Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19415


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Full Text
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AIIOLIIT 'ItlfilO U-2
P\-t; 1 < APITAI. E LUGARES OSDE Vi O SE PACA POBTIi
Por ir*? ..diputados...............
Par s>'is ditos i oa.................
por uai anuo dem ...............
Cali numero avulso, do usesmo lis. ...... ...
6,J000
120000
23J000
100
HlA-i i iilfl DE
PAH.t OE.VrRO E FORI DA PROVINCIA
Poi seis raezwB b i............... ioAoUO
Por novo ditcs dem................. 20000
Por am auno dem........... t ....".. 27^000
C'ada numero avulso, de das anl'riorcs *....... 100
Proprte2raf te Mnuotl I\$utixa bt Jnxxa lljo*
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O Srs Imede Priacssft
Je Paria. sao os nassos agentes
*cl isivos de annuneios e pu-
blieacdes o a Franea e Ingla-
terra
TELEGRAMAS
anea pmuculm 90 oariq
RIO DE JANEIRO, 17 de Maio, s 5
hrras da tarde (pala linha terrestre).
Rislsou-se hoje na praca de Peirj I pe-
ra ate incalfiulaval concurrencia de povo urna
miss.i ao ar livre, mandada celebrar pela
i:'j.rensa.
Esto solemnidade esteve impon^ntj e pro-
dona uto cffeito desluuibraute.
Continan anda rnuito aniados os fes-
i o o regosijo publico.
Todas as repartidas anda se conservara
feeoadM, ein ferias.
Foram agraciados com os ttulos:
I.'; JI rqu z de Monte Paschoal, D. Luiz
Antonio dos Santos, metropolitano c prirn. z
do Br.zil e srcebispo da provincia da Ba-
bia ;
De Conde do S. Agostinho, D. Jos Pe-
reir dr. Silva Barros, bispo de Pernan
bono;
De Conde de Snta F, Dr. D. Pedro
Mara, de Ls-erd, capellao rr.r de S. M. o
Impemdor e bispo do Rio de Janeiro;
! Viscondo d Sioimb, con gran lesa,
o senaior, consclheiro JjSi Luiz Vieira
Cans.iiic&o de Sininb, prosiden'te do Se-
nado ;
Dd Visoonde de S. Paulo, con gran-
deza, o sealar consilheiro Antonio da
Silva Prado, ministro de estrangeiro3 ;
Do Visoonde de Serr Fro, oom gran-
deza, o senador cons?lbciro Antonio da
Cruz M chai ;
De Barao de Luce; com grandeza, o
desembrgador Henrique Perera de La-
cena, presidente da (Jamara des Deputa
des.
Foram concedidi-.s ts honra de gran-
dez. :
Ao 3. rao de Ma-nacginp', senador pela
pn-vincia da Parahyba.
F>r O Visoonde de Tamandcr, almirante e
ajuUnts de campo de S. M. o Imperador;
O Visconie d Garas, marechal do exer-
cito ;
O Visoonde e Muritiba, sanador pela
provincia da Bahia.
Foi condecorado com o commenda da
Ordem de Nosso SanVr J^sus Christo, o
Dr. Carlos Peixoto do Me,!o, diputado per
Minas Qeraes.
Foram concedidas cutrs muitas gracias.
PARA', 17 de Maio, s 4 horas e 15 mi-
nutos da tarde.
Cautinaam 6n delirio os festvaes aboli-
cionistas.
No di 14 noute bouve illuminBc&o ge-
ra!. caassataa, marche auxflambeaux pelo
co.'3ir crcio.
No da 15 pela macha sesso solemne
corriBemorativa da sociedade Liga Rc-
deoiptora-no p*$o da Cmara Municpal.
En rron a sessao o presidente da pro
ioc* com eloqnentcs palavraa, s?ndo mur-
to saudadtf.
Hojtom todo o dia pssaeiat-is, avultando
a d -loamaerch.-
A' nout; grande e imponente proeissao
eivi ", mais de 10 mil pessfijs.
l ]- s 7 borss d3 nata ter lugar umu
sao solemne na Cmara, da Sociedad
Li> Rodsroptora, que digua 8e justos
a p-los taforeos empregadas para
ir., r realce d<"-a fc-stiv^es.
O jonsclheiro Jo5o Alfredo ten silo
alvo das rrais viva saudae5?s.
studantes, em commemoracSo da l i leber-
tadera.
Foi orador offioial da fesla o ex-depu-
tado Belfort Duarte,
Iljuve passeiata depois da sesBo dis-
solvendo-se em boa orden.
MICO DI AGENCIA HAVAS
Servido directo
ROMA, 15 de Maio, noito.
Urna nova interp.'llacao ao ministers foi
dirigida na Cmara dos Deputados acerca
da poltica finanecira do governo.
A discussSo d'esta interpsllacSo t -rninou
sendo por 210 votos contra 29, approva
da a conducta do governo e exprimindo se
essim a confianca do Parlamento ao minis|
terio Crisp.
ROMA, 16 do Maio.
M- Maglioni, ministro da fazenda do ga-
binete italiano acaba de retirar o seu pe-
dido de demissSo.
LISBOA, 16 de Maio.
Na sua sessao de boje as cortes portugue-
zas de.'idiratn mandar as suas felicitagSesao
parlamento brazileiro a proposito da vota-
jao do projecto sobre a aboliyao do elemen-
to servil no Brazil.
MILO, 17 de ilaio, manba.
A convalesccnya. de S M. o Imperador
D. Pedro II segu un curso normal.
BARCELONA, 17 d? Mab, manba.
S. M. a Rhinh. Christina entrou n'esta
cid .d'i levando nos bragos o joven re.
A populagSo fez aos soberanos ana en
tbusiastica ova^So.
Agen ia Havaa, filial em Prnambtio,
17 de Maio de 1888.
PARTE OFFICIAL
O subdelegado respectivo tamuu'conbecimeato
do facto, e abri competente mqiKrito.
Na d-i 13 t .mbem d'eato me, petas 7 berta
da noite, a ra da Scnsalla da freguezia el > K
o inlividuo de naaie JoSo Dsval fern com uta*
oavalba na talo es (uerda de Aquilino Jos de
Britto, lepraodo evadir-so t'aa aegaUa.
O subdelegad} respectivo tumou coubeciajent
d) facto o maudou vistoriar o i ffendids pelu Dr.
Squz9 que deelaroa ltv o fi-rimeuto.
Ainia no mesan dia pelas 8 boraa da noite no
becco do Canaviil d'aqu Ha fregueln, dcsabarJo
quatros pequeas casas, feriada levemente apenas
a'Joii-.ina Maria dos Praseres.
O subdelegado respectivo tomou coobecimento
do factj e proceden a respeito como caso exi-
ga.
Cdi a ioc'usa copia d officio qno em data de
honeio dirig j-me o delegado de plieia do termo
de OlinJa, julgo respondido o offic' que na meama
data m i foi eodereasada p>r V. Ezc. aeompaiibado
de uin telegramma do promoto r publico G'aq'u Ha
comarca, a prcpjsito do aasasiaato di nma prac
do destacamento de Maricota.
'Oelegacia de polica do termo de Olind i, 14 de
Maio de 1888.lllm. Sr Em enmprimento s or-
deaB de V. S. de hontem, dirig-ma ao lugar
Desterro de Iguaruss, pertenceote a snhdelegaciji
de Maricota, onde se deu o facto de terem assasii-
oado a prsca de polica JoSo Vicente Ferreir*,
acompaahado da torca de polica remettida por
V. S.
All chegaudo s 10 borus da ujite, entendi-me
com o subdelegado Joo Chrostomo Leito San
gel, queja tinha dado as devidas providencias para
a captara de Manorl Targino assassino da prc?a
Joo Vicente Ferreira, tendojem presenca do
Dr. promotor publico de Iguarass, feito o corpo
de d.'Iictoeem segaimento o competeuto inquerito,
o qual f i logo rtmettido ao Dr. juii de direito
d'aquulla comarca.
O subdelegado tem se portado com toda energa,
teado distribuido paisanos por diversos lagares
para a captara do criminoso e sua disposicao
deizei a forea que me acompanhoa nfim de melbor
coadjavar as diligencias.
O ficto do B83as8nato d?u-se pela maneira se
guate:
Tendo no sabbado noite, o infeliz praca Ja.'
Vicente, ido a nm samba ea compaahia de su.a
amasia, encontrn a'.l a Manuel Targino codj qaem
vivia em desar uonia por cansa de ciumes que ti-
nha da referida sua amasia, e depois de sigamos
trocas de patarras, ameacaram-se mutaomente,
chegaudo ao ponto de anoei Turgioo dar 2 faca-
das em Joao Vicente, nma no peto esqaerdo e t,u-
tra na footc, cansando I be a morle immediata-
mente.
Consta que o criminoso s> guio para Goyaunu
donde lho e tem familia oa para o eageoh-
Aldcia da comarca de Po d'Albo, oude dase espe-
rar protec(So.
Deus guarde a V. 8.Illm. S. Dr. Francisco
Domi-igos Bibeiro Visnna muito digno ebefe de
poliiia da provincia. O delegad". Jos Joaquim
Antunes.
Secretaria de polica de Parnambuco, 15 de
Maio do 1888.
Conforme.PJo aceretario, Francisco (Jvraldo
da 8ilva Barroso.

M^RANHAO, 17 de Mi),
is 6 hors
1
ia.u se hontem com enorme coocur-
ia de povo no Toe&tro S. Luiz, sob a
prc o Exm. Sr. Dr. Moreira a1-
V8, ama s8-ssao solemne promovida pelos
Reparliciio da olida
2. scelo.N 411.-Secretaria de Po-
lica de Pcrnambuco, em" 15 de Mbio de
1888 Illm. e Exm. Sr.-Participo a V.
Ezc. que foram hontem recolbidos Casa
de DctoncSo os s^guintes individuos :
A' miaba ordem, Jos de Sonta do Nascimento
pronunciado no artigo 257 do i-odigo criminal, no
termo de Guarabira da provincia da Parahyba,
liutino Uamos da Rocha Vascoacellos, como pro-
nnaciado tambem no mesmo artg) e Maneel Del-
fino dos Santos, como sentenciado vindo do termo
.te G yanna, e J ;ao de tal, menor, por disturbios.
A' ordem do Dr. delegado do 1* distrieto da ca-
pital, Heleod.ro dos Santos S:qneir>, Bras Ter-
tuliano dos Santos, por embriagues, disturbio e
uso de armas deieza, Mano3 ftoa-.ndo da Cruz,
por crimu de furto, Fraucisco Djotta da Costa Le-
te, por crime de dr flora meato a dispoeicSo do sub-
delegado de Ipojnca.
A'or em do do 2 distrieto; Maniel Francisco
Soares, Manuel Lioiolpho de Oiiveira e Manoel
Fraocisco das Cbagas, por disturbios e aso de
srmu defeza.
A' ordem do subdelegado da fregnezia de San-
to Antooio, Manoel Felippe das Neves, Jos Ro-
drigues da Silva, Jos Fernandes das Neves, Joa-
qui ii Jo de Oliue ra, Joio Francisco Nepemu
ceno, Joaqusm Benedicto da Silva, por embriagues
e disturbios.
A' ordem do subdelegado do 1* distrieto de S.
Jos, Francisco Antonia de Barros, Veneranda
Maria daConceicao, Euiebio Manoel da Assnmp-
co, por embriaguez, disturbio e nto de armas de-
feza.
A' ordem do do 2* distrieto da fregueaia da Boa
Vista, Severino Correia Barbosa e Olympia Ma-
ra das Dores, per embriaguez e disturbios.
Por telegramma de hoje, Antonio Xavier, do en-
grnbo Ptnedo de Baizo, da fraguezia de S. Lou-
renco, pede providencias|coutra a fabrica do mes-
mo engenho, que se levanton.
Reccmmeodei por telegramas ao delegado que
fizesse effectva a exeenfio completa da lei pro-
mulgada no da 13 do correte extinguido a es-
cravidao no imperio, visto constar-me que aqnclle
Antonio Xavier, insiste em mandar a fabrica para
o trabalho.
Ordenei que fosse ao engenho sem f.pparato de
forja entender-Be com o Sr. do mesmo engeoho e
assistr a que fosse maotido aos beneficiados o di-
reito de se moverem para onde quisessem, exigin-
do informales cirenmstanciadas sobre o resaltado
de nm procedimeoto.
Commnnicon me o delegado de S. Lonrenco da
Matta por telegramma datado da hontem, ter
prendido no dia 13 do corrente, pelas 9 horas da
noite, na matt de S. Joo, daquelle termo, o in-
dividuo de nome Jos Fausto de Sonsa, por ter
espancado e roubado a quantia de 704000, de
Jos Lavras da Silva.
O Dr. delegado do 1" distrieto da capital, par-
ticipon-me que a 13 do corrente, s 9 horas da
noite, em o hotel chines rna larga do Rosario n.
13, fregnezia de Santo Antonio o individuo Jo5o
Pedro de Oiiveira, armado de urna navalha ferio
a Francisco Perera de Palva, propr: tario do as-
mo hotel.
O criminoso foi preso 6m flagrante e o offeudido
foi vistorudo pelo Dr. Mello Gomes que declarou
leve c ferimentc.
Proeeden-se a respeito nos termos da lei.
Pelas 12 horas do meemo da, na ra d< Palma,
.-lia treguazM, Liberato Francisco de Araujj
com um oavalba ao individuo de oome Joo
Perera da Silva, sendo tamb-ta preso em flagran-
te o recolhido a Casa de Detencio.
O cffeodido foi vistoriado pelo Dr. Jos Feli
da Cunba Meneses, que declarou leves os fer |
mentes.
r-> onleor, no p>Dto r lativo as ocmrren-
ci ia do >ng.-.nbo P nodo de Btixo do t r-
rvo de S. L.urenc da Matta, devo drtvr
V. Ex-,,a!0 vista di t hgraaisoa acfcbo d re:ehr dj respsjtivii do'egado,
qu,e nad/. .igao de' toenifio U paasau uj
mes co -ngih, a.-ndo alli r.-speitado em
toda sua plenitodo decreto da 18 i
corrate aeabando n eaoravidSo :io Impa-
rio.
P.ilicipou-nie 6 delegado do tormo de
Pac 'Alh1, ter ante-hontem fvito revista
na cad ia publie, onde cnontrou 15 pr;-
sos, sendo 5 coademnados, 1 pronaaciido
e 9 in i it loi em diversos primes.
Neahs>qia reolama^to tz-r o,
O cri g4,io do. 1 distrtoto da Sacada
acaba de^cammbnicar-ma em resposta ao
telegramma qir. be dirig hontem, que
f r respeitar a lei que extingui a cs;ra
vidao no Imperio.
Deus guarde a V. ES. -Illm e Exm.
Sr. deseoibargador Joaquim Jos de
Olivii.-a Andrade, muito digno presidenta
da provincia.O chefe de polici, Francis-
co Domingues Ribeiro Vianna.
2a seccao. -N. 4i8.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, em 16 de Maio de
1888.- Illm. e Exm. Sr.-Parti-.-ipo a V.
Exc, que foram hontem recolbidos Casa
de DetencSo os seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado da freguezia
do Recife, Joanna Maria da Con evgilo,
Anna de Sonza Lima e Bazilio Qrego,
por espancamento e offensas moral pu
blica.
A' ordem do da freguezia de Santo Ao
tonio, Manoel Francisco do Espirito Santo,
e Jos Galdino da Trindade, por embria-
guez e disturbios.
A' ordem do do Io distrieto da fregue-
zia da Boa Vista, Juatioo Jos da Silv,
Fernando Riymundo da Costa e Thomaz
Jos RomSo do Oiiveira, por disturbios.
Communicou-me o delegado do tormo
do Bonito, pa no dia 4 do corrente, no
lugar Boa vista, do Io distrieto daquelle
termo, o idividuo de nome Manoel Alves
da Costa, por motiv.o de ciumeB, assass:-
nou con tres facadas a Joao de Moraes
do Nascimento.
Aquella autoridada tomou conlieoimento
do facto, abri 3obre elle o competente in-
querito, que teve o conveniente destino,
e consegu? a captura do criminoso.
O dd-ga!odo termo de Aguas Bellas,
deu-mo sciencia de que no dia 30 do mez
ultimo, das 2 para 3 hsr-8 da tarde, o in-
dividuo Vicente Marinho Lsite, assassincu
com am tiro e 12 facadas, a Aniceto Csr
deal dos Santos, evadindo Be logo apa o
crime.
O delegado tomou conbecimento do fac-
to, fez proceder a vistoria, abri o com-
petente inquerito e diligencia a captura de
criminoso.
No dia 12 desta m;z, das 9 para as 10
boras da noite, no lugar Campias do Io
distri ,-to do termo de Santo Antao, o in-
dividuo de nome Antonio Jos do Nasci-
mento, aggredio a Francisco Perera do
Nascimento, no intuito de tomar o cavallo
em que aqnelte montava, e travando iuta,
della resultou cahir Francisco Pereira do
Nascimento, e talleoer em consequencia
da queda.
O criminoso foi preso em flagrante.
O subdelegado respectivo tomou coobe-
cimento do facto e abri sobre elle o com
ptente inquerito.
Participou-me o delegado do termo de
Nazareth ter no dia 12 do eorrente acom
panbado do Dr. promotor publico, do es-
crivSo e do respectivo caroerero, frito a
revista na cadea publica, onde encontrn
32 presos, sendo 10 pronunciados, 10 sen-
teneiadea e 12 indiciados em diversos cri-
raus. Nenhuma reJamaco fizeram.
O subielegido dodistriito de Pnlmeira
de GUranhuns, deume sciencia de ter no
dia 11 do corrente feito remsssa ao Dr.
juiz muoiipal do termo, do inquerito po-
licial procedido contra o tenente Sebas-
tin Francisco de S.queira e de Pedro Ber-
nardo e Manoel Ma hado, pelo crime de
tentativa de raorte na peSsoa de Jos Del-
fno Bispo.
O Dr. delgado do 1* distrieto da capi-
tal, comrauoicoa* me que hontem nenbum
facto notavel oocorreu no mesmo dBtricto
Em additamento a minha parte diaria,
Thesoure Provluclat
DESPACHOS DO DIA 15 DE MAIO DE
1888
J.60 Jacindio dos Santos e C?sma Jo .quiaa de
Limu Nanea. Certifiqae se.
Walfrtdo Brrelo de Mello Reg.Registre se
c f-cain se os asseotameatos.
Manoel Joaquim da Costa Carvaibo. Informe
O contencioso.
Martinho Joo Torres Kolim, Aatonio Lnis Pei-
Xjtodo Barros, Sophia Guilhermina de Mello,
Joo Fernandes Vianna, officio do Dr. procurador
dos feitns, Aunu Eaphrosioa do Barros e Silva,
Izidoro de Freitas Gaubd.-, Jobs Candido da Mi-
raos, Secuudioa P. C de Abreo, Adolpho As-
tclpho Lina de Alboquerqne e Jacintha Candida
de Aienear.-Iuforme o Sr. c.ntador.
Muria Magdalena da Natividade Junte os at-
testados de frequencia pu e.rcm necessarios para
liquidaclo da divida.
Therezi da Cunha de Qaeroi Fonseca, Jos
Luis, Jos de Azeve o Mala e Ktea, Henriqueta
Amelia de Mcnezes Ly, Alfredo Ribeiro proveder da Sota Casa e ofBcio do Dr. procura
der dos feito.-latorme o Sr. contador.
Adelaida G. dos Santo3 e Antonio Malheiros de
Mello. Regislre-se e facaa-ae os assentameatos.
Candida de Nova Paes.Satisfaca a exigen,
cia.
MAMO U PERIlAIaBUGO
RECIPE, 18 DE MAIO DE 1888
IVXtRI #OS DEPlFiDOi
DISCUSSAO DA LEI DA ABOLICAO
(Jornal do Commercio)
Wt-*Ao lio 8 de Mo de 18 8.
Entra no recinto o Sr. ministro da agricultura
e tomando aesento aa mesa, direita do Sr. pre-
sidenta, procede eitn-a do seguate :
De ordem de- S. A. Princza Imperial Regen-
te, em nome de S. M. o Imperador, veuho apre-
jentar-voa a seguinte
Proputa
Art. 1.' E' declarada extincta a eajiavido no
Bi*d.
Art. 2." Ficam revogadas as disposi^oea em
contrario .
(Applansos ruidosos e prolongados as gale-
ras) .
O Sr. presidente Aa gtlenas nio podem dar
eignaes de approvico ou reprovacao
(Coatinuam os applausos durante long) espaco
detempo).
O Joaquim XaSuc pedo ao !sr. presi-
dente e cmara que t-aham toler-aacia por esta
unnime mauitestaco do povo, rsto qus nio hon-
ve aiuda dia igual ao de hoje na uossa historia
patria; isto como se o territorio br.sileiro &t
aqui estivesse invadido pelo estraogei/.o e de re-
pente etc o d "xassn livre.
Ft diversas coasiier-^o s para provar que a
c&mara dos deputados devu elevar se altura do
eoverno, coaaidrao-do como a maior dis uecessi-
dades da njsi ptria a abolivao tetal da escrava
tura.
Mostra que o decreto que vai abo.ir a eravi-
do no Brasil date 83r revestido de toda a solem-
nidad-', deve passar como uenhnma le j passon;
prcciao quo a cernir, ao miuimoeapico que a
Constituido c o regimeuto pormi-.teui, vol p;r
acclami^i a proposta do givern?.
Bab i que esta lei oSo pode ser votada boje ; po-
rm por urna intrepretacaV) raioavel do regiment,
pie ser votado amaahS, nome indo se urna com-
misso especial para dar parecer sobre o prejecto
apreseotaio ; podendo snsp-nder-sa a sesso por
meia hora, emquanto a commissSo iavra o seo pa-
recer, afim da proposta ser dala para a ordem do
dia de amanha e amanbi mesm, embora hoje
h.ia sessio noturna, poder msadar-se a proposta
para o senado, porque ella passar de certo por
acclamacSo. ...
Appclla para os aentimantos mais fortes, inve-
terados ou mesmo de bronte, daqnelles que qnei-
ram fijar ao lado do regiment ; para o qua cita
o cxemplo da historia contempornea, exempio aa
Franc*, qaando, esmagada pela Allemaaha. que
depois de dar a ultima gotta de saagae, offerecu
o ultimo ceitil para psgar a indemnisaco ao
inmigo, afim de qne esse deixasse a patria livre.
Dpois di outras consideracSjs. t:rnr.oa envian-
do i mesa a sua proposta, certo de que cada nm
dos membros da cmara saber elevar-se a altu-
ra do movmeoto mais sublime de qne o Brasil
tenba sido testemnoha. .
(Applausos prolongados das galenas e do publi-
co que ench o aalao cobrem sb palavras do ora-
dor).
E' lido, apoudo e approvado o requenmento d.
orador para que Beja nomeada nma commsso es
pecial encar.egada de formular parecer sobre c
prcj eto apresentado.
gO Sr. presidente oonceia para a commsso es-
pecial os Sre. Duarte de Aaevedo, Joaquim Sa-
buco, Gonc.lves Ferreira, Affonso Celso Jnior e
Alfredo Correia.
A commiseio nomeada retira-sa a resp ctiva
sala paru formular o s-u parecer el hora e 40
minutos entra no salSo.
. a Sr, (.'uarte de Asevedo dis qne a
eomraUsao nom ada pelamesa para dar parecer a
respeito da proposta do govern-, convencida de
qne nesta materia nao posalvel retard-r um mo-
ni oto a aspiruco do povo raii'.eiro no senti-
do d? aatstai-r nma necessdade social e poltica,
que ao mesmo tempo homenagem preitada ci-
vilisa^lo do secuto a geoerosidade do eoracao
de tolos aqueltes que amam o bem d* hum*nida-
de, vem apreseotar o su parecer sobte a propos-^
ta do govera i c pede Iieeuca para lel-o, apresen-
tando ao mesmo tempo um requermeoto de urgea-
eia para que seja dispensada a impressao do
parecer e da propoat, afim de ser dado para or-
dem do dia de amanha.
O parecer, qne o orador !, conque asaim :
Art. 1." C;mo na proposta.
Art. 2." C:mo na prop)sta.
(Ao terminar a Iiituri d pareser o crador
muito appliud'd ).
O Sr. Indrade F'guclra (pela ordei.)
bserve que quaosquer qie S'jam as impaciencias
para converter em lei a proposta do gov3rno,
preciso collocar cima de tudo a 1 'gahdide dos
actos da canura.
Eutjnie que o Sr. presidente, representante, do
regirt?nt', nao p?dia aecetar o parecer da cem
:nisdi> que acaba do s t lido e rnviado
mesH, p rque o regiment marca nm prosesso
para tcm Ihantes pr postas, e para que esse pro-
e bm seja annullado preciso nma todlcsgao que
reform o regim! nto.
Se uao fora o respeito e a cnsideracao qne tem
p 'la pessoa Jo Sr. presidente, o orador t ria re-
clamado ba alguua miautos contra o facto d-; ;r.
viso do eciiito por pessoas eatranhis cmara
e contra os applausos das galeras, que perturbara
a augusta magesUde do recinto" dos representan-
tes da nacao, cauvertendo-o em circo de cavalli-
abos.
(Maoifcsta;3o de desagrado das galeras, to
lhidas pela advertencia en rgca do ;;r. presidente
e de alguns Srs. depntados).
O orad, r nota que a suspenso momentan a dos
trabalhos da cmara, sem que esta o determine,
tira as de!iberac038 da mesma cmara o curaet r
augusto que nnnea a deve abandonar ; e como se
mo bastassi-m as transgr ssoes do regiment, o
aobre r.-lator da commsso, 'apenas eleito, sem
observar o proceseo parlamentar que diz respeito
as commisioes especiaes, apresenton o seu pare-
cer, pedindo dispenoa de impressao e urgencia
para ser disentido na eesaJo de amanhS.
Nio podendo acceitar c:mo regular o que se
tem p&B8ado, convida o Sr. presidente a que f?a
b-i rvar o regiment.
Aproveta-se da palavra para observar ao no-
bre deputado por Pernambuco que o orador nao
sabe como o nonre deputado tem conhecimento da
materia de qne formado o seu coracSo, mas an-
da assim prefere tel -o dejbronze a tel-o de lama !
O Sr. doaqaim tabaco uo ci que Ihe
fo-ai- itir '. o coracio de lama de que talln o
aobre deputado, pirque cuta.) seria um iosulto ;
mas, se o foi elle o dtiixa no tapete.
Julga que o nebre deputado comprehende que
o s ntimento qne palpita cm todos os ccragoea
o do patriotismo.
Aer> dita ter ieito bomrnagem aos aentimentos
do nobre deputado, quafieaudo o 3en coracSo do
bronze, cmqnanto o nobre deputado comparen a
solemoi iade da presente sessSo a um circo de ca-
vallohos.
Entenie qne o povo ao pode i.r entra prova
do seu respeito o eathusiasmo pela grande obra
da eivilisacao do Imperio.
M ostra qne a commsso especial a3o infringi
os termos do regiment, rcuuindo se immediata-
mente e dando o Bt n parecer, sem o intervallo de
24 horas qne o mesmo regiment prescreve, mas
qaando sobre o pr.jecto te m de ser ouvd;s inte-
ressados ; ceste projecto, p .n, todo o brasileiro
se interessa para qna 3 ja convertido em lei.
Termina acreditando que a Cmara est perfei
tamente deo'ro do regimeato, acceitaado o pare-
cer da eommiasSo, qne nao preciaava de 24 horas
para o maduro examo da materia.
(Appl -usos prolongidos, advertiado o Sr. presi-
dente qne bSo elles prohibidos).
O Sr. presidente dis que o requenmento qne
est sobre a mesa nao importa dispensa de for-
malidade ess'-ncial, trata se apenas de dispensa
de impressao para ser posto .na ordem do dia o
parecer Ja commsso e a proposta do poder exe-
cutivo, por conssguinte, vai por a votos o reque-
rimento.
O Sr. Audrade Figuelra (pela ordem)
respeito. a decisai do magistrado eocarregado de
cumprr o regiment da cmara e anda qne nao
Ibe pureca de todo acertada, jmaia appellar para
a cmara.
L:mbra, porm, que vio se trata de infracto.-s
secundarias do regiment, come cando pela nomea-
$3o da commiseo esp'.cial, que era de exclusiva
eleico da cmara e acabando na fjrmalidade
sabstaoeal que o regiment marca para a marcha
dos trabalhos da commissSo, que o orador des-
creve.
Pondera por ultimo que, ee se dispens m as for-
malidades ssenciaea do regiment, a chava entao
melbor prescindir de todas as demais formalidodes
e ser votado o projecto por acclamacao.
O Sr. Juvencio de Aguiar dia que a eommiasao
de orcameoto do anno passado proceden do me mo
mado, sem reclamaeao algnma.
O Sr. AodraJe Figoeira contesta salvo se o no-
bre deputado se rtete redaccio do pnjecto,
porqua esta uo 'em taes toru.aldades.
Cuuclue repetndo que, quaesquer que sejam aa
impacieacias d'aquclles que quere.m levar de vea
cida urna quo3tio tao lmportaot.', o orador coiroca
cima de tuio o Eentimeuto da legalidade, sem o
qual nm povo. nao pie ser regida.
O Sr. Presidente justifi.-a o procedimento da
mesa com os artigas do regiment e consalta a
Cmara se dispensa a impressao e ca iotersticios
do pirecer d* commiseo especial para ser elle
dado para ordem do dia de amaah.
E' approvado este reqnerimento. (Applausos
proloagados das galeras e dos cidados que en-
chem o recinto). ,
Suspende-se a eessSo s 2 horas da tarde st a
chegada do Sr. ministro da mariaha. (
Comparece o Sr. ministro da marnha e, to-
mando asseuto ni mesa, direita do Sr. presi-
dente, a proposta do poder eiecutivo fixando 8
forcis navaes para 1899.
O Sr Presidente declara que a proposta do go
yerno ser tomada na devida considerado.
O Sr. Carlos Peixoto (Io secretario) requer que
se levante a sessc em homenagem aoa factos
occorridos.
E' approvado o reqnerimento.
O Sr. Presidente levanta a sessao s 8 horas e
35 minutos da tarde. .
Seasfio em 9 de Malo
Entra em 2. diseusso a propo8ta do governo,
convertida em projecto de tai, extinguindo a escra-
vidao.
(Entram no recinto e ocenpam os seas lagares
us Srs prefidente do conselho e ministros da agri-
cultura, juaticae imperio).
O Sr. isidrada Figoeira pede permisoo
cmara par* que, em circnmstancias nm ponco
semelhattes iuellss em que se achou am .lnstre
orador francez, venha mais nma vea advogar a
[asa do bom s'ecso, contra pa.xoe. desordenad .s
As aceas que tiveram lagar -o Paooi doi Seaado
... M.ian da abertura da Assembia_ Geral
e as que hontem se deram no recinto da Cmara
dvrrtiram o orador qne toda a diseusso intil.
SSo ple dcixar de protestar contra o que se
paasa, emboia te considere solado na Cmara.
VoseaNao est. ,.
O Sr. Andrade Figueira recorda o seu proceai-
meoto em 1871 e < m 1835, afirmando que, apeut
da forca da torrente, conserva se hoj-^ eomo entao
se manife=tou; entretanto que os poderes pnblic< nada ma a fiaeram que cemprometter a marcha do
Miz, para apenas poderem libertar pelo fundo de
emancip-cSi Cfr.a d 30,000 escravos,
cao que se observa, porque at Um sido irgada
aos proprieturioB a proteceo l^gal do governo.
Combateu em 1871 o proj cto de emancipacao
gradual, em nome da inicirtiva individual, que
honra o carcter brasileiro; entretanto, as pro-
mes-as do legislad-.r de entSo toram Iludidas pelo
governo, t ruando se a agitaco estril ; o go-
verno nao cumprio a lei em re!aco aos ingenuos,
como demonstra; o fundo de emancipacao, que
produzio urna qocta a cerca de 10,000: 004000,
nao tevo em parte a d vida applicecao ; nem se
cr<~aram estabelecimentos onde fursem creados e
educados os ingenuos que fossem entregues ao go-
v rno e onde trabalhassem libertes.
Veio a ler de 1885 c governo tambem fes pro-
messas qne nao [le cumprr; essa lei nao teve
at hoje es d.vid's regnlamentos para ser execu-
tada; tade quanto ah se estabelecen em beneficio
da pr. priedade agrcola, ficou lettra motta e tndo
que foi ectabelecido em favor da emancipse^ao teve
a devida execuc^o.
Observa que ao lado desse procedimento do go-
verno, a iniciativa particular, de qne tanto se des-
denhava entilo, iffereceu um espectculo singular,
a maioria dos escravos foi libertada eBpontanea-
mente, o que honra o carcter brazileiro. (Apoia-
dos).
A primeira matricula de 1872 marca va 1,000,000
escravos, a segunda matricula de 1887 marcou
720,0('O-tendo desapparecido 930,000.
C. mprehende-se que diante de tal resaltado, o
poder publico, armado de duas leis emancipadoras,
se tranqulsasse, sobretodo quendo a proporfSo
que a opiniSo esminhava, o governo se devia con-
siderar exonerado de qualquer interveoco para
temar novas medidas ; mas o pod. r publico assim
nao eutendeo, pelo contrario, julgon que devia
dar o ultimo golpe, antocipando a manifestaco da
iniciativa individual.
Mcstra qua asaim o poder publico roubou ini-
ciativa particular a gloria de extinguir o elemento
servil, para repart!-a comsigo.
Perguota quxes sao as cirenmstancias, que
actuaram, ao animo do eiecutivo para entender
qne preciso um golpe decisivo no elemento ser-
vil e que motivos esp ciaes oceorreram para seme-
lbante golpe.
Condemnou a p:sico do governo sobre cst~ as-
sampto, como con le i.na em todas as qnestes de
ordem social a intervenco do governo, porque,
apezar de ser conservador, nao deixa de ser libe-
ral querenJo crcumscripta a accao g>vernamen-
tal, deixa do 4 sociedade qne a esta perteoce.
Pela falla qne foi ab:rta a presente sesso legis-
lativa e pelas deelaraces ministeriaes qne tm
sido onvidas, porqne at boje nao se conbecem
outras, parece qne o governo se vio constr^ngido
a dser a ultima palavra em vista do movimeuto
abolicionota que se preten^ ter invadido a socie-
dade br .z 1 -ira.
Segando a dontrina do orador, era aso razo de
mais para o governo nio intervir; se a populacio
se mostrasse indiferente, se as mannmissi^s fos-
sem raras, era o caso do governo, per meios in-
directos, procurar realice! as; mas quando o es-
pirito publico liberta inteiramente, sem indem-
nisago, que necessidade ha da intervenf/So do
governo para entorpecer a marcha natural das
cousbb? Acredita que dentro de peucos mties o
governo uao teria a qnem libertar.
Recorda qne algnns factos tem sido pratcados,
qne nao C mais possivel manter a disciplina dos es-
tabelecimentos agrcolas das provincias de S. Paulo,
Rio de Janeiro, Minas G-Tc.es e de cutros pontos
do Imperio.
Responde a nm aparte do Sr. Mac-Dcvrjll, qne
o ponco que conbece djs ontr.a pontos do Imperio
denota apenas que o ministerio de que S. Exc. fes
parte nao uso a da energa n- cessana as medidas
decretadas (om relami ao elemento servil.
Acredita qne esse minisiero tinha o pensamento..
de nao executar fielmente as leis votadas ; h.uve
presidentes de piovincia que reaniram nos respec-
tivos palacios sociedades abolicionistas, e honve
ebetes de policia qne obrigaram prspretarios de
escravos a aasignarem termo de seguranoa.
Responde a oulro aparte do Sr. Mac-D well,
que, abolidos os aceites, desapparecau a pena dos
escravos, porqne a condemnaglo priso era dese-
jada para nao trabalharem, provocando assim o
crime dos escravos.
Mostra que a indisciplina come{on a gravtr na
provincia de 3. Panto, em que davam-se fngaa de
escravos em masaa immigrando para Sant s, onde
chegou ha ver cerca de 15,000 esclavos, consi-
derando as autoridades locaes que os deviam pro-
teger, desde qne se propagou qm era indigno do
exercito pegar em escravos fgidos e desde qne o
Sr. senador Prado, de aceordo com o qual o go-
verno preceda, manteve all os delegados que
erem da sua exclusiva confiar;;*.
ReBpondendo a nm aparte do Sr. ministro da
agricultura, descreve as tropelas pratcadas pc!o3
escravos fgidos, sem a intervenejb da forca pu-
blica, seno quando chegava a haver asBissinatoa
vivendo os fazeBdeiro3em ucea esuflagraso c sem
aegnranca ia di vidual.
Felizmente, os propietarios de S. Paulo com-
prehenderam que, diaate da naceo da forca pu-
blica, melbor seria cipituUr daado a librdade a
seus eseravoa.
R-sponde a outro aparte do Sr. Mac-D.well,
que o exercito foi creado para manter a orden
publica e nao para proteger, como foram pro-
tegidos, ob escravos evadidos das faxendas.
Em outra diseusso ter de instituir debate a
este respeito, para correspouder coofiaoca dos
lavradores que lbe maodaram suas queixae, ape-
sar de ao conbecerem pessoalmente o orador.
Mostra qne a provincia do Rio de Janeiro, que
passa por atrasada, nao tem competidora em ge-
nerosidade (apoiados da deputaco fluminense);
tem havido muitas emaneipacoos na provincia e
maiores teriam sido se o poder publico nao tivesse
intervindo com actos irritantes, comprometiendo a
marcha do problema emancipador.
Pergnnta se o poder publico est apto para de-
cretar a liberUco geral, Bem conhecer a matri-
cula ltimamente feita e se pode medir o alcance
dessa libertaco em relaco segnranca e ordem
Entender que pelo menos existen 60O,C00 es-
cravos de 17 a 50 annos, representando a torca ac-
tiva do trabalho ; sendo assim, tirar esse contin-
gente de forca disciplinada ao trabalho, nao anee-
tara a organisac) do mesmo trabalbo, ni affec
:ar as fioancas do Estado e por consequencia a
todas aa classes sociaes ?
Referindo-se aoa ing^naos, em numero superior
a 600 000, qne at agora concorr.am para a pro-
dueco, mostra qne vo sabir das faaendaB sem
que o governo tenha cstabelecimento montado
pMra onde elles vo trabalhar-e edncar-88.
Responde a apartes, qna nao se r--te appellar
para a experiencia da provincia de 8. Paulo, per-
qu toda quanto existe actualmente nessa provin-
cia devido ao trabalbo escravo ; os colonos nao
tcn feito mais do que colher, porque o caf ne..
nasce nem fortifica deotro de nm auno.
R ferindo-se ao trabalho da eol0_nl88efc'6d
Penante, depois 3a lei de 1885, qual a n.cessi-
-de de um. s lacio tao prompta desta grave
queatio, que dispens at a d.scaasSo e o protesto
a'aquellos que nao podem deixar de comiderar
que a opiuio do puta nio se |.6ie afTerir psla im-
prensa da corte e pelas mauif stacS-S do povo que
freqneuta as galenas da Cmara ?
Mostra que a lodifferenoa do poder publica na
soluco desta queseo um dos effeitoa da agito-
I
.
que as experieucias feitas m.stram que
desenvolver lentamente e pergunti se a coloai-
sacSo possivel sem qne os lavradores tenb.nl^ca-
pitaes d.spoaiveis, e qaaes cb .-stabelecimentOB ie
crdito para fornecerem capitaes.
Descreve o modo por que Be sopbysmou a le de
1872, q^e procuron prever essa necessidade de es-
pitaes fasendo intervir o danco do Brasil.
Acredita que h provincia do Rio de Janeiro se-
ria a primeira a f 5r-se na vanguarda da libarte-
ci, se podesse dispor dos recnrBos indispensaveis
para o trabalbo livre. (Apoiados da deputaco
corre, como nenhasaa cutra, para r
ILIEIVEI
ITIMHO



-J A %/i
5~Scxta-fdra 1S de Maio de 1888
./
-
Estado ; as provincias do Rio de Janeiro, de Mi
n>l e de 8. Paulo eoocorrem para a read* publi-
ca com -ous tercos da lomms total deasa renda
entreunto que representan! ua> terco da popula
ci do imperio.
Dis-se que a provincia de 8. Paulo est quasi
emancipada ; o orador fol. a em ouvir itso, mas
nio lhe inveja a corte, (porque o argumento nao
coin, visto qae a riqueca que existe nessa provio-
cia actualmente aproluccJo do trabalho escra
va.
J disae que limit va-so a nm protesto para
nio prolongar este debate ; mas exiatem aigan*
ponto* om qao nio pode deixsr de tocar. ^^
Entende que esta le eacnaada para operar a
transformaclo do trabalho, porque esta se tana
em poriodi diminuto, estaco oaa mos do gover-
uo auxi iar a eroancipacio, creando nm estebele-
eimento de crdito que otterecesse aoa lavraalorcs
caoitaes aecossarios para accorrerem a essa traus-
formacio em sua marcha ascendente; entretanto
qne queier destruir sem edificar expor a patria
a eraodes perigoa, expor o crdito publico, que
s* acha conpronettido com companhias estran-
geiraa & desastres.
Entretanto, em conpensaoio desses pengos,
aoenas se coibfe satisfaaer as impaciencias de in-
dividuos qne levaram para ocorscio urna ques-
t Jo une so a rasio podia resolver.
j>pois de referir se a outros pontos, com ain-
I danaiaacio >M propretarios de escravos, como as
co.idecoracoes a alguas tUquelies que tm liber-
tado sena aseravos, o orador canclue que ao me-
nos fica im sons compatriotas esta lioAo; sabe-
rao de boje em diante asar melhor ie seos dire-
tos na defesa dos proprios interesaes nio confian-
do as lea neo na* promessaa do governo. (Mui-
a*Jr. Boitrlsro Mil va (ministro da agri-
cultura responieada, da que o nobre epatado
ao faaer o hiatorioo do abolicionismo esqueceu al-
eas factos, que elle orador val recordar.
Apreciando as cau.as qne deram lugar ao pro-
beta diz qae a aboticio da pena de aceites, que o
nobre d'putado apontoa como factora da indisci-
plina saa faaendas e aradora de crimes por parla
doaeieravos, foi acaita pela naiona da cmara
sem o menor constrangimento e com multa satis
Ea relaoia 4 faga em ottH da escraves na
provincia de S. Paulo e para reapooder ao seu
colleea do ministerio passado, o Sr. Mac-Dowell,
lembra deolaracio solemne que fea de nio ter o
^avernc-- naquella occasiio dado ordem algnma
otra que a torca publica fosse enviada para aquel-
la provincia, para capturar os escravos fgidos,
ana aimplesataote o foi pira garanta e mauutea-
cJj d* ordem publica.
Alm d'isto, a recUmacio neste pinte inop-
portuaa ; de va ter sido feta em tempo, durante
o ministerio passado.
Justificando a apresentacao do proieeto, da que
os movineotat operados na pais indicmvaaa per-
feitaaeote a grande manifastacio da opiniia des-
de a palavra sagrada do opiacopado t o ssio das
familias, em que a* testas intimas eram cornadas
pela obra da libertario.
Nisto cifra se o que o orador te.a a diser sobre
o projeeto, caja votaoio nio deseja demorar.
Piusa- do a tratar da sua poiicao no actual ga-
bijete, mostea que o seu acto pernaieeeado no
iroveroi nadi tem de oenauravel, porque nia se
ap-essota nsuhuma incompatibilidade, quer cons-
titucioi.l, qasr poltica ou pessoal, que o prive
de colaborar na ministerio 10 de Marco.
Dosie qut entrn para o ministerio 20 de Agos
to, ten a atisfacio de declarar qae trabsihou
senara paia a tranaformaeio do trabalho ; est
i8) qnanto
sao admoeatada*
satsfert coa a sua cooseieuea ; e
lbe basta. .
(Applaasos das galenas, que
pelo Sr- presidente.)
O *r klfredo Chavea, eos resposta, mos-
tra que abolicio da pea* de acuites nio podia ter
influido para que, eam> disae o nobre ministro, o
govarui ti veas* necaosiiade de presentar o pro-
jeeto que se discute; assim, tamben nia proco-
deaa as outra* ras5as aprosentadas, mas o seo fias,
vindo 4 tribuna, toi para declarar ao nobre depa-
tado pela 11* distrieto da Rio de Janeiro qae 8.
Exc nia se actta solado, eomo suppoe ; os repre-
seatintes da baacada coaservadara, boje eosao
hootem, estio ao sea lado e continan a defender
os inters** d* lavoura.
O Sr Atfjnso Celso Jnior dis qaa tado qaauto
se podia diser sobre o projeeto ja est dito ; por-
taato reqaer o eocerrament da discusaio.
Submettido votacio. approvado este reque-
rimento.
O Sr. Araojo 'Ha* apreseata aaegniote emen-
da :
< Ao art. 1* do projeeto : E' declarada extinc-
tiacta a escravidiaacerescente-se : da datadea-
ta le.
' apiiada a emenda.
lulo praeecer se 4 votaaia do art. 1, o Sr. Zi
ma requer e a cmara approva que seja ella no-
minal.
Procede-** 4 chamada.
Responden Sim os Srs : Passo Miranda, Cla-
rindo Cuaves, Cantio, M*neio Ribeiro, Crux. Coa-
ta Agniar, Dae-Dow.'ll, Silva Maia, Joio Heari-
qae f>i** Carneiro, Coelho Rodrigaee, Coelho de
Resende, Torre* Portogal, Alencar Araripe, Ba-
ria de Cauinl, Rodrigwa Jnnior, Ratiaboaa, Ja-
guaribe Filha, Alvaro Caminha, Tarquinio, Jo5o
Manoel, Carneiro da Caoba, Soriauo de Souaa,
Elias de Albaqnerque, Nbnoo, Tbeodoro da_8il
va Pigaeiroi, Juveucio de Aguiar, Beltro, Hen- hytnse o aegniate :
riq'ue Marqo^s, Aleoforado, nVi^a e Silva, Beato Francisca Bedri
teucio de converter a divida pabca, falla das
medidHS projeeUdas para r^dusir a espeeulacio
da bolsa e para evitar a depreciasio do papel-
moeda.
A meosasem multo optimista.
Iosistindo sobra a qaestio de immigraco, o
presidente aprsente o numero de 137 mil colonos
introdaiidos durante o anno passado.
Declara que a divida externa da repblica em
31 de Marco deste anno era de 93 milbea de pe-
sos e a interna de 54 mi!boas.
Ao terminar, maatra que o governo apenas sof-
frea oppo8icio por parte de alguas jornaes, que
reina esa todo o pas a pai, a liberdade e a ga-
ranta das cidadios.
Finalm ;nte menciona o bao xito da convenci
sanitaria oriental, argentina e brasileira.
Montevideo, 8 de Maio.
As accoea do Banco Nacional obtiveram gran-
de alta, em conseqoencia do privilegio qne o go-
verno concedeu ao referido Banco.
AnnuDcia-se qaa a varela e a diphteria teem
augmentado em certa escala nesta capital.
Buenos Ayres, 8 de Maio
Realisoa-se hoje, s 2 horas da tarde, com as
formalidades do estylo, a abertura da sessio ordi -
naria do Coogresso Argentino.
O presidente da Repblica, Dr. Jurez Celman,
oompareceu com dos os seos ministros, e as
tribunas n^tavam-se varios membros do corpo di-
plomtico, ofSciaes geoeraes e superiores.
O presidente lea ama measagem, na qaal feli-
cita-se com os representantes do povo pela pros-
perldade constante da repblica e do bom estado
sanitario; depois de ter explicado os saccessores
d Crdoba, o presidente, fallando das questoes
de limites pendentes entre a repblica, o Chile e o
Brasil, declaroa que espera que ellas terminario
na melhor harmona, sendo resalvados os legti-
mos direitos da naci*. O governo esforcar-se-ha
para maater as cxcellentes relaces que conti-
nuara a reinar entre o poro argentino e as demais
nacoes, para augmentar a immigracio, animar o
commercio e a industria e sobretudo para melho-
rar a cirenlaoia monetaria, procurando os meios
de tornar mais estavel o preco do ouro.
Odclarou na aua measagem o presidente qae a
commidao brasileira de limites recusoa se a ex
plorar o rio Santo Antonio, e qae o governo bra-
sileira consentid naquell. recuas.
Tratando da faseada publica, di* que ha um
saldo no Thesoaro Nacional de seis milhui de
pesos.
A mensagem coutm oatras informaces e foi
maito bem acolaida e applaudida.
O Dr. Jaares Celman coaversou largamente
com o ministro bratileiro, Bario de Alencar.
8 de Maio
U premio do curo 41 3/4.
Telegramma8 aqui recebidos disem que o impe-
rador do Brasil acba-se seriamente incommodado
m Milio.
Foram chamados mesicos de Roma e de a-
ples.
Montevideo, de Maio
Na Cmara dos Daputados o Sr. Balza falln
Ion jamante sobre o projeeto de colonisacio apo-
sentado pelo governo.
Lima, 9 de Maio
Voltari a esta capital o general Iglesias.
Santiago, 9 da Maio
A esqaadra chilena qae foi bascar as cinzaa do
valente marinheiro Prat, emolo do grande Gran
na guerra do Pacifico, chagua a Iquique, pasean-
do para bordo do navio chefe a urna funeraria.
Buenos-Ayres, 9 de Maio .
O premie- do ouro 44 1/2 /..
Effectuoa-se no elegante sali do Caf Patix,
na roa Corrientes, o bsnqaete offerecida pelo Club
Naval ao coronel Qarmendia, chefe da commissio
de limites, faxendo-so varios toasts.
Bario de Alencar, ministro braiileiru, foi
convidado, porm nao comparecen, apresentando
escasa.
Diversos jornaes desta capital publicaram hoje
artigos fasendo o elogio do Or. Luis de Castro.
La Prensa afxou baletim e encarregoa telegra-
phicameate ao sea correspondente de apresentar
os psames familia do Ilustre jarnalista e re-
daceo da Jornal do Commercio.
Crrem aqni boatos contradictorios a respeito
do estado de sade do imperador Frederico III.
E' impoasirel descortinar a verdade no meia des-
ses boatos.
A Nacin dis qae aquele mooarcba peiorou
consideravelmente e qae os mdicos nio tm es
pernadas de salval-o.
Telegrmmas de Berlim e de Londres tambera
declaram ser gravissimo o estado de aaie do re-
ferido monarcha.
?or informaces da via Galvatoo, annuaciase
que Fre lerico III melhorou e qae tem poaca fe-
br*.
Em Santiago de! Estero boave desorden* de s-
game importancia; a autoridade, porm, conse-
gnio reprimil-as.
Montevideo, 9 de Maio
O paquete ingles Tagus tras om milhio e qaa-
tracentos pesos em libras esterlinas, do empresti-
mo contrabido pelo govern da Repblica do
Uruguay.
. PMsfa
Data* at 9 de Maio.
A 28 do passado, no lagar onde se achara os
trabalhadore* qae coastrem o leito da estrada
Sorocabana, qae se prolonga at 4 cidade de Ta-
tnhy, foi asseasinad* Franeiseo Antonio.
Sobre este faeto criminoso informam ao Tat-
rique --
Ramw, Ooncalve Ferreira, Alfredo Coireia, Ber-
nardo da Mandooc, Luis Morsira, Manauuo da
Silva, Loureneo de Albaquerque, Tbeophiko, Fre-
r* Oiympio Campes, Coelho Campo*, Bario de
Guahy, Freir a Ourvalb>, Jos Marcelino, Arau-
jo Gis, Bsrio de lierpmiabo, Jnnqaeira Ayres,
Fernanles da Cauha Filba, Zisaa, MattosoCama
ra Ferreira Vianoa, Fernandos da Oliveira, Ro-
drigues feixoto, Limos, Sebastiio Masearenhas,
Gunodio Martins, Penoa, Paeifico Mtscarenhas,
Mourio, Henriqae Salies, Cesano A! visa, Joio Pe-
nido, Saare, Barro* Cobra, Oympio VaUado,
Joio Cae ano, Montandon, Paula Primo, Matu
Machado, Pedro Braodio, Carlos Peixoto, Affonso
Celso Jnnior, Almeida Noguaira, Rodrignes Al-
ves, Riirigo Silva, aarte de Asavedo, Cotkra
ne Xivier d-t Silva, Marcondes Figaaira, Espe
rid'io Maraue*, Bario do Diamantino, Pinto Li-
ma Paulino Chaves, 8eve Navarro, Maeiei, Mi-
ran!* Ribeiro e Silva Tavares. (Tatal 8 )
Respondern N&o o* Srs : Bario de Aracagy,
Pedro Luis, Bulho-s Carvslbo, Castrioto, Besa
mat, Werneek, Figweira, Cunba Lsitao e Alfredo
Chaves, (l'otal 9,)
E' approvada a eaisnda do 8r. Arauj o Goes,
cam a declmelo do Sr. Daarte de Asevedo de
que rota contra ella par ser i na til.
E' *ppraado o art. 2 do projeeto qne, a reqae-
rim?nto do Sr. Jaaquiat .Sabuco, vai 4 commissio
de redaecio.
Approvada a redaecio, a cmara dispensa a im-
presso p. ra a 3 discossio.
O Sr. presidente di para a ordem do da 10 a
3' disenasio do projeeto.
------------------------- SSJI
noticias do sal
O psqaet0 aa:ional iliran\>, entrado hoatstn
dos portoa do sal, foi portador das noticias sbaixo.
Alm das qna acin injerimos, e relatando a
apresenue^a discuasaa da lei da abalioio na
Camarn dos Diputadja 1103 iiai 8 e 9 do corra-
te sob a rubrica Interior publicamos na ana in-
tegra os discursos proferidos na inesms Cmara a
7 e 8 pelo Exal. Sr. Dr. Joaqun .iireio Nabuco
d Araajo, deputado pal 1* distri to desea pro-
vincia, e a minuciosa carca do noaso correspon-
dente da coree.
Paciflao e Rio da Prata
As f iiha* d* corte paaliuaram os seguintea te-
legramaaa* :
Bu no Ayres, 8 de Maio.
Reali8ia se haj-t a abertura da sessio ordina-
ria do C*igrrtsso Argeotini.
Nnua meisag.vn aaoail, o prasilente da re-
pblica, Dr Migael Jaares Celman, depois de cer-
tificar a existeacia de exiliantes relacS.'S diplo-
mticas e > n tolas a* nacdjj, pissa ana revista
aoa prograasjs realisaios no aaao ultimo.
O constante augmento da in nigragio que em
1837, foi aiai de 1J0.O0, ffljaacia dos capitaes
eatra i ir >*. o cjnatante augmento da renla na-
eiontl, o creaetate desenvolvimeato do commercio
exterior de impwtacao e da exportacio sio provas
da adUicanrnt) da RepuOiica Argentina e nm
teat^nuabo *4gora da faiaro qaa ine est reser-
vada.
Alen dista a mensag^m indica o saldo excedan-
te obtido ao nitini exercicii e eaaners as obrss
publica* aetaalneate em conatruccio, eatre oa-
tras a da porto de Baaoog-Ayres e as de grande
nam'iro de estradas de ferro destinadas a levar a
vid* e a riqu.iaa a regiSJ* at agora qaasi nio ex-
Em segaida o presidente deix* conheoar io-
guea e o assassinado Francis-
co Antonio, que habitavam 4 mesma cas, jants-
vam jaatoa e beban, quaodo ouviram, fra, o ga-
ir de uns cies : Franeiseo Roirignes, dixendo
qne ia ver o qns era, sabio levando comsigo urna
garrocha, e momentos depois voltando, disparoa a
contra seu eompanfaeiro, qae morrea qaasi instan-
taaeamente, indo toda a carga empregar se as
partes correspondentes as palma o e figado.
Fot o assassino preso e apresentado 4 autori-
dad policial desta cidade qae, mandan lavrsr o
sato de fltgraate e o respectivo corpo de delicto.
Pela* ioformatea colhidas e confissio do reo
pareea ttr sido casual o sioistro.
Fallecen em Campia*, contando 50 annos, o
espitio Antoato Carlos de Almeida Nogneira, vic-
tnn i da febre amareila contrahda aa corte, onde
estivera bavia poneos das.
A sua morte foi geralnvHite sentida, sendo
grande a acompanbsmeoto do enterro.
Sobre o caixio foram depositadas nqaissimas
coioas em numero de 19.
laaa-cseraea
Datas at 9 de Maio.
Um telegramma de Oaro-Preto para a corte
d o seguate resultado da votacio senatorial em
325 parocbiai: Santa Helena 7,305, Suares
7,281, Cesario AWin 7,024, Fidelis Botelho 6,735,
Carlos Peixoto 6,653, Carlos Affonso 6,525.
Blo de Jane ir*
Data* at 10 de Maio.
Na da 8, no Senado, depois de algnma* obser-
vace* do Sr. Taonay sobre immigracao europea,
foram approvadoa; em i1 discussio, o projeeto de-
terminando que aoa membros do Supremo Tribu-
nal de Justica cabe a disposifio do 4* do art. 12
da le de 9 de Janeiro da 1881; e em 3 o do me-
lbram;ato da reforma ao capitio Asevedo Goyta-
cas.
Na Cmara, depois da leitnra da acta e do expe-
dante, procedeu-se 4 cleicio da commissio de or-
namento e comas.
A' i h ira da tarde, compareceu o Sr. couselbeire
Joio Alfredo, presidente do cooselho qae, depois
de 1er a proposta da r?eeita geral do imperio, lea
o relstorio da repartilo a sea cargo.
Retirando-se S. Exc, comparecen o Sr. ministro
da guerra, que leu a proposta fixando as torcas de
trra para 1889.
Compareceu depois o Sr. ministro da agricultura
que lea a proposta do poder execativo declarando
extincU desde j a escravidio no Brasil
A* palavra* de S. Exc. fora u vivamente accla-
madas, prorompeodo da todos os lados da Cmara
appiuaos qne se prolongaran dorante longo es-
paco de tempo.
O Sr. Joaqaim Nabuco requeren a nomeacio de
orna commissio especial para dar parecer sobre a
proposta.
A commissio apresentou 4 1 hora o 20 minutos
o sen parecer qae fei impugnad pelo Sr. Andrade
Figaaira, ao qaal responden o Sr. Joaqutm Na-
buco.
A requerimento do Sr. Duarte de Asevedo, foi
dispensada a impressio do parecer para qae o
projeeto fosse dad* para a ordem do da de hoje.
A requanmento do Sr. Carlos Peixoto, levnten-
se a sessio 4a 2 hora* e 35 minutos da tarde.
A 9 nio boave soslo no Senado.
Na Cantara, foram el mus as commissoes de fa-
seada, peas&es e ordenados, administracio provin-
cial e municipal e agricultura, commercio e obras.
Entrn em 2a discusso a proposta do governo,
convertida em projeeto de le, declarando extineta
a escravidio no Brasil.
O Sr. Andrade Figueir combateu o projeeto,
que foi defendido p< 1 > Sr. ministro da agricultura.
O Sr. Alfredo Oh?ves manifeetou-sc tambero
contra o pn jacto.
A dcu'si) foi encerrada a requerimento do
Sr. Zama
O Sr. Araujo Gjs apresentou ama emeada ao
art. 1 declarando extincta a escravidia desde
a data da le, > emenda que foi approvada, sendo
tamben approvados os arts. Io e 2 do projeeto.
A commissio de redaecio redigio o projeeto que
deve eotrar hoja em 3* discusaio.
foram transferidos : para o esquadrio de
eavallana da provincia da Minas-Geraes, o alfa-
res d. 1 corpa Antonio Augusto Santiago ; para
o 10 batalssio de infaotaria, o alteres dn 9o da
mesma arma Franeiseo Flarys da Cruz, e daquel-
le para o 14" o alferes Aatonio Joaqaim Coelho
dos Santos ; para o 7" da mesma arma, o soldado
do oatalbao de engenbeifoa Francisco de Bulhoas
Rodrigues da Silva, e para o 12* de infantaria, o
msico do 10 da mesma arma Jos Aatonio de
Mara.
Foi exonerado do cargo de capitio do porto
do Rio Grande do Norte o Io tenente Candida
Floriano da Costa Barrct, conforme pedio.
Ko Mateado 3* escripia, ario da recebedoria
do Rio de Janeiro o praticante Manoel Gomes de
Almeida.
Nio foi agraciado o reo Manoel da Conceicio
Carvalh', endemnado 4 pena de 12 annos de pri-
sao com trabalho, em conformidade com as deci-
6oes do jury do termo de Curuca, na provincia do
Para, por crime de homicidio.
Foi nomeado engenheiro auxiliar da repart
cao do quartel meatre general, o major do corpo de
eogenheiros Francisco da Cros Ferreira Jnior,
qae servia na directora geral das obras milita-
res.
Reaairan-se no da 5 4 noite, no Grand
Hotel, em Botafogn, ]7 depatados liberaes, sfim
de combinaren na attitade que devem tomar na
respectiva cmara por occasiio da apresentaciu
do projeeto relativo 4 abolicao do elemento ser-
vil.
Consta-nos qne nio foi tomada nenbama regola-
co definitiva, devendo baver boje nova reaniio,
a qae compareuerio senadores liberaes.
A opiniio predominaute na reuniio de bontem
foi qae cumore reclamar do gabinete a represen-
taca j inmediata do sea projeeto sobre a magna
questao e que o partido liberal nio deve embara-
zar a adopio da medida tendente a por termo a
escravidio.
Em a noite de 6, no Grand Hot-1, aova reu-
niio a que comparecern, alen dos depatados li
beraes, 5 senadores, communicando muitos outros
por carta saa adhesio 4 resolucio proposta na
renoiio anterior, e que parece ter tido definitiva-
mente adoptada. ^^^^
No dia 6 4 noite cfFaetnou-se ama reaoiau
de ceareosea, sob a presidaacia do Sr. conselhei-
ro Jos Julio de Albuqnerque Barros, servindo de
secretario o Dr. J. Avelioo.
Dep iis de algum debate, affirmando o accordo
e unio de t ida a colonia, foram votadas as sa-
gnintea concluso 'S:
1* Pedir ao governo o proioagamentoe construc-
cio dos ramaes das actaaes estradas de farro de
Baturit e Sobral, e, logo que permittirem as con-
iico s financeiraa do pais, a construcoio de ou-
tras estradas, especialmente a do Aracaty ao Ico.
2* A connruccio de acudes flo syatema qae
for jalgado melhor.
3* Faser estado* sobre a exiquibilidadedecom-
muniear o rio d 8. Francisco con o Jagnanbe.
4* Facilitar o transporte para a emigracio de
cearenses, no caso de verificar-se urna secca.
Estas cincluso;* fario parte de ama expoaicio
de motivo*, que aera presente aos depatadas e se-
nadores cearenaea, por ana commissio composta
dos Srs. conselheiro Jas Julio, Drs. J. Avelino e
AKea Linhares.
Do Monitor Campista extrahimos o segointe:
Em S Fidelis, no da28 do passado, uo vallio
que atravvssa a tasenda de Manoel Jorge Bap-
tisca, nesta frpgueiia, foram encontrados os cad-
veres de daas enanca* recemnaaeidas, da cor pre-
ta, aaturalmento alli atiradas pala mi desbamt-
ns, qae nio trepidou em commetter o mais hedi-
ondo do* crimes.
O Sr. Francisco Dutra, subdelegado de poli-
ca en exercicio, acompanbado do seo escrivio, o
Sr. alferes Jos Agoatinho Nogoeirs da Rocha,
dirigio-sa i dita faaenda, onde procedan a inter-
rogatorio minucioso, reeabinl* as suspeitas do
monstraoso infantecidio sobre una, rapariga, que
tai detida por aqaella autoridad-.
Transportados os cadveres para esta cidade,
os Srs. Dr*. Armindo de Lima e Aatonio Jas Pa-
checo procedern a autopsia, verGcaado que as
enancas nasceram vivas a que a morte fra pro-
dusida por asphycia.
A autoridade prosagae activamente as de-
mais diligencias para chegar ao conbecimento
pleno da veidade.
A rapariga presa a ordem do subdelegado e
snbmettida a exante e interrogatorio, acaba de
eoufessar o erime.
Sio digna* de lonvor o* estoicos enviaddoe
pelo Sr. Francisco Datra, para esclarecer a justica
publica. >
Prestos no dia 9 jaranelo como consrlbeiro de
estado o Dr. Domingos da Andrade Figueira.
Por decreto da 9 foi nomeado conselheiro de
guerra o marecbsl de campo Scveriano Martin*
da Fonseca.
Foi nomeado 2 cirorgiio do corpo de sanie do
exereito o Dr. Artbur Ral Pinheiro.
Coacedeu-se troca de carpos entre si o* capities
Eugenio Augusto de Mell > e Joaquim Alfredo Gar-
ca Terra, este da Ia companhia de 17 batel sio
de infantaria e aquella da eompaahia da astiosa
arma da provincia da Minas-Gerae*.
Foi transferido para a 2 lasaa do exereito, de
conformidade com a imperisl reaolacia de 1 de
Abril de 1871, tomada sobra consulta do conseibo
supremo militar, o tenente do 69 batalhio de in-
fantaria, Augusto Luis de Sonsa, ficando aggre-
gado 4 arma a qae perteoco, visto ter sido jalga-
do incapas do servioo, em inapeccio de saade a
qae foi submettido.
Foi exonerado do lagar de 2" oficial da secre-
taria da iateadencia guerra o Dr. Eduardo Fer-
reira Franca.
Por decreto de 9 foi condecorado com a medalha
humanitaria o soldada do 10* batalhio de infanta-
ria, Jos Lmx de Sant'Anna, pelo acto humani-
tario que praticou, procurando salvar, com risco
da propria vida, o soldado do 7* da mesma arma,
Joaqaim Jos de Carvalho, qae pereceu quaado a
nado atravessava o no Cbopin, e consegniodo li-
vrar de igual sorte, anda con risco de vida, om
trabalhadar que acompanhava o allodido soldado-
Foram commatadas: em 10 annos a pena de
gales perpetuas a que foi condemnado o ex-solda-
do Joio Bis.k do Rosario, par seutenca do coose-
lho supremo militar de justica de 21 de Maio de
1884; em 7 ansas a pena de 11 annos de prisio
imposta ao ex-soldado Albaoo Sabino de Melli,
por sentencas do referido conaelho supremo de 15
de Outabro de 1881 e 26 de Agosto de 1882; tm
3 meses a pena de 6 meses de prisio a que foi
conoemaado o soldado do 1 regiment de caval-
laria, Antonio Esparancu de Soma, por senteafa
do dito const-lno de 3 de Marco ulimo.
Por decreto de 9 foram alteradas diversas dis-
psito'8 do reguliment do asylo de meninos des-
validos sendo reatabelecido o lugar de cotnmissa-
rio do goveroo. _________
8. A. a Prineeia Inparial Regente contor-
mando-se, por imperial resolucio de 2 do correte,
com a seccia de guerra e mannha do conselho de
estado, boave por bem declarar que, eomj.u-nto
soba vota a disp icio do art. 20 do decreto do 6 de
Maio de 1868, nio deve o goveroo aaar da facul-
dade da promover capitio tenente os ofEaiaea de
fasenda de 1.a elasse que se acbam naa condiooaa
do meano artigo, emquioto o poder legislativo nio
conceder os fundos necessarios para a despesa re
saltante da promocio que, em nenbum caso, abr-
gatoris,
Foi por decretos de 30 de Abril ultimo que
conceden-se exoneracao do lagar de commandante
das armas da provincia do Para ao coronel do cor-
po de estadu-tnaior de Ia elasse Francisco Jos
Cardoso Jnior, sendo nomeado para aubstituil-o
no dito lagar o bngadeiro Jos Angelo de Moraes
Reg.
Conoedaram-se as honras do posto da 2.* t-
ente da armada a Antonio Jos Vieira, actual
patrio das galeotas imperiaes.j
De seco do com o parecer do conseibo naval
mandou-sa contar ao 1. tenente Joio Vellosa de
Oliveira, como tempo de servica e para os effeitos
da concessio do habito da ordem de S. Beato de
Avis, o periodo em que estodoa com sproveita-
ment na Escola da Mariana, na qualidada da
alumno paisano.
Ti vern ordem de embarcar no eocoaracad >
Solimoet o macbnista de 3.a elasse Orlando Bap-
tiita Roquete; noencooracado Riachuelo o guar
diio Firmino Teixeira Coelho e no encouracado
S.Ai'iol0 enfe meiro Camillo Gomes de Oli-
veira.
Teve crdem de iesembircar do encourac ><11
Javary o 2.* t-nente Alfredo de Asavcdo lveo.
Tiveram ordem de passr : do vaper Amazona
para o va,.or Pur o l- ten-ate Francisco Mar-
ques Perein de Sonsa, e para o enejorac-.do Aqui-
datin o 1- tenente Eduardo Veriesioio do Mateos ;
do vapor PurCu para o enouraC/ido Javary o 2
tenente Joio Augusto dos Santos Porto, e da en-
couracado SolimSti pira as lanchas To-pedciras o
2' tenente Alberto F^ntoura Freir de Andrade.
-- Foi nomeado o capitio do eatado-maior de
artilharia, Jaio Biptista de Asevedo Marques,
para o lagar de aju lauta da orden* do presidente
de S. Paulo, em substnuicio do capitio Luis Aa
gusto Soares Woolf, qua foi exonerada a seu pe-
dido.
Foi transferido o aiferea do 14 batalhio de
infantera Thosaas Dala Vill.s-Boa* para o 17 ba-
talhio de infantera.
Foram desigoados : o 2 cirurgiio do corpo
de sade do exereito Dr. Julio Adolpbo da Fon-
toura Quedes, para servir na Rio Grande do Sul,
e o 2 cirurgiio do mesmo corpo Dr. Tito Rodri-
gues Vas, para servir em S. Paulo.
Foram designa i s : o capel, a > capitio cone-
go J>a Crrela Das de Moura, para Bervir no 1-
batalhio de infantera ; o cspellio-tenente padre
Joio Fraacisao da Silva Nan, para servir no
Ceari; o capellio-teneate padre Autouio Leopol-
do da Guia, para servir na ese .da de apren lises
artilheiros; e o capellio-tenente padre Joio Latt*
de Oliveira, para servir em Peroambuco.
Foi nomeado oapiti-o do porto do Rio Grande
do Norte o 1- tenente Carlas Augusto de Faria
Veiga.
Habla
Datas at 13 de M>io :
Trabalhava regularmente a Aasemfcla Le-
gislativa Provincial.
As folhas publicaram no dia 13 o s -guite
programma do festejos :
Logo que se receba a noticia da passsgem da
lei extins;nii-du a escravidio, ir o p as buscar os emole aa* da liberdade na Lapnba.
Prestito Cavallara a Joaqun Nabuco,
carrea do 2 de Julho, carros con a e tnmissio da
Libertadora IJ.'na 11, levando o sea estn
darte, carro* con a commissio de tod j os clabs
abolicionistas, c>mn33as da Assembla Fanto-
ches e Cruz Verujelbas con as aaus estan-
dartes, bem cono todas as denaia suciedades des-
ta capital, qua para isso foran couvidudas.
O prestito seguir at o Campo Grauda.
A conmissia executiva, representante da cor-
poracio academica da Facaldadc de Dimito da
Babia, promotura dos festejos destinados a s aiaar a promulgacao da le que vai extinguir a
eacravido ao Brasil, convids aoa differentes clubs
ab dicionistas, 4 impreusa e ao pavo desta capital,
para no thaatru S. Joio, no dia en que Snu Alte-
za a Prinoasa Regente der saoccio ao projeeto de
8 do crrante, a assiatir o.festival con que pre-
tende a moeidade cumprir o sea dever de patrio-
tismo.
O itinerario da passeiata academica o sigui-
te, qae pode aoffrer p;qucu-.s alteracoa* :
Partirio encorporados o com o san estandarte,
da praca Conde d'Et, percorrenlo em segaida as
un do Coil-gio, Misericordia, prafa e mi Direi-
ta de Palacio, praoa Castro Al ves, S. Banto, pra-
ca da Piedade, ra Pedro Liis, Campe Grande,
Victoria at o pilado da presidencia.
No regresa) ser observado o mesma itinerario
at S. Raymundo, seguindo d'ahi pelo Porta j da
Piedade, Lapa, Campo da Plvora, Tiagai, ladei-
ra da Saut'A a- u, Estrada No /a, Baixa dos Sipa-
teiros, Portas do Carmo, dispertando-so no Ter-
reiro.
A digna commissio pede-nos para qne em sen
nome pecamos s f.-.mnUs qae, no caso da pas-
seiata ser noite, illaniu:n sass casa*.
A comnissio exa-ntiva da Libertadora Bi-
biana, > pede s eomonasoes parocbses e s so-
ciedades s qnaes se dirigi para festejar a pas
sagem do projeeto do leoseato servil, que promo-
vam a illuaainacio da frente da* casas e que con -
psrocasa testa a p, cavallo ou a carro, trasen-
do cada ana o sea estandarte ou o distinettva qae
ti ver.
O directorio do partido liberal convida o* abo-
licionistas para logo que vier a noticia da saocoao
ao projeeto que extingue e cap'iveiro, reunirem-se
uo edificio do Diario da Bakia.
As distioctas sociedades Fantoches e Ea-
terpa protaovem tambsm urna esplendida pas-
seiata.
*l>|*>*
Bitas at 16 de Maio.
A Gaztta do Norte de 15, d a seguint no-
ticia .dos taaHja* obre a eitinccio da escravi-
dio.
Anta bontem apenaa o telegrapha noticin a
saaccio do projeeto abolicioaists, grande numero
de pessoas reunio-se na sede da Libertadora Ala-
goana, reinando mdeseriptive! eotlrasiasno entre
todos.
c D'ahi acompanbado da msica de polica des-
filou at palacio, onde levantan vivas S. Exc. o Sr.
vioe-presidente, rendo fallado o Sr. Sobral.
< O prestito foi agradavelmente sorprehendido
ao passar peta oasa do Exm. Dr. Mariana da Sil-
va, deputado geral pela 3- distrieto d'esta pro
vincia.
Da* janellas de sua casa, a raa Nova, canta-
ron snas dignas filhss o hynno abolicionista con-
posto palo saadoso poeta Jaaquin Cavaleaote e
msica de Manoel Aguiar.
O povo qae ouvia atienta rompen em applau-
sos quando terminaram ellas o canta do inspirsdo
hynno.
< Foram ouvidos muitos discursos de regosijo
e falieilaca j pelas ruis por onds passoa o prestito
tendo-se dispersado este s 10 horas da noite em
frente da Escola Central.
No dia 16 dase o Orbe :
a Ao aoaaaciar nos o telegrapho a noticia da,
lei diamautina, qua libartoa o Brasil da escravi-
dio dos pretos, foi eaorma o enthasissmo.
A Sociedade Libertadora toman a iniciativa
dos festejos que t n sido dignos do grande as-
surapto.
Ha tres das acha-se em delirio esta capital ;
as festas contiuuam, agaardando-nos para, ao fin-
darem-se, darmjs noticia circunstanciada. *
INTERIOR
CAHA1 VOS DEPUTADO**
DISCURSO PROFERIDO NA SESSO DE 7 DE
MAI0_DE 1888
APBESr NTACO DO HIHISIBPI0
O Sr. Josquim \sbaco i Sr. presi-
dente, ao contrario do mea ilMiatre amigo, deputa-
do pelo Rio Grande do Sal, cuja intencio ficou
mais clara do que elle aoa nio dia se do qae do qae
elle nos dase e cujn ironas cabiram sobre o mi-
nisterio e a Coro, eu levacto-ma pira offerecer ao
honrado presidente da conselho, para a realisacio
do sen grande programma, o apoio desintaressado,
si nio de toda, de urna parte daqu-lla fraccio do
partido qao foi sempre antes de tudo abolicionis-
ta. (Maito bem). ...
Eu, pelo menas, nio faco qnastio da publicacio
da carta da Princezi Imperial, qae o nobre depu-
tado exige com tanta insisten jia. Basta-me saber,
Sr. presidente, que essa carta continba a demisaio
do ebefe de polica e com ella a do ministerio so-
lidario, para ni) querer fazer passar ds novo, dun-
te desta cmara, s figuras de un perodo qaa en
quisera ver tio apagadas de nossa memoria, como
o estio ia a'tn ira do bomem os monstros das
picas anti-diluvianas.
Nio, Sr. presideate, nio este o momento de se
faser ouvir a vos dos partidos. Nos nos achamos
beira da cata lupa dos destinos nxcionaes e jun-
to delta ti) impossivel ouvir a voz dos partid a,
oona seria impossival perceber o 'inbir dos in-
sectos atordoados que atraveasam as quedas do
Nigara. (Apoiados. Maito bom).
E' este ncamparavelmonte o miior momento de
oosaa patns, a geracio aatual atnda nio gento
cousa semeihante e precisamos lembrar-aos do qaa
oussos pie* que virm o 7 de Abril ouviram os
bobsjs avs qua viram a Independencia, para ima-
ginar qae nesta trra brasileira houve de geracio
em geracio urna cadeia de emocoes parecidas com
esta. (Apoiados. Maito b>m).
Deatro dos limites de nossa vi Ja nacional e fei-
to o descanto da marcha de nm scalo todo, 1888
am maior acoatecimiato pira o B.asil do qns
1789 foi para a Frauca. (Apoiado-. Muito ben,
bravos) E' litterainenta ama nova patria queco-
meca e assin cono a muianc de ana orna da
governo oabem automticamente no vacuo as in*
tituices que a sustentavam ou viviam della, o
ca;0 de perguntar, Sr. presidente, *i o* nossos ve-
Ibo* partidos, manchados com o sangne de urna
raoa, responsaveis palo* horneo* de urna legis-
lacio barbara, brbaramente executada, nio da-
viain cr na b r. ''. 1 bertacio nacional, como
o bieem (ario na* testa* de Israel, expulsas pa-
ra o destito, carregados con as faltas e &s mil
Jlcoes da nielo purifcala.
A naci, neste moui'uto, nia fas diatineci) de
partidos, ella est toda entre^uo emocii de fi
eaf livre, cih confunda no mesnaseutineato Dan-
tas e Joio Alfredo, Jos Bonifacio mareo e Aut >
Dio Prado vivo ; ella nio pergunta si quem vai fa-
ser aabolici) liberal ou onservadjr, eon> a
reparcugsio estrondoss das victorias cun'ri o Pa-
raguay, para deixar pulsar os sjus corseo 'j de
brusileiros, os conservadores nao qaeriam sab r ai
Osario, o vencedor de 24 de Maio, era liberal, nem
os liberaes iodagavam si quem tinbi tomado As-
snmpcao Caxias, era conservador. (Apoiados e
bravos naa galeras).
Quaado a abolicao cstiver feita, S-. presidente,
eolio sim, podem recomeear essa* nossa* latas
partidarias que se travam de fa?to en torna das
comarcas para juises de direito e daa patentes de
guarda nacional (risos), parecendo que se travam
em torno do fleco .-s constitucionaes ; uest) momen-
to, porm, o terreuo 6 outro e mu to diverso, por-
qm do que se trata nada menos d > qae da fe-
char a cova americana, de que falla Michelet,
onde, por amor do ouro, foram atirados dous
mund a, o negro por sobre e indio, (Apoiados.
Muito bam).
Depois da abnlicio, podem voltar os ve'.hos par-
tidos com os seus ch 'fes aos quaes, si ed tivesse
que pedir a'guna couss, nii padiria, por eerto,
Sr. presidenta, a coherencia rigoroea qne o meu
Ilustre anigo, no fin do s >u discurso, exiga ca -
no prineira condicio para um poltico impor se
ao respeito da opiniio ; eu Ihes pedira exacta-
mente o contrario, isto una incoherencia tio
grande que parecessen outros e a afio nio os
pudesse reconh.-c r pe s masmos qae fizeram o
aosso povo perder a f no governo parlamentar.
Sim, Sr. pr'sidente, si o p rtid conservador
que vai declarar abolida a escravidio no Brasil,
en diga-o sem recrininafio, a culpa dessa substi-
tuido de paneis hx de recabir todisobre essa
di8sidencia liberal da 1884, qua impidi o minia
terin Dantas de vencer as cleicoas duque!le anno,
da arrastar consigo o eleicorado todo do pais, e
de realisar urna reforma muito mais larga do que
o seu proj>cto. (Ap dado).
Houve, porm, sempre oo partido liberal urna
minora de homens tmidos que fizeramcom que
os grandes ames de nossa hiscsria, na questio
que mais luteressaao partido lioeral, a da abol
fio, isto da formacio do pavo brazileiro, fossem
conservadores en vez de libaraes : foran elles que
isaoediran Antonio Carlos de fazer o que fez Eu-
zebio, qae impediram Zicharias de fazer oque
fes Rio-Braoco e qae inpsdiram Dantas de fazer
o que vai fazer Joio Alfredo, qua nunca tiveram
t nem no pavo, nem naa ideas liberaes. (Vfqitoa
apoiadoa). Mas o escravo j tea sido por denais
exolorado...
Eu si, Sr. presidente, que os liberaes estio (of-
frenio e a todas as provincias do jugo conservador,
nas'otao soffrea lo em sais" garanta* coastitn-
ciouaes apenas, ao pusso que os escravos estio s >f-
frendo en suas p 'asoas e no seu corpa. Antes de
pens.r no* uosao correligionarios, teos que pen-
sar en nossas victimas, e os escravos o sio, vic-
timas da poltica eatreita at hojo deambis c* par-
tid/S... E' exaotamenta porqae esquecemos o que
estamos soffrendo para salval-os do captiveiro em
que ai ida estio por nossa culpa, mostrando assim
serm is abolicionistas autes de sermos partidarios,
que ba rrerito no apoio que prestamos ao miois-
terii couservidor. Nos temos muito qae nos faser
perdoar pela rae i negra e en acredito estar ser-
vindo os interesses da partido li aerad, qae nio
oatra cousa senio o pivo, o qaal nio outra cou-
sa em vasiissima extensia senio a raca negra, to
mando a attilu ie qaa tomo ao lado do gabinete no
baptiaino da liberdade que elle vai agora r. ca-
ber.
Disentir, Sr. presidente, si o partido liberal
on o partido conservador que tem direita ds fazer
esta reforma, cahir sob o rigor de urna etiqueta
constitucional muito pcior do qae essa etiqueta
noaarcbca, que fasia un rei de Heap*naa mar-
rar suffocado por nao se achar perto o camarista
qae tinha direito de toear no brazeiro. (Apoiados.
Risoi. Par veutura, os escravos sio liberaes Riso)
Apoiados). Fasem elles qaestio de erem salvos
por este ou por aqoelle partido ? Nio, Sr. presidente,
o que elles querem ver se livrea do captiveiro,
seja qaea tur o sea libertador, e eu colloco me no
mesmo pauto de vista que elles e pens que esaa
nnica verdadeira theoria constitucional, porque
a nica de accordo com a urgencia da sal vacio
que elles esperam de nos ..
Eu comparei em Pernambuco asta lei ama
capclla dos Jesutas perto de Roma, oode se vn
as paredes, como trophos da religiio, os pu-
ohaes e as pistolas entregues pelos bandidos
arrependidos, e disse que essa lei era a verda-
deira igreja nacional onde o pir'ido conservador
vioba depor as armas com que combatra a aba
licio e os escravos e aa qaal elle liaba o *Maa*
direito de ajoefbarse e rezar qae os mais aoti-
g"* abolicionista*... E' q*, Sr. presidente, o
exemplo dado boje pelo partido conservador cor
responde noci do anteo verdadeiro coagerva-
tismo. A inda receotem'nta um estadista ingles,
em cujo procedimento eu procuro mu tas vezes
inspirar me, o Sr. Joba Moriey, querendo ex-
frxemplifioar o que elle entenda pelo verdadeiro
espirito conservador em poltica, tomava o ex-
emplo da Lincoln. Ao subir presidencia em
1860, Lincoln quera s nenie que a escravidio
nio se estendesse aos novos territorios da Uaiio,
qao se reapeitasee o direito dos Estado* de tratar
exclusivamente da qaestio, mas que, medida
que os aooatecimentos se foram deedobrando, re-
solveu dar o golpe final o decreton a abolieio no
dia em que ss victorias de Grant puderam dar
forca ds lei em todo o territorio americano 4 pro-
ctamsQio do governo de Washington.
E.>se o couservatiemo nacional e politico, Sr.
presidente, por opposicio ao consetvatiamo dou-
triuario, que at hoje tem perdido todas as insti
tuicoes que se conlisram 4 saa obttioacio e i
sua cegaeira e que anda nio resascitoo nenhuna
com o sen deapeito.
O meu Ilustre amigo, deputado pelo Rio Grande
do Sal, talln nos da illegitimidade do actual ga -
bnete. O qne qae constitae tal illegitimidade ?
Ter a Princesa Imperial demittido nm ministerio
qae gozara at ao ulrimo dia de sessio paasada da
coofianca da Cmara ? Mas nio o demittio el!
por factos supervenientes e inspiraodo-se com
tal aeguraoca no pensamento da Ilustre maioria
que o novo gabinete veto encontrar o mais forte
npoio nesta Cmara ? Ha muito tempo, Sr. pre-
sidente, que eu abandonei o caminha das subti.'e-
zas constitueionaes qne se adaptara a todas as
situaces possiveis. Pelo estado do nossa povo e
pela extensio do noeso territorio, nos teremos por
maito tempo, sob a monarebia ou sob a repaWica,
qu viver sob ana dictadora de faeto. Ha de ha-
ver sempre urna voatade directora, seja do mo-
narcha, seja do presidente. Esta a verdade,
tudo mais aio paras ficcoes sem nenbama reali-
dade a que correipandam no pais.
Pota bem, todo o man esforz era poltica ha
bastantes annos tem consistido em qae essa dicta
dura de faeto se inspire as neoe**idad* do nono
povo at boje privado de tecto, de educacio e de
garaatia* e que ella conprebenda que a v rda
deira naci brasileira cousa muito diversa das
elasse* qu se fazem representar e qua tonara in-
tensase na vida poltica do pan. E para as ne-
cesaidaies maraes e materiaes da vastiasima ca-
rnada inferior qaa tornan o nosso povo, e das
qnaes a abolicao a prim ira, sem davida al
guma, qua eu tenho trabalbado para voltar as
vistas da dictadora existente. _-,^__--_
Eu nanea deauaciei o nosso governo por s r
pessoal, porque con os oossos coatunes o governo
entre us h. da ser sanpre por maito tempo
.inda pessoal, toda a questio cansistindo em
saber se a pessoa central seri o monarcha
que nona o ministro oa o ministro qae qae fs a
Jamara... O que eu sanpre fis foi acensar o go-
verna pessoal da nia ser nm governo pesa al na-
cional, isto de aio servir-ee de sea poder, ere -
ci da Proviieocia, que lhe dea e throno, en be-
oefioio do ooiso povo sen repreaentaeio, sen vos,
sen aspiraco a mesm o..
Agora, piren, o qae se v, Sr^presidente,
essa dictadora de tacto assanir o carcter de go-
verno nacional no mais largo sentido da palavra,
pronovendo a abolilo, e por isto que eu en-
tendo qae, longe de nerecr as censaras, as iro-
nas e at os ultrages qae est' seada accunuia
dos polo das jeito partidario sobre a sua cab-o,
a Princesa I.npenal nsrece a mxima grati lio do
oosao povo. os meses en que o nperador Ih-
confiou o imperio ella achou tempo de faser
i'elte una patria, on pas livre. Con una lagrima
do sea cor.cio da mii ella eimentoa en nm da
essa uniio do throno eom o povo qae, com toda a
aua experiencia dos hxnens e das causas, seu pai
nio pdde cmiolidar inteiran -nte en 47 annos da
reinado. (Apoiados.) Nio ba nada nais bello,
Sr. presidente. A limpies intaifio de ama brasi-
leira, que nia mais do qae qualquer de nossas
irmia, com a mesma singelesa, a mesma booesti-
dade e o mesmo carnbo, escreve a mais bella pa-
gina de nossa historia e illunina o reinado inteiro
21 sea pai. 1871 todo d'elle, mas 1838 todo
d'ella. Ha neste momento una nonhi mais clara
em torno dos bero-is, urna tardo mais serena em
torno dos tmulos, una atmospbera mais pura no
inferior do lar... O* navios levario amaohi por
todos os marea a bandeira lavada da grande nodos
quo a msachava, os nossos compatriotas nos pon-
toa mais lougiquoa da trra onde se achem, sent-
rio que nm titulo novo de orgulho e de honra o
n n de Brssleiro. A quem ao deve essa mu.
t- *2) tio rpida senio 4 Princesa Imperial ? Os
grandes pemamentos veem do coraf&o Ao dito de
Vauveaargues, Sr. presidente^ pode se accrescen -
tar lambem os grandes reinados, como esta
curta regencia que em tio pooco tempo dea ao
seotimeoto da patria oatra docura e palavra
bomanidade outro Sintido. (Apoiadoi, muitu bem.)
Ha, Sr. presidente, na 6'aammoo de Gustavo
Flanbert, admiravel reconatruccao da vida cartha-
gineza, urna acea de grande poder descriptivo.
Elle nos pinta o chefe dos mercenarios revoitados
cootra Cartlago penetrando guiado por um escravo
oo templo de Taoit e roubaodo o manto da deusa,
ao qaal eslava ligada na creoca popular a aorte
da propria cidade... C ibr-rto palo manto sagrado
elle atravessa a multidao iaaumeravel dos cartha-
giaezea impallidos pela viaganca, mas dominados
pelo terror, que nio ousavan toca -o pjrqua, tocal-o
seria attentar contra a deusa que o protega, con-
tra o sy jibolo sagrado para o qual era sacrilegio
mesmo levautar os olhos. (Multo bem.i
pis bam, Sr. presidente, eu quizera que o par-
tido liberal nesta memento comprebendesae que o
honrado presidente do cooselho vai tambera en-
volco no manto sagrado ao qual est ligada a for-
tuna do nossa partido. Essa manto contera o pri-
vilegio" da inviolabilidade a todo aquella qae se
apossa d'elie.
O obre presidente do conselho mostrou compre-
b nder qae o qae faz o bomem de Estado a ima-
ginacio que penetra na mais funda do cor -.ci do
p vo o lhe adivioha o segredo da que, s vezes,
ella mesmo nia tem couaciencia. Oeis. grandes
leis encommendam se, Sr. presidente, sciencia
dos juristas ; a eloquencia achava-sa s vezes em
inspiracoes aiheias, mas essa cbamma sagrada que
a alma do povo accenda de muito longe ao coracio
do estadista, que poo o coracio de Bismarck em
contacto com o coracio da Allemaoha, o de nm
Cavour com o da Italia, o de um Gladatoae com o
da Inglaterra e boje o de um Joao Altredo con o
do Brasil (applausos), iaapiracia do verdadeiro
honen de Eitado, Sr. preaideote, ni> se encom-
nen la, nao se aprande, nio se estala ; ana re-
v.-lacio divina dessa luz que Ilumina o universo
e que dirige a humanidade.
Eu, Sr. presidente, tenho dez sanos de vida
poltica o nesai; tempo tenho visto orno neste
pais crescem e consolidara -aa as reputacoas soli-
tarias das homens que se inspiram fuente uos
urincipioa... Eu vi com que reouuc.ii subi o
Sr. Dantas e com que reputucio baixou ao tumuo
Jos Bonifacio ; eu vi com qae repute (io appa-
receu de repente o Sr. Antonio Prado. ,e em todos
os casos eu tenho visto s-mpre a reputacio pjl.
tica dos homens que se inspiram em si mesmos e
nio egoisiicam nte, mas coma instrumentos des-
iatereasados de ama idea, crescer cada ves mais
forte, ao passo que os outros, para fiaar de p,
precisara eooatrar-se ans aos outros, apoiar mu-
tuamente as Bas ambicSaa contrarias, e aindi
atsim um s pro da opiniio os abateria, si o seu
verdadeiro ponto do apoio ni > fosse esaa grande
e mentirosa ficoio do Senada vitalicio. (Muito
b*an.)
Sim, Sr. presidente, ao pensar na sessio de
boje do Senado, eu lastimava que o tmulo da es-
cravidio nio fosse largo bastante para contar tudo
o que devera d-sapparecer cora ella. Quando mor-
ra o re de cercos pases africanos, o sen cavallo,
o seo ci, os seus escravos favoritos sio sacrifica-
dos sobre o sea talo os seus herdeiros obri-
gados a matar-sa all mesmo para que nada reste
d'elle. Pas bem, en quizera qu? no tunulo da es-
cravidio se uzease pelo menos o ascrificio da fi-
taliciedade do Senado para que elle nio venha a
hardar-lhe o espirito e, abrigado por trac de nna
irresponsabilidad^ absoluta, tornar-se o foco da
coospirscia que deve rasaacitar o escravismo po-
litico.
E' duro para o partido liberal, Sr. presidente
eclypsar-se neste momento em que se passa urna
verdadeira apotbeoee nacional. Mas, como eu
disse, a colpa fomente delle, a culpa somante
nossa. Foao* m que aio acreditamos que a abo-
licio immediata podesae ser feita, embora hoje to-
dos a achem fcil, (fio o acreditavamos anda o
anuo passado Faltou-nos f na idea e as ideas
querem que se tenha f nellas. Hoje, que a abo-
licao inmediata e incondicional apresentada pelo
governo, todo* dizem que elle nio podia ter apre-
sentado outro projeeto. E' a mesma do ovo de
Uolonbo! Porque nio a fizenos nos ? Porque
nio a propusemos, saaio porqae estavamos dividi-
dos no nosso proprio partido ? Qaando se olha
para a situscio paasada, excepto o ministerio abo-
licionista, o qne resta de tantos governos liberaes.'
O que resta do ministerio Lafayette, qaando no
psiz o movimeato abolicionista j libertava pro-
vincias, alm da cdula de cinco toslias qae elle
pedi coma captaoio ao Imperio para fazer aabo-
licii? (Muito bem).
O Sr. Maciel d um aparte.
O 8r. Joaquim NabucoEu fallo smenta da
abjlicio, nio fallo da bonesiidade, porque para a
honestidade preciso um debate muito mais am-
pio, muito mais largo, em que nio posso agora en-
trar.
O Sr. MacielMas deve entrar.
O Sr. Joaquim NabucoHio sei se o nobre de-
putado se refere neste momento ao actual ministe-
rio ; nao meu dever defeodel-o. Mas a que veno.
a honestidade de om mioisterio, qaando se falla
nicamente de tradicaa abolicionista da serie de
governos liberaes qua tivemos ? Anda na ultima
sessio do parlamenta, vi .-se que a minora liberal
deata Cmara nio julgava posoivel que se fizesse
tio depressa a abolilo immediata e incondicional.
Ea acabei de diser ao honrado deputado : nio
acredito aos meas olhos, nao acredito aoa meas ou-
vidos quando ouvi o nobre presidente do conselho
pronunciar aquellas palavraaabolicao immediata
e incondicional. Todos se traoformaram, Sr. pre-
sidente, nao toram gmente os conservadores;
tranformou-se o mea nobre amigo (o Sr. Maciel;,
nio pessoalmeote porque bem'cooheco os seas an-
tigs seotimentos abolicionistas, mas como bomem
de partido, porque anda ha pouco elle par cerco
nio julgava possivel ama solucio tio rpida;
como elles traneformou se o nosso partido todo
qae, apesar de ter caminhada muito desde 1884,
nio tinha chegado ao ponto de inscrever no seu
programma de governo a abolioio innediata e in-
condicional, e como o partido liberal e o partido
conservador, tranformou-se a opiniio toda, trans-
formaran se os proprior faieodairoi, cajas testas
naiores sao agora as libertacSes dos seas escra-
vos ; a graca divina, que, Calves pela interces-
sio do honrado ministro da justica (riso), deseen
sobre nos todos.
Mas, Sr. presidente, cono fallo con sinceridade
ao partido liberal, e nio tenho dentro do partida
urna s desaffeicia pessoal, nio desejo qae am s
dos seus nemoros fique retardado na saa carreira,
e desejo que o mesmo partido volee ao poder o
mais cedo possivel, mas, como disse, transfor-
mado; que elle dispa esses andrajos, como diz-me
aqui o honrado deputado pela Baha (o Sr. Gesl,
commons a ambos es partidos da poca anti-aboh-
conisCa ; eu dire com toda sinceridade e franque-
za o que se me figura Bar a nica estrada qae o
aosso partido deva querer trilhar.
O qae nos temos a fazer primeiro sustentar o
mioisterio para que elle realize o mais breve pos-
sive a obra da abolicao e, depois de realizada esaa
obra, devemoa levantar a grande bandeira di au-
tonoma das provincias, sem i qual nio teremos
base possivel para nenbama poltica de futuro.
(Aooiados).
Ma*, Sr. presidente, isto nio qaer dizer qae de-
vamos mandar no mesmo da aaa escra\os a noti-
cia de que" eatio iivres e a noticia de que derra-
bamos o gabioete que os libertou. lato nio teria
sinio um significaca >; que o escravismo tinha
Cornado a saa desforra logo dipois da abolicao.
Nos teos de fioar solidarios at saa completa exe-
cucio com esas poltica abolicionista representada
pelo actual gabinete, e si com ella obtivermoa oa-
tras reformas, si ti vernos de faeto por algum tem-
po o donmio liberal no pais, teremoa preparado o
melbor terreno para as futuras eleicoos ; no que
nio podemos pensar em foroar o actual governo
a urna diesolucii que, depois da lei, nio lbe sera
por eerto negada, antes dessa lei ter tido execacio
iateira, poique, isto seria complicar com ama ques-
tio poltica e ele toral a lber faci effectiva da
rao* negra. Seria por em dnvida a verdadeira
execacio da lei, por qae oes, senhores, sabemos o
qae sio candidatos em vesperas de eleiooes, nio
-


'




^-
..."!*-- ^ i.
Diario e Pttrnambuciii--Sexta-feira 1H Maio de X888
i I
ha ver i nada qu
nn;tti!98"m
Ein um pan em q'
ticos eato
ritorUI,
toma s a..
A sua ferida est aind
di
,0 MkoM de eioraw da.pwt.Joi.
todo es aeootecimeutos poli
os da grande propried.de ter-
depon'de qm golpe terral como este ,
altaunnle poltico appellar p?a"
a anda s*nirrnd>, ato Ja est
momentnea deepeito, que ella ha de eoar-
r qu.lles que fneram .b-lieao.
o7.ca.oi urna o. > Camar., o po-
den--, subir c"r"J* dM /=nwm8
libor.es .urque nao temos fotos para faael as ;
Dar derrotar o gabiai te teriamc, portanto, que
unir nos i algurna coi-jurBc'o, que surgiste no
proprio partido couservador. Teamos que ser
os alli.dos do escraviamo, e i utr*rimo., pe:
aequeuci, ein combate com o uieamo vicio de ira-
popu'aridarle que hoja oaraetensa o partido repu-
blicau i, a mente porque teve a fraque. de aeei
tar, em ve. de ropellir, o uull.U da Bcravido
de.vairada.
Hoje, Sr preaideute, aitaueaj urna, di diu
em que se fi* aboli^iu a situacao ser outra :
urna ruca nova vai < otrar para a coinmunhao
brazi'eira.
' quando se entra na vida civil qoe se rscolhe
um partido. lato aconteceu a cada um de roa
quaai.. ago.a que a roca negra vai esc< Iher
O aeu partido, vai dar o b<.u c:r*eao, e si mos-
tresemos :nd.liWeoc pi 11 sua s 'te ou preoecu-
paco exclusivamente de ni meamos, eu tenbo
-mede, Sr. presid ote, q; a moa negra, qu! uo
lunJ. o pevo b.a.iltir.. se filiasse ao partio
conservador > l o que f i elle e na o par-
tid- .i '3i mais concomo, qu< m msior
alegra tV Ib rale.
Eu a'io, Sr. presi lente, como um borneen qu*
est ja'oitdido, no seu partido, a ver-se omitas
Vetes iaolalo e a ver ootras tantea o partido re-
couh-cer que a estrada ua qual elle se achava
era a esi.ad* que levava -..o erario do p vo, ao
pass; que a outra leviiva, quando Wava, a um
Sad.r de que o partid-' nao poda usr eom libar*
ade e q .e em nada sprovettava s grande, caucas
libernas.
Sftrto-oM b titanio fatigado, Sr. presidente, uas
Creio ter dito b .stante a favor da p. litict abo'i-
cioni.ita do gabinete, p que elle execote a lei coia a lealdade, que no.
deve a us quo o auxiliamos, ceino a deve a si
amo.
O honrado presidente do conseibo foi o princi-
pal auxiliar dn lei de 1871, e agora vai a r o au-
tor da lei de 1888; atrav. dos 17 auno, decorri-
dos, esse facto mostra urna persistencia da for-
tuna qu;', si entrar bero no fundo da sua consejen-
cia abol,'lonista dos ltimos aunos, S. Exc. reto
nhecer que nao foi do tedo merecida.
Pe. b io, ne modo de apressar a passagm
do projecto naa du&3 cmara, e depois no modo
de txecutar a iei que S. Exc. poder fixar para
enripio n > scu uome css>. gloria quo heje adeja
em tomo d'elle. Nao sena possivel oeste mo-
mento prejadiexr o presiigio siquer do honrado
latid nte do cnsclho, sen prejudicar por aleum >
forma b p-ispectiva bnlhsnte que so abre diunte
da uacao.
Eu, pela uiiuha parte', nao tomo a respoosab li
dade d- oenhum acto de tanta significa^o. O
que foco, o armicicio que en proponho, a alliauga
aboionisia que o sustento, tudo se pissa luz
desta tribuna. B. rnc3 que por nao filiar, m
nao se enteniiam uo escuro. Eu espero que na i
se poesa diter d a ; ni los urasileiros qu- i.a > se
HtMMi na claridade, que n3o podem rrszer
para i) parlamento c fundo de seus eoraeijja, que
nao ha entre elles oenhum terreao coicmum, arm
a pal ia nem a humaoidbde...
O h.nr.do prtaidente do coo.eiho, 8r. pr' s:>er:te,
teo direito nste mom>nto de todo o apcio di pov.i
brasilciro, ao maior apoio que o povo americano
dava a Liucolu na vespera da abolicao, ao maior
apoio que a unci italiana dava a Cavour na ves-
pera da sua unificar", ao maior apoio que o p>vo
bra.ileiro dava a Jos Bonifacio na vespera da
.'idep.'ndrBeia. t-o tres grandes rbjectes cm
orna t bandeira de que elle o portador e as-
Sim que eu Ihe repito por outras palavras a .au-
dac,a alacie I Pinheiro :
Puicstes ser meu iniuaigu boutem, has de
com cetf'z-i voltar n ser meu inimigo amaiiha :
mas, par emqjianto, s o pontfice de ooia religJai
udidatos Iiberae. nai pro- Lembro me, fit. presidente, qu quando coa-
v.ac'o francezi f i pr 'osta a abolioaj da iscra
vidao, e um de necava "a fallar, tuvio-
te logo esta iuterrupcao : Pr iMeatr, na
smtaa que a coove oo se deehiure, dis;u'in!o
por milis temp es'e assocopte.
E -i Aiti'mbio leraot. u se uuaimo o presi-
de it" (testaron. a'oi iva a e;. s a r. pul;' ao eu
quuera agora, quo a.--e grilla de viva h Prioccaa
1 i rial (; :is'os pplan.o) e viva a Cmara dos
Jjr. ivpntados (pp ii.-otJ d-erctassomos nesto
mimcnto a abo:i,ao iu>u:ediat. d:> e-.-r v'dao n
Brasil. (Vluii b m)
Eitoo certu q appr.ivrir nji.ba
, roposu ; cada um de s> na membro. Tai elevar-so
i uina bltura a qua nanea attio^to nenhnm mein
bro do parl-nrento braziiro.
T-. remos, asaim, Sr. presidente, por p
Cmaro, urna deu.oiiatr-.vii do patii tismo, que fi-
Car Si'uco a epopa da eioria orezeira, no idiis
beilo uiovimenfo de an>fi>'ae2o nicioi.al q;
gi.itra o biatori. do s< ui >, A inais subli.nc- ex o-
pl^ de aeaer t;d id,- do n t i i tjia. (M ito bea ; muito b; m ; pr i uga
-'os npplaus. s)
sublime, vais cob"rto pelo
nacional e htvaa as m;s
iedc:rrpr;S> humana
(Muito bein! Muit. beaa
gadS as g-Ierias.)
pallio 4a ccmmunha
a hostia .agrada da
apa] .usos proloa-
DISCURSO PRONUNCIADO NA SES8A0 DE
8 DE MAIO DE 1888
O ftr. Jeaqulm >..bair<. Sr. presidente,
tu p< cu a V. hxe. c p c i a Cmara que teobam
tol.raicia para esta maufeataco que o ojVo bra-
.ileiro itcaba da fa.-r dentro do son recioto.
(Ace,ium-e,ao Applausos.) Nao h u dia igual
nos nteos nnnaes. (eicclaniacoes. Applausos.)
Nao h uve momento igual na bis'ona da nosta
naciorsl' la :.-. (Acc'am>-(0e8 Applausos ) E'
oaBM ai o t- rrilono bra.iKiro at bi je ettivesae oc
cup-do pelo estraogefro e este de n peuta o eva-
cuasse e nos deizaian seabom de n-ss vida na-
cional (AccUmat'. Applaus<9.)
Eu deci-j-ria que no peito de cada daputado
bra.ileiro bate.se o co'cao, como neste momento
pulsa o meu, para que a Cmara se elevasse al
tura do gaverno libertador; para qae ella man-
dassa para o Sealo, votada de urgencia com a
maior das uecessidadt-s publicas, u abolicao tota!
da escravido. (AppUus's)
Parece, pirm, r. presidente, que preciso.
..o por i.mor do escravo. para que a grandes,
dcste flecrcto cao seja discutida em nenbam dos
eantof. de nesso territorio, qua ella seja revestida
de todas as solemnidades, p >r miiores e por nais
dolor, sas que s.jam todas a delongas que exige
a elaboroslo das le.is.
E' preciso, porm, quo todo o vapor da opinia..
nacional entre as culdeiras estragadas do S
nado, para que a locom- iva da liberdade possa
salgar aa montanhas qoe tesaos de tranpsr.
(Apoiados geraes e applausos)
E' prciso qu.- ee iespeit.-ui aomente aa uormss
que a CoDstituicao estabelece e o noaao regiment ;
preciso que se narxeie urna commisso especial
que d immedi.tameutd parecer, e que n'uma es-
pecie de sessSo permanente, seja votad, a prc-
pesta do governo.
Esta le, 8r. piesideute, nao poda aer votada
h'-je, mas, por "ma iuterpretar;o raeoavel de MMO
regirceut', qual e.too certo que se nao podena
oppor, nem mesmo o eora^ao ae bronze do u bn
depuiado pelo 11 districto do Kio de Janeiro...
(Apoiadoa e applauaos das galeras.)
fe o nosso regiment-i esta Ki cii pode ser vo
I. je, Otas jderer votada uroaub, porque
podemos Matear urna ccmmiseao especial pai
d..r paiecer. P. demos suspender sessaopor oei
hora, porque baaUc pinas minutos, um miouio
.,o para dar o parecer; podamos dispeasar a
iesprossSo, o praso para ter lugar a discnssao;
pedemos dispensar atieso*, r.ep. ia d
>im&nb u.etaij podem o mandar a lei para o Se
uado, votada por ncclmaco e coberta das b'n
ffos do pas. (Apoiados, bi
gali 11
i
Bspran a' ser pl
taio o oarcer bao appelio ao. sent
rxn' a, mesmo os m: :s zeks.s e mais ob:tinados
i r lado da Cn>ara, nao esqu Ce;
too, pois
'eiso que ella a K'ih
qcaei ia.mediatan. .ara que ningaem fi^ue
eai iluvida, n m j escravo, nem o sunbor.
Ha, Sr. presidente, um cxemplo na hi.-'
.-assorviisa, que n>s deve terv:r neste no;.
o ( mi.lo di Franca, qasndo 'ljsg tan pela
..'naba. A AHem> nh-; esmaga a Fraiici.'m
Mcx- Sedan e nistfio de guerra tal, que tiiugu. m upp>. que
L'i oacSo vencida dilacerr.da pela guerra civil e
ia oesnbar as raio.s ie. ana capital inceo
eje pagar den'r'. de tjo p^jco tempo ;
eotrctaat aasim como a
ju SHDgue, ella ifM
i*o sold de suss coB'miea para >pr-ssr o
immeoia'amen'e p ssivel a ev^cuacA do ler
; tiinprou vista a sua liberttrcac, p ir um
.i lateiro, e qc
cer a confianca perdida na vitalida
aceta e no destiiw. raya latina.
beu )
E' ^ue tu tfi -ira.
(Muito bim.)
A escravido oceupa o noesi territorio ; cppri
ixe eoaaewcea nacional, e o inimig) peior do
que o satrangeiro pisaod; uj territorio da pat.ia.
fA-lilaaao..)
Pracssamoa da aprees.r pasaa^em do projectn
da nodo que a ibertaco teja immediat. (Wuitu
bem.)
Correspondencia do Diario de
l*ernaiaibuc
UIO DE JANEIRO.-Corte, 9 ao M.,o
1868
sciimabicAfnvsenta$ao do ministerio s cmaras.
l>'*cursos eexilir.- vtttfei-
los. Programma ilo gabinete.Pro-
posta do poder txemtivo. Ahulirao im-
medi-ta e innindirional.A fcSMffe de
8. virotes. Solemnidade
ManifestafdetpopularesA sessio, ie
9. i" dmmssSo t eotafao do prefecto.
'' Se no-
minal O projerto na Cmara e no
Senado.Approctiwa te e dia di pro-
mulgarood' veradeira l mrea -Fal-
ment do l)r l.mz de Cairo. -<-
Mtao iios Cewetuet.8eeeet no Cear
O Gabinete 10 deJhrse, de accordo comas
boas praticas do rgimen parimeatar, apresen-
tOU-8e lio da 7 ao Senado e a Cainara para dar
asexplicajea relativas auliima evolucaopolii'a
que se operou na ausencia do narlaihento. As
duas casas do parlamento regopitavam de espe-
ctodores e astiibunas, as galenas e o proprio re-
cinto eiain demasiadamente limitados para con-
ler a multido de individuos de todas as ilasses
sociaes vidos da palavra do liivernue das de-
clarares dea mmisterio transacto. No Senado
como de estyk), rompeu o debate o venerando
r. Bario de Cotegipe que deu os motivos que
obrigaram o gabinete por S. Exc. presidido a
solicitar de S. A. a Princeza Imperial Regeate a
sua (Icmi-so collectiva. Do discurso proferido
pelo honrado servidor do astadodepeoaVee que
o ministerio 2 de Acost pedio a sua demissao
porene gento Utar-me o apoio e conanra da
cora. Ni-las rondices era moral e constitu-
cionalmente imposarre) contrnaar no poder. A
desintelligencia entn o ministerio e u cora ma-
nifestOQ-se principalmente em um ponto H. A.
a Princesa Imperial Regente nao concordou com
as medidas propostas pelo gabinete para manter
a ordeme a Iranquilidade publica tao seriamen-
te pertorfoada&noa primeiros das de Margo e in-
diconcomo medida essencial a demissao do Sr.
coasemeiro Coellio Bastos, do cargo de cliefe de
policia da corte. O gabinete oppoz-se a isto e pre-
ferio demittir-sc a lavrara demissao do ex-enefe
de policia. Antes dn despacho em que teve lu-
i pedido de demissao do ministerio, traba o
r. ministro da Juslica reeebido de S. A. Impe-
rial urna caria, da qual deprelienderam o.-mem-
brosdo Gabinete O de Agosto nao80 o desaccor-
do de vistas, de peusaineiilo polilico em que se
achavam tm a Angosta Regente mas tambem
que esta pareca duvdar das iin'ormaeOes do go-
verno. moslrando-se alias informada dos acon-
tec montos por outras fontes que nao as cousti-
tuefnaes. Comoqneratie seja porm oque licou
liquidado de todo o debate quer na llamara quer
no Senado q.....i Gabinete 20 de Agosto no
podia continuar no poder por llie faltar a con-
Bancada corda que como se sabe, do nosso re-
gjmen de apvemo, urna condigo indjspensayel.
O dosaccordo de \ islas entre a COTa o o mi-
nisterio que se mauiteslou por OCCsiO dos dfs-
turbios de Marco e pelo indicacSo da exonorajao
do -r. Coelh.i Bastos parece-nos ter urna causa
mais elevada e prender sea que Aquellos lacios l'oram DWaas a causa OCCasional
sendo que a causa real loi a poltica do gabinete
no locante a auestao servil.
Aquelle gabinete represienaiTa a resistencia
escravista e a corda, de accordo fetismente eom
a opinio. eomprohi'iideii a \ isla da eloqnencia
dosfaetos que era impossivel dcixar ciii satia-
tacko urna aeceseidade publica, um 'los 'mais
elos reclamos do espirito publico.
Este ponto foi de algummodo elucidado pelas
doclaraccs do Sr. presidente do consemo
que tanto na Cmara como no Senado tornoubem
claro que a queda do Gabinete i) de Agosto
seria inevltavel omMaio. por oreasiao da aber-
tura das cmaras
Houve portanto alienas uina aiileeiparao
motivada jn?la dosaccordo sobre as moda
providencias propostas para o restabdecneat
aa ordem publica, entao seriamente compro-
mettida. Ksta allinuaeao do nobre presidente do
conseibo, ojuanto a queda do Gabinete 20-de
Agosto inevitavel em Maio. mereceu constesti
do Ilustre Bati de Cotegipe mas na Cmara
Temporaria nao solTYeo a mnima replica Na
Cmara o ministerio damissionario fez-se oovir
por intermedio do Ilustrado ex-ministro da jus-
lica cuja- diviaracoes loram BCCOrdes com as
do ex-presidente ilo eonselho.
Tanin na llamara como no Senado, os Srs. lia-
ran ile Cotegipe e Mac-owell leram a carta que
o gabinete por orgo do ex-presidente doco
Iho. dirigi a S. A. Imperial Regente pedindo a
sua demis-ao collectiva Neste documento po-
lico faz referencia a carta de S. A. Imperial ao
Sr. e\-iniiii>iro da jnstica mas esta nao foi (ida,
apezar das reclamacOes dos Srs.Silveira Hartins
e Alfonso Celso no Senado e Maciel ua Cmara.
por ser de natureza confidencial. O Ilustre Sr
presidente do conseibo depois de historiar os
pasaos me den para orgaatsaTO ministerio a
cuja trente se acba, declarou lainbem que o sen
ramma de gorerno estava contido na fallado
ibroDo e acabou afiirmando que no diainune
ra submettido ao parlamento a proposta da
abolicio immediata e incondicional d
vidao.
Esta- pila, ras ih) benemrito estadista foram
cobertas de applausos B fivas acclamacOes No
Joo
Alfred i oceuparam a Iribuna os Srs. ilveira
Martina b ASonso Cobo que se uccuparain
iliunos acontecimentos polticos o da i
nnisterial sob o ponto de vista do
partido a qaeperteacem emttttndo jnizos e con-
ceitos contestareis embora coherentes co
dontrioas que sustentam.
mar laUaram D iweH. loio
Alfredo. Maciel. Joaquim NabuCO. Loe
ABhmj Duarte de A
por enir" remoques e ir
elevaco de w
pela i o partidarii ito da
dia 8 de Maio o maior acon-
toeimento de no.-sa vida publica, i pro-
clamncao da independencia. Depois de ma
meio seculo de rgimen livre vimos alinal dar-
se o ultimo passo para a constituiso definitiva
de Qossa nacioualidade. vimos o principio de re-
paracAo de tuna iniquidade. de una mju
tres vfezea -ecular.
dia 8 de Maio um dos mais brilhanti
DOSsa In-luiia eso elle concentra em si bast
luz para espargir por todas e nas. Poi
ueste da que 0 glorioso jjabinete 10 de Marco.
nodesempenho da palavra que autos (lera o
eminente estadista que o preside, por interme-
dio do nobre ministro da agricultura, apresen-
tou cmara dosdflputados a proposta do poder
execiuivo abonado a escravido no Brasil.
O aspecto da cmara era dos mais solemnes.
dos mais imponentes. As galeras, as tribunas.
o reciuto. os corredores do edificio esta\am api-
nhados de urna multido enorme, ociosa, febri-
citante de enthn-iasiiin. expansiva, delirante, il
edificio era pequeo para coutor a multido que
alli se as Bggtemerava presaaresa por onvir o
projecto de lei que vai converter em reaUdade
una aspiraco nacional. epois de \aio< inci-
dentes sem importancia comparavel ao factoqne
se ia presenciar, foi introduzido no recinto com
as formalidades do estylo o Sr. ministro (la agri-
cultura, conselheiro Rodrigo Silva, a queni COU-
be a gloriosa missao de apresentar ao parla-
mento a proposta de lei em uome do minis-
terio.
Ao entrar t'oi 6. Exc. reeebido por urna chuva
de (lores que Ibe foram atirudas por dislinctissi-
mas senlmra- ipie. Iionraram eom suas pn
cas aquella seasao que Bcar memorave em
nossa historia parlamentar. Peito o silencio,
respeiio.-o e solemne das grandes occaaies, leo
o Sr. ministro da agricultura com \oz Sime mas
visivehnente rommovido, a propoeta do poder
execubvo canteado a abolijjao tmmediata e ia-
condicional da escravido. Suas tillimas pata-
rras mal foram ouvicla-.
Oque eniao se passou. o que entopreseuci-
mOS nao -cdosereve: \('-Se. seilte-se. adlllira-se.
As palavras, oe vivas, os applausos. as aeclama-
prolongaram-se por muito tempo. A Prin-
cesa imperial, o gabinete O de Manjo, a cmara
dos depulados. es abolicionista- toram saudados
frenticamente: Ibium verdadeirodelirio. Fra
do editicio a multido enorme que estacionava
espera desta boa nova, prorompeu as mesma~
mauilesiapoes.
As msicas tocavam O liynino nacional e girn-
dolas de foguetes estrugiam no ar alegremente.
A einoco era geral. viva e communicativa : pa-
|iie lodos eslavain sob a influencia de urna
s crrante elctrica que a iodos se communi-
ea\a. que a lodos agitara. Foi um dos es-
pectculos, una das scenasmais extraordinaria.-
e eoiiiinovenles a (|ue se pode assistir.
A alma do povo. o espirito nacional, pareca
estar lodo alli unido emum so pensamenlo e em
um so sentimento a liberdade o por ella a gran-
deza da prlria.
Restablecido a rusto o silencio eontiubou a
sosso.
Pedio ento a palavra o Sr. Joaquim Nabuco
diz o cbxoniala da (kueta de Noticias, que, em
- palavras entliujiaslicas. appellnu para os
sentiineiitos da cmara, pedindo que nao l'ns.-e
retardada a passagem da proposta e pedindo
Su ^S^r^S^^ to-aorfornos que teem at agora /noceiouadT^aTbaT
qUinte-V!anN,qUaii I,0,rullan1ade. | tam nem para a nosaa-actual e par or.
i.depr-sc a votos o projecto offereceu o produeco. parecendo ..a~..I..^. *r_
iii,,Wre?uma.emenda' no sentido dc 8e
wmat.l'ffllaojejMi data da
iei em atante.
O deputadobahiano teve em vista evitar nual-
'"?!' "wuiterpretacao que se podesse dar, em
wrtuue do que dispOe a nossa legislacfe quaiifo a
pnblicacao das les entre nos.
fc sabido que as lea entre nos obligan na cr-
Ottblilbi089 1'rovil,cias : 'i'ezesde[Hiis .1
do urna lei e
iratona e referente ao estado civB paree
excusada a emenda que entretanto foi appro,
-\ requernnentodo Dr ma. que nesta
mesma sessao tinlia tomado assento, proceden-
aLV0?*50 nnm"1:d o foi o projecto approvado
(m.Miscussopelaquasi totahdade dos meni-
no, apenas contra o voto dos
segurates senbor
iro de Aracagy, Andrade Figucira. Alfredo
ugves. Pedro Luiz. Cunha Leitao, Bulhoes Car-
vajo, Rezamai e Castrioto.
O Sr. uarte de Azevedo requereu a cmara
que celebrasse sessao amanli 10, nao obstante
ser da santificado alim de adiantar-se a discus-
MO e votaco do projecto. corresponden!!
1 a justa auciedade do povo brasileo. A
cmaratrotn o reqnerimeato e celebrar -
amanh&.
N|V|;| lo volado era 3rfis-
provavermcDte sem discusso o ser
logo remedido ao Senado,
fia cmara vitalicia o projecto lera a mesma
ra votado e discutido com preste,:.
nao tor votado por acclamacSo como pretende o
Sr. Damas.
Desle modo bem possivel que antes de ah
cnegarem estas liulias j estoja divertida em es-
plendida realidade a abolieo da escravido em
i cara patria.
Tan auspicioso aconlecimento desperta em to-
OS corafioes patriticos" o generosos as mais
vivas demonslraces de jubilo o por elle desde
ja me congratulo com esta heroica provincia a
fiuein coube a gloria de concorrer em tao gran-
de parto para esta obra commum do engrande-
ennento do pais.
Estes factos oceuparam nostes ltimos das to-
dos os espiritos e para elles se voltaram todas as
atiene.
Nao obstante nao deixarei de registrar o fal-
lecimento do Dr. Luiz de Castro, redactor-clnle
do Jornal do Commercio.
Referindo a osle bito foi a imprensa da corte,
a excepeo do Pais, uniforme em roconhecer no
Iuo (bese oomeada tuna commisso especial para
ar o seu parecer com urgencia.
Este rei|iierimonto foi approvado. o o presi-
dente nonieou para a comniis de Azevedo. Joaipiim Nabuco, Gongalves rerrei-
ra. Alfredo Correia e Alfonso Celso Jnior.
A ceaunissAo voltoupouco depois. e o seu re-
lator, o Sr. Duarte de Azevedo, preceden de ai-
yuntas parases eioojaeatea a apmnnntnQtn do pa-
recer, opinando pela approvuco da proposta.
Novos applausos commisso.
Depota de li'r-se n parecer na mesa, o Sr. A.
Figaeira tevantou-se para protestar, nao s con-
tra a acceitaco daquelle p.ipel. como contra o
que antes se bavia paseada na cmara que S.
Exc. qualificara de tmate CotwBwtiai, como
applauso solado de algUM OOlleg
0fundamento do protesto de S. Exc. era qui-
lla, iam sido infringidas formulas regimenta.
Respondendo ao Sr. Andrade i igueira, o Sr.
Duarte de Azevedo. relator da commisso aspe-
nal, fez ver a sem razo da proleslo levantado
e o Sr. Joaquim Nabuco em plirases vibrantes s
coherentes replioan ao honrado representante do
Rio de Janeiro. Alinal a cmara Aspeasen a
impresso do parecer alim de poder ser elle
dado para ordem do dia do 9como ell'ectiva-
nienle foi.
Oecupando-.-c deate grande aeouteoimonlo
dis.-e o 1'aiz no seu Holetlm .- .
Apparecendo no reciulo o Sr. minim da
agrii aliara, qae nabade ler o projecto que ex-
tingue a escravido ni Brasil, houve um movi-
niento aera! de aiienco. e em indo o reciuto se
fez prosudo .-leudo.
Dirigindo-se para a mesa o Sr'uiinisiro. da
tribuna das senboras foram laucadas sobra elle
flores deslolhadas, o eiltouma estroudOM salva
de palmas rompeu de lodos os pontos da .-ala.
Tomando assento a direita do presidente da
cmara, leu o Sr. ministro, com voz clara c pau-
sada, a seguate proposta do poder execn-
tivn :
Augustos o diguissimos senliores represen-
tantes da uacao.
Venho. por ordem de Sua Alteza Imperial a
Princeza Regente, em uome de Sua Hagestadeo
Imperador, apresei,iar-vos a seguinte proposla :
\rt. 1.'E' declarada extmeta a escravido
no razil.
illuslre inorlo as qualidades que destinguian e
accentuavam a sua individualidade.
Sao dignos de ler-se os artigos que a sua me-
moria consagraram a (kueta Notiou, a Cida-
de do Rio o o .Xoridadee.
Nao cabe a nos estudar esta physionomia ca-.
raclenslii'a e original que acaba d desapparecer
do seio da nossa sociedade. onde representen
to saliente papel.
Um nutro tacto occorrido uestes nltiraos dias
loi a reuiuao dos eearenses residentes ua corle,
elleetuada no dia G. em urna das salas do Lvceo
de Artes e Oflicios. para tratar de providencias
relativas a sedea que eomeca a matiifestar-.-e
no Cear e em outras regios do norte.
Dando conta desta rennifio diz a Guzeta de
Notiem :
Hontem. ao meio da. em um dos salos do
Lyceu de Artes e Oflicios. e sob a presidencia
do Sr. conselheiro Jos Julio, sendo secretario o
Dr. Jos Avelino, reuniram-se diversos eearen-
ses para o fim de se resolver a respeito de pro-
wdencias relativas a secea que eomeca a mani-
l'eslar-se no Cear.
Depois de ter o Sr. presidente expendido suas
lopinies. tomaram a palavra o Sr. Falco. que
promover aquella reunio, o Sr. Dr. Jos Ave-
lino, os deputados Jaguaribe Fillio e Alvaro Ca-
ininlia. e o tenente Frederico Severo, ficando
resolvido que una commisso composta dos Srs.
conselheiro Jos Julio de Albuquerque Barros.
Dr. Jos Avelino Gurgel do Amaral o engenheiro
Manoel do Nasciniento Alvos Linbares. se cons-
tituisse o orgao da assemblea oeannae perante
os representantes da provincia no parlamento,
afirn fie solicitarem do governo imperial as pro-
videncias mais urgentes, conforme as circums-
tancias, as quaes se coutm as indicares se-
guimos, discutidas e approvadas:
1 Pedir ao governo o prolongamento e cons-
iruecn dos rantaes das acaiaes estradas dc fer-
ro de aturit e Sobral, e logo que permitlirem
as condices tinanceiras do paiz, a consirueen
de outras estradas, espe. uObmop a do Aracaty
ao Iq.
. S A eonslrucco de acudes pelo systema que
p projecto que ex- for julgado nielhor.
3' Fazer estudos sobre a exequibilidade do
cto de communicar o rio S. Francisco ao
lagnarme.
4- Facilitar o transporte para a eniigraco de
eearenses no caso de veriticar-se urna secca-
Esla iniciativa exprimo um acto de previden-
cia acousolhado pela experiencia adquirida na
ad\ersidade durante a secca de 1877 a 1879.
me al que anda depoie de
prompto e em tffeotivo servir;) o foroo novo nao
me poderei ver livre das taea caieiras, caso man
teoba-ae, de encontr a todas as probabilidades,
no prximo invern, occasiSo em que aa constroc
(oes diminuem, a procura que tem tido o material
da fabrica da Companhia.
FORNO
Ao entrar para a gerencia encontrei tres : o
velbo, sberto, isto sem abobada, da aotiga ola-
ria. para nos 20 000 fijlos dos cbsmadoa de al-
venara groasa ; um abobadado pura 12 mdhei-
ros d'aquellea mesmo. fijlos, o qusi, seguodaou
vi, tevou 8 me.es elevar-so e cuncluir-se, feito
pilo primeiro director-gerente da Companhia; e
ootio, tamrem abobadado, pequeo, tnnexo ao
primeiro. especialmeao deBtinsdo vidraclo dea
eanes, feito tambem pcl > mesmo director.
No segundo, qoe requer seriaa obrt. e talve.
total recouatrupca) na abobada queimam se de
preferencia as telh.s, pois nao sabam to dob as
cusidas no aberto.
Codio j dase, de che^rada, reaonheci a urgente
Mcesaidade de -nais f rnos.
Claro que entend e entendo que os que mais
eonrem Comp.nhi.i, por todo, as consideracoes
quer pela economia do cuato da produecSOj quer
pela perfeicao do ceaimento do material, sao oa
modernos, ebrmados da fogo continuo; mas, sope-
sando os recursus pecuniarios com que me era
dado contar, e tendo muito i m viata ni smente
que o peasoal que temos m5o para os mistereB
de urna olaria nunca vio trabalharem apparelbos
desta nilureia cuja direccAo nao convm entre-
gar maos imperitas; mas tambem e, sobretudo
talvez, que cu mesmo comecava a faser a minha
iprendiaagem (oanea occnUei e todos sabem que
jamis eative testa de olaria algumaj nata es-
pecie de trabalhos, aprendi.igem que anda ae
nao conciuio e explica ai erroe quo por ventura e
mu provavelmente tenbo commettido e venba
commetter ape.ar dos esforcos que emprego em
acert.r e em bem servir a Companhia. para c^r
responder confianca em mim posta; resolv de-
pois de maduro exame iniciar, sem detenga, a cons
nuccao de um foroo commum, dos abertos ou sem
abobr!a,que sao os uaados na trra e portanto
mu conbecidos dos nosaos homens
Pu. por o*ira miaha resou^i) levantando um
fjrno de capacidade de 212 1|2 metros cubico, o
qual comporta una 6'l milheiros de tijolos de alve-
naria grosaa (um milbeiro deatcs tijolos, depois
dequeimdos, tem 27 metros cbicos) e apenas
carece da. grelhas as fomalhas < da coberta que
o ba de resguardar das intemperies, para come
car fuuccionar.
Pode trab dbar com leuha on com carvo de
podra.
Supponho qae este comboativel, n'um grande
forno qual isse, que o maior a provincia, dar
resoltado mais econmico do que o coibido da le-
oba-
do amor da p&tria, honro^isaimas meatxes e dis-
cipulcs.
Sao exemploa desta verdade Trigo de Lon-
reiro, Paulino da Cmara, Jote Hy^uo. Maciel
t'inheiro e untos eutr >. qoe, ora eoncorrendo para
drbellar a sedico e anarchia da Setembrada ora
fctterecendo-se em holocausto patritico com a cor-
poracao inteira, mchavam para expellir do solo
br.aiie.ro a mvaaao ea.ri.n^eira, na Vuera do P.
ragu,y, easa epopeia, brilbaute tracad* com ea-
ctrre.de ..agua, de fogo as cordilheia e
pampas da America do Sul.
Hoje um eminente pernambucano. filho idola-
trado o empanheiro dilectu.imo da F.ealdao do
Becife, e aiuda seu enidiio director a quem cabe
muuo merecidamente a gloria de presidir os des-
tinos polticos do pai. no grande momento hist-
rico que atraveaaamos, uo fasto mais notavel das
nossaa ephemeridea sociaea depois da independen-
cia nacion.il.
Hoaanas pois ao grande pernambucano, ao filho
o enefe da aculdade que se desvanece por ter
conferido ao seu justo merecimento doua eraos
.'cientficos.
Tambem a Paculdade te vangloria, vendo eom
indisivel jubilo e justo contenUmento, cobo ini-
ciadores do movimento abolicionista, em Perneao-
buco : Jos Marianno, distincto chefe demcrata
e notavel tribuno bra.ileiro ; Joaquim Nabuco, o
grande chufe abobeiooiata, Barroa S brinho, es-
forcalo al o sacrificio, Gomes dc Mattos e tantos
out;os, unidos verdadeiros atbletas da grande
idea, cuj tnumpho esplendido marcar urna data
mem.ravel p.ra todo brasil-ir.,, indelevel naalma
nacional, bnlhante cooatell.cao que Iluminar com
a lo. do aoi equatorial o ero da hiato, ia universal
ao seculo xi \
Viva a esperaocosa mocid*de acadmica !
Viva o mmortal Ministerio 10 de Mareo !
Viva o excelso eonaelheiro Joio Alfredo !
Viva o diatincto Sr. presdante da provincia !
Vivam os precursores do abolicionismo em Per-
nsmbu o !
Viva o partido abolicionVa do Brasil.
Viva o diatincto tribuno Jo. Mrianno I
Viva o grande ehefa ablicionata Joaquim Na-
buco
(Conttnar-*6 ha.)
opposico ao prjei erno,
sem que esto laclo inipedis?;' (pie ella
|
ira natural da Bitas
Depois do di puta lloo o Sr.
Joaquim Nabuco que pronnncioo um brilh
Hiaeloquencia, pola
sua iinparcialidade do. pela
elevaco de vistas, pe i sinei suas ma-
ipplauso de to ira que ao
onvir sua ultima palavra levaatou-se in
para saudal-o
Poi um iiiuinphos
oratorios. 0 ilhi-ii otante de Pernam-
bll'-o sefd -nido
--limpie, escudado inda
tnter
, quebrando lod toldes do
partidarismo acaoh .Hu-
ra ila sito
partameni.
annaes 0 verle, inflainniado. etoqtiente do lion-
tivamente no augusto n
sao forte, san e duradoui
Por mais importante porm que bsaa a sassao
parlamentar de 7 de Maio iunegavel que o facto
capital destes ltimos lempos, fui a aprsenla-
(So da proposta do poder exeeulivo abolindo a
escravido.
Arl. 2." Fica re rogada a legislacao em con-
trario.
Ao terminar a leitura do art. 1. da proposta,
roiuperam dc todos os pontos da cmara aeda-
mai-oe- epabnas unsona-, estrepitosas e pro-
longadas, como s urna correnle elctrica a todos
colbesse em um s movimento, em um s de-
lirio.
!-' indescripiivel aquelle momento: todos oa
depulados d li. a comocar pelo presidente da
cmara e na-miiros da mesa: de pe OS especta-
dores das tribunas e das galeras: todos a ap-
plaudirein e a acclaniareni : o as duas tribunas
principaes as setihoras. arreinessando flores ]iara
o recinto e aceuando alegremente com os en-
i.ii.-. e isso durante cinco, durante dez minutos
sem iuterrupcao. deram historia de nossa pa-
tria a mais brilbaote de sua- paginas at ho^
escriptas, e aoa que duvidavam do poro a mais
solemne prova de que nao eslava com elles a
opiniao. mas com a alma generosa o patritica
dos deten le e da honra da pa-
tria.
Eis depil!.
Depois de terminada i <|ue loi levan-
tada ;i requerinietilo do Sr. liarlos l'eixoto o em
homenagemai betoda abolicao, opoo
junto p irla da sabida dos mi-
mstros cada i.timst opj alus eea acclamado
berto de llores. Ao Sr. presidente
dobraram os \ i\a.- e saudacaes, o
Snipaulioi: obno-o de
ram tantas as saudaefies o o enlhu-
liasmo que muito diffic Exc. to-
mar 0 o jna-
la- da massa popular, que a eercava o
nava.
Organisaraiii ao kd preslito cvico
fren!.' unu banda de msica e o
das div. abolirio-
nisias. i'. :ii as
redacj jornaes. tallando diversos o
ie- e dissolven-se o prestito no largo <
ranciseo de Paula na iiielhor ordem o sem a
miiiima perlurbacao a lamentar.
No dia il aaarau o projecto em 1 di-cus-ao. por
ibe. send i proposla do governo
nao lein 10 conformo precepta o regi-
i da emara.
A amara como nos dias anteriores i-.
Irbanas e recinto a transbordar.
.ras l'a/iam-se
(le
rmanentes, enlrou o projecto em
' [ni. le o Sr. Andrade Figucira que
proferio um discurso tren, e desalentado.
ia 0 grande parlamentar dos outros diaseo
amito foi apenas larrar ;an protea
ponikii-lhe o Sr. Ministr iltura.
fredo Gb
allou em nomo da maioria da deputaco .do
Rio de Janeiro. maniie>!:indo-se dversario do
projecto.
A diatwsaao nao oflerecia o menor iutei
arraatava-e penosamente e todos tinbam pressa
em fiodal a
Era feral a impaciencia da cmara c do publico
e o Sr. Affonso Celso Jnior incumbio-se de tra-
REVISTA U1AKIA
Thesonro ProvincialPe a presidencia
ra provincia toi expedito o seguinte acto :
3" secca >Patuco da presidencia de Per-
imrxbuco Em 17 de Maio de 18880 presiden-
to da provincia, considerando que o supplicante
Maxiruiano Lopes Macbtdo Jnior, provon exjr-
e;cie, mu p .i..-1* dias interrompido, no desempe-
nho do cargo de 2o escripturario da aecc.I) dj
centencinso do Thesonro Provincial, da qus fra
exonerado por portara de 15 da Dezembro do
anuo passado;
Considrenlo que, dos documentos offerecidos,
se evidencia nao Ihe trr sido imposta pena algama
por falta de cumprimento dos seus deveres ;
Considerando que a referida portara, nSo fa-
zendo menean do facto algum particular, fundn-
ae, provavelmente na mformacao constante do re -
lit' rio do procurador fiscal, de 30 de N ivembro
de 1885, inform pelaa ultimas ministradas;
Resolve que seja reintegrado o dito Maximiano
Lopis M.. hi 11 Juai'T, no seu cargo, nos term.s
do artigo 44 la lei n. 2i4, de 10 de Junbo de 1849.
Joaquim Jos de Olivetra A ndrade
emp nhia dc Edi.crfo
RELATOUIO APKESESTADO AOS SRS. ACCIO-
NISTAS NA ASSEMBLKA GERAL ORDINARIA
DE 7 DE MAIO DE 188$.
(Conlinuafo)
MATEEIVL DE ITRABALHO
N. poesi uieocii.u' aqal quauto n'esse artigo
pobsue a olaria, poia irap rt.ria a n trnnscrip
cao do tntentara Kesuini lamente direi que
consiste ein tri'bo*, VagODfte*, de ferro una e al-
gun8 de madeim, carros para o trausparte de ti-
jlo?, c. rrmbos de man, ps, piesrntas, alsvancas.
grades para telbae, labias para tij dos, etc., etc.
Vejo me oa dura c atingencia de declarar que
tudo ua> est estraga.iissimo e por tanto depre-
cu'iiasimo, em virtade di longo e aturado traba-
Iho qus tem teido, b.-ti.nio dir, pira c .nfirmar
mi"h'i as.everiicJo, qae dos tsilbos, por ejemplo,
alguus h. bous ciob) auno trabalbom, e, dos wi-
gonet. s, ha os encostados por terem-se Ibes inuti-
I 3rl i .'3 rodas, corladas p r aqurllc?.
V'em pello lembrar a conveniencia de nomeaf
a i-orT.panhia una c nenisato especi. I qae, ex-.mi-
H sen ri.i, e mais oj editci ;s os
aumaes i: o o-ncno a'o ida sabe o b*rro, o qual
ae vi traueforui in.l > em um inmenso burac que
para o utui-o talve se posn aprovei(Hr para um
i. I: te vivir, .-le pe.xes de qualidade, mas
que ni ictui.li.ladi, dopreoi. boslaue o terreno
p is tie.i nodi)irooi< d-.a menure.a chei:s di rio,
-'hes a dev >. P lo bal roo de 81
.le l> zi lubi i iei do trab
oUrut sobo-H bi:Ut>3(J14, quando a ana simples
iifpe ca i mostra que Do vale nem cusa qua ac
vite Q'ossa qunti .
ANl-tAES
urros em a el r'n para a u Fjrvico trata-
, a 'n d <* tras Hoi que da co-
n'eala eaptal, ao loeal m qua se ceta
LStriiii.d asede, pos u a companhia, m.urioi
para o cdi d'aqujeUa por motivo da ecoui ma.
i bei.s, qm estio s Ir -=, apena, d-se
;; q'ieua racio, aoves p^ra t-l-.'S presas do
i uec-esidide-'e alimental-os, porquunt i n i
i. pasto bastante pira animaes que nao
li i- e burros siat gordos e (Co., u3o preataa
un parte eeonomica. o eervico quo deve
ai prestar) p ,r causa do mo eetado d a liabas
I w go t-tes, Cjmi j mistrci.
O cuotiio dos barros .hM por da a 650 rs
OIEUAS
Tres aa i as qae faui el .nam, ds quaes direi
eorapiobia, tiao s
p i dH0- rdi fea uiuno caler, o que eqoiv-le
de leiihrt. rn-iS f.inhem po:
t Sin oe pt >r|uire n inuit) materiol de somi-uos
in n ivel ni.i d'obra tanto ai
ii-i ar o i ergoei I) .rr. are.n-se, como d'-
ino.ifoand. -se Ihes ao p mni-
., que i:; ->p naaV I c.iev3r, prove-
.11. r j in q: .'Vidas
calor quaurj po-
rte mais
.-n>. .> i iderH ae
i'1'i p r pequ ii i que s-j*,
eom gravn pnjui.o do> int rese.
4H-HM*. Vaie iai d aer qoe quauto aute., e p.r
todo- esae not.vos d ultima neceasidade nao
ua.r dr 'i. ..r in tiv.i ryat-ma le. queimar tijolos,
o qual i Miim'r-ivel e teleravel em fabricas
. r iVMotUM, e oao n'cm estabelacimeoto qxal o da
Compaubia de Edificavao. Infelizmente os done
Tribunal do Jury do BeclfePre-
sentes no l'ac da Cmara Municipal, s 11 horas
da manha de hootem, os Srs. Drs. Joaquim Cor-
ris de Oliveira Aidrade, jui. de direito do 2o da
dricto criminal e Manoel Clmentino de Oliveira
Eicorel, 2o promotor public coronel Corbiaiaoo
de A | lino Fonteca, presidente da Cmara e espi-
ta Florencio Rodrigues de Miranda Franco eseri-
vo do jury, f^z-se o sorteio do 43 jurados que tem
de servir ua 3* aessa ordinaria do jury, convoca-
da para o dia 16 de Juubo prximo.
Recahio dito sort-'io nos segninfea cidados.
Freguezia de 8. Fre Ptdro Gongalves
Sebs.tiio Antonio do Reg Uarros,
15 I 'armio Corr ia.
Candido Francisco Simdes.
A'fiedo Monteiro.
Minoel Mircira C'mp-s Jnnior.
Freguezia de Santo Antonio
Joao Antonio Qosend.'.
JoS> Fraociseo de Oliveira Santos.
M n el Jos Catanho de A'meida.
Joaquim Ferreira Ramos S:brinho.
C roael Luis Ceeario do Reg.
Minoel Jaouario de Arroda.
Or Joo Baptisra d^ M 'raes.
Fregueiia de S. Jos
Euatorgio Jos de Albuquerque.
Joc J aquiro Fernand a.
JoSe 11. de Albuquerque Mello.
Joao Gomes Fer.-eira de Abreu Mello.
Francisco Jos de Abreu.
.Vf^uezia da Boa Vista
JcSo de Aquioo Fonsccs.
Dr. Jos Hygino Daarte Pereira.
Dr. Jos Joaquim Seabra. ,
Dr. Jos Nicolao Tolentiuo de Carvalho. '
Firmino Caud'do de Figneiredo.
Joajuim C in iido de Olivera Marques.
Miguel Lucio do-Albuquerque Mello.
Jos Tavares da Silva.
Francisco Jos Gonc-alves de Medeiros.
Herculano da Silveira Bessone.
Dr. llsrminio Moreira Das.
Justino Jos de Sousa Campos.
Antonio redro de Si Barreto Jnior.
Dr. Vicente Ferrer B, V. Araojo.
Joo Soares r'acheco'.
Freguezia da Graga
Joaquim Francisco das Cbagas e Silva.
Joaquim Vicente dc M lo l'.oto.
Dr. Jos Austragesilo Rodrigues Lima.
Jos Bernardino Rosas.
Jos Monteirade Almeida Milvino.
Augusto Jos QiBcalves Lessa.
Preguetia de Affogados -
Dr. Tobas Barreto de Mens.cg.
Joaquim Franciaco de Amorim Lima.
H. da Fenseca Coutinho.
Mancel Joaqoim Mar-hado.
Freguezia do Poco
Jorge Lopes de *oreu.
J.t Emilio Cysneiro Albuquerque.
iJr. Salustiaao Jos de Oivira.
Affonso VI. reir Temporal.
Tbomai da G una Lobo.
Freguezia da Vartea
Joo Bezerra Cuaves.
Peataa da Liberdade Hontem a mo
eionde acadmica unida urna commisso do lea
tea da respectiva congregado, os Srs. Drs. J.
Vieira, Seabra e Portella Jouior fez nma passeia
ta tarde p-laa mas da cidade, precedida, por
duas bandas de msica, grande numero de oava-
Iheiros com O estandarte da Faculdadc, teodo os
acadmicos, como insignia, um laco de fita carme-
ziai-
A passeiata pereorreu parte dos bairros do Re-
cife, S. Anronio e Boa-Vista.
A" pas6.r no palacio da Presidencia, a corrmia-
rao em nome de seus discipulo3 peJio a S Exc. o
Sr. presi !*nte da provincia, quo dirigisse um voto
de felieit.cj da mocidade acadmica a 8. A. Im-
perial Regente, e ao Ministerio 10 de Marco, pela
extmecao da escravido.
Daa saccado. do palacio presidencial fallaram e
rgueram muitoa vivas a 8. Exc o Sr. desembar-
a-.der Oliveira Andrade, e Drs. Seabra e J.
Vieira.
Este ultimo proferio mais on menos as seguin-
tes piiavras :
Meu jovent amigos. A mooidade das oniver
sidades e academias representa o qae ha de mais
nobre e selecto pela idea e pele sentimento no
progrei.0 cultural da. nacoas civilisadas.
A Faculd.de de Direito do Recite desde a sea
ioauguraco, como curso jaridieo de Olinda, tem
tradiocoes legendarias de grande civismo e eleva-
Tola, estas saudaco.s foram calorosamente cor-
respondidas. ,
Rea lia u se bintem urna outra passeiata
que pelo seu carcter inteiramente novo foi ulvu"
das atleucoi's geraes.
Eocorporadas todas as criancas, que frequentam
as escolas prioosrias aqui na capital, precedidas da
banda de msica do; menores do Arsenal de Guer-
ra, acompaohadas do diversos professores, do di-
rector da instrueco publica, Dr. Freitas Henri-
ques e outras pesaoas, deafilaram por diferentes
ras indo at o palacio da presidencia comprimeo-
tar a 8. Exc.
Foi urna interessinte testa.
A' noite c mtinuaram as illuminaces das ruaa.
Ao amiteeer sah o d Campo das Princesas com
urna banda de msica, o esquadro patriotieo em
pusjeio pelas treguesias da cidade, levando em
triumpho tod s oa estaudarles, que hoje sero
levados pr ocasionalmente para o I .3 ti uto Archeo-
lagico e G ograpbu-o Pernambucano.
A celebre barcacinha do Joo Ramos acomps-
ohU tambem, cairelada pelo povo, espleudda
passeiata, que te realisou no moio de acclamajoes
coniinuas, das illuminacoes o fogos de bengala.
Na ra do Imperador fon.m pronunciados pa-
triticos discursos e distribuidos oa aegnintes ver-
sos :
17 DE MAIO
(Aos estandartes das Sociedades Abolicionistas)
Em i me da liberdade,
Na Iota incruenta o forte
V-nccstes Vossos trinroohos
Tem mais forct do que a morte !
Quaodo as geraco futuras
Vos fitarem, pavilhoes,
De frontes curvadas todas, .
Lembrando tantos grilhoes.
Que pattist- s, xltaneiros,
Diro com affdcto profundo :
Fi.estes a noasa gloria,
< S-ilvaste-nos ante o mundo
Repoasai, sanctas reliquias ;
Da patria no corar; i .
Viverei. eternamente
Recordando a redemptao ^
Como va, o nome augusto
Dos patri >tas her jes,
Vivera as nossas almos,
Iduminado da ses.
Ante-hootem noite realisou se no Theatro
Sauta Izab 1 a aesso civiea, sendo aberta pelo
Sr. r. Jos Marianno, tocando ao levantar o pan-
no o hymno abolicionista as msicas do 2', 14* e
do corpo de policia, regidas pelo professor Candi-
do Filho, autor do mesmo bymno.
No ecenario estavam Codos os estandartes daa
sociedades aboiici ..oistas com as suas respectiva,
directoras e muito povo.
Os cm trotes e a plateia regorgitavam de as-
sistentes, acbando-8" uiqnelles muitas familias.
Nunca se vio alli euch-nte igual.
Aa primeiras autoridades da provincia alli Be
acbavam.
Fallaram durante a brilhante sessao, que ter-
minan s 11 horas da noite. alm do seu presi-
dente, os Srs. Drs. Pbaelante da Oamara, Fer-
nando de Castro, Seabra, Gaspar de Drummond,
Lindolpho Campillo, D. Carlota Villela, Thoma.
Esp'.uca e acadmicos: do 5o auno Galdino Sonto,
do 4 Henrique Martins, do 3* Cassiano Lopes, do
2 Valdeviuo Wanda!, do Io Neves S .brinbe,
bem como cutios cojos uomes nao nes foi possivel
obter.
Tambem se recitaram diversas poesa.-.
Tolos os oradores foram applaudidos, correndo
a f.'sta ammadissima de principio a fim.
Terrnin u per urna esplendida apotheose, com-
posta pelo Sr. Dr. Affonso Olindense, em que te-
maran) parte os seguintes artistas dramticos e
amadores, representando :
D. Helena Balsemo, historia.
D. Apiloaia da Silva, liberdade.
U. Fl>ra da Sil'a, abI cao.
D. Honorina, hamanidade.
D. Rosa Manbonea, justica.
Sr. Antonio Mor.es, escravo.
Sr. Theobaldo Saldanha, Pernambuco.
. Emqnanto se reabsava esta esplendida festans
Santa Isabel, diversas passeiatas, com outras
bandas de msica frente, percornam as rusa,
aa lando a abolicao.
Ultima hora luformam-uoa que ba ver hoje
urna passeiata convocada pela Sociedade Ave Li-
bertas, e em que tobar parte exclusivamente o
bello sexo peinambocano.
a Tribuna e a RepblicaForam hon-
tem distribuidos nmeros esp-ciaes destes perio-
dices noticiosos, sai hnmenagem ao dia 13 de
Maio de 1888 e lei n. 3,358
Sai muit.>s e primorosos os artigos qns encer-
ram, e tomam-se amb--s dignos de serem lilo..
Aaaociafo Commercial e Banco*
Em demonatraco de reg isijo res lveram oe
Bancos di-sta cilide e a Aa3eciaco Commercial
techar os rejpecivoa estabaleeimentoe b .je, ao
meio dia, e assim conserval-os at a manha.
Cumprlmenlos Os empregados da se-
cretoria da presile.oe.ia reunidos foram hontem s
11 horas do dia camprim-otar o Eim. Sr. desem--
bargado" Oliveira A > imdo.
Usando da paravra o Dr Pedro Correia, secre-
tario da,provincia, cuu'priiDeatoa por si e p r teas
culi gas ao illustie desemba.-gador Oliveira An-
drade, a quem caba receber nesta provincia ae
demonstrares de prazer pela promnlgHco da le
iib- rtadora dos escravoB oo Brasil tornando bem
saliente o quant devia ser isto agradavel a S.
Exc. d .tocio de coruc, gueroso e aberto sempre
ao. grandes pasaos da civilissco e progresso e ao
ministero 10 de Marc qu pela sabia escolba que
fe. da p.-ssoa de S. Exc. para administrador des-
ta provincia bem se revelan o arauto generoso das
bberdadei patrias.
S. Exc. agrad.ceu a manifestaco dos em'
gados da secretaria folgando mais orna ve. reco-
nhecer o auxilio effijaz e prompto que os pceme;
empregados tem sempre prestado s administra
r;5es.
Dirigiram-se depois os empregados sala do
Dr. Pedro Correia e ahi pelo orgo sympathico do
1 nfficial Joo Canudo cumerimentaram ao Dr.
Pedro Correia por ter sido o illaatre pernambuca-
no o senador Joo Alfredo o autor da lei que ex-
tingui a escravido ni sol. brasileiro.
S. 8. agradecen commovido a manifestaos? dos
en. collegas de secretaria e disse que a lei eeaa
qae loi dotado o paiz encontrn dede o .en eoote-
oo batalhado. deetimidos e franoof e que a
^i
4


ario de Peroaiobm--Sexta-tcira
le Maio de 1888

a-le-ia demagnnima ref.rmu cabe a todo os
bsiciouUUa do imperio tendo Pemimbuio
diteito incontestavel grande r^o.aeeiuieat)
pelomait) qoefieram-nn fithos em favor di
abolicdoe buscou para exemplo Joaqun ZS-huco,
ooe dcpoia de R*o Branco e eom prejuiso de su*
arreira poltica, ventiloa a questio no pirlamen-
to e no tempo em que anda nio te cogiNva e
terminou dizend > qu' ao cooselheiro Joio Alfredo
ooube a felicidaie de ser o fid intreprete das as
piraeoe nacionaei e pnneiplm3Qte di dos seus
ooPAuffilcialidaie ^ gu.irnicaa desta cidaie,
eocorporada, foi, ante bonico, u q^r'el e
do cenViodo das armas, co^pncuentar S
o 8r. brigadeiro Jos de Alocida Brrelo
ci.?idde 'digio-sc ao Palacio da Pres.d.neu.
afim de Wieita* ao Ex S;. J"^"^. m"
Jim Jos do Oliveira Aair.de. pe**
Svo, proferindo nes.a oreaaiaoH. Esc. o Sr. ge
neral comandante das armas, eloquentes p.lavra
anljt8 ao asaumpto.
Era aposta ao telegramma que, laudando ao
Gabinete de 10 Marco pela urea le da emauci-
oaX dog escravos, diugira ao presidente do
{Aa,, ccnselho o Sr. general commandante dss
rrmas em sea nome e no da guarmcio aqu esta-
donad., receben 8 Exc. o segointe telegrama :
o 15 da Mo de 1888.-Exm. brigadeiro
Birret9.Agradeco paoboradissimo saadac.5 s di-
rigd-s por V. Ese. e briosa officialid :de deas*
guamil'.-Jd Alfrelo.
Cou;.-aials.cei -Foram expedidos e re
cebid i p'i'a Cmara Municipal os seguate* tele-
graamas :
A 8ea Alte.. Imperial Regante.
. A 'Jamar* Manicipil do Recife, interprete do
pvo oecuambucano, felicita, pela taneoSi da mag-
na le di 13 do corrate, que representa o mais
lindo diadema na corda do Brasil.
Corbinano de Aquin > Foosect,
Presidenta da Cmara Municipal.
. ftenire, 15 de Maio de 1388
Ao Exm. Sr. cnse'.hero Jois Alfredo.
A Cmara Manicipal do Recito felieiU <
comr.rimenta V. E*.-. com presidente digabi
net', pela le qu tea apagar a n'gra noi a da
aer.Ttln. Aseeriea.
Corbiniano de Aqmno roaseca,
P.-esidente da (ornara Municipal.
. 15 de Mau de 1838.
. Joaquim Nsboeo. ,
. A Cacara Muuicipal do Rodil da paralo.n
aV E*e c ino incaosavei pe.-aambaeaoi que
mais concorr u pal l extin. C~ da ejcraridao CU
nossi patria.
Corbiniano de Aquiao r ouscca,
P,- silente da CaaVar. Maaicip.l
. 15 da Mai de 1888 .
< A' Ithna. CmaraMaoieipil ia o.te.
. ACam.ra Municipal d;i Secit: sgraiesa a
cjngr.'.tul^5:. e un; se a essa Can-ra para en-
toar h.sanaaa p-"lo resgat da p*W..j
Corb'-niann di Aqnn-> toase
Presidente diCima:a Kanteipal.
16 de Maio '< 1888 .
A Ass=cinoa> Comiercia! .igcj|a receoa ca
seguintoa :
. 16 de Mais de 1888
Ao Bario d. Naaare'b.
. Saa Alteaa a P.iacea I i.penal grad-ce
AsiociacJo C-mm ici.l Agriaola do Prca.mbaco
ai felicitado s que :h: eavoa.
Joo Mondes Salgado,
Vcdor.
Exm. Baro de Sizireth.
Agrade^ p;nhoraaissim> felicita^ojs dirigi-
da pea pairiotica Asiociici Cimner^ial Ag.i-
cola dessa provincia. ,
Jilo Alfredo.
. 15 de Maio de 1888.
Joaquim Anselmo.
i Agradec penhoradissino as felicitado i di-
rigidas psla patritica Associaca Commercal
A;:icola d'Bi* provincia.
a Jo) Alfredo. ^
Te-Deam R-rali.>a-M hontem (Itj, na
igreja catb^dral de Oliai* o Te Deum mandad.'
celebrar prlo governo diocesano em aeoJo de gri
cas pela extioecao toUl da esiravid-, p>ra o qual
tinharo do convidadas a* antoriiades civis e
eccleaiastieas desta e d'aquell. cidade.
O acto esteve imponente; officiuu o lilas, e
Rvm. Sr. govcrnadjr dob;ap, e coaipareceraui
o conegos d. S, o Seminario e Colleg'n Dioce
sano, diversos regiosse, inuitoa paroehoi, as an
toridades civil e outrai peiso^s gradas, alm d
mnmerosa eoncur.eacia de lisia. A orcbeitra, qu :
deiempenhon se satisf itonamente, foi dirigida
pelo afamado maestro de eapella da catbedral.
O Koverao Jo biapaJo e exltnc
cfto da eacravido Em 14 do corrente
foram exp.diios poli gcvsru. do bispado o so
guintea telegrammis :
A' Prnceza Ia;)erial Rg n!e.
i A diocese de Oliuia jubilosa fliuita Vossa
AHea. Inperiai pela honorifija distinc^o confe-
rida plo Summo Pontfice, e congratulase pela
redempcao c mpleta do captiveiro n; Br.iil.
c Ao presidente do cons lho d^ mioistroi.
piar dad theaes e dissertaces. presentadas e
Kaculdde de Direito para o concurso que leo)
MIERMO
Be Isa ooiu urroiial
CSJAgOBiS OPFIC1ABS DA JCSTA DO COB
RBOTOHK8
Reetrr. 16 de Mato de 18SS
\uces do banco de crdito real de Pern&mbuco.
' do valor realUado de 80J0J0 4 110/J003 cada
Apolices da divida publica, jnroa de 5 0(0, de
1:000* a 960* cada ama.
Cambio sobre Para, 30 d/v. eom 5|8 0/0.de dei-
ccnto.
Cambio sobre Parii, vista 398 rs. o franco, do
banco, bontem.
Na hora da bol.
Vendiram-ie :
4 aDolics geraee.
10 accoes do banco de crdito real de Pernam -
buco.
Di. 17
Cambio sobre Para, 90 d|V. eom 1 3|4 0(0 de des-
cont.
Cambio sobre Londres, 90 d(v. 24 1(8 d. por 1*,
do banco, bontem.
Descont ae letras, 8 0/0 ao anno, bontem.
Observaco
A hora da bolsa, auaoba e sabbado ser ao
meio dia em ponto Logo depoii do expediente se
fechar o edificio. Tod ji os bancos fechario ao
meii dia nos referidos da.
c i resid.nte,
Aogusto Pinto do L?mos.
O secretario,
Pedro Jos Pinto.
llovimcnto boeario
ucira, 17 oe maio oa 18S8
I-RAQA DO RECIFE
Oe bancos saccaram boje a 24 1/8 d.
Em papel particular canatou tranaieeo a a 24
"1/4.
PRAGA DO RIO DE JANEIRO
Os bancos, em gera), saccaram a 24 1/4 .
Aomeio da fiseram ponto cm bompnagem lei
que extingue a escravidV.
^ta^Ao de assuear
km 17 oa Bajo de 1888
A AiiociagSo Commeraal Agrcola, registren os
preeos abaixo, pagos ao agricultor, por 15 kilos :
Jolonia Iiabel..... *5.)
Turbina pulverisado. 2*000 a 2*100
3rneo 3. superior 2*400.2*500
3." boa 2*100 a 2*200
3. regular 1*700 a 1*900
O <-!ero .la diocese da Omda w^gralaU-aa
eom o gabinete libe cio ""P16"
t da a u- j. ..
Hiteat o Exm. Sr. g v-ra.dor do b opado re-
esbau do Rio da Janeiro c* segaiat.-s t.legram-
ma :
. p.tr.p.lil-R-sifo.
. Oovernador do bispado. ..^,.
. Su* Altexa a Priaceaa Imperial greaj
u f licitacoai que lho enviu a dioceiJ fta Uxin-
da.Joo Salgado Mandes, veador.
. Rio le Janeiro, 16 ia Maio de 1888.
A) Exm. S-. governador do biipad .
. Agradee Jesvaiccida s.iuiaosi dirigidas
, [i ,-j.' otero deesa diocea;, ao qn il
...te di s-:Jria cora, verdad
posol. I reJempclo *S ap ivs. Joao Ai-
i.
s>ilMlaEscrevem-o
V seobores re&tdeatei na cidade du Oliu-
da pretendeodo dar un publini U-U-munlio do
que em seua coracOea lamben Be aiiinha o amor
da liberdade, resoiTeraB organisar ama paasea-
la precedida' ik' una liamla de uiUii'a. ruja
passeiata sahir boje as cinco horas ila larde do
largo ilo Boui-Fim e perrorrer diftereiites ras.
Os moradores da ra do Amparo tendo or-
nado e Uiaminado a meaou ra eom grande ex-
plendor. edeseiando dar oto s urna prova do
seu regoaijo pi'la promnlgacSo da lei o 3. t53.
como do aprimo que Ibes merece a Idea da pae-
seiata das senhoras, esperano boje esaa niaiii-
l'esiaraii eom msicas, rogos e orneas dem os
traseea de regoaijo.
Porlol rt< sal P-*"< Mace, Pnelo e
Arae.-.j. Mgah \ >j i< 5 h iras da tard-.! o vapor
Jacvhype da C'mpaataia i'ernimbue.n.
fliMe-'.Hi-riiuiaralll-un- OS STB. Dr. li-
veira Bseorel e Castro Ponseca eom um exem
a
para q coacorso qne tem
.ugar qo correte mez peraotc a coi
los leniesjia anesma Faculdade. _
agradecemos.
E crit -o do clvelSeguio para a
em basca de memoras a aua sade u asc
do civel e do 8: distrcto cNmioal capitao Tlm-
niaz perreira Maciel Pioheiro, seado sobsttaido
pelo escrivao companbeiro lente Fetcissimo
,k Aaevedo Helio.
Paquoie Haraai ROCedeute 008
portos do sul chegou hofltem eate pamiete da
compahia brasileira, me hoje eoatiouar a sos
riagem para oa portos do norte.
crp ciimm-rc.a!- Este carpo de ca-
valbeiros. de que < commaodaote o capitao Ro-
cha teocionava sahir em passeiata bootem; po-
rm, a ebuva nao dando lagar Bcou transferid i
para hoje s l llora- da i irde, p.irliiulo ila pr,i-
ca ii" Conde d'Eu.
arara Btera** I a m*
: k
An
:onio Warti
Aj: I llS feS !' UI1J
X' DI.
(Ot'UtAll IOM
vinel e
ll r ::.:-. a'
fJo fot sai s
tr. lo Wi avi i V. ." tira,
Abt
.'S'-.r i i-. Ib ia Si, i
..itiij i iW pratidei i i .'.
.o.i; da i .: i'- < -. ; :
fu.ic-lo .di j ... i ata
jc rrenfaj 1..4.:! a-om ira m cjcmsjs La
jillo V ri-j"o E ni 1 .i'. s Pinto Sioieir*, 1;
Ion t rn'ft* > Mi :'.::.i p 1 investigado; foram cltm'a.i)< a seu pedido
d> quadro o ia: ,1 p .-(:;-. :a D. Mara das Mar-
< Pert- D.aoajud u Pi .iijise i* Paala Soi-
sa L-3j: loo e f.i 1 eaa4aa2d i:- -7 dto
f fi'.u^i o balase)te t Tbaaoira reUtiv
optr.eS j o wscits e deapeai 0. in zea v.icbro c D teitbrj .i.' ana p siaa pasaaJo, do
qa.l se ver.t;iva o s,lio d= 8414350 por irs:
ao a reeeita Coto o ullo ota ior de 2:07*3)> e
a dcepeii de 1:2811; fi jalasen te !o i decl.iraiu
pelo thei uiiri cir'm s- eji dia s tooso'iija
que h.v a n s:J > aaxi i .1 a sob Ct3 c.a 'lea 1
Era aegniii o Sr. preiid.u!- propos c fji un-
nime.n:"t.. aevil ; 1. en vr.iai.-u o !f_t.l*a
cosa levaaacautt j es>; era h.'in n.:.> -la
AScOC -Va '. fi0!0 1 i'. S Jji Ulio.i.'l, e '
iDUiho Je su:; opartieipcAo "' ri'):j) pobiiso
pela hbolgid* starav di mu iraa'.l.
E :b a mor esi mais jabiloaa, levaut u-si a
asaste.
A ed- dvi(aasaeeis^Sj tova iUao.iuala du-
rante os iiaoa temtejm pipular ; e par as
9is?eo-'ia fsio HUeraria de bjIcui>s-.co d
grande faUo d> p-irou una coramissao de ttu >ei'>.
que all toi reprmvuta!-*.
Juta ti aiirelia Acha-se de passagem
nesta cidade. vindo de Villa Bella, o Dr. Mandel
Joaquim Perreira Esleves, digno jnia de direito
de (tamb.
Gomprimeutainol-o.
Eii'ida u.- ferro do CiaugHoje
e amanta baver aesta estrada um irem espe-
;o.^.>. ion Pu.jcc '.41 larlaa Pr -
,3 e Pc.aaaa.-.-S3da 1S i
Cal at Api pucos, saliindo do Recil'e s 12 horas
e 4o miiiulos da noite.
Nao tero valor nesaes trens os bhetes de
ida e voto, 0i' assignataraa.
- FalleclnaeaioPor telegramma particular
foi aute-hohtem communicado o filecimento em
ia do commendador Manuel Joaquim Mi
chado. antgo e rico negociante desta praca. -n-
tcio da firma Machado & I'ereira.
Faculdade de Direito do Recire
Ao director interino desta (aculdade foi expedi-
to ministerio do imperio este aviso :
Declaro a V. S., em resposta ao seu ofl'u i o
de iV de Abril proxano nodo, qae, >ci cabendo
regaco das Facilidades de direito. na con-
formidadedo aviso n. 234 de 10 de Julho de
1868. permitlir que para os cffeilos iegaet
pagne, depoia do prazo regobaneatax, a segan-
da prestaco da laxa de matricula, qnande este
Cacto se relise a lempo de poderem os alumuos
attendidos prestar exames ua primein poca,
! j foi explicado pelo aviso de io de
Jaueirode 18->7. e por nutro lado uo competin-
111 -mi- congregac6e8 decidir a respeito
ila matricula dos candidatos que a nao golici-
tam opportunamente, senao nos casos especifi-
cados no decreto lc.-i-lativo n. 1.17o de i3 de
Abril de 864. autorisouo governo. por aviso de
:) de Abril ultimo, a V. S. dirigido em addita-
mento ao de 2 de Fcvereiro :
l-, que os eetudantes que sematficalaram no
auno panado e nao satisaaeram a 2a prestacao
da laxa de matricnla, prestassem exame, depois
de effectoado aqnelle pagamento ;
|-, que fossem admitidos matriculaos es-
tudantes que a notivessem requerido por es-
perarem a decisaodo governo qnaatoao que na
Viam representado acerca da providencia cnliti-
lla no ultimo dos mencionados avisos e da sola-
d ia qacstoea constantes do telegramma de
i do mea segninte.
De-de. poiui. que j l'oram submettidos a
runda poca por deltberacao da
cougregiii'o. como informa v. S., oa alumnos
que no liiii do anuo leeiivo de 1887 ti 11 hatn dei-
vi lo de completar o pasamento da laxa, e as-
-iui estavaincomprehendidos ao aviso n. 234 >^<'
0 de Julho de ltb. cuja ahser\aiicia. DOS ter-
mo- do de 18 de Janeiro daquelle anno. iveoni-
ni. ud 1. resta effectuar a matricula dos candida-
tos a qaem se refere a parte fina] do aviso de3
de Abril, para o qne V. s. Bxar o praao de 8
dia-.
Deas guarde a V. 8.Jot Fenumdei da Cotta
Perora JutJor.
Vi.ijim ti- H. ImptI;.& !:--
ereveu ao tortuU do Commerdo da corte o son
a lente :
Roma. c:i de Abril -t>< augusto i viaja dea
. -.un ,i Genova, na noite de 3. mcia noite.
e i'oVii'n r petas a oridades. pelo.- cou-
aoli e pela colonia brazileira.
lia segointe e ao meio dia foram visitados
por io las as autorid idea e pelo corp > consolar,
e d "i- de ritaremo thatro Cario Felice e o
cemiteriodeStagnielo, partiram para Plorenca;
send 1 acompanhad 1 1 p?lo ministro
do Brazil em H las autoridades e pelos
I -iros, qoe all se achavam.
Km l-'l H-eiici. SS MM. Imperiae.- wsitaram a
Rainlia Victoria na iniulia de ti. e loni iran p.irte
no grande lunch, que b Re e a Rinha de Italia
rain aos solieran- 00 palacio l'ilii.
Ai dirigirem-se para a mesa o Re Rumberto
dea 0 braco Itainlia Victoria, o Imperador do
Brazil Rainlia Natalia. A Hainin argarida
acompanhou S. M. a Imperetrh.
Durante a rfeico lecou una exceltente or-
ebestra, dirigida pelo prol'essor Sbolci. A re-
UB&0, qne se segUO ao lunch, durou at as 4
horas.
So dia 7. -3 !|2 liores da manila, S. M o
Imperador visilou o Observatorio de Arcelri. e
no dia P, acompanhado da sua comitiva, foi ao
Palelo veto), onde o recebcu O Mrquez Torri-
giani, que Ihe moslrou todos os compartimeiiio-
do histrico edificio. A visita durou mais de 3
horas.
No dia 9, ao meio dia, entrn Sua Magestade
na academia de le Crusca, de que nieniliro.
sendo recehido no primeiro degrao da escada
pelo arci-caiiscl. o comiiieudador Milauesi. e
pelo secretario gral comiiieudador Guasti. Os
oatros acadmicos esperavam o augusto visao-
te porta de entrada da Academia.
Sua Magestade apertou cordialmente a m&o
de todos e eiitrou 110 recinto, dirighido-lhe em
seguida O commendador Mdauesi urna allocu-
i-io. agradecendo a honra da segnoda visita de
Sua Magestade a academia. Demorou-se alo
Imperador mais de orna hora e UMnl parte lia
di seu -'o.
No da llassisiio no Instituto dos Estudos
Superiores licito do professor Hoategaasa ao
dia 2 foi Pa.
Suas Majestades partiram de Florenca a Klein
trein directo e clie^aram Roma s 3 lloras da
larde
Ksperavain-os na estaeo o Sr. I'.orrenti. 0 se-
nador llosa, o questor de Itoma. o ministro de
Portugal Sr. Carvalhu e VasconceUos e o minis-
tro e o cnsul do BraziJ.
O Imperador conversou alguin lempo eom o
: -enador Roma, a quem pedio nformarao cere;,
das excavagOes de Roma, e em seoaids al-
mojou.
s 4 horas os augustos viajantes partiram
, liara Napolis, em trem especial.
Directora aai obrai ae eonerva-
1 ^*0.(J,?*..por,* de 'eraamboco-Be
i cife 16 dt Maio de 1888.
Boletim meteorolgico
i--
SS1
don* i s S
oit
ii.
6 m -3"3
9 27-J
13 >& -. 6
3 t. i 8'6
6 27-4
Barom.-.tro a
0
760"-t2
T61*3'o'
76121
759-t45
760^17!
Tcr.aSo
Jo vapor
18,15
20,02
20 39
19,25
20.02
a
a
a
87
73
71
66
73
iemperacura uiMXiua29*,0U
Dita minima23-,O
JSvaporacao em 24 horasiv; sol b,-l ; som-
bra : ?",2.
Chuva 1,-i
Oirecco do rento : *E ci.m pequea) interru-
p^es de ESE d- incia uoite at 1 hoi-a e 30 ni-
nutoi; SE c.m interrupcods de SSE al 3 b >ras e
5 minutos ; SSE at 9 h iras e 38 minutoa da ion-
nh; SE coto latertnpoS 1 de SSE atmiia noite.
V la do re 1 'o 2m,52 r-. :t a-ogon.! 1.
SaroloeWade u-,d:a: 0.45.
ii IciiiL vio porto
-da

M.
a.
M.
Dia Htmi Altora
_____ _ _.-.., .
16 de Mala 743 da manhi 2,-22
240 da f O.a'78
8-25 aV12
17 de Maio 235 da uiaob.1 .l.-OO
^'a-lsena da LhaMira 1 12 1.088
,-o:i.:r.i .- -lS.Ci
A.QODAO
Euiraiiss
t>iruC>3.....
Vapulea .....
Animae.....
Via-Ierre de Oamar .
Via-terie de 8. FrauuiBCO
Vin-furrea de Liu,m.-ho .
Das Sueca?
lll) 1.39G
1 i li 784
1 17 3.524
1 17 5U1
l 4 14 .s'9
1 i 12 1.318
.uim i.
8 BOJ
Sosenos
Haseavado purgado .
broto. .
tietame .
1/600
1*400 a 14500
1*200 a 1*260
*800 a 1*000
NoraNao ha cUacSo para os assacares baizos
e.humidoa.
Cotana o de al jodii
BX 17 DE MAIO DB 1888
Consten vendas do de 1 sorte do sertao a 6*750
por 15 kylo.
Eatradas de assuear e algodU
MES DE MAIO
ASSCAR
i.:.irada
aftas......
Anlm&es
Via-ferres s Caru&r .
Via-ferrea de 8. Francisco .
Oas Sacvas
i 16 15.118
1 & 17 1.220
l a 17 2.972
1 a 14 27 716
%'apores despachados
Vap. fr. Ville Jo \Kraiiliauo. piro :
Hvre l 128 sac:;i- ..-.'in algoJo, 10)0 couroe
salgados verde?, 4 OJJ pootai e 161.000 uahu d.-
boi e 1.260 sas^oa cim s m?ot<-s de earrapato,
Carreg. diversos.
Vap. nac Pi-marabuc:, para :
Babia ; 220 barricas c>m asaucar branco e 100
ditas eom diio msscavsd'-.
Rio de Janeiru : 332 aiceos eom asau2.r brin-
co, 318 ditos eom dito maactvado, 70 suecas eom
elgodo, 45 pipus coin bgaard>;ute e 243 sccoi
eom coco (fiucta).
^ Carreg. diverso.
Vap. nac 'Jamillo, para :
Rio de J muro : 2.732 aaccv ; t US
laceas eom algodio.
Rio Grande Jo Sol : 1.150 barrieu, 200/2 e
20* /i eom aaaucar, l'JO lacca eom algodo, 35
pipas con aguarde'.? e 10 caixas eom oleo de ri-
cino.
Pelotas: 1 4f0 b.nicr, 25.I/2 e 20 1 cem ts-
sacar, 20 pipas eom aurc:ti; e 40 cairas c.m
oleo de ricino.
Carreg. diverges.
Vap. all. Hamburt:, para :
Rio de Janeiro: 171 s:iccas ,-ou uljWJ) c 120
aaccoe c< tn cees (EracU).
Carreg. diverso.
Vap. fr. Vie de Maeei, para :
Rio de Janeiro: 9J pipa eom agurdente c 10
ditas eom al
Saatcs: 1.400 saej.s c.m assscar.
Carreg. dJVtr.OS,
!%Tavio d 'paohad*
Barca norueg. Fordeu.kj ud. para :
Baitico : 2.020 fardos Je algodio.
Crreg. Sorsteioiion & C.
I'aiti da ilfaica
smmaba re 14 i 19 de maio oh 1888
V.ie o Dao de 13 de M.io
A'avio* i carga
Barca nrruegueose Carie hlanch. piraBiltico.
Lugar ingles Orinoco, para Estados Unidos.
Lugar p-rtngu t Joee Eitevio, para Lisboa e
Pcrto,
Patacho portugus Ver '.as, para Lisboa e Porto.
.\av as & descarga
Bareanacicn'il Mariannwha. iarq_ue.
Barca inglesa Inbereiance, carvio. .
Barca nsrueguenso Slrautt, carv&o.
Barca noru"guenie J. B. D, carvio.
Brigne dinamarqus Aune .Vare, isrq'ie.
Escuna nacin >! Carolina, zarque.
EKnna n.irupgueoie Sterdrup, xarqqe.
B-rca n iiucgueiue Inac, f.irinha J-- tri^-o e fa
reli.
Pat.itl. i staesnaa1 Pehtent-', xaiquc.
Hatath) h l|>i>dez Margaretie, xarq-ie.
Pstucho n raogti -ase Cere, surque.
Iinpurtacu
Vp r nacional Jaciihype, ratra-lo d'3 piortoa
du i>urtf| eui 15 do corieute c e nsiguadu n O4JH-
panbia PeroambucaUk, momfestou :
A'goiSo em rtsaa 144 ;.ci u Bor;. luoauu
li C I,l6t a I "lino A. Oer.ir-..
Barra Vasto* 7 1 irdcui
C a de carnhia 17 aaec-s a Joio V.ctor Al-
rs iVIi'heus, 32 a (Jom-s do tfuttoa Lina s.
(.'ai c de crido. 25 oa^c a A. d s 3 Cuaba.
C uros leaeci saleado 124 : I. A. Oli* Bvistelsana ot C. 82 > Visura Burge 4 C
I t:iea d cabra 32 fardos a Ab- Strin 4 >'.
Sola 6 ni a E i.i Cndia B .:iIo & Iru-iic,
120 1/2 a <> mea de Uattos [rollos,
Pa:oto DOruegiieiitc L< e/, en*rajo da Pelotas,
em 16 do corrtfntvj. e c-uai^uaJo a Perf Dar-
neire fc C. uinnif atou :
G.iii em bciigs 6 OCIO
Sebj 100 bar i. -a a.
X rque 180,000 k'.'.'.s aos cru-lgnV.rica.
aSxpor(stc*l0
T :r* 15 B maio na ;.
/ 1 n
;;.. ,. j 11 u a -: .:
Para Liverpool, J. 11. Boxv/>i! 10,000 b^a,
con 750,000 kilos de assuear mascavado
No vapor nglez Flaxrnm, aarrsgai 1 1
Borstelman & C 130 f,rdoa coin -i),138 kilos d>
algodo.
No pata.-ho portogoes V. iza carregarass.:
fara o Porto, S. Goiinaid 1 C 380 eour.-
slgalas-eom 4,56'J k-js.
Na barca haspsuAola V do Huntmrrt, c. r
rfgarain :
f*ara Lisisoa, J. L yo i/'.ti-j &7U sacros
eom 4J,75')kiio* de sanear ina-'....io: AL.
C.rneirj V:aaoa 1 cain eom 6) kuos do do;j.
; ra o irittrtor
Ko vapo: fr.noas Ville d' Macet, carr gi-
rain :
Pora S, leaC lOO Na '."i 6 0)J
kilos do aa.i.'.r o (:> e 8.0 dtoi eom S/iui
ditos le dte xi. F. S. Haced > S bnob>
1,000 sacooi coa 60
Par Rio C l.s'ir -:- li Bo w 1 7 1 pipi
eom $3 600 litros de ag"
No vap.r i^cionil 1 ernambncj, :.n- gu-
ras! :
Para Rj de Janeiro, S G. de Bri'o 2
rom 15 000 kdos de assuear bs.'carado; J M.
Dias 200 M9Bt josa 12,000 kil s de assucaj
branco ; Aicciioo Iruoao & O. 25 ,ijai eom
12,000 litros de agurdeme ; P. Fer ir., v. C. 20
pipas eom 9,600 ::roi de gurdenle ; H. O. \1
Vie.ra 4.000 ce frnets ; 1. L. d 0,000
cocos, fiucta.
Psia B.bio, F. A deAa-redi 200 brincas eom
20,'49 kdos de aBsuear tranco ; S. G. lrito 100
barricas cem 12^7^0 kiloa de astoca ma:cjeado;
J. H.Dias 20 barricas eom 2,182 kiioj di usucar
branco
No pa'acbo portoguez Ve.rilas, enrreguan :
Para o Pai4, P. Pinto & f,. 15 p i 200
litros d: aguardfn'.e ; Aui-'iiin I rita s 4 0. 40
pipas eom 19,20-J litros -i agasrden'e e 5
eom 2, 00 ditos d aleo.'.
N; vap r nacioal Camill>, oa-ragiaai :
fePara RioGrands) do Sul, J. Borges 1,250 barr
cas eom 119.072 kilos da assuca braoco e 200
dite eom 21,806 ditos de dito m?- }. .
! elta>a-BfioBtuar-se-bao
Hoje:
Pelo agente Modesto Bap'ist As 11 boras, aa
roa e Joaquim Nabuco, de bon; movis, piaT s,
v.dros, etc.
Pelt agente Brit 1, s 10 1(2 hora, & ra li-
piria! n 19 la armac' o utrnrii da :ab?rn:i sai
sita.
Amanba:
Pelo agente Sttpp!;-. s 11 b ras, ma do Im
p rador n. 16, de predi >.
Hbhbudo :
Pelo agente Guama 1, a 11 horas, na ra Prin-
' n. 10, da ra'veis, vidros e amitos ea-
troa cbjeetos.
';'l*iai fureiire*-
H je :
A's 8 horas, as rcalris a de S. Jos da Boa-
E:p>'i'ar.e.i, na de Oamelieira e Saoi An'
do Recife, pela alma Eleves ; 4s 8 h.rae, ui Curpo Sauto, pjla alma
de Jos Goncalves da Funte.
P(issa;elroi Cansados d:s partos do sol
an vapor brasdeiro Jiar.m/ldo :
Dr. Jorge Mirndola P., r. Cbi3tino do Valle,
Sua sr-nhora e 7 filhet, Luis Fcieira d. Silva G01-
IBario, J.do Gtnoalves Torres, sua scuh.ra e 1
filba, Carlos U Forg Arnaldo Soarjs da S.Iva
sua scnboru, Francisco Mi:ii:i..nci da Vascon-
Ci Uoa, Joo oares, M.noel Lopca de Aseved.',
I aquim L:pea Mac e', Antonio P*reir da Silva,
Auna Rodrigues, Carlota (criada), ex praoa de
marinha O.'cbcrino do Espiiito Santo, imperiacs
mariiibeiros Leopoldo M. da Croa e Vicente A.
Pettvira, 2(x-prscas do exercilo o 1 mulher, An-
tonio Baymondo de Mcito, drelo Soares, Lmo3
1 ,gf, Domingos T.rres, Aotoais Peroba, Ma
11 f I Joaquim Vidal, cominea lador Mi noel de
Arr,orn Leao, coroa-A F-.lix J. de G Lyra, Ma-
iiLel Martinbo F. So.re, Justino Barbosa Ca-
Ihoircf, Salvador Felicio doa Santos, Antonio
liogo do Mello e Maria, criada.
Cbegados do corte no vap ir brasileiro Ja-
guaribe :
Man-el Gomes de Freitas, Joaquim de Oiivetra
Torre, Carlos Salviue, sua seahora. 3 li hos e 1
eiuda, Romualdo Lpes Galvo, Mauoel Nunes
Vieira e 1 filbo, Joo Sabino Antunes, Jos Jo
quim Dhh, Pedro Joaquim Dias, J0S0 Co lho da
Suva, Francisco Gtmes, Fhl'omeua Perreira, 1
ti h > e 1 criada, Joba H. Moraut, Maria da Lus
Araujo, Dr. Jos Amintba da Costa Barros, Aria
t les F. ero.
Ovor(OM elrargleaa F.^r.m pratica-
d.a no hospital Pedro II, nj da 16 do eorrenle,
as seguintes:
Pelo Dr. Pontual :
Auiputbcao.do penis pelo proe. sso de Guyoo,
r. clamada pir epiteliowa d> pnis.
Pele Dr. Ma isquias :
Aoipntacao do ante-braQ-o esquerdo pelo metho-
Loyo ce Filho 2.C00 s.ccis eom 120,000 kilos de
a-anear masca vado : P. Carueiro c C. 100 saccas
eom 6,878 kilos de algoio ; Piulo, F. rre ra 4 C.
10 pipas eom 4,800 litros de agurdente.
Para Pelotas, P. Carueiro 4 C 10 pipas eom
4,800 litros de agualde te.
Para Rio de Janeiro, P. Carueiro 4 C. 400
M.ceas eom 26,733 kilos dealgodao.
No eut Para Macabybi, J. Mireir 30 Ciixs cora 240
Iitrcs de gfnebrB.
Dia 16
Para o exterior
Nj vap.-r ingles ^Icor, carregaram :
Pero .Liverpool, J. Pater 4 C. 10,000 sacos
eom 750,000 kilos de assuear mBscavado.
No vapor ingles hlaxman, carregou :
Para Liverpool, V. Neeaen 107 fardos eom
21,453 kilo, de algodio.
No lugar pe tugues Jos Estev&o, carrega-
ram : ,
Para Lisboa, S. G. de Brito 567 courjs salgados
eom 6,840 kilos.
Para e Porto, M. Moiaes 6 barricas eom 271
kilos de assuear branco e 6 ditas cim 135 ditos
de cal.
Na barca bespanbela V. de Montserrat, car-
regaram :
para L'sbos, P- Carneiro fSi C. 20 eaccos eom
400 kilos de tecum.
Para o interior
No vapor nacional Pernambaco, carrega-
ram :
Pra Rio do Janeiro, S G. do Brito 182 saceos
eom 10,920 kilos de assuear branco e68dit>a
cem 4 080 ditos de dito miscavado ; Amorim L*
moi & C. 7(1 saccas eom 5,517 1|2 kilos de al-
godio.
No vapor allemSo Ilamburgo carregaram :
Para Rio de Janeiro, H Burle 4 C. 171 saccas
eom 13,215 kilos de algodio ; Costa & Fernandes
12,000 teos, fructa e 1,000 mangas dem.
No vapor francs Ville de Macei, carrega-
ism :
Para Santo?, P. Pinto 4 C. 1 caixa om 60
kilos de d ce.
Para Rio de Janeiro, A. M. da Silva 20 pipas
c m 9,600 litros de agurdente ; Honra, Borges 4
C. 10 pipas eom 4,800 litros de agurdente.
No vapor nacional Cantillo, carregaram :
Pira Pelotas, P. Carneiro & C. 100 barricas
eom 10,671 kdos de assuear branco e 50 ditas eom
5,386 itos de dito mascavado ; F. M. da Silva 4
C. 40 caixae eom 800 litros de oleo de ricino.
para Rio Grande do Sul, M. dos Santos 10 cai-
ius eom 200 kilos de oleo de ricino ; J. Borges 50
barricas eom 5,456 kilos de assuear branco e 50
dit.s eom 5,87 ditos de dito rcascavado.
Para Porto Alegre, P. Ferreira 4 C. 10 pipas
eom 4,800 litros de agurdente.
Para Rio de Janeiro, A. C da Silva 13 suecas
eom 822 kilos de algodio.
No vapor nacional Jacuhype, carregaram :
Para Penedo, P. Pinto 4 C. 2 barris eom 180
iiros de aloool.
Pa-a Villa Nora, H Ohreira 70 voluntes eom
400 litros de genebra.
No patacho portugus Ventas, carregaram :
Para o Par, P. Ferreira 4 C. 10 pipas eom
4,800 litros de sguardente.
Na barcaea D. Anno, carregou :
Pera Viile da Penhs, J. Baplista 1 barrica eom
0 kilos de assuear brsnco.
Uinhelro
apareo
Pelo vap. nac. Maranbic do sul, para :
Jos Candido de Moraes 36.200*000
Antonio Augusto dos 8aotos Porto 18-??*$52
Martin l'inan a C. 4-9?f
M-.nool boares Pinheiro 2.000*000
do a dous rctalh.s, rec'amada por arrancamento
da mi, pjr explosio de dinamite.
17
Pelo Dr. Malaqoias :
Talha perineal pelo procesao de Nelaton, recla-
mada por calculo vesical.
Casa de DeteacaoMovimento dos pre-
sos do dia 14 de Maio :
Existiam 288 : entraram 24 ; sabiram 13 : exis-
tom 299.
A saber :
Nacionaes 234 ; -nulberes8 estran?eiros 7.
Total 299. -
Arracoados 248. sendo :
Bons 233
Doentes 15.Total 248.
Mo/intento da enfermiria :
Tiveram alta :
Joio Manoel de Sonsa.
Pedro Jos de Oliveito.
Movimento dos pr sos do dia 1") :
Exiatiam299; entraram 8 ; sabiram 4 : exis-
tem 303.
Asab :
T N*c'onaes 285 i mulbercs 10; estrangeir:s 8
Arralados 253, sendo :
Boos 210.
Doentes 13 -Total 253.
Movimento da enfermara :
Tiveram alta :
Jo; Ferreira do Na-cimento.
Benedicto Jos Canuto.
Luis Francisco do Nas'cimento.
Macoel Aot nio Pcreira.
Jos Rodrigues de Souza Magalhies.
Foram b utem visitados os presos d.src este-
belecimeuu por 85 pessoas, sendo 3 hiinens e 53
mulhcres.
UoaptlRl Pedio IIU movimento deats
Mapital no da 16 de- Maio, foi o seguinie :
Entraram............... 20
Sabiram................. 13
Falleccram............... 1
Existem................. 591
Foram visitadas ae respectivas enfsrmarias pe-
L. Drs.
Moscoso, s 8 i/1.
Craoeu, s 9 3/4.
Barros Sobrinho, s 7 1/4.
Malaquias, s 9 3,4.
Puntual, s 9 1/2.
Estevio Cavalcunte, s 10
Sim5cs Barbosa, s 9 3/4.
Cirargo dentista Numa Pompilio, s 9 1/2 he-
ras.
O pkarnaacealiuc entrou 8 8 1|4 e sahio s 4
!". ttld.
O ajudante entrou is 7 l/4h-!raa d>i manbi e
sabio s 1 l/: da tarde.
Lotera do Para- A 4> pasta da IB* lo-
tera, p-'o n vo pUno, cujo premio grand d .
6J:000* a.tr ex dia 21 do cor rente.
Cemllerio PublicorJbitaario ii dia 12
do Corrale :
A :;:o \'i eate de Soasa, Par^hy')-, 48 utaoa,
viuvo, S. Josa ; febre palu I
Claudio o Li: Coi aleante, '^rr... nba;o,39a^o s
Casado, Afof idos ; tab~rcu)as pu'm:ttarra.
CosnaO, Peinimbuco. 9 dias, S l.-s ; .spaem.-.
Guilberajr, Peruambueo, 3 .ne.-.e*. Boa Vista;
cspismo.
A'iCj PtraL-mbiico, 4 aiioo', B .-. V.j'/ ; diar-
rb^.
Jo5o F.lipp' de Lima. Peni ;mbo:o 32 annoo.
solteiro, 15 a-Viti ; hepatite.
Joe, Pernambaco, 5 icesee, G;;c ; enterite.
13 -
Maria, Pemaoibuco, 9 meres, Boa-Vista; atre
pala.
Emdiit, .'Vrosmbueo, 27 anuos, soiteira, Boa-
Vista ; tebic.
J.anaa, Peinainbj;o, 3 anuos, Boa-Vista ; sa-
rampo.
Um homern cuja identidade se ignora, B a-Vis-
U ; cong.s.a-.'.
-.na eriaooa, Pernambuco, Bov-Viata ; aspby-
xia.
Tbe-doro, Peruambuco, 3 anuos, 8. Jos; co-
queluebe.
14
Adelaida Maria de Jeaus.Peruaaboco, 14 aunos,
aolt ira. S. Jos ; tubrculos pulmonares.
J uuui Mara de Freita, Pero>mbaco, 72 an-
nos, vuv, S. Jos ; tuberculosa.
Mara daa Virgens, P.rnambuco, 45 anuos, sol-
tetra, Boa Vista ; car. inoma uterina.
Idalina, Pernambaco, 65 annos, viuva, Boa-Vis-
ta ; bein irhagia.
11-iiry II rnkkirn, Russia, 33 anuos, solteiro,
oa-Vista ; gastrite.
Maria, Pernambaco, 2 annos, S. Jos ; gastrite
Alfredo, Pernambaco, 9 annos, S. Jote ; es-
pasmo.
Clementina, Pernambaco, 6 metes, S. Jos ;
convulses.
Sabino Jos doi Santos, Pernambuco, 19 annes,
solteiro, B 1-Vista ; tubrculos pulmonares.
Galdino Ferntnles da Silva, Pernambuco, 41
annos, casado, S Jos ; hepatite.
Joau:.a Paula dos Santos, Teruambuco, 33 au-
no.', casada, Poco; ephisema pulmonar.
Maria, Peruambaco, 8 meses, Greca ; tosse con-
vulsa.
Aagusto, Pernsmbuco, 8 mes:s, Santo Antonio;
eoBrwaSea,
Angela Francisca de Sousa, Peruambaco, 8 me-
ses, Graca; tubrculos pulmonares.
Francisco, Pernambuco, 17 mezes, Santo Anto-
nio ; convalidas.
Mtnoel, Pernambjo, 5 meses, Grac; eclamp-
sia.
15
Maria, Pcrnsmbu:o, 1 anuo, Boa-Vista ; ente-
rita
Uj) Jioincm cuja identilade se ignora, Graca ;
aspbyxia.
Maria Anestaala da Coaaaifao, Pernambuco, 43
anuo, casad, 8. Jos; hmorrhagia.
quim Felippo da Mcaescs, Rio Grande do
, Casado, Recito ; pulmona.
Laona-j Maoaio Campos Peasoa, Pernambuco,
21 annos, solteiro, S. Jos ; hemoplise.
Dionisio Francisco de Soasa, Pernambuco, 30
anno, solteiro, B ja-Vista ; tuberculoso.
Lydia, Pernambaco, 7 in:ies, Santo Antonio ;
euterite.
KXPBDIDO
Pelo vap nac. Peruambaco*, para:
Macei 126.0J0*000
Rio de Janeiro 14.100*000
fterrdimentoft publico
s na HAio
Alfandeya
Renda ireral :
Co dia 1 a 16 472:^321006
dem de 17 36:6211055
Kenda; rrovinciai :
Uodia 1 a 16 61:345 015
dem e 17 3:5001786
508:833/061
61:843/801
Sommn toU! 573:698/862
Segunda seccio da Alfandega, 17 de Maio
de 1888.
O theaoureirofYorencio Dowiwue.
O chefe da seccioCioero B. de Mello
Mecebedorla eral
Do dia 1 a 16 21:283*749
dem e 17 926/052
22:209*801
Mercado Manicipal de s. Vos
O movimento deste Mercado nrs dias.12 e 13 de
Maio foi o seguinte:
Entraram :
81 boia pesando 13,127 kilos sendo de Olivei-
ra Castro 4 C, 61 de la, e 20 de parti-
culares.
479 kilos de peixe a 20 rie 9*580
228 cargas de feriaba a 200 ria 45*600
41 ditas de fraeas diversas a
300 rs. 12*300
37 taboleiros a 200 ris 7*400
58 sainos a 200 ris 11*800
51 matotos eom legames a 200
ris 10*200
Foram occapadoa:
81 columnas a 600 ria 8*600
3 eseriptorio 9O0
62 compartimentos de farinha a
500 ris. 31*000
74 ditos de comida a 500 ris 37/500
246 ditos de iegumes a 400 ris 98/400
54 ditos de sainos a 7U0 ris 38*800
80 ditos do tressuras a 600 ris 18*000
30 talboe a 2* 69/000
3 dito a 1* 3*000
A Oliveira Castro 4 C.:
162 tainos a 1* 162/OOC
CHROMA JUDIC1ARIA
Junta Commercial da cidade do
tecife
ACTA DA SESSiJ EM 11 DE MAIO
DE 1888
PKESlaEXC A DO LLH. BU. C IMMEXD\\l\ll AST 'NIO 00
ur.S DE M1BANDA LBAL
Secreano, Dr. Julio Guimardes
A's 10 hnraf da manbi deelarou-au aberta a
sessdo, estando presentes os Sra. deputados Olin-
to Bastos, commendador Lopes Machado c Her-
11,1110 de Figu:iredc, faltando eom partieipacio
escripia o 6r. (epatado Beltio Jnior.
Lida, foi approvada a acta da sessio anterior
ft?-se a l-.-itura do seguinte
nrrairsuri
OHeios :
Di 3 do cnirent^*, de Auguot Silvestre de Fa-
ria, commu'.ieacdo ter assum'ii a presidencia
rina da Junta Commercial de S. Salvador no
impedimento do presidente (ffoCtiro.Accuss-se
s n capelo e archive-se. ,
D: 5 do corrente, da Ju^t-. dos Crretores des-
ta prega, r-^mettendo o boletim das cotaedea offi-
cuea de 30 de Abril a 5 do presente mes.Para
o archivo.
Do 27 de Abril, da Junta C mmoreial da espi-
tal d-j nnp?ri i, tianimittindo a relauio dos eom-
itrieulados nos aaaaa de Fcvereiro e
M woo losponda-sc e arebive-se.
Diarioi Ojficiaes leus. 110 :, 119Sej.mar-
ehivodos.
Distriboic-se rubrica o livro diario d) H.
BnrK- 4 C.
O Sr. coiane idador presidente deu scieueia
Junta, que em virtnde Jo argeaoia ordeuou a 7
do cotrente oregis.ro da proeur(io Tbe Rail-
wiy C neiruction Coinpa'iy L'inited, de Londres,
a W lliam Il.ighes. 1- sa pr.,ci E atado aprs
sentada pelo Dr. fiscal a dnwiJa de aio ter a
evmpiuhia autoriadc.'i > para fiueuionar no impe-
rio ; n Juuta profeno o aeguin'a despicho :ii
tem iu^ar, em vista dos fuajam.'otoj do parecer
fiscal.
DESPACHOS
Peticoe :
De Maria Augusta .i i Maia Costa, para que
se registro a pracuraj&o pela qual di a seu pai
Joaquim Jote da Costa Faj.zea plenos poderes
para gerir todos os seus negoeios de bahus e ma-
las praca dalndep*niencia ns. 27 e 29. Re-
gistre-se.
De Augusto Irmio $ C, pira qae se archive o
coutracto d: sociedade em neme col lectivo, que
sob dita firma celebraram Antonio Ferreira de
Asevedo e Bernardino Ferreira de Aaevedo, eom
o capital de 2:020* para o commercio defaasn-
das em grosSo e a retalho nesta praca, ra do
Bario da Victoria n. 16.Soja archivado.
Da Cumpanhia de Fiacao e tecidas da Pernam-
buco, para que se archive a acta da sessio extra-
ordinaria da acsembli geral dos accionistas, na
qual se acham transcripc>s os ivos estatutos ap-
provados pela mesma assombii cm 23 do Abril
prximo passado. Archive-se, na forma da lei.
D L'iurenc' Fernandes Braga, d- clarando que
sendo o nico responsave pula firma Souzt Mi
randa & C, conforme conordara cu O. Joaaoa
de Scuia Miranda, que nao p ii camprir o des-
pacho do 3 do correute, pede quo sa mande regis-
trar a marca de seu commercio di cigarros 4 ra
de Pedro Ivo n. 4, sob a deaomiaacio Vence-
dor ao Prado Peruambucano. Satisfaga o pa-
recer fiscal.
De Sousa Basto, Ain inm & C replican jo do
despacho de 17 de A'iril prximo passado, no qual
se declaren qae o socio commanlitario Jos An-
tonio de Souza Basto ni poda faser parte da
firma social, urna ves que os deinais socios soli-
* aporca a eulrar
MEZ DE MAIO
Sul.......... Allianfa...
Norte......... Para.....
Europa....... Nile......
Sul......~..... Alagos...
Europa....... Tamar.....
Sul........... Togas.....
Estados-Unidos Adoance....
20
23
25
26
27
27
27
39j*160
Kendimentc dos dias 1 11 do cr-
lente 2:177/420
Foi arrecadado liquido at neje 2:572*400
Preeos do dia :
Carne verde de 280 a 403 ria o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Sainos de 500 a 640 ris ideuv
Fannba de 240 a 320 ris a caa.
Milho de 303 & 320 ris dem
Feijio de 640 a 1*600 ria dem.
Matado aro publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 87
reaea para o consumo do dia do boje.
Sendo: 64 reses pertencentea a Oliveira Caa'ro
Sr C, e 24 a diversos.
Vapores a sahir
HEZ DE MAIO
Norte....... Maranho.........boje a 4 b.
Fernando ... Pirapama......... 19 a 4 b.
Est.-Unidos. Atficnca........... 21 s 11 b.
Sul......... Para ............ ?4 is 5 h.
Buenos Ayres Nille............. 26 is 2 h.
Buencs Ayres Tamar............ 26 1 h.
S uthampton. Tagus............. 27 s 2 h.
Norte...... Alagos........... 27 a 5 h.
Santos e esc. Advance........... 28 s 4 b.
Navios a entrar
Aurorita......... Ri? de Janeiro.
A. D. Bordes...... Rio de Janeiro.
Henrique......... Rio Grande do SuL
Movimento do porto
Navios entrados no dia 16
Pelotas18 dias, patacho noruegaense Cerca, de
171 toneladas, capitao S. Stolr, equipagem 6,
carga xarque ; a Pureira Carneiro 4 C.
Santa Catbarjoa 21 dia?, patacho ingles Sarih'
de 187 toneladas, capitio Mornis J. James, equi-
pagem 7, em lastro ; & ordem.
Sakidos no mesmo dia
Rio de Janeiro e escalaVapor nacional Pernam-
bueo, commandante Francisco Antonio de Al-
meida, carga varios gneros,
MacoPatacho nacional Osear, capitio Antonio
J. A. Moreira, em lastro.
ElsinoreBarca noruegaense Tordenslejold, capi-
tio J. M. Jensen, carga algodio.
Navios entrados no dia 17
Pelotas e escala 12 dia.*, vapor ingles Estrella,
de 225 toneladas, commaadante W. Wrigt, equi-
pagem 23, carga varios gneros ; a Pereira Car-
neiro dt C.
Rio de Janeiro e escala 7 da, vapor nacional
Maranho, de 1999 tonelada, commandante
Pedro Hyppolito Du ir-te,"equipagem 60, carga
vares gneros ; ao Visconde de Itaqui do Nor-
te.
Ceara o escala7 dias, vapir nacional Jaguari'oe,
de 429 toneladas, commandante Alfredo Mou-
teiro, equipagem 30, larga varios gneros;
Companhia Pernambucana.
Bnenos-Ayres e escala 14 dies, vapor ingles
Flaxman de 14(7 t.ociada, commandante
Adolph Ohlp, equipagem 29, carga varios g-
neros : a Blackburn edan & C.
Bueoos-Ayres 9 dias, vapor francs Orenoque,
de 2473 toneladas, commandante Mortemard,
equipagem 128, carga varios gneros ; a Aa-
gusto Libille.
Sahidos no mesmo da
Santos e escalaVapor francos Vile de MaceU,
esmmandante Li Normand, carga varios ge-
nero.
Santos e escalaVapor allemio Hamburgo, com-
mants W. Josting, corga varios gneros.
Rio Grandfl. do Norte Patacdo norneguenee
Bams, capillo Ancreasen, carga assaear.
Rio Grande do SulBarca brasileira Marinho 5,
capitio Guilherme O. Brandi", carga assaear.
Rio Giande do Sal Vapor brasileiro Camillo,
commandante Fraok Conditt, carga varios g-
neros.
\\wk\\\\\\\m
sMalHal
MITIIAIIO



I
1
I
Diario de Pciu&iiibiicttScxta-teira 11 de Maio de 1888
_.
darioa, Joaquim Jos Jo Amriai e Francisco
Jos do Am.rim nao trans*Bttlaoi ca. ...;.
firma lapplicante pa'a archivamento ,0"*3?
Metal MHH coactivo e em cimmanl.U, >
capital de 150:000/, aeoio o uaJo o
dita do 90:000/ para a continuacao di commercO
de gneros de estiva o e^missoe. *****
travs* da M >'* 4 e 6 ^ftS
o cm vista dos visa* citados no parecer ficcal.
Da Compsnh.aU:: mP.nti. p qne a.iaia sr-
cbivadis o b.laueo c a ralacao nominal do seu*
acciooiita*.Seja archivado.
De A bi m Silva At C solicitando qu.-nai se
declare cifincra a *-. ida por ISOMrao
Alexaodr Borle a) aguato da 1*1*9 s A'fr do d*
Silva Crnaraes, porque este iffectuou a 26 de
Fererciro de 18-iti diversas ferrageas
dos suplicantes na atmttaneia de 600/ a uai
Ibes rtstitaio diti quaotk. r-jroe 83 uota
reclainsoa>, na fin> requerida
Do J s 8'drigu a d. Silva Duarte e Au'onio
Frederieo Su ra, y&: qui m areh've oc.ntracto
de ocitdade ein c.mooanditu qu ceb b aram
com B capital o fundo eco comn tud.:a de 3:000/
para mtabolecercni ra do I nporador n. 12 del-
ta efdadd, um.i eonf itaria e buhares s-b a d-.no
minaco Roereio Popular. Rccouh eidsa por
UbalKX) as fi-mas signatarias da ptimeiro cxem-
piar do co ..i, archivo-a*, aa rn,
Do Dr. Jal d S CTareaute de Albaqaerqae,
Dr. Jote Dais Barreta e cioitao Maaoel J ie
de B-Btfs Mello, directores da soeeisdc anoiiy-
ma llip(irom> d- CVu'o> Graid:, para qu.i se-
jam archiva es o estatuios, lista dos subscripto-
res, certd&o do conhe.meato do depisito da 10*
parte do capital c a acta da instituido d? dita
sociedad?, que tein p r fian p^-mov i p r o
corridas oo esp:ct testas pblicos, ex-reicijs hip-
pic-8 o deeenvolvaienli atada raes
cavallar n.-sta provioeta, c o capital da......
60:000/ dividido cm acc6s de 200/OCO Arcbi
ve K.
Muda rrhi-i haveno a despachar, o Iiim. Sr
eoamaadador presidente ouserrun a seaso a 11
1/2 hcrB da muob.
.
UMtm 4 i'EdiOO
A libcriacSo de Olinda e o Ose.
los viccae Mclra de Vas
concellos
A modestia i aogast;
de verttadero mereeiaieato.
*
Ajha-8; liberta da, o qaj p.ri os bbitto'e* dofaa co-
marJ.' urna gr.nie glori j:)r ler sido olla
napruviu'i da P ru. .; un o a primeira e
a uns* corrjfirc, que; te libertan ,.i,t :a
lei rf'ieajp'ori, qu acaba da s t 3>oc3o-
ad..
Sabuiuos qufl para caso glorioso conte-
cimento mailo oacorreu o Dr. Job Vi
cente Meira de VasvoncelliS, (ao distinti,
qu2o iDodeato abi/!i jiiist:, q'i praroor
jrande causa, somo ett eui mod-^ :ia r ae
arrostou al as ir gando a abolir;?.o isae-iuta a injoaiijio-
nal eio utni brilhaat^ oooftfaooia ao tbea-
tro S.nta Isibel, qusndo aqtiells partido
nesta provincis anda, if .va eco seu quar
tel-gentral a b-ndir.i do e ravagis no.
PordJ nos o Ilustre Dr. esta recorda-
jlo, que sendo por nos fejta era honra
su?, talv. z cinda agora teja uui mal, que
Ibe es'.f.j.uos fazendo, .es olhos dos seus
correligionarios abolicionista da ultima
hora.
O Dr. aleira de Vasooacellja filbo de
Olinda e sera duvida essa ir urnstau a,
reunida a de ser un abohoijnist.i conven-
cido, d<-t"rminou-o a empregar todos os
esforgos de que era capaz para ver realisa-
da a obra era quo collaborou com outros
distinctos abiioionistis, que em boj hora o
convidaran) p-.ra tal fm. ,
Dizamos em boa bora, porqu- sabemos
que quando o desanimo j domioava os
seus oompanheiros e elles suppunham im
poasivel a consecuo do aeu nobre des i
dtralum pelas diffi uldad-s qu-3 tinbam a
vencer e que a eeleridade com que mar-
chava a discussSo do projeoto da li re
demptora nao Ibes deixaria mais sup rar,
elle com a vontacle rm > e tenaz, de que
dotado e de qu: tola su a vida tem sido
urna perfeita confirmjSo, fez vo'tar o
alent a todos e por sua vez venoeu diffi
caldades, das quaes dependa o bou xito
da magnnima empreza, que, se maito
deve aos seus companheiros, pode-sc dizer
qne a ellle deve a sua realiaaco.
Fez se ama bonita passeiata em Olinda,
esta fez ovc8-s a todo o mundo, mesmo
aquem stava longe de mercelas, o o Dr.
Meira de Vasconcellos l'vou a sua modes-
tia ao ponto de pedir aos seus companhei-
ros de trabalbos, quelles que eatao con-
cio8 de qaanto file os ajudou e de qaanto
mereca pelo muito quo fez, que no o tc-
toriassem, deixando por isao a passeiata de
passar em frente de sua casa, segando ou-
vimos dizer.
Contessamo-nos maravilbalos diante de
tanta modestia, de tanto desapego a vai-
dade, em um te upo em que os que nada
iazem se andam favoneando com as glo-
rias e servico8 albeios; mas como nao es-
tamos de aocordo com os Ilustres direc-
tores da passeiata, que entenieram dever
satisfazer ao pedido de cidadao tao dis
tincto por maitos ttulos, cada qual mais
honroso, por serem todos conquistados
pelos seus esforcos e nao pelo patronato
ou pregSes do enoommenda, damos-lbe
destas columnas, onde a nossa voz rcaoar
mais do que se fosse desprendida entre o
estourar dos foguetes as ras da velha
Oliada, um viva, que os chos da imprensa
repetirao tres vezas.
Viva o Dr. Jos Vi ente Meira de
Vaaconcellos.
Recife, 15 de Maio de 1888.
Epaminondas.
Gloria ao povo brazileiro
R '.itida por occasiSo da pisieata em 13 de Ma.c
de 1888 na ra* i* Imp-rstr'a da casa do I
Sr. Dr. Hoataaogro, j\xt do cricoe do Recite.
Nos braco? do grande po^e
A patria ebaia d
Sa i'i a Joaquim Nabuco
Que eaini.iha para a hutorta
e que traa a fronte
iauo h.riionta
n, .. altivo Daloo
rJueara de f.-ente o perigo
Hem ; 'ner do inimigo
Fidi!o'0i do alto tom.
Novos cooab ttes se tramain
Coaira a v' da rdi mp?l'j
Q v m qu b.-iir a cadeia
Di iminanla e^cravidao
Nibuc. neit? coofl ;:to.
Xo t eme nern fie* tfflco
Em aeu post i sen igual
Ergo? w Matpra axtkado
Com Jos .riaaa |
Na bandeira liberal.
Vem in^eteultivo
A't.rrn de Santa Crux
fi l.i Htl trazer ao norte
A libirdade e a lu
Tu j JoKqui.n Nbuco
O fi;bo de Piraarabaeo
Qu- ven as gl.rias colher
Vena moitiar ai vil negreiro
Qi' o p:vo brasteiro
N5: poldaffnwta kan
Avante altivo cMoaao
Ptotsetar da rcjaoopc)
Abruma a Joi A
Q H tambem tu irmao ,"
Clama contra o vil negreiro
Que resume o atptiv i
ViVCado da corrupc'i
Ua h.r\e v?o dar batalbi
A eiblar da meralhi
Aeclsma Lieragl).
Joai firaad Coma Lima G.inb.

s
9
Gabinete iO k Sarjo
ust-
rdeiro
L Jicioniata.
pta i
crysolaJo
aseiro
inane iro '
edexptor
xplcndido
igno
rigina
!.
R.oifa, 13 ds Maio 1888
E. F.
4os moradores da Capunga
A eoniinisslo enarregada dos festejos
desta rsonbo arrabalde, desejaoJo fazir
urn*granle marche au flambeaux cto da 19,
pelas 6 1|2 horas da tarde, pede a todos
os habitantes do lugar, que adornen) e I
lumuem nessa noite a freute de suis casas
para, por esse meio, demonstrarem o re-
gosij ) e jubilo de qu? se achara possuidos
pela t rninaijao da eseravid3o no Brasil.
Espera, pos, a commi:sao, qu? este seu
appsllo ser attendido de modo brilbante
pelo brioso povo da Capunga, que sempre
se ha distinguido em seu patriotismo.
A. B erra de M. Lyra.
Joao Evangelista Go-nes.
Godofredo de Abreu Lima,
Pedro Gomes Torres.
Severiaoo Jos ds> Silva Couto.
Agradecimeoto
(Transcripto do Commercio de Portugal
de 18 de Abril de 1888.)
PAGETE IGLSZ ELBE
K)s abaixo assigoados, passagi*iros do pa-
quete inglez Elbe, em vig^m do Rio de
Janeiro, Babia a Pernambuoo para L-sbJ,
servem-se d'eate mio para tornar publico
o seu recoaheci'nento pra com o digno
commandante d'este paquete e mais offi
ciaes pelas suas mancras aflfaveis e atten-
ciosas para com todos.
Aproveitam o ensejo para recommenda-
rem os paquetes d'esta oompanhia nao s
pelo asseio e bo ordem, como por terem
sempre criados portuguezes a bordo, que
se esmeran) em bem servir a todos, e com
especalidade aquellas pesaas ,qje sentem
os terriveis c fia tos do enjdo.
L-.z.reto, 8 de Abril de 1888.
Joaqaim Jos Barbosa.
Albino Joa da Costa Rocha.
Joaquim Jos Pires.
Migu .1 B :nitos Pinheiro.
Francisco Teix-.-ira da Motta.
JoUo Paulino de Azevedo.
Jos Ventura da Silva Loureiro.
Joaquim de Souza Limos.
Joao da Silva.
Arthur Pinto de Le moa.
Jos Leit; Teixeira de Carvalho.
Jos Qongalves da Rocha.
Manoel Pereira Liberato.
Jos Luiz Rodrigaba Pereira.
A raulher
E aseende........
MaiSenhoravidente.
Amorsalva os filos.
Lri de 28 de Setombro de 1871
Luz iikmina tres scoUob de oppresso.
Lei de 13 de Maio de 1888
Terraproduz a liberdade.
O Papa outhorga a Rosa de Ouro e a
historia dirMuito bem.
Reoife de Pernambuco, 16 de Maio de
1838-
Ao commercio
Joaqaim Ferreira de Carvalho, re tiran-
do-se emporaiiamente para Europa, deixa
encarregado dos negocios de sua casa coto-
mercial, e part miares, a seu irmSo e so-
cio Manoel Ferreira de Carvalho, e na falta
d'esta a sea irmao P<.ulo Ferreira de Car-
valho.
Recie, 13 de Maio de 1888
Joaquim Ferreira de C~ oalho.
Programma
Da festa do D.vino Espirito Santo
Domingo, 20 do corrate, s 4 1(2 ho-
ras da madrugada, ter lugar urna missi
rezada em honra o louver do Dssso divico
paroeiro b em intsncSe de todos os irmaos
vivos e fallecidos.
A'a 11 horas da matiba do referido da
20, entrar a f.-ata, constando de missa so-
lemne com sjrmao ao Evangelho, pregan-
do o bem conheoido orador, oapello do
exercito R-vm. padre Leonardo Joao Gre-
A orebeatra, que est confiada ao reco-
nhecido t.lento do maestro Tavares de
Med'r.s, exeoatar os mais importantes
solos.
's 8 horas da noile, entrar a ladainha
solme aps a palabra eloquente do insig-
ne pregador da cap'Ha imperial Revm.
Fr. Augusto da Imraaculada ConceicSo
Alves, que oceupar a tribuaa sagrada.
De ordem do irmito juiz interino, con-
vido a iodos os no88oa carissimos irmaos
o compare erera em nossa igreja, no refe-
rido di, s 1(1 horas da manba e s 7 ho-
ras da noite, atm de assiatirem os mes-
mos actos
Consistorio da irmandade do Divino Es-
pirito Santo do Recife, 17 de Moio de
1888.
O escrivao,
Antonio MagalhcLe$ da Hilva.
R tiro me hoje tempotariamente para a
Europo, desperoome c.& pessoas que no
honrara com su smisade e pego desculp.'.
de nao o faZer p:saoilinente pe. mea in
commodo de s-Ucie.
Rucife, 13 de Maio de 1888.
Jos Albino de Abreu (lardoso-
Despedida
Jos Maia Sobrioho, retiraudo-se terapo
rar .mente para a Europa, despedo-so pelo
presente, dos seus amigos, de quen nao o
p6ie faztr pessoslmente por falta de tirapo.
A testa dos negocios de eua casa oom-
rrjercial, fica 83u so io o Sr. Augurio Fre-
derico do Castro Medeiioa, e como seus
proooradore u trtseolarea, o mismo s-u
s > o, o irruao AfFonso de Azevedo
Maia.
R-icife, 18 de Maia do 1883.
Veneravel
do S. tt da i
Despedida
Francisco Jos da Silva Brsg, embarcando para
Portugal, em basca de mclhoras par i bu aade,
despede se pelo presante de seus amigos e Ibes of-
fereeeo pi estimo quo posaa ter n'aque'l reino.
Recife, 12 de Maio de 1888.
Juizos dos feitos da him\\ na-
m\
O cscrlvo Rc2o Barros
Peraotc o Sr. Dr. juiz substituto do3 feitos da
faaeuca deata provinoia Lindolpbo Hi^bello Cor-
rei* de Arrojo se vender em pr.ca publicada-
pcia da audiencia do dia 18 do corn'nt; meaos
bens seguiates :
Uai t rren; proprio sito no lugar Burity, no
Arraial, fregnezi* do Poco da Pauella, per"eucen-
te a Jote Braa de Lima av diado em Hi.
Um sobrado de 1 andar e 6 :tio u. 3, tita r.o pa-
leo do Carmo, freguraia dfl S-.nlo Aut.oio, per-
tencen'o a herdeiros do Jos Feliciano Portella,
avaliado por 6:000.
A casa terrea d. 32, de tijolo e cal, sita rea
do Visconde de Pelotas, pe.tencente a Manoel
Paulo do Albuquerqae, avaliada e a 2:500/
A casa terre:-. n 121 A, sita eui Ipotioga, fre-
gaeaia darVarava, pwtvBeente a Leooeio Pereira
de Soaaa, avali .da por 600.
A casi terrea de tijolo e cal, n. 17, sita no pa-
teo do Carmo, sntigu bi;co da Sar.pate', fregue-
siade Santo Antonio, perteneantfl a Manoel Anto-
nio da S.lva Kios, avaliada p 11:000/.
Sendo vendidos os noesaics bens para racamen-
to ds execuyocs promovidas p^ia fleoda nacio-
nal eontra os meemos possuidores do referidla
bens.
Recife, 7 de Maio de 1888.
O so'i'.iador da lascada nacional,
Luiz Machado Botelho.
Irmaadatde
Boa ViNtu
n Mesa eral
ue ordem da mesa regadora, convido a todo* os
noasoa irmaos a coa,, cu n .sBa i^rej
miDgo O docorre.ite, M hot > da mV.ba, para
aa.ustirm.os a missa votiva do E)?irito-8auto, em
seguida proceder-ioha a eieicSo dos membroa da
mesa regedora que tem de admiutrat est>a vene
ifl4Q ""n^dade no anno c.-mpr, missal de 1883 a
%a ^"'-rmidade coai o qu; determina os
arts. 39 a 56 do nosso ccmpiomisso.
O escrivi i interino,
___^_^^ Jos F. de Figueiredo.
^. R. C.
Sociedade Becreattva Commercial
A93emb!a geral em 20 do or
De ordem do Sr. presidenta, c;avido os senho-
rea socios a so reunirem eai a;sembla geral do-
mingo 20 do corrate, s 4 bwai da tarda, em
nossa sede, afim d; cuvirem a lei tura do r.l.torio
e em tugnda clegerem a nova presidencia pura
1889.
Secretaria da soci d.;de Recreativa Commer-
cia!, em 16 de Maio de 1883.
O 1- aecretaiio.
__________ A. J. Ramos.
Thesouro Provincial
De ordem do IUm. Sr. Dr. inapeetor deata re.
partico, faco publico que no dia 17 do corr nte
mez pagam-se ^a classes de prefessores de 3 en.
trancia e no dia 18 aos de 2* entrae;:, todo com
re.acao ao mea prximo fiado.
Pagadorta do Thesouro Provincial de Pernim-
buco, em 17 de Maio de 1888.
O escrivao,
Silviao Antonio Rodrigues.
Comi goral
Hippodroino do v ampo
Grande
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor Marauho, esta admiDstrsco ex*
P:le.f ^"k?*,? 8 P0,^l d a,A%' ,rccebdf im I D* ordem da directora est aberto at o dia 19
pressos e objsetos a regia rar at 8 oras da Urdd do corlen{e 0 remettidas pro-
e cartas ordinaria at 4 hora, ou 4 1,2 com porte p0cta8 rQ8 do lmpePThilr 49_ de 1m eatlcis
f?" D .! ^ cortcao de negro dafolba miada, de 13 palmos
AdHBiitracao dos eorreos de Peraaaiba, Ib Je altura e de 16 4 2.) pollegadas de circumsfe-
de Mais de 1838O adininistrador,
Alfonso do Reg Barros.
.descascadas e cim a cabeea serrada; e
___mais 1,00 ) ciracUs de 22 palmos de comprimento
Estrada de Ferro do Beci-;,< ^""^dI e'"* *""
: d- seascaias, de coco e embriba. Todas e
itna.ieiraa devem ser linheiras, e na proposta e
/:rooon:nto declarar o prazo, dentro do qual aa
i eu:.-gara om qaalqaer dos pontos da estrada de
! Ierro de Oiinda.
le a Cum
u
Hoje 18 e amanba 19 .!o sorreat, baver um '
tren csp.^ial al Apianes, tabiudo do Reoife a I
12 e 45. Bilbete de ida e v it., series e asaigoa '
turna nS; terSo valor ateta ts-ea.
W. St.uehtw.r B:rd,
Gerente.
VENERAVL~RMAN"DADi
aa
Sania Cecilia na matriz de S.
De ordem ds mesa regedora, eaavi' > a todos os \
caritas pr fejsorca para rtamrem-se em
coneistorio no dia 1S da crenle, pelas 3 lj turas ein n,a, do Sr. Manoel "joa
da tard^, afim de cin .;)-"ab!.!. geral r^silver-s'-: T. '. .-. Sirio.
sobre negocios dj suai-aa iosp i Nii s : iir.'.siivcis sggregados.
Consitu.io da veneravel irmandada de Saeta' Secretaria da Soeiedade Recreativa Juventude
Cecilia, 12 de Maio de 1888. 12 de .'Jaio de 1888. '
O secretario 0 1- secretario,
Asuro cequia do Espirito Santo. Manoel Joaqaim Baptista.
H eife, 11 de Maio de 1888.
O secretario,
Jos Diniz Barrete
o. RJ.
aoctedada Ricreaiiia Javeatade
m 19 de Maio, por iniciativa dos
os Msnoel Dantas Bastos e Manoel
Js Tavaros Qirio.
Convites t.do3 os dias. na secretaria desta so-
PRADO PEmBUCANO
Joao Brindsley Fo, capito commandante interi-
no do 5. batilho de infanteri* da gaaida na-
cional no municipio do Recife, presidente do
cooselbo de qaalifieacao da parochia de N. S.
da Graca da Capunga, em virtude da lei, etc.
Faz saber a qu-ui intereisar possa, que no dia
20 do corrente, s 9 horas-da manta, oo consisto-
rio da igreja matrlx da freguezi* de N. 8. da
Graca, se reunir o conseibo para procede a re-
visSo da qualifijacao dos guardas nacicnaes para
o servido activo e da reserva, de coaLrmidade
com que prescrevem os decretos na. 1H0 de 12 de
Marco de 1853 e 5573 de 21 de Marco de 1874
para constar fia o presente edita!, que ser
publicado pela imprensa.
Qu irtel do commando interino do 5* batalhao
de iutanteria da guarda nacional do municipio do
Recite, 12 de Maio de 1888.
Joao Bnndsley Fox.
"
Programma da 15 corrida
QESEEFFECTAH
Domingo, 20 de Maio
A's i. horas da manila em poni
Ka.
Hornea
Idadea
Pello*
Xatut tiida-
cle.ni
Pesos
Cor da vcMiuiiuia
Proprletarloa
1." pareo.Ten lamen 600 metros.
DlLARAGOES
Matriz de S. Jos
nesa geral
O irmao jaiz convida aos irmSos da Veneravel
Irmandade do S S. Sicramento da matriz da S.
Jos, a renairem-si no nosso consistorio no do-
mingo 30 do corrente, pelas 1) horas da manhS,
para paramentados assistir a missa votiva do
Espiito Santo e em eontinuacao procedermos a
eleicilo da mesa regedora do anno compromisssl de
1838 a 1889, conforme nmda o nosso Compro-
misso.
Consistorio da Irmaniudo, 16 de Maio de 1888.
Oescrivio,Heliodoro Candido Ferreira Raballo.
Primeira prapa
por esta inspectora se tas publico que s 11 bo
ras do dia 19 do corrente mss, serio arremata-
da* em pracs, porta desta repartilo, ass?gum-
tes n-ercadorias :
Armas m n. 5
Marca diamante S no centro e P ao lado n. 90.
ama caixa contando 60 ktlogrammos de obras im-
preasaa em ama s cor, vinda de Liverpool no va-
por inglez Thales, entrado em 13 de Marco do
corrente anno, abandonada aos direitos por Car-
los Sindem.
3' seccao da Alfandega de Pernambuco, 17 de
Maio de 1888.O chefe,
Domingos Joaquim da Fonseea.
3.
pra$a
Pela inspectora desta Alfandega, se faz publico
qne, s 11 hjras do dia 19 do corrente mes, serlo
arrematado* em prac ua pirra desta reparticao,
as seguintes mercadorias :
irmaseos n. 3
Marca H. F. & C, ns. 1217, 1218, 1231 e 1232,
quatra cairas contendo 362 duziai de ventarolas
de papel, cabos de madeira. vinda de tfew-Yoik
no vapor americano > Alliance entrado em 36
de Abril finio, abandonados aos direitis por H ":-
i y Forster & C.
dem. dem
dem, idem. ns. 1220, 1221, 1223, 1221, 1226
1227, 1229, 1230, 1234, 1235, 1233, 1239 c 1240
13 cairas contend 138 quadroo nSo especificad36
de madeira ordinaria em estampas, para expr a
venda perfumaras, etc.; dem, id.-ai.
dem, idem, ns. 1219, 122, 1225, 1228, 1233,
1236 e 1237, 7 caixas contendo 249 kilos de obras
de papel >impresscs cm ms idem.
3.' Seccao da Altan lega de Pernambuco, 17 de
Maio de 1888.
O saeta,
Doxiogoi ..'oaquim da Fonseea
Celestial contraria da Santis
j!nr Trlntlade
Di ordem da m"sa sefcdors convido a tidos os
carissimos irm',s A comparceerem -n uosao con-
sistorio paramentados com -".a seas hbitos, no da
18 do corrente, pelaB 6 1/2 h ras da tardo, afin
de ser basteada a baadeira do n-sso padroeiro, e
em seguida atsistirem s n.vjaas, assim como
missa cantada do Divini Espirito Santo, qne ter
lugar domingo, 20, pdas 9 hiras da manba e
4 horas da tarde a boncio dos Santos A postilo a
Consistorio em mesa, 15 de N'aio de 18?8.
O secretario,
Jj5o Jaciiitho Quedes de Lieerda.
Celestial Contraria da Sanlissima
Trindade
De ordem da mesa regedora convido a todo3 ce
Il-ms e Exms. Srs. paranymphos j offieiados, a
comparccercn no convento de Saoto Antonio do
Kecife, domiug) 20 de corrente, pas 4 horas da
tarda, afim de assistir^m c baozimento dos Santos
Apostlos.
Assim como, a mesa regedora pede a todas as
corporacois religiosas que se dignen) de mandar
dar um repique pe* oec-isio do acto, qne ser an-
nonciado por urna aalva. A mesa desde j4 se
confesas grata.
Consistorio da obesa, 16 de Maio ;'e 1888.
O secretario,
Je So Jacintbo Guedrs de Lieerda.
Micoim....
Putropolis..
Taqaary.. .
Violeta-----
?etit-ga ..
ragary ...
Jnix......
Bandolim...
anuos.
Chita .. .
Tordno.
Itu== ....
Castaobo.
iusso ...
Pequeiras (1.30 msx mo de al.uta.)
. .. Pcrnamoaco..
Pen ios : 150/000 ao I, 30/ to 2 e o 3 livra a entrada.
2 kilos.
i6
56 .
18
S4 .
60
50
56
Grea!............
Atn!, bruuco e rosa.
Azul e branco.....
ISaearaado c ouro. ..
Ver ie e branca.....
Srnnc e vio''a ....
Encarnado e hrauco
Azol e branco.....
I M.
Alvaro Ferras.
A. S.
Vi. P. A.
J. Loba<.
vi. G. R.
). Cavalcante.
francisco Joa.
2 PareoConaolacao Primeira turma 300 m.iros Auimaes da provincia qae anda
e o 30 livra a entrada
nao f-.-nh.m ganb?. Premio* : 200f ao i, 40/ ao 2.a
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
Oberon......
Hiota.......
Ug'y........
Kocambole ..
z--........
Vluribara ....
Linbugem...
Elba........
Vion lego.....
Athea .......
Pegaso ......
anno
*
Oiroiro .
Raaso.. .
Castanho.
Alaso...
Russo '...
'istanbo.
Oveiro...
Rusao....
Castanho.
Russo.. .
Peruambuco
56 k:
61 .
56
52
54
56
56
56
56
56
54
Vis .; o mareiio..........
ilrauc > u azul............
Vrde e amarell ...........
\iu branco e encaro.. Jo ..
Crreaat..................
Aiul u brauco.............
Eacarnado e branco .......
Azul e b anco....... ...
Euoaraado, branc c azul ..
tjyrio e branoo...........
.vana e eooaru ido.......
Bandeira de Mello.
Bernardo D. C. Pesaos.
P. Brandal.
H I. M.
L L
B. J. S. C.
L A
Antonio L de Mello
A. B.
A. F. Cabial.
Affonso Arthur de Oliveira.
3* PareoPerea Campello1600 metrosAnimies at m?io eanguc Premios : 351/ ao 1-, 8J/ ao 2 e o 3' livra a entrada
Pancy...
Oouro ...
fpojuca ..
Africana.
Fgaro,..
Zaino......
A'aso.....
aistanho...
Zino......
Chita......
Rio da Prata.....
Rto do Jaueiro ..

Rio da Prata.....
Rio Graude doSul
55 kils.
54 *
52
55 c
54
Vrds a ouro... .
Azol e bta.co ...
Encarnado e preto.
Noruega......I 5
Ocila.........I 7
logaseira.....| 8
Pernanibico.....|60 kilos.
. 53
154
4.* PareoDr. Souza Bels- 11C0 metros.Aoiuiaes da provincia
anrjoe. i Castanho ...
< |Baio.......
5." Pareo.Prado Pernambur-ano1609 metros. Animaes de qualqu?r paiz.
annos'iZ <<'.........iFrauca........

< iCasUnbo......IParan.........
scarlate e ouro.-..........
Premios: 250/ es i-, 50/ao 2
A. F.
F. P.
Delmiro Gonveia.
Ojaloca Mcreira.
UoadebUria Allianca.
e o 3" livra a entrada
Azul e ouro.......
ijrenat-e ouro.....
usai nado e &xul .
V'cente F. S. Menezes.
A. Oliveira.
\. Coutinho.
P.emis : 400/ ao 1-, 100/ ao2- e o 3- livra a entrada
llCastiglioni...
2 Ouc........
31 Viorcna.....
Eucarnado c branco...
Escorate e ouro.......
acamad.' o prao.
I. D. da Costa Braga.
Coudelaria Allianca.
Pbulu Moreira
6. PareoCapllo J
da Bocha.1450 metros. Animr.es de men:s de meio
entrada
sanguc. Premios : 3r>J/ ao 1., 60/ ao 2." e o 3 livra a
Recife.....
Aymar.....
Satn......
Oa'atbea...
Castanho..
i
Pirita......
Rosilho-----
Rio de Janeiro..
Paran........
51 kiis.
52
52
54 *
Rio Grande do Sal
7. PareoE. CtnUine 1000 metros Animare ca pr.viocia.
Verd-s e ouro.........
E icaraado c prc'.o....
Preto, encaro .d j ouro.
Escarate o cuO.......
S. P.
los GaimarSes.
Ooudelaria lde Abril.
Ooadelaria Allianca.
Preetroi: 200/ ao i, 40/ so 2" c o 3 livraa entrada
Cndor...
Tupy....
Pampeiro
Faiaca...
Perdeu ..
L'Epicier
'Jadeux......
Phlgon......
luden........
Veado, (-x-Pe
dra a.olle ...
auaos
Baio.
Oveiro .
Alazo..
Bi.i.'.
Pi-roambuco.
58 kils.
60
54 .
60
56
56
Encarnado e branceo......
Branco, s-u! c encamado. .
Eucaraado c branco.......
Astil, branco e rosa .... .
Branco c azul.............
Violeta e ouro.............
J. Cavalcante.
F. C Rezende.
1. S. C. C.
Alvaro Ferraz.
.lanoel G de Medeiroa.
H.B. M.F.
8. Pareo.Segunda tnrmaConaolac Premios : 2C ao 1 ,40/ ao 2*e o 3 livra a entrada
... Pernambuco..
iassanl
Monro ..
8;Jabiato
9 1iasp...
10'Furao ...
ll'Cariry..
anos.
Russo
Bsio..
Russo .
ribo......
Alaxao........
rjaatanhi......
l5ai;..........
Castanho
Russo........
56 k
56
56
56
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56 ,
...; .
; .
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BrinM, aaal e encanarlo
Branco a ase ...........
lraiioo................
eVaal e braa ..... .....
liraneo e aaal...........

Aamell- c wrde.......
Uro..........
Encrnalo c br.ooo......
EHtue-j e ainl-----.......
Verle u aioarti.'o.........
Henriquo Gibson.
8. FigU'iredo^
U S.
il C. de A;buqucrque.
'raacisco Jos-
i 3o F. Ncry.
intonio Barb.E.i
i>. S.
.-'. D. C. Pessoa.
A Oliviirs,
(") Montado por amador.
OBSERVAgOES
oo ensi-
Pede-se aos Srs. propietarios dos animaes inscriptos no priawiro pweo o especial avor de tel-os
Ihamento s 10 horas da manha no dia da corrida. Bnrr,A* mz
Os bilhetes acham-se venda nos lagares do coslum', at a respsru la com.l... e oo da da corrida em mao
dos conductores dos bonds e no Prado m
Os Srs. proprietarios dos cavallos inscriptos podem pracarar os s^s t^i io ingreso e de seas crudos t
jokeys, no Prado, at s horas da tarde do dia 19.
S sero recebidos os orfaits at o dia 19 s 6 horas da tai
Recife, 16 de Maio de 1888. o GERENlE
Marcoiino Rodrigues da Costa Jnior.

Bsmsam

ILEtnru.


Diario de Pernamiraco- Sexta feir 18 de Maio de 1888

/

ESTRADA S FEBBO DO RECIPE AO S. FBAKCISCO
AVISO
Estando esta estrada reconstruindo a
ponte de Jaboato, pelo presente faz publico
que nos dias 25,26,27 e 28 do corrente mez
nao transportar mercadorias e nem animaes.
O transporte de passage.iros e baga-
g-ens ser effectuado nesses dias com baldea-
cao, tendo os passageiros de atravessar a pe a
id es ni a ponte.
/ Cabo, 17 de Maio de 18S8
Wells Hood.
Superntendeate
MARTIMOS
tnlleil SUtes 4 Brasil 1U C.
0 vagar Allanca
E' esperado dos portos de sol
at o da 30 de Maio depois
'da demora necessari seguir
__gpara
.Jranho, Para, Barbados, .
Thomaz e Xew-York
Para carga, passagens, eac'uiaienda jdinheir'
frete, tracta-se com os
O Tapor Advance
Espera-ae de New-Port-Newa,
at o di 27 e Maio o nal
seguir -ttpoib r'eaanca wb-
iai'i pea
Baha, Hio de JaaeJroc Saatos
Para carga, passageaa, fcl tiaata
te com es
AGENTES
Ilenrv P^rster k C.
N 8 RA*DO COMMERCIO N. 8
1 andan
KOVAL MAJL STEAI FACKET
COMPANY
0 paqeute Nile
COJ'MIH
PEWWAMaUCalVA
DE
Xavegaco costeira por vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Pirapama
Cornm. ndante Carvalbo J^
Segu no dia 2i de
Maio, s 6 hora 8
4a tarda. Recebe
ateo dia 21.
paaaagens e dinbeirot a frete ate
is 3 horas da taide do da da sshida.
ESCRUTORIO
Catadm Comptmhia Panambmeana
n. 12
vBf4K lEN K*A.B
BIES HARimin
LINHA MENSAL
0 paquete Orenoque
(ontsMidaRle orteard
* esperad* dos portos de su)
no dia 19 do corrente, seguinde
depois da demora do costume,
para Bordeaux, tocando em
liakar e MAmh**
Lembra-se aos senhores passageiros de toda
as cfasses que ha lugares reservados para est*
tgencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimonto de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas no inehos e que pa-
Esperare aEuropa^o ^ 0^^^'^^ familias que torma-
ddeapo'da"ZJSSZ: 5*3 de ** SSam ^^ *"* *Ut"
Os vales postaos b se dis at e dia 17 pagos
de contado.
Pai-i 'larga, passaecns, encomm'M.iaa edxahsir
> frete : tracta-se com o
AOENTE
Angoste tabule
iiUA DO COMMERCIO -9
para
Maoei, Babia, Rie de Janeiro, Santos,
Montevideo e Rueuos Ayrea
0 paquete Tagus
g o*
3
I' S
si
lo
esperado do
sul no dia '1 do
corrente e seguir j S %
Idepois da demort
necessaria para
Lisboa, Vlgo e Soulliamplon
Reduccko de passagens
Ida /de eolia
A Soutfaampton 1* classe 28 42
A' Lisboa t classe t 20 30
Camarotes reservados para os pasaageiros de
Pernambnco.
Para passagens, fretes, etc., traeta-se o
AGENTES
Amorim Irmos &C.
N. 3 RA DO BOM JESS N. 3
Compai^a Bradlelra d Naeve-
gaeo Vajior
x'ORTOS DO SUL
0 vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' esperado dos portos do nor-
te at o" da 23 de Maio e de-
rpoia da demora indispensavel,
'seguir para os portes do sul.
ene tainoem carga para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande d:
Sul, frete mdico.
As nncommendas s sero recebid&s na agen-
at 1 hora da tarde do dia da sabida.
Para carga passagens, encommendas e valo-
res trsta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N-9
PORTOS DO NORTE
O vapor Alagoas
Commandante JoSo Maria Peaso
E' esperado dos portos do sul at
o dia 26 de Maio, e seguir
,depois da demora icdispensavel.
tpara os portos do norte at Ma-
"nos.
As cuccmmsodas sao recebidae na agencia at
1 hora da tarde do dia da sabida.
Para carga, passagens encomaieadas e valorea^
:)
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o. e. D. D. D-
s o s O CP O 5S
a s e c * s s se
o - 11
lo
Arrcaty
estarcir I
A'a 11 horas
Roa do Dr. Joaquim Nabaco n. 12, (Ca-
panga)
0 Illm. Sr. commendador Henrique da Silva
Ferreirs, tendo de se retirar para a Europa, far
Ieilao pot intervencao do sgente Modesto Baptis
ts, do que cima se declara, o que todo so recom-
menda Dlo bom estado de conservado.
0 boud que partir s 10 1|2 da estacao no dia
do Ieilao pela linba de F. mandes Vieira, dar
paasBgem gratis aos concurrentes ao leilS;.
Agente Britto
Leilao
De urna armaco, uteocilios e grande sortimento
de bons gneros de mclbados, do ettabelecimento
sito roa Imperixl n. 19, em um e lote cu reta-
lbadamente, a vontade dos Srs. licitantes.
Garante se ca=a.
Sexta felra, 18 do eorrenec
______A's 10 12 Koran__________
Agente Stcpple
Aluga-se o sobrado n. 46 ra da Rod&
com bons eommodos e milito fresco : a tratar n>.
rus do Cabug n. 16, loja.
Aluga-se a cusa terrea da ra das Florea n.
18 ; a tratar a. ra Baro da Victoria n. 39, fa
brica Vendme.
"oTj A,ngVS **" na Enn'lbada de Belem
n. 2 por 10*000, est limpa, tem qQinUl e oa
cimba ; a tratar na roa da Imperatru n. 76.
Precisa-se de um csixe iro cora pratica de
moln.dos, na ra de Hortas n. 17.
Prtcisa-se de urna senhora idosa, de bons
costumes, para faser companbia a urna pequea
familis, n'um eng.nho perto de Palmares, n5o im-
portando ser portuguesa.
Paga-se bem.
Quem pretender dirij-se ra do Livramcato
n. 32, que achara com quem tratar.
Precisa se de ama coneiubeira, e de urna
ama psra andar com urna crianca. na ra da Ma-
tria da Boa-Vista n. 9.
De ama importante e grande casa terrea
n. 13, ra de Riachuelo, fregaezia da
Boa-Vista, em solo proprio.
Sabbado, IS do corrate
A'S 11 HORAS
No armazem a na do Impera-
dor n. tii
O agente ecima, por mandado do Exm. Sr. Dr.
Juiz de direito privativo de orpbos e ausentes a
requerimento do inventariantfi do espolio da finada
D. Maria Carolina Gomes Mrntarryos, levar a
leilao a grande casa com bastantes eommodos e
om importante sitio com diversas arvores e um
grande jardim, agua encanada, e todo murado
Os Srs. preteodente desde j poderSo ir examinar,
e algoma infprmaco o mino agente cima dar.
A casa vender-se-ha para pagamento de impostos.
legados, sello do heranca e despesas judiciaea.
Leilao
eoatinuacao
De 1 importante mobnia dt- Jacaranda massico,
obra de taeaoroa, eom 12 cadeiras de guarnicio, i
pultrosMS, 2 eonaoij e 1 jiwttineira com pedra, 1
uipuilsisilii piano do fabricante R Gros & Rail-
maun, 6 cadeiras cosa frisos dourados, 1 cadtira
de Jacaranda para piano, 2 dunqurqu.es guarne-
cidos de metal. 4 qandroa dos grandes repblica
nos modernos da Franca, 4 snelas de Jacaranda.
2 parsa s eortia*do#, 4 etagers entalh dos, 1 ta-
pete para sof, 6 ditos para purtas, 2 escarradei-
ras grandes de parolina, 1 lustre de ciystal com
3 bices pata gaz earbouie", 1 banquinba do ama-
rillo, 2 cadeiras de ptIba par visgem, 1 jarro
grande para centrj de mesa, 1 tapete pille de on
ca, 1 secretaria grande com estante, 1 estante pe-
quea, 1 baato de Hisocrates, 1 nvio pequeo. 1
cesta para papis, 1 cianeo, 40 volnmes de patbo-
logia interna e tberapeutica, 16 volumes de ana-
toma e cirurga, 50 volumes de litteratura medica,
13 volumes de hygiene e medicina legal, 19 volu-
mes, de.litterstura, 1 diccionario medico de cirurgia
e pbarmaci, 14 volumes da Gazeta Medica, 9 vo-
lumes dos Anoaes da Ass-msla Piovmcitl, 10
volumes dos Miseraveis de Vctor Hugo, 21 volu-
mes das molestias mentaes, 2 volumt-s do diccio-
nario de Dez bry g Bach let, 11 vtlumes das
obras de ti Bernard, 6 vdumes de Historia da
Revtluco Francess, 16 volumee[de diccionario dos
progressos mdicos, 15 volume de litteratura, 2
velumes da diccionario de Bill f, 2 volumes de
historia Ilustrada, 1 volume de Lamartine, 7 vo-
Lomes d: Braussais, 4 volumes do Inntituto Ar-
cb-.fcbgico, 1 importante santuario de Jacaranda, 1
al ar para o meamo, i c.deir.i de orag&o. 1 d 'fu-
mador, 1 lamparn*, 4 ps de vidro para piano, 2
forros de esleirs para 2 quortos, 1 lavatorio e
toillet com pedra e espi lho.
fSabbado 19 do corrate
As 11 horas
O.agente Gusmo tara biio.em continuacao, de
todos os obj-ctos existentes na casa n. 10, da ma
Princesa Isab 1, residencia do lllm. 8r. D.. Erre i
rio Coutinbo, os quaes deixaram de ser vendidos
por falta de concu rentes e a hora ser aaiantada
Agente Pestaa
Leilao
DE
i 0 DO
te Gu
com toda brevidade,
o hiate Deus te Guie, recebe carga ; a tratar na
ra da Madre de Deus n. 8, ou no caes do Loyo,
a bordo, com o mestre.
baeta-n a agencia
PRACA DO CORPO
SANTN. 9
COMPAXHI.t r'EBtXAMIBrCa.'A
DE
RvegiicSo Costeiraoor Vapor
PORTOS DO SUL
T*mandare e Rio Formcso
0 vapor Mandahu
Commandante Albuquerque
Segu no dia 22 de
Maio as 5 horas da
-manb.
Recebe carga at o
Idia 1.
Er.coamendas, passagens e dinheiros fr. te at
s 4 horas da tirde do dia 21.
ESCRD7T0RI0
Ao Cadtda Companhia Prnambucana
u. 12
coHM.t?! peaniMBiciMt
DB
flfavcgaco Costelra por Vapoi
Fernando de Noronha
O vapor Jaguaribe
Commandante Monteiro
Segu no dia 19 de
Maio pelas 12 ho-
ras da manb.
esa carga ateo
_Jial8.
Paaaag. it s 11 horas damanh do dia da
ahida. i
ESCRIP10RIO
fiaet da Conpsmhla Peri
cana n. i
LlLE
De boas movis, 1 (auo, vidros, electro-
pate, louj e ttc.
A saber:
Sala da frente
Um piano do fabricante Rood com poncj uso. 1
candieiro para o raeimo, urna mobilia emposta de
um s.ti, dons consolos, qnatro radeiusde bracos e
deso de guarniciio, duas ditas de balarico, de Jaca-
randa, urna mesa redonda, um espelbo grande,
quatro etagers, quatra q'iadros, seis jarros, dous
porta flores, de vidro, trez Martas, trez cortina
dos, duas cscarradeiras, um tapiu p-.raeof, um
dito para piano, um candieiro para meio de sala
com abat-jour, om dito de cristal, d.us p*res de
lanternas, duas cantonriras grandes, duas figuras,
nm porta carto de metal.
loqusrto
Urna cama de casal, Jacaranda, urna copulo e
cortinado, um bidet de Jacaranda, um toret.
kjfi quarto
Unr euarda vestido, om ixmmodu, um s: ntuario,
um cabide de columna.
3 quhtto
Um guarda roupa, nm marqnerSo, um lavato-
rio, urna m.sinhs, om spelbo.
4* qaarto
Um marquezTo. ;ma marqueza, urna commoda,
um lavatorio, um mesa, uma estante, um espelbo.
Sal de jantar
Uma mesa elesliea de seis taboss, um guarda
comida grande, d. as aparadores, um sota de a,ra
rclo, fe cadeims de dit.', um relogio de psrede,
um candieiro, dous jarros, omaqrmtinbt-ira, dous
quadros, um aparciho de eiectrc-plate, uma a-
Ibctcira de metal, um paJiteiro.de prats, duas sal-
vas de prata, vinte quatro facas e vinte qustro
garfos cabo de prata. um trinchante de dito, fruc-
teiraa, appirelbos de jantar e de almoco, garra-
fas, compoteiras, ceios, clices, colberes e ta
lberts.
Uma linda casa terrea de prdra e cal, com pita
e janella de frente, 2 sallas, 3 quartoe, ceso h-.
fra, pequeo quintal con cacimba meeira, per-
tencente ao inventario de Vctor Gregorio de Al-
meida Res, sita rna Vinte Quatro de Maio
n. 37, ontr'ora da Cadeia Nova.
Uma dita de pedra e cal em terreno proprio,
sita em Agua Fra do Beberibo, ra Alegre n. 8,
pertencente ao arrolamento da fallecida Aana
Idalina Vianna Lios, c cosinha, tendo cerca re 70il palmos de frente.
Terca feir, 'it do corrente
A'a 12 horas em ponto
No armazm de agencia de leudes, ra
do Imperador n. 49
O agente Peetanu, auaorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de orpbos e cem assisteocia do
me tmo vender no dia e bora cima mencionados
a qaem||mais dr as referidas casas.
Agente Burlamaqui
Leilao
De baa casas e aillo
Terca-felra, 99 de Maio
A' 11 hora
No armazem ra do Imperador n. 22
O agente cima, por mandado e assistencia do
Exm. tSr. Dr. jais de direito da provedoria a re-
querimento do comrr.endndcr Mauoel os da Silva
GuimarSes, vender em le ISo duas casas, sendo
uma grande casa terrea, com sota) in'erno, tendo
jaoellaa de frente e duas portas, duas salas, gabi
nete, seis quartos, cosinha interna, c meis tres
qaartos, poito solad* u quatro jaiei.'as no oiti,
sendo cuas no soto, e sitio com b* sgua, em
solo proprio, na travesea de Sani'aaoa, peri da
estacao da Jaqueirs, uma outra casa terrea me-
nor, na meema travessa, c m bom quintal e ca
cimba, e junta casa cima, cujos beas penen-
cem ao acervo d:> invtnfario da finada D. Ma-
rianoa Farias Botelbc.
Leilao
Ki Ro GraniB do Norte- M
O agente Amorim Garca, far leilao da barca
Nyases, com carregamento de madeira de pinbo
a qual est ene-libada na prai Foimosii do Rio-
Graude do Norte.
kilSo teri lugar no da 25 do correte.
Alnga-se casas a 8|0GO no boceo dos C
(boa, junto de S. Gonoallo i a tratar na rea <
Imperatru n. 76.
CUIDADO COM
FALSIFICACOCS!
- Precisa se de um oaixeiro para taverna ; na
ra Conde da Boa- Vista n. 143.
Precisa-se de um criado ; na ra Marq -es
do Hervai n. 33, 2- andar.
Ama
Precisa-se de uma ama para lavar e engommr
ta sendo m*is algosa ser vicos, mn/n n/n^~>. e
eosinhar, que durma em casa ; na roa Duque de
Caxias n. 14, sobrado, se dir.
#4*^
PAR.
O LEN^O O TOUCAOOif
E O BANHO
Ama
Precisa-se de orna ama que engomme e cosinhe
com perfeicao, para casa de duas pessoas ; na roa
Marques do Hervai n. 10.
Ama
Na roa da UaSo n. 13, precisa-se de uma ama
para engommr.
Ao commercic
Maooel C rreia & C, de cuja fir^afasiam p^ir-
to Maucel Jos C,m>ia Lopes Alheiro &'(J., d-
claram ter veudido em 30 d > mez pasando o esta-
belec'mentj de molbados sito praca do Conde
d'Eu n 15, sos Srs. Silva, Asevedo i C livre e
desembaracado do qualqter cnus.
A o commercio
Ferreira da Silva A C., proprietarios dj esta-
belecimeuto de refoacao do assuear, site ra
Visconde de Pelotas (outr'era Arago) n. 3, p r-
ticpam ao commercio e com especialidade a- s snua
freguezrs, que o Sr. Maucel Antonia de Maga -
lhSee, foi substituido esde o da 5 deste mes, p lo
Sr. Guilherme Gomes Pinto, e c>uo tal o snieo
encarregado dos recebim ntoa dos debi'"8 pe-teu-
centes ao pr- citado estabcle^imento. Recite, 15
de Maio de 1888.

Ama
Precisase de uma ama para todo servc) de
casa de familia, em Agua Fra ; a tratar a. roa
de Pedro Alfonso n. 58, antigu da Praia.
Ama
Precisa se deuwa ama para comprar e eo-
sinhar psra casa de familia, na ra Duque
de Casias n. 14, sobrado.
OPETQSALdeCEREJA
Do Dr. Ayer.
As en. irosas e f
. '
1- so proinpta-
iunte.-
o projji .-.i fatal.
Os Jt<"* ,ea dfio reciprocm
reraltad BiimiIiIIWi
ABe<,. ;-.
lodas laufas devem ter .
0 Peitord de Cereja do Dr. Ayer
em casa p^ra o usar em < aso lade. A
-
tar serias o ^ ado remedios
do emeacia ^o que a enfermi-
dadeser .....se arraiga pronnda-
jicnte. el mar uesse instante,
o remad] letto, oeste
remedio e s.-m iiuvida algn o Fzitobai, oa
. :
rKZrARADO PELO
DB. J. C. AYER e CA.,
I.owcll, Mass., 13. V. A.
\* renda as principaos pharmacias o iiTogariM.

Santa Casa
VENDAS
Jabalas
Arrenda-se o Bitio n. 1, no Parnamerim. com
casa de -.venda. O sitio extenso e muito arbo-
risado : a tratar na secretaria da Santa O su.
40S000
Ama
Precisa-se de uma ama para o ser vico inter-
no e externo de uma c*..-. de penca familia, na roa
de Santa Tberesa n. 20, sendo obrigada a dormir
na mesma casa.
Ama
Precisa-se de uma ama cosinheira. para cosa de
pequea familia ; na ra Duque de Caxias n 54,
loja.
Precisa-st de uma Mi para lavar e cosinbar,
que se ja de bea conducta ; a tratar 00 patea da
Santa Crui n. 18.
Precisa se de uma ama que cosinhe bem c com-
pre, para casa de pouea familia, podendo dormir
fra ou em casa ; na ra 1. de Marco n. 17, se-
gundo andar.
%* %
Precisa se de uma ama para cosinbar e lavar,
psra casa de bonaem solteiro ; na ra Direita n.
45, sobrado.
Ama deleite
Precisa se de ussa un de leite psra criar uma
Clianca : a tratar na ruc o 5nto Amaro D. 8
'Casa e comida no hotel da ra do Duque de Ca-
xias n. 2, ou travesea das Crczes.
Os uovos proprietarios desto establceim''nto
que sendo acreditado, admittiram um dos piiaiei-
ros cosinbeiros, pelo quo garantcm agrad?, since-
ridade e pr. ca mdicos.
Temos btbdas e.rcelleates, cal o boa-mSo de
vacca aos de mingos.
Cosinheira
Na ma da Santa Cruz n, 10, preci6a-sc de una
boa cosinheira, que cosinhe o Uve, otra casa de
peq ueoa familia, paga se berr.
Eiigoiniiiadera
Na ra da Soledade n. 50, precisase de uma
ngommadeira com urgenci>.
Aviso
ou 12.
Aluga-se harato
Roa do Coronel Suassnn'i n. 50, loja.
Rus do Merques de Olinda n. 48, 3 andar.
Ra do Visconde de Itaparica n. 43 2*. andar,
.iua Visconde de Itapv.ru-a n. 43, armazem
Ra do Bom Jess n. 47, 2. andar.
?rata-se na ni do Coiumercio n. &, 1* anda;
es nntorio de Silva GuimarSes & C.
Aluga-se
O 1- andar de n. 27 ra Vidal de Negreiros.
O 2- n. 66 e o 1- de n. 18 roa de Mureili Dias.
0 terreo n. 27 e o 3- de n 3 roa da Perba.
A casa n- 1 -travesaa da Hora.
dem 28 rna de Nunes Machado, no Espinheo,
cm bons eommodos.
A tratar na ra do Hospicio, numero 33.
Alugv, -se
as aeguintes casas : a da ra do Lima n. 30,
grande casa, com agua, gai e apparelho ; a tra-
tar na lytoffrsphia re J. E. Pnroe'i, rna Mar-
quex de Olinda n. 8.
O administrador do eetabelecimeuto de carros
de passeio da ra Marques do Hi-rvul n. 37 (an
tig da Concordia), ecb ntifica aos seas amigos e
fregurres, que mudou dito estabeleeircento psra
a roa de Santo Amaro n. 1, esquina d* ra de S.
Francisco, ende encentrarn excellentes carros,
bons cava) los e modicidsde em prec s. O te!e-
ph ne contina a ser o menino n 93.
CONSTIPACOES, BRONCHITES
IrritacBo do Peito e da Garganta
Contra essas atTelcoes. a PASTA PEITORAL e o
XAHOPE de NAF d OELANORENIER, de PA.TIS,
SDSsem uma emcacla inialllvel verificada pelos
embros da Academia de Medicina de Franca. Nao
contendo opio nem tao pouco saes de opio taes
como Morphina ou Codeina, esses productos ml-
nislrao-se com ptimo xito e seguranca as
crlancas solTrendo de Tosae ou Coqueluche,
Depsitos ns Phirmacis do Mundo intelro.______
VELEDA
0 Anjo do Futuro
E' o livro de tortea para as neites festivas de
Santo Antonio, S. .! i e S. Pedro, mais moderno
e mais apropriado qae tem npparecido neste ge-
nero. Vende 8a cm tjdas as Iivrarias e na c.isa
edictora ra Bario da Victoria n. 7
Liviarla. Im.'uvlrlttl
Vende-se um estabelecimento de moihados ces-
t" cidade sito ra do Imperador o. 65, no pateo
da li-.lrB, o predio tem eommodos para familia : a
tratar no mesrno.
MEDAI.HAS de ORO e de PRATA
IH'ilomr.n Oe Honra nam Ex-posicOe*
Ptrit: 1865, 1879, 1885, 1886, 1887
CURA
DAS
Incontinencias de Urina
coa ai
GRAGEAS GRIMAUD
cate Poitlers
Ferro-Ergotadas
/pprovadu por dirtrsas Sodedadsi de Ueaiclna
de Frtnga e do Estrangeiro.
Empread ha mata de SO anaoa
nos Hospltaes, Asjlos, Colonias peniten-
ciarias, sempre com feliz xito, as AffeccSes
CMoroticas e A nemicas de toda especie.
Pllidas coree.
NOVA MEDICAgiO PRECIOSA E NICA
faba ctraaa
INCONTINENCIAS DE URINA
Vend un Grosso ni Cisj da GRIMAUD FILS
i, ra Ribera, Parls-uteuil.
Em Ptnambwo : FHAN~ M. da SILVA A Cu.
:aS FKI5CIPACS PUABUACU
IIIBIIIMIIIMIIH 1 WrJh-Jmnm
Clivgon a bosi oceasiao
Vende se a averna do Maia roa da Concor-
dia n. 165, on se admitte um s^cio que entre com
algum espiral ; e te faz este negocia prque o
seu dono eit deente e precisa de ir para o ter-
to.
'!>%
Aluga-se
o sobrado de um andar e soto ra Marques do
Hervai; tiavessa do Pocinbo n. 33 ; a tratar no
Urgo do Corpo Santo n. 4, 1- andar
Aloga-se
A casa n. 10 na ra da FuodicSo, Santo-Amaro
des Salinas; tratar na lyi grapbia de J. E,
Pnroell, ra do Mrquet de Olinda n. 8.
Viiino miiorapnm
Nova remeasa, elle, em casa do R beiro,
travesea dis L'rua s n 16 ; ver para crer.
Jun Lacio tfonteiro da Franca
Ans Duarte da Cunta Prance., seus flbos e
Francisco Cirne Monteiro da Franca, conviden) a
seus parentes e amigos para assistirem a missa
que mandam reiar na matria da cidade da Beca-
da, terC/H-feira 22 de Maio, 8 horas da manha,
1* anniversario de tallecimento do eeu se-npre
lembrado esposo, pai e filho, Jos Lucio Monteiro
da Franca, e por esto acto de religio e cardsde
desde i po confHAsam airradeeidoa.
Aoc*
nimcrcio
De movis, quadros, jarres, candieirca
g*t; carbnico, carros, tavallos e vaccas
tonnaas.
O agear- Pintr, nai t< lo o leilJo dos
movis e nnis obje-'f-'? a casa .. r silenciado
crmincnda.lor Castro R1 da
Magdalena un coosequei; ..> d pus.' tarde
do dia 15, eontiuuBr o inesin-j leilao e^ utro dia
que ser uovacutnte aonunciado.
O aban) sssignado ptrncpa ao corpo do com-
mtrcio e ao publico, qne nesta data tem justo e
contractado cm o Sr. Joo Baptistu des Santos a
comer de seu aatabeletuuaatu sito ru> Mrquez
do Hervai n. 141. hvie etleaenibaragado de qual
quer oaus, c se alguem se jul^ar com direito ao
mesui", aprc6ente-8e 03 praso de tres dias, a con
tar ca data de h te.
Recife, 15 de. Maio de 1888.
Mauoel J*< in'hi de Olivcira.
S l de aiCtitro
J. Msgalhaes i C, 4 prca C nde d'Eu n. 1
rectberam direett.m.n'e este delicioso sab-, j
melborque se pJe emprear no banho, poia torna
a pello macia c faz desapparecer os pannos da
mesma ; vende se tamb- m na casa dos Srs. Joa-
quim Damasio & C. ra Conde d'Eu n. 10.
PEITO
Administrando diariamente uma lnjecco
sobcutanSa com o cuiiteudo de uma seringa |
de Pravz,(niodeJo Ie Bruo) cliola de
EUSALYPTIMiiEBRUH
CUBA-SB
a Tsica, as JSrnchiteti
E OS
Catarrhos pulmonares
A Eucalypti-a nao contm morpnlna
LE BRUN, Pharmaceutico-Chimico
PARS. 50 e 5:i, Faubourg Montmart
a 47, roa Lafnyett,-. PARS
Deposito era Pemambuco: nil I. ii HLTA s P.
Attengo
Ve ''-eeuma "grade de b a m^deira, proprio
par* 1 ; ss?im cnvi um retto de azuleja e
uai* testara grande para jatdim : a tr-itnr na
toavaase das Flores n 3, das 10 horas da manbi
a 4 da- t>.rde.
m
Fui! ra J.nina Comea Ealete*
Jote Rodrigues Esteves, Manoil Antonio Gomes
e tn i familia, Manoel do Or o Rodrigues Eet"
ve e -na fimila hgt qne bondosamente aeo puniiaiaai os res-s m;r
. la esp-wi. fi ha e nor
Eud ca Jovr.a Oomea Eslpv.-s ; d. n *o convi-
da m na rr,e<. ai as pesi' as, prente e amig a para
ss'fi;r 10 as misaas qu mau.l. m 1. z .r u^h ra .tri-
ses de G mel-ira. Escuda, timmto Aa'or i de Re-
cifo igreja de S. Js da Bo. ica, stxta-
feirn 18 do eorrenfp s 8 h ras da m ha, 1 thao
91
Licenciados pela Inspectora de Hygiene
do Imperio do Brazil.
CURA RPIDA i CERTA
PELO
ARSBNIATO
OURO DYNAMISADO
do Soutor ADDISON
da cnioroee. Anemia, todas as Jfolcm-
tias do Syxtrmn nervoHO, mesmo as
mais rebeldes. Molesttae ch ron i can dos
ful infien, etc., etc.
Asmoiorcs lllus!rarii!s medicas U>m attes-
tado o poder curativo deste medlcaim nto e
deelaram-n'o : o prkneiro a o mais enr-
gico do reconstituintes.
0 Frasco: 6 francos (era Franca)
Todo frascoque no'.rou-
xer a Marca da Fabrica
^A1

Ma
rUrieoh
registrada ea assignatura <3^^"""^ Prodaeto.
deve ser rigorosamente recusado.
PARS, SOCll ttdomibtqns. 7, ru Blidor.
, Depositoa em Pernambnco :
PRAN" M. da SILVA & C*
< a ttu bui riiraidu do Brazil.
DLX
II
1 ff 1 fcQ
Alicatarla industrial
Trastes
Ve de te mea mobiu' viibatieo,
6.abeecimento reencontrara um var.aio !obra 0 b m tnkud
aort.tr n.o oe bj.a e modernaa cus-miras pretas j, U ^^ ,
:','^b'"f"""'' Um,.depeir, i:;,,'
a.s por pr, Vm*U r.,xoavv,s do qa. tad b riiu>~Ur.o : n cetra ,;(; ;. rjo^o,
qaal.i'i-r p-rfe. Tambem se eaeoatrar elogaa-lfc^ n>l D. 40-P
tes cUBuc.-.e para alujar, tenJo novas e de ta '_________________________._____
nb.
11
Norcnha & C.
Ra da Imprratiit 11
* ttt
MOKilS,
P CLERV
Vende-ssem toda a carta
avisos nm&m
AlngK-ae a 1 ja aacasa n. 46, roa da Roda,
com aioiaoaj, e h uiiu prapn'a par.i fabrica de cha-
rutos eu cigarros, on outro qualquer negocio i
muito bem localisada e j afn gu. *ada ; a tra'tar
na roa do Cabug n. 10, luja,.
Aloga-se o segundo andar do sebeado n. 78
i ra do Ranjrel, oom muito bona eommodos e
muito fresco ndo a vantagem de estar prximo
ao mero' joliao ; a tratar na rna do Cabug,
'asan, i*.
PEITORAL DE CAMBARA
Este poderoso e importante medicamento, vende-se em casa
dos aicos agentes e depositarios geraes nesta provincia
FHAMCISCO MNOEL DA SILVA C.
droguistas, ra do Mrquez de Olinda, n. '3; aos precos de
21500 o frasco, 13$000 I [2 duzia e 24$00 a duza.
toi as falslsp! Cisflicoias

va


I 1 1 -I 1. 11
mmMW/^^^mmmm
MM


- Sa .1
. ~ iw.:__ -

Diario de PcrnambncoSeita-feira 18 de Mato de 1888

LlIiH lll!
FORMULA
ASGBL1K0 JOS DOS SANTOS ANDRADE
Approvada pela Inspectora Geral
da Hyffiene Publica do Rio de Janeiro em
20deJulhode 1887
Este depurativo de grande eficacia as molestias syphiiicas e impu-
reza do sangue. Para maior garanta da eficacia deste medicamento, publicou-
e grande numero de attestados de alguns Srs. mdicos residentes nesta
provincia e de muitos caralheiros quo teem feito uso deste depurativo, em nu-
mero superior a 300; notando-se 50 pessoas que se curaram da terrivel beribe-
ri com este poderoso depurativo.
0 uso deste Elixir muito recommendado no tratamento geral as mo-
lestias das senhorase a prova est no bom resultado que ^tem obtido aquellas
-las Exm". Senhoras que delle tem usado.
xwxaDoa X33S xjsjl. _
Os adultos tomaro rastra colheres das de sopa pela manh e qualro
norte. As creangas de 1 a 5 annos tomaro urna colher pela manh e outra
i noite, e os de 5 a i i annos tomaro duas colheres pela manh e duas noite.
Devero tomar banhos, fri ou momo pela manh e noite. Resguardo regular.
Encontra-se venda na drogara dos Srs. Francisco Manoel da Silva
k C., roa do Mrquez de linda n. 23 e pharmacia Oriental ra Estreita do
Rosario n. 3.
GRAGEAS
K/%.

de Copahibx, Cubeba
flafanhia e Ferro, Bismurtio \
Alcatrio, Terebenthina, *'
FORTN
INJECCAO
Hyg/ntoa a Preserva/lora
aam causar
accidente algum.
As GRAGEAS FORTN, forSo as primeiras o,ue obtiveram a approvac;ao da Academia
de medicina (1830) e que adoptaram-se nos Hospitaos. Curam slb molestias secreta.
mala rebeldes sera fatigar oa estmagos mais delicados.
A INJECCAO FORTN sempre recommendada como o complemento da medicacto.
atopoattoaem*ernt-we; rRAWM. da silva O, nu principas. Fharmaolas.
mal**%m*0*0**+0%*ama*+*0*f+0**%*%J*r*Je*a0%

Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Fatuidad de at ***** da Paria. Pnmlo afonf/a
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affecgOes seguintes:
Asthma, Inaomnia, Palpitagoss do Coracao, Epepsia, HaUucnaco,
Tonteiras, Hemicrania, Aeccoes das via- urinarias et para calmar toda
especie de excitacao.
UM Urna explioafio deulliada azompanha cada Fratoo.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN C1"
de PARS que se encontrao em casa dos Droguistas et Pharrr.aceutico.
GALERA DCASBLE
PUOTOGKAMA E PINTURA
1. premias e medalha de curo na Exp-
sito de Berlina de 1886.
Medalha de prata. Exposipao Univer-
sal de Anvers. 1885.
1. premio, Exposipo Artstica Indus-
trial, Eio de Janeiro, 1882.
Diploma de Progresso e Mrito em di-
versas exposicoes.
Photographias artsticas em todos os
gneros, o mellnr que se pode produzir, re-
tratos a oleo, pretjos razoaveis.
Grande collecpo de molduras e varia-
do sortimento de passepar-touts.
RliliO \ UC1WH5
VERDADEIROS CRDSbeSMIDEdqDTMNCK
UO DO BRAEL.
V LICENCIADOS PELA INSPECTORA GERAL DE HYOIENE
A-iiUiilw. atomaoNlaaai Maaiae> -* _,_*..,_
ontra a TaSSToTwento. a ob.truccao, a "~?0f'?5/Jertlr,l*
.ontra .&,, etc. Mse ordinaria 7Ti as eraos.
2 Desconfiar as SSagei exigir o rotulo junto imprimidorateMl
^Tcom letras de 4 cares sendo Q ge|l flj B10 dOS FaDnCUteL
cada urna letra de urna cor amrente e oouu u" ".--.. _------^TT
m PAJUZ. Fbarmacia IEEOT. HtMitM UiUai rtltN rumas.
JHM liil k
Ra T de Marco n. 6.
Part pam ao respeitavel publico qae, tendo augmentado sea
sbtabelecirr.cnto de JOIAS com mais ama seccao, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convidam ai
Exmas. familias e seos numerosos fregueses para visitar seu estabele-
'imeno, onde encontrarlo nm riquissimo sortimento de joias de our e
prata, perolas. brilhantee e outras pedras preciosas, e relogios de uro;
prata e nikel.
Os artigos que receben directamente por todos os vapor sao
oxecutados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias da sabido valor sobarlo ama grande variedad*
ie obj actos de ouro, prata e electro pate, preprios para presentes de
oasamentos, baptisados e anniversaries.
Nem em rlacilo ao preco, e nem qualidade, os objectoa acims
mencionados, encontrarlo concurrencia n'ests praca.
S*MMM****^VWWrVWl>Weiai'a***l#MJ
VINHO MABIANI
DE COCA DO PER
O VOTO atimiAWX que tol experimentado nos hosptaes de Parts,
neacrlDto tartamente com xito para combater a Arteta, oaioroaa,.
bmU>m ms, Mole.tla das Ta respiratorias e nfrmqoeol-
Beata do srfSo voeaO.
Q.aTtOiaiii-rrirtiiin tin ti rV"-* ^"T""""'" "'"*"f.....'
E' e amw w Fsnarf^a O rOKTU'IOANTil por SUEOBLI.HIOI*.
o vinho MARIANI m aseownu iw oau di
fff --w-wt -->- l't-fmf ni: jraw-Trk,ll,saa.if*.
Em pemambuco : Fra-etsao as. da sxxva *. O-.
[Sjjjfjajjsjiijajaajii)^^
IB1ST1IICIII1.
COGNAC BRAZILEIRO
DE
A. M. VERAS & C.
PEBNAMBUCO
Esta exccellente bebida preparada com todas as regras da sciencia, da sabor
, asoma igoaes aos do cognac estrangeiro. O Cog-ac Brazllelr* tem feito
rande suecesso pelas provincia do norte e sul.
Prcfos da fabrica
PEQUEAS GEAHDE8
Orna e^rrafa...... UW*> i^500
Ornadla...... 9000 1|000
O Cognac Irasileiro ancoBtra-se na fabrica, em todos os hoteis, resUHim,
oharese vendas desta cidade, e ero Beberibe no hotel do Ji3o venda do Jacintbo.
Aleool 40 pu^csH' nfeectado, perfumaria para bomceopathia.
mmmttmdoptl Inspectora Qsrt # Byglne do Imparto & Bpm&
Jire do Etmago, I>yspepnias,
UL adsvlha
-T-mio j i B kya" A9 OURO
^BHETJr^cau^aV-J ^^*."M^
rQafaa-Laroche nm ium cuaquenWfiKfj =^$tt
mtmmtmmm fnais alias rtampensas do Eilaio. O mttm vraa-
m_ a* IS- na Bsaaaa. a'
f
PECHINCH AS!!
Sao os seguintes artigos por menos de 40 % de seu valor, cujus precoa admira
j.que em aeguida appresentamoa.
A saber: ^^
Batistas e nanzes, de cores firmes, a 160 e 200 rs., o covado.
Merins lisos, ama largura, todas aa corea, a 200 re., o dito.
dem idem de duas larguras, IS para, a 500 rs., o dito.
Setinetas modernas, padrBea de phantaaia, a 240, 280 e 320 re., o dito.
Z'firoa de quadrinbos, bastante largo, a 200 e 240 re., o dito.
Brins de corea para roupa de crianca, a 320 e 360 ra., o dito.
Brim pardo lona, superior, a 320 e 360 rs., o dito,
dem de linho de cores, padrea novoa, a 800 rs., o dito.
Casimiras diagonal, preta, a 1^800 e 20200, o dito.
dem de corea para coatumea, a 20500 e 28( 0, o dito,
Cheviots, superior, preto e aaul, a 30000, o dito.
Pmnoa de edrea para mea, a 10400 o 10700, o dito.
Atoalbadoa de algodao, duas larguras, liaos e bordados, a 1#200| o metro.
Bramante de algodSo de quatro larguras, a 800, 10000 e 10200 o dito.
dem de linno puro idem, a 10800, o dito.
Guardanapos de linbo, a 20500, 30500 e 60000, a duza
Lencos de algodao e linho a 10800, 20000 e 30000, a dita.
Meias inglezaa para homens e aeuhoraa, a 30000, 40000 e 50000.
Camisaa de cretonea finas, francezas, a 240000, a duzia.
dem brancas, iuglezas, a 360000, a dita
Seroulas bordadas, de bramante, a 120000 r- 160000, a dita.
Cobertas de gnga, torradas, a 20500 e 30000, urna.
Lences de bramante para cama de casal, a 20000, un. .__ m
Tapetes avelludadoa, grandes, para quartos e ealaa, a 80000 e 10UW, um.
Cortinadoa ricamente bordadoa, a 70500. 80000 e 100000, o par.
Cambraiaa bordadaa para bercoa e camas, a 800 ra., o metro.
Fuatao brsnco bordado, a 320 e 400 re., o covado.
Madapolao americano, superior, a 600*', 24 jardas.
Algodao cr para toalhas, a 30000, 30500 e 40000, a peca.
FicbB de 15, modernos, a 20000, 20500 e 30000, nm.
Emovaea para casamento
Grnsddas e veos para aa Exmaa. noivaa,a 90000 e 100000.
D.masca e aetins branca, a 900, 10000 e 10200.
Espartilhoa, lequea e luvas para todos oa precoa.
Saiaa bordadas a preg s sem competencia.
Toalhas de labyrintho, riquissiross, a 300000.
Deposito de fasendas para ob Srs faaendeiroa.
As vendaa em groaso teem o deaconto da praca.
&9na Buque de Caifas 5
Loja de
Pereira & Magalhaea
SCCESSORES
Camin IU&C.
sbyoloso munutsaL
A rcsurreii'o do cabello e a norte PELO
ARCHI-EXTRACTO
A queda do cabello, que resulta do enfraquecimento do tecido celular em que se
alimenta o bulbo espillar, urna molestia que pode ser completamente combatida por
meio do A rchl E-tracto, resi-rkei.v> da cabello.
Esta preparacSo tem urna acolo tnica e restauradora sobre o tecido celular
subcutneo, de extraordinaria efficacia para a conservacao do cabello, ao qual forneofl
o mesmo tecido, tonificado novoa e mais abundantes elementos de vida.
E nao amente o Arehi Extracto d vigor e asaim effectua a conservaoko
do cabello, como o restaura e renov quando tem cahido, impedindo a atrophia de
bulbo espillar, tal a sua efiieaca em tonificar o teoMo celular.
A CALVICIE
A calvicie, pois, pode ser de boje em diante o luxo dos excntricos, que quei-
ram chamar aobre si a attenoao publica e tomarem-Be os notaveis do aeu tempo, mas
j nao nm mal aem remedio, de que ae posaa alguem queixar com razio. Os cal-
vos pdem afinal triumpbar de todas aa intrigas da mocidade... e perder inteiramenta
o receio de descobrirem-se.
A CASPA
Com a applicacao do Archi Extracto, a caspa, esse mal que tauto morti-
fica e concorre directamente par a queda do cabello, desapparecer em pouco das,
para nao mais vol'ar.
O bello sexo, oh I esse tem agora o meio fcil de obter com abundancia o moifl
graciaso dos seus ornamentosurna basta e longa cabelleirapropra 1
A heredilariedade e' to exacta como a mathematica!
O moco que ostenta urna tarta e opulenta cabelleira, cujos anneis, insultam
cruelmente a mveja dos faltos de cabello, nao estar isento do mesmo mal, se descende
de pai calvo: qufstSo de tampo ; ser brevemente um calvo tambera, ver essa tSfl
linda cabelleira ir desapparecendo lentamente, deixando ver o principio da calva Bt
alto da cabeca ou naa grandes enseadas dos cantos. E o que fazer T Usar em tempa
do Arehl Extracto, porque elle o nico preservativo da calvicie
0 modo de osar acompanha o frasco
A'ra:a Liraria Mceza, ni Piibio ft Marco 19
PREQO DE CADA FRASCO .... 20000
P mpoiTADoa s *mJLm
No* PERFUMARA Extm-fina
rC0pYlOFSSi)0jAPA0]
- aa
Um*.....;..eaWflK?SaJlfcfFa.AU...e01TI*rOTIlJFlli
ajsj_*.....MCORYLOPSISiiriO j ituimt. mCORYLOPSISoJAPI
tr..aaaaaa.gMTI.nPgli4aJiria ) SO,........-METUPS1Sd JAP#
im.......aCflRTL)PsSaiJAPOPtiiU......GtlILeflttaJirll
$



P.^^^



-WDKAMOHei rURSAB E TIS*
O xMa| LS OAHBABES
^PHARMACETCP
WOLFF&G
1.4-BA DO W-l 4
M'oato multo conhoeldo eatabeleclmen-
to onooirtrnrA o respe!tavet publico o mU
variado e completa ortlnaento de JOIAS
reeebldas aempre direetameat doa aaelho-
rea r..brlcoutea da Buropa, e no prtaaana
pelo aparado fjoato do mundo elegante.
ticos ndereeoa completo, lindas pulael-
ra. al&netea, voltas de ouro eravejadao eom
brllhontea, ou perolas, anela, eacoletaa,
botoea e outroa multo artia;' proprio
dete generes.
ESPE ALIDALE m
Em relegie de ouro, prata e niekeladoa,
para homm, senhora- e mr nios doa mata
aerealtados fabricantes da Europa e Am-
rica.
Para todo o t-tiao deta casa garan*
te-e a bda quaUdade, a-slm como a modiel-
dade no preco que ao em eompetocta.
\rsta casa tamb-m concerta-e qual-
quer obra de ouro ou pratu c tambem rcio-
f ios de qualquer qualldade que aeja.
4--Rua do CabugM
Elixir dentifricio
Contra a carie e amolleoimento e dores de dente.
Grande sortimento de perolas, pastilhas, granuloa e pilulas dos melhorea fabri-
aaotes europeua e americanos.
Grande colleccSo de alcoloides oe mais modernos e raros.
Aguas mtneraes de todas aa qualidades.
Para photograpbia e homoeopathla
Aleool rectificado e desinfectado, obimicamente puro.
A Pharmacia Americana tem ama seccao homceopithica onde ae encontrar
alm dos medicamentoa preparados eom todo aceio e aegundo oa formularios hahene-
aanieos mais acreditados, carteiras, vidroa avulaoa de todos os tamenhos, giobulot
inertea e medicamentoaos, tinturas de plantas indgenas e exticas.
Receba medicamentoa directamente de todas as fabricas da Europa e Amenoa
dinalacao por precoa commodos o aqualquer hora do da e da noite.
JSmhentementeTJJ
%Sf afc^urovciclo pela. -A.oe.aam.ia, *Q
a de ^bCedioiixa. de Fatria I
I
GRAGEAS
fCoaahfba, Cubaos
matamb* a Forro, Btsmutho
JsacrSo, Urebeothlma. Ir
rORTI
INJECQO
'
Fabrioa
X Casa L. rEEHE, 19, ra Jacolj X^
' /FUGO FORTN
Hyatenlc* yresartaaUr
$em causar
acoMMts aigam.
iQBAO >0|*in orlo aa priniairas que ottiTeraa a approvaolo da^oada-iii
i mifi (18S0j ptaraavaa no Ho^itaaa. Curam aa molestia seus-ia-.
sala rabelda* a-5 ragar es aatomagos mala delicados.
A INJCCCaO POR TIN 4 aempre recomme"4da como o complema-to da mam
ao r-ragwSwr f ntar* U. . aa avia Upan :
ALIAN PATEHSON
N.44--Br a do Brum--N. 44
UNTO A ES f ACAO DOS BONDN
I'em para vender, por pre, o mdicos, seg;-. MI:
Tachas fundidas, batidas caldeada.
Crivacoa de diversoatamaobea.
Rodas de espora, idem, dem.
Ditas angulares, dem, idem.
Bancos de ferro com serra circular
Gradeamento para i&rdiui
Varandas de ferro batido.
. Ditas de dito fundido, de lindos aiodewB
Portaad fornalha. (i
Vaporea de forja de 3, 5, 6 o
Moendas de 10 a 40 poegadas e panad;
' Rodas d'agua, Bvatema Leandro.
Encarregam-Be de concertoF,
rAbaiho com perfeiio e prstese.
tfC



1
I1E6IVH


-

-w-
8
Diario de f r^ambecoSexta-feira 18 de Maio de 1888

i
ASSEHBLEA GERAL
nAo est sent de apprhens3es, que eeti- Todava 080 lhe concede somante tre
mar ver Jissipadas. !go" no towrote ao ponto principal do seu
Senada
SESSAO EM 6 DE MAIO
(Conclusao)
Como se deve entender uto? Acaso ba
alguma causa mais qua dateruiina-s:> a re
tirada do ministerio, e S. Exc. julg-ra se
obrigado a nAo revelar em respeito as
voniencias do alto cargo de que foi
luido'.' Oa, ao contrario, as pslavrss de
S. ExeVquerem significar que nada mais
disse, ou nAodissi ous* div.rsa, por ter
referido toda a verdade T I
NAo convm que a respailo de fa.tcs
Uto importantes, posaaru f rra r-88 conjec
turas, autorsadss por pbrases da ambiguo
sentido: vivemos em um rgimen de pu-
blicidade e de franqueas.
Urna ultima exphcagAo pede o orador
ao nobre ex-presidente do conselho. Todo
o ministerio julgou-se exautorado pela car
ta de Sua Alteza e pedio por isso sua da-
roissAo. O orador desoja va saber se o ac
tual nobra ministro de cstrangeiros, que
exercia a pasta da agricultura, foi solida-
rio com os seus collegas at ofira, e en
panhou-os na deberagAo tomada*
Se foi solidario ute o fin, sa incorreu'
igualmente na falta de confianca da corda,
nlo se eomprehende, ou pelo monos ffi
cil comprehender-sa com3 passou de um
gabinete para o outro.
Agora dir algumas palavras aa honra
do Sr. presidente do cons. lho
S. Exo. roanfestou-se, como aiis j se
previ, francamente abolieionieta. Aioda
bem! A inatituigSo nefunJ* vai dos, ppa
recer, nao em cinco diaa, ou cinco minu-
tos, como desejava o nobra senador pela
Babia, o teria realizado sa Ih'o consic-Js-
sem ; mas tAo prorapUmente, como permit
tirem-no as formulas parlamentares.
Ellas nao serAo protelladss no senado,
ao menos pela ban ai liberal, e na oatn
cmara terao, da crer sa. a raarchi r-
pida e suave, que fazem i>spenr a cenfor-
midado de vistas da-opp.?a:gao ooa os Feos
velbos co religionrros, a as convoy3as pro-
fundas, a dcdicac2o e entbusi-smo da il-
lustrada maioria conservadora, a quai aAo
ser monos devotada ao_ nobre pr'siiente
do conselho, que Iba vi follar em n:ine
da liberdade, do que foi para com o Ilus-
tre Sr. BarSo de Cotegipa, quando, com .
ha pouco Ieiobrau S. Exe delta consegu)
que se proloDgasse o eaptiveJro.
Assim, pois, no ha duviial o, em przo
brevissimo pode raaliz.r-33 um.t grande ra
forma social, pacifica oente e pelos trami-
tes legaes ordinarijs, o que nmi glo-
ria excluBv.traeata brazilair, que nenhuai
povo pio disputar nos, juau activa da
orgulbo para esta nossa uacion didado Uto
pouco conbecida, tAa mal julgaJa e tantas
veas calumniada por estranhos a a por
alguna proprios filbos seus! (Apoiados ge
raes.)
Portanto, j que estamos de acoordo e
nem saquer receia-sa mais qu9 o cirro ao
precipite veloz hdaira abaixo, nAo h^ tem
po a perder
No panto a que chegm a questAo a me-
nor demora seri L.justificavel, a o nobre
presidente do conselho corresponde! a de
vidamente sos intuitos patriticos de qua
est animado, sa os effioirs que dirigi com
seus collegas amara temporaria no pri-
meiro da de sessao, annuueiando-lha a sua
ascensSo ao poder, tivessem sido acirnpa-
nbados de outra, pedindo dia e hora para
a apresentacilo da proposta do governo so
bre o elemento servil.
Espera, pois, o orador qua, aenAo- h jo
mesmo, amanhA ser a tmara convidada
a ouvir a essa respito a palavr* do poder
executivo.
Para esta parte do programma do nobra
presidente do conselho nao tara o orador
senAo a, plausos, e escusado aasegttrr-
Ihe, o que nad* vale o S. Exo. bcra pude
ra dispensar, sau fraco auxilio para reali-
zar a abolic&o.
Deve, porm, previuir a S.Ex;, de que
FOLHETH
muan nmm
P0{
XAVIiR DE MNTEP1N
PRIMIS A AHI'E
4?ADAD03 SAL^JiaaS
VontinuaySo Ja n. 110)
LXUI
Juntaremos s sote, nAo verdad"
'priora ? perguntuu Jacques.
As sele em ponto, responleu a ex
venuedora do vestidos usados, f, para
que nao se impacinteos muito, encontra-
rlo absintho e vinbo Madeira na saU ver-
de, ceb ixo dos castanheiros.
A prim pensa em tudo ex.:
o pseulo Tho-iipaon, rindo. Palavra de
honra qua adrairo-a I
Nesse momento entrava Pascal, com a
su ; pparencia h.-bitu.-l, isto livre das
soiy.a e da libr do cocheiro.
M:u carrj Rambert, disae-lha o Jcn-
tor, ysnaa saborear comn"<;o um calix de
Madeira ou de absiotho.
i bo-nens dirigirn se para a sala
/oda os aguardavam os apperitivos,
e remos para t=r com Paulo
Froaenttl na sua casinli* msrgam.dj
rio.
bemos,
elle 5...1 um homom,- 'cujas faicSos
Le permittia distinguir, rn:-.scu-
^^^uarenuia tra de joven, appr
iros e collar ihe o
)ois a mog-i afastar-te
i-ando so i' (ili rmenl
ual d6r agnda, aiud ,ha-
B* .elle.' <5flonnettea bito.
cira vez na sua
jerava se lhe do coracao.
O nobre presidente do conselho referio-
0 (Ms:arso da cor6*>, acorescentando
qut te lo o seu programma nella est ex-
preaao.
Ora, o orador, leu no discurso da corda
que o projecto io aboli^So s" acorapa-
ohado Ui collateraes ; leu que o
gjvrno intenta organizar o trabalho.
O lar no sabe como p.^ssa um go-
verno organizar o trab-lho, sem montar
gr-ndes ofBernas, sena explorar fabri 8, oa
extr-'r induatriai. Vh, sim, pode impon-
aos seus operirios as endiySas que lhe
upr uver, e tiles aceiul-s blo se quize
re>n. Nisto hav^rerro eccnooleo, mas nao
cffensa de direitOB individur.s.
D'outra sorte, porm, ignoro absoluta-
mente como que se'pode orginuar o tra
balho, por parte dos poderes pblicos.
O que significa este tpico do discurso
da cor v ?
Intent o governo looitlhar os novos ci-
dadaos no rauuiuipio, na HMUirM, ou n.i
provincia onde ricrbereB a liberdade, por
eff-^ito da lei ?
Pretende, por^-ntura., compellil-os a cr-
io genero de servien ? Quor aniso marcar
Ihes salario mnsimu cu s-lsrio.mnimo ?
Estas questSes preocupam o orador, e
cnmpre-lhe declarar ao nobre presidente
do r.nselho que nao deve contar com o
ap io' dos representantes liberaer-, se seu
projeoto nr proelsnarat o liberdade imie-
Ji ta p. inoondioional. (Apoiados da banca
da liberal.)
Queaquer rastri-.-yo'es, qualquir ll^a
jao enoontr.rlo a msis yiva e decidia re-
sisten-ia. O lib?ro dove entrar par.i o re
gimen commum. (Ap'iadot da bancada
liberal.) J .
Prometteo ser bre7e e terminar, pedin
do venia ao nobr? presijante dow,eori,'lh
para urna remins:en ia que nSo muit.j
remota.
O nobre senador por AUgdas, cujo r83
tibeleoimonto todo o senado apolauda ooi
o maior prazer {apoiados geraes),. ha do
recordarse de que en 1879 veio a esta
ansa pedir treguas n:s lutas partidarias,
para qua apposicSo e governo r^alizissem,
doaevdrdo, urna graade reforma tambera,
a envw iparSo do voto.
Entao lavantou se o nobre seoulor por
Prniimbuoo, autuui pr "siienta do oonse
lbo : o exciamou com a sua voz autoriza-
da-- pois que, vind s pa.-iir treguas aos
voasos adversarios ? '
Treguas pedio o Ifarqau d Olinla,
mu r.lm ias garantas resultantes do ?eu
nohilissimo carcter, ?.preseatou-sa op-
posc5o, tendo por oompanheiros de gbi-
neto dous nones illustrea e caros ao libe-
r-lismo dos Srs. 'ouza Franoo e Jerony-
iao Co^lho 1
Treguas, dissa ainda o nobre presidenta
do ccnselbo, pado-ss o Mrquez do Para
programma ; esto promptes a auzilial-o i ffi
cazmente para realiaar quanto antes a
emancipacSo immalista o incondicional!
(Apoiados )
Rgstre, portanto, a historia que pelo
menos bRo muito menos exigentes (Apoia
dos ; muito bem, mudo bem.)
O Sr. *o5o Alfrorio (presidente do
conselho) daolara que, tendo de compare-
cer 32383o da oulra c-mara, nao pddo
damorar se no senado.
SCIENC1AS
cons-ihos da cor8* um ho nem do valor
mor-1 e poltico da Vissoue de Abaet,
A photographla celeste
CONFERENCIA NO CONGRESSO DE TOLOSA
( Continuando )
A successSo destes desenhos mostra o mo
vimento do sol, de quo Qa'ileu aahou ap-
proximadarrenta o lempo de duracao. A
descoberta da rot&c3o do sol, de tao gran^
de importancia na mertanica do systeraa
planetario, foi o frusto inmediato da des-
coberta das manchas.
Aps Galileu, spresr-ntemo-vos ainda um
curioso extracto da celebre obra do jesuita
Scheiner sobro as manchas, La rosa ursina,
qua data de 1626. O desenlio mostra urna
mesm-a manoha em anas iifferentes posi-
5833 crin os effaitos Ja perspectiva que
ella aprcaenta.
Aqu temos um importante desenlio do
Cal-bre William Hers-hel: dala de 1801 e
obtra nao somonte as manchas, roas in-
di :s por que theoria Herschel expeava o
nu leo o a penumbra e a possivel habitabili-
dade do Bol; ilas hoje nsustentaveis. Eis
aqui urna serie de manchas desenliadas
por seu filho John Ilerachel, ira 1837, on-
de v se a mxima parte dos aooidentes
que sa manchas padera apresentar Passe-
mos agora a exaainar alguns desenhos de
manchas dav los aos mais habis desenha-
dores e observadores dos temos moler-
no?, e assim taremos excellent-s t.'rmos
de cemparagao para os dous methodos.
En primeiro lugar, temos curiosas man
chas cujos desenhos sao devidos ao sabio
director do observatorio de Roma, Tacohi
ni, qua tanto se ,tera distinguido por seua
estudos de eapa -troscopia solar, e aioda
outro qua mostra curiosos efleitos despiral.
Seqese nra desenho da mancha do Sr.
Nasrr-ytb, bastante conhecido- por serts tra
b lho sobre lia. Aquj bSo s vemos
as penu obria, as pontos o outros acciden-
tes da photosphera, mas temos reproluzi-
das essas famosas folhas de salgueiro da
que alguns observadores pretendem seja
terraada toda a superficie do sol.
Temos aqui um subarbo deaenho (que
occorre em todos os tratados sobre o sol)
o, mas sru 1- lo seotave-se tambera nos 0 gr Langley, que ltimamente faz bem
importantes estudos ther.no elctricos. Ahi
v se a granulacio, c convera observar qua
n tavol entre o< mais distinctos das fi'ei- na formas das sSo completamente diffe-
rae liberaes.
Pois bem ; pegunto a> obre preaidan-
t-; da sonselho qua garantas offareee
oppoaicio lib r A, al;n di aobrest do su
carcter s da do seus collegas ?
Nenhumas: ao contrario, em algumss
provincias oo 'baraes continuara a ser per-
seguid is por presidentes energmenos, o
outraa entregujs diroc3o do individuos,
qua r.bsjlufaiaente nao reuoem 03 raque
sitos necess^rios para to altos cargos.
O r. Evarto Veiga : Quanto a Ali-
nas, apilado.
O Sr. Affon30 Celso : Sa pelo que
toca ao presdante de Miis, nao basta ao
uobra presidente do conaelho, o testemu- tstuial-os consista primeiro em oblar ima-
rent:-s das indicadas pelo Sr. Nasrbyth
Era vez dos elementos alongados em fr
raa de folbas de salgueiro, temos grlos de
forma muito irregulares. A contituicSo
das penumbras tamben totalmente iflfa-
reote. Ainda para o Sr. Sposrer, a con-
stitui.ao das penumbras differento : ap-
proxira-i-se de cldmontos regulares alonga-
dos, s imelhan'es s massas italianas deno-
minadas aaocheror.i.
Esta curta revista basta para mostrar-
nos qaao poueo de accordo esto os obser-
vadores, ainda os mais habiis, sobre as
formas Jesses phenomenos solares, o que
bem demonstra que o verdadeiro modo de
nho iasuspeito do nobre senador, seu co-
r.ligionario poltico, o orador convila-oa
consultar a raspeito o sau co'bg* da jas-
tica.
M s, como aizu, aos libertes nao fo-
rera offere-iias pelo nobre presidente do
oiis lho aqu lias garaatus, que S. Exc.
ralama dos seus adversarios; nem clles
as qusrem, e m.uos padem-nas.(A/>oadM.)
gens desanhadas pelo propriosol. Torna-
mos a urna dessia photographias solares
obtidaa em Meulon e veremos qua ella
corrige e explica as diversas fr ras quo
obtiveram os observadores.
Granulictio.Na photograpbia solar Jo
22 da Juobo de 1886, vemos que fcilmen-
te se explieam tolas as frmis d;.daa p-los
observadores aos elementos granulares. A
Durante o dia nteiro -errou com o seu
boto no Mamo, costeanio 18 ribanceiras
o Pequeo (Jastello, na esperxnca de tor-
nar a- ver Marcha.
Os notaos (citares j sabara quo capera-
Va n vao, pois M.ithi havia partido para
pariz em companhia de Jacques Lagar ia.
T'..: un: uoita agitada, febril. Quioi
nao d:>rmio, e no dia seguinte Alagdalana
vio co i angustia qua ella |eatava anda
mais pallido do que da costume, oque pro-
fundas olheiras sulcavara lho as palpabras.
C?rta da que nlo obteria nenhuma res-
post, a velha cria ia nito o intarrogou ;
mas formou o projecto do esorever a Kay-
munio para noticisr-lhc a inquiet#iora al-
terarcSo qua se opera-a em seu filho.
O campo, em vez de sar-lhe favora-
vel, faz lhe mal, diz-ia comsiga a boa mu-
Iher. Os ares d..qui nao lhe onvra....
a menoa que elle tenha algum desgosto que
nos esta oceultando. Em todo caso, isto
preciso que
0S0 pode continuar assim. E'
o amo esteja prevenido.
Assim que se vestio, Paulo, c- ieodo s
sjI tac5aa de Magdalena, qua nto o que-
ra var sahir em jejum, tomou urna chica-
ra de le te e retn u-se.
Deati voz no amb:.rcou em bita; sc-
gaio o csroinho que costeia o rio, e da on-
de poda ver o interior do 'pequeo par-
q-4'-.
Obegou em frente ao braca da ra que
'-osteava a proprisJade, passan'io p rio gru-
a castanheiros de flores edr de ross.
Alii mergulhou o olhar i.t o fundo da.s
somb. ,i as qne conduziam ao Pa-
quean GAStsllo'e qua elle dasortinava atra-
vez a fjlb3gem.
O sen orarlo confrangu-3a m:3 urna
res.
Nao s as avenidas offareciam o asp3cto
Je um deserto, mas tambera todas as ja
aellas da hr,bita9ao est;-an fv.hidas.
Ter ella partido ? pergaotou a s
DO o mogo, asustado.
E deixou*8e cahir, aeabrunhado, sobre a
relva da ribincrir.
3 baBO dessa ribao
tenald do treaentos metros pelo menos,
havia urna porgAo de vigas de pinho, amar-
s o grosseiraraeate esqaadrinbs
com as quacs forraam-so jangadas que v o
roa productores para Pariz, onde
> eooopram n'as como raate-
ri es de construccSo, e que se amarrara no
Mamo at 00 ;..sao em que encontrara
comprador.
EntAo fazem-u'aa desear at ao caes de
Bcrcy ou u'Ivry, oaie sAo s paradas o re-
tiradas do rio.
Em cima Jo ama deaaas jingidas esti-
va um'hornera psaaasto a anzol, em p,
dando aa coatas para Paulo e sito sa m-
commodan la cora o que se pissava atrs
da si.
Ese pascalor uo era I diz.
O peixa obstinava-sa em nAo toar na
sea.
N'ura momento dado, impaciente por nao
apanhar causa alguma, Jeitou o oanigo sa-
br a jangada, levantou-se assobiaudo o
caicecou a fazar um cigarro.
Paulo,mergulhado na sua meditayAo, cara
os olhos voltados para o Pequeo Oaatello,
nAo o ouva nem va.
Foi cemtudo arrancada da sua contera.
placAo e dos seus peosamentos, ouvindo
pronunciar o sou nomo.
Abaixando entilo os olhoa para a janga-
da, deu com Julio Boulenois, por alcunba o
Fuab, que, voltando se para acend'r o
cigerro, tinha-o visto o reconheciio.
Oorao, Sr. Paulo, exciamou o Fui-
nha. EntAo est ahi da braceos cruzados,
cora as pernaa pendentes para a agua, em
vez de ter um canijo na mAo 1
E' verdade I responleu P..iilo.
E por que rasAo ?
A pesoa aborrece-mo.
Oh l l quanto a isso, nao possi-
vel ] ex laroou o mogo, trepan lo pela ri
bancaira o vinda apertar a rao do Albo da
Sayraundo. O senbor, que pareca tomar
tanto gosto pela cousa, que eu at como
gava a orgalhar-rne de o ter como discpu-
lo : o aenhor, quo j coraogava a apanhar
o Mma loga na primaira asseatada, o que
o achara nisto mais prazsr do que
granul gAo, nos pontos em que a photos-
phera est em calma relativa, sflacta a for-
ma ovaloide, lembrando a dos grSos de
arroa ; nos pontos em que es correntes ga-
zosaa Tm mais ou menos eetender se, sua
forma approxima so da dr-s folhas de sal-
gueiro. Finalmente remos, as photogra-
phias qa nAo attingam mui grande perfei-
g,1o, as strias das penumbras a as fcula-]
tomar aa formas dadas pelos desanhado-
res ; mas ao mesmo tempo vemos que es-
sas formas apenas sAo apparencas que as
imagens mais perfeitas oorrgem o expli-
am.
Em resumo, podencos dizerqne, emquan-
to a photographia lun&r conserva-se em
estado de inferioridade em relag'o s ima-
gens que ob instrumentos nos f macera, a
photographia solar, ao contrario, j exce-
den de muito os dados desses instrumen-
tos : suas imagens sAo muito superiores s
oculares, e o estudo dessas imagens photo-
graphicas solares pronorcionou-nos iropor-
tant'8 desee bertas que devem incitar nos
a proseguir activamente nes'e estudo.
(Depoia de ter*exposto os trabalhos so-
bro a la o o sol, o orador pasaa a tratar
das estrellas, das nebulosas e dos cometas,
e resumo sua exp sigAo como segu )
Senhores, resumamos. Er muito ra
pida e demasiado incompleta revista passa-
mos as apph>ag3es que, na sciencia do ce,
tem tdo a arte Ja fixar as imagens ocula-
res. Vimos que, nascida do genio e da
collaboragAo de dona francezes, psta arte,
quo tAo utl dovia ser s sciencias, a prin-
cipio s depirou urna quasi in iifTironga
entre os sabios europeus : que Arago, en-
tretanto, rrajos nobres esforgas tinhara
obtido para os inventores urna recompensa
nacional,presentir toda a" importancia
da nova descoberta e tragara o primeiro
programma da suas applcp.g5es. Viraos
ooroegar essas applicagjes pelo nosso satelli-
te : sua proximidade, os accidentes tAo cu-
rioaos e tAo proaunciados qua nos apresm-
ta sua superfino convidaram a tentar esta
curiosa experiencia. Acredtau-se a prin-
cipio que sena obstculo inven'i"el a fra-
queza dos raios lunares, que s davam um
calor apenas senaivel no foco dos mais po-
derosos telescopios; entretanto, as pro-
prias mAos Jo inventor dos priraeiros pro
casos, a luz lanar deixou evidente cunba.
Esta piimiira e inforraa tentativa apenas
resolva urna questAo de principio.
Pouco tempo e-p3 e em outra continen-
te, foi roen-celada a experiencia o obteve-
80 urna imagera anda bam iraperfeta, era-
bara reproduzindo os grandes accidentes
da superficie htnar; Mais tarde um astr-
nomo, apoleraudo se da questAo, obtive-
ram-so imagens mais satisfactorias, e im-
portantes aperfaigoamentos soffria o metho-
do quo servia do ba8e a eases applieaoSe;
p tempo necesaario acgAo lumiooaa era
conp'efavelmente diminuido e tambem
relativamenta o eram oa obstculos resul-
tantfs do movimimto diurno. Entao tra-
tou-sa seriamente do aa3umpto e, orincipal-
menta gragis aos esforgos de doua obser-
vadores ambos alias amadores eujos no-
raes ficaram vinculados a esses estudos,
obtsva-se urna serie de imagens que dota-
rara sciencia cora urna priraeira e pre-
ciosa descripgAo de nossa a.-t1 Hite; roas
viraos quo, nao obstante todo o mrito dos
ses trabalhos, anda nao foi at'ngida o es-
copo a o,ue se deve propor asalenographia
para corresponder s exigencias da sciea-
ca aotoal. Isto oxplica-se : na aiiantada
estado do resfriaraento o da solidifioagaa a
qua, em rz5o de sua pmc massa, cha-
gou a lu, r,s raidificagoss a as mudangas
que sua supsrficia vira co n o tempo spra
sentarnos apaas poderao tar importancia
mnima.
Disto pdese julgar pela d fficuldade
que a um observador cullocado na la
apresentaria a v-rili.i iyi das insignifican-
tes moUcii;3'>8 que ns f- rgas subt rraneas
actualmente fuzera soffrer a superficie da
nosso globo. Por iJeutieas consiioragSas,
eh-g 1 so a determinar a grande precisao
que a selenograpi dove attingir para
peri'iit'ir apprehcnder as mudangas que o
tompo podo occasionar na configaragAo de
nosso satellite. Gragas a intervenga* dos
grandesi nstrumentos em va de construogo
em ambos os continentes, de esperar que
era brava a sciencia possuir urna descrip-
gAo bastante precisa, de ncontestavel au
thenticidade, que abrir aos astrnomos,
aos physicos aos gelogos urna vereda onde
seus estudos virAo confundir se.
Apezar de seo interesse, a photographia
lunar apenas era ama introducgAo a tra-
balhos de importancia astronomioa infinita-
mente mais considerareis, os qua era por
campo o sol. Quanto la, o fin limi-
tado, porqdanto consiste s na dcsciipgSo
de urna superficie cuja figura e relevos sAo
de algara modo immutaves. Quanto ao
sol, ao contrario, bAo necessara imagens
nAo s bastante precisas e delicadas p. ra re-
praduzir os phenomenos em todas as suas
minucias, mas tambem frequentas para
permittir seguir-ibes as inc ssantes trana-
forraagSas. O escopa tambem diversa-
mente importante, porqu.nto, em vez da
topographa de um modesto pequeo globo,
cadver de astro e satellite de um mun-
do anda mais modesto, trbta-se do conhe-
cer intimamente, pejo estudo dos pheno-
menos exteriores, a constituicAo de um as-
tro que o centro, o regujpalor, o dispen-
sador das forgas e da vida de todo 1
uWc
ida d
E' urna IndisposigSo sem imporlaa-
ciA... un aeomraudo passagero. nAo
ada. .. n5o ha Ja durar.
Ora, grag.s I Olhe, precisa datia-
hir se. Na ha nada cimo a diatraegao
para collocrr nos seus eixos soja l quera
for.. A earpa nio quer hoja morder no
anzd. Quar ir coeiraiga pascr uus br-
dalos na :-.rea do br.-.'inho ?
-- NAo... obrigado... Hoje nSo...
Nassa caso, deaga coratoiga para a
jangada... conversaremos.
Paulo li-'itou, mas urna idea sbita atra-
vessou lhe o espirito : a da interrogar o
Fuinha s>bre o Paquena GsteIlo.
Sabenio qua o jovaa pescador nlo sa.
hia era de dia nem de nota das margeos
do Msrno, lissa aorasiga :
Por ella saberai talvaz
sa. .
alguma cou-
lecia sa.. .
diz-a
era qualquer outra causa ; o aenhor come-
ga logo, assim sera mais nem menos, da
naito para o da, a aborrecer-sa Ja peSca a
nzA Ora, quul I lata nao seria natura!,
e nAo acredito era aemelbanta couaa Est
doente ?
NAa, aeu amigo. Por qua ma faz
e6ta pergunta ?
Porque o acho pallido. Est
um ar nAa aei como ; era summa, muiou
Je phyaionomia de ante hontam pra e.
Ser a bera d'jgua insalubre para o ae-
nhor ?... lato j sa tem visto..
' NAo creio, replicou Paulo.
Entretanto, tera qualquer couao, nAa
est no san estado normal. Isso entra pa-
los olbos dentro 1
Vanas.. .. viraos..
prosoguio Julio Boulenois.
Pois bem, v l.
Ora :.t qua afna! .. EntAa desga
e tome sentido' de nSo escorregar. Com as
suis botinas, cousa que lhe poderia acon-
tecer., o o senbor ria parar debaixo da
jangada.
Emquanto fallava, o Fuinha deixon-se
e3eoiT*gar polo plano inclinado da ribanceira
a j estar sobre a jangada, estonleudo
a raa a Paula, qua chegou ao laJo dello
sem accidente.
Quer segurar na nha? pergadtou
Boulenois.
NAa, coutaatar-raa-hai era v:!-a pes-
car.
Gor.o quizer.
Passou m oite aqui ?
- Nao. Vira ao romper do diA nica-
mente para preparar tudo.
-. E foi feliz ?...
Quanto a isso, na 1... 01h,a s pa-
ra a redo 1
Paulo, debrucindasa zahr': a boira da
jangada, levantou a roda quo estiva mer-
guibada n'agua.
Como v.... conticuou o Fuinha,
dous sargo to< o ura barba pequeo.
Nem vala a pena E nfim, talvez saja ago-
ra mais t'olz.
Atirou a lnha u'agua.
O filho da Riymuaia tiuba daixalo ca-
hir le novo a reda, e oa seus olbos volta-
vam-sa para ss ribanceiras do Pequeo
astellu.
Ah dissa o pescador maia voz, [
syatema, e cuja constituigAo offerecc-nos a
i maga m e o typo dessas myriades de soes
esparsos na imraensidade do uoiverso. Es-
te grande e tudo tera faces bem mltiplas:
solicita a contribuigAo da gemetra, do as-
trnomo, do physico, do chimico o era bre
va, sem duvida, a do gelogo.
O estudo physica do astro central corae-
g u pelo do sua ?uperfi:ie e dos grandes
accidentes que-ella noa apreaenta. Por es
sea accidentes estre u a photographia sa-
lar, que, em brava, p ie nao s rivalsar
com os desenhos que at entSo tinhamoB,
como nAo tardou a excdelos. Pela com-
paragaa dos desenhos devidos aos msis ce-
lebres astrnomo ou aos mais habeia ob-
servadores, podemos ver quanto a im?geru
photogr. phica os excede em exactido e
em verde. Em breve viraos a arte dafix:r
as imagens mis elovar-se c tom&r-se um
instrumento de descobertas, quer revelan-
do us a verdadera constituigSo dos lti-
mos elementos da photosphera o mostran-
do-nos a unifarmidaJe de sua oonjtitugAa
em todas as partes da superficie do astro
e em taJoa es accidentes que a modificara,
quar desvulando-nos a existencia dessa re-
do photospberica que escapara ao poder
dos maiores instrumentos. Estes tefiaea
resultados mostraran] nos que era chegada
a poca de elevar sciencia solar nra mo-
numentos digno della, registrando dia por
dia 03 phenomenos de qua sede a su
perficie do astro. A es3e trabalho :um-
prir additar o estudo do poder de sua ra-
Ji.-.go e tambara o de sua qualidade, per
meia dessas imagens prismticas, de tao
grande importancia para o conhecimento
da natureza intima da materia solar e das
modficag3s phyaicas qua podar ella ex-
perimentar.
Esses ann-.es salares lera tanta importan-
cia como os annaes di his'ori. porqaanta,
sa estes interessam poltica das naces,
aqualles preparam ao hornem o conheci-
mento do universo com todoa oa fructos de
poder e de goso ntellectuaes qua dah de-
correm. Paralelamente a esses estudos
sobre o astro central de nes3a systama, a
sciencia prosegue em outros que nAo pa-
jera s r considerados isoadamenta. De
tacto, o tol nada mais do qua urna es
trella, e, si sua proximidade relativa, si
particularmente a titulo de specimen Je
estrella que elle deve interesaar quera aspi-
ra ao conhecimento do universo. Sob es-
te ponto, o (stuio do sol apenas urna
prepars-gio, e, si de vemos appliear-nos com
tAo perseverante energa ao conhecimento
de nosao aysteraa, pars melhor armar-nos,
para raa;a fortalecernos.
A sciencia astronmica u2o esperou es-
ses progressos para iniciar o estudo Jo co:
desde a origom da astronoma, a enuraera-
gAo das estrellas, a fixagAo de sua posigao
poder de seus raios facilitara seu estudo, o
e do poder de seus raios attrabi'ram a at-
tancAo d)3 astrnomos. Vimos que, com
igual xito, a photographia se appoa a
este novo objeoto : d nos imagens que
quaudo apanhadas com as precang3es indi'-
cadas pela sciencia, parmittem medidas qua
pelo menos nvalisam com as obtdas na
observagao directa (1).
E' verdade qua a photographia d o po-
der radiante dos astros -Aferentemente fdo
que a observagao ocular, mas, em compen-
ssgAo, de modo mais constante e mais se-
guro. Aqui a immensa vantagem consis-
te na observagAo instantnea de cartas que
exigiriam annoB de observagAo; vantagem
inestiraavel.porquantoperraittr fazer, em
tempo relativamente curto, um inventario
completo do todas as riquezas celestes. Vi-
mos, certo, que cssas cartas photogra-
phicas s poderAo ser transformadas era
catlogos apoz longos o penoses clculos :
mas isto de algum modo, questAo do
burorac.a scientfica e em nada diminue
a vantagem desta smultaneidade na ob-
servagAo dr.s imagens.
Sabis, senhores, que o observador do
co descobre, alm dessas cstrelhs, esses
mystrioao3 accuraulo de materia csmica,
aos qaaes se prendara os mais importantes
e obscuros problemas da farraagao do uni-
verso. Sua prodigiosa distancia pouco au-
torisa a speranga de, neaseB astros, de-
terminar moviraentos bastante pronuncia-
dos para dahi tirar conclua3es exactas.
Neste ponto, a arta photographica tornase
um auxiliar de valor inostiruavel. As
imagens de alguns dessas corpo3 j tra
Jeixad j distanciados os desenhos dos mais
celebres stroooraos, c si podemo3 esperar
progresaus neste estudo e deixu s futu-
ras gercgSes documentos minuciosos, s
photographia o devemos. Quanto aos co-
metas, de qu". j nos oceupamoj, a photo-
graphia nAc tera do alii. de tentstiva.
peixa
acab(> de sentir morder. Temos
graudo. Deve ser carpa.
Paulo nAo responda e continuava a
olbar.
Que diabo est a seahor a examinar
daquelle lado ? perguntou o Fuinha admi-
rado do su silencio.
Nada de extraordinario... Conhece
aquella propriedade ?
Que propriedade T
Alli, em frente...
Conhego perfeitainente... o Pequea
Castello... assim que o chamara. um
dos racus numerosos dominios.
Um dos ana dominica I repetio Pau-
lo. Como assim ?
Quando passo as notes na psca e
sinto-ma muito cansado, trepo-mo IA para
cima e vou me estaudar debaixo das arvo
res, onda durmo como na minha cama, ao
abrigo do orvalbo. Bam v que fago o pa
pal de propriataria.
Com que entAi, j tem entrado no
parque ?
Muitas vezas. Da noite e at de
dia.
E se o pilhassein ?
Nao hava receio ; a casa estava va-
sia. A cousa foi antes da terera-n'a ven-
dido.
Ah 1- a casa acaba de ser vendida f
E' verdade, ltimamente. Qunze
das ou tres semanas, o uns qua ple
haver.
Saba quam coraprou T
-- Hornera, nAo sei. Tudo quanto sei
que ha l duas mulheres...
Ah I exciamou Paulo, duas mulhe-
res ..
E' exacto, urna regulando de rinta e
oto a quaranta e cinco aunas, que deve
ter sido esplendida na sua mocdada, c qua
anda bem passavel, palavrinha...
E. .. a outra ?.. perguntou anco-
samente o filho de Rayraundo.
Ah a outra ter dezenova anuos,
quando muito.. Dave ser filha de um se-
nbor que vi outra dia em carapanbis della
na casa de pasto da ilha, onde j uraa vez
eu o havia encontrado... Ah Sr. Paulo,
cono b-'lla aquella creatura I... Quer
crea, quer nao, sustento-lhe que as deus.-.s
e rainhas representadas naa raais afamadas
pinturas dos museus n3o seriara nen sa-
quer dignas de amarrar-lhe os cordSes dos
sanatos.
E essa moga. .. assim tAo bella.
Eis, senhores, muito em resumo, apazar
da extensAo deste discurso, o quadro das
prncipaes applic 3as que a photographia
tem tido em astronoma. Como eu dizia,
pudeates verificar que, naquella campo,
ella prepara urna revolugAo. Taes appli-
Cf.gSus n3o dovera limitar-se a esta scian-
cia ; quizara que toda a sciencia ahi vssa
ura exemplOj sem duvida o mais eloquente,
e que amplatncnte utilisasse esta grande
descoberta. Sim, utilisamos, para o pro-
gresso dos nossos conheciraentos, essa ad-
miravel ratita que nos conserva as ima-
gens que ahi v a fixar-sa, nAa alterando
a exacta rclagAa de poaigAo das partes, e
d destas a medida do brilho relativo ; qua
at ve objactos que nossa vista incapaz
de perceber e que, pelo accuraulo (seja
dito) indefinito das acg3es que permita,
reveanos phecomeno3 que a fr a queza la-
minosa dos olhoa pareca tornar para sera-
pre ioaccessiveis.
3enhore3, n:ste mesmo recinto, no dis-
curso inaugural de presidencia, era 1882,
dizia eu : A carnada sensivel photogra-
phica a verdadera retina do sabio. Ao
ter rain'-r, seja-me pois, permittido dirigir
a palavra a esses jovens sabios, cheios da
tal nto e de futuro, que em si concentra
n03sa asaocingAo, agora un Ja, forta e po
derosa, e dizar-lhes : Apoderai-vos cora-
josamente desta deseberta franceza, des-
te fructo Je genio nacional io que at hoje
demasiado temos descurado ; applicao-o a
todos os ramos de saber que cultivis c
era breva colhere3*para \ honra legitima,
para a sciencia bellas conquistas, para nos-
sa cara patria nova gloria.
J. Janssen.
(1) Nesta ordem de ideas, o orador ana-
lysou os trabalhos do Bond, de Rutberfurd,
de Goul I, Jos irmAos Henry; e mostrou
co ao os destes ltimos de projecto da construcg3o de uraa carta pho-
tographica do o.
esteva na casa de pasto da i (ha em com-
panhia de am bomem ?"
E' verdade... Cora o novo proprie-
taro do Peqneno Caalello, segundo me pa-
rece. ..
Est certo se essa mega mora na
propriedade ?
Com a breca !... Pelo nieno l a
vi... e ?t fallei cora- ella...
Voi !.. Como T...
Fui. perguntar se queriam comprar-
me o peixe que su hava pescado. Encon-
trei as duas mulheres, a madura e a joven,
u'uraa alea. Apresentei a miaba mercado-
ra. .. a joveu estavadispostn a compral-a,
mas a madura inpedio-rae de fazer o ne-
gocio. Voc Sabe perfeitaracnte, minha
querida Martba, disse ella, que o nosao jan-
tr de hoje est preparado, e o peixa nAo
se conserva fresco at amanhu. .. Em
summa, nada consegu. ..
EntAa, ella chamase Martba? 1 rcur-
rourou Paulo, quo nAo consegua oceultar a
sua emegao.
De certo que chama-se Martba. ^-.
Mas, com mil bombas I Jir-se-bia que isso
o int;ressa .. Vo-a j, por acaso ?...
V-8, sira, oh vi a I responden o
mancebo com involuntario arrebatara'cnto.
E' bella cama urna madona, e o canto dos
anjo3 nAo pode ser tAo melodioso coma a
sua voz.
Ora vejam s I exclamcu o Fuinha
rindo se e olhando para Paulo ; nAa me
admira agora que quizesse conversar com-
migo... era para me fallar nells... e,
se nao gasta mais da pesca, porque gas-
ta de outra cousa...
Paulo, comprehendendo que acabara de
trahr se, ficou verraelbo como uraa ce-
reja.
O pescador continuou :
E essa outra causa a moga do Pe-
queo Castello.. Ahi est a causa da sua
melancola. E* por isso que anda to
triste e tao pallido. ^Sr. Paulo, conhega
ben r. oasa... eiW pilhaJa !... Chia
na redo I Em outras palavras o senhor
est spuixonado pela pequea.
O manceba abaJoM a c:ibega."
Desejava sahr, balbu.eiau elle, se
essa moga filha do noraem quo voc vio
em comp ilha...
Quanto a isso u,ida pisso diaor.
{Coritnuar se-ha)

Typ. do Diario ra Uacjuc de I'sh u. i

1
-A'..-i!.~ BBBBBB1B1

I
bH


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