelt agente Marlins.
    LEILAO
    DE
    um piano de jacaranda, moveis, louga e
    mais artigos
    QUirxTA-FEIRA 13 DO CORRENTE
    A's 11 boras da manhu
    Era o primeiro andar do sobrado da rua larga do
    Rosario n. 10, por cima da anliga botica do fal-
    lecido Pinto.
    0 agente Dias, competentemente autorisado por
    nma pesfoa qne mudon de residencia, levara a
    leilao, no diae hora acima designados, os moveis
    e mai3 artigos
    A SABER:
    Um piano de jacannda, 1 mobiiia de dito, cora-
    posta del sofa, 2 consolos, tampo de pedra, 1 jir
    dineira de dito, 2 eadeiras de braro e 12 de guar-
    nicao, 1 commoda de dito, 2 espelhos grandes,
    moldura dourada, 1 mesa elaslica de amarello, 3
    aparadores de dito, i consolos, 1 sofa e 0 cadeiras
    de amarello, 6 cadeiras amerieanas para sala de
    jantar, 2 cadeiras de balanco, de jacaranda, 1 re-
    logio de parede, 2 lavatorios de ferro, com jarro
    e bacia, 2 pares de lanternas, 2 ditos de jarros pa-
    ra flores, l par de escarradeiras de porcelana. 1
    maquina electrica, 1 par de garrafas para vinbo,
    candieiros para kerosene, 1 ?pparelho de porcela-
    na para almoco, meio dito de dita para jantar, 1
    guarda-comida, compoteiras, copos, calices e ou-
    tros muitos artigos qne estarao patentes ao exame
    dos Srs. concurrentes.
    Leilao
    DE
    uma armacao envidracada
    SEXTA-FEIRA U DO CORRENTE
    0 agente Pmho Borges veodera em leilao nma
    armaijao de amarello e envidracada, propria para
    qualquer ettabelecimento de tnercadoria*, a rua
    da Imperatrir, na grande serraria deatrc Jose Goncalves Fonte.
    Agente Pestana
    leilao
    DA
    arma^Ao, generos e mais utensihos da ta-
    vern a A rua de Bar re to de Menezes n. 2,
    denomincda Novo Mundo, bota a frente
    para a rua do Vigario
    SJoxta-feira 14 do corrente
    AS 11 HORAS EM PONTO.
    0 preposto do agente Pestana fare leilao, per
    conta e risco de quem pertencer, da armacao,
    Seneros e mais ntensilio* da taverna sita a rna da
    arreto de Menezes n. 2, sendo a armacio toda
    envidracada de amarello, o balcio da tampo de
    pedra, em um ou mais lotes, a vontade dos Sn.
    compradores.
    DE
    uma armacao envidracada, 3 balcees, 1 se-
    eretaria, 1 armacao de louro, 2 balances,
    frascos e outros accessortos de armacao
    de botica.
    SEXTA-FEIRA U DO CORRENTE
    A's if boras.
    Por intervenc&o do agente Pinto
    Ho armazem do sobrado da rna do Bom Je^ns
    n. 24.
    leilao
    DE
    moveis e louca
    Sexta-feira 14 do corrente
    Uma mobiiia de jacaranda, 1 dita de anareHo,
    camas francezas, marquezoes, bancas de mtgou
    para jogo, 1 gaarda-vustidos, mesa elaslica, ca-
    deiras, cabidf.. quartinheiras, 1 grande lustre de
    crystal, camas de ferro, jarros, louca, diversos
    objectos de ouro, e muitos outros objectos que se-
    rao vendidos pelo maior preco.
    "Vo armazem la ma do Impera-
    dor n 418
    A's 11 horas do dia acima.
    pelo agente Martins.
    LEILAO
    DE
    uma burra grande prova, de fogo, a ijual
    estd sentada sobre 4 rodas
    Sexta-feira 141 do corrente
    A'S II HORAS DA MANHA
    Por intervencAo do agente Pinto
    No armazem da rua do Bom Jesus n. 24.
    Leilao
    DE
    um grande armario envidra^ado e pintado,
    proprio para guardar fazendas, arrei.s,
    miudezas ou outro qualquer artigo.
    SEXTA-FEIRA 14 DO CORRENTE
    as 11 horas
    POR INTERVENCAO DO AGENTE PINTO.
    No armazem da rna do ilom Jesus n. it.
    Leilao
    DAS
    divides da massa fallida Je Joaquim Vieira
    Coelho da Silva, na importancia de....
    81G700, e duas easas ile taipa eobertas
    de telha, em Beberibe de baixo, pertc-n-
    centes d mesma massa.
    SEXTA-FEIRA li HO CORRENTE
    A's 11 l|9 horns.
    0 agente Pinto levara novameote e pela allima
    vez a leilao, servindo de base a ;uantia de 48,000
    rs., as dividas acima mencionadas, na importar.": i
    de 816J700, assim como as ca?a> tambem acira
    descriptas, avalisdas em 600,0'JO rs, as 11 1|2 ho-
    ras do dia 14 do corrente; no armazem da rua do
    Bom Jesus n. 2i.
    LEILAO
    DE
    diversas mercadorias avariadas a bordo do
    patacho allemSo HenrUttt Burchard nl-
    timamente arribado a este porto.
    Quarta-feira 12 do corrente
    A'S 11 HORAS DA MANHA.
    Cies do Apollo, armazem alfandegado do
    Exm. barao do Livramento.
    0 agente Dias competentemente au tornado pelo
    Illm. Sr. Carl Peters, capitao do dito patacho, e
    eom assistencia do Illm. Sr. consul allemto e de
    um empregado da alfandega desta cidade, levara
    a leilao por conta e risco de qnem pertencer no
    dia, hora e lngar acima declarado*, as mercado-
    rias abaixo mencionadas, e que faziam parte da
    carga do dito patacho, nltimamente arribado a este
    porto, em virtnde de forca maior.
    A SABER :.
    (Mi gigos com louca branca e pintada.
    2 barricas com copos de vidro.
    2 ditas com ditos de dito.
    1 barrica eom fechaduras.
    4 ditas com panellas|estanhadas.
    9 ditas com cbaleiras de ferro estanbadas.
    li caixa com feixes pedreses.
    1 dita com ferramenta para artes e officlos.
    1 dita com ohamine de vidro.
    1 dita com globos lapidadoe.
    S latas com tintas preparadas.
    60 panellas de ferro.
    30 duxias de pas de ferro.
    16 caixas com cerveja preta.
    PE
    dous cavallos de sela
    QUINTA-FEIRA 13 DO CORRENTE.
    0 agente Pinbo Borges vendera em leilao, ao
    correr do martello, e em continuacao ao leilao de
    moveis, dous cavallos melades, sendo um grande
    e gordo, andador de baixo a meio ; no armazem
    n. 44, a rua do Bom Jesus.
    DE
    duas caixas marca R 1MV o: C, ns. isi,
    com phosphoros, avariadas a bDrdo Jo
    navio Fidelile.
    Sexta-feira 14 do corrente.
    ds 11 horas da manha
    hf inlervenciio h agente Pinlo
    No armazem da rua do Bom Jesns n. .',.
    leilao
    DE
    Leilao
    moveis, vidros, 1 faqueiro e
    salvas de prata
    QIINTA-FEIRA 13 DO CORRENTE
    As 11 horas da manha
    A' rua do Bom Jesus, armazem n. 44.
    A saber:
    Um piano, 1 mobiiia moderna de jacaranda,
    composta de 12 cadeiras para guarnicio, 4 ditas
    de bracos, 2 ditas de balanco, 1 sofa, jardineira e
    2 consolos, com tampos de marmore, 1 gu>r roupa de amarello, 1 dito de mogno, com espelho,
    toil'lte de jacaranda, cama franceza de dito, uma
    mobiiia de jnnco, 1 sofa, 2 consolos, com marmo-
    re, 2 cadeiras de bracos, 12 ditas de guarnicio,
    1 mobiiia de amarello, sofa, 2 consolos, mesa e IS
    cadeiras de guarnlcao, mesa elaslica, sofas avul-
    sos, cadeiras de amarello, de balanco e roda, mar-
    quezoes, marqezas, mesas de pinho, commodas,
    candielro para kerosene, e outros muitos moveis
    e objectos de uso domestieo.
    0 agente Pinbo Borge*. autorisado por uma fa-
    milia qne se retire para fore da provincia, f. ra
    leilao dos moveis acima mencionados, os quaes
    serao transportados para o lngar acima indigado,
    DE
    pesos de ferro de 1, 2, 3, 4, 10, 15 e 8
    kilogrammes, taxas de banha, facas para
    marujos, papel almaco, lizo e pautado e
    outras miudezas e ferragens.
    SEXTA-FEIRA 14 DO CORRENTE
    as lO l|t horas
    No armazem da rna do Bom Jesus n. 24.
    Por intervencio do agente Pinto
    Em continuacao vendera o mesmo agente sapa-
    tos do tranca e botinas para senhoras. _______
    Agente Pestana
    LEILAO
    DE
    110 canastras eom alhoe e 6 pecas de cabo
    de linbo, cbegados ultimamente
    SEXTA-FEIRA 14 DO CORRENTE
    as 11 horas em ponto
    0. preposto do agente Pestana, fara leilSo por
    conta e risco de quem pertencer, des objectos aei-
    ma mencionados, em um ou mais lotes, a vontade
    dos Srs. compradores-
    LEILAO
    DE
    2 sitios coin casas, na Ponte d'LJcboa, per-
    tencentes aos berdeiros do falleeido J.
    Carroll.
    SEGUNDA-FEIRA 17 DO CORRENTE
    as 11 horas da manha
    No sobrado da rua do Marquez de Olinda
    n. 37, primeiro andar.
    0 agente Oias competentemente autorisado leva-
    ra a leilao no dia, bora e lngar acima designades
    os dous sitios abaixo mencionados.
    Primeiro sitio.
    Com um boa casa terrea e sotao em terreno
    proprio, de pedra e cal, com grandes aeommoda-
    coes para qualquer familia, a saber : 3 sallas e 6
    quartos no andar terreo, 3 sala* e 1 grandes quar-
    tos no sotao, copiar na frente e no lado, caeimte
    fora, quartos para criados, eacimba, tanque, co-
    cbeira grande e estribaria r muitos outros ccn-
    modos; o sitio e imporuntissimo, nio ad porqse
    tem nma grande baixa de capim, como pelas mnt-
    tat arvcres fructiferas e quasi todas dando frnctoo,
    a saber ; 30 pes de sapotis, cerca de 400 ditos de

    1
    \
    m


    *-
    Oiario de Pernambuco Quart a feira 12 do Agosto de 1874.



    laranjas, de* melhores qoalidados, Unto de urabigo
    coma di China, alguns ptis da fructa pao, mats
    de 500 pes de cafe, :tO coqueiros, muitas goiabei-
    ras, bauaneiras. jambeiros e outras arvores, run
    para m?neiooar-se Inrnar-iie-hia enfidonhu. Este
    sitio esia m con li*. !>: de tlTerecer grandes van
    tagens a rjOPW queira il-u seh a inspeceao de nin
    feit r cuidadoso e t-xpOr ven-la udos os sens
    produces, inclusive fl-re e pbnus.
    Scgundo ntio
    Fica cnnliguo ao prirneiro, c.m uma boa ca>a
    lerrea cmn .1 salas, i quart.)-, tun eopur, e sepa-
    rados cosraha, despcn'.i, lira quartj para criado,
    fstriba'ia, cocheira, lunneiC', tendo alem di-sc
    agua a gat eneaoados.
    Estas duas propriedades o ontra que flea visinha
    possoem c.nfronte aos cities um terreno com por-
    uo qoe deita para o rio C.ipibaribe, de modo que
    faeilita a conduccio por uicio de euibarques em
    canoas, etc, etc.
    Os Sr?. preteadenles podem desde ja examina-
    rem os sobreditos sitios e para qualqner informa-
    cao podem dirigir-se ao encriptorio do sobredito
    leiioeiro, a rua do Marquez de Oliada u. 37, Is
    andar, oade tera lugar o relerido leilao.
    aVISOS OVEBSOS
    Reuqiao popular!
    Hygiene e ecoioinia
    Inereis passar algnmaa boras satisfeito "r
    aereis conservar a forea ilos orgies digestives ?
    nereis espueeer os peripetias da vida ?
    aereis viver engolfado no prazer ?
    uareis preveoir muitas enfermidades ?
    aereis gozar os effeitos da boa economia ?
    aereii ter appetites e faeil digestfo ?
    Quereis, finaimente, ser felis e diloso ".'
    Attendei aos meios:
    Vinde incontinent ao ranito conhecido e pre-
    contoado armaiem do Campos a rua do Im-
    perador n. 28, onde encontrareis todos os agentes
    (sem ser de leilao) necessaiios para consegnirdes
    os goios que vos offerecem as afBrmativas, que,
    indispen: avelmente exigem as oitoperganlas predi-
    tas, isto i, encontrareis os generos mais finos e
    gostosos que por ventura tenbam alimementado
    os eatorxiagos mais sosceptives e delicados, encon-
    trareis os vinbos mais pur-:* que teem exportado
    os paizes mais vinhateiros do mundo e qne fazem
    espancar a mais impertir.ente tristeza, deixando,
    com cerieza, iaraizado o garmen da alegria, que,
    inundando de perfumes o oceano da alma a
    imaginacao exercera, poderosamente, prodigiosa
    inspiracao sobre todas as cabegas a que tenha fei-
    to a sna ascensao ; encontrareis os acepipes mais
    melindrosos, de'ebeiro activo e embriagador ;
    encontrareis, em sumraa, iguarias deleitosas, pe-
    tiscos deliciosos e tado o qne ha de mais pro-
    voeador (depois da mulher) e qne vos pode sua-
    vemente transportar ao paraizo da gastronomia,
    fazendo-vos gozar a mais real das felicidades
    da vida hum ana. a boa mesa
    Visto como:
    N. 28Com o emporio das. tripasN. 28.
    N. 28 Recneiado de IguariasN. 28.
    N. 28 Se pode dos embucados N. 28.
    N. 28 Repetir as picardias 1N. 28.
    Rua do Iroperador
    Mesmo porque;
    E' patente e apregoado por todos 03 medicos de
    mais celebridade que os bons alimentos sao es-
    8encialraente necessar.os para a boa conservacao
    assegurar o completo desenvolvimento das fa-
    culdades pbysicas -e moraes da creatura ; e
    com effeito, se assim nao ti, respondam-nos qual
    a causa porque em cad a canto que paramos des-
    cobriraosuma quantidr.de enorme de crianca3 ra-
    chiticas e infesadas, de mo fas debeis e de uma
    construccao fraraina, de rapazes mactlentos e sem
    vigor e finaimente de toda a mais bicharia, dig-
    na por certo de melhor sorte, verdad*iros typos
    do desfallecimento e que nos d-ixa pbysiologica-
    mente conhecer os ef-'eitos mephilicos da ma ali-
    mentacao, de que irrefleclUamente fazem cso .'
    Silencio profundo I Confiimacio absolutal
    Verdades puras:
    Quem negar ja ousou dos p. i ~ a fama,
    Dos presuntos Os sabores re juintado *
    B do vinho o poder que leva a cama
    Vida ao enfermo a forca aos esfalfados I \
    Alem do que:
    E' uui fecto cuuscieuclosamente provade e que
    so poderaser contestado por algum hypecrita lm-
    becil, de que ninguem esta tao habilitado a ven-
    der bom e barato coroo o Campos, o que e de
    lacil iniuicSo, atlendendo-se a que o seu fim e
    iazer com que todos venbam comprar em seu ar-
    mazem, para o que nao se acba, felizmente, sob
    ojugo do egoismp e nem taopouco-e alimenta-
    do pela arabigao do ouro e sim pelo desejo
    de bem servir aos seus freguezes, dispensando a
    :odos sgrado e sincerida.de.
    Embora que:
    Raja, raja os invejosos,
    Fallem, pulem, saltern, berrem :
    .Nao Doderao, desdltosos,
    Competir, nao, mais espereaC..
    PENHORES
    Na traVessa da rua
    gjj das Cruxes n. 2. pri-
    raeiro andar, da-se
    diuheiro sobre pe-
    nhores de ouro, pra-
    ta e brilhantes, seja
    qual for a quantia.
    Na mesma casa
    compra-se os mes-
    mos metaesepedras.
    1 iflH i KSMB i HiSii
    . 1
    Aluga-se por alguns mezet o 9* andar d-
    sobrado n. 53 da rua da Imperatriz, completamen
    te mobilhado, a pessoa de pouca familia, preferino
    dose estrangeira : a tratar no mesmo.
    Alog* se o L J2. andares do jobraclo
    sito a rua de Lomas Valentinas n, 86, en n ha;
    lantes commoJos, rada uui para graade famili*.
    letido n ruefniosobiadoquitit.il e pirlao quo till
    sahida-para a r a de Huffa* ; b.in n.mo nMfguu-
    di ;.ntr il > nJirailn u 8o, situ a rua de Marri-
    lin Ilia*: i|iieiii preietide Ins tlirijase a ma iSova
    ti 17, <.!ie ariiara iii quern Irat-i".
    - Altl^'a-.-e tun (>qu-n'l siliu, r.lli.ra'l" il
    rwA, iki imtar ja Tarjuiruieira : a trust >' u
    .lo C tiiinerrjii n. y. andar.
    -*-
    Precisa se de uma ama para cozinbar e mais
    algum servico de casa de pequena familia : a ira-
    tar no 3.* andar desta typographia.__________
    GonsnKorio medico
    DO
    Dr. Murillo.
    RUA DO VIGARIO N. 1, ANDAR.
    Recem-chegado da Europa, onde fre-
    quentou os bospiues de Paris e Londres, rw
    dera ser procurado a qualqner hora do Q
    l ouda noite para objecto de sua pro- Qi
    fiasao.
    Consultas das 6 as 8 horas da manhi e
    do meio dia as duas horas da tarde.
    TGRATIS AOS POBBES.
    Especialidades : Moiestias de senhoras,
    da pelie e de crianca.
    Hotel de Afogados.
    0 proprietario traspassa-o por venda, on arren-
    da o : a tratar no mesmo hotel com o proprietario,
    on com A. L. Silva Mafra, na rua larga do Rosario
    n. 12, 2.* andar, das 10 da manha as 3 horas da
    tarde.
    AUencao.
    Vende-se o eslabelecimento sito a rua de Vidal
    de Negreiros, outr'ora Cinco Pontas n. 148, de ac-
    cordo com os credores do Sr. Joao da Silva San
    tos; a saber : uma armacao nova, de amarello,
    envidra;ada, com todas as suas perten^as, pesos e
    medidas, com poucos fundos a vontade da pessoa
    que quizer estabelecerse em um bom local, ja pe
    la casa ser mnito afreguezada, e alem do que oc
    cupa o estabelecimento tern coraraodo para fami-
    lia : a tratar na mesma que acharao com quem
    fazer negocio.
    Casa Caiada e Rio Tapador
    Jose Jacomo Tasso, senbor e possuidor, por ti-
    tnlos legitimos, dos sitios i'.a-a Caiada e Enseada
    da Mai Lucrecia, em Rio Tapado, termo de Olia-
    da, previne a quem interessar possa que nSo faca
    contrato algum de compra, arrendamento, per-
    muta, etc., etc. ou outro qualquer negocio, com
    terras dos ditos sitios, que limitam com as do en-
    genho Fragoso, porque serao nullos taes conlratos
    e o annunciante protesta por seu direilo em quaes-
    quer circurastancias em que se acharem os ditos
    contratos, e para obviar duvidas vai desdo ja
    tratar das demarcates dos referidos sitios para
    fixar os seus liinites.
    Aluga se a casa n 79, a rua de S. Joao, o
    sobrado com sotao, n. 27, a rua de Lomas Valen-
    tinas, e o andar terreo da casa n 41 da rua do
    itangel, proprio para qualquer estabelecimento :
    a tratar n. 2. andar desta ultima casa.
    Governante.
    Precisa-se de uma seuhora de idade, de
    bons costumes e sem familia, para cuida
    do governo de una casa e de duas rcrian
    5as de 5 a seis annos, prefere-se uma se
    nhora ingleza ou franceza ; quem estiver
    neste caso deixe carta fexada D.a-typographia
    de>te Diario, com as iuiciaes A. Z.
    OFINA
    Estd eneouragado 11 1
    Agua mole em pedra dura
    E auto da ate que a fura.
    Koga-se ao Illm. Sr. lgnacio Vieira de Me II
    tbcrivao na cidade de Nazareth desta provincia,
    tavor de vir a rua Duqne de Caxias n. 36, a con-
    oluir aqnelle negocio que S. S. se comprometteu a
    realisar. pela tereeira cbaraada deste jornal, em
    ici de dezembro de 1871, e depois para Janeiro,
    passou a.fevereiro e abril de 1872, e nada cutaprio;
    * por este motivo e de novo chamado para dito
    5m, pois S. S. se deve lembrar que este negocio
    de mais de oito annos, e quando o Sr. seu fllho sc-
    achava nesta cidade.
    Traspassa-se a read a de um bom en-
    gonho ainda novo, cercado do mattas, com
    todas as obras, e em perfeito esl8do de moer-
    se ; distando da estacao da via ferrea ape-
    nas duas leguas, com bons camiuhos, e
    bem assim vende-se a safra do mesmo com
    todos os animaes vacum, cavellar e ove-
    Ibum, o tnotivo particularmente se dira ao
    pretendente : a tratar na rua do Duque de
    Caxias, loia n. Ama de leite
    Precisa-se ds uma ama de leite que seja sadia e
    sem lilho : na rua Duque de Caxias n 91, lojado
    Rival Sem Segundo.
    Aloga-se o primeiro andar da rua da Impe-
    ratriz a. 22 : a tratar na rua de Hortas n. 106.
    Aluga-se o I.; e 2.* andares o armazem
    da rua dos Burgos n. 11 (Recife), esta caiado e
    pintado de novo : a tratar com Jose Feliciano Na-
    zareth, na rua de Pedro AfTonso n. 20, outr'ora da
    Praia. Tambem aluga-se uma casa terrea no bec-
    co Tapado (Recife).
    Pede-se
    ao Sr. Francisco Manoel de Souza Leao para vir
    i rua do Livrameuto n. 16, a negocio de seu in-
    tergsse.
    O Monte Lima
    iem um completo sortimento de galao e fraDja de
    juro e prata, verdadeiro, de todas as larguras,
    abotoadarai douradas para officiaes, canutilhos e
    enfeites para bordado Tambem se encarrega de
    todo e qualqner lardamento, como seja : bonets,
    ulins, pasus, eapadas, dragonas, cbarlateiras, baa-
    das, abotoaduras lisas e douradas, para criado,
    tc. ; assim como um completo sortimento de
    franjas. galio [also para ornamento, cordao de li
    com borla para quadros e esoelhos (conforme o
    gosto da encommenda) tudo por muito menos
    frefo tine em outra qualquer parte : na praca da
    Ddepf.adencia n. 17, junto a loja do Sr. Arantes.
    No dia 21 do corrente, fugio um caozi-
    nho da rac,a Kingcharles, com os signaes se-
    guintes : preto e cAr de cafe por baixo da
    cabeja, p^s e peito, peilo lustroso, fino e
    comprido, orelbas muito grandes, e muito
    manso, e acodo pelo nome de Millord;
    quem o encontrar ou o liver recolhido, teri
    a bondade de o mandar ao caes do Cspiba-
    ride (ponte velba) casa eotre ns. 6 e 8, onde
    sera" g.-atificado.________________________
    Precisa-se de uma urna de altar com duas
    banqnetaa : a tratar na rua do Hospicio n. iO.
    Precisa se de uma ama para comprar, co~-
    zinhar e mais algum servico de casa de pouca
    familia : a tratar na travetsa do Qoeimado n. 9.
    Fugio no dia 5 de agosto do corrente anno
    da casa de sua senbora, moradora na rua de Joao
    Fernandes Vieira, antiga rua de Mathias Ferrei-
    re, a soa escrava Luiza, de idade de 18 annos,
    crioula, com os signaes seguintes : cor preta,
    baixa, gorda, tern os peitos grandes, os pes apa-
    lhetados, poucas marcas de bexigas, feianchooa,
    lem os dentes alvos, levou vestido de eliiu nova,
    escura e de listrae, chales de merino amarello
    velho, e uma trouxa com roupa, na cabeca ;
    conduzio comsigo uma crioulinba forra, idade de
    ii anaos, de nome Felismina, e bem conhecida
    nesta cidade : quem as pegar, lev-as a casa de
    sna senhora e tutora da menor em a dita casa,
    qne sera gratiflcado, ou no Recife em o escripto-
    rio dos Srs. Leal & Irmao.
    Olinda, 6 de agosto de 1874.
    Joaquma Herculana de Gusmao Seve.
    No armazem a rua de Santa Rita d. 37, com
    pra-se trapes enxutos, cobre velho, ferro velbo
    batido cssos, ehifres e unhas de boi.
    CRIADO.
    Aluga-se um moleque para criado, bom
    copeiro: a tratar na rna i. de Marco, loja
    n. 18.
    Criado.
    Aluga-se um criado, forro, apto para to-
    do servigo : a tratar no Pateo do Carno n.
    18.
    - frecisa-se de uma ama que seja boa cozi-
    fceira : na rua do Crespo n. 7;
    iiaga-se o sobrado de um andar e sutao n.
    >7. 4 iaa de Lomas Valentinas, a o andar terreo
    eawt a. 41 a ma do Rangel, proprio para qnal-
    ejuer estabelecimento : a eutender-e se 2* andar
    da ultima casa.
    LHFfflA.
    A" soofedade dos talhadores.
    Quem te mandou matar boi, agora sof-
    fre.... para nao seres tao atrevida em com-
    petir com os Srs. mercliantes.
    Atteneao
    Pede te ao Sr. subdelegado da freguezia do Re-
    cife, que lance suas vistas para a casa (loja) da rua
    da Senzala-velha n. 10, visto que la mora uma
    negra de nome Carolina, captiva, e que sempre
    anda arribada, nao sabendo quem e o senhorio,
    visto que mora na Torre, e o que diz ella, visto
    ser esta negra muito malcriada e ajunla muitos
    negros, qne carregam assucar, em casa, que as
    visinhancas n5o podem ouvir as palavradas; isto
    e porque o rani digno Sr. inspector Santo9 Neves
    ainda Mo vio e nem soube nada a talrespeito
    pedimos que acabe com este callugi.
    Os moradores da ma,
    S. CARLOS
    Vt-ude-se ou arrenda-se o engenho S. Carlos, em
    Ipoiuca, moente e corrente, com todas as obras
    em perfeito estado de conservacao, e muito bom
    d'agua : a tratar na travessa da rua Duque de Ca-
    xias n. 3, 1" audar, com Gabriel Antonio de Castro
    Quintals.____________^________________
    Sitio da cstrada de Joao de
    BarroM on protests.
    Francisco Lucio Coelho tendo lido o annuncio
    iiublicido no Diana e Jornal do Recife, sob a as-
    signalura do Sr. Jeronymo Gomes da Fonceca,
    com at epigraphes supra, tern apenas a declarar,
    que taes annuncioa nunca deram nem tiraraoa di;
    reito a quem quer que seja, e por eonseguinte so
    pefos meios judiciaes cada um devera allegar,
    provar e obter o mesmo direito que por venjura
    possa ter. E. R. M. e custas. Recife, 10 de
    agosto de 1874.__________________________
    Ha para alugarum bom sitio na Boa- Viagem:
    trata-se na Capunga, rna da Ventura n. 21, ou
    na rua Nova n. 43.
    I

    i
    Bougie perfeclionnee
    do Trone
    Ou a vela patente perforada
    Devia ser usada por todos
    Um experimento basta para provn
    que para
    Limpeza, augmento de luz economia e
    apparencia elegante
    excede muito qualquer cousa desta sorte
    que ate hoje se apresentou
    ao publico,
    Os tres canaes na vela servem para : rtfl
    1.* evitar que o pavio derrete mais stea- \
    rina que consuma.
    2* impossibilitar o gotejar.
    3." salvar vestidos, tapetes, mobilias e
    candieircs de serem estragados.
    4. evitar fumaca qae costumam fazer
    quasi todas as outras velas e por cen-
    seque.icia,
    5.* augmentar a brilbantez da chamma.
    6.* contrabalangar a influencia de cor-
    rentes de ares em recebendo em seme-
    Ibantes casos a slearina superabundant-
    mente dissolvida e nao consumida.
    7." regular o processo da queimadura
    de maneira que a stearina iateira liaue
    consumida complelamente, por^m pra-
    ticalmente.
    Sirva-se comparar e julgar.
    tJnico deposito em Pernambuco, no ar-
    mazem do Campos, a rua do Imperador
    n,28.
    Modista.
    A ex-modista da Chapelarie des Dames, parti-
    cipa ao respeitavel publico e com especialidade
    as Exmas Sras. que ja conhecem o sou taabalho,
    que se acha trabalhando em sua casa a rua do
    Barao da Victoria n. 23, primeiro andar, onde es-
    pera a proteccao das mesmas Sras. promettendo
    bom gosto em vestidos, chapeos e costumes para
    meninos.
    i
    !
    Alugamse duas casas terreas ns. 13 e 15
    na cdade de Olinda : na rua do Paco Castelhano
    AMA
    dor n. 35.
    Precisa se de uma ama para com-
    prar e cozinhar para casa de pouca
    familia : a tratar na rua do Impera-
    EMADEBXACAO
    E
    DE
    Miranda & Irnlo
    IN. 37Rua Duyuede Caxias -N. 37
    Neste estabelecimento encaderna-se
    com toda presteza, nitidez a perfeicao,
    desde o mais simples at6 os mais pri-
    morosos trabalhos de setime e velludo.
    Pauta-se e risca-se papel para livros
    \ ein branco, tan to para o commercio, como
    ) para reparticCes publicas, numera-se, li-
    vros, executase tudo quanto erelativo a
    gamniographia.
    Miranda & Irmao, munidos de boas
    machioas, bons artistas e exoellentes ma-
    teriaes, julgam-se habihtados para servir
    satisfactoriamente as pessoas que quize-
    rem trabalhos tao perfeitos como os que
    vera do estrangeiro.
    Desmentido
    Eu abaixo assignado, declaro que illudido a
    pedido de outras pessoas, fls o protesto contra An-
    tonio Jos6 Vieira, que sahio nos Diarios de 5 e 6
    do corrente, o que declaro ser falso o que nos
    mesmos. disse.
    Recife, 10 de agosto de 1874.
    Manoel Alves de S. Maia.
    - Caldas Santos j& C. previnem ao respeitavel
    publico que desde o dia 30 de maio do corrente
    anao deixou de ser seu caixeiro de cobranca o
    Sr. Thomaz de Pinho Bcrges, tendo sido subsMui
    do o lugar por outro. Recife, 10 de agosto de
    1874.
    Feilor.
    Precisa-se de um feitor que tenha pratiea para
    um sitio fora da cidade : a tratar na rua do Ran-
    ge! n. 37. __________
    0 Sr capitao Manoel de Carvalbo Paes de
    Andrade Gouvim, tenha a bondade de apparecer
    na rua do Barao da Victoria, armazem de mob. lia
    a. 67.
    Precisa-se de um pequeno de lo a 12
    afloos, Uvre ou escravo, para servico domes-
    tic, paga-se bem ; a trat&r na rua Duque de
    Caxias: n. 97, loja da Verdade.
    Casas
    Aluga-se em Fora de Portas^na rua do Pilar,
    a casa n. 95, e rua do Pharol n. 34 : a tratar aa
    rua da Cadeia n. 3, no Recife.
    No dia 21 dejulho do corrente anno desap-
    parecea do engenho Merere o escravo Victor, per-
    tencente ao abaixo assignado, tendo os signaes se-
    guintes : raulato alaranjado, baixo, olbos brancos,
    cabellos crespos e finos, feicdes miudas, algcns
    pannos pretos no rosto, orelhas pequenas e finas,
    nm talho fresco na costa da m5o esquerda, pouea
    barba e ja pintando. No dia 28 do mesmo me;: e
    anno ignalmente desappareceu do mesmo engeaho
    a escrava Severina, tendo os seguinlei signaes '.
    preta fula, baixa, corpoleata, ar tristonho e carran-
    eudo, beicos finos, cabellog carapinhos, algumas
    eosturas de relho nas cos tas; esta escrava foi com-
    prada pa cidade do Recife, e lia susneitas qae se-
    Suiopara alii : roga'se as autoridades e capitaes
    e eampo que se dignem apprebende-los e leva-los
    ao Sr. Antonio Francisco aos Santos, a rua do Ca-
    buga, on ap sobredito engenho Merere, qne te dara
    aos segaados generosa gratificacjto.
    Ben'o Jose Ferreira Rabeilo.
    Sitio mi estrada de Joao de
    Barros n 15
    c abaixo assignado tendo lido am annaacio do
    Sr. Francisco Lucio Coelho, tem apenas a respen-
    der-Ibe que a sen tempo serf deferido. Recife, 11
    de agosto de 1874.
    Jeronymo Gomes da Fenceca.
    Aluga-se
    o sobrado de dous andares e loja, sito & rua da
    Aaron n. 19, tendo agua, gu, estnb.iria, cocheira
    e cwinha : a Iralar n tnes-ma rua n. 81, segundo
    andar.
    Acs [iciiiiius
    A NOVa ESt'fcW)K'.A. a rua [)uqn de. Otias
    o. 03, ai>b:i tie nerbrr '''mi '-.(11016111- 4e li-
    Mas I.-1 r11-ca~ i|iitj falisiD. i\tf iihiii m" p rli'iia u ;
    lauibem asiem muuas e surdas ou surdas aiudas
    venham ver se nito 4 terdaie.

    mimm i mum m nmvn proitenientes di impureza oo
    PELO
    24-Roa do Narquez de Oliada -Vi
    Fsquina do beeco I.ar;o
    Participa a seus freguezes e amigos que mudon
    o ten estabelecimento de relojoeiro para a mesma
    rua n. 24, onde encontrarao um grande sortimento
    de relogios de parede, americanos, e cima de me-
    sa, dos melhores gostos e qnalidades, relogios dc
    algibeira, de todas as qualidades, patente suisso,
    de ouro e prata donrada, foleado (plaqnet), relo-
    gios de onro, inglez, descuberto, dos melhores
    fabricantes, cadeia de ouro, plaquet e prata, lunetas
    detod?s as qnalidades, tudo por precos muito ba-
    ratos.
    LOJA DO PASSO
    DE
    Cordciro Simoes & C.
    Acabam do receber pelo vapor ilendoza :
    Riquissimos cortes de gorgarao de seda lisos e
    com listras achamalotadas.
    Ditos de linbo para vestidos, contendo cada cor-
    te, o necesario para seu enfeite, como seja :
    franjas, trancas, bot5es, fivellas, etc.
    Riquissimos chapeos para senhora, ultima moda
    rua Primeiro de Marco n. 7 A.
    Bods pianos.
    Cbegados de novo.
    Vendc-se.
    Troca-se.
    E alaga-se.
    No armazem do vapor francez, a rna do Barao
    da Victoria, outr'ora Nova n. 7.
    MOBILIAS
    de viuie e de faia.
    Vende-se muito em conta ; cadeiras avulsas, de
    balanco, de bra cos e de dobrar : no armazem do
    vapor francez, a rua do Barao da Victoria, outr'o-
    ra Nova n. 7.
    Perfumarias.
    Finos extractos, banhas, oleos, opiata e pos den-
    trilice, agua de flor de laranja, agua de toilete,
    divina, florida, lavande, pos de arroz, saUonetes,
    crosmetieos, mnito's artigo delicados era perfnma-
    ria para presentes em frascos de extractos, caixi-
    nhas sortidas e garrafas de differentes tamanhos
    d'agua de Cologne, tudo de primeira qualidade
    dos bem conhecidos fabricantes Piver e Coudray,
    No armazem do Vapor Francez, a rua do Barao
    da Victoria, outr'ora Nova n. 7.
    Quinquilharias.
    Artigos de differeates goslos e
    phantazias.
    Espelhos, leques, luvas, joias d'ouro, tesourinbas,
    canivetes, caixinbas de costura, albuns, quadros,
    e caixinhas para retratos, bolsinbas de velludo,
    dita de couro, e cestinbas para bragos de meninas,
    chicotes, bengalas, eculo, pencinez, ponteiras para
    charutos e cigarros, escovas, pentes. carteirinha de
    madreperola, tapete para lanternas, malas, bolsas
    de viagens, venesianas para janellas, esterioco-
    pos, lanternas magicas.cosmoramas, jogos da gloria,
    de damas, de bagatella, quadros com paisagens
    globos de papel para illuminacoes, machinas de
    fazer cafe, espanadores de palhas, realejos de veio,
    accordaos, carrinhos, e bercos para criancas, e
    outras muitas quinquilharias.
    Brinquedos para meninos.
    A maior variedade que se pode desejar de to
    dos os brinquedos fabricados em differntes partes
    da Europa, para entretimentos das criancas, tudo
    a precos mais resnmidos que 6 possivel : no ar-
    mazem do Vapor Francez, rua do Barao da Vic-
    toria outr'ora Nova n. 7.
    Caicado francez
    A 98
    Botinas para homem
    Acabam de chegar grandes jacluras de botina:
    de bezerro, de cordavao, de pelica. de duraqu6
    com biqueira, de bezerro com botoes, e com il ho-
    ses a 9(91000 (a escolher) por ter vindo grande
    quantidade por conta e ordem dos fabricantes;
    ao armazem do Vapor Francez, a rua do Bario de
    Victoria (outr'ora Nova) n. 7.
    Para senhora.
    BOTINAS pretas, brancas e de cores, diflerentei
    lisas, enteitadas e bordadas.
    SAPATINHOS de phanUsia com salto, brancos,
    pretos e de cfires differentes, bordados,
    SAPATOS de tapetes, chariot, castor e de tranoa.
    Para raenlna*.
    BOTINAS pretas, brancas e de cflres differentes,
    lisas, enfeitadas e bordadas.
    ABOTINADOS de diversas qnalidades.
    SAPATOS de tranca portugnezes.
    Para meninos.
    BOTINAS de bezerro, lustre e de cordavao,
    ABOTINADOS e sapatoes, de bezerro, de deversas
    qualidade?.
    SAPATOS de tranga.
    Botas de montaria.
    Botas a Napoleao e a Guilherme, perMBt-.
    meias perneiras para bomens, e meias perneira
    para meninos.
    No armazem do Vapor Francez, a rna do Barao
    da Victoria n. 7.
    Na rua velha de Santa Rita n. 57, precisa-s"
    alngar uma preta para vender com taboleiro.
    I. andar
    Aloga-se o primeiro andar da rna do Padre FJo-
    riano : a tratar na rna do Rosario n. 2i. loja de
    calcado.
    Precisa-se de uma ama que enfcnda de cos
    turas, e com capacidade para tomar conu de uma
    casa de homem soltelro : a tratar na rna do Pa-
    dre Floriano n. 69, andar-. '
    -? Para casa de homem solteiro precisa-se de
    uma ama qne saiba bem cozinbar e comprar : a
    tratar na rna do Padre Floriano n. 69 i- andar.
    Escrava
    Precisa-ie alugar nma ama escrava para coat-
    Visconde de Oeyanna n. i>9.
    ARROBEDEPUR.VTIVO DES LSAPAR" ILHA, CA-
    ROB\ E VKLA.ME
    I'KKiM HAIIJ roll
    BARTKOLOMEU & C.
    Pliarmacenticos da custa rel clc H II. P. El alci le Pertuga
    Premiadoscm diversas txposifues com o premio de sua clasne.
    A saude e um bem inapreciavel, cuja importancia e valor id estd restrvado ao enfer-
    mo avalial-o. E' incontestavel quo o homem neste mundo e constantemenle, e por todos
    os lados atacado por uma infmidade de agentes morbidos, que todos tendem, dadas trer-
    'tas o determinadas circumstrancias, a nlterar o regular exercicio das fnnccdes organica?,
    resultando desse desiquilibrio o quo se dcouminamolestia.
    A molestia nao e mais do quo a desvirtuai;So d< do as investigates e experieucias dos mais abalisadcs meslres da sciencia, ptla deprafa-
    ;8o dos bumores geraes, consequencia tla accio maligna desses mesmos agentes morbi-
    dos inlroduzjdos no organismo pelo acto da rcspirarao, pela \ia digestiva, peloij ntacto
    immediato, (tc.
    A sypbilis infulizmente tem sido a partilha da bumani lad-, e como 6 f6ra de duTi-
    da que esse terrivel Proleo da mediuina e uma molestia bcreditaria, ella tem sido obser-
    vada em todas as ideas, e debaixo de todas as suas formas tao vari.idas, enfraqueceado
    preciosas.
    Eliminar da economia e=ses prinripivjs deleterios, e purifir.cr a massa geral dos bo-
    mores tem sido desde tempo immemorial o fim constante da medicina, e os depurauvos
    figuram em primeiro lugar para preencher esse desiderate
    E' de preferencia no reino vegetal que a sciencia aconselha que devemos procurar as
    substancias proprias e depurar o organismo, eliminando os principles novigos a sairnj
    pelo augmento das secrecOes naturaes ; e que possam ao mesmo tempo neutralisar a vdeu
    syphilitico, ainda quando este virus ja" tem feito eruprio no exterior debaixo de suas mul-
    tiplicadas formss. Os grandes e incomparaveis depurativeis vegetae* conseguem
    muitas yezes prevenir os estragos da sypmlis, quando por ventura se acha ella ain-
    da no estado de incuharao; isto e, sem se ter nunifestado sob formas extcrnas; lx-ne-
    ficioincomparavel, tanto mais porque neste estado os individuos igooram oompletameo-
    te se estSo contaminados por esse terrivel inimigo.
    Felizmente para nos o recurso prompto e sem igual para cotnbater \iruslflodelete-
    rio encontramos em abundancia em nosso uberrimo solo, nessa riquez< invjavel de es-
    pecies de vegetaes, muitos dos quaes ainda tao pouco ^ouhecidos e es.u lados com pejar
    o dizemos.
    Nos mereceu a preferenc'a na grande variedade de platiti de dep ralivos que pos-
    suimos, as tres plantas bem conhecidas no no:So paia ;a CarobaJacaranda p^txm
    de Sprengel, da familia das Bigoniceas; o Velame crolon campeslrc, deS l. Hit; da t-
    milia das Euphorbiaceas;e a Salsaparrilha -Smilax syphililica dc Runtle, da familia
    das Asparagineas.
    Extrahindo s6mente destes tres importante vegetaes os principios BMdkMBflBtOMI
    pelos processos mais aperfei^oad s da sciencia moderna, conseguimos rcunil-cs em um
    comptstoagradavei e de facil applicacao, cujas propriedades para acura da gramie s^rie
    das moiestias sypbiliticas e todas as que proveem da impureza dosangie, nossos estudos
    o repetidas experiencias nos convenceram serem incomparaveis, as que se tem obtido
    com emprego, nas differentes formulas conhecidas, dos principios de cada um naquelks
    vegetaes de per si. Nao precisamos d^screver tao importantes plantas, faset aoawecidas
    suas virtudes; ellas e seus bons effeitos m'.dicamenlosos ji sao bem conhecidos, qutr u.i
    nosso paiz, quer na Europa, onde abalisa los bolatiicos e distinetoi medic is se teem del-
    las occupado, e mesmo estes experimentado com optimos rtsultados no tratarcento d
    muitos pedeciment^s.
    0 nosso Arrobe depurativo de Salsaparrilha, Caroba e Velame tem um sabor
    agradavel, a sua ac^ao esuave o benigna e de nenhuma forma pfoduz mi Icstias me! -
    camentosss, como acontece geralmente a todos os compostrs cm tjue entrain Mtbstaa -c
    mineraes como mercurio, o iodureto de potassio, elc, :ujo uso prott Ogado e sempr;
    para receiar, princip^lmente por que trazem grande altorarAo do aangue, resultando de=tt'.
    estado muitas vezes hydropisias, quasi sempre funestas.
    Sendo as moiestias, como acima dissemos, devid^s as alkra^oes dos bumores, o Ar-
    robe Deputativo de Salsaparrilha Caroba e Velame pode ser omprt gado MOUjosarr.enti
    na syphilis, trisypelas, rheumalismo, bdbas, gdta, dores sciaticas, ulceras (hniiiras.
    gonorrheas chronicas, moiestias da pelle, etc., e em geral em todas as mole=tiss em
    que se tenha em vista a purificacSo do systems sanguineo ; pois que nos.as con-lanti
    experiencias tem feito vcr, qne elle ti indispensavel nos casos gravissinvs para mil
    os soffrimentos e prolongar a existencia, e nos menos graves a cura e a couscquLi.
    seu uso convenientemente prolongado.
    Assim, pois, nutrimos a convicc,ao de que o uso do nosso novo preparado jnst' 'fit
    cabalmente as nossas assevera(;6esf porque sendo mtdic.mcn'o parameote de pnr. .
    vegetaes, nossas experiencias ate hoje t;ra confirmado sua util.dade.
    DEPOSITO CERAL
    34.Rua Larga do Rosario.34
    PERNAMBUCO.
    ODILON DUARTE
    Hi v, ;.
    I r;...
    Premiados na exposicao de 1872
    RUA
    DA
    LdPEMTRlZ
    N. 82
    [1/ ANDAR.]

    RUA
    DA
    [MPDLA1
    N. il>2
    i. AUDAA.
    Acabam de reformar o seu estabelecimento, colkmndo-o bm melhtrt
    dic?des possiveis de bem servir ao publico desta illustre capita!, e a*s Exmas. Sr?.s. :."-
    quillo que for tendente a" arte de cabelleireiro.
    Fazem-se cabelleiras tanto para bomens como para senhoras, tupete, t!.v
    coques modernissimos, trangas, cachepeign, tecidos, deserihcs tm cabellos, quat'r
    mulares, flores, bouquets e todo e qualquer trabalho imaginavel em cabello.
    0 estabelecimento acha-se provido do que ha de melhor nos mcrcados estr.i::-
    geiros, recebe directamente por todos os vapores da Europa, as suas encommendas e fip-:-
    rinos de modas, e por isso pode vender 20 / menos que outro qualquer, garantu i i
    perfeicao no trabalho, agrado, sinceridade e preco razoavel.
    Penteam senhoras.t^anto no estabelecimento como fora ; vende-se cabellos
    porcSo e a retalho e todos os utensilios pertencentes a" arte de cabelleireiro.
    1S5ENCIA CONCENTRADA
    UK
    ARISTIDE SA1SSET E. J. S6DM
    Tratamento puramente vegetal verdadeiro purificador do sangue. sem mercurio.
    A Egtencia de Caroba 6 um remedio boje reconhecido como um poderoso depura-
    tivo e especial para cura de todas as moiestias qne teem a sna origera na impureza do sang: \
    como sejam : as moiestias Stphiliticas, Bocbaticas e Escrofclosas, Rrecmatisho, Empi5Ger$, Pab-
    tbos, Ulcebas, EbupcSes, etc. etc
    Os prodigiosos effeitos qne tem produtido a Eaaenria de Carebo, por toda pax:
    onde ella tem sido apropriadamente experimentada, a tem feito adoptar como um dot medicamen-
    ts' mais segnros e mais energicos para a cura de todas as moiestias de natureza syt hiliti-a
    boubatiea.
    A cada fraseo acompanba uma instruc^ao para a maneira de nsar.
    Pomatla afili-darlrosa
    Contra as affecsdes cntaneas, darthros, comichdes, el&, etc-~
    Inguealo de Caroba
    Para cura das boubas, ulceras, chagas antigas, etc., etc.
    rjNICAMENTE PREPARADO POR
    ROUQUAYBOL IRHAUS. SUGGESSORES
    j, Bofiea Fpaeceu
    22 Rua do Bom Jesus 22
    ( ANTIGA RUA DA CRUZ )
    .



    6
    *&ii7io lio-fT&aarrroucn -%rarta 4eira H-de :*gostc de WH
    LICOR DOS fflONGES BENEDICTIHOS DA ABBADIA DE FECAMP -
    I'slc ceU'hre licor tao
    r.iviieciaclo do pu!)lico
    ao ponto de rc eucon-
    tvar hojc cm tod as as
    Mas mesas, tanto no
    Resfauranlc como no
    ianlar doinestieo; nos
    gi'andes lioleis como nos
    sa'oes dos priniipes, por
    ksso- e elle tamben o ob-
    jccto de numerosas imi-
    taro'es, euja niaior parte
    de falsa provcnencia.
    Como termo final de
    garantir aos consomma-
    dores cuidadozos urn
    producto puro, exquisito
    e essencialmente hygi6-
    nico, contra estas lalsi-
    ficacoes detcstaveis de
    man gosto e nocivo, A
    saude, damos retro o
    modelo da garaffa e mais
    acima o dos sellos e le-
    treiros que envolvem o
    verdadtiro licdr benedic-
    tino.
    OBSERVACAO IfflPORTANTE.
    llecnuimendamos particularmcnle ao publico cm geral, o exi-
    gir o letreiro acima, i/ui e scmpre poslo no {undo das garaffas
    tlesde o \' de Onttibro dc 1872 que tern a assignalura de
    A. LEGRAIN'D aine. director geral.
    N. B. Cti tempos de epidemia o CESEDICTIIVO e urn preservative)
    certo; ui 1 grande nnmero de celebridades medicas tcm dado 6
    certificate o bem formal.
    Ereposito }:crnl: A. LEGRAND nine, cm Ftcamp (Franca).
    Ucposito geral em Pernambuco, A. REGORD.
    PARIS
    PARIS
    faou.

    EE^T^
    /)C/ CONSTfPAgOES e MOLESTIAS do PEITO
    IAR0PE miPHr BRIANT
    PARIS, Pharmacia BRIANT, 150, rua de Rivoli, PARIS.
    As Celebridades medicas de Paris recommcnduo ha mais de J0 annos o XAROPE
    BRIANT como o medicamento peitoral o gosto mais agradavel e a efficacia maiscerta.
    D pfsilo phi Pcrnambvco, A REGORD.
    CARVAO MLLOC
    PIWVADO PEL* ACADEMIA ItfiAUL DE MEDICINA
    em 27 dexembro de -1819
    E'sobrctudo as suas propriedades eminentemente absorventes,
    que o Carrao de Belioc deve a sua grande efficacia. Recom-
    menda-se-o especialemente contra as affeccOes seguintcs ;
    GASTRALGIAS
    DYSPEPSIA
    PYROSIS
    AHA
    DIGESTfiES DIFFICEIS
    DO RES DE'ESTOMAGO
    CONSTIPACXO
    CO lie A 5
    DIARRHEA
    DYSSENTERIA
    CHOLERINA
    M0DO DE EMPREGO. 0 Ck*o de Belloe (Ckarkoi aY Belloc)
    toma-se antes oiv'depois de cada comida, sob forma de tS ou de
    Pastilkas. Gcralmente o bem estar senle-se logo depois das pri-
    meiras doses. Uma informacao entensa acompanha cada vidro
    de p6 e cada caixa de pastiihas.
    Dposito em Paris, L. FtERE, lf>, rue Jacob.
    L'nico oeposito na phnrmacia de P. Maurer & I
    tfarao da Victoria n. 25.
    I
    PARIS


    I
    PARIS
    0 Sfir Guyot chegou a iiral to alcatrao a
    sua acrimonia e o seu amnrgor insupportaveis,
    o que o torna mais soluvel. Aproreilando essa
    feliz- descoberla, elle prepara urn lic6r con-
    cenlrado de alcatrao, o qua), sob um pequeno
    volume, cenlem uma grande proporcao de
    principios activos.
    0 AlcatrAo de Guyot (Goudron do
    Guyot) possue por conscqucncia todns as van-
    (agens da agua de alcatrao ordinaria, sera tcr
    os inconveuientes. Basta dcitar d'clle uma
    collier de cafe i.'um copo d'agua para obter
    logo um copo de excellenle agua de alcatrio
    sem gosto desagradavel. Cada qual pode
    d'essa mancira prcparar a sua agua de al-
    catrio quando dVila precisa, o que offeree*-
    ecfinomia de tempo, facilidade de transporle
    e evita o manejo tSo desagradavel do alcatrio.
    0 Alfoirlo Tantagcm muitas lisanas mais ou mcuos
    inertes, nos casos dc defluxos, bronchitis,
    tosses, catarrhes.
    0 aleairAo de Co jot e empregado com o niaior exito nas molestias seguinte:.:
    EM BEB1DA. t'a colker de cafe para um copo d'agua ou dvas cothercs de
    $0} a para uma gam fa :
    BROHCHtrCS
    CATARRHO DE BEXICA
    DEFLUXOS
    TOSSE PERNITA2
    IRRITACio DE PEITO
    TOSSE CONVULSA
    EM FOMEHTAfOES. Licdr puro ou com umpouco d'agua:
    affeccGes da pelle
    I COMICHdES
    MOLESTIAS DO CO0RO CABELLUOO
    mmnM>
    EH INJECCOES. Vma parte de licdr eipjatrc do fjuatmameimimttemi
    FLUXOS ANTICCS OU RCENTES
    CATARRHO DA BCXIGA
    ^d.l ,
    0 Alcatrfto de Guyot foi experhr.enlado com um verdadeiro exito no*
    pr'mcipaes hospitaes de Franca, da Dehjiea e da Esjianha. Foi reconhecido
    que, para os tempos de color, elle constitue a bebida a mais hygienica, e to-
    bretudo durante os tempos de epidemia. Uma intruccuo accompanha cada vidro.
    Depoaito geral en*, cau, L. FSERK, '.'.). me Jaro)>
    l!*nii;uo. Fcrrrlra et C".
    Rio Janeiro, DoponeHellet Cheiolot.
    PBMiAaBi'CO, P. Mcnrer et C".
    Ha111a, IIos-.' et *-''-.
    Odro-Preto, Candldo Wellersoa
    I'ki.ut*s, Antelro Leivas.
    SIjcmo. l-'aleo Dian
    I'onii) ALrcr.r, Frnti-l-o Jme Bella.

    IXl'OSigAO UNIVERSAL DE 1855
    MEDALHA DE I.' CLASSE
    AL. LABARRAQUE & C
    1 \ -"Si
    cic ra'
    APPP.OVADO PELA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARIS
    <> ^m?isi!iB.B S.n!>ri'n*3iic eum vinh oemraen-
    tcmenle tonico e ebrifugo, destinado ;'i substituir todos
    os outros preparados de quina.
    (is vinhos (!< quina ordinariamente empregados em
    medicina, sao preparados coin cascas de quina, euja
    i pjeza de elementos activos e extremameate variavel;
    accrcsce ainda que em razao d'essetnodo de praparacao,
    estes vinhos conUhn apenas algans vesligios dim ele-
    tncnlos aclivos.
    demia imperial de medicina, constitue pelo contrario
    um medicamento de composicao determinada, rico dc
    elementos aclivos cum o qua! podcin sempre contar
    os medicos e os enfermos.
    Podc-se dizer hoje como uma vcrdade ineonteslavel
    que nau ha hndisposicao eontinua sem principio febril
    do qual, quern solTre, nao tem conhecimenlo algumas
    vezes, mas qne uem porisso deixa do existir. Por. isso
    as pessoas Gralcas e debilitadas, quer por divcrsas causas
    de esgotamento, quer por consequencia dc molcstia, os
    adullos cancados por um crescimento rapido dc mais,
    as raparigasqiie (cni dil'ficuldadc em se formarcdesen-
    viihcr, eslao .sempre submettidos a uma accao febril
    eontinua. E a'estes casos quo o Quimum Labarraque
    pode ser administrado com a certeza d'um exito com-
    pleto. *Nas convalescencias, oQuirmem eo tonico por
    excellencia : junto com as Pilulas de Vailcl, produz
    efloitos maravilhosos.
    Nos casos dc chlorosis, anemia, e c6res pallidas, elle
    e um poderoso auxiliar dos ferruginosos. Junto por
    exemplo com as pilulas dc Yallet produz effcitos nota-
    vcis pela rapidcz de sua accao.
    Aconselhci o uso de Quinium Labarraque a um grande numero de
    doentes, lanlo na minha casa de saiide como na minha clinica externa.
    vComo trato especialmentc as affeccOes cancerosas, procurei por muito
    tempo um tonico poderoso. Tcndo-o encontrado no Quinium, o qual
    considero como o re^taulador por exceltencia das constituicoes exliaustas.
    c D' Cabaret o
    f
    A Snr.' A... de Bourbon, com vinte e oito annos de idade, tuiha febre
    sub diflereniea Ijpus, In duzoito mexes. Ella tomara uma enorme quan-
    tidade de solphato de quinino, de manelra que seu estomago nao podia
    mais tolcral-o, raesmo inisturado coin opio. 0 estomago achava-sc de taj
    sorle l.iligado que nein niesmo podia supportar o sulphalo dc forro; este
    s.il pmvoiava-Ilie colicas e uma excessiva repugnancia. Koi nVssas con-
    dicfl is quo receitci o vinho de Quinium, euja apparicJio era recente. Estaiido
    pouco familiarisado com seus efieilos, grande foi minha surpreza ao ver
    com quo proinplidao, elle fizera desappareeer a febre da Snr.' A..., que
    ha dous annos nao tem lido, a nieiior recauida.
    0 Snr It..., de trinta e dous anuos de idade, proprielario-cultivadoP
    em Ygrande, leve durante os veroes precedentes alguns accessos de febre
    que cederfio com o uso do suilato dc quinino. Xo mez de Agosto de 1859,
    foi de novo alacado pela mesma febre ; mas, d'esta vez, o sulfato de qui-
    nino nao produzioo resultado aiustuina.Io. Oceasionava-llie grandes ddres
    dc estomago, e, em seguida, uma repugnancia inveneivel. A febre aug-
    nienlava de intensidade. Apparecerao o lastio, grande fraqueza e tristeza
    com o pensainento que elle succumbiria, visto que nao podia loinar nem
    supporlar o unico remedio capaz de o curar. Receilei-lhe quatro calices
    dc vinho de Quinium por dia... A febre desappareceo; o doente recu-
    pcrou de novo o appetite, o soinno c a.alegria, e so faz uso do vinho, dimi-
    nuindo as doses de dia em dia.
    A Snr.' P... de vinte e seis annos de idade, eslava devorada por uma
    febre, haviao cincu aunos. Apezar da sua inocidade, aprescntava o aspecto
    da velhicc : pelle c6r de terra, olhos cmbacados, etc.* Desde seu casa-
    mento que datava de seis annos, residia n'uma casa bem siluada na appa-
    rencia, sobre uma collina, achando-se entrelanto no alto do tanque de
    Meillers. Ora a metade d'esse Unique esUi secca durante o verao.
    Rcceitei-ihi' o vinho de Quinium por doses de quatro calices por dia.
    Passados manse dias, o marido veio dar-nie parte de grande melhora do
    estado de sua mullier. A febre desapparecera completamcnte, a pelle
    tornara-se alva o appetite e o sonino voltarao; mas e tal o medo que tem
    de recahir doente, que ella reclamou-me ainda uma garrafa de vinho de
    Quinium.
    D' Recxailt.
    Ha alguns annos que tralo os doentes da fabrica de Mazeline et C-
    receitei sempre com exito constante o vinho de Quinium Labarraque como
    febnfugo fc tonico em todos os casos que os operarios (em numero de 800
    a 1,000) achavao-se enfraquecidos pelos miasmas paludosos que exhalao
    os terrenos do t Eure. *
    0 S'. Mazeline mesmo, achando-se em estado dc magreza assaz grave
    por causa do excesso de trabalho, n'uma localidade onde as febres s3o
    frequentes, foi regenerado'pelo vinho de Quinium tornado em dose de um
    cahce pela manha e a noite, recuperando desta sorte sua perfeila saude
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    D' Bellstus.
    Deposito em Paris na casa, L. FRERE, 19, rua Jacob
    Na pharmacia de P. Maurer & C. rua do Barao da Victoria n. 25.
    Aamlnbt.-irl.. ..iz, J2, boolevard Montmrrre.
    CRMDE-GRIL .. ir.^jje, lymphtthu, oen,!.
    at vlan ulgestiv. -rruccCeB do flgado e do ba.;o, 1
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    HAUTEB"-
    I C0acrc90t
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    ..7. .. u* i, reiin, i
    -. gt, dlibata,, albanlnor:..
    9oi dos ilai d bexlga, arena, I
    ". (P)ta, diabetn, alboiiinaria
    JIJTTE ha CAPSDXA
    As Foni>;> : Vlriiy, acima noneadaa, achlo-s
    [M*Em"t H"$>"01 U,,UI' .""1
    M ijt.
    | AatalnlslracAo: TAHIZ, ia, boTlerar^ontaume^
    r JafSKlKS^-^SS?*^ y*P>Uei, doenea,
    ni!Ji g^ ob,trnc50 do Bgado e do baeo,
    obstruccOes vliceraea, concrecOu calculoaas da blli.
    ,5Ii7 Hl^aA**C^? dai TlM 4'eeBUTM, lncom- |
    ^t... dSes. se,,,diflicii' .
    ctLES.TI11!- -AffeccOeaaa. rtoe, 4, kbxig- m concreirO-s das Ottrtos,ota, diabetes/ albailaBrtaTf
    KIBTtRIVE AflBCfflei dos rins, da bexlga arelaa
    concrcjOss its Wrloas, gota, d.'abelw, alba '
    EX1GA-SE
    o HOME da FUEUTE ifa CAPSULA
    DE LE BEUF
    DESINFECTANTE, ANTI-MIASMATICO, CICATRIZANDO AS CHAGAS.
    Adoptado pelos hospiUes de arU e aeloi da Marlnha mllitar fraaeera.
    Esse excellante tonico possue uma efficacia yerdadeiramente maraVilhosa nos ulcerat aanqre- ,
    nosas e escrofulotat, not cqneros uicentiosfWamrax, naotorrhea purulenta, na ozena, no J
    crup, fendas pelas armas de fooo, enfermidddetdoutero, etc., etc. J
    r?ieIa"?iSrM,,i? '*.!"' ?"*; ,."" thnmaeos, lojoej, iajecjoos, sargarismos. f
    Como dentifricio ordinano (ima eolnetada aB de ehr a'arf quartS de copo o'agaS) tmuito espfr'
    purlfiear o bei., aaoar as r*a(iraa doeatc. tornar trrmea
    cialmente effloaz para
    denies escamadot.
    At Peates de Tl*y, acima nomeadas, achac-ae .-
    Eff. Pmamluco, HaRISHtNDT LABIILE, rua
    irclo. l '
    ' 0 seu oso i mnito hygienico, sobretudo iem tempos d'eprdemia
    ^ma nouciaicaruDNiueiaiU w.tmmMtiK*. Eziga-s* a firma do inventor.
    Fabrica em|ayoDaa (frtmca), en aajo^ j LB: BEUf, j>armaeoiio de clawe.
    Depositos: Pam,M, raa Beaaaar;----Pernamtfeo, A. W5GOHD onde e eacoatra tambem
    >
    EmulcAo de AloatrBo regeUlde
    centradae Uiulada'conlendo em
    *f: i#
    wu sjiuod Bio?Dnj9 spiosqaoDaj ens aod
    vviaao.) *
    . 33
    DESCOWFIAR DOS LADROES!
    Os Ladrdes mais perfidos que existem saos os falsificadores que
    ustlrpam a assignation e rotulo d'honrados negociantes.
    Fornecendo a maior parte das vezes um producto detestavel e
    nocivo d saude sob um envoltorio setnelhante ao do inventor, lanca
    sobre este artigo um dese'redito nao merecido.
    Os Pds purgativos de Roge, medicamento approvado pela
    Atademia de medicina de Paris, 6 um dos productos francezes mats
    frequentemente falsificado, por causa de sua consideravel vendn.
    Para evitar aos comprodores toda
    a confusao potsivel, uma modiificacSo
    acaba de Ser feita nos envoltorios dos
    fiascos*
    Considere-se, de hoje em diante, como
    mueamente'tMkotxaiKos os frascos tendo
    em cada extremidade um carimbo im-
    ''presto em QUATRO CORES, e do qual
    damds aqui-o fdc-simile em preto.

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    DurfS8Jeefreaafa(b -&J v#Lttria W*4? 12 SaAgmmlieokbQm^
    M-fto^o fee do Triiwipho (;roa dttRrnnr) ns. 100 a 10i
    CABDOSO 4 IRMAO
    AVISAM aos senhores da engenh'-s e outrcs agricultores e ao publico em geral qu*
    con.inuam a roceber de InglaUirra, Franca e America, todas as ferragens e machina s ne-
    cessarian nos estabelecimentos agricolas, as mais modemas e melhor obra qne tern vindo
    ao'mereada.
    VippreS deforca de 4, 6, 8 e 10 cavallos, os rcelhores quetem vmdo ao meraiio
    (jaldeiraS de sobresaleute para vapores.
    JA()eil(iaS inteiraS eeieias moendas, obra como nunca aquiveio.
    TaiXaS IUnaidaS e baadas, dos raelhores fabricantes.
    KOdaS Q a,glia com cubuje de ferro, fortes e bem acabadas.
    KCrdaS dentadaS de todos os tamanhos e qualidades.
    Relogios e apitos para vapores.
    BombaS de ferro, derepucho.
    ATaiGOS de diversas qualidades.
    formas para assucar,grarides e pequenas.
    Varandas de ferro fundido, franceras de diversos e bonitos turn.
    TOgOeS irancezeS para lenha e carvao, obra superior.
    Ditos ditos para gaz.
    Jarros de ferro fundido para ardim.
    x e8 Qe ieri'O para mesa e banco.
    MaCtUIia para geiar jgua.
    V aiVUiaS para bomba e banheiro.
    Correias iuglezas ,,9ra mchinismo.
    DailCOS e SOlaS com tiras de madeira, para jardim.
    CoriCertOS concertam com promptidSo qualquer obra ou machina, para o que teea
    sua fabrica bem montada, com grande e bom pessoal.
    EnCOnUTiendaS man(^ani v*r Por encommenda da Europa, qualquer machinismo,
    para o que se correspondem com urna respeitavel casa de Londres
    com um dos melhores engenheiros de Inglaterra ; incumbem-se de mandar assentai
    iitas raacbinas, e se responsabilisam pelo bom trabalbo das mestnas.
    Rua do Barao do Triumpho (rua do Brum) ns. 100 a 104
    FUSD1CAO DE CARDOSO 4 IRMAO.
    Allf^ih
    Am,,
    a>
    No haotu da mi:. l'".i!iii'i*m. II, casa
    deposilo do !>auopcojigur, Uva-,e e eig-.miua-so;.
    ciiin per?"a'-.-a '. i' i.-.ini'nir se friza por comiAod i!
    "* b 2 Mi4:ir il i run ii > Valuer de Olinda- n
    4, alugt-se |M|- pli-e r(i n|fl NieiM 1 i'i.ti:i .Ifiiii^'rtra, i'irivt*M w
    pii da '^V" : a jaa f, iwt,ftai,.r,ii. TJ, 2. andar. _
    :v-
    (lorinl^iw.
    Jacinth i Campcllode
    Moraes
    lioga-se a |n-s>r>i inleresra a pel i me-ina-orpha.
    quo appareej iiatuve^a da Marre de D.:os un- .
    III'T'I IC.
    Prei-i-a-se de urna pirila. para casa de du?s
    peisffas : irifta-se na rna do jfflperador D. 69, so-
    hrado.
    i JVI \ i'recisa-sa de urna araa para
    [\ :Tl \ coziidw e iitajs algam sevico
    de casa do pcqueita familia : a tratar no 3.
    andar desta typographic
    Arnn A'rua do Marquez de Olinda n. 57,
    1 precisa-se alugar unia a ma que saibaco-
    d& ^ f| jt ] A 1| ^ 4 ^ zialiar. para ca?a de fiomem soluiro.
    ^"^ A rua cIp leite
    Qunn |irtf(isaril^ u.;i mulalo para cra'do a t>ora
    eoperro, iiin>a se a run do (Trwp* n. 16, priraeiro
    andar, tjno adiara cuiii <|ani iralar.
    \. 22:(i(iO
    O Sr. Franci-co Bunffe* Csrraia, correlor ou
    vendedijr do rasas e urrcm.*, quu diz ler um si-
    lij ern Agua Fria (lu licbenbe). queira vir ao lar
    go do I'oiiibal n. 13, a negocio que nao ignora ;
    liriibrando-llMj que mtllior 6 amigavel, que judi-
    cialTiPtrlH....
    AIUg-?e o andar do sulirado n oi da rua
    da Inipcruiriz, completamenlo oiobiliado, a pessoa
    do pouca t.niiilJa : a (rater no .niesruo.
    Prerisa-se de duas ainas, uma
    para iiijiuinrnar e ooIra para co
    zinh.-.r, pr. frre-se cscrava : na rua
    de Marcllio Dias n. t37, 8" an lar.
    Alnga-se
    . Cabelleireiro francez
    Rua do Marquez de Olinda n. 51
    1. ANDAIt.
    Pedro Houtier, official de cabelleireiro e gerenle da casa de Gufitcve Hervelin, cabel-
    leireiro francez; tern a bonra de prevenir as Exms. ^rs. fami!ias quearaba de fazera ac-
    quisii.ao de um perito official vindo ha pouco de Paris, o qual esta" hsbililado a desem-
    pennar qualqier encortmenda de sua arte, e se acba a disposicao das pessoas que deseu
    prestimo se queiram utilisar. Uutro sim scientifica que cm scu est8belecimento encon-
    trarao sf mpre a Monitor dos cabelleireiros, onde se ac-ham descriptos e desenhados todos
    os p?nteados modernos, para so;i(5s, casarrentos, bailes r!c.
    Finalmente previne ds mesmas excellentissimas srnhora*, que re-cbeu um completo
    sortimento de toques, cachepaines, band6s, crescentes, etc., e vende tudo pelcs precos
    ab8ixo mencionados:
    Coque de cabello de 15;?, i0<5 a 50,5000.
    Tramjas de dito 105J, 12t5 155? a 20,50(0.
    Cachtpaine de dito 159,-204 a 30,5000.
    Crescentes de dito 204, a 505*000.
    rambemfrconirarao um completo sortimento recebido ha pouco, de cobellos de todas
    as cores e compriraento.
    H; 51.Rua do Marquez dp OlindaN. 51.
    agilLIv
    TARA TI\GIR I\STA\TANEAMEi\TE OS CABELL0S
    TREPARADA POR
    BARTHOLOMEO & C.
    I'liaii'nuicculicos da Ca&a Heal lc S. IB. I/. El Rei dc Portugal ;
    p:reiniados eiu diversas cxposicSes com o primciro premio de
    sua classe.
    Unico comjiosto, cuja base principal sao principios vegetaes, que p6de por isso ser
    usado por tempo indejinido sem o menor receio de alteracao de saude. Esta egua admi-
    ravel da" aos cabellos, em-poucos minutos, uma c6r o brilho natural, desde o castanho
    ateo negro, e ao contrario de todas as linturas connecidas, tern um aroma agradabilissi-
    mo, que facilita o seu uso ds senhoras, ainda as mais dilficeis. A/fiangam-se os sens re-
    niUados e effeitos inoffensivos, quer a applicagao seja Iimitada a barba, quer comprehen-
    da os cabellos da cabeca.
    DEPOSITO GEttAL,
    Pharmacia e drogaria
    34Rua larga do Rozario34
    PEHNAMBUCO
    l'REPARADO POR
    BARTHOLOMEO k C.
    Phannamilieos da easa real de S. SI. F. el-rei^e Porlogal
    Premiados em diversas exposigoes com o primeiro pre-
    mio de sua classe.
    O xarope vegetal atncricano, g;.rantido run.VMHNTB vegetal, nao contem em sua coroposifao
    uiaso atom) do ipio, e fim >0:iienle succos do plantar indigeuas, cujas propriedades beneflcas na
    cura das rujlenias que perleucein aos organs da respiraQao, tem silo observadas por longo tempo pe-
    Jos mt-licos mais distiactos que n r.i-o nmendam e prescrevau todos os dias no tratamento das brou-
    chites, tanlo agudas como chrpnicas, as.hraa, toss-s rebeldes, escarros de sangue, tbisica no primpiro
    gra-ie contra as irritates nervosas.
    DEP0SIT0 GERAL
    34 = Rua targa do Rosario =
    PERNAMBUtO.
    34
    Empreza do gaz
    A ernprezado gai tem a bonra de annanciar ao
    publico que recebeu ultim'amente um esplendido
    .sortimento de lustres de vidro, candiuiros, aran-
    deias b globos, eujas amo.nras estao qj escriptorio
    rua do Impetador n. 31, a serao vendidos aos
    sens tregnezes pnio prego mais razoavel po.-sivei.
    Engenho
    Vende-se o engenho S. Pedro, sitaado na pro-
    viocia de Alagou, comarca do Porio Gaivo, a
    menos de uma legoa distaste do porio de mar do
    GameLa, tem oxcellentes terras, matas, e safreja
    regnlarmenie 2.C00 paes : a Iratar na rna do Vi- I
    f ario n. 317"
    Palacete
    Ainda esta por alogar-ie o palaeete da liha doe
    Ratos, do linado Cnslodio lose Alvej GuimarSes,
    oade raorou ullioiamente o Sr. Dr. Igoacio de Bar-
    ros : ;i tratar na r la Primeira de Marco d. 7 A.
    i ~, ^re?'sa se d* um rapaz de 12 a ii aoooi
    de idade para aprjnder a botar papel na maehi-
    na, de dia queiac tifer e qaizer podc se dirigir a
    esia typograpbia das 8 boras do dia as 1 horas
    datarle
    freeisi-si de uma ama para eazinhar : na
    Jta da Penha d. 23,2. andar. j
    AGUAS MINERAES NATURAES
    DE
    Vichy-Cosset
    rroforlvela an de vi-iiy-Vicliy
    por serem as unicas que conservam todas as suas
    propriedades depois de transporladas.
    Fonte S. Marie, 6 a mais efficaz na anemia,"na
    albuminaria, na enlorosis, no empebrecJaieDto do-
    -angue, e nas febres intermittentes. Os resoitados
    obtidos nas diabetes sao maiO BQtaveis.
    Fonte Elisabeth, nao se altera nnnca e e a mais
    riea das aguas de Vichy em bicarbonate de'soda
    em magnesia e recommendada pelos senboree me-
    dicos pela sua efficacia nos eogorgHamentos do
    figado. do bacp, nas affecc5e3 do estomago, dos
    nas, da bexiga, nas areias e na gotta.
    EXIJASE
    fonte na capania
    Yende-se em caixas e a reUlho, no unico de-
    poslto
    PHAHMACJAl AMERICANA .
    DE
    Ferreira Uaia O; Companhia
    57-RUA DUQUE DE CAXL4S-57
    EsQrayo.
    Precisa-Se alugar nm escrato para o service
    de um* casa de comraercio : na rua do Marquez
    de Oloda ni 35.
    o preiiio da rua dj Barao de S. Bsrja n. 28, anligi
    da rua do Sctu, com comrnodos para gwode fa-
    milia, eontendo agua e gaz encanados, e apparelho
    de liinpeza, gracde quintal bem planiad.-", com
    poriao quo dtita psra a rua do Atalho : para ver
    a chave na ine. em Olinda. ladewa da Se n. 6.
    Prccisa-se de um cri^do que entemla de jardim
    e para todo servi^u dorneili-o : tratase na rua
    do Irnperador n. Mj. _________________
    Escravo I'ugido.
    Fugio ha mais da am anno d) engenho Jaguar i-
    be o escravo ite oome L'urcnv', preto, rr>rpo re-
    gular c forte, lignra Itonita, e Ii ho do Urubii, urn
    pouco ahaix) d.i lluique; fji escravj de Ant-mto
    de Araujo, qua o veudru a Baslo? Thenorio dc
    Aranj Cavacante, moradqr ''tn li.irroira, da co-
    marca do Eaime e vendidh dr*to cidadc por Al-
    cebivdes de Sirjueira : cste escravo contta que
    e arnasiado ti'> lugar onde seaelii. I'ede se, por-
    tanlo, as auluridade? policiaes, cai.ii.les d^ campo
    o rnesmo a qoalijaer particular a sua captura, e
    quo leva-ido o a rua Nova n 8, s;ra g'iiero.-a-
    mente rer.niinipensailo.
    Precisa *e de uma ama de leite, sem
    rua I)u |ue de Caxfas n. 'ii, loja.
    filho
    Casa.
    Alu^a se o segundo andar, a rua Da jue de Ca-
    ms n. Si : a tratar na loja.
    N. 255,000.
    O Sr. Jo5o Rodrigues Cordeiro, caixeiro dos
    S's. Ferreira & Miheu, e rogado a vir a rua
    liel/a n 38.__________
    Chapelerie des dames
    O' propri"tarjos da ehapclcrie des dames pre-
    vinem aos sem fregnezes que nunca tivt-ram mo-
    dista ucste esubtlecimento, e sim siitiplss co.'tu-
    reiras, o que todus os lrabalh<>s de chape'os e ou-
    iros kitifos Jc phantazia sempre fjram e sao foitos
    sobre as instrucriles do artista Schiappe, muito
    conhecido nesta provincia. .
    ALUGA-SE
    o sobradn de nm andar e solea, com bnns commo-
    dos para familia, na rua Direiu u. 8i : a tratar
    na mesma casa
    00^ ^000.-^^0W
    m

    0
    AllciiCa'
    A Riga se um grando sobrado ie um andar
    com lotea, moderno, tem 13 graudes quartos c um
    gabinete, e?ta m ito lirn.io, a pontj oe na i preci-
    sar fazer despt-zas, tern os coinmod)S da rida, que
    e agua encauada para cozinha, banheiro, cauo de
    esgoto, encanarni'iito de gaz coin loiufl m compe-
    lenies candieiros, tendo no todo 15 bios p ira gaz:
    qneifl pretender, dirija-se a rna nova de SanU
    Hi la n. .'i7. O predio e no ceulro da cidada e o
    aluguel nao e car-.
    No pateo da Mairi-. dc Santa Antonio n. C
    tf-m ama5 para cozinhar e engWmmar, e lamb^m
    para andar com criancas, que se alagnu a pte{o
    coriirnod".
    Casade campo.
    Alugasc um si io perto da estacan da Ca^a For-
    te, coin banho do lio Capibanbe deutro do silio,
    com iluas casas, eoCheira e eitribaria, quarts
    para criadus, pas'o para vaccas, baixa de capim,
    co.n alguns alvoredos de fructo : a tratar na rua
    do Range! n. 37.
    Naiua da Ci.ncordia n. liw eogomraa so e
    avase por preQo tatoavel e pronlidao.
    Arvio Procisa >n do uma ama para cczichar
    -"'"'' e engommar : na rua do Ccrnmercio n.
    22. .irma?pm____________
    Modiata franceza.
    Mademoiselle Eugenia "Lecninid avisi a suas
    antigas fregjezas e ao publico em garal, que
    abrio novamente seu e.-labelecimento de casa de
    costuras a rua da Cruz do Recife n. 26, primeiro
    nndar, polo qae esp>-ra con'.inuar a mi-recer a
    concurrencia das pessoas que precisarera de seus
    servicos.
    uhm m\me\
    1)0
    Dr. Abilio Cesar Dorges
    Adoptados pclo goremo imperial pira as es-
    colas aa cfirte, e por quasi todos os goternoi pro-
    vinaacs.
    E mais as seguintes obras do mesmo aalcr :
    jramrsialica porluguuza deni'-niar.
    Grammatica franceza elementar.
    Mclhodo de Aim para o ecsiao pratico do fran-
    cez.
    Discursos sobre educacAo.
    Unico deposilo em Pernambuco.
    Livraria franceza.
    Aluga-;e altos e baixos do sobrado da rua
    Imperial n. i, canto da travessa do Lima, tendo
    srmacao e mais pertencas para taverns, por ser
    iu.'ar muito proprio para tal negocio : quern o
    pretender entenda-se com o proprietario, na rua
    do Hospicio, sobrado n. 35._________^^_
    Aluga-se
    o armazem e 3C anlar com sit Jo, tendo bastantes
    commodos, e pintado : a tratar na rua do Viga-
    rio n. 31.
    Alugatn-se diver-as rasinhas, na Ira
    vpssa ill! r'ay Sandii, junto do siiio da gj
    fadecido Dr. Fi ma : a iratar na rua do W
    m\ da mm.
    AOS 4:000^000.
    ttLBETES GABANTIDOS.
    .1 nu Primeiro de Marco (oulr'ora rua d-
    Crespo) n. S3 e casas do costume.
    O abaixo as.-ignalo, tendo vendido nos seus fe-
    lizej bilhetes dous meios n. 1237 com i.OOOJ, um
    meio d. 680 com 7001, um meio n. 2183 com
    2005, urn meio n. 2201 com 1003, um inteiro n.
    1089 coin 100* e outras sortes de 40< e 20* da
    lotiTia que se acabou do extrahir (111-), couvida
    aos po>uidores a virem receher ba conformida-
    de da costume, sem desconto algum.
    Aciiam-se a venda os felizes bilheies garantidos
    da 10' parte dastnterias a beneficio da Santa Casa
    de Mi-oricordia d i lleciie (I li'), que se extrabi-
    ra stxia-feira, li do correnie mez.
    PHECOS,
    Bilhete inteiry i*000
    Mwobilhete 2*0OO
    iv r-onf;XooE 10OJ?OO0iara cm*.
    Bilhete inieiro 3*500
    Meio bilbtie 1 *750
    Manoel Martins Fiuza.
    CASAD0 0UR0
    Aos 4:00?00
    Bilhetes garantidos
    Hua do i lar do da Victoria (oulr'ora Nova
    n. 50, e casa do costume
    O abaixo assignado acaba de vender nos seu>
    auiio felizes bilhetes a sorle de 200* em um
    meio bilhetfl a iorti de 100*, alem do ouiras sortes menoresde
    iO^OOO e 20*000 da loteria qua se acabou de
    extrahir Hi; cbnvida aos possuidores a virem
    receber, quo promptamente serao pagos.
    0 mesuio abaixo assignado convida ao respeits-
    vel publico para vir ao seu estabelecimento com-
    prar os muito felizes bilhetes,qu9 nao deixarao de
    iinr qualquer premio, como prova pelos me.-ims
    anuuncios
    Acham-se a venda os muito felizes bilhetes ga -
    3ntidos da 19' parte da loteria a beneficio ca
    Santa Casa da Misericordia, que sc extranira no
    dia li do correnie mez.
    Precos
    Inteiro 4*000
    Meio 2*000
    De IOO8O0O para elm*.
    Inteiro 3*600
    Meio 1*750
    Recife. 7 de junho de I87i.
    Jo(ti> JoiiQtiim Costa da Leite
    PIANO
    Atten^ao
    i o aa lar d'estj typ^grapiua em
    mao do administrador, vendem-se as se-
    guintes obras encadernadas:
    Martens, manual diplomatique1
    volume por 23>000reis.
    Obras de Mably completa 12
    volumes por 129000 reis.
    Bignoa -obra completa4 volumes
    por 490 reis.
    FritetEspirit do Droit 1 volume
    por 29000 reis. _____________^^
    Uma familia que se relira desta provincia, ven- Acaba de cbegar para a casa o>Gustavo, cabel-
    de por preco commodo um piano, que so lem de leireiro, a rua do Marquez de Olinia n. 51, 1* an-
    uso o to mezes, e e dos fabricantes Aucber Freres: dar, um liudo sortimento de coques de cabello
    a tratar na rua de Hospicio n. 23. _____\ hnmano, de diversos feitios, de preco de 12* a
    --------'-----^-------------------:--------------------! 15*000.
    Jji eCOIlOmiCO. Crescentes de cabellos carapridos por 15*.
    Graxa glycerina prr.pria para a conservacia do Crespos idem idem (o par) 5*.
    cordovao; vende a NOVA ESPERANCA, a ma Da-
    que de Caxias n. 63.
    0 abaixo assignado declara ao. publico que
    nao se entende com elle, sotio da iirma Ramos Irmao, a parte official dada pelo Illm. Sr. Dr. che-
    fe de policia ao Exra. Sr. presidente da provincia,
    onde trata de crime de estupro. commeiiido por
    um individuo de igual nome. Recife, 12 de agos-
    to de 1874.
    Manoel Ferreira Ramos.
    Aluga-se um moleque de 19 annos, muito
    fic-1, proprio para hotel por ter bastante pratica :
    na rna do Irnperador n. 50.
    Alug*
    a-se
    nma boa casa com excellentes commedos, a rua
    do Coronel Suassuna n. 169 : a tratar na meama
    rua n. 171.
    Topetes fnzados (o par^ 3*.
    Trancas conipndas de 10,12 e 13*.
    Grampos frizados (duzia) 4*.
    Diademas a 5*.
    Cozinheira,
    Alaga-se uma es^rava boa cozinheira e engom-
    roadeira : a tratar na rua de Marcilio Dias aume-
    ro 129._______________________________
    Sitios no Atraial
    Alugam-se dous sitios no Arralal, proximo a es-
    tacao aa Casa Amarella, ladeira das Mudas, por
    cima do caes da machambomba, nm com 8 quar-
    tos, 2 salas, lerra^o, casa de banm* e bartantes
    fructeiras ; e o outro com 3 quartos, 2 salas, ter-
    raco e casa de banho ; distante da esta;ao nm
    minuto : a tratar na rua do Crespo n. 16>, an-
    dar, ou no mesmo- ldgar; para ver, as obave-*e
    aobam na taverna.
    0 I-------------r-i--------------'-------------r-------
    De todas as fazendas haralas para acabar, na
    loja -de fazendas da Casa Forte, de Guimaraes, de-
    fronte do Sr. Manoel Gorre a roda.
    E. R. Rabello & G. mudaram o seu es-
    criptorio para a casa da rua do Commereio
    n. 17, 1. andar, lado-do mar, entrada
    pelo largo da Pelourinho.
    Oom asseio e promptidao
    Em uma casa de familia prepara-se comida para
    fora, e manda-se levar as casas -das pessoas que
    quizerem mandar fazer : trata-se no 2 andar da
    rua du Cabuga n. 16.
    Atterreao.
    . 0 abaixo assignado, declara qae tendo vendido
    os estabelecimentos sitbs na travessa do Arsenal
    n. 5, e na rna de S. Jose n. 2, previne a todos os
    AnftoflAn mm olnn-mi seas devedores (|tvenhira aldar..seus debitos,
    -peSSOa que alUgOU na rua do Coronel Suassuna n. 206, e que nio pa-
    guem aos caixeifos que tenham sido das mesmas
    casas, nera compridores, sob pena -de pagar se-
    gvnda vez jndicialmente.
    Recife, 10 de agosto de 1874.
    Antonio Jose Vieira.
    uma casa a Phittes Adelino
    da Costa Doria, pod man;
    darbuscar as chates da mes-
    ma
    taria de policia.
    que se acham nasecre- f0^muZviconitamj
    Aliiga-se ou dase, raediante certss condi-
    . de rua,
    . odos no fahdo", torn quintal e
    ; caoimba : a tratar*. aoiar da cisa n. 21 da
    ^na^de Paulino Canma.
    fnttt mm
    0 Pavao vende um grand.- siu-tiinento d
    corlin.iilos bordados, proprins pra cama
    1 NA
    , Rua da Imperatriz n. 60
    PA HA LKjUlbAit
    Graaaalna *reta a &OO ra. o
    cuvado.
    0 Pav;.o vende granadina preta e lavraua
    pelo barato pre^o de 400 rs o covado.
    ALPACAS PHETAS A 500, 640 E 800 RS.
    0 Pavao tem um grande sortimento de
    alpacas pretas, que vende a 5n0, 640 e 80v
    rs.' o covado, assim como grande sorti-
    mento de centoes, bombazinas, princezas
    pretas, merin6s, e outras muitas fazendas
    proprias para luto.
    CAMBRAU VICTORIA A 43>COO, 49500
    08000 E 73000.
    0 I'avao vende um grande sortimento de
    canibraia Victoria e transparent com
    8 1/2 varns cada peca, pelos baratos precos
    de 490UO, 49S0O, 5P0OO, 68000 eItQOO
    a peca. assim como, ditas de salpico bran-
    co. a 7)5000, e pechincha.
    CAM SAS FUAMCEZAS A 2,5000, 28500
    3-3000 E 3J500.
    0 Pavao vende urn botiito sortimento d.
    camisas francezas com peilo de algadao, >
    28000 e 28500. Ditas com p. ito de linb<
    de 39000 a C3000. Ditas bordadas mum
    finas de G80r 0 a 10^000: assim com<
    grande sortimento de ceruulas de lioho e di
    algodao, por precis baratos, e tambem ted
    completo sortimento de punhos e cullarinhos
    tan to de liuho comn de algiulao, por precur
    em conta.
    C011T1NAD0S BORDADOS PARA CAMA I
    Ja.NE1.LAS, DE 7 ATI.' 258000 0 PAR
    siu-timen
    us para m
    janellas, pelo barato preco de 73000,8JT0OO
    lO^Oi'O ate 258000, assim como : eohw
    e dniasco de 11 muito liua de 108000
    128000 cada uma.
    BUAMANTES A 13^00, 23000 E 28500
    0 PavSo vemle bramantus para lcicoes
    U'n.io 10 pal'oos de largura, semio o d.
    algodao a 13800 e 2<:000 a vara, e de linhi
    a tf^MO) 28800 e 33000 a vara: e pechiu
    cha.
    Grande pechincha a 4$000
    e 5^000
    . CORTES DECASEM HA.
    0 Pavao recebeu uma grande por(3o de
    cortes de casimeras de cores para calcas, e
    vende pelo barato prrco de 49000 e 53000
    rada corte, na rua da Imperatriz Q. GO, loja
    de Felix Pereira da Silva.
    ESMERALDl.NA A 800 RS.
    0 Pavao recebeu um botiito sortimento
    das mais. l> gantes esmeraldiuas com listraj
    de seda, sendo em cores e pad roes as mais
    novas que tem vindo ao mercado, propriat
    para vestidos, e vende pelo baratissimo pre-
    co de 800 rs. o covado, a rua da imperatriz
    n. 6H.
    0 Pavao queiina osartigos
    seguintes:
    Cortes de combraia branca, transparente,
    com enfeites bordados de la a 5#000.
    Dit s todos brancos b.rdados a 125000 e
    139000.
    Ditos muito riens a 238000.
    Honitas lansinhas para vestidos, com lis-
    tras de soda, covado a 800 rs.
    Ditas ditas transparentes e de muita fan-
    tasia a 500, 640 e 800 rs.
    Cintos desethn de todas es cores a 53000
    Punhos com gollinhas de csguiSo a 500 rs.
    Sedinbas de cores, smdo de Ifstras e la-
    vradas, com toque de m_>io a 18- 00.
    Ditas de dita ditas sem mofo a 13600 a
    29000.
    Diversas lansinhas para vestidos, de 240
    ate" 500 rs.
    Colchas de fust3o brancas para cam*
    23500.
    Ditas de dito de cflr a 48^00.
    ambraias brancas, abertas, para vesti-
    dos, corte a 83000.
    Cortes de cambraia branca com bonit6s
    enfeites bordados, de cor, com figurino *
    63000.
    Pegas de madapplao com pequeno toque
    de avana a 4^500.
    Ditas de 8lgodaosinho muito encorpado,
    com leve toque de avaria a 4j>i>00.
    Madapolio enfestado com 12 jardas em
    perfeito estado a 3000.
    TeQas de madapolSo com 20 jardas a
    4^500.
    BBritn pardo para roupa de hcmiem e me-
    ninos, covado a 400 rs.
    Cobertas de chita pora cama a 2)5500 e
    3)5000.
    Bramante de linho com 10 palmos de
    lagura, vara a 2#6C0.
    Atoalhado com 8 palmos de largura, vara
    a 15500.
    Espartilhos brancos e de cores a 45 e
    55000,
    Crteos de casimira a 45 e 55000.
    O Al&VOCi VilO
    Aionsu dc Albuquerque Velio
    incumbe-se de promover cobrancas amigavel
    ou judieialmente, assim como de oulros negocios
    cdneernentes 4 sua proilssao, nos lugares proxi-
    mo* a linha ferrea, e nos outros termos proximos
    a esta cidade; para cuic auxilio tem o annun-
    ciante solieltadores habilitados e probos, respon-
    sabilisando-se no entanto pela boa gestao e conta
    do qae lhe for conuado.
    Mediante modico honoraria acode aos chmados
    para diligencias ou consultas fora da cidade e do
    termo e incumbe-se da defeza de appellacdes ante
    o tribunal da relacao. Pode ser procurado de
    meio dia As 3 horas da tarde em seu escriptorio
    tprua do Duqne de Caxias n.37.
    CoUegio de Sard'Anna
    Este estabelecimento acha-se aberto na rua do
    Vigario Tbenorio n. SI, 2 e 3 andares, sob a di-
    reecao de D. Anna Candida de Luna Freire, ha-
    bilitada perante a directoria geral da inslruccao
    public*. Os rambs de ensino serio : instruccSo
    priraaria, portuguex, francez, geographia, piano,
    danoa, desenho e todos os trabalhos de agulha.
    i'rometta-se aos pais de familias tado o cuidado no
    tratamento e educacao das alumoas conlladas ao
    mesmo collegio.______________________
    Vende-se uma preta de idade de 25 annos,
    perfeita coainheira e engommadeira, de bonita fi-
    gura, sem viclo e sadia ; um mulato, perfeito co-
    linneiro, da idade de 30 asnos e e muito sadio ,
    e ana mulatinha de 18 annos vindi do matto;
    mas tem alguma habilidade, e e bem reforcada :
    no pateo de S Pedro n. 26.________________
    A rrHi Precisa-se de uma para cozinhar e com-
    rvmo, prar a rn> da concordia n. 10.
    A viava de Jane deniista, mudou sua resi-
    dencia da raa Direiu para a do Nogueira n. 20.
    Aluga-ee o terceiro andardo sobrado n. 32 da
    raa estreita do Rosario : a tratar na loja do mes-
    mo,
    -
    .\ao se prestando o pequoo.. ep-^o OvrrnaaaM
    n. 10 A, arua da Madre de Deas, \..-.r\ um itmth
    I'ido deporilo das diversas, mrca* de f-.-..,., qni-
    ab.ixo assignado almej.iva tn, acl.a se On i
    dianle abrco outro es abeleciim'ijio so; a im i.j \
    deuomiuacaa de V,
    ARM iZEl DO lUIIO
    A' run ilo Air.orim n. I
    ema todas at prooorc/m de.-'-jada-, r ode p de-
    rio os srnhar'-s frecuez dingirse. Mrtoi Me,
    como all1 a-ui, acli r* > dade d progus, a rnamr siwvridadf poM4*< I. Bn
    ire as dillcrcntcs marr^s de funm i'a I' i. a !i .
    de Janeiro, que lem sido aanunria l-s, rat;a lr
    chegar urna enci mmend? especial, qM naulo dt-vr.
    convirans senhnrej frepm-zi-'S. CMartS te a aha:
    xo ass gnadu de fMHMrla genero d- n fad
    esta frin r< nipetniore-, fara muito por eviiar que
    tamb.m o ler.ha eon re.bc.au ao p> qaeno hRTC
    <|ue [ruciirara ubter da dn.i wtfcdi na.
    __________Jo>e Dominpiies doC:.rin.> e Silrj.
    I're.i.-a k alugsr uma prt-ta !<- n.ea .
    e qae tenlia hahihUfdrS ^ara vende. n.i rma : a
    tratar na rua Hire,la n 3, sigunJ. .nd..r.
    Illisiu EIai'^<*m PanitMiiuu.
    Losta Maria dos ReM l'ar r-llia-,
    Fraccisca Maria dos Mev, Ike I
    ra Maria dos Reis e Sstatdo It r-
    grs Carneiro da Out a, !i;i- ir-
    n.ao, a^'ii.deri in a h lu | -
    que fe digaaram ac i:ipau,.,r -
    restos iiiuitaos ile rna pre-.I
    ii ma, ao ceiniteno public^, Ssrcntida
    para assislirem a niis^a !.. m-u
    que tera lupar na c.ipella do Cmi.iIi rfc% M 7 M>-
    rrs da rnanaa. do dia 14 do c< rri-ni-v
    A rj-i-i Cfeci-a-.-e dn umaruzintieir.- pai i ra
    ^Xxila jje ponai familia. pagane bem : a iralar
    na rua do Hospirinh iC, rasa brrra, d I
    ainarellar.
    A 1111 rtc';a se de nn.a pan lo.lo a s> rv> *'**' intirno de unia rasa de peqoeas tuut a
    na rua DlretU n. 127, 2" andar.
    briuha i
    de n"V(

    IMA
    suas
    rci>a mi ilr uma para > o-
    zinlur e engorr.m. r. para casa
    dt- unia f.r.iulu de MM p- s-
    a iralar in rua de S. J.iio n f 1.
    Na rna da ImpMMril n. 47, 2' m r. fu-
    du ,-e um easal ile ascravoa. cum am* mi d- \\
    nieres de idade. e um negro de IS ;. it da 11.!.
    proprio para loda servico.
    Elngenlio
    Arrendase o engaoho Tclha, do tern > de : r-
    nhaem. moente e correnie, safrejai:J > para n sis
    de 2,100 paes de a&aear, com t d.:> s i brai M-
    vas, com muito bom cercado, muiio U m A'agu <
    com muitas ci miindidades. Veade i
    uma safra de 000 paes aproximad^s : qn
    t-uder, dirijase ao engenho Pi-n'.il, do m-.mti
    lermo, ou aa rua d.i Vigario n. :>, i i.Ldar, e--
    eriptoiio do Manoel Alvcs Ferreira cv C
    At! eni;Ao
    Em resposia ao annnncian/ d.i Pastaeea da
    Magdalena, que chama para Ir.rar rot pa com
    roupa.
    Avalie o publi o a quaoto pole cbefar a c.i-
    bardia de urn irm5 i. Tend i ra rstado 10 was
    em casa da Sr. Antmio Jose da Sdva Pereira, a
    pedido de mcu rrcommendado a 8r. I'.n'-. ;:
    que me arramasse no conimi-ri-io, e i-'.. iala u
    arrumado, uiaudii p-r vetet botcat > uubha r a .
    que la lb ha deixado assim como. lui i m -a. m .;
    pessoa, mas de nenhuma vez a pudi: bUi-r, ten
    do mo sempre nega'lo e NkM a | r.-.. I f
    de licar quasi loda esiraga-ia pelo co tea
    eu solfriuo um prejuizo da melhor roui
    nha ; e conio do forma alguma Bio i; qnii
    entregar, foi preciso pedir Ih'a por iri-
    fiz por este joiual, e entao em ^;^ta de.-i
    cio que fiz, mandou-me apreseniar Qd cui.U
    10 dias do c niedorias (IOSOOOi ; p ...... y ..
    que no liqee desapercebida, irago io c nheci-
    rnento do DubHco.
    Redfa, 12 de aaotto de 1874.
    J, ai Ji:e da Silva I\r :; 1.
    Aluga se um segundo andar na rua X \..
    03, o qaii m ldia mobiliado, a rapai s< ll< ira u
    familia pe/juena, qae lY born lrat>) : ;! rail::
    mesma rua a. 61, primeiro andar.
    fllHiii4-iKtHt5ttIIJi
    Advogados
    ~v Viecnle t!o I.i:si-..s

    -w
    Aurcliaiin dc Carvaldo.
    24Imperador -2V
    *r
    I'ede se ao Sr. Francisco Leal Bams,
    que m rou na cidade da*Kdaoeia, ; n ::ia Ji.
    Setipe, olavir de vir a rua do 'r..-;is n. Io.
    prin.eiro andar, a neg cio ; faz-sc isto r igna-
    rar-se a sua niuiadia. __
    Olinda
    A!aga-se a casa lerrea da raa ie i> iite em
    Olinda n. 39, com n allot boos commo 1 a para fa-
    milia, quintal marado, agua o gat i.a ru do
    Amorim n. il.___________________________
    Aluga se uma loja a rua do Bir.i > da \~icti
    ria n. 2'i, a qual se faz arrendamm'.o a
    do pretendente : a tratar na loja jiir.t r 22.
    Aluga-te dous pretos nan crudos, lend
    um de 10 annos c outro de 1*>, aoabot de b
    conducta : a tratar na raa do Barao d i I ict. r
    n. 22.
    "rrv**^*
    CiJMPBAS.
    Compra-se Diarios de Pernamlmco f lor*
    do Recife, des dias 30 e 31 de marco do lw73 : ra
    rua do Bario de S. Bcrja n. 29.
    AVISO
    Precisa-se comprar dous escrav pedreiro
    carapina, paga se bem : a tratar na Ibesoanns
    das lotenas, a rua Primeiro de Ma: ro n. 6.
    1 Trastes.
    1 Compra se e vende-se MatBi o yos
    e usados no armazem
    perador n. 48
    da rna o lui
    V:N0AS,
    Vende se am boi e carro de duas rodas tud-i
    em bora es.ado : a tratar na raa do I'r.y^andu
    n.21.__________________________________
    Vinho verrtc
    embarrisde 5, de superior qo-^ade : wndem
    Cunha Irmaos &C, rua da Madre de Dm* nrl re
    Agua de .Vichy
    Haute lift-Gelatins A\,; !!
    Se vende a 25IW00 a caiia d- a'i grraft,-.
    NA RUA DO SOL N. LI
    Tende-se
    um terreno com ISO palmos de f- e 5o0 ut.
    fundo, silo era Agua-Fria, na n 1" 'krigos,
    junto da casa do padre Lino:' *n..i i n rua da
    Imperatriz n. 4, 2. andar.
    Vend/i-^e uma maquica boae por p'eco coaunotor an raa de
    tloctav n. SO
    Vende-se uma taverna no I
    bem afreguezada tamo na pra
    matto : quern a pretender dirija-
    too do Terco n. 40, que achari coi
    i. TarQH,
    mi .i .ra o
    rat*:,

    r-


    8
    tsutrio de Pernambuco Quarta feira 12 de Agosto de 1874.





    . fcSSEMLEA GEBAL
    CAMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
    EEFORNA ELEITORAL.
    (Continuagao).
    Eleigio Lao c nforme ao systema repre-
    sentative era nosso paiz, sen"a n eleigio di-
    rccta por que iraportaiia uma delegagio fal-
    sa, delegagio sem consciencia.
    Senhores, echamos uma prova de quo a
    graduagio na delegagio e coaformo ao sys-
    teme representativo, na nossa propria f6r-
    mace governo e aa de to Jos os paizes mo-
    demos regidos por este systenia.
    0 que e o senado, o po lor moJerador, o
    ?oder executivo senio graduagoes da delo-
    gaga > ?
    0 povo elege o parlamento, o parla.-eu-
    to indica o miuisterio, o ininisterio que
    eierco o poder executivo nomua os tuagis-
    trailos e agouti's da adminislragao. Alii to-
    aios ;d tres graduagoes da soborania. Nio
    se diga pois que a graduacao na eleigao c
    antinomica com o priacipij carJeal do sys-
    tema representativo.
    Agora passo a reconvengao.
    A eleigao dirocta tern tascinado muitos
    espirilos illustrados em noss) paiz, p>rduas
    razoes: 1.*, pela d sillusao quo reina a
    respeito do nosso governo parlaroentar, des-
    illusao que lev* todos a attribuirem injuaa-
    mente a este systems os vicioi que d plo-
    rarnos.
    0 Sr. Auglsto Cuaves :Appellant para
    o deseonhecido.
    0 Sr. J. de Alencar :A 2 c a vo-
    ga que tem nier.'eido a tleigao dirtcta pela
    circumstaneia do haver prtvalecilo em pai-
    zes adiauta '.os pa civilisagao e do scr o sys-
    tema geral.
    Pego permi*sio para expiicar a razao des-
    ta sup'riondade que se alloga em favor da
    eleigij dirocta, e espero mostrer que tal
    systenia nao inerece as nossas sympathias ;
    bem ao coalrario dare inspirar-nos ainda
    mais amor por nossas instituigdes tradicio
    nacs, por ostas instituigoos quo nasceram
    com a liberdado brasileira.
    Senhores, a ligio da bistoria, ligio elo-
    quente o profuuda, para a qual chamo a at-
    tencio destn augusta camara. d esti; a elei-
    gao dirocta nasceu com o ceuso : sua forma
    primitiva, originaria, e essi iustitaigao aris-
    tocrat.oa.
    Entrotinto a eleigio indirocta 6, ao con-
    trario, tilha logitima da democracia.
    0 Sr. FlORKNCIO DE ABIlEl dfi UID
    a parte.
    0 Sa. J. de Alencar :E' demonstra-
    gao historica.
    Eis .*qui a razao da preferencia da eleigao
    dlreeta.
    Excluida a nagio das annas, feito o elei-
    torad) pela lei que se substituio Jespotici-
    mcnto d nagio, nao bavia necessidade da
    operagio proliminar.
    0 primeiro grao da eleigao estava suppri-
    do pela qualificagao censitaria.
    Mas estudo-se attentamente a eleigio di-
    rects, e reconhecer-se-ha que no fundo, em
    substancia, ahi cAi a eleigao iudiracta. E' o
    reconhecimento do mesmo princ.pio de in-
    capacidade do votante, para escolher o re-
    presentante.
    11a, porem, uma difforenga notavel; na
    eleigao indirecta, reconhecida esta incapa-
    cidade, d.i-se ao cidadao o direito do de'e-
    gar; esta delegagio e justa e logitima. Na
    eleigao directa, ao contrario, a delegagio ti
    iniqua e odiosa por que nao emana da
    vontado do cidadao; resulta da imposirao
    do poder.
    Na cssencia, am'bas sao eleigdes indirec-
    tas; uma e a elei^ao indirecta por manda-
    to: outra-e eleigao indirecta portutela;
    uina e espontanea, a outro e forctda; uma
    e vcrdadeira dele^agao, a outra e 2xpoliaQao
    (Apoi;dos.)
    (J Sr. Ministro da Jlsti;a :Muito
    bem.
    0 Si. J. de Alencar :Nada mais na-
    tural aos paizos que faziam tentameos do
    systems representativo; que ensauivam esta
    forma de governo, nada mais natural do
    que darem a preferencia a elsigao directa,
    por causa docenso; desde que se suppn-
    mia a nacao que devia escolher os eleito-
    res, que n'icessidade havia de eleicio prima-
    ria?
    Vedo que na Inglaterra, de onde e origi-
    naria a eleigao directa, ella nasceu em pri-
    mitivos tempos com um censo muito eleva-
    do, que se tern reduzido gradualmente com
    ,s reformas de 1832 e 1867.
    0 Sr Augdsto Chaves :Vai acabir no
    suffragio universal.
    0 Sb. J. de Alencar :A Franga aban-
    donou o prinitivo systema com que inau-
    gurara o governo represantativo o a loptou
    a eleigio directa, justameute quando deixou
    de ser livro e entrou em um periodo de fal-
    so governo parlamenlar.
    Em todos os paizes, na Belgica, Italia e
    Portugal, a cleigao directa assignala a nega-
    gao da democracia, a sujeiglo ao censo.
    Mas a civilisacSo moderna comegou a des-
    carnar a monstruosidade desse filho postbu-
    mo do feudalismn Os Cezares modernos
    accenaram ao povo com o suffragio univer-
    sal, da mesma inancira que os Cezares ro-
    manos recebiam das legioos a purpura com
    que as o;-primiam.
    Napoleao III reinou, como Guilherme I,
    co a o suffragio universal, mas com eleigao
    dire, ta; as assemblea; que sabiam dessa elei-
    i;ao cram assembldas de apparato, meros
    conselbos deliberativos. Napoleao so apoia-
    va DOS plebiscites ; Guilherme no direito di-
    vino, pordiD, aquolle conQava fspecialmente
    na forca armada, nocanhao.
    Assim, senbores, n6> vemos quo a clei-
    qAo directa nos apparece por toda a parte
    com a forma cougeniia do censo, com a for-
    mula aristocratica : e onde ella vai toman lo
    apparencia democratic!, 0 dilatanlo so pelo
    sullVagio universal, a liberdade se annul-
    la pela extensao da delegac/io como-succe-
    ^eu na Franga.
    E' esta uma verdade que cumpre Dao es-
    quocer. A maior oo menor democracia
    depende de duas condigoes ; da maior ou
    menor participacao do cidadao no exercicio
    da soberania ou_la maior ou menor exten-
    sao da delcgagtro.
    Assim o Brasil, quanto a primeira, e mais
    democratico do que a (nglaterra, do que a
    Belgica, do que Portugal, do que a Italia, e
    em goral do que todos os paizes em que
    reina a eleigao directa censitnria. (Muitos
    apoiados). QUanto mais livro do quo a France e a Prussia com
    suffragio universal. (Muitos apoiados.)
    Nestas condicoes, nao achei valioso argu-
    mento o do nobre deputado pela provincia
    do Rio de Janeiro, que ultimamente pren-
    diu a atteacio da casa, quando fez a rela-
    gao dos paizes do oleigio directa, e com in-
    t^ngao de langir o ridiculo sobre o nosso-
    imperio, o collocou a par com o Haity.
    0 Sr. Paulino de Souza da um aparte.
    0 Sr. J. de Alencar :Senbores, nos
    podiaraos retalliar dizendo que a eleigao di-
    recta e a formula primitiva c mais tosca da
    eleigao. Ella so encontra em sua rudeza
    na acclamagao dos cbefes selvagens da Ame-
    rica.
    0 que o uobrc deputado devia mostrar an-
    tes de tudo era quaes os paizes mais demo-
    craticos do mundo, e entre estes, eu creio
    quo, alem da Suissa e dos Estados-Unidos,
    nao achard outro acima e neon a par com o
    Brasil.
    Por conseguinte, nos, em materia de de-
    mocracia, nao temos quo aprender com a
    com a Belgica, nem com
    paiz de eleigao directa.
    FOLHETIM
    MARCELLA
    ou
    I MO D\ FELICIDADE
    POR
    Maclier-Hasoch.
    (TRAD. DA REVISTA DOS DOUS MUN'DOS.)
    V
    (ConiinuagSo do n. 181.)
    lesno, 14 de agosto de 1858.
    c Minba mulher acaba de dar-me um
    filho esplendido.
    a A' tarde, esteve ella ainda sentada co-
    migo no terrasso, rindo e conversando. Re-
    pentinamente eotrou : uma bora depois a
    criauga cborava como um verdadeiro des-
    cendente de caroponezes.
    A crianga passa perfeitamente bem, e
    6 amamentada pela propria ma;., em cujo
    lindo e saudavel seio, que eu invejaria e
    disputaria a quem quer que nio fosse o meu
    herdeiro, vejo o velhaquete sugar, sem en-
    tretanto despertar me ciumes.
    0 vrlho Tchornocbenko, a minba ama,
    toda a familia aqui estd ; dir-se-hia que o
    inilagre de Bethlem se renovou, visto como
    os cjmiponezes accodem do suas aldeias
    trazerdo ofierendas, e pedindo para ver a
    eriantja,e Marcella nao se fatiga em mos-
    tra-lo. e nao faz senSo rir com verdadeiro
    orgulio maternal, sentindo-se feliz.
    Quando baptisar-se, o meaino rece-
    beri o meu e o teu nome,3 visto como has
    do so- o padrinbo.e o marido do Eva, meu
    cunbado, leva-lo-ha a pia em teu lugar.
    a "Ceu do coragao, Alexandre.
    Foi no outono de 1863, depois de findas
    as perturbagoes polacas, que tornei a ver
    o conde Komarof, em Lemberg. Como que
    o acbei, em certo modo, mais viril, e seus
    olhos estavam radiautes de satisfagao ; foi
    a unica mudan;a que lhe notei
    entao ? perguotou-me ello, logo que,
    Inglaterra, nem
    qualquer outro
    (Muitos apoiaJos.)
    Se o Haity almittio a eleigao indirecta,
    como n6s a temos, o que se segue 6 Haity, apezar do ser uma pequeua republica
    situada em uma ilha pouco extensa, adian-
    tou-se neste ponto a paizes mais civilisa-
    dos.
    0 Sr. Paulino de Souza : Ello nao fez
    parallelo.
    0 Sr. J. de Alencar :Nem isso e de
    admirar, quando o Haity ja foi uma repu-
    blica liberrima.
    Demais, esses exemplos historicos nem
    sempre sao procedentes. V. Exc.Sr. pre-
    sidents versado na historia, e especialmen-
    te na historia do nosso continente, sabe que
    nos Qns do seculo passado, quando se orga-
    nisou essa grande confedoragao que tem
    conquistado a admiragao do universo e a
    minba tambem, com algumas restricgoes ;
    nao havia no mundo civilisado um exem-
    plo daquelle governo senao em um dos pai-
    zes entao mais insiguificantes da Europa,
    na Suissa. Entretanto, ninguem ja contestou
    asabedoria da organisagao daquella confe-
    deragao, por causa da falta de precedentes e
    exemp'os. (Apoiados.)
    Mas, senbores, nio e exacto ease isola-
    meuto em que se nos pertence figurar acer-
    ca da eleigao indirecta. Alem dos paizes
    da Ev ropa que ja* foram citados nesta e na
    outra casa do parlamento, cun pre advertir
    que o systema indiracto e essenclalmente
    americano. Nio e so nos Estados-Unidos
    que o encontramos, mas na maxima parte,
    senao em todas as republics hispano-ame-
    ricanas, naS quaes as eleigdes de presidentes
    e senad >rcs sao fcitas pela eleigao indirecta.
    Ora, ninguem ignora, que na republica o
    presideule, chtfe do poder executivo, con
    centragao indivilual de toda a soberania, e
    sem contesta;ao o mais alto representante da
    nagao. (Apoiados.)
    Naoestamos, pois, taoisolados, como nos
    liguram. |
    Mas, senbores, nao 6 sdmente sob o pon -
    to de vista historico que convem estudar es-
    ta questao: vou rapidamente apreciar a
    eleigao directa, pelo I ado politico, sobretudo
    com applicagao ao Brasil.
    Para mim talvez seja tornado por parado
    xo, mas asseguri quo 6 uma convicgio pro-
    funda ; a eleigao directa e a forma primitiva
    e rudimentaria da eleigao, ella remonta a*
    origem da democracia ; e por isso nos pai-
    zes mais civilisados, nao se manifests senao
    como a eleigao do campanario, a eleigao da
    cidade : ou antes a eleigao da praga,
    A eleigSo directa e entre os povos cultos
    o agora de Athenas, eo forum de Roma,
    entre us povos mais atrazados e a sedigao
    da praga publica, lembra as assemblers
    guerreiras dos Franco? [plaids).
    A eleigao directa, como a democracia
    primitiva, desterra Alcibiades, por justo,
    condemn? Socrates por sabio, eelcva Alci
    biades pelo seu luxo o Sylla por sua ty-
    rannia,
    N3o encontramos ainda boje um similes
    destas seen ;s da antiga democracia nas elei-
    goes de Inglaterra. Um discurso, uma no
    ticia, um incidente insignificanle, p6Je de
    momento decidir de uma eleigao e arrebatar
    uma candidatura.
    Um amigo, cuja perda deploro, me refe-
    rio "frequentes vezes o facto de uma eleigao
    vencida em seu paiz por uma uMneira Iwm
    grotesca.
    Um candidato pleiteando nos hustings a
    sua eleigao, subia a tr.buna quando lhe ar-
    remegaram um oro que borracbou-se-lbe
    na ttsta. Com aquella calma e fteugma bri-
    tmnica, fingindo limpar com o lenco o ros-
    to por tal forma o lumbuzju e deu-lhe taJ
    geito e aspecto comieo que o povo desatou a
    rir e acclamou-o. Foi deputado da garga-
    lhada; assim como outros o tem' sido da
    cerveja, do dinbeiro e ate do soco,
    Eis o que e a eleigao- directa ; aproveitarei
    esta occasiao para responder a um topico
    do discurso do nobre- deputado pelo Rio-
    Grande do Sul, topico- que me eseapou da
    primeira vez. S. Exc. entendeu das minbas
    palavras que na Inglaterra s6mente se da-
    vara desses incidentes comicos, taes como ar-
    remessos- de ovos, fru-.-tas podres e outros
    projectis. Nao, senhores, dao-se tambem
    scenas sanguinolentas, tambem naquelles
    carnposde batalha ficam entendidos- cada-
    veres.
    0 Sr, Eunapio DEtno-:Apoiado ; na
    eleigSo de Fox houve iss-i.
    O Sr. J. de Alencar : Se naquolle paiz,
    tao adiantado em civilisagao, tSo educado
    no systema representativoj se dao> scenas
    destas, o parallelo com os nossos sertOes
    nao nos e" por certo desfavoravel.
    Senhores, a eleigao directa, come ja mos-
    trei, e mais susceptivel de corrupgao do que
    a eleigSo indirecta. Nesta eleigao e neces-
    sario corromper os votantes para fazer elei-
    tores que podem falhar^ com os quaes nao
    se pode cootar ; entretanto- que na eleigao
    directa, conhecida a fora dos dous parti-
    dos, trata-se de coinprar ou alliciar apenas
    a di Herein.-a. A corrupgao e nao> s6 mais
    barata, porem muito mais facil e prompta.
    A eleigio directa, como flcou bem de-
    monstrado, falseao voto. Em umeirculoelei-
    toral de 1,000 eleitores, pode-se sahir eleito
    por 250 votos, isto 6, por um quarto.
    Esta seria objecgao pesou muito no animo
    das cOrtes portuguezas quando >otavam a
    constituigao. Tinham ja adoptado a eleigao
    directa, porem conbeceram qyie para fugi-
    rem e esse falseamento era necessario repro-
    duzir a eleigao muitas vezes ate obter
    maioria absolute, o que em eleigao popular
    e, alem de oneroso e incommodo para os.
    povos, muito perigoso.
    em nossa casa, sentamo-nos em frente a
    uma garrafa de tokay. Creio que as rainhas
    theorias sobre o casamento ja tiveram tem-
    po de passar pelasprovas praticas I Estao
    quasi a completer seis annos que vi Mar-
    cella pela primeira vez, e posso asseverar-te
    que cada vez a ma mo nos mais, e nem sei
    onde iremos parar. A condessa Komoraf
    estd outra mulher, e sabe perfeitamente ha-
    ver-se entre as damas da nobreza.E como
    e bella IE' verdade que apenas tem vin-
    te e quatro annos ; entretanto ja temos tres
    filhos...
    E teus fllhos como passam ?
    Sacha, o priir.ogenito, que tem cinco
    annos, e todo o retrato da mii ; Constanti-
    no, que ja anda s6 por si, puxou i familia
    Tchornochenko ; e Olga, que breve fard
    um anno, parece-se comigo, segundo di-
    zem. Agora temos sempre muito que fazer
    em casa, sobre tudo por causa dos meni-
    nos, e, por outro lado, eu nio posso ester
    longe de minba mulher : chegamos ao pon-
    to de ella nao poder escolher o desenho de
    um bordado sem consultar-me, e de eu nio
    ter confianga em nenhum projecto antes de
    obtida a sua approvagao. Fui, pois, forca-
    do a tomar para casa uma solteirona, uma
    d'essas creatures que s6 parecem viver p&ra
    os outros ; foi ella, a Sra. Babette, quem
    eusinou d Marcella piano e canto.
    0 conde deteve-se pare seconder um
    novo charuto.
    E o Sr. Tchornochenko ainda vive ?
    Todos estao vivos, e passam bem. N6s
    vamos ve-los de continuo levando os meni-
    nos, e elles tambem nos visita m ; e meu
    sogro, repara bem 1 possue uma charrua
    americana, e acaba de montar uma ma-
    chma em casa. Por isso os camponezes
    chamam-n'o um suabio. (1)
    Confesso-te que, de algum tempo i
    esta parte, as minhas ideas se tem appro-
    ximado muito das tuas, disse lhe eu.
    Por todos os caminhos chega-se d ellas,
    respondeu o conde, porque sao as ideas da
    epoca. Quanto d mim, desde que nos nio
    vemos, ainda fiz progressos. Nio podes ava-
    [iar quanto contribue o casamento para o
    (I) Na Galicia suabio e o appellido que se
    dd aos allemies, provavelmente porque to-
    das as colonias allemdes foram alii fundadas
    pelos suabios.
    nosso. desenvolvimento Sob este ponto de
    vista devo tanto d Marcella, quanto c-lla d
    mim.
    E quaes sio os novos pontos de vista,
    sob os quaes avangaste ?
    Nao sao novos, nao ; respondeu-me
    o conde sorrindo ; mas em compensagao
    sio justos. Aprendi, por exemplo, a co-
    nbecer a satisfagao que resulta do cumpri-
    mento de um dever. Nio creias que pre-
    tendo pregar morel, nio. Assim como su
    conhego uma lei, que e* : nao fagas d ou-
    trem o que nao queres que se te faga, as-
    sim tambem s6 conhego um dever que so-
    brepuja d todos os mais : e a gratidio. Cre,
    meu amigo, que, quando se partilha irma-
    mente as dores e as alegrias, quando reci-
    procamente nos ajudamos, encorajamo-nos,
    e nos consolamos sempre, acabamos por
    sentirmos um pel) outro uma ineffavel pie-
    dade, que sabe ligar e unir, ainda mesmo
    que as illusoes tenbam desapparecido...
    Ah I n'este caso confessas que tiveste
    illusoes e que as perdeste ?
    Sem duvida, respondeu o meu afhigo.
    E seria possivel te-las sempre, e resignar-se
    d isso ? Ellas nio passam de lantejoulas,
    e, quando se as perde, ganha-se o ouro
    puro. 0 que ha de melhor no casamento
    6 que elle reune os dous factores da verda-
    deira felicidade : o goso e a dedicagio.
    0 amor, que 6 o abandon o de quem o ex-
    perimenta, deixa de ser um perigo no ca-
    samento, porque o abandono 6* reciproco ;
    e que satisfagao pode igualar d que expe-
    rimenta quem so sacrifica d felicidade do
    ente d quem ama T Demais, devo dizer que
    o destino fez tanto quanto era preciso para
    tornar-me facil o cumprimento do dever...
    Continua I Nio avalias quanto me
    regosijo, vendo-te assim contente.
    Ah 1 meu amigo, a mulher e a salva-
    gio ; e, do que e* que ella nio pdde salvar-
    nos, se nos salva ate" da morte, fazendo-uos
    renascer nos filhos T E' d'est'arte que eu
    comprehendo o mysterio da redempgio ;
    e foi minba mulher quem m'o fez compre-
    hended
    Certo dia, d tarde, entrei no seu aposento
    sem ser visto. Nosso filniuho tinha apenas
    dezoito mezes ; e, n'esse instante, estava de
    pe* sobre uma cadeira, vestido com a sua
    caraizinha curta, rindo, putendo e gesticu-
    Occorreu entio a idea de uma eleigio
    prdvia para dosignagio dos candidatos, o
    que ni) passa de uma especie de oleigio
    indirocta. E' a mesma idda advogada pelo
    Sr. Seeman, nos Estados-Unidos, e outros
    publicistas americanos, pare corrigirem al-
    guns abusos qucse dio alii nas eleigdes.
    Por couseguinte, a eleigio directa traz
    comsigo este inconvoniente, ainda mais em
    umpaiz tio vaslo comoeo noso.
    A eleigio directa desnacionalna a repre-
    sentagi"). Ninguem ignora quo esse syste-
    ms, querendo pdr o candidato em conteclo
    com os votantes, 6 obrigado a dividir o paiz
    em circulos de um sd deputjdo. Em um
    paiz como a Inglaterra o como a Belgica, de
    uma area limitada, de uma populagao con-
    densada e muito instruida, nHo avultarao
    as graves consequ ncias dessa divisio. Mas,
    em um paiz vastissimo como o nosso, e
    ainda atrazado, sobro tudo no interior, esse
    fraccionamento merece sdria attengio. Sa-
    hem dahi, o a exp riencia jd o mostrou, re-'
    prescntantes do campanario, horaens de
    ideas estreitas, do curtos horisontes ; e nio
    e desses que precisimos para fjrmar as
    maioria^ parlamentarcs illustradas o indo-
    pendentes, que sio indispensaveis ao jogo
    do systema.
    Dahi resulta outro mal ; o embarago que
    se vai crear a aspiragoes muito justas e mui-
    to legitimas. Um cidadio notavel, filho do
    uma provincia remote, mas residento na
    cdrto, oom as viageus dilficeis e caras como I
    sio entre n6s, fica tolhido e .i sua ambigio!
    nobre. A eleigio directa de campanario o
    col oca era uma posigao inferior ao mais
    obscun) candidato da localidade.
    Em Inglaterra, Belgica o Franga, o can-!
    didato tran>porta-so facilmente de um a ou-1
    tro ponto do paiz para disputar pessoalmen-
    te nos meetings, nas assembleas e comir.ios
    populares, a sua eleigao. Mas no Brasd.
    obrigar o candidato da cO-rte a fazer uma
    longa vjagem para pleitear 3ua eleigio, em!
    provinjia remota, irnporla arredal-o da po-
    1 tica. Nao e assim, de certo, nio e crean-
    do mais embaragos aos bomens illustrados
    e pobrcs, que so ha de realgar o prestigio
    do parlamento ; ao contrario, cada vez o
    abateriio mais.
    A eleigao directa ainda tem urn grave ia-
    conveniente : aristocratisa a representaao.
    Actualmente em nosso paiz os eleitores,
    pelo desejo de obterem essa distincgao po-
    pular, concorrem muito eflieazmente pare
    dar triumpbo a uma chapa, e assim distri-
    buera so pelo partido o trabalho eleitoral.
    Mas, com a eleicaodirecta todos- osonus da
    eleigio recahirao exclusivamente sobre o
    candidato ; elle serd obrigado a crear agea>
    tes nas localidades e a attender a tudo. (A
    poiados.)
    Actualmente na corte as infldencias paro-
    chiaes se reuoem, e cotisam ; o mesmo a-
    contece nas provincias. Logo que cessar
    este auxilio do6 partidos em favor dos can-
    didatos, logo qiue as candidaturas se iodivi-
    dualisarem, nio sera mais possivel a um
    homem pobrer embora emineato, pleitear
    uma candidature. Succederd o mesmo que-
    env Inglaterra,. ondo s6 pode ser. candidato
    quem dispSe de muita influencia sobre as-
    classes industriaes e operarias, ou de avul-
    tadas sommas. IrOderd o candidato ser
    grande orador,. qotavel cscriptor, nunca-
    vird> ao parlamonto se nio tiver muito di-
    nheiro, seu ou albeio para gaster.
    Recordarei a V. Exc. o exemplo dej
    Stwart Mill. Nas eleigoos de 1867 elle nio
    podo scr reolcito por causa da despeza avul-
    tada da eleiga). Apezar de ser um illus-
    tre publicista, apezar de ter ccn orrido effi-
    cazmente para a reforma no parlamento iiv-
    glez, foi arredado das urnas.
    Ora, Sr. presidente, em um paiz como
    o nosso, onde trata-so de corrigir justamen-
    te a indifferen^a politica, onde nos empe-
    nbamos em estreitar os lacos de partido,
    nio e esso o melhor caminho. Em um
    paiz como o nosso, onde o jornalismo e to-
    dos os meios de agitar a opiniio sao carissi-
    mos, qual n5o sera o alcance daquelle in-
    convoniente T (Apoiados.)
    0 nosso greude desideratum, deve facili-
    tar o ingresso neste recinto aos homens emi-
    nences dos divorsos partidos, os quaes, com
    a mudanga das situagoes, sio arredados da
    tribuna, entram na obscuridade, ou ao me-
    nos no esquecimento, e quando voltam,
    passados annos, tdm perdido o grande cabe-
    dal de experiencia e conhecimentos alquiri-
    dos durante o dominio de seu partido.
    Undo. Minha mulher, ajoelhada junto
    d'elle, o com as mios postas, olbava-o com
    ternura, e seu olbar e seu rosto estavam
    radiantes. Tive uma como rovelagio :
    comprehendi perfeitamente a Madona de
    Corregio, essa Madona que adora o filho ;
    eesse quadro maravilhoso tornou-se d meus
    olhos o mais perfeito symbolo da humani-
    dade.
    E, realmente, o que ha de mais huraano
    e mais tocaute do que uma mii adorando
    seu filho ? Eis, pois, decifrados todos os
    enigmas da vida : nio ba mais lute contra
    a natureza, visto como esta mesma se pa-
    tenteia. N6s nio existimos, nao vivemos
    senio para transmittir a vida. E, por isso,
    nenhuma tristeza, nenhum horror e com-
    paravel ao de uma mii que perde seu fi-
    lho 1
    0 conde callou-se, e Bcou absorto era
    suas reflexoes.
    N6s nos revemos em tudo e por tudo
    nos nossos filhos, e soraos tio felizes I disse
    elle depois de uma pausa.
    E accrescentou :
    Nio me lembro que a mais insigniB-
    cante desintelligeneia tenha perturbado nossa
    tranquillidade. Todavia o anjo da morte,
    certo dia, rogou-nos ao de leve com a pon-
    ta de sua aza, e quasi minha mulher se sa-
    crifica por mim. Foi uma advertencia so-
    bre a fragilidade da felicidade terrestre.
    Foi no tempo da revolugio polaca.
    Um dia o Sr. Jordan, d quem talvez co-
    nhegas, apresentou-se em nossa casa junta-
    mente com um outro proprietario .polaco,
    pretendendo receber impostos em nome da
    junta nacional.
    Mandei-os ao diabo, mas nio foi de cer-
    to por causa da insigniflcante quantia que
    cobra vam.
    Elles responderam-me com as ameagas de
    que tens conhecimonto.
    N3o sou Polaco, disse-lhe eu ; sou cida-
    dio de um estado livre, composto de muitas
    nacionalidades, e onde todos teem os raes-
    mos direitos. Nio me sugeito, pois, d ne-
    nhuma violencia. Ponbo-me 4 sombra da
    Ieis E como quer que elles chacoteassem,
    "accrescentei resolutamente : se for pre-
    ciso, farei respeitar a minha liberdade indi-
    vidual e os meus direitos com as armas nas
    mies.
    N'esse instante appareceu Marcella que
    0 Sr. Eu.vapio Dei*o :Mas quem os ar-
    reda da tribuna e o govern -.
    0 Sa. J. de Alencar :.-0 que n6 de-
    vemos querer 6 que permanegam no parla-
    t mento esses lumens que sio o oruameoto e
    a illustracao de um paiz, porque s6 com a
    longa pratica dos negocios publicos se for-
    mama o> estadistas.
    Mas, senhore?, o grande vicio da eleigao
    directa 6 o censo de que ella nio pode pros-
    cinlir.
    0 Sr. Martiniio Campos :Acompanho a
    V. Ex-, para abaixar o censo.
    0 Sr. Duarte de Azevedo ,ministro da
    justiga) :Entio cahimos em todos os de-
    feitos da eleigio directa.
    0 Su. Martiniio Campos:Da indirec-
    ta ; entio V. Exc. o reconhece. E' o que
    eu queria ouvir.
    0 Sr. J. de Alencar : E' o censo, como
    jd demonstrei, o peccado original da oleigio
    directa.
    0 Sr. Martiniio Campos.: E' da indi-
    recta entre uds que tambem e censitaria ;
    entro nos nao ha suffragio universal. '
    0 Sr. J. de ALBHCAB :Quando a eleigao
    directa se vai desprendeudo desta forma ori-
    ginaria com que nasceu, e tomando o as-
    pecto democratico, n6s vemos que ella pro-
    duz taes abusos que os seu-> maiores apolo-
    gis as tratam logo de corrigil-a, e o fazem
    transfor^nando-a em indirecta, applicando-
    lhe o 2* grdo.
    0 censo, senhores, e" na reforma projecta-
    da pela nobre opposigim o quoom mim des-
    perta maioros e invenciveis repugoancias.
    0 censo 6 repellido pela sciencia e pela cons-
    tituigio.
    E' occasiao de tomar em consiiieragio
    u naobservagao ultimamente feita polo no-
    bre deputado pela provincia do Rio de Ja-
    neiro.
    Admirou-se S. Exc. que eu lhe atribus-sse
    e a seus amigos um espirito rctrogrado em
    reiagao a nossa constituigao democratico,
    quando eu, susteutando e defenden lo a
    eleigao indirecta, que importa uma restrie-
    gio ao voto, sou quem incorre nessa cen-
    sure.
    Adsniro-me eu, seHbores, que o nobre
    deputado, tao lido e versado nessas mate-
    rias, confundisse cousas tao distinctas.
    A eleigao indirecta e uma restricgao, ou
    antes ama limitagao do voto em rclacao
    unicamente d competencia. Restringe se,
    nio ha duvida, a attribuigio do votante a
    escolha do eleitor.
    Mas, senbores, esta freccao do soberania
    que fica ao votante 6 sempre alguma cousa,
    pelo rteeos e mais do quo o zero que lhe
    pretendem deixar o nobre deputado e seus
    amigos, cxcluindo-o completamento do
    gozo desse direito politico. (Apoiados.)
    0 Sr. Martiniio Campgs- :Baixemos o
    censo. Eu acompanho a todos que o qui-
    zerem.
    0 Sr. J. de Alencar:Sob uma mesma
    base, supponbamos, de um mi.hao de ci-
    dadaos, postos em confronto os dous syste-
    mas, sem duvida que o direeto e mais de-
    mocratico ; sendo, porem, mais estreita,
    mais acanhada.a base da eleio.ab directa do
    que a da eleigio indirecta, nio se pode con-
    testa r que esta e muito mais democratica.
    (Apoiados.) Deixei bem elaro o meu peu-
    samento quando fiz o parallello entre a elei-
    gao do presidente dos Estados-Unidos e a de
    um deputado na Belgica, e assegurei que
    ninguem podia tcontestar que nio fosse
    um representante mais democratico e mais
    popular o presidente dos Esiailos-Luidus
    (apoiados) ,fporque, embora eleito indirec-
    tamente, o e por suffragio universal.
    Nio procede, portanto, a observagao do
    nobro deputado.
    De mais, senhores, nos ostemos por em-
    quanto no terreno coustitucioual. Eu de-
    fendoxom todo o empenoo a constituigio ;
    sao aquelles quo a querera restringir, que
    querem excluir do gremio da soberania os
    cidadios que nao reunam certas condigdes,
    aquelles que se acham animados de espirito
    retrogrado.
    Senhores, o censo revela a sua sem-ra-
    zao nos varios criterios que tem sido adop-
    tados para determinal-o.
    A propriedade e um dos mais geral nen-
    te aceitos, e nenhum mais iniquo. Entro
    dous cidadios, um paide familia, operario,
    que jd. servio ao Estado, e ganha com o suor
    de seu rosto o pao de que se alimente, a
    um celibatario rico e ocioso, nio soffre a
    razao que este tenba o direito que se nega
    laugou-lhes um olbar de desprezo, impossi-
    vel de dizer, o elles se foram embora.
    Nio sei, disse-lhe eu entio, me
    approvards.
    Ouvi tudo, respondeu me ella. Se
    todos tivessera a tua coragem e urmeza,
    dentro em pouco tempo desapparcceriam a
    miseria e as agitagoes do paiz.
    Ella tomou-me e apertou-mc arabas as
    mios, e entao convenci-me de que tinha
    curnprido o meu dever.
    Estamos aqui ho meio dos polacos,
    disse-lhe eu, como os civilisados america-
    nos no meio dos indios ; Dio pa.'samos de
    um posto avangado da civilisagio, e elles
    hao de comprehender que nio somos senio
    um posto perdido.
    Na manha do dia seguinta, o velho Ien-
    drik foi ter comigo, pallido o atterrado, visto
    ester affixada, na porta do castello, a minha
    condemnagao i morte, assignada pelo go-
    verno revolucionario.
    Desci ; e, tendo lido o edital, arranquei-o
    para mostra-lo i minha mulher, & quem
    disse :
    E' melhor affastares-te d'aqui com os
    ineninos.
    Ella apertou-me nos bragos, e, pela vez
    primeira, respondeu-me com firmeza :
    Nio 1
    E ficou, com effeito,"e foi isso a minba
    salvagio.
    Carreguei logo os meus dous rewolvers ;
    tomeium, e Marcella apoderou-se do outro,
    dizendo-me :
    Ninguem sabe o que pode acontecer.
    Toda a minba gente foi armada, e n6s
    nio negligenciamos. nenhuma precaugio.
    Nio obstante, s6 Deus sabe como isto foi,
    estavamos d tarde sentados no terrace- a
    tomar cha, quando passaram tres campo-
    nezes pela estrada, e, tirando os chapeos,
    saudaram-nos, dizendo :
    Louvado seja Nosso Senhor Jesus
    Chrutol
    -. Eternamente I Amen! respondi-lhe.
    Sem perda de tempo um d'elles langou-
    se sobre mim, e procurava ferir-me pelas
    costas com o punhal, quando Marcella ati-
    rou-se d elle, aparou o golpe com o brago,
    e conseguio derriba-lo.
    N'esse entretanto, os outros dous visa-
    vam-me. Dous tiros partiram : um dispa-
    rado por niinha mulher, que prostrcu urc
    dquolle, do intervir no governo do stado,
    e sdraonle porque s:ui pais Ibe deixaram
    alguns cabedaos. (Apoiados.) Isto e ini-
    3uo, senhores, isto nio pode ser consagra-
    o por iogisladores. Devemos respeito ao
    que foi decretado em nossa constituigio;
    porem, podemos felicitar-oos, porque ape-
    zar da insistencia do nobre deputado por
    Minas, ahi estd sem contestagio o suffragio
    universal.
    0 censo com o criterio da propriedade
    e, alem do mais, perigoso. 0 Sr. Lacroix,
    no conselho communal de Bruxellas, assig-
    nalava ha nlguns annos este perigo :
    Se fazeis da propriedade base do direi-
    to eleitoral, desenvolvais os appetites mate-
    riaes, e abris espaco ds ideas subversivas da
    1848 : a igualdade dos bens, a partilha das
    fortunas, e a destruigio da propriedade.
    Eis o etfeito do senso pecuniario ; 6 ar-
    mar as massas contra a sociedade civil.
    Privadas de intervir no govorno do Estado,
    as classes pobres sio induzidas naturalmen-
    le a cons lei ar a fortuna, a riqueza, sob
    um aspecto odioso. Entio, senhores, sur-
    gem essas doutrinas extravagantes e subver-
    sivas que agi.arama Franga : o socialismo e
    o co nmunismo, que ultimamente pertur-
    barnm aquelle paiz. c impedem ainda hoje
    que alii s-) consolide uma forma de governo.
    (Apoiaios.)
    Ha t.-io;horn o criteri) lilterario. Senho-
    res, e incontestavel que para exercer um di-
    reito politico tio importune, e" necesario
    alguma insluogio ; e necessario que o ci-
    dadao tenba aquollas nogoes eleraentares
    indispensaveis para bem enunciar o seu
    pensamento. Assim uma lei, cujo processo
    eleitoral obrigasse o cidadao a aprender a
    ler e esc ever, seria do uma vautegem in-
    contestivel em nosso paiz. (Ap iados.)
    Mas, senhores-, desta instrucgao elementar
    in lisponsavel a ianifestagio do voto nao e
    possivel it alem ; porque jd nio ba criterio
    para determinar onde cessa a capacidado e
    on le comeca a incapacidade.
    Essas cathegorias- de eleitores, do que se
    trata no projecto sastentado pelo nobre de-
    putado por M nas...
    0 Sr. Martiniio Campos : Eu s6 o pedi
    para base do discussio.
    0 Sr. J. de ALUMM :.... de bacha-
    reis, de medicos, de padres, empregados
    publicos, etc., jd mereccram sarcasmos no
    parlamento inglez, foram alii cbamadus elei-
    tores de phantasia.como quem diria pier-
    rots ekiloraes; mas sarcasmos talvez Ao
    quo tem soiTrido entre nos a representegao
    das minorias.
    E, senbores, nao se pode contcstar que
    entre um operario honesto, bom servidor
    do Estado, e um bacharel immoral e vadio,
    aquelle tem seguramente mais direito de
    coucorrer para o governo J > Estado do que
    este,. apezar do seu tiluio. (Apoiados.)
    A primeira vez que fallei sobre esti ques-
    tio, disse eu que a eleigio directa fdra adop-
    teda em Franga com a revolugio de 1830.
    0 nobre deputado pelo Rio-Grande do Sul
    contestou-me esse ponto, asseverando que
    esse systema fdra consagrado naquelle paiz
    no anno de 1817.
    Quando as intengoes sio puras os erros
    muitas vezes tornara-se mensageiros da ver-
    dade^ Foi o que me aconteceu ; nio coin-
    metti naquelle discurso um equivoco, s6-
    mente ; comraetti dous. 0 primeiro a
    respeito da daia do prejecto eleitoral apre-
    sentado pelo nobre ex-ministro do imperio
    dogabinete 16 de julho.
    - Teudu-int: V. Exc. dado palavru iiupre-
    vistamente quando eu era o 3* inscripto,
    naotive tempo de venQcar a data do pre-
    jecto que acabava de receber na secretaria
    o tinha era mio. Levado pelo que havia
    dito no senado o nobre presidente do con-
    selho, pareceu-me que se attribuia esse pro-
    jecto ao tempo em que eu aiuJa fazia par-
    te do ministerio. Dorainado por essa wn-
    pressao, nio quiz confiar de minha mamo-
    cia e felicito-me porque euganei me antes
    contra mim, do que em meu favor. Mas
    esse equivoco que tanto se andou expkorau-
    do, eu o considero como um dos pontos- mais
    importantes daquello meu discurso. Fui le-
    vado a fazer declaragoes que nio me ani-
    maria espoiitaneameate a apresentar a esta
    augusta carnara.
    (Continuar-se-ha).
    dos baudidos, o outro-disparado pelo outro
    bandido, de cuja carabina ouvi a balasi-
    billar, e vi enterrar-se na parede.
    Este ultimo, porem, nio teve tempo para
    mais, visto como minha mulher correu para
    elle, agarrou-o pela gola, e, pondo-lhe o
    canno do rewolver aos peitos, fe-lo prisio-
    neiro.
    A minha gente tiuha ouvido os tiros,
    acudio logo, e tratou de amarrar os soldam
    dos da forca (a) para entrega-los aos tri-
    bunaes.
    N'esse instanto vi Marcella empallidecer ;
    vi descorarem se-lhe os labios, cabir-lhe da
    mio o rewolver, e ella pender para o chio.
    Recebi-a nos bragos, e fui banbado pelo
    seu sangue ; so entio me apercebi de que
    ella estava ferida.
    Gritei que me trooxessem agua. Os me-
    ninos correrara, e entrarara a chorar agar-
    rando se-lhe d saia, no entanto que Iendrik
    molhava-lhe a testa com agua fria.
    EmGra ellaabrio os olhos, e o seu olhar
    encontrou o raeu, louco de dor. Respirei,
    e em seguida entrei a chorar como uma
    crianga.
    Felizmente o accidente nio teve conse-
    quencias funestas.
    Quiz vingar-me, e vinguei-me I
    Os papeisque encontramos em poler dos
    Polacos minstraram-me preciosas informa-
    gdes, e, com o seu auxilio, ao cabo de oito
    dias, cerquei d noite o castello de Zavalle,
    com os camponezes de Lesno e de Zolobad,
    e aprisionei a junta revolucionaria do nosso
    circulo, asseDhoreando-me de todos os seus
    papeis, da caixa, e de grande copia de ar-
    mamento, de tudo o que fiz entrega d jus-
    tiga, para proceder ccmo era de lei.
    f
    (Continuar-te-ha)
    {i) Eram assim chamados os orgaos do
    governo revolucionario, incumbidos da eie-
    cugio das muitas e outras penas decreta-
    das, taes como bastonadas, enforcamentoa,
    etc., etc. E' preciso ter em vista que
    um Russo da Galicia quem falls aqui. e
    que falla sob o imperio do odio nacional
    que existe entre Russos e Polacos.
    -

    v
    '


    l'Yl'. bO DIAR10. hCA UL'QUE DE CAXUI


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