Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19418


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Full Text
AMO LU
-MBA 22 DE IAIO DE 1
----------------:----------------------------------'
PABI A CAPITAL E LUGARES OXDE NAO SE PASA PORTE PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por' irea mexea adianUdos............... onnn W ^r seis mesea adlantado*........... 13fJ500
Por se ditos idam................. l-Snm W Por nove ditos idam.....*........... 20,5000
Por am anno idem................. AlOo *^^lw^ Por um anno idem................. 270000
Cada numero avulso, do mesmo dia.............. *1W Oda numero avulso, de das anteriores ........ 100
DIARIO DE PERNAMBUGO
Pxoyxittelft *t Mm*tl /iflwcira pt -tarta & \os
O* Srs Amede Prince& C
le Par. sSo os nosso-* agente*
exclusivo de annnnelos e pu-
blica cdes na Franca e Ingla-
terra
I
*

)
I
m
TELEGRAMMAS
IGUARASS,
da tarde.
ARIO
20 de Maio, s 5 horas
Agora mesmo realizase com enthuaias-
mo indescriptivel urna grande passeiata
com msica e foguetes. Discursos e flo-
res.
O povo saia com phrenesi a Princeza
Imperial, o conaelbeiro Joao Alfredo, o
Gabinete 10 de Margo e aos abolicionistas.
MARANHAO, 21 de Maio, as 9 horas
da manbS.
Em solemnsacao le libertadora, o cem-
roercio tez ante-hontem nma sessao solem
ne e bem assim a loja Maconica Vera
Cruz.
Hontem houve grande passeiata de se*
nhoras, que percorreram diversas ras,
sendo muito applaudidas.
RIO DE JANEIRO, 21 de Maio, s 2
horas e 27 minutos da tarde (pela linha
terrestre).
Foi agraciado com o titulo de Bario da
Silva Paranhos o conselheiro Jos Mari
da Silva Paranhos, cnsul geral do Brasil
em Liverpool.
'Produzio effeito deslumbrante o prestito
civico, que hontem percorreu as ras.
O prestito fora organisado pela imprensa
e se oompunha de torgas do exercito, de
diferentes associajoes, dos acadmicos,
oellegios, repartieres publicas, commercio,
colonias estrangeiras e de urna extraordi-
naria multidao de cidadaos.
Era tao grande, que gastava mais de
duas horas para passar de urna outra
ra.
As ras estavam repletissimas de povo,
e todos levantavam enthusiastioas sauda-
des imprensa, Priaceza, ao Gabinete
ao conselheiro JoSo Alfredo, a Joaquim
Nabuco e outros.
A' noite houve fogo do artificio em dif-
ferentes pontos.
Terminaram assim as festas no meio de
"ndiacriptiv 1 entbusiasmo.
Hoj 3 a imprensa fluminense publicou um
jornal especial.
Hoja na Cmara dos Diputados o Dr.
Affonso Celso Jnior apresentou um reque-
rimento qu9 foi apprivado para que se con-
signasse na acta um voto de profundo reco-
nhecimento ao governo e povo argentino-
Foi presentado um parecer da oommis-
missSo de inquerito, reconhecendo deputa-
do p=lo 1." districto da provincia do Para-
n o Visconde de Ncar.
Foi apresentada na Cmara pela respe-
ctiva commissao a resposta Falla do
Throno.
Preparam-se grandes festas para solero-
nisar o dia 25 de Maio em bomenagem
Repblica Argentina.
Foi nomeaJo ajudante general do exer-
cito o marechal de campo Severiano Mar-
tina da Fonseca.
Referindo se aos bispoa brasileiroBJ Sua
Santidade declara que nenhum presente
offerecido por occasiSo do seu jubil i lbe
foi mais agradavel que o franco concurso
do clrigo brazileiro para o desappareci-
ment dos escravisades no seu paiz.
Agencia Havas, filial
21 de Maio de 1888.
em P.rnambuio,
INSTRCQAO POPULAR
antfl DI AGENCIA HAVAS
8ervvo directo
50A, 20 de Maio.
Foi aberta oirculacao a linha urbana
do esminho de ferro de cintura de List*,
de Snta Apolonia, Caropolide e Alcntara.
CONSTANTINOPLA, 20 do Maio.
Ha rece08 de urna insurreicSu nn Mace-
donia.
As guarDc3si de tropas'foram augmen
tadae.
ROMA, 21 de Maio.
Sua Santidade o Papa Lelo XIII acaba
de pablioar urna ineyolica em|que trata.da
extinejao da escravidS no Brasil.
ftCIOSALIDADS. UmU I
LXIIEBAT7SA
DE
PORTUGAL E BRAZIL
PELO
Conselheiro Joao Manoel Pereira da Silva
vi
(Continuar.a'o)
Cumprc accrcscenlar que Joo de Barros soube
com maestra c pompa burilar em bronze aeces
soberbas cfeito.s dimos de memoria, empregan-
do em suas obras, alem de sua possante imagi-
nacSo, de seu gosto litterario apurado, de sua
variada instraccao, urna energa de linguagem.
posto que agreste s vezes e dura anda ; urna
formosura de estylo viril, urna narragao interes-
sante e nao raro 'poetisada, e nensamentos ele-
vados, observarles finas e judiciosas.
Como nao anda deve extasiar nos esta histo-
ria, quando ao lado de victorias e conquistas es-
tupendas, combates e ltas sangrentas e conti-
nulas, notamos que os mares devoram tantos
vares Ilustres ; acola os matatn as guerras
os pelouros inimigos : a miseria, a fome termi-
nam os fiosda vida a uns, as perseguigOes dos
proprios compatriotas do cabo de outros ; e ra-
ros logram a ventura de volver a patria para ex-
piraren) em seu seio ; e entretanto inabalaveis e
audaciosos sempre, nao recuam, marcham cons-
tantemente para oante, trazendo levantada a
cruz de Christo, como symbolo de seu triumpbo
e da salvacao d suas almas, e desembainhada a
espada para cortar de continuo pelas hordas de
inimigos que to numerosos lhes nSo causam
espanto !
Joo de Barros nao distingue os meios que os
portuguezes applicaram em suas conquistas, en-
ueosa nicamente o fim que ellos se propozeram
e que alcangaram ; nao conliece rcligiao possi-
vel e nem salvadora seno a catholica, c que
cumpre obrigar os vencimentos a submetter-se,
a lim de augmentar os dominios de Portugal c
dilatar os da fe ehrist c romana ; c portugue-
zes, que como Fernode Magalhes e Ruy Falie-
ro, embora navegantes do maior renome e gloria,
nao Ihe arrancam seno invectivas e apodos in-
juriosos, porqitr descontentes da patna-se eni-
pregaram em servico de Hespanha, em vez de
continuar a ser\il-a aluda que ingrata. Aiuda
ah imita Tito Lirio, ao recontar os actos de Co-
riolano. quando to diverso o abondonar a pa-
tria para servir a outra sem detrimento da trra
nativa, e volver contra a propria patria as armas
do estrangeiro e do inimigo 1
Deixado de parte o assumpto moral para s-
mente tratar do litterario, convem-nos confessar
que sao lieces. admiravemente escriptas as pa-
ginas das Decadas, pelo rigor dalingua, pela ele-
vacao do estylo e pela magestade do methodo.
E' na obra de Joo de Barros que se depara o
gosto litterario do secuto XVI, ainda hoje admira-
do, e que o ser eternamente emquanto se fallar
ahngua portuguezae mesmo em qualquer verso
extranha, pelo mrito intrnseco, que em abundan-
cia ella patentcia e demonstra. Bem que nao
pussua a singeleza. naturalidade e inspirarlo
poetisada de Ferno Lopes : posto que nao en-
cerr a ternura, suavidade. melhancholia de frei
Luiz de Souza ; nem os arroujos do Thom de
Jess ; nem o colorido pittoresco de Ferno
Mendes Pinto; e menos a correcgo e proprieda-
de de vocahulbs, que mais que ninguem empre-
hou depois o padre Antonio Vieira, primam as
as Decadas de Joo de Barros pela superioridade
do assumpto e por urna linguagem e estylo par-
ticular e proprio, a que em valenta e virilidade
nenhom escriptor portuguezatingi ainda.
Nao apresentare seno dous trechos para que
se firme a opinio que eete escriptor excelso
merece do3 entendidos. Bastaro cllcs para
confirmar a proposico aventada.
escrevendo o naufragio de Affonso de Albu-
querque, assim se exprime o nosso historiador
eminente :
Alm de contendermos accidentalmente por
armas com homens de to varias naces e sei-
tas, como as Indias ha. temos perpetua con-
.< tenda cornos elementos, sendo cousa maisbru-
ta, fera c impetuosa que Deus creou, c que at
nosso tempo nao temos visto em alguma
< gente.
Si temos guerras de persas, gregs, roma-
" nos e de outras nages. as quaes houve gran-
< des perigos no rompimento de exercito com
licito, trabamos de fome, de sedee vilieias,
na continuaco dealgum cumprido cerco, frios
e ardores de sol na variaco dos tempos e cli-
" mas, grandes enfermidados na corrupgo dos
ares ou mantimentos. e outros mil seeros de
" accidentes que i.-hegam a estado de morfe :
t todos estes trabalhos e perigos passou a nossa
de portugueza as suas navegacOe e con-
quistas.
E 6obretudo peleja com a furia do. rentos,
impeto dos mares, dureza das trras com
baixos e encontro3, postos a vida e a morte
" em to breve espaco como sio tres dedos de
-< taboa, s vezes comida de buzano, no descui-
do de cahir urna pende de candela em lugar
em que se possa atear incendios, e outros raui
o particulares c miudos casos de que resalta a
ruina de to grande numero de-naos, que sao
perdidas.
< Em cada urna das quaes podemos aflirmar
que se perde urna muito nobre villa deste rei-
no em substancia de fazenda e em nobreza de
gente. O abysmo do ocano t(-m sido a prin-
cipal sepultura dos portuguezes depois que co-
megaram seus descobrimeiit<
A morte de Affonso de Albuquerque pro
em Joo de Barros um seutimento profundo, e
referindo-a, expresaa-ae em
commovedoras:
Affonso de Albuquerque, lida a;afta,temen-
" do que estas novas produzissem alguma mu-
danca noque ia deixandoordenado emrmiiz,
para onde a nao ia, tomou-lhe quantas cartas
o levavade Dio, e lhe mandou prestar juramen-
to de nada dizer, e deu-lhe outras para seu
sobrinho, Pera de Albuquerque, avisando-lhe
do que devia fazer.
o Expedidos os mouros com mercs que lhes
fez, hcou so com Diogo Fernandes e Pero de
Alpaira, e tornando a ler a carta de Cid Ale,
que Ihe avisava de que vinha Lopo Soares por
capito mor, exclaniou : Lopo Soares por
capito mor India f E Diogo Mendes e Dio-
go Pereira que mandei presos ao reino porcul-
secretario Tempo i1 de acolhera igreja, e
ussim fleo mal com el-rei por amor dos ho-
rneas, e com os homens por amor d'el-rei -
E levantando as mos ao ceu, disse que clara
muitos gracas a Deus, pois era tal tempo el-
rei lhe mandava capito mor, e sua vida seria
muito breve. Tudo assim com esta agonia de
espirito e morle que j com elle commecava a
lidar, mandou esrrever s. que mal
pode assignar:---Senhor, esta a derradeira
que com solucos ile morte escrevo Vo-
teza de quantas com espirito de vida Iheteoho
escripto, polaier livre de confuso n'essa der-
radeira horax e muito contente na oceupaco
do seu servied. N'essc reino deixei um tilho.
por nome Braz de Albuquerque, ao qual pego
aVossa Alteza que faca grande como ihe meus
servicos merecem. Quato s cousas da ludia
ellas fuilaro por si e por mim.
(Continua)
PARTE OFFICIAL
c;ovcrno da provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 19 DF
MAIO DE 1838
Antonio de Alleluia Patricio.Requeira
por intermedio das autoridades competen-
tes.
Antonio Rodrigues de Souza & CDi-
rijam-se a Tbesouraria de Fazenda, que,
pela ordem do Thesoaro Nacional de 1 do
corrente mea, n. 88, est habilitado a e-
fectuar o pagamento solicitado.
Bento Pereira Bastos.Passe portara
concedendo ao sapplicante licenca por 45
dias, .para tratar de sua saude onde lhe
convier
Balbino Jos de Carvalho.Informe o
Sr. Dr. chefe d policia.
Candido JoSo Baptista.Deferido com
offirio desta data ao Sr. btigadeiro com-
mandante d Carlota Marcolina SoaresPinheiro e Joa-
quim Jos da Costa Pinheiro Jnior.
Enoaminbe-se pagando o porte na reparti-
lo dos Curreios.
Del miro Correia de Mello.Deferido
com officio de hoje ao Sr. brigadeiro com-
mandante das armas.
Francisco Pinto de Magalhes.Dirija
se Thesouraria de Fazenda que, pela or-
dem do Thesouro Nacional do 1 corrente,
n. 88, est habilitada a ifFectuar o paga-
mento de que se trata.
Capito Gregorio Thaumaturgo de Aze-
vedo. D se certidSo do que constar.
Instituto Archeologico Qeographico Per-
nambucano. Informe o Sr. inspector do
Thesouio Provincial. .
Joaquim Jos Pereira Borges. Sim.
Baoharel Jeronymo Materno Pereira de
Carvalho. D se certidao do que constar.
Di. Manoel Polycarpo Moreira de Aze-
vedo. Sim, nSo havendo inconveniente.
Militino Velloso Cavbante de Vascon-
los. Remettido ao Sr. commandante su-
perior da guarda nacional da comarca de
Itamb, para mandar passar a guia de que
trata o art 45 do decreto n. 1130 de 12
de Margo de 1853.
Padre Manoel Moreira da Gama.In
forme o Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 21 de Maio de 1888.
O porteiro,
F. Chacn.
lilARlO BE PERNAHBCCO
RECIFE, 22 DE MAIO DE 1888
(omummaium e*t
Publicando hoje em nossas columnas edicto-
riaes a lei adamantina brasileira, que libertou
a patria, esquivamos-nos de fazer-lhc eommen-
tarios, que, quaesquer que fossem, nada accres-
centariam a magestade grandeza e sublimidade
do texto conciso e luminoso da mesma.
E o que poderiamos accresccntar, que j nao
tenha sido brilhantemente manifestado pelas
acclamagOes unnimes do paiz, pelos coragoes
trmulos de amor e de patriotismo de todos os
brasileiros ?
Eis o texto da lei que declarou extincta a es-
cravidao no Brazil:
Lvl n 3353 de 1S de Halo de 1888
DECLARA EXTDCTA A ESCRAVIDO NO
BRAZIL
A Princeza Imperial. Regente em uomc de S.
M. o Imperador o Sr. D. Pedro U faz saber a
todos os subditos do imperio que a assenibla
geral decretou e ella sauccionou a Lei se-
Art. i." E' declarada extincta desde a data
desta Lei a escravido no Brazil.
Art. 2. Revogam-se as disposiges em con-
trario.
Manda, .portante, a todas as autoridades a quem
o conhecimento e execuco da referida Lei per-
tencer que a cumpram c fagam cumprir e guardar
to inteiramente como nella se conten.
O secretario detestado dos negocios da agri-
cultura, commercio e obras publicas e interino
dos negocios estrangeiros bacbarel Rodrigo Au-
gusto da Silva do conselho de S. M. o Inipera-
phrases as mais dor, a faga imprimir, publicar c correr.
Dada no palacio do Rio de Janeiro, em 13 de
Maio de 1888, 67 da independencia e do im-
perio.
Princeza Imperial Regebte.
fl (trigo Augusto da Silva.
Carla de lei pela qual Sua Alteza Imperial
manda exftutar o decreto da assembla geral
que houve por bem sanecionar, declarando ex-
tincta a escravido no Brazil, como nella se de-
clara.
Chancellaria-mr do imperio.Antonio Fer-
reir Vianni. Transitouem 13de Maio de 1888.
pasque tinliam, el-rei os torna a mandar, umi
por capitSo e feitor de Cochim, e outro por I Jos Mu> de Albuquerque Barros.
Termo na chancellaria-mr do imperio
Le n. 3,353 de 13 de Maio de 1888.E" decla-
rada extincta a escravido no Brazil.
Aos 13 dias do mez de Maio do anno do nas-
inento de Nosso Sonhor Jess Christo de 1885,
s 3 horas da tarde, compareceram uesta secre-
taria de oslado dos negocios da justica os cida-
dos conselheiro.Dr. Jos Julio de Albuquerque
Barros, director geral da mesma repartidlo, os
Drs. Manoel de zovedo Montciro. Antonio Fer-
reua Vianna Filho, Jos Pires Brando Filho C
Fernando Francisco da Costa Ferraz, Antonio
Joaquina Coelho e Joo Carlos da Costa Barradas,
e declararan que, para significar o seu jubilo
pela gloriosa le desta data, que extingue a es-
cravido no imperio da Santa Cruz, apagando
do dircito patrio, naeloquente expressSo da co-
rda, a nica excepgo que nella igurava em an-
tagonismo com o espirito christo e liberal de
nossas instituiges, e dando o mais alto tcste-
inunlio dos sentimentos humanitarios da oacio
brazileira, to fielmente interpretados pela ex-
celsa Princeza Imperial Regente em nome do im-
perador, e pelo seu governo, vinham offerecer a
5. Exc. o Sr. conselheiro Dr. Antonio Ferrcira
Vanos, ministro e secretario do Estado dos ne-
gocios da justica, urna peona de ouro para a as-
signafra que, na quahdade de chanceller-mr
do imperio, tein de laucar na carta de lei que
promulga a igoaldade civil de todos os brasilei-
ros.' E S. Exc. o Sr. ministro chanceller-mr,
aceitando e agradecendo a offerta, declarou quej
em signal de apreco e para comraemorago de
to faustoso dia da patria, determinava que, de-
pois de utilisada para o transito da gloriosa lei,
tosse a mesma penna guardada em deposito es-
pecial nesta secretaria do Estado com o presen-
te auto, que lavrou e assigna o director geral da
ropariigo com S- Exc o Sr. ministro e todos
os cidadaos cima mencionados.
Assistiram a este acto o Exm. Sr. conselheiro
Thomaz Jos Coelho de Almeida ministro e se-
cretario de Estado dos negocios da guerra; con-
selheiro Joo Capistano Bandeira de Mello, Dr.
Thomaz Wallace da Gama Cockrane, Dr. Manoel
Pinto Torres Neves, Dr. Carlos Ferreira Franga
e Baldomero Carqueja de Fuentes, que tambera
a--L,nara.=Antonw Ferreira Viahna,Jos Ju-
lio de Albuquerque Barros, Manoel de A;e",/,,
Mouli'iro, Antonio Ferreira Vianna Filho,Jo-_
t Pires Braniliio Jnnior, Dr. Fernando Fran-
cisco da Costa Ferraz, Antonio Joaquim Coelho
Joao Cario da Costa Barradas, Thomaz Jo-
t Coelho de Almeida, JoSo Capristano Bandei-
ra de Mello, Thomaz Wallace da Gama Co-
ckrane, Manoel Pinto Torres Nevos, Carlos
ferreira Franca, Baldomero Carqueja de Fu-
entes.
Este termo foi encerrado pelo ofliciul do gabi-
nete Benedicto Antonio Bueno.
Noticias do sal
O paquete norte americano Alliance, ebegado
ante hontem dos portoa do sul foi portador das se-
gointes noticias alm das insertas na 8a pagina,
onde publicamos a acta da aesaao do Senado do
dia 13 :
Parifico e Blo da Prata
Folbas de Montevideo e Buenos-Ayrea at 3 e
9 de Maio alm dos td 'granunas em seguida, pu-
blicados na corte :
Segundo noticin um diario chdeno, circulava
em Santiago o boato de que o Per entabolara ne-
goeiacoes com o Chile para a reviao, de commurn
accordo, do tratado de Ancn, e ceder desde j ao
Chile o territorio de Tacna e Arica, mediante a
indemnisacSo doa 10.000009 de pesos indicadas
oo dito tratado. Urna das versoes dava j como
assignados os protacollos de conformidade com os
quaes o pagamento se realisar gradualmente por
parte do Chile, entregando este a ultima.presta-
cao de 2.030.000 na data do vencimento do praio
accordado em Ancn. Faltava smeuta a appro
vacio de ambos os congressoa para ser o dito ter-
ritorio annexado ao Chil', com carcter permanen-
te, y
Tendo recasado a empresa do ferro-carril urba-
no de Santiago diminuir meio centavo na tarifa
de passageiros de segunda classe houve, no dia 1,
um meeting da protesto. O povo exal tado pelos
discursos dos oradores deteve os carros, inutilisou
muitos dellea a pedradas e depois redusi os a cin -
xas. Foi neeessaria a iotervenci enrgica da
tropa de linha para reatabelecer a ordem assim
perturbada. Os partidos polticos e a imprensa
em geral ondemnaram o attentado ; aecusando
alguna diarios s autoridades de terem contribui-
do para os desastres que se deram com a sua atti-
tude apathica.
. Foi distituido o segundo chefe de policia ; o pri-
meiro chefe de policia e o intendente renuncia-
ram os corpoa. .
De V~alparaz3 sahio com destino a Iquique a
esquadra chilena incumbida de condnsir os restos
morti.es de Arthnr Prat e seus sompanheiros.
Tanto em Valparaso como em Santiago prepa-
ra va-se grandiosa recepcio para aqueiles hroes
ebilenos. _
Na mensagem lida pilo presidente da Repblica
Argentina, por occasiSo do congresso nacional
inaugurar a suas sessis ordinarias, disse o pri-
mevo magistrado da naci .que : a ana poltica
tem sido ae pal, tolerancia e conciliario ; o go-
verno da repblica considerado no exterior, aca-
tado no interior e comparan lo com a pr.-aente.
pocas infelisinente nio remotas, v-se o inmen-
so trajecto percorrido e compro va-se da maneira
mais palpavel o progresso conseguido na pratica
das instituios s.
Annunuia a mensagem que as relacoaa com to-
das as ducojs si i muito amistosas, e que durante
o anno de 1887 chegaram 137,000 immigrantes ;
no coir.'nte anno o governo adiantara 5Q,000 pas-
sagens ; a respeito, poioo, da corrente immigra-
toria contina a eentir-se a falta de bracas.
O principal caracterstico da situaci) da repu
blica consiste no grande deseavolviin-nlo da ri-
queza naciontl, no commercio, as industrias, no
capital, no crdito e no valor que adquiririo as
trras e a propriedade urbana, bo augmento da
produccio naci' ncl e na fundacio de novos ban-
cos.
O augmento da renda excade muito do calculo
udaprviai'. O exeesso do anni pasando pas
ato deG.OOOCOO de pesos. A divida fljetuante
6cnu redunda a 5.000000
No dia 31 deTlaroo a divida interna era de
54000.000, a externa de 93.000000.
Acnfgura a mensag.-m qna a anida externa pu-
de ser ptga em olio annos; qu>* nunca teve mais
lita eou.^o o crdito da naci. Mostraanee>s
ejdade da convergi di divida em i utru de aenor
}iiio.
< O povo argentino, conclue a mensagem, co-
meg a ionvencer-se de que fat mia pela patria
toa o trabilho qio o eogradee do que coma
constante agit-cio que arreda oa Lou tns da su
cbre tarefa.
Aigumas tolhas do Rio da Prata puHicaram as
e.-ijiii-te ilutas reUtivaa qaestio de limitas em
Mist s :
Ruenri-yrea, 17 de Abril de 1888. Sr. mi-
i iitro. *fiin de remover a divergencia constan-
te da acta da cuntereacia que os commissarl'S
en'arregudoj d i-xpiitraci> dos nos e dj tetri-
roriii em litigio, firm.rnm n< villa d Palmas, a 7
de- Fev<.ii-lro o corr. ntw aun", cumpre ms com-
n,umcra V. Exc. a decisio que o jt' verno impe
riai, P'l^na paite, den para rea I ver a duvida
que wctvttu tul oieergencia.
Ao talel O devo i baervr que na deuominnci <
dos ri s sm hsio, coutid no art 9.a vo traalo da 28 de S-trrebro de 185, u. b uve
a coiifusl.. de nome que aem ra4o llega o coro-
nel Gato ndia aa acta cima referida ; e prin
ciplmente por nio existir no tratado tal confu-
so que o governo imperial me ordena que part
cipe a V. Exc. que o Brasil considera-se obrigado
a fazer a exploracao do rio chamad > pela Repubh
ca Argentina Santo Antonio Gruar -> nio s
at o ponto em qne chegou Dvaroide, mas em
toda aua extensio at a embocadura, nio obstante
ser esse rio conbecido naquella parte pelo nome
de Jangada.
A dteisio do governo imperial nao altera por-
tanot, o quo ae ajustn nem significa, me parece
snpeiflio dixer-lhe, desistencia da fronteiraexi-
gida pelo imperio. A questio do direito subsiste
em toda a plenitude.
Tenho a honra de reiterar a V. Exc. as segu -
raneas da minba altissima consideracio.Bario
de Alenear.A S. Exc. o Sr. Sr. Norberto Quiri
no Costa, ministro dos negocios estrangeiros da
Repblica Argentina.
O ministeiio dos negocios estrangeiros res-
ponden uestes termos:
Buenos-Ayres, 19 de Abril de 1838.Sr. minis-
tro.Ti ve a honra da receber a nota de V. Exc
de 17 do corrente commnnicando-me qne o gover-'
no imperial resulveu a divergencia entre os com-
missarios argentino e brasileiro resultante da ac-
ta de 7 de Fevereiro ultimo e referente a explora-
cao do rio Santo Antonio Guan de Dyarvid, no
sentido do seu reconhecimento pala commissio
mixta como o havia solicitado o Sr. coronel Gar
mendia do accordo com o que est estipulado no
art. i' das instruecea.
Q tanto contosio que se attribue ao primeiro
commisaario argentino, revendo a acta menciona-
da nio encontr senio a referencia que fax o art.
2 de tratado em vista do que as exploraces aca-
bavam de demonstrar aos commiaaarios de am-
bas as partes que o rio Cbopin mencionado no di-
to artigo nio era o rio Santo Antonio cujas ca
racterea physicoB e sitnacio astronmica estio
perf eitamente determinados naa instrncedes.
Congratulndome por nma decisio tio expon
tanea como jnsta que vem facilitar o termo dos
trabalhos dos commissarios respectivos, me sam
mmente grato aceital-a em nome do Sr. presiden-
te da repblica, reiterando a V. Ej.c. por tal ino
tivo as segnrangas da minha alta consideracio.
N. Quirino Cotas.
Eis os telegrammas :
Buenos-Ayres, 13 de Maio.
As cidades de Cordova e Rosario adherem
projectada manifestaoio ao Brasil, em honra lei
da a ioIco dos escravos.
Aa sociedades hespanbolas, italianas, francesas
e portngm zas vio faser nma marcha cvica em
honra aquella lei, acompanhaa de bandas Je ma-
sieca militares e particulares.
Esperase que o prestito Beja superir a vinte
mil pessoas.
Foi annaneiado o contracto Castro.
Montevideo, 13 "de Maio.
Foi levantada a quarentena imposta s proee-
denciaa do Chile.
A junta de imigracio foi dissol vida.
Corre o boato de que ser creado o ministerio
de agricultura e commercio.
Assumpeo, 14 de Maio.
O Ilustre esceiptor argentino, general D. Do-
mingos Sarmiento, viaitai esta capital e outros
lugares da Repblica do Paraguay.
Buenos-Ayres, li de Maio.
O premio do onro 47 1/4 /o-
E' grande a baixa da cotacio das aecas do
Banco do Paran.
Inaugurou-se am novo sali para corretores.
O prego do assucar eat'muito baixo.
A Nacin pubcou nm boletim noticiando a
sanecao da lei extinguindo a escravido no Bra-
zil.
No theatroSolnfoi lido o texto daquella lei,
tocando n'essa ocessiio a orebestra o bymno na-
cional.
O Bario de Alenear, ministro brsiileiro, que
se achava no theatro, agradecen de aea camorote
as manifestafoes que lhe fjram feitaa.
O Dr. Jurez Celman, presidente da Repblica,
foi pessoalmente visitar o Bario de Alenear e
comprimental-o.
La Prensa, Tribuna Nacional e outros diarios
de prestigio dedicam encomisticos artigos for-
ma humanitaria como se operou tio grande re-
forma .
Montevideo, 14 de Maio.
Continua alta a cotacio de aeces do Banco
Nacional.
O MI Censor ataca vivamente ao presidente ge-
neral Tages por algons actos de saa administra-
ci.
Foram aqu bem recebados pela popnlacio os
telegrammas annunciando a sanecao da lei da
abolicio dos escravos, reinando grande enthnaiaa
mo.
El Siglo, La Espaa e El Perro Carril, traiem
editoriaea rendendo justa preito ao governo e povo
do Brasil.
Montevideo, 14 de Maio.
Voltou capital, d sua exenrsao, o presidente
da Repblica.
Considerase peer ivel que a junta de bygiene
decida a abolicio das quarentenaa impostas s
procedencias do Rio de Janeiro.
Buenos Ayres, 14 de Maio.
O Sr. Luis Variella telegraphoa para Milao a
S. M. o Imperador felicitaodo-o pela extinecio da
escravido O Sr. Varella e outras notabilidades
aigentinas organisam para esta noite nma tnsni-
featacio em honra ao ministro brasileiro d'esta
capital.
N'oatajrenniio fallar o general Mitre, antigo
presidente da Repblica Argentina.
O general Sarmiento deve em breve partir
para Assumpcio.
Hontem no theatro Colon dorante o especta-
culosa orchest.a tocn nm api outro os hymnos
Brasileiro e Argentino, que Toram vivamente ap
plaudidos.
O ministro brasileiro netta capital agradeceu a
esta mauifestacio e lea o brado de :
< Viva a sociedad'! Argentina !
Viva o presidente da Repoblica
O cruzador Trajano deu boje salvas em honra
extinecio da eecravidio no Imperio do Brasil.
Tod^s os navios de guerra surtos no porto estavam
embandeirados em arco.
Affirma se que os exportadores clericaes
vo-se abster de concorrer exposicao de Paris.
14 de Maio.
As autoridades sanitarias adoptaran! novo3 ms
didas de precaucio para evitar a propagacio da
varila.
Rio Oraode da al
Publicaram se ua Corte os seguintes telegram-
mas :
Porto Alegre, 13 de Maio.
A le d aboheo f i aqu recebida com entnu-
siaamo, sendo vivamente accUmados o Imperador,
a Priaceaa, o miniatmo^ senidores e depulados.
Diversas muaicas percirr^ram as mas ao soo?
de vivas e sumdo a> ar mnhares de foguetes.
O orgo conservador prepara festejos para esta
noite. .
1 Porto Alegre, 14 de Maio (10 horas da noite).
"A Cmara Mua eipl conviden o povo a illumi-
nar anas casa.. Qiaita-feira celebrar se-ba um
BxtmM telegramma felicitando 8. A. a Panco-
sa Iun erial. lAfinn
Orando manifestaci. p pular ; cerca de 1.UU
peasoa. Accl.mncoda de ir.nte.- ao Imperaoor, a
S A Imperial, ao ujiuiateno e aos abolicionistas.
A eac.la militar prepara grandes festejos para
8,529
8,478
8,032
7,776
7,716
re-
Paranagu, 14 de Maio.
Esta cidade j livre, receban entusisticamen-
te a noticia da extinecio da escravido. Sal
aprensa, ao parlamento e ao governo e d para-
beus ao paii, Grandes festas.
Minas eraos
Tambera, oram conueoidos na Corte os segua*
tes telegrammas :
Diamantina, 14 de Maio.
Foi recebida aqu com indescriptivel alegra a
noticia da sancoio da lei que extingue desde j a
escravido no Brazil.
Preparam-se grandes festejos pblicos para estes
tres dias. .
O Clnb Abolicionista dtssolveu-se hoje.
Ouro Preto, 14 de Maio.
Profundo peiar cansaran) as noticias do Impe-
rador.
Foi muito festejada a promulgacio da lei de
13 de Maio. '
Hontem, noite, urna passeiata civica foi a pa-
lacio saadar a presidente da provincia. Prouaa-
cisram-se muitos discursos e levantaram-se Vivas
Regente e ao ministerio.
Hoje, 1 hora, celebrou-se solemne le-Deum.
na igreja das Merca i, com assistencia do presiden
te, chefe de policia, funecionarios pblicos e mui-
tas pessoas gradas. Orou o padre Velloso.
A's 6 horas da tarde Te-Deum na igreja de
Santa Ephigenia e Rosario, com grande concur-
rencia.
Projectam-se duas procissoes civicas. Msicas
pelas ras, grande regoaij].
Grande numero de ex-escravos tem veltado s
localidades de onde sahiram.
14 de Maio.
As noticias das melhoras de Sua Magestade 0
Imperador reanimaram o espirito da popniacio.
Hoje grandes festejos popularse commemorati-
vos da abolicio. Iiluminacio geral, excepto no
palacio e as repartieres publicas. Euthusiasmo
indisivel.
Esta redaecio congratula-se com a imprensa
fluminense, glorificando a redempcio da patria.
Policia illnminada.Redaecio da Jrotuncia.
14 de Maio (s 10 horas e 48 minutos da
noite).
A capital de Minas festeja com delirio a glo-
riosa lei. C cidade em festas ; ras iluminadas,
passeiata civica, amio escolstica promovida pela
escola de Minas, discursos, saudacoes, entbusias-
mo indescriptivel. Flores sobre o estandarte da
escola de Minas, que preceda u passeiata. O
presidente da provincia muito victoriado, como re-
presentante do governo. A paaseata contina a
percorrer as ras; mais de duas mil pessoas. A
imprensa de Minas e da Corte saudades.
14 de Maio.O resultado da eleicio senato-
rial em 404 parsebias o seguate
Bario de Santa Helena .
Commendador Soares .
Cesado Alvina.....
Carlos Peixoto.....
Fidelis Botelho.....
Carlos Affonso......7,479
As paroehias que faltam nio alteram este
snitado :
Jais de Fra, 14 de Maio.
A eo'.onia portuguesa deste municipio pede ve-
nia i Ssrenissima Princesa Imaeral Regente para
congratular se com o pacifico e hospitaleiro Impe-
rio do Brasil pela extinecio da escravido.'
Ooro P/eto 13 de Maio.
O JJiberal Mineiro que se bate franca Je aberta-
mente pela abolicio desde os tempos do mais fer-
renho escravismo, congratnla-se com a imprensa
da corte neste da, em qne se consagra na lei a
igoaldade do eidadio. (Do Libertador Mineiro )
H. Paulo
Publicaram as mesmas tolhas estes telegrau
mas:
S. Paule, 13 de Maio.
Os em pregados do T Panto anudara o gabinete 10 de Marco.
Congratalam se com a imprensa pelos benficos
tSeitos da lei hoje sanecionada.
13 de Maio.
A Academia de Direito, agora reunida para fes-
tejar a extinecio da escravidio, aauda a Princesa
Regente, o gabinete de 10 de Marco, o parlamen-
to e a imprensa como representante da opiniio na-
cional. Liberdade !Isaas Villaca. Edmundo
Veiga.Jos Alves dos Santos.Joo Lua Alves
Jnior.
13 de Maio (10 h. e 20 m.)
Hoje, desde qne chagiram os telegrammas noti-
ciando a sanecao da lai urea da extinecio da es-
cravidio, de todos os pontos desta cidade subiram
ao ar innmeros foguetes, sem interrupcio. As
ras estio todas embandeiradas e enfeitadas, e
noite toda a cidade illuminon-se ; grande masaa de
povo com tres bandas de msica frente percerre
as ras, sandando as redaccSes dos jornaes, pro-
nunciando-se amitos discursos. Esta capital est
em testas que continuario nos dias seguintes.
A cmara municipal reunio-se boje em sesssio
extraordinaria e deliberou nomear urna commissio
do sen seio para promover festejos e consignou na
acta nm voto de louvor e gratidio a Serenissima
Princeza Imperial Regente, por ter correspondi-
do vontade da naci, chamando aos constnos da
coi 6a o patritico gabinete de 10 de Marco, qne
propfii e obteve do parlamento a grandiosa lei.
Deliberou mais a mesma cmara congratular-se
com o conselheiro Antonio Prado, pela promulga-
ci da lei que extingue a escravidio no Brazil,
vistu ter este benemrito paulista poderosa e efi-
cazmente coacorrido para este resaltado, pondo ao
servico de tis gloriosa causa suapalavra, sua pena
e todo o prestigio de sua poBicio officla!.
13 da Maio.
O coDselhPiro Antonio Prado receben, no correr
da tarde de hoje, numerosas felicitacoes de varios
pontos do Brasil pela decretaco da lei que extin-
gui o captiveiro.
Tem sido muro visitado.
Blo de Janeiro
Datas at 15 de Maio
No dia 13, no senaddSentrou em 3* discassio
o pr. jecto de lei declarando extincta a escravidia
ao Braz 1.
Oraram os Srs. Paulino de Souza, Dantas e
Correia.
Posto a .votos, foi approvado o projecto, ti 1 como
paseara em 2 discassio, prorompeudo nesso mo-
mento em repetidos applausosas mu tas pessoas que
enchinen as tribunas e os corredores.
Tomn eotio a palavra, pela crdem, obr. Joao
Alfredo, presidente do conselho, annunciando que
receben favoraveis telegrammas sobre 0 estado de
s-ie da 8. M. o Imperador, edecl-rando que no
paco da cidade S. A. 1. Princesa Regente rece-
b~rUa deptrtaeao incumbida de aprehentar-lhe 8
autograpbo do decreto legislativo.
A sessio levan'ou se 1 hora da tarde.
No di 14, no senado, o Sr. Affonso Celso,
tomando a palavra por se achar ausente o relator
da deputaeio iocumbida e apreseater a S. A. I.
Princez* Regeute o autog apbo do prometo da le
escravido no Brasil, ex-
sargento Antonio Nery de
Iluminada : muitos fosos electri-
qu ota f ira.
eidade to is
coa.
Paran
Era tmbeos cooht.cido este telegramma :
p ropos icio '
penoio s iruis de 2*
Oliveira Araujo.
p sa -u se a 2* discussio do projecto do senado
determinado qo< a dispasicio do SI* do art. 1
do decreto n. 3,3)9 de 9 de Outu|/o*ae 1886 nio
applicavel au ministro do supremo tribunal de
justica que exercesse j semelhiate cargo e tivesse
mais de 72 anu* d-laade, quando foi publicado
O referido decreto. J!.mntn
O Sr. Candido deOliveira requeren d',~
da diseusso at que comparecesse o ar.
da jastioa.


**;
I
ij
racoTcrfa-feira 22 de Maio de 1888
Sibre esta adiara uito oraram os Srs. Nuuet
Qoaftlvee, Vie.ra di Silvi e Oiulido do Gliveira,
paliado a retirada do t:u r .qaerimeato, O que Iba
ooascilid'i.
Continuando a d.icajiia d* pr J J oraran os
Sra. Silvair* Marti a, auas Qanc-alvea, V-eica da
Silva o Affjuso C*1*" 4 J ,B eovida83
o Sr. ministro (tejascie* para utiiatira diaJussa.
Nao baveaio aujura da aena-loras preaentet
pira as votir esta reqae.imoto, fijou ai;
sua votieio pira a susto a
Foi en?arradi a aiscauao dil* a voUe*a
dM retcautet materia dviat ptrsa oriesa do da.
iNaeamira do eptalos n*> boa M*J Pr
falto-de uaoero. .
- Diado notic d- *lagr.a paWJea palo faeto
da ezttaee. da eserav '*. /on,aZ dj C0*""0
de 13 dia o aeguiute : .>
. Desda as primaras tora* da d.a de b>ntetn
aotava-ae extrari.u.ria ni.naoio na populacho,
quaauemva-sapea ultiotapalavra do senado tabre
- o projecio deleiqai deolarava eiUaeta a eacra-
Tidi do Brasil.
Oa otabalsaeot .a di imprem diaria e perio-
dicaeit.via $aioirdauiaaia afeitado! : os edifi-
cio pa ico* mi.tos particulares cuuao aus.diat
de grande rvgoij
A'a 11 horas da inaabi, preeadla* Jjd i:.S ban-
das da uiunca, sahiram eu.iorpiraiis, da na do
Ouvidor, tolas ai saciedades abolicionista-i, cam
oe sea iiatandaries a, ocompa ibadas de etteaia
i um dj pavo, e dirigirara-aa para o paca do se
nada.
Dar-inte o trajacto e de rau;'atj a mimeato le-
rantava n-ae vivas, ifua eram corrospoudidas cu -
tbuaiasi ci o ote.
O reento do senado fie u repleto, e a'li nao
Sita va a centesima parte da ouja popa ar, qae
en o se iBpraija eu sarao o ioii p.Ueio da
Uonda-doe raos qae a3iin pareeia tr.nsf -rmado
qoaai en uini ilb<.
Mata e pjaaivel Jeaor-ver, e uoito bmdm em
urna noticia rpida, ;jno eata u-q-ie aa pMtOO,
quau lo < ;r ai .u do taado anoauoioa a appro-
T&co U-. n iitw da proj
O pvo, toinido tie vorJadeiro delirio, evdio o
reciuto, levuuiaudo vivas aoa senadaret e'ao nt-
uisterio.
Do alto cabiain nuvens de jtg ; retuinhavan
I aeclHioa^o a dos inaioros lidadorea do aojicio-iin-
aao, OJ 11303 o ua iagnmaa da alegra, tu' > H coa-
fuuJinlj, apouaa tiadusiam o eolbuaiasino de
qaoiiljj all ta'avau juoiluaja p-r ver a patria
iateiramente l.vre.
Do sanado regreasoa o prestito pe'o pirqaa dn
,.uiaco, iui e praca da Osutintflo, ruado
Tbeatro e largo de ti. Franoiaei, penetrauio coro
diffiti'dida, ua rat do Uavidr, p>r nfre acclu-
macojs qui parec.'a interminaveis.
LVfoa oa orgaoa da impreusa diaria flamineuaa
raceberatn ejaa saadagas e ao s m dos bymuua
nicionai-s e da independe.isia aquella ezenaa e
compacta colamn de miibires da cid,di.a, qa
etbudiasticamentu rtrtribjiram c.m igu^ea aauaa-
ea.
^Pela9 diversia ivdiccoia a por maicoa cidadi eram f.rjnuueadoa eloquoutes discjrjos, cal
qaal mus aop'aiiiiio.
Qua ido o pivo, pan.ido ea frente di nossj ea-
eriptori.', 8a*iou o Jornal do Commercio, a redac
c) dos'.a tib reapondeaqae :
O Jornal do Commercio congratula va- ae como
povo braaileiro pela adopclo da le que, extingua
do a eacravida.0, noa permiUia eatrar di cab-'^a
erguida na commuahao dos povoa cultos.
Agradeca aquella miniieataci-i pipular, mas
jsjigava a: aucirisado para cooaiJeral a homena-
gem ao Df. Luis de Cistro, aiada bi potico re-
daet.r-cbete desta folbt. Com etfeito, o Jornal
ioi a tulla diaria que talyex maia audaiea pala-
vraa atirou 4 pubicidade, nao u ,a das de feata,
quaudo ae celebra a victoria, maa ba quatro an
uoa, quando a idea generosa pareca p ng>r e era
aadaciojd plo menoa reolamir maia r ipiJo aoda
aeaco para o problem da enancipacao.
Pedio que o poto o aeompaubaaae em duas sau-
davoea: a primeira ao Imperador do Brasil, a
quem pareca qua a Divina Provideucia conceden
ensiveia malboraa atim da qu i pudoase ouvir, alm
dos marea, o brado ingente do povo saudaado h
victoria da causa pela qial, dentro dos limites
eoaattajionaea, elle tanto ao eaforc u ; a segunda.
ao povo brasileiro, cuja ndole branda e natural
generosidade permittio que se resolvesae sem sa-
crificios, sen lutas eusanguentadaa e sem odios de
racaa sin tremendo problema social.
Oa vivas a Sua MagestaJe o Imperador e ao
povo bruseiro foram eitrepitoaameate applaa-
didos..
Da ra di Ouvidor segaio o prestito para o pac
da cidade a caperar a ebegada de Sua Alteza a
Princeai 1 nperiil Rigente, que, partindo de Pe-
tropolia meia hora depoia do meio-dia, e acclamada
lia eatacio por numeroaas senhoraa e cavalbeiros,
fea em trem especial o trajeoto at Mau, onde
embaroou oa galeota imperial, qne cheg^u ao Ar-
senal de Mariuha &a 2 horaa e 50 minutos. All
loi Sua Attaia Lopenal acclamada por grande
amaro de aeoboraa e civalbairoa que a eapa-
ravaso.
A'a 2 horas e 53 mmutos da tarde entrou no
pac> Sua Alteza Imperial, acompaubada de sen
augusta espoio Sua Alt.-.a Ktsal o Sr. Conde d'Eu,
aa eorie, miniatros da iigricultura e do i-or.perio,
sociedades abolicioniati8 o povo. J es^avam all
a cominiaao ao .Seuad i incumbida de apreaeotar
a Sua Afteaa I nperial o autorapbo da le e com-
posta dos Srs. Dantas, Taunay, Teireir Juuior,
Affonao Celso, Paranagu, Ignacio Martina, tar-
ros Barreta, Fraaco de S4, Pereira. da Silva, Li
mure, (orreia, Jaguaribe, Candido de O'iveira e
Ferreira da Veiga, as Sra. preaideote do conselho,
mmistres da jiisuoa, da mirlaba e da guprra, mui-
taa pcaiam gciJ i, uomer.sas familias e repre
searan'es da iapreaaa,
A'a 3 horas e 8 mi mos Su i Ai 121 I nperial en-
trn na sala do tbrano e alii, pre. aM o ministe-
rio, v Sr. cjnselh iro Dantas, rel.it r da commisaao
do Senado leu o t-utographo da 1 i.
Sua Alteza a 11 g-nte disse :
Sena o da ae Hoja om di, maia bellos di mi-
aba vida, aa nii fosas saber estar meu Pa enfer-
mo. Dena perusitri qua elle noa volte para tor-
nar ae, como aempre, taj til noaoa p:tna. >
O Sr. conaelkeiro Dantas leu eato iiacarsj, q'i
eotre^ou ao Sr. presidente do con nho :
Snbira.A ct/tnroiasao especial do Ser.
tea lo campri lo o dever de apreaoutar Sancha.,
de Vosaa teza faapsjtml Bagante a i -i que ex-
ti,-ae desd'i boje, a eacravida-o em ooaaa patria,
pada r*verouf!'in;ute v.nia a Vosaa Al tesa latpe-
rial para n.a ji.imeiro lugar, eoagratnl .r ;
Vosaa Asta* I r. j?nal e com todos es brae .
pelas ituspeeioas* aotieiaa que 9 t u-^noho trns-
soittio-noa olejise aehar melhor de 1 ua gravas
it;a Sua Mageatsd' o Imp?.'.idor, o pri-
SWiro repre-'ataate a te >, e tambii o pri-
meiro entre os maia eaforya loa propugaadores do
grande e jub.ioao a:os' acaba de
realizar se ; e e:n segando lugar poro, felicitar a
Vosaa(Alteza lopenal por caber-lha a g!ria de
assignur a Ici que \ d ssoi eid;g,a a ne-
fanda macula da i-seraviJc, como j Ihe eooba a
d-o confirmar o deerat 1 que nao permittio nasecs-
gem mus captivos o Itap rio iro.
^a sala imuiedmta, d?gaoa-ae Sua A'.tesa Im-
perial seeitar .lo Dr. Drago s peona e cstaeM ae
ouro, eravejada de pairas preciosas, que o povo
off 1 aaaiiinat.ira do eanceJo da
demptora, e c.m < lia aaai-iioii, a 3 boraa e 15 mi-
trat.'s, o daereta, que fri esetipto, pela n .tavel
abrid.r L. H- cb, em perga-ninh >, ficando na
penna o t ipta a *s-
sigoatura.
N'eiite momento rompern entbusiast'eos vivas
a Sua Alteza Lnoeria\ a toda & familia imperial,
ao conselbeir.i Dan'as e curros ciJada.s, oo quaeo
foram repelidos p H 1 povo que eatava tora.
O Dr. Drago leu um diacurso relativo off-j'-t\
da peana da onro e o Sr. Joc do Patrocinio fez o
elogio da nobilissima celo que a Augusta Re-
gente acabava de praticar.
Dj urna daa |aoellas di p*Qo, o dfputa'o Joa-
quim Nabuc, depoia de dirigir algumaa palsvrac
ao pavo, levantiu divers s vivs, o aitimo dos
qaaus A monarchia p polar.
Assimando ,Sua Atiesa Imperial 4 jane
povo acclimou a con eotbuaiasmo ind^actiptivel.
A C-nfederaco Abolicieniata oft;recea a Saa
Alteza Imperial um ramo de fl n-es.
Di timadas portas do poo qne abrem para a
trao*ai do Pag, o S'. conselbero Daotas pro-
aaneiiu um discurso que provocou extraordinarios
applaaaos.
A's 4 horas da tarde retiroa-sn Sua Alte Im-
panal com sen adgasto esposo e saa edrte.
O Sr. ministro da justioa dirigio-se imniediata-
meote para a Secratari* Jo Estado, afim de fazer
transitar a le sem demora.
O Aiverno communieon talegraphieamente a
tanecil da le a todos os presideates da provincia,
ordeniiudo-lbes que a fisesseni vigorar desde boa-
tesasaesmo.
O Sr. cooselhairo Joo Alfiedo, pl*sidente do
l'i i, paassndo i v jai do Ouvidor,
f i alvo de ama estrondosa ovaoSo.
Acarpo griphica do Diario Offic al,
par iuterm aa com oissao, obsequiou uos
com um* das primeiras provas impresas em setnn,
da decreta que extingui aeacravidio.
Etf-'ctuju e a pisseita do C-ngressa Acad-
mico, eouipasta da todas as escolas euponorea da
corte, e na qual tomou parte a professor da Facal
dado de Medicina, Or. Barata Ribairo. Fai calo-
rosamente applandida em todo 9 saa traji-o.
Oa Sra. Baraj de S. Slvalo? de Campoa, di-
rector, Dr Perein Guimarea lente, s Dr Carlos
Costa, biblioibeeario da Faculdade de Md'.cina,
de-lraram qae adbcriam i manifestacio da carpo
u cade-mico.
r\u distribuida urna p.eaia com o titulo Ave !
Liberta do nossoompinheira Dr. Osear Peder-
neiras. .
A's 7 horas da njite effjctaoa-ae no Hilel
Qiobo nm biaqnete presidido peio Sr. senador
U.iut.is.
Fallaram o Srs. s'nadar Dantas, Patrocinia,
Bar4a do Jac-guuy, Aff.-nso Celso Janior, Dr. Ja-
guariba e ourroa.
O banquete terminou as 10 hjra.
Durante o reato da rarde e 4 noite continuaran)
as manifestar48 de entbusiasma da p ivo.
Oa edibciaa pblicos, 00 anele iuwntos da im
prensa e au.nero;aa ca ia particulares,' estiveram
illaminados al alta noite.
Na uoaso oatabelecimeuto tocaram ss bandas de
mus ci do eorpo policial da provincia e do aeylo
de jainitt desvalais, c^m a obaequi >aa per-
aiisaao do director desto e Jo commandaute d"a
qaelle.
O Sr. Ribeiro de Carvalbi, 1 ^oa eentimout %
di generosidade al ia o unaior amor a cita terr ,
pru^tou-ae di melbor > i: uautamos no
doruj do noasa edificio
A meama f M a: u ao da 15 o se-
Conticnaram hontea al m-.nif iioc.M I
g sijo po- '> a* 1 qu; esto-
ju 1 a eocravidj no Iuiprio.
Em muttas raaa da cidade, principalmente na
Jo 1 grande, durante o dia e a noite, a
c.ncurr.:ucia.
A'a 11 boras da manha pasaaram incorp radoa
ua alomuos das aulaa do mosteiro ele S. Il.-uto, su-
..vcraasredaccS.selevautaudj r-petidos
ViVltS.
A' 1 hora luuvs sesaao solemne oa cam ra mu-
pal,
Depoia da sesaao, os empregados municipaes
iucorporadoa e procedidos de dua* btiudna de mu-
aahiram da paf o municipal pira andar a
imprens flumiuease.
A' tarde t eara.n uos edificios das folh;S diarias
b_.ulaa de msica.
O Club 14 Juiilet, em reuuio de h.n'.ea),
jelioerou dirigir urna meusagem ao felicitaba ao
goveruo do lirazil o adherir as testas que a im-
preusa Ujjjiucus vai tser.
O Sr. Jan.n, presidente do Club, p-ouuncioa
urna eloquento alloouco robre o Uiizil, que pro-
vocou cumuaiasticos npp.aasos.
O Ly^j L tterano Portugaez suapeadeu os
aulas, eujo.uioirou o edificio e 4 noite o iiiuni-
ncu.
__ Ns ofcioas do Eugenbo de Dentro di Bt-
Irada de Ferro D. Pedro II, foiam suspensos oa
irabalhdS.
A' noite, enorme massa de povo (achia a roa
do Ouvidor, principalmente entre as ras da Qui-
tabdi e Ourives.
Poueo de, 01a das ti horas, eatrou na meama ra
o Club Abolicionista Abranhao Lincoln, precedido
de urna bau Ja ; msica e trasendo grande nu-
mero de aocioi com laaternae, venesiaaa de di-
versas cores e trmaa.
Todas as re laceo.s foram uomprimentadus, le
vantando-se entbusiasticos vivas ao som do bymno
nacional.
Os alumnos da Escola Militar, do Iustitato
dos il.uui a Cgos e os estudantes de prepara
torios- tamb.-m veram iucorporadoa tomar parte
na regosijo publico e saudar a impreusa.
A's 8 1/2 horas da noite, o Congresso Acad-
mico, em tres bondt eapeciaes, fui aa residencias
dos Srs. prosideule do cooseiho e miuistra da jus
tiaa saudal-03 pela le qua aboli a eacravido no
Biasil.
O instituto das meninos cegoa foi 4 residencia
lo Sr. ministro da justica aaudal u pela lei da
abolicao.
O povo esteve at depois daa nava horas aglo-
merado em frente 4s ledaccO^s. Repetiram-se as
aeclamacoes e foram pronunciados alguoa dis-
cursos.
V'trias ras eatavam enfeitadas ; todos os edifi-
cios publicas, ligvu '8 e cnsul idos estraogeiroa e
alguuias casas particulares illuminaram-se, deata-
canda-ae a prava da Cooatituiuaa.
Com a retirada das msicas diaperaou se a
enorme maasa de povo que enchia a ra do Ou-
vidor.
No noeso estabeleciment tocau a banda do 1.*
regiment da cavallaria, graciosameute cedida
pelo Sr. ministro da guerra.
Os estudantes de preparatorios, reunidos bon-
uu, resolveram fazer urna aessao solemne para
festejar a extince&a da eacravidia. Foram uo-
meados: presidente, James Hiwitt; a.-cretarios,
'orta S briobo e Ataltb* de Lara; tbesonrairo,
F. do Naseiraento, e orador Arthur Mirando.
A commisaao da festejos do quareirlo da ra
do Ouvidor en'.re aa dos Oarives e Quitanda con.
q lauto aos lugar* s n&o ligados pelo telegrapbo,
providenclarei sem demora. Aprsenlo a V. Exo.
minbas aaudaedes e congratulacoes.Barbota,
presidente.
Seci/eAcenso recebimento telegrama V. Exc.
h j >, sauuuc-iaodo sanecao da lei, extinguindo es-
cravilo no Brasil, ordenando que providencie
para sua execucSo na provincia desde j4. Ordem
em eumprimento, por telegrammas aos jutzes de
direito. Tive a honra de apres;nt*r ao ministerio
hontom manifestares minbae e do povo pernam-
bucana. CamprimeQto buje com maior jubilo
V. Exc. Cidade em fastas, reparticoes fechadas.
Dj nosso ministro na Repblica Oriental rece
beu h'iutetn o Sr. ministro de estraogeiroa o se-
guate tel eramma:
MontevideoNoticia da abolicao da escravatura
rceebida com nuanime satisf.irjo.
A corveta Trujano erabandeiron em signal de
regosij 1 e salvar hoje 4 hora em que foi boatem
aeaguada a lei por S. A. a Regento, a qu ra
apresentamog nassos comprimentos, por intermedio
do S. Exc, recebendo-os S. Exo. igualmente por
esta immensa conquista d 1 progresso na Imperio.
Una importante ca>a importadora inglesa neata
corte receben de Landres o seguinte telegramma :
Longratulem-ae os amigos brazileiros pela ex
tinyao da eacravido, que da maueiro por que foi
faite do mais filis agoaro para o futuro moral
material da prosperidade do pas.
De Buenos-Ayres, receb.'n o Sr. Viaeoude de
r'ariinagu4 o seguate telegramma :
O Inatituto Oeograpbico Argentino enva suss
mais caloroeas felieitafdt Soeiedade de Geo
graphia do Rio de Janeiro pelo nibre e grandioso
acto realizado pela Cmara dos Deputad >s do Iu>-
peno, declarando abolida a escravido, e se ass>-
cia com entbuaiasmo as manifestado s de regosijo
que t4o faustoso acontecimento pr duz entre todos
na povos livres.Lui% A Haergo, presid ute.
Uladitlo Frias, aecr-tario.
-O Sr. Visconde de Poranagn rcepoadeu nos
seguintta termos:
Ri Ao presidente do Iaiitato Googrs,
Argentino Boenos-Ayrea.
* A Soeiedade de Geographia do Rro de Ja-
neiro, agradecendo c ra toda ai -le as
cjugratuiacoes do Inatiruto G'-igraphieo Arg u
tino, tem a maior satiatayti j de c r.u.uut.ar Ihe
qne o w'o graodioao da aboligtlo foi votada hoje
no Senado e aaoccionado prla Pn aa Regente
entre us Hcclamacoea do povo que a 1J0I .Ira. *
A Illma. caoi i 1 municipal reaaira-a_e no
dia 14 en sesa 1 solemne para anudar a extineyuo
do eacruvidio.
Era teativo o aap.'eto do edificio, enteitado in-
terna e externamente, estadda a mesa da sala das
aesaoes coberta de floree.
A' 1 bora, reunidos os vervadares sab a preai-.
dencia d> Sr. Dr. Nobre, que t.ua a seu lado o
secretario Dr. Magalhies e Castro, e de outro os
ufantes da impreusa, abno-se a seaai).
H.vin oo sali extroid.nano concurso de pavo.
S ntad. 8 )8 verendure6, eutraram no galio os
enapregados da cmara precedidas de orna ban a
de msica e deram volta 4 mesa de trabalhos, ati-
raudn florea sobra oa vereador o.
O Sr. Dr. W bre presideate, ievancu divergs
viV:.a quo foram com entbuaiasmo correspondaos
tocando a msica militar que esteva o* salo e
ouira paiticuUr no aaguii o bymna nacional.
O Sr. ioeario piopde que se obrara todas as
portes para que o povo eutro no recinto das ses-
tas.
Em seguida pronuncian o Dr. Nobre um discur-
so e propos :
Se lilumine duronte tres das o paco, 03 jardms
todas os edificios mnnicipaea.
Se envi a Petropalis urna commisao daldma.
cmara para saudar A representante da loop-trio,
Sao Alteza a ttegente. ,
Se organice urna pracissao cvica pira qual so
convidar o povo afim de offertar ao ebefe do ga-
binete 10 de Marco urna corda cvica.
Se suspenda por tres das o trabalbo da expe-
diento da lima, cmara, estando presente por
duas hars de cada um dia o presideate e secreta-
ria para attenderem aoa intereases de naturesa
inadiavel.
Se envi a S. M. o Imperador um telegramma
congratulatorio, ao senador A. da Silva Prado ou-
tro saudando-o, e bem assim as cmaras munici-
paes das capitaea das provincias.
O Sr. Niziaaeno Dutr ., chefe da contadoria da
Illma. cmara, pedindo venia, leu urna allocuco
asaignada por todos os empregados.
Aa cancluil-a rompern os vivas, cbaveram as
flores e a todos OS veraadarea foi offerecido um
lindo ramalbete de lores articiaes, com la? a de
fita verde e amareilo.
O Sr. Jos do Patrocinio, conmemorando o fae-
to gloriosa que reuna a cmara naquelle momen-
to, pronanciou um discurso, a todo o momento in
terrompido por palmas e bravos, sendo ao con-
cluir applaudido, abracado e coberta de flores.
O Sr. Cardoao Pontee, ac.mpaahaado o Sr. Pa
trocalo as anas justas expansdes e declarando
votar pela proposta do Sr. Nobre, referio-se 4 dii
tnecio dada por Sua Santidade 4 S. A. a Regen-
te e lembrando que a Uosa da Ouro seria trazida
a Sua Alteza por um menaageiro especial, propos
que toase eaae inensageiro recebido por toda a c-
mara cam as bomensgens qua Ihe sio devidas ;
que ae telegraphassa ao Summo Pontfice em reco-
nneciin uto 4 distincci por el e dada ; que se
consignosse na acta um voto de reconhecimento
ao parlamento o ao gabinete de 10 de Morco, e se
ti'legiapbaasa tamb-tm ao presdante da tCepuolca
Argentina pelo applauao cam que a nacaa, de que
sentante no parlamento, prope qne se consigne
oa acta um vato de lauvor ao mesma senhor.
O Sr. Nobre, depais depriprqne o tan.
eesssio seja lavrada na llvro da ouro p.
ral-o, diz que as propoatag apresentadas sao de
tal natureza que tana a responaabilidade de
clarar que foram tidas unnimemente approvadas.
mu ir" vereaa;)reB apoiwn a deliberacas.
O Sr. Nobre diz qua os empregados mu.ncipiea
pediram para ircm inorparados saudar a apren-
sa, e que, dando Ibes parmissai, declara i-lb?s quo
o cmara ss aasociava a tio jaste miaifestaeMo.
Nada ma s havendo a trotar, depois de diversas
vivas, levantou a sessio, taeando as musieas o
bymna nacional
As manifeat.cSes do povs qae enebia a paj
municipal foram aueceseivas, a todo o momento
vivos, Adres e ace amacoes, sendo oa vereadores
festejadoa e abrafadoa.
Havism sido lecebidos de Petropalia os se-
guintes telegrammas :
13 de Maia
Ao chegar a 6horas e 45 miautas datara o
trem em quo ragressau Sua AUesa Imperial,
acompanhada do eeu Augusto Esposo esemana-i oa
hauve urna esplendida manifestaca em honra
lei que es'intmio a eseravidio.
Na estieo que eatava rioamente ornada, oca-
band-irada e Iluminada, agnardava a chegada
de Sus Alteza crescido nrjm.-ro de aenhoraf, que
a rece-erom com vivas eifloreB ao som de bandas
de incaica. I
Subiram ao ar mait s fVgaetes.
So* Alteza sequo a p tiara o palacio, n<
panhada pelo pivo, que delirautemeote a victoria-
va e que abrac 11 us principfs.
Em seguida Sua Alteza e o prestito BPnraai
para a matriz, oade iiasisram ao mes de Mario.
Neata festa, toda popular, tonjararc pute os li-
bertos.
A cidade est illumiuada o no tb atra Fl resta
honve baile pnpa'ar muifo e-ncer.
(pausan geral tatranheza a ausenV'ia ia cumia
louuieipal oeatee tssti ',
13 dersoado 1
II j-, 4a 7 boros da maohi, na eopefl^Jo
de Santa Is&bel, p.-ntGota o nteroeneio^pos:o-
liciv, coadjuv o -
Paiva.
Aa-iatiram mise Suas Altezas .e ei
mero da pessoan arrodas.
A'a 10 boras o luternancio, .enviado extruo
nario, foi a pilicio participar Sua Alteza te
Ihe o papi cont i: (o Raaa d- Ouro em croa '
uto-ata; 4 lei da abolicao d :s escravos.
Consta que s nlo agraciados: enm a ajrl
effeetiva da ordem- di Rj a o curdeal !t un
Tiadaro, sfcret-.no de Su Santidad1', cora a gri
erns da mesma ordem 1-internuncio Sp tlveriui
com a comioenda da ordem de Cristo o sea secre-
tario de legaci?.
14 de Maio (s 9 b. e 18 minutos da noite).
A cidade illunrnida; musicit, mnreht! -uv
flimbeaax, etri (i mida regosijo publico.
Saa Alteza Imperial tem re;"bi fo muitas
grariimag de loiifif-.c;o a da corte e provt
pela extiticfii da eseravidfio.
At esta hora Sm Aitezi s leve H
Soa-Mag-.'stade o lTDerad'r p-'os teieg'aaBm-!
poe se dos Srs. Freitas (oaia Barbiaa Fre tas), | ebefe ,ecebea noticia do exlinecao da escra-
Bernardiao (Magalhies & Irmio), Nevas (Zjnba)
Beajamia (iodiub;), Feraaadc (tirroso).
. A3aocicao dos Soaaorroa Mutuas Memoria
no Viaeonde da Ra Braoeo e a Soeiedade Benefi-
cente D. Pedro II resolteram Iluminar par tres
dina os edificios em que tuticci >uam as suas secre-
tarias.
O Dr. Uacedo Soares, compateoendo bontem 4
hora ro treada para a sua auieocia, declarou que
a aditiva pora boje em deaaonatracao de reg sija
pala ex'iaceio di eseravidio.
A directora e coaaelhos da A. de Scecarres
Mutuos Memoria a Bsthcr de Carvalho resolveram
inserir ua acto da sesaia de bontem a a voto de
im nenio jubilo pela promulgar;acrda le de 13 do
mee mandar a & A. Regente nm telegramma
coogratalatoriu.
A usaociacaa commemorativa da liberdade da
escravatura a-.liborou qae Suas Altezas foasem
recebidas par occosiio da miaaa na igreja do
lii-ar.o, pcl' presidente e fundadores do oasooio-
co e aceitou e agradecen o tfloreeimento dos
maentr. j M sajis*, Joio Pereira e acua collegas,
e b- o conouiso i.tf-reoido pela general
Ayrea A acora.
Reiaio-s-' hante t ujv.m^ote a closse typogra-
ih'ica, para Maointaa tSM meios de festejar o
grooae facto ai ..bolicSo, realitado a 13 Ja cor-
. ficando eleita o c fes'ejia, que corap sta das Sra. presidente, Gas-
pir de nuuz.i; 1.* sec otario, Eluatdd da S.uVi ;
2" dito, Diogo Ferrcft-a; thesoureiro, Joo di S i
o Rute; mtmbroa auxiliares, Teixeira de Campos,
Alberto Vctor, A. Eunes, Catiro Miranda e Leo-
bino de Carvalbo.
r ic que a claasa typigraphica
:e o seu festejo ua mfcaaaa da em que 1
1 o da grande comm:aaio da imprenta.
O Sr ici tii'i-ieuUura receben hontem
oa seguiuteg tetegroai
S. Paulo, 14Muitas felieitacoes. Granie 11
i .-orno papu.ar. Gov rao imperial uiuito gau-
J ilo Bm nome J- provincia da 8. Paulo c prim. nto a V. Ere oF. A. Dutra Hodrigne), !.'
vice-presidente de S. Paulo.
Maranh&o, 14 -R-c-bi telegrammas da V. Ex:
e Vou provid-ncttr pira que seja executada desde
j a Ici qua extingui a eacravidio no Brasil.
Noticia recebida aqu grandes acditmaooea popu-
lares. Peco licenca pra enviar a V. Exc. telici
lt por ter gado o apresentador na Cmara do
Moreira Aloe, presidente do Ma-
ro'ihio.
Victoria, 14Campri os ordena de V. Exc. A
le est em > xecucio e nesse seatido tenho -xp-
dido baja telegrammas e circulaiea aos juises.de
direito, muoicipae-i, promotores, assim coma s
collectorias, por lutermelio da Tnesoorario Garal,
e aos delegados de p.-licio, por intermedia do res-
pectivo ebefe.A. Lette, presidente do Espirito
Santo,
Santo*, 13Em nome do Camera Municipal de
Santos, tenba a honra de f licitar a V. Exe. por
ter sido o referendario da humanitaria lei de 13
de Maia que ba de ragarar radiante noa aanoes
da historia, patria. S*41o o Gabinete 10 da Mar-
eoFlix Bento Vianna, presidente do Cmara
Municipal de Sautos.
Ouro Preto, 14 de Maio-
* Receb noje eommnnicacao qae V. Ese. pos-
toa me hontem de estar sanccionada a lei sobre a
extioceio da eseravidio. Capital est desde bon-
tem em festot a regonjo. Pelo telegropbo especo
ordena paro qae a lei teja execatado detde j4 e
vida. Cinclue lembranda que, em vea de urna
commiasao, v t-da a caraira a Pelropos felici-
tar a -S. A. a Regente.
O Sr. Nobre declara qae era sua iatencio con-
vidar toast a cmaro.
O ar. Torquato depois de acentuar a tua alegra
e entnmiaemj pela le de 13 docarreute e de lem-
brar os ames de alguus abolicionistas entre os
quaes te destaca Jos do Patrociuio e.preaeatoo
o seguate proposta : Qua se dirija municipali-
de Mila urna meusagam agrad .vendo em
no ne da cidade da Rio de Janeiro, os cuidados de
qua tem cercado S. M. o Imperador dnraute a sua
molestia.
Propoabe mait qae ge deaominem : o largo da
Lapa, praca de D. laaboi a R-demptora ; a raa
da Quitanda, couseiheiro Joo Alfredo ; a das Oa-
rives, co.iseiaeiro Rodrigo Silva ; adiSaule, coa
selbeiri rradi; a dog Invalidas, couaelheiro Tho-
maa Coaiho ; a da Praiuba, coaaelbeira Vieira do
Suva ; a do llaspicio, couaalbeiro C-sta Pereira,
a di L.vre neut >, de Jos do Patrecinio
O Sr. Tnomaz Rabello, abuudanda as cans-
d.-raeo.!s uoa seus collegaa e faa-udu o elogio da
lei dt extinecio da eseravidio, falla sobre e. igual-
dude dos ho aeus, conclua li quo t agora tora
eumprido o teatameato esertpto uo Goigotba eom
o zangue do Rodem.i ade e que pr -
Clamava k ilaerdade, u i^uaida e fraleruidade.
Propo que se mande "ilebi&i' uui Te Dean em
aecao de g/acaa pela uaulgaco da le de 13 do
Correo
O Sr. Candido de Cirvila prapoa que se ni
meia ama eommiaso par. felicitar o se ader Dan
u jrianlo ,o pioco lieeuta de S
l.np rid r que b p-. -tj 1. loor caos-
I t esclaa a aomma recolUida para le vou
ua eataiut e pottderanao a nteetti
de difauir se a lottrtteeio popular, propda en
agem 4 extmec-io da escmvidio a creacao
do mus Unas escolas rautncip a, una na fragua-
aia ua Sania Rt e outra na di Espirito Saatt
Bata prop Sta Un meitO applaudida po p iVJ <
pela c.m ira.
O Se. Di.s 'erreiro propoa que se consigna na
acta um voto de louv .--, prop >ttas pelo Sr. Rosara s< denami-
ne-i de Sauta Isabel e Noasa Seuhn.i do Patri-
U Sr. Souto Carvalbo propos que a roa da Guar-
da Velba ae patee a denominar 13 da Maio.
Sr. Patrocinio, n, 1 as inaut-stacooi
ao eram taitas e daclaianio 11W nat qnoatll
da aboli'i nsuao nunca toi conirariado pe, aeua
ejllegas, pro,6zqu- acamara se aaaociatsa u
fettejis da itoprensa qae se devem resillar em
das seguidos qua a cmara coovidaaae es mu
niepes pira ilinmmar anas casas nos dus dessea
festejos a mais qae ta laucass ni acta am voto
de loavor 4 impreos. fliroineuae, Coniedeacio
Abolido, ista a a.ia jirnaea aooiiciouialat das di
veraat provincias e bam assim que a ma do Pos-
gtio se paste a denomiaarJoaquizt Nabuca e o
ra Fresca Julo Glapp.
O Sr. Jardim pronuucia am discarsa aptlaadin-
do a extiuccao do etcravidao e deelarmdo qae
embora confie no patriotismi dot drosileitot, es
pera qae depoit do glorioso foeto ge tornea provi-
dencits qae garonUm a traaquillidade econcor-
rom paro o sngraadeemento do lironl.
O Sr. l'orquoto Coate, depoia de leabrar oa
tarvieo do conselbero Ferreira Vianna aa muoi-
pio, de cajo cmara foi preaideote e hoj repre-
eaviaoa pelo Jornal do Comtnercii e Aatsos
Hava?.
O Sr. Visccude de Riese expeda aa Sr. Milita'
Netto um telegramma em que diz c:utinuaren as
melhoras do Imp rador, qu > eat calm?.
Foi agraciado com o titulo de Bario de Ita-
qaati o Sr. Boa-Ventura Jote Gomes.
Pifasen a ser amanuense da Ia brigada o parti-
cular do 7 de infantera Carlos Luis de Lima
Baste
Foram oomeiados es Drs. Fernanda Francisco
da Ciato Ferras e D. Francisco de Assis Masca-
rochas para lisealigarem a arrecadtirem 03 donati-
vos feitos ao Asylo Ferreira Vanni, pelo conces-
sionario das barracas estabelecidas no terreno
franteiro 4 secretaria dt guerra.
No dia 14, tarde, no campa de Sr. Christo-
vio, o general Clarinda de Qarroz pa?2 n revista
em ordem de mucha ao 2 regimpntodeartherk
a cavallo, que tormou eom quatro boteras de qaa
tro boceas de fo^i cada moa.
Depois da revista, na qual foram observadas to-
das as formalidades militares, bouve ejercicio de
manobras e de faga, sendo as manobras indicadas
pelo general.
O regiment oompareeeo commandada pelo mt-
jor fiscal, por ter dado parte de incommadado o
cemmandante coronel Ewbaiick.
Eapirliw SatttO
Aa foihos da corte publicara si segaintet tele
grammat :
Victoria, 13 de Maio '
A noticia da promulgay3^ ra le Ha evtincyto
da eseravidio fui aqu recebida com grandes fes
tat populares. Regosijo geral. Preparam-se para
esta noite passeiatas cvicas.
Parbaos.
13 de Maio,
A cidade est4 em festas. RealisoU-se urna
graoie patseiata em honra saucco da le da
extineeio da eseravidio, dorante a qual foram sou-
dados os abol -iouietag.
Ot festejas coatnuario ananhit.
Vietoria, 14 de Maio.
Contnuaram hoje oa festejas populare. Ama-
ubi coaliouaria aiuda.
A cmara municipal expedio tele^ram as de fe-
licitaco-sa S. A. imperial reg-ute, aa gaverno, ao
senado, cmara dos deputadss, aos conselbeiros
Saraivo e Dantas e aos Srs. Joaqun Nibaeo e
Joc do Patrocinio.
Baha
Datas at 16 de Maio.
Recebemos apenas o Diario de Noticias, que
t-at extensas deacrpeooa dosgrandes e enthusias
ticos festejos que all se iaaioaa celebrando a lei
que aboli a eteravidao, qoer na tarde de 13, quer
noa das aeguintes.
Por falta de espigo nao damos baja circamstan-
ciadas noticias, o que trenos depoia, limitando
noa a traoacrever o que se passara a 14, na as-
sembla legislativa provincial :
c Seisio esplendida a de baje !
At galerita e o recinto plenamente ebrios, en-
tbnaiaamo deraota em todas ot aitittentes.
O Sr. jahia -Pede o palt,vra e n'om brilhan-
tissima diacuraa analyaa o grande triumpho alcin-
cado pela patria. O orador miaturon-se na masa t
papular, aeuto no peito todas as emieo-s que sea-
tio o povo, o eoracio da patria.
Juvio o bymuo da lberdade e sentio-se uFa-
10 de perteacer a um pas tio granie.
Tarmiaa requereado atsemba quo tel gra
phe aa Sr coose'l -ir 1 Dau'aa, Cimpriin-'ntau 1 > o
e iocumbindo-o do triidusir u-o sonado o regajo
da II .ha.
O orador foi victarado com ama salva pro! 11
gada de pal maa.
O Sr, Toita n'uma eapl n i. la syaibeae tragan
a evoluclo do abj.ioionism > iesde Jos Bonifacio,
immortal pattiarob 1 da iniepeadeiicia, at E ise-
bia de Qiaiioz, ti' Uto Broaco, at Joaqun) Na-
buco, o verdad ira chafe do abolicioniumo, o Wil-
berf rce, o Buk>jiaton brasileir.1.
H-aauas ao moco eminantissimo qua fez api
pagaada gloriosa, na impreaao, noa meetingt, ao
estrangeiro, p'-raate o pa.>n.
Hosaaas a Jaaqutm Na auca. Applaasoa ao
g-nadir Dtkutaa e ao cj >e ii-iro Joo Affedo em
quem se iucarn u os aapirac3-8 da patria.
O ora lar fo > ptlo
pavo pe'os Srs depu'iioJ aotn umi expLaia de
palmas a bt
O Sr.. Agrippino cangrara'arse eatn a oagio
brazileira .a o immenao t.iimpba alcaogado
.ella .-.ctisiai nio qieria sabor se a gliria
los lib'-aea 01 los c mseVad.isa. S.be qae ella
da pat ia inteira.
O Sr. BahiaV. Er^ d heme* ? O repre
s ntaute do Diario de Ntidas est cooimauiean-
do-me agir m tato ztn r c beu telegramma que
diz que o coBtelheiro D.ntas e coasaiheiro Joi
Alfredo foram coroiioa ua aeuaio Poi um del
rio enorme, iod ac.-ip ieel, deae.om.nunal. Rom-
peu das galeras, do recinto da aasembla, dos de
putad-18, di 1 aprensa olli representada uui extra
g.r de palmas.
O Sr presidente (\s p|Eat levantada a ses-
sio. Viva a patria livre I Viva a na^ia bra-
zileira (Palmas, bravos, vivas Delirio nunca
Visto !)
INTERIOR
tSablaete f O de Marco
O ministerio de 10 de Margo receben hontem
o baptisnio parlamentar.
Est concluida a grande enscenac&o do drama
poltico, que peridicamente se repetc nesta for-
ma de institaieeg, qwndo os ministros tme sa-
nutfl e oe ministros que entrara tm de dar (lian-
te da uaco os motivos que tiveram ipara deixar
e para aceitar a posipao de conselheiro da corda.
Ao vi-iier.. bia fe-
rir o il lulagao
liomi'iis pblicos
s. Exc. figurara doraiOe mais de dous annos
.na poiti ido-a cem o b
tlenlos excepcionaes e rom aa responsa-
bilidades de quem tem a mais elevada compre-
hensao 9o do homein de Estado. Dei-
xara o poder na ausoncia do paiiameuto e, por-
a em tme aa exjdicacfl
tacto iiii'.iam de Ber forcosamente adiadas. O
ilo opi>ortii!i i chegou afinnl.
O honrado Sr. Bario : apli-
cito quanlo Ili'o pennittiain oa deveresde ex-ani-
nistro dr Ksiado, paraqui'in a trrespoasabiiii
roa nao ama ampies ficcao, maa um dog-
ma fundamental da ordem poltica As suas p-
lavras, portaolo, foram ;i expresaao dos aitonir-
fiiuMiios que se desenharnm. e Boas tostante
claro que o gabinete de 20 de AgQS irara
pela diTergencia havida eom relagao i demi
do eliefe de polica da cdrte.
So terreno da confianca abrio-se a cri
aelle foi liquidado.
Ao flostre Sr. eon-ellieiro Joao Alfredo com-
i completar a narrativa dos aronteeimentos,
eliminando a solncj ctmuidade qne se
abri na ordem Cronolgica dos (actos, expon-
do por sua vez com ti leuldadc que lili' i propria.
quando e como conbe-ihe entrar aoscenano e
' solveuacrise ti que. swctmuno o gabinete
de K
itMiui'ule um homem politieo tem devei-es
tinluos tt cainprif. coQK) easea quehontem
o oobre presidente do ronselbo.
J nao era a expectativa que se forma impacien-
te em torno deqnem tesa ama retelacao grUTe a
Eazerao paiz: em vez disa i, era antes ti esperan-
ca universa, de qne se constituir alvo, quanto
s affirmajOcs solemnes de ramma, a
prcoc dominante no espirito da vastissi-
ma aggfo le povo que apinhav
casas do parbunento.
u honrado chefe de gabinete de iO de Mareo
desem m ti eleva-
e pela lealdade tnquebrantavpl do sen carcter.
A sua situacSo ti, poi! das mais difG
como responsalbdade, mas ao mesmo empo
ra das maia inveia a definicilo de fac-
s e de compromiss qu i so tinham que aug-
nlai'-llii' ti estima
gfatidao d ra.
<> Sr. presidente do conselho, tomando o lio
dos t i moa al o ponto em que ligurara
uo gverm o 8r. Barao de Ciot i teve
que entrar naUquidagao de oceurrencias liavi-
oas at o dia 7 de Mareo; seu papel esteva ac-
tualmente circam8cripto aos paasoa que. dra
pan o desenlace do crise, no desempenlio da
tora Feita p la Au-
gusta Princesa Imperial Re? ote.
Qaanl i i sou pro
clal p : -1 o ni uncuto; e o illusl ado cb tfe !
nscroven falla do throno, na qual
estao eosubstanciadas as id e ti- ..
da nova admiu
Mis do programma do hoorado Sr. p
o conseluo, o qne ti opmie publica qneria
perfita, absoluta e se ite uestac
com ii:in illia no tii.'lo do ocitano, era o potito
relativo ao eiemeuto servil.
Pela voz di Princesa Regente j a boa aova
havia sido prodaniada; a najao aueria-a, po-
r.'.n. Iradu/.id i em urna tilliniiai-o dos ministros
responsaveis. que permdii.-sc ao parlamento pro-
rjunciar-se antecipadamente, hypotiiecando oa
aeus votos, eu antea assegurando-lhe ti aanecao
da sobenuiiti, de i|ue sao depostlai-ios.
oobre Se presidente do cotueliio \ i fati-
gou a tineii'dailr geral: do senado elle ls se que
o minisiei'io apresentaria un prnjecto em con-
lorjuidade com tis aspifacOes da naco, man
tatas por todos os sans org-ftos leajUimos e por
iodos oa iiuini'diatos interessados na questao
srrvil; -mM~:. '***
Na i-aiiitira o chafe ao gabmeta, era eontacto
directo eom o coragSo do povo, recebendo alii o
intluxo 'ii: ideas mais generosas e deaspagoes
mais ampjas, declarou que lioje mesmo seria
tipi'i'senltida nina proposla consagrando i/ liber-
d'iiir iiiaiirdiatu e incaiulicwiial los escrarui.
i.'itirs tipplausos eobrirtim as palavras. que
derramaram nos borizonles polticos eslranlia
rlaridade e lizeram por assim dizei' nina ante-
maulla ta lilaerdade desde tres seculos aniuostt-
nifiiie esperada.
Quanto ao mais que se passou diflirl resu-
mir o commentar.
HO sonada edor SUvaisa tstnslinn Cetaxoatab-
bat'ma ,de grande eonfuso dos liomens edos
principios e de obliteraco formal dos proprios
compi'omissos. Elle lllou com uloquencia.
certo, mas apenas poz cin evidencia as suas con-
tradicOes. e a falsa aprciiaco das questes de
partida com as quesie-t sociaes propiiamente
ditas. 4
O Sr. Alfonso Celso ('/ ama argumeotego
Bubtil e especiosa e acabou nti pelitica do cam-
panario natal, embora mais urna vez se ih
elevado altura grandes talentos.
Na cmara o Sr. Macirl. Uadtr liberal, fez um
discorso de ironas mais ou menos picantes e
em tota mais ou menos sentimental. No fun-
do___ou um vacuo inmenso ou una repblica
revolucionaria e auarchii
O Sr. Lotiiviuo de Albuquerque fez urna ora-
cao que piiuitiu pela franqueza e pela eolieren-
ca, mas qpe nao attingJo o ponto em questao.
A sua coherencia, porm, nao foi lgica at o
fim: o Ilustre deputado pelas Alagas deck-
rou-se abolicionista contradicho que tnuito o
honra, e. p ira achtir eompanheiros. ilcfcmleu a
cmara uo apoio que presta lioje ao gabinete de
10 de M tn; i, convencido de que preciso arre-
dar do eaminlio dos aovemos essa fatal questao,
oa antesa fatal uistUuicfto servil.
t> Sr. Dterte de Azevdo, orador tlaente, de
parase pora e cloquele, apurn no crysol de
uma argumentaeo irresistivel tedas aa questoea
eonstitucionaesem queaopposico ojulgouinais
fcil abrir brecha na sitna
Debalde investiram contra o ex-miuistro da
justica, que, na sua sua brilhante oraco, disse a
verdde tal como a comprehende um mi
'oustitucioii.il. mas nao tal cuino ti entendem re-
volucintitirios que querem desde agora instituir
o processo da rnonarchia e liqnidal-a na Ame-
rica, onde, a repblica, sem ser uma aspiraco
'irazileiros. coniiudo ti arma constante de
combate das opposices aonregas e impenitentes
sos cirros. i
S o Sr. N'abuco, como opposcionista. esteve
na altura do grande acoiilecimeiilo a que tem
consagrado a- na brilhantSUsimoa
taientoB.
Sem preoecupaces partidarias, sem impacien-
ciasque ahatem ti aspiraco do poder, sem iro-
nas que deslastran) a h buna par-
lamentar o clo.iii-iite deputa .-'iituiibuco
proferto "tu discurso, que lulunnott o partido li-
hzou tt honrad lista,
tftada ao patriotismo e leal-
dade do"honrado Sr. presidente do consellio.
O discurso do Sr. I |uim N'abuco foi mais do
que um acontecimento parlamentar, foi uma vic-
toria c >m i a de Granl em Ridimoud. destrocan-
-ul.
Por vezeso fecundo e atevantado orador teve
a sua voz potente eoberla petos applaasos uni-
aibla em pea indo elle
-se, os liberte'-. '|ued abo-
licionistas con do tora
um erro, e" de que o l'nluro da cansa abolicio-
nista que 6 \ gloria e a honra d par-
tidos e de tria,
O ministerio de ide Margo tem, pois, a es-
trada franca para a sua principal reforma ; eo
nobre presidente do conselho, pondo o seu ta-
lento e o sen prestigio ao servic.o da causa abo-
licionista, assegnroa ao seu partido mais
urna c ifl mista inernente, que fara a grandeza e
orguiho di o tasa patria perante ;t civihsacao e o
. rtum mo.
Cascio.
i Do Jornal do Con
PERNMBCC
^ m; nhia EdLet|;o
BBLATOKIO APB*:9ESTA00 AOS 8R8. ACCIO-
Nl.S'I AS NA ASSBMBI.BA QEltAI. UltUlNAKIA
DE 7 l>E MAIO I>E 1888.
(Concl'itoi
GONsTRUCgOEs A. LAO03 PRAZ08
Teuho p-r e.usado demorar-me em p3r era
evidencia a vantagoo, pira o puulico, resu'tanfe
'er torotr-s?, em ratoavel praza, doio da
caoa eos que m ra croen) quer qus, dispondo de re-
carsos qu-" permirraca-.'heopsgar na moi'co aug-
do aluguel mental, "nao possue entretanto
acumulado o capital nect'tsarn para construir
uuis ijuale pag.,l-a qni(, b3cca do cofre.
(Jreio poder astererar, tpr por i-6im diter, innata
em toda hjmen o aspiracSo de possuir, como do-
no, a esta, e, familiarmente, cunto em que mora;
cama que nmgaem te lurtar ao necesario
e&foreo puta obtd o mediante am aesrescimo no
alugiuel, durante certo numrro de annos, 10, por
exauplo, prazo mui razoavel quer p>ra a' comps-
o!ih, quor psra os seua fr
Oiter que um homem pog-i auuudlmente e du-
rante a vida quinheatoc, se cenfos, oitoientos, a
mait mil ris pelo sua babitaco e uiorre afiool
tem postail-a, uem poder deixol-o familia, po-
de, p r.um augmento modorodo na quo'a m-nsal
que hoje en'rega aoseohcrio, t->rnar-se di no, pro-
pietario do predita em que reside, o qual sera tal-
Vrz o bum nica que permuta Ihe a sorte legar aoa
tilhos, creio, upontar aos paes de ttmi'io, aos
prevtdeoles o meio simples le sdquirircm. aiada
lo nao prestes ti tattMt ua quadra oa vida
i tn qoe dos prazeres e resta a sauJade e c effac-
tira a realidade dos a. fFri neutos pr-prioa ealheias,
o recurso de que nao devem abrir tn->, para miaa-
rtrem seus Ctjitedoa e padecimentos miarais.
O priteess r'iu res.ima, o seguinte;, nas seas
toan otot g i i : quem pretender fazer urna
it"'i tm rata oit i pos^ulr junto o Beu v*lor, Ti-
ra companbia e dar ua diaaeutoas du j;radio que
des ja t'eito, discutido e aeeito o rc.inearo,
trotar o tompaobia do levantar a case paro*
qu :', u oieiuils, cifrar o mutuario, seu futuro
prourietario.
K-.'h: o A em cp tomar conta do casa con-
atruir-a -hA este dtvedi r & Comp-inhia da impor-
. qu,l BODtractoa-a, nap rtancia qae,
ujua'e fetio, dove, lio pr-.zo con bindo,
t ar ,e'tep;ga, mediante a preit:.(ao
uitnnd njua'
Vt, Sra. dlreetnres, melhor q-m eu r-abeit
o,tiu-a H: tris oinveuii'o'.es caiic a & que dave
i o mutuario pnla pite itos eapita-t
la comp milla, ot qu es luto do vena r jaroi .!. de
o oU tuo q lia a i-ntreg da ehoaa at? o
em que p.sir quta(,ti ;; Btroce*aae que to i.eei-
taveit as eeguiutes: juros reciprosot ii. 8 i U o[t
aeeiiroa'ii'lus de oeae.itr.1 ero OOflCOOtrej po-iamea-
(t meub.l, a nio .!, das qiutat itfi um iti-
aaco ; piazi atOZata de lOanins; debito mxi-
ma de 1U con'us; pao;ameutj pr.-limiu-.r, na aa-
signatara no toatrooto, do q.iarto do v-ttor bjaato-
t obra, podando esta pr.;Et .i;o garautulira
er da'a em terrenos ou proal a deviOarnetite uva-
liadas t; la roaspaobu; py---btlilade da rc-sgate
n quiilqucr tetopo
J iteso iriia teohi porescattda dem-nstrar as
Vaofa .ara o publici i .i r-.m d-'te aio-
lo de opplieiff a coiopiiibia j seu l retMMtot, nr-
t : eutretntit), p.ia etemplitijar,
- qoadi'o este relatorio appcn.o eom o
n. 11, o qaal aoastra bpm erm quinto deve
iU-ii .;!!;; .n : :r qi.ua BOOTCr i o.iiraliido para
euui a, o mirando oa taaBciunadoafot,
Btp I por 1 lO.aunos,
oa jora 3 J/j ouzuiaea aecarnuladog semestral-
ttObte
Assim o debito de 10 con tos ficar saldado era
10 aunes uieuiaati- a mensalidade do l:-2t6'36.
O quaJro mustra tambem que os pr- zos curtos
uo euiiv.em. em grral, pois. ebrigam o mutuario
MamlioWeB 1 otes.
Um deuito de 6 cautos ficar pago em 10 nonos
mediante a contribuicao mensal de 733J82, ao
pasto que pma ser Mtialeita eoi 4 snnoe d-mauda
meusalidade de l'J0jTti2.
Quaes sao as Vautag.na da comptubia nesta
operapio ?
.uitas e clarns para quem tem algum cenheci-
ment de traiibaccoes commerciaes.
P'imeiramem-.-, segundo pens, alloirao para
eila ilui'us fregueses boas, alim de reulisarem o
seu dtijo de tolos ot das, e mandarem construir
a casa em que querem morar; portanto, i.Silencia
de trabalbo e aprovt-itamento do petisoal perma-
nente que, por pequeo e b trato que seja (hoje
est rui'izi lo ao mnima e cuata 95U000 por mes)
importo im maito e nao augmentar na proporco
do accrescim), tm numero e vulto, das operacs
da ci mpanhia.
2. Da influencia de fregnezes e obras decorrem
a necessidade e vantagem das grandes compras
de material, e conseguate neots a provavel ditni-
nuicaj nos precoa de compras, porqnanto com a
certeza das obras na ha o receto de empates pre-
judiciaet, ao contrario do qae at boje tem suoct-
dido ;
8.* Anda pela mesma causa, poderia a Compa-
nhia, em breve, ter conocgai la, por successivat
eseo'haa, um eorpo de operarios, officiaes e mes-
tres de diversas classes, profisedet e aptidSes, que
nao poueo coacorreria para a b ia e econmica
ezecucSo dos contractos e teria, pela sua d.-dica-
co, direito senao maiores salaries, oaelhoret e
maiores garantas qae as qae poden otferecer e
dar oa contractantet actuaea e os particuUres,
pela peos quanto permanencia do trabalbo;
4* Desde que a companbia possuisse alguna
predios construidos uas conaices supia e tivestO
portento levantado com o seo nome o preci dos
seus titulas ora depreciados, pona em tieo e em
seu proveito, eom o devido disceruiraonto e criterio,
a grande mol chamada crdito, ou elevando o sea
cpital par meio de novas emiseoes de aegoes, oa
levantando empiesiuaos cuj garanta serismeaas
propriedades e seus contractos.
Estas coasideracoes nao si i para V3, Srs. di-
rectores, que des negocias possuis e conbeceis todos
os aegredos e recursos e sabis aproveif loa;
mas para outros par veatura nao to versados
ui 11 a quanto sois.
Faro, pois, aqui, ueste assumpto, e pela compre-
heuso que tendea uo s d >s altos interesses cuja
direceo aceitastes e tendea de bem encamiahar,
no qu' voa auxiliarei quanto em intm couber, maa
timbeui das vaot i,-eas para o publico e para a
companbia, que bao Je resultar doa coutractua de
construccin a largos prazos, cjatractoa suseepti-
veia de mil combiuacos ; confia em qae haveu
de empregar quanto esforz for preciso para qua
vingue esta idea, al em que' asse.ito o esp-ranea de ver levantar-se e
prosperar'e3ta eompanhia que digi-se o verdo-
da impaicialmeate, fructo da iuiciativa e esf ireo
ludividuaes, digaos de imitaco e muito grandes,
atrenta a diffieul lade que entre nos ba de, sem o
auxilio pecuniario mediante garanta de juro3, oa
eqaivaleuts meio, prestada ptlos poderes pblicos,
coogregaram-sa os capitaes para quilquer em-
prett
A queda dacompanhia de edificacao, Sra. dire-
ctores, nao aera s lamentavel por rauivaler
perda de uma aomuio j avultada, nao ; sel-o ha
sobretado, e principalmente para Pernambuco,
parque com ella ainda mait se retr.ibir.. os capi-
taes j de si muito tmidos, que com tonta traba-
lbo e d'ffiuuliide embarcaram-se nesta, por assim
dizer, primeira experisncia do que podam. desaja-
dados do governo, muitot eeforcos peque ios ren-
nidoa para o mesmo fim e visando, al4m do lucro
pecuniario, o proveito geral e bem commum.
' preciso, pois, que a cumpanh a reorganise-se
o marche desa'tonibrada, tendo por meta conse-
guir os almejadca fias da'sua creaco, e para lato
basta que as Srs. accionistas revistara se de um
pjuco de anim e uio dasereiam antes de tempo,
do bom xito qae ha de necesariamente recom-
pensar na eutorcoB do tantos horneas dedicados
quaes sais vos, Srs. directorea.
EoobrAhando-se na vereda qae indico deve a
e. mpanbia acercar-ee de quantoa meios concorrer
p-issam pvra o seu .uto, entre os quaes, alm doa
j apontados na correr da minba exposi;a para
eujo deaenvolvimento peco dosculpa, avulia com
certeza a immediata a impresciodivel creadlo das
OPFIOINAS
v&o poss deixar de especialmente fal'ar deste
assumpto, posto j me tenba deile oceupado ioci-
deutemente em outras partes deste lelitoris.
At aqu em cada obra que a companbia con-
struio organiaou-se urna offieinasinba volante, em
qu fiteram-se a mtla todas as obras de carpinta-
na e marninaria que Ihe faram mister.
Ora. evidentemente semelhante processo 6 rui-
noso e explica, ate certo ponto, os desastres qne
s-ffreu o capital social.
O que manda o simples botnaenso qne tenba
a companhia as suas officioas, apparelhadaslen
os machinism.a modernos para a cx-cuco de
quasi tudo que( obra de made.ra, como serras. ma-
chinas de aplainar, de abrir meios fioa, de farar,
S com o desdebramento de madeiraa tem a
companbia, at 31 de Marca ultimo, gaato, nao
serraras, 2:9Sb4HV; em mao de obras de carpi-
ras tem dispendido, at esoa data, a importante
a .ma de 17:796*896, daqaal 830175 oa mate-
rial telheirot e f jrnos do olarit, 70*300 na cato,
em' qae mora o administrador deste, 1:901 82




u
ti




.*


Diario de PcrnarabucoTcr^-feira 22 Maio de 1888
3
no sin resto n.a edifieacnes
TESSl deveri, nio .-te exeautar ..
,bn das c ostrones da companhia, mas a.oda
Jreparor, ... < mJ"0a,fC 'P'^ P3'"
tas jan'-Has, soalbos, forros, moldaras, etc., para
particulares, P>r comineada, on par* exoor i
venda P t>witM >>, cu i n .ja uio poda, as un-
de rus' qu<- lhe ikraui, as qu .es por rein rosto,
pedag.s o" itreui p q'1-.aoi defeitos poaco valem
e entuliiam o
ihdade da olii.ina da carpiuteiroi, 0gaai-
aada assim. parece-ir. i evi Jante.
Mas nao basta ella: de ve ser acompanoada de
urna forja e tenia do f-rreiro, com aprestos para
faodices ligeiras, a qual te. i moito que faser nio
somente no a\w,l -a reparo ds machinas e ferr-
is, ntas, aomo tambem ua ex cogi de m'l trba-
laos de ierro que requ.-r qu.-quer cas, cinsolar
regeos para o madeirami nto da cubera, frrolbos,
banderas, grades, portos, parafusos, calosa,
gargulhss e umi ufinidade de coasas que ora
me escspam.
Antes de lindar esta parte das minbas infor-
magoes 6eja-me pruiitt:io diaer il' a res-
peito de un H9sampto que intimamente prndese
qaestio das construcgoes quer de conta propn*
da Cnipriubia. quer ae cnta alheia : rcfirj-ine L
COMPRA DE TERREAS
Lago de cbegada e, couf.-sso francamente, ig=o-
rante do esNdode'ccmpanlHa, pareceu-me de gran-
de alcance o construir e 1. predios que -xpona
venda, Casando os segando riscos excesivamente
sm e as cndilos que maia convenientes se 1
augura*-., o-. ,
Nejt- intuito; expus-vos nimbas ideas e autori-
sssies mi n* sessao da directora de 20 de Setem-
bro de 1887 a aouaociar, como annunciei, que a
companhia reetbia propostas de venda de terre-
nos.
Abuudaam as propestas e chegamos at dous
d3 vos e eu a ir examinar dous terrenos que pare-
cern) no caso de seren comprados, caso o prego
pedido se aba'X'SSb to ct-mpativel com os recur-
. aos sociaes e se pucesse comparavel ao correte n-
praca, no artigo venda de terrenos.
Ezatuiundoa os terreno* e quando tinheis de re-
solver definitiva atata sobre a sua compra, assen-
testes em me nao aotorisard. s a comprar oeohum,
visto nao permlttirem os renrsos da compaohia
qoe se empenhasse nessa vereda e em esperar
quadra mclbor.
Conformei me, como cumpria me, com a vosa
resilu a; e retira immediawmente o annunoio
qu" c ni respeito a Psta materia inantive nos jor-
naes uf o da 10 de Novembro de 1887.
da ultima directora, oota as suas aseignaturas,
siiceesaivamente, nos das 8, 4 e 7 de Fevereiro.
S dista data em diante qaa pode o actual
guarda-livros tratar de pdr a escripia em da a
parte e pica, do 21 de Juibo para diante, cm que
t-j-Bi es negocios sociaes oorriJo sote a direeyii e
reapons.b,|iiai-i da actual directora, p:rquaoto
autos n4-> Ih : era licito, segando re nlr,
t car em ivros tea do examo e saueco
dos ix-directofes. .
Pelos balances app.-oso ooai os ns. I, 4 e D
mo presente lelatorio, os quafs ja rbrum publ ca-
los, veris que os prejuix a da compsnhia subiam,
D uiobro de 1887, elevada cifra de
51:030#l9:i, b n BOBM qM nessa data, dedazidos
10 eontos-das aecjs que cahiram em coai.ss', as
quaes dtviara j4 ter sido remetfidas, faltovam, do
capital social, reoolber 15:60nf000.
H je, feiU sempre a meocionida deduces), eo
indi no recjlheram ss ao cofrd 2:90|00J, por-
gue re&lisaiam se a 9 e a 10 chamadas.
E-'A, p-is, esgoUdo o cipital cuja mxima par-
te acba-se eiopatada na olaria, na sede e no al
moxanfado. Feliscueiite estas pagoa es tmpres-
tiaaaa, peqa sm, foitos tem j-iroa, peks 8rs dig
nos eoosoeios directores e Rodrigo Carvalho da
Cunha, por oceasiao de nejessidades urgentes, de
vendo apenas a campanhia os juios das aeces
reunidas e, no commer'io, al boje, tio somente
insignificante qaantia de OOOOJam de 722*1985
de qoe devedora a obra n 17 embargada pela
mi.uicipalidade c^nta esta que co.ivm liquidar.
Cabe nqui deixar dito e ciar', em rejpoat Ju
diciosa observaco da d'ga c mmiesi fiscal, con-
cernent ao mojo do scriptnrar a conta da ai-
antamenlos, que ests, desde o inicio da_ niinba
(ferencia, f ita de a^cjrdi enm as indicaco.-s por
-quella permutadas, tchando-se convenientemente
justificados e documentadas as chusb que os pro-
vocaran],a obra e compra que as motivarpm, com
a iodieacodos destinos que levaras, pr pessoas,
'ugar. s e poca'B.
Manda a verdade d.s fao'os que aqu fique de-
clarado que a differenca de 1:0004, encontrada na
es;-rif.tu do balanco incerrado cim a data de 20 de
Julbo, devida indubitaveimente qualqoer engao
ou omissio de lancamento, toi nodia 2 do crrente
mes coberta pelo digao ei tbesoureiro da pissada
directora quem dei recibo d'essa quiniia qu;
u'aquelle da ficou recolhida ao cofre da Compa-
nhia.
k.' aqn pertinente explicar poique feebou-se eom
o dficit e 7264 li-2, a conta da produccan da ota-
ria, no balanco de 31 de Dezembro de 1887.
Ao t ir.ar a a. tual e digaa directora contado
cargo hunreso, mas espiohoso, para que mu acer-
tadamente foi c-leita, mandou fazer um inventario
Srs. directores do aegoadario, anda qoe hon-
roso posto em que collocou-me a generosa con'
nanga dos Srs. accionistas, pego p rmissai par*
tambem na vossa prestigiosa sombra erguer o
mea b.-ado aem valia, certo, mas pleno de c n-
vicc3o, em prol da companhiis, incitando os dignos
Srs. accionistas a que vos nio negaem, isto que
a si meamos riem os recursos que sSo necesarios
para que reorgani se, medre prospere esta em-
presa to bella, pjis que, de par com proveitos pu-
ramente commerciaes, teoa em si destinos supe
riores, quaes os que visam o ioteresse e bem cem-
muns I
E' neceasario qoe ella se nao abata, que se n3o
deixe sobrepujar por extemporneo e por ora nSo
justificado medo, porquauto o cimpo das suaiope
races, as tiansaccas em que pode entrar sem
receio, os aeios qao Ib; licito recorrer sio taatos
e tSo /asios, desde que vos d os neeessarioe re-
cursos, que naj ba reeeiar se nao resarcam os
der menos de I (o ananaes, premio ajustado f
mas nJo poder nunca desappareeer, porquanto
a propra Companhia segurara contra ioeendios
suas censtrncedes, e sa incumbir do pagamen-
te das dcimas e apparelho da Drainage, resal-
vando assim toda e qaalquer eveutaahdade pro-
veniente do pouco cuidado do mutuario.
De qanto ba de ser o aagmouto to alaej i i
para os interess s sociaes ?
Sa considerarem ce as immejsas e indefinidas,
parque ndfioivis transaecoes que psie a com-
p*nhia desde j fozer, seria mister un c-ipital ex-
traordi lanamsnte grande ; mas levando em con-
ta que :
1'Na quadra presente raro e can, por des-
confiado, o dinheiro ;
2*Nao prudente embarcar logo e loo avul-
tadas aommss em emprezi, hji o segara, certo,
mas que anda nio percorrea o cyjlo todo da sua
experiencia, para fallir com mais verdade e pro
esforcarei por continuar a merecel-Bs e ser digno
da vosea pa-a mim honradUsima confiaoea
Becife,-27 de Abril de 188-.
Ricardo Mentztt,
Gerente.
REVISTA DIARIA
JNi perderei a eccasiso de dtii'.r consignad,
qne anida jolgo conveniente a acquisico de ter- minucioso de quanto recebia, invenUno ahfts ne-
renos bons e barat. b para nets edificar a com-1 eessano para o balance com que era, de ngoi^pae-
V
poi
c;
prete
tenham o terreno ou cao queiram por falta
tempo procnral-o e csco.bel-o.
Julgo que o capital empatado na compra de boas
carreaos bem situada ser sempre bem remune-
rado.
Antes de fechar este capitulo e porque occorre-
me ama bj-i-ci > que ue foi feita, posto qu j
atrs deixei o luga, m id apfopriado para retutal-a
dire que as operacoes da companhn as suas
eonstruegoes lardos prazos em nada contrariam,
antes talVHZ auxiliem ao do Banco de QsvsVto
Beal qoe to auspiciosamente tundou-se e cami-
ne n-.'sta capital.
Este tem por fino, principalmente, emprestar di-
nbtiroa quem, possuindo propriedades, d-l.'e pie
csb para tasuas industrias, ao passe que a Com-
fianbia de EdificMca\, pelis cuas construccoes
argos prasbs, constituio se urna verdadeira Caixa
Econmica, destinada aos previdentes qu*b queiram guardar, anda com algum sacrificio os
-tractos de suas economiae, os proventos, posto
que pequeos, das suas industrias e profisto s,
transrormando-cs dU dia n'oma casa de que se
T&o tornando p. s.oidores, por assim dizer, minu-
to por minuto, pedra por pedra.
Aqu pouho remete s toosideraces principaes
quecumpria-me fazer com releco a este assumpto,
para entrar nos outroa sobre que dever meu diz
aer algo, afim de dar-vos, t>re. directores, a mxi-
ma copia de inf. im..cot-a que com justificadissima
razSo esperaeB da gerencia.
V
PESSOAL
Limitaissimo o permanente e actual da com-
panhia.
Conata de um gerente, um gnarda-livros, um
administradtr da olaria, ni almoxarife e um au
xilar, e costa por mes 950*1.
Logo qn^ tomei conta do caigo que ocenpo,
vista da tffiueucia de peeoas que procuraram-me
para promett-rem me construid s e, na ignoran-
cia, repito, do verdadeiro estado da companhia,
desejoBO de bem corresponder confianc* dos que
lhe quistissem entregar a execuco das suas obras,
achu de bom ccnselho, como vos ccmmuniquei na
sessao da directora de 5 de Seteoibro de 1887, ad-
mittir como arhitecfo o 8r. Hercul.no Ramos, que
immediatan.ente ocenpou-se do risco da sede, de
diversos projectos e o/ch memos entre os quaes o
do Collegio Episcopal que deixou meu digno an -
tecessor muito adiantado e o de um cortme em
Beberbe, e dos de a'guns typos de casas, quer
preprias para a cidade, qnsr para o campo em
forma de elegantes chalet*.
Eises traGalbos acbam-se archivados e em tem-
po serio aproveitados.
Nomeei gnarda-livros o Sr. Francisco Canuto de
Boa-Visgem que tem cabal e celosamente desem-
penbado os seus deveres ; couservei para o expe-
diente de vtndaa e enccmmendas o Sr. Gustavo
Aotunes que trabalhava na casi desde a sua fun-
daco e t.nha feito parte da primeira directora e
emquau'.o commigo servio, desempenhou-se satis-
tac mente da sua incumbencia, pus testa da
olaria, como j ficou referido, na qualidade de ad-
ministrador, o Sr. Francisco de Paula Mendes, e
mantive algans, poneos, empregadoe que j func
cionavam, demittinlo, porsm, com pouea demora,
o que desempenhava o cargo de almoxarife por
nao ter a actividade que o lugar pede e sabsti-
tuil-o pelo que sotes estava encarregado do mo-
vimento das candas e carrocas e de dar aviso, aos
compradores da chegada do material que haviam
encomroendado.
Este ultimo nio corresponden s necessidadee
de st rvico foi dispensado, sendo substituido, em
Novembro de 1887 pelo Sr. Jo3o Alves Villa-Bel
la" que por ora tem a meu contento dado exseto
camprimento aos deveres enjo desempenho Ibeioi
entregue e sao a gnarda de todo o material a car
go do almoxaritado, a direccao do servico das ca-
nosa e carrocas e da descarga do no.ferial e o
ponto e fiscslisacio das obras da sede.
Tinba mais a companhia : nm mestre incumb
do das snae ebres o qual nio foi lognjpor mim dis-
pensado vista do p em que acbava se a obra n
18ultipia de certo albeia qae conrtruio-se;
outro auxiliar, especie de continao, e anda um
deseohista que conservei pelos motivos que acon-
selharam a chamada do Sr. architecto Ramos.
Por forea do estado finaoeeiro da companhia e
esa virtude do que, pir proposta minha,r<'solvestes
na s.'ssa da directora de 3 de Novembro de 1887,
dspensei o archit- oto. o Sr. Gustavo Antunes, o
mestre das obras, o deseobis'a e, dos auxiliares, o
de que por ultimo fallei, conservando, como con-
serva o de que tratei logo no cotnreo deste cap -
tulo. e que se- ve de cobrador.
Antes de pasear avante compre me declarar
qae os Srs. architccto.Bamos e Gustavo A atunes
mostraiam-se seuiprp deaejosos de eficazmente
anxiliar-me, cerno to auxilirnosme, pelo
qu daqui Ibes run. os meus agradecimentos.
O aetual p asoal da c tnpanbia digno de lou-
vor pelo zelo com qne cumpre os seos deveres,
toruando-se merecedor da mnelo especial qoe
aqu dtixo.
VI
ESCRIPTORIO E ESCRIPTA
O escript-.no da o mpaubi, l .cal em qae func-
cionamoH agora e sempre as sesses da directora,
cuja rtunio tem-se reaiisado regularmente de ac-
cordo C' ui o qne prescrevem os estatutos, ainda
nao pode inuoar-se para o predio definitivo da
sede e sbi estabeiecr-sr, como era desejo meu,
porque coagio-me, j vol-o diss-', a falta de recur-
sos sustr a sua etnstruccio.
A casa em qaeacba-se, sobre n2o ter cairm .dos
eos a 50400o de alogoel mensa!, afta os 10*1000
i i tolephooCO.
A escripia est em di., felixmtnte, ao pssso qoe
qnttndo eutrui paia s gerencia achei-a por taser
e entiegae nca cuidados do ex-guarda livros da
companbia, o qual, retirndose, havia, entreten
to, useumido u c.mpiomiss.o qae cu ^pns poeto
que tardiaaieni.), de pol-a em dia na parte refi-
rentu paasaoa airtetoria, quero diaer, de 20 de
Julbo de 1887 e resttmo sne m SO de Janeiro
e restituio-ine em 20 de Janeire os respecti
tos livros que aathenticaram os dignos memoro*
a entrada, os juaes foram n'aquella pega, logo
no balang t, reputados como e pelos pregos de pri
meira qualidade.
Ora, s iceedeu que a che! do Capibaribe, em
Agost', qual j alludi, circnmdou at boa altura
tala caieirsB e at d'jmancbon -as, estragando
quisi totalidade do material nellas conservad^, o
qual foi qnasi todo, nem poda deixar de ser repu-
tado refogo ordinario, tanto que foi reaimeute ven-
dido, algum per muito menos qae o prego conside-
rado no inventario, sendo empregados en at'rro,
p >r imprestaveis 4 prego de 6.
rame, creio, impossivel em 4 mezes fabricar
material em quantidade e por pregos taes que-, dei-
xando mxrgem para cobrr g3o, a qual corrobora a indeclinavel necesaidade
da madaega da fabrica, offerecessem ensanchas
lucros : o praso era muito curto, ncm estava, com,
na-, est a olaria em coodigoea de o.viar de prompto
a desequilibrios/a1 8,os quaes dao-seainda as mais
bem dispestas e appirelhadas offi:inas, quant-o mais
ii > nossa que v se iSo desprovida de meios, como
j deni' DBtrei, e est boje entr gne a miuha direc
.,-S'> que ainda agora nao tem e portan to menos ti-
nba n'aquella quadra, .necessaria e mdispensavel
experiencia.
Soppjnhi qu?, httentas as expostas rat-.s, con-
viris em que, se nao proporcione! lucros, nao dei
prejuisos a C mpaohia e pns sombra vossa res-
punsablidade.
Em 10 de Fevereiro ultimo iffi.ei aos digaos
membros da commiseo eleita na ussemb'a geral
do 1' de Margo de 1887, pediodo Ibes que vuesem
este escriptorio is .minar os livros e cun utos,
fim de dar.m respeito d'elles e das centas apre-
sentadas o respectivo parecer que ha-d. ter exhi-
bido prxima assembla geral dos Srs. aecio-
nist.s.
Communicantm me cfficialmente os Illms. Srs.
Dr. Antenio Carlos de Arrnda Beltrio e Joe Be
serra de Barros Cavalcantf, respectivamente em
18 e 12 de Fevereiro que, por motivos justificados,
nao podiam dar desempenho ao mandato de que
haviam sido incombidcs.
Por torga do 2' do art. 14 da lei n. 3,150 de 4
de Novembro de 1882e do art. 60 do decreto c.
8,821 de 30 de Dezembro desse mesmo anno, leve
isso ao conhecimento do digno e Illm. Sr. commen-
dador presidente damcretissima Juntado Commer-
co, o qual sem demora providencian em ordem
ccostituir de accordo ".com a lei, nova comrnusSo
fiscal.
VII
COMMIS'O FISCAL
Foram escolhdos em sabstitoigao dos membros
eleitos que escosaram-se, os Illms. Srs. accionis-
ths c >mmend*dor Josquim Lopes Machado e Se-
bastiano Lopes Guimaries
O ultimo, em cfEcio.de 24 de Fevereiro ptrtici
pou-me e kvei ao conhecim nto do Iilm. Sr. com-
mendader presidente da Jnnta do Commercio, e
sempre de accordo com a lei, que nao podia por
motivos justos aceitar a nomesgo, pelo qae fui
substi uido pelo Illm. Sr. accionista Francisco Xa-
vier Ferreira em qoem recabio a escolta de quem
era o competente para faxel-a.
Ficou portanto constituida pelos Illms. Srs. ac-
cionistas Joo Rodrigues de Monra, membro eleito
pela assembla geral e commeodador Joaquim Lo-
pes Machado e Francisco Xavier Ferreira, mein-
bres eccolbidos e nomeados pelo Illoo. Sr. commeo-
dador presidente da Jonta do Commercio, em 24
de Fevereiro.....a commisso fiscal que tinba de
examinar a escripta e as contas da C.mpunhia at
31 de Dezembro de 1887 e sobre ellas lavrar sen
juiro.
Descmpenhou-se ella, como era de esperar de
to prestrnosos accionistas, de modo caDal, da sua
melindros* trela, entregando-me em 3 de Abril
o seu par-cer datado d- 31 de Margo.
Ia-continenti, segando determina a lei das Be-
ciadas Anonymas, remetti, em 5 d'aquelle mez,
as copias qae ordena remettsm-se Junta do Com
mercio e maodei publicar una folbas diarias os
documentos que exige sejm publicadas.
Comparando as datas cima declaradas com
o disposto no artigo 76 do decreto n. '8,821
j citado, veris e alias j sabis, que nio vos fui
possivel dar, como desejavamos todos dar, iu'eiro
e rigoroso enmprimento do qoe se contm no art.
30 dos nossos estatutos, de sorte que foi impossi-
vel convocar para dia do mes da Margo e fui inc
viiavel mudar para Maio proxim futuro a reunio
da
VIII
ASSEMflLB* GERAL
Explicada como fie >u e com iuteira verdade a
e>iusi do su retardamento quj ce nao or
meu da vootade de ningaem, pas, era de-
sejo geral que se ella iffecuasse no praso dos es-
tatutos, e ios exelusisamente devido superveoi-
entes e nevitaveis, porque imprevistas, cansas oc-
casionaes que, com a rigorosa observancia da lei
das Socit dades Anonymas a qual tem ioconunssa
Drefereucia sobre nossoos estatutos, d terminaram-
n'o,devo entretanto deixar patente qoe filemos vos,
Srs. directores, a digna commiaso fiscal 6 por ul
timo eu os precisos estrete para n4o incirrermos
na involuntaria taita commettida, a qual, pelos
expestos motivos, deve ser relev .da.
A reonio, em assembla geral, dos Srs. accio-
nistas em qaalqaer oceatiSo motivo de jubilo
para os di.ectores que d'elles receb-ram o honroso
mandato de zelar. m os seus interes-ea, os seus
capitaes; no actual momento, |. .rm, daudo
vos, na medida da minha poaca capacidade
qae se nio capara eom a minba muir v ntade
de hem e eficazmente auxiliar Vos e corresp m-fer
coofianga em mim posta pela Companhia, os es-
clarecimentos nao sei se mu.t-.s ou pouc s, se a..ro-
veitaveis oa mi, aqu ex*ra os; abalaogimea
asseverar que a prxima assembla geral d ve
ainda mais ser desrjada e appUn li *a, onrqu-' ha-
de sem davida proporcionar sua digna < h nn
da directt ra os meios que *\i iudisoensav-ia para
qae leve a Companhia por veredas prosperas o aos
proficeos resultados, de qae to merecedores sao
os, indubitaveimente, proventos de porfiado e hon
rado trabalho e sssmsmdos tractos de perseverante
eeooomis, qoe nella aarto empenbad s.
inexperiencia ioseparavel de tado qae nasce e
c^mega
Com o vosso merecido prestigio, Srs. directores
vos fcil convencer aos Srs. accionistas de qu i
no sea proprio interesee deveai qaanto autes habi
litar-vos a tatisfaser s mais urgentes.
IX
NECESSIDADE8 DA COMPASHIA
Sao estas, recapitulando e resumiudo o que an-
teriormente ficou dito, e sem eatabelecor preferen
cias por qae devem ser simultneamente attendi-
das, servindo aqu a numeragao apenas para au-
xiliar-me a exposigio :
1."-Organisago da olaria da Torre, devida
mente montados os appareibos qae faltam, con-
struidos os caminhos, adquirido o material rodan-
te, levantados os fornss, comprados, estabelecidos
e harmonisados, em surtan, os indispensaveis
meios e apparelhot de trabilhos de qae carecemos
para pol a no conveniente p e estado de attendor
ao que d'ella esperam a companhia e o publico,
mandaado-a, logo qae possivel seja, e sem parar
a produegao, para local mais conveniente ;
2 Concluir a *4Je e ahi reunir todos os ramos
da admimstiagSo ;
3.So terreno da meso sede assentar is dif-
U rentes cfficinas de .arpias, torneiroa e ferreiros
e fundidores, modesta-; mas completas qaanto pos
sivel ;
4 Contratar quanto antes e sobietudo con-
strucgS.'S de canto alheie por pagamentos mensaes
e a largos prazos ;
5.*Adqnirir terrenos baratos e b ni situados,
para vndelos por pregos modieoB.
Por f minha, Srs. directores, vos assevero qae
com este programma e com estes fias e meios nio
vejo c mo poss deixar de auferir a companhia
razohveis lucros do emprego e empate dos seus ca-
pitaes.
Para tulo isso, e visto aebarem-se esgotados,
porque immobilisados os recursos pecuniarios da
empaobia, claro qae tornase argente e mxima
nec.-ssidad i do
AUGMENTO DO CAPITAL
Eis, no entender de muitos, a grande difficulda-
de que vos ba de tolber os passos, Srs. direc-
tores
Na quadra calamitosa que atravessam a agri-
cultura, o ommercio e qoantas industrias ba na
provincia, uao serei quem diga qae fcil a tarefa
de adquirir mais capitaes que venham em auxilio,
imprescindivel, do que embarcou-se e, se nio I8r
soccorrido, naufragar na companhia de eiifiea-
gio, nio.
Bem sei que esta difficuldade grande e dase,
talves, mais ; porn nio somente, aqui em Per
nambuco, se nio em todo o imperio, on le os capi-
taes, com c emprego seguro e fcil, em apolices
geraes ou provinciaea, que nio demanda sagacida
le alguma, nem intelligencia ou pratica dos nego-
cios, com moito casto e medo, aventuram-se em
empresas ; mas estuo tambem convencido de que
es Srs. accionistas bao de sem esforgo perceber
que, se nio forem es propries a auxiliarem-se com
o noDre fin de nio serem perdidos os dinbeiros
que tio generosam nte empregaram na companhia,
nio polerio contar com estranbos aaxilios, pelo
menos, com desinteressados auxilios.
De facto, porque hio de es de fra que na com-
panhia nio teem nem um ceitil, viramparal-a na
sua queda, se perceberem que vai cahir, aem ou-
tros lucros qoe nio os que "porventnra venham a
caber aos primitivos e actuaes accionistas ?
Esperar tanto desintercse levar multo alm
do provavel a crenga oa generosidade humana em
assumpto em qae fcil perceber resaibos, ainda
que disfarg-idos, de lacros, posto que remotos.
E' de veras angust, sa a minha sitnacio : creio
sinceramente no porvir da companhia ; vejo que
sea actual estado desulador, mas susceptivel de
recompor-se ; nio devo, para nia aer mo cimpa-
nbeiro, cem as minhas soturnas r< fl -xes, quita
amedrontar aos que sem ellas fossem talvez ani-
mosos ; cumpre me dizer-voa com verdade e sem
ambages o qoe si e pens. Por onde seguir ?
Nio trepido, nio sei trepidar quando teoho em
frente a mim respeitabiliseimos, legitimes e grao
des interesoes, cuja guarda em parte me foi con-
fiada ; direi a verdade, anda qae dar, sem refo
Ibos, sem di&fsrces, porqae dirijo me a vos, Srs.
directores, que sois horneas praticos nos negocios
e vedes n'elles mais que eu e haveis de i compa-
nhia transmittir intacto o mea sentir ; nio porque
paregs-me que o devais admittir e cimpartilhai.
mas porqae julgo caberme o dever de Ib'o mani-
festar, pelo vosso intermedio, pas qoe os nossos
estatutos mandam qae meu relatono vos teja di-
rigido ; assim como tem ella o direito de ioterpel-
lar seo gerente sobre o modo por qae v os nego-
cies seciaes e o sea encaminhamento.
A occasiio solemne e critica; mas turneas
nt Mugentes e conseios dos encargos que tomaram
em relgio aos preprios interesses e com respeito
aos da sociedade em que vivemporque aventur-
me a asseverar, censuante com o mea intimo pen-
sar, qae no actual momento em si rene a compa-
nhia de edificagio, por motivos obvios e j expen-
didos, os interesses de tado que fr, em Pernsm
buco, industria e iniciativa uidividuaes, sem auxi-
lios dos poderes pblicos bomens esclarecidos e
convictos desees encargos, repito, nio podem, nio
devem recnar ante um pequeo esforgo que ba de
medrar e sboodar em froctos e beneficios sem con-
ta para esta bella trra qae, sem ser minha, tanto
.stimara servir.
Srs. directores, o estado da companhia evi
dentemente man ; negal-o tentar Iludir aos qae
merecem, pelos seas sacrificios, qae se Ibes mostr
a verdade.
A companhia est sem capital, sem meios de vi-
ver portanto : se lb'os nio derem novoi, morrer,
porque j est muito definhada ; o resto, o resti-
nbo de seiva que ainda a alimenta pouco para
reanimal-a ; est eomparavel planta que nia
medra nao porqae lhe'nio offerega o seio a mater-
lerra, mas porqae negsm-lhe cariaba* os orvalhos
do ceo.
Eis, Srs. directoras, empenhai em beneficio da
pobre oa vossoe prestigiosos auxilios, lembrai vos
de qae nio coacorreis somente para o levanta-
ment da companhia e revalidagio dos capitaes
neila empregados ; mas tambem para qne fi. n-e-se
nqm e u'aqui ezpanda-se para o i.orce, no espirito
nublico, a creoga verdadeira em que da 00*gr*ga-
o e congr comento de mui'os esforcosinhos tive-
iaa miel jas en rae torgas que prcdusiramo pro
giesso moderno o qoal porsonifica-ae, eloqueote-
meate bymboli**-so no pujante povo dos Estados
Norte Arencos, que admiro cim enthosiasmo,
porqae tambem sou e com i-rgulho americano !
Us Srs. accionistas 8*m da vi da vos hio de at-
tsn'l-r e seguir.
Quaes os meios mais adeqaados eonsecacko
do augmento do capital ?
Diversos :
leAugra-nto de valor de cada a:gio actual
oa proporgi i q'ie f jr nocessaria para atcaogar o
qu .ntum pedido ;
2(Einis-i de novas aegoes at o quantum pe
dio, lomando oada aotual accionista, nella, nu-
mero proporcional ao das que pissoir, salvo o di
nto de ceder eada um 3a p-.asoa as qae lhe cou-
berem ;
3*Emissio de aeces prefereaciaes eom juros
certos determinados, alem d .s lacros 4 qae, como
as primitivas posnam ter direito ;
4* Levantameoto do um emprestimo para o
qul d^verio, creio eo, ser pref-riJos os proprios
accionistas.
Evidentein'nte o* prefer veis sao os dous pri
.porque u oo-ram o actual capital Ou
c mpanhia, sendo al las justo qoe si snesna re-
c irra para atrav.-ssar i-sta apertada sita, gao, qaan
do certo e loooacoaeo que nao pode correr grao-
de ou antes o nfaum riso o novo capital, emprc
gdo, c m fie dito, em constraogoes & largos
praaos sjsajg pg^m-oto fica desde j garant lo
pe imm.-. Hu embolso do quarto do seo valor e
mais pea byp rheca qoe eompanhie. as prende
at total tztmooio de debito.
O capital assim eapregado poder, ao caso de
prejuisos at aqui aoffridos, devidos em boa parte priodade, da eua nexper'ecia, da aprend M
inevtavel, era causas hamsoas, a qu:il em toda a
parte, sejam qaae forem os hora :us, casta tempo
oa dinheiro e frequontemente am e outro.
3-Pravada, pelo felis ext-o das coostrocgfies
e operaco.-s proputas, a viabilidade da vereda em
qae desejo catre a ompanhia, fcil ser, segando
parece-me,- operar aovo accrescimo.
Julgo qu coovem agora apenas pedirdea, Srs.
directores, o accrescimo de
200:00!'1003
APPLICArJO DO AUGMENTO
Deste capital soni parte, tilvez Sos 50 003*1,
empregada em pr .motifijir a sede, a alsuua, as of
Reinas em ordem orestarom uffiiasmeate os ser-
vgis qu> devem d^sempenhar ; e parte, cerca de
150:000/000, as edificagoas largos prasos
Tem-se me objeotado qae para ease fim insi-
gnificante esta quantis, a qual dar apenas para
20 eonstruegdes, e essa objeegio foi a qae infeliz-
mente actaoa no animo da primeira directora
qne se deix io preuder e encantar palas altraben-
tes e .fallases promestas de lucros immediatos,
quasi sem empate de capital, eom que colberam
n'a as coasteaegdas por empreitada de prompto
pagamento.
Persnte mim tambem nos primeiros tempes em
que cogitei dos meios de levantar a compaobia,
ergueu se esse espectro ; mas a rtflixio, o pensar
diario e persistente nos modos de mostrar-me
grato aos qae aqu coll icaram-me, firmaram-me
afiaal oa crenga de qae nao eolhe a objeegio, so
pesadas as condignas presentes da companhia e do
mercado.
Com efivito, edmitti, seohores, qae ooj dous oa
tres primeiros meza contractam-se eonstruegdes
queem numero e importancia absorvam os....
150:000*1 e deviam fiear pr.implas em 12 meses.
Julgaes, por veotura, que pouco ter qoe faser
a companhia, para ^ ment aos seas contractos, levando por diente s-
maltaoameote 18 oa 80 obras esparsas pela ci-
dade, em quadra em qae ainda cogita de organisar
os seas meios de trabalho ; o'ama praca como es-
ta, em qoe, a'um momento dado, falta todo, desde
o caibro at o modesto ferrolho de embutir, como
ha poaco saccedea-me ; em que difficil congre-
gar rpidamente e, tarefa ainda mais ardua, con-
gregar no interesse das obras, operarios bons, ar-
tfices peritos e mestres donos do seu officio e ce-
losos e honestos no desempenho dos seos deveres ?
Maver cabega em que entre a absurda suppo-
sigio de, elevado n'um dia o capital, p>der no ou-
tro apreaeotar-se cm campo a companhia armada e
prompta de tudo de qae ha mister para trabalbar
proficuamente ?
De certo nio.
Sabis, porque tendes feito obras, qoe a menor e
mais insignificante reqoer mil cuidados e importa
na acquisiglo de innmeros objectos : como ha-de
sem demora, em 20 aonstrucgSes, empregar aquel-
les e obter estes a companhia qaa dos aprestos
materaes e bomensindispensaveis em qoaesqier
c instruecoas, puncos possoa promptos do primeiro
chamameoto ?
Dever faser de afogadilho grandes compras de
madeiras, de cal, de areia, do ferragens, admittin-
do, o qu: nio exacto, que todo abunde no mer-
cado?
Convir acercar-se de nomerose pessoal, apa-
ohi>odo direita e esqaerda, sem escolhi e
esmo, os seus operarios ?
E' obvio qae todas essas interrogagoas s mere-
cemnio.
Logo, admittida a grande coocurrencia qae deve
ser esperada, para maia de un anno bastam os...
150:0004000 destinados s coastruegoas largos
prazos, se os quiserdes maduramente empregado.,
devid.mente otis aos interesses sociaes.
Si coosegoirdes, como de certo baveis de con-
seguir este augmento, ten^e per certo que na reu
uiio da assembla geral qoe se ha-de realisar em
Margo de 1889 podareis com deaassombro e orgu-
Iho tallar do
XI
FCTCBO DA EMPBESA
ConclutUo
Alcaogado este primeiro augmento para mim
indubitavel e prospero caminhar da companhia. -
Vejo-a, em tempos nao longiqaos, com es seus
titulo* bem catados e procurados como bom, e otil
emprego de capital.
Pela perteigSo das suas obras e exaegao oo cam-
primento de seas contractas, starefadissima com
ellas e j quasi sem tempo para encarregar-
se de novas constrneges largos prasos, ha-de ser
moitissimo procurada pelos particulares qae dese-
jarem e poderem construir mediante paga imme-
diata, aos qnaes Iba ser entio fcil offerecer,
seo torno, com a solidez, bellesa e boa disposigia
das obras, vantagens pecuniarias fra, absoluta-
mente fra dos recursos dos demaia constructo-
res.
Abrir-ae ha aove campo i sua actividade e n'elle
ser-lbe b justo auferir rasoaveis lacros e prestar
ainda maiores beneficios pblicos.
Refiro-me ao embellesacuento e sanificagio d'esta
capital tio bam dotada pela natoresa e maltrata-
da pelos borneas.
Quem nie v a argente necetsidsde de recons-
trairem-se e alargarem-se roas ioteiras do papulo-
so bairro do Recite, coragio do patritico e forte
commercio da provincia, e de outros ?
Quem nio percebe que, n'*>te clima quente,
do nltimoe mximo interesse para assde publica,
principalmente para a ds criancinhas qae eres-
cem estioladas, logo doentes, entre quatro paredes,
sem sr, sem las, envolvidas n'ama redoma de hu-
midade, a existencia, logo a creagio de numerosas
pragas arborisadas, as quaes de manhi cedo oa a
tarde, posto o sol, vio ellas e com ellas as mies, os
paes, oos laceres qae ficam do labotar diario, read-
qoirir f.rgas, desenvolver saque oussoem, alegrar
o espiritoe a alegra e o riso sao em geral indi-
cios de boa sier-p-iusar no verde bellissimo
do nosso arvoredo a vista caugada pelos ardores
'do sol e calor tropicaes ?
Pois tudo isto est dentro do circulo de operarios
da companhia, qne para esse fim eom facilidad.-
alcangari dos pod res provinciaea e municipaes, e
quig dos geraes, favores espeeiaea qae lbe nio de
verio ser nem regateados e moito meaos ne-
gados.
Habernos todos qae a provincia sent muita ne-
cessi lad" de muitas obras e adificios cuja cons-
truegio pem embargos o seu precario estado finan-
Ciro, como casas p.ra esc .las publicas, estaces
para seus postos polica- b, mercad >s, calgamentes,
Th"8'.uro Provincial, casas de cmaras, e porqae
ni i ? estradas de rodagem e de ferro etc, ete.
Pois ainda tado isso p le entrar ni mbito em
qoe vive a companhia, a qual com.dobrada vanta
gem e at rigorosa oorig^go dever ir ao encon
tro empregando n'^ssas obras sens cauitaes de qoe a
provincia a re. m .olear m 10, 15 oo 20 aunos,
ficanlo tfta, por -ssa forma, armada dos meios de,
com s-us nctoaes r.-curs e e at c m visivel eco
uomia, aiteader ao qu pedeai a boa marcha do
a- rvig publico e os inieress.-sd.-e eidadi s, os quaes
pagam imjost-s para tere.a todas essas cummodi-
dales e regalas.
Por essa man-ira, a provincia, tomando se mo
tuaria da compinhia que, attendeudo ae grande
de.enk'olvi n-ut i d taes t abaibus pblicos, deve-
la r-dnzir a 6 e 5'/* jar >a d s seas capitaes
n'elles emprean '8, pod-r em dois oa tres annos,
cm pouCo lempo en fin, e c m relaCiVamaote pe-
qu-n r-n.bj'so auuua', tas r tantas ..Oras, erigir
autos i-dificios blico.
Ch-gii-l ao term da m.nh* exp.sigio.
AJongaei-oae rlv-s domis, p iqoe parecen-ms
que devia p -1 uj.uha parie m .trr-vos em qoe
aaaento minhas Bfassasi ep rangas no p .rvir da
companhia, cumprinilo m ao lueomo teuipo nao
deixar pairar duvida a. rspirito de oin-
guem resp'it > oo seu salado oo memen'O actual,
p,r uuuoa lanp.r.-m m pecha de desl-al.
Fi-.a uarei este in.'U ro alono Srs. directores,
a.radeeeodo vua as att- ov a qae at boj- me ha
vea d.spe..sado e prusnetieadi-vo*, e.m f e des*
A ande de s*. H. o ImperadorO
Jornal do Cnmmtrcii da corte publicou os legaia-
tes telegrammas :
M lio, 13 dt Miio.
S. M. o Imocradi r do Brazil cootioa mejo-
rando. A molestia segoe curso normal, de car-
cter asss s .tisfactto,
L .odres, 13 de Maio (s 12 horas e 10 minutos
da tarde.)
ido do imperador D. Pedro II mais favo-
ravel. Esperangas de melboras socan toadas.
Petropolis, 13 de Maio.
S. AI. a Regente aoaOa de recebar os segua
tes telegrammas :
Milao, 13, s 8 h^raa e 25 minutos da manhi.__
A febre cessju quasi completamente ; o estado
nervoso acalmase.Cbarcot. Semmola.Gio-
vaoni,Motta Miia.
Mili*, 13, s 10 horas e 20 manhiMelboras
progressivasCoareot. Semmola. Giovanni. -
Motta Maia.
Paiiz, 14 de Maio.
S. M. o Imperador est sem febre e reenpera as
forgas.
aiiioridndea polielaesjPor portara da
presidencia da provincia de 18 do corrente e
proposta do Dr. chele de polica de 16 e 17
foram nomeados :
Subdelegado do districto do Carueiro do ter-
mo do Buique o cidado Loureuco de Andrade
Cavalcante, em substituico de Francisco eni-
cio Cavalcante, que pedio exonerago.
1. supplente do delegado do termo de Taqua-
retinga o actual 3. supplente Manoel Joaquim
Bezerra da Silva, em substituigao de Manoel
Florentino Bezerra Cavalcatru'. que foi nomeado
supplente de juiz municipal.
Para a vaga de 3.- supplente daquella delega-
da, o cidado Joao Mendes Bezerra Cavalcante.
pernambucaoo qne presentemente dirige os deoti-
nos do govemo. (A*.igoado).-0 coefe de poli-
cis. Francisco Domingoes Ribeiro Vwnaa.
S. Exc. o Sr. c nselhe'ro Joao Alfredo respon-
den em lata de ID o segante :
Ao Dr. ohef e polica.
a ap.e?eut>.r empregados sua secretaria
xprees&o meu profundo rtetohecimento felicita-
(Oes dirigidas.
(Ajanado)J.ij Alfredo.
Mnlleaita,pa._Antehonte|n Q ma gr
interino-chete da i ^ccSo da AI (undena, fui
alvo de urna, bnlhante maoifeatacto, por parle
Srs. empregados e despacbautes (kmesoia
repartigo, o quaes ollereceram aS. s. urna es-
liiih.i d*>prata epenna de ouro c mais ou-
tro mimo, en pean de eetna e cotuideracSQ
para com esse disiinilo fmiccionario. eonvi-
'laiidii S. S. nessa iiceasio aquelles eavaUtekos
para um delicado copo d'agua onde lrocaram-s
diversos brindes.
l're|u>-zln de *. JunAcaba de seror-
ganisada urna e mmistio com o fim de promover
nesta fregoesia urna tubscripgio, cojo producto
str applicado orna linda e importante lesta, oa
mesma fregaezia, tm soleo nisagio a extioegio da
escraVdio no Jrasil ; enjo pngramma, eir pre-
viamente auouociado. j
C m^oe ee a commistao dos guintcs Srs.:
Capitio Pedro Jote C rreia.
Capitio Antonio Fernsod;s do A.baqoerque.
Capitio Juveocio Aureiiano da Cuuba Cesar
Por portara da presidencia da provincia
de 19 e proposta do Dr. ehefe de polica da
mesma data foi demittido a bem do servico pu-
blico, Antonio de Borba Coutinho do cargo de
1" supplente da subdelegada da freguesa de
Santo Antonio desta capital.
bameaasemAlguns amigos do
Sr. conselheiro Joao Alfredo Correia de Ofiveira,
entre outros os Exms. Visconde de Loyo, viga-
rio Augusto Franklin Moreira da Silva, Drs.
Gaspar Drummond, Silveira, Barros Guimairs
Joo Virara e Seanra lembraram-se de signili.-ar
por um modo condigno ao notavel pernambuea
no, que se acba i frente do govemo do paiz e o
chele poltico da provincia, a admirayao e re-
conhecimento, de que se fez ctedar o grande
Estadista, pela lei da abolicio.
NSo intuito d'elles abrir urna larga subscrip-
fio ; nao quer isso, porm, dizer, que nao ac-
ceitem os offerecimentos expontaneos d'aquel-
les, que queiram associar-se essa demoustra-
Co, e neste caso podero dirigir-se ao Dr.
Silveira, que para isso foi desde logo autori-
sado.
Joaquim !\aburoL-se no Pas a de
15:
O Sr. depatado Joaquim Nabuco fez hontem
urna visita ao Sr. consuioeiro Joaa Alfredo, para
siguificar-lha pessoalmente a gratilio de qae os
abolicionistas lodos se acham a.limados para com
o mioisterio libertador. O Dr. Joaquim Nabuco dis
se entio ao Sr. conselheiro Joio Alfredo que nada
podia exprimir o aprego em quo, depols de n. ve
aunos de coostanta propaganda, elle tem a ioter
vengao da Priaceza Imperial e a dedicagao do mi-
nisterio 10 de Margo a favor dos eseravos e gra-
gas s quaes o Brasil boje orna nagio livre ; ac-
cresceotando que, como pernambucano e depucad-.
da capilal de Pernambuco, lhe era particularmen-
te grato ter sido a escravidio extiucta oo Brasil
por um filbo de ana provincia s.
Bonsi de ouro O < Jornal do Commercio
de 15 d a seguinte noticia :
a O Sr. Internuncio Apostolizo iocombio ao Sr.
con-eih-iro Ferreira Viauna, ministro da jastiga
de entregar ao Sr. ministro de estrangeiros a par-
ficipaeSo official de que o santissimo padre Leio
XIII agracion a S. A. Imperial Regrnre com a
Rosa de Ourorae* raras vezes conferida por
Sua Santidade e t f-ita a soberanos da maior pie
dade.
A Santa S qniz abengoar por este modo a obra
da emancipagio dos eseravos, dis'inguindo com
orna graga especial a Princesa Regente do Im-
perio.
ARosa de Ourofoi abeogosda pelo Santis-
simo Padre na baslica de S. Pedro em Roma no
da 10 de Maio, qaando a igreja celebra a aseen -
yio do Senbor >.
Tjporapbia Nacional E' anda do
mesmo jornal a seguate :
> A data de 13 de Maio torooo so definitiva-
mente legendaria para a Imprensa Nacional do
BcajtiL
Em 13 de Maio de 1808 foi creada a Imprensa
Regia, hoje transformada em Imprensa Nacional,
e an'ehontem, sps 80 annos de existencia, quan-
do celebrava se essa data, dupla emogi-o rejubi-
lou rodos os empregados deste estabelecimeato.
Reeebidos s 9 horas e 20 mnalos da ooote os
origiaaead* lei o. 3,353 daqoella data, qoe ex-
tingua radicalmente o captivero, foram distribu
dos aos artistas Maooel Germano Brandio e Ame-
rico Jos L?ite Pereira e compostos em typo com-
pltamente novo.
Au tirarem-se as primearas provas, em am prelo
Ingles (de Harrild Sons, todo pessoal rodeavao en-
carregado desse trabalho, o operario Manoel Joa-
quim da Caoba Telles ; e ao* desligar-se o papel
da compoaigio boove verdadeiro eathasiasmo, qoe
se tradasio em vivas, palmas, etc, entregando o
commeodador Aatooio Nuaes Galvio, administra-
dor do ostabelecimento, ao Sr. Telies a seguate
coogratalacio :
Ao primeiro impressor da diamantina lei da
extioegio da escravidio no Brasil, ao Sr. Manoel
Joaquim da Cuuha Telles, comprimenta o pessoal
de servigo no Dinrio Official Rio de Janeiro,
13 de Maio de 1888 (Segaem-se as asaigna-
turas).
Por esta occasiio oroo o Sr. Maooel Germaoo
Brandio, qae coDgrataloa se com o commeodador
Galvio e eom o auditorio por motivo de tanta sa
tisfagio para os b.asileiros.
Feita a leitura pela mesada terga, formada dos
Srs. Jts Artbor Boiteox (revisor) e Carolioo das
Cuagas Werneek Franco (coufereot), foram, de-
pois de emendada a composigio, tiradas cinco
provas emsetiin, lembranga esta da oorporagio ty
pograpnica, que, representada pelo ehefe da im-
pressio, Sr. Desiderio de S e Almeida e pelos
compositores Procpio Lacio Ribeiro Rusael e Ma-
ooel Joaquim da Cuuha IMIes, offereeeu as ss fo
Ibas da maobi do b .o'einJornal do Commeraio,
O Paiz,.G> e ao commeodador Aotonio Nuaes Galvio.
Usen eolio da palavia o Sr. Telles, qaefelicitoo
o administrador, que frua a grande fviici lade le
ver o material typographico .abncado na Impren-
sa Nacional empreado na perpetuago de facto
tio elocuente e boaroso para o Brazil.
Ruidosa e prolongada salva de palmas saudoo
o orador.
No livro doPontotoi laogada a seguinte no
U:
Foi hoje lida oesta reviao a le da extioegio
da escravidio no BrasilHilario Peixoto .
A rrviso obteve os componedores, linhas, lapie,
typos (iuclu iv rubricas;, tinteiro e peonas qu
serviram com oos gao e leitura da l> i, afino de
ludo enviar, juntamente cim os originaos e pro-
vas, compreheolida a de terga, par o Muri Na-
ciooal, para que all ta-s objectos perpetuamente
memoren] a data em qua oo Brasil teroiiuQU a es
sjravidi>.
ParabensNa Gazela de Noticias de II do
correte se o seguinte:
O Sr. c?ae*beiri 'rada envin bontem o se-
guate telegrainma ao Sr. eodaelb-iro J .ao Al-
fredo :
Parabeas pela esplendida vietoria da causa
abolicionista o pe is f tnat-aos acon'ecmentoi qoe
leva.-am post-ndide, c.neito de gl .rias, o no-.ne
doemine .te esialu'-., que aoub .-oinoroh -nier e
realisar a ma s nobre g nerosa e patritica dao
atpir->^ s ii- i i es.
Coasralulacaei No da 18 do oorrent-
dirujiam o. ui m a los da -cr- i-ria de p I
a.Eim Sr onsiiouiro Ijo Alfredo o telegrm-
ma a umt :
A> Exin. - tros Cfl t. a'istas nio p-di lo rmpreir>"Jo<
eeretaria apr se .t V Exc. suas coograiolavo -.
|i-lo graod.oa. aeootaoKSfcWto q ie ai da lo t >r
orea nentos mal ftitos, ou mal exeeatados, reo- jo ardeote de oosaprir a swomssaa, qne em todo me uoo o pas livry, toudo a saa fronte o conspicuo
J s Simplicio de S Estevea.
Alexandre dos Sanios Selva.
Man-el K-beiro d s S .otos.
E'quadrao do roumerclo-Do quar-
tel do commando diste esqoadrio recebemespara
publicar a seguinte :
Ordem do dian. i
Fai-se sciente que de ordem do mesmo Sr.
commaniantc sio convidados todos aqnelles que
formam psbs ecquadrio a c:mpaieci-rem h.je a
3 1(2 da tarde na praca do Conde n'Eu e no lugar
do costume para tomaram p>.rte na grande pas-
seiata qae o corpo- acadmico rralisa m cem-
meaioragio a lei de 13 de Maio.
Q lar o! do coinmiDd ', em Santa Cruz, em 22
de 1888
O vago mrstre,
II-. do R: Mt.
Feaiivas AcadecsticHoje, tarde, con-
forme est annunciado. percorrer a ddade a
passeiala acadmica.
Etrectuar-se-h a reunio dos manifestantes
no largo do Arsenal de Marinba, s 3 horas da
tarde e d'ahi seguir em cortejo cvico organi-
sado do seguinte modo : t{
0 exercito, corpo consular, academia e curso
annexo, corpo commcrcial. os artistas e as ou-
Iras corporages que se apresentarem, sendo
separados entre si os differentes corpos do cor-
tejo por b andas de msica.
O cortejo percorrer o seguinte itinerario :
Largo do Arsenal de Marinba, ras da Cruz e
Cadeia, ponte Sete de Setembro, ras Dez de
Marco e Imperador (sul) praca Pedro II, ras
Eatrrata do Rosario, Duque de Caxias e Raogel,
praca do Mercado, ra Direita. travessa e largo
de S. Pedro, largo do Carmo, ras estreita e lar-
ga do Rosario, Primeiro de Marco e Imperador
(norte) ponte Santa Isabel, ras da Aurora, For-
inosa e Hospicio, praca do Conde d Eu, ra da
Impcratriz, ponte Pedio H. ras do Mrquez do
Herval, Bartholomeu, Palma, Paz, Camba do
Carmo, Flores, Baro da Victoria, Cabug, Cru-
zes, Ouvidor. Imperador e Theatro Santa Isa-
bel.
Ao chegar ao theatro uelle entrarao todas as
corporagOes que tomarcm parle no cortejo para
assistir sessao magna, tomando lugar no palco
a academia e o curoo annexo, as cadeiras o
exercito, a armada, os funecionarios pblicos, o
commercio e os artistas, nos camarotes de boc-
ea as congreiaces da academia e curso anne-
xo, as principaes autoridades da provincia e o
corpo consular, sendo reservados os.demais ca-
marotes para as familias. -i t
H. lioiirenco da MaltaAntehontcm
tarde os habitantes desta povoaco festejarama
abolico com urna grande passciata, que percor-
rcu as ras ao som da msica marcial c ao
atroar de muitas gyrandolas de oguetes.
Durante o trajelo foram levantadas diversas
saudaces, que foram calorosamente correspon-
didas.
Tkeae* e diircacFotribs obsequia-
dos pelo Sr. Dr. Martins Jnior com um exem-
plar das theses e dissertaco. que anresentou
para o prximo concurso ua Faculdade de Di-
reito.
Agradecemos.
los acadmico Remettem n:s maitos
sssigaaotes o seguinte :
Os moradores das roas Dirrita, Terco, Coro-
nel SoassuDa, Pacuno Cmara e Bario da Victo-
ria, pedem para a passeiata faser o seo itinerario
por ellas, lego que ebegarem na ina Duque de
Caxias tomando roa do Livi i.ment, qae pre-
mettem d itar illuminagao
Para ter se aeiencia disto crnvm mandar
commiBcoes aviaarem os moradores para ficarem
seienf s.
Faculdade de DireitoNa segnndg-fei-
ra, 28 do corrente e s 11 horas do dia, camegar
perante a songregagao dos Lotes, o concurso i
ama vaga de lente substituto.
Sio c acarrantes os Drs. J. s Ferrao de Gua-
ini Lima, Jos Isidoro Martins Juaior, J.io Ely-
sio de Castro Fonseca e Maooel Clemeotioo de
Uliveira Escorel.
O concurro c-m-gar pela argaigio reciprccc
das theses entre Lanterna MagnaDistriboio-se hoaten
o n. 223 deste peridico livre e humorstico. :-?J
E' iateirameote consagrado festa que inunda
o coragio do todos os brazileiros da libertsgio da
patria.
A saa primeira pagina est adornada oom am
primoroso retrato da S. A. Princesa Urgente e as
demais paginas 4* 5 e 8* com os esbogos de gran-
de parte da pasatiata cvica do dia 15,do aspecto
do tbeatro Santa Isabel na noite da sessao cvica
litteraria, da entrega das baudeiras e emblemas
aboliciouistas ao Instituto Archeologico Geogra-
phico Pernambucaoo e da enthosiastica passeita
dea africanos o africanas qme festejaram a lber-
tagio de seos filhos e netos.
Somos gratos redaeco da Lanterna Mgica
pela offerta que dos fez de dous exemplares.
Paaaelata na CapongaRealisoo-se oo
sabbado ooite orna brilhaote passeiata, orgaoi-
sada pele Rvd. vigaiio da fregaezia, Dr. J. E. F.
Jacobina, capitio Bezerra e outroa moradsres
daqoelle ponto da capital.
A'a 5 1/2 horas da tarde, orgaoisados os pelo-
toas, no Ingar Qaatro Cantes, tendo a frente a
banda de msica do 14" batalbio de iofaotaria,
subiram aos ares immeosos foguetea e romperam
estrepitosos vivas a qoe o povo corresponda com
iudisciiptivel eathasiasmo.
Em seguida desfiloo o prestito, indo ua vanguar-
da um luzido esquadrio de cayallana, formada
por distinctos mogos do commercio seb o comman-
do do epitio J. J. da Rocha.
Depois de percorrerem as priocipaes roas, sao-
daodo a lei ae 13 do corrate, Ministerio 10 de
Marg, a excelsa Princesa Imperial, etc. etc., pa-
raram os passeiantes em frente ao palacete do Sr.
Visconde L yo, onde se acbavam os Exms. Srs.
d.s8nibargador presidente da provincia, general
commaudaote das -armas. Dr. Pedro Corris, se-
cretario ds provincia, alm de outros muitos ca-
valheiros dos mais distioctoa.
Fallaram o Rvd. vigario V.lioso, o Dr. Pedra
C .rreia, Ferreira Jacobina e o ajadantq de orden*
do commando das armas, tenente Jonathas, os
quaes in phrases muito eloqoentea coografalaram-
e com o p >vo p lo grandioso facto da aboligio, e
eocareceram a beaemereocia de todos qaantes
c.ncorreram para o xito feliz de urna cansa que
fez sos ra ses no coragio de todos os brasileiros.
t^oalqu r dos oradores foi extraordinariamente
apiiUodido, eos oeus vivas correspondidos phrene-
ticam.nie.
O teuente coronel commandante do corpo de
plK-ia, que all tambeui se acbava, ergueu pela
.ua v, z muitos vivas, qne toiam iguln,eate cor-
resoondi ios pas pessoas p-.seotes.
liemou muito I a ord. m em toda essa festa, qua
teimiu l p-las 8 boras da noite, no mesmo ponto
sada se tormara, cm satist-gio de todos 4ue Cor-
re' pra -ssa mauf^stago de jubilo.
E pe|, trem da torr i-via do Limoeiro na cidade do
livn i Eipirto Santo de P i d'Alho, o individuo
Maoo l F iix dos Santos Ferrio, cajo sinistro di-
sem que foi motivado por empradencia do mesmo
Ferrio .
C mpareco so l( esl a respectiva aotondade.e
proce.leu como manda a lei emtaes cosos.
Ha dio 1 do corrente pela sssnbs tren, rai-
ga qoe de Gamelleira segoia para Palmar o
"r**' "'%'-
sal
i
M


Diario de PernajiibncoTervA--feira 22
de Maio <
de 1888
lonumhomemdecrpreta qua estova sobre os
U A antoridade de-Gamelleira tomn conhecl
meato do tacto sos termos de le.
Mor le c..ael- No die 18 do corrente
iehudo-se a menor Emilia de Beot Auna, preta,
de 12 annos de dale oom dous irmos menores e
ontra menor filha de Francisco Bandeira de Mello,
naa proximidades d) sitio deste no lagar Cordeiro
da fregaesia da Versea, foi apanhada por alguna
projectis de nm tiro de espingarda destechado por
nm cacado: desconhecido.
Tratou da infelis o 8r. Dr. Pitanga, mas toes
foram os ferimentos que recebara, que morrea as
2 horas da tarde.
r A polica tomou conhecimeoto da occurrencia.
"bule paiseltM i'*1- *,*an*3
annuuciavamos, no sabbado, hontem s 4 horas da
twde sabio a p...eiata infantil da Escola or
Si ponto marcado para a reun.o, a comprimen-
t o Exm. br. presidente ds provincia, pela pro-
Mlgajo da airea lei u. 3,353, percorrendo ve-
"No'placio da Presidencia esperaran o pres-
Uto as alomnas da escola do sexo feminmo, an-
nexa Escola Normal, acompasadas da respe
ctiva orofesora e alumuae-meatras e entoaram o
hymno que damos abaixo, solemnisando a extioe-
do da escravido no solo braaileiro.
Foi ama bonita festa de qae daremos amanhi
noticia mais oircumstanciada, e a que comparece-
ram maitos alumnos e professorea.
Ets o hymno :
Coro
Brava gente brasileira
Longe va temor servil
Oa fioar a patria livre
Ou morrer pelo Brasil.
V
Bravos filbcs nao temis
Da metralha o fusil
Nossos peitos, nossos bracos
Sao muralhas do Brasil.
Coro, etc.
a.-
O Brasil jamis sera
Regido por mi servil
Ja raion a liberdade
Do horisonte do Brasil.
Coro, etc.
3.
Quando o sol na Libra entrando
Colorava o co d'anil
Escreven com lettras d'ouro
Liberdade do Brasil
Coro, etc.
4."
Ruge o vento e o mar tremente
Yai quebrar no alcantil
Dii a onda, o mar e o vento
Viva o imperio do Brasil.
C"ro, etc.
5.o
1 vice-presidentePaulo de Preitas Pragaso.
2* ditoManoel Alves de Albuqnerque.
1* secretarioOpiato Nahemias E. Candara.
2 itoEphrem Eidraa E. Embirass.
ThesoureiroFrancisco de Araajo Filno.
OradorJoo Paulo Carnsiro Lelo.
Vice-oradorEdar-undo Lipes de Mendonoa.
BibliotecarioFrancisco Augusto da Ponseca
Jnior ,, .
Commisso de syodicancia : RelatorManoel
Alves de Albuquerque. MembrosEphrem E
Embirass' e Joo Paulo C. Leao.
Commisso de redaccao: Relator Francisco
Augusto F. JniorMembrosEdmundo Lepes
de M. e Joao Barbosa dos Feis.
Foi marcado o dia 24 do corrente pera a posae
da directora.
rerlmentos-Antehontem s 5 horas da
Urde, no Beceo do Segredo da freguesa de 8.
Jos, o individuo de nome Liberato Marques de
Sonsa ferio a Libanio Jos de Sant'Anna, sendo
preso em fligrante delicto por praoas da cavalla-
ra. ,
O subdelegado respectivo tomou conbecimento
do facto mandandoqne o offandido fosse transpor-
tado para o Hospital Pedro II, afim de ser medi-
cado.
Em dias deste mes foi ferido o cabo do destaca-
mento policial de S. Jos da Ba-Esperauca, com
urna tacada, por Jos Becerra de Magalhes, que
foi preso em fligrante delisto.
Abrio-se o competente inquerito, que j tere o
conveniente destino.
Mal un Pedro casacaSabbado, ao
voltar para o quartel o alferes Martina pouco de-
pois das 11 horas da noite, na occasio em qae
pessava pela ra-Bario da Victoriafera obsta-
do por nm individuo desconhecido, que intercep
tando-lhe a passagem, exiga : cigarro,dinheiro ou
coata que isso equivaltise, expreseoss suas.
Nao acoedendo pjrm o aggredido a tao jttito
pedido, conaeguio intimidal-o com um revolver de
que vinha armado prendendo-o i ordem do sub-
delegado de Sauto Antonio e coodusiio para a 1.a
eetacao da guarda cvica onde declarou o aggres -
sor chamar-se Alfredo Rosas. '
A respectiva autondade t^mou conhecimento do
fac'oe a respeito providenciou.
A acanto PcresiBastante concorrida e an-
malo correa antehontem no Santa Isabel o espec
taculo em benefioio deste actor. Os que nelle to- gnnte :
Rateio da poale-19/600.
3* pareo1600 metros :
Africana 1' Paney 2 e Douro 3".
Correram tambemFgaro e Ipojuea.
Tempo de corrida122 segaados.
Rateio da poule 9*900.
4 pareo1100 metros :
Ocila l*, Noruega 2* e Ingaseira 3.
Tempo de corrd90 segundos.
Rateio da pcnle7*800.
5 pareo1609 metros :
Duc 1 e Cattigliooi 2.
Correa tambemMorena.
Tempo de corrida119 sogundos.
Rateio da poule7*700.
6 pareo1450 metros ;
Recife 1 e Galath* 2.
Correram tambemAymor e Satau.
Tempo de corrida112 segundos.
Rateio da poule11*400.
7* pareo :
Anullada a corrida por se terem suscitado du
vidas sobre a regolaridade da partida,
JocidadeBecreatlva Conaoiercial
Na deicio procedida hontem aesla sociedade
foram eleitos :
Presidente-Aatonio da Silva Campos.
VicepresidenteJoao Ruliuo da Fouseca.
1.- SecrelarioErnesto da S. A. Gurnanles.
2.- SeccretarioAntonio Gomes de S.
ThesourciroAlbino. J. de A. Lima.
-thesoureiroManoel Ribeiro Jnior.
Coohqsb&o de contaeAntonio da Silva Cas-
tro, A. J. Ramos c Manoel Gomes da Cosa.
Directores de mezDomingos Leite A. Rendo,
Alfredo da Cunba Braudao" Francisco J. da Silva
Maia, Manoel Nogueira da Costa, Jos Candido
de Miris Filho, Manoel Gomes Cmaro da Cu-
nlia. Manoel Luiz de Oliveira e Joao A- A. da
Silva.
teneraiel Confrarlade lana Bita
de caoaia6 conseUio administrativo dessa
confraria. celebra boje a Casta de sua Padroeira
commissa solemne as 9 horas da manbfi e
Deum Laudamus as 7 horas da noite, sendo pre-
nder o Hvm. capelln tmente Pedro Leonardo
Jo"io Grego e recente da orchesTra o irmo Ly-
dio P. Santiago de Oliveira.
5* com o flsealCommunicaram-nos ose-
Looge, longe 01 vaos temores
Qae nos dava o povo hostil
Assombrar jamis poderam
Os guerreiros do Brasil
Coro, etc.
6.
Exultai filhos da patria
Neste canto senhoril
Viva a santa Liberdade
Viva o imperio do Brasil.
Alvares de Aaeveda Como fra an-
nunciaao, tunccionou esta sociedade ante-hontem,
aob a presidencia do Sr. Jos Agapito Maciel.
Depon de lida, discutida e approvada a acta
da sessao passada, passon-se ao expedate, que
coostou da posee do novo socio Euclides Netto, e
da leitura da coata das desperas pelo socio Ho-
rnea Bom, para o adorno da sede social nos dias
festivos da abolico approvados.
A 2 parte da ordem do dia conatou da ultima
discuflsSo dos estatutos, que em seguida foram
approvados coa algumas emendas.
Poi nomeads a seguate commisso para repre-
sentar a sociedade na sesso cvica que pretende
eflectuar a academia no theatro Santa Isabel.
Orado Jos Cmara, JosinoHjmem Bom de Arau-
jo Pereira e Arthur Porto.
Genralves Da* A'guns mocos acabsm
de fundar, nesta cidade, urna nova sociedade lit-
teraria assim denominada a qua! tesa por fim pro-
mover o gosto para o eatudo e estreitar os lacos
de uoio e traternidade entre os estudantes. O
resultado da eleicio procedida no domingo para a
eocolha dos membros de sua directora, foi o se-
gainte :
PresidenteTito Franco de Mendonca.
GOMMERCIO
Sala oomnierelal
QOTA9OB8 OFFICIAS8 DA JUNTA] DOS COB
BBCTOBBS
Rtft, 21 Apolices provinciaes de 7 0(0, do valor de 1:000*
1:030*000 cada urna.
Cambio sobre Para, 30 d[V. com 5(8 OjO de des-
cont.
Cambio sobre aples, vista 382 rs. a iyra, do
banco.
Na hora da bolsa
Venderam-se :
5 apolices provinciaes.
4 ditas idem.
Obeervacao
A har da bolsa amanha ser as 2 1(2, afim de
se fechar o edificio as 3 horas. Os bancos tam-
bem fechar So as 3 horas.
Augusto Pinto de Lemos.
O secretario,
Pedro Jos Pinto.
Hovimeato baacario
aacm, 21 na maio na 1888
PRAQA DO RECIPE
Os bancos adoptaram offi Palmate a taxa de 24
-1/4 d. sobre Londres e em reserva offereceram sac-
car a 24 3/5.
Em papel particular nao constou transaccSo al-
gama.
PRAQA DO RIO DE JANEIRO
Papel baacario a 24 3/8,
as tabellas expostas aqu foram estas :
Do Loaron B m :
maram parte corresponderm satisfactoriamente s
exigencias dos espectadores que muito applaudi
ram.
O drama representado foi Fdalgos e opera-
rios ou a tomada do Bastilho, cujo desempenho
como j o dissemos foi regalar.
Roa do Amparo de OlladaNa dia 18
do corrent \ realisou-se a festa preparada pelos
moradores da ra do Amparo, em regosijo 4 abo-
licio.
A ra achava se tola embandeirada e com ar-
cos de folbagem, representando um verdadeiro
bosqua, e noite toda illuminada a giorno, n'ella
se encentra va em arcos os nomes de Sua Mages-
tade, da Altos* Imperia1, do Conde d'Eu, as datas
da lei de 1871 e 1883, e finalmente os nomes de
Jos Bonifacio, Rio Branco, Dantas, Joao Alfredj,
Rodrigo, Jos Marianno, Sarava, Sinimb, Bar
ros Sibrinho, e s deputados Nabuco, Theodoro,
Figueira, Aguiar, BeltrSo, Hjnrique Marques,
Lacena, Alcoforado, Rasa e Silva, Ferreira, Bento
Ramos e Alfredo Correia.
No centro achava-se um careta onde tocava nma
banda de msica, e all eateve at s 7 horas da
noite, d'onde sabio percorrendo algumas ras da
cidade, tendo frente o estandarte do Club Pro-
tector dos Libertados, que foi n'esta data fundado,
para tratar dos interesaos destes.
A festa esteve imponente.
Foi eleita provisoriamente a seguinte directora
para o Club Protector dos Libertados :
Presidente-CspitSo Manoel Joaquim Botelho.
Vice-presidenteTenente Minervino da Rocha
Pitta.
1 secretarioTenante Pedro Rygaard.
2* secretarioManoel de Almeida Lims Ja-
nior.
ThesoareiroCapitSo Manoel Alcantilado Tor-
res.
OradorFrancisco Jas da Silva.
Domingo, V, haver sessSo, s 10 horas do dia,
na ade do club.
Id baiaiho de lafaaSertaA olQ-
cialidade deste bataMo, no dia 28 do corrente,
pelas 8 horas da raanha, na igreja matriz da
Boa-Vista, manda calebrar misss por alma de
seu digno chefe o Sr. coronel Jos Thomaz Gon-
calveB, trigsimo dia de seu passamento; e para
assistir esse acto, convida a Exma. familia do
finado, seas amigos, e a todos os Srs. oiciaes da
guarmeo.
Prado PeraaaabueaaoRealisou-se
ante hontem a 15' orrida, cujo resultado foi o se-
guinte :
1 pareo600 metros :
Supprimido.
2* pareo800 metros :
Zig 1", Athen 2 e Elba 3*.
Correram tambemOberoo, Ilots, Ugly, Ro
camble, Muribara, Lambugem, Mondego e Pe-
gaso.
Tempo de corrida64 1/2 segundos.
Colonia Isabel. .
rurbina palverisado.
Srsneo 3.a superior .
3. boa .
t 3. regular .
jmenos ....
Vasca vado purgado .
Bruto. .
letame .....
2450J
8*000 a 2*100
2*400 a 2*500
2*100 a 2*200
1*700 a 14900
14600
14400 a 1*500
1*200 a 1*260
*800 a 1*000
A Magdalena est convertida em serSo ; tal
a qutatidade de animaes que vagam nesse lu-
gar que admira a tod is.
< Haver porventura fiscal ? Ignorar elle que
rxisiem artigos de lei que prohibe tal escnda-
lo?...
Rogo-Ibes pabliquem sto na sua Revista
Diaria afim de vermos se providenciara.
Navio arribadoAo que dissemos sob esta
epigraphe temos a accrescentar o seguinte, que
nos communicaram :
Sahiodeuoaaj pirt do din 18 pela raanbi a
barca hespauh jla Virgen de Montserrat, com des
tina a Lisboa e carregada principalmente pelos
honrados commerciantes d'esta praca Jos da Sil
va Layo & Filha, consignatarios do navio.
A's 7 horas da noiU-, navegando o navio regu-
larmente acere i de 30 milhas ao norte e a 9 inilhas
distante da costa, aentiram todos de bordo um
grande choque produndo ssgarameute por um
corpa resistente.
Procedenda o capitla O. Ricar io Cosso Roasa a
sondagem da bomba, vcrifieou mais de 30 palle
;adas d'agua no paro,e ordenou o servioo das bam-
bas e couv.'aceu-se, con os demais offiaiaes, de
que o navio tinha agua abarta em consequencia
da choque e s 9 horas arriban ai pirto da parti-
da, onde entrou s 8 horas do dia 19 dando des-
carga ioamediatamente no trapiche Laya.
O capito, piloto O. Carlos de Aysa, contra-mes-
tre e tripolacli trabalbaram toda a noite- na ser-
vico das bambis, e devido a esso louvavel eaforca
conseguiram salvar mais de mHade do carrega
ment.
O navio na est 00 seguro, e sabio deste porto
esttnque com 1 foi verifieado antes da partida pelas
compaobias antes do choqie. O carregamento, patm, estava
todo seguro em coaapanbi is desta praca.
Tuda indica que o uivia callan i > quasi 3 bra-
cas e sendo biixa-mar bateu na casca ou mastros
do vapor Bahia, submergido mais ou meaos do
lagar por onde passou o navio.
Dr. Emento CavcnA respeito deste
magistrado eacreveu o jornal Amizonia :
Perante o Tribunal da Relaoo f i hantm
julgado o processo em que era aecusado o Sr. Dr.
Ernesto A. de Vasconcellos Chaves, venerando
juis de direito da 3* vara desta capital.
Feita urna breve resent* pelo Sr. desembarga
dor procurador da carda, foi concedida a palavra
ao aecusado, qae estava revestido da tgs, que el
le tanta eleva e honra.
Com a aabedoria quo o distingue, exactissimo
em todos os principies do direito, calmo e pruden-
te, respeitoso mas energici, brilhante como a sua
consciencia, atacou a questaa em tod& a sua pro
fundeva e palverisou, logo eos primeiros assomos
e ama eloqueacia rara, todo aquelle amontoado
^e aleijoes jurdicos.
Nunca vimos d:fesa mais cabal e mais altiva,
nem a seieocia do direito mais leal a psrfeitamen-
te argumentada.
Com urna lgica irrefutavel investigou e de
monatrou a verdade de tal modo que nao houve
all ama circunstancia que delta nao ficae de
posse.
A dialctica de extasiar, reunida presenca
varonil e severamente circumspacta do Ilustre
magistrado, provocou, sem grande esforca, naa
applanso dos espectadores, par que elle nada tem
de dramtico ou de cmico, mas o augmento do
respeito, da admiracao e da veneracaa ea aue
tido. '
Fiada a brilhantissima defesa tornou-se secre-
ta a sesso e em seguida tai annunciada a absolvi-
cio do aecusado, coutra a qual apaas votoa o Sr.
deseaabargador MORATO.
Votaram pela absolvic2o todos os outrog desem-
bargadores presentes.
Parbaos ao Sr. Dr. Ernesto Chaves!
Sacca de mllfeo Aeha-se depositada na
subdelegada da 1* diatrieto da Boa-Vista, urna
sacca de milho, que foi abandonada por um indi-
viduo que andava offereceado-a. Quem for seu
dooo que a procure.
a Bevlnta lllantradaDeste excellente
semanario fluminense resebemas o n. 497.
Sociedade Recreativa Mocldade
Esta sociedade proceden na domingo ultimo elei-
cao da directora pira seu aemestre de Maio a Oa-
tobro, fieando assim composta :
Presidente, Jos Alves Cimente!.
Vice-presidente, Eduardo Barbalha
1" secretaria, Aquilino A. Ferreira.
2* dito, Joaquim das Merci.
Orador, Manoel L. Q-.lvao.
Adjunto, Jos Francisco da Silva.
Thesourciro, Francisco Alves do Oliveira.
Al junto, Emilio Martines.
Procurador, Franca Jnior.
Commisso de coatas, Joaquim Oiarico C. de
Araajo, Enedino Marques de Souza, (reeleito) o
Oly.npio Marques de Soma (reeleito).
Sesso quinta-eirs, s 7 hars da noite.
Directora das obran de eoaserva-
fo don portn de PeruambucoRe-
cife 20 de,Maia-de 1888.
Boletim meteorolgico
doras V I g S Harometro a 0 TensSo do Vapor 9 0
6 m. 260 76J46 17,06 74
9 S-1 76l47 19,40 67
12 280-2 761"!44 1971 70
3 t. i7'9 76J9 19,71 70
6 26'-8 761 "> t 13,85 75
Temperatura mxima29 ",00
Dito miaima25*,50.
Evaporaco em 24 borosao sol: 5,"9 ; eom-
bra : 21",8.
Chuva0,".
DireccJo do vento: SE e ESE variaveis de
meia noite at 1 har e 38 minutos da icianhi ;
ESE variavel entre SE e E at 6 horas o 40 mi-
nutos ; SE e ESE varia vea at s 12 horas ; E
at as 40 minutos da tarde ; SE e ESE varia-
veis at 2 horas ; SE at 2 huras e 35 minutos ;
SSE at 3 horas e 55 miuutjs ; SE ata 6 hars u
23 minutos ; SSE at meia noite.
Veiocidaae media do-veute: 2a,53 por segunde.
Nebulosidade media: 0.64.
Boletim do porto
s 5 Mu 2 = a i- Dia H ras Altara
P. M. J. M. P. M. t. 20 de Maia 21 de Maio 017 da torda 6-37 1 8 da manh 6-50 * 2,-21 0,i"64 2,*25 .0,-73
Pelo agente Silveira, s 10 1/2 horas, 4 ra
dos Piros o. 139. de gneros e utensilios da to -
beroa ahi sita.
- Mlanstn fnebres-Saraa celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, na matriz da cidade da Escada,
pela alma de Jos Lacio Mooteiro da Franca ; s
8 horas, no convento do Carino e s 9 na matris
de Palmares, pela alma do commeudador Manoel
Jos Ma hado.
Anisaba :
A's 7 horas, na matrs de Santo Aat to, pela
alma do professor Aaacleto 1 ublia.de Maraes Onr-
valha ; s 8 hars, no conveata do Carino, pela al-
ma de Francisco Aotoaio da Silva Cavalcante.
Quiato-teira :
A's 8 horas, no Espirito Santo, pela alma do
capito Antonio Carlos Soares de Av. llar ; s 7
1/2 e 8 horas, na igreja de S. Josa, pela alma de
D. Mauoella ailhermms de Paiva.
Pannaselron -Cbegados dos portos do sal
ao vapor americano Allianfa :
Dr. Joo Cardoza, William R. M. Ntwa, K-
naalt Alexandre, Jeo Batto Valdetcrro e Fran-
cisco Pereira da Silva Jan o..
Sahiios para o norte no meamo vapor :
J. C. Metcalf, C. F. Woicldon, Emily Needham,
S. Martios e sua seahsra, compiohia jjpooeza,
campasta de 5 pessaas, Dr. Borges Diais, S. 151 i
to e Praneiseo Lyra.
Operacden elrargicanForam pratica-
das no hospital Pedro 11, na dia 21 do carrenlc,
as'seguintes:
Pels Dr. Estevo :
Excisao pelo tberma cauterio, ds epiulioma do
braca caquerdo.
Extirpacaa de k sta lipain 1 da re^Ka dara&l.
Cana le UeteucaoMovimcn'.o dos pre-
sos da Casa de DeteucSo do Eecile no dia 20 de
Maio de 1888:
Exialiam 295 ; cntraram 7 ; sahiram 2 ; exis-
ten! 303.
A saber:
Naciouaes 28i ; muiharee 7 ; atraozoiros 11.
Totl300.
Arracoados 256.
Baos 247.
Duentes 9
Total256
Nao houve alteraco na nfcimiria.
Foram visitada oa Breaos deste estabo'ecimen-
to por 162 pessaas, s^uda 70 bomeus e 92 inalLe
res.
Hospital Pedro IIO movimcota deate
boapital no dia '0 de Maia, foi o seguinte :
Entraram............... 10
Sahiram................. 8
Falleceram............... 1
Existcm................. 533
Foram visitadas as respectivas enfermaras pe-
la Srs.
Cysaeuo, s 10.
Marros S.-brinho, s 7.
O ajuduotu entrou s 7 1/1 balas da manb.3 e
sahio s 2 da tarde.
Lotera do ParaA 4* parta da 18* lo-
tera, p?lo novo plmo, cujo premia grande de..
6J.-00* ser ex:iahidana dia 24 docorreuts.
esforzados patriotaie que pode ser maia bella que
a Princesa do Adritico.
E' intuitiva a vantagem'do augmento do ca-
pital.
At aqui a Companbia de Edificacao foi simples
empreiteira, e a experiencia demonstran qua a
perda de vinte e tontos contos em obr. s alheias
devia fer com que ellt arrepiasse carreira na
trilha que segua. >
A gerencia actual bem comprehendeu a pessima
paa.?ao da compacta, qnauto concurreucia com
oi teman empreiteiros aos qnae. n5o podia nem
devia offerecer batalba desde qae Ibo Ultavaa to-
dos es aprestos-boas oficina, e boas operarios
sem o que seria correr no mesmo dedVe at aue
pelo impulso aaturl fosse parar so abvsmoli-
quidaco ruinosa.
Ser tklves optimismo efErmar que votado e co-
berto o augmento pedido, antes de 2 annos a com-
panhia tenha resurgido e as suas accoas, neste
momento depreciada?, venham a sur catadas
quando nao como agu, ao par.
O que com deaassombro se pode desde j afir-
mar que seguida o plaao apresentado pela ge-
rencia, a eompinhia entrar cm phase nova e em
caminha seguro de prosperidade injoutestavel.
S quem desconhee as diffieuldades de to-
da serte que ae antolham diante de todas as
industrias novas, saqaell squenaosabern acrise
medonha que atravesa.ram companhias idnticas
em Portugal e desconhece tambem que, depois de
vencidas elhs (tacto oaservado em fortugal) tor-
u-'.in -se urna potencia, pelo seu crdito e mais c
m< luir anda poli fita nobre e grandioso de trans-
t-jimar bairros infectos e inhxbito/cis em aprazi-
reia b thvards e largas avenidas, contestar o
que acabamos de dizer.
Coatinaarcmos.
Um accionista.
muiMm 4 PEDIDO
f ompanhia de E Jiicaf o
Carvo de pedra de Cardirl (too.)
Farinha de mandioca (litro) .
Folhas de jaborandy (kilo) .
(lenebra (litro).....
Mel (litro).......
Milho (kilo)......
Pao Brasil (kilo).....
Taboadoa de amarello (dtuia)
16*000
45
300
203
50
60
35
100*000
Liendres .
Paria. .
dalia. .
Hamburgo
Portugal
Hnr-Tork
SOdjv vista
241/4 24
891
486
219
394
394
490
221
9*080
Oo Lmasuoioasii:
Londres.......
Pana........
Italia........
Hamburgo......
Lisboa e Porto.....
Principaes cidades de Portu-
gal........
Sew-York......
90djm vista
241/4 24
NotaNao ha octaco para os assueares baixos
e hmidos.
( olapito de algodo
EM 21 DI MAIO D 1888
Nao costn venias.
Entradas de assjacar e algodo
MEZ D MAIO
ASSUCAR
Entradas Dias Saetas
Barcacas...... 1 18 16.387
Animaos..... 1 19 1.352
Via-ferrea de Caruar 1 21 3.475
Via-ferrea de S. Francisco 1 17 33 194
Via-ferrea de Limoeiro 1 15 1.080
Somma.
ALOODO
Entradas
55.488
Dias
391
486
219
394
394
490
221
326
24080
Oo Eioush Bam :
SO dio
24 1/4
391
vista
24
394
391
490
221
Londres......
Paris......
Italia.......
amnburgo '.'.'.'.'. I 486
UaboaePorto. .... 319
maapaes eidades de Portu-
8*** .
bnAoorcs .
liba dalaMeira .....
CeiaeSe de asauear
m 21 aAio na 1888
A ltociaeSo Commeretal Agrioola, egutrou os ir
abaixo, hp. agricultor, por^ kilo. g~dt<5JJI(
226
229
2*C
Barcacas......1
Vapores
Animaes.....
Va-terrea de .Caruar .
Via-ierrea de 8. Francisco
Via-ferrea de Limoeiro .
Somma. li .778
Vaporea despachados
Vsp. fr. , para :
Lisboa: 312 saccas cem algodio.
Carreg. Pornandes da Costa C.
Vsp. ing. tFlaxman, pata:
Liverpool : 300 fardos de algodo e 5.098 sac-
eos com carocos de algodSo.
Carreg. diversos.
Vap. amer. AHianca*, para :
MaranhSo : 60 barricas com assucar.
Para : 700/2 barricas e 950/4 ditas com assucar,
2.000 caixas com sabo, 300 saceos com farinha de
mandioca e 20 caitas com oleo de ricino.
New-York: 637 fardos de conrinhos, 661 sac-
eos com sementes de carrapato e 8 barricas com
borraeha de manga-beira.
Carreg. diveos.
Pauta da Alfandega
saMAMA na 21 a 26 db maio d 1888
Assucar retinado (kilo) 180
Assucar Ora neo (kilo) .... 140
Assucar mascavado (kilo) ... 80
Alcool (litro)...... 170
Arroz com casca (kilo) .... 50
Algodo (kilo)...... 383
Borracha (kilo)...... 933
Coaros seceos salgados (kilo) 405
Couros seceos espichados (kilo) 455
Couros verdes (kilo)..... 215
Cacao (kilo)....... 400
Caf bom (kilo) .J3..... 550
Caf restolho (kilo)..... 350
Cachaca (litro)...... 80
. 280
. 16
Mavios a carga
Barca noruegoease Carie Rlanah, para Bltico.
Lugar inglez Orinoco, para Estados Unidos.
Lugar portugus Jos Estev&o, para Lisboa a
Porto,
Patacho portugus 7ysa, para Lisboa.
Patacho nacional O. Zulmira, para Porto-Alegre.
Vapar inglez Actor, para Liverpool.
Vapor inglea Fiaxman, para Liverpool.
Vapor inglez Estrella, para Parto-Alegre.
Navios a descarga
Barca nacional Marianmnha, xarque.
Barca inglesa lnberUante, carvo.
Bares norueguense Strauss, carvo.
Barca norueguense J. B. D., carvo.
Barca norueguense Imacos, farinha de trigo e fa-
rello.
Brigue dinamarqus Anne Marie, xarque.
Escuna nacional Carolina, xarque.
Escuna norueguense Sverdrup, xarque.
Lugar norueguense Harald, gorduras.
Patacho nacional felotenst, xarque.
Patacho hallande: Margarethe, xarque.
Patacho nornegneose Ceres, xarque.
Patache dinamarqus Thor, xarque.
ImportacSo
Vapor americano ililianoe, entrado do Rio de
Janeiro e escala em 20 docarsente e consignado
a Henry Foster & O., manitestou :
Carga do Rio de Janeiro
Amostras 3 voiumes a diversos.
Banha 100 barra a Baltor O.iveira & C.
Cerveja 50 cbixaa ordem.
Chumba 50 caixas a Amarim Irmas & C.
Charutos 2 caixSes a Paiva Valente 4 C.
Couros 1 volume s Francisco Ramos da Silva
10.
Csf 620 saceos a Domingos Cruz Sb C, 90 a
Joaquim Ferreira de Carvalho & C, 155 a Fer-
nandea da Costo & C, 276 a Paiva Valente &
O, 98 a Augusto de Pigueiredo & C, 50 a Pe
reir de Car valu & C, 150 a Manoel dos Santos
Aranjo, 55 a Jos Joaquim Alves de C, 65 a Fer-
reira Rodrigues 6c. C.
Doces 30 caixas a Jos Joaquim Alves c C.
Fumo 116 voiumes a Almeida Machado & C .
80 4 ordem, 25 a Azevedo & C... 22 a Jos Anto-
nio dos Santos, 9 a Rodrigues de Paria & C 10
a Joaquim Tavares Carneiro.
Mercaduras diversas 1 volume a Martina piu-
sa & C.
f^Malas 7 volumea]a Maia Sobrinhp & C.
Panno da algodo 53 fardos a Ferreira & Ir-
mo. 24 a Machado 'A Pereira, 17 ordem.
Salla 6 reos a Augusto L traille.
Carga da Bahia
Panno de algodo 36 fardos ordem, 20 a Ma-
chado & Pereira.
Pelles de cabra 10 atadoi ordem.
Saba 20 caixas a Sulser Kauffmann & C,
Patacho nacional Sm-gipe. eatrado de Aracaj
em 18 do corrente e consignado a Pereira Carnef-
ro & C, manifeston :
Assucar 2:855 saceos.
Algudo em rama 360 fardos.
Fumo em follas 12 tardos ordem.
LeiiaenEaectuar-sc-ho.
Hoje:
Pelo agente Guarna, s 11 har-is, na ra Mr-
quez de Olioda n. 48, de um cavalla e 50 fardos
de feno.
Pela agente Bnrlamaqui, s 11 hars, na ra do
Im aerador o. 22, de predios.
Pelo agente Pestaa, ao mco dia, ra da
Imperador n. 49, de predios.'
Pelo agente Pinto, s 11 horas, ao &rmazem
do Sr. Loya, de 4,509 saceos de assucar braoco e
mascavado.
Amanha:
Pelo agente Burla-na qui, s 11 horas, na rna da
Imperalor n. 22, de predios.
Pelo agente Guarna >. s 11 baras, rna Mar-
ques de O linda o. 48, de move, phos; turse
gneros.
Qunto-feira :
Pelo agente Pinto, s 10 1/2 hars, na Passa-
gem da Magdalena, de boas mo/eis, carros, ca-
vallos e vaccas tourinas.
A simples leitura do ral .torio desta campanbia,
e urna ligeira aualyse dille, soggerio nos o dse)o
de, ca veapera da"*euoiaa das acciaai-tss, que
t!em de rus. l.-er U* vila ou da aoiqaiiam;nto del-
la, d z i mis algi'ma palavras motivadas na p la
amizade peas-.'-1 aa Sr. eug.:uh-ira Meuezes, mas
antes pela bella expjsic) do seu rea orio.
De faeta a nassa vida da como reiu e nlices
inhereates essa prodssa tem nos fe:tas sem pro
lr os relatoiioa de todas as soaiedades aoaoymas
desta provincia e de alga uas da capital do impe
rio ; entretanto, nenhum dessea amia nos trouxe
tanto interesie como o que u.ciu 1 oentu publica o
Diirio de Pernambuco'.
Nao simplesmente um amontuaii de p livras
onde de par com pessima grammatica >eoncntram
infarmaco s comesinhas, nao ; o relatara da Sr.
eogenheiro Msnezes, sobre serumifonle de pre
ciosas informicoes do telado da compnhia, i urna
peca Iliteraria digna de ser lidasegundo au-
terisada ezpresso de um illustrc acciouista.
Na divaguemos, tratemos da preferencia do
nessa fim.
A direetoria da Compauhiu de Edificacao, tor-
nando-se solidaria com o gerente, pedio augmento
da capital, para applical-o edificaces a loagos
p razas.
Nao nos parece que os actuaes accionistas do
to esperaacasa compauhiu ueguem o aug neuto
solicitado em bem dos seus capitaes ; se isso nos
parecrase possivcl seria por em dnvida o criterio e
iutelligeacia de tantos hocicne, qne nao dicemos
devam ter em vista o juro immediato de seus ca-
pitaes, mas sobretodo o embtliusameato e o sane,-.-
meato da liada Veoesa que o berg de tantos e
Reo magistrado
A politicafjem a causa de lodos os desastres,
a fonie de lodos os niales deste jiuiz.
Por rila uvilla-se o cancter e rebaixa-seo
criterio.
Por ella elevase a maldad.', endeosa-se 0 vi-
cio e anima-se a corrupcto.
E' a chaye com que ie abre o repositorio de
todas as baixeias e o cadeiado com que se fecha
as as]iiniees mais justas e oobres, o patriotismo,
o respeito e, sobre ludoA JL'STIliA.
E aonde CTOBCe. ..
Desapparecaudo o respeito sumiraui-se todas
as coiisideriieoes e Iransbordouo lauque da per-
versidade.
Pode ainda haver fllho por pai e pai por fdho,
roas nao ba j nem magistrado pela justicia, uem
juiz por juis.
Na explosao do odio partidario o magistrado
phaatazia Crimea, idealisa reos e atira perdiglos
na tAga do collega, alias na propria toga, e avil-
taa classe iateira obrigando, por um hediondo
principio de injustica, um eorreeiissimo inembro
da classe veneranda a tomar assento no banco
dos culpados !
Desgrasada politisa .
E' l'oreoso, entretanto, submetterm-uos scir-
cumstancias e. quando a maldade pretender
obrar, com qualquer de nos, como fez a RelagSo
com o alegrrimo juiz. Dr. Ernesto Chaves, per-
mita a nossa felicidade que possamos defender-
nos como elle o fez hontem ao reduzir cinzas
aquelle monlo de horrores.
(Da Amazonia.)
Esqoadro Patritico
Achando-se dissolvido o esquadro patritico
que sob o rommando do Dr. Jos Mariano, to-
mou parte uos festejos promovidos pela Socie-
dade Peruambucana Contra a Escravido, so
oom dados os cavalliciros (pie a elle pertence-
ram a sa aggregarcm ao esquadro do commer-
cio commaiidado ]>elo Sr. capito Rocha ; para
0 que devero apresentar-se uniformisados de
blanco rom chapeo de palha e lita verda e ama-
relia, afim de poderem formar sol) o commando
do referido ofhcial hoje, as 3 horas da tarde, ua
praea doCoudc d'Eu.
HxpMrlace
19 OH MAIO 0B 1S38
Pora o auertor
No vapor ingles hlaxman, carregou :
Para Liverpool, C. P. de Lemas 1,000 saceos
com 65,0 0 kilo, de algodio.
No vapor inglez Actor, carregaram :
Para Liverpool, J. H. Doxwell 10,000 saceos
com 650,000 kilos de assucar mascavado ; J de
Oliveira 820 saceos com 61,500 kilos de assucar
mascavado ; P. Vieira 94 sacaos com 5,610 kilos
de assucar mascavado.
No lugar americano Orenoco, carregaram :
Para New-York, J. S. Liyo i Pilho 1,000 saceos
com 75,000 kilos de assucar mascavado.
No vapor americano AUianca, carregaram :
Para New-Ytrk, H. Nueech ce C. 1,300 pelles
de cabra ; P. M. da Silva & C. 340 saccas com
0,000 kilos do sement de carrapato.
No patacho portugus E'.ixa, carregaram :
Para Lisboa, Amorim Iranios A C. '-00 saceos-{
com 15,000 kilos de assucar branco e 100 ditos ctm
7,500 ditos de dito mascavado.
No lugar portugus Jo:< Estev&o, carregou :
Para Porto, J. L. de Asevedo 1 barril com 55
litros de agurdente e 1 caixa com 24 kilos de
doce.
Para o interior
No vapor ingles Estrella, carregaram :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro 4 C. 1,010
saceos com 81,350 kilos de assucar branco e 410
ditos com 35,900 ditos de dito mascavado ; P.
Pinto & C. 10 pipas com 4,800 litros da agur-
dente ; P. Ferreira & C. 10 pipas com 4,BOJ litros
de agurdente.
Para Rio Grande do Sul, J. F. da Costo 8 pipas
com 3,840 litros de agurdente.
No vapor americano AUianca, carregaram :
Para Para; P. Alves 4 C- 50 barris com 4,800
litros de agurdente ; E. C. Beltrio & Irmo 100
barricas com 3,221 kilos de assucar refinado e 500
ditas com 23,259 ditos de dito branco ; Amorim
Irmos & C 200 saceos oom farinha de mandioca,
65 pipas com 31,300 litros di agurdente e 10
ditas com 4,00 ditos de alcool; P. M. da Silva &
C. 20 caixas com 350 kilos de oleo de ricino ; J.
Borges 400 barricas com 31,281 kilos de assucar
branco ; T. de Azevedo Sonsa 400 barricas com
31,040 kilos de assucar branco ; F. Vieira 150
barricas com 9,269 kilos de assucar branca ; P.
A. de Asevedo 100 barricas com 6,201 kilos de
assucar branco ; H. Oliveira 100 saceos com fari-
nha de mandioca.
Para Maranhao, F. A. de Azevedo 20 barricas
oom 4,308 kilos de assucar branco o 20 ditos com
2,407 ditos de dito msseavado.
No patacho nacional Zulmira, carregou :
Para Porto-Alegre, J. ueltro 515 voiumes com
50,996 kilos de assucar branco e 50 ditos com 5,343
ditos de dito mascavado.
No hiate nacional B. Jess, carregaram :
Para Maco, Maia 4 Besende 800 saecos com
farinha de mandioca ; B. Trrelo Jnior 2 barri -
cas com 140 kilos de assuear branco.
__ No hiate nacional A urora, carregaram :
Para Maco, A. M. da Silva 10 barris com 600
litros de mel.
Para Mossor, E. C. Beltro 4 Irma j 5 saceos
com 375 kilos de assucar branco e 5 barricas com
231 ditos de dito refinado.
No cter Geriquitv, carregaram :
Para Macabyba, E. C. Beltro 4 Irmo 3 barri-
cas com 218 kilos de assucar branco e 6 ditos com
360 ditos de dito refinado; J. Moreira 3 caixas
com 40 litros de genebra.
*a Na barcaca Nazinha, carregou :
Para Mamanguape, J. F. do Monte 20 saceos
cem 1,500 kilos de assucar branco.
Na barcaca Almina, carregou ;
Para Porto-Calvo, A. Franco 2,003 litros de
sal.
Dinheiro
BBCEB1DO
Pelo vap. fr. Orenoqae, para :
H. Burle 2.525/000
Pelo vap. amer. AUianca, para :
Martina Fiusa & C. 1 OOiOOO
BXPBDOO
Pelo vap. nac. Pirapama, para:
Fernando de Noronba 7.061/627
llerdluientas pblicos
Renda geral
Oo dia 1 a 19
dem de 21
SUS DB HAIO
Alfandega
567:783/461
33:976/857
601:7801318
Renda provincial
Oo dia 1 a 19
dem de 21
As Exilias, familias
A commisso acadmica na impojaibilidada de
r, pessoalmente, coovidar s Exmas. familias
desta capital para assiatirem a magua sesso, qae
se tem de realisar amacha 22 do corrente, s 7
horss do-noite, no theatio Santa Isabel, o fax
pelo presente. Bem como roga, que, para maior
brilhantismo do cortejo, que precede a sesso,
acompanhem carro.
Contando com o bom acolhimento, que sabera
dispensar, a commisso acadmica, desde j, se
coofessa summameute penhorada.
Recife21Maio88.
O secretario,
E. Aldrn.
B
20 ditos de tressuras a 600 ris
20 talbos a 'i
2 ditos a 1/
A Oliveira Castro 4 C.:
108 talhoa a 1*
12/000
40/000
2/000
108/000*
402/320
3:558/520
3:960/840
73.995/603
4:152/145
78.1471745
Somma total
679:908/063
21 de Maio
Segunda secoo da Alfandega,
de 1888.
O thesoureiroFlorencio Dommgues.
O chefe da secooCicero B. de Mello.
Recebedoria eral
Oo dia 1 a 19 25:241/045
dem de 21 1:009/334
26:253/379
Bfrebedorla provincial
Oo dia 1 a 19 21:610/210
dem de 21 834/952
Recife Dralntage
De dia 1 a 19 4:240/920
dem ds 21 378/218
22:475/162
4:619/138
Mercado Muulclpal de Jos
O movimento deste Mercado nes dias 19 e 20 de
Maio foi o seguinte:
Entraram ;
67 bois pesando 10,973 kilos sendo de Olivei-
ra Castro 4 C, 52 de Ia, e 15 de parti-
culares.
311 kilos de peixe a 20 ris
130 cargas de farinha a 200 ris
24 ditas de froctas diversas a
300 rs.
27 taboleiros a 200 ris
54 sainos a 200 ris
37 matutos, com legamos a 200
ris
Foram oceupadoa:
53 columnas a 600 ris
2 escriptorici
41 compartimento! de farinha a
500 ris.
48 ditos de comida a 500 ris
188 ditos de legumes a 400 reta
36 ditos de sainos a 700 ris
6/220
26/030
7/203
5/400
10/800
7/400
37/800
6'JO
20/500
24/000
75/200
25/200
Rendimento dos dias 1 18 do cor-
renta
Foi arrecadado liquido at neje
Procos do dia :
Carne verde de 360 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 503 a 640 ris idem.
Fannha de 240 a 320 ris a cuia.
Milho de 303 a 320 ris idem
Feijo de 640 a 1/600 ris idem.
Matado uro publico
Foram abatidas no Matodouro da Cabanga 9{
reies para o consumo do dia do boje.
Sendo: 66 reses pertencenles a Oliveira Castro
de C, e 26 a diversos.
Vaporea a entrar
MEZ DB MAIO
Norte......... Para............. 25
Europa....... Nile.............. 25
Sul........... Alagos........... 26
Europa .<.... Tomar............ 27
8ul........... Tagut............ 87
Estados- Unidos Adoanoe........... 27
Europa....... Ville de Ccar..... 27
Vaporea a aahlr^v^
MEZ DB HAIO
Rio Formoso. Mandahu'......... boje s 5 h.
Camossim... Pirapama......... 23 as 5 h.
Sul......... Para............. 26 s 5 h.
BuenosAyres Nille............. 26 s 2 h.
Buenos Ayres Tomar............ 26 i h.
S uthampton. Tagus............. 27 s 2 h.
Norte...... Alagos........... 27 s 5 h.
Santos e eso. Ville de C-ar..... 28 s 4 k.
Santos e esc. Advance........... 28 s 4 h.
Vavios a entrar
Anrorita.......... Rio de Janeiro.
A. O. Bordes...... Rio de Janeiro.
Henrque.. ....... Rio Grande do Sul.
Hennk Vergeland.. Ro Grande do Sal.
Hermod........... Rio Grande do Sul.
Isabaden.......... Falmoutb.
Pietre Alcides..... Rio Grande do Snl.
Tigre............. Rio Grande do Sul.
Movimento do porto
Navios entrados no dia 20
Santos e escala11 dias, vapor americano Al-
lianoa, de 2,205 toneladas, commandante Ja-
mes R. Been, equipagem 65, carga varias gene-
ros ; a Henry Forster 4 C.
Navios sonidos no dia 21
New York e escalaVapor americano AUianca,
commandante James R. Been, carga varios g-
neros.
LiverpoolVapor ingiez Fiaxman, commandan-
te Adolph Obla, carga varios gneros.
ObservaqSo
Nao bouva sahidas no dia 20, nem entradas nt
Nao
idia 21.



aanaaBsan


Diario de PernambucoTersa-feira 22 de Maio de 1888
V


Aviso
A commisso central cademica, previne aos
Sr. convidado. a todos en> geral, que, se o diu
de mnb fr cbavoao at i hora da Urde, ser
transferida a fesU, que se tem de retinas, para o
dia previmen' annunciado.
Beeife, 21 de Maio de 1888.
O secretario,
E. Autran.
Aos Srs. oradores da festa aea
demlca
A coinmissio central acadamiea cede aos Srs.
oradores que eejam breves.em seos discursos para
que ee nao prolongue at muito tarde, i sesso.
Bem assim raga encarecidamente que nao fallen)
em poltica, por eso que a festa pura e nica-
mente abolicionista.
Recite21Maic38.
O secretario,
E. Autran.
E mais te nao continba em dita sen tenca aqu
copiada, por forca da qual o respectivo escrivo
fea paesar o prese..te edital pelo qual chamo a to-
dos os credores da maesa comparecerem no dia e
hora designados, na sala das audiencias afiai de
nomeiarem depositario. '
E para que chegue ao conhecimento de todo
maedei passar o presente que ser publicado pela
imprensa e atizado nos lugares do custume.
Becif.-, 19 de Maio de 1888. Subscrevo e assig-
no.Ernesto Machado Frrire Pereira da Silva.
Tho'inaa Garcea Paranhos Montenegro.
Ao commercio e ao Sr. Joaqaim
Ferreira da Silva
Em resposta a este senhor, tenho a diier que, a
firma que elle dis representar actaalmnte (Ferrei-
ra da Silva C.) Jienos exacto, pois esta firma
deix. u de existir desde 31 de Marco de 1888, dala
em que foi vendido o referido estabelecimento
roa do Arago n 3, e comprado por mim em lei-
lo effectuado pelo agente finto, conforme a cer-
tido do m .-sme senhor, em mcu poder.
Declaro mais que, a firma por mim adoptada foi,
Ferreira da Silva & C. Soccessores, e que o dito
estabelecimento nao foi por mim vendido, apenas o
cedi, para ser pelo Sr. Ferreira desfructado, Bem
que elle posea facer venda do mesmo, pois a liqui-
daco e pode ser feta, na qualidade de compra-
dor i m leilo.
Becife, 19 de Maio de 1888.
Manoel Antonio de Magalhes.
A' memoria
DO BEVDM. PADRE AMARO JOS DE O.INDA
BARCELLOS NO 3 ANNIVERSABIO DE SEU
FALLECIMENTO.
A' seu inconsolavel pai o distincto professor
Irajano Felippe Nery de Barcellos
Quando mais se expanda a aeiva, a vida,
E mais cresciam oa nobres sentimentos
Em aea caradoa urna preciosa
Dos bffects moraes e pensamentos ;
Dando o ezemplo de ama vida austera,
Consagrada ao servigo do Senhor,
Como uic verdadeiro sacerdote,
Virtaoso, sensato e de valor ;
Veio a parca invisivel da familia
Roubal-o, e classe que elle honrava,
Sem attender aos votes supplicantes
Da mSi querida, que o dolatrava
Cumpriu se a lei da vida, inexoravel
Baixando campa a frgida materia
O ideal supremo da verdade,
A estanci. final, a par funrea.
Como o perfume que a flor desprende
Quando aecca a corolla pende ao chao,
Assim fca a virtude que o ornava
Desprendida da corporal prisao.
Essa lembranca pois o lenitivo
Que as dores cura de Beus pais queridos ;
Que choram a sua perda irreparavel,
Como amigos que sao estremecidos.
Maio1888-.
Julio Soares de Azeveda.
Franslaco
Antonio da
canee
Silva C'aval
(1- annivereario)
Deecanca !...
A' ti, eterna
pas ; a nos sandadei .'
(MagalfaZei.)
Ante a eras que sombrea a lapida onde se le o
sen nome honrado e qnerido !... curvase respei-
toaa toda sna familia.....laucando olhares hume-
decidos de viva e intensa saudade deesa cruel se
paracas, lagrimas naturaes sent cahir, penhor
sincero do rerpeito que consagra aquello que as
mais fagueiras aspiracoes fortaleciam, em procura
do bem do lar, do modo que lhe era posaivel e
pelo verdadeiro sentimento religioso !
Lamentando com grande e immensa dor do
fundo d'alma, a perda inda maior, d'aquelle qne
de corsco a amava promova toda ana felicidade,
e deiiounos sua lembraaca em amorosos estreme-
cimentos que lhe davam vida 1 a familia que esta
lagrima representa convida seus parentes e ami-
gos, para assistirem a una misas que manda ce-
lebrar no convento do Carmo por alma de sen ve-
neran lo e saudoso esposo, pai, sogro e avd Fran-
cisco Antonio da Silva Cavalcante, acto que ter
lugar s 8 horas da raanbl do dia 23 de Maio in-
fausta data aani versara do sen fallecimento : tri-
butando a todos que comparecerem profundo re-
conhecimento '. ____________
Dr. Mello Gomes
MEDICO PARTEIRO OPERADOR
24Ba Larga do Rosario24
{Esquina, por cima do Annel de Ouro)
Onde ple ser procurado qualquer hora do
dia e da noite.
ESPECIALIDADES : Febres, molestias de
senhoras e dos pulmoe, sypbihs, cora e opera-
joes de estretamentos e soffrisaentos da uretra.
Acode a chamados para lora da capital.
TELEPHOKE 374
EDITAES
O Dr. Thamaz Qarcez Paranhos Montene-
Ko, commendador da Imperial Ordem da
osa, jais de direito especial do com-
mercio desta cidade do Recife e capital
da provincia de Pernambuco por Sua
Magestade Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Faco saber aos que o presente ed tal vrem ou
delle tiverem noticia, que se acba aberta a fallen-
cia do negociante Jos dos Santos Coelhopela sen-
tenca que 6 do theor seguinte :
Vistos.Eti face da petico de fb. duas decla-
ro aberta a faliencia da negociante Jos dos San-
tos fJoelho a datar do 15 do correte mez. No-
meio curador fiscal o Dr- H. Milet.
Faca se publica por editaes a faliencia e convo-
3uem-se os credores para se reunirem no dia 22 as
1 horas para nomeiarem depositario.
Jtinte-se o respectivo balanco no praso de 3
dias.
Praceda-ie a srreeadaeo da massa em cojo acto
desi goarei quem provisoriamente a receba.
Bcife, 17 Ae Maio de 1888.Tboma Garcei
Pranses Montenegro,
O Dr. Tbomaz Qarcez Paranhos Monte-
negro, commenlador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direitc especial do com-
mercio da cidade do Recife, por S. M.
Imperial e Constitucional o Sr. D. Pedro
II, a quem Deus guarde, et, .
Faco saber aos que a presente edital virem ou
d'elle noticia tivereu, que por parte de Isidoro
Bastos de Oliveira, me foi dirigida a petico que
do theor seguinte :
Exm. Sr. Dr. juis do commercio.Isidoro Bas-
tos de Oiiveira, na qualidade de testamanteiro de
Jc Carlos Bastos de Oliveira, credor de aliene]
Soares Raposo da Cmara, da quantia de 4:747*,
importancia de 5 lettras de aeu aceite, sendo 4 de
1:000*, saccadas a 15 de Setembro de 1877, a
praso de 8 mezes e urna da quantia de 747*, eac
cada mesma data e com o mesmo praao. Urna da
quantia de 172*130, saccada a 1." de Marci de
1878,do aceite de Miguel Jos Hdnrique Trigueiro
com o praso de 6 mezes ; urna da quantia de....
927*580, sacada a 14 de Agosto de 1877 do aceito
de Kicardo < C, com o praso de 6 meses ; urna da
quantia de I:00*, sacada a 25 do Outubro de
1877, aceita por Baymundo Candido dos Pasaos
com o praao de 6 meses; duas do aceite de Ait>
oio B- ato de Sousa Lima, sendo urna da quantia
de 475*300, sacada a 27 de Agosto de 1877, com
o prazo de 8 m.-zes ; outra da quantia 62*250, sa-
cada a 6 de Setembro de 1877, com o praso de 8
mezes ; e como cstejam as mesmas lettras prestes
a prescreverem vem o supplicaote, pela segunda
ves, ioterromper a prescripcao, para oque requer
a V. Exc. se digne mandar tomar por termo o seu
piotesto, afim de ser intimado aos supplicados ;
como os mein>s anda continuam ausentes em lu-
gar incerto e nao sabido, requer a V. Exc. se dig-
ne marcar dia para ser justificada a ausencia dos
supplicados, afim de julgada por sentenca serem
intimados por editaes com o praso de 30 dias, de-
pois do que sejam entregues as lettras do suppli-
cante, ficando copia para constar, sendo distri-
buida por dependencia do escrivo Ernesto Silva.
Pede a V. Exc. deferimento.E. B. M.
Becife, 14 de Maio de 1888.Joo Caetano de
Ab.-eu, procarador.
-3Estava legalmente sellada com urna estampilha
de 200 ris devidamente inutilisada na forma da
lei.
Despacho :Como pede O eserivo designe
dia.Becife, 14 da Maio de 1888.Montenegro.
Distribuico :A' Ernesto Silva. Oliveira.
Termo de protesto : Aos 14 de Maio de 188i,
em mea cartorio, perante mim comparecen o sup-
plicaote e por este foi dito que redusia a termo o
protesto constante da petico retro, que offerecia
como parte d'este em que depois de lido assigaa.
Eu, Ernesto Machado Freir Pereira da Silva,
Joo Caetano de Abren, Antonio Barbosa Cordei-
ro, Ionocencio Garca Ubav s.
Sentenca .-Vistes. Julgo procedente ajustifi-
caco. Faoa-se a intimscSo por editalCustaa ex-
custa.
Becife, 18 de Maio de 1888.Thomaa Garcea
Paranhos Montenegro.
E mais se nSo coa ti o ha em dita petico, despa-
chos, distribuicaoj termo de protesto e sentenca
aqni fielmente copiada e transcripta.
Em virtnde da sentenca aqui copiada o respec-
tivo escaivo fes passar o presente edital, pelo
qual e sen theor, chamo, cito e hei por citados os
justificados para dentro do praso de 30 dias, com-
parecerem ante este juizo, allegando o que for a
bem de seos direito s
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente, que ser fixado nos lu-
gares do costme e publicado pela imprensa.
Dado e paseado nesta cidade do Becife, aos 19
dias de Maio de 1888.
Eu, Ernesto Machado Freir Pereira da Silva,
subscrevo e assigne.
Thomaz Qarcez Paranhos Montenegro.
Thesooraria de Fazenda
O consalho, para o fornecimento de viveres,
forragens e ferragens para os corpos desta guar-
nilo e enfermara militar, recebe propostas no
dia 30 do eorronta ao meio dia, no q a artel general
do commando das armas, onda funcciona o dito
conseibo, para contractar o fornecimento dos al-
ludid-a artigos, conforme a relacao infra, durante
o semestre de Julho a Dezembro deste anno.
DELARACOES
FacnlSaae le Direito
De ordem do Exm. Sr. conselheiro director in-
terino, faco publico qne em observancia ao deter-
minado no aviso do Ministerio do Imperio n. 1599,
de 9 do correte, fica marcado o praso de oito
das, a contar desta data, para reqnerercm matri-
cula os estodantes qne at agora nao tenham feito
por e* perarem deeisao do governo, qnsnto ao qae
baviam representado acerca da providencia conti-
da ao aviso de 3 de Abril findo, e de solujo das
qoestoes snbmaltidas sua dccso relativas ao
mesmo assompto.
Secretaria da Faculdade de Direito do Becife.
21 de Maio de 1888.O secretario,
Jos Honorio B. de Menezes.
IR1AND1DE
DO
SS. Sacramento da matriz da
Boa-Vista
Maa geral
Nao se tendo reunido no dia annunciado nume-
ro legal de irmios para proceder a eleicao como
estava annunciado, de ordem do irmo jui, de
novo convido a todos os nosses irmSos para com-
parecerem em nosso consistorio quarta-feira 23 do
corrente, pelas 5 horas da tarde, pera se proceder
a eleicao de conformidade com os arta. 39 4 56 do
nosao compromisso.
O escrivo interino,
Jos Francisco de Figueiredo.
1
Arroz kilogramms.
Assucar branco refinado de 1* qualidade, dem.
Dito de 2* dita, dem.
Dito mascavado refinado de 3* dita, dem.
Asete doce da Lisboa, litro.
Alfafa, kilogramma.
Bacalho, idem.
Batatas inglesas, idem.
Caf em grao, idem.
Carne de pjrco, idem.
Carne de vacca, idem.
Carne s.cca do Rio Grao le do Sul, idem.
Cha verde da India, idem.
Cha da India preto, idem.
Cevadinha. idem.
Cravos, cento.
Chocolate, kilugramma.
Cnpim, dem.
Farinha de 1 qualidade, litro.
Dita de 2* dita, idem.
FejSo preto, idem.
Dito mulatinho, iiem.
Fructas, nma.
Farello, kilogramma.
Ferradura, numero.
Lenha, acha.
Macarrj, kilogramma.
Maizena, idem.
Manteiga inglezo de Ia qualidade, idem.
Marmelada, idem.
Milho, idem.
PSo, idem.
Sal, idem.
Tjucinho de Minas, idem.
T.mperos e verduras, racSo.
Vlnbo de Lisboa, litro.
Dito do Porto, idem.
Vinagre tinto, idem.
Lavagem de roupa passada a ferro, peca, ama.
Agurdente, litro.
Ametra, kilogramma.
Ameixas passadas, idem.
Ararata. idem.
BiscoutoB de ararota, idem.
Caf moido, idem.
Figos passados, idem.
Frangos, um.
Gallinha, urna.
Pasaas, kilogramma.
Tapisca, idem.
Carvo vegetal, sacco.
Dito cock, kilogramma.
Sabo commuui, idem.
Vassouras de piassava grandes, dasia.
Papel pautado fiume, resma.
Dito mata borro, folha.
Penas de sea Perry, raiza.
Gommaarbica, frasco.
Tinta preta, garrafa.
Caetas de madeira, dasia.
Lapis preto de Faber n. 1, idem.
Banha de porco americana, kilogramma.
Carne de earneiro, idem.
Goiaba em lata, idem.
Ovos, um.
Vinho branco, litro.
Vinagre de Lisboa, idem.
Velas de cera, kilogramma.
Phosphoros americanos, grosa.
Sanguexugaa pela applicaci} de, ama.
Medicamentos para cava loada, numero.
4.a pra?a
Pela inspectora desta Alfandega, se faz publico
que, aa 11 horas do dia 22 do corrente mez, sero
arrematados em praca na porta desta reparticio,
as segmntes mercaduras :
rmaseos a. a
i9Kfrc.5i^ & c'M-1217>1218-doM ,udo8
nei e ld2 duas caixas ontendo 362 duaiaa de
ventarolas de papel, cabos de madeira. vinda de
New-Ioik no vapor americano Allianoe en-
trado em 26 de Abril findo, abandonados aos di-
reitospor Hiniy Forster & C.
T, dem, Idem
.7eil?'Jde,D' 1W. 1M1 1223' 1224' 12^6
1227, 1229, 1230, 1234, 1235, 1238, 1239 e 1240
l caixas contendo 138 quadros nao especificados
do madeira ordinaria em estampas, para expdr a
venda perfumaras, etc.; idem, dem.
, "ea)j 'dem, ns. 1219, 122i, 1225, 1228, 1233,
l-'db e 1237, 7 caixas contendo 249 kilos de obras
de papel impreasos em mais de ama cor : idem
idem.
3. Secoo da Alfandega de Pernambuco, 19 de
Maio de 1888.
O chefe,
^^^ Domingos Joaquim da Fonseca
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, prevno-
se as costureiraa deste arsenal, que possuem guias
de ns. 351 400, que nos dias 21, 22 e 23 do cor-
rente mes, sero distribuidas costuras, devendo
as proprias costoreiras vir receber aa menciona-
das costuras.
Scelo das costuras do 'Arsenal de Guerra de
Pernambuao, 20 de Maio de 1888.
Flix Antonio de Alcntara
Alfe.es adjunto.
COMPAXUH
Enterro por cavallo, um.
Condifoes
Participo a todos os nossos compatriotas, qae na
reuno hsvida bentem no Gabinete Portugus, afim
ae se resolver sobre nma maoifestaco pelo gran-
de acontecimento da bertaco dos escravos no
Brasil, iorem nomeadas diversas commissoes, con -
forme a publicaco no Jornal do Becife de 22
O dia da manifestaco e o programma sero em
breve publica:os, visto como ha varios detalhes
qne attender, e d-s qaaea depende a mesma pu-
blicaco.
A commissc central conta que todas os cava -
lbeiros que compem as commissoes pareiaes se
esforcarao para qne a manifestars tenna o maior
bri'hantismo possivtl, esmo merece o assumpto
qne a motivoa.
A commisso central conta qne as commissoes
pareiaes se esforcem pelo embellesamento das
soas mas, Iluminando e embandeirando as mes-
mas no dia do cortejo, fechando os estabelecimen-
tos ao meio dia, promovendo o concurso ao corte -
jo, e finalmente todo qae fr tendente ao brilhan-
tismo da maoifestaco.
A commisso central se reunir, diariamente,
no Gabinete Portugus, s 6 horas da Urde.
Becife, 21 de Maio de 1888
Joi da Silva Rodrigues,
1" secretario.
Thesooraria de Fa-
zenda
Pagamento de costara
De ordem do Illm. Sr. inspector, faco publico
que de amanh por diante sero pagas nesta the-
sooraria as costars feitas para o Arsenal de
Guerra, na 2a quinzena do mez de Abril prximo
findo.
Thesourana de Fazenda de Pernambuco, 18 da
Maio de 1888.O secretario,
Dr. Antonio Jos de Saat'Ahna.
1.* Todos os gneros sero de Ia qualidade, e
os fornecedores devero satisfaaer os pedidos den-
tro dos prasos marcados nos respectivos contrac-
tas, entregando os mesmos gneros nos qaarteis
oa fortalezas e enfermaras, e depositarlo na The-
sooraria de Fazenda nma qnania, como cauco,
qae ser arbitrada pelo conselho de fornecimento.
2.* As prcpistas devero conter a declaraco
expressa de snjeitar-se o proponente malta de
5 % da importancia a qae montaren) os viveres
on artigos qae forem aceitos, se deixarem de com-
parecer para assignar o respectivo contracto, den-
tro do praso que fr modificado pelos jornaes.
S 80 frjderi oonaorrar ana fornecmoatos o
candidatos qae se habilitaren! na forma do art.
18 do decreto n. 7,085 de 6 de Maio de 1880.
4. Da falta de fiel eamprimento de qualquer
das obrigacoes contrahidas, os fornecedores nca-
ro snjeitos a pagar o valor do genero registrado
on nao recebido em tempo.
j." Os concurrentes sao obrigados a apresentar
as amostras dos generas oa artigos qae iorem jal-
gados precisos pelo conselho.
6.* As propoetas sero apresentadas em dupl-
cala at s 11 horas do referido dia 30 do corren-
te, em qae all sero abortas e apuradas em pre-
senta dos proponentes, sendo que na mesma oeca-
sio se acetarao propostas para a venda de estru-
me dos animaos da compaabia de cavallaria.
7.* Finalmente os fornecedores qae requererem
a reeiao de sea contracto e forem attendidoa, fi-
cam snjeitos 4 malta de 10 "/a sobre o total do
fornecimento do semestre anterior.
Thesonraria de Fazenda de Pernambuco. 21 de
Maio de 1883.
O inspector,
Manoel Antonio Cardoto.
Derby Club
Pernambucaao
Assembla geral
_ Pelo presente sao convidados os senh rea ac-
cionistas para a isstallaco deste club, qae ter
lugar teroa-feira 22 do corrente, 4 i hora da tar-
de, na rna do Imperado.' n. 75, 1- andar.
Becife, 19 de Maio de 1888.
A commisso,
^ Joo Jos de Amorim.
pr. Jjs Joaquim de Oliveira Fonseca.
Joo Fernandos Lopes.
Jos de Oliveira Castro.
Manoel da Silva Maia.
Companhia das Minas do Assd-
ro
Sao convidados os seohores accionistas desta
companhia a reunirem se em assembla geral ex
traordinaria no da 28 deste mes, no sea escrip-
torio rna do Mereado n. 6, s 12 horas da -na-
nha, para o fim de resolverem sobre o proviment
de meios necessarios para proseguirem os seas
trsbalhos, conforme estabelece o art. 63 dos esta-
tutos, oa providenciaren! como melhor convenha
aos interesses da mesma companhia.
Bio de Janeiro, 13" de Maio de 1888.
Os directores,
J. F. de Alencar Lima.
F. C. Maylor.
Raro de Aranjo Maia.
Companhia de edifi
cao
Assembla geral
De ordem da directora e em vista da resolu-
co da aaaembla geral ordinaria c-fi.'ctuada boje,
convido aos Srs. accionistas para reanirem-se em
assembla geral extraordinaria no dia 23 do cor-
rete, s 11 horas da manh, na sede da compa-
nhia largo de Pedro II n. 77, afim de tratarem do
augmento do capital padido pela directora, da
eleicao de um memhro desta e da recomposico
da mesa das assemblas geraes.
Becife, 7 de Maio de 1888.
Ricardo Meneaei,
Gerente.
Hospital Portogaez de Benefl-
cencia
ASSEMBLA GERAL
De ordem do Illm. Sr. provedor, convido os se-
nh res socios a reunirem se em assembla geral
no domingo 27 do corrente, a (2 horas da manb,
na sede social, afim de assistir a posse da nova
junta administrativa, eleicao de alguna raembroa
da dita junta e lei tura do lelatoria da administra-
oo de 1887, como preceita o art. 18 dos nossos
estatutos.
Seoretaria do Hospital Portnguez de Beneficen-
cia em Pernambuco, 19 de Maio de 1888.
Feliciano de A. Gomes
1 secretario.
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro director ge-
ral, faco publici qae no dia 24 do corrente, ao
meio dia, recebe-se nesta repartico proposti s em
cartas fechadas e competentemente selladas, para
a execaco dos reparos de que necessta a ponte
do Maduro, em Santo Amaro, oreados em......
3874200.
O orcamento e mais condicSes do contracto se
acham nesta secretaria para serem examinados
pelos senhores pretendentes.
Secretaria da repartilo das obras publicas, em
9 de Maio de 1888.
O engenheiro secretario
Lus Antonio gavalcante de Albuquerque-
Santa casa de misericordia do
Recife
Na secretaria da santa casa da misericordia do
Recife, arren ase p^r espaoo de um tres anuos
a casa n. 8 Pasaagem da Magdalena.
MARTIMOS
Coi
ipautUa Brai ilelra d Naeve
ga?o Vapor
fORTOS DO SUL
O vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
' esperado dos portos do nor-
te at o dia 25 de Maio e de-
pois da demora indispensavel,
^guir para os portos do sul.
Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
thanna, Pelotas, Porto Alegre e Bio Grande do
Sal, frete mdico.
As enneommendas s sero recebidas na agen-
at 1 hora da tarde do dia da sabida.
Para carga passagens, encommendas e valo-
res trata-se na agencia
PORTOS DO NORTE
O vapor Alagoas
Commandante Joao Mara Pessoa
' esperado dos portos do sul at
o dia 26 de Maio, e seguir
,depois da demora indispensavel
hpara os portos do norte at Ma-
wlmm.
As encommendas sao recebidas na agencia at
1 hora da tarde do dia da sahida.
Para carga, passagens encommendas e valores
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTN. 9
ROYAL MIL STEAM PACKET
GOHPANY
0 paqeute Nile
PBMNAHBUCA1VA
DE
ttavegaco Costelraoor Vapor
PORTOS DO SUL
Ta mandare e Rio Formo so
O vapor Mandahu
Commandante .Albuquerque
Segu no dia 22 dg
Maio a 5 horas da
-maoh.
Recebe carga at o
Idia 21.
Encommendas, passagens e dinheiros frete at
s. 4 horas da tarde do dia 21.
ESCRDTORIQ
Ao Caetda Companhia Parnambucana
n. 12________________
COMPANHIA PEBKAMsMJCANA
DE
BaTegaefio costeira por vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mostor, Ara-
caty, Cear, Aearahu e Camosiim
O vapor Pirapama
C-imm. ndante Carvalho
Segu no dia 28 de
Maio, s 6 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 21.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
as 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRD7TORIO
Caetda Companhia Pemamhucana
n. 12
LEfLUES
Animaes naeonaes at meio san-
ao segundo e o terceiro livra a
Sarao em 26 de Maio de 1888
Os seohores socios podero procurar os seas in
gressos na sdc do club, a contar do da 21 do
corrente, das 7 s 8 lj2 horas da noite, em mo
do Sr. thesoureiro. Nao admissivel aggregados.
Secretaria do Club Carlos Gomes, em 19 de
Maio de 1888.O 1 secretario,
Pomjj C. Casansva
GRANDE PREMIO DR. SOUZA RES
PROJECTO DE INSCRIPQiO
Para a 16.a corrida qne se realizar,
Domingo, 27 de Maio
1. pareo ConsolacSo800 metros. Animaes da provincia qae anda nSo
tenham ganbo. Premios : 200000 ao primeiro, 400000 ao segando e o teroeiro
livra a entrada.
2. pareoPeres Campello1.450 metros,
gue. Premios: 400000 ao primeiro 100*000
entrada.
3.* pareoPrado Pernambucano1.609 metros. Animaes de qualquer paiz.
Premios 500*000 ao primeiro, 125*000 ao segando e o terceiro tivra a entrada.
4.a pareoGrande premioDr. Souza Res
1.200 metros. Animaes da provincia. Premios: 400*000 ao primeiro, 100|J000,
ao segando, 50J000 ao terceiro e o qosrto livra a entrada
5. pareo Capitulo J. J. da Rocha(Handcap) 1.200 metros. Animaes de
menos de meio sangue. Premios: 300*000 ao primeiro, 75*000 ao segando e o ter-
ceiro livra a entrada.
6.* pareo E Chalne1.000 metros. Animaes da provincia, que anda nSo
tenham ganho nesta distancia. Premios: 200*000 ao primeiro, 50*000 ao segundo
e o terceiro livra a entrada. ,
7." pareoDr. Qonyanves Pinto2.500 metros. Animaes da provincia. Pre-
mios 250*000 ao primeiro, 60*000 ao segando e o terceiro livra a entrada.
OBSERVAgES
As entradas s&o de 10 por cento sobre o valor dos premios.
Nenbum pareo se realizar sem que se iosorevam e corram pele menos tres
animaes de proprietarios difFerentes.
A insoripcSo encerrar-Be-ba no dia 22 do corrente as 6 horas da tarde, no
Prado.
Recife, 17 de Maio de 1888.
O GERENTE,
Marcolino Rodrigues da Costa Jnior.
Espera-se da Europa at o
dia 25 de Maio, segnindo
depois da demora da costume
para
Macci, Babia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Renos Ayres
0 paquete Tagns
esperado do
sul no dia 27 do
corrente e seguir
depois da demora
necessaria para
Lisboa, Yigo e Sonthampton
BeduecSo de paesagene
Ida Ida e volta
A Sonthampton 1 classe 1 28 t 42
A' Lisboa Ia classe X 20 30
Camarotes reservados para os pasaageiros de
Pernambnco.
Par passagens, fretes, etc., tracta-se com os
AGENTES
Amorim Irmos &C.
S. 3"BA DO BOM JESS-N. 3
tnaed Slitcs 4 Brasil M. S. & C.
O vapor Advance
spera-se de NewJ'ort-News,
at dia 27 de Maio o qual
seguir depois da demora ne-
cesaria para
Baha-lo de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
te com os
AGENTES
Henrv Forster i G.
8 RA DO COMMERCTO-N. 8
llanda*
Quarta-feira (23 do corrente) deve ter lagar
leilo dos movis da casa de residencia do com-
mendador Castro Babello, cm continuaco ao lei-
lo comecado no da 15, bem como os carros,, ca-
vallos e vaccas tonrinas.
Quarta-feira, 23, deve ter lugar o leilo de
cerca de 4,500 bsccos com assucar branco e mas-
cavado, salvados da barca hespanhola Virgem
Mooseirat* arribada neste porto por forca maior.
Leilo
De 1 rica cama de bano com embutidos de
madreperola e metal, 1 guarda-vestido de dito
dito, com espelho, 1 mesa de cabeceira de cama
de dte dito, 1 cama de erable com colzo de
molla, 1 lavatorio de dito, mesas elsticas, 1 im-
portante cofre ingles prova de fogo de Milneris,
com segredo, phosphoros, papel almaco, 'caixas
com vidros de cores, ennhetes de ac, diversas
amostras de ferragens finas, toncas, vidros, qia-
dros, diversos objectos de electro-plate, colheres
de metal fino, garios, relogios de parede, presuntos
de fiambre, 10 barra com vinho de Lisboa, di-
versas qualidades de bebidas, ton Ibas, colchas, ca-
misas, ceroulas e mnitos ontros objectos.
Terca felra, SS do corrente
A'e 11 horas
No armazern da ra Mrquez de Olinda .
n. 48
POR INTERVENgO DO AGENTE
Uusmao
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S. E. g.
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CHARGEIRS Mim
Companhia Francesa de navega-
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Hpvre, Lis-
boa, Pernambuco, Babia, Ro de Janeiro e
Santos
0 vapor Ville de Cear
Laeney
Commandante
Agente Pestaa
Leilo
DE
PREDIOS
Urna linda casa terrea de podra e cal, com porta
e janella de frente, 2 sallas, 3 quartos, cosinha
fra, pequeo quintal com cacimba meeira, per-
tencente ao inventario de Vctor Gregorio de Al-
meda Res, sita rna Vmte Quatro de Maio
n. 87, ootr'ora da Cadeia Nova.
Urna dita de pedra e cal em terreno proprio,
sita em Agua Fria do Beberibe, roa Alegre n. 8,
Eertencente ao arrolamento da fallecida Anna
dalina Vianna Lins, com 3 quartos, 2 salas e
cosinha, tendo cerca de 700 palmos de frente.
Terca felra. 99 do corrente
A's 12 horas em ponto
No armazern de agencia de leudes, ra
do Imperador n. 45
O agente Pestao, ansorisada por mandado do
Exm. Sr. Dr. juia de orphos e com assistencia do
mesmo vender no dia e hora cima mencionados
a qaem |mais dr as referidas casas.
Agente Bnrlamaqai
Leilo
De bas) casas e sillo
Terca felra, ** de Malo
A's 11 horas
No armazern ra do Imperador n. 22
O agente cima, por mandado e assistencia do
Ezm. Sr. Dr. juis de direito da provedoria. a re-
Snerimento do commendador Manoel Jos da Silva
uimaraes, vender em leilo duas casas, sendo
urna grande casa terrea, com soto interno, tendo
janellas de frente e dnas portas, duas salas, gabi-
nete, seis quartos, cosinha externa, e mais tres
quartos, porto ao lade e quatro janellas no oito,
sendo dnas no soto, e sitio com boa agna, em
solo proprio, na travessa de Sant'Anoa, perto da
estaco da Jaqueira, urna outra casa terrea me-
nor, na mesma travessa, com bom quintal e ca-
cimba, e junta casa cima, cujoa bens pertea-
cem ao acervo do inventario da finada D. Ma-
rianna Farias Botelho.
. ^
Leilo
De 1 oavallo e 50 fardos de fenno
Terca felra, 29 do corrente
A's 11 horas
No armazern da ra Marauez de Olind*
n. 48
Por occasio do leilo de grande quantidade de
mercadoras.
POR INTERVENgO DO AGENTE
Gusmo
Agente Britto
ra-se da Europa no dia |
de Maio e seguindo de-
pois da demora necessaris
para
Babia, Rio de Janeiro' e Santos
Roga-so aos 8rs. importadores de carga pelos
vapores desta linha, qneiram apresentar ae dentro
de 6 dias a contar do da descarga das alvarengas
qualquer recamaco concerneute a volomes, que
norveotura tenham seguido para os portos do sul
afim de se poderem dar tempo as providencias,
neces Barias. ,
Expirado o referida praao a companhia nao se
responsab'liaa por extravies. .
Para carga, passagens, encommendas e dlnnei-
ro a frete trata-se com o___
AGENTE
Angoste Labille
9-RA DO COMMERCIO-9
De 1 armaco, 1 fiteiro 3 rotulas, 3 pipas, T
bsrris, 1 banca grande, 1 armario, 4 baoquinhas,
1 deposito oara gas, 1 blanos eom pesos, 1 te-
Iheiro com 30 telhas de tinco, diversos aviamentos
para sspateiro e tamanqueiro, 1 revolver, 3 lam-
peoea e ontros objectos que sero vendidos ao cor-
rer do martello.
Vidal de Nagreiros n. 52.
A'S 10 1/2 H08A8
Quarta-feira, 22 do corrente
Agente Burlamaqui
2 Leilo
Quarta felra. 3 do corrente
A's 11 horas
Na ra do Imperad' r n. 22
De urna grande casa com o sitio
O agente cima por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr. jnis de direito do cvel, vender em
leilo, urna grande casi no lugar Barro da fregu-
xia de AfogHdos, com pnce janeltaa de frente e
asolaos, portaes de ferro aos Indos, mnito bom si-
tio eom arvores de fruto e muitos coqueires, agua
potavel, pertencenti s ao acervo do inventario do
finado Jos Theodoro Gomes
Os Srs. pretendentes podem exsminsr a casa
litio.
.


_-__


'enwnnaeoTcrca-felra 22 de Maio de 1888
Leilao
Da en de 4,500 saceos co* ssacar
branco o maseavinho. salvado da barca
hespaDhola Virgem Monserrat >.
QuarU felra 3 correte
A's 11 horas
Em frente ao srnrazero -dos Srs. Jos da
Silva Loyo & Filho, junto a guarda-
mora da Alfaniit ga
O agente l'-uto, levar a leilio por auturisacJo
daCoSpsnhia IndemnsaBora, com licenca do br.
Dr insp-etor da Alfandega, em presenca do en-
pregado da repartid par o fia mareado e por
oonta e risco de quem perteneer, de cero de 4 500
saceos cem Mocar descarregado da barca hes
panbola Virt-em Monaerrat.. arribada neste por-
to com agua aborta, na eu ultima viagem para
Lisboa, existentes, no caes em frente do armaxem
dos Srs. Jos da Silva Loyo A Filho, onde serio
vendidos a 11 horas do dia 23 do corrente.
Leilao
De
2 vaccas, sendo urna roeatica e a outra
da trra, e 2 garrota tourinoa
Iota felra, 4 do correte
A' 1 futra da tarde
Por occaaiio do leilo de mofis, loaca, vidros,
csrros e cafallos, na chcara da Passsgem da
Magdalena, em que morca o Sr. desembargador
Castro Rsbello.
Leilao
De bons movis, lustres e candieiros gaa
carbnico, quadros, jarros e vasos para
flores, electros, objectoada bronze, trans-
parentes cbinezeB e bancos de jardim,
carros, cavallos, arreioB e vaccas touri
as.
A a *
um piano forte da mua cauda, propro para
concertos, 1 seraphina francs >, 1 cadeira de
piano, orna rrobilia de Jacaranda massico com 1
sof 2 consolos com pedras, 4 cadeiras de bracos
12'de goarnicao, quadros a oleo, 4 cortinados
para portas, transparentes do Japo, lustres a gas
a 12 arandellas a gas, novas, 4 jarres para fLref,
2 eterioscopios com vistas, 1 campa elctrica e 1
grade de amarell >.
Una secretaria de Jacaranda, 1 mobilia de pa-
Iha ou junco toieido, com 1 sof, 2 contlos, 1 me-
ta oval e 6 cader&s, 1 estante etager. vasos para
lores, 2 candieiros de brenze, 1 linda caixa de
musiea grande, 1 espingarda, tinteiros, cestas
para floree, 1 lindo porta-mueica e porta flores.
Um sof e 2 cadeiras estufadas.
Urna mesa elstica com 7 t.boas, 1 aparador e
1 guarda -loaca.
Dote esdeirss de mogno, cadeiras e junco n
vas, copos, clices, garraiae, cempoteiras, talbe-
aaa, colheres de electro-pate, louca e vidros.
Urna secretaria com gavetas dos lados.
Um guarda-roupa de Erable, 2 camas e capota
tsmbtm de Erable, 1 commoda, 1 toilet, 1 lavato-
rio cem pedra, 1 cama de ierro com &lcbo.
Um landan com 8 molas e arreios, 1 vis-a-vis
com 4 molas e arreios.
Urna parlha de cavallos pera carro, 1 cavallo
grande para dito hora, 1 cavallo para sella, ar-
reios avulsos, carros e 2 vaccas toorinas e 1 bom-
ba nova.
tiota feira 94 alo correte
Na Magdalena
O agente Pinto nao teudo podido ultimar o lei-
lio des movis da resid acia do commendador
Castro Katello, em consequencia dos festejos
daquelle da, contina quarta-feira (23 do corren-
te) o leilo contendo oa oujeetoa aeima menci ona-
dos.
U bond das 10 horas dar passsgem gratis
aos concurrentes.
Agente Silveira
Leilo
De gneros, armac&o e utencilios da ta
yerna sita ra do Pires n. 139
taima feira, 94 do correte
A's 10 1\2 horas
O agente Silveira, autorisado pelo Sr. Maacel
Francisco du Paula, proceder a leilao dos g-
neros, armacio a utencilios, em um ou mais lotes
da taverna sita ros da Pires n. 139 (contigua
estaco do Pires); garante-se a chave do com-
prador.
w$*
'rr
As Muas Catharticas
Do Dr. Ayer.
A experiencia do tei
Dr. A y.
btidoa com M Mf*f
matead" As Mala
>iafS.> t l , mando qnarent jumos
aoeaataa I'ilul ol.moruii. i-.i..a .pularuia e u-
, oirtra medec.na purgatira M
...
AS Pl ;.nrgani co-
mente o ventre co'n .mam c for-
rjncass sfjgamdigaraasi e sarizsllsHvM
As Pilulas do Dr. Ayer
eurato sstVsSi*" lm|llm*ni<->. riten saatts
seria e a miado lataes, iiferaudades, uaotrraaas
poraqueH.is deso -
Para as cojos tymp1 mas sao a Kiiermidadeasla Pell,
Ardor e i'eso no Estom;iiro. Nanaaa, .RBalm,
Dore de Jbeca, Hlito Ftido, Febre Biliosa
,, Dore* do estomago costas e eapadnas,
Incli*v'6 Hydro4sa. etc--n*d^,T"f.r^",
com seguranca e promptidao como as rraw '*>
lnu Avkr: as quars so de grande otilidade no
, da Heinorrholdaa.
Como remedio domestico na tero canal.
PREPAEADAS PBLO
DR. J. C. AYER e CA.,
Iiowell, Mass., E. V. A.
M veada nao priacipaej pharmacias e lrogaHa.
Cosinhcro
no hotel
Precisa-ss de um cosinbeiro
lorga do Rosario n. 13.
da rna
SaBla Casa
Arrenda-se o sitio n. 1, no Parnameirim. com
casa de vi venda. O sitio extenso e mnito arbo-
rizado ; a tratar na secretaria da Santa Casa.
40$000
Casa e comida no hotel da ra do Duque de Ca-
sias n. 2, on travesea das Grases.
Os novos propietarios deste estabelecimento
qaerendo acreditado, admittiram nm dos primei-
ros cosinbi iros, pelo que garanten) agrado, since-
ridade e pn eos mdicos.
Temos bebidas excedentes, caf a boa-mo de
vacca aos demingos. ______________ _
Aviso
O administrador do estabelecimento de carros
de paeseio da ra Marques do Hervai n. 37 (an
tig da Concordia), selentifica aos seas amigos e
fregueses, que mudon dito estabelecimento para
a roa de Santo Amaro n. 1, esquina d roa de S.
Francisco, onde encontraro excel/entes carros,
bons cavallos e modicidade em prec.s. O tele-
pbone coDtina a ser o menino n 98.
VELEDA
0 Arijo do Futuro
E' o livro desertes para as noites festivas de
Santo Antonio, S. Joio e S. Pedro, mais moderno
e mais apropriado que tem apparecido neste ge-
nero. Vende aa em tjdas as livrarias e na casa
edictora a roa BarSo da Victoria n. 7
Llvrarla Iauaialrlal
Alfaiataria industrial
Neste estabelecimento se encontrar nm variado
sortimento de boas e modernas cas* miras pretas
e de cores, para bem servir aseos fregouzes e
amigos por preces mais razoaveia do qoe em ontra
qualqoer parte. Tam'oem se encontrar elegan-
tes casaca para alagar, beodo novas e de tama
ahos 'variada.
Norcnha & C.
11 Roa da Imperatiis 11
Sapatos prova de fro
nicos proprio* para este clima e para pessoas
doentes, pois eviiam os resfriamentos, a 1^000 o
Pede se aes Srs. credores pra cemparscerem no par ; na rna da Imperatri* n. 8a
23 do cor-
referido estaheleeimento, quarta-feira
rente, das 10 as 3 horas para sereno psgas.
Leilo
No Bio-liMii o Norte- Natal
O agente Amorim Garca, (ari leilo da barca
Nvaaaa, com carregasoente de madeira da pinho
a qnal est encalhada na praia Formosa do Rio-
Orunde do Norte.
O leilo ter lagar no dia 25 do corrente.
AVISOS DIVERSOS
Alugn-se a 1 ja da casa n. 46, rna da Roda
com armaco, e mnito propria para fabrica de cha-
ntos ou cigarros, on outro qnalqner negocio, -k
anoito bem iocalisada e j afregoesada ; a tratar
aa rna do Cabug n. 16, loja.
Aloga-se casas a 84000 no becen dos C'e
Ihoe, junto de 8. Goneaiio : a tratar oa re* di
lasperatria n. 7o.
ATSENCAO
Precisa se de ama ama para cosinbar e servico
domestico, e que durma em casa, e de orna menina
ou moeinba para costura e tigeiro servico de sala;
oa ras larga do Rosario o. 84, 1* andar.
la etsesroD a segunda remessa das
asssasi alcalina* mineraes de Mo
darix em Panteedrn. asas le
Alnga-se o sobrado n.
com bons commodos e muito
roa do Cabng n. 16, loja.
46 rna da Roda,
fresco : a tratar ns
A'nga-tea casa terrea da rna das Florea a.
18 ; a tra'ar na roa BarSo da Victoria n. 89, ia
arica Vendme.
A luga se a eaaa na Eacrozilhada de Belem
a. 22 por 10*000, est limpa, tem quintal e ca
aimba ; a tratar na rna da Imperatri n. 76.
Preciss-ae de ama aenhora poitoguesa da
aaeia ida.de qoe saiba bem eosichar e cuidar dos
arranjos de urna casa de pocui famil;a, pagando-
aa om ordenado mdico e eerto, aeceita-se mesmo
da nac& francesa as Bramas condices en bra-
aileira: no Camiaha Novo n. 1!8. Na merma
asa alagase nm p. qu-no chalet em linda posi
lo, cercado de fl ,rrs, e tas-se a comida para ho
mem solteiro. tem bsnho fri.
Precisa se de arrendar um grande sitio qoe
tenha osseguin'es commodos: casa de vivenda,
baixa de cap un, quartos p^.ra criados, eoebeira,
perto da cidade : quem tiver deixe em carta fe-
chada no an hi u rusaem do Paulino, na roa do
Imperador n. 28 com as iniciaes A. Jr
Precisa-se de uraa ama cm Apipucos, para
aainhnr ; a tratar na ra do Rangel n. 9, na
aadaria.
Precisa-se de nm caizeiro com pratica de ta-
verns, de 12 a 13 anus, a tratar na Capunga
roa das Pern inbue; as n. 38.
Lava a- e eugomma te comperfeicao ; rna
Augusta a, 211
Cmpr se sement de earrapato ; na fabri-
ca de sleos v.jgetaes. roa da Anrora n. 161.
Ama de osnba
somero 16.
precisa se na roa do ijebp
Eftu p.r alujar o ajorado o 17 rna das
rinebeiras ; n. 3 d i Caes do G-iometro, e o !
Idar o. 12 da ra das Xiarange'ras ; a tratar ia
Trinebeiras n. 17, leja.
Yendas-s eatabeleciiueuto
noiniaittdaFabrsea Masrliaa,
miim ra, da I peratrlz n. 1,
tea* urnas boa freguezia, tul-
ve* malar, etyu certeza
luJa beaa laealissad* do batir-
ala Ha- Viata : arante-ar a
ive.
ESPECIALIDADES
para molestias do estomago, taes coma : diipep
sia gastralgia, catharro ebronieo do estomago
ulceras simples.
Molestias dos intestinos, taes cerno : enfarta-
ment do fgado, ictericia, clculos buhares, diar-
rha ebronica, etc., etc.
Mblestias das vias urinarias, taes coma : dias-
teses ricas, catharro vesical, diabetes sacarina,
albuminuria e gotta.
as anemias, chloroais, psoriasis, prnnigos e
dores artrticas eoutras mnitas molestias.
As aguas alcalinas de Mondaria nascetn de ro
chas granticas na temperatura de 180 oentigra-
des, so clsras, ineolores de cheiro parecido nm
pouco aos de ovos cosidos, sabor alcalino, produ-
sindo um ligeiro sabor picante na occasilo de to-
mar-se. Ellas sao clarificadas no numero das
alcalinas e bi-carbonatadas de soda.
Estas aguas acbam-se venda no estabeleci-
mento do Sr. Antonio Alfonso Srsndes, sito rna
Visconde de Govanna n. 1 (quatro cantos), em
Boa-Vista.
i'roessora
Urna senhora competentemente habilitada, com
pratica de 10 annos de profisso, offerec -se para
leccionar por casas particulares e collegies na ci-
dade ca seas arrabaides, as segaintes materias :
portugus, francs, italiano, geogrsphia, piano e
trabalboa de sgnlha, mediante estipulacio rasoa-
vel ; a tratar na rna Visconde de (oyaena n. 69,
ou ro do Livramento n. 5, leja da borbolet.i.
Lava-se e ngomma-sc
breviilae reopa de senhora e de
bomem: na raa do Fogo n. 4S.
Arrenda-se
3a secretaria da santa casa o sobrado n. 24 roa
do Imperador:
1- andar a aotlo 6004000
Loja 400*000
Sement
Gsaapra-ae s mente
dospieio n. 79.
de ograpato
de earrapato ;. na roa do
Semenles de earrapato
Compra se em grandes e pequeas qaantidades;
aa drogara de Francisco M. Oa Silva 4 C, rus
i Marque de Oiuia n. 23.
Carta
O Sr. Manoel Vieira de Siqueira Torrea tem
orna carta para se Ihe entregar, n) escriptono
deste Disrio.
Tnico

v'.
Capllao Antonio f'arloa Moar
de wellar
D. Joaona Mara da Silva Avallar, sens filbos,
enteados e genros, traspwesados da mais acerba
dr pelo infausta paesament > de s. n presadissiaio
filho, irmao e ennhado, capitao Antonio Carlos
Soeres de Avelmr, a.radeeem do intimo do sor
cao a tod-a os parentes e pssoas de sos amisade
que se dignaram aocmBaabr ao cemiterio publico
u corpo d^tnilic fluado ; e de nevo oa convidara
para assistirem as misas que por alma do mesmo
mandam rezar na igreja do Espirito Santo, pela?
8 horas da manb de 24 do corrente. Por mais
esse caridoso jbsequio, desde j protestam sen
profnado reeonbecimeoto.
Antonio Jos de Mello e Silva
O capito Bellarmino L jurenc.) da Silva, manda
resar orna missa na igr> ja de Nossa Senhora do
Terco, por a'ma do sen finado amigo e compadre
Antonio Jote de sr ello e Silva, s 7 ho-
ras do dia 26 do cerrente, 30a dia do sen fallec
ment, convida aos purentes e amigos do fallecido
para assistir a este acto de candado religio,
pel que ee oonfessa et"rnamnie grato.__________
f
el
Hachado
Jone uac
Margatida Julia Ftfresa slacbadu, seas irssos
6 demais parentes, Francisco Pereira da Silva e
seos filbos, convidam a todas as peseoas das rela-
coi'e de sea idolatrado marido, cuuhad > e parent",
Msnoel Jos Machado, fallecido em Lisboa ante-
bontem, para assistirem as mitsas do stimo dia,
que mandam celebrar no convento de N. S. do
Carmo, por arma ctaquelle finado, a 8 horas do
da, terca feira 22 do corrente. E certos de que
acceitaio convite para esse acto de religio e
caridade, Ibes protestam sna eterna cratii'/S)
t
D. Sarruma tnilbermlna ale
Pal va
Manoel Gomes de Paiva e^seos iihos rogam aos
seos amigos e parentes para ain a faserem o ob-
sequio de assistirem a missa anmversaria do falo
lecimento de eua presada e sempre lembrada espo-
sa D. Manoella Onilhermina de Paiva, a qual ter
lugar na igrej* de S. Jos de Uib.i-mar, peat 7
1|2 horas da manh do da 24 de corrate mea.
pelo que sern ter' ament arrotos.
Capito .4ntonii Cario aoarea
ale Avellar
Jos Victorino de Paiva, sna mulher, filbos,
genros e netos, agradecen) do intimo d'alma a to-
das as pessoas que acompanbaram de Palmares ao
cemiterio publico c ao enterramento dos restos
mortaes de sen sempre chorado genro, capitao
Antonio Carlos Soares do Avellar ; e de novo pe-
dem aos seos parentes e amigos e aos do fallecido
psra assistirem as miesas do stimo dia, qoe por
sus alma sero resadas na qninta-feia 24 do cor-
rente, pelas 8 horas da manh, na igreja do Es-
pirita Santo desta cidade e na matris de Palma-
res Por este seto de caridade e religio se cou-
fessam desde j aeradeeid'W.
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Ama
Precisase de nma ama para lavar e engommar
razendomais alguna servicos, menos comprar e
.osinbar, que durma em casa ; na roa Duque de
Caxias n. 14, sobrado, se dir.
Ama
Na roa da Uaio n. 13, precisa se de orna ams
para engommar.
Ama
Precisa se deuma ama para comprar e co-
sinbar pera casa de familia, na ra Duque
de Caxias a. 14, sobrado.
Ama
Precisa se de urna ama para o servico inter-
no e externo de nma c*.-a de pooca familia, na rna
de Santa Tbereza n. 20, cendo obrigada a dormir
oa mesma casa.
Ama
Precsase de ama ama cosinheira, para casa de
pequea familia ; oa la Duque de Caxias n. 54,
loja.
Precisa-Be de orna am para lavar e cosinbar,
qoe seja de oca conducta ; a tratar no pateo da
Santa Croa n. 18.
,%* %
Precisa se de nma ama para cosinbar e lavar,
para casa de bo-oem solteiro ; na rna Direita n.
45, sobrado.
%* %
Ne becco da Liogueta n. 6, pre isa se de urna
para casa de familia, sendo para cosinbar e lavar.
Ama deleite
Precisa se de ama ama de leire para criar orna
erianca : a tratar n rn de Svnto Amaro n. 8
oo 18. .
Aliga-se barato
Roa do Coronel Soassona n. 50, loja.
Boa do Marques de Olinda n. 48, 3 andar.
Boa do Visconde de Itaparioa n. 43 2*. andar.
Uua Visconde de I tapanca n. 43, armasem.
Ba de Bom Jess n. 47, 2. andar.
(rata-se na roa do Commercio n. 5, l* anda*
eacriptono de Silva Qulmares & U.
Aluga-se
O 1 andar de n. 27 rna Vidal de Vegreiroe.
O 2- n. 66 e o 1- de n. 18 ra de Marcilio Dias.
O terreo n. 27 e o 3- de n 3 roa da Penba.
A casa ni i traveasa da Hora,
dem 28 roa de Nones Machado, no Espinheiro,
om bons commodos.
A tratar na roa do Hospicio, numero 33.
Alug
t
se
as segaintes casas : a da roa do Lima u. 30,
grande casa, com agua, gas e apparelho ; a tra-
tar na Ivtographia J. E. Pnroe, roa Mar-
ques de Olinda a. 8.
Alnga-se
A casa n. 10 na roa da Fundicao, Santo-Amaro
das Salinas; tratar na lytograpbia de J. E.
Pumpll, roa do Marques de Olinda n. 8.
AlM
Profeaaor Anaeleto Pabilo Je Mo
rae Caroitiu
O conselh director do Oremio dos Professores
Primarios, profundamente sentido pelo-fallecimea-
to do sen digno consocio, o professor Anacleto Pu-
bli de Maraes Carvalao, manda celebrar ama
missa pelo eterno repooso de sna alma, no trig-
simo da do seo fallec meoto, quarta-feira 23 do
corrente, s 7 h ras da manh, na igreja matris
de Si-ato Antonio desta cidade. ,
Para esse acto de religio e caridade, o mesmo
ceuselho cjuvida a Exua. familia, aos collegas e
amigos do finado.
S cretaria'do Gremio dos Professares Primario
de Pernambuco, 19 de Maio de 1888.
O 1' secretario,
Augusto Wmder'ev.
o sobrado de um andar e sota roa Marques do
Hsrval; tiavessa do Poeinho n. 83 ; a tratar no
largo do Corpo Santo n. 4, 1 andar
Casa para a lugar
Aloga ae o sobrado n. 9, site roa da Aorora,
a tratar na ra Luis do Kego n. 35
CHado
Precisarse de
de fasaMia ;
xiaa a. 84.
nm criado para servico de orna
a tratar na ra Dnqne de Ca-
Cosinheira
5
, a -)
Attenijo
Pede-se aos Srs. Joaquina Xavier Carne ir.) de
Lacerd e Mancel Joauuim Croeiro da Cnnba de
apparecerem rna Marques do Hervai n. 12, a
negocio qoe nao ignoram.
Casnssseudadot- Maaaoel Jos
Hiibsflu
Joaquim Momeiro da Crus Juni r, Bita deCas-
sia Perreira Croa, Jos Pernandes de Sales Jor
ge e Luis Ferreira Gomes da Silva, tendo recebi-
de a infausta noticia da morle de sen presado
amigo, commendador Manoel Jos Mm-h.d i, ooo-
viaam a todos os sens parentes e amigoa para aa
sistirem a urna missa que mandam celebrar na
matris de Palmares no dia 22 do correte, s 9
horas da manh, stimo da de seu passsmento,
antee ipmdo eos eterna era'idSo.
Precisa-sede orna cosinheira ou cosinbeiro, de
boa aaudnata, para eaaa de familia, e qoe dorma
em oasa dos pUsd ; a ti atar na sitio da estrada
doa Afflictss, dsfronte da estacao.
Cautelas oo Monte de
Soeeorro
Compra-se cntelas de qoalquer joia 5u brilban-
tes, paga-se bem; na prya da Independencia n.
22, loja de relojoeiro.
Costureira
Quem preneisar de urna seuhora para
oozer em machn", quer em casa de fami-
lia, modista, ou loja, dirija-se ra da
Roda n. 30.
Soeeorro a velha
A moradora do becco do Bernardo n. 51, anda
.e fas lembrar s almas caridosas, que nao se es-
laeeam da prott ceo qoe sempre Ihe dispensa-
ran).
Pao Latelo
Melle & Biset avisara ao respeitavel publico
croe todas as tercas e sextas teiras teem este sa-
Ooroso pao ; ra larga do Rosario n. 40.
Atteneo
Tendo sido commettide o meado do mes de
Marco om importante roobo oa cara commereial
d Ereesto Toroqoist & C, Boenoi Ayres pela
aobtraccio de 40 titules hypotbecarios de 1.00U
pesos moeda nacional eada nm, ou aerea de 24,000
pesos em ouro, de dentro de nma carta com des-
tino Londres, o qoe s poode ser descoberto de-
pois da chegada da carta ao seo destino, o reca-
hindo Vehementes snspeitas da i-utoria do facto
ubre o ex-empregado da mesma firma Ioh Schlo-
ter, o qual desappareeera desde o dia 18 de Mar-
eo, recompensa ee com a importancia de 500 pe-
sos em ouro e mais a quinta parte da somma qoe
for acbada em poder do mesmo Ioh Schluter,
aquella pessoa que condosil-o peraate as autoii
dades policiaes.
Tambem ser gratificado cem a quinta parts da
importancia, sqnelle que consegoir restitoil-a aos
roubados ; anda mesmo cao levando Ioh Schluter
a presenta das autoridades.
Os titules roobad.is sao do Banco Nacional Hy
potbeeario da Bepublica Argentns, sene B cin os
teguintes nmeros :
00251, 00252, 00253, 00254, 00255, 00256, 00257,
00258, 00259, 00260, 02246, 02247, 02248, 03202.
03203,03204,03206,03207,03208, 03209, 03210,
03211, 03212, 07783, 07784, 07785, 07786, 07757,
07788, 07789, 07790, 07791, 077y2, 09165,
09166, 09167, 09168, 09169, 09170, 09171.
Ioh Schluter conta de 2 i 23 annes de idade
msde cerca de 1 metro e 70 centmetros de altura
a tem os seguinte carscteristiccs : construeco
robusta e esbelta, cabellos abundantes Inoro esco-
res, nm bigode da mesma cor, gjbrancelbas bas-
tar e escoras, olhos ssues on cinsento claros cor
sadia e um penco moreuo para um allemo e fei-
c,oes regulares.
Falla o allemo com o accento holiheinico e sof-
trivel, perem nio perfeitsmento o bespanbol e o
ingles. E' bom velocipedista e eolleccicnador
apaixonado de sellos de cartas, insectos etc.
Pora visto tm 18 de Marco em Belgrano para
onde se transportara em velocipede e d'alli ausen-
ton-se a cavallo.
As recompensas cima mencionadas caso a ap-
prehensao do dinheiro seja effectuada na provin-
cia de Perm mbuco ; onde talves s tenha bomi-
siado o delinquente eob nm falso neme, podem ser
recebdas no escriptorio Borstelmam & C rna do
Crmmercie n 3, 1 andar, onde pode ser vista a
pbotographia do mesmo Ioh Sclnter.
Fabrico de assucar
MacHinifinio doa abrleanto ituuca
Siewart ak C. de aiaagow
onstruc$ao da mais moderna e aperfeicoada e
de grande durato.
Moeuda com presso bydraulica de Stewart que
d a melbor expresado conbeeida at hoje.
Caldeiras cem e tes fabricantes.
Fornalhas para queiruar o bagaco verde em di-
reitora da moenda.
Os apparelhoa de Vacno e Triplo sao de syste-
ma mooerLO coma ambuin as turbinas ou cen-
trifugo.
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e em geral as que provtn da imporesa de angue.
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larga do Bosario a, 34, Pernamboco.
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Usa do Isaperador uoineru 1M
Livros de jnrisprudeneia, direit., litteratora,
sciencia e religio, livros para ioetrocfo primaria
e secundaria, livros em branco para eacriptnra-
co commereial, tinta para copiar e para escrever,
de diversas cores, artigos para escriptorio e diver-
sos objectos de goBto e pbantasia, papis pintados
para forro de salas, quartoa, restanraota, etc.
Eneaderna-se com prestes e seguranza, marca-
se com nitides cartoes de visita e imprime-se com
perfeico qnalqoer trabalho typographico.
Preces mdicas
Ros do Isaperador a. It
10MB
RIGA SOLITARIA1
CABECA DALOMBBlOA IZPILUDA {
DRVTRO DB t MOKAS PELAS
GLOBULA8 SECRETAN
[PHARMACEUTICO, LAUREADO, P3EMIAC0 COM MEDALHA-
rADOPTADONQSHOSPITAESDE PARS ]
i OBSERVA CAO O bom xito ia? OLO BULAS i
f de S EC RETAN um origimado vario* mua producto* 1
a simlwes : nusiei reaKuirdar-se d eliet cosa toJo j
lo cuidado.
DeociU fM-al, 12, na Becaati. Viril
f Pernambuco FRAN M.da SILVA 6 C
Ao Coelho L
Novo estabelecimento de fazen
das finas e novas
B6 Baa da Isaperairla 5
A loj* do Coelho acab.i de franquear snas P'r-
tss ao distintissmo pablie"> desta c[.ilal. Con-
fiando na benevolencia de publico, especialmente
na das Exmas. familias, o Coelho, pira conquistar
aroteccao e conenrrencia, nio adoptar o systrma
em voga, de falsos reclames. Essa onqaiata elle
espera fazel a com elementos uiais efficases : li-
sura nos negocios, sortimento caprichos e varia-
do. Em artigos de fantasa e faa'endaa da melhor
qualidade, fus o Coelbo a sua especialidade.
Ao Coelho pois!
TeUphone n. 489
sss
NENHU1VXA
Pasta poitoral tem adquirido ftiiiia maia merecida
do que a da PASTA do NAT do DELANGRE-
NIER, ra Vivienne, 53, Paria.
A sua coga utdvtraal c bateada :
Io Na sna poderosa efjicucla contra os Raen-
mas (ConslipacOes), Bronchius. IrritacOcs do peto e da
frarganta; effloacia ceta, verificada por SO mdicos dos
Hoapitaes de Pars.
2 Na sua rnuperioritlKlr inconteutnrcl
reconbecida pelos mnibros da Acudemia do ^ledicina de
Pars.
V as analyses de rhiuiicos da Facnldide de Pars
que veriflearao que nao contiali. opio acm tute* de
opio, tnes como Morphiua e Codcina, remedios eates,
cujos pericos sao bem conheeido*.
TfO sao oe ttulos autli* uticos que recomuitndao a
I ALO PASTA c o XABOPE de NAF a oeav-
fianca dtks Mcdcos, e estes ttulos nao fra coacedldoa
a petoral algum, quer mitigo, quer receir.
Tenda-se v.n principies Pharmacias do Maudo iiuiro.
VENDAS
Arma^o
Vende-se urna armar;o envidracada, propria
para taverna ; a tratar no caes 22 de Novcmbro
numero 44.
Fitas abolicionistas
Grande variedade_, receberam Pedro Antones a
C, n. 63 ra Duque'de Caxias.
Nao rezar quem nio qoizer
Manuaes para missa, vendem Pedro Antunes &
C a 2j( 00 ; ra Doque de Caxiss n. 68.
Para o Hez Mariaono
Jarrinhos bordados a mis
sangas, desenliando rosas, pro-
prios para santuarios, oratorios
e decorado de thronos para o
exercicio do Mez de Maria, a
W2C0, I8r>00, 2$000 e o000
o par, assim como vasos pro-
prios para toilette e enelte de
sala.
Um saldo de 600 pegas de bordados de
muito boa qualidade, cambraia Victoria
proprioa para cosacos de senhora, vestido
de meninas, caifas e saias, com 4 e ce-
dos de largura, a lj$400, a pega.
dem com 4 e 5 dedos de largura, e ama
chave, a 10500, a peca ; todos com 3 1/2
metros garantidos.
Grande sortimento de rendas
Bico branco, de linho, a 10500, 2(5(000^
25500 e 30000, a peca.
dem de cores, a 2fi, 20500 e 30OOO,
a peca com 10 varas cada urna.
Pulceiras, guarnicSes, aneis, brincos a
altnetes para gravata, tudo de plaque ame-
ricano, garante o dour; do.
J chegnrao es espelhoseara dura
Florida
RA DUQUE DE CAXIAS N. 10?
P CLERY
Venoe-se em toda a carie
Vcnde-sc
um deposito de milho e com moagem para o :
mo e todas as suas pertencas, e bem atreguesado ;
na rna dos Pires n. 1.
I iquilacao
vmi ara pira
Ellaa Petrossllla da Sllwa Rail
D. Mana Secun.iina da ilva Katis, Praaoelina
Ratis de Maeeao O.le, Alaria Elvira Bats Ha-
mos, Lui de Macedo Gales e Francisco da Silva
Ramos, mi, irmaes e cimbados da finada, eonvi
dam aos parentes e uroigoe para assistirem as mis
sss que mandam resar por sna alma, quarta-feira
23 do corrente, s 7 horas da manb, na matris
da H. Jos.
Atindate
Jos Samnei Botelho avisa ao respeitavel pobli
ai que arada contoa a fabricar bjoquers do mais
limado gosto, para casamentos on uulro qualquer
cato, assim como expelas m-Ttuarias de ptrpetuu ;
a tratar na raa N >va n. 20. I ja.de miudesas, ou
aa ro.a da Gadea io Recife n. 43, leja de selleiro.
Nova remessa, 4 elle, em casa do R'beiro, i
travesea ds Cruaes n. 16 ; ver para erer.
Questao commereial
Keos appellantes
Sulzer Kauffioiann
& C. A. appellado
Jos Joaquim da Cos-
ta Maia.
Foi confirmada una-
nimente a sentric,a.
Aos sapat iros
Cosinheira
Precisa-se de urna boa cosinheira
Aurora n. 81, V andar.
na ras ds
(sem o ss> f> pudor
. Formas pira calcad, o mais linl" gosto, cera
de rubim eescalas, fita para botas, macbinaB pira
cachetes.
%os commerclantes
T mancos a (MO o ceuto, ditus a imitacio a
70*0 K) o eets
no baanr do Livramento n. 19
R Viiilio e licor de jaoipabo
Na f-bricii de licores rna BarSo d Tiiumpho
(antiga d Brum) n 75, vende.-*- su.emre vi
ntios e licures de janiphbo pr rren m pre^o qe
em ontra qoilquer pjrre. All -ni-or.lrur-se ha
s-mpre eompleto sortim>-nt) de licores e luirs
bebidas b'm preparadas, pur pie?i o saais eimmj-
do possivel.
Telepaane m. a>9
Na engenhoca Bemfica, & rna Real da Torre nv.
21, vende-ae barate excellentea vaccas de leite,
novilhas, garretes, beaerres e boia ; a tratar na
mesma, todos as das e a qoalquer hora.
Boa acquisicao
Vende-se por preeo commodo urna armacao da
^amarello, envidracada, urna dita inglesa, dona fi-
teiroa par amostras, r- giatro de gas, nm can
dieiro de centro com tres bieos, tem agua com boa
eneanaco de ferro, e garnute-se a chave ao com-
prador da loja da ru Duque de Caxits n. 89 ; a
a tratar na praca da Independedcia n. 35.
I>enha para padaria
Vende-se a 380 rs. a carga e a 1 #000 a carroca
de madeira, no sitio denominado Torre, estrada
de Be em, onde se acba coostrotndo o hippsdro-
mo : a tratar no mesmo sit'o com o encarregado
do b r c >, / Id Mat^'as de Lima.
Bichas de H mhurgo
Trnde se em prqueni.s e grandes porco s ; na
roa da Madre de Deus u. 36 A.
Chegou a boa occasiao
Vende se a taverna oo Maia ra da Conaor-
dia n 165, cu a-* admitte p>n s .ci que entre com
algum capi'ftl ; s se faz este negoc-ij pirque o
seu dono esta duerrte e p recisa de ir para o ser
tio:_________________________________________
Oliveira (lampos e G.
aa do Creap n. SI
Recehiiam pelo niiiio vu^.r so- tiineuto cosd-
Meto de co.ias de casimir, merm, grgurScf
edn, p~ra seuh ra, a iiu- h de mis novo, a pre-
CO rasoavel; reeeo^rHin m>i8 seda pre'a o gtg<*-
lo, o vend.m p r pTetjo brHiiBimo. ^^^_^___
Ve Kt k ^tio
Vend: i a "'' P ,r
um bor- '***y
Mjoei'rate f'o
ata cidafi
inuii.ni> fructeirarj
boa iiu de cucimbs,
haixa de cnpim, todt
rrad m a
dll de Joao
,io Dr tn.-Ht. de Aqntno Ponse-
pnrtcnder dirija-se pr-c da lnd
n. 40. ds 11 horas s 4 da tarde.
Porto
Jalma
ca ; qoem
pendenew





'
M.
'
Diario de PernambucoTerfa-fcira 22 de Maio de !888
i
FORMULA
4ISGEUS0 JOS DOS SANTOS MDRADE
Approvada pela Inspectora Gral
da Hjg-iene Publica do Rio de Janeiro era
20deJulhode 1887
Este depurativo de grande eficacia as molestias syphiliiicas e impu-
ra, do sangae. Para maior garanta da eficacia deste medicamento, publicou-
*e grande numero de attestados de alguns Srs. mdicos residentes nesta
provincia e de muitos ca?alheiros que teem feito uso deste depurativo, em nu-
mero superior a 300; notando-se 50 pessoas que se curaram da terrivel benbe-
ri com este poderoso depurativo.
O uso deste Elixir muito recommendado no tralamento geral as mo-
destias das senhorase a prova est no bora resultado que \em obtido aquellas
4as Exm". Senhoras que delle tem usado.
xwcaoaa db TTSsAja .
Os adultos tomaro quatro colheres das de sopa pela manna e qualro a
aoree. As creancas de i a 5 annos tomaro urna colher pila manna e outra
i noite e os de 5 a 11 annos tomaro duas colheres pela manhae duas norte,
ererao tomar banho.s, fri on mrrno pela manna c noite. Resguardo regular
Enconlra-se venda na drogara dos Srs. Francisco Manoel da bil
k C, ra do Mrquez de Onda n. 23 e pharmacia Oriental ra Lstreita
Rosario n. 3.
,1o
a
JA
R O
s r- ^-t-


J)
M'aztiHiaa .. POI8SOX com Chocolate
Estas Pastilhas, de sabor agradavel, esto rigorosamente dosadas.
Cada Pastilha conten 25 centigrammas de Sal (urna colherada).
i Deposito geral: L. P0I33DM, ft". 25, knm de Conrbeveis, em Asnieres, perto di Mi
M TODAS AS [WN-III'ArS PHARMACIAS
WOLFF&
N. 4-BA DO GABDA.'S. 4
c.
Vate Miiito t ouhiddo estabeleclmeii-
to encontrar reapeitavel publico o nb
variada e completa sortlmento de JOl.lS
reeebidas sempre directamente dos melho-
rei fabricantes da Europa, e quo priman
pelo apurado goato do mundo elegante.
Ricos iroerecoa completos, lindas pulse!
raa, atfiuetew. voltaa de euro era vejadas com
brilbantes, en perolaa, anneis. cacoletas.
botea e eutroa mullos artigos proprio
dente generes.
ESPEIALIDACE
Km reloglo de euro, prata e nickeladoa,
para bom< ns, senhoras e m* nios dos mais
aere sitados fabrir antes da Europa e Ame-
rica.
Para tadoa eaartiea desta eaaa garan-
te-a*, a boa quaUdade, assim eomo a modei-
dade nos preces que sao sem competencia.
Ve ata eaaa tambem concert-ae qua!-
quer bra de euro ou prata e tambem rea-
glo. de qualqner quaUdade qu neja
Ra do Cabiig--4
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWA
1
As Pilulas purlflcao o Sangue, corrigen) todas as desorJems de Estomago 0
dos Intestinos.
Fortalecem a saucie das constituyes delicadas, e sao d'um valor incr -e! para tolas as enormidades
peculiares ao sexo feminLio em todas as edades. Para C6 meninos assim como tambem para as
pessoas de dade vaneada a sua eflicacia e incontr stavel.
Essas medianas sOo preparadas rnente no KstabcJecimcnto do Profei^r rTiillWWt
78, NEW 0XF0BD STBILET (aates 6S3, Oxford Street), LCHDE3,
E vendeaue em toda as pharmacias do universo.
tk\T Os compt?dores sao convidados respetosamente a examuaar os rtulos de cada ?aixa o Pote se nao teem a
direcoao, 533, Oxford Street, sao falsifica^oes.

ALTA NOVIDADE
GRaNDE NECESSIDADE
CarimNs de borracha vulcinisados
Motor fabrica em sen genero no imperio ; NICA nns provincias da norte e
NICA nn imperio que forneoe carimbos da b rr, c!i EM DZE HORAS.
DE
Hermann Philipsm
Ra do Imperador n. 61 Io andar
@
Prospectos o infonDacoea enviam-s^ a pedida.
Encomroendas fra da capital fl ae effecturSo vindo acompanhadas com o
importe ou por intermedio it'uma caa comroeroial deata praja.
Especialidades : Carimbo tvpidoa cora o sem data, com data a mSo, excel-
aior, mercando em das orea, bpiaeiraa, r-utomatos, relogioa, etc., cora corimbDS de
borracha, como se v nos clichs acinin.
SO por cento uiais barato do qne em outras fabricas di sal
do imperio
Trabalho garantido
aajK n i i ta -ft- i > ni \-i u
CALLOS

CORICIDE RU3S0
^fia-r. ar.tTA da OTTTBtO no HCa*-rx 1887
NOS
Duriilons, Callos entn o* dados dos pt, tic
CURA INFALLIVEL
e sem ddr no espaco de 4 i 6 das pelo
CORICIDE RUSSO
oz
UJ
S CORICIDE RUSSC
ce
O
CJ
Especifico nico ,Consulia-se o Prospecto)
Deoosito eerai : piHmaiua cutral. 5S, TMtwt Hotturtn, PaHk
fcm Pernambuco ANt. w daii,vA-
IRN" M. da aUV^-A. i

''i
KUII i t
Kua I"'de Marti i. fi.
Parti pam ao eapeitavel publico que, tendo nogmentaao sea
eutabeletiuuiJo de JOIAS com mais ama seo2o, no pavimento terreo,
com esp-i Hades em artigos de ELECTRU-PLATE, conwidam M
Exmas. anjiiijs scua tineerosoe freguezea para iait4r sea estbrp-
cimenlo, onde r-n-ontraro um riquissimo aortitnento ci j(tiaa de oa" *
prata, peroUa. brilbantes e Mtru pedr.s pr-ciosa, e relogioa de
prata e nikel.
' Os aftiges qne receiiem dir: tniiente por tooa os ^ap1?
executaif-.s p-los ni'is .'..-: a :os BtfeCMittttad e fabritiiutea d Europa
Estados-Unidos.
A pur &$m j',i-a ti^ ubMi vak>r acharSo uraa grande van
le objectos aaare, prata e elero pate, ;>roprioB- p> otea -ir
miaiwmUsT b^ntisudos e nnivecaartea.
era era relaco ao pre^o, e mvso i
C1,,. rio osauuitaunii ; prao*.
0 v*$ Simples, > VI
USADO RO
Z/6VLLOT pwt# > *
. tlotz *> tEYULSIYI*
B mam via-TJsjarxajB
* rremo
. .'ooiprastoraa i|si
COGNAC BRAZILEIRO
DE
A. M. VERAS & C.
PERNAMBUCO
Esta exccellente bebida preparada com t->das as regras da sciencia, de saboi
jjai-oraa igaaes aos do cognac eatrangeiro. O Cognac Brazileiro tem feitc
mide 8aeces80 pelas provincia do norte e sul.
Presos da fabrica
PKQKVA8 eBANDB8
Urna garrafa. *#**> l500
madowa...... 9*000 *
O Cognac Braail.iro encontra-ae na fabrica, em todos oa botris, restaurante
isa vendas desta cidade, e em Beberibe ne hotel do Jlo e venda de Jacintho
):o:(----
Aloool 40 purifiosd" JineeoUdo, perfttmariajuvra hom fe* mu cada **ixa
tmwcadsfilK
trox ucnfta
ou Rata ocansa
fsa'
"9
WsVsap^r^di^^tMiss^w^^^^M^^yV^^M^s^sA^x^^^XA^^visiwiii
ELIXIR &VINH0
Dige s-tl-vo s
TROUETTE-PERRST
de PAJPAINA (Pepsina vegetal)
sao os maia poderosos digestivos conhecidos at agora, para combaier 88
AFFECQGES DO ESTOMAGO: GASTRITES, GASTRALGIAS
DIARREAS, VOlfITOS, PESO NO ESTOMAGO, MA DIGESTAO. ETC., ETC.
JI CAUCE LOGO DEPOIS DS COMIDA BASTA PARA CURAB OS CASOS MAIS ftEBBLDBS
venda as principaes Pharmacias e Drogaras.
Venda em grosso em Paria :TROUETTE-PERRET, boulevard Voltaire, tu
Un u xislr Silla la DK10 ios FABRICAHTES sobre os Frascos para evitar as Falsifluff.
Depsitos em Pernambuco : FRAN M. da silva e C- a as principaes pharmacias.
ATTENCAO
(lilf i 10 LOQf II)
CACHEMIRA de dj^s larguras, matizadas, a 800 rs., o covado.
CAMBRAIAS brancas, bordadas, a 5(J000 e 55500, a peca.
MERIN de cores, duas larguras, a 800 c 10UOO, o eovado.
SETINETA j^poneja, fazenda nova, a 210 r., o rovaao.
ZKPHYRES di quadro, pidrSes novos, a 200 e 240 rs., o eovado.
LAN.'S i'ooi mselas de seda, a 600 rs. o eova
NANSUK rbuito ti'ias, padio?s novos. a 280 ra. o eovado.
PEKCALES roiudinbas, pr.droes novos, a 240 rs., o 'ovado.
GAZES arrendadas c6r de creme a 600 e 7()0 rs., o corado.
FUSTAO branco, desenbos lindos, a 440, 500 e 600 rs., o eovado
ESGUIAO pardo para vestido, a 360 e 400 rs., o eovado.
FICHUS d iralha, imitaeSo de seda, a 2500, ora.
S ARGELIA! d. tidas ss cores, a 240 rs. o cova i>.
BICOS de cores, raatisados, a 2(J000, 26200 o 25500 a peca.
LENCOS bran&s p .ra crianca, a 15200, a duzia.
LEN0O3 do linho fls* coros, 25400, a dusia.
COLCHAS de (Gres ndam scadas, a 3&50O, ama.
M\DAPOLO aanricano com 24 jardas, o 66500, a peca.
CORTINADOS bardados, a 65500 StfOOO, o p r.
TALHAS iVIpadas, a 35500, 46500 e 55000, a dnsia.
ESPARTILHOS cours5a, muit.) finos, a 55000, 65000 o 85000, o um.
LENCES de bramante, a 16800, 26200 e 2500, uro.
CAMISAS inglesas de .flamlla, a 56000, uraa.
BRAMANTE d algod^o de qutr,> larguras, a 800 e 15000, o metro.
ATOALHADO b.r.iados, a 16200, 1550J e 26000, o metro.
LEQUES transp-rrates, grande Bortiraeoto, a 25500, um.
SEROULAS de bramante, a 155000, 185 00 e 224n00, a dusa.
LUVAS de seda, co robotoes e arrondadas, a 26000, o par.
CHEVIOTTES preto e azulado, a 35000 e 46500, o eovado.
BRAMANTE de linbo do quatro largurss, a 15800, o metro.
GANGA adamascada para cobert, a 320 o 360 rs., o eovado.
COLCHAS br.nc;s de fuato, a 3,5500, urna.
PANNO da Oost. de iistra, a 16000 e quadro a 16200, o eovado.
TOALIIAS grandes felpudas para biabo, a 15500, urna.
GUARDANAPOS de linho, para cha, a 25200 e 25800, a duzia.
GUARNiyAO de crochet, des-rahos noyos, a 75000, urna.
SETIM Macao de todas :s cores, a 900 a 15000, o cavado.
RICAS grinaldas com veo de blond, a 86000, 95000 e 105000, urna.
FICHUS de la, todas as cores, a 15000 e 16500, ura.
ZEPHYR fazenda muito larga, a 400 rs., o eovado.
BALEIAS para vestidos, a.300 rs., a duzia.
CAMISAS allomas, linho e algodo, a 385000, a duzia; pechincha.
COMPLETO sortiracnto de bordados e entremeios.
EXTRACTOS difvrontes qodidades .
TNICO de puninan, a agua de kju.uiga.
Para para buhos de ma*
COSTUME para borocm a 86000.
senhora a 105000.
c menino a 55000.
BOLCAS de palha psr. o rncsmo fira.
W RA Io DE MARfO BL 20
DE
AMARAL&C
CAPSULAS
WIathey-Oaylus
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
--------. ???----------
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigao nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores dasFaculdades de Medecraa e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
du Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgaos genito urinarios.
{ttk urna txplicico detalhada acompanha cada Frasco.
Exigir as Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & C*, de PARS,
que se achilo em casa dos Droguistas e Pharmaceutico.

Celebres Remedios Le Hoy
hS VEHHtR/'S
PILULAS LE ROY
PopuUresem FRANCA, na HESPAHHA, r,
no BRAZO, onde sio
tutorisada pela Junta de Hygien.
fIti*C08 .^..m.. .*^^** 1/4 FOASCOS
Basas PUulas df de se tratar =, por
pre^obar; irsrempouotempo.Ell.isexpnl3am
rajfldsmeutt oa huuior^S--bilis, [ir.,oresTlscososviciodoS
qae conservara as m purifleaui o sanguo
e impwlem as reo.Llildaa.
. M Empre,-am- contra a FrixAn de renfre, Vnthiirrlio,
GUt, Mm*wtnttimm>, Falta de
ap/H-tite. TutHores,lli-eras,fbfeit, I
I Stoleiitiamlo Fif/atlo, l>i>>ifieiiv, 1
Barbullan. I prtnrllitile,
lUenopauaa. etc.
E PRECISO RECUSAR;
tsilqut trasto ose litli-rotMonassi
Ph* oottia
*/ 6(iroS5;.leKey ,
** do 8eie-
EM TODAS AS 1-IiARMAaAS
PEITOBiL DE CAMBARA
-.......i........ ., ;..>.. ^,.f^ moiionmpntn. ve.nle-se em ca^a
Boyal Blend marca YIAD
Este excellente Whisky Escoces pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de crinna,
para orificar o eorpo-
Vec^f- Ib'" nos melbores inni-
zens df molhados
Otoyaf Blend marca Vldt,
enjo come e emblema sSo registrados par
to^o Brasil.
BROWNS-4 C, agentes.
ATKINSON
PERFUMARA ingleza
(amada ha mais do vm secuto: excede todas
as outrasuelo i- > perfume delicado e exquisito.
Tnv.7. Medalh ki mb Ooro
PAIUZ 17H. CALCUTTA 1684
pelacxtra-a excelencia Je saaqualldade,
A .imada
1G01 DE COLONIA BE iTIlllSO
... ma pi'Uy UM y.r.tune e 5U1
c-- -. i i ele lodM ol prodoeloi
ututAtArm SABOMTE 01 ItSWI WINDSH DE ATIISM
Ee iaboiicte uniTenal ? superior a 'odos
oatrospelamoiio d limpir a pello
eiasolinado qoe Iho conirouiiicade excolleoW
perfume o prolongado u>.
E3ca>tr>a Ctu i toda u U*x\\an eFricuUl
J. & E. ATKINSON
24, Od Bond Street, Londres.
. Marca de Fabruia Urna Rosa braac* "
sobre ama Lyra de Ouro. *"
Este poderoso e importante medicamento, vende-se em
dos uniros agentes e depositarios geraes n'esta provincia
FRANCISCrt MANOEL DA SILVA ft C.
droguistas, k ra do Mrquez de OHnda, n. 23; aos precos
de
Trastes
obr
Ve,,de-6 i.. '* de marello v.uh.i.-o,
de ana conheciit i rrtista Remigio, constando
e 2 cuu. les,
de 12 p-deiraf, 1 soft, 1 jaHioera
ttatj a d* pe^ra, tu'i.: de v b ( eti
udu. b ratiiirm
t-vcruH n. 40-F
oa eetrads de Lnii do Ropo,
2500
I
o frasco, |3#000
ijiuiailD con as fau.iflcccoes!
> duzia e 24#000 a duzia.
Giailo con as lit^as!
Vende-se
Cpnga, a tratar va lucarna
Madre de Deas o. 18.

aNMaeaaasB


BBJBBBJBB1
iZBBBi

Di PeraambiicbTfryo-feira 22 de Maio de 1888
ASSEH6LEA GERAL

Senado
7' SESSAO EM 13 DE MAIO
PBESIDENTE DO SB. CBUZ MACHADO (1* VI-
CE PBESIDENTK)
EXTINCC-fODA E8CBAVIDO NO BRASIL
O r- Paulino de Sonza : Eis-
nos Sr. presidente, quasi ebegado ao mo-
mento final em qae se vae dar o paseo de-
cisivo na queatlo maia grave e importante
qae se tetn agitado no Brasil.
A aoluglo est dada, e o transito prea-
soroso que vai tendo neate recinto a pro-
posta do governo, nSo aenSo utn tramite
mais, com que se quer dar a apparencia de
legalidade a urna medida, na concepto e
no alcance, francamente revolucionaria.
NeBta conjuntura, que a muitos se augu-
ra o ponto da partida em urna senda glo
rioBa, roas que persisto em reputar arris-
oadissima por ser de ordem social e econo
mica da nagao, parece que aquellos aobre
quem peaar a responsabilidade desta me-
aida allucinam-ae, na precipitaglo, com r-
ceio de ver sobrevir alguno a bora da relie-
xSo, de prudencia.
No meio de tantas impaciencias o deba-
te ixpossivel. Nao vou, poia, dis utir
a proposta, nem preiso lavrar protestos.
Venho tmente justificar, em poucas pa
lavras, o meu procedimento, qualificar a
medida em discussSo, e confessar-me ven-
cido
Acredito que nunca houve neste paiz
quem sustentasse em principio a eacravi-
dao : por minha parte, estou convencido
de que ninguem que me conhega, me at-
tribuir a inteoyao de considerar o traba-
lho servil como a forma mas perfeita e
definitiva do trabalho nacional.
Quando, porm, se levantan primeiro a
qu?8tao da aboligao do elemento serril, eu,
que por mira, por meus amigos, por meus
comprovincianos, por todos os brazileiros
que collaboram na producglo da riqueza
nacional, sabia que era esse o nico tra-
balho organisado em quasi todo o paiz ;
nao poda convir era que fosse elle tSo r-
pido se nlo sbitamente supprimido. Era
esse entlo, Sr. presidente, o nico como
ainda hoja, ou quasi nico trabalho que
existe na caior parta das provincias do
Imperio, e tarabem nesssa zona, extenBis-
sima e rica, das margena do Parahyba e
dos valles fertilissimos dos seus innmeros
tributarios ; regilo que se pode dizer ter
sidoneatea ltimos 50 annos, a officina de
de riqueza nacional, de onde partiram os
recursos com- que se eneberam as arcas
do thesouro para se converterem em todos
esses roelhoramentos com que produzio no
actual reinado, at o ponto em que a ve-
mos hoje, a civillsaglo no Brasil.
Representante da provincia do Rio de
Janeiro, ligado por muitos lagos com oc
outros productores da regiSo a que me re-
fer, tinha, Sr. presidente, o dever impre-
scriptivel de collocar-me na resistencia em
defesa de tamanhos e tle legtimos inte-
resaos que, spja dito por demais, entendem
tent com a fortuna particular, como com
a ordem econmica e fiaanceira do estado.
Foi assim que resist em 1869 e 1870,
quando ministro do gabinete de 16 de Ju-
lho, fundado noa meamos motivos que
achei-me, em 1871, collocado frente da
opposiglo ao gabinete de 7 de Margo,'em
urna das noBsas raais memoraveis oampa-
nbas parlamentares.
Estranhei, pois, Sr. presidente, que um
honrado representante da provincia das
Alagoas na outra casa do parlamento,
viease dizer-me agora, ultima hora, co-
mo urna cxprobaglo, que eu ooncorrera
para este resultado e que era responsavel
pelo desenlace que estamos ;vendo. A
parte que este Ilustre parlamentar me quiz
dar as magnificencias da victoria de boje,
e de ama gloria que s Eroatrato me in-
vejaria, nao me pertence, e nem preciso
reouaal-a.
Ferco-me, porm, em um mar de con-
jecturas para devassar oa motivos, que nao
foram ditos naquella sesslo. Ser porque
a resistencia foi excessiva ? ou porque nao
foi Bufficiente e efficaz ?
Que nao foi excessiva mostra-o o facto
de ohegar-se raais cedo do que se devera
esperar, ao ponto em que nos acharaos.
Si-nao foi suffi cenle e efficaz, devo dizel-
0 com inteira seguranza, e nao tive outros
meios lcitos e prudentes d* resistir senj
os de que lancei mSo.
Si o Ilustro deputado quiz alludir a o
acu procedimento d.-pois da organisagao
do actual gabinete, devo francamente ex-
plicar' porque nao orgaoizei agora resisten-
cia igual de 1871. Dil-o-hei desde
j e Bsccamente, porque era impoBsivelfa-
zel-o as condicSes actuaes dos partidos e
vista de outras circumstancias, sem que,
arrestado depois pelos acontecimentos, ti-
vesse depois de ebegar a um ponto em
que nao quero achar-me, e de que me afas-
tam as tradic3es do meu humilde nome e
ob antecedentes de minha vida publica.
Nao era preciso, Sr. presidente, muito
atilameato e grande esforco de engenho,
para comprehender, quando retirou se o
gabinete 20 de Agosto e formn se o ac-
tual, que a aboligao do elemento servil es-
ta va feita. A historia, a experiencia, a
poltica attestam que todas as vezes que
a realeza, por amor da popularidade, por
motivos de sentimentalismo, ou por calcu-
lo poltico, accorda-se, ainda que em pen-
aamento, com qualquer propaganda popu-
lar, enrgica e activa, a inatituiglo-contra
a gual se dirigem os esforcos combinados,
pode-se contar que est fatalmente derro-
cada, o com ella sacrificada a classe ou
classes interessadas na sua manutenglo.
E ai frente dessa propaganda se acham
homena resolutos, enthusiastaa e oaaados,
o arrastamento irreaistivel, e nSo ha mais
poder oue consiga enoadear ou encaminhar
a torrente, urna vez sola a represa. Sirva
o que r.este momento occorre, de exemplo
e ligio no feturo. Chegou-sa logo ao fim,
houvesee ou nao a intencSo de nSo ir ta>
longe.
Era taea concgns, vendo-me sem meios
eflieaze de resistir, na esphera em que,
por mais da um motivo, devo manter-me ;
convencido de que tudo ae a precipitar,
como os tactos esto justificando, antes
qu o meioa dispostoa pudessem sortir ef-
feto para osea fim especial, nao tinha ou-
tro proced ment correcto e' reflectido ae-
nSo^ manter a maior reserva e prudencia,
para nSo aer argido de ter provocado
quaeaqtier demasas que apparecesaem e
deixar inteira a responsabildade a quem de
direito poaeacaber. E demais, Sr. presidente
como reaistir, si os que se aohavam a meu
lado, na resistencia, eat&e hoje frente da
acgSo / si o miniBterio foi dominado e ab-
sorrido pelo partido abolicionista; ae o
partido liberal, aocrde oom ob bous prin
cpioa e anteoedentea, tem do reoeber, com
a maior longanimidade, a realzaglo da
iii que era sua; si todas as influencias,
e entre ellaa a ma8 alta e irreaistivel, to
das ae conjurara e coDJuram para se fazsr
o que boj 4 ser feito?
Examinemos, porm, ainda que rpida,
mente o estado das cousaB luz dos lti-
mos acontecimentos.
Ha tres annos, em 1885, quando entrei
nesta casa, acbavamo nos em plena propa-
ganda abolicionista, estando o governo sob
a afluencia e responsabildade do honrado
senador pela Babia (j Sr. Dantas) meu
particular amigo, que trouxera, como da-
se, para o parlamento, a aoluglo da ques-
tlo, que achara uas ras. Houve, oerto,
naqu"llc tampo, muito ruido o alguna ex-
cessos ; mas devo dizer, em honra daquelU
administragSo, que nos estabelecimentos
agrcolas, as officinaa do trabalho nacio-
nal, a ordem o a tranqnilidade nao foram
perturbadas, antes manteve se em todos
os pontos a regularidade da produegao e o
respeito da legalidade. Si o honrado sena
dor quizesse entilo por em pratca o pro-
cesso conservador empregado em S Paulo,
, depois da asoencao do actual gabinete,
assestado contra os proprietarios da mes-
ma provincia, t-ria necessariamente feito
em pouco das a &bo!igSo. Aohavam se
aqui unidos e aecrdr s contra as iotengScs
do Ministerio de 6 de Junho, todos os
conservadores no senado, com excepglo de
algum que fizesse rezervas de abolicionis
tas.
O Sr. Jaguaribe d um aparte.
O Sr. Paulino de Souza Foi princi
plmente aos golpes da resistencia que suc-
cumbio aquello ministerio, quando elle
achava talvez forja expressiva a imagem
tornada popular, da junta docouae, e acre-
ditava que o menos quo se poderia fazer
era escorar o carro pelo recavem.
Rctirando-sa o gabinete de 6 de Junho,
veio a transacglo iniciada pelo Sr. conse-
lheiro Saraiva e afinal lovada a effeito so-
bre a influenciado msu ilustre amigo o Sr.
ex presidente do conselho. Durante a sua
administracSo o partido conservador unido,
nesta o na outra casa do parlamento, como
em tolo o paiz, prestan ihe o mais decidi-
do e constante apoio. Nao, cartamenta,
como homenagem devida ana posicSo,
talentos e aervicos; mas por adbesSo a
sua poltica, e s ideas de que era fl;l in-
terprete no governo. Ao passo que todo o
partido conservador se mantinha unido na
sustentacao da poltica de 20 de Agosto, o
partido liberal, pelos mais activos e adan
tados de seus ebefes, esposava francamen-
te a causa da abolicSo, e em das de Maio
do auno paasado, ao abrir-sa a aesaSo le-
gislativa apteaentava oprojecto para a ex-
tinecao do elemento sarvil oom prazo defi-
nitivo para 31 de Dazarabro de 1889. Tra-
vou-se a luta entre os dous partidos nos
termos restrictos e legtimos do systema
constitucional:a acclo promovida pelo
partido liberal; a resistencia, sustentada
pelo partido conservador.
Oa eu nSo aei, aenhorea, o que o par-
tido liberal e o que o partido- conaerva-
hontem de ama forma e proaedem boje de
outra, poderlo aer muito capazas e honra
dos, na vida particular; mas nao t ai,
como disse o nobre senador pelo Rio Gran-
de do Sal, a honorabilidade precisa para a
missSo do governo que, na forma daa nos-
sas instituidas, a realiaagSo daa ideas
com que se conquista perante a opniao
nacional aquella ardua posicSo.
A rapidez do debate nao me permite en-
trar em demonstris: mas se V. Exc,
Sr. presidente, quer duas provas positivas
e irrecusa-veis de que esta proposta nao
pode correr por conta do partido conser-
vador e com a sus responsabildade, ahi
estao : 1 o voto que os liberaos desta e
jia outra
dor ; oa nesta queetao incumbe a este a
defesa doa grandes interessea da ordem ao
cial e econmica arraigados na nossa so-
ciedade, impoaaiveis de iluminar e extin
guir sera grande abalo e perturbadlo de
mais de um genero, ao passo que aquella
tem mais isencao, preoecupa-sa menos com
os interseas eaistentes, quando se trata
de conferir a liberdade a individuos della
privados existentes no seio da nagSo.
Os conservadores do senado sustentaram
todos os actos do ministerio de 20 de
Agosto, relativos execugao da lei de 28
de Satembro de 1835, actos estes que me-
reoeram tambem o apoio da cmara dos
deputados. E nos ltimos dias da aeasao
passada, quando o meu Ilustre amigo e
sempra respeitado mestre, o nobre senador
pela provincia de Qovaz, requereu urgen-
cia para entrar na ordem do da o projac-
to abolicionista assignadopir todos os libe-
raos do senado, cora excopg&o dos colla-
boradores da lei de 1885, o voto desta c-
mara foi terminante e decisivo, por parte
dos conservadores que nella tem assento.
Parece, Sr. presidente, vista de taes
antecedentes, que ao partido liberal compe-
ta realizar a sua idea. E como nao foi
assim, o que vemos ? Perturbadas todas
as nocSas at hoje reoabidas na pratica do
systema constitucional, confundidas todas
as ideas, collocados os homena as auaa
posicSas naturaas e anteriores, revolvida
toda a esphera em que se movem os par
tidos, vemos a mesma situacSo inaugurada
a 20 de Agosto, com duas polticas diver-
sas, a poltica conservadora e a poltica li-
beral.
Qual, Sr. presidente, a posigJo dos meus
Ilustres adversarios? Aceitavam a que
Ibes foi imposta com longanimidade, digna
cortamente do maior elogio, mas que im
porta a ana suppressao como partido politi
co militante. O 8au pap.l foi, durante o
ministerio ultimo, combater aa ideas adver
sas, crear os maiores embarazos realiza-
9S0 destaa ; hoje, espoliados da honra de
levar a effeito um plano que seria um V
rao a ellas destinado na historia, vem-se
na posicao dos membros de outra irmanda-
de que tomam lugar na procissSo parauni
carnate pegar as tochas e Iluminar o ca-
mnho ao andor armado na contraria ri-
val.
Sr. presidente, V. Exc. a abe que nlo
de hoje que sustento a necessidade da
partidos fortes, regalares e sincero*, cada
um um dclles com a aua bandeira bem de-
finida, fiis s enes ideas, dirigidos pelos
seus ebefes : sSo e!!es neceaaarios, no in-
teresse do progresso nacional, no interesse
do livrejogo das instituicSa e principal
mente no intereaseda propria realeza cona
titucional, a quem aervem de anti-mural
para manter a inviolabidade della perante
a opiuiSo.
Que resguardo pedom offerecer ao sobe-
rano, bomena que panaaram hontera de
um modo, e proceden hoje de outro; que
politicamente nSo tem carpo para a respon-
sabildade, que cabera aoa ministros nesta
forma de governo ? E' a responsabildade
doa partidos, personificada nos seus cheles
leaes e coherentes no poder, que mantera
nma daa bases essenoiaes da nossa forma
de governo. Os bomens, que dsseram
cmara, aem regresso possivel,
tiveram de dar ; 2" o apoio enthusiastiso,
com qae ama parte da imprensa desta ca-
pital, notoriamente adversa ordem publi-
ca daa nstituigS !S, setenta o gabinete, e
tanto mais frenticamente o applaude,
quanto mais elle se envereda na senda
cuja sabida nao sei se o preoocupa, as
suas previsSes. Essa imprensa e deva
ser adversa grande propriedade territo-
rial, sera duvida importantissmo elemento
conservado, em todas aa sociedades regu-
lares, e ponto de apoio para a resistencia
de pretencSas exageradas da democracia.
A grande propriedade agrcola em nosso
paiz, que por sua constitucao, urna es-
pecie de feudalismo patriarcal, tem sido
at hoje, por sua ndole, hbitos e interes-
ses, ombaraco poderossimo realisagao
dos fins o qua sa pr> poa o partido ultra
democrtico. Se a imprenaa que os repre-
senta bostilisa francamente e por tolas as
formas ao aeu alcance, com adversarios de
grande peso na or^aniaacSo social e procu-
ra enfraquecel o enao despeitat-o, para
tel-o como auxiliar em qualquer accao con-
junota posterior, bam de ver que nao faz
senao promover o sen proprio interesse,
alargar e facilitar o seu caminho, median-
te a destruigao de urna foro* essencialmen-
ta conservadora. E' eaaa imprensa saga-
c88ma e muito hbil para nao aproveitar
o coocurso do actual gabinete, valiosissimo
auxiliar, que seduz e attrahe por todos os
modos, favorecendo lhe a vaidade e a am-
biguo. -0
A historia rcente, dos nossos dias,
apressnta am exemplo de aboligao do ele-
mento servil, levado a effaito em plena re-
volug^o. Em 1848, a revolugao de Fevo-
reiro, tendo derribado a monarchia de Ju-
lho, leve, para aer lgica, de promover a
emancipSgo dos esoravos daa colonias
francezas, reputando a esarav^dlo incompa-
tivel com o novo rgimen, qua aaaentava
na liberdade, igualdade e frateraidade. O
goveroo prsvisorio, qua sa compunha,
como o senado sa ha di recordar, de La-
martine, o poeta ; de Arago, o astrnomo ;
de L iiz Blanc, o publicista de desorgan-
sagao; de Qarnier-Pag), o doutrinatio da
anarcbU; de Ladru-Rolin, o nenndiario
poltico, e de outros, a quem poderia dar
anlogas qualificagojs ; esse governo revo-
lucionario nao se animou a praticar o que
em plena tranquillidade e em urna poca
regular, vai ae em poucaa horas praticar
no Brasil, nao sob a direegao, mas com a
complicidade de bomena politicoa qae ae
dizem conservadores.
O contraste to saliente, que o senado
me ha de parmittir referir o que all ae
passou. A 27 de Abril expediram-se 12
decretos e duas delibaragSas declarando-
sa, no primeiro daquellas, que eram livres
todos os que ae aobassem em qualquer tr-
ra do mundo sombra da bandeira fran-
fazendas a cargo doa proprietarios, qa,
boje arrumadoa e abandonadoa pelos traba-
jadores validos, nSo poderlo manter
aquellea nfelzea, por maiores que sejam
oa impulaoa de uma oaridade, que conhe-
cida por todos oa que frequentam o inte
nor do paiz. E' anti econmica, porque
desorganisa o trabalho, dando aoa opera-
rios ama condigao nova, que exige novo
rgimen agrcola ; isto, Sr. presidente, ao
comegar-ae uma grande colheta, que alias
poderia, guando feita, preenoher apenas
oa desfalques das f *lhas dos annos ante-
riores. Ficam, eerto os trabajadores
actuaes ; maa a questlo nSo de numero,
nem de individuos, o sra de organisagao,
da qual depende principalmenta a effectivi-
dade do trabalho, e com ella a produegao,
da riqueza. E' inconstitucional, porque
ataca de frente, destre e aniquilla, para
sempre, ama propriedade legal, garantida,
como to lo o direito de propriedade, os di-
reitos civs da cidadlo braBeiro, que della
nlo pode ser privado, senlo mediante pre-
via indaranisagao do seu valor.
Os psrigoB que se antolham com este
precedente, j fora,m assiganlados, do mo-
do o mais claro e positivo, pelo mea illas
tre amigo, que me precadeu na* tribuna
Preciso terminar, Sr. presidente, e che-
go ultima parte do meu discurso : con-
fj8so-raa vencido.
Sa nesta diversidade de fortuna politice,
eu que nunca aa procurei, procisasse
hoje de consoagSes, teria entre outraa as
seguntes : hoje a minha sorte a do par-
t lo cons rvador. Emquanto a resistencia
prevalece, est triumpbunte; o momento
em que supplantada, deve reconhecer o
predominio da idea triumphante. Son ven-
cido, verdade; mas na ordem material,
pelo numero e pela forga das ciroumstan-
cias, porque na ordem mortl, a minha per
sonalidade n5o sa aniquillou ; mantm-se
Ilesa como sempre. NSo bou, porem, o
nico vencido : sorte anloga de um com-
panheiro Ilustre nlo permute que neste
momento ma aprsente s. Refiro-mo a
um honrado membro, de cujas opiioes
talvez o Benado se nlo raoorde ; mas cujas
palavras, proferidas nSo ha muito tompo,
parece que o foram na pravislo desta pro
posta, qual se adaptam de tal maneira,
que nSo tendo ese meu companheiro de
adversidade se pronunciado at hoje sobre
a proposta, deseo/ Sr. presidente, que fi-
que consignado o modo por que conside-
rou, em uma previslo, o acto qua se vai
praticar.
O senado resolver que eu lea, com eer-
to calor e emphaae, aa palavrea que vai
ouvir ; li as, porem, uma e cem vezes, e
nlo
ceza mas logo no art. 12 do meamo de-
croto ae determnou que a emanoipaglo nlo
ae tornara effjotiva senao depois da pro
mulgjglo do acto as colonias, para se dar
tampo a effa.'tuar-se a saffra daquelle anno.
Em outro artigo do mesmo decreto de-
clarou que a assembla nacional attribui
ra, como de feito o fez, os fundos neces
sarios para indemnisaglo dos prspriatarios.
Nlo coevn, dizia-se, que no dia em
que aa m&08 dos trabalhadorea servs fos-
se m livres, aa mloa doa proprietarios eati-
vessem vasias. Para continuar os trabalhoa
era necessario pagar salarios e estea nlo
podiam sabir senao da indaranisagao, alias
devida em toda desapropriagao, estando ob
lavradores das colonias francezas to obe-
radoa como oa nossos, e aujetoa a uma li-
quidsoao repentina e atrpela)a, que alias
nlo foi to afHictiva como se augura a que
vamos presenciar.
Outros decretos estabaleceram o direito
ao soccorro por parte dos invlidos, dos
enfermos, dos velhos, dos orphlos, das
criangas abandonadas ; crearam hospicios,
salas de aaylo, escolas professionaes agr-
colas, escolas de instrucglo primara gra
tuita e obrigatoria, para os libertos; insti-
tuirn! jurys camponezes, compostos de
numero igual de proprietarios e de opara
ros, para d-.cidr as questoes que sobre
viesa-m nos estubalecimentos agrcolas, en-
tre os lavradores livres, com aigadano civil
at 300 francos, e com ampia jurisdiegao
correccional para punir aa desordena doa
operarios e reprimir aa oaliaagSca e pare-
dea ; fuudaram casas de trabalhoa disci-
plinares, para a reprsalo de mendicidade
e da vadiaglo; levantaram bancos espe-
ciaos, com orgaaisaglo adequada ; forrau-
laram o projecto de diminniglo dos impos-
tos sobre a importagSo dos productos col-
niaea importados para o esnsumo da me-
tropole.
Logo a 2 e 3 de Maio ae expadiram no-
vos decretos sobre o recrutamento e ins-
crpglo martima, e organisando a guarda
nacional as colonias. Proveu-se assim a
todos os interesses de ordem moral, de or-
dem ecouomica, e satisfizeram-se todas aa
as exigencias de tranquillidade publica e
da seguranga individual.
Pois bom, Sr. presidente, o governo
legal do Brasil que, em contraposigaa
qu-lle governo revolucionario, faz decre-
tar, de um dia para outro, a aboligao im-
mediata, pura e simples, aem urna garan
tia para oa proprietarios, expoliando-os da
propriedade legal, abandonndoos sua
aorto, nos ermos do nosso inferior, entre-
gando os ruina, expondo-os s mais teme
rosas contiugencias, sem ama providencia
a bem daquelles, que vota em grande par-
ta miseria e ao exterminio, nos primair-os
paitaos de uma liberdade, de que, nao pre
parados convenientemente, difficilmentQ sa-
berlo usar para aeu proptioj beneficio.
A proposta que ae vai votar insoonsti-
tucional, anti-economioa e desLumapa, por-
que deixa expostos miseria e morte os
invlidos, os enfermos, os velbos, os or-
phlos e criangas abandonadas, da raga que
quer proteger, e qae vi ver ara at hoje as
qnasi que as sei de cor, to incisivas e
terminantes alo ellas. Quando sentia enti-
biar-ae me um pouco a coragem, eu ae
relia e nellaa achava aempre conforto se-
guro minha crenga, novo vigor, nova
anmago, novas esperanzas.
c Eu estou convencido de.que o Brasil
nlo ha de perecer pela taita de escravos ;
mas nlo posso deixar de ter na maior con-
sideraglo as difficuldades deata liquidagao,
que a poltica, todos as razSas de Estado,
os interessea econmicos, os interessea in-
dustriaos, aconaelham ae faga com a m-
xima prudencia, oom o menor prejuizo
possivel daa fertunaa em boa f adquiri-
das. (Apoiados.)
O Si. Dantas (presidente do conselho)
d um aparte.
t O Sr. Jlo Alfredo : Maa aenhorea,
em todo ca8o bao de aer medonhas a8 des-
locagoes das fortunas, aa tranamutagSaa r-
pidas de BtuagSo ; e por ama engrenagem
forgada, en perganto : durante .isses an-
nos afflictivo8 de transigao, onde iremos
buscar meios que bastem para todos osen-
cargos do Estado, para toda a nossa vida
e sarvigos da adminiatraglo ?
< O Sr. Fernandos da Cunha :Deus
permitta que a crise se estenda a um pe-
riodo deoennal.
* O Sr. Jlo Alfredo : Senhores, mui-
to infeliz toi o Brazil bordando esta inati-
tuigao ; porm, mais infeliz ser ae a aua
extineglo nlo for conseguida mediante sa-
bias cautelas e previsSaa, de modo que nlo
acarreto graves parturbagSea. Como quer
que se ja, eu applico a esta queatlo o que
dizia Thera da Turqua : A Turqua vi-
ve porque difficil supprimil-a, e quando a
matarem o seu cadver ha de empestar a
Europa por maia de cinooenta annos.
< Nos temos o duro encargo desta liqui-
djgao ; procedamos, nlo co no homens qua
se compeoetraram do seu dever, o que em
vez dessaa glorias da praga publica, que-
rera ama gloria reale veriadeira, qua pro-
porcione das tranquillos e felisea aua pa-
tria.
f O Sr. Fernnie8 da Cunha :Um es
tadiata nlo ae deixa levar pela populari-
dade.
f O Sr. Jlo Alfredo : Podem aer
muito seductoras as glorias de Lincoln e seu
partido, inundando de aaogae o solo da pa-
tria, aocumulaado ruinas, destruindo brus-
oaye violentamente a propriedade servil,
de que o Estado tinha maior culpa que os
particulares, nao admittiudo indemnisaglo,
nem permttndo entre ob antigos senhores
e 03 libertos nenhuma condiglo de servi-
gos temporarios e at confiscando aa de-
mais propriedades daquelles... A mim mais
seduz e admira a corajosa bonestidade cora
que o presidenta Jouhson resisti aos ven-
cedores, procurando evitar e em todo caso
moderando a revolugao social que se opera-
va ao sul.
< Ninguem aspira com mais ardentes vo-
tos do que eu a extinegao da esoravatura
no Brazil, mas deseje- a reforma com espi-
rito e procasso conservador. Dasejo ver a
crrante da opniao, que est formada, pro-
seguir dentro da lei, sem offansa dos prin-
cipios fundamentaes da aociedade, como o
rio, que embora volumoso e rpido corro
pacifioamenta em sau leito, sam transbor-
dar.
c Os Srs. Fernandas da Cunha e Presi-
denta do Conselho trocam apartes.
O Sr. Presidente:AttengSo !
f O.Sr. Jlo Alfredo : Eu referi-m s
grandes desgragas do sul dos Estados-Uni-
dos. Sa aquella grande nagao pode resis-
tir oxtiacgo brusca e violenta do elemen-
to servil, porque tinha gr odes riquezas,
grandes condigSas de prosparidade, e n par-
te importante do norte nao dependa do
trabalbo eacravo.
i O Sr. Dantas (presidente do conse-
lho) : A questlo l foi resolvia da modo
diffareota.
f O Sr. Jlo Alfredo : -Mas aadesgra-
gas que pesam sobre o aul slo tantas e ta-
manbas que em meio seculo talvez
poasam ser reparadas, s
O nobre presidente do conselho hoje,
com grave injustiga, collocado entre os ven-
cedores ; nlo posao, conheoendo auaa opi-
ni3s, proclamando a sinceridade dellas,
deixar de assigunlar-lhe, neste momento, o
sen logar para que venba tomal o aqui ao
lado dos vencidos.
O Sr. Joao Alfredo (presidente do con-
selho) : -Nunca'; desde 1871, oonservei-me
arredado sempre nesta qucstSo.
O Sr. Barros Barreto : Apoiado.
O Sr. Paulino de Souza : -Slo tantas
as impaciencias que nao posso deixar de
concluir sem demora, tanto mais quando
sabido, Sr. presidente, e os jornaes todos
que li eBta manhl annunciam que S. A. a
Sarenissima Sanhora Princeza Imperial
Regante, desceu hoje de Petropolis e est
a uma hora do tarde, no pago da cidade,
espera da deputaglo desta casa, para
sanocionar e mandar promulgar a medida
ainda ha pouco por V. Exc. sujeita de-
li&erago do Sanado. Curapri, como as
circumstancias permittiram, o meu dever
de sanador ; posso cumprir o de cavalhai-
ro, nao fazando esperar uma dama de to
alta jerarchia, mas devo assignalar o fac
to, para a todo o tempo ser memorado nos
annaes do nosao rgimen parlamentar.
Devo, antes de terminar, dizer que llu-
dem-se ou querem Iludirse aquellos que
acreditam remover uma grande difficulda
de com esta lei da aboligao no elemento
servil : pelo oontrario, agora que rocres-
cem, com a desorganisagao do trabalho e
com a entrada da setecentos mil individuos
preparados pela educaglo e pelos habitas
da liberdade anterior, para a vida civil, as
contingencias previstas para a ordem eco-
mica e social. Si para ampralas, aju-
dal-as e defendel-as, nesta transigao ines-
perada e tolvez ifflictiva, precisarem de
mira, a minha provincia e a classe da la-
vop.ra, a que pertango, continuarlo a en-
contrar em mim a mesma dedica glo, o mes-
mo esforgo e a mesma coragem.
Mas nao quero deter por mais tempo o
prestito triu ophal, que j se enfileira na
sua marcha festiva I Quando ella passar
por mim achar-me ha neste lugar repre-
sentando a minha provincia, os meus com
panheiros no trabalho, coherente com os
deveres j preenchidos da misslo que in-
cumb desempenhar em nome e em defeza
de grandes interesses nacionaes. Sejam
quaes forem os sentimentos que no cora-
gao se me possam expandir na hora em
que todos forem livres nesta trra do Bra
zil, os guardarei commigo, silencioso, ven-
cido ; mas sem que me possa contestar um
titulo ao respeito publicoo de ter prefe-
rido at boje, como hei de preferir sempre,
a lealdade, a integiidade e a honra poltica
a todaa as glorias, a todas grandezas
(Muito bem I muito bem I)
O Sr. Dantas : Nao para fazer
um discurso que ma levanto, contrariando,
bem o sinto, a impaciencia geral, alias lou-
vavel.
Chegamos ao termo da viagem emgre-
hendida e, mais feliz do que Moyss, nlo
s vemos como pisamos a Terra Prometti-
da. (Muito bem.)
Sendo as3m, Sr. presidente, nada de re-
criminagoes, nada de retaliagoes 1
Mu o Senado houtem e hoje, pela voz
de dous de seus maia Ilustres membros, ao
meamo tempo doa maia respeitaveia e emi-
nentes chetes conservadores, ouvio, com o
publico que nos bonra com aua presenga,
dona discursos, qual mais importante, em-
boa igualmente identificados no meamo fim :
annunoiar nossa patria, por este aconte-
cimento que se est realisando e que a to-
dos enche dos mais vivos e intensos reg-
lijos, grandes perigoa, quer para aua vida
financeira e econmica, quer para a ana vi-
da poltica.
* Ao meamo tempo aa palavrea destes doua
Ilustres senadores mais de uma vez envol-
vem uma condemnagSo do ministerio 10 de
Margo, por ter, no entender dalles, com-
mettido a alta imprudencia de inoambir-se
desta gloriosa trela ; mas qae teve, para
n3 liberaos abolicionistas, o alto merito4de
comprehender que esta questlo nlo po-
da oomportar am minuto sequer de adia-
mento.
Eu nlo venho agora apurar, diante do
Senado, nra a queda do gabjpete 20 de
Agosto, nem a organisaglo do 10 de Mar-
S- ...
To pouco indagarei si este ministerio
daixou de inspirarse nos sentimentos do
conservatorismo partidario.
O Sr. Jaguaribe : Apoiado.
O Sr. Dantas : -Mas devo declarar que,
nesta occasiao, sinto o maior desvaneoimen-
to, estendendo-lhe mo agradecida em no-
me de todos os Brazileiros, em nome par-
ticularmente daquelles que eram as victi-
mas e que comparticipam desta victoria,
devida ao passo glorioso, que deu o gabi
neta para attingir com desassombro ao
desenlace final e completo deata grande
pioblema. (Apoiados.)
Sr. presidente, justo, de toda a ne-
cessidade que partim de mim, em nome
do partido abolicionista, palavras de espe-
ranga e de animagao que fagam deaappa-
recer aa de desanimo e de desalent dos
honrados senadores qae mo precederam.
(Apoiados.,) .^_^___
Senhores, a aboligao da escravidlo ni
marcar para o Brazil uma poca de mise-
ria, de soffrimento, uma poca de penuria.
(Apoiados.)
Uma simples consideragSo, porque a
discussao longa vira depois, bastar para
tranquillisar oa que se aterrarem com os
presagios dos doua honrados senadores que
me precederam : dentro do espago dedeze-
aete annos oitocontos mil escravos tera des-
apparecido do Brazil. Pois bem, aenho-
rea, justamente neste periodo que se no-
ta maior riqueza no paiz, grande augmento
de trabalho e com ella maior producglo, e,
como conseqaencia, consideravel augmento
na renda publica.
Si, pois, este facto sa deu : ai foram estas
aa conaequenoiaa da dimnuigao, em mais
de metade, do trabalbo eacravo, o que se
deve esperar que o desapparecimento de
seisceotos mil oreaturaa escravte, nlo pro-
duzir a nossa ruina, antes augmentar a
nossa prosperidade e o engrandecimiento ds
Brazil, gragas ao trabalho livre, ao traba
Ibo nubilitado, o que nSo s levantar ob
crditos da noasa patria, como attrahir
para nos o estranguiro, que encontrar no
solo fecundo e ubrrimo deste paiz certas
e inexoediveis vantagea.
Eu devo tambem dizer ao Senado e ao
paiz qae nlo vejo essea perigoa de que ae
izeram eco oquellea qae impugnaram o
projecto, qae, dentro em pouco, estar con-
vertido em lei.
Quer ma parecer qae tromera diante do
facto de praticar-ae uma reforma to radi-
calmente liberal, porque isso servir de iu-
citaoento para que outraa reformas, igual-
mente hb^raes, ae posaam emprehender e
realisar em nossa patria.
Maa, aenhorea, que psrigo haver ? Por
minba parte nao creio nelles. (Apoiados.)
Dado, porm, que surjara taas perigos e
qua Bubam tao alto que amaaoem at a pri-
meira e a mais elevada entidade do nosao
systema poltica, taes perigos se dissparlo
desde que no ooragao do povo Brazileiro
estiver arraigado o amor das nstituigSes
que nos regem ; emente assim ellas en-
contrarlo em cada um quem as sustente '
Fallando deste modo, eu nao fago sinlo
dizer a verdade ao paiz, sinao apontar o
caminho a seguir, e este deve ser o da
manutngalo das instituido -s liberaes, o que
s se conseguir pratic3ndo-sa uma polti-
ca de liberdade e de demacracia.
E nem esta linguagam metta medo a
ninguem, dentro e fra deste recinto.
Nao ha muitos mezes, Sr. presidente,
Sagasta (actual presidente do conselho) e
Marios, bous grandes estadistas da velha
Hespanba, trra onde imperou a inquisiclo
e de tradigSes seculares, dsseram da tri-
buna parlamentar, e em um dia de fasta
nacional, Rainha Regente que, si .ella
quena ver radicada e consolidada na Hes-
panba a instituiglo da que era a primeara
representante, adoptaaae francamente a po-
ltica de expansSo e do liberdade.
As reformas libera'8 nlo podem, por-
tento, ser um perigo no Brazil.
Ellaa serlo, sim, o complemento, o re-
mate, a conaequencia natural do passo qae
estamos dando ; e, ai nessas instituigSss
se viss8m araeagadas pelo que estsmos fa-
zendo, eu diria : mais, vale, Sr. presiden-
te, ciogir uma corda por alguraas horas,
por alguna dias, comtanto que se tenha a
immensa fortuna de presidir existencia
de um povo e de com elle collaborar para
uma lei como esta, que vai tirar da escra-
vidlo a tantas oreaturaa humanas, do que
possuir essa mesma corda por longos e di-
latados annos, com a condigno de conser-
var e sustentar a maldita inotituigao do
oaptlveiro. (Apoiados. Muito bem.
NSo ha, portanto, perigo algum ; e at
onde a minha voz, a minha responsabil-
dade, a confianga que eu possa inspirar
aos meus concidadlos ; at onde a minha
experiencia dos negocios, o meu estudo de
todos os dias, me puderem dar alguma au-
toridade, eu drei d'esta cadejra a todo o
Brazil que nos hoje vamos constituir ama
nova patria ; que esta lei vale por uma
nova Conatituigao. (Muito bom, muito
bem.)
O Sr. Jaguaribe : E' o complemento
da independencia do Brazil.
O Sr. Dantas : Neste caso, Sr. presi-
dente, eu vou concluir, pedindo a todos
que nos levantemos, que fagamos ala
passagem dessa lei, que marcar para nos
o maior acontecimento na nossa historia;
e que todos ao mesmo tempo, congratulan-
do nos, honrando mesmo aos nossos adver-
sarios, frente dos quaes se acham dous
cidadlos cobertos do aervigos, cheios de
mritos, merecedores de toda a veneraclo
de nossa patria, digamos : Gloria a Deus
as alturas! E, proseguindo n'este ca-
minho, o partido liberal francamente tal, o
partido liberal, que nlo tm medo das
ideas liberaes. nem das suas coaequen-
cias, uma vez oonvertidas em lei, peder
contar que ha de ter o meamo apoio que
aempre tevo de mim n'esta questlo da re-
dempglo dos captivos. (Bravos! Muito
bem 1)
Eu devo, Sr. presidente, como homena-
gem de gratidlo, de amisade e de saudade,
recordar n'este momente palavras que por
am acaso feliz vi hontem transcriptas na
Redemptflo, de S. Paulo, e foram aqui pro-
feridas por Jos Bonifacio.
Na sesslo de 8 de Outubro de 1886, di-
rigindo-se ao entao ministro da agricultura,
o honrado senador Antonio Prado, disse:
c O estado do paiz ha de convencel-o
de qae necessario acabar quanto antes
com a escravidlo, lepra cw nes corroe e
vulcao que nos ameata.
i Tenbo profunda conviegao que o maior
perigo da actualidade o cscravo, com to-
dos os seus direitos Iludidos.
O captiveiro est morto e nSo pode
re8uscitar ; preciso enterral-o.
f NSo teremos partidos, nao teremos
governo, nSo teremos cousa alguma, em-
quanto ay-eacravidSo entrar como elemento
perturbador da ordem moral e social.
Pois bem, senhores, jk nossa tarefa, por
este lado, est terminada ; e como nos an-
nunciou ha pouco o nobre senador pela
provincia do Rio de Janeiro que do deaap-
parecimeuto da escravidlo outras neoessi-
dades, outras reclamagoss vio apparecer,
oriundas dos interesses creados por aquella
maldita inatituigSo, de envolta com outras
necesaidades e outras reclamagSes de nossa
vida poltica, eu, desde agora, ponho-m
dsposgSo de quem quer que esteja no go-
verno, para continuar a servir s ic'as li-
beraes, porque, parodiando um pensamien-
to resumido. em tr?s pequeos versos do
XIII seculo, direi :
O' Libertad!
Luz del dia,
Tu me guia 1
Vozea : Muito b^m,-muito bem. (Bra-
voa e repet loa applauaoa das galeras.)
O Sr. Crrela:O momento nlo
par* disoustir, para deliberar ; mas
ptera ser convenientes algumas palavras
opportunaa da parte de um membro do
partido conaervador, quo aceita convenci-
do, a proposta sobre que vamos votar.
Tem-sa apontado na discussSo o perigo,
o risco das inslituigoas. Senhores, sa as
instituigSss pudessem n'este instante estar
em questlo, ellas teriam hoje o asa da
derradeiro. Mas assim nSo assim nSo
poda ser, ossim nlo era justo que fosse.
Tera-se kito taiobem referon.ua a ma-
dangas bruscas de opiniSas na queatlo- ser-
vil E' faoto previsto. E sija-me. licite
recordar pouos palavras que aqu profer
na eessSo de 26 da Setembro do anno paz-
aado (le):
(Continuar te-ha.)




T^p. do Otario raa Daqua de Caxiai n. 42
al
i


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