Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19414


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Full Text
ANNO HIT NMfiBO 111
PlMI A CAPITAL E LIGARE* OMMI tfJLO E PACA PORTE
Por ..res ne*e8 adiantadoa............... Tonm
Por seis ditos dem................. lfK
Por ntn anoo idetn................. A100
Cada numero avulso, do rsesmo dia............. 0iw
QINA-
MAIO DI 1888
PAUA DENTRO E FR.I DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados............. 130500
Por nove ditos idem................. 20)0000
Por um anno idem................. 270O0
Cada numero avulso, de das anteriores.......... 100
NAMBUGO
proprtaltf ot JHattotl iifiurira oe iiria lijos
TELEGRAMMAS
SERVIEO PS1I5UUS 00 DIARIO

RIO DE JANEIRO, 13 de Maio, s 3
horas c 50 minutos da tarde (pelo cabo
submarino.)
Foram Horneados presidentes:
Da provincia de AlagSas o Dr. Jos Ce-
sarlo de Miranda Monteiro de Barros ;
Da provincia de' Santa Catbarina o Dr.
Augusto Fausto de Souza.
Eoraoi exonerados os presidentes
Da provincia de Santa Cbathariaa, Dr.
Francisco Jos da Rocha ;
Da provincia do Amazsnas o coren ;l
Ivo Antonio Pimenta Bueno.
Foi concedida a commenda da Imperial
Ordem da Rosa ao er.pito Jos Gervasio
do Amorim Garcia. do Rio Grande do
Norte,
RIO DE JANEIRO, 15 de Maio, s a
horas da tarde.
Na Cmara doa'.Deputados o Dr. Felippe
de Pigueiroa Faris, deputado por Pernarn-
buco apresentou urna repreaantaca dos
operarios do Arsenal de Marinba d9 Per-
nambuco a qual foi distribuida a comais
sito respectiva.
O Dr. Cesar Zima, deputado pela Babia
apresentou um requerimento qua foi appro-
vado para qua a Cmara suspendess^ seus
trabalbns durante os dias 16, 17, 18 e 19.
Foi re;onhecido deputado pela provincia
do Espirito Santo o conselheiroJJos Fer-
n.ndes da Costa Pereira^ministn do Im-
perio.
PARS, 15 Je Maio.
O general BoulaDger psrcorreu o dpsj*
tamento do Norte agradeaendo aos seus
eleitores.
Xenhum inuiiente notavel deu-se duran-
te a escurslo.
O general protestou diversas vezes con-
tra a idea de dictadura, assim come contra
a de urna guerra offensiva que Ihes sito im-
putadas por seus adversarios:
MILO, 15 de Maio, tarde.
S. M. o Imperador do Brazil D. Pedro
II entrou felizmente em franca cenvales-
cenca.
MADRID, 15 de Maio.
S. M. a Rbiaba rcg;cte e seu fiiho o jo-
ven rci partiram pa Barcelona afim de
inaugurar a exposigao.
88 vasos de guerra de diversas nae3ea
vieram a Barcelona assistir as festas que
vito ser dadas durante a exposicSo.
Agey-.ia clavas, filial em P rnambu:o,
11 de Maio de 1888.
sEBifico u im.mn
ROMA, 12 de Maio, noite.
O diario Osservatore Romano publica a
seguate noticia:
Sua Santidade oPpa Leito XIII acaba
de conceder a Rosa do Ouro a Sua Altteza
a Princcza Imperial do Brazil.
LISBOA, 12 de Maio.
Acaba de realis.r-se aqui um importante
metting popuhr contrario a acelo da Coro-
panhia de Jess e outras ordena religiosas
que em desobediencia s Uk vigentes,
exerc;ra a sua aecao era Portugal, oceupsn-
do-se inulto do ensino di-s craan^as, e do
ebras da beneficencia, bavendo-as reali
sado protisso'es, principalmente de senbo
ras.
liiiesaiusa
DE
P0BTIU4L E BRAZIL
PELO
Conselheiro JoSo Manoel Pereira da Silva
vi
(Contin u a-cao)
Coni razio. sob varios aspectos. TitoLiwu en-
riquecer e ubrilhantara a lingua latina: empre-
gara un ostylo animado, primoroso, admiravel:
realzara pela elevago dos sentimentos e inspi-
raro do patriotismo. Metbodo, ponipa, gravida-
de, interresse dramtico, elo descripcOes pinturas vivas, quadros esplendidos,
tudo na sua Historia Romana augura com deslum-
brante gara, e -e lisa com harmoiria iuexcedi-
vel- ,
(Continua)
PARTE 01T1CIAL
ROMA, 12 de Maio.
Termioou na Cmara dos Diputados a
discuseao da interp a^o Sobre a poltica
externa approvand.-s, por grande maria.
urna onocSo de coefi^n^a ao ministerio
Chrispi.
Urna propaata de eL-gios s tropas ita-
aa da expedico da Abyssioea foi vota-
da unnimemente.
Outra pr>p>8ta rel-tiva a evae-ua^ao to-
t. Je Mtsscuah f.i repelida p:r grende
oria.
LISBOA, 13 de Maio, 1 uauba.
Cbegou aqui boje o R-i da Succia que
v u pagar a visita que c Re de Portugal
! fe em 1886.
O estado de sale de S. M. El-Rei do
Portugal impidio-a de acompaabar o Rei
da Suecia e Noruega.
MILO, 3 de Maio.
A molestia da S. M.'o Ii>per<.dor D. Pu-
dro II srgue um curso s. t;sfactorio. O
do do lustra enformo contina a me-
r.
Servido directo
15 de Maio.
Governo da provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO-DIA 13 DF
MAIO DE 1888
Albino Fcrnandes C Sim.
O noesme Sim.
AuIoqo Jop de Fretas. A > 8r. director do
presidio da Fernando de Noronha para dar co
uheeiaiento ao tnpplicante do as ompto do offieio,
a que juoto, do juis de direito de Jaboat&r.
Clara Mara Stve Baptiata. Infotme o 8r.
eoinmandaoti da escola de apreodires aarinhei-
ros.
Bacbnrel Jcs Aunstacio da Silva Guim&raes.
Iodeferido. #
Bacbarel Lmiolpbo O'ytDpio dos Ris Cimpello,
Joaqoiai Lacillo de Siqaeira Varejio e S Ivino
Aitonio RodriguesA le n. 1,860 do 11 de A
g sto de 1885, l autorisou o pagamento da gra
tificaco pretendida, tendo-se em confa a qoaotia
arrecadada ; da iuformHcSo de 31 de Janeiio de
1887 verificase que e e arrecadoa da divida li
quidadn 21:140X384, des quaea j foi paga a por
centugem devida ; oeabama prca autheatiea prava
que outra q'iiutia tivesse sido cobrada e recebida ;
servico nao f si de todo concluido pelos emprega-
doe dis80 :n.'umbicoi. NSo tom, portanto, proce-
dencia a reelimncSo e n.> ba mctivi para revo
gsr o acto anterior.
Btcbarel Mansei Ferr'ira Escobar Juuicr.
Informe o Sr. inspector da Theacuraria de Fa-
senda.
Manoe! Joi de Almeida Stares.Indefendo.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 14 de M*.io de 1888.
O porteiro,
. F. Chacn.
__ O Dr. delegado do 2' diatricto da capital,
commuaicou-me ter no dia 12 deate mea feito re-
messa ao Dr. jais da direito do 4- distriets crimi-
nal do inqaerito policial procedido contra a pr&ca
do 14" balalhao de iofantaria, Joaquim -Jv.se dos
Santo?, ciino autor des farimentos praticaios as
pessoas do subdito hespanbol Jos Mara de Car-
valho e a praca da guarda cvica n. 117 Jos dj
Medeiros Campos, em 5 de Abril ultimo.
O subdelegado do 2- diatricto da Boa-Vista
fes remessa ao Dr. juia de direito do 4- districto
criminal do inquerito policial procedido cantra
Lucio Casemiro Justiniano, como autor do asaaa-
ainato de sua propria mulh;r Mara Francclina
R Deus guarde a V. Exc.-IHm e Exm.
Sr. desurebargador Joaquim Jos de
Oliveira Andrade, muito digno presidente
da provincia.O chefe de polica, Francis-
co Domingues Rbeiro Vianna.
LISBOA.
El i da Si
gr..n3e
Foi offereci oS.
.lega e reblisou-se b.j- un
ite r.o paQJ desta ci !ade
M. El re D. Luiz, brailia real
a es ministros assisliram.
*. M. El rei vai me'bor.
MILO, 15 de Maio, manba.
O est.ida de 5. M. D. Pedro II pr sen-
mu meibera sensivel.
Repartiese da S'olleia
2 secjo. N. 407. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, em 14 de Maio de
1888.-Iilm. e Exm. Sr.-Participo a V.
Exc, qua foram recolbidos Casa de De-
tenjao os seguint38 individuos :
No Jia 12 :
A' minhi oriem Manoel Corris da Costa, afim
de cumprir a aentenca do mximo do art. 22 do
Regulamento de 6 de D.-iembro do anno passado,
imposta fel Presidencia ; Manoel Talles de An-
drade, como vagabundo, reaettido pelo subdele-
gado da Varzea; Joaquim Goncalves Vieira,
rinda de Limjeiro como sentenciado e Francisco
Sunes da Silva, a espera de communieacao cru-
cial.
A' ordem do Dr. delegado do 2 districto da ca-
pital, S-.bastiana Mara da Conceiy2>\, por distur-
bioj.
A' oriem do subdelegado da freguesa da Re-
cife, Jcs dos Santos, como vagabundo.
A' ordem dj de Santo Antonio, JcSo Pedro de
Oliveira e Lib.-rato Francisco de Araujo, presos
em flagrante, por crime de ferimentos.
N. dia 13 :
A' mmha ordem, Pedro da Costa, viudo da Var-
zea como alieaade, at que tenhu o conveniente
destino.
A' ordem do Dr. del gado do 2> districto da ca-
pital, Joaquim Alves Pereira, Joo Bento Pereira
o Jos Antonio de Sjuza Ferrer, por disturbios e
aso de arpas deten.
A' ordem do aubdel'gado do 2 districto da fre-
guezia da B a Vista, Mauoel Viente do fiaac:-
mento, preso em fligrante por crime de ferimen-
tos.
Pelo subdelegado do 1 districto de Aff ga-
do, f J reniettido ao Dr. juis de direito do o
districtj criminal o inquerito p-rreial, procedido
contra Manoel Dims Rib-iro, pjr crime de more.
O subdelegado da frrgueiia de Santo Anto
nio, remetteo ao Dr. juis de direito do 2 distnct-
criminal o inquerito policial procedid i costra Josu
Claudino Tavaree da Silva pelo crime de ferimn-
l tos leves.
MARIO U PEMIAMBuCD
\oticias do sul
O f aquete ingles Tren/., chegado no domingo, foi
portador das seguintes n.ticii's :
aciheo e Blo da Prala
Na corte havia lolhai de Buenos-Ayres e Mon-
tevideo at 1 do corrente mez.
Annunciava-se a pr. iiin,a partida para a Europa
do orficial da armada argentina Martin Gnerrico,
commissiooado p-lo goverse da atudar'os meios
de formar urna esquadra de cruzeiros de sjstema
moderno.
O ex-general da divUao Jos Miguel Arrel aJ-
solicitcu a ba ruictegra$2o no exercito argentiao.
visto, segundo a'Iegou, teram desappareuido as
causas que motiVaram o Sen pedido de domissio
em 1887.
L^renta annuociou qaor o presidente da re-
publica- era .ab.rtameute sycnpilhica 4 reintogra-
cao, c que tinbam desapparecid:) aiguinas duvidas
que surgiram acerca da neccasidade legal de in-
tervir ou nao o congresso em semelbanto acto.
Os seoadores urugusyos general Luir Eduardo"
Prez, Dr. (Jarlos de Castro e J. L. Cuestas, apre-'
sentaram cmara de qua fasem parte um pro-
jecto de decntj destinado a excitar o poder eze
cutivo a denunciar o tratido d; extradieco, cele-
brado a 12 de Outnbro de 1851, entre a Repblica
Oriental e o imperio do Brazil, afim de que deixe
de vigorar u maia breve possivel. Nease tratado
estipulou-se a obrigacao de entregar o governo
uruguayo, alm doa rjs de delictos communs, os
desertares do exercito e da armada e os escravoa
fgidos que pasaassem a froateira e procuraasem
a liberdade no territorio da tepubca. O general
Prez, justificando a apresent^ao do projecto,
dase que bem psdeiiam as conveniencias em 1851
kvar a repblica a celebrar t.-atados em quo fi-
gurara taes disposico.-e; aas depois'd^ decorridos
tautes aon-js, o paiz rfao dvia cuutinuar aj -ito a
semelbante obrigacao. Accrcscentou que a ecca-
siao -propicia para a denuncia do tratado, par-
quauto aeria verdadeiro cOntrascaso continuara
vigorar a obriga^Ss de entregar eacravos fgido
quando ns Brasil se frc-nii> 'm forca crescente
a opinio favoravel suppress'o da 'acnrr*ji^
Aa fulhas da corte publicaram os seguintes t-le-^
grarom-.s :
La Paz, 5 de Maio.
Dcu-se em Arge urna invas2o de indios, resul-
tando ccufl ctos de seria gravidade. As torcas
de que diapunhim as autoridades iocaea foram tu-
sufficientes para repellil-os. Para aquelle lugar
partirsm tropas de linba. .
Buenos-Ayres, 5 de Maio.
O premio do ouro 44 1/3 /
As negociacoes diplomticos rntaboladas entre
o Chile e o Par, a respeito dos territorios de
Tacna e Arica, tiveram cm resultado a aasigna-
tura de um trstado cm que o primeiro d'aquelles
pases faz acquisicSo doa referidos territorioa pela
quantia de des milL.s.
5 de Maio.
O 8r. Cambaceres foi eleito presidente do se-
nado argentino.
Regressou bontem o vapor de guerra Villarino,
ltimamente restaurado. I
A Associacao da Imprecas recuaeu a admissilo,
em s u seio, dos 8rs. Dr. R. J. Coreano e^Oapede-
villa.
Esta resolaco tcm despertado censuras.
Mootevidj, 5 de Maio.
Na cmara doa deputados comecou a diacusso
do projecto estabeecenoo a incompatibilidade dos
empregos civia excicidos p.ir militares. E' quasi
certa a adopeo deste projecto.
Tem a-jgmentaio a epidemia de dipht.ria, ha-
vendo graue mortalidad.; de criancas.
Valparaic), 6 da Maio.
Eneeirju-se a sessio do Congresso Chileno, nao
baveodo discurso preaidencisl de eneerramentJ.
Buenos-Ayres, 6 de Maij.
O Dr. F. Poase, ministro da juatica, rogreaaou
da sua excurso ao interior, onde foi visitar as es-
colas publicas.
O C:ub Navul vai off^recer um banquete. com
missao argentina de limites, qJS ha poucs re-
gressou dj Brazil.
Estrecu bontem a companhia lyrica do maestro
Ferrari. O theatro eslava repleto. Foram alvo
de grandes ovacoes o tenor F. Tamagoo, bartono
Dovoyod e o regente da orebestra maestro Mauci-
oe'lli.
Na eetacao Jacobi, da estrada de ferro de Men-
doza, foi assaltado um trem mixto, travando-se
conflicto eatre os passageiros e os salteadores, re-
sultando mutas mortes e ferimentos.
Montevideo, 6 de Maio.
A careara dos deputados rejeiteu im 2.' dis-
cussSe o projecto do le eatabdecendo a separs9au
dos empregos civis e militares.
Vio ser entaboladas negocalo.s diplomticas
entre o Brasil e esta repblica, para a conclueao
de um tratado de commercio, do qual foi encarte
gado o Dr. D. Blas Vidal, em missSo tspccial no
Brasil.
O governo vai. apresentar ao parlamento um
piojecto d; lei, concedendo ao Banco Nacional o
privilegio exclusivo da emisaao do pap^l moeda,
sendo esta permiasSo retirada aos outros banejs
Muitos deputados e senadores mostram-se fa
voraveis a esta reforma, bem como a imprensa em
geral.
La Paz, 7 de Maio.
Na regiSc de Beni .rm detcobs.-taa m:nas de
curo.
Buenos-Ayres, 7 de Maio.
O premio do curo 44 3/4 "/o
Vai ser promovido ao posto de brigaieiro o coro-
nel Garmendia, chete da commisdio de limites
e^tre a Republica-Argectin- e o Brasil.
Baixou o preco do gado, t. ndo sido este auno o
abatimeut) relativamente peqaetto.
Corre o boato de que o assalto a um trem de
passageiroa, da eatraaa de ferro de Mendoz, na
estacij Jatobi, foi feito por um teacnte com auxi-
lio de alguus vigilante. A polica est erepre-
gBalo as mais activas pro7d ncus na perseguir;aj
los salteadores.
Montevide 7 de Maio.
Tem augmentado a apidem'a a vanla, ha-
vendj varios casos fataes.
O circulo militar reunic-3e em sestSo para tn-
tar de assumpto relativo ao ex presdeme da ra-
pub.ica, capito-general D. MoX.aio Haatos.
Contmaam, na Colunia, com animacao e gran le
concurrencia as touradas, indo muitos aina-rcs
d'aqni e ao Buenos Ayrer.
Ua> grande incendio acab i de destruir um mol
abo perto da eidade ; as perda sao avahadas em
40,000 piastras. Cjntam.se tres bombeiros feri-
dos. sendo um gravemente.
0 cruzador brasilciro Trojano acaba de chegar
a cate porto.
Coatiuu a reinar o mais perfeito aceordo de
vistas entre o govorno e o parlamento.
Abre se aman ha o congresso argentino.
Blo ti.-ande do Sal
Datas at 2 de Muio.
Pobre a estrada de ferro de Qiaraby a Itaquy,
le-98 no Diario do Rio Grande :
Picoa completamente prompta a estacas da es-
trada de ferro de Qiaraby a laquy, nesta ci
dad*.
i O trecho quo ao conta de Uruguayana ao Ibi-
cury csti pr.mpto e t espera auto.-isacj do g: -
verna irjra ser inaugurado.
1 A cnstrucc/u da ponto do Iocuby est bas-
tante adiantuda : as c.lumnaa pnneipaes, as cen
trac, todas de ferro, j4 esto ass;ntadas.
a Opioio de algucs peritos por estes quatro
oa cines mezos citar prompta a ponte.
O terrapleno d.-cU eidade ao Ibicnby est
prompto para receber Crhos.
h A machina que devia trabalhar daqui ao pas-
so do Sauta Maria, Ulves antes da concluso da
panto, ja est om construccSo no referido pasao.
* O estado dos tra balboa animador e parece
que o Itaquy, por todo este anno, ter o prazer de
onvir o silvo da locomotiva.
Tendo levantado grande clamor em Bag o
fesbaineuto das cusas commereuea aos domingos,
pjr ordeo da cmara municipal, runiram-se os
conmerciantea, e, depois de longa discussS), re-
sjlvcraui nomear em commisso oa Srs. Domingos
Dame, Ovidio Cirne, J.2j .Pereira de Mendor.^i
Ltoae Martin Liblet, para apresentar atu pare-
oql afia deste ser remettido presidencia da
provincia, dipjis de receber a adheso da maic-
is dj commercio.
A alfsndega do Rio-Grande renden no mes
fido 191:589/578. Em igual mez do anno pis
saJo 200372*790. Menos agora 8:783J212.
*- A mesa de rendas arrecadou no mes de Abril
fiado 27:704/660. Em igual mez do anno passa-
da 20:120/057. Menos agota 1:415/388.
^ Fallecsa em Bag Antouio Pinto Guedes.
8. P-.-ulo
Ootnk at 7 de Maio.
Em Santos deu ;C o seguate desastre :
Leoardo de Oliveira, cinductor de unu carroca,
ao psssar com o vehculo que eondosia pertj de
uroas chapas de ferro que se acbam collonadas so-
bre a sargeta, teve a infelicidade de tropecar
n'oma desdas chapas, indo ao chao e passando-lbe
as rodas da carroca, que se achava carregads, por
sob e o tronco.
Ligo que se deu s acdente, foi o offendido
condusido para um armazem prximo do logar e
dalpira a pharmacia Toledo, ende lhe prestou
os primeiros cuidados o Sr. Dr. Arlindo Es-
quive I,
O infeliz foi dspois transportado para a Santa
Casa, onde falleceu pouco untes das 5 horos da
tarde.
Fjlkceram: ero Lorena D. Francisco Ri-
rae"o Marcondes de Andrade e no Soscorro Anto-
nioJL'.'opoldino de Toledo.
Fallecer a 5 na eidade de Campias, o Con-
de Paruabybi, Antonio de Queiroz TjIU's.
De familia importante da provincia de S. Paulo,
Conde de Pwnabvba all represont.u saliente
PP'), ao_t_D8 asseubla proincial como ulti-
m'atneate na presidencia da provinciirquc iuc ove
importantes melhjramentose assignaladosservicos.
Sao conhtcidos os seus esforcos no iatuito de
chamar immigrantes para S. Paulo eos Multa-
dos ob'tidos t jram em grande parte devidos a me-
didas qua propoz e a assembia provincial ado
ptou bem como a outra de compete acia adminis-
trativa que poz em pratica.
Na ultima viaita que S, M. o imperador fes a
8. Paulo deaaovolvcu o Conde de Parnabyba a
maior actividade para que fosse digna a recepeo
do monarcha.e ple-ao entio apreciar a estima
em que era tido e a legitim uni-.-neia que all
ui acia.
A tstrada de farra Mogyana, de que foi pre-
sidente, deve-lhe em grande parte o sen desea
volvimeuto.
' De g nio jovial, de trato ao.eno e accessivel a
todos, o Conde de Parnabyba, embora chefe de um
partido poltico, gosava a coasideracao e estcoa
dos seus adversarios.
Ha poucos dias esteve aqui na corte, onde viera
para assistir aa embarque de umeanbado que par-
ta para a Eur.pa, e parece que daqui le/ou o
germen da molestia qis lhe apagou a existencia.
Gammendador da erdem d Rosa, v;s:onde com
grandeza em Maio de 1887, foi elevado a conde
depos dT viagem do Imperador a S. Paule.
n0m a roorte do Coade de Parnahyba perde a
pio'ncia de S. Paulo um}doa filbos que mus a
tem honrado e mais servicia lhe prestou.
O presidente da proviucia, coso demoaatra-
cao de pesar pslo falkcimento do Cnl-J de Par-
nabyba, mand&u fechar as reparti(0js publicas
da capital.
F. ram para Jundiahy uina forji de linna e urna
banda de msica para prestaren ao finada a
honras fuutbr.3.
loas Cieraea
Datas al 7 de Maio.
Segundo um telegramma de Juis de Fora, de
1, o resultado da eleicao da senador de 329 paro-
chas o seguinte :
Bario de Santa Helena 7,386
Commendador Soares.....7,276
Cosario Alvim......7,016
Carlos P>ixote ...... 6,658
Fidelis Botelho......6,553
Carlos Affoaso......6,459
Oitenta alumnos da escola de pharmacia e
d sj pharmaceuticos da capital da provincia, di
rigiram a S. A. Regente orna representaco no
intuito de serem acamellados os direitos da classe
a que pertenoem, prejudicados com a faculdade
concedida presentemente a ndividaos sem a pre-
cisa idoneidade scientifiea para o exercicio da
prufisbio.
Falleceu eaa Ouro Fiao o professor de pn
,a iraslBttras c*piio Antonio dilverio Moateiro
Blo de Janeiro
Datas at 8 de Miio :
O senado concluio no dia 5 a eleicao das suas
cemmiso s permanentes.
m seguida approvou os tres pareceres sebre as
ultimas eleic5es de senadores pelae provincias do
Bio de Janeiro, Bahia e Minas Geraes, orando a
icspeito do segundo os 8rs. Dantas e Fernn es
da Cuuba.
Prestara u juramento a tomaran assento os Srs.
cous Ib iros Pereira da Silva, Pereira Franco e
Bati d" L-opoldina Esgotou-se a ordem do
dia.
Na cmara doa deputados nao houve sesea: por
falta de numero,
No dia 7, no senado, propos o Sr. Correia que
.a acta a- uterisM um voto do pcs;r pslo fallec-
o dj Sr. Junjueira, o que foi unnimemente
..ipr^vadj.
O.-ou em seguida o Sr. Bar; de Cutegipe expli-
cando os motivos que determmaram a exoneraso
do gabinete df 20 de A. ato, e o Sr. Joao Alfredo
xp.m.10 as raaoes juatfieativ=3 da for.nico do
aC'Uil gabinet-'.
Sobrd o m amo aisuicp'o ainla t >maram a pa-
lovra os mesmos Srs. seaalare e os Srs. Silveira
Martina e Aff.nso Celso.
Anuunciando o Sr. prtjidcnto do conacho qu*
tiaaa de rctirar-sa para a outra cmara, deu-se
p.r.i'ucerrada a discussio.
Suspeasa i se3sS;, prosegua d-piis de nm quar-
to de h r, e foi encerrada sem debate a tflMoasas
das mil r:i> dadla para a ordem do dU.
Na cmara d-p-'is da leitura das astas das sos
toes antecedentes qua foram approvadas sem de-
bate, e na hora do expedieute, o Sr. Affonso Celso
Jnior tratou de manifestar as suas ideas em re-
lacS) ao progrsmma do giv ru, chamando a sua
attenco para a administraco das provincias e
especialmente para a de Minas Geraes.
Preenchids a h ra do expediente, paesou-se
ordem do dia, sendo eleitos os membros da com-
missao de constituclo e legislacao.
A eleicio das demais commisedas ficou sdiada
porgue nma hora e meia da tarde apresentou se
o ministerio.
O Sr. Mac D.woll expos cmara os motivos
que determinsram a retirada do gabinete de 20
de A|osto.^
O Sr. Juao Alfredo, presidente do consclho, de-
pos de dar as razo;s da fora sea o do ministerio
de 10 de Ma'C-', declarou quo o seu piogramma
cst-.va exarado na Falla do Throno e que h. je
aprcs-ntarla cmara o projecto de ab.licao im-
mediata e incondicional da es;ravido.
Fallaram aiuda : em nome da minora Lb ral, o
Sr. eonselheiro Maciel; da trcelo abolicionista, a
Sr. Joaquim Nabuco ; da dissideocia, o Sr. Lou-
renco de Albuquerqne e da maioria conservadora
o Sr. Duarte da Az;vedo, promeU?odo todos o
apoio ao gorerno quanto a quosto do elemento
servil.
A sesso que terminou s 4 h >ras e 5 minutos
da tarde, esteve concorridisgima, sendo avultado o
numero de s.v.h.-ras as tribunas reservadas aos
senador, s e ao corpa diplomtico.
Na 8.a pagina pub'.icamni a parte mais inters-
santa da acsilo do senado de 7, e sob a rubrica
Interior, a da cmara, do mesmo dia.
O Jornal do Commercio de 8, notkli nestes
termos o fallecimento de seu redactor o Dr. Luis
de Castro:
O Jornal do Commercio acaba de soffrer incal-
culavcl perda.
< Oseo radiCtor-chefe, Dr. Luiz Joaquim de
Oliveira Csstro, suceumbio hontem, s 6 horas e
35 minutos da tarde, a insidiosa molestia que, pa-
ree*, desde longo tempo lhe minava a existencia,
mas que t ha pouco manifestou-se cono franqueza
e caminhoa precipitadamente em algu a das para
o desfecho fatal.
Extingui se urna notavel iatelligeacin. as
coraco cheio de bondsde, um carcter nobre e al-
tivo.
Est vasio largo espaco na impreosa brati-
leira.
Durante 27 annos oceupou o Dr. Luiz de Cas-
tro nestt folha o primeiro lug^ar, sem que em torno
de si crease urna desaffeicao. No meio da lucta
de interesses e pairo;s, que em to largo tempo
presenciou, nunca o seu espirito rosto, criterioso e
perspicaz se Iludi, ou se iffuscou; cus palavra
despreteneiosa e convicta, sua penna vigorosa e
leal, estiveram sempr: ao lado da causa justa o ho-
nesta, e ao servico dos interesses legitimes do paiz
que adoptara como patria.
a Modesto e concentrado, mal permittia, anda
aos mais ntimos, apreciar o copioso csbedal de
conhecimentos v.-tritds que passuia, e que t :n-
vo'nntariamente revelava quaado, em pbrase sim-
ples, mas castica, profligava abusos, e afiroutava
poderosos com coragem e independencia, que po-
dero ser igualadas, jamis excedidas.
Calmo e fri na apparencia, tinba anda aos
61 annos de idade as crencas vivases da laocidade;
ama va a hberdc.de e o progresao, a verdade e a
Justica : riMMagia'va arefente culto ao d.-ver e a
"honra ; nunca na tnica alvissima da sua honesti-
dad? pouson sequer a sombra de urna 8U3Deita.
i Forte e boj), oLjcoah.pia iuimigos. nem euar-
dava runcores : quando, apj as lutas da imprensa,
depunha a sua volcte penna de jornalista, esque-
cia inteirameote aa off;oss e as iojusticas.
Feridos dolarosamente no ntimo d'alma, ncm
sabemos, nem podemos encontrar palavras qua ex
primara o noiso profundo pozar, que correspondan]
perda que soffre esta empresa, ou possam ser di-
rigidas, como ultima bominagem, familia cari-
nhosa. que agora, desolada, se agrupa em redor do
leito, onde o Dr. Luiz de Castro dorme o somuo
eterno.
O sabimento partir h.jd s 4 hiras da tarde,
da ra do Riachuelo n. 162 para o cemiterio de S.
Franciaco de Paula.
Espirito Sauto
Datas at 2 de Maio :
No dU 1 deviam, reunir se na cmara muni-
cipal de Auchieta es agricultores d< municipio para
tratarem da questao do elemento servil.
Babia
Datas at 11 de Maio :
Fuaccionava a assembiea legislativa provin-
cial.
Foi uomoado prcmitor interino da comarca
do Campo Ltrgo, o Dr. J iciotho Lopes da Rocha.
Victima de aotigos a ifrimentos falleceu ns
da 7 tarde o Sr. commendador Jos Vicente
GoncalveJ Tourioho, pac do Sr. Dr. Adolpho Tou -
nnho e do conselhoi o D m trio Tourinho, de sau
dosa memoria
O fiuado baxi ao tunulo cercado da estima e
con8ideriiclo de quantoa c cenheccram.
Era maior de SO ann.a.
alafAaa
Datas at 12 de Maio.
D Z o Orbe d-esta ultima data :
Antchontem sendo Bonhoatda \>: noticia te-
legrapbiua o attitu le benfica com que a Cmara
dos Deputados acolbeu o prj.'cto de abolico do
elemento servil, o entbuaiasmo subi de ponto
nesta capital.
De- todos oa cantos da eidade subiram ao ar
grandes gyrandolas de foguetes e aoite p;rcor-
rcU as ras urna passeUta das mais esplendidas
que aqu se tem visto, precedida das msicas do
corpj policial e da philarm.'oica Minerva.
Ea frente Libertadora A'agoana fallaram
es Srs. acadmicos P.ndabyba e Euzebio de Ai-
drado, na ra do Commercio os Srs. Raymundo
Pontes, Ignacio Carvalho e Miguel Omena, na
rus Nova o Sr. Dr. Jos Duarte e na de Ladislao
Netto o Sr. Dr. Arthur Homem.
A passeata disaolveu-sea 10 h:ras da noite,
na melhor ordem.
Do coracl' do povo irroropiam as mais calo-
rosas expl-iBoes de jubilo.
Levaataram-se muitos vivas Princesa Im-
perial, ao gabinete 10 de Marco, ao eonselheiro
Dantas e Jes do Patr cinio, *tc.
< N* ra da Boa Vista tambem failou da offi
cna do Gutemberg o redactor dese diario, Dr.
J aoG.mea.
Foi entregue autoridade competente o pa-
recer dos mdicos nonieados para declarar se Al-
Iredj Torres siffre ou nao ie alienlo mental.
Termina o parecer teenheesado quo Alfreio
nao soffre alteroslo em suas faculdUe* iutelk
ctuaes.
Falleceu no dia 9 a 3 horas da tarde o sua
visto estar aquella qnasi inutilsada por um trans-
torno na machina.
cima de Tauapessast, 27, com grave risco
paroubruscamsate a n. 7 e sem o auxilio da outra
ina sobre as pedras e ficaria a mere! dos ventos
no largo rio Negro.
Foi nesta occasio que S. Exc passou da /
para a 4, segnindo sempre prximo aquella.
O toldo da 4 est em pessimo estado e nella
cbovia por todos os lados.
Chegaram a Ayro em 28, a Moura em 29 de
Abril e entraram no Rio Branca em 1 de Marco.
Eacalharam nos baixios de Undaua, na ilha
do Breo a 4 e perderam um dia, abrindo a lan-
cha n. 4 caminho pira a 7 ; eacalharam mais seis
veses, pprm por pouco tempo.
.. A lancha n. 7 furou o costado no dia 11 sem
se saber como nem porque.
No dia 12 chegaram a Caracarahy.
Sahiram S. Exc. e a sua comitiva em canoa
no dia 14, pasaaram no dia seguintea grande ca-
choeira de S. Felippa chegando a S. Marcos em
SI.
No dia 26 de Marfo sabio a comitiva a caval-
lo do forte de S. Joaquim com direcoSo as froa-
teiras ; passaram o Pirarara no dia 1 de Abril
indo at a aerra que divide as agu*s dos afluen-
tes do Aunzooas dos do Essuquebo.
Nesso lugar adoeceu gravemente o capitio
Flcury que nio pode mais levantarse vindo em
lele carregado por macbys at ao Pirarara, cerca
de 10 leguas.
c A comitiva tomou o mosmo caminho e no Pi-
rarara S. Exc, tomou a canoa da lancha n. 7 e re-
mando consecutivamente 38 horas chegon no dia
5 as fazendas nicionaes de S. Marcos.
S. Exc. ah descancou at 16, sahindo para
Boa-Vista, onde chegon no mesmo dia.
En Boa Vista o presidente ficou captivo pelo
bom tratamento de que foi alvo e satisfeitissimo
pela educaclo que nesse lugar recebem as crian-
cas.
o Collocoa a primara pedra fundamental da
espolia erigida a No3sa Senb.ra do Carm", pa-
dreeira da povoacao.
< Por esse motivo houve rezas, regosijos pbli-
cos e banquetes, nos quaes foram trocados os maia
affdCtuo3os e cordiaes brindes.
De Boa-Vista deseen S. Exc. para o Caraca-
rahy onde ebegou a 19 a noite passando a tarde
a cachoeira de S. Felipps.
A 20 sahiram as lanchas com destino a Ma-
nos, onde S. Exc chegou como noticiamos na
quinta-feira (25) s 2 horas da turde.
8. Exc. acha-se adoentado tcndo-lh? sppare-
cido hontem um acce3so febril.
Fazcmoa votos para que S. Exe. melhore r-
pidamente.
En companhia da 3. Exc. veio o seu ofK.-ial de
gabinete capillo J03S Ferreira Fleuty, cojo esta-
do de 3 ude melinduco, devido s febres palus-
tres e urna gastrite aguda.*1^^
Este lugar eatava sendo exercido ititerioamcate
pelo major G;atil Rodrigues de Sonsa.
No rio Madeira, lugar Humayti, dos Srs.
Jos Francisco Monteiro fe O, o boliviano de
nema Jos Mara Nogueira involuntariamente as-
sassinou a Daniel Augusto da Silva.
tamo nform.dis, diz o Correio do Madeira
de 10 do corrente, que Nogueira havia .tentado
contra a existencia de um seu patricio este ar-
rebatando a espingarda de que o seu aggressor
se achava armado, a mesma disparou sobre o in-
feliz Daniel que nessa occasio passava p>r junto
doa dsus ointandores. viudo a succumbir horas de-
poia.
O assassino foi immediatameate preso e ja se
acha rccolhido a cadeia publica desta villa.
Ljse ns Corrrio do Madeira de 17 do pas-
sado :
Na dia 4 do corrente foi vctima da perverai-
dade de Jos de Soma Linhares, fregus do Sr.
Antonio de M. Furtado de (Mmicor) o vtlbo por-
tugus Manoel de Oliveira Casaca, que nao aa-
bendo nadar fra por Linhares, que se achava -
embriagado na canoa do Sr. Mallo, que stguia para
o seu sitio, j ogvio ao rio onde suceumbio afoga-
do, sem que seus companheires o acudissem e nem
at o momento em que esere vemos esta noticia, o
seu corpo fra encontrado. A delegaeia de poli-
ca procede os inqueritos e Linhares acha-se pra-
sj.
Durante o mez de Abril ultimo a Recbedo-
ria arrecadou o seguinte :
Provincial
3 /, addicionaes
15 ris por k'lo
En.cm-ntos
Total
Cmara da Librea
. Teff
Codajs
< Barcellos
Manicoi
S. Paulo d'Jliveno 1
Ccaiy
11 Urucar
Itacoatiara
Total
62:281/67
25:65692>
4:680/375
379/i 70
92:989/337
" 3:168/095
2:626/427
1:184/018
l:385/l8o
1:136/319
828/58?
790/182
90/3 JS
40/930
~U^50/156
2:224/730
128:005/69?
i PrevincHl, S
dito portugus Francisco Gomes de P.uho. Era | deBea (jo Para
negociante e deix* umi fortuna regular. Nao
d. ixou hardeirai na provincia ; coasta, porai,
Mercado
Alfandcga
Paca
Datas at 6 de Maio.
Lemos no Diario do Grio Para da ultima
data :
Logo quo a barra annucciou hontem a entra-
da do paquete Para, a cujo bordo vinha S. Exc,
ciiadaoa distinctissimos, compareceram ao trapi-
che da Empreza de Maraj, onde e3tavam atraca-
dos doua vapores elegantemente embsnieisados,
com o fim de nelles irem apresentar ao illuatre
recem-chegado os seus comprimeatos de felicita -
co. Alm daquelles vapores, muitos outros sur
tos no porto desta capital, tstavam tambem em-
binderados, como manifjetaclu do jubilo que
animava as companhias a que pertenciam, pela
ch.gada de S. Exc. ,
A magistratura, a aaseaibla provincial, a
cmara municipal, a imprensa, o commercio, o
tunecionalismo publico, tudo all estava repre-
sentado pelos seus mais eaiutntes e respeitaveis
membros. ,
O cortejo deefilou pela ra da Cadeia a.e a
prac* da Independeacis, onde est o palacio pre-
sidencial. .
< Na iffjsao do maior entbusiasmo e coutonta-
mento respc-ito3meute cumprimentam"B a S. Exe.
o brindamaa o futuro brilhaoie que n sua admima-
traclo promete a cati ub:rrima provincia.
. Hije, s 11 h ras da mauha, na Assem.
Exc. receber as rcd:as da p
quo temi.mos em Portugal, pira ends segua no
dia 13, a) intuito de visital-os.
noticias do norte do Imperio
O paquete nacional Pernambuco, entrado ante-
boutein doa p ra do norte, foi portador das se-^
guiutet noticias :
tmtionas
Datas al 3 de Maio.
Sob o tituloExea ai) pretideneal, da o
Commercio do Amazonas 4 23 do passado aee-
gUiute noticia f
TenioOsAido deste porto
"" S.b "o tub-Lig Redemptora,i guinte noticia a niesjaa folha de 5 :
a 25 de Abril a
tarde na|*ncb* n. 7 acompinhado de outra n. 4,
a.obai da flotuhi d*guerr-, vio-ae S. Exe. o Sr.
preaidatecangado a passsr-se para esta ultima,
I
i
< Hontem, 1 b:ra da tarde, venficon-se a*
casa do Sr. sec^ea.ii da Liga Redemptora. uxa
reun.o. rujo fiai foi sabirem todos es adept-i
da liberdade eaoorporados, para irerfl ao prn-
dente da provincia, afim de teleraphar ao ge ver-
ai imperial, entrando que tod s os abo.iciouis-
te.s do Pr aeham-se complet.men'B jubilosos,
pela grande idea por ella mm-fcsda, na falla do
ihrouc. Antes da sabida dos nbolicioaistas para
0 palacio da presidencia .-uve sesso soleraa*',
onde foram apreaentadas muita cirtas de liba-
dade pelas cjininUaoes de todoa 03 dutrictos.
L),Versos particulares apreaentaram tamo na
cartas de liberdade, entre elles o digno "fPf^-f
do Arsenal de Mariuha e o Sr. Frauciaco Jos re .
reir, neg ciante desta capital. .
1 O Sr commendador Dosaiog' J* Jd

*ttmmkuWkwlkWkWkWHkmKkmkutMWm
F^^B
iuS



*
rio do -rniinibDciityuintn-feira 17 de Maio de 1888
.
)
abroa em sessio -*bk o
t. or a junta do eommarcio para faser-se uaia
aeclaraco que es negocanos nao embaan mal
escravoa e nem se serviriam com paas '*' eacravo,
aqge ua qualidade de preiidnte da direceona da
Conapinbia Pata Amasooas em nome da
esma ofiereeiaj titiWo grataito todos os Tapires
pars os difterentes traba nos d* Liga.
O Sr. Dr. Aasis, presdeate d- un das com-
aiasdss, propon que ossem taitas m -dalhas de
Ierro com ama ioscripeo qua mais Urde se ap-
provaaseem sessio cosa urna f'a baawaa, para se-
ma distribuidas todos as peaaoaa que asaiatis-
eoa no dia 13 de Maio as aaemaidadea da liber-
taeao da capital.
Hurrah pala redampca!
So dia 2 o do pasa .do, a 1 1/2 br- **>
fe, no grupo de dasord iros eoraposto dos injiri-
os (alaquias, Jos B*", Maaricw e irmio
ttoste, arm.doa da **. e faoaa foram casa
eteaubdelegaio da Trini.d, Sr. teneate Codi-
do de Deas e Svt, roa do Rasan, canto da
Ir ves.* dsa Marte i, e com grande sanada, que-
hrsr.m as jansllas e daram fortes cacetadas na
'"otando o Sr. tenante Calido chgon su re-
sidencia ssub< do oceorndo e pedio providencias
ae Sr. Dr. saeta da polica -
__jj0 tH i do corrate, as a horas da tarde,
Jo* eacontrada na pharaaei dos Srs. Machado &
C, um* giba, toado 5 metros do comprime-ito e
3> eeoua-Jiros de dimetro, pjuco mais ua me-
ses.
A terriTel viawe tasa, da suppd.-, ha muito
amp asylida sob o batate de uai puta que
->,* eava o aagao, da onde sabio hontem, cromos,
es* busca de aumento.
Visto por un raipregaio da casa a cabees da
eobra fra do domicilio, este auxiliad por uutroe
sssapaaheiros, esujagaraai-a'a immadiatamante
saarteiadas, sendo preciso depois pira desaljala
quebrar a paira de dataria que forma o ba
teate.
No dia SVis 5 1|2 horas da arde, Manoel
Antonio (valgo Carinh-t) de parcria com um mu
sacado 15- bataibo, pora tfcu una grande dea-
ordem em uoia taveroa denominada Flor da Pra-
taka e aita a estrada do conaelh tiro Prtalo.
Mais tarde, por volta das 7 horas, Muoel An-
tonio que, por saa iniole sanguinaria tem-se coi-
stataide o terror d'aquolio lagar, capitaneando uui
grupo de des>rdeiroa foi aggrar o fo*aeteiro
Luis Autooio dos Santos e Idora Antonio dos
Aaja de quem alirentava reasntiuieutoa conae
qaeacea da deajrdem que pro aovara a poucas
boraa. .
Eitabeleceu-se enea urna lata ternvel entre o
..-rapo e osdoas individuos qua armados de achas
ieieuba ap-eseitanm resistencia tenas.
D casa luta resultou ain fenm -ato na perna de
Laii Csrvalho c a marta do Liiz Antonio doi
Saatoa em cujo eadav.r se co tarimen'os
pratioadoa paoJia., um doa quae3 trouxolhe a
asarte ao pertarar Ib: o corcel'.
O assassiao evalie re, porem foi prosa a 4 1['
joras da mauba da hont ai, em un cortico es-
trada de S. Jeronyujo, onde achivn-se homifiio.
O dasgraf ado qu foi assassinado natural de
SiBtarn, un le tem familia e aqu ex-rcia a pro-
- SaaSo de foguettiro.
A'jastica publica cuupra agora casgar com e
asumo rigor o aasassino qae durante t->nto.tem
po trouxa em sobresalto os moradores da Pralt-
aha.
Proco leu-se no dia aeguiate corpo de delicto
ao cadver do infeliz, seudo peritos os Drs. Pe-
reir da Barros e Bruno Bitteucourt.
Dorante o mes de Abril fot eate o ren limen-
so das diversa repartios publicas :
A'tandega
Sceb-jdoria
Yero peso
Santa Casa
Samaras
A reoeita da cmara municipal da
848:065* >00
169:014*998
13:309*317
92U4960
9:603*614
capital, no
ltom'i, foi e 14:076*183 que adiis do de 1(1:016*191 que paaaou de Margo prefaz o
total da 61:t'9J*677.
A desposa da inesraa n>partic&y BO retando m z
de Abril loi da 3:794:^V+a- anio para Maio
torrente o sali de-ij':93.
Maranbao
_^Bita at 9 de Maio.
Por acto do 30 f j diapinaado do cargo de
oSeial de gabinete da presidencia da provincia o
ofSial maior da secretaria do governo Augusto
Cesar Aranha Vieira, seado nomeado para sub-
Uitail o o Dr. E lnardo Alfredo de Oliveira.
Pelo capitao do porto f j enviada as folhas
eopia d> segointe bilhote encontrado ao S da
omrra das Pra^aiQaa, na distancia de 18 miihas,
ca Abril -fiado, por Ovidio Dias Pereira, mora
dor oas Barreirinhas.
Cette boateilln a tjtte toas le trapique,
le 13 tumba 1887, oais l'ocin Atlantique, par
CoilT Al zaadre, age de 19 ans, i.< a Aussois, d-
partement de la Savji part pour i'Aaeriqae re
30 Novembre, du Havre (Pranee). Celu ou calle
qui trouvera ce hiliet, aura la bont de le taire
parvanir au saaire d'Auasois, et aura aa recom-
pense par le bateau Rio Negro. *
l'laobr
Datas at 21 de Abril.
__ Ni da 22, em visita .eidade de Amarante
. Colcnia de S. Padro de Alcntara seguira o
presidan'e da provincia, no vapor Paranajui.
Diz o Tdtphone de 20 :
ConstH-noa qae S. Exe. Bevma. o Sr. biapo
diocesaao est do viagem para esta, provincia,
ande deveri chegar em principio do met via-
douro.
8. Ex". Revaos, seguir c-.n visita pastoral
para os municipios do Valonea, Jaics e Picoa,
agnado somos informados.
__ Ex Cmpo-VUior, com a idade de 74 annoe
fallecer o fazendaira d'alh Abrabao Lopae Tai-
xeira.
Cear*
D itas at 11 de Maio.
Sob .o titulo A Id da redempjao. lemos o se-
gtiata nu Libertador da ultima daa :
Mal volram s a r.j dos transportes de jubilo
com que foi hout'in r cabida por tida a popla-
fio dasta c.p tal a gratissima noticia de ter sido
adoptada em 3a discusso na enmara dos Srs. de
potados o prajocto que extingue a eseravido n)
imperio.
Sautim.-nos ainda sob a impressao que deixam
easoobos feliae<-, de aua passagem doce e fugace.
Parece qae tmoa anda aosouvidoj a msica doa
byinnos populares ; o rni iodns featas expjntaoeai
com que o povo rcade suas homenagens 4 libar
igte,
A's 10 horns do dia afBxmos porta do nt}380
eacrip'ono o telegram oa qua aonaaciava a pas-
sagem da lei na 1* e 2' discasgao e unauneiava
baver seaaai hontem para a 3a e ultima leitura.
Das le eaae -nomanto conaciu dotfBiir sala
desta redaago muta g 'ote de todas as classes, d i
todos ca instiles, que viobam pressurosos trocar
expreesoes de entbusiasmo e contentara, .-neo.
Pouuo iepiis o honrado Sr. superintendente do
cabo aobmariuo dava-aos obaeqoosameote a no-
ticia de estar a cmara em sesaao especial, e 1
hora e 40 minutos da tario a de ter passado a
lei
Ambas essas notici&s foram mida frmalas por despachos da qos3 servico pirtica-
lar direato, as quaes poDliaamos na edicjW de
hoBteaa.
Do maso escriptorio subiram logo repetidas gi
ranJ.'iaa, qu? de varios pintos aa cidade taram
eorreapuadida,, uetadtmenta doClub Ceareusa e
do Njvo Club dos Lioert >8.
O eathusiaamo irrompeu eatSo espontaneo, erea-
seado a cada momeato, coatagisado a cidade.
A'a 5 h -ras da carie, 4 frente do nosaa edificio,
onda toaava ama banda de msica, estacLnava
graud mu i ti i i .
Multas passuss da mala elevada posiclo vi r..m
eontrt -misar conaoso, nesta homila)a teoda
do trabalho, que lo sempre o quartal general doa
gluiin a traO.lha torea da rele.np;ili.
A'a 6 hor-ta da tarde omparaceram aqui os
Kxios. Sra. Drs Caio Prado, presidenta da pro
Tiocia e Soasa Novaes, ebete da polica.
Ao> bid is com as mais vivas demoastra^o a de
respeit sa ay op itaa, os do ja illastrea cav^iaer is
torreap n lerauj biaarrameoto as coagratol
que de ti ion os labioa pirtiam com verdajeir..
atiinanto e intima satisfaco.
O r l .ctor pnncip.l dasta folha em odii breva
Jloauuii a.avidao piVo a saud ir o lia n-rtal
bm -te Je 11 de Marco, na pessoa de-seu illas-
i delegado, o Sr. Dr. Caio Prado e tone uio le-
vatitiuii vivaa, Oaljrogsmante orreaoou iidoa a
ia braaileira, j.o gabinete e ao pirlamaato, a
provincia de S. Pau'o, ao Exm. preaideote da pro-
vinai e ao povo ee reoae.
S. Bxa. oSr. Dr. Cti* r'raio digaoa-aa reapn-
der a .a a aaaiaoio aa segaiates paiavras :
Ao'got I
O bjonso convite para a mais gloriosa feata
que aar-aae ba dado asistir na
timentoa !...
t Nao v s faltaaa^ eu asa noaae do governo cen-
tral, que ora victoriaes, e nao-me coubesse a gra-
ta tarefa de agradecer vos, em nome delle, que..n-
tro laeo no meuos forte prenderme-a aa voBsaa
zenerosas manifestacos de jubilo.
t Si eu sei a trra glarioaa que piso, tambera
nao me eaqueco da provincia heroica que me vio
naseer. Entre os filbos daa campias do Ypiran-
ga e os da trra da la, existe sincera e profaoda
Byaajsathia. .
Uoavio-se o brado da Independencia Po-
ltica ; aqaiiriuaapcu doa Tossoacoraco s a maaa
viva e a .ais btllt da* cxpansSas da vida e da alumoa alo desato
digoidade da aiaaaalidae braaililra.
O 7 de Satembro dea nos a Ibardada de
apreader, a liberdade de pensar, a liberdade de
erar.. ,
i O 25 de Mareo de 1881 dea vos, deu a nos
todos, o malbsr froeU daaaa Uoatdade.
< Esta datapara todo o sempre miaaatavtl nos
aoaaes patriosfoi o oracu'.o da nova era que um
povo iateiro saia boje.
A vos, ceareoaea, a roa, amigos, cabe a pri-
maira pagiaa da legeada da libertaco doa eacra-
vos do Brasil ; iaacrevestes os vossos nom s na
primeira estropbe deata epopa grandiosa da hu -
mmidade ; a vossa abasgaci aervio de esti i uIj
aaa vosaos irinaos naa bat.lo.as mais tarde teridas
at a esplendorosa viutoria de 10 de Maio de 1888.
Fuuccionario, ser a glorificafSo da m nh.i
vida publica acbar-me 4 t sta dos negocios do S.
Paul> do Norte no msmeato emqae o S. Pnuli do
Sul rejan lt com o succes30 festejado.
Pa> 1 sta do S 1sinto-me com forjas bastan-
tes para aspirar a conquista do tituli de Paolista
do Norte,ie cearense... Suppra a frica do di
reito da nasceoca a sobeja al iariedaie de todas
as vossas alegras, de todas as vossas dsres e s>f-
f. i rentos...
Representante do governo^ central, eu vos
agraieco os api I :us)s qua Ihs sao dirigidca._
Presidente da ma's nobre entre aa mais m-
bres das prjvincias b.-azileiras, da mais generosa
entra as aata ?n:reas9 dal suis irmaa, orgulho
me de me acbar entre .i neste momeuto.
Do Cear parti o primero raio d- 1 iz que
h)jc 'llimiiii as cumalas do poder co-istituidj!
SaudandJ-vos, tambem aado aqu* llaa que com
partilbam oa vosaos fritos mmorta^a :
Viva S. M. o inl ) Imperador D. Pedro II !
Viva a excelsa Princesa Iooperi-1 a Regente !
Viva aP.ineezi do Norteanobreevab-
rosa pravncia do C-ar !
Viva ogbciojo Qabiaete de 10 de Marco
As pt-ltvna do honrado administrador toram
ac.lhidas com ex limaco pela povo, qu- levantan
vivaa 4 S. Ex:., ao gsbnete, ao coostl eiro Auto-
nio Prado, Bta.
De improviso organisou-sa urna piaseiata que
percorreu as ras do Majar Facundo e Formosa,
entrando depois na avenida Moror, d Pa seio
PuM 00, ooie f 11 i.am o noaab cali ga da Coruti-
luic&o, Dr. J. de Serpa, o Dr. Diogaoee Pera .al-
buco e o relator-cbef) i: Libertador
S. Exc. o Sr. presdante da provincia 1 van'ou
vivas a S. M. o Imperador Augusta Princesa re-
genta e uo povo cearense, dias lveado-saah a
resmas.
O reato da noi'.e paaa;a-8c em agradiv 1 convi-
vio, ciaito intimo, na casa de rasiienci" do Sr
J"So Lopes, c ua do nos so amigo Sr. Quil'.er R.
* 1 a, onda os artistas Alberto e Nascimento im-
p.-jvisaram bri'btu'e cooeerta.
Ao s.-r conh'ecida a noticia, commuaicam 1 a im-
melia''.ra:,nte a Jo3o Cordeiro, de quem recebe-
mos b j o sa-'jinte til -giamma :
* Liberta ljr?0T:A;ziPlitorici de ea.hi-
siasmo reno m;us phrfn'HicJs ap, 1 ^usos aos da
mundo intairo para gliritwaro ministerio Al're lo
Prado.Jo5o Gordro.
A Jos do Amarl foi eoviadaa sagaiate saud-
$3o :
Rio, 10.Jos AmoralPfjecto appr.vado aa
cmara pop 1 tr.
Confederacao abrac i -o.Joao ClappJos! do
latrocinio.
Para e dia da saneco da 1 i prepara se grandes
testas popul :res.
Para o maior brilhaatism) e perfeita cordi-1
dade deaaa grande mtniteati^S', a rciaacao ieata
fiiba app'l pira o concurso de seos 1 us'rea
ae nmtto rempo e agora quer-ae perder cuito ouro
e muita vida. A incuria do governo nao quia
prevtaireate desasir ; crucldade nao vir cm-
bate! o em seas tffeitos.
Dar-se-ha que tambero no animo das ministras
tenba gaaiida esaa acrimonia a que hontem reta
ria-se, em eloquen e e onceitooso artigo, um doa
nossos mais illuatrados collegaa da impreaaa dia-
ria ?
Nao podemos cre-o. f-' oa eapiritoa futeis c
levianos, eases que conheccm a historia do paiz
aelas coaveraas dos tombadilhos d.s navios era
que viajaan e aaa rodas onde ae palestra da baa
aladea pasa ae fo t o ohl >, pudem carregpr a
na oonta correntc
litica, a luuha
muu ree-iiheein
qae
patria,
confrsdes do Pedro II, Cearetue. Constaicfio.Qa-
xe'a do Norte, Quimerina, Meirinho e mais repre-
aeutHnfea da imprenaa cearense, contandoque codos,
acm diatincca confraternicam no grande dia da
patria.
H>je 4a 6 boraa da tarde ha aeaaSo publica da
Libertadora Cearense, no escriptorio desta foioa,
onde ,9- r> acoloidoa eorn eipecial satisfayo todos
oa m38803 cintrados da imprenss.
NssCa sessao ser combinad o o programrna.
Foi nnnieado o bacbarel Francisco Gomes de
Alhnq1.ar.3us para n oargo de promotor publico
da eomarca do Crat> em substituico ao bacbarel
Leoncio Gargel do Amaral, ltimamente nomea-
do juiz municipal, e de orpbos do termo de S.
Joio Baptista do Rio Verdf, na provincia de S.
Palo.
Conceden-ae a exoneracao que aalicitoa o bacba-
rel Herculano de Araojo Saltea do cargo de pro-
motor publico ia comarca da Vicosa, s n i j nomea-
do para aubstitui-lo, a bacbarel Aatonino da Cu-
aba Foatenelle.
Relativamente 4 secca diz a supracitada fo-
lha de 8 o seguate :
" Provava'.mente o honrado .Sr. Dr. Caio Prado
j iuformou ao governo ceutrtl do estado da pro-
viucia, e jasto erar qu S. Exc. teuha solicitado
medidas proraptas e enioazes contra a deagraca
que uoa amaaot.
As iuforuiaecs prestadas pela imprensa, as
eommuncac,5.'S das autoridades locaes e o qu tem
visto com 3,'us proprios olhoa o iliuatr.tdo admioia-
dor. quanto baata para convencer ae S. Exc. da
qneestam^s a bracos cum ca horrores de urna s cea
Nem mi smo licit j esperar que algumas reg.o a
da provincia couaervtm ae em aituacio relativa-
mente feliz. Aa engaadoras promesaas de algu
mas paqaeoas lavoarasque reiistiram aqui a all,
dissemiaadaaem varioa p-ntoae alimentadas por
aguaceiros maito parciaes falharam comp etamao-
te.
Deade o cornaca de Mirco, com escrupulosa so-
lcitude, pedimos infoi-m .i;es a todos os nossos
correspondentes, que n;l--'s tem prestado constan-
tes e reiteradas. A principio divargiam de ljcalida-
de a loealidade, dundo espranos, de qae a falta de
chava ae limitasse a alguns pontos ap-noa, sendo
maior o numero e a txtenso daa regio ea favoreci-
da3. H je, deagraoadameota, as noticias que te-
mos sao trismente uuiformes. As pequeas la
vouras escapas em um ou outro lu u> co g.in sequer para o coasums das popula-
jo 'S locaes, exceptuando o Cariry
Dapr-ipria ee.ro, da Ibaoaba, que se mauteve
com os seua recursos em 1877 e 1878, diz-uos car-
ta recente que uo ha lagumas.
E^ quanto basta p-.ra avahar da situaolo dos
sertoes do norte, onde se esto fz-ndo retiradas
dos gados por falta dagua e pastagens.
Crtada lmperatriz, de 30 de Abril passados, da-
nos queja populacao desanimou finalmente, depns
de ter tres v-aea futo o planto daa trras o trea
vezjs vi^to desapp^reeem as lavouraea.
Do sul sSo desoladoras as notici >s que nos
trasera cartas recebidaa de S. Bjrnaido e Morada
Nova.
Um honrado agricultor de Ca3cavel acaba de
diaer-nta muito mal di estado da agrieu'tnra n'a
quelle VdS'.o municipio. Ser pecsima a s ifra de
cauna e algoiio e oas ha legumea abao utameute.
E asaitn p >r toda a pirte.
Do. Calabo.ci, mu-jicuyi-i do Acarap?, escrevem-
noa em data de hontem :
E' commoved'.r o estado de'penuria a qu-" est
reduzi Ja a populacao deate logar o da suas o
mediaCOoS. Esperaoca de producto da lav .ura, paU
aeguuda e terceiraj v.z plantad, nao temss, cora
em quasi todas as partas dasta infeliz provincia
As aguas que, al ba p >uco, tiahimos c m
nbuudan.-ia, esto jaacaseeiaudo de tal s .rt.i, que
met ein-di exceda a falca a-qua bouve na Ctla-
milade da boirorasa i-p cha de 1877 !
Maia d llorosa neute Bloquate do que tu lo sso
a continuiliJe aaaombroau e engroasamant
continuo da correte emigratoria para o nirte.
Nao mais o nomalismo do aeriogueiru em
Constante vai-veui doa senv a de saa Cerra para
oa rioa da Amaaoaia, em ^xpioracio custosa a ar-
rufada, p roa proifeitosa para elle e a familia e
as provincias onde trabatbs.
L' o exoli de familias inteiras, a faga masa* par escapar mi-.en e 4 fjme. Nao o
b >m m c jrajoso e aveocureiro que se parte, a ia
milla, qus se arranca s pris :s da aeu meio e d;
seu a ao, pira salvar ae da calamidade assouo
broa a
E' tempo, porcanto, de vir o estado ao encontr
da d sgraoa pobliea.
E porgue urda? Os aaeios de debaUar o mal
sao, kim grande parte, cnnfaeeidos. Naa ha maia
qao diaeatir, na ba mais qae estada. Perica-
do Cear,
ataata prassssaw caan o < seado.
T\ m-iaasaldo, maulo saldo : de dinheiro, de san-
sa e deasiaasaan-os poierosiaaiin'8 orn qaa tem-s
a naaaa pr .ssaaradade e contribuido poderosa-
,e pasa a proaaaariJaie do paia e das piovin-
uiaaao asarte.
Bst claaaajnstraalo-anr aifraa. A artbeaetioa e
a estatistiea nao falham.
E damaia, nao tempo agora de ajuatar eontaa.
Reagir enrgicamente contra o immigo terrivel
que nos bate 4 porta, o que nos cumpre fsser e
o taremos, assim aos c.m oa m ios de acoao que
estamos reclaman lo.
Esteja comaoaco o Dr. Caio Prado, em cujo lar-
g) e va'ente espirito j de va ter penetrado a no-
e,o exseta do .aracter vigoroso e da capicidad-i
psra a lata deste povo qae lbe foi dadj g;vera-r
e que digno do grande povo em cujj seio S. Bxe.
nasceu e elevju-ee.
Coofiamos muito na sJnraistraclo de 8 Exc. e
acariciamos confiadameoie a convieva de
nao nos teremoa de arrepenier. '
Rtu (Iraade du .forte
Datas 86 13 Je Maio.
As folhas que recebemos nada refercm de
impirtante.
Parabylia
Datas at 14 de Maio.
O Exm Sr. Br. Fran ia=- ia Pau'a Olivein
B irges e saa Exma couaort-', aa nnp .nhaJos de
alguns cavalheiroa, fizeram u 8 lo corrate otas
visita ao engenha central, seguin.to Ja capital
no trem do horario e regreisaudo na tar:e do
ma8mo da.
All foram muito amavalm'ne obsequiados pelo
Sr.Dr Maynard e saa digna esposa, fic>aJo U
dos maito agradados do pisseio
i avia grandes fastas por causa da votaco
do pr jacto de abolici.
a povnacio de Cabedallo falleceu no dia 7
o I. teni ate Hiur.que K b-iro ae Faria, eujj ca
d.ver sabio de S Fraaoiaao para o cemilano na
tarde do mesm 1 dia.
Dorante sua curta reaid^uc-a na Capital s ube
aigariar muita3 sympathas.
Fez parte d 1 cimmi-so d 1Mideira a Mamo
r ; centava 37 aun a de idaJc e tiuha o habito
la A^-ia.
N>dia27 do pacaado tallecen em Maman-
guape Francisco Puiaheri > Qonc -Ivas da Andradc,
qu. se a.-b.-iva em idad j avancida.
HTERIOB
CAWA-41A OS DEPLT1DO
APSESEST^-Xo DO MISlSTERIO EM 6 DE
MAIO
A' 1 1/2 hora da tarde entrara no aalo e tirnarr
os seus lugares os Srs. presidente doeonaeibo
minia'roa do imp-ri, da jusiiea, da guerra, da
agricultura c da marinha.
dedicaci pela causa pub.'iaa e a
meato pi-sa.'al 1 Sua Alteas m per-
mittiaeiu fater, eu fria para corresponder a c i-
fiaaca croque era b .orado; mas, pad'ol.i lican-
oa a Saa Alt i', pouJerui que pr-isiva dealgum
tempo pHra r. fl ctir e consultar os amigos, urin-
cipalaaeu-e o Sr. cons-Iheiro Antonio da Silva Pra
do, euto como agora, nubeote em S Paulo, da-
quella vea oecupado na pro;mgani 1 que fas a sua
gloria, e desta, retido por eruel enfermidade, qua
lamento, e que me priva nesta ccasiio do seu va-
lioso auxilio.
No coverns, eu nSo poda d.ixar de repartir com
aqueile Uloetre cidado e piesadiaaimo amigo a
responaabilidade, que. ja toa asumimos o anno
passado as diseustes do S n J
No correr das pouieracoes, que tive a huara de
fazer a Sua Altisa I iperial, exoaiai mui raspe.'-
tosamerse o dasej 1 de saber o motivo os retirada
do mimsJhKM de 20 de Agosto. Haa Altan disse
m qu-, juig.r pelaa manifeaUcoes anteriores, o
ficto seria -fnevitnvcl era Maio, quanio ae reuns
sem aa cmaras, e qua se antecipava em virtuia
de oceurrenciaa de m -ment, das quaes havia sur-
gido divergencia entre a opiuio da Sua Alteza e
a do gabinete, nao e<5 quautfl s causas deteimi-
nadas, como tambem quanto s providenciaa que
daviain ser tumaiias na ejp;ci.
De volte da S. Cnristovao. proenrai entender me
com o honrado Sr. Birao de Ootegip'. A Cmara
compreheude qua de uiiuha parte uo tra esae um
simples acto da cortezia ou de m-iaifeatacoes da
miuha estima e respsito p-sseaf a S Eic.
O nobre Sr. 3ar> da Cotegipe, porui, nio usa
deu uiivjs e mais des uvolvid-s eaelarccraentia.
Nao digo diffarentea, porque ni pod.a esperal-oa,
nem era bypotheae da qua se C'gita-so.
Volte: ao Paco uo dia aeguinte, 1 hora da tar-
de, como havia prom:ttii \, pai-a dar r spoota mais
p.aitiva, e disse en a S 1. A taza que eu me en *
esratnjava da organia}5) do gabinete.
Posteriormente cieasm a eata cidade o Sr. e.jn-
eelheiro Antonio Prado co nobre senador pelo Rio
do Jan- iro, aos quaes ecovidei p >r taleiiramana ;
p, tendo ouvido uutroa amigos, cheguai ao rtsul
tado canbetido, isto tivj a t ton d: reunir os
iiluatrea brazi airu:, quo forra 101 uoramigo o gabi-
nete 10 d 1 Maro 1.
Juigo-ma dispensaJ> de cXj-.- :; nojjo program-
rna, porque acpu-St expreaao na falla do thronu.
lar sempre um pa^o adian
partid naervador.
pnsaivel <: r tar a extiuccaj j da lacravi-
o q ni nao oajaoto de decreto e a ordem pu-
O r. Mac OoTr-.>ll reeirda as desoriens
que se daram ua corla UjI primeirus dias do mes
ie Marco ultimo, em coasequensia da priao de
um offi;ial r. formado da armada, qae fora encoa-
trado por ura 1 patrulba em estado ia louenra e
pratieanlo desatinos na ra.
Eate fasto deu lugar a reclamucoas, por causa
de ter sido recibido ao xadrex da 1* estacS) po-
licial o referido official.
Nao obstante, o governo provideuciou a reapci
to como lie curao-ia.
As deaorieus, porm, se maaifestaram estimu-
Uuio-sea rivali lade natural qua OMate em toda
a parta entre p-acis de manaba e aa de forca po
liaittl; as noutaa da 1 e 2 de Marco diverais gru-
p s de desordeircs, aos quaes se reuairam a'gu
mas pracaa da armada,-que estavam comliC-ny},
atacaram as escucoes policiaes e as patrulba, fe-
riado e desarmando as pracaa da polica. .
O g >vern como eo saasor nrafir^i, o osea
s:o s de agitaca piputar, emprag iu a forca de
linba para auxiliar o sarvico do p iieiamrnto da
cidade e as dessrdans foram reprimidas, aii ha-
veado occorreocia alguma a lameatar, teado a
forja ie huta a procedido com todo o zelo e mode-
raba .
P seu dev-r, o orador coinmuaiciu a S. A- laajenal
a Regente, que se achav* em Petrooolia, os fac
cosqese iam paaaaado e aa providencias qua o
gov--r rancia publica.
Na priuieira conferencia de ministros, o nobre
presidenta do gabinete de 20 de Agosto, a quem o
orador havia dado co a de tola a corresponJ n-
sia que enviara S. A Iraparial, deu cenb-cimu
to aos collegaa do ministerio da resposta da Sere-
nsima Priuceza datada do dia 4 de Marco e da
commum acor lo enteu leu o gabinete qaa, vis
ta dessa ieap ata era dever do miuiatario pedir a
fUa exsneraco co lectiva.
U Sr. J. Heido V. Exe. nio declara qu,I .o a
resposta de S A Imperial ?
O Sr. Mac Dowell pede piciencia para daixal-o
exp >r og faeda.
No dia 7 da Margo reunido o ministerio no pa-
co imperial, em conferencia com 8. A a Prineza
R -reote, o n /bra presidente di cona lho, o p os
le hu'er relatad uovamente aa oceurreu-oas qie
ae baviara passado e qou da enti 1 em diante a or-
dem pioiica estava mauti Ja, ac.-reaceotou tam-
bem as provi encas tonadas pelo gjvernoe aquel-
las qqe ainla ptetenia tomar
S. A Imperial nao K miatrou aatiafeitae exigi
a demiaiio do ebefe de polica ; ao que o Sr. pre-
aideote diconselho ra.pu I u que o> era possi-
vel accade.- a esaa exigencia visto que o ch-fe da
pjlicia tii-ha sempre urocadidi deaccirdo cimas
ordena e dettir uinuces do governo i e em vista
naso, nao obstante ter u governo a forca necessa-
na c o prestigio da auton lade para m.mt -r a or-
dem publica, como ae ach .va mantida, o ho irado
presidente do Conselho depoaitou as ajaos de S.
A. Iraparial a Recenta a carta qua o orador
( m qae dia qae ncebeado S. A. lraperial a R 1-
geute ootras lotormaoo-s que uo as dadas ji>-
loa seas couselbeiros coostituci-oaaes, uo resta
-ao gabinete outro alvifre sanio pedir, eom 1 p- -
de, a V. A Imperial a sua roisao collectiva).
S. A. Inperial, dep is de hav-r lido a referida
carta, dignou ee aceitar a demiaso collectiva do
rniuist-n orienaaii ao Sr. Br4> de Cotegipe
que convidasse o Sr. coiiselrteiru de estado Joio
Alfredo para orap>recr no palacio de 8. Cb-is-
' ivao, s 7 1/2 b iraa da noute, a qa foi curaon
do pelo aobre barAo, qua escreveu urna Oarta nes-
I s ntido ao actual Dr. presidenta do Conselho.
O Sr luu Alfredo (prasideuta do cona a
b) (prufuudo siitu-io S presdeote, o nobre
depu'ado pelo Para acaba da expdr ua motiv
que detarra oarara a retirada d> miuisterio d 2u
da Ag ato, do qual S Ezc fes parle. Cab rae
agora declarar como intarv m na erice e c mo se
ptssaram os fac tos, por que aou directamente res-
pjuaavel.
No dia 7 de Marco,-ia 3 h >raa da tarde, mais
>u manoa, receoi du hmra to Sr. Bario de oiegi
p a carta que pasao a ler :
Mm. Exm. Sr. conaelbeiri Joflo Alfredo
S A laiperiHl Reg.nt. rJi'ua-rao de Coiurau:i ar
a V. Exe. o,ue ella des ja enten ler ae com V. Exc.
hoja, s 7 1|2 boraa da n .uta.
Ju'gi dever cummumear a V. Exc qua o ga-
a pedio d missio Sua Alteza, e e.iuvindo
MS se oroaoize com urgnciao n .v gabm t-, V
Ex -. peua- coran o tora antea da aua enireviata
cora S. A. I n,e-rial.
< S iu cum toda a coaaideraoo e estima, de V.
Eic. amigo a collega silenciosoUaro da C
tegipe.
7 de Marco .
Eate aviso, nr. presidenta sorprandeu-me e nao
ienou de inquietar m-, pus qae reeonb ci a gra-
vidad de tal euvargo em c mdicdes qie evilente-
iiieutt nao ersm normara. Entretanto, cumpria-me
1 bedeeer ao chamado, e 4 bora iodioada Compa-
rec do p"Co de a. Cbriatovo.
Sua Altesa a Princ-sa Imperial Regente decla-
r ju ose que, Cando aceitad a demisaio collectiva
do u luitteno de 20 de Agosto, escolbera me para
organizar nevo gabinete. Respond logo a Sua Al-
tes Imperial que tuio quanto miuba iealdaie po
Direi smente qus o ministerio, se tiver o apno
da parlaraauto, ha de i'eforcar-su quanto fer po^a-
vel para que cese progmmma ao eonverta era na-
lidade, e sobrstudj pan qu- ae to antea a rearam do .femenla ar.rvi1, qu- a -a
pirHCao nacional, e que o gabinete t m erapeob >
em f iz r to perfeita quauto a opinio puoiiea a
indica e quer. (Ap aloe; muito bemj
Amaohi ser aprnsautaia a proposta di poier
Liecutivo para que se eonverta em lei a txiineeio
inm-diata e ineaadiotanal d3 cacravidaj u< Bra-
s 1. (Muito b.-in ; raoito bjoi. ApplaUi.'S 110 re-
cinto e naa galeras).
O Sr. presidenteN.o silo prmutjjs poc parte
das galeras- sigoaea de approv.cSo ou de kssjo-
vaci.
O Sr. J ) A'fre.Jo (presiJenlo do conseihi.)
Urna vi: que fraucaaaata CCho i''clarado a mi-
aba respoiiaabiliia j > direstu c iu u-eeta ua o-h-
nis clj do gabinet. i.ctual, i vo taui) m aissi
b uente trez dial fl.'poia .i ..t f tille urgiuiaa.i ,
fu' afirmado mais circurasraneiad^mante palo Cr
Bari de i otegip das causas qao daterminaraui
b retirada do uiini.-tano ie 20 le Agj.to. Aceiea-
c ntre que, exumi.iaudo eosaa causea, estuian
i d as, nao tive raza, u uaran para nai assutui:
iateira a resp uS'.bilida le da incumbencia que tive
e deserapenhei. (Muito -b m ; uiuico baai. Prolon-
gad-s appUuaoa uo recinto e nos galeras).
O Sr. aelel poucas palavras tem de profe-
rir depois da declare.ci 1 do ubre presidente d
e nseJba d qjie amaaha s-.i npresentads ura pro
i -co de emaucipacdo immediata do el-meato ser-
vil.
Asemelhante respeito, resta-Ilie declarar ao pais
que a opp sicao liberal uo faltar s ideas de leal
dada da sua bandera poltica, d-izando da votar
urna reforma que pertence a todo o brazileiro, t
pelo factoda seus aiv- rsarios polticos se truusfor-
marera ira apostlos da liberdade.
Em 110:11.1 da cpposice, o orador mauf'sta ao
mimaterio e 4 miioria o enthusiaarao por ver hoje
oa auateutadoraa di rgimen coulemuado pugna
rera pela extincca da negra eacravido. .
Eutenda que o diacurao do n bre presidenta du
touaelho uo ple deixar do aoffrer aigum reparo,
mbora maia tarda ae teuha de abrir urna discus-
so ampia snbrc aa oausaa da retirada do gabinete
da 80 ae Aguato.
Oovi., no Senado a narrativa feita pelo honrado
presidente daquelle gabiaeta e a feita palo nobre
ex miuiatro da ju-tija sobre a dearsaao do seu mi-
materio, mas nao pola cinpr. heuier pirque nao
a leu a carta pala qual S. A. Imperial a R-*geute,
maafeatou se sobre as oocurrencias bavidas nos
primairoa diaa de M-rc proaaociando ae de tal
farma que o ministerio ju'gou dever pedir logo a
sua demisso.
A oppoaico daaeja aaber ae na vids anmala e
irregmar que tev o ministerio' transado (lio
apoiadoa), naa^aaas reia^dis com a cira, elle o
uuio culpado nu se ha alguera que uinpregatse a-
tervencio nidebils, porque na carta que foi liia,ae
falla era conaelheiros oceultos.
O Sr. Mac-Dowal diz que o nobre deputado es
t uo aeu direito argumantanio como ju'ga mais
Conveoient".
O Sr. Ma:iel nao faa coramentarioa deaejavaaa-
b r sa o nico culpado foi o ministerio ou a cordae
juiganio que ni posaival lar ae um documento
que ae ref re a outro, oceultando-ae eate do paiz ;
ae neate documento havia inconveniente e en re-
tn!) foi a causa da retirada do mmiaterio, uo se
da via faz-r ref -rencia a semelhaute pipi.
O Sr. Mac-DuWolPeco a palavra para res-
pin Jar.
U Sr- Maciel quera exeluaivaminte dar lugai a
qae o nobre depatado aappriaae a lacuna que ae
manif-sta: o ministerio receba urna carta, coja
leirura convence-} de que ha falta a contuocs da
corda, resolve imia-diaiaraeutj pedir aua demis-
s>, eacreve o pedido maa nao o apreaanta, guar
da-o, comparece puraote a corda e esta exig-lbe a
demisso de um funcionario pub ie 1; o ministerio
ju'ga qua era de mais e apreaenta ento a carta
que j levava eomsigo.
Por estar convencido de qu" as ralacoss do mi-
nisterio com a corda uo eram regu'aies, qae in-
siste p lt publicaoo da carta, que no lis r dos
oobrea ex ministros foi a e.uau da demisso do mi>
niaterio, pira qae nSo se deixe cada um convencer
que a corda est aabmlo id.-a daa auas atnuai-
coea coustitu.i naes.
O Sr. Pe iro LuisApoiado
O Sr. Macial peue por isso ao n obre ex miuistro
da Justina que nao o?culte p ir maia temoo eaaa
carta so pailtmeato que ura corpo de d licto ou
dos grandes erras do miuiserio transado ou da
regencia.
R crila que o nobre preadente do conaelho re
metteu cmara a faila do tbrooo, aura de saber
qual o programrna do miaiateno ; mas paraca loe
regular que, quaodo se annuRcia a chegada de S.
M. o imperador, sn faga um rol de reformas que
demtndara duas ou tres aeasoes do pailimentu ;
isto denota da part do ministerio multa seguran
oa, nao .- de vida propna, como de me ecer a cao-
tauoa ds S. M. o imperador; mas uva tedos os
nobrea miniatr s poier) estar seguras de coofian-
(1 igual, (llilariia le)
Lam'nta que o espirito da cmara quizease ver
em auas palavras, lisio a qualqne.r dos Pos
parsooaizena qua se sentara nos couaelhoada coi di,
nao .-' que u falta de confianca em um miuisrro
a ja moto vi para o gabmate oi contiuuar no go-
verno, esae ministro ter apenas mais obrigacoea
que os outros, porque te n de estar atiento a to lo
i m .mente, para nao consentir qua esse poder qua
se introius sorratetr menta por tolos os uacarai
iih is da a lrainiatracc projeda de modo contrario
digmdale daqu 1 a qua ae v 01 ongados a
aubs^-ravee A v-inCade a h ia, em vez de aubcreve-
rem A voo'ai nacin 1.
Nii tez o Iu i alguraa ; o aeu diatiacto ..m'go
raunst o da agricultura, um dos autores da carta
que fui lida, ah ea e deve estar satisf'i^o de si
mesino poder.do da >r : com aqu-llea 13 UOOeacra-
vo de Caup a, r-par 1 o mau erro.
R coidt o pacto de libraes e cooser 'adores na
le Saraiva.
Ab-ogaque o nobre presi lente do conselho cera
oa votos da b ncada lio-ral paran projecto que
apres-ntar, se for de li teruada immeiiata ; .nis
uo ple fazer nada maia, porque apaaar de ter
tomido a idea lber-1 S. Exc. uo declirou o ga
biueta liberal.
Xostra que o pais nao conaente qae os partid is
fond-m na noasa patria uma oljgaseaa; que
aque 1 s que vo aer reatitaidoa 11b irda Je tero
muitos direitos que se deve respeitar ; e que, em-
bo-a o partido coaaervador qu ura toa,r o papel
do partido libara!, eate tomar o papel contrario.
:e da aua
te de qualqa
E"
do;
blica, a 1 bardada do ciiadio, a riqueza p-iblicVe
o Complemento de t id s oa elementos qua conati-
tuem o estado proapero t- lia.
Aa mesmas leis que ao poderosas para deairuir,
uao tcem a meama torca para reprimir ; maa mai-
to mais que as l;ia, a confianca nacional repsusar
tranquilla, voltando ao seu estado normal, qu indo
freuto do governo ae eacontrarera cados que
pjla cjhcreacia de toda a sua vida poltica ofie-
recam de ante-mo essas condicoaa; mas esta
coufiaufa que inspirara aqaellea que jaraais aban
donaram suaa ideas, a que nao pode inspirar o
ministerio actual.
Dando grscas aos cos, o orador obrigado a
-decl >rar ao goveroo, 4 asomara e ao pais, qua nem
gira nem uuu:a far da quearo qua o miui tario
e prope a resolver uma arma partidaria ; aem
pedir nem para o Sr. cona laoiro Dantas nem para
libar* 1 11,'ira a (.loria de ter trazido para o par-
lameuto o pr b ama de t) grave aeaurapto, o voto
que os liberaea daro ao ministerio ama homeaa-
gam s proprias couvicedes, himjna^em que os
tai i esquecer que a bandeira da liberdade vera
trsstok prlia mos qae onstantemeute a teem
combatida.
O Sr. Mac-Dowell (pira responder) nao
se propoe raepouder is to iaii.'rac5;s qaa acaba de
fazer o nobre dapuaio, porque iratanda ae da re-
tirada do ministerio de 20 de Agosto e da asen
sao do de 10 da Marc>, Ihc nareee dever declinar
de si a aprecelo da legitimi Jada do modo D4r
qae reti-ou-se o ministerio da qua tez parte
O Sr. Joo PernioO quo qa remos a 1 -itura
da Carta.
O Sr. Mac- D wall pedio a palavra porque o no
bre deputado parece ter oivido mal a ieitara da
carta que o orador acabou de 1 r, attnbuindo-lbe
a iia de quve nao pola deixar de aer exhibido 1
docuraen'u a que ae a lideneasa carta o que o no
bre deputado eutende aer a ei|l:e.c) nica da
retirada do ministerio.
O Sr. MacielPorqu? a demisaao do chefe da
pilicia foi posterior.
O Sr. Mac-DoW. 11 11S poda de'xar passar em
eiieacio e s m protesto a apreci- f,Sod< nobte de-
putado, dascobnudo haaitajo di parte do honra >o
Bario de Uo'egipe e o propoa.ro demauter se, ape-
aar de tuio, no goveroo.
Nao so como merabro do mia Agosto, como, sobretudo, c mo araigo daq: le il
lustre br.zieiro, o orador dae! :ra qao S. Ezc fa-
sta grande sacificio conservan-ij ae testa do go-
verno.
O Sr. Pedro LuisApoiaio. -
(Trocam ae apartes).
Sr. M .c-O.iv 11 uio la cartt a qu ;e re-
feri, a do ministerio Je 20 Je A^osti, porjua sa
trata va de uma erreapoui i-.cia coufij neial ; i 1
mearas raoio que o ministerio poda refat r-s
a.mp es palavra la 11 la a u 1 esc.-ipta, de S A.
rial.
Moatra qua o govra'. actual, na cooGaiigi f
ie S. A Inperial, nao f. a i'uirar cssi coiras-
pond-ucU e se po acaso o orador fos^o capaz d
alterar a verdaMa, htveria qusui d-niouatrasaa o
c otrario.
O qae o gabinete .eclarou qa; taalanieutoa
aou pedido i: iam ssS por ju' i'.que1!! ca'ti s
inf-.ii qua a coid. tuba CouSaiija em outraa iu-
f 1 ..1*1,0 a a nao ser doa seua co aa'lUairos uoasti-
tucion es ; eate faci por si bistava para que o
raiuiaC-iio uo se coaservaaae m.ia tempo no po-
der. (Apoiado:).
(Jotro ponto do discurso d> nobre depuf.adi qu
o orad r nao pola deixir passar aem protesta, que
o iltastre presidente do gabiaete de 20 ia Agosto,
na da 7 de Miruo, manifastava deaej 1 de pr tahir
a d no'ssai do miuiateriu, uo obstante a crta de
S. A I opera!; d'unde in'era o nobre deputade
ama int uca que nao | 6 1; sor lealuieute attnbuidu
no nobre Harn de Coleg pe ; nao licito arga-
raentar asira, uirraente o nobre depataio que j
foi ministro.
Explica o proeedimeato d'aquelle emiueate esta-
dista, uo carecenlo invocar o que S. Exc. diasa no
senado, com a meama franqueza com que o orador
Cem fallado.
-Demonstra que para satisfaser a ctrrioaidade do
mobre'deputa !o ao -deve exhibir um docuraeuto
que uo tura razio de aer para servar do fuada-
incotc oeste grande proceaso, visto qae um gabi
neto afta ij I.- v>sr aeaa o apoio do parlamento e
a cunSano ena; ae lbe falta esta, retira e
s a 'Um aatufeita a digoidaSoe peajoal dos marabroa
deaae gabinete.
PERNAHBDCO
1
O r. Jwaejulm \abnco offerece ao Sr.
preaideote do conaelho o apoio trauco o desinteres-
sado d'aquella fracoi) do partido liberal que foi
aampre franeara >nte abolioionisca.
Grao o nobre deputado pelo Rio Grande do Sul,
nao taz qneato da carta pela qual 3. A. a Regente
dem.ttio ex frnala contientia o ministerio passado,
informada, como ae achava pela opinio publica.
O anno de 1838 aera o maia saliente na hiatoria
brazileira ; liberaes e conservadores contundem-
se na mesma idea, neste momento em qae as eoio-
(5 t que se experimeota relembram as datas de 7
de Abril e 7 de Seterabro.
O orador juiga que est servalo aos verdadei-
ros laCeresses do partido liberal, em cujo s.-io hou-
ve sempre uma guarda de tmidos e medrosos que
fes com qua os grandes homens do paia nao fossam
liberaeB.
Poiessa guarda que mp'dio Antonio Carlos de
faier o que f -s Eusebia, Z ic iras, o que tes Rio
Banco e por u timo Dantas, o que vai taser Joo
Alfredo.
Qieix m se de si meamos oa liberaes, cujo pri-
metro as ver as circunstancias actuaes libertar
as suas proprias victimas.
Ao di 'r estas verdades sent o orador que o tu
mulo da esar ivii) nao sej cao grande pira oon
t r tuio quanto se contera na cuniemuada insti-
tualo, como sej-i, p ir exemplo, o seaado encoura
cado oa sua capa vitalicia.
Falln-se na illegitimidade do gabinete.
Porque, perguata o orador, S. A. a Regente de-
mictio um gabinete que tiuha a ooufianga da ca
mar; este, o actual, tarab.m nao gosa da mesma
coufianca ?
De certo que sim, e este o papel do verdaduiro
monareba constitucional.
Era concluso : a Regente conaolidou com uma
lagrima do aeu coraco de mi as instituic-oes que
durante 48 anuos seu pai nao pdie consolidar.
O Sr. I.oarenco de Albaqcierqie
rn tra a n-oessidade de acabar CJm uraa queslo
C m a qual todos es partidos t n especulado.
Oceupa-se com as causas que motivaran a reti-
rada do gabiaete de 10 ds Marc qae o orador as-
pera va qaa cahisse mais cedo do que cabio, ten lo
sid* amparado pela tctica equilibrista do ex pre-
sidente do conaelho.
8. Exe. devia ter ficado de alatela deade o dia
da memorevel batalba de floraa trsvada am Petro
polia, upazar da chuva torrencial que cahia, e com
oa arfgos abolicionistas do Correio Imperial, ar-
tigas, alia, maito bem laucados e que eram tran-
scriptos n is j irnaes d'esta corte.
Depois, se o miuiatcrio ao precisava de prova
escripia para significar qae tmaa perdido a confi-
anza da corda, porj/a: o nobre ex-ministro da jus-
tic fez a lusa i 4 carta de 4 de M.rco?
A cmara ao muiou ; se algura constrangi nen
to moral soffrea f'ii no outros terapos, mas certo
que to i a queriam que o governo adiantasse sem
pre am pasao mais na questo da abolico, seado
ap'aas o statu qio reclamado palos uteresses da
unio part I>ria
Nao existo eseravido no Imperio, maa apnas
u n pbaotasma qua cumpre enterrar quanto antes
para poder operar se a transirraayi-o do t.aba-
lh..
Termina prestando o seu apoio ao gabinete.
O %r, aarle de Aievedo protesta con-
tra a inainuav> feita A cmara d- apoiar os ra
msterwa 20 de Agosto e 10 de Marco.
Procura provar que o ministerio passado nao foi
ea travo :r ,ti, porqu 1 a ello se deve a suppresso
d> le de IU de Juuho de 1835 e a abolico dos
ac 'os alara da haver encat.do a execuco da le
de 1885.
Nao ucaorressem oa tactos lam 'ntaveis que sa
derara nesta cd te, e o Sr. Baro de CoCegipe vi-
na tratar ao parlamento o projecto que b ja
.1 presentad o pelo Sr. Joo Alfredo.
A panoanenuia do Sr. R idrigo Silva no gabinete
acmn, tacto indicador de quo o gabinete passado
ao era '-scruvoeruta.
A cmara aatual, inspirad 1 nos sautim ratos de
alt 1 pitnotism >, ao pdla sar sarda luillo qae
a aspirao 1 geral dos braaileiros.
Peiieita o nobre presida ate do conselho polo
apn> que encoutra em todos oa partidos, teado a
veutura.de coroar a sus obra, extiuguiaio de todo
a eseravido.
fomprinhia de EdinCifo
BEI,4TOEIO APRB8ENTA1>0 AOS SRS. ACCIO-
NISTAS NA A8SEMBI0A GEKAL OEOlNABIA
DE 7 DE MAIO DE 1883.
nrfl"!? *"<.-E cumprimento da
noa.o dever 8ubmsttemsa vossa eaclarecida apre-
ciacio o relatono que, na c mformidada do art.
'! ^'utos, nos foi apraaentado pelo dieaa
gerente desta companhia. g
Deuihada e miauoiosa como esaa pe0a, aue
altate eloquentemeoce, ni) t a ntdligaicia coma
0 mexcei.vel zelo e tedieseta do Sr. gerente *
pro! da corapanhia, res.a-nos apeoae pedir v'o68
atlea-i para es moi.s palo raesmo Sr. gerente
lembraios.noaaUos-urelatorio, como empre-
gavois para tirar a Compmhia da diffieil posco
em qaa se ael 1. r *
Deatreosalvitrealembrad.s, pedimos lic;Dca
para idlicar, emo prefcrivel, o daelevaco do ca-
pital ao dobro, por meto de u,vas acedas, i^usej s
exietent-s.
Ciuveneidos do vossa dedicaco e interesso para
uma empresa que alera dos luaros que deve dar
e dar, em futuro nao muito remoto, sus capita.es
11'ella empregados, tem um fim altamente social, e
econmico, esperamos nos proporcin ia 03 meoa
de eleval a ao p de engrandecimento que t :a
idlisputavel direito.
Um pjuco ds animo e sacrificio no presente
aeraditamos, nos assagurar um futuro liaongeiro
e riaonho. E' esta a nossa eonvicclo ; v i, porra,
Srs. accionistas, resolvereis como julgardes me-
Ibor.
Rscifa, 7 de Maio de 1888.
Jo io Jos Hodriques Mfndes.
Dr. Antonio 'Uodoaldo de Sousa.
Aurelio dos Santos Coimbra.
Srs. directores.Daado curaormnto u dis-
pps'o uo art. 21 ios estatutos .4a Companhia de
EiitiC'Cao, en're qual varis a situaci dos n-goeios so.inca
Esta m ".1 trabalho de vera historial-os e seguir-
lh"s a marcha at 31 de D-zembro de 1837, dita
do cncerraraento do derra lairo b.!aiic> animal;
mas, como int'lizmente mo o estado finmcaro
da c mpir.hi, pelo qu 1 teubi de pedir voo recur-
sos extra rdmarioa p ira centinuar a zerir seus in-
treasas e opara^daa e dar Ibas d-'seuvoivim ntu
tal que proporcione lucros aos capitaes n'ella em-
preados a por ora mortos, pirquanto r.o teera
dio aos d-guos Sra. accionistas oa devidoa e mui
merecidos proventos; parecau -raa daver nio limi-
tar m uhi-i iuforma(5.!s to soient ao parilo de-
corrido da data em que tomai canta do cargo qua
ocaiipo r.t'aque|le da, porra e ant>a d'Senvo!-
M -as e rxten al-as at h je, aim le 'bera julgar-
des daa verdaJeiras eoadicdss pr^seutes da exis-
1 n ia J.-i c mpanhia e das suas rap ri;ea3 necec-
i 1. les, b 'in como da urgencia dos m ius que ra-
put 1 indisp nsav ia par levantala ao goio de
proaps.id 11 qa m'roc-.m oa oapttaea enbarcalos
n'um-i i'in iresa qu-' 4 todoa era eom.'Ci afiguroa-
90 auspici 'Sa, e de fado o aa levarraol a os n-
cutobidoa da sua (broceas por veredas larg .3, 8>
uras e bam tnlhadas, daulo-se-uos alera ntoa, ato sofficiaatei eapitaus'.
Oa bilti -C'S x iiniuadoa pala digna eommisso
fiscal e este relatorio apoenaos com os na. i, 9t
4 a 5, Instara pira rastrar o estalo ti tanoeiro da
Cimp.nbia a- 31 de D -zsmbro da 1837, e rrque
rera t > s uente algumas ubservugoes raiuba3 que
farei adiaatn, limitan lo me na preaeute eaposioo
apenas u, descrever o que possus esta e a apuntar
o maito de qae precisa, para ch?gar as tina qua
neterninari.m nua ereaco.
Apro?eitarei o ena-j 1 pira explicar man modo
d ver e proceder como gemente, aparando deade
j e em tempo algnmss accusacis qua me tcem
silo assacadas, citando alguna algansmos refe-
rentes a d itas p isleriares 4 do ultimo bataneo, 6-
canlo entendido qua retiro 111: deste quaudo nao
mincionar outra.
Antes de propriamente eneet r minlia expoaico,
peco-vos perraittaes me aqui deixar clarados e que
companbia transmittaes 03 mcus agradeciraentos
pela honra com que distinguio-rae col locando-me,
pela eleico que effectu ou-se em 27 de Junho e
coafirm ida em 13 de Julho de 1887, no alto cargo
de cjifianca de que estm investido, do qual me
empos8astes na sesso da directora de 29 de
Agosto.
OLARIA E DEPENDENCIAS
Achava ae, ao tomar eu oonts do cargo de ge-
rente, em mo estado a olaria, nao tmenlo quanto
4 conervaca dos edificios, com) com respeito ao
material de trabalho, e entregue 4 quem nao pa-
recen -ue competente para dirigir uma effiaina que
evideutementa da mxima importancia para a
companbia e requer, de quem administral-a muito
zelo, bastanta inteligencia, muita actividade o
criierio.
Foi meu primeiro cuidado por 4 testa do esta-
belecimento nm homam dotado d'essas qualidados,
o Sr. Francisco de Pau'a Mandes, o qual anda
all se acha, maa, infelizmente, em carcter pro-
visorio, deixaudo como simples apontador a pes-
soa que encontrei como administrador interino, a
qual por ultimo e dentro em piuco foi totalmente
riscada dos quadros do pessoal da companhia.
Tratei sera detanca de reparar o que requera
reparos, a prestar para o trabalho o material de
que mais urgeatemeate precisava, faaer nos edifi-
cios oa concartos que eram urgentes, reformando
aa cuberas dos fo.ros; recoaatrair as bases daa
caieiras, retocar todas as linhao farreas pelas
quaes ae fas a quasi totalidad* dos transportes ;
em surami, de dar remedio prompto, na medida
ios recursos de que dispnnha, aoa nao paqueaos
estragos prodazidos pela cheia que no mez de
A'gcato bouve naa aguis do rio Cap b ir i be.
N'esses trabalhoa preliminares e urgentes paa-
sou sa quasi o 1" mez da miaba gerencia, porm,
sem maito sacrificio da produc.S), posto sor mistar
que o administrador dividisse a attenoo por todoa
elies e mais pela coastraeco de um grande te-
Ibeire e de um foroo dos quaes pareceu-me iinpos-
sivel prescindir.
EDIFICIOS
Sao os seguintes : o barraco da mitiga olaria
que a companbia adquiri, coberto de te has com-
muus e, como as eoostruccoaa das olariaa da trra,
maito baixo e escuro e atravaneado por gran-
de numero de pilares por demais groasos, ao
qual fuucaionam as machinas de fsser tijolos e de
prensar ladrilbos de diversas fdrmas e tamanhos,
telhas francesas e canos, a locom ivel e a cenda
de ferreiro, e estabelecrr-m se enxugadouros em
que seccam as telhas francesao e os ainlh;s e
canos diversos ; fieaui 1 Ihe annexo um reparti-
mento que serve de almoxarifado e escriptorio ;
Uma casa, amia do amigo estab iacim ;nt\ era
uma parte da qual estava e contina a cocheira,
morando na outra o estribeiro encarregado do trato
dos animaeg
Um ceiheiro de zin-o, obra doa nossos prede-
cessores, de 16, 5H ll0,=181,ia'5 em que fuuc-
ci .na a officina de t Ibas romanas e trabalham tres
turraos, ou, no diser dos do ofliaio, gradea, numero
que miater elevar, para ter des rapenb, a grande
eocommenda, de 300 milbeiros Je telhas que me
f ii feita para aa otcinaa da estrada de ferro de
Caraar, ora em coostrueco en Jaboato;
O grande telheiro, cobarto de sineo, de 64" X I9
=1216,"* o quil comporta uas 200 milh-iroa de
njilos co nrauns, e fot levantado por mira para
substituir outro pequeo e baixo, qua estava a pe-
dir serios coucertos, aproveitanlo-mo quanto po;-
aivel das madeiras e telbas n'este empregadas;
n'ella deposita-ae a aeccar a quasi tetalidade do
material producido ;
Uma casa, fr* e loage da olaria propriamente
dita, que s-rve de ra oradla ao administrad ir, re-
parada e conveniente e economicam inte pintada
logo era principio da miuba gerencia ;
Um casebre sem valor, tamb m fia do laca! em
que se acha a olaria, e muito estragado.
Todos essea e ifi.i s, afora o ultimo, acbam-se
em b un catado da conservaoo, reclamando, porm,
quasi todoa, aecreacimoa e molifieaadaa, para eor-
resp.ini-rem s actuaes a sobretudo a futuras ne-
cesaiiadesdo augmento da pioiuacSo.
MACHINAS
As priocipaes sao : a de fsser tijolos, capaz de
proiuzr de 15 a 18 mlheiros ; aa de prensar la.
drilbos ; a de tirar pelte para can is e t -lhaa fran-
cesas ; a ie prensar canos ; tres, das quaes ama
anda nao entrou em s-jrvieo, para prensar telhaa
francesas ; e a loeora.vel, da forca de 12 cavalloa,
aira da forja de f rreiro, bombas, e outraa COUSSS
qua no inventario esto eap"0>fi:ada.
Eataa macbinaa t era fuucciona 10 bem a achara-
se bem conaervadaa.
A locoraovel est 4 peiir alguna reparosinho aa
sobrelndo ama pintura geral, que j nao ui.aie
v>


iirnlHEi
lltfiHffl


Diario de PcrnambiiroHunta-felra 17 Maio de 1888
obras
Ob
faaer porqua estou i espera da realizar es
da qua precism no todo o estabelecimedto e
edifieits, particular, para coilocal a ragor
dad en am espado isoiado e convBo.entmonte
fechado, de m .d que uo pea trem a lio o re..-
daoi dac mbustlo d carvo quo se eneap-m pla
chamio, o quaes actualmente Uepositam-se uo
telhido e coui o vento pen tram pelo intersticio
das telhas e c*hem sobra a machio., furwaud.
cora o aiaite e graxa uin* pataqo estraga e IM-
tilia a p'atura d* loe un .wl e da Ihe um aspee:.
de mo r-lo, veluate e pono asseio desagrada.
?elvi.N.in*, n*s exposU. lili* '*'-
'* Por emquaoto te^m e reoarado na propria ola
rt e c mas mmguadns reeursoa da su* forja
qaanlMd i da io qaer n.s m
china,., qner uas dema.s ferramentas e material
de trabalho* : .omota lora d'ella fi.eram-.e quil-
tro bronres da locoroov.l, qae foi mister tan
n'am* das fune.d'e.U capital.
(Continuarse na.)
ana trahalhos da lavoura na abra trrida,
^or^testada por publicistas *&%*
pelos aspirantes a contractos para *m
transportar imuiiBrautes, era afrmada por todos
os phwioloffistas, mdicos etc.: e comprobada
pelb ficto altamente probante, de me a des-
neito de tentativas sem numero, anda nao 'xu>-
,,n toda a KtWdO da zona iiitertrop.ca nos
dous uemimherios, um aucteo se. W de to-
nos europeus entregues aos trabalbos da agricul-
tura-
REVISTA lMAftl.l
Reputei esta recordafiao tanto mais necessana,
me dos tres discursos ofliciaes com que KM
aberta a reuuio. os do Esm. presidente e do
seu predecessor lintaram-se a encarecer as
vantagens e nacessidade da inimigracao cstran-
geira, e apenas o do inspector da colonisaeao.
Dr. Jos Usorio de Cerqueira, continua alguinaa
linhas tmidas em abono da colomsasao rracio-
nal ; e foi para cumprir esta obrigacao que ped
a palavra. ,
A opiniSo manifestada pela Sociedad' nos an-
ia citados documentos, acea danciiliumi pre-
cisio que temos de bracos eslrangeiros e da
meios de conquistar ao trabalho agrcola os bra-
cos ociosos qlie abundam as nbssas cidades e
os imperfeitamente aproveitados dos nossos cam-
pos, ueeessitava de alguns desenvolvimentos ;
como, entretanto, os oradores que me haviam
precedido -o commeudador Joo Feniandes Lopes
e os agricultores Vicente r.ysneiros e Domingos
Martins, ao pronunciarem-se em favor dos bra-
cos nacionaes, cuja abundancia reeonheciam.
Diarlo e Pern.mbatoEmvirtadad..
fesas da iiberdade da. q'iaes d4o noa era licito
privar os operarios de no.* tfiaiira e a pedido
desti-3, donamos de der jornal ante bont.13 e bon-
t "
Uo acato* asaiipaatea n;s desralparao certamen-1 para occorrer a irise do trabalho, houvcssem tra-
ta em face da jui* c-.usa, que p.-ivou-o dj j rml I ta(j0 as medidas legislativas e administrativas
ne.se. que ella requer. inclusive a creaco de bancos
Em encape taaeZa rembatio h je a'm din. 111 i e e tribnuaes eori-eecionaes e colonias peniten
o Diario de Pernambuco un numero nico et ciaras para os Vagabundos, entend que poda
edio/ii eape.--.ai, eo-ia^grda e dedicada ao c use- imtr-m. encarando o problema no ponto de
a reslrii'to ila sua solurio na nossa provin-
Ibeiru J o Alfredo biiih Unveira.
Fernando de Soronis-A viitgern da
vap.r Pirapama para a lib- d- femando, que es-J
tava niiuiui-OK parc 15 lo correte, ficou trans-
erioa para uabbado, 19 le.re m s
Iter>N' d lffgic*Sob etu
iapb.-, hb i;-i s m lije e n chante um espa-
b i na un* Heoitia Diaria para dar ao. noja 3
Mato* ., e pruieipa!in.::.'t quelleg que maia M :n
twesaH pea qutstu da tranof rmacSo di traba
hv, o que te rispeitj (Olhermos da. f jihaa da
Eur"pa e das pr viue.as, e de ontras fonte3 de in
f^iniuc'.
Com o fim d facilitar a iramifraco tarop*
para o imperio do Brasil, aeuba o mioigtro do im-
perio d
avieo :
r [Um. e. Exm. Sr.T raanla-aa de da em di.
maJs eo sideiavel aa i.iip-Tio por cansa d 1
inmiyi- vo europea o uuwn d>" pess.ae qne oSo
profeeo^m b relijiocaih tica e suido intuitivo os
-.- 1 nii-|i:c- OJD I- .:.!. 1 -i para o E.-
ta lo, tenio tambem p*>iH a pr pria i_'reja c.'h 1
lea, lio actu de se (1 >(n u tarcm n.s mutriinon'rs
as dispensa, do ;m:,etm-oto ci/'u dispari
as,o-CJIle ti.ru.tl, avel a pr,.mpia adop
Vj de provid' ifj i) une a-t
t nter sees q..- se hm referida aami-
grai;S qae n en ictinhir (!ei-1e que
eacontreC l n>r aejite a consti'u i;li d-i
f-.milM, rogo a V. Esc ae digne dar b pr- v
cias qu" (a ro een'id I i te con-
spgu r da ft-: '" I -doj I e o> .
Br.2'1 tenham 1 fae lldade d .oucedr semelh'.n-
tea dispeotai .1 taaoi am ru p-^s.ive! deca e,
al d.i. c QJpre 1 li iuj no breve de 24 da Peve
reiro de lb<4
D ue guarde V. Fx.-.-Joi Fernandte da
Costa t'er-i'tt Jnior
? ra faaer- ie aaM : i do en p nho
p:-.v:i ota de S. Paato um 'rabalii i D
d- n-i" um graade 'mpulai lo.taiiaavio do i.j.m'
gran' a 'es f renda ni vista do b>:nefie> resol
t .d 1 que. ti id i-o'hido da tnr -dnecdu de Otilbarej
de br-^-.. enrtp os, h:ista dizer te lUO-aas
do gi .....]
hcep Jara de :m'ioar uu dc*p |D
ntovincia 3 7:396f7fQ, cbaod -a e
tia de :27OO :i hBn-
lu>a flfit < II ni '" l '-v'.o
SMOJOeHa provincia, di 1 Jjrnul do Cvmmi
' :
.
foro 1 graje sMn qie privinw de sj i?
ade
I 1 ,: p, nh 1 ui e.' 1 bem
admmietr' es ;mts-s r.uos do impo:
Vi? .
1. m ifl
; curto.
D a prr.vin :i le 8. Paul

I
co A c i<>- '^c-iii.- Acerca deste a -utnpto,
um dos mais importantes da actnalidade. o Sr.
engenbeiro 11. A. Milet, gerente da Sociedade
Auxiliadora da Agrieultura tlesla provincia, en-
ou-nos a seguinte e nteres arta.
Sociedade Auxiliadora da Agricultura de Per-
neo, em 8 de Main de 1888.
netoret. Gerente da Sociedade Auxi-
liadora da AgricoHnra deste provincia e sen re-
presntente na reimo que. a convite do Bxm.
rice-presidente Br. Ignacio Joaquim de (orna
Leo. leve lau e a palacio, no da 17 do
paseado, para tratar da colonisacao tiesta- pro-
vincia, corria-me a obrigacao de externar na-
nuelle recinto a opinio da Sociedade acerca
deste magno assuHi|rto, por ella j encarado
embora dita opiuio se aelie
i mostrar, quena reahdade u.issapopulaQao
ne e insufliciente, como propalam pessoas me-
nos conhecedoras das nossas circumstancias
pbysicas e econmicas, e nem se ojaer (levemos
sodbar em augmetel-a com a introdueefio le in-
migrantes, j porque delles nao precisa n >s ali-
solutamenle. j porque entre nos as pequeas
industrias e o pequeo commercio esto abaro-
tados: e anda asando Ibsse insnfficiente a popn-
laco dos nossos campos, no podemos oflerecer
ao immigrante M agricultura nem salarios nem
outras condices superiores as [ior elle ileixadas
na respectiva patria, pelo qne nao (icaria no
campo, delxando-o para procurar nesta cidade
jpedir ao de e.trangeiro o seguinte outr,.s iicios de vida mais sua\cs e proveilososg
Tencionava nao me oceupar com a qnestio da
accmacao e linalisar com a indicac&odos meios
praticos de obtenaos com a colonisacao nacional
supjirimeutode bracos uas localidades onde M-
tam e o dcscnvolvinicnto da pequea proprie-
dade, assim como das condices mediante as
quaes poderte ser prereitoaa a iatroduccio em
poni pequeo de colonos estrangeiros. embiste
da creaco de novas cultoras e industrias e me-
Ihonmento das acames.
- Hiicnipcoes Jo met Ilustrado collega o
Dr. Lyenrgo 'i Mello obrigaram-me varias ve/es
a sahir de meo prograuuna, para insistir sobre a
infeiioridade de condices em ([ue o nosso cli-
ma lolloca o colono euroneu em relago ao na-
cional no ponto de \i.-ta da cultura do solo.eres-
ponder com exeinplos do contrario a diversas
c-oiluziilas em abono, da immigrajao
europeu, follando porem logoao meu iroposito.
Procurei. portento, estabeteccr em pruneiro
lugar, que attendendo ao carcter agrcola de
produccao e laa quasi absoluta de indus-
tria fabril, nao a nossa populacab inuilo infe-
rior a que corresponde aos meios de vida qne
| Ihe saa proporcionados petes nossas eireumsten-
cias pbysicas e econmicas, pois a zona dos
mallos, nica que c instando de terrenos sulli-
ate frescos e irrigados presta-se a tra-
balbos permanentes de agricaltnra e cuja super-
ficie nao excede de I->.0 > kilmetros quadra-
ilos. possuia na isiao nseamento de
1871 cerca de 600 mil habitantes, ou 10 por cada
kilmetro, prop irete esta inferior sem dnvida
a que apresentam a Blgica e a lnglaterra,"Ou
mesmo a Alleiu mli i e a Franca que contem
Jf e aquella 90 habitantes por kilmetro (ma-
chado, mas pouco a baixo & d d i6es da Eu-
ropa il ; e si muito menor a densi-
ilade da i; rdac&o na catinga e agreste,
que na mesma epoefaa so i nbam 20 mil habi-
tantes, e com maioria de ra rtao, que
so centava lO mil. nem porjgso dcixa de ser
proporcional ao que
otTerece aqu da extensa parte do u
Ali os gueiss e ncasebitas. qne eonstiUwoa
1 stratum do territorio da proTinria. appare-
cem a luz do sol : quasi ti I
1.11 o verao. oortam i"; e ra bos ; as ar-
perdem as folhaa i para a vi e a
ierra completamente despr ivida de verdura toma
o aspecto de um de
E certp qne. hawendo olsavas regulares,
aquelie deserte oca traBstamadQ pelo invern
em campos verdejanteg, que produzem legnanea
>in (artera; mas Gaisand i eitas, o que
nao ponis vezes acontece, perde-se a sviiieiile:
o soto permanece n e crastad >m excencio
apenas das a Tras, alli chamados breios.que ae.-
vea a suialiilulecon-ervaremliuinilaileeairiis
correntes e por isso, quando falham as china--".
Bervem de refrigerio aos, ppaoa dos planaltos e
rarzgas. A nao aeren) aquaBes brejos, toda
aquella parte da provincia, e com especiali-
dade o agreste o o sertab, seriam inhaoitaveis
e em quanto nao foreni modificadas aqullas con-
a proporcionar o equivalente djbg 560 ou 610 reis
que se dao ao jornaleiro agrcola, satisfazer s
uecessidaces reaes ou artiliciaes traxidas do tor-
rao natal ; e embora se Ihe d, alem da trra,
utensis e adiautameutos pecuniarios, no Qm de
poucos inezes abandonar o campo e correr
para as cidades empregr-se no pequeo com-
mercio e pequeas industrias que, com quanto
j abarrotadas, nem por iss o de pro-
Sorcionar-llie meios de vida mais facis e abun-
inles.
Foi aislo que tem dado at boje todas as ten-
tativas de colonisacao estrangeira em todo o
norte do iraperio.-
Nao se eacontram mais nem vestigios dos
ncleos de colonos europeus estafieteciaos as
margens do Amazonas pala Conipanhia, que
iniciou naquelle rio a navegar por vapores,
nem da colonia agrcola e pastoril da ilha de
Maraj e a mesma surte espera as casas desertas
do ncleo Anaripe. Estes exemplos silo todos
do Para; quanto a esla provincia, lembro-me, qae
em 1841. oa qalidade d membro de urna com-
i nomeada pela directora da Sociedade
Melhoraineulos Industriaes para oaganisar
um projecro de colonia agrcola, tive de \i~itar.
com um dos meas collegas de commissjo, o fal-
lecido Dr. Jos Joaquim dv .Muaes Saruaentot, os
restos de nma colonia allema insrallada iioucos
annos antes as chamadas malas do Catuc
Adiamos alli, na loeadade denominada Fer-
raz, no estreito valle do Uebcribe, urna familia
allemfiresto de maiorquantia -que nem lavou-
ras tinia c viva de fazer carvo pura veudel-o
no Recife, e mais adiaule, na Cova da Onca. logar
mais aprasivel e descampado a margem do ia-
ratibe, numerosas casas anda em perfeito esta-
do, mas abandonadas indos colonos sem excep-
to alguma. Disse-nos o colono que adiamos
no Ferraz, que a causa do abandono ffira oses
tragos causados as lavouras pelas l'ormigas de
roca : mas ainda quando nao nouvesse taes for-
recido tantos esforgos por parte de meu amigo o
commendador Joao Femandes Lopes, e os pro-
gressos a realisarem-se no preparo do nosso
Para tudo isto temos bracos : mas faltam-nos
mestres: e estes devem vir dos lugiu-es onde
prosperam taes culturas e industrias, e o clima
mais approxima-se do. nosso. Devem ser peri-
tos em suas especialidades e s virao se acha-
rem aqui, alm do lote de trras e adiantamen-
tos, garautias contra os mallogros inseparaveis
aa introducgao de novas culturas e industrias.
evem vir engajados por 3 ou 4 annos. e collo-
catlos eiu cerro numero de ncleos, repartidos
as diversas zonas da provincia, onde se farao
os eusaios sob a direcode profiisionaes e res-
ponsabilidade pecuniaria do governo. Sero ditos
iniceos, antes centros de ensaios agrcolas e >
dustnaes qne colonias de immigrantes; mas s
apoderan prestar-nos os servicos que delles
-e esperar.
-Nao se lar islo sem duvida com pouco di-
ulieiro; mas o governo imperial tem gasto tan-
tos milhares de contos com a colonisayo no sul
do imperio, que bem pode despender algmoai
centenas com o norte.
A nao ser possivel oblel-as, devemos limitar-
nos a colonisacao nacional, que pouco dinheiro
-'.'; e se assim fr pi-eciso, para conseguir a
coadjuvacao do governo da corte, fundar colonias
mixtas, repartindo os lotes entre nacionaes e im-
migrantes. E' corto que estes os abandonarse
dentro em pouco terapo; mas os nacionaes fica-
FBOi
E' eslamiuliaopinio acerca da colonisacao;
mais desenvolvida sem duvida. mas em essencia
a mesma que externe na reuuio dodia 17 de
Abril.
Prelendia rematar a presente com alguns por-
m uores acercado estado presente, do merca-
do geral dos assucares e probabilidades de
preces na safra viudoura. Esta porm j ral
d l*e>rsissssabacaao ttealisou-se no
migas, nem por isso Icriain deixado os colonos i por demas extensa, e por outfo lado" am-
de procurar no Recife os meios de vida que nSo da cedo para arriscar qualquer juizo acerca de
mais de u,n i vez, embora ana opmiao se acn 4rOes por nielo de numerosos acude! ,- repre-
clan mente expressa na peticao que, em nrtude zaJs na8 cabeceiras de to los os ros e riachos,
de d iciso lomada pelo respectivo cpnselho ad-, l{l,alquer augmento notavel do numero de liabi-
ministralivo na xlra ordinaria del) de (antes seria verdadeira calamidade, pols expor-
nos-ii. em lempo de secca a presenciar aqulles
xodos que aflngem peridicamente o Ceara e
tem determinado a emigraco para o Para e o
Amazonas de parle de sua populacao serlaneja,
xodos de que tivemos ha poucos annos um
opio, quiido nao menos de GO mil retiran-
tes acamparam-se oas immediacOes deste ci-
dade.
reiro de 188.1. dirigi a superintendencia a
S. M. o imperador em 28 de Abril do mesmo
anno.
N'aquella patfcao, publicada no Diario dePtr-
u'iik'ihco de 12 de Afosto 'lo mesmo anno, junta
mente com os oficios dirigidos a presidencia d
provincia e a directora do Centro da Lavoura e
Commercio do Rio de Janeiro, relativamente a
exposico de Uerliin, [ponderava a Sociedade a
S. H. que. tendo a eolQDaeae por alvo prin-
cipal facilitar a substituico do trabalho livre ao
iraballiu servil, pelo augmento do numero de
bracos fivres e:npregados em Irabalhos pro-
ductivos, e com eapeciadade nos da agricul-
tura, si a introdueco de immgrantes perten-
cenles as rafas europeas, (nica que at entao
merecer os desvelos do governo imperial
pode al cerio pontoprecncher este desidertum.
|i io meiio- no ponto de vista do desejavel in-
cremento da pequea lavoura cproprie lado, as
provincias ao sul do trpico do apricoruio,oinle
os immigrantes eacontram um clima temperado
e podem entregarse s culturas.a que sao acoa-
tlimados, a sm conveniencia 6 mais que duvi-
dosi na parle intertropical do imperio, cujas
condices climatricas nao sao favoraveis a mor
parte de ditas culturas e exigemdo immigrante,
para sua aeelimaco. a observancia de regras
higinicas entre as quaes Bguraem primeiro 1u-
a de evitar as prolongadas insilacoes. alias
inseparaveis de permanentes trabalbos agrco-
las.
Poitderava mais, que c em PeraambuQO nao
ule precso alguma c braaoseetraogeiros,
quer europeos quer asiticos, por ter isla pro-
vmcia abundancia de bracos nacionaes, cuia
adaplacii aos trabalbos agrcolas nao depende
du previa e duvidosa aeelimaco, e cumple lo
Bornete anroveiter para inaios produccao agri-
cola por meios indirectos, dentre os quaes sobre
sah'ein o iuceniivo "osissimo da propriedade
rural e a nroximL aos centros consumido-
res e productores.
Em cousequencia, pedia a Sociedade, que da
verba anitunluiente votada para a colonisacao,
distribuido a Pernambuco um quinnao
proporcional a sua populaQo. para ser applica-
do a seinelbante tarefa, por ella denominada co-
wco nacional.
>*o mcio dirigido ao Centro da Lavoura e
Commercio da corle, alln lindo a determinadlo
Sero semelbantes terrenos proprios a coloni-
saejo ? Ninguem o dir : tanto mais que. de.
taes condices climateriaes e geolgicas resulta
nao haver alli procura de bracos, seren os sala-
rios dimiiiiiiissimos, e muio escassas as forcas
consumidoras da populacao. ao passo que a far-
tura devida as chuvas, quando estas s io regula-
res, pouco augmenta os recursos dos habitantes
e ten apenas o ciivcleeiinenlo loa preces de
suas laveuras. por falta le saluda, que s ei
para o nlgodo e o fumo, nicos producios cujo
valor seja superku a importancia do frele
para a nossa prai;a. e anda assim u"io podem
supp irtal-o quaudo a distancia superior a 400
00 i.">0 kilmetros.
Quinto a zona do> millos, embora possua njma
populacio superior lalvez a exigida pelas preci-
ses da cultura extensiva que Derla predomina.
inaiiifest;i-se alli, em certas pocas e bagares,
Kl de bragos assalariados para os tralu-
lli n agrcolas : mas n'o devida a iali
ta de bragos e to somenle a sua desigual re-
pattico pelas grandes propriedades oa
nhos" cuja superficie varia de i at 20 e .
kilmetros quadrados, e no meio s ra-
riaaimas io as povoa{0ee d ncleos de psque-
nos proprietarie
Os engenhos que nertencem a cidadaos ricos
oo abastados, teem braoM de sobra, pas para
elles aflluem os moradores, j per serem em ge-
ral atis feriis, j por melhorutc para
upauxilamento das canas doparceiro. jporser
m.iis eficaz a proteceo do proprietano. Pelo
conir.ino. os engentaos cojos seabores di-pem
de poucos recursos teem poucos moradores, por
causa da iuferioridade das condices que a
apreseulam.
Nao lia falta real de bracos ; e apenas m re-
partido dos uiesmoa, defeito que pode serfael-
menl' remediado com a colonisacao nac, nal pra-
ticada pela forma qucadianle iiidicarei.
Transformado era proprielai io, pela doacoou
em
aforameuto a titulo perpetuo de um lote de ter
de urna crlenle de euugracao allema para o ra na re,riao m mallos, o actual morador de
Brazil. alvo principal dai representacao do impe- ei,KeDJio, que as circunstancian primarias
rio na exp sico de Berlim, a sociedade Auxi-1 niI se ^ e 8em 0 incentivo da
liadora, depos de allu-mar que nao precisamos
de bracos estrangeiros, por termos abundancia
que se acha, e sem o incentivo da propiiedade trias, introduzir
llies poda .proporcionar o trabalho agrcola na
medida exigida pelas suas necessidades.
0 perfeito estado das casas abandonadas m )-
trava, que nao tinliam sido habitadas por muito
lempo ; mas em lim tveraiu moradores durante
alguns annos ou meses e borne principios de la-
voura : mas muito mais desanimadora paraos
fanticos da immiuracao europea ha sido a sorle
da colonia ou nudeo Araripe, eatabeiecida ha
dous annos apenas, ou menos anda, na provincia
do Para cora urna deapeza de cem contos de ris
volada.- pela respecliva assemlili'a. a instancias
ttao presidente da provincia, a margem do
ama estrada de ferro. .Vnhuma das familia^
engajadas na Europa para povoal-o consenlio a
Bear aelle : vieram do Irem : correram as casas
e barracos ; olharampara as derrubadas ja hi-
tes e voltaramno mesmo teem para a cidade de
Belein onde conseguiram arrumar-se f
Em ltS5 ou tios emiireiteiros da ixinstruccad
da via-ferrea de 8. francisco pensando que aqui
nao encontraran! numero suficiente 08bracos,
mandaram vir da Europa centenas de trabalhado-
res ou rep dados taes; estes embora se Ibes pa-
gasse salario inui superior ao usado nos trabamos
pblicos da provincia, desertarato logo e i
iassem ir para o liecife espalharam-se pelos
engenhos, onde a falla de recursos obrigou-os a
contralarem seus sen icos ; e antes de decorridos
seis mezes nenhnm delles se baa conservado
un -ervicoda lavoura.
Os secessionistas da America do .Norte, que a
presidencia agasalliara em Jaloh e ah planla-
ram algodo berb iceo, nioehegarama tirar duas
safras e todossabem, que dos inmigrantesman-
dados pelo governo em 1875 nenhum sahiodo
Recife eomaiOT numero nao adiando aci-ommo-
dacio alguma foi preciso os respectivos cnsules
repatriare foram poupados pelas moles-
tias oriundas d i sua intemperancia.
B preciso desenganar-nos no tocante a bracos
europeus para substituiros bracoseecravos eem
peral para cultivar as nossa. ierras.
Nao temos hipar para elles. nem como jonia-
leires, comon sem contractos de locadio de ser-
. por o -1 agrcolas a ita provin-
sao inferi ires aos que vigorara io maior nu-
dos paizesda Europa, nem como parceiros,
p irque a nica lavoura que se preste a contrac-
tos de parceria a da canna, nao da lucro ao par-
ceiro, que com os actuaes preeos do assucarnem
sempre recupera, com a venda de sua meiacfio, a
desp ir.am rractoatransporte da can-
oa, eno i e|. em |
ment d ista insigniOcantbquaQtia,esC oontinia
a plantal-a como omisa que i e repre-
! iel do sitio que ocenpa eoude plaa,
e a remuneradlo da produce i que d pensa-Qie
i da trra, nem com llor em ierras
propras ou arrendadas, porque o proco dos gene-
ros agricotes de consumo geraletao baixo nos
- proprios a sea produccao. que s pode
deixar magnificante lucro ao plantador eaca-
restia dos transportes Bppoe-se ao alargmento
da / ma de consumo, ao passo que os terrenos da
zona liitor.il. mais Eavorecidos sob este poni de
vista, mal se prestara a cultura dos legumes ece-
reaes, com excepcSo apenas do arroz, por causa
da hundade constante qbe caraclerisa-os.
Completado trae seja o desapparecimenlo do
elemento servil, o qual poneos das poder per-
manecer, anda mesmo sem medida legislativa,
' ida de fado a abolidlo pelo Exm.
Ilarfio de Cotegipe, quando declarouoliicialmeu-
te nao ler o goreroQ torca para obrigar os es-
cimmis a servir aos seus senhores. nemes li-
bertos com condicOcs a cumpril-as. oa engenhos
mil ni miados, de piucos moradores eciuos pro-
prietarioB, alias di-pondo de poneos meios
i ontinuavaiu a moer gracas a permanencia de
alguns eSCravinhOS atilda nao de.-encamiuliailo-
-enliores abolicionistas. Bcarao de fogo
inorto: vender-se-bo por pouco dinheiro, de
um ou dous contos quando muito por kilme-
tro quadrado ou 100 hecteros. Esta superfi-
cie deduzida a quinta parle para estradas,
matas que seja precisa conservar e mais logra-
douros pblicos, dividida em lotes de 3 hect-
rea cada um, espago suficiente para una fami-
lia na pequea cultura,dar pira collocacao de
16 familias de nacionaes que. tirando do solo
quasi todoo uecessao, asna subsistencia,acha-
rao nos engenhos ruinos trabalho remunerado
sufticieute para dar-lhes os meios de comprara
carne e obacalho, as fazendas e mais artefactos
de que precisaren!.
Accrescenlando-se ao custo do terreno o da
demarcaco e 40 ou 50 000 para c nstrnecae de
urna casinha. a espesa a fazer com cadafaini
lia chegar quando muio a 20 000, quantia
infer r que se gastara com passagens e mais
vaateajens offerecdas a una familia de inmi-
grantes europeus composta 4 ou o pessoas, e
cujo adiantamento poderia ser amortisado, fa-
zendo se a conceasao dos lotes por aforameuto
luo, com foro calculado na razo de 5 ,'<
d i dinheiro desembolsado. Assim. o mximo
por anno, miMstin esta,
que as grandes propriedad aio reina
eaete te a cultura da canoa exigida do
DMia i renda da ierra que oceupa com
us layouras.
Com o dispendio de 20 contos, ou menos an-
da, acconiinodar-se-hia n um eogenho de > kil-
metros quadrados 80 familias de uiciouaes, que
com o incentivo da propriedade b.meliciariam
seus lotes ; plantariam arvoies IVuciiferas, e alm
diajBjroduzirein mais que hoje, l'orneceriain lira-
dos aos engenhos visinbos : realisaiido-se d'es-
i'arte passo decisivo para a desejavel divisodo
solo, creaco da pequea propriedade e melhor
rep irlii.o dos bracos.
Nao se deve, entretanto, concluir do qhe acabo
decxpdr, que cu seja opposto imingraco eu-
ropea : quero lo someute que o iinmigrante,
alm de seus bracos, traga un capital ou de di-
ulieiro ou de conlie.c'uneiilos pr.il'Hsionaes. Nes-
tas coudice-, acho vantajesa a inunigracq vo-
luntaria e aceito mesmo, dentro de cerlos limites,
a inimigracao estrangeira ou de outras provin-
cias oficialmente promovida pelo Estado
Precisamos deba pan aperreicoara mssa hor-
ticultura e abrumas das nossas poucas indus-
laes probabilidades, pois at as ultimas datas o
11 'ngado invern, que reinou era todo o heuiis-
Ijhero norte, ainda nao havia consentido que se
desse principio s sementeiras de betterabas.
Portento aqui lindo. At breve.De Vv. Ss.,
venerador, criado e amigo. Henrique Augusto
Prolongaueato da entrada de fer
ro du Heclfe ao S. FranciscoL)ein 113
trago dj m vim utj e receita do mea de Mnrg
da 188, ecmpnrado c.m igual mes da anno de
1887:
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J-
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DBSIGNAQES
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de bracos nacionaes, accresceiitava, que caso pre-
cisassemos de bracos exticos, nao sena a raca
teutnica, nem a qualquer outra oriunda de re-
giOes situadas alem do 43. paralello, que de-
veriamos pedil-os, por nao serem elles, na opi-
nio de todos os aniropologistas e hygiemstas
de nota, e entre outros dO sabio Vircuow, urna
das suramidades scientiflcas da Allemauha,
novas cuitaras e industrias;
pode, gracas a sua extraordinaria "sonriedade mas claro que, para obtel a. preciso oTere-
viver com sua familia das laxouras que planta cer-lhe vautagens e garantas superiores as que
na trra alheia, juntas ao producto de alguns das dimanim dos ltimos actos do governo imperial
de ser vico pagos a-56 ou 640 ris, nao s con- a bem da colonisacao.
tinuar a ver da mesma turma, coma produzi-1 Est provado, que a vinha prospera em mui-
r mais e passar-melbor. Nao se dar porem tas partes da nossa provincia e com especiaiida-
0 mesmo como immigrante europeu coocado de no littoral, onde a que existe i poderia dar
em idnticas condices. lugar ao fabrico de certa quantidade de vinho; o
Admittindo-se, que este possa desde logo tra- trigo d era muitos pontos do centro, e ha pro-
8n3' balhar tanto como o nacional sem arriscar a bafiilidade que I tambem se possa aecumar a
ceptiveis de entregarem-se aos trabamos perma- propria yjda.e qu de chaire tao. adestrado amoreira, base da sericultura, e talvcz a olivei-
nentes da agricultura na zona intertropical, nem coa0 ene na cultura dos gneros proprios de ra, o ameadoeiro e outros vegetaes da baca do
mesmo de all propagarem-se alem da 3- gera- n0880 dura, mesmo neste bypotuw' iaverosi- Mediterrneo, das Antilhas, Agores e Cananas,
cao, sem recorrer ao crozanieuto com as ragas j ^y n4o poder elle; com ordimfautos'. prowB> com mistndose d estarte novas tontea de rendi-
adaptadas s condices do amMente ; acores- t09 que V entre nos o trabalho' raral. qu na mentes, alm daaqne-promettera o augmento da
centando, que esta mapbdao das racaa do norte grande qur na pequea laVoura, e nem chegam cultura do cafeeiro e docacaoeiro, que tm me-
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Impasto de transito
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Eseriptonu do imfrgo, Plm*res, l' a* M Jnior.
domingo ultimo a 14a corrida neate prado.
A concurrencia foi pequea mas apeaar disto
eatavo animado o jago de poulei.
O resultado foi o seguate :
Primeiro pareo800 metros1.a turma de 1 a 7.
Barbatio 1>.
Zig2.
Mauro 8.
Correram mais Ziaok*, Bahiano 2", Teiepbooe
e Mureb.rs.
Tempo de corrida 63 segundos.
Rateio da ponte poule 55*200.
Segunda turma de 8 a 13 :
Blisaard I.
Lucifer 2
Jasansn 3.
Correram mais Podanga, Pegaso e Tombador.
Tempo da corrida 61 svguodos.
Rateio da poule 214900.
SegunJo pareo -l.luO metros.
Noruega l;
Foro l:
Tupinamb distanciado.
Tupy nSo correa.
Tempo da corrida 87 segundos.
Rateio da poule 6f 100.
Turcoiro pareo1.300 metros.
Africana 1.
Maestro 2.
Baccarat distanciada.
NSo correram Ooaro e Q iltha. -
Tempo de corrida 90 segandoa.
Rateio da poule 10!600.
Quarto pareo1.000 metros
Tupy I.
Faisca 2".
Leaeira 3".
Correram mais Trem '-teira, Blgaro e Concr.
Oaizou de correr Noruega.
Tempo de corrida 80 segundos.
Rateio da poule 8*900.
Quinto pareo1.450 m.troa
Recife Io.
Satn 2.
Atbeu e Aymor ficaram distanciados, senda
quo dea-se o facto para com o ultimo por ter-se
desarraojado o eelim e o jjtk.-y ter-se desequili-
brado.
Tinipi de corrida 108 seguados.
Rateio da poule 6*600.
Sexto pareofoi supprimido por se ter organissdo
urna passeat-. em regosijo da abolicSo do elemento
servil.
Vapor Oreaoqne Este vapor sabio do
Rio de Janeiro no da 13 do crrante, esperndo-
se neste porto 18 de manba para seguir depois
da indispensuvel dimora.
lentes tUeciuar-ae- to:
Hoje:
Pelo iig-nte GusmSo, s 11 horas, na ma do
Mrquez de Oiinda n. 48, de materiaes da pbar-
mazia, pbo pbiros, p pele co de Mil Jo.
Pelo agente Modesto Baptista, a 11 horas,
ra do Joaquim Nabuc, ds bous, movis, piano
vidros, etc.
Pelo agente Guamil >, s 10 1/2 horas, ra da
Princesa Iai-.bel n. 10, de bons movis, crystnea e
electro-pate.
Amanha:
Pelo ageute Modesto Baptista, ds 11 horas, na
ru. de Joaquim Nibuco, de bons movis, pianos,
vi-lros, etc.
, IkMUft funebreaSer1) celebradas :
H -je :
A's 8 horas, no convento do Carmo, pela alma
de Carlos Joe e Siquidr; s 8 horas, as ma
triaes da Boa Vista e Jaa alio, pela alma de An
toni Cu dos 1 de Qjdiroa Ponseea; s8 hora?, n.
matris do Gorpo fanto, pela alma de J is G ucal-
v da Ponte ; s 8 horss as matrices do Gamel
leira, K.-ca la, Santo Auto: io d R*cife e ignja
de 8. J = ti-. Boa Esperar.;?, pela alma do Eadj-
zia Juvina G mes E^teves.
1* >< I roaCbegados do eul no Vapof-l
ingle Trent:
Jas Clemente Mettsolfe, Jo Luis, Georga Ro-
bertson, I^n.':io O. de tiiun, William Binmero,
Edward Martin Lysne eF ln Vaudame.
Sthid.'s para a Europa no mesmo vapor :
Alfredo Gumares, Jo Daniel Pareira de
Acevclo, .\l,ii el Francisco \. da C>sta, D Ame-
i 1 B is* 9, D. L opoldma Teiz i.e, Jos Alvino
A. CarJ.iso e sua senhira, Alberto Ghrcwy,
Fr-ink Marcin, J.aquioi Ferrcira Carvalho, sua
Sfnburx, 3 filhos e 1 cri.dn, Francisco Jos da
Silva liiaga, Antonio da Costa Pereira Brandas,
onn B w inson, J. H. Wbieldon, Mis Bright,
Jivyutes Guy, Joaquim t'aiva da Fonsec-t, Floren-
cia R d s iaotos.
Cbegados do n^rte no vapor brasileiro Jan-
hype:
A'loipho Cmara, Phelippa Li^nhart, Jus J. ds
C BrandSo, Joaquim Ignacio Pereira, Apolinario
Marques dos Sautoa, Auna Emilia de Souh,
R >cCo R lim, Joaquim Lopes do Carmo. Juao An-
tonio Aiteiro, Dr. Manoei de Mendonca Quima-
raes.
Cbegados do norte no vapor nacional Per-
nambuco:
Alvaro Santos, Francisco Moreira, Artbur Luiz
de Mello, Manuel Lopes, Jote dos Res, Manoei
Hara, Josqnim Pedro Leit, Maaoal Francisco
Martina, Prudencio Joe da Cost 1. Luis Jos fe
reir e suasinhora, Alezaodrino Ferreira da Cos-
ta Lima, Natham Grodhl, Jos Antenio de Carva-
lho, Joo Senas, Antonio Lopes de Mendcnca,
Antonio de Asevedo Maia, Antonio Calado, Fran-
ciscj Uraaia, Francisco Pereira Bastos, Jacintho
Pinto Meirelles, Manoei Saldanha e Franciseo
Arantes de Mi-neses.
Chegidos da Europa no vapor francas Ville
de MiCei:
L mb.ic', Gauchet, Dametrus Jos Vidal e J
A. da Silva.
rectora das obras ue eaaserva
cao do* portoa de Peroambnco-Re-
cife 14 de Maio de 1888.
Boletim meteoroloeico
Foram visitadas aa respectivas enfermara Bo-
los Drs.
Cysnei.o, s 10.
Barros Sobrinho, s 7.
Berardo, s 9 8/4.
Malaqnias, s 9.
Pontual, s 8 1/4.
Estevio Cavulcante, s 9 1/2.
Simoes Barbosa, s 10 1/8
Cirurgiio dentiau Numa Pompilio, s 7 1/51 kc-
raa.
0 pharmaceutico entrou s 8 1,2 e aabio s i
da tarde.
O ajudante entrn s 7 3/4 horas da manaa e
sahiosi 1/2 da tarde.
Lotera do lire-Par-Ei rs jtremios
da 3a serie da 18' Mena do Grao-Para, eatrahidt
em 14 de Maio :
1329 60:' 00*000
3293 6:0 "*0i0
7798 3:000*000
2132 1:200*000
7723 1:200*000
Approzimacoes
1328 600*000
1330 6ii0*()00
3292 300*000
3294 300*i OO
7797 180*010
7799 18*AXO
EstSo premiados com 6C0*CO) os seguinte n-
meros :
305 1216 2547 2886
EstSo premiadas com 3C0*000 os seguintes na
meros :
2137 3724 5124 5239 7234
Estilo premiado com 120*100 os seguintes a-
me ros :
1321 1322 1323 1324 1325 1326
1827 1328 1330
Eitao premiados com 60*000 oa seguintes nu-
mere :
3291 3292 3294 3295 3296 3297
3298 3*99 3300
Estilo premiados com 30*000 os seguinte Da-
meros :
77?1 7792 7793 7794 7795 7796
7797 7799 78()0
Todos os nmeros terminados em 29 esto pre-
miados cim 60^000.
Todos os nmeros terminados em 93 esto pre-
mindes cem 60*000.
T.dos os nmeros terminados em 98 esto pre-
miados com 30*000.
Todo es nmeros terminados em 9 esto pre-
miados ctm 30*000, ezcepto os terminadas em 29.
Todos 08 muren s -terminados em 3 rst&o pre-
miadas com 30*0< 0, eze-p'o os terminad 8 em 93.
A seguinte lotera cerr no da 21 de Maio eom
o plano de 60:000*000.
Lotera du rai-A 4> parte da!8alo-
teria, pelo novo plano, cujo premio grande de...
60:000* ser ezrabida no dia 21 docorrente.'
0 B"3 0
S a-a
Horas g
3 0 tao
e*
6 m 252
9 26'6
12 27"-6
3 t. 69
6 25o-4
Barmetro
O
761-07
76?17
76l">18
759"63
759'*82
TensSo
do vapor
20,30
22.62
22,00
21,16
20.9f)
3
-o
'i
a
a
84
88
80
78
84
temperatura aunium28',00.
Dita minima25',00.
Bvaporacao em 24 hora ao sol: 3,"4 ; som-
bra : 1"\8.
Cbuvli3. .
Dirnccao do vento: SE, ESE e E vanaveis pre-
dominv.u.10 SIS durantti todo o dia.
V-iouidad< media do vento 2*,49 ?at segando.
Nebuloaidade md'a: ".79.
B'lefim do porto
n
n
M.
M.
Y.
Dia
14 de Maia
t
15 de Maio
H.ras
043 da tarde
646
(I54 da manh
656
Altura
0.>57
2.-30
0,82
2,-31
Oueraeftea IrorajlcaaForam pratica-
da no hoapnal Pedro 11, no dia 15 do Brrenle,
as a-t;i: niet.:
Pelo Dr Pontual :
Ezciao de v-l-phantiasis do escroto e penis.
r-t:|- Ur Malaqniaa :
R auec de luz,co escpula bOmeral d.raita
t .* ao asomossaoovimento do vf
na da Cas de DetencSo do Recite no da 13 de
Maio de 4888:
Kn-'i^u. 287 ; entraram 6 ; aabiram 4 ; ezis
ru, 288.
A *r.T _
Sa.-ii- 275 ; muihbre* 6 ; aatrangeiro 7.
TwtHl-288.
Arruto-'lv o 246.
B us 234
i) aun ta.
Toui248.
Muvimeuio da enfermara:
Te ve Ha :
Ao'oui i F-rreira da 8ilva.
Forim visitados os preaos deste estabeleaimento
par 115 pesa tas, s-nd. 61 humen e 84 nwlherer.
UoHplial f>>dro II O moviuieoto
Hospital no dia 14 d Maio, foi o aaguinte :
Entraran ..............
Sabiram................. *
Falieeerasn............... *
Eziitem................. WT-
ue.te
CHRONICA JODICIARIA
Tribunal da Relni/ao
sESSAO ORDINARIA EM 15 DE MAIO
DE 1688
PBESIDENUIA DO EXM. 8R. CONSELHEIBO
QISTINO DE JIIKANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's horas do costume, presentes oa Sra. deacra-
bargadores em nume o legal, foi aberta a sessan,
depos de lida e i.pprovada a acta da antecedente.
Em seguid* o Sr. di-seu-bargador Alv llibei-
ro, pi diado a palavra, dase que o aconteuim ntj
filho da ezisttc.a da lei que extlngnig a escra-
vdSo de no*s patria, nao p .dia ficr em si'encia
parante estu Tribunal pela piim-ira vea que se
ft^iyjr! em seseo, e, em bomenagem a essa acn-
teciin(i8sJ tSo grandioso e civinsador, reqiaria que
foseo levaTBTir*-S^ 7.
O Sr ctnselheiro Q^Ma-Barro, apoiandno
requerimiento, pe-.'io que f.ssici jmSjWlJcpa8 cau-
sas do liberdade em da as$ignado, oqBfr-f0.'
apoiadopelo Tribuna)
O mismo Sr. embarcador Alvs Ribfiroof-
forfitu a pena de onro ci va que o foro de 8. Pan-
to o pnseutiara qunndo foi oir.eado aesembarga-
dor, bliin de serem os sccordos aseignad s hi je.
Distribuidos e pusados os feitos deram-se 0
segoiotea
JLGAMENTOS
Api'd aeCi-a civeis
Do CondeAnpellHiite o juizo, appellado Epi-
ph Alves Kibeiro. llrTit-orpa oa Sri. desembargado-
rea Tavares de Vasconcelos e codsi Ibeiro %uci-
roz Barros. Jn'g.iu-se prtjudicad.', unnime-
mente.
De. G,oyanna App.'ilante o juizo, sppellada
Marcelina, x escrava. R latur o Sr. desembar-
gvidor Alves Ribeiro. R-viores os Srs. des rnba
adores Tavares de Vasconeell. s e couselhsira
Qaeirj Barros.Jnlguu-su prejudicado, naaai-
memento,
De B sn ConsclhoApp-llante o juizo, appel-
lado J -, ex escravo. Relator o Sr. detembar-
gador Buirque Lima. Reviaores 03 Srs. desem-
bargadores Delfino Cavulcaute e fires Ferieira.
Julgnu-sf prejudieado, ununimemeote.
De GojannaApp-llante o juizo, appelladoc
Rita e outros ex escravos. Relator o 8r. conse-
iheiro Queiroi Barros Revisor, s os Srs. desem
bargndorea Bnarqae Lima e Delfino Cavalcante.
Julgou-se prejudieado, unnimemente.
PAS8AGEN8
Da Sr. conselheiro Queirox Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellaco civel
De TimbabaAppellantes Jo5o Josqnim de
Mello e outros, appellada a compauhia da estrads.
de ferro do Limoeiro.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Andrnde :
Appellaco enme
De Paulo Affouso Appeliante J0S0 Baptista
Vieira, appellado Manuel Gregorio da Rocha.
Appellaco commercial
Do RecifeApp-llante a companbia Tbe Cen-
tral Sugar Factories, appellado Francisco X .viet
Goce tivea da Rocha.
Embargos infringentes
De SoiiziEmbargante Joa Olympio Mara de
Seizas Borges, embargado Agostinho Mendes da
AnnunciacSo.
O Sr. desembargador Pires Goncalvej, coma
procurador da cota e promotor da justica. dea
parecer uob segointes feiioj :
Appellaces crimea .
Dj IngaAppellante Jos Vicente Correia, ap-
pellada a Justina.
De Correntes Appellante o juizo, appellads
Alexandre Monteir > da Silva.
Appellaco civel
Do Recf pellado Joquim Monte ro Quedes Gondim.
Do Sr. desembargador Twvari'8 de Vasconcelos
ao Sr. conaelheiro Queiroz Barros :
Appellaco civel
De GoitAppellante o promotor publico, ao-
peliado Victorino Fidelis do Nascimento.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica :
AppellacSes crimea
Do Pianc Appellante o promotor, appellad
Joo Caesian da 8ila.
De Nae.re h Appellante o juizo, sppellade
Aniom Franeisco Alves.
De FloresAppellante o juizoj appelladc oLeo-
nel da Silva e outros
Encerrou se a sesBo s 11 1/2 hors da manh.
O lr. Barros .'olmarScs
Pie ser jjrt uraco no escriptono da ro-
dac^ao d'este Dirio, roa Duque d
Cais o. 42, 2o andar.
O Dr. Milet tero o sea eteriptorio dt
.dvoiaeia, na rus Duque de CaziaS,
a 50, 1.* atodar.
Brdlroa
Dr. Barreta amjxno d consultas ds
neio-dia a 3 horas do- 1.' andar da ca*
1 roa ? Bar&ona Victoria, n. 51. Baan
pncia a ra Soto do Seterobro n. 34, a*
.rada pela ra da Saudade n. 25. .
Dr. Jattw'ii Lowf < P"
Consoltorie na ra do Cabug
?.
14, 1






llt


Mario de Pernambuco.Qointa-epa 17 de Maio de 1888
andar, de 12 s 2 da tardo rewdeDoia no
Montoiro. .
O Dr. Castro Jess medioo operador,
consultas das 11 a 3 da tarde, roa do
S.o.-Je.ua n. 23, 1/ andar- Res-donca-
Travessa doa Remedios -Paasageru, portto
m
"" ODr. Alvares GuimarSes ohegado da
crte dedica se medicina em geni, e
oob espeoialidado as molefltiaa do coracao,
palees, figado, estomago e intestinos, e
tambe* a convrjlsoV e outraa molestias
das enancas. Reside praca Conde d bu,
28 1 ndar, e tem couanltono roa
do Bom-Jess, n. 45, onde diariamente d
oonaaltaa do meio-dia a 3 horas da tarde,
aoeiUndo chamado em qualquer deaaea lu-
eares. Telephone n. 381.
O Dr. MatheuB Vas, medico, mudou
ana residencia para a ra dos Pires n.
83 A, onde poder ser projurado para o
exercicio da sua profissao. D consulta de
11 horas da manhS s 2 da tarde na ras
do Bario da Victoria n. 32, 1 andar.
Dr. Cerqueira Leite, tem o seu escripto-
rio ra Duque de Calas n. 74, daa 12
s 2 horas da tarde, e desta hora era dian
te em sua residencia ra da Santa Crus
n. 10. Especialidades molestias de se-
nhoras e criancaa. Telephone n. 326.
Occalleta
Dr Ferreira, com pratica nos prinoipaes
hospitaes e clinicas de Paris e Londres,
d consultas todos os das das 9 horas ao
meio-dia. Consultorio e residencia a rus
Larga do Rosario n. 20.
Drogara
Francisco Monod da Soa & C, deposi
taos de todas as especialidades pharma-
oeuticas, tintas, drogas, productos cbmi-
cos e medicamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Serrarla a vapor
Serrara a vapor e officinas de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes de
Capibaribe n. 23. este grande estabele
amento, o primeiro da provincia ueste ge-
nero, comprase e vende-se madeirfs
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta ulheia, asbiai como Be preparara-
obras de oarapina por machinas e por pre-
go* em competencia Pernambujo.
Drogara
Faria Sobrinko & C, droguista por
atacado, ra do Merques de Olila n. 41.
PUBUCiCOES 4 PEDIDO
Pela primera Va que veuho impreasa e caro
toda a effervescencia de miaba alan, pira agra-
decer ao Hlrjj. Sr. Dr. Silva Ferr ira a definitiva
cara de miaha filhinha Ciaba qae, soff.-enlo
de uo pneomonia gstrica, foi to vant-tjm-
mente salva por 8. S,-nj* deiioaci) ao trata
ment de seus i-mata e desinteresas pecuniario,
bem revelan es seas seutimeotos hummitarios
Oigaar-se-ba, portauto, S. S; de aceitir aa n;.-
nhai sinceras hcamases.',, relevando m se c.a a
presente fSn a aaa reconhecida m-.desta.
Becco do QuiabFreguesia da Boa-Vista, 14
de Maio de 1888.
Manoel Ferreira Mxdeira.
Villa Bella
O abaixo assgnado v m pela irnprensa agrade-
cer aos seas amigos da ceinare* e Villa Be'la
a delicadea com qu o trataram dur inte mais de
lOannos em que exercea o cargo de jn/'s de di-
relto n'aaa^ll* -"i espeetai'neate- aos qu*
O acompsoharam espintan-aarnt-j bja distancia
da villa, d'onde parti para esta capital ni dia 1
docirreute; e, pediado a todos des-'ulpa de qual
qaer falta qae involuntariamente posa ter com-
mettdo, offerece-lhes seus serv? >s na comarca de
Itamb para onde fji removido, en em qualquer
lugar en qae o destino o celloque.
Becife, 12 de Maio do 1888.
Manoet Joaqdn Ferreira Esteves.
Agradec ment
Os abaixo assigoados nao pidendo por outro
meio agradecerem ao Sr. Lenidas Tito Loureiro
o iateresse qae tomn orno ami> dedicado na
enfermidade do seu marido, pai e sogro o coronel
Jrs Tbomas Gjncalvea e depois en:arregauio se
do enterro e do mais qae foi mister, cim a me-
Ibor boa ventada e desinteresse, procedimento
este peculiar aos corajes bem formados, aceite
pois. o mesmo senbor, est= ciucero tributo de gra-
tido por meio da impreasa e desca'pe se com esta
declaraco offeodemos sua modestia.
Becife, 14 de Maio de 1888
B rgida Flavia di Oliveira Goncatve.
Tenente Milito Tbomas Goocalves.
Clarinda Goocalves Pereira de Mell>.
Capito Affmsi Firmo Pereira de Mello.
Anna Moreira Goocalves.
COIIERCIO
Belaa 001 itrela!
COTA9OBS OFFIC1AK3 DA JCNTA DOS COB
BBCTOSKS
Recite. 15 de Maio de 1S88
Cambio sobre Para, 60 d/v. com 1 lj8 0/0 de dei-
cente, hontem.
v preaidoOte,
Augusto Pinto de L'.'mos.
U secretario,
Pedro Jos Pinto.
Mercado da He elfo
aaem, 16 dshaio de 888
A noticia, expedida da to te, no domingo allimo,
da sanecao da le que extingue a escravidao em
noseo pas, paralysou de algumi frm o movi-
mento do mercado de noasa praQa.
Em cambio foi nullo o movimento, sendo a tasa
banearia aqai 24 d. sobre Londres e no Bio 24
1/*
Aeotacao do assucar manteve-je o mesma po-
sicio doa dias anteriores e a do 'gola j a 6700
por 15 kjlof. embora sem transacc2".
Pauta da Alfaadega
asm ra 14 i 19 na maio o 1888
LVide o D'.ario de 13 de M ti*
liavloa a c&rgn
Barca norueguense Tordeuslcjold, para Bltico.
Logar ingles Orinoco, para Estados Uaidos.
Lagar portugus Jos Btteo&o, pira Lisboa e
Porto,
Patacho portugus Veritat, pars Lisboa e Porto.
Nava* a descarga
Barca nacional iarianninha, xarque.
Barca noraegaenae Buditikkens'vinoa gneros.
Barca inglesa in&eretance, caryio.
Bares norueguense Stranu, carva >.
Barca nororguense J. B. D, earvio.
Brigue dinamarqufs Antu Marie, xarque.
Esenna nacional Carolina, xarque.
Escuna norueguense Sverrfrup, xarque.
Barca norueguense Imacot, farinha de trigo e u-
rello.
Lede e admirai!
Os jornaes da profincia aoabam de pu-
blicar e importanto documento que abaizo
reproduaimos relativamente ao faoto de
una oura maravilhosa eperada pelo precio-
so medicamento Peitorai de Cambar, dea
coberto e preparado pelo Sr. Alfares de
S. Soarea de Pelotas, em um terrivel caso
de phtisica pulmonar.
E' urna carta dirigida pelo pao da pes
8oa que recuperan a aaude, ao autor do
celebre medicamento.
1 Illm. Sr. J. Alvares de Souz Sjares.
t Tendo em 1878 o meu filha adoptivo
Thomas Lencina sentado pruga, e estando
em Porto Alegre servindo no quartel-ge-
neral, adquiri urna toase impertinente que
nunca poude s?r combatida pelo medisi da
enfermara, em vista disso, foi enviado
para o Rio Pardo onde esteva em trata-
mento com o i lastre medioo militar Dr.
Medeiros, e alli foi reconbecido achar-se
uff'jctado de urna toberculose muito adi-
antada.
e Nao aproveitando nada com o trata
ment, teve baixa do sorvico e veio para
mioha casa em 1882
< Empreguei todos os recursos psra sal
val-o da morte.
a quem coasultei, deularar&o ser caso per-
dido e intil qualquer tratameato visto o
estado adiantado da doenc< ; o Dr. Fia
lho, porm, aoentelhou-me o Peitorai de
Cambar, de V. S., tal voz nicamente
para satisfazer me, e com este prepa-
rado que o meu flbo se curou 1
a O tratamento nlo foi longo ; as me-
Inoras foram graduiln^nte augmentando,
mas medida que ellas progrediam os
meas cuidados rodohravam, pois todos sa
bem como alguna t!otates, n'^st .3 condi-
{5es, toraam se m^is insoff idos e descui-
dados do seu estado, com o pparecimento
das primeiras melhoras.
Per isso, prop^sitalmente obriguei o a
eootinuar, p r algam tempo, no uso do
seu preparado, gu-nian.io um rgimen coa-
1 veniente; e dentro em pouco, raau filho
tornou se forte e vigoroso, completamente
restabelecido !
Entendo que este facto na do7e fi:ar
ignorado pelos quo soffrsm t&a hjrriv-.d ea-
fermidade e pjr mi pe^olhe publiji!;0
teado em vista levar una espiran? ao
corceo de tantos euL-rmus es taimados.
Aceite os protestos da matar gratidao
do de V. S., etc. Vicente SimZes Fi
Iho.
1 Dois-5?rto8, en Sar.n (o de 1885.
A Vjis Vork *
Niw York Lifj Insurance Comoiny.
Companhia Mutua a Seguros do Vid a M u-
ie-pio dos Estad s Uiidjs da Aid idea,
Fundad em 184513 sanos de propendido .'
nica Craj.uanhia do S?guroa de Vida estran-
?=rra antoris&d* a fuacci;:nai no impario do Bra-
sil.
Capital ce.-ca de cento'e setenta e einoo mil conloa
aeris
Benda annual cerca do quarenta mil cintos de
ris.
Deposito na corte no Thesouro Nacional.
Dutenlos cantos de ris.
Mais de dti erJos mil cotilos de ris ps-'t va-
vss e orpbajs c p.-oprietirio d; apocoa desda sua
tuudacJo
Cerca de seiscenlot cantos de ris pagos ni Bra-
sil a herdeiros de segurados cm cerca de asaos.
Medimte urna p^qacna iimni uoaualmeotc (a
premie na idade de 35 anas casi* ejica dd 40'
por aono por cada cont de ris segurado) pode cada
am constituir inmediatamente ac capital par* s.ia
fumili ao caso de morte on para si proprio se ebe-
a ao prazo escolhiio.
Para prospeetis e inforauc;s ^::n o Sr. Tneo-
doro Christiansen ?orre?pndente repreieaaTre da
Companhia em Pernambuco ou con Julio Quima-
raes agente viaginte da Companbia, dv: pnsjag^ro
por esta capital, qae ple s.r encontrado no es -
ciptorio d'aqnclle senbor.
91
HOMEOPATH1A
DE
CATELAH FRESES
GLBULOS, TINrBAS, CABTEIEAS.ETC ,
Vende se na botica franceza
22= boa j>\ crcz=22
Despedida
Francisco Jos da Silva Braga, embaroando para
Portugal, em busca de melhoras para sa aade,
despede-se pelo presente de seas amigos e Ibes of-
fereee o prestimo qae possa ter n'aquells reino.
Becife, 12 de Maio de 1838.
D'. Alfredo Gaspai
*[ EspeeialidadePartes, molestias de
e creancas.
Bosideneia Sua
atdsr.
Telephone n. SS6
senhoras
Cd Imp'ratriz n. 4, secando
Lugar ingles Bridesmaid, carv&o.
Patacho nacional Pelotens, xarque.
Patacho noraegaense Bams, carvao.
Patacho hollsnde: Margarethe, xa^que^
Importaos
Paquete nacional Pernambuco, entrado dos por-
tos do norte em 15 do corrate e consignado ao
Visconde de Itaqni do Norte, sasnifastoa :
Fumo 20 enCBpadts a Fran?i-?j Alvcs de M.
Chav. s.
Movis 7 voluntes a Bamiro Moreira da C ista
Pipis vazias 33 a Amorim Irmios & C.
Piano 1 caixao ao Dr. Luis Jos Pereira.
Vapor francs Y Ule de Macei, entrado do Ha
vre e Lisi i, em igual dati e consignado a Ao
gasto Lsbille, msnifestoa :
Carga do Havre
Artigos para bilbar 1 caiza a Antonio Maia
AC.
Agua de flor.*s ie larangeira 4 raizas i ordem,
10 a F. Manotl da Silva & C.
Amostrai 4 volumes a diversos.
Armas 17 caizas a Prente Vianaa & C. 5 a
Stholsembach & C.
Candieiros 5 volumes a Deoiuto Torres & C.
Cervcja 10 eaizas a J Krause & C.
Camisas 2 caizas a Al vea de Brito i, C.
Cboc Ute 1 eaiza i ordem.
Couros 2 caizoes a Gjuo.es de Maltas Irmics.
Conservas 24 caizis a Sulzer Kiuffnann & C.
Caieado 1 csizao a Ferreira Ba boas 4 C, 1 a
Thomas de Carvalbo & C, 2 o Gomes de Mattos
IrmSos, 1 a Parete Vianna & C.
Chapeos 1 caixao a Carvalho I: mo Se C, i a
Antonio Jos Maia & C
Drogas 27 volumes a Francisco Manotl da Silva
s C-,8 a Rooquayj! Freres.
Fitas 1 caiza a Manoel Joaquim liib.iro & C.
Ferrageoa 5 volumes a Albino Silva 4 C, 2 a
Diogo A. dos R-is, 3 a Ferreira GoimarSes & C-,
5 a Jos dos .Santos Oiivoira, 2 a W. Hilliday
6 C.
Instrumento de cirurgia 1 caixa u Raplael Dias
4 C.
Livros 3 caizoes a JjIo W. de Medeiros.
Lunetas e jo'-st 1 caiza a Joao Krause 4 C.
Louca 1 volnme a G. Liport 4 C.
Manteiga 20 birria e 30 meioa ditos a Joao
Fernandes de Alooeida, 15 e 20 a Joaquim Fer-
reira de Carvalbo 4 C, 20 e 30 ao consignatario,
40 e 80 ord.m, 30 e 30 a Sonsa Basto Amorim
4 C, 30 e 50 a Ferreir Rodrigues 4 C, 30 e 40
a Domingos Crus 4 C.
Mercadorias diversas 1 volume a Gomes de
Mattos IrmSos, 6 a N Foossca 4 C, 3 a Oliveira
Basto 4 C, 2 a orden, 2 a Jos Nogaeira de
Dr. Silra Ferreira
Medico e psrteiro, com pratiesrem varios hos-
pitaes da Europa as especialidades de molestias
de senhoras e da pelle, dsouulta> na roa da
Cadeia n. 53 1.a andar, de 1 fej horas da tarde
e reside na roa do Conde da Boa-Vista n. 24 I.
Telephone n. ni
IGUAH4SSC
Dr. Paes Barreto
PROMOTOR PUBLICO E
} Advogado
Amor maternal
A'S MAIS DE FAMILIA
Acabamos de 1er na i.uportaat j joma
que ve a luz da publicidade na capital do
Imperio a O Paiz a seguate publica^ao,
que, sem mais commeutarios, qui trans-
crevemos :
s Dizia NapoleSo I que, < educando-sr
a mulher preparava se o futuro. >
E de facto.
c A mulher o principal motor do des-
ea volvimento humano. Quanto mais vir-
tuosa e illustraia fr, melhores e mais
bem educados serlo os horneas.
i A mai a sentinclla vigilante que
vela a vida preciosa da crianga, acompa-
ohando a, desde os prirneiros vagidos at
o momento em que, feito hornero, trans-
pon os huaibraes da vida real.
E quantos desgostos, e que torturas
angustiosas, os de urna mi que v seu
fllho anda p^quenioo, sem ter expressSes
p.ira dizer o qua sonte e, todava, gemon-
do, chorando sob a infla noa de um in-
commoco qae, muitas vezes, sabido a
tempo, poderia ser debellado ?
< Quem se recorda destas situayoes
criticas, tSo communs ao viver de urna
mi, b5o poder deixar de curvar se res-
peitosamente ante a mu'.her -a psrsoniti-
cajlo do devotamento, da abn^gacSo e dos
mais paros e grandiosos sentiteentos que
ae aniobam no corado humano '
i E como refl-zo desae muitu respeito
que temos par ella, dirigi.no-nos rgora s
mais de familia, s delicadas educadoras
da futura gemejo
i Mais do que as p-.'ssoas adultas, as
rungas estao sujeitas as toases, deflusos,
jonstipagSes a outras afjcy3es congeneres,
pela aua dbil coTip'cigSo e delicada
org.nijagio, j pola sua curta idade que
n3o Ibes permita o (-squivarem-so de um
golpe d'ar, por esemplj, ou d'otttro qual-
quer descuido.
Todos aabem o que acont;ce neste
caso.
i A crianza, um >a, deiu-se com a
voz pouco alterada e ums tosa'sinha in-
sigoi:ant-j que, ao3 propros pas, passa
desaperuebida ; depois, no dia segaiota,
j aquelle8 pequeos indicios, aggravam-
s.:, v a-Ib" uma febraolasiaba, itifl-mma-
se-lhe a garganta e dabi ama angina oo
garrotilbo, um momento.
c Chama se o medico, quando, s vezes,
j n3> ha mais rem-dio para a doonja, e
aquella inno^nnte criannina, esperanga
fagueira de urna familia intuir, desappa-
rece repentinamente deixando os pais im-
mersos na mais acerba dor. .
Ob 1 miis, para quem esjrevemos,
lembrai-vos que a Providencia nuuca deixa
de soccorrer quem a ella confia
E essa presciencia omnipotente, neste
caso, maniiesta-ae noPeitorai de Camba-
r remedio exoellente, quito milagroso
para as molestias do paito, germinadas, a
maior parte das vezes, na crianca por uu
descuido da natureza dos que deixamos
apontados.
Comprai, pois, o -Peitorai de Cam
bar e tereis prevenido a eventualidsde
terrivel de vos verdes privados do vossos
filhos
< Aquello remedio ser mais um auxi-
liar do nosso devotamento,
maternal.
Despedida
O abaixo sssignado tendo de embarcar amsnba
para Portugal e nao lhe i endo possivel despedir-
se pessoalmente de todas as pessoas de sos ami-
sade o tas pelo presente, e offjrece-lhes naqaelle
Beino o sea limitado presumo, durante o poucs
tempo que alli pretende demorar-se.
Becife, 12 de Maio de 1888.
Jos Daniel Pereira de Azevedo.
if Frederico Chaves Judor
HOMEOPATHA.
I59=i2ua do Bardo da Victoria=39\
PRIMEIRO ANDAR
Eduardo Gadault
Retratista
Atelter, ra Barfto da virio
ra a. *1. 1 andar
' Incumbe-so da execuco de todos os
trabalhos concernentcs sua arte, as-
sim como lecciena em desenhes e pinta-
II
Dr. Barreto Sarapaio, medico ecu-
itta, ex-chefe de clnica do Dr. de
Weeker, d consultas de moio dia a
3 horas da tarde, no 1. andar da casa
n. 51 roa do BarSo da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias santificadas.
Residencia ra Seta de Setembro o.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
|
SI
Leonor Porto
Ra do Imperador o.
Io andar
5
)
Contina a rxocutar os mais difBreis
figurinos recebidos de Londres, Parir,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima cm perf. cao de costuras, c-m
brevidade, modicidade em presos e fian
gosto.
Dr. Coelho Leite
Participa a seus clientes o amigos qae
tem tea consultorio na ra Duque de Ca-
llas n. 57 Io andar, onde ser encontrado
de 12 s 3 da tarde todos os das e
reside provisoriamente na ra- do Hospita
Portuguez n. 14.
EDITAES
Juizos dos feilos da fazenda na-
cional
O cscrlvo Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juis substituto dos feitos da
fasenda desta provincia Lindolpbo Hisbello Cor-
ris de Araujo se vender em pr-ca publica de
pois da audiencia do dia 18 do corrate mes os
bens seguales:
Um terreno proprio tito no lugar Buritv, oo
Arraial, freguesia do Poco da Paaella, pertencen-
te a Jos Bras de Lima avallado em HOi.
Um sobrado de 1 andar e a Ai > n. 3, uto no pa-
teo do Carmo, freuia a Sinto Antonio, per-
tencente a herdeiros de Jos Feliciano Portel la,
avallado por 6:000'.
A cata terrea n. 32, de tijolo e cal, sita roa
do Visconde de Pelotas, p??teucente a Manoel
Pauta de Albuquerque, avaliada en 3:500/
A casa terrea n 121 A, sita em Ipotinga, fre-
guesia da Vanea, perteucente a Leoncio Pereira
de Sousa, avallada por 600i.
A casa terrea de tijolo e cal, n. 17, sita no pa-
teo do Carmo, antigo becci da Sarapatt!), fregue-
sia de Santo Antonio, pertencente a Mu noel Anto-
nio da Silva Ros, avaliada p >r 1:000/.
Sendo vendidos os mesmos bens para pagamen-
to dasexecucoea promovidas pela faseada nacio-
nal contra os meamos poasuidores doa referides
bens.
Becife, 7 de Maio de 1888.
O solicitador da fasenda nacional,
Luiz Machado Botelho.
Joao Brindsley Fox, capito commandante hiten
no do 5. baUlho de infantera di guarda na-
cional co municipio do Becife, presidenta do
conselho de qualificacio da parochia de N. S.
da Qraca da Oponga, em virtude da le, etc.
Fas saber a quem interesar possa, que no dia
20 do crente, &b 9 horas da ruaoLa, no conaisto-
rio da igr''JH matris da freguesia de N. S. da
Graca, so rcun'r o ecneelho F-ara procede' a re-
visti da qualif.'acao dos guardas naoionaes para
o aervico activo e da reserva, de coofirmidsde
com que prescrevem os decretos ds. lilO de 12 de
Marco de 1853 e 5573 de 21 de Marco de 1874.
E psra cooptar til o presente edital, que ser
publicado pela imprensa.
Qaartel do commmdo interino do 5* batalhJo
de infantera da guarda nacional do municipio do
Recie, 12 de Maio de '888.
Jo8o Brinds'ev Fox.
9CLARACSES
f i MEDICO KOMEOPATHA ] (
! Dr. Bailhuzar da Silveira
>? Especialidades- fobres, molestias das ,;
| \ eriancas, dos orgacs r:"cr>irator.OB e cls / J
' genhor&s.
Presta-63 a qrmijner chumado
fora da capital.
tara
VIHO
f
i Todos os chamados deven) ser dirig-
| dos pharmacia do Dr. Sabino, rua da
| ) BarSo da Victoria n. 43, onde se iiidicir
aua residencia.
do vos80 amor
Heitor.
Houza, 2 a A. Reg 4C.,4i F. de Azevedo & C,
1 a Manoel da Cunha Saldauba, 6 a Guimaraes
Cardoso & C. 7 a Prente Vianna & C, 4 a Gui-
uarSea IrmSo & C, 3 a Salasar & C, 2 a A. Lo-
pes iC, 3 a A. Bapbael & C 2 a M. Isab IIi
& O, 5 a Manoel V. Neves, 3 a N Campos & C,
6 a Manoel Collaco & C, 2 a Antonio Jos Muta
fe C, 3 a J. B.'terra & C, 2 a Maia Silva & C. 3
a F R. da Silva, 7 a R. M. da Costa. 2 a H.
Nuescb & C, 1 a G. Lapjrt iC.,3 B. de Dru
sin & C, 1 a J C. da Cm.
HsMtias paia ca.-.aLj 13 volames a E. Bil-
lion.
Movis 3 caixas a Silva Fernandes fe C.
Meias e tecidos 4 volumes a Agostinho Santos
&C.
Objectos para chapaos de sol 3 caixoas a Leite
Basto fe C.
Porcellana 8 barricas a Bernardino Duarte
Campos & C, 2 a Deodato Torres & C
Perfumaras 2 caixas a Nunns Fonaeca & C, 4
a Francisco Laoris & C
Paper 1 fardo a Jrao W. de Mcdeircs, 10 a Bo-
drigaes de Faria & C.
Queijos 12 caixas a Goocalves B.sa fe Fer-
nandes, 11 a ordem.
Belogos 1 caixa a J. Krsuae C.
Roupa 2 caixis a Manoel da Cnnha Lobo,
Tinta 1 birrica a G. Laport fe C.
Teedo diversos 2 volumes a Monhird Huber
4 C, 2 a Gonoalves Irmaj & C. -i a ordem, 11 a
D. P. Wld 4 C, 1 a Ointo Jardim & C, 35 a
Luis Antonio Sequeira, 1 a Francisco (urgel &
Irmos, 1 a Sulser Rauffuianu & C, 2 a Bernet
& C, 1 a Manoel da Canha Lobo, 1 a Tibnrcio de
Oliveira & C, 9 a Rodrgaos L-'rna & C 1 a Nar-
ciso Maia fe C., 2 a Mtcbado fe Pereira.
Vinho 20 caizas a Francisco M.noel da Silva
4C.
Vidros 1 volme a Ferreira Guimaraes 4 C, 1
a Francisco Manoel da Silva & C.
Velas t caixas a Costa A Medeiros.
Carga t Lisboa
Aseita de oliveira 30 caixas a Paiva Valente fit
C, 35 a Domingos A'ves Matheui.
Batatas 1Q01/2 caixas a Paiva Vaknte 4 C.,
200 ao consignatario, 50 a Silva GaimarSes 4 C,
20 a Fernandes 4 I mos.
Ceblas SO caixas a Paiva V-lents & C., 25 a
GaimarSes & Valente, 50 a Ferreira Rodrigaes
4 C., 100 a Silva Guimaraes 4 C.
Cavada 6 barricas a Francisco Mooocl da Silva
4C. .
Carne de parco 1 barril a Antonio Jos Coim-
bra Guimaraes, i a Joaquim da Silva Carneiro.
Conservas 9 caixas a Carlos Al ves Barbosa.
Drogas 6 caixas a Francisco Manoel da Silva
4C
Entre a aile n a puura
Nao existe maia do que uma franzinaarpirscle,
e de suppor que todos que aprecame vida este
em desejosos de fazer tedo o possivel ao seu al-
cance afim de evitar que a molestia a nao derrube.
Quem ser o louco que espere o ataqae fkal,
quando o primiro assalto pdc ser repel ido com
as plalas arsucaradas de Brist.l ; utia prepara-
cao to gcnixl e balsmica, l5o investigadora, e
no cnitanto to fortificante ; que ao par que rebate a enfermidade, e expulsa a sua causa, eili
rrstabt-tace c d robustez coo9tituico dodoente.
A sua cemposico de ingredientes anti brio-
sos e vegetaes catbsrticos, sendo a um-t -seguros e
investigantes, o nico meio de cura contra os
desarrsnjos do estomago, do figado, e dos nUsti
nos, as quaes so pode confiar debaixo de todas as
cirenmstaocias, sendo a sua aeco iavariav 1 em
qoi.l juer clima que ceja.
A idea de dotes merecidamente associuda com
esses porgantes ordinarios ; porm as p talas as
sacaradas de Bristol, nem siquer produzem e mais
l.ve incommodo que sejs, sendo a saa op brauda e suave.
Porveutura sei mister diser-se que ell .s eSo o
melhor cathartica e ilerstvo de familas at bje
cenhecido ?
El'Ss se acham accondicionadas dentro de vi-
drinhos e por isso a sua cooservscao doradora
em todos os climas.
Em todos cb casos provenientes ou sggravados
por impureza dosanguea ealsaparrilha de Bris-
tt 1 dever ser temada conjuntamente com as p-
talas.
Companhia Sania Thereza
E'iipr da cidade ele Oloda
1} DIVIDENDO
s ordsm da directora communico aos Sra. ae-
conistas, que o Sr. thc.'0or6irr', commeodador
Fr-ineiseo Ribero Pinto GuimarS'e, pagar em
sea esciiptcro i. rua d> B.nao doTriumpho, o 17
dividendo da c.msaatiia, qae feito a r&zo de
6 0/0 ao aom, qaa para iaso ser sbi eucorilrado
ti-doa os diis uteis, daa 12 horas da m mha as 3
da rarde.
Eicriptorio do gerente, 11 de Maio de 1888.
O cerente,
Antonio P< reir Simoes.
Santa casa de misericordia do
Recife
Na secretaria da santa casa da misericordia d.
Recife, arren a se p r cppso) de um tres anuos
a casa n. 8 Passagem da Magdalena.
Comi goral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor Pernambuco, esta admnstracSo ex-
pede malas para os portos d> sal, recebendo im-
pressos e objectos a registrar at 1 ora da tarde
e cartas ordinarias at 2 horas ou 2 1|2 com porte
duplo.
Administracio dos eorreios de Pernambuco, 16
de Maio de 18880 administrador,
Affonso do Reg Barres.
Hippodromo do lampo
Grande
De ordem da directora est aberto at o dia 19
do corrate o praz i para eorem remettdas pro
poatas rua do Imperador n. 49, de 1,000 estacas
de coracSo de negro da f jlha miuda, de 13 palmos
de altura e de 16 2 i pol legad ts de circumsfe-
reocia, descascadas e cim a cabera serrada ; e
mais 1,000 ciractas de 22 palmos de comprimeoto
e de 8 10 pollegadas di grossnra, devendo ser
desesseadas, de coci o euib:riba. Todas essas
madeiras devem ser nheiras, e na proposta 9
proponante declarar o pr-.z-i, dentro do qual as
entregar em qualquer dos p.ntos da estrada de
ferro de Olinda.
Becife, 11 de Maio de 1883.
O secretario,
Jos Dinis Barreto.
VENERAVEL 1RMANOADE
M
Santa Ceeilia na matriz de S.
Jos
De ordem da mesa reiredora, convido a todos os
irmos prufessores para reaoirem-se em nosso
consistorio no dia 18 do correnta, pelas 31(2 boras
da tarde, afim de em assembla geral rcsolver-ie
sobre negocios de snmma importancia.
ConsU'o io da veneravel irmandade de Santa
Cecilia, 12 de Maio de 1888.
O secretario,
Amaro Joaquim do Espirito Santo.
loipanhia do Bebente
CoDvidr.-se aos senhores accionistas vreos re-
ceber o dividendo n..... do semestre terminado em
30 do mea prximo pasaado, na rasZo de 5J0O0
por accSo, cu 10 0|0, cojo pagamento ser feito
diariamente, das 11 horas da manb s 2 da tar-
de, at o fim do correte mes, e ao depos aos
sabbados acmente, porm as mesmas horas.
Becife, 14 de M.no de 1888.
Jer Eustaquio Ferreira Jacobina.
Directur secretario.
Instituto Archeologico e Ge"
grapkico Pernambncano
Qaiota-feira, 17 do corrente, a hora do costu-
me, haver aesaao ordinaria.
Secretaria do Iostituto, 15 de Maio de 1888.
Baptieta Regueira,
1* secretario.
Segunda praja
Pela inspectoria'desta alfaodeg se faz publico,
que s 11 horas do dia 17 do corrente mez serlo
arrematadas em praca, porta desta repartlco,
as seguintes mercaCoras :
Armasem n. 4
Uma eaisi, rr arca R&L n. 149 bis, vinda do
Havre no vapor franes Filie de MaronhSo, entra-
do em 22 de Julbo de 1887, coatendo catlogos
de ama s cd.', pesan Jo liqui lo real 3 kilogram-
mas, consignada a 9. Naesche fe C
Armazem n. 7
Uma caixa, n.srea GP, sem numero, vinda de
II nr.burgo no vapor ailemo Paranagu, entrado
em 18 de Agosto do 18S7, conteni seis meias
garnfas com vinho commum, ontendo dous li-
tros, consignada a Guimaraes 4 Parinao.
I iem dem, ama caixa, marea diamante e WS
no ceutro, sem numero, vinda de Liverpool no va-
por inglez rator, entrado tro 31 de Agosto de
le'87, eooteodo pedras nao especificadas, consig-
nad a W. Leal.
3' seccSo da Alfandcga de Pernambuco, 15 de
Maio de 1883.-0 chefe,
Cicero B. de Mello.
S. R J,
Socledade RerreailiaJurenlade
orj em 19 de Muo, por iniciativa dos
oci08 Manoel Dantas Bastos e Manoel
Js Tavares Girio.
Coavit' s todos os dias. na secretaria desta 83-
ciedade ; ipgress-'s em mao do Sr. Manoel Jos
Ti. vares Nao sao adm>8siveia aggregadoa.
Srcretaria da ft'ociedade Recreativa Juvcuiade.
12 de Maio de 1888.
0 1 secret'iro,
Manoel Joaquim Baptista.
Obras publicas
De ordem do Ilim. Fr. engenheiro director ge-
ral, faco jab o que no dia 24 do cartate, ao
meio da, recebe-se tiesta repirrico propoat- s em
cartas fechadas e competentemente selladas, para
a execnc/Io dos reparos de qne neceisita a ponto
do Maduro, em Santo Amaro, oreados em......
387*200.
O orcameoto c mais condica3 do contracto se
acham nesta secretaria para sercm examinados
pelos senhores pretendentes.
Secretaria dj repartieo das obras publicas, em
9 de Main de 1888
O engenheiro secretario
L :is Antonio tavalcante de Aibuquerque.
Compaliain de edifi-
cado
Assembla geral
De ordem da directora e em vista da resola-
co da assembla geral ordinaria efectuada hoje,
convido aos Sra. acciouistas para reuairem-se em
assembla geral extraordinaria no dia 23 do cor-
rete, s 11 horas da manha, na sede da compa-
nhia largo de Pedro II n. 77, afim de tratarem do
augmento do capital psdido pela directora, da
eleco de um memoro desta e da recomposicSs
da mesa das assemblas persea.
Becife, 7 de Ma;o de 1888.
Ricardo Meneses,
Gerente.
Palitos 3 caiio s a Lopes S 4 C.
Pexe 1 barril a V. Gmes Ribero.
Boopa 1 malla a Jos Araujo Livramento.
Sapatos 1 caixa a Maia Sobrinho & C.
Vinagre 6 barra a Gamares & Valente.
Vinho 18 pipas e 10 barris a Victorino Silva
& C- 10 e 100 a Antonio Mara da Silva & C, 8
e 10 a Soasa Basto Amorim & C, 10 e 10 a Paiva
Valente 4 C, 2 e f 5 a Boares d'Amaral Irmos,
17 barris a Caoba Irmos 4 C, 5 a Joaquim da
Silva Carneiro, 60 a Fernandes da Costa & C.
Dinkefiro
aSCKBIDO
Pelo vap. nac. Pirapama, do snl, para:
Thesour8na de Fazenda 50.0004000
Gomes de Mattos Irmos 12.250JCOO
Maia 4 Reseode 4.800/000
Luis Antonio Siqutra 2 250*000
Prente Vianna & C, 2.2C0O00
Cunha Irmos & C 650*000
Fernandes A Irmo 608*2:0
Costa Medeiros 566*760
Pelo vap. nac. Camilo, do Bio, para :
H. Burle 4 C "170*S1S
Francisco Maris de Barros 5.560*000
Martina Fiusa 4 C. 5.030*. 00
Pelo vap. nac. Pernambuco. do norte.
Linden 5.000*000
Goocalves Irmos 4 C. 3.444*560
Luis Antonio Squeira 2.500*000
Manoel A. Senna A C. 2 000*000
Meuron 4 C. 319*840
Bevdimcatoa publicas
Keccbedorla geral
Do dia 1 a 12 18:167*366
dem de 15 23*370
18:390*736
na maio
Benda creral
Do dia 1 a 12
dem de 15
Alfandtga
401:028*347
33:161*378
Renda provincial
Do dia 1 a 12
dem de 15
47:6974201
7:6828.>3
434:189*725
55.380/024
Somma total 489:569*749
Segunda secoio da Alfandega, 15 de Maio
de1888.
O theaonreirc Florencio Bomingues.
O ebefe da seeco Cicero B. de Mello.
Mercado Municipal de 9. Jos
O movimento deste Mercado nes dias 12 e 12de
Maio foi o segninte :
Entraram :
81 bois pesando 13,127 kilos sendo de Olivei-
ra Castro 4 C, 61 de 1*, e 20 de parti-
culares.
479 kilos de peixe a 20 ris 9*580
228 cargas de farinha a 200 ris 45*600
41 ditas de fructas diversas a
300 rs. 12*300
37 taboleiros a 200 ris 7*400
58 sainos a 200 ris 11*800
51 matutos com legomes a 200
ris 10*60
Foram oceupados:
81 columnas a 600 rii 48*600
3 escriptorio 900
62 compartimentos de farinha a-
500 ris. 31*000
74 ditos de comida a 500 res 37*500
246 ditos de legumes a 400 ris 28*400
54 ditos de sainos a 7i0 ris 12*600
80 ditos de tressuras a 600 ris 6*800
30 talhos a 2* 20*000
8 dito ,a 1* t*000
A Oliveira Castro AC:
54 tainos a 1*
COHIBA FQG-Q
Llnrpoo & Lonflon &
1ITSURAITCS GDMPAlTr
Blackbnrn, Needham & ,
Rua do Commercio n. 3
54*001'
188*480
2:177*420
2:572*403
Rendimento dos dias 1 11 do cor-
rente
Foi arrecadado liquido at naje
Preoos do dia :
Carne verde de 320 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sainos de 560 a 640 res idem.
Farinha de 240 a 36) ris a cuia.
Milho de 303 a 320 res idem
Feijo de 640 a 1*200 ris idem.
Matado aro publico
Foram abatidas no Matadoaro da Cabanga
reses para o eonsnmo do dia do boje.
Sendo: 56 reaes perteneentes a Oliveira Castro
& C, e 23 a diversos.
Movlmento do porto
Navios entrados no dia 13
Buenos Ayres e escala11 1(2 das, vapor ingles
Trent.i de 1,707 toneladas, commandante W I
79
Cbspman, equipagem 92, carga vares gneros;
a Amorim Irmos & C.
Bio de Janeiro15 dias, barca norueguense Car-
te Blanche, de 829 toneladas, capito Chriten
Jobaonessen, equipagem 14, em lastro ; a Bors-
(c-lmann & C.
Parahyba8 horas, vapor inglez Actor,* de 1,073
toneladas, commaodaote David James, equipa-
gem 27, carga carva de pedra : a Samuel L.
Jobuston.
Sonidos no mesmo da
Soothamptoo e escala Vapor ingles Trent,
commandante W. Chapmaa, cara varios g-
neros.
Havre e escalaVapor francs Ville de Mara-
nhSo, commandante Breant, carga varios
gneros. _
Rio Grande da SalPatacho nacioaal Rival,.
capito Francisca Josa Fernandes, carga agur-
dente.
Navios entrados no dia 14
Marsnbo e csala13 dias, vapor nacional Ja-
cubype, de 382 toneladas, commandante Es-
teves Jnior, equipagem 32, carga varios g-
neros ; a Companhia Pernambacana.
Rio de Janeiro15 dias, barca norueguense Ber-
gitte, de 760 toneladas, capito Martia Johac-
nessen, equipagem 13, em lastro; a H. Lund-
gren 4 C
Navios entrados no dia lo
Maoos e escala11 dias, vapor nacional Per-
nimbueo, de 1,993 toneladas, commandante
Francisco Antonio de Alaieida, eguipagem 60j
carga varios gneros ; ao Visconde de Itaqat
do Norte.
Ro de Janeiro'14 dias, patacho nacional Ol-
eaj,u de 296 toneladas, capito Antonio Jos
de Asevedo Moreira, eqapagem 10, em lastro;
a Antonio de Oliveira Maia.
Havre e escala18 diss, vapor ^francs Ville de
Macelo, de 1,775 toneladas, commandante P.
Lmormacd, equipagem 41, carga vanos gene-
ros; a Angoste Labille.
FJambargoe escala19 dias, vapor ailemo Ham-
bergo > de 1,203 toneladas, equipagem 37, com-
mandante W. Jcstlng, csrga varios gneros; a
8orstelmann ce C
Sonidos nomesmo dia
Barbados3arca norueguense Baogitt, capito
M. Johannergen, em lastro.
Parahyba Hiate nacional Santo Ambrosio,
mestre JoaquJn R. Americano, carga varios
generes.
BarbadosBarca americana G. M. Stsnwocd,
capito C. C. Claik, em lastro.
Observacjlo
Nao houve sahidas no dia 14.
I
^PIB^hi^h


'
Diario de PernambucoHuinU-icira 17 de Maio de 1888
-
Undon & Brasilian Bank
Limited
Ba do Commercio n. 32
Sacoa por-todos o vapores sobro as ci-
xas do mesmo banco em Portugal, seudo
ero Lisboa, ra dos Cnpellistas n. 75. No
Porto, ra dos Ioglezes. _______
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FUGO
onpaahia Phenli Per-
nambueana K
RADOCOMMERaO N. 26, l ANDAB, \
(oaijinmhi llra.Ileln d IVaeve
gacao vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Maranho
Commandanteo capullo de fragata Pedio
llyppoltto Duarte
JS' esperado dos portos do sul at
o dia 17 de Maio, e seguir
depois da demora indispensavel
para os porto do norte at Mi-
naos.
Ai eueommsndas sao recebidas na agencia at
1 hora da tarde do dia da sabida.
encommendas e valores
LEIL0E&
Para carga, passagens
fraeta-se na agencia
PRACA DO CORPO
SANTN. 9
Seguros contra Fogo
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taixas baixas
Prompto pagamento de prejuizos
CAPITAL
Hs. I6,000:0000f
MSRM
RtOWN* N. bKUA DO COMMERCIO -N. 5
8 -
INDEMMSADORA
MARTIMOS E TERRFSTRES
Estabeleclda ; m l5
CAPITAL 1,000:0001
SISISTROS PAGOS
At 81 de DfzcHbr* de 1884
Martimos..... UI0:G$000
Terrestres..... o.6:000$000
44 Ra de Co nm^rcio41
Cmnpanljta to auguro*
contra ^a&a
HORTHEHH
de ILoadrcs r, .mberdeers
Posicao lin.inceira /Dezcmbro de 1885) -c-ncia, que
C.piul subscripto 3.000,000 J^
tlnied States k Brasil 1- O- C.
0 njir Allianca
E' esperado dos portos de sul
at o dia SO do lisio depois
da demora necessari seguir
'para
Harauho, Para, Barbados, S
Ihomaz e \ewlork
Para carga, passagens,eic^mTiendas jdinheir-
i fre*, tracta-se com os
O vapor Adrance
Espera-se de New- Port- News,
at o dia 27 e Maio o qoal
seguir aepo'E d- demora ne-
cesaria pyia
Baha, Re de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e eucommendas traeta-
>e cena os
AGENTES
Ilearv Psrster 4C
BA DO COMMERCIO N. b
1- a'ido
B-
RES* MARTIMAS
LINIIA MENSAL
0 paquete Orenoque
Comuiandantc Mortemard
E' esperado dos portfis di. sal
uo dic 19 do crreme, seguinde
,depois da demoro do ;j3tume,
~,para Bordeaui, toesrde em
litar EJs&cci
3.134.31S
Fondos arvurouladoe
Rccein anuuai:
De preiios contra fogo
De premios ecbre vi las
De juros
O AGENTli.
John H. Boxwell.
5.7,330
191,000
. 32,000
Companhia de Seguros
AGENTE
Miguel Jos Alvcs
X. )-lu> do Bom Jeoua-'V.
SEGUROS MARTIMOS E TERRESTRES
Neates ltimos seguros a uniei compauhia nesta
praca que conced: aos Srs. segurados isempco de
pagamento equivale so descont anuuai de cerca de !5 por
cento ein favor dos segurados.___________^^
Companhia de Edilicaco
Aos Srs. hccLnitlss potsuidores dasaccoes de
numeres ababo drclsradbs, cenmunico que ter-
minen b:je c segundo praso pwra o recolhimcnto
da ultima prea'sca, e que ihesfica mareado novo
praeo de 30 diss que terminar a 9 de Junbo vio-
deuro para o recotbimento da Iludida prestaeSo
mediante o joro de 20 por cmtj, confjrme deter
mina o eitigo 8 des estatuto?.
1.786 a 1.795-1.881 a 1.865i.795 a 1.806
I.l86al.l95-1.86al.860.
Recife, 9 de lisie de 1^88.
Ricardo de Meneres,
Gerente.
"IMraEZFDTiAZ
Pede-se aos Senho-
res consuniraidopes que
queiramfazer qualquer
comunicacao ou recla-
macao, seja esta eita no
escriptorio desta erapre-
za na do mperador n
29, onde tambem se re-
cebera qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobrad jr.es
externos sao os Senhores
Hermlo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Qli-
veira, e quando or pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
ios Carvalho.
Todos os recibos
desta empieza devero
serpassado ein talocs
carimbados e firmados
pelo gerente sem o que
nao tero valor aIgu.n.
George Windsor,
Gerente
MARTIMOS
4rcaly
' Segu para o porto cima, com toda brevidade,
o hiate Detu te Guie, recebe carga ; a tratar na
ra da Madre de Deui n. 8, a bordo, oom o meitre.
Lembra-se aos senbores paasageires de todat
3 classea que ha lugares reservados pnr 'st*
podem tomar em qualquer tenspo.
abatimonto de 15 o/0 em favor das fa-
composta de 4 peasoas ao meK03 e que pa-
jarero 4 pxs."!igcns intcirae.
Por excepto os criados de famiiias que torrra-
r?m bilbetea de proa, gosam tambem 'este abat-
ment.
9s vales postaes s so di at 6 dia 17 pagos
e contado.
Pai'Kiarga,paseafc-eiis.eno-iiiiL -das edinber
freu; : tracta-se com o
AOENTE
Acgnsie Labiie
9 RA DO COMMERCIO-9
Vapores nacionaes
EMPREZA NORTE E UL
Blo de lae!ro, Parauagn, Rio
Glande do Nul e Pelotas
O paquete Cantillo
Es'.e vapor sahi-
r para os portos
cima indicados
no dia 17 do cor-
rente, impreteri-
vclmente.
Recebe carga, encommendas e passageiros para
03 meemos portos : a tratar eos
PEREIRA CARNEIRO & C.
DO COMMERCIO -N. 6
! andar
De boas e solidos movis, piano, crystaes,
porcelanas e objectos de electro pate
Quintajeira, 17 de Maio
A's 10 1|2 horas
O agente Guarni, antonsado pelo Illm. Sr. Dr.
Ermirio Caulioho, que retira-ae para a Europa com
sua Exma. familia, far leilo de todos es objec
tos existentes em casa de sua residencia, sita
roa Princesa Isabel n. 10, a saber :
Ss1* de visitas
Uma importante mobilia de Jacaranda, obra de
Maqrou, com 1 sof, 4 poltronas, 12 cadeiraa, 2
contlos e I jardineira com podra, 2 dunquerques
de g?sto antigo guarnecidos de metal, 1 importau-
to piano allrmo quaai novo, 1 espelho oval com
moldura dourada, 4 quadres bblicos com moldaras
douradas, 4 ditos dos grandes republicanos fran-
ceses modernos, 4 eanefas de Jacaranda, 4 etage
rs entalhades, 4 jarros para es meamos, 1 lustre
de cvatal com tres bicos para gas carbnico, 2
estantes para msicas, 1 cadeira para piano, 6
cadeirss com fiisos dourados, 4 jarros e 2 bolas
para consolos, 1 tapete para sota, 6 ditos para
portas e 4 esearradeiras de porcelana.
Gabinete ds eatudo
Uma grande secretaria com estante, 1 estante
pequea 1 cadeira de rosea para secretaria, 1
busto Hyaccrates, 1 pequeo n-ivio, 2 jigos de
diccionarios pirtuguetes, S'ndo um de Frei Do-
mingos e outro du Lacerda. 1 dito de geographia e
historia p r Dasobrid & Baehelet, 2 ditos acien-
cias e arCts, geographia e historia Bnusailet, his-
toria natural de BufiVj, Miseraveis de Vctor
llago, historia da rcvoluco francesa p;r Larma-
que e outros muitas obras, 1 cesta para papis, 1
jardiueira com jarros
Gabinete n. 2
Um toilette cem espilbo e pedn, 1 lavatorio
dito dito, 1 guarnico de crystal com frisos doura-
dos para o mesmo, 2 porta-caro:s de ciystai de
cores, 1 dito de marmore, 1 mesa de trro com
tampo de pedra, 2 etsgers com rstatutfss, 1 ta
pete, 1 dito pelle de onca.
Corredor
Seis cadeiras e 1 sof de palha francesa, 2 qua-
dros moldura d jurada, 1 arandella de vidro pira
gas carbnico.
Sala de jaatar
Uma mesa grande elasticu, 2 aparadores com
pedra, 1 guarda-louea envidmeado, i aparador
grande rais de amarello, 2 ditos menores de ar-
mario, 1 relogio de parede, 1 quartinbeira, 10 ca-
deiras, 1 candicira para gaz carbnico, 2 rete
fruoteiras de electro pate, ditos de ciystul, compa-
teiras, copos, calix, garrafas de crystal, facas, gar
fos e colheres de cleclro-plate, g .Iheteiros de
eiectro-plate, 1 porta-quoijo de ci vital, 1 vaso de
vidro para peix.', 1 porta ovos, 1 licoreiro, salva e
patciio de prats, 1 s^-rvico para 12 talheres de
prata do Porto.
Qu^rto de copa
Um guarda-comidar?, 1 lavatorio, 6 cadeiras d,
amarello, 4 quadr:e.
Ccsinha
Uma mess, 1 trem de copiaba.
Qainta)
Diversas plantas em v;.s ;.
Batea
Uma cama de pao setim para casal, 1 guarda
vestido de raia de amarello, 12 cadeiras e 1 acf
pao carga, 1 meta cabecera de cm i, 1 commoda
de amarello, 1 coatureira, 1 tacar. 2 lavatorios de
ferro com baca, 1 commoda de aogico, 1 guarda
r.upa de amarello, 1 marqueao para casal, 8 ca-
deiras austracas de fantasa, 1 mesa de Jacaranda
com ps torneados, 1 cabide de columna, 2 mesas
redondas, 1 br.nqainha do um p, 1 grande lava-
torio de ferro com bacia e deposito, 11 cadeiras
de amarello, 1 cola, 2 cadtiraa de braco, 1 mar-
quesa de amarello, 1 mesa de jacarani com ps
torneados, 1 banca com 4-gavetas para escrip-
torio, 1 rico santuario de Jacaranda, 1 altar e gfte-
flexorio para o m- amo. 1 toiltte americano, 1 ba-
uhei'-o de folba, 1 cadeira privada e cutros muitos
objetos que eatarao a vista da compradores.
quartos, portao so I de e qnatro janelias no oito,
sendo flua no sotSo, e sitio com boa agua, em
solo propno, na travessa de Sani'Anna, perlo da
estacao da Jaqueirs, uma outra casa terrea me-
nor, na meama travessa, com bom quintal e ca
cimba, e jauta casa cima, cujos bens perten-
cemao acervo do inventario da finada D. Ma-
rianos Parias Botelho.
VISOS DIVERSOS
Aluga-se a 1 >ja da casa n. 46, i rna da Roda,
com aimaeao, emuito propria para fabrica de cha-
rutos ou cigarros, ou outro qualquer negocio,
moito bem localiaada e j afreguezada : a tratar
na ra do Cabug^n. 16, loj*.
Ataga-se o segundo andar do sobrado n. 73
ra do Rangel, com rcuito bons commodos e
en ?">do a vantagem de estar prximo
, Jlico ; a tratar na raa do abug,
ao mere-
lofa n. .
N. 6.-RA
COKPA^'HIA PEBXABBI'CiX.l
DE
Miavecafo Costeiraoor Vapor
PORTOS DO SUL
Slacei, Penedee Aracaj
0 vapor Jacuhype
Commandante Esteves
Segu no dia 17 de
Maio s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
Idia 16.
Encommendas, passagens e dinbeiros frete at
12 horas da minha do dia 17.
ESCRIPTORIO
Ao Caetda Companhia P*rnambucai\a
n. 12
Leilo
45
ir *i O sr f a. 5 1 31 er to-1 S cu a 3 1 sr a n te r X I o; r r? a B cu>
|3 er2. i i \ I o e er 5 o o B O a B a3 i 7 a s > < 1 a s o a. a c sp a a a I | B>
CD I -2 c a. 5 B a. B f B o al ? a' o. a w 2 u>5C
si- 3 Sr
NI ^ * ag-2
a> O o e o ce 00 H* fie f c * >
t-i a. a a. a O. a o. a a O a
S 3 S > > S o?
1 " o *> a m " : o* -i 8 gSB i-gI
s ss
I Directamente Q. a to a, s 3 a. a a t
= S. para Euro- > > H.srm
ll pa do Rio er i A V
n 9 da Prata. B i i *-9-
65 p- o B o <
1 D -* r^1 * l-a
to c5 ^ co cO
! a O. a. a ex, a it a. a 2 l\
ja o n 1 2 GE 5' 5 5" S 5' se 5'
o g ' 3
S3
B en a< - -a te So
"2 3' D Q. a. a. Q. o. x te
o S a a a a a
i! 0 a sr S B 3 o' S E. o 5' > o" a m
i o b
- o
De boas movis, 1 piano, vidros, electro-
pate, 10119a e etc.
A saber:
Sala da frente
Um piano do fabricante Rood com pouco uso, 1
candieiro para o mesmo, uma mobilia emposta de
um sot, dous consolos, quatro cadeirasde bracos e
dese de guarnico, duas ditas debalanco, de Jaca-
randa, urna mesa redonda, um espelbo grande,
quatro etagers, quatro quadros, seis jarros, dous
porta flores, de vidro, tres snelas, tres cortina
dos, duas esearradeiras, um tapete para sof, um
dito para piano, um candieiro para meio de sala
com abat-jour, um dito de cristal, dous pares de
lanternas, duas eantoneiraa grandes, duas figuras,
um porta cartao de metal.
1 quarto
Uma cama de casal, Jacaranda, pma copulo e
cortinado, um bidet de Jacaranda, um toilet.
2* quarto
Um guarda vestido, um commoda, um santuario,
um cabide de columna.
S quarto
Um guarda roupa, um marqueso, um lavato-
rio, uma mesinha, um espelho.
4 quarto
Um marquesSo, uma marquesa, uma commoda,
um lavatorio, uma mesa, uma estante, um espelho.
Sala de jantar
Uma mesa elstica de seis tahoas, um guarda
comida grande, dous spuadores, um sola deauoa-
relo, dose cadeiras de dito, um relogio de parede,
um candieiro, dous jarros, uma quartinbeira, dous
' quadros, um aparclho de electrc-plate, uma ga-
'. lheteira de metal, um palteiro d' prata, duas sal-
vas de prata, vinta quatro facas e vinte quatro
garfos cabo de prata. um trinchante de dito, fruc-
teiras, apparelhos de jantar e de almoc, garra
fas, compoteiras, copos, clices, colheres e ta-
lheres.
Sexta-rer* 18 ae Malo
A' 11 horas
Ra do Dr. Joaquim Nabuco n. 12, (Ca-
punga)
O Illm. Sr. commrndador Henrique da Silva
Ferreira, tendo de se retirar para a Europa, fara
leilao por intervenco do sgente Modesto Bsptis-
ta, do que cima se declara, oque todo so recom-
menda pelo bom astado de conservaeao.
O bond que partir s 10 1|2 da estacao no dia
do leilio pela linha de P< mandes Vieirs, dar
passagem gratis aos concurrentes ao leilo.
Agente Stcpple
Risco martimo
Theodor Bahlrus, e&pit&o da barca alterna
LouUe, naufragada na praia de Mara Farnha,
com carregameoto de madeira, de Co-iato para
Beatn, precisa da quantia de cerca de 18:000f
para oecorrer as despesas feitas com o salvamento
do mesms carregomento eto, e reembueal-o para
o porto de seo destino. Recebe-se propjstaa em
carta fechada, no consulado do imperio allemSo
at o meio da de 17 do corrente. Pernambuco, 14
de Msio de 1888.
De ama importante e grande casa terrea
o. 13, ra de Riachuelo, freguezia da
Boa-Vista, em solo proprio.
abitado. Itt do correnfe
A'S 11 HOS\S
Xo aroiazeni ra do Impera-
dor u. i
O sgent cima, por mandado do Et:n. Sr. Dr.
juiz de direito privativo de orpbos e ausentes a
requerimento do inventariante do espolio da finada
D. Mara Carolina Gomes Montarryos, levar a
leilo a grande casa cem bastantes eommodos e
um importante sitio com diversas arvores e um
grande jardim, sgua encanada, e todo mnradti.
s Srs. pretndante desde j pcdero ir examinar,
e alguma infprmacao o mesmo sgente cima dar.
A casa vender-ae ha para pagamento de imposto*,
legados, sello do heranca e despesas judiciaes.
Agente Burlamaqui
Leilo
De boa* atas e aillo
Terca felra, 89 de Malo
A's 11 hora
No armazem ra do Imperador n. 22
O agente cima, por mandado e issistencia do
Exm. Sr. Dr. jais de direito da provedoria a re-
aneriment do cvmmendador Manoel os da Silva
uimaraes, vender em leilo duas casas, sendo
una grande casa terrea, com soto interno, tendo
janelias de frente e duas portas, daas salas, gabi-
nete, seis quartos, cosinha externs, e msii (res
Aluga-sc casas a 80O0 no becco dos Coe
nos, junto de 8. Goncallo : a tratar na ru di
mperatria^. li.
Aluga-se o sobrado n. 46 ra da Roda,
com bons commodos e muito fresco ; a tratar ns
roa do Cabng o. 16, loja.
Aluga-se a casa terrea da raa das Plores n.
18 ; a tratar na ra Baro da Victoria n. 39, fa-
brica Vendme.
Aluga-se a easa na Eoeruzilhada de Belem
n. 22 por 10*000, est liapa, tem quintal e ca
c"ba a tratar na ra da Imperatrs n. 76.
Precisa-se de uma eenhora portuguesa de
meia idade que saiba bem cosinhar e cuidar dos
arranjos de uma casa de pe^ca famil;a, pagndo-
se um ordenado mdico e corto, aeceita-se mesmo
de naci francesa as internas condic5es ou bra
sileirs : no Caminho Novo n. 128. Na merma
c*sa aluga-se um pequeo chalet em linda posi-
cao, cercado de flores, e fat-se a cocida para ho-
mem solteiro. tem bsnho fri.
Picciaa-se de ama ama para cosinhar e de
oatra para lavar e engommar roupa de criancas:
na ra da Matris da Boa-Vista n. 9.
- Prt ciaa-ae de uma ama em Apipucoe, para
cosinhar ; a tratar na ra do Raogel n. 9, na
padaria.
Precea-se de uma ama para cosinhar ; no
pateo do Paraso n. 18, andar.
Compra-se sement de carrsputo ; na fabri-
ca de cieos vegetaes. ra da Anrora n. 161.
Roga-se de novo eos senbores estudantes que
venham saldar os scus debito com a casa n. 16
ra d Imperador, para evitar a chamada pes-
soal.
ma de engommado :
Sebo n. 16.
precisa-se na ra do
Perderam-se seis np ,lici da divida publica
de 1:0.0/ cala urna, de ns. 2900, 2901, 2902,
29 3, 2904 e 2905, de jame d-, b 0,0 ao anno, da
eaiiubJio de 1828, pertencentes a 1). Claudias da
Silva Figneiredo, eacada com o Or. Jos Bernar
do de Figueiredo, que aa bouve p r h-'ranca de
sua mi' D. C'cmentina 7 'soi ra da Silva : quera
as tiver achado queira I. rhl-M ao escriptorio de
Luis Gonc* Companhia 1'rrnaml'Ucn.a n. 6, cue 6er grtifi
cado.
Precisa-so de arrendar um giaade sitio que
tenha os segujotes commodos : casa de vivmda,
baixa de eapim, quartos para criados, cocheira,
perto da cidade : quem tiver deixe em carta fe-
chada no archi-armasem d Paulino, na ra do
Imperador n. 38 com as ioicHes A. Jr
Vende-so o eatabeleeimento denominado Fa-
brica .Martina, sito ra da mperatris n. 1, tem
uma boa Iresuczia, o talvez o maior, e com certeza
o mais bem localiaado do bairro da Boa-Vista.
Garante se a chave.
Cario Joe de iiqueira
Gaspar de Drummosd manda celebrar missss
enrrepoaio ipnm de seu dedicado e iemr lom-
brsdo amigo, o finado capito Carlos Jos ds Si -
qaeira, amanb, pelas 8 horas da manb, no con-
vento do Carmo. Para e;se acto convida os ami-
gos e parentis do finado.
Euilocla Juiina tornea Ealevea
Jos Rodrigues Esteves, Manoel Antonio Gomes
e sna familia, Manoel do Car .o Rodrigues Este
ves e sua familia agradecen] a todas as peasoai
que bondosamente acoxpanharam os restos mor-
taea de sua sempre lembrada esposa, filha e ora
Eudocia Joviua Gomes Esteves ; de novo convi-
daos as mesmas pessoas, pareares e amigos para
assistirem as missas qne mandam rezar as matri-
ses de Gameleira, Eacada, Santo Antonio do Re-
cife e igreja de S. Jos da Boa Esperanca, sexta-
feira 18 do corrente, s 8 horas da manha, stimo
dia de aeu iof*nsto paasamento. ____
Antonio Cardoao deueiroa
Fonaeea
Tberesa Cunha de Queiros Fonseea, oeus filhoa,
era e genro, feridos domis doloroso sentimento,
convidam aos seus parentes e amigos e aos de seu
fallecido marido, pai e sogro, Antonio Cardoao de
Qaer .'z Foneeca,' asaietirem as missas de stimo
dia qae se celtbrarao as matnses de JaboatSo e
da Boa-Vista, s 8 horas da manb de quinta-tei-
ra 17 ; pelo que se confeesam eternamente agra-
decidos. *
Ca loa Jos de Slqaelra
Leonor Luisa Pinto de Siqueira, Clarinda Ro
drigues Pinto, Joaquim Rodrigues Pinto e Jonss
Mariano de S, profundamente gratos a todas as
pessosa que acompanharam so cemiterio publico
da cidade do Rio Formoeo os restos mortses de
seu aditoso e seapre lembrado espito, genro
cuohado e primo, osptli Carlos Jote de Siqueira,
v em significar-Ibes pela impreisa sei reconbeci-
mento por esse tc'o de regio e caridade.
doe Wiii.calii's ua foole
Candida I. de Jess Fonte, Marcellino Jos
Goocalvoa da Fon te, ai ua irmss e cunhado, ten-
do receb do a infausta cotisia do fallecimento na
cidade do Porto, de seu muito presado cunhado e
to i> Sr. Jote Goncalvea da Funte, convidam aos
seas parentes e amigos para assistirem as missas
que mandam celebrar na matriz do Corpo Santo,
no dia 18 do correte, s 8 horas da manha, trig-
simo da de su passamento ; pelo que desde j,
se couteasam gratos.
K doria Jolina turne Eaievea
M*nol Antonio Gomes e sua rnulhcr D. Msria
Frai.cisca do Reg Gomes mandam dser pela
alma de tus pressda filha Eidocis Joviua Gomes
Ekves, uaa missa na matris de Gameleira, do
stimo dia de seu fa lecimento (17 do corrente),
pelas 9 horas, convidam a scus percutas e amigos
para BPtietitem. ibes fi ao eradecidoa. ______
Manoel oo s uza Uiivura, ta* mulber e nios
convidam a todes os seus amigos e parentes para
assistirem a uma missa que mandam reisr na
matriz da freguesia da Boa-Vista, na quinta-feira
17 do corrente, s 8 horas da mauha, por alma de
sua prexadiaaiioa conbada, irma e ta D. Eudocia
Jovina Gomes Esteves, antecipando seus agrade-
ci^.entos.
Meira 8ilva C, administradores da massa
fallida de Loorenc Bastes & Mais, vcem pelo
presente chamar a todos os d&vcdores 4 mesma
massa, para, oo praao de des das, a contar da
presente pnbliaaco, virern saldar suas cootas
ra de Pedro Alfonso n. 2. Recife, 11 de Maio
del888.________________________________________
Ertio por alagar o sobrado n. 17 rna das
Triocheiras ; n. 3 do Caes do G.zometro, o o 1*
andar o. 12 da ra das Laraogeiras ; a tratar na
ra das Trincheiraa n. 17, loja.
" YELEDA
0 Anjo do Futuro
E' o livro de sortes para as noites festivas de
Santo Antonio, S. Jcio e S. Pedro, mais moderno
AtteiMjo
Vende-se uns grade de boa madeira, propria
para porta ; assim como um resto de azulejo e
nm tesoura grande para jardim : a tratar oa
travessa das Flores n 3, das 10 horas da aanhi
s 4 da tarde.
Garanhuns
trrao entre amigos
Fica sem efleito a accJo entre amigos ds sitio
prximo estacao de Garanhuoi, em S. Vicente.
Os possuidores de bilbetrs pagos queiram apre-
senfal-os, afim de receberem a importancia.
Chegon a boa occasiao
ge- a Yead,e,T ta?erjia.,<0 M*is -raa to P0080'"
ero. Vende se em todas as livrarias e na casa d.la_n: i65',.? dmitto um socio que entrei_sm
eictora ra Baro da Victoria n. 7
Llvrarla ladualrlal
Jaboato
Vende-se um eatabeleeimento de ominados ces-
t* cidade, sito 4 roa do Imperador n. 65, no pateo
dafeira, o predio tem commodos para familia : a
tratar no mesmo.
algum capital ; o se faz este negocio porque o
seu dono eit docnto e precisa de ir para o ser-
ta^____________________________________________
Precisa se de uma ama para cosinhar e lavar,
para casa de hoxcm solteiro ; na rna Direita n.
45, sobrado.
ATTENCO
(jone e Lone
CACHEMIRA de da-.sl.rguras, matizadas, a 800 rs., o covaio.
CAMBRAIAS brancas, bordadas, a 50000 e 5t?500, a pega.
MERINO de efires, duas larguras, a 800 e 10000, o covado.
SETINETA japoneja, fazenda nova, a 240 re., o covado.
ZEPHYRES d<5 quadro, psdroe. novos, a 200 e 240 rs., o covado.
LANS com mselas do seda, a 600 rs o covaio.
NANSUK muito finas, padroes novos. a 280 is. o covado.
PERCALES miudinhas, padroes novos, a 240 rs., o rovado.
GAZES arrendadas cor de reme a 600 e 700 rs., o covado.
FUSTAO branco, desenhos liados, a 440, 300 e 600 rs., o covado
ESQUIAO pardo para vestido, a 360 e 400 rs., o covado.
FICHUS de malba, imitarlo de seda, a 20500, um. ^
SARGELIM da todas ss cores, a 240 rS. o covado.
BICOS de cores, matisados, a 20000, 2200 e 20500 a peca.
LENCOS brancos para crianga, a 10200, a duzia.
LENCOS do linbo de cores, 20400, a duzia.
COLCHAS da cores adam"6?adi.s, a 35500, uma.
MADAPOLAO americano com 24 jardns, o 60500, a pega.
CORTINADOS borlados, a 60500 a 80000, o par.
TOALHAS tvlpndas, a 30500, 40500 e 50000, a duzia.
ESPARTILHOS coursg.->, muit) dios, a 50000, 60000 e -{000, o ara.
LENCES de bramante, a 10800, 25200 e 2*500, utr.
CAMISAS inglezas de flautlla, .->. 50000, uma.
BRAMANTE de algodao de quatro larguras, a 800 e 10000, o metro.
ATOALHADO boriados; a 10200, 10500 e 20000, o metro.
LEQUES transparentes, grande sortimento, a 20500, um.
SEROULAS de bramante, a 130000, 180(00 e 220000, a duzia.
LUVAS de seda, co mbot3s e arrendadas, a 20000, o par.
CHEVIOTTES prco e azulad*, a 30000 e 40500, o covado.
BRAMANTE de lioho de quetro larguras, a 10800, o metro.
GANGA adamascada para coberta, a 320 e 360 rs., o covado.
COLCHAS braucF.B de fustSo, a 30500, uma.
PANNO da Costa do listra, a 10000 e quadro a 10200, o covado.
TOALHAS grandes felpudas para biabo, a 10500, uma. "N-^-N
GUARDANAPOS de linbo, para cha, a 20200 e 20800, a duzia.
GUARNICO de crochet, desenhos ocos, a 7(5000, uma.
SETIM Maco de todas s cores, a 900 e 10000, o covado.
RICAS grinaldas com veo de blonH, a 80000, 90000 e 100000, uma.
FICHUS de 13, todas as c6res, a 10000 e 10500, um.
ZEPHYR f*zenda muito larga, a 400 rs., o covado.
BALEIAS para vestidos, a 300 rs., a duzia.
CAMISAS alleinas, linbo e slgodSo, a 380000, a duzia; peuhinuha.
COMPLETO sortimento de bordados e entreraeios.
EXTRACTOS differentes qu*lidadea.
TNICO de puninan, a agua da kananga.
Para para bandos de Da"
COSTUME para bomem a 80000.
> senhora a 100000.
c menino a 50000.
BOLCAS de palha para o mesmo fim.
NA RA 1. DE MARfO S. 20
DE
AMARAL & C.
\.
MEDICAMENTOS
O a
J
ce
as
a
c
JURUBEBA
PREPARADOS E ESTDADOS
POR
Bartholomeu & C, Successores
VVUV I3SO l^TERMO
PREPARADOS SIMPLES
Xarope de Vnrubeba, vinbo de furubeba, pilulas de
Jurubeba, extracto de larnbeba, tintura de Jlurubeba:
PREPARADOS COMPOSTOS
Vinbo de Vurilbcba, -om iodurelo de potassio, vinbo fer-
ruginoso de Inrubeba, xarope ferruginoso de lurubeba, pilulas
ferruginosas de iurubeba.
PAaA IjSO EXTERNO
ce
3

se
ce
nana
ce
m.
Oleo de Jambeba. pomada de Jiiriibcba, emplastoap A.
Vnrubeba. sp
nicos preparados de Iurubeba npprovados pel Academia de Medicina,
auterisados pela Junta Geral de Hjgiene Publica, da corte e recomo)endados pelos
mdicos contra as molestias do estomag, perda de appet.te, digestdee difficeis, dt/spep
lias, rheumatismo agudo ou chronico, e todas as molestias do figado, do bago,
diarrha chronica, na hydropesia, as molestias de origens syphUiticas, etc., ote.
:o: -
25 annos de aeeitaca
ATTESTAM A EFFICACIA D'ESSES PREPARADOS
CUIDADO COM S FALSIFICACES
Elixir a M*\gn*tm*.-BAR1H0L0MEU & C. SUCCESSORES
DEPOSITO GERAL
Em na pharnacfa e drogara A
RA LARGA DO ROSARIO N. 34
m

f M



* -
diario de Pmuunkieo4|ntaita-feira 17 de Mafo de 1888
O EXTRACTO COMPOSTO DE
SaJsaparrilha
do Dr. Ayer,
E" um nlteratlTO tio efflcii qne extirpa completa-
mente do interna a Kacrofu'a Hereditaria, o aa
affeoooM que tein afBuidade con a enfermidailes
conttSo5.-is, e as oeeosionadas pelo mercurio. Ao
meenio tenipo vitalis* e enriquece o sanguc coin-
nmmi-ando urna accSo sacdaf! ao orgauisiiio
reju\caeeceudo o ijsliai a Janeiro, stagraudo
Medecina Regeneradora,
e compoeta con. a verdsdelra SalgaparrKha de
Hondura, do Iodo de rotawio c de Ierro, a
ontrot Ingredientes de grande potencia e virtudes
earatlraa, cnl' entoacameata prei>arados.
A formula gnnilmmle conUecida da prnflsaao
medica, e os raelhores mdicos receitio a S4LSA-
PARKiMi.v i i DB avi:u como um
Remedio Absoluto
para as enfermidades oec.'.ionadas pelo estado
Vicioso do s'i BgSe,
Esti eoaeeBtrado ao (rio mata alto practicare',
multo mais q-. utra pr;iracao da ioa
claisc, que pretendo proporcionar iguaea effeitoa, e
i por tanto arta barata, aasn como a
melhor para parificar o a
rmx.iu.vDo pelo
DR. J. C. AYER bj CA
Lowell, Mam., E. U. A. .
A' ?enda as principa* a" ai tusis* drotru.
Ama
Precisase de uma ama para lavar e engommar
tasando mais alguna servidos, meaos comprar e
oosinbar, que durma em casa ; aa ra Duque de
Casias n. 14, sebradn, gemir
Ama
Precisase de ama ama que engnmme o cosinbe
com perfeicSo, para casa de dusa pessoas ; na ra
Marque z do H> rval n. 10.
Ama
Na ra da Uois*o n. 13, precisa se de urna tmi
para engommar.
4ma
Precisase de urna ama para todo servici de
casa de familia, em Agua Fris ; a tratar na roa
de Pedro Affonso n. f>8, antigu da Prvia.
Ama
Precisa se deu!Da ama pura comprar e co-
smhar p*ra casa de familia, na ra Duque
de Casias n. 14, sobrado.
Precisa se de urna ama que o isinhc b 11 e com -
pre, para casa de p .ucs familia, pid-ndo dormir
lora ou ce ; oa ra 1. de Marco n. 17, se-
gundo andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para o ser vico inter-
no e externo de urna en.a de penca f inila,'fi rna
de Santa Tberezi n. 20, teado^febPrgad a dormir
na musmn cas. __r**^
Ail,%.
ecieiiBt ue um> m para costnhnr, pare
casa de pouca familia ; a tratar na ra F, roosa
Bnttt. w curam!
Scm dieta c sem modifi-
caf oes de eostnmes
Laboratorio central, ra do Visconde
Rio Braaco n. 14
Esquina a ra do RegenteRio db
Janeiro
Especficos preparados pelo phar-
macealico Eogenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da
Corte, Repblicas do Prata e Academia de
Industria de Pars.
Elixir de imblribina
Restabelece is dyep.pticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccSes diffici'is.
Vstala de ananas ferruginoso e
quinado
Para os chloro-anemicos, d V > a bypoemib
intertropical, n eonstitue os ydropico e beribe
rico?.
Xarope de flor de anteara e na
tastana
Muito rcommendudo na bronchite, na hemopa
fyee e na toases agudas ou ebronicaa.
i Oleo de lesiiadUM rrrruglnooo e rn
ca de laranja amara*
E' o primeiro reparador da traqueza do orga-
nismo, na fysica.
PlInlaN anie-perlodlca*i. preparada
com pererlaaa. quina e Jaborandy
Cura radicalu eoto as tebrts intermitientes, re
mittentes e perniciosas.
"'Subo de Jurubeba Imple e tana
besa ferruglrioNo, preparados
em liniio de rajii
fficases as inflama^oes do figado e baco agua
Jas ouihronicas.
Violto toatlco de rapilarla e quina
Appcado as convaleseiucas das parturientes
tierco ante-febril.
scq lu i Un & C
RA J MRQUEZ DE OLINDA
Precisa-se
asa de poui
numero 37.
Ama deleite
Precisa se de oois un-, da le te para criar urna
cri&nc* : a tratar na ra de Se uto Amaro n. 8
on 12.
m rara imo
Precisa-se de urna, de 10 15 annos, para cui-
dar de urna crianct do un anuo ; na ra Nova n.
16, loja de cba| ios de so1.
Aluga-se barato
Bus do Bom Jess n, 47, 1 andar
Ba do Corredor do Hispo n. 78.
Ba do Coronel Suaesona n. 50, loja.
Ba do Mxrques de Olinda n. 48. armazem.
Ba do Merques de Olinda a. 48, 3 andar.
Ba do Vitoonde da Itaparica n. 43 2. andar.
Kua V sconde de Itapnca n. 41, armutem
Ba do Bom Jess n. 47, 2 andar.
Trata-se na ra do Commercio n. o, 1* andar
escriptorio de Silva Gruimar&eB & C.
Beclaaam Pedro Antones 4 C. mais urna ves a
boa ventade daa di, nissimas leitorsa para os
seguintes artiges, cempn mutendo se a usar da
maior modicidbde nes precos.
Bendae pretas e de cores, preco du if i 12 0
metro.
Grande variedade rm bicos branros, core e
meeclados.
Novas fitas trsnspsrentcsavec dnctelle.
Elegantes eipartilbcs, ireco de if 4 15J.
Veos para tbvpts.
Finas gr ina'das e veos para noivss.
Bonit- s Ramos de >r dd larangeira.
Palmas devidrilhos braneas.
So rlimento em bordados tapados e transparen-
tes.
Bandeijas de nikel.
Capotes e cbap.is de seda para enancas.
Sapatos de pellurce e meias de seda brancas e
de cores.
Bons Irq'ies diapbanos do 2J500 20
Em summa, para nao fatigar muito, pedimos urna
honrosa visita para melhor se convenceren do bom
sortimento ; e tamben mandamos amostras s
Exm .s. familias que nos distioguirem com seus
pedidos casa de confianea de
Pedro Valone* fe C.
Bus Duque de Canas n.' 63
Nova Esperaoca.
Cosinheira
Precisa-se de una que cosinhe com perfeicSo
na rna Marques do fierval n. 10
Sapatos prora de fri
nicos proprios para este clima e para pessoas
doentes, pois evitam os resfriamentos, a l000 o
par ; na rna da Imperatris n. 80. v
OfHciaes ei^arreiros
A fabrica Martina precisa para cigarros amar-
ra iiobos, paga 30(>0 por nilheiro ou 60 rs. por
msc i; na ra da Imperatris o. 1.
Aos sapaleiros
Seat competidor
Formas para calcados, o mais lindo goste, cera
de rub m e escalas, fita para botas, machinas para
Colchetes.
.ios commerclantes
Tx mancos a 3000 o cento, ditos a imitacSo a
700 )0 o cento.
fc' no basar do Livramento n. 19
Bernardino da Costa Maia & C
Cosinheira
Precisa-se d urna boa cosiobeira ; na ra da
A uro. a n. 81, 1' sudar.
Proessora
RIADO
u
Precita se de om menino para criado, de 10 4
12 aun tos, seud i fi I e de boa conducta, pagase bem : a
tratar rn mu Veiha n. 36.
AoCoelho!...
Novo eslibeleclmenlo de fazen-
das finas e novas
56 Rna da Imperatris SO
A loj do Cuelho acabn de tranque ,r suas per-
tas ao distintsimo piblici desta capital. Coa-
finndo na benevolencia dopnblici, especialmente
na daa Exmns. familias, o Coelh >, p prottcco e poneurrenciB, nao adop'ar o eystema
em voffa d- ia!jii reclames. Esbm c nquista-elle
espera fazel a com elemeutos mais efficiz.'S : U
Urna sen hora competentemente habilitad, com
pratk-a de 10 annos de profisso, (ff.rec -se para
leccionar por casas particulares e collegios na ci-
dade cu stU3 arrabaldi-s, as oeguintes materias:
portugus;, franers, italiano, g-ograpbia, piano e
trabalbos de tguiba, mediante eatipnlacSo rasoa-
vel ; a tratar na ra Visconde de Goyaena n 69,
ou ra do Livramento n. 5, loja da borbolet-'..
Sui generis
D..testceos os artigos bombsticos com
que i'iariamente se en-bem os jornaes desta
capital, annunriando como Capecialilcdo o
que nunca passnu de rneriiocri'Jade. Sooos
positivos, e como taes s timbramos em
nSo er-ganar aos que nos dispeisam a sua
umizado e auxilio.
Acabamos de recebar nova romessa do
j afamado e especial vinho
Maduro
O consumo extraordinario que este vinho
tem tido frz-nos acreditar ser este o unice
que fica subatituindo essee outros que por
abi denominam-Bnirri.d:i, FigUfira, (i;.r-
Cavcllne, oto., fctB. Dat cucnmadatre8 liie-
dicas d'esta capi:al, n-commendam aos seus
amigos o uso quotidiano d'este vinbo, como
Attenco
Tendosido commettido no meado do mes de
Marco um .aportante ronbo na cara commercial
d. fcreesto Toruquist & C, Bupuoi Ayres pela
sobtraccao de 40 titules hypothecarios de 1,000
pesos moeda nacional cada um, oa cerca de 24,000
pesos rm ouro, de dentro de urna carta com des-
tino Lundres, o que s poode ser descoberto de-
pois da ebegada da carta ao seu destino, e recs-
hindo Vt hementes suspeitas da antora do tacto
sobre o ex-empregado da mesma firma Ioh Schlu
ter, o qnal desapparecera desde o dia 18 de Mar
eo, recompensa se com a importancia de 500 pe-
sos em ouro e mais a quinta parte da soturna que
for echada em poder do meimo Ioh Schluter,
aquella pessoa que condnsil o peraute as autori'
dades policiaea.
Tambem ser gratificado com a quinta parta da
importancia, aquulle que conseguir restituil-a aos
roubados ; anda mesino naj levando Ioh Schiuter
a pesenos das autoridades.
Os ttulos roubados sao do Banco Nacional Hy
pothecario da Repblica Argentina, sene B com os
eeguintes numiros :
0i'251, 00252, 00253, 00254, 00255, 00256, 00257,
00258. 00259, 00260. 0-'246. 02247, 02248, 03202.
03203, 03204, 03*06,03207, 0^208, 03209, 03210,
03211, 03212. 07783, 07784. 07785, 07786, 077s7
077o8; 07789, 07790, 07791, 0771*2, 09165,
09166, 09167, 09168, 09169, 09170, 09171.
Ib Schiuter conta de 22 23 annos de idade
mede cerca de 1 metro e 70 centmetros de altura
e tem os seguintes caractersticos : coostruceib
robusta e esbelta, cabellos abundantes louro escu-
ris, um bigode da mesma cor, sobraocelhas bas-
tas e escaras, olhos asues on ciozento claros cor
sadis e um pouco moreno para um allemo e fei-
C> s regalares.
Falla o allemo com o aceeoto holeheinico e sof-
trivel, porem nao perfeitamente o bespanhol e o
ingles. E' bom velocipedista e collecci.nador
apaisanado de sellos de cartas, insectos etc.
Fora visto no 18 de Mar90 em Belgrano para
onde se transportara em velocipede.e d'alli ausen-
ten-se a cava I o.
As recompensas cima mencionadas caso a sp-
pr. henea) do dinhtiro seja i-ffectuad* na provin-
cia de Pern- mboco ; ende talves M tenha homi-
siado o del'nquente sob um falso nome, podem ser
recebidas no escriptorio Borstelmam & C rna do
C- mm>TCio n 3, 1 andar, ondt pode ser vista a
pbjtograpbia do m-.smo Ioh Sclnter.
Carta
O Sr. Meno I Vieira de biqueirn Torres tem
urna carta para se Iba entregar, no escriptorio
deste Diario.
Caixeiro
Precisa-se de dona cuixer-S com bastante pra-
tica de mdbados e dand > fiadir sua conducta :
a tratar na ra da Floreotiua u. 32.
Aviso
Pede se kob Sra. J0S0 Carneiro B. Campcllo,
Jos 8atyro Barbosa e Francisco de S Barreto, o
favor de virem roa da Concordia n. 1. tratar
de negocios de stus mtereases.
Arrobe
DE
f MAIS BURATO
Na Loja das I slra> Azues
rna Baque de Caxla* n. 1
211
Cautelas Soccorro
Compra-ae cautelas de qualqner joia ou brilban-
tes, paga-se bem ; na praya da Independencia n.
22, loja de relojoeiro.
Alfaiataria industrial
Neste estabelecimento se encontrar um variado
sortimento de boas e modernas cas miras pretas
e de cores, para bem servir a sena freguuzei e
amigos por prc-cos mus rasoaveis do que em outra
qualquer parte. Tambem se encontrar elegan-
tes casacas para aiugar, tendo n-vas e de tama
nhca variados.
Noronha 4 C.
11 Hua da Iiri tratii. 11
econija
Bsia do Imperador numero 9S
Livros do jurisprudeneiH, din it., litteratura,
sciencis e religiao, livros para iuatrueco primaria
e secundaria, livros em branco para escriptura -
?o comrnercial. finta pura copiar e para escrever,
de diversas cores, artig-s para escriptorio e diver-
sos objectos de g-sto e phantaaia, p/.peia pintados
para forro do salas, quru.d, restaurante, etc.
Encaderna-se cem pr/stes e s se com nitidez cartoea de visita o imprime-Be com
perfeico qnalquer trabaiho typographico.
Presos mdicos
Rondo Imperador n 93
EJM?.
riel He BaUholiisao & C, Sos-
zura nos negceiS, sortimento caprichos e vrria- I ^gjg SBlut^r economa bumona por
do. Em artigos de fantasa e fas^ndas da melhor
qualidade, f z o Coelho a sua etp cialidaio.
Ao Loclh'. pois!...
Te'.epbone n. 489
Aluga-se
O- andsr de n. 27 ra Vidal de Negreiroa.
O 2 n. 6 e o 1- de n 18 ra de Mareilio Dias.
O terreo n. 21 e o 3- de n 3 i roa da Penba.
A casa n- 1 travesea da Hora,
dem 28 i ra de Nones Machado, no Espiuhero,
om bons commedos.
A trator na ra do Hospicio, numero 33.
Alugi,
as seguintes casas : a da ra do Lima n. 30,
grande casa, com agua, gas e apparelho ; a ta-
tar na lytographia ue J. E. Puroeli, ra Mr-
quez de Olinda n. 8.
se
-se
A essa n. 10 na ra da FondicS >, Santo-Amaro
das Salinas ; tratar na lyt- grphia de J. E.
Ppreeil. rn -I, M-rque de O'inda n 8.
Vjido Mora pora
Nova remessa, elle, em casa da R'beiro
travessa das Crus s n 16 ; ver para irer.
Ao eammercio
O abaixi assigoadj p-.rficipi ao corpo do com-
meroio e ao publico, que n-sta data tem justo e
eontractado ero o Sr. Joao Bptista dos Santos a
comoea de sen eitabeleeimento sito rn* Marques
do Serval n. 141. livie e desembaracado de qual
qaer oous, e se algu-m se jaigar 00m direito ao
esmo, aprsente,-as nj pras 3 de tres dias, a coa
tar da data de h jo.
Becife, 15 de Maio de 1888
______ Mauoel Ja> in'hi de Oliveira.
rendes lasae on aoiTrela do pello 4 !
Dsai o m-lhor remedio, que o PEITORAL DE
CAMBARA', e veris como vosso soffnmento des-
apparece. Vende-3e na drogara dos nicos agen-
tes e depositarios gerses na provincia, Francisct
Manoel da Silva & C. ra do Marques de Olinda
n. 28.
Arreoda-sc
:s secretaria da saut casa o sobrado n. 24 ra
io Imperador :
1- andar e sotSo 6002000
_____L-ija 4tK)*000
1*4^ Attenditc
Jos Samuel Botelho avisa ao reepeitavel pub
eo que anda contiua a fabricar b uquets do mais
aimado gosto, para cas amentos cu i.utro quslquer
cato, sssim como o pellas m rtuanas de perpetua ;
a tratar na ra NjVs a. 20, 1 ja de miudeas, ou
oa ra da Cades do Bsjcife n. 43, kj 1 de s lleiro.
Lava-se e engomma-se com
bro\ida le roopa de senhora e de
homem: na roa do Fogo n. 48.
Pao tcnteio
Mf'llo & Biset avisem ao respeitavel publico
que todas as tercas e testas reiras IBem este Ba-
ooraso pao ; nw larga do Bosaro.n. 40.
Cosinheira
Na ra da Santa Cruz n. 10, precisa-se de ama
boa cosinheira, que cosinhe e lave, para casa de
pequea familia, paga-se ben .
Eiigommadeira
nao
qua
Na rna dn Soledade- n. 50,
engommadeira coro urgenci.
precisa-se de urna
Aviso
O administrador do estabelepimento de carros
de passeio da ra Marques do H rval n. 37 (an
tigs dt Concordia), sut>nnfi.-a ais aros amigoa e
fregueses, que mudou dito estabeieriineuto para
a roa de Santo Amaro n. 1, esquina da ra de S.
Francisco, onde euei u-rnri excellentes carros,
bons cavados e mol;cidnde em preces. O te!e-
phone contina aa o ateom > a H3.
; ter 88 compo8(,3e8 de ta: tos outros,
arruinara a sade da bumanidade, trazendo
como consequencias os horrores a urna po-
pulacho que se definba a olhos vistos.
Recebemos tambem o
Requeijo
em latas, de procedencia de engenhoa c-ujns
proprietarios capriebam em bem trab>lbar
negte artigo, sfim de terem a primszia so-
bre tantos outros similares, cuj composi-
(So duvidosi.
Em outros artigos como :
SEM ENTES DE HORThLICA
E FLORES, LINGUAS SEOCAS DO
RIO GRANDE E
OBJtCTOS DE VIME
pora isto tao pouco temos competidor. A
nnssa casa especialista e as pessoas que
disto se queira u certificar pdem compa-
recer, com o que muito nos hoorarSo.
A par de urna infinidade de artigos de
primeira ordem, que se acham em ezposi
V'2o, accresce a amenidade do trato com
que timbramos tratar to os os que nos hon-
rara com sua presenta, junto a modicidade
de precoa sem rivJ.
Ina Estreita do Rosario a. 9,
juulo Igreja
_____Pofas Mendes J C.
Tietura iodiaoa
Para tinsrir instantneamente a barba e os ca-
bellos brancoe e grisalhis da mais bella cor preta
- castanbo : vende-se oa botica francesa de
Rouquayrol Freres
8 a Hua da Croz=8*
tpprosado pela Junta gcral de hy-
alee pnbllra il ; corle
E' o melbor depurati-vo e cura todas es doencas
sypbiliiicas da pelle, rhrum-itismo, bjbia, ule. ras,
e em goral as que provm da iu. ur. tu da sngue.
Deposito ira sua phatnvcia e drogaras rna
largs do Bosa-io u. 34, foniambuco.
Sem entes de carrapalo
Compra se em grmdes e pequeas quaotidadud;
si drigaria d ? Francisco M. da Silva & C, rus
Manques de Olinda n. 23.
|| Retratos Aiericanas)
Tendo algurm se enembido de depreciar
,3 retratos americanos do* qiaes eougen
te e para que o publico lonbiea o quanto
ci lir>d jb e b-iratos cites refritos.
E&tco expotos a apreciagSo publica
Na loja das Listras zoes
E as priucipaes livrri s desta Para o publico ver que nao sao feitos
om moldura de estanh.o enverniado como
'ilgu<-in aununciu, e apr. si-uta retratas em
papel com moldura de espelho ordinario e
por muito maior preco.
0 retratos americanos traiem rica mol-
dura donrada fina em alto relevo o que ha
de mais lindo para um presente ou inesino
ama sala de visita, ecnstam de OJOOO para
sima.
Para cnccmmendas dirijam se a ra Du-
que dv Casias n. 61.
Jos Augusto Dis
AGENTE GERAL
F itor
Precisa-se de um fei'or para tomar c uta de
um ido ; a t atar na ra do Vigano n. 13.
Sement d^ carrapalo
Compra-se s mente de earrapato ;
hospicio n. 79.
na ius do
VENDA
Coslureira
Cosinheira
Precisase de urna Ci.ei heira 011 cosinbeiro, de
boa condnc'a, para as de fa'i lia, e qne durma
em casa djs p tr5.-s ; a ti atar no "lio da estrada
dos Afflictos, di-fr .nta da ebtaco.
Quem preceisar de uma senhora para
cozer em machina, quer em casa de fami-
lia, modist, ou loja, diriia-se ra da
Roda n. 30
Soccorro a yelda
A morador eo neceo do Bernardo n. 51, ainda
to tas lembrar a alisas caridosaa, que nao se es-
qntoam da prot ceo que sempre Ibe dispenaa-
-am.
PEITORAL DE CAMBARA
Vinho e licor de janipabo
Na fabrica de licores ra Bario do Triumpho
(antiga do Brnm) n 75, vende-se superiores vi
nhos e lieorsa de janip'ibo por menos prego que
em outra qnalquer parre. All encontrarte ha
s-mpre completo sortiment) de licores e rutras
bebidas b m preparadas, por preoo o mais c icmj-
d-j pose i vel.
Trlephone n. 6
Fabrico de assuca*
lacblnlwnia abriramo* Dnnea
Siewart di C. te ttlaasow
onstrucc't da mais moderna e aperfeicoada
de grnce duraeio.
Moenda com prese So hydranlica de Stewart qae
d a melhor eipresso embeeida at b je.
Ca'deirhS cern er-.-n' miaador, t specialidade dr
tes fabricantes
Pornalhas para queimar o bagado verde em di-
reitura da moenda.
Os apparelhos de Vacuo e Triplo sao de ayate
mu moderno como ambem as turbinas ou cen-
trfugo.
Ornamentos e mais informaoSes em casa de
Vrnde-su a fabrica denomiuada Siieaua ; a
tratar na mi.111, O m tivo du ve da f: o dono se
sotar doente e querer ir trat r de tua n de.
Para o ez Hariaiuio
Ja rlnios bordados a ms-
sauga^, desenhando rosas, pro-
prios para santo;! ros, ornos
e decora^') de .tirnos para o
e\rcicio do Mez de Maiia, a
W20, $500,2$000 e 3$000,
o par, assim como vasos pro-
prios para toilette e enelte de
sala.
Um S;.Mo de 600 peyas de bordados de
muito boa qualidade, carebroia Victoria
propiios para csacos de senhora, vestidos
de. meoinas, calina e asas, com 4 e 5 ue-
dos de largura, a 1|>400, a peya.
dem cora 4 o 5 dedos de largura, e uma
chave, a 10500, a pega ; todos com 3 1/2
metros garamidos.
Grande sortimento de rendas
Bico branco, de linho, a 10500, 20000,
20500 e 30000, a peca.
Iiera de cSres, a 20, 20500 e 30000,
a pfa com 10 varis cada urna.
Puloeir8, guarnitS^s, aneis, brincos e
alfin^tes psra gravat, tu lo te plaque ame-
ricano, garante o dour; do.
J cheg^ro os espelboscara dura
asofire
crea
paravestidos a 3&.
320, 360 1
assetmads
Vende fasendas finas por todo preco e d des-
cont a quem comprar de 20* para cim% ^
Exmas. familias nao devem comprar em outra
loja sem pnmeiro ver ou mandar buscar asamos-
tras que se do sem penhor.
Fazendas de novidade
Tecldo de linbo bordados com listras 01
quadros, fasenda muito larga e de lindas c3res
w 'U rs
Seilm de Macan,' preto e de todas aa cores
liso ou de listas a 800, 900 e 1*000.
Velludo preto de seda bordado ou com lista
de setim a 4*000.
Miriuo infestado preto e de todas
700, 800 e 1*000.
Ha*lne de core e eom listas cor de
a 500 rs.
Eagnlao pardo infestado
e 400 rs.
lis" bordado, uma s cor 240 rs.
Vellodlnbo preto e de todas as cores coa
con tas a 1*800.
Renda hespsnhola com bicco, preta ou branca
pe seda.
C'-ssasj Nanruc pndr5es miudinbos a 280 rs.
Crochet branco e de cor, desenhos lindos
ara cortinados a 1*000.
trinaldas com ricos vjs de Blond a 8*.
10< e 12*000. '
Ida* de quadros, pairees novos a
400 rs.
Mimo dos Alpes fasenda de listas
a 300 rs.
Sel lelas lavradss de lindas coras a 240 rs.
Fu sitdo branco a 320, 360, 400 a 500 rs. qu<
lidade superior.
Fazendas diversas
B amaaie de 4 largors a 700 e 1*000 ra-
penor qnalidxde.
MailapuIdo americano Luto* atues com 4
e meio palmos de largura a 6*500 com 20 varia
garantidas.
AlKod&o americano muito larga e snperio:
para lenco- s a 5*500 a peca, mais estreito a 3*506
e 4*00 .
juilas e esacofles cacuros, claros o miudi-
nhos a 2UO e 240 rs.
Cassas indianas de cores a 160, 200 e 240
ris.
Iilnho* lisos e de qoadrinhos a 100. 120. 16C
e 2011 ra.
Brlm pardo para roupa de meninos a 300
320 rs.
Casinetas escuras imitacaa de casemirai s
50o rs.
Baela asul encorpada para ronpa de banbo s
700 e 800 rs, r
l.a d.- quidrinhos, palrSea novos, a 303, 3C
360 e. 400 rs. '
Crep de lindas cores a 500 rs.
Lenco brancos e de cores a 360, 1*200
1*5' 0 a duzia.
Teams felpudis e aicoxoadaa a 3*500 5*
6*00(1 a duzia.
nviun de cores, brancas e cruas oara senho-
ras, hoinens e meniuos deade 2*800 at 6*006
melbor qualidade.
Enrhoiaes para baptisadoa completos s
100 e l^*Oxi.
Cortinado b.Tdados para cama ou jane
a 6* e 7*UO0.
Panno da Costa, de quadros on listas a 1*200
o oval".
stonlaado lavrado, lindes desenhos a l*SO0
e1*500.
Kuardanapns a 2*000 a duzia
Especialidades
Luvn de seda un pelica a 2*000 e 2*500.
Bice branos c r de creme. e matisados
2*000. 2*5(0 1 3*0'.t a peca c.m 11 metros.
Con la lapidada para enfeite de vestidos pri-
tas e de t. das as sotes a 50O e 800 rs.
Bordado, hhadus enir.-m o de fustn *
tran-pnrentes h 31X) ra. a peca cun 3 metros.
Ej trliltiu coi tix 4*, 5* e 6* 011.
Grande ^uin'ida-n de chitas em -etalhos qo
venda ac por qunlqiier preco.
K
Pintado a oleo, com riea m -Mura e oordSes
por 25*UUO; egto ezpestos alguiiB retratos para
o publico e as Exmas. fumiiias verem o quanU
sao lindos e baratos e fcil a qualquer peasoa tes
um em -ua sala de visita.
Para encnmmendar bastante mandar
um pequeo retmto em earto de visita, nv us
porta que seja antig 1, dizendo a cur:dos olhos e i*
cabello chega um luido retrato dse ado.
Agencia de artigos americanas e carimbos ds
borracha.
Na Loja des Listras Azucs
Jos Augusto Dias
'a*
t b SltiO
Ve
Florida
Ra DUQUE DE CAXIAS N. 10^
a -se ,u permuta se por predio nodta cidaos
um lia sasa,' multas fiueteirae,
ezcelleute banho sis rio, boa agua de cacimba,
ezteoao de terreno para baixa de capim, todo
murad onu frente, com portan e grudeamento, coa
caminho de ibrro e estaco junto 8j dito sitio, nc
Porto da Madeira, conhecido pelo sitio ds Joc
Selieiri.-, junto ao Dr Ernesto de Aquino Fonse-
ca ; qiiem pretender dirija-se prscs da Inde
pend neia n- 40, d:>s 11 horas s 4 da tarde.
Oliveira Campos e C.
Boa do Crespo n. SI
Receberam pelo ul'iuo vaper sortimento com-
pleto de c*..ks de cas, mira, merino, girgurc e
1 da, para senhora, o que ha de mais novo, a pre-
co raaoavel; reeeberam mais seda preta e gorgu-
lo, e vendem por preco haratiasimn.
Ra
Browns & C..
do Commercio n. 5, andar
dos
Este poderoso e importante medicamento, vende-se em
nicos agentes e depositarios geraes nesla provincia
. FRAMCISCO MAIWEL DA SILVA ft C.
droguistas, a ra do Mrquez de Olinda, n. 23; aos presos de
21600 o frasco, 13#000 1(2 duzia e 24$0 Guato en ss falsiflcagoes! Cuidado cu as t-m'
$if.(a(es
Para evitar faUificapoes cmn referencia ae ao
oheeido PEITORAL DE CAMBARA, deve-en
gir-se este preparado cora a firma do asatosAi
vares de b. Soares em refalo circulando a r
Iba do frasco e a marca da fabrica nos invollorius,
irulada pelo 11 .me dos mantea e dep. zitari.i.
CaSa I g-rars em Pernan buco Francisco Manoel da
silva 61 C' ra do Marqms de Olindn o. 32
Typugf t pina c lynofifanfija a Fauaj
FABRICA
De llvro *e *>rrlplnrartlo
Premisaa as esposS s dn 1882 e 1885
Manoel J. de Miranda
Encaderntcu, psotscio e especialidades
em eartea de visita
539-BUA DUQUE DE CAXIAS39
Telepbone194
No siDJSirm n. is> na resta do stons
denu
tsade.se ca-leiras austracas (luncn) mais barato
do qu em o 'Ta qne.lqner parte. Ver para crer.
ffifflHsK
a
REMEDIOS
LE ROY
Populares en FRANCA, na AMRICA,
HESP'NHA, no BRAZIL,
ondt to autoritarios oe.'a Jjnta de Hygiene
Kedlcaco Depurativa e Be
conatltuinte dando toda a facllidade
para so tratar s, por preco carato, e
no .urar em pouco lempo.
E-8.1 m Uleaco expulsa rpidamente
os humores, bll-s, humores viscosos vi-
ciado- que uccasionaiii econservatn as
iin.lesLl.s; iiuriDca o sau^uc e luipode
as re iliidas.
orejantes Le Rovh
lquidos
* GiA"s, dosados segundo a Idade, con-
vOm 1 s ecldlmenle as ntoleatiaa
a Chronlca.
5
Rojal Blend marca VIADO
Este -X ell'nto Whisky Escoces pre-
tari vel .0 cognac ou agaardeote de canoa*
para tirtifi Venfe-8e a retalhn nos melhores urm i
Z1 re ri-< m dhedns
\'-c Hoya I Blt'Dd marca Viiid*,
trjo nome e emblema slo registrados par
Brazil.
BKOWNS & li, agentea.
Bichas .icH mbur^o
V fde-se em ppquenaB e erand* s porc5s; os
rus << Madre d> Den n. 36 A.
oaiaaeaaam<
I
Extracto concentrado dos Remi-
di lquidos podendo suust.tull-os,
Hpara as pessOas que Uvcrein repu-
imanc.a liara ns nur. antes liguldos.
JimrwniMtii
3s>) Infalllvcis cuntra
intn
Vntarrho, Gtm, HheutHatlmmo,
Tutttnr.m, flrrnn, Afreta Ao
to.svsye^.caaiaesrava, Wo- M
Amthfia,
*atimmo.
Cerda Ao
.>penre,rrM,Cana
le*tia* A.> Pigad, Intpiyeas, W
l<-'-w>lliMe., nenopa-uM, etc. i
sjaalaaarprsdarlaqaa oso livor o eoiirrefo da !
rt*WTH, fnre do sir. le Roy
na do Selne.Sl, PARS J
DEPOSITO IM TODAA Afi PnARslAClAs
xx 111 r xi r 1 x r iTTYiTTiYT:
EXPOSITION
diiile d'Or
tmf 1878
CroiideCheiaLr
UM Pin mura nootPiMit
PERFUMARA ESPECIAL
lacteina
E. COUDRAY
| PlMontud* palu Calal>ri.t.-idi-i Mlicu da Par
rABJ I0DAS U *fCCSSIilOES M lOUCtOM
PRODUCTOS ESPECIAES
IN da MBIZ Sitia de UCTEIM par t Uiustr.
rn t r e sibo > umim pin 1 turba.
rilas* d* UCTEUs pan s sWieu dos esbella*.
1CI. de liCTEBa pars o loscidor.
El dt litnili pas aasrllMir os nstUa.
SIZKU de UCTCDl para lenro*.
e a cu inrrirucm dvucmss.
Cltn UCTIIIA esaaads setn ds sslla.
UniUlsi pus Btssauesr a pelie.
fSTM taTBSM 0 S M Finta
pars 13. m d'Eighien. 13 pars
Piiidllia Ud/i u Perfumara,------------
CabrlIartiTM rt
mariat, Pasfielii
imerlc;



F

aaSBBBBsaflBaBaBssal
IlmVEl


Diario de PernamboctH-^uinta-leira 17 de Maio de 1888
FORMULA
ANGELWiO JOS DOS SANTOS ANDRADE
Approvada pela Inspectora Geral
da Hjffiene Publica do Rio de Janeiro em
20deJulhode 1887
Este depurativo de grande eficacia as- molestias syphililicas e impu-
reza do saneue. Para maior garanta da eficacia deste medicamento, publicou-
ie grande numero de attestados de alguns Srs. mdicos residentes nesta
provincia e de muitos cavalheiros que teem feito uso deste depurativo, em Da-
mero superior a 300; notando-se 50 pessoas que se curaram da lernvel beribe-
ri com este poderoso depurativo.
O uso deste Elixir muito recommendado no tratamento geral as mo-
lestias das senh'orase a prova est no bom resultado que .tem obtido aquellas
das Exm". Senhoras que delle tem usado.
moraa :ooe rrsA.3a
Os adultos tomarao quatro colheres das de sopa pela manha e qoatro a
nene. As creancas de i a 5 annos tomarao urna colber pela manha e outra
i noite e os de 5 a li annos tomarao duas colheres pela manha e duas norte.
Dever tomar banhos, fri ou morno pela manh e noite. Resguardo regalar
Encontra-se venda na drogaramos Srs. Francisco Manoel da iilva
Je C, roa do Mrquez de linda n. 23 e pharmacia Oriental ra Estreita do
Rosario n. 3.
>ooooooooooooooooooooooooooooooooj
MEUSSA dos CARMELITAS ^^ -
OYIR
"ETnico S-i7.cces.302?
dos Cs-.^rraeli tas
SAINTE TnASSfl"
ople^is
Enjoo 'lo mar
COK-
P.f&.EfcX 9
FTa'.
Col:
Inigesi.5i.s
AS
Feir' p.tr.areila, Ler o pntpcclo te cual tai anmltid--
caca vidro.
Jeve-ee exigir o'nt.i.o brinco preto
em toOo os vidroa,
seja qual lr o tcmaobo.
DEPSITOS EM TODAS A3 PHARMACIAS
DO Vniverso.
o
O
fals.filas&es0,
o
Esigir a Assignatura
de
)
OOOCKXMV500000000000000000
GALERA ducasble
PHOTOGRAPHIA E PINTURA
1. premias e medalha de ouro na Exp-
sito de Berlim de 1886.
Medalha de prata, Exposipo Univer-
sal de Anvers. 1885.
1. premio, Exposicjo Artstica Indus-
trial, Rio de Janeiro, J882.
Diploma de Progresso e Mrito em di-
versas exposipoes.
Photographias artsticas em todos os
gneros, omellnr que se pode produzir, re
tratos a oleo, prepos razoaveis.
Grande collecpo de molduras e varia-
do sortimento de passepar-touts
HiB............."
PECHINCHAS!!.
Slo ob segmat. 8 artigas por nt-noi de 40 % de Beu valor, fttt pr$OB admir..
I que em aguida ppreaeotamoa.
% tliaf* 1* *
% Batistas e nanzes, de cores firmes, a 160 200 ra., o sondo.
* Merins lisos, ama largura, todas as cores, a 200 r.f a dito.
Idera idem de dna largara*, par*j d,ta-
Setinotao aafersat, aariro-a de ph.t.taaia, a 240 280 a 320 ., o dito.
Z-firos de qaadrrohoa, bastante largo, a 2nO 240 r., o dito.
BriDS de c6rea para roapa de ariaaf, a 320 e 360 ra., o dito.
Briu pardo tona, **efor, a 320 e 360 rs o dito,
dem de bo de aSnea, padif nov..*, 800 rs., o dito.
Casimiras diagoaat, preta, a 1*800 2*200, o dito.
dem de coraa para coatumes, a 2*500 e 268' O, o dito,
Cheviots, superior, pr*te atol, 3*000, o dito.
P.nnos de t*r*a para mes, a 1*400 e. 1*700, o dito.
Atoalhado de algodo, duas larguras, liaos e bordado, a 1*J0, O metro.
Bramante de algodao de sastra largores, a 800, 1*000 e IdOO o dito.
Ictem de linbo puro iiea, a 1*800, o dito.
Guardanapo de linbo, a 2*5*K), 3*500 6*OtK), a duma
Lenco de afeada, e linbo a l*lOO, 2*000 e 3*000, a dita.
Meiaa inglesa para hornera e srohoras, 3*000, 4*000 e o*O00.
Camisas de crotn- finas, frune'SaS, a 24*000, a duti.
dem br-n?B, iaglesa, a 36*000, a Hii
Sn>ulaa bordadas, de bramante, 12*000 .16*000, dita.
Cobertae de g nga, tarradas, a 2*500 a 3*000, urna.
Lences de bramante para cama oe <-aai.l, a 2*'0O, nn. gn^n
Tapetas avelludado, grande, para qu-rtoa e snl^s, 8*000 e 16*000, um.
Cortinado riem^nte bordados, a 7*500 8*000 e 10*000, o par.
Cambrain bordada pnra b**rcoa e innis, a 00 r., o metro.
Fusao branco brdalo, a 320 e 400 rs o covado.
Madapoln americano, superior, a 600" 24 |fWM.
Algoiao Fic.s de la, modernos, a 2*1-00, 2*000 3*000, am.
Eniotae p->ra < a*amenlo.
Qrinaldas e veos para s txun. ni*Mta U6OO0 10*000.
D.mastg e B-tins branca, a 9UO, 1*000 e 1*200.
Espartilbos, leques e luvt.s p-r toi.s < a precoa.
S'is bordadas a pr-C 8 em comp-t-n.-.*
ToaHiaaT de labyrintno, riquisaim-s, h 30*010
D psito <1e fHaendas para o Srs t-^nleim.
?s venda Oa grn^so leen v d-suto d. prne.
59 rea Buque de Callas B9
L-ja de #
Pereira & MagalheB
SCCESSOBES
GN W. & G. -
JOI'I! IUDSE i
Roa i' de Narco i. 6.
Part pam ao respeitavel pablico que, toado augmentado eu
estabelocimcnto de JOIAS com mais urna seccao, no pavimento torreo,
com especialidades em artigo de ELECTRO-PLATE, convidam ai
Exm&B. familias e seus nnmerosos freguezes para visitar sea estbale,
cimento, onde em ontrarao um riquissimo sortimento de joias de our e
prata, perolaa. brilhantea e outraB pedras preciosas, e relogios de aro,
prata e nikel.
Os artigos que recebem directamente por todo os vapor sao
executados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acharSo urna grande vaiiedade
ie objectos de ouro, prata e electro plato, proprios para presantes de
pasamentos, baptisados e anniversaries.
Nem em relayao ao prego, e nem qualidade, oa objectos cima
mencionados, encontrarlo concurrencia n'esta praca.
V
Gotta, Rheumatismo, Dores
SoLugo do Doutor Clin
Launado da Faculdada da Medicina da Paria. Premio Montyon.
AVerdadeira Solucao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Atteccoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que neoessario calmar os
soffrimentoe occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores. < .
ll3 Umi explkacio detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solugfio de CLIN & Cie, de PARS, que se enoontra em 1
i casa dot Droguistas e Pharmaceuticos.
uLihu tf untiij Ito i__________
KEVOLDQO rilIBifflnl
A resorreifo do cabello e a mortc d^ caspa
PELO
ARCHI-EXTRACTO
A quedado cabello, que rasuIU do enfr. qtiecirasnto do tecido celular em que se
alimenta o bulbo espillar, urna molestia que pode ser completamente combatida por
meio do Archi Eitracto, hbsubseiqao da cabello.
Esta preparacao tem urna aocao tnica e restauradora sobre o tecido celular
subcutneo, de extraordinaria efficucia p>>ra a consprvacSo do cabello, ao qual forece
o mesmo tecido, tonificado novos e mais abundantes el ontos de vida.
E nSo tmente o Areki Extracto do cabello, como o restaura e ronova qu n o toa cahido, impedinJo a atropbia de
bulbo cepillar, tal a sua efEoacia em touiScar o t" -i U celular.
A CALVICIE
A calvicie, pois, pode ser de boje, em diante o luxo dos excntricos, que quei-
ram obamar sobre si a attencao publica e toroarem-ss os notave'S do seu tempo, mas
j nao um mal sem remedio, do que se poss alguera qutixar rom razSo. Os cal-
vos pdem afinal triumphar de todas as intrigas da mocidada. e perder inteiramento
o receio de desuobhremse.
A CASPA
*
INDUSTRIA NACIONAL
COGNAC BRAZILEIRO
DE
A.
M. VERAS & C.
PERNAMBUCO
Esta exccellente bebida preparada com todas as ropas da scienia, de abei
aroma iguaes aos do cognac estrangeiro. O Cog'iac Brazileiro tem feito
irande suecesso pelas provincia do norte e sul. ^
Prefos da fabrica
PEQUEAS OBANDES
ms garrafa...... W00 J*500
mdSa fOOO 12.J0O0
O Cognac Brasilf iro encontra-se na fabrica, em todos os botis, restarenla,
Slbame vendas desta cidaJe, e em Beberibe no hotel do Juan e venda do Jaciutho.
Alcool 40 purica'1'- 'ufeectado, perfumoria para horreeopathia.
Com a applica^ao do Archi Extracto, a caspa, esse mal que tauto morti-
fica e ooncorre directamente par a qu la do cabello, desapparecer em pouuo das,
para nao mais vol'ar.
O bello sexo, ob I esse tom agora o meio fcil de obter com abundancia o mois
gracioso dos seus ornamt-ntos urna basta e longa cabelleiraprupria !
A hereditariedade e* to exacta como a malhcmaca!
O moco que cstenta urna farta e opulenta cabelleira, cojos aDoeis, insultam
cruelmente a inveja dos faltos de cbrllo, nlo estar iseuto do mesmo mal, se descende
de pai cal^o: qu linda cabelleira ir desapparecen-io l> ntam Oto, deixnndo ver o principio da calva no
alto da eabepa ou as grandes enscalas dos cutos. E o que faser ? Usar em tempo
do Arehi Extracto, porque elle o uni pr-servativ-i da calvicie
0 modo !'e asar acompanha o frasco
A'?bi a n Llraiii FrBttceza, m Prmeira s Marco 19
PREgO DE CADA FRAS JO .... 2#000
PHOSPHATO da CAL GELATINOSO^
de E. LEROY, Panna^ntico de 4-Classe, 2, ma Daonon, PARS
OSTEOdEXEO rara o DmhtoI?Ihiio a Betica* tu CrlaocM, caatra Bjctitismo e a HolaaU* 1m Oaaaa.
Becommendamos este Xarope a >s Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslml-
laio fcil e mil vezes superior a todos os xaropes de laclo phosphao invernados pola especu-
laSo. ledos sao cidos ao rosso que o Phohato tfe Cal Oolattnoso r.4o o
^^ O Sor Profcisor BOi CHUT, lltoico do Hojpifl dts Cninju. (flawltt Mi HiplUui, 19 de mus i ira.)
VINHO PHOSPHATADO DE LEROY RwSSTlSyj.
anam/a, Consumpcio, Bronchte chronicajlslca, Frayueza orgnica, Convaletcencat ineau.
^_ Deposilarios em Pernamhic^TR^N^^jl^U^Ae_^:_____m^m^
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Hollowav um remedio infalUvel para os males de pernas e *^?j.**V>*
as fen^as antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enferm.-
"B -6 dades de peito nao se reconhece egual
Para os males de ar&anta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semdhante e para os membros
contrahidos e jnneturas recias, obra como por encanto.
Essas medicinas Ao preparadas somente no Estabelecimento do Profesor ""1"AY-
n HEW 0XF0ED STREET (rutea 533, Oxford 8treet), LOHDKBS,
E vndanse un todas a* pharmacias do universo.
tT O. compradores so convidados respeitosamenle exan-inar f, 'd **a caix. e Pote, se no teem a
mm v. w-i- direcsao, 533. Oxford Street, so falsincasoe.

l A MVERAS&q
^tWBfvlACEUTlCPSi^
UD1CAMDIT0I CUNDAS I TIHTia
v juiw m BUAhDABEs r
57^Rna ftp Dspe de Caxia5,5 Z?
Elixir dentifricio
d ntra a carie e amoliecimpnto e dores de dente.
Grande sortimento de perolas, pastilhas, granulos e pilulas dos melhore fabri-
janees europeos e americanos.
Gra irte collec(3o de alcoloide os mais modernos e raros.
Aguas roineraea de todas as qunlHndes.
Para photogra|hia e homo:o|*athia
\leool rectificado e desinfectado, obimi ament- puro.
A Pharmacia Aroeri an tem urna sei-cio hoRimop^thiea onde se encontrar
m dos nelicamentos preparados com todo acio e segundo os formularios h*bene-
aaoicos mais acredita'os, carteir^s, vidros avulsos de torios os tamenhos, globulot
inertes e medicamentosos, tinturas de plantas indig as e exticas.
Recebo medicamentos directamente de todas as fabricas da Europa e Amenoa
fldiniaQao por preg-is commodos e aqu*lquer hora do dia e d* noite.
V .
WOLFF& C.
1.4--BA DO uAIGa'-14
Hj'dsce multo *-ooKicIdo eatubeleclmeu-
Co eaMMpitr-ro. o renpeltavel publieo o oali
va.rla.4at e pl~t* oortlaMeaiio do J034*
receidM aeflapre dIr*ot-iiat49 loo melho-
rea f .brleoota da Borp, aja* pa-lmoaa
pelo apurado oslo da mundo elegoato.
ftlcaa udereeo oomploa", IhadaB pulsel-
roa, ulliiietea, voltata do ouro eravvjadaa oa
brilak**a, osa perolas, aaaela, cacoletaa,
botoes e outroo aaulioa artigoa proprto
de te genere.
ESPEULIDACE .
Eoa reloglo de ouro, prata e ariekeladoo,
para huaa< au, oeobora e aa nios doo mala
ereaitodoa mbriraatea da Eurapa e Aaae-
rlca.
Para todoo oo arrtoa deota casa aran-
te-s boa qualHnde, aalaa oaaaa a mod dade aoo preeoa que sao rao oaupetnoia.
r%V*ta oataa tanaha^an coneert**-oe ajaa-
mer abra de ouro ou prau e tambeaa reo-
slos de Mtt-lqi. r qnalldt ie que aeja.
4-Bu do Cabng4
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Mundo enteiro
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PERFUMARA oriza
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207 PARS
eeem ea srcenlo e ptvov publico 1
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mem attingOr ao aea gru de deUcaiesa e perielclo.
C. 'apparencia exterior testas imitares sendo idntica tos gf^f*
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V*S precaver contra este commercio tUictto >J*tr"r.J%l10 ^
*> contrafaeco quaiquer proaucto de guaiidaae fn/erwr jmp
^Jt, vendido por casas pouco honradas. f&
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coauago o ome d e-ta "eJ- M^Tta esto bem ao facto do sea
deleitosos ambiente! do campo.-Extracto do jornal LadV tetoruu.
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, ,su. uN^rna" '"* ovxno ckbs.
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Mahal o qi. v
coninie -iaitVie
J d/*1^ fl, me Jacob, Para.
re das pharrr>i:cias

KHIlUfl
llfE


8
Diario de PernambocoQuinla-feira 17 de Man de 1888'
ASSEMBLEA GERAL
Sead*
SES3AO EM 6 DE MAIO
O Sr. Bario de Cotegipe ( mov-
ment de attenySo) : -Sr. presidente, ve-
nho satiafazer o dever do dar bo Senado, e
por este meio oaySo, ob motivos que ac-
tuaran para qae o ministerio de 20 de
Agosto de 1885 solicitasse de S. A. I. Re-
genta a ana exonerscao.
Em das do roez de Marco, era conse-
cuencia da prisao de uo> oficial reformado
da armada, apparoceram nesta corte ai-
raos disturbios, que, por duas noitee suc-
ceesivas, perturbaran gravemente a tran-
quillidade pablioa.
Coincidi este acontecimento com o des-
embarque de grande numero de prayas da
armada imperial, que hayiam nesse dia re-
bebido seus sidos e obtido licenya para
virem a trra.
O minist rio sorprendido por este acn
tccimento todo casual, tinha por dever reB
tabelecer a ordem perturbada ; roas pri-
meiro que tudo era miater separar as for-
jas da armada dos grupos que atacavam
estayoes policiaes e as patrulbas da poli-
da.
E' tacto sabido e conhecido em todos os
paizes, que a polica conta por inimigos
todos quantos com ella se tem de haver,
isto os perturbadores da ordeio, que em
tSo grande numero ezistem especialmente
neBta cidade, onde ama classa denominada
capoeiras, do muitos annos, epontada co-
mo capaz de todos os exccssos.
Acompanbavam ellos e outros vagaban
dcB as pracas de marinba, no ataque que
dirigiam contra sa estatuas policiaes.
Separados, pora, e reembarcadas aquel
les pracas, o governo nao tinha outro pro-
cedimento senSo fazer dispersar os gru-
pos do desordeiros, o que at entilo nSo ti-
nha praticado.
Foram nesto sentido expedidas 3 ordena
o ejecutados pelas forjas do exercito, que
entSo poIiciav?m a cidade, e qne, s?ja dito
era seu louvor, cumpriram fiel siente o seu
dever.
O Sr. Ribeiro da Luz :Apoiado.
O Sr. BarSo de Cotegipe : -Desappare-
ceram completamente ?.s desordena, desde
que, foram separados das prayas di mari-
Sua Alteza determinoume que charnaase
* ao paco de S. Christovao o Sr. oonaelheiro
Jlo Alfredo Correia de Oliveira, o que fa
dirigindo lbe, mesmo de paco, a aeguiute
*ru : .,
< Illni. e Exm. Sr. conselbeiro Joao Al-
fredo S. A. Imperial Regente ordena me
de communicar a S. Exo., que ella deaeja
entenderse com S. Exo., boje s 7 horas
e meia da noite.
Julgo dever communicar a S. Exo.
qae o gabinete pedio demissSo a Sua Alte-
za, e convindo que se organise com urgen-
cia o novo gabinete, S. Exo. pense oomo
o far antes de sua entrevista com Sua
Alteza.De V. Exc. amigo 6 collega obri-
gado.Baro de Cotegipe.7 de Marco.
Eis, Sr. presidente, tudo quanto tenho a
expor a respeito da retirada do ministerio
de 20 de Agosto.
O Sr. Joo Alfredo (presidente do
oonselbo) : Sr, presidente, o Senado ou-
vio aa explicares que acerca da .demisB&o
do ministerio 20 de Agosto deu o aeu h:n
rado presidente,
Cabe me agora dizer como intervim na
crise e como se pasearan) os factos desse
momento em diante.
O oobre senador pela Baha acaba de 1er
a carta que me dirigi, de ordem de S. A.
a Princeza Imperial Regente.
Essa carta dizia me que eu devia com-
parecer no payo de S. ChristovSo, s 7 ho-
ras e meia da noite, e que ia ser ioaumbi-
do de ama organisaySo ministerial argente.
Cumpria-rae, Sr. presidente, obedecer
ao chamado; e, com effeito, s 7 horas e
meia da noito comparec no paco de S.
Christovao. S. A. Imperial a Regente de-
clarou-me que, tendo aceitado a demissSo
do ministerio 20 de Agosto onoarregava-me
de formar nova admioistracSo.
R-spondi a S. A. Imperial que tudo
quanto a laldaue poltica, a minba dedi-
cado ao serviyo publico e o meu reconhe-
ciraento pessoal permittissem, eu faria pa-
ra corresponder confianza com que era
honrado ; mas ped licenya a S. A. Impe-
rial para ponderar que precisava de algum
tempo, afim de rc-flactir, consultar os meus
amigos e principalmente ouvir o Sr. conse-
lbeiro Actinio da Silva Prado, entlo au-
sente, como agora, em S. Paulo, daquella
vez oceupado na propagauda que faz a sua
gtoriat e boje ret do por enf rmidade, que
riba, no movimento, todos aquellos ^ que as eu iament>, e que as actuaos cirenmstan-
acompanhavam. NSo consta mesmo o no- Las me priva de auxilio to precioso.
me de pessoa conhecido, que tvesse inter- j (A.p0a(iog.)
Eu cSo poda deixar do repartir no go
verno com aquelle Ilustre amigo a respon-
sabilidade que juntos assumimos o anno
passado as disuussSes do Senado.
No correr das observayoas que tive a
honra de fazer a S. Alteza Imperial, mos-
trei respeit03smenta o desejo da coubecer
as causas occasionaes da retirada do mi
nistero.
Sua Alteza dignou-se de reaponder-me
que, a julgar pelas declarac3as anteiiores,
o facto seria inevtavel em Maio, quando
se reunissem as cmaras, mas que se tinha
aatecipado, em oonsequencia dos tumultos
que occorri im naquella occasiSo, a respeito
dos quaes na apreeiayao de suas causas u
providencias a tomar, Sua Alteza tinha, em
alguna pont;s, divergido da opiuiae do mi
nisterio.
Annuindo Sua Alteza a que eu adiass^
vmdo am taes disturbios.
Restabeleceu se a ordam, como j disse;
e, ,enrquanto isto se pass&va, o governo
communicou s S. A. I. Regante o que a
occorrendo. Sua Alteza Imperial, respon-
dendo ao Sr. ministro da justiya, expres-
scu-se do modo que o ministerio entendeu
do seu dever e da sua dijnidadc pedir a
sua exonereySo.
Aguardei a presoce da S. A. Imperial,
que devia descer de Petropolis para o des
pacho imperial; e no dia 17 de Marco com-
parec no payo de S. ChristovSo.
Tinha eu, senhores, razos para suppr
ou para acreditar qae o ministerio teria de
encontrar alguma nova ou inesperada exi
gencia.
Com effeito, em conferencia com S. A.
I. Regente, dando-lha conta dos acontec
raentos e das providencias que o goverco
julgava conveniente tomar para fazer com
oue a policia entrasse de novo a prestar os
serviyos que lhe sao reservados, tive en
resposta que, nSo pareeiam euffieientes as
medidas que o governo apontava, sendo
que a principal lhe parec dever ser a de-
missSo do Sr. desembargador chefe de po-
lica da corte.
Ponderei, e repito o meu juizo, que o
Sr. chefe de policia da corte tinh3 em tudo
procedido de accordo com o governo, que
a censura a S. Exc. feita nao poda deixar
do recahir sobre o ministerio; e que por-
tanto, nao podia acquissoer a essa demis
sao
Tive em respostn, com aquella auiabil-
dado que conhecida en Sua Alteza Im-
perial, que fazia disto questSo.
Verificando entSo ser exacta a minba
BupposiySo, de falta de confianya, em con-
sequencia da qual o ministerio havia j re-
soivido pedir demissSo, apresentei o pedi-
do de demissSo, que levava escripto.
Se retiro o facto desta forma, porque
nfio o posso fazer de outra ; e porque, me
parece facto nico na nossa historia parla-
mentar. Temes um exemplo, que nSo
idntico, mas pode ser chamado em apoio
deste segundo, e a demissao, em 1844,
do ministerio pr sidicto pelo Mrquez do
Paran. Ento o ministerio propunba a de-
missao de um empregado ; e o Iuperador-
no exercicio da attribuiySo de chefe do po,
der executivo, negou-a. O ministerio re-
tirou-Ee.
E 8c-i que Sua Magestade, depois, pela
experiencia adquirida, entendeu sempre
que nao havia procedido como convinba
que procedesse naquella occasiao.
Mas, o ser imposta ao ministerio a ds
missito de um empregado de sua immedia-
.ta confianya, creio que muito differente 1
Sua Alteza, tomando conhecimento da
carta que eu lhe entregava, depois desta
sua deliberay2o, respondea-me qa aceita-
va a demissSo offerecida.
A carta a seguate
a miaba resposb, prometti voltar no dia
seguiute, urna hora da tarde, para d.zer-
lbe se definitivamente me encarregavada
organisayao ministerial e como ponaava fa-
zel-a.
De volta de S. Christovao, fui casa
do nobre senador pela Bahia, presidente
do gabinete demssionario, commnnicar-lhe
o que 89 tinha passado.
O Senado comprehendo que a minba vi-
sita a S. Exc. nSo era simples acto de cor.
tezia, nena mera manifestayXo de muita
estima e respeito que sempre mereceu-me
o nobre senador.
N2o obiive esclarecimenlo3 mais desen-
volvidos, nSo d'go differentes, porque de
tal hypotbese no podia eu cogitar.
No da seguinte, 8 de Maryo, volte a
S. Christovao, depois da ter refleatido, co-
mo devia, sobre o enoargo com que fora sor
prendido, para dizer a Sua Alteza que eu
me encarregava da organisaySo ministe-
rial.
Com effsito, tendj chamado corte o
Sr. conselbeiro Antonio Prado, e o nobre
senador pelo Rio de Janeiro, o Sr. Tha
raaz Coelho, assim como convidado ou-
tros cavalheiros, dos quaes me lembrava
para o novo ministerio, tive a fortana de
reunir os seus distinctos brazileiros qua
cocomigo formam o gabinete 10 de Meryo.
Eis, Sr. presidente, a exposiySo suscinta
a verdadeira do qae oacorrea com referen-
cia organisayao ministerial de qae tui in-
cumbido.
Quanto ao programla que neste rao
ment deveria expr, pareae-me estar dis-
pensado disto porque elle se acha expresso
na falla do tbrono.
Accrescentarei, entretanto, que o g)7er-
no, se tver, como espero, o apoio do par-
lamento, procurar com tolo o estoryo fa-
zer desse programma urna reslidade e que
sobretodo empregar a maior (ligeoaii pa-
ra qus a reforma do elemento servil eeja
feita sem demora e nos termoa em que a
Gabinete do pr?sidente do conselho. vontade nacional, por todas as suas man
Rio de Janeiro, 7 de Maryo de 1888. j festayoes, est indcenlo.
i Senbora,O meu collega ministro da
justiya communicou-me, e eu apresentei ao
ccnielho de ministros a carta qae V. A.
lnp rente, sobre os disturbios occorridoB oestes
ltimos dias.
* Resultando do seu contexto qua a V.
A. i uperal podem merecer mais crdito
: as informay3ea que nao as dadas so'a a
reeponsabilidade dos seas cons'lheircs oon-
titu ionaes, n3o resta ao gabinete cutro
Ivitre senSo o de pedir, respetosamente a
V. A. Inperial a sua demissao coectivs,
undo comtudo toe d tomar esta resolu-
efio actualmente, quando temos a conscien-
cia de que nem nos falta o apoio da veria-
aeira opinio publica, nem oj recursos ne
ceas8rios para manter a ordem
Julgo nao dever entrar em justifea-
y>5ss a (xplicaySes, por desnecessaras, v;5-
Sr. presidente, creio que o meu dever
oeste momento, deve limitar se ao qu-,
acabo de dizer. ___
Ex uso aceres centar que assumo a res-
ponsabilidade de todos os factos em que
b'gurei at constituirme chefe do gabi
nete.
Tenho concluido.
O r. Baro de Cotegipe:
Urna rectificayao apenas, Sr. presiden!*".
rt'guom concliir das explictyoas do
mea honrado collega, secador o presidente
do conselho do ministros, que tu lhe oc-
cultei as causas c'a retirad do .ministerio.
Sr. JoSo AlfreJo (presidenta do con-
selbol : -N.o disse sto.
O S.\ B-rrn da Cjtegipo : Alguam
,'ouclir.
8e ea nio disse tado, na oocasj, da-
'larei sam duviia a c, usa immciiata, que
to cim parecerais ter por fim permanecer i era a demissfio do cbef-< de pjlicia.
ii'uaia poaiySo que aceitei anicamenta per
dedicayao causa publica e obediencia a
S. M. o Imperador.
Digoe-e V. A. Imperial dar-roe suas
ordene.
Sou, senbora, com o mais profunio
respeitoDe V. A. Imperial, subdito mui-
to reverente -BarSo de Cotegipe
O Sr. JjSj Alfre o (presidente do con-
selho):Tros dias depois da organisayao
inisterio.
O Sr. Bariio de Cotegipe? -Dipois, em
conversa, cmmuniquei lhe tudo quanto se
Baria passado.
Oatra rcet icayio e esta mais impor-
tante.
J
Disse qae S. Exo., que a Regente lhe
havia declarado qae a demissSo do minis-
terio era prevista em Maio... naturalmen-
te por Sua Alteza,
Com o mais profundo respeito, mais para
resalvar a minha dignidade e resalvar os
principios conatitucionaes, declaro que ae-
nhucti motivo bavia para semelhante affir-
maySo.
O Sr. Affonso Celso: Isso grave.
O Sr. BarSo de Cotegipe : Com effe
to, por mais de ama vez ..
O Sr. JoSo Alfredo (presidente do con-
selho) : Sua Alteza oogitava da retirada.
O Sr. Bario de Cotegipe : -Cogava...
isto de cogitar nSo estar assentado.
Como dizia, Sr. presdante, por mais de
ama vez Sua Alteza bavia insinuado qae
conviria que o ministerio fizesse alguma
cousa em relaySo questSo do elemento
servil... fizesse alguma cousa.
Eu, qae j sou um pouco pratico desta
navegaySo, (riso) nSo pedia deixar de per-
ceber onde ia tocar o ponto. Respond qae
o ministerio tinha de cumprir ama le, qae
tinha compromissos a satistazer, mas que
nSo se recusa va ao estudodaquestao, pria-
cipalmente depois do movimento da provin
ca de S. Paulo, que podia alterar os termos
de qualqucr proposta qae o ministerio qui
zesse apresentar. Portanto eu aguardava a
approximaySo da reuoiSo das cmaras para
apresentir qu-lquer projecto, que o minia
terio tivesse combinado; ou a declarar qae
nenhum apresentav*.
Eis como se pode cogitar, e ea cogita va.
Furse-bia da demissSo do ministerio
urna queatao en panto capital, em que a
corda e o gabinete podiam divergir.
Este era o meu piocedimento; e porque
assim pratiearia que reclamo palos prin
cipios constituuiooaes.
O ministerio, em toda a sessao passada,
combateu pela execuySo da lei de 28 de
Setembro da 1835. senado teBtamu-
nba das batalhas qua aqu travmos o de
cujo resultado anda tenho cicatrizas ; mas
tudo quanto sufreu o governo na sua forya
dentro deste recinto, era reparado pala oa-
mara dos deputados. Nao houve urna s
questSo que padesse acarretar a menor cen-
sura ao ministerio dj 20 de Agosto, que o
ramo temporario do poder legislativo oSo
compartilhasso das suas opiniSas.
Ora, qual era o dever de um governo
constitucional, como me prezo de tl-o
aido Apteaentar qualqaer propasta modi-
ficando a l'.i de 28 da Setembro de 1885,
conforme a opiniSo qua pudeaae ter entSo,
ou recusan lo qualquer modija nessa sen-
tido, amparndome na cmara. Sj tivesse
a confimya da ooti e se a cmara me
faltasse, eu proporia u dissoluyo, consul-
tara a naySo, que j tinha mandado os
seus delegados com estes principios em
apoio do ministerio ci 20 de Agosto ; e se
a naySo, no uso de sea direito, enviasse
deputados qua fossern contrarios s ideas
do ministerio, tollitw queslio, manda qaom
pode; isto quer dizer o governo da na-
ySo pela naySo ou deve ser.
O Sr. Lima Duarta : E deve ser.
O Sr. BarSo de Cotegipe : Ora, Sr.
presidente, sendo essss as miabas ideas,
V. Ex bem v qua ea nSo podia do an-
temSo dizer que o ministerio se bsvia de
retirar.
Como asf da expressSo naoegacfio,
v-se qua eu precisava observar os astros ;
precisaba sondar; precisara tomar hito-
ras, e ver o modo por que devi-i proceder
cada dia.
Mas n'uma quest.to que se precipitara,
que mutava da face a todos os momentos,
o ministerio, qus at entSo, e durante urna
vida que, em nossa trra, se pode chamar
de Mathusaln, havia sustentado os prin-
cipios, podia mudar do repente ? !
Ora, quera nSo sabe, quera n3o v que
sa o ministerio de 20 de Agosto quizesse
porpor a lei que agora vai S"r propasta,
continuara no poder?
NSo podia, porem, praticar semelhante
acto ; devia deixar que outros o fizessem,
e menos pedir cmara dos Srs. deputa-
dos que votasse em sentido contrario da-
quelle que eu lhe bavia aconselhado.
Desculpar o senado se a rectificaySo
desse segundo ponto levoume mais longe
do que eu desejara.
O Sr. Joo Alfredo [presidente
do conselho) : Sr. presidenta, nSo quero
boje emp?nhsr-ma em larga (is.ussSo a
respeito da materia constitucional, qua se
prende organisaySo do ministerio que te-
nho a honra de presidir ; mas o senado
permittii qae ea volte de novo tribuna
para urna explicayS.j p-ssoal.
Comprebendo perfeitamente, Sr. presi-
dente, a gravidade e importancia das, pa-
lavras que em um momento como ett i do-
vera ser preferidas nesto recinto; e para
andar com tola a sgurany, para que en-
tre as minhas palavras e as do honrado
presidente do conselho do gabinete de 20
de Agosto nSo pude?se haver a tnen:r du-
vida, nem ponto algum suscaptivel da rec-
tificaySo, procurei boatera^ S. Exc na
conferencia que paJi, e tive occasuo da
dizer-lhe textualmente tudo quanto aqu,
ha pauco, refer.
Eu nSo poderia, nem por hypotbcsa,
esperar que as palavras que vinha profe-
rir soffressem qualquer rectificaySo, princi-
palmente tratando-se de'palavras que so
reteriam ao que por S. A. I. Regante me
fra commanicado.
Eis aqni o motivo por qua procarei pre-
viamente aquella conferencia com o cobre
ex-presidente do conselho.
'< anto ao tnais, senhores, no qui 83 re
fere retirada prevista do ministerio 20
de Agosto no mez de Mio, quan lo sa reu-
nissem as cmaras, nSo s fYllci diss; ao
nobre senador no dia 7 de Maaya, qianlo
fui sua ctsa, como repet hentom, nrc
conteatayo do S. Exc.
Eis aqoi porque, com tola segaranp,
affirmci o que o senado oavtn,
O *r. Kilvelra Martlns diz que,
pela declaraySo do honrado presidenti do
cowslho, cou o senado sbanlo qua S.
Exc. combiaou de vespara com o nobre
x presidenta do coaselao aquillo qus dc-
viam expender na cmara vitalicia. Ve se,
porm, igualmeota que, n2c o btante rssa
combinaySo, surgam divarg.'ncias notiveis.
Quanto, pois, nSo fi;aria oocutto da tudo
que realmento bo passou I
Mais de urna vez bc Uyantea o ora lar
na tribuna para impugnar doutrioiB infe-
lizmente defendidas pelo robre ex-presi
dente do cons lho. Ain la em fias do anno
pas.-ado sustenta va S. Exc, aps sessen
corda inteiramente irresponsavel pelos
otos qae pratio oomo poder moderador,
demittindo e nomeando ministros. Tal don-
trina altamente perigoaa, porque importa
a negaySo do governo parlamentar e tende
a estabelecer a autocracia, como existe na
Russia e na Turqua. O poder conferido ao
obefa do Estado para servir de arbitro e
manter o equilibrio poltico nSo pode dei-
xar de envolver a responsabilidada minia
terial.
A opioiSo do aibre ex-presidente do con
selho nSo polo sequer ser appliaada ao
perdSo dos criminosos. J no 14 scalo,
em 1353, Eduardo, III da Inglaterra, que
alias foi am grande principa, havenio abu-
sado-da f acaldado do per loar, receben da
cmara dos comamos ama measagem em
qae se lhe observou o perigo de tal abu-
so. EntSo o monareha inglez (e passava-se
isto no secuto XIV) raspoadeu qae dahi
em dianta s usara da sua prerogativa
tendo em vista a honra e o bem do paiz.
S-odo assim, como que no ultimo quar-
tel do secu'o XIX, em um paiz da Ame-
rica, estas ideas encontrara contraditores e
infractores naqueas mesans que mais lu-
crara com as actuaos instituiyoas e que,
por conseguate, deveriam ser os prmeiros
a mantel as T E' porque, segn lo as decla-
raySas que o senado acaba de ouvir, o nos-
so Bystema de governo nSo e outro sanSo
o de Isabel II da Hespanha.
Porque cahio o ministerio de 20 de Agos
to? O nobro ex presidente do conselh. ex
plieoo que tal se deu porque o gabinete I cora Sua*
trani.-.cto snstantou o exclufa de policia primeiro
desta cupitl; mas isto nSo b.:s!a para ex-
planar a modifioaySo completa na direeySo
hdos negocios pblicos.
Fatalmente devem existir, nesta forma
de governo, dous pirtiios; e pela conaer
vaySo delles, cumpre que se nteressa,
mais que todos, o chafa do Estado, por-
qua dsso depande a ra-nutanySo da mo
narebia.
O governo, nSo da naySo pela naySo,
mas pir urna s p;sso. intoleravel, anda
quando esta aeja uaa senhora digna de
respeito por euas virtudes. Um pavo livra
nSo poda reputar sa honrado por essa go
verno, seja quera fr que o exerya. Os no
bres ministros que hoja assumem a reepon-
sabilidade de anomalas de tSo grave na-
tareza, dentro de pou;o tempo haverSo de
fazer. penitencia do peccalo, sanSo crime,
que commettam faltando ao3 seas devores
d) borneas de partido e, o que mais aos
seus deverea do pitriotis.
O hoorado ex presidente do conselho
corametteo urna f leitura da carta eadereyada por S. A. I. a
Princeza Regente ao ex ministro da justi
y, quando certo qua em outrotarapo nSa
hesitou S. Exc* era lar as cartaB de S. M.
o Imperador ao entSo presdante do con-
selho, Duque da Caxus. E' nacessario que
o senado e o paiz conheyara essa docu-
mento, urna vez que ella existe e se lhe
fri referencia. Assim como o honrado ex-
presidente do coaselha lea urna sua carta,
nobremento escripta, e na qual salvou a
diguidada do pider e do seu partido, t-ra
bem devera ter lido a outra carta que mo-
tivou tal resposta.
Est claro qua o ministerio p-.saado nSo
pedio propriameota sua exoneraySo: ella
foi demittido. Sua Alteza nSo pedio, cono
de estylo nossas occasi'es, que o preai
deote do conselho demssionario aconselhas-
se coro sobre a escolha do sau sacces-
sor.
O Sr. BarSo de Cotegipe : NSo pedio,
nSo senhor.
O Sr. Silveira Martins diz qua, seado
assim, o nobre ex-presidente do coiu loo
ficou inhibido do dar conselho sobra a ma-
teria. Tudo isto confirma o assarto do ora-
dor: o gabiaete de 20 de Agosto foi da-
mittido.
Eatretanti, se foi omittida a leitura da
carta da Sua Alteza, pala raspast ss rev,
lou ao senado e naySo o qua era verda-
de sa passou. Foi o qua na Turqua e tam-
bara na Haspanha se chama uraa cons-
piradlo de palacio. O nobre ex prasi late
do conselho alludio. na sua carta, a infor-
raayoea que tivera Sua Alteza raoabido da
outra origem que nSo dos coaselheiros da
ooio ; e forana essas ioformaySas as qua
prevalecern] sobre as do ministerio.
O facto gravissimo; e, denotando as
altas regi* }8 do poder ama radical mudaa-
ya de idas, impunba lgicamente, nSo
urna simples muianyi da ministerio, mas
tambim de partido. E todava isto nSo se
faz. Destruido o ministerio qua esta7a na
possp da plana confianya da cmara dos
deputados, como muito bera faz sontir o
nobra ex-presidenta do cousslho, foi a oo-
roa procurar no mesmo part lo outro ebe-
(', perturbando dest'arte a economa inter-
na dos partidos, na qual nao dava ter en
(rada o chafe do Estado.
Um Sr. Sanador: E o pirtilo conser-
vador toma a responsabilidade.
O Sr. Silveira Martins pros'gaindo, ob-
serva qua por ora sto nSo sa pia diz:r.
Por emquanto quem toma o responsabilida-
de o ministerio da 10 de Maryo : ha de
verse o resto.
Sua Altezi, iodo procurar no seio do
partida conservador outro cbofa p3ra rea-
lizar idas antagnicas s do qua sa roti-
rava, ingero se na cconoraia interna dos
partidos. Aoiquillou o ministerio da c-
mara e creou o sau Se o partido con-
ser^adar homologar esta ordem da musas,
que abandona aa suas as difiaidas,
rasga o sau cdigo poltico, rensga 03 8!U3
compromissos perant) a naylo e viola o
principio da honorabi'idada que faz a gran-
deza dea partidos, nicamente para eolio
car se por tras da oort a acompanhar o
actual gabinete.
Isto qua preciso saber; e 03 liberaes
ten o direito de perguntal-o pira qua sa
apura quanto valera como borneas de par-
tido, urna vez que sa trata da v-a dos
horaens pjlitoo3. Sa os ons rvadores
desertara do sus band^iras, onde ro os
liberaes plantar as anas ? E tamos no
camin > da revolayFto, plrqia o partido da
Irberdada 0S0 poda fiear atr3 daquella a
qu--m naturalmente caberia a rapres Si.
(Apelados.) Hoja na aboliylo qua os
conservadores se adantira, amaoh ser
na desccntralisayaa alministrativa ; e se
trabem ah se puzerem frente, hai de
apparacer no campo adverso ai mais adi-
antadas idas da feietySo.
Que pensa disto a cmara dos deputa-
d>s? Heatara ella apoiava o ministerio
20 da Agoito ; ir hoja 4r o sau apoio a
ta annos de rgimen parlamentar, qua a itas iara -tr.lme'ita oppostas ? Mis isto
ser a desmoralisaySo de todos os principios
e a sabversSo de bro e da dignidade huma-
na (ReciamaySaa ; aussurro.)
Nio ha negal o, exclama o orador : e a
ravolugSo que vm de cima, a revoluySo
proolamada pelo governo '
O Sr. Taunsy : NSo apoiado ; os pro-
prioa fazendeiros mudaram de opiniSo de
um da para o outro
O Sr. Silveira Martina contiauanio, lem-
bta o que occorrau aa Blgica, segando
narra um do3 grandes publicistas actaaes
Emilio Laveleya, fazando a apologa de
Leopoldo I. Esta modelo dos reis cons ti-
tucionaes eram tSo zeloso da mauatenylo
do equilibrio dos partidos que, quando ara
de soas ministro, e amigo sau particular,
lhe falla va em grandes reformas, retorqnia-
lhe mansamente: Tudo isto e bailo, mas
nSo est no programma do vosso partido ;
se, conservadores, assim vos lanyaes nesta
porfia com os liberaes onde iremos parar
oom semelhante ateeple chose de democra-
cia? E o Ilustra publicista faz esta ob
servaySo que os nibres ministros nlo fiza-
ram : Quando um partido moda de ideas
por tal forma, ou um erro, ou urna, tra-
ficancia. O orador nao attrihue aos no-
bres ministros esta ultima parte ; mas del
la s podem escapar para raconhocerem
qua estSo em gravissimo erro.
Muitas vezes disse o orador ai honrado
ex presidente do conselho que, aom polti-
ca mais ampia e generosa, se desempenhas-
sa do duplo dever que lhe incumba para
Alteza a Princeza Ragenta O
dever era o commum, de tolos
ministros : servir monarchia com leall-
de, e nSo compromettel acora imprudencias.
O segundo era attead< r s cndilo :s epeciaes
da princeza guiando a sua inexparieocia e
a sensibilidade que, anda as muluerea da
mais esclarecida intelligaacia, nSo rara-
mente supera os dictantes daboarazSo.
O honrado ex presilente do conselho, em
vez d830, sustentou principios contrarios,
quaes os do govrno discricionario, o da
iuteira irrosponsabilidade dos acto3 do pi-
dr modera ior. A coaaoquancia o que
estamos vendo.
Tambera nSo te va C3sa coragam o nobre
chefa do gabinete actual, faltan io-lbe a
abnegaySo de sua pessoa para demorar a
sua useenySo ao poder; o qua tardara pou-
co, por qua se at agora os gaveraos nSo
duravam muito, meaos durarSo em diante,
desnaturada a ndole dos partidos.
A nanhS se ha da querer qua venham oa
liberaea para a repressSo ; mas ellas nao
terSo para isso a forya precisa, porque ne-
nhum governo forte e digno de respeito,
quando tr ,ri a com as auas ideas.
O nobre ex-presidente do consslho com amarga pbrase, que o ministerio tran-
sacto te ve todo o apoio da cmara doB de-
putados ; e poderia ter accresoentado qua
tambara dos actuars ministros. E' iato leal?
sincero ? I Anda bonte u um dos hon-
rados ministros regataava anuo e meio de
liberdale aos negros ; expediam sa para
Campos avisos ordenando fossem conside-
rados es .-ravos os qua como taes nSo ba-
viaoi silo matriculados... E no dia imrae-
diato quer-sa tudo, e j l NSo explica-
vel sm.lo pela amoieSo do poder e da glo
ria, tSe rpida mudanya de convicy5as.
Quinto a gloria, feryoso declarar qua
de direito cabera, nao aos qua na ultima
hora basteiam bamdeiro que nao sua,
mas aos que primeira affrantaraa^as iras,
as iujiriis, :is calumnias etravaram luta
tremenda para tazar viogar o seu priac
pi: a gloria da victoria destas ideas per
tenca ao sanador Dantas (apoiados) e nio-
guem raais pode arrancar-lh'a. Elle foi o
primeiro, e a ninguem mais devia sar con
tedio o direito de realizar a idea qua trou-
xe ao parlameoto.
O ministerio, ao seu program na, qu' o
hoorado presdante do conselho disse sar a
falla do tbrono, trata de medidas comple-
mentares. E' bom ter presente que a con-
stituiySo declara cidadSos brasileiros todos
os aaseiios no imperio, qaer sejara livres,
quer libertos; e quo outrosim veda se Ibes
prohiba elegerein residencia onda bem quei-
ram. Assim a localisayi'o dos libertos
tam contra si o pacto fundameotal. Do-
mis nSo se deve contar com os liberaes
para as leis da reprassSj da vadiagam,
porqua por uessas Uis somanta sao crimi-
nosos 03 qua praticam actos contra as lais.
Outro oogaao est em contar com a grat-
dSo dos libertos. Diz sa lhea aascaram li
vres, que foram injustamente tortorados, c
que espara so qua elles fiqae.n gratos aos
que em um momento dado abriram raSo
das cadeias era qua por muito tempo os
ti ve rain presos! R'.sponda a esta utepias
a liylo da historia, mostrando como nos
Estado3-Uoi I03 03 negros deram triumpho
ass domo .ratas, qua taotaram mettel-os na
oppre8sSo, contra os que tin'aam pelejado
par librtalos.
Sj est victoriosa a causa da abiliySo,
venceu o partido liberal. Nesta caso a c-
mara dos deputados n3o represeata a opi-
aio do paiz. O coutrario affirmar o go-
verno pessoal, e descarnado como nunca
toi.
No ministerio actual, como para confir-
mar a desaggregaySo e o desmantelo das
i teas, figura um merabro do minist rio
pissado! Quaes 03 motivos que autorisam
tao grave quebr do caraoter individual o
publico e tSo mo examplo a esto povo
bra8ileira j tao Decusado perante o mundo
civilisado? Como nSo sa escanda'.isarSo os
mais paizes regi los por este systeraa ven-
do ho nena polticos muiaram aubitamenie
da i leas, e ama cmara, para acampa
nhal-os, sacrifi.ar todos os prin apios da
coherencia e da sa poltica T
Peasimo exemplo este, e bem capaz de
acarretar parigisas coasequenciae. No dia
en que s: accentuar o esphii:elao>ento da
priacipios j em comeyo, as instiuiyoes ac-
tuacs uSo poderlo resistir, porque em v.^z
de tsstemunharam a honra e a digniiado
cvicas, tal as-bao abatido, pramovenlo. o
desbrio.
Nesse dia, conclua o ora-dor, o seu lugar
sar juo'o da libardad?, porqai livra o
ligua pede 6T a patria ain la fera das ia
stitui(,o a vigentes, (lluit bem! muito
bem')
Q fir. Alfonso Celso saba que o
coore presidente 4o conselho tem. da cora-
p reoer parante a casaca do3 deputados e
nio o embirayar oo cumprimento desso
devir.
Poucos momntos demorar-se-ha aa tri-
bual, faZilo algumas observayeis, BOJ*-
geriJss peh qua acabiu do oavir, jant? ao
honrado Sr. presidente do conseibo, como
ao sea digno antecessor.
Evidentemente, das palavras proferidas
pelo Sr. BarSo de Cotegipe conclae-ss qae
a opiniSo da V. Exc. chamo-nos. em
tace de ama situaySo anormal e qae na
despedida do ministerio de 20 de Agos-
to e organisaySo do qui ora se apresenta
ao senado, deixaram de ser observados os
verdadeiros principios eousttucionaes.
(Apoiados.) No coaceito da S. Etc. qaer
em um, quer em outro facto, houve offansa
das boas normas, transgressSo do syatema
representativo, falaeameato das iastituiySas.
(Apoiados.)
Esta ponto deve ser esclarecido. E' esta
ama apreciaySo passoal do oobre seaador,
oa est de accordo oom outros correligio-
narios seus ao senado ?
Aqai t a assanto os illustres chefes do
partido couservador que nSo podem esqai-
var-se pronunciarera-se com franqueza
Bobte a questSo.
Sio Ss. Exea, sclilarios com o nobra
barSo? Paos ara tambara que o actual mi-
nisterio est gavernando com sacrificio e
em meoososba da doutrioa constitucional,
que compete Ibes zelar?
E' necaasario que se expliquam. (Apoia-
dos.) Convm saber sa coma julgam dos
factos n aquilatam a severa censara formu-
lada per um esta lista da importan :ia do
nobra presidente do conselho, espacial-
meato os illustr s .enaJores .qua Bempre O
aoompaoharam, qaebrarara lanyas em seu
apoio, foram seus mais poderosos defenso-
res, e sabiamente aconseihavam a poltica
que S. Ex:, adoptou (Apoiados.)
NSo era o orador qua cabia vir tribu-
na- sps o Ilstralo senador p. lo Rio-Gran-
da do Sul; mas algum desses nobres che-
tes do partido conservador, ntimos e pro-
tectores do ministerio decabido, pois cor-
ria-lhes o dever de manifastarem-Be acerca
da importante transformayao poltica que
se operou sombra da sua baadeira.
(Apoiados )
S. Exc8. bSo de couipreheoder quanto
importa qua so expliquem e se defioam...
O Sr. Paulino de Souza Pelo que
raa diz raspaito, nSo preciso novamenta
definir me. Ahi estSo a3 miabas palavras
e proaediment anterior.
O Sr. Affan3o Calso nSo precisa aceras-
centar palavra : as do nobre senador palo
Rio de Janeiro dizam muito.
lleuvo urna graaie lacuna as explica-
y3es do nobre ex presidente do conselho, e
j o Ilustrado senador pelo Rio-Grande do
Sal bem a assignalou. A carta que S.
A. Imperial a Regante dirigi ao Sr. mi-
nistro da jualiy nSo pode fi :ar era segre-
do, deslo que o nobre BarSo da Cotegipe
nSo s ella refera-so, raa3 comrauaicoa
ao senado e ao paiz a resposta que tove
por parte do ministerio demittido. Com
toda a rasSo reclamoa o Sr. Silveira Mar-
tins a aua laitura,e o orador insiatirpira
que venba a lama I
Esaa carta ara documento importante,
um documento politice, qua o paiz tam
direito da conhacer, a imperioso dever
dos que ravelaram a sua existencia nSo
oceultal a, at para nao autorisarera juizos
temerarios.
To grave foiocontaulo dessa cart,
que ao racebel a o gabinete rasolvau exi-
nerar-:e !
Nao pode, pois, haver reservas sobre
olla, tanto mais quanto o nobra es presi-
dente do conselho u3o as tave para com a
resposta, trazendo-a ao conhecimento do
publico.
Como julgar-sa da procedencia, ou fu-
daraeato dessa resposta, ignorando sa o que
Sua Alteza declararave, ordenava, ou exi-
ga na imperial raissiva ? (Apoiados).
Como ajuizar da rasoluySo do ministerio,
deliberando retirar sa do poder, e das can-
sas qua a isso o foryarara, sem sciencia
desse documento ? (Apoiados).
Deseulpa o nobra ex prasi lenta docon-
8olr,o : antes da !cr a respostt devia ter
lido a carta ; se nSo quera quo fosse cc-
nheca, nao devia tar a ella alludido, e
e menos exhibir a que em noma do gabi-;
oete entendeu endereyar Augusta Regan-
te. (Apoiados).
As explicayo"s8 do nobre ex-presidentc
do conselho, nesta parte, exigem comple-
mento : o pz n3o pode satisfazer se com
as que lha foram dadas. (Apoiados).
Ha aiada outro ponto obscuro e que con-
vm esclarecer-sa as declaracSiS do ga-
binete demssionario.
O nobre BarSo de Cotegipo disso :-re-
tiro os factos por esta forma, porque no
posso fazelo de outro modo ; o orador
ci qua roproduz fielmente as palavras de
S. Exo.
(Contmua)
SCIENC1AS
A photogrophia celeste
CONFERENCIA NO CONGBESSO Di TOLOSA
( ContUiuago )
A questo, tantas vezes debatida, da va-
raySo que ease poder laminoso pJe expe-
rimentar depende, portanto, principalmente
dessa novo elemento que at agora nSo
fra considerado.
Eu deveria, senhores, filiar-vos da gran-
de numero da outro3 problemas qua susci-
tam eaaaa phot graphias ; raa o tempo ur-
ge. Termnala esta curta historia, vamos
e8tabelecr o parallela entre a historia da
8aparfieia solar, obtida por meio do dese-
nho o das descripy5as, e a raa j no3 for-'
neceu a photographia, o principalmente o
que ella nos rrepara.
Esta historia comecou com a descoberta
das manchas, os maiores accidentes da-
quella superficie ; descoberta mui recente,
porquanto -lata da invec^So das lunetas,
qiiaad teri.i pedido dispensar esses sp-
parelhos. Sabemos hoja qua os chinozes
da ha muito as conheciam, do que dSo
tcstemuaha suaa encyolope.'ias. Foram
sem duviia obsorvada8 na Europa quando
ss cireumstan :i;'.3 erara favoraveis,
ht Fabricius e OJiieu igaoroa se a ver-
da leira naturea desses plienoraenos.
N. 1.Aqui teodes ura curioso dese-
nlio histrico de Fabrieios e qae data de
A6I. Com cita grupo fez elle 6tia .d-
mirarel escecert. Eis aqui um outro
dasenho quo da Galileu. Este sabio de
algum mo'o sprqpriou-se rleata memora-
v'I descoberta pela s^gaeiiaila com qae
soube recouaecer sua verdadeira nitureza.
{Continuar se-ka)
Typ. do Diario raa Duque de (Jav.w n. 42
/
>.-


ANNO Hff -
NICO
f i *
I .108X98
Por seis ditos <--
Por um anuo id'
Cao1 namero
K &UG.k(%E OOJE WAO E PAISA POK'f
. t000
120000
. '000
AIOO
PNTA-FEI&A 11 DE HAI DE 11!
PAfitt >:vo k fOr da provincia
jis icezes adiam idos ... ...
nove ditos i
cor un an
13*500
200000
270000
0100
PERNAMBUCO.
Fropriedude de Munoet Fiyaenoa de Faria ty Filhox
EDICgAO ESPECIAL
"telegrammas
y
Hecebldn a tsped
Mr. DenemlMU'gador.
l'rovlnc ;
id > pelo Esni
Presidente d
-

RIO DE JANEIRO', 13 de Maio, s 10
iioraa e 2 minatos.
Aoi P" ei entes de prnvk,
Circular.Ja lei do E o contra 9
votos na Cmara 5 n resolucio
jjue txti. go*
l. nao jubilo popul r. -' ibuaj
maniafestagoes Prnooza Imperial Re-
genta. A cidado em festas.J o Alfredo.
rio de Janeiro, 14 e m*o.
Aqui miM '
prestito.
A .
rago.
aerara
i sea emba-
Palmarea muitos proprietarios
IUm. e Exm.
de ser :
ma( s o
a c
Sr. Presidente. Acaba
cotn immeosaB accla-
i quo decl r < x ;
-C
. 8 -"a
Regenta, em 13


Do P,
imperial, .
1888.
Possuido de todo o respeito pela pesso
de Vosea Alteza Imperial, pede "l
presidenta da provincia para cora o
jubilo, em seu nome o como <
sentcer.to do povo pernamb >r
Vosea Altead e felie on
tecimcni.j qae tez do ciia de l.j. u
de maior gloria inste paia, qu..
esqaeeer, como ter semp.
(a o notce da Excelsa Prinoej anio
se tero, imposto r.o amor ce seu povo e ttve
a fortu&. de aeliar com o seu nome a u-
rea lei de 13 de Maio.
O povo exulta de prazer nluindo s
roas e pragas com as maiores man.
$3e.(Assignado) Joaquim Jos de Oli-
ven-a Andrade.
Do Presidente da Provincia a o Exm. Sr.
gKwi^^idente do Conselho de
nistros, em 13 de lfcv S8. .
C.ngratulo-m* com o JSfWTslerlS e,
ciahaente, com V. Exc peR- grande'
pkbso acontecale nto do da gue imprime
ao paiz a maior gloi
Grandes menifeatagoea oo povo V
lir. de jubito, stnmindo s pragas e P
do com euthusiasmo ao Ministeri
V. Exc.
Dirgi-me respetosamente Su* Alto
Imperi 1 cumprimentando-a.(Assigii.
Joaquim Jos de Oliveira Andrade.
Do Presidente da Provi.
Alteza Imperial, a Regante, <=m I
Mao de 1838.
O pavo, reunido em fronte de Palacio e
possuido do maior entbuoiasmo, bemdiz o
vocao augusto nome, coi frenes, e envia
tuna commiss pedindo me que epreeente
ao Alto conbecimento de Vossa Alteza as
anas homenagens pela decretagao da urea
Lei da aboligao do elemento servil. (As-
signado)Joaquim [Jos de Oliveira An-
drade.
Do Presidenta da Provincia ao Exm.
Conselheiro Presidente do Conselho de Mi-
nistros em 13 da Maio de 1888.
Multidao delirante de prazer em frente
de palacio, envia urna commissao pedir-
me que manifest ao Ministerio e especial-
mente a V. Exc. os mais vehementes pro-
testos de admirsgao e respeito, conquista-
dos p:la promulgagSo da .lei que consti-
tue a pagina de ouro da historia patria.
(Assignado)Joaquim Jos de O. An-
dradt.
Do Presidente da Provincia ao Exm.
Conselheiro Presidente do Conselho de Mi-
nistros, em 15 de Maio de 1888.
Cerca de viote mil pessoas, em passeiata
civica, com todas as bandas de msica da
cidade, acabara de desfilar em frente de
Palacio.
Lidos por mim os telegrammas recebi-
dos (le Sua Alteza Imperial a Regente e
do Ministerio, correspondeu o poro com
delir.o sos vivas, que levantei, Augusta
Familia Imperial, S. M. o Imperador,
Serensima Princeza, NagSo Brazileira,
ao Povo Pernambucano, ao Ministerio de
10 de Margo e ao Presidente do Conselho,
rept tindo-se calorosamente omitas vezea.
A cidade toda festas.
Illummgao e bandeiraa por toda parte.
Todas as sociedades a claasea se acha-
tas aos f-eus ex-escruvos.
j^^Bg' too >a pontos m
Bui&otic.;. > qu s s pede que d
intento Saa Altez* Imperial a Ro-
g'tit e to Gbn
P.
mstrus eD 16 d O get. -laudante das armas
wde t da oni -ialida ie, estado-mukr e
corpos da guarniclo, a aaa de trsuif.
seu regosijo pela promulgacSo iora e pede transmita a V. Exc. -
Ministerio va mi> vivos prestos de adbe-
reepcito.
[RO, 14 as
A>Exm. President* da Provincia.
Agradcco penbaradiasimo as manifesta-
e tnthusiasmo cirigidos ao gabinete
.q). Jofio Alfredo.
^ JANEIRO,
Vv ::.4Ut03.
O juiz d
Antonio Pitanga.
RIO DE JANEIRO, 14 de Mio s 10
horas e 25 minutos.
A Presi Provincia. Est aanc-
tada a hi extingainio i-a-ravidaio m
Providncia pw < *
i Bfde j
Exm. Pr
* Alt
V. Exe.
;>r
jYANNA,
15 minutos. >ia

10 horas o
iDOia.
grade cer
o. Joao Men-
Maio s 11 horas e
Do Dr. rn* "' direits da Goyanna ao
uta da i'
gratulo-ino com V. Exc. pela sane
gao da ki emancipadora; fnzendo votos
ares ao Exm.
jr. Desecnbargaiior Presidente da Provin-
cia, Una i 1888
Congratulo-m com V. Exc, pelas no-
ticias do telegrafa ag.ira recebido, e ve-
larei pela exe'jugjto imnedi-ta da nova
R :ife,
1\ .z r
8<-li.o il.i'C. de Albuquerque, secre-
tario .
14 d* Mo o I85S.Barao
presidenta. Joaquim Ao
^
Servifi particular do "Diario"
RI
JANEIRO,' 13 de Maio, 1
'notos da tarde (pe* Unha
lei
1888,
Nazaretb -u-
roini I58'0.
povo.
Pey transmita felicitay3es em mea no-
me e do povo Princeza Regente e ao mi-
nisterio. Lei emancipadora exeiutada.
O juiz de direito,
Carlos Vaz-
Do juiz da Esca-
.
i:.'
Parabens j Im" 1
.
Apreseoto V. Exc. por mira e por mena
ngratulagSes de regosijo pala
sanecao da le, extinguindo a escravidao.
Darei provkkn'ks para que eeja pootu-1
mente cumprida.
Felicitago a 1 1 Govrno Imperial.
Ao desombar^dor Pr sil' tte da Pro-
Ai -ma de hoje
edital pub;i
g \ e com V. Exc.
O jyiz de direito,
Caldas Barreto
Limoeiro
3 Moaarcba pis inda o mi -riners, &". irt 10 Msi
irb livro. G-roncio de Arruda.
KBALHO, 14 de Maio s 7 horas o
.utos da mau
De juiz de direito do Cabo ao Presi-
1 d Provincia.
Honteo, grata notkia, houve logo
iata. Num rosas e entbusiasticas sau-
s Exoelsa Princeza, Presidente do
"onselbo, Miaistario, Nabuc,-.. RboHcionis-
i'&tiu. ic Cc4T -
1GARASS', 15 a 12 borlS da ma--
nbl.
Do juiz de direito a > Presidente da Pro-

Curoprindo o telegr3mma de hontem,
mandei affixar eaital na villa e districto de
pez declarando da lei emanci-
padora, desde Con-
gratulabas ao
Ir je enorm88roa a concurrencia
publi lorias do pago do Senado e
cir umvsiahancas.
Na referida Cmara coi sesaSo do hoje,
foi approvado em 3.* discussao o projecto
de abolicao immediata do elemento servil,
no meio do estrepitosos e enthusi&sticos ap-
plaubos, teu o bid.> vktoriaioB o gabinete
lC.de mbros do parlamento.
J presidan-
de mi.iistros fez a kitura de
ia dos mdicos de S. M, o
Imperador, dando a grata noticia de que o
mesmo Augusto Senhor obteve melberas
sensiv, n aade.
O povo fluminense invadi o recinto do
, sendo indescnptivel o enthusisamo
de que se acbava possuido.
A ( Abolicionista off' rtou
a louros, ame ao conselheiro
Joao Alfreda o outra ao eonaelbeiro Souza
Dantas. Tambun offerecou ao Sr. conse-
lheiro Cansanyao da Sinimb, presidente
do senado um lindo bouquet.
Muitos florea e ptalas cohriram o recin-
to do paco do Senado, soltando-so lindos
.anos, na oceasiao era que se decla-
rou -pprovada n lei.
Est. lei, qua aeaba de ser votada no
Aflixei i gosijo, fui j remettida souccSo. Espera-
se qua ser samcionada hoje mesmo, s
3 hor 8 da tarde.
R I DE JANEIRO, 13 de Maio, s
3 e 50 minutos da tarde. (Recebido
Ao Presidente d* Proviacia,
15 de Maij de 1888.
Gabinete Laitu Limoeironsa saiiia ga-
binete Daz de Mar^o-'p.+uia lv-.
Presidente,|
'" Pitanga.
pela cabs- "tmarino).
y
UNA, 16 ds M^i k
utos da manh.
O O'
Juiz de direito de Garanhuos ao Exm.
Sr. Presidente da Provincia.
Telegrammas recebidos. Cumpri ordens.
Congratulo-me com V. Exc. Regosijo
geral. Tudo em ordem.
UNA, 15 de Maio 1 hora e 52
utos da tarde.
I Isacio de Almeida e Fernaudo Affonso
a S. Exc. oSr. Presidente da Provincia.
Em nome da Comarca e PulmareB fe-
licitamos a V. xo. como delegado do
gabinete 10 do Margo, pela aboicS
escravidao. Immeaso regosijo publico.
O povo em delirio festeja a sanecao ds
lei. Muitos proprietarios deram festas aos
ex-escravos. Lei em plena execucSo.
da

Ao Exm. Sr. Dr. Presidente
vincia, em 14 de Maio de 1888.
Felicito S. A. e ao Governo Imperial pela
grande obrada Liberdade.
Sociedade Racreio Juvenil Nazareno.
Ao Exm. Sr. Presidente da Provincia,
Timbaba 14 de Maio de 1888.
Sciente noticias contidas telegramma de
V Exc. hoje tenho a honra de felicital-o
e ao ministerio. Regosijo geral sede co-
marca,.
O juiz de direito,
Lourenco Bezerra.
Ao Exm. Sr. Presidente da Provincia,
Limoeiro 14 do Maio de 1888.
Congratulo-me com V. Exc. e com o
Governe Imperial pela promulgacao da
lei que mais nobilita o Brasil desde a sua
Vetario.
FeTreira d*ot S-ntof.
Isacio da Almeida e Fernando Affonso
S. Exc. o Sr. Presidente da provincia,
em 15.de M
, Cmara de f 1-
e 10 de
3fmu
ictarioa d<
L i pleol execugo.
Diversos
Da Faouldade do Direito do Recife.
Exm. Sr. Presidente do Con*<;lho.
A Fa uldade de Direito do Recifa as-
d a V. Zxc. pela pro rfgacjto oa lei
que onserou extracta desda j, a eacra-
il.
e 1888.
Silveir
Correia c i
J. V ira.
Uyginj.
Barre:
Augusto Vaz.
Pcrtclla Jnior.
A' Sua Altes.i Imperial Regente.
Feli .Coiamercial Agri-
ccla do i pela sanjcSo da lei
que decretou a emanoipagao da escrava-
tura ueste imp
dando-so, pois, com Sua Alteza
Imperial, a msma AsBoniagao por to
grandioso lacio, faz votos pelo restabeleci-
mento do Sua Magestaa o Imperador
Recife, 14 de Maio de 1888-Bai
Naaareth, presidente.Joaquim Anselmo
de H. C. de Albuquerque, secretario.
A' S Exc. o3* Pr<"'
Iho.
Felicita a AssouiasSo Comme;
l Pernambuco pela lei que decretou
a omancip-.gao dos escrav
Honra a Pernambuco pela lho que tea
verno do Estado.
.ona A. Imperial Ri-
*^3 horas to minutos, a lei quo
extinguVo elemento- servil no Imperio, a
contar do dia de Loje.
A
MaRANHAO, 14 de Maio, s 8 horas
6 40 jiuutos ca raanb.
Hontem, ao espalbar-se nesta capital a
noticia da passagem e sanegao da lei liber-
tadora, bouve grande enthusiasmo por parte
da populuyao.
Nu n>iMS>s grupos de povo percorraram
as ras a dar vivas a S. M. o Imperador,
a S. A. I. a Regenta, ao ministerio, ao
presidente da provincia, Exm. Sr. Dr. Mo-
reira Aives e a todos os batalhadores da
sagrada causa ta liberdade.
A01 -gresser S. Exc.o Sr. presidente da
provincia de urna visita, e ao passar pela
frente do quartel do 5. batalbo, ioi abi
detido o sea carro por numerosa multidao,
que muito o victonou.
Houve noite Te-Deum na igreja das
Mercs o urna passdata promovida pelos
estudantes do Lyco.
Hoje re^liaar-so-hSo as festas projectadas
pela Cmara Municipal.
Muit a 1 asa foram hontem noite illu-
micaaas exterior.nonte, sobresahindo o pa-
lacio da presidencia e a casa de residencia
do cnsul da Inglaterra.
NATAL, 14 de Maio s 7 horas e 20
minutos da. manha.
Houve aqui hontem uoite ruidosas roa"
nifestacS.'S de regosijo ao saber-ae a noticia
cu-cao da lei da aboligao do elemento
servil.
Preparara se para hoje novos festejos.
Parabena patria.
RIO DE JANEIRO, 14 da Maio, s 9
horas e 30 minetoa da manhS (pela linha
terrestre).
Continan; aniaiad88mo8 os festejos aqui
p^t*i,iioyuu d lai de aholijlo do elemento
servil.
As redacgSes esto enteitadas e de novo
se Iluminar.-ic hontem, tocando bandas de
msica ero frente dos respectivos escripto-
rios.
Grande masan de povo peroorre as
ras, continan-o a reinar indisoriptivel
enthusiasmo.
RIO DE JANEIP
horas e 50 minutos -a manha.
pelo telegrapho nacional).
de Maio s 10
iReebuo
E' indiscriptvel o jubilo no'V?yo flumi-
A cidade est oo festas.
Preparam-ae para noita di versas passeia-
ta*.
RIO DE JANEIRO, 13 de Maio, s 11
. 1 n* 14.)
. .dao de po.
ha u. proximidades do Pago da Ci-
dade.
A Princeza Imperi .1 chegou s 3'horas
da tarde, sendo recebida com estrepitosas
e prolongadas acclamac5es e logo apa a
Ba chegada recebeu a couimit,-"'- do Se
nado. Pcuco teropo depois (3 horas e x/44,
sanecionoa a lei assignando-a com urna
uro off-ireci a p la subs;rip-
A C 'iiU br'radou a
. Imperial com um riquissimo bou-
tut.
A.lci qe f i litbcgrap 1 perganji
nho com lettras douradus tera o n. 3,353.
A Princeza Imperial o sju Augusto Es-
poso cheg.ram aa varandas do Paco e fo-
ram viotariadoa de ama maneir.v inexpli-
cavel.
O deputado Dr. Joaquim Nabuco em elo-
quentes palavras victeriou a Princeza pela
sua gr..nda influencia na passagem da lei,
concluinda dando vivas, que foram freneti-
camsnte correspondidos.
S. A. o Conde d'Eu levantou vivaB
Nagao Bnaeira, e a Liberdade da Patria,
os qaaea foram correspondidos estrepitosa-
men
O povo em festaa est no auge do deli-
rio.
paBB9atas, precedidas de msi-
cas mames e phil s, soltan
roorren as ras, que
cstSo iliuminadas mgoifieamente. '
oit.cios ua impronsa aoham se ga-
lbrdamente illuroinados e enfeitados.
m
Agradeco penbqjdjfsimo as saudagSaa
que*.^- foram dirigi I em nome (a illas-
trada^agaS**,^. .ario de Fei*nambueo. -
Joao Alfredo.
NATAL, 13 de Maio, s 9 horas da
manhS.
Hontem m B est:. cidade illu-
1 tm test
Um bando cvico percorreu as suas ras,
precedido de urna banda de msica, sol-
tando muitos vivas e manifestando muito
regosijo pela lei da aboligao.
Prepara-se para o dia 20 do corrente a
celebragao de um Te Deum.
Felicito e oongratalo-me com essa Re-
LIMOEIRO, 15 de Maio, s 10 horas e
i autos da tarde.
O Gabinete da Leitura Limoeirense feli-
essa Ridacgio pela victoria abulicio-
nista. O 1. secretario, Ferreira dos
Santos.
PARA', 15 de Maio, s 2 horas e 30 mi-
nutos da tarde.
E' iuoxcedivel o entusiasmo do povo
dasta capital por causa da sanegao da le
extin^uindo a escoavidao.
Ante-bontem, logo que tai recebida a
communieagSo telegrapbica dease facto, in-
nmeras girndolas de foguates fender.m
os ares, aalvaram as fortalezas e os campa-
narios das igrejas repioaram.
Diversas passeiatas precedidas de msi-
cas percorrem as ras, sendo saudados en
thasiasticamente, o presidento da provincia,
o gabinete 10 de Margo e o parlamento.
A noite illuminararo-se os edificios p-
blicos e particulares.
Hontem, pela manha, houve em acgSo de
gragas um le-Beum sulamoe ao ar livre.
Foi um ceremonia imponente, a que as-
88tiram milharea de pesssa.
Hoje celebrar urna B'ssao sol-mne, co >.
meirorativa do grande acontecimento a t -
ciedade Liga Redemptora, no palacete da
Cmara Municipal.
Todos os j ornaos publioaram urna edk >
especial em demonstrado da alegra deq 1
todos estao poBSuidoa.
Continuam as demonatragSes de reg -
sijo publico.
Reina co.npleto delirio.
RIO DE JANEIRO, 15 de Maio,
koras.
Continuam os festejos. A Cmara Mu-
nicipal tornou hontem diversas deliberag .
para solemnisar a aboligao.
A imprensa resolveu festejar a Aur...
Lei desde 17 at 20.
O programma da imprema mu to
longo.
O conselheiro Rodrigo Silva, minie: 1
d agricultura leu hoja na Cmara um
telegramma congratulatorio do Gover<;
Oriental. A Cmara declarou que recib >
as congratulagdes do Governo Oriental cu a
especial agrado.
MARANHAO, 16 de Maio, s 12 horas
e 50 minutos.
Do Secretario da Presidencia Red..;
gao do Diario de Pernambuco.
Ante-hontem a Cmara Municipal 1
capital, fez s 8 horas da noita, urna b.--
sao Bolemne em commemoragao da lei 1 a-
demptora..
Enorme concurrencia, grande entbuf
mo. MuitaB acclamagSas, a S. M. o 1
pedador. a Prinjeza Imperial Regenta, >
Ministerio e ao Conselheiro Joao Alfre
A sessao levantou-se s 10 horas. 1' -
pois mais de 6 000 pessoas reuniraSse
frente do Palaoiu da Presidencia e p*Ki-
ram em passeiata que se prolongou at '
horas da madrugada.
Hontem as 7 horas da noite, os ex-es..
visados, residentes na capital, sabiram ro
passeiata, tendo a frente. rnusica do 6."
batalbo de iqfalaria e foram oWP"mi""
tar S. Excy^ presidente da provincia t-..
signal de/gr^tidao ao gabinete e ao seu ik-
legado/fiereceram urna caeta de our> n
uma.^ta com esta iosripgao: Hou. -
nagem dos libertos ao Exm. Sr. Dr. Hartu-
ra Aives
S. Exc. agradecendo, fallou ao povo da
janeilas do palacio, e exhortou os novos 1.-
dadaos a trilharem o aminho da bou; ,
do dever, concloindo p r dar vivas a S. .
o Imperador, a Princeza Imperial, ao b-' -
Vef(. ^0 Presidenta do Cons-lho.
Houv. '.lita ordem, todas as manifest
g3es serapi 'uitoacclamadas.E. deO.;-
veira.
DIARIO DE PERKAMB
ISDEPENDENCIA DD BBASIL
COBO
Brava gente braaeira,
Longe v temor servil.
Uu ficar a patria livre.
Ou morrer pelo Brasil.
HYMNO
J podis da patria tilhos
Ver contente a nie gentil,
J raiou a liberdade
.No horisoute do Brasil.
Os grilhes que uos forjava
Da perfidia astuto ardil,
Houve mSo mais poderosa,
Zombou delles o Brasil.
(i real herdeiro augusto.
Conhecendo o engenho vil.
Em despeito dos tyrannos
yuiz licar no seu Brasil.
Bevoavam sombras tristes
Da cruel guerra civil,
Mas fugiram apressadas
Vendo o anjo do Brasil.
Mal soou na sena ao kmge
Nsso grito varonil,
Dos immensos hombros logo
A cabega ergue o Brasil.
r"ilhos. clama, charos lilaos,
E' depois de affrontas mil
Que a vingar a negra injuri
Veui chamar-vos -
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


m
'
tenais impas plial^
Que apres^ntam face hostil.
Vastas peitos, voesos bracos
Sao muralhas do Brasil.
Mostni Pedro vossa frente
Alma intrpida e viril,
Tendee nelle o digno chefe
Deste imperio do Brasil
Parabens oh I brasileiros,
Ja com garbo juvenil
Do universo entre as nagc-
Resplandece a do Brasil
Parabens, j somos livres,
J brilhante e senhoril
Vai juntar-se em nossos lares
A Assembla do Brasil.
[J-IMII IH
Quinta-feira 17 de Maio de 1888
Brava gente brasileira
Longe v temor servil,
Ou ficar a patria livre,
Ou morrer pelo Brasil
RECIPE, 17 D MAIO DE 1888.
ioio Alfredo
Aind nenhum homem poltico teve a rara fe-
licidad de conquistar os postos elevados a eme
tem attingido, nem de oceupar as poscOes Ali-
neis, cuja acceitacao o seu acrysolado patrio-
tismo lhe tem imposto, com mais merecimento
do que o estimado pernambucano, actual Io mi-
nistro dos conselhos da Cora do Brasil.
Na sua provincia, que o admira e que por
elle idolatrada, bem joven anda, j eram escu-
tados a sua palavra e os seus conselhos e ne-
nhum sub-chefe poltico de ento collaborara com
mais proveito com o Viscoude. de Camaragibe
na causa do partido e nos negocios de Pernam-
buco.
J na legislatura da Cmara, dissolvida em
1862, primeira a que pertenceil, era elle um dos
membros mais preeminentes da respectTa de-
putago, e sem dar tregoas dissideocia, que
servio de ncleo ao Mrquez de Olinda para a
formago do partido da liga, combateu na van-
guarda dos valentes batalhadores na imprensa,
nos comicios eleitoraes enos tneetings populares,
pela autonoma e reorganisagao do seu partido,
unido moinantaneamente no pleito elcitoral de
1867 a os liberaes historeos.
Na primeira Cmara conservadora, reunida
em 1869, a deputacao de Pernambnco contava-o
em seu seio e apontava-o j, como o vulto mais
saliente pelo seu carcter, talento e artividade.
No anno seguinte e no primeiro ministerio or-
ganisado com aquella cmara pelo Mrquez de
S. Vicente, foi-lhe designado o ditbcil e honroso
encargo de oceupar a pasta do Imperio.
NSo obstante ter este ministerio goveraado.
estando fechado o parlamento, taes foram
as provas exhibidas pelo ministro do Imperio,
que em 7 de Marco de 1871, continuava elle a
oceupar o mesmo posto ao lado do immortal
Visconde do Rio Branco, chefe do mais longo e
mais notavel ministerio deste reinado at os Uau-
pos aefuacs.
Ministro daquella pasta durante quasi um
quinquennio, leader da Cmara, a que perienria.
os assignaiados servijos que prestou a causa do
seu partido, conjurando todas as crisis e prolon-
gando a sjSiiago conservadora, s6 podem ser
equiparados as grandes reformas que rcalisou ou
inic.ion, por si ou secundando o chefe do gabi-
nete e os seus coitegas de ministerio, ocenpao-
do o primeiro plano a urea te de *< de Setem-
bro do mesmo anno, realisada a contragosto da
parte retrograda de ambos os partidos constitu-
cionaes, que se apoiava nos interesses econmi-
cos das provine^- u'u=-v>!
Sobrejts^jjociQg^ qne corriam peda sua pasta,
"ahi esta os servidos prestados a instVipecSo pu-
blica, inscriptos nos bronzes e no granito dos
palacios, levantados para escolas, no edificio da
Faculdade de Medicina da corte, no jardiVdo
Campo da Acclamaco, na Academia de Bellas
Artes, nos decretos que melhoraram a legislagao
sobre todos os ramos do ensino publico, na des-
centralisasao do ensioo, e eui muites outros mo-
numentos impereciveis, que attestam os estoicos
patriticos do illustre pernambucano e a grandeza
dos servicos, que prestou ao seu paiz.
Eleitq aeunflor em 1877. a sua autorisada pala-
bra tedl-se feito ouvir no Senado sempre que os
mais importantes negocios do paiz reclamavaiuo
seu concurso e o criterio sempre segy soa
opiniSo e patriticas vistas. J
A ecloso do abolicionismo, re^ jndo irre-
sistivel e quasi geralmente em \M o paiz, mani-
festando-se resoluto e firme jr^brar todas as
resistencias, logo depois M eleigo de Joaquim
Nabuco, eacoBtrou o eonselheire Joo Alfredo,
prompto e preparado para dar o ultimo combate.
Desde o principio do anno lindo o nome do es-
tadista pernambucano era apostado pela corrente
geral da opiniSo publica, para a elevadissima
misso de cncaminhar e reasar as aspiragoes
de progresan e liberdade tapaiz.
Registrando os rumores que a este respeito le-
\ antaram-se da opiniao nacional, j no anno fa-
do assim nos manifestamos acerca do iUustre
chefe brazileiro.
Honesto e de raaos linrpas. como o que mais
.fdr, intransigente nos principios da justica e do
mrito, onde quer qw ele estoja, instruido das
condices e causas qoe podem aVtt'rniaar a gran-
deza e prosperidad* da aaeao pela eaperiencia
e estudo dos negocie* puadicos. dotado de incon-
testavel talento de patriotismo e dedicaco, que
nao recua mesmo ante o sacrificio, de urna torga
de vontade e persistencia, que faz o desespero
dos seus adversaria leraie e decidid no com-
mando, de espirito progresivo e prudente, m
ah predicados, que consttwni o homem de Es-
tado e ao mesmo tempe dao. a qaeo m tem le-
gtimos ttulos para a direceo de um partido ou
do governo de asi pan.
Dir-se-hia, que assim nos proaunciaadb, eramos
fascinados mais pelos sen timen tos de admiracao
e elevada estima, que os inspira o nosso distincto
comprovinciano do que pela reaiidade dos fados.
Os aconteeiiaentos posteriores viera, porm,
demonstrar at a evidencia, que nao nos havia-
mos engaado. ,
Chamado o conseheiro Joo Alfredo para diri-
gir e encaminhar o aegeekp do pa, upsesentou-
se perante a Cora, escoltado pela confianca da
opinio publica e pela torca do seu prestigio e
consciencia do seu merecimento.
Todos sabem as difficuldades e apprehensoes
que nesae momento agitaran as maste popula-
res.
Mas para o ventad* taam de Estado nao
ha pengos nem dMgotdaw, auaata lie sabe
cumpnr o seu dever, abracado 4 opinio publica
O estadista pernambucano, calme e sereno
como soem ser todos os nnens, que se reconhe-
cem na altua dos mais arriscados conjjncttiinen-
os, havia j auseultado o roraco do pai.
fadO-lfle hs pulsgVs e irronhecirlo a velocltfade
com que o sangue lhe galopava as velas.
as graves questoes sociaes nao se infringe im-
punemente a inexoravel le da opportunidade
Obedecer a esta lei,reconhecero momento psy-
chologico de agir, eis em que consiste o segrcdo
dos grandes estadistas.
U cousellieiro Joo Alfrudu comprehendeu a
reconheceu, que era chegada essa opportunidade
e nada mais o deteve, arremessou-se corpo e
alma na empresa grandiosa de libertar a sua
patria.
K' mpossivel deicrever agora aimmensa epo-
pa da elaboraco da urea lei no conselho de
ministros e da votafto no parlamento.
Em seis dias a representaedo nacional formou
e Totou a lei qtlc no sexto dia teve a saneco de
8. A. a Princeza Imperial Regente.
E immediatamente a electricidade tclegraphi-
ca communicou ao paiz esse grandioso aconte -
cimento, o mais importante do presente seculo.
O Brazil agita-se neste momento, como um s
homem e litando com olhar de altaneira agoia,
que desperta ao luzeiro de nova aurora boreal,
a luz desconliecida, que illumina todo o paiz,
sauda jubiloso os seus imperantes > distrada
pela primeira vez a bandeira da patria livre no
meio do delirio enthusiastico das fetas da liber-
dade, coreando de louros ederramando heneaos,
palmas e risos sobre o Libertador da Potril que
neste momento victdriadosoba expressiva for-
mula :
Viva o inclyto pernambucano, Joo Alfredo
Correia de Oliveira.
Are, Libertas
J raa a Herdadt no horisonte do Braxii.
Foi sol a inspiracao destas palavras de luz.
que o grito do Ypirangaindependencia ou mar-
tese fez ouvir do Amazonas ao Prata.
Entretanto, esta phrast Immensa, dlcissima
para todos os brazileiros. symbolisava apenas
urna esperanza ardentc, urna geral aspiracio na-
cional.
Ha 66 longos annos, que ella nche as horas
tardias de nossa existencia nacional, aguardan-
do a aflirmada irradiago da liberdade. a reali-
saco inteira e completa da nossa independencia
e emancipacao politico-social.
No solo calcado por escravus jamis poda flo-
re scer a arvore da liberdade.
Chegou altini o momento: o syinbolo transli-
gurou-se em brilhante ralidadr ao sopro pa-
tritico do genio nacional, a idase fez monu-
mento, arcltectado pelo civismo a desinteresse
dos brazileiros.
A fieco desfez-se e aquelle moto patritico e
sublime recebeu a mais solemne, e real consa-
grcao na redemptora, humanitaria e civilisa-
dora lei n. 3,353, do 13 de Maio de 1888.
J nao ha escravos no Brazil.
Slm, agora a patria verdaderamente livre.
Agora em cada brazileiro ha de despertar -i
purissimo o sentimentode sua propria grantlezn
dignidade e em cada cidado a consciencia do
dever poltico e civil, Iluminada pelo sentimento
da nacionalidade.
O facto monstruoso da ((se.ravido. esse it ten-
tado vergonhoso contra a humanidade. que man-
tinlia a exploraco do homem pelo homem, pas-
sou felizmente para o dominio da historia dos
crimes das nacOes.
Bssa vergonhosa heranca, que nos legou I u -
tropole e nos alunentova, devorando oe Mrv
nbas da patria, nao podia nacionalisai-se eiu
torras da America.
Por isso a cada passo que o Brazil marchava
na larga estrada da dvilisaco ouvia-sp eatourar
urna das cadeias, que prendiaui o gigante
1831,1871, 1888, Euzebio, Rio Branco. Joo
Alfredo, Nabuco, Dantas e outros, a abolicSo do
trafico, a tibertaco do ventn- escravo, e a ex-
ncco da escravido, sao as estrellas de primeira
grandeza que brilham nesse co pesado e negro
da escravido e brilharo eternamente no co da
hktoria para attestaren" io muudo os nossos
protestos contra a ii. titni c3o.
Desvi\mos-nos com presa desU orietitaco,
e deixemos ao historiador o arduo encargo de
debrucar-se sobre esse Jenebroso abysmo para
sondar-lhe todas as anfnyctuosidades e fornecer
aos posteros estupefactos! j urna grande V "5o
(ta injustica human^.^. ,_
(erremos auiegra eortiHa,-t?^.nfe separado
passado ej^oqfiGftdoa pelo perdo dos martyres
djLirossa hedionda injustica social, saudemos a
nova era que se inicia com a unnime proclama-
gao nacional do bem e do direito, da justica e da
liberdade.
Ave, libertas !
ido, que o zelo e o amor da patria inspiram,
sandar aos inclytos e patriotas periunibucanoa e
Olbofl do Norte, que j pertencem historia do
abolicionismo no Brazil e que amahha certa-
mente o granito etemisar para prdvar pos-
leridade o quanto pode o amor da patria, da li-
lierdade e da gloria
Salve :
Joo Alfredo.
Joaquim Nabuco.
Barros Sobrinho.
JosMarianiio
(ornes dcMattos.
Leonor Porto.
Joo Ramos.
Antonio Carlos.
Rama Poiiipilio.
Adolplm de A. i.. kotorado.
Domingos Martins
Amelia Oueiroz.
Isacio de Almeida.
I'resciano Lins.
Jofio Barbalho
Menfiada Costa.
A. M. de Veras.
J. C. da S. Pessoa.
nhecimento do Sr. T)r.
ila Cunlia
Euto, o convencido
Jos Marianno Cameiro
A r*vr*'*e*nt*rn nnrlonal
A lei u. 3353 de 13 de Maio de 1888 que con
siderou extracta a escravido no Brazil um
facto poltico que concretisa a pujante vitalidade
da personalidade brazileira. no cidado e na
nacionalidade. reflectida lio patriotismo dos sena
representantes das duas casas do parlamento.
Da votaefio quasi unnime de senado o da
cmara destoam tristemente os \oto> anachro-
nicos, dos representantes wncidos da idea con-
demnada e destruida : Apparent ran nauta '
gurgite vasto.
Dantas, Teixeira Jnior, Concia, Aflonao Cel-
so, pai e filho. Joaquim Nabuco e taotoa ouiros
symnolisam uo parlamento do imperio america-
no a victoria esplendida e exange da graila
causa do abolicionismo no Brazil.
A nossa joven nacionalidade que emerge por
assim dizer dos primordios de sua nascente au-
tonoma poltica completa a independencia na-
o convencido abolicionista pernam-
possuido de patritico ardor, em um dis-
que arrebatou a todos quanto all est-
vaiii.saudoiio dia 13 de Maio, o Exin. Sr. eon-
selheiro Joao Alfredo, o ministerio l de Marco,
o Bxm. Sr. desembargador presidente da provin-
cia e s. A. a Pnnceza Regente, senda por sua
vez calorosamente victoriado.
^Miiividaiulii o povo a % ir manifestar nielhora
alegra e que todos estavam pi vieram
coma mosteadalli em paaaeiata at a ruadoan-
perador, onde chegaram ao eaettrecer. soltando-
se inultos vivas e foguetel durante o Irajecto
Das ianellas da typographia da Provincia lal-
l'iu de novo o tribuno pernambucano. bem ionio
osbrs Drs. Martins Jnior e Joao Teixeira. sendo
todos muit applaudidos pelo povo. que em nu-
mero superior a 6.00.1 pesaoai encina aquella
ruat M
A convite do Sr. Ilr. Jos Marianno, foram
todos, precedidos ento de duas bandas de mu-
Siea, felicitaraoExm. Sr. desembargador, pre-
sid ule da provincia. All ebegados; sendoeon-
duaidos os estandartes abolirionistas. coinmissao nomeada para ir congratular-se com
s. Exc. sendo jwr elle recebldl rom a delica-
deza e eavalheirisiiio que o adornara.
Respondendo ao orador dacommisso, que Foi
o-nesmo 8r. Dr. Jos Marianno, S. Exc em brete
e patritico discurso, agradeceu a imponente
niamfestaco do povo pernambucano, que a bra-
couua pessoa do seu tribuno: e.saudandoaS. A.
Imperial, ao eonselheiro Joo Alfredo e ao Minis-
terio io de Marco, aaoesaueeeu os aomoa do se-
nador Dantas, Joaquim Nabuco e Jos Mririamio.
sauaacOea estas que foram correspondidas com
euthusiasmo. bem como a dirigida a S. Exc. pelo
Sr. Dr. Jos Marianno.a
Estes discursos todos ou\ iran bem, pois que
foratn pronunciados das espacosa- varandasdo
palacio da presidencia, 'alli tambem falln o
illustrado deputado provincial. Sr. Dr. Gaspar de
Drummoiid, festejado e eximio orador, cujas pa-
triticas patarras foram rajmidas com repetidos
applausos.
Depois de sabir de palacio, a passeiata anda
percorreu diversas rna>. ergueiidoinuilos vivas e
soltando-se muilos roguetea.
uta 14
Em frente as matrizes das freguezas de S.
Frei Pedro Gouealves. Santo Antonio, S. Jos e
Boa -Vista, estiveram postadas msicas marciaes
ephilan.....licas, que por vcdta de meio-di, per-
correram as mas de cada nina dessas paroebias.
cional com a independencia individual e cvica, seguidas aormuito po?o, entre o repicar festivo
II mili (illa fOnhn t\li hl'/lip in r-llnnr,* (!*(* t*,rii i A~~ ,:-.^,......___. J_ e_____.. '.i..... _
O que ella acaba defazer ao clangor das trotn-
be'as da liberdade, ao estrepito dos untas >
acclamaces do enthusiasmo em delirio e ao
som festival dos bjuntw do Iriumpho. ficar bu-
rilado em Iettras auri-verdes da historia naci
nal como mperecivel ornamento da grandeza
da patria e da alma bazileira.
Os fastos abolicionistas europeus c america-
nos nao puderam apagar as manchas de sangue
humano que os tinge no meio das grandezas
das civilisaces onde foi derramado
No Brazil a historia perpetuar em caracteres
diamantinos rnte o foco sideral da liberdadepro-
ectou os seus raios sobre o parlamento brazi-
ltiro nanhando de luz ao mesmo lempo a figura
colossal (|c um povo homrico e os \ultos es-
eulpturaes de seus liis representantes.
Honta, pois. ao eminente e glorioso parlamen-
to brazileiro!
<5r.
eenha'|tdor Oliveira
.tndranc
Por entre as inamleslacoes de rejosijo publico
nesta cidade pelo cslrondoso laclo da libertacao
dos escravos no Brazil. destacase o vulto >\m-
palhco do Exm. Sr. desembargador Oliveira
Andrade. digno presidente da provimia. incan-
savel em teslciuuuliar sua adluso alegria
pela emancipacao da patria.
Fiel delegado do gabinete 10 de Marco, que
inunortalisou-se aos olhos da humanidade agra-
decida, o presidente desta provincia tem lealmen-
le interpretado o seu generoso pciisainento, col-
locando-sr frente do movinieiito popular e
ai'olbendo com etTnsao eordial os transportea do
jubilo que nos domina desde o faustoso dia do
eorrente.
A S Km den ese em grande parte o brilho
de toda- as t'eslas. por i-so ipie. temare com a
sua preseaca, e facilitando todos os me ios ao al-
cauce da admiuistracao. tem concurrido podero-
samente para que esta provincia sobresaia nas
demonstracoes de juslo coiiionta;neiito pela p,s-
sigem da lei 3.333 de 18 de Maio di; 1888.
Honra. |mis, a S. Exc o S'' gado,".,
Jos Joaquim de olivc.ra
0 Diario de PemamStfo -.
achar-se dirigindo os deseos desta
em urna poca de grainliv.^o
Parabens a S. Exc *
.-o pe

isijo publico.
do- sillos, oe.-tourar de fbguetes e calorosos yi
vas. Assim, estrondosa e gallardamente, man
grado intempestivas clnivas. foi annunciadoge-
ralmente que nao bavia mais escravos em parte
alguma. o que a lodos enebia de verdadeiro con-
tentameuto.
J a essa bora havia recebido o E\m. Sr. i\r<-
embargador presidente da provincia um lele-
gramma do Exm. Sr. jpinistro da agricultura, a
queden prom|i[a e inmediata execuciio. para que
iirovideniiasse afim de ser desde jexecutada a
lei que extingui a escravido neste imperio.
A noite liouxe passeiatas. re^iilarmeule con-
corridas e militas casas se iliiimiuarani. bem como
todos os edificios pblicos.
A fabrica liourgard. ra da Imperatriz. acreu-
deuem frente do seu estabeleciuieillo. um bonito
foco de luz elctrica.
Toriiarain-se notaveis os eiifeilesea illuiiiina-
CfO lia casa do joclbeiro couiuiendador Joseph
Krause. ra 1." de Margo.
l-'ecliaram-sc todas as repiirlii;oi> publicas.
As fortalezas, os consulados, os navios surtos
no porto emuitas casas e mas Be ciuliandeiraram.
Bailes e partidasbOUVe em diversas associaces
e casas particulares.
Geral regosijo.
Dia 15
Continuaram mais desrumbranles e mais en-
tusisticas as manifestaces de alegria na cida-
de, durante o dia tendo-se fechado ainda as re-
parlices publicas.
A's 6 e meia horas da tarde sahio da ra do
flom Jess, bairrodo Reeife. afim de pereorre es
demais bairros, una luzida. esplendida e nunca
vista passeiala. acompanhada por cinco bandas
de msica, formando mi! coujuncto de cerca de
viste mil pessoas.
Abra o magestose prestito un bem adornado
carro, tirado a quatro cursis, conduzindo em
triiyjjphn una elegante joven, symbolisando a
densa da flitrdadi. A seus pea baria quatro li-
bertos.
Liani-se uelle as seguintes datas nieuioraveis
liara a coiisecneo da lei libertadora : 1831. 1871.
1888.
Apo- esto carro, wnlian os estandartes das
sociedades abolicionistas, saudados entliusiasli-
"Vcaineiile pela nmltido immensa que os rodeiava.
Ao desfilar a passeiata em frente do palacio da
Presidencia, o Exin mbargador Oliveira
Andrade leu os telegrflltas que recebera de S.
A. I. a Regente e do Ministerio, eorrespondendo o
povo com delirio aos viva:- que3. Exe. levantou
Augusta Familia Imperial, a S. M. o Imperador
4 Serenissima princefca regente, a Nago Bra-
zileira, ao povo pernambucano, ao Ministerio 10
de Margo eao Exm. ir. Presidente doConaelho.
Pallen tambem o 8r. Dr. Reabra.
Durante o trajelo foram de varias casas quei-
niados profusamente fagos de bengala, o quetor-
nava o imadro aindamis deslumbrante.
Militas poesas e discursos foram recitados, sen-
do conipriinentadas pelo povo ludas as redan
cujas fachadas se achavam Humiliadas. Da ja-
nella do nosso escrijitorio agradecemos as calo-
rosas manifestaces dequefomos objecto e aqui
de novo as consignamos reconhecidos.
O povo pernambucano. (bigamos em registral-o
aqui. mostrou-se como esperavamos, to digno e
iiolire em festejar a saneco da lei da AboUcSo,
como o fra nos ineios que empregara em ordem
a conseguir esse desidertum.
Tudocorren em paz.no meio de patriticas e
eiitlnisiasticos vivas a todos, sem distineco de
partidos, que concorreram para a gloria e en-
grandecimenlo do nosso Brazil, a quem tanto
amamos.
HONTEM
As demonstraejoes de regosijo da populaco
coutinuaraui com a inesnia intensidade
Pela manta uma numerosa passeiala de estu-
dantes de preparatorios, percorreram diversas
ras dos bairros de aulo Antonio e Boa-Vista.
ergiiendo vivas, enthusiasticamente correspon-
didos. Toca va frente della a banda de msica
do i batalbo de infanlaria de linda.
Em varios pontos demorou-se
reeitago de poesias e discursos.
Das jancllas da Provincia fizeram-se ouvir
quatro oradores, cujos nonius nao cliegarain ao
nosso conhecinienlo.
A' tarde realisou-se como maior brillianlisino
a passeiala amiunciada pela benemrita eocie-
dade Musical 8 de Dezembro.
Havia ella na vspera distribuido o seguinte
aviso :
A Sociedade Musical 8 de Dezembro, em re-
gosijo pela completa extinego da escravido,
convida a distmeta classe artistica para uma
passeiala que realiza amanh. s 6 horas da
tarde, devendo ser o ponto da reunio na Gam-
boa do Carmo.
No seu percurso recitaram-se tambem discur-
sos e poesas, soltando-se fogueles e sendo sau-
dados a Princesa Imperial Regente, o Ministe-
rio, o eonselheiro Joao Alfredo, o Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, os senadores Dantas. Al
longo Celso e Octaviano, os deputados genes
Joaquim Nabuco e Alfonso Celso Jnior, bein
como os Drs. Jos Marianno, Gomes i(e "
Barros Sobrinho e nutro*.i^dos.
A manifestarn ^Tos artlsias e_.
ilida.
A'hora em que escievemos (8 da noiE*) vdi
abrir-se uma sesso chica na Theatro de Santa
Isabel, formada por todas as sociedades abolicio-
nistas. Muilo povoalli se acha. vido de ouvir
a palavra dos oradores inscriptos
As ras continala Iluminadas e as princi-
naes arterias da cidade difficil o transito.
ii Mercado de s. Jos, interna e externamen-
te se acta Iluminado mi apurado gosto. Uma
banda de msica toca en\um crelo.
para ouvir a

d Ttenciam ao Club >K-,licionista, Ave l,il
ia Cimmiss"'' .1 hl'incipadora. Noval
.*.
Felizes as naces, que possuem na sua histo-
ria uma pagina de tanta luz, de to grande su-
bhmidade e esplendor, como a que acaba de ser
escripia no grande Hvro da liberdade do Brazil.
E' destes acoutecimmtos que se forma o pa-
trimonio de glorias de uma naco; actos, como
este, 6 que elevara e aperfeicoam a humanidade.
Felicitemos-nos, nos 09 brazileiros. pela glo-
ria, que nos cabe e que toda up*ta, da realisa-
5odo mais importante e mais fecundo aconte -
cimento do presente secuto.
Talvez a historia da humanidade. ito', .g.jh-e
uma so victoria importante da' liberdade. que
seja incruenta. -
0 proprio Homem Deus derramou seu precio-
sissimo saugue para redimir o mundo.
Jis nossos irmos do norte, radicarara a liber-
dade na grande nio Americana luz dos re-
lmpagos das suae mortferas boceas de fogo.
A Franca de 89 emancipou os povos da ty-
rannia dos reis, afogando em um ocano de san-
gue os proprios martyres do apostolado social.
0 Brazil varreu de seu solo a escravido.
hje a patria vre, no meio dos enthusiasticos
applausos. das ridentes manifestaces de coa-
tentemento de todos os brazileiros, ao sin har-
mtmose do hymno das victorias, escutado por
um povo de irmos, que abracados e identifica-
dos no mesmo pensamento e na inesma satisfa-
cao, enfam hoje convencidos :
J raiou a liberdade
No horisonte do Brazil
Ave, libertas!
#
Nao esto a oceasito de individualisar todos
os patriticos sacrificios, todas as sobrehumanas
energas, todos o concursos valiosissimos. que
dia a dia foram engrossando a corrente do abo-
licionismo at a formaco desse ocano de hen-
eaos e risos, sobre o qual sobrenada gigantesca
e sublime a imagem da patria livir.
Mas a nos, os pemaiucanas, dv Ser, meaaie
desde j, permittido, sem o egosmo viliao dos po-
bres de espirito, mascota o egoiamo nobre c
. r fomnunil dan riuAM
0 Sr. brigadeiro commandaute das armas.
acompauhado de toda a officialidade foi hontem
s 10 horas do dia comprimentar ao Exm. m-.
desembargador Oliveira Andrade como repre-
sentante do gabinete lo de Margo. 0 r. briga-
deiro fez notar, em poucas. porm eloquentes
palavras, a satisfaco do exereito pela saneco da
urea lei que acaba de dar patria livre o cida-
do livre e mais que o exereito tantas vezes tem
.concorrido para o brilhantismo do paviihao na-
cional nao podia deixar desaudar respeiiosamen-
te o benemrito pernambucano, presidente do
gabinete, que com os applausos geraes da nago
acabava de dotar o Brazil com uma lei geue-
rosissima, dando-lhe?ao mesmo tempo lugar dis-
tincto entre as nages civilisadas.
>. Exc. o Sr. presidente da provincia tornando
salientes* as phases brilhantes do exeicito bra-
zileiro, agradeceu o comprimento que pelo
exereito lhe era dirigido como representante do
gabinete i0 de Margo, e ao eonselheiro Joo Al-
fredo. '
Exetufo da le a 3*3 em Per-
immliuon
Eis a circular que na segunda feira. li do cor-
rente, expedio o Exm. Sr. desembargador Joa-
quim Jos de Oliveira Andrade digno presidente
desta provincia, s autoridades judiciari 1-
Palacioda Presidencia de PeAiambuco, em M
de Maio de i88-<.---i' seceo.Circular.
Recebi.hoje. do Exii. Sr. ministro.' secre-
tario de estado do- aegociesda agricultura,com-
mercioe obras puJilicas o seguinte telegranuna :
Est aaaocienada a lei extingumdo a escrari-
do no Brazil. Providencie para que lejaexe-
" cutada desde j.
Assim recommeudo a \ me. que por editaese
por quaesquer outros meio.-. possiveis, d publi-
cidade, faga chegar ao coiiliecimento se todos
a lei citada dando-lli immediala execino pela
sua parte, e recommendando-a as demaii autori-
dades existentes no territorio sob sua jur sdiccSo.
Deus Guarde a Vine Joaqum tet o/.
veira Andrade. >
Festas da iberdae
Uta a
te-
A tarde comecaram a chegar a esta cidadi
legraramas noticiando que tora o prajeetode
aboligoapprovadoem ultima discussao 110 Se-
nado, eque seria, naquelle inesino dia. sanecio-
nadoporS A. I. a Princeza Regente, qul"*se
realieou pouco depois
Fomos OS primeir. actividad* do
nosso zeloso correspondeuie da corte, a recetar
os telegrammas. que inunrdiatamcute imprimi-
mos em avulsoe distribuimos, a lim de satisfa-
zera crescente anciedade publica
0 ultimo, especialmente, declarando que osla
va saccionada a lei aure
que atguiis
vara succedisse no d I ~f ,,;,|,0^Duque de ?&
Liberta
Eman-
ci|iarf.. Liberal Abolicionista. Utttto-AlJo-'
licin- ercial e Sociedade'Pernambuca-
na Com avido.j
Seguia-a cun*\%taaa e patritico esqnadrao de
mais de tresentos cavalheiros, todos vestidos de
branco, levando nos bonets e chapeos de palta de
Italia, cujas litas linliaiii as cores nacionaes, lo-
n que se lia a palavra Abolir.o
Commanda\a este e/quadro o Sr. Dr. Jos Ma-
rianno Carneiro da Cunta, e alliseviam os ca-
valheiros mais grados de nossa sociedade.
Logo aps oscavalleiros, via-se uma jangada.
munida de todos os aocessarios apetrecbos, aar-
regada pelos libertos. Foi una feliz lembraiica
essa de boinenagem e recouliecimenlo nobre
provincia do Cear. Era um simulacro da jangada
de Nascimento, o lilho do povo que tanto fez em
prol da liberdade de seus compatriotas.
Tripolada por dous jangadeiros. a frgil em-
barcaco tinha na vela triangular as seguintes
inscripges :25 de Marro de 1885.Nascimento.
Cear hiere.
Uma onda de povo cercava este syinbolo e qua-
si nao deixava transitar vontade um outro es-
quadro, o de lanceiros, bastante numeroso, e
que n aiinunciava com toques de clarins.
Exhibia-se ento o emblema bem significativo
do afamado (Jubiln Capta,'que jiorsuavez pres-
ta ba anuos relevantes servicos liberdade. en.
viaudooseacrariaadospara liwea trras. Era
una pequea e linda bareaca, couliecida pelo
nome de Bureara du Jium Hamos, e fazia gosto
vera faina queempregavam \ bs encarregaJ-a
aos hombros, lev ando-a em triumpho.
.Nova-ondas de povo envolwaill a coillilua da
bareaca pernaiiibucaiia e -egiiia-se ento uma
centena de bem adornadas carruagens, em que
iam muilos distinctos cavalheiros, acompanhados
de SUaS familias.
Pecha va o tongo prestito um grande grupo de
pessoas de todas as BJaaseB BOCkCBCBD1 uma bo-
nita Morete mu- flinni"
o percurso foi feito pebu seguintes ras : Bora
Jess. Mrquez de Olinda, Ponte 7 de Setembro,
roa 1-de Mano. Imperador at a praga D. Pe-
dro 11. I):iqued,'i;,,\ia.-. 1- de Margo, Imperador.
Campo dea l'i incez.as em frente ao Palacio da Pre-
sidencia, ponte, de S. Isabel, ras Visconde do
Rio Branco, Conde da Boa-Vista, Visconde de
ragibe, praga do Conde d'Eu, ras daCon-
coico. (lervasio Pires. pateOdB Santa Cruz, mas
do Rosario. Viaceade de rriatail. Imperatriz. poo-
lede l>. Pedro II. ras do Mrquez do Herval, S.
Joao, Vidal de Negrexw, MarcioBias, pateo do
Livramento. roa da l'enlia. Cargo do Mercado de
S. Jos, i as do Visconde de liibama. Duque de
Ca\ias. Dr. Feitosa. Larga do Rosario, Cabug,
Bario da Victoria. Manpuz dolleival. Matbiasde
Albuqiierque. Paulino Cmara, pateo do Carmo.
co do Ouvidor
HOJE
As 7 horas damanh sihir ta nraga de Pe-
dro II uma passeiata organisada pelos Srs. Aca-
ileinicos da aculdade de Direito, precedida de
bandas de msica
Percorrer as principis ras desta capital.
segurado pela ra do Imperador para o bairro
da Boa-Vista. donde regressar s 9 horas.
Segundo nos inf irmaram diversos Srs. lentes
da inc-ma Faculdade acompanharo a passeiata
da mocidado estudiosa.
As 4 boras da tarde sahiro do Theatro de
Santa Izabel procissionalmeiile os estandartes
das Sociedades Abolicionistas para o instituto
Arcbeologicoe Geographico Pernambucano.
Alli licaro de[iositados. attestando aos pos-
teros os esforgos feitos pelos pernambucanos
para a libertago da patria.
Cidade da Victoria
Escreverani-nos em 15. desta cidade ;
A cidade da Victoria leslemunhou fion
urna grande e esplendorosa testaafesta da li-
berdade
Pela manli. apenas divulgada a noticia
tiansiui tula pelo icU.yrapho. de ter a princeza
unjpenal assignado o decreto da extinecao do
em o senil, uraunera garandlas defogue-
es fenderam os ares e Indulte contentanento
iranspareceu no semblante de todos f !
ses. que jubilosos diziam : -o mL.u ,""?,
ha mais escravos I '
A* noite. depois do Te-Deum celebrado em
acgodegracas por to faustoso acontecinieuto
tedo uma msica a frente, sabio pelas mas da
cinaae a marche au.r flambeaux, que esleve impo-
nente, havendo arrebatadores scursos proferi-
dos pelos 8rs. Dr. Elisiario de Moraes. vinario
Americo de Noyaes. Oliveira Maciel. redactor do
Lidador. Heracbto Costa, acadmicos Pedro de
Noyaes. Antonio de Novis e Gaurino Silva, ca-
pitaoSl va Jnior e Antonio Saraiva. sendo I dos
os oradores phreneticamente applaudidos pela
enorme nmltido.
. Militas casas illuuiiimram e adornaran: as
suas fachadas, sobresahindoa iieja do Rozario
e as redaegoes do Meteoro c, do Lidador. e as ca-
sas dos illustres Sr?. Drs. Braga Torres e capito
Mello Vercosa foram obsequiados os passeiautes
com um copo d'agua.
..* N"'.'passou. pois. desapercebido o grande
diada liberdade do Brazil, eos victorienses de-
jara mats tuna prova de seu acrysolado ama- a
liberdade. maut'eslando-se no mais justo trans-
porte de alegria.
\pezar da enorme multido de povo que per-
correu as ras da cidade ate as 3 boras da madru-
gada, felizmente nao se deu nenhuma ltemelo
na ordem publica, o que veto mais uma vez. pro-
var a ndole pacifica dos futas da Victoria
Foi una festa esplendida para a qual milito
concorreu o distincto abolicionista Hentclito
Costa, que merece mil louvores.
Escrevendo ligeiramente esta noticia con-
gratulo-me com o paiz inteiro por to faustoso
acoutecimento, e no maior transporte de alegria e
enthusiasmo sado ao benemrito eonselheiro
Joo Alfredo o libertador do Brazil.
Pao d'Alho
Os moradores da cidade do Espirito Santo de
Pao d'Alho reunidos na praga do eonselheiro
Joo Alfredo formaram uma grande marche aiu;
ftambeauc e percorreram as ras da cidade
Durante o trajelo pararn] em frente ao edi-
ficio da Cmara Municipal que eslava brilhaiite-
meute, Iluminado fazendo-se ouvir nessa occa-
sio o lente Jos Francisco Paes Barreto que
terminou saudando ao gabinete, aos abolicionis-
tas, a S. M. o Imperador e Princeza Imperial
Regente.
,v,l': 'irigiram-se a casa do Dr. Joao Baptisia
e Oliveira. juiz municipal e o compri-
. pela brilhante phrase que se propor-
0 paiz cora a saneco da urea lei que
"",ju jrfiifl u uiaravos no Brazil sendo, muito
applaudidas pelo povo as saudagOes levantadas
ao gabinete e a todos aquelles que concorreram
para a felicidade da patria.
O Dr. Joo Baptista agradeceu. saudando aos
abolicionistas pernambucanos. ao senador Dan-
tas, a Joaquim Nabuco, ao gabinete e a familia
imperial.
A cidade eslava galliardamente Iluminada c
era immenso o contentamento que em todos se
ola va.


Cabo

Peala pela liberdade, eaa Olinda
Escrevem-uos:
A legendaria cidade de Olinda nao se deii.nu
-plendidas cora que esta
-raudo a--lei da. libertago dos
iiuloscripiivel enthusiasmo.
TrausBUttido pelo leleiihone pura diversas '' n,H ll Imperador, onde se dissolveu, quasi s
partes, chegou. no Prado Pernambucano, ao co-J10 hora^ da noite.
Rcaratraz
prfAine.
escravo
No domingo, 13. quando aiuda se discuta e
votava no senado a urea lei 3,353. j a velha ci-
dade e toda a comarca eram livres !
No sabhado noutej se verificava na res-
pectiva collecloria geral nao haver mais alli ne-
nhum escravo matriculado !
Era muito para a aatiga capital de Pernam-
buco, trra pobre de dinheiro, embora muito ri-
ca de glorias e generosos sentimentos.
Por esse motivo, logo pelas 4 horas da larde
forinou-se una grande passeiata em frente casa
do benemrito abolicionista professor Jos Candi-
do da Silva Pessoa a qual, com uma banda de
msica marcial frente, e ao estourar dos fo-
guetes. percorreu diversas ras em muito boa
ordem.
Diversos oradores fizeram-se ouvir, e foram
extraordinariamente applaudidos pela grande
multido, que formava o prestito cvico, e que
nao cessava de erguer vivas aos promotores da
libertacao da patria.
Entre os oradores destaca-sc o mesmo Jos
Candido Pessoa, que encarecen a importancia
dos esforgos que produziram a libertago do mu-
nicipio, recontando rpidamente os trabamos e
difficuldades que venceram, e agradecundo a boa
vontade de outros.
Em outro ponto fallou o tenente Castro Vi-
lella. com eloquencia e muito eathusiasmo; e os
Srs. acadmico Faria Neves Sobrinho, Dr. Abilio,
Dr. Macedo, Dr. Democrito Cavalcante, que tor-
nou saliente a circumstancia de effectuar-se a li-
bertacao dos escravos 110 Brasil, nao com sangue
como tem succedido entre todos os povos, mas
com llores e risos, Dr. Estevao de Oliveira, que
remoutou-se aos primeiros tempos, aquelles em
que o abolicionismo era um crime e perorou
enth siasmando o auditorio.
A passeiata foi dissolver-se s 7 horas da
noute, no pateo do Carmo, em frente casa do
Sr. Dr. Pereira SimOes, que tambera orou, feli-
citando a classe artistica Olindense, e acolheu
diversos dos passeiantes a quem obsequiou.
Durante noute de domingo e at hoje a ci-
daiie de Olinda tem se conservado Iluminada e
embandeirada, mostrando assim os setrs habi-
tantes grande regosijo pela nobre causa da li-
berdade
Hontem. pela tarde, ebegaudo cidade di-
versas -ocieiiades abolicionistas e muitos cava-
lheiros do Becife, houve mais uma bonita pas-
seiala, com msica e foguete.s ; e na Cathedral
celebrou o Rvd. cabido um Te-Deum, ao qual as-
sisiiram numerosas familias, autoridades civise
erdesiastieas.
A igreja, apezar da sua vastido, eslava lit-
teralmente cheia.
" Reina n'aquella cidade delirante enthu-
siasmo e as principaes ras coatjjiuajii vittosa-
mente adornadas. -.
Breve allocugo proferida pelo juiz dedi-
' reito da comarca do Cabo, Dr. ^ rancisco
Teixeira de >. por occasio da mani-
lestago que lhe dirigiram os libertos
por senteuga do iikjsrao iujA-'ia-oi^AD"
de 14 do corrente./ -'"
Sentares: /
Agradcco-vos a niaiii^Taco que acabo de re-
ceber de vosso recor*ecimento. mas ella dev e ex-
pnmir um peusain-arito que, neste momento de
justo enthusiasmiupela grande lei que veio sub-
stituir a noite .1* escravido, na nossa patria,
pelo lia da libi*riade. talvez escape ao vo.-so dis-
cernimento. *
Ao juiz. senhores, nao llovis neiihuiiia grati-
do pclo-rtimpriniento de seu dever como orgo
da Je-LJF
A iasftira nao tem amigos, nao tem alHccs.
Assim como nao de ve visar recompensas, tambem
isjjo recua diante de nenhuma barreira que ousc
allrontal-a.
Fuiiiivesli.lo pela nago do alto ministerio que,
nq.'csenta esse grande interesse social queco
alicercede todo o edificio jiolitico.
No dt\sempenho de uiinha misso tenho firocu-
rado satisfazer a confianca de meus concidadaos
honrando o mandato que recebi domis alto re-
presentante do Estado, ato o ponto em que a von-
tade cede antea impossibilidade phisica o mo-
ral, limite de todo o eslorgo humano.
Nesta comarca vai por 14 annos que presido a
todos os negocios judiciaes sem mterrupgoe,
digo-o mais em honra dos meus jurisdicionados
do que por satisfaco propria, tenho que ninguem
ba que com razo me arga de lhe haver negado
justiga.
as questoes de liberdade que ltimamente
tanto se multiplicaram, em que fostes partes, eu
nao ced um pice do rigor com que devo appli-
car a lei sejam quaes forera os interesses que ella
deva ferir.
Os sentares de escravos queriam que a magis-
tratura se encarregasse de encampar-lhes os des-
cuidos e facilidades, quanto prova do direito
porque letigavam, direito que poder-sc-hia cha-
mar o da escravisago.
Queriam que o escravisado l'osse quem deveSse
provar que nao era escravo porque como tal fra
malrnulado, absurdo repellido at pelo senso
commm.
Eu, senhores, fui um dos mais fraeos inter-
pretes da honra dessa magistraturaque um
poder constitucional, mas que se disse no senado
em nome de outro poder constitucional o execu-
tivo que ella esteva perdidafui um dos mais
fraeos membros dessa corporapo, que se ergueu
paracondemnar a heresia jurdica com que se
pretenda manchar os annaes judicianos do
paiz.
Cumpri omeudever, nao mereeo nem aceito
por isso nenhum galrd&o.
Mas senhores o juiz tambem cidado.
.\e--a qiialidade permit] que eu siipprinia de
vos-amanifesuirfiotodoo carcter de personali-
dade que ella lem c que muito me honra para
tornal-a simples ensjo de trocarmos os mais
fervorosos applausos pela promulgago da santa
lei que veio remir nossa patria d aviltante, da
nefanda moustruosidade do escravo.
Senhores. lia na poesa do enristianismo um
quadro a que minta imaginagfio agora se eleva
e a que nao posso deixar de alludir. embora pa-
i a um arrojo a ouridos pos e exageradamente,
orthodi 1
Direi smente: Foi a Augusta Princeza que.
actualmente rege os destinos do Brazil que pisn
e esmagou a hydra da escravido.
0 Brazil hoje de todos os brazileiros.
Disse.
'
J
Discurso sacro que reciiou o Rvtn. Prai Pedro
da Purifica! o Paes e Pai va no dia 14 de Maio
de 1888, por ot^aio do exercicio do Mez de
Mariano, concejnente ao magnnimo feito do
iinniorredoui-o Gahiuele 10 de Margo, que pre-
sidido por uma da- uloiias do Brazil o eons-
licu pernambucano, o Conseheiro Joo Al-
redo Correia de Oliveira.
PREFACIO
deudo a instancias de alguns. amigos con
tinto na publicaco deste imperfeito trabalh
obscuro diecureo sacro, que recitei uo dia 14
MELHOREXEMPLAR ENCONTRADO *



(tuinta-feira 17 de Malo de 1888
I
* i
*
f
df*w*m na tema do Convento do Carmo do Recite.
Nesl que faco. veja-se mais em miin.
o desejo de dar un paludo testemunho de sin-
cera estima e subidaraiido, que devo ao nu
particular e distincto amigo, o Exin. Sr. Dr.
Jos Bernardo Galvo AlcoTorado Fuo, dignis-
si.no representante do distneto desta provm-
cia rmeoiesnio o desejo de ver publicad-
miiliante trabalho, porque sou o primeiro a re-
conhecer suas multas imperfeices, e que ne-
uluim mrito tem, alui da originalidade.
DEDICATORIA
CoDendo amigo Dr. Jos Bernardo.
i A gratidao e a amisade team sena turnse
seus direitos: A gratidao o reconhecimeuto
do beneficio.
Aan8ade suppe a bondade e esta, que em
V. Bxc extrema para commigo, me permita
que tome a onsadia de vos dedicar e consagrar
este taiperfeito trabalho, que assignalado com o
-.i iome e dos augustos personageos que
uelle tiguram; licar logo expurgado de Bas
omitas imperfioOes ; comoum pallido testemu-
nho da amuade e gratidao, que desde a infan-
cia vos consagro
O voseo sincero amigo, humilde e grato ca-
pello
Fre Pedro da Puripcuca: Va** e Pana
rimfrf* Demino canticum novum : guia mirabi-
lia fecit. ,
Entoai ao Senhor un novo hymno de agrade-
cimeiito; pois que Elle fez maravilhas. bao
palavrasdo Ps. 27.
So o homem apathico, o corago de nronze.
o peito insensivel, poder \er a sangue Ho e
com indifferenga o beni estar da nacao. a pros-
peridade de sna patria, o engrandecunenfo de
seu paiz : o triumpho da Religiao, o bem u
humanidad!', a tiberdade deseos limaos.
Porem. o peito sensivel, o corago rehgioeo, o
corago do verdadeiro devoto de Maria : esse
aoprimeiro aspecto do bem publico, ato podar
conter as doceis emogoes do prazer e contenta-
ment, as fortes pulsages da mais viva alegra,
com que regorgita de jubilo sua alma, ante a
felicidade e o bem publico.
Tal devotos de Maria, a imagem risonha de
felicidade. que agora se desenha aos nossos
olhos. ante a faustosa noticia da extinego com-
pleta da hedionda nodoa. com que se via man-
chado o Imperio do Brazil!
Tal a sympathica imagem da felicidade. qne
agora altaneira se levanta aos nossos olhos, ao
sabermos, pelo fio elctrico; que a Serenissima
Princeza Imperial, hontem mesmo, sanecionou
o magnnimo projecto da aboligo da escravido,
em todo o Imperio do Brazil!
E' tal o jubilo, de que nos devenios possuir, ao
sabermos; que j foi extirpado o horrenda can-
cro da escravido. com que rpedoiiliameuie -
deformisada a Nago Brazileira. que o coracSo
sent : mas os labios nao sabem exprimir.
Ao contempladnos este magno triumpho da
Religiao sobre o Estado, edeste sobre a Nacao:
o corago do verdadeiro crete; do devoto da
Conceigo, nao poder conter as lavas abrasado-
ras de seu enlhusiasmo o prazer!
Entao lagrimas ternas de contentamento; do-
ces effuses de prazer. \oltamaos cos: louvores
mil ao Eteino: taes devem ser boje devotos da
Conceicao: as palavras, os cnticos de louvor a
Maria. que devem proromper de vosaoslabios 88
Eterno : autor de todo a felicidade: e eme uos
acaba de proporcionar, agora, tamanlia ventara,
fazendo reaJisar-se este eito monumental doim-
morredouro Gabinete 10 de Marco, neste mez de
bengos consagrado aos louvores de Maria San-
tissima ; como que para melhor assignalar a sua
proteccu. e gravar no corago de seus devotos a
memoria de to grandioso beneficio!
Ah 1 Dominados destes mesmos nobres sen-
timentos de que se acha agora abrasado meu
corago levantai vossos olhos aos cos I Er-
guei vosas vozes Entoai ao Eterno o hymno
de agradecimento : pois que elle acaba de conce-
der-nos tao grande marvilhaneste mez dos lou-
vores a Maria : rendei-lhe mil gracas. heindi-
zendo a Maria que tao manilcsia provade sua
desvelada proteccao deu em favor dos captivos
cuja causa svnipathica. assim hoje. como desdeo
monumental ministerio Rio Branco de saudosa e
indelevel recordado, abracei ;comobem se pode
ver, em um dos mais Ilustrados jornaes. daquel-
la epocha;
Dirigindt} a.-sim VOSSas supplicas ao Eterno.
lomando a Maria Santissima: bemdizei tam-
ben) ao inclyto e benemrito presidente do ira-
morredouro 'Gabinete 20 de Marco :ao venerando
Senado brazileiro; a patritica Cmara dos De-
putados aos dous denodados apostlos do
abolicionismo Nabuco e Jos Mananto, aos
quaes cabe urna granae parte da gloria deste fei-
to monumental; A >erenissima Princeza Impe-
rial Regente, que com este acto novamente im-
mortalisou seu nome augusto : j gravado em
lettras de ouro, assim na historia, como no cora-
go de todos os brazileiros.
Seja pois. devotos da Conceicao de Maria, a
mortitic aco do dia presente, na cstago resada
aqui mesmo na hora da missa ; para que Deus
abengoando aquelles, que foram na trra os glo-
riosos instrumentos de to pyramidal quo monu-
mental beneficio, encontrem em todos os seus
beneficiados a gratidao, o reconhecimento. a obe-
diencia as leis do Estado ; mantenlo-se sempre
em todoselles a paz, a concordia, os seutimentos
de amor a Deus, ao prximo, ao trabalho e a ror-
dade, que fazcm o engrandecimeiilo do Paiz. e
o florescimento da religiao ; supplicai pois a Ma-
ria Santissima, para que inspire nos nimos, as-
sim do Ilustrado governo, como destes denoda-
dos apostlos do abolicionismo a grandiosa idea
nao s de libertal-os como j conseguiram da
escravido ; seno ainda da ociosidade e vicios ;
ministrando-lhes logo urna oceupaco seria : o
trabalho fonte do pao, e a instruego fonte do
bem, do engrandecimento da patria e do flores-
cimento da religiao:
Ella nos opea e Deus sanecione o despacho
destas supplicas : Tenho concluido.
f) tii'
offereceu apennadi
Paulo opi
bargador, alini de serem cem olla assignad
aecoraaosd
Em seguida o Tribunal julgou prejudicadas
austro appeUacfes sobre liberdade* de esclavos
6 levantoua sesso.

k
Osaoclae&o Commercial Aercola
Ao Exm. Sr. desembargador presidente da pro-
vincia dirigi o seguinte oificio a directora desta
Associag :
Associaco Commercial Agrcola de Pernam-
buco em 14 de Muio de 1888.
Illm. e Exm. Sr.Esta directora em nome
desta Associag vem congratular-se com V. Exc.
pela urea lei que libertou a escravatura neste
unperio.
Nao pode esta directora qnedar-se a pul ti-
tear a V. Exc. o prazer que experimenta quando
se lembra que Pernambuco coube a honra de
ter a frente do governo do Estado o Exm. Sr.
eonselheiro Joo Alfredo Correia de Oliveira.
que como pernambncano eonquistou para esta
provincia grande gloria pela apresentago do pro-
jecto : louvando pois esta directora o patriotis-
mo do governo e dos representantes da naco :
aproveita a occasiao para felicitar a boa alteza
iiinsiAi bo*tb, e faz votos pelo restabelecimen-
tO de M- O OIPB ADOB.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr
desembargador Joaquira Jos de Oliveira Andra-
ili mui digno presidente desta provincia.Ba-
rio de Nazareth. presidente Joaquim Anselmo
de H Cataicanti de Albuquerque, 1" secretario.
Miguel Jos Alies, 2. secretario.
Coiiaerrio e a lifio
Todos ai cotas conHnerciaea desta capital fs-
charam-se nasegunda e terca-leira.
Foi urna demoostraco meqnivoca de que o
commercio de Pernambuco o mosmo commer-
cio progressivo e civilisador do mundo.
Forca irresistivel de progreoso e de lmerdade,
o commercio supprea palavra. quando esta uao
pode manifestar-se ante a compressoea tjran-
nia. suppre a espada, quando eoll uii|io(ente
para avassalar a barbaria.
Em todas as naces ocotumercio um elemen-
to poderosissimo de melhorameuto social.
Em Pernambuco o comrnercio filo quebroues-
sa solidariedade me a tradiga conserva.
Toda idea grande e generosa, oti seja paraso-
leinuisar testas nacionaes. ou seja para levar o
amparo e a subsistencia da caridade aos w
sitados, mi seja ainda para realisar nobres COOt-
mettimentos. encootra sempre generoso apoio
no coiiiinercio de l'ernambuco.
A aboligo muito lhe deve, nlharesde escra-
vosforam resgatado ion sempre opulento
obulo.
E agora, que a provincia segosa-se com a li-
bertacoo da patria, o commercio de Pernambu-
co mostron-se na devida altura dos seus crdi-
tos e de suas gloriosas tradicoes.
Pechonas boos portas, emoondeirou e ilbarai-
nou as suas ras e acompanhou o uiox ment ge-
ral das festas da liberdade
Parabcus ao commercio de Pernambuco.
Villa de Pa-icila
O apparecimento do Boletim do Diario d* Per-
nambuco, distribuido no dia 0 do correte mea,
nessacidade. e aqui recebid i no dia '', dndo-
nos a grata noticia dehaver paasadoem 3* diBcos-
so a aboligo total da escravido. causn delirio.
fascinou os Panellenses!
Eram sete horas da noute. quando lo grata e
auspiciosa noticia divulgou-se nesta trilla, e sem
penla de lempo, o muito digno presidente do Gre-
mio I.literario c Becreativo l'ainllen-e. Dr. Jos
Paulino Cavbante de Albuquerque. convidando
os bocios moradores na villa, fez infla rennil
demora foram todos os socios prsenle- de
accordo. que se lizesse una passeata. alim de
festejarse tao transcendente e inesperado acon-
tocimento, como esta va deliberado.
E de tacto, encorporados os socios presentes o
acompanhados pela banda de msica regida pelo
eximio maestro Marianno de Assis e Almeiila.
percorreram as mas da \ illa, demorando-se na
portadas ca>as dos socios, prol'erindo discursos
aualogos a to imponente occasiao, o presidente
do Gremio, e os socios Joo Campos, Manoel Be-
nigno. Gongalves Pires, Cesario Beoevides, Ola-
vo Crespo, e Joo Campos, sendo muito victoria-
dos Sua Magestadc o Imperador, Sua Alteza a
Princeza Regente, o papa Leao XIII. eonselheiro
Joo Alfredo, o Gabinete 0 de Margo e todos
aquelles que cooperaram para a ettinecao do ele-
mento servil, esse cancro que b trez SOCuIos, tem
enervado o desenvolvimento de nossa chara te-
tria, tocando o hymno nacional e subitido ao ar
muitos foguetes.
Eno limitou-se somente passeiataoregosi-
jo dos Panellenses.
Ante-bonlein einbanderou-se a sede do Gremio
e foi igada urna bandeira branca com o nome
Liberdadeem lettras grandes, depois que a
me-ma bandeira percorreu ascuas da villa ao
soiu da msica e de immensos logeles, e acom-
panhadode muitos socios do Gremio e grande
maasa de povo.
A noite illuminaram-se as casas da villa e
houve nova passeiata. como no dia antecedente.
Houve discursos, tornando-se notavel o que pro-
ferio o capitao Jos Martins res. ao approximar-se a pusaiatn a casa de sua
residencia.
Hontem ainaiihecerain as mas da villa ornadas
de arcos defolhagcm e flores, tornndose nota-
vel a decorago e ajardinamento da sede do Gre-
mio.
Houve sesso solemne para 1'eslejar-se a e\-
tineco da escravido. Compareceu grande nu-
mero desenhoras e muitos cavalheiros preferin-
do discursos anlogos ao acto, o presidente do
Gremio, dous; o capitao Florentino Becerra
Leite. Januario Serodio, Manoel Benigno e Olavo
Crespo, sendo muito applaudidos, tocando a
banda de msica o hymno nacional e muito lin-
das pegas do seu repertorio, continuando ser
victoriados S. M. o Imperador, S. A. a Imperial
Regente, o Gabinete lo de Marco, l.eo XIU. os
Drs. Jos Marianno. NabUGO. Visconde do Rio
Branco e todos os operario.- do progresso.
Encerrada a sesso. dirigio-sc o Gremio a por-
ta do pago municipal, e alli foram dados os vi-
vas de honra a S. M. o Imperador o a Cmara
Municipal; e ao regressar os exiescravisados
desta villa e arrabaldes, fixeram urna passeiata
com msica- e foguetes, dando muitos vivas a
Imperial Regente, ao Imperador e a todos quan-
tos cooperaram para a sua redempcio.
Findoua leslacom urna oire. ao qual compa-
receram trinta senboras e grande numero de ca-
valheiros. principiando s 7 e acabando s 12 e
meia horas damanh. de hoje: reinando a me-
lhor ordm, eharmona entre o-socios Jo Gre-
mio e convidados
Onipap
Escrcvm-nos em data de 15:
Immenso foi o regosijo, que manifestaram os
habitantes desta villa, logo que fui conhecida a
noticia de haver sido sanecionada a lei, que con-
sidera cMincta a escravido no Brazil.
Incontinente reuniram-se mudas pessoas e
deram muitos vivas a liberdade. a Princeza Im
perial Regente, ao Conselheiro Joo Alfredo, ao
mmortal Rio Branco e aos abolicionistas per-
nambucanos.
< Muitas gyrandolas de foguetes atroaram os
ares, annunciando por montes e valles o fausto-
so acontecimento.
A'noite todas a- i -asas illuminaram as lacha
das e a populaco continuou ate alta noite em
manifesiacOes de grande contentamento.
0 Artista
i
Tribanal da Relajo
SESSO ORDINARIA EM 15 DE MAIO DE 1888
FBB8IDBKCIA DO BXM. BB. COM'BLUKIK QLISTI-VO JOfB
DB MIKABDA
retano. Dr. Virgilio Coelho
As horas do costume, presente- os Srs
bargadores em numero legal, foiaberta a s
depois de lida e approvada a acta da antece-
dente.
Em seguid-, o Sr. desembargador AlvesBibeiro
jiedindo a prlavra. disse que o acontecimento.
tilho da existencia da lei, que extingui a escra-
vido da nos-a prtria. nao podia tirar em silen-
cioQ te Tribunal pelaprimeira vez, que
e em homenagema este acn-
ment to idor, requera
que fosse lev.mtada a se-
0 Sr. conselheiro Queiroz Barros, apoiaulw o
requerimento pedio que fossem julgadas as eli-
de liberdade com dia assignano. o queAji
apoiado pelo Tribunal.
Este peridico publicou hontem um numero
especial, solemnisando de modo brilhante o
faustoso acontecimento, que nos enche de pa-
tritica alegra.
Denire os omites escriptos que inserio desto-
camos nina linda poesia do Sr. Th. Freir. Re-
prozimol-a nesta folha.
A roa do Imperador
A illuminago da ra do Imperador, desde o
Pago da Cmara Municipal at a praga Pedro II.
inclusive a ra Primeiro de Margo, est ornada
com arcos de gaz carbnico formando urna abo-
bada de fogoelu/..
Todos os arvoredos teem lampeos de illumi-
naco a giorno. Existem llamulas presas em
postes por toda a ra, que ftcou coni|)letamente
embandeirada.
Cada un desses postes tem sainlacOcsa
seltieiros Joo Alfredo. Dantas. Alfonso Celso, de
Sutado Joaquim Nabuco. demcrata Jos Mariano.
uete 10 de Margo, urea lei de 13 de Maio.
Duas capellas de lyrios alli se veem cornos se
guin' BonifacioVisconde do
Rio Branco.
No ultimo austro estes distic
.1 Princeza Imperial Rfpml
t Smi Magetiade o Imperador.
No centro dos arcos di
tes pensanienlos. em
Os beneficios sao trophos. que se ergem
sobre o coraco dos horneo
o pode haver contentamento igual ao de
azermoB nossos semelhantes fezes.
oc barbar
senboi
\ verdadelra grandeza aquella que nao tem
necessidade (lo abatimenlo de ainguem.
\ lei deve ser como amorte: nao exceptuar
pesaos alguma.
\ liberdade a vida, a escmvidfio i; a
mort
Todos os bens da vida sao nada sem a liber-
dade.
i A escravido um mal superior a reunio de
todos os males possiveis.
Quando a escravido completa, a uiorle
[ireferivel.
118 festejos, que prineipiaran desde que o tele-
grapho nos trouxe a grata noticia da liberdade
dos escravoa, continuaram iodos esses dia-. pres-
tando-se os distinctos socios da banda marcial do
club CarietQeukp, em um palanque, ornado com
duas figuras representando a liberdade e sus-
tentando tima Uta com a insrrip oUn
aurora da Liberdade, e em frente M'<- da mesma
sociedade. y derramar barmooios mu.-icaes.
A commissfio dos festejos da na do Imperador
sahio-se brilhaiilomeule da sua niisso. Folga-
nios em registrar aqui os nome.- dos cidadaos que
a compem. Sis los Rufino Climaco da Silva.
Tilo Lirio Manoel Gongalves Agr.
A Nova Era
KKSO -
Ulbeiro
Oe habitantes desta Dorescente povoagao ea
empreza da Kerro-via do Bonito, fazcm hoje a sua
fesla de regosijo pela eKtinCgaO da escravido
Segando nos coauouoicom dalli, o povoado
acha-se galhardaiiienle ornado e embaiuleirado.
expedindo aFerro-via diversos trena at a esta-
go de Caxang. cerca de 10 kilmetros, onde
haver corridas do hypdromo que j se estabe-
leceu alli
Co^panhia de Bomberos
Tem sido esta corporaco a que com BOUS pro-
priofl esforoos e galhardia tem festejado a glo-
riosa data da aboligo e em honra ao estadis-
ta pernaniliucauo.
no edificio de seu quartel tem sido patente ao
publico uestes dia* urna brilhante iUuminagao.a
fiemo, nao bo interior como exterionnenie, com
balos de esmerado goslo e phantasia. apresen-
lando aos v isilanle.- que abi leem apparecido e'
foram inmensos, inclusive familias, o aspecto
de um verdadeiro bosque.
Interiormente, a par do|enCaite com qne est de-
corado, deixa ver a companhia a grande ordeiu e
limpeza doalojamento. na- canias e mais perten-
gas das pregas.
Honra pois (|uelles ipie lo bem se lem sa-
bido manter no exercicio dos cargos que abi
exercem.
14* Batalho de iafan-
taria
A oflicialidade deste batalho. s 9 horas da
uianh de 2J feira, lendo sua frente o seu eom-
mandante interino. Sr. majorEstevao Perrai,
dirigio-se ao quartel general em Santo Amaro,
onde se achava postada a msica do mesmo DO-
lalho. alim de comprimentar o Exm. r. gene-
ral Jos de Almeida Brrelo. digAo conuoandante
das armas, e congratularse com o mesmo Exm.
r. pelo feliz e grandioso acoulecimeiito. que
trouxea data di13 de libio.
S. Exc. depois de ouvir essa nianileslai o.
da qual foi orgao o majer Kerraz. proferio um
pequeo mas muito significativo discurso, mos-
trando a procedencia da raga escrava ao Brazil. e
3ue hoje, felizmente, se acha extincta por efleito
o acto benfico de S. A. Imperial Regente e pelos
esforoos do conseJbeiro Joo Alfredo e dos abo-
licionistas brasileiros.
A msica tocou durante essa lsta, tornnnando
com o hymno nacional.
mesma oflicialidade. offereceu S. Exc. um
modesto copo d'agua. Irocaiido-se dilTereutes
brindes nessa occasiao e sendo saudailos 0 exer-
cito, o governo imperial e a aboligo.
O Miulilro reraanbarane
A concepgao naturalstica hodierna da eslalii a
e dynamica social nao antagnica COD a rea-
lidade do grande homem em qualquer estado
inesmo doinaior adiaiitaiuento cultural.
Ao contrario, todas as inllueiicias sociaes, as
mesologicas incluidas, nao podem supprimir na
esphera da poltica a forca exercida por um ca-
rcter de typo superior, vasado nos moldes de
(acuidades e aptidoes eminentes, de sentnentos
puros e nobres e ideas elevadas e seleclas.
Aqui a aeco que t'- urna resultante da condu-
ca genial do individuo 6 mais efica sobre o
ambiente que o circumda do que o deste sobre
elle.
lesos Quisto ou Augusto Comte, Alexandre
ou NapoleSo. o martyr ou o hroe, o soberano
ou opnosopbo se destacam dos que o seguem
ou lhe obedecen] no campo da batalna ou no
culto da IV'. na lula da- ideas ou DO descobri-
mentoda verdade.
A omnipotencia humana que se revela emeor-
tos inonientos da historia funda-se natural-
mente ua conlianc illimitada que iusjiira scol-
leciividades tmente acuelle que capas de
realisar as mais altas aspiragoes da commaida-
de social, ainda quando parega que a face da
sociedade ser bruscamente mudada pelas re-
formas radicaes operadas.
A grandeza do monumento legislativo que aca-
ba de sor levantado bitolar a estatura moral e
poltica do excelso ministro pernambucano e at-
testar aos posteros que o grande cidado do nor-
te do Brazil, que eonquistou as maiores eminen-
cias a que um brazileiro pode chegar, por seu
acendrado patriotismo, conscieucia pura, espirito
superior e masclas energas, surprendendo a
phase mais opportuna da evolugo social e polti-
ca do Brazil. varreu do livre solo americano a es-
cravido que deshonrava o nico imperio da
America.
Salve o dilecto pernambucano!
Rece, 16 de Maio de 1888.
Dr. i. Vieira.
Ave libertas
Ave. libertas Diz hoje a sociedade em favor
da escravido que at aqui foi conhecida pelo
nome cima. Esl terminada a misso de todos
aquelles que pugnavam pela grande causa ; mas
ainda Ibes resta una trela nao menos nobre. a
de olharcom desvelo para a sorte d aquelles que
do glorioso dia 13 em diante vi rao surgir para si
a luz encandescente de um novo sol, o sol que
nunca se esconde, o (la liberdade.
A aboligo do estado escravo 6 um corollario
lgico da evolueo social porque ltimamente
tem pa-sado o Brasil: e a consagrago da lei eter-
na : niiiln ka (ni- nsistit contra as leis da natu-
Si tres seculos de vergonha para este paiz va-
lem muito. mais ainda vale a gloria de boje, que
vem aureolar aos benemritos patriotas que fo-
ram as sublimes cruzadas desta lula ingente
em favor da liberdade e da patria.
Bem baja a todos OS cooperadores da grande
obra da redempefto dos captivos.
l'm burrah aos con-elheiros Manoel Cinto de
Sonsa Dantas e Joo Alfredo Correia de Oliveira
idados Joaquim Nabuco e Jos Marianno !
A directora:
Presidente.
Odilla Pompiiia.
retara.
m '".
Tnesoureira.
Carlota Villela,
Oradora.
0 grande acontecimento que o rjaapplapde
com enlhusiasmo febril lem para inin maior al-
cance do que a simples redempgao dos captivos.
I) que en vejo que abre-e nina era nova
para nossa patria : e o grande mrito do emi-
nenie estadista do norte ter sabido compre-
hender com olmo tacto que mereconnecemos o
pensamenlo da poca.
o meio secnlo de esterilidadevm' ser vingado:
o Brasil vai lomar o sen posto m vanguarda.
A poltica de contrariar as \ ;iago e
reprimir todas as aspiracOcs do liberalismo nao
era conservadora, era snplesniente retrograda e
. asphyxiante.
Comegando pela transformac&o imprescmdivel
dos dous partidos menarchicos que orasedeba-
tem menos proficuamente pelo mesmo fim
o mesmo plano, muito ainda resta a fax
crjto chefe que preside aos destinos do paiz.
A maior gloria para o Sr. conselheiro Joo
Alfredo, gloria ininarre-sivel. ser a de terdo-
i os preconceitos e arriscado batalhas
como essa que acaba de galibar com tanto bri-
lbo. e que lhe vale um nome entre todas as ge-
euma pagina nos fastos dahumanidade.
Veiiliaui os outros melhoramentM, queja hoje
sao unirs lanas aspiracoes do paiz. n-teni ou
tem o- polticos da escola velha. sees-
colaojogo de mteresses-pessoaes, como
que, por exemplo. at agora o Banco do Brasil
symbolisava e protega com o mesmo zelo com
que guardava suas bypotbecaa sobre (azendat
do Rio de Janeiro.
Dr. Democrito Cm airante.
Trcse de Maio
A lei que tiesta dala resgatou do captiveiro o
resto do- brasileiros que uelle ainda jaiiam, re-
gistra-se em caracteres de luz e gloria nos fastos
de nossa nacionalidade e na historia civil e po-
ltica da huinanidadc.
0 Brasil, o nico paiz civilisado que ainda
US escravos. aehava-se caneado de lamanlia
vergonha e. acabrunliado de to triste opprobio,
anceiava por figurar entre as naces de um mo-
do mais digno.
A lei u. 3,353 de 13 de Maio por isso rece-
bida com immenso alvorogo e indescriptivel gan-
do.
Nessa lei, lo do corago do povo, se consubs-
tancian brio. pundonor, conveniencia publica,
reparago. justica. moralidade, igualdade civil.
homenagem ao progresso, preito civilisago.
beneficio publico, espirito coristao, integrago
da patria, fraternisago dos brasileiros. a vic-
tona do bem e da razo I
Rejubila-se pois mui justamente a nag&opor
esse grande teito que exalga de modo esplendo-
ro-o o nome do Brasil eomais notavel. apsa
independeiicia. entre os que constituem o patri-
monio de glorias do joven imperio sul ameri-
cano!
Acha-ae, afinal, realisadauma das mais bellas
e a mais instante das aspirages nacionaes. A
uto[iin dos primeiros visionarios da libertago.a
cbimera de alguna esDiritos adiantados, phauta-
sia de alguns publicistas, o sonho do abolicio-
iiisuio converleu-se em realidade, corporificou-
60 no sentimento nacional e os poderes pbli-
cos, premidos por essa torca irresistivel que faz
a vida das ideas vencedoras. ilei\araiu as com-
prometledoras hesitages e reduzirain a acto le-
gislativo o que. em honra da patria se diga, no
coraco do paiz j era lei.
.Nunca entre nos se vira to decisiva e exigen-
te, to vigorosa e po.-sante a forga da opiio
publica. Foi ingente a lula : inleresses de toda
a ordem erguiam-se no caminhar da questo e
por vezes os athletas da abolico pareciam ser
vencidos. Mas urna causa santa inspira ardor
vivaz, iiiextinguivel: nao cabia o desanimar-nos
qoe convicios e esforgados agiam a bem della.
Dissera-o Rio Branco. mesmo impossivel
descoobecer que esta idea d aquellas que
" nao podem deixar de triumpliar. E o dia
do triumpho chegou, incruento, fulgido e fasci-
nador I
Salve 13 de Maio dia verdadeiramcnlc na-
cional, dala humanitaria, christan, immorre-
doura t
Tu anniiucia que nao ha mais escravos no Bra-
sil, tu dizes que daqui por diante que lodo* so
gime* pecante a lei. (u assignalas urna nova era
que vai-se abrir para o Brasil. ffaMA bMK
aiem ni un nmiientiiiii
Salve !
E vos. obreiros Iodos da completa libertago
da patria, e vos que mais direelameule concor-
restes para assim dignifical-a, podis ter a con-
soladora conviego de que ari'hitectastes o futu-
ro do Brasil.
Hurrah pela Libertago integral da patria bra-
sileira! ,
Hurrah'!
Joo Burbalho.
Fnenltlade de utrelto
\ ('cal'' '- de Direilo do Becife, sempre fiel
andi s, que sao a forga motriz da feli-
cidade do lendo o seu corago aberto para
uelle iiisc s dalas gloriosas da patria, vem
fazercaus iium com esse poder immenso
queseen;.? piuio publica.
Nesta a em que os partidos congraga-
rrun-separTriiffgar novo- horisontes e o paiz en-
tra eui urna nova ph; vdi n:ia. que a
forga viva da sociedade. ella, que nunca foi par-
tidaria, reuni'-se em torno do estandarte da Li-
berdade e levanla vivas aos hroes da valente
cruzada.
A commisso acadmica:
Lopes Gongalves.
Euthiehio Autran.
Baptista de Medeiros.
Pedro Jos Pinto Jnior.
Benjamn Salles.
13 de
lio
A Liberdade nao se
conquista de joelnos,
conquista-se pela pala-
vra e pela idea.
*
Nao sei explicar sote pheiiomeno Bocial. O
Brazil est livre!
Nem forga, nem sangue e nem lucia!
Si nao estivessemos no secuto XIX podamos
dizer que no corpo da nago brasileira se linha
dado o facto da metempsyeose. isto a alma de
Jess no eorpo do lierege americano, o Brazil!
Mas nao.
Procuremos explicar: .
l na nago quando por seus progressos, por
suas manifestages vitaes inipe-se, necessario
escuta!-a, ouvil-a e seguil-a
Foi o que se deu.
O povo. este composto de sentimen'tos e dea s-
pirai/oes. um grande elemento como factor so-
cial, operou e venceu.
Nao queremos saber sepertencea gloria a este
ou aquel le.
O que podemos dizer que nao existe mais es-
cravos do Brazil
Quando Alexandre 11 da Bussia libertou quatro
niilhOes de servos por um decreto, nao foi pelos
seos sentnentos humanitarios, nao; pois elle
era despota !
0 que fez foi levado pela forga inconsciente da
sociedade russa que o coagio.
Quando entre nos, o llustre stadista Joao Al-
fredo langoumi dessa pao* retorna, foiqu
poude escutar o corago da patria que o cora-
go do povo e ouvio l no fundo una murmurios
que lhe fez sentir as saudosas eanges dos lilhos
sem paee os prantos das mesque ao peso dos
ferros pediam a Deus mil corages para mil ve-
zes chorarem as ancfles dos lilhos perdidos.
Foi humanitario e patriota !
Salve!
Samuel Martins.
alte!
Obreiro obscuro do engrandecimento da patria,
batedor, qual por vezes tenho sido, dos. cujo mo-
desto destino desbravarem a vereda por que
ho de caminhar ovantes os incumbidos de le-
val-a e erguel-a pela palavra. pela penna. pela
espada, pelas artes, pela sciencia. pelo commer-
cio, pelas industrias de todo genero, ao ponto
culminante em que acham-se e esperam-n a para
o bem da humanidade os mais adiantados povos;
eis-me, n'este dia de gloria, transbordando deju-'
bilo, admirare applaudir com phrenesi os ho-
mens de talento e resolugo que coraprehende-
ram, souberam e quizeram realisar o pensa-
mento e o desejo de um povo inteiroem cujo co-
rago amadureceu o fructo do bem, gracas ao
trabalhar ingente e insano de tantos batalhado-
;s privilegiados queda natureza receberam com
talento e animo esforgado o dever. a sagrada
misso de mostrarem quo real e sublime o
conceito d'estas singelissimas e eloquentes par
lavras : faze o bem, nao olhes quem !
Nao agora a occasiao de apurar quem mais
fez em prol da grande idea cuja realisago alcou-
nos os brasileiros, e de um salto, ao par dos mais
ivilisados e dos quemis Iaboram pelo amor de
todos, nao: o momento de jbilos, nao de ana-
lyses, sendo certoque nalongaeinintorrupia ca-
deiados successos da historia da civilisago hu-
mana produz cada qual, nao o que quer, mas o
que pode, de accordo, nao com o seu desejo. mas
com as faculdades que recebeu.
Felizes os que as possuem e applicani-n as no
iervigo de todos!
Como as gottas d'agua que, reunindo-se ao ca-
hirem das alturas, formam o orvalho benfico
que vivifica o Jacaranda valente, o pinheiro alti-
vo e a tmida hervasinha que busca a sombra
i alheio amparo; assim meu brado, confraterni-
iando com os innmeros gritos de alegra e can-
tos de enthusiasmo que ora reboam pelas que-
bradas e serras da trra brasileira e retumbam
por todo o mundo, vai tambem repercutir har-
mnicamente e por igual na alma dos opprimi-
(Jos de hontem e no corago grandioso de quan-
los pelo trabalhar passadoe constante pelo persis-
tir presente e enrgico escreveram a mais bella
pagina da nossa historia.
H. Menezes.
Ocouaelheiro Juo Alfredo Carreta
Os grandes homens se impem a admiragao
de seus compatriotas l
O conselheiro Joo Alfredo representaasynthe-
se mais eloquente e mais brilhante das aspira-
(OOs do solo americano I
Escreveu a pagina mais fulgente da historia
brasileira, e tornou-se, por sua coragem, tino e
abnegago, o mais adoravel e admiravel de todos
os patriotas !
Merece os applausos das modernas geragoes,
que lhe fazem merecida apothese, e as bengos
das geragoes futuras.
Sirvam-lhe de estimulo os risos e alegras de
urna raga que clama, ha trez seculos de opprobio
e oppresso, e as frementes palmas de todo o
mundo civilisado.
Bravo ao eminente pernambucano I
0 conselheiro Joo Alfredo Correia de Olivai-
ra tornou-se o benemrito da patria; e deve ser
hoje reputado o mais eminente dos brasileiros I
Ninguem ainda realisou urna reforma to im-
portante e de to graves consequencias no meio
de tamanhos applausos e de to unisona accla-
mago!
Ouvio as lamontages da patria, seno da hu-
manidade, e levantou um altar no corago de to-
dos os pernambucanos.
Ninguem mais do que elle elevou os bros e a
reputago da trra que lhe servio de bergo !
Salve o grande patriota !
O na t|freto
Ser fiel interprete da vontade nacional, fazendo
cahir por trra, com o prestigio de seu nome, a
resistencia intoleravel de grupos retrgrados a
grande misso dos grandes estadistas .'
Parabens ao conselheiro Joo Alfredo, que,
correspondendo a expectativa do paiz, nao fez
mais do que confirmar o unnime juizo que de
ha muito faziam a seu respeito os seus conci-
dados.
Um goyanetise.
A' Liberdade
Nao sei se deva sinthethisar o meu enthusias-
mo. ou se deva fazel-o expandir se como urna
onda de essencias a teus ps oh patria I
Livre, tens ovages dos povos, escrava tinffls a
maldigo dos teus filhos !
Pois bem J que pela corrente das ideas hu-
manitarias foste levada a altura de urna Nago
culta e civilisada, eu que sou brazileiro sado-te
e caio-te aos ps, como faziam os Incos em fren-
te do sol.
Salve !
Recife, 13 de Maio de 1888.
Jorge hscimento.
A Lei da Abolido
A S. A. I. A rRINCEZA REGENTE
Gloria, gloria immortal da Patria o vulto inunda !
Da multido se escuta o estrondear de bravos !
Possuimos a lei, benfica e fecunda,
Que veio espedagar o grilho dos escravos (
Como isto salutar como to nobre isto !
Que sadio prazer! que mgica alegra (
0 Brazil renasceuqual resurgir Christo
Fulgido, esplendoroso, clara luz do dia !
Seus filhosno explosir de urna alegra louca
Cobriram-no de luz, erguendo Pernambuco;
E os nomes immortaes esto de bocea em bocea
De Alfredo e Marianno e Dantas e Nabuco
Lembrar o que passouesmaga o pensamento,
Confrange a alma do justo e espanta o mundo inteiro.
Era um viver atroz... um negro monumento
Que o Brazil cimentara, em pasmo do estrangeiro.
Sonhava a liberdade um povo ebrio de glorias,
Quera engrandecer-se... era viril e altivo...
Mastorcendo-lhe as leis. tornando-as Ilusorias
Detinha-o no Progresso os bragos do Captivo.
Qual o vulco latente as lavas retrahindo,
Que um dia estalar do centro das montanhas;
Nem via a Escravido a vida lhe exhaurindo,
Matando-lhe o porvir, roendo-lhe as entranhas !
Manes de nossos pais! vossas iniquidades
Saldmol-as Surg, apparecei aos nossos I
Vinde presenciar estas alacridades :
Vinde ver os pygmeus que sao hoje colossos I
(
Vinde, impvidos reis do nosso parlamento,
Bonifacio! Pereira! Euzebio Bio Branco !
Levantai-vos da tumba erguei-vos u'um momento !
Da vil instituigo vede o final arranco !
Venerandos hroes, que a vida consagrastes
A Patria estremecida .. irradiaes agora 1
que finalisou a faina que encetastes ;
Surgi da Redempgao a refulgente Aurora I


V.
Princeza Mi do Povo! Estrella bragantiua !
Bemdita sede vos sim, vezes mil bemdita I
Foi a vossa misso angelical, divina I
grande a nossa gloria, enorme a nossa dita !
Urna luz immortal da Patria o vulto inunda t
Da multido se escuta o estrondear de bravos 1
Sanccionastes a lei benfica e fecunda
Que diz que este paiz nao paiz de escravos!
RecifeMaio1888.
J. A. de Almeida Cunha.

13 de Maio de 1888
PATRIA,
Sobre os destrogos gloriosos
De teu passado de epopas cheio,
Ergueste os arraiaes dos valorosos
Soldados do Dever! Da luta ao meio !
Tu atiraste o teu guante de ferro,
Por desafio s geragoes estultas
Que sustentavam no paiz o erro
De escravisar as ragas vis, inultas !
Ergueste ao alto, bem no topo, aos ventos.
O pavilho da LIBERDADE ; e agora
Ouve-se bem, nao lgubres lameutos.
Mas cantos festivaes, da cor da aurora !
Data de luz Fundte em las llammas
(i- vis grilhes que acorrenlavain bravos :
Findou-se a luta! e hoje, Patria, exclamas :
Gloria o Brasil j nao posse escravos!
r Artuttj
TU. FREIR.

MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
___--------- ^TgaMa- i BOOOliWWalMBaOon


Quinta-feira 17 de Main de 1888
k, m 1131
I
*
CONSIDERA EXTINTA A ESCRAVIDO NO BRAZIL
/>
Art. 1. E considerada extincta a eseravidao no Brazil desde a data desta lei.
Art. 2. Ficam revogadas todas as disposicoes em contrario.

s
/

/
GABINETE 10 DE MARQO

PRESIDENTE UO CO.NSELHO E MINISTROS E MINISTRO DA FAZENDASenador Joo Al-
fredo Correia de Oliveira.
MINISTRO DO LMPERIODeputado Jote Feruandes da Cosa IVreira.
MINISTRO DA JUSTINAeputado Antonio Ferreira Vianna.
MINISTRO DA AGRICULTURADeputado Bodrio Augusto daSilva.
MLMSTRODA MARLNHASenador Luiz Antoniu Vi.ira da Sil\a.
MINISTRO DA GUERRASenador Thoniaz Coelho de Alineida.
MINISTRO DE ESTRANE1K0SSenador Antonio da Silva Prado.
m
{


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