Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19429


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Full Text
*
v. -- -*
AftiVO L AfUMEBO 175
I _
.'*
PARA A CAPITAL B LUtiIRES OIDB NlO SB P4GAPORTK
ror tres metes adiantados................ 69000
Por seis ditos idem. ........_. 129000
Por um anno idem.............!' V 849000
Cadi numero gmlso


9380
TEftCA FEIRA A DE AGOSTO DE 1874
I I ...... I mi
PARA DE\TRO JE FOR A RA PRO VINCI A.
Por tres mezes adianudos. .......... CPTB#
Por seis ditos idem................ IRBft
Por note ditos idem ................ MfMO
Por am anno idem................ lT|0t#
PROPRIEDADE DE MANOEL FIGUEIROA DE FARIA ft FILHOS.
*r
| In. Gerardo Antonio Airesd Fithos, no Pari; Gon.alves d Pinto, no Maranhao ; Joaqaim Jose" de Oliveira d Filho, no Ceari; Antonio de Lemus Braga, no Araratj ; Joio Maria Julio ChaY3i, no Assa; Antonio Marques da Silva, .Natal ; Jose Justiro
Pereira d"Almeida, em Mamanguape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franca, aa Parahyba ; Antonio Jose Gomes, na Villa da Penha; Be'armino doi Santos Bolcao, em Santo Antio ; Domingos Jose" da Costa Braga, emlSanrethj
Antonio Ferreira de Aguiar, em Gojanna; Joao Antonio Machaeo, no Pilar du AlagOa*; Altes d C.,na Bahia; e A. Xavier Leite d C. no Rio Janeiro-
jistbucuq ronus
Elenicntos de ph sisMi '
IJVRO PRIMKIRO
capitulo h
PilOPRlEDAUES GERAES SOS CORPOS.'
(Covtinuara-jJ
i i|i!iruoi'ic>. propriedade dos corpus tern varias applicafOos aa
industria e u*os da vida, c particularmente delta
se lira proveito na filtracdo, que nao e mais do
qae i operacao por meio da .ju.il se classificam os
liquilos, separando-.os das particulas improprias
qne i.eem era suspen-io, coma acontece nas agoas
dos rios, quando, depois das cheias, se acham tur-
vas |ior causa das materias terrosas qne acar-
retam.
A filtraclose open po: meio de substancias cu-
jos porjs sio bastaojos grandes para deixareiu
passar as moleeulis das Iij-ii.1i-. ni is muito pe-
quenos para se op porem a passagem das substan-
cias solidas que elles content e;n suspensao.
0: apparelhds empregados para taes fins sao
dentminados fillros, e ordinariamente sao feiios
de pi|iel sera colla, At feltro ou outros tecidos se-
mell antes, de pedras porosas, dc carvao pilado,
etc., etc.
Com o nome de fonte filtrante pole ser empre-
gado na economia domesliea um apparelho, assim
iormado : urna caixa de madeira ou outra subs-
(anc a apropriada, aberta na parte superior e di-
vidida ao m -to, horisoutalmente ou eat angulo de
qnarsnta e cinco graos, por meio de uma pedra
poro:.a e de forma quo a agua, que se deita na
parte superior do appareltio e a cima da pedra so
pi"-, passar para o compartimento inferior, abai-
xo da pedra, atravessando os piiros da inesma
pedr*.
Corao o compartimento inferior contcm aree
preciso qae este d'ahi saia para que a agua nelle
entre atravez a pedra, mister se faz que, por meio
de um tubo lino de metal ou vidro, se communi-
que com o exterior o interior do dilo comparlimen-
lo, tr as de forma que a agua nao se perca. Alera
disso, para a extraccao da agua filtrada, e indis-
pensivel que se uolloque uma torneira aoropriada
no mferido compartim nto inferior, era uma d.s
faces ou lados da caixa.
Urn outro liltro qae pode ser utilisado na eco
nomia domestica, e o de que usam os boticarios e
tern a nome de condor de Hippocrates.
Consiste este fillro em uma cspecie de sacco
afuuiUdo, feito do feltro, e que se suspende a'utna
haste de madeira ou cousa seraelhante, por meio
de tr is ccrdoes, collocando-se abaixo delle uma
vazill.a para aparar o ijqmdo que s.* quer filtrar.
Oeita-se o Uqpido no interior do sacco, atravrez
de ccjos poros elle passa lentamenle, ao passo
que lodas as paries solidas em suspensao no It-
quidc, ficam deutro dojillro.
Eiie modi de fiitrafiio convem ospecialinente a
-UriiicaQac dos xaropes e ltcores.
Tambem t'e emprega como filtros carnadas da
earvtp vegetal em po, atravez as quaes passam
oj liqnidos, e identico affeito (irnduzem camadas de
areia e da vidro pilado. -Nao e senao era virtude
de SL.a liltrai-ao natural atravez a terra, que as
;>guai das ioates sao limpidas.
E', sem dnvida, por effditO da porosidade que
o carvio lowniescente, qumdo coberto pelascin-
zas, queima e se consume lentamcme, visto como
o a'r que peaetra atravez as cinza- conserva a
combu^iao la> vagaro3a quao leuti e a sua passa-
gem. Se o carvao for. porem, coberto por uma
substancia impermoavei ao ar, apagar-se-ha iin-
mediatamente, por isso que e n ar quem, por meio
do oxygenio que contem, alimenta a combustao.
FiBalmeate, por causa da respectiva porosi-
dade, que inuitis corpos, taes como as madeiras,
as cordas. o papel e as nelras, se deixam peootrar
pela lumidaledo ar, de que resultanas madei-
ras, uma especie de incliamento, quo e sem duvi-
da a :a isa dos rangidos e eslalos qae proJuzem
os raoveis outros objectos de que usamos.
1 o.mpressiHiUUaili'.A compvessibibili-
dade & a pro^rieJade que tem os corpos de, sem
nada perderem de sua massa,_ d minuirem de vo-
Intne por effeito- de uma pressao mais ou menos
consiieravcl.
Esia propriedade, que resulta da aproximacao
ou concheg uneuto das molecul.is, e ao mesrno tem-
po ucia ppjva e uma conseqnencia da porosidade.
A Gompressibilidade e muito apparente nas es-
ponjas, na cortica, no iniolo de sabugueiro, no pa-
pel e no panno, visto corao, basta coinpiimir estes
corpes enlre os dedos para reduzir-llies os vo-
lumes.
A comprc-ssibilidade dos me taes 6 demonstrada
U>elo cunho das medalhas e das raoedas s. b a pres-
sao das respectivas prensas ou machinas de cu-
nhag:m.
Quanto abs liquidos ja dissemos que sua com-
pessibilidade e tao pequena que, durante muito
tempu, elles foram tidos como iacompressiveis.
De todos os corpos, porem, os mais compressi-
veis, venientes pressioes, poilem ser reduzidos a um vo-
lume, dez, vinte e mesrno cem razes rnenor do que
o que a principioapresentam.
Para mostrar a facilidade com qua se pode re-
dazir o volume dos gazes, basta tomarura tubo de
vidro de pare Jes espessas e fechado era uraa das
cxtremidad' e introduzir lhe pela outra um era-
bulo ou pi&lao, que se ajuste perfeitamente as pa-
redes do dito tubo.
Assim disposto o apparelho, ve se que o ar con-
tido no tubo nao pode escapar se ; etitretanto car-
regando-se sobre o embulo, vese-o entrar ale o
meio do tubo, depois ale duas tercas partes, e lo-
go an os ate as tres quartas partes; de onde se
conclie quo o volume do ar foi se reduziodo suc-
(essivamente a raetade. a um terco < a um quar-
to do que era a principio da operacao.
Ga:es ha. porem, que nao resistem muito a pres-
aao. \isto como, quando submettidos a ella, apre-
?entam a notavel propriedade, de que nos occu-
parerios depois, de se liquificarem, ho 6, de pas-
car do estado gazoso ao estado liquilo.
(Continuar-se-ha)
MRTE omCIAL
Govcrno da provimcla.
1.' seccao.
EXPEDIENTB DO MA 19 DE MARCO DE 1874.
Oflcios
Ao Exm. brigadeiro comraandante das ar-
umEm execucao ao aviso do ministerio da
guerra de 6 do corrente, sirva-se V. Exc. de dar
i-uas ordens, para qne sejam desligados do 9* bata-
hao de infanteria, seis das respectivas pragas, as
quads deverao 3egnir para a provincia do Amazo-
nas, afim de reunir-se ao 3 batalba,o de artilhe-
rta i. pe.
Ao inspector do arsenal de marinha. Atten-
ded o as razSes expostas por Jose Franeisco de
Souza Lima, no requerimento sobre que versa a
sua nforniacao de hontem datada, 'ob n. 8i6, re-
.....Td-- a V. S. que mande abrir nova praca
- '?.? !T-ato de carne verde aos navio na
arm ida t estaoelecimemos dc ma:inha no trimes-
tre le abrll a jr .ho proximo vindotiro..
Ao rnesmo.Em cumprimenlo ao aviso do
rnin.sterlo da marinha de 9 do corrfnte, mande V.
S. promptificar para serem remettidos na primeira
opportunidade a companhia de aprendizes mari-
uheiros do Itio Grande do Norte, os objectos con-
s'aiitcs da inclusa relacao, exceptuando-se os cai-
xoes para guardar mantimentos.
Ao director do arsenal de guerra.Deolaran-
do o Exm. Sr. rainistro da guerra no aviso de 4
do corrente, que para aracao e vestvario dos apren-
dizes menores des-e arsenal fica fixada a diaria de
520 rets, sendo 330 rels para alimentacao e 190
rei para vesiuario; assim o communico a V. S.
para os fins convenientes.
Ao cummandanle do presidio de Fernando de
Noronha. Heceba V. S. opportunameute nesse
presidio, como determina o Exm. Sr. ministro da
guerra em aviso de tO do corrente, o reo Louren-
co, escravo, coodemnado a gales perpetuas, em
virtude da commutacao da peiia de morte, qne lhe
foi iraposta.
*.* seccao.
Offleios :
Ao Dr. cliefe de policia. Approvo a delibe-
racao tomada pelo delegado do termo de Tacara-
ni. dc conlratar por 204090, uma guarita para
obrigar a sentinella da respectiva cad^a, o que a
V. S. communico para os fins convenientes, e em
resposta ao seu offlcio de 12 do corrente sob n.
366.
Ao mesmo. A' vista das informacoes junta',
por copia, sobre a arrematacao do fornecimeuto
do sustenlo dos presos pobres da cadeia da cida-
de do Rio Formoso, com as quaes concordo, fica
respondido o uIDcio de V. S. de 31 de Janeiro ul-
timo*, sob n. 117.
Ao mesnn. Communico a V. S., que, se-
gundo participacao do commandante do presidio
de Fernando de Noronha de 9 do corrente, deixa-
ram de vir para esta capital os sentenciados re-
quisitados por V. S. em ofllcio de 10 de fevereiro
proximo passado, por f.ilta de escolta, e ter-se op-
poslo a viuda delles o commandante do vapor.
Ao commandante superior da guarda natio-
nal de Nazareth.Attendendo ao que requereu o
soldado do 9 batalhSo de infantana Jose Ignacio
dos Santos, recommendo a V. S., que me envie
um documonto legal, passado pelo comraandante
do 19 bataloao do infanteria, sob seu commando
superior, com o qual se prove haver a referida
praca, conforms allega, marchado para a guerra
do Paraguay em 1866, na qualidade de voluntirio,
endo entao morador em Alagoa Secca, districto do
mencionado batalhao.
Ao juiz de direito da primeira vara.Com
muoico a V. S., que, segundo participacao do
commandante do presidio de Fernando do Noro-
nha, de 9 do corrente, deixiram de vir para e.-ta
capital os sentenciados requesitados por V. S. era
seu offlcio de 2 de fevereiro proximo passado, por
fal'.a d9 esiolta, e terse opposto a vinda delles o
commandante do vapor.
Ao commandante do corpo do policia.Man-
de Vmc. i.-li ninar Jo corpo sob o seu commando o
soldado Jose Herculano Soares, visto to.- sido jul-
gado incapaz de continuar no servigo, como con-
sta do attestado annexo ao seuoflhiode 18 do cor-
rente.
Ao mesmo. Mande Vmc. alistar no corpo
sob o seu command) o paisano Jose Tavares do
Espirito Santo, visto ter sido julgado apto para o
servioo raititar, como se vii do attestado annexo ao
seu offlcio desta data, sob n. 133.
3.' seccao.
Oftlcios :
Ao inspector da thesouraria defazenda.
Transmit'.o a V. S. para os devidos fins, tres or-
dens do Ihesouro nacional sob ns. 37, 38 e 39,
dous oflicios que a essa the-oura'ia dirige a li-
r : n.-i geral das readas publicas, sob ns. 5 e 6,
c uti dito em que a secretaria de estado dos ne-
gocios da thesouraria remette o titulo declaratorio
do meio soldo que compete a D. Anna Maria Mar-
ques Tavares,
Ao mesmo.Tendo nesta data,a vista da in-
formacio dessa thesouraria de 18 do corrente, sob
n. 970 serie F. relevado o bacharel Joao Lins Ga-
valcanle de Albuquerque, da multa que lhe foi ira-
posta pelo collector de Iguarassii por dSo tor ma-
triculado no prazo legal a iogenua Maria, lillia de
sua escrava Gonstantina ; assim o communico a
V. S. para os devidos fins.
Ao mesmo.Havendo o Exm. Sr. ministro
da guerra, pelo aviso de 4 do corrente, resolvido
marcar a diaria de 520 rs. para a racao e vestua-
rio dos aprendizes menores do arsenal de guerra,
sendo 330 rs. para aquella e 190 rs. para este ;
assim o communico a V. S. seu conbecimento e
direccao.
Ao mesmo.Constando de offlcio do inspector
do arsenal dc marinha, haver o respeclivo aju-
danle do porteiro Francisco Gomes da Costa, reas-
sumido hontem o exercicio do seu eraprego, resi-
cnando portanloo resto da licenca que gozava, con-
cedida por esta presideucia ; assim o communi-
co a V. S. para os fins convenientes.
Ao mesmo. Para os fins convenientes, re-
metto incluso a V. S. a carta imperial de reforma
do tenente-coronei Manoel Joaquim do Rego e Al-
buquerque, commandante do 6* batalhao de in-
fanteria da guarda nacional deste municipio.
Ao mesmo.Transmitlo a V. S. para os fins
convenientes as inclusas contas documentadas da
receila e despeza da enfermaria do presidio de
Fernando de Noronha, relalivas aos mezes de ja-
noiro a fevereiro ultimo, e bem assim o parecer
em duplicata da junta de inspeccao, que exami-
nou ditas contas na forma das disposicoes em
vigor.
Ao inspector da thesouraria provincial.
Para os fins convenientes, participo a Vmc. que
em 13 do corrente, o adrainistrador da casa de ae-
tencao, bacharel Rufino Augusto de Almeida,
reassumio o exercicio das funccfies de seu cargo,
disistindo do resto da licenca que lhe fatava gosar.
4' seccao.
Acto :
0 presidente da provincia em vista da pro-
posta do director geral interino da instruccao pu-
blica em offlcio de 17 do corrente, sob n. 95, re-
solve exeonerar o professor interino de primeiras
lettras da cadeira de Tacaite Silvestre Pires de
Azevedo.
Offleios:
Ao Dr. inspector da satide pnblica.Mande
V. S. preparar e remetta a secretaria detta pre-
sidencia, uma carteira com melicamentos homeo-
palhicos, para ser enviada ao presidente da cama
ra municipal de Panellas, onde reinam febres de
mao caracter.
Ao 1* juiz de paz do 1* districto de Buique,
Em offlcio de 31 de Janeiro ultimo comrauni-
cou-me o 2* juiz de paz Dorindo da Cunha Lima
a quem Vmc. havia passado o exercicio, que in-
terrompeu os trabalhes da junta qnaliticadora dos
votantes dessa parochia, era conseqoencia de nao
haverem sido nolidcados todos oseleitores e sup-
plentes, nao tendo elles comparecido na totalidade
para a formacao da junta ; no que andou aquelle
fnnccionario muito regularraente, visto como essa
falta inquinava dc nnllidade substancial os referi-
dos trabalhos, segundo o disposto no art. 4* da lei
n. 477, de 19 de agosto de 1845, e diversas deei
soes do governo. Designo, portanto, a primeira
dominga proxima para ter logar a formacao da
junta de qualifkacao dessa parochia, devendo,
Vmc, oa convocacao que houver de fazer, dar in-
teiro cumprimento as disposicSes do c'rtado artigo
Je loi."-
Ao 2* juiz de paz do distr'.sto de Buique,
Dorindo da Cunha Lima.Gerto do? raotivos que
coucorreram para serem interrompidos os traba-
lhos da junta qualificadora dos votantes dessa pa-
rochia, nesta data offlcio ao t juix de pax e a ca-
mara municipal dessa villa, dosignando a 1* do-
minga de maio proximo para a formacao da junta,
precedendo a convocacao nos termos da lei. Fica
assim respondido o seuoffl.i) de 31 de Janeiro ul-
timo.
I'ortarias :
A' camara raunicijial da villa do Palmares.
Declaro a camara municipal da villa de Pal Dares,
que submetti a approvacao da assemblea provin-
cial os artigos additives de posturas, que z mesma
camara remetteu com offlcio de 30 de Janeiro ul-
timo.
A' camara municipal da villa de Salgneiro.
Em resposta ao offlcio do 17 de Janeiro fiodo,
que me dingio a camara municipal da villa de
Salgueiro, participando ter arrematado os impos-
tos municipals pela quintia de i:339, declaro a
mesma camara quo approvo o seu acto.
A' camara municipal da villa do Ruiqiie.
Declaro a camara municipal da villa do Buique
que approvo a noraeacio do vereador Antonio Ce-
sar de Vasconcellos Campos para marcar e de-
signar os limits* dessa villa, segundo me comoau-
nica em offlcio de 12 de fevereiro ultimo. .
A' mesma.-Nesta data offlcio ao 1 juiz de
oaz do 1* districto dessa villa, desigaando a 1' do-
minga do maio proximo ,para ter lugar a forma-
cao da junta de qualifi:acao de votantes dessa pa-
rochia, o que por motivos justos deixou de fazer-
se no tempo marcado por lei. Assim o commu-
nico a camara municipal da villa de Buique. para
seu conhecirmnto e fins convenientes, consumes
do art. 7* da lei n. 387, du 19 do agosto de 1816.
5.' seccao.
Offleios :
Ao eng^nheiro chefe da repartcao das obras
publicas. -Bemeltt Vmc. a secretaria nesta presi-
dencia a planta da estrada de ferro do Bebedou-
ro, que se a -In nassa reparticao.
Ao engenheiro encarregado das obras publi-
cas geraes.Reltero a Vmc. a minha ordem de 14
do corrente, mandando o-car os concertos de que
precisam o caes do Apollo e a rampa denoooinada
do Tasso.
EXiVHDIBNTE DO SECtlET.VRIO.
2.' seccao.
Offleios :
Ao Dr. chefe de policia S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia manda remetter a V. S. o in-
cluso titulo de nomeacao de Claudino Jose de Mel-
lo para subdelegado do districto Quipapa.
Ao tenente-coronei Manoel Joaquim do Rego
Albuquerque.Por esta secretaria se communica
ao Sr. tenente-coronei Manoel Joaquim do Rego o
Albuquerque, que a earta imperial de sua reforma
no posto de coronel se acha na thesouraria de fa-
zenda para o pagamento dos respectivos direitos.
Ao adrainistrador da casa de detencao.S.
Exc. o Sr. presidente da provincia raanda accuw
o recebiraento do offlcio de V. S., do 13 do corren-
te, em que participavame que naquella data re-
assumio o exercicio do cargo de admioistrador da
casa de detencao, desistindo do resto da licenca,
que lhe faltava gosar.
4' secern.
Offleios :
-Ao secretarlo da assemble* provincial.
N. 88.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia remetto a V. S. para levar ao conheei-
mento da assemblea provincial, copia das infor-
macoes ministradas pela prove loria da Santa Ca-
sa de Misericordia, sobre o contracto dc servico
mortuario ; ficando assim respondido o oflkio de
V. S., da li do corrente, sob n. 15, que as solici-
tou, por deliberacAo da mesma assemolea.
Ao mesmo.N. 29.De ordem de S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, remetto a V. S., para
serem submettidos a apreciacao da assemblea pro-
vincial, os artigos additivps de posturas, que me
farain enderecados pela camara municipal da villa
dn.Palmares-.
OESPACIIOS DA PRESIDENCY, DO DIA 1* DE AGOSTO DE
1871.
Bento Augusto da Silva.Informs o Sr. Dr. che-
fe de policia.
Tenente coronel Frederico Velloso da Siiveira.
Forneca-se.
Idem idem idem.
Padre Francisco Alves de Abrante. Deferido
com offlcio desta data ao Sr. inspe ;tor do thesouro
provincial.
Irmandade de Nossa Senhora do Terco desta
cidade.Informo o Sr. inspector do thesouro pro-
vincial.
Jose Maria Ildefonso Jacome da Veiga Pessoa e
Mello. Forneca-se.
Coronel Juao de Souza Fagundes.< Forneca-se.
Jose Paulino Redrigues de Barros. Imforrae o
Sr. Inspector da thesouraria da fazenda.
Jovino Bandeira. Informo o Sr. engeuheiro
chef da reparticao das obras publicas.
Major Leodegario Correia de Oliveira. Passe
por.aria concedendo a exoneracao pedila.
Manoel Alves Guerra. D&se.
Maria do Rozario. Indeferido.
Bacharel Pergentino Saraiva de Araujo Galvao.
Certifique.
Tenente-Coronei Severiano Monteiro Leite.
Deferido com offlcio desta, dirigido ao thesouro
provincial.
Fr. Venancio Maria de Ferrara. Deferido com
offlcio desta data, dirigido a thesouraria de fazen-
da.
Stlo e JanilD 3 :i li. <- 5 m. da
tarde. Hercado in iiicravcl.
Bit Ilia S.Hoove huje um graode
meeting para tratar-se da reforma
eleltoral. Presidio a reunlai> o con-
Mf-lheiro Dantai. Fallaram o mes-
mo coaMeiheiro Dantas. o Dr. i.i-ub
Volloso. /:ima e outros.
Para S. -Slorreu noje o cnere de
esquadra Pedro da Cunha.
m
(agencia havas-reuter.)
Londrea 3 de agosto.Em vista
dos ultimos acontecimentos deHes-
pautaa, a esquadra ingleza do He-
diterraneo receben ordem para se-
guir immediatamente para Barce-
lona.
Humn 3. Uma fragata italiana
foi mandada para o golpho de Bis-
caya.
(AGENCIA AMERICANA.)
Londres i. de agosto.A rragata
braslleira encouracada INDEPEN-
DENCE, que se estava eonstruindo
nos estalelros de Miiiwull, pegou
na carrelra ao cahir ao mar. Sof-
fren bastamte e Julga-se perdida.
Estava scgura contra rlsco do Ian-
camento.
Madrid 1.*O exercito hespanhol
cbegon a Morense. O general m-.
\era vai commandar um terceiro
corpo.
Paris f .A assemblea de Versail-
les votou o adlamento ate SO de no-
vembro, e rejeitou uma proposta.
levantando o estado de aitio em
que ainda se conserva a capital. O
arceblspo de Paris publicou uma
pastoral censurando o governo lta-
liano. O governo apressou-se em
reprovar semelhante comporta-
mento do prelado.
Paris.Correm b>atoj r-*<< ".-
dosdo t;-7-." inn-i. do go ftt
taespanbi.. p'.-i .,e* gar no* potcn-
cias.
Iitsboa 3. Cbegaram os paquetes
PUNO da linba do Pacillco e rranccs
G1R0NDE.
ASSEMBLEA PROVINCIAL
SESSAO ORDINARIA EM 18 DE MAIO
PBESIDKNCIA DO SS. FRRREIA.V DE AGUIAR.
Vinte cniuutos depois d) meio dia, acbando-se
presentes os Srs. Tolentinu de Carvalho, Ralis e
Silva, Uchua Cavalcanto, M. do R-go, Goes Caval-
cante, Firmino de Novae*, Soares, Agmar, Arru-
da, Souia Leite, Olympio Marques, Dario Caval
cante, Oliveira Andrade, J. Mello Rego, Nascimen-
to Portella, Cunoa Cavalcante, Tiburcia de Maga-
lhaes, Felippe de FigueirGa, Dimiugos Pioto, An-
tonio Paulino, Travasso de Arruda, Pinto Pessoa,
Gomes Parents, Vieira de Mello, Lacerda e Gas-
par de Drummond, faltando sem causa participa
da os Srs. Arconci >, Camboim, Pereiti, Amaral,
Gondim, Alipio Costa, Joao Bar bat ho, Tito e Gon-
calves Ferreira, abre se a sessao.
E" lida e approvada a acts da sess3o antece-
dence.
0 Sr. 1 secretario da conla do seguinle
EXPEDIE.N'TE !
Peticues :
De diversos proprictarios c m ra lores da Ca-
punga, pedindo que seja desapropriada a p?rte de
um sitio em frente a rua da Graca. A' commis
sao de peticoes.
De Ignacio Ferreira Lias, pedindo o pagamento
de 105,750 reis que lhe il .ve a camara municipal
da Escada. A' commijsao de orcaraento muni-
cipal.
De Lourenco Xavier da Fonceca, pedindo o pa-
gamento da quantia de lii.GO.) reis, proveniente
de alimentos fornecidos aos presos pobres da ca-
deia de Bom Jardiin. A' commissao de orcaraen-
to provincial.
ORDEM DO DIA.
Primeira parte.
Continua a 2' discussao do art. 30 do pr jecto
n. 16 deste anno, lixando as despezas das camaras
mnoicipaese autorisando-as a cobrarem os respe-
ctivos impostos no anno financeiro de 18741875.
Sao lida*, apoiadas e entrain conjunctaraete em
discussao as seguinles emendas :
N. 10. -Ao art. .'10 29, em vez de iOrs., di-
gs-so 2JO rs. Fiyneiiixi.
N. It Ao art. 30 3idiga-se 400,000 rs.
em vez de 100,000 rs. Dr. Manoel do Rego.
O Sr. Toleuiino dc Carvalho oppoe-
se a esta ultima emenda, por achar execssiva a
eleva.;a:) do irupjilo a 400,000 rs.
Sao mais iidas, apoiadas e eatram igialmeuto
on discussao as seguiotes emendas :
N. 15. Ao art. 30 34 em lugar de 100.000
rs., diga se 500,000 S. R. Tolenlino de Carva-
lho. a
N. 13. Ao 34 do art. 30, em lugar de
100,000 is., digi-se 500.000. -Ralis c Silca.
a N. li. Ao art. 30. Em lugar de impos-
tos, etc., diga-se dos seguintes impostos.
N. I'i. Ao 21, em lugar de inclusive, di-
ga-3o exclusive. W. da Silca.
O Mr. Ciucs Cavalcante faz algumas ob-
servacoes
O st. Felippe de Figueiroa pede a re-
tirada da eaieuda que apresentou e tem o n. 10.
Consultada a aasemUea, ella decide pela atlir-
matlva.
Sao, flnalinente, Iidas, anoiadas e entrain em dis-
cussao as seguiotes euieudas :
a N. 10. Substitutivo ao 20 do art. 30.
200 rs. por palinode terrenonao numerado, dentro
das quatro freguezias de S. Frei Pedro Goncalves,
Santo Antonio, S Jose e Boa Vista. Figueiron.
t 8, 10 A. Substitutivo a i 29 do art. 30,
2' parte. E 40 rs. nas demais freguezias compro-
hendidoj os arrabaldes, com excepcao dos terre-
nos que tiverem cercas nativas em bom estado de
conservacao S. R. Figueiroa.
O Sr. Ratis e Milva justiflca a emenda
que aprcscntou.
Nioguem mais pedindo a palavra, encerra-se a
discussao, e procede-se a votacao.
E' approvado o artigo e bem assim a emenda
n. 13 e a 1" parte da de n. 16, sendo rejeitadas as
de ns. 11, 12, 14, 15, e a 2 parte da de n. 16.
Sao approvados os art-. 31 a 36 com as seguin-
tes emendas :
N. 17. Additivo ao art. 31 com applica-
cio ao cercado ou travessao que a camara se pro
poz fazer na serra de Ororoba, para conservar as
plantacoes da mesma serra ao abrigo das invas5es
do gado, Qcando extincto o mesmo imposto logo
que seja concluido este servico. Marques di
Silca.
N. 18. Ao art. 33 em vez de dizer-se Pi-
ca o presidedte da provincia autorisado, diga-se
fica autorisada a camara muuicipal; e o mais
como esta no artigo. Goes Cavalcante.
N. 19. Ao art. 36 diga-se easas de mer-
cado e raatadouros, e em vez de freguezia, diga-se
povoado. Dr. Manoel do Rego.
Sendo retirado o requerimento de adiamento so-
bre 0 4 do art. 2, a pedido do Sr. Xolentino de
Carvalho, e approvado o mesmo paragrapho.
Sio, fraalmenld, approvados os seguintes artigos
addilivos :
a N. 20. Additivo as disposicoes geraes. A ca-
mara municipal de Olinda coniiuuara a cobrar os
foros dos terrenes qne possue no municipio do
Recife. Gomes Parente.
o N. 21. Fica a camara municipal da Escada
autorisada a pagar a Ignacio Ferreira Lins o que
se lhe dever de custas judiciaes G. Drum-
mond.
a N. 21 Fica a camara municipal do Cabo
autorisada a pagar ao escrivao do jury o que se
lhe dever da custas. G. Drummond. >
Approva-se o projecto assim emendado para pas-
sar a 3' discussao.
Continua a 2* discussao do art. 15 do projecto
n. 35 deste anno, orcando a receita e Cxando a
despeza para o exercicio de 1874 a 1875, com as
emendas offerecidas.
O Sr. Manoel do Bego i Sr. presiden-
te, procurarei resumir o mais possivel as obser
vacoes que tenbo a fazer em relacao ao artigo da
receila, que se discate.
Reconheco que a assemblea ja se acha suffi-
cienteraente esclarecida e deseja votar ; porera
julgo do meu imprescindivel dever justiQcar algu-
mas emendas que apresentei, nao so modificando
certas verbas do orcamento provincial em relacao
aos impostos, como tambem alterando ou suppri-
mindo algumas outras.
Accresce que. Undo me compromeltido, em
aparte, para com o nobre deputado pelo distric-
to, que fallou no ultimo dia de sessao, a mostrar
jiv. .'. aaito exact > o calcolo a-xt f '! dm re
lacTf n ', iV..n'eiro !. 4,- """-' ',' 1 s;.-
tisfaser a esia c-mpromissc, o que nao pude fazer
no ultimo dia dc sessao, porque nao ttaha cm ..no
os raeus apontamentos e nao podia conservar na
mamorta os algarismos, com que tinha da jogar.
' Alera disto nao suppunha quo estauJo daaa pa-
ra a primeira parte da ordem do dia o orcamento
provincial, se prolongasso a sua discussao ate a
bora adiantada a quo chegou, e mesmo julgava
quo mais algum mem'oro da commissao pedisse a
palavra para dar esclarecimentos sobre os diffe-
rentes paragraphos do artigo que se discute.
A assemblea sem duvida exerce neste momento
atna de suas mail importantes misaoes, qual a de
marcar o quantum com quo cada cidadao deve
contribuir paraare:eita da provincia, isto e, o
imposto que cada um dove pagar. E por isso
mesmo que 6 este a retribuicao dos beneiicius que
o cidadao recebe da sociedade, deve ser equitativo
o mais possivel, de modo qus nao va onerar prin-
cipalmente a uma certa classc da mesma socie-
dade, como me parecc que acontcce com alguns
impostos propostos pela commissao, o que pretendo
demonstrar opportunamente.
Devo em primeiro lugar occupar-rae do estado
financeiro da provincia.
Do relatorio apresentado pelo digno inspector
da thesouraria provincial, vti-se que a receila cal-
culada para o futuro anno financeiro de 1874
1875 e de 2,060:884*919. Convem dizer desde
logo que desta receila eu deduzo os 59:395*098,
que teem applicacao especial ao asylo de mendici-
dade.
0 Sn. J. Mello Reck E' in-Iiffurentc isto.
0 Sit. Ma.niki. dj Rego: Tendo essa renda
uma applicacao especial, nao faz parte da renda
geral; logo considero-a como nao existente e de-
duzo-a da totalidade da renda da proviacia.
A de.-peza, deduiida tambem a mesma quantia
relativa ao asylo de mendicidade, foi ca^culada
pelo inspetor da thesouraria em 2,569:960*987.
Portanlo calcula elle o deficit em 519:076*068.
Convem, purem, observar que esta assemblea
na votacao que ja fez, da de.-peza, nao cingio se
absolutamente as ,verbas contidas no orcimento
apresenlado pelo inspector da ihesourariaprovin-
cial, diminuio um tanto essas verbas, de modo que
a despeza votada sobe apenas a 2,307:114*886.
Portant" o deficit calculado pelo inspector da the-
souraria e de raenos duzentos e lant >s contos.
Mas, se a despeza diminuio, diminuio tambem a
renda, porque a commissao reduzio { por cento
no imposto do algodao.
Este quarto por cento, calculado de accordo
com o relatorio do inspector da thesouraria, rnon
ta a somma de 14:200*212. E' uma pequena
parcella.
Ainda ba, porem, a reduccao, que foi mais im-
portanle, era relacao ao assucar. Pagando o
assuc>r aitualmenle seis reis por kilogramma ou
noventa reis por 15 kilogramma?, e tomaado uma
media de 2*675, en re 1*350, preco mini mo do
assucar mascavado, e 4*000, maxiino do branco.
o que nao me parece exagerado...
0 Sr. J. Mello Rego da um aparte.
0 Sit. Manuel do Rkgo : Mas o rainimo e
muito baixo.
Posso informar ao nobre deputado que o assu
car mascavado vende-se ainda por 1*600, o some-
nos entre 1*600 e 2*400, e o branco dc 3*600
ate 44000, o superior.
( Ha um aparte. )
Alliain;.! ao nobre deputado que vi assucar bran-
co Vendido a 4*000. 0 assucar do eogeobo Gun
jaii de Cima o de alguns outros foi veodido du-
rante a safra actual de 3*600 a 4*000. Ja vd,
portanto, que nao e exagerado este medio que
tomo. A prnva disto e que em um dos bem cs-
cripl )s artigos sob o titulo 0 commercio e as fi-
nancas da provincia, do Jomtil do Recife, toma-
se como termo medio o mesmo preco que tomo,
2*675.
0 Sr. J. Mello Rego : Esta muito alto o
termo medio.
0 Sr. Manoel do Rego : Eu entendo que
nao.
Ora, tornado esse termo medo de 2*675, e sen-
do o imposto de tres por cento, ter-se hade cobrar
por cada arroba dc 15 kiiograminas, 8u reis, vindo
portanto, a ser a dilferenca em cada arroba de 10
reis.
Attendendo-se a que o relatorio do inspector da
thesouraria provincial calcula o rendimento do
assucar em 479:473*776, o que corrcsponde a
79,912.290 kilogrammas, ou a 5,327,486 }i arro-
bas, e sendo a diminuicao de 10 reis por 15 kilo-
grammas ou arroba, a reduccao na renda do as-
sucar subira de 53:274*860.
Dirainuidos, portanto, de 2,060:884*919, receita
calculada da provincia para o anno financeiro de
1874-1875, os 67:475*072, que sao a 'diffcrenca
para raenos dos impostos do algodao e do assucar,
tereraos de renda liquida 1,993:409*847.
Sendo a despeza votada pela assemblea.......
2,307:114*886, havera amdeficit de 313;705*039.
Vi-se, pois, que este deficit esta muito longe dos
setecentos e tantos contos, era que o avaliou o
nobre deputado pelo 1 districto. Tinha eu, por-
tanto, razao quando em aparte dizia que o calculo
do nobre deputado era exagerado. Servi-me das
mesmas bases de que se servio o nobre deputado,
e calculando as despezas votadas pela assemblea,
mostro que odeficit e apenas de 313:705*039.
\ Cruzara-se differentes apartes que interrom-
poin o orador, )
0 Sn. Presidente : Attencao Convido o
nobre deputado a continuar o seu discurso, dei-
xando de responder aos apartes, porque do con-
trario nuuca chegara ao fim a que se propoe.
0 Sr. Manoel do Rego : Vejaraos agora
quaes os impostos propostos pela commissao para
fazer face a este deficit, quaes os propostos por mira,
e quanto rendem uus e outro!. Occupar-me-hei
antes de ludo d'aquelles a respeito dos quaes
divirjo da commhsao, d'aquelles impostos qae nao
posso aceiiar.
Em primeiro lugar propuz a suppressao do art.
13, que determina que se cobrara quatro reis por
kilogramma de farinha de trigo, bacalhao, carne
secca e outros generos de estiva importados e des-
linados ao consumo.
Este iraaosto sobre os generos alimenticios e
contrario a jastica e a economia em geral, porque
concorre para encarecer os productos mais ne-
cessarios a vida, e recahe principalraente sobre o
pobre, o qual, por mais que farja, nao se pode
eximir delle.
Lembro-me de que o nobre relator da com*
missao, procurando justificar este imposto, dis-
*e que seria elle um meio de animar o trabalho, it
obrigar a trabalbar se mais do que actualmente.
Ora, permilta-me o nobre deputado que lhe diga
que este argumento nio me parece um argumento
seria.
0 Sr. J. Mello Rego :Pois eu me persuadia
de qua era serio, porque quando fallo nesta casa e
sempre seriamente.
0 Sr. Presidente :Quando o nobre deputado
disse nao e argumento serio,eu entendi que que-
rn dizer um argumento sem valor; de outra
maneira nao poderia consentir na propo3i$.io,
0 Sr Manoel do Rego : Deoutra maneira eu
nao podia usar delta, porque nao son capaz de
offender ao nobre deputado e a nenhum outro col-
lega ; nem se poderia tirar outra tlacao das pala-
vras que empreguei.
0 nobre deputado sabe que cada pessoa seuto
por seu proprio instincto a necessidaue de traha-
lhar o mais possivel, porque reconhece que quanto
mais trabalbar, mais folgada lhe sera a vida, por is-
so que mais tera para satisfazer as suas secessida-
' :', -i tvphempara formar um peculi? ;tae lhe possa
tornar a vida supportave! na vefuice. Mas, lasdfl
quj se reconhece quco trabalhador tem necessidade
de trabalhar mais para tirar d'ahi a dilferenca do
preco dos generos alimenticios, encarecidos pelos
impostos, qual seria o estimulo para elle entregar-
se ao trabalho ?
Assim havera augraento de trabalho, mat >
havera augmento de procora do mesmo.
0 resultado sera qua o trabalhador tera de pa
gar mais earo aquillo que poderia obtor por meow
dinheiro, e por consequencia as suas condicoe*
serao muito peiores,
Logo, se e um beneficio que a commissao quiz
fazer, eu tenho demon-trad < que, em vez de be
nelicio, vai fazer um mal.
Esta e a regra geral, e a ooiniao de todos os raws-
tres de economia politica. Se se aupmenta o iin
posto dos generos alimeatistos para que o traba-
lhador seja obrigajo trabaliiar mais e M este
assim faz para poder obter esses generos, a eoat-
clusao e que nl) havenio augment i na proenra.
ni-i havera augment" de lalario, e sera elle coa-
gido a trabalbar mais pelo mesmo salario, pek
que trabaihava menos, coinprandd os geaerot ali-
menticios por maior preen, vindo assun a arrni-
nar-se, n que se deve evitar no intcresse da socieda-
de, tornando-lhi1 a vida faeil e folgada
O Su. Potto Pnsoa : E' uma cooclusao mi
donha.
0 Sr. Ma>om. do Rego : Estes si* os princi
pios adoptados por todos os economisUs sem do
vida alguma ; admira qae o nobre deputado o-
conteste.
(Cruzara se alguns apartesj.
0 Sr. Presidente :Attencao Pe;o ao nobr*>
deputado que deixe de responder aos aparte*.
0 Sr. Mknoki. do Rego .-Portanto, sio pos
aceiiar esle imposto. Como ja disse, am imp is
to que nao e equitaiivj, porque recahe demaniada -
mente e de prefereueia sobre certa classe da so-
ciedade, justiraeate a mais necessitada.
Sera am preteito para augmentar-s* extraordi-
nariaraente o prcic > dos generos aliraenti-os em
prejuizo da classe pobre, que nao po le absolata-
racnte delles prescindir ; ainda mais oner a aqT-Ila*
que gasura com largueza e generosidade, ponpando
03 avarentos, e portanto nao e um imposts equita-
tivo.
Fropuz tambera uma e nenda snppriraiado o |
16, que diz: ()()
a 1*000 por cabeca de gado cavallar, qae fur
vendido, perraatado ou adquirido por qualqner
forma, ficando abolido o arrolamento ou rr-atricala,
e escripto de vends, creadoi no regulamento res-
pectivo.
Acho iaexequivel este imposto. Por exemplo :
um i pessoa que va de viagem ao interior da pro-
vineia, e que lhe adoeca um auimal on morra
tem necessidade de comprar um outro ; mas es-
lando a collectoria dislante algumas leguas, v4 se
na impossibilidade de fazel-o, porque nao poJeJpa
gar o imposto.
Parece-me. porera, que a commissao reconhc'
ceu a impossibilidade da execuc". j deste imposto
porque propoz um paragrapho substitutivo, qae
diz :
900 rs. por c..be;a de gado cavallar, eobrados
nos diversos rnuaicipios da provincia, com excep -
eio das fazendas de criacio.
'_M.iizera obter uma explica.ao da nobre commis
sao : se fica ainda subsistindo a matri:ula do ga-
do cavallar nos differentes municipios da provin-
cia
O SB. S.ii /v I.iiri- : A matrirula !* aeabada.
0 Sr Manoel do Rego :Mas se o qae acabo
de Mr. e substitutivo do 16', no qual se acaba com
a matricula, e como se este nao exislisse, e por
tanto parece que a matricula sobsiste.
O Sn. J. Mello Rego : Nao ha matrienla.
0 Sh. Manoel do Rego :Entao lornava-se de-
necessaria a ultima pane do ;' 16, qae determina
va expressaraente ficar abolida a matricula.
0 Sn. J. Mello Rego da um aparte.
O Sn. Hamas. d>> Reg> : Logo nao era super-
tloa a explicaca > one eu pedia ao notro deputado.
0 Sr. Olympio Marqi'es : E' preciso qae haja
uma delibera.ao da assemblea revoganlo a matri-
cula.
0 Sn. Manoel do Rego :Assim penso e e jus-
tamente por isso que propuz esta duvida ; von
apresentar um additivo ao substitutivo da com-
missao, abolinlo a matricula.
Julgava necessaria esia explica.ao da commis
sao, mas e conveniente evitar duvidas futuras.
Ao S 21 apresentei uma emenda, reduzindo a
um decimo por cento o imposto de uHo por cen-
to sobre as uerancas de herdeiros necessaries.
Nao acho muit) justo este imposto. Em tode o
easo nao entro nesta apreciacao, e o admitto, por-
que reconheco quo as circumstancias da provin-
cia nao sao muito prosperas ; mas sempre direi
que o acho exagerado ; quando o decreto raider-
no de 28 de mar.o do corrente anno ..irapOe I
decimo por cento, nao deve esta assemblea i upur
meio por cento. Proponho, pois, uraa emenda re
duzindo este imposto a 1 decimo por cento, com >
na corte.
0 Sr. Tibubcio de Magalhaes :E" porque na
corte ba maiores fortunas.
0 Sr.Manoel do Rego :Ratio de mais para
que fosse la maior do que aqui, porque quem tem
mais, sente menos o imposto do que quem tem
menos.
A cotnmissao tambera apresenta uma emenda io
_ 46, que diz : (le) pedagio de pontes e estrada?
na razao do dobro.
Aeho exagerada esta imposicao, elevar-se ao do-
bro o pedagio das estradas, justamente quando es-
tas se acbam em pessimo estado. Quizera conser-
var este imposto como esta, mas a vista das cir
enmstancias dos cofres provinciaes, nao terei dnvi -
da alguma em votar por am augmento, porem
quando muito de 50 */! e Deste sentido apresentei
uma emenda.
Creio que quanto to mais acho-rae mais ou me-
nos de accords com a commissao. Nao apresen
tei emenda ao 15, mas o nobre deputado pelo 1*
districto; o Sr. Pinto Junior, apresentou uma
reduzindo a 2*500 o imposto de 2*800 por
cabeca de gado consumido na provincia. Nao tenhr
duvida em votar por essa emenda.
Acho que nao devemos augmentar e imposto sobre
o gado, porque e tambera genero de I' necessida-
de ; isso dara raotivo para ser augmentado o prece
da carne, era prejuizo principalmente da classe po-
bre, e por isto voto pela diminaicao.
0 Sr. Vieira de Mello :Entao aceiU o qne
existe t
0 Sr. Manoel do Rcgo :Sim, porque o imposk-
de 2*500, que esta em vigor actualmente, ja nao -
modico.
0 Sr. Vieiba de Mello :Quer-se solver a di-
vida da provincia diminuindo todos os impostos
0 Sr. Mangel do Rego : Nao ha tal diminuicao.
ao contrario mostrarei que com os impostos, enjo
augmento proput, chegaremos ao ponto que c.ue
remos.
0 Sn. J. Mello Rego da um aparte.
0 Sr. Manoel do Rego :Comos impostos pro
postus pela commissao tambem nao chegaremos ao
flm que ella tem em vista, como demonslrarei.
Proponho em 1* lugar qae no 7*. em lugar de
100* diga-se 200* por escravo exporttdo.
0 Sa. Vieira de Mello : Este 6 que c um im
posto injustissirao.
0 Sr. Manoel do Rego :Nao acho imusto '.*
impisto, como alguns dos nobres depulados
pensam.
0 Sn. Vieira dk Mello : -Qnero ver eomo ao-
bre deputado expli.-a e.-se angnmnU;.
0 Sn. Ma.voei. i.:. R-..:o ..:. -"
denao se privar a a6ficu'iHra ria nossa proUB aa
dos bracos qae vao em _.-aud3 na nerc para as do
sul.
. 0 Sr. Vibiba de Mello :-E a tnedida apresen-
tada por V. Exc. priva ?



JiBjpMaw
via
- X.
^.
T3iario fo FtOTArobsico fera feira 4. de Agsrt de \%>%k
oil ')MV\fi A 0/YA

OSr. MA!ioa-wrlwr~^i-oiwft-ehH-
merie, mas dilUculta do cerlo
porlacao
men 04 da
duplicar
post).
0 Sn. Tmuaiao as Magalhaes : Was entende
que assim se duplica a renda desse imposto?
( Ha outros apartes.)
O Sr. Manoel do Rroo :Se nao duplicar,
Itaor, porque entao luotarao os agriooltorefc
Ti nho dianie dosolbos umquadn forneddo pela
reparlicao corop.tenle, do qual h vi que de |8G|
a 1873 foram exportaios para o ."ul doimpeno
5,293 escravos.
O Sr. i liyi;iiu Axdbade : Ainda bem I
0 Sr. Mamiki. do Rico :Convem noiarq ue aqui
Bio estao inoluidos mil escravos pouco man oa
menos qne r<>rarn d'aqui exportado:. por eoata do
govtrno alim de Irem para o Paraguay coino sol-
dados.
U;iSr. Dkpltado : -Ja nao eram mais escravos,
cram libertos.
O Sr. Manoel do Rego .--Mas em todo o caso a
agriculiura licou privada desses bracks. Vd-se
port; uto, qne os bracos lirados a m:sma agricul
lura chegam a ceica de 7:000.
Seria muito bom se podes pletamente o.uabalho escr*vo pulo livre. E>la
provido erne o trabalho livre e muito mais pro-
diet vo, e me--mo entre nos temos a prova; ptlo
ultra: o recenseamento vd se qne a provincia de Mi-
nas eonta 5, 115 ecravos, faliaudo ainJa infor
inacnesde 15 monicipioi, e entretanto a sua renda
inforior a de IVrua ul.uc', que p oe ue apenas se-
guorto o mesmo recenscamentj 38,550 escra-
vos.
Jfcis em troca desses irahalhadores escravos que
igticallura lem purdido, qual e a colunisacao
mnile, em^HM'JtsriffBm lwnii"* pwiiiow, llo ipie mm ilentn"* -iesanioiar em rslajft* a>
aagi
que tern
_..acao
concorndi para-a provincial nenhuma
absoiutaratmie. Deixcruo nos, portanto, de Uto-
pias.
I'v: Sr. Deputado : -Mas apezardisso a produe-
ducrio tern att;mentadti.
0 jr. Ma.xoki. do Rku) : Se a agriculiura lem
pnssperado aoeiar dessa delkieuaia de nnlhares de
feracos, imagine o nobre deputado como nao leria
proaperadose nao Hie fal!asse:n esses. Se nao po-
demos ter por or a bracoa Hates, diUkultoraos a
saliiua daquelles, que possuimos.
(Cruzam-se dilferentes apartes.)
0 Sr. Piusidextk : -Allcncaol
0 Sr. Ma.njkl do Rego : Tudo isto sao ntopias.
Eq <,pero qua olbemos para a realidade ; eu vejo
na patica que a agriculiura se reseats da fatta de
brafati
Ss fo9se possivelsubstiiuir todosos bncos escra-
vos por bracos livre?, eu eslaria dea:cordo com os
nobres depuudw. Eu jipensei Ita alguns annos
como os nobres deputados pensam, mas hojepeaw
da raodo reatrailO, povqoe Vfjo que esses Dracos
fazem muita falta a agriculiura.
Vm Sn. Ueputado:-Os bracos escravos nao fa
z?m.
0 Sa. Mam.ihx d emos bracos livres para subsiitui-ljs hem; mas
estes infeiitnieule ca nAo veera.
Num se diga que isto e um attentado, porque os
D0br<>s deputados devem sabor que em alguns (iai-
zes da Euiopa, por exemplo, na Prussia, lem-se
pr.ih.bido que os coloaos venham para o Braeil;
atesjt^m prohibjdu tambem na In.'lat-rra e na
Irlanda, que saiam para os Bstsjua L'nidos ; e
entreunt.i alii e cididao e livre e g za, p.Ttanto,
do se.i pleno dirsito de locomocao. '
Mat aoui a>sim uio acontece ; o e>ta io pole
iinpar certa- conarcoes ao embarque de escravos,
pirqi.amuiias vezes vemn-se esses separados de
unas rajmnias, os aiaridoj das mulheres, as maes
d h tiilios, nc, o que u ceriarnenie eoatrisladt*r.
0 E*. Vn-iiiA di: Sbllo : Mjje nao se i.j e fa-
Kf isto.
0 Si. Handel do-
8(1:0!)pi600, e.qae. espero a asmb|ea nao
tara.
'0 tcnal dos fmpo*tos pp^o% pe"la commiisab
monta a 2li:06756SS E-ta ainda longe, portan-
to. do deticit de 3to:70i*:i9L
Oi injfpstoi *or miai arHlas, e aqnelks que
propu2,i>p>rtain era *9.v7i5*7Ki. Ha para o
total di ei.iiTOsaar. apeaa-iwa differeooa para
monosde8::8lj9J2 r
Coovfim main obicrvar que nos 203:7ioJ736 do
augmeola dos_imposto* p-opoatos por wirm, b2o
inclili am decimo, com qne ceneordj, satre a he-
iao(ados lierdeiros oecessarios. Tendo com-
missao calculado o sea produeto era SM)Q, urn
decimo "por cento render* 1:600*. e esse mtal a 207:3i5|736. Poueo falta paraos...
211:067*61)8 da commissao, entretanto que o aug-
mento propoi-tn por mim achi que esta raaUiT
dividido, pois nao vai onerar de preferencia ao>po-
bre.
Aceitando-se, portanto, o angmento de imoo-.tos
que propuz, vira a ser o deficit de 106:359*303,
o qual eu espero ((ue sera coberto pelo excesso da
receita, o que se da quasi sera pre.
Assim, pelo qne podemo< calcular dD relatorio
do inspector da :he90urana, ve-se quo no anno fl-
nanceiro r^e 1872 a 1873, sendo a receita ur^.ada
em 1,835:779*, fuiaarrecadaJade 2,Hi:360*O77,
havendo, portanto, um augmento de receita de...
278:561*077.
0 Sr. TiBuacio de Magalhaes : -Quantos p.nnos
motra o nobre deputado qne tenham uma arre-
cadaf.io desas ?
O.-r. Manoel do Rfgo : Ha muito*. Ja o
nobre deputado pelo district", que aclualmente
ocoupa a cadeira de presidente, quando fallou pe-
la pnmeira vez, mostrou que a exportacao t?ra
quasi seropre augmentado em quantidade e valor,
ao passo quo a importa;3o tem diminaido, e que
em 14 annos a renda tem sempre ido em progres-
s3o.
Isto prova ai grandes forgas prcduclivas de qne
dispSe a provincia, e devemos confiar nellas, t rin-
cinalmeato attendendo qae o anno financeiro de
1872 a 1873 na i foi aquelle em lue o assucar ob
ten maior preco, ao contrario foi um daquellesem
que foi em geral iml vendido.
0 Sn. Tiburcio dr Magalhaes : Posso dizer
que foi um dos annos de melh r safn, e pro to o
com documentos.
O Sr. Marokl do Rbgo : Jfao obstante isso, di-
go que foi um dos annos em que o assucar ren-
deu menos, por causa d s pre^os do mcrcado.
Ve so, p.irt'into, que nesse auno houve um aug
meuto de renda de 278:5814077, eseado, como te-
nho demonUrado, pdos meus i-alculos o deficit Jo
futuro exerc cio apenas de 106:331*103, devemos
eootar quo seja coberto pelo excesso da arreca-
tjacao.
0 Sr TbOTCIO ns Magm.'es : -Mt o nobre de
putado nap coatoo com a dsp?za das obras pu-
blicas, ffoe estSo em andamnto.
0 Sr. Manoel do Rego : -Nao fmos outros da-
dos para cileolar senao os fornecidos n > re'at'jrio
do inspector d.i liiesouraria pr iviaciil, e eu'b.i-
seei -me Defies, as lira como tambem bas^rj-se a'
commissSo.
0 Sr. Tibimicio de Magai.hus da um aparte.
0 Sn. Man irl do Kejo : -Em tol > o ciso a-ren-
da do assucar no exercicio de 187273 foi de
635:491*105, mais 153 987*630 do que a orcada
para o futuro exercicio e que e de 479:4735776.
n dohci
\n9.ItttitH nu nero
i!-:;ie ds-
a--e-. alwoaaa. ^iT
Goavejn que faeamis todo o 'possivel para ma-
thoraros fne"los de qae dispoe a agricaltura para
fabricar assucar, facililando-lhe aobtenfio de ca
pitaes por u m juro modico.
Cone no. portanto, as observaeJes qae'finha a
faaer. Creio ter demnnstrado o foe prometti, isto
e, que o Jificit ai e tao elevade cemo fignrou o
nobre dr[Hitado-,--qua o etevou a 7W:000*, e qne,
calculandj mesmo pela recerta ej-ela despeza,
independente dos novos jraaostoa, tavera apeoas
am deficit de pane coberto pelos impostoe creadas, ao case de
serem adoptados. .
Antes de concluir dero declarar qae, tendo
adopudo o projecto da eomrakgSo tal qual esta, a
excepcio daquelles || sobre o quaes offereci emen
das, voto contra a aMMinl i do nobre deputado
pelo 1 distticto, o 8r. fcbureio, elevaado os im-
postos sobre o algoJao e a assucar, porque en-
tendo que dsvernos procarar animar por todos os
meios essa nobre clasaa de agricultores, -dos quaes
aufere a provinzia mais de metade da totalidade de
suas rendas.
T%nho concluido.
J^fr- Gomes Parents e outros : Muito bem.
(Continuar te-haj.
ila> e3lai'nenie
uiilh^K-s de f ilhetins,
.le
que
RE VISTA
Rcgj: Ainda hoje se faz ;
sao abusos e verdade, mas aempjr i=so as leis dei-
xa:r, de ser conculcadas.
Nao digo que se estabeleca u n imposto prqhibi-
tiro, masemlira temji o direito Je didicuitir de
algan raodo.
Um Sr. Dkpotaoo :-20D3 6 um imposto nrohi-
bitlvo.
O .'Jr. Manjel no Rego :-Na> e tal Eu tenho
justifeadoa minlia emeola ; os nobres deputa-
dos votarao como quiwrem. Segunio a proposta
da comraissao. este imposto rendera mais 8:275*,
feg'indo a minha, o dobro, a 16:550*.
Propnt t.imbera o augmento do imposto sobre
chanitos e cigirros, e sobre 01 licor:s espiriluo-
s tes angmentos nao sao odiosos, nao tin sobre ge-
neros de pnmeira necessidade ; ao contrario con-
vem que tr.butemos estes generos, po-que, custan-
do elles mf.is caro, pode acontecer que rau-tas pe<
soas nSo se tntreguem ao vicio da urnbnaguez.
Nao !ao generos essenciaes a vida, nao sao de pri-
-meira necessidade ; sao coin) que ofcjeetos de lu-
T.i, it- regalo, c qiiem OS Compra 6 porque I'ode
pagar.
O >r. Vii-ira de Mei.lo : Vejamos outro aug-
ment., pnrqae'estes nao aJiantam nada.
0 mi. Hanozl no I*,eg) : -Ksti enganado o no-
bra diipatado. Von mostrar Ibe como estes aug-
nieutos eievam a receita consideravelmente ; le-
nbo aqui um cal;ulo muito minuciuso, attenda o
nobre deputado.
(Crozara sr diflercntes npartes).
0 S:i. ^ni-siDiNTE : Attencao I
OSa. Manoel do Rego :Vejamos nobres de-
putados 0 calculo :
Sobre kilogramma de tabaco fabric ido e prepa-
rad.>, a commissSo propoz um augmento ds 50 rs,
que e muit) dimiouto, rende apeoas 549*800. Eu
proponoo rnais o augmento de 50 rs, o dobro do
augmmio proposto pela commissao irais 349*800.
Sot re o labaco bruto, o augmento
propusto imports em 13:742*240; o
commissao em 3:435*560.
Sobre railheirode charutoso augmento da com-
missao importa em 3:249* ; eu proponho o dobro
posto da commissao, mais 3:249*fjOJ.
Sobre o milheirode cigarros, o imposto da com-
missao importa em 336*300 ; eu proponho mais
1:345*200.
Sobre genebra e licoros, o que propoe a com-
missf o augmenta 393*336 ; o que eu propuz aug-
ment! 7:477*1*4. f f b
Sobre ootras bebidas espirituosas f commissao
augmenta I2:_2l5*8l3; o que eu propuz augmen-
0 Sn. J. Mello Rego :So o augmento importa
em 6:000*? I *
O Sr. Manoel do Rego : -So
mira proposto.
Votss :Oh !
0 Sr. J. Mello Rego :
O nobre deputado no seu desejo de demonstrar
por mira
Toposto pela
o angmento por
Parente :Se houver mais con-
Entao nao havera
mais genebra, nera bebida alguma et pirituosa.
0 .'-R. Manoel do Rego : Nao tenha disto re
ceio o nobre deputado ; eotretaaio nao haveria
incor veniente se tal aconlecesse. So nesses gene-
ros o accresr.iir.0, que proponho, anda em.....
61:079*073; posso affianear aos aobres deputa-
dos.
O Sr. Gomes
sumo.
0 Sr. Manoel do Rego :E' de sajpor que ha-
ja, rorque o vicioso nunca deixa'de comprar
aquillo de jue carece para satisfazer e seu vicio ;
-e para elle mais facil gaslar para alimentar o seu
vici; do que para obter os generos de primeira ne-
cessidade.
Sobre a aguardente consamida no paic eu pro-
ponh) um augmento de maie 20 rs. nor Jilro ; o
qual proiozira 13:149*090.
Proponho man 2 por ceato sobre bilheies de
Jotenis deoutras provincias, de aocordo om o
que riz o inspector da thesoucaria ; nao vejo ra-
convent mesmo animar as
calculo que isto rendera
que as linnn;as da provinria acliam se em pessimo
estado, quer por fir;a augment ir a despeza e di-
miuiiir a receita.
0 Sr. Tihi'rgio de Magxi.iiaks da um aparte.
0 Sn. Manoel do Rego :Tenho ilemenetradfl
que o defiiit vira a ser soinente de 106.00'Jj. Con-
vem observar qae alguiiiis destas despezas votadas
nSo serao todas Bealisalas, an menos a julgar->e
pelos prccedentes. I'.-r exemplo : para a cougrua
dos coadjuctiires foi votada a verba de 3i:5 105, e
consta do retotario do inspector dathesouraia q io
foi apenas despendida a quautia de 19:000* on
pouco menos.
l)evo ainda fazer observar ao nobre d-putado
que uma da* causas por pie as linancas da pro-
vincia nao se achain em estado prospero e o con-
traio celebrado com a ompanhia Recift Dcoi'ia-
ye, contra o qual pronunciase de modo ass is elo-
quente, no que estou de perfeito accordo, o-digno
inspector da thesouraria. Diz elle que esta com-
panhia tem o privilrgio da provincia fornecer-lhe
empregados para Ihe servirem de eaixeiros e ta-
zerem a arrecadacao de suas rendas, o ainla on-
tro mais exorbitaule da provincia pag-r-l le as con-
tas desde que ella as apresenla, para depcis era
prazos longos, e incertos recolher "esse dinheito.
Vcja o nobre deputado o estado actual dos co
fres em relacao a essa companhia.
Diz o inspector da thesouraria 'ine a:tualmente
ja a provincia e responsavel para com a dita 3a;u-
panhia-rH.r 700:42i*2o4, relativos an P 2' s-
'ao para diraumi^ao
Joterias da provincia
2:08; *212.
Sobre as cagas de
penhores anjraento rcais
J.OOO* e soore os joalheiios mais 2:000*
0 imposto proposto pela commissao sobre a vea-
a* nuArav03* Cuai qiie estJU de ^-wdo, rende-
ra 22.OSj*.
Sobre os bens do corporaca) de aSo morta
rendera 1:039*646 o imposto da coi.imasao, com
o qual tambemnoncordo.
Sobre as casas, estaJjelecimentos em grosso, o
augmjcto tla eommissaoc de 18:721j>il0, aae ad-
mitto. '
Sobre estabeleeimentos commeraaes fora da ci-
da.de, e o augmento proposto pela eomraissao de
2:6*2 5005, que tambem acho aceitatel.
Opsdagio no dobro, propoiJo pela ^omraissio,
rendej-a J7 J084666 ; e na metade, corao eu pro-
puz l;9oj;^3J3.
0 imposto que augmenta 300 rs. por caueca de
gado icnsumido na provincia, prcposto peh com-
?'1f->.n^'s que eu Dij acoitl) ^nlera.....
10.11. JIJi .
0 do meio par cenlo sobre horancas. dot herdei-
ros, n.jcessanos-, ouvi calcular pela commissao em
, Um, s5 DkpiJTado : Contra esta imposto fal-
iou v. fcsc, entrelantj quer o augmento dos ou-
tros.
0 Sn. Manoel do Rego ; Nio hi paridade.
Quero rjuo se faca o que se lit na ciirte, qaando
raestre do anno civil de 1872 e. I" de 1873, ja ten-
do pago a mesma 2*i6:773*059 (175:673*039 em
dinheiro e 90:900* em apolices), ao passo que ate
o fun de dezembro ultimo so recebeu dos pamcu-
lares 100:001*271.
Ora, vejam os nobres deputad >s que grande onus
nao e para a provincia este eunlrato Se a provin-
cia podesse logo raceber .>s 166:000*, que adianlou
a companhia, bem longe de tar um delimit em pers-
peetiva, teria um laido de 60:00:1*.
OSr. J. Mello Rkgo : Esteargumenlo nio vem
ao caso ; a renda da companhia Recife Drainage
tem uma applieajao especial, nao e-renda ordina-
riada provincia.
0 Sn. Manoel j>o Rego:-Mas a provincia nao
adiantou esse diubeiro ?
0 Sa. J. Mello Rego :Adiantou ; mas a renda
tem applicacao as obras.
0 Sr. Manoel do Rego :Era toio o caso, se a
provincia possuisse esse dinheiro em seus cofres,
leria de menos essa quantia em seu deficit; por-
tanto tenho demonstrado que, se a provincia nao
estive, e se podesse
receber desde logo o diuheiro que adiantou, em
lugar de delimit, teria um said).
Alera disto espero que esse pequeno deficit, a
que fica reduzido o de 509:000* caljulado pelo
inspector da thesourari-a, e o de 700 e lantos con-
tos. calculado pelo nobre d'.puudo pelo 1 di-tricio,
sera certamente coberto com o augmento da re-
ceila, que eu, ao menos, devo suppor quasi infal-
livel em vista dos pre:edentes, e, mesmo porque
sei que a safra futura e tilvez superior a pnsun-
te, e nao posso crer que o assucar de' me aos do
que da hoje.
Passarei agora a tratar da divida da provincia.
Nao me occuparei da divida relaliva aos 2"| ga-
ran ides a estrada de ferro de S. Francisco, porque
ja um projeco passou na camara dos deputados,
mandando relevar estas dividas de garaut as nao
so a provincia de Pernambuco, corao as de S. Pau
lo e Bahia, senlo que apenas a provincia do Rio
de Janeiro tem pago parte de sua divida, prove-
niente desta garantia. _
Tratarei apenas da divila actual, a qual importa
em 2,861:700*.
OSitTuiuftno de Magalhaes :Fora o em-
prestirao de 4,000.000*, que se principiou a con
irahir este anno.
0 Sn. Manoel do Rego .-Este empresiiuio nao
esta feito ; estou traiando das condicoes acluaes
da provincia.
Dave aclualmente a provincia 2,861:700*. Par-
te desta dividi, 1):000*, provem da despeza com
o c.ilcamento, de aceordo com a lei de i de raaio
de 1863.
Conv6m tambera notar que os eompromissos da
provincia acham-se actualmente main avultados
era consequencia do contrcto celebralo com a
companhia Recife Drainage, como ja deraonsirei,
e nao se devo tambem esquecer que a provincia
tem uma divida actUia de 514:786*269, te o
exercicio de 1871 a 1872. e mais 193:584*205 do
de 1872 a 1873, ao todo 7u8:372*474, f ue se fosse
bem arrecadada, viria a oiminuir coiwideravel-
aienie o seu defied.
0 Sa. J. Mello Reoo : E' receita ordiaaria.
0 Sr. Manoel do Rego :Divida antiga, desde
1836.
0 Sn. J. Mello Rego : Esta ja naj se cobra
mais.
0 Sn. Manoel do Reoo :-Pode-se perdcr uma
parte,_mas outra pode se cobrar.
0 Sr. Tujui.ci) be Magalhaes da um aparte.
0 Sr.Ma.voei. do Reoo :Tenho, portanto, de-
monstrado que as circumstaneias da provincia
nao sao tnsles, como o nobre deputado pelo 1."
diilrielo figurou, quando leve occaiiao de fallar ;
tenho demonstrado, corao prometti era aparte, que
a provincia-ate hoje tem pago o juro e amortisacao
de sua divida ; teaho deraon-trado qne a assem-
tlea foi pared em votar a despeza, e que se pode
mesmo equilibrs la com a receita, adoptando-se
quer os impostos ci?-adoi pela coramisaao, que eu
aceitei, quer os creaa'cs pelasemenda3 que apre-
senlei, havendo um pequsno deficit, o qual eu e
todo3 nos devemos esperar} qae seja coberto pelo j
DIARIA
Agenie arrccai|ailores.-PjT portaria
da presidepcia da pro--iucia do 1 do corrente. foi
nomeado o l. escripturario do thesouro provincial
Horacio de Gasmao Codlln, agente arrecadador do
imposto de consumo sobre bacalhao e charutos.
Por portaria da mesma data, foi nomeado o
major Thomaz de Almeida Antunes, agente arre-
cadador do imposto do consumo sobre todo e qual-
quer geoero e misteres diversos, conhecidos vul-
garmente per generos de estira. ^ .
Por portaria d- mesma data, foi, a seu pedi-
do, exonerado do cargo de agente arrecadador dos
i npostos de consumo sobre charntos, vinagre, ba-
calhao, madeira estrangeira e liquidos fermonta-
dos, o major Leodegario Corrda de Oliveira An-
jUade
Guarrdts local. -Por portaria da presiden-
cia da provincia, de 31 do mez ultimo, foi remo-
vido o sargento da do municipio da Escada, Ma-
noel Joaquira de Lima, para igual cargo na de Na-
zareth.
Por portaria da mesma data, foi nomeado
sargent > da gnarda loeal do municipio da Escada
e uamelleira, Castriciano Jose Tavares da Silva. .
Por portarias do 1 do corrente, foram remo-
vidos: o sargent) da guards local do municipio
do Cabo, Jose Antonio de Farhs, para a do de San-
to Antio ; e o da deste, Jos6 Marinho de Holland*
Falcio, para a daquelle.
lustruccao publica. Por portaria de
31 de julho pD.xirao hnio, foi transferida a cadei-
ra do sexo masculino, do Encanaineuto, aa fregue-
zia do Poco da Paaella, com o respectivo profes-
sor Jacintho Heleodoro Alves Cavalcante, para o
Arraial, na mesma freguezia.
AnjIo de atienadog. Ainda uraa valio-
sa olf-ru :
t Illra. e Exm. Sr. commendador Dr. Henrique!
Pereira dj Lucena. Por ordem do meu especial
amigj e coraraittento barao de Tracunbaem, in-
cluso achara V. Exc. a quantia de 500*000, que o
mesmo Exm. Sr., faz donativo para as obras do
asylp de alienados ; assim como, disse-rae mais
que lizesse seiente a V. Exc. que a deraora que le-
ve em nao concorrer logo para um llm tao justo,
foi para rer se podia ser mais generoso na sua of-
ferta ; porem, em vista da extraordinaria crise
pela qual pfesentemente esta passando a agriemtu-
ra i4o po le, c >;no rtesejava. mais ser util para a
importable obra que pretende realisar nesta provin-
cia, V. Exc,do que sera a mesma provincia eter-
namente grata a V. Exc. A:perfeua saude de V.
Exc. e d<* Exma. familia e o mais que desejo. Sou
com loda coinideracao e respeilo de V. Exc, me-
uor criado e muito attencioso tenerador obrigado.
Antonio da Roclta Acciolt Lins.
Gabineie da presideocia de PernarabncOi em
l. de agosto de 1874. Ellm. Sr. Antonio da Ro-
cha Acdoli Lins. Accaso recebidos os 500*000,
qne V. S., d: ordem do barao de rracunhSem, re-
metteu-tne com de.-tiuo a obra do asylo de aliena-
dos. Rogo a V. S, que de minha parte transmitta
ao mesmo barSo, os meus protestos de recooheci
rnento pelo sen generoso conenrso a esse empre-
hendimenlo hnmanitario, bem como os louvores de
que le torna merecedor pelo seu espirito de cari-
dade para com os infel zes. De V. S. muito atten
cioso, venerador e criado. fynrique Pereira de
Lucena. --
Inqiiorito poiieial. Pela suhdelogcia
da Belem, foi remettido ao Dr. juiz de direitj cri-
minal -do 4. district'), o qae levou a etTelto contra
o ciladavi francez Alfredo Belpeche, por crime de
ferimeetos.
tSHociaciiiiiirnnicrciiil Beneflcen-
te. Nio se tendo reonido numero sulfl :ien'e,
deixou de haver hoatem a assemblea geral dos ac-
cionistas a qual ficou transferida para o dia 6 do
corrente.
t.-ti>u in. s ilj esta denominacao arribou
hootein ao nosso porto um vapjr, de 387 tone adas,
procedente de Glaagow por S. Vicente, pertencente
a companhia Intimidade, da praca do Rio Granda
do Sul, o qual se desiina a navegacao entre esse
porto e o de Porto-Alegre.
E' um lindo navio, todo de ferro, construido no
mez de maio ultimo nos estileiros dos Srs. Tlnraaz
Wingate & C., em Glasgow, com toda a seguranca,
comraodidade e aceio, movido por uma raachina
da for;a do 120 Civallos, que da irapulso a dous
helices collocados um era sentido inverso do ou-
tro.
Mede o navio 180 pes de compriraento na quilhi
e 190 no tombadilho, 15 pes de pontal, e demanda
10 pes earregado A sua marcha 6 de 8 a 12 mi-
Ihas por hora. Vem coramaniado pelo Sr. Dewar,
e arribou para refrescir.
E' armado a barca; tern comraodos para 150
passageiros, um yasto salao para jantarem 80 pes-
soas, piano, livraria, etc.
AilnainiMtra^ao do correio. -No mez
de julho ultimo, arrecadou esta renarticio.....
6:874*420. V
Em ignal mez de 1873, 6:842*480.
0 rendimento do mez passado, fo
de:
Sellos
Cartas
Premio
Assiguantes
Mullas
Movimento de fnndos
\iTiiii<-a. Sahio a luz o n.
humorisiico illustrado.
De qnem ser&o ? EstSo depositados na
secretaria da polieia, a serem entregues a quera de
direito pertencer, sinco anneis de onro, apprehen-
didos policialmente.
Ferimeuto. A's 9 horas da manha, de 2
do corrente, no districto do Peres, Benedicto Jose
Joaquim de Santa Anna foi gravemente ferido por
Jose Pedro da Luz, que foi preso em flagrante.
TeutativH de niorte.-Era terras doen-
Penho Uruare, do termo de Goyanna, Manoel
rancisco e Manoel Soares de Lima, natutaes de
Curien, da provincia da Parahjba, tentarara raa-
tar Joaquim de Siqueira Cavalcante, na manha do
dia 29 de julho ultimo. Dcpnis de tenaz resisten
cia conseguio-se a prisao era flagrante de Manoel
Soares, evadindo-se o outro.
.Vrremn i a o;m provinelaeaPerante
a junta do thesouro provincial vlo a praca ua
qumta feira ( 6 ): os repaTos do empe'dramento
aa estrada da Victoria, orcados em 3:245^000 :
o imposto de 8 /. sobre o capim de planta con-
samido na cidade do Recife, araliado em.
2:319*280 ; e o caleamento da estrada de JaVoV-
tao, desde a ponte dos Afogados ate a barreira dc
Geqtua, orcado era 29:780*480, sendo esta obra
paga era apolices de 7 /
O nuc foi. e o que llcliy.-Subin-
ao-se a rampa qae conduz da prs$a da Trindade
para Batignolles, notase, a meio caminho, a direi-
la, um grande muro era que parece ter trabal hi-
do a picareta demolidora. E>le grande muro de-
negrido e raehado tstacheio de aberturas que ou-
tr ora foram portas e janellas guarnecidas de gra-
des. Se se hxarera os olbos por aquellas abertu-
ras, vd se :
Urn vasto quadrado. 0 aspecto d'aquelle terre-
no e hornvel. Monies de entulho, destroco* e
ruiuas e o quo se vi por toda a parte ; e, ao'fe-
char da noite, bandos de ratazanas que acabam
de destruir o que ainda existe.
Eis-aqui o que resta de Clichy, da celebre" pri-
sio por dividag, que occapa urn lugar especial em
todos os dramas e em todos os romances
Menus.
Clichy
cta'acM, *lk!hc* pervwsas."
a-iecl)ta nue -sor**rMn pi
s, is mw.) |dfa Jim grande*
n)veila<. r.i-^ a a-veuiurj de um
pohre tliai quese rnaKa cm urn lira *ti a res-
po.-li ,Uli p:,r u.n -;-...: qxl ,r a qneiM He.-unU-
V'-'h e-ra C1"1"111' pi4ra W'Oiiy. ludo e ex-
Porondese vai para Clichy T
Oil la I meu sensor i procura a menina X...
a seahora Z... ou a viuva H... ; fique certo
ha de alh encontra las.
Lembre se da Itist-wh do fomoso A..., in
-Uaiitno e meio.grego, para quera a ports.se abrio
onze rezes era einco annos I
Da lirtirna vej, A... tinha conauraido todos os seas
eredltos, estava sem recurses. Resolreu, pois
encintrar uentro da propria prisio os elementos
da sua hberdade : fazer pagar aos seus cwdores
por meio de uma subtileza I Parece iucrivel, mas
foi o que conseguio 1
Estava entao em Clichy o Ulho de um priucipe
moldavo colastalrneate rico. Aquelle estrangeiro
consainia de ordinario, em seig mezes oma pensao
de 103.030 fraucos. 0 resto do tempo, para cora-
pictar o anno, assignava lettras de cambio que
seu pai aceitava sem faaer repaio.
Nao se sabe qual foi a circumstancia que de-
morou a remessa de dous rail ducados, e o nosso
moldavo achou se em uma manlii do verao re-
peutiaamenle preso pelos ageotes do tribunal do
comraercio.
J i*nna Maria da Cmo-ip, parda Pe:iafti*a-
**,. tnuis, itids, S. Jftwi- v;,:i|;,s.
proveniente
3:585*510
2:034*960
20*900
160*000
36*400
1:036*650
13 deste jornal
pari-
Estassels lettras reunida? exprimem j
MM*, da arrecadacao. Por consequencia enten-itudo I gargalhadas,, .m.piros, wi~ mafdi^U^SrW
bupporuiu o seu capiiveiro alegremente. con-
vencido de que elle nao podia durar muito, E
ellectivamente o saque paternal appareceu no Qm
de uma semana.
Antes dedeixar os seas corapanhoiros da prisJo
que Me tinhara, corao elle, a fortuua de psder
pisar de .tro ein pouco as ruas do boulevard de-
Hoe o jovea raoldaro offerecer-!he3 um esplenli-
do almoco.
Como se pode suppor. A... entrou no numeTo
dos convidados.
Bebou se extraordinariamente.
Quando todas as cabe?a'. estavara cxaltadas, o
nosso cavalheiro de industria propoz aos con vivas
u,m pequeno lasquenet a cinco sous-unicamente
como meio de distraccao.
A proposta foi acetta com enthusiasmo.
Quatro horas depois A... tintn ganho os doas
rail ducados ao rooldavo, e era elle qusra sahia em
sec lugar de Clichy.
Clichy vio mais de uma formosi daraa pisar
com os seus lindw pes o lagelo do pa eo da en-
trada.
Eolre outras a encantadora esposa de um alto
fanccionari) do iraperio, pjrmaneceu alii >;>r al-
gum tempo a requisigao da moiiita e da ostu-
reira.
No d a era qae entrou fez um telegramma a
seu marido, qae "xercia uraa missao i nporlante
no estrangeiro. 0 telegramma era breve e elo-
quenie :
Estju presa por dividas.
0 funccienario remonleu immedialamcnle :
Deixa ti estar ; mas pede que te deem uma
sala d) lado do sol.
A senhora tomou aquella resolacao. mas, nao
tendo compreheudido a idea, expedio um novo
despacho :
Porqae e qae me recommeulas que tome ura
quarto do lado do sol to
0 marido replieou, mostrando-se implacavel,
mas engracado :
a E' porque as (lores marcham ou se tornam
(nfezadas a sombra.
Ainla ootra anedocla, erabora nao tenha auah-
gia om a precedente,
Dm cavalheiro, casaJo de poacos dias, o conde
de It.. entrou alii em consequeoc.a de uma factu
ra apreseataoa por aquelle que lhe tinha posto a
casa. Passado algura tempo da sua entrada, re-
solvca escrever ao indicado fornecedor:
t Ha s;is mezes que me conservaN butalrnen-
te preso em Ciichy. E" um rig perfeitamente que so para dezembro proximo me
e dado eutrar na posse da minha forluna, e que
pjr consequencia so entao tenho meio de saldar
a minha eonta. Nao relleclis que d'aqui ate la, e
uraa tolice quo fazeis cooservar preso um ho-
mem com a pensao de quarenia e cinco francos
por mez, so pelo harbaro prazerde o privar da li-
berdade e dc o separar de sua esposa, que assim
esta o'uraa viuvez antecipada ?
0 fornecedor respondea :
Senhor conde :Ha nove meses que me oc-
correram, sera que ninguora me a^oaselhasse, as
rellexoes que roe communicate. Foi por isso que
desde o primeiro dia do segunio mez da vossa
prisio deixei de pagar na administracao a pensao
legal sem a qual nao poderieis continuar a estar
pre de entao. Foi neeessariamente aigum outro cr-
dor qne teve a dosagradavel idea de nSo attender
as circumstaneias especiaes em qne vos achaveis,
sera inesrao ter era vista que um hnraein da vossa
pesicae se recommenda so por si.
- Qual e pois o myterio ? perguntava o preso.
Elle aiodevia a mais ninguem. E, lodavia, a
mensalidade alimentar que a lei exige chegava re-
gularmente, senure no mesmo dia e hora, com
uma p .amalidade muito signilicativa.
A carla do fornecedor a que acima alludimos, foi
apresentada ao director de Clichy. Este enteodeu
quando Ihe vierara entregar a mesada immedia-
ta, mandar prenler o portador dos quareuta e
cinco francos.
Foi, portanto, interrogado, e a sua resposta foi a
ultima palavra do enigma, soabe se entao quera
e que Ihe tetjraun!iava, na prisao, ti) profundo
affecto e interresse.
Era sua propria esposa I
I'asniiiHia de faieeuda.Nesta estacao
pagam-se hoje as seguintes folhas :
Justica de 1* instancia, capitania do porto, rece-
bedoria, correio geral e empregados da estrada de
ferro.
Hoje, effectiia o agente Dias, as 11 horas da
manha, em o arrnazem do Barao do Livramenlo,
junto a guarda-moria, o leilao de 400 saccos com
assucar branco, com avaria, vindos no patacho
Carlos, ultimamente arnbado a este porto.
Protestos de letras. 0 escrivao dos
protestos, Jose Mariano, esta de semana : carto-
rio na rua Bell-, loja do sobrado n. 37.
Lei I an.Hoje, as 11 horas do dia, effeclua o
agente Martins o leilao de assucar, saccos, barri-
cas vasias, cofre a prova de fogo, carteiras, cai-
ioes para deposilo de assucar, balancas e mais per-
lencas do armaiera de assacar da massa fallida
de Manoel Teixeira Bastos, a rua do Trapiche
n. 13.
LoJeria A que se acha a venda e a Hi',
a beneGcio do hospital do Carrao do Recife, a qual
corre no dia 7.
Casa de detencao.Movimento da casa
de detencao do dia 31 de julho de 1874.
Existiam presos 340, enlrarara 7, existem 347.
A saber :
Nacionaes 270, mulheres 7, estrangeiros 21,
escravos 46, escravas 3. Total 347.
Aliraenlados a casta dos cofres poblioos 265.
Hospital Pedro II.0 movimento deste
estabelecimento, de 27 de julho ao dia 2 de agosto
foi o seguinte :
Existiam 371, entraram 43, sabirara 44, falle-
cerara 9, existera 361, sendo :
Horaens 229 e mulheres 139.
Advertencia.
Foram visitadas as enfermarias nestos dias:
A'sl2, 7, 7, 7, 6 l|2, 8, 7, peto Dr. Ramos,
as 1, 2, 1 li2, 2, 12 1|2, pelo Dr. Sarmento ; as
8, 9, 10, 10, 10, 9 1[2, 12, pelo Dr. Malaquias ; as
9, 9 lr2, 9, 9,10 Ii4, 10, 7 lr2, pnlo Dr. Mnrillo
Viaona.
Fallectdos.
Matbias Soares de Mello j-tuberculospnlmonares.
Angela Bellarmina; tuberculos pulraonares.
Manoel Joaquim de Sint'Anna ; tuberculos pul-
monares.
Manoel do Nascimeato da Cruz; variolas heraor-
rhagicas.
Julia Maria da Conceicao; tuberculos pulmonares.
Antonio Francisco dos Santos ; cachexia.
Manoel Freire ; entente chronica.
Felicidade Reis Campos ; tuberculos pulmonares.
Libania Maria da Conceicao; arnallecimento ce-
rebraL
Passajelros.Sahidos no vapor fraucez
Ville do Rio de Janeiro ;
Mariz WaL Anna Ackert e ura menino de trts
annos.
Ceantterio publlco. -^ Obttuario do dia 1
de agosto de 1874 :
Manoel Loandro Gotnes de Miranda, pard), Per-
nambuco, 40 annos, casado, Boa Vista ; hyper-
trophia.
Vicente, branco, PernaioiJUco, 21 mezes, S. loii;
asphyxia por snbmersao.
Felicidade Reis Campos, pariJa, PernambU'io, 29
annos, solteira, Boa-vlst?, hospital Pedro II; tu
bercnlos pulmonares.
Marii das Dores da Cruz, preta, Pernambuco,
38 annos, casada, Boa-Vista ; tuberculos pulaw-
narei.
Jorge, branco, Pernambuco, 2 annos, Boa-Vista ;
*jpR9NIa 4ili^lilll,
Tribuual do caoanicreis..
ACTA DA SESSAO DE 30 pE JL'LHO D
1874.
PBBSIDENCU DO EXM. SR. C0NS.ELI1E1R0 ANSRLMO
ITBAItClSCO PBUETTI.
A's 10 horas da manna, presentes os Srs de-
putados seerettrio Olinto IJaslos, Lopes Machado
e Alves Guerta e o 8f. supplente Sa Leitao, S.
xc. o Sr. conselheiro presidento abrio a sessao.
Lida, foi depois approvada a acta da sessao pre-
cedente.
exmbiexte.
Jornaes offleiaes de ns. 180 a 18 J.Para o ar-
vbivo.
n*PACH06.
Requeriraentos :
Oe Jojo Narciso do Oliva, portador de uraa le-
tra junta aos antos de moratoria de Olympio Gon-
calves Rosa, aceita por Francisco Xavier .Napoleao
e sacada pelo mesmo Rosa, pedindo que se Ibe
entregue a mesma letra, Gcanlo copia.Como're-
quer.
De Manoel Pereira Lemos, para dar-se baixa
era a nomeafia) de seu ex-caiieiro Jose Pereira
Lemos, que falleceu.Sim.
De Antoaio da Silva Azevedo, solicitando baixa
em a nomeacio deseus ex-caixeiros Thomaz Times
e Jose Alves de Carvalho Porto.Deferido.
De Tavares de Mello & C, para passar se cer
tidio da nomeacio de sea caixeiro Jo5o RaGno
Barbosa. Na forma pedida.
[>e Guilherme Jose de Sauza, requerendo que
se aerlilique achar se ou nao regi-trada a no-
meacao de aeu caixeiro Antonio Franco Liberato-
Certifique-se.
De Rezerra 4 Irraaos, para que se de por certi-
dio achar-se ou nio registrada a noraeacao de
seus eaixeiros Jcaquim Aureliano Pessoa, *UIwi-
ses Ferreira Nobre Perinea e Joaquim Pessoa'de
Brito.Como pedem.
De Francisco Jose da Silva Guimaraes. irape-
trando certidio da nomeacio regislrada sob n.
4,711.Oe-se a certidao reqoerida.
De Candido Jos6 da Silva Guimarics & C, para
dar-se-lbes por certidao o theor da uomeacao do
caixeiro, registrada sib o n. 4,719.Passe-se a
certidao solicitada.
De Manoel Antonio de Azevedo Morcira, para
mandar-se certilicar a nomeagao de sea caixeiro
Athilano Jose da Costa Castello Branco.CertiG-
que-se.
Ue Erailio Bedel, pedindo quj se lhe passe por
certidio estar ou nSo registrada a nomcacao do
seu caixeiro Bernardo Lino da Rocba.Na forma
pedida.
De Anna Maria da Conceicao, solicitando certi-
dao da noineacao de seus eaixeiros Francisco Jose
da Silva Santos e Tiburcio Victor de Mtllo Santos.
Certitiqne se.
De Souza &_Guiraaraes, para certificarse lhes
achar-se ou nao registrada a nomeacao de seus
eaixeiros Joio GonQalves de Oliveira Junior e
Fernaulo Magalhiej da Silva.Sim.
De Joio Uomiagues Alves Moreira, apresentan-
do a regitro a nomeacao de seu caixeiro Jose li-
ves More ra.Seja registrada.
De Henrique Jose Vieha da Silva, para proce-
der-se a. regislro da nomeacao de sea caixeiro
Araancio Henrique* da Silva. Proeeda-se ao ru-
gistro pedido
De Joaquim Monteiro da Crur, para mandar se
registrar a nomea.-ao juuta de seu caixeiro.Re-
gistre-se.
De Jose Dionysio da Silva Leitao, pedindo quo
se registre a nomeacao da caixeiro que Ibe derani
Joaquim Jose Leitao & C Faca-se o registro pe-
dido.
De Antonio Soares Fernandes de Oliveira, sub-
mettendo a registro a nomeacao de seu caixeiro
Antonio Jose da Silva Guidiano."Registre-se.
De Firmino Gomos Leal, trazendo para regis-
trar-se a nomeacao de Autonio Jose de Mello.
Como requer.
De Autinio Ignacio Heitor, requerpnio que se
registre a nonuacao de caixeiro que dera a Aggeo
Marques da Cruz.Seja registrada.
De Pacbeco 4 Azevedo, para proceder-se ao
registro da nomeacao, de seu caixeiro Francelino
Qumtino dos Santos.Como requerem.
De Joaquim Monteiro da Cruz, sujeitando a re-
gistro a nomeacio inclusa de seu caixeiro despa
chante. Attendido.
De Guilherme Jose de Souza, apresentando a
registro a nonieacac de Martinho Jose Esteves Gui-
maraes.Sim.
De Victorino Maia & C, para manlar-se regis-
trar a nomeacao junta de seu caixeiro.Na forma
requerida.
De Joao Teixejra Monteiro, requerendo o regis-
tro da nomeacao de caixeiro que Ihe concedea
Guilherme Pereira de Azevedo.Como pede.
De Alfredo & Barbosa Junior, para ceriificar-
se lhes os ires Hens consiautes de sua peticao,
a visla dps aulos de moratoria de Bastos & Silva.
0 empregado que servio de escrivao nos autos
de moratoria de que se trata, passe a certidio pe-
dida
De Joaquim Lopes Machado e Jose Luiz GonQal-
ves Penna Junior, solicitando o registro do seu
contrato social. Vista ao Sr. desembargador
fiscal.
Foram entregues ao Sr. supplente Sa Leitao os
papeis relativos ao offlcio da junta dos corretores,
de 6 de julho de 1872, e truzidos pelo Sr. deputa-
do Lopes Machado.
Nada mais havendo a despachar, S. Exc. o Sr.
conselbeiro presidente encerrou a sessio ao meio
dia.
ajjigo im****) Qunnte tfftit pnMicado
nesTa ntuuuui, com n qual o* desmascaramos de
miHo a envergonhsl-,'s.
FuIiwiiiiIbs, imj.i disfr;ira oj pmvincianos ,
Inje, p.jrtvy, him rocl.ranim ts scotidis, appa-
rccrin na I'ruvinua de 31 do mes passado, no
primeiro arligo de fundo, a ensaiar nroa defeza
pa hi 11, ainareila, rn-smo ridicula, sobre a accu-
sacao nne lues 4Jimms. ^^*^IBV*
Sem fazer a minima allusio ao sosso ariigo, no
qae ai o expeJieote de nao dar delle conbeei-
raeiiloaaa seus leitores, quecouvenha nao lenham
notxia^lfe semelhantes cousas, os procincianos,
procurable i onsubstanciar o snjeito a nossa
accusacao a respeilo de sea injusliUcavel Miencio,
assim se expnmiram, atlribaindo-nus as seguia'.es
palavras :
Fizemos essa lei, porque vds da opposicao,
\6s da Provincia nada disstttes, quando a lei foi
discuiida.
Esse transumptn dado pelos procincianos das
nossas palavras ti inliel, inexacto, raentiroso.
Continuemos. f
Rompendo os provincianos, depois da nomeajao
dos Srs. Mello Rego e Leodegarfo, em uma guerra
desabrida contra a lei, por elles denominada do
bacalhao, nos tornamos palpavel que o motivo que
a isso os arrastava era, nao u inte esse do povo
e a convicjao de que realmente fosse roa a lei, mas
sira o odio pessoal, o desabafo contra as indivi-
dualidades.
Corao
Balauco do \o\ Bauco dc Per-
iiiiiiliiK-o. eiu liqiiidaciEo. aos
31 de jwlhode 18? 4. '
activo.
Letras protestadas
Despezas geraes .
Caixa ....
PASSIVO.
Capital.........
Fundo de reserva.....
Massas fallidas a cargo do Banco
Dividendos........
Lucros e perdas......
S. E. e 0.
119:880*580
18:215*926
21:389*590
159:986*096
42:350*500
101:444*490
0383787
310*000
15:241*719
159:986*096
Balaneete do Bauco Commercial
de Pernambuco, em 3i de
jutlio 116 41874.
ACTIVO.
Aecionistas..............\----- 4.200:000*000
Letras deseontadas.......A... 1,036:962*530
Lettra3 a receber.............. 15:719*562
Letras caucionadas........... 23:654*388
Valores depositados............ 85:119*870
Despezas de installacao........ 5:520*930
Moveis....................... 6:C63*827
Dtversas contas............... 755:642*996
Caixa........................ 569:558*030
6,698:2725133
PASS1VO.
Capital....................... 6,000:000*0>)0
Fundo de reserva.
Contas correntes por dinheiro a
juros......................
Contas correntes simples........
Caucoes......................
Depositos da directoria.........
Dividendos....................
Descontos.....................
JJivorsas contas...............
Lucros o pordas...............
S. E. & 0.
12:600*000
141:931*870
71:557*150
33:228*370
24:000*000
53:349*000
31:843*011
328:284*132
1:478*000
6,698:272*133
No impediment do guarda livros,
Antonio Adolpho Leite do Rego.
PARTE POLITIGA
P.1RTIDO CBMSBRVADOR
RECIFE, & DE AGOSTO DE 1874.
Qbrigam-nos os provxueianos a voltar aiada ao
asaumpto do sileucio que.guardarampor occasiao
da discu;s3o da lei, que creou os novos impostos
sobre o bacalhao, carne secca, etc.
Depois de.terem procurado-cynicamente justili-
ficar-se desse sllencio, no qual fomos tao acerta-
daraente buscar os meios de eonuecer o movel
que os leva a gritar hoje tio descowedldamente
contra aquella lei, guardaram os provincianos
prova dissso allegamm o silencio, que os
raesraos provincianos liaviam guardado duraule a
discussao da lei e tempo de sua apreseulncao a
saaccao presidencial, silencio que so podia ser
inlerpretado favoravet*ut** a nma lei, qot, a
ser considerada mleiwa aa iutereses do pfro,
devia ter sido combatida pela palavra opposicio-
nitta, e isso ao tempo em qae o mal, '.e e qae mal
havia, poderia ser remediado.
Replicaram-no* ealio os provincianos com BOW
desfai.atez incrivel, d zendo que guardaram o
silencio de que os accusavamos, por nao terem
tido conheciiuenio da discussao da lei em questio :
o que succedera por nao t-rera sido publicados
em tempo os discarsos dos depatados e por nao
haver na sala da assemblea provinci I commodi'
dades para se poder apreclar os mesmos dep'Ma~
dot.
Zirzidos por noi os provincianos por tao in-
crivel de?facatez, por tao rad;gna zombaria atirada
a face do povo, em cujo norae estao a comrne'.ter
desatinos e a rebaixar a impren-a juraalistica,
eil-os que agora se apresentam a desfigurar as
nossas palavras, corao expedienle de uma defeza
imp"tssivrl, a v r se consegu-m embair ajaeiles
a quera mentem quotidianamente com descaro, a
qaeni llludera sem .mmpaixio e ate mesmo com
despreso.
Triste recurso de uma politica insensata !
P"is pensam os procinciamt que e alterando
os termos, em qae lhes c feita uma accusacao
irrespoudivel, qua se poderao justificar T Qaanta
demencia !
Nunca dissemot em parte alguma que crearaos:
os impostos, h je lao acrimoniosa e torpemenle
combaiidos n vossns arraiaes, porque ids di op-
postcSo, ros di Provincia nada ditsestes qua a Jo a
lei fcidiscalida. Nunca tal di seinos.
Mentis para arranjar defeza que nao tendes, E'
crime sobre crime, torpeza sobre torpeza.
O nosso intuito, accusando-vos pelo vusso si-
lencio, foi tornar palpavel, bem palpavel, o raavet
que vos levou a gritaria qae tendes feilo a propo-
sito dos impostos uovamente creados.
De facto o fiui de toda a opposicae e di-co'.ir
com calma os assaraptos de inieresse social, jae
sao lancados no upj-te da di*:ussio ; e pugMHT
pelos ve'dadciros imeressss do povo, mosir:>cdo
em que eiles eeasistein ; e advertir osseus aoitf-
sarios do mal que vao fazer, adoptando tal oa tal
medida ; e lavrar o seu protesto, a sna scn:enca
de condemnarao mesmo, contra tudo de uue p ssa
resultar um mal de qualqner especie e que se
quei-a converter em lei.
E ainda e preciso que lado isto se faca era tea-
po ; quando as luzes que nianam da discassio
possara illamioar os adversarios ; quaodo as vic-
torias da palavra p .ssam levantar seus tropheos
no acauipamento dos contraries combatentes ,
quando a conselho possa ser tornado e por conse-
guinie iproveitar na deereiacao de tal on tal me-
dida ; emiim quando.o proiesto e a seatenca de
condemnacao possara produzir seus effeitos, f :sal-
vando a pureza de inienca i dos que os lavraram
e igualnieute o sea zelo e dedicacao a causa que
juraram defender.
E estanara isentos de assim proceder no caso
em que;iai os provincianos, que tanto se bkso-
nam d9 patrunos do povo, di guardas de sjus
direit s. je alalaias de suas liberdades ? Quera
o dita ?
Nio teem os opposicionistas o direito. de suppor
que seus adversarios nao tumarao em considera-
te as suas palavras, nem darao onvido aos seus
coosetbos e as suas licoes quando disso forem
dignos. Nao tern esse direito e nio o tem, ja pelos
factos que a elks se oppoem, ja. pelas sagradas
exigencias de interesses ainda mats sagrados, que
no lugar desse direito, que se poderia querer
admittir, enthronisain ura dever sacratissimo
Portanto veem os provincianos que nada os
poderia dispensar de impugnar, ao tempo em que
era discuiida e uma vez que a suppuoham raa,
essa lei, contra a qual fazem hoje tamanho es-
carceo.
Podem hoje asseverar os provinci .nos qual seria
naquelle tempo o effeito de uma opposicao crile-
riosa e convincente, qual niio 6 a de que aclual-
mente usam, a respeilo do projecto de que se
acha agora converlido em lei ?
Se is verdade que os provincianos estao con-
vencidos de qne seria infruciirera naqueila ooca-
siao toda e qualquer manifestacio racional da sua
parte contra a lei que se diseatia, sera por
vonluri de mais alcanco hoje o alariio infernal e
descompassado, que fazem contra a mesma iei, ja
-ani'i'i .naila ?
Nao teem defeza os provincianos, que se-eot-
locaram em um piano por demais in^linado.
Nio se juiguem os procincianos muito bem
feitos de corpo com o dizerem ironicamen'e :
Mas si nos da Provincia iivessemos fallado, a
lei do bacalhao nao t6ria sido fi ita___d
Ja flremos ver que aiuda mesmo a conviecao
dos provincianos, de nao ser poderia juslilicar de guardar .-ilencio sobre a dis-
cussio de uma lei, que liuhara como altamente
vexatona e ale mesmo attentaloria dos direitjs do
povo.
Aodepois,um seraelhante mod) de ispimim >
significa a persua ao da parte dos provinci uios
de eslarem justilicados de seu silencio pela i u-
vici.-ao de nao serem suas palavras levadas e eonta pelos seus adversarios.
Mas se isto servio para os provincianos gaar Ja-
rem silencio sobre a cbamada li do bacalhfo,
deve tambem servir para qne guardera silencio
sobretudo o mais.
Sejain coiiereutes os provincianos, certos de
que, com a coherencia nos principios que estabe-
lecerara para a sua irapossivel defeza chegarao a
concluir pela inntilidade e s?m razao de ser das
opposicoes.
Senao fosse a generalidade da concluslo, se
esta fosse particular a Opposicao da Provincia,
concordariamos com 03 procincianos. V. p- na
que nio tivessera concluido parlicularmente, por-
que aceriariam.
Desgracados dos abandonados de razao, por pae
quando querem se justificar c defender, nao lem
ura argumento, que lhes de a niio c os levanie I
Os proviiiciomcs estio neste caso ; nio lem por
si ura argumento que proceda. Na falta disto, no
mais triste abandono de motives jusiificativos, re-
correm a declamacao baloia, que se presla a todos
os misteres; laocam mao de razoes pueris e ridi-
culas e em todo o caso se valera dos improperios
e das datribes, essas especies de facas de ponta
do? turbulentos frequeutadores da ritetra da ira-
prensa.
Por desgra^a da civilisa^ao e da memoria de
Guttemberg, os homens perver:os, a quern a edu-
cacao raudou o curso das iucliuac/to;, crearam
uma ribeira na imprensa. E' com grande dor que
o dizeraos.
E' uma prova de que aflirmamos o ariigo de
fundo da Prooincia, a quo respondemos e lanlos
outros que tem sido re-pandidos.
Vejam que sahidas tera os procincianos. Dizem.
elles: t De sorte que a Provincia 6 uma especie
de conselho de estado dos vermelhos desta infeliz
terra.
t E' um conselho do estado, que deve aconse-
Ibar, mesmo quando nio lhe pedem conselho.
De maneira que accusados os provuiciancs de
haverem se conservado silenciosos por oceasiio da
di:cussao de uma lei, que dizem ser um attentaio
contra tudo, acodem pela maneira ppr que acaba-
raos de Ter I
Que escarneo a faee deste povo parnambucano,
de quern tanto tera abusado os sallimbancos da
Provincial I
Quanta zombaria de majs dadas a tanto des-
asol
0* provincianos brincam ou deliram. Sao op-
reserva deixando por dias sera.resposta o nos fo \ po'icio e parecem naoteriiea do que ella seja,
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OJtnTle-se'H deveres.
Qm^reij;anhi para tin nacleod* homeus,- que
se dltem oi seleeios- reoresan,antes de cm parii.
do Bern m^sfram rfn* nle passew de orjtos i)e
umnfaceSo de* aira-li!
Pois saibam os pisnincianos que a opposigai),
quandp ella o 6 vefdadeiramc-nle, na legitimi ac?
cepijlo do termo, n$o passa da am conselho de eft'
' tali) do parlido djminante, a quern os alto* inte-
resses da sociedade iropoera o religioso dever de
consullar sobre" todos os negccios importantes da
public* adminirtraeto e sobre a direccao que deve
serdaaa a causa public em toda a sua vasta
compfehemao. t
J.i veem oe provincianos qne, se se tern na con*.
ta de opposicao, devem terse tambem na e mia de
eon'flho de estado dos vermelios desta infeliz ter-.
ra, a qnem a missao qua se irapozeram obriga a
eonmltar on a aconselhar sobre todos os negocios
de publico intercsse.
Se forem, como sao, inepios os seas conselhos,
iaaceitaveis os sen* pareeeres, iem de passar pela
decepcao de verem nos desprasado3, pois quo nil
sao obrigatorios; raas o seu diver esempreo mes-
mo e deve ter cumpritnento.
E o que respoodem a isto Oiprorwcianos? Naia,
assim como aada rasponderaci a nossa nccusacao,
que se \t em o uumero deste Diario de 37 do mez
proximo passado.
ikdm d* nova especie, os provincianos, que jul
ganun mal da verdade dando prefereocia a men-
Sra, nao fasaaa com seui puipureot a.'ligos mais
9 que occultar o immenso pir de orelaas qua
ct*aslitue sea novo ornamento. Mas vejam que sua
bartviro ja cinli m o sagrado a terra e que as
cauuas que desta brotaram estao a bradar :
u- Mulas pi uvincuiHO', esses novos Midas
4em or eJhas de^burw. > -
Paja esta lKOG8ili'9Ia- MCJ8ivpt.ier:lu0'ar, R
pou, preciso'ki^.asdividas sejam cams a |iquidas,
W d^yWtO.W iHPPn^lrtte. PWiaeM** <^2n0
diclo esseacial dajuelle pfoceiimeato. (Not* i.lo
ae-iW dp,njaQAd><*> nrpeuMdor.dai-teilds.) ,
a Nao senii) pofcim a divi.u, certa a lijuda, nia,
ile.tar lagar-o'iwiu raferiio. fie^a.Qrd. M*.
5, trt. 53, ns. 4 el.
O.simiiiixloN
tic consuino.
OK OKU.
Pareceunos prudente nao aceitar a discussio
aobre os impostos do consumo no terreno em que
foi As graodes questdes sociaes, as pravideacias de
ioteresse publico nao se disculein da molo util
com abstenjao feita da calma e das apreciaeoes
isentas de paixoes c intencoes ruins.
A ftovuicia agitou a discussao, nao como quern
queria esclarecer os espirito?, mas como urn arran-
co da ira, como urn raeio de provorar a transvia-
rao dos aniraos, e quic> a agita(ao
Vomitando desabafos, fazendo da injuria e da
diffaimcaj arguiuautos valent-'-*, tem ate iioje man-
tido uma-toada mon lona, quo ja se torna fastidio-
sa pelo bjrdao ubrigaloeslais vanlo povo de
Peraambaco!
Rabaixando assun uma qu?siio economica, ao
oivel doum manejo politico, eaOroM tem envidado
para resolver e pretender tuJo.
Estimuloa m club popular a representar contn
o imposto sobre o coosumo da goaeros alimenti-
ctw, e, a forca de empeulw, da direcloria da asso
ciacao commarcai coussguio ouiro tanio.
I agora, segunJo < :orrente, cxasperada com a
iaercia ou indifferen^a do povo, que nao lhe tern
dado ouvido, faz tent imen na e.tpada de fuyo, onde
ja metlea emissario I
Por-iarto uma queslio qua tanlo eslorco, que
tanto labutar U-m costado a Frovincia. nao deve
corrar so a custa dos iaculcados pats da palria : e
prectso que a palavra fria e severa da verdade seja
ouvila, 6 pcaciso quenosse nevoairo denso que le-
vantou aqualle i>rnal. a luz dos principios appare-
ea, limpa de pravenroas o veil.betas.
E', pois, occasi.io de abordar a iiuestao. A Pro-
vinc:a coaeca adescer do seu diapasao, aproveita-
mos o iutervallo, nao diremot lucilo, diremos o
intervallo que a rellaxao necessariaaiente lhe
mareari.
I*lo posto, sem eitranhoza, nem intrnto deollau-
sa, faremos reparo sobre o proceder da directoria
da agiociaeio commercial beoaflcwMt.
E seja-nos Ueitoen3ar que, cedendo a sugges-
toes partidarias, nao procedeu ella no inleresse da
nobre classe que representa, uem se mostrou co-
herent) com os seus act os antariores.
Era em'occjsiio em que niassemblea provin-
cial se debatia aquestao da rcceita provincial, que
aquella illustre directoria devi-ra correr em apoio
dos diraitos e interesses dos seus associados.
Era nessa occasiao, que devera seguir a lebre
levaytada pelo Jwnal do Recife, e enderecar a
mesnia assembl^a reclamacao aoutra uma mediJa,
que boje allaga de inconstitU':.onal, eniorpecedura
du commercio, e amoiinaJorada populapao.
lias assim nao fez. Represents unlcaraente.
contra a alia dos impostos sobre vinhos e estaba-
leaimantos commeraiaes, sobre os genoro* aliman-
ticios rrem uma palavra proferio. 0 seu silencio
ueste cao signilicava aceitafao do imposto
Eaem sedigaque nao usou do direito de re-
pra^eatacao portjue temesse nao sar attenlida. A
illustre directoria usou dasse direito, como iica dito,
g I outroj imposto-, e foi altendida com toda as
aifUiidancias por aqueila asseinblea.
V . aileaoio da illustre directoria, 6 sem duvida para
n ; i!- que so no dia io de jullio, despertasse do sen
leUiargo, por effaito de pedidos da liomens polilicos
que antanderam dever especular com essa ques-
6 ....
Dcpertada iua fosse, a illustre directoria primou
pelas citacoes de avisos a da ecnsulta* do conselho
de estado, mj.trando se, em sua earta memorial-
i trcular, meaos impareial do qie lhe era licito pa-
recer.
Investio contra a assembles provincial, explicou
j addicional, esqnecendo-se lodavia de citar
os precaientes e npinidas que nao eram confor-
rces a sua opiniio e desejos.
A' vista disto, pois, tomarno3 ji nossa contaa ar-
daa tarefa de apreciar a quesao em suas diversas
(aces :
1. da ineonstitucionalidaae.
2.- do effello ecoaoraico do imposto, e da ver-
dade dos principios.
3. das r.'.zoes que datarminaram o imposto.
', da convenleneia e saus resultados em ge-
rai.
Ernhora seja urn pouco arrojado o commettimen-
to, nio recuaremos delle. .Nio trataremos de apu
rar e infeitar o estvlo ; o nosso fim e apreciar a
questao em 3oas variadas relacoes, e nao o de fa-
zerpraca da purista, o que e ictualmeate privile-
io da Provincia.
F. n outro artigo cn'.inuaremos.
Errata.
> primeiro artigo do numero anterior no 6." pe-
riod: oade diz -.indireclo, send) elemento leia-
:sa ndo diminuto.
llcflna.
1'refiro o governo dos francos conserva-
dores ao reinado daises ambiciosos, os libe-
raes!... que sentem-se ioipuros para sacri-
ficar no altar da liberdade, e aadam especu-
lando em norae da deusa !
1866.
Marco Antonio!!..
PUBLiCACOES A PEDIDC
Taado recorrido a pessoa habilitada para saber
se a thesouraria de fazenda provincial assiste o di-
reito da cobrar executivamente. como-pretende, as
contss que lhe sao apresentada* pela companhia
Reci.'e Drainage de apparelhos sentados por es-
ta nas casas desta cidade, obtive o parecer, que
vai abaixo copiado ; e, o tendo submettido a con-
sidaracSo da um dos mais distinctos advogados de
nosso foro, disse-me elle qne nesse parecer se
achava o que dispunha a lei.
A vista, pois, do que se le nasse trabalho juri-
di i. a^uelles que sa julgarem prejudicados por
conlas inexactas, principalmeme de encanamentos
3ue por certo nao tem as dimeas3e3 cobradas, po-
em recorrer aos tribunaes, e, tomando para pa-
troQos de suas eaasas bons advogados, devem es-
perar deci.-oes favoraveis. 0 que nao devem
os prejudicados e baixar as ca.be(as e pagar sem
discutir seu direito; e, fazenJc se isto, a referida
companhia se tornara mais tralavel.
Um proprietorio.
PARECEB.
c 0 processo execativo comoete i faienda para
cobranca de dividas do estado, protenientes de tri-
batos, impostos, contribuic3es lancadas e multas :
Ragolamento ou Ord. de ntenda, Ord. Llv. 1', tit.
5i, tit. 53, !- Refimento das coata, Lei de 81
de dezembre de 1741, til. 3, % 6 e Instraccfos da
d.rectoria geral do coWencioso de 31 de Janeiro
de 1851, art. 5.
< As contas por certidao extrabidas dos livros
fiscaes tem ferca de eseriptura publiea, (Regula-
meoto da (azenda cap. 176) e eom ellas entra a fa-
zenda com taa intencao fundada, e liquidada, as-
sim d facto, como de direito, sen neevssidade da
outra algnma prova: lei citada de 32 de deiembro
de 1761, fit. 3*, \ 5.'
pole;tar lugaro^^o r(Ov\lx l>s^s-a.qrd.
H. 53, ns. 4 eS.
t Ora, nao estaalo o coa^rato CvabMoeeojitew-
plado na classe das dividas do estalo, por nao ser
itnpoito, ontri>nlc|o laacadaeu. multa. e clar^.
que nao compete para sui cobranca, o processo
execuiiTo; jiarqaanto a contas, aled, de, nao $e-
/em cerlas e liquidas, oio s|o extrahidas aos livfos
iQscaes, que Hies dao a ferjca, de escripfura.publiea,
cooforme dispoe o ragulamento da fazenjia, Cap.
M9> *
Sendo como e, certo que aemprtza ex,trahe uma
conta dot sous Uvros e vaj recaber da. theourai;ia
provincial a imporiancia della, sem que o proprie-
tario sajapreviamente ouwdo sobre o quantum e
responsavel, nao poie aera deve essa conta ter-a.
reesma forca das oontat fiscaes, vjsto coaw a fonte
don.la ella foi extrahida nao goza dos mesmos pri-
viJegios dos livros fiscaes.
Rapstimos : o procadimento executivo s6 pode
ter lugar contra qualqaer deredor ao efcdo por,
obrigacdes provenienles de cootratos ou de outra
origem rigorosamente Dscal : portanto, nao estap-
do, como nio esta, a emprera Cambrone compBe-
hendida em nenhnm desses easos, e evidente qne
nao p61e, para cdbranga de seus devedores ser
empregido o processo executivo t into mais
quanlo as passoas contra quern sao extrahilas as
contas nao foram ouvidas previamente a tal res-
peito, e surname pelo direito da forca, representada
no executivo, se quer obrigar os proprietanos- a
p.igare.n a qae nao conyataram !
E tanto e isto s-erdade, que os responsaveis dp-
vem ser ouvidos previamente, que em todos os re-.
gulameLtas tiscaei, para cobranca dos impostos,
tem elles sempre am praxo para reelamacSes, fa-
cultando-se Ihes depois os reeurses legaes, o qne
certamente nao acontece com o contrato Cambrone.
Em Jvista do exposto, entendo que o processo
executivo e incompetente para por meio delle se
proceler a cobranca dos devedores da empreaa
Cambrone.
E' este o men parecer, sob censura.
Recife, 7 da julho de 1874.
.V. de A.
Eu abaixo aisignado declaro em obsequio
a verdade, que na aula do lingua e literatura por
lugueza, a meu cargo, no Gymnasio Provincial
:a Pernambuco, ntinca em tempo algum appar
ecu a Exma. consorie do Sr. regedor interino do
uiesmo Gymnasio, nem me consta que esta icnho-
ra, respeitavel por lantos litulos. apparacesse em
neuhuma outra aula do estaceieraenlo, em qne
se desse facto semelbanta ao qae refore a Provin-
cia n. 3a7 do !. do oorrente. 0 que senda ne-
cessario, jurarei. Recife, 3 de agosto de 1874.
ivsc Soares de Azevedo.
(fiosamente Wiraetertaam os Verdadieiros,flU^Sfdo
t
Martyr do Calvario e em coja pratica nuficf ir-
refsceu u|>i uwewalo, nBHstee.aiocfci nos ultiiios
Pjroxjf!!'> foi.sefflpre delja* utn mo4elo a exefn-
frfa o mjrR.acrisoh(p> r
Sinj !,... Borren I.. ..Mas que vaje.o tftrnjorri-
sa a*meiuoci de siaa virtuAss. viveri sempre
coracao daquellas ipie a prasavam e admi-
ravam 7!...
Assim, arrabatada da seio da famtlii qua a va
tjeraya, dov.era estar gozao.lo da maniao celestial,
gam a. fronte cingiaaai laurel destinado aos
Jpstos
E vds, esposo e Mhos que a idolatraveis tanto,
enxugai esse angustiado pranto no ardente calor
das oracdes, que a. nossa religiao nos minislra
comolenitivo a tamanhas dores [..,.
Rvm. vigario ItM<>t4* M>i que grande nonierv.
Offj&VQ n4ga fflxatflittTffeferar e o obrigara^i a
voltar para casa;. depois disto eu indo a dila ma-
iriz Dan#*Ai1rof^ii9gdj9i4fMi alii ainda a-
novo, iiae'tinjDei
Sanato de liorriu'lia, *
0 Eloge de la Folie, opusculo francej da Opti-
mo cunlio huraoristico, publicado por Erasuio,
apos sua viagem da Italia a Inglalarra^diz com
a sempre espirituosa veberaencia dss sainates do
;iia i do poyo :
i Pars nine Be parvient a me dissimuler, pas
nii'-iiie ceux qiai meltent tuute leur ambition a pas-
ser p rum jam ais que des ioges sous la pourprc, et des
anes sous la peau du lion.
Tu tens vislo, povo de Peonambuco.....
Para ti escrevemos.
K' a taa santa causa que defenjemos.
Es o nosso anico juiz.
Attende.
Tu tens visto.
l'ez-se uma lei, e essa lei e um imposto indis-
pensaval para occorrer aos pagamentos feitos e por
fazar a Draintgt, ja tao cara.
Aiada mais: decretou-se um modo de arreca-
dar todo ecoaoinico, porque os arrecadadores pa-
gam aos deniais empregados, livros e todo o expe-
diente a sua custa.
Tens visto as demonstrates produzidas por nos,
c que serao longamente continuadas.
0 que tivemoi em vista ?
As bagas do suor do povo, o cofre exhausto sem
dinheiro para satisfazer onerosos compromissos,
o empregado ameacado do nao reccber ordenado,
tudo por causa das patotas Drainage e Afor-
nay.
Que lei tao necessaria t
Que Curacao ha por ahi, para nao interessar-se
a favor de tao necessaria lei ?
Ton* vjsto----- ...
Nada oppoem os horaens da opposigao as nossas
demonstracoes.
Ladeiam, injuriam, procuram irritar-nos, mas,
nem palavra sobre o contrato da Drainage, as
multas, a falsiii -acao, a innovacao Mornay......a
uao ser uma ou outra coarctada d ligeira, recurso
cnico dos advogados de cansas perdidas.
E por um desses cuckilos iue a demeucia man-
da em todos os tempos aos Rocamboles ridiculos
e parver.-os, elles, aquelles perdidos da Provincia
nagaai um arranjo da revjsuo manquee, dizendo
que o Sr. Aprigo e um banemerito, porque arro-
ja-se contra as tradicdes uobres do povo para fal
lar-lhe cm bicudas e bacamartes.
E' um escarneo, filiio do povo, e um escarneo !
Mil vazes o dizamos, e um escarneo !
Pensam, povo de Pernambuco, que tu ea um
povo de beocios.
A oligarchia laonina nunca pensou de li outra
cousa.
Pois quanlo veem que por toda a provincia se
trata de melhorar a instra-cao pablica, e que
abrem tenla de facas de pontas e de bacamar-
les '
Pois quando bateram esse contrato Drainage
sobre a pobre mesa do pobre, e que acharam ac-
casiao azada de reformar o contrato Mornay, por-
que nao eslaeam chei'is as modidas t
Pois alem de metterem a mao na panella do po-
vo, esforcam se hojeem descomposturas de quatro
a cinco tira3 ao incanjavel administrador t
Mil vazes escarneo!
Ta, muliiar do povo, debilitada pela fame, sem
laite para alimento de teu filhinho, nSo tens reme-
dio. vai a Drainage......pagar as multas.
Horrivel escarneo !
Tu, homem do povo, que arrancas os cabellos
no meio de teus filhos nils e famintos, nao tens
p'ra onde, vai a Drainage......pagar as multas.
Horrivel escarneo I
Eis aqai, povo de Pernambuco, lavra a tua
senten;a.
E porque o Diario brada por ti, ei-lo debaixo
dos baldoes, da3 injunas, das mentiras, das af-
frontas.
Descanca, poro, e cbegado o dia da expiagSo.
Xao era possivel que essa feroz oligarchia, que
te roubou a honra, a vida, tudo, ostentando um
feroz despreso.....nao era possivel que essa oli-
garchia, que se pre3umia donataria da terra doi
cidadaos fegendarios, mais do qne nenhuma outra
no Brasil......nao era possivel que essa oligar-
chia fosse eterna.
Guardarem >s o nosso posto.
Essa melgueira dos contratos mais escandalo-
sos que esta terra tem visto, ha de ser por nos
fustigada ate o dm, at6 que a opiniio se faca.
Dizemo3 aos provincianos, com o critico fran-
cez.
a Personne ne parvient a me dissimuler, pa3
meme ceux qui meltent toute leur ambition a pas-
ser pour des sages. Is ont beau faire, ils ne se-
ront jamais qae des singes sous la pourpre, et des
anes sous la peau du lion. >
I iiia lagrinta de saudade
A' MENORIA D.V EIMA. SRA. D. ROSA MARIA
DE LEMOS, OFFERECIDA AO SEU CHARO ES-
POSO 0 SR M.V.NOEL JOSt DA SILVA CABRA L
E A'S SUAS INCONSOLAVKIS FILUAS.
Jfcrr na campa e vds surgir em Deus.
(Guimaraes Junior.)
A amisade inipSe-me um dever : venho cum-
pri-lo.
Por mais que repetiJas sejam as scenas ae de-
vastacao e extermiaio, qua no iaraemo theatro do
universo representa a eada iasUiie a inexoravel
parca, jamais podera o nosso espirito observa-las
com placidez e indifferenca I
Mais am tumalo se acrio I.....Eis mais uma
scena mortaaria I....
Chegando ao marco desta transitoria e eica-
brosa peregrinacao que se ehama vida, h\ taoje
sete dias qae desprendea-se do corruptivel invo-
lacro e subio a mansao doa justoe a alma de D.
Rosa Maria de Lemos. .......................
Dasappareceu sob a fria lage de ana oarapa
cadaver da espoia fiel, da mai carinhosa e da ami-
ga dedicada !
Dotada das sublimes virtules, que moral e reft-
* Vide o artigo editorial da Provincia de 96 de
julho proximo passado, a, 391,
Comp?rtilhando no acerbo transe por que aca-
bais de passar, venho depor sobre a campa da ter-
?a eaposa e estremecidi mat este simplas, mas
sincero penhor de eterna saudade,... e elevar ao
tbrono do Altissirao uma praca por sna alma.
Recife, 4 de agpsto da 1874.
Auoiwfo Wimderley.
de
Jury da Inapcratrlz.
Presidente o juiz da direito Dr. D. Carlos
Souza da Silveira.
Promolor Dr. Luiz de Meaezes Vasconcellos de
Drummond.
Eserivao capitao Antonio Victor de B. Tei-
xeira.
A 3* sessao judiciaria desta termo, tendo sido
convoeada- para e dia 7 do oorrente mex de jnlho,
foi adiada para 10, em conseqoeiKla do tiro com
qae na villa do Muricy tentarara contra a existqn-
cia do Dr. D. Catlos, que teve de confereociar com
o Exm. Sr. presidente d> provincia, e pedir lhe
provideacias no sentido da manuteacao da rrdem
pablica.
Ddfeito, no dia 10, presentes o p'esidente, pro-
motor e o eserivao, feita a chamada, depois das
formalidades legaes, compareeeram 14 jurados, e
foram sortea-ios 34 sappleotes : adiados ps traba-
Ihos para o dia seguinta.
No dia II, do mesmo modo, so compareeeram 22
jurados, nao tendo sido noliucados todos os sup-
plentes sorteados; o juiz de direito ordenon de no-
vo as AoUucacoes, em consequencia do domiDgo
que se segu a, adiou os trabalhos para o dia 13.
Em 13, ent.io installada e aberta a sessao co:n
30 jarados, subio a julgameato o reo ioaqnim Jo-
se dos Santos Grolao, que tando sido absolvido, a
relacao io district) o mandara responder de novo
como um dos assassinos do infeliz Madruga, foi
condemnado a g*les perpetoas, grao medio do art.
122 do cod. rim, da qual docisao protestou per
novo julgamento.
No dia 14, reunida acasa com 41 jurados, e sen-
dc submettid* a julgarneuto o r6o Galdino Jose dos
Santos, que era^ensado par crime de ferimento
grave pratieaUo-na pessoade Jose.Aivas de Souza,
o seu defensor, capiLao Amer.co Hrasileiro de Mel-
lo, -mfi'ssaado ojdelicto,polereda4-lhe a classifi
cacao de maneira qua o ieo Cot condemnado a 6
mezes e l'i do prisao e mullacorresp mdente-a me-
tade do tempo, grao mediodoarl. 201, sendo ap-
p-Mad.) pela promotoria publiea.
Em l'i finalmeate, reunido o jury com o n. ape-
na3 de 36 jurados, compareceu a julgamento o
reo tenente Jos6 Thomaz de Farias (Zuza da Ju-
rema) accusado pelo assassinato do inspector de
quarteirSo Joaquim Antonio, tendo por seu advo-
%gado o Dr. Manoel de Menezes, nio sepode fdrmar
oucompletar.o jury de senten(& pelas recuacoe3
e impedlmentos que houveram, tomando assento
no conselho sdmente 10 juizes, porque eram impe-
dtlos 1; foram recusados pela promotoria 10, e
pelo r6o 4, tendo jurado s.uspeicao 5, com os quaes
epmjileaou o n. total dpsjnrados presentes.
A' vista do qua o juiz de direito, presidente do
tribunal, adiou o julgamento da causa para a 3]
sessao judiciaria, na forma da lei, e nao bavendo
mais processos prepacados, declarou encerrados
os trabalbcs, depois do haver imposto a mult i aos
jurados que faltarara sem causa )ustiGcada.
0 Sr. Dr. 1). Carlos de Souza da Silveira, tendo
recebido uma merecida manifestacao, em qno
grande numero de habitantes deste mun'cipio elo-
giava i sen modo louvavel de administrar e distri-
buir justica a seus comareaos, e protestava contra
o atteniado que elle soffrera no Muricy, pedinlo-
Ihe a desfstencia da remocao que pedira ao gover-
no imperial desta para outra comarca, dirigira a
palavra a.u jurados agradecendo e mosirando a
sua gralidio, e concluio despedindo-se de todos,
declarando que nao podia deixar de icsistir ni re-
mocao que pedirra.
Tudo isto fez S. Exc. por meio de um bell) e
ei,.. <. ..iw a. .^...... aA.,.%,.1.|.>.ltnjo a cioi|ueucia ue
que di^poe e 6 dutado, com que chamou a atten-
cao dos ouvintes e compungio a todos.
0 Illm. ?r. Dr. Drummond tambem cumprio sa-
tisfactoriamente o seu dever de orgao da jastica
publiea, dando a conhecer no jury e iora d'clle o
seu talento e lirraeza de caracter.
m RfifrTO.
mesma reamao do po*n,"Sae*IABe"m me querikm'
repellir, dizando qua oiqaem antrava alii era pa-
dre Karias, e por esta. occaiao-alguns de anirao*i|-
accelerados._eiraprulan-'8 roe iosultaram e sem
duvila, mai3 me msnltariam sc nao fosse V. S. alii
intervir, cootendo aqaelles desordeiroi e garan(iado
a minha pessoa, como eSedivamenta fe* ; e itqal-
raeota fez o illm. Sr. tenant Join Chrisostomo de
Albuquerque, subdelegado deste lugar; que em vir-
tnde de tudo ist eu realmeate no dia segninte fui a
casa deste e de V. S. agradfcardhes as maneiraa
com qae me trataram, como era do meu rigoroso
daiar, par^ua, em duvida ralamenta conheci, que
seao fosse V. S. o ter-se acliado na occasiao de
talaoontocimentr,eo dito subdelagaJo, sem duvila
teriam havido graves coasequeocias. E' o qae te-
aho a rasoonder a V. S, por ser rea|mentao que
tao somenle sei, polendo V. S. faaer desta o aso
qua Ibe convier.De V. S. amigo alteato, vencra-
dor c*iado.
Aioaados, 3 de agosto da 1874.
Padre Mantel da Sitva Cii,
Coadjutor da fregoezia.
Quadro hisiorico
A-eba-se a vends em todas as livrria,
pelo diminuto preon de 500 rs. a importante
ecuriosa gra*ura da ac^lidade 0 Sonho
Dour ado d&Pio IX, offeracido pela redac-
5S0 do Mosquito ao emincnte escriptor Gan-
ganelli.
Afogados
Alguns moradores daquella freguazia, qae se
interessam pelo restabelecimento da verdade, so-
licitam do Rvm. padre Farias, a declaracao por es-
te ou outro qualquer jornal, se sira ou nao altri-
bue ao Rvm. coadjuctor da mesma freguezia, a sua
exoneracao de vigarid'da dita freguezia. Espera-
ntos que 0 seu cavalherismo nos pora a claro do
nosso pedido.
Alguns moradores.
Li com pasrao 0 oflicio do Sr. vigario Idalino
Fernandes de Souza dirigido ao Sr. governad)r do
bispado sobre os acontecimentos do dia 26 do mez
passado, e publicado na LrAiuo do 1* do corrente.
E, realmanto para admirar que um sacerdote
revestido do elevado cargo de parocho de uma
freguezia, nao recue ante a falsidade e a injuria,
como acaba de fazar 0 Sr. Idalino, com 0 fim so-
men te de ser agradavel a estes rebeldes, qua tem
a audacia de affrontar e dosconhocer a lei do
paiz.
A freguezia de Afogalos gozou ate" 0 dia 23 de
julho ultimo de paz e tranquillidade.
A tal chamada questao religio3a, que soraente
tem por fim prohibir casaraentos, baptisados e
enterramantos dos cidadaos brasileiros, aiada nao
tinha apparecido alii.
Isto nao era do agrado do Sr. governador do
bispado, que teve a infeliz idea de mandar servir
naquella freguezia 0 vigario da Capunga, 0 Sr.
Idalino.
No dia 26 appareceu pala segunda vez na fre-
guezia 0 vigario da Capunga, e entao 0 povo inlig-
nado com 0 ado do Sr. governador, destituindo
arbitrariamente 0 vigario Farias, oppoz-se a que
outro funccionasse na matriz.
Estava em minha casa quando ouvi 0 tumulto.
Dirigi-rae entao para a matriz e posso dizer ao
Sr. Idalino que apezar de nao ser catholico novo,
S. S. nada soffreu, pela bondade que tiveram os
afogadanses em attanderam aiada esta vez a mim
e ao Sr. sublelegado. Senlo fora essa atlencao,
certamente S. Rvm. nSo se animaria a allegar fal-
sidades da ordem daquellas que se acham contidas
em seu oflicio.
Entretanto 0 publico leia 0 documento abaixo
publicado e vera ate que ponto chegou a sem
ceremonia do Sr. Jdalino.
Como 0 Sr. Idalino, conclno este pequcno artigo
com um protesto.
Nao precis) para viver do lugar que occupo
no actual corpo de policia desta cilade ; tenho
a mais plena conGanca em qae 0 governo do
meu paiz ha de por um paradeiro a estes desman-
dos clericaes, e pois nao preciso concorrer para
desordens.
Uma palavra ainda, e tenho terminado.
Sacerdotes da ordem do Sr. vigario Idalino,
que apparentam excesso de zelo para se tornarem
agradaveis aos seas superiores, sao uma verda-
deira calamidade pablica ou antes am flagello da
igreja.
Afogados, 3 de agosto de 1874.
Francisco Carneiro Mackado Riot.
Illm. e Rvm. Sr. padre coadjutor.Afogados, 1
ae agosto de 1874.
Rogo a V. Rvma. 0 obsequio de dizer-me a bem
da verdade, se veto ou nao em minha casa agra-
decer-rae a maneira porque me tinha portado nos
acontecimentos qae nesta freguezia tiveram lugar
no dia 26 do mez proximo passado, relativamente
a pessoa de V. Rvm., asaim como- se me vio capt-
taneando grupos armados de cacete e faca. Pec
qae conceda da f azer 0 nao qne me convier de sua
resposta, qne devera ser ae pe desta.
sou com reipaitode V. Rvm. venerador aoriado.
Francisco Carneiro Machado Rios.
Illm. Sr. tenente-coronel Francisco Carneiro Ma-
chado Rios.Reapondeado 4 carta supra, que V.
S. an drrigio sobre os acontecimentos do dia 26 da
mez proximo passado, qae tiveram lagac nesta ma-
triz dos Afogados, tenho a responder 0 ser
guinte:
Qua aio mis aehei na occasiao em qae tave lugar
0 aeoatecimeoto praticado uesta matriz contra 0
it
Agua de I I or I da de Murray
Kianittan.
Todos os perfumes os mais delicados sao obti-
dos das (lores das regioas do tropico ; e de todas
as essencias A&Aromatica Flora do Tropico, e:ta
por sem da vida e a rmis doradenra, pura ffdelicio-
sa por excellencia. Ella embalsama a respiracao
e da um agradavel e fragranle saber ao paladar,
todas as vezes que se usa pelas manhis como en-
xagoameuto da bocca mistarada n'ama pouca.
dagaa, assim como neulralisa duma maneira ap-
petecivel 0 mao gosto do charuto depois de se ha;
vee famado,
QftHonhorts, nao obstante a presente predooii-
naMSfpaixao de barbas cemprida-, os quaes ain-
da aaoservam uma certa preferencia ao uso
da aavalha de barba ;. acharao com agradavel
sorareza, qae esta deli-iosa agua de cheiro,
uma. vez levem^nte applicada ao rosto de.ois
da barba feita os isenta da usual penali-
dade sentida logo depois dessa nperagao re-
moveodo toda a seosacao de ardencia da pelle
barbeada.
COMMEBCiO
JUNTA DOS CORRETORES
Praca do Recife, 3 de agosto
de 1894.
AS 3 HOR'AS DA TARDE.
COTAgSBS 0FF1CIVBS
Cambio sobre Lisboa pagavel era Londres 90
div. 26 d por 1<5, sabbado.
Cambio sobre Londres a 90 djv. 26, e do banco
2i>3r4 d. por U,
Dito sobre dito a 3 d|v. 23 1[2 d. por 13000
do banco.
Cambio sobre Paris a 90 d[v. 370 rs., e do ban-
co 374 rs. 0 franco.
Cambio sobre 0 R:o de Janeiro a 10 d|v. ao par
6. de Vasconcellos
Presidente.
A P. de Lemos,
Secretano.
r.accimento do
iatm do dU 3
4i.FA-NDK4.iA
dia 1 ... .

17:449/408
45:1305560
321379*968
Descarregam ao}* 4 de agosto de 1874.
Bngue belga Vitetse (atracad ) mercadorias
para alfandega.
Brigue portuguezJVoro Paquete cebolas e vinho
em C3ixa para 0 trap che Conceicao.
Lugar ingleiIS'elliefaiinha ja despachada para
0 caes do Apollo.
Escina norueguense Olaf Nielsen farinha ja
l'atacho allemao Hcnrielte Buschard diversos
generos para deposito no trapiche alfan-
degado do Barao do Livrameato.
Barca francezi Mauricienvinho "para deposito
no trapiche Barbo-a, cimento para de-
posito no trapiche Barao do Livrameato,
e sal ja despaehado para terra.
Barca inglezaCretenon pixe para deposito no
trapiche Vieira.
DE3PACH03 DE EXPORTACAO NO DiA 1 I)B
AGOSTO DE 1874.
Para os portos do exterior.
No vapor francez Ville de Rio de Janeiro,
para Lisboa, carregou : J. B. Moreira Junior I
barrica com 18 abacachis ; Oiiveira Filhos & C.
0I8 saccas com 40,001 1|2 kilos de algodao: para
0 Havre, A. I'rusfas 4 C. 2 caixas com 45 kilos da
penuas; David Flack 1 caixa com 83 ditcs de
doce.
No patacho hespanhol Venlurita, para 0 Rio
da Praia, carregou: P. Carneiro & C. 125 bar-
ricas com 15,023 kilos de assucar branco.
Para os portos do interior.
Para 0 Rio de Janeiro, no hiate nacional
Sympathia, carregou : J. A. G. Pires & C. 249
meios de sola.
Para Alagoas, na barcaca Bom Successo, car
regou : S. Juaqueira & C. 1 barril com 96 litres
de aguardente
Para Tabatinga, na barcaca Guadlupe, car-
regou : C. A. Barbosa 1 barrica com 90 kilos de
assucar branco.
Para Macao, na barcaga Ties Irmaos, car-
regou : Fraga Rocha 1 -barrica com 90 kilos de
assucar branco e 3 ditas com 270 ditos de dito
refinado : para 0 Natal, 0 mesmo, 1 caixa com 40
ditos de doce e 18 volumes com 1,603 ditos de
assucar refinado.
CAPATAZ1A DA ALFANDEGA
i\eudimento do dia 1 537/768
idem do dia 3 752/425
1:290/193
VOLUMSS SAHIDOS
No dia i -
No dia 3
i'runeira port* .
iegonda porta .
rerceira porta .
Ttvpiche Ccncaiiao
877
110
115
50
3
1,135
SERVIGO MAR1TIMO
Uwengas descarragadas no trapicte da
alfandega :
No dia 1 .....
No dia 3........
1o trapiche Conceufae
RBCEBEDORiA DK
RAES DE
itecdimenie do dia 1
dam do dia 3 .
REND AS INTERN AS GE-
PERNAMBUCt
. 1:430/514
. 1:533/306
2:983/820
CONSULADO PROVINCIAL *
Rendimeato do dia 1 2i5/5b2
Idem do dia 3...... 3:722/916
3:968/478
AGENCIAS ROVINOAES
LIqaidos espiritaosos.
Rendimeato de 1 53/i83
Bacalhao, etc.
Rendimeato de 1 3/881
Generos de estiva.
41/080
etc.
Rendimento de 1
Randimento de 1
Fumo,
Thesoaro provincial, de Pernambuco
to de 487V
1 Qm
]pSo Carneiro M
99/144
, 3 de agos-
-_
Navio eutratio no dia 3t
l^asgow, via S. Vicenl>i jjidiafda-pjimoiro, & do
seguodo porto, vapor nacrenal llapuam, de 387
toaelad^s, commanlante Alexander Deawar,
*tq4iip*gem 21, em (astro, a- Adarason Howie &
G.; arribou por eansa do mao'tempo. Seu des-
tino 6 0 Rio Grande do Sul.
Navio Mkido no meamo dia.
Havre por LisboaVapor fraocez Ville do Rio de
Jantfro, commandante Pleury, carga a mesosa
qtto trooxe dos portos do do su'. e algodao qne
reeebeu neste porto.
Obscrvafao.
Rordeja no laraarSo 0 brigue hespanhol Nicacio,
para enlrar hoje.
EDITAES.
0 Dr. Sebastiao do Uego Barros do Lacer-
da, juiz especial do commereio desta ci-
dade do Recife de Pernambuco, por S.
M. Imperial, que Deus guarde, e'.c.
Faco saber.pelo presente editaJ, qne no dia do
mez de agosto do corrente anno se ha de arrema-
tar per venda a quern mais der, depois da aadieo-
ei* respectiva, 20 saccas de algodao com os nume-
ro s e pesos segniotes :
r na sac-.a de n. 4,015, com 89 kiles, uma dita
do uiesino numero e pas-:, oma dita de n. 4,016,
com 38 kilos, uma dita de dito 4,0(6, com 68 kilos,
uma dita da dito 4,017, com 71 kilos, uma dita de
dito 4,018, eom 90 kilos, uma dita de dito 4,019,
coa><)7 kilos, uma dita de dito 4,021 com 69 kilos,
uma dita de dito 4,022, com 96 kilos, uma dtta de
dito 4,024, com 56 kilos, uma dita da dito 4,026,
com 52 kilos, uma dita de dito 4,027, com 83 kilos,
uma dila de dito 4,028, eom 77 kilos, uma dita je
dito 4,Oz9, com 68 kilos, uma dila de dito 4.030,
coai 37 kilos,uma dita de dito 4,031. corn 80 kilos,
uma dila de dito 4,033, com 72 kilos, uma>dita de
dito 4,034, com 55 kilos, uma dita do mesmo nu-
mero com 84 kilos, uma dita do merino numero
com 60 kilos, seudo 0 algodao refuge, e 0 total do
peso 4,454 kilos, a 3/ a arroba, importa em .. .
290/800, cujo algodao vai a praca por execucao io
Manoel Alvas Guarra e seu fllho do mesmo nome,
contra Jose Monteiro Torres de Cutro, e acha-se
sob a guarda do depositario particular Adolpbo
Roberto Koop.
Em Jalla de licitantes que cubram 0 preco da
avaliacao, sera a arreuiataaao feita pelo preco da
adjudicarao com o abatimento da lei.
E para que cheguc ao conliccimento de
todos, maudei pa:sar 0 presente, quo sera
publicado pela impreusa eallixadonosK'ga-
res do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife
de Pernambuco, 25 de julho de t874.
Eu, Francisco Xavier de Souza Ramos,
eserivao interino, 0 subscrevi.
Sebastiao do Uego Barros de Lacerda.
Ao sello 300 rs.V. S. S. ex-causa.
Barros de Lacerda.
0
Dr. Sebastiao do Uego Barros de fcaterda.
juiz de direito especial do commercio nes-
ta cidade do Recife e seu termo da capi-
tal da provincia de Pernambuco, por
S. M. imperial e constitutional 0 Sr. D
Pedro II, a qucm Deus guarde, etc.
Faco saber aos que 0 presente eiiui virem e
delle aoticia ti verem, que a rej,uerimanto do Eu-
glisk Bank of Rio da Janeiro Limited, sa aeha
abarta a fallencia los commarciantes Candilo Al-
berto SoJre da Molta & C, pala seatenca se-
guinte :
Tendo sido provado, a rejuarimanio d 1 Eaglisk
Bank of Rio da Janeiro Limited, 0 estid) da ces
acao do pagamentos de Candilo Alberto Sidre
da Motla & G, estabelacidos com armazem de ge-
neros de estiva, a travessa da Madre da Deus,
nesta cidade, 0 quo se vii dos do'umentos e de-
poimentos de foUua ; liai por declarada a abertu-
ra da falleacia de dita fir.na, a datir de 28 de
maio proximo Bndo.
Nomeio curador fiscal ao refarido Eaglisk Bank,
que prestarajuraraento.
Immediatamente se proceda ao inventario, sen-
do entiio nomaad) por mim 0 depositario qua ser-
-:.;..; a..., >,j,.aj fj,;am a nimaacao, noa
termos do art 812 do codigo commercial- i,ara
0 que 03 convoco, deveaio sua reaniao ter lugar
aa sala das audiencias, a uma hora da tarda do
dia 6 de agosto. Custas pagas pela massa fal-
lida.
Por edilae3 se publique este da-pacao, e fa;a-
se a convocacio dis credores.
Recife, 6 de jullio da 1874.Sebastian do Rags
Barrow de Lacerda.
E para qua cliegue ao conhccimcn'.o de
todos, mandei passar 0 presente, que sera
publicado pela ioapreasa e affixado nos lu-
gares do costume.
Recife, 1. de agosto de 18T4.
Eu, Manoel Maria Rodrigues do Nasci-
men'io, eserivao, 0 subscrevi.
Sebastiao do llego Barros de Lacerda.
Ao sello 300 rs.V. S. S. ex causa.
Barros de Lacerda. ________________ _
Por esta repartteao se declara, de ordem do
Illm. Sr. Dr. cliefe da policia, para conhecimento
de quem interessar possa, que sa acham deposi-
tados na mesma cinco anneis de ouro, apprelien-
didos pela pela policia, 03 quae3 serao entregues
a quem os reclamar, mediante os signaes conipe-
tentes.
Secretaria de policia de Pernambuco, 3 de agos-
to de 1874.
Pelo secretar.o,
Francisco G. da Silva Barroso.
0 Dr. Dellino Augusto Cavalcante de Albuqaer-
que, juiz de direito e orphaos de Olin la, official da
ordem da Rosa, por S. IL 0 Imperador, a quem
Deus guarde, etc., etc.
Faco saber, que fiado 0 prazo legal, ha de ser
arrematadi por venda, em praca publiea deste jui-
zo : uma parte de sitio denominado-Cafezeiros
em Beberibe, avaliado por 750/000, pertencente
ao e3polio do finado Jose Rodrigues dos Santos,
cuja praca foi reauerida pelo inventariante para
satisfa^ao das dividas e custas dos respectivos kotos.
E para que chegue a noticia de todos, mandei
passar 0 presente, qne sera publicado pela impren-
sa e affixado nos lugares do costume.
Dado e passado nesta cidade de Olinda da pro-
vineia de Pernambuco, aos 16 de julno de 1874.
Eu bacbarel Fransisco Lins Caldas, eserivao, 0
escrevi.
Delano Augusto Cavalcante de Albuquerque.
BECLA8AC0ES. "*
Pelo thesouro provincial se faz publico que
desta data era diante 3e pagam os vencimentos
dos empregados provinciaes relativos ao mez de
julho proximo findo.
Secretaria do thesouro provincial de Pernam-
buco, 1 de agosto de 1874.
0 secretario,
Miguel Affonso Ferreira.
SANTA CASA DA MISEttlCOBDIA DO
RECIFE.
A Hlma. junta admintstrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife, manda fazar publico qae
na sala de suas sessdes, no dia 30 de julho, pe-
las 3 horas da tarde, tem de ser arrematadas a
quem mais vantagens offerecer, pelo tempo de um
a tres annos, as rendas dos predios em seguida
daclarados.
ESTABELECIMENTO DE CARIDADE.
Rua do Padre Floriano
Casa terrea n. 43...... 101/000
Rua das Calcadas
Casa terrea n. 30....... 221/000
Hem n. 32......... 133/000
Idemn. 36 ....... 121/000
Vidal de Negreiros.
Casa terrea a. 114...... 362/000
Idemn 94......... 301/006
S. Bom Jesus das, Crioolas.
Casa terrea n. 8....... 224/000
Rua larga do Rosarw.
!. audar e loia n. 24 A. ." 900/000
2-andaridem........ 310/000
2. andar n. 24....... 408*992
Loja idem ....... 1:800/000
Rua do Amerim. --------J
Sobradon. 26. ."3. 304/000
Roa de Antonio Henriques.
Ca term n. S W/000
Largo da Campina. _,___
Idem ft. u V ^ PATRlSIORtt) DOS OttPtSiOSi
Beoeo daa Boiaa.
Casa terra* n. 39.......4144000
, Roa da Lapa. _
Casa terrea n. 40.......JOI/OOO
Una do Atnortra.
3obrdo de 2 andares d. U 9910000
Casa terrea n. 34......Mfjooo
Rua do Burgos.
Casa terrea n. 21.......153/000
Rua do Vigario.
2* andar do sobradp n. 27 MMOOtt
! andar do mesmo
Loja do mesmo .
SobraJo de 2 andares n. VS
MOtfXKi
375/000
1:300/01 mi
l:400/0-
mtftnr:
209/00
209/in<'
. 90UUOO
Rna do Encanaraento.
Sobrado de 2 aodarea n. II .
Rua da Senzalla velha.
Casa terrea n. 131 '.
Idem n. 25...... .
Rua da data.
Casa terrea a. 23 .
Idem n. 29 ?
Rua daCnu.
Sobrado de 2 andares a. IS 8O0/4WH
idem n. 19.........60O/OO11
Rua de S. Jorge
Casate-rean. 100......241/Oik 1
Idem n. 103........Wfim
Rua de Gervazio Pires.
;asa terrea a. 2.......SOO/OOn
Os preteudeutes deverao apresenur ao ado 4a
arrematacao as suas flaucas, on eoaapareeanaa
aoempaDhados dos respectivos naderes, 4veod<>
pagar alem da renda, 0 premio da quantia aaa
roe for segnro o predio qua contiver estabeleei
mento commercial, assim como 0 servico da lim-
peza e precos dos apparelhos.
Secretaria da SanU Casa da Uisencurdu av. Re-
cife, 27 de julho de 1874.
0 eaerwao,
____________Pedro Rodrifet it -Soaa.______
pelo ihesour; provin<*ial de Pernambuco *
faz publico a quem interessar posa, qae foi tmi-
ferida para Jia 13 do corrente met, a arreama-
cao da obra de 300 matrix de emiwdremento <
600 de reparos, na'eitrada da Victoria, orcada em
l:25i/.
Secretaria du thesouro provincial de Pernam-
buco, 3 da agosto de 1874.
O secretario,
_______________Miguel AUoo< Ferreira.______
Da ord'.-m du Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda sao convidadas as peaas eonr-
tantes da reiaoio infra, para solicilareai desta
thesouraria os litulos de aforammto dos terreno-'
de marinha de qae se chr.m da posse, para o qu<-
Ihes Iica marcado o prazo de 30 dias, cootados de
hoje, licando snjeitas as penas da lei aquertas qne
os nao solicitarem.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 1* de r.goslo de 1874. O t* eseriptura
rio, servindo de sen elario,
Carl is J. de Soaz OwfHa.
Italacio a que se refere a declaracao tapra.
Firnio" Felinto de Souza Rraga, parte do temn
n. 1(6 A, na travessa da rua da Palma, por trans
fereucia que lhe fez Antonio Joaquim dos Santos
Andrade.
D. Maria Leopoldina de Miranda Gaimaraase D.
Lcoaoldina Maria de Miranda Guimaraes, tsrrenn
n. 114, na rua da Palma, par traasfereneia qua lhe
faz Uarlholomeu Ribeiro 1'ires.
Manoel Floriano Vieira Pessoa, terreno n. 113,
na rua di Palma, por heraaca de sen pai Joaqarm
Jose Vieira.
Jose Igoaero d'Avila, parte do terreno n. 306.
na rua da Praia de Santa Itita, por transierencia
i|ue In-: fez 0 barao da Goyanna.
Barao de Goyanna, restantc do terreno acima.
Manoal Camallo Pessoa, terreno n. 2 >7, na rna
do Padre Nobrega, par tran;feren:ia que lhe fez
Antonio Olegario de Almeida Lope*.
D. Mai ia Nary da Fonceca, D Franci da Foaceca e joij Evaugelisu Nrry da Fonseca.
terreno n. 121, na rua do Padre Ndbrega, por be
rani.'.a da sen pai Iguacio Nery da Fonsaca.
Manoel Jose de Miranda Porto, terreno n. 18-'
F, n* travessa do Marquez do Herval, por trans-
ferencia que lne (ez D. Maria Barbosa da Silva
Tavares. ,
Francisco Luiz do Carmo Ribeiro, parte do ter-
reno n. 235 A, na rua do Mar mez do Herval, por
tran:feiencia que lhe fez Manoel do Carmo Ri-
beiro.
Manoel do Carmo Ribeiro, restanle do terreno n.
235 A, ni rua do Marquez do Herval.
D. Anna Maria Lopes Americo, tutora de sen*
IHI103 menores, parte de terreno n. 191 B. na raa
do Mar<|acn do Hcr-r^l, por iroa?lcrtnci iu: tor
fez D. Julia Deolinda Americo.
Manoal Dias da Silva Santis, terreuos n. 2'JO e
290 A, na run Imperial, por Iransfereocia qua Mm
faz D. Francisca Kugenia Casado Lima.
0 mesmo, t-rreao n. 30S, na rua Imperial, por
Iransfereoda que Hie f z Manoel Albino Bazerr 1
Antonio Moreira Reis, t;rreuo n. 239. na rua
Imperial, por iransferencia aoe lhe fez FraaaiK.i
Antonio Jas Chagas.
Bazilio Jo-e da Hora, terreno n. 210, na rua Im-
perial, por transferencia que lhe fez Manoel d-
Naseimento Rodrigue* Franca.
Jo:6 Moreira da Silva, terreno n. ITo, na rna
Imperial, por transfarencla qae Ilia faz Frederic 1
de souza Gomes.
J -a Gomes da Abreo e Mello, tarreno n. 3ir.
na raa Imperial, por transfereucia que ilia ha
Jjse Leao de Mello.
PaJre Au'.ini) da Cunha Figaeiredu, tarrer. D
336, ua rua Imperial, perteacente ao casal de Jo.-*
Maria Placid) Magalhacs, 0 qual lhe Cora adjudi-
cado.
Jusa Francisco de Souza Lima, tair.noj). 2>:.
na rua Imperial, p>r traasfereneia qua lhe f.z
Jose Francisco de Paula.
Viuva e herdeiros de Ant nio Jose Teixeira Bs-
tos, tarreno n. 243, ua rua Imperial.
Manoel Dias da Silva Santos, lafi8 c 2o3 ua travessa de S. Jo5o, por transferencia qua Mm
fez Antonio Francisco Dias Lima.
0 mesmo, terreno n. 209 0, na travessa de S
Joao, por transferencia que lhe fez Paulino Aul.n. 1
Ramos.
Antonio Pedro Cavalcante Lins, parte do la
n. 20.1 J, na travessa de S. Joao, por transfer
que lhe fez Jose Ignacio d'Avila.
D. Joaquina Jacintna Pereira, pane do terrec >
n 909 J, na travessa de 5. Joao, por transferee:..
que lhe fez Jose Ignacio d'Avila.
Jose Ignacio d'Avila, restanle do terreno 209 J.
na travessa de S. Joao.
Manoel do Naseimento, parte do tamaw a. tt$
J, na travessa do Gaz, por transferencia qoe lh-
fez Jose Ignacio d'Avila.
D. Maria Rosa da Conceicao, parte do terr-m 1
n. 209 J, na travessa do Gaz, por transferencia |.
lhe fez Jose Ignacio d'Avila.
Aulonio Henrique daCunha. pane doterren. a.
209 J, na travessa do Gaz. por transterencia qu
lhe fez Jose Ignacio d'Avilla.
Jose Ignacio d'Avila, restanle do terrene n. *'
J, na travessa do Gaz.
Alexandre Rodrigues dos Anjos, parte do lenv
no n. 209 G, na rua de S. Joao, por traasferenc a
que lhe fez Jose ignacio d'Av.la.
Joe Ignacio d'Avila, restanle do terreno n. I>'
G, na rua de S. Jclo.
Anna Augusta Hdrt Jorga, restante do MTOI
n. 209 F, na travessa de S. Joao
Jose Antonio Barbosa. restante do terreno n
209 R, na travessa de S. Joio.
Joaquim Pereira de Azevedo Ramo,_ parte do
terreno n. 241, entre as ruas da Detencao e a d
Caes, por translerencla que lhe fizeram os herdei-
ros do Dr. Manoel i'eixeira Peixoto.
Antonio Jose Teixeira Poixot), terreno n. 4o,
na rua Aagusta, por transferencia qae lhe fez Joso
Lourenco da Silva.
Francisco Maestrali, restanie do terreno n. 130.
na rua Augusta.
As.iociiauo t'omauercial BencD-
ceatte.
Nao se tendo reunido numero sufliciente
para constituir a asseinblea geral desta as-
sociac&o, s2o convidad'js osSrs. socios para
0 dia 6 do corrente, ao meio du, quando
se constituir* a assemble*, com 0 numero
que se reunir.
Recife, 3 de agosto de 1874.__________
BibUtheca PrYfpa>l.
0 abaixo assignado, encarre^ado 4a Bi-
bliotheca provincial, tendo rentlcado peb
exame, a que procedeu, a vtsladoa cathab-
gos, a falta de diversas obras a demuilos vo-
lumes, dsixando truncadas algumas obra>
importantes, eutreoutras, por ex., as obras
de Dalioz, Merlin, Cuvier, Diedonarxo dm
Conversacao, Rohrbachtr, Historia da
lgreja,\&, cuja lisU, por extensa, deua de
ser publicada ; e nao sabendp em pom* m



r


Diario de Pernambueo Tenja feira 4 do Agoeto da 1874-

i i
quem exitUm esaea livros, por nao ter acha-
do asseuto ou dac4tra$ao dguraa, que o po-
desse orieoUr a tal respeito, vem por este
meio. rogar as pessoas, em cujo poder se
achem po-ventura algumas das ditas obras,
o favor de mandal-as resutuir a* Bibliotheca
provincial.
Espora o abaixo assignado do patriotismo
das pessoas, a quern recorre, a restituicSo
das ditas obras, para que possam utilis-r A
todos em geral.
Recife, I de agosto de 187i.
0 bibliotheca rio.
A. H. de Sou:a Bandeira.
0 espectacalo annuieialo pan labbado, em
beneflcio do palhaco, e tM daixou de se reali-
sar pelo tempo nio pernmir, ten lugar
A'n 8
Hoje
eata ponto.
Banco Commercial de Per-
nambueo.
A directoria do Banco Commercial de Pernam-
tmco, convida os Sr<. accioaistas a reunirse era
assemble* geral, bo dia SO do correate, ao meio
dia, na caaa do banco, a rua do Vigario n. I, pa
ra aerem apresentadoi o relatario e balanco rela-
tives ao penodo findo em 30 de junlio proximo
passado.
Recife, 3 de agosto 1874.
Os directores.
Joao da Silva Regadas,
Antonio Jose Leai Reis.
Francisco Ferreira Baltar.
Clnnpanhia Phenix Pernambn-
cana.
De conformidade com os arts. 18 e 19 dos esta-
tntos, vendem-se dez accfes de n. 1,3c 1 a 1,-iiO
da companbia de seguros mariUmos e terrestres
Phenix Pernarnbu'una. Os pretendentes sJo con-
vidados a aprestntarem as suas proposias em car
ta feehada ale o dia 14 do corrente, por intcrme-
dio do correior Pedro Jose Pimo.
Compaobia Pbenix Pernamb icana, 3 de agosto
de 18747
Os directores,
Luiz Daprat.
Joao Jose Rodrigues Mendes.
Antonio Gomes Miranda Leal.
AVISO
Paga-se o 41.8 dividendo das acc,oesdo
Banco do Brasil, inscriptas na caixa filial
desta provincia, na razao de ctJOOO por ac-
,ao : & rua do Vigario n. 1.
INSTTD10 ARCrlEOLQG CO E GEO-
GRAPH1C0 PERNAMBUGANO-
Haverd sessao ordinaria quinta-feira, 6
do corrente agosto, pelas i 1 horas da ma-
nhi.
ORDEM DO DIA.
1.* Negocios adiados.
2. Pareceres e mais trabalhos de com-
raissdes.
3." Palestra litteraria.
Secretaria do Instituto, 3 de agosto de
-1874.
Jose Soarcs d'Azevedo.
Secretario perpetuo.
AVISOS MARITIMOS.
Palhabote Joven Arthur*
Veade-te e navegar, 6 feito de madeiras do Brasil, eata anco-
rado no qaadro da descarga : oa pretendentes pc-
derio examinar, e para tratar com Antonio Luiz
de Oiiveira Azevedo, a rua do Bom Jesus n. 87.
Pacific Steam Navigation (lonipai)
ROYAL MAIL STEAMER
Colopaxi
(DE 40*7 TONALEDAS)
Command ante Bax.
Espera-se dos por-
tos do sul at o dia i
de agosto, e depots da
demora do costume
seguira para Liver-
pool, toeando em Lit-
boa e Bordeos, para onde recebera passageiros,
eneommendas, carga e dinheiro a frete.
S. B.Nao sahira antes das tres horas da tar
de do dia da sua chegada.
AGENTES
Wilson Rawe C
14PRAQA DO COMMERCIO14
Pacific Steam Navigation Coni[ian>
ROYAL MAIL STEAMERS.
(De 8,829 toneladns).
Communilanti' Espera se da Enropa ate o
dia 16 de agosto e seguira
para Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo, Buenos A y res ,
Valparaiso, Arica, Islay e Cal-
lao, para onde recebera pas-
ageiros, eneommendas e dinbeiro a frete.
N. B.Nao sahirao antes das tres horas da
tarde.
OS AGENTES
Wilson Rove A C.
14RUA DO COMMERCIO(4
Associate commercial kneli
cenle.
De conformidade com os estatitos s5o convida-
tlea geral, no edificio da mesma associacio, no dia
2 de agosto proximo, ao meio dia. Recife, 27 de
jolho de 1874.-0 secretario,
D C. Rmos.
lompanliia Fidelidade
tiegnros maritimos e terrestres
A agencia desta companhia toma seguros ma-
ritimcs e terrestres, a preraios razoaveis, dando
nos ultimoso solo livre, e o setimo anno gratuito
ta segurado.
Feliciano Jose Gomes,
___________________________Agente._______
Obras imlitarts-
Tendo ileado sem efleilo a arrematacao das
obras do quartel do Hospicio e do hospital militar,
sio ellas de novo postas em concurrencia para se-
s.?m contratadas, servindo Je base as lancos olTe-
recidos, os quaes forani :. para as do quartel
3:600*, e para os do hospital 1:190*. As pessoas
qiie pretenderem encarrtgar ss destes services,
apresentem suas proposias em carta fechada, na
rtiparti>ao das obras publicas, no dia 10 de agosto
ao meic dia. Os orcamentos acham-se na mesma
r"parti\'3o. /
Recite, 30 de mlhode 1874.
0 engebhtiro das obras militares,
________________Chrysoiito F. de Castro Chaves.
Massa fallida
DE
Amorira, Fragoso. Santos
S* dividcndo tie 1.95 por cento.
Paga-se o ultimo dividendo as quintas-feiras,
das 11 horas di mania a 1 da tarde, no escriptc-
rin da rua do Vigario n. 13, 1" an Jar.
Os Srs. credores qaoiram v:r logo leccber, pois
em de set recolhidas ao deposito pubico as quan-
ti.s que -nao forem procuradas ate o dia lode
^fosto proximo.
Pelo thesouro provincial Ti laz publico a
qiiem interessar possa, aue fcram transferidas
p; ra o^ dia 6 do agosto proximo vindouro as arre-
antacoe.> da obra dos r. paros do empedramentc
dj estraia da Victoria, e os 8 0|0 sobre o capim
de planta consumido nesta cidade : a primeira or-
ijada em 3:2453, e a segunda em 2:3195280.
Secretaria do thesouro provincial de Pernarabu-
co, 23 de julho de 187i.
0 secretario,
Miguel Alfonso Ferreira.
C'ouipnnhia de navefafOo va-
por balaiana, limitada
Macei6, Penedo, Aracajii e Bahia.
E' esperado dos portos
do sul ale o dia 8 de
agosto o vapor S. Salvadm-
o qnal seguira para os por-
tos acima no dia seguin-
te ao da sua chegada.
Recebe-se carga, passageiros e dinheiro a frete
Agente
Antonio Luiz de Oiiveira Azevedo.
__________57Rua doBom Jesus571___________
ARACATY.
Para o indicado poito segue impreterivelmente
no dia 8 de agosto o hiale Leonilia da Cruz. Para
carga e passageiros, trata-se com Antonio Alberto
de Sonza Aguiar a rua do Amorim n. 60, ou com
o capitao a bordo do mesmo hiate, fundeado con-
fronts ao trapiche liarbosa.
-------------
LEILOES.
Agente Pestana
LfilLAO
U-
Armagao, generos e mais utensilios da
verna sita i ma Imperial n. 225.
HOJE
As II horas em ponto
0 preposto do agente Pestana, fari leilao por
eau e rieeo de quem perteaoer, da armacao,
Jenerot e mais utensilios da taverna sita a rua
imperial n. 225, a qnal esta livre e despmbara
jada de qnalqner onus; garme-se as chaves da
rferida casa, esta ben aortida. O mesmo pre*
posto pveviae que o doao da referida venda mi-
dou de (!gocio, por isso manda por am leilio em
umj)ou mais lotes, a vontade dos enmpradoret. 0
balanco acha-se em mio do relerido preposto
para ser examinado pelos Srs. concurrentes.
Terca-feira 4 de agosto, ;is 11 boras em
ponto.
LEILAO
M
ccrca de 400 saccos deassucar branco, com
avaria
Hbje
A's 11 horas d a man ha
Em oarmazem n. 4 do Exm. Sr. barao do
Livramento, junto i guarda-moria da al-
fandega.
0 agente Dias, competentemente autorisado pe-
lo Sr. Adolpho Resse, capitao do patacli > argentine
Carlos, ultimamente arribado a este porto em vir-
tnde deforest maior, em viagem do Aracajii para
o Canal, por ordem, levara a leilao para oecorrer
as despezas havidas, e com a respectiva licenca do
Illm. Sr. inspector da alfandega, em preaeaca do
Illm. Sr. vice-consul argentiuo, ou de sen delega-
do, eerca de 400 saccos com assucar braneo, par-
te do carregamento do mesmo navio e que se
acha avariado e depositado no armazem n. 4 do
Exm. barao do Livramento, junto a guarda-moria
da alfandega.
Leiiao
Bahia
Para este porto segue em poucos dias o hiate
Dohs de Julho, por ter alguma car^a engajada,
para o resto que Ihe falta trata se com os consig-
natarios Joaqulm Jose Goncalves Beltrao A Filho,
a rua do Commercio n. 5."
DE
moveis, lou^a e crystaes
SENDO:
Um piano forte. 1 mobilia de jacaranda, com 1
sofa, 1 jardineira, 2 consolos, 2 cadeiras de bra-
cos e 12 de guarnicao, 1 serpentina, 4 castigaes
com maagas, 6 jarros para flores.
Uma mesa de advogado, i secretaria com se-
gredo, 1 estante para livros, 1 mdcho, 1 bnrra pe-
quena, prova do fogo, 1 banco para a mesma e 1
carro para menino.
Uma cama franceza de pao setim, 1 dita (ma-
deira preta), 2 camas de faia para meninos, 1 oer-
co de balaastres, 1 gnarda-vestido, 1 toilette gran-
de e bonito e 1 macbina de costura.
Uma mesa elastica, 1 guarda-louca, 2 aparado-
res, com floroes e pedra marmore, 1 quartinhei-
ra, 12 eadeiras, 1 sofa, 1 cadeira americana, I di-
ta de balance, louca, vidros, crystaes e outros
objectos de casa de familia, existentes no primei-
ro andar do sobrado da rua estreita do Ro.-ario
n. 41.
na, I cadeira para erianca, 1 baaea para logo, I
sofa a t relogio de parede.
Sala de jantat
Uma mesa elastica, 3 etagerei gWW, 1 rice
guarda-louca, l macbina para costtrra, 1 retoajlo
e parede (ioglez), pares ds jarros para Rore,18
cadeiras para sala de Jaatar e 1 dita de balanco.
Sala para engommar
Um porta-garrafas de ferro, i macbina para
limpar faeat e mesa, 1 mesa com abas, 1 escada
americana, jam grande, 1 firtro de pedra, cadei-
ras de madeira, bacias, taboas, cavalletes e mais
artigos.
8otao
Uma cama grande para casa!, lavatorio, mesa,
espelho, lapete, cadeiras e silbio.
Louqas e crystaes
Um rico apparelho para janUr, dito duo para
almoco. 1 dito dito dourado para cha, porta-quei-
ios, 1 dito licor (dourado), compoteiras, copos, ca-
lices para champagne, ditos para vinho, saleiras
de vidro, galheteiro, macbina para cafe, frncteiras,
eolheres para sopa, de electro-plate, ditas para
cha, conchas para atsnear, ditas para sopa, ta-
lheres de cabo de marOm e de electro-plate e va*
rios objectos de uso domestico.
Cozinha
Uma mesa com armario, 1 dita de pinho, 1 pi-
lio, trem de cozinha, 1 taxo, 1 machado. formas
para pudins, carrinho de mao, siscadores, capa-
cbos, esteiras, e outtos muitos artigos que estarao
patentes no dia do leilao.
Jardim
Rancas, cadeiras e grades.
Tendo-se de reiirar para o Rio de Janeiro, o Sr.
Pedro Martyr Maury e sua Exma. familia, por sua
ordem fara leilao, o agente PlNHO RORGES, dos
moveis e mais objectos existentes na casa em que
reside nos Afflictos, sitio n. 19.
Os referidos obje.-tos sio recommendaveis por
serem de gosto e pouco usados.
0 mesmo agente avisa aos concurrentes que de-
pots do leilao, encontrarao uma companhia de g i-
nhadores, para facilitar o transporte.
A's 10 1|2 horas da manha partira da eslacao
do arco de Santo Antonio, um trem expresso que
conduzira gratis os concurrentes.
0 leilao principiara as 11 boras da manha em
ponto.
LEILAO
0 agente Pinto, legalmente autorisado, levara a
leilao os moveis e mais objectos acima descript03,
existentes no primeiro andar do sobrado da rua es-
treita do Rosario n. 41.
____ Principiara as 10 i|0 horas.
Para.
Pretende seguir para o iudicado porto com mui-
ta brovidailo a ctcuu" punuguoia vftr zottltllt UUr
ter pane da tai^a ; e para a aue Ihe falta trata-
se com os consignatarios Joaqu'im Jose Goncalves
Beltrao & Filho, a rua do Commcrcio n. 3.
OHEA\BIl A BaSaVMLiaamS
DE
MAVEGACAOAVAPOR
Portos do norte
A arrematacao em hasta publica da casa ter-
rea, proorio national, sita a rua d) PaQo Castelha-
no, na cidale de Olinda, foi tran;lerida para o dia
o ;le agosto proximo futuro, servindo de base
pa'ra a sabredita arrematacao a qttantia de......
2:030$, -j que iudo se dcclara para conhecimento
de quem interessar.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 29 do junho de 1874.
0 2. escripturario, servindo de secretario,
Carlos Joao de Souza Correia.
.U'M1MSTRA(;A0 DOS COItRElOS DE PER-
NAMBUCo, 1 DE AGOSTO EE 1874
Re'acao da correspotulemia registtada fsem valor)
recebida de diversas procedencias ati esta data,
i< que nao ten sido enlregue por ignorar-se as'
residencias dos destinatarios.
Astolpho Ado pho de Paiva Viauna, Amaro Au-
guito de Barros Correia, Albino Goncalves Meira
de Vasconcellos, Antonio Joaquim Soares, Albino
Jose Moreira de Souza, Bento Joaquim Gomes,
Christovao das Merces Goncalvss Guerra, Constan-
cia Bellarmina de Souza Lib.?, Fernando da Silva
Mendes, Francisco Ociavio Bamos, Francisco Epi-
phanio Gongalves da Rocha, Francisca Felismina
de Albnquerque Mello, Ismael Rodrigues Vianna,
ldalino Furnandes de Souza, Joaquim das Chagas
de Jesus, Jos6 Lourenco da Silva Milanez, Jos6 Xa-
vier Faustino Ramos, iovino Bandeira de Mello,
Laurino de Moraes I'inheiro, Manoel Antonio de
Albuquerque Macbado, Malheor de Siqueira Ca-
ma rao, Manoel Pedro da Silva, Maria da Resur-
rei'.ao dos Santos Larre, Presiden le da sociedade
!ibt ral, Sibino da Silva Correia.
0 official, encarregado do registro.
Jos6 Candida de Barros.
c ommandante Caiiog tionaca
E' esperado dos portos do sul
inclusive o da Victoria ate odia
8 do corrente e seguira para
os do norte depois da demora
do costume.
Para carga, eneommendas, valores e passagens,
trata-se no escriptorio.
7-RUA 00 VIGARIO -7
___________Pereira Vianna & C.
PARA' E SIMMO
A escuna Georgiana tendo engajado parte de
seu carregamento para o Para, recebe tambem
para o Maranhao, caso convenha fazer a escala
a vista do frete que apparecer: a tratar na rua do
Amorim n. 37.
Leita
ao
DE
Libras eslcrlinas.
Vendem Augusto F. d'Oli-
veira & C.
Rua do Commercio n. 42.
assucar, saccos de estopa, ditos do algodio,
j'- ',V,r'}nlp^- barris com p'oon=, ^go-
dao da Bahia, rodas de arcos, barricas
vaiias, inteiras e meias, 1 cofre, cartei-
ras, depositos de assucar, balangas, ma-
china decopiar cartas, pds de ferro, so-
quetes e adallas. Massa fallida de Ma-
noel Teixeira Bastos
HOJTE
0 agente Martins fara leilao, por mandado do
Illm. Sr Dr. juiz especial do commercio, de assu-
car, barricas, pannos de algodao, cofre, caixties e
mais objectos pertencentes ao armazem de assu-
car da rua do Commercio n. .., parte da massa
fallida de Manoel Teixeira R?stos.
A'S 11 HORAS DA MANBA
Grande leilao
De bons moveis, crystaes, loujas de
porcelana, faqueiro de prata de lei,
objectos de electro-plate e outros
muitos objectos de gosto, em per-
feito estado.
ns
moveis
louca e crystaes
A SABER:
Um piano de Pleyel, 1 mobilia de jacaranda,
com 1 sofa, 1 jardineira, 2 consolos e 12 cadeiras
de guarnicao, 2 ditas de balanco, 1 espelho dou-
rado, grande e oval, 2 ditos grandes para conso-
los, 6 qnadros com gravuras, 4 lancas, madeira
preta, 4 pares de cortinados e 1 mesa redonda.
Uma cama franceza de jacaranda, 2 ditas de
ferro, 1 toilette, 1 guardavestido grande, 1 mesa,
1 estante e 1 tear.
Uma mesa elastica, I guarda louca, 2 aparado-
res, com tarapos de pedra, 1 quartinheira, lon$a,
vidros, crystaes e mais objectos de casa de fami-
lia.
Quarta-feirao do corrente
Na casa da rua do Visconde deGyoanna n.
221, sobrado junto ao estabelecimento
do Sr. Carpinteiro Hijo (S. Josd do Man-
guinho).
0 agente Pinto fara leilao do3 moveis e mais
objectos acima descriptos, existentes na casa da
rua do Visconde de Goyanna n. 221, onde se effec
tuara o leilae.
Os pretendentes encontrarSo na estacao do arco
de Santo Antonio um trem que lhes servira de
o qnal partira as 10 1|2 horas
de), guarda louca, objec-
tos de ouro e brilhante, ve-
nezianas de correntes, co-
pos, calices, fiteiros para
lojas, duziaa de escovas
para roupa, duzias de es-
pelhos pequenos, mesas
para jantarj'relogios, cabi-
des, lavatorios, marque-
zoes, lanternas, canarios
do imperio,miudezas e ou-
tros muitos artigos que
serao vendidos sem mini-
ma reserva de precp, por
conta dedi versos
Quinta-feira 6 do corrente
as 11 horas da manha
NA
FEIRA SEMLANAL
16Rua do Imperador-H)
ARMAZEM.
pelo agente Marlins.
0 abaixo auignado, pede ao aaouymo Esta-
pidez Grassa, que te digae dedarar qua! foi o
empregado que se recosou reotbar o diaaahro *a
cobre, em pagameolo do* aelka qaa coaajinn aa
adminiatracao do correio, como aotieam ao Joraal
Provincia, de 2 do correate.
Recife, 3 de agosto de 1874.
Saltutiano SereiMtu
Pergunta
0 abaixo assigoado, eacarregado da wada it
sellot da reparticio do correio, leade o joraal
Proviwia n. 338, deparou con um aaoaymo
sob a epigraphe -*-Gatio do Correio, atwao igno-
ra o occorrido, provoca o autor do bmsbio para
declarar pela impreosa o nome do empregado qoe
vendendo 2^000 de sellos, nao quiz receber eobre,
pois,{ee nao o fizer, ficara reconbecido como an
perfeito calumniador.
Recife, 3 de agosto de 1874.
Deodalo Santos.
Proletlo
Os abaixo assignados, profesaores do Gyomasto
Provincial, protesttna energicantente contra a
a-sercAo do professor de ioglez do mesmo Gym-
nasio, inserta oa Provincia d. 357 do 1* do cor
reate, relativa a Exma. Sra. do regedor dease es-
tabelecimento ; e declaram solemnemeote que e
falsa, inteinmente falsa semelhante assercir
Recife, 3 de agsio do 187V.
Manoel Pereira de Moraes Pinketn, pain Ifnm-
cio truncisco dot Santos, IfTiir f fnifiiim Paiaila.
Dr. Munoel de Ftguetroa Fsvia, Pedro 4e Alcrnnt*-
ra dos Gnimaraes Peixoto, Dr. Jose Sormo d*
Souza, Luiz Carlos de Slagalkaes Brevet e Fran-
cisco Jacmlho de Sampnio.
LEILAO
conduccao gratis,
em ponto.
O leilao
principiara
horas.
as 11
CIRCO EQUESTRE
.NO
CAMPO DAS PRINCEZAS
DIRECTOR
jLntonio "Carlos do Carmo,
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Havegacao costeira a vapor.
URAHYBA, NATAL, MACAO, MOSSORO', ARACk-
TT, CEARA, MANDAUU, acaracu' E GRAXJA.
0 vapor Pirapama, com-
maudante Sijva, seguira para
os portos acima no dia 7 de
agosto as 5 horas da tarde.
Recebe carga ate o dia 6,
eneommendas, passageiros e
dinheiro a frete ate as 2 horas do dia da sahi-
da : escriptorio no Forte do Mattos n. 12.
COMPANHIA
MESSAGERIES MARITIMES.
I.inlia anensal
ERYMANTHE
Espera-se da Eu-
ropa ate o dia 7 do
corrente, s e g u i n do
depois da demora do
costume para Bae-
nos-Ayres, toeando na
Bahia, Rio de Janeiro e Montevideo.
Linha mensal
Rio Grande
Espera-se dos por-
tos do sul no dia 9
do corrente, seguin-
do depois da demo-
ra do costume pa-
- ra Bordeaux, toean-
do em Dakar (Gor6e) e Lisb6a.
Para fretes, eneommendas e passageiros : a tra-
tar com
OS AGENTES
Harismendy a Labille.
9 Rua do Commercio 9
PAU LISBW
0 aptacho poitnguez Vanda, capitao Pedro A.
P. de Barros, vai sahir breye, e receoe ainda al-
gui a carga : trata to euni Mlva GuimarSes 4 C
largo do Curpo Santo n. 6, 2 andar.
As 11 horas da manha
A saber:
Primeira sala
Um piano de jacaranda, do fabricante Erand,
1 rica mobilia de mogno, entalhada, coinpo?ta de
12 cadeiras de guarnicao i ditas de braco, 2 con-
solos, com tampo de pedra, 1 jardineira com tam-
po de pedra, 1 sofa, 1 divan, 1 mesinha de cha-
rao, esmaltada, jarros para flores, figuras, jarros
chinezes, portacartoes, sanefas, cortinados, tapetes
para sofas, grandes e pequenos, ditos para entra-
da de sala e almofadas.
Segunda sala
Uma mobilia do faia, composta de 12 cadeiras
de guarnicao, 2 ditas de braco, 2 ditas de balanco,
1 sofa, 1 espelho oval. 1 dito quadrado, 1 par de
etagcres, 1 mesa de pedra, 1 rica secretaria de
pao rosa, 1 rico guarda-ronpa, com espelho, de
pao rosa, 1 dil) guirda-vestido.de pao rosa, 1 di-
dito dito de amarello, 1 lavatorio com tampo de
pedra e pertencas, de pao rosa.
Sala de espera
Um sofa, 2 mesas de pes de ferro e tampos de
pedra, 1 poltrona, 1 cabide para chapeos, etageres
ricos, quadros symbolicos, cadeiras avulsas. lim-
padores de pes, 1 rico quadro com a familia im-
perial, tecido a seda, jarros para flores e quarti-
nheiras.
1. quarto da saladevisita
Uma rica secretaria de raogno, rica estante pa-
ra livros, 1 (iuartinheirn, 1 jardineira, com tampo
de pedra, marqueioes, bide; comtampi de pedra,
lavatorio e pertencas, etageres, tapetes para sofa,
1 importante espiogarda com 2 canos, escarra-
deiras, cabides e cadeiras de braco.
2. quarto
Um rico santuario de jacaranda, 1 altar de ma-
deira, jarros para flores, grandes e pequenos, dou-
rados e lisos, com ramagens e cadeiras donradas.
Quarto de casal
Uma rica cama com cnpula e colchao, de pao
rosa, i bidet com tampo de pedra e de pao rosa, 1
berco, 1 costureira, 1 bidet de amarello com tam-
po de pedra, candelabro de vidro e tapetes.
Quarto contiguo
Um aeafate e 1 cadeira secreta.
Saleta do quarto
Uma mobilia de amarello, jarros, figuras e qua-
dros.
Quarto para crianqa
Camas de fero e colchao, camas de madeira,
marquezoes para solteiro, commodas, lavatorios,
espefhos e jarros de vidro.
Sala da entrada para a de
Feira Economica
Rua do Rosario estreita n. 45
QUARTA-FEIRA 5 DO CORRENTE
Pelo agente Martins, de joias de ouro, celheres
do prata para sopa, relogios de cima de mesa, tou-
cadores com pedras, aparadores, mesa efaslica, la-
vatorios coqi apparelhos finos, meia commoda, ca-
deiras de balanco, espelhos, quadros, marquezis.
marquezoes, fructas em concerva, divercas pecas
de crystal e vidros, perfumaria, cartas douradas
para jogo. diversos artigos-que estarao a exposicao.
W 11 horas em ponto
Agente Pestana
leilao
DE
150 caixas com velas de sebo, desembarca-
das ultimamente.
QULMA-FEIRA o DO CORRENTE
as 11 horas em ponto
No armazem do Sr. Annes, defronte da al-
fanuVga.
0 preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e risco de quem pertencer, de 130 caixas
com velas de sebo, desembarcadas ultimamente,
em um ou mais lote3, a vontade dos Srs. compra-
dores.
QUARTA-FEIRA 5 DO CORRENTE.
A'S 11 HORAS EM PONTO.
No armazem do Sr. Annes, defronte da al-
fandega
DAS
fazendas, armagao e moveis da massa falli-
da de Azevedo & C, loja da Rosa Bran-
ca, a" rua da Imperatriz n. 56
QLTNTA-FEIRA 6 DO CORRENTE
0 agente Martins fara leilao, por mandado do
Illm. Sr. Dr. juiz especial do commercio, da ar-
macao, fazendas e moveis da 1 ja da Rosa Branca,
a rua da Imperatriz n. 56, pertencente a massa
fallida de Azevedo & C. ; os pretendentes podem
examinar o balanco que se acha" em poder do re-
ferido agente.
Principiara as 11 horas do dia acima.
Feira Semanal
DE
miudezas, cal^ados, perfumarias, chapeos,
livros em branco e papel de copiar
CONSTANDO DE :
espartilhos, meias para homens e senhoras, oleos,
balancas para libras sterlinas, carteiras, bot5es,
linbas, litas, estojos, extractos de differentes
qualidades, botinas para senhoras, sapatos de
tranca e tapete, elastico de algodao e de ;eda,
colchetes, corddes, copiadores de cartas, caixas
pajias para pentes, ciotos para senhoras, cha-
peos de muitas e difTerentes qualidades, sapatos
de tranca (bons) borzegnins para senhoras, gra-
vatas e muitos outros artigos.
Quinta-feira de agasto
Na rua do Bom Jesus n. 63.
Os administradores da massa fallida de Peroira
de Mello & C, usando da autorisacao do Illm. Sr.
Dr. gall epecial do commercio, levarao a leilao, por
intervened do agente de lei!5es F. I. Pinto, difTe-
rentes miudezas, chapeos e calcados, qoe fazem
parte da referida massa, e existentes no armazem
da rua do Bom Jesus n. 63, onde se effectuara o
leilao.
'_________Principiara as 10 1|2 horas.
Agente Pestana
Grande
e importante leilao
DE
moveis, loucas, vidros, crystaes, ouro, pra-
ta e brilhantes
SEXTA-FEIRA 7 DO a's 10 horas em ponto.
NO 3. ANDAR DA RUA DO VIGARIO THE-
NORIO N. 3.
0 prepo3todo agente Pestana, competentemente
autorisado por uma familia que se retirou para a
Europa, fara.leilao, por cuula e risco de quem
pertencer, dos moveis abaixo declarados :
Sala da frente
Uma mobilia de juneo, quasi nova, eom 18 ca-
deiras de guarnicao, 2 de braco, 4 consolos, tado
com tampo de pedra, 2 espelhos dourados, 1 pia-
no allemao, de jacaranda, 1 mesa para jogo, 1
divan, jarros, lanternas, tapetes, escarradeiras,
1. quarto
Uma meia commoda, 1 cama franceza, 1 guar-
da-roupa, 1 toilette, 1 cabide, 1 bid^t, 1 taplle e
1 cadeira para coite.
2. quarto
Uma mabilia de mogno com tampos de pedra.
3. quarto
Um marquezao, meia commoda de amarello, 1
cabide, 4 cadeiras, 1 toilette de mogno e 1 can-
dieiro a gaz.
*. quarto
Um par de consolos de amarello, 6 cadeiras, 1
marquezao para casal, 1 cadeira para noite o 1
banca para jcgo.
5. quarto
Uma commeda inteira, 1 guardaroupa, 1 rico
santuario de jacaranda, obra do Porto, com rieaa
imageus e 1 par de jarros.
Sala de jantar
Uma mesa elastica de 4 taboas, 1 sofa de ama-
rello, 1 marqanza de condurii, 12 cadeiras, 1 la-
vatorio, com tampo de pedra, 2 aparadores, 1
quartinheira, 2 cadeiras de balanco, 2 ditas para
descanco, 2bincas, 1 apparelho para jantar,!
dito para almoco, 1 guarda-louca, 1 mesa para
cafe, 1 coslurcira, copos, calices, garrafas e com-
poteiras.
Sala de engomraado
Seis cadeiras, 2 cmsolos, 1 jardineira, I man
para engommado e muitos outros objectos que se
acharao patentes no acto do leilao p ra os Srs.
concurrentes examioa los, cujos objectos se tor-
Dam recommendaveis por terem pouco uso.
SEXTA-FEIRA 7 DO CORRENTE
A's 10 boras em ponto
\< 3. andar Vigario Thonorlo n. 3.
Protesto
Os abaixo assignados, empregados ioleraw do
Gymnasio Provincial, prote^tam publica e lalaan-
nemente contra o que >e l: oa Provintin a. 3-7
do do corrente, com relacao a d consorte do digno regedor intenno do mctnj
Gymnasio, visto como os abaixo assignados nun--*
viram a mesma Exma. Sra. pas?eur pelos corrt-
dores oem penetrar em aula alguma do tne;!n->
estabelecimento.
Gymnasio, 3 de agott i de 1874.
Joao Feliciano da Malta Albuquerque, Franc,/
co do brasil Pinto Bandeira de Acctolt Vutcomcel-
lot, Joao Gomel de Barboza Almeida, lanaao U.
Rego Barros Pettoa, Joaquim Antonio do Silven i
e Emilio Uldaric Mazeron.
Ao Exm. Sr. desembareador juiz de orphios -
aos films. Srs. Drs. juiz de direito da provedoro,
dos feitos da fazenda e da 1* e 2" vara do civil,
pede-se toda a alienclo para o aviso abaixo tran--
cripto, o qnal die respeito aos partidoies, vi- -,
como tudo querem partdba, rateio, agcr-t
sello de heranca.
Aviso de 29 de setembro de 1863.Declaro -:a-
o salario dos partidores, deve ser regulado pe a
somma dos bens do monte da fazenda, depois de
deduzido e abatido as dividas activas e ^asaivas, e
mais de^pezss inclusive as jadiciaes e casus.
Precisa-se de uma ama que seja
nheira : na rna do Crespo n. 7.
Para Copeiro
Olferece-se um rapaz portuguez cuegaiij
lia pouco, e que tern as habilitardes nece-
sarias: a tratar na rua do Rangel n. I,
'vonda).
Sitio
jantar
Una arpario grauda para loucas, 1 mesa e pren-
duas mobilias de amarello,
sendo uma com tampos
de pedra, camas francezas
de jacaranda e de amarel-
lo, guarda-roupa, guarda-
vestidos, pianos de arma-
rio, de 3 cordas, aparado-
res, carteiras para escrip-
torio, grandes espelhos,
corn molduras douradas,
quadros comfinas gravu-
ras, commodas, jarros pa-
ra flores, carriteis de linha
branca (em lotes, a vonta-

LEILlO
de fazendas inglezas, francezas, snissas e
allcmas
Em coiitinuaqao
Constando de : caserairas pretas e de cores, em
cortes e em pecas, panuos linos, brilhautina
branca, chitas, algedues, cobertores, chales, len
cos, gravatas, merinos, bombazinas, cambraias, es-
partilhos, meias, collarinhos, bramautes, grosde-
naples, popelinas, tapetes, chales, capas de seda,
brins brancos e de cores, chapeos de differentes
qualidades, chapeos de sol, camisas para homens
e meninos, peitos para camisas, sargelim, atoa-
lhado, veos para easamentos, cbitas de ganga ada
mascada, damasco e muitas ontras fazendas.
Qnarta-feira IS de agosto
RUA DO BOM JESUS N. 63.
Os administradores da massa fallida de Pereira
de Mello & C, farao leilao, por autorisacao do
Illm. Sr. Dr. juiz especial do commercio, e por in-
tervene^ do agente Pinto, de um variado sorti-
mento de fazendas inglezas, francezas, suissas e
allemas, existentes no armazem da rna do Bom
Jesus n. 63, onde se effectuara o leilao.
Em continuaqao
vender-se-ha tambem differentes volumes com
camisas francezas, popelinas, chitas ej cobertores
ultimamente despachados.,
0 leilao principiara as 10 hora emeia
Obmingus Jose da Can I
LagM e seu- filths, mat
lam rezar alguma mis=i<
polo eterno NawMH d> -
senpn lembradi e^posa
tnai, D. CMtoaa Frau.i- .
da Silva Lagcs, prtai
anniversario do rente as 7 horas d.i manha, na igreja da Mad -
de Deus, pelo que csavida aos seus par. utes a
amigos a assistirem este acto de religiS>, propr
das almas bem formadas; pelo que desde ja --
confessam gratos._____________________
Alliiicao
Sem reserva de preco vendc so a tavort-.a >'.*
rua Direita n. 45, tambeai n vende so a armacao,
qne so presla para qualquer ramo de neg -cm.
o motivo da venda e por tea dono relirar-se pari
f6ra da provincia : tratt-M U mesma.
AVISOS DVERSOS
Attencao
Noprim eiro andar d'esta typographia em
m3o do administrador, vendem-se as se-
guintes obras encadernadas:
Martens, maouel diplomatique1
volnme por 2JJ000 reis.
Obras de Mablycompleta 12
volumes por lijJOOO reis.
Bijcnoiiobra completa4 volumes
por 49000 re*is.
FrltotEspirit do Droit1 volume
por 29000 reis.
Aluga-so
0 predio da rua da Ponte Yelua n. "0, com con
modos para familia, cotfarto agna c gaz encacu-
dos, com apparelho de limp-za, quintal bem plas-
tado, com portao quo daita para a ma da Ah-gria:
para ver no mesmo, e tra'.ar com 0 Sr. Diogo E-
teves Vianna, a na do Barao di S. !t jrja, anii, 1
do Sebo, casa em obras.
f Consailorio medico
V DO
O l>r. Murillo.
gf. RUA DO VIGARIO N. I, l A.NDAR.
J Recem-chegado da Europa, onde (re-
Jl quentou os hospitaes de Paris e Loodre.s
5) podera ser procured i a qualquer hora do
a dia ou da noite para objecto de sua prc-
n fissao.
w\ Consultas das 6 as 8 horas da manhi e
jKi do meio dia as duas horas da tarde.
GRATIS AOS POBBES.
Especialidades : MoiesUas de seohoras,
da pelte e de erianca.
Ao commercio.
Os abaixo assignados declaram pelo present.
que compraram aos Srs. Oiiveira Crux & C a sua
taverna sita a rua de D. Maria Cesar n. 22, livre
e desembaracada de qualquer onus ; por isso se
alguem se julgar credor da mesma, reclame so
prazo de tres dias, a contar da data deate.
Recife, 4 de agosto de 1874.
____________________________Mn les A ln-
Mme. Durapblc
participa a suas fr^gums que mudou a aeu tsbelecimfnto de eeslura e modas, a.
1, primeir." snnlr (h nvsm^ rna 4r ''; fyiKit
por cima do Mft,
Dua m -
ao rt?i fii:iu 10
Manoel Rodrigues N-jgueira Lima declara ai
corpo do commercio que comproa ao Sr. Lydki a.
Bandeira de Hello 0 seu estabelecimento de calcaJ 1
na pra^a da Indepeudencia n. 22, livre e desers-
barapdo de qualquer onus. Recife, i* de agost'i
de_l_87i._________________________________________
da estrada de Joao
de Barros
Con Undo ao abaixo a'signado que 0 Sr. Fran-
cisco Lucio Coelho, ronsenhor com uns orpbar*
herdeiros de sua fiuada mulher do sitio da es-
trada de Joao de Barros da freguezia da Boa-Vista,
pretende vender oa rctalhar 0 dito sitio ; pelo
presente previne 0 abaixo assignado ao mesmo
Sr. Francisco Lucio Coelho, e a quern qaerqt--
se (i i.p.-uiia a compra do ditu siUo, qne deve ha-
ver exprossa designacio d?s limites do me-mo siti .
c ni 0 do abaixo a^signado, que fica H
d'aquelle, iste 0 : ao sul da camboa, hoje adredf
obstruida, mas, cujos vestigios ainda existem :"--
lizmenle, a qnal canlnia foi, desdo tempo imrr.
morial, a linha divisorii das preditas duas | r -
priedades, e emhora obstruida continua a ter .
sendo certo que a utilidade publica qu*r pela sv
lubridade, quer pela co"imodidade dos morador- -
daquelle lugar, enja ediG^a^ao vai em augment,
reclamam 0 restati -..mento <1a ramboa, para *
qual existe na "I la ;-:> Uea provia
uma peticao assigaada pot todos os morador--
proprietaries desse lugar. menos 0 senhor Loci
Recife 1 de agosto do 1874.
Jeronymo Gorr.es da Foooea
A bota do ouro, a rua da Imperatriz n. 7,
tern grande sort meoto de botinas fnaoatn e iu-
glezas, para homsns, M-nhoras e meninos,
lem grande qua^ltJud.1 de obra< inglezas, para h
nun- en:ecinos, desolla flna, grossae parafusa 1 .
obra muilo boa e fresca, chegada no ultimo va-
por inglezzVouro, pira sertnr a gosto seus nurr
rescs fregaezes.__________________
Aluga-se a casa da rua da Hiia do CarvalN-.
outr'ora Bella, n. 39, na rua das Larangciras
18, 1* andar.
<.
I



Diario do Fernambuoo Terea feira 4 tie Agosto de id?4.
\)
Escravo liigido
Decappireeeu, hadias, do titio Ro?ariuho, o pre-
to velho m Dome Panlinn, com oc sigoms seguin-
tea : eafcitant regular, olnoarreg.-ilad>*e vennn-
Ihos, tern nn i grande calva e i:;n talho na guela:
we pre to foi escravo do egi!ntio Camarao, no
sul; f.ii ha dins pegado por urn sapilao de campo
da villa do Oitrj: gratille*-se a quern oapprelien-
der e o trouper a rua Nova n. 8, loja.
iileflfao a gratiiicacao de
2008000.
Fagio no dia 7 de julho deste anno, do engenho
ijiqnk da freguezia da Kscada, o escravo Lnii, ca-
lm escaro, idade de 23 annos, tern marca de ta-
lho em uma sobrancelha, bem birbado, peitos
tabelludos, baixo, espadaiido ; e.-te escravo este-
\e passando por forro ba cerca do urn anno, no en
Ienho do Meio, fregueiia da Varzea, e igora cons-
Ci ja ter apparecido por la e anda acoiudo neites
1 igares: roga-se aos capities de campo ou a
qualquer autoridade a apprehensio do dito escra-
vo, podeodo leva-to ao engenho ncima, de Floris-
ciondo Marqaes Lias, ou no Recife, rua do Tor-
res n. i\ andar, escriptorio.
.*iuga so o !. eiS." andares do sobrado
si to a rua de Lomas Valeatinas a, 86, com bas-
(naiea commodos, cada um para grande familia.
unto o mesmo sobrado quintal e portio quo da
s;ie*da para a roa de Hortas ; bem eomo o segun-
i> andir do sobrado n. 85, si to a rua de Marci-
fc) Dias^ quem pretende-los dirija-se a rua Nova
a. 47, que achara com quem tratar.
Aluga-se
o sobrado de dons andares e K.ja, tilo a rua da
Aurora n. 79, icn1o ajma, >, wtnharh, cochrira
e coimha : a iraUr in mcMiw rua n. 81. >fgnndo
Mar.
fttiro:
;ui t;ir
CRIADO
Alnga se u.t, u.ulute para ar e bom a
a ualar na rua do Gru-po n. 16, \itnr.c\ro
Alogn-?e o sibraJo de uTii audar e m.Uj,
com commodos para grande familia, tenco 2 sa-
las, 6 quartos e um terrace com excellente vista
para a rua do Apollo tem agua potavol, e
omito fresco e bem tratado. (So aluga se para
familia.) Rua D. Maria Cesar u. 38, outr'ora
Senzala Neva.
CozinheiM,
Precisase de um* qoe saiba coiinhar bem,
prefenndo-58 escrava, para cam de pequena fa-
milia ; a tratar na rua da lujperatrii n. 15, pri-
meiro andar.
Aluga-se lim pequeno sitio, edificado de
n rro, no lugar da Tamarineira : a tratcr na rua
do'Gommercio n. 9, 1* andar.
[>ous armazens para alugar.
Traspasssm-se os do pateo
19': a tratar nos mesmos.
do Paraizo ns. 10 e
AO P1LIC0
Jose Bieardo de Farias tendo arrematado as di-
vides da massa fallida de Jolo Hygino de Souza,
piwvine a todos os devedores constantes da rela-
cio abaixo, que no prazo de oito dias mandem sa-
tis fazer os seus debitos; na rua de Marcilio Dias
0.21.
Dividas da massa fallida de
Joio Hyino de Souza, arrematedas por Jose
Ricardo de Farias.
Antonio Domingos de Lima 26,160
Antonio Duarte Machado 185,820
Ai.tonio Jose Leite Bastos 16^)80
Artonio do Porto Vieira 10,000
Antouio Ferreira da Costa 155,053
Antonio Alves Torres 16,660
Clato Marcelino Gomes 23,000
Uaudino 8,000
Carvalho, fanileiro |,000
Cosme Nunes de Andrade 7,000
David de Moura Rezende 9,400
Diogo & C ;5,000
It incisco Jose de Faria 22i,920
Francisco, caixeiro :500
FrmciscD Jose Gomes 107*640
Francisco Ferreira dos Santos 21,180
Francisco Pinto 1,000
Francisco Xavier Fansliuo Ramos 2:315,000
Francisco Alves Ferreira 2,t20
Jose Libanio 2.000
Jose Gomes Rodrigues Junior 280,383
Jose Matheus de Oliveira Guimaraes 294,960
Jose Antonio Rodrigues Junior 20,000
Josi Dionizio de Souza 128 510
Josi Soares da Silva Lyra 199,120
Jose Gomes da Silveira 156,060
Jose Gomes Correa '3,280
Jos6 Laurentino de Azevedo 11,440
Jos6 Gomes de Siqaeira 1,500
Jose Ferreira dos Santos 6,0i0
Jo3o Ferreira da Silva 153,000
Joao Cancio 960
Joao Hygino de Souza 27,300
Joaquim Silverio de Souza 336.710
Jus lino Pereira de Moraes 157,960
Ladislao 2,700
Leonidas Tito Loureiro 607.980
Me are Pedro Francisco das Chagas 1,400
Manoel Alves Lauriauo 36,720
Maaoel Francisco dos Santos 145,773
Manoel Calisto da Souza .203,380
Manoel de Moraes Oliveira 4,440
Manoel de Carvalho de Macedo 44,500
Ma a & Landeliao 19,200
Ma-iano (D) 560
Mello Santos 9,440
Miguel Alsiro 19,960
Meare Vicente 80
Murca & Pereira 400
Meare Ramos e Manoel Pinheiro 6,600
Maria do Rosario Pinheiro e G. i. 4 C. 55,663
Maria, crioula, de Una 15,580
Reis & N'aicimento 2,000
Aos merinos
A NOVA ESPERANCA, 4 rua Duque de Caxias
n. 63, acaba 4e receber um bom sortimente de ft-
nas boneeas que'fallaro, qoe riera se e choram ;
tambem astern mudas e surdas ou surdas randas
venham ver se nio | verdade.
/!\
24-Rna do Marquezde 01ind8-^4
".*quitt do beeco Lur^o
"Participa a^eus freguezes e araigos qae-ncdou
o seu estabelea'mento do relojoeiro para a tnesma
nia n. 24, onde encontrario-um grande sortimento
de relogios de parede, americanos, e cima sa, dos melhores gostos e Kgibeira, de todas as qual:da<>'es, patente suisso,
e ouro e prata donrada, foleado (plaqael), relo-
gios de onro. inglez, des;uberto, dos melhores
fabncantes.cadeia de ouro,plaquet e prata, lunetas
de tod?s as qualidades, XnCo por precos muito ba-
ratos.
6:22ri,394
Furto.
A pessoa que tiver comprado o i. tomo
de Pereira a Souza, Primeiras Linhas
so/re o Processo Civil, querendo restituil-o
a seu legitimo dono, tenha a bondade de
dirigir-se A rua do Imperador n. 20, d on-
de foi furtado por um moleque. Prornet-
te-se salisfazer o prec,o da corapra, e grati-
ricar ao portadcr.
omiui' as da Cuuha Guima-
rffie*
aeciara que decta data em diante ss as3ignara Do-
iniiigos da Cunha Guimaraes Rocha.
Recife, 1 de agostn de 1874.
Collegio de Nossa Senhora
do Amparo.
:?ie oadljL'l<"mi,?u!o acha-se actualmente mu-
dalo para a rua do Hospicio n. 61, sob a direc-
5*3 de D. Carlota Augusta de Figueiredo Belfort,
habiliiaila peraute a directoria geral da instruc-
cio puhjica. Os ramos de ensino serSo : instruc-
^ao priniaria, portuguez, francez, inglez, geogra-
ph a, piano, desenho e todos os trat>alhus ma-
nuies proprios de uma senhora, como costura,
bordadofi, etc., por preco razoavol. Prordette-se
jaOH nais de /amilia todo o cuidado no tratamento
a educa;ao das alumnas conferidas ao mesmo
collegio.
*-------------------------.---------------------------------------------------------------.__________________________________________
Attcncao
J'ede-ee aos senhores empregados do matadou-
ro pnblico desta cidade, para que nio cousintam
o porco Izidro, ir abi ver o sangue do gado
quit ahi se oiata, para fazer guizados em seu ho-
tel ; pede-se ao mesmo Izidro para que tenba
mais limpeza em sua profissSo e que nao conti-
nue a fornecer comidas de^a ordem a seus fre-
gunzes, a se c/ntinuar, se participant ao Sr. fis-
cal da freguezia dos Afogados.
_____________________Alguns freguezes.
Aluga-se o 1* andar da casa na rua do Im-
perador o. 73 : a tratar com Jose Henrique da
Sili'a Guimarae', a rua da Soledade n. 27, a qual-
qu ;r hora do dia ; bern como aluga-se o armazem
da rua Duque de Caxiasjn. 36.
S. CARLOS
Vende-se ou arrenda-se o engenho 3. Carlos, em
Ipojuca, moente. e corrente, com todas as obras
em psrfeito eslado de conservacac, e mnito bom
d'apia : a tratar na travessa da rca Duque de Ca-
xian. 3, 1 am.ar, com Gabriel Autonio de Castro
Qu ntaefi.
Villa de falmares.
^.s Sras. CairotI participasj aos Srs. pais de fa-
milia, qoe abriram um collegio francez para o
sexo feminino na villa de PaJmares, onde recebe-
rao alurnnas internas e externas. Ensinar-se-ha
ale n do francez, portugu-z, inglez, arithmetica,
Se em se propoem a receber alumnas das 3 as 6
boias dntarde, por metade do prsco : para tra-
tar na mestna villa, no pateo da Fairs.
DE
Gordeiro Simoes k C.
Acabam do receber pelo vapor Mendoza :
Riquissimos cortes de gorgurao de ssda lisos e
com listras achamalotadas.
Ditos de linbo para vestidos, contendo cada cor-
te, o necessario para sen enfeite, como seia :
franjas, trancas, botoes, fivellas. etc.
Riquissimos chapeos para senhora, ultima moda
rua Pnmeiro de Marco n. 7 A.
Bods pianos.
cni-gduus ae novo.
Vende-gc.
Troca-HO.
E alug;a-*ic.
No armazem do vapor francez, a rua do Barao
da Victoria, outr'ora Nova n. 7.
MOBILIAS
de vime e dc faia.
Vende-se muito em conta ; cadeiras avulsas, de
balanco, d9 bracos e de dobrar : no armazem do
vapor -francez, a rua do Barao da Victoria, outr'o-
ra Nova n. 7.
Perfumarias.
Finos extractos, banhas, oleos, opiata epos den-
tritice, agtia de flor de laranja, agua de toilete,
divina, florida, lavande, pos de arroz, sabonetesj
crosmeticos. muitos artigo delicados em perfnma-
ria para preser.tes em frascos de extractos, caixi-
nhas Borndas e garrafas de differente3 tamanhos
d'agua de Cologne, tudo de primeira qualidade
dos bem conhecidos fabricantes Piver e Coadray,
No armazem do Vapor Francez, a rua do Barao
da Victoria, outr'ora Nova n. 7.
Quinquilliarias.
Irtigos de diffcrexstea goatom t
phantazias.
Espelhrs, le.ques, luvas, joias d'ouro, tesourinhas,
canivetes, caixiuhas de costura, albuns, quadros,
e caixinhas para retratos, bolsinbas de velludo,
dita de couro, e cestinhas parabragosde meninas,
chicotes, bengalas, eculo, pencincz, ponteiras para
eharutos e cigarros, escovas, pentes. carteirinha de
madreperola, tapete para lanlernas, malas, bolscs
de viagens, venesiauas para janellas, esterioco-
pos, lanternas magicascosmoramas, jogos da gloria,
de damas, de Aagatella, quadros com paisagens
globos de papel para illuminacoes, machinas de
fazer cafe, espanadores de palhis, realejos de veio,
accordaos, carrinhos, e bercos para crianeas, e
outras muitas quinquilharias.
Brinquedos para meninos.
A maior variedade que se pode desejar de to
dos os brinquedos fabricados em differntes partea
da Europa, para entretimentos das criancas, tudo
a pregos mais resumidos que e possivel : no ar-
mazem do Vapor Franctz, rua do Barao da Vic-
toria outr'ora Nova n. 7.
Calcado francez
a 9^;
Botinas para homem
Acabam de elw.zar grandes jacturas de botinas
de bezerro, de cordavao, de pelica. de duraque
com biqueira, de bezerro com botoes, e com ilho-
zes a 9fjK0 (a escolher) por ter vindo grande
quanlidade por conta e ordem dos fabricantes;
ao armazem do Vapor Francez, a rua do BarSo dn
Victoria (outr'ora Nova) n. 7.
Para senhora.
BOTINAS pretas, brancas e de cores, diflerentei
lisas, enteitadas e bordadas.
SAPATIXHOS de phantasia com salto, brancos,
pretos e de cores dilTerentes, bordados,
SAPATOS de tapetes, chariot, castor e de tranca^
Para itAeninas*
BOTINAS pretas, brancas e de cores differentes,
lisas, enfeitadas e bordadas.
ABOTIXADOS de diversas qualidades.
SAPATOS de tranca portu^uezes.
Para meninos.
BOTINAS de bezerro, lustre e de cordavao,
f BOTLNADOS e sapatoes, de bezerro, de deversas
qualidades.
SAPATOS de lran.ja.
Botas de montaria.
Botas a Napoltao e a Guilherme, pertr
meias perneiras para homens, e meias perneira
para meninos. "
No armazem do Vapor Frakcez, a rua do Barao
da ^Victoria n. 7.______
Na rua veiha dc Sauta Riu n. 57, ; rtcL.a-s"
alugar uma preta para vender com taboleiro.
mnmn i cubativo o*s volestms proveniehtes u impureza ob
SANCUE
ARRObKDEPURATIVO DES LSAPARRILHA, CA-
ROB1 E VELAME
. BARTHOLOMEU & C.
Pliartnacentieos da casa real de 9 M. P. lil Rei de Portug;a
I'remiados em diversas exposicots com o premio de sua clause.
A saiide c um bem inapreciavel, cuja importsneia e valor s6 8Hi reservado ao efifer-
mo avnliel-o E'inc< ntestsvcl quo o homem ncste mundo 6 constantemente, e por todos
os lados atacado por uma iutinidade de agentes morbidos, que todos tendem, dadas cer-
tas e determinadas circumstrancias, a alterar o regular exercicio das funcoies organicas,
resultando desse desiquilibrio o que se denominamolestia.
A molestia nao e mais do que a desvirtua(to das for^as vitaes, rxtasionada, segun-
do as investigates e experieocias dos mais abalisadcs mestres da sciencia, pela depravo-
c.ao dos butnores geraes, consequencia da acoio maligna desses mesmos agentes morbi-
dos introduzidos no organismo pelo acto da respirac,ao, ptla via digestive, pelo contacto
immediato, etc.
A syphilis infelizmente tem sido a partilha da humanidade, e como e" f6ra de duvi-
da que esse terrivet Proteo da medicina e uma molestia hereditaria, ella tem sido obser-
vada em todas as ideas, e debaixo de todas as suas forraas Uo variadas, enfraqueceodo
constituicdes robustas, produzindo mutilates e cortaodo ainda em flor da idade vidas
preciosas.
Eliminar da economia esses principios deleterios, puridesr a massa geral dos hu-
mores tem sido desde tempo immemorial o fim constante da medicina, a os depwrativos
figuram em primeiro lugar para preencher esse desidetato.
K' da preferenda no reino vegetal que a sciencia aconselba que devemos procurer as
substancias proprias a depurar o organismo, elirtriaando os principios novigos a sairus
pelo atigmento das secrecdesnaturaes ; a qua possam ao mesmo tempo neutralisar a vdeu
syphftitico, ainda qasndo este virus jd tem feito eropcSo no exterior debaixo de suas mul-
tipHcadas formas. Os grandes e incomparareis depurativeis vegetaes conseguem
muitas vezes preyenir s estragos da syphilis, quando por ventura se acha ella ain-
da tip estado da incuba^So; isto e, sam seter manifestado sob formas externas; bene
ficio incomparavol, tento mais porque neste estado os individuos ignoram completamen-
te se estio cotftaminados por esse terrivel inknigo.
Felizmente para n6s o recurso prompts e sem igual para combater virus tio delete-
Wo encontramos em abundancia em nosso uberrimo solo, nessa riqueza invejavel de es-
pecies de vegetaes, muitos dos quaes ainda tao pouco tonhecidos e estudadoscom pezar
o dizemos.
Nos mereceu a preferencia na-grande variedade do plant* de deporativos que pos-
suimos, as tres plantas bem ooWhecidas no nosso paix ;a"CarobaJacaranda procera
de Sprengel, datfamilia das Bigoniceas^ o Velame orolon campeslre, deS t. Hil; da fa-
milia das EuphorbiaceaSi;e aSabaparrilha-Smiiaa; syphilitic* de Runtte, da familia
das Asparaginess.
Extrahindo s6raente destes tres importante "vegetaes os principios medicamentosos
pelos processes mais apetteitjoadirs da sciencia moderna, conseguimos reunil-os era um
comprsto agradavel e de facil applieacao, cujas propriedades para acura da grande serie
das roolestras syphiliticas e todas as que proveem da impureza do sangue, nossos estudos
e repelidas experiencias nos conA'enceram serera incomparaveis, as que se tem obtido
comemprego, nas differentes formulas coaheoidas, dos principios de cada um daquelles
vegetaes de per si. Nao precisamos descrever tao importantes plantas, fazer conhecidas
suas virtudes; ellas e sous bons sffeitos medicamentosos }i sao bem conhecidos, quer em
nosso paiz, quer na Europa, onde abalisados botanicos e distinctos medicos se teem del-
las occupado, e mesmo estes experimeotado com optimos resultados no tratamento de
mwitos- pedecitnentos.
0 nosso AfTobe depuraiivo de Salsaparrilha, Caroba e Velame tem um sabor
agradavel, a sua ae^ao 6" suave o benigaa e de nenhuma forma produz molestias medi-
eamentosas, como acontece garalmente a tedosos compostos em que entram substancias
minerals como mercurio, o iodureto de potassio, etc., cujo uso nrolungado e sempre
parareceiar, priooipalmente par que trazem grande atteragao do sangue, resultando deste
estado muitas vczes hydropisias, quasi sempre fuoestas.
Sendo as molestias, como acima disseroos, devidns dsalteracOes dos humores, o Ar-
robe DeputalivQ de Salsaparrilha Caroba e Velame pode ser empregado vantajosamente
na syphilis, frisypelas, rheumatism, bobas, gota, dores sciaticas, ulceras chronicas,
gonorrheas chronicas, molestias da pelle, etc., e am geral em todas as molestias em
que se tenha em vista a purrficaQao do systema sanguineo ; pois que nossas constantes
experiencias torn feito ver, ,qne elle e indispensavel nos casos gravissimos para minorar
os- soffrimentos e prolongar a existencia, e nos menos graves a cura e a consequencia do
seu bsq convenientemente prolongado.
Assim, pois, outrimos a conviccao de que o uso do nosso novo preparado justifique
cabalmente as nossas asseveragoes, porque sendo medicamenlo puramente de principios
vegetaes, Mam experiencias ale hoje tern confirmado sua utilidade.
OEPOSITO CERAL
34.-Rua Larga do Rosario.34
rfcUNAMBim
PUNDICAO DO BOWMAN
RDA DO BEUM H. 52
(l*a..3saudo o chafariz)
PEDEM AOS senhores de engeobo 6 o-itros afriadtwrs, e SMfTSSMM dean
chinismo o favor de Cnzer uma visita a sou cstabeleciuiento, para vercm o novo sortioian-
to comp ilo que ani lem ; sendo tudo superior em qualidade c fortidao ; P que com a in=
truccao pessoal pode-se verificar.
ESPECIAL ATTENCAO AO NUMERO E UCAR DE SUV lUHM^M
VapOreS e rodaS d'agua dos mais wmknm QAM e em tamaobos coii-
venientes para as diversas circumstancias dos senhores proprietaries e para descaroc.ar
algodao.
MoendaS de Canna dc todos os tamanhos, as melhores que aqui existent.
ItOCiaS QentadaS para animaes. agua e vapor.
Taixas de ferro fundido, batido e de cobre
Alambiques e fundos de alambiques.
wr l / Poden MaCQlIllSrilOS p8ra mandioea e algodao, e para serrar maduira. Jser iu vidos a mii
t> U )Pr alu:, vapir,
DOlUDaS de patente, garantidas........ (ou animat*.
10(las as UiaCUmaS e pec,as de que se costuma precisar.
r az CJUalCJUer COUCertO Je machin'umo, a prec^o mui rcsuinido.
rOrniaS Qe terrO tem as mclhorese mais baratas existentes no mercado.
JC/UCOniniendaS. Incumbe-se de mandar vir qualqucr machinismo a vontaio dos
clientes, lembrando-lhes a vantagem de fazerem as compras por intermedio de pessoa
enttndida, e que em qualquer neccssidade p6de Ihes prestar auxilio.
Arados americanos e iustrumemos agric bs.
RUA DO BRUM N. 52
PASSANDO O CIIAFARSZ

Extracto de came de Liebegs e viulio de Airault de qui
nium,
com
ferro e extracto de carne de Liebegs, prepara.bs
vinho do Porto.
Oqniniani Tiue e um extracto de (print obtido pela cal. prjporcioiia .ins Srs m -
dicos um producto de uma dosabilidadeinvariavel, contendo todos o* prineipioa iUm
da quina, planta sem igual como^medicamento lonieo, nevroslhennico <; re oa'liti
e como tal applicado no tratamento das debilidadet organicas, caclaxia, c ias Mnvt it
qualquer caracter.
Para se obter o qulnium nao se pode roubara quina a quanina c a chin.- .<*-
nina, seus principios activos, como g-ralmente o i'azem os qne preparnm esses cump.)
tos de quina, que nos sao bem conhecidos ; e i grammas c oO ctniigramma* dc _:.^-
n in in representam exactamente 1 gramma de quinina e 50 crntigrammas de vltla-
chonina, o que serve de norma para ser admiuistrado aquelle poderoso ageni- lae-
rapeutico, conforme reclamam os diversos psdeciraeotos, com qtfl
o resultado desejado, principalmc-nte se se tratar
e o antidoto.
ODILON DUARTE & IRMAO
aSHLLEIBESROS
na exposi(ao de 1872
Fremiados
RUA
fpAJ
lAIPERATRIZgHJ* g
;!. ANDAfi."

<^/0"
,
s*

RUA
DA
IMPERATRIZ
H. 82
l. ANDAR.
Acabam de reformar o seu eslsbelecircento, collocando-o"nas"melhore3 con-
dicooes possiveis de bem servir ao publics desta illustre capital, e as Exinss. Sras. n'a -
quillo que f6r tendente & arte de cabelleiresro.
Fazera-se cabelleiras tanto para homens como para senhoras, tapete, chignon,
eoques modernissimos, trancas, cachepeign, tecidos, dasenhos em cabellos, quadros tu-
mularec, flores, bouquets e todo e qualquer trabalho imaginavel em cabello.
0 estabelecimento acha-se provide do que ha de melhor nos mercados estran-
geiros, lecebe directamente por todos os vapores da Europa, as suas encommendas e figu-
rinos de modas, e por isso pode vender 20 / menos que outro qualquer, garantindo
perfeicSo no trabalho, agrado, sinceridade e pre^o razoavel.
Penteam senhoras, tanto no estabelecimento como f6ra ; vende-se cabellos em
porcSo e t retalho e todos os utensilios pertfincentes d arte dc cabelleireirc.
uma
certeza de >. ia -.
bre intermittentc, -ie ose t; -
nina
Devendo no maior numero de casos o quiiuutu ser empregauo como toi :. i
constituinte, procuramos fornecer aos Srs. medicos am composto, qoe satisfuen
namente suas vistas por aquellle lado, tivesse alem d;s?o propriedadss anal
colhemos o analeptico por excellcnciaa C'arue.alin.i.lo o mais toritevei ;
gaos digestivos e o mais reparador quese roobeee.
Nao sendo possivel obter todos os principios nutritivr^ -:,rn.: em j ';...
iu., a |.v u ...-; Aoncoitnado o^if-'in da r.-.rro r\* I il ,r=. adooUBBOS eStfl M
para preparar o nossovimio catntc -,
*'

reconimenda como o melhor composto para nutrir, fortificir e r par ir ssorgl
do a economia se acha exhausta cm consequencia de qualqucr grave padscimosto, i <-. ,
remedio intallivel ou antidoto para a cura das fibres de qualqaar earacti r, i riocip u '
te as endemicas dos lugares p8ludosos.
Associamos em outro composto-%'iulio dc |iiinici, I'eivo e cxts.
dc carneeste metal que seiido uma dss paries constituUvas do pa fa m n
casos a sua applieacao ..r uma causa qoslqu
elcmen to da vida perde sua riqueza,: fazendo tppsrect-r, pii.ieipalmcntc BM W
essas graves molestias denommadaschl-irozu. |iaiHduw corew. aucintK,
res braocas, nicntruacOc dil'ficci^. etc. EacolbsBMK o iror doa
ginozospyropliitsjiliato de ferro para 0 nosso preparado com ests nu-l I
empregamosopiiniu vinho do Porto, que nose foimcido direei menk p i" '
panhia do a!to Douro, em ambjs os nossos compostos.
Nao temosduvida de a>segurar, sem raceio de oontestcKvo, que os n-
vem ser preferidos e continuarao o grande success:) obtido *no< bospitaes de Par
Allemanba, onde os prescrevem os clinicos mais uotaveis.Esses fiabos "
dose de 30 grammas 3 oentigrammas de quiEiEumi. ou > centigramraas
e 30 grammas de carne.
A dose dos vinhos de quEuiiisn e extracto dc carne de Liebegs, simples u%
ginoso e : eomo touico I'm eupo a litor antes de qualquer refeii lo, e u ui
dose no tratamento de anemia, chlorose, meostraaooes difficeis, etc.- Ctujr t\ '
fugoDe 2 a 4 pequenos copos (d vinho ie Bordeaux) de fc em i boras
Cosno preservativo-Nos paizes onde grossam febres, b bmUm pan
Inir o apparecimento das molestias hereditarias, & ulil tamar pela raatiba wnjeji.m u
copo de vinho a Bordeaux, do vinho de qiiinium e evtrncio ,le earsae
I begs.
rpp;'
de qni
' na
> i
i-
i ..
iSSENClA CONCENTRADA
DE
Exigir nossa assignatura na tarja posts sobre a rolha.
1,'nico deposito na phartuacia e drogaria de Bartu jIoojcu i C.
N. 34.RUA LARGA DO ROSARIO.X ;?i.
J,
Premiada nas expo-
sicoes de Pernambuco
e Rio de Janeiro.
PRATA.
Pharmacentico
Pela
esc-oln de
Successor de
I'ariH
ABISTIDE SA1SSET E.
Constructor e aiinador de pianos
Kua do lmDerdoj-
mper
55-
Tratamento puramente vegetal verdadeiro purificador do sangue. sem mercurio.
A Esaencia de Caroba e um remedio hoje reconhecido como um poderoso depura-
tivo e especial para cura de todas as molestias quo teem a sua orieem na impureza do sangue,
como aejam : as molestias Syphiliticas, Boubaticas* b EscrofulosXs, Bhecmatisjio, Empikgens, Dab-
tros, Ulceras, EmjpgSES, etc. etc.
Os prodigiosos efTeilos que tem produzi 'o a k^asencia de Caroba, nor toda parte
onde ella tem sido apropriadaraente experimentada, a te.*n feito adoptar como urn dos medicamen-
tos mais segnro3 e mais energicos para a cura de todas as molestias de catureza syphilitica e
boubatica. >-
A cada frasco acompanha uma inslruccao para a mane*.'ra de usar. /
Pomada auii-darlrosa
officina +^%LtSJ. 8famadaS CaS8S Pleye' HefZ' 6 a,,ti **- *
Tem a honra de declarar ao respeitavel publico desta cidade, que tem 11
sua casa de concer os e aanaroes de pianos, qualquer que seja o JSSISL
. A mesma casa acaba de receber um grando sortimento de pianos dot mV?
res fabricantes de Pans, como Erard Pleuel ir.-nvi //,- ., i ,ltt ,,, uof,'" '';
os pianos sahidos da casa Dhibaut sLf garamido/ Am* ""^ '
Compra-se e recebe-se em troca os pianos usados.
PHARMACIA NORMAL
Contra as affeccoes cutaneas, darthros, cemichoes, etc., etc.
Inguento dc Caroba
Para cura das bonbas, nlceras, chagas antigas, etc.. etc.
UNICAMENTE PREPARADO POR
RODQDATBOJ, IRJHAUS, SUGGESSOBES
Rotiea Franceza
22 Rua do Bom Jesus 22
( ANT1GA RUA DA CRDZ )
* DE
JOSE BI.IAS DE MOUB1 & C
17Largo do Mercado I'ublioo17
(Antiga ribeira do m. Jos,)
Acaba do ser aberta e acha se a disposi?ao ao rrspeitavel publico esa nova phar
macia etlrogana, compleumente provida do indispensavel a um estabelecimento dessa ua-
tureza, sem excepcao de productos chimicos e medicaroentos preparados no eslran-
trangeiro, tudo novo e o melhor possivel.
Q A3 r"ceit4* dos Sr?- m^icos serao sempre daspachaoas com a mais seria attencao,
e sempre sob as vistas do pharmaeentico que compoe a n )&?a firnia soc.-i!.
As pessoas que se dignarem de honrar o pmsso esatbelerim ;nto c;.m a sua coo8..u-
fa, podem estar certas de que serao eonscienciosamente servidas, nao so relativameue ao
que pedirem, corao tambem a modi.-idadedos precos

I
I

-



6

Jfefci^ft^esaualMioo Tejqa feira 4 de JLgosto -de 1* 2
i\Wip,0 BE;
roa do JUarSo do Trinrnpho (rna do Brniii) ns. 100 a .04
CARDOSO IRMAO
AVISAM aos senhores do engenhos e outros agricultorcs e ao publico em geral quo
conttnuam a receber de Inglsterra, Franca e America, todas as ferragens e machina S ne-
essarias aos estabelecimento:; agricolas, as mais modemas e melhor obra qoe tem vindo
a a mercado.
r^ apores de for$a- de 4, 6, 8 e 10 carallos, os ntelhonjs que tem vindo ao merado
l.;alQ.GiraS de sobresalunte para vapores.
t'lOendaS lllteiraS e meias moendas, obra oomo nunca aqoi two.
TakaS fundidas e batidas, dos melhores fabricantes.
itodas d agua com cubaje de forro, fortes e bem acabada*.
KodaS dentadaS de todos os tamanhos e qualidades.
Relogios eapitos para Tpore..
de ferro, de repucho.
de diversas qualidades.
IJombas
Andes
Formas para assucar, grades e {wquenas.
VarandaS de ferro fundido, francezas dediversos
I1 OgOeS iranCezeS para lenha e carvSo, obra superior.
DitOS ditOS para gaz.
Jafros de ferro fundido
Pes de ferro
Machina
Valvulas
e bonitos gostes.
ardim.
para
para mesa e banco,
para gelar agua.
para bomba e banheiro.
Gorreias inglezas para m8Chinismo.
Jail COS e SOfaS Com liras de madeira, para jardim.
(3oncert,OS concertm com promptidao qualquer obra on machina, para o que teea
sua fabrica bem montada, com grande e bom pessoal.
tllnCODlKiendaS man para o que se correspondem com uma respeitavel casa de Londres
com urn dos melhores engenbeiros de Inglaterra ; incumbem-se de mandar assenta?
ditasmachines, e se responsabilisam pelo bom trabalho das mesmas.
Rua do Barao do Trinrnpho (rua do Brum)ns. 100 a 104
F U N D I C A O DE CARDOSO d IRMAO.
Cabelleireiro francez
Rua do Marquez de Olinda n. 51
i. ANDAR.
Pedro Homier, official de cabelleireiro e gerente da casa de Gustave Hervelin, cabel-
lfireiro francez; tem a bcnra dc prevenir iis Exms. Sis. familins que acaba de fazer a ac-
S3o oc urn pento official, vindo ha pouco de Taris, o qual esta habilittdo a desem-
de seu
encon-
.. descriptos e desenhados todos
c>S] .. ados modernos, para soire's, casamentos, bailes etc.
1 ;::iln-enleprevineds mesmas excellentissimas senhoras, que rerebeu um completo
' ento de coqnes, cachepaincs, baudos, crescentes, etc., e vende tudo pelos precos
biio mencionados:
Cuque de cabcllo de 15?,' -20& a 50,000.
Traumas de dito 1C, 12^. 155 a 200C0.
Cacbepaine de dito 155, 20$ a 30$000.
(. Crescentes -. 20#, a 505000.
oem crcontrarSo um complete sortimcnto recebido ha pouco, de cabellos de todas
i rus i: compnmento.
N. 51.Rua do Marquez dfi OlindaN. 51.
Rranfito f polar I
Hygiene e cconomia
Quereis pas-ar algumas lioras '.-aii.-feiio '
Quereis cunservar a for$a dos orgies digest! vos ?
Quereis espuecer os peripecias da vida ?
Quereis viver engolfado no prazer 1
Quereis prevenir moitas enf r.riidades ?
Quereis gozar os effeitos da boa ecouomia ?
Quereis ler appetites e facil digestio ?
Quereis, finalmente, ser teliz e ditoso f
Attendei aos meios:
Vinde ineontinente ao muito conhecido e pre-
conisado armazem do Campos a rua do Im-
perador n. 28, onde eneontrareis todos os agentos
(sem ser de leilao) necessai ios para conseguirdes
os gozos que vos offerecern as afflrmativas, que,
indispensavelmente exigem as oito pergunias predi-
las, istoe, eneontrareis os generos mais linos e
gostosos que por ventura lenhani aliinementado
os estomagos mais suseeptives e delicados, eneon-
trareis o Tinhos mais puros que teem exportado
os paizes mais vinhateiros do mundo e que fazem
espaucar a mais imperiinente tristeza, deixando,
com certeza, inraitado o germen da alegria, que,
inundando do perfumes o oceano da alma a
imaginacio exercera, poderosamente, prodigiosa
inspiraQlo sobre todas as-cabe^as a que tenha fei-
lo a sua ascensao ; eneontrareis os aoapipes mais
raelindrosos, de cbeiro aclivo e esipriagador;
eneontrareis, em summa, iguarias deleitosas, pe-
tiscos fleliciosos e td'do o que ha de mais pro-
vocadpr (depois da uralher) e que vos pode saa-
vemente traosportar ao paraizo da ^astronomia,
fazeado-vos gozar a mais real das felieidadcs
da vida humana, a boa mesa
Yistociomo:
N. 56Com o emporiu das Iripas N. 28.
N. 28 -Becheiado de iguarias-N. 28.
.N. 28 Se pode dos embugados -W. 28.
N. 28 RepeUr'as picardias !-N. 28.
Rua d Imperador
,31esmo porque:
E' patente e apregoado nor todos os medicos de'
mais ceiebridade qne os bons atimentos sao es
sencialmente necessarios para a boa conservacao
da saude a uma das bases mais poderosas para
assegurar o completo deseuvolvimento das fa-
culdades physicas e moraes da' creatura ; e
com effeito, se assim nao e, respondam-nos qual
a causa porque em cada canto que paramos des-
cobrlraos uma quantidade enorme de criancas ra-
chilicas ijnfetadas, de mocas debeis e de uma
constraccao franzina de rapazes maakntos e sem
vigor e finalmente de toda a mais bicharia, dig
na por certo de melhor sorte, verdad. iros typos
do desfallecimento e que nos deixa pbysiologica-
meute coobecer os en'eitcs mephilicos da ma, ali-
mentagao, de que irreflectiJamente fazem uso ?
Silencio prpfundo I Confirmacio absoluta!
Verdades puras:
Quoin negar ja ousou dos pwos a fama,
Dos presuntos os sabores re juintad i ".'
E do vinho o poder que leva a cama
Vida ao enfermo e forca aos esfalfados ?
A16m do que:
E' um facto conscieBCiosimente,provado e que
so podera ser contestado por algum hypocrila itri
becil, de que ninguem esta tao habihtado a ven-
der bom e barato como o Campos, o que e de
facil iniuigao, attendendo se a que o seu lim 6
fazer com que todos venham comprar em seu ar-
mazem, para o que nao se acha, felizmente, sob
o jugo do egoismo e nem tao pouco u alimenta-
do pela ambicSo do ouro e sim pelo desejo
de bem servir aos seus freguczes, dispensando a
todos agrado e sinceridade.
Eaibora que:
Ruja, ruja os invejosos,
Fallem, pulem, saltem, berrem :
Nao Doderao, desditosos,
Competir, nao, mais esperem"..
I
I *
-
GUA DE CH1MILINA
PARA TttGIR !XSTA\TAi\EAJIENTE OS CABELLOS
PREPARADA POR
BARTH0LOME0 & C.
Pliai eutieos la Ctmm Heal do 8. II. I?. El Rei do Portugal :
aiadwi esu !ivorsns cxposicues como primciro prciuio do
sna clusse.
L dco composto, cuja bale principal sao principios vegetaes, que p6de por isso ser
I i p ir le npo indefiuido sem o menor receio de aiteracao de satide. Esta agua admi-
reyel ixi nos cabellos, em poucos minutos, uma c6r e brilho natural, desde o castanho
negro, e ao contrario de todas as tiniuras conhecidas, tem um aroma agradabilissi-
que heilita o sou uso is senboras, ainda as mais difficeis. Affiancam-se os seus re-
>s eff'eUoi ino/lbusivos, quer a applica^ao seja limitada a barba, quer comprehen-
rfi os cabellos do cabcra.
DEPd^ITO GER.4L
Pharmacia e drogaria
34Rua larga do Rozario34
PERMMBl'CO
M0F1NA
Esta encouracado I! !
Agua niole em petlra dura
Tiiuto da ute que a ffura.
Raitj-oo a,, ii|,n gr IsTjacio Vifiira << Mall
asenvao na ciaade de Aazarelh desta provincia,
favor de vir a rua Duque de Caxias n. 36, a con-
cluir aquelle negocio que S. S. se comprometteu a
realisar, pela terceira cbamada deste jornal, em
fins de dezembro de 1871, e depois para Janeiro,
passou a.fevereiro e abril de 1872, e nada cumprio;
e por este motivo e de novo chamado para dito
8m, pois S. S. se deve lembrar que este negocio
de mais de oito annos, e quando o Sr. seu fllbo se
acbava nesta cidade.
Signaes do negr ^Feli-
ciano
erioulo, idade, 40 aonos pr.uco m iis ou meno?,
alto.coipo regular, bem prew, desdentado, bar-
bado, m,l fcito de p6, tendo um dos dedos gran-
de, ou ambos basiante tortos. Acha-se fugido A "M.M" A
ha seis mezes dusta segunda fugido, e da primeira /% Jm
esteve dous annos no engenho Taiubador, fregue- -*r3
sia do Bonito, pertenrente a Francisco de tal,'
genro docapitao C. Jos6 Machado.Fenhor do eoge-,
nho S. Christovao, da dita freguezia e por e-tes;
engeDhos esta occuitocomo tem estado. Veio pelo
Ceifavez preso pelo capitao de campo Joao
nra, que mora em Agna-Preta ; recommen-
da-se a sua caplura as autoridades policiaes e
capitles de campo e leva lo no engenho Minas-
Novas, freguezia de Gamelleira ; o dito negro in-
titulase forro, com o nome de Jose Feliciano.
| Prerna-se de uma anjaipara comprar e oo-
zinhar para unu pejoena fimili.i e irangeira : na
rua da Imperatrii n. %, l> andar. Preferese as-
: crava.
Precisaseue uma ama de leite, ese for sem
filho melhor sera : na rua da Gloria n. 86.
Precisa-se de nma para co-
zinhar : na rua de Hortas n.
16, !. andar.
Ama
Precifa-se de uma que saiba
cozinhar, para casa de nma fa-
milia estrangeira, preferindo se
escrava : a tratar no Chora-Me-
nino n. 1, cu no largo da mitriz de Santo Aolo
nio n. 2, primeiro andar.___________________
Ami Precisa se de uma para cozinhar em
-fLLUdi casa ,je peqUena familia : na rua Direi-
ta n. 127, segundo andar.
GoDsnUorio medico-cirnrgjeo fi
DE & K
Ama de leite
seja moca e sadia
Precisa-se de nma, que
na thesouraria das loterias,
A. B. da Silva Maia.
Medico parteiro e operador.
Rua do nnnsel n. 6-a
Consultas das 8 a"? 10 horas.
Chamados a qualquer hora.
Gratis aos pobres.
l*W\*W V^^rN f^F\ ^^r\ /^r\ ^^^ > W ^^^ *^^^ ^^^ ^^^^^^ff^y
C0NSULT0R1D *
MEDIC0-CIRURGIC0 E
9, I)0 ffi
a Dr. Pedro d'Athayde L. Moscoso 5*
PARTEIRO E OPERADOR
Unua do Vlsconde lo Alliutiuer-pr
m que n. 39. MK
ESPECFALIDADE
Molealias de senboras
menlnog.
Consultas das 7 as 10 horas da ma
nha, todos os dias.
Das 6 as 8 da noite, nas segundas, quar
" tas e sextas-feiras.
Os doentesquo mandarem os seus cha- S?
tL mados por escripto at 10 horas da ma- j*
Ama
\ soa : na
andar.
Precisa-se de nma ama para comprar,
cozinhar e engommar para uma pes-
travessa dos Expostos n. 28, segundo
!Ama
Precisa-se de uma para casa de faoi-
milia : a rua do Cabuga n. 8
Precisa-se de uma ama de boa
conducta, para casa de mocos
sotteSros, para servico inter-
no, nao importa ser velha on moja : a tratar na
rna do Rangel, armazem do Gallo Branco n. 3.
AMA
Precisa-se de uma ama
rca Direila n. 10, reilnaca...
bara cozinhar : aa
*
*
nha serin visitado* em suas casas.
Precisa-se de uma ama para casa de peuca
familia : a tratar na rua do Commereid n. 10, 3*
andar.
Cozinheira.
Precifa-se de uma perita, para casa de dus
pessoas : trata-se na ma do Imperador n. 69, sb-
brado.
Precisa-se de um criado que entenda (' jardim
e para todo servico domestico : trala-se na rua
do Imperador n. 69.
Escravo fugiilo.
Fugio ha mais de um anno do engenho Jaguar i-
be o escravo de nome Lourenco, preto. corpo re-
gular e forte, figora bonila, e fliho do ITruiti, um
pouco abaixo do Buique; foi escravo de Antonio
de Araujo, qua o vendeu a Bastos Thenorio de
Araujo Cava cante, morador cm Barreira, da co-
marca de Buiiue e vendido nesta cidade por Al-
cebiades de Siqueira : este escravo consta que
e amasiado no lugar onde se acha. Pede-se, por-
tanto, as autoridades policiaes, capitSes de campo
e mesmo a qualquer particular a sua caplura, e
que levando-o a rua Nova n. 8, s;ra gjnerosa-
mente recommpensado.
Precisa-se de uma, de bons costumes, para todo
o servico i.iterno e externo de uina so pessoa : a
rua de Lomas Valentinas n. 2, sobrado de um andar.
Aluga-se um grande sobrado de um apdar
com sotea, moderno, tem 13 grandes quartos e um
gabinete, esta maito limpo, a ponto de nao preci-
sar fazer despezas, tem os commodos da ida, que
e agua.encanada para coziuha, banheiro, cano de
esgoto, encanamento de gaz com todos oa,compe-
tentes candieiros, tendo no todo IS blcos para gaz :
quetn pretender, dirija-se a rua nova de Santa
Rita n. 57.- O predio e no centro da cidade e o
aluguel nao e caro.
ii n
illiiil
PPtEI'ARADO POtt
BARTIIOLOMEO & C.
PfcanBacenUcas da casa real de S. I. F. el-rci de Portugal
Premiados em diversas exposiQoes com o primeiro pre-
mio de sua classe.
contem era sua
s propriedades b._
respira^ao, tem sido bbservadas por longo tempo pe-
, tanto agudas como
Aluga-se o primeiro andar da rua da Impe-
ratriz n. 22 : a tratar na rua de Hortas n. 106.
Aluga-se o !., e 2." andares e o armazem
da rua dos Burgos n. II (Recife), esta caiado e
pintado de novo : a tratar com Jos6 Feliciano Na-
zareth, na rua de Pedro Alfonso n. 20, outr'ora da
Praia. Tambem aluga-se uma casa terrea no bee-
co Tapado (Recife).
Palacete
Ainda esta por alugar-se o palacete da Una dos
Ratos, do finado Custodio Jose Alves GuimarSes,
oade morou ultimamente o Sr. Dr. Ignacio de Bar-
ros : a tratar na rua Primeiro de Marco n. 7 A.
Precisa-se de um rapaz de 12 a li annos
de idade para aprander a botar papel na machi-
na, de dia quem: tiver e quizer pode se dirigir a
esta typographia das 8 horas do dia as 4 horas
da tarde
ATTENQA0
O abaixo assignado, achaudo-se habilitado a re-
caber dividas em cobran^as, ne.-ta cidade, me-
diante a paga de 10 por cento, assim como fora
della, mediante o a juste convencionado, offerece-
se ao respeitavel corpo do commercio, para com
zelo c promplidao cxecutar o cuidado que resta-
Ihe de sua proRssao, recebendo ndo so amigavel
como judicial : a pessoa que se quizer utilisar de
seu prestimo, pois offerece fiador, garar.iindo
conducta e a iraportancia a haver da sua cobran-
Ca, pode dirigir-se a sua residencia, na rua do
Nogueira n. 28,1 andar, das 6 as 9 lioras da ma-
Tornou a fugir
Do Dr. V. C. C. Albnquerque ausentou-se desde
o dia 10 de julho do correote anno o preto Bene-
dicto, de 25 annos de idade, 6 bastante ladino, falla
mansa, cantador de modas, e bom carapiua, esta-
tura alta, espadaudo e um pouco corcovado, bar-
bado, tendo a testa pequena, falta de dentes na
frcnte, pes feios, e com uma cicatriz grande por
cima de cada um pe", proveniente de talhos de
machado ; nasceu no engenho Bujary, de Goyan-
na, onde tem mai e parentes, tendo passado ao Sr.
Luiz Cavalcante de Albuquerque, morador na
mesma cidade, e deste ao Exm. Sr. Barao de Na-
zareth, tendo a primeira vez que fugio estado no
engenho Pangaua, det'oyanna. Pede-se a todas
as autoridades e capilaes de campo,que opegando,
levem- > a rua Direita n. 40, ao Sr. Belisario de
Souza Bandeira, ou no engenho Furha, de Santo
Amaro Jaboatao, qae ?erao generosamente grati-
ticados. ___________________
Para santuarios
A NOVA ESPERANCA recebeu pequena quanti-
dade de bonitos vaporisadores proprios para incen-
sar oratorios ou sanctuarios.
WWtt.
Alia novidadede Paris
O Bazar da Moda a rua Nova
n. 50
recebeu pelo ultimo vapor um grande sortimeaio
dos seguintes artigos de novidade :
Cbapeos e chapelinas para seahora, das awHio-
res modistas.
Grampos e setas dourados, sara cabeea de se-
nhora, alta novidade.
Ditos de tartarnga em formato de Bores e lacos.
S Um hndo o variado sortimento de floras artifi-
elaes.
Coqnes de tranca ranito bonito*.
Lacos para pescoco de senhora, com ponta bor-
dada a matiz.
Lejues grandes com baretos pretos e prateados
ultimo gosto de Paris.
Poniard vensene, fazenda de la e seda, aberta,
para testidos.
Capas dc malha para sahida de tbeatro, eousa
de gosto.
Casaquinhos jde malha para crianfa, de 1 a 6
annos.
Lindissimps vestidos feitos para senhora, tanto
de li como de liabo ; assim como facnai de seda
muitos outros artigos quo esiao a venda no
mesmo eslabelecimento.
Para 6 fabrico de chapeos
A NOVA ESPERANC.a recebeu o arame propiio
para armaeSo de chapeos.
Para concertar
meias
A .NOVA ESPERANCA, a rua Duque de Caxias
n. 63, recebeu desta .neeessaria linha.
AUcntuO
Vende-se um terreno em Agua-Fria, com 60
palmos de frente e 350 de fundo, tendo duas (ren-
tes, nma para a rua do Cacundo e ontra para a
rua das Mocas, proprio para ediflcar. cujo terrene
tem arvoredos : a traUr na rna da Santa Cruz
numero 7.
Nao ialtarao flores
A NOVA ESPERANCA tem em seu jardim.as
mais vicosas e lindas flores, desde o mais aiogelo
botao de rosa ate o mais elegaote ramo de flor de
larangeira.
Vendesc na rua do Commercio n. 4. cerveja
Neruega, marca ML:
Bitter Augustura.
Rum de Jamaica.
Vende-se a taverpa siu a rna da Ponte Ve-
lha n. 1, bem afreguezada, e o motivo da venda se
dira ao comprador : quem a pretender dirija-se e
mesma.
LIVROS A VENDA.
No primairo andar desta typographia em
mao do a-lministralor, vende-se os seguin-
te livrinhos :
O naadito E|erto dialogo ins-
tructive, crilico, analytico, historico, e mo
ral, entre um matuto e um liberal por 500 rua"do'Barao da" Victoria n. 22.
rs. cada exemplar.
Educa^ilo Familiarromance, 0
e uma serie de leituras, 2 volumes por ....
IgOOO._____________________________
Alugasc
o armazem e 3C an Jar com sot5o, tendo bastantes
commodos, e pintado : a tratar na rua do Viga-
Ciaios de couro
Amaral, Nabuco & C. receberam urn completo
sortimento de cintos de couro preto, com flvella;
e enfeites de metal branco, dourado e ozidadu,
para senhoras e meninas ; sao dos mais moder-
nos que tem vindo ao mercado : vende-se no Ba
zar Victoria a rua do BarSo da Victoria n. 2.
Ratoeiras magicas
Acaba de chegar ao Bazar Universal a rua d
Barao da Victoria n. 22, as ratoeiras magicas pa-
rs pegarem os ratos sabidos, as quaes se vendem
por preto commodo ; como bem, outros muito>
artigos, por se acbar esta casa era liquidacao : a
rio n. 31.
Prelos
A10* oS wo* i f t Aa moil i.ld'lo ft Um rOOleqil-*
de lG^nnos, os quaes sao optimos para todo o
servico domestido, nao so pela sua boa conducta,
como tambem por ja conhecerem o trabalho ; so
se alugarn para servico nesta cidade : a tratar na
rua do Barao da Victoria n. 22.
PIANO
nha, e das 3 as '< da tarde.
Jos6 Goncalves.
Ha para alugarum bom sitio na Boa-Viagem:
trata-se na Capunga, rua da Ventura n. 21, ou
na rua Njva n. 43.
c- ?-fm ; vegetal amencano, garantido purame.vte Vegetal, nao c
nl h ld. P,' ,m ,omente succ-os de P'anta4 '""''genas. enjas propriedades beneflcas ni
Mradas molesttasoae pertencem aos orgaos da respiracao, tem sido observadaspor longo tempo De-
is distmctos que ore:omraendam e prescrevera todos os dias no tratamento das brou-
1.1 e centra aa irritates nervoTas!' a3'hma',039SS rebeide3' e3Carr03 de SaDgQe'lbisica no Primciro
Pede-se
ao Sr. Francisco Manoel de
4 rua do Livramento n. 16,
teresse.
Souza Leao para vir
a negocio de seu in-
Lavagem e engommado.
Lava-se e engomma-se com perfeicSo, pontuali-
dade e por precos resumidos : na rua da Auro-
ra n. 50, primeiro andar, junto ao antigo collegio
do Bom Conselho.
X o paleo da Matrit de Santo Antonio n. 6
tem anrn para coziuhar e engommar, e tambem
para andar com crian.-as, que se alugam a preco
commodo.
Fugio no dia 31 de julho a e-crava llagda-
lena, idade de 30 annos, baixa, grossa, tendo uma
perna muito inchada de erysipela, conduzindo
uma filha de 12 annos, de c6r fula; roga se as
autoridades policiaes e aos capitacs de campo, ou
a qualquer pessoa, a caplura de aaibas, e entre-
ga-las a rua do Imperador n. 50, que serao gra-
tiflcados.
Saq
Cunha Irmaos & C,
3i, sacam sobre o Porto, a
[lies
rua da Madre de Deus n
prazo e a vista.
Precisa-se de dous Caixeiros de 12 a 14 an-
nos de idade : no largo da Santa Cruzn. 16.
DEPOSITO GERAL
34 = Riialarga do Rosario =
PERNAMBUCO.
34
Empreza do gaz
A em^reia do gaz tem a honra da annunciar ao
puLlico que recebeu ultimamente um esplendido
sortimento do lustres de vidro, candieiros, aran-
deh-.s e globos, cujas amostras estao no escriptorio
a rua do Imperador n. 31, e serao vendidos aos
seu) freguczes pelo preco mais razoavel possivel.
Albuns. para retratos
. A NOVA ESPERANCA acaba ae receber um
lindo sort.mnto de albuns para retratos, os mais
elegantes quo teem vindo a este msreado, tendo-
os de di versos utnanhes e precos; a elles antes que
se scabem,
Alugam-se duas casas terreas ns. 13 e 15
na cidade de Olinda : na rua do Paco Castelhano
Engenho
,^?dS"set01e"ge,*0 S> Pedro> situado na pro-
vinc.a de Alagoas, comarca do Porto CalvoV a
rpencs de uma logoa distante do p(.rto de mar do
Gamella, tem oi-.cellentes terras, mtitas, e safreia
regplarm-nte 2.C00 paes': a traUr ua rua do V -
gario n. 31.
da esqutna,
Na rua do fogaeira n. 46, casa
precisa se de prelos para vender bolos e tambeiri
recete encommenda de qoalquer qualidade de
Solos.
AGUAS MINERAES NATURAES
DE
Vichy-Casset
Preferlveis As de virhy-viriiy
por serem as nnicas que conservam todas as suas
propriedades depois de transportadas.
Fonte S. Marie, e a mais efflcaz na anemia, na
albuminaria, na chlorosis, no empobrecimento do
sangue, e nas febres intermittentes. Os resultados
obtidos nas diabetes sao muito notaveis.
Fonte Elisabeth, nao se altera nunca tea mais
rica das aguas de Vichy em bicarbonato de soda
em magnesia e recommendada pelos senhores me-
dicos pela sua efflcacia nos engorgitamentos do
figado, do baco, nas affeccoes do estomago, dos
rins, da bexiga, nas areias e na gotta.
EXLIA-SE
nome da fonte na rap mil
Vende-se em caixas e a retalho, no unico de-
postto ,
PHARMACIA AMERICANA
ra
Fcrreira Maia A ( omimnhia
57-RUA DUQUE DE CAXIAS-87
^.'f-.* '
Muita atten^ao.
Preci3ase alugar uma pessoa que tenha bastan-
te pratica de vender na rua com taboleiro, bre-
ferindo-se escrava : na rua da Aurora n 50, !.
andar. junto ao antigo collegio do Bom Conselho.
O Monte Lima
tem um completo sortimento de galao e franja de
puro e prata, verdadeiro, de. tolas as larguras
abotoaduras douradas para offlciaes, canutilhos e
enfeites para bordado. Tambem se encarrega de
todo e qualquer fardaraento, como seja : bonets,
talins, pastas, espadai, dragonas, cbarlateiras, ban-
das, abotoaduras lisas e douradas, para criado,
etc.; assim como um completo sortimento de
franjas, galao falso para armamento, cordao de li
com borla para quadros e espelhos (conforme o
gosto da encommenda) tudo por muito menos
preco que em outra qualquer parte: na praca da
tndependencia n. 17, JUtito a loja do Sr. Arantes.
Casade campo.
Aluga-se um sitio perto da estaQio da Casa For-
te, com banho do rio Capibanbe dentro do sitio,
com duas casas, cocheira e estribaria, quartos
para criados, paslo para vaccas, baixa de capim,
com alguns alvoredos de fructo : a tratar na rua
do Rangel n. 37._____-____________________
No dia 21 do corrente, fugio um caozi-
nho da ra^a kingcharles, com os signaes se-
guintes : preto e cfir de cafe por baixo da
cabega, p^s e peito, pello lustroso, fino e
comprido, orelhas muito grandes, e muito
manso, e acodo pelo nome de Millord;
quem o encontrar ou o tiver recolhido, terd
a bondade de o mandar ao caes do Capiba-
ride (ponte velha) casa entre ns. 6 e 8, onda
sera1 gratiGcado.
Uma familia que so relira desta provincia, ven-
de por preco commodo um piano, que so tem de
uso o to metes, eedos fabricantes AucherFreres :
a tratar na rua do Hospicio n. 25'.
Casa Caiada e Rio Tapado.
JosC Jacomo Tasso, senhor c possuidor, por ti-
tulos legitimos, dos sitios Casa Caiada e Enseada
da Mai Lucrecia, em Rio Tapado, tormo de Olin-
da, previne a quem interessar possa que nSo faca
contrato algum de compra, arrendamento, per-
mula, etc., elc. ou outro qualquer negocio, com
terras dos ditos sitios, que limitam com as do en-
genho Fragoso, porque serao nullos taes contratos
e o annunciante protesta por seu direito em quies-
quer circumstuncias em que se acharem os ditos
contratos, e para obviar duvidas vai desde ja
tratar das demarcacoes dos referidos sitios para
fixar cs seus limites.
Farinha de milho
Vende-se farinha de milho moida a vapor, dia-
riamenie, da 1* qualidade, para cuscus, 12 palacas
a arrcba ; da 21, para cangiea e pa > de prorenca
a 11 patacas ; da 3', para aogu, a 10 palacas ; da
4*, para mangunza, a 9 patacas : na rua do Coto-
vello n. 23, casa de azulejo.
Agua de Vichy
Haul liif rfMhi tiiil
Vende-se
n 5S a ral\a de so Kurrafa*
na rua do Sol n. 15
E' economico.
Graxa glvcerina prcpria para a conservacao do
cordovao; v-nde a NOVA ESPERANCA, a rua Du-
que de Caxias n. 63.
Ao publico.
Engenhos em Mamam-
guape.
Vende-se os seguintes:
Barra.
I'reg;uica,
e Patriot*.
A tratar com seus proprietarins nesta cidad
e parajnformafoes com Joaqnim Prato de Me;
na mesma cidade de M.imamguap*
Tasso Irmios C.
relies Fiiho
Quaiiriilins.
A' rua do Barao da Victoria n 17, loja de Pe-
dro Emilio Roberto, estan-a venda tres lindas qua-
dnlhas para piano, a UOOO cada exemplar.
Engenho d venda
Vende-se a dinhoiro ou a prazo um engenh
moente e corrente, de animaes. com pequena sa-
fra creada, a_uma legoa dstante da villa de Pal-
mares, estacao de Una, de bom terreno de varzes,
podendo safrejar 2,003 paes annuaes, com propor-
cao a ser de agua, podendo ainla ser accrescenta-
do ao ponto qne se queira, com terrenos annexes
que se vendem : quem pretender, entenda se com
Joaqnim Rodrigues Tavares do Mello, nesu cidade.
praca do Corpo Sant> n. 17, 1 andar.
Pede-se ao Sr. Jose Paulino da Silva, mora-
dor no Campo-Verde, que di'ija-se a rua do Li-
vramento n. 37. aGm de entender se com o Fer-
reira Junior._________________________-
Na rua da Concordia n. 155 engomraa se e
ava-se por preco razoavel e prontldao.
Joao de Azevedo Pereira, estabelecido a rua Vi-
dal de Negreiros n. 82, faz sciente ao publico e
especialmente a seus devedores residentes para o
lado do sul e centro, que nesta data retirou e cas-
sou os poderes da procuracao que deu a seu pro-
curador Ignacio Ferreira de Lima Baracury, mora-
dor na villa de Palmares, pelo que nao leva em
conta as transacer.es que o mesmo faca de hoje em
d ante com os ditos sens devedores, como ja por
carta Ihe communicou, suspendendo a mesma pro-
curacao, e chaaiando o para prestar contas dos
documentos que tem, e dinheiros que recebeu. Re-
cife, 28 de julho de 1874.
Ilacalhao de Noniega.
Acaba de che;ar um pemeno lote de caixas
deste desejado bacalhao : no caes da alfandega.
armaem de Tasso Jrraaos & C.
Aluga se a casa a 79, A rua de S. Joao, o
sobrado com sotao, n. 27, a rua de Lomas Valen-
tinas, e o andar terreo da casa n 41 da rua do
rtangel, proprio para qualquer eslabelecimento :
a tralar n. 2." andar desta ultima casa.
uma boa casa com
do Coronel Suassuna n. 169
rua h. 171.
Aluga-se
excellentes commodos, a rua
a tratar na mesma
Aluga-se
uma boa casa e com excellentes commodos, a rua
do Coronel Suassuna n. 169 : a tratar na mesma
rua n. 171.
Escravo.
Precisa-se alugar um escravo para o servico
de uma casa de commercio : na rua do Marquez
d3 Olnda ol 35.
Offerece-ie uma ama portugueza para casa
de homem aolteiro, para todo servico de casa,
menos cozinhar : a tratar em Santo Amaro das
Salinas n. 11, ou entao para casa de pouca fa-
milia.
--------------------------------------------------------,-------j.
Recolhimento de (Hindi).'
A regente deste pio estabelecimento, autorisada
pela inspectoria geral da instruceao publica, em
virtude da lei n. 1,143 de 10 de junho do con en-
te anno, pretende no dia 17 deste mez abrir uma
aula pnrticular gratuita de instrnccao primaria
fiara o sexo feminino. Os senhores pais de fami-
ia que quizerem matricular suas lilhas poderao
tratar das nove horas da manha, dos dias uteis
ate meio dia, a eontar desta data.
Olinda, i: de agosto de 1874.
Francisca Theodora de S. Jose.
LIVROS DE FJITIM
DO
Dr. Abilio Cesar Borges
Adoptados pelo governo imperial para as es-
colas da corte, e por quasi todos os gocernos pro-
vinciaes.
E mais as seguintes obras do mesmo autor :
Urammatica portagueza elementar.
Grammatica franceza elementar.
Methodo de Aim para o ensiao pratico do fran
cez.
Discursos sobre educacio.
Unico depostto em Pernambuco.
) Livraria franceza.
Precisa-se de um menino para caixeiro no Caes
Vinte Dous de Novembro n. 38, qae de fiador a
sua conducta.
Precisa-se de um feltor que tenha pratica para
um sitio fora da cidade ; a tratar na rua do Ran-
' gel a. 37.
Allencao.
Alu
ga-se
uma casa terrea no pnncipio da Estrada Nova do
Caxanga, muito proxima dos bonds : a tratar no
mesmo lugar, primeiro sitio a direita; depois da
primeira bomba.
Vende-se o eslabelecimento sito a rua de Vidal
de Negreiros, outr'ora Cinco-Pontas n. 148, de ac-
cordo com os credorea do Sr. Joao da Silva San-
tos ; a saber : nma armaoao nova, de amarello,
envidrafad, com todas as suas pertencas, pesos e
medidaa, com poucos fundos & vontade da pessoa
que quizer estabelecer-se em um bom local, ja pe-
la casa ser muito afreguezada, e alein do que oc-
cupa o estabelecimento tem commodo para fami-
lia : a tratar na mesma que acharao com quem.
fawr negocio.
COMPRAS.
Compra-se uma taverna na freguezia de
Santo Antonio : a tratar na rua do Rangel a. 67.
AVISO
Precisa-se comprar dous escravos, pedreiro
carapina, pagase bem : a tratar na tnesouraria
das lowriM, a rua Primeiro de Marco a. 6,
Cabriolet e cavallo
Vende-se um cabriolet de 4 rodas e 2 assentos
em perfeito estado, com cavallo e arrcios, pir
commodo preco : a tratar na rua do Crespo n. 16,
1 andar.
Vende-se uma mobilia branca com as seguin-
tes pecas um sofa, duas cadeiras de bracos.duas de
balanco, doze de guarnicao, e um par de consol s
com pedra por 3o0<000 rs., a qual i nova, e se
vende por este preco para liquidar, a rua do Barao
da Victoria a. 2z. ______
Manuaes para missas
de muitas qualidades e precos, recebeu-os a NOVA
ESPERANCA, a rua Duqne de Caxias n. 63.
Pedras de lagedo dc Lis-
boa.
Vtnde-se pedras saperrores de lagedo : a tratar
com Amorim Irmaos A C.__________
Yende-se
um bom sobrado de 1 andar, por preco commodo.
na Travessa do Livramento n. 14 : a tratar no
mesmo.________________
Queremcomprar barato?
Venham na loja do Lima Coutinno 4 C, a rua
do Livramento n. 30, que so se vendo se pode acre-
ditar. Venham antes qne se acabe.
Algodao bom a 3*500, 4*1000, 44500 e 51000
a peca.
Madapolao francez, fino, de 84..54500, 6*500, e
74, a peca.
ChKas e metins claros e escuros a 240. 260 e 30S
reii o eovado.
Lans japonezas a 200 e 240 t6is o eovado.
Popelina de seda a 14500 e 14700 o eovado.
Chapeos de castor e palhinha a it.
Uma duzia de toalhas por 44, e felpudas a 74.
Coliarinhos de linhj a Bacara, 1 dona a4.
Ditos de papei. a duaia 200 e 240 r6is.
E outras muitas fazenda; qua so se veua, n
pode fazer nma idfia; dlo-se amostraa, mnifliak.
penhor, na rna do Livramento n. SO.
Vende se ama farda ia e nova, profrta para
ofieiaes do 2* batalbao de linha : a tratar na nut
de Santa Rita m. 50.

i


\


AmmpsrM
taaendas fmas
Hu* PtkneipQ de. Mar^o a. 1 A
DE
Cordeiro Simoes c# C.
esta nit* das casas quo Koje pode com pri-
tmta officer aos 4eus fregueies am wiadissi-
acsortimenio de feiendas Unas para grande toi-
ette, t\ bem assim para uso ordinario de todas as
classes, e por precis vantajosos, das quaes faz urn
>equeno resume
Madam fuaendas as casas ios pretendentes,
>ara o que tem pessoal necessario, e d5o amostras
ccdianie penlior.
Cortes de seda de lindas cures.
Grosdenaples de todas as cores.
Jorgurao branco, tiro, de listras, preto, etc.
SeUra Macio, preto e de corei.
'irosdunaplDs preto.
vfelludo preto.
Grauadine de seda, preta e^de cores.
Popdinas de lindos padroes.
Fil6 de seda, branco e preto.
Nicas basquinas de seda.
r.asacos de merino de cures, la, etc.
Manias bra.sileiras.
Cortes com eambraia branca com lindos borda-
Hicas capeiras e raautas para 00W4S.
ftiquissimo sortimento de las com listras de
da.
Cambraias de c5res.
Oitas marfpozas, brancas, lizas, bordadas
.Naniuques de lindos padroes.
Baptist**, padroea dencados.
Percal:r* d quadras, pretos 9 brancos, listras
ic, etc. '
Br;ns d linho de cor, proprios oara ves'idos
cm barra e listras. '. '-
Riaos corles de vestido de linho. r Mes da.
aesraa cur, ult.ina mod?
f'itos de eambraia de cCrcs.
Fustao de lindas cores.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bor.ladas para senhoras, de !iDho e al-
ioear>.
Sortimento de Juvas da verdadeira fabrica de
svm, par- homens e seriioras.
V(.ataa-i p^r^ meninua.
^lot para baptiiadn.
tapeuti para niro.
"Vaina? e pnardanapos adama?cados de n de.
rjiara mesa.
'Jolchas de 14.
Jorlinados bordad' s.
Grande sortimento de camisas dt linno, lizas e.
> Jadas, para bomens.
iteias de eftes para homens, meninos e meni-
i !as e .omnietj sjatmcBte de chapeos de sol para ho-
siers e sebheras.
t'.erino de .>* pgra vestidos.
1 "o pretc, irancado e oilbado de tibo e algodao para xo
Atoaihauo pardo.
Damasco de la.
brins d>s linho, branco de cores e preto.
SaJirn de lindas cores com listras.
Chales de merino de cores e pre toe.
Dilos de'casemira,
Dilos de seda pi eta e de cores.
D.tos de tuuquim.
Camisas de chiia para homens.
Ditas de flanella.
''treulas de linho e algodao.
Pannos de crochet para sofa, cad 3iran e copsc
Leacos bordados e de labyrintho.
.clohas de crochet.
Tarlatana de todas as cores.
rVicoa cortes de vestidos de tarlatana bcirdade*
ara cortes.
F.-partilhos lisos, bordados.
Foulard ie seda, liddas cores.
tfeias de seda para senhoras e meainas.
Ritas fachas de seda e la para senhoras.
rti'o sortimento de leques de mndreperolas
v.* c
Damasco de seda.
Casemira preta e de-cores.
Cbitas, madapolao panno fino preto e azul, col-
arinhos, punhos delinno e algodao, gravatas, lu-
a d3 fio de Escossia, tapetes de todos 03 tama-
ahos, bolsas de viaaem, y.-itos bordados para ho-
meas, leng;.s de linho branco e de edrea, toalhas,
(uardanaixs. etc., eic.
fcfcfo^e Peatoflkioo uo'Te*c!ietra 9P*B^sloa^e',WS.
I

j
BARATEfflO DA BOA-VISIA
J-
11-lpBi
Rua da Imperatriz n. 72
DE
Engonho Segrefo
Veid-B**,gtafco f-gredo, dktaado apenr.
oina legoa da esaci* de Kioeirio, moeute e eau
rente, bem obrado, e com terrenos moito feroa
l/'lnl.,..t. B ft
NA
ISAISATAS j Loja tie fazendis
MENDES GUIMARAES t IRMAOS
A*nA Aca,ba de "zer um grande abatimento nos pregos J suas f.-zendas atton-
aendo a grande falu que ha aoje de dtnlioiro^ pur use creio'que o prec.^ que v..i men-
cionado agradari to respeiUvcl nublico.
CHAPEOS DE SOL DE SEDA A 4$000.
Vende-se chapeos de sol de seda para se-
nhoras e meoinas a W, ditos de alpaca fi-
ne* corn 12 astes a 4&, ditos de aaerin6 Je
duas cores a 5$, ditos de seJa para hon:"m
a 69, ditos ingleces com 12 astes a 85 e !)*>.
BRIM PARDO A 400 rs.
Vende-se brim pardo escuro a 400 rs. o
covado, dito de cores com quadnnhos a
500 rs. o covado
CORTES DE CASEMIRA A 59.
Vende-se cortes de casemira de cores para
preta para caia urn.
CROCIIES A 15500.
Ven le-se cruches p.ira cadeiras a li?500
cada um.
LAZLNUAS A 200 REIS.
Vende se laziuhas para vestido a 200,
320, 400, e 500 rs. 0 covado.
ALPACAS DE CORES A 500 REIS.
Vende se alpacas de cores a 500, 640, J
800 rs. 0 covado.
GRANDE SORTIMENTO DE TAPETES A 49.
Vende-se grande sortimento de tapetes para
todosos tamanhos a 49, 49500, 59, e 69
do Bpcantamcnfo
Grande liquid rutos
^h?Lricante Gusjavo Alberto Schnorbusck, da
oama, das segointes marcas:
ArfstocraUs.
RiacsuelK'fc
Perelas.
Jok Club.
Conchas.
ferfeicio.
Principe Bismarks.
Trabucos.
Golondrinos.
Vendem se na rua do Marquez de Olinda n. 18,
armazem.
calca a 59, e 69, ditos de dita
cal9a a 49, 59, 69, e 79.
BRIM DE ANGOLA A 29 0 CORTE | GRANDE SORTIMENTO DE ROUPA FEITA
Vende-se cortes de brim de Angola para
calca a 29, dito muito finos a 39.
ABERTURAS PARA CAMISAS A 200 REIS
Vende-se aberturas para camisas a 200 rs, J
NACiONAL.
Calces de riscado para trabalho a 1)5000
ditas mais finas a 400 e SOd rs. ditas de'
esgsiao a 19, ditas bordadis a 29.
CUITAS A 240.
Vende-se cbitas para veatidos a 240, 280 !
320 rs. o covado. tem escuras e claras.
MADAPOLAO A 39. !e
Vende-se pecas de madapolao enfestafo a ]
39, ditas de dito ingle* a 45500. 55, e 9,!
ditas de dito francez fino a 79, 75iOG '89
99000.
Ca!c,as de brim pardo a 19900, 29, 25500.
Calcas de brim de Angola de cores a 29
39.
Calcas de casemira de cores a
rv
55500, 69
Casa e ktrmm baralos no Sal
Antonio Jose Rodrigoes de Soaza, na thesonra-
ria das loterias a rua do Crespo n. 6, vende sua
casa de taipa e terj-enos de seus sitios no Ingar
no aalg^dinho : a tratar somente com o mesmo
E7 barato
Tran^as de cabello
humano, natural, com urn n etro dc comprimento
a 15* cada uma : s6 na rua da Imperatriz n. 8
case de Odilon Duarte km*o.
n
A' run d tal.ujjH n. 1 A,
Os proprieterios da Predilecta, no inJaito da
: conservar 0 bom cenceito que teem merecido do
I respeitavel publico, distinguindo 0 sen estabeleci-
mento dos majs qae negociam no mesmo generc
veem scientiiear eas ?eus bons fregaezes que pre
veniram aos seus esrrespondentes nas diversas par-
cas d'Europa pare Ihes enviarem por lodos os pa-
quetes os objectoi de luxo e bom gosto, qne se-
jam mais bem awitos pelas sociedades elegantes
daquelles paiaes, visto aproximar se 0 tempo d*
festa, em qne 0 fcello sexo desu Jicda Venexa
mais osteota e-r-fqueza. de suas toiflettes ; e co
mo ja recebessera pels paqnete fran?sz diverso
artigos da ttltina moda, veem patec d entre etles que e tornam mais recoaimendaveis
esperando do -respeitavel publico -a costumada
conenrrenoia.
Aderecos de tartarnga os mais bcrfos que teem
vindo ao roeroatto.
Alboas com picas capas de madrcperola e d*
velludo, sendo &versos tamanhos* baralos nre-
os v
Adere^os co>?letos de borraclia .oroprios paral
into, tamfeem se rendem mews aderwos muito bo-
oitos.
Botoes de selira preto e de cores rara ornato d
^estidos de sechara ; tambem tern para collete
palitot.
E' BOM SARER-SE
[ <5e a NOVA ESPERANtjA, a rna Duque de
Caxias n. 63, bem cntmecida pela snperioridade de
seas artigos de moda e j.hanlasia, aoaba de reco
ber diversas cncorDmendas de mer adorias de sua
reparticao, que pela cieganci. bem moslra aplidao
bom goto de seus antigos currespondentes da
Eoropa, e por Mt raaao a NOVA ESPERANCA
* iua Duque de Cajaas n. 6), convida a sua boa
i o co*!ante freguezia e com especialidade ao sexo
I amavel, a vrsitarern na, afim de apreciarem ale
1 onde loca 0 primor d'arie.
i A NOVA ESPERANCA nao qner enlrar no nu-
mero dos massaules (verdadeiro- aznerins) com
: extensos annuncios e nem pretende descrever a
limmensidade deobjectos que lem expostos a ven
rua ucqje de Caxws n.%1, que al6m d6ora da, 0 queseria quasi impossivel, mas liraitar se ha
sortirmnto que ja linha ie ajtiaos de moda e -
10
Calcas de casemira preta a 39500, 59500
.7JS
Palitots de riscado a 19.
Paletots (kj -alpaca de cores a 29.
Paletots <*e paca preta a 39, 39500, 49
55.
Atteadam ii Mova Espe-
ran^a
phania>ia, acaba de receber maiso seguinte :
Verda(!eiro oleojiliane pera a barba.
Brillianiiua para os rabellos.
Boas ua^lhas do puro ac,o.
nonstnai tesouras para uuhas e costura.
Ivan^parinas eonomicas.
E4ofos para iraiameiKo das unhas.
Abrideres de lavas, osso e madeira.
Lindcs medalhoes de madrcperola com -caco-
leta.
Bons mt de tartaraga para regaco.
Soapeosorioi de seda, algodao,
homens e meninos.
Commodas ligas lisas de seda para mes.
Toiicas de crochet paca criao^as.
Bulsas para viajar-fe.
Ficas esponjas 1 ara vSaohos.
a mencionar algirns daquelles de mais afta novidade
e toma a hberaade de acon?elh.r ao bello sexo,
que a viMtem consianlernenle, para depois que
comprarem em outra qualquer parte oio se arre-
penderem, a vtsrta do bom e escolhido soriimeBto
que ha em dito estabeleeimenio, esta razao tam-
bem demoustia que qualquer senhora do bom torn,
nao podera completjr a elegancia sem que dfi um passeio a NOVA ESPERANCA, a
rna Duque de Caxias n. 63, a qual acaba de rece-
ber osseguim s artigos de luxe eiateira novida-
de :
e.Tneni-
Grande pecliiiiciia
para cal^a de Uoderoas seWas para prender os catellos
j Primorosos leques ie phantasia.
Bonitas sahidas de bailes pan seehoras
{ nas.
i IaieressanKs gravatas para senhoras.
i Elegantes fachas rte louuuim.
I Bons aderecps de madreperola.
. Delicados aderecos pretos de pt:f::!o e borracha
(gosto HOVo).
e
Vende-se um pequenosilio perto da esta-
cao do Salgadirmo, tendo de frente 150>
palmos, e de fundos mais de quatrocentos,
em lama elegante casa de taipa, acabada de
roiimo e bt>m as?r-iada, tendo 2sal s, 2
juartos e tozinln fora. 0 terreno & pro-
..-10 0 bom de plantagocs, t-ndo algum?s-
rvores de srncto, agua de beber e todo cer-
'-adov'
Para ver e mais explicagSes, nc mesmo si-
no a qualquer hora a entender-se com Tris-
;ao F-ancisco Torres, e para tratar, na the-
i.'ura.-ia d is loterias, rua 1.* de Marco
a. 6.
Vendem
Wilson, Rowej& C.
Era seu armazem a rua do Trapiche a. 14, o a*
guinte :
Algodao azul araericano.
Fio de vela.
Carvia de pedra de todas as qualidades.
. Tudo muito barato.
Cortes I* js!--;i'u( !> seda
]>aa-ta eollc-te a W$> e ebapeos
cle 9*1 de setiu a H&.
Vende-se cortes de^orgerao de seda de cotes
para collete, pelo haraiisfimo preco de-2-5 e cha-
peos de sol de seda 1 or 85 : quern duvidar ve-
Bolsas para-seahoras, exlste am-bello sortimea- nl'* u'f e Pf,"'prar, m rua do Duqne de Caxias
de seda, de palha, de chagrim, -tic., etc.. Dor n*'98> |,J>a de Demetrw lijstos.
barato preco. <
Bonecas de -todos os tamanhos, tanto de kmci
eomo de cere, de borracha e de raassa ; chama-
DOfl a auenjsao das Exmas. Sras. para este artiga '
pois as vees'tnm-se as criancas nm pouco im-;.- ?*mSr-\>*, arua:Bjque de Caxias n. io, par-
pertineotes per -alla de um oiec;o que as en-' ,iClf,s *" fexo c-ae acal*a de receber da Eu-
iretentoi. ropa, um completo sortimento de artigos de uhi.
Cameas de Inho lisas e com peitos bordados mar 1n,01da e eftmo **" desuecessario fazer um
para ruxnem, vendem-se por preco tomraodo I enfa<*on,', anuuncio, (>or ja ser bastante conhe- I
CerooSai de Jinko e de algodio, do diversos pre-1 cida.-e-capnchar sompre em ler boos correspon-
Cos. uentes, sendo a pr.nte;ra qne aprese!a o que ha '
E' com as senhoras.
Velas decera
A acreditada fabrica de velas de cera la luado
Bom le&ua, outr'ora da Cruz o. t60, para commo-
didade de seus fregnezes, acaba de abrlr uma
ouira m rua do Barao da Victoria n. 63, aonde
acharao-nra completo sortimeato de todoi os ob-
(jectoe teodeotes a esia aFte, tudo do. melbor goslo
e qualklade. e por precos comnwdos.
liOJA RO PAVAO
NA
Rua da Imperatriz n. 60
PARA LIQUIDAR
Granadlna preta a 500 rs.
covado.
0 Pavao vende grauadina preta e lavrada
pelo barato prec/) de BOO rs. o covado.
ALPACAS PRETAS A 500, 640 E 800 RS.
0 Pav&o tem um grande sortimento de
alpacas pretas, que vende a 500, 640 e 800
rs. o covado, assim como grande sorti-
mento de cantoes, bombazinas, princezas
pretas, merinds, e outras muitas fazendas
proprias para luto.
CAMBRAIA VICTORIA A 49000, 49500,
03000 E 73000.
0 Pavao vende um grande sortimento de
eambraia Victoria e transparente com
8 1/2 varas cada peca, pelos baratos precos
de 49000, 49500, 69000, 69000 e 7*000
a pega, assim como. ditas de salpico bran-
co, a 74toOO, e" pechincha.
CAMiSAS FRAISCEZAS A 2^000, J9500
39000 E 33500.
0 Pavao vende um bonito sortimento d.
camisas francezas com peito de algadao, i
29000 e 29500. Ditas com peito de linbr
de 39000 a 69000. Ditas bordadas muiu
finas de 69000 a 103000: assim com<
grande sortimento de ceroulas de liubo e d*
algodfio, por precos baratos, e tambem tern
completo sortimento de punhos e collarinboi
tanto de linho como de algodao, por prec<
era conta.
GOKT1MAD0S BOH DA DOS PARA CAMA 1
JANELLAS, DE 73 ATE' 253000 0 PAR
0 Pavao vende um grande sortimento d
cortinados bordados, proprios para cama
janellas, pelo barato prego de 79000,83000.
10^000 ate 259000, assim como : colxat
de dnmasco de la muito lina de 109000
li9000 cada uma.
BRAMANTES A 19800, 29000 E 29500
0 Pavao vende bramantes para leigoea.
tendo 10 palmos de largura, seodo o dt
algodao a 13800 e 23000 a vara, e de linh-
a 29400, 29800 e 39000 a vara: e pechir.
cha.
Grande pechincha a 4$000
e 5#000
CORTES DE CASEMIRA.
0 Pavao recebeu uma grande porcao de
cortes de casimeras de cores para calcas, e
vende pelo barato proco de 43000 e 59000
cada corte, na rua da Imperatriz n. 60, loja
de Felix Pereira da Stlva.
ESMERALDINA A 800 RS.
DR
Ouillicnue k L
0 antigo fcaratciro continua a vender por menos
do que ouiro qualquer, com a franquett e sia-
ceridade ]a conhecida.
LSs de cfires a SCO e 2t0 rs. o covado.
Las pretas superior, a 360 rs. o covado
La e seda, tazenda de 1*400 por 700 rs. o co-
vado.
Chitas de cores a 2i0 e 280 rs o covado.
Metins de cOres a 280 rs. o covado.
Cretones de padroes lindos e modernos a 400 e
440 rs. o covado
Baptistas de lindos padroes a 400 rs o c.vad i.
Cambraias de core; raiudas e graudas a 580 rs. o
covado.
Ditas pretas com flores a 2)0 rs. o e .rado.
Cambraias braocas, bordadas t abertas, tazenda
mais Una que tem vindo ao mercad<>, e fazeada
de 2*000 o metro, por 1*000 a vara ; e pe-
chincha.
Cambraia tran?parente, Una, a 3* a peca.
Dita Victoria, fana, a 3*o0(i a poc^t.
Algodao trancado, alvo, a 440 n. a vara.
Brim branco de linho a 1*400 a vara.
Ditos de cores de linho fido a SCO r* o c .vado.
Madapolao francs* verJaneiro, 24 jardas, a 6* e
7* a peca.
Algodao T, largo e superior, a S* a peca
Gorgorio preto de seda para veslido e para collete
a 3* o cerado
Toalhas grandes a 4*300 a dana.
Colchas grandes a 3* uma.
Lencoes de bramanie a 2* um.
Cobertas de ganga, forradas, a 2* e 3^.
Lencos de linho, ,-banhadcs e em caixiahis a
3*300 a dnzia.
Ditos de cores a 3*300 a duzia
E ouiros muitos anigospor precos biratissimos.
So na rua do Cre>po n. 20, loja das 3 portas. D*>-
se amostras.
VENDE-SE
a armacao com caixilhos, inverni-ada, da Uja a
rua Direila n. 8t, por metade ie reu *kr : a fa.-
larnas Cineo Pontas n 31.
ham.
Vende-se um mulato dc 40 annos de idade, :em
boa conducia, e carroceiro e apio para qualqaer
servico : a rua do Hospicio n. 8!.
Haul
Vende-se pes de rfmm de
na rna do H spirici n. 73
juaiidade
\'Diiili Armink
de mais moderno e por precos mai razoaveis, por
Ism Imiita-se a descrever somente o seguinte :
S<*ta douradas.
Eti-o de cores, tanto de seda como de guipure.
''"'l"1'* dourados, j^ madreperola, marfim, tar-
laruga, os?o, etc.
SaliialaN de bai e.
Pregecues, diverges artigos proprios.para pre-
sentes.
Coliniaas e puoboa.
iinmiai para missa.. eom capa de madreperola,'
tartaruga, marfim, vailudo, etc.
CaixKhas com -musica, o que ha de mais lindo,
com disuoos nae tampas e proprios para presen-
te
Coques s mais cnodernos e de dwersos forma-
tos.
Chapeaspara-eeEhora-Beceberara um sortimento
da ultima moda, Unto para senfeorc, como para
meninas.
Oapella* eimples e com veo para ooivas.
Calcas bordadas ipara meninas.
Entreroeios esiampados e bordados, de lindot
desenhos.
| Escovaa eleotricas para denies, tera a proprie- !Snpa,it,,,,"* destir" para baptisado.
a dade de evrtar a carie dos denies. Camisas bordadas para senhoras.
j Franjas de eda pretas e de cores, existe um : S?*" de seda" .
i e-ande sortimento e drvercas larguras e barato *rn,J mosaicas. ,
! preco. i Mme ! Fltas de saria. de fJWjIHifci. de setia e de cba- "** de madreperola.
k.oaloe, de diversas larguras e fconiias cores J'lilsoira* de madreperola.
Fachas de gorgurae muito lindas '-imlati (lores para eaneca.
PI tu* artificiaes. A PredilecU prima em con- "J01"*** dQ velluJo.
ervar sempre um b3Uo e grande sortimento des- y,,rmarias dos meihores e mais afamados
as flores, nao so para enfeite dos cJjellos, como ^""cmes.
Umbem para orcato de vestido de noivas. cuapeo* dc sol para sanhoras.
Ga)6es de algodao, de 12 e de seda, braacos pre-1 Fl*a8 ae velludo de. todas as cores e larguras.
Moseas.
Aprovekem
^ABl&iS-'AllEBICA, a I mqwe de Caxias
pnmeiro-andar, esia veBdendo caljado pelos
qi --s jiitvns :
iaas de duraque para senbora a 3.500 reis.
ijs de dio prelo a 4,000 r6i.
Wias de-iiico t ^8.*esPeadas' cano alto, para senhora, a
o.iwu re s
Ditas de.psilica, ingleza, a 4,060 r6is.
DHas de duraque bordado.
3,008 reis.
Dius de daraque, de covrea,para meninas, a 3*.
Era quanto-e tempo
para senbora, a
0 Pavao recebeu um bonito sortimento
das mais tl< gantes esmeraldinas com listras
de seda, sendo em cores e padroes as mais
novas que tem vindo ao mercado, proprias
para vestidos, e vende pelo baratissimo pre-
co de 800 rs. o covado, d rua da Imperatriz
n. CO.
O Pavao queima os artigos
seguintes:
Venle se na Ctiapeiaria
ro de Marco n. 6.
import;
An?iifiho!
I, a rua l'rir:iei-
Grancle liquidacao de charu-
tos. de Havana.
Flor Rjgalia.
r' bkandro.
Ei ordem.
Rua do Marquez de Olinda n. 1&.
aproveitem.
Sedialias k 1^500 o covado.
Veabam antes que se acabem: aa loja do Passo
a ua !. de 41arco n. 7 A.
I va |mra.
Vin'io verde e de Amarante. esppcial, vendem
f'ocas k C. : a rna estreita do Rosarie n. 9. junto
a tgreja. ______
VigoTlb^Cabeiro
DO
Dr. Ayer.
Para a renovacSo do ca-
bello, restituicae de sua cor
e vitalidade primitiva e nat-
ural.
os el de diversas
Gravatas de seda para homem e senhoras.
Laeo3 de eambraia e de seda de diversas cores
para sennora.
Lisas de seda de cores e brancas bordadas nara
Hj\\'Z. F
Livros para ouvir misea, com capas de madre-1
perola, marfim, osso e voiiudo, tudo que ta de ;
Quereis livrar-vos destes malditos inseclosf com-
prai uma machina de matar moseas por 3*090
na Magnolia, a rua Dujue tie Caxias n. 45.
Calviee.
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, *en-
o verdadeiro Vigor de Ayer, que impede a
' bonito
As afanofadas hordadas de la matlsadas que re-
SSSSSST l^*mw i Tua Duque de
brancas para cama a
dp
Peotes de tartaruga e marfim para alaar-cs ca-1 eahida dos cabello?.
bellos ;*eem tambem para tirar caspas. SqtvIq q o nanne
Port fcououet. Um bello sortimento de madre-I 0. ^fi^^o e pdDOS.
perola, marfim, dsso e donrados por barato piseco.
So lem sardas
._,------------------. ,a7 yr^j., Panos fuerB quer; porque a
Perfamanas. Neste artigo esta a Predilecta torn j MaS"olla, a rua Duque de Caxias n. 45, tem para
provida.nio s6 em extracfcss, como em oleos e | I!n.!!.?.Yerdade.lra Guticnleria, que faz desappa-
VENDE-SE
uma casa na *Hla de' Barreiros, naroa do Com-
aercto, por praco modico: a tratar com Tasao
Grande Ikjuida^ao de charu-
tos da Havana
Flor Regalia
Iskandro.
El ordem.
Raa do Marquez de Oliada n. 18.
para senhora, por commodo
O Vigor do Cabello 4 nma p-.-eparacSo ao
mesmo tempo agradavel. saudavel eflicaz para
conservar o cabelro. Por raeio do sen uso o
cabell> rnco, grisalho, e enfraquecido, dentro de
pouco tempo revolve k cor qne lhe 4 natural e
primitiva, e adquire o brilho e a ftescura do
.cabello da jnventude; o cabello rulo ee toma
denso e a calvicie muitas vezes, posto que nao
em todos OS casos e neutralizada.
Nao ha nada que pode reformat o cabello
depois dos folliculos estarem destruidos, e as
^landes cansadas e idas, mais se ainda restarem
ftlfrum:! podem ser salvadas e utilizaflas pela
H)pHcncao do Vigor. Libre de essas rabstancias
banhas dos raelhores odores, dos mais afamados
fabneantes, Loubin, Piver, Sociedade Hygienic*,
Coudray, Goeael e Rimel ; sao iodispensaveis para
a I6S13>
Saias Lordidas
preco.
Sapatinhos de la e de setim bordados ,para bap-
Usados.
Tapetes. Recebeu a Predilecta um bonito-sorti-
meato de diversos temaahos, tauto para sofa co-
mo para entrada de saias.
Vestimentas para, baptisado o que ha de melbor
gosto e os mais moderno i recebeu a Predilecta
de or arato prejo, para flcar ao alcance
qualquer bolsa.
Rua do Cabug&n. 1
reeer estas manchasem poucos dia?.
Cnra dos eslreitamenlo d'urelra
pela faci-1 applicajao das
Nu Barateiro!
A' rua 1. de Mar^o n. 1.
Confronte ao arco de Santo Antonio.
Estao vendendo Tazendas por menos 30 0|n do
! que em outra qualquer parte, para o que pede
nm pouco de attencao 1
muotiiuuiao i Madapolao franoez, (atenda superior, veude-
aletenas qne tornam muitas preparaooes de este i CRS. a I a peca e 320 rs. a vara.
gei^ro tam nocivas e destructivas a.) cabello. o ,ChaPeos de sol de seda, para senho/a, a 3^, de
Vigo sdmente Hie e beneficial. F.m Aa i e6rei, fazenda de 6* ; a elles-.
e beneficial. Em vez de
Fujar c cabello e o fazer pegajoso, o censerva
nmpo e Urte, embellizando o, impedindo a queda
e o toinar-st rnco, e por consequinte previne-a
Pah^uso da toilette nSo ha nada mais a deBe-
jar; nao contendo oleo nem tintuw, n5o pode
manelur mesmo o mais alvo lenco de eambraia;
peraur;, no cabello, lhe da um lustre luxnrioso,
e um p.jrfuir,e muito agradavel.
r/ara reformar a cor da barba, 4 necessario
^nnIemP0 ?Ue Cm CabeU' P0,m PO*16
ron, i ,,ffe1^, envoIve^ a barba de noite
com mi, leDC5 molliado no Vigor.
FI'XPA&ADO FOB
r. J. C. AYER & CA., IiowtiU, Mass.,
Estados TJnidos,
Chtmtcoa Practices e AnaJytUts.
VENDE SE POR
Dilos de alpaca, para bomens, de 12 basteas a
34500. Superior qoalidade.
Ditos de merin6, com duas cores a 4/300. Isto
sim e veuder barato.
Cbapeos de sol de seda, luglezes, a 11*000.
DiMsde cabo de warfim, o melhor que tam
vindo ao mercado a 12* e 13*. Venham a elles.
brande sortimemo de cmisas francezas, de 32*
a 40*. Superior qualidafle.
rie d/ l,nho e a,fo<5o a 4*.
thapfios de casemira para homem a 3.
Lories de crctone bordados a 6*. Sempre cus-
tou 10*. v r
Cambraia Victoria, fina, a 3*300. com 8 Ii2 va
ras o transparente 4;!.
Loja de Agoslinho Ferreira da Silva Leal & C.
Aos nervosos
i A NOVA ESPERANQA acaba de receber aquel-
i"s milagrosos anneis electricos, cora infallivel dos
DE
G0HHA ELAST1CA
As mais modernas e aperfeicoadas de todas
as conhecidas
Vendem-se
NA
PHARMACIA E DROGARIA
DE
Bartholomeu & C.
34 lfTEW~
Vende-se na cidade da Escada, na malhor loca-
lidade, na raa do Commerckn ,uma grande oaea
de pedra e cal, gosto moderno, cora bistanle com-
mod.daJe para grande familia, contendo duas
saias, quatro quartos^ uma grande cozinha, quin-
tal murado com portao e sofio dc toda largora e
comprimento ; outra oaf a na esquirta da me=ma
rua com armacito para loja de fazendas e mo-
cSSSft ewDOS fund0.s da raPDcionada caga uma
grande e bem montada padaria com todos os seus
utens.l.os ; mais outra casa e um bom terreno,
Sn%MSf P"ocipaImente coqueiros, conten-
do 200 palmos de frente e cento e irinia de fun-
dos e muito propria para para ediflcajSes : a tra-
tar na mesrna citfade com Franco Csvalcanie
$uz$2qSS'JE5& prafa cora o solicitador-
Manoel Luiz da Veiga, morador na rna do Vis-
conde de Albuquerque n. 162.
Quern 6 o YigilantefJa ceo-
9
S 0 BARATFIRO1
A' raa 1. de Marco n. 1.
Grande sortimento de casemiras e escuras elaras,
?^a WP* a 3*500 o covado; todos querem
Bf'13 P*fa calca de cores pardo a 280, 400 e
500 rs. -o covado. So aqui por este preco.
Chitas em grande quantidade a 240 e 280 rs.o
covado
Metins a 240 e 280 rs. Superior.
Percales a 300 rs. o covado. So aqui no ba-
rateiro. '
Baptistas maUsadas com barra a 360 e 400 is.
a covawo.
Alcassianag, faaenda de phantasia eom bonitos
desenhes a 400 rs. I
Cretones escurosa 300 e 320 rs.
LSzinhas estocezas a 180 rs. o covado. Somen-
te para scbar.
MadapoJoea para todos oe prejes.
,Sedas.^c&M.woa, encarnada de oulratj
cores a 1*000,1*200 e l*m
Chales de casemira com listras e 3*500 e 4* :
* barato ? 6 I
iBramante oe lisho a HflOO rs. a vara oom duas
larguras I
DuUnas para aeabora.a A*.
Confronie ao arco ae Santo Antonio, loja de
Agostmho Ferrarra da -SilVa Leal 41.
Cortes de combraia branca, transparente,
com enfeites bordados de la a 3;$000.
Dtt s todos brancos bordados a 12#000 e
15000.
Bitoj muito ricos a 253000.
Bonitas lansinhas para vestidos, com lis-
tras de seda, covado a 800 rs.
Ditas ditas transparentes e de rauita fan-
Uaia a 50O, 640 e 800 rs.
Cintos de setim de todas es cores a 58000
ftmhos com gollinhas de esguiSo a 500 rs.
Sedinbas de cores, sendo de listras e la-
vradas, com toque de mofo a 1JM300.
Mas de dha ditas sem mofo a 135600 9
aaooo.
Diversas lansinhas para vestidos, de 240
a^ WO rs.
Calohas de fustao
23500.
Ditas de dito de c6r a 43C00.
cambraias brancas, abertas, para vesti-
dos, corte a 83000.
Corles de cambraia branca com bonitas
enfeites bordados, de cor, com figurinp a
63000.
Pecas de madapolao com pequeno toque
de avaria a 4^500.
Ditas de algodaosinho muito encorpado,
com leve toque de avaria a 44800.
Madapolao enfestado eom 12 jardas em
perfeito estado a 3^000.
Pecas de madapolao com 20 jardas a
4,2500. J
^Brim pardo para roupa de homem e me-
ninos, covado a 400 rs.
Cobertas de chita para cama a 2.S500 e
30000.
Bramante de linho
lagura, vara a 2^600.
Atoalhado com 8 palmos de lareura. vara
a 10500. 8
Espartilhos brancos e de cores
50000,
Cortes de casimira a 40 e 50000.
Attencao
Vende se um ri:o earn (L Bdj) de p isaai
todas as suas perteucas, estaodo ludo em pi
esiado,por tersidousadopvueas vezes: qnen
pretender comprar, dirija-se a raa da I n
12, t. andra, e-ciijiorio.
Salsa-parrilha do Pard
Tem para vender Antonio Luiz de Oliveira Aae-
vedo, no seb escriptork), a rua do Horn lean ci
mero 57.
Grande ifcsnkrta
Curativo das molestias do
peito pelo
Xarope dc s*.elashi(.^ dc sada
DE
A. d^:r\i:~
Este imporlante medicamento que acaba de ser
reconhecido pelcs disiinclos Dr Zaltonl e P iras-
chevas como nm verdadeiro Moadico centra a
phtysica, segundo provaram nos gran.l>>s uume-
ros de casos por elles expetimantados, eoaio se v>'
na sessao da academia de Paris de 2i de urc.
do correnle anno, eneontrase nnicainente uo
Deposito da ^barmacia e dro^aria
de
Barilioloaut'u A (".
N. 34 Rua larga do Hi sar:.- N. Z\
W com as noi-.as
A NOVA ESPERAM;a, rua Duque de Caxia; n.
6J, acaba de receber boa- meias d> s da pKprias
para noiva, e os apreciaveis ramo? dc larangeira
mum aniiAsra"
0 IKEKTBKHIIVEL
':&
com 10 palmos de
a 40 e

celelire
>
Florida
A. loja das 6 portas
Cofltiuiia a ter nm completo sortimento de fa-
zendas, que pela qualidade e preco parece impos-
lm^imU,o1Sp,etosor,il,?ntod8 chita, para 940,
280, 300 e 320 rs. o covado, grauadiuas de lislra a
200 rs. o covado, ditas com listras e palminoas a
240 rs. o covado, chita para coberta a 240 rs o
covado, chapeos de sol de seda com duas arma-
cSes a 8*000, dilos de siSda para cabeca, fazenda
ramlo Cna, da 12*000 por 7*000, babad.nbos e en-
tre-raeios bordados, com diversas cores a 400 rs a
peca, redes de fle raacahiba muito proprias para
smo,pelo diminulo preco de 3*000, cambraias de
cores miudinhas
portas em
ag-na
DE
MURRAY & LAYMAN.
Uma pura distillacao das mais raras fl^-
rcs dos tropicos. Coutem, para assim zer, quasi o odor odorifero das flores do
tropico da America, e sua fraganda 6 quas
ineiaausta ainda nesmo por continoada
eraporacao e diffusao. IS "este respeito e
iicomparavel a qualquer ouiro perfume
qne ha de venda para :
UESMAIOS, ATAQUES NERVOSOS DOR
BE CABECA, DEBILIi.ADE E
HYSTERICOS.
E um eerto e ligeiro allivio. Com o bom
.mi, torn conseryado sua influencia para
cima de vinte e cinco annos sobre todos os
perfumes, nas ludias Occideiitaes, Cuba
nlexico, America Central, e do Sui e n6s
com toda a confianea o recOmmendamos
linhas a 240 rs. o covado na lo a dasfi ,v raommenaamos
frente do Livramento J 6 f.om, ua? "Ug0' Pl0 onia muito de-
Wilson Rowe & L. vendem no seu armixtD
rua de Coramercio n. 44 :
verdadeiro panno de algodao azul amencjao
Excellente flo de vela
9B**i d^ *' ttoalidade
Vraho de Bordeaux. "
Carraoda'Padfade todas as qaalidades.
Para parlicolares.
ru,nSnie?4Cnnhif ir1.5os.&- c- rua da Madre de
Deus n. 34, vmho F.gueira de superior qualida-
quahdadearri3 6 deCim' 8aralindo a
Vende se a madeira de uma grande jaqueira :
na thesourana das loterias. '
AVISO
Jerusalem, esta imporlante obra do conego Joa-
qtum Pinto de Campos, acha-se a venda na
Livraria Franceza.
Aos eigarreiros
A NOVA ESPERANCA vende papel de linho
propno para cigarros, de diversas larguras.
EspelEosT
Amaral, Nabuco 4 C, vendem espelhos ovaes,
quadrados e redondos, proprios para sala, quar-
tos e toillete, toucadores de columna e oom gaveta,
com aioldura donrada, de Jacaranda e de metal:
nr Bazar Victoria, a rua do BarSo da Victoria
P. 2.________
AON. 9
No progresso do pateo do Garmo, vende-se
manteiga flor a J*20fj a libra, francesa a 800 rs
a libra bem como tem um completo sortimento
de molbados, para qualquer chefe de familia fa-
rer sua despepsa qne encontrara preco mais com-
modo do qne em outra qualquer parte. '
'r
VENDE-SE
umker/e? n, A"""*!, com 120 palmos de fren
e 140 de fundo, com uma boa cacimba : no ca
da-Companhia Pernambucana n. 26.
na
As unicas verdadeiras
Bichas haruburguezaa que vem a este mercada
rar do Marauez de ulinda n. 51
. licado, riqueza de odor e permauencia, nio
pode ser igualado. Tambem faz remover
da pelle:
ASPEREZAS, fiHU'OLAS,
OUE1WADDRAS DO SOL,
SABDAS^ E BORBLLHAS.
Sendo reduzida com agua, se toma uma
excellente roiatura para banhar a pelle
dando um aroseado e cdr clara a complI
cao nublada, sendo applicada depois da
barbear, evita a kjritacjo qBe g.ralmente
oceorre, assim como tamfaem gdrganteando-
se, o cheiro do cigausp desapparece, e me-
Ibora a eoadicie d,oa dentes e gengivas.
Como ha muitas imita^des, as quaes naa
possuom ntmhumas rt'eatas pTopriedadee,
deve-s? tomar cuidado e eenlar sAmente o
o famoso perfume e cosmetico do sul da
America, chain a .
AIA PlOMDIa
DE
MURRAY ft LAXHAY.
So acha a venda em todos odrogu
1 perfumari *s da moda.
I
'
.


8

"***. -, 3itfio de PemanUbuoo Terga feira 4 de Agoato de 1674.



-



ASSEMBLEA GEBAL
CAMARA DOS SRS. DEPUTADOS,
REFORMA ECF.irOR.VI..
(ContinuaciO).
0 Sr. Martinho Campos : Isto podera
alterar a organisaedo das juntas para peior,
isto e, para torna-las ami cousa que ndo
passa pola cafteCt do nobre miuislro, como
udo passa pela cabeca de alguem. V. Exc,
Sr. presidente, sabo o systema que pdJe re-
geresta maioria, por sua natureza adminis-
trativa, etiiquanto ndo tore o direito de al-
guem. lntervem na organisajdo das listas
dei eleitores uma autoridade ; pode-se dizer
que essa organisaijao deve ser, e uatural-
maute o, da autoridade aduainistrativa ; eu-
tronds, pelas instrucgoes de 1821, foi a or-
gemisacdoda lista dos votantes dada aojuiz
de paz e ao parocho; pelas iostrucQoes de
1842 foi dada coin appellate- sO para o go-
verno aos subdelegados, e isto foi a mais
triste das invongdes.
A l-i de lSt6 du ao juiz de paz e me-
sarios e eilos nelos dous parti Jos militautes
tal organisacdo We listas eleitoraes ; mas,
note o nobre ministro, o grande facto e pre-
texts de ser, cewtrario d influencia do espirito
parti lario ndo tem procedencia, porque nes-
sas juntas o alistameuto era confiado i fisca-
lisoc&j reciproca dos partiJos coutrarios, e
alum disso os prejudicados tinliam o recurso
para o podtr judiciario; a alterac&o pro-
posta oo projecto, portinto nao e sendo pro-
pria para ruerecer o anathema do nobre de-
putado pelo Ceard, que pronunciou-so con-
tra a burguozia caricata. A classo politica
dos del mats ricos proprietarios Dio ha tie
rnoreecr mais sympatbia ao nobre deputado
do quo a tal burguezia caricata ; porque os
que querera, ou antes, deixemos de elocu-
Cdes qua nao teem significacao o digamos, a
nac> iuteira, que deseja touar parte na
eleicdo pelosystema directo, nao constituird
burnwtzta caricata ; ella exige e ha de obter
infalhvcl e finalmente que eierc,a o direito
do voto todo o cidadao que para isto liver
capacidade. (Apoiados).
Esta borguezia conslituida por todas as
classes da nacdo, por toda a socicdade bra-
silcin. nao sei em que sera" inferior aos dez
mais ricos, proprietarios do caJa frcguezia, e
inenos ainda mais aristocratiea ou odiosa ao
geral da populaQSo.
Sr. presidente, a opiuiao do nobro depu-
tado p"lo Ceard nao e opiniao com que S.
Exc. o -r. ministro do imperio possa con-
tar ; ha de ainda aebsr-se S. Exc. na mesma
pesica > em que achou-se com o relator da
cemmissao especial; com a opiniao do no-
bre dcj-u'ado p lo Coard, repito, nao p6Je
contar o nobre ministro.
Nao tomarei, Sr. presidente, o tempo d
caraara com muitas consiJeracdes em res-
posta ao nobre deputado pelo Ceard, nao sd
pcrqne file ndo so acha preseute, como por-
que fin prevenido pelo meu bonrado amigo
deputaiio pelo Rio-Grando do Sul; e me-
lhor do que elle eu nao poderia responder
ao nobre deputado pelo Ceard, nem tao elo-
quente e pruficionlemente.
0 Sn. Silveira Martins :Nao apoiado.
0 Sr. Martinho Campos :Entre as theo-
ries aventadas pelo nobre deputado pelo
Ceard, que, abusando do sen talento, quiz
__por de accordo essas theorias com o direito
publico constitucional, ha uma quo ndo
possa deixar de tomar em consideracao
para d:ir a S. Exc. as razdes por que nao
posso areita-la. Esta theoria e a que se re-
fere ds situates artificiaes, as situagoes po-
litical que, na sua opiniao, a corda p6de
crear. Com effeito, Sr. presidente, se a co-
roa tern o direito de crear, de levaiitar si-
tuacd-'S, temtambem o direito de abate-las:
e interpretando-se assim o governo repre-
sentative, nao sei que garantias dard elle d
0 Si;. Silveira Martins :Apoiado.
0 Sr. Martinho Campos :Serd um ab-
solutismo muito dispendioso e menos mora-
lisado ; serd uma forma de governo muito
mais onerosa para o estado do que o abso-
lolkmo puro e franco. E' verdade que S.
Exc. diz no desenvolvimento do seu discur-
so quo esto direito serd exercido conforme
os principios do governo representativo;
jt.8s eotSo isto, Sr. presidente, ndo quer di-
zer iia'ia (apoiados) so a cor6a ndo tern tal
diieito. 0 honrado deputado diz-nos, por
exemplo : A cor6a abate urna situa^aoque
exi?te, dissolve a cam8ra. A cor6a, com
toda a certeza, ndo usard, abusard do tal
inculcado direito de dissever uma camara,
ndo tendo raotivos muito joftifiuadbs para
pansar que esta caraara nio raprasenta a
opinido nacional; se nio tfcrer estes motiyos
~ que signiflcard esta dissolag&o ? Signifi-
d uma luta aberta com a na^Jo, trazen-
ar,
do em resultado o desprestigio da coroa pelo s|e esoropuio por algum tempo e respei-
i. MiNisTa) do Imperio :So quanto
istitucionalidade T
OSr
i incon
0 S*. Martinho Caitpos :Sim, senhor ;
so e nnicaraente 6 o qae const a do parecer
e das declaracftes feitas nesta tribana. li
disse uma e muitas rases que tive tamb :m
seu dosaeerto, quando de todo o prestigio
deve estar revestido o representinte do ete-
mento monarchico. x
A allogoria ou ficcdo de Homero a que o
honrado deputado rtferio-se e que nos re-
cordou, sem duvida se tern algumas vezes
applica^do muito legitima, e em relagio d
attriboi^do e privilegio que S. Exc. pretende
conferir d corda, privilegio quo realmente
vom a ser incompativol com a boa doutrina
constitucional.
"Mas, Sr. presidente, pedi a V. Exc. o fa-
vor de msndar vir o relatorio do imperio
no anno do 1871, o ndo pedi em vdo.
0 relatorio do nobre ministro do imperio,
apresentado na actual sessdo, contdm uma
nieia pagina, e n5o mais, em que S. Eic.
relata, ndo os males, vicios e abusos dosys-
lema electoral, mas a sua opiniao a este res-
peito, muito incompletamefite repetindoac-
cusacoes vagas e banaes contra o processo
eleitoral, sem aprecia-las o corrobora-las
com aquello serio estudo dos fctos e crite-
rio que a sua posicdo exigia.
Traz o relatorio a promessa de um anne-
xo quo contem somente decisdes do governo
a respeito de duvidas e consultas sobre elei-
coes feitas, e portanto ndo contem o relato-
rio actual informacdo alguma pratica e da-
dos quaesquer que possam aproveitar ao
parlamento na discussio deste projecto.
Os relatorios de 1872 e de 1873 estao nas
mesmas condicSes, e nenhuma informacdo
util nos deram : foi-me preciso recorrer ao
relatorio de 1871, tambera do actual Sr.
ministro, para encontrar ndo o cabedal de
informacdo 5 e da Jos .praticos que se devia
esperar de S. Exc., depois de tao longa ad-
ministracdo, mas uma resuroida synthese
das ideas hoje formuladas no seu projecto.
Admira quo durante um prazo tao longo
de annos o nobre ministro, colligindo os
fructos da sua experiencia e longa adminis-
trac,ao, nao tivesse melhores dados para in-
crepar o actual systema eleitoral. Ndo creio
que S. Exc, nem nenhum outro homem de
estado, venha hoje approvar, leviana ou ser-
vilmente, o que conJemnou bontem ; s6 a
mais crassa ignorancia ou a mais triste ver-
satilidade do caracter explicariam semelhan-
teconlucta, e nenhuma dostasp61e com
justica ser attribuida ao nobre ministro do
imperio, o que, Sr. presidente, muito folgo
de reconhecer.
S. Exc. perd6e-me que lhe diga ; entre-
tanto, o homem de estado em materia tdo
grave nao tern o direito de querer justificar-
se com as suggestoos e declamaQdes banaes
dos partidos arrastados por interesses do
memento, e todavia e esta a posicdo em que
o nobre ministro se acha collocado.
S. Exc, panegyrista da eleicdo directa
antes do ser ministro, nos seus documentos
officiaes ndo apresenta motivo algum em que
se b3see ou justifique a sua mudanga de
opinido.
Contra as allegagddsjvagas do nobre mi-
nistro apresenta-se um relatorio ou parecer
muito mais medilado e importante do Sr.
conselheiro Joao Alfredo, quando ndo era
ministro, o qual prestou o seu reflectido as-
sentimenlo d oleicao directa ou antes a um
systema peior, porque era um systema de
eleicdo mixta, no que ndo acorapanho o
commaadante em chefe da opposicdo. (Ri-
sadas.)
S. Exc, em 1870, prestou assentimento
d eleiQdo directa ou a um systema ainda
peior, porque conservava-se a eleie,5o indirec-
ta em parte e decretava-se tambem a eleicdo
directa. Como, pois, justiftca S. Exc. a
sua opinido e positjao actuaes I
0 Sr. Ministro do Imperio :V. Exc. jd
me ouvio mais de uma vez.
0 Sr. Martinho Campos : V. Exc dis-
se que entdo resalvava a inconstitucionali-
dade da medida ; ora em nada do que aca-
bo de dizer fi'-a compromettida esta resal-
va ; a cousequencia e quo na conscienciosa,
refleclida e desinteressada opinido do depu-
tado de outr'ora a elet^do directa e melhor;
estamos, portanto, todos de accordo neste
ponto, ecom esta grande autoridade a nosso
favor ; apenas podo-se divergir no modo
pratico deexecutal-a.
Ve-se daqui que^s6 havia divergencia de
opiniao do nobre ministro sobre a inconsti-
tucionalidade da eleicdo directa.
FOLHETIM
MARCELLA
ou
0 MM DA FEL1G1DADE
tai-o. Ndo tenho hoje esU opinido : estudei
melhor a questdo ; a gravidade dos aconte-
cimentos que se passaram e o estado de
descredito do nosso systema eleitoral ndo
permittiam deixar de lado esta, que da
raaiore a mais urgente necessidado do paiz.
Sr. presidente, tamos o exemplo da mo
narchia portugueza, a qual tem uma cons-
tituicdo igual d nossa, e entretanto fez a re-
forma eleitoral sem reforma daconstituicdo.
reforms que realisou-se posteriormente i
lei eleitoral.
0 Sr. Pereira da Silva :Fez; ha uma
lei expressa.
0 Sa. Martinho Campos :0 nobre mi-
nistro entendfl que ndo se podo decretar a
reforma por uma lei ordinaria, o que para
se fazer d preciso buscar as formulas cous-
titucionaes competentes; a consequencia
logica ndo era recuar diante de um obsta-
culo que tem remedio legal na rigorosa o-
briga^do que o honrado ministro tem de
propdr a reforma da constituicdo.
0 Sr Ministro do Imperio :Se eu re-
cuso fazel-o, e" porque estou no direito de
que V. Exc. usou.
0 Sr. Martinuo Campos:De ter muda
do de opinido?- Convinha dar os motivos
"como eu tenho dado, senlo certo alids que
ndo posso ser suspeitado de Haver sacrifica-
do minhas convicgdes em materia tdo capi-
tal a consideracQos de qualquerordem, que
ndo pura e simp'esmente o melhor e mais
reflectido estudo da materia.
0 Sr. Ministro do Imperio dd um aparte.
0 Sr Martinho Campos :Se a idea de
V. Exc. era tdo boa, vist) que abracou-a
entdo, e conquistou para ella a minha adbe-
sao, e pode d'esvanecer-se e asseverar que
a adhesdo de todo o paiz, como V. Exc.
ha de abandonal-a hoje? Isto seria Jindes-
culpavel.
0 nobre ministro devia propdr, ou man-
dar propdr, a reforma da constituicdo, esta
e a consequencia logica : ndo ha outra po-
sigdo para o nobre ministro, nem S. Exc.
pode justificar-se om as conveniencias e
opinioes do miuisterio.
Ndo e e ndo pode ser licito ao nobre mi-
nistro raanter-se na cadeira de espinhos que
occupa, divergindojdos seus collegas em
assumptodesta ordem ; se elles se oppoem d
eleicdo directa, V. Exc. ndo pode ser mi-
nistr deve abaodonar o ministerio, deve
fazer o que fez o Sr. conselheiro Alencar,
quarido o ministerio 16 de julho declarou
que opinava pela eleicdo directa ; ou como
fez o Sr. bardo de Cotegipe, que recusou eu-
trar para este ministerio por causa da elei-
cdo directa que desejava fazer votar. 0
nobre ministro do imperio, que tambem
como o Sr. presidente do coaselho, reputa
melhor a eleicdo directa, ndo podia ter no
mioisterio o proposito de impedir a sua de-
cretacio; isto ndo 6 decoroso, e compro-
mette a terceiro innocente.
Como, pois, S. Exc se acha neste minis-
terio e ndo propoa a reforma da constitui-
cdo? Para raim Sr. presidente, a perma-
nencia do nobre ministro e uma prova de
que S. Exc. vai propor ou mandar propor
esta reforma.
0 nobre ministro ndo pode, sem de-^fga-
Cdo de sua dignidade pessoal, ser. ma
grave affronta d sua coherencia polj^ica,
manter-se em semelhante cadeira de mi-
nistro sem promover a reforma da consti-
tuicdo.
Este comportamento, e alguns oatros se-
melhantes, sdo, Sr. presidente, o que neste
paiz poem sempre em discussdo a corda,
perante assuspeitas da opinido. (Apoia-
dos.)
Quem vir esta mudanca repentina tem o
direito de duvidar da coherencia, da since-
ridade e das crengas polititas do nobre mi-
nistro do imperio, porque ninguem lhe pode
negar ndo sd as suas conviccdes como cora-
gem, porque tem-se visto, Sr presidente, o
nobre ministro arriscar ate" a sua vida para
disputar eleicdes da sua aldea, e d frente de
seus amigos ser o primeiro e mais esforca-
do campedo.
0 Sr Ministro do Imperio : Nunca en-
trei em combates eleitoraes.
OSr. Martinho Campos :Perdde- me,
entrou e esteve oxposto, o que lhe faz rauita
honra.
OSr. Ministro do Imperio :Nunca es-
tiva em eleicdes onde tiouvesse derrama-
menlo de sangue.
0 Sn. -Martinho Campos jNem ou o
disse, nem digo, e alias podia estar ou ter
estado nesta conjuactura e angustia com
hours -, o qua avancei foi que o nobre mi-
nistro acompauhara os seus araigis em vi-
vissimas iutas eleitoraes. K ito que aca-
bo de admirar e louvar ao nobre ministro,
que eu fiz e tenho feito muitas vezes, e hoi
de fdzel-o-tantas quantas for necessario ; a-
companharei sempre meus amigos, aos
quaes ndo tenho direito de exigir sacriQciqs
a que pessoalmente ndo me queira sujeitar,
nem dar conselho que ndo repute bom para
praticar eu proprio.
Mas o honrado ministro, a quem ndo fal-
tam coragora, honestidade o probidade, que
e sincero e lirme em suas conviccoes politi-
cals, porque razdo em semelhante questdo
se mostra tdo inconherente, dosmerecendo a
consideracao o prestigio de que goza ?
Sem duvida, S. Exc. n3o pode continuar
em semelhante posicSo ; sua sHaacAo 6 in-
toleravel para um homem na pwicdo de S.
Eic ; nesta s tuacdo sacrifica grandes in
teressi-s do paiz, porque ndo e SO este facto,
sdo ou'.ns fictos e as rovelacoes do Sr. ba-
rdo de Cotegipe no senado quo fazem crer
que a nacio quer uma reforma eleitoral, em
que se tiro ao poder executivo esse direito
de eleger, de que tem abusado impunemen-
te. (Apoiados.)
A minha conviccdo, Sr. presidente, e a
de todos aquelles que acompanham de per-
to os negocios publicos, 6 que nas regi
superiors nunca houve nem ha a menor
difficuldade para qualquer reforma. (\-
poiados.)
Oh I 'ido e la que a nacolo tem sido sem-
pre contrariada, illulidas as suas melhore
csperongas I 0 que ha e fraqurza da parte
dos ministros. (Apoiados.) ||
Sr. presidente, o soberano 6 um onte ra-
tional como outro qualquer cidaddo ; e tm-
possivel, salvo so fosse um idiota, que ndo
tenha opinido pessoal sobre os negocios que
so debaiom nos seus conselhos ; mas o que
6 notorio e sabido de que ndo podem duvi-
dar aquelles que como nds tem pertencbo
ao parlamento eprivado com todos os ho-
mem politicos, e que, s>algun; ministros
vdm-se em embaracos e apuros Id para
cima.e por sua incapacidade e notoria in-
ferioridade para sustentarem um debate (a-
poiados) ; e porque sdo inferiores ao chefe
do poder executivo, quor no conhecimento,
taleutos o estudo dos publicos uegocios,
como muito particularmente no assiduo tra-
balho e imparcial exame destes negocios ;
e sdo estes os que constantemeute so acober-
tam com a corda, ndo tendo capacidade
nem a coragem de sustcntar suas opinioes.
Nds sabemos que ha Id em cima gosto pelo
debate e impugnacdo a algumas opinioes.
0 imperador ha longos annos se instrue, as-
siste, dirige e toma parte no exame e dis-
cussdo de toda a aJministracao entre os ho-
mens mais habilitados deste paiz, c ndo &
isto urn mal nem embaraco, mas por fim
conclue sempre, quando diverge da opinido
dos ministros :eu penso que ndo teem
razdo, mas os senhores sdo que tem a res-
POR
MacIiT -llusoch.
(TRAD. BA REVISTA DOS DOUS MUND0S.)
I
(Continuacdo do n. 174.)
Quando o tornei d ver, no dia seguinte,
a bora do almoco, elle me disse.
Sonhoi esta noite com os olhos aber-
los : e, em sonho, vi a minha ama senta-
3a junto ao meu leito cantando-me a sua
oa!l da, e tendo a seus pe"s sentada a felici-
,ici'1e uma mulher raoca e bella ; mas o
.5110 me sorprendeu foi ver que os cabellos
ft'esta ndo eram louros, por6"m sim casta-
nhos. Tinha um fuso nas mdos, efiava.
Apdti-me ao cotovello para melhor con-
lemplar-lhe 0 Undoe desconhecido rosto ;
mas, quando ella ergueu os olhos, por
piles a reconheci.,..
E' isso ; ella tem os olhos azues, disse
o wlbo criado, passando tranquillamente
0 guarJanapo pelo espaldar da cadeira do
oonde.
Tstds louco 1 perguntou este ; de
quem f.illas tu ? Quem e" que tern os olhos
azues ?
?\ra, senhor I Marcella.
__ M.^reella ? E quem e" Marcella ? per-
guntou 6 conde pensativo.
E' a neta da velha llania, a filha de
Nikit. Tchornochenko, qua mora em Zolo-
bad, respondeu singellamente 0 bom len
drik.s-m dar attencAo il impressdo que
tinha produzido.
Entdo a minha ama tem uma neta,
pro* .'.' 0 eonde, qje t'?ra cabellos ca-
- .,
ilhos azues,... certamente, senhor;
acrniitou Iendrik.
E tu a conheces ?
Dizem que e uma excellente menina,
bella, boa, e bein iotelligente.
0 conde abysmou-se em profunda medi-
ditacdo.
E' extraordinario, disse elle d final....
Qualquer d'estes dias iremos visitar a ve-
lhusca.
No dia seguinte, era jd noite quando
sahimos dos pantanos de Crokhovo e che-
gamos e Zolobad.
Toda a aldeia parecia estar entregue ao
somno ; sd se ouvia 0 piar lugubre do mo-
cho, 0 triste rangido dos vermes d roerem
nos troncos das velhas arvores que mar-
ginavam a estrada, 0 borborinbo de aguas
invisiveis, e, de quando em vez, os latidos
des cdes, quando a voz sinistra da floresta
ndo abafava estes fracos arruidos.
N'om ou n'outro ponto devisava-se uma
restea de luz, que se coava atravdz dos pos-
tigos fechados ; e soava baixinho, em algu-
mas chupanas, 0 som de uma prece, mono-
tona como um canto funebre.
0 conde mostrou-me uma berdade a di-
reita da estrada, onde, por traz da sebe de
espinhos, um enorrae cdo se conservava de
guards.
E' alii, disse 6lle, que mora a minha
ama. Ndo vejo mais luz ; pelo que me pa-
rece que ella jd esta deitada : ndo vamos
desperta-la.
Ainda ndo tinhamos dado cem passos,
quando a brisa nos trouxe 0 som de uma
canclo que parecia dirigida i nds : era uma
melodia esplendida, e uma voz ainda maia
admira vel.
Conheces esta musica ? perguntou 0
conde, que estacou.
E* a cancdo do Hricion. ft)
N'esse instante a floresta calou-se, e os
cdes da aldeia callarara-se igualmente. S6-
mente as aguas continuaram seu melanco-
lico murmurio; e pois, foi possivel distiu-
guir as palavras que essi melodia, preahe
de languidas tristezas, espargia pelo ar e
reboavam ao longe. A voz dizia assim :
Ndo busques as fiandeiras
Que a noite fazem serdes,
Pois que tem taes feiticeiras
Mui tenebrosos conddes.
Se vires a cbamma d arder
Ndo mais salvagdo terds,
Pois tu'alma ao seu poder
Nunca mais arrancards.
E uma voz de mulher, disse 0 conde;
e, 0 que mais e", paroce uma d'essas vozes
inspiradas, que partem dos insondaves abys-
mos da alma I
E os sons continuram d voltear em torno
de nds, como se espiritos amigos quizessem
advertir-nos de algum perigo.
II
1- ''!
i^ia*
(1) CaflcAo popiW d^ .
AUudo aos MtOaS (eatfiAwnwy*) ISAM d
noite paru fiar, conversar, contar historias,
debulhar 0 in'lho, e praticar toda a especio
de suprecedes Vidma, foiticeira.
Estavamos perdidos nos bosques.
0 sol, jd quasi em seu declinio, apenas
nos allumiava com alguns frouxos e palli-
dos raios, coados atrav^z dos vermelhos e
a nao sos troncos da floresta ; e, estes, em-
bargando-nos 0 passo A cada instante, como
que pareciam caminhar diante de nds para
crear-nos embaracos invenciveis.
Se eu ndo fdra 0 culpado d'isto, disse
0 conde, ha muito que estaria encolerisado.
Reconheco-te, pois, o mesmo direito, e ou-
tro sim 0 de reprehender-me.
Ndo penses n'isto 1 respondi sorriu-
do ; acbo que estamos bem aqui ; e sen-
tei-me sobre 0 toco de uma arvore corta-
da de fresco, em a qual viam-se ainda
desenhados os anneis corcentricos das ca-
madas de fibras lenhosas.
Julgo conveniente, replicou 0 meu
amigo, fazermos pouco aqui, restaurarmos
asforjas como resto das nossss provisdes.
e darmos gritos, de vez em quando, para
chamar a attenc&o sobre nds. Talvez ve-
nha d pas^ar por aqui algum cacador ou
'lenhadorj ou mesmo algumar ipariga d'e5:^s
qae vo jiu A floresta d cata de cogumellos.
E juntando d palavra a sccJLo, elle poz
as mdos em forma de porta-voz, e gritou :
Hop I Hop !
ponsabilidade.l f^cam 0 que entenderem I
(Muitos apoiados.)
Faz-se, Sr. presidente, crer que ha Id
em cima repugnancias inaccessivois, faz-se
attribuir d corda muitos dos males que o
paiz soffre, ds vezos por causa de um minis-
tro de estado inhabit, incapaz, pusilanime,
e e notorio tambem, Sr. presidente, que o-
temos tido taes que ndo se atrevem a ini-
ciar a proposta de qualquer medida no con-
selho em quanto ndo lobrigam 0 pensamen-
to imperial.
0 Sr. Ministro do Imperio :Quem
Jttribue d corda cousa alguma ?
0 Sr. Martinho Campos :Todo 0 mun-
do, por culpa de V. Fxc, nesta questdo.
(tlisadas.) Dentro deste recinto, nos ban-
cos da representacdo nacional, talvez ndo
haja 16 pessoas quo pensem como eu que
da parte da corda ndo ha repugnancia in-
vencivel contra qualquer reforma util : nun-
ca houve tal repugnancia.
0 Sr. Ministro do Imperio :Esld fa-
zendo allusdes aos astros.
0 Sr. MARTixno Campos :Ndo faco al-
lusdes aos astros.
0 Sr. Ministro do Imperio :Nunca me
desculpei com a corda.
0 Sr. Martinho Campos :Para attribuir
ao soberano toda a medida util e vantajesa
ao paiz, tenho plena liberdade, a liberdade
Hop Hop responderam os ecbos
da floresta.
Reunindo entdo as nossas forcas, poze-
mo-nos ambos d gritar ; mas. sdmente 0
echo continuou d responder-nos.
Extenuados pelas fadigas, estendemo-nos
ambos sobre as folhas de pinheiro que jun-
cavam 0 sdlo, e tractamos de dar cabo do
resto das carnes frias que traziamos, mo-
lhando 0 repasto com 0 generoso vinho da
ultima garrafa.
Assim passamos uma hora, comendo e
conversando, sera nos esquecermos entretan-
to de, intervaladamente, fazer ouvir os nos-
sos hop I hop I cujos sons estridentes, e sd-
mente elles, quobravam 0 silencio da flo-
resta.
0 crepusculo comecou emfim d velar com
0 seu veo mysterioso os objectos que nos
cercavam ; e, entretanto, neohuma respos-
ta obtinham os nossos gritos, nenhuma voz
amiga nos promettia 0 amparo que pedia-
mos.
Vem, disse por fim 0 conde ; aven-
turemo-nos ainda uma vez. E' preciso que
saiamos d'aqui.
Apenas tinha elle annunciado esta reso-
lucdo, 0 som de uma voz chegou aos nossos
ouvidos,era a mesma voz, doce e profun-
damente melodiosa, que ouviramos, na noite
precedente, na aldeia, e essa voz repetia as
mesmas palavras :
que nao tenho 6 de imputar-Ihe males cau-
sa Jos ao paiz, porque seria uma injusuca,
quando a constituicdo 0 torna inactivo pes-
oalmeHte, p nolos males causadbs ao paiz sd > os minis-
tros. (ApoiaJos.)
Senhores, a posicdo cheia de amarguras
e insustentavel em que se acha 0 nobre mi-
nistro do imperio e por culpa aV S. Exc,
eu coinpreheiido a sua wsponsabilidade e
torturas.
0 Sr.Hi.mstuo do Imperio dd um aparte-
0 Sr. Martinho Campos :Deus nos li-
vre que S. Exc. achasse commoda a sua
posted. S. Exc. ndo acba, ndo podo achar
commoda a sua actual posicdo.
Peusaudo como nds todos em assumpto
tdo gravo, S. Exc. n8o jastifica a sua mu-
danca de opiuiao no ministerio, e diz ape-
nas que ha difficuliades.
Eu n3o pude desoobrir quaes sdo essas
difficuldades que S. Exc. encontra.
0 Sr. Silveira Martins : E' a incons-
titucionalidadc I
0 Sr. Martinho Campos : A inconstitu-
cionalidade tern remedio; inconstitucional
era 0 texto de acto addicional antes de ser
decretado, entretanto hoje 6 ligitimo e f >z
parte integrante da constituicdo.
0 Sr. Silveira Martins :0 nobre mi-
nistro ndo gosta de logica.
0 Sr. Martinho Campos :0 nobre mi-
nistro ve a respoasaEilidade tremenda que
toma sobre os seus hombros, sacrificando
alids a legitima estima e coosideracAo em
que 0 publico 0 tinha e tem, principalmon-
le pela Qrmeza do seu caracter ; se 0 nobre
ministro, muito moco, nao torn fiito servi-
ces importantes, dava garantia de servicos
futuros, fundada nos seus talentos e prin-
cipalmente no seu caracter
Miis, se S. Exc. logo na primcira'medida
tao importante sacrifica suas opinioes, se-
jamos francos, sacrifica ate 0 seu dever para
com o soberano, porque 03 nobres minis-
tros sao obrigados a resguardar a coroa de
todos os ataques, entretanto por esto cami
nho prevalece e continua a theoria constan-
te ea maxima fundamental do nobre presi-
dente do conselho para com a corda, de que
ndo e ao ministro quo compete resguardar
as censuras da corda por actos que sdo dos
ministros e que antes devem delta fazer
sempre seu escudo. Como nos responde a
isto 0 nobre ministro do imperio ?
0 Sr. Ministro do Imperio:Estou callado
0 Sr. Martinho Campos : -Com 0 sen si-
lencio nesta questao, 0 silencio de S. Exc.
nesta materia tem durado jd demais; eu
supponho que S. Exc. espora, para poder
fallar, que venha do senado 0 Sr. presiden-
te do conselho 1 Peco a S. Exc que ndo
solfra esta affronta.
As duas camaras do parlamento podem
ter no ministerio representantes seus espe-
ciaes, que entrem nos debates como minis-
tros, como se faz na Ingiaterra, perante a
S'a respectiva camara ; este auxilio de mi-
nistros senadores a ministros deputados
neste recinto augusto, ndo 6 compativel
com a dignidade da camara dos deputados
ass ciaJos, queiramos ou ndo, a dignidade
dos ministros deputados. De mais, o nobre
ministro do imperio, e preciso dize-lo, e
muito mais capaz de discutir aqui que o
Sr. presidente do conselho. (Risadas.)
0 Sr. Ministro do Imperio : Alii (ro-
ferindo-se aos bancos da dissidencia) riem-
se, o eu ndo ag'adeco tamauha honra que
me fs 0 nobre deputado.
0 Sr. Martinho Campos: -Ndo fac) ao
Sr. presidente do conselho a injustice de 0
ndo julgar muito compcteute, pela sua loa-
gn pratica do administraQao e talento, mas
a verdade e esta.
Umv Voz : -S. Exc esta gostando.
0 Sr. Ministro do Imperio ;Eu gosto
do riso dos Demonsthenes, ainda ri-se: e
um riso demosthenico !
0 Sr. Martinho Campos (dirigindo-se ao
Sr. ministro do imperio) : Asseguro a V.
Exc. que 0 que disse e minha coaviccao
sincera. Para as nossas discussdes V. Exc.
e mais capai e competente que 0 Sr. presi-
dente do conselho, basta ser este estranho a
esta casa, nao conviver com os seus mem-
bros, como V. Exc. convive ; ndo sd pela
sua capacidade intellectual se acha V. Exc.
nesto caso, mas ainda porque falla aqui,
como membro da camara, com aquella li-
berdade e autoridade que lhe dd esta qua-
lidade ; por exemplo : 0 erro do palmato
ria, a jnconveniencia politica e a irrcveren-
cia para com 0 senado e dosrespeito para
comnosco que commetteu 0 Sr. presidente
do conselho, owando alii censara a can am
dos deputados, que nio podia ser qualifica
da assim por inim se a ceosurar que elle
fez no senado, lugar incorapetaote e impro
prio, porUnto, fosse Wta por V. Eic steeU
casa, onde V. Esc. teria immediata respos-
U : eu, por exemplo, me sprees alia a res-
ponder-lhe. Pois tambem aqui 0 ministe-
rio accusa a si proprio ou A sua maioria ?
Porque, ndo ha duvida, que o Sr. presiden
te do conselho fez uma censura que tem
fundaraento, e e que os trabalbos desla case
turn sido mal aproveitados, e que tempo
precisoso se tem perdido : desde 0 principio
da sessdo nos annunciamos que o ministe-
rio ndo tinha maioria para marchar e que
perderia a actual sessdo legislativa. (Apoia-
dos.) Mas o Sr. presidente do conselho
ndo tinha 0 direito de dize-lo no senado, em
relacdo d camara dos deputados, ousando
ao ceosurar esta camara pela forma porque
fez no senado.
Sr. presidente, o nobre ministro do im-
perio poderia te-lo dito aqui como membro
que e desta camara, e ouviria a resposta,
que seria a seguinte : Yds vos accusa is,
pois vds mesmos sois os unicos culpados,
sois os responsaveis por toda a direccdo do-
trabalbos da camara, e, portanto, nio ten-
des direito de accusar ninguem.
Jd ve 0 nobre ministro que eu nio faco
um cortejo a S. Eic, cortejo que alids te-
ria muito gosto de fazer, como muito cor-
dial e 0 meu desejo de ser-lhe pessoalmente
agradavel.
0 Sr. Ministro do Imperio :V. Exc
nao provoquo 0 riso dos Demosthenes.
0 Sr. Martinho Campos :Mas, Sr. pre-
sidente, a siluacdo do nobre ministro nesta
materia de reforma eleitoral nao se limit 1
sd a S. Exc nem tem inconvenientes sd
para sua pessoa.
E' notorio (e se S. Exc. quieer eu lhe po-
derei dar nominalmente uma lista] que vin
te e tantos mambros, pelo menos, da maio-
rias, como S. Exc, preferem a eleicdo direc-
ts. -Junte 0 nobre ministro esta lista de
vinte e tantos membros da maioria A op-
posicdo, que toda pede a eleicdo directa, e
S. Exc. conhecera qual e a opinido do paiz.
E esta camara nao e nom pdde ser suspeita
ao nobre ministro do imperio ; em todos o*
tres grdos da eleicdo, que, entre nds, como
S. Exc. sabe, ede tres grdos, em t>dos el
les S. Exc presidio, fiscalisou e influio
pessoalmente, poderosamente, e mais que
ninguem.
0 Sr. Ministro do Imperio :Agradeco
semp:e a justica que V. Exc me faz.
0 Sr. Martinho Campos :Sem duvida ;
se para alguem a opinido da actual camara
dos deputados deve ter forca e* para o no-
bre ministro do imperio, porque nioguem
mais do que S. Exc. influio na eleicdo e or
ganisacdo desta camara.
Aos quarenta e tantos membros da oppD-
sgio, pois, junte o nobre ministro vinte e
tantos membros da sua maioria, e verAirre
fragavelmente, como disse, qual a opiniio
do paiz.
V. Exc, Sr. presidente, permitta-me esta
observacdo, que temtoda a relacAo, com 0
adiamenlo, eu ainda nio vi medida mais bem
lembrada do que 0 adiamenlo proposto pek.
meu illustre co-religionario e partieulai
amigo, representante pelo Rio-Grande do
Sul, porque se ha debate ocioso, esera du
vida alguma 0 da discussdo de uma refor
ma, quo nao remedeia nenhum dos males a
que o nobre ministro uitenta e tem o dever
de dar remedio. (Apoiados.)
Todo 0 tempo, portanto, que se gastai
na apuracdo desta reforma e puramente per
dido. (Apoindos.)
Mas, fallando om membros da maiori.
que tem a mesma opinido que 0 nobre nii
nistro, releva-me ponderar que se 0 MR
ministro por accaso, como acoutece, no*
nossos ministerios que, como \ Exc sabe
melhor que eu depois de organisados e que
os ministros tratam de ver se tem as raes
mas opinioes, i proporgAo que as divergen
cias e os debates se vao suscitando e era ge-
ral sdo pessoas inteiramente alheias umas is
outras, se por acaso succedia que 0 nobre
ministro se achasso de accordo neste ponto
com 0 Sr. presidente do conselho, que hi
poucos dias disse no senado corn uma lin
guagem e uma paixdo de doutrina, que
nunca so lhe vio, gritar que ha de morrer
puguando contra a eleicdo directa, entre
tanto que levantam-se os annaes da cama-
ra inexoraveis para mostrarera que S. Exc.
sustentou aqui opiniao contraria.
[Continuar-se-lta.)
!y
a. Ndo busques as fiandeiras
C Que A noite fazem serdes...
Hop Hop gritei com toJas as for-
c,as do pulm&o.*
Pois que tem taes feiticeiras
Mui tenebrosos conddes.
Embalada pelas ondas da melancolica me-
lodia, a voz fluctuava, e parecia aproxi-
raar-se.
- 0 Id; ftltfceira jritou 0 conde OnJo
estds ?
Se vires a chamma d arder
Ndo mais salvocdo terds,...
A voz estava quasi junto a nds, quando
termiaou a segunda quadra :
Pois tu'alma ao seu poder
Nunca mais arrancards.
Atravez das arvores devisei entdo 0 vulto
esbelto de uma joven camponeza, que d nds
se dirigia.
Quequereis ? perguntou ella, parando
d certa distancia e fixando-nos om olhar
severo e quasi hostil.
Estamos perdidos na floresta.
E, se ndo sabieis 0 caminho, repli-
cou ella, porque razdo vos aventurasteis na
floresta ?
Esta interrogacdo foi feita em um torn de
censura bem pronunciado.
Fiquei silencioso e voltei-me para 0 con-
de, que, ostatico, parecia absorto em muda
contemplacio diante d'essa moca, que.de
pe e em uma attitude nobre e quasi altiva,
como que tinha consciencia de sua realeza
virginal. .
De cada prega de sua camismha, alva
como a m ve, bem como de toda a sua pes-
soa, e dos traces do seu rosto, radiava uma
luz de pureza, uma chamma celestial, que
feria a vista docemente e enchia a alma de
prazer.
Ella era muito linda, era mesmo bella ;
mas ndo tinha essa belleza que i primeira
vista inflamma e desperta as mais tempes-
tuosas paixdes, ndo. Sua formosura era de
natureza mais elevada, era d'essas cuja vis-
ta regosija 0 coracAo e prende a alma aos
mais nobres sentimentos.
Alta e esbelta, todas as linhas e contornos
do seu admiravel corpo eram flexiveis e
arredondadas.
Vestindo, com singular e garboza ele-
gancia, os trajos casquilhos das nossas cara-
ponezas, apertava-se-lhe na Centura uma
saia de panno azul ornada de pregas, 0 cin-
gia-lhe a parte superior do tronco um cor-
pete da mesma fazenda, porem liso, ao
qual sobrepujiva uma camiziuba de alvissi-
mos fdfos.
0 collo e os bracos, mis, eram morenos,
e nas mdos viam-se-lhe os vestigios do tra-
balho.
0 rosto de um perfeito oval, de linhis
harmoniosas, estava algum Unto queimado
pelo so!, e nos labios sobres&hia um verme-
lho rubro fulgurante. Seus cabellos, se
dosos, e de um castanho claro, pendiam
lhe cm delicados anneis de um e outro lado
de uma fronte nobre e pura, e, na parte pos-
terior da cabec-a, destacavam-se cm dua.-
grossas trancas que pendiam sobre as espa
duas eotrelacadas com Alas vermelhas. Seu^
grandes olhos azues eram lindissimos, e,
na escura rnoldura que Ihes formavara as
longas e sedosas pestanas, ainda maiores e
mais luminosos se mostravam.
Ndo te parece 0 typo da Fornanna '
perguntou-me o conde em francez, sem
volver os olhos.
A moca percebeu que se tratava d'ella ,
e, sem dar-me tempo d responder, pergun
tou, franzindo a testa com despeito :
0 que pretendeis de mim ? 0 que
6* que dizeis um ao outro ?
Perdemos o caminho, respondeu 0
conde. Queres eusinar-no-lo T
E ndo sabeis guiar-vos pelo sol ou
pelas arvores ? replicora ella em torn zom-
beteiro.
De que modo ?
Olhai, disse ella batendo com a mio
no tronco da arvore mais proxinaa. 0 qu
vedes aqui T
Vejo musgo.
E aqui ?Perguntou ella batendo de
lado opposto do tronco.
Nada.
E' isto, proseguio ella. Ex**""*1
estas arvores. Todas tem musgo. ra*&9^
tem de um lado, e sempre do mesmo lado :
e, pois, onde se acha 0 musgo, 6 0 nortc
E um sorriso deixou A descoberto seus den-
tesde alvissimo nacar. ,C\__:
Qaeres ensinar-nos 0 caminho 7 per-
guntou 0 conde. \
Para onde ?
Para Lesno.
Pois sim Vinde.
(Cwtinuar-te-ha J
r
-*v


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