Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19427


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Full Text

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?u2*:rGi?*VAi4 B "iWjfABBS 0*DB !V*0 8EPAG4.POBTE
0a,ulfiu .......... 390
SABBADO 1 DE AG0ST0 DE 1874
*v ff
v PARA OIMROK FOR A DA PRoVlACIA
Por Ires meies adiau tados. ..........*.
Por seis ditos idem .?..
Por nove ditos idem >..........K. .
Por am anno idem. ...............
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PROPRIEDADE DE MANGEL FICUEIROA DE f ARIA ft FILHOS.
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- .-4 I
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6rardo Antonio Abwd Filhos.no Par*; GonjaJTes d Pinto, no Maranhio; Joaquim Jose de Oliveira d Filho, no Cearii Antonio do Lemt* Braga, no Aracafy ; Jolo Maria Julio Ckates, no Assd; Antonio Marques da Sin, Natal ; Jose1 Jutii.o
Pereirt d'Almeida, em Mamangaape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franca, na Parahjba ; Antonio Joae" Gomes, na Villa da Penha; Be'armino dos Santos Bukio, em Santo Antfo; Domingos Jose* da Costa Braga, em Haxarethj
Antonio Ferreira de Aguiar, em Goyanna ; Jolo Antonio Machaeo, no Pilar das Alagou ; Aires d C.,na Bahia; e A. Xavier Lehe d C. no Rio Janeiro-
rasistmo p3pulae
dos
Elenaentos do phvaicn
LIVIIO PRIMEIRU
CAP1TUL0 11
PROPHIEDADES GERAES DOS CORPOS.
Sob o titalo Aepiopriedade,s geraes comprelien-
1 vn-se todas as ene sio comrauns aos corpos so-
li Jos, liqutdos ou gazosos, tae.s como a exlensuo, a
>' ipentlrabilid ade, a divisibtlidaJe, a porosidade, a
nmpressibilidide,a elaslicidade,3. inertia e a gra
v Hade.
Nlo sao estas, portion, as mveas propfiedades
geraes I e certamente havemos de esludar oulras,
qoand< ios oecuparmos com o calor e a electri-
c ida^
B^ naiio. A pnmctra propned ide geral
quo no? apresenlara os corpos e a exlensuo, islo e,
a porc&o do espaco que ellcs oecupam.
Todos os corpos, aioda mesmo os atomos, torn
eitensao, o esta propriedade nao e unicamente ge-
r.il, nao ; ella e tambem essential, visto como 6
evidente por si mesmo t|ue nentium co'po pode
etistir sem tima certa forma, e, cousequenteinen-
in, sera occup.ir uma niafor ou inenor porjao do
eraaco. ,,
mpenelrahilidade. -A imptnetrabilt-
dide 6. a propriedade era virtudeda qual dous cor-
pos nao podem oceuparsimjltaneamente o mesmo
lugar do espaco.
Esta propriedade e tambem evidente por si mes-
mo, e, como a cxteasao, e considerada esscn-
cia!.
Entretanto observa-se phenoraenos nos quaus-as
v3ies parece haver peneiragao de urn por outro
corpo.
Por exempli : quando se mistura um lilro de
alcool com outro J'agua, noia se qua o volume da
mistura e menor do (|ue dous liiros. Semeihaate
csalratvio tarabem se produi nas ligas de cortos
uietaes, como na do siiico com o cobre, charaada
litao.
Detaes factospodersehia inferir que ha
traraodas paries ; porem, mai se inferiria.pji
reaiaente lal cousa nao se da, visto como^-
l?m lugar um novo grupamento e uma rau
de posii}ao das moleculas, e coosequenlemente
t-jnchegamenlD entre ellas e uma diminuicao
poros.
Semelhanteinento nao tern lugar a penetracao
quando se (luca um prego na madeira, visto como
a* moleculas tlesta sio repellidas e afastadas por
ajuelle, de sorte que nao ha madeira oade o pre-
^[> penetra.
Ainda, pela mesraa raiao, nao ha penelracio no
facto que observaraos do inliltramento da agua na
areia ; fisto como nao ii na areia que o liqunlo
praetra, mas sira nos intersticios que existem nos
graos de areia.
Diviglhiiitiadckdimtibilidade ti a pro-
priedade que tein os corp'S de poderem ser parii-
,!.!.} em maiorets ougasenores por;oes.
Torna-se nolavel esta propriedade pela extreina
t.' midade das partes era que os eorpos podem ser
divididca. 8zeraplifl A cor vermelha chamada cur mini, tern um po
der calorante 110 granie que, cinoo centigram-
mas della, do volume poncj mais ou menos de um
grio de trigo, sao sutlleienles para colorir de um
m;ido sensivel dez litros do agua. Ora, conlendo
um litro um milhao de mfllimetros cubicos, se ad-
m tiirmos que ;ada mi'limetro cnbico contera dez
moleculas do carmira, o que ainda fica a quern da
verdade, taremoj djz inilhoes de partes v.tiveis
em cinco centigraminas de cannim !
Um outro exemplo da extrema divisibilidade da
miteria encnntra- se nos animaet microscopicos,
assim eharaados porqae sio Ua pequenos, que
e-capam a vista e so podem ser observados com
os instruments de augmenlo, clmnados micros-
copiot.
Encontra ;e esses ainmaes na colla fermentada,
ua^ aguas encharcadas, no viuagre, na casca dos
queijos, elc, etc., sendo que a I guns delles sao tao
pequeniuas que muitas centenas podem se conter
na p^nta de um allinete eommum. Entretant)
esses animaos sj movem e se nuirera, e, coase-
(itenternente tera orgaos di moviraento e de nu-
tricao. D'aiii pois, se ve quao pequenas devem
ser as partes de que se com poem esses orgaos t
Como excmplo da extreina divisibilidade da ma-
i" vi, ainda cilareraos os corpos adoraotes ; e, a
este proposito, mencionaremos o faclo obsorvado
de ter um pedago de almiscar espalhado no ar,
dirante vinte annos, emanacoes odoriferas, sem
que entretanto, ao cabo deste tempo, teulia perdi-
a>j consa alguma do seu peso.
fConlinuar-se-ha.)
PARTE OFFICIAL.
(ovri'uo da pi-o\ iucia.
EXPEDITE DO DIA 17 DE MABCO DE 1874.
/." ucq&o.
Acto:
0 presidente da provincia nomeia a Firmino
\'.todido de Figueiredo para servir interiuamente
o iugar de apontador do arsenal de marioha.
Offlcios :
Ao Exm.- brigadeiro commandante das ar-
lu.ts.Ao seu olli'i) de 7 do corrente, sob n. 1(3,
respondo autorisando V. Exc. a mandar rescin-
Uir, como pede o boticario Braz Marcelino do Sa-
crimento, o conlracto com elle eelebrado para ser-
vi.- de coadjuvante do pharmaceutico do hospital
inilitar ; podendo V. Exc. contractar para substi-
tai-io naquelle servico um pharmaceutico civil,
emquanto pelo ministerio da guerra nao for no-
zneadoVque t".fn de prefaier o nimero dos phar-
ra;iceutjcos militares que deve haver no referido
hospital.
Ao inspector do arsenal de marioha.Com-
.niunieo a V. S. para seu conhecimento que por
/lortaria desta data noraeei a Firmino Can lido de
I'. .'ueira-Jj para servir interiuamente o lugar de
apontador desse arsenal.
Ao director do arsenal de guerra.A' vista
do que V. S. expoe em seu ofllcio de hontem da-
tado, sob n. 596, relativamente as mas condi?o>s
de salubrid de, em que se acha a enfermaria de
educandos desse arsenal, e a que o respectivo ci-
rurgiao attrlbu^ a epidemia de ophtalmia purn-
leuta qua ullimamente nella se desenvolveu, e tern
atacado ds referidos menores em namero de vin-
te e tres, sendo alguns gravemente, autoriso V. S.,
como solicita no citado offlcio a alugar uma casa
em condicSes desejaveis e nas immediacoes desse
es.abeleoimento, afim de ser para ella tran-ferida
a mencionada enfermaria, como popde aquelle far
cultativo, e a c, mprar vinte colchoes e outros tan-
to:) travesseiros para su'ntituir os antigos, bem co-
ma a mandar limpar, caiar e desinfectar toda a
parte deise eJificio qua serve de abjaraento a com-
pnnhia de menores, e a fazer o ladrilho do corre-
dor dos dormitorios.
Ao mesmo.Mande V. S. transportar para o
qcartel do 9 batalnao de iofanlaria o fardamento
que se acha nesse arsenal, vindo da cdrte para o
rnjsmo batalbao, podendo fazer a despeza neces-
saria com semelhante conducgSo.
2.' secgSo.
Actos :
0 president* da provincia resolve conceder
seis mezes de licenca a Theotonio Jose daCunha,
capitao da 3" companhia do 8 b.MalhSo de infan-
. (aria da gnarda naciunal do municipio do Recife,
aliiii de tratar de seus inleresses particulares (6ta
',do mesmo municipio.
0 presidente da provincia, attendendo a qne
se deu equivoco em a portaria de 3 de fevereiro ul-
timo, relativa a npraeagao do alferes addido I'er-
gentino Netto de Azeredo Coutinho para o posto
de capitao da 1* eompanhia do batalhao de iofan-
taria da guarda nacional do servico de reserva do
municipio de Iguarassii, resolve que continue no
commando daquella eompanhia o capitao Antonio
Tavares Gomes de Araup, lie .nJo. aggrogado ao
mosmo bataliiao o referido capitio Pergeatioo, vis-
to ja ter tirado patente e se achar fardado.
OfUcio :
Ao juiz de direito da 1* vara.De V. S. suas
ordens, afim de que seja apresenlado ao general
commandante das armas paraoservi$o da fachina
da fortaleza do Brum o sentenciado civil Sever!-
no Alves dos Santos, que ja esteve empregado em
igual servioo no depo-ito de recrutas o foi ulli-
mamente recolhido a casa de detencio.
3." seecao.
Oilkios :
Ao inspector da thesouraria de faz^nda.
Nesta data especo ordom ao inspecor da thesou-
raria provincial para mandar retirar da sala em
que esteve a p.igadoria dessa reparticao os barns
de cobre, a que se refere V. 8. em offlcio de 16 do
corrente, sob n. 941 serie F, qne assii.. fica res-
pond id i.
Ao mesmo.A' vista da relacao e nrets jun-
tos em duplicata, mande V. S. pagar, nao ha"en-
do inconvenicnte. a quem se mostrar competente-
mente autor sado, os vencimentcs do destacamento
da. villa do Triumpho, relativos ao raez de Janeiro
ultimo, conforme solicitou o respectivo comman-
dante superior em offlcio de 2i de fevereiro pro-
ximo Undo.
Ao mesmo.Havendo-se desenvolvido ulti-
ranmente nma epidemia dc ophtalmia purulenla
entre os educandos do arsenal de guerra, dos
qoaes vinte e tres ja estao atacados dessa enfer-
midade, e alguns gravemente, acabo de autorisar
o respectivo director a alugar uma casa nas im-
mediaroes daqaelle estabelecimento, afim do ser
para ella transferida a enfermaria dos referidos
menores, segundo o parecer do facultativo dell?
jjJcarregado, vistas as mas condi?5es de salubri-
(|jsM*de do alojamento em que ella se acha actual-
! mcute. 0 que communico a V. S. para seu co-
nhecimento e direccao.
Ao mesmo.Ao padre Lourenco de Albu-
querque Loyolla, vigario collado da fregue>ia de
(fossa Senhora do 0' de Goyanna, mande V. S.
pagar a congrua relativa aos rnezes de oatubro a
dezembro do anno passado e de Janeiro a feverei-
ro ultimos, visto t-r elle cumprido com os sens
deveres na respeciiva matriz, segundo 9e TO do
documento junto.
Ao mesmo. Especa V. S. as convenientes
ordens para que, conforme solicita o Dr. chefe de
policia em offlcio de l(i do corrento, sob n. 382, se-
ja paga pela verbasoccorros publicosao dele-
gado do termo do Limoeiro a quantia de t3S des-
pendida, segunda a inclasa conti documentada,
com o IraUinento e SBSlento da indigente Frantis-
ca Maria Jos que alii falleceu de variolas.
Ao mesmo.Tendo por acto de 12 do cor-
rente ebneedido a exoneracao quo pedio Manoel
Cirneiro Machalo Freire do lugar de apontador
do arsenal de marioha, e nomeado nesta data Fir-
mino Candido de Figueiredo para servir Interiua-
mente odito lugar ; assim o communico a V. S. pa-
ra os fins convenientes.
Ao mesmo.Tendo nesta data, de acordo
com a sua informacao de 12 do corrente, sob n.
915 serie F, consenlido na resets!) pedida p-lo
boticario Braz Marcelino do Sacramento, do con-
tract por elle celebrado para servir de coadju-
vante da pharmacia do hospital militar, autorisei
o general commandante das armas a contractar
para aquelle servico um pharmaceutico civil, ate
que pelo ministerio da guerra seja nomeado o
que tem de prefazer o numero de pharmaceuticos
militares que deve haver no referido hospital. 0
que communico a V. S. para os lios convenientes.
Ao mesmo.Tomando em consideragio o que
expoz o bariio do Livraraento, presidente da com-
missao enearregada da exposicjio provincial, au-
toriso V. S. a mandar despachar livres de direitos
sete caixoes vindos de Bordeaux com objectos per-
tencentes a mesma commissao, conforme se ve* do
documento junto.
Ao inspector da the-ouraria provincial.A
Rufino Manoel da Cruz Cousseiro nnnde Vmc.
pagar a importancia de 68*760, constante da in
clusa conta, proveniente de reparos por elle feitos
nos moveis da secretaria desta presidencia.
Ao mesmo. Remetta Vmc. com urgencia
copia dos contractos a que me referi em offlcio de
9 do corrente.
Ao mesmo Frovidencie Vmc. pjra que,
conforme solicita o inspector da thesouraria de
fazenda em offlcio de hontem, sob n. 991, sejam
retirados da sala em que esteve a pagadoria da-
quella reparticao os barris de cobre que alii se
acham pertencentes a essa thesouraria, visto ter-
se de dar corneco a obra da ca3a era que funccio-
na a recebedoria de rendas internas e ser preciso
demolir a parede divisoria da mesma sala, para
dar mais coraraodos a sobredita casa.
Ao mesmo.Communico a Vmc. para os de-
vidos fins, que em offlcio de 4 do corrente decla-
rou-me a bacharel Fiel Vieira de Torres Gran
gefro haver na mesma data entrado no exercicio
do cargo de fiscal da collectors provincial do mu-
nicipio de Bom Conselho.
Ao mesmo.A' vista dos inclusos document)',
remettidos pelo Dr. chefe de policia, em offlcio de
hontem, datado, sob n. 383, mande Vmc. pagar ao
negociante Joao Baptista dos Guimaraes Peixoto, a
quantia de 60J0OO, dospendida dnrante o mez de
fevereiro ultimo, com o sustento dos presos po-
bres da cadeia do termo de Garanhuns.
Ao mesmo.Tendo, por despacho desta data,
concedido permissao a Alfonso Peixoto da Silveira,
nomeado collector provincial do municipio de Ipo
juca, para entrar no exereicio de s -a cargo inde
pendente da respectiva lianQa, que devera prestar
no praso de 60 dias; assim o communico a Vmc.
para os devidos fins.
Ae administrador do consulado provincial.
Devolvo a V. S. a peticao do commerciante Pe-
dro M. Maury, para que inforrae precisamente si
teve lugar. a apprehensao feita pelo conferente
dessa reparticao, Joao Baptists do Rego, do* geoe-
ros a que se refere a mesma peticao, estando elles
ja embarcados.
4* secgao.
Acto :
0 presidente da provincia, tendo em vista as
actas da eleicao para vereadores e juizes de paz, a
que se proceJeu em 16 de novembro ultimo no
corpo da matriz da villa de S. Bento, sob a presi-
dencia do jniz de paz major Joao da Porciun-
cula Valenja, a bem assim a acta da apurat;ao
feita pela respectiva camara municipal, e mais do
enmentos;
E considerando que a referida eleicao correu re-
gular mente, de conformidade com as prescripc-les
legaes, a sem estorvo das formalidades e garan'iias
preestabelecidas para a livre manifestacao do voto
popular; qne a segunda eleipio,quese Bgura, fei-
ta a 16 do mesmo mez a anno, no paco ds cama-
ra municipal de S. Bento, principiada pelo 2.* jniz
de paz, Joaquim Soares da Rocba, a acabado pelo
3., major Bento Jose Alves de Oliveira, 6 um acto
simulado, o qua esta provado por documenlos, sen-
do que de am delles ve-se qua no dia 19 de no-
vembro, em que se fez a 3." chamada, acha-va se
fechado e sem povo o paco municipal; e Unto o
2." como o 3* juizes de pas acima mencionado* con-
correram a matriz e tomaram parte na discussao
para formacaojda mesa parochial, retirando-se sob
o falso prelexto de nao poder o 1." juia de paz pre-
sidir a eleicao, por haver periiido o lugar, o que
nao se deu ;
Que a simples alleg wCm do forca armada na ma-
triz, 6 destrui Ja por d.icumentos irrecusaveis :
Resolve, usando da attribnicao contend* pelo
artigo 118 da lei n. 387 de 19 de.agosto de' 18*0,
declarar valida a eleicao procedida em 16 dc
novembro ultimo, no corpo da matriz de S. Bento,
seb a presidencia do 1.* juiz de paz, major Jolo da
Porciuncula Valeoca; a mandar que se expeca
diplomas aos cidadaos eleitos por essa eleicio, tan-
to para vereadores como para juizes de paz, dan-
do lhes a c mipetente posse;
Annullar a duplicata da eleicao qae -e diz feita
na casa da camara municipal da villa de S. Bento,
principiada pelc 2. juiz de paz, Joaquim Soares
da Rocha, e acabada pelo 3., major Bento Jore
Alves de Oliveira ;
E ordena que nesta sentido sa hcara as devidas
communicacdes, levando-sc este acto ao conheci-
mento do Exm. Sr. minisjtro do imperio.
Offlcios :
Ao Exm. Sr. presidente da provincia das Ala-
goas.Transmiltido a V. Exc as copias dos offlcios
de 3 do corrento, em que o inspector da thesoura
ria e o administrador do consulado desta pr cia expeudem a necossidade da remessa do regula-
mentoexpedido por essa presidencia para a cobran-
i;i dos direitos dessa provincia polo referido con-
sulado.
Ao commissario vaccinador provincial.For-
neja Vmc.coin urgencia a secretaria desta presi-
dencia seis tubos com pus vaccinico, dos que
ullimamente foram remettidos a essa reparti-
Portarias:
A* Illma. camara municipal do Recife.V j>i
doonvunento para concertos a'alerros da ponte do
Luca, remettido pela Illma. camara municipal do
Recife com offlcio de 11 do corrente, sob n. 14,
aOm de ser approvada a respectiva arrematagio,
conforme solicitou a mesma liiraa. camara cm offl-
cio de 4, sob n. 12, que se estabeleceu para cada
metro cubico de aterro o pagameuto de 4*000, o
que pareco oxcessivo, attendendo-se a que o maior
preco corrente de tal servico a 1*000, segundo in-
forraaroes dadas pela reparticao das obras publi-
cas. Cumpre, portanto,que a Ulna, camara mi-
nistre esclarecimentos em or Jem a fazer patentes os
motivos qua ha para levar-so tao alto o preco do
metro cubico de aterro, de modo que esta presi-
dencia Gque habilitada a approvar com perfeito
conheci'cento a arrematacao allulida.
A' camara municipal da villa de S. Bento.
Tendo njsta data approvado a eleicao a que se
proceJeu no corpo da matriz de3=a villa, sob a
presidencia do 4." juiz de paz, major Jjao da Por-
ciuncula Valenea, assim o communico a camara
municipal da villa de S. Bento, afim do quoexpe-
ca diplomas e de pssse aos vereadores, juramen-
tando os juizes de paz, eleitos pela referida elei-
co. *
5.' secgao.
Offlcios :
Ao engenheiro chefe da reparticao das obras
publicas.Sendo necessaria uma porta que de pas-
sagera do recinto da assirablea provincial para a
galena destina as senhoras, mande Vine, orcar essa
despeza.
Ao fiscal da empreza Lxomotora Pern-am-
buenna.Nesta data deferi a peticao de Tcixeira,
Cliaves & C, em auo rcquorem que sejam acceitos
os trilhos vindos da Europa para a empreza Locj-
motora Pernitnbucani, que lhes foi transferida,
visto fazerem pequena dilfurenca dos que estao es-
labelecidos no conlraoto celebralo com os seas an-
tecessores ; o que commnnico a Vmc. para sua
sciencia.
Ao gerenle da eompanhia Fen-o Carril de
Pernambuco. Conceda Vine, passagem, a que o go-
verno tem direito, em qualquer dos carros dessa
companbia, ao engenheiro ajudante do chefe da re-
particao das obras publicas, encarregado dos traba-
ihos quo se executam nesta cidade e seus subur-
bios.
Igual aos gerentes das companhias do Recife a
Caxanga e do Recife a Oliadi, declarando-se que a
passagem 6 do i. classe.
Portarias:
0 Sr. gerente da companhia pernambucana
mande dar transporte para o presidio de Fernan-
do de Noronba, por conta do ministerio da justiQa,
no vapor que segue amanhii, a Maria Francisca do
Nasciraeato, Rosalina Francisca do Nascimento e
as menores Francisca e Antnnia, mai, mulher e
filhas de Joaquim Jose de Oliveira, que alii vai
cumprir sentenca.
0 Sr. gerente da orapanhia pernambucana
mande dar passagem de prda, por conta do minis-
terio da justica, a bordo do vapor que segue no
dia 18 do corrente para o presidio de Fernando
ds Noronha, a Thereza Maria de Jesus e a seus Q-
luos menores, Joao, Manoel e Maria.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO.
/." secgao.
Offlcio :
Ao Exm. brigadeiro commandante das ar-
mas.S. Exc. o Sr. presidente da provincia, ten-
do providenciado para ser apresentado a V. Exc,
afim de ser empregado nas fachinas da fortaleza do
Brum o sentenciado civil Severino Alves dos San-
tos ; assim o manda declarar a V. Exc. em respos-
ta ao seu offlcio de 14 do corrente, sob n. 211.
2.* seecao.
Offlcios :
^ Ao Dr. chefe de policia.De ordem do Exm.
Sr. presidente da proviucia, communico a V. S.
em resposta ao sea offlcio de 16 do corrente, sob
n. 38, que nesta data se expedio ordem no sentido
de ser paga ao negociante Joao Baptista dos Gui-
maraes Peixoto a quantia de 60*000, despendida
no mez de fevereiro ultimo com o sustento dos
presos pobres da cadeia de Garanhuns.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. presi-
dente da pro/incia, declaro a V. S. em resposta ao
seu offlcio de 16 do corrente, sob n. 382, que nesta
data se expedio ordem a thesouraria de fazenda
para ser paga ao delegado do termo do Limoeiro
a quantia de 23*600, despendida com o tratamen-
to da indigente Francisca Maria Jose, aue alii fal-
leceu de variolas.
_ 3." secgao.
Offlcio:
Ao bacharel Fiel Vieira Torres Grangeiro,
fiscal da collectoria provincial do municipio do
Bom Consolho.S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia manda accusar rccebido o offlcio de 4 do
corrente, em qua V. S. com nunlca haver na mes-
ma data assurnido o exercicio do cargo de fis;al da
collectoria desso municipio.
_ *' secgao.
Offlcio :
Ao eommissario vaccinador provincial. De
ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
accuso o recebimenti do offlcio de 16 do corren
te, ao qual acompannaram dous involucros con
tendo cada um seis tubos capillares com lympha
vaccinica, para serem enviados ao juiz municipal
do Bonito e ao presidente da camara municipal ,da
villa de Panellas.
5." secc&o.
Offlcio: *
\o Exm. barao do Livraraento. De ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, communico
a V. Exc. que nesta data se providenciou no senti-
do de serem despachados livres de direito osaete
caixoes, vindos do Bordeaux, com os oejeetos per-1 dido Mendes justiflcoa e raandon a mesa o se-
teneentes a exposigio; conforme solicitou V. Bxcl guinte requerimento :
em offlcio da 16 do corrente.
DESPACHOS DA PtBSIDBNCIA, DO DIA 30 Dfi JBUI0 DB
1874.
Aartooio Uada de Araujo. Sim, mediante re-
cibo.
Alexandre Sergio de Moraes.Opporlunamente
sera o supplicante attendido.
Tenente-coronel Manoel Dionisio Gomet do Re-
go, eonego Jos6 JDionisio Gomes do Rego e capi-
tao Francisco Serapiio Gomes do Rego.loforme
o Sr. inspector da thesouraria de fazeuJa.
MiTia Bernardina da Costa Rabelto.Informe o
Sr. Dr. chefe de policia.
(AGENC1A AMERICANA.)
Lndren 31.Algodao fie Pcriium-
buro S l/a. de Santos S 1 lit. Cimso-
lidadoN OS 1/2 i Cundos brasileiros
loi i cinco por cento francez 9H 5/8.
Cafe SS.
Havre 31. Venderam-tie S.IOO
snrrott com cafe, Mendo I.50A de pro
cedencla brawilelra: o tlo Rio de
Janeiro a 99 e IOO, e o de Santos a
loi. Venderam h lambent OOO aac-
eas com algodao i e de Sorocaba a
s s. e o tie Pernambuco a 09.
liivcrpool 31.-O mercadi> de algo-
daoconiinua calmo. Ha puncas ven-
tlas coiihecidns.
Rio de Janeiro 31 aoa 55 m. da
tnrde -Mercado inalteravel.
PariiSi as h. a 25 m. da tarde.
Mercado inalteravel. *
DURIOUEPERWAMBDOO
RECIFE, !. DE AGOSTO E 1874.
iVoticiasi do sul do Imperi*.
II.intern, ao ineio dia fundeou no lamarao.seguin-
do a tarde para o none, o vapor americano Onta-
rio, trazendo dales : do Rio da Prata 18, de Mmas
Geraes 21, de S. Paulo 24, do Rio da Janeiro 26 e
da Bahia 29 de julho.
BIO DA PRAIA.
Na tespera comecara no cougresso argentino a
discussao do parecer da commissao de poderes
da camara dos deputados, acorca das eleiySes de
Buenos-Ayres.
Achanjo-seos anirais muito cxciltdos, orde-
naca o govern > qne o batalnao 5 do linha flzesse
a guarnicao da cidade, distribuindo so pela casa
da presidencia, alfandega e edilicio do congresso.
Xo liano nacional, n) pirque a no3 quirteis de-
viam near da pro.nptiJao cimerosas f ir^as de
linha.
^ Aat-'s de conecar o debate ja e tiovtro sal3 dis sessoe, e em torno do edficio do
do 'c povo. !
Ao encetar-se a disenssfo foi propasto o adia
menta pira o dia 20; depois de pequeno debate,
foi apprjvada a proposta.
Continuavam os boatos de proxiraa revolugao,
qne |a SC i -!"H linn alo.n 1' lli.Mi -Vy r... c\
governador de Salta ofll liara ao governo nacional
communieando Ihe que ura parlido daquella loca-
lidale se dispunln a alterar a ordem publica e
qua sabia que em oulras provincias o referido
partido tomava a mesma attitude hostil, e provo-
cava a revolia.
De Entre Rios nada de novo constava.
No dia 18, quadragesimo quarto anniversario
do jurameuto da eontitoiej(o da Republica Orien-
tal, deviara ser colobradas arandes fe.-tas em Flo-
rida n Dnrazno.
Inaugurar se-hia no mesmo dia, com grande
soiemnidade, a via-ferrea de burazno.
MIXAS GEBAES.
Falleceu o I* offlcial aposentalo da secreta-
ria do governo Fortunato Carlos de Meiralles.
s. PAULO.
Estava extincla, na capital a epidemia da vario-
la, e tinha sido fechado o lazaret> ahi existente,
ha mais de um anno, para soccorrer os atacados
dessa cruel enfermidade.
Na cidade da Constituicao tarabem tinha ella
desappartcido.
Refere o Corrcio Paulislano de 22 :
a Na igreja do S. Bento realisou-se hon'em uma
ceremonia religion com mi3sa cantada para con
sagrarao do clero da diocese paulistana, convo-
cado aflm de deliberar sobre assumptos espirtiuaes,
conforme as versoes que correm.
a Foi o celebrante da festa o sacerdote conse
llieiro Pires da Molta, occupando a tribuna sagra-
da o Sr. conego Francisco de Paula Rodrigues
que expoz, no exordio de sua predica, o fim prin-
cipal para que se procedeu a convocacao do
clero.
Diz o Constitutional de Campinas:
a Mais dous raocos distinctos desta cidade foram
hontem engrossar a phalange brilbante, que, nos
Estados Unidos, trabalha pela conquista da ver-
dade, por meio da instruccSo : sao elles os Srs.
Pedro de Almeida Bicudo e Edraond Fonceca, este
filho do nosso amigo Sr. Antonio A. da Fonceca.
Desejamo-lhes prospera viagera a um feliz exito
as suas tao justas aspiracoes
a Tambem seguirara ha dias com o mesmo des-
tino para os mesraos Estados os Srs. Francisco de
Andrade Paula Vianna, da villa do Belera de Jon
diahy ; Francisco Fernando de Barros, e Fernaa-
do Paes de Barros, da cidade do Capivary.
Factos destes nonrara a provincia de S. Paulo
e fallara bem alto em prol de seu progresso mo-
ral, e dispensam commentaries.
Brevemente seria illuminada a gaz a cidade
de Campinas.
Le se no Diario de Santos :
Communicam-nos que no domingo, dous indi-
viduos atravassarara a cidade semi nils. Irame-
diatamente propalou-se serem variolosos fugidos
de algum dos hospitaes; e, embora preteadessem
alguns segural os, nao tiveram coragem para
faze I o, em vista do es'.ado laraentavel era que es-
tavara.
a Estes infelizes eram Joaquim Pedro dos Sio-
toj e Hilario Antonio de Goes, de cerca de 20
annos o primeiro e 25, o segundo, solteiros e li-
Ihos de Ubatuba. Sahindo da ilba de Gaaraja em
nma canoi. dirigiram-se ao forte August), onde
desembarcaram para saciarera a sede com qua
eslavam, a ao retirar-sa riscaram um phosphoro,
qae, depois de servir para accender o cigarro'
atiraram ao chao.
< Proximo estava am caixao de polvora que ao
contacto do fogo fez prompta explosao, envolven-
do os visitantes que, Lastante malirataJos, conse-
guiram vir a pe ate esta cidade, desde a pontada
praia da Barra. Foram recolhidos a Santa Casa
oade estao em tratamento depois de haverem
sido, segundo nos iuformara, soccorridos peld Sr.
Carlos Wagner, que ministroalhes carro, dous
pretos a cobertas, alem da fazel-os examinar por
am facultativo.
a Perguatar-nos-hao o qae fazia am caixao
de polvora assim exposto ? Mas n6s enearregare-
mos da resposta ao commando militar, que mais
competeatemente podei a-ha dar.
niO DE JANEIRO.
Noienado. no dia 24 de julho, o Sr. Can-
a Requeiro que se solicile do governo as se-
gaintes informacoes:
1.* Se e certo que os Rvds. bispo do Cearae o do
Rio de Janeiro requereram, n> anno corrente,
licencas ao governo imperial para, em razao do
seu estado de saiide, sahirem de suas dioceses por
algum tempo, enviando-se, no caso afflrmalivo,
copia integral de suas pefi^oes ou olllci. s.
2.* 0 que ha de verdadeiro nos tumultos que
houvo na cidade de Diamantina em dias do mez
de raaio deste anno, promc-vidos pela maconaria
contra os missionarios de S. Vicente de Paula.
Mendes de A Imeida.
Na sesao de 25 o Sr. Nunes Goncalves justifica
e manda a mesa o seguinte requerimento :
Requeiro que pel) ministerio da agricullura,
commercio e obras publicas se peeam ao gover-
no as seguintes i, f jrraacoes:
1." Qual a execugao que tera tido as inslrucqoes
que baixarara com o decreto n. 5,036 do 1 de
agosto do 1872, para a fiscalisacao do serjico a
cargo das eraprezas de navegacio subvencio-
nada.
2.' Se por parte do inspector das linhas da
referida navegacao foi cumnrida a obrigacao que
Ihe 6 imposta pelo art. I, 4 das mesraas ins-
truccoes, com relafao aos paquetes Cruzeiro do
Sul o Parana antes de sahirem nltimamente para
os portos do none.
3." Se o governo tevo conhecim rato do raolivo
que determinou a transferencia da partida do
primeiro daquelles paqueles do dia 10 para o
dia 14 do corrente ; remettendo no caso afflrma
tivo, copia* das cominunica^oes qae recebea do
inspector da navegacao a tal respeito. Nunes
Goncalves 7
E' apoiado e posto em discussaoC a flual fica
adiada por ter pedido a palavra o Sr. visconde do
Rio Branco
E' lido, apoiado e posto- em liscuSsao o seguinte
requerimento, qie lica adiado pelo mesmo mo-
tivo :
t Requeiro que o governo imperial inforrae,
pelo ministerio da fazenda, se a assemblea provin-
cial de Pernambuco lancou, ou nao, impostos so-
bre genoros de importicio estrangeira e das outras
provincias; bem como qaaes os generos sobre que
recahiram esse3 impostos. E, no caso afflrmativo
se o presidente da provincia, sanccionou as res
pectivas ou respectiva lei.
Requeiro, oulrosira, qua informe tambem, por
via de relatorio, quaes e quantas gratificacoes
tem sido dadas porcala umdosministerios, desde
qae oecupam as pastas os ministros actaaes, c
a que titulos, ou quaes as leis que as autorisam.
Silveira Lobo.
Nos dias 21 e 2o nao funccionou a camara dos
deputados.
Por despaolio de 22 de julho, fez-se merce :
Do titulo do caoselho de S. M. o Iraperador ao
Dr. Guilherme Schuch de Capanema, de cenformi
dade com o art. 109 do regulainentu a que se re-
fere o decree n. 5,600 de 25 de abril ultimo.
De foro de moco fidalgo com exercicio na casa
imperial ao bacharel Jose Joaquim Rodrigues Lo-
pes, ao Dr. Henrique Lopes, a Cinciuato Americo
Lopes c a Americo Cineinato Lopes, filhos legitimo3
do fidalgo cavalleiro marechal de carapo reforma-
do, Jose Joaquim Rodriguez Lopes.
Foram ecmead .s :
Cavalleiro da ordem de S Bento de Avis, o 1
tenente da armada Joao Jose Lopes Ferraz e Cas-
tro.
Cavalleiro3 da ordem da Ro3a o juiz de direito
Jolo Augusto iVj. Padua Fleury, cm atienc.ao acs
relevantesservicos'prestados ao estado e em relacao
a guerra do Paraguay, e o subdito portuguez Ber-
nardo Augu3to Te xeira Lencastre e Menezes, com-
missario de policia na cidade do Porto.
Foi perdoada para todos os effeitos a Jose Lopas
da Silva Trovao, alumno do 6 anno da faculdade
de medicina do Rio de Jaaeiro, a pena de perda de
am anno que Ihe impoz a congregagao da mesma
faculdade.
Foi permitlido que os raembros do Instituloflos
Bacharcis em Letras, usem em todos 03 actos pu-
blico3 e solemnes, de uma medalha de ouro pen-
dente do pescoco e cunhada de conformidade com
a descripcSo, junta ao decreto, e com o deseuho,
que fica arcliivado na secretaria de estado dos ne-
goeios do imperio.
Foi naturalisado o sub lito portuguez Serafim da
Silva Pereira, residente na provinna do Piauhy.
Por titulos de 24 de julho, fuia n nomeados
agrimensores : Fabiano Gomes Machados Luiz Ca-
bral de Menezes o Pedro Jose Vieira Zaraith.
Por aviso do ministerio da guerra de 20 de
julho, foi iacumbido o Sr. L. Jacome de ir a pro-
vincia do Rio-Grande do Sul, afim da ctudar e es-
colner localidade apropriada para estabelecimeoto
de uma coudelaria militar. S. S. partira no dia 31
do corrente, a bordo do Cervantes.
De volla dessa commissao partira o Sr. L. Jaco
me para a Europa, com o fim de comprar gara-
nhoes e egoas de ragas fioa3, qua deverao servir
para regeneraca i da raca cavallina do paiz.
Por titulo de 24 de julho, foi nomeado Anto-
nio Augusto Teixeira Pinto para o lugar de 3 es-
criptu'ario da thesouraria do Para.
Por titulo de 23 de julho, foi nomeado agri-
mens r Augusto Roberto Wallersteia Pacca.
Lemos no Jornal do Commercio :
< Acha-se exposta na casa do Sr. Costa Real, a
rua do Ouvidor n. 96, a espada de honra que a
guarnicio do vapor de guerra Marsilio Dias, em-
pregado na commissao de limites entre o imperio
e o Peril, offerecea a seu ex-commandante barao
de Tefle, em signal de amisade e gratidao, pelo mo -
do porqae o- tratou por mais de tres annos.
A espada tem na 1* bragadeira a coroa do ba-
rao com a letra T de brilhantes a a data 16 de
maio de 1874dentro de uma coma de louro. Na
2* bracadeira, le seo distico -A gaarnicio d'. Mar-
cilio Dias ao barao de Teffe na carva dos copos:
A commissao : Lino Joaquim Ladislao, Manoel
da Paixao e Estanisiao Jose Mirales ; e na guarda
volante -Gratidao e amisade.
Refere o Pkafol do Juiz de Fora, de ante-
bontera :
a Em terras da fazenda do major Egydio Jose
de Carvalho, no termo do Mar de Hespanha, foi
encontrado morlo, no dia 15 do passado, o eicravo
Venancio, pertencente ao mesmo major, verifican-
do-sa pelas diligences procedidas ter sido estraa-
Salado por dous filhos, am irmao e am canhado
a victima, os quaes foram todos entregues pelo
proprio senhor a autoridade, qaeos-recolheuapri-
sao, afim de serem devidaraente punidos.
Eis as noticias commerciaes em data de 25
de julho :
a 0 mercado de cambio continuou a mostrar-se
firrae e activo. Elfectoarara se transaccpes regu-
lars sobre Londres a 25 5|8 e 25 3|4 d. papel ban-
cario, 25 7(8 particular.
a As apoiices geraes de 6 0|0 conservaram se
aos precos de 1:020* e 1:025* a dinheiro.
a Pouco se fez no mercado de accoes aos pregos
segnintes: Banco Industrial e Mercaatil a 75* e
77*; Companhia Locomotora 195* cada uma a
dinheiro.
c As vendas de cafe foram hoje menos que re-
gnlares; hontem venderam-se 7,100 saccos. 0 to-
tal das vendas eflecluadas na semana linda (oi de
42,000 saccos, sendo
Para os Estados-Unidos 28,400
Para o Canal e Norte da Europa 11,500
Para o Mediterraneo 1,100
Para varios portos 1,000
a Desde a sahida do ultimo paquete ameri:ano
South .1 merica ate hoje venderam se I35,l>00 sae-
eoa, dos qaaes foram \
Para os Estados-ttaidos 74,240
Para o Canal e Norte da Europa 39,600
Para o Mediterraneo 18,900
Para varios portos 4,900
Calculamos boje a existeneia em cerca de ...
40^000 saccos. (
<* Para melhOr se apreciar as differ#>n^a ojne or*
precos cxperimentaram desde o dia 23 do passado
ate hoje, damos com as cotacues de hoje as ffoa
entao vigoravam :
23 de julho. 25 de jaiho.
La vado Nominal. (iiiOO a "**>
Superior e fioo 6*950 a 7*200 6*8i0 a 7*150
I." boa 63400 a 6*550 81450 a StfSOO
.'regular 6*650 a 5*800 fi*l<)0a8230
l.'ordinaria 5*050 a 5**00 5* 100 a 5*600
2.' boa 4*200 a 4*350 4*500 a 4*650
2.*ordinaria 3*850 a 4tO'M 4*000 a 4*300
Fretou-se hoje am navio para carregar mate,
em Paraiiaguii, com destiuo ao Rio da Prata por..
& 1,200. w^
KAUIA.
A' as-emblCa provincial foi apresentado e re-
mettido a commissao de constituicao, ns reqneri-
mento do cidadao brasileiro c negociante dwu
praga Pedro Baptista J ut: de Lima, pedindo privi-
legio por 20 annos, para si, sens herdeiros e toc-
cessores, ali.n de fabricar bolachas, biscoitos e
ma-bus Unas das batatas alimenticias do pals, como
mandioca, aipim e inhame.
Lemos no Jornul:
No dia 25 a unite, na fregnezia de S. Gonoal-
dos Campos, o cidadao Manoel de Figueirmlo Mas
carenhas, ao fechar a u casa de ncgocio, foi ac-
commettid i por um horaem que era von -Ihe no pei-
lo uma grande faca de cortar gade, a qual, atra-
vessando Hie o coragao, foi sahir nas coslas.
0 Dr. promotor publico, logo qae leve scien
cia do deploravel acontecimento. eommunicou <
ao Dr. |uiz municipal pedindo providencias, e este,
imraediatamente, offlciou ao delegado de policia.
nio so para que llzesse seguir para a fregnezia de
S. Goncalo uma for;a polirial, como para qae alii
se aprescntasse afim de auxilial-o nas diligencia*
necessarias.
EITectivamente na raanlu de 27,seguiram por a
alii o tenente commandante do destacamento, com
16 pracas, o delegado. juiz municipal, promotor
publico e os facultalivos Dr*. Noberto a Navar-
ro.
Lese no Regener.idor de 25 :
Cahiram do rant- toda a semana pas piosas chuvas, que foram augmenlando as agua."
do Jaguaripc ; d i sexta-feira 17 ao domingo SO.
estas chuvas foram quasi sem interraocao, no do-
mingo a noite, o rio aitmgi > a altura dc 20 pal-
raos sobre o nivel das mares vivas, galgandoa rau-
ralha da estafTio da estrada dc fcrro (por acaban
e cobriudo a que fica do lado superior da p .nt
da Conceicao. Os raoradores da rna da Fonlinha
de baixo c os da do Coqueiro na Conceit;io, mu-
daram-se, porque as aguas t maram-lnes conta das
casas ; subio o cr.es da Praca do Porto, penetran-
do em alguus armazens como dos Srs. Pamphyl >.
Magalhaes e Joaquim de Oliveira, dan b algun>
prejuizos, e do lado opposto penelrou na serraria
a vapor do Sr. t^laudio. Cahiram algumu peque-
nas casas no Bataian e Callabar, pur ora 6 o qne
nos consla. As chuvas cessaram na ter;a feira a
noite, baixanio o rio alguns palmos. 0 vapor qae
lieu i no Araca, uma millia abaixo da cidade, sa-
hio iam levar passage ros, e os barcos, su na tju^r-
feira poderam largar.
mm
ASSEMBLEA PR0V1SCHL
SESSAO EM 16 DE MAIO
(Conclasao).
O Sr. Tiburcio de Masalbae* t -Sr
presidente, nao pretendia mais occupar a attenca i
da casa, mis devo uma respesta ao hobre deputa-
do pelo 1* districto.
Tendo eu interpellado a S. Exc. o Sr. Dr.
Portellasobre a.m.meira porque tinha expostoo
o estado da pr.vincia, quando disse que elle
nao era precario, mas muitolisongeiro, e para pro-
val o compar n o estado passado das linancas com
o presente, responden o ncbre deputade qae, se
assim se linha expressado, era para combater a
opiniao de um cobre scnador, qae co senado linha
avancado a proposi nambuco estava fallida.
Me parece que essa raz.ii de occnltar o estado
em que esta a provincia, nao vai de maaeira alga-
ma combater a opiniao daquelle nobre senador.
O nobre deputado, na minha opiniao, devia an-
tes expor o estado da provincia tal qual e, e mos-
trar os meios de que ella dispoa para que o ten
future seja lisongeiro.
0 Sr. Nascimkmto Pobtella :Expat como ea-
tendi, como ajaizei e como vi confirmad) pelo no-
bre relator da commissao.
0 Sr. Tiburcio dr Magalh.vks : Faco iasliea a
boa fe, as boas intencoes de V. Exc V. Exc, jul
gou que preslava am servico a provincia nao di-
zende o estado em qae ella roarcna.
0 Sb. Nascimento Pobtrlla :Dizendo a ver-
dade que sinto e tal como a sinto.
0 Sr. Tiburcio dr Maoalhaes .-Conforme V.
Exc. entende ; mas o relatorio do actual presiden-
te, qae se baseon em dados da thesouraria, depois
de historiar a divida da provincia, diz o ?-guinte :
(le)
< Do exposto, qae e o transampto do relatorio
apresentado pelo digop e illustrapo inspector, se
ovidoncia que nao e lisongeiro o estado dos eofres
provinriaes, e qne com quanta nao devamos con-
siderar-nos fallidos, porqae os nossos reenrsos sio
va-tos e cada dia tendem a desenvolver se mais.
todavia faz-se necessario a bem de nosso credit>
e do nosso futaro, qne adopteis rnedidas prompta-
e efflcazes qae iragam em resuliado, quando na
o augmento da receita, pelomenos o sea equili-
bria com a despeza.
Cortar por todas as verbas laperfluas e por
todas aquellas, qae embora reclamadas pelo servi-
co publico, possam ser adiadas sem grandes in
convenientes, e por outro lado abrir novas fontss
de renda, sem prejoizo das exist en tes, tal deve ter.
segunio me parece, o vosso proceder.
Ora, antes disso S. Exc o Sr. presidente, apre-
sentou a divida passiva da provincia Esta divida
importava ale o nltimo ie dezembro, em 2,800 e
untos contos. Depois dessa epoca ja se obteve If
3* emprestimo a quantia de 500 e untos eoatos.
dos quaes 366 ja foram despendidos. Por conse-
queocia, addicianando se estes 366 aos 2,800, le-
mos 3,100 contos pouco mais on mraos.
BsUndo, portanto, a provincia a bracos coo esta
divida, eu, de accordo com as ideas da preuidencia
que estao no animo de lodos os raembros deala
casa, entenda que convem eqnilibrar a receita con
a despeza. ^
Mas o qae e qae vemos com relacao ao deneii
que esta orcado para o exercicio de 187475 '
Que elle sobe a 509.000*. So se letlr em eoa-
ta a difference de impostos, qne a nobre commis-
sao enlendeu dever fazer, isto e, 3 OaO no assuea*
e l]4 por cento no algodao, tendo mostrado en <
dados eslatisticos, comparando o anno passado i
os annos anteriores, e mesmo com os dados apre-
sentados no balancete da thesouraria provincial,
que havia nma difference dc duzeatos untos con
-
I MTHHH
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m m
-' I --U=
i I-,:. -^Tr-=
Diario tot, omrai,da,.eia fluapiii aoi< 309.000$, clevB-so 0 fcn. f .ilf.ntinu rB Cnvu.no : Dimiouia-%
o deficit a seleeeutas e tanios eontos
Aceresee que no baUncte^ qtil
-**
i '
.f
i--------
iliiiMJ/ J >'//!
.
. a (harojanH
aprcsentoa gntjBjn anno ae jB/i. -73, ni_se dejl
verba paw a,#l>ras que estao em txeooeadVque
devem ser sntrejjues e pjgas no exercV-io deste
aouc, e qua eu calculo importarem em cento
cincoenta e -taaioa eontos.
Porlaoto, aqui esta um deficit de novecentcs e
lantos cantos.
Hi, pori5m, a desaant.-.r-se a cconomia feiU com
o corpo do policia, o <| ie fara o d-ficit descer a
700 ou 730:000*000. I.
O Sb. ModEiTiioiUflo : -Nao I a tal.
0 Sb. TiwmcrtT de Magalhaes : Ea provo c
esta aqui provado (tojoslra o balanreli) ..
0 Sr. Manoel do Reo > ;En lambent provarei
com os mesmos dado?.
O Sn. TiBbacio di MaGAUues : -..... porque
t>o balaucete se torria pot base annos muito dilTe
rente?.
0 Sn. Makoel do Bego :Nao la tal,
O Sr. TuWbciode Magaliiaes :Oil I Na >,.
bo die 1871 72 so o imposto do assur/ar rf-a4ea
33:000*000.
O Sa. Manoel doReuo :Mas, qual d afcisa
4J0 balaneete ?
O Sn. TiBuiiciouE Map alii vrs :- .\ pmv* de
jm as bases torr.adas Bio forum, baixas, percm
omito elevdas, 6 que a nobre taputai.) $>ree*deu, mosirou que, cou'jjande o evercicio
deste anno com <. ao anterior, havia uma diff-ren-
^a de trezentos a lantos cantos pata ineccs no cor-
renle exercici".
Fai sob mas *s que lit o men es tudo para
cakular o -arjaraHiHo d.> anno vindoaro. So hou
ver eatao un>a reeeita e*t;aoraiaa*ii, alem destas
base?, pode se tier que 6 uma ceceita. fallivel,
que nao pode excrar em liotta decaula.
Coma proootie a thes lurari* n-Jstas condicoes?
Tom* a mediadns tres annos aaterioras.
Portaato |*ia occiTrur--e a essa difference de
ireMatos aatos eontos, t preciso crear nives
ImpoMo*, wi enian iltvxT cs existentes. lm cob-
trario, <>tu'<: se lia ie lirar Cinhtiro para equidkrar
a recei'.a com a despeza I) > noro emprestimo,
WTkiue os outros }a Cir:'iK con>umidos.
<^a, *endo se de .pftg*r em dia os juros e as
awertija^Ois d is empresiimos, pan se podernian-
ter of&rem i-erlo p de ie ba de lira dinhairo, sj a rcceita nao chegar
liar* a dwpeza f Tcremos, comi dissc, uecessi-
dadede mi novo eirpresiiiro.
Agira, partiado-se do ponto de vista de quc a
reetita aeja igual ierpeza, e inelaida nesta, come
coocurdt", a verba p.ira o pagamenio do- juros e
das MMftisacde*, 'no Hm de uiu c no enmerj 4e
nnus, 20 ou-23 aunos, prazD hem regoiaf para
faztr-se o pagatnento dos eroprertimos, o yue
JContreera ? a provincia nao lera diviJas.
U Sa. I'ik-kcix,) de Carvalhu :'J nohre riu-
jjutai-i prc&tara um .-erviyo se propozer medilas
Hue iragmi a diminuicAo da deapeia, dc modo que
a cuiur.in.;:..:!: cum a receita.
O Sn. Twuaoij de Magaliiaes :Emlorirde
sa diiuiiuir a reeeita, cjmu a nobre connuissao
laz, prupon lo a diminui<;io nis impislos sjbro o
aasaear e soDre oalgodjo, consenrem-se osioes-
mas impostoa.
0 in. TiiLBTKIO ti" CvnvALii :-E porque nao
diminue a de pen ? So (juer augmeutar are
ceit.i -.
O Sn. rscscio d: BiGALn.ves :A d*?peza-e
infallivel.
O Sr, r.it.E.NTixj u: Cahvauij :Vcji alguma
j-U'.s necssaria.
O Su. Tibcrcio de Magaliiavs :Q R!'re de-
putado, com i membra da eowmissao, li que devia
li U* apooiadii.
0 i5.i. roijESTiN i dp. CabvaUi i :Bern.; cos li-
lenios alguma cousa.
9 Sr Tn i.' id i d:-: \!\n\ui\i'.s :A diminui^a'j
proptMta ni dedaezaedd I8U:U00J ; mas sue a aseinble.i j.i lem auturisado a ereacao de
liovis cadeiras. qu! se v.ii croar, uma na escola
aoraial para o sexo (tminioo, etc..; tuJo isto ;&o
novas #espezas qua ccescem.
Vu sb. Oi'ur.vD) : E omia do emprestimo, se for illectuadj.; veja ae
ui-pofi'.oe- leraesdo orgamento.
0 ."R. TtBURCu 08 Mag^lhaes : -E-tas de^czas
Baa podem ser considjsradas pertencenies ao pro-
jirest.mo, p >rqae eJlasldevem ser annuas, reliro
toe is despezas que v.io se lornar permanentes,
*as 3omo devem ser as despezas com a escola
aotiBil d?.< senhoras.
O Sa. Tolknti.no ds Cvrvai.iio Devi* ver as
oatras dimimii'jns. ,
O >.n. Tiborcio de Magaliiaes :Se existem
oatras, sao de paquena monta, nao inlluem no re-
sultado final.
0Sn. Tolexti.vo di: Carvalho :-Leia a lei' do
orcamento vigente e o projecto que se esta discu-
Undo ; veja a different <\n> ha entre uma e outra
despeza.
O >n. Tirorcij n:c IfaOALnlBS : A d ITerenna
grand.; 6 a ceuooiria dos 18') conies no c-orpo de
peJicja ; as mitras sao peqaenas, oio alleram,
cotno dis-e. o rescitado d. calculi.
Agora pa-.-arei .-. demonstrar quc mesmo assim
nao se pode Um o equiuuriu, cunservaudo-se os
HMKBM impnstos que uxistiam Ui agora sobre
a assucar e 0 algodio. So a;ii ha uma ditrerenea
ie 169 a 170 c> iioa, segundo os calculos da the-
souraria
A esses 109 contoi vamo3 reunir o meio por
cento lobre os berdeiros neceasarios. Ea hontem
-;altalei que esse impost) Jesse 30 cootos, mas a
nobre cunmi-sao calculou esta renda em oito.
O Sa Oiv.ui-ij alABQORS : -- Nio pale pro-
dunr.
O Sr. Tibcrcio de Magaliiaes :Em quanlo a
calculi o nubre I'eputadu t
0 Ba. Olv.\ii>m Maroues -Em eioeo eontos.
O Su Tiiilhci) D3 IfAQAUlABi : Quanto mais
tor bafxtodi', lanlo meltior p:-ra re?or.;ar o meu
arguiuenlo
O Sn. Onv.Miu Maiiques :-Euiao,calcule com
2:300,5.
_0 Sit. Tihi:rcio de UaoalhIfs : S&o, senhor,
nao preciso de seu auxilio... Hontem eu aceita-
va SO eontos, hoje aceito 23.
Sr. Goes Cavalcaxte :E' meihor aeeitar o
que a comm.s-ao calcula, 8 confos.
O Sb. Tilurci ) de Magalii ves : Peis bem,
aceitarei o calrilo da commissa. Tomos, portaa-
lo, os 169 conto com mais estesoito.
Nad sei se fui excessivo em calcular em iO n.i-
Iboes de kiiogrammas os generos de estiva impor-
ados ai provincia ; elevando so o respectivo im-
paste a ICO eontos, na razao de 4 rei< por kilo-
ijramma ; nao sei se foi esta a verba calculada
pela nobre commissao.
0 Sit. IIanoel d3 Kbgo : 0 calculo do nobre
deputado e muito exagerado; e talvez o- dubro
do que ealcula a commissao.
OSr. TxUUBcio de Magaliiaes : EntSo e muito
menus do que calculou a commissao ?
0 Sr. I. Mello Rbqo : Sim, senhor, muit>
men os.
O Sit. Tibubcio de Magaliiaes :Tanto melbor,
piirque eu olcnlei que esle iraposto devia produ-
Jir 160 contoa, e elle n5o produzira, segundo
pensa a nobre eommisiao. senao 80 eontos. Por
Unlo 80 conlos com os oito. sao 88 eontos ; com
"20 eontos, em que eu calculo o deficit, em vista
lo relatorio.
Um Sn Deputado : 509 eontos da o rela-
t :>rio.
O Sn. Tibubcio be Magalhaes :Enlao tern se
fin visi.i nao pagar as obras em execu^ao, e a di-
niinuif-.i.i do imposto do assu;ar e doalgodao,
alem da diliercnca da safra do algodao I
O Sr. J. Mello Re*..) da um aparte.
O Sr. TinuRGio de M.'.gauiaes :-0 que e ver-
dtde e nioguera me contesta e quc, suppon-
do se que os impostos continuem a ser os mesnios,
ha eiiire a despcza e a reeeita or^ad.i para o anno
Yiodouroum deficit de 309 eontos. Ora; ep os im-
pi)stc sao dininuidos o deficit sera. pr fpfca,
niaior.
O Sr. Tolentino db Cabvalho :Nao M im-
P^os creados pelo projecto ?
-.if*" UcH* Cava^ante :Demais, a denpeza
o mes,ni que esli nrcada. ^ menor.
OS*. Tumjbcw de Magalhabs :-Quaes sa
despezas menores f
OSr. UchOa Cavalga.nte :-Diminuio-te a ver-
ba da forea policial e outras de qne nao mo re-
curdo. Ora, se diminuio se a deapeza e augraen-
^n-8^ a receiu, estabeleeeu-se n equilibrio.
O b&. Tibur.;io n Magajjiaes :Vmos entrar
ntea apreciacio, quero ver em que s* diminuio.
fliminuio-se no subsidio dos deputados ? Nio. Na
ecretar a do governo ? Nao. Na instruccao pu-
blica ? Nao. No auxilio industrial ? Nad.
OSr. MA.iofc. do Reoj ;Diminaio-se no aaxi-
In udustrjal.
0 Sr. Tibcrcio be Magalh.Ies :-Qaal foi a di-
minuicaoT .
O Sr. Manobi. do Rbgo :Veja se descobre.
J Sb. Tibubcio db Magalhaes :Nad sei qual
losse a diminuie.io.
JJa companhia de reboqaes niio se diminuio ;
^j flbras pubheas tambem nao.
t, .j?ELippE de Figueir64 is-Creio que sjm,
aljnma di i antT H *" U'P"lin ^ne
i) de MaciluaM : 9al#* ,, '
n4rti^r. a 'AH
0
zer
-Quaes sao as
njinni^a" ?
0 Sr. Touwtixo'ds Carvalhi : ,
pfctado csxa fazend) aqui uma sa'J t-i.,'*^,.'
projecto, -luando podia ter feito p < ?* Su0Te "
0 Sa. Tibcrcio v. MAGALir Jfc*"81;!."0; i(>
bei do provar que nio h- /* *- 0* Me
que se falla ? Entao he; --*P *mBice de
X -n t" vAVa>l(:KiitE ? -Gieio que liea .:', ^^bdb Ma*aihw:s :Quante^e di-
m'" ^Hdro saber para entrar no calculo
111 . ofc. CAentimo de Carvalho : Mas, para (a-
bta 0 calculo, o nobre depi/.ilo devia
-*r visto se houve oa nio diminaicle.
6 Sr TinuRGio oe Magalhaes ".Ea parti do
TJrhisipio que as despezas de um MU0 para outro
VjVi sempre em aogfflento.
Um Sr. Depctam: A comrsissiio supprtOMa
34:300*.
O Sr. TiBUROte*e Magalhaes : Ja se vequea
intencAo da nebre commissao nao foi a mesin. que esta a assemblca, e a prova <|un <> prajcze da
suppressao Cm congruas dc coadjuctores. e estes 34:1W9> continuam corno despeia. Ma?
eu digo que se devia suppriuiir algomas despeMf
on augraefftar os impostos, porque a eoir.miisau
suppoz |ue a anno vindouro ha de ser ttofavora-
velcomofoi 0 de 1871 a 1272, qua twnou por
base, e ea digo que 0 t!ficit ha de ser gnwJa. Eu
qar/.ira qs-K me democstrassem que nao.
Se eu tivesse me preparado para esta discus
sao....seria mais nHaucioso.
Ce S- Dkputado : Esta preparado de mais.
0 Sk. Tinuncio 0" Magaliiaes : Rao me pre-
parei onvenienteiBsnte. Dispuz-se a fallar de
antes de hontem para hontem e.u vista da expo-
sieaoque fez 0 B4BM deputado pels 1" distneto,
quefallou largarr.ente sobre a malaria.
'0 Sr. ToLK?rr esiudos do nobre deputado, nao precisa mais tern-
4>odo qpo cssp.
O Sr. Tiburg*o de Magaliiaes : Apenas pude
consular muito rapidamente cert'os da>los. Se eu
tivesse intencao de fallar sobre esta inateria, tcria
cam tempo estudado 03 relatorios e balanceies da
reeeita e de-peza, da provincia desde 1833 a 3C,
teria feito ura calculo do desenroivimento da re
ceita e da despeza, para poder apreseniar uma
argumentacao mais robusta
Fiz apenas um apanliado, ro-iito perfunctoria
mente, dos dados que pude obter de momento,
do relatorio da presidencia e dos balaneetes da
thesouraria ; e ate foi-m- pr ciso recorrer a um
balancete do 1836, que nao aehei no arc'nivo desta
casa, seudo-me preciso ir prijenra I> em outra
rep micao, para poder dizer alguma.cousa sobre
0 assumpto.
OSr. Tolextino di: Carvaliio : Na primelra
occasiao 0 nobre deputado tern 0 meu votopara
toembfo da commissao do oreamento, taes sao as
babUitacSes que Ihe ten ho reconhecid j.
0 Sa. Tuorcio de MagalhIes : Estou cerlo
de que a commissao de orcamento calculou que
a nceiia da provincia no an to f.itiiro seria lao
lionita, tao eloquente, permttta se me a expressio,
torn0 i.i a de 1871 1872, era que *6 0 inposto
sobre o assocar chegm a 6Jo:000j, verba esta
a que nun?a auingio. Ura, eu nao quero censu-
rar a nobre commi-sao, quero apenas Ihe mostrar,
coinparando 0 rendimeuio defse anoo com 0 do
ann> vigente, que ha uma grande d>IT:renca.e
quo e preciso que se proviJencie para que, no
easo de ipie a reeeita do foturo esercicio sej 1 igual
a do a tual, se c-fabeleca 0 equilibrio ealre a
mesma reeeita 0 a despeza.
0 Sn. L'ciioA Cavalcants : -Seria preeiso que
honvesse run orcimento hypnthetieo.
0 S-i. Tub Cio n;: Mvgvlhaes : E to Jos os
orcamentos sao mais ou meuos lypo'.hetieos, ba-
seados ims snnos anterlores, tanto ijue ha orcalo
.' arreeadadi; aiada nio vi ori.-ameuto quo ni
sej assim.
0 nubre depitaio qae hontem oecupcu a at-
tenc-io desta casa, rcferindo-se as economias que
ella princijiiou a effectuar este anna, fall)U nas
indemnisai.oes que torn sido uegadas....
0 Sr. Nvs'-ime.nto Postella : Nio, senhor ;
nao fallei em iudemnisagoes ; fallei em geral nos
abates ; nao especiliquei
0 Sn. Tibubcio de Magaliiaes : Nio fallou em
indemnisaCAies ?
0 Su Yikira ds Mello : Fallou nos abates em
geral, m-s njo especificou.
0 Sn. Tiburcio de Magaliiaes : Entao V. Exc.
me explique em que sentilo empregou a palavra
abates.
0 Sn. Nascimento PonTELL.v : Mas 0 nobre
deputado entente qaeeu devt, dar agora a expli-
cacao doss; expressio abates? Oral
(Ha outros aparte>).
() Sn. Tmuncio de Magaliiaes : Co mo 0 un'co
abate de que se tratou est1; anno foi 0 rclalivo a
construccao do pajo da assemblea, eu eutendo
fine 0 nobre deputado se referio a elle
0 Sn. Oliveiha axdrade : -c 0 nonre aeputaao
ieeliaoa o nume de Avila.
O Sn. Nascimento Portella : Eu nao fallei
no nome de Avila.
0 Sr. Tiborcio de Magalhaes : ConceJo que
0 nobre depuiao nao declinasse 0 nome de Avila,
mas, faliando nos abates___
O Sn. Oliveiba A.ndrade : -E?ta claro quc ahi
so comprehende esse
OSr. Tiburcio de Magalhaes : -...e portauto
fallando-se em indemnisacoes, cu julguei ser uma
indireeta atirada sobre aquelle deputado que de-
fendeu-se nesta easa, por ter sido nominalmente
chamado a discus;io por ura outro deputado, que
oppondo se a essa indemnisacac, tratava de feri-lo.
0 Sr. iVASci.MENTo Porteli-a : Mas islo o |U0
0 nobre deputado nao podia suppor.
0 Sb. Tiburcio dk Magaliiaes : A este rej-
peito 0 ncbre deputado e a casa hao de me fazer
ajusicade crer que eu posso fallar de cabo?a
er.guida.
0 Sr. Nasciuehto Portella :Isso c que nao
tem explieacao ; nao sou homem de indirectas.
0 Sb. Tiburcio db-Magalhaes : Quando 0
nobre deputado fallou a este respeito, piononciou
suas palavras com certo torn (eu tomei nota),
corao que dirigindo as ao ponto em quo queria
quo c^iegassem...
0 Sr. Nascimento Poktella : Ora, senhores I
OSr. Tuiurcio dp. Magalhaes : ...que, se
nao tinha no espirito a inlenc,ao de offender-mc,
os seus olhos, as suas palavras, as suas expres-
soes, a maBeira de pronuncia-las, 0 seu gesto,
cmflm tudo actuoa em 0 meu espirito para qae
assim pensasse.
0 Sr. Nascimento. Portella : Est.va n'uma
iliusio ; sabe que u;i > tenho molivos para offen
tfalo.
0 Sn. Tiburcio de Magalhaes : Fico muito
satisfeito pela maneira porque 0 nobre deputado
nes a casa, diante de toaos os ncbre collegas,que
ouviram 0 {seu discurso, acaba de exprimir 0
seu pensamento.
O Sr. Pre*h>s.ntb : En tendo que o nobre de-
putado nao dove ins'istir mais nisto.
0 Sn. Tiburcio de Magalhaes .Mas, tendo eu
sido ferido por uma indireeta, conbocida- por
1 >d is, esta na minha dignidade defender-me.
0 Sjl Presidente : Mas, se explicafao 6 pos-
sivel, ella ecta dada.
0 Sr. Qltmj'IO Majiques : Entio tambem de-
vem estar fendos os que votaram pela indem-
nisajao.
0 Sr. Jteuaoe de Macalhaes : Ea nio pre-
teada toaiar pane na discussao dessa indemni-
aacio ; deilhe 0meu voto, jerque este voto era
de conseieneia, mas nio prttendia dizer nma pala
/vra, tanto qae nio tinha estudado a raaleria. Sa
bia o que as tinha passado, porque durable 0
tempo eta que exerci 0 lugar de di.ector das
obras publieas fui quern liscalisou e deu 0 orca-
mento para a obraj mas, tendo sido chamado
a dar explicates gobre a inateria, fallei um l.nto
eoDstrangido, mormenle por nan ter 0 dom da pa-
lavra, neui os uabiios da iribuna. Foi a forca do
dever que me cbrigou a fallar, principalmenie
por se ter feito a comparajuo do parecer que eu
lichi dado esta anno com o que dei ha dons
annos passados, camo que se procurando eollocar-
aze entno estai duas pontas : ou Ui 0 anao atra-
zado nao fallavas a verdade, ou tu boje, como
raembro da a'sembl6a, mentes a ella.
0 Su. Nascluejito I'orteixa :Mas isto nao e
comigo.
0 Sn. Tiburcio db Magaliiaes :Foi depois de
me cotlocarem entre as duas pontas aguda* daste
dilemma, destas duas espadas, qne tomei a palavra
e me defendi.
L Ha um aparte).
0 Sa. TiuuRdio be Magalhaes : Bern ; e isto 0
que estou dizendo. Fui eu quem fallou sobre esta
niateria para defender-me, e defendendo-me eomo
qae protegia a causa do empro'teiro e forcadamen-
tb, porque* isso emanava-se da minha defeza.
Um sb. Deputado :E a sua franquexa fof
audio louvavel.
Q 34, Prbsidente; ;E' meu deter pedir an po-
: \ia
i\\ Iw pint) da
aai.!i\2s : -Eaviajj kr
0 iATlMani) bv
tiMttnar >t fiu ak) jieji a nenh.im d >s, nobres lepotid-n
par* ^ue yc'lpise pela indejinisacao. Q lanJo at.
$am dellos. me perguntava sobrea manetrafBTMae
o wnpreiteiVcr tinha exocutado a obr.\, se elle esta-
va compfomettido, eu expanha o meu peosamenlo
fracca/neute 0 litia que dava a favor dessa in Jem
nisa^o um'-to conseiencioso.
Ea e >Dtinrii; termino 0 parenthesis.
Sr. presideole, vou ain la aoondar em eontidc-
ra^oes sobte 0 eslado da provincia, coraparado
com 0 dos Estados- Unidos, pois que foram ell-s
citados -com relacao a sua grandc divida Os Ks-
tadvis-Ooidos depois da sua guem litanica, pode-
se dK mrsmo immemorial, depois d 4 asms- de
I*".* ncarnii;.ada, em que perderam em grande es-
cala a Qa nqueza publica, deviam em 31 de agos-
10 a W)5 a sabida-' dollars.
0 qua fez entio 1r> seu goverao para oceorrer a
essa grartde divida ? Eslaibeleoeu impostos pesa-
do, onerosos mesmo, importos maito dtfTerentes
do qae os lancados pelo BrasH em epoca identiea.
0 que fez mais? Qaaaio vio que com esse im-
postos decretidos a (Hilda Baaha diminuido, foi oa
auaixando a propnrcao qne a reeeita ia subindo.
Um Sb. Oeputab : -V. Exc. quer f-rzer app*-
cac-ao agora ?
(Ha outros a paries).
0 S. TiBunai de M*GALHAEs;-Nio vansos
aos Kstados-ITnidiis, va-nos ao Brazil. Depois de
3 anoo* da giiorra com o Paraguay, 0 Brasil ele-
vou a s*aa divida a G06j'!00:000, e 0 que tem elle
feito ? Tem levantado 0* impostos, mas nao em
rei ><* ao qae se fez nos Esiados-Unidcs, porque
alii as easas que pagavam 1:0904000 de imposto,
passaram a pagar 2, 3 e 4 eontos de rei.
Um Sb. Dwctat-o : -r-Tambem nao esiamos nas
mc-tmas oudicoes
0 Sr. Tjbhrci) de Magalhaes 40 firasil nao
chegou a esse ponta : estabeleceu 0 iTopo.-to pes-
soal, augmentou alguns que existiam ; mas a vis-
ta da desenvolvimentt, do progresso (pie 0 Brasil
vai tendo, ja se tem diminuido tambem alguns
impostos, como sew pela ultima pauta das alfande-
g; s. E por que se ve isto ? E' porque 0 gover-
no brasileiro, patrietico como e, conhecedor do
deseavolviroento em que vai 0 impeno, sabe con
trabalan;ar a receii.i com a despeza.
Aqui devemos rTarer 0 mesmo : a pioporc^o que
a reeeita for aiLgmentando, diminuam-se us im-
postos. *
Ainda se di ema dilferenca da provincia para
con o imperio.
Qaasi loda a divida do imperio e estrangeira, e
os e npresiimog furam feilos a juro de a /. com 1
% de amortisaeio, de maneira que deniro do pra
z 1 de 33 annos e-isra ella loda paga.
Ora, se pagando esse- juros e amortisa^oes, a
reeeita do imperio excede a sua despeza, ja se ve
que elle vai em prosperiJade, em muita prospe-
ridade.
Sijam is. portanto, as pepalas do nobre mioistc-
rio, que se acha a (rente do governo do paiz.
OSr. Vieira dj Mello;Augraenlando nossos
impostos 1
0 Sb. Tiburcio de Magalhaes :Nio digo islo,
mas que voteuios os impostos que forem oecessa-
rios. Euniio quero oulros impostos alem dos
qae esiao cstabeie^idos no orcamento, mas qae,
em lugar de diminuir, se conserve como esla 0 im-
potto sobre 0 assucar e sobre 0 algodao.
0 Sr. Olvmpio Masques : -Assim mesmo a re-
eeita nio Chega para fazer face a despeza, segun-
do os cahulus do nobre deputado.
0 Sb. Tmuncio db Magaliiaes:Se a reeeita
nao chegar em lists das safras nao serein proluc-
livas, ciiiao augmenlem se ou criem se oovos im-
postos para 0 anno ou diminaa se as despezas.
UmSb. Deputado : Virgem Maria! E 0 povo
supp.Tta islo ?!
0 Sr. Tiiiurgio db Magaliiaes : -E como emi-
librannai a reeeita com a despeza? Ealao faca-
mos ecjiomias na despeza. principiemos pela ins
iruccio publica, pelas obras pabli:as etc.; curie-
a despeza, qne ella ja fica equihbrada com a
reeeita.
0 Sn. UciioA Cavai.ca.nte :Procure ontra ver-
ba, menos a da inslrue^io publica.
0 Sn. Tinu.'Cio de Magalhaes :Oh I Qaem
nao podecom 0 tempo naoinveuia modas-, como
so diz na phrase vulgar. Embora eu reconheca a
necessidade do d-senvolvimento da instruccao pu-
blica, iodivia nao posso deixar de reconhacer tam-
bem que se de e csiabelecer um limiie.
(Ha outros aparle<).
U Sn. Tiburcio dr Magalhaes : Estou faliando
da iastruccao superior, e nil) da elemeatar, [uo e
de iuslica que se de' ao povo.
Quanto a instruccao secundaria a sua dL'p'e'zn
dtve corre. por conta dos cofres geraes. Isto
posto em pratica, a provincia faria uma grande
cconomia, e por lanlo nio haveria necessidade de
se onerar a populac-io com novos impostos.
Passarei a tratar de um ponto em que 0 nobre
dspulado disse que, faliando eu pelo modo porque
I.OIltf'lll fall-ai boWo oroa.*-> O-j 40 roil oootos COtl
cedido para uma eslrada de ferro estralegica no
liio Grande, fazia uma accusar-ao ao rainisterio
O .sr. Nascimento Portella :Pelo modo por
que o n jbre deputado fallou. pareceume nma ac
cusayao, lanto que eu disse (pie a 2' parte do seu
discurso nao estava de accordo com a i\
0 Sr. Tiburcio de Magalhabs :Pode ser quo
me iivesse escapada alguma expressio, pela qual
V. Exc. podesse entender dessa maneira; mas
quem s1? expriinio da maneira porque me cxpri
mi, nao podia ter em vista fazer censura. 0 nue
ea disse e que essa medid* nao era equitaliva, e
que, em Ingar de 40,00o:00030(i0 devia a garan
tiaclcvar-se a 300,009:0005000 para as outras
prorineias flcarem melhor aquinhoadas; disse
mais que, apeiar de nao ser equilativa a eonces-
sao de 40,000:000^ para a estrada estrategica, po
dia bem ser que alia conveniencia de transcen-
dencia politica tivesse actuado no espirito reser-
vado do governo para assim ter feito esta con
ce.-sio. Eu creio que estas faram as minhas pa
lavras, e parece que islo nao importa uma censu-
ra ao rainisterio, que hoje dirije os destiaos do
paiz.
0 Sn. Plympio Marquss: Foi censura, e eu
acompanho o nobre deputado na censura.
0 Sr. Tiburcio de Magalhaes :Sr. presidenle,
eu vou lerminar. 0 nobre deputado disse qne o
nobre visconde de Baependy, quando presidente
desta provmeia, reconhecendo qua subia aeerca
de 600:0004 o deficit com que as adm nistracoes
desde 1863 ate aquella epoca tinham sobrecarre-
gado a provincia, tratou de cortar as despezas e
fez rauitas economias.
Eu acredito na boas intencoes do nobre visconde
de Baependy...
Um Sn. Deputado : -Nao so n's inteneSes, como
nos actos.
0 Sr. Tiburcio de Magaliiaes : .. .e dssde ja
declaro que foi um dos presidentes a quem renda
um voto de esiima e de gratidao pelo bem que fez
a provincia; mas nao foi sonente o nobre vicon-
de quem assim proceleu. Creio mesmo que o
nobre deputado pelo primeiro districto que fallou
sobre o assumpto, quando esteve na administra-
gao, fez tambem algumas economias.
0 Sr. Nascimento Portella :Agradeco o seu
juizo; nio quiz fallar em mlm.
0 Sr. Tiburcio be Magalhaes : Nio faco com
imp"osi55es.
iniencao de
jsniaa contraMr nti emrri->lm=r ' oravti-. fintretiiiio enteivlo ^W >e, J jv rt ,1^
veBdade antes deon rar 0 public 1, e .a preciso
que-MNha dessa asrazos -jWi Iftn >.s paricoar
b BiapiiqiUar alguns importn ; era pre-iso, pri
mwl 1 11: lul), [.nil-.i 0 eslado e^| qUJ e t'\0 a,
tiflfc.as da proviueia, para que otm mats facili-
lidade elle se sujeito a estas 'novas
Poi esta 0 Km quo live ; nao live a
offender a jilguwu.
ConcWgiii, repiio qae uao me prcveni para ral-
Ur sobre esta materia seaao ba d us dins, depois
de ouvir as propos'eoes do nobre iafttiado pelo
! distrKto, c|Ue fallou sobre este assumpto; e me
parcce_ gue, como acabo de mostcajy as rainhas
inteucoes io boas, e qua 0 raett ftmf sjue a pro-
vincia aossa caminhar no future man desassom-
bradanaente.
Ao menos sao estes os raeas deseios. (Muito
bem.)
r. Hnnoi-i d Ref (pela orderh) re-
quer que, adiada a discussao do arligo da reeeita,
se continue B|digcutir 0 orcamento municipal.
o Sr. nrvfgeteatte declara qua Bio pode
aeeitar 0 requenmento verbal, por nao estar era
termos, vielo eomo 0 seu aator nio reqnerea nr-
gencia para inlerromper-se a ordera do dia.
Iteeouliecendo.se nao haver nuraero para vo-
tar, (ica a discussio adiada.
0 Sr. presidenle de igna a ordem do dia elevan-
ta a sessao.
REVISTA DIARIA.
Aiiitu i,ia. |t*liciacH. Por portaria
da presidencia da provincia, de 28 do mez liuda,
islo favor a V. Exc ; 0 se V. Exc. nao fez mais
ecoQomias, foi porque foi levado porontras consi-
defaqoes de querer qae 0 desenvolvimeato da pro
vincia marchasse mais rapidamente ; mas, eomo
disse, fez lantas qaantas economias julgou neces-
sarias epossiveis, e digo isto de eonviccao.
0 Sr. Nascimento Portella : E agradeco.
Mas, fa lando do Sr. visconde de Baependy, aao
quiz excluir os outros.
O Sr. Tibubcio de Magalhaes :Nao dodarei 0
n. me de outros pres denies, mas, referindo-me ao
present, vejo qae 0 actual administrador tem feito
lanto quanlo tem estado ao seu alcance, tem pro-
curado cortar lodas as despezas superfluas. Eu
acompanho 0 nobre presidente debaixo deate pon-
to de vista.
O Sr. Vieira de Mello :So debaixo deste pen-
tode vista?
0 Sn. Tiburcio be Magalhaes : Nesta mais do
qne bos outros ; nao fiz restricts.
Este seu procedimento mnito louvavel, e moe
tra que S. Exc e muita zelos', e a prova 6 qne,
no interesae de diminuir a divida publica, no seu
relatorio pede qne se equilibre a reeeita .com a
despeza....
O Sa. Tule.nti.no de Carvalho :Nem podia pe-
dir outra coosa.
0 Sr. TiBuncm de Magalhaes : ,.. e qiosiw
qae, se a_ provincia naosti para fallir, t 0 tta
estado nao e precario, e todavia meiindroso,
Sr. president^ com as razoes que aeabei 4$ e*
pender sobre os differentes assumptos de que me
oecupei, procurei levar a conviccio dos nobrs
raembros desta casa a necessidade do augmenlo
de alguns impostos, combinada com a diminuicio
da despeza, para eelabeleeer 0 equilibrio entre a
rceita e a despeza, porque so eon: este aqnilibrio
ppdemoj para 0 futijro on #mo dBUfjte esitp
foram nomeados subdelegada do districto da
termo do Exd, e 1*. 2* e 3 supplentes do mesmo
subdelegado, os cidadaos Manael Hartinianno dos
Santos, Joao de Araujo Albuquerque, Vicente
Ulysses de Oliveira. e Jose Soares de Souza, na
ordem em que se aeham.
Por portaria da mesma data faram nomeados:
subdelegado do districto de S. Joao da Araripe, e
1', 2 e 3' supplentes do mesmo subdelegado os
cidadaos leneoie Cesario Goncaives de Alencar,
Goncalo Saldanha de Alencar, tenente Manoel
Ferreira tins, e Jose Lourenco de Albuquerque
Fonceca, na ordem em que'se acham.
Por portaria da mesma data, foram nemea-
dos: subdelegado do districto do Bodoc6 do termo
do Exii, e !?, 2 e 3 supplentes do mesmo sub-
delegado, os cidadios Jose da Costa Araujo Filho,
Manoel Jose de Andrade, Man )t I Antonio de Har-
ms, e Antouio Manoel da Bilva, i.a ordera em que
se acham.
IHHfrlctns policfacs. Por portaria da
presidency da provincia, de 28 do mez Undo, fa-
ram creados no term i do Exii mais dous disinclos
de subielegacia, senao um, que deve ser 0 2-, sob
a deuuininacio de Araripe, e outro, que deve ser
0 3', sob a denominacio de Bodoco, alem do que
ja existe, que 6 0 I*, com 0 nome de Exii, tendo
os Incites seguintes:
Primeiro diVtricto, Exii, principiara do sitio
Canna Hrava, pela estrada real ate a povoa'.vao de
S. Joao do Araripe, nos limites dos dous terraos da
Exii e Gramto, tocando nos sitios e fazendas Can-
na Verde, Pocinhos, Barros, Ouro, Carahybas, e
Colocia alo Arari. e, ja mencionado, ficando esta
povoacao e os lugares referidos para 0 2 distric-
to ; da povoacad do Araripe, seguira pelus limites
dos dnus termos, aox-naseente, ate b sitio Santo
Antonio do Carrancudo c d'ahi, rodeando a Scrra,
ate 0 sitio Canna Drava, ficaido tados- os sitios e
fazendas, compreheniidos dentra des'.e c+rcula,
penencendo ao 1 districto.
Srgundo districto, S: Joao do Araripe, princi-
piara da mesma povoacao do Araripe, seguinda
pelos*limites dos dous .termos, ao poenle. ate 0
BoqaeirSo, rodeando a Serra ale Canna Brava,
Ikando dentro desfe cirouloao poenle da povoacao
do Araripe, prtencendo ao mesmo V districto.
Terceiro districto, Bodoco, comprehendera 0
rcsto da freguezia e do termo do Exii, e 6 que foi
desmembrado da freguezia do Oaricury.
Insirurciio t.,i'>!i-a. Por p)rtana da
presidencia da provincia, de 29 do rnez findo, fo-
ram designadas : a cadeira da villa de Cimbres
para ter nella exercicio 0 professor da de Olho
d'Agua dos Bredos, que foi extinc'.a, Benedicto
Marques Vieira ; e a da villa de Cabrobo, pela
mesma circumstancia, ao professor Manoel Felippe
do Monte, da de Camboi de Pao d'Alho, tambem
exlincta.
Por portaria da imsma data foram removi-
dos : 0 profess r Jeron/mo Tlieotonio da Silva
Looreiro, da cadeira da villa do Triumpho para a
do Exii; 0 professer Bieardo Foneeci de Medei-
ros, da de Jurema para a do B i iiie ; 0 professor,
padre, J).-c I'rocopio Pereira, da de Malhadioha
para a do Granito; e 0 professor Henrique Clo-
riudo Taylor, da de Vicencia para a do Pao Fer-
ro, da comarea de Panellas.
Guarda local, for portaria da presi-
dencia da provinci.i. .]n 30 d ) mez Tndo. foi decia-
rada sem effcito a da 1 do 'mesmo mez removen-
do para 0 cargo de sargento da guarda local do
municipio do Nazareth, Manoel Germano da Mot-
la e Silva, por nao 0 tar aceitado.
itecliflcacao. Fai para 0 cargo de escri-
vio da collectors e nio de collector do municipio
de Bezerros, como noliciamos hontem, que esta no-
meado Sebastian MenJes Bandeira Guimaraes, se-
gundo a portaria da presidencia, de 28 do mez
findo
Torino le Tarn rat 11. -N 1 secjio com-
petente vai publicado um edital da setrelaria da
presidencia, do qnal se ve* que epo^ta a concarso
a serventia vitalicia dos ofQcios de 1." tabeiliiodo
publica judicial e notas, escnvao de orphaos e
mais annexos e do escrivSo privalivo do jury eexe-
cugoes do termo de Tacaratu.
Cadaver. llonlem, pela manhi, foi eneon-
irado proximo a ponte da Baa-Vi-ta dda crianca,
dalli mesmo precipiuda jo rio, da qual nas occu-
pamos na Revistt de hontem. Tinha 0 pohresi-
nho de 7 a 8 annos de idade, charaava-se Juvelino
e era filho de Eulalia da tal, moradora em Afoga-
dos; residindo, porem, a rua do Lima, de Santo
Araaro, em caa da professora publica, D. Isabel
Francisca Monteiro do Quintal Barrr.s, ia a manda-
do da casa quando liio desastradameate encontrou
a morte.
Outro cadaver.-Em 29 do mez findo ap
pareceu junto a poule da via ferrea do Recife 3 S
Francisco, na freguezia de Afogados, 0 cadaver de
um homem de cor preta.
Da vistoria a que procedeu, a policia, verifi-
couse ter sido a mono dada pela asphyxia por
submrrsao.
Sutcidio-Em 17 do mez ultimo, matouse
no eogenbo Jaboatiozinho, do districto da Escada,
do qual era rendeiro, Antonio Jose Cavalcante.
Foi a isso levado por nio poder satisfazer a cer-
t03 cornpromissos.
Esspancamcnto.Em terras do enganho
Jerusalem, do termo de Serinhadm, Agoslinho Pe-
reira da Silva. espancou a libarta Bibiana Custodia
da Tnndade, em 19 do mez proximo findo. Eva-
dio-se em se^uida.
iiorto. -Assim foi enc ntrado no camarote da
barcaca Piaba, de que era mestre, e a qual estava
ancorada no porto do engenho Anjo, do termo de
Serinhiem, Firmino Antonio Caoba. Da vistoria a
que se procedeu a respeito, verificou se ter sido a
merle 0 resultado de nma congestao fulminante.
I'uiifiicto < i<'i'inii!iiioH.-Nii lugar de-
nominado Queimadas, do termo de Papacaca, por
occasiio de promover-se a prisio de Jose de Mello
Santos e Antonio Peba, criminosos de furto de ea-
vallos, em 12 do mez fiado, oppozeram estes tenaz
resistencia, resultando do conflicto qae se travou
rennidamente, sahirem gravemeate feridos Manoel
da Silva Oliveira, Manoel Domingaes Pereira,
que taziam parte oa forca policial, e o referido
Mello Santos, que ficou preso, consegaiodo eva-
dir-se 0 outro criminoso.
No dia leguiote, ao chegar no lugar Pao-Ferro,
do mesmo termo, a forija que effectuara aquella di-
ligencia, foi gravemente ferido com um tiro dispa-
rado de emboscada 0 paisano Malaquias Ferreira
dos Santos, sendo 0 delinquents preso em flagrante
Malaquias falleceu no dia seguiote, e Jose de
Mello Santos, no dia 18, ambos em consequencia
dos ferimentos recebidos.
Attentadn. Pelas 6 bcras daminha de 19 do
mezuUirao, e no lugar Jacd, do termo do Orejo, Cle-
mente Bodrigues de Sobral, Joaqulm Bodrignes
dos Santos, Joaquim Francisco da Silva, An-
tonio Loiz da Cunlia e Francisco Tiu da Cruz
Vilella, dsrigiram-so a casa de IldefoUso Bo-
driguss Tavareg, e, arrombandoa porta desta, en-
traram e asassiaaram Joaquim Marques de Sou-
za, cuutvado do Ildefonso, feriram gravemente a
este, sendo tambem na occasiao gravemente ferido,
um dos aggressores, Cruz VileHa, pelo qae foi da-
quelles 0 unieoque fieoa preso. A antoridade lo
cal tomou conhecimento de tao grave attentado e
prosegue nos termos da lei.
rTon-iBtrririra asnrMtvnrc.&i Pub ft- i* di nma n-dicia maia ou men--.* brev-.
vixi,i*Ti?i1(iw'"^1 ttmMi''"i +* j*e*" *> '' -
rooQiaMe K To*e, uo b^Ic-. as Uor^s do co.-tu^.t c.lade ale Alesaa-Jrii, n velho .K;>pi .
rsiiibem amr.ni, 2, pei.ts 11 horas do t.'a,
t.lN
derera reumr-so-u coaseiho parochial dafrB*ezia
da Gra.a, a rua. du Kasquex de OuuJa a. 8iJ, 1.
andar, entrada. pela rua do Bispo SardiBaa.
Com a itollcia. -Chamam a afteneio da
de S. Jose para uns pretos qae pas-am as noites
em balufHes com incommodo dos moradores' da
rua da Praia, hoje Pedro Alfonso.
Amnivei-aarioa. Amauhi completa cin
coenta annos de idade a Sra. prutceza de Joinvilie.
Por esse motivo estario embanleirados os navi is
de guerra e estacoes "publieas, dando a forialeza
do Brnm uma salva a 1 hora da tarde.
Na s gunda-feira e 0 aiimversario da 1" ba-
talha de Tabocas em 1645, na provincia de Per-
nambuco.
Clult Drauaalico. -Amanha, havera sessao
em assembled, geral, a rua do Socego n. 9, pelas
10 horas do dia.
Matrix de Santo Antonio. Effectuar
se-ha hoje, as 3 horas da larde, a posse da nova
administracio para 0 anno eompromissal de-1874
73. Devem eomparecer os reipectivos funccio-
narios.
Oreo cquestre. Fax hoje beoefirio, com
um variado e sorprendentc espectaculo, 0 palhaco
da companhia eque-tre da direccao do Sr. Antonio
Carlos do Carmo, no circo do Campo das Prin-
cezas.
Pagaaoria dc fazenda..Nesta ettac*;-
pagam-se hoje as segointes folhas :
Presidencia, faculdade de. direito, relajio, prets
e folhas dos officiaes, thesouraria.
Frraia. -No regalamento do thesoaro pra-
yiucial, publicado no Diario dc. hontem, deram-se
inexaciidoes que conv6m corrigir doseguinte rn)-
do ; ficando prejudiealo 0 artiga one sahio com 0
n. 203 :
An. 199. Serao as apolices numeradas e data
das de sua emissao e conterao a data da lei qne
as autorisar, e da ordem do presidente qae as de-
ter.ninar e a taxa do juro.
Art. 200. Deverao ser escriptos os dizeres es-
peciaes das apolices por empregado do thesouro,
sendo assignados pelos membras da junta ; e no
talid se oserevera 0 nome do pri:ueira possuidor
e os dizeres especiaes.
Arl. 201. A apolice eslragada pela uso, sera
substituida por oulra do mesmo numero cum to
dos 03 seus dizeres, declaracao de seu primeiro e
ultimo possuidor, e mencio de ser segunda, ter-
ceira, etc., via da mesmo titulo. lavrando se disto
0 eompetente termo perante a junta da Lzenda.
Art. 2J2. Si algum possu:dor de apolice pro-
vincial a tiver perdid) e so'icitar a junta de f.i-
zenda um outra titul> de sen eredilo, dovera justi-
licar a perda por uma publicajao ana jornaes de
maior gyro por dez vezes no prazo de 30 dia?, e
pagara a fazenda maio por cento do valor di apo-
lice perdidi, em compensacao di despeza qae tem
de fazer a mesma fazenda com 0 novo titulo.
Art. 203. As apolices seria d > valor de cem
mil reis e do quintuple on decuplo desta qnantia.
Concilio ecuiuenico. A' pliotographia
imperial de Lopes Cardoso, na rua do Biria Ua
Victori', acham-se a venaa por prejo modieo, col-
leecoes de mve cartoes, para album, represeotai-
do a sala do ultimo coueilie, Pio IX e lodas os
cardoaes, bispas e padres quo" tomaram parte em
tal assembled, cm nuraero superior ao de GOO. E'
um trabalrio per.eito da pholographia era minia-
turas ; os nones dos raesmos ti> leg.veis com 0
auxilio de lente.
Reproduccao muito fiel de un album, do qual
pou'jjs exemplares aqui appareceram e f .ram ven-
didos porsubido preco, alembranc.i de Lopes Car-
doso sera devidamente aproveitada pelos aprecia-
dores de trabalhos desse genero.
laiisciiio Nuprcmo niilltar. Na ses-
sao de 23 do coi rente foram julgadas os?eguintes
processos:
Exercito. -Soldados: Jose B;n3dicto Floripp?,
accusado do crime de roubo, tendo sida absolvidJ
pelo conselho de guerra : foi refarmada a scr.ten
pa para candemaarcm 0 reo em tres mesa de pri-
s3o; Agos-.inhi Bispo Confessor, accasaJo do cri-
me de ferimento e sentenciado a um mez de pri-
sio : foi JQlgada nulla a sentenja do conselho dc
uuerra, por ter sido proferida sem que a vota.ao
tivesse tido lugar por tencoes, como manda a lei,
visto ter 0 r6a incorrido em artigo de pena capital;
Francisco de Paula, accusado do crime de embria-
guez e insubordinacio, e sentenciado a ser arcaba-
zado ; foi refirmada a sealenci em 10 annos de
pri:ao com trabalho; Francisco Jose da Silva, ac-
'cusado do crime de ferimento, e sentenciado a um
mez de prisad e raulta correspondents a metade do
tempo, como incarso no art 201 do coiigo crimi-
nal ; fui refarmada a sentenca para cendemnarera
0 reo a seis motes de prisio com trabalho, como
incurso no art. 8. dos de guerra; Carlos Ernesto
Laurik, Valentim Antonio Luiz, Jo.-e Marlins, Aw-
lino Bubain, Joaquim Jo;e de Almeida, Jose Luiz
la Franca e Joao Theodora da Silva, accusados do
crime de primeira desercao simples e sentenciados
a seis meze< de prisio, ca-la um ; faram conlirma
das as scntencas; Antonio Jose Simoes e Manoel
Franckco de Oliveira, accusados' do crime de pri
meiro dasercao simples, e sentenciados a dous me-
zes de prisao cada um, por se terem apresentado
voluntariamente dealro de Ires mezes; foram
conlirmadas as senteicas; Marcelino Tibur-
cio dos Santos, accusado do crime de primeira
desercao aggravada, e sentenciado a doze aezes
de prisio; foi conlirma la a sentenca; Antonio Jo-
se do Naseimento, accusado d) crime de segunda
desercao aegravada, eseatenciado a quatro annas
de prisao com trabalno; foi conlirmada a sen-
ten ;a.
Vapor Cruzeiro do Wul t -Ao Jornal do
Comnurcio do Hio de Janeiro, foi dirigido 0 se-
guiote. telegrainma:
Babia, 23 de julho, as 10 horas e 10 miaulos
da manhi.A vistoria judicial a que se procedeu
no Cruzeiro do Sul, concluio que havia vieio inlria-
seco. 0 perito da navegacao disse que era fartuna
do mar. 0 deserapatador, vieio intrinseeo. Valor
antes da avaria I20.-000S; actual 90:000^, Peri-
rito da navegagio 60:0004. Desempataidr......
90:0004. Concerlo 30:000*. Perita da navegacio
70:000i. Deserapatador 30:0004. Valla, fazendo
pequenos reparos. Na carga pequenas avarias.
Jerusalem. Da Nacao, jornal do Rio de
Janeiro, de 22 do corrente, transcrevemos 0 se-
guinte :
a Emquanto um jornal calholico se deleita em
coated ir merecimentos a um livro do valor da
Jerusalem, eis como 0 Diario da B;hia, orgao do
partido liberal n'aqaella provincia, se exprirae
sobre esse verdadeiro monuraento levantado em
honra a religiao e as letlras patria3.
a Acabamos de ler a Jerusalem, obra pablicada
ullimamente por monsenhor Joaquim Pinto de
Campos.
pelas irapressoes, apos sua leitara, despertadas
oa alma do leitor. Sem coustraogiuento, pois
diremos que a Jerusalem e.uma obra de merito
real.
Se nao
no rias, ajradeeemos ao mj.sn>e .1..: .1
tivem h de um esaaptar. av
i'vci-mo.I'm homem, pur ^m.-
m denartainenfoili F-'rynca f ^ -r-n
rp.-lia
- 'Ie
rodoio, sempre preudflidi a Uen<;.io d> l-il.T
Vr/hi ili'sc.-.p^ao Uos lugaies uovoca'co.s de ? lurton^uS.
Chegaado a capital da terra dot Pi tinmen,
deteni-seen enumerar curiosidales que vi >,
ids costumes d'aqutlle povo, quer na c u-'ruc.iu
da cidade; 0 depois de algumas paginas cm quc
nos falla do ayro, das suas treienUs, mo ; 1 :a,
oe seus iiunuuentos, de Hi do quan o enc.nrrou
de notavel ate JalTa, cujo panorama vm entio
em uma gravora, e onde vad"- snrgiado a cada
passo as tradicoos biblicas, candui o l;r w
limiar da Terra Sania.
Pisa emiim o viajanle a cidaJe de Jerusalem ;
e antes de descrevel-a, de fallar dos aeonteciuv-n-
tos estupendos de (|ue foi ella theatro, trata das
materias que prendem com a existence e a 1.
de Jesus Chris'.o, e como foi etU preecchija no
rnunda.
a Depois de occupar-se de provar a existenna
de Jesus ChTisto, com 0 auxilio dos livm sauias e
outras pesquizas lusioncas, parte que e ooa das
mais eloqueales de Jerusalem a alma do Gbl
consagra um capilula ao resumo da vida d
vadar do raund.
< Estio alii compendiad.is, segundo as BBgra la
lettras, lodos os aconte: mentos desde 0 t .-
mento ate a morte de Cbristo.
Volla enlao 0 eseriptor a peregrina-. 1
fallar de Jerusalem.
a NaJa Ihe escapa eatao. o aspecto Ulste il
c^d-di. a topographia, os habiiauie.-, .- :.;..
sao obje:to de sua attencau.
Admiraveis paginas s",,) r-s;,s p \ ,. .
mentos hisloricos, pelas descriprox miu.-
pela narncio flueate e cheia de allrac;., .1
que ora a to infiitra sa saaiemeate. era -
impera nas doulrinas de si p!ulusu|,hu.
Ainda pe!o estylo ameno epowAae
lejr-ae a Jerusalem- Nao sera ella naa* ol ra n-
gmal, nem sem senoes: o aator eostfean que
servio-se as vezes, quer na Bsav8*tio de d otn-
nas, quer na de cettas pariicularidalei da Ntara
de escriptores nolaveis ; e as belleza* qae bfl im e
apagam de certa os deftitos oa Ulus mm re la
possam notar.
a Kecommcudando a k-itura da Jerusalem.
que da nome a seu aut>r e veio aari^aeccv
lettras patrias, agradecemos
oArta que live
"111 ner>
sany, em um deDartamentodi Fraiija I ..
de conservar sua mai em car cere pnvaa^ A ja -
tica recebeu partkipaeio dc que este pontiu n -
tinha sua propru mat,' de idade de 70 an is. Ie-
chada em uma cavaltarica, ondc a desgrar, -la ve-
Iha padecia os rigores da fome e do frio.
0 juiz apresentou-se em casa Jo areosa 11 r,iv
mem J-^ oi jsnos, que v,ve m : acitoa-o 1...: :
a cozinhar, e pcrguntou-lh.'oule SMBva caal.
Cassany apoetxi para uma ea alanca p ;: ;:a e
immuuda, cuj 1 paita estava fecliaJa MB 'la a
seguranca. 0 juiz deciarou qne pr 1
eairar, c 0 croiomso iepui* de a puma raattliB
cia teve de abrir a porta. Ao c;,iir a
d'p'roi-soan ollns da ,uli-a um qiudr
moso : Em um recinto -Ireiiissi 110 eoteado Se
m >lhos de lehtia, eaterrada em palha ap 1 ti
jazia encalhida uma Iriste veaaa coberta d' frra-
pos sordidos e r pagaants*, r.duziJa a :.; j
de um .squ-lelo, 0 servmJo de pasta MB .>.
QaanJ) 0 juiz Iiie falla, a .Icsgracada 1 .: .
susto em redor de si, e pergunta Mm astd lea n
lh> Ou*erocem-tne um bocalo &i pio, Bella -
vara-o (|iial sem inasligar.
Um medico cliasnadj a 'xamiaar esi 1
rificou niuitos rest n do cjalosu's, e BCCtt)
attribuidas bos movimentoj d'esta. iafeliz :: 1
go acauhada em que a triste estava dei'...: 1 -
rificou-.-e mais qu: os masculoseslavam a!r,,ii.a-
dos por filtar bo Corpo 0 alimento reparaJ :.
latentiJj 0 processo contra a arguid.. a pr .aj..
0 cr.me, Oassa d)s pir t)Ja a vida.
A pr>Mte boviuit. -Em uma noticii |
cada par orJem, e lebaixo da direccai J 11 2 --
!e-ia da agricalturae cannier .rio em F.'a;.;.. pv-r
occasiao da exposir.'i) de Vivr.na, aajaaalnH
asclareciineutos mailO iiileres.santes a re-pt I 1 U
marcha das differentes iavaaue* da peste bjvia
lypho do gado.
K-.ta enfermidade e BMUB cialagiosa e BBBM
perminentemente na parte orieulal da liur-i..
A primeira invjsao remoata a 1711 ; -e;. is de
ter invadido a aita Itaiia, penctrou em rVm;apetO
Piemonle, e fiz perecer um t-rande num'.-rj dt
animaes no Delphinado e no Lyonez.
A segunda invasa-; data d*)l7'n) ; nio sea/u-'
pagou alem de Borgor.ha ; 1 ti impurtada na .-" -V- ,.
A (erccira invasao teve lugar em 1756; desea-
volveu-sj mais partieclanaeata em Fiaaau.- n-
aorte da Fran;a.
A qnarta inva-ao parece ter sida impor: tdj
mar, da iiollanda para iiayona em 1774.
A dosnC/i espabna-se rapiJamenij uipaii I \d-
ch, do C iiidomois, na Gaseonha, e em G rj nn,
eade Biereon os seus estragos nos annas ia 1774
e 1773.
A quinta invasao teve lugar em 18 .' ; a epi-
ootia t>rnou-se uma verdadeira calamidadj : ma-
nifest iu se i'.e as immediaroes de Pans.
A sexta invasao data de I800 ; o n.igeli 1 liaha
siio imporudo por um lalo da llmanda,
outro da Inglaterra.
A selima invasia leve lugar em r870 e I87i : a
episoolia desenvo'veu-se nas froatattM da I. im*
em Orleans, e djiaquella proriacia BasBpa a Nor-
maaoia e a Bretanha.
Esla allima invasao foi mnito-raotrifera. O na
mero dos animaes mortas etavoa-se a u;.:
Os animaes abatidos ja doeiies, oa pur -;.
foram 33,401. Est-s 0^,83') animaes linliii: um
valor total de 27,333,787 francos. O valor 1
maes abatido3 por ordem da autoridad: c MBaa-
teute era de la,li4,7TD francos.
As iGdemnisacoes pagas aos agricullor -. em
rtrlade da lei de II de junho de 1866, eievaram-
districiO'drlpojoca, Felix Moreno de Vasconcellos.
pelas 7 horas da noite de 28 do mez proximo fin-
do, ferio gravemente com oras nuohalada a Ma-
Doe*de tk 0 delinqnente foi preset em flagrante.
podemos, na raedida de uma noticia,
destendermo nos em longa e detalhada analyse e
critica, diremos comtudo 0 quanto suppomos ne-
cessario para dar conhecimento ao publico do que
6 e contcm 0 livro, que forma um grosso volume
de mais de 300 paginas, formato grande, impresso
nitidamente na imprensa nacional de Lisboa, e
illustrado com magnificas gravuras, feitas pela
casa Leraercier, de Paris.
A Jerusalem e a descripcio interessantc que
faz monsenhor Pinto de Campos da sua viagem
aos lugares Santos; e a narracao de tudo quanto
vio e indagou, das impressSes do seu espirito ; e
a exposicio viva, eloquente, inspirada das scenas
commoventes da Paixad de Christo; enunciando
ao mesmo tempo 0 escriptor sagrado doutrinas
philosophicas e de nossa santa religiio, explicando
e commentando trecbos biblicos.
Abre 0 livro uma gravura 0 panorama de
Jerusalem Nas paginas imraediatas vem uraa
linda gravura de Jesus Christo e esta dedicatoria.
A Jesus Nazareno Rei dos Judeus.
A pane escripfa comeca por araa lisongeira
carta do principo dos prosadores e poetas portu-
guezes Antonio Feliciano de Castilho, a qnem,
no sen dizer primoroso, 0 livro se apresenta
cheio de reeordac5es preciosas, d9 ensinaraentos
profieuos, de saudades, de arabicSes das mais
uobres e de germens fecatrdissimos de virta-
des.
No prologo expSe 0 autor 0 piano de sna
obra, os motivos que levaram no a realisar aquel-
la longa peregrinacio da America a terra dos pa-
triarchas.
a Nos primeirps capHalos narra sua viagem de
Pernambnco ale Roma, enumerando rapidamente
os saecessos. Pisando 0 solo da cidade dos Cesa-
re, hoje emporioi da ehristaodade, despertam-so-
Ihe na mente reeordacSos, acoutecimentos histo-
ricos que aproveita para enriqueeer as paginas de
Punbaladaa. No engenho Santa Maria, d^u livro. Alii vhita 0 Vaticano, oi templos do
Piia.'ino, do Quirinal, do Aventino, da Viminal;
pereorriw? Via Appia, os sitios que relembram os
feitos dVsfuciO Scevola e lloracio Cocles; sobe a
magestosa cupola 's- r>e?,ro: e l1e ta*o qae
virl
se a 10,430,436 francos, comprehendeud> nes-
ta somraa 194,273 franc>s eoncedidos
auxi;io pelo mioisterio da agnraltura, proven>n-
te das seus fundos etpetiaa>.
On (-cmlterioM cm Sovn VorU. Ha
em Nova York, cuja populacio nio e maior de
um milliio dehabilintes, sete cemiterios nas iai-
raediatayaes da cidade : mas so dous sao ace --;-
veis aos pobres : sao 0 Calrary cem teri 1
tholico, e 0 Poter's Field, ou campo do >>'. .
qual e dependente da reparlicio de card I .
Este facto extraordioario demonstra que 0
cipio da iguil lade, que faz a parle essencia. ia
vida polilica, ni America, acaba ao mes.n > I m-
po quo acabou a vi la d*aqaelle qae a gozm i a-
quanto existio. Peraata a mm* o pobre de tade
ser igaal ao ric-o; ellectivameate so esi* ol
tera direito a ter uma ultima morada partu-:lar.
Quanlo aos pobres sio enterrados na valla -i-
mum, ao aeaso, sem neshuma dislincjio, e sem
que se conserve 0 menor vestigia da sua ijenti-
dade.
Mais deve n tar-se quc os americanoi ten, com-!
nos, um vsrdadeiro enhd pelos marias ; por pae,
se 0 corpo do mono desapparece na valla eom-
mam, resta d'elle uraa re:ordicao, e devemos fa-
zer conliecer estes pormeaores que nio de xam de
ter interresse.
Chegado ao cemiterio de Poter's Field, qae so
acha na margem do Hudson, 0 corpo e transpor-
tado a uma camara onde c photograpbado e esta
phmographia fica exposta em uma galerTa espe-
cial, aberta ao publico, e trequentada por aatae-
rosos visitadores.
Quanto aos ricos dividem-nos tambem em mni-
tas cathegorias depois de mortos. Os qne pos-
suera aquillo a qae nos clnmamos nma f rtana,
podem fazer-se enterrar ndm cemiterio da sua
escolha, segundo a summa que podcrem d-spen
der para a compra de um es-paco, que ea>ta d'
100 francos a 2,0(X) francos. Em fim t6 a ans-
tocrfcia do commercio, da industria, ou de meios
p6de atravsesar 01 nmbraesdo cemiterio de Greew
Vood, que 6 0 melhor e 0 mais vasta de Nora
York.
E' nm parqne immenso, situalo do lada oppos-
to de Hudson, e no qual sc veem de todos os li-
dos, oscultos em espessa folhagera, tnmnlos de
mannore de grande riqueia. Alii os menores lu-
gares valem de 1,503 francos a 2,000 f aocos e 05
lagares que se escolhem 7,000 francos. 10.000 fran-
cos, e ate mesmo 13,090 francos.
Estes ultimos lugares sio muitas verts cornpra-
das por aqaelles que ainda em vida qtwrem arc-
para r a sua allima morada.
Ijofcria do Bio. Par telegramtad f-r '
do hontem, consta que a 320." corre hoje.
tVoteria A que se acha a venda e a 110.
a beneflcio do patrlmonio dos oTphads, a qual n.r-
rerhoje, 1." de agosto.
Casa de detencAo.Movimento da casa
de detencao do dia 30 de julho de 1874.
Existiam preaos 355, entraram 7, sabirara *,
existem 3*8.
A saber :
Nacionaoi 253, OBulheres 7, asttaafeiro* 21,
escravos 39. escrava? 3. Tctal 3W.

li
L


Diario &&&mm>\tid ^ Baiybado 1 ^%stO 3e Iff?1




i "ii 11 i1 < i
Ali.n nladon a uiKa'd7JJ[ cotVes pnblfrcs 1&7.
Paaigcikctvoa. Citegadn Jus panada sul
no vapor araerioatW- Ontario i
Joaquim T. Gallinlo.
S.ihidcs pwa i> ujrie ao m-sine vapor:
Adol iho Martins da BiVVos, w. J. lftyaes, Dr.
Miguel J. de Azevbdo Mello o sua seahora.
Caegados do Porto no brigue portugnez No
o Paquele:
Manuel Marlins Pereira, Amancio dries da
Foncec. e Silva e Joaqnim Ferreira.
Ceitiiteriio publlco. Obitoario do dia 29
de julh) de 1871 :
Rosa Maria da Lima, branca, Pernambuco, 61
anno?, casada, Santo Antonio ; anemia.
Antonio Francisco dos Santos, pardo, Parabyba,
34 aonos, solterro, Boa Vista, hospital Pedro II;
rheumatismo..
Gertrnde? Maria dos Prazeres, branca, Pernam-
buco, <>o anuos, solteira, Boa-Vista; coogestao
pulinonir.
Frini'i.;co do E-pirito Santo, pardo, Pernambu-
co, 9 arnos, Boa-Vist.a ; febre perniciosa.
Isabel, escnva. pteta, Africa, 70 annos, soltei
ra, Boa -Vista ; diarrhea.
Guilherme, branco, Pernambuco, 3 annos, San-
to Antonio ; felro perniciosa.
M;>uO'-lla Felicia da Couceigao Carne-viva, bran-
ca, Pernambuco, 70 anno?, viava, Pogo ; hydro-
pizia.
Marianna da Hora das Dores, parda, Pernambu-
co, 63 annos, solteira, Santo Antonio; hepatite
chronic;;.
- 30 -
Maaod, preto, Pernambuco, 7 mezes, S. Jose;
hepatite aguda.
F.ancisco, pardo, Poraambuco, 1 anno, Santo
Antonio ; convulsoes.
Joao J ose Marlinica, pardo, Franga, 40 annos,
solteiro, Recife; iafhmroacl) intestinal.
Domrigos, preto, Africa, 70 annos, solteiro,
Boa-Vis'a ; tetano.
Francisco Curreia Lima, preto, Pernambuco, 16
anno?, militar, Boa-Vista ; bexigas.
Josepha, preta, Pernambuco, 36 anno?, solteira,
S. Jo.c; erysipela recolhida.
HHONk A SIM 1ABIJL
I Itlltl VXI. DA RKLAClO
SESSAO DE 23 DE JULHO OE t874.
PRESIUEXOIA 1)0 EXM. SR. CONSELHEIRO
CAETANO SANTIAGO.
Senretario Dr. Virgilio Coelho.
As 10 boras da manha, pxesentes os Srs. des-
embargadores Silva Guirnaraes, Lourenco Santia-
go, Heir e Silva, Almeida Albuquerque, Motia,
procura lor da coro3. Domingues Silva, Accioli e
Sonz.i L;aj, abrio-se a sessao.
Em seguMa passuu-se a proceder 0 sorteio dos
seguintei-aggravos :
iS. 33. -Agzravantes Pereira da Cunha 4 Ir-
roao, agjravali) 0 jaijo. Foram sorteados os Srs.
dosembu-/adoresAlmeida Albuquerque e Souza
Leao.
N. to. Aggravante D. Calharina de Serpa
Branl;i>, ag;r.iv.vl > 0 juizo. SorteaJjs oi Srs.
d.'s-moargiljros Sauza Laio e Almeida Albuquer-
que.
N. 37.--Aggravante Libaoia.Lniz da Cunha. ag
grivai> 0-juizo. S^rteadjs os Srs. desembarga
dores Ac.'ioli e Reis i! Silva.
JUXGAMEXTUS.
Recursos crimes.
l)j N.i.irt-ih. A eeorrente 0 juizo, rccorrido Jo
j. Francisco dps Sauns. Relator o Sr. desera-
birgi-Io; Louro;i;j Santiag) S)rtiudas os Srs
j n 11 -jil-Tii Souza L:i) e Boil e Silva.
improeedente.
Reeor ease Dr. Francisco Santiago Accioli Lins,
recorrido 0 juizo de Petrolina. Relatar 0 Sr. des
emhargador Souza'Leao. Sorteados os Srs. desem-
bargadares Silva Guiiaaraas e Reis e Silva.Deu-
se provimento.
Recurs) de fallencia.
Recorrente c juizo especial, reorri !o Jose Ber-
nardo da Motia. Relator 0 Sr. desembargador
Lourenco Santiago. Juizes 03 Srs. desembarg.do
res Accioli e Domingues SUva..Improcedente.
Appeliagoes civeis.
De Agna Pre'.a. Eraba'gaute Jose Affonso Fer
reira,tiinbargaido Antonio Gomes de Maced).
Desprezados 03 embargos.
Oj Rente.Appellante Daniel Antonio dos Reis,
appellai:. D. Juliaiiade Jesus Bastos. Despreza-
dos os embargos.
DjRecife.Appellarites ilippolito Robert eon-
tros, appt'Hada St H:a^quela Elisa Banks.Bes-
prezados 0? embargos.
Dj B01 ito.Appellante Dr. Nabor Be'.erra Car-
nairoXavaicante, appellado M.inoel Felippe de
Hello Lins.Dosprezados os embargos.
Da i n.ieratriz. Appellane Felippe da Cunha
Lima Mi iraca, appellado Mamel Joaquim Duarte
Guimari;.*. Beeobcnaaos embargos.
D'Agea Preta.Appellante Jose Alionso Ferrei-
ra, appei 111 Felix J at da Iljra.Mandou-se pro-
jeder a habiliiacao'.'
De s. Bernardo.Appellante Rayraundo -Carlos
Oj S.'va Peixoto, appellado Manoel Ilerculano da
Silva.Lssprezados os einbargos.
Do lie ife, Appellante SalvadordeSiqu ira Ca-
valcante, appellado Jo.iquim S. de Si jueira Caval-
'ante. iteceberam os embargos.
De Sai.u Anna. Aopellaute Antonio Gomes de
Albuqaerqae, appellado Manoel Ferreira de Pi-
nfa Ccnfirmaai 0 sentenci.
L:j Recife. Appellante Jose Ma*riv Sod re" da
Motta, appellado Dr. Symphronio Cesar Couti-
nbo.DesprezaAos os embargos.
Do Ili.'ife Appellante Joaquim Joso Baptista,
appeliadu Francisco da Silva Rego. Dasprezados
os embargo?.
D) Rj.Mfe.-Appelantes Robert Caroll e outro?,
appellad ii Joao Caroll e outros.Desprezado3 os
embarg is.
D) Re life.Appellante D. Levina Augusta de
Brito Me lo, appellada D. Senh)rinha Germana do
Espirito Santo.A uma diligencia.
Da Imperatriz. Appellante Antonio Barrozo Va-
leate, appellado Jose Fortado Barboza.Despre-
zados os embargos.
Do Recif-*.Appellante Maria Antonia de Faria
Silva. ap Hladjs Adolpho Beck e cntros.Contir-
mada a sentenca.
De AlsgOa-Grande.-Appellante Jose Bufino de
Souza, aspellado Eloy Bezerra do Valle.Confir-
iliada a s;ntenc.
be Canguarotana.Appellante Candido Martins
de Castro, appellada Jose Campello de Albuquer-
que Galvao.A uma diligencia.
D'Ari'i.-Appellante Antonio Jose de Oliveira.
appellado Joao Victorino das Neves. Dsspreza
dos 03 embargos.
Do Re :ife.Appellante Antonio de S mza Braz,
appellado Jose Alves Barboza. De3prezalo3 os
embargo:,.
Do Re::ife.Appellante Aristides Djarte Carnei-
ro da Cunha Gama, appellado Joaquim Francisco
de Aibuquerque Santiago. Re:eberam os em-
bargo.".
Lo Be< ife.Appellante D. Feliciana Maria Olym-
pia, appellado Antonio Moreira dos Reis. Des-
prezados os ernbargos.
De CarapinaAppellante Man)el da Co3la Tra-
vasso?, appel ado Oemingos Trigueiro Castello
Branco.Receberara os embargos.
Do Bonito.Appellante Vicente Ferreira Padi-
l.-ia Calumby, appelk.dos Sezinando Sergio dos
Santos e ouiros.Des prezados os embargos.
Do Bouito.Appellante 0 juizo deausentes. ap-
peliado herleiros de Theotonio Jose de Freitas.
Con arms da a sentenca.
PASSAGEN&
Do Sr. desembargvdor Silva Guimaraes ao Sr.
desemb3i-gador Reis e Silva:
Appellac'o commercial.
Appellante Dr. Jezuino Augusto dos Santos Mel-
lo, appellada a administrajao da massa de Fer-
nando Sto aple & C.
DaMaceio. Appellante David Alves da Costa,
appelladC' Manoel Joaqnim Duarte Guirnaraes e
outro.
Appllac,ao civel.
Do Recife.Appelhinte Severiano Banleira de
Mello, appellado Jose Francisco de Salles.
Re>'ista civel.
Recorrente a parda Francelina, por sea cara-
dor, reccrrido Antonio Francisco do Canto.
Do Sr. desembargador Lourenco Santiago ao Sr.
desembargador Reis 0 Silva:
Appeliacoes civeis.
Do Re life. Appellante Bellarrainj Alves de
Arouxa, appellado Manoel, africano, por sea cu-
ralor; apnellantes Man:el da Silva Farias & C,
appellado Manoal Joaqnim Pessoa.
Do Sr. deserarjargador Reis e Silva ao Sr. des-
embargador Almeida Albuquerque :
Appeliacoes crimes.
De Calirobd.Appellante Francisco Barboza da
Silva, appellada a justiga.
Da Parahyba. Appellante 0 jatio, appellado
Antonio- le Azevedo Maia.
Da Imperatriz.Appellante 0 juizo, appellado
Henriqut de Barros Leite. '
De Go /anninha. -Appellante Placido Pereira de
I'igueire lo, appellada a justiga.


m-rwnMr--..... -y~**r-^
ecqae ao
limns, ap
Jhef Alvas. Berrou* ) appellafle o ha-
fica, appenaJojj'/'e^Dy'Ti) DelSu: 0
Do Sr. descm--.
Sr. deserabargalTv"B.
Appe^laA',9 L1Te!.9-
Recife. -Appeilan-.e Ela E;
pcllado
raa de"
outros.
Mamanguape.Appellante K'an3u;co Gorrcia de
Meik>, appellado Joainiro Fraaciseo d<.' Abreo.
Do Sr. dosembargaJor Accioli ao Sr. dosonbar
gador Domingues Silva :
Appellacao commercial.
Appellante Vicente Alves Moreira e OBtros, ap-
pellados 10. Silviua Fernaades de Souza e outros.
AjipellacJo civel.
Recife.Appellante 0 pardo Galdino, por sea
curador, appellado Antonio Machada Pereln
Vianna,
Do Sr. desembargador Domingues Silva ao Sr.
desembargador Souza Leio :
Appellacao commercial.
Recife.Appellantes Sa Leitao A Coimbra, ap
pellados as administradores da massa de Manoel
Jose- Monteiro Torres.
Appeliacoes crimes.
Buique.Appellante 0 juizo, appellado Jose" Flo-
rcacio de Souza.
Itamb*.Appellante Pelro Ferreira Nobre, ap-
pellada a justica.
Recife.Appellante Joao Ferreira dos Santos
Junior, appellado Manoel Jose Guedes Magalhaes.
Do Sr. desembargador Souza Leao ao Sr. des-
embargador Silva Guirnaraes :
Appeliacoes crimes.
Appellante 0 juizo, appellado Jose, escravo ;
appellante 0 promoter, appellado Jose Victorino ;
appellante 0 juizo, appellado Francisco Teixeira
de Araujo.
Diligencia crime.
Ao Sr. desembargador promotor da justica :
Appellante o juizo, appellado o alien ado Manoel
Jose Ferreira de Gusmao:
Diligencia civel.
Ao Dr. .curador geral e ao desembargador pro-
curador da coroa :
De S. Miguel.Appellante Luiza, por seu cura-
dor, appellado Nimesio Dac'ro de Carvalho Gama.
As3ignou se dia para julgamcmo dos segnintes
feitos :
Appellagoes crimes.
Anadia.Appellante 0 Juizo, appellado Miguel
Ferreira Barbosa ; appellante Barnabe Pereira da
Rocha Calheiro, appellado Paulino, escavo.
Pao dos Ferros Appellante 0 promotor, appel-
lados Francisco Moreira de Carvamo e outro?.
Caruani.Appellante 0 juizo, appellado Jose
Ruflno Pereira.
Palraeira dos Indio?. Appellante 0 juizo, ap-
pellado Antonio da Rocha Fir mi an >.
AppellacSes civeis
Atalaia.Appellante Antonio Jose" Telles, appel
lado Manoel Joaquim Maia.
S. Bento.Appellante Francisco Ignacio dePai-
va Junior, appellala D. Maria Quiteria de Paiva.
Appellacao commercial.
Recife.Appellante Manoel Zeferino de Salles,
appellado Bartnoloraea & C ; appellante Fran
cisco Rod'igues dos Sauos, appellado Jose G)n-
Calves daCrur.
DISTMBUigOES.
Appel acocs civeis.
Ao Sr. desembargador Domingues Silva :
Recife.Appellante a fazenda, appellala N'ico-
lao Eugenij Pae3 Sarmento.
Ao sr. desembargador Souza Leao :
Pal mares. Appellante Jose, por seu curador,
appellado Francisco Ferreira FragOso.
Ao Sr. desembargador Silva Guirnaraes :
Olmda. -Appellante o juizo, appellados Fran-
cisca, e Arcangela.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago:
Recife Appellante Amaro Jose dos Prazeres,
appellado Mano;l Marques da Silva.
Ao Sr. desembargador Reis e Silva :
Appellante Manoel Joaquim do Rego e Albu-
querque, appellado Ernesto Jose Felippe San-
tiago.
Encerrou-se a sessao as duas horas.
d$ tbtfU&Hti, iilito4ht6 Goncilvas Brag*, Ma' f 'undo da Protincla de 2$ do
' i Naves Manoel Jostf GvocaWes Bn'ga.f *aquelle a
C IMARA MUNICIPAL.
6J E ULTIMA SESSAO DA i' ORDINARIA EM 17
DE JULHO DE 1874.
PRF.SIDF.XCIA DO SB. THEGDORO SILVA.
Ao meio dii, presentes os Srs. Cesario de Mel-
lo, Rego Barns, Cunha Guimaries, Loyo Junior
e Dr. Moscoso, abrio-se a sessao.
Foi lida e approvadaa acta da antecedent, len-
do-3e 0 seguinte
EXPEDIEXTE :
Ofllcios:
Do Exm. presideate da provincia, dizendo que
Pica approvado 0 accrescimo da despeza feita no
concerio do tecto do pafo desta camara, e que ex-
pedio ordem ao tiiesouro provincial para satisfazer
a indemnisacao aos aous tergos ua uespezi total,
vi?t) ser a provincia ne-ta proporcao condomina
do dito edifioio.lnleiraia e que se communique
ao procurador.
D) inspector da saiide publica, solieitando se
ihe fornega copia dos mappas mortuarios dos ce-
miterios deste munioipie, durante os ultimos dez
annos, alim de que pjgsa satisfazer 0 que lhe foi
exigido pelo conselbo geral de saude de New-
Vork. Satisfa;a-se.
Do administrador do cemitorio'publico desta
cidade, remettendo uma relacio dos cadaveres que
foram depositados na capella daquelle cemiterio ;
bem como 0 numero de brandocs e velas arreca
dadas.Ao procurador.
Do engenheiro corde dor, iuformando a peti-
gao de Camillo Lins Chaves.Ao advogado.
Do mesmo, remettendo 0 orgameolo do aterro
da rua do Quiabo, da povoacao dos Afogados e
descripjao das obras. Mandou-so por em praca.
Do procurador, dizendo qne se entendeu com os
herdeiros de Joao de Brito Correia, proprietario
da casa era frente ao mercado pablieo, os quaes
lhes responderam que nao estavam resolvidos a
vender seus predios.Ao advegado para proceder
a desapropria^ao.
Doraesxo, remettendo a conta das despezas fei-
tas em diversos juizos com questoes da camara
e peJe so lhe mande levar em conta. Ao conta-
dor.
Do mesmo, dizendo que a camara de Olinda con-
timia a receber laudemios provenientes de venda
de terrenos portencentes a este municipio, como
ha pouco aconteceu cam urn terreno, que Pedro
Batis Borges, contratou vender a Manoel Paulo
de Albuquerque, sendo a escriptura lavrada pelo
tabelliio Porto Carreiro.Ao advogado para ve-
rificar a legisla^ao a respeito.
Do contador, Informando as peticoes de Anto-
nio Pinneirode Carvalho, de Antonio Joaquim da
Silva e de Bezerra & C. Foram todas defesi-
das.
Do 6scal da freguezia de S. Jose, informando a
petigSo de Jose Ignacio Ferreira Rabello. Defe-
rio-se.
Do fi-cal da freguezia da Baa-Vi3ta, participan-
do ter multada a Antanio Goncalves de Vascon-
cellos, com padaria a raa do Visconde de Goyan-
na n. 97, como incurso no? arl3. 11 e lz da lei n-
1,129 de 26 de junho de 1873, e como infractor do
art. 194 da mesma lei, coma tudo consta da rela-
5io que reraetle. Ao procurador.
Do Gscal da freguezia dos Afogados, remettendo
tres termos de infraccao de postaras em que in-
correram :
Moreira & Duarte, como infractor do art. 73,
combinado com 0 91 da lei n. 1,129, por e-tarem
concerlando duas casas sem licenca, em 30j.
Joao Gomes da Costa, por ter feito sem licenca
urn telhelro, multado em 30J, como infractor do
art 75, combinado com 0 91 da mesma lei.
Jose Carneiro da Cunha, multado em 10/, como
infractor do art. 128 da mesma lei.Ao procura-
dor.
Por deliberacao da camara foi suspenso da
exercieia de suas funccoes, por cinco dias, 0 guar-
da fiscal da freguezia de S. Frei Pedro Goncalves,
Joao Pitta Viraes, por falta de camprimento de
deveres, segundo informou 0 respectivo fiscal.
Foi perante a camara arrematado pela quantia
de 301/000, por nm anno, 0 impost j de 60 rs. por
cada coqueiro, por Lourenco Alves de Souza.
Foram despachadas]as peticoes seguiates :
-De Alexandre Americo de Caldas Brandio, An-
tonio Manoel da Silva, Antonio Ferreira Ramos,
Alexandre Rodrigues de Almeida, Antonio Joa-
quim da Silva, Antonio Pinaeiro de Carvalho, (2)
Antonio G. 0. Guimaries, Antonio Jose de Souza
e Silva, Antonio Pedro Cavalcante de Albuquer-
Sue Lins, Antonio Ignacio Heitor, Bezerra & C,
osrae Damiao Montenegro, Domingo3 Nunea Fer-
reira, Franeisca Adelaide Carneiro Monteiro,
Francisco de Miranda Leal Seve, Francisco CaroK-
no do Sacramento Tidal, Firmino Ferreira Leal,
Herculano [Guedes de Oliveifa, loao i.Ferreira
de Souza Lima, Jose Maria Cavalcante de Albu-
querque, Joaquim Ferreira Ctiaho, Joaqjira Ro-
drigues Duarte, Joao Joaquim da Eosta Lea*. Jose"
Joao de Amprto,* *)3 Maria Ferreira, Joio da
Siiva Caixeiro,leronymo Francisco Ferreira, Jose
de Vasconcellos, Jose Ignacio Ferreira Rabolio,
Manoel Jose de Aguiar, Keller 4 C, Manoel Pinto
njel Vfelra,
M&ooe4Jftiucico'Uua/ie. Marganda'Siarr, Pauli
no Mttxmitn > de Figueiredo, Tiburtlno Correia de
Amoriao, ifeferino da Cosja Vateple."
Na/i* auis havendo, 0 Sr, pfesidenfe- leraotog
a sessao a 1 hora e maia da Urde.
Eo, Francisco Augusto da Costa, secretariw, a
escrevi.
Manosl Joaquim do Rjgo Albuqiurquf pre'-
sidentc. Jose Cesario de fallo.'Tueodoro Mit-
ckado fitire Pereira d t Sllca. Bellarmino do
Rego Barros. Dr. Pedro de Athayde L-jbo Mas-
cofo.JoOoda Citnha Soares Guimwaes.Josi di
Silca Loyo Junior.
cor'rente.
artigj, nio so so pnj;ura provir que*
a* rwar.na*. nirol'izl In nas reo?rt:^>s provin-
6iacffstio fdw #- base* estibeleeid^ iralel*.
l.'i* J-7 di-juUi* do 1873, coin lambdas- m
pje em oyvida os coobecimeaiH e illmtrajao do
Sjcm. Dr. Luceua, illjstracio ja ejinprovada, como
bem 0 disse am dos mesmM mtiploroiproviitcii-
nos.
PAllT1IIO (\SEBV1DJ)
RECIFE, 1. DE AGOSTO DE 1874.
A l*>ovinci.
Nas suas repetidas arengas bacalhoeiras, a Pro-
vincia tern recarrid) a tadpsos meios para induzir
a popuiaoao a a(gum desvario. Grita contra 0 im-
po8to creado, concila 0 povo, ralba com elle, iuver-
le os faclos, deturpa a verdade e procura cbamar
0 odioso sobre os seus adversarios I
Em tado este s.eu labutar inglorio e esiurdio,
uma cousa so tem conseguido 6 demonstrar que
0 seu redactor cheie nem na .arguraentacao sabe
ser leal, e ura espirito que se alimenta na ma fe ;
e uivez uma cabec^a transviafla.
E', de certo, preciso'pao estar em juizo perfeito,
para, em queute, por assim dizer, inverter e desli -
gurar peusamentos e palavras albe as 1 E' preci-
so ser de anmio rabudo para do seguinte trecho
de um discurso, fazer urn extracto como 0 que
adiauiese vera:
Alem dista, desde que elle (imposto sobre 0
bacalkoo) se mesura de modo a nao desanimar 0
consump, nem a ser insupportavel ao contribumte,
pode ate trazer 0 resultado util de obrar como um
estimulo na parte industriosa da popula^ao, dando
maior desenvolvimento as faculdadei productivas
do trabalbo.
Um aparte diz Eu nao quero eatiraular 0
trabalho encarecendo o aliuieato. Se e um beae
flcio, in vitu non datur benificium.
Replica-se Eu nao fallei em benelicio, ex-
puz a theoria do imposto, disse que 0 imposto in-
directo, sendo eleraento, nao se torna insupporta-
vel, e pode atliugir a um Km util,
Destesy trechos a Provincia nu 0 seu dramatur-
ge redactor,' arranjou esta estulticia para tornar
odiosa uma theoria que economista notavel a au-
torisa.
t 0 iniposto e um beneQcio, porque 0 povo as-
sim vexado, em esiado de nao ter 0 que comor,
por forca activa-se, e a industna caminbara e 0
trabalbo se aclivara
Apos este specimen de lealdade jornalistua, em-
prega 0 eslribilho ja ridiculo, desfructavel e capa-
docal: Estais ouvinlo, povo di Pernambuco f
Sim, 0 povo que ouve as cavilla^Ses dos capa
docios, ve" tambem 0 que elles fazem, e Jufga-os
com justica e criterio.
Ainda bem a Provincia nao langava a circula-
cao esta inqualificavel prova de ma fe, ja renova-
va outrr. relaliva ao fazer-te mel para si; lem-
branca esta que muito excitou 0 nervoso daquelles
que outr'ora chamaram ao povo de poeira, e iioje
andam a fingir zelo pela sua sorte E assim era
seguida ao mel para si, veio a legislacao da Uniao
Americana, e as leis do pudor e de moral univer-
sal, para dizer-se que do alimenlo do pobre se ti-
rou proveutos para vadios que na assemblea pro-
vincial crearam empregos para si!
Nao ha patriotagem, nao ha expediente impro-
prio que a Provincia tenha dispensado nesta can
eala questao do bacalbao, agitada e levantada pe-
lo arrjo estouvado de um virafolha.
Convem nao dcixar quo .este m io de opposigao
pa>ss em julgado.
0 imposto foi decrelado para satisfazer uma ne
cessidade publica, para remover os embaracos II-
nanceiros da provincia; nio teve por lira a crea-
cao de empregos.
Se a intengao do legislator fosse fazer mel para
si, meios amplos teria para ser desde rauito feito
esse mel ; nao carecia 0 imposto.
Ora, se 0 imposto proveio da necessidade do res-
tabclecimento do equilibrio das finaocas, se delle
foi consequ'encia a creacao de dous empregos, que
dezar ou offensa as leis da moral'tmirma/ resulla
do facto de ser para um chamado um dos deputa-
dos autores da idea ?
Alem disto, nao foram os Iugare3 creadas pela
assembler : a lei n. 1,141 auiorisou a ao presiden-
te da provincia a providenciar sobre 0 modo por
que devera ser arrecadado 0 r^ferxilo impostoo
Nao sendo convenienie que a cobranca fossa fei-
ta nelo consulado orovincial. nor vir d'jihi 0 atro-
pello e retardamento dos despacoos das mercauo-
rias, 0 illustrado e distiocto administrador, seguin-
do 0 parecer do inspector do tbesouro c 0 syste-
ma antiguissimo de agencias para arrecsdacao de
iinpostos da con-umo ; creou as novas agencias,
expedindo um regulamento previdentc e abundan-
te da meios de fiscalisaQao.
Por tauto, em boa fe nao se pode censurar a ad-
ministra^o, nem dizer que a moral univers 1/ foi,
na questao uo bacalhaa, sequer rossada.
Mas se estas leis do pudor e da moral universal,
nio sao leis novas, sao antiguissima?, cruel e rl
gorosa e a sentenga de condemnacao que a Pro-
vincia lavrou aos seus propnos redactores.
Entre estes, e entre correligionarios seus, exis-
tem os deputados que propozeram e sustentaram a
creacao da escola normal, sendo nella encartados
como director e professores, logo na sua instal-
lacaa.
Ah se fosseraos bacalltdo de oculos, nao deixa-
riamos de applicar 0 eslribilho Estais vendo,
povo de Pernambuco f
Mas deixaremos que a Provincia aiga 0 seu tur
tuoso carainho
Nem mesmo lhe lan^areraos em conta 0 insidioso
do seu proceder, em so combater 0 imposto do 6;i-
calhdo, quando estava tudo feito, e em effectivida-
de a arrecadacao.
Diz que a assemblea provincial nao tinha gale
rias, que 0 Diano de Pernambucj retardou a pu-
blicacao dos debate?, que os seus redactores so
Souberam do imposto depois de coraegar a arre-
cadai-ao. Nem a lei do or<;.amenlo vio publicada !
Entretanto 0 projecto de orcamento f)i apreson-
tado no dia 14 de abril, e public nio no Durio de
Pernambuco a 29 ou 30 do mesmo raez.
As emendas apresentadas na 1* e 2' discussoes,
foram de um dia para outro publicadas.
Aassociacio commercial vio essas emendas e re-
presenton onicaraente contra a elevacao dos impos
tos sobre vinhos e estabelecimentos commerciaes;
0 Jornal do Recife, vio tambem a creacao do impos-
to do bacolhdo, e escreveu um artigo era referen:
cia a elle ; so a Provincia nada vio, nada soube i
Quando, com proveito, podia combater a medi-
da, e conseguir talvez convencar a assemblea de
que era ella um mal ao pobre, era um desfalque
a sua panella; calou-se, esteve na moita, e agora
faz alarido !
Agora e que derrama compridas lagrimas sabre
0 fogao do pibre, profanando 0 repouso dos turou
los com essas tolas invocacoes as cinzas de Nunes
Machado, Caneca, Doming^ Theotonio e outro3 !
E' que como com 03 vivos nao faz forluna, ten-
ta-a com os mortos !
E' que dnrante os trabalhos da assemblea esta-
va toda a gente da Provincia de esperancas, acre-
ditava estar com 0 poder jano pataraar da escada.
Montada ella na burrinha, carecia de dinheiro pa-
ra os arranjos, para as tramoias, carocia de em-
pregos para os desiateressados patriotas : aborta-
ram as esperancas, 0 amor do povo desenvolveu-
se, e abi temos 0 novo pai da pobreza a ameac,ar
ceo e terra com oitenta artigos, que no fim de con-
tas, wdos reunidos, pisados e e3primido3, nao da-
r2o succo para um.
Mas 0 leao adormecido desper'.ou...
Sahe cinza...
Veremos.
Insisle a Provincia em levantar em torn fijau-
cioso accusacoes infundadas e vagas, contra 0 hon-
rado e illustre presidenie 0 Exm. Dr. Lucena.
Innumeros tem sido as vezes em que esses da-
mores das provincianos, ja muito repetidas ere-
pisados tea reeebido cabal reputacio de nossa par-
te, e desdem e pouco caso da parte do pubiico.
Era de esperar portanto, que os escriptores pro
viacianos, batidos e repellidos eon grande vanta-
ge ra de certos reductos, a que por (orma alguma
poderao mais acasteHar-se, procurassem, eSmeri-
Ihassem, mesmo como costumam am lodos os ac-
tos da administracao, algum argueiro para formar
cavallo de batalha e inveetir 89 nevo contra 0 Il-
lustrado administrador. -
Tinhauios raito para suppor qne as accus
feitas ho Exm. Dr. Luoena, a quern 6s pro*
nos so votam ogarisa, versassem ^obre alg "
sent actos, que ainda nao tivessem soffrido
do escapello da injusti(a dos escriptores
vincia.
Contra essa aossa espectativa opp5e-se 0 artigo
0 que n h admira foi o desembaraco com qu o
aulor do artigo eHudido, afflnnou e deu omo pro-
vado o> que os aeiB collegas nun;a provaram e
nem poderao provar, isio e, que hs innoharencia
eotre as palavras do relatorio do Exm. Dr. Lucena
deste anno e as reforms? das reparticoes.
Este-escorrego, e(n ijna cahio 0 escriptar, b-m
nos indiea que elle esta atrazad > um seculo, coino
la dem, a respeito do nwdo de apireciar-se o que
se cuama administracao da provincia.
Ao que parece, 0 eseriptor e navel, apparece
nas columnar da Prooinret, por onjancc/> de
lua.
Falla aquelie escriptor prottinciano. era ref jr-
ma la bibhotheca provincial, a diz quu esia repair-
licaa nao precieava de ser reformada.
Contra semeihante cegueira proposital eobstioa-
da so temos a oppor o silenclo, porque h homen*
rjue fecham os oibos para nio verem a vera^de, e
para 03 quaes ndo ba logica convincente.
Pois quando todoe reeonhecem que 0 nosso atra-
zae-devido em graole parte a poucos eleroentos
de instruccao qne possuirnos, e qua- as bibliothecas
puUicas sao meios da inatruir e levar illustraoae
ao.povo; 6 q siuar em pleuo dia, qua podenns p-assar sem bi-
bliotheca, e que 'convem- mais deixar a queja
possuirnos estragar-se palas tragas, eupins 0 esc;-
matagens, simplesmeme para ni>s?gastir mais.
dous ou tres cantos de reis!
Effectivamente esse escriptor nunca soabe 0 que
e economia ; on se soube a sua economia e igual
a de om horn em de quern se conta 0 seguinte fac-
to: que para na) coraprar verdura i>a porta de
casa, porque as vandedeiras Ihe pjdiam dar um
mercado pequeno, vestia-se a ia a ribeira", onie
comprava um vintem de verdura e pagava a ura
ganhador quatro vintens para Ieva-l3 a casa.
Qaera sabe se esse espirito de econxoia de se-
meihante usurario nao e Umbem 0 da escriptor
provinciano ?
Quereriam 03 provincianos que S. Exe. 0 Sr.
presidente fhesse as reformas para peior e nao
para melhor I
Isto e 0 que na verdade merece a exclamagao :
mirabile dictu!
P)is quando r era que tempo ja sa via reformer
se uma rejarticio peiorandaas coodicoes e meios
indispen^aveis para 0 boa desempenhodi servlco
pubiico ?
1st 1 ana verdale una exlravigincia nunea
vista I
Qaanlo a lei recommenla qua na relorma das
reparticoes se guarde toJa economia, esta bem en-
tendido que esta express?) toda economica nao
quer dizer que oaa deva despenler com 01 era-
pregados, cuja existencia 0 servica pubiico recla-
ma ; mas sim, quer dizer, qu) nao se dave sus
tentar era uma reparticao ura pessoal iaut L
Para que 03 provincianos digim que a reforma
da bibl otbeca e umdesperdicio de dinheiro, e que
S. Exc. 0 Sr. presidente na> econiraisou e nera
zelau os dinheiros publicos co.n essa reforma, so
preciso antes que tud) provar qua as bibliothecas
nenhuma utilidale traiem, e que a reform 1 feita
em mda aproveita as exigrasias de public >, e que
|o pessoal e superabundanle.
Antes disso, tado e m ra declaravcii e voniade
do f.tzer opposi.-i) escrevenl) asueira pira sar
public ada.
Falla tambem 0 escriptor em os hg ires de aju-
danie do escrivao da receita e do laocadbr d) con
sal ado; e sera se expressar de mo Jo claro-, a res-
peito, apenas griphou umas palavras, com) que
para dar a entender que com a creacao desses
dous lugares, 0 Exm. Dr. Locena reveluu pouco
zelo e economia dos dinheiros publcos.
Posto que, 0 escriptor provinciano nio -evter-
nasse o seu peusaraento quaato a esses dous luga-
res, com tudo nos Ihe diremo3 quo ne3te mesmo
terreno ji jive nos occsiao de respondej ao3 seus
Collegas de rodagao por forma tal, que elles se
rosolc'ierara ao silencio : nio voltaram mais a
disscuss-io.
Se 0 escriptor a que nos referiims nio estivesse
tioalheio as lutas da impreo-a, e nao votasse a S.
Exc. um odio entranhavel, par certo que nao ve-
na servir de relogio, repetindj a;cu>agoes, cuja
imp'rocedoieia ji demonstramos.
Cam argumento logico pozemo3 em relevo as
vantajjeu.-, resultantes da creacao dos lagares de
ajudawte do escrivao da receita e lanfador, vanta-
gens que se nao cotftestam.
De facto, nem 0 escriptor e nem outro, podera
uegar que S. Exc. rcalisasse economia com a crea-
gao de taes lugares, pois quo esta e economia, esta
*j-iiteiitt*.
. S. Exc. 0 Sr. prrsidente, reformando a thesoara-
ria provincial, creou 0 lugar ue djujioutc d oc..i.
vao da receita; mas desta creacajjTesullou ang-
mento de despeza ?
Desde que a divida activa da provincia e os sel-
los de herangas e legadoi passaram a ser cobra-
dos pela thesouraria provincial, desde que houve
por esta forma augmento de trabalho, t)dos com-
preheudem quo era neeessario augmentar 0 pes-
soal da thesouraria ; raas augraenta-Io por modo
tal que a despeza era nada fosse superior ao que se
dava ao3 empregado3 do cousulado, quando esse
trabalbo estava a sej cargo.
Foi exacUmente 0 que fez S. Exc. 0 Sr. Dr.
Lucena.
Creou 0 lugar de ajudante do escrivao da re-
ceita na thesouraria, porem economisou mais de
sete contos de rejs, em que importavam as porcen-
tagens que penenciam aos empregado3 do consu-
lado.
Ora, estes sete contos de reis redundaram era
favor do3 -cofres; 0 quo nao teria lugar, se a co-
branca continuasse a ser feita pelo consulado.
E agora pergunlamos aos provincianos : ha op
nao economia quando 03 sete ontos de reis em
que importavam as porcentagens passam a per-
tencer aos cofres provinciaes, dando apenas a pro-
vincia 2.300JOO9 com 0 escrivao da receita e seu
ajudante, encarregados de fazerem a cobranca ?
Qaal e maior quantia a de 2:30)/00) ou sete
contos de reis ?
Mas se disserraos ainda aos provincianos, qne
alem da ecoa)mia ahi notada, a reforma trouxe
mais a commodidade e facililade para 03 paries
que procuram fazer os seus pagamentos; 0 que
nos respondent a Provincia f
E 0 lugar de lancador ? no3 perguntara a Pro-
vincia.
Tambem com re/erencia a este lugar houve eco-
nomia dos dinheio3 publicos; porque, com a crea-
gao de semeihante lngar, snpprimio-se ura dos
lugares de conferentes; notanlose ainda que 0
ordenado de langador e inferior ao que percebia 0
conferento.
Por outro lado a creacao deste lugar era de nr-
gente necessidade, ha muito reclamada, e princi-
paimeate hoje que 0 imposto pessoal que passou
a pertencer a provincia, tem de ser cobrado por
esta.
Responda nos agora os promic/anos houve ou
nao economia e zelo de dinheiro pubiico com
essas raforraas r
Bern sabemos que 0 fim da Provincia nio vfoi 0
zelo pelos dinheircs pubiico;; mas sim atacar a
pessoa do presilente, como revelou no final do
artigo.
Ne te sectido vimps a Provincia contestar que
S. Exc. fosse um administrador honrado, illustrado
e distinct0.
Muitas provas em contrario poderiamos apre-
seatar; m3 conteatamo-nos em dizer por agora,
que a honradez, illustracSo e distinccio que to los
reeonhecem' como nraa realidade em S Exc. 0 Sr.
Dr. Lucena, em nada soffrem com a contestagao
dos provincianos.
Nio 6 da vontadedosprocincianoi, que depende
os foros, a que S. Exc. tern jus : podem ficar tran-
quil los.
Vamos ao ultimo panto da accusaoao dos pro-
vincianos exarado no artigo de fundo a que res-
pondemo-s.
Citeraos primeiraraente as textuaes palavras do,
artigo alludido, para melhormente patentearmos
as sem razoes que encerram, filbas da inepcia
provinctana.
a K nem davideis que sois saninamente igno-
rante, Sr. Lu:ena, porque ahi esta 0 ccleberrimo
regulamento para raatricula de cavallos, no qual
se tivesseis nocSes de direito civil, nio haverieis
oonsagrado disposicSss snbversivas desse direito,
qne vos como magistrado deveis conhecer.
< Quereis ainda prova mais cabal de vossa igno-
rancia Sr. Luceaa T
0 Acha-Ia^heis- nos artigos 10, ij, 15,47, 6,
66, 67,, 6.8 e outros do vosso regulamento da gaar-
da lpcaj, nos qaaea-marcais attribu o5 t,o\ pre-
motores, juizes raunicipaes e de direito. -
a Deveis, par venta^ignorar, Sr. Lncena, y<>s
juiz de direito, que aqvmM fanccionarios tem no
codigo do processo e regajlamento respectivo, lei
da 3 d d-ezembro, reforma iudioiaria e senreguta.
laenfo- e outras leis gefflff, as suas aliribuicSei'
flrma'dfd!* do modo claro e pttrfm, 83 quaes nao
podem jef-^mpliadas on reslrhigidas 1 voatade
de nm preyftf.^nie de provincia ? /
Aqui dcram flfado os provincianos com toda a
sua carga de mi vontade e de trisJe ignarao-
cia.
E tem 0 qne vet asttfem 03 provincianos todos
01 dias a four cabedaf de sapiencia e a cnamr de
ignorante 0 Exm. Sr. DV. Laeena e a quen? mais
lhe? apraz, 09provincianos, cjat muitas veze ao
dia expuem ao pubiico qnatro palmos e meio de
sua polpuda ignorancia e de soahjrjiualilicavel in?-
pcia !
No entretanto o qua tern grata que elle?, van
do-se pulverisados em ?eu orgulbo sapiencial e
em suas Ocas e improcedentes acca3$5es, aban
donam n cainpo, como o lem tantas e iantas vezes
feito ; mas, passados tempos, quando julgam ev j
quecidas as suas derrotas, voftam a remoer pas-
sadas e eaboroaias accustc^es.
Isto mesmo denota que foea falta materia para
fazer oppos+cao seria e procedenle contra o Exm.
Sr. Dr. Lncena, enjo bom sens, criterio e HI us
tragic muito 0 dislaneiara do autor do artigo que
esta sendo respondido.
Para naojperdermos, pois, tempo inutilraente, rs-
mettemos os provincianos para oque e.n tempo-
opportuno dissemos a respeito des suas declama-
?3as baJofas sobre 0 regalamento para a matri
cala de cavallo?, e passamos a eccnpar-nos com
aa ridiculas ceosuras feitas ao regulamento da
gjlardu local.
Fara jusiiflcarmos o Exm. Sr. to1!-. Laceua pelo
quo esta disposto nos anigos, apontadbs pelos pro-
vinciinos, deste ultimo regulamento, poderiamo3
chamar-lhes a attengao para mnitos e moilos re-
gulamenios provinciae?, qner desta.quer de outras
proviucias-, alguns dos quaes feitos pelcH aeoe cor-
religionarios, em que sao conferidos aos mesmos
eropregados menciooados oaquelles artigos a ootros
cujas {attribnicfles estao marcadas por lei' geral,
funccoes- attiuentes a ^emco provincial.
Entre esses differente regalamentos apontia>re
mos os seguintes: 0 actual da iasirncgao p em que oeoarochos, erapregadas geraes, s;V> con-
sideradas substitutos dos delegados litterarios e o
do cirpo de policia, ultimamenie revogado, no qunl
0 promotor pdbtico era revestido das funnies de
auditor e 0 juiz de direito das de membro da jun
ta de justica, eomposta tambem deofHciaes sape-
nores aa guarda nacional e do exercito, quo sao
emprf gados-geraes.
Poderiamos ainda citar os regulamentis do car-
?o da policia das provincial d>Kn G ante do
None edoCeara, que conferem at'.ribuicoes ao su
prema conselho militar da carle e muitos outros.
Bastaria, portanto a igaoranoia de taata gente,
tantos e Wo antigos precedentes, nunea censura-.
do?, para piirein aioberto da3 censuras provincii-
nos 0 Exm. Sr. Dr. Lucena. 'Bastaria ainda para
e regulamento atacada pelos provincianos 0 Sr. Dr
Druraraaod, que com > mestre da s-.iencia e m titu
illustrado que 6, aeeitou a idea de dar iotervenga 1
na orgaoisacao da guarda local aos proraolores
publicos, juizes de direito e municipaes.
A proceder 0 q 10 dizem os procincianos contra
0 Exm. Sr. Dr. Lucena, procederia tambem e tal
vez com miioria de razao contra 0 Sr. Dr. Drum-
inond, com quem, desde ja falgamos de dize lo, 0
articulista provinciano e incapaz de rasdir suas
forgas, que sao as forgas do ignorante e do cscre-
vinhador superficial.
Mas nao. Ao Exm. Sr. Dr. Luwni outras ra-
z5es justilicam perfeitamenw da increpjcao que
Ihe e feita pelos provincianos a proposito do reji
lament0 da guarda local.
A ION'OSA.NCIA PilOVI.N'CIANA j a faz do Nil nos
irritemoi contra ella, que seria deshnmmiJade
Sejamos misericcrJiosos, pois i|ue ii ubra de mi-
seriordia easinar os ignoraaes....
Siibaui os provincianos que o Exm. Sr. Dr. Lu-
cena n is a tigos 9, 10, 11, lo, 47, 50, 0 5, 67, Gi e
outios do regulamento di guarda local nio mar-
cau attribuicSes a^5 promotores public is, jnizea
rauaicipaes e de direito, como dizem, amphando as
que conpetem a esses fuuoeionarios pelas leh g:
raes. Nie, o illustrado administrador, que muito
bem sabe o que o articulista provinciano inculca
saber, fez na dlsposigio daquelles artigos o que o
articulista provinciano, por ignorante, nao poude
compreaenler. S. Exc inspirado em boas inten-
Sues e no seu patriot sine, quiz que a iastitofcio
aguirda local flcasse em condigoes de dar bins
resultados r para isso entendeu, e entendeu muito
bem, qne devia em sua organisagao haver o ma-
ximo cuiiado e zelo.
Esse cuid do e zelo se devia tradazir na inter-
vengio de pessoa > idoneas c illustradas das locali-
dades respectivas na organisagio da forga.
Neste intuito, pois, e era outros seraelhantes, atti-
nentes ao florescimento da nova institnicao, foi
qua o Exm. Sr. Dr. Lueena consagrou em seu ra-
gulameato o disposto uos artigos, que se tornaram
alvo das censuras dos provincianos.
Attendant bem os provincianos. 0 regulamen-
t.i -illn 1i,l.i iio.i om[.li. cionarios de justiga das comarcas; apenas e:co-
Iheu esses funceionarios, na qualidade de simples
cidadao a quem anima o desejo de bem servir o
paiz e cpma liomeus illustrados aue sao, para con-
Qar-lhes as attri'buigOos era alguns de sous artigos
consagradas.
Os promotores publicos, 03 juiz-M municipaes e
de direito' intervem U3 organisaoio e em outros
actos da guarda local, nao na qualidade de que
ja estao revestidis, mas como poleriam iutervir
quaesquer outros eidadius nas condicoes desses
funceionarios, se os houvesse em todas as co-
marcas.
Bingaem dira de boa fe e sem reveiar-se supino
ignorante que as funcgoes de delegado litterario,
cargo este geralnente exercido pelos promotores
publicos e juizes de direito e que poderia em um
novo regulamento da instruccao publica ser dado
delinitivamente a essas mesmas autoridade?, nin
guera d ra, repetimos, que semelhautes funcgoes
importara uma ampliacao das attribuigoes dos car-
go- geraes exercidos por tio.conspicuos cidadao?.
E' o caso.
Para que foram, pois, os provincianos, Incomrao-
dar o codigo do processo, lei de 3 de dezembro e
outras, a propoiito do regulamento da guarda
local?
Se nao fossera tao ignorantes, nao se teriam
dado os provincianos a semeihante trabalho.
Voltaremos, se voltarera.
cano, (P- "-> *lc
Acfrjalirev',,e' eu nJo sei mesrD0 <( porque afloal u."' co,*! sou um P**M da *
essas coosas 'intWae com uma pmpensin
admiravel para' 'ter .'"a,1"er Bellas f Sea am fee-
mem privileged*, n) O davida
O diabo e que nio set ^.'OTeiUr* moocSo T A*
veza3 falla-me a paciewfa p^Tl ejPer*r > OOirst
vezes e porque (triste hSo rftirp descdeo de pea-
sarqw ficando muito tempo cow a T**'
ra, nao me reconheeram.
Mas, oRra la, eo te prametto e*of a f*.'e **la/
de olho Tiro, e ouvido alerta ; a'joelTe ajae prWei-
ro me dcr am bom osso para torn, a*este psrfaaV
eu ; cala noe, nem mais palavra ; vo* ro? !e xm wm-
ei'>la... ; arre f ja esrou cancado os nontcaa >
me deixam de mao < ejfon rrependi(fo de mn ter
conrido o furor deste abdomen insaciattl f
Elles por abi dizeno : Marco Antonio nao ttm
carac&r, e nm iefame traidor, e om Calafear... .*
outras eousas mais. Pabrea twlas! Nao se tuuNB
cem de que e esse o-caraeter de Marco Anto-
nia I
No meiirde ludo isle, fcnbo segnido seiopre,
como te disse, os teus conseflros; eollecriaaer al-
gnns plagio?, artigos ftmados deste e daquelle sm-
tor, como ogranle Bossuet, e remetii os eoaa r*
meu compeiente retrato para o lfov M*n4o, pane-
kdico illitstradc.e eis-rae nm bom-am >lln*lrmt f
Nao viste o retrato aomo t pareeide f D'esie afeaaV
hei de tornar me conjiecido era lotto corbe.
E por fallar er* periodic, lembro-me danaam
PSvrincia, coitada., receio pela-sorte iefettt. %V-
nho muito medo. esion mesmo vendo a Nora que
ha ami explosao o> encanamento da (Jutrntfr.m
morreremas todos aaphyxiado* ; see ifie antes <*
gerente nao faca algooia recla^agao E i>oea>-
zar I Qtae vergonha para no< lodos !
Eu tambem, e verdade, quaod<> estan w* men
azeites, largo muitas..,.. ; concono cant oaMa.
qaota parte bem ac Tescentada ; n, assmraaaa-
li-m nao : e demai<; qaaado nada, pede dar-ee am
entupimeMo, e estaremo* i> -rdidas.
Tu que agora estas i^mio I i de dentfo, aelK*
bom, que airas os olhos i5|ael!a g*Bte, s moatrw
lhes o peripe, qne nos ameari : olh' 6 coasefcV'
de attrigO : milim sua alma, sua palm.
Adeus ate oulra vi-la < ju.- te acaho de AittT,
fica entre nos : d^ta so pnd-<, deve? faflar na tl-
tima pane em reLcio a Provincia. mesnw pecajaar
devemos mosirar interesse peio? tolos. rmfaaiB
precisanios delke?
Ten amigo,
Marco Anton*.
Moflna
Prefiro o governo dos francos conserva-
Jores ao reinado desses ambiciosos, os libe-
raes!... que sentem-se impuros para sacri-
ficar no altar da liberdade, e andam especu-
lando em nome da deusa !
1866.
Marco Antonio I!..
puBUCACOEs a mm
carta de Marco Autuiiio a seu
ainigo Agripa.
Men charo Agripa.Grande saudade tenho tido
de ti; ba muito que desejava conversar-te, e mos-
trar-te como tenho sido coherente, seguindo a risca
os principios, que me tens sempre ensinalo ; re
presentando todos os papeis ; figurando em todas
as situagoes; especulando com tudo ; emfi.n nao
tenho perdido vaza a nio obstante.... ah I forte
enguifo t raa estrella me persegae !
Ate hoje ainda nada. Nao ves como ja est.u
corcuudo, secco, esguio, de olhos-fundos e corco-
vados, com a vista langoida e comprida, ja p.-eci-
sando de oculos para arranjar meus plagios ?
Tao boas esperancas que tinha de arranjar am
lugarzinh) de reviser I Era pequeno, ja ouviste,
todavia sempre dava para molbar a guela.
Mas qual! o Sr. Lucena, entendeu que nao po-
dia dar mo, porque a assemblea nao raarcou qaota
para este fim j quer ser Caiao, quer advogar os dt-
reitos do povo, e zelar lhe o dinheiro. And* I por-
isso agora esta vendo o sen nome atassalhado quoti-
dianamente por mim e por toda nossa maiilna. 0
povo que o va defender Paryo !
Era lugar de eneher a parssa a nos, qne promet-
tiamos eleval-o as nuvens com 05 nosses artigos
bombasticos, vai lambrar-se do povo, uma cousa
a quem a gente illade eom tanta faeilidade I
nao ves, como tenho feito 7 Hoje apresento-me
com uma cara; quando vejo que vai se ternanclo
-muito conhecida, zas I mudo de figura ; e no ou-
tro dia apresento-rae edicao nova, correcta e
angmentada ; se desconfio que me podem reeonbe-
cer, nap ha tempo a perder, nova mascara; e nes-
te gosto, vela quanta cousa tenho sido: consirva-
dar (f que conservador f de maniar mafar a plebe
liberal); infallibilisla, quando nem se sonhava
na infallibilidade do papa ; u/frawonlano, liberal,
redactor da Opiniao Nacional, aauelle ptrioiiico que
(aqut para nos, htim I nde e bom lunbrar eslas
coutas) alacava 0 Villa Bella ate no aue elle Unha
de atais sagrado -a honra e honestiiiie de- sua fa-
milUi; ante-infallibilislQ, pensafar Um, republi-
S:ipnao> de Isurraclaa. (*)
E" um in? nsalo, Gainbelta.....,
Um gauJe liumera, lii !.......
(Jin pbilosopho orador, nm ifemocrata que ea-
1 -na inulia os segrelos da democracia com os ador-
nos da eloquencia. am orador qae unto faz palpi-
lar os coragoes, quanta arrostra a* conviccdes----
Ora, podes ser isso la na Europa, uma terra eea
que se estnda a dbmocracia, como 0 ficrto de loz
do seculo XIX, camo a chave do enigma do ta-
tura..-----
Podes ser por la 0 que quizeres; mas aqui *...
L'm grande Inmem, tii !
Nao tens sen-o caminum ; seria? menus do qne
qualquer Aprigio. aqui na terra do direotorio pro-
vinciano.
Democracia! Povo!
Pois nao sabes qae sao uma? palavras vasias de
sentido.... peior, umas palavra? rapadocias, essas
que faiem a gloria do redemoinho progressista da
.'.-liia Eoropa, aqui no direclorio proanaunt, ins-
pirado pelo primeiro eslroina do mundo?
AltenJe, pobre sonhador, e ve como vie adiaa
ladas as douiriuas pelo directoiio, nessc jornal a
Prorincia, escripto por um Aprigio, cuja gloria
breve te allumi.ira por esse grande mundo, se *
qu ja aao te allumiou.
Atieude : nao teus senso commum
Dissesle :
Senhores, nao se soltam palavras por mnii 1
tempo e impunemen'.e, dian'.e de um povo intelli
gente como 0 ao-so; qnaodo se pronunciam diant*
de uma grande nacio as palavras liberdade, exa-
me e eraaneipai.ao, para a enganar, para a sednzir
e para a enleiar, os topkittat, os d'svairaiere*
das multidoes que erapregani essa Lnguagera na 1
usam delta impnnemente
Elfectivamente, depiis de ter ouvido a palavra.
reclann-se a cousa ; os que tizc-ra n promessas re-
sisteai, mas 0 dia chega em que elles estao cheios
de razao ; insisle se, resistem de nuvo e afinal 0
impostor descobre-se, envolvendo se no seu propri)
lago. Tornarn-se entao a mofa da multidae ; raas.
desg'ariiamente, causa-se ao mesmo tempo a ver-
gonha e a ruina do pall, que teve a inMieidade do
uuvir aquellas mentiras.ede se deixar arrastarpar
ella?. >
Temos pena de li. Gambetla.
Aqui ha um provinciano chamado Apripio, mei-
tido n'um conventiculo que se appellida direettru
liberal, qua e:c,reve n'uma f ilhainlitalada Protir.
cia, ju-tamenie 0 contrario do quo Ones.
GlHAU Calais uita^l^, t fj: Hhh ll.M ter
ras.
Aprendei com a Provincia :
Maisnabre, mais di;iu a usurp;;cao do pod-1
pela espada de um despot 1 sanjuinirio (!) seqtu-t-
Irando todas as tiberdide<, do que essa empolga
fao do govern) do e.->lado :ior criininosa? calliga-
{des do intere^se individual.
Uma co'ire de sangue 0 paiz, a outra coare-o i
opprobio.
Na primeira 0 u?urpador ilerramando 0 saDgue,
remle ami homenaftm ao homem.na segunJadrr-
ramando a onda da corrupt), degrada e avilia a
dignidade humana. >
Nao te rendes Gambelti ?
Tens eabeea dura, es judea, nio ha ioeMa.
Atiende para a applicagao do stnguinario che-
fe :
0 que has de fazeT a e-te presilente. p)vo d-
Pernambuco ?
Nas republicas americanas MOta-ar, rendendo
pieito a dignidade humana : tem-se medo do trcco,
se 0 inimigo fica vivi. E em Pernambuco ;jaa
presidente ahi fica ahi tran*ita... ha quinze
mezes !
Que terra e que gente !
Onle estai?, povo de Pernambuco *
Ah presidenie peixe-cspada, quanta falta faz
a este povo mi Suto Maior 1(0
Tudo tern seu dia '
0 dia chegara,
Quizeramas aqui perante 0 Aprigio, os pubheis-
tas e doutrinarios da Enropi : venham tolos j ?e-
rao desbancados.
Nao respondes Garabetta f
Para que de uma vez de rendas, dir-te-hem.*
os progressos era que vamos aqui no directory*
dos liberaes.
Nao sjhireraos daquella nreleccfto qne na verda-
de e 0 que ha de mais snbHaae : apenas a rep*t. -
reraos par modo mais pittoresco, lirando lhe as u:-
tiraas consequencias.
Se 0 assassinate e urn pieilo a,dignidade bumt-
na, e augraenta os brios e a felicidbiAe do pova,
.-egue-se : quanto mais assassiao, mais brioso e
feliz.
Temos, pois, que 0 povo ha de chegarao cnrr.a
lo da felic dade por meio da assassinato.
Mas. se pregar]ao povo semelhaote doutrina,
concita-lo ao assassinate, e insinuar-lhe os m--i -
de pratica-lo, segne-se qae neste caminbo n.u
b reve ninguem pode-a sablr a rna.
E porque entre nos, qae somes a espinua de
garganta dos provinciano*, qua 'somos descoaipos-
tos pelo primeiro dilfamador da mundo, tudo jo
segue pela mais rigorosa logica, breve sera retor-
raado 0 novo coligo da bons costumes : a difla-
macao nao sera safadeza, e a!e 0 ser infarne sera
motivo para ter cadeira.
Com effeito, se 0 meio de beneficiar nm iadivi-
duo e snggerir-lhe ideas de perversia e de assassi-
nato, desde que to Jo* estejam perversos e asaasai
nos, 0 bem pubiico ha de angmentar, porque aog-
mentara a licenca e a ccrrupgao dos particnlare*. e
e disto qne se compoa a felicidade publica.
Logo, os assassin >s serao beneraeritos d jrVo-
tmcia.
Porque. tirando a vida das outras, obrtgam os
assassiaadoi a deixar-ihes 0 eampq livre.
Logo quanto mais asssassinos, mais feUz povo.
Sao consequencias directts do prinoipio.
0 grande Rossi (grande la para as tuns terras
enropea?, simplorio Gambetla) 0 granle Rossi *-
zia que um principio era, (also, qnand) nao sap-
portava todas as suas conseqnencias.
Causas da pobre gente sdbia de It.
Por aqni a cartilha e mnito dinerante.
0 principio leva a beneaiereneia dos assasstaoe,
e os liberaes de Pernambnco dizem que 4 veria-
deiro 0 principio, continoam a fallar dos crimi-
() Vide 0 artigo editorial da Provincia de 1.
do corrente, n. 330..
Por engano de typographia sabiram Koeados
dous anigos, devendo ler-se primeiramente 0 pre-
sente e ao "depois 0 que sahio hontem.
(I) Foi 0 assassino qae, tendo jurado matar 0
general Luiz do Rego, desearregou sofere ella nm
tiro de bacanrarte na noile de de jnofeo m
1817, feriado 0 %ravnnn;.
i

-
I i




f





D&rio de Pernainbuco iu gabbado 1 de Agosto de 18X4.
wiriosoi. phaiitasticos.
Cmo sao nes ires os escriptores desse
Pntineia...........................
jrnal a
Isto
4iie estais ouvindo
Povo do Pernambuco,
irri;a e faz rir....
Ateqoando?
lusaram ante|W n3o dga de
utem : arranjemo-nes, chamando
----- ami
r a 0
para ca o ^t/m^f mbora vlo parar bs cofres pa-



I

N
,! dt/totrporque ttSo deve ter quebradei
, ..beral, on deve Blotter o inoocente escrupu-
v* no* contratoi.
' Dizem hoje; aisasstaalos e mais assassinator,
psia qua a nediondea do crime recorde a felicida-
do noite a dia.
Cabeca, eoracio, bolsa, tudo, |K>vo pernambu-
ci.no, tudo aueado pela ferox r*lacfao provin-
I'lHU.
E a estre'Ha Aprigio alii esta c estara.
At* qaando ?
Quanta perfidia, quanta baixeza, povo de Per-
MiWCUCO !
coaaativel com a formosura, e e o dever de tada
nralner que deoeja attrahir, ou captivar a admiracao
do sexo opposto, de afbrmosear oa seus cabeOoe
lanto quaoto Ibe seja possivel; se sua fronts ae
acba desguarnecida e despojada, a gloria da mulher
eivai-se como as folhas no outoo'i, todos os seas
oatros altraellvos perdem o sea f ncanlo.
Evitai pois tao dolorosa quao triste fconseqaetieia
mediante o uso desta poderosa preparacio vegetal
o Tonice Oriental para o cabello. Tern sido posta
a prova na America do Sul, e faz rauito tempj que
ella se tern tornado em Cuba, Mexico e na Ame-
rica Central, am arligo favorito e iadiipensavol 40
toucador. Sindo especialmente adaplado para os
climas calidos, cpnserva o cabello macio, flexivel,
lustroso, basto, e livre de caspa, e reuova qaan-
do por acaso apparecem symptomas de deca-
dencia.
Mandahu, commandaate Perelra, carga
generos.
Observac&o.
Appareee &o sol o brigaa nacional Raio.
varjos
EDtTAES.
ESTATUTOS
DO
CBLLGB10 DA SANT1SSIMA TA1HDADE
lO-rua dos Coellaoo
SiS A BlHECCA) DB PHILOMENA MNEBVIHA D8 ALBU-
QUBB'JUB O'CO.NNELL JKBSKY, COADJUVADA POB
SUMS IBMAS D. LANDELINA DE ALHUOUERQUB O'CON-
Nft, JERSEY B D. 0L1NDINA DK ALIJUQUEHQUB O'CON-
HELL JERSEY.
I
-Artigo l. 0 collegio dirigido por Philomena
*Mmervina de Albuquerque O'Connell Jersey, de-
Bemina-se Collegio da Santissima Trindade.
Art. 2 As alumnas recebem nelle instruccao
I rimaria, secundaria, religiosa, de civilidade, e de
iecreio e prendas.
Art. 3.* A instruccao priraaria e :leilura, es-
cripta, contabiliJade (as quatro operac5es)_, notoes
de gramraatica poriugueza, co^tura cha e cro-
chet- _,
Art. 4.* A inslrucc,io secundaria comprebende
lingua nacional, francez, inglez, italiano, hislo-
ria, geographia e arithmetica.
Art. 5.* A mstruccaD religiosa e dada pelo ca-
tbecisrao ; as alumnas aprenlem : doutrina
:hrista, e todos os deveres religiosos a cumprir
para com De i, seus pais e parentes, e em geral
com a sociedade.-
Art. P A instruccao de civilidade abrange to
com as passoas de sua familia e com a socie
lade.
Art. 7. A instraccao de recreio consla de -de
senbo, tuusica, piano e danca.
Art 8. A instruccao d9 prendas reune : -
lodos os trabalhos de agulha e toda a especie de
Jwrdados, que deve saber uina senhora da melhor
loeiedade.
II
Art. 9.* 0 collegio admitte alumnas internas,
neio pension istas e externas.
Art. 10. A lingua que se lalla no interior do col-
legio e a franceza ; e durante as aulas de inglez e
taliano so se fallam estas linguas.
Art. 11. As alumnas que estudam francez, in
^lez e italiano, aprendem a fallar, escrever e tra-
Juzir estes idiomas grammalicilmente.
Art 11 A mensalidade para as internas e 10*,
para as meio pensionistas 20i e para as externas
ijj, pagos adiantados, por trimesires, que uma vez
iomecados, consideram se vencidos.
Art. 13. A instru:cao das alumnas externas,
remuuerada segundo o artigo antecedente, 6 a
los arts. 3 e 5, as internas e meio pensionista9,
leem Jireito a dos arts. 3, 4, 5, 6, 7 e 8, podeodo
iodavia, qualqner alumna externa frequentar as
iulas superiores, mediante a inJemnisagao que se
convencionar.
Art. 14. As despezas com livros, papel, etc.,
sao da competencia dos pais ou correspondetes
das ;.lumna -, e bem assim a materia pnma de
bordados ; e estes executados, sao propriedade
das mesmas.
Art. 15. As aulas no Colle>;io da Sa.ntissima
Trlndade, tr.ibalbam duas vezes ao dia, de ma-
nha dos 9 as 12 horas, e de tarde das 2 1|2 as
S 1)2.
Art. 16. 0 enxoval das internas >; ao gosto de
seus pais, assim como a roupa lavada eengom-
mada e pertdBces, por elles serao I'ornecidos.
Art. 17. As pe^aenas indisposiroes e moles-
tias das internas, sao traladas no collegio ; nas
graves, pore.it, a directora faz avisar aos pais ou
correspondent?*, para providenciarem sobre o tra
tamento, quo poie ser em suas casa3 ou no col
legio.
Art. 18. Os feriados sio os das aulas publieas,
salvo as quiatas feiras que, no collegio, ficam des-
tinadas a in?trucfao do recreio.
Arl. 19. Todas as materias leecionadas n.i Cor.-
legio da santissima ithsBade, sao professadas
pela directora e suas irmiis, ou outras senhoras
coma apti.':".o precisa, e que a directora julgar
necessarias.
Recife, 30 de dezembro de 187.!.-Philomena
Minervina iU Albuquerque O'Connell Jersey.
Approve Directoria geral da instruccao publi
a de Pernambuco. 8 de Janeiro de 1874. Joao
Barbilho L'cltoa Cavakanlc.
Jerusalem, de monsenbor Plnlo
de < itmiio -.
Exm. e Rvm. monsenhor J. Pinto de Campos.
Vi transenpta nas columnas do Apostolo uma cri-
tica ipaixonada contra a sua obraJerusalem
E' rijalmen'.e doloroso, monsenhor, nesta nossa
terra, em qce, como bem disse urn genib : twia
dws a tuUureza perlustrada, as cliaces cntregar
de sens arcanos nas maos dos filhos sens ; onde
ecertoos lalentos encontram no restodo mundo,
oatrcs que o igualam, mas nao superiores que o
subjugam; nao p ssa, entrclanto, um patricio
aosso trazer a publicidade o fructo tie seus atura-
dos estudos e cbservacao, sem que a mordacidadc
e a inveja o venham ferir Este defeito que nos
afeia, parece dominar ao bratilc-iro mais que a
qualquer outro povo.
Nao tenho competencia, sou muito hamilde para
que ouse levantar protesto contra a critica que li;
mas, amigo sincero de V. fcxc, seu patricio e so-
bretudo en'.husiasta do seu grande merito, da
sua vasta erudicao litteraria e das suas virtu
des civicas e privadas, lhepeco queira ter a bon
dade demandarmecem volumes da sua impor-
tante obnJerusalempara a enviar aos meas
amigos do 't. districto desta provincia, onde te-
nho oerteza, sera ella bem vinda e applaudida,
nestes tempos de descrencas, em que a luz da fe
religjosa parece bruxolear, para, talvez bem cedo,
com o seutnystico clarao espan:ar o erro e punir
a impiedade.
A importanffla de 1:000/ fiea a disposicao de
V. Exc. que mandara receber no nosso escriptorio,
a travessa do Rosario n. 7 A.
Sou de V. Exc. amigo, patricio e admirador.
Corte, 22 de ja'ho de 1874.
J. M. Cardoso.
(Do Jornal do Commercio.)
Quadro laistorico
Acha-se a venda em todas as livrarias,
pelo diminuto pret;o de 500 rs. a importante
ecuriosa gravura da actualidade 0 Sonho
Dourado de Pio IX, offerecido pela redac-
<}lo do Mosquito ao eminento escriptor Gan-
ganelli.
Collegio de Santo Amaro, &
rua do Hospicio n. 10.
Teado renunciado em novembro de 1872 o ca-
nonicato da cathedral de Olinda e a cadeira de
historia, que eu regia no seminario, e dedicado-
rae ba mait de oito annos a ed jcacao da mocida-
de, resolvi comprar o collegio de Santo Amaro, do
qual fico seado director e responaavel por todo 6
activo e passivo do mesmo collegio a eontar so-
mente do dia 1* de julho do correnta anno em
diante; porque pelos negocios anteriore3 a esta
data o unico responsave! o meu antecessor. Te-
Bho pois a satisfacao de offerecer aos senhores
pais de familias am estabelecimento em tudo con-
*eniente a cduca^ao de seus til nos; pois a!6m de
haver meslres des melhores para todos os prepa-
ratories exigidos para a matricula no curso jari-
dico, os ba tambem para musici e lingua france-
za fallada e eseripta, accrescendo que desejo arden-
temeute empregar todos as asforoos, qne roe fo-
rem powireis para o bom tratamento, zelo e soli-
rilnd3 na euacacao dos ctflegiaes.
Recife, 24 de jalho dJ874.
Padre A ugusto Aiotpho Soares de Kusewetter
A feelleaa Aminina consiste em
jrranil'e parte na elegancia e fraja de seus cabellos.
.^afcello ralo, aspero e seeeo, f lateiramente in-
COMMERCIO.
JUNTA DOS CORRETORES
Praea de 1894.
AS 3 HORAS DA TARDE.
cotacSbs officiaks
Algouao de Mossord 1* sorte 7/700 por 15
kilos, hontera.
Algodao de 1" sorte 7/600 por 15 kilos, hou-
tem-
Couros salgados verdes 320 rs. o kilo, bontem.
Cambio sobre Londres a 90 d|v. 25 lifi A. por
1/, do banco.
Cambio sobre Paris a 3 d(v. 380 rs. o franco,
do banco.
i>. ae Vasconceiios
Ptesidente.
A P. de Lemos,
Seeretario.
4XFANDKUA.
Keadunenio ao dia 1 a 30. .
am do dia 31.....
695:9141456
57:2663072
753:180/528
Descarregam hoje 1" de agosto de 1874.
Bngue belga Vitesse (alracado) mercadorias
para alfandega.
Escuna allema Anna (atracado) mercadorias
para alfandega.
Barca ingleza Fuzilier mercadorias para al
fandega.
Escuna norueguense Olaf Nielsen farinha ja
despachada para o caes do Apollo.
Barca inglezaCVeto-wn-carvao ja despachado
para o caes do Apollo.
Barca francezaJfauncienvinho para deposito
no trapiche Barbosa, cimento para de
posito no trapicbe Barao do Livraraento,
e sal ja despachado para terra.
Patacho allemao Uenriette Buschard diversos
generos para deposito no trapiche alfan-
degado do Barao do Livramento.
Lugar inglesNellie -farinha ja despachada para
o caes do Apollo.
liuportacSo.
Patacho hespanhol Them^teo II, enlrado do Rio
Grande di Sul em 30 de julho e consigoado a
Baltar Oliveira C, manifestou :
Couros seccos avariados 45.
Xarqae 102,830 kilos a ordem.
DESPACHOS DE EXPORTAgAO NO DIA 30 l)F
JULHO DE 1874.
Para os portos do exterior.
No brigue inglez Victoria, para o Havre, car-
regou : E. A. Burle & C 3,000 couros verdes com
63,000 kilos.
No patacho hespanhol Venlurita, para o Rio
da Praia, carregou : P. Carneiro & C. 22 barris
com 2,970 litros de mel.
No patacho hespanhol Pelao, para o Rio da
Prata, carregou : A. Loyo 16 cascos com 2,400
litros de aguardente.
No vapor inglez Student, para Liverpool,
carregou : Simpson & C. 326 saccas com 27,359
kilos de algodao.
Para os portos do interior.
Para Macao, na barcacja Gttadlupe, carregou :
A. M. da Silva 1 ppa com 480 litros de aguar-
dente.
fara Uaceio, no vapor nacional Cururipe,
carregou : J. D. Julio da Costa 1 caixSo com 50
kilos de doce.
Para Mo3soro, no hiate nacional A. dos An-
jos, carregou : li. Gomes & C. 20 latas com 3a
kilos de doco e 4 barricas com 373 ditos do assu-
car branco ; J. C. Figueira 10 di'.as com 1,181
ditos de dito.
Para o Rio de Janeiro, no hiate portuguez
Synipathia, carregou : L. J. S. Guimaraes 114
saccos com 8,550 kilos dc assucar brancj.
rara o Aiacaij, un liMie iiacluual Deas te
Guie, carregou : M. A. Senna 36 barrijuinhas com
2,2z8 kilos de assucar relinado.
0 ca^Aao Joft'j Francisco An tunes, juiz de
paz. da {rogaczia da Boa Vista da cidade
do Recife de Pernambuco, em virtude da
lei, etc.
Par^o saber aos que o presente odital vi-
rem, que me foi dirigida por Luiz Manoel
Rodrigucs ValooQa.Juma peti(j8o requerendo
que o admittisse a justificar a ausencia para
lugar incerto do Dr. Bento Borges da Fon-
ceca, e que justificando-a quanto bastasse,
Ihe concedesse carta de edictos para ser elle
citado, afim de vir & primeira audiencia
deste juizo, findo o prazo de trinta dias para
se conciliar com o supplicante relativamen-
te ao pagamsnto da quantia de cento' e trin-
ta e cinco mil novecentos e noventa e qua-
tro reis, proveniente de alugueis da casa
n. 10 sita a Ilba do Bomfica, alugada por
vinte mil reis mensaes, pagos em cada mez
vencido, e mediante fian;a do Dr. Nabor
Carneiro Bezerra Cavalcante ; e bem assim
para pagameoto dos alugueis ou rendas de-
corridas de 2i do mez do marc,o proximo
passado, ate" integral pagamento do suppli-
cante, e entrega da chave do mesmo prodio.
E tendo exbibido prova suificieute de quan-
to allegava, lbemandei passar o presente edi-
ted de 30 dias, pelo qual ei'.o o mencionado
Dr. Bento Borges da Fonceca, para vir dpri
meira audiencia deste juizo, depois daquel-
le prazo. E para que cnegue ao seu co-
nhecimeuto, mandei passar o presente, que
serd afllxado nos lugares do costuma e pu-
blicado pelos jornaes. Freguezia da Boa
Vista, aos 28 dias do mez de julho de 1874.
Fiz escrever, subscrever e assigno. 0 es-
crivio, Alvaro Paulo Noblato.
Boa Vista, 28 de julho de 1874.
Joao Francisco Antunes.
CAPATAZ1A
ft6cd:mento do dia 1
dam do dia 31
DA ALFANDEGA
a 30. 19:546/778
... 940/962
20:487/741
VOLCMES SAHIISOS
No dia I a 30......
No dia 31
.-rmieira pom ,.
Jegunda porta .....
Perceira porta.....
Tivpiche Ccncaicao .
37,265
53
107
174
136
37,735
SERV1CO MARITIMO
aJ^irengas descarregadas no trapic
alfanaega :
No dia 1 a 30.....
No dia 31.......
No trapicbe Conceicao .
.e da
JO
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUC<
.indimento do dia 1 a 30 47:738/959
dam dodia 31...... 2:435/710
50:174/669
CONSULADO PROVINCIAL
Rendimento do dia I a
Idem do dia 31. .
30.
130:899/270
1:044/197
137:943/467
AGENCIAS ROVING AES
Liquidos espiritnosos.
Rendimento de 6 a 29 7:556/135
Idem do dia 30 251/246
Bacalhao, etc.
Rendimento de 6 a 29 5:011/099
Idem do dia 30 21/135
Generos
Rendimento de 6 a 20
Idem do dia 30
de estiva.
9:049/793
921/648
Rendimento de
Idem do dia 30
Famo, etc.
a 29 1:908/702
144/200
7:807/381
5:032/234
9.971/441
2:052/902
24:863/958
Thesouro provincial de Pernambuco, 31 de ja-
lho de 4874.
0 escrivao,
Joio Carneiro M. da Silva Santos.
MOVIMENTO DO PORTO.
Nayios entrados no dia 31.
Rio de Janeiro e BaliiaS dias, vapor americano
Ontario, de 3451 toneladas, commandante Slo-
cum, equipagem 68, carga caf6 e oatros gene-
ros ; a Henry Forster & C.
Porto-31 dias, brigue portugoez Novo Paquete,
de 185 toneladas, capitao Antonio Jose Pereira,
equipages 12, carga viono e ontros generos :
a Loyo & Filh.
Jfavios sahidos no mesmo- dia.
New York e portos intermedlosVapor america-
no Ontario, capitao Slocam, carga a mesma que
troaxt dos portos do sal.
Aracaju e portos iatermedios Vapor nacional
S. Bom Jesus das Crioolas.
Caia terrea n. 8 M4/000
Rua larga do Rosario.
1 andar loja n 24 A.....900/000
fr andar idn........310/000
2 andar n. 24.......408/000
LojaiJem.........1:800/000
Rua do Amerim.
Sobradon. 86. .*. 304/000
Rua dc Antonio Henriques.
Casa terrea n. 26...... 99/000
Largo da Campina.
Idemn 11......., 120/000
PATRTJIONIO DOS ORPHAOS.
Becco das Boias.
Casa terrea n. 39.......421/000
Rua da Lapa.
Casa terrea n. 40.......102/000
Raa do Amorim.
Sobr*do de 2 andares n. 23 602^600
Casa terrea n. 34......122/000
Raa do Burgos.
Casa terrea n. 21.......153/000
Rua do Vigario.
2- andar do sobrado n. 27 243/000
1* andar do mesmo ...... 300/000
Loja do mesmo.......375/000
Sobrado de 2 andares n. 28 1:300/000
Rua do Encanamento.
Sobrado de 2 andares n. 13 1:400/000
Raa da Senzalla velha.
Casa terrea n. 132......701/OOt
Idem n. 25........209/000
Rua da Guia.
Casa terrea n. 25......209/000
Idem n. 29........201/000
Raa da Cruz.
Sobrado de 2 andares n. 12 800/000
Idem n. 19.........600/000
Raa de S> Jorge
Casa terrea n. 100......241/000
Idem n. 103........700/000
Rua de Gervazio Pirns.
Casa terrea n. 2.......200/000
Os pretendentes deverSo apresentar no acto da
arrematacao as suas fiaacas, oa comparecerem
acoinpanhados dos respeetivc-s Oadores, devendo
pagar alera da renda, o premio da quantia em
que for seguro o predio que coutiver estabeleci
meoto commercial, assim como o servico da lim-
peza e precos dos apparelhos.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do R*
cife, 27 de iulho de 1874.
0 escrivao,
Pedro Rodrignes de Souza. ____
Seccao 2/ Sjcretaria da presidencia de
Pernambuco, em 31 de julho de 1874. Por esta
secretaria se fazem publicos, de conformidade com
o art. 11 do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851, os editaes abaixo transcriptos, pondo a eon-
carso a serventia vitalicia dos offlcios da 1* tabel-
hao do pnblico judicial e uotas,' escrivao de or-
pbaos e mais annexes, e de escrivao privativo do
jury e execucoes do termo de Tacaratu.
Os pretendentes aos ditos offlcios deverao apre-
sentar suas peticdes instruidas na forma da lei,
dentro do prazo legal. 0 seeretarioJoao Diniz
Ribeiro da Cunha
0 Dr. Antonio Domingos Pinto Junior, juiz de di-
reito desta comarca de Tacaratu e teu termo,
por S. M. o Imperador, a quera Deos guarde, etc.
Faz saber a quern interessar possa. que, de con
formidade com a lei acha-se a conzurso com o
prazo ae 60 dias, a eontar da data do presente edi-
tal, a serventia vitalicia dos offlcios de tabelliao do
publico judicial e not-s, escrivao de orphans, cri-
me, civel e mais annexos deste termo de Tacara-
tu. vagos pela desistencia que dos referdos offl-
cios fez o serventuario titalicio Manoel Vicente da
Cunha Junior, conforme Ihe foi communicado pelo
Exm. Sr. presidente da provincia, em offlcio de
12 de Janeiro do corrente anno, e que os preten-
dentes qne se quizerem propor ao sobredito offlcio
se devem| apresentar no referido prazo, com os
seus documentos, folba corrida e ccrtidao de i Ja-
de, para se habilitarem na forma da lei.
E para que chegue a noticia a todos, mandou
passar o presente edital, que sera lido e afflxado
nos lugares mais pnb;icos desta villa e publicado
pela imprensa, na capital, val por mim escripto e
assignado.
Villa de Tacaratu, 13 de julho de 1874. Bo,
Manoel Francisco Bjtelho, escrivao intorino do
crime e orphaos o escrevi.P,nto- Junior.
Esla conforme. 0 escrivao interina do crime
e orphaos o escrevi.
0 Dr. Antonio Domingos Pinto Junior, juiz de di
reito desia comarca de Tacaratu e seu teptiiov
por S. M. oImperador, a quern Deus guardejetc!
Faz saber que acbando-sa vago o ouicio de es-
crivao privativo do jury e execucoes deste termo
de Tacaratu, pelo presente se convjda a todos os
pretendentes a apresentarera seus requerimsntos
no prazo de 60 dias, a eontar da data do presente
edital, apresentando foiha amida p i"rtidao &o
iuaae, ahm de naDilitarem-se na forma da lei.
E para que chegue a noticia a todos, mandou
passar o presente, que sera lido e afflxado nos luga
res mais publicos desta villa e pnblicado pela im-
prensa, na capital, vai por mim escripto e assig-
nado.
Villa dc Tacaratu, 13 de julho de 1874. Eu,
Manoel Francisco Botelho, escrivao interim do
jury o escrevi Pinto Junior.
Esta conforme.0 escrivao interino do lury,
Manoel Francico Botelh >.
Edital n. 20
Pela iuspectona da alfandega se faz publico que
nao tendo sido arrematadas as mercadorias abaixo
deelaradas, annunciadas a leilao por editaes ns.
17. 18 e 19, por falta de concurrencia ao valor
official, se transfere a mesma arrematacao para as
11 boras da manha do dia l de agosto vindouro,
a porta desta raparticio.
Armazem n. 5
Marca Cunha Irmao & C. 1 pacote vindo do
Porto no navio portuguez Recife, descarregado em
10 de outubro de 1873, com 2 kilos de impressos
avulsos, no valor de 5/600.
Armazem n. 7
Idem LGns. 171AI71B 2 atados vindos de
Liverpool no navio inglez D. of Suthertand, des-
carregados em 27 de agosto de 73, ignora-se a con
signacao, contendo rodas de ferro fundido, pesando
83 kilos, no valor de 195366.
Idem T H ns. l,73o A 1,735 B 1,735 C 1,735 D
4 dites idem idem com rodas de ferro, pesando 239
kilos, no valor de 55/766.
A PC n. 255 -50 caixas vindas no navio hollan-
dez Catharine, descarregadas em 22 de agosto de
73 e consignadas a Antonio Ferreira de Carvalho,
contendo 50 duzias de frascos com licor, bespere-
dina, medindo liquido legal 428 litros, no valor de
1:078/560.
Trapiche Conceifao
Idem D 0 ns. 2,244-2,2462 barricas vindas de
Lisboa na barca porlugueza Vencedora, dercarre-
gadas em 30 de jalho de 73 e consignadas a Sal-
man freres, com cadinhos de barro, pesando liqui-
do legal 640 kilos, no valor de 149/333.
Idem S J sem numero 25 gigas vindas de
Hamburgo no navio bamburguez Elize, descarre
gadas em 18 de setembro de 1873 e consignadas a
Moreira Monteiro & C, com 160 litros de cidra em
meias garrafas, no valor de 132/200.
Idem F V P sem numero 1 arado vindo de S.
Miguel na barca portugueza Arabella, descarrega-
do em 5 de novembro de 73, a Francisco Vieira
Pacheco, no valor de 1/000.
Idem J M ns. I|27 27 gigas vindas de Liver-
pool no brigue inglez Eduart Herbert, descarrega-
das em 23 de agosto de 73 e consignadas a ordem,
contendo apparelhos de louca n. 2, pesando 6,156
kilos, no valor de 2:298/240.
Alfandega de Pernambuco, 30 de julho
de 1874.
0 inspector,
Fabio A. de Carvalho Reis.
mmBSSBSSBSBSBSBBSSSBBBSSSBBmaemi
DECLaBACOES.
SANTA CASA DA MISERICORDIA DO
RECIFE.
A HIma. junta adminisirativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife, manda fazer publico que
oa sala de soas sessdes, no dia 30 de jalho, pe-
las 3 horas da tarde, tern de ser arrematadas a
quern mais vantagens offerecer, pelo tempo de am
a ires annos, as rendas dos predios em seguida
declarados.
ESTABELECIMENTO DE CARIDADE.
Rua do Padre Floriano
Casa terrea n. 43......201/000
Raa das Calcadas
Casa terrea n. 30. ..... 221/003
Idem a. 31.........135/000
Idem n 36........221/000
Vidal de Negreiroi.
Ca;a terrea n. 114......362/003
Idea) a. 94......* 301/006
Massa fallida
DE
Amorim, Fragoso, Santos
&C.
8 dividend tie 1,11ft por cento.
Paga-se o ultimo dividendo as quintas-feiras,
das 11 horas da manha a 1 da tarde, no escripto-
rio da raa do Vigario n. 13, 1* andar.
Os Srs. credores queiram vir logo receber, pois
tern de ser reeolbidas ao deposito pub ico at qnan-
tias qne nao forem procuradas ate o dia 15 de
agosto proximo.
Pelo thesouro provincial se faz publico a
quem interessar possa, que foram transferidas
para o dia 6 de agosto proximo vindouro as arre-
matacfies da obra dos reparos de empedramentc
na estrada da Victoria, e os 8 0|0 sobre o capim
de planta consnmido nesta cidade : a primeira or-
cada em 3:245/, e a scgunda em 2:319/280.
Secretaria do thesouro provincial de Pernamba-
;o, 25 de julho de 1874.
0 seeretario,
____ Miguel Alfonso Ferreira.
Associa(#o commercial benefl-
cente.
De conformidade com os estatutos sao convida-
dos os senhores sucios a se reunirem em assem-
bled geral, no edificio da mesmt associacao, no dia
3 de agosto proximo, ao meio dia. Recife, 27 de
julho de 1874.-0 seeretario,
D. C. Ramos.
A arrematacao do arrendamento da casa ter-
rea n. 55, proprio nacional, sita a rua de S. Rento
da cidade de Oliada annunciada para o dia 25 do
corrente, foi transferida para o dia 5 do futuro
mez de agosto, o que se declara para conhecimen-
to de quem interessar.
Secretaria do thesouro de fazenda de Pernam-
buco, 27 de jnlho de 1874. 0 2* escripturario,
serviudo de seeretario,
__________Carlos J. de. Sonza Correia.
Imperial Sociedade dos Ar-
tistas Mechanicos e Libe-
raes.
Por terem comparecido poucos socios, resolvai
esta sociedade, a requerimento de um de seus
membros, nao proceder no dia 26 do corrente,
como foi annunciado, a eleicao da administrate
que tern de -dirigi la no anno social de 1874 a
1875 e adia la novamente o para dia 16 de agosto
proximo futuro, continuando o indulto a respeito
daquelles, que se acham atrasados no pagamento
de suas mensalidades ate o mencionado dia, inclu-
sive, afim de poderem todos concorrer com seus
votos para a refenda eleicao.
Reciie, 28 de julho de 1874.
0 1." seeretario,
__________P. Paulo dos Santos
Consul a do provincial.
Por esta reparticao se faz scienle aos diversos
contribuintes pela collocacao dos apparelhos diffe-
renca dos mesmos encanamentos e annuidades da
- Recife Drainage Company que durante o mez
de agosto vindouro, como prazo improrogavel, se
cobrara os respectivos debitos dos predios sitos as
ruas seguintM ....... _
Rua do Marquez de Olinda, dita do Bom Jesus,
dita do Commorcio, dita de Domingos Jose Mar-
tins, dita do Vigario Tbenorio, dita de D. Maria Ce-
sar, dita de Mariz e Barros, travessa do Campello,
becco Largo, dito d s Mascates, travessa do antigo
Porto, dita de Domingos Jose Martins, largo do
Corpo Santo, caes do Apollo, campo das Princezas,
rua de Joao do Rego, dita da ilha do Carvalho, di-
ta de a. Francisco, largo do Paraizo, travessa da
rua Bella, rua do Livramento, dila de Marcilio
Dias, largo de S. Pedro, rua do Coronel Suassuna,
dila do Marques de Herval, praca de Pedro II, rua
de Vidal de NeRreiros.dita de Christovao Colombo,
dita do Padre Floriano, dita da Viracao, dita de
Lomas Valcntinas, dita de Santa Thereza, dita de
Dias Cardoso, dita de Vinte e Quatro de Maio, dita
da Palma, dila da Henha, dita do Padre Nobrega,
dita do Pas o da Pjtria, dita do Dique, ditade Fr.
Henrique, dita do. Forto, dita Imperial, dila de
Luiz de Mendonca,| dita de Santa Rita, dita Nova
de Santa Rita, dita da Assnmpcao, dita de Domin-
gos Theotonio, dita do Jardim, dita de Antonio
Henriques, dita dos Pescadores, dita de S. Joao,
dita de S. Jos6, dita da Cadeia Nova, dita da Roda,
travessa do Marqaez do Recife, rua larga do Ro-
sario, becco da Matrix, travessa da Matriz, dita dos
Expostos, rua dos Patos, travessa dos Quarteis,
rua do Calabouco Velho, Travessa do Calabouco,
becco do Calabouco, rua de Santo Ama.ro, dita do
Duque de Caxias, dila Primeiro de Marco, dita do
Cobuga, dita do Barao daVictoria, Cae* 22 de No-
vembro, rua do Imperador, dita das Larangeiras,
dila das Trincheiras, dita de Paulino Camara, tra-
vessa da3 Flores, rua de Mathias de Albuquerque,
dita da Paz, dita estreita do Rosario, travessa das
Crazes, dita do Queimado, largo do Carmo, tra-
vessa do Carmo, dita do Livramento, dita da Bom-
ba, dita de S. Pedro, dita do Fogo, rua do No-
gueira, dila de Santa Cecilia, dita do Visconde de
Inhauma, dita de Pedro Alfonso, travessa do Forte,
dita dos Copiares.Jdita do Serigado, dita da Vira
cao, dita da Concordia, dita do Pocinho, dita dos
Martynos, dita do Caldeireiro, dita do Lobato, di-
ta do Prata, dita do Lima, dita do Peixoto, dila de
S. Jose, dita da Praia do Forte, dita do becco do
Falcao, dita do Gaz, dita do Carcereiro, becco do
Caldeireiro, largo da Ribeira, dito da Praceta, se-
gundo becco da rua de Sanla Rita, primeiro bec-
co da Camboa do Carmo, dito dito da Cadeia No-
va, praia da Cadeia Nova.
Consulado provincial, 29 de julho de 1874.
__________Antonio Carneiro Machado Rios.
Companhia Fidelidade
seguro0 iiiai'itiiuos o terrestres
A agenda desia companhia toma seguros ma-
rilim s e terreslres, a premios razoaveis, dando
nos ultimos o solo livre, e o setimo anno gratuito
ao segurado.
Feliciauo Jose" Gomes,
___________Agente.
Sociedade Monte Pio Santo
Amaro
De ordem do vice-presidente sao convidados
todos os socios a comparecerem na sde da socie-
dade, pelas 10 horas da manha do dia 2 de agosto
proximo vindouro, afim de, em assembled geral,
se tratar de negocios de suroma importancia, e
grande interesse para a mesma sociedade,
Secretaria da sociedade, 29 de julho de 1874.
Servindo de recretario,
____________________C. de Albuquerque.
Okas uiililares
Tendo ficado sem effeito a arrematacao das
obras do quartel do Hospicio e do hospital militar,
sao ellas de novo postas em concurrencia para se-
sem contratadas, servindo de base as lancos offe*
recidos, os quaes foram : para as do quartel
3:600/, e para os do hospital 1:190/. As pessoas
que preteoderem encarregar-ae destes servieas,
apresentem soas propostas em carta fecbada, na
repartici das obras publicas, no dia 10 de agosto
ao meio dia. Os orgamentos acham-se na mesma
reparticio.
Recife, 30 de julho de 1874.
0 engenheiro das obras militarcs,
Chrysolito F. da Cattro GfaavM.
1

Manoel Jose Monteiro Torres
Keller & C, adminUlradores da massa fallida
de Manoel Jose Monteiro Torres, pedem aos Srs.
credores da mesma massa, que dentro de oito
dias. a eontar de 27 do corrente julho, Ihes apre-
sentem os *eus titulos para serem conteridos e ad-
mittidos ao passivo da fallencia.
Juizo dos feitos da tttzenda.
ESCRIVAO BAXDEHU.
Sexta feira 14 de agosto proximo futuro, depois
da audiencia respectiva, as 11 horas do dia, ira a
praga por venda o seguiole :
0 sobrado de 3 andares e sotao da rna do Amo-
rim, n. 29, com 52 palmos de comprimento e 21
ditos de largura, sendo o andar terrco um arma-
zem, contendo qualquer dos andares 2 salas, 2
quartos, cozinha interna, avaliado em 12:000/,.
para pagamento da execugao da fazenda provur
cial contra Manoel Fernandes da Cunba 4 C '
Idem n. 1, sito a rua da Mangabeira, em Oliada,
com 63 palmos de frente, 59 ditus de fundo, tea^do
o andar lerreo 3 salas e 8 quarto', e o superior, 3
salas, 8 quartos, cozinha fora, avaliado em 3:500/,
para pagamento da execuc&o da mesma fazenda
contra Henriqueta Elya Banks de Miranda.
A casa terrea da rua do Coronel Suassuna, n.
109, com 14 palmos dc frente, 61 de fundo, 2 sa-
las, 2 quartos, cozinha, quintal murado, avaliada
em 1:800/, para pagamento da execucdo da mes-
ma fazenda contra Joanna Militana de Jesus.
Idem idem n. 37, com 14 palmos de frente, 32
de comprido, 1 sala, 1 quarto, e sotao, em mao es-
tado, avaliada em 1:500/, para pagamento da exo-
cuqIo contra Vicente Ferreira da Costa & Filhos.
Idem da rua ae Vidal de Negreiros, n. 160, com
18 palmos de frente, 65 de fundo, 2 sa as, 3 quar-
tos, cozinha dentro, quintal murado, cacimba, ava-
liada por 1:600/, para pagamento da execujao
contra Clandina Martinha do Sacramento.
Recife, 30 de julho de 1874.
0 so'.icitador da fazenda provincial,
________ J. Firming Correia de Araujo.
A arrematacao em hasta publica da ca*a ter-
rea, proprio nacional, sila a rua do Paco Castelha-
no, na cidade de Olinda, foi transferida para o dia
5 dc agosto proximo fuluro, servindo de base
para a sobredita arrematacao a quantia de.....
2:050/, o que tudo se declara para conhecimento
de quem inleressar.
Secretaria ds thesouraria Je fazeada dc Per
oambueo. 29 de junho de 1874.
0 2. escripturario, servindo de secretari),
Carlos Joao de Souza Correia.
0 Palhacp Virgilo
Novo e anlco period Ico OedleoOo
oa aaaontes o etmem.
PRIMEIRO REDACTOR
O palhaaf* do circo eojaaeotre.
Precot das assignatvras.
Meia jou gratis, meii can, graluitamcale a to-
do aquelle que nao fallar ao beneficio do Palbac^
Aciso.
0 redactor desie i < riodico aceita todo qu-
qner arligo que nao aeixe ficar mal as algibeirac
do Pa hai;o.
0 Palhaco
Carissi no* leitores e leiloras 1 I I... Acordai '
lavai bem o roslo en Gar as calcai... o palil6...
a sobre-casaca... ochapeo... ca sa patos... o
collete... a camisa... a jaaueU... digo a casa-
ca, eofiai lulo e sobre todo, enOai tambem nj
bolso a ineignificanle qnantia de Ires patacas
d. VIRGILIO, (redactor) comptai Ihe um eartiosinh
qne da entrada para um grande festejo que lem d<-
haver HOJE SaBBADO 1 de agosto de 1874, DO.
Oreo Eijuestre cojo festejj i em beoeficio do inr- -
mo Vtrgilio Palhaco.
0 redactor espera qne os nobres senhores e s*
nhuras, habitantes de Pernambuco nao fallem *
esta grande e estroodosa fuocconata, que sera
a Nomeada por toda pnrte
Se a tanlo me ajudar engenho e arte.
Ahi vai um resumo do inagoiiico letejo :
Ao c'.arear do dia de huje I le agosto de 187*.
subirao aos ares immensos f .guetes 1 O VnTfii.j
apresenlar-se ha com um maco de bilheles, etp*--
rando a rapasiada amanlelica, e as respeitave;s
familias que desejarem assisUr a funccio d >
meio dia em diante hav 378,985 folhas e flores espalhadas pelo chi '
Bandeiras pelo mastro.
0 programma sera maravilhoso !
Obeasiiciado nao poupou despezas afim de apr-
sentar um festejo monslruuso e espera que
dignos espectadores e espe-tadoras fiqiiem MS
feitissimos e choraulo por mais !
A' vista do que vos expaz, espero que siane; i
deixara de ir ao circo hoje dc agosto, a- 8 h r.
em ponto.
Todos deveni se diverlir em ijuan o nao chec .
hora da nossa morte... amen p-irque
A mortee um bixiuno
Que roe a yida da gente '....
Porlanto em quanto nao cnega essa hora [*U!,
toca a rir... toca a folgar 1 Venham ja
prar
Osbilheiinhos
Etc. e la I pontinhos...
0 mais a todos os- leitores e leiloras de?t-
riodico deseja-lhe perfeilissima saiide
Este vosso servo
Virgiliosinho Palhactnho Feiticeii /''.
Imatdade
dc Sant'Anna, erecta na igreja da Santa
Cruz.
De ordem de nosso irmao juiz convido a todos
os nossos irmaos para comparecerem eni nosso
consistorio no domingo 2 de agosto, pelas horas
da manha, afim deem mesa geral se proceder a
eleicao da nova mesa regedora do anno corapro
missal de 1874 a 75, de conformidade com o que
determina o art 14 do compromissa que nos rege.
Consistorio da irmandade de Sant'Annj, 28 de
de julho de 1874.
Servindo de secrelano,
Elias Baptisla da Silva Ramos.
Segunda-feira, 3 de agosto, depois da au-
diencia do Exm. Sr. desembargador juiz de or-
phaos, vai a pra^a, a requerimento do inventarian-
te, uma parte da casa terrea sita a rua da Matriz
da Boa-Vista n. 34, servindo de base a quantia
Oe 0300991, por .juanin fni avaliada. enja nartfl p
pertencente ao herdeiro menor Joaquim, lilho do
finado Antonio do Couto Vieira.
Loj.-. Cor.-. Liv.\ Pop,-, do valle da rua
de Marcilio Dias.
felo presente convido a todos os oobbr.'., em
dia, para, reunidos em Ass.-. Ger.\, domingo 2 do
mez vindouro, as-10 horas da manha, se proceder
a eleigio para Ven.\, visto ter o eleilo renunciado
o lugar.
Secret.-, da Soc.\ Ma;.-. Cor/. Liv.-. Pop.-, em
30 de julho do 1874. (E.\ V.-.)
0 secret.-.
G. C. do Espirito Santo.
coiorai
RelaQao das cartas que deixaram de seguir
para Portugal per falta do franquia
Albina Rosa, A. J. Gomes Nello, Antonio Ferrei-
ra Braga, Antonio Francisco Ferreira, Antonio
Henrique Rodrigues, Antonio Ignacio da Ponte,
Antonio Joaquim Pereira, Antonio lose da Cama-
ra (2), Antonio Martins, Antonia Maria da Cunha,
Antonio Ribeiro, Antonio Rodrigues Mendes, Cons-
tantino Rodrigues da Costa, Domingos Jose* da
Costa Araujo, Domingos Jose" Lopes d- Castro Tor
res, Ernesto Madeira Pinto, Francisco Fernandes
Cruz, Francisco da Silva Luna Junior, Antonio da
Hora Motla, Jacintho de Sa Oliveira, Joaquim da
Silva Maia, Joao Martins da Costa, Joao Maria dos
Santos Almeida, Jose Fraiicisco Vieira de Carva-
lho, Joaquim Monteiro da Croz, Jose-Maria Passos,
Jose" Pedro das Neves, Jose Rodrigues Terroso,
Jose da Silva Mattos, Maria Custodia Gomes, Maria
Ferreira, Maria Pinto de Almeida de Vasconceiios,
Maria Rosa da Natividade Gomes Leite, Maria
Rosa da Silva, Maria da Silva Ramalho, Manoel
Coelho, Manoel Fernandes Monteiro de Freitas,
Manoel Ferreira de Moraes, Manoel Joaquim de
Souza, Manoel Jose dos Santos, Manoel Lopes, Pe-
dro da Araujo Beltrao, Trajano Luiz de Franca,
Victorino de Almeida Rebello, Zulmira Josephina
Barbosa.
Correio de Pernambuco, 30 de julho de
1874. 0 2 official encarregado da cx-
pedifSo,
Aqnello Pernambuco.
Communicado.
Na cidads da Victoria deu-se o seguiol-:
dia 36 de setembro, pelas 10 hcras da manti
pert* das Ave Maria, atirou-se nm homem bran
de cpnscura, do & andar de um sobrado abai> .
que fie, u tido relado solire as pedras : p
nao morreu porque'He era pedreiro de
grande.
0 Palhaco parlicipa que hoje, dia dc seu
neficio, toda pessoa que Ihe levar a redaccio '.
circo a quantia de 10 tosloes, recebera de grv
cacao um bilhele de entrada para a festacca oi
tern de baver amanlia, I* de agesto de 187';
L'ra mo^o desempregado ha 10 mezes e H d.. -
tendo salndo da cadeia na semana passada, J
seja empregar-se c.mo Ihesonreiro de qual'ju
rasa baucaria, sociedade ou irmandade, 'a I <-
almas mesmo serveL N. B. 0 sopplicanle u-
seja empregar-se com brevidade, por se Ktvai
sem diuheiro e ter immensa vontade de assisii f
beneficio do Palba^o.
Vende-se uma porca inuilo limpa aoa a^ .
dancia de lei!?, propria para amamenlar tcd->
cria que recusir ir ao bene'icio do pathago,
Alogase por prego comQido am a linda .a.
com Igoa dentro quando chove : ; propria par .
Ires mojos solteiros, empregados na arte da
diacjio. A dita casa tern bons comrasdos e^:
para ires an:.}..0? Para tratar na rua da-
sas n. ^v
MOVIMENTO DO CIRCO
(ultimas i-.otac/ii:-
Enlrada geral.......................
para senhoras de balao.......
yara dilas sem balio..........
> para homens de casaca.......
para homens de paletot.......
para booms d.. pqueia......
> para pesssoa feia ou bonita....
Aquelle que quizer dar mais, o beneficiado r.;.
se zangara por isso.
Precos p^ra todos, sem prejudicar as i .-
beiras !
l*\ VII VERSO
i.
:
li h
i
i
1/
So nao vender
AH queiores..
todos os bilhett-i,
*.'
Ai! que dores, que torraentos,
Oue trisle e cruel penar *...
Ai! que dores, que soffrimenlos...
Se algum bilbele licar.
Ai! que dores nao sinlo eu
Neste peito magoado...
Ai I que dores niko soffro eu
Pof nao ter luJo passado...
Ai I que doros... que tnsle sorio..
0.ue desespero sem fim I
Venha uma encbeule forle....
Pois lenbam pena de mim !
Racife, tan'.os de
lai de 1000 e 800 e 70 e .
Virgilio Magnnao
Muita attencao.
- i
r
CIRCO EQUESTRE
NO
CAMPO DAS PRINCEZAS
COMPANHIA BRASILEfRA
DIRECTOR
Antonio Carlos do Carmo,
SABBADO 1 DE AGOSTO.
Grande, ponaposo e uitaraTilhoso
esprctaciilo com escollaido
PROGRIHMA
Em beneficio do
Palhaco
0 Vngilio, sendo esla a primeira vez que ...
nesta cidade um especiaculo em sea beneacio, -
pera a proteccao do illustrado poblieo de queji i
tern receliida tanias provas de estitna e alera d -
entrada geral 14000, grande redoccao no pr-
eu desejando qua todas as familias possam ass:"- r
ao meu benjlicio, as cadeiras para seuhoras
2*000.
l.A VAI OBRA!..
0 palhaco, nesta noite,
Muilo ha de agradar
A' Leila rapaziada
Que for apreciar;
Qaem liver melancolia
Esta noite 6 nao faltar,
Venham ver este pagode
P'ra se rir a escangalbar I
Entradas a um mil reis,
A qaaalia nao aleija 1
Mas aquelle qne der dous
Tern dez lusloe* p'ra cerveja '
Haja festa haja folia I
Nesle dia tudo e bom,
Pois o nosso palhaciobo
Preparou linda fanccao I
0 palhaco ne'sa noita,
Muito alegre e praieBteiro,
Dara a todos tahida
Sem ser preciso dinheiro.
0 Patusco.
\o Campo das Prineezas
ESTRONDOSO KSPECTACULO
AmanhJ 1" de agosto.
Director e proprietario o primeiro artist* mm#.<-
tre-o Sr. ANTONIO CA RLOS DO CAMMO.
Grande fesla I Prazer sem igial I Alafrta iot-
mensa em beneficio do
Palhaco Virftilio.
Depois que os Srs. profesiores tiverem execvu-
do uma brilbante ouveriura. dara princicipw a
Undo espectacnlo.
Equestre, Gymnastico, Acrobauco,
Equilibrico, Mimiw. Daocv,
executado por todos os arustas da cowpanaia
0 beneficiado preencLcra os interv>>Uos eoa
jornal 1 Vtolio, flaatt I e diverus pig.Jaira- ^
Nio faltera i fouc^o f
Eu ca os espero I
E viva a rapaziada 1 viva. : a rapasiada *>
caroco 11 viva 11 I


Dfairio de Pernambuw Sabbado 1 de Agosto de 1874.

*

J
I
ia- *
Olbem irt59 prlncipia is 8 horas.
Grande scena equestre pela Exm. Sra. D. Oli-
Teir.
Santo Antonio
Associicau drauialica.
Especticulo em benefi :io dos adores
Correla e Silva
Domingo
A's 5 i| horas da turtle
DepoU qua a orchestra, regie a pelo maestro Mar-
celiiio Cletc executar uma de suas roelhores cu
verturas, sitbira a scena nesie theatre pela pri-
meira vex a drama em 3 actos :
Supplicio(luraa mulher
Fir alisara o espectaculo com a comedia em io
acto :
Preclsa-se de uiua mulher
para viajjar
E a- comedia em 1 acto, oraada de canto:
Bolsa e cachimbo.
Os beneflciados desde ja antecipam ao distincto
puhhco pemambacano os sens agradecimentos.
Uma mus.ca militar, em obs jquio ao beneflcia-
do, tocara nos intervallos diversas pecas.
Aiiianha
Domingo 2 do corrente.
A" S lie da larde.
Havera espectaculo, constando dos melbores
trabalhos da eompanbia.
para' i immi
A escuna Gforginna tendo engajadn parte de
seu caircgarrieniii para i> Para, n-wbe tamlicni
para o Maranliao, easo cotr-'cMi* faifr a ocal.i
i vista do fn-tu i|ue apparecei: a tratar na rua do
Amoriin n. :I7.
Librav eslerliiias.
Vendem Augusto F d'Oli-
veira & C.
Rua do Commercio n- 42.
COMPANIilA PERNAMBUCAKA
DE
liuvega^So eontelra a vapar.
A.R.AHYBA,NATAL, MACAO, MOSSORO', ARACa-
TY, CKARA, MANDAHU, ACARACl]' E GRANJA.
0 vapor Pirapama, com -
mandante Silva, seguira para
os portos acima no dia 7 de
agosto as 5 horas da tarde.
Recebe carga ate o dia 6,
encommendas, passageiros e
dinheiro a frete ate as i horas do dia da sahi-
da : escriptorio no Porte do Mattos n. 12.
as
Segunda-feira 3 de agosto
11 horas em ponto
LEILAO
Uma
casa i> rrca
rua (!u
DE
em sol" proprio,
S. Gongnlo i). 2.
sita a
Concerto instrumental
DA BANDA HE
Niisica allenia
COMPOSTA DE It FESSOAS
Hoje
A'i 1 1|8 horas da noite,
AMANHA
Vs 4 li horas da tarde.
NA
Fabrica de cerveja
A' rua do Barao de S. Borja
V 35
(Outr'ora do Sebo)
Preco d entrada para cada pessoa 1/.
C0MPANH1A
MESSAGERIES MARITIMES.
Linlia mensal
ERYMAIVTHE
Espera-se da En-
ropa ate o dia 7 do
corrente, s e g n i n do
depois da demora de
costume para Bue-
nos-Ayres, tocando na
Bahia, Rio de Janeiro e Montevideo.
Seguuda-t'eira 3 d agosto
as I I horas da rnanhfl
No sobrado da rua do Marquez de Olinda
h. 37, primeiro andar.
0 agenle dias, comprtentemente autorisado por
despachu do Era, Sr. desembargador juiz de
orphaos, levara a leilao. a reqnenmento do Sr.
Dr. Francisco Ferreira Marlins Ribeiro, a casa ter-
rea em solo proprio na rua de S. Goncalo n. 8.
a quai tern 2 salas, 3 quartos, cosinna fora e
Suiutal murado. Os Srs. pretendentes podem
e3de ja examina-la.
Segunda-feira 3 de agosto
N) iugar acima indicado e em continuacao ao
leilao da casa do Mouteiro, e joias, que se acha
annunciado.
Linha mensal
Rio Grande
Espera-se dos por-
tos do sul no dia 9
do corrente, seguin-
do depois da demo-
ra do costume pa-
ra Bordeaux, tocan-
do em Dakar (Goree) e Lisboa.
Para fretes, encommendas e passageiros : a tra-
tar com
OS AGENTES
Harisnienily A Labille.
9 Rua do Commercio 9
Palhabote Joven Arthur
Vende se e=te navio prompto de um tudo para
navegar, 6 feito de madeiras do Brasii, esta anco-
rado no qnadro da descarga : os pretendentes po-
derao examinar, e para tratar com Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo, a rua do Bom Jesus n. VT.
LEILAO
DE
100 meios de solla de boa qualidade, para
fecbameoto de facturas.
Segunda-feira 3 de agosto
A's 11 horas da manha
no trapicbe da eompanbia
0 agente Pinho Borges, vendera em leilao, os
referidos meios de salla por conta e risco de
quetn pertencer.________________________
Agente Pestana
LE1L40
Pedro Martyr Maury e sua Exm. familia, por sna
ordem fara leilao, o agente PiNHO BORGES, dos
moveii e mais objectos exitenles na casa em que
reside nos Afflictos, sitio n. 19.
Os referidos obje-tot flo reoommenJaveis por
serfiu do gofio e pouco usados.
0 iue.-rno agente avisa aos coucurrentes que ile-
polt dti leilao, encontrariio nma rmnpanliia de g>'-
uhadri-<. para farililar iransp'Tt*-.
AV 1(1 ||2 lioias do ar>:o de >>anln AnWitin. urn ireni exprewo ijue
cuiidu/.ira yraiis .,.< cotirurretiti'S.
0 leilao principiara as it tioras Ja manha em
poulo.
Leilao
DA
ta-
LEILOES.
AVISOS MjgmjfjjL
CHARGEVRi It s:i"\IS
COM PANII1.1 FMNCEZA DE NAVE-
GAQAO A VAPOR
LINHA MENSAL ENTRE 0
Havre, Lisboa, I'ernambuco, Rio do Janei-
ro, Santos (somente na volta), Montevi-
deo, Buenos-Ayres, (com baldeajao para
o Rosariol.
STEAMER
YILLE DE RIO DE JANEIRO
i. omiiiiaiiuaiitc A. l-'lem-y
E' Esperado do snl
ate 2: de agosto proxi-
mo futuro, seguindo
depois da indispensa-
vel demora para o
Havre com escala por
lisboa.
Para fretes, eneommendas e passageiros, trata-
M< com
OS CONSIGNATARIOS
AUGUSTO F. D'OLIVEIRA & C.
iRua do CommercioEntrada pela rn
do Torres.
I'acilic Steam Navigation Compan)
ROYAL MAIL STEAMER
Ci lontii
(DE 4027 TONALEDAS)
CommandaDte Bax.
Espera-se dos por-
tos do sul ate o dia 4
de <>gosto, e depois da
demora do costume
seguira para Liver-
pool, tocando em Lis-
Bordeos, para onde recebera passageiros,
encommendas, carga e dinbeiro a frete.
N. B.Nao sahira antes das tres boras da tar
ce do dia da sua chegada.
AGENTES
Wilson Howe & C
14PRACA DO COMMERCIO14
Pacific Steam Navigatian Company
ROYAL MAIL STEAMERS.
Ultimo leilao
DAS
dividas activas, na importmcia de.......
9:2il79i, da massa fallida de Farias Lessa
n. 53,
as IO l|2 horas
No escriptorio d rua do Bom Jesus
primeiro andar
0 agente Pinho Borges, em cumprimento do
mandado do Illm. Sr. Dr. juii de direito especial
do commercio, levara a ultimo e terceirp leilao
as referidas dividas, servindo de base a offerta de
565,000 reis, que foi obtida no segundo leilao.
Agente Pestana
leilao

DE
6 caixas rnarea J M S, com
Com cbarutos ExposigSo de
paio e 2G4 li2 ditas Lyricos,
8 li-2
M. M.
bam-
vindos da
Bahia no paquete nacional Ceard
No
as 11 horas em ponto
armazem do Sr. Annes, defronte da al-
fand^ga.
0 preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e risco de quem pertencer, dos cbarutos
acima menclonados, os quaes serao vendidos em
lotes, a vonlade dos Sr3. compradores
SABBADO l.-DE AGOSTO
AS 11 HORAS EM PONTO.
No armazem do Sr. Annes, defronte da al-
________________fandega_________
Agente Pestana
DE
moyeis, louga e crystaes
S E N D 0 :
Urn piano forte. 1 raobilia de jacaranda, Cora 1
sofa, 1 jardineira, 2 consolos, 2 cadeiras de bra-
cos e (2 de guarnicao, 1 serpenlina, 4 oasticaes
com maBgas, 6 jarros para flores.
Uma mesa de advogado, 1 secretaria com se-
gredo, I estante para livros, 1 mdcho, 1 burra pe-
quena, prova do fogo, 1 banco para a mesma e 1
carroAara menino.
Urns cama franceza de pao setim, 1 dita (ma-
deira preta), 2 camas de faia para meninos, 1 ber-
co de balaustres, 1 gnarda-vestido, 1 toilette gran-
de e bonito e 1 macbina de costura.
Uma mesa elastica, 1 gnarda-lonca, 2 aparado-
res, com floroes e pedra marmore, 1 quartinbei-
", 12 eadeiras, 1 sofa, 1 cadeira americana, 1 di-
ta de balanco, louca, vidros, crystaes e outros
objectos de casa de familia, exattentes no primei-
ro andar do sobrado da rua estreita do Rosario
a. 41.
Terea-felra 1 de agosto
0 agente Pinto, legalmente autorisado, levara a
leilao os moveis e mais objectos acima descriptos,
existentes no primeiro andar do sobrado da rua es-
treita do Rosario n. 41.
_____________Principiara as 10 iiO boras.
Os administradores da massa fallid> de Pereira 1
de Mello & C, farao leilao, por autorisafix do I
lllm. Sr. Dr. juiz esoecial do commercio, e por in
terven^ao do agente Pintn, de um variado torti
incnto de fazendas iuglezas, francezas, suissas e
allemas, existentes no armazem da rua do Bom
Jesus d. 63, oude se effeduara o leilao.
Em contiirauefio
vender Kh laiotiem iMTereut.-. v.iIjiujm e.wi
eamjs.is fraucezas. iHlpiJrtia*, cUitf U;Uinaii]fcllte. rte.-.p:1.-|i,".,l.,s..
(> Itiiao prtneipiau a.- i() lira*> eja
AVISOS DVEHSOS
A viuva, filllos, noras e gen-
ro do finado commendador
Manoel Figueiroa de Faria
mandam celebrar amanba (1.
de agosto) das 7 as 8 horas
do dia, na igreja do convento de S. Fran-
cisco, missas por alma do raesmo finado,
por ser esse o dia do 8." anniversario de
seu ptssaraento. e para esse acto todo de
caridade, convidam as ptssoas de sua ami-
zade.
km** "minium "---iss'&sft~ 't*\si
Commendador Manoel Fi-
(De 3,829 toneladns).
Commandante G. TV'. Conlan.
Espera se da Europa ate o
dia 16 de agosto e seguira
para Babia, Rio de Janeiro,
Montevideo, Buenos A y r e s,
Valparaiso, Arica, Islay e Cal-
lao, para onde recebera pas-
lageiros, encommendas e dinheiro a frete.
N. B.Nao sahirao antes das tres horas da
tarde.
OS AGENTES
Wilson Rowe A C.
14RUA DO COMMERCIO14
t'ncipauliia de navegaciio a va-
por bahiana, liinatada
Macei6, Penedo, Aracaju e Babia.
E' esperado dos portos
do snl ate o dia 8 de
agosto 3 vapor S. Salvador
o qual seguira para os por-
tos acima no dia seguin-
te ao da sua.;Chegada.
Recebe-se carga, passageiros e dinheiro a frete
Agente
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
57Rua doBoro Jesus571
ARACATY.
Para o indicado porto segue impreterivelmente
no dia 8 de agosto o hiate Leonilia da Cruz. Para
carga e passagejros, trata-se com Antonio Alberto
de Souza Aguiar a rua do Amorim n. 60, on com
o capitao a bordo do mesmo hiate, fundeado con-
fronts ao trapicbe Darbosa.
DE
23 caixas com raaizena avariada, em ma-
50s.
HOJE
AS 11 HORAS EM PONTO.
No armazem do Sr. Annes, defronte da alfandega
"0 preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e risco de quem pertencer, dos macos de
farinba maizena acima mencionados, em um ou
mais lotes, a vontade dos Srs. compradores.
""LEILA 0
DE
Uma sortc de terras proprias e casa no Mon
teiro, denominadallha, pertencente ao es-
polio do finado Francisco Geraldo Moreira Tem-
poral.
Segonda-feira 5 de agosto
A's 11 horas
Em o 1 andar do sobrado da rua do Marquez
de Olinda n. 37.
0 agente Dias, competentemente autorisado,
levara a leilao no dia e bora acima designados,
a easa e terrenos tambem acima indkados, os
quaes estao situados par traz da refinacao deno-
minada do Monteiro, tendo a casa 1 porta e 3 ja-
nellas de frente, 1 dita e 2 no oitao, 2 salas, 4
quartos e cosinna externa, coeheira com 3 por-
tas de frente, banheiro e tanqne de tijolo e cal,
cobertos de telha e mais duas casinbas no sitio
occupado pela casa.
0 terreno 6 oecupado por diversas casas qne
pagam renda annual.
Os Srs. pretendentes podem examina-la, e para
qualquer outra informacao e esclarecimentos, a
rua do Marquez de Olinda n. 37, onde tera lugar
o referido leilao.
Em continuacao o mesmo agente vendera, por
conta de quem pertencer, diversas joias, sendo
que algumas com brilhantes.
Bahi
ia
Para este porto segue em poucos dias o hiate
Oout de Julho, por ter algum.i car,ja engajada,
para o resto que lhe falta trata se com os consig
natarios Joaqulm Jose Gon^alves Beltrao & Filba,
a rua do Commercio n. 5.
Para.
Pretende ;eguir para o indicado porto com moi-
u brevidade a escnna portagaeza Chrutina, por
ter parte da carga ; e para a que Ibe falta trata-
se com os ansignatarios Joaqulm Jose Goncalves
Beltraj & Pilho, a rua do Comierclo n. 6\
Agente Pestana
SEGUNDO E UMTIMO
DE
arma(ao, generos e mais utensilios da ta-
verns sita d rua de D. Maria Cesar n. 22
ao correr do marteMo
Segunda-feira ode agosto
as 11 horas em ponto
0 preposto do agente Pestana, fara leilao por
conta e risco de qnem pertencer, da armacao, ge-
neros e mais ntensilios da tave ua sita a ma de
D. Maria Cesar n. 22, em am ou mats lotes, a von-
tade dos Srs. compradores. 0 balanco acba-se na
mao do referido preposto para os Srs concurren-
Ts exaroina-lo.
Armagao, generos e mais utensilios da
veroa sita d rua Imperial n. 225.
, Tcrca-feira A de agosto
As II horas em ponto
0 preposto do agente Pestana, fara leilao por
conta e risco de quem pertencer, da armacao,
generos e mais utensilios da taverna sita a rua
Imperial n. 225, a qual esta livre e desembara-
cada de qualquer onus; garante-se as cbaves da
referida casa, e esta bem sorlida. 0 mesmo pre*
posto previue que o dono da referida vendafna-
doti de negocio, por isso manda por em leilao em
nm^ou mais lotes, a vontade dos compradores. 0
balanco acba-se em mao do referido preposto
para ser examinado pelos Srs. concurrentes.
Terga-feira i de agosto, a's 11 horas era
ponto.
Grande leilao
De bons moveis, crystaes, louijas de
porcelana, faqueiro de prata de lei,
objectos de electro-plate e outros
muitos objectos de gosto, em per-
feito estado.
Terca ieira -A de agosto.
As 11 horas da manha
A saber:
Primeira sala
Um piano de jacaranda, do fabricante Erand,
1 rica nnbilia de mogno, enlalhada, composta de
12 cadeiras de guarnicao 4 ditas de braco, 2 con-
solos, com tampo de pedra, 1 jardineira com tam-
po de pedra, 1 sofa, 1 divan, 1 mesinha de cha-
rao, esmaltada, jarros para flores, figuras, jarros
chinezes, porta-carloes, sanefas, cortinados, tapetes
para sofas, grandes e pequenos, ditos para entra-
da de sala e almofadas.
Segunria, sala
Uma mobilia de faia, composu de 12 cadeiras
de guarnicao', 2 ditas de braco, 2 ditas de balanco,
1 sofa, 1 espelho oval. 1 dito quadrado, 1 par de
etagcres, 1 mesa de pedra, 1 rica secretaria de
pa<) rosa, 1 rieo guarda-roupa, com espelho, de
pao rosa, 1 dit) guardavestido, de pao rosa, 1 di-
dito dito de amarello, 1 lavatorio com tampo de
pedra e pertemjas, de pao rosa.
Sala de espera
Um sofa, 2 mesas de pes de ferro e tampos de
pedra, 1 poltrona, 1 cabide para chapeos, etageres
ricos, quadros syinbolicos, cadeiras avulsas. lim-
padores de pes, 1 rico quadro com a familia im-
perial, tecido a seda, jarros para flores e quarti-
nheiras.
1. quarto da sala de visita
Uma rica secretaria de mogno, rica estante pa-
ra livros, 1 quartiaheira, 1 jardineira, com tampo
de pedra, marquez5es, bidet comtampj de pedra,
lavatorio e perten;as, etageres, tapetes para sofa,
1 importante espingarda com 2 canos, escarra-
deiras, cabides e cadeitas de brac.o.
2. quarto'
Um rico aantnario de jacaranda, 1 altar de ma-
deira, jarros para flores, grandes e pequenos, dou-
rados e lisos, com ramagens e cadeiras douradas.
Quarto de casal
Uma rica cama com cupula e colchao, de pao
rosa, 1 bidet com tampo de pedra e de pao rosa, 1
berco, 1 costureira, 1 bidet de amarello com tam-
po de pedra, candelabro de vidro 9 tapetes.
Quarto contiguo
Um acafate e 1 cadeira secreta.
Saleta do quarto
Uma mobilia de amarello, jarros, figuras e qua-
dros.
Quarto para crianca
Camas de for o e colehao, camas de madeira,
marquezoes para solteiro, commodas, lavatorios,
espelhos e jarros de vidro.
Sala da entrada para a de
jantar
Um armario grands para loucas, 1 mesa e pren-
sa, 1 cadeira para crianca, 1 banca para jogo, 1
sofa e 1 relogio de parede.
Sala de jantar
Uma mesa elastica, 3 etageres grandes, 1 rico
guarda-louca, 1 machina para costura, 1 relogio
de parede (inglez), pares d9 jarros para flores, 18
cadeiras para sala de jantar e 1 dita de balanco.
Sala paraengommar
Um porta- garrafas- de ferro, 1 machina para
limpar facas e mesa, 1 mesa com abas, 1 escada
americana, jarra grande, 1 flltro de pedra, cadei-
ras de madeira, bacias, taboas, cavalletes e mats
[ artigos.
"Sotao
Uma cama grande para casal, lavatorio, mesa,
espelho, tapete, cadeiras e silbao.
Louc,as e crystaes
' Um rico appareiho para jantar, 1 dito dito para
almcco, 1 dito dito dourado para cha, porta-quei-
ios, 1 dito licor (dourado), compoteiras, copos, ca-
lices para champagne, ditos para vinho, saleiras
de vidro, galheteiro, macbina para cafe, fructeiras,
colheres para sopa, de electro-plate, ditaa para
cha, concbas para assucar, ditas para sopa, ta-
lheres de cabo de martini e de electro-plate e va-
rios objectos de uso domestico.
Cozinha
Uma mesa com armario, 1 dita de piano, 1 pi-
lao, trem de cozinha, 1 taxo, 1 machado. formis
para pudins, carrinho de mao, siscadores, <*apa-
chos.esteiras, e outtos muitos artigos que estarao
patentes no dia do leilao.
Jardim
Banca's, cadeiras e grades.
Tendo-se de reiirar para o Rio de Janeiro, o Sr.
LEILAO
DE
cerca de 400 saccos de assucar branco, com
avaria
TERgA-FEIRA 4 DO CORRNETE
A's 11 horas ua manha
Em o armazem n. 4 do Lxm. Sr. barao do
Livramento, junto d guarda-moria da al-
fandega.
0 agente Dias, competentemente autorisado pe-
lo Sr. Adolpho Resse, capitao do patacho argentine
Carlos, nltimamente arribado a este porto em vir-
tude deforca maior, em viagem do Aracaju para
o Canal, por ordem, levara a leilao para occorrer
as despezas bavidas, e com a respectiva licenca do
Illm. Sr. inspector da alfandega, em presenca do
Illm. Sr. vice-consul argentino, ou de seu delega-
do, cerca de 400 saccos com assucar branco, par-
te do carregamento do mesmo navio e que se
acba avariado e depositado no armazem n. 4 do
Exm. barao do Livramento, junto a guarda-moria
da alfandega.
gueir6a de Faria.

I'm amigo grato a" memoria
do fimado commendador Ma-
noel Figueiroa de Faria, manda
celebrar no sabbado 1 de agos-
to futuro, 8. anniversario do
seu passamento, uma missa pelo eterno re-
pouzo do sua alma, na igreja do convonto
de S. Francisco as 7 boras da manha, e
para assistencia da qual convida a Exm.a
familia do mesmo finado.
Recife, 29 de julho de 1874.
Capitao foaquim Cu-todiu uc
Oliveira
Jose R. F. de Araujo Saldanha convida a Exma.
familia e aos amigos do capitao Joaquim Costodin
de Oliveira, seu muito presado amigo, para assis-
tirem a uma missa, que por sua alma seti resada
na c?.pella do cemiterio, as 8 horas da manha do
dia 1 de agosto, setimo de sua semrrs senli'ia
morte.
Leilao
DE
assucar, saccos de estopa, ditos de algodao,
fio (barbante), barris com pregos, algo-
dao da Babia, rodas de arcos, barricas
vaiias inteiras e meias, 1 cofre, cartei-
ras, depositos de assucar, balances, ma-
china de copiar cartas, pas de ferro, so-
quetes e adallas. Massa fallida de Ma-
noel Teixeira Bastos
Terea-feira 4 do corrente
0 agente Martins fara leilao, por mandado do
Illm. Sr Dr. juiz especial do commercio, de assu-
car, barricas, pannos de algodao, cofre, caixoes e
mais objectos pertencentes ao armazem de assu-
car da rua do Commercio o. .., parte da massa
fallida de Manoel Teixeira Bastos:
A'S 11 HORAS DA MAN9A
LEILAO
moveis
louca e crystaes
A SABER:
Um piano de Pleyel, 1 mobilia de jacaranda,
com 1 sofatl jardineira, 2 consolos e 12 cadeiras
de guarnicao, 2 ditas de balanco, 1 espelho dou-
rado, grande e oval, 2 ditos grandes para conso-
los, 6 quadros com gravuras, 4 lancas, madeira
preta, 1 pares de cortinados e 1 mesa redonda.
" Uma cama franceza de jacaranda, 2 ditas de
ferro, 1 toilette, 1 guarda vestido grande, 1 mesa,
1 estante e 1 tear.
Uma mesa elastica, I guarda louca, 2 aparado-
res, com tampos de pedra, 1 quartinheira, !->ni;a,
vidro3, crystaes e mais objectos de casa de fami-
lia.
Quarta-feira5 do corrente
Na casa da rua do Visconde deGyoanna n.
221, sobrado junto ao estabelecimento
do Sr. Carpinteiro Hijo (S. Jose do Man-
guinho).
0 agente Pinto fara leilao dos moveis e mais
objectos acima descriptos, existentes na casa da
rua do Visconde, de Goyanoa n. 221, onde se effec-
tuara o leilae. .
Os pretendentes encontrario na estacao do arco
de Santo Antonio um trem que lhes servira de
conduccao gratis, o qual partira as 10 1|2 horas
em ponto.
O leilao principiara as 11
horas.
Dr. Antonio .oiu<-h TavarcN
Ponciana de Almeida Tavares,
seus filhos e genro agradecem a
todas aqnellas pessoas que se dig-
naram acompanhar ao cemiterio
os restos mortaes do seu presado
esposo, oai e sogro,- Dr. Antonio
Gomes Tavares; e de novo lhes
rogam o caridoso obsequio de assistirem as missas
do setimo dia, que por sua alma hSo de ser cele-
bradas na igreja da Madre de Deos, segunda-feira
3 de agosto, as 7 horas da manha.
m^maKMBmmmtmi^mwmm^mm^miaam*
Antonio Joaquim Gonjal
ves Fraga, agradeee do in-
timo d'alma a todos os seus
amigos e aos de seu sem-
pre lembrado socio e ami-
go o finado Joao Avelino
Pereira da Rocha, o caridoso obsequio que flze-
ram de acompanhar os restos mortaes a sua ulti
ma morada ; e de novo os convida para ouvirem
a missa do setimo dia, que manda rezar a* 7 l|2
horas da manha de sabbado, 1 de agosto, na igreja
da Madre do Dens.
Precisa-se de uma, de bons costumes, para, todo
o servico interno e externo de uma so pessoa : a
rua de Lomas Valentinas n. 2, sobrado de um andar.
ao pun
Jose Bieardo de Farias tendo arrematado as di-
vidas da massa frllida de Joao llygino de Souza,
previne a todos os devedores constantes da rela-
qio abaixo, que no prazo de oito dias mandem sa-
tisfazer os seus debito3 ; na rua de Marcilio Dias
n. 21.
Dividas da massa fallida de
r Josu
LEILAO
DE
miudezas, calgados, perfumarias, chapeos,
livros em branco e panel de copiar
CONSTANDO DE :
espartiihos, meias para homens e senhoras, oleos,
balancas para libras sterlinas, carteiras, bot3es,
linhas, fitas, estojos, extractos de differentes
qualidades, botinas para senhoras, sapatos de
tranfa e tapete, elastico de algodao e de seda,
colchetes, cordoes, copiadores de cartas, caixas
pajias para pentes, cintos para senhoras, cha-
peos de muitas e differentes qualidadsi, sapatos
de tranca (bons) borzeguins para senhoras, gra-
vatas e muitos outros artigos.
Quinta-feira de agasto
Na rua do Bom Jesus n. 63.
Os administradores da massa fallida de Pereira
de Mello & C., usando da autorisagao do Illm. Sr.
Dr. juiz epecial do commercio, levario a leilao, por
intervened do agente de leiloes F. I. Pinto, diffe-
rentes miudezas, chapeos e calcados, que fazem
parte da referida massa, e existentes no armazem
da rua do Bom Jesus n. 63, onde se effectuara o
leilao.
Principiara as 10 1|2 fcorcs.
Joao Hyeino de Souza, arrematadas
Ricardo de Farias.
Antonio Domingos de Lima
Antonio Du..rte Machado
Antonio Jose Leite Bastos
Antonio do Porto Vieira
Antouio Ferreira da Costa
Antonio Alves Torres
Clsto Marcelino Gomes
Claudino
Carvalbo, fumleiro
Cosme Nunes de Andrade
David de Moura Rezende
Diogo & C.
Francisco Jose de Faria
Francisco, caixeiro
Francisco Jose" Gomes
Francisco Ferreira dos Santos
Francisco Pinto
Francisco Xavier Fanstiuo Ramos
Francisco Alves Ferreira
Jose Libanto
Jose Gomes Rodrigues Junior
Jos6 Matheus de Oliveira Guimaries
Jose Antonio Rodrigues Junior
Jose Dionizio de Souza
Jos6 Soares da Silva Lyra
Jose Gomes da Silveira
Jose Gomes Corre"a
Jose Laurentino de Azevedo
Jose Gomes de Siqueira
Jose Ferreira dos Santos
Joao Ferreira da Silva
Joao Cancio -
Joao llygino de Souza
Joaquim Silverio de Souza
Justino Pereira de Moraes
Ladlslao
Leonidas Tito Loureiro
Mestre Pedro Francisco das Chagas
Manoel Alves Lauriano
Manoel Francisco dos Santos
Manoel Calisto de Souza
Manoel de Moraes Oliveira
Manoel de Carvalbo de Macedo
Maia & Landeliao
Mariano (D)
Mello Santos
Miguel Alsiro
Mestre Vicente
Murca & Pereira
Mestre Ramos e Manoel Pinheiro
Maria do Rosario Pinheiro e G. I. & C.
Maria, crioula, de Una
Reis & Nascimento
AHen#to
Maria Ri'a d Moraes P e>i em fnrio etm
a luja do tunilHiro, sita ru.i da Penha ; e boa-
ver algu-'in qun ih-uIu euib .r.->; aitpar^t aen-
tro do praz.) i!e lr dias, data (. de li'ije.
Recil'-. M di* >p.-td .le |K/i.
CdZLNIIIvIKO ~
O'l-lil I r.--i^il i: II ;:! i-.;u.I:r r, i
>;!!. it>-!.| mi r^-i parWWrr duij.i Lataitgevafci :; i. .. i --I |U>r h.ra Ji dia.
Saques
Cunha Imiao* 34, sacam sobre o Porto, a praz.) e t vists*
.",; Para o dia IGdagu>t> a priaieira ; ^>traas-
fere pela ultima vei o qne se ha via tnarcado para
31 de julho. E' a ul'.ima lran PORTlfiAliAMIfiO E MO-
Diccionario geographico,
Estatistico, Corographico,
He r a 1 d i c o, Archeologico,
Historico, Biop:raphico, Ety
mologico de todas as cidades,
villas e aldefas de Portuirai
notaveis por serem patria
de homens celebres, por ?>a-
talhas ou outros factos im-
portantes que nellas tiveram
lugar, por serem solares de
familias nobres, ou por mo-
numentos de qualquer nafu-
reza alii existentes. Xoti-
cia de muitas cidades e *-
tras povoaqoes da Luzitauia
de que apenas restam vesti-
gios ou somente a tradicfio
por A. S. d'Azevedo B. Pi-
nlio Leal, 2 volumes ja po-
blicados 10*000.
0 l.letras A Bde512
paginas
O 2. letras C r>de 495
ditas.
Esta aberta a assign:.u.-
ra para esta importante obra
(que todos os portuguexc-s
no Brasii devem possuiv) a
5^ cada volume, podendo os
Srs. assignantcs levar cula
volume em scparado para me-
lhor facilitar a compra d
dous volumes at6 hoje \ u-
blicados.
26,160
183,820
16,080
10,000
155,055
16,6C0
23,000
8,000
1,000
7,001)
9,400
i>,t!00
224,920
^500
107.640
21,180
1,000
2:315,000
2,t20
2,000
280,383
294,960
20,000
128 510
199,120
156,060
3,280
11,440
1,300
6,010
153,000
960
27,300
336,710
157,960
2,700
607.980
1,400
06,720
145,773
203,380
4.440
14;300
19,200
560
9,440
19,960
8'iO
400
15'580
2,000
0 3.'esta nopreloe sahir por todo o mez de
r gosto.
Livraria Pooular
X
59Rua d Barao da VictO'
ria50
Escrava fiigida
Fugionodia21 do cot rente a escrava dtriome
Theodora, de 40 e tantos annos, c6r tula, m ."ara
regular, gorda, com falta de denies na tovata;
jntga-se achar-se nas immediaQoes do c \
occulta, ou ter ido para os lados de Pao <'' >!
onde ja foi escrava, t6mi rap6 e imbriaga > '!j-
mo se tenha Daasado uma autorisac^io a mm .
soa pjra pii-ao da mesma, desde ja decia:
mesma gen e.Teito. rjade-M a quem appr-1 ti
la, leva-la i rua dos Pires a 25, que sera |ra< -
ficado.
Una pa^fot que c->turaa Urar dipt-"-
casamentoj, tanto pelo govemadar do L-:
como psra o Rio de Janeiro, pode ser pro .1 >1^
na rua de Prdrn. Alfonso outr ora Praia u. 30,
.nazem: e quande a dispem-a for de dinh iro. .
garantia. _______^__________
Aos Srs. de engenho
Um mogo portuguez offerece-se para mr
ta ; assim como para assentar qualqoer ma- ik
a vapi r : a tratar na rua do Imperador n. W, .--
mazem.
m 0 advogado
*J Adolpho Burgos raudou o seu escrip-
1R torio para a rua das Trinchciras n. 48,1.
^- andar, onde reside.

Aluga-se
o sobrado de dous andares e loja, sito a rna da
Aurora n. 79, tendo agua, gai, estribaria, awMra
e coiinha : a tratar ni mesma rua n. 81, segundv
andar.
CRIADO
Aluga-se um mulato para criado e bom eoneiro:
a tratar na rua do Crespo n. 16, primeiro .>ndar
6:223,394
Perda.
LEILAO
de fazendas inglezas, francezas, snissas e
allemSs
Em continuaqao
Constando de : casemiras pretas e de cores, em
cortes e em pecas, pannos flnos, brilhantina
branca, chitas, algeddes, cobertores, cbales, len
cos, gravatas, merinos, bombazinas, catnbraias, es-
partiihos, meias, collarinhos, bramantes, grosde-
naples, popelinas, tapetes, chalss, capas de seda,
brins brancos e de cores, chapeos de differentes
qualidades, chapeos de sol, camisa* para homens
e menin\, peitos para eamisas, sargelim, atoa-
lhado, veos para casamentos, chitas de ganga ada-
mascada, damasco e mnitas onlras fazendas.
Quarta-feira 19 de af^isto
RUA DO BOM JESUS N. 63.
Perdeuse na noite de domingo, 26 do corrente,
desde a rua de Aguas-Verdes ate a das Trinchei
ras, um penciDez de ouro com um trancalim fal
so : pede-se a quem o achou, leve-o ad sobrado
da rua das Trincheiras n. 18, que se recompsa-
sara.
A pessoa que achou uns papeis do Sr. Ma
noel daSilva Bastos, oueira entrega los nesta If
pagrapbia a Guilherme Patricio Bezerra Caval-
cante.__________________________________
No mez de maio do corrente anne embarca
ram na mioha barcaca Paquete de Barreiros um
sellim com todos os arreies e ate hoje nao appare-
ceu qnem o procurasse, por isso faco o- prescnte
annuncio para quem for dono do mesmo ir a
casa do Sr. Manoel Alves Ferreira & C. para lhe
ser entregue, dando os signaes e pagandu o im-
porte do annuncio.
Barreiros, 8 de julho de 1874.
Motta Braga.
Na rua velha de Santa Rita n. 57, pn-cisa-;
alugar uma preta para vender com taboleiro.___
Aluga-se o sobrado de um andar e soU-j,
com commedos para grande familia, tenco 2 sa-
las, 6 quartos e um tcrraco com excellente vi*u
para a rua do Apollo tern agua potavd, i
muito fresco e bem tratado. (So aluga se para
familia.) Rua D. Maria Cesar n. 28, ontrura
Senzala Nova. _______
Lozinheira.
iiomin^os da Cunha Uuima*
rae*
declara que desta data em diante se assignara Do-
mingos da Cunba tiuiiDKrita Rocha.
Recife, I de agost. de 1874._______________
Vendo-se u slaDelocitKento da rua Vidal de
Negreiros n. 148 : a tratar ao mesmo.
Precisa-se de ami qne saiba cozinbar beiD,
preferindo-se escrava, para casa de pequena fa-
milia : a tratar na rua da Imperatriz n. 15, pri-
meiro andar._______________^_____
edificado do
tratcr ua rua
Aluga-se um pequeno sitio,
novo, no lugar da Tamarineira :
do Commercio n. 9, 1 andar. ___
Aluga-se o 1* andar da casa na rua do lm-
perador n. 73 : a tratar com Jose Henrique da
Silva Guimaraes,a rna da Soledade n. 17, a qual-
quer bora do dia; bem como aluga-se o arm-^zem
da rua Duque de Caxias n. 36._________^^^^
Aos menioos
A NOVA ESPERaNQA, a roa Dome de Caxias
n. 63, acaba de receber um bora sommeal# i fl-
nas bonecas que fllam, que riem-aee rhora-. ;
tambem as tern mudas e surdas on snrdas mn* s
venhani ver se nio i veriaie._______________
Prt'i.-a-se d uu>^ ama de boa eoniueta,
nan import* ar v&lha on nsoca, para easa de
mocos solteiroi: a tratar na rufcdo Rangel a. 3.
-
'.



loar i





6
FUNDICAO D
A" m do lirtt do TriuBipho (rua doBraiu.) ns. 100 a 104
Lhailo 4e Fra&!fikac<* S&bbadto 1 de Agosto dlt 1174
o
ABB0S0 A IRMAO
AVISA.M aos senhores de en$enhos e outros agricultores e ao publico em geral quc
eontmuam a rec2ber de Inglaterra, Franca e America, todas as ferragens e machina sna-
eessauas aos cstabelecimentos agricolas, as mais modeinas e melhor obra que tem vindo
ao msrca&o. ^
^ apore&.de forca de 4, 6, 8 e 10 caTallos, os melbores que tem vindo ao merado
UaHleiraS ,i0 sobresalente para vapores.
BfOCndaS UlteiraS e meias moendas, obra como nunoa aqai reio.
TaiSaS fundidaS e batidas, dos raelhores fabricates.
HOC aS d'agua cora cubaje de ferro, fortes e bem acabadas.
KOClaS dentadaS de todos os tamanhos e qnalid.des.
Rebgios e apitos para vapores.
Bombas
de ferro, de repueh'o.
Ara 10S de diversas qnalidades.
|onnas para assucar,grandes e veqpaUMm
Tarandas de ferro fundido, fr,nceias de divers e bonitos goste8.
FOgOeS franoezeS pVa lenha e carvao, obra superior.
Uitos ditos para gaz.
Jarros de ferro fuudido
Pes de ferro
Machina
Valvulas
ardim.
para
para mesa e banco,
para gelar egua.
para bomba e banheiro.
Correias inglezas para CQaCbinismo.
BailCOS e SOfds Com tir.s de madeira, para jardim.
-OncertOS wncertam com promptidao qnalqner obra ou machina, para o qae tee
sua fabrica bam montada, com grande e bom pessoal.
QllCOiniliendaS man(Iam vir Pr encommendada Europa, qualquer machinismo,
para o qae se correspondem com nma respeitavel casa de Londres
com urn ..os melbores engenheiros de Inglaterra ; incumbem-se de mandar assentar
cnas Qiachinas, e se responsabilisara pclo bom trabalho das mesmas.
Rua do Barao do Triiunpho (rua do Brum) ns. 100 a 104
FUIYDigAO DE CARDOSO (SIR MAO.
Cabelleireiro francez
Rua do Marquez de Olinda n. 51 '
1. ANDAR.
I'edro Routier, official de
pcnbar qualqrer encon menda de sua arte, e
prcstitr.o se queiram utilisar. Outro sim sci
trar.io 5tm[.re a Monitor dos cabelleireiros. 01
;r official de cabelleireiro e gerente da cap de Gustave Hervelin, cabel-
m c o d nS "* d P.re'lenir dS EsmS- StS- fami,ias <*ue ac8ba de f8zera 8C-
pento official vindo ha pouco de Paris, o qual esU5 bsbilitado a desem-
se acha 6 disposijao das pessoas que de seu
cientifica que em seu estabeleeimento encon-
elletreiros, onde se acbam descriptos e desenbados todos
os pen eados modernos, para so rds, casaroentos, bailes etc.
So'll^T dS TCSiraS "^tissimas stnhoras, que rereben um complete
'ir'nciVX!' C8Chep8,neS' band6s' crescpnles> etc., e vende tudo pelos precos
Coque de cabello de 15?, 20,5 a 30,5000.
rraraas de dito up, 126 155? a 200C0.
Cachepaine de dito 1555, 20,? a 30000.
Crescent de dito 2C0, a 50-0C0.
arSo um complete sortimento recebido ha pcuco, de cabellos de todas
BDtO.
If. 51.Rua do Marquez de OlindaN. 51.
fan .-riv cpcodi
nprime
n
ilUUrl JL/jlj i^i
PAP.A TIXGIR KSTANTAKEAHENTE OS CABELLOS
PREPARADA POR
(. BARTH0LOMEO & C.
Pill ranaeentieos da Casa Bteal de &. If. W. El Rei de Portugal ;
pre :aJos eaa dtversas cxposicSes coin o nrimciro nremlo de
sua rSiisse.
Ilvgtene e ^conoiiiiii
:Qaereis pas;nr algamas hows .'alisfelio ?
Quereis conservar a'forca dos orgies digestivos ?
Quereis espuecer os peripecias da vida t
Quereis viver engolfado no prazer ?
Quereis prevenir mnitas enf rfridades ?
Quereis gozar os eff.-ins da boa ecunomia ?
Quereis ter appetites e facil digestao ?
Quereis, finalmente, ser feliz e ditoso ?
Attendei aos meios:
Vinde incontinente ao muilo coohecido e pre-
conisado armazem do Campos A rat do Io>
perador n. 28, ondo encontrareis todos os agentes
(em ser de leilao) necessai ios para conseguirdes
os gozo3 que vos offerecem as afflrriiativas, que,
indispensavclmente exigem as nito perguntas preJi-
tas, isto e, encontrareis os generbs mais finos e
gostosos qtae por ventura tenbam alimementado
os csioraagos mais suscep'Jves e delicados, encon-
trareis oi vinbos mais pur.-s que teem exportado
os paizes mais vinhateiros do mundo e qne fazem
espancar a mais impertinenie trlsteza, deizando,
com certeza, inraiiado o germen da alegria, que,
inundando de perfumes o oceano da alma a
imaginaelo exercera, poderosamente, prodigiosa
iuspiracao sobre todas as cabecas a que tenba fei-
to a sua asceDsao ; encontrareis os a^epipes mais
melindrosos, de cbeiro acttro e embriagador ;
encontrareis, em summa, iguarias deleltosas, pe-
tiscoi deliciosos e tudo o qne ha de mais pro-
vocador (depois da nrnlher) e que vos pode sua-
vemente transporter ao paraizo da gastronomia,
fazendo-vos gozar a mais real das felicidades
da vida humana, a boa mesa
Visto coitlo:
N. 28-Com o emporio das'tripmN. 28.
N. 28-Recbeiado de iguariasN. 28.
N. 28 Se pode dos embucados -N. 28.
N. 28 Repetir as picardias l-N. 28.
* Rua do Imperador
Mesmo porque:
E? patents e apregoado por todoa os medicos de
mais celebridade que os bons alimentos aao es-
sencialmente necessarios para a boa congervagao
da saude e utca das bases mais poderosas para
assegurar o completo desenrolvimento das fa-
culdades physicas e moraes da ereatura ; e
com effeito, se assim nao e, respondam-nos qual
a causa porque em cada canto que paramos des-
cobriraos nma quantidade enorme de criancas ra-
chiticas e infesadas, de roocas debeis e de nma
construccao franzina, de rapazes maalentos e sem
vigor e finalmente de toda a mais bicharia, #g-
na por certo de melhor sorte, verdadeiros typos
do desfallecimento e que nos deixa physiologiea-
mente conhecer os effeitos mephitieos da ma aM-
mentagao, de que irrellectiJamente fazem uso ?
Silencio profundo Confirmacio absoluta!
Verdades puras:
Quern negar ja ousou dos pi ios a fama,
Dps pre3untos os sabores requintado ?
E do vinho o poder que leva a cama
Vida ao enfermo e forca aos esfalfados ?
Alem do que:
E' um facto conscieneiosamente provado e que
so podera ser contestado por algum hypocrita im
becil, de que ninguem esta tao habihiado a ven-
der bom e barato como o Campos, o que e de
facil intuigSo, attendendo se a qne o sen fun e
fazer com que todos venham comprar em sea ar-
mazem, para o que nao se acha, felizmente, sob
o jugo do egoismo e nem tSo pouco 6 alimenta-
do pela ambicao do onro e sim pelo desejo
de bem servir aos seus freguezes, dispensando a
todos -agrado e sinceridade.
Embora que:
Ruja, ruja os invejoso9,
Fallem, puiem, saltern, berrem :
Nao poderao, desultosos,
Competir, n3c, mai9 esperem*..
Signal A>- ne^ro Feti- | Ania rJr|ftSA^'S^nffi
ciano *a'!B fcfm-
i! m.nr @"~ Aluga-se uma ama para e servico de cozinha,
is on menos, ^Qtro nu fora da cjdade M rua d* San|a Ceci;
lia n 45.
crioulo, idade, 40 aonos
aite, corpo regular, bem prew, desdeuiado, bar-
bado, m=l feito de pit, tendo um dos dedos gran-
de, ou ambos bastante tortos. Acha-se fugido
ha seis mezes desta segunda fugidoi e da primeira
esteve dous annos no engenho Tarubador, fregue-
zia do Bonilo, pertenrente a Francisco de lal,
genro do capitao C Jor'6 Machado.senhor do enge-
nho S. Chiitiovao, da diia freguezia eporetes
engenho* esta occulto como lem. estado. Vein pelo i If I f|
raeira vez preso pelo capitao d campo Joio' /\ IT \ \
entura, que mora em AguaPreU; recomraen- XA.I\liVu
da-se a sua captura as autoridades policiaes e
capities de campn e leva lo no engenho Minas-
Novas, fregufzia de Gamelleira ; o dito negro in-
titulase forro, com o nome de Joa6 Feliciano.
A mo Precisa se do nma ama para cozinhar:
illua jia rua do Uvramento. n 28.
Preefca-se de uma ama para casa de ponca
familia : a tratar na rua do Commercio n. 10, ter-
ceiro andar.
CfiUMBO
\e
Precisa-se de doas, sendo
uma para comprar e cozinhsr, e
outra para o servico interno de
ama casa de pequena familia :
a tratar a rua do imperador n. 79, loja.
I Consullorio nicdico^irargico f
| A. B. da Silva Maia. &
Medico parteiro e operadcr. m
m, Rua do Knngel n. Si jff
Consultas das 8 as 10 horas.
Chamados aqualquer hora.
Gratis aos pobres.
1 CDNSULTQRIO
JlErWCO-CiRURGICO 1
Precisa-se de uma ama para comprar e co
zinhar para uma pequena familia e-trangeira : na
rua da Imperatriz n. 26, 1* andar. Prefere-se es-
crava.
1 Precisa-se de urria ama de leite, e se for sem
filho melhor sera: na rua da Gloria n. 86.
AMA
Precisa-se de uma para co-
zinhar : na ma de Ilortas n.
16, !. andar.
I
tio
^ E^. Pedro d'Athayde L. Moscoso ^
PARTEIRO E OPERADOR
ftnan do ViNconde tie AlI>uquor-tP
A qae ii. 39. gt
ESPECt ALIDADE
Wt Blolestlaft desenlioras e 5ft
' nienlnog. Jgi
Consultas das 7 as 10 bora? da ma- sR
aha, todos os dias. 9
Wk Das 6 as 8 da noite, nas segundas, quar- M
fas e sextas-feiras... r^
Os doentesque mandarem os seuj eba- w
mados por escripto at 10 horas da ma- ^a
nba serao visitados em snas casks. S
Precisa-se de uma qae saiba
cozinhar, para casa de ama fa-
milia estraageira, prererindo se
escrava : a tratar no Chora-Me-
nino n. 1, ca no largo da matriz de Santo Anto
nio n. 2, primeiro andar.
Ania
Ama Precisa se de ama para cozinhar em
x""' casa de peqnena familia : na rua Direi-
ta n. 127, segnndo andar.
Aluga se o 3* andar do sobrado n. 32 da rua
estreila do Rosario : a tratar na loja do mesmo.
(loziiilirira.
*
*
m
mm:
Fara aboaconserva^ao
VOSSOCA BELLO
Precisa-se de um criado que eatenda de ;nrdim
e para tudo servico domestieo.: trata-fe u rua
do Imperadern. C9.__________________
Para eaea de familia precfj-;e do umfl-se-
nhora demera idade, que saiba cortare cosertjaal-
quer vestido eom perfeicao, e que de fiad.r a sua
eonducta : a tratar na rua- da 8. Gonoalo n. 29,
sobrado ao lado da igreja.
o o negro, e ao contrario de todas os tinturas conbecidas, tem um aroma agradabilissi-
DIO, quo facilita oseu uso ds senhoras, ainda as mais difficeis. A fliancam-se os seus re-
sultados e e/feitos moffemicos, quer a applica^ao seja limitada a barba, quer coreprehen-
da os cabellos da cabera.
DISPOSITO GERAL.
Pharmacia e drogaria
84Rua larga do Rozario34
PERNAMBUCO
I'llEPARADO roa
BARTHOLOMEO & C.
PliarniacenUcos da casa real de S. )l F. el-rei de Portugal
Premiados em diversas exposigoes com o primeiro pre-
de sua classe.
raio
O xarope vegetal amerkmo, garantido puramexte vegetal, nao contem em sua composicao
umso atonio de f-pio, e sim somente succos de plantas indigenas, cujas propriedades beneflcas na
cura das molestias que pertencem aos orgaos da respiracao, tem sido observadas por longo tempo pe-
lo? medicos mais dislinctos que ora:oTimendara o pre3creveai todos os dias no tratamento das brou-
chites, taeto agudas como chronicas, asthma, toss"s rebeldes, escarros de sangue, thisica no primeiro
graoe contra asirritajoesnervosas.
DEP0SIT0 GERAL
34 == Rua larga do Rosario = 34
PERNAMBUCO.
Erapreza do gaz
A ernpre; a do gaz torn, a honra de annunciar ao
pnblieo quo recebeu ultimamente um esplendido
sortimento de lustres de vidro, candieiros, aran-
delas e glolo-, cujas amostras estao no escriptorio
a rua do In perador n. 31, e serSo vendidos aos
seus fr.?2ue;e3 palopreco mais razoavel possivel.
AGUAS MINERAES NATURAES
DE
Vichy-Cosset
Preferiveia Am de viciiy-Viciiy
por serem as unicas que conservam todas as snas
propriedades depois de transportadas.
Fonte S. Marie, 6 a mais efficaz na anemia, na
albnminaria, na chlorosis, no empobrecimento do
sangue, e nas febres intermittentes. Os resultados
obtidos nas diabetes sift mnito sotaveis.
Fonte Elisabeth, nio se allera nnnca e e a mais
rica das aguas de Vichy em bicarbdnato de soda
se acabem.
, Albuns para retratos
A NOVA ESPERANg.\ acaba de receber um
lindo sortim :nto de albuns para retratos, os mais
elegantes quo i ;ei.i vindo a este mercado, tenclo-
l iLdiillril'9 tam'3nll6S e Dre^s; a elle3 an,es 1ue | em magne'sia'o recommeoa^a^pTlorsenhorea me"
dicos pela sua efflcacia nos engorgitamentos do
figado, do baco, nas aueccSes do estomago, dos
rins, da bexiga, nas areias e na gotta.
EXIJA-SE
o uomc da fonte na capsnla
Vende-se em caixas e a retalho, no unico de-
posito
PHARMACIA AMERICANA
Ferreira Mala Comnanhia
S7-RUA DUQUE DE CAXlTs-57
Elle 4 um preventivo segaro e certo eontra
a calvice.
Elle d4 e restaura forr;a e sanidade & pelle d
cabe?a.
Elle de prompto faz cessar a queda prema-
tura dos cabelles.
FUe d& grande riqueza de lustre aos ca-
bellos.
Elle doma e faz preservar os cabeilos, ere
qualquer forma ou posigao que se dese-
je, n'um estado formoso, liso e macio.
Elle faz crescer os cal>ellos bastos e compri-
os.u
Elle conserva a pelle e o casco da cabec^
limpo e livre de toda a especie de caspa.
Elle previne os cabellos de se tornarem bran-
cos.
Elle conserva a cabera n'um estado de fres-
cura refrigerante e agradavel.
Elle n3r> 6 demasiadamente oleoso,.gordn-
rento ou pegadiijo.
Elle nao deixa o menor cheiro desagrada-
vel.
Elle e o melbor artigo para os eabellos da
criancas.
Elle 6 o melbor e o mais aprasivel artigo
para a boa conserva^ao e arranjo dos ca-
bellos das senhoras.
Elle e o unico artigo proprio |ara o pentea-
do dos cabellos e barbas dos senhores.
NEHHUM TOUCADOR DE SENHORA SE
PODE COSSIDERAR COMO COM-
PLETO SEM O
TOMCO ORIENTAL
o qual preserva, limpa, fortifica e aformosee
O CABELLO.
Acha-se & venda nos estabelecimentos de
H. Forster & C, agentes. E em todas at
principals lqj^. de perfumarias e beticas.
Vinho dc cpilMino do Br. Lcconte.
Este vinho preparado com optimo vinho de
Malaga e o melhor de tidos os tonicos reconsti-
taintes na convalescenfa das molestias graves, e
se recommenda para a cura dos padecimentos
do estomago e iniestinos, febrvs de toda a espe-
cie, com o caracter intermittent.
vijjSso cxarope de lacto phospliato
die cal do Dr. Lccoote- Itecdmmen-
dado pelos medicos como o melhor agente re-
constituintp para favorecer a nutricio, a for-
macao dos ossos nas criancas e enriquecer o
sangue.
Vinho dc Boldo < olixir.da meema
planta propnrnilo pnr Frlmanlt.-
As folhas do boldo sao empregadas no Chile
como remedio domestico, mnito efficaz, para a
cura dos padecimentos do tlgado, de que e o
antidoto, como o qninino c das febres.
Vinho c elixir de cacao da Bolivia,
de Grimanlt.Tonico fortificante, dige3-
tivo e reparador das forcas exhaw idas.
Vinho de qnina ferrasinoao de Ciri-
niault. Preparado com vinho de Malaga e
pyrophosphato do ferro c soda, constitue um
preciOSO afTPnt* Ihoropcutico p(i a Chlorou, dos padecimentos do estomago, po-
breza de sangne.chlorose e as diversas mole s-
tiasdas senhoras.
Xorojie de chloral hydratado do Dr.
L,ccon(e. Os medicos o aConselham com
successo contra a gota, as aphalgtas, vertigens,
hystona. insomnia, epiiepsia, nevralgias, tosse
asthmatica, coqueluche, etc.
Crense dc hisnautlio de Urimnull,-
Conira as gastrites, diarrhea?, gastralgias, dy-
senteria.
Xarope dc hromurcto de ^iiassa fie
(.rimault. Anti nervoso o applicado coin
optimo resultado no tratamento da gota e rheu-
matismo.
nga da India de CrimaisU. Cura fns-
lantemente as enxaque:as,.dores de cabera,
nevralgias e dyarrheas.
Ferro de ftir'ard.Protoxoto de ferro. O
melhor dc todos os preparados da ferro para o
tratamento das molestias que reclamam este
agente therapeutico.
Pastilhas de znannlta de Grlmaalt.
Empregam se como laxativas e purgativas
contra os catarrhos mucosos, falta de appetite,
catarrho pulmonar.
O'.eo de figado de bacalhaO. ferrn.
ginoso, de Cirimanlt.K' um medica-
mento de uma efflcacia constante contra a
chlorose, pallidas cores, anemia, plitysica, todas
as molestias dos pulm5.-s, iymphatismo, es-
crofulis, etc.
PO ferro manganieo de Burin du
Bnisson. Agradavel ao tomar-se, dotado
da propriedade digestivas raui activas, 6 o re-
medio por excellencia, na leuchorrea, anemia
gastralgia, etc
Pnniilha dc lactato de ferro de Bu-
rin du Buisson. Digestivas e oplimas
no tratamento das menruac5es difficeis, flores
brancas e todas as affeccoe3 nervosas do tnbo
digestive
Clyeoninn Sichel. Linimento muito sq-
perior aos cerotos, pomadas euoguentos para a
cura das ulceras e feridas de toda a especie.
Cnpgulas de Apiol de CirimauK.
Sao recommendadas pelos medicos para resa-
lansar a menstruacSo, prevenir as colicas, dissi-
par as dores dos rins e ainda para as febres
inttermitentes rebeldes.
Pilnias de podophylina de Cri-
niauii Para a cura de todas as molestias
do Cgado, para combater as prisoes de venire
rebeldes, etc.
Precisa-se de uma perita, para casa de dnas
pessoas : trata-se na rna do Imperador n. 69, so-
brado.
Tornou a fugir
Do Dr. V. C. C. Albuquerque ausentou-se desde
o dia 10 de jalho do corrente anno o preto Bene-
dicto, de 25 annos de idade, 6 bastante Udino, falia
mansa, eantador de modas, e bom carapina, esta
tura alta, espadatido e am poucq, corcovado, bar-
bado, teado a testa pequena, falta de denies na
frente, pes feios, e com ama cicatriz grande por
cima de cada um pe, provenience de talhos de
machado ; nasceu no engenho Bujary, de Goyan-
na, onde tem mai e parentes, tendo passado ao Sr.
Luiz Cavaleante de Albuquerque, morador na
mesma cidade, e deste ao Exn>. Sr. Barao de Na-
zareth, tendo a primeira vez quo fugio estado no
engenho Pangaua, de Goyanna. Pede-se a todas
as autoridades e capitaes de carapo.qne o pegando,
Icvem-i a rua Direita n. 40, ao Sr. Belisario de
Souza Bandeira, ou no engenho Furna, de Santo
Amaro Jaboatao,. qae serao gene?osamerKe grati-
licados.
Curr.pra-sc cobre, latao e chumbo velho : ao
armazem da bola amarella, a travessa da roa do
Imperador.
Compra se uma taverna na fregaesia de
Santo Antonio : a tratar na rua do Rangel n. 67.
V1NDAS.
Alia no\idade de Paris
O Bazar da Moda a rua Nova
n. 50
recebeu pelo ultimo vzpor nm gfande sortimeiaUi
dos seguiotes artigos de novidade :
Chap^os e chapelinas para senhora, das raelho-
res modistas.
Grampos e setas dourados, para eabeca fle se-
nhora, alia novidade.
Ditos de tartaruga era formato de floro3 e lacos.
V Um lindo e variado sortimento de flores artifi-
ciaes.
Coqaes de trauma muito boaitos.
Lacos para pescoco de senhora, com ponta bor-
dada a maiiz.
Leques grandes com baretos pretos e prateadox
ultimo gosto de Paris.
Foulard vensene, fazenda de la e seda, aberta,
para veslidos. f
Capas de malha para sahida de theatre, eoos.i
de gosto,
Casaquinhos de malba para crianca, de 1 a 6
annos.
Lindissiraos vestidos feltos para senhora, tanto
de la como de linho ; assim como fachas de seda
e maitos oulros artigos que estao a venda no
mesmo estabeleeimento.
tecebe<:e encommendas de fogo do ar, para
dentro e fora da proviucia : no armazem da bola
amarella, a travessa da rua do Imperador.
Para santuario&
A NOVA ESPERANQA recebeu pequena quanti-
dade de bonitos vaporisadores proprios para incen-
sar oratorios ou sanctuarios.
LIVROS A VENDA.-
No primeiro andar desta typographia em
mSo do adrninistrador, vende-se os seguin-
te hvrinbos:
O kid9uto E&perto dialogo ins-
tructive, critico, onalytico, historico, e mo
rri, entre um matulo e um liberal por 500
ra. cada exemplar.
Kducactlo Faiuiliarromance, O
euma serie de leituras, 2 volumes por ....
13i000. ___________________^^
= Abertura delapention
bourgoise, 1 de agosto, Kua
da Cruz n. 26, 1 andar.
Para o fabrico de chapeos
A NOVA ESPERANQA receben o ararae proprio
para armacao de chapeos.
Para concertar meias
A NOVAESPERAXCA, a rua Bnqae de Caxias
n. 69, receben desta necessaria linha.
AUfncao
Vende-se um terreno em AgnaFria, com 6(>
paluios de frente e 3o0 de fundo, tendo duas fren-
tes, uma para a~rna do Cacnndo e ontra para a
rua das Mocas, proprio para edilicar, cujo terreno
tem arvoredos : a tratar na rua da Santa Cruz
numero 7.
Grande liquidacao de chain-
tos de Havana.
Fior Regalia.
Iskandro.
El ordem.
Rua do Marquez de Olinda n. 18.
Mo faltarao flores
A NOVA ESPERANQA tem em sea jardim as
mats vicosas e lindas flores, desde o mais singelo
botao do rosa ate o mais elegaote ramo de flor d
larangeira.
Veade-se na rua do Commercio n. 4, cerveia
Neruega, marca M L :
BUter AugU3:ura.
Rum de Jamaica.
Na rua do Caldeireiro n. 31, vende-se gaio-
las mui'o bem feitas, para todos os pasaaros.
Vende-se a taverna sita a rna da Ponte Ve-
na n. 1, bem afreguezada, e o motivo da venda se
dira ao comprador
mesma.
quern a pretender dirija-se e
.V
se
o armazem e 3C aniar com sotso, tendo bastante3
commojos, e pintado : a tratar na ru do Viga-
rio n. 31.
Loja do Arantes
Pretos
Prara da IntlepeMdenria nm: II.
3 e 15.
Botiuas para hoaiens a (is e 7*.
Ditas de pelliea prcta para senhoras a 5.
Ditas de diia doorada, cano alto a 8*.
Ditas ga Ditas de duraque de t ir, com la^o aije 6j.
Ditas de dito preto idem, a 5*.
Ditas gaspiadas, cano baixo a 2J c 3j.
Ditas de cores para crisncas,.cano alto a '*}.
Sapsto3 de cores para senhoras a 33-
Ditos de eoaro idem a 2.
Aiuga-se am preto de meia idade e um molequ*
i3e 16 annos, os quaes sao optimos para todo o
servico domestido, rrao so pela sna boa eonducta,
como tambem por ja oonhecerera o trabalho ; so
se alugam para servico nesta cidade: a tratar Ba
rua do Barao da Victoria n. ii.
Uma familia que se relira desta provincia, ven-
de por preco commodu um piano, qae so tem de
uso oiio" mezes, e e dos fabricantes Aucher Freres:
a tratar na rua do Hospicio n. 25.
Casa Oaiada e Rio Tapado.
Jose Jacomo Tasso, senhor e possaidor, por ti-
tulos legilimos, dos sitios Casa Caiada e Enseada
da Mai Lucrecia, em Rio Tapado, termo de Olin-
da, previne'a quem interessar possa qne nao fa.;a
oontrato algum de compra, arreadamento, per-
raula, etc., etc. ou onlro qualquer negocio, com
terras dos ditos sitios,-que limitam com as do en-
genho Fragoso, porque serao nnilos taes contratos
e o annunciante protesta por seu direito em quaes-
quer circumstjncia3 em que se acharem os ditos
eontratos, e para obviar duvidas vai desdo ja
tratar das demarcates dos referidos sitios para
Qxar os seus limites.
vi pnra.
VinJio verde e de Amarante, especial, vendem
Pocas & C. : a rua estreita do Rosario n. 9, junto
a igreja.
ATTBNCAO
Alugam-se iaas casas terreas ns. 13 e 15
na cidade do O'inda : na rua do Pago Castjlhano
Engenho
Vende-se o engenho i%. Pedro, situado na pro-
vmcia de .ilago;is, comarca do Porto Calvo, a
nienos de ucii legoa distaste do porto de mar do
Gamella, tem oxceUeolei terraa, mataa, e tafreia
regularmenli 2.C00 pw : a tratar na rua do Vi-
gario a. 31.
.'Precisa -se de am cuxeiro com bastanta pra-
ti^a de taverna e &6 fiador, para tomar coata da
mesma, danco-se-loe algum interesse: na rua Du.
que de Caxug n. J3, andar.
Escravo.
Precisa-se alugar am escravo para o eanico
de uma casa de commercio : na rua do Marquez
d01ndani35.
Esta encouracado!! !
Ajjua mole em pedra dura
Tanto da ate que a fura.
Roga-se ao Illm. Sr. Ignacio Vieira de Hell
escrivao na cidade da Nazareth desta provincia,
favor de vir a roa Duque de Caxias n. 36, a con-
clnir aqnelle negocio qne S. S. se comprometteu a
realiaar, pela t^ceira chamada deste jornal, em
ana de dezembro de 1871. e depois para Janeiro
passon a;fevereiro e abraie 187J,e nada cunprio;
por este motivo e da novo chamado para dito
9m, pois S. S. se deve lembrar que este negoeio
de mais de eito annos, e quando o Sr. sea fiiho m
achava nesta eidade.
Aluga-se o primeiro andar da rua da Impe-
ratriz n. M : a tratar na ma da Hortas n. 106,.
Aloga-se o l., e 2. andares a o armazem
da rua dos Bargos a 11 (Recife), esta caiado e
pintado do novo : a tratar com Jos6 Feliciano Na-
zareth, na roa de Pedro Affonso n. 20, outr'ora da
Praia. Tambem aluga-se nma casa terrea no bee-
co Tapado (Recife).
DROGARIA
PaJacete
. Ainda eeta por alugar-ie o palacele da Una dos
Ratos, do finado Custodio Jose Alves Guimar*es
onde moron ultimaiBeataoSr. Dr. Iiaaoic de Bar-
roa: a tratar na rua Prinaeire de ^ftr^, n> 7 ^
DEP0SIT0
NA
PHARMACIA E
DE
Bartliolomeu
34 RUA LARGA DO ROSARIO 34
Na rua larga do Rosario d. 31, precisa-se
saber se existe nesta provincia o Sr. Jose Maria
da Craz, filho de Jose Francisco da Cruz, natural
de Sanlarem, aonde tinha dous irmSos, um cha-
mado Marc, lino Jose da Craz, proprietario, e o
outro Gabriel Jose da Cruz, couego da collegiada
de Alcagova, e uma irma freira, chamada D. Mar-
garida da Cruz.
Escravo fugido.
Fugio ba mais de um anno do engenho Jaguaji-
be o escravo de nome Lourenco, preto, corpo re-
gular e forte, figura bonita, e filho do Urubu, um
ppuco abaixo da Bnique; foi escravo de Antonio
de Araajo, qne o'.vendeu a Bastos Tbenorio de
Araujo Cava'cante, morador em Barreira, da co-
marca de Bui que e vendido nesta cidade por Al-j
cebiades de Siqneira : este escravo consta que
e amasiado no Sugar onde se acha. Pede-se, por-
tanto, as antoridades policiaes, capities da campo
e mesmo a qualquer particular a sua captura, e
qua levandoo a rna Nova n. 8, ssra gsnerosa-
rodnte recommpensado. ^^^______
O abaixo assignado, achando-se habilitado a re-
caber dividas em cobran;as, nesta cidade, me-
dianle a paga de 10 por cento, assim como fora
della, mediante o aiuste convencionado, otferece-
se ao respeitavel corpo do commercio, paracom
zelo c promptidSo executar o cuidado que resta-
Ihe de sua profissao, recebendo nao so amigavel
como judicial : a pessoa que se quizer ntilisar de
seu presiimo, pois offerece fiador, garantindo
eonducta e a importancia a haver da sua cobran-
ca, pode dirigir-se a sna resideacia, na rua do
Nogueira n. 28, !. andar, das 6 as 9 horas da ma-
nha, e das 3 as 5 da tarde.
Jose" GonQalves.
No pateo da Matriz de Santo Antonio n. 6
tem amas para cozinhar e engommar, e tambem
para andar com criancas, que se alugam a preco
eommodo._______________________________
Aluga-se
a casa terrea sita na rua de Paysandu, coin agua
potavel: a tratar na rua do Vigario n. 3l.
Cinlos de eoitro
Amaral, Nabnco Jt C. receberam um completo
sortimento de cinlos de couro preto, com fivellas
e enfeites de mt-tal branco, dourado e oxidado,
para senhoras e meninas ; sao dos mais mod^r-
nos que tem vindo ao mercado : vende-se no Ba-
zar Victoria a rua do BarSo da Victoria n. 2.
Ratoeiras magieas
Acaba de chegar ao Bazar Universal a ma do
Barao da Victoria n. 22, as ratoeiras magieas pa-
ra pegarem os ratos sabidos, as quaes se vendem
por preco commodo ; como bem, outros muitos
af ligos, por se acbar esta casa em liquidacao : a
rua do Barao da Victoria n. 22.
Azulejos
Vende-se na rua do Commercio n. 18, i andar.
com padroes bon tos e tamanho grande, por preco
mais commodo possivel : os senhores proprieta-
ries podetn vir examraar, que nesta occasiao ti-
carao sorprendidos pelo preco porque se vendem
os referidos azulejos.
Casa.
Ha para alugar um bom sltio na Boa-Viagem;
traU'Se na Capnnga, rua da Ventura n. 21. on
na rua Nova n. A3.
Aluga-se a casa n. 149, no Caminho Novo, per-
to da estaclo do caminho de ferro, na Soledade.
com muitos coramodos e bom quintal, com mni-
tos arvoredos de fructo. A chave esta junto na
casa n. 153, para ver e tratar no Recife, rua da
Cadeia n. 3.
Farinha demilho
Vende-se farinba de milho moida a" vapor, dia-
riamente, da 1* qualidade, para cuscus, I* patacas
a arrcba ; da 2", para cangica e pao de provenca
all patacas; da 3% para angd, a 10 patacas ; da
i*, para mangunza, a 9 patacas : ni rua do Coto-
vello p. 25, casa de -tzulejo.
Vende se uroa casa terrea em Olinda,"a rua
de Mathias Ferreira n. 19 : a tratar na rua de 3.
Goncalo n. 10, nesta cidade, oa no .*opo da Panella
com o Rvm. coadjutor daqnella fregaezia.
Agua de Vichy
Haul Rive-Celislins-Iiapitai
Yende-se
a 35* a raixa dc SO arrraa
na rua do Sol n. 15
Alnga-se a casa
a fallar na mesma.
n, 51, na rna de S. JoSo
que de Caxias n. 63.
economico.
a para a coi
ESPERANQA, a rua Dn-
Graxa glyceriaa propria para a conservacao do
cordfvao; v?nde a NOVA F*"
COMPRAS.
Precisa.-se comprar dons escravos, pedreiro
cara^na, paga-se bem : tratar na thesoorarl3
ias foterias, a rna Primeiro de Marco n. 6.
Grande descoberia
Curativo das molestias do
peito pelo
\aropc de sialpkito de seda
A. BERNET
Este important^ medicamento qne acaba de ser
reconhecido pelos distinctos Dra Zalloni e Pnrai-
chevas como nm verdadeiro especifioo contra a
phtysiea, segnndo provaram not. grandes nnme-
ros oe casos por elles exnerimentados, como se vt5
na sessao da acalemia de Paris de 24 de marce
do correftte anno, eneontra-se unicaraaata na
Deposito da pharmacia e drogaria
de
Baribolaaaeu C.
N. 31 Rua larga do Rotario N. 3fc
Para parUcalares.
Vendem Cunha irtnies & G, rua la Aladre de
Dens n. 31, vinho Figueira de superior qualida-
de, em barris de 5.* e de deeima, garantindo a
qnaKdade.
Tendese a madeira de nma grande jaqneirn
na tfcesonnrria das loierias.
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u-.
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de Pernambuco &bbado 1 Agosto
de 1*74
Ru. Prirrwiro do Mar^o n. 7 A
DE
Cordeird Simoes & C.
S' esta aaa das c*sas que hoje pode com pri-
nazia olTerccer aos seus freguezes um variaiissi-
n. C'Sortimeiilo de fazendas finas para grande toi-
ette, e betn assim para uso ordinario de todaa at
h3M, e por precos vantajosos, das quaes faz um
jequeno resume.
Mandam fazendas as casas dos prelendentes
para o que tem pessoal necessario, e dab amostras
a>eiiante peahor.
Cortes de seda de lindas coras.
Grosdenaplea de todas as cores.
Gorgurto branco, lizo, de listras, preto, etc.
j>et:m Macao, preto e de cores.
Grcsdeoar.les preto.
Velludo preto.
Granadine de seda, preta etfe cores.
Popehnas de lindos padrOes.
FH6 de seda, branco e preto.
JJieas basqninas de seda.
Casaeos de merind de cores, (a, etc
ilantas brasilciras.
Cortes com ambraia branca com iindos borda-
Kieas eapellas e mantas para noivas.
P.iiraisslmo sortimento de 15s com listras de
Casibraias de cores.
Ditas maripozas, brancas, lizas^ bordadas
[\aoznques de lindos padroes.
Baptistas, padroes deiioados.
Percahiw d quadros, pretos e brancos, listras,
ic, etc. '
Brins de linho de cdr, pronrine Dara vestidos.
Mta barra e listras.
Rijos cortex de vestido de linho. c ejte3 da
uesma cor, ultima mod?
Ditos de cambraia de certs.
Fastso de lindas cores.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bcrdadas para senhoras, de linho e al-
irodao.
Sortimento do luvaa da verdadeira fabrica de
B1rm, par" homens e senhoras.
'estua-' > para meninus.
WM para baptiiado.
Chapeos para ana.
Toainas e guardauapos adama*cados ds n de
ruara mesa.
Colchas de lit.
Cortinados bordad-.
Grande sortimento de camisas de liubn, lizas e
o-dadas, pare homens.
rfeias de ceres para homens, meninos e meni-
I*.
Uitas escoeeza?.
Comnliito s>>.timepta de chapeos de sol para bo-
ws^ t> ss&ncras.
Kerico de es para vestidos.
frto preto, trancado e ^'o de verao.
itlhado d( uho e algodao para to
Atoalhado pardo.
Damasco de la.
Erins de linho, branco de cores e preto.
Setim is lindas c"res com listras.
Chales de merino de cores e pretos.
Ditos de casemira,
DitG3 de seda preta e de cSres.
Ditos de touquira.
Camisas de chita para homens.
Ditas de flanella.
Cereulas da linho e algodao.
Pacncs de crochet para sofa, cldeira* e conso-
Lenjos bordados e de labyrintho.
Colchas de crochet.
Tarlatana de todas as cfir*s.
Ricos cortes de vestidos de tarlataea bordados
a -a cortes.
Espartilbos lisos, bordados.
Fculard de seda, liddas c6res.
tfeias de seda para* senhoras e meninas.
Sicas fachas de seda e 15 para senhoras.
fu>o sortimento de leques de raadreperolas e
55 >c.
Jamasco de jeda.
Casemira preta edecSres.
Chitas, madapolao panno fino preto e azul, col-
aiinhos, punhos deliuho e algodao, gravatas, In-
't1 dew ? de BM0Mfai 'apetcs de todos os tama-
ahi>s, bolsas de viagem, peitos bordados para ho-
xeas, lengas de linho branco e de efaea, toalhas,
ids rdanapos. etc., etc.
mm m BOA"
Rua da Imperatriz q 72
V
S MfiATAS VENDER
nr "'hujiij nm terrenono Arraial, com ISO pain
"" e 140 de fiindo. com nnu ho rai-im
&OJFA JMftPAVAO
NA
Rua da'Kiiperatriz n.-6tf
MENDES GUIMARAES (fc ffiMiOS
Acabam de fazer um grande abatimemo nos pretos du soal f.zenJas atten-
dendo a grande falta que ba hojo de dinheiro,^ por isso troio quj o preco quo v ctonado agradard ao respeitivel publico.
CROCHES A U?500.
VenJe se crgpLes para caJeiras a l/?500
cada um-
LAZLNHAS A 200 MAS.
Vende se Iflzinbas parn testido a 200,
32->, 400, e 500 rs. o covado..
ALl'AC\S DE CORES A 500 REIS.
Vende se alpacas de cores a 500, 6*0, J|
800 rs. o covado.
GRANDE SORTIMENTO DE TAPETES A *
Veiufese grande sortimento de tapetes para
CHAPEOS DE SOL DE SEDA A 4*000.
Vende-se chapeos de sol de seda para se-
nhoras e meninas a 4$, ditss de alpaca li-
nos com 12 astes a 4, ditos de merin6 de
duas cores a 5*, ditos de >da para homem
a 6#, ditos inglezes com 12 irsWa 8* e 9*.
BRIM PARDO A 400 rs.
Vende-se brim pardo escuro a 400 rs. o
covado, dito de cores com quadnnhos a
500 rs. o covado
CORTES DE CASEMIRA A 58.
r.
um.
' ,Vende;if cortos d,e cwmira de corespara todosos tamanLos a 4*, 4*500, 5*, e
caiga a 5*, e 6*, ditos de dita preta para ca 1a
calca a 4JJ, 5*, 6*. e 7*.
BRIM DE ANGOLA A 2* 0 CORTE.
Vende-se cortes de brim de Angola para .
calca a 2*. dito rnoito finos a 3*.
! ABERTURAS PARA CAMISAS A 200 REIS
Vende-se aberturas para camisas a 200 rs, |
ditas mais finas a 400 e 50H rs. ditas de
63
esguiaoa 1*, ditas bordadus a 2*.
CHITAS A 240.
Vende-se chitas para vestidos a 240, 280,
e 320 rs. o covado, tem escuras e clarjs.
MADAPOCAO A 3*.
Vende-se pecas de madspolao enfestado a
3*, ditas de dito inglez a 4?500. 55, e 6*,
ditas de dito francez fino a 7*, 7*i00, 8S'
9D000.
GRANDE SORTIMENTO DE ROUPA FEITA
NAC10NAE.
Calijas de riscado para traba!ho a liJOOO
e 15)400.
Calgas de brim pardo a 1?900,25?, 2*500.
CsIqes de brim de. Angola de cores a 2*
o 3*.
Calfas do casemira de cores a 55500, 6*
e 7*.
Calebs de casemira preta a 3*500, 5*500
e .7i
Palitots de riscado a 1?..
Paletots de alpaca de cores a 23.
Paletots de a paca preta a 3*, 3*500, i
5*.
A' rna do Cabala n. f A.
Os proprietarios da Predilecta, no intnito d
conservar o bom concetto que teem merecido do
respeitavel publico, distinguindo o sen estabeleci-
mento dos mais que negociam no mesmo generc
veem scientificar aos seus bons freguezes que pre-
veniram aos seas correspondentes nas diversas par-
' cas d'Europa para Ihes enviarem por todes os pa-
quetes os objectos de luxo e bom gosto, que se-
jam mais bem aceitos pelas sociedades elegantes
daquelles paizes, visto aproximar se o tempo de
festa, em que o bello sexo desta linda veneza
mais ostenta a riqueza de suas toillettes ; e co
mo ja recebessera pels paquete francez diverso
artigos da ultima moda, veem patentear algum
d'entre elles que se tornam mais recommendaveis.
esperando do respeitavel publico a costumada
concurrencia.
Ader*co9 de tartaru?a os mais lindos que teen
vindo ao mercado.
Altuns com ricas capas de madrepercla e dt
veliudo, sendo diversos tamanbos e baratos pre-
os Aacreced de lartaruga.
Aderecos completos de borracha proprios para | v<>'a*t' Icto, tambem se vendem meios aderecos muilo bo- Pl*eiraS de madreperola.
nitos. ; Ltndaa tlores para oafceca.
BotSes de setim preto e de cores para ornato de i Bolsas de velludo.
E' com as se!ioras.
A Magnolia, a rua D.iquo de Caxias n. 43, par-
ticipa a bello sexo que ac.-.ba de receber da Eu-
ropa, um complcto S'Ttiaieuiu de arligog de ulti-
ma moJa, e emno aciia desnecessarlo fazer ura
enfadonhu anuuncio, p^r ja ser bastante eonhe-
cida, e capiichar sempre em ter bons correspon-
dentes, seuJo a pr.meira que apresenta o que ha
de mais modorno e por precus mui raxoaveis, por
Isso UmJta-se a descrever somente o seguinte :
Seitas flonradas.
Eti Letiucs dourados, de madreperola, marGm, tar-
taruga, cs-o, etc.
Sjiiii.;is de bai e.
Frcsentcs, diversos artigos propiios para pre-
.sentes.
Coliubds e punhos.
Hamsal para"misja, com capa de madreperola,
tarUruga, marfim, velludo, etc.
Snpatiuhos de setim para bnplisado.
CntnisiiH bordadas para senUoras.
Ligas de seda.
I'lan.jaH mosaicas.
E' baralo.
Vende-se um pequeno silio |>erto da esta-
fao do Salgalmho, teudo de frente 150
pal nos, e de fundos mats de quatrocentos,
com oraa elegante casa detaipa, acabada de
proximo e hem asseiada, tendo 2 sal s, %
quf.rtos e cozinha fora. 0 terreno e pro-
prio o bora de plantagfles, tendo algumas
rvores de wucto, agua de bebor e todo cer-
eado.
Para ver e mais explicates, no mesmo si-
tio a qualquer bora a entendnr-se com Tris-
tao Francisco Torres, e para tratar, na the-
touraria das loterias, rua I." de Marco
. 8.
Eagenho 4 venda
V'cnde-se a dinhoiro ou a prar.o um engenho
moente e correote, de animaes. com pequena sa-
lt* creada, a_nma logoa d stante da villa de Pal-
mares, eslacao de Una, de bom terreno de varze*.
podsndo safrejar 2,000 paes annuaes, com propor-
cao aser de agua, podendo ainia ser accrescenta-
do ;.o ponto que se queira, com terrenos annexos
que se vendem : quern pretender, entenda se com
Joaquim Rodrigces Tavares do Mello.nesta cidade,
prai;a do Corpo Santo n. 17, i<>andar.
As unicas verdad.eiras
R chas hamburgnezas cne vem a este mercado
a ru? do Maniuez de oltnda n. 51
estidos de senhora; tambem tera para collete
palitot.
Bolsas para senhoras, existe um bello sortimen-
de seda, de palha, de chagrim, etc., etc., pur
barato preco.
Bonecas de todos os tamanhos, tanto de louca
como de cera, de borracha e de massa ; chama-
mos a atteficao das Exmas. Sras. para este artigo,
pois a3 vezes toream-se as criancas nm pouco im-
pertinentes por falta de um omecto que as en-
tretenham.
Camisas de linho lisas e com peitos bordados
para homem, vendem-se por preco commodo.
Ceroulas de Knho e de algodac, de diversos pre-
cos.
Caixinhas com musica, o qne ha de mais Undo,
com disticos nas tampas e proprios para presen
18
Porrunini'ias dos melhorcs e mais afamados
fabricantes.
Cbapeos de sol para senhoras.
i'ifaw de velludo de todas as cores e laKguroS.
Moscas.
Quereis livrar-vos destes ma^Jitos inscctOi?com-
prai uma mnchina de matar moscas por 35000
na Magnolia, a rua Du.iue de Caxias n. 43.
Calvice.
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 4o, ven-
(de o verdadeiro Vigor do Ayer, qne impede a
cabida dos cabellos.
Sardas epanos.
I So tem sardas e panos quern quer; porque a
Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 43, tem para
PARA EIQL'IDAR
Granadiuu preta a 500
covado
0 Pav2o vende granadina preta e lavrada
pelo barato preco de 500 rs o covado.
ALPACAS PMTAS A 500, 640 E 800 RS.
0 Pavao tera ura grande sortimento de
alpacas pretas, que vende a 500, 640 e 800
rs. o covado, assim como grande sorti-
mento de cantdes, bombazinas, princezas
pretas, merinds, e outras muitas fazendas
proprias para luto.
CAMBRAIA VICTORIA A 4*C00, 4*500,
OJOOO E 7*000.
0 Tayao vende um grande sorUmento de
cambraia Victoria e transparente com
8 1/2 varas cada peca, pelos baratos-precos
de 4*000, 4*500, 5*000, 6*000 e 7000
a pega, assim como, ditas de salpico bran-
co, a 7(?000, & pechincha.
CAMISAS FRANCEZAS A 20000, J*500
3*000 E 33500.
0 TavSo vende um bonito sortimento dt
camisas francezas com peito de algadfio, i
23000 e 23500. Ditas com peito de linhc
de 33000 a 6*000. Ditas bordadas muito
finas de 6*000 a 10*000: assim come
grande sortimento de ceruulas de linho e dt
algodao, por precos baratos, e tambem tem
completo sortimento de punhos e collariuhos
tanto de linho como de algodao, por preco*
em conta.
CORTINADOS BORDADOS PARA CAMA I
JANELLAS, DE 7* ATE' 25*000 0 PAR
0 Pavao vende urn grande sortimento At
cortinados bordados, proprios para cama t
janellas, pelo barato prego de 7*000,83000,
IOiSOOO ate 25*000, assim como : colxa>
rle dnmasco de la muito fina de 10*000
12*000 cada uma.
BRAMANTES A 1*800, 2*000 E 23500
0 Pavao vende bramantes para lenjde's.
tendo 10 palmos de largura, sendo o dt
algodao a 1*800 e 23000 a vara, e de linh.
a i*i00, 23800 e 33000 a vara: e pechin
cha.
Grande pechiLcha a 4#000
e 5#000
CORTES DE CASEMRA.
0 Pavao recebeu uma grande porfao de
cortes de casimeras de cores para calgas, e
vendo pelo barato prego de 4*0' 0 e 5*000
cada corte, na ru da Imperatriz n. 60, loja
de Felix Pereira da Silva.
ESMERALDiNA A 800 RS..
nm terreno no Arraial, com ISO palmos de fren
e 140 de fundo, com uma boa cacimba : no ca
da Companhia Pernambncana n. 88.
Vendem
Wilson, Rowe & 0.
Em seu armazem a rua do Trapicbe n. 14, o
gninte:
Algodao azul americano.
Fio de vela.
Carvao de pedra de todas as qnalidades.
Tudo muito barato.
Eugenhos em Mamam-
gnape.
Vende-se, os seguintet:
Barra,
Prega|ea,
e Patricio.
A tratar com sens proprietarios tasu eidad*
e parajnformac5es com Joaqoim Pinto de M'i-
na mesma cidade de M^mamguao*
Tasso Irmaoa 4 C
relies Filno
VENDE-SE
ama casa na villa de Barreiros, na rua do Com-
tercio, por preco modico: a tratar com Taste
Irma 2 4 C
Wilson Rove & C> vendem no seu A-mai-a
rua de Commt rcio n. 14 :
verdadeiro panno de algodao azul ,aBer:can;
Excellente flo de vela.
Cognac de 1* qualidade '
Vinho de Bordeaux.
Carvao de Pedra de todas as qualidade!
E' com as noivas
A NOVA ESPERAXCA, rna Duque de Caxias n.
63, acaba de receber boa* meias de seda proprias
para noivas, e os apreciaveis ramos de larangeira
Engenho Segredo
Vende-se o engenho Segredo, distando apenr-
nma legoa da estacao de RibeirSo, moente e cata
rente, bem obrado, e com terrenos muito feroa
que safrejava mais de 2,500 pies: a tratar na rua
do Encantamento n. 5.
Grande liquid qao de cha-
rutos
Schnorbusck, da
do fabricante Gustavo Alberto
Bahia, das seguintes marcas:
Aristocratas.
Riachuellos.
Perolas.
Jok Club.
Conchas.
Perfeigao.
Principe Bismarks.
Trabucos.
Golondrinos.
Vendem se na rua do Marquez de Olinda n. 18,
OuenieovigJIaDledaeco-
iioniia.?
EOBARATPIRO!
A' rua 1." de Marco n. 1.
Grande sortiment.-. de casemira j e ecnrasclar^-
fazenda superior a 3/500 o covado ; t .do< querea
Brias para calga de cores e pardo a 280, i09 ?
oOO rs. o covado. F6 aqui por este preci,
' e 280 If.'.

no lb-
a 360 e 400 r.
armazem.
Casa e terrenos baratos co Sal
a.
Coques os mais modernos e de diversos forma- ^nder a verdadeira Cuticuleria, que faz desappa-
tos. recer estas manchas em puueos dias.
Chapfes para senhora. Receberam um sortimento !
l\o Barateiro
!
A' rua 1. de Marco n. 1.
Confronle ao arco de Santo Antonio.
por menos 30 0|0 do
o que pede
vende-
U, de
Vigor do Cabello
DO
Dr. Ayer.
Para a renovacao do ca-
bello, restituicao de sua cor
e vitalidade primitiva e nat-
ural.
O Visor do Cabello 4 nma, preparacao ao
mesmo tempo ngradavel, saudavel e efficaz pu
coiLservar o cabello. Por raeio do seu uso o
cal*llo ruco, grisalho, e enfraquecido, dentro de
poyco tempo ttvolve a cor que lbe 4 natural e
priinitiva, e adquire o brilho e a frescura do
calello .da juventude; o cabello ralo se torna
deiiao e a calvicie muitas vezes, posto que nab
em todos os casos e neutralizada
NSo lia na dejiois dos follicnlos estarem destraidos, e as
glandes cansadas e idas, mais se ainda restarem
alguais podem ser salvadas e utilizadas pela
applicacao do "\rigor. Libre de e.'isas substancjas
deleterias que Bamam muitas praparacoes de este
genero tarn nocivas e destructivaa ao cabello. o
Vigor s&inente lhe e beneficiaL Em vez de
sujir o cabello e o fazer pegajoso, o conserva
limpo e forte, embellizando o, impedindo a queda
e o tornar-se ruco, e por consequinte previne a
calricie.
Para uso da toilette nib ha nada mais a dese-
jar; nib coutondo oleo nem tiiitura, nio pode
maiehar mesmo o" mais alvo lenco de cambraia;
perduea no eaballo, lbe da um lustxe luKurioso,
e um perfume muito agradaveL
1 ara reformar a cor da barbu, 6 necessario
mais tempo de ^ue com o cabello, porem se pode
appressar o effeito, envoi vendo a barba de noite
ceni um lenco jnolhado no Vigor.
PEPABADO POB
" J- C. AYER & CA., LoweU, Mass^
ICstados TTnidoa,
VhimUio, PracHeot e Ana'yticot.
~s -. V3CNDHS SB POR J
da ultima moda, tanto para senhora, como para
meninas.
Gapellas simples e com vcb para noivas.
Calcas bordadas para meninas.
Entremeios estampados e bordados, de lindo
tesenhos.
Escovas electricas para dentes, tem a proprie- EiIo vendeudo fazendas
dade de evitar a carie dos dentes. Franjas de seda pretas e de cores, existe um um Puco de altencao I
grande sortimento de divercas larguras e barato I Madapolao francez, fazenda superior,
preco. os alifa peca e 320 rs. a vara.
Fitas de saria. rte g-rrgnrio, de setim e de ctoa-1 Chapeos de sol de seda, para senhora, a
alne, de diversas larguras e bonitas cores. i cores, fazenda de 0; ; a elles.
Fachas de gorgurao muito lindas. I D'tos de alpaca, para bomens, de 12 hasteas a
Fi r* artificiaes. A Predilecta prima em con- 3^300. Superior qualidade.
ervar sempre um bello e grande sortimento des- I Uitos ^e merin6, cum duas cures a 4/500. Isto
as fibres, nab sd para enfeite dos cabellos, como 8im 6 veoder barato.
tambem para ornato de vestido de noivas. Chapeos de sol de seda, inglezes, a II 000.
Galoes de algodao, de la e de seda, brancos, pre- Diks de cabo de marfim, o melhor que tem
os et de diversas cores. vindo ao mercado a 12/ e 13/. Venham ,. elles.
Gravatas de 9eda para homem e senhoras. i Grande sortimento de camisas francezas, de 32/
Lacos de cambraia e de seda de diversas cores a 40*- Superior qualidade.
para sennora. ( Esguiao de linho e algodao a 4/.
-Ligas de seda de cores e brancas bordadas para i Chapeos de casemira para homem a 3j.
noiva. j Cortes de crctoae bordados a 6/. Sempre ens-
Livros.para ouvir missa, com capas de madre--ton 10/.
perola, marfim, os-io e velludo, tudo que ha
bom.
de
para senhora, por commodo
Pentes de tartaruga e marfim para aiisar os ca-
bellos ; teem tambem para tirar caspas.
Port bouquet. Um bello sortimento de madre-
perola, marfim, osso e dourados por barato preco.
Perfumarias. Neste artigo esta a Predilecta bem
provida, nio 96 era extraotos, como em oleos t
banhas dos melhores odores, dos mais afamados
fabricantes, Loubin, Piver, Sociedade Hygienica,
Coudray, Gosnel e Rimel ; sab indispensaveis para
a festa.
Saias bordadas
preco.
Sapatinhos de la e de setim bordados ,para ban-
tisados.
Tapetes. Recebeu a Predilecta um bonito sorti-
mento de diversos tamanhos, tanto para sofa co-
mo para entrada de saias.
Vestimentas para, baptisado o que ha de melhor
gosto e os mais moderno M-ecebeu a Predilecta
de or ar."to preeo,* para ficar ao alcance
qualquer bolaa.
Rua do Cabugan. 1
Cambraia Victoria, fina, a 3/500, com 8 li?
ras-e transparente 4/.
Loja de Agostinno Ferreira da Silva Leal & C.
va
Cura dos eslreitansento durelra
pela facil applicagao das
SQNMS OLIVAES
DE
. GOMMA ELAST1CA
As mais modernas e aperfeif;oadas de todas
as conbecidas
Vendein-se
NA
PHARMACIA E DROGARJA
DE
Bartholomew & C. .
34 Rua larga do Rosario 34
0 Pavao recebeu um bonito sortimento
das fnars. ligantes esmeraldinas com listras
de seda, sendo em cores e pad roes as mais
novas que tem vindo ao mercado, proprias
para vestidos, e vende pelo baratissimo pre-
0 de 800 rs. o covado, & rua da Imperatrii
n. 60. v
0 Pavao queima os artigos
seguintes:
Cortes de combraia branca, transparente,
com enfciles bordados de la a 5#00O.
Dit s.tgdos braneeXbvrdados a 125000 e
155JOOO.
Ditos muito ricos a 233000.
Bocitas lansinhas para vestidos, com lis-
tras de seda, covado a 800 rs.
Ditas ditas transparentes e de muita fan-
tasia a 500, 640 e 800 rs.
Cintos de setim de todas es cores a 55000
Punhos com gollinhas de esguiao a 500 rs.
Sedinhas de cores, sendo de listras e la-
vradas, com toque de mofo a 1J5000.
Ditas de dita ditas sem mofo a 15J600 a
23>000.
Diversas lansinhas para vestidos, de 240
ate" 500 rs.
Colchas de fustao brancas para cam* a
2#500.
' Ditas de dito de c6r a 4$( 00.
' ambraias brancas, abertas, para vesti-
dos, corte a 8^000.
Cortes de cambraia branca com bonites
enfeites bordados, de cOr, com Ggurino a
65000.
Pecas de madapolao com pequeno toque
de avaria a 4500.
Ditas de algodaosinho muito encorpado,
eom leve toque de avaria a 4)5500.
Madapolao enfestado com 12 jardas em
perfeito estado a 3(5000.
Pecas de madapolao com 20 jardas a
40500.
Brim pardo para roupa de homem e me-
ninos, eovado a 400 rs.
Cobertas de chita para cama a 20500 e
30000.
Bramante de linho com 10 palmos de
lagura, vara a 206CO.
Atoalhado com 8 palmos de largura, vSra
a 10500. *
Espartilbos hrancos e de cores a 40 e
50000,
Cortes de casimira a 40 e 50000.
Antonio Jose Rodrigues de Souza, na thesoura-
na das lotenas a rua do Crespo n. 6, vende soa
casa de taipa e terrenos de seus sitios no lngar
do Salgi-dmho : a tratar somente com o mesmo
E' barato
Trancas de cabello
humano, natural, com um n etro de comprimento
a 15/ cada uma : so na rua da Imperatriz n 8
case de Odilon Duarte IrmSo.
Chitas em grande quantidade a JiO
covado
Metins a 240 e 280 rs Superior.
Percales a 3(0 rs. o covado. So aqui
rateiro.
Baptistas raatisa-Jas com barra
o covado.
Alca-sianas, fazenda d.' phantasia com bomt
detenhos a 400 rs. I
CM >nea esmrus a 300 e 320 rs.
Uziafcas esceccras a ISO rs. o covado. Ihaea-
te para ?c bar.
Mauapoloes para todos cs pirns.
iedas de cor. s, verde, encarnt-da e da outr*B
cores a IjOOO, 1/200 e 1/500.
Chales de easeaaiia com listras e 3/SOQ e li .
e barato? 6 I
Bramante de linho a 1/100 rs. a vara com da-
larguras I
llotinas para senbera, a 4/.
Confront ao arco ic. Sznto Antonio, loja d >
Agostinho Ferreira da Silva Leal & C
Lojadc fazeiid'as
DE
E'BOM SARER-SE
Que a NOVA ESPERAXCA, a rua Duque de
Caxias n. 63, bem conhecida pela superioridade de
seus artigos de moda e phantasia, acaba de rece-
ber diversas encoromendas de mercadorias de sna
reparticao, que pela elegancii bem mostra aptidao
e bom go to de sens antigos correspondentes da
Europa, e por esta razao a NOVA ESPERANCA,
a rua Duque de Caxias n. G3, convida a sua boa
e constante freguezia c com especialidade ao sexo
amavel, a visitarcm na, aGra de apreciarem ate
onde toca o primor d'arte.
A NOVA ESPERANQA nao quer eolrar no nu-
mero dos massantes (verdadeiros azucrins) com
extensos annuncios e nem pretende descrever a
immensidade de objectos que tem expostos a ven-
da, o que seria quasi impossivel, mas limitar se ha
a mencionar alguns daquelles de mais alia novidade
e toraa a liberdade de aconselhar ao bello sexo,
que a visitenj constantemente, para depois que
comprarem em outra qualquer parte nao se aite-
penderem, a vista do bom e escolhido sortimento
que ha em dito estabelecimento, esta razao tam-
bem demonslra qne qualquer senhora do bom torn,
nao podera conipletar a elegancia de seu toilet
sem que de um passeio ;i NOVA ESPERANCA, a
rua Duque de Caxias n. G3 a qual acaba de rece-
ber os segumtfs artigos de luxo e inteiia novida-
de :
Modernas seUas para prender os cabellos
Primorosos leques de phantasia.
Bonitas sahidas de bailes para senhoras e meni-
nas.
Ioleressantes gravatas para senhoras.
Elegantes fachas de touqoim.
Bons aderecos de madreperola.
Delicados aderecos pretos de pufalo e borracha
(gosto novo).
Aos nervosos
A NOVA ESPERANCA acaba de receber aquel-
les milagrosos anneis electricos, cara infallivel dos
nervosos.
Gaillierow k C.
Velas de cera
A acreditada fabrica de velas de cera 'a rua do
Bom Jesus, outr'ora da Cruz n. 60, para commo-
didade de seus freguezes, acaba de abrir uma
outra na rua do Barao da Victoria n. 63, aonde
achario um completo sortimento de todos os ob-
jectos tendentes a esta arle, tudo do melhor gosto
e qualidade. e por precos commodos.
0 antigo barateiro eontimia a vender por mos
do que tutro qualquer, com a franqn.za e
ceridade ja conhecida.
Las de cores a 200 e 240 rs. o coVado.
Las pretas superior, a 360 rs. o covado.
La e seda, fazenda de 1/iOO por 700 rf. o c?
vado.
Chitas dr. cures a 2*0 e 2KI rs o covado.
Metins dn corfs a 280 rs o covado.
Cretnnes de padroes lindos e modercos a '. )
4i0 rs. o covado
Baptistas de liodos padrSes a iOO rs o caaalt.
Cambraias de cfireo miodai a graadas a 280 n
covado.
Dilas preus com fl res a 200 rs. o >&
Cambraias braGC;.-, boriaias t abeitas, fa-
mais fina que tem vindo ao mercado, e fai
de 2i000 o metro, por 1/000 a ran ;
chincba.
Cambraia transrarente. fica, a 3/ a ;
Dita Victoria, lina, a 3/o0' a pecja.
Algodao trancado, a!vn, a 440 rs. a vara.
Brim branco deiinho a 1/400 a vara.
Ditos de cures de liuho fino a 300 rs. o eovad .
Madapolao (taaees verlad-iro, 24 jarda.=,:. S/
7/ a peca.
AlgodaoT, largo e snperi.r, a 3/ a ;
Gurgorio pretu de seda para vestido e para c
a 3/ o cevado
Toatbas graades a 4/500 a dmia.
Colchas grandes a 3/ uma.
Len^oes do bramante a 2/ ut\
Cobertas de gai.ga, torradaa, a 2/ c 3/.
Lenjos de linho, ?banl.ados e cm eaixiathu ..
3/500 a dnzia.
Ditos de cores a 3/300 a duzia.
E oniros muitos arlifasper prego.- b:.atL-;;ni .
So na rua do Crespo n. M, loja das 3 porlas. Dac-
se amostras.
VENDE-S5
a armaeio com caixilhos, invernisadi. da I ja a
rua Direita n. 83, por metsde de sen vakr : a fol-
iar nas Cinco Pontas n. 31.
Ouailrillias.
E
As almofadas bordadas de la matlsadas que re
cebeu a Xova Eaperane'a, a rua Duque de
Caxias n. 63.
A' rua do Barao da Victoria n 17 |.ija de Pe-
dro Emiho Roberto, esta.. a venda t; i bates 'iaa-
dnlhas para piano, a 1/000 cada exemplar.
Attendam a Nova Espe-
ranca
Camillo 0 demonio do ouro 2
volumes em 8*
Como as mulheres se perdem (Bi-
.bliQtheca das Senhoras) 1 volume
rua Duque de Caxias n. 3, que aiem do bom em 8.
Attencao
Vende-se um rico carro (Lendu) de pisseio com
todas as suas pertencas, eslando tudo em perfeito
estado, por ter sido usado poucas vezes : quem o
pretender comprar, dirija-se a rua do Torres n.
12, 1. andra, escriptorio.
Vende-se ou alugase umas canoas de car-
reira : a tratar com Antoaio do Rego Medeiros.
a rua da Aurora n. 63.
mm
A. loja das 6 portas
Conliniia a ter nm completo sortimenlo de u-
zendas, que pela qua'idade e pnea pataai iBBMi-
sivel, umcompleDsortimentj de cl.ita. para 2iJ
280, 300 e 320 rs. o covado, graaa4ina< de Hmra a
200 rs. o covado, ditas com Ibtras e ; ,s a
240 rs. o covado, chita para coberta a HO r*. o
covado, chapeos de sol de seda com ilaaa ana-
c5es a 8/000, ditos de seda para eabera, fa
muito fina, de 12/000 por 7/000, babadirhi- e en-
tre-meios bordados, com diversas cres a '. CO r-. a
peca, redes de flo macahiba muito proprias para
sitio.pelo diminuto pre^o de 3/000, cml
cores mindinhas a 240 rs o covado ; na ,
portas em frente do Livramento.
Espelhos.
Amaral, Nabuco & C, vendem espelno?
quadrados e redondos, proprios para sal i,
tos e toillete, toucadores de columna a
com moldura donrada, de jacaranda < ie rn
nr Bazar Victoria, a rua do Barao da Vi-
n.^2.
Especialidade
Vinho particular, puro e ge-
nNiai*.
? Acaba de chegar ao mercado alguns barris de
vinbo do Alto Douro, especial e nnieamente pre-
parado Jo extraeto da nva e isento de qualquer
confeecao, sendo muito mais brando que o da Fi-
gueira, o qne o torna recommendavel pelo muito
que agrada ao paladar e preferlvel a todos oi ou-
tros vinhoe de pasto.
Acha-se a venda nos armazens de Joao Ios& Ro-
drigues Mendes, Sonza Basto &Ce Fernandes da
Costa & C.
l
Graade pcdiiiielia.
Cortes de gergorilo de seda
Swa collete ii ?c chapeos
e sol de seda a 80/
Vende-se cortes de gorgerao de seda de ooies
para collete, pelo baratissimo preco de 2/ e cha-
peos de sol de seda [ or 8/ : quem davidar ve-
n bqT-6 """P"1". a rua do Duque de Caxias
n. 88, lo|a de Demetrio Bastos.
Aproveitem
0 PARIS X'AMERICA, a rua Duque de Caxias
n. 59, primeiro andar, esta vendendo calcado pelos
seguintes precos:
Botinas de duraque para senhora a 3.500 reis.
DiUs de dito preto a 4,000 r6is.
Di:as de diio com botSes ao lado, a 4,000 reis.
Ditas gaspeadas, cano alto, para senhora, a
j.OOO re s.
Ditas de pelliea, ingleza, a 4,000 reis.
k ruvw-** iaTi(iaa hordado, para senhora, a
Ditas de dnraque, de cores, para meninas, a.3/.
Em quanto 6 tempo
aproveitem.
Bacalhfto de Neruega.*
Acaba de chegar um pequeno lote de caUar
deste desejado bacalbio : -no caes da aliantega
*wnzem de Tasso JrmSos 4 C.
AVISO
Jerusalem, esta imporlante obra do conego Joa-
qnim PiDto de Campos, acha-se a venda na
Livrana Franceza.
Cabriolet e cavallo
Vende-se um cabriolet de 4 rodas e 2 assentos
tZE!!&M estad0' com caaUo earreios, por
commodo prego : a tratar na rua do Crespo n. 16
sortimento qne ja Unlia de artigos de moda e
phantasia, acaba de receber mais o seguinte :
Verdadeiro oleophane para a barba.
Brilhantraa para os cabellos.
Boas navalhas de puro aeo.
Finissimas tesouras para unhas e costnra.
Lair parinas economicas.
Estojo8 para tratamento das unhas.
Airidores de luvas, osso e madeira.
Lindos raedalhoes de madreperola com eaco-
leta.
Bons peales de tartaruga para regaco.
Suspensorios de seda, algodao, para calca de
homens e meninos.
Commodas ligas lisos de seda para meias.
Toucas de crochet para criancas.
Bolsas para viaiar-se.
Finas espoajae para banhos.
Salsa-parrilha do Para
I?m p3ra V6nder ADtom'o Lniz de Oliveira Aze-
S ? m MeriPtorio a ma do Bom Jesus nu-
. mero 07,
Anacio
Vende-se na cidade da Escada, na merhorloca-
lidade, na rua do Comraercio, uma grande casa
de pedra e cal, gosto moderno, com bastante com-
modidade para grande familia, contendo duas
9fc9, qviatro quartos^ nma grande cozinha, quin-
tal murado com portao e sotao de toda largura e
comprimento ; outra casa na esquina da me^ma
rua, com armacio para loja de fazendas e mo-
Ihados, e nos fundos da raencionada casa uma
grande e bem montada padaria com todos os seus
utensilios ; mais outra easa e am bom terreno
com frucieiraa, principalmeoie coqueiros, conten-
do 200 palmos de frente e cento e trinta de fnn-
dos e mm'to propria para para ediflcacSes : a tra-
tar na mesma eidade com Franco Cavalcante
de Albuquerque nesta praca com o sollcitador
Manoel Luu da Veiga, morador na rua do Vis-
conde de Albuquerque n. 162.
CamilloVida d'el-rei D. Affbnso
VI, em 8.
CastellarCanella Sixtina
Mery-0 Degradado, 8.
Segur Nossa Senhora de Lourdes
Estupendos milagres acontecidos
em nossos dlas 12.c
Pimentel0 livro das flores Le-
genda da vida da rainha santa12.
Verne Os filhos do capitao Grant
3-volumes encadernado
Dito Cinco semaaas em balao
.encadernado
A mesma obra, broch.
Diio Viagem ao centro da terra
encadernado v
A mesma obra, broch.
DitoViagem ao redor do muu-
do encadernado
A mesma obra, broeb.
DUo-Terra das pelles !. ea-
cadernado
A mesma obra, brach.
Livraria Popular
59Rna do BarSo da Victoria59
3/000
2/000
2/000
1/000
2/000
1/000
14200
9*000
3/000
2/000
3/000
2/000
3/000
2/000
3/000
2/000
AO W. 9
No progresso do pateo do Carmo, vende-t
manteiga flor a 1/200 a libra. Bnacen I 800 rs.
a libia, bem como tem um completo s. rtirrento
de molhados, para qualquer chef.) de familia fa-
zer sna despensa que encontrara preq. mais com-
modo do que em outra qualquer pane.
Sedinhas a 1^500 o covado.
Aos cigarreiros
A x\0VA ESPERANfA vende papel de hnho
proprlo para cigarros, de diversas larguras.
Manuaes para missas
ESPERANCA, a rua Duque de Caxias n. 63.
A 4^000
rnmaVhada m?Baiooa <*e superior qualidade,
com 12 culas cada sacco, pelo barato preco de 4/
*^?: T d8 ImPeradbr n. 83, venda do
Azevedo ; a ella antes que se aeabe.
Escravo.
Vende-se oni mulato de 40 annos de idade, tem
boa condocta, e carroceiro e apto para analauer
servicp : a rua do Hospicio n. 81.
Tem porto de embarque.
Vende-se a propriedade denommada Barrei-
rinha com terras sufflcientes para engenho
tem boas varzeas e tres mattas, distaate da eMade
1 1|2 legua, pelo preco de 12:000/ : a tratar ea
l^yanna, com Umbelioo Francisco Albuquerque
Maranha.
Grande liquidacao de charu-
tos da Havana
Flor Regalia.
Iskandro.
El ordem.
Rua do Marquez de Olinda n, 18.
P0.MAR
Vende-se pes de sapotas de optima miaiidade
na rua do Hospicio n. 75.
Arvinbo!
Ariaiiko!
Armiibe!
Vende se na Chapelaria Imperial, a rua Primei-
ro de Marco o. 6.







'mm


.......I i
w
8
3iario de Pernambuoo Sabbado 1 de Agosto de 1874.
*
tSSEMBLEA fiERAL
CAMaRA DOS SRS. [tEPUTADOS.
KEt'ORUA ELEITORAL.
(Conlinuacdo).
Danio conta da sessAo, esse joru.il decla-
rava no dii seguinle quo eu ha via collocado
a questao no sou vcrdaJeiro terreno consti-
tu ional.
Mekneea tambem scrip reparo da parte do
nobr d jputado qua eu sustentasse 0 direi-
to quo tern a corda nesta monarchia de-
ttooratiea do cr-.ar umi situacSo, do tor
ideas e de realisal-as p?Ios meios constitu-
OtOOMS.
Qm o nobre-deputado e seus amigos li-
berals me contestant essa opiniao, n3o ad-
mir.i; elles/enovam a velha quostdo da res-
ponsibiliiade dos actos do poder modera-
dor.
0 Sr. M*rtinuo Campos:Isso temfei-
to V. Etc.; nds-ndo; temos uraa opiniao in-
variavd neste ponto.
0 Sr. J. de Alencar :Eu disse, elles
renovam. .
0 Sr. Martiniio Campos :Ah I
0 Su J. de Alencar:V. Exc. estd tdo
pfevonilo, que me taxa de iucoherente an-
tes de ouvir.
0 3r. Martiniio Campos :En do, o di-
to por nso dito.
0 Sr. J. de Alencar:0 nobre de-
puUd) reorda-me quo a esta prapositose
mo ten lanQ.ido a peclia da ineoherente.
Creio que o illustre representante pela pro-
?inn.a do Rio-Gran ic do Sul tamSe n tocou
neste ponto.
0 Sr MartihhoCampos :E a mim tam-
bem mi pareeeu que havia, quando V.
Exc. failou ; foi o que colligi do seudis-
curso. i
0 Sr. J. de Alencar :A imprensa,
co:no mulher quo e, torn certos habitos fo-
rniuiuos; 6 pirracenta.
Ten lo eu em meu discurso dito que fa-
zia o meu quinhao politico da coherencia
de procoder, elta entendeu que justamen-
te por isso ha de cha-nar-m9 de iucohe-
rente.
Nail me incommodo com essas imperti-
nenrMiis.
Q urn lo insistent em mi chamir do ineo-
herente, fico cu, ao contrario, re;eioso de
mo haver tornado urn inarco, uma especie,
de terminus, um desses homens quejd ndo
sio sosce;vtiveis de progresso.
Eis i) cifeito que fazem em mim estas pir-
racAs.
Hoi de muito breve occupar a attcncSo
da caraara com um discurso que ha do ser
um capitulo de autobiographia: hei de pro-
var entao quern e que rompeu os compro-
missos da sua vida politics ; hei do provar
quern teve a coragem de sustentar as mes-
raas opinides livres a respeito da corda, no
roini>teno e fdra delle; e conto fazel o nao
com revelardes, mas com os documentos,
que estio publicos e patentes, mas que ago-
ra se finge esquecer.
Hei de provocar os censorcs a que me a-
presentern muitos homens que tenham tan-
ta coherencia de ideas de proceder como
eu a live ate hoje, e espero em Dous cont't-
nuar; mas reservo-me para entSo. Agora
vou occupar-me da questao.
Sr. presidento, dizia eu, que nao estra-
nhava da parte dos liberaes o rcparo que
produtiram em sou espirito as minhas opi-
nions a respeito do poder molerador como
elle estd organisado no Brasil ; mas eu ndo
esporav.i igual reparo da parte daquelles
que na memoravel sessao de 18 de julho de
18(5 -, seutados como eu, alii nas cadeiras
de ministro ouviram qualilicards estellio-
nato politico a situacio que nos havia tra-
zido j. este recinto.
EsUanho que me censurem aquelles que
no dia 9 de agosto de 1869, quando eu,
co'nu ninistro da justice, defondia esta si-
'j:./">, em virtude da qual subimos ao po-
der, nao tiveram uma palavra para protes-
ter eootra a doutrina por mim entao ex-
pendtda. Como nasceu esta situacao ? A"
corda. entendendo quo a opiniao do paiz
pedia/'exigia a ascensao do partido conser-
yaclor, o collocou no poder, e seu acto re-
cebeu depois a sar.ccdo nacioml. Foi isto
o que se passou ; foi neste seotido que do-
fendi a ascensao do nosso parti lo da accu-
sa^ao do Sr. conselheiro Nabaco, que lhe
chamou o Sorili inconstitucional. Esses
nSo tcm duetto de estranhar a miaha opi- [ ria. A republica nio lhe offarecia essa ga-
niao actual; devem consultar asfontes por ranlia das institutjdes monarchicas, e elles
iniio c'ttadas, rflconhecerSo que sou aklda sd a puderam substiUiir pela fadera^io.
hoje aquello mosmo homem que era quan- Na Europa aiada nio foi aceita a rerdar ribacao.
do ministro da justice e que fui anto3. [deira e si doutrina de Baojamia Gonstant. um qui-
Nia nego quo no fervor da discuss3o.no Alii o podor molerador, conbacido sob o
iutoresse da posicSo em que me ache collo- nomo do prerog*tivat> ll4o esta* daBnido nas
cado, a minha phrase seja mais ou monos cons'.ituicSas, e par fSso e que na Europa
energies. jnio ha um limite legal & influencia da
E nao c isto natural nas lutas politicas ? corda.
Todos os nossos esfor^jos convergem entao A influencia do soberano dopenle do seu
para o alvo que se pretmJe atjingir e que prestigio, de sua intelligencia e aptida
mais nos preoccupa no momento da discus- maior ou menor re3istencia da opiniao
sao. cional.
Oppda-mo com) contradicsaojquo eu com- \ Neste sentido cltei o reinado de Jorge III,
balia o govorno pessoal; porveatura ji me e nSo sd o reinado de Jorge III, como tam-
retractei do que disse, jl renuuciei ao dire to bem o da rainha Victoria, e posso ainda
de comba'.el-o ? Na mesma occasiSo em citar o do Leopoldo I na Belgica. Estra-
que emitti essa opiniao, tao atacada, sobre nhou o inbre depatado que eu me refensse
a iniciativa da corda, eu declarei que man- ao reinado de Jorge III, sempre invocado
tiuha a"cerca do poder executivo minhas em apoio is censuras que se fazem ao go-
con viccdes anteriores.
Mas o que meus adversarios queriam
.da
na-
eu
quando assoma em nosso horisonte
um perigo muito mais grave do que esso
que eu teuho assignalado, eu me occupass9
era combater o governo pessoal o os
verno pessoal.
Senhores, nao citei aquelle reinado como
raodelo; quiz unicamente mostrar como
paiz
em uma nacSo tao livre qual 6 a Inglater-
ra, se davam, sem grandesjemojdes, desses
tj"' exemplos de pertinacia do poder pertna-
bem comprehendo. Era qua neste momento. | en
xasso desassombrados seguir o seu caminh j.
N3o, senhores, eu faltaria ao meu dever se
nente.
Nao trouxe o refflado de Jorge III para mo
procedesse. A reforma inconstitu- delo, e sim para exemplo: mas no propno
cional que se apregda davia eollocar-me na- reinado da rainha Victoria a corda tem dis-
cessariamente ao lado daquelles que lhe re- solvido o parlamento por diversas vezas, pa-
sistom e que lhe oppdem barreira. ra sustentar um ministeno de sua conuan-
0 Sr. Martimio Campos:-Pela minha!ca. E oque importa isto, senhoros, senao
parte estou convencido do que nao ha Id
em cima a menor resisteucia.
0 J. de AlencaR: Nao 6 essa a ques-
tao. 0 que tratei de prevenir foi que se
tornasse odiosa uma causa, a defeza ,da
eleieao mdirecta. Quanto ao facto da repug-
nancia da corda pela oleicao directa, eu
proprio o contestei.
Quem, senhores, nao tem o direito da
fallar em governo pessoal e a escola liberal
do Brasil. (Apoiados.) Confundindo o
poder moderador com o poder executivo,
envolvendo todas as attribuicdes na respon-
sabilidade ministerial, tiles reconhecem no
sobjrano o direito de intervir desdo o mais
importante ale o mais insignificanta dos
actos do poder administrativo, (Apoiados )
Eis aqui a differenca que ha entre a minha
doutrina, quo e a da verdadeira escola con-
servadora e a doutrina liberal; diffarenca
que eu fiz mui'.o sensivel nosto recinto,
quando falloi co-no ministro da justica na
referida sessio de 9 de agosto. Entao dis-
so-o claramente, que a corda tinha o incon-
lestavol direito, como a cousciencia nacio-
ual que e como a representanto da sobera-
nia raanente ; de crear uma situaQ3o e sub-
mettel-a & approvagSo da na^ao ; se n3o
obtivesse a adhosdo do parlamento 1 E a"
na^io cabia repudial-a, porquo 6 soberana.
(Apoiados.)
Podem consultar esso meu discurso,
0 Sr. Pimckiro Guimar.\es :-V. Exc.
declarou que a corda fazia e desfazia situa-
cdes.
0 Sr. J. de Alencar : -0 nobro deputa-
do nao leu o meu discurso.
0 Sr. Pinheiro Guimaraes:Nao li,
ouvi.
0 Sr. J. dc Alencar : N3o o ouvio nes-
te ponto. E demais, ndo se pode contes-
tar por uma ligeira audicao palavras que
sao attestadas por quautos me rodeavam.
Eu declarei que a corda tinha o direito de
realisar suas ideas com a adhesao do parla-J
mento.
O Sr. Pinheiro Gwmaraes r-rfol o que
lhe escapou.
0 Sr. J. de Alencar : N3o me escapou;
c eogano.
0 Sr. Araujo (16es Junior :Isso esta"
no discurso do nobre deputado.
0 Sr. J. de Alencar :Uiz o nobro de-
patado a quem respondo quo a corda nao
se pode collocar jamais em opposigao a" von-
tade nacional. Um sd momento quo lhe
resista, corre serios perigos. Senhores, e
isto desconhocer intuiramente a natureza da
monarchia ropresentativa. 0 que e a co-
rda se nao um centro de rasistencia para
conter as impaciencias da maioria ? Esta
organisaQdo do poder moderador, qne e a
gran'de vantagam das instituicdes monarchi-
cas, nada pdde attingir i. grando confedera-
Qao americana. 0^ fundadores da republi-
ca dos Estados-Unidos impressionaram-se
muito com a falta desse ponto de apoio e
resistencia contra a omnipotencia da maio-
a intorvencao direcla da corda no jogo do
systenaa, na marcha do governo represen-
tative
Tambem Leopoldo I, que e" geralmente
apontado como um typo de soborano cons-
titucional, teve necessidade de intervir, ate
raesmo para educar o paiz no regimen re-
presentativo. Lembrarai especialmente a
celebre lei dos conventos, com que o parti-
do liberal pretendia aniquilar o partido
clerical. Esta lei nao foi votada, porque o
rei lheoppot tenaz resistencia, declarando
que nao podia consentir que um partido suf-
focassa o outro.
Sr. presidents, sinto-rae muito fatigado, e
por isso aproveito a occasiao para fazer um
pouco de folhetim.
0 nobre deputado pelo Rio-Grande do
Sul notou qua eu trouxesse para esta dis-
cussao argumootos de folhetim, semsaborias
proprias de roda-pe de jornal. Primeira
mente devo observar que as palavras a que
nhor.
0 Sr. J. de Alencar : Senhores, eu fui
um ministro, omo por ahi dizom, de ar-
0 meu ministerio nfu passou de
pro-quo. 0 nobre deputado pela
provmcia do Rio de Janeiro, em lugar do
derigir-se a seu collega da mesma provincia,
eleito pelo 2 districto, lembrou-sa casual*
mente do mim.
E' assim que explicam meu ministerio
verdadeiro qui pro-qu.6.
0 Su. Paulino de Sooza dd um apartc.
0 Sr. J. de Alencar:E, senhores,
Pitt e Palmerston, que foram ministros vin-
te annos, e mais que se podem chamar os
Mathusalens do ministerio, como o nobre
presidenta do conselho serd o nosso aqui
no Brasil, de voz em quando n3 dispensa-
vain seu programma. Por conseguinte,
me nao pdde ser estranhado applicar uma
phrase humorist! -a a esse sussurro que se
levanla fdra desta casa dcerca de'tao impor-
tante e difficil questao politica, que se n3o
inves.iga, que se nao aprofunda. Foi esta
e ndo outra a minha intencao.
N3o contestei que a eleieao tenha apoio
gist is sfnc.aros, homens de convic^des : r.s-
peito as convicgdes alheias; por conseguin-
te, as minhas expressdes n3o se dirgiam
nem a membros desta casa, o que ou muito
claramente indiquei, nem ds pessoas com
petentes, quo, embora ndo pertencara ao
parlamento, sustentam na imprensa o nos
circulos a necessidade desta reforma. Para
estes d que eu reservo meus argumentos, e
destes argumentos n3o usei naquella occa-
siao, porque em uma -questao incidente e
de ordem, nao se podia dar toda a ampli^
tude d discussao que o projecto eleitoral re-
clama. Entao limitei-me unicamente a jus-
tificar meu voto contra a preferencia; alem
das razoes deduzidas da iniciativa ministe-
rial, mui succintamente apresentei as razdes
da desconformidade emque#estava com o
projecto para o qual o nobre deputado por
(llinas pedia preferencia.
Tratando se da eleieao indirecia, n3o a
discuti sob o.ponto da vista politico e phi-
losopbico ; apenas, antes de occupar-mo da
questdo constitutional que fdra aventada
pelo nobre deputado por Minas, eu disse al-
guma cousa em relacao ao aspecto historico
da eleicdo ; e abi julgou o nobro deputado
pelo Rio Grande enoutrar-me em manifes-
to eogano ; affirmando que eu attribui os
vicios e graves defeitos do regimen eleitoral
da Inglaterra unica e simplesmento ao sys-
sil poderiamos obter igual resultado; se,
com o regimen indirecto, corrigissemos os
defeitos do nosso systems, n3o sd quanto ao
processo eleitoral, mas nas leis que o viciam
e teem concorrilo para deturpa-lo.
Na Inglaterra, ainda que vigorasse a elei-
e.lo indirecta, homens eminentes como Pitt,
Fox, Canning c outros haviam de ser elei-
tos ; da mesma sorte que succedou outr'ora
no Brasil. Mas hoje assim n3o acontece, e
6 para corrigir esta intolerancia dos paiti-
dos, symptoma predominante de todas as
situates, sobretudo em seu comedo ; e" para
corrigir esse funesto exclusivismo que advo-
gamos a causa do fecundo principio da re-
prrsentaij3o das minorias. (Apoiados e
apartes).
Sr. presideute, eu nao me occuparei ain-
da agora da idea da represontacao das mi-
norias, porque entendo que este primeiro
debate deve ser reservado exclusivamente
para o grande p'eito que estd travado entre
os dous principios da eleieao directa e elei-
eao indirecta. Depois do vencida esta
questao preliminar. qualquer dos systemas
que vingue nio e incompativel com a repre-
sentacjto das minorias. Terei entao eusejo
de discutir largamente esse grande princi-
pio, e apezar de um estudo de 15 annos que
tenho dcerca do assumpto, ndo duvidarci
deixar convencer-me pelo uobre deputado
por Minas-Geraes, se apresentar-me argu-
mentos valiosos, mas n3o por ditos vagos
como este que ha pouco lhe escapou: c
burla I
Chego, Sr. presideute, ao ponto mais im-
portante do discurso do nobre deputado pelo
Rio-Grande do- Sul, o qual 6" tambem o
maior argumento que eu encontro para
oppdr-me ao adiamento proposto.
0 nobre deputado pelo Rio-Grande do Sul,
contestando os argumentos com que eu ha-
via demonstrado a inconstitucionalidade da
eleigao directa, comegou pdr negar que o
voto seja um direito natural. Para S. Exc.
o direito natural e preexistente d sociedade,
e o voto sd pdde realisar-se na communhao
politica.
Esta doutrina de direito preexistente d so-
ciooade e de Jo3o Jacques Rousseau; estd
condemnada por todos os publicistas mo-
demos.
0 Sr. Martisbo Campos:V. Exc. e que
propende para o conlrato social, como eu,
nao o nobre deputado.
0 Sr. J. de Alencar : A nossa optica
FOLHETIM
::::::;..: so:::,:: ss psa^'s:::
s
POR
.loao Candido.
(Continua?do do Jn. 172.)
XXIV
DEl'OIS DO INFERNO0 PARAIZO.
Eis a carta :
Meu caro Luiz :
Eiifim Beanor e minha mulher, bem
como Armanda de Theodorico.
Foram as rosas da felicidade que des-
obrocli.iram de uma sd vez.
Imngina tu, meu bom amigo, o que
vai dn gozo ineffavel por minha alma.
Nao sei como t'o conte, ndo sei como
t'o fcX[,lique 1
E' que os grandes jubilos, como as
grand's dores, suffo;am a palavra.
Ah 1 eu tenho osta mudez sublime I
.U ndo vejo onde colloque os astros
que auroolam minha fronte.
Nao sei se e nossivel ser-se mais fe-
liz.
Mas nao pode-se. Sei que se pdde.
Se-lo-hia se te visse junto a mim.
t Men amigo : porque estds tao longe
de Raphael?
i.iutr'ora, quando eu padecia, tinha-te
sempre ao meu lado, como um anjo con-
solodor.
\\"y, que conto os minutos do dia por
infim as boras de alegrin, vejo-me distante
de ti I
v Lnii: como e variada
gem pHa terra .1
Mas tu nao te demorards ainda muito ;
Jido ?
Vclta o mais depressa que te for pos-
sivei, Luiz; volta, meu amigo.
VerQ apertar a mio da minba Beanor ;
vem ve la.
Ndo a^alias qae boa creatura e".
como ej sou teu, muito tua araiga.
Bocnor e" umasanta.
a nossa passa-
Serd,
S. Exc. referio-se naoeram um argumento leina da eleiso directa.
Nao, senhores, quando aproseutei tactos
que eu apresentasse, mas a simples indica-
c3o de on facto.
Comecei a minha vida pubbca (posso di-
zer publica), rainha carreira de escriptor,
pelo folhetim, e tive por mestre um amigo
do nobre deputado e meu, que tambem es-
treiou-se no roda-pe do Jornal do Com-
mercio, o Sr. conselheiro Octaviano.
0 illustre senador de vez em quando gos-
ta de lembrar-se do seu tempo de folheti-
nista. Tambem eu tenho este fraco; e
acredito que o nobre deputado ba de afi-
nal conciliar-se com o folhetim. Deixo isto
ao meu amigo o Sr. Joaquira Serra, que
cultiva o folhetim politico.
E' admiravel que fosse o nobre deputado
que me estranhasse o estylo de folhetinista 1
no mesmo discurso em que dizia o poder
executivo tao omnipotent*) no Brasil, que,
a semelhanea do parlamento inglez, tinha
feito de uma mulher um homem. Antes
de tudo d preciso notar que a observac8o
nao e exacta : do parlamento inglez se diz
qua faz do branco prcto o do proto branco,
de uma mulher um homem e de um bomem
uraa mulher; entretanto que o nosso poder
executivo apenas fez de uma mulher. um
bomem.
0 Sr. Presidente:Peco ao nobre de-
putads que se cinja mais d materia.
0 Sr. J. de Alencar :Ora, o facto a
que alludio o nobre deputado e justamente
um facto de folhetim. E' o celebre caso
da Jovita do que todos os jornaes desta cdr-
te so occuparam em seu tempo; nem ao
menos foi a lembran^a original, como a
quo me censurou.
Demais, o nobre deputado quando entrou
nesta casa comecou por fazer folhetim, qua-
lificando seus collegas de illuslres desconhe-
cidos; o que nio podia ser tornado senao
como um conceito de folhetim.
Mas a ostranheza do nobre deputado pro-
vem de ter eu sido ministro.
0 Sr. Silveira Martins :Ndo,
Atraves do limpido espelbo da meu
amor, eu a via ja tao bella epura, com o sol
e como as (lores.
Mas hoje que vivo constantomente a
sou lado, e que sei que no mundo ha cora-
cdes muito amalos.
Cadadia que se passa, Beanor araa-rae
mais.
i E eu... ah I Luiz I e eu adoro-a ; ado-
ro-a mesmo.
Sinto que os seculos, se seculos vivesse-
mos, viriam encontrar-nos tal qual somos
agora.
A nossa existencia deslisa-se, como o
Qo de prata da corrente que cai da mon-
tanha, e nem uma petala de rosa embar-
ga-lhe o curso.
0 jardim faz as nossas delicias.
Os momentos que passamos no meio
das flores preparam mais o nosso espirito
para ascender progressivamente na escala
superior de proprio ideal.
<( Muita vez nem proferimos uma pala-
vra.
Alii sosinhos, ouvindo de toda parte uma
harmonia celeste, recolhemos era nossa al-
ma os doces raios de um extasis profundo,
e olbamo-nos e sorrimos apenas.
De manha, quando Beanor desperta
mais travessa, o reune-se com Armanda,
parece'que o paraizo, o nosso edenzinho,
rebrilha de encantos.
Armanda e Beanor, eu e Theodorico
formamos quatro elos de uma cadeia d que
estamos presos por mao do ceo.
a Ver boje Theodorico 6 admirar o tra-
balho das transforraacdes humanas.
Ha occasides em que meu irmdo parece
uma crianc,a.
Ndo ha dia em que nio peca ainda d
Armanda o perdSo dete-la. feito padecer
tanto.
Quando falla em Martha, chora.
a E' que, como as arvores revestem-se de
novos rebentos, o corac&o do homem tam-
bem refioresce.
E' que a alma de Theodorico ergueu-se
do martyrio da abjecg5o, como os me'.aes
que sd no fogo obtem o temperamento pre-
ciso.
Armanda, essa mulher verdadeiramenle
angelica, i a fonte inexaurivel, de onie
emanam todos os bens d'aquelle que a ama
muito, e muito e amado por ella.
uma lagrima, d'essas que Theodorico ainda
derrama, ella como que sorve esses rorejos
d'alma d'elle.
Um dia Armanda fez-lhe indagacdes e
elle respondeu:
E' que eu preciso restituir-te aquel-
las que derramaste por mim.
Mas nunca passam de puros orvalhos
d'alma esses effeitos de suas tristezas.
0 foco de luz e muito grande : fora
do ambito v3o os raios alvissiraos que des-
fere.
Depois, cedendo a outros impulsos,
sorrio cheio de enlevos ebeijou uma tranija
dos cabellos lindos da mulher.
c Sim, Luiz : eu ndo sei de que modo
deva deixar aqui aproximada mente debu-
chado o risonho quadro de nossos dias.
a Desde o momento em que as nossas
existencias fundiram-se como duas bolhas de
espcMMa que se encontram, meu ser adquiriu
forgas soberbas.
'< Pela vontade de todos, eu e Beanor
nao sairemos mais d'esta casadra triste de
tanto sacriflcio e tanto padecer,altar ido-
latrado de tanto gozo hoje.
0 Sr. Victor, este excellente homem,
estima-me deveras.
< E' qual outro pai.
Convencido, por extrema bondade
d'elle, de que se ndo fdra ou talvez muitos
desgostos jd houvesse soffrido, diz-rae que
sd queria ter um Glho como eu.
Quando fallo-lhe em regressar para o
seio dos meus bons velhos, pede-me que
nunca manifesto em sua presenga estes de-
sejos.
a Frizando-lhe a necessidade que tenho4
de ir para meu lar queridn, a abraoar
aquelles que me s3o tao caros, chama a
filha e conta-lhe a minha ingratidao.
Ye, meu amigo.
Todo agora e" o bello, a felicidade.
Parece que habito a aurea regido dos
privilegiados da fortuna.
Aquio irmfio fehabilitado realisando
uma a uma as esperancas fagueiras da mu-
lher anjo de seu amor.
Aliio amigo desinteressado e nobre
derramando ds mdos cheias sobre o meu
relativos ds eleicdes da Inglaterra e tirei
delles consequencias, bem como de outros
da Franca o Belgica, nao tivc em vista mos-
trar que taes factos, abusos e escandalos, eram
causados pela eleieao directa. Mas se esses
vicios se observam sob o regimen da el-i-
cdo directa, 6" obvio que esse regimen, ndo
pdde sanar outros iguaes que existem no
nosso paiz.
N3o 6 do processo eleitoral que se deve
esperar ocorrectivo para os abusos que la-
mentamos om nosso paiz ; pois sob o regi-
men da eleicdo directa funccionanlo em
paizes muito mais civilisados, os mesmos
abusos subsistem. (Apoiados.) Quiz pro-
var, e julgo have-lo conseguido, quo ndo
foi a legitimidade das eleicdes, a pureza
do voto c da escolha, o que tem feito a gran-
deza da Inglaterra ; foi sim o patriotismo e
o alto sentimento de dignidade dos reprcsen-
tantes daquella nacdo.
0 Sr. Martinuo Campos :Ndo nos falta
dignidade, o que falta d liberdade eleitoral
0 Sr. J. de Alencar :Se, pois, a elei-
q3o directa, favorecida por uma civilisacao
adiantada, nao pdde corrigir estes abusos na
Inglaterra, na Belgica ena Franca, como se
espera quo venha corrigir os males quo so
ddo no nosso paiz ? (Apoiados).
Em contradicgao cahio o nobre deputado
quando, fazendo uma pequena resenha dos
factos escandalosos de nossa historia eleito-
ral, attribuio-os d eleieao indirecta. Devia,
para ser consequente, attribui-los aos costu-
mes e a outros vicios radicados no paiz ; de-
via o nobro deputado procurar na jegisl8cao
as fontes desses defeitos para corrigi-los.
Assim como na Inglaterra homens emi-
uentes foram eleitos pelo systema directo ;
assim como na Inglaterra sempre tiveram
assento no parlamento varias notabilidados
dos diversos partidos o os mais illustres re-
presentantes das diversas opinides sempre fi-
guraram na politica ; assim tambem no Bra-
coracao os penhores de sua gratidao ;
Acolda benignidade extrema de D.
Helena que quer-me como ao filho";
E finalmente a esposa virtuosa e mei-
ga, que enche-me a alma de prazeres in?i-
nitos.
Luiz. Como e bom ser-so ditoso I Co-
mo o ce"o 6 azul I Como ^ terra e for-
raosa !
E se aurora da ventura surge por traz
da noite do martyrio : que amenidade na
vida I que deliciosa, duas vezes deliciosa e"
a existencia entao 1
Ah 1 Eu creio que o soffrimento d o
primeiro periodo da bemaventuran^a.
Minha mai, rainha boa raai, esse ente
que ninguera substitue, deve ser muito re-
conhecida d mulher do Sr. Victor.
Em me apresentando com Beanor a al-
guera, aquella senhora diz :
Sao tambem meus filhos.
Se a pessoa faz-lhe indagacdes, ella
exclama :
Meu Deus I E como querem que
os chame, se os a mo como mai I
C Agora mesmo, quando eu desejava es-
crever-te uma carta mais looga, D. Helena
ndo se tira de ao pe* de mira, pedindo-me
por tudo que eu escreva a meu pai, no sen-
tido de me deixar raorar aqui:
Emfira, Luiz, tu poderds calcular o
que sou e o que fruo.
a 0 que ndo avaliards 6 a falta que me
fazes.
Tua auseneia e um ponto negro no
meu ceo estrellado.
E' uma som bra no e ter no dia de mi-
nhas nupcias.
E' uma harmonia plangente nas vibra-
c,des tdo doces de minha alma.
Vem, meu amigo ; vem, Luiz. Do
teu do coracdo.Raphael.
Quinze dias depois, contados hora por
hora, momento por momento, parti para
minha provincia, onde em cada galho de
arvoredo, era cada grdo de areia que rola
atda pelo chao, tinha deixado a vida o o
pensamento.
Ansento por tanto tempo e tendo soffrido
os encommodos e privacpes que as viagens
causara, eu havia estranhado muito.
Quando pisei solo patrio, tive mesmo
diversa ; ha entre nds um contraste de
optica. V. Exc. ve o vermelho onde eu en-
xergo o verde.
Dizia eu que o nobre deputado pelo Rio-
Grande do Sul sustenta as doutrinas de Joao
Jacques Rousseau, que estao actualmento
condemnadas a tal ponto, que nenhum pu-
blicists moderno ousaria admitti-Ias.
0 voto e direito natural: porque nao se
pddo considerar o homem preexistente a so-
ciedade, elle tem como dever a sociedade.
A sociabilidade ndo e somente um direito
como dever inherente ao seu destino ; todos
os direitos que elle. recebeu da natureza
como faculdades para desempenho da sua
raissao neste mundo, s3o direitos naturaes.
Se o nobre deputado pretende que sd e
natural o que foi creado do primeiro jacto ;
entao apenas ha de natural no homem o sel-
vagem, o homem-fera. A propriedade uao
seria tambem um direito natural, porque nao
pdde existir sem que o homem se desenvol-
va, sem que apprehenda e occupe os objec-
tos matenaes. Ndo ha propriedade onde
nao se distingue o teu o o meu ; onde, por-
tanto, n3o existe uma sociedade constituida ;
e nem por isso se pddo negar que seja esse
um direito natural, como tal geralmente re-
conuecido.
Mas o nobre deputado foi alem e negou
ao voto a qualidade de direito. 0 voto ndo
6 senao um cargo, uma funccjio publica,
disse S. Exc.
Oh 1 senhores, eis a raz3o por que eu dis-
se quo o nobre deputado tinha feito como
Gulliver, pdz a nacSo na palma da mao e
mandou-lhe decretar o censo.
Quem deu ao nobre deputado, ou a qual-
quer legislador do mundo, o direito de con-
ferir como cargo a base fundamental da so-
ciedade ? Em nome do quem e promulgada
esta lei ? Em nome de uma nacdo imagi-
naria, que n3o existe, e que, por conseguin-
te, nao podia conferir mandato nera delegarj
a sua soberania.
N3o, senhor, e preciso reconhecer a ver
dade : o voto e um direito natural, tao na-
tural como todo e qualquer direito dado ao
homem, como ente social, para preencber o
seu Om.
As exigeocias, as conveniencias, os factos
podem restringir na applicacio este direito;
de modo que se nio conceda o sea exerci-
cio senao a certos e determinados individoof
que preencbam as condirdes prescriptas;
mas ndo se segue d'ahi que, deixando a rea-
lidade o dominio constitucional para entrar
no dominio da sciencia, seobscurecaa ver-
dade.
0 votoe ndo sd um direito, como o ma-
xirao dos direitos, a personalidade do ci-
daddo.
0 direito, ou antes, porque nio se pode
chamar direito ao abuso do poder ; 0 arbi-
trio com que o nobre deputado priva do vo-
to aquelles a quem a constituicdo o conce-
de, c o mesmo com que se legitima o abso-
lutismo, ti o mesmo direito com que so legi-
timam todas as tyrannias do mundo ; e a
posse do poder ; uma especie de proscripcio
do qua se prevalecem aquelles qua uma vet
se achara collocados na cupola para oppri-
mir as ultimas camadas da sociedade: este
direito chama-se forea.
Por isso sorprendeu-me que o nobre de-
putado, espirito liberal, se enleasse nestas
doutrinas, que sao de todo repugnantes com
suas conviccdes, e unicamente para sustentar
uma reforma de occasiao.
Mas, disse S. Exc a constituicdo no $ 1V
do art. 179 nao oppde obstaculo ao aug-
mento do censo...
0 Sr. Silveira Martins : Nio p*edi
augmento de censo.
0 Sr. J. de Alencar :Disse S. Exc.
nao oppde obstaculo a que se appliqnem ao
votanta as condicdes do eleitor : e no fundo
a mesma cousa.
Aproveitarei esta occasiao para mostrar ao
nobre deputado por Minas que temos o
suffragio universal. Temo lo e fundo-me,
para adirma-lo em uma autoridade eminen-
te, a do Sr. conselheiro Euzebio de Queiroz.
Quando em 1855 se discutia no senado a
reforma eleitoral, disse esse chefe conserva-
dor : Nds temos o suffragio universal, por-
que pela nossa uonstiiuicao sd ndo vota o
mendigo e o criado de servir.
0 Sr. Martinho Campos:0 que nio e
exacto; a constituicdo priva muito mais
gente do voto.
0 Sr. J. de Alencar :Senhores, eu nio
podia de modo algum invocar a coostituicAo
brasileira, uma das mais sabias que existem,
para fundamentar a igualdade de facto,
como attribuio-me o nobre deputado pelo
Rio Grande do Sul; porquanto a desigual-
dade de facto e cousa que se n3o contesta.
nem e" preciso demonstrar.
Tambem nao podia negar, d vista da dis-
posicdo constitucional, que a lei ordinaria
pdde estabalecer condi;dcs de habilitacio
scientili a para certos munus publicos, taes
como o de advogado e medico. Mas, se-
nhores, estas condicdes de idoneidade foram
previstas pela constituicdo, pois o criterio
constitucional e o lalento e a virtude. 0
que ndo admitte a constituicdo ti o criterio
do censo, o criterio da propriedade quo se
pretende crear. Este, a constituicdo, sd o
admittio no art. 9i, quando trata dos cida-
daos votantes.
0 nobre deputado nao se occupou com o
outro argumento contra a constitucionalida-
de do censo, por mim apresentado, e que e
muito importante. 0 voto nio e somente
um direito politico do cidaddo brasileiro, t
tambem uma fracQdo do poder legislativo :
o modo de constituir este poder, e como tal
6 in:ontestavelmente materia constitucional.
Senhores, uma das fontes de interpreta-
cao mais poderosa ti a f)nte historica.
Jd em uma sessdo anterior, o nobre depu-
tado por Pernambuco, em um eloquente
discurso que aqui proferio, raostrou qne a
constituinte tinha a respeito do suffragio a
mesma opiniao quo boje sustentamos, eque
era por consieguinto a opinido vigente na-
quelle iempo da proraulgacdo de nossa
constituigdo.
Ainda ha uma outra fonte historica mui-
to importante, e o codigo criminal redigido
por Bernardo Pereira de Vasconcellos e ap-
provado por uma legislatura onde tinham
assento os homens mais eminentes da indc-
peulencia e os redactores da constituicdo.
No codigo criminal estao garanti los os di-
reitos politicos do cidaddo brasileiro ; e en-
tre estes figura em primeiro lugar, no art.
100, o direito de voto. [Continuar-se-ha.
avidez no desejo do abra$ar a mioha gente.
Isto foi demanhd.
De tarde, n3o coube-me a pacieucia : em
I jgar de ser visitado como prescreve a eti-
queta e mesmo exigiam as minhas fadigas,
fui d casa do Sr. Cruz.
Entdo, em virtude do novo ostado de
Raphael e Theodorico sobre tudo, achei-me
tambem com um certo direito d familiari-
dade, e n*o esperei que primeiro tivessem
realisacdo regras austeras de civilidade.
Chegando encontrei os dous irmdos quo
com a noticia de minha chegada, prepara-
vam-se para ver-me.
Fac,a-se uma idda do encontro, da satis-
facao, das lagrimas mesmo que de parte a
parte se derramou, porque o prazer quando
d muito grande tambem faz chorar.
Estd quem lancou em tua mao o flo
do mysterio dizia Armanda para Beanor,
tocando com a ponta do roseo dedo no meu
braco.
r^ E elle ha de ter a prova da minha
gratidao ajuntou Beanor corando, mas
transportada de contentamento.
Quanto a Raphael, havia multiplicado em
affeigao para comigo. Eu tinha sido sempre
o seu anjo bom, e justamente na circums-
tancia mais delicada.
Eu fui quem deu a chavo com que elle
abriu o thesouro adorado de seus anhelos.
Ainda que eu nio quizesse nenhuma paga
elle m'a dava : amava-me mais.
Por fira, eu 6 que lhe devia.
0 Sr. Cruz e D. Helena olhavam-me com
desvaneciraenfo.
Vindo a saber que eu entrara tambem,
anda que de leve, nas scenas dolorosas que
tiveram entre elles, agradeciam o bem que
flz. ,t \
Mas agradeciam de m .do singular: pu-
plicavam que eu tinha direito a sacrificios
seus. g
Eu ficava pago do capital e dos juros.
A generosidade d'aquelles coragdes todos
era como as aguas que caiem dos rochedos:
muita de uma vez.
Era que a plenitude da satisfacao fazia
alii prodigios.
0 que so chamasse sobra de felicidade
n'aquollas almas chegava para que na dos
outros transbordasse.
No meio da couversa, ouvimos um choio'
de crianra.
Quem era ?
E'Naufragadisse Armanda erguen
do-so e caminhando para o interior da casa.
Quem fperguntei, ndo tendo enten-
dido aquelle nome.
Maria Naufragarespondeu Raphael
Filua de Martha. Chamava-so Maria e o
pai cognominou-a.
Comprehendi a intencAo.
Maria era a reliquia de um naufragio.
Voltando, Armanda trouxe a cnaoc,a.
Era um anginho louro e Undo.
Nio podia ter ainda dous annos.
De repente acalehtada, veio rindo-se.
Agora ti minha filhadizia Armanda
mostrando-m'a.
Naufraga era digna de Armanda, anj-
de salvac3o.
Elevando os olhos, descobri na parede e
entre outros dous quadros a oleo.
Eram dous retratos tao perfeilos, copias
tio fieis, que surprenderam-me.
Notando a minha attencio para os mag
nilicos objectos, o Sr. Cruz alevantou-se e
convidou-me para apreciar de perto os de-
licados trabalhos de um divino piftcel.
Parecia que as duas effigies queriam fal-
lar.
Eram Paulo e Fernando.
Sabe que este 6 hoje o meu primeiro
cacheiro ?perguntava-rae oSr. Cruz apon-
tando para o ultimo.
E depois para o primeiro i
E este chefe] los meus trabalbadores.
Nada faltava mais. Tudo estava com
pleto.
Eduardo Mario recolhido ao seu abysmo,
e agora doente e repudiado dos homens,
era o reverso d'aquelia medalha.
Comparados, elle seria a mancha ; o Sr.
Victoro clario.
Deus como sempre tinha trabalhado bem.
Quando retirei-me, notei que me havia
esquecido de mirar o tecto d'aquelia casa.
Talvez fosse algum firmamento cravejado
de astros.
FIM
;



.
i
NYP. DO D'AHIO. RUA DUQC't DE
I


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