Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19351


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Full Text
*s-

AIVJMO t. M1ER0 172
i?or nil ditos idem..... ...........
IPorum.nnoidera......I .* *>W JSSnn
............... #320
SEXTA FEIRA 31 DE JULHO DE 1874

PABA DIVTHO E FOR A DA PRO V11CI A.
Por tres mezes adiantados. ............
Por seis ditos idem >3>. .......
Por note ditos idem .... T^T..........
Por am anno idem.....
CPTM
I
ario de mam


n#m

HANOEL
n. berardo Antonio Ahead Pilhos.no Par!; Goncal*ea d Pinto, no Maranhfo; Joaquim Jose de OlireiradFilho, no Cearf; Antonio da Lemo. Iraga, no Aracatj ; Joao Maria Julio Charea, no Aua; Antonio Marque, da Suhaf Natal j lost Juatino
Pereira i'Almeida, em Mamangnape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franca, >a Parahyba ; Antonio Joae" Gomel, na Villa da Penna; Be'armino doa Santoa Bnlcio, em Santo Antlo } Domingos Joae da Costa Brag., em Baxareth,
__________________________________________Aptonio Ferreira de Aguiar, em Gojanna; Joao Antonio Machaeo, no Klard Alagoas; A1t d C.,na iahia; a A. Xavier Leito d C. no Rio Janeiro-
^. "" _._- -___:_ -___
PASTE OITICIAL______
GOYEANO DA. PROVINCIAL
agalamate do thesouro provincial.
(Conclusao )
T1TUL0 XI
DA PENAL1DADK B DA ORDKM DO PROCESSO C0RRECC10NAL.
Capitulo XXIV
Das penas.
Art. 18i. Os empregados do thesoaro provincial e das reparti-
rues quo Hie sao subordinadas, alem das punicoes que Ihes podera
ser impostas em virtude das d sposieoes do? 5 13 a 13 do art. S. %
g I e 6 do art. 45, !. do art. 48. 8 2 e 3 do art. 55, N 3. e 4."
do art. 57, 5. e 7.' do art. 61, 13 do art. 64, 4 do art. 73
i) das disposicoes dos arts. 81 e 149, estao sujeitos as seguintes dis-
posicoes :
1 !".? 0 empregado que negligenciar a cobranca da renda pro-
vincial ou concorrer por qualquer maneira para deaoral-la em pro-
veito de partes e damn > da fazenda sera saspeaso por am a tres
oiezes ;
2. 0 empregado qua concorrer, quer por incuria on conluio,
para que tenna lugar algura contrabando, sera demiltido e ficara im-
possibilitado de excrcer qualquer emprego publico provincial, alem
das penas em que iocorre em vista do codigo criminal;
3.* 0 empregado qae p:>r injuria, aegligencia ou por capri-
cho concorrer para retardamento do expediente e negocios de par-
tes, sera suspenso pela primeira vez por quiuxe dias, na reincidencia
por um a tres mazes, e na dupla reincidencia perdera o emprego.
4. 0 empregado provincial de fazenda, que por qualquer rao-
tivo contribuir para realisacao de despeza nao decreuda, indemnisa-
ra a provincia da importancia da mesma despeza pela quinta parte
de seus vencimenlos ; e oo caso de reincidencia, alem disto^aof-
frera a suspensao de um a tres mezes ;
5.* O empregado que der causa a serem ajuizados os conlri-
buintes que nada deverem, ou que considerar no lancaraento dos
impostos a quem nao estiver no caso de sel-o, ficara sujeito a in-
demmsar aa prejadiddo da despeza que fizer para justificacao de
sen direito, alem das custas ;
| 6.' 0 empregado que dentro do raesmo biennio ja tiver sido
suspenso por duas vezes pela junta da fazenda provincial, e com-
metier acto pelo qual incorra em nova suspensao determinada pela
mesma junta, perdera o emprego com iababilitacao para exercer
qualquer cargo provincial ;
7.* Quaado a collectoria nao fizer o reeolhimento da renda
arrecadada no prazo determinado nos termos dos arts. 95 3. e 96,
o collector perdera o direito a porcentagera que lbe pertencer ; e se a
demora do recebimento for por mais ae quinze dias, alem disto, in-
eorrera nas penas do 14 art. 5..
Capitulo XXV
Do processo correctional.
Art. 185. As accusai;5es por delictos, crimes ou faltas qua o
empregado comraetter em exercicio de sea cargo ou mesmo fora
delle, por offensa physica on moral, por calumoia ou injuria a au-
leriaade (|ue Hie for superior, estando esta em funccoss de sea em-
prego, ou ainda a outro empregado de categoria inferior, em igoaes
condijoes de exercicio do Ingar, terao lugar perante a junsa da fa-
zenJa provincial.
Art. 186. A accusac.lo podera ser promoviaa por qaal^aer
mambr.^ da junta de fazenda ou pela parlo offendida, porqueixaou
(leauncic, e sob qualquer forma, ou qualquer que sojaa autoria, sera
feita por escripto.
Art. 187. Promovida a accusacao perante a junta da fazenda
provincial, inandara esta autoar a queixa ou denuncia, e ouvira por
escripto o accusado, eonoedendb-lhe o prazo de oito dias, quojun-
tara a sua d<;feza os docurnentos que entender convenientes e offere-
cera teUemunhas, as quaes summariamente serao ouvidas sobre o
facto, e de eu depoimento so lavrara um so termo.
Art. 188. i'reparados os autos da accusacio com as pecas do
artigo precedent, se for o accusado mernbro da junta, subirao elles
a apreriaeao e julgamento do presidente da provincia ; e quando
nao, sera julgada a accusacio pela junta, cuja decisao se intimara
ao accusado com certilicado nos auL.s pelo continuo, tendo as partes
que com este julgamento se nao conformarem recorso para o pre-
sidente da provincia nos termos do titulo X, por peticao em que a
parte allegara seus direitos, justificando-os com docurnentos, se Ihes
aprouv^r, sendo a peticao e docurnentos juntos aos autos antes de
subirern estes ajuizo da autoridade superior.
Art. 189. 0 empregado qne soffror a punicao a que e sujeito
pela disposicao do G. do art. 45, l. do art. 48, 2." e 3. do
art. 55 B 3> e 4. do art. 57, 7. do art. 61, 5 4. do art. 73 e o
art. 81, podera recorrer para a junta de fazenda, que, ouvindo o res-
pective chefe, dara o seu julgamento como entender de justica. No
caso em que julgui; a junta ter havido irrenexao, precipitacao ou
abuso de autoridade da parte do chefe de cuja punigio recorre o
empregado, assim o expressara em seu julgamento, advertindo a
este em reservado ; e no caso de reincidencia de tal procedimento,
verificada por igual modo, ordenara a junta ao inspector que o re-
prehenda por portaria, quando nao for elle algura membro da junta;
e quaado o for, levara o facto ao conhecimento do presidente aa pro-
vincia, para que este delibere como entender conveniente ao aerrieo
publico o a justi;a.
Art. 190. A deliberacao da junta era qualquer accusacao ou
recurso a ellalevados sera clararnente expressa na acta da respecti-
va ses.'So.
Art. 191. Ordenando o presidente da provincia que se proceda
contra algura empregado responsavel perante a junta de fazenda,
devera o procurador fiscal proceder in continenti a accusapao.
Art. 192. 0 processo de accusacio de qualquer empregado, que
correr perante a junta de fazenda, seguira seus termos dentro de
quinze dias, havenda as sessoes que forem precisas para tal lim.
Art. 193. Qaando a accusacio recahir sobre qualquer raembro
da junta, elle devera ser substituido, nas sessoes em que se tratar do
processo, por aquelle a quem competir.
TITULO XII
DOS TITULOS DE DEB1T0S DA PROVINCIA.
Art. 194. Os titulos de divida da p/ovincia, qaando determina-
da por lei, constarao de apolices de prazo certo ou indetermiaado.
L'raas serao pagas na expirapao do prazo, outras vencerao o jaro
quo so houver estipulado nas mesmas, e cujo resgate havera lugar
quando o autorisar a lei e determinar o presidente.
Art. 195. As apolices da provincia serao transmissiveis por
tmpasso do respectivo possuidor no verso das mesmas, declaranao-
se o ncmedaquelle a quem forem transferidas.
Art. 196. Os juros das apolices serao pages era daas prestacSes
semestraes, nas segundas quinzenas de Janeiro e julbo, ao possuidor
ou portador della nessa epocs.
Art. 197. A emissao 3era sempre datada do 1. de Janeiro e do
i." de julho, afim de que os pagamentos de juros possam ser feitos
por folha emepocas certas. Qaando, porem, o direito do jaro ve-
nha a iatar de algum dos outros mezes, serao entregaes apolices de
uma oi outra emissao pela seguinte forma :
1." Si tiver de entregar-se apolice cuja emissao seja anterior
a esse direito, se fara a conta do juro, que sera paga eittdinheiro
pelo que a receber ;
g 2.' Si, porem, a apolice for de eraissio posterior, sera feita do
mesmo modo a conta do juro, que sera paga ao quo a receber em
dinheiro pelo thesouro.
Art. 198. Nos casos em que a transferencia seja por titulo de
heranca ou outro que nao depend* do credor, esta seri reconhecida
pela junta em face do titulo qae a determinar, nos outros casos,
averbada pela scccao competente.
Ar. 199. Serao numeradas e datadas de sua emissao e conterio
a data da lei que as autorisar, e de ordem do presidente que as de-
terminar e a taxa do juro.
1 ** Deverao ser escriptos os dizeres especiaes per empregado
do thesouro, sendo assignados peles rnembros da junta.
g 2.' No talio se escrevera o nome do priraeiro possuidor e os
dizeres especiaes.
Art. 200. A apolice estragada pelo uso ou era que nlo se poder
pOr o canmbo, de que trala o artigo precedente, sera substituida por
outra do mesmo numero com todos os seus dizeres. declaracao de
seu pnmeiro e ultimo possuidpr, e msncio de ser segunda, terceira,
etc,, via do mesmo titulo, lavrando-se disto o competente termo pe-
rante a junta da fazenda.
Art. 201. Si algum possuidor de apolice provincial a tiver per-
dido e salicitar a junta de fazenda um outro titulo de seu credito,
devera justifkar a perda por uma publicacao nos jornaos de maior
gyre por dez vezes no pnzo de trinta dias, e pagara a fazenda meio
por c;nto do valor da apolice perdida, era compensagao da despeza
que tarn de fazer a mesma fazenda com o novo titulo.
Art. 202. As apolices serao do valor de cem mil t6s e do quin-
tuple) ou decaplo desta quantia.
Art. 203. As apolices provineiaes, sendo transmissiveis por tras-
passo de seu propnetario, ulo estJo sujeitas a embargos, penhora ou
sequestro, a nSo serem aquellas depositadas no coire do thesouro
m
provincial para garantia do mesmo em seus contractos, ficando ellaa
soraente sujeitas a se^uestro e peahora feitas pela fazenda pro-
vincial- r *
,TITULO XIII.
A DA ^'MENTAgio E TltATAMBNTO DOS PRBS0S.
Art. 20*. A aliraentacao e o tratamento dos individuos recolhi-
dos as pnsoes d* provincia serSo fornecidos pelos cofres provineiaes,
qaanao as condicoes de indigencia ou de embarapo de recarsos do
preso assim o urgir, ou quando pelo preso for requerido, responsa-
Dilisando-se pela mdemnisajao a provincia.
Art. 203. A aliraentacao e o tratamento serao gratuitos e 4 cus-
ta da provincia, se o preso por sua miserabilidade e impossibilida-
de de trabalhar nao puder por si oa por saa familia ter meio de sas-
tentar-se, com lanto que nao sejaaprisao por crime militar oa re-
cnitamento, nem por crime coramettido em outra provincia, por on-
de tenna corrido oa tenha de correr o processo crime ; nao esteja ja
coniemnado, embora tenha havido appellacao, e finalmente nao tela o
preso escravo. *
KArj-?6' A prehendido nas restriccoes primeira e terceira do artigo anterior se-
ra indemnisi da pelos cofres geraes; a feita com o preso comprehen-
dida na segunda sera indemnisada pelo cofre da provincia, por onde
estiver correndo o processo criminal ou por onde tenha elle de ser
instaurado e de proseguir ; e a feita com o preso escravo por conta
do respectivo senhor.
A despeza, porem, com o suslenlo e tratamento do preso que por
S' ou por sua familia tern meios de satisfaze-la, sera indemnisada, quer
pelo resullado de sea trabalho, quer por sua familia.
Art. 207. Quando pelo preso oa por sua familia for requerido o
fornecunentode^limentos e de tratamento, re;ponsabillsando-se a
mderanisar a provincia, devera garantir a saa responsabilidade por
carta ae abono de pessoa idonea.
Art. 2J8. 0 fornecimento da alimentapao dos presos se fara por
arrematacao trimensal em hasta publica, perante a junta da fazenda,
se o fornecimento for para os presos da casa do detencao, perante
uma junta constituida pelo collector, fiscal e o delegado, se for o for-
necimento para presos eat cadeias de localidade em que haja col-
lectoria ; e perante o juiz de direito da cabepa da comarca, qaando
na locaiidade nao houver collectoria.
Art. 209. Feito o contracto de fornecimento da alimeuta-
cao, quer perante a junta da collectoria, quer perante o juiz de direi-
to, segando o dispos'o do artigo precedente, devera ser remetti-
do ao thesouro copia delle, para que seja submettido a appro-
vacao do presidente da provincia.
Art. 210. Para base da arrematacio do fornecimento de alimen-
tacao dos presos organisara a junta de fazenda provincial, a junta
da collectoria constituida nos termos do art. 206, ou o juiz de di-
reito, aat tabella da racao diana para cada individuo, especificando
aqualidade e a quantidade do genero suffluieote para a alimentacao
era duas vezes ao dia. A tabella organisada pela junta .sera appro-
yada pelo presidente da provincia, e a organisada pela junta da col-
lectoria ou pelo juiz de direito sujeita a approvacao da junta de fa-
zenda. rr r- j
Art. 211. No caso de nao ser possivel contractar o fornecimento
da aliraentacao de presos, ficara o mesmo a cargo do adminislrador
da casa de detsnpao para o dos presos ahi detidos ; e a cargo dos
respectivos carcereiros para os detidos em outras cadeias, providen-
ciando-se de modo que o fornecimento feito pelo adnninhtrador nao
se prolongue por tempo maior de dous mazes.
Art. 212. A arrematacao do fornecimento de alimentacao e dos
medieamentos para os presos da casa de detenjao sera feita de con-
foimidade com as disposipoes dos arts. 101 a 110 e 112 a 115.
Art. 213. A arrematacao para o fornecimento de alimentacao
aos presos nas cadeias fora da cidade do Recife sera de accordo com
a disposicao do art. 104; bastando, pordm, uma so carta de abono de
pessoa idonea a juizo da junta de collectoria ou do juiz de direito,
quando perante este te*ha de ser feita a arrematacao. Esta mesma
carta servira de garantia A> contracto, ficando o contractante dispen-
sado de prestar a fianpa e exigida pelo art. 106.
Art. 214. Qaando o fornectmento da aiimeo.ao do preso tiver de
ser feita pelo adminislrador da casade detenjao, ser-lhe-ha adianla-
da a quantia que a juizo do presidente da provincia for julgada pre-
cisa para occorrer aquella despeza durante o mez, nSo podenlo receDer
novo adiantamento sera te^prestado conta da despeza feita. Quando
for. porem, pelo carcereiro, a despeza sera indemnisada pela collecto-
ria ou pelo juiz de direito, se na localidade nao houver collectoria, de-
vendo o carcereiro prestar contas em cada quinzena; e para esse fira
podera ser adiantada ao juiz de direito, conforme a^localidade, ate a
quantia de quatrocentos mil reis, de que prestara contas por tri-
mestres.
Art. 215. 0 admini.-trador da casa de detenclo e o juiz fle direito,
para receberem do thesoaro provincial as quantias precisas, afim de
occorrerem as despezas corn o sustento dos presos, nao estio sujei-
tos a fianca.
Art. 216. No oso de remo$ao ou licenpa do juiz de direito, que
tiver em si dinheiro para occorrer as despezas com o sustento des
presos, devera elle passar a seu successor a quantia recebida, ou a
parte que della ainda restar, do que exigira recibo ; e-entao prestara
logo conta ao thesouro.
Art. 217. Tendo sido arrematado o fornecimento de alimentacao
dos presos, o pagamento da despeza sera feita de coaformidade com
a disposijio do contracto pelo thesouro provincial directaraente,
ou pela collectoria, quando a houver no local ondo e feito o forneci-
mento.
Art. 218. 0 pedidodas rapoes para os presos sera feito diariamen-
te ao fornecedor pelo carcereiro ou ajudante do admiaistrador da casa
de detencao, sendo o fornecimento autorisado pelo subdelegado,
3uando o pedido houver sido feito pelo carcereiro, e pelo administra-
or, qaando for por seu ajudante. A autorisapao sera coacedida
com a seguinte formulafornepa se -a que seguira a data da auto-
risacao e a rubrica.
Art. 219 Em vista da folhass do pedido, o carcereiro, o adminis-
trador da casa de detencSo ou o fornecedor tirara a sua conta de
credito, a qual sera syndicada pelo chefe de policia na capital, e pe-
los delegados qaando fora della, e authenticada por elles coin a for-
mula-conformedatada e rubricada.
Art. 220. A despeza feita com o tratamento dos presos sera de
conformidade com o disposto relativamente a despeza com sua ali-
mentacao.
Art. 221. 0 pedido de dietas e de medieamentos para os presos
tratados na casa de detenpSo sera feito pelo enfermeiro, rubricado
pelo medico e autorisado pelo adminislrador.
Art. 222. JS'o principio de cada mez enviara o adminislrador da
casa de detencao ao thesoaro provincial, e no come:o de cada quinze-
na os carcereiros a collectoria ou ao juUo de direito, quando na lo-
calidade naoi houverjMliectoria, uma relacao nominal dos presos com
a seguinte declaracao :
J L* 0 nome e idade do preso, sua naturalidade, o motivo de
pnsao, especiflcado se 6 recrutado, indiciado, pronunciado ou sen-
tenciado, se for crimo civel oa militar, se corre o processo ou tem de
correr nos tnbunaes da provincia ou f6ra ;
2.' Se o preso 6 livre ou escravo, e neste caso o nome e resi-
dence de sea senhor ;
3. Se o preso pode ou nao manter-se com os seus proprios
recursos oa ser soccorrido por sua familia ;
4.* Se o preso esta ou nio doenle, ou em circumstancias de
nao poder se manter por sea proprio trabalho ;
5.' A data da entrada do preso na prisao e de sua sahida,
quando esta tiver tido lugar.
Art. 223. A relacao nominal indicada no artigo precedente sera
enviada a collectoria ou ao juiz de direito por intermedio do subde-
legado, e ao thesouro provincial por intermedia d) chefe de policia,
os quaes syndicarao a exaclidao da relacao e lancarao nella o seu
visto.
Art. 224. A conta de credito apresentada pelo adminislrador da
casa de detengao, ou pelo carcereiro, oa pelo fornecedor, nos termos
do art. 217, sera acotnpanhada des pedidos de que trata o art. 216,
para que em vista da relacao do art. 220 se proceda ao exame mo-
ral e arithraetico, e se effectue o pagamento ou liquidacao de con-
tas. *
Art. 225. Quando os presos tiverem de ser remettidos para a
capital, o commandante da respectiva escolla sera incumbido de ali-
menta-los, se forem elles os alimentados pelo cofre da provincia,
para o que recebera do fornecedor da collectoria ou do juiz de
direito, qaando nao haja fornecedor, a quantia precisa correspon-
dente ao tempo de viagera, e na razao da diaria estabelecida no con-
tracto do fornecimento, oa na tabella de qae trata o art. 208 ; de-
vendo o referido commandante apresentar requisicao por escripto do
delegado para o fornecimento daquella qaantia, na qual declare de
qae condicao e o preso alimentado pelo cofre da provincia
Art. 226. 0 fornecedor da alimentacio de presos dellocalidade em
que nao existe cellectoria, quando houver de apresentar a sua conta
ao thesouro provincial, devera previamente submetie-la a syndi-
cancia do juiz de direito, que a jalgando conforme lancara nella o
seavisto.
Art 227. 0 dia da entrada do preso, seja qual for a hora em
qae houver entrado, nSo sera computado para o pagamento da ali-
mentacao qae elle houver xecebido ; sendo, por6m, contado o dia de
saa sahida, ainda mesmo que nao haja elle recebido neste dia ali-
mentacao por ter sahldo antes da hora da respectiva distri-
buipSo. r
Art. 228. No caso da localidade da prisao distar mais de 2 leguas
da sede da rer falta de collectoria ,nos termos do art. 212, parte 2', e conforme as
disposicoes do mesmo artigo, na parte final, e dos 'arts. 213, 214, 220
e1223. sera incumbida ao juiz municipal ; e quando este se acbe em
Jdentica cireunistancia de distancia, cabera ao delegado de polieia da
localidade.
Art. 229. De tres era tres mezes tirara a onudoria do thesoaro
provincial conta da despeza feita pelos cofres provineiaes com os
presos comprehendidos no art. 204, e tratara de arrecadar a saa im-
portancia, segando a disposicao seguinte :
1.* Quando a indemnisacao tiver de ser feita por particulares,
serao chamados por editaes os responsaveis para virem realisal-a;
S 2.* Quando a indemnisacao tiver de ser feita por outra pro-
vincia oa pelos cofres geraes, sera remettida a qae corre pela the-
souraria de fazenda ao presidente da provincia, afim de que este so-
licits a respectiva indemnisacao.
Art. 230. Os medieamentos de que precisar a casa de deten-
cao, para curativo dos preos ahi detidos e tratados pelo estabeleci-
raento, serao fornecidos por arrematacao perante a junta da fazenda
e pelo tempo de um anuo, servindo da base para a arrematacao o
preco estipulado pelo medico da raesma casa de detencao em am for-
mulario, que organisara, contendo as formulas que entender precisas
para suas prescripts. Porem, os medieamentos fornecidos, que
nio estiverem comprehendidos no formulario, serao apreciado3 pelo
medico do estabelecimento.
Art. 231. A conta do fornecedor de medieamentos, para ser au-
thenlica, devera ter a confereucia com a seguinte formula-Conferi-
do do medico coin a sua rubrics.
TITULO XIV.
DOS ENC.VRREGADOS GRATUITOS DE ADMl.NISTRAgAO DE OBRAS DE MATR1 -
ZES E DK OUTROS TEMfLOS DA PROVINCIA, SUA PRESTACAO DE CONTAS
B ARREMATAgAO DE TAES OBRAS.
Art. 232. Os eacarregados gratuitos de administracJo de obras
de matrizes e de outros temploa da provincia, tendo de receber pro-
duces de lotenas ou subvenpSes destinadas as mesmas obras, terao
o direito de carregar nas despezas della os gastos que flzerem com
sello, reconhecimento de Qrma e outras quaesqaer, exigidas por leis
oa regulamentos, quando pretenderem.
1.* Justificar e habiUtar, por fianca, a sua aptidao a perceber
os productos das foterias ou as consignacoes ;
2.* Prestar contas da qaantia recebida e da despeza feita, e
provar quaes as obras feitas com a referida quantia.
Art. 233. Nas ferias dos artistas e serventes, que forem apre-
sentadas para prestacao de contas de conslruecao de obras, devem
ser declarados qs. respectivos nomes, os dias de servipo, a importan-
cia do salario diario, o total desses salarios, pertencents a cada am
delles, que por si, ou por outrem a rogo, devera passar o competente
recibo no mesmo document i.
Art. 234. Nao sao aceitaveis as contas qne prestarem os encar-
regados de obras conairnidas fora da capit-l, para as quaes tenhara
recebido consignacoes on beneficio de loterias, sem que as acompa-
nhem altestados do fiscal da collectoria, on do juiz de direito, quan-
do na localidade a nao houver, ou do jaiz muaicipal, quando o de
direito rcsidir em distancia maior de 5 leguas da localidade da obra,
on do delegado, quando o juiz municipal estiver em identidade de
longitude do juiz de direito, devendo aquelle qus passar o attestado
iospeccionar e liscalisar a obra, o nella declarar a devida applicacao
do dinheiro recebido.
Art. 235. Na) e licila a applicacao de consiguacio a despeza3
estranhas aquellas para as quaes fbram votadas ; salvas as foitas
nos .termos do art. 230.
Art. 230. Qaando o eacarregado de obras feitas com o producto
de lolerias e subven;oes, as mandar fazer por empreitada, esta de-
H ter lugar por arreraatapa) ou contracto, effectuado perante
uma Jauta constituida pelo eccarregado, o delegado de policia e o
Hva| da collectoria, ou o juiz de direito ou municipal, de conformi-
daaefsoin a preferencia estabelecida no art. 226. Pelo contracto
ou arrematacao sera garanlida a fazenda de conformidade com o
art. "211.
Art. 237. Effectuada a obra por contracto ou arrematacao, se-
gunje o disposto no art. prccedjnte, para a prestacao de contas bas-
tara o encarregado apresentar o termo de contracto ou de arrema-
tacao e o attestado de que trata o art. 232.
Art. 238. 0 pram para a prestacao de contas sera de um anno
improrogavel a contar da data do recebimento da quantia para con-
struccao da obra. Quando poderosos motivos impossibilitarem ao
encarregado da ohra de prestar conlas neste prazo, devera commu-
nical-o ao thesouro provincial, afim de que este, apreciando os e
julgando-03 justos, Ihe couceda novo praxo.
TITULO XV.
DA FUCALISACAO DO C0RP0 P0UCIAL.
Art 239. Para apreciacao do pessoal que conslitue o corpo de
policia e liscalisapao da despeza com elle feita, havera no priraeiro
dia util de cada mez uma revisla de mostra a que deverao corapa-
reccr todos os offlciaes e pra^as de pret quo nao estivere n desta-
cados, era gaarnipao a praca, sahidos era diligencia ou recolhidos ao
hospital por doentes.
Art. 240. As relates de mostra deverao declarar :
1.* 0 nuraero do pracas destacadas, o lugar onde o estiverem,
o dia era que sahiram e todas as circumstancias conducentus a mi-
nucioso exame ;
| 2. As que estao de servico em guarnigao e aa sahidas em di-
ligencia, especificado qual seja esta e por ordem de quem;
3. Quaes as recolhidas ao hospital, com Heterrainacao do dia
da baixa.
Art. 241. Devera ser aprtsentado ao encarregado de passar re-
vista de mostra o detalhe do sertico do corpo, para apreciapao dos
soldados e ofUciaes em guarnicao, a ordem por praca da qual sahi-
ram era diligencia, e a baixa do medico, em virtude da qual f irara
recolhidos ao hospital, devendo todos estes docurnentos ser pa?sa-
dos por copia para o poder do empregado incumbido da revista.
Art. 242. 0 official que na) puder enmparecer a revista de mos-
tra por incoraraodo de saiide devera em tempo commuracar ao seu
commandante, e este offlciara ao medico do corpo, afim de inspec-
cional-o in continenti e dar por escripto o resullado de sua inspec-
cao, que sera apresentado ao encarregado da revista de mostra,
dando-se lne copia do mesmo
Art. 243. 0 empregado encarregado de passar revista de mos-
tra, depois de tel-o feito, offkiara ao inspector do thesoaro provin-
cial, remeltendo as relacoes e todos os mais d cumentos, que lhe
forem oades, prestando assim conta de sua incumbencia, e notando
as irregularidades que houver eocontrado.
Art. 244. A revi-ta de mostra nos destacamentos sera feita pelo
delegado da localidade, o qual offlciara ao thesouro provincial, re-
mettendo o mappa das pracas destacadas e communicando todas as
circumstancias que encontrar e que possam concorrer para a reduc-
cao da despeza da fazenda.
Art. 245. Qaando por ordem do presidente da provincia houver
destacamentos de prapas, que nao forem do corpo de policia, e
cuja despeza corra pelos cofres provineiaes, devera a ordem ser com-
municada ao thesouro provincial, com declaracao do numero de pra-
cas e suas graduapdes.
A e3 es destacamentos sao exteosivas as disposicoes dos artigos
Sireeedentes ; e as pracas, qne os constituirem so terao direito a
ardamento um mez depois do effectivo destacamento.
Art. 246. As despezas com a agoa e luz para os quarteis dos
destacamentos serao feitas de conformidade com o valor ftxado em
tabella para isio organisada.
Art. 247. Qaando a forpa destacada for de policia, recebera o
respectivo commandante, por intermedio do commandante do corpo,
3uantia snfflciente para occorrer as despezas d'agua e luz, prece
endo um pedido especificado e de accordo com a tabella de que
trata o artigo precedente. Quando, porem, o nao fdr, devera essa
despeza ser paga median:e conta especificada, assig lada pelo res-
pectivo fornecedor e authenticada com a formulaconformedo
commandante do destacamento, quando for este official, e do sub-
delegado de policia oa do delegado, quando for o commandante
praga de pret.
__ Art. 248. Os pret* da forpa destacada, que nao fur de policia,
serao assignados pelo qaartel-mestre do respectivo corpo e authenti-
cates com ovistodo commandante do respectivo batalhao, a quem
se effectuara o pagamento dos prets, por ordem e.-pecial do presi-
te da provincia. Esses devem confer especificadamente o numero
de pracas, a graluacao do commandante do destacamenio e das
pracas, seus nomes, os dias de vencimento de cada am, diaria que
percebem de soldo, e ouiros venciraentds determinados, era colura-
nas separadas, o total do vencimento de cada um e o total da quan-
tia a receber, al&mTdas observances convenientes a liscalisapao na
competente casa. \
.Art. 249. NosXugares onde nio tnuver proprio proviacial on.
nacional, que se preste a quartel de destacamento, devera a autori-
dade, sob cuias ordens estiver a forga destacada, alugar casa conve-
niente a tal fim, communicando-o ao gresidente da provincia, para
qae seja scientificado o thesouro provincial, e do mesmo modo pro-
cedera todas as vezes que se der qualquer occarrencia relativamen-
te a mudanca do predio ou augmento de seu aluguel.
Art. 230. Para ter lugar o pagamento da despeza de aluguel
de casa para destacamento, sera preciso que o alugador tire conta
-
dot alugueis vencidos, e seja a mesma conta acompaohada, dea I-
testados da autoridade que fizer o aluguel, para que assim prova-
da fique a necesiidade da despeza e saa importancia.
Art. 251. Nao correrao por coma dos cofres proviceiaea aa
despezas seguintes :
| 1.* As feitas com forca qae nio for do corpo de policia, dea-
tacada no alto sertao ;
2. A qae se effectuar eom forpa reunida para diligencia fo-
ra da capital;
S 3.* As provenientes do destaeamento, cujo Cm nao for prt-
priamenle provincial ;
4. As feitas com diligencia por forca nao policia), em virtude
de requisicao de outras provincia?.
TITULO XVI.
das disposiqSes sbra es.
CAPITULO XXVI.
Providencias diversas.
Art. 252. Todos os empregados do thesouro proviacial, qae fan-
cionarem no recinto de reparticao, sao sujeitos ao ponto diario de-
monstrative de seu effectivo exercicio e frequencia. Nao o aerio,
porem, o inspector, o procorad >r fiscal e seu ajudante, devendo o
priraeiro e o ultimo todavia cumparecer diariamente a reparticao.
Art. 253. Nenhum vencimento se pagara a empregado publico
actiyo oa inactivo provincial, sem que, quaoto aquella classe, seja
certilicado o efhetivo exercicio, e quanto a esta, seja nos termos do
art. 161, exibindo attestado de vida.
Art. 234. Nenhum empregado provincial, novaraente provido,
tera direito aos seus venciraentos antes que apresente o re>pe:tivo
titulo no thesouro provincial, para ser registrado, pagae os compe-
tentes emolumcntos, preste juramento e prove ter entrado em
exercicio.
Art. 255. 0 pagamento dos vencimenlos de todos os emprega-
dos provineiaes, activos e inactivos, sera feito mensalmente, e de
subveneoes a quarteis vencidos
Art. 256. Sao prohibidos adiantaraentos de vencimenlos aos em-
pregados provineiaes, qualquer que seja a sua categoria, exeep-
tuaudo-sc porem : ,
1.* Os offlciaes de policia, quando tiverem estes de desta-
car ;
2.* Os de professores publicos nomeados para cadeiras, cuja
sede diste da comarca do Recife, de 30 ou mais leguas, na conformi-
dade do art. 25 da lei n. 598, de 13 de maio de 1864 ,
% 3. Os de empregados que forem incumbido* de com
niissoes exercidas fora da capital da provincia.
Art. 257. Os adiantamentos de que tratam os M !,.* e 3* do
artigo precedente so terao lugar por ordem do presidente da provin-
cia, que precisara o quantum do que tera de ser adiantado.
Art. 258. Os adiantamentos feitos pelo thesouro provincial aos
empregados publicos, em virtude da disposipao dos ? 1" a 3 do art.
234, combinada com o art. 255, e os vencimenlos e as quantias re-
cebidas pelos mesraos empregados, com as formalidadet legaea, que
posteriornaenle se houver verificado terem sido recebidas indevida-
mente, serao amortisados por descontos nos vencimenlos do mesmo
empregado, na razao da quinta parte de seu vencimento mensal.
Art. 259. Os thesoureiros das reparti^oes publicas, os pag^dores,
os collectores, os cobradores, quaesiuer exaclores das rendas publi-
cas sob qualquer titulo ou denominacao, ou qualquer pessoa qae
tenha de haver era seu poder dinheiro da provincia oa de qual-
quer instituto existente sob a guarda e protecpio da provincia, nao
poderao entrar em exercicio de tea cargo, sem cue previamente
prestem, perante o thesoaro proviacial, fianca idonea, de conformi-
raidade com o 2 do art. 156 e os | 1* a 6* do art. 107, excep-
tuando se porem :
$ i. Quando a quantia, qne pos-a ter em seu poder o empre-
gado for inferior a importancia de um quartel de seas vencimeotos,
estando nesta hypolhese corapreheudidos o procurador fiscal, para o
recebimento das quantias necessarias ao proseguimento dos proces-
sos cm que for parte a fazenda, e os parteiros as repai tic5es publicas
incumbidos da despeza com o expediente e asseio da reparticao, oa
da compra de objeclos a esta preelsos, para o recebimento de laea
quantias ;
2.* 0 quartel-mestre do corpo de policia para o recebimento
dos vencimentos do mesmo corpo ;
3 0 empregado publico noraeado interinamente thesoureiro
na vacancia do effectivo ;
4.* 0 rcgedor do gymnasio para arrecada;ao da respectiva re-
ceita, no caso de eatar vago o cargo de econorao.
Art. 260. Os empregados publicos que exercerera cargos, em
virtude dos quaes prestaram fianca, ou qualquer pessoa que a pres-
tar para percebimenlo de diuheiro, n5o poderao ter em seu poder
quantia superior a forca da mesma fiamja.
Art. 261. Nenhum novo adianlamento de dinheiros, para qual-
ijuer despeza, sera feito sera que sejam prestadas as contas do adian-
tamento precedente, exceptuando se, porem, quando :
1.' 0 valor da somraa do novo adiantamento, e do precedente
oa precedenles, for inferior a forca da fianca, e estiver o novo adian-
tamento nella comprehendida ;
2.* ) novo adiantamento for feito ao corpo de policia, ou ao
procurador fiscal para despezas urgente3 de processes ajuizados pe-
la fazenda ou contra ella.
Art. 262. Nenhum encarregado de despeza publica podera des-
pender maior quantia do que a autonsada ou que tiver recebido do
thesouro ; e quindo o faca, n4o lhe serao devidos os saldos verificar
dos a seu favor em ajuste de contas.
Art. 263. Com excepcao das dividas provenientes de teoeimen-
tos considerados alimentos, outras quaesquer nao serao pagas aos
credores da fazenda que tambem forem seus devedores, sem qne se
mostrem quites das dividas que com ellas tiverem.
Art. 264. Nao sera permittido o enconlro do que deve e tem de
pagar a fazenda com o pagamento qae a ella se tem de fazer, pelo
que 6 relativo a sua receita.
Art. 265. A divida activa da fazenda provincial so prescrevera
depois de quarenta annos, nao interrompidos pela propositura e
proseguimento da acpao civil para a sua cobranc*a. A divida passi-
va, pitem, prescrevera dentro de cinco annos, nao interrompidos pe-
la solicitaca-j do seu pagamento ou pela propositura de accao civel
para a sua juslilioac.au.
Art. 266. Os premios e beneficios das loterias, depositados no
thesouro e nao cobrado3 dentro de cinco annos, ficarao considerados
como renda eventual da provincia ; devendo os respectivo* doca-
mentos, logo que se der a prescripeao, segundo o art. 39 da lei n.
473, ser consumidos era sessao da junta e por deliberacao desta.
unico. A preserippao da divida activa e passiva da fazenda
provincial sera regulada pelo decreto n. 857, de 12 de novembro de
1851, e pelas ulteriores disposigSes, relativas a fazenla publica.
Art 267. As multas impostas adrainistrativamente a emprega-
dos provineiaes serao deduzidas de seus vencimentos, de uma so
vez. .
Art. 268. 0 procurador fiscal, seu ajudante, o solicitador da fa-
zenda, oa outro qualquer empregado do juizo, nao podera lancar
por si ou por interposta pessoa nos bens dos executados ; e a ne-
nhum empregado do thesouro provincial e das repartiQdes subordi-
nadas sera licito ser procurador de partes em negocios qae entea-
dara com a fazenda, por qualquer forma e modo qae seja, excep-
tuando-se, porem, desta prohibicao os negocios de interesse dos as-
cendentes e desc-ndentes, irmaos e cunhados, fora dos casos de de-
verem ser despachados oa expedidos pelo empregado.
Art. 269. Nenhuma petipao seguira seus termos se nao estiver
em linguagem conveniente e nos limites do devido respeito, qaando
o signatario houver de reclamar contra quaesquer actos que repute
lesivos de sens direitos ; e nao sendo guardada esta prescripeao, o
inspector a devolvera com o simples despachorequeira em termos.
Igualmente nio serao recebidos quaesquer offlcios redigidos em
termos desmedidos, virulentos e abusivos ao decoro, a juizo do in-
spector.
Art. 270. Os empregados deverao guardar completo sygilo
acerca dos negocios re*ervado3, cuja reveiapao sera communicada
com declaracao do aator ao presidente da provincia, afim de proVi-
denciar conforme a gravidade do facto e suas circumstancias.
Art. 271. Em tulo que.estiver nao especificado neste regula-
mento, na parte da secpao do contencio3o, servir-lhehao como dis-
posijSes subsidiarias as da directoria do contencioso do thesouro
nacional, de 31 de Janeiro de 1851, instrucgdes de 28 de abril do
mesmo anno e regulamento de 24 de dezembro de 1866.
Art. 272. Nenhum empregado do thesouro provincial podera
retirar-se sem permissaa do inspector, e fazendo-o algum, incorre
em falta qne por forma alguma ser-lhe-ha abonada.
Art. 273. Quando falte galgum thesoureiro das repartieoes de
fazenda, e nao haja pessoa afiancada que o substitoa, nomaara o
inspector imraedialamente, para fazer-lhe as vezes, am empregado
da mesma reparticjao, nas condic5e3 do 3 do art. 257 ; o qae sub-
mettera a approvacao da presidencia.
Art 274. Os offlciaes de justica, qne o forem da fazenda pro-
vincial, pela falta de exaccao no cumprimento de seus deveres, prin-
cipalraente quando detiverem em si mandados, alem do tempo ra-
zoavel para intimacao dos contribuintes, perderao a juizo e decisao
da junta de fazenda, a gratiflcacio qae percebem na ratio do mez
em que se der o facto. A reincidencia sera punida com e dobro,
e a reproducpao desla com a demis-ao do lugar.
Art. 275. Nos termos de qualquer contracto celehrado eom a
fazenda proviacial se estipulara expressameate :


-_



^-mn-fa.
i-------
r^**1
-k^^_.
.1
Diario de^Pcrnanibuco Bexta feira &1 do Julko de 1874
, *i
"*

Art. 280. Nao ^lto sn?reptfT^-*e p*rT>ra. embargo B eques-
de
(Jje-c^CTWtrsetMtes rentw^iam-tetos ov casos fortartos, n"
dianariosouc\traordinariis,/a4a4oa ei?04 selitos on inmiitos, c>- tm os venoipv'ir.os doe eniplegadoe provincial,
gitadusoa nlo cogitados, e q<\e cm'JMos e uafla uai defies ficarao A'rl. 2T Sut>-i.ste o piivilegip de fun para *
sempre ourigados, sera dellw se pnacrcin valeT nem os/podrrem all* i>ltr;rs pa-ssadns a favor da f,:zcn gr cm teihpa aigum; e pava- alcum effeito, (pal |uer qae elle seja (lei
de S3 1C dezehibro de 13* I, $ 3Mlvara de 28 dejunho de 1808 titulo
17 14) a bjp assim especialmente quacsquer avarias, perdas, pre-
juizos occaVonados per negtigenrias, iroprevtden;ia, erro do direc-
$io, falta de meios ou casos de forca raaior ;
Que nan rtceberio indciriuisaeao por qualquer ac rescimo qua
for si-m crdeai-fpr escripto do engeuheiro cliefe das obras pa-
blioas;
Que todas as queslSes que versaren sobre o eumprimento, in-
terpretacao, yalidade, reseisao e effeilos das fiancas e contractos das
obras public**, celebrados com a fazeodi provincial, sSo da compe-
teneia exclosiva da admkustraeao da fazenda provincial, na confer-
milade do art. I" 2 do decreto n. 23i3. de 20 de jaueiro dc 839,
art. 12 10 da lei o. 1114, de 27 do setembro Je 1860 e da lei pro-
vincial n. 209, de 0 de main de 1852 ; I
Qae llcam snjeilos as nmllas, que desd logo serai impostasnos
mesmos comractos, c em que incorrerem, quando faltarein a? eum-
primento das obriga<,oes que contrahirem ;
Que nos sobreditos contractos nao se cscrevam palavras sus-,
ceptiveis ie interpretacoes scientiticas, donde possam resultar ques-!
t5es ou duvidas forenses, e coiuo taes incompativeis com a simplici- [
dac"e dos lermos a lodos daros, perceptiveis, ou dc significa;ao vul-
gar, pratica e consenso, com.' requer a boa fe e se cosluma em taes
contraeioi.
Art. 150. 08 termos de ilancas serao lavrados setruindo o em- \
pregado qaeo fizer a minuta .dada pelo irocurador liscal ou sea
ajudante ; e esta sera arcluvada por ordem duplice o c .ronologica
pelo dito empregado sob sua immediata responsabiliiade. Depois
de lidos as paries interessadas, do que se fara expressa mencio oos
mesmos it rmos, serio assignation por Was, pelo irocurador fiscal e
per duas lesienunbas preseuciats, sendo que nelles sera expressa-
aneoie deilaraio :
Que os lladcresf responrlcm pehs debitos de qaalqner alcaoee,
ei que l< r encr-.trado s--u alianjado, nao s6 pelo principal arbitra-
do, como pelos juros qae accre;ccnrn, sati.-fafao, damao, multas
e custas tllimftadainente, oo at6 importancia deter.-niDada, conforme
for a naiiircza da fianca (|ue elles prestarera ;
Qne esta mesma saa responsabilidade sera extensiva ate a ef-
fectiva jubstituicao delles, ou exoneracao e plena impossibilidade do
seu aihii.W'.' ;
-^.

__
ajuizada? r."
id^ndo as nHSitiaft
differcnies prwura-
9cr saeaJas, ;eilas oudos-adas por milo
dores ou dc ujn ?6 mandaln colfeetwo.
Art. 282. As reclamaroes c oppofi>.i5cs de qualqner conlnbain-
to a respeito do lmpo'stos ou quertdes do con'.oncioso adffiinlstrativo
serao agitadas perante o tlie-ouro provincial, e nio no I'diio dos fei-
tos, aoqual falu competeaeia para mso.
Art. S83. As jiisiilieiefcs nao. sio Tnelos lc|e para julgar
a -xoneragao de qualquer exactor da fazeuda proflncial, podcado
apenas ser admittidas como provas era alguus casos:
Art. 284. Nos contractos de arreDdamento de bens provin-
ciaes exigir-se ha cau;io real do arrendatario ou ?eu Qador.
Art. 283. Pelo thesouro provincial eobrar se-hao os emolumen-
menlos; consigoadm na tabella jauu, de actos pralicados na mesma
repartica.\
Art. 286. Tudo qae por estc regalamenlo nao estiver preTe-
nido re;cr-se ha pelasleis e repulamentos geraes como legislacio
subsidiaria, ficando revegados o regulamento de 21 de julho de
1868 e quaesquer di^posi^oes em coutrario. -
Henrique Pereira de Lucent.
Talii'lla (lOM <-ii<-iiiicii(<>K elun cmprcg^uilos da
tlicBourai'in provincial, I que Be rt-rerc o
art. 130 tickle r-uiilimit'hio.
i
Inspector. .
Contador......
Frocurador fiscal) .
Dito dos frilos ) .
Ajudante do procurador G3
cal........
Solicilador.......
Escrivaoda fazenda. .
Ofticiaes de just'Qa
OUicial maior
Que i'f.-a sua cifrrgacao passara a seus herdeiros, ^omente no r)jt0 ,ja jeeretaria
caso erri que ao tenpo iia morte de qualquer del!ci"haja algum de- Tnesoureiro
bito, alcaace ou desjalque d.i seu aSancado ; piei '.
Que as mesmas Gauca^ fieam sajeitas era toda. sua plenitude a
lei hypotr.ecaria e sou regulamento ;
Qae as consorte* do> lia-Jores renunciam o benelicio ;
Que as Rtnoas effec'uadas por deposito de apolices sera pela
ultima colacao, e nao irapossijilitara qae o deposilaule rcceba os di-
videndos dellas e.a cada semeitre, fazendose na estajao competen-
te as respeetivas averbaf!5es.
Art. 277. Perante o juizo dos feitos da fazenda se procedera a
Ivabiiidade do.* devedores da fazei "
in* fazenda provincial, uos termos do
de reto n 810, de 22 de outabro de 1851'; o que s6 se praticara a
juizo dos l)rs. jaiz dos feitos 3 respectivo procurad r co^i todo o es-
Escrivao da receita. .
Ajudante do dito. .
Chefes de secgao. .
Primeiros escripturarios. .
Segundos ditos.....
Tereeiros ditos.....
Cartorario......
Primeiro oCBcial do conten-
cioso.
s_ Segundo dito idem.
crupulo, criterio e a maior precarigao possivel, para per qualiucr i^Ije.',rD,u,Jlt0 em"
modo nao pcajudicar a mesma fazunda. Para esse fim se depreca- por.,':rn '' "
ra a qualquer dos jaizes de direito do interior da proviocia a inqui- /vn.jnu0' '
ri?ao Ue teslemunhas ahi residentes e sabeaoras do estadi pecunia- r,rlejros' *
rio dos ditos devedores, deveado-*e comprehender e:n cada uma das
preeatorbs todas as dividaj ptTtenseiitesa cada deveior, cuja insol- \
vabilidade se liver de provar.
Art. 278. 0 procurador liscal n.5o podera accumular qualquer'
eaiprego de julgar ou do policia, oem ser promotor pnblico, pro-'
motor de rdsilaos e capelUs, curador de orphios, nem c-xorcer ad-
vocaeia nascausasem qae a t*azenla; provincial U r itteressada per
qualquer modo, norn, liaalraente, ser|procuralor lisc 1 da fazenda
national I
Art. 270. X.lo podcrao r emprpgados do juizo receber qaalquec
qaautia d.=vida a Fazenda provincial a pretexio de recolhe-la ass res-
peclivos cofres, aiuda qae as paries lli'o pecam ; nao sendb :orrpre-
neaiido neslai di.-pusicaj o procurader (Leal no levauturaenlo de de-!
posito;
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2:000*
1:500*
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1:5(0*
1:200*
900*
entre si,e juntos cahirarn sobre o pblfcia, a quern 'cad, neeessila do muito maior esforco callectivii.
Obsercayw. 0 procurador fiscal, so'icitador, escrivJes e offi-
ciaes de justiga, alem dos veneimentos con-tantes desta tabella, per-
eeberio a porcentagemtquc por lei lhes coropetir.
Taiirtia tlos cmolumcntoM tfiie deve cobrar o
(Uesoeiro |trevinriI, scsuntlo o art. *Hl.
Certidao f m geral............
I'or cada lauta que exctder a ifuatro.......
De l"!s -a DOT cada anno, cootados do segundo por dian-
te ate o segundo somenle........
Termos d-; contractos, quaesquer que sejam. .
.^ualmente nao sera licita re^eber qn.iesquer quantias das mes-: ^'t)S ae fiancas..... ......
mas p..rt:s., qu.-r camo adiantamento da-s custas que f'rem deviJas, Reg-stro de prov soes, nomeacoes_ e verbas. .
.;uer coiuo gratili-acao, (.ediJa oa offericida, quer, GnaVrflente, por Titu d de empregadas de nomeacao do inspector, 4 por
cento do vencimento ate 1:000*, ed'ahi por diante,
' Henrique Pereira de Lucena.
outro qualqiu-r m/>tivo, por mais attjnlivel qae seja.
2*000
500
500
10*0CO
4*000
3*000
45*000
po.-to em Ii-
DESPACH0S 3* I'.KSIDKXCiA, DO DI.V
I87i.
Apolonu Maria dc Jeaus.Seja
berdade.
Bernardin>. e^cravo. Ai Sr. jaia de dirdlto da
coaiarea de Ouricary, para proviienciar uus ler-
DJ0S da lii.
Kjrmino Evar:sto Ilibeiro Varejao. Pu se.
Pleden llrothers.Deferido com oRkio dtsti
!au, dirigido ao thesouro privincial.
Uilario Carmditaho da Porciuncula Feifeira.
lrileferido, a risla da informacao.
-fsaliel Carmelinda de Gusinao Silva.Apresente
,ctrt:dao de obito do i ai das mauores.
I!acharel Joaquim Breneisco de Miranda.In-
f : i e o Sr. inspector da Ibesoararla de fazenda.
Joaa AITon-o Uigueira e Joiio Pessoa da Gama.
laforme o Sr. Ur. juiz de dire to do Hio For-
IllLSO.
Jolo Pereira 1) Goasreia Torre Gal.indo.Sim,
nao havendo inconvenienie.
Lnzia Consiaatina dos Passos Mohanpt.Deferi-
do com ofllcio desta data ao provedar da Santa
Casa do Muerieordia.
Padre Manoel Lopes It odrigaes de Barros Di-
i ; se ii thesouraria de fazenda.
;apilao I'.aucel Pereira Ma'galhaes.-Informe o
Sr. liscal da ciripanhia.
.'ilaria do Ho:at;.>.laforme o Sr. inspector do
ar.-cnal db mar Una.
Bacharel Uanm-I Gomes Viegas Junior.Inde-
.'erido.
liita Frair.isr.a dos Anjjs Clia'on.Inlorme o
^r. inspector da instrnccao pubbca.
Tentn'e coronal S-viriano Monleiro Left?.lo-
forme o Sr. ongenheiro chefe da repartfio das
obras poblicas.
Watson oc S n th.Deferido coin ofllcio desta
tii'.a a lliesouraria de fazenda.
2D DE JULHO DE r.'X ADA1IASTOR. K-t.i au.-tmr ia:a ;
; Muliida dd itattucte PARA' para os
IiiirtoK tlu> nurtc no eiia pi'inieiro
tie a:;>to .n-itviaiu.


m.
REVISTA DIARIA.
Eis aqui, em rnsnmo, a osteotacao e a jactancia
do segundo Bonaparte ; vejames agora as lettras
qu; tivemos a pagar :
a Guerrada Crimea.Soldados raortos nos cam-
p<>s, e mortos de doengas, 95,000 pelo menos; U-
rldos e enfermos repalriados, de um tffeclivo de
214,000, pede calcular-sc em um quarto oa um
terco ; grando memoria. Despezas : um mi-
Ihsr e 600 milhSes ; mas 6 necessario accrescen-
tar a e-ta parcella, dada pelos emprestimos e or-
Collertoriag provincinci*.Por por'.a-
ria da presideucia da provincia de 28 do Jcorrente,
foi nameado collector provincial da Uezerros, Sa-
bastiao Mendes Bandeira Guimaraes.
Por portaria da mesma data, foi nomeado
Napoleao da Costa Morelra para o lugar de escri-
vao da oUecloria provincial do Bri'jo da Madre
de Heus.
'.cicoiieiailcs policiacs. Por portaria
da presidencia da provincia de28 do coirente raezr
foram nomeados : delegado do termo de Villa-Bel
la Joao Luiz de Magalhaes; subdelegado do d
tricto do riacho de S. Do;iiugos
Manoel Joaquim Limoeiro.
Por portaria ia mesma data, foram nomea-
dos : subdelegado de Lage-Grande, districto do ter-
mo do Bonito, o primeiro supplenta Antonio Fran-
cisco de Andrade ; primeiro, segundo e terceiro
supplentos do mesmo subdelegado, Vicente de A-
Canientos, outros encargos, como pensSes, recom
pensas, lugares, indemnisagoes, etc.
Guena de Italia. Esta foi curta, mas custou-
nos uus vinte mil homens e 300 milhocs, nio com-
prehendendo outros encargos que resultaram
daquelles esfor^os, e que, por differeates mo-
dos, aggravam os gastos de hemens e de di-
nheiro.
< Expcdimo do Mexico, China, Cochinchina e
Syria.Mexico, 50 a 60,000 homens. China, Co*
cbinchina o Syria, 300 minifies; perdas da ho
meas, 10 a 15,000.
Golpe de estido de 2 de dezembro. Fazila-
mentos, deportagues para Argel e Cayenna, mi-
do mesmo termo,! Ihoes recebidos do banco, etc., etc. E' mnito Ion-
go e muito vergonhoso referi lo. Dareroos com
nultrararani. ,
0 tribunal condemn u todoj cinco es'.romis .
yabalims forcados. por termo iiue variou da nove
Iiu|i- 'iilcacia. i>s empre.t'iros na
quern de direito fosse, da nova ponte da Boa-Vis-
ti,~pela qual ainda fazera o peoes passagem, em-
quanto so acaba de construir o passadico que a
deve substiluir proviioriamcnte, nao tiveram a
caulella de por uma taboa sobre am baraco quo
se formou pela deluii;ao de parte da uma trave,
abiteudo assim o ladrilbo da mesma ponte, deu
lugar a qae houtem, pclas 7 horas da noite, escor-
regasse por elle uma pobro crianga, qua por ahi
passava, e conn cousequencia a morte immediata,
pois nao voltou mais a tona d'agua.
Hutlanea. 0 Dr. Marillo Vianna muJou a
sua residenen para a rua do Vigario n. 1, 2 an-
dar (casa em que residia o sen irraao Dr. R. Vian
na) e ahi continua a dar consultas as mesmas lio-
ns em qua dava na rua da Cruz.
Chaptfog de sol,Madama Falque, ten do
traz do da Europa, na sua proxima viagem, gr*n-
de sorlimento de fazendas e armacoes para cbapeos
de sol, tanto para homem e sennora, como para
cn-anc^is, resoiveu vender tudo por pregos muito
mais' baratos do que: outr'ora, fazendo assim os
seus freguezej partilbarem das vanlagens que ella
obtevc dos fornecedores francezes, allemies e in-
glezes, sein peiorar nas qualidades 4o genero, que
sio sempre muito bens. A' rua Primeiro de Mar-
,go n. 4.
r.cilao.-Il.je effectua o agente Martins, a*
It hora.*, o leilao de uma linda mobilia e outros
moveis, a rua do Bora Jesus n. 7, antiga rua da
Cruz, 2* anda".
H>j, effectua o agente Dias. o leilSo dosobra-
do de dous andares a rua do Viscoude de Pelotas
n. 21, as 11 horas da mania, em seuescriptorio a
rua do Marquez de OlinJa n. 37, 1 andar.
liOtcrlu. A que se acha a venda ii a 110*.
a benelicio do patrimonio dosorphaos, a qual cor-
re no dia 1. de agosto.
Casa de detancao.Movimen'.o da casa
da detencao do dia 23 ae julho de 1874.
Existiam presos 325, entraram C, sabiram 6,
exis'.era 325.
A saber :
tfacir>naes 254, mulheres 7, estrangeiros 21,
escravos 40, escravas 3. Total 325.
Alimenudos a casta dos cofres publicos 254.
Movimento da enfermaria no dii 29 de julho de
1874.
Teve baixa :
Manoel Jose Ferreira, asthma.
Tiveram alta :
Joao Fnncisco Bezerra.
Antonio Franciseo do Nasciraento.
Pedro Martins de Ohveira.
Manoel Lopes de Souza.
Igaacio Gomes Marinho.
CiHRONIGA JU^ilMSIL
I ItllEI \ \l. DA Hll.U 1(1
SESSaO ESPECIAL DE 30 DE JULHO'DE 1874.
PKESIDENCIA DO EXM. SR. COSELHEIRO
CAETANO SANTIAGO.
Secretario Dr. Virgdio Coe'ho.
As dcz horas, preseales os Srs. deserabargado-
res lleis e Silva, Almeida Albuquergue, Motta e
Do nragiies Silva, foi aberta a sessao.
Em seguida o Exm. Sr. conselheiro presidente
fez o relatorio dos seguintes aggravos, sorleados
na sessao anterior.
Aggravos de peticao.
N. 31.Aggravante Jacob Joaqaira da Silva,
aggravado Joaquim Jose Doarte Adjuntos sor-
teadoi os Srs. dar-embargadores Domingues Silva
e Almeida Albuquerque. Negoa-se provimento.
Aggravos de insirumento.
N. 6.Aggravanta Jose Maria Goncalves Perei
ra, aggravado o jaizo daPaned). Adjuntos sor-
leados os Srs. dasemhargalores Almeida Albu-
querque e Molta. F.cou adiado, pelo impedimen-
to do Sr. desembargador M >iU.
N. 7. Penedo. Aggravanta major Silvastre
Domingues da Silva Pimenleira, aggravados Ma-
noel Lino dasAnjos e outros. Adjuntos sorlea-
dos os Srs. desambargadores ilais a Silva e AI
nieida Albuquerque.Negou-se provimento.
Encerrou-se a sessio a uma hora da urde.
| e.-lorev, qn^ so tr*J-.A no sacMieio d.: cada um
pelo liein e-tar ii-.: Pldos.
'0 imuiteio o meij ordimrio dis-e cincursi
irrl.viiijial/ E qaan Jo n iuiposfi a OmpCegado no
daseuwWtiDauvo ntbral da comaianha-j, eoim
aconteee com a dilfusio da instruccao pela crca-
cao de as colas, nao sera sobre supina ignorancia
re.natada injustict incriminar o goveroo por ma
applicacao dos impostos ?
Nao sera loucura matter a ridiculo o offareci
mento do dm edilick), que nao podia er adquirido
senao com o producto dos irapostos, ao povo quo
tcm o dever de pagal-os ?
Assim nio pen-am os hberaes de aossa terra, c
se o pensam, como estarnos bem convencidos, re
pugnam external-o, porque nisso vai im, h'.'ilameu-
te o elogio do governo; i ;io o fazem e obstinam
se at6 o absorao, pregando o obscurantismo pelo
simples prazer de gntar em desenfreada opposicao.
Quanta insania!
E preten Jem ser acreditados, in li mais, que-
rem ler jus aos f6ros de hamanitarios e pwa-
lares I >
N}o tarda que o espi.rito de teimosia os leve a
eudeosarera a inquisicao.
0 inimigo da es:ola ha de ser por foica amigo
do burel e da fogueira.
Iiypocritas I...............................
tudo algumas parcollas qae fallam por si. Nos
priineins qainzo annos, de 1852 a 1866, o impe-
rio despendeu ofllcialmente, segundo os seus or-
I'amentcs, trinta e um milhoes, islo e, doze milhoes
mais do que o governo da julho no mesmo espago
ft^gmrticuo tla poiiciu.
8." seecaoSecrctana da policia da Parnambuco,
30 dejalao de 1874.
N. 918.Him. e Exiii. Sr.-Panicipo a V. Exc.
que bontom foram recolbidos a casa de detiDQSo
os individuos -egaintes :
A' mhha ordem, Jo-c Anlero da Moara, vindo
do termo de Pao d'Alho, como criaiinoso em
ltarabe.
A' or Jem do subdelegado do Recife, Agostinho
dos Sanlos Moreira, e Luiz da Paula Araujo, por
di-tqrbios.
A' ordem do dos Afogados, Joao CaprisUno Ven-
tura, de .quern tratei em minha parte diaria de
hentem, por crime de ferimeatos.
A' orderri di da Varzea, Eicardo, escravo de
Theotonio da Silva Vieira, a requerirnento do se-
nnor.
Em 18 do corrente foram rocolhido3 a cadeia
do termo de Aguas Bellas, Francisco Alves Macha-
do e Vicente Alves Machado, alii pronunciados
como incursos nas penas do art. 193 combinado
Com as do art. 34 do codigo criminal, e nas dos
arligos 102 e 205 do referido cod'go.
No dia 2i foram tarabem recolbidos a cadeia do
termo de Born Conselbo, Francisco Alvts da Silva
Carnica, e sea cunhado Francisco Xicudo, crimi-
n>sos de mue'la falsa, roubo e furto de cavallos,
no termo do Hrejo.
Deus guarda a V. Exc.-Illm. e Exm. Sr. com-
mendador Henrique Pereira de Lucena, digno pre-
silento da provincia 0 chefe de policia, Anlo
nio Francisco Curreia de Araujo
raujo Pinheiro, Sizeuando Fjrreira Maltoso e Fran- j dc tempo, desde 1832 a 1846. 0 iroperio elevoua
Cisco Manoel Leite, na orde n em que se acham. parcella do imposto a tres milhares e duzentos mi-
Por portaria da mesma data, fui considerada lhoes por aano. Partindo de tres n ilhares, e to-
sera elfeito a de 2 do corren-c, que demittio a pe-' bre uns dcz milhoes de familias, encontramos que
dido, o primeiro supplenta do delegado do termo : o imposto exige de cada familia uma somma de
do Cabo, Bernardo Ferreira de Barros Campello. 300 francos ; o como se nao pode calcular era mais
CommiMMario tie policia. Por porla-, de 1,000 a 1,200 o rendimento da faraiha fran
ria da presidencia de 28 do corrente mez, foi de- ceza, e a um quart) ou um terco dos seuj recur-
claradr sem effeito a dc 22 do merao" mez, que [ sos que o imposto imperial Ihe levava. Depots dos
nomeou para o cargo de commissario de policia de' nossos desastres, com o novo encargo, a proporcao
Serinhaem ao capitao honorario do ex rcito, Ma- acha-se cruelmente modilicada.
^mmmmm&&
(AOENCtA 11AVA6 REUTEU).
LontlreH .to. Os directorcs do
bunco de lnglaterra flzeraiu liojc
tiia ii'iiiiiiii hebdomadarla, t> deci-
diram resJuzlr a iaa ofUcial do
tlt'Mt-onio, qae era antes de 3 1/9
por cento a 3 por cento.
Hio de Janeiro SO.- Cafe, GOOD
FIRST, G&OOO. O merendo tie cafe
e-ita llriuisRimo, mas menott actiro.
Am transaccdes emtfLo atrnetadaH
por causa da qnantidade linaitada
Uo tleposKo na prat-a.
%b chegadas quotid'ianas elevani-
*< a e.oo.
(AGENCIA AMERICANA.)
LiMboa ao do Julho as so n. da
nianlia. Morreuo Rottschild. ban.
quelro ezn Vienna.
I.is].((. 30. O visconde de Horei-
ra tl J.1FFEY.
Versailles 30. O projerto de dls-
solucao foi reppllido.
Londrcs SO. Algortao tie Pernam-
*uco h i/i, de isantos S i/o. ne-
conto 3 por cento.
Para 30 as h, da iarJo^- STada
Li0?'0' M^-ca*> JnaUeravoI,
Rio de .Janeiro 30 a 1 n, r IS m.
da tarde, .Wcpcad* ImaltAravol.
DOVRO. Wallilu uoje o COIOP^A7 para
0*1 portos do nortc. Tannnem saltlo
para .Ifaranttao a galcra nortuscue-
noel Eloy Mendes, e nomeado para servir e.n seu
lugar 0 eidadao Joaquim Ramos da Silva Mo-
reira.
Apprelienstio.A 28 de agosto proximo
vindouro, iraoapraQa no termo de Pao d'Alho oito
cavallos qua foram apprche::didos pela policia d'a-
qnelle tsrmo ; 0 qae inelhor se vera do competen-
te edital pul-licado na tec^So propria.
Sociedadc niedica. Dcixou de haver
?essSo no dia 29 do corrente, por so tercra cora-
parecido os Srs. Drs. Si Pereira, Cnacoo, Santos
Mello, Barges de Barros, Santa Hosa e Roquav-
rol.
. Lua.-Acaba dc sahir a luz 0 n. 54 deste
jornal.
Revlsta do Congresso Litternrio.
Sob essa denominac,;lo acaba de come;ar a ser pu-
blicada nestacidade ura jornal,. organ da socielade
de jovens estudantes. Saudando 0 apparecimento
desse novo campeao, fazemos votos felo seu pro-
gresso.
Bibliotlieca das senliora**. Acaba
do che^ar a esta cidade e acha se a venda na li-
vraria Industrial, dos Srs. Walfredo & Souza, a rua
do Ba-ao da Victoria, a l.a cadernela da Bibliotheca
das senhoras, interessante puhlicacao semanal,
que comeca a apparecer na c6rte. A bibliotheca
das ienhoras tem por flm proporcionar a nossas pa-
tricias agradaveis leituras, traduzindo os mais es-
limaveis romances raodernos. Iloje que, a forca
de se imporem, vao ganhando terreno os especula-
dores litterarios, e 0 bom gosto se vai eslragando e
com isto se abastardandoa ntteratnra.vai-se tornan-
do necessario que as amadoras dos romances se vao
sujeitando a uma especia de censura [ revia ; que
se iaformem do merito da obra antes de so entre-
garem a sua'leitura. E' e?te 0 grande servico,
que vem prestar a Bibliotheca das senhoras. Es-
clher eatre os mais distintos escriplores raoder-
nos os seus mais aproveitaveis trabalnos e apre-
sentar traducgoes, fieia e expurgado* das vioios de
linguagera. Desde ja recebeTJ-se assignaturas:
senlo 7*000 por semestre ; 13/000 por anno e 400
rs. a cadernela avulsa.
Provincia do Platiby.Como prazo de
noventa dias, a contar de 3 do corrente me?, re-
eebe a presidencia da provincia do Piauhy pro-
poslas para 0 contrato da construcgao c explora-
cao de uma via ferrea que, partindo da cidade de
Amarante, va terminar na de Oeira?, com ora ra-
mal para a villa de Valenca, mediaote as claasa-
las constantes do edital que vai publicalo o'outro
lugar do presents namero.
Convencao postal. Pelo decrelo n.
i'.G.ii de 15 do corrente mez foi promulgada a
convencao postal celebrada em 14 de marco de
1871 entre 0 Brasil e a Italia.
Jiibliuibe'-a das Xamilias.A' livraria
do Sr. Jos6 Noguajra de Souza, a rua Primeiro de
.Marco n. 2, acaba de cbegar a 12.* carderneta
desla publica^ao, contV?ndo a continuacao do 2.
volume do romance A miifher do palhaco, por II.
de Mmtepiu Assignasa H 400 reis a cader-
neta.
Franca.AlguQ3 jornaes .'rancezes publjca-
ram 0 seg'jinte, aae foi reprodtaidt; em quasi toils*
a iraprensa :
a 0 imperio. 0 imperio e a paz. Tianquilli-
*efi,-.seo3 bons,e treraam Q perversoa. 0 imperio
(5 a ara2J pela libi^ade; 6 a r.esurrc|C.ao para a
"grande nac*o, do gramde exeroito, 9 da gaarda
imperial j d a prosperidade e a gloria. Povo
francez. '
TcmpcHtades. -Leraos no Constitucionel :
No dia 15 do corrente cahio uma lempestade
medonba sobre a cidade de Montpeliier. Os relam
pagos succediara-sa coin tanta rapidez que, uma
parte da noite, a atmosphera foi sulcada da conti-
nuo por clar5es siuistros. 0 trovao roncava com
cjir^pito horrivel.
Os para raios da igreja de Santa Anna e da pre-
feitura assemelhavara-se de longe a sulsos electri-
cos inflammados.
Uma verdadeir.a tromba de graniso aQoitou a ci-
dade do noroeste para sudoeste.
Ha muitos annos, diz a Uniao Nacional, que n5o
tinhamos vis to uma tem .estada assim.
Os prejuizos sao immensos, talvez irrepara-
veis; os trigos flcaram destruidos, a3sira como as
vinhas.
Grande numero de telhados e principalmente
de cooerluras .ia zincb estao no raais deploravel
estado.
Sahindo pelas onze horas da circumscripcao de
j Saint Poos, 0 furacao passava as onze horas e raeia
ao norte de Beziers, a meia noite saltava sobre a
lesina de Lodeve, para dalli voltar de novo a
Montpeliier, e ir extinguir-se, entre a uma e as duas
horas, no departamento de Gard.
Na vespera, terapestade iientica atravessava 0
departamento dos Altos Pyreneus. 0 Era Nova,
de Tarbes, noticia que varias communas dos can-
t5es de Vic, Rabartens, Pouyactruc e Tournay
ficarara mnito maltratadas com 0 graniso. Tar-
bes e as bcalidades circumvisinhas tambem soff.e-
ram muito.
0 graniso cahio em tal quantidade cm Tarbes
quo foi precis) tira-lo a3 pas do3 passeios para 0
meio das ".alcadas.
No domingo pela raanhi, ainda se viam 03 jar-
dins e os passeios publicos juncados de ramos e
folhas de arvorcs. Mnitas casas, cujas fachadas
estao voltadas para sudoeste, iicaratn com as vl-
dracas despedacadas.
Slorreu.0 rapaz que n'uraa apasta extra-
vagante e estopida eogolio ura garfo, quaado ape-
nas intentava tocar com elle 0 esophago, acaba da
morrer miseravelmente. Os padeciraentos que Ihe
causava descoraposicao venenosa do metal nos in-
testinos, eram horrivels e as dores taes, que par*
evitar que por desgracado se suicldasse era n'e-
ccssario-estar sempre uma pessoa da familia de
vigia a todo 0 raomento.
A autopsla demonstron que a morte do desdi-
toso maneebo f&ra consequencla de envenenamea-
to pelo oxidv do cobre.
Preen de um ntarldo. Procede contra
a municipalidado de Marselha e 0 Sr. Labadie, aa-
Lijgo ^refeito republlcano das Bouchei du Rhone,
a Sra, Gaillardon, viuva do commissario de poli-
cia central, .encarcerado sem motivo, depois do
pronunctameuto de 4 de setembro, e encontrado
raorto na prisao.
A viuva pede corao jndemnisapao do mal mate
rial qua a eKa e a seus (iIbo9 adveio em conse-
quent a da morte do marido, a sorajna,de, 20,000
francos a terda ds^ual a antora julga, solidaria-
mente responsaveis j. cidade de Marselha e 0 Sr.
Labadie.
'-.a nao hrincani. A severidade dos tri-
btiaass inglezes contra os qua oflendera og guardas
do poli-ia 6 proverbial.
Era uma das ruas de Londres, estavara era
desordeas einco mancebos, na noite de IS para
16 de junbo j appareceu an policeman, e, i*atao
PARTE POLITIGA
PAIKTinO < (\Ni;R\ A3MHI
ItECIFE 31 DE JULHJ D3 1874.
E' insolita a obstina^ao com que a Province
recaiciira cm sua cruzada contra a uduca^io po'-
pular.
Oa liberaes deste tempo ja se erguem contra a
in-truceao, ja insorevem nos guiiies do progress)
esse mo to tremendo guerra a instruccao. (!)
Egtranha mystilicacao essa era que vivemos !
Onde estainn -1
Em que seculo vivemos ? Da se, qua lenhamos
recuado aos tempos do obscurantismo ?
Ouenlao nao comprahandemos 0 verdadairo sen-
tido da palavra liberal.
0 governo do povo pelo povo, a igualdade aos
olhos da lei, a franqueza a todas as legitimas as-
piragoas, o progresso em summa, onda 0 conse-
guir sem a dilTasao das laze*, sera 0 derramamen-
to da instruccao ?
Ter direitos e jazer na impossibilidada de exer-
cel-os; raoslrar ao mundo uma carta constitucio-
nal liberrma, codigos redigidos a luz dos princi-
pios raais adianlados da sciencia social, peki sim-
ples prazer de mal intendida oslentacto, e langar
0 escarneo a face do paiz, zombar das iustituicoes,
renegar 03 principios que nos elevam a ordem das
nacoes livres e adiantadag.
E sao estes 09 homens que vociferam contra 0
actual ministerio a que irrogam a gravq injuria
de sophismar as reformas que 0 paiz reclama I
Forca a conlessaUo : somos viciimas de alguraa
mystilicag >o que nao comprehendemos.
E' qae a obsecacao dos liberaes tocou ao seu
auge. 0 phrenesi da opposicao tern lhes seccado
a ultima gota do bom senso.
Inherences 1 Nao pode deixar de ser esta a
expressao do espanto com que viraos a Provincia
de 17 do corrente atacar 0 governo por ler ofiere-
cido ao povo do Rio de Janeiro um palacio des-
tinado a servir de escola publica.
No frontao do ediBcio acha se com effeito uma
simples ioscripcao indicat va d'aquelle offerecimen
to 0 governo ao povo, phrase succinta, in3
pirada pelo amor do paiz, symbolo modesto desse
lafo de uniao entre governo e governados que ha
de ser no futdro 0 destino do poder social dar ao
povo 0 qae 0 povo precisa, a escola, a iustruccao
para 0 povo angrandecer-se e vir a ser governo.
Mas e isto justaraente 0 alvo das recriminates
do grupo opposicionista, qoe nao perdOa as raais
puras intencoes, nem as enxergs, porque as nao
leve nunca.
0 governo offerecendo ao povo um ediflcio feito,
a expensas do mesmo povo e como 0 ladrao que
nos tirasse a bolsa e com 0 dinheiro nos ojferecesse
um objecto. (!) Prohpudort
Com que simplicidade para nao dizer desfaca-
mento se avan<;am dislates desta ordem I
Censurar 0 governo por offerecer mais um edi-
lkio e um ednicio importable a instruc^io pu-
blica 1
Censurar 0 governo por ler adquirido esse edi-
ficio com os recursos de queo governo dispfoe os
impostos 1
E como estribilho forcado & accusajSo de aug-
monto de impostos.
Ignorancia ou malicia ?
. Kstolidez ou loucura ?
Uraa e outra cousa a um tempo,
-f Pois com que bavia 0 governo de adquirir 0
edificio ? De que vive 0 goveroo ? 0 que signi-
flea 0 imposto ?
. Ha propoiic3es Uo extravagante9, que so 0 e-
nuacial-as revel a a mais supina insensatez, nem
rale a pena respondel-as.
Mas quem as escre|r< j6 por ma fe e com 0 Mm
de embair 0 povo ao quit nao se contenta de tirar
a instruccao, pede que 0 facamos, remettehdo-o
aos tratados mais elementares de econooiia po-
litiea.
N$n daremos 0 desfrucle de uma preleccao a tal
respeito e a quem melhor que nds sabe a materia.
0 qae pretenderaos 6 patentear a mate em que vi-
vem os homens da Provincia e mostrar ao povo
seas pretensos amigos.
E' doutrina corrente, e que nao precisava acbar
se coosagrada em lodos on ecohomistas para sal-
tar aos olhos da razao mais obtnsa, que a dos ira-
postoi que 0 e3tado tira os meios de occorrer as
e volvimento b progresso de um poo. Ora, 6 claro
qne tanf > maiore3 sao essas necessidades, quanto
mais novo 6 0 pair; por isso qae, nao sendo a
civilisacjo malt oue a. accamula;ao do bem e?tar
physlco e moral das gerar;f5eP^Be se accedem, e
Jogico que um.palz novo qua protfura comp^tir em
melboramentos de qualquer d aqaellas ordens Cim
A guarda local.
Uma das maw clamorosa* exigencias do no'so
estido a:tual acaoade ser satisfeita coma creajao
da cuarda local nos manicipioi e parochias da
provincia.
A antiga organisacao da guarda nacional, so-
brecarregando da immensos onus a clase menos
abastada de nossos concidadaos, aquelles jasta-
mente que para grangearem 0 pao, preeisam do
labor quotidiano, collocava-os na fatal depehden-
cia dos magnates e influcncias politicas locaes,
com 0 inteiro dotrimonto de nossas instituiQoes e
regimen, que se baseam no suffragio popular.
A reforma da lei de 19 de setembro de 1850
era pois uma necessidadc ha longo tempo sentida
e anciosamente esperada.
0 gabinete de 7 de marc.o, fiel ao sen liberal
programraa, veio realisar essa reforma, com iu-
teiro applauso do paiz, promulgando a lei n. 2,393
da 10 de setembro dc 1873.
A immobilisacao da guarda nacional e a lirnita-
5ao de seu eruprego aos casos de guerra externa
ou grave"alteNcao da ordem publica, tal foi 0
pensaraeoto consiitucionai fielmente traduzido pala
lei novissiraa e consagrado no primeiro de seus
artigos.
Apezar, porem, do espirito de nossas in?tituicoes,
eraoservigo policial ins mtinicipios f-ito quasi
qua exclusivamenle pela guarda nacionr.l.
_ A novbwma lei, relevando des e odioso encargo
a guarda nacional, deixava no regimen policial
dos municlpios um vago que cumpria sera demora
eneher.
P^r outro lado era noloria a insufflcien'ia do
nosso corpo policial para obviar a essa falta.
Com essa pequena forca, apenas bastante para
ag rondas e mass diligancias na capital e arredo-
res, assim fosse preeiso dar maior dcsonvolvimen-
to a accao da policia, era materialmento impossi-
vel satisfazer as exigancias da policia em tao vasta
extensao territorial como a desta provincia.
Ilesultaria de tudo isto, por am lado, emhara-
903 continuos a administra^ao, por outro, assump-
to inexhaurivel para as censuras de adversarios
sempre promp os a fazer carga ao governo ale
com os males, que ellos mesmos niio saberiam
remediar.
Remover esse3 embirafis, a-' rir nova e mais
vasta esphera a ac^ao da policia na3 locajidades,
facilitando assim a prampta caplura dos criminosos
e a possivel preveueao dos delictos, foram os lou-
vaveis intuitos da lei provincial n. 1,139 de 30 de
abril ultimo, autorisando a presideucia a crea^So
e organisa<;ao da guarda local.
ConsiJeracoas da algum valor pratico fizeram
adoptar da praferencia a outro qualquer esse
systsma alias de facil realisa.:ao e cuja benelica
influencia hao de em breve senlir nossos muni-
cipios.
E' de primeira intuijii que 0 conhecimento da
localidade onde se prelende elfectuar uma diligen-
cia pdicial coacorre grandemente para 0 bora
exito da mesma.
Nio e menos importante 0 coahecimento do
pessoal da localidade, por ser sobre elle que recahe
a vigilancia da policia.
Sendo assim, 6 concludente que a melhor guar-
da para exercer iuspeccao sobre um municipio
sera a que se compozer em sua totalidade ou
maioria de pessoas do proprio municipio, qae,
alias, podem prestar a autoridade esclarecimentos
e inforraacoes que escapam a quem quer que nao
for conhecedor do lugar.
Accre3ce que, sendo distinet03 esse3 corpo3 e es-
tan-lo cada qual sob as vistas e responsabilidade
de um chefe, 0 respectivo commissario, muito
maior garantia offarecem de ordem e disciplina,
allenta a facilidade com qua podera ser inantidas
nos pcquenos corpos
Nem e de menor vantagem para a seguranca e
fiscalisafSo dos munieipios a perraanencia da res-
pectiva guarda em cada um dalles.
Deste modo e 0 servico ordinario do municipio
desempenhado por essa guarda sem ser necessario
lirarem-se destacaraentos do corpo policial, que
fica assim menos onerado e de promptidso na ca-
pital para ura caso iraprevisto ou quaesquer ou-
tras necesidades da administracao,
L'm dos pontos do regulamento de 22 de junbo
que mais te recoraraeadam pela sua importancia
e vantagens praticas, 6 0 que determinou a inter-
veuri j das autoridade3 policiaes da localidade, no
alistamento dos guardas: era evidentemente util,
que, tendo elles de executar ordeus dessa3 autori-
dades, lhe3 merecessem confianca ou pelo menos
fossem-lhes conhecidos.
Concluindo diremos, qne 0 systema qne ora se
inicta, 6 um onsaio apenas; mas de cujos bons
resultado3 nao e liciio duvidar. Felicitando-nos,
pois, por esse notavel inelhoramento, fazemos vo-
tos para que obtenha elle os desejados resuliados,
como qne a provincia lograra seguranca e tran-
quillidade, condi^oes de sua prosperidade e futuro
engrandacimento.
Ml Tun
Profiro 0 governo dos francos conserva-
dores ao reinado dosses arnbiciosos, os libe-
raes!... que seniem-se impuros para sacri-
Qcar no altar da liberdade, e andam especu-
lando em norae da deusa 1
1866.
Marco Antonio! I.. -
POBLICACDES A MEDICS!!.
O regetlor interino do Gynrno-
sio o o professor do inglez do
mesuao instituto.
I
a In propria pellc quiesce.
Stullorum honor inglorius.
(Phedro Fab)
Se Esopo pavoneou a gra
Iha, nao admira que os avi-
dos de instrumentos que fa-
vorecessem sens intui os ha-
jam pavoneaio um urubu.
Posto que a instruccao intellectual seja 0 melhor
raeio de se obter moralisar 0 individao, nem stm-
pre os mais instruidos sao os mais moralisados.
Infelizraaate nao faltam exemplos de litieratos, qae
s5o verdadelro8 pervorso? ; capazes de todas as
ignominias, de todas as infamias ; raalvados ate 0
felicidio ; rancorosos ate" 0 insulto as cinzas d'a-
quelle, com qnem uraa vez contenderam.
Taes homens podem servir de instrument para
am trabalbo lilterario, assim como 0 pedreiro e 0
ferreiro calcetas para um trabalho mat-rial, pode-
rao ter seu merito; mas nunca benemerencia .
Inda assim 0 merit > do individuo nao se_ irapfie
a crenja geral da sociedade pela supposiijai, qne
tivera meia duzia; uns arrastados por illusorias
informatSes; outro3 pelas pessoaes conveniencias
d'ara fanatismo astulo e raatreiramente incensado.
E' mister a prova de que 0 merito presumido em
realidada existe.
A sublimidade dos arlefactos 6 a prova do me
rilo artistico ; a exhibicao e deraonstragao de ver-
dades scienlilicas ate entao descoahecidas, nm sfr
vi;o de sciencia, qae Ihe da impulso, ou u util 4
hamanidade, quer em referenda aos homens mes-
mos, quer em referenda a sociedade, constita-'m
as provas do merito scieniidco. A apreciajao dos
factos, que historiam a vida do individuo, como
membro da sociedade, 6 a prova de sea merito
moral; quer em rela$ao propnamente a morali-
dade j quer em relaoio a probidade;
em relaoio a probidade; quer ora
do da apariar ^001^0^^ BjVli antigos'e ccuegairj!?mente mai* awn-, relncao a ewldado 0 a justica; rjoA, ilns!on?n!.
ipttr
cotio cidalao particilar, ou funccionarb pa-
mc. 1.
AUe.-tadoj^.icios-is,cjnvesaammons para scr-
vica graluitos,.sufzwrvtrjWUcWrtfci.-ao da im
pirtaueia real dos irabimes jiessualmente execu-
t.tdos p .r wrfia da Lies cuuvites, sao, quando mui-
to, ptaqfiti que so servem para illudir os
ciedulos; iuculcando, pela illusio, merit je valor
naquillo, rjue merito a valor inlriosec-i nao tern.
Jjs cavilcsos burarinhairis costumam em ocea-
sifjaspropi^iassortirem se da plaques, para ilia
quearera a boa fe dos iucaulos.
Conceio graciosament* que 0 professor Je inglez
do Gymnasia seja um homem de merito intellec-
tual ; que seja um genio, a p imeira nolabilidads
sjientilica da Pernambuco, do Brasil, do Univer-
se, se tanto assim 0 quizer a sua incommensura-
vel vaidade; cyncedo mesmo que seja um homem
da benemerencia: a que viraisto para justitlcar oa
negar 0 seu merito, como funccionarii publico *
como professor de inglez r Que forca probaloria
tera aquello conceilo para se allirmar qua nae 6
ella nm mao, um pessirao professor; quando nin-
Buem negar pode qua, par* se ser bom professir,
nao basia coahecer perfeitamente a discipffna : 0
que indispensavel e ter-se 0 predicado de traasmit-
tir com clareza e precisao, 0 que se ensiaa ; ter-
se amor e dedicacao ao eusino !
Porque seja professor do Gymnasio nm ge-
nio inauJilo nao derera 0 regodor d'aqutlle ins-
lituto obrigal 0 a cumprir 05 deveres iaberentes ao
magist^rio .' Sao mortas aj leis 0 os regniamen-
tos que nos regera, era relacao abs uguias ?
Nao ; a lei e igu-tl para tolos, casUgue.
Uma vez qoe acceitei a regedoria do G.rriiu- ,
cumpre-ao'! zeiar pelz moralidade e economia do
eslabelecimenlo; e p>lo aprowitamenta dos alum-
uos, pondo e ordeuando os meios uteis ao ensmo.
Tera 0 professor de ingiaz esta dedicacao ao ma-
gisterio ? Cumpria elle, ja nao digo severa e it-
ligiosamente, mas d'ura modo admissivcl os seus
deveres de proiessor ?
Serei um desassisado, um despota, am arhitrario
qua comraeteise insauias, que inotivarara 0 desi-
bnmeuto do'professor de inglez ?
Se assim fosse, era todo 0 professorato, que tem
estado e.n exereicio durante a minha regedoria,
am numero da doze, somente 0 professor dT; ingles
tem brio, digaidade, e merito para nao rabmeilcr-
se aos meas desmandos ? Serao nihilidades, e ser-
vis, para applaudirem rainha regedoria, me con-
sidararera a rae estimarem, os Srs professores
Jose Snares de Azevedo, Manoel Caetauo Sainola,
Dr. Jos6 Soriano da Souza, Padre Ignacio Francis-
co dos Sanlos, Ur. Lniz Carlos de Magalhaes Ure-
ves, Dr. Minoel do Pigaeiroa Faria, Padro de Al-
caitara dos Goimaries Poixolo, Dr. Manoel Perei-
ra de Moraes Pinheiro, Dr. Francisco Jaeiotno 'de
Sampaio? i
Visto e qae 0 bora senso repelle sem liianta
juizo.
llavia, ou hoave entre uiim e 0 professor Ja in-
glez ladisposioio, rua ou iutriga, em virtuJe da
qual, regeado auo Gymnasio de ra do que l>ei tna-
recido 0 apoio, a c msideracao e a estiina dos ob-
:ros professores, somente contra o da inglez Uei
pratlcado arbiirariedaae3, desoundos e injusti;.^ r
Porque nao ha 0 professor '[: ingiaz pa', .^ado
estis meas aetoi offensivos da sua digoidaJe, da
stus brios da professor ?
Mesmo assim em todos aquelles professores ha
dominaio 0 egoismo a tal ponto de fazar desappa-
recar 0 colleguis.no, veiido elles e applaud:cdo qae
am d-js companheiros do magisteno seia viiipea-
diado e olTendido em seus direitos ?
Nao : falle a verdade a histolia dos facU s.
II
Ectrei no exereicio do regedor do gyuina-, j em
uns de maio de 1873, e ale fevereiro subst-qaecto
0 professor do iuglaz, quando nao applaudisse
clara e positivameute a minha .regedoria, nao se
luuvera maoifesUdo contra ella ; porqaanto nem
em conferences, para as ijuaes fora ctnvidal ,
uam em c^ugregatoes lizera sentir a ma direce>)
ue dava eu aos uegocios relatiros ao g>u:n.-.
E'qae ate aquelle tempo me havendo vj pre-
oceapido em reotabelecer a economia, a morali-
dade e a ordem do eslabelecimenlo sem intervit
directamente no que era rdatlvo ao en ioo ictivo,
por esperar a cada dia uraa reforma promettida, 0
professor de inglez se achava contente e satis lei to
com 0 sea bem estar da leceiouar somenle pelo
tempo de quarenta minutos poi dia, e isto ou,.ndo
uao encurtava raais 0 tempo, relirando-se anks de
:erminada a hora.
Era noverabro do anao passado, flra do anno
ectivo, 0 professor de inglez conscio do si, ou
m luor por matreirice, negou-se a dar attestaJo
de habilitacSo aos alumnos a qaem tinha etutmade
0 inglez durante ilous annoi; sen'Jo quo todas as
suas notas semanaes, corao so podera ver do res-
pectivo livro, allirmain applicacao e aproveita-
mento dos raesm s alamnos. Nao fora tste <
primeiro anno, em qua o proiessor de inglez re-
cusara-se a passar atle-tado. Em vista das ..
do respectivo professor, como chafe do esttl
cimento, e da conformidade com a lei, pasaei o<
attestados.
Dos alumnos, que deviam estar habilitad'.-,
dons, que submetieram se a exame, sahiram re-
provados. Entao querendo esiar melhor coovea-
cido do estado dos alumnos da inglez subme::i- -
a uma prova previa, a qual me convencta que
elles nada tinbam aprendido de leitura e ds or-
tographia da lingua inglcia, a qae as iterovacdes
havid. aos outros alumnos a nao siiomciterein-se a exame,
do qual deviam sair-se mal Entre elles haviam
raeuinos habeis e estudiosos. Fiquei conw:. :!.
que a falta nao provinha dos educandos, mas dc
raodo e systema do eusino active do professor.
0 ensiuo de inglez conforme 0 prograinm de
estudo d*este instilut 1 e feito era dous annos.
No primeiro ensiua o professor a versa : Aos
classicos aioptados, em pr^sa e em verso, a stm-
posicao nos diversos estylos e a conoersagdo pratica
correcta. No segundo expue os" principios tueo
ricos da lingua, e applica-os a novas c...
gSes. Art. 117 do regimento interao.
Ninguem sinceramente afnrmara qae gaaiqaei
professor, mesmo um professor g'nio, am profes-
ms aguia possa :-atisfazer 0 que exige oregimjnt
em seu art. 117, exercenlo 0 magisterio s ;i
pelo tempo de uma hora por dia; e inda m b r
pelo dc quarenta minutos.
No intuito ie ordenar que 0 exereicio das .:.
guas vivas, fftnee/a, inglez 0 allema fosse
tado conforme dispfia a lei, a qual mu 1
observaAa pelo professir dc inglez, propuz n -1-
meira congregacao a medida de que 0 ensm j '.--
linguas vivas fosse effectuado pelo tempo de iaai
horas por dia.
0 professor de inglez rcclamou contra -
Ihante medida, allcgando corao nm direito ad-
quirido0 ter sempre leccionadi someiJe mm h-.-
ra por dia ; e que, se 0 tempo nio era mflleieilte
para 0 ensiuo quotidiano de ambis os ano
que se devia fazer era alternar 0 ensino passivp
de modo qne era um dia fosse leccionado 9 pn
meiro anno, e em outro 0 segundo.
Era sacrilicaro interesse dos alumnos aos ,-it. -
raodos oa ao poaco zelo do professor.
Era palpltante a necessidade de augncntar
prazo diario do ensino. Consultando a S. Exc.
Sr. presidente da provincia, e itn rirtode de Ja-
liberacSo d'elle, ouvida a directoria da inslrac^ir^
publica, e de acordo com as dispoi<;oes d > s 19
do art. 2 e g 3 do art. 47, acabei com 0 direil",
que se arrogavara ter otrfM professores, de o./
entrar para a aula rinte minutos depois da hora :
pelo qae, quando era umi, como a de iagler,
licava 0 praso do ensino reluzido, quando maitos
a quarenta minutos. Alguns ?lamnos int.mos,
que tiaha'm dc estudar 0 inglez, solicitaram me a.
que eu permitisse qne elles to estudassein esta
disciplina com 0 repetidorB ndeira, Mi.-'ando
qoe 0 professor nao ensinava. Hoave ate deaiuoi-
nos extcrnos, que estando matricalados em ou-
tras disciplina?, e que, por effeito d'esta atncnla,
podiara estndar tambera 0 inglez, sem aug
de despeza, petic<5es nas quaes elles reiuerian:
estadar 0 inglez com 0 repetidor Bandeira. Na:
annni a solicltacao dos internos, nem as petiede*
dos externos por me parecerera ellas vm de?-
abono d'aqnelle professor.
E-o vista desta minha delrberapSo os internos
preferiram estndar outras raaterias; e os exter-
nos proeurar fora deste institnio proiessor de
inglez, embora com excesso de despeza.
0 credito do institnto obrigava-mc a pr -ar'
estiranlar 9 brio do professor.
Fui assistir a aala de*inglez crwstitai! 1 pelos
alumnos do primeiro e segundo anno fes'.i di-
ciplina. Yeriflquei praticamente qae em orm bora.
0 profea-or so tivera tempo de toraar ticca ao*
alamnos do segondo anno.
0 augmento do prazo psra daas horas era nm
dever men, a que nao mo podia reeosar sem
me sujeitar a uma severa e justa censora.
Nao recoei perante as pre.encoes, qoe rae fo-
ram feitas de que iria abrir luta com am hortem
irascivel, rancoroso e contumaa : ordenei que 0
ensino de Inglez fosse de duas horas por dia :
uma para os alumnos do primeiro anao outra
pira os do segundo ; como ja era 0 das lingna*


-




-
rtifti 8fcftwtttafittoo^- ,^^ci&r*3i0^^ffi#^flj^i

,7-------------:-----------
latina, fran :ez o portngaesa, o o fora o dc in-
glez cm ontr*. ittaapo e aport acilos ^aus.
Ei< a ouja d) deaabnmcuto do professor de
iaglo.', causa que me e muito honrosa.
Corao chefe d'um eslabeiecmenlo publico so
recoaheco urn motivo para di>tinguir os meus
saballemos ; e qu3 e o cumprioieat j da seu de
veras com doJicacao, zelo, probidade e morali-
dade.
0 regodor iotariuo do gymnasio Dr. Carneiro
Uonleiro.
(Continua).
*>|il ilp bonniiia ()
Acabemos dd coofund r Gambetta.....
Parace-nos ouvir la dos arraiaes da Provincia :
Pois aquelles doudos, aquelles infames, aguel-
1m especuladores, aquelles despresiveis da colitm
na ou-araapparecer a luz da Provincia,argumjn-
taado com nm frauc.....cousa peior que um
francez..... urn publicista.....coasa peior qae
um publicist*.....um republicano ?
a Havemos de dizer qua elles, aqoelle3 mUora-
veis da columna, sao uns republicanos encapota-
dos e acabaremos nor gauhar as alturas do poder,
nosso dourado sonho.
E se a cousa for a mais, haveraos de deseoni-
pOr Gambetta, dizeudo quo e elle lao bom corao os
ganhadores da colnmna.
Pois subam aos aslros com o $eu Aprigio, Srs.
da Pmvtncia, e os astronoraos terio de contar
mais duas constellates: Souto-Maior eoculi-mu-
Uia.
Subam ; o dos iremos o nosso caminho ca na
terra.
Gambetta, depois do haver dito que quanJo se
pronuicia diante de uma grande nagao as pala-
vras liberdade, deraocra:ia, suffragjo universal,
'xanie e emancipacio, para a eoganar, para a se-
iluzir M para enlelar, oi sophistas, os desvairado-
res das mullidoes que ompregara essa linguagem
nao asam deila impuneuiente ; qae, elfectivamen-
;8, depois reelama-se a cousa e entao tomara-se os
dtsvairadons a mofa da mnllidao, mas desgraca-
damente cau-am ao mesmo tempo a vergonha e a
ruina do paiz..... Gambetta, depois de nma se-
melhante blasphemia de arripiar eabellos dos pro-
lundos doulrinadores d-. pandilha, acerescenta (ve-
jam o desproposito) :
Foi isto, Srs., o que acoatoceu. E censura-se
muito que entre a gente d0 campo houvesse uma
certa desconfianc.i invcncivel! Esta desconlianra,
muito natural, chama-se prudeneia e circumspec-
cju>. 0 nosso ebilor rural pre.-entio igualmente
que Ihe confiscavam essa soberania logo depois de
& haverem proclamado.
Vd-se daqoi e claro que o lento do Gambetta tem
camo cousa liquida que a perfidia e as doutrinas
subver-ivas merecem a desconflaafa e o despreso
do povo.
so de uma cabcca daquellas I
Aqui em Pernambuco as doudices do Sr. Apri-
gio, descobr.ram que o assassmato nao fica feio no
povo e sim nos preopinautes.
Vejam a Provincia.
Para Gambetta (pobre homem) os desvairadores
incorrem no despreso publico, porque idas in'inua-
08J malevolas, deve o povo tirar as cunsequen-
cias. f
Aqui em Pernamimco as doudices ao Sr. Apri-
gio deseobriram que a perlidiae o assassiuato, n-
b.ira devendo avaltar muita, porque foram acon-
sclbados para chegar as ameias do poder pela
anarchia, nao importarSo augment} d) grao de
pijrlurb.igao da cjnsciencia popular.
Vejam a Provincia.
E' um verdadeiro dasacate, povo de Pernam-
buco.
Sabt-< tu quo a perfidia e o assassinalo, o evan-
g;lr.o que elles te pregam todos os dias, sao cou-
sas qua eahem no pjto do Sr. Aprigio, uma vez
pjr outra, per uma tendeneia consubstaccial.
Ora, se quern commctleo crime e quern vai para
a calccta, porque o crime vai impre.so no delin-
quenti?, segue se : queni iria para a calceta serias
Ul, homem do povo de Pernambuco.
0 philosopho oradur francez diz aue u i;to uma
cousa horrivel, porque vem a palecer quern menos
culpa tem.
Dizem, p:re"m, os pandilheiros da Provincia que
nio ha lal, nao ha nada de horrivel, porque assim
ccmo e:creveram aquillo para teu ensino, es ago-
ra lisongeado para que sejas assasaiao aciivo.
Ora, outre Gambetta e Aprigio, quern pode he-
sitar da escolha ?
De sorie que es tu, povo do Pernambuco, que
lios de servir de instrumento para cs fins siuis-
tros da Provincia, tu ludibriado, tu pobre, tu des-
hf'Drado, tu victima da Drainage, escarneo de ocu-
Ji mumia, bode ftxpiatorio da rescisao Momay___
ireroz direcloiio, que aviltas esta terra I
Leva este povo a pagar multas a Drainage, mas
so neoos nao o vilipendies todos os dias com a jus
tificaffto da patota.
Houbr.stes os cobres deste povo, mais ao raencs
n'.o escarnegas, encarecendo-lhe as vantagens do
:..brorii:e.
'.] caoscnte, nio esgotes a paciencia deste povo I
coDsente quo fallem pelos vexames da pobre, sem
que cs advogados d honra e da saude do povo
so Tram a martyrio da iujuria e da diffamacao.
Oil I Srs. ioprogressol
0 sao;:ue e a honra do povo correram alii na rua
do laiperador, em 1867, no dia do espancamento
do inermeestud 0 suor do povo alii esta correnJo pela rescisao
Mrrnay e pelos actuaes comparca3 do Aprigio.
Tende remorso !
0 que qnereii mais ?
Pois o povo carrega com as vossai patota3, oj
contratoa Bio essandalosos e nem consentis que
busquemos dar remedio !
Piedade, Srs. da oligarchia leoa I
() insi.v.rado Gambetta conclue contra a capado-
>;a(.'em das doutrina3 perversas e enganadouras, di-
11 ido :
i N.V) qaoremos pojsuir senao a conquiJta dos
93] iritos, senJo 03 progresso3 da razao publica ;
a coatatnos para confundir 03 nos303 adversario3,
para os redazir a impotencia, sd com duas cou-
sas : a soberania da nagao e a pratica da lei.
Cousas de pbilosopho dirao tjdos os homeus
da Provincia.....
Sim,ousas que fallam a alma..... e princi-
palmente a alma do povo, que por intuicao e phi-
lo3opho.
E attsndei: o phiiosopho Gambetta doutrina
com a vor, e o piiilosopho do povo.....
Sombrasdo conde da Baa-Vista, de Maciel Mon
teiro, de Urbano e de tantos pernarabucano3 illus-
tres qua ensiaarara a b)a doutrina, vinde visitar
03 liberaes do directorio.
Tardais tanto.....
Pais os liberaes do directorio podem vivorate
inorrer a;sim desnorteados, corrompido3 e deses-
parados 1.....
\'inde, veneradas sorabras.
A politica no alto sertuo da Para-
liyba.
Os probes e illustrados administradores da pro-
vincia da Parahyba, desde o feliz dia em que o pa-
triotic g:.b:n?!e 16 de julho lomou em suas rnio.s
o governo e destinp do paiz a esta data, teem sido
era alto grao merttedores do mai3 subido elogio e
adtniraeio pelos seus ados quotidianos sempre
cuuliadbs com a mais atricta justica, honra, illu9-
tragao e imparcialidade, mlo grado os tresloucados
redactores do faraigerado pasquim Despertador
digtn certamente de ser intitulado orgao de um
tal "artido, o partido rasgado.
E' que aquelle pasqojm coademnado e desmo-
raUiado pelo conceito do publico sensato, procura,
past) que inutilmonte, rebabilitar-se, ou, melhor,
haL iitar-se porante o meson publico, (azendo aos
inte^rros^lminislralares daquella provincia a mais
ayst jmatica e desabrida opposic5o, mystidcando e
shredando os facu>3.
(Jte jortial quo escriptores I !
E' que aquella gente e parenta muito proxima
da gente da Provincia (papel) nesta capital
A;ora Husmo o actual e digno administrador
daquella provincia acaba de dar nos escrevinha-
dores do Despertador a maior e mais tremeuda ta-
pona moral que se pode imagiuar.
U -ferin hnos aos factos por certo lamentaveis
occcrridos ultimamente na cidade do Pombal, ser-
tao daquella provincia, referimo-nos principal-
mente ao relatorio apresentado ao Exm. Sr. presi-
denta da provineta Dr. Silvino Elvidio Carneiro da
Can'., pelo dignissimo Sr. coefe de poHcia Dr. Ma-
noel Caldas Bamito, onde esto integro magistrado
nana o resnlt&lo de %n% fellz expedicio ao
centro daquella provincia, de conformrdade com as
sabi 13 e irnparciaes instrncoSes do mesmo Exm.
Sr. Dr. SLvino. Veja-se o n. 1,161 do Jornal da
Parahyba deste anno.
0 que veins ;lli ? 0 que aKameate, posto que
de Dia fe, duvidava o Despertador qie te praticas-
se: eis a tapona moral.
Digo de rod ft, porque os redactors do Desperta-
dor, assim com) o povo parahybano, conhecem
tanto o caracter Ao Exm. Sr. Dr. Silvino como o
Exm Sr. mioistro do imperto qua canfbu-lhe 4
do
r*j Ve*le 0 arti|,'o editorial
1 currents, n. 3!il.
da Provincia de 25
fadminiitragao da provinc,ra da Parahyba, asalm
corao da mais ires.
Fui pfonuncfado 0 ccronel Joao: Dantas de O'.i-
vrtra,' corredgionario e. na plmse do Dnpertador,
lamigodo BXtnr.'Sr. Dr. Sitvino ? Sim.
Eis as proprlas palavras do allttdiaorWSrtorio :
Formadaacnlpa.'flftotf eWdentehlftnte demons-
trado que 0 antor raatidante do crime de que se
trata (assassinalo do infeliz capitao Juvencio 'Jasii
da Costa Vulps-alba) fora o mesmo coronel Joao
Daotas de Oiiveira, sendo os sens dons fllhus, ja
referidos, os mandalarioi do, crime. Depois, em
outro lugar, diz 0 Sr. Dr. chefa de policia, no
mesmo relatorio :
Todas estas cireunslaaeias combinadas cons-
tituent, por demais, inlicios vehemenles, que le-
vam ao espirito a convicoSo de que 0 coronel Joao
Dantas de Oiiveira fora quem planeara 0 barbaro
attentado praticado no dia 2 de mar$o. Pronnn-'
ciei 0 coronel Joao Dantas de Oiiveira, seus dous
tilhoj Alpiniano e Jose e os escravos Iiidro e
Kneas como incur-os do art. 191 do eodigo cri-
minal, e 03 mandados de prisao acham-se em po-
der do capitao Matbias da Gama Cabral de Vas-
concellos, a quem reoommendei a captura desss*
erirainosos.
Desejavam mais, Srs. redactores do Despertador ?
Ainda nio estarao convencidos do caracter pro-
bo e honrado do digno administrador da provin-
cia da Parahyba ? Se procedem com ma fe 0 se
sao parentes muite proxiraos da genie da Provin-
cia, nesta capital, jamais se convencerlo. Sim,
Srs. do Despertador, costinuem e conkanem, po-
r':;u convencidos da que jamais conseguirao 0 bom
conceito do publico sensato e nio passarao de
desmoralisados e memirosos. Serviodo-nos de al-
gumas palavras verdadetramente justas, que se-
gundo diz 0 Jorml di Parahyba, a reJaceao do
Despertador (mirabile dicta dispensou ao altamen -
te probo caracter do Sr. Dr. Caldas Barretc, so-
mos levado a concluir logicamente qne a masma
justica deviam fazer ao Exm. Sr. Dr.-Silvino, as-
sim como as mais autoridades subalternas da pro-
vincia. Assim pensamos nos.
0 Despertador. porem, que faz timbre em nao
saber ou nao querer saber logica, pensara de mo-
do contrario, isto 6, pensara qne 0 Sr. Dr. chefe
de policia tem boas intends e fara a mais rigo-
rosa justica, ao passo quo 0 Exm. Sr. Dr. Silvino,
que da ao Sr. Dr. chefe de policia as instruecoes
necessarias, segundo as qoaes este magistrado
faz a mais rigorosa justica, nada merece, e co re-
ligionarw e amigo do coronel Joao D mtas, e nao
consentira qae. este seja punido 11 Ora I Srs. do
Despertador, ou tenham mais honra e dignidada
ou entao vao para 0 lyceu aprender logica.
Em quanta na heroica provincia da-Parahyba
houver verdadeiros conservadores, nao conseguira
anarchisa-la, convencam-se disto os Srs. do Des-
pertador, pois aquelles mesmos serao 03 priraeiros
a corrigir ale mesmo, sendo neceesario, aos seus
proprios co-religionarios.
Com effeito, vemos naquelle relatorio que 0 Sr.
Dr. chefe de policia, tece elogios as autoridades
das localidades por onde andou e nomeadaraente
ao Sr. Dr. lose Paulino de Figueiredo, dignissimo
juiz de direito da comarca de Souza, a quem os
infel zes redactorcs do Despertador, em uma cor
respondeacia, qiu disseram ser da Souza, com 0
maior cynisma e ousadia qualificaram de fonte
de todos os crimes praticados naquella comarca.
publicando lhe 0 nome em lettras garrafaes I E'
este mesmo integro magistrado que agora, segun-
do 0 Sr. Dr. Caldas Barreto, se tem mostrado
vivamente interessado pelo restabelecimento da
ordem I
Vejam os redactores do Despertador como sao
jus/os e logiciS!
Serao, porem, sempre infalizes oj esforco3 do3
Srs. do Despertador ; porque 0 caracter nrobo e
honrado, assim como a illustracao rara (como 0
tem dita diversos jornaos do Imperio) do digno
juizde direito de Souza, nio e conhscido e adrai-
rado somente na Parahyba, ja teve occasiao de
ostentar-se no nosso augusto parlamnto. 0 nome
do digno delegado de policia de Souza 0 major
Tiburtino Gomes de Sa e Albuquerque, de quem
aquelles redactores ja se occuparam em sen pas-
quira. mereceu tambem elogios do Sr. Dr. Caldas
Barreto.
E, diz 0 Despertador, 0 Dr. chefe de policia esta
so Ora bulas !
Continuem, Srs. do Despertador, continuem, po-
rem, certo3 da que nao estao no seu ominoso do-
minie de 1863 a 1868, onJe actos quaes 03 da
administracao actual eram repeiidos, porque
entaa so se admittia crros, abusos e patolas.
Naquelle tempo.appellamos para as consci.-neias
dos despertadore.s se e que as tem, nio se prati-
cava actos qual 0 de que fallamos, pois que de
tanto nao sao capazes, quer o genero da meu
sogro, quer 0 sogro de meu genro, quer muitos
outros.
Com effeito, Srs. do Despertador, aqui para
nos queninuem nos oaca, digam-nos 0 genro
de m u sogro ou 0 sogro do meu genro ou oul*o
quaiquer simile, seria capaz de mandar ao alto
serlao pronunciar no art. 192 do eodigo criminal
a qualquer dos seus amigos e bem conhecidos
facinoras ?
Nao, Srs. do Despertador, cao eram ellep ca-
pazes de tanto 0 3rasil, a provincia e ale v6i
mesmos tendes certeza disso.
0 Exm. Sr. Dr. Silvino e 0 Sr. Dr. Caldas Bar-
reto com a coadjuva^ao das autoridades de Souza
e Pombal acabam de prestar a provincia da Pa-
rahyba os mais importantes c valioso3 servigos.
Haj'a a vista 0 mesmo relatorio.
E na qualidade de parahybano e aman'.e do
bem ser da ininha provincia, nao podemos deixar
de, reconhecendo aquelle3 servicos, vlr do alto da
imprensa raanifestar aquellas dignissimas autori-
dades a profunda gratidio de que nos achamos
possuido, assim como 0 publico sen3ato da pro-
vincia.
Do mesmo modo nio polemoscalar neste rno-
mento 0 nome de um distiacto parahybano, cujos
importantes e relevantes services a causa da pro-
vincia ja tivemos uma vez occasiao de testemu-
nhar : 0 Sr. capitao Mauoel Carlos de Almeida
e Albuquerque.
Algumas palavras alnda aos Srs. do Desper-
tadcr.
0 coronel Joao Dantas d'Oliveira foi conserva-
dor e amigo das conservadores, e certo, porem
somente ate quando foi digno e merecedsr deste
nome; e desde e-te momento os conservadores
0 encaravam sempre como a um adversario e
adversario perigoso : um rasgado.
Em um artigo nos30 publicado nes.te Diarto,
sob n. 272 de 4 de dezembro de 1873 e conse-
guinlemente muito antes mesmo dos dous atten-
tados praticados em Pombal, dissemos nos 0 que
acabamos de asseverar.
Eis como ja nesse tempo pintavarao3 0 caracter
do coronel Joao Dantas, corao conhecedor de sua
indole e qualidades:
Siiuni tfiiiffwe tvilHtefts.
t Os 8r*. fislirtdiio fT/Ekorio de/AltJofluerqua
t-yrillo Osorio l'ortirio da Holla estuiiram no co I-
tegio de Smto Amiro, todos os preparatorfoj tiv
gidos para a matrioHla no ourso Jorilied, 'da-"
fante oiempo qne -esttveram noinSmia'callegio,
foram estudantes tao applieadWs et'de omnporta-
mento tao exemplar, que.nunca deram lugar a mi-
nima advertencia.
Fieas cmnpridoreso dp suas obrig pre foram tralados com distinct peto director
do coilegio, pel03 censores e pelos lentes.
-Espiridiao e Cyrillo sio dous noqpjs, qua me-
reciara ser inscripto3 com lettras douradas em
nm qnadro de honra era remaneracio do bom
exemplo que deram aos alumnos do collegio de
Santo Amaro. Sio doas Joveflstle espfranr-.a, dig-
nos de atteogao e benevoleneia, e credores dos
maiores elogios.
Aos seus pais tranamitlimos esta agradavel no-
ticia aeompanhada de sinceras congralac3es.
Recife, SMfeqNMb de 1874.
Um apreciador do nurito.
osse hepaiiaa, dor rlsu-ttatM e debilidido, aeem-
anhada do grande eaaejafao.
"
SoMMBBTO.
Atteogao.
Um irmao da confraria do Setrhor Bom-Jesus da
Via-Sacra da igreja da Santa Cruz, deparando
com 0 convito feito pelo eserlvao da raesraa con-
fraria, para a reuaiao da mesa geral, alim de te
proceder a nov* elelfao dos funccionarios qae
teem ds reger a masma inn radade, por antorisa-
cio do IHm. Sr. juiz de capellas, coma se vd neste
Diario de 23 do corrente, e sendo sorpreniido
por um outro convita feito nesta data no mesmo
Diario canvidando os irmioj a reuoirem-se em
mesa ger principiada em 30 de abr>I proximo passado;
e corao da leitura do3 dous eonvitss mencionados
se deprehenda qne estio em manifesta contradic-
c.io, pede ao digno provedor que se digue expli-
car a mesa geral, que hoje se tera de reunir, qual
0 motivo da contradic^io dos anuuncios.
Um trmSo.
JUNTA DOS CORRETORES
Praea do Recife, 30 de t4.
AS 3 HORAS DA TARDE.
cotacSks officiaks
Algodao de sorte 7*400 por 15 kilos.
Apolices da divida publica de 6 OjO 0 2 0|0 de
premio.
Cambio sobre faKs- a 3 dp?. 380 rs. 0 franco,
do banpx
Cambio sobre 0 Porto a 3 djv. 112 0|0 de pre
mio. ,
it. de Vaacoaceiios
Presidente.
A P. de Lemos,
Seeretano.
Os pretendfattkitubrVfMd, pJJefeo ver a pre-!'
dita escravs) na casa'da reaidencia ) inventa-
riante a rua da Imperatriz, ao 2" andar do sobra-
do n. 86.
E para coosiarnandelpa|saf 0 pfestnte, (pre
sera afSxado nos itigarts Mo tosiane e fublicado-
pela imprensa. **-* ** -
Dado e passado sob meti signal e selk) ou va"5a
sem sello ex causa, nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 20 df julho de 1S74.
En, Floriano Correia de Brto, escrivao, 0 fiz
escrever e subscrevi.
Francisco de Assis Olice'trrr Maciel.
7OUO0r>
WtOOD
201^000
4LFAWE0*
Keadimento 4n di* l a 29. .
idem do dia 30.....
72:619/672
23:294*784
695914*456
E' assim que 0 Sr. caronel Joao Dantas de
Oiiveira, que actual e hypocritaraante se diz chefe
do partido conservador na cidade do Pombal, ar-
rostrando a justica publica, lanca-se impetuoso
conira todos quo proenrara impor embaraco na
carreira de seu3 dasatinos. Dia apos dia, cahe a
seus pe3 uma victima da sua colera e poderio,
mao grado 0 partido conservador, bem 0 sabemos.
Consta que novas victimas sio indigitadas para
seu bacamarte malfadalo.....................
0 Sr. coronel teve sempre a habilidade de con-
servar comsigo b ins instrumentos para manejar
esta arma (sua favorita) que deu cabo do infeliz
tenente Barros.
Ja se vd que nio e3peramo3 pelo Despertador.
Tudo porem esta sanado com a inspirada viagem
do Sr. Dr. chefe de policia a Pombal.
E' escusado, portanto, 0 Despertador procurar
semelhante assumpto para dabi lirar enredos e
ealumnias para nodoar a actual siluacao, pois
que 0 publico sensato sabe perfeitamente que dos
Joao Pires e dos Joao Dantas, etc., 0 partido
conservador nao precisa e de si repelle constan-
temenw, assim como {a muitos outros que mere-
cem a maior estima e consideracao do Desper-
tador.
Se lhes servem, pois, aquelles dous typos sir-
vam-se delles porque, sao resnullios. Em con-
clusao diremos aos mocos fogosos do Despertador,
como jusuraente os trata 0 Sr. Zacarias de G6e3:
Escrevam, escrevam muito, porem com honra e
dignilade ; facam opposicao, porem Jnsta e leal;
gritem contra os verdaderros violadores das leis ;
nao deem cores falsas a actoa notoriamente dig-
nos de todo 0 louvor, somente por partirem de
um adversario : facam opposicao e pecara 0 raio
da justiea para aqaelle3 conservadores que ime-
lizmente se desviarem do recto caminho tracado
por aquelle partido, que, garafltimos-lhes, nao se
acharao sei, pois os verdadeiros conservadores
na distribnlcio da justi;a nao fazera distinccao de
politica nem de amisade, como e notorio.
Procedendo assim Ss, Ss., collocarao a impren-
sa, esta dilecta filua de Gutteraberg, na alrara de
nossa civilisacao.
Nao se achando ainda completamente aparada
a nossa panna, pedimos desculpa ao publico.
Recife, 30 da julho de 1874.
Um conservador sertanejo.
ESTATUTOS
DO
COLLEGIA DA SAHTISSIMA TRINDADE
SOB A WRECJAO DE PHILOMENA MINgBVINA DE ALBU-
QUERQUE_ O'COXNBLL JERSEY, OADJUVADA POR
SUAS tRMAS D LAXDELINA DE ALBUQUERQUE o'CO."-
NEL JERSEY E D. OLINDI-NA DE ALBUQHEnQUE O'CON-
KELL JERSEY.
I
Artigo 1." 0 collegio dirigido por Philomena
Minervina de Albuquerque O'Connell Jersey, de-
nominate Collegio da Santissima Trihdade.
Art. 2 As alnmnas recebem nelle instrucfSo
primaria, secundaria, religiosa, de civilidade, e de
recreio e prendas.
Art. 3. A instruccao primaria e :leitura, es-
cripta, eontabiliJade (as qultro operajSe?), nocx>es
de grammatica portugueza, co.'tura eha 0 cro-
chet.
Art. 4. A inltrttccio secundaria comprehende
lingua nacional, francez. inglez, italiano, hislo-
ria, geographia e arithmelica.
Art. 5. A instruccaa rehgiosa e dada pelo ca-
thecismo ; as alumna's aprendem : doutrina
chiista, e todos os deveres rehgiosos a cumprir
para com Deu, seus pais e parente3, e em geral
eom a sociedade.-
Art. 6. A instruccao de civilidade abrange to
dos os actos da vida de uma senhora em relacio
com as pessoas de sua familia e com a socie-
dade.
Art. 7." A instruccao de recreio consta de de-
senho, inusica, piano e danca.
Art. 8." A instruccao da prandas reune :
todos os trabalhos de agulha e toda a especie de
bordados, que deve saber uma senhora da melhor
sociedado.
II
Art. 9. 0 collegio adoiitto alumnas internas,
meio pensionistas eexternas.
Art. 10. A lingua que se falla no interior do col-
legio e a franceza ; e dunante as aulas de inglez e
italiano so so fallam estas linguas.
Art. 11. As alumnas que estudam francez, in-
glez e italiano, aprendem a fallar, escrever e tra-
duzir estes idioraas gramraaticalmente.
Art. 12. A mensalidade para as internas e 40*,
para as meio pensionistas 20* e para as externas
SS, pagos adiantados, par triraeslres, que uma vez
comecadosjconsiderani so vencidos.
Art. 13. A instruccao das alumnas externas,
romunerada segundo o artigo antecedente, e a
dos arts. 3 e 3, as internas e meio pensionistas,
team direito a dos arts. 3, 4, o, 6, 7 e 8, podendo
todavia, qualqner alumna externa frequantar 33
aulas superiores, mediante a indemnisaijio que so
convencionar.
Art. 14. As despezas com livros, papel, etc.,
sao da competencia dos pais ou correspondetes
las alumnas, e bera assim a raateria pnraa de
bordados ; e estes execulados, sao propriedade
das mesmas.
Art. 15. As aulas no Collegio da Santissima
Trindade, trabalbam duas vezes ao dia, de raa-
nha dos 9 as 12 horas, e de tarde das 2 Ii2 as
5 i|2.
Art. 16. 0 enxoval das inlarnas 6 ao gosto de
seu3 pais, assim corao a roupa lavada e engora -
mida e pertences, por elles serio fornecidos.
Art. 17. As pequenas indisposicoes e moles-
lias das internas, sio tratalas no collegio ; nas
graves, porem, a directora faz avisar aos pais cu
correspondentes, para providanciarem sobre 0 tra-
tamento, que pode ser era suas casas ou no col-
legio.
Art. 18. Os feriados sio 03 das aulas publicas,
salvo as quintas feiras que, no collegio, ficam des-
tinadas a instruccao do recreio.
Art. 19. Todas as materias leccionadas no Col-
leoio da Santissima Tbi.ndade, sae professadas
pela directora e suas irmas, ou outras senhoras
comaaptidao precisa, e que a directora julgar
nece3sarias.
Recife, 30 de dezembro de 1873.Philomena
ilinervina de Albuquerque O'Cnnell Jersey.
Approve.Directoria geral da instruccao publi-
ca de Pernambuco. 8 de Janeiro de 1874.Joao
Barb-ilho Uchoa Cavalcante.
*rcaira porta
epiche Ccnceifao
Qnadro historico
Acha-se a venda em todas as livrarias,
pelo diminuto preQO de S00 rs. a importante
e curiosa gravura da actualidade 0 Sonho
Dourado de Pio IX, offerecido pela redac-
(j3o do Mosquito ao eminente escriptor Gan-
ganelli.
Collegio de Santo Amaro, &
rua do Hospicio n. 10.
Tendo renunciado em novembro de 1872 o ca-
nonical da cathedral de Olinda e a cadeira de
historia, que eu regia no seminario, e dedicado-
me ha mais de oito annos a edueacio damocida-
de, resolvi comprar o collegio de Santo Amaro. do
qual fico sendo director e responsavel por todo o
activo e passivo do mesmo collegio a contar so-
mente do dia 1 de julho do correnta anno em
diante; porque pelos negoeios anteriorcs a esta
data o unico responsavel e o meu antecessor. Ta-
nho pois a satisfacao de oBere'cer aos senhores
pais de familias um estabelecimento em tudo coa-
veniente a educaglo de seus iilhos; pois alem de
haver mestres das meIhore3 para todos os prepa-
ratories exigidos para a matricula no cur30 juri-
dico, os ha tambem para musica e lingua france-
za fallada e escripta, accrescando que desejo arden-
temente empregar todos os esforcos, que me fo-
rera possiveis para o bora tratamento, zelo e soli-
citude na edueacio dos collegiaes.
Recife, 24 de julho de 1874.
Padre Augusto Adotpho Soares de Kusewetter
Olco pnro medicinal do flgado de
bacalhao de Lanmaa A keuip.
No curatiro das enfermidades de qualquer* qae
seja a sua nafureza, quasi tudo depende dos-agen-
tes medicinaes que se empregarn. As molestias
yos pnlm5es, mortaes por natureza, sao diaria-
mante caradas com o olao puro medicinal do figa-
do de bacalhao de Lanman &. Kemp. Isto nao e
uma mera assergSo, mas sim, nmi*ctq,estabele-
cido. Pergunte-se nos hoapltaes, aos medicos, a"
todos que teem jeado deta.marilhosa e supe-
r preparacao, e *W|#Tjflef-ve*-*ao, ser a pura
rdade. Nao ha pois egoismo em proclamal-o,
forque o agente curativo e um dom da natureza.
udo o que Lanman 4 Kemp, sd fazem 6 apresen-
tal-o ao publico n'um estado de elaborada perXui-
cao e pareza, tal qual se'extrahe dosfigados tira-
dos do peixe o raalA^reecal e sio, e debafxa de uma
forma que deaada W vioiMlladee doliauts. a-
qai pois e que prortm a sna extraordmaria repa-
ta^io como antidote, nos caaos da^htfsiaa, febre
pulmonar, anginas agudas a chronicas, asthma,
Descarregam hoje 31 de janho de 1874.
Bngue belga Vitesse (atraoad ) mercadorias
para alfandega.
Escuna allema Anna (atracado) mercadorias
para alfaadega.
Barea lagleu Fittlier< mercadorias para al-
fandega.
Escuna norneguense (Haf Nielsen farinha ja
despachada para o caes do Apollo.
Lugar ragle*NetKtfarlaha ji despachada para
o caes do Apollo.
Brigae portuguez Voador do Mandego pedra
de cantaria para, o trapiche Coneeicio,
para despaonar.
Barca francezaMawicicn\\ a ho para deposito
no trapiche Barbo;a, cimento para de
posito no trapiche Barao do Livrameato,
e sal Ja despaehado para terra.
Barca inglezaGretenon -carvao ja despaehado
para o caes do Apollo.
Patacho allemao Henriette Buschard diversos
generos para deposito no trapiche alfan-
o>gado do Barao do Li vr a men to.
DE3PACHOS DE EXPORTACAO NO DIA 29 DF
JULHO DE 1874.
Para os portos do exterior.
No patacho hespanhol Pelago, para o Rio da
Praia, carregou : A. Loyo 50 pipas com 24,000
litros de aguardente
No navio allemio Levant, para o Rio da Pra-
ta, carregou : J. J.'GcTncalves Beltrio AEilho-iO
pipas com 24,000 frtros de aguardente.
No vapor inglez sluaeni, para Liverpool,
carregou : Slmp3on & C. 94 siccas com 7,165
kilos de algodao.
No (ugar americano Baylim, para Ney York,
cariegoaj: H. Porster & C. 1,101 saccos com
82,575 kilos de assucar mascavado ; A. Loyo 1,500
ditos com 113,500 di'.os de dito.
No vapor inglez Boyne, para Lisbaa, earre-
gon : F. A. Fernandes Vianna 2 barricas com 142
kilos de assucar braaco.
Fara os portos do interior.
Para o Rio Grande do Sul, no brigue nacio-
nal Saliy, carregou : P. Vianna & C. 30 pipas com
14,400 litros de aguardente.
Para Maceio, no vapor nacional Cururipe,
carregou : Santos Araujo 10 garrafoes com 160
litros de aguardente e 1 caixa com 40 kilos de
doce.
Para o Natal, na barcaca Tres Irmilos, car
regou : J. A. G. Pires Janior 12 saccos com 922
kilos de assucar reflnado.
Para Mossoro, no hiat3 nacional A. dos An-
jos, carregou : A. M. da Silva 9 pipas com 4,320
litros de aguardente.
CAPATAZ1A
'.'iudimentn di> dia I
!dm do dia 30
DA ALFANDEGA
a 29. 18:393*856
.... 1:109*417
19:503*273
/OL0MS3 8AH1D0S
No dia 1 a 29.....
No dia 30
!>rimeira poria.....
^agenda port*.....
35,438
V
37.265
SERV1CO MARITiMO
4l>arangas descarragadas no trapic
alfandsga :
No dia 1 a 29.....
No dia 30.......
M da
If
l
45
RECEBEDORIA DE RENDAS INTL R.\A3 GE-
RAES DE PERNAM8UC'
<-ndhnento do dia 1 a 29. 47:065*317
47:738*959
CONSULADO PROVINCIAL
Randimento do dia 1
idem do dia 30
a 29.
132:942*659
3:956*611
135:899*270
AGENCIAS ROVINC1AES
Liquidos espirituosos.
Rendimento de 6 a 28 7:287*027
Idem do dia 29 268*108
Bacalhao, etc.
Rendimento de 6 a 28 4.987*384
Idem do dia 29 23*715
Generos de estiva.
Rendimento de 6 a 28 8:258*117
Idem do dia 29 791*676
Fumo, etc.
Rendimento de 6 a 28 1:890*162
Idem do dia 29 18*540
7:555*135
5:011*099
9:049*793
1:908*702
Por esta repartic,io su declara, de urdera
do film. Si1. Dr. chefe de policia, e para eanlw-
cimento de quem iBteressar possa. que pela
delcgaela de policia do lermo de Pao d'Alno foram
apprehendidos oito cavalljs, send) tres do c6r pe-
drcz, tres alasao, um castanho e um tnelado, e
bem assim nma egna castanlta ; os quaes Wm de
ser arrematados no dia 28 de agosto vindouro,
con forme acaba de communicar o Dr. juiz de
aasentes da respectiya comarca.
Secretaria da policia de Pernambuco, 30 dc julho
de 1874.
Pelo secretario,
_____________Francisco G. da Silva Barrozo.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia mand a
fazer publico, que achando-se autorisalo pelare-
sulu.So provincial n. 831 de 2 do corrente raez, a
coairatar a construccao e exploracio ds uma via
ferrea que partindo'da cidade de Amaranle, va
terminar na do Oeiras, com nm ramal para a vil-
la da Valency; convida a todas as pessoas que se
quizerem propor a referida empreza a apresenlar
suas prnpostas denlro do prazo de novcnla dias, a
contar da data do presente edital e de conformi-
dade com as condicoes da mesma lei abaixo trans-
cripts.
Condigoes a que se refere o edital supra.
!. Aos contratantes podera ser dado um privi-
lege para a referida construccao ato oitenta an-
nos, ilurante os quaes nenhuma outra via ferrea
sera coBstruida seguindo a mesma direccao na zo-
na de vinte kilometres para um ou outro lado.
2.* No contrato serao regulados :
1." 0 direito de desappropriar na forma da lei,
os terrenos de ;jue necessitarem os contratantes
para o leito da estrada, armazens, estaqoes, offici-
nas e mais obras.
2. A isen^ao dos impostos provinciaes e mu-
nicipaes. '
3. A apresentacao doa esludos e piano em pra
zo nunca maior de dous annos, comeco das obras
e sua conclusio no de oito, tudo contado da data
daassignatura do contrato e sob pena de res-
cisao.
4. A bitola, peso e qualidade dos trilhos, as di-
mensoes da ohra d'arte, a largura da via perma-
nente, a qualidade e quantidade do material ro-
dante e todas as mais eondigSes que se julgarem
necessarias para a execugao e seguranca da cs
tra da.
o. A fiscalisagao por parto do governo que po-
dera para isso nomear um agente, q qual devera
ser pago pelos contratantes".
6.* 0 modo de ellactuar o governo o transport*
de tropas, materiaes de guerra e emprcgados do
correio, o que tudo devera ser gratuito,tendo sem-
pre o governo dous lugares em cada trem.
7. Os pregos de transporte para passageiros,
carga e bagagens.
3." Para a factura da referida eslrada a provin-
cia garante por espaco de trinta annos e juros de
seta por cento annualmente sobre o capital de sete
mil centos.
4.* Revertera em favor do thesouro provincial
metade da renda liquida Ja estrada excedenle de
doze por cento do eipital nella emprgado.
5.* Finalinente, em tudo quo nao estiver previs-
to na presenle lei oera o contrato regulado pelas
leis geraes, no que Ihe forem applicaveis.
Secretaria do governo de 1'iauhv, 3 de julho
de 1874.
' 0 official-maior,
Augusto Cilin da Silva Rios,
Servindo da secretario.
241*00(1
700*090
Una da Seatafla vefta.
Taaa terra* n. 132 .
Mem n." 23.......
Rna da Guia.
Casa terrea 23......
Idem n. 29 .^. .
Rna da Crttr.
Sobrado de 2 aotoes n. 12 .
Idius n. 19........
RBrte S: Jorgv
Casa terrea n. iOO ji,
Idem n. 103......-*'
Rna de Gmazlo Pirw.
^ tCTTe 2.......*W
Os pretariienles deverio .prataaur m ado da
arrematacao as suas Aanoa?, ou compareeana
acompanhados dos respoctiro^ Qadorea, daveado
pagar alem da renda, o prenao da qaaafea tat
que for seguro o pradio que cdJMlver Mtabokci-
mento commercial, assim como o aarviaa 4* nm-
pexa e precos dos apparelhos.
Secreuria da Sanu Casa da Miserreordia do B.
cife, 27de mmo d! 1874.
0 escrivao,
_____________Pedro Rodriftses de Smuts.
Confraria do Ssouor Horn Jteus da Via-
Sacra da igreja da Santa Out
De ordem do irmao provedor, coavMo a i
oa nossos charissimos irraaos coalrada* a i
recerem petes 6 horas da tarde do da Ji
mez, alim de em mesa geral se proeader a i
nuacao da elergio da nova mesa ragedora qoe I
de funccionar no anno compromistl de 1874-75,
pelo que sao rogados a eompareeereni, aftm da al-
timar-se a mesma ch.-i;ao ja encetada no da 30 a>
abril do corrente anno.
Consistorio da confraria, 28 de jsto de 1871.
Servindo de edJMa,
_________ Marcolino J<)a f npe.
Associacao commercial beufi-
De confurmi lade com c-s estatntos sio convida
dos os senhores sjcios a s reuaiien aaa asawn
blea ger.il, no cdincio 3 de agost" proximo, ao meio dia. Recife, 27 de
julho de Id74. 0 sccretari..,
I> C. Ramos.
l'flga-SH
AVISO.
o 41. dhiiiertflo das acroes do
Banco do Brasil, inscriplas m caixa filial
desta provincia. na razao de 89000 por
ac$a.o : & rua do Vigario a. I.
Recife, 27 de j-ullio de t.-74.
A arrematagai do arrendamento da e**a ter-
rea n. 55, proprio national, sita a rua de 8. I*to
da cidade de Oliada annuneiada para o dia 25 d
corrente, foi transferida para o dia I do ratnw
mez de agosto, o que se declara para coBheckneu-
to de qnem interessar.
Secrelaiia do thesouro dc fczendade Peraaat-
bnco, 27 de julho de 1374. 0 2* eseripwrario,
servindo de secretario,
Carlos J de Souza Correia.
'Edital n. 20
Pela inspectoria da alfandega se faz publico que
nao tendo sido arrematadas as m :r :adorias abaixo
declaradas, annunciadas a leilao por editaes ns.
17. 18 e 19, por falta de concurrencia ao valor
official, se transfere a mesma arrematacao para as
11 horas da manhi do dia 1* da agosto vindouro,
a porta desta raparticao.
Armazera n. 5
Marca Cunha Irmao & C. 1 pacota vindo do
Porto no navio portuguez Recife, descarregado em
10 de outubro de 1873, com 2 kilos do itnpressos
avulsos, no valor de 5*600.
Armazem u. 7
Idem L G ns. 171 A 171 B 2 atados vindos de
Liverpool no navio inglez D. of Sutherland, des-
23:524*729
Thesouro provincial de Pernambuco, 30 de ju>
lho de 4874.
0 escrivao,
Joio Carneiro M. da Silva Santos.
MO
Navio entrado no dia 30.
Rio Grande do Sul20 dias,. patacho hespanhol
Themotlieo II, de 141 toneladas, capitao Ezc-
quiel Pages, equipagem 9, carga 9,000 kilos de
carne ; a Baltar Oiiveira & C.
(fbservagdo.
Nao houve sahidas.
KQITAES.
0 Desembargador Francisco de Assis Oiiveira Ma-
ciel, official da imperial ordem da Rota, cava-
lheiro da de Christo, juiz privativo de orphaos e
ausentes da cidade do Recife e seu term 5, por
S. M. o Imperador, qne Dens guarde, etc.
Faco saber aos que este virem, que o bacharel
Francisco Pereira Martins Ribeiro, inventariaote
doa bens qoe ficaram por fallecimento de sea ir-
mao Leopoldo Ferreira Marlins Ribeiro, requeren-
do-me para vender em basta publica, com o abate
4a quinta pane, vis to corao'na prlmeira pra;a nio
.houve lancador, a esenrva hidra, preta, crioula,
de 26 anpos de idade, com algumas habilitajoes, e
quo pertencendo ao espolio no iuventariado, (bl
avalhada por 1:000*, e eom o abate da respectiva
5 parte, flcou a mencionada escrava com o valor
de 800*000
E, pois, qne annuindo a semelhante pratengao,.
pelo presente e flrmado no que dispSe o decreto
n. 1695 a 1869, convido a rsaos quanto queiram
lancar sobre a praciiada esarava, apresentarem
soaa propostas em cartas fechadas corapetente-
mente estampilhadas, na salas das andiencia9 das.
antoridades judiciaas da 1' iaatancia, no prazo de
20 dias, a contar de hoje.
carregados em 27 da agosto de 73, ignora-se a con-
signacao, contend} rodas de ferro fundido, pesando
83 kilos, no valor de 193366.
Idem T II ns. 1,735 A 1,735 B 1,733 C 1,733 D
4 ditos idem idem com rodas de ferro, pesanlo 239
kilos, no valpr^de 55*766.
A F C n. 255,-50 caixas vindas no navio hollan-
dez Catharine, aescarrtgadas em 22 da agosto de
73 a consigaftias a Antonio Ferreira de Carvalho,
contendo ouaqzi.as de frascos com licer, tiespere-
dina. medifflo' liquiJo legal 428 litros, uo valor de
1:078*560. 'j^
"*i*Tr'apiche Conceicaj
Idem D 0*33^2,241 -2,216 2 barricas vindas de
Lisbon na barca portugueza Vencedora, derearre-
gadas em 30 da julho de 73 e consignadas a Sal-
man fterea, com cadinhos de barro, pesando liqui-
do legd 610 kilos, no valor de 149*333.
Idem S J sem numero 23 gigas vindas da
Hamburgo no navio hamburguez Elize, descarre
gadas em 18 da setcmbro de 1873 e consignadas a
Moreira Monteiro & C, com 160 litros de cidra em
meias garrafas, no valor do 132*200.
Idem F V P sem numero 1 arado vindo de S.
Miguel na barca portugueza Arabella, descarrega-
do em 5 de novembro de 73, a Francisco Vieira
Pacheco, no valor de 1*000.
Idem J M ns. 1|27 27 giga3 vindas de Liver-
pool no brigue inglez Eduart Herbert, descarrega
das em 23 de agosto de 73 e consignadas a ordem,
contendo apparelhos de lonca n. 2, pesando 6,136
kilcs, no valor de 2:298*240.
Alfand3ga de Pernambuco, 30 de julho
de 1874.
0 inspector,
Fabio A. de Carvalho Heis.
jjgyjBjij;
SANTA CASA DA MISERICORDIA DO
RECIFE.
A 1-ilma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife, manda fazer publico que
na sala de suas sessoes, no dia 30 de julho, ue-
las 3 horas da tarde, tem de ser arrematadas ?
juem mais vantagens offerecer, pelo tempo de um
a tres annos, as rendas dos predios em seguids
daclarados.
ESTABELECIMENTO DE CARIDADE.
Rua do Padre Floriano
Casa terrea n. 43......201*000
Rua das Calcadas
Casa terrea n. 30.......221*000
Idem n. 32.........133*000
Idem n. 36........221*000
vidal de Negreiros.
Casa terrea n. 114......362*000
Idem n. 94.........301*006
S. Bom Jesus das Crioulas.
Casa terrea n. 8.......221*000
Rua larga do Rosario.
I.8 andar e loja n 24 A.....900*000
2* andar idem........310*000
2. andar n. 21.......408*000
Loja idem...... 1:800*000
Rua do Ame-rim.
Sobrado n. 26. .^. 301*000
Rua de Antonio Henriques.
Casa terrea a 26...... 99*000
Largo da Campina.
Idem nil........ 120*000
PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Becco das Bolas.
Casa terrea n. 39.......421*000
Rua da Lapa.
Casa terrea n. 40.......202*000
Rua do Amorim.
Sobrado de 2 andares u 23 602000
Casa terrea n. 34 ........ 122*000
Rua do Burgos.
Casa terrea n. 21....... 153*000
Rua lo VitaHo.
2 andar do sobrado n. 17 243*000
1' andar do mesmo.....
Loja do mesmo......
Sobrado de 2 andares n. Id .
Rua do Encanamento.
Sobrado de 2 andares n. 13 .
Imperial Sociedade dos Ar-
tistas Mechamcos e Libe-
raes.
Por lama duiparecido poucos socios, resolv u
esta sociedade, a requerimenlo de um de aaaa
inemhros, nao proceder no dia 26 do eorrenlt-,
como fui awaaaaiado, a eMfio da adminisirara'j
quo tem de diri^i la uo anno social de 1874 a
l7-> e adia la uovaramiu o para dia 16 da ag*t >
proximo future, continuaiido o indulla a atspeu.)
daquelles, que se acham atrasados no pagaeaent <
de suas mensalidades aleo menciunaao dia, iadn-
sive, alim de podcrem todos coucoirer com aeus
votes para a referida eleicao.
Recife, 28 de julho de "1874.
0 1 secretario.
_________ P. Panlo dos Santos.
Consulado provincial.
Por esta repartigao se faz sciente aos diversos
contributes pela cullocagao dos apparelhos. difl>-
renea dos mesmos encanament'S e annuidades da
Recife Drainage Company-que durar.to o me:
de a go.-to vindouro, como prazo impron-gavel, aa
cobrara os respectivos debilus Jus predijs sitos a*
runs seguintes :
liua do Marquez de Olinda, dita do B m J^sur.
dita do Commorcio, dita de Di.-mingos Joit- Mat-
tins, dita do Vigario Thencrio, dita de D. UMaCf
sar, dita de Mariz e Barro?, travessa do Campeli. >.
becco Largo, dito d s Maacales, travessa do aatig><
Porto, dita de Domingos h Corpo Santo, caes do Apollo, campo das PriactStt,
rua de Joao do Rtgo, dita da ilha do CarvalhoJd.-
tade S. Francisco, largo do Paraizo, travessa da
rua Bella, rua do Livramento, dita de Marcii
Dias, largo de S. Bedro, rua do Coronel Suassuna.
dita do Marques de Ilerval, praca de Pedro II, rua
Jo Vidal de Negreiros,dita de Christovia CidaadM,
dita do Padre Floriano, dita da Virario, dita d
Lomas Valenlinas, dita de Santa Theresa, dita da
Dias Cardoso, dita de Vinte e Quatro da Maio, d-.ta
da Palma, dita da I'enha, dita do Padre Robraga.
dita do Paso da Patrta, dita do Dique, dita de i'r
Henrique, dita di Forte, dita Imperial, dita de
Luiz de Mendonfa.l dita de Sani.i Rita, dita Nova
de Santa Rita, dita da Assanip<-ao, dita de Domiu-
gos Tiieotomo, dita do Jardim, dita .de AatOBi
Henriques, dita des Pescadores, dita de S
dita de S. Jose, dita da Cadeia Nova, dita da Roda.
travessa do Marqaez do Recife, rua larga do Ro-
sario, becco da Matriz, travessa da alatriz, dita dos
Expostos, rua dos Patos, travessa dos Qoaitaa.
rua do Calabouco Velco, Travessa do Calabcu{o.
becco do Calabouco, rua da Santo Amaro, dita lo
Duquc de Caxias, dita Primeiro de Man;o, dita d.>
Cobuga, dita do Barao daVicloria, Cae- '22 de No-
vembro, rua do Imperador, dita das Larangeir^-.
dita das Trincheiras, dita de Paulino Camara, tra-
vessa das Flores, rua da Malhias de Albuquerque,
dita da Paz, dita estrtita do Rosario, travessa d,:-
Cruze3, dita do Qneimado. largo do Carmo, tr-
vessa do Carmo, dita do Livramento, dita da B
ba, dita de S. Pedro, dita do Fogo, rua do N -
gueira, dita de Santa Cecilia, dita do VisconI
Inhaiima, dita de Pedro Alfonso, travessa do For:
dita dos Copiare3,gdtta do Serigado, dita da Vira
cao, dita da Concordia, dita do Pocinho, dita d.-
Martyrios, dita do Caldeireiro, dita do Lobalo, d -
ta do Prata, dita do Lima, dita do Peixoto, dita de
S. Jose, dita da Praia do Forte, dita do becco d,
Falcao, dita do Gaz, dita do Carcereiro, becco d
Caldeireiro, largo da Ribeira, dito daPraceta. se
gundo becco da rua de Sauta Rita, primeiro L-
co da Camboa do Carmo; dito dito da Cadeia So-
va, praia da Cadeia Nova.
Consulado provincial, 29 da julho de 1874
___________Antonio Carneiro Machado Bios.
Unipanhia Fidetidadc
seguroa ninritimos c Icrreatres
A agenda desta companhia toma seguros ma
ritim.s e terrestres, a premios razoaveis, daad>
nos ultimoso solo livre, e o setimo anno gratu: i
ao segurado.
Feliciano Jose Gomes,
________________________Agente.____________
Sociedade Monte Pio Santo
Amaro
De ordem do vice-preMdente sao convidados
todos os socios a comparecerem na sede da socie -
dade, pelas 10 horas da manha do dia 2 de agosto
proximo vindouro, alim de, em assemblea gera..
-6e tratar de negoeios de suama importaccia, c
grande interesse para a mesma sociedade,
Secretaria da sociedade, 29 de Julho Oa 1874.
Servindo de secretario,
C de Albuquerque.
5.' seccao.-Secretaria da presidencia de Per-
nambuco, em 30 de julho de 1874.
Por esta secretaria se tu publico paracoaae-
clmento dc quem interessar, o acto da presiden-
cia de hontem datado, abaixo transcripto, pel
qual foi resolvida a pretengio do conago vigar: u
Simao d Azevedo Campos, ralativa aaa terrene
do sitio de sua casa no extrncto aldeiamento da
villa da Esaada.
0 secretario,
Joao Diniz Ribeiro da Cunha
5.* seccao.Palacio da presidencia de Peruim
buco.-Recife, 29 de julho de 1874.
0 presidente da proviala, em aoluclo ao qua
requereu o conego vigario Siraio de Aaeved>
que so diz saahor e posaoidor legiiim:.
i
3OO*00t> Campos,
375*000 ha
1:300*0001 sua casa no eatincto aluVmmeato da a
. ,ni,,lta,lli rasolve daclarar aoa, nieiaado> w*:'
l:*00*OJOrcooego lagitimado a sua posse no praxo oureado,
is da vinte annos, dos terrenos do ajtio de
"


#-





Diario de Pernambuoo Sexta feira 31 de Julho de 1874*
l






I
id pode proroga-lo, comprindo requerer a res-
pectiva camaru manicipal, polo direito de prefe-
rtoeiaipe lhnassiste ao atorarnento provisorio
at* qua o govorno imperial resolva se o aeto da
prwwMirli, qua determinou quo esse e culros
lisrrtsos nao iBgiu'mados firessem parte do patri-
v onfo da mesma cajaara, deva oa nao preva-
e:er.
Aaaigtiado.-Henrique Pereira de Lucena.
Massa fallida
DE
Amorim, Fragoso, Santos
AC.
S>' dividends de ,9& por cento.
Paga-se o ultimo dividendo as qaintas-feiras,
Au It boras da manha a t da tarde, no escripto-
rio da rua do Vigario n. 13, t* andar.
Os Srs. credores qaeiram vir logo receber, pois
tcm de ser recolhidas ao deposito pub'ico as quan-
ti.is qa nao forem procqradas ate o dia 15 de
aj osio proximo.
Pelo tbesoaro provincial se rat publico a
quem iateressar possa, que foram iransferidas
p< ra o dia 6 do agosto proximo vindouro as arre-
mat&cdes da obra dos r< paros de empedramente
na estrada da Victoria, e os 8 0(0 sobre o capim
do planta eonsumido nesta eidade : a primeira or-
$a da em 3:245*, e a segunda em 2:3194280.
Secretaria do tbesoaro provincial de Pernambu-
cc, 25 de jnlho de 1874.
0 secretario,
_____ Miguel Alfonso Ferreira.
Manoel Jose Monteiro Torres
Keller & C, admraUtradores da massa fallida
dsHanoel Jose Monteiro Torres, pedem aos Srs.
cedorea da mesma massa, que dentro de oito
dias, a contar de 27 do eorrente julho, Ihes apre-
stntemos sens titnlos para serem conferidos e ad-
mittidos ao passive da fallencia.
Juico dos feitos da fazenila.
ESCR1VAO BANDEIIU.
Sexta feira ii de agosto proximo futuro, depois
da audiencia respectiva, as 11 horas do dia, ira a
praca por venda o seguiote :
0 sobrado de 3 andares e sotao da rua do Amo-
rim, n. 29, com 52 palmos de comprimento e 22
diios de largura, sendo o andar terreo um arma-
zem, couteodo qualqaer dos andares 2 salas, 2
quartos, cozinha iuierna, avaliado em 12:0003,
para pagamento da execucao da fazenda provin-
cial contra Manoel Fernandes da Cunha 4 C.
Idem n. 1, sito a rua da Mangabeira, em Olinda,
com 63 palmos de frente, 59 ditos de fundo, tendo
o andar terreo 3 salas e 8 quarto*, e o superior 3
salas, 8 quartos, cozinha fora, avaliado era 3:o00/,
p; ra pagamento da execuQao da mesma fazenda
centra Henriqueta Elysa Banks de Miranda.
A casa terrea da rua do Coronet Suassuna, n.
K'9, com 14 palmos de frente, 61 de fundo, 2 sa-
las, 2 quartos, cozinba, quintal raurado, avaliada
cri 1:8004, para pagamento da execu$5o da mes-
ma fazenda contra Joanna Mililana de Jesus.
Idem idem n. 37, com 14 palmos de frente, 32
di comprido, 1 sala, 1 quarto, e sotao, em mao es-
tado, avaliada em 1:5005, para pagamento da exe-
cucao centra Vicente Ferreira da Costa & Filbos.
Idem da rua de Vidal de Negreiros, n. 100, com
18 palmos de frente, 65 de fundo, 2 sa as, 3 quar-
to), cozinha der.tro, quintal murado, cacimba, ava-
liada por 1:600*.. para pagamento da execucao
contra Claudina Martinha do Sacramento.
Recife, 30 de julho de 1874.
0 solicitador da fazenda provincial,
__________I Firming Correia de Araujo.
A arrematacao em hasta puLlica da casa ter-
rea, proprio nacional, sila a rua do Pacp Castelha-
nc, na cidade de Olinda, foi transferida para o dia
5 de agosto proximo futuro, servindo de base
Jara a sobredila arrematacao a quantia de......
:030|, j que tudo se declara para conhecimento
de quem intereaear.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 89 de junho de 1874.
0 2." escripturario, servindo de secretario,
_____ Carlos Joao de Souza Correia.
PROfiBAMMA
Em beneficio do
Palhaco
0 Palhaco Virgilo
Noto e nniro periodic*) dedlcado
Ml monirn do ctrco.
PRIMEIRO REDACTOR
O palhaco do circo equestre.
Precos das assiguaturas.
Meia iota gratis, meia cara, gratuitamente a to-
do aquelle que nao fallar ao beneficio do Palhaco.
Aviso.
0 redactor deste ptriodi:o aceita todo e qual-
quer arligo que nao deixe ficar raal as algibeiras
do Paihac.0.
O Palhaco
Carissimos leitores e leitoras I !... Acordai !
iavai bem o rosto I enflar as calca*... o palito...
a sobre-casaca... ocbapeo... os sapatos... o
collete... a camisa... a jaqueta... digo a casa-
ca, enfiai tudo I e sobre tudo, enflai tambem no
bolso a insignificante quantia de tres patacas e
dus viutens Depois dirigi-vos ao PALHACO
VIRGILIO, (redactor) comprai lhe nm cartaosinho
qne da entrada para um grande festejo qae tem de
haver HOJE SABBADO 1 de agosto de 1874, no
Circo Equestrecujo fe9tejo 6 em beneficio do mes-
mo Virgilio Palhaco.
Q redactor espera que os nobres senhores e se-
nhoras, habitantes de Pernambuco nao faltem a
esta grande e estrondosa funcconata, que sera
yomeada por toda parte
Se a tanto me ajudar engenho e atle.
Ahi vai um resumo do magnifico festejo :
Ao clarear do dia de hoje 1 de agosto de 1874,
subirao aos ares immensos foguetes I 0 Virgilio
apresentar-se ha com um maco de .bilhetes, espe-
rando a rapasiada amantetica, e as respeitaveis
familias que desejarem assistir a funccio ; do
meio dia em diante havera foguetada velba I ....
378,985 folhas e (lores espalhadas pelo chao !
Bandeiras pelo mastro.
0 programma sera maravilhoso I
0 beneficiado nSo poupou despezasaflm deapre-
sentar um festejo monstruoso e espera que os
dignos espectadores e espectadoras uqaera satis-
feitissimos e chorando por mais I
A' vista do que vos expuz, espero que ninguem
deixara de ir ao cir<:o hoje 1* de agosto, as 8 huras
em ponto.
Todos devem se divertir em qnan'o nao chega a
bora da nossa morte... amen 1 porque
A morie e um bixinho
Que roe a vida da gente I...
Portanto em quanlo nao chega essa hora fatal,
tocaarir... toca a folgar 1 Venham ja com-
prar
Os bilhetinhos
Etc.e tal pontinhos...
0 mais a todos os leitores e leitoras deste pe-
riodico descja-lhes perfeitissima sai'ide
Este vosso servo
VirgiitGsinho Palhacinho Feiticehinho.
Communicado.
Na cidade da Victoria deu-se o seguinte: no
dia 36 de setembro, pelas 10 horas da maDha,
perto das Are-Maria, atirou-9e um homem branco
de cor tscura, do 8 andar de um sobrado abaixo,
que ficcu todo relado sobre as pedras; porem
nao morreu porque elle er pedreiro de obra
grande.
Irmandade
de San'.'Anna, erecta na igreja da Santa
Cruz.
Be ordem de nosfo irmao juiz convido a tqdos
os nossos irmans para comparecerem em nosso
consistorio no domingo 2 de agosto, pelas 9 horas
da manha, aOm de em mesa geral se proceJer a
eleicao da nova me-a regedora do anno compro-
rci-jal de 1874 a 7r>, de conformidade com o que
de.ermina o art (i do comproaiiss^ que nos rege.
Consistorio di irmandade de Sant'Anna, 28 de
de julho de 1874.
Servindo de secretario,
__________Elias Baptista da Silva Ramos.
- Segunda-feira, 3 de agosto, depois da au-
diencia do Exm. Sr. desembargador juiz de or-
phaos, vai a pr:i;a, a requerimento do inventarian-
te, lima parte da casa terrea sita a rua da Matriz
da Boa-Vista n. 34, servindo de base a quantia
de ')30224, por quanto foi avaliada, cuja pai te e
penencente ao herdeiro menor Joaquim, lilho do
tinado Antonio do Conto Vicira.
A.DM1SISTRA- AO DOS CORREI03 DE PER- "
NAMBUOD, 31 DE JULHO DE 1874.
Malas a expedir-sc
Felo vapor nacional Cururipe, esta administra-
cao expede malas para Maceio, Penedo e Sergipe.
Fecebem-se jornaes, impressos de qualquer na-
tur'^za, e caftas a registrar, ate 2 horas da tarde,
carias ordinaria- ate 3 horas, e cstas ate 3 1|2,
pajandoporteduplo.
0 administrador,
______________Affonso do Rego Barros.
RelaQao ilas cartas* que deixaram do seguir
para Portugal per falta de franquia
Albina Rosa, A. J. Gomes Netto, Antonio Ferrei-
ra Braga, Antonio Francisco Ferreira, Antonio
Henrique Rodrigues, Antonio Ignacio da Ponte,
Antonio Joaquim Pereira, Antonio Jose da Cama-
ra (i!), Antonio Martins, Antonia Maria da Cunba,
Antonio Ribeiro, Antonio Rodrigues Mendes, Cons-
tantino Rodrigues da Costa, Domingos Jos6 da
Cosia Araujo, Dcmingos Jose Lopes da Castro Tor-
res, Ernesto Madeira Pinto, Francisco Fernandes
Crus, Francisco da Silva Lona Junior, Antonio da
Hor.i Moita, Jacintbo de Sa Oliveira, Joaquim da
filva Maia, Joao Martins da C&sta, Joao Maria dos
San ;os Almeida, Jose Frat Cisco Vieira de Carva-
Iho, Joaquim Monteiro da Croz, Jose Maria Passos,
Jos6 Pedro das Neves, Jose Rodrigues Terroso,
Jose da Silva Maitos, Maria Custodia Gomes, Maria
Feriejra, Maria Pinto de Almeida de Vasconcellos,
Maria Rosa da Natividade Gomes Leite, Maria
Rosa, da Silva, Maria da Silva Ramalho, Manoel
Coelho, Manoel Fernandes Monteiro de Freita3,
Man Del Ferreira de Moraes, Manoel Joaquim de
Boon, Manoel Jcs<5 dos Santos, Manoel Lopes, Pe-
dro de Araujo BeltrSo, Trajano Lniz de Franca,
Vietorino de Almeida Rebello, Zulmira Josephina
Bartosa.
Correio de Pernambuco, 30 de julho de
1874. 0 2 official encarregado da ex-
pedijao, k
Aonello Pernambuco.
0 Palhago participa que hoje, dia de sen be-
neficio, toda pessoa qne lhe levar a redaceio do
circo a quantia de 10 tcstoes, recebera de gratili
carao um bilhete de entrada para a festanca que
tem de haver amanha, 1 de agosto de 1874.
ANNUNCIOS.
Um moco desempregado ha 10 mezes e 38 dias,
tendo sahido da cadeia na semana passada, de-
seja empregar-se cemo thesoureiro de qualquer
casa bancaria, sociedade ou irmandade, (a das
almas mesmo serve). N. B. 0 supplicante de-
seja empregar-se com brevidade, por se achar
sem dinheiro e ter immensa vontade de assistir ao
beneficio do Palhaco.
Vende-se uma porca muiu lirapa com abun-
dancia de leite, propria para amamentar toda a
cria que recusar ir ao beneficio do palhaco.
Aluga-se par prego commodo uma linda casa
com agua dentro quando chove : e propria para
tres mocos solteiros, empregados na arte da va-
diagio. A dita casa tem bons commodos e capim
para tres animae.-. Para tratar ii rua das Ca-
sas u.
M0V1MEM0 DO CIRCO
(ultimas cotaqoes)
Entrada geral....................... ijOOO
para senhoras de balao....... l {000
para dilas sem balio.......... 1JO00
para homens de casaca....... IjOOO
para homens de paletot........ iJOQO
para homens de jaqueta...... 1*000
para pesssoa feia ou bonita..-.. 1/000
Aquelle que quizer dar mais, o beneficiado nslo
se zangara por isso.
Precos para todos, sem prejudicar as algi-
beiras !
LA VAI VERSO
Se nao vender todos os bilhetes,
Ai! quedores................
Ai! que dores, que tormentos,
Qae triste e cruel penar !...
Ail que dores, que soffrimentos...
Se algum bilhete licar.
lindo espeettCQlo.
,Eqnestre, Gymnastico, Acrohatfeo,
Eqnilibrico, Mimico, Dancas,
execuudo por todos os artistas da companhia.
0 beneficiado preenchera os intervallos com o
jornal I Violio, flauu 1 diversas pagodeiras t
Nao faltem a func^ao t
Eu ca os espero 1
E viva a rapaziada I viva I I a rapasiada do
caroco I t viva lit
Olhem que priacipia as 8 boras.
Grande scena equestre pela Exm. Sra. D. Oli-
veira.
Santo Antonio
Associate dramatica.
Espectaculo em beneficio dos actores
Correia. e Silva
Domingo
A's & i|3 horas da tarde
Depois que a orchestra, regida pelo maestro Mar-
celino Cleto execntar nma de saas melbores ou-
vertnras, subira a sceBa neste thaatro pela pri-
meira vez o drama em 3 actos :
Supplicio d'uina lmillier
Finali acto :
Preeisa*ae de uma naulher
para viajar
E a comedia em 4 acto, ornada de canto:
Bolsa e cachimbo.
Os beneliciados desde ja antecipara ao distincto
publico pernambacano os seus agradecimentos.
AVISOS MARIT1M0S.
C II t lit-1 I ilH III I MS
COMPANHIA FRINCEZA DE NAVE-
GACAO A VAPOR
LINHA MENSAL ENTRE 0
Havre, Lisboa, l'ernambuco, Rio de Janei-
- ro, Santos (somente na volta), Montevi-
deo, Buenos-Ayres, (com baldeac5o para
o Rcsario).
STEAMER
VILLE DE RIO DE JANEIRO
Coniraandante A. Fleury
E' Esperado do snl
al62 de agosto proxi-
mo futuro, segundo
depois da indispensa-
vel demora para o
Havre com escala por
Lisboa.
Para fretes, encommendas e passageiro3, trata-
se com
OS CONSIGNATARIOS
AUGUSTO F. D'OLIVEIRA 4 C.
i2Rua doCommercioEntrada pela rm
do Torres.
Compauliia de navegacao a va-
por bahiana, lisnitada
Macei6, Pemedo, Aracajii e Bahia.
E' esperado dos portos
do sul ate o dia 8 de
agosto o vapor S. Salvador
o qual seguiraparaos por-
tos acima no dia seguin-
te ao da sna chegada.
Recebe-se carga, passageiros e dinheiro a frete
Agente
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
________57Baa doBom Jesn857.________
ARACATY.
Para o indicado porto segue impreterivelmente
no dia 8 de.agosto o hiate Lemilia da Cruz. Para
carga e passageiros, trata-se com Antonio Albert
de Souza Aguiar a rua do Amorim n. 60, ou con
o capitao a bordo do me3mo hiate, fundeado con-
fronte ao trapiche Barbosa.________ '
Companhia americana e lirasifeira
de paqnetcs a vapor.
Ate o dia 1 de agos-
to e esperado do sul o
vapor Ontario, com-
mandante Slocum, o
qual depois da demo-
. ra do costume, segui-
rapara New-York com escala pelo Para e 8. Tho-
maz.
Para passagens trata-se com os agentes
Henry Forster t C.
8 Rua do Commercio 8
PARA' E MAA1A0
A escuna Georgiana tendo engajado parte da
seu carregamento para o Para, recebe tambem
para o Maranhao, caso convenha fazer a escala
a vista do frete qua apparecer: a tratar na rua do
Amorim n. 37.
I Ho
Libras esterlinas.
Vendem Augusto F. d'Oli-
veira & C.
Rua do Commercio n. 41.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
rYavegaeSo eoateira a vapor.
FARAHYBA, NATAL, MACAO, MOSSORO', ARACA-
TY, CF.ARA, MANDAHU, ACARACU' E GRANJA.
O vapor Pirapama, com -
mandante Silva, seguira para
os portos acima no dia 7 de
agosto as S horas da tarde.
Recebe carga ate o dia 6,
encommendas, passageiros e
dinheiro a frete ate as 2 horas do dia da sabi-
da : escriptono no Forte do Mattos n. 11
LEIL0E5.
Agente Dias
LEILAO
DE
um bom predio de dous andares e soldo,
situado a rua do Visconde de Pelotas
A'S il HORAS DA MANHA
No sobrado da rua do Marquez de Olinda'n. 37,
primeiro andar.
0 agente Dias, compel ntemente autorisado, le-
vara a leilao, no dia e bora acima indicados, o so-
brado de 2 andares e sotao, com os commodos se-
guintes : primeiro andar, 2 salas e 3 quartos, se-
gundo andar com os mesmos que o primeiro, e
sotao com 1 sala a i quartos.
Fica em optima posicao, pois apanha toda a
praca do Conde d'Eu, e rende annualmente.....
1:440,000 rs.
Os Srs. pretendentes para qualqner esclareci-
mento podem dirigir-se ao escriptorio do agente,
onde tera lugar o referido leilao.
Em continuacao o mesmo agente vendera, por
conta e risco de quem pertencer, algumas joias
com brilbantes. ____________________
LEILAO
DE
B( ns moveis
A's 11 horas d a manha
Sendo :
Uma linda e solida mobilia de jaearanda, a Lniz
XV, constando de 12 cadeiras de guarnicao, 4 di-
tas de bracks, 1 sofa, 2 consolos, 1 jardineira.'com
pedra, 1 guarda-vestidos de am are I lo, t impor-
tante toilette de jaearanda, 1 cama franceza de
dito, com cortinados, 1 columna, 1 cadeira de
viagem, 4 Gguras finas para enfeites de consolos,
serpentinas, candelabros de crystal, 1 excellente
espelho oval, 1 relogio de parede, quadros, corti-
nados, objectos de toilette, almofada*, tapetes, es-
carradeiras, diversos vidros finos, alguns enfeites
para sala, venezianas, esteira (forro da sala) e 1
importante repartimento de madeira.
Na rua do Bom Jesus, segundo andar do
sobrado n. 7, antiga rua da Cruz.
0 agente Martins fara leilao dos moveis acima,
sendo todos objectos de gosto e bem conservados,
e serao vendidos ao correr do martello.
CIRCO EQUESTRE
NO
CAMPO DAS JPRINCEZAS
GIJMPftNHIAlRASILEfRA
DIRECTOR
Aiitonio Carlos do Carmo.
SABBADO 1 DE AGOSTO.
Grande, pomposo e maravilhoso
c;pectacnlo com escolhido
Ai I que dores nao sinto eu
Neste peito magoado...
Ai I que dores nao soffro eu
Por nao ter tudo passado...
Ai I que dores... que triste sorte...
Qae desespero sem lim I
Venha uma enchente forte___
Pois tenham pena de mim I
Racife, tantos de tal de 1000 e 800 e 70 e 4.
Virgilio Maganao.
Muita attenQao.
0 Virgilio, sendo esta a primeira vez que faz
nesta cidade um espectaculo em seu beneficio, es-
pera a proteccao do illustrado publico de quem
tem recebido tantas provas de estima e alera disso
entrada geral 1JOOO, grande reducfiao no preco :
eu desejando que todas as familias possam assistir
ao meu beneficio, as cadeiras para senhoras !ao
2*000.
LA' VAI OBRA!,.
0 palhaco, nesta noitc,
Muito ha de agradar
A' Leila rapaziada
Qne for apreciar;
Quem liver melancolia
Esta noite e nao faltar,
Venham ver este pagode
P'ra se rir a escangalbar f
Entradas a um mil reis,
A quantia nlo aleija I
Mas aquelle qne der dous
Tem dez tustoes p'ra cerveja !
Haja festa I ha]a folia I
Neste dia tudo e bom,
Pois o nosso palhacinho
Preparou linda funccao f
0 palhaco nessa noite,
Muito alegre e prazenteiro,
Dara a todos sahida
Sem ser preciso dinheiro.
0 Patusco.
No Campo das Princezas -
ESTRONDOSO ESPECTACULO
Amanha 1 de agosto.
Director e proyrietario o primeiro artist a eques-
tre-o Sr. ANTONIO CARLOS DO CARMO.
Grande festa I Prater sem ignal I Alegria im-
mensa em beneficio do
Palhaco Virgilio.
Depois qne os Srs. professores tiverem execnta-
do ma briloante oavertura, dara princicipio o
Bahi
la
Para este porto segue em poueos dias o hiate
Dous de Julho, por ter aiguma carja engajada,
para o resto que lhe f.ilta trata-se com os consig-
natarios Joaquim Jose Goncalves Beltrao & Filho,
a rua do Commercio n. 5.
Palhabote Joven Arthur
Vende-se e-tenavio prompto de nm tudo para
navegar, 6 feito de madeiras do Brasil, esta anco-
rado no quadro da descarga : os pretendentes po-
derao examinar, e para tratar com Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo, a rua do Bom Jesus n. B7.
Agente Pestana
Leilao
DE
moveis, lougas, vidros, crystaes, ouro, pra-
ta e brilbantes
HOJE
A's It 1| horas.
No armazem de agencia de leiloes da rua do
Vigario Thenorio n. 11.
0 preposto do agente Pestana fara leilao por
conta e risco de quem pertencer, de mobilias de
jaearanda, ditas de araarello, ditas de jonco, guar-
da roupa, guaria-louga, camas francezas para ca-
sal, de jocaranda, marquezao, marquezas, conso-
los, mesas redondas, aparadores, commodas, meias
ditas, mesas elasticas, de 3, 4, o e 6 taboas, e
muitos outros artigos pertencentes a moveis, os
qnaes se tornam enfadonho mencionar, e serao
vendidos ao correr do martello.
SEXTA-FEIRA 31 DO CCRRENTE
as it l|'fi horas
No armazem de agencia de leiloes da rua
do Vigario Thenorio n. 11.
armazem do Sr. Annes, defronte da al-
fandega.
0 preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e risco da quem pertencer, dos cbarntos
acima raenclonados, os quaes serao vendidos em
lotes, a vontade dos Srs. compradores
SABBADO I.'DE AGOSTO
A'S 11 HORAS EM PONTO.
No armazem do Sr. Annes, defronte da al-
_ _______ fandega
Agente Pestana
23 caixas com
DE
maizena avariada, em ma-
cos.
Sabbado i. de agosto
AS 11 HORAS EM PONTO.
No armazem do Sr. Annes, defronte da alfandega
(fO preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e risco de quem pertencer, dos macos de
farinha maizena acima mencionados, em nm ou
mais lotes. a vontade dos Srs. compradores.
c=
IMLM
Mo dia 9 de agosto
pelo agente Martins.
No armazem da rua do BarSo da Victoria,
junto ao Bazar Universal do Carneiro
Vianna
CONSTANDO DE :
cadeiras de guarnicao, ditas de bracks, ditas de
viagem, espelhos, ternos de bandejas, camas de
ferro, machinas de costuras, caixas de mnsica,
cstojos para viagem, facas finas, garfos de metal,
e um ioQnidade de objectos de gosto, que se-
rao vendidos ao correrjdo martelloj para liqui-
dar facturas.
__________Principiara as II horas._________
LEILA 0
DE
Uma sorte de terras proprias e casa no Mon-
teiro, denominadaIlha, pertencente ao es-
polio do finad3 Francisco Geraldo Moreira Tem-
poral.
Seganda-feira .1 de agosto
A's 11 horas
Em o 1 andar do sobrado da rua do Marquez
de Olinda n. 37.
0 agente Dias, competentemente autorisado,
levara a leilao no dia e hora acima designados,
a casa e terrenos tambem acima indicados, os
quaes estao situados por traz da relinacao deno-
minada do Monteiro, tendo a casa 1 porta e 3 ja-
nellas de frente, 1 dita e 2 no oitao, 2 salas, 4
quartos e cosinha externa, coeheira com 3 por-
tas de frente, banheiro e tanque de tijolo e cal,
cobertos de telba e mais duas casinhas no sitio
occupado pela casa.
0 terreno e oecupado por diversas casas que
pagam renda annual.
Os Srs. pretendentes podem examina-la, e para
qualquer outra informacao e esclarecimentos, a
rua do Marquez de Olinda n. 37, onde tera lugar
o referido leilao.
Em continuacao o mesmo agente vendera, por
conta de quem pertencer, diversas joias, sendo
que algumas com brilhantes.
Agente Pestana
SEGUNDO E UMTIMO
DE
armac,ao, generos e mais utensilios da ta-
verna sita d rua de D. Maria Cesar n. 22
ao correr do martello
Seguoda-feira 5 de agosto
is 11 horas em ponto
0 preposto do agente Pestana, fara leilao por
conta e risco de quem pertencer, da armacao, ge-
neros e mais utensilios da taverna sita a rua de
D. Maria Cesar n. 22, em um ou mais lotes, a von-
tade dos Srs. compradores. 0 balango acha-se na
mao do referido preposto para os Srs. concurren-
s examina-lo.
t Segunda-feira 3 tie agosto
as 11 horas em ponto
Pacific Steam Navigation Companj
ROYAL MAIL STEAMERS.
(De 3,829 toneladas).
Commandantc G. > Ionian.
Espera se da Europa ate o
dia 16 de agosto e seguira
para Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo, Buenos A y r e s,
Valparaiso, Arica, Islay e Cal-
lao, para onde recebera pas-
sageiros, encommendas e dinheiro a frete.
N. B.Nao sahirao antes das tres horas da
tarde.
OS AGENTES
Wilson Ro we a C.
14RUA DO COMMERCIO14
Pacific Steam Navigation Company
ROYAL MAIL STEAMER
Cotopaxi
(DE 4027 TONALEDAS)
Command ante Bax.
Espera-se dos por-
tos do sul ate o dia 4
de agosto, e depois da
demora do costume
seguira para Liver-
pool, tocando em Lis-
boa e Bordeos, para onde recebera passageiros
encommendas, carga e dinheiro a frete.
N. B.Nao sahira antes das tres boras da tar-
de do dia da sua chegada.
AGENTES
Wilson Rowe A C
14 PRACA DO COMMERCIO14
Para.
Pretende seguir para o indicado porto com mui-
ta brevidade a escuna portugueza Christina, por
ter parte da carga ; e para a que Ibe falta trata-
se com os consignatarios Joaquim Jose Goncalves
Beltrao & Filho, a roa do Commercio n. 5.
Rio de. Janeiro
Sympathia
Para esta palhabote portognez, ja esta contra-
tada parte de sua carga a frete ao referido porto
Para o resto trata-se com Amorim Irmlos 4 C.
Agente Pestana
Leilao
DE
duas casas no correr do caminho de ferro
de Olinda, as quaes sao conbecidas por
casas amarellas, junto d estac,ao do Campo
Grande, e em terreno foreiro.
Hera
as It horas em ponto.
No armazem de agencia de leiloes da rua
;? do Vigario Thenorio n. 11.
0 preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e risco de quem pertencer, de 2 casas edili-
cadas junto a estacao do Campo Grande, tendo a
raaior os seguintes commodos: 2 salas, 4 quar-
tos e cozinha fora, e a outra com pequenos com
modos para familia, podendo os Srs. comprado
res desde ja dirigir-se ao mesmo lugar, onde exis-
te uma venda em que se acham as chaves das
refendas casas para os Srs. compradores exami-
narem, e para mais informacoes dirijam-se ao
mesmo preposto, a rua do Vigario Thenorio n. 11,
armazem.
SEXTA-FEIRA 31 DO CORRENTE
As' 11 boras em ponto.
No armazem da rua do Vigario Thenorio
________________n. 11.________________
Ultimo leilao
DAS
dividas activas, na importancia de.......
9:24179i, da massa fallida de Farias &
Lessa
SABBADO 1 DE AGOSTO
as tO 119 horas
No escriptorio & rua do Bom Jesus ,n. 33,
primeiro andar.
0 agente Pinho Borges, em cumprimento do
mandado do Illm. Sr. Dr. iuit de direito especial
do commercio, levara a ultimo e tereeirp leilao
as refendas dividas, servindo de base a offerta de
600,000 reis, que foi obtida no segunde leilio.
Agente Pestana
leilao
DE
S caixas marcaJ M S, com 418 lt2 caixas
com charutos^Exposisao de M. M. Sam-
paio e 264 1|2 ditas Lyricos, vindos da
Bahia-no paquete nacional Ceard
Sabbado 1.* de agosto
as 11 horas ess ponto
LEILAO
sita a"
DE
Uma casa terrea em solo proprio,
rua de S. Gonjalo n. 2.
Segunda-feira 3 d'agosto
as 11 horas da manha
No sobrado da rua do Marquez de Olinda
n. 37, primeiro andar.
0 agente dias, compftenteraente autorisado por
despacho do Exm. Sr. desembargador juiz de
orphaos, levara a leilao. a requerimento do Sr.
Dr. Francisco Ferreira Martins Ribeiro, a casa ter-
rea em solo proprio na rua de S. Goncalo n. 2,
a qual tem 2 salas, 3 quartos, cosinha fora e
quintal murado. Os Sra. pretendentes podem
desde ja examina-la.
Segunda-f- No lugar acima indicado e em coEtinuacao ao
leilao da casa do Monteiro, e joias, que se acha
annunciado.
LEILAO
DE
100 meios de solla de boa qualidade, para
fechamento de facturas.
Segunda-feira 3 de agosto
A's 11 horas da manha
no trapiche da companhia
0 agente Pinho Borges, vendera em leilao, os
referidos meios de salla por conta e risco de
quem pertencer.
Agente Pestana
LEILAO
A saher;
Primeira sala
Um piano de jaearanda, do fabrieante Brand,
1 riea mobilia de mogno, entalhada, composta de
12 cadeiras de guarnicao 4 ditas de braco, S eon-
solos, com tampo de pedra, 1 jardineira com tam-
po de pedra, 1 sofa, 1 divao, 1 mesinha de cha-
rao, esmaluda, jarroi para (lores, figuras, jarro*
chinezes, porta-cartoes, sanefas, cortinados, tapatea.
para sofas, grandes e pequenos, ditos para entra-
da de sala e almofadas.
Segunda sala
Lima mobilia de faia, composta de 11 cadeiras
de guarnicao, 2 ditas de braco, i ditas de balance,
1 sofa, 1 espelho oval, 1 dito quadrado, 1 par de
etageres, 1 mea de pedra, 1 rica secretaria de
pio rosa, 1 rico guarda-ronpa, com espelho, da
pao rosa, 1 dit) gnarda-vestido, de pao rosa, 1 di-
dito dito de amarello, 1 lavatorio com tampo n>
pedra e pertencas, de pao rosa.
Sala de esoera
Um sofa, 2 mesas de pes de ferro e tampos de
pedra, 1 poltrona, 1 cabide para chapeos, etageres
ricos, quadros symbolicos, cadeiras avulsas. lim-
paJorcs dt pes, 1 rico quadro com a familia im-
perial, tecido a seda, jarros para (lores e quarv-
nbeiras.
1. quarto da saladevisita
Uma rica secretaria de mogno, rica estante pa-
ra livros, 1 quartinheira, 1 jardineira, com tampo \
de pedra, marquezdes, bide: com tamp) de pedra,
lavatorio e pertencas, etageres, lapeles para sofa.
1 importante espiagarda com 2 canos, escarra-
deiras, cabides e cadeiras de brae/).
2. quarto
Cm rico santuario de jaearanda, 1 altar de no. -
deira, jarros para (lores, grandes e peqnencs, dou
rados e lisos, com ramagens e cadeiras donrada-
Quarto de casal
Uma rica cama com cupola e co'chao. de pa
rosa, 1 bidet com tampo de pedra e de pao rosa, I
berco, 1 costureira, 1 bidet de amarello com tam-
po de pedra, candelabro de vidro a tapttc*.
Quarto contiguo
Um acafate e 1 cadeira secreta.
Saleta do quarto
Uma mobilia de amarello. jarros, figuras ssb-
dros.
Quarto para crian Camas de ferro e colcbao, camas de madeira,
marquezoes para solteiro, commodas, lavatories,
espelbos e jarros de vidro.
Sala da entrada para a de
jantar
Um armario grande para loucas, 1 mesa e preo-
sa, 1 cadeira para crianca, 1 banca para jogn,
sofa e 1 relogio de parede.
Sala de jantar
Uma mesa elastica, 3 etageres grandes. I r
guarda-louca, 1 machina para costura, 1 Rtapo
de parede ^inglei), pares de iarros para ilor'i?, Iv
cadeiras para sala de jantare I dita de balao
Sala paraengommar
I'm porta- garrafas de ferro, 1 machina psra
limpar facas e mesa, 1 mea com abas, 1 escada
americana, jarra grande, I lUfro de pedra, cadei-
ras de madeira, bscia, taboas, cavalletes e mi
artigos.
Sotao
Uma cama grande para casal, lavatorio. ssn,
espelho. tapete, cadeiras e silhao.
Loucas e crystaes
Um rico apparelho para jantar, 1 dito dito para
almcco, 1 dito dito dourado para cha, porta-.|ae;-
jos, 1'dilo licor (dourado), compoteira, copos. ca-
lices para champagne, ditos para vinho, saleir^'
de vidro, galheteiro, maefcina para cafe, fructeira>,
colheres para sopa, de electro-plate, di'.as para
cha, conchas para assucar, ditas para s<">pa, ta-
lheres de cabo de marfim e de electro-pla'.e e va-
rios objectos de nso domeslico.
Cozinha
Uma mesa com armario, 1 dita de pinho, i pi-
llo, trem de cozinha, 1 taxo, 1 marhado, Mrbm
para pudins, carrinho de mao, siscadores, cap;>
chos,esteiras, e outros muitos artigos que e patentes no dia do leilio.
Jardim
Bancas, cadeiras e grades.
Tendo-se de re irar para o Itio de Janeiro, o Sr.
Pedro Martvr Maury e sua Exma. familia, por sja
ordem fara leilao, o agente PiNHO BOKGES, d"
moveis e mais objectos exNtentes na casa em en
reside nos Affliclos, sitio lh 19.
Os referidos i bjetns >io rccommendaveis ; r
serem de gosto e pouco u.'adus.
0 mesmo agente avisa aus concurrentes quo
pois do leilao, encontrarao uma companhia (! -
nhadores, para facilitar o transporte.
A's 10 l|2 horas da manha partira da estaci
do arco de Santo Antonio, um trem expr-esso -^c-
conduzira gratis o* concurrentes.
O leiiao principiara as It horas da maab
ponto.
l^eilao
DE
moveis, louca e crystaes
SENDO:
Um piano forte. 1 mobilia de jaearanda, com t
sofa, 1 jardineira, 2 consolos, 2 cadeiras d? r;a-
cos e 12 de guarnicao, 1 serpeotina, 4 :a-
com manpas, G jarros para (lores.
Uma mesa deadvogad), 1 secretaria MSJii
gredo, 1 estante para livros, 1 mOcbo, 1 burn pe-
quena, prova do fogo, 1 banco para a mesma I
carro para menino.
Uma cama franceza de pao setim, 1 dita (ma-
deira preta), 2 camas de faia para meninos, 1 ber-
co de oalaustres, 1 gnarda-vestido, 1 toilette grin
de e bonito e 1 machina de costura.
Uma mesa elastica, 1 guarda-loaca, 2 aparadc-
re*, com floroes e pedra marmore, 1 quartinhei-
ra, 12 eadeiras, 1 sofa, 1 cadeira americana, 1 di-
ta de balancp, louca, vidros, crystaes e ontr -
objeMos de casa de familia, existeutes no primei-
ro andar do sobrado da rua estreita do Bo.'ar.
n. 41.
Tcroa-leira 4 de agssto
0 agente Pinto, legalmente autorisado, levara a
leilao os moveis e mais objectos acima descriptc?.
existentes no primeiro andar do sobradj da rua *<-
U-eita do Rosario n. 41.
,_____________Principiara as 10 I|0 horas.
DA
AnnaQao, generos e mais utensilios da ta-
verna sita d rua Imperial n. 225.
Terca-feira 4 de agosto
As II horas em ponto
0 preposto do agente Pestana, fara leilao por
conta e nsco de quem pertencer, da armacao,
generos e mais utensilios da taverna sita a rua
Imperial n. 223, a qual esta livre e deserabara-
cada de qualquer onus; garante-se as chaves da
referida casa, e esta bem sortida. 0 mesmo pre.
posto previne qae o dono da referida venda ma-
de negocio, por isso manda por em leilao em
uli
umjjou mais lotes, a vontade dos compradores. O
balanco acha-se era mao do referido preposto
para ser examinado pelos Srs. concurrentes.
Ter^a-feira 4 de agosto, as 11 horas em
^^^^^^_ ponto.
LEILAO
DE
Grande leilao
De bons moveis, crystaes, loucas de
porcelana, faqueiro de prata de lei,
objects de electro-plate e outros
muitos objectos de gosto, em per-
feitoestado. -
Terca feira 4 de agosto.
As 11 horas da roanhi
miudezas, calc.ados, perfumarias, chapeo*.
livros em branco e papel de copiar
CONSTANDO DE i
espartilhos, meias para homens e senhoras, ate*.
balancas para libras sterlinas, carteiras, botoes,
linhas, fitas, estojos, extractos de different
qnahdades, botinas para senhoras, sapatos oa
tranca e tapete, elastieo de algodao e de seda,
colchetes, corddes, copiadores de cartas, caixa*
psjias para pentes, cintos para senhoras. cha-
peos de muitas e differentes qualidades, sapa.os
de tranca (bons) borzeguins para senhoras, pa-
vatas e maitos outros artigos.
Quinta-foira de agosto
Na rua do Bom Jesus n. 63.
a ^ *dm]nislradores da massa fallida de Pereira
de Mello & C, usando da autorisacao do Illm. -r
Dr. ju'z epecial do commercio, levarao a leilao, por
intervene^ do agente de leildes P. I. Pinto, diffe-
rentes miudezas, chapeos e ^*ca4ffty qne fiioea
parte da referida massa, e exisieom bo armazem
da rua do Bom Jesus n. 63, onde se effectual* .
leilao.
_____________Principiara as 10 1|2 boras.
LEILAO
de fazendas inglezas, francezas, rnifrtr
allemis
Em continuaqao
Constando de: casemiras preta* e da ctree, as
cortes e em pecas, pannos Bnos, brilbasttu
branca, cbitas, algodOes, cobertores, chafes, fes-
\



if
I


Diario de Fernambuco Sexta feira 31 ik Julho de 1874.
?os, grr.vatas, merinos, bombaiinas, cambraiai, es-
parulhos, meias, collarinhos, braraanies, grosde-
naples. popellnaa, lapeies, c bales, capis de seda,
brins brancos e de cores, cDapeos do differentes
qnalid ides, chapeos de sol, eamisas para homens
e meninos, puiuw para eamisas, sargelim, aloa-
lhado, veos para es jimentos. cl.itaj de ganga a4a
mascada, dama>co e muiias oulras faiendas.
Qiiarta-IVira 19 RUA DO BOM JESUS N. 03.
Os acnimislradonw da massa fallidi de Pereira
de Melln & C, rarifo leilao, pnr autorisacao da
Illm. Si. lir. juiz especial do eoinmerci >. e "por in-
tervenes do a gen to Pinto, da uui variado sorli-
aento de fazendas inglezas, francezas, suissas e
allemas, existentes no arraazem da ma do Bom
Jesus n. 63, onde se effectuara o leilao.
Em continuacao
vender-se-ha Umbem differentes volumes com
eamisas francezas, popelinas, chitas ej coberlores
ultimamente despachados.,
0 leilao princ piara as 10 boras emeia
Ao publico. PORTlfiAlAIVTKO E1-
JoJo de Azeve-io Pereira, eUabeJeCirto a ma Vi-
lla! de Negreiros n. 88, fit urit-Hte ;m pur Sum e
especuhbenle a sen* deveilirrs r sinVnteS para n
lado-du snl e ceutro, i|iie ne>t data retirou o cas-
sou os no leri's da nrucuracai) que d<-u a u pro
curartur Ignaoio l^rnira de Lima liaracury, m<>-
Diccioimrio geo&raphico.
curanur ignacio rvrivira no i.mia iiaracurv, mo- T-, fY '
rado- na villa de Palinares, peki qiw nao leva em PjStJUIStlCO, (JOr02.Taph.lCO,
conta as lran?ac-.u--s<|.-a <1 hoje eiii 1T i > 1 i
ojor.s. ecu-, ji Pr n era I u i e o, Archeoloffico,
udenln a ine.-ma pro- >--. _-.. r\i
diante
carta I
AVISOS DVERSOS
A viuva, filial, noras e gen-
ro do finado commendador
Manoel Figueirda de Faria
mandam celebrar amaDha (I.8
de agosto) das 7 4s 8 horas
do dia, missas por alma do mesmo finado,
por ser esse o dia do 8. anniversario de
seu pes;amento. e para esse acto todo de
caridado, convidam as pessoas de sua ami-
zade.
I iiw^^3Mg^^gg^gaiP^^SJS.'aU'1 i "
Commendador Manoel Fi-
gueiroa de Faria.
I'm nmigo grato a* -nemoria
do fimado commendador Ma-
noel Figueirda de Faria, manda
celebrar no sabbado i* de agos-
to fuluro, 8. anniversario do
seu passamento, uma missa pels eterno re-
pouzo do sua alma, na igreja do conveoto
do Santo Antonio is 7 boras da man ha, e
para assistencia da qual convida a Exrn.a
familia do mesmo finado.
Recite, 29 de julhode 1874.
Capiiiao Joaciuim Custodio de
Oliveira
Jose R. F. de Araujo Saldanha convida a Exma.
familia e aos amigos do capitao Joaquim Custodio
de Oliveira, seu muito presado amigo, para assis-
tirera a uma missa, que por sua alma sera resada
na capelia do cemiterio, as 8 horas da man hi do
dia 1 d<3 agosto, setimo de sua sempre sentida
morte.
com os ditos *eus e
e cotnmunici'U, nifpauieu-ju mcniM |u- i _, ~r\i
?ao, echamand.ii, par* prestti euoUl dos JtilStOI'lCO, BlOgrapblCO, LlV-
docuraentos que tern, e dinheiros quo recebeu. I
Recife, 28 de julho de 1874.
Escrava lugiila
mologico detodas ascidades,
villas e aldeias de Portugal
notaveis por screm patria
de homens celebres, por ba-
Fugio no dia 21 do corrente -a escrava de nome
Theodora, de 40 e tantos annos, cor fula, esiatura
regular, gorda, com falta de denies nafrente;, ..
julga-se achar-se nas immediac5es do Caxanga,' talnaS OU OUtrOS faCtOS im-
occulta, on ter ido para os lados de Pao d'Alho,
onde ja foi escrava, tomi rape e jmbriaga-se. Co- [ pOrtanteS Qlie nellaS tlVeram
mo se tenha passade uma autonsagao a uma per- | -1
soa para prisao da raesma, desde ja declara-se a I lllffar, P0r Serem SOlareS de
mesma sem effeiio. Pede-se a quem apprehende- -
la, leva-la a rua dos Pires n. 25, qae sera grati-
jjcado.________________
Uma pessoa que costuma tirar dispensa de
casamentoj, tanto pclo governador do bispado,
como para o Rio de Janeiro, pode ser proca
na rua de Pedro Affonso outr'ora Praia n. 30, ar
mazem; e quande a dispensa for de dinheiro, da
garantia.___________________________________
Aos Srs. de engenho.
Um moQO portugaez offerece-se para machinis-
ta ; assim como para assentar qualqoer machina
a vapor : a tratar na rua do Imperador n. 48, ar
mazem.
Vende-se o estabelecimento da raa Vidal de
Negreiros n. 148 : a tratar no mesmo.
mmmmmmmmmmm


Dr. Antonio Gomes Tavares
Ponciana da Almeida Tavares,
seus filhos e genro agradecem a
todas aqnellas pessoas que se dig
naratn acompanhar ao cemiterio
os restos mortaes do seu presado
esposo, pai e sogro, Dr. Antonio
Gomes Tavares; e de novo lhes
rogam o caridoso ofcequio de assistirem as missas
do setimo dia, que por sua alma h2o.de ser cele-
bradas na igreja da Madre de Deos, segunda-feira
3 de agoHto, as 7 horas da manhl.
lunquiin Custodio de Oliveira,
jS* D. Maria Candida de Oli-
veira, viuva do capitao Joa-
quim Custodio de Oliveira,
sua sogra, mai, irmaos e
cunhados, agradecem de
todo o corac/iu a todas as
pessoas que se dignaram de acompanha-lo a ulti-
ma morada, e de novo convidam as mesmas, para
assistirem as missas que por sua alma se hao de
resar no dia 1 de agosto, setimo de seu failed-
mento, a 7 horas da manha, nas igrejas do Terco
e converto da Gloria.
Antonio Joaquim Gon-
galves Fraga, agradece do
Ultimo dalma a todos os
seus amigos e aos do seu
sempre lembrado socio e
amigo o finado Joao Ave-
lino Pereira da Rocha, o
caridoso obsequio qua fizeram de acompanbar os
restos mortaes a sua ultima morada ; e de no-
va os convida para oavirem a missa do setimo
dia, que manda rezar as 7 1|2 horas da raanha
de sabbj.do 1 de agosto, na igreja da Madre de
Deus.___________________________________
AO PlIKCO
Jose Bieardo de Farias tendo arretnatado as di-
vidas da massa fallida de JoSo Ilygino de Souza,
previne a todo3 os devedores con'stantes da rela-
.^ao abaixo, que no prazo de oito dias mandem sa-
tisfazer os seus debitos; na rua de Marcilio Dias
n.21.
Dividas da massa fallida de
Joao Hygino de Souza. arrematada<- por Jose
Ricardo de Farias.
5 0 advogado
3 Adolpho Bnrgos mudou o sen esr.rip-
JB torio para a rua das Trincheiras n. 48, f.*
~i andar, onde reside.
AO COMMEItCIO
Aluga-se
o sobrado de dous andares e loja, sito 4 rua da
Aurora n. 79, tendo agua, gar, estribaria, cocheira
e cozinha : a tratar ni mesma rua n. 81, segundo
andar.
CRIADO
Aluga-se um mulato para criado e bom copeiro:
a tratar na rua do Crespo n. 16, primeiro andar.
Na rua velha de Santa Rita n. 57, precisa-s
alugar uma preta para vender com taboleiro.
Aluga-se o sobrado de um andar e sotSo,
com coramodos para grande familia, tenco 2 sa-
las, 6 quartos e um terraco com excellente vista
para a rua do Apollo : tern agua potavel, 6
muito fresco e bem tratado. (So aluga-se para
familia.) Rua D. Maria 0?sar n. 28, outr'ora
Senzala Nova.
Existe na rna Nova uma casa defronte da ma-
triz, que todo o dia e noite fazem uma algazarra
immensa, incommodando a visinhanca. Pede-se
provideneia para que cesse semelhante abuso.
Cozinheira,
familias nobres, ou por mo-
numentos de qualquer natu-
JiSada.'reza alii existentes. Noti-
cia de muitas cidades e ou-
tras povoacoes da Luzitania
de que apenas restam vesti-
gios ou somente a tradicao
por A. S. d'Azevedo B. Pi-
nko Leal, 2 volumes ja pu-
blicados 10#000.
0 l.letras A Bde512
paginas.
0 2. letras 0 *Dde495
ditas.
Esta aberta a assignatu-
ra para^esta importante obra
(que todos os portuguezes
no Brasil devem possuir) a
5$ cada volume, podendo os
Srs. assignantes levar cada
volume em separado para me-
lhor facilitar a compra dos
dous volumes ate* hoje pu-
blicados.
0 3. esta nopreloedeve
sahir por todo o mez de
s gosto.
Livraria Popular
59Rua do Barao da Victo-
ria59
Precisa-se de nmi que saiba coziuhar bem,
preferindo-se escrava, para casa de pequena fa-
milia : a tratar na rua da Imperatriz n. 15, pri-
meiro andar.
Aluga-se um pequeno sitio, edificado de
novo, no lugar da Tamarineira : a trater na rua
do Commercio n. 9, andar.
Aluga-se o 1* andar da casa na rua do Im-
perador n. 73 : a tratar com Jose* Henrique da
Silva Guimaraes, a rua da Soledade n. 27, a qual-
quer hora do dia ; bem como aluga-se o armazem
da rua Duque de Caxias n. 36.
Aloga-se a casa
a fallar na mesma.
n. 51, na rua de S. Joao :
Maquinas par fazer gelo.
Antonio Domingos de Lima
Antonio Dume Machado
Antonio Jose Leite Bastos
Antonio do Porto Vieira
Antonio Ferreira da Costa
Antonio Alves Torres
Cleto Mjrcelino Gomes
Claudino
Carvalho, funileiro
Cosme N'unes de Anlrade
David de Monra Rezende
Diogo (S: C.
Francisco Jose de Faria
Francisco, caixeiro
Francisco Jose Gomes
Francisco Ferreira dos Santos
Francisco Pinto
Francisco Xavier Faustiuo Ramos
Francisco Alves Ferreira
Jos6 Lihanio
Jose Gomes Rodrigues Junior
Jose Matheus de Oliveira Guimaraes
Jose Antonio Rodrigues Junior
Jose Dhnizio de Souza
Jose Soareft da Silva Lyra
Jose Gomes da Silveira
Jose Gomes Corrtia
Jose Lanrentino de Azevedo
Jose Gomes de Siqueira
Jose Ferreira dos Santos
Joao Ferreira da Silva
Joao Cancio VR5
Joao Hygino de Souza
Joaquim Silverio de Souza
Justino Pereira de Mor.it s
Ladislao
Leonidas Tito Loureiro
Mestre Pedro Francisco das Chagas
Manoel Alves Lauriano
Manoel Francisco dos Santos
Manoel Calisto de Souza
Manoel de Moraes Oliveira
Manoel de Carvalho de Macedo
Maia A Landelino
Mariana (D)
Mello Santos
Miguel Atsiro
Mestre Vicente
Murca & Pereira
Mestre Ramos e Manoel Pinheiro
Maria do Rosario Pinheiro e G, I. & C.
Maria, crioula, de Una
Reis & Nascimento
26,160
185,820
16.080
10,000
155,055
16,660
23,000
8,000
1,000
17,000
9,400
J5,000
224,920
BOO
107,640
21,180
1,000
2:315,000
2,120
2.000
280,383
294,960
20,000
128 510
199,120
156,060
3,280
11,440
1,800
6,040
153,000
.960
27,300
336,710
157,960
2,700
607.980
1,400
36,720
145,773
203,380
4,440
44,500
19,200
560
9,440
19,960
800
400
6,600
55,663
15,580
2,000
Estas maquinas, que sSo d'uma invengao intciramentejmoderna, sao as mais perfei-
tas, e mais baratas actualmente existentes. Porellas pode-se fabricar quasi sem trabajjio e
sem despezas uma libra de gelo em cinco minutos. Ellas se recommendam para casas
particulars, tanto dentro como fora da cidade, para boteis e cafes para partidas e
bailes, para fazer sorveto e todos os mais refrescos, etc., etc., ellas sao de pouco volu-
me e de pouco peso e podem ser transportadas com toda facilidade. Estas maquinas
acbam-se expostas no armazem n. 77 da rua do Imperador; onde funccionava a typo-
graphia do Jonial do Commercio, todos os dias uteis das 9 horas da mana" is 4 da
tarde, e das 2 ds 4 horas da tarde se trabalhara" com ellas.
Os respeitaveis habitantes desta cidade sao convidados a honrar o abaixo assigna-
do com sua visita no dito armazem, afim de se convencerem das superiores qualida-
des destas maquinas.
A exposigao s6 continuara pouco tempo.
Carlos Lempe.
55
I HUT,
Constructor e alinador de pianos
Bua do Imperador
55
. 6:225,394
Perda.
Perdease na nolle de domingo, 26 do corrente,
desde a rua de A j uas-Verdes ate a das Trinchei -
ras, un pencioez de ouro com um trancelim fal
so : p da rna das i'rincbeiras n. 18, que se recompen-
sara.
h pessoa qc.e achou uns papeie o'o Sr. Ma
aoel daSilva Bkuxi, queira entregalos nesta ty-
pagrap-iia a Onilberme 1'atricio Bezn> Caval-
eaiite.
Ex-afinador das antigas e afamadas casas Pleyel & Herz, e antigo director das
oflicina da casa Alpbonso Blondel.
Tem a honra de declarer ao respeitavel publico desta cidade, que tem aberto
sua casa de concertos e afinacoes de pianos, qualquer'que seja o ostado do instrumento.
A" mesma casa acaba de receber um grande sortimento de pianos dos melho-
res fabrtcantes de Paris, como Erard Pleyel, Henri Herz e Alphonse Blondel) todos
os pianos sabidos da casa Dhibaut sao garantidos.
Compra-se e recebe-se em troca os pianos usados.
ra
kS
Wi
^OIOBXC^%
IAROPE PEITOML JAMES
OPTIMO REMEDIO CONTRA
TOSSES, MOLESTIAS be PEITO e PIITYSICAS
ensaiado e approvado nos hospitaes de Lisboa,
legalznente auctorisado pelo Conselho de Saiide Publica,
auctoriea^ao que se acha reconbecida pelo
Consul geral do Imperio do Brazil.
<~y rW ( UNIGO DEPOSITO EH PERNAsMmCO
largra do
Allendei!

A confeit ria do Campos, slta a rna do Impera-
dor n 24, uoico estabi'lecimenn deste gfiiero nea-
U proviucia, proporciona ao* hibitanles d-IU as
maiorcs vantagens
Aos menins
E so nao vejam
Se iniiH |wst94 ipii/.-T tulo qusnto e im-
co&s.iri i pxra
Um ca.amento
Um baptisado
I'ma partida
Um cha para visitas
Um lunch
Um lanto jantar
Nao tem mais do que ir oo mandar a* con-
feitaria do Campos, rua do
Imperador n. 24
Alii tambem se enrarregam de bouquets, (lores
e folhas para casamenlo : assim como, de doces
de todas as qualidades para embarqnes, e tem
sempre preparados fiambres inteiros e a retalho,
pasteis dediversas qualidades, empadas-de cama-
r5es e de came.
De ludo que alii se vende, garante se a boa
qualidade, limpeza e promptidao.
Enfeitam-se fiambres, bolos, ples-de-16 e ban-
deijas, tudo por precos razoaveis.
Alii alegra-se a vista e sa'.isfaz-se as exigencias
do paladar.
S6 na confeitaria do Campos
Casade campo.
Aluga-se um sitio perto da estacio da Casa For-
te, com banho do rio Capibaribe dentro do sitio,
com duas casas, cocheira e estribaria, quartos
para criados, paslo para vaccas, baixa de capim,
com alguns alvoredos de fructo : a tratar na rua
do Rangel n. 37._____________________________
CASA DA FORTiA.
AOS 4:000#000.
BILHETES GARANTIDOS.
A' rua Primeiro de Marco (outr'ora rua dt
Crespo) n. 23 e casas do costume.
Acham-se a venda oa felizes bilhetes garantidos
da 16' pane das lotenas a beneficio do patrimoaio
dos orphaos (HO"), que se extrahira no sabbado
1 do mez vindouro.
PREgOS,
Bilhete inteiro 44000
Meiobilhete 2*000
EM PORQAO I)E 1009000 PARA ClUk.
Bilhete inteiro 3*500
Meio bilhete 1*750
Manoel Marlins .Fiuza.
A NOVA ESPEHA.NgA, a raa Duqoe de C*xi
o. 63, acaba de receber um bom sortiraent* de Ti-
nas bonecas que 'fallam, que' riem se e choraii ;
tambem astern mudas e surdas ou.surdas mudas
yenham ver se nao i rerdu Ir.
S. CARLOS
Vende-se ou arrenda-se o engenho S. Carlos, em
Ipoiuca, moente e corrente, com todas as obras
em psrfeito estado de conservac.ao, e muito bom
d'agua : a tratar na travessa da rua Duque de Ca-
xias n. 3, 1* andar, com Gabriel Antonio de Castro
Quintaes.
&0 ''"^ ""fliii!j^iy^fr%
(
I\
Casa de sarnie de Santo
Amaru.
Joao Ja Silva Ramos, proprietario da
casa de saude, tendo regressado da Eu-
ropa, reassuraio a administracSo, e o
servico medico do mesmo estabelecimen-
tos, e espera que o publico continue a
depositar a confianca, que sempre depo-
sitou em vista de seu zelo e interesse [
pelos doentes alii recolhidos.
Joao da Silva Ramos, medico pela I'ui-
versidade de Coimbra, de volta de sua
viagem a Europa, contimia no exercicio
de sua proflssao, prestando-se a tratar
de qualquer doente dentro ou fora da ci-
dade, e dando consultas diariamente das
ip as 12 horas da manha em seu escrip-
torio na rua do Imperador n. 67.
Joao da Silva Ramos, devendo receber
mensalmente da Europa, vaccina de su-
perior qualidade, presta-se a ir vaccinar
qualquer pessoa em seu domicilio ou em
seu gabinele na rua do Imperador n. 67,
nas quartas-feiras e sabbados das 10 as
12 horas da manha.
No dia 21 do corrente, fugio um c3ozi-
nbo da rac,a Kingcharles, com os signaes se-
guintes: preto e cor de cafe por baixo da
cabe coraprido, orelhas muito grandes, e muito
mansor e acodo pelo nome de Millord ;
quem o encontrar ou o tiver recolbido, terd
a bondade de o mandar ao caes do Capiba-
ride (ponte velba) casa entre ns. 6je 8, onde
serdgratificado._____________
No pateo da Mainz de Santo Antonio n. 6
tem amas para cozinhar e engommar, e tambem
para andar com ciiancas, que se alugam a preco
ommodo.
Aluga-se
a casa terrea sita na rua de Paysandii, com agua
potavel: a tratar na rua do Vigario n. 31._______
Casa.
Aluga-se a casa n. 149, no Caminhb Novo, per-
to da estacao do caminho de ferro, na Soledade,
com muitos commodos e bom quintal, com mui-
tos arvoredos de fructo. A cbave esta junto na
casa n. 133, para ver e tratar no Recife, rua da
Cadeia n. 3.
Vtleiifao.
Vende-se o estabelecimento sito a rua de Vidal
de Negreiros, outr'ora CincoPontas n. 148, de ac
cordo com os credores do Sr. Joao da Silva San-
tos ; a saber : uma armacao nova, de amarello,
envidracadi, com todas as snas pertencas, pesos e
medidas, com poucos fundos. a vontade da pessoa
que quizer estabelecer-se em um bom local, ja pe-
la casa ser muito afreguezada, e alem do que oc
cupa o estabelecimento tem commodo para fami
lia : a tratar na mesma que acharao com quem
fazer negocio.
Aluga-se o !. el 2. andares do sobrado
sito a rua de Lomas Valentinas n, 86, com bas
tantes commodos, cada um para grande familia.
tendo o mesmo sobrado quintal e portao quo da
sabida para a rna de Hortas ; bem como o segun-
do andar do sobrado n, 85>ito a rua de Marci-
lio Dias : quem pretende-los dirija-se a rua Nova
n. 17, que achara com quem tratar.
Pede-se ao Sr. Jose Paulino da Silva, mora
dor no Campo-Verde, que dirija-se a rua do Li
vramento n. 37, afim de entender se com o Fer-
reira Jnnior.
Consnltorio medico
DO
Dr. Murillo.
RUA DO VIGARIO. N. 1, ANDAR.
Recem-chegado da Europa, onde fre-
quentou os hospitaes de Paris e Londres,
Sode ser procurado a qualquer hora do
ia on da noite para objecto de sua pro-
flssao.
Consultas das 0 horas da manha as 8 ho-
ras, e do meio dia as duas da tarde.
Gratis aos pobres.
ESPECI ALIDADES.
Holestias de senhoras, da pelle e de
erianca.
Aluga-se
nma boa casa com exceflentes commodos, a rna
do Coronel Snassuna n. 169 : a tratar na mesma
rua b. 171.

till \J^ti8if
Precisa-se de uma ama
si a cozinhar ein casa de
pequena familia, preferin-
dp-se escrava : na rua do
Capibaribe n. 40.
Nao se prestando o pequeuo espaco do armazem
n. 10 A, a rua da Madre de Deos, para nm abaste-
cido deposito das diversas marcas de fumo, que o
abaixo assignado almejava ter, acha-se d'ora em
diante aberto outro es abelecimento sob a mesma
denominacao de
ARMAZEM DO FUMO
A' rua do Amorira n. 41
com todas as proporcSes desejadas, e onde pode-
rio os senhores freguezs dingir-te, certos de que,
como ate aqui, ach^rSo sempre a par da mortici-
dade dos pregos, a maior sincsridade possivel. En-
tre as differentes marcas de fumo da Rahia e Rio
de Janeiro, que tem sido annunciadas, acaba de
chegar nma encommenda especial, que muito deve
convir aos senhores freguezes. Consciente o abai
xo assignado de que neste genero da negocio nao
esta sera corapelidores, fara muito por evitar que
tambem o< tenha com relacao ao pequeno lucro
que procurara obter da dita mercadoria.
Jose Domingues do Carmo e Silva.
BBT"
PENHOEES
Na travessa da rua
dasCruzes n. 2, pri-
meiro andar, dd-se
dinheiro sobre pe-
nhores de ouro, pra-
ta e brilhantes, seja
qual for a quantia.
Na mesma casa
compra-se os ines-
mos metaesepedras.
Palacete
Ainda esta por alugar-se o palacete da illia dos
Ratos, do finado Cu:-todio Jose Alves Guimaraes,
oade morou ultimamente o Sr. Or. Ignacio de Bar-
ros : a trat3r na rua Primeire de Margo n. 7 A.
CASA DO OURO
Aos 4:000^000
Bilhetes garantidos
Rua do Barao da Victoria (outr'ora Nova
n. 30, e casa do costume
0 abaixo assignado acaba de vender nos seus
muito felizes bilhetes a sorte de 4:000* em um
bilhete iateiro de n. 467, e um dito do n. 1,715
com a sorte de 700*, e um meio de n. 3,827 com
a sorte de 100*, alem de outras sortes'menores de
40*000 e 20*000 da loteria que se acabou de
extrahir (109") ; convida aos possuidores a virem
receber, que promptamente serao pagos.
0 mesmo abaixo assignado convida ao respeita
vel publico para vir ao seu estabelecimento com-
prar os muito felizes bilhetes,que nao deixarao de
tirar qualquer premio, como prova pelos mesmcs
annuncios
Acham-se a venda os muito felizes bilhete3 ga
'amides da 16* parte da loteria a beneficio do
patrimenio dos orphSos, que se extrahira no dia
1 do mez de agoslo.
Precos
Inteiro 4*000
Meio 2*000
De 1009000 para rim*.
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Recife, 23 de junho de 1874.
Joao JoaqmmCostaLeiU.vp
Allencao a gralilicac&o de
200S000.
Fugio no dia 7 de julho deste anno, do engenho
Giqui, da freguezia da Escad*, o escravo Luiz, ca-
bra escuro, idade de 25 annos, tem marca de ta-
lho em nma sobrancelha, bem barbado, peitos
cabelludos, baixo, espadaddo ; este escravo esta-
ve passando por forro ha cerca de um anno, no en-
genho do Meio, freguezia da Varzea, e agora cons-
ta ja ter apparecido por la e anda acoitado nestes
lugares: roga-se aos capitaes de campo ou a
qualquer autoridade a apprehensao do dito escra-
vo, podendo leva-lo ao engenho acima, de Floris-
mundo Marques Lins, ou no Recife, rua do Tor-
res n. 12, 1.* andar, escriptorio.
ATTHNQAO
0 abaixo assignado, achando-se habililado a re-
ceber dividas em cobrancas, nesta cidade, rae-
diante a paga de 10 por cento, assim como fora
delta, mediante o ajuste convencionado, offerece-
se ao respeitavel corpo do commercio, para com
zelo c promptidio executar o cuidado que rcsta-
lhe de sua proflssao, recebendo nao so amigavel
como judicial : a pessoa que se quizer ntilisar de
seu prestimo, pois offerece fiador, garantindo
conducta e a impcrtancia a haver da sua cobran-
ca, pode dirigir-se a sua residencia, na rua do
Nogueira n. 28,1. andar, das 6 as 9 horas da ma-
nha, e das 3 as 5 da tarde.
-_________Jose Goncalves.______
Atteneao
Pare evitar enganos, avisase por mais uma
vez que o Sr. Salvador de Siqueira Cavalcante,
morador a rua da Imperatriz, nao pode dispor
da escrava Aquilina e sens dous filhos Bredero-
des e Francisco, o primeiro de 14 a 15 annos e o
segundo de 9 a 10 annos; os quaes pertencem
por titulo legitimo Aquilina e. Francisco, a Ga-
briel Antoino de Castro Qnintaes, o outro se acha
sujeito a[execuc3o do mesmo Gabriel ,e a outras
que Salvador tem contra si nesta praca.ha vendo ate
mandado de prisio por nao ter dito Salvador da-
do conta daquelles escravos, dos quaes e deposi-
tary. Est aviso se repete por constar que se pre-
tende vender ditos escravos ou hypothecar.
Escravo I'ligido
Decappareceu, ha|dias, do sitio Rosarinho, o pre-
to velho de nome Paulino, com os signaes seguin-
tea : estatura regular, olhos arregalados e verme-
Ihos, tem uma grande calva e nm talho na guela:
es(e preto foi escravo do engenho Camarao, no
snl; foi ha dias pegado por nm capitao de campo
da villa do Cabo : gratifica-se a quem o apprehen-
dere otrouxer a rna Nova n. 8, loja. ____
Precisa-se de am caixeiro com bastante pra-
tica de taverna e de flador, para tomar conta da
mesma, dando-se-lhe algum interesse : na rna Du-
que de Caxias n. 22,1* andar.

24--Rna do ffarquez k Offnda -24
EftMjuIna do bcoco Lnr^o
Parlicipa a sons frrgcezts e ;.migos que modoo
o seu estabelecimento de relojoe ro psra a niwma
rna n. 24, onde encontrarao um grande soriimutu
de relogics de paude, amerkaaof, e ciira tie me-
sa, dos melhores gostos e qnalidadis, relo^io* dc
algibeira, de todas as de ouro e prata dourada, foleado (plaqnet), ttlo-
gios de onro. inplez, dfscn^'^to, dos ro*lhores
fabricantes, cadeir. de ourn. pla^uet e prala. lunei.i*
detod!>s as qualidades, tudo \\ r preeoi muil-i La-
ratos.
C(rdciro Sivies & C.
Acabam do receber pelo vapor Mendoza :
Riquissimos cortes dc gorgario de seda lis^it
com listras arhamalotadas.
Ditos de linho para vestidos, contendo cad? w>
te, o nece&sario para seu t nfeite, cocao seja :
franjas, traneaa, botSef, fivdlaa, etc.
Riquissimos chapeos par i seuhora, ultima mo ia
rua 1'rimeiro de Marco n 7 A.
Bons pianos.
'-hegades de novo.
V<>n Trocn-sc.
i; a l iien-Me.
N". armazem do vattor fr..ucpz, a rua do Bario
da Victoria, culr'ora .Nova n. 7.
MOBILIAS
dc fine c de fm.
Vende-M muito em eoata ; caiilm anka i
balanco. de braijos e d.- ibrar n> .-.rniai.-n. 4o
vapor francez, a rur. do Barao da Victuiia, Mr'*-
ra Nova n. 7.
Perfumarias.
"inos extract os, banhas. olees, 'jpiata e pes d.;a-
trisice, agua de flor de laranj.i, agua de Hal
divina, llorida, lavand?, pda de arrcz, sil"
crosmelicos, muitos arligo delicados em prfotna-
ria para presentes em traseos dc extractos, taixi-
nhas sortidas e garrafas de differentes tau.aau >.
d'agua de Cologne, tudo de primeira analu1id.
dos bem oonbecidos fabricantes Pivor e Cot:
Xo amaxem do Vapor Francez, a rua l. .
da Victoria, outr'ora Nova n. 7.
Quinquilharias.
Artigas dc "lilferentes goxt4
j- --antazi: :.
Espelhos, leqaes, Ir.a?, \oat d'oaro, tcsoui a
canivetes, caixinhas ilo costura, alhua*. qnsdvn .
e caixinhas para retratos, bolsinhas d-
dita.de court), a eesti n ait
chicotcs, bengalas, eculo, | incioez,pooteir i .
charutos e cigarros, eacovas, peMee. car: i
nsadreperola, tapete para lai ternas, mala*, rrnlm
de viagens, venesianas para janeilas, c.-t
pos, lanternas magicas.cosmoramas, jogos da jj. >na,
de damas, de bagatella. ijuadros com pai.-..
globos de papel para iUoaaiaaeSM, maclm..
fazer cafe, espanadores depalhas realejos A. vei",
accordaos, carrinhos, e bereoa para crian^a -.
outras muitas qainqnilharias.
Brinquedos para men inos.
A maior variedade qu sc p<-,de desejar to .
dos^)s brinquedos fabricados eiu differnte p
da Europa, para entretiraectcs das crianr;.'.-. :ujJ<
a pree.os mais resumidos que e possivel : n
mazem do Vapor Franctz, rua do Barao d" V-.-
toria outr'ora Nova n. 7.
Calcado fraoccz
Aj-9i
Botinas para homem
Acabam de chegar grandes jacturas de K*iaaj
de bez2rro, de cordavao. d? pelica. de dur
com biqueira, de bezerro com botiJes, e com
zes a 9jJO00 (a escolher) por ter vindo graaia
quantidade por conta c ordem dos fabric i
ao armazem do Vapor Francez, a rua do Bario it
Victoria (outr'ora Nova) n. 7.
Para senhora.
BOTINAS pretas, brancas e de cores, difleieai**
lisas, enleitadas e bordadas.
SAPATINHOS de phantasia com salto, br:-.: -,
pretos e de c'-res differentes, bor '
SAPATOS de tapetes, chariot, castor e de ti
Para meninas.
BOTINAS pretas, brancas e de cores differs. :,
lisas, enfeitadas e bordadas.
ABOTIXADOS de diversas qualidades.
SAPATOS de tranca portuguezes.
Para meninos.
BOTINAS de bezerro, lustre e de cordarao,
ABOTINADOS e sapatoes, de bezerro, de devers-s
qualidades.
SAPATOS de tranca.
Botas de montaria.
Botas a Napoleao e a Guilherme, pen.-**.:
meias perneiras para homens, e meias pen^ira
para meninos.
No armazem do Vapor Francez, a rua do Bario
da Victoria n. 7.
E' economico.
Graxa glyceriaa prcpria para a eonservacf.') do
cordovao; Vf nde a NOVA ESPERANCA, a rna Du-
que de Caxias n. 63._________________.^_____
Precisa-se de um feitor que tenha pratica pan.
um sitio fora da cidade : a tratar na rua do Ran-
gel n. 37. _____________________________
' Precisa-se do uma crioula para tratar de uma
erianca : a rua da Concordia n. 10,
Nao ha mais cabellos
brancos.
TiHTURARM JAPONEZA.
S6 e nnica approvada pelas aeademiaa da
iciencias, reconhecida s perior a toda quo
torn apparecido at6 hoje. Deposito princi-
pal i raa da Cadeia do Recife, hoje Mar-
qaex de Olinda, n. 51, 1.' andar, e em
todas aa boticas e easas de eabellei-
reros.__________________________________
Dous armazens para alugar.
Traspassam.se os do pateo do Paraizo ns. M o
IS : a tratar aos meimos.


/


6

Qlsrfte f
FCNDICAO DE
4* raa do Barao do Trianipho (roa do Bran) ns. 100 a 104
CARDOSO IRMAO
AVIS.VM aos senhores de engenhos c ontros agricultorcs e ao publico em geral qua
eontinuam a receber de Inglaterra, Franca e America, todas as ferragens e machina 8 ne-
cessaries aos estabelecimentos agricolas, as mais modemas e melhor obra qoe tem vindo
ao mercado.
V aporeS de forca de *, 6, 8e 10 cavallos, os melhores quetem vindo ao merado
UoiuCiraS de sobresalente para vapores.
M.OeilaaS lllteiraS e meias moendas, obra corao nanca aqui veio.
TaiXaS fundidaS e batidas, dos melhores fabricantes.
KOuaS a agua com cubaje de ferro, fortes e bem acnbadas.
KodaS dentadaS de todos os tamanhos e qualidades.
Relogioseapitos para vapores.
BombaS de ferro, de repucho.
Arad-OS de diversas qualidades.
Fornias para assucar,grandes e poquenas.
VarandaS de ferrO fundido, francezas de diversos e bonitos gostas.
FogOeS francezes para lenha e carvao, obra superior.
Ditos ditos para gaz.
Jarros de ferro fiindido
Pes de ferro
Machina
Valvulas
ardim.
para
para mesa e banco,
para gelar ?gua.
para bomba o banbeiro.
Correias inglezas para raacbinismo.
bailCOS e SOiaS Com tiras de madeira, para jardim.
OoilCertOS concertam com promptidao qualquer obra ou machina, para o que teem
sua fabrica bem montada, com grande e bom pessoal.
BnCOmniendaS mana*am vir Pr encomraenda da Europa, qualquer macbinismo,
para o que se correspondem com uma respeitavel casa de Londres
* com um (?os melhores engeubeiros de Inglaterra ; incumbem-se de mandar assentar
ftiBsmaehinas, e se responsabilisam pelo bom trabalho das mesmas.
Rua do Barao do Triumpho (raa do Brum) ns. 100 a 104
F U N D I C A O DE CARDOSO & IRMAO.
Cabelleireiro francez
Rua do Marquez de Olinda n. 51
1. ANDAR.
PedrosrRpjUier, official de cabelleireiro e gerente da casa de Gustavo Hervelin, cabel-
leireiro francez; tem a bcura de prevenir as Exms. its. femilias que acaba de fazera ac-
quisicfio ue um pento official vindo ba pouco de Paris, o qual esta" bebilitado a desem-
penhar qualqier encorrmenda de sua arte, e se acha i disposicao das pessoas que deseu
presume se qutiram atilisar. Outro sim scientifica que em seu estabeleeimento encon-
trarao sempre a Manila doscabelleireiros, ondeseachsm descriptos edesenhados todos
os penteedes rnodcrnos, para soires, casamentos, bailcs etc.
Fin.-iln.ente previne as mesmas cxcellentissimas senboras, que rereben um completo
sortimenio decoques, cachepemes, band6s, crescentes, etc., e vende tudo pelos precos
a srxo roencionados:
Coque de cabello de 15JJ, 20,5 a 50#000.
Trancas de dito itg>, 12$ 15? a 200C0.
Cacbepaiae de dito 15-3, 20,> a 30^000.
Lresceaies de dito 2C^, a 305OCO.
' '< b< m crcontrprao um completo sorlimento recebido ba pcuco, de cabellos de todas
- e C"~mprinjeiito.
K. 5!.Rua do Marquez de OlindaN. 51.
' i i: 11 S
h
i\j^
.4
CH1N0LINA
U
U TKGIB LASTMTAIVEAMENTE OS CABELLOS
PREPARADA POR
BARTH3L0ME0 & C.
rinaceutieos da Cnsa Real dc S. II. F. El Rei de Portugal :
I ltd os czu diversas exposicSes coin o primciro premio de
su .1 c'atisc.
_ U n'co composto, cuja base principal sao principios vegetaes, que p6de por isso ser
... '. i por tempo indefiniJo sem o menor receio de alteracao de saiide. Esta 8gua admi-
fi vcl ua aos cabellos, em poucos minutos, uma c6r e brilho natural, desde o castanho
0 ne
mo> q
ido
da os cabellos da cabera.
UEPGftlTO GRRAL
Pharmacia e drogaria
34Rua largado Rozario34
PERNAMBUCO
Refiiiiao popular!
Hygiene c cconomia
Quereis passar nlguma* boras ;>air^feito f
Quereis censervar a forca dos orgies digestivos ?
Quereis espuecer os peripecias da vida ?
Quereis viver engolfado no pfater ?
Quereis prevenir oinilas enf riTidades ?
Quereis gowr os effeiios da boa ecunomia 1
Quereis ter appetites e facil digestao ?
Quereis, finalmcnte, ser feliz e diloso ?
Attendei aos meios :
Vinde incontinente ao muito eonhecido e pre-
conisado armazom do Campos a rua do Im-
perador a 28, onde eneontrareis todos os agentes
(sem ser, de-leilao) necessaiios para coosegairdes
os goios que vos oiTerecem as afflrmativas, que,
indupensaTelmente exigera as oito perganus predi-
las, isto e, eneontrareis os generos uiais iinos e
gostoaos que par Ventura tenham alimementado
os etoraagos mais susceptives e delicados, eneon-
trareis os rinhos mais pur-s quu teem exportado
os paizos mais vinhaleiros do mundo e que fazem
espanear mais impertinente tristeza, deixando,
com certeza, iaraizado o germen da alegria, qoe,
inundando de perfumes o ooeano da alma a
imaginafao exercera, poderosameute, prodigiosa
inspiracao sobre todas as eabecas a que tenha fei-
to a sua ascensSo ; eneontrareis os a-.epipes mais
meliodrosos, de cheiro aclivo e embriagador ;
eneontrareis, em summa, iguarias deleitosas, pe-
tigcos deliciosos e tudo" o que ba de mais pro-
vocador (dppois da mulher) e que vos pode sua-
Temente Iransporlar ao paraizo da gastronomia,
fazendo-vos gozar a mais real Aas felicidadet
da vida humana, a boa mesa -
Visto como:
N. 18Com o emporio das tripasN. 28.
N. 28-Rccheiado de iguariasN. 28.
N. 28 Se pode dos embueados-N. 28.
N. 28Repetir as pioardias IN. 28.
Itua do unperador
Mesmo porque: .
E' patente e .apregoado por todos os medicos de
mais celebridade que os bons alimentos sao es-
sencialmente necessarios para a boa conservaQao
da saude e nira das bases mais poderosas para
assegurar o completo desenvolvimento das fa-
culdades physicas e moraes da creatura ; e
com effeito, se assim nao e, respondam-nos qual
a causa porque em cada canto que paramos des-
eobriraos uma qnantidade eaorme de crianfas ra-
chiticas e tnfesadas, de mocas debeis e de uma
constraccao franzina, de rapazes maalentos e sem
vigor e finalmenie de toda a mais bicharia, dig-
na por certo de melhor sorte, verdadeiros typos
do desfallecimenio e que nos deixa physiologica-
mente connecer os effeitos mepbiticos da ma ali-
mentacao, de que irreflectiJamente fazem uso ?
Silencio profundoJ Confirmac4o absoluta!
Verdades ptiras:
Quern negar ]a ousou dos pi ios a fa ma,
Dos presuntos os sabores rejuintado ?
E do vinho p poder que leva a cama
Vida ao enfermo e forca aos esfalfados ?
A 16m do que :
C um facto CRnsciencios3mente provado e que
so podera ser coatestado por algum hypocrita im-
becil, de que ninguera esta tao habihtado a ven-
der bom e barato como o Campos, o que e de
facil intuicSO; attendendo se a que o seu fim 6
fazer com que todos venham comprar cm seu ar-
mazom, para o que nao se acha, felizmente, sob
o jngo do egoismo e nem tSo pouco e alimenta-
do pela ambigao do ouro e sim pelo desejo
de bem serrir aos seus freguezes, dispensando a
todos -agraflo e sinceridade.
Embora que:
Ruja, ruja os invejosos,
Fallem, pulero, saltern, berrem :
Nao poderao, desditosos,
Competir, nao, mais esperem..
Si
naes do nogjo Feli- j Ama
ciano
Precisa sa rim uma, para cozinbar : na
roa do Imperador o. 63, andar. Pa-
. ga-sfl hem.
erioulo, idade, 40 aonos pr-uco mais on menos,
alto, coipo regular, bem pre.o, desdeniado, bar-
bado, ml fcito de pet, tendo um dos dedos gran-
de, ou ambos baslante tortos. Aeha-se fugido
ha seis mezes desta segnnda fugido, n da primeira
esteve dous annos no engenho Tambador, fregue-
zia do Bonito, perlenrente a Francisco de tal,
genro do capilao C. Jose Machado^enhor do enge-
nho S. ChristovSo, da dita freguezia e por e.-tes
engenhos esta occulto como tem cstado. Veio pelo
primeira vez preso pelo eapitao de campo Joao'
Ventura, que mora em Agua-Preta; recommen-
da-se a sua captura as autoridades policiaBs e
capitaes de campo e leva lo no engenho Minas-
Novas, freguezia de Gamelleira ; o ditojiggro in-,
titula se forro, com o nome de Jjse Fitlieiano.
d Consoitorio niedico-cirnrgico K
0 DE %
S A. B. da Silva Maia. %
m Medico parteiro e operador. r\
)i, Bua do Ptniit Consultas das 8 a> 10 boras.
Chamados a qualquer hora.
Gratis aos pobres.
CONSULTDRIO 1
MEDICa-CIRURGICO |
DO 0
*K Dr. Pedro d'Athayde L. Moscoso )**
PARTEIRO E OPERADOR
jQtltua do YiKfondc do All>ii:i;n-r-j0
AMA
Precisa-se d^uma ama pa-
ra andar comtneninM e tra-
tar de sua ronpa : ax raa do
Coronet Lamenha, antiga rua dos Prazeres n. 6.
13 Aluga-se uma ama para o service de cozinha,
dentro ou fora da cidade : na rua de Santa Ceci-
li.a n 45'.___________________________________
Ama Precisa so de uma ama para cozinhar:
xllua na rna do Livramento o 28.
Precisa-se de uma ama para casa de pouca
famiiia : a tratar na rua do Commercio n. 10, ter-
ceiro andar.
AMAS
Precisa-se de doas, sendo
uma para coraprar e cozinhar, e
oatra para o servico interno de
uma casa de pequena famiiia :
a tratar a rua do imperador n. 79, loja.________
Aluga se o 3 aodar do sobrado n. 32 da rua
cstreila do Kosario : a tratar sa loja do mesmo.
NDRTIMENTO
MEDICINA
Preparado
PREPARADO POR
BARTHOLOMEO & C.
rharmaceuiicos da casa real de S. I. F. el-rei de Portugal
Premiados.emdivcrsas exposicoes com o primeiro pre-
mio de sua classe.
O xarope vegetal americano, garantido puramrxte vegetal, nao contem. em
umso atomo de epio, e sim fomente succo3 de plantas indigenas, cujas propriedade
cura das nioieslias que perteucem aos orgaos da respirajao, tem sido observadas por
lot meJicos mais distincios que or3:oiJmendam e pre3crevem todos os dias no tratarr
em sua composicao
Jes beneflcas na
' longo tempo pe-
que or3:oTjmendam e prescrevem todos os dias no tratamento das brou-
, tan o agudas como chronicas, asthma, toss;s rebeldes, escarro3 de sangue, tbisica no primeiro
graoe contra as irntacoes nervosas. iuuuciiu
DEPOSITO GERAL
34 = Rua larga do Rosario = 34
PERNAMBUCO.
Empreza do gaz
A empreza do gaz tem a nonra de annunciar ao
publico que recebeu ultimamente um esplendido
sortiaiento de lustres de vidro, candieiros, aran-
dilaa e glohos, cujas amostras estao no escriptorio
a rua do Imperador n. 31, e serao vendidos aos
fens fregae::es pelo prepo mai3 razoavel possivel.
AGUAS
Albuns para retratos
A NOVA ESPERANQ*. acaba ae receber um
Imdo sortimento de albuns para retratos, os mais
ejsgantes que teem vindo a este mercado. tendo-
os de di versos tamanhos e precos; a elles anles ou<3
se acabem.
Alugam-se duas casas terreas ns. 13 e 15
na cidade do Olinda : na rna do Paco Castelhano
Engenho
Vende-se o engenho S. Pedro, situado na pro-
viacia de \lagoas. comarca do Porto Calvo, a
menos de uinalegoa distante do porto de mar do
fjameila, tem oxcellentes terras, matas, e safreia
regularmenie 2.C00 paes\a trttar na rua do Vi-
gario n. 31._______^
u-"" Avi*a"i e,a 1aem convier, que a cadeira pu-
tiica do sexo feminino, uovamtie creada no Fua-
dao, em Beboribe, principia a furiccionar em o 1-
de agosto proximo vindouro
MINERAES
DE
Vichy-Cosset
NATURAES
Prererlvels &m de viriiy-Vic-by
por serem as nnicas que conservam todas as suas
propriedades depois de transportadas.
Fonte S. Marie, 6 a mais efflcaz na anemia, na
albuminaria. na chlorosis, no empobrecimento do
sangue, e nas febres intermiuentes. Os resultados
obtidos nas diabetes sio muio notaveis.
Fonte Elisabeth, nao se altera nunca e i a mais
rica das aguas de Vichy em bicarbonato de soda
em magnesia e recommendada pelos senhores me-
dicos pela sua efflcacia nos engorgitamentbs do
figado, do baco, nas affeccSes do estoraago, dos
rins, da bexiga, nas areias e na gotta.
EXUA-SE
o nome da fonte na caprala
Vende-se em caixas e a retalho, no unico de-
posito
PHARMACIA AMERICAKA
HK
Ferrelra Ilaia \\ Couipanhia
S7-RUA DUQUE DE CAXlXs-87
pot
Lanman & Kemd
para thisiaca
toda a qualidadt
de doencas, Jjuer
seja na garganta,
peito ou bofes.
Expressamente
escolhidodosme-
lhoresfigadosdos
quaes se extrahe
o oleo no banco
da Terra Nova
purificadochimi-
calmente, e suas
valuaveis propri-
edades conserva-
das com todo o
cuidado,erntodn
o frasco so garan-
teperfeitamen-
te puro.
Este oleo tem
sido submettido
a urn examo mui-
to severo, pelc
chimico de mais
talento, do go-
verno hespanbol
em Cuba e foi
pronunciado por
elle a conter
WAIOR PORCAO D'lODINA
que outro qualquer oleo, que elle tem
examinado
IODINO E UM PODER SALVADOR.
Em todo o oleo de flgado de baoalbao, e na-
quelle no qual contem a maior porc5o dests
invaluavel propriedade, 6 o unico meio para
curar todas as duen?as de
GARGAJiTA, PEITO, BOFES, FIGADO,
Phtysica, broncbistes, asthma, catharrho,
tosse, resfriamentos, etc.
Uns poucos frascos dd carnes ao muito
magro que seja, clarea a vista, e da" vigor
a todo o corpo. Nenbum outro artigo eo-
nhecido na medicina ou sciencia, da" tanto
nutimento aosystema e incommodando quasi
nada o estomago.
As pessoas cuja organisagio tem sido des-
trulda pelas affee^oes das
ESCROFUUS OU RHEUMATISMO
e tods aquellas, cuja digestSo se acha com-
pletamente desarranjada, devem tomar
OOLEO DE FIGADO DE BACALHAO
Cozinliiini.
m
m
m
m
qoe n. 89.
ESPECIAL1DADE
Slolestlas de genhoras e
niciiinoK.
Consultas das 7 as 10 horas da ma-
nna, todos os dias.
Das 6 as8 danoite, nas segundas, quar-
tas e sextas-feiras.
Os doentesque mandarem os seus cha-
mados por escripto at 10 lioras da ma-
nha serao visitados em snas casas.
-:.:-'
m
*
*
*
Precisa-se de uma perita, para casa de duas
pessoas : trata-se na rua do Imperador n. 69, so-
brado.
Tornou a fugir
Do Dr. V. C. C. Albuquerque ausentou-se desde
0 dia 10 de julho do corrente anno o preto Bene
dido, de 23 annos de idade, e bastante ladino, falia
mansa, cantador de modas, e bom carapina, esta-
tura alta, espadaiido e um pouco corcovado, bar-
bado, tendo a testa pequena, falta de denies na
frente, pes feios, e com uma cicatnz grande por
cima de cada um pe, provenientc de talhos de
machado ; nasceu no engenho Bojary, de Goyan-
' na, onde tem mai e parentes, tendo passado ao Sr.
Luiz Cavalcante de Albuquerque, morador na
| mesma cidade, e deste ao Exm. Sr. Barao de Na-
, z.-reth, tendo a primeira vez que fugio estado no
1 engenho Pangaua, de 'Joyanna. Pede-se a todas
a* autoridades e capitaes de campo,que o pegando,
levem-o a rua Direita n. 40, ao Sr. Belisario de
Souza Banieira, ou no engenho Furna, de Santo
Amaro Jaboatao, qae serao generosamente grati-
ricados.
1111,11 DO IK.
Recebe.se encommendas de fogo do ar, para
dentro e fora da proviocia : no armazem da bola
amarella, a travessa da rua do Imperador.
GHADO.
Precisa-se de um criado que entenda de jardim
e para todo servico domestico : trata-fi1 ua rL'a
do Imperador n. G9.
Para casa de famiiia precfa-e de utna ?e-
nhoca de meia idade, que saiba cortar e cuser qual-
quer vestido com perfeifao, e que de Dadoi a sua
conducta : a tratar na rua de S. GoBCalo n. 29,
sobrado ao lado da igreja.
V
Para santuarios
A NOVA ESPERANCA recebeu pequena qnanti-
dade de boBitos vaporisadores proprios para incen-
sar oratorios ou sanctuarios.
J
do
LANMAN & KEMP
EscraTO.
Precisa-se alngar um escravo para o servico
de uraa casa de commercio : na rna do Marquez
de o'inda|n. 38.
MOFINA
Esta encouragado! 11
Agna mole em pedra dura
Tanto da ate que a fora.
Roga-se ao Illm. Sr. Ignacio Vieira de Me 11
escnvao na cidade de Nazareth desta provincia
ttvor de vir i rua Dnque de Caxiaa n. 36, 4 con-
eluir aquelle negocio que S. S. se comprometteu a
realiaar, pela terceira chamada deste jornal. em
fins de dexembro de 4871, e depois para Janeiro
passon a;fevereiro e abril de 1872, e nada cunprio-'
e por este motivo < de novo ebamado para dito
dm, pois 8. S. se deve lembrar que este negocio
M majs de eito annos, e quando o Sr. seu fllho se
aehava nesta cidade.
Vinlio de qpilnino do Dr. I^eronlc.
Este vinho preparado com cptimo vinho de
Malaga e o melhor de todos os tonicos reconsti-
tutes na con^alescen;a das moleslias graves, e
se recommenda para a cura dos padecimentos
do estomago e inlestinos, febres de toda a espc-
cie, com o caracter intermiuentes
Vinho c xarope de laclo pliospliato
de cal do Dr. I.ceonte- Recommen-
dado pelos medicos como o melhor agente re-
constituinte para favorecer a nutricao, a for-
magao dos ossos nas crianras e enriquecer o
sangue.
vinlio d lioldo e clixfr.da mcsnin
planta preparado por Frimault.
As folhas do boldo sao empregadas no Chile
como remedio domestico, mnito efflcaz, para a
cura dos padecimentos do flgado, de que e o
antidoto, como o quinino c das febres.
Vinlio c elixir de cacao da Bolivia,
de Cirimault.Tonico fortiGcante, diges-
tivo e reparador das forcas exhanridas.
vinlio de quina ferruginoso dc Ciri-
mault.I reparado com vinho de Malaga e
pyrophosphato de ferro c soda, constitute um
precioso agente therapeutico para a cura da
Chlorou, dos padecimentos do estomago, po-
breza de sangne,ch!orose e as diversas mole s-
tias das senhoras.
Xorope de cliloral lij dratailo do Dr.
Leeonie. Oi medicos s aconselham com
successo contra a gota, as aphalgias, vertigens,
hystona, insomnia, ej,ilep5in, ncvralgias, tosse
asthmatica, coqrfeluche, e'.e.
Creme dc hismntho dc Cirimault.
Contra as gastrites, diarrhea?, gastralgias, dy-
senteria.
Xarope dc lironiurcto depotassa tic
Cirrmault. -Anti hervoso e applicado com
optimo rosultado no tratamento da gota e rbeu-
matismo.
lng-a da India dc Cirimault.Cura ins-
tantemente as enxaquezas, dores de cabera,
nevralgias e dyarrbeas.
Ferro de Ciirard.Protoxoto de ferro. O
melhor de todos os preparados de ferro para o
tratamento das molestlas que reclamam este
agente therapeutico.
Pastil has de mannita de Grimault.
Empregam se como laxativas e purgativas
coDtra os catarrhos mucosos, falta de appetite,
catarrho pulmonar.
Oleo dc flgado de ImcalhsiO, ferru.
ginoso, de Cirimault.I um medica-
mento de uma efflcacia constante contra a
chlorose, pallidas cQres.janemia, phtysica, todas
as moleslias dos pulrao;s, lyraphatismo, es-
crofubs, etc.
P6 Tcrro inanganieo de Burin du
Biiisson. Agiadavel ao tomar-se, dotado
de propriedade digestivas mui aclivas, e o re-
medio por excellencia, na leuchorrea, anemia
gastralgia, etc.
PnHiillia dc lactato de ferro de Bu-
rin du Buisson. Dijrestivas e optimas
no tratamento das menstmacoes difflceis, (lores
brancas e todas as alTeccoes nervosas do tubo
diges tivo.
Clyconina Sichel. Llnimento muito su-
perior aos cerotos, pomadas' e uuguentos para a
cura das ulceras e feridas de toda a espscie.
Capaulas de Apioi de Crimault.
Sao recommendadas pelos medicos para recu-
lansar a menstruacSo, prevenir as colicas, dissi-
par as dores dos rins e ainda para as febres
inttermitente3 rebeldes.
1'iluluH de podopltylina de Ciri-
mault. Para a cura de todas as molestias
do figado, para combater as prisSes de venire
rebeldes, etc. '
DEPOSITO
KA
PHARMACIA DROGARIA
DE
Barlliolomeii
34 RUA LARGA DO
" Wa rua larga do Rosario n. 3i, precisa-se
saber se existe nesta provincia o Sr. Jose Maria
da Cruz, filho de JosS Francisco da Cruz, natural
de Santarem, aonde tinha dous irmSos, um cha-
mado Marco lino Josij da Cruz, proprietario, e o
outro Gabriel lose da Cruz, conego da collegiada
de Alcacova, e uma irma freira, chamada D. Mar-
garida da Cruz.
LIVROS A VENDA.
No primoiro andsr desta typographia em
m8o do administrador, vende-so os seguin-
te hvrinhos:
O niatuto Esperto dialogo ins-
tructivo, critico, analytico, bistorico, e mo
ral, entre um matuto e um liberal por 500
rs. cada exemplar.
Educacilo Familiarromance, 0
e uma serie de leituras, 2 volumes por ....
13000. __________________________
=" Abertura de lapention
bourgoiso, 1 de agosto, rua
da Cruz n. 26, 1 andar.
Aluga-se
o armazem e 3 aniar com sotSo, tendo bastantes
commodos, e pintado : a tratar na rua do Viga-
rio n..3i.
Pretos
Aluga-se um preto de meia idade e um molequa
de 16 annos, os quaes sao optimos para todo o
servico dlmestido, nao so pela sna boa conducta,
como tambern por ja conhecerem o trabalho ; so
se alugam para servico nesta cidade : a tratar na
rua do Barao da Victoria n. 22.
Furle
A po.-soa que liver comprado o 1 tomo de Pe-
reira e Souza, Primeiras Linhas sobre o Processo
Civil, querendo reslitui-lo a seu legiiimo dono,
tenha a bondade de dirigir-se a rua do Imperador
n. 20, d'onde foi furtado por um moleque. Pro-
mette se satisfazer o preco da compra, egratificar
ao pnriador.
Alia novidade de Paris
O Bazar da Moda 4 rua Nova
n. 50
recebeu pelo ultimo vapor am grande sortimento
dos seguintes artigos de novidade :
Chapeos e chapelinat para senhora, das melho-
res modi^tas.
Crampos e setas dourados, para cabeca de se-
nhora, alta novidade.
Ditos de tartaruga em forraato de flares e Ueoe.
ffUmiindoe variado sortimento ie floret artili-
ciaes.
Coques de tranca muito beoitos
Lacos para pescoco de senhora, com ponta bor-
dada a matiz.
Leques grandes com baretos pretos e praleados
ultimo gosto dc Paris.
Fonlard vensene, fazenda de la e seda, aberu,
para vestidos.
Capas de malha para sahida de tbeatro, consa
de fosto.
Casaquinhos de malha para criaaca, de 1 a 6
annos.
Lindissimos vestidos feitos para senhora. Uato
de 12 como de linho ; assira como facba* de eda
e mnitos outro* attigos que estao a veada ao
raeimo estabeleetmenio.
LlVIIS.Mm
Camillo O demonio do ouro 2
volumes em 8.* 'Afuou
Como as mulheres se perdem (Bi-
blietbcca das Senhoras) 1 volume
em 8.' 24000
CamilloVida del rei D. Affonso
VI, em 8. 2*000
CastellarCapella Sixtina UOC'
Mery O Pegradado, 8. 5400"
Segur Nossa Seabora de Lourdet
Estupendos mllagres acontecidos
em nossosdias1S.C UMO
Pimentel0 livro das flores Le-
genda da vida da rainha santa12 i^aXXJ
Verne Os filhos do capitlo Granl
3 volumes encadernado 94000
Dito Cinco semanas em baiao
encadernado JJOOii
A mesma obra, brocb. S^OtM)
Dito Viagem ao eentro da terra
encadernado :ilOb
A mesma obra, broch. i 0f iI
DitoViagem ao rcdor do mun-
do ^ncadernado ;^o i
A mearaa obra, brocb. SJOO"
DitoTerra das pelles i. en-
cadernado 3fOmi
- A mesma obra, brocb. 'JtQOti
liivraria Popular
59Rua do Bario da Victoria59
Aos
nervosos
A NOVA ESPERANCA acaba de receber aquel
les milagrosos anneis electricos, cura infallivel do<
nervosos._______________
Para o fabrico de chapeos
A NOVA ESPERANCA recebeu o anaw propri
para armagao de chapeos.
Para concertar meias
A NOVA ESPERANCA, a rua Duque de Caxia
n. 61, recebeu desta necessaria linha.
Uma famiiia que se retira desta provincia, ven-
de por prero commoJo um piano, que so tem de
usn o to mezes, eedos fabricantes AucherFreres:
a tratar na rua do Hospicio n. 23
_ I'reci.va-se de uma ama de boa conducta,
nao importa ser velha ou moga, para casa de
mocos soltein-s : a tratar na rua do Rangel n. 3.
AllcmAo
Vende-se um terreno em Agua-Fria, com 6<
palmos de frentee 350 de fnndo, tendo duas fren-
tes, uma para a rua do Cacundo e outra para a
rua das Mocas, proprio para edificar, cujo terren<-
tem arvoredos : a tratar na rua da Santa Cruz
numero 7.
Grande liquidacjio de charu-
tos de Havana.
Flor Regalia.
Iskandro.
El ordem.
Rua do Marquez de Olinda n. 18.
4 U000
Farinha de mandioca de superior qaalidal .
com 12 cuias cada sacco, pelo barato prero de 4 i
o sacco: a rna do imperador n. 83, venda d
Azevedo ; a ella antes que se acabe.
Grande liquidacao de charu-
tos da Havana
Flor Rocalia.
Iskandro.
El ordem.
Rua do Marquez de Olinda n. 18.
Vendu'ie na rua do Commercio n. 4, carvel.
Neruega, marca M L :
Bitter Auguttura.
Rum de Jamaica._________
Na rua do Caldeireiro n. 31, vende-s- ,
las muito bem feitas, para todos os pasaro=,
Casa Caiada e Rio Tapado.
Jos6 Jacomo Tasso, senhor e possuidor, por ti-
tulos legitimos, dos sitios Casa Caiada e Enseada
da Mai Lucrecia, em Rio Tapado, termo de Olin-
da, previne a quern interessar possa que nao faca
contrato algum de compra, arrendamento, per-
muta, etc., etc. ou ontro qualquer negocio, com
terras dos ditos sitios, que limitam com as do en-
genho Fragoso, porque serao nullos taes contratos
e o annunciante protesta por seu direito em quaes-
quer circumstancias em que se acharera os ditos
contrato3, e para obviar duvidas vai desde ja
tratar das demarcacoes dos referidos sitios para
fixar cs seus limite?.
COMPRAS.
AVISO
Precisa-se comprar dous escravos, pedreiro
carapina, paga-se bem : a tratar na tbesouraria
das loterias, a rua Primeiro de Marco n. 6.
^ende-se a taverna sita a rua da Pcnte Ve-
lha n. I, bem afreguezada, e o motivo da veoda ^
dira ao compralor : quern a pretender dirija-e
mesma.
GAKjANS BARATOS
Loja do Arantes
Prara da Imlopondenrla bin. II.
3 e IS.
Botinas para hoaiens a 6i e 7|.
Ditas de pellica preta para senhoras a 5i.
Ditas de dita dourada, cano alto a 84.
Ditas ga-piadas de pellica d urada, cano altD, a Hi
Ditas de daraque de cur, com laco a 50 e 6f.
Ditas de dito preto idem a 5 j.
Ditas gaspiadas, cano baixo a if e 3 j.
Ditas de cores para criincas, cano alto a if.
Sapatos de cores para senboras a 3f.
Ditos de couro idem a if.
ha pura.
Vinho verde e de Amarantc, e=pecial, vendem
Pi'icas 4 C. : a rua estreila do Rosario n. 0, junt
a igreja.
4 C.
ROSARIO 34
CHUiBO
Compra-se cobre, latao e chumbo velho:
armazem da bola amarella, a travessa da rua
Imperador.
V^NDAS.
Aim
ratriz n. ]
[a-se 0 primeiro andar da rua da Irope-
2 : a tratar na rna de Hortas n. 106.
generosa-
A'?**;*8 0 *% aadarea 0 armazem
4a rua dos Burgos n. 11 (Recife), esta caiado e
pintado de novo : a tratar com Joao Feliciano Na-
zareth, na rua de Pedro Affonso n. JO, oulr'ora da tla para alugar um bomaitio na Boa Viagem:
fraia. Tambem aluga-se uma casa tarrea ao bee- trata-se-aa Capunga, xua da *Ventnra n. JM, on
Escravo fugido.
Fugio ha mais de um anno da engenho Jaguaii-
be 0 escravo.de nome Lourenco, preto, corpo re-
gular e forte, figura bonita, 6 fllho do Urubti, um
Souco abaixo do Buique; foi escravo de Antonio
e Araujo, que ojvendeu a Ba9tos Thenorio de
Araujo Cava'oante, morador em Barreira, da co-
marca de Buique e vendido nesta cidade por Al-
cebiades de Siqaeira : este escravo eeaeta que
e aroniado no luftr onde se acha. Pede-se, por-
tantq^as autorimWes polfciaes, capitaes de campo
e metmo a qnalmper particular a aai captura, e
que ttandco a raa Nova n. 8, ssra
mente recommnenaado.
Arminho!
Artuinho!
Aniiinlii)!
Cinlos de couro
Amaral, Nabnco & C. receberam nm completo
sortimento de cintos dc couro preto, com flvellas
e enfeites de metal branco, donrado e oxiladc,
para .senhoras e meninas ; sao dos mais moder-
ncs que tem vindo ao mercado : vende-se no Ba-
zar > ictoria a rua do Barao da Victoria n. X.
Ratoeiras raagicas
Acaba de chegar ao Bazar Universal a rua d)
Barao da Victoria n. 22, as ratoeiras magicas pa-
ra pegarcm os ratos sabidos, as qaaes se ivndem
por preco commoio ; como bem, outros mnitos
artigos, por se achar esta casa em ii juidacio : a
rua do Barao da Victoria n. 22.__________
Azulejos
Vende-se na rua do Commercio a. 18, i* andar.
com padrdes bon.tos e tamanho grande, per prev-o
mais commodo possivel : os senhores proprieta-
ries podera vir examinar, que nesta oceasiao fi-
carao sorprendidos pelo preco porque se vendem
os referidos azulejos.
Vende-se na Chapelaria Imperial, a rua Primei-
rode Marjo n. 6.

Farinha demllho
Vende-se farinha de milho moida a vapor, dia-
riamenie, da 1' qualidade, para cuscus, 12 patacas
a arroba ; da 2>, para cangica e pip de provenea
all patacas; da 3', para angii, a 10 patacas ; da
4", para mangunza, a 9 patacas : na rna do Coto-
vello n. 25, casa de azulejo.
ATTHICAO
Vende-se uma casa terrea em Olinda, a roa
de Mathias Ferreira n. 19 : a tratar 41a rna de S.
Goncalo n. -10, nesta cidade, on no Poco da Panella
com 0 Rvm. coadjutor daquella freguezia.
Agl #6 Vidrj
co Tapado (Recife).
I na Tua Nova n. 43.
Haute Rive,Celestlns,hopital ; se vende a,
I if a caixa de 50 garrafas : na rua do Sol n. 15.
Vende-se na cidade da Escada, na meih;r loca-
lidade, na roa do Commercio, ama grande casa
de pedra e cal, gosto moderno, ctu> bastante com-
modidade para grande famiiia, eoatendo doas
salas, quatro quartos, ama grande cozinha, quin-
tal murado com portao e aotio da toda largora e
comprimento ; outra casa na esquiaa da
rua, com armacio para loja de fazendas e
lhados, tr aos fundos da raapctoaada casa
grande e bem montada padaria com todos os teas
uteasilios ; mais outra casa e um bom terraao,
com fructoiras, principalmente coqaeiroe, caaasa-
do 200 palmos de frente e cento e triota de ma-
dos e muito rvropria para para adifloacSe* : a tra-
tar na -aermt ojdade com Frlaeo iival
de Albuquerque nesta pr?a c9a g0*w
Manoel Luh da Veiga, mou*** rn
cnde da AJbaqaerque a. I6t
do Vis-


Diaricde Pernamtma Sexta leira 31 <& Jtafia *
DE
tazen
mas
Rua Primeira daMar^o a. 7 A
DE
Cordeiro Simoes & C.
if esta arm das casas que hoje pode com pri-
oazia offerecer ios seus freguezes um variadissi-
n (.sortimento de fazendas fiuas para grande loi-
ette, e bem assi m para uso ordinario da lodas as
daises, e por precos vantajosos, das quaes faz am
jequeno re-sumo
Mandara fazendas as casas dos pretendentes,
para o que tern pessoal necessario, e dao amostras
neilianle penhor.
Cortes de seda de Hildas cSres.
i.rosdenaples de todas as cores.
'.iorgario branoo, lizo, de listras, preto, etc.
Selim Macao, prelo e de cores.
Grosdenaples preto.
Vellndo preto.
Granadine de seda, preta e-de cures.
Fopelinas d lindos padroes.
Fi!6 de seda, branco e preto.
f'.as ba*quinas de seda.
Ctsacos de mcrin6 de cores, 15, etc.
t'aiitas brasileiras.
Cortes com vanbraia braitca com lindos borda-
P.icas capellas e mamas para noivas.
Hiquissitno sortimeuto de las com listras de
eda.
Cambraias de cdres.
Oitas maripoz;?, brar.cas, lizas ibordadas.
Namuques de lindos padrdes. .
Baptises, padroes deiicados.
P;rcal:na <1 quadras, pretos e brancos, listras,
ic, etc.
B.-ins de linho de cor, proprios Dara vestidos,
:om barra e listras.
K: cos cortcs de vestido de linho. c sites da
aesma cor, ultirra mod?
Ditos de cambraia de circs.
Fostao de lindas cdres.
Niias bordadas para senboras.
Camisas bordadas para senboras, de linho e al-
codan.
Sortimentor de lavas da verdadeira fabrica de
B"iD, par- homens e senboras.
Vestoa; > par menitu*
'>!.'.- para bapliiido.
Chapeos para auo.
Toaitias e gaardanapos adama?cados de n da
mara mesa.
Colchas de li.
Cortinados bordads.
Grande sortimento de camisas de linho, lizas e
ordadas, para homecs.
Ueia? demotes para homens, meninos e meoi-
,
Unas escoceza;.
Contn'sto soi-uiieU> de chapeos de sol para ho-
oeci e seimoras.
M;rino decWW para vestidos.
Hi to preto, traccado t *Ha de verao.
oalhado de nho e algodao para to
atoalhado pardo.
Oamasco de la.
Brns de linho, branco de cores e preta
Setim de lindas cores com listras.
Chales de merino de cores preto*.
Diios de. casemira.
Ditos de seda p-eta e de cores.
Ditos de touquim.
Camisas de-chiia para homens.
Ditas de flanella.
Ceroulas de linho e algodao.
Pannos de crochet para sofa, cadeiras e coaso-
Lencos bordados e de labyrintbo.
Colchas de crochet;
Tariatana de to las as cores.
Ricos cortes de vestidos de tarlauna bordados
ara cortes.
Esjartilhos lisos, bordados.
Foalard de seda; liddas cores.
Meias de seda para senhoras e meninas.
Ritas fachas de seda e la para senhoras.
Rico sortimento de leques de madreperolas e
oss o.
Oamasco de seda.
Casemira preta e de cores.
Chitas, madapoiiio panno fino preto e ami, col-
arinhos, pnnhos delinho e algodao, gravatas, lu-
ai de fio de Escossia, tapetes de todos os tama-
nhos, bolsas de (viagem, peiios bordados para ho-
oea*, /encos de liolw branco e de cores, toalhas,
tuardmaDos. etc., etc.
E'barato.
BAMTEI80 9A BOA-VISi'A
Rua da Iinperatriz n. 72"
&
MENDES GUIMARAES
Acabam de fazer um grande abatimc-nto nos
jdendo a grande falta que ha hoje de dinheiro,^ por isso crcto qua
cionado agradard ao respeituvel publico.
CHAPEOS DE SOL DE SEDA A i&OOO.
Vende-se chapeos de sol de seda para se-
nhoras e meninas a 4$, ditos de alpaca fi-
nos com 12 astes a 49, ditos do merino de
duas cores a S$, ditos de seda para ho:.-:em
a 69, ditos inglezes com 12 aslos a-89 e 99.
BRIM PARDO A 400 rs.
Vende-se brim pardo escuro a W)0 rs. o
covado, dito de cores com quadnnhos a
500 rs. o covado.
CORTES DE CASEMIRA A 59.
Vende-se cortes de casemira de cores para 'todosos tamanhos a
cal^a a 59, e 69, ditos de dita preta para cala um.
calca a 49, 59, 69, e 79-
BUIM DE ANGOLA A 29 0 CORTE.
Vende-se cortes de brim de Angola para
calca a 29, dito rnuito firms a 39.
ABERTURAS PARA CAMISAS A 200 BEIS
Vende-se aberturas para camisas a 200 rs,
ditas mais Unas a 400 e 500 rs. ditas de
esguiao a 19, ditas bordadss a 29.
CHITAS A 240.
Vende-se chitas para vestidos a 240, 280
e 320 rs. e covado, tern escuras e claras.
MADAPOLAO A 39.
Vende-se pecas de madipolao enfestado a
38, ditas de dito inglez a 45500. 5)5, e 69,
ditas de dito francez fino a 79, 79^00, 8 99000.
IRMAOS
pregos de suns f.izend:is atten-
o prcijo que vai men-
CROCIIES A 12500.
Vende-se croches para cadeiras a 1(5*00
cada um.
LAZJNHASA 200REIS.
Vende se lazinhas para vestido a 200,
320, 400, e 500 rs. o covado.
ALPACAS DE CORES A 500 REIS.
Vende se alpacas de cores a 500, 640,
800 rs. o covado.
GRANDE SORTIMENTO DE TArETES A 49-
Vende-se grande sortimento de tapetes para
49, 49500, 59,e 6?
GRANDE SORTIMENTO DE ROUPA FEITA
NACIONAL. f
Calcas de riscado para tr'abalho a 1(5000
e 19400.
Calces de brim pardo a 19900,29, 2J500.
Cal5as.de brim de Angola de cores a'29
e 39.
Calf;as de casemira de cores a 59500, 69
e 79.
Calces de casemira preta a 39500, 59500
e -.78
Pftlitots de riscado a 15.
Paletots de alpaca de cores a 29.
Paletots dc a paca preta a 39, 39500, 48
59.
PREDILECi'A
A' rua do Cabuga n. 1 A.
Os proprietaries da Predilecta, no intaito dt
conservar 0 bom coneeito que teem merecido do
respeitavel publico, distinguindo 0 seu estabeleci-
men to dos mais que negociam no mesmo generc
veem scientificar aos senB bons fregnezes qne pre-
veniram aos seus correspondentes nas diversas par-
cas d'Europa para lhes enviarem por todos os pa-
quetes os objectos de luxo e bom gosto, que s*
jam mais bem aceitos pelas sociedades elegantes
aaqnettes patees, visto aproximar se 0 tempo de
festa, em que 0 bello sexo desto linda Veneia
mais ostenta a riqueza de suas toillettes ; e co-
mo ja recebessem pele paquete francez diverso
artigos da ultima moda, veem patentear alguns
d'entre elles que se tornam mais recommendaveis.
esperando do respeitavel publico a cosiumada
concarrencia.
Aderecos de tartaruga os mais lindos que teem
vindo" ao mereado.
Albuns coin ricas capas de madreperola e dt
velludo, sendo diversos tamanhos e baratos pre-
os
Vende-se um pequeno silio perto da esta-
{ao do Salgadinho, tendo de frente 150
palmos, e de fundos mats de quatrocentos,
com uma elegance casa de taipa, acabada de
roximtebem asseiada, tendo 2sal s, 2
miar.os ecozinba f6ra. 0 terreno e pro-
orio 0 bom de plantacSes, tendo algumas
trvores de iructo, agua de beber e todo cer-
eado.
Para vi;r e mais explicacSes, no mesmo si-
tio a qualquer hora a entender-se com Tris-
tao Francisco Torres, e para tratar, na the-
oun.ria das loterias, rua 1. de Margo
a. G.
Engenho d venda
Vende-se a dinhciro ou a prazo um engenho
moeu'.e e corrente. de animaes, com pequena sa-
iia creada, a uma legoa d stante da villa de Pal-
mares, estacao de Una, de bom terreno de varze1,
podendo safrejar "i 00!) paes annuaes, com propor-
i;So a -er de agua, podendo ainda ser accrescenta-
do ao ponto que sc queira, com terrenos annexos
que S3 vendem : quern pretender, entenda se com
Jo3qnim Rodrigaet Tavares do Mello, nesta cidade,
praca do Corpo Saato n. 17, 1* andar._________
.Asunicas verdadeiras
Bichas hamburgaeza3 one vptn a este mereado
a n.r do Marantiz de ulinda n.nl_________
Vigor do Cabello
DO
Dr. Ayer.
Para a rencvacao do ca-
bello, restituicao de sua cor
e vitalidade primitiva e nat-
ural.
' O Vigor do Cabello 6 uma preparacSo ao
mesmo tempo agradavel, eaudavel e efficaz paxa
conservar o cabello. Por meio do seu uso o
cabello ruco, gmalho, e enfraquecido, dentro de
pouco tempo revolve a cor que Ihe 6 natural e
primitiva, e adejuire o bruho e a frescura do
cabello da juventude; o cabello ralo se torna
denso e a calvic ie muitas vezes, posto que nao
em todos os casos e neutralizada.
Nifo ha nada que pode reformar o cabello
depois dos folliculos estarem destruidos, e as
glandes cansadas o idas, mais se ainda restarem
algams podem ser salvadas e utilizadas pela
applicacao do Vigor. Libre de esaas substancias
deleterias que toman muitas preparacoes de este
fenciro tam nocivasc destructivas ao cabello, o
igor sdmente lhe h beneficial. Em vez de
Bujar o cabello e o fazer pegajoso, o conserva
1 irujo e forte, embeDizando o, impedindo a queda
e o lmar-se ruco, e por cousequinte previne a
calv.cie.
P:a uso da bijlette no ha nada mais a dese-
jar; nao contendo oleo nem tintura, nao pode
manehar mesmo o mais alvo leuco de cambraia;
perdura no cabtllo, lhe da um lustre luxuriosq,
e um perfume rnuito agradavel.
P ira reformer a cor da barba, 6 necessario
mai; tempo de que com o cabello, porem se pode
appiessar o effeito, envolvendo a barba de noite
com um lengo molhado no Vigor.
PREPABASO FOB
Dr. J. C. AYER & CA^ Lowell, Mass.,
Estados TTnidos,
'. Chlmieos Fractietl e Analytlc4$,
i-. YBNDB SE POR
I' com as senhoras.
A Magnolia, a rua D ique de Caxias n. 45, par-
licipa ai belio sexo que acaba de receber da Eu-
ropa, um complelo sortimento de artigos de ulti-
ma moda, e como acha desnecessario fazer um
enfadoaho acuuncio, por ja ser bastante soohe-
cida, c caprichar sempre. em ter bons correspon-
dentes, senJo a prmeira que apresen'.a o que ha
de mais moderno e por precos mui razoaveis, por
isso limita-se a descrever somente o seguinte :
KeilaM douradas.
ItiooK de cores, Unto de seda como de guipure.
iiC(|u<>s dourados, dc madreperola, marlim, tar-
taruga, os=o, etc.
KnliicEaM debai e.
Presences, diversos artigos proprios para pre-
sentes.
Ciolinnas e punhos.
iianunl para missa, com capa ie madreperola,
tartaruga, marlim, velludo, etc.
SnpaCinlto** de setim para baptisado.
Camisas bordadas para seuhoraf.
Liffag.de seda.
Franjan mosaicas.
Aderecos de tartaruga.
Voltag'de madreperola.
Aderecos completos de borracha proprios para 11,.M_il.j de mjjrenerola
lnto,tambem se vendem meios aderecos rnuito bo- fgSSStSl^* cabc?**
DJtOS.
Iiuisas de velludo.
Perfuiaarias dos melhores e mais .-ifamados
fabrirantes.
BotSes de setim preto e de cores para ornato d
estidos de sechora; tambem tern para collete
"Sws 3frr srs: sesasctasK
barato pre go.
Bonecas de todos os tamanhos, tanto de louca
como de cera, de borracha e de massa ; chama-
mos a attencao das Exmas. Sras. para este artigo,
pois as vezes tomam-se as criancas um pouco im-
pertinentes por falta de um obiecto que as eo-
tretenham.
Camisas de linho lisas e com peitos bordados
para homem, vendem-se por preco commodo.
Ceroulat de linho e de algodao, de diversos pre-
core9 e Iarguns.
Moscas.
Quereis livrar-vos destesmalditos insectosf com-
prai uma nucliina do mtar moscas por 33000
na Magnolia, a rua Dujuc de Caxia3 n. 45.
Calvice.
C.08.
Caixinhas com musica, o que ha de mais Undo,
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, ven-
de o verdadeiro Vigor de Ayer, que Impede a
cahida dos cabello.-.
Sardas epanos.
So tem sardas e panes quem quer; porque a
Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 4a, tem para
vender a verdadeira Cuticuleria, que faz desappa-
recer estas manchas em poucos dias.
com disticos nas tampas e proprios para presen-
te
Coques os mais modernos e de diversos forma-
tos.
Chapeos para senhora. Receberam um sortimento
da ultima moda, tanto para senhora, como para
meninas.
Capellas simples e com veo para noiva9.
Cahjas bordadas para meninas.
Entremeios estampados e bordados, de lindot
Escovas electricas para dentes, tem a proprie-
dade de evitar a carie dos dentes.
Franjas de seda pretas e de cores, existe um
grande sortimento de divercas larguras e barato
preco.
Fitas de 9aria. de gcrgprao. de setim e de cba-
mplnte, de diversas larguras e booitas cores.
Fachas de gorgurao rnuito lindas.
FJ. ru artificiaes. A Predilecta prima em con- .. ^JJjJJ"
ervar sempre um bello e grande sortimento des-'
as Cores, nao so para enfeite dos cbellos, como.
tambem para ornato de vestido de noivas. Owpeoa de sol de seda, mglezes, a 11*000.
Caldes de algodao, de la e de seda, brancos, pre-1 ^s de cabo de marfiin, o melhor que
os et de diversas cores.
Gravatas de seda para homem e senhoras.
Lacos de cambraia e de seda de diversas coys,a 4a**?-
para sennora. Eagnuo da linho e algodao a U.
Ligas de seda de cores e brancas bordadas para
A' rua 1. de Marqo n. 1.
Confronte ao arco de Santo Antonio.
E*tao vendendu fazendas por menos 30 0[0 do
que em outra qualquer parte, para o que pede
um pouco de attencao I
Madapolao francez, fazenda superior, vende-
os a 6* a peca e 320 rs. a vara.
Chapeos de sol de seda, para senhora, a 3$, de
cores, fazenda de 6& ; a elles.
Ditos de alpaca, para bomens, de 12 basteas a
Superior qualidade.
de merin6, com duas cures a 4{500. Isto
sim 6 vender barato.
eda, inglezes. a 11*000.
tem
vindo ao mereado a Hi e 133.- Venhani a elles.
Grande sortimento de camisas francezas, de 32*
noiva.
Livros para ouvir missa, ccm capas de madre-
Eerola, marfim, 6s< MB.
Pentes de tartaruga e marfim para alisar os ca-
bellos ; teem tambem para tirar caspas.
Port bouquet. Um bello sortimento de madre-
perola, marfim, fisso e dourados por barato preco.
Perfumarias. Neste artigo esta a Predilecta bem
Erovida, nao se em extractos, como em oleos
anhas dos melhores odores, dos mais afamados
fabricantes, Loubin, Piver, Sociedade Hygienica,
Coudray, Gosnel e Rimel ; sad indispensaveis para
a festa.
Saias bordadas para senhora, por commode
preco.
Sapaunhos de la e de setim bordados ,para bap-
tisados.
Tapetes. Receben a Predilecta um bonito sorti-
mento de diversos tamanhos, tanto para sola co-
mo para entrada de salas.
Vestimentas para, baptisado o que ha de melhor
gosto e os mais moderno i recebeu a Predilecta
de or arcto prejo^ para Hear ao alcance
qualquer bolsa.
Rua do Cabugan. 1
e go
Espeeialidade
Vlnlio particular, puro
nuino.
JT:Acaba de chegar ao mereado alguns barris de
vinho do Alto Douro, especial e usicamente pre-
parado do extracto da uva e isento de qualquer
confeecao, sendo rnuito mais brando que o da Fi
gueira, o qua o torna recommendavel pelo rnuito
que agrada ao paladar e preferivel a todos os ou-
tros vinhos de pasto.
Acha-se a venda nos armazens de Joao Jose Ro-
drigues Mendes, Souza Basto & C. e Fernandas da:
Cosu'6; C.
(Jraude pecliiiicha.
Cortes de gorgorSo de seda
Sara eollelc a 2* e ebap5o
e sol de seda a 8&.
Si Vende-se cortes de gorgerao de seda de coies
para collete, pelo baratisslmo preco de 21 e cha-
peos de sol de seda i or 8* : quem duvidar ve-
nha ver e coroprar, na rua do Duque de Caxias
n. 88, loja de Demetrio Daslos.
Chapiios de casemira para homem a 3$.
Cortes de crctone bordados a 6a. Sempre cus-
tou 10.
Cambraia Victoria, fina, a 3S00> com 8 I]2 va
ras e transparente i a.
Loja.de Agostinno Ferreira da Silva Leal & C.
Cora dos cstreitamento d'uretra
pela facil applicacao das
DE
G01NA ELAST1CA
As mais modernas e aperfeicoadas de todas
as conhecidas
Vendera-se
NA
PHARMACIA E DROGARIA.
DE
Bartholomeu & C.
3iRua larga do Rosario 34
Aproveitem
0 PARIS N'AMERICA, a rua Duque de Caxias
n. 59, primeiro andar, esta veodendo calcado pelos
sepnint'S precos:
liotinas de. duraque para senhora a 3.500 rOis.
Ditas de dito preto a 4,000 reis.
Di:as de dito com botSesao lado, a 4,000 reis.
Ditas gaspeadas, cano alto, para' senhora, a
; 5,000 re,s.
I Ditas de pellica, ingleza, a 4,000 re;s.
i Ditas de duraque bordado, para senhora, a
5,000 reis.
Ditas de dnraque, de cores, para meninas, a 3f.
Em quanto e tempo
aproveitem.
Bacaltoo de SNoruega.
Acaba de chegar um pequeno lote de caixas
deste desejado bacalhao : no caes da allandega,
arraarem de Tasso Irmaos 4 C.
AVISO
Jerusalem, esta importante obra do conego Joa
quim Pipto de Campos, acha-se a venda na
Livraria Franceza.
Cabriolet e cavallo
Vende-se um cabriolet de 4 rodas e 2 aisentos
em perfeito estado, com cavallo e arreios, por
commodo preco : a tratar na rua do Crespo n. 16,
1 andar.
MM UtiTAS
NA
JL9XA m* PAYAO
NA
Rua da Imperatriz n. dO
PAHA LIQUIDAR
CSranadlua preta a 500 rs.
covado.
0 PavSo rende granadina preta e lavrada
pelo barato pre^o de BOO rs o covado.
ALPACAS PRETAS A 500, 640 E 800 RS.
0 Pavao tem um grande sortimento de
alpacas pretas, que vende a 500, 640 e 800
rs. o covado, asslra como grande sorti-
mento de cantoes, bombazinas, princezas
pretas, morin6s, e outras" mnitas fazendas
proprias para luto.
CAMBRAIA VICTORIA A 49C00, 4|)500,
09000 E TJSOOO. .
. 0 PavSo vende um grande sortimento de
cambraia Victoria e transparente com
8 1/2 varas cada pega, pelos baratOs precos
de 48)000, 45500, 5$000, 65000 e 78000
a pec,a, assim como, ditas de salpico bran-
co, a 7ij000 e pechincha.
CAM'SAS FRANCEZAS A 245000, S9500.
3W00 E 3f00.
0 Pavao vende.um bonito sortimento dt
camisas francezas com peito de algedao, <
29000 e 2C500. Ditas com peito de linh(
de 39000 a 69000. Ditas bordadas muitc
Gnas de C#04>0 a 109000: assim come
grande sortimento de ceroulas de linho e dt
algodao, por precos baratos, e tambem tem
completo sortimento de punhos e coUarinhoi
tanto de linho como de algodao, por precoi
em conta.
CORTINADOS BORDADOS PARA CAM A h
JANELLAS, DE 79 ATE' 259000 0 PAR
0 PavSo vende ura grande sortimento dt
cortinados bordados, proprios para cama t
janellas, pelo barato preco de 79000,89000,
lOeSOOO ate 259000, assim como : coliai
de damasco de li mui to lina de 109000
U9000 cada uma.
BRAMANTES A 19800, 29000 E 29500
0 Pavao vende. b|I antes paraleoefce,
tendo 10 palmos de largura, sendo o dt
algodao a 19800 e 29000 a vara, e de linn*
a 29.00, 29800 e 39000a vara: e pechin
cha.
Grande pechiacha a 4$000
e5^000
CORTES DE CASEMIRA.
0 PavSo recebeu um' grande por^ao de
cortes de casimeras--de cores para calces, e
vende pelo barato pre$o de 490! 0 e 59000
cada corte, na"ru daImperatnz a. CD, loja
de Felix Pereira da-Silva.
ESMEKALDINA- A' 800 RS.
OoPavao recebeu um bonito sortimento
das rnnis i kgantes esmeraJdinas com listras
de soda, sendo em' cores e padroes as mais
novas que tem. vindo ae mereado, proprias
para vestidos, e vende pelo baratissivo pro-
go de 800 rs. o covado, a rua da Imperatriz
n. 6.
0 Pavao- qiieima os artigos
seguintes:
Lazinhas
Salsa-parrilha do Tempara vender Antonio Luii de Oilvairft-Aze-
vedo, no sea eseriptorio, a rua do Bom Jesus nu-
mero 37.
Cortes de combraia branca, transparente,
com etifeites bordados de la a 5 Dit s todos brancos bordados a 12)5000 e
159000'.
Ditos muito ricos a 259000.
*Bonitas lansinhas para vestidos, com lis-
tras de seda, covado a 800 rsv
Ditas ditas transpareetes e de mnita fan-
tasia a 500, 640 e 800 rs.
Cintos de setim de todas es cores a 59000
Punhos com gollinhas de esgniao a 500 rs.
Sedinbas de cores, sendo de listras e la-
vradas, com toque de tnofo a 19000v
Ditas de dita ditas sem mofo a 19600 9
29000.
Diversas- lansinhas para vestidos, de 240
ate 500 rs.
Colchas de fustao brancas para cama t
29500.
Ditas de dito der-cOr
ambraias brancas,
a 200 rs. o covado.
S6 na rua do Queimado n. 43, junto & loja
da Magnolia.
Cheguero, venham a ellas 1 I..;
Lazinhas de quadrinbos a moda escoceza pa-
droes muito chiques, propria para vestidos de se-
nhoras e meninas. pelo diminuto preco de 200 n.
o covado.
S6 o 43, loja de Guerra 4 Feraandes.
Dao-se amostras com penbor.
VENDE-SE
um terreno no Arraiai, com 120 palmos de fren
e 140 de fundo, com uma boa cacimba : no ca
da Companhia Pernambucana n. 26.
Vendem
Wilson, Rowe & C.
Em seu armazem a rua do Trapiche n. 14, o ;
guinte:
AlgodSo azul americano.
Fio de vela.
Carvao de pedra de todas as qualidades.
Tudo muito barato.
Engenlios em Mamam-
guape.
Vende-se os seguinte*:
Barra,
Preguica,
e Patriclo.
A tratar com seus proprietaries nesta ci.lade
e para informacoes com Joaquim Pinto de Mei-
rellet Filbo na mesma cidade de M.^mangoap*
_____________ Tasso Irmios C.
Wilson Howe & C vendem uo seu armaii-a
rua da Commcrcio n. 14 :
verdadeiro panno de algodao azul americuto
Excellente fio de vela.
Cognac de 1* qualidade
Vinho de Bordeaux.
Carvao de Pedra de todas as qualidariea.
Quem e o vigilante da eco-
noniia ?
YENDE-SE
uma casa na villa de Barreiros, na rua do Com-
tercio, por preco modico: a tratar com Taste
IrmaS 4 C
E' com as noivas
E 011ARA1MR0!
A' rua 1. de Marc,o n. 1.
Grande sortimento decasemiras e escuras clara
fazenda superior a 3/500 o covado; udos quereci
' 35000.
^ Brins para calca de cores e pardo a 2%, 10','
300 rs. o covado. So aqui por etB IV Ch'tas em grande 'juantidade aSiO c i3 rs.
covado
Metins a 240 e 280 rs Superior.
Percales a 310 rs. 0 covaJo. So aqui no ta-
A NOVA ESPEBANCA, rua Duque de Caxias n. rateiro.
63, aeaba de receber boas meias de seda proprias j Baptistas matisaJas com barra a 300 e Mfrt*
para noivas, e os apreciaveis ramos de larangeira .0 covado.
Alcassianas, fazenda il-i phaotasia com ImWI
desenhos a 4dO rs. I
Crt.nes escnns a 300 e 320 rs.
I Lazinhas eseocezas a 180 rs. o covado. S.Qieo-
te para ?c bar.
i MadapolCes para tc dos 03 prec<-
-edas d* r^ns, verde, encaruada e d:- o&Uaa
cores z U000, U210 c 13500.
("hales de casemira com lislr;.s e Zi'SM 1 '.; .
6 barato? e I
Bramante de linho a 1*100 rs. a Ml em dais
laTguras 1
Botinas para senhora, a \$ .
Confronte ao arco ie Saato Antonio, 1 ja de
Agostinho Ferreira da Siiva Lt,I & C.
Engenho Segredo
Vende-se 0 engenho Segredo, distando apenr-
cma legoa da estacSo dc Ribeirio, moente e cau
rente, bem obrado, e com terrenos muito fercta
qne safrejava mais do 2,500 paes: a tratar na rua
do Eneantamf-nto n. 5.
Grande liquid c,ao de cha-
rutos
do fabricante Gustavo Alberto Schnorbusck, -da
Babia, das seguintes marcas: ',
Arislocratas.
Riachuellos.
Perola9.
Jok Club.
Conchas.
Perfeicao.
Principe Bismaiks.
Trabucos.
Golondrinos.
1 Vendem-se na ma do Marquez de Olinda n. 18,
armazem.
Loja de lazesdas
DC
(iuilhcrmc i C.
Casa e (errenos baralos no Sal-
0 antigo barateiro rontinua a wsder por re r 1
(do que ouiro qualquer, com a ffauqu za e sm-
| ceridade ja conhecida.
, Las de cures a 2C0 e 240 rs. 0 covado.
Las pretas superior, a 360 rs. 0 tuvado
La e seda, fazenda de 1*400 per TQOrs.
vado.
Antonio Jose Rodrigues de Souza, na thesoura- Chitas de cores a 210 e 2S0 rs 0 c.-va
ria das loterias a rua do Crespo n. 6, vende sua j Metics de cores a 280 rs. 0 covado.
casa de taipa e terrenos de seus sitios no Ingar j Crelones de padroes Indus e moderno* a >>
do Salgadinho .' a tratar somente com n mesmo
E' barato
Trancas de cabello
humano, natural, com um n etro de comprimenlo
a IS* cada uma : so na rua da Imperatriz n. 8
casv de Odilon Duarte IrmSo.
HI
EM
liquidacao
a-49(00.
abert89, para vesti-
E para acabar
\a rua do Queiautdo n. 43
Junto a*, loja da Magnolia.
' pc'ckiiicka !
Cortes de organdis de listras, proprios para ves-
tidos, a 2*.
Pecas de cambraia transparente, fina, a 3*.
Dita de dita tapada a 3* e 3*500.
Grande sortimento de lazinhas padroes modernos |
a 200 rs. 0 covado.
Me tins de coies a 280 rs. 0 covado.
Chitas de cores a 240 e 280 rs. 0 covado.
Madapolao com toque a 3*500 e 4* a peca.
Dito francez fino, com 20 varas, a 5* a peca.
Brim pardo trancado a 320 e 400 rs. 0 covado.
I Brim de linho alcochoado fino a 2*300 a vara.
La com listras de seda a 400 rs. 0 covado.
Cliegucin ao barateiro da rua
do Queiniado u. -43.
440 rs. o covado
Baptistas de liodos padroes a 400 rs 0 t
Cambraia* de core- miudas e grauda* a :80
covado.
Ditas pretas com flures a 200 rs. 0 Cuv.ido.
Cambraias branc.f, bo-dad^s ^ abet Us, fr :'-
mais fina que tem vindo ao mercad<>, 6 I
de 2*000 0 t-eiro, por 1*000 a vara ,
chinch*.
Cambraia transparente. fir.a, a M a Rtf*.
Dita Victoria, lina, a 3*9DU a p-j..a.
Algodao trancado, alvo, a 410 r. a vara.
Brim branco delinho a 1*400 a vara.
Ditos de cores de linho Ah a 500 r>. 0 Mva4>
Madapolao francez verdadeiro, 24 jarda?, 6J
7* a pe;a.
Algodao T, largo e superior, a 5* a per,*
Gorgorao preto de seda para vestido e para t
a 3* 0 cevado
Toalr.as grandes a 4*500 a Juzia.
Colchas grande* a 3* uma.
Lencoes de bramante a H urr.
Cobertas de ganga, forradas, a 2* 3*.
Lencos de linho, r-banhados e em eaizlahM a
3*500 a duzia.
Ditos de cores a 3*500 a duzia.
E outros muitos artigos por precos biratis
So na rua do Crespo n. 20, loja das 3 portas. Dar
se amostras.
branca com bonitos
cc'ir, com figurino a
dos, corte a 83>000.
Cortes de cambraia
enfeites bordados, de
65000.
Peijas de madapolao com pequeno toque
de avaria a 40500.
Ditas de algodaosinho muito encorpado,
com leve toque de avaria a 40500.
Madapolao enfestado com 12 jardas em
perfeito estado 30000.
Pecas de madapolao com 20 jardas a
405OO.
Brim1 pardo para roupa de homem e me-
ninos, covado -a-.400 rs.
Cobertas 1 dacbita para cama a 20500e
30000.
Bramante de linbo com 10 palmos de
lagura, vara a 206CO.
Atoalhado com S palmos do largura, vdra
a 10aO.
Espartilhos brancos e de cores a 40 e
50000,
Cortes de casimira a 40 e 50000.
' Attendam a ETova Espe-
ranca
a rua Duque de Caxias n. 63, que alem do bom
sortimento qua ja linha de artigos de moda e
phantasia, acaba de receber mais 0 seguinte :
Verdadeiro oleopbane-para a barba.
Brilhantina para oe cabelloi.
1 Boas navalbas de puro ago.
Finissimaa tesouras para unbas e costora.
Laroparinas economlcas.
Estojos para tratamento das unhas.
Abridores ds luvas, osi ft madeira.
Lindos medalhoea de madreperola com caco-
leta.
Bons pentes de tartaruga para regaco.
Suspensorlr/s de seda, algodao, para calca de
homens e meninos.
Commodas ligas lisas de seda para meiai.
Toucas de crochet para crian?as.
Bolsas para viajar-se.
Finas espoDjas para banhos.
Chocolate brasileiro
FAarUCAUO N0,SUR4l?H.l0 J
Fior de chocolate.
Chocolate de baunilha.
Dito de canella.
Dito comrnum, fiao. '
Dito hemeopatbico.
Dito de araruta.
Dito de musgo, '
Dito de ferro.
Chocola te-vermifugo.
Vandem pelo preco da fabrica, Jose Tavares
Carreiro iC,S rua Direitan. li^___________
POJUR
Veade-se pes.de sapotas de optima qualidade
na rua do Hospicro n. 73.
E' BOM SARER-SE
One a NOVA ESPEBANCA, a rua Duque de
Caxias n. 63, bem conhecida pela superioridade de
seus artigos de moda e phantasia, acaba de reco-
ver diversas encoromendas de mer adorias de sua
reparticao, que pela eleganci 1 bem mostra aptidao
e bom go:to de seus antigos correspondentes da
Europa, e por esta ra?ao a NOVA ESPEBANCA,
a rua Duque de Caxias n. 63, convida a sua boa
e constante freguezia e com espeeialidade ao sexo
amavel, a visitarem-na, afim de apreciarem ate
onde toea 0 primor d'arte.
A NOVA ESPEBANCA nao quer entrar no nu-
mero dos massantes (verdadeiros azucrins) com
extensos annuncios e nem pretende descrever a
immensidade de onjectos que tem expostos a ven-
da, 0 qaeseria quasi impossivel, mas limitar-se-ha
a meneionar alguns daquelles de mais alta novidade
e toma.a liberdade de aconselhar ao bello sexo,
que a visitem constantemente, para depois que
comprarem em outra qualquer parte nSo se arre-
penderem, a vista do bom e escolhido sortimento
qne ha em dito eetabelecimento, esta razad tam-
bem demonstra que qualquer senhora do bom torn,
nao podera completar a elegancia de seu toilet
semquedeumpasseioa NOVA ESPERANgA, a
rua Duque de Caxias n. 63, a qual acaba de rece-
ber os seguintes artigos de luxo e inteira novida-
de : 1
Modernas settas para pnender os cabellos
Primorosos leques de phantasia.
Bonitas sahidas de bailes para senhoras e meni-
nas.
Interessantes gravatas para senhoras.
Elegantes facbas de touquim.
Bons aderecos de madreperola.
Deiicados aderecos pretos de pufalo e borracha
(gosto novo).
YENDE-SE
a armacio com caixilhos, inverni=adv da k< s
rua Direita n. 83, par meUde de um valor : a fai-
larnas Cinco Pontas n. 31.
Quadtilhas.
A' rua do Barao
dro Emilio Roberto,
drilhas para piano,
da Victoria n 17. loja d,.- Pe-
estio a venda Ire* !-i;davqua-
a 1*000 cada exemplar.
Mo f altarao flores
A NOVA ESPEBANCA tem em seu jardim as
mais vicosas e lindas flores, desde 0 mais singelo
botao de rosa ate 0 mais elegante ramo de flor de
larangeira.
Velas de cera
A acreditada fabriea de velas de cera -a ma do
Bom JesHs, outr'ora da Cruz n. 60, para commo-
didade de seus freguezes, acaba de abrir uma
outra na rua do Barao da Victoria n. 63, aonde
achario mn completo sortimento de todos os ob-
jectos tendentes a esta arle, tudo do melhor gosto
e qualidade. e.-pov preooa. commodoa.__________
E bonito
As almofadas bordadas de la matisadas que re-
cebeu a Nova Esperanca, a rua Duque de
Caxias n. 63.
Attencao
Vende se um rico carro (Lendu) de puseio com
todas as suas pertentas, eatando tudo em perfeito
estado, por ter sido usado poucas vezes : quem 0
pretender comprar, dirija-se a rua do Torres a
12, 1. andra, escriptorie.___________________
Vende-se ou aluga-se umaa canoas de car-
reira : a tratar com Antonio do Rego Medeiros,
a rua da Aurora n. 63.
A. loja das 6 portas
Continda a ter um completo sortie *-.no d>: fa-
zendas, que pela qua idade e preco paucj irap.v
sivel, 1i :n completo sortimento de chita, para 140,
280, 300 e 320 rs. o covado, granaaina; de listra a
200 rs. o covado, ditas com li'trss e pabniofca* a
240 rs. o covado, chila paracoberla a 2i0 rj. o
cevado, chapeos de sol de ?eda com dm-, uaa-
coes a 8*000, ditos de seJa para eabapa, h aia
muito fina, da 12*000 por 7*000, babadicbr.; e ea-
tre-meios bordados, com diversas cores a 400 r?. a
peca, redes de lio macahiba muito pr. pri nara
sitio, pelo diminuto prego de 3*OCO, cambraias de
cores miudinhas a 240 rs. o covado ; na h ja I
portas em frente do Livramento.
Espelhos.
Amaral, Nabuco & C, vendem espelros
quadrados e redondos, proprios para aato,
tos e toillete, toucadores de columna e com
com moldura donrada, de jacarandi
nr Bazar Victoria, a rua do Barao
n. 2.
e de ii.
da Vic
AON. 9
No progresso do pateo do Carmo, vende-sv.
manteiga flor a 1*200 a libra. franrfa a 800 n.
a libra, bem como tem um comr>leto suriimento
de molbados, para qualquer cbefe de f-.iU.Iia fa-
zer sua despensa que encontrara prec mais com-
modo do que em outra qualquer parte. _______
Sedinhas a 1^500 o covt,do.
Venham antes que se acabem: na I ja do Fas.--
a oa 1.' de Marco n. 7 A. ________________
Aos cigarreiros
A NOVA ESPERANgA vende papel de liaho
proprio para cigarros, de diversas larguras.
Manuaes para missas
de muitas qualidades e precos, recebeu-os a NOVA
ESPERANGA, a roa Duque de Caxias n 63.
Escravo.
Vende-se um mulato de 40 annos de idade, tem
boa conducia, 6 carroceiro e apto para quaiqaer
servico : arm do Upspicio n. 81._____________
Attencao
Sem reserva de preco vende-se a taverna da
rua Direita n. 45, tambem se vende sd a arnufao,
que se presta para qualquer ramo dc negocio, e o
motive da venda 6 por sea dono retirar se para
fora da provincia : trata-se na me?rna.
Vendt-so uma parte do sitio Paripe, silo a
Ilba de Itatnaraca : quem pretender, dirija se a
rua larga doTtosario n.80, taverna._________
Tem porto de embarque.
Vende-se a propriedade denominada Barrei-
rinua com terras sufficioites para, engetfco.
tem boas varzeas e tres maitts, -dietante da cidade
11[S iegua, pelo preco de 12:000*" : a tratar eat
Goyanaa, com Umbelioo Francisco AlbuqaenpM
Maranba. ____________________ __
Vende-se uma bonita escrava, eria d* casa,
com habilidades, de 18 annos de idade, parafor a
da terra ou engenho : quem pretender, dirija-sa.
a rua da Imperatriz n. 6, loja de tonfa.
-

.

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i


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3iario de Pemambuoo Sexta feira 31 de Julho de 1874.

ASSEMBLE* GEBAL
SENADO.
OISCURSO PRONU.SCIADO NO OLTIMO DIA DA
MSCUSSAO DA RESl'OSTA A ULLA DO
THRONO.
(ConclusSo).
( Ua urn aparte.)
0 raeu nobre collega dii em aparte quo a
lei pune os ladroes, mas see pune os que
sao evcommungantes: assim e, salvo oc*se
de dssobediencia no levantamouto do inter-
dict'* por ordein do governo, em caso do
violriicja.
E com tudo, taes embaragos Teem ao in-
dividuo com algumas excommuuhoes, e i
paz public,!, que bem merecia pena severa
o bispo excommungador.
0 mal queo Udrio causa e liraitado, e
coioo a pena deve estar na razao do mal
causcdo, a do exc mimungante precisa mui-
Uu vr-iesser maior.
BiiU altendcr d anarchia qua reina por
por causa des baptisados, casamentos, en-
terramentos prohibidos, erabaragados ou de-
morados aos (ieis...
0 Sr. Figueira de Mello :Ficis deno-
te especie.
0 Sr. Visconde de Souza Franco :Eu
digo fieis coraprehendend j mesmo os que
segu^ra a V. Exc.
Tultez em pouco tempo nem esses po3-
sera assistir aos sacrificioa divinos, fechadas
as igrcjas e nio se prostanJo os sacerdotes
a exercer o seu ministorio ato em procissoes
oflici es, como a de Corpos Chrisli, a que
os h:>pos e sace:dotes sao obrigados, como
fa!>ceiaarios publicos, a acompanhar...
OSr. Figueira de Mello : Rio sSo func-
cion a ios publicos.
0 Sk. Visconde de Souza Franco:...
e & quo nao quizeram agora assisstir no
ParS.
E const Dottrel, esses bomens predesti-
:nado.: que fnllam em nomo de Deus e do
papa infallivel, o deverhm sempre acertar
i& ta! fjsse, nao guardam coherc-ncia e di-
vergem todos entre si.
0 bispo do Rio de Janeiro consentio em
qua sabisse a procissSo de Corpos Christ i
aqui na cOrte e todos ps sacerdotes o acom-
panhttram de mistura com macons. Por
ordem do bispo do Para", impedio-se alii a
sahida da mesma procissSo o nenhum sacer-
dot tftve lieenga para assistir a ells.
0 Sr Figueira de Mello : No que fize-
ram cnito bem, porque elks nao sao em-
pregados publicos.
0 Sr. Visconde de Souza Franco :
Quern fez niuito bem: o bispo do Rio de
Janeiro, que consentio, ou o do Para", que
prohibio a sshida da procissSo ?
0 Sr. Figueira de Mello da urn aparte.
0 Sr. Silveira da Motta:Os senho-
res esiSo compromettendo essa boa causa
da liburdade da igreja com semelhftnte dou-
trina.'
OSr. Visconde de Souza Franco:
0 jiobre senador pelo Ceara diz em parte
quo oonfome as eircurastancias. Pois os
bispo1* drlectos de.Deus empregam tam-
l>em a bulla das circumstancias e nao tam-
iem os das conveniencias ? dos interesses
mundsnos? da soberba do orgulbo eda vin
'aneA ?
A 1'berdade so elles a querera para si.
0 Ml. Fef.nandes da Cunuv :Mas e que
essa liberdade na doutrioa romana e a su-
preraacia da igreja, easervidio do Es-
tsdo.
0 Sr. Silveira I.obo : Qual suprem?cia!
ende vio isto?
0 ^r. Visconde de Souza Franco :Es-
il conhecida e conlessada; nio ba lei que
Ts'.ha contra a vontadc da igreja ; nao ha
direito constitutional que deva ser obede-
supreraacia do sacerdocio sobre o Estado. como teem sempre feito os verdadeiros libe-
raes. (Apoiados). E' trabalbo que se pdde
alliar bem com o combata contra as ideas
Onde estd a lei divina, que sujeita as nacflas
ao pina, o estado a* igreja?
0 Sr. Figueira de Mello:Estd do ultramontanas, ideas ainda muito mais re-
evangelbo. ensinada pela igreja por 18 se- trogradas do que aquellas contra as quaes
culos. 'temos estado empenhados em Iota incos-
0 Sr. Presidente:Attengio. ,sante.
0 Sr. Visconde de Souza Franco :E 0 gorerno tbeocratico, o peior de todos
com tuio nesscs IS seculos, ao comerarem, os despotismos conbecidos, sd impera sobre
os bispos e depois os papas foram subditos os povos mais ignorantes e barbaros, unicos
dos reis: s6 aas epochas do ignorancia do- que podem ser illudidos a pretexto dessas
minaram por algum tempo; depois, sem- leis divinas, de que falla o bispo do Pard, e
pre lutando e tencidos tiveram provas de que transmittidas por orgSos inGeis, nos le-
que Deus nao protege sua ambicSo. Qual variam ao barbarisme. A na^ao brasileira,
e a lei divina? Ado bispo do l'ari ou a tendo adoptado sua constitui$io e promul-
do bispo do Rio de Janeiro? gado suas leis, a ellas obedecerd interpreta-
0 primeiro excommunga os macons, e das pelos poderes curapetentes a executadas
fecha as igrejas e se proclama martyr da pelos tribunaes. A interpreta^So jesuitica
fe*; o outro, agarrado a bulla das circums- com que a igreja pretende dominar o esta-
tancias, escapa-sa para longe do arsenal de -do, e nosso deter esforcarrnos para que nSo
marinba e da Tortaleza de S. JoSo. E' por prevaleja.
que sabe melhor do que nds todos que so o 0 Sr. Chichorro e outros Srs. Senado-
que estd escripto nos Evangelbos foi ordena- res : Muito bem, muito bem.
do por Deus e que Jesus Cbristo ensinou' (0 orador foi cumprimentado por alguns
muito expressamente que o s>u reino nio 6 Srs. sebadores).
deste mundoque os homem se governem
cido, a igreja sjbrotudo: nacoes e reis,
lodos se de\em curvar aos papas, aos bis-
pos, proclama o do Pard.
0 Sr. Figueira de Mello : Se o con-
tra a iei divina, nao devem ser obedeci-
dos.
0 Sr. Visconde de Sou/.a Franco:
0 nouro senador repcte a proclamagao da
FOLHETIM
i
por
..loilo Candido.
(Continuagao do Jn. 171.)
XXIII
A BORDO.
Havia urn raez seguramente que um mo-
tivo imperioso me fazia seguir para a Cdrte.
No dia 1 > de dezembro, de bagagem
prompt a, dirigi-me para bordo, levando
eitremas saudaies da familia e Raphael.
Era a primeira vez que me apartava de
tantos elites queridos, e nao se pode iraa-
ginar em que vasto mundo do solidSo e tris-
teza ciio a minha alma, aodar o vMtao
a J.'ii- d terra natal.
Qnando cheguei para tomar o bote, tive
despjns de voltar.
Mas como a minha viagem fosse indis-
pi.nsavel, entrei para o saveiro e segui.
Era de tarde.
Depois de Gear so, sem a companhia d'a-
quelles que se dignaram acompanhar-me,
fui para o camarote que me tocava.
Era pore"m sd meu rorpo que estava alii.
Como o scl que havia baixado a outros
mundos, meu espirito tinha partido para os
ninhos de suas meigas affeigoos.
Nonca experimentei um bater de cora-
jio tao variado e triste. Parecia-me estar
incoiiimunicavel.
Mas depressa um compaaheiro de apo-
scnto perturbou-me na expansSo da nos-
talgia precoce que ia-me dominaado.
Era 'uilherme de Alencastro.
NSo ei o que me suavisou as penas do
coragao.
A!--.--ia cousa vinha-me fallar das grttas
piirngois quo eu acabava de deixar.
Quern teca estado distante dos sous e
n:eseas occasides encontra alguem que traz-
lbe dices lembranijas, diga o quo foi que
pude sentir com a presenca de Guilherme.
0 prnscripto. ou o viajante ama tudo
que e de ma' patria, ate* mesmo aquillo que
niio mi'rece ser amado.
Guilherme de Alencastro, ainda que nao
ti"ess<) comigo relagdes de amizade, havia es-
tado c": raialia companhia por algumas ve-
xes, e isto tuaha dado lugar ao nosso co-
nliecircento.
a obedegam aos poderes da terra ; que
quando nio forem ouvidosem alguma ciJa-
de, sacudam as sandaliase se retirem sem
violentar ninguem.
Senhores, nSo fallemos mais em masons ;
foi um pretexto de que se langou mSo para
lutar com as autoridades do paiz.
0 Sr. Vieira da Silva :Atraz da ma-,
conaria e o estado que elles aggridem.
0 Sr. Visconde de Souza Franco :E' o
estado que atacara e, para ter pretexto, ata-
caram a maconaria. Quereriara quo o esta-
do lhe entregasse estes subditos para os per-
seguirem, queimarem? Os chamados ma-
cons nao foram os aggressores, foram osag-
gredidos, e demais tratava-se de templos que
ediScaram elles ou o estado, de alfaias,
propriedade, fundos pensionarios de que
na'.i seria justiga que fosscm esbulbados ;
quera e o senhor desses templos (fallo dos
quo nSo pertencem ao estado e ds provin-
cias) senSo catholicos e masons, ou catholi-
cos magons ? Quem os edificou ? quem lhes
forno^e as alfaias ?
0 Sr. Figueira de Mello : Os catholi-
cos-apostolicos-romanos.
0 Sr. Fernandes da Cunha :Veja-se os
orgamentos do estado e das provincias.
0 Sr. Silveira da Motta :Ate com o
dinheiro dos cidadaos brasileiros que sao
prolestantes.
0 Sr. Viscondr de Souza Franco :
Eu pretendia accrescentar algumas palavras
a resp-.'ito do que disse o honrado senador :
0 vicio tern vindo do pilotismo ou da pi-
lotagem liberal. SSo os chefes do parti-
do osculpados da divergencia na opiniSode
um, tambeit chefe.
Beixo por hojo esta questao ; ha de vir
tempo do mostrar quaes foram aquollos que,
em lugar de se servirem dos eldmentos libe-
raes para fazerem preponderar as ide"as do
partido, promoveram eleme/itos estranhos,
para que, formado novo partido, partido
pessoal seu, se conservassem no podec. *
Nao apoiados, porem, pelos conservado-
r& do|boa fe, c abandonados pelos especu-
ladores, a que todo o governo serve, logo
que o poder lbe escapou das maos, acolhe-
ram-se de novo ao gromio que os acolheu,
como o filho prodigo dissipador da fortuna
da familia. Agora que nova crise se mani-
festa com a questSo religiosa, o Brasil vai
observando a que novos elomentos estra-
nhos recorrem, e que,; adoptando as ide"as
mais retrogradas, mais om antagonismo
com as liberaes, as ide"as ultramontanas,
preferem a um partido liberal em suas
crengas outro multicor, que nada bom pddo
crear.
Eu penso que antes de tudo d dever dos
liberaes sustentar a constituigSo e as leis
contra os manejos e contra os ataques dos
ultramontanos.
0 Sr. Figueira de Mello : E a nossa
razSo onde Gca ?
0 Sr. Visconde de Souza Franco:
Em primeiro lugar executa a constituicao e
as leis de sua escolba, continuando no en-
tretanto a promover as reforraas precisas,
CAMARA DOS DEPUTADOS.
DISCUSSAO DA REFORMA ELEITORAL.
O Sr. J. de lleucar (signaes
Da primeira vez que estivemos juntos,
Raphael apresentou-me a elle como seu es-
pecial amigo, e elle a mim como um raoco
poeta e illustre.
Apertando a mao de Guilherme, pergun-
tei-lhe :
Vai para a Cdrte ? Nio sabe que
prazer me dd a sua companhia.
Mas infelizmente Guilherme nSo tinha por-
dido a mania de ser triste por affectagao,
descrente por um pedantismo sem nome.v
Mais que nunca Guilherme tinha sulcos
pelo rosto, cavados pelas consequents de
uma vida dissoluta.
Passavava insomnias de muito bom pro-
posito, com as simples vistas de hear mais
pallido do que ja* era.
Respocdendo-me, proferio :
Obrigado. Mas sinto que nao lhe
darei esse prazer.
Fiquei admirado.
Porque I
Ah Iexclatnou elleMinha alma e
gelo s6 I
0 que tinha, ainda quando fosse isso
verdade ? Eu o aprecio sempre.
- Repito-ihe o agradecimento. Que
distracQSo porem podo offerecer quem tern
apenas nos labios o riso lugubre da des-
cren$a ?
Embora. As suas impressdes de poe-
ta nada tern que ver com a sympathia que
a sua pessoa inspira. Diga-me : vai passar
as ferias com seu pai ; nio vai ?
NSo.. Vou para nio mais voltar. A
sua terra, ainda que bella, foi pessima para
mim.
Porque teve muitos amores, nio ?
Dizem que o amor faz soffrer tanto I..
Ah Iexclamou elle escarnecendo
Oamor?... Nio 1 Eu tive adesventura
de nio sentir nunca o meu coracAo emba-
lado por esse nome. Meu scepticismo pa-
rece que vem do bergo.
Permitta dizer-lhe que nio creio...
Nio cr6 ?
Bio l
E desprendi um sorriso.
Pois nSo creia. Mas juro-lhe em como
fallo a verdade.
Essas palavras jd foram ditas com a in-
solencia que caracterisava bem o rapaz.
Nio obstante proferi :
Nio sei. Mas tio mo$o !
Por isto ? Por esta razao ? Ora I
E como se explica a vida e mais a morte
de tanta cabeca de maneebo corpada pelas
estrellas do genio...
Eu terni que o homem fizesse-me endou-
de
attengio) :A condemn agio do adiamento
foi lavrada pelo discurso que hontem pro-
feri o nesta casa seu illustrado autor.
Em verdade, senhores, se a reforma elei-
toral e essa questio de tanto momento que
nos intima o terrivel dilemmareforma ou
revoluQ&o, como depois desse agouro,
deixar a nagio d borda do abysmo cavado
pela imaginagSo dos apologistas da eleicSo
directa ? (Muitos apoiados).
NSo vejo na situaQio essa physionomia
assustadora ; se alguma cousa me pudesse
aterrar neste momento, nio era por certo a
estabilidade de nossas institaigoes, a pru-
dencia e a circumspeccjio om reforma-las ;
e, sim, a iuvasio do espirito innovador e as
suas impacieucias. (Muito bem).
Emquanto estivermos i sombra protectora
da constituigio, a nagio brasileira < sobe-
rana ; e nio tern necessidade de recorrer d
ultima ratio dos povos subjugados pela ty-
rannia. (Muitos apoiados).
Nio creio, senhores, nesse vaticinio si-
nistro ; se alguma revolugio nos amear.asse,
seria aquella quo nos estd espreitaudo Id
dessas paragens lobregas e desconhecidas
para onde querem arrastar o paiz, como ou-
tr'ora arrastaram a Franga ao som festivo
desse bymno doutrinario, que aqui entoam
os apologistas do censo. n
0 Sr. Martinho Campos dd um aparte.
0 Sr. J. de Alencar :Nio e o nobre
presidente do conselho, quem sustenta,
como o Sr. Guizot, a eleigio censitaria ; mas
os nobres'^deputados; >' o partido liberal,
que desta maneira deserta das suas ideas
(raclamacpes do lado liberal) ; e uma fr'ac-
gao do partido conservador, que se atraza do
seu partido pelo menos meio seculo. (Re-
el a ma goes e apoiados).
|iao, senhores ; nio se regenera um paiz,
despqjando-se das liberdades por elle con-
quistadas na sua independencia. (Muitos
apoiados ; contestacoes).
Ninguem dird, nSo 6" possivel affirmar que
seja mais liberal a eleicio directa censitaria
do que a eleigao indirecta com o suffragk)
universal.
0 Sr. Martinho Campos :Onde estd o
suffragio universal no Brasil ?
(Ha outros apartes.) >
0 Sn. J. de Alencar : Nio posso res-
ponder a todos os apartes que me assaltam
de um e outro lado ao mesmo tempo. Mais
tarde raostrarei ao nobre deputado por Mi-
nas onde estd o suffragio universal no
Brasil.
0 Sr. Martinho Campos:Estd na po-
licia.
0 Sr. J. de Alencar :Quem ousard di-
rer quo e mais liberal a eleigao censitaria,
como existio era Franga depois de 1830, do
que a eleigio do presidente dos Estados-
Unidos. (Muitos apoiados). Quem ousard
afJQrma-lo? Somente aquelles que preten-
dera arrancar-nos de um regimen do suffra-
gio universal a um regimen consitario, se-
meloante ao da Franga. (Muitos apoiados;
con testagoe*;.
E sio esses os liberaes I Sao esses os que
se ufanam de dar expansio ao elemento de-
mocratico no Brasil f (Contestagdes do lado
liberal).
. Senhores, um povo livre podo em um
momento de illusio deixar que o esbulbem
das liberdades conquistadas ; mas, quando
elle reconhecer o estado de bumilhagio a
que o abateram, a sua colera ha de ser ter-
rivel e justa.
Vozes :E' o que quereinos evitar.
0 Sr. J. de Alencar :Estranha aberra-
cio daquel.es que niose cangam de mostrar
os incenvenientes do nosso regimen eleitoral
e a urgencia de uma reforma, quando sio
os primeiros que p6om tropegos a entraves
& sua livre e plena discussio I (Muitos
apoiados).
Se tendes, como afQrmais. a maioria do
paiz; se a opiniio e" por vds, se vossa idea
jd triumphou, porque esse receio de ouvira
decisio do parlamento e desta camara, que
6" o orgSo mais legitimo, o orgSo immedia-
to do paiz? (Muitos apoiados e apartes).
Senhores, desde o comego desta discussSo
e mesmo antes della, ouve-se frequenteraen-
te aos oradores que se levantam para susten-
tar a eleigSo directa censitaria, fallar da na-
gSo brasileira. 0 que entendem esses ora-
dores por nagSo brasileira? Que nagio
brasileira e" esta para quem appellam, a
quem invocam, ea cuja sombra collocam a
sua reforma ?
Vou dizer ao paiz e a esta augusta cama-
ra que nagio brasileira e" essa dos partida-
rios do censo.
NSo temos ainda esta^isticas exactas, so-
bre as quaes se possa basear um ealculo so-
guro; mas podemos, ajudado pelas proba-
bilidades, conhecer aproximadamente o re-
sultado que daria a reforma projectada pela
opposigSo.
Senhores, quem nio conhece a Franga de
1830? A sua civilisagio nio soffre cou-
fronto com a n >ssa actual civilisagio, ainda
mesmo nas capiiaes, quanto mais no inte-
rior : paiz cuja extensio nio excede d de
uma das medianas provincias do Brasil, com
uma populagSo jd entSo muito densa e
ins'.ruida, cortada de vias de communica-
gSo, com meios de facil transporte, com a
propriedade rural muito dividida, e fiual-
mente um systems de contribuigao muito
mais vasto que o nosso, abrangendo na sua
teia numero relativamente muito superior
de contribuintes. Accresce que a Franga
nao tinha, e nio teom em geral os paizes
europeus, tSo grande populagSo estrangeira
e adventicia como existe nos paizes novos,
sobretudo em alguns paizes do continente
americano, entre, principalmente, os Esta-
dos-Unidos e o Brasil.
tos existem no circulo pelo qual fui eleito,
disse S. Exc. que podia em lugar de 38,000
fallai- de 380,000, porquo a minha eleigio
foi feita a bico de penna.
Sr. presidente, nds nao estamos aqui re-
presontando uma farga diante do paiz ; vi-
vemosemum regimen constitucional repre
sentalivo e quando tenhamos de accusar os
defeitos e vicios das leis, e preciso faze-lo de
modo que o principio da autoridade, que o
symbolo de nossas instituigSes nio sejam
aniquilados.
NSo, nio estamos representando uma far-
ga. Com o mesmo direito com que o no-
bre deputado diz que estou aqui por uma
eleigSo feita a bico de ponna, podia eu re-
torquir, como alguem jd o fez, que tambem
S. Exc. estd aqui por uma eleigio feita d
ponta de espadf.
0 Sr. Silveira Martins :Contra o go-
verno e nio pela policia.
0 Sr'. Pereira da Silva :0 que e ver-
dade & que o paiz pela lei actual nio e re-
presentado na camara.
(Ha' outros apartes).
(0 Sr. presidente reclama attencio).
0 Sr. J. de Alencar :PerdSo, senho-
res, nio contesto, nem seria possivel con-
0 Sr. Martinho Campos:Nio ha no
parlamento niaguera debil.
0 Sr. J. .%t ALEW.AR !-Sr. presideou.
hontem seoti realaiente ver am espirito il>
lustrado como e do nobre deputado, e de
um liberaKsmo siacero...
0 Sr. Martimo Cawos :Apoiado.
0 Sr. J. ok Alencar:... revolver-*
n'um leito de Pirocusto; por mais esforgoa
que fizesse S. Exc. nio podia caber na bito-
la estreita do censo.
A mythologia represent* Atlas con 0 mun-
do ds costas, o nobre deputado fez antes
como Gulliver com o rei de Lilliputo; poz
a nagio na palma da ruio e orileaou-lhe
que decretasse uma constituigao. Eis o regi-
men politico do nobre deputado, como a sen
tempo mostrarei.
Uma das primeiras proposigoes que mere-
ceram censura do nobre deputado, foi a
que aqui eraitti acerca da iniciativa minis
terial.
S. Exc. comprehendeu que on nio havia
negado por modo algum a iniciativa parla-
inentar que nos cabo a cada um de nos
como membros desta casa, o que deixei bem
explicito em meu discurso.
A minha intengio, quando sustentei
testar a qualquer representante desta casa o aqueUa opiniJo tomanii0 parte na questio
direito, ao qaal corresponde o dever de ac-
cusar os defeitos das leis e pedir seu reuie-
decer com uma dissertagio sobre genios, e
interrompi-o :
E' verdade. Mas...*
Mas ?...
Loucuras, raeu amigo.
E f-jgindo de conversar com Guilherme
sobre semelhante assumpto, preparei-rae
para nunca mais dar occasiio a elle descre-
ver a sua descrenga ultra-byronica.
De noite havia lua entio, posto que um
pouco escassa- ainda ; contemplando o ho-
risonte, ouvindo o plangente rugido das
aguas cortadas pelas rodas do navio, fui as-
sentar-me para um canto, onde podesse estar
sd.
Descortinando o oceano immenso, e sob
o peso de uma tristeza amarga, meu espi-
rito perdea-se no torvelinho dos pensamen-
tos que uns ap6s outros me chegavam.
" Mas no meio de tudo havia alguma cousa
de sublime entre meu ser combatido e as
scenas que os meus olhos testemunha-
vam.
Quera erra pelo mar n'esses momentos
observa encantos indisiveis.
As ondas fazem perguntas ; os ventos
proferem noraes queridos ; as estrellas fe*
rem a sua luz em nossa alma ; as sombras
nos cercam do mysterios, e o mar todo
parece a grande habitagio dos genios e das
fadas.
Rodeado das caprichosas ficgoes que a
minha imaginagao ousava crear, fui ate'
tarde.
Depois ouvi uma grande risada.
Levantei-me para distrair-me e dirigi-me
a saber o motivo d'aquella feliz alegria.
Era Guilherme no meio de cinco ou seis
estudantes.
Em tio pouco tempo, taes tinham sido
os seus desplantes, o mogo infeliz caira no
ridiculo.
Commoveu-me aquillo. 0 que outr'ora
me provocara tedio, agora me inspirava um
sentimento de compaixio. Tive pena de
ver aquelle mogo querer se aniquilar d'a-
quelle modo.
Dirigi-me a elle o pedi-lhe uma palavra.
Nio fui muito importo.no, interrom-
pendo-o?...pergunteilhe.
Niorespondeu-me. Eu estava ate
doudo por sair de junto d'aquelles tontos,
que me injuriam e desacatam, porque nio
sou eslupido como elles 1
On I pois elles I...
Sio uds idiotas, uns parvos I
Nio entendo...
Quizeram a forga de punhal me con-
Pois bem, a lei de 1831 deu d Franga
em condigoes analogas, guardando as pro-
porgoes ; erh circumstancias analogas as que
projectsm os.apologistas da eleigio directa ;
deu d Franga um eleitorado de 230,000 vo-
tantes.
Tinha a Franga nessa epoca 32 milhOes de
habitantes, o quadruplo da populagSo livre
do Brasil, que eu ealculo era 8 milhdas ;
por conseguinte a nagSo da que I'allam os
apologistas do censo, a nagio, cuja autori-
dade invocam, nio passa de um grupo de
56,000 Yotantes que reduzom mais de um
milhio de cidadios brasileiros'(1,097,698)
que hoje se acbam qualificados e-teem o di-
reito de voto.
Eis aqui a nagio com que sonham os re-
formistas e em nomo da qual podem a elei-
gSo directa censitaria. Essa nagSo nio pode
certamente soffrer confront! com a verda
deira nagao, consagrada pela constituigSo, e
de quera somos representantes).
(Cruzam-se muitos apartes, o Sr. presi-
dente reclama attengio).
Os apartes dos nobres deputados recor-
dara-me um trecbo do discurso do illustre
representante pelo Rio-Grande do Sul, autor
Jo requerimento. Referindo-se a uma pro-
posigao por mim emittida nesta casa, de que
eu representava 38,000 votantes, pois tan-
veneer de que a alma d immortal I Porquo
os refutei, riram-se como selvagens I
Mas, perdoe-rae, meu amigodisse-
lheeuPara quo foi so expor ? Depois,
para que mesmo inocula em seu espirito
de mogo, ideas que s6 servem para matar
a alma o deGnhar a vida ?
Que I proferio elle Pois acha-me
collocado n'uma condigio tio triste, que
deva crer em Deus, porque o sonhor ere" ?
Desde esta vez, a menos que nio fosse
mui ligeiramente, nao troquei mais pala-
vras com Guilherme.
Quando, de parte, escutava as questSes
bavidas entre elle e os estudantes, o que
fazia era rir-me a custa de mil disparates,
applandindo os galhofeiros.
Outras vezes, olhava para Guilherme com
verdadeiros olhos de pezar. Era quando
me lembrava deque tio bem esse coragio
podia mitigar os soffrimentos do raeu I
Para um memento de consolagio, ea ti-
nha obtido a amizade de um d'aquelles
raogos, com quem mo entretinha a conver-
sar sobre litteratura, philosophia, e muitas
vezes politica.
Mas um nio sei que de vago me deixaya
sempre a alma aspirando espraiar-se em ou-
tros seios.
A necessidade de apertar ao meu o peito
de Raphael e de minha familia era superior
d de fallar sobre Homero, Kant, ou Bis-
mark.
Assim chegamos d Bahia, terra gloriosa,
bergo de tantos e tSo sympathicos talentos.
No dia seguinte, quando estavamos pres-
tos a levantar a ancora, aproximou-se um
bote trazendo uma linda raoga.
Atracando, a formosa personagera ergueu-
se com promptidio, subio, e saudando as
pessoas que encontrou em sua passagem,
desceu a tomar con la de um camarote.
. Guilherme estava presente, em compa-
nhia dos estudantes e mais alguns passj-
geiros.
Conheces ? perguntou-lhe um dos
mogos, referindo-se i angelica Ggura que
tio breve havia apparecido, como depressa
se eclipsado.
Niorespondeu Guilherme E nem
me apraz conhecer.
E' porque nio sabes quem ella e
retcrquio o mogo.
Guilherme desprendeu um riso de mofa.
Garanto te 1 proseguio o estudante.
Quem 6 ?.. indagou Guilherme fa-
zendo um gesto de despreso.
Eloiza, a grande actriz I respondeu
0 mojo ufano ao proferir aquelle nome.
dio ; mas esse direito nio vai ao ponto de
mutuamente nos constituirmos juizes da le-
gitimidade do nosso raandato.
Respeito a eleigio do nobre deputado, nio
a discuto ; desde que S. Exc. entrou nesta
casa e prestou juramento, 6 para mim tao
legitimo representante como o que mais le-
gitimo se possa considerar.
0 Sr. Silveira Martins :0 f*cto nio
constitue direito, podia ser um usurpador
como outros que ahi estio.
(Ha outros apartes).
0 Sr. J. de Alencar :Sr. presidente, o
nobre deputado pela provincia do Rio-Gran-
de do Sul tirou da questSo eleitoral os fun-
damentos do seu requerimento, V. Exc. me
permittird que eu vd buscar ao discurso do
nobre deputado as razdos melhores que te-
nho para ma oppdr ao adiamento proposto
por S. Exc.
Agradego ao nobre deputado tor arredado
das nossas discussSes qualquer fermento de
paixSo ; intelligencias como a sua sio como
as aves altaneiras, que plainam nas regioes
elevadas do pensamento ; e nio se abatem
a esses ataques pequeninos que eu agora es-
tou soffrendo de seus co-religionarios, e que
sao, se S. Exc. me permitte, uma phrase de
folhetim, bicadas de tico-tico.
Depois das declaragoes de S. Exc, cum-
pro um dever retirando qualquer expressio
que tenha proferido ou que me possa esca-
par, e na qual se enchergue uma intengio
offensiva.
Acredito que S. Exc. nio fez argumento
da minha fraqueza pbysica ; quem maneja a
palavra como S. Exc. nio carece de fazer
alvo ao barro; mas como esse argumento
de fraqueza pbysica anda na raoda, e jd e
sestro de meus adversaries accusar-me pela
debilidade da minha organisagio, devo de-
clarar que, se nio e isso uma superioridade,
e pelo menos um estimulo.
Tenho neste corpo cachetico escripto o
que muitos nao veem em si o memento
homo, que nos lembra a todos "que somos
poeira. Desde q'ue me nio faltam as fergas
para cumprir o meu dever e desempenhar
a minha missSo neste mundo, agradego a
Deus tor me dado a carregar uma cruz me-
nos pesada.
Se eu tivesse uma organisagio robusta se-
ria um homem de acgSo ; a minha organisa-
gSo debil faz me um homem de idea. 0
paiz precisa do ambos: os primeiros diri-
gem o presente, os segundos preparam o
futuro.
0 Sr. Martinho Campos : A organisa-
gSo de V. Exc. nao tern nada de debil; es-
pirito mais vigoroso e robusto eu nSo co-
nheco. (Muitos apoiados).
0 Sr. J. de Alencar :Muito obrigado.
Por conseguinte nem a robustez 6 um bra-
sao, nem a debilidade e um defeito. (Apoia-
dos. )
Atriz?...perguntou um passageiro
admirado.
Sim 1 Pois nio a conhece ?! Uma
mulher tSo eminente, tSo victoriada atd nos
palcos da Europa I
E' bonita I
N$o e bonita so, 6 tambem amavel e
de familia mui distincta.
Oh I...
Bem pareceu-me uma senhora de Guo
trato I...
Esta-se vendo logo...
Excellente" 1
Vai para o Rio, e Id se deraorard ?
NSo sei. Mas 6 provavel.
Que boa acqnisigio I E' brasileira ?
E era breve tempo, sem faltar uma so
virgula, a biographia de Eloiza tinha sido
feita, entrando n'isso a descripgio de todas
as corflas, de todos os bouquets, de todos os
triumphos, que, como uma catadupa de
glorias, haviam derramado pela fronte
olympica da grandegactriz.
EntSo Guilherme surprendido, como se
nSo esperasse ouvir uma apologia tio invo-
javel, nio disse palavra, nio fez um s6 ges-
to de zombaria, desde que, como todos,
foi forgado a reconhecer que o vulto artis-
tico de Eloiza era realmente admiravel.
Logo que se offereceu occasiio de estar-
mos todos reunidos, e que tivemos o pra-
zer de cumprimentar aquella princeza da
scena, experimentamos tambem a satisfagSo
de ver Guilherme inspirado pela belleza de
Eloiza, que, como a dos grandes genios,
tinha mais de uma face brilhante.
Foi enfSo que uma apupada, embora
surda, desencadeiou se tremenda contra o
joven sceptico.
Era, depois do chd d noite, Eloiza reco-
lher-se ao seu avelludado beliche, e princi-
piar a tempestade de aggress5es contra
Guilherme.
Viva o redemido I gritava um pe-
gando nas duas pontas de um lengo e as er-
guendo em forma de bandeira.
Gloria ao anjo que elevou em suas
azas de ouro um filho da descrega dizia
outro.
Salve I tres vezessalve, oh Lazaro
do amor I
Hosanna, hosanna 1 brada tu pelos
mundosJnGnitos de tuas palmas, oh I rai-
nln do proscenio IMinha belleza e minha
gloria d'arte alevantaram do sepulchro
um cadaver de poeta I Hosanna, hosanna I
E, iguaes a estas, centenas de exclama-
goes burlescas foram feitas a Guilherme,
durante tres dias, nas occasioes em que
Eloiza so achava ausente.
de preferencia, ficou muito clara.
Quiz demonstrar que a maioria desta ca-
sa estava no seu pleno direito arredando
aquella discussio, que nio tinha outro fim
senio retardar o debate eleitoral.
Quiz justificar o voto que dei logo cm se-
guida para o encerramento desta questio
prejudicial de preferencia, que nio tinha
outro effeito, como a presente, senio abater
uma discussio tao elevada como aquella
que nos occupa neste momento. (Apoii-
dos.) .
Eis o alcance da opiniio que manifestei
a respeito da iniciativa ministerial.
Rio contestei, nio podia contestar a nen
bum dos nobres deputados o direito de for-
raular um projecto e de requerer a sua dis-
cussio ; como poderia hzel-o, se tenho por
diversas vezes usado desse direito ?
Nio tive em mente discutir o regimento,
apenas tratei de fundamentar o meu voto
com as boas praticas do svstema parlamen-
tar.
Essas boas praticas o nobre deputado me
pareceu, nio digo desconhecer, mas es
quecer quando duvidou que eu encontras-
se autoridade para corroborar a minha opi-
niio.
Senhores, nada menos de dous escriptores
e publicistas mui distinclos, May e Tood, de-
monstram perfeitamente que 6 pela iniciati-
va ministerial que na Inglaterra se tem
real isado e se realisam as mais importsntes
reformas.
0 Sr. Silveira Martins -. 5io contestei
isso.
0 Sr. J. de Alencar :Bem...
0 Sr. Silveira Martins iMas o que 6
dever para o ministeno e direito para o de-
putado.
0 Sr. J. de Alencar :Por Unto, d'on-
de este espanto, d'onde esta sorpreza ao
ver um deputado justificar seu voto contra
um incidents protelatorio; e deelarar-se
contra uma discussio inopportuna fanda-
do em uma idea tantas vezes suslentada
nos parlamentos das nacdes mais cultas*
Dir-se-hia que tinha eu emittido ideas
nio conhecidas, ideas inteiramente origi -
naes.
Nio era a primeira vez que eu neste
parlameoto exprimia a moma opiniio. No
meu discurso referi-me d qunstio do elemen-
to servil, na que tambem se procurou arre-
dar o projecto do governo com uma ques'Uo
de preferencia.
Nessa occasiaoafastei-me da opposigiopan
sustentar a opiniio do governo, aopiniaoqu
acabava desersustentadana tribuna pelo no-
bre presidente do conselho; e nesta occasiao
tive a fortuna de mcrecera approvagio do fr-
gio liberal, o orgio do partido do nobre depu-
tado, onde agora se me ataca pessoalmen-
to de uma maneira tio inju-ti (apoiados .
em uma questao de ideas, sem nonhuma pro-
vocagSo.
[Continuar-se-ha).
Uma vez foi que a cousa incorreu em
grave censura. Acharam por acaso no chic
uma poesia escripta porW/ca ella, e leram-
na em alia voz.
Nio profaneis aquillo que e sagrado.
oh I ente maldito e ignominioso pro
rompeu Guilherme furioso, arrebatando os
versosNio sabeis que s6 se pode ouvir de
joelhos as saudagOes que se fazem aos ge
nios I
Bravos, Bravos I
E um diluvio de palavras rebentou tio
forte e irreprimivel, que o commaniant
foi forgado a sair do camarote, e pedir ao>
mogos que condescendessom mais, nio j i
por elle, porem pelos passageiros.
No dia seguinte pela manhi, quando
Eloiza soube do que havia-se passado com
relagio a ella, pois a pouco e pouco refe
riram-lhe a paixio quedominavaGuilbormr.
rio-se como nunca.
Eram nove boras do dia. Tinhamos che-
gado ao porto do Rio de Janeiro.
Dirigindo-me a Guilherme, em attengio
a Raphael, offereci-lhe o hotel de... onde
ja pretendia hospedar-mo, e logo que sal-
tei em terra fui dar andamento aos raeu-
negocios.
No fim de dous mezes, sem ter nem ao
menos por uma sd vez eocontrado Guilher-
me de Alencastro, desde o desembarqae.
deparei-me na rua com o meu mais affei-
goado companheiro de viagem.
Entao ?perguntou-me elleJd teve
noticia do tristo fim de Guilheme ?
Eu estremeci.
Que diz-me I 0 triste fim de Gui-
lherme I
Pois nio esbandalhou a cabeca com
um tiro I
Desgragado I E sabe-se porque ?...
Ora I Por causa de Eloiza. Peosou
com toda a ingenuidade de um anjo que a
moga feliz era realmente aquella actriz que
pintaram. Quando soube que ella era a
joven cortezi de um millionario, bebeu um
copode cognac e...
Meia hora depois, eu estava no correio.
e recebia uma carta de Raphael que, muito
me alegrando, em nada surpreudeu-nae.
Eu jd esperava por isso, que sd agora en-
treg ao dominio do leitor.
[Contiuuar-se-ha.)
N'YP. DO D'AHIO. RUA DUUl'K UK CAXUf

t

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