Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19339


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Full Text
It
1;
1 .-
^1
4
AM) L. NUMERO 160
;:ai
7J
PARA A CAPITAL B LUGARE9 0\DE VIO SE PAG 1 PORTE.
Por tres mezos adiauUdos.
For se is ditos idem. .
Por um anno idem. .
Cede numero avulso .
....

?
. -
6^000
129000
849000
9990
' '
SEXTA FEIRA 17 DE JULIIO DE 1874
PARA K\lBO E FORA DA PROVIKCIA.
Por ires mezes adiantados..............
Por seis ditos idem
Por nove ditos idem
Por on anno idem. .
.............
97M
189000
809250
279000
PR0PRIEDADE DE MANOEL
------
f'-'' .1'
DE FARIA ft FILH0S.
.
H In. Gerardo Antonio AIt* d Fiihos, no Para"; Gon$alres d Pinto, no Maranhio; Joaquim Jose de Ohreira d Pilho, no Crar*; Antonio de Lemm Brejja, no Aracatj ; Jolo Mria Jnlio Chatea, no Assd; Antonio Marquee da Silta, Natal ; Jose Jusliao
Pereira d'AJmeida, em Mamangnape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franea, na Parahjba ; Antonio Joee Gometa Villa da Penha; Be'armmo dot Ssxrtoe Bulcio, em Santo Antio ; Domingo* ioai da Costa Braga, emSaxaretht
Antonio Ferreira de Aguiar.em Goyanna; Joao Antonio Machaeo.no
IHSIRUCCaO P0PULAH

Alagdas; Aires d C.,na Bahia; e A. Xavier Laite d C no Rio Janeiro-
lr.ttaUo elemental- i.- geoffrapliia
du Bra* 11. pr fieriuiliu Duperrun,
natural de Vrnnmburo.
AMAZONAS(1873)
AITl'ientes principles da margem direita (7) :
lavary, s.?pra o Bra-.il do Pern', onde lem sua
origam ; Jutuky ; Juntii ; Teffe ; Coary : Pnrn.i
e Madeira (Caynnj dos indigenas), assim eha
mado em rarfn dos troncos de arvores qua con-
duz em sua corrente ; formado pelo? rios Mamoiv
(origem no Peru' e curso de 3,000 k.| e Guapore
origem na serra do* Pareeis e curso de 1,500 di-
tos curso de 1,550 k. ; largura na fuz 2,700 me
troa ; fan4o em Santo Antonio, 1,110 k. da foz, 10
a 12 metros; velocidade na embocradura 0m,36 ;
porsegundo ; derlive Om,073 por k ; volume de
azua fornecido ao Amozonas 0,870 metro* cubi-
cos ; 52 ilbas ; das Araras a raaior, com 30 k. ae
comprimento e povaada ; 18 pontos obstruid is por
caehoeiras, dos quaes somenle 4 notaveis, tendi 11
metros o mais alto ; 72 k. da foz, deita am braro
charnado Urarid on Faro de Tapinambaranas,
que se lanca no Amozonas 300 k. da lbs princi-
pal, quasi defronte do Nkatnundd, formando a ilha
de Tupinanibaranas; descoberto em 1735 por Fer-
nando de Mello Palhetas e franqueado a navega-
.-aoera 25 de Janeiro de 1873. Valle de 570 mi-
Ihoes de hectaros.
Alem destes, os seguintes (8) em cnjas marge ns
naturalmente se tem de assentar os marco da li-
nha das front-.iras ou estabelecer fortificac/ies :
Teeupahy, affl acute do lavary ; Apaporis, altluen-
te do lapurd, defronle de cuja foz se acha o mar-
00 qne indica o limite mais occidental do impe-
rio (com a repuWica do Peru) ; Wanpes ; feasta ;
ixie e Canaboris, alDuente do rio Negro ; Tiquie,
afllaente do Waupes e Maturacu, aflluente do Ca-
naboris.
Lagos : alem de outros, os seguintes : Ariticu-
rutnba.Arnana, Amory, Chapeu, Cudajaz, Curiacii,
Macoary, Manaquery, Manacapuru', Marary, Sara-
ca. Saraimd, Uaduau', IJaricury, Uayamo e .Layo
Grande de Villa Franca ou das Campinas.
0 terrilorio desta provincia, occupado ao t'jmpo
da descoberta pelu* Muras, Caboquenas, Guaneve-
naS) Tarnnas, Cabaricenas, Maoaos, Cumbebas e
outras tribn* de que ainda rest am iota numero-
Mi vestigios, foi em II de junho de 1757 elevado
a capitanil, nnbalterna a do Grio Para, sob o no-
me la du Barcellos, ex-aldeia Mariua, sna capital e pri-
meiro governador o.coronet Joaquim de Mello Po-
voas Provincia em 1821, (oi reduzida a comar-
ca do Para em 1822 e liaalmente reelevada aquel-
U eateg/bria em se embro de 1850, sendo installa-
da em de jaoeire de 185! pelo primeiro presi-
dents Jfrio Baptista de Figueiredo Tenreiro Ara-
nha. Datam de 1637 as primeiras exploracon.
Pcpmlacao : livres 36,427 ; eicravoj 1,183 ; to-
tal : 5/7,610. Falta a populacfto das t'reguezias de
Baebas e Marabitanas. N.b ha escravos matricu-
ul/i na villa de Barcellos e nas freguezia* de
AXvellos, Borba e S. Paulo.
1 Divisao civil : (1873) : 9 municipios ou 3 cida-
I'Jes e 6 villas com 26 paroclnas.Judiciaria : faz
,'parie da rela^ao do Para com 5 comarcas, 7 ter-
mos e 28 juizes de paz.Policial : 5 delegacias e
35 subdelegacias. EI"itoral : 1 districto com 6
collegios e 23 assembleas parochiaes.Maritima :
uma tlotilna de pequenos vapores no Alto Amazo-
nas.Ecclesiastiea : faz parte da diocese do Para
.om uma vigararia geral (3* ou do Alto Amaso-
na5), i ditas foranoas ou comarcas ecclesiaslicas
e 28 freguezias.
Cidades : Mandos, capital, villa da liana do Rio
Negro ern 1790, cidade um 1818. Seus primeiros
iiiudamentos foram lanjados por Francisco da Mot-
la Faljao, em 1669, qnanlo construio o forte deS.
Jose do Rio Negro. A" 18 k. da foz do ri) deste
nome, em cuja margem e*querdi se acha ; ruas
n;n oarte calr,ada?, arborisadas e cercadas de caes.
Notavel mitriz Mercado pablieo. Pequeno semi-
nario com 26 alamnos; lyceu com 6 cadeiras e48
; coHegio de educandos artilices fundalo em
1 sii'.i com 65 awraodtzea ; asylo para meninas f, pe-
lo padre Dr. Santos Pereira. Tnesoaro provin-
cial ; renJa : 2il conlos; alfanJega; renda : 28
ditos. Popnlacao 4,0X1 hobitantes. Uacoatiara
'JloOvi Pintado, nome derivado do barro de di-
versas cores em snas vuinbaneas), villa de Serpa
le-de 175'9 aid 1874, em ijue foi el^vada acattie-
I de cidade ; n'ama ilhets do Amazonas, pro-
.i ,n a sua in .rgem esqnerda. Alf.in lega de quin-
laordemcreada em 1873. Gollectoria provincial;
renda : 114 contos, 21i k. da capital Teffe on Eyn
ate 185V, a 1 k. da foz do rio de sea nome, na
margem oriental da baliia ; ex-missao jesuitica ,
ViUa em 175;) ; cidade e.n 18S3. Agencia provin-
cia! ; renda : .320/1. Populacao 5,OoO habitanles,
087 k. da capital.
Villas : Barcellos, ex-capital ; villa era 1758.
A 400 k. da capital. Vdla Bella da Imperalriz,
viij. en 1851. Collectnria provincial; renda 15
is, iS3 l>. da eapftal. ConeeieSo on Maues,
villa em 1831 Gollectoria provincial"; renda 4 con-
tos, k. da capital. Siloei, ex-povoacao de $a-
raci, a margem dolago do mesmo nome, villa em
1852. Gollectoria provinc al; renda : 3 contos, 348
k. da capital. Coary, villa em 1874, 468 k. da ca-
pita Ciidajaz, villa ein 1871, 333 k.
Missoss (3) : Caldeira<>, no Soiiinoes, 176 indios ;
S. Pedro, no Madeira, 75 ditos e S. Francisco, na
coufluencia do rio Preto com o Madeira, 135;di-
los. Em r86i, havia 39 aldiiamentos, sendo :19
no Amazonas, M no Madeira, i no rio Bianco,
'. no rio Negro e no Pious 3, com 17,480 indios
(8,102 homans e 9,072 mulheres), 755 fogos e 21
capellas.
FortiticacSes : S. AoXooio, no rio Madeira, pro-
ximo a foz do Behe, froteira da Bolivia ; Cucuhy,
no rio Negro, fronteira de Venezuela, 1,442 k. da
tl ; S. Joapiim no rio Brand, fronteira da
(iujana ingleza e Tabatinga, na margem esquer-
da do Alto Amazonas, fronteira do Peru, militar-
mente ojcupada desde-1776, a 1,144 k. da capi-
tal. Destatamentos em Tecuahy, Gapacete e Ma-
ribitanas.
livoacocs : Andira, Borba, Ganuman, Crato,
F.ii te-Boa, S. Gabriel, Maribatanas, Moura, Oli-
wenca, Tabatinga, Tanapessassu' e Tbomar.
(Conlinuarseha.)
?AETE OFHCIAL.
Govei-no da provincia.
KXP'DI.NTE DO DIA 7 DE MARCO DE 1874.
1.' seccdo.
Offlcio : .
Ao engenlieiro das obras militares. Autori-
io Vmc. a inandar coll^car tres bicos de gaz om
tres coinparliinentos do hospital militar, pe la
quantia de 304610, em que importa esse servico,
sognndo o orcamenlo anneso ao seu offlcio de 3
do corrente, sob n. 78,
2.' seccdo.
Acto :
--r 0 presidente da provincia, attendendo ao
que reqaereu o bacharel Graciliano Augusto Osar
W:i"der!ey, promotor pablico da comarca do Flo-
res, rssolve concederlhe mais 10 dias de licenca,
na forma da lei, para tratar de su^ saiide.
Offlcios :
Ao Dr. chefe de polisia.Recommend i a V.
S. que expera terminantes ordens para a captura
dft Manoel Antonio Alves, autor do crime de ho-
jini'idio praticado na pessoi de Joao Pedro Gor-
deiro no termo de G lianna, segnndo a parte dia-
ria dessa repartica >, de 6 do corrente, n. 324.
Ao joiz dedtrerto de Villa Bella. Respon-
dent ao seu offlcio de 23 de Janeiro proximo pas-
sado, em qua submit* ao man conn ciment > a
solucSo que deu Vmc. a nma conmlta do promo-
tor publico interim dessa comarca, relativaraente
a tomada do recruta Jose Atves de Barros, tenho
a dizer-lneque o carcereiro da cadeia dessa villa
deve ser responsabilisado pt/raote Vmc. pelo cri-
me previslo nO art. 125 do'Coiigo criminal ; sen lo.
porem, que a escolia e o capita) Francisco Ma-'
uoel de ilagalhaesde'em ser administrativamente
punidos, de conformilade com o art. 14 dis
instruccoes de 6 dn abril de 1841. qua se Ihe ra-
mette por copii. Tenho assim respondido o sou
citado ol!l;io.
Ao commandants do corpo do policii, Fran-
cisco Caraeiro Machalo Rios.Tomando parte no
pezar que o acompanha, pela sentida morte do
seu digno pai, o Sr. tenente-coronal Francisco Car-
nciro Ma :hado Rijj, tenho, entretaoto, de fazer
vor a V. S. que o servico publico exige que se con-
sidere desanojado.
A;) me9mo.Pode Vmc. engajar no corpo
sob o seu commando o paisano Pedro Ribeiro de
Souza, apto para o sarvico militar, sogunlo o seu
ofleio de 5 do corrente, n. 108.
3.* seccilo.
Offlcios
Ao inspector da thesouraria de fazenda.
Tendo nesta data, da conformiJ.de com a sua in-
formagio de 25 de fevereiro ultimj, sob n. 779,
serie F, autorisado o ongenhairo das obras milita-
res a inandar collocar 3 bicos de gaz, qua se tor-
nam nocessarios em outros tantos compartimentos
do hospital militar, e cuja despeza e orgada na
na quaotia de 30/1610 ; assim e communico a V.
S. para os Has convomentes.
Ao mesmo.Tendu o bacharel Francisco
Bernardo da Carvalhojuiz de direito da eomarca do
Limoeiro, assumido o exercicio das fuucjSes da-
quelle cargo a 28 do raez proximo findo ; assim o
communico a V. S. para os fins convenientas.
Ao mesmo.D) offlcio que em 2 do corren-
te m> dirigio a comraissao encarregada de soccor
rer os variolosos in'Ugeotes da cidade de Goianna,
parlicipanlo-rae a extinccao da epidemia alii,
consta que a mesma commissao, tend j resolvido
dar os soccorros necessarios a sua custa, assim o
fez, dispensando-a qnantia da 2001030, que foi
posta a disposicio della para esse Qm ; o que
communico a V. S. para sea conhecimento e fins
conveniente.
Ao mesmo.Tendo o bacharel Joso Francis-
co de Goes Caralcante, juiz de direit) ihterino da
comarca do Bonit-), deixado o exercicio daquelle
cargo a 21 do mez proximo Undo, para tomar as-
sento na asseuiblC-a Icwlslallva doU pio>iuuia ,
assim o communico a V. S. para os fins conve-
nientes.
Ao mesmo.Tando si J) nomeado promotor
publico da comarca do Bonito, por portaria de 6
do corrente, o bacharel Jose Bonifacio da Silva
Pereira ; assim o communico a V. S. para os fins
convenientes.
Ao inspector da thesouraria provincial.-De
claroaVmc, para seu conhecimento, que de-
signei para servir de ajulante d) engenheiro da
repartigao das obras publieas Francisco Apoligo-
rio Leal.
4.' seccao.
Offlcios :
Ao Exiu. presidente da provin:ia do Puuhy.
Attendendo ao qua pela no rejuarimento juulo.
o soldado do"2' batalh.lo de infintaria Raymundo
Francisco Cardoso, rogo a V. Exc. se sirva de
transmittir-me a certidao dis assantamsntos dessa
pra^.a. qua allega ter-se alislado nassa provincia
em 1855 como voluntario da patria, e nesta qua-
liJada mirchalo para a campanha do Paraguay.
Ao director geral da instruccao publica.-Em
vista da sua informaeao de 4 do corrente, sob n.
80, autonso-o a pur o -cumpra-se na portaria de
licenca de 23 dias coucadida a profassora do Nos-
sa Senhora do 0' de Maranguape, Francisca Sera-
phica de Assis Carvalho, cujo requerimento nesta
data deferi.
Ao provedor da Sana Casa de Misericordia.
Approvo o acto da junta aininistraiiva dessa
Santa Gasa, d;firindo o requerimento de Gandida
Rosa dos Santos, na sentido de ser-lhe entregue
seu neto, de nome Francisco, educando do. olle
gio de orphaos, por ter atlmgido a idaJe de 14 ao
nos; flcando assim respo;iuido o seu o offlcio do
6 do corrente, sob n. 769.
Ao mesmo.-Gonformando-me com a sua in-
formacjio de 6 do corrente, sob n. 771, autoriso-o
a mscrevecno juadro do collegio de orphans, pa-
ra ser admettido quando houver vaga o menor Bol-
chior, filho de Id ilina Claulina Leila Trevas, cujo
requerimento nesta d it i deferi,
Au mesmo.Pode Vmc. ins:rever no qua-
dro. do collegio de orphao9, para ter entrada quan-
do houver vaga, o menor Zanobio, filho de Belar-
mina Francisci Lobo, enjo requerimenm nesta
data deferi, em vista de sua informacao de 6 do
corrente, sob n. 772.
Aos Srs. bacharel Altredo Ernesto Vaz de
Oliveira e Jose Cesar de Albuquerque, membros
da commissao encarregada de distribnir soccor-
ros" aos indigentes atacados da variola em Goianna.
Fico cerlo pelo offlcio do Vv. Ss., de 2 do cor-
rente, de achar-se extincta a variola nessa cida-
de, assim como dos servicos relevantes que pres-
taram no humanitario desempenho da commis-
s<> de distribuir soccorros aos variolosos indi-
gentes ; servicos tanto miis dignos de apreco,
quanta Vv. Ss. nJo se limitaram a presta-los sim-
plesmente, levando os scntimentos de caridade a
ponto de despenderem o que foi nccessario a
custa dos membros da commissao, dispensando
a quantia de duzentos mil reis quo estava a dis-
posicio da commissao na collectoria geral dessa
cidade para tal ii;n. Liuvo e agrade^o a Vv. Ss.
tao desinteressado e efflcaz auxilio, cumprindo-
mo dizer-lhes que levarei a conhecimento do
governo imperial esse acto raeritorio e por dc-
mais bonroso.
5.' seccao.
Ados :
0 presidente da provincia resolve, sob pro-
posta do engenheiro chefe da reparlicao das
obras publieas, designar para exercer o lager de
ajudanle da mesma reparlicao o engenheiro do
5" districto Francisco Apoligorio Leal.
0 presidente da provincia, tendo em vista o
que requereu o arrematante da obra da ponte
de Goianna, Jese Matbias da Fonseca, e o pare-
cer da reparticao das obras publieas, resolve
conceder-lhc lies mezes de proroga^ao d. prazo
concedi-lo no respectivo contracto, para conclnsao
da mesma obra, a contar de 4 de fevereiro do
corrente anno. Esla sera apresentada nas esta-
coes compettntes.
Offlcios:
Ao engenheiro chefe da reparticao das obras
publieas.Communico a Vmc. que por portaria
desta data designei para servir o Ingar de aju-
danle dessa reparticao o engenheiro do 5 dis-
tricto, Francisco Apoligorio Leal, como solicits
Vmc. em seu offlcio de 1 do corrente sob n. 60.
Qnanlo a transferencia dos demais empregados,
a que tambem se refere o mesmo offlcio, devo
declarar que compete a Vmc. faze-la.
Ao mesmo.Daclaro a Vmc. para sea co-
nhecimento que nesta data concedi ao arrema-
tante da obra da ponte de Goianna, Jose Ma-
i
i
af-
thias da Fonceca, Ires mazes de prorogacao
prato marcado no respectivo contracto, para a
clusao da mesma obra.
Ao mesmo. -Traqsraitto a Vmo. a planta
nova dirtce,io d* estrada ,da norte. aa Chi
Mangabeira ao engenho Bajary, approvada
esta presidency.
Portaria :
0< Srs. a^entes da companhia brasileira
navegacao a vapor mandem dar passagem p
a Parahiba, por conta do ministerio d i mannha,
no vapor Bakia, esperad > do sal, ao 1* sargento
desertor do corpo de imperiaes e mestre da com-
panhia de aprendizes marinheiros daqnella pro-
vincia, Manoel da Luz.
EXPEDIE.NTE DO SKC8ETARI0.
1" seccao.
Offlcio :
Ao Exm. brigadeiro commandante das
mas.-De ordem do Exm. Sr. presidente da pre-
vincia, r*spondo ao sen offlcio de hontem datado,
sob n. 842, declarando Ihe que fleam expedidas
as necessarias ordens no sentido de ser transpor-
tado a provincia da Parahiba o 1* sargento deser1-
tor do corpo de imperiaes marinheiros, Maaoel
da Laz.
2.' seccao.
Offlcios :
Ao juiz de direito de Palraares. Da ordem
de S. Exc. o Sr. presidente d provincia, commu-
nico a V. S. qne foi nomeado por portaria de 6
de correnta promotor publico da comarca de Bar-
reiros o ba >,harel Jose Bonifacio de Si Pereiral
Ao bacharel Francisco Bernardo de Car/a-
lbo.yDe ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, acenso o recebimento do offlcio de
V. S., de 28 do mez proximo Undo, participando
ter naquella data assumido o exercicio das Tune-
coes do cargo de jaiz da direito da comarca do
Limoeiro.
Ao bacharel Jose Francisco de Goes Gaval-
cante. 0 Exm. Sr. presidente da provincia manda
accusar o recebimeoto do offlcio de V. S., de 21
do mez proximo findo, participando ter naquella
data deixado o exercicio do cargo de jaiz de di-
reito da comarca do Bonito, para tomar assento
na assemblea legislative desta provincia.
4.' seccdo.
Offlcio :
Ao 1 secr^tarlo da assemblea provincial.
N. 15. -De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, pasm as maos do V. S., para ser levado
a presence da assemblea provincial o orcamenlo
da receita e despezi da camara municipal da villa
do Brejo, acompanhado de 16 docamentos, assim
como o offlcio de remessa, em qae a mesma ca-
mara exode as necessidades mais palpitanle* de
seus municipes.
5." sec^Ho.
Offlcio :
A' commissao censilaria da fregaezia de Ga
raaliuus. S. Esc. o Sr. proidente da provincia
manda communicar a Vv. Ss. que nesta data
offlciou ao inspector da thesouraria de fazenda
para qae.fizesse pagar ao negociante JoSo Bap-
tista dos GuimarSes Peixoto a quantia de 2501,
em vista da reclamacao que Ihe fez essa commis
saa em offlcio de 16 de fevereiro.
DIA 15 DE JULIIO DE
DESPACHOS DA PRESIDENCY, DO
1874.
Fielden Brothers. Daferido com o offlcio desta
data ao inspector do thasouro provincial.
Henedina Florests dos Santos Cordeiro.Pssse
portaria concedendaa prorogacao reiuerida, sera
vencimentos, na forma da lei. *
Jose Belizario Marinho FalcSo.Passe portaria
concedendj dous mazes de licanoa com orde-
nado.
Luiza Constantina dos Passos Mohaupt. In-
forme o Sr. provedor da Santa Casa de Miseri-
cordia.
Manoel Anlon io de Lima e Angela Maria de
Lima.Informe o Sr. inspector do ihesouro pro-
vincial.
Manoel Antonio de Lima e Angela Maria de
Li na.Informe o Sr iuspector do ihesouro pro-
vincial.
Maria Joaquina da Conceiclo. Informe o Sr.
provedor da Santa Gasa de Misericordia.
Mauricio Jose da Silva.Indeferido, em vista da
inrormacao.
Minervino da Silva.Indeferido.
Miguel Joaquim Barbosa Fonceca de Carvalho-
Nesta datiprovidencio no sentilo de ser eleva.
da a dous mil reis a diaria qua percebe o sup-
piieante.
RepartiptEo da policia.
t.' seccaoSecretana de policia de Pernambuco,
16 dejulho da 1874.
N. 851.Illm. e Exm. Sr.Partieipo a V. Exc.
que foi hontem recolhida a casa de detancio, a
ordem do subdelegalo da Bja-Vista, Maria, es-
crava da Fraucisca Gorreia da Amorim, por an-
dar fugida.
Ni cadeia da villa da Eseada, falleeeu hontem,
de variolas, o preso Manoel Benedicto. A auto-
ridada respactiva procedou a tal respeito na forma
da lei.
Deus guarde a V. Exc.-Illm. e Exm. Sr. com-
nendador Henrique Pereira deLucena, digno pre-
sidente da provincia.-0 chefe de policia, Anto-
nio Francisco Correia de Araujo.
EXTERIOR. -
'a in; a.
Discuftso peommciADO pon oambbtta em au-
XBBRB, DSPAHTAMK.Nro OS TONNE.
(Continuacao.)
Mas em surama, estes artificios nao foram ja
experimentados r Nio podemos ja apreciar por
ensaio quanto valia essa dem .cracia C9sarini,
essa ordem obtida pela forca, osse poderio brutal,
essa cumplicidade clerical, essa protecjao, esse
favor, esse nepotisrao, concedidjs aos representan-
tes das antigas familias aristocraticas? Pois to-
dos os homeos, todos os partidos que deram
credito a tamanho charlatanis.no, vao-se encontrar
a pouco e pouco atrai^oados, vexados, deshonra-
dos ejogrados t Pois o concerto dos seus laraen
tos nao rebentou sob o proprio desmoronamealo
da patria, ao clarao da tormeota amontoada pela
horda medouha ?
Pois nao se ouvio, e em todas as classes, os
gritos, as maldicdes, as imprecates, os anathemas
lancados sobre essa quadrilha de aventureiros
qua exploraram a Franca durante vinte annos ?
(Salva de ap,ilausos) E haviamos de ter esque-
cido c-sas cuuias ? Ah senhores, e mister me?
ditarmos; e necassario procurar as razoas, as
causas, os molivos do semelhmt9 aberragio, se
acaso esla em caminho de se produzir I evemos
esludar essas causas para toda a genie, e era es-
pecial para o partido republicano, porqua precisa
sempro de ser posto em frente das difflouldades,
dos obstaculos, das ideas rivaas das suas; porque,
mais do que nnnca, o estado, a observacao, a vi-
gilancia impdam-se a nos, que queremos obter a
final o governo de nos mesmos.
A nossa democracia tjm feito muito, tem ganho
muilo; mas emquantonao houver posto a Fran-
ca aoabrigo das surprezas da forca oh do artift-
cio, nao havera para a Franca hora propicia ao
trabalho, a seguranca, quo preparam a ressurrei-
cao d'um povo. (Muito bam! muito bem -Bra-
vos prolongados.) .
Era qae sitaacao temos hoje a democracia re-
pobbcana, desde4 de setembro ?ose 4 de se-
tambro, cuja defeza nem mesmo e neces3ario to-
ar, porque della so encarregaram sufflciente-
lente as populates. (Sim! simt) Senhores, to
dos v6s me comprehendestes : accusam-nos por
causa do 4 de setembro. Mas, era b i vardade, o
poder qua capituloa em Sedan, o poder fugitivo
das Tulherias, os funccionarios e offleiosos em
busca de passaportes por essa epoca, nao para fu
girera a ameacas, mas para fngirem ao sentimento
do opprobio que os obrigava a curvarera-se sob o
i.lhar desprezador dos seus concldadios... (Sansa-
rao.Bravos prolongados.) esses homans pod am
acaso fallar do 4 de se erabro que foi a ravolugao
d) tedio publico ? ( Applausos prolongados.)
De3de 4 de setembro quaes sao as ideas dominan-
tes da nossa democracia ? Em que differe das
suas antecessoras?... em que sa (ties parece ?
gloriosa e tradiclonal semelhanca I em que fi-
nalmente, prima ella desde ji? Talvez que, nes-
ta analyse dos elemenlos, das coadigoes desta de-
mocracia, eneontreraos todos justos molivos para
desprazar, vigiando os nossos ad7ersarios; e ao
mesmo tempo razSas para acentuar, para extre-
mar, para c ordenar linda raelhor o methodo po
litico que nos tem dado rao bom exita ate agora.
Depoi* dos desastres experimentados pela Fran-
Sa, depois das eleicSes da 8 de fevereiro de 1871,
a que nao quero fallar, (sensacao) senhores,
teem-rae apresentado muitas vezes como islmigo
systematico da assemblea; nao tenho nada mait
que dlzer, e antes quero calar me a este respeito,
porque temos cousas bem mais importantes que
tratar juntos. (Risos.Approvacao geral.)
Depois dos desastres roilitares, dapois das etei-
eoes, direi que, no paiz, tinha-so encarado a p>s-
sibilidade de constiluir e organisar, desde os pri-
meiros dias, o governo republicano. Sabeise so
o digo de memoria e mai rapidamente -quantas
resisiencias so the oppozeram e com que eucarni-
camento os diversos representantes dos pretenden-
les monarchicos puzaram obstaculo a legislacio, a
organisacao, a constituicS* dessa partido.
Os partidos nao fallo da as?emblea,esgota-
ratn todos os meios da accao e de reacca > contra
a republica. Pois bem I sue :cdeu am phenome-
Bo completamente novo, inteiramente maraviihoso
neste pair.; foi que, contra os actos e as intrigas
dosses partidos monarchicos, o paiz so, entregue
as suas proprias forcas, abandonado a elle proprio,
aehoa-se sufflcientemente preparado para o> fi-
xer em nada. Pela primeira vez se vio am gran-
de povo todo inteiro, nos pontos mats oppostos de
sen terrilorio, eom a clara apreciacSo dos seus
loteresses e da saa for; i e eacarregando -se elle
proprio da fazer racuar os seas adversarios.
Candidates de todas as cores e de todos os tons se
encontraram oppostos uns aos outros, porqa
n'am paiz de sufiragio universal tudo acaba por
se resolver perinto a uma oletiani Arvorarara-
ae pois bandeiras eleitoraes bem diversag, cam-
pooes tainbem diffarentes se apresentaram para
defender essas bandeiras; uns reclaraaram o es-
tabeAocimento, a restauracao da realeza tradicio-
nal; outros da realezacorao bei decharaarjbe ?
(Risos.) Da realeza paclual. A verdadeifa, a
qaestao unica qua os dividia era a de saber quern
occuparia o Ingar. (Hjlaridide.) Durante es e
tempo so o psiz, abandoQido a si proprio, em cada
departamento. constituio-ie no estado de demo-
cracia mililanto, e lem se visto, ha dous auaos,
nas terras de oeste e a*tc na Bretanha, contra a
bandeira branca, os burguoze3, os operarios, os
aldeaos, os pequenos negociantes, os rendeiros,
agruparem-se, reanirem se, ireirf ao escrutinio,
era virlude da sua propria iniciativa, tragando
elle3 proprios o seu piano de acgio, indicando
nomes, depondoos na urna, repellind) a realeza
legitima e varrendo tudo diante defies por 20,000
a 25,000 votos de maioria! Aqui esta b que
teem feito o oeste e a Bretanha. (E' verdade !
Muito bem !Bravos prolongaips.)
(Continua).
K%mmm&mm
(DA AGENCIA AMERICANA.)
Hio de Janeiro 15 (retai'dailo). o
deputado silveira Martins arrusoii
hoje, na camara. ait governo. a
quern fez re*poiiiavel pelo.-i ar!u
praticados por Maurer e seus asso-
clas no Bio Grande do S:iI. pois e ao
governo. diisse.clle. a quena compe-
te velar pela itaruuiin. prosperidia-
de, seguranca individual e ordem
publiea. e classiflcou de inepla a
adnaiuistracao daquella provinria.
Rio 16. U deputaao Deiro inler-
pellou boje. na camara. aogoverao.
com grande velienaencia sobre o
conflicio ilvi-ar, Dissc que os nos-
sos intcrcsses no Rio da Prata
cram mil sustentados. e que a nos-
sa diplomaria alii parecia una enig-
ma. Pergunlou porque laavia o go-
verno deuiitddo o bravo ofllcial
Pszewedowsk}'. conanaandaule da
flotilha do rio Uruguay, se niio era
isto in signal de fraqiieza. que da-
va a enlender que o Brasil esta
promplo para aceitar a reclamacao
que se Hie faca a respeito do surce-
dido. O ministro respondcu que o
governo quer pai. e que o fitcto em
nada pcrturnara as boas relacftes
do Brazil com a republica Argen-
tina.
Rio i o aos 15 m. da tardc.Cam-
bio sobre Londres C5 I/*. O PARANA'
sahira no dia CO para os portos do
norte,
Bahia lOas 3 la. e SO na. da tarde.
loan hoje inni grande reuniiio
publica. cujo flm foi tratar-se de
auxlliar o servico d'Agencia Ante-
ricana Telegrapuica i a idea foi
acetta eom enthusiasms t a Junta
commercial, ajudada por outras
pessoa? Importantes. Ja no coin-
naercio e j:i na politica. formaram
comnalssoes para agenciar subs-
i-riptorc. O ciumeliii'iro Dnntas
esta a testa deste movimento i c
apoiado por toda a inaprensa da
provincia. A Bahia reclama seu
posto de li<>m.i na cruasada da civl-
lisacao. .
Baliia lOiis 3 h. e55 na. da tarde.
L'amblo sc"m alterarao. O vapor
portuguex ALMEIDA GARRET seguio
hoje para ahi.
l*ara io it 1 h. da tarde. -Cainbio
em alter tcao ; ao banco ilauai a tu
l/ sem toniadores. Chegou de Iqui-
tos. republica do Peru, o vapor pe-
ruano PASTiZA nada de novo. Che-
gu tambem o vapor ingles HOOPER,
que concluio o seu trabalho da ina-
mersao do cabo. Km poncas dias
esiaremoi eua commuuicacao com
a America do Morte. Saliio o vapor
Ingles MiRANHHENSE para Liverpool,
com escala por Maranhao c Ceara.
i iMiK.ii it an 1 la. e 3B na. da tar-
de.De l.on lie. dizem : Consolida-
dos 9S 3/1. fundos brasileiros lOl.
clnro por cento rrancezes 9? 1/8 ;
cafe do Rio s? a A3.
Havre 16. Venderain-se l.ftDO
accos eom cafe, sendo o do Bio a
lOO francos, e o de Santos a f OS e
09 francos. Veiaderam-se tambc m
OOO saccas com algodilo. sendo o
de Pernambuco a lOO francos. O
imposto sobre o sal foi rejeitado na
assemble1.-* de Versailles. Bismark
escapou de ser assassin ado. Foi
instigndor deste attentado o padre
II aiithaier. que esta preso.
PEBfATOfI
ASSEMBLEA PROVINCIAL
SESSAO OBDI.VARIA EU 15 DE MA10.
PRE^IDENCIA DO Sit. XASCIME.NTO POBTBLLA.
A meia nora depois da meio dia, achando se pre-
sentes os Srs. Ratis e Silva, Pinio Pessoa, Cain
boim, Licerda, Felippe de Figueiroa, Tolentino de
Carvalho, Soares, Mauoel do Rego, Oliveira Andra
de, Vieira de Mello, Firmino de Novaes. Soura
Leita, Uchoa Cavalcanle, Goacalves Ferreira, An-
tonio Paulino, J. Mello liego, Araaral, Goes Caval-
canle, Travasso de Arruda, Nascimento Portella,
Tiburoio de Maga'hies, Cunha Cavalcanle, Dario
Cavalcanle, Domiagos Pinto, Gomes Parente, Joio
Birbalh), Aguiar e Olympio Marques, faltando sem
causa participada os Srs. Arconcio, Tilo, Peret-
ti, Alipio Co-la, Arm la, Gaspar du Drummond e
G. Gondim, abre se a sessao.
E' lida e approvala a acta da sessio anlece-
dente.
0 Sr. 1." secretario leu o seginte
expedients :
0;Dcio do secretario do governo da provincia,
traosmitlindo por copia o acto palo qual o Exm.
Sr. presidente da provincia resolveu pnrogar ate
o dia 20 do corrente a presento sassao da assem
blea.Archive-se.
E' lido, apoiado e sem debate approvado o se
guinte parecer :
A commissao de peticSes em vista da de Joao
Antonio Duarte, arramatante de impostos munici-
paes do municipio de B)ra Jardim, pedindo um
abatimento do preco da arreniatacao dos mesmos
impostos, visto ter elle soffrido prejuizos resullan-
tes da diminuicao ou reslriccao desses impostos,
decretado por lei municipal promulgada posterior-
mente ao contrato, declina para a commissao de
orcamento municipal o conheciraento da peticao
do suopliaanle. de 187%.M. da Silva.Pinto Junior.
ORDBM DO DI\.
Tendo se de entrar na 1* parla da ordem do dia,
o Sr. J. Mello Rego, obtendo a palavra pela ordem,
requer urgancia aflm de que, interrompendo-se a
ordem do dia, se prosiga na diseussao do an. 15
do or<;amento provincial, e qua o mesmo artigo
coulinue a ser discuiido na primeira parte da or-
dem do dia das subsequentes scssoes.
Consultada a assemblea, depois de algumas ob-
serva^oea do Sr. presidente, resolve pela afilrma
tiva.
Continua, portauto, a 2' discassao do art. 15 do
project) n. 35 deste anno, orcando a receita e II-
xando a despeza para o exercicio de 187i187o\
com as emendas offerecMas.
OSr. Tiburcio de Hagalhaes :Sr.
presidente, nao pretendia lomar parte na diacassao
da lei d> orcamento, rras em vist.i da algumas pro-
posicoes enunciadas peld nobre deputado pelo 1
circulo, que me precedeu na tribuni, deliberei-me
a apresentar algumas onsideracoes sobre a mate-
ria em questao. E convicto de qae esta casa ma
presiara a sua benevola attan^ao, entrarei nas apre-
ciacoas que tenho a fazer.
Sr. presidente, do eloquente diseurso do nobre
deputado, quo occupou por dous dias conseculivos
a atlencao desta assemblea deduz-se, que S. Exc,
Dao cons'derando precario o estado dos cofres da
provincia, entende que nao e conveniente ragmen-
tar alguns impostos, nem crear impostos novos.
0 Sn. Manoel do Rego : Nao apoiado, tanto
que declarou expressamente que votiva pHo aug-
mento de alguns.
0 Sn. TiBincio de Magalhaks -Me parece, po-
rem, que o nobre deputado nio ignora o estado
precario em qua se acham os cofres da provincia,
em virlude da divida passiva que pesa sobre e|la
em vi?ta de 3 emorestiraos que se teem feito du-
rante 4 ou 5 aun>s por autorisacao desta assem-
blea.
Creio que as razoes que actnaram no espinto do
nobre deputado teem por fim : I" lavorecer o com-
mercio ; 2s favorecer a agricultura ; e 3 nao aug-
mentar impostos que fossem pasar sobre o povo tal
como o accrescimo de i icis por kilo de generbs'
alimentieios importados de outras provincias c dd
estrangeiro.
Eu creio que nao e so o nobre daputal>que
tem este sentimento que venho de expender em
prol destas 3 classes, elle e tambem o sentimento
de toda esta casa; este desideratum e innato no
i-or.i. 11 de todos ; mas a vista do estado cm que
se acham os cofres publbos, 6 preciso emprega-
ram se meios para estabelecer o equilibrio entre
a receita e a despeza, equilibrio que nao exisle, se
gundo mo>tra o balancete deste anno, que calcuh
em 509:000*000 o deficit do anno I'm nceiro de
1874-1875.
Eu nao sei o que o nobre deputado teve em
vista, occultando o estado precario em quo se acha
a provincia, nao damonslrando aqui a casa a divida
qua pesa sobre os cofres; seria algum ncg^cio dc
aita.conveuiencia e trancendenie politica, nao pars
crulei os arcanos da consciencia do nobre deputa-
do e por isso nada posso aventurar. Se e n ste
seutido, me parece qna andou mal avisado o nobre
deputado, nio dizendo a verdade qua sabia a esta
casa e a provincia em geral.
Como poderiamos sobrecarregar ao commercio,
a industria em geral e ao povo com o augmento
de alguns impostos e com a creacao de outros, sem
dizer-lhe a razio porque fazemos isto f
Parece me, que certamante pesava no cspirito
d i nobre deputado uma idea transcendente de poli-
tica, e qua cu, novel ainda no tirocinio da vida
publica, a igoorava, e por isso pedi ao nobre de
putado que me dissesse ou cxpondesse a casa
quaes eram essas considerajoas de alia monta que
actuavam no espirito de S. Exc. para nio revelar
ajal odeGcit e a divida passiva que pesa sobre os
cofres da provincia.
Saria porque o nobre deputado considerando
qae se deve fazer um novo emprestiraj para nao
so amortisar os que existem, como para o desera
penho de alguns melhoraraentos, era convenient
calar essa verdade, para pir esle meio conseguir-
raos urn juro mais razoavel f
Se era esse _o pensamento do nobre deputado,
eu creio que nao ha razio para in, porque na
occasiao de se fazer essa operacio, os correctoree,
que sio homens especnladores, tratariam primai-
raraente de indagar os meios qua a provincia lem
para poder corresponder ao onus da que se ia
sobracarregar, trataria de sondar os arehivos/ua
thesouraria e de promrar sabar quanto deive a
provincia, qual c a sua receita c qual a sua despo
za, porque e da divida da proviucia, da conypara-
cao da sua recaila cjm a despoza, qai so /fara o
i
i
emprestimo por um juro mais ou manos raioa
vel.
Se a provincia nad i daver, se a saa receita for
maior do que a des.>eza, a provincia, qnerendo fa-
zer um melhoramento de alta monta, pole contra-
hir um empraslirao com juro muiba razoavel e por
longo praz.
0 Sr. Tulentim. de Carvalho :Se a receita -
maior do qae a despeza, entao nao ha necessidad-
de emprestimo.
0 Sr Tiburcio de Maldives Sea receita ex-
cede da despeza apenas em 100:0001000, e a pro-
vincia precisar de um melhoramente dc......
400:000*000 \
P Sr. Tolentino de Carvalho :E* preciso e?-
lalielecer a hypothese.
0 Sr. Tiburcio de Magalhaes : -Eston estabe-
leccnlo-a; e so caio da receita ser da 100 corito*
e lor necessario um melhoramento de 400:000*.
Ora, se a receita for maior do que a despeza.
como dissf. poje se obter a juro muito razoavel
um empre>timo elevado ; so a receita for igaal ,.
despeza, o juro ja nio sera tao atisfactorio, ma?
node se obter um empreslimo com bom joro ; ae.
p rem, alem destas consideracoes que acabo de
apresentar a ;asa, pesar sobre os cofres da provin-
cia uma divida de tres mil e tantos contos, que em
pre-timo se podera obter ?
Forani estas as razoes que nesaram sobre o
animo da nobre commissao de orcamenlo para
apiesentar o augmento de alguus impostos e para
crear impostos novos. Foi este urn fim muito
nobre, um lira de alia eonvenienria politica, como
passo a denionstrar.
Comparando-se a receita com a despeza em
vista dos balance es, pelos quaes se fi os rendi-
mentos que leu ;ido a provincia nos annot antr
riores, e altendenlo-se que as safras do algodai *
do assucar no anno fiaanceiro de 1873 -1874
foram precarias, como consta de dados formad s
pela thesouraria ate fin< de abril, como podia a
commissao de fazenda nio augmentar algum im
postos e crear novos, quando o deficit deste ann
importa em 509:000*, quando SO o juro da divida
passiva e amortisacio andapor 451:000* no exer-
cicio de 1874 75 ? Ja se vtf que so animo da
nobre commissao de orcamento actuaram razoes
bem plansiveis, bem fundadas para augmentar
alguns imp islos e crear outros, de maneira qu->
e eslabelecesse o equilibrio enlre a receita e a
despeza ; mas, ainda assim, estndando eu minu-
ciosamenle os pontos de maior receita, vi que a
commissao nio eslaboleccu, como devia, esse
equilibrio, talvuz isso devido a algum engano J
calculo.
A divida passiva ate o fim do mez de abril consta
do seguinta : Tres sao os empreslimos qae tem
feito a provincia em diversas epacas. 0 primeiro
foi autorisado por esta assemblea. creio que no
anno de 1860, na quantia de 1:200:000*. Dest--
emprestimo foram despendidos ale o Sm do i.i'
B7o.003
Do 2 empreslimo, no valor de 1.800:000*, qu-
foi lodo realisado, ga^taram-se 1:545:000*, enlran-
io ahi 160:000* da 2' prestacao que se pagou
para a amortisa;ao do capital.
Por conta do emprestimo de 4:000:000*. autori-
sado o -anm passado pela assemblea provincial.
foram despendidos ate o Um do maz passado-----
300:000*.
Alem desta divida tomon-se de empre-limo na
caixa de dopostUM 265:000^.
Somma total da divida passiva ate o fim do mez
passado 3:042:000*
Agora enfemos na apreciaeao da rectila v
despeza.
Para o calculo da receita e despeza da 1874-7'
tomon-se por base o anm- de 1870-71, ode
1871-72,6 ode 1872-73. Calculado o MrM
meJio destes 3 annos, foi orcada oara 187475 a
receita em 2:120:000* e a despeia cm 2:629.000*.
sendo estimado o deficit em 509:000*.
Ora, vamos ver se os dados em que se La
a thesouraria provincial sao mais ou -menos li-
xos, sao mail ju meaoa variaveis.
A safra do assucar em 187071 e 187172
foi regular, exeedeo pouco a do cj-iuiue, mas a
do algodao es cdeu mais de 50 /
Em 187273 a safra de a-sucar foi a maior qua
tem havido em Pernambuco, porque, tomando se
6 reis de imposto por kilogramma, so o assucar
rcDdeu 635:000*.
Ora, este rendimenio extraordioario foi tornado
corao ponto da partida pa^a se fazer o or;amcnt3
para o anno de 1874-75, mormente na a ten Jo
tambem sido pequena a safra de 187172, porque
nesse anm o imposto sobre o assucar renlea SO"
co.it is. Eutretanto eu aeeilo qua a saf.a deste
anno seja consider ida como a media sestet 3
annos.
Nao sei em que dados se fundon a nobre com
missao para dimiouir o imp slo sobre o assnear .
e cm lugar de estabelecer 6 reis pur kil 'gramm..
de assucar, estabeleceo 3 "/ d valorem. Ora.
vamos a ver qual 6 a difference entre 6 reis pir
iilogramma de assucar c 3 *|, ad valorem.
Uma arrobi tem 15 kilogrammas pouco mai*
ou meno;, que a 6 reis dio '.'0 rois.
0 assucar pelo preco corremTWa praca, eeaJo
o assucar de retame e mascavado em Bnior qaan-
lidade qne o assucar bran<'o, pode ser calculad*
em 2* por arroba, termo medio.
0 Sr. Makobl do Rego K muilo baixo ess#
termo medio.
0 Sn. TBObch) de Maoauubs : Por quant i
cnlcu'a o nobre deputado que se vende o assu-
car brulo f *
O Sr. Manoei. do Rsoa : 0 termo medio Jo
prtco do assucar 6 2*500.
O Sr. Tibit.uio de Magalhaes : Pois en cal-
culo no estado actual 2*. Isto nao e de mitra
cabeQa ; foram dados a mim fo:necidos por p->?-
soa habilitada.
Sera, pirt.uto, o impost) de 3 | equivalente a
60 reis por arroba. Ora, a relaca > eutre 60 re-
e 90, e de 30 reis, que corresponJe a am terco
de 90 reis ; logo acommissii diminoio o imposto
do assucar em um ler-o ou na proporcao de
33 1|3 [c.
A verba do mesmo- imposto, calculado a 6 r i
por kilogramma, importa em 480:000* ; descan-
tando-se um terro, quo e 160.000*. nirenl-ri
esse imposto 480:000*, mas aim 320 000*.
0 Sr. DommXM Pinto : Depende da quanti
dade.
0 Sr. Tibuiu.io db Magalhaes : Prevenindo
esta hypothese. en j i di se o termo medio da renda de 3 annos, dew
muito regulares e um superior como a provincia
nunca t.si-, nunca as renda< subiram t-m: j
So ahi p irtaalo, e.-tio 160:0J0*, quo reunidos
aos 509:000*, prefazem 669:0,0*.
Agora passaremos a observar a difference qui
houve no algodao.
No auno de 1870 -71 foram exportadas 179,137
saccas de algodao ; no anno de 1871 -7i, 335,190 .
e no anno de 1872-73, 178,48!. Este* dados
me foram farnecidos pela associaclo commercial ,
creio que estao exactos.
Ora,, ve" a casa que o anno de 1871 -72 f >i ft
anno em que so expjrtou mais algoii', 115,001)
saccas., Enlretaoto a thesouraria lomoa i-ari i
base do seus calculos o lermo medio deases 3
annos. Ja se ve, pais, que 6 calculo (oi exagera-
do, e, Vau\\> assim e qae neslo anno ate 2i
do abril, ultima data que consta. 4a thesouiana
(estiva la un di dastas e i\\mei als nrecisas no-
tas) o i'nposto de 4 *[, sobre o algodao Iraporiiva
em 11^:00 )i, tenlo sido calculado para a receiu
de 1874-75 em 2i7:OJOJ.
Eu jaadmitto qae a expartajaj do ana} qae



H8i 3d oiiui j(i n mm
do Pernambuco Sexta Jeira 17 de Julho de 1874
Tern seja maior do que a realisada esj-j anno,
e em lugar do imposto render lllAtw." AitM
150 a 160 no MnHb, assim me<:na nan chtjg.irj
por certo a 24J,li&a; apcsar deslas considcra-
foes o impoM>-Mtoal foi reduzido, porque a
nobre eommisnlJCB^elecen, em lugar "de-4, 3
:l|4 |,, fic.andirftWwfeso mats -a dimlrwicao d*
1|4 (., que e eqnivalenle a 10:000*. Ora, som-
inada a ditferenca de 70jOQ(Udo !. casa, c in a
de 10:i 0!)* do 2*, temodfOiOfo/, quefeuiidos ao
deficit, queja demonstnitxistir, v elevara a......
749:000/.
Agora vamos a reanir a ito ama despeza, qu
nio esta previsla no CTfllmenlo. A despeza par
reparos e conservaclo de obras publicas esta or
cada em 137.000$; e exaclameate o que se
gasta em pequenas ohr, pequenos concertos d
(istradas, etc. ; nio estio. aqui, porlant', incluidas
as obras novas, BjBrqumBo oreametito as palavras
mesino estio dizendo -^Tepsros e eoOTwte^ao de
obras. Isto qucr dizer que no orcamento nao
esta consignada a veiba precisa ; visto como a
ihesouraria nao tern dados para saber em quanto
important essas obras que estiio em exccucao e
que dcTim ser fg exeteieie de 4674
a 75.
Neslas condicoes lemos a estrada da Victoria
que ja esia em atidainento, temos a estrada do
Nqrle, tennis1'a estrada de Pedras de topa, gas
tern 5 leguas de extensao, na qual se trabalha com
muita rapidez e que creio Hears roneluida em tort,,
0 anno de 1873 ; temos a ponte de ferro de Ta-
ils ba ; lemos o resto des pap.amen os das obras
da recouslruccao du iheairo 0e ,-auta Isabel e a
despeza que se fez dun aecreseimos; [BRIO! llnrU-
meute o resto da papimuio das obras do paco
da assemblea provincial. Eu calcuio ludo ein
150 cntos; nao sei mesuio :-e me escapou al-
guma bbra. -,
0 5a. Goes Cavalcaxvi-: :Mas ludo i-so na i
e por conta do empreslimo?
v Sn. Trauara) dsbaoalhabs :-Quo importa
l|36 seja feito par couU do eiuprcsliiuo; u isso. ou
ilia uma despeza q e vai augmcntar a divida ou
deficit, Conform--' odesliuo que se lnq'der 2
Se lor a.-si a. o.\j se obtara o equihbrio da re-
ceita com a dospcza.
I'or esta inoJo do peasar oade nao iriamos nos
parar com os einpreslniios ?
0 Sh. Goes Cavalcantb : Mas nio se fazem
linortisaro'sf
0 Sn TiBUHCio du Magalhaes : Sabe o uobre
deputado quanta s tern ainortisado 160:0005000
e c>m o proprio empreslimo; talvez o nobre de-
,'.;!.! ;.i iguore isto.
Opro-iri.i emprestimj teai servido para.pagM
juros e a-iiortisagoes, por.jue *e a rcceiia nao da
para a dr.-',x'za, comopjlera amortisare pagar j'u
i os 1 Onde ire lus assiin parar ?
0 Sn. Fklipi'e de I-'mu ihoa : -0 i\obre depu'.a
do, setn q.ercr. esia laz< nio urn desservico a pro-
vince.
0 Su. Tnn:it':n de M\oa.H.v's : Eslaengina-Jo,
eetou preslaaJo um >ernc > muit i relevanlo, eslou
ilizindo a vrd Q in Vti.wv?-. l)-: Fiau.au >.v: -Sio iinJos de
pensar; khj-viJo qua e-ta prestando am desse.rfi-
ro ; esta diiliciiitaadj talvez a obleneao d^ um em
prebmo conveniente!
0 sn. Tunuci) on Mag liiaics :Ea ja disse
que os cjrreli.res de eiiioieslimos nao s eius ;a pr. pna pakvra mcsiiio e^ta Jiz-'ulo qae
el|u proeurain espee.lar.
0 nobie dqjuUdo ve" ipi! mesai) cm pe plena
escila, quanio so trail do ddSMUtar a letira de
um uegoJianle, os corretores viio deva?s.ir Me a-
v.>zesa tut vi la particular, qainto mais juaodo
se trala de aiu>eipeculi;aj derti monla, oai gran-
ge tiscala ? I isto 6 de piiuieira iuluicao. Lolaj
julga o nobre deputado quo es.-ns liomens serao
lit si nples, ia> iguoraules, q.ie procurem Caier
u n e.'!ipi'e?iiiuj pan a provmeia se;n quo vcjaio
oetro o sou estado f
(..la din ap.iile.j
ijaa.ido f,.iio in creJItJ de u:n Jiegocianle, ludo
r.Li.vi I n iionieiii qua gaani i:0.)0j, t'asla
:>:{)>), deve u rae m.ia lsz iuas do quo gauiia,
como Ueve Iiojoa provineia. hi do ue:essanam ir au^iiieiitauil i a sua divida, e finalmente nio a
padera pag\r se o seu- lu^ros naj aug iieiiiarem
vd ai dininuir a sua despoza.
0 S;i. Do iiv ; s i'l.sro : -iuitra no iefibit que o
nolire de;>uiado calculi o defied da estrada d^
lei to T
O Si>. TiBOfliii) n-: Mag.u.iiaks: -.N'ao, senhor,
a ..loini ... eu v.tIci nem iIj poucd o qae so tern
pagoa ivmpoukU. Ji.-.y.. i\.-.:.,..., anantnJ fU
iiluma e.-ie dmheiro ha de reverter para os eottbi
mais eedo ou mais tarde.
Kao entrei sua e-tes dad03, porque esta 6 uma
divida ll-iciiiinte, quo e realisavel em mais cu me-
uos tempo. Para la^slazer ao nobre deputado
vou ler o que diz o inspector da tbesouraria (le):
Alem de 8.o30iOI7, liijuidados ale o uliiuij
dedezembro Dnd-j, deve-se mais 4.679 Gli&VJi,
sea io 1 817.9l2^i9i do juro de 2 |0 garanliio a
;strada de fcrro do Recife a S. Francisco, e liqui-
dada ate ) ultimo de junlio da I87i : 263.000>000
tornados acaixadeemprestimos; 60':0u0j, pro-.
via.elites do eiDpFastimo de I.OOJiUO'JvjOOO;
936:700*0 0 represeatados cm apoliees, seudo
796^004000 a juro* de 8 |0 a conta do credito de
1.200:000*030 e i'i0:0005000 a juro de 7 'i. por
forea do 4." do art. i. da lei n. 838.
0 Sr. Fpi.ii'I'K DKliiiUEinoA :-I to nuuca mais
>e paga ; : para inglez ver.
(i bit. Tiburck) de Vacaluabs : Eu nao contei
' '^irn esta verba.
0 Sr. Fixii'PE deFitiUEHtOA Mais hos.deveo
goveroo pcr^l e nao nos tein pago.
0 Sn. Tieuttcto os Maiuliiaes : -Eu la chega-
rti.
Ji mosirei a casa que o deficit desle anno, to-
maudo as bases com que jogou a ihesouraria pro-
viu:ial,eleva-se a 900.000-5, letr.. redonda- Des-
conto deite algarismo 180 U005, provenientes da
diiinnuicaj qae se fez no corpo de polieia," porque
se com 8i)0 praras no anno de 1872 a 1873 gasta-
rarn^se 500 000^ com 3 0 no exercicio de 1874 a
1873 se devera ga=tar 3i0:0003, bavendo, portaa-
to, e.-.-a Ciuiiiaii./ao de 180:000^. Temos por con-
seQueccia que o defied ficara reduziJo a 720 coii-
tos.
Onde buJtar dioheiro para fazer face a este
deficit ? Se o goveroo qaicer coolrahir ag_ora
um empresiimo em boas coudicGes, talvez nao o
possa cniiseguir, porque os especuladores, esses
coatratantes de emprestimos, amestradi s como
sao em taes especulacGes, hao de vir ver quanto
a provineia djve, itual a sua divida passiva, quai
a fluctuante, quanto e a sua renda, quanto a sua
despeza, e flcarao esmorecidos ante o deficit que
temos, veado que a rec ita nao cobro a despeza,
e que, porlanto, esse deficit se ira accumulando
de anno em anno.
Eu, purem, Sr. presidenle, eslou couvencido de
que assim nao acontecera se esia assemblea con-
tin jar a proceder como tein procedido duraute
esta se sao, nao augmentando os vencimentos dos
emoregados public s, nao abrindo novas fontes de
despeza, coitando, emfim, tudo aquilio que ten
der ao augmento da desieza; convindo enie-
tanto i|ue tambero se devcm crear novos impostos
e augmeotar-se cutros, aliir. de estabelecer o equi
iibrio eotre a receita e a J..sp; z.i.
Heconhecendo o estado precario da provineia,
Da por ora assu9tador. porque ella tern ainda
muilos reeursos, e existindo nesta casa bons de-
sejos de faze la proseorar, o povo mesmo se re-
signar facilmente aas novos imposto, ate que a
previncia, quando em melhores condiroas, possa
acabarcom elles.
O Sr Dojungos Pi.vjo :Faeilmente nao.
0 Sr. Iolentino db Caovalho : Eatao o no
bre deputado quer novos impostes ?
0 Sr. TiiicBijip dk UAGAMiAifi :Quero ores
tab.'lt-cimt-nh) dos imposlos sobre o a?su, ar e so
bre o algodao x qoe fiquem os frreis por kilo de
aesucar e os 4 0|0 sobre o algodao.
G Sn. Felip*e de Figieiroa :So nos f.lla pa
gar o ar que resptramos *
G Sr. Tiburcio de Macaliiaes :Mas, seohores,
qual e o imposto que se croa de mais este anno f
Sim, crea-se o de 4 ieia por kilogramma dos
generos alimentietos e que eu calcuio em 160 con
tos, se a tauto chegar.
0 Sr. Domingos Pinto:Sao 160 cantos qie
hao de sahir das costas dos consumidores.
0 Sa. TnuiRno oe Magalhaes :0 que quer o
nobre dt-putado que se faga em f:eote de um dcll-
cit qae se nos apresecta com carranca ameacado-
raT
0 Sa. Feub de Pkueiroa :0 melhor e met-
!? a agriculture n'uma ir.6 e moel-a de uma vez.
Sh. !l'iBi:Rcit de Macalhaes :-E' uma res-
posokgue nao vem ao ca-o.
antes qae o nobre deputado, estudando
a qneflaoipelo lado conveniente, se corapenetrasfc
do estado eihvjtie se acha a provineia, e concor-
resse com as alias luzes, em dar-lhe uma cducao
que ;io menos lha garanusse um futuro mais lisou-
geiro.
Eu nio exijo mais que o lestabelecimenlo dos
impostos do assucar e do algodao que se paga ac-
tualmenie,
Concordo com os augmentos dos impostos d? qae
falJou- o Sr. Dr. Portella, isto e, que se deve
elevar no d>-bro s^i4<3^4U< >oJ>re pa cs,cripl'jrio,i dos aJvoj.idos.^so&r^mfijt.j
de lego.
ToJo ess'e adgmeute iBdieado*pell nJbre depu-
tatlo, apena* nede se elevar a 15 csnlos.
Vm Sh. DEPua-ADtt danm^paue. .
0 Sr. Twurcio de Magalhaes : Quero que se
eleve mesino esle imposto a 100 0|0 : o que poJo
inAafr isto na reBJa da pru^peia ?
Ve-se bem qae e uma gottt d'agua no o:etno.
0 Sr.Goes C.\Vali:ante : -E a tax/naj
gas de herdeiros necessarios ?
0 3*. Tiburgio de MaIauiSbs : Nio
calcular.
0 Si Goes Cav.lcakti : Mai aio acha q
pode ser uma fonte renjosaj
0 Sr. Tiburcio de Maoalies :A' viia, pois
do queacabo de expeBftle*, nio fejo* optro meio
para estnbele.-er se o eqiiiiliiis'tt fdeaiUa a diqu
despezi, senao augmentando alguns impo>toi e
omervando os quo exMlapkji ftf'l A.
0 Sn. Gois Cavalc\|TTk>*Ija|il ** sojBo ;
este anno nio e p()ssrm.^"*^" "^
0 Su. Dwuiu io de MaualuIes :=_Se.a3sla, anno
nao se tizer isso, quando so ha de fazer ?
0 Sn. Goes Cavu.ov.ntr : -Nio podeaios fazer
isto de uma vez, vamos cortando a despeza.
O Sn. Ttntmcro t>K MAGALfiios : O-jfclire Jtopiy
tado que me precedeu, disse uo seu elo mente dis
mi- i qu.) n e.-tado da p-uvincia-nio era para des-
animar, que, era mesmo lisongeiro, que comparan-
dc-*o o estado actual da^rowtitia-eoui otde iyiG
a 1857, via so que se podia esperar muilo da_ pro-
vinaia.
tlia inn aparte) .,(
UbR. TiAl'HcHBnMmauiaes: Nio fazem
Desojo que a notnu conrmssio de >rgainei
If^ddafe^irtw "'fTiftf' Orifl ai r> QoSmThmm^o |>E Magalhaes : -Tive ot
Iho do fater todo este caleulo. Esses impos
como estio, dao 25:000*, dobrados darao 50:0001.
i\b\ oa-tin/! .1 o/i/i#
ma ontra fonie nio menos fecunda para
iroentfl da agricultora. .flTMOH
ss Catalcanti :BffMpais aipda
'"nge. (HiocStt
iorcio de MAr.ALii.vKS^^Nia e laTUo
'arahyba ja leve es-a MMMri^u Ceara
e o Itio GranJe do Sul(wft|uma verba
aordinaria de 40,000:000/000. Hci de abrir
am parenthesis para fallar a respeito do Kio Gran-

tado :Vpon
se tern em vista ede que tire proveito o commer
O.governo,iflm. maoda,|,) estivUr ov; mclhora lih^feii, ttilnNtro -(i
meato por dif/erectes vezes, e c.c,sia me .qae vai .qbiwls jtimiMiji(tiiaiiVn FA-tUitiUelcmrl, D
Caleb-Cusltini,eBbaixadocaMeriMnn cm Madrid,
pnnclpe lrederico l^u!o<, da J?UHia, Sr. de
J
'ser conihalado um ebgerflieiro inglez, gra'nde es
pecmlista nvda materta. Ja se ve, pois, as bOas
intencpea de qjeesta anima !> o miuistcrioquaato
ao melhoramentd doporto de Pernambuco, con
correndo assiin para a prosperidade do seu coin-
cio e agricojltiira, prosperidaUe que tarabem
flectira na populacio ilesta provineia:. as artes
s induslria* em gerali>ro*pera'a-i tamlcai com
esdous ekmentos prfceipaes e na"osma pro-
TQ30. ,
Tendo assi expendid* as minhas iieas a res
peilo doartigo qua eilafe discu>-ao, e cm res-
aos argnmenius do n bre deputado pelo pri-
sowjiaoiJguaj Ji..am a
^ |pawe com que podesse
q^FpowWndfPo rmpoaoT^w TtlWotfgfrli eslrTlT trP V
- I. Hi
u sr. TiBaacio de mauamiaes : bu vejO-qae
a recetta doanno de 1836-37 foi arrucadadf. no
valor da l:278:000,Jr o a despeza foi de l,08j,000i
havendo um said) de 196:< 00$, que passoa, pai a
o exejeicio de 1857-53. NesseUc npa jvigava ja o
assuca/ Ipor cenlo e o algodao 5 por cento ; ho-
je o algodao paga 4 por cent), eniretanto, a pro-
vlttiia mi estava eatao no estado precario errf
(|ne hoje.se acha.
O.-ii Manuel do Qe*co : Tamnom ni'jnelle
tempo o ajjricultor nao estava em estado prercirio -
o algodao esUva p>r alto precj e 0 agrimitor M
rava lucro bastante.
0 Sk. Tiburcio de Magalhaes : 0 anno de
1835-57 foi o que mais reodeu naqn He quinque-
nio, co.no o anno de 1872-7) foi o que mais ren-
deu no aetual quinquenio ; foi uma reoeiia &i-4
Ira irdinaria, a pinto de, paiando o assaeat 3 por
cenlo, dar uma reada de 406:000*000.
0 Sa. DoursiSoS Pinto :Mis era por cauia do
pref'o do assucar.
0 Sn. TmCRCio oe Magalmves :0 prero pou
co podia influir.
0 Sa. Dkmingos Pint. :-N"ai, inllue muilo.
0 Sit. Iraoacio de SfNGALnAEs : Nao ; isso foi
devido a granJe tain, que foi extraurdinaria.
0 Sit. Dojungos Pinto:- Sen Jo o imposto ad
val.n:u, quanto maior t&r 0 prego, maior sera a
renda.
0 Sr. Tiourcio de Mag\i.ii^:s :Vamo'co n-
parar agora a reoeKa com a ibsueza. P iacipio
pores: i casa; subsilio dos deputado' pasio no
exc-cicode'lWG -57. 14:3055000, subsidio para
I87S -1>, :io:S'X)*003. Emnfegados daisecretaria,
|i);p00#em l8J'6-57 ; no presente anno ......
;3:O0J\t'OJ
0 Su. Felippe o- FiGU'iao.v :-Porque o nobre
deiiiitado nao votia contra esta verba para a se-
en tana do eovarai Eu v.itci contra.
U >ii. TiBURGio du Magvulves Eotio o nobre
ddpatado qae* iiueseacabg conj os empregados da
'ecretaria f
O Su. Felippe de FiGUkiao* : 0 governo geral
jne pague.
0 Sa. Tiuuucio de Magalhaes : Emqnanti o
goveruo geral nao pa?ar, na) e jUsto quo se sua
p-'ndau pagameato dos erapngldos di secretaria ;
reclame-se perante d governo, subre esie pagi-
me to assim com > sobre as congruas dos coadjuc-
tor s e guiiiiuiuit'j do raatEizes; sustentode prpos
pobres, desp zas e'om caleias e ouiras muiias ver-
baS que deve.n orrer por oati do giverno ga-
ral.
Se o nobre deputada Goncorrer com a sni in-
Oa-uicii para c^se desideratum, estufl conveucido
quebago quo isso se cmsiga do goverbo g--n!, po-
deremos eiUAo diaiinuir alguns impostos dos man
vexalorios.
Vamos coinaarar a verba da ia'rucca) pu-
bfica.
\i pioiie anno. 1855--57, ore >u esta verba e:n
97:O00j, e a deste anno esta or^aua ein ao.oo? .\ao hi aqui neoliuma prr.porgao.
Seguraoca BUDlica, naqueifa epoca a -verba or,
cava em 217:0004 boje on;a e:n 59i:OQO*0-JO.
Eiiifim, Sr. presidenle, bista compararom-se ape-
nas ertas duas verbasinstruecao publica b se-
guranca puLlica, a3 do an io de 1856--57 com as
do anno de 1874 -75.
0 Sn. Felii'-f. de PioucittOa :'.... uma das
quaes devia ser paga pelo governo geral. i
0 Sr. Tibbbcio de llACAtHA.ES :-E eu concor-
do ^om isto, como ja disse. J
Seudo 0 rendimento da provineia, naquella epo-
ca, de 1,100:0005, esta; duas verbas consumiam
inasi um quarto, dclle porque importavam em....
344:030^ ; eniretanto que actualmcnte as verbas
instrucvao puldica e seguranga publicaabsor-
vein tu- tade da rcccita da provineia !
0 Su. Felippe ds Figueuioa : -E' sempre me-
nos de meade.
0 Sr. TiiiLiicio de Magalhaes :Vou mostrar
ao uobrre deoutado, que nao e muito menos.
0 Sr.. Fplippe de Picobuoa : Pois nio sc redu-
zio a forca paga pela provineia a 500 pracas ?
Nao hoave uma economiade 180:0003, como o no-
bre depuiado declarou ha pouco ?
O Sr. Tibcucio dz Magalhaes : A economia
6 de 180:0005 ; fica, porlanto, a verba da segu-
ranci publica em 320:0005000
Com i'JG.OOJj da instruccao publica, elevam-se
as duas verbas a 810:0003000.
Ora a receiU auda por 2,080:0094, a metade
i! l,0i0:O004!KK. Logo, ve se que as duas ver-
bas absorvem quasi metade da receita.
Vamos ao cullo pulilico. No anno de 1836 -57
gastava-se cim esta verb* 5:5005 ; actualmente
20:0005.
Soccorros publicos. Naquella epoca gastava-se
65:0004 ; prosentemento 120:0004.
Nao fallarei nas outras verbas por serem de pe-
queno valor, mas, tolas ellas augmentaram na
mesma proporcao.
Tendo feito esta comparacao, passarei agora a
ver como se pole estabelecer o equilibrio entre
a receita e a despeza.
Aceitemos as bases dadas pela thesourari pro-
vovincial. A tiiesooraria da para o rendimento
do assucar 480 centos.
Um Sa, Depitado : Na r.uao de 3 |, I
0 Sr. TiBURt.io de Magalhaes : Na razao de
6 re. dot kilogramma.
0 Mtsso Sit. Deputado: A quanto equivalo
O Sr. Tiburcio de Magalhaes : A 4 *| ponco
mais ou menos.
No ictuito, porem, de estabelecer o equilibrio,
vou maadar a mesa uma emenda, deixando o im-
posto tal qual esta, de C rs. por kilogramma
Ora, o que acontecera se asssim restabele:erm
este imposto ? 0 deficit, que e de 509.0004,
dirainuira consideravelmente.
0 Su. Odmingos Pinto :0 imposto, sendo a&
valorem, pode subir muito, se o pre^o do assucar
subir.
0 Sa. Tiburcio de Magalhaes : Mas o nobre
depuiado nao ve que na Earopa se tern plantadm
beterraba em grande e-^cala, e que d'ahi ja se
exporta grande porcao de assucar para as repu-
blicas do Prata, e por essa razio nio podera faeil-
mente ser elevado o preco do assucar ?
0 Sa. Manoel do Rego : Esta e uma razao
para nao augmentar se o imposto.
0 Sr. Tiburcio de Magalhaes : Seria se a
provineia est-vesse em melhores condic5es.
0 Sr. Dosungos Pinto : Quanto mais onerado
for o nosso assucar, menos podera competir com
o outro.
0 Sn. Tiburcio de Magalhaes : Eu vou che-
gar la ; guardarei esle pouto para rnais tarde.
Temos um deficit de 509:0004. Vamos a v
que e que a commissao propoe.
PropSe o imposto de 4 re-is por kilogramma de
generos de estiva. Para satisfazer aos desejos de
alguns nobres deputado?, que suppoem que este
imposto deve prcduzjr muilo pouco, eu Hz um
ealculo pelo alto e cheguei ao resultado de......
40.000:000 de kilojirammas, que a 4 reis dao.....
100.0004.
Sommando esta verba com a do augmento pro
veniente do restabcleciraeuto do imposto do assu-
car e do algodao no valor de 169 conto?, temos um
augmento de reeeita de 339 cantos.
()s impostos, aieai deste de 4 reis por kilogram-
ma' dos generos de estiva, que a commissao pro-
po>ysm difierentes verbas, -pouco adiaotam, ainda
mesmo incluidos on lembrados pelo nobre deputa-
do quejme precedeu, que disse que deveria ser no
dobro o imposto quo pagam a aguardente, o fumo,
os cigari-os e o charuto etc., etc.
0 Sr. Domingos Pinto :Estes sao os impostos
que nao f,Zpm maJ.
yotadj ao orgainenjo.nao & jgoal i qjn a thesoji.-
raria propoz.
0 Sb. Goncalv
do ja calculou o
4ereipM,iiA oa .fy-ifl tuinnj b oincJul
. 0 SR. Tiburcio de Magalhaes : A quanto jul-
a ojnos*rat*6)i4U*otra isAo-# ely T-.'i *b itiii
Um Sn. Deputado :Eu ealculo em cera contos
do rtis./ -ia8 t / 4J, t*6&|dj
0 Sit. Tiburc o de Magalaaes : Eu acno muito
exagvrado o caleulo.
0 Sn. Domuum Pnj,f .t^A receitjt.ftos annos
anteriores, nao enirando os nerdeiros necessarios,
teai subido a lOOiOOOA.
O Sit. Tibubcio de magalhaes : -Eatao ve que
ponco pode augmentar.
0 Sr. Domin.-.os Pinto : N'ao, augments mui-
ii-simo, porque nos aanos adterJoroiSQ paga)fam
Os legatarios o parentes do %' grio.
' 0 Su. TiBuacro tii HAGAiaj.vES : -Atfrailta'qae
seja metade. 50:0C05.
I'm Su. Deputado :K' muito mais; vAja o no-
; bre depuiado aue de todos os pveqlarios 3 ^J"P-
?incia ha de cobrar a soa taxa.
O r. Tiburcio de Magaluaes": 0 nobfti'.'de-
putado nao sane a maneira por qiy. riot ioleripr e
rr.e calcuUr-sa'com preci-*to.
0 Sn. Matis e Silva :Mas em todo o caso ha
do se tazer a airiicadacao.
0 Sb. TiBUBcin uu MagAlhaes :Mas ?6 se po-
dera dizer cum oerti*a ijual a verba depois de se
effec'-uar a arrecadagao do primeiro anno.
Mas emfim eu aduiitti que esta verba Se eteVe a
50:0005, que com us 25:0003 prefazein 73:< 005,
que soinraado com 3J9 0D05, ainda rhlta muilo
para se equilibrar com 0 deficit.,
Elcva se alem disto 0 imposto do gido de SjS'.iO
a 25830. E^le augmento equivale a oitava pane
poupo aiais ou menos. Ora, a verba deste imposto
anda por 141:0005...
0 Sr. Domingo; Pinto ; Ahl ha dfr.fal'.ar recfi
la para arrecadar ; a renda nio pode ser essa,
quando f(> 110 municipio do llecife ella iobe a
100:0004, ta'nlo que 0 imposto e arrematado por
93 e tantos contos.
0 Sn. Tiburcio ds Magaluaes : -So se esta in,-.
clui i 1 em outra verba ; aqui esta no ba|ancete
(n Klra'idi) l'tl:0Q05.
Um Sit D:-;putado : -E' is30 mesmo ; e a renda
d > anno.
0 Sr. TiBURCi) nr. Mag.v .haes : -Ora, ja vcjm os
nobres deputados que a oitava parte de 141:0034
17 contos c tr.nto, e qua portanto e-te augmento
ver 0
-i : -Eu
lugar de garantir
3'.-0^O0.OuO4C
dejiis 3 ou
Ppirul
3QpjJi)C;UO04030 podia tpcar a esta provineia uma
paMe com que podesse prnlonear a estrada de
fc rig desle nonte, podesse
ViclMS ate Flores, direi
nnjfcj'e-^ E*U ou Oaiioury ', podes&js eslabelecef
uma estrada de ferro do Limoeiro ate Nazareth bu
IfePSlftk&a ocom OSOU prulongaioe*tiD.aU aUim do
sertao da Parahyba; poJesse anim-r outras es-
U^a^qop concorrossMi para, dar vido a essas
artenas principaes.
Se o governo flzejse isto, a garantia dos...
"80,800:OQ05000 a 7.^seria 21,000:0004000.
. D Sr. Masokl'toq IflBo : Ou a 6 : nl Europa
podiia-har.
ajtSR- Tiburcio ds Magalhaes :-rCa!culo mesmo
ajr^por me d de 7' 4UB, tem y exemplos. Seria,
portiWo, 0 governo responsavel pela qaantia de
2l;Cw.0005000, mas efle nao pagara eita rerba,
p.ojque aesiradi de ferro de S. Francisco r/ue foi
teita.em mas coadiQoes, era que se gastou 0 duplo
do qfye so de\*ia gastar, da hoje 0 rendimento de
3 |o. Se as estradas 80 ferro forem feitas hoje,
nao nas conii<;5es, em qoe foi feita a de S. Fran
jfcisco, cnj'os estfagos e der'perfleios foram em
gran'de escala, porque 0 goveroo pagou caro 0 no^
vieiado das cstralas de ferro no Braslt, obteremos
em juros de mais de 4 V Nao se podo snnpor
IBitadHKiro disiriclo, eu voulerminar.
Si
que estradas dD ferro feitas, em condicoes economi-
cas
e muito dimmuto.
Eu 0 mais ulgans Sri. deputados mandamus
UnaeincnJa el.vjndo de 25 a 40 por cento aim,-
posio sobre as casas de commercaV) eqi grosso e de
20 a 30 por cento 0 imposto das casts de com-
mercio a retalho.
Sabera os nobros depuiados que quanlo sc cs-
labeleceu esto imposto tu' com 0 ffm de facililar-
se a anirija de brasileiros para caixciros em es-
ta})slesimenios poipmercraes. ,
Ora, ,:l-vanJo-se a 10 0(0' 0 itnpdst) sobre as
ren las di> casas de c immercio*cm grosso, e a 30
sdire as cisas denegocio a retalho, teve-se em
vifia fiCiiiLtr a. eatrada nellas de'caixMroi brasi-
leiros.
O Sn. Domingos Pisto da um aparie.
0 Sn. TiBUiicm ds MaGaliives : -^ Se 6 assim.-1
pague todo imposto. 0 quo nao"e possivel e que
uma c.i=a do ..uaimercio eiii grosso pigao 0 mes-
mo imposto que uma de cbmmarcio a retalho
No anno passado 0 imposto sobre a< casas de com-
mercio em grosso produzio l'J:Q034, e sobre as
de commercio a retalho 39.000400'.). Ja se ve,
pois, que a quota do imposto uSo 6 eqprtativa.
Quern chamou a minha altcucib para este pon-
to foi um negociante que ma disse qua os nego-J
ciantes em grosso pagam menos imposto do que
os commereiaatei de varujo : uma pequena loja
paga lanto como um armazem que vende em gros-
so, aosnas lia a differen{a Oa renda da casa, mas
(tab)' uma como a 6uta paga 20 0[0. Ora isto
nao e c.|uitativo.
O Sa Goes C.WAkCANr;-:: -E esse aug neuto dc
imp isto nio da alguma ;ousa '.'
0 Sn. Tikuecio de Mag sliiaks:Pouco adianta.
Todos esses augmentos sommados, nio clieg.nu pa
ra cobrir 0 deficit, ponlo este essencial para 0 qual
ebamo a atteccio.desta assemblea.
0 Sa. Goes Cavalcantb : 0 nobre deputado
nao conta tambein com 0 augmento da produce!/?
0 Sr. Tibu'.igio de Magaliue* : Agora vou
ppovar ao nobre deputado, que con vem auimar ao
commercio e a agricultuTa.
0 Sn. Manuel do Hego :-Nao, convem sobre-
tudo animar-se a agricultura, porqae animada
ella, estara tambem animado 0 commercio e todas
as demais industrias.
0 Sn. Tiiiurcio de Magalhaes : -E' verdade que
a agriculiura e um grando auxiliar nao so do
commercio como de todas as artes e industrias,
porem, isso nao quer dizer que tarabem naose
anime dire;lamente 0 commercio.
A agricultura e para a provineia 0 que e 0 san-
gue para a vida do corpo Inumiio. (Apoiados.)
0 Sr. Manoel do lii.oo ; Logo, nao Itie queira
tirar 0 sangtte dasveias.
0 Sr. Pinto Pessoa :0 nobre deputado come-
cou declarando qae nenhum dos raerabros desta
casa A mais amigo da agricultura do qae elle.
0 Sn. Manoel do Rego :E por isso, como pro
va ds amizade, quer angmentar'-lhe 0 imposto.
0 Sn. Tiburcio de Magaltues :?r. nresidente,
sou 0 primeiro a reconhecer, como tofe casa fe-
conhece, que 0 governo geral deve oltiar para os
inleresses das pro/incfas.
0 Sn. Domingos Pixto :Ahi e qne esta a ques-
tao principal.
0\Sa. TiuuacioJftE M^kaliiaes :En.disse ao no-
bre deputado que chegaria a este ponlo; e a 2.1
parte do men discor'so.
A renda geral desta provineia, renda provenien-
le do seu grande desetivotvittleiito, -e que im[>orta
em 15 a 16,000:0004, e toda levada aoeofreee-
ral: e como 0 sarrgue qae vai ao coraeao e d'ahi
volta a dar forca e vida a todo 0 cor^o.
A casa sabe quaes sio asinlencSes do governo
para levantar a agricnltara do estado do maras-
mo, do deflnhamento em que ella esta eoHocada,
lira vista, do preco bairo a que tem ehegido 0
assucar e 0 algodao em competencia com os ge-
neros simPares dos EsUdos,rUado3 e da Europa.
Dirio os nobres deputados: 0 governo ja de-
via ter olhadq para isto. ET exacto, mas 0 gover-,
no vai fazeodo este beneflcfo a proporjao que os1
reeursos Ihe vio apparecendo, para da-los a esta
ou aquella proviaeia qne mais precisa de soccor-
ros.
Gonsta que 0 nobre 0 patmotteo minislerio, que
tem a frente 0 dtstinelo Sr. visoonde do Itio Bran
co, eomo chefe do gabinete, pretends estabelecer
nesta e era ouiras provinctaa bwaoos ruraes hy-
pothecariM.
0 Sr. Goes Cavalcantb t**4)aas o traga I
0S11. Tiburcio de Magalhaes :-*-lis aqui a ver-
dadeira fonie dodeseavolvuncnto da agricultura,
porque 0 aericultor (era assim um banco hypo-
thecario onde po=sa tirar capilaes, ja nio digo
com 0 juro de 6 0|'\ mas com o de 8 0;0 com
prazos demurados. em qae eltecnssa fazer 01 seas
negocios....
0 So. Goes Cavalcantb : E vera a sua pro-
priedade com p seu valor real...
0 So. Tibubcio de Ma,gaul7,bs :... e vera, diz
bem e nobre deputado, a sua propriedade com 0
seu valor real. Isto, aniraando a agricultura, vai
influir tambem sobie 0 commercio e sobre 0 povo
em geral. ,
A assemblea sabe que 0 agricultor aetyaJmente
geme sab a pregsio dos agiotae, dessaa planiaa pa-
ras Has, que negam-lha ted* a seiva, qae, quando
0 vein com a corda ao.peseajo, como se dia vul-
gar mente, cob&em-lbe juros de 18 e ale 24 0(0 ao
anno. Eis aqui pdrque a rosier-parte dos bossos
a-riculiores estio alcanpados e, porlanto, a agri-
cultura em detrabament*, nio so a agricultura do
assucar como a do algodio.
Consta-mo que, segundo 0 qne foi decretado 0
anno passado, 0 governo vai dar ama garantia ate
100,000:0004000 as estradas de ferro proviuciaes.
como foi feito 0 ramal de Valenca, deem menos
de la o |, e algumas talvez nio precisem Ja ga
raatia, como e presumivel ; logo a garantia do go-
Terno nao passara termo medio de 2 a 3 *(.. Quero,
porem, admittir que a renda dessas estradis seja
nos primeiros annos termo medio, 4 (,. Ora, os
juros .le 300,000:0004000 a 3 '{. sao........
9,000.0005000.
. Pegnnto en a casa : para qnem tem actualmcn-
te ama renda de 101.000-0305010 para quern pa
ga dc jaros cerca de 28,000.0005000, 9,000:0005
far.la grande inlluencia?
0 Sn. Manoel do Rego : E note qae a renda
dewe augmentar muito.
0 Sh. Tiburcio de Magalilafs : Eu vou la.
Ora, imagine a casa 300,000:0004 postos em gy-
ro So pajz iiue revolucao nao fara no espaco de
10, l.'i ou 20 annos ? Q ianu cmigra^ao nio con
correra para essa zona que fur coftdqj pelas es-
tradas de ferro ? E depois ainda ha uma outra
(specie de colonisa^ao : os muitos bracos, os mi
Ihares de braces, que estio empregados na conduc-
jio de generos para cs emporios do commercio,
coneorrerao tambein para augmento da agrijul-
tura em geral.
Eis aqui uma nova especle da colonisajao, que
0 governo bem recouhece e que deve tor era alta
iitipomneja.
i'or ventura se a guerra do Paraguay, quo con-
dnio se em 1870, nao sc tivesse eatao concluila.
k rosse alem, durasse mais- 11m anno, 0 g 'verno
nao havia de despender mais 100 ou lii ',000:000;,
que foi quanto custou cada anno da guerra do Pa-
raguay ? 0 governo havia de cstacar ? Nao, ha-
via Je continuar, porqna estava nisso a dighidade
d*o rirasil e por c nseqaencia gastarla in. is.....
130 030:0004. E quo razao nao ba de querer crear
'esta verb* da 9,000:0005, snmente depois deesta-
rem as estradas em cxplora;5o? E 0 emprego
dessos 300,000:0005 uao trara um grande augmen-'
to na renda ?
0 Sr. Domingos Pinto :'-Tudo c bom, mas nao
tivem08 ainda 0 nos-o qui'nhao. .
0 Sa. Tiburcio de Magalhaes :Oh Pois ha
quern possa duvidar do futuro brlllwnte quo se
n vamos, nao 6 licito duvidac que esse futuro se ha
de realisar. Elle se ha del realisar por cerio, e eu
ja 0 vejo assomar no horisopte, com dehcadas, com
tillissimas cores! Eu teuhomuita cenflanea nes-
le futuro, e c'spero ver a Dossa provineia doiala
dos mel.ioramentos de que precisa.
0 Sr. Domingos Pinto :Eu laiubem teuho con
fianca, mas qu zera que esses inelhorameiotos vies-
sem mais depressa.
0 Sn. TiiuaCto dr Magalhaes : 0 Tructo de-
pois de saz- nado e mais saboroso.
0 Sit. Domingos Pinto : -Nao, verde nio esta, ja
esta maduro, e por isso 6 qua quero lo,;o collie lo,
antos que apodreca.
0 Sn. Tiburcio de Magalhaes :Naohaja nisso
tanla sollregui lao. Q.iando se vctou essa garan-J
tia de IOV'00.0005 (abro aqui um parentheiis),
votou-se um credito especial de 40,000:0005 para
as estradas de ferro da proviucia do Rio Grande
do sul
Doe me isto na coosciencia, d6a me ver essa se-
laocao de votacao de creditos.
0 Sr. Manoel do Hego : Sio estradas estrate-
gicas necessarias para a dofeza do estado.
0 Sn. Tiburcio de Magalhaes : Pole sir que
sejam estradas estrategicas, mas ellas cortam to 'a
a zona perto dos limites oa fronteiras e de um mo-
memo para outro, quando a ropubliea do Uruguay
quizer declarar guerra ao Brasil, pode embara^ar
o movimenlo dessa estrada, cortaudo-a cm qual-
quer ponlo.
Ora, estando Pernambuco, Bahia e S. Paulo em
condicoes mui.to mais favoraveis do que 0 Rio
Grande do Sul, pela sua agricultura, porque a
agricultura do Rio Grande do Sul 6 pequena, a sua
industria cifrase, para bem dizer, ua>creacao do
gado, eu nao sei qual seja a causa para se garan-
tir 40,000:0004 : mas eu nao quero enlrar nesta
larga apreciacao e oem tambem quero penetrar ua
alta politica que teve 0 governo nossa conces ao.
0 quo eu quero e que em proporcao a esses 40 mil
contos, gasle-se tambem com as provincias de Per-
nambuco, Bahia, S. Paulo e outras que estao em
condicdes de prosperidade.
0 Sb. Domingos Pinto : Cora a provineia de
Pernamuuco, deixemosas outras.
0 Sr. Tibhrgio de Magalhaes : Nos tolos so-
mos brasileiros, eu advogo a causa de todas as
provincias ; 0 que quero e que se eslabelera uma
justa igualdade.
0 Sr. DoxftNoos Pinto :Mas cada um defende
os seus interessas.
Se, vejo 0 estado da provincia'Criiico, como aea-
qswnsvijfctUde dizer; teaiui levantar a poirta do veo qne
cob re 0 reverso da medalhs, quiz mostrar ao pu-
blico e etiado da provuiot*, tal qual 1 lie e presen-
iMile e conrtnnara a ser, sn na > se t imar uma
meMhfa'energin. Os medicos quando tratam de
um doente 0 veem que a fen la cone paxa-agaa-
grena, applicant um cauterio e um cauterio em
rclacao ao mai do d ente.
Um Sn. Deputado :N'ao sei como 0 doente as
jryezes pode supportar a cart.
0 Sr. Tiburcio de Magai.gaes : -Mas a pro in-
i* nio esli nestas eoudicdes, pole supportar a
cura, porqae 0 cauterio nao e lao forte.
k', porlanto, oonveniente e indlspansavel qne
se ponba em equilibrio a reeeita com a despeza.
Assim ja teremoseon"eguido muito.
Feitb isto, 0 governo pode muilo bem obter um
emprestimo vautajoso, 0 quo hoje nio podera con-
seguir attento 0 estado do cofre.
Se o governo presentemente qaizer levantar um
empresiimo co quatro mil contos, sera um pouco
diflicil arranja lo, ou entao lera de ujeilar-se a
um juro ineroso, porque os ontratantes exami-
nando a reeeita, verao qua esta nao da para a
despeza, que ha um deficit, e que por conseguinte
0 juro do empreslime ha de ser pago com um
outro empre lirao. Onde iriamos auim parar ?
Os deficits se reproduzirao todos os annos ; para
paga-los prccisariamos ^oatrahir outros empres-
timos, e ojuro da divida ira sempre em aug-
mento.
Se, porem, a assemblea continuar a proceder tao
nobreineute, como tem prccedido, coitaudo ludo
quanto pode acarrttar despeza, c elavar a sua
reeeita equilibrando-a com a despeza, os negocits
entao correrao de outro modo e tudo se couse-
guira, porque faeilmente so padera obtcr um em-,
prestuuo de 4 n H Cititos a juro razoavel, amorli-
savel no lira de 20 anuos, pagaudo as ima provin-
eia a sua dmda actual. Se os rendimentos da
provineia forem uos annos subscquenles maiores
' que a despeza, euiio poier-se-ha amonisar esse
einprestiaio, em menos tempo, em lo ou 16 aauos.
Mas se desde ja nio so puzer u n parade ro, nao
se estabelecer o equilibrio entre a reeeita e a des-
peza, 0 credito, da que se qiAV usar agora, e.n
breve desappareeera ou enlio duiiinuira a pro-
por^-io que a divida for auginentanlo,e onde" ira
parar isto ?
Tenho dito, :-ao cstes os fundamentos que pesa-
vam em minha cnnscicncia para mandar a mesa
uma emeEda restabeiecendo os impostos sol: re 0
algodao e sub.e 0 assucar, conservaudo-cs laes
quaes ate hoje teem sido.
Mando a mesa a emeu la no intuito de concor-
rer com elllcacia a prosper!Jaiie da proviucia, e
faco voto3 para que as minhas palavra se rcflic
lam no animo desta Dobra asscmbiea. (Muito
bem.)
E" lida, apoiadae entra canjuncumente em dis-
dassao, a seguinte emenda :
" 70 t. DJga-se 4 0|a de-imposto do algodio
por arrcba em lugzr de 3"3|4 Oio
" 71 J.vDiga-se 6 reis por kilogramma de
assucar em Ingar de 3 0|o por arroba. Tiftwrc/V
dc MugiHides. ,,
0 Sr. vice presidente deixa a cadeira da presi-
denci?, que e ocqupada pel > Sr. 1 secretarlo.
rt Sr. Xasclmcistit PorJcUn:-(Nao de-
volveu seu disenrsn.)
. A discu*ao Pica adiada pela ticra.
0 Sr. presidente designa a ordem do dia c le-
vanta a sessiio,
0 Sr. Tiburcio db Magalhaes : Se seconcedes-
se a garantia do 303,000:0005, ea nio qaeria ....
60,001:0004 para Perrratnbuao,coatentava-me com
40,0)0:0005, porque assim ja se poderia prolon-
gar a estrada de ferro deS. Francisco e constmir
a da Victoria ate Flores, e a do Limoeiro com os
seus ramaes, etc., etc.
0 Sr. Manoel do Rego :E note se que la 0 go-
verno vai gaslar os 40,000:0004, e nos aiui us
contentavames com a garantia ddles.
O Sb. Tibi'rciq de MagauiaSs : Se 0 governo
assim procedesse, faria jusli.a a provineia de Per-
nambuco, attendendo-se a que ella, no estado pre-
cario em que se acha, da um rendimento geral de
IS a 16,000.0004- Ora, uma proviaeia que da a
setima parte dos rendimentos do inperio, deve ser
olhada com certa attencao, dove-se-lbe ligar maior
rmportaucia, a iraportancia relativa....
0 Sr. Manoel do ReGo : IafelizmeDte assim
B2o e.
0 Sr. Tuhircij de Magalhaes :___ao rendi-
mento que ella da.
OSr. Tolbntino.de Carvalho:Esta faaendo
am castello de acensacoes ao governo.
- 0 Sr. TmuRcio db Magalhaes : Nao, eslou mos-
trando o estado em qae se acha a provineia em
relacao ass seas rendimentis-; creio que isto nao
esta occulio a vista do governo, nem do povo;
nio estou fazendo accusacao, eslou dizendo a ver-
dade. Pois e accusacao fazer uma representacao
a assemblea geral, qoe esta fuacoionando, sobre
os me'.horamcutos e providencias de qae ptecisa aj
nossa agTicultura ?
Ja fain i da agricultura ; tratarei agora do com-
mercio. 0 desenvolvimento qoe tiver a nossa
agricultura, reflectira tambem sobre 0 nosso com-
mercio i para 0 qual 0 goveroo tern tratado die
favorecer. visto como trata agora corn efflcacia do
elhoramento deste porto.
Desdo 1642 ate oanno passadn tem-se gasto
com este melhoramento tres mil e tantos contos
quasi improficuaraente, porque o porto esta no
mesmo estado, pouco mais oa menos, em qae es-
tava. Reconneceodo hoje 0 governo que nada se
tem conseguido, trata de fazer um melhoramento
digao.de tola a attencio, que satiafaca os fins que
REVISTA DIARIA.
tV'oticia imuui-iuiitc.Cm data de lion-
iem, a tarde, diz nosso correspondeute do Rio de Ja-
neiro, por telegramrna :
1 1'assou .1 'jo na catnara d deputaJos, ptir
graude maioria, em l.^iiscussao, 0 projeetode ro-
forraa eloitoral. Arnanha come^a a 2.' discus-
sao.
Taquarctiiisa.Por pcilaria daprcsiden-
cia da proviucia, de 14 do e.nvnte, foi uomeado
parao eargo de t sapnlent--' do suhlelegado da
t'reguezia de Taquareltnga 0 cidadlo Joao da
Costa Bezerra.
Ilorle. Falleceu, aate-huaiiim, de variolas,
0 preso recolhido a eadeia da Escada, Manoel Be-
nediclo.
A policia pro>:edau, como e do lei, em taes
casos.
Ilospirio de nl<>na!vs. Damos em se-
gaiJa mais donalivos para as obras desle asylo :
t Illm. e Exm. Sr.Tendo no olllcio que live a
honra de dirigir a V. Exc. em 3 de marco do cor-
rente, renunciado em favor do asylo de alieoados,
:o que me devesse tocar, p.ir forca do a vara de 17
dejunho le 18J9 14, nosautos do inventario dos
bens do fiuado Joaquim Jose Lourenco Cartaxo, os
quaes foram por uiun apreseu'.ados a V. Exc, por
se acharem fiados ba mais do trinta annos sera que
se tivesse pago 0 imposto rektivo ao legalo do 12
casas deixadas era usufructo a D. Cecilia Rosa,
easada com Joaquim Jo e Lourenco da Costa, e
por morte de ambos aos seus filhos, passando fi-
nalmente a propriedade plena aos nelos de dita D
Cecilia Rosa, 0 que agora sa natisA por ter falle
ciJ-o a unioa fillia desta, quo foi cas.la con Ma-
neel Antonio de Azevedo, 0 qual esta procedendo
em Lasboao inventario de ditas casas, e se tem
opposto com todas as forgas a effectividade do re-
co himento de tal imposto, ja tendo levantado os
alugueis das casas sequeslradas, para garantia do
mesino imposto; e tendo o Dr. juiz de direi to da
L' vara, mandado que 0 processo da respectiva ar-
recadacio, corresso pelo meu carloria; venhocom-
raunicar a V. Exc. que iguaimenle renuncio a fa-
vor do mesino asylo, a poreenlagem, que como es-
crivao, deve caber-me em dita arrecadagao, nao
so em rela.ao ao usufructo, para cujo calcuio ja
foram os autos ao consulado, mais tambem em re-
lacio a transmissio da propriedale plena dasrefe
ridas 12 casas de cuja avaliacao, para deduccao da
respectiva _tixa, ainda se nao iralou nos au-
tos. *
Deus guarde a V. ExcCidade do Recife, lo
do julho de 1874. Illm. e Exm. Sr. commendador
Dr. Hennqne Pereira de Lucena, muito digno pre-
sidente desta provineia.0 escrivao, Manoel Joa
quim Baptista.
0 Gabinete da presidencia de Pernambuco, era
lo do julho de 1874.Illm. Sr. Manoel Joaquim
Baptista.Acouso recebido 0 officio desta data,
em qae V. S. renancia em favor do asylo dc alie
nados, a porcentagem que por lei Ihe couber, nao
SO quanto ao asufructo, como a transmissio de pro
priedade, no processo de arrecadario, que corre
por sea cartorio, dis bens deixados pelo finado
Joaquim Jose Lourenco Cartaxo, em additamonto
ao offerecimeato qae fez em 3 de marco ultimo do
que Ihe tocar, segundo 0 arligo 14 do a 1 vara de 17
de agosio de 1809, relativamento aos autos princi-
paes do inventario do referido Cartaxo, tin Jos ha
mais de 30 annos, sem que se houvessa pago 0 im-
posto correspondeute a um legado de 12 casai dei-
xadas a D. Cecilia Rosa.
Louvando a V. S. pelo seu hamanitario intuito,
e agradecendo-lne 0 valioso concurso que tenta
prestar aquelle piedoso estabelecimento, cabe-rae
dizer que nesta data olncio ao thesouro provincial,
com providencias a semelhante respeito.
Sou de V. S. muito attencioso, vanera Jor e cria-
do. -Henrique Pereira de Lucena.
Santa Casa tic Uierirardia. Em
sessao de hoatera, 0 mordomo da numero, o Sr
Antonio Ignacio do Rego Medeiros, cavalheiro
muito distincto por esses dotes peesoaes que re
commendam os homens qne os possuem a consi
deracao da sociedade um eujo meio se agiiam,
compenetrando-se da deficiencia de reeursos, de
qqe actualmente se resente 0 cofre da Caridade,
offereceu ao mesmo a quaniia de um -conto de
reis.
Aegdes de tal quil te, excusa'o e dizer os tiiu-
los de graiidao publica que acquisiciooam aos que
as praticam.
llloatraruo U<*K|tanbota trarri
raaa. A' iivraria Popular, dos Srs. Silva Car-
dozo & Pessoa, a rua do Bario da Victoria n. 59,
acabam de cbegar 03 ns. 19 a 22 do apreciavel
jornal madrileno lllustracao Hespanhola e Ameri-
cana, con tendo entre inDumeras gravuras, as se
Manuel Marimez, nMAM-Uti ik- xraca 9 ju.-fca em
Hespaulia, e geuewl Curonaa, reptestutaate do
Mexico Cm Madrid.
Sao importanles e dignas de aprceo nao so as
gravura* '- -yr dj|-"-'rj ~-m fn -- nutareis,
e das locaiidades em.iiue se passim os moviraen-
tos da actual guerra cailwta.
liumcuoqem a Agassis. Ileualram-so a con-
vite do Dr. Wilder 9 presidente Whiter, a 28 de
maio, professores e graode ourajero de alumnot
de Cornell, afim de tratarem de ceneorrer-se para
a homenagim ao graude naiuralista, ja de ante-
iii.io annunciada.
Commovidos fallaram os professores Gould,
Wilder e 11 aril, 0 primeiro saoago e os outros dis-
cipulos de Agassiz. 0 professor Gould, tratou
sobretud) da simpleza, itiodestia e inapreciaveis
dotes (|ue 0 ornaram, a par de incomparavel
ainabiliJada no acolher a todos. Charaando-o seu
pai, os professores Wilder e Hani, mal podiam
erprtmir 0 qrratito dc rpspctro f a-diillllflU IW
iriam pelo me-tre. O Dr. Wilder, mostn-u a to-
dos 0 mais fici retralo que conhece, e 0 grande
numero de livros tie Agassiz, auu?s Je su unda
aos E. pensar-se que Agassiz nio. cm religiuso; se re-
ligiao slgniftea fazer bem c ever Da Provi lencia,
dalle ouvm muilissimas vezes repettr sea name.
O prolessor Rased, fez ver que, alc.n das >a-
bias 111-'Vis em Cuiik-U, ul">"f *mm-_
resident!', Agassiz nutria vefJadetra s>mpalli"u
por e>ta liberal inslttui'.-a >, vm enjes VaiorsM -
exislem v.tiiosas J..divas p mu p/opnw u*
colleccioaadas. Os oradures co-avidaram todos a
concorrerern om alguma cousa, aiim de perpe-
tuar-se, ;se ninda posslv.l mats, memo is d'a-
i'.i' lie que dizia ndo tenho tempo pm* gnnhar i-
nh'/ro e, ainda |iouc tumulo, dava prclee>;oes publicas gratmtas.
Na chc ca e no paUcto, na esoula e em U>da a
pane essa alma privilegiida deineu lenibrant^s
indeleveis e nadades da si F< l>z d i hum tat 1. jo
se em cada sec aio possuisse um Agassir.
Acada.iiu Americana de lam>- tteuoic >e
de novo em Wasbiogion esta associaioao da *-
bios, que em outubro passado, ja i.avta com (ii-
zes resultados trabalhado pela iifca it im su^s
ses>6es.
Eutre outros assumptos alii ira'a.i >s ea aa<,
meaciouaremos : dMstficafM dos cuUupUrv* |oc
Le Conte ; func.-des e mechanismo da audtvio,
durac.io da sens >;ao e rellexao do som em elt.iu-
mas e vidr s aquecidos, p r Mayer; experisneias
sobro a resisiencta do pinlio. pelo prufessor
Norton, do Yale College; funci.oes do ceiebro e
ncrvos pelo Dr. Brown-Sequard ; iransilo do
Venus e as c iiiuuis.-'ies de obsarva<;ao pela pro-
fessor Newcuitib.
Teleyrophia SubUrranea. Na Iugiaterra, e<-B-
sidera-se como seudo 111 -llior que 0 sysleii.a de ii-
nh is por eima de edrficius, 0 de linhas s iteira
MM) porque, eomoe sabido,oBranieiucaavdiH\j>ie
do primeiro-a diffleul )ale em islar, c iiequtii"
neste ultimo, devido a maueira p>jrqus poda set
cutisli ui.Jo paaMndo por lubos de I'elTO a seudo u*
li is cuberlos de ,-urslaucias, qoe mais ou 11 eu -
os pre-ervam das inteuipenes do tempo.
A telegrapbia subierrauca, esta cm v.ga tntre
Londrts e as demais cidadrs corommiat-s e a*-
nufaclureiras de primeira ordem na BBgUfelM
Ua construidas 3,0o0 nnibas de-arauie a ceica de
100 milhas de tubes no systems subterraneo.
Ccric^ii'o. A' rua do Darao da Victoria 0.
63, acaba da s>r aberio um estabelecimeuui desle
genero, on Je so encontra 0 que ha de meiiitr em
artiges de cd.a, como velas, twgias, etc.
Ijutei-ia Uo Rio de Janeiro. Segundo
telegramrna da corte, hoje deve ter alii exiraUid*
a 2U3-1 loteria.
i.iiieiia A que se acha i ven-Ja e a lw>.*
e b. ne ii cio da nova igreja de Nossa Senhor a da
Penha. a qual corra 110 dia 18 do currents.
1.4-iiao.- II 10 boras do dia, o leilao dos objectos perteMrates
ao espolio do deserabargsdor Man el Juw da S.iva
Neiva, conslando de livros dc direilo, objeclos de
ouro, prata, raoveis e louca ; no 2* attdar do so-
brado n. 41, a rua Uuque de Caxias, aniiga das
Quzes.
Casa de detcneao.Movimenlo da.c*sa
de detenfao do dia 15 de julho de 4874.
Existiara presos 32H, entrou 1, sahiranj '.,
cxisiem 324. \
A saber :
Nacionaes 251, malheres 8, estrangairos y.
iseravos 39, escravas 3. Total 3J4.
Alimentados a custa dos cofres publicos Hi
Moviinenio da eufannaria no dia 15 de iutlio dt-
1874.
Teve baixa :
Vicente Quaresma da Silva, (vphaiaigia.
Tiveram alta :
Joaquim Antonio da Silveira.
Jose, escravo de Joao Corriia Vasconcellos.
. Cemiterio pnbllco.Obituario do dia I'.
Je julho da 1 7 V :
Casinih-o, brenco, Pernam'iuco, 4 mezes ; e n
vulsoe*.
Manoel, pardo, Pernambuco, 9 mezes, ft. Jo--:
eclampsia. x
Miguel, pardo, Pernambuco, 2 annos, B >a Visia .
tuberculos mesentericos.
Maria, parda, Pernambuco, 4 dias, Grari; he-
monhagia umDiliral.
Maria Amancia do Rosario J )rge, parda, Pernam-
buco, 40 annos, Boheira, S. Jo.-e; tuberculos pal-
monares.
Maria, escrava, prita, P.rr.amhuco, 50 laaoe,
solteira, Boa-Vista ; tuberculos pulmonares.
Joio Pereira da Silva, pardo, JaOoatao, 53 an
nos, Boa-Vista, hospital Pedro II; variolas.
Antonio, pardo, Pernambuco, 9 mezes, SaxU
Autonio; colite.
Augusto, purdo, Pernambac\7 mezes. Boa V.s-
ta ; convulsoes.
Jo3o, braaco, Peraambuco, 3 anuos, tmath; gas-
tro enterite.
CBROMCA JlXirHSU
TRIBUVIL D.l RS:i. Vf IO
SESSaO ESPECIAL DE 10 DE Ji'LHO DE 1*74.
PRESIDENCIA t>X> EXM. SR. CONSELIIF.Ikm
CAET.VNO SANTIAGO.
Secretario Dr. Virgdio Coe.ho.
As 10 boras da manlta, prescutes os Srs. des-
embargadores Reis e Silva, Motta, Accioli, Dorain-
gues Silva, foi aberla a sessiio.
Era seguida 0 Ezra. Sr. conselaeiro presidente
:ez 0 relalorio dos aggravos que foram julgado.
por elle, e os adjunclos sorteados na sessao ante-
rior.
Aggravos de peticio.
N. 23.Aggravaute 0 bario de Nazareth, ag-
gravado Joao Xavier Carneiro da Cunea. Adjunc-
los sorteados os Srs. desembargadores Accioli e
Reis e Silva.Negou se proviraento./
N. 26 -Aggravant* Dr. SaluJtino Gomes da
Silveira, aggravado Arcelin-, por s.u curadcr.
Ad.uact u sorteados os Srs. desembargadores Reis
e Silva e AccioliNegou-se provimenio ao ac-
gravo fl. 111.
Aggravo de inslruroento.
N. 5.Aggravante Joio Fernandes Baptista, ag-
gravado Manoel Jose Arieira Vianna. Adjonctos
sorteados os Srs. desembargadores Domingue*
Silva e Malta. AdJiado por ser impedido 0 Sr.
desambargador Motta.
Encerrou-se a sessao a 1 hora.
Tribunal da coiumercic.
ACT A DA SESSAO DE 13 DE JULHO DE
1874.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSBLHKIRO AXSKLMf
S-EASCISCO PEHETTI.
A's 10 horas da man hi, presentes os Srs. de-
putados secretario Olinto Bastos. Lopes Machado,
Alves Guerra e 0 Sr. snpplente Sa Leitao, S. Exc.
0 Sr. conselheiro presidente abrio a sessSo.
Lida, foi depois approvada a acta da sessao pre-
cedente.
IXrEDIE.XTF.
Offlcio do presidente e secretario da junta dos
eorreiores, remettendo 0 buletira das cota^oes ofB-
ciaes da*semana dc 6 a 11 do presente mez.Para
0 archiro.
Officio do superintendente da estrada de ferro
do Recife a S. Francisco, dando as informaoDes
exigidas no offlcio de 30 de junho proximo passa-
do. Remetteu-se a secretaria para os lias eoave-
nientes.
Officio do Sr. snpplente Pedro Cascio, declaran-
do comparecer na sessao de 16 do corrente. 0
tribunal ficoa inteirado.
Officio do inspector da alfandega de Maceio, de-
clarando nao se haver preparado livro algum do
mez de junho proximo passado.
0 tribunal resclveu qae se officie aos conserva-
dores do Ceara, Rio Grande e Parahyba, afim de
-
\
>
^
'
I
guintes: retratos de D. Antonio Ortiz, ministro dot que cumpram 0 qne lhes foi recommendado em
ultramar, D. Augusto Uilua, mm^tro de estado, Sr. I offlcio de 20 de Janeiro de 1871, recommend^ao
------
%m


f L
')
? -,

\
'.....: ....."............"i..... ......
mHMeW&kaMitob S&f^eira 11 de Mho de 1ST
qua so tem sido 6b ceic.
Bisuibtiirarrfrse m aegniates livfos :
Dlaaio c copialoc. tVAotani > da Canha Pertira
Brand*, diarto Jo :H:uA Goaeatve?. copiador
nudvtorfre laa.
^t DBSPACIIOS.
R sqneriraentoa :
D'8oun.iuD(fni ir.i ,\ C, flscare da moraloria
de Joaquim da SilvaCosta, de-laranlo qua achan-
do-sdlW nfgooios'da rrtetrao Costa em extrem i dc-
' teriorados, re qaerau roviig t$i> de dita.moratoria,
r p sell a^tiftj pan *olver.o-pas-
se iaatfw^ao em'iufeo.'Telte a
'as outros fhcaes.
Do Dora
trega da co1
gijtro, o. qn
De Antor.i
so foi 6u nil
xeir.
* Hauatho,' pedindo en
v'tjhiuisubmetieu a re
laf ori la. -Dga a i>retaria.
hot ifrifa, -pars c< niiiear-se lha
regi-tpada a uomoa^ao de seus cai-
xturos.r-Cerlit'ique-se.
De' Joao Gervasio_da Cunha Perue, solicitando
certilao da norriearao do seu unico caixeiro.
QfaQr&rWo re^ri^
De Joao Lapistrano & C, re (uerendo oertidao
da npme.^9 dfl seas tfrtixeiros JoaTuim da Costa
DoofSdo Frlho e'Benjamin Captstrano deOliveira.
. Como pedonv
Be'Joio da Costa Rego, para qnecertifique-so se
ai*ha-se on n5o registrada a noroeacoo de Caroliao
da fji>?ta Reco.-Gertiflqae-se. .-
Do Cordeiro SfitoSes 4 C, tr-zendo a registro
a nornoaplo de K'tivgdi > Ptiiza deOlivoira e Eva-
risto Martins Moreira, a ftoJindo baixa em a no
moacio de AdulplmiQuiutiliano Alves Guimaraes.
-nj Sa formi requerida, I
.iiBe Antonio Jese Leite Bistos, sabmettendoa
"Kgfclro a nomeacao do seu caixeiro Joaquim Me-
nelao Bias Itarreto. Pcoeeia-se ao registro pe-
dido.
Da Doraingos Jose Avila e Jeronymo de Souz i
Holim, decbrando que diss dyeram a sociedade
que t.nham sob a Anna -Avila & II dim, e por isso
pedeai que lique assim distratada dita sociedade.
Sao s suppticaales os que devem apresenlar o
sen dislrato.
De Joao da Araujo Ce?ar e Francisco Oroncio de
Aranjo Lina, impetrando o registro do sea coa-
trato social. Visia ao Sr. desetibargador fiscal.
Do hira> de Santa Craz e jLuiz Leopoldo dos
Guiraaraes Pekpto, sujeitando i registro o contra-
to social que celebrarara. Vista ao Sr. descmbar-
gador Qscal.
De Jlanoel Luiz da Silva e Joaqoim Ribeiro da
Silva, olferecendo a registro o distrato da socie-
dade jue tiveraoi. VUta ao Sr. deserabargador
fiscal.
Di Antonio Igaacio HeUor e Antonio Joaquim
Moreira Sarapaio, pcdtado o*ej?istro do seu dis-
trato. Vida ao Sr. desoaibargador fiscal.
Do Jose Pinto Lpa, Autoih Pinto Lapa e Joa-
quim Ribeiro d.i Silva, re |uereudo quo se registre
o seu eontrato juuto. Vi=t-i ao Sr. deseuabargaJor
fiscal.
Informacao da secretiria, impugnando as pon-
dn;iri' feitas na replica do Adam^on Howie &
C, ein.obedioncia ao daspacho do tribunal, de 0
do an lante. Nao tem lugar, a vista das razoes
o in-tant's da informacao di secretaria (\w, sao
de lodo proeeJi ntes, nao tendo o tribunal que ac-
laaimoote tonottons, otariga^io do cinjir-se a opi-
niio do que fnnecionou em l8o;{, raormente dan-
do-s> a circumsiancia ponderala ua referida in
formao.io.
Iden da mosrna dizendo q'ie com a escriptnra
e proeom^n rimexfl*, se acha ialisfeito o dcspa
t mo dn tribunal proferido em petica.) do Manoel
Xovier Ci.rreia Lima. Na forma p'edida, a visia
da informacao.
Suir. mariD ex-offlcio instaurado contra Jose
Mendes Vieira, adininistrador de trapichc.A-
diado.
Nadi mais havendo a despacliar, S. Exe. o Sr
icnsell eiro presidenle encerrou a sessao ao mei
1 a.
c\mn\ SIJJ.MCIPAL.
SAO DA V 0:\!)IX,VIUA EM 7 DE JULHO
DE 1874.
I .'.KSIDF.NCIA DO SR. TKKDO'.ItO SILVA.
Ao nieio di i, presentes os Srs. Loyo Junior,
It ego Barr";, Cunba Guimaraes, e Dr." Moscoao,
abrio.se a sessao.
Foi lida e approvadaa acta da antecedente, len-
do-se o seguinte
EXPEDIENTS :
Offlcios :
Do Exm. presid^nto da provineia, remettendo a
camara, em cumprimmto do aviso do ministerio
oi ajricultura, cmmercio e obras publicis de
S i de junho proximo passado, urn exemplar do
desenli. de pesose medidas raetricos, alim do quo
os dmprer-ados da afericao tonham conh;cinento
ilas formas prescriplas p^b regulamento de II
d teaembro de 1872, e recommmdando a cama-
ra que bianteaba a severa observaaeia de taes
jcriocojs.Interada,
Do fiscal de Afogados, parlicipando que muhou
r:\ quantia de 6 i<;00 a Moreira 4 Duarte, por
estarom conceitanJo, sem lioenga da camara, duas
casas do sitio, quo foi do finado Gabriel, Antonio,
no lugar danofninado -Yaqua y, na forma do
disposto no artigo 73combinadd com o 91 da lei
r. Hl'J, de 2(i uo junlio de 1873. Ao procu-
rador.
Do fiscal da freguezia da Bia-Vista, informando
a pelicao do Jovino Bandeir i, tem a dizer, que nao
ba inconvenicnto em -e Hie conceJer a licenci que
pode, uma vez qne colloque o corapetenle boeiro
- na fabriea de golo, de raodo que nao incommode
9 s vizinhos.Cmcedea-se.
Foram apresentados os segnintes pareceres :
Or Jenoa a camara, que a commissao do merca-
do informasse sobre a materia do offici) dirigilo
pelo procorador Jose Simplicio de Sa Esteves, a
r;speito do procedimenlo do Tlioraaz Antonio Gui-
maraes, e depois de proeeder as necessarias pes-
quizas, passa a camara a relatar o seguinte :
Nao iiavia easa alguma do antigo mereado do
lado do novo barracao que podesse ser aprovei-
tadi oara nolla se vendsr carne fresca : existia
apenas uma parade lateral do lado do norte, que
tiara e;n pe, provavelraente para servir do cerca
a^ obras em oonstruccao, foi construido um pilar,
e uin arcode tijolo para fechar essa parede pelo
lado de terra, isto a pmcos dias : consta, que se
trabalnou duraote o dia, provavolmente depois que
o Sr. vereador Loyo se reiirou do mereado, para
nio to se cobrir acasa, que se fez, com essa pa-
rode velha, como prepar-ar uma outra de madeira,
- a toda pressa eduraniea node, para no dia se
guinte se talhar nelU. alguns, bais : por conse-
guinte e real, que alem da casa feita com a pare-
do velba, esta foita oral outra, casa de madeira
para o que nao deu licenpa esta camara.
Thomaz Antonio Guimaraes, que flgura no re-
querimento am que pede licenca a esta camara
para mUar ga lo e venje-lo na casa velha do
mercadc, nao.eiiiegociante de gado, e'menos cria-
d r ; v. caLxeiro, feitor ou vigia das obras do
mereaaOj arrematadas por Jose Augusto de
Aranjo.
Como se saiba hoje, que a casa de madeira ul-
tiinaaien e con3lruida esta alogada a outras pes-
soas para alii veaderem came, 6 fiscal a minlia
vi;ta nergtwton aodito Thomaz Antonio Guima-
raes a qaeni traha elle alagado a casa, e elle res-
pondeu, ^ue nao sabfa; o que prora, que elle
apenaa figura nesse negocio como agente de ou-
trom.
Ja o flical da S. Jose, Ernestino Cavaleante de
'.'. i'i ju-irque me kavia inf jnnado de tor ouvi lo
dizer qae esse t>ealdy de licenci para construir
a;)ugaee ma tor bois, era uma especulacao do
an-ematante Jose Aagaslo di Araujo, seguudo se
di;:, arrematante dosubsidio ousocio, para intimi-
daros mirehaotes e forca-los a pagar uma quan-
tia certa de subsidio, ainda que seja menor o nu-
m r) de rezea, quo se esquaxtejar no matadouro
di ariana'eaie.
0 auao passado ou atrazado fez-se a mesma a-
peiulafa-), sob names dediversas, reqaereado-te
licenca para construir u-ngrando lelheirona pra;a
do mereado para n'elle se vender carne barata,
priistatid )-.-e a mooopolio dos marcbantes : logo po-
rem, qa cstes sugoitaram se a philantropiei exi-
gencia dos sooios da arromatafao do subsidio,
que tinharn en vista fazer esse incuinparavel be-
neicitio a populacJo desta eidade, desppareeeram
os taes amigos da humanidade e o preci da carne
ficou sobrocarrogado com a demasia exigida pelos
ditjs anematantes do subsidio, facto este, que
cbegou ao dominio do publico e nunca foi eon-
teatado.
Actualmente la-se o mesmo eacesso de phlljn-
tr.:pia,
Exige-se dos rairchantes o pagamento de subsi-
dio de 720 rezos semanaes, quer elles mat6m
maior numero, quer matem meoor : ps marchan-
tes recusam-se a sua exigeacia, allegando que os
seus.preioizos fjrjm excesMvameate grandes du-
ran.te o verSo, ponjue liveram de- vender a carne
pjr precci inferior ao que foi ella eomprada, e
alen diso sobreeirregados com o pesdo onus,que
lhes foi imposto pelos arrntantes do sabsldio.
Estes, porem, querendo segurar no lucre-, apro
veiiamso iW. cha^adja
uma p-jqaena bo
girera os marchantes
ajougue, matam-se. algrtn* k)ii ,-e
v:hfda : oi rnariTnaMWs rtrim n^' B
jeiliin s
os bois
chantes
nao ha _
no.iio dj TaoTiiZ"Aht^Wio Glim
gada a ou'.ro! petecyntes de carae, por '
riio por iopM, -^uin'tia ijdi foi Jradi'
mara.
Sao eitas lnfor,Tngo*js fornecIJa^ p>lo
nestino, Cavaleante de Albuquerque, pelo p
dor Jose'Simplicio de SI Esteves e polo admiais-
n\n\ Aft AfAt*i f (rA ^
trado* do matadoaro Mantel de Olife'ira Linn e
por onlras pessoas, qne se dizetn sabedora* d.esse
negocio od teem pane nelle.
Senio, po tanto, verdadoquo a easa de i|ue so
fall a nao existia mai< no mereado e sim nma -pa-
rede apenas eque foi conrtrnlda umv outra asa
de madeira, para a qual n\3 boaveillcenca^ sen-
d verdalo q.ie Tiiomiz Antonio Gaimaries, nao
0 negotiant) Je gado, e sim caixeiro ou feiior de
Jose Angusto de Araujo, eque alugou a diu casa
do madeira a outros; sando virdado, que nonhu-
ma utilidade lira |o publico desta iusijio>a espe-
culacao, e mnos a canara, que mesma qua lu-
crasso nao devia Jar sea asseotimento a procedi-
menlo de se nelhaoto uaturaza em que sa iWu
rod ilia juear a boa fe Jo* vereadores, que aese-
jam facilitar os nieips- de 'tornar mais barata a
alimenucai publica, sem qae por isso se queiram
consftuir cumplices de ami miqaloacao en que
se deixa de lado o decoro e a honestidade, 6 a com
mlssao de pareccr, quo a camara maode desman-
char a casa de m i leira que f>i feita sem sna li-
cen;a, o derrubar a parede do mercadi telho,
que nao tem utilidade alguma para as obras em
coostruccao, aim de quo se nao. continue abusar
escandalosarnente da boa fe coin quo a camara
tem sempre p^ocedido.
A camara cntretanto ordenara o que parecer-
Ihe mais conveniente.
Paeo da camara manicipal do Recife, 2 de ja-
Ibo de 1874.-Dr. Lobo Moscoso.
Coneordo dm as allegacoes produaidai pelo no-
bre collega,membro da comraissao do mereado, em
seu parecer sobre* o tralbo que Thomaz Antonio
Guimaraes, estabelecou na praca do mereado ;
discordq, porera, do alvitre que lembrade mandar
dcmoli-lo. .
Sou de opiniao quo s camara de facilitar a
qualqu'r a estabelecer talhos, umavez que a pra-
ca proporcione local.
Quanto a paga ^stipulada pela camara, entendo
que dove ;er elevada, uma vez quesubsistem can-
sas drversas daquellas que deram lugar a cenccs-
sio.
Paco da camara municipal, 7 de julho de 1874.
Loyo Junior, membro da com-nissao do merea-
do.- Seudo approv.idos ambos os pareccres supra,
a camara rcoolren que foe intimado Thomaz An-
tonio Guimaraes, par a pagar a quantia de GUjilO >
mensa s do aluguel pelo talho, de que se trata, as-
si^nando o respeclivo termo de obrigacao, sob pe-
na de sor domolida a casa de madeira.
As informacdos relativas aos pareceres supra,
sao do theor seguinte :
Hints. Srs.-Eai cumprimonto aos offlcios do Sr.
Dr secretario, datad.js de 17 do corrente,nos qnaes
me manda, quo de ordem desta Illma. camara,
infirmo minucio?aaiente ae os tallies que foram
dados a Thomaz Antonio Guimaraes, foram cediJos
a oulros; sou a dizer queprocedendo a examinar,
estou informado quo foram cedidos pelo riio Gui
maraes, sem oans algum sa nio de os entregar
quando furem pedidos a JoSo Jose" de ifeJeirus, Mel
lo, e que estao sendo ocenpador por Joan Jose de
Albuquerque e Alfiedo Peregrino Camello Pessoa,
sendo Guimaraes obngado pelo aluguel mensal de
10^000, para com esta Illnv. camara, por ter as-
ignado o respectivo termo : o quo levou Guima-
raes a assim proceJer, ignoro, visto nao me que-
rerom dar provas deste a_-to de philantropia. Gui-
maraes, e vordado He requerido a esta Illma. ca-
mara, licenca para malar uma boiada que tinha
trazido ou recflbido, porem, nfu foi exacto ; Gui-
maraes e um empregado do arrematante do novo
mereado -e nao negoeiante de gado : o gado iue
se botava naquelles tallios, era do Virgibio Hi-
racio de Freitas, qne rnatava em noma de um ou:
tro, e nio acabou do raata lo.
Quanto ao que haoccorrid" enire 03 marchan
tes e o arrematante do subsidio, nada posso afflr-
mar, visto nao achar provas dos boatos da ribeira,
pois os que me podiam dar, r.ada forneceram mo.
E' o que tenho a informar a Vv. Ss., que sabe-
rao deliberar como entendorem.
Dous guarde a Vv. Ss. -Fiscalisiclo da fregue-
zia de S. Jose, 25 de junho dc 1874. lllms. Srs.
presidents e vereadores da camara municipal
desta cidado. 0 fiscal, Ernestino Cavaleante de
Albuquerque.
Mat idour > paWic >, 22 de junho de 1874,lllms.
Srs. E:n resposta ao ouleio por V. S. dirigido
em 17 do corrcnte, ordenad) p^h Illma. camara,
resp ndo que Thomaz Antonio Gaimaries nio me
apresentou licenca alguma relativamente ao mata-
douro pub ieo, e'sim appareceu Virginio Horacio
d) Freitas, mandando matar rczes pa-a o consu-
me desta ciJade, cuja matin;a era teita debaixo
do oome de Jose Cietam de Medeiros Junior, e ef-
fectivamente continuavi ate o dia 11 do corrente,
toudo por fiada esta matan;a, por ter vendido o
rosto do galo, que por isso nao continuava a ma
tar em nome do mestflo Medeiros ; quanto ao q ie
diz respeito aos marchantes e arrematantes do
subsidio. nao posso as;everar o que entres elles
nouve relativamente ao s jb-idio, sei por ouvir dizer
por Virginio 11 iracio de Freitas, que estes se t'r-
nham contratado a um pagamento corto de numeros
de bois que se mitavam, e que por isso o mesmo
Virg nio propalava em lodos os lugares tal noticia
a qual eu nao soube da realidade de tal facto, pois
em miulia presents n5o ouvi nenhuma das paries
tratar da nota das matanjas anteriores a esla. Vv.
Ss. podem vet a difforenja que ha.
Deus guarde a Vv. Ss.-lllms. Srs. Dr. Francis-
co Augusto da Costa, digno secretario da cimara
municipal. Manoel de Almeida Lima, adininis-
trador.
lllms. Srs.Em cumprimento ao mandato d-
Vs. Ss., tenho a informar, segunio o que ouvi dia
zer, que o arrematante do subsidio queria que os
marchanles Ihe desse'm tras mil reis por subsidio
de cada cabeca de gada, ou 420 reis sobre 720
cabeeas, enlio querendo oj marchantes se sujei-
larem, approveitou se da chegada de Virginio Ho-
racio de Freitas, que trottse uma porcao dc gado,
e nao achanlo prego ao seu contento e tendo disto
sciencia o|arrematante aciraa dito, chamou-o e con-
tratou com elle dearranjar ta'hos para elle talhar
o gado, e assim conlratad s, lancoumao o arrema-
tante, de Thm?z Antonio Guimaraes, seu caixeiro
ou feitor, em cujo nirae requereu a esta Illma.
camara, oedindo licenja para exp;r a venda car-
nes verdes em um dos cnbiculos da ribeira que
iuda nao se tinha demolido, e tendo obtido licen-
ca para .isto, pagou o imp jsto de 4,000 reis para
abrir umso talho ; e passando eu pela ribeira vi
pedreiros e carapinas, trabilhadores do mereado
publico, fazendo am telbeiro, construido com ma-
deira, pedra e cal, no qual se expoz a venda carnes
verdes ; e tendo os marchantes se sujeitado as im-
posi^oes ^do arrematante do subsidio, retirouse
Virginio, e Thomaz Antonio Guimaraes Dcou com
os dit is tallios novamente construidos, alugando
um a Joao Jose de Albuquerque, a mil reis dia-
ries, e o outro a um genro de Joao Chrisostomo
de Albuquerque, pela mesma quant.a.
E' quanto a Vs. Ss. pos3o informar-Deus guar-
ds a Vs. Ss.-Camara municipal do Recife; 25 de
junho de 1874.lllms. Srs. presidente e verea-
dores da camara municipal.0 procurador, Jose
Simplicio de Sa Esteves.
A camara detennioou que o procurador forne-
ca aos fiscaes, balancas com pesos ate cinco kilos
para o repeso dos generoa; e bem assim irenas
ou filas de melir com cincoenta- palmos ou ooze;
metros.Foi submetido o requerirasnto seguiuje
A occupagao da travessa da rua de Pedro Af-
fonso com os tnlhos da companhia Loco no bra,
vai para o fu'.uro causar grande embacaco ao
transito da gente oosupada no trafego do peixe
fresco ou conservado : haven lo defroule do novo
mercad uma casa torrea com poiia de cocheira"
oecupada actualmente em serrar madeira, cuja
desapropriacao imruediata deve ser de grandeJ
proveito para o servigo do mereado e do publico:
requeiro quese ordene ao procurador, que enten-
da-se com o proprietario do dito arraazera a res-
peito do preco pelo qual o quer vender para qae
esta camara com tempo possa tornar as precin-
c5es que. julgar a bem do interesSe do niuni-
cipio.
Paco da camara manicipal do Recife, em 7 d%
julho de 1874.Dr. Lobo Moscoso.Approval?.
Foram despachadas as peticdes segumt^s :
De Antonio Jose diLuz, Browrri Thomson A C,
Jpaqnira Amaucio.de Lima, Joaquim Roingues
Duarte, e Ricardo Jose Games da Luz.
Nada mais havendo, o Sr. presidente levantoa
a sessao a 1 hora da tarde.
Eu, Francisco Augusto da Costa, secretario,. a
escrevL l
4 EGSr? A
M0NIC1PAL I QJ-
ABR L
a 1874.
Receita arrecadada
fcrQo
do 1
61 j*^
0 de


tf rfcfcro paht'-a^ 3l%lrj3 ^p'SMt^nof; cujas
vistas esiao lancada* ftn. oi eWwJ. a espers do
dia do assart*.
M*.*Hft.esJtjj.lqnge.......... quo antes de
~ada o Sr 'Anrqjio fioa doadoe vai paraj o
i;qflertie eatireserv-aio no asylo Be
t kit) U*___u.r JH
A rlW.tOTflFCA.
f\a
talvez
fames
foi resolujao toiiiala'posie'rlnratonte" a unrio do
ao pa>so qiie os
sofT.em;
a BiBMirrtrcA.
ftOviniM..Ie 15' dp orreni?, i.!gU3m,dis3e,
e o Sr. sprlgl^^rie'e capaz ao muatirat in
i detaj droera, que a. reforms da biMi it eja,
dila nas paginas da /', tiiicla ,
actos da admimstracao nenhaina analyse
sao trazidos (o isto raras vezes) para discos.-.i i
apenas co:no um mero pretexto para passar-se
do eomposturas ?
Desejamos ainoa one Ss. Ss. nos respoudam se
aceilam a rasponsatflidade dos ullimos desm.indos,
a qde uma p.j.na mercenaria alira a Procineia
com veroSdi'ira in<*anta.
Ai-'rol'tamis, quo S'. Ss. deplorarao eomn sco
um tal desvl i da lm;irensa politica da provineia,
nteorrliecorrl'i q'ie elh ( m;)renw) oSo esti na a!
tura de nisga.civilisacau.
Caia a res-ponsabrlidnle sobre n ma dito Cairn,f
vergonha do #Dare pernambucano.
( -~T \ ,
(m
m
Saldo
- sego1
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Canara muoiclp
de.187*
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16 de iuJUo
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0 procurador,
JOsifHimplicit) fie SdfEste
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PARTEPOUip
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PARTIDO COHSBBVAPOI1
RKCIFE. 11 TiP. JOL'HO 02 18ft. '
A phase qne a Propiucia atravessa Jioin iadisa
que o sou estado e nesofperador.
A penna qae a drrige, desconcertnada,-*omo o
incur?-a o estylo, assemelha-se a npfi de algami
hyena, qae aeordon sedema' de reputacio alheia.
Parece que o eicriptor que disse que a assim
como ba monstros ua ordem physica, tambem 6s
ha na.orlen moral tinha diaote,de si um ra
biscador igual a esse que na Provineia ailments-
se com.qs botes dados na nonra dos.outros.
0 qtiu pnrem, nos vale i que, em compoasacao
a forca de tanto atas-alhar a honra dos oatros. em
escriptos, ja esta completameute. gasto, e a opinito;
pubbca o considera um diffauiadur por poueo
mais ou nada. ()
Ai daquelle que calie no seu desagrado I
0 primeiro que o monstro escolheu para victima
foi o Exro. Sr. Dr. Luoena.
Nao contonte com atacar'um caracter nonrado,
nma reputacio ijlibada, e^mo.e a de S. Exc. o Sr.
Dr. Liii-eaa, que, nem por iss'o lite tem udio, eil-o
as. voiias com os outros caracteresr-respritaveis e
puros como sejam os dos Exras.. conJelheiro Joio
Alfredo e visconde de Camaragibe. n
Esses cavalbeiros, cujas qualidades, meritos e.i
servieos tod j o paiz recoihece, estio servindo de
paato a perversidadc daquella monstro qae, como
secretario da presilensia do Ceara, vivia na maior
inWmidade com o presidente o Dr. Joaquim Vilel-
la, (hoje fallecido) recebia provas de confiaoca, e
no dia seguinte ia para a impreasa oserover arti-
gos contaa o mesmo Dr. Vilella.
E' uni kaidor esse monstro, qae se alira agofa
contra a repula<;ao de cidadaos. a quo o paiz iutei-
ro respeita e venera !
Misena das mlserias I *
Ate quando estar'emos sejeitos a um traidor de
todoi os tempos, a um R idain de todas as epo-
cas !
II liin t
Profiro o gorerno dos francos conserva-
tirar a -nnscara ao ealumuiador, quo
. U a lei, qne
qyBfaOli autonsava a refiKaia,di/bitdiBtheca, estava pu
1 w^* blicada, e foi emmvmW B&. coavidou ao Sr.
= Dr. Antin de Vas^ncellos tieaeMi^ do Drum- dores ao retoado (losses amb.c.osos. OS l.be-
mond, distincto amigo do meson Extn. Sr., par!
iratar do respectivo regulamento, ao que se pros
taracom amesraa dadicacio rom que o (izera a
respeitodos regalamenlos do r.orpo do policia e
locaL ^
., o que se fez
foi aprossar a retirma, porquo a blibliotheca, nao
tertik> outro empregado, nao devia ficar abanlma
da, All a.provincia a set frejudicada, porqie
fra alll capital empregado a que deve ser ze-
lado. C
W: 111,5 A
julbo
EsU declara^ao fazemos ao public^.
,40s trovincianos, ou ao Sr. Aprig'ip,
muitu bom 0 francez, lanto q ie uuaaJo
quo falla
. q i" quaado prouuuoia
monstalwr aeaba pjr proaunciar -moiwiiii- 0
faz p.mgranle bico, dizemos : quo S. Exc. vai
crear uma bmliotfieea'para o a-vlo doi'doud.os, e
0 kbliotheaario ba de ser 0 Sr. Aprigio^
os da bibliolheca serio os de Fabio Rus
1 raeal. quo sun ero-se impuros para sacn-
ticar no alter >ia lib}rdade, e andaiu especd-
lando 'ira nomo da dotisa !
18GC.
mmsmis a nm^
de Marco Antonio, os dacursjs do
AS RCFORMAS DAS RF.PARTir.OF.S
.Nao nos convem que a opposirao da Provineia
mystifiquea verdade : tentiraos nos com for.a pa-
ra desfazer e debellar 0 espirito de injustica com
i|ueosprop/iC(inos se tem distinguido em relaijao,
prfiKipalmente,ao9 act>s do dignoe illustrado per-
nambucino que, com honra, dignida to e ilia?-ra -
i.-ao senia-se na cadeira pro 1donci.1l desla pro*in
eia, qua fora victima das garras dos abutres do
dorainio progrossista
Uto posto, respondamos ao que escreve a Pro-
vinciu sob 0 titulo acima.
Uma observa;ao antes de tulo : dirigimosnos
ao publico, a quern respeitamos ; pouco ou nenhum
c.iso fazemos do juizo dos horaeos da Provineia.
Basta eslarem elles ligados ao Sr. ApYigio para
pouco nos merecerem I
A accusacjio fei a a S. Exc. 0 Sr. presiJenle con-
siste em dous pontos : 1' na creacao de um aja-
danle do escrivao da receita e de am carteiro pa
ra a thesouraria provincial ; 2 na creacao da am
lancador no consiuado.
Ha engano da parle da Provincii.
S. Exc. nio reou logar algum do carteiro : 0
que fez foi augmentar os vonoimentos do escri-
vao da receita com 8001, e crear 0 lugar de aja-
dante do escrivao da receita com a cathegir a de
3' escrip urario.
- Com a eonsciencia de homem Bonrado, e qae
cutnpre 0 sea dever em todas as emergencies, te-
mos convicoio, S. Exc. 0 Sr. Dr. Lucena ha de
triumphar das injustices e das calumuias que os
sens desaffectos Ihe- itiram toJos os dias
Outro presi lento que nao fosse 0 Exm. Dr. Lu-
ce ia, mas que fosse um hrtm m igual ao Sr. Aprir
gio, com a faculdade ampla para reformar as re-
particoes publica--, 0 qae nao faria desta provin-
eia ?"
Entrelanto que 0 Exm. Dr. L'uena com essa am-
pla facaldade, to procura melhorar 0 serviqo pu-
blico, eoiKili-n 1 j 0 com a economia dos dinheiros
publicos e interesses das partos.
Uma pergunia antes de ir alem :
Se estivesse senlado na cadeira d9 presidenle 0
Sr. Aprigio, quo seria um facho em uma cadeira,
um esqueloto de o:ulos, quntos empregos nao se-
riam vendidos ?
Quantas reformas nao se fariam por dinheiro 1
Diz a Provineia que com a creacao dos doas
primeiros lugares angmentou-se mais 800^, e isto
em protec^io do nomeado.
Evidentemente ha aqui vonlale de aggredir al-
liada a igaorancia p-opo-ital de causas quo cstio
claramente explicaJas.
Ninguem descobhece que 0 augraento de servi-
co em uma reparticlo demanda por sua vez aug-
mento de pessoal e gratificacao : isto e intuitive.
Foi exactaraente 0 que succedeu com referencia
a thesouraria provincial.
Ora desde que a divida activa passou a ser co-
brada pela thesouraria provincial, 6 natu-al, e to-
dos assim 0 entendem que este irabalho exigo
maior pessoal.
Ao coatrario, dizemos, que com esta" reforma a
provineia ecenomisou e as paries lucraram.
Raciociaemos :
Sabe-se que a divida activa qae 0 coasalado co-
brava, regalava de 150:0005 para ciraa, deduzi-
das as pircenugens montavam es'.as em sete ou
oito contos.
Estes sete ou oib contos erara deduzidos em pre-
juizodos cofres proviheraes^
0 que, porem, succede -com a reforma e cra-
c'u da lug ir de ajudanta do eserivfu, e augmeuto
dos vencimefllos deste ? -,t -:
Succedeu que, apenas se gasta dous contos e
trezentos mil reis, a divida, passa a ser cobrada'
com regularidade, as paries nan taem a grande e
raconyeniente massada de andarera de uma para
outra reparticlo, afim de pagar 0 qae devem a fi-
zenla provincial,' e os seis contos de reis, em vez
d6 perlencerem aos cobraJores, vao para os cofresj
proviociaes.
Temos, pois, que nao houve, com a creacao do
lugar da ajudanie de escrivao e com 0 accrescimo
de 803*001) de gratificacao que se da ao escrivao,
licot
gio, etd.
TraBquiUfso-se-oSr.:Aprlsiet ha de
bliothccario da bibliotheoa ads doudos.
Pobre maluco .Mlsere pManle
ser
Apri-
0 bi
FOGOS FATL'OS.
fls'qiladrilheiros. que salloarara os cofres desta
proviHcia desde 186J.ate 18t58 ; os homens sera
brio que escandalosarnente faziam as rnaiores pa-
Mas, com tanto quo tlrassajn dellas algum bone-
ficio para si; os innovadorps do eontrato Draina-
ge, qoetantos vexames tem trazido a populagao
dest^ flade ; os espaldeiradores da 90 e 27 de
abril de 18>7; os autores do celcbre eontrato
Mornay, que unerou a thesouraria de Pernambuco
em quasi i00:00)*000; 03 cicaforei de recruta?
a dente de cachorro; os desfacado* que contra-
tavam itradas com sus primos e canhados, por
preens exorbltantes, e as vezes ate tern previos
orcamentos ; em'im os politioos sem priucipio-,
que causavam tanto noj0 a Aorippa, Marco Anlo-
wjK Pubio Ruslico, Appio Cfaudio, e outros cida
daos romaao.-; conseguiram pur art-is de berli-
ques chamar a> ordem toJos elles, e os obrigaram
a comuiuogar nas uiesmas orenc.s, a partilhar dos
xesraossentimentos!!!...
Ok! temporal O/i mores I Quem diria quo
ceQsores e corroptos viriam a-eatar-sa na mes-
ma mesa, e festojar-ae ro^iprocamenta I 1 I Quern
ua! a lm rar-se iiia d observar tao hybrida li-
gagilo II!
Mas e facil a explicacao do mijsterio: Mara
Antonio, Fabio Rustic>, etc, erara mascaras de
que so servia uma so cara, cara que pertencia a
um so liomem, boinein que era a enc.irnacHo da
incoherencia, e que por sua ambicao exagerada
nao se importava de fazer todas os papoi por
nais tristes qua fossem I
Ok I conditioncm miseram '.
E hoje, que todus se ajunlam sob a mosma b in-
deira (?) da corrapi;ao, quorem ataear os : homeas
do honra, os verdaleiros e dosinteressa lus pa-
iriutas, com as armas vis da ealumnia, com- as
despresiveis armas da injuria, que tai bem sabem
todos raanejar I
Quanta demtnlia I
Attonde, povj de Pernambuco I os homens que
hoje dourara a pilula para que a recebas com fa
ciliilade, sao os mesraos que to fizeram bober fel
e vinagre de 1803 ate 1868, e quo com certeza
reduzir-te-hao a mtssa de reerutimento e de in-
poslos, se confogairem galgar as posicdes offl-
ciaes.
;o
APKIG1ADAS.
Let do bacolhao.
metamorphosea en
agitalor da
senao zelo, economia do dinheiro publico- er.m* 1 ter honrado e sincero saja
daa>.
Mo so;**, noljtanl*,'os provnoadom; ma= sim
os provincianos^aM-j. -,
Evitamos por maito-tempo ess^a luta, que de co-
-... ra^aor lamenMBfw j mas eneetada ella, nao esta-
lloje qiie 0 imposto pessoal tem de ser cobrado mos dispostos a fazer a dossa retfrada sem deixar-
pela provineia, visto Ilia perlencer, mais do qne
nunca e necessario a creacao do seaielnantc lu-
IlkoramanJu da servieo no interesse das partes.:
Assim tambem, nouve a mesma vantagem e
melhoranento, quanto ao lugar de lancador crea-
do no consulado provincial, capo passamos a ex-
plicar.
gar.
E depois,^se a creac5o de3se lugar tr6uxese
augmentc- de despeza e passoal, talvez a acausacao
tivesse apparetrlemente Vra vislumbw de pr#ceien-
*la,' mas ^sshn nlo-acontece.
0 lugar de lancador tol craado, a 0 numarb dos
confffenles foi rednzido de lu a 9 ; de sorte qae
S. Etc. satisf&zendo ama necessidade nova, refor-
moq a repartigio, sem 0 accrescimo de um' so
vlhtem. *1
Hoave a creagio dettnYtencador ; mas houve a
suppressao WftraTngarda conferente.; logo nao
it .. :
() 0 monstro de que se trata, em-J^BTafirou-
se sobre 3 honra do bario de Villa Belli e nem a
propria familii do barao respeitou I
E 0 qua nos admira e que esse mesmo moaslro
hoje teuha eoragem do frequentar a casa do b-rao
e olhar. para a (am/ilia a que iojuriou 1
Agiippa
commuua.
Petrbleiro de iniole a coracjo, quer u archoto e
0 punhal. Mas archote e.punhal m.ovido pela mao
de terceiros para 0 seu proveito. Agrippa 0 que
nao quer e sahir do quartel de saiide.
Porque Agrippa tem a eoragem do hngao, mas
cobardia de animo.
Agrippa quer fazer assuada e incita 0 povo por
4 reu sobre 0 bacalbao I
Agrippa aconselha o motim, e para aeorocoa lo
aconseloa ao taverneiro 0 aagmento doscomedido
do prepo do geniro.
Agrippa quer a,uas turvas... ante nada rocua ;
tudo Ihe serve... e ao quo parece 0 direotorio de
um partido que se diz honesto, pensa como elle e
segue suas doutrinas.
Se 0 povo soffre hoje 0 imposto sobrs 0 baca-
lbao, 6 isso dovido as proozas das adminislracoos
prbOtncMMMw.
Se essas administracoe3 por desgraca voltarem,
entao sim, tera o povo que temer 0 baoalkdo de
couro, como durante ellas houve occasia de ser
applicado...
E' tal a moralidade d'Agrippa & tal a raorali-
dade dos provincianos, que nao duvidam sentir a
falla de um Soulo Maior, e accrescentar qu; tado
tem seu dia I
0 assassinato pregado por nm partido I! Un as-
sassinio n'uma folha de partiii invooado como
meio II! Umaameaca de assassinato !!!
Essa gente nio tem cabeca.
SIM 00 NAO ?
Os escriptores da .Procineia assumiram 0 papel
de juiz, e em 0 numero de hontem (10) lavraram
aulos de perguntas aos Srs. Drs Manoel Portella e
Joao Jos6 Ferreira de Aguiar, sobre a solidarieda-
da enire 0 partido conservador e a columnH con-
servudora.
0 que, porra, os provincianos desejam saber,
nos mesraos lhes responderaraos, sem quo seja ne-
cessarii aquelles dous cavalaeiroi virem a 1m-
prensa.
Laraentamos 0 que se esta passando ; mas reco-
nhecemoi qae era inevitavel, a vista do procedi-
mento quotidianamente proyo^aJor da Provineia,
en declinar nomes, e procarar enchovalha-los
pessoalmente.
Na) havia dia, em que a pessoa do adninistra-
dor nSo fosse "arrauaia para as ruai pelos escrip-
lores provincianos; desprmrara os seus actos e
atacaram a sua pessoa. Isto oosta publicamente;
esta no domiuio de todos.
Muito de proposito deixaraos de escrdver por
algum te.cpo, como provaiuos cool as propnas
provocagoes qae ps provincianos nos diriglram.
. Emqdanto assim proeediaraos, os provinzianos,
como que de case pensado, redobraram 0 seu odioi
e rancor a pessoa do I uiuistridjr, trazendo-2
para a impfeosa e dirigindo tbe-iroprpperios e in
sultos, que/avqltam 0 espirito, mats ctlmi e fieug-
raatioo, estratilio 4 luta.
Antes de repnlttrmos as; iujurias e eatamnias, ja
a I'roqtucta, em um artiga, lo fun jo, qu^ sem pa-
decer du^ida, e da pinna do Sr. Aprigio, calum-
niara e lnju'riara. nora^adamente 0 Exm. Dr. Lu-
cena e ao Sr. conselheiro Joao Alfredo.
Bem se ve qte foqips .proTv^a^os e arrastados
para a luta, que procurAmos eviraf, mas que naOi
0 p.demee censegair, pirquj temos digoidade e
ura e otragam para, nas epptir a qu; um carac-
A' Pt*iT.i:icia.
Nao somos os chefes do partido conser-
vador de PenifrTr.n'ucj, c por isso nao pode-
mos ser intonates do p'jopaniento do mos
mo partido. acerca dis escriplores da co-
lumns qim 9e publics no Diario de Pernam
buco, sob a opig apae Partido tontervi-
du>: Assim satisfazomos a primoira pjr-
gunta.
Quanto & s gunda, h3o divemos, 11 :m
cftifremos respoiidor, e;n vis'.a dos terass
f)gioju9 s.e qena Iormulada.
Recife, 16 de julho de 1874.
' Dr. ./ J\ F-errcira dc Aguiar:
Dr. M. do'fia'sciinenlo Machado Porlclla.
II tspicio-de uli Em resposta a uma publicafio foita ua Provin-
eia de 13 do corrente, em relacao ao recolh raento
de Antonio Lobo Alberom de Miranda Henri |ues
ao hospiciode aljenados, na eidade de Oiinda, pu-
blica-se : 1. a requisite do Dr. juiz de direito
da comarca ; 2.* a informacao do mordorao de raez,
0 Sr. Jose Francisco de Sa Leitao ; .3* a ordem da
presidencia da provineia mandaado recolher esse
louo ao respectivo hospicio fc. 0 parecer d) me
dico do estabelecimento, 0 Sr. Dr. Ermirio Cesar
Coutinho; pec is estas que poem a luz da evidencia
que esse bomom nao foi reeolhido ao hospicio de
abenados cipricbosa e precipitadame te, como se
quiz fazer crer ao publico.
Eis os d icumentos :
a Illm. Exm. Sr.Exisle aqui na rua de S.
Benin, Antonio Lob) Alberlim de Miranda Henri-
ques que, desde rnuito. esta louco ; mas ultima
mente se tem tornado insupportavel, pois, alem de
enjommodar conaantemente as f milias que ficam
proximas, com insulV-s e palavras obscenas, as traz
em continuo sobresalto e ate consta o>ne se acha
agora armado : isso po le dar em resultado algum
triste atoatecimonto. -Com o exposlo tenho por
lim pedir a V. Exc. que so Jigue do autorisar-me
a mandar para 0 hospital Ja Miserieordia esse ho-
mem, nao so porque alii pole sur melhor tratalo
como para descaocodM vismnoi, em cujo numc-
ro infelizmonia mi conto. E' de urnencia a medi-
da que lambro. Deas guarde a V. Kxc. Oiinda,
(i da abril do 1874. lllm. e Exm. Sr. common
dalor Henri |0! Pereira de Luoeaa, digno nro-i-
dente da pri.vincia. 0 juiz de direito, Delphino
Augusto Car ilcante de Albuquerque. >
Olinla, 7 de abril de 1874. -1 lm Sr. Dr. -
Em resposta ao offioio de V. S., da!ado de hoje, em
que trata da qceixa que da 0 Dr. juiz de direito
desta comarca, contra Antonio I.olio Albertim do
Mirandi Henriqucs, tenho a resp mder a V. S. quo
infeiiz nente esse individuo ha muito que soffre de
1 mcura, eonf'.rme mo informani moradores anii-
gos deste lugar, e assim e veridico 0 que diz 0
mesmo Dr. juiz de direito, e de juslica 0 que elle
requer ao muito digno Exm. Sr. presidente da
provineia. Devolve, pois, 0 dito offlcio do Dr. juiz
de direito, e Julgo que sera conveniente qae 0 en
ferino seja rocolhido ao hospicio pola policia.
Deus^ruarde a V. S. Ilira. Sr. Dr. Antonio Ma-
ria de Faria Neves, muiti digno provedor da San-
ta Casa de Misoricordia do Recife. 0 mordorao
de mez, Jose Francisco dc SA Leitao.
a Palacioda presidencia de Pernambuco. Sec-
cad 4a. Recife, 11 do abril de 1874. Expeca
Vine js ordens convenientes, alim de ser reeebi-
do no hospicio de alienadoi, 0 louco Antonio Lobo
Albertim de Miranda Henrique*, sogundo requisi-
te 0 Dr. juiz de direito de Oiinda em officio de 6.
e nos termoa de sua informacao de' 10 do corrente
sob n. 8:7. Djus guarde "a V nc. Henrique
Pereira de Lncna. Sr. provelor da Santa Casa
do Miserieordii do Recife.
Ermirio Cesar Coutinho, d.utor em medicina, ca-
pita) clrurgiao mor da gnardana^onal, aggre-
gadn ao municipip do Recife por 5. M. I. a qoom
Dou guarde, medico do hospicio de alieoados
da Oiinda, etc., etc.
Attestoque Antoni) Lobo Albertim da Miranda
Henriques s lire do alienacao me:Ual, deveulo sea
padecimento ser callocado no quadra das 111 mo-
manias. Attesto mais que semolhanto diagnostic)
j 1 tinha silo feito por mim antes da cnirada do
meacionado docnte n) hospicio de alienalos, a men
cargo ; visto como fora do osiabolecimento ji 0 ha-
via observado. 0 exoendido afflnno-o em li do
mcu grao. Recife, 15 de julho de 1874. Dr.
Ermirio Cesar Coutinho.
diariamente vilipen-
mos esmagado 0 provocador
Temos 0 direito de 'pergnntar aos liberaes, se
apprbvam o prejedifiMJoM dos provinciano, por-
que nos e que fomos provocados.
E assim, vamos.,us*gdeUet parjue qaeremos sa-
ber se as iflMfe;iT|ulW| que, so di^igom pes-
soalmente^o Bxm. mrLvKem, sao plawtadas pelo
par-tidn liberal, de Paef ambuco.
Nao nasdirigiiuoi ao Srs. Da. Joao Teixeira,
Jacobina, E.-tavio Caval:aat-\ Paulo da Oliveira e
GormjiA do Britoi;.jjprijue,esses caracteres serao
averbadas de suspajtos fplos,j^toi|cianos, mas
nos dirt^remos it)isiconselheiro Joao Silveira de
Souza, e Srs, Saares Braudao, Epaminondas de
Mell j, Serapbico, dead Farias, Costa- Ribairo e ate
0 propria Sf. ufrilmWpfe qoe.-seg-undo nos
coast* nao. gosU du idraraistrador da provineia,
para qua o^ rdjp*ndjoii com- a coastiencia de
homens bogradQto se fomos nos os proyocadores T
Se e ou nao, exacto ojde todos os dias, 0 noma do
admioistxadur e-azujecagadj) e a sua pessoa aggre-
Ao sentinella.
Em um avulso que appareceu ne3ta villa, vindo
das raaos d) bacharel Manoo! R)lim de Alencar,
sou vilmeato calumnialo, e entre outros amigos
os distinclos 0 honrados Srs, juiz manicipal Anto-
nio Leonel de Alencar, teneate-coroaol Agosliaho
Correia de Mello, Dr. promotor publico, Argerairo
Marliniano da Cunha Galvao, e fioaimente 0 dele-
gado de policia alferes Laurenliao.
Lamento e sinto pr.fundamente que 0 -Senti-
nella -nao quizesre descobrir e m strar sua sum
pathica carinha, porque entio Ihe daria uma res-
posta em terraos breves e decisivos; mis por
causa das duvidas, se 0Sentinellafor um frade
corrompido cnamado Franoisco Palro, eu 0 das-
moralisarei com documentos extrahiJo3 da the-
souraria, em cuja repartiva) essa ave de rapina
tem feito as mai ires extorsoes.
Se, porm, for 0 nauseabundo Rolim, 0 enta
peior que ale hoje appareceu no mundo, nao da-
rei resposta alguma a este pobre ajienado, digno
por carlo de condolencia e compaixao.
DesaQo portanto a qualquer dosses fugitivos a
assignar seu nome e acarretar com a responsa-
billdade de seu proeedimeato, que lhes mostrarei
pelos meios legaesoi caminbo da cadeia, e prova-
rei ao mesmo tempo qua am dito avulso calum-
niaram vergonhosamente nao so a mim, mas tam-
bem aos distinclos cavalbeiros, cujos nomes fkam
acima descriptos, que sao sem duvida caracteres
mui nobres da sociedade brasileira.
Termino aqui, na esperanga de.qae Estampilha
on pe oco me apnarecerao.
Ouricury, 21 de junho de 1874.
Oleo puro lucdiciiiul de flgailo
de baoalkao de Laumai i
kemp.
Ninguem pode dizer quanlo am pbtysico tem
chegado a tal extremo, que nao pods ser curado
com 0 oleo de figado de bacalbao. Ella sempre
produz allivio. Ainda m;smo aquel es ja desen-
ganados, viverio muito mais tempo e com raa-
nos dores -com 0 oleo, dp que sem elle. Com
quanto existara innumaraveis artigos espuriosos,
do mesmo nome, com tado pode-se alcanaar 0 le-
gitimo, elle mereca a confiauca que aella se depo-
sita, quer nesle paiz, quer no estrangeiro. Exis-
tem duas qualidades delle, branco e negro, porem
nenhum delles contem uma gota d'outra cousaH
que nao seja 0 ilaida vtvificador e curative extra-
hido dos figados frescos e saos da melhor escollia
de peixe.
0 seu effeito para alliviar ecarar a tossa a mais
OBstinida, e verdadeiramente pasmoso. Os suores
pjcturnos c?ssam geralramte, depois de se haver
tornado algumas garrafa* delle. 0 doente adqui-
re carnes e formas,'gratas" ao sea. bene&eo in-
fldxo.
Estes resultados sad unifcrmes e seguros. As
pessoas qae soflVem de affaccdes pulmjaares ou
deflgado,ach.arai> nolle ura auxilar wgaro e um
remedio padep^Jo e effloaz.
CvmHNGUU.
JUNTA UOS f OKROTOKE5
Praca da Recife, Hi de julho
de fl*J-I.
AS 3 HO'US DA TARDE
COTAfOK* MmCMKS
Algodao de 1* sorte 746*A >r |5 kite
Cambio sobre L isdros a W div. z M d. p<>r
100(t, do banc...
'Airrbio sobre o R o de Janeiro a 15 djv. I Of)
de desconto.
ii. de YascvnceUtw
Presidente.
A P. de Lemos,
iecreurio
te^J
4LPANDF3JA.
fteodimsnio -l'1 di 1 a IK. .
aam no du 16
*2ti.Ui!>!
ls;iV4i;.
4M.t48.OKH
'
Descarregani tioju t7 de j mho de 1874.
Brigue inglezVictoria -(atraeado) mercadorias
para alfandega.
Patacho ioglaz Sil 0 irapiche Conceicao, para despachar
l'ata:ho a.lem.lo Levante in-rcjidorus para
0 trapich- Coac,-i;aj, para despachar.
Barca ingleza-Ofia-Ja -bacalbao ja detpactudj
para 0 trapijho Cincaicao.
Brigue ioglez Maria bacalbao ja despa.-hado
para 0 trapiche Conccicio.
Patacho americano H'aier l.ilkj ker son
para 0 trapiche Concwcao. para depa
char, e farinha de trig a ja depach ila
para 0 caes doApollo.
Barca ingletaTalismnn fan aba da trig* ja do-
pa ehida para ocaes d> Apollo.
Brigue Mem\ol,u'jeek -farinha de trig; ja ie*
pachada para o oa do Apillo.
Palhabote inglez Soullurn Home kerosene ja
despacaado para o caes do Ap"Uo.
Barca ihgleza Crelnttn -caivao ji deapachad)
para 0 ca^s do Ap >llo
Barca franceza-Z(-ca//ofvarioj g-.noros para e
trapiche Concai^i, para-despachar.
Brigue portuguez Voad^r do Mondrft vari'i-
generos para o trapiche C mceica, par
despachar.
IU|kOi taCKO.
Brigue portuguez Yoa'lor do ifonaaat, entral
de Li-boa em 16 do corrente e coaaigaado a E It
Rabello & C, manifestoa :
Azeile de oliveira 34 barris aos consignatan:.
20 a Paulino Jose da Coala Araorim & C, I a or
dem. Alpiste 30 barricas a Paulino Jose da Co-l 1
Amonm 4 C
Batatas 200 m;is caixas a Araorim Ir.naos \i C
Cominh s 20 rurroes ao. consignatanos. Cevadi
100 sa-'cos a Amorira lnnaoa A C.
Eslatuas de pedra 4 caixas com 4 a Fran is: >
11. Pinto (juimaraes.
Farella 330 saccos a Silva Griraaraes k. C., Sit a
Pinto Moreira i C. Fava3 4 barricas a Rosa A
Irmao.
Grao de bico 2 barricas a is mesraos. Gai.da-
36 aos mesmos, 1 caixa a Joaquim M>fM -
dial).
Lagedo 2O0 varas a Thomaz de AqniM PuMtea
& Successores, 300 a Amorim irmaos & C l.ioha
ca Io saccos a Joao Jo Rogo Lima.
Medicamontos 4 caixas a Ferreira Miia & C
Moiiilia 3 volumes a Minol J. da Silva Giimaries.
PeJras 533 volumes a I >-6 Angasto de Araai"
Peixa em salnuura" 13 ban is aoa crasignatiri'..-
Polia ne 2 caixas cam 120 pecas a J. J Gon^iK,-
Bellrao & Filh..
Toncinho .*i0 bar is ao consignaiarios
Vacca 1 ora uma cria a J. J. de Araorim. Vi
nlu 43 pipas e 33 barris de quinto a J. J. Goa al
ves BeUrJo & Fdho, 42 ditas JO dil .s aos consiji
natirios, 43 e 23 a Thomaz de Aquino F.nceca i
Succ sores, 38 e 10 a S uza Bast. .V C., U e IS
a Amorim Irmao & C, 17 e I a Risa n Irma-
16 e 10 a J. J. Rilrigues Monies, 23 barn* 1
quinto e 10 d:tos ded:cim> a Cunha lrma>s k\ C
10 dilos de d cini) a j. T. L-.lao Bastos, 13 d.t 1
Manoel J. Machada, 3 dito- de quinto a Act .nio Ge-
nes M. Leal.
DE1PACB03 DC BXPORTACAU .NO DIA IS DH
JULU) DE 1874.
Pira os port os d) evterior.
No vapor portugue: Aim-id* Garret, para
Porto, carregou : J. D. da S. Guiraarass I cjix 1
com 40 kilos de dose.
X) patich) portugu:z Forlicn, para i.
pool, carregou : J. P. dos I'.ois 30n lacCM c 01
H,7d3kdos u: algiJai.
Xi barcaportugueza 8. Mnii, para Lisbo 1
earregm : Amorim I.-aii.s A; C. 199 couros r-?
piehaaas coin 1/JS3 kilos
No navio al'eni) Jj'i nines, para o Ri 1 J
Trata, cirregja : J. J. G Beltrao & Filh 1 00 p pa
e 30 barris cor, 43,0)0 litros do agdarJente.
piira OS pjrtos do tntermr.
Para 0 Rio Granledo Sul, no brigo' n 1
nal Pirangy, carregou : F. II. PiataGuimara* UMi
saccos com 7,3 )J kilos de aasneaf branci.
Parao Araeatr. bi eiau ui-jmi !)< 1-
Guie, carregou: J. T. Cirreia ^ C. 1 barrio* com
38 kilos de assucar bran'.
I'ara Muao, no hiata aaciaaal Qlimim, rar
reg.u : M. A. de Seana 2 barricas con 137 k
de assucar refiaalo.
CaPATAZI \
ieadimeato do dia 1
'.id do dia 16
Da ALF.IX! Bi*
a to. ll.79-
. B531I l
12 G4
VOLUMES SAHIDCS
No dia 1 a 13.....
No dia 16
^rimeira port*.....
>egunda poru.....
ferceira porla.....
iuarta p-orta ....
T'epiche Ccacaicao .
!."> 9V7
'..
Mi
7
1400
I7,97.
'SEKVICO MAR1TIUO
lOarengas descarregadaj eo trapicl.e d
alfandsga :
No dia 1 a 13 ..... 1
So dia 16.......
to trapiebs C-mceici" .

1ECEBEDORIA DB RENDA3 INT. R.NAS GB
RAES DE PERNAMBUC-
dem do dia 16..... 542;il 1
30014*8 .
COXSULADO PROVINCIAL
Handimento do dia 1 a 15. 104:269Jf..
dem do dia 16..... 657 i07;
104:956*2:1
AGENCIAS R0V1XC1AES
Liquidos espiritnosos.
Rendimento de 6 a 14 4:>**
Idem do dia 13 446*8^0
Bacalhao, etc.
Rendimeoto de 6 a 14 3:103*574
Mem do dia 15 310*519
Generos de estiva.
Rendimento de 6 a 14 3.616*875
Idem do dia 13
Rendimento de 6
Idem do dia 15
375*9*
Fumo, etc.
a 14 1:533*876
I
4:960*9.) >
3 714*093
4:212*839
Thesouro provincial
lho de 487*.
1 313*870
14:427*711
de Pernambuco, Wieju-
OeserivSo,
Joio Carneiro M. da Silva Sanies.
MOVIMENTO 00
JVdcio cntrado no tin fl?,''
Lisboa- 33 dVas, brigue portogoe^ Jodd'r**
Mondegt, de 289 toneladas, coibhiandaote uo,
eqaipagera 16, carga vinho c outrdsi^aww
-

I


ananuuaunnnnuaauna
Oiario de Pernambuoo -r Sexta (eira 17 de Julho da 1874.
a Eozeb.o R. Rabello & C
Ooservaqao.
N;.o houve sahida.
r"
I
EDITAES.
Edital n. 12.
Pela injpeetoria da alfandega se faz pablico que,
nao lendo sido arremattdts as mercadorfcs abai-
^ xo declaradas. anninciadas a leilao por edital n.
7, por falta de coocurrencia ao raler official, se
transfere a mesma arrematac&o para as 11 horas
da tuanbi da 18 do corrente, a porta desta repar-
ticao.
Armazem n. 5.
Marca HR n. 143. lira a caixa, vinda de Liver-
pool no vapor ingles Jurist, descarregada em 24
ile s.nembro de 71 e eoasignada a Lernos & Guc-
rineau, eoatendo 196 chape^os de seda, simples,
para cabeca, 132 ditos de feltro, nao espeeilica-
dog, 30 ditos de pello de lebre e 60 ditos de palba
de arroz, simples, do valor de l:3il,420 rs.
Idem n. 144. Uma dita idem, conlendo 114 cha-
peos de feltro, nao especiflcados, e 380 ditos do
pello de lebre, ao valor de 1:929,984 rs.
Idem n. 131. Uma dita idem id.>m, contendo
136 chapeos de Mtro, nao especitlcados, e 180 di-
tos de pello de lebre, no valor de 1:090,440 rs.
Idem n. 154. Uma dita idem idem, contendo 24
chapeos de feltro, nao epecificados, e 216 ditos de
pello de lebre, no valor de 1:110,876 rs.
Idem d. 158. Uma dita idem idem, contendo
108 chapeos de feltro, nao especitlcados, e 8i di-
tos de pello de lebre, no valor de 634,824 rs.
Idem n. 187. Uma dita, vinda de Liverpool no
vapor inglez Muriel, descarregada em 2 de no-
vembro de 72, consignada a s raesmos, contendo
258 ehapeos de feltro, nao especificados, e roupa
asada para crianca, no valor de 1:100,628 rs.
Alfandega de Fernambnco, 15 de julho de 1874.
0 inspector,
_________________Fabio A. de C.Reis.
0 Dr. Delfioo Augusto Cavatcante de Albnquor*
que, official da ordem da Rosa, jniz de direito e
orphaos da comarca de CHinda, por S. M. o Ira-
pcrador, a quern Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presentc edital vircm, que
o porteiro interino das audiencias deste juizo, ha
_de trazer em pablico pregao de venda e arrema
tai;a.i, em as pracassuceessiveis, por mini eonoa-
didas, des dias 16, 17 e 18 do corrente mez, a 1
bom da tarde, uma casa terrea sob n. 1, com silio
bem planudo de diversae arvores fractiferas, a
qua! tem 34 palmos de frente e 83 de fundo, 3
sala*, 3 quartos, cozinha interna, estribaria e loja,
avaiiada por 3:i00*, pertenceate ao espolio do li
nado Bonifacio de Jesus da Silva e herdeiros.
E para que cbegue a n passar o presente, que sera afBxado no lugar do
eostjuie^e publicaao pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Olinda, aos 11
dias do mez de julho He 1874.
E eu, bacharel Rranei o subscreviUelfmo Auguslo Cnvalcante de Albn
qaerque. Estava uma estampilha de 200 r3. devi-
damente inutihsada.________
Edital n. 13.
Pela inspectoria da alfandega se faz publico que
as II boras da manha do dia 18 do corrente, a
port* desta reparticioj se ha de arrematar, livre
de direitos e sujeito ao inposto da capatazia, a
mercadoria abaixo declarada, abandonada aos di-
reitca, por JoSo da Rocha e Silva :
24 parts de botinas de leci lo de IS, de mais do
2,22m..4 ditos de ditas de couro, de mais de 0,22m.,
8 dibs de horzeguins de couro, do mais de 0,22m.,
no valor do 773632, que faziam parte do conteiido
da caixa de marca JRS n. 738, vinda do Havre no
vapor francez Vtlle de Rio de Janeiro entrado no
mez proximo pas-ado.
Alfandega de Pernambuco, 15 de julho de 1874,
0 inspector,
Fabio A. de C. Reis.
0 lllra. Sr. inspector do thesouro provincial,
em yirtude da ordem do Exm. Sr. presidente da
provineia, de 4 do corrente mez, manda fazer pu-
blico, que vao a praca no dia 6 de agostoproxi
mo futuro, peraute a junta do mesmo thesouro
para ser arrematada a quem por menos flzer, a
obra do caleamento da estrada deJab.,atao, desde
a ponte do" Afogados ate a barreira do Giquia,
orca-la em 2'.:i8o0C0 era apolices de 7 OjO, de-
baixo das co.ndic.oes infra Iranscnptas.
As pessoas que se prop^zerem a esta arreraata-
cao, comparejam na sala das gessoes da junta do
mesno thesouro, as 12 horas Jo indicado dia, com-
peteutemeate habilitadas.
E para constar, se raandou fazer publico no pre-
sente jornal.
Secretaria do thesiuro provincial de Fernambu-
co, 8 de julho de 187i.
0 secretario,
Miguel Att'ons Ferreira.
Qausulas espeeiaes para a arrematacao do calca-
mf nto desde a ponte dos Afogados ate a bar-
reira do Giquia, na estr.ida da Victoria.
I.
0 caleamento desde a ponte do* Afogados ate a
barreira do Giiuia sera teit-i de conforimdade com
o orQamento approvado pelo Exm. Sr. presidente
da piovincia, na Importancia de 29:480$00<\
2'
ITO arremalante dara principio a obra'no prazo
de uni mez e a concluira no de oito mezes, con-
tados da data d3 assignatura do con;rato.
3.*
0 pa'gamento sera effecuado era quatro presta-
joes iguaes, na proporcio lo servigo executado.
Para tudo o mais que nao vai especificado nas
presentes clausulas observar-se ha o quo di*poe
o ref;ulamento ii 2't de fevereiro do orrtnte
anno.
0 engenheiro sjudanie, Francicco Apoligoalo
Leal. Conforme. 0 offlcial-maior, Luiz Salazar
Moscoso da Veiga Pessoa
Conforme,
M. A. F(!rreira.
0 lllm. Sr. inspector do thesouro provincial
manda fazer p.ublico qua em cumprimento da or-
dem do Exm. Sr. presidente da provineia, de 7 do
corrente mez, tem de ter arrematado por urn anno
no dia J3 do referido mez, perante a junta da fa-
jepdi do mestno thesouro, o impo>to de S por cen-
to sobre o capim de ?!?'.:'.a Vendido na cidade do
Recife, orcado em 2:319*280.
As pessbas que se pronozerem a esta arremata-
cao compare^am na sala das sessSes da mesma
junta no dia indicado, competentemente habili-
tada;;.
E para constar, se mandou pnblicar o presente,
Secretaria do thesouro provincial de'Pernambu-
co, 9 de julho de 1874.
0 secretario,
______________Miguel Alfonso Ferreira.
A junta de emancipacao de escravos do muni-
cipio de Olinda, faz publico que se acha funccio-
nando no paco da caraara municipal desta cidade,
em todos os dias uteis, das 9 hora3 da manha as
3 da tarde ; e qne fica marcado o praso de 3 me-
zes para os respectivos senhores apresentarera a
mencionada junta, declara^des das alleracoes que
se dcram em sens eseravos, provenience de obito,
transferencia, acquisigio, liberdade, e nascimento
dos .ilfcos livres das escravas que foram classifl-
cadas no anno proximo passado, alira de poder
proccder a classificaca < do corrente anno, de con-
formidade com o disposto no art. 27 do reguU-
mento que baixou com o decreto n. 3,135 de 13
de novembro de 1872.
Pacp da camera municipal da cidade de Oiinia,
13 de julho de 1874.
Barao da Tacaruna,
Presidente da junta.
Braz Florentino Henriqnes de Souza,
Francisco Antonio da Silva.
Ilha doe Ratos, no lagar do Monteiro, fregoezia do
Poco da Panella; eaja casa e silio vai praca a
requerimento do inventariante dos bens deixados
por morte de Francisco Geraldo Moreira Tempo
ral, para pagamento dos credores, servindo de
base a avaliacao de 8:000- __________
Companhia Fidelidade
SrgnroK niarllioioa e terrentrea
A agenda desta companhia toma seguros ma-
ritimos e terrestres, a premies razoaveis, dando nos
ultimos o solo livre, e o setimo anno gratulto ao
?ogurado.
Pelieiaoo Jose Gomes
Agenie.
51 Rua do Apollo 51
SANTA CASA DA MlSEKlORDlA DO
RECIFE.
A films., junta administrate da Saata Casa di
tfiserieordia do Recife, manda fazer publico qa
la sala de suas sessdes, no dia 2 de julho, pe-
las 3 horas da tarde, tem de ser arremaladas ;
juern mais vantagens offerecer, pelo tempo de an
i tree annos, as rendas dos predios em seguida
leclarados.
ESTABELEC1MENTO DE CARIDADE.
Rua do Padre Floriano
Casa terrea n. 43......201*000
Cinco Pontas.
Idem n. 114........362*000
Rua larga do Rosario.
2* andar do sobrado n. 24 AJ 310*000
Idem do sobrado n. 24.....408*000
Rua do Araerim.
(. andar do sobrado n. 26. 304*000
Rua de Antonio Henrique.
Casa terrea n. 26.....'. 99*000
Largo da Campina.
Idemn 11 ........120*000
PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Rua Daque de Gaxias.
Loja n. 77........700*000
Becco das Boias.
Idem n. 39........421*000
Rua da Lapa. ( ,:
Casa terrea n. 40.....' ..' 202*000
Rua do Amorira.
Sobr.do de 2 andares n. 23 602<$600
Casa terrea n. 34......122*000
Rua do Burgos.
Idem n. 19........153*000
Idem n. 21 .......153*000
Rua do Vigario.
2* andar do sobrado n. 27 2433000
1* andar do mesmo......300^000
Loja do mesmo ^.....375*000
Sobrado de 2 andares n. ft 1:300*000
Rua do Encanamenio.
Sobrado de 2 andares n. 13 1:400*000
Rua da Senzalla velha.
Casa terrea n. 132......70I*0O(;
Idem n. 23........209*000
Rua da Gnia.
Idem n. 23........2O9*0OC
dein n. 29........201*000
P.ua da Cntf.
Sobrado de 2 andares n. 2 800*000
Rua de S. Jorge
Casa te res n. 100......241*000
Rua de S. Bento.
Casa terrea n. 17......200*0OC
Os prctendentes deverao apresentar no acto d?
irrematacao as suas riancas, ou comparecerea
icompanhados dos respectivos fladores, deveudi
oigar alem da renda, o premio da quantia en
;::3 for seguro o predio que contiver estabeleci
nento commercial, assim como o servico da lim
?eza e precos dos apparelhos.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do R
life, 26 de junho o de 1874.
0 escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
De oMem do lllm. Sr. inspector da thesou
raria de fazenda se faz publico para conhecimenti
de quem interessar, que perante a junta de fazen
da da mesma, tem de ir a praca para ser arrema-
tada por quem maior lanco offerecer, o arrenda-
mento de uma casa terrea sob n. 55, a rua de S.
Bento da cidade de Olinda, pertencente ao patrimo-
nio do con^ento de Noaaa Senhora do Carmo da-
quella cidade, e hoje encorporado aos proprios na-
cionaes ; sao por tanto convidados os pretenden-
tes ao dito arrendamento a comparecerem as duas
horas da iarde do dia 25 do corrente mez.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 5 de julhD de 1874.
0 S'escripturafio, servindo de secretario,
C-trl is .loa i de S 117:1 I'nrrei*.
Exposigao de Philadelphia.
De ordem 10 Exm. Sr. commendador, presiden-
te da commissao iocambi la do ageneiamento de
specimens da indu-tria uacional para a cxposigao
de Philadelphia, cenvido do novo aos Srs; mem-
bros da refenda comrnissSo papa a sessao que
deve ter lugar no dia 17 do corrente (sexta feira),
pelas 6 haras da tarde, ns 1" andar do predio n.
83 da rua do Imperador, scientifinande Ihes que
trata se da nomeacao das coramissdes que, nos di-
versoa muni :ip os 'da provineia, se devem incum-
bir da acquisijao d >s referidon specimens, de con
formidade com 0 aviso do ministerio da agr cultura
do de dezembro de 1873, e com acto da presi-
dencia da pro-incia quo delegou esse poder a
commissao central do Recife. Recife, 14 de julho
do 1874.
F.;lipp9 de Figueiroa Faria,
Secretario.
Obras militares
Ten-Jo de ser executadas as obras e concertos
do i;oar!el do Hospicio, orcadas em 4:223*500 ; e
no hospital militar, a construccao da casa de au-
topsias em I:3i6*780, e a substituicao de uma
linha em 88388O : 3er5o postos em concurxencia
para serem contratados a 26 do corrente, ao meio
dia, na reparticaq das obras publicas, onde se
acham os respectivos orjamentos. As verbas re-
latives a servieos ja feitos serao deduzida3.
Recife, 14 de julho de 1874.
0 engenheiro das obras militares,
Lhryssolito F. de Castro Chaves.
PSPR
DECLARACGEf.
De ordem do lllm. Sr. inspector da thesou
raria de fazenda desta provineia se faz pnblicc
Sara conhecimento de qnem interessar que no
ia ;:9 de julho proximo future, pelas 2 horas da
tarde, sera posta em basta pub ica perante a jun-
ta da mesma tbesonraria, para ser arrematada por
quem mais lanco offerecer a casa terrea stta a
rua do Paco Castelhano, na cidade de Olinda, pro-
pno nacKinal e bem aisim 0 terreno que Ihe fiea
adja :ente, 0 que tudo loi avaliado por dous contos
de r>iis.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 30 de junho de 1874.
0 2.* escriptnrario, servindo de secretario,
____________Carlos Joao de Souza Correia.
No dia 20 do corrente mez, e depois da au-
diencja do Exm. Sr. Dr. desembargador jniz de
orpbaoj, qne teri lugar a** meio dia, na sala das
audiencias, vai i, praca uma mor.da de casa ter-
rea t? sitio, eom 0 terreno proprio, denominado
Armazens da companhia per )
nambucana.
Seguros contra o foco
A companhia pernambucana, dispondo de ex-
ellentes e vastos armazens em sen predio ao for
te do Mattos, offerece-os ao commercio em geral
para deposito de generos, garantlndo a maior con-
3ervaeao das mercadorias depositadas, servigo
prompto, precos modicos, etc.
Tambem recolhera, mediante previo accordo, ex-
clusivamente os gederos de uma so pessoa.
Estes armazens, alem de arejados e commodes,
iao inteiramente novos e aspnaltados, isentos de
:upim, ratos, etc., etc.
As pessoas que quizerem uulisar-se destes ar-
mazens, pederao dirigir-se ao escriptorio da com-
panhia pernambuc:.c3, que acharao com quea
tratar. _____________^^
Pelo juizo de orphaos desta cidade do Recife,
vai a praca por arrendamento 0 engenho Tiuma,
si to na freguezia de S. Lourenco da Malta, no dia
20 do corrente, a requerimento do tutor dos or-
phaos, Qlhosdo flnado Dr. Vicente Jeronymo Wan-
dorley.
A QL\ do Sup.-. Arch/, do
Univ.-.
A todos os MMac.*. ao Oriente Pemambuco.
U.-. F.\ eP.-.
Tendo a Aug.*. Loj.\ Capit.. Uniio e BeneBcencia
ao Vail.', da rua de Marcilio Dias n. 31, de solem-
nisar com inie.*., fill.*., e regul.-. no dia 21 do cor-
rente, pelas 7 bora da noite, 0 anaiversa rio da
espulclo jesuitica do orbe cathi lico (em 1791)
pelo summo pontilice Clemente XIV, de saudosa
memoria. SIo cfnvidados todos os RResp.-. Ilr.-.
a assistirem a urn aeto de taota magnitude re-
gosijo, embora tenha resuscitado esses jesuitas
que tantos males estao cau-ando aes verdadeiros
nlbos da religiao do Jesus Christo.
0 secret.-.
____________________M. S. Costa Junior.
Juizo de orphaos.
No dia 20 d corrente, fiada a audiancia do
Exm. Sr. desembargador iuiz de orphaos, se ha
de arrematar, com afiate da quinta parte, e por
2.000* a casa terrea n. 2, da rua de S. Gon;alo,
pertencente ao fmado Leopoldo Ferreira Martins
Ribeiro.______________________________
~ Pela secretaria da camara municipal desta
cidade se faz publico, qne nio tendo havido sessio
boje por falta de numero dos Srs. vereadores, ficou
transferida para 0 dia 17 do corrente, e nesse
mesmo dia se effectaarao as arrematacdes da de-
molicao do predio da rua do Amorira e do imposto
de 60 rs. por cada pe de coqueiro.
Secretaria da camara municipal do Reci-
fe, 15 de julho de 1874.
0 secretario,
Francisco Augusto da Costa.
ADMlMSTRAtAO DOS COBRE10S DM PER-
iNAMBUCO, 15 DE JULHO DE 1894.
Faco publico que do dia 18 do corrente met
comeca a funccionar a agencia do eorreio ultima-
mente creada na povoa^ao de Tirabaiiba.
A mala 6 expedida nos dias 1, 6, 10, It, 18, 22,
26 e 30 de rada mez, e a eorrespondeacla recebida
ate as 3 boras da tarde.
0 admralitrador,
Aflbaao do Bego Barree.
Irmandade do Divino Espiri-
to Santo.
Nio tendo compirecido numero legal de irmios,
membrot de eoaselho fiscal, no domingo IS do cor-
rente, 0 irmio procurador geral, em campriraento
do disposto no art 68 At eomproraisto, nova-
mente os coavida a reonirem-se em nosso oonsis
torie, domingo 19 do corrente, pelas 9 boras da
manha, aftm de dar-so exoracas a I* parte do art.
3 do mesmo compromisso que nos rege.
Secretaria da irmandade, 16 de jnlho da 1874.
_____________F. J. dos Paos Goinaarict.
Recreio Dramatico,
De ordem do lllm. Sr. presidente convido ao*
Srs. socios para a assemblea geral, que e convoca-
da para domingo, 19 do corrente, pelas 10 horas
da manha, no lugar do costume, afim do tratar-se
de assumpto de alta importancia e de interesse
geral.
Secretaria do Recreio Dramatico, 16 de julho de
1874.0 secretario,
Bernardo L. de Mendonc*.
> De ordem da mesa regedora da irmandade
da Senhora Sant'Anna, erecta na igreja da Madre
de Deos, convoco a todos os nossos irmios para se
reunirem no dia 19 dj corrente mez, as 10 boras
da mania, no consistorio da mesma igreja, afim
de se proceder ao que dis, oem os arts. 7 e 8 do
nosso compromisso.
Consistorio, em 16 de julho de 1871.
0 escrivao,
______________Manoel de Azevedo Pontes.
AUMLNISTRACAO UOS CORREIOS DS PER-
NAMBUOO, 15 DE JULHO EE 1874
Helagao da curespondencia registrada Stem valor)
recebida dt diversas froeedencias ate esta data,
e que nao tem tiio entregue por ignorarse as
residencies dos destiaatarios.
Antero Joaquim Soares, Antonio Carneiro de
Lacerda, Alfredo Emilio Falcio, Adolpbo Targeno
Accioly, Antonio Figueiredo, Corsinio Vieira de
Mello, Constancia Beilarmina de Souza Lins, Fran-
cisco Jose da Silva Gueles, Firmlno dos Santos
Vieira, Francisco Jose Carneiro, Francisco Jose
Silveira, Fernando Lobo Leite Pereira, Giacome
Orrico, Jose Goncalves da Rocha, Joanna Porcina
das Neves, Joaquim das Chagas de Jesus, Jose
Cruz, Jose Maria L. da Motta, Jose Antonio de Sou-
za, Jac ntho Abreu das Neves, Jose de Souza Cas-
tro Feilosa, Joaquim Tbeodoro Correia da Silva,
Jose de Oliveira Campos, Joaquim de Mello Rego,
Jose Manoel de Aranjo, Manoel Jose de Campos
Barbosa, Marianna de Senna Guimaraes, Malbeor
de Siqueira Camarao, Manoel Antonio dos Passo
Miguel Bernardo (2), Manoel da Silva Pontes, Mi-
noel Sebastian de Araujo, presidente da sociedade
Liberal, Pedro Jorge de Souza, Stefane Agrelli,
Sabino da Silva Correia, secretario da irmandade
do SS. Sacrameat> da igreja de Santo Antonio,
Tneophilo Xavier Cavalcante de Albnquerque (2).
0 official, encarregado do registro,
Jose Candido de Barros.
9
EMPREZA
UHA PENDlNTE
Benellcio do actor Theophilo Silva
Sabbado IS do eorrenie.
I.* parte.
A comedia-drama em 3 actos :
0 capitao Tic.
2.' parte.
A comedia em 1 acto, pelos socios do Gremio
Dramatico, que obsequio^amente se offereceram
para abrilhantar e espeetaeulo :
Tchang-Tching-Bung,
3.' parte.
A comedia era 1 acto :
Bolsa e eachiniho.
Nos intervallos serao executadas pela orchestra,
uma schotish denominada Tneophilo Silva,
composta e offerecida ao beneficiado pelo Sr. Lu-
na Couto. e uma polka offerecida e composta
pelo maestro Marcelino Cleto.
No li tervailo da primeira comedia a segunds, 0
beneficiado ira aos camarotes agradecer as pessoas
que se dignaram aceitar 0 seu convite ; e desde
ja se confessa grato a todas as pessoas que con-
correrem ao seu beneflcio.
0 resto dos bilhetes acha se no escriptorio
do theatre.
Principiara as 8 1|2 horas.
Domingo 19 do corrente.
\'n 1 \t boras da tarde.
ESPECTACULO PARA RIR I
Deelloado a rapaseada commercial
Em beneflcio do ponto
com'o concurso prestimoso dalgnns artistas e
amadores que se dignaram coadjuvar o benefi-
ciado.
Programnia.
A primeira representa^io neste theatro da joco-
sa comedia em 2 actos :
E eu sem casaca
desempenhada pela Sra. D. Rosa Manhonca e os
distinctos amadores, os Srs. Antonio Coimbra,
Jose Coimbra, Joao Colas e Augusto.
Segue-se a divertida comedia om 1 acto, orna-
da de mnsica:
TcfiHitg-tcliiuK-buug !
Terminara com a muito applaudida comedia em
1 acto :
Bolsa e cochimbo
pelos artistas Theophilo, Lyra e D. Cecilia.
Principiara as 5 1{2 lions.
THEATRO
SANTO ANTONIO,
EMPREZA
VICEATE
Beneflcio para condasfto das
bras da igreja de
H. Goncal*
Tercafeira 21 do corrente
Subira a scena o apparatoso drama-sacro no-
vidade do epoeha em 6 actos 0 8 quadros deno-
minado:
Os Sete Passes. -
A irmandade do Senhor Bon Jeans das Dores,
a enjo cargo acham-se as obras da igreja de S.
Goncalo, do deseio de ver terminados os trabalnos
da mesma igreja. resolven ainda esta vex laser
um appello a rehgiosidade do illurtrado pubheo
desta cidade, cujos seaUeaentoc de caridade nun-
ca se apagarl de aeus coraooes ; e por iuo es-
pera a referida irmandade qne a esse beneflcio
concorrerio todos os qne amain a nossa vsrda-
deira religiao, auzUiando dest. arte com 0 sea
obolo para que 0 resultado do beoeficio seja van-
taioso para a eonclosao das obras de que sa
trata.
As duss oommiss&ei encarregada; da transmis-
slo de bilhetes para camarotes e eadeiras, eon-
tarn eom a generosidade dos qne os receberem,
pelo que desde ja, cm nome da irmandade, se
confessam extremamente gratos.
0 theatro acharse-ha graciosamente decorados
Bandas de musica entreterio os espectadores nos
intervallos do drama, qne principiara at 8 horas.
TMO
Santo Antonio
WMIrn&JUA
Libras eslerlinas.
Vendem Augusto F. d'Oli-
veira & 0.
Rua do Commercio n. 41.
Sabbado 18 do corrente.
Vs 8 f | haras da noite,
E
Domingo 19 do corrente
4's & 1| horas da tarde
I lUmas recitas
deflnitivamente da empreza.
Vai a scena o drama-sacro em 6 actos e 8 qua'
dros:
Os Sete Passes.
Finalisarao os espectaculos com a somedia :
Os Does Medrosos.
AVISOS MARIT1M0S.
Lisboa e Porto
Segue viagem com a nossivel brevidade a barea
portogueza Nora Vencedora, recebe carga e pas-
ageiros : a tratar com Tito Livio Soares, rua do
Torres n. 20.
Cll IIK.II UN 111 I MS
COMPANHIA FMNCEZA DE NAVE-
GAQkO A VAPOR
LINHA MENSAL KNTHE 0
Havre, Lisboa, Ternambuco, Rio de Janei-
ro, Santos (soraente na volta), Montevi-
deo, Buenos-Ayres, (com baldeagao para
o Rosario).
STEAMER
Segue nestes dios para o Aracaty, por ter
parte de seu carregamento prompto, o bem eo-
nhecido hiate Deus te Guarde : quem nolle qnizer
carregar ou ir de passagem, diri'a-se ao escripto
rio de Bartbolomeu Lourenco, rua da Madre de
Deus n. 2, que achara com quem tratar.
Palhabote cJoven Arthur*
Vende-se e-te navio prompto de nm tudo para
navegar, e feito de madeiras do Brasil, esta aneo-
rado no quadro da descarga : os pretendentes po-
derao examinar, e para tratar com Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo, a rna do Bom Jesus n. S7.
Natal, Macao e Mossor6.
Para es portos acima vai sahir cam muita bre-
vidade o hiate Olinda, recebe carga a frete com-
raodo : a tratar com Joao Jose da Cunba Lages,
na rua do Vigarie n. 33, ou ab>rdo, confrontn
ao trapiche Dantas.
Rio de Janeiro e Rio Grande
doSul
Para os iadicados portos vai seguir em poucos
dias o brigue nacional Pirangy; recebe ainda a
frete modico alguma carga e escravos : a tratar
com Praocisco Ribeiro Pinto Guimaraes, a rua do
Barao do Triumpho n. 96.
PAKA'
A escuna Georgiana segue nestes dias para o
porto acima, e recebe carga a frete : a tratar com
Tasso Irmios <& C.
LEILOES.
Gommandante Cap^lle
E' esperado da Eu-
ropa ate 24 do cor-'
rente, seguindo de-
pois da indispensavel
deraora para os por-
tos do sul de sua os-
cala ate o Rio da Praia.
Para f re tes, encommendas e passage iros, trata-
se com
OS CONSIGNATARIOS
AUGUSTO F. DOLIVEIRA 4 C.
12Rua do CommercioEntrada pela rn*
do Torres.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Vavegacilo costeira a vapor.
ARAHYBA, NATAL, MACAO, MOSSORO', ARACJl-
TY, CEARA, MAN DA I1C E ACARACU'
0 vapor Gequid, comman-
dante Martins, seguira par:
os portos acima no dia 22 do
corrente as 5 horas da tarde.
Recebe carga ate o dia 21
do corrente, passageiros e
dinheiro a frete ate as 2 horas do dia da sahi-
da : escriptorio no Forte do Mattos n. 12.
< 01IIV-.\IlltlC!t\^ll I lltt
DE
NAVEGACAOAVAPOR
Portos do norte
Coinniandantc Guflherme AVa-
dington.
E' esperado Jos portos do sul
ate o dia 21 do corrente e segui-
ra para os do norte depois da
demora do costume.
Para carga. encommendas, valores e passagens,
trata-se no escriptorio.
7- RUA DO VIGARIO -7
Pereira Vianna & C.
Novo leilao
DA
armacao, fazenJas, cofre de ferro e mais
utensilios existeutes em o estabelecimen-
to da rua do Duque de Caxias n. CO A.
Hoje
is 11 hv.ras da manha
0 agente Dias, competentemente autorisado, por
mandato do lllm. Sr. Dr. juiz especial do commer-
cio, levara ajeilao, no dia e bora acima indicados,
a armacao, cofre, fazendas e mais utensilios per-
tencentes aos bens da massa fallida dos Srs. Ben
to da Silva & G.
LEILAO
DE
livros, moveis e objectos de ouro
0 agente Marlins fara leilao, por mandado do
lllm. Sr. Dr. juiz de direito da 2." vara civel, dos
livros, moveis e objectos de ouro, pertencentes ao
espolio do desembargador Manoel Jose da Silva
Neiva.
No segundo andar do sobrado da rua Duque
de Caxias n. 41, principiando as 10 horas da ma
nha.
Pacific Steam Navigation (lompanj
ROYAL MAIL STEAMER
JOHN ELDER
(DE 4151TOXELADAS)
Commanlente W. F. Hewtson.
Espera-se da Euro-
pa ate o dia 19 do cor-
rente, e depois da de-
mora do costume, se
guira para Bahia, Rio
de Janeiro, Montevi-
deo, Buenos-Ayres. Sandy, Point, Lota, Valparai
so, Arica, Islay e Callao, para onde recebera pas
sageiros, encommenda* e dinbeiro a frete.
Nio sahira antes das tres horas da tarde do dia
de sua cbegada.
OS AGENTES
Wilson Rowe A C.
14PRAQA DO COMMERCIOii
LEILAO
DO
grande s< brado amarelio.
de 3 andares e sotao, da
rua da Imperatriz, em
frente a matriz da Boa-
Vista, o qual da urn bom
rendimento annual.
Terca-fcira 9? do corrcnc
as 11 horas
0 agente Pinto, novamente autori.-ado, levara a
leilao, as II horas do dia acima dito, era seu es
criptorio, a rua do Bom Jesus n. 43 ; sendo qu
dita venda sera definitiva, em virtude da novas
ordens ultimamente recebidas.
Cdtopaxi
(DE 4027 TONALEDAS)
Commandante Bas.
Espera-se dos por
tos do sul at5 o dia 2
de agost3, e depois da
demora do costume
seguira para Liver-
pool, tocando em Us
boa e Bordios, para onde recebera passageiros,
encommendas, carga e dinheiro a frete.
N. B.Nao sahiri antes das tres horas da tar-
de do dia da sua chegada.
AGENTES
Wilson Rowe AC .
14PRAgA DO COMMERCIO-14
PROttlVESSO IMARITIHO DO PORTO
Empreia portvense de navegacao a
vapor entrp Portugal e O Brazil
0 VAPOR
Almeida Garret
Commandante Totuasini
Esperado do su
em 18 do corrente de
pois de pouca demora
dentro aeste porto se-
fniri para Lisboa 'e
orto com escala por
S. Thiago.
Passagens e fretes de cargas, encommendas e
valores, tratam-se eom os
AGENTES
E. R. Kabello rt C.
48 Rua do Commercio 48
Dompanhin de navegscio a va-
por bahiana, limltada
Macei6, Penedo, Aracajd e Babta.
E' esperado dos portos
do sol ate o dia 14 do
corrente o vapor Sinimbi,
o qual sahira para os por-
tos acima no dia seguin-
te ao da sua chegada.
Recebe-se carga, passageiros e dinheiro a frete
> Agents
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
7 -Rua doBom Jesus57
Rio Grande do Sul
0 brigue nacional Sahy sahira para o porto aci-
ma, e recebe a carga precisa para alastrar : tra-
ta-se com Pereira Vianna c\ C, a rua do Vigario
numero 1.
1 **
inli/1
mwJlm
DAS
dividas activas na importancia de 8163)710,
e de dues casns de taipa cobertas de le-
lba, beus pertencentes d massa t'alliia do
Joaquim Vieira Coelbo da Silva
TERCA-FE1RA 21 DO ORRENTE
A's ft horas.
0 agente Pinto, cumprindo o mandado do lllm.
Sr. Dr. iuiz de direito especial do commercio, le-
vara a feilSo, no dia acima mencionado, as divi-
das activas na importancia de8i6j>710, e duas
casas de taipa cobertas de telha, titas hd lugar
Beberibe de baixo, a rua de Santo Antonio, ben;
pertencentes a massa fallida de Joaqaim- Vieira
Coelho da Silva : o leilao sera effeetnado a? 11
horas, em seu escriptorio, a rua do Bom Jesus n.
43.
Sala 1e jantar.
Uma mesa elastica de 3 taboas, 2 aparadores
de amarelio, I guardas-lonca, 12 eadeiras, 1 soa,
1 quartinheira, 1 relogio, 1 pj.no de jaearandi, 1
apparelho para jantar, 1 dito para almoco, I pa-
liteiro de prata, 1 esoelho grande, 1 eadeira d*
balanco, 2 eadeiras tde descanco, I par de jar-
ros para flores, garrafas, copos, calkes, eotnpo-
teiras e outros objectos que estarao patenles no
acto do leilao.
TERCA-FK1UA li DO CORRENTK
no segunlo auJar da rua da Aurora n. 43.
A's 10 lr2 horas em ponto
LEILAO
DE
moveis e mais arligos, e uma canda propnj
para familia
Sabbado 25 do corrente
A'S II HORAS DA MANHA
No segundo andar do sobrado da rua do Marques
de Olinda n 25
0 agente Dias, competentemeoie aotorisado por
despacho do lllm. Sr. desembargador )niz de or-
phaos, levara a leilao, no dia e hora acima desig-
nation, os moveis e mais artigos pertencentes aos
bens do fallecido Manoel Antonio vieira.
A SABER:
Uma mobilia de jaearandi, t dita de amareUo,
I comaoila dedito. I sofa de jacaranSa, 2 s*-
lhos, moldura dourada, 4 jarros para flores, 2 ban-
cas para jogo, de jaearandi, 1 mesa redonda e>
dito, 1 guarda-roupa de mogno, I marquess de
amarelio, 1 mesa de dito, 1 mesa para jogo, I ca-
ma de amarelio, I commoda de mogno, 1 apara-
dor de amarelio, t commoda de *to, 1 guarda-
roupa estragado, 2 pares de lanlernas, I candieir i
para kerosene, I par de escariaieiras e 1 canoa,
propria para familia; para qualquer inforouci :>
a agencia da rua do Harqnez de Olinda n. 37, I *
andar.
LEILAO
DE
uma caixa com cal^ados para senhora*
A saber:
20 duiias de borreguins de pellica amarelia, crn.
grin e lasting.
10 ditas de botinas pretas e de cures.
3 ditas de sapatos de rdres.
Terra-feint 1 do corrente
A's 10 horas
Por intervengao do agente Pinto
Em seu escriptorio, i rua do Bom Jesos n. 43.
VISOS DF:RS0S
Desappareceu do poder da Sra. D. Hermica
de Oliveira, em Beberibe, a sua e-crava, parda cia-
ra, por norae Isabel, 16 annos de idade, bem pare-
cida, cara bexigosa, cheiado corpo, cab .-llos bor-:
e bonitos denies, < filba da Parahyc>a, onCe lei
comprada por Ismael Gaudencio Furtado de llcc-
don.^a a D. Isabel Maria Luiza, em novembro d I
anno proximo passado: qnem a apprebeoder,
leve-a ao armazem n. 27, Itntaasa do Corpo San:-',
ou a sua senhora, em Beberibe.______________
Aluga-se o armazem da rua da Moeda n. 3?:
a tratar na rua do Amorim n. 62.
Villa de Pal mares.
Luduvina Augusta Xavier da Maia, professors
particular, provisionada pela in-truccao publica
da provineia nas materias do primeiro grao to
sexo feminino, avisa ao respeitavel publico, e coat
especialidade aos pais de familia, que no dia 1.*
de maio do corrente anno abno aula oa villa d
Palm- lei, se propoe a ensioar com perfeicio costur^
cha, marcar, labyriotho, bordar, trabalhos de '.,
crochet, missanga, flores de pa pel, panno, can~-
tilho e massa. A mesma prowssora prometle m-:
to esmerar-sc pelo bom desompenho de seu mz-
gisterio.
Aluga-si baralo uraas mei-aguas novas, x.*
trave-sa das Rarreiras (becco do Aquino) : atr-.
t :r na rua do O'tovi-llo n. 25", ca-a de azulejo.
Siojor .Vigiiel Accloli Wan-
derley
Domingos Jose da Silva. rep^ssado da mais pu?-
genlo dor p'la noticia do fallecimento do seu co-
mitentc e amigo, major Miguel A. Wanderley, e
vida as pessoas de sua araizade para assistirem -
missas oue manda eelebrar iu igreja de S. Pedr-',
as 8 horas da manhi do i!;a 1 at Mfanfa, trig-
simo de seu la leciih.M >; por ujo obsequio -
confessa summamente agradecido. ___________
Leilao
DO
sobrado de 3 andares e sotao da rua do
Commercio n. 22, ediftcado era chu.s
proprios
Terca-feira fcl do corrente
A's 11 horas da manha
Por intervencio do agente Pinto
Em sen escriptorio, ma do Bom Jesua n. i3.
Agente Pestana
DE
moveis, louca, crystaes e 2 piano?, sendo
1 de manivella
Terca-feira 91 do corrente
no segundo andar da rua da Aurora n. 43
as lO lit horas
0 preposto do agente Pestana. competentemen-
te antorisado por duas familias que moravam
juntas, as quaes se retiraram para o Rio de Janei-
ro, fara leilao dos moveis abaixo declaradoi, os
quaes apenas foram usados 4 mezes.
Sala da frente.
Uma rica mobilia de jaearandi, com tampos de
pedra, 1 tapete grande para sala, 1 piano do afa-
mado fabricante Debain, com manivella, pares de
lanternas, ditos de larros. qnadros bistoricos, es-
earradeiras, t esp*lho* dourai >s, 4 ricos etage-
res, diversas fignras de porcelana e pedra, enfei-
tes para eima de mesa, 1 relogio, 1 lustre com 6
braces e 1 costureira de mogno.
1. quarto.
Uma rica cama de jaearandi, 1 toilette de dito,
com pedra, 1 guarda-ve-tidos, 1 bidet, com pedra,
1 > abide de pio setim, 1 dito de amarelio, t es-
pelhos dourados, 1 apparelho de porcelana para
toilette, 1 tapete, 1 cuinmodade amarelio, 1 cabi
de para tualhas, 1 rico santiario com imagens, 6
quadros de ditas e 1 tapete.
2. quarto.
Um guarda-roupa, 1 cama de amarelio,' uma
meia commoda, 1 toilette eom perten^as, 1 cadei-
ra de balinco, 1 cabide inglez, 1 sofa, 1 bidet com
{edra, 1 caudieiro a gaz, duas mangas de vidro e
tapete.
3.9 quarto.
Uma mobilia de amarelio, 2 caminhas para me-
nino, 1 cabide e uma meia commoda.
t'riir.ciM'ii l-'irnto le Pnnla rrrrlrr..
Os alua ncs n.e.-Jr- s da SMS .
normal desta provineia, convidaii.
(is parenles, amigos e eom especii-
lidade aos Icates do mesu.o iurs\
para assistlMi algumas aisana q>
mandam rezar na igreja de N
Stnhora do Carmo do Recife, pela-
7 1/2 horas da manhi do dia 18 do corrente, part
eterno repouso do seu sempre lc-rabrado ex college.
sendo o mesmo dia o 7." oe ?cu pa-samento.
Os abaixo assigaaUos, teuuo agora scieac-.
que o Sr. Jo .quira Tiieodoro C ineia' da Silva o s-' -
obor e possuidor da quarts parte do sitio Combe
d? Cafezeiro, em Beberibe, por doag fuerara os Srs. Antonio Jovita Correia da Sil>*,
Rulino Luiz Tavares, Jose" Correia de Oliveira, re-
sidents na pnviucia do -ara. retiram o que die-
seram no Diarto de Pernambnco de 2i, 25 e 26 d-<
junho do corrente anno, e dcclaram como cease-
nhor do mesmo sitio, que sendo como e o Sr. Cor-
reia da Silva senhor e possuidor da quarts par.
do referido sitio, pode delta dispdr como Ihe coc-
vier, salvando assim tola a responsabilidade qu
por ventnra possa resultar daquella publicucao ]
24, 2d e 26 de junho proximo passado, coja f
putilicada por igaorarem os abaixo assignados ??-
melhaute doac^o.
Recife, 16 de julho de t874.
Antonia Isabel do Conto.
Francisco Rodrigues dos Santos.
Claudino Jose Redrigaes dos Saotcs.
Melqniades Manoel dot Santos Lima.
Antonio Theodora dos Santos Lima.
________ Anna Idalina da Costa Goimaraes.
0 abaixo assignado, procurador em 1* lugar
de Francisco Jose da Costa Ribeiro, comprou por
sua ordem um meio bilhete da loteria a. 516' a
beneQcio do Monte Pio Geral de Ecoaomia do Bs-
tado, do segninte n. 396, a dando eUe Ribwr
sociedade neste meio bilhete aos Srs. Joee" Leonar-
do e Francisco da Costa Amaral, tod^s tres resi-
dentes na Ilba de S Miguel, freguezia do PiCO da
Pedra. Recife, 16 de julho de 1874.
Joao do Amaral Raposo.______
Manoel da Silva Pontes
avisa a sens amigos e freguazes, que se acha os
p sse e na direcc.10 de sua casa commercial, e
prompto a receber as ordens dos qne quizerem
continusr a houra lo com sua anusaos a coafiao-
ca. Recife, 16 de jnlho de 1874.______________
0 abaixo assignado declara ao publico e ao
respeitavel corpo do commercio. que Jolga aada
dever nesta praca nera fora deNa ate esu data,
porem se algnem se julgar sen eredor, apresente
suas contas para exammar e serem pagas, i rua
de Santa Rita n. 3. 0 mesmo declara que asrtnn
a sociedade que tinha na taverna da ruadnjSanaa
Rita n. 3, qne gyrava sob a firaa commercial de
Rodrigues da SifVa *C, *** "JM?*
do corrent anno, sahindo o todo Jose Roirigoas
da Silva pago e satitfeito de seu capital a MM,
e o ab Ixo asslgnsdo de powe do ettabelecisnaoto
com todo o acuvo e passive Tambem declara one
julga nada dever a firna de Rodrignes da Sltva 4
C ; porem se alguem se julgar com algum JireMe,
apresente suas contas, tudo isto no prazo de tree
dias. Recife, 15 de julho de 1874
Antonio Jorge dos Santos.
Aluga-se dous escravos muito sadiot e fiea.
para service que eomece das 7 horas da manha
as 6 da tarde, tendo nm dellet muito bom piator
ejardineiro, eoteadendo de todo servico de iar-
dira : n> Solsdade, dsfronte do palacio do ntapo
n. 73. Na mesma casa compra-se nma sscrava
Sue seja perfeita cozinheira e engommadeira, saa-
o de sent TO annos, e muito boa conducts t a
tratar a qualquer hora na mesma casa.
v





Diario de Pernambucu Sexta feira 17 de Julho de 1874.
r-r
C
/
-:

->
t-
)
I
I
Casa de stride de Santo
JiBaro.
Joao 4a Silva Ramos, proprietario da
ca.'a de saude, tendo rejsressado da Eu-
ropa, reassumio a .utiniDi-lraQio. e o
servico med'co do me^mo estabelecimen-
to*, e espera qae 6 pntofl> continue a
depositar a confianga, que rempre depo-
aitoB era risu de seu iU e iuleresse
pelo* doentes alii recolhidos.
Joao da Silva Ramos, medico pel* Uoi-
versidsde viagem a Europa, continua no exercicio
de .ua profissao, prestando-se a traiar
de qual-pier doente dentro on fort da el-
dade, e dando consultas diariamente das
10 as It horas da manna en >eu eserip-
torio m raa do Imperador a. 67.
Joao da Silva Ramos, devendo receber
mensalmente da Eoropa, vaccina de su-
perior qnalidade, presta-se a ir vaccinar
qualquer pessoa em sea domicilio on em
en gabinele na rua do Imperador n. 67,
nas quartos-feiras e sabbados das 10 it
11 horas da manna.
Desappareceu
nc dia 40 do cerrente met de julho, da raa do Li-
vramento n. 24, 3* andar, am malatinho livre, de
MM Jose, de 12 a 14 aonos de idade, levando
vesjido calca de casemira cor do cafe, camisa de
algodioimho, chapeo ja velho, de f-ltro, preto ;
*uppSe se ter sido conduiido por alguma barcaca
das qae tran-portam carvao : roga-se a quem
delie souber noticias ou o tiver encontrado, quo o
qneira levar a referida casa n. 24 da raa do Li-
vramento, onde sera gratiiicado. Identiea recom-
msndacao se fas as aaloridades da provincia.
Fugio ou fartaram do sitio do Mello, em Be-
beribe, uma vacca leiteira, cdr raposa, esenra,
conbuca, deixou am bezerro, pelo qae deve estar
com muite leite, esta am poaco magra : por isso,
qtiem der noticia da mesma, e o lugar onde se
acha, gratifica-se com 104, no beeco das Barreiras
n. 14.__________________________________
Aluga-se
o predio da raa da P^nte Velha n 75, com com-
modos para familia, contendo agua e gaz encana-
dos, com apparelho de Iimpeza, quintal bem plan-
tado, com portao qae deita para a raa da Alegria:
para ver no mesmo, e tratar com o Sr. Diogo Es-
teves Vianna, a raa do Barao de S. Borja, antiga
do Sebo, casa em obraa.____________________
Uma senhora. na rua de Santa Cecilia n. 53,
offereee-se para lavar e engommar, em casa de
pouca familia on de homem solteiro.
Alaga-se oa vendese uma casa na rua do
Paarol n. 56 : a traiar na rua Nova n. 13.
Precisa-se de urn caixeiro de idade de 14 a
lo aonos, com pratica de taveroa : na raa da
Moeda n. 29.
Precisa-se de utn criado, prefere se escravo
no beeco do Padre n. 28.
Aluga-se
o segundo andar do sobrado da raa larga do Ro-
sario a. 16, com boos commodos para familia : a
tratar na rua Direita n. 24.
Para casa de familia precisa se de uma se-
nhora de meia idade, que saiba cortar e cozer
qualquer vestido com perfeicao, e que de1 flador a
sna conducta : a tratar na raa de S. Goncalo n.
29, sobrado ao lado da ign>ja.
Miidaip.
Joao Jose Rodrigues Mendes faz sciente que
mudou seu estabelecimento de generos de estiva,
para a mesma rua da Madre de Deus, armazem
n. 4. confronts a guarita do consulado provincial.
Antonio Ja Cunna Soares Guimaraes, tendo
dado a guardar em um estabelecimento da cida-
de do Recife, um embrulho contendo uma
-Mia de la para Sra, e nao se lerabrando do lugar
"Oi qae isso se deu, roga o obiequio de lhe man
Jirem levar dito embrulno a loja de louca u. 16,
a raa Primeiro de Marco.
FRtMCBZES
. intlO ilc iniiniiio do Dr. I.eeonle.
Este vinho preparado com optimo vinho de
Malaga e o melhor de tjdos os tonicos reconsti-
tuintes na convalescence das molestias graves, e
se recomraenda para a cura dos padecimentos
do estomago e intestinos, febres de toda a espc-
cie, com o caracter intermitteute.
vinbo e larope de lacto pliosphatxo
de ral do Dr. Lceonlc -Recommen-
dado pelos medicos como o melhor agents re-
constituinte para favorecer a nutricao, a for-
ma?ao dos ossos nas criancas e enriquecer o
sangue.
> inho de Boldo e elixtr.da moma
planta preparado por Frimault. -
As folhas do buldo sao empregadas no Chile
como remedio domesttco, mnito eflicaz, para a
enra dos padecimentos do figado, de que e o
antidoto, como o quinino 6 das febres.
Vinho e elixir de cacao da Bolivia,
de Cirim-.tnit.Tonico fortiQranle, diges-
tivo e reparador das forces exhawidas.
Vinho de quina ferruginoso de fcri-
maiili- -ireparado com viuho de Malaga e
pyrophosphato de ferro e soda, constitue um
precioso agente therapeutico para a cura da
Chlorou, dos padecimentos do estomago, po
breza de sangne, chlorose e as diversas moles-
tias das senhoras.
v rrope de chloral hydra tado do Dr.
Leconte.- Os medicos e aconselham com
successo contra a gota, as aphaigias, vertigens,
hystona, insomnia, e^ilepsia, nevralgias, tosse
astbmatica, coqueluche, etc.
4'rente de bisntntho de (.rimault.
Contra as gastrites, diarrheas, gastralgias, dy-
senteria.
\ arope de bromoreto de potassa de
tx-imauit. -Anti nervoso e appllcado com
optimo resultado no tratamento da gota e rheu-
matismo.
tnga. da India de Grimaalf.Cora ins-
tantemente as enxaquezas, dores de cabec.a,
nevralgias e dyarrheas.
Ferair de 4iirard. Protoxoto de ferro. 0
mnbor de todos os preparados de ferro para o
tratamento das molestias qae reclamam este
agente therapeutic*).
*as(ilhuH de manuita de Orintanlt.
Empregam se como laxativas e purgativas
contra os catarrhos macosos, falta de appetite,
catarrho pulmonar.
Oleo de flgado de bacalhaO. ferrn.
Sinoso. de Cirlmaolt. E' am medica-
mento de uma efflcacia constante contra a
chlorose, pallidas cores, anemia, phtysica, todas
as molestias dos pulmSes, lymphatisrao, es-
crofnlas, etc.
*6 ferro manganico de Bnrin do
Bolsson. Agradavel ao tomar-se, dotado
de propriedadexfigestivas rnui aetivas, e o re-
medio por excellencia, na leaehorrea, anemia
gastralgi., etc
Paatilba de lactato de ferro de Bu-
rin dn Bniason. Digeativas e optima?
no tratamento das menstrua^des difficeis, floret
brancas e todas as affeccoes nervosas do tabo
dlgesUvo.
C'lyconina Michel. Linimento muito su-
perior aos cerotos, pomadas e nnguentos para a
Cora das nlceras e feridas de toda a especie.
lapalas de Apiol dc ftrimauit.
Sao recommendadai pelos medico* para rera-
larisar a men?truacio prevenir as coiicas, dissi-
par as do. es do-, rins e ainda para as febres
mtternn ent-s rebeldes.
ninlas de podophylina de Ort-
maoii Para a cura de todas as molestias
do figado, para combater as prisdes de ventre
rebeldes, etc.
DEPOSITO
SA
PHARMACIA E DROGARIA
DE
Bartholoineo
PIANOS.
Acabam de eh.'gar mnito bons pianos fortes e de
elegantes modellos, dos main noiaveis e ix-m co-
nheeidoe labriccutrs ; eonm R^iam : Al;>hon?e lii
done!, Her.ry Hers e i'leyel W.^tf & C. : no V'apm
Frances, a *ua dn Batao'da Victoria, outr'wa No-
va n. 7. apfteof inuttu euomadot.
Pcrfumarias.
Finns extract is, baiihas, <-Jeiis, opia'.a e f.6s den-
trilice, gu.i de flor d<- laranja. ajj-ia de tmli't*.
ilivina, Horida, lavnadV, pos de iiini, salciictcs,
crosmetie^ tuuiios artigo delicados em perfnraa-
ria para presentes em frascos de extractor, caixi-
nhas sortidas e garrafas de differeutes tamauhos
d'agna'de Cologne, tudo de primeira qualidade
dos beat conheciilos fabricauies I'iv.-r e Coudray,
No armazem d> Vapor Francez, a rua do Barao
da Victoria, oulr'ora Nova a. 7.
Quinquilharias.
Artigo* de differentes %omtom e
fihantaxlan.
Espelhos, leques, lavas, joias d'ouro, tesourinhas,
canivetes, caixinbas de costura, albnns, quadros,
e caixinhas para retratos, bolsinhas de velludo,
dita.de couro, e ('estinhas para bracos de mentnas,
chicotes, bengalaa, eculo, pencinez,ponteiras para
charutos e clgarros, eseovas, pentes. carteirinha de
madreperola, tapete para lanternas, malas, bolsas
de viagens, venesianas para janellaa, esterioco-
pos, lanternas magicas,cosmoramas, jogos da gloria,
de damas, de bagatella, quadros com paisagens
!lobos de papel para illurninacocs, machinas de
azer cafe, espanadores de palhas, realejos de veio,
accordaos, carrinhos, e bercos para crianjas, 9
outras muitas quinquilharias.
Brinquedos para meninos.
A maior variedade que se pdde desejar de to
dos os brinquedos fabricados em differntes partes
da Europa, para entretimentos das criancas, tudo
a precos mais rei mazem do Vapor Francez, rua do Barao da Vic-
toria outr'ora Nova n. 7.
Calcado francez
A9U
Botinas para homem
Acabam de chegar grandes jactaras de botinas
de bezerro, de cordavao, de pelica. de duraque
com biqaeira, de bezerro com botdes, e com ilho-
zes a 9^000 (a escolber) por ter vindo grande
qnantidade por conta e ordem dos fabricantes;
ao armazem do Vapor Francez, a rua do Barao de
Victoria (outr'ora Nova) n. 7.
Para senhora.
BOTINAS pretas, brancas e de cores, diflerentes
lisas, enleitadas e bordadas.
SAPATTNHOS de phantasia com salto, brancos,
pretos e de c6res differentes, bordados,
SAPATOS de tapetes, chariot, castor e de tranca.
Para uieuinas*
BOTINAS pretas, brancas e de cores differentes,
lisas, enfeitadas e bordadas.
ABOTINADOS de diversas qualidades.
SAPATOS de tranca portuguezes.
Para meninos.
BOTINAS de beierro, lustre e de cordavao,
ABOTINADOS e sapatoes, de bezerro, de deversas
qualidades.
SAPATOS de tranca.
Botas de montaria. r
Botas a Napoleao e a Guilherme, pernwr,
meias perneiras para homens, e meias penneira
para meninos.
No armazem do Vapor Francez, a rua do Barao
da Victoria n. 7;_________________________
Reuniao popular!
giene e ccoHomia
Qaereis passar algumas horas ratisfeito 1
Quereis canservar a forca dos orgies digestivos t
Quereis espuecer o? peripecias da vida ?
Quereis viver engolfado no prazer ?
Quereis prevenir muitas enfriidades J
Quereis gozar os effeitos da boa economia f
Quereis ter appetites e facil digeatao ?
Quereis, finaloiente, ser feliz e ditoso ?
Attendei aos meios:
Vinde incontinente ao muito conhecido e pre-
conisado armazem do Campos a rua do Im-
perador n. 28, onde encontrareis todos os agentes
(sem ser de leilao) necessai ios para conseguirdes
os gozos que vos offerecem as aflirmativas, que,
indispensavelmente exigem as oitoperguntas predi-
tas, isto e, encontrareis os generos mais linos e
gostosos que por ventura tenham alimementado
os ostomagos mais susceptives e delicados, encon-
trareis os vinhos mais purs que teem exportado
os paizes mais vinhateiros do mundo e que fazem
espancar a mais impertinente tristeza, deixando,
com certeza, inraizado o germen da alegria, que,
inundandi de perfumes o oceano da alma a
imaginacao exercera, poderosamente, prodigiosa
inspiracao BObw todas as cabeijas a que tenha fei-
to a sua asceusSo ; encontrareis os a'.epipes mais
melindrosos, de cheiro activo e cmbriagador;
encontrareis, em summa, iguarias delritosas, pe-
tiscos dt'liciosoi e tudo o que ha de mais pro-
vocador (depoi:i da mulher) e que vos podo sua-
vemente transportar ao paraizo da gastronomia,
fazendo-vos gozar a mais real das felicidades
da vida humana, a boa mesa
Visto como:
N. 28Com o emporio das tripasN. 28.
N. 28-Recheiado de iguariasN. 28.
N. 28 Se pods dos embucados N. 28.
N. 28 -Repetir as picardias l-N. -28.
Rua do Imperador
Mesmo porque:
E' patente e apregoado por todos os medicos de
mais celebridade que os bous alimentos sao es-
sencialmenta necessarios para a boa conserva^ao
da saude e uona das bases mais poderosas para
assegurar o completo desenvolvimento das fa-
ouldades phyeicas e moraes da creatura ; e
com effeito, se assim nao e, respondam-nos qual
a causa porque em cada canto que paramos des-
cobriroos uma quantidade enorme de criancas ra-
chiticas e infeiadas, de mocas debeis e de uma
construccao franzina, de rapazes macilentos e sem
vigor e finalmente de toda a mais bicharia, dig-
na por certo de melhor sorte, verdad- iros typos
do desfallecimsnto e que nos d-ixa pbysiologica-
mente connecer os effeitos raephiticos da ma ali-
mentaeao, de que irreflectilamente fazem uso ?
Silencio profundo I CoufirmaQlo absolutal
Verdades puras:
Quem negar ja ousou dos p> ios a fama,
Dos presuntos os sabores re juiotado .'
E do vinho o poder qae leva a cama
Vida ao enfermo e forca aos esfalfados r
Alem do que:
E' um facto conscieacios^mente provade e que
so podera ser iwntestado por algum hypocrita im-
becil, de quo nfngnem esta tao habiiitado a ven-
der bom e b irato como o Campos, o que e de
facil intuicao, atten'.dendo se a que o seu Um e
fazer com que todos yenbam comprar em sen ar-
mazem, para o qae naa se acha, felizmente, sob
o jugo do egoisrao e nem tip poaco e alimenta-
do pela ambijao do -ouro e lim pelo desejo
de bem servir aos sent freguezes, dispensando a
todos agrado e siueeridade.
Embora que:
Raja, ruja os invejosus,
Fallen;, pulem, saltern, berrem :
Nao poaerao, desditosos,
Competir, nao, mais esperem...
PUNDICAO DO BOWMAN
RUA DO BBUM N. 52
I
(Passaudo o chalariz)
PEDEM AOS senhores de engenbo e outros agricu1t)TM,e compradores de ma-
chinisrao o favor de fazer uma visua a sou estabelecimento, para verem o novo sortimen-
to completo que ahi tem ; sendo tudo superior em qualidado e fortidao ; o que eom a his-
truccao pessoa I po ESPECIAL ATTENQAO AO NUMERO E LUCAR DE SUl FUNDHJAO
VaporeS e rodas d'agua Jos mau modernos systemas e em Umanbos con-
venientes para as diversas circumstancias dos senhores proprietaries e para descaro^ar
alg- do.
MoendaS d Oanna de todos os tamanhos, as melhores que aqui existem.
XvOClaS QentauaS p8ra aoimaes, agua e vapor.
Taixas de ferro fundido, batido e de cobre.
Alambiques e ftindos de alambiques.
MachimsmOS para mandioca e lgodio, e para serrar madeira
rJombaS de patente, garantidas.......
TodaS as machinas e pe^as do que se costuma procisar.
Faz qualquer COncertO do aachinismo, a pre^o rnui resumido.
Formas de ferro tem as melhores e mais baratas extsientes no mercado.
-CillCOnimendaS. Incumbe-se de mandar vir qualquer machinismo & Tontade dos
clientes, lembrando-lbes a vantagem do fazerem as compras por iutermedio de pessoa
enttndida, e que em qualquer necessidade p6de lhes prestar auxilio.
Arad0S americanOS e iostrumentos agricclas.
RUA DO BRUM N. 52
PASSANDO O CHAFARIZ
lira. |
Podendo todos
ser movidos a mio
per agua, vapor,
on animaei.
l;i
i. c.
Banhos salgados.
Alaga-se desde la, ate fins de Janeiro proximo
vindonro, a easa de frente encarnada, com terra-
50 e gradeamento, em Olmda, pateo de S. Pedro,
mobilia, gaz, agua, banhfiro e jardHn ae- lado :
a tratar na raa do Amorim n. 37.
Bom negotio.
Traspassa-se a taverna n. 65, a raa do Barao do
Triampbo, em optima localidade e com commodos
excellcntes para familia : a tratar com o common
dador Tasso, qae se do o proprietario do predio,
garante o arrendamento pelo tempo que -se con-
vencionar, e faz venda da arma^ao e generos exis-
tentes, a dinheiro ou a prazo.
ODILON DUARTE & MAO
CABELLEIREIROS
Premiados na^ exposiqao de 1872
RUA^
IMPERATRIZ
[1/ AKDAB."


RUA
DA
Cabelfeireiro francez
Rua do Marquez de Olinda n. 5i
I." AM'.Al;..
IVdn R..ijlier. ito < ptii> -:. ..s- '< i nijrti C>nfi. ..
leiruiro framt/; tf-m I ( iiia ilf \ t> u Ittt d. I > ?. ^ '-'i' '; h '' u,tJ *c"
quisivao de um ptrito (41iciM Miidi'ha plCioCc hi, ii;nli>td b 1' litrdo a acu-r.i-
penbar qualqrrr encon int-nda f't- sua eilc, e se acha a ili-pi s.-,.'n. .-.- | m ^^ qu o> ara
prestimo ?e queiram btilitar Uutm fiw klifca qoe "> isti-hi lc:irMo encoi;-
trarflo si mpre a Monitor dos vabtlltveirot, onde seacb.m desmj.tos e desenbados todos
os penteados modernos, pBra so tes, casanentos, bailt* dc.
Finalmente previne ds mesmas excellentissimas i.hora>, qut ic ibet um compleVj
sortimento decoques, cacbepaines, bandds, cresctntcs, tte.t e vtndt tudo. peka pre^
abaixo raencionados:
Coque de cabello de 15?>, iO* a SOrSCCO.
Tran^as de dito U9, 125 15? a 20Ao< o.
Cacbepaine de dito 15, 2Ctf a 30 Crescentes de dito 2C)J. a .'ii'vOCO.
rambem tpcontrario um completo sortimento rccc-bido ha p uco, dt calellos de todas
as cores e comprimento.
N. 51.Rua do Marquez df OSoda-H. 51.
AGUA DE CHINOLINA
PARA TIXGIR L\STA\TANEAHi:ME OS CABELLOS
PREl'ARADA POR
BARTHOLOMEQ & C
Plaarmaceuticos da Casa Ileal lo N. XI. I' Kl Itcl le P*itii*al :
urenilados eau diversas exposice com o primeirs fircinlo dr
sna classo.
Unico composto, cujabase principal sao principios vege^es, quo i6!e por isso aar
usado por tempo indefinido sem o menor receio de attera^l de saiiJe. h^ta agua admi-
raveldd aos cabellos, em poucos minutos, uma c6r c biiliio natural, des-Je o castanh>
ate" o negro, e ao contrario de todos as tinturas coubecidas. ten tim aroma agradabilissi-
mo, quo facilita o seu uso a"s senhoras, ainda as mais dKBcets. A/pnuynn-te o$ srus ra-
sultadose effeitos inoffemivos, quer a applicaQao seja limitada a barbs, qutrcoocpreben-
da os cabellos da cabe^a.
DEPOMITO iiUtttL
m Pharmacia e drogaria
34Rua larga do Romrio 34
PERNAMRLCO
ft 12 Pi*
ill I!
PREPARADO POR
JEM10
IMPERATRIZ
H. 82
!. ANDAR.
Acabam de reformar o seu estabelecimento, collocando-o'nas'melhores con-
iic^Ces possiveis de bem ".ervir ao publico desta illustre capital, e is Exmas. Sras. n'a-
qutllo que Wr tendente a arto de cabelltiretro.
Fazem-se cabelleiras tanto para homens como para senhoras, tupete, chignon,
coques modernissimos, trances, cachepeign, tecidos, desenhos em cabellos, quadros tu-
mulares, flores, bouquets e todo e qualquer trabalho tmaginavel em cabello.
0 estabelecimento acha-se provido do que ha de melbor nos mercados estran-
eeiros, recebe directamente por todos .s vapores da Europa, as suas encommendas e figu-
rinos de modas, e por isso pode vender 20 /, menos que outro qualquer, garantindo
perfeicao no trabalho, agrado, sinceridade e preco razoavel.
Penteam senhoras, tanto no estabelecimento como fora ; vende-se cabellos em
porc.ao e a retalho e todos os utensilios pertencentes A arto de cabelleireiro.
PHVRM4CL4 NORMAL I
DE 2S
JOSE BI#IAS UG MOIJRA & O
17Largo do Mercado Publico17
(Antiga ribeira de S. Josef,)
Acaba de ser aberta e acha-se a disposiclo do respeitavel pnblico esta nova phar-
droearia completamente nrovida do indispensavel a um estabelecimento dessa na- iA
sem ex'cep^ao de productos chimicos e medicamentos preparados no estran- ^
tranceiro, tudo novo e o melhor possivel. -..-
As receitas dos Srs. medicos serao sempre despachadas com a- mais seria attencao,
e sempre sob as vistas do pharmaceutico qne compoe a nossa firma social.
As pessoas qne se dignarem de bonrar o nosso esatbelecimento com a sua connan-
:-tJ S^ pjdem estar certas de que serao consrienciosamente servidas, nao so relativamente ao (OL
*M quo pedirem, como tambem a modicidade dos precos. W
a*#**
ESSENCII CONOENTRAM
DE
BARTHOLOMEO k C.
Phanuaceulicos da casa real dc S. H. f. el-rei de Pcrt^pi
Premiados em diversas exposicoes coin o primeiro pre-
mie de sua classe.
0 xarope vegetal americano, garantido MMUairrB vkcf.tal, Dao eontetn raa coijpos-.i
um so atomo de pio, e slip ^on.ente sttccos de plania* .ndigeoas, cujas \>-^^ f= -'
cura das molestiasque pertencem aos orgaos da respiraa ., tem do obse v.i. ...., temp, t
l"medicos mais dislinctos que ora:omraendam e presavw n tmIo os di .....AtaST
chites, tanto agudas como chrcnicas, asihma, toss s rebeldes, escarros Je sangoa, I ua*sa uj Bffa
graoe'eontra as irritacoes nervosas.
DEPOSLTO GERAL
- Rualarga do Bosario 84
34
PHINAMBII; 0.
Silvcrio uigio !^
macia e
tureza,
quinla-feira, 9 do corrente, levando calca de algo
dao azul, nova, e camisa velha de algodao branco;
este escravo o cabra, de 30 annos dc idade, all:-,
cheio do corpo, cara redonda, barbado, cabello
bom, e a barba bastante branca, denies bon; e
miudos, muito conversador, vagaroso no anuar,
descorado : recommenda-se as autoridades poli-
ciaese canitaes de campoo apprthendam c levem
a rua do Cabuga n. 3, 3 andar, ou a rua do Im
perador n. 28, que se gratiheani.________
Aluga-se um pequfno sitio, ediiicado de
novo, no lugar da Tamaiineira : a tratsr na iua
do Commercio n. 9, 1 andar. ______
m
-?-
DE
m
Premiada nas expo-
sicoes de Pernambuco
e Rio de Janeiro.
AWTOCAORS
Pharmaceutico
Pela
escola de
Successor de
Paris
ARISTIDE SA1SSET E. J. SODM
Tratamento puramente vegeUl verdadeiro purificador do sangue. sem mercurio.
A Essencia de Caraba e um remedio hoje reconheeido como um poderoso depura-
tivo e especial para cura de todae as molestias que teem a sua origem na impureza do sangue,
como sejam : as moleatias Syphujticas, Boubaticas e Escbofulosas, Rheumatissio, EMrmcENS, Dab-
tbos, Ulceras, EaupgJiES, etc. etc.
Os prodigiosos effeitos qae tem prodnziiJo a Essencia de Carala,j)or toda pane
onde ella tem sioo apropriadamente experimenUaa, a tem feito adoptar como dm dos medicamen-
tos mais segnros e mais energicos para a cura de todas as molestias de natureza sypnilitica e
boubatica.
A cada frasco acompanha uma instruccao para a maneira de osar.
Pomada anli-darlrosa
Contra as affeccoes cutaneas, darthros, comlchoes, etc., etc.
tnguento de larcba
Para cura das boubas, nlceras, cbagas antigas, etc., etc.
UNICAMENTE PREPARADO POR
ROUQUAYROL IRHAUS, SDGCESSOBES
Botiea Franceia
22 Rua do Bom Jesus 22
( ANTIGA RUA DA CRUZ )
mm ui n u-~i ui'H uu n^nynu nmi)
A
0

Lindas tarlatanas de cores, de assents branco e preto com salpi-
cos, para vestidos, pelo baratissimo preco do 240 cdil o covado, na
loja das columnas, de Antonio Correia de Vasconoellos, na raa do
Crespo n. 13.
g*OuinnuinjurfiLjni
mtQm*s*&m^g$\
nllil lin
Precisa-se
CAH\.
Aloga-se a casa n. 113 da rua da Coneordm,
com bastantes commodos : a tratar no Recife, rua
da Cadeia n. 3.___
Nao se prestando o peqneuo espaco do armazem
n. 10 A, a rua da Madre de Deos, par* um abaste-
cido deposito das diversas imreas de fumo, que o
abaixo assignado almejava ter, acha-se d'ora em
dlante aberto outro es abelecimento sob a mesma
denominacao de
ARMAZEM DO FUMO
A' rua do Amorim n. 41
com todas as proposes desejadas, e onde podc-1
rSo os senhores freguez s dingir-se, certos do que,
como ate" aqui, ach-rSo sempre a par da modici-
dade deprecos, a maior sincsridade possivel. En-
tre as differentes raarcas de fumo da Bahia e Rio
de Janeiro, que tem sido annunciadas, acaba de
chegar uma encommenda especial, que muito deve
convir aos senhores freguezes. Consciente o abai
xo assignado de que neste genero de negocio nao
esta sem competidores, fara muito por evitar que
tambem oj tenha com relacao ao peqneno lucro
que procurara obter da dita mercadoria.
Jose Domingnes do Carmo e Silva.
Aluga-se uma casa na Capunga, com com-
modos para familia, caiada e piulada, ccm bora
quintal e murado, e'poco deagua: a tratar no
mesmo lugar, a rua das Crioolas n. S.
do uma ama
aia cozinltar em casa de
pequeua familki. preferin-
do-se escrava : ua rua do
Capibaribe u. 40.
lV-rutu ^e da ra.i d i A| h i a esl
Ciuco Pontas, unia lelra da qnantia de I i
sacada por Jjaquim lludtigui.i Pmfceiro .-
cm 30 dc a!> il pel.i ar. Saasaf Caval
bu-juerque L'chi-a Jun.or ; a pessoa qae I
acbado pode eutrogara i ua do Apuii j n
^o
Paga-se o 3 dividendo da massa lallida de
Joaqnim Francisco de Mello Santos, na razao de
meio por cento, a rua do Vigario n. I; devendo
os senhores credores apresentarem cs respectivos
titnlos. _________^_^
CRIADO.
Manoel Pires Ferreira, solteiro, e morador na
villa de Jaboatao, precUa de um criado preto ou
pardo : a tratar com Antonio Pires Ferreira, a
rua do Barao de S. Borja c. 33.
PEKHOBES
Natravessa da rua
dasCruzes n. 2, pri-
meiro andar, da-se
dinheiro sobre pe-
nhores de ouro, pra-
ta e brilhantes, seja
qual for a quantia.
Na mesma casa
compra-se os mes-
mos metaesepedras.
wS Swo I^SIKI
Appareceu uma vacca no dia. 10 do cor*
rente mez de julho, no Arraial, tanto ao sitio dos
Buritis: quem for seu mesmo sitio quo a achara.
24-ln h Moiqiifz dc Olinda -25
Esquiua do beeco Largo
Parlicipa a seus fr>gurzes e amigos que mud. u
o sen estabelecimento du relpjoc'ro psra a
rna n. 24, onde rncontrarao um grande tcrtimer.;.
de relogii s de parede, americancs, e cima de me-
sa, dos melhores goslos e qualidades, relogios de
algibeira, de todas as qualidades, patente snissc,
de ouro e prala dourada, foleado (plaqnet), re.
gios de onro. inglez, desenberto, dos melhoro-
fabricantes, cadeia de onro, plaqnet e prala. lune;.
de tod?s as qualidades, tudo por precos mnito ti-
ratos.
I LOJA DO PASSO j
i ____1
Cordeiro
DE
j c.
Acabam do receber pelo vapor Uendosa :
Riquissimos corks de gorgurao de seda luos t
com listras achamalotadas.
Ditos de linho para vestidos, contendo cada ear-
la, o necesi-ario para seu enfeite, como saja :
franjas, trancas, I otSes, fivellas, etc
Riquissim.-s chapeos para senhora, ultima mod...
rua Primeiro de Marco n. 7 A.
Aluga-se
o predio da rua do Barao de S. Boria o. 18, eau
commodos para cr.-mde familia, contendo ama t
gai encanados, g'aode qointal bem puslaso =
Krtao para a rua do Atalho : a tratar na rna da
nte-Velha n. 75._________________________
Desappare-en no dia SO de jootao deale annc
o menor, pardo, Joto da Cruz Ferreira, 11 an-
nos, cara bexigosa, trajava camisa branca e eal-;a
de riscado : quem o encontrar on dell* MsSer
noticia, roga-se o faca saber no beeco ds sarr raa n. 9, Boa-Vista.




-


/
6
Oidrio do/Pafojftfabueo Sextan feira 17 do Julfca ><&>ilt4
BE FERKO
ra do Ite. d> Triunij.ho (rua diBrofii) ns. 100a 104
CARDOSO & 1EMA0

de todos os tamanhos e qualidades.
eapitos para
AVISVM aos senhores de engenh s e outrcs agricultorcs e ao publico em serai aue
wtiDnam a receber de Inglaterra, Franca e America, todns as ferragens e machinas ne-
?assanas aos estabelecimentos agricolas, as mais mode.nas e melbor obra one tern vindo
ao mercado. '. ~.
IMH0^8 dC i0^" de-*' 6' 8 6 <0 CaTallS' S nte,hores qetem vindo ao merado
tiSiCieiraS de sobresaleiite para vapores.
MoendaS inteiras e meias moendas, obra como nunca aqai veio.
f 81X88 fundldaS e batidas, dos melhores fabricates.
Koaas d agua com cubaje de ferro> fortes e bem acabadM
Rodas dentadas
Relogios r ^^
Bombas dj^rro> de repucho>
" !S dirersas qualidades.
Fornias para assucar,gr.nde8 e p.qnenas. /
Yarandas deferro fundido, franceias a. di,. bonito, **.
JogOeS francezes para lenha e carvao, obra superior.
Ditosditos..p8ram.
Jarros de ferro fundido
Pes de ferro
Ma china
Valvulas
Coireiasiaglezas para machinismo. .
Bancos e sofas cora tiras de madeira> parajardim
UOncei'tOS cVnc;-rtam com promptidao qualquer obra ou machine, para o que
sua fabnea bem montada, com grande e bom pessoal.
SnCOmmendaS maDdam vir Por encommenda da Europa, qualquer machinismo
,^ nm ? para qVese co/resPn yf^,n^; e!a0reSeng^beir0sd,e ^glaterra ; incumbem-se de mandar assentar
irt^machinas, e se responsabihsam pelo bom trabalho das mesmas.
^ do Barao do Trimnpho (ma do Brum) ns. 100
* U K D I C A O DE CARDOSO & IRMAO.
'.< BIHA0U
Esta eneouraqado !! !
Agaawnale eimpnilra
TanVfl ate qB a fa
Roga-se AH Sr. lZ&io Vi
ascrivao naWllft de Nizlrfcth deS
favor de vir a raa Duqne de Caxias n." 36, a eon- \
cluir aquelle negocio qne S. S. se.comproraetteu a '
realisar, pe!a terceira caaa9aia. Baste jornai, em
Bus de dezerabro de 1871, e dapois para Janeiro,!
passou afeviweijo e abjH de 1872, e nj^la enmprio;
a por este motivo e de novo chamado para dito
8m, pois S. S. se deve lembrar que esta negocio
de mais de eito annos, e quanta o 8r. sea lino s*
achava nest a eidade.
Precisa se de uma ama paw cezinhar:
a rila .-: di Vijiona n. 2o.
A S';??
I'rec-i _> se Ac. duas, s ndo
engommar, preferin^o se a priraeira, escrava :
a do Crespo n. 7.
ma para coz'nllar e com
e outra para lavar e
na
Preejsa-ae de uma ama para eiigommar : na
avessa do Corpo &a.io n. 1&.
Alteiifao.
Precisa-se de uma ama que saiba bem cozinhar;
narua do Rangel n. 8.
Am? P^cisa jedeuma ama pan cozinhar :
Aqi na rua do Vigario n. 2s), i- andar.
para
para mesa e banco,
para gelar ?gua.
psra bomba e banheiro.
ardirn.
iitii


teea
a 104
en
AMA
w
faoiilia
! Cruzes,
: a rua
n. 8.
Precisa-se de uma, que le-
n!ia hons costumes, para o
fefvljo de casa de pequena
Dujuedfi Caxias, oulr'oia da;
Vende-se rf engenho S. Pedro, aituado na pro-
vincia de Alagoas, comarca do Porto Calvo, a
menos de ama legoa diaunte do porto do mar do
Gamella, lent Mcellentes terras, matas, e safreja mara, onde ofToreoG
regularmente 8.C00 paes : a tratar na rua do Vi- "
gario n. 31.
Boa casaK
- Domingos_Nunes Ferreira participa aseuS
amigos, que tran3fcrio o seu cartorio e residen
cia para q tobiwfr n. 13 da rua de PanHno Ca
os seus seryicos. Aprpveita
aoccasiao para declarar qua nada d ve a pes-
soa'-algama,'; prem se a)guem se julgar sen
pi
.
credor, rpgii.liie p obzeu|o de
conta para ser incontinente paga.
apre--entar sna
Alugase o pajacete -do fallecido Custodio i\,*e
Alves Guhaaraes, nai+ha dor Ratos1 (Boa'yjsta-),
orldemerbu',Htttaamente o Illra. Sr. Dr: Ignacio de (S)
*ii*efe '. a tratar na lja do Passo, a-n-''3Si_ Cheshire Na rHaveiha de Sad (a Rita n. 37, presa-s
alugar nma preta para vender com tabflein
Priraeiro de Marco (antiga do Crespo), j'nnto ao
arco de Santi Antonio.
Milk.
L^eite pondensodp.povo.
rveja de Noruego.
' Keller ia
Karaite de 13 para 14 de maico do correptft r
anno lugiOjO mularo Vicente,esoTaw/de'20 annos 'acmpo.
de idade, bonfta r>gura, harbai'ertatafa regultr;
levando vestida e em urn aacco' Ktepa de algodio
branco e alguma mats fina, pertencebte a um cai-
xeiro da casa donde fogio ; e namral da fregue-
zia de Sant'Anna do Matlos, diz ser livre, casado,
eiter Mdo crfttdo c;n companhia da madrinlia D.
Anna Luiza %z taz, de quem. alias, foi eseravo ;
roga-se, poftg% aos Srs. capitaes de campd.
e autoridades policiaes a apprebensao do dito es
ceavo, e entregal o na oldade do Reeifc, rua
Crespo n. 10, ao Sr. Joaqu m MoreiS Reia, ou
na eidade do Assii ao Sr. Torqnato Augusto de
Oliveira Baptistj, que serao genero3amente grati-
ficados.
met-a-Fe de um feitor para o engenho sa
jpneaja, de Beberibe, e qua s<-ja homam afleito ao
Conductor
Na ruado Oom Jsu6 0. 17, precisa-se faliar ao
Sr. Ricardo F Catanho de Vasconceilos, emprega-
do na linha ferrea do Caxanga.
. > -
p4J) Ilua do Imperador 491
I .!
pianos.
Ha_ tioste estabe!ccimcntoo melhor sortimento de pianos dos mais afamades autores
^ lo : Dm, Pleyel, I'bp, etc. Offerece-se tambem uma qualidade de pianos supe-
, mandados expressamente construir para este cbma, o qual os amadores dos
aons pianos so encon'.rarao nesta casa.
Rfecebem-se pianos usados em troca.
Concertam-se e afinam-s
bem avisa-se aos Sr?
concertadores de pianos
sempreo mais comploto sortimento do maurutes para concertar pianos, como
ppos, tulha para os mestios, cravelhos, parafusos, castor, camursa cordas
etc, etc. '
:0 fcl] niAtHnn
Na noito dedoqjingo, 5 do corrente, furta-
t?m do engenho .Rola; ffeguezia da Escada, dou?
cavallos: um rosso, naa daro, .velho, denies.qne-
bra Jos, de sella, carregador e esquipador obriga-
d", tern marcas de colheira nos lados por traba-
Ihar em etrro, ferros a- reatgem no i|uarto direito
* no queixo menor, corn o sigual d :i- ^u dez.
_. iOuln, alasao tustado, os mesmo? ferros em cima
jjjdaancaena queixali, carrpgsd->r o^ricali na
^ redea, e tern ma redea, trabalha na cangalha.
ABbos astao gordos^e rusao e grande, e o aJasBo
novo, tamanhode meioacima. Informam que estes
animaes foram furtados por Hanoel Joaqiiim Ta
vares, que ja esteve no coito do flnado Snjueira,
no engenho Mopan, e Malhias Antonio il Souza,
feitor de Manoel Antonio Oils, seahor do i-genho
Rola, por ter srdo despedido, visto saber dito se-
nhor do engenho que aquelles cram l^iioesd-
cavallos, que vieram acossados do Cabo, onda Ihe
foram apprehendidos dons cavallos furta I >j no
engenho Guerra. Gratifica-se bem a quern d.r
notitaas dos dous cavallos furtados, no rpgenho
Roi*, ja dito.

^11 49

4\
irtt!
rava mgida
a estarfugidadesde 17 de maio docor-
i. a escri ra ?i:.-i,a, cor cabra, idade 26
II r regular, migra, tem loios os den-
sem falta algama, cabellos carapi-
: l"raikBS:Sf2S d;agua: a tratar natravessada-ruaDuqueda-Ca:
renienledeum^ntrMqueeKv? ^"^ ^r, com Gabriel Antonio de Castro
.- no meio das eoslaa na alturadas p:is, y
e octra p-, e ella tem o vfeio da
' I [V] a v stid i de chtta clnra e dons chales
i am relhu e oulro novo de ror encar- A empreza do gaz tem a honra de annnnciar ao
i ; padrdes ; laivez ella dga em pu'dico que recebeu ultimamente um esplendido
' irte que e-tivcr que e forra e troque o sortimento de lustres de vidro, candieiros, aran-
EWC.EMBO
S. CARLOS
Vende-se ouarrenda-se o engenho S. Carlos, em
Ipojuca, moente e corrente, com todas as obras
em prrfeito estado de conservaeao, e muito bom
d'agua :
3,
as.
Empreza do gaz
Fugiram no dia 7 de julho'de l87i, do engenho
Giqui, freguezia da Escada, de Florismundo Mar-
ques Lins, 3 escravos, sendo Asterio, preto, al-
to, bem moco, sem barba, corpo regular, e olhos
brancos ; Elias, preto, bem moco, sem barba, al-
tura media e corpo regular ; e.-tes dous foram da
villa de Pesqueira. Luiz, c6r fnla, bem moco
barbado e tem os peito3 caoelludos, estatura bai-
xa corpo reforoado e bem espadaiido ; este foi de
Nossa Senhora da Gloria ; gratifica-se com gene-
rosidade a qnem os apprehender e lev?-|os ao Re
cife no escriptorio de Francisco Mamede de Al-
meida, rua do Torres n. 12, ou ao proprietario
acima.
Fffnileiro
Manoel Ignacio rt.i? Candetav (o antiso funiletro
da praca da lodepcnlenci ), enmrrpga se de fazer
qualquer obia do sua arte, e bem assim de cortar
e collocar vidros em vidra?as. espelhos, etc.. tudo
por modico preci: quem do seu preslimo e qui-
zer ulilisar. node dirigir-ee a casa de sua nsiden-
cia, a rua Relja n. i. _________
im i ib.
Reeebe.se encommendas de fogo do ar, par*
dentro e f6ra da provmeia : no armazem da bola
amarella, a travessa da ma do Imperador.
EXCADEBSAflO'
E

DE
Miranda A IrmSo
'If. 37Rua Duque de Caxias N. 37'ul
Neste estabelecimento encaderna-se
com toda presteza, nitidez a perfeicao,
dosde o mais simples at6 os mais pri-
morosos trabalhos de setirae e velludo. (
Pauta-se e risca-se papel para livroa '
em branco, tanto para o commercio, como
pzra reparti^Oes publicas, numera-se, li-
1 vros, cxecuta-se tudo quanlo erelalWo a M
gammographia. \
Miranda & Irm3o, nonnidos do boas
maehinas, hons artisus e excelleBtes ma-
teriaes, julgam-sehabilitados para servir
satisfactoriamente as pessoas que quize- \
rem trabaihos tao perfeitos como os qae,
vem do estrangeiro.
Engenhos em Mamam-
guape.
Vende-se os seguintes :
Barra,
Pngulja,
e PatrlcU
A tratar com seus proprietary neste eflade,
e para informacoes com Joaqaim Piate deaM
relies Filho na mesma eidade de "-TiimAipi
,_______________ Tasso Irrnlos* C.
Wil.-on Howe dt C Tendtsn a*
rua de Commercio n. 14 :
verdadeiro panno de algodio azul
Excellante fio de vela.
Cognac de 1* qnalidade
Vinho de Bordeaux.
Ctnio de Pedra de todas aa qnattdaete
ameneeB.
Of
TACHAS TACfllS
BATIBAB FOffDfiyAS*
Qualidade super or
System now I
-
.
iTjf-.1 ,rr
Cnama-se a aUencao da Illmi camara no-
nicipal para que lance suas perfpioaies vistas pa
ra uma rectificacao que se esta fazendo na raa
velha da Santa Ritaem duas casas ; pois o seu pro-
prietario, desi para si, qua.devia fazer da calcada
um lindo armazem de materiaes, collocou duas
8randes pedras sobre a ca!;ada, que quando chove
uinguem pode passar, com ritco de quebrar a
perna. Seria bom que o muito digno fiscal, mu-
nido de seu poncinez, desse um passeio.
y*r\ jW i
HIEDJCO-CmUIlGICO 1
m
i
M D0
t Dr. Pedro d'Athayde L. Moscosq
PARI'Ef.,0 E OPERADOR
!5ua do lisconde de Albuqaer-jSr
&
*
Alicia)
Vende-se um terrcno em Agua-Fria, com 60
palmos de frente e 330 de fundo, tendo duas fren-
tes, uma para a rua do Cacundo e outra para a
rua das Mocas, proprio para edilicar, cujo terreno
tem arvoredos : a tratar na rua da Sauta Cruz
numero 7.
BCj dttd Insar, consta que alguem t.'m eil<". acou-!
5ica, prrqua tem sido visti n-s rua? desta eidade.
-at das as autoridades policiaes e eapi-
'>: qne a capture e leve-a a rua da
- i- 20, qne se gratificara.
...


SSULTOUO
;v*/\
MtWCfl
flfilfildO
hi
i
I
DO
ftr. SiiDtaBos.
Bias do Barao da Virioria
|. oulr'ora rua Nova n. 46, primeiro andar.
CONSl'LTAS das fO. boras da manba
ao rneu din, e chamados prr escripto a
lualqner hnra do di. e da noite
i E^'ECIALIDADES partos, mclestias
de olhos e do apparelho respiratorio.
m
m

O Monte Lima
*;

tem um complete sortimento de galao e franja de
ov.ro e prata, verdadeiro, de todas as larguras,
ahotoaduras douradas para offlciaes, canutilhos e
enfeites para bordado. Tambem ?e encanvgade
tudoe qualquer fardaraento, como ssja : bonets,
talins, pastas, espadas, dragonas, charlateiras, ban-
das, abotoaduras lisas e douradas, para criado,
etc.; assim como um cornpleto sortimento de
franjas, galao Mso para armamento, cordgo de la
com bnrla para quadros e espelhos (conforme o
gosto da encomaienda) tudo por m'uito menos pre-
Qo que em outra qualquer parte : na praca da
Indepcndencia n. 17, junto a loja do Sr. Arantes.
Ama para
Precisa-se de uma que saiba engommar roupa.
que n. 39.
ESPKCIALIDADE
DIoIestias dc eenboras e
meiiinoM.
Consultas das 7 as 10 boras da ma-
nha, todos os dias.
Das 6 a-s 8 da noite, nas segundas, quar-
tas e sextas-feiras.
Os doentesque mandarem os seus cha-
mados por escripto at 10 boras da ma-
nha serao visitados em suas casas.
mmLi-mm&zm&
engommar.
de homem e senhora, p'refere-se que seja escrava:
na pharmacia Torres, a rua de Marcilio Dias n-
* Francisco Xavier Carneiro da Cunha Miran-
da, pelo preseute faz saber a quem convier, que
desde o primeiro de Janeiro do corrente anno pas-
sou a assignar-se Francisco Xavier de MiranJa, o
que ja tem feito em di7ersos papeis, como escrip-
turas, etc.
Recife, 11 de julho de 1874.
Francisw Xavier de Miranda.
fogklo
-z que i
Qbo Sapucaia, de Reberibe, o
to, cabellos do caboclo, corpo
De.-de 8 do corrente
>?z_que esta fugido do
eseravo Luiz,
regular e-ta
ponco pallidopor ter ac'abado de so tiat'ar de
a sua captura.
ania bronobites. Recommen)a-se
IMOSAYENDA.
No primairo andir desta typographia em
fliao.do administraior, vende-se os seguin-
" hvrinhos:
i Einliiio Esperto dialogo ins-
:ructivo, critico, analytico, historico, e mo
ral, entre um raatut-j e um liberal por 500
?s. cada exemplar.
IEjIJca;- Familiarromance, 0
su na serie de leituras, 2 volumes nor ..
15300. F
~ Pfeci*a-se de um criado livre ou eseravo, de
nnos:- na rua das Larangeiras n. 18, !
Desappareceu
da casa do abaixo assignado no dia 13 do corren-
te, o seu eseravo de nome Manoel, conhecido por
Manoel Amaral, com os signaes seguintes: baixo,
secco, falla muito, porem, um poueo atravessado,
foi eseravo do Sr. Andrade, na Parahyba do Norte:
roga-se a qu.-m o apprehender, leve o a rua de
Santa Rita n. S, entrada pela rua nova de Santa
Rita.
Ilellarmino Alves Arocha.
ii I COSSl'LTORW
I Medico-ciforgico
DO
Dr. Jose Felix da Cunba He
noes.
Medico operador.
RUA ESTREITA DO ROSARIO N. 3.
Da consultas todos os d:as das 9 ho- j
ras da manna as 4 da tarde, dessa hora j
em diante acba-se prompto para qual- |
quer chamado, em casadasua residencia j
a rua da Princeza Isabel n. 4, junto a I
estacao dos trilhos de Clinda.
Da3 7 as 9 horas da.ipaaha da consul- I
tas gratis aos pobrej. I
ESPECIALm.VDES
Molestias syphiliticas, via digestiva e fe I
bres.
d ConsuilOTio mediio^iriwgico
CASA DA FORMA. .
AOS 4:000^000.
BILBETES GARANTID0S.
A rua Primeiro de Mar^o (outr'ora rua a\
Crespo) n. 23 e cosas do costume.
Acham-se a venda os folizes tilhetes garantido?
di 26' parte das loterias a beneficio da nova igre-
ja de Nossa Senhora da Penha (108'), que se ex-
trahira no sabbado, 18 do corrente mez.
PREgOS
Rilhete inteiro 4O00
Meio bilhete 2^000
IM PORglODE 100^000 PARA CIMA.
Ri'hete inteiro 3*500
Meio bilhete 1J750
b _______. Manoel Marlins Fiuza.
CASA DO OUST
Bilhetes garantidos
Raa do Barao da Victoria (outr'ora Nova
n. 30, e casa do costume
0 abaixo assignado acaba de vender nos seu-
nuito felizes bilhetes a sorte de 4:000/ em dous
meios bilhetes de n. 2018, alem de outras sortes
menores de 40AOO0 e 20*000 da loteria que se
acabou de extrahir (107'; ; convida aos possui-
dores a virem receber, que promptamente serao
pagos.
0 mesmo abaixo assignado convida ao respeit*
vel publico para vir ao seu estabelecimento com
prar os muito felizes bilhetes.que nao deixarao de
tirar qualquer preraio, como prova pelos me.mcs
annuncios
Acham-se a vanda os muito felizes bilhetes ga
-antidos da 26' parte da loteria a beneficio da
nova igreia de N. S. da Peni a, que se extrahira
no dia 18 do correute mex.
IPrecow
Inteiro 4*000
Meio 2*000
De tOOfOOO para cima.
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Recife, 11 de junho de 1874.
loao Joaqum da Costa Leite.
Os abaixo assignados fazem sciente ao corpo
commercial que di-solveram amigavelraente a so
ciedade que gyrava sob a firma social de Sa &
I'into, em uma venda de molhados, sita ao largo
do Paraizo n. 30; ficsndo to do active e passivo a
cargo do socio Pinto, e para que chegoe ao co
nhecimenio do publico do commercio fazem o
preseote annuncio.
Recife, 16 de julho de 1871.
Antouio Joaquim de Sa.
________________Mancel Pinto Alexandre.
Aluga-se um bom eseravo, para todo servi-
ce de casa e rua : na rua do Imperador n. 50
terceiro andar.
,m
Compra-se um sitio pequeno, que seja perto
da praca e que tenha caa de moradia : a faliar
na rua do Barao da Victoria n. 40, loja._______
AVISO
Precisa-se comprar dous escravos, pedreiro .e
carapina, paga se bem : a tratar na thesouraria
das loterias, a rua Primeiro de Marco n. 6.
UiBO
Mais barato do qnem am qoalfotr m
NA
FundiCuO da Aurora
C. STARR at ., JkoW*JiiUU^aO.
Vendem
Wilson, Rowe & C.
Em seu armazem a rua do Traoicfc* a. 14,
gninie:
Algodio azul araerkano.
Fio matte.
Carvio de pedra- de todas as qualidade*.
Tudo muito barato.
Armazem da cs-
IreHa.
Unico deposito de cal bran-
ea de S. Bento e Jagua-
ribe.
B. 6 -Caes do Kidos-S. 6
0 dono deste armazem de materiaee coatrai-
em grande porcao cal preta, pf.la medida doe lor
nos, mediante ajuste, maodaado botar no lug.
competente, garantindo seriedadc neste negocio
Compra-se cobre, latao e
armazem da bola amarella, a
Imperador.
chumbo velho :
travessa da rua
no
do
Y?N8S.
VENDED
Jfn*0 no Arraial, com 120 palmos de fren
e 110 -le fundo, com uma boi cacimba : no ca
da Companhia Pernambucara n. 26
n:i ir.
. Entiillio
D;.-se gratis a quem o quizer tlrar, na rua do
I'.Tr.i.irr.ento, fundos das ci.-as incendiadas da
rv.a da Cadeia.
'-'-
Mao ha mais cabellos
braoeos.
u TlsTliMRI* JAPONEZA,
Sd*8uu,eaapprOTada pelas academia* de
mm**, retH.nhecida a perior a toda all
Jeta npparecrdo at^ hoje. Deposito otmri
mfa Ohnda, n. 51, l.o andar, e em
*>aa* as boUcaj e casas de cabellei-
AGUAS MINERAES NATURAES ~
' DE
Vichj-Cosset
Preferivels as de Vicisy-VicHy
por serem as unicas que eonsemm todas as anas
propriedades depois de transportadas.
. Fonts S. Marie, 6 a mais efflcaz na anemia, na
albuminaria, na chlorosis, no empobrecimealo do
sangue, e nas febres interniittente3. Qs resultedos
obtidos nas diabetes sib muita aotaveis.
Fonts Elisabeth, nao se altera nunca e 4 a mais
rica das aguas de Vicky em bicai-bonato de soda
em magnesia e recommendada pelos spnhores ma
dicos pela ana efflcacia nos engorgitemenlos do
figado, do baco, na> afT^ccoes do estomago, doe
rins, da baxiga, nas areias e na gotta.
EXIJA SE
o nome da Poute na rapsula
Vende-se em caixas e a retalbo, no nnico de-
posito
PHARMACIA AMERICANA
DE
Ferreira Uaia fc Companhia
57-RUA PIQUE bE CAXfAS-57
n. H.
Chamados : a quaiqner hora.
, Consultas : Aos po.iea gratis, das as
4 horas da arde.
0'db^w aseignade declara ao publico e eg-
peeialmente ao eorpo do commercio, que comprou
aos Srs. Luiz Moreira Reis 4 C. a sua taverna sita
a rua das Carroeas n. 1, Mvre e desembaraoada de
qualquer transaccao. Recife, 11 dejulhoide 1874.
Manoei-JI. S Junior.
Paris, 86, Rua VIvlenne, IV
W.'MHH |DICIS SPECIAL
DAS BPIPB!\M!DAD.1 DH SBICilS, U ifTICCOti '
COTA1EAS. E ALTHRAfOFS DO SMWV.
30,00iMasdM4ta.
gtm.putlulas, herpes,
liymtija oiler coes^vi.
__NlMai'llo tangks. vi-
rut, e aiieracoes du sangue. [Xirotm.fmttal i
emmercurio5.eriiT |eUe,
aaJmoB HniuuEa tomao-seTJons *<>?,,
lemana, segnindftJj tfacUeteiOffiNM empregado nas nfflahlas molestias.
DEPURATirP
di SANG
Tornou a fugir
Do Dr. V. C. C. Albuquerque ausentou-se desde
o dia 10 de julbo do corrente anno o preto Rene-
dicto, de 25 annos de idade, e bastante ladino, falla
mansa, cantador de moda?, e bom carapina, esta-
tura alta, espadaiido e um pouco corcovado, bar-
bado, tendo a testa pequena, falu de denies na
ente, pes fcios, e cora uma cieatr.z grande por
cima de cada um p6, proveniente de talho3 de
machado ; nasceu no. engenho Bujary, de Goyan-
na, onde tem mai e pareutes, tendo passado ao Sr.
Luiz Cavalcanlo de Albuquerque,' morador na
mesma eidade, e deste-ao Exm. Sr;Barao de Na-
zareth, tendo a. primeira vez que fugio estado no
engenho Pangaua, de b'oyanna. Pede-se a tjdas
as autoridades e capitaes de campo,que o pegando,
levemo a rua Direita n. 40, ao Sr. Belisario de
Souza Banieira, ou no engenho Furna, de Santo
Amaro Jaboatao, qie serao generosamente grati-
cados.
fialfado barato.
Rua do Barao da Victoria
n. 8.
Veilde.ii Lyra k Vianiia para
mhr
On egiiiu(es calcados
Botinas de cordovao de Pollak a 8*000
Ditas dito dt Fane.n a 8*000
Ditas de bezerro de Pollak a 8* e 10*000
Sapatos de tranca franceza a 1*400
Dilos avelludados a 2/000
Botinas gaspeadas para senhora 4*000
Sapatos de casemira para homem 1*600
Sedinhas A 1$500 o cov do.
Venham antes que se acabem : na loja do Passo
nua !. de Marco n. 7 A.
No
ria n. 5
sentes.
Para presenies
Bazar Victoria, a rua do Bario da Viclo-
se encontrara objectos proprio para pre-
Toalhas de linho a 500 rs.
Vende-se toalhas de I nho pelo barat ssimo preco
de 500 rs. cada uma, e metade de sen valor ;
aproveitem, que estSo se acabando : na rua Du-
que de Caxias n. 88, loja de Deinetrio Bastos.
2^000
Saias de la com barra, fazenda superior, pelo
baratissimo preco de 2*000 ; assim como, linho
pardo com listras brancas, fazenda superior para
vestidos a 440 rs. o covado : 5 loja dos arcos a
rua Primeiro de Marco n. 20 A, de Gnrgel do
Amaral & C
Casa e terrenos baralos do Sal
gudinli').
Antonio Jose Rodrignes de Souza, na thesour..
ria das loterias a rua do Crespo n. 6, vends su..
casa de taipa e tenenos de seas sitio* no lugai
do Salgsdinho a tratar somente com o memo.
Para viagtus.
Amaral, Raban A C, alem de um complete
sortimento dj objectos da gosto, vendem os se-
guintes, indi;pensaveis para viagens:
Cadeiras espreguigadeiras de abrire fecbar.
Malas de couro e de madeira, forradas de K.n
e de di versos tamanhos.
Bol>as de couro e de lapete, de muitos lamanhc
Capotes de barracha.
Cerolas, camisas de meia, luvas e cachiaezi
tudo be la.
Estojos para barba, com pertencas.
Lanteruas furta fugo.
Chicotes de diversas quadidades.
Canivetes com colrer, sacca rolha e garfo.
Insigoias ma^onicas do diversrs grans.
Nn Razar Victoria, a rua do Rarao da VMtev
n. 2.
Amaral, Nabnco dt C.
vendem :
Camias de linho, brancas, para bemens e
ninos, lisas e biirdadas.
Camisas de chita para homen*.
Dilas de meia de algodio, la e seda, para hi
u,i us e meninos.
Camisas de flan-lla, brancas e de cores, co.-..
manga, meia manga e ship manga, para homen-
Camisas do algodao arrendadas para senhora -
e meninas.
No Bazar Victoria, rua do Barao da Viet r
n. 2.
Chocolate brasileiro
. FABRICADO NO M.4 UM fcO
Das seguintes marcas :
Flor de chocolate.
Chocolate de baunilha.
Dito de canel'a.
Dito comranm, fino.
Dito hemeopathico. *
Dito de araruta.
Dito de musfo.
Dito de ferro.
Chocolate vermifugo.
Vandem pelo preco da fabrics, Joie Tavar.-
Carreiro & C. a rua Direito n. 14.
Vende-se
ua eidade da Escada, tres casas, na rr.elhor iocab
daae do commercio, tendo uma delias padaru
bem antiga, a qual se acba remutada, com toda-
as suas pertencas e cora armacao de venda, e a
posse de um terreno junto as mesmas casas ; ven-
de se tudo por modico preco: a tratar com Jos
de Azevedo Campos, na Escada, e com Maooe:
Luiz da Veiga, no Recife, a rua do Viscoude d-
Albuquerque n. 162.
Vende-se as seguintes casas
terreas.
Recco da Bomba n. 5.
Rua do Fogo n. 22.
Rua do Padre Floriano n. 35.
A tratar no pateo do Carmo, taverna n. 1.
Costureira
PLUS DE p
COPAH Li"
ueXvofe-OHnet
idiM firta m en tc m
Alnga-se o sltfo ^a casa vertnei
a, sa travessa da Cruz de Almas :
( tratar no sitio do commendador
nmiBMjlSxost floret braneaj du
bem. Esta iuleccao benigna empreiuaa
wm o Xarope de Citraeto de ferro. prc,MM
eaHMNM Ptmaiteoiie tttmtt ems din.
Contra :m%*ffeccoes cuta
AVISO AOS 8RS. MEDIC08.
Na travessa da rua da Palma n. 26, defronte da
becco do Posemho, cozese com perjeicao e aceio
qualquer obra; da-se flan^a e manda se Ievar as
obras aos freguezes.
CoHsuMorio icecHto
q do *
Dr. Murillo.
t, RUA,k)A CROXM. SB, ANDAR.
Reeem-ehegado Ax Eurepa, onde fre
qtuatou) os hospitaes de Paris e Londres,
JJjjode ser proearado a quatauer hora do
yaw on da noite para obiecto de sua pro-
CJ fiuao.
Consnltatdas1iora da msnha as 8 ho-
ras, e do meio dia as duas da tarde.
Gratis aos pobres.
'. ESPKIMJDADES.
Mantias de senl|oraa, jda pelif e de
Allenfao.
Vinho
Verde
de


Vende-se alguns terrenos no Monteiro, um si-
tuado na estrada do Lameirao, comprehendido
um caixao de pedra e cal, para uma grande casa,
com 290 palmos de frenta inclusive a largura do
dito caixao, sobre 300 ditos de fundo medio, e
mais dous a margem do rio Capibarrbe, tem um
ISO palmos de frente e 280 ditds de fundo medio,
e oulro de 130 de frente, sobre 300 de fundo
igualmente medio. Cs pretendentes podem procu-
rar o ergenheiro Antonio Feliciano Rodrigues
Sette, que esta encarregado pela proprietaria dos
mesmes terrenos, de minislrar todos os esclareci-
mentos precise*, e proceder as raedic5es, e vendaK
a rua do Crespo n. 12, escriptorio, ou ao Sr. Vi-
cinte Ferreira da Rorciuncula, a rfta do Impera-
dor n. 83, 2* andar.
Servente para botica.
nhlcis* st d* utD ^ae ^90* pratica para a
pharmacia Torres a rua de Marcilio Dias iHSfi
Sirop du
DfFORGET
I Can eauorhei,
coquelucket, irruftm
iaadwna
9t,
colhe rchdn (
Deposito botca Franceza
22 Rna datez^.22
CRIADO
Preciiascde mn-criado^para tpdp servico de
casa de homem soitelrd, prefere-se eseravo
raa do Manpies de oiiniin. 35
aa
Amade leittS
Precisa-3 de uma ama de leita, sadia, sera A*
[ lhos e de bons costumes: trata se na rua do Irape
' rador n. G9, sobrado.
Vende-se o grand* e raagniQoo sitio di fallecido
Joio Carroll, na-PonteJe Uchoa n. 10>ronde, alem
de um immenso sitio ha uma. grande C4sa, fruc-
teiras de todas as qualidades, grande baixa.de ca-
pim a passagem para o rio : para tratar no m6smo
sitio, on na rua do Vigario n. 19.
Vmar.mllie
especial
Vendem Pocas AC, a rua estreiu do Rosari>
n. 9, junto a igreja,
Sedas a 1^280 o covodo.
Vende-se bonitas sedas de listras de lindas c
res pelo baraiissimo preco de 1*280 o c va*>
aproveitem que esta se acabando na rn do Du
que de Caxias n. 88, loja de Demetrio Bastos.
Pennas de ema.
Tem para vender, na raa do Amorim n. 60, ar
matem de Antonio Alberto de Souza Agaiar.
M00.1
i fastio muito gnade* ntea
e nma

i
Coques de tranqa
Rua Dnque de Caxias*S
Augusto Porto recebeu ,pelo paqnete franczf
um lindo sortimento. de cpques de trancasdos'
gostos mais modernos e elegantes.
NHMI
Veude-se pes de sapotas de optima qualidade
na rua do Hospieio n. 75.
Colchas defastiw muito flin>i
pelo diminuto preco de 4*: a loja dot artoe, de
Gurgel do Amaral 4 C, a rua Primeiro aaitarco.
antiga 'do Crespo n. SO A.
Vende-se nm eseravo cozinherrb de'" Male
de 26 annos, sadio e de boa condu
preta.de idade de 24 anno;, de bonita
to sadia, perfeite corinhBrni e engo uma mulatidha de idade de 10 annos, tnt*
peea: no pateo deS. Pedro n. SB._______"'_
Velas de cera
A acreditada fabrica de velas de cera da raa do
Bom Jesus, outr'ora da Cruz n. 60, para MMo-
didade de seas -fretueces, acaba de abrir naa
outra na rua do BaFirj.da Victoria n. 63, aoode
acharao um complefo-sortimento de todos os ob-
jectos tendentes a esta ar:e, tudo do melhor gosto
dadeira agaardeate de canna : na rna da Impe-


^
'
\
ratriz n. 34.



Otarfc de temkmitd ^i&ated&inr mtamrfl qfeffe
I
1
i..
-r
t
If
-#
JI^I.%IKIt
DE



lazendas finas
Rua Primoiro de Marco a. 7 A
DE
Cordeiro Simoes & C.
K' esta nma das easas que hoje pode com pri-
nazia offereeer aos sent frojpiezes urn variadissi-
a csortimento de fasendas Unas para grande toi-
1 ette, e bam assim para uso ordinaxio de tudas as
:lasses, e por precos vanfajosos, das quaes faz um
oequeno resuirio.
Mandarn fazenda* as casas dos pretendentes,
jara o que tem pessoal necassario, c di'w araostras
nedianle peahor.
Cortes de seda de linda* cores. 1
ijrosdenaples de todas as cores.
Gorgarao branco, lizo, de lislras, preto, etc.
Setim Macao, preto de cores.
3ros:enapic3 preto.
V'ellttdo preto.
Gran.idine de seda,. preta ende.cores.
Popelinas de lindos padroes.
Kilo de seda, branco e preto.
licas basquioas de seJa.
Huacos do merioxi de cores, la, etc
sJantns brapileiras.
ixiites.com tambraia branca eoro liudos borda-
rticas capellas e manias para noivas.
iliquissiipo soriimento de las com listras de
eda.
Cambraias de cores.
Ditas maripozas, brancas, lizas (bordadas.
Nanzuques de Kudos padroes.
ihpii-tas, padroes deiicados.
Perealipa* d* quadros, pretos e braricos, listras,
ic, etc.
Brins de linho de cor, proprios oara vestidos,
^om barra e Items.
Ricos corles do veslido de linho. e eites da
mesma cor, ultima mod?
Ditos de cambraia de cores.
Fustib de lindas cores.
Saias bordadas para senhoras.
iamisss uordadas para seuboras, de linho e al-
codaVi.
Sortimento de luvas da verdadeira fabrica de
uvin, par- homens e senlioras.
^estua*' para meiiiuus.
^itoc pr.ra bapli^j.-t.
.napt!.is para aito.
Toain.is e gaardanapos adamascados de de
r,para mesa.
Colch;.s de la.
Cortinados bordai?- s.
Grande sortimento de camisas de linho, lizas e
o'ordadas, para homens.
Meias de cores para homens, meninos e meni-
al
oitas eacoceta*.
Cou.'i'.;.' su.(iinesU> d chapeos de sul (tart ho-
neys t seiiaoras.
. Merino de cores p&ra vestidos.
Dito preto, trancado e to de verao.
'oall.a la de uho e algodao para to
Atoall.ado pa-do.
Damaco de la.
Brins de linho, branco de cores e preta
Setim de lindas cores com listras.
Chale.-. de merino de cores e pretos.
Ditos ie ea.-eiuira.
Ditos ie seda preta e de cores.
Ditos de loujuim.
Camisas de chita para homens.
Oitas de Ranella..
Cereulas de liulw e algodao.
Pann&j de crochet para sofa, cadeiras e conso-
Lencoi bordados e de labjrintho.
Colcn: s de crochet.
TarlaUua de tolas as cores.
Uicos -ui'toa de vestidos de tarlatana bordados
ira corles.
Espanilhos lisos, bordados.
Foulard de scda, liddas cores. .
Meias de seda para senlioras e meninas.
Ricas farhas de seda e la para senhoras.
Rico sirtimonto de leques de madicperolas e
OSS o.
Damaseo de seda.
Casernira preta e de cores.
Chitas, madapolao panno fino preto e aznl, eol-
arinhos, punbos delinho e algodao, gravatas, lu-
ai de lio de Eseossia, fapeles do todos os tania-
ahoa, bolsas de viagem, peitos bordados para ho-
jjens, lencos de liuho branco e de cores, toalhas,
juardanapos. etc., etc.
E'baralo.
Vende-se um pequeno si'.io perto da esta-
-ao do SalgaJ'iikp, tendo de (rente ISO
nalmos, e de fiuidos mass de quatrocentos,
jono uraa elegante casa de taipa, acabaJa de
Droiim* e betj) asseiada, tendo 2 sal s, 2
quartos u ojziulia (6ra. 0 terreno & pro-
orio u bom de plantai;6es, tendo algumss
srvores de iructo, agua de beber e tcdo cer-
,sdo.
Para ver e rnais explicaQoes, no mesmo si-
:io a quaJquer bora.a entuudei-se com Tris-
:ao Francisco lurres, e para tratar, na tbe-
touraria dsloterias, rua 1.* de Marc,o
o. 6.
as
a 200 rs. o covado.
S6 na rua do Queimado n. 43, juirto d loja
da Magnolia.
Clieguem, venham a ellas 1 !. .
Lazinlns de quadrinhos a moda escoceza pa-
droes muito chiques, propria para vestidos de se-
nhoras e meninas. pelo dimiautb preqo de 200 rs.
icovado
So o 4 {, loja de Guerra & Fernandcs.
Dao-se amostras com penhur.
Salsaparrilha de Ayer
PARA PIT.IFICAR O SANGl'E.
S^
Rua da Imperatrie n. 72 tti
-fob ciw> ,i^i;m Baa o ndt
i
i }oo raafcu itne via tv \
v\ IPO bup nit ttln.
iqnw ,f.
mast) -iep b 'ntm ,*.
oftJ i ^rsup- ,;
MENDES GUIMARAES &'. IRMAGS
Acabam de (azer um grande abatimentd nos pregos de suss" f.zen'las atten-
jdendo a grande lalta que ha hoje de dinboiro,^ pir'isso creio que o prero que v.ii men
cionado agradard ao respeit.vcl publico.
w>rr m'
.
i

respeit
CHAPEOS DESOL DE SEDA A 45000.
Vende-se chapoos do sol dc seda para se-
nhoras e meninas a 4, ditos de, alpaca fi-
nos com 12 astes a 4$, ditos de nerln6 de
dua's cores a 5J5, dito?de seda para horr em
a 65, ditos inglezes com 12 ates a 85 e 95.'
BRIM PARDO A 400 rs.
Vende-se brim pardo escuro a 400 rs. o
covado, dito de cores com quadrinhos a
500 rs. o covado -
CORTES PE C1SKMIRA A 35.
BROGUES A 15500.
VehJe-sc cri)'cl5s para, cadeiras a 1-J500
cida urn.
I.AriNHASA200REIS.
Vende se iSzinhas para vestido a 20O,
-6i\ 400,% ^00 X9. o covado.
ALPACA& DE CORES A 500 REIS.
Vende se elpacas .de cores a 500, 640, J
800 rs. o covado.
GRANDE SQRTIMENTO DE TAPETES A 45.
Vende se grande sortfmento de tapetes para
Vende-se cortes de casernira de cores para'todosos tamanhos a 45, 45500, 55, e 65
calga a 55, e 65, ditos de dita preta para'ca la um.
i "'
calc,a a 45, 55, 65, e 75.
BRIM DE ANGOLA A 25 0 CORTE.
Vende-se cortes de brim de Angola para
calca a 25, dito muito finos a 35.
ABERTURAS PARA CAMISAS A 200 BETS
Vende-se aberluras para camisas a 200 rs,
ditas mais finas a 400 e 50(1 rs. ditas Je
esguUoa 15, ditas bordads a 25-
CHITAS A 240.
i
GRANDE SORTIMENTO DE ROUPA FEITA
NACLONAL.
Calcas dc riscado para traba^ho a 1)5000
c 15400.
Calcas de brim pardo a 15900,29, 25500.
Calces de brim de Angola de cores a 29
e 35.
Calfas de casernira de cores a f5300, 69
Vendc-se chitas para vestidos a 2i0, 280 e 75J-
e 320 rs. o covado, tem escuras e clar'es.
MADAPOLAO A 35.
Vende-se pec;as do mad. polao enfestado a ;
35, ditas de dito inglez a 45500. 5$, e 65,1
ditas de dito francez fino a 75, 7-5-00, 85'
95000.
Calcas de casernira preta a 35500, 55500
.79
Palitots do riscado a 19-
Paletots de alpaca de cores a 25.
I'alet.ts de a paca preta a 35, 35500, 49
0' BARATEIRO
E inimigo acerrimo contra
a carcstiai
NA
Rua Pi'iiiii'iro de Marco n. 1
Outr'ora rua do Crespo, defrou-
to do arco do Santo An-
tonio.
DAfTFSTAS, temos grande sortimento drsta fa
zeuda e vendemos muito barata, a 3G0 e 400 rs.
o covado.
ALCA5SIANAS dc bonitos desenh&s e cores fi-
xas, a 4C0 rs. o covado. So no barateiro, venham
apreciar.
METINS trancados, francezes, (azen^a superior
c de bouitos gostos, a 240 e 280 rs. I Queru riva-
lisa 1
CHITAS de bons gostos e de cores Gxas, a 240
e 260 rs. So aqui.
LAZLNHAS escocezas, padroes bonitos, a 180 e
200 is.
DITAS de linho e las, padrSes inteiramente no-
vos, a 240 rs o ccvado, fazenda que custou sem-
pre 400 rs. So no barateiro ,-5r.
CKETONES escuros eclaros, fazenda superior a
400, 440 e 480 rs. o covado.
l'OPELLNAS de seda e linho a 900 e If; apres-
sem-se a mandar ver.
DITAS de linho e algodao a 700 e 800 rs. o
covado. "as
BRIM pardo trancado a 260 e 280 rs. o covado.
So no Larat iro !
DITO de cores, fazenda muito boa, a 500 rs. o '
covado.
OMBRAIA transparente e Victoria a 34500 e
."^800 a peca I Aomle tem ? No barateiro I
BRAMANTE de linho de duas larguras, 1^200
a vara ; admira 1 e exacto.
ESGL'IAO de linho e algodao dc 10 jardas, por ,
44000 I L
DITO de linho puro a 8i a peca. Ao barateiro,
ao barateiro f_ '
MADAPOLAO frari!e7. fazenda snperi r a 54 e
64 ; sempre custou 84.
BOTINAS para senhora, n uito superiores, a 44
e 44300. Si aqui.
TOALHAS alcochoadas a 44500 e 54000 a du-
zia. A ellas, a ellas.
CORTES de Cretan francez, bordados 54300 .
e 04 I W
Ditos (uso da c6: le) de cambraia a 104- Sem-1
pre custou 155.
SORTIMENTO de chapeos de sol do seda a 74,1
84 e 94. Venham antes que se acabem.
DITOS cabo de marfim de superior qualidade,'
a 114500, para acabar. 1
DITOS para-senhora, a [34500 I Sempre cus-
laram C4 ; estao se acabando, venham a elles, a
elles 1 I
GRANDE queima para aeabar de camisas fran-;
cezas elnglezas, por todo 0 preco a 174,184, 204,!
30/, 35^, 404 e 484 a duz a. E' no barateiro que
tem. I
GRANDE sortimento de grosdenaple de cores,
a 14, 14200 e 14300 0 covado. So no barateiro I
Quem ousa dizer que nao e baratof per certo,
ninguem. I
CHALES de casernira com listras, 0 mais mo-.
derno que ha a 34500 e 44, fazenda que custa
em qualquer parto Qf. Venham a elles antes:
que se acabem I I Ao I om torn 1 1
Alem destes, outrun mnitos srtigos que deixa-:
mos de esj.eciticar. para nao massar nossos fre
guezes, mas estarao patentes a vista d s compra-
dores. Avista do eypost ficamos convictos de
que virao fazer aciuisicao de boas fazendas por
pouco preco.
Ao barateiro 11 I
Na rua do Crespo n. I.
Augostinho Ferrcira da Silva LealC.
K' de preferencia no reino vegf tsl que a bciencia aconselha que devoraos procurar
substancias proprias e depurar o org.inismo, eliminando os principles novijos a 33u
pelotiugrnt'iifc) das jecreyoes ualuraes ; e que possam ao mesmo Mnotti n'-utralisar
syphilitico, oiada qu nioe*te virus ja tem fito erupr.ao no exterior debaixo de sui
Orenome de qne ?oja cste x-
cellente remedio derido a milba-
res de caras que tem operado, mu-
y^'l^K^^B itas da? quaes s5o verdadeiramcute
^^ ^^^^^ maravilhosas. Innuraeros sao 03
JT iju cases em que o systh'ima, parecen-
dp\, jS ^ Bahirado da podridao de enfei
m&^ t V midades e.=ciofulosas, tem sido
^g^P promptameat.: restiluido a saude.
Am affecr;5es e deeordens, agKrava-
das pela conttuninaciio escrofulosa,
aM produzirem dores mortificantes,
: sido tam radical e tarn geralmento curadas por elle, em
*.odos os iientos do Imperio, que o publico mal precisa, de ser
nformad) das suas yirtudes e do modo de usal-o. %,
O veneuo escrofuloso e om dos mais destruidores inimigos
^a raca bumaoa. Ora. souhorea-se occulta e traif oeirameuta
".o nosso Drganjsmo e deixa-o ftaco e inerme centra molestlas
'ataes. Ora, patenteia a infeccio de que corrompeu o corpo
e entao, era moraeuto opportuoo, luvra rapidamente sob algu-
ma de s-ias liediondas formas, ja na cutis ja nos orgams
vitaes. Xestc ultimo caso deposita, muitas Te>:es, tuberculos
no pulir6e. nc figadojuo coracao, etc., quanc'.o nao se man-
ifesui err ut^ooes, turiRres, etc.
A inimv-tail: perigoso e tam perfido nunca se deve dar
euarida, e p.^veiiuo i sempre melhor do.que combattel-o.
As6im, t ntes (.> appi;recerem os proprios tynjithoma* active*,
0 usa da BAJ.SA. VAMtXJLBA. DE A.XXIC podera evitar
. resultadus fui^tos. "
A petHias que soflrra de HrytiptUu, P090 de S. An-
tonio, linrtros, mpigens, JtktumutUmo, Tumor el,
Dleerai, e sensibilidade dolorosa nos onvidos, olhos, &c;
dOrnos isoe; Xtypmtia OU Indigtutoa; Bydropttia,
Molestli* do Creao e do Figado, EpijUptla, Jfev-
ralgia e de varias outras affeccSes do systneina muscular e
nervoso, acharao seguro allivio usando desta SAI.SA-PA.B-
MLHA DE ATE It.
A Syi h Hit on Xolritlai Venereal 8&0 enrfidas com O
feu uso, poeto que seja necessario mais dilitado espaco de
tempo p;.ra subjugar tam impertineotfls enfenaidades.
A Leutorrhia, on Flora Brancas, as ulceracoes uteri-
nas e em geral as mole^tias das mulheres sio tambem nllivia-
das e uiterionoente curadas por sen effeito purificador 9
vieorati, 0.
O JUttutnaiUmo e a Cottm, ejnande cauaidos por accu-
mulacdes de materias 1 xtnuiha-.. ao.sa igue, cedem-lhe facil-
mente, ce mesmo modo o Mat de Figado, Cong**tSo da
Inflammaeao do Figado, Ictericia, qaandos&o oriundaj
de mans rejiduos no saogne.
A SaLsaparrilka am excellrnte reetiiurador d*
forca < vigor do sytthema.
Assim, todos os que soflrerem Languor, FhUgma, Dtt-
naioi, Intomnia e que s&o incommodados com Appre-
kentoei e Temoret Xervoiot on qualquer outra anecc&O
provenitate de DebUUadr, aeharSo do sen {Oder renovadof
1 ums seguio.expedieute de prompta cura.
1BEPARADA POB
J. <;. Ayer & Ca^ Lowell, Mass., E. XJ
Chlntieot Practices e Analytical.
i VENUE SE POR
Cera dos eslmfamento d'uretra
pela (acil applicacao das
S0NDAS 0LIYAES
DE
GOMMA ELAST1CA
As mais modern as e aperfeigoadas de todas
as conhecidas
Vendem-se
NA
PHARMACIA E DROGARIA
DE
Bartholomeu & C.
34 Rua larga do Uosario 34
E barato
Trancas de cabellos humanos, naturaes, nib
digo qne lenham nrn metro de comprimento, sio
soffrivelmente compridas, pelo preco de 114000 :
so na rua do Harquez de Olinda n. 31, 1 mdar,
casa de Gastava, cabellejreiro.
Coque crespo natural, de 104, 124 a 134000
Um par de crespo natural, compridos a S4OOO
Um tnpet frizado por 34000
Unja duzia de grampos frizados por 4^1000
Coqaes, modernismc, de 404, por zO^OOO
Diademas, modernismo, de cabellos, por 54000
Cres:entes de cabello, de 304, 354 a 404000
So na rua do Marquez de Olinda n 51, Is andar,
em casa de Gustave, cabelleireiro.
A' ruu du Ca!;sa a. 1 A.
Os proprietaries da imJilecla, no intuito da
jonservar 0 b'-m conceito que teem merecido do
respeitavel publico, distinguindo 0 seu eslabeleci-
mento dos mais que negociam no mesmo gonero
veem scientiiicar aos seus bons freguezes que pre-
veniram aos seus correspondents nas diversas par-
cas d'Europa para Hies enviarem por todos os pa-
quetes os objectoi de luxo e bom gosto, que se-
jam mais bem aceitos pela* sociedades elegantes
daqueiles paizes, visto aproximar se 0 tempo da
festa, era que 0 bello sexo desta linda veneza
mais ostenta a riqueza de suas toillettes ; a co-
mo ja recebossem pelu paquete francez diverso
11 t.gus da ultima moda, veem patentear alguns
d'entre elles que se tornam mais recommendaveis,
esperando do respeitavel publico a costumada
oncurrencia. I
Aderec/)s de tarlarn^'a os mais lindos que teem.,
'indo ao mcrcado.
Albuns com ricas capas de madreperola e d
elludo, sendo diversos tamanhos e baratos> pre-
08 I
Aderecos completes de bwrracha prcprios para
li.to, tambem se- yendem meios aderecos muito bo-;
nitos.
Botoes de setim preto e de eOres para ornato da
estidos de senhora ; tambem torn para coilete 1
palitot.
Bobas para senhoras, existe um bello sortirnea
de seda, de palha, de cbagrim, etc., etc, por '
barato preco. '
Bonecas de todos os tamanhos, tanto de tones 1
eomo de cera, de borracha e de massa ; chan.a-
niLs a alten^ao das Exmas. Sras. para este artigo,
pois as vezes toruam-se as criancas um poucc- im-.l
pertirtentes por falta de .um obiecto que as en-'
tretenham. 1
Camisas de linho lisas e com peitos bordados,
para homem, vendem-se por preco oommodo.
Ceroulas de linho e de algodao, de diversos pfe:'
C.CS. '
Caixinhafr com tpusica, 0 que ha de mais lindo,
com disticos nas tampas e proprios para presea-.
te- ( r
. Coques os mais modernos e de diversos forma-
tes. '
Chapeos para senhora. Receberam um sortimenta
da ultima moda, tauto.para senhora, como para
meninas.
Cupellas simples e com veo para noivas.
Calcas bordadas para meninas.
Entremeios estampados e bordados, de liodos
degeabos.
Escovas electricas para denies, tem a propria- f
dade de evitar a cane dos dentes.
Franjas de seda pretas e de cores, exbte um
j-ande soriimento de divercas larguras e barato
preco.
Fitas de saria. dp crgi>rao, de setim e de cba-
mplo'e, de diverM* larguras e bonitas cores.
Facnas de gorgurao muito lindas.
Fi. i-ks arlificiaes. A Predilecta prima em con-
ervar sempre um bello e grande sortimento des-
as ilo.es, nao so para tnfeite dos cabellos, como"
tambtm para ornato de vestido de noivas.
GaJdes de algodao, de la e de seda, brancos, pre
os et de diversas cores.
Gravatas de seda para homem e senhoras.
Lac<)3 de eambraia e de seda de diversas core?
para sennora.
Ligas de seda de cores e brancas bordadas. para
Bv>iva.
Livros para ouvir missa, com capas de madre-
Eerola, mariim, os-o e velludo, tado que ha de
om.
Pentes de tartaruga e marfim para alisar os ca
bellos ; teem tambem para tirar caspas.
Port bouquet. Um bello sortimento de madre-
perola, marfim, 6sso e dourados por barato preco.
Perfumarias. Neste artigo esta a Predileela bem
provida, nao so em extractos, como em oleos a
banhas dos melhores odores, dos mais afamados
fabricantes, Loubin, Piver, Sociedade Hygienica,
Coudray, Gosnel e Rimel; sao indisnensavei9 para
a festa. ,
Saias bordadas para senhora, por c6mnrodo
preco.
Sapatinbos de li e de setim bordados ,para bap-
ti8ados.
Tapetes. Recebeu a Predilecta urn bonito sorti-
mento de diversos tamanhos, tanto para sofa co-
mo para entrada de saias.
Vestimentas para, baptisado 0 qne ha de melhor
gosto e os mais moderno t recebeu a Predilecta.;
de or ar.to'preco, para Bear ao alcance
qualqner bolsa.
TO fGilMTIIfO BIS MOLEST AS PBOVENIELVTES DA JHPUREZA DO
SANCUE
ABftOBEDEPTJEAHTO DESiLSAPARRILHA, CA-
ROBA E VELAME
rREPARADO POR
[ BARTHOLOMEU & C.
riiaruiacenlicosdnta^a real de IS II. I\ El Itei dc Poriuga
Premiadosem diticrsas exposi$ues com 0 premio de sua classe.
A seiide e-um beta ioapreciavel, cuja imporUncia e valor s6 estd reservado ao enfer-
mo avtlial-o. $' ioi atestavel que o homem neste mundo 6 constantemente, e por todos
os lad atacado por uma iufnudade de agentes morbidos, que todos tendem, dadas cer-
|tas 0 detepminadas circuiBStraociaa, 4 aiterar 0 regular exercicio das func^oes organicas,
resullaado dessa desiqui^brk) u qua se denominamolestia.
I A molesiia nao e oaais do que a desvirtuacao das for?ss vitaes, occasionada, segun-
do as ioveatiigagdes e eaperieocias dos mais abalisadcs mestres da sciencia, pela deprava-
jcao d8;but;org geraes. consequeocia da accao maligna desses mesmos agentes morbi-
|:dos introduzidos no organismo palo acto da rospirar;ao, pela via digestive, pelo contaclo
imoiediator tc.
I A sypbjlis' iftfelizmente teni sido a partilha da humanidade, e como 6 (6ra de duvi-
da que esse terrivel ProUa da medicina e uma molestia hereditaria, ellatem sido obser-
I vada em todas as ideas, e debajxo de todas as suas formas tao variadas, en(raquecendo
cxmstituicoes robustas, produzido mutilac6es e co tando ainda em llor da idade vidas
preciosas.
Uminar da economia ft=se? principios deleterios, e purificar a massa geral dos hu-
mp res tem sido desd- tempo immemorial 0 fim constante da medicina, e osdepurativos
figuram era primtiro lugar para preencher esse desiderato.
as
tide
a virus
suas mnl-
tiplicad8S forms. Os grandes e incoraparaveis depurativeis vegetaes conseguem
muitas vezes preyeujr 0* estragos da sypnilis, quando por ventura se acha ella ain-
da no estado de ineubasao;isto*e, sem se ter manifestado sob formas externas ; bene
ficioiiicomparavtl, tanli) mais porque neste estado os indiviJuos-igDorarn completamen-
te se estao contaminados por esse terrivel iuimigo.
FeiizmepO para .nos Ourecuiso prompto e sem igual para combater virus tao delete-
rio enconlrara6ena,abmidaucia em nosso uberrimo sulo, nessa riqueza invnjavel de es-
pecjes de vege.toymuito84os quaes ainda tao pouco tonhecidos e es*.udadoscom pezar
0 dizwnos.
Xos mereceu a.pre(erenc'.a na grande variedade do p!anti de depnrativos qne pos-
suimos, as.tres plantas bem aonhecidds no no^so paiz ;a CarohiJacaranda foara
de Sprengel, da faiiiilia das Big-mioeas ; o Velame croton campestre, deS t. Mil ; da fa-
milia das Eupl>qrbiacea$ ;e a Salsaparrilha -Smilax syphilitico, de lluntte, da fami'.ia
das Asparagineas.
Kxirahiudo somente desUiS tres importante vegetaes os principios medicamentosos
pelos processQfl9ai*.3pei'e^oad a da sciencia moderna, conseguimos reunil-os em um
comp-sAo-agradav^i de.fai.iL applicacao, cujas proprie Jades para a cura da grande serie
das molelias syphiliticaa e todays que proveem da impureza do sangue, nossos estudos
e repetidas experiencias nos.oenvenceraia serem incomparaveis, as que se tem obtido
commpego, DttS^flwreiups fonula8, conhecidas, dos principios de cada um daqueiles
vegetaes du p-jr. si i .WfcffCtwHav* dascrever tao importantes' plantas, fazer conhecidas
suas virtudes-;. ellas e seus.bons effeitos mf.Kiicanientosos ja sao bem conhecidos, quer em
nosso paiz,. quer. oa turopa* onie abalisados boianicos e distinctos inedicjs se teem del-
las occupado, e mesmo 4stes experiraeutado.com optimos resultados no tratamento de
inuitos peikcimentos.
0 bosso Ar.robtt dejm'aiieo de Salsaparrilha, Caroba c Velame tem um sabor
agradavel, a sua,acc,yo, camentosas, como.acooteQe'igeralaBente a todosos compostos em que eutram substances
niineras como mencuriov 0 iodureto de potassio, etc., cuja uso prolongado 6 sempre
para receiar, priacip lmente por que trazem grande alteragao do sangue, resultando deste
estado muitas vczes hydropisias, quasi sempre (unestas.
.....Sendo asmolfistrea.-ioomo aciraa dissemos, devid s dsaltera.oes dos humores, o Ar-
rolttUttmlalVty deiSnhaparrilha.Caroba e Velame pode ser empregado vantajosarnente
na syphilis, 1 risypelas, rheuruatismo, bftbas, ^ota, dores sciaticas, ulceras chfODJcas,
gonorrheas chronicas, molestias da pelle, etc., e em geral em todas as molestias cm
quese Iwiha em vista,a purifica<;ao do systema sanguineo ; pois que nossas con5lautes
esperiericias tern (eito vf, qne elle e indispensavel nos casos gravissimes para minorar
os.aoffnmentos e pcolongar a existqocia, e 110s menos graves a cura e a consequencia do
seu uso cunveujen.terfteme prolongado.
. Assim, pois, au^rjmos a coitviec^o deque 0 uso do nosso novo preparado justifique
calaaJmente as nassas asseverates, porque sendo mtdicamen'o puramente de principios
vegetaes, ncsss experiencias ate hoje tem confinpado sua utilidade.
, DEPOS1TO CERAL
34.Rua Larga do Rosario.34
PERNAMBUCO.
AS BAUiTAS
NA
Rua do Cabugan. 1
Especialidade
Viuko particular, puro e ge
nuino.
Acaba de chegar ao mercado alguns barris de
vinho do Alto Douro, especial e unicamente pre-
parado do extracto da uva e iseoto de qualquer
eonfeo;ao, sendo muito mais brando qne o da Fi
gueira, o que o lorna recommenaavel pelo muito
que agrada ao paladar e preferlvel a todos os ou-
tros vinhos de pasto. SW*?W
Acha-se a venda nos armazens de Joao Jose Ro-
driRues Mendes, Souza fiastoReFernandes da
Coste & C.
Engertho Segredo
Vende-se o engenho. Segredo, distando apenas
nma legoa da estaqilo de RibeirSo, moente e cor-
rente, bem obrado, o com terrenos muito ferteis
que safrejava mais de 2,oC0 paes: a trafar na rua
do Kacantamt-nio n. 5.
Salsa-parrilha do Para
Tem para vender Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo, no seu escriptorio, a rua do Bom Jesus nu-
mero 37.
Vende-se portas americanas por todo preco :
na travessa da rua do Imperador, armazem da
BolaAmatella.__________________
Baculliiio de Noruega.
Acaba de chegar um pequeno lote de caixas
deste desejado bacalhao : no caes da alLndega.
armarem de Tasso Irmaos 4 C.
Vende-se na rua doCummercio n. i, cerveja
Nernega, marca M L :
Bitter Augustura.
Rum de Jamaica.
que visitarem este grande estabelecimentr-
que se acha aberto desde as 6 boras da m*
nL at^ as 9 horas da noute i
Rua do Barao da Victoria n
22.
Magnolia
Na loja da Magnolia, a rna Duqne de Caxias n
15, encontrara sempre o respeitavel publico am
completo sortimento de perfumarias finas, objpetos
de phantasia, luvas de Jonvin, artigos de moda e
miudezas finas, assim como modicidade nos pre
;os, agrado e sinceridade.
Anneis electricos
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, aca-
ba de receber os verdadciros anneis e voltas elec-
i tncas, proprios para os nervosos.
Rua du Uaiao da Victoria n
*
Carneiro Yianna.
k.' este grande estabelecimento tem che-
gado ujn bom sortimento de machinas para
costura, de todos os autores mais acreaita-
dos ultimarnente na Europa, cujas machinas
sao garantidas por um anno, e tendo um
perfeito artista para ensinar as mesmas, em
qualquer parte desta cidade, como bem as-
sim concerta-las pelo tompo tambem d'um
anno sem despendio algum do comprador.
Neste estabeleieiinfinto .tambem ha pertengas
para as roe-smiEs machinas e se suppre qual-
quer pegs que seja necessario. Estas ma-
chinas trabalham com toda a perfei$Io de
um e dous pospontos, franze e bofda toda
qualquer costura por fina que seja, seus
precis sio da seguinle qualidade : para tra-
balhar a mio ^e 305WOO, 4'tiWOOO, 45JWW
e 505000, pari trabalhar com o p4 sao de
80*000, ftO0OO ; 100*000, 11090*0,
1209009, 130*000, 150*000,200*000 e
950*000, emquanto aos autores nao ha al-
terajjio de precos. e os compradores poderio
visitar este estabelecimento, que muito de-
rierao. goatar ,pela Vawedade de Qhje>5tc que
ha *mpre'parateaerr cemo le|ani; cad^i-
r as para viagem, mal as para viagem, cadei-
ras para saias, ditas de balanco, ditas para
crianca (altas), ditas,para escolas, costurei-
Tas riqpiasimVj, para senhpra^ de6pensaTeis
para criaocas, de todas a&fual|dades, camas
de (erro para homem e crian$as, capachos,
espelbos doura^sj^ara sala, grandes e-pe-
quenos, apparelboa de metal para chd, ta-
Sueiros com cabo de metal e de marfim,
itos avulsos, colbere6 de-metal fino, condiei-
ros para -al|r jajtrosr ^uarda-comidas de
arame, tampas para cobrir pratos, esteiras
para forrar 6alasjlayatorio9 completos, ditos
simples, objectos para toilette, eoutros mni-
tos artigos que muito devemagradar a todos
Meios aderecos
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, re-
cebeu um completo sortimento de
Meios aderecos de tartaruga.
Meios aderecos de madreperola.
Meios aderecos de seda bordados, (ultima moda
e de muitas outras qualidades.
Botoes de aco
A Magnolia, a rna Durroe de Caxias n. 43, tem
para vender os modernos^ botdes de aco, proprios
para vestidos.
Golinhas e punhos
das mais modernas que ha no mercado ; a ellas:
na Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 48.
Lenqos chmezes
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, re-
cebeu uma pequeua quantidade de lencos de sedi
chinezes, com lindissimos desenhos, fazenda intei-
ramente nova.
Leques
Lindos leques de madreperola, de tartaruga,
marttm, de osso, e de mnitas ontras qualidafles
recebeu a Magnolia, i rua Duque de Caxias nu-
mero 45.
Attenqao.
A loja da Magnolia, a rua Duque de Caxias n.
45, acaba de receber os seguintes artigos :
Manual de madreperola, tartaruga e marfim.
Ricos albuns "com capa de madreperola, cba-
gren, madeira, velludo, conro, etc
Lindas eaixas com finiisimas perfumarias.
Ligas de seda, brancas e de cores.
Voltas de madreperola.
Pulseiras de madreperola.
Ricas caixas para costnra.
?estuarios para baptisado.
Toocas e sapatinhos de setim.
Medernos ebapeos de sol de seda. para senhoras
Lindos port-bouquets.
Gravatinhas de velludo, etc., etc
Ultima moda.
A Magnolia, a rna Duque d Caxias n. 45, re-
cebeu um Undo sortimento de bicos de gnipurt
de c6res, apropriades aos vestidos chiques da ac
tualidade.___________^___________t____
Silios.
Vendem se dous sitios na Ponte de Uchoa, qu
foram do finado Joao Carroll: a tratar n'um d o
mesmos sitios n. 10, on na rua do Vigaris u. 19
1 andar, successores de TbomSz de Aquino.
m
Rua da Imperatriz n. CO
PAKA UQUIIUa
Granadiiaa preta a aOO .r
covado.
I O Pav3o vende grauadina preta 0 lavrada
pelo barato prcgo do 100 rs o < ALPACAS PU1.1AS A 500, 6i0 L lcf PS.
0 Pavao ton um grande sortiiueaUTlie
alpacas pretas, que vrndea 5v-, 640 j 8M
rs. 0 covado, assim com<> granle rorti-
mento de caaUtos, bombazn. .s, ; rinuezar
pretas, meriuds, e outras muitas Cazeedsi
proprias para luto.
CAMBRAIA VICTORIA A 4*; 00, **500,
0J.000 E TB000.
0 Pavao vende um grande tertfMMfli d
cambraia Victoria e Mmytraute com
8 1/2 varas cada peca, polos barati 1 proc^jf
j de 4JS0U0, 49j0o, 55000, C,^^: c 7 000
ja pcc,a, assim como, ditas de sulpicu bran-
co, a 7(?C00, 4 pechiruha.
CAMSAS FRANCEZAS A 2*000, *?50O.
3000 1. 3*500.
0 Pavao vende uiu bonito sorlOMMi 4a
camisas francezas com peito do algodao, t
'2*000 e 2*500. Pitas com p"itc-d<> imoo
! de 3^000 a 630t>0. Ditas bordadas uiuife.
finas de G$0t 0 a 10C000: MM como
grande sortimento de ceroulas de liniio e de
algodao, por prunes baratos, e tambem tein
', completo sorlinieuto Jc punhos c eottariMMi
j tanto de linho como de algodao, ^or ^re^oi
em conta.
CORTLYtDOS BORDADOS i.-.'tA Aa.A i
JANEI.LAS, D 7*i ATE' it**** 0 i'AR
0 Pavao vende mo grawk SMtUMali de
corlinados bordados, proprios para (ma e
jauellas.pelo barato pr. .ode 75tW>o, j'OOO,
j ic^ooo ato 255000, assim como : eabm
I ^e dimasco de la muito tuia d 109900
; I C'juu cada uinn.
j BRA.MA.NTES A 1*>SCG, 904MB E U JJ.
0 Pavao nentle bramaiatas pa: 1 iqAm,
tendo 10 pabnus de larger,., s .. la ., de
/algodao a !?8;:0 e 2r,000 j \ara, k Wm
a -5^00, 2;S00 e 3CO00 a v. -a: i \ cb-
cha.
Grande pechi cha a 4 e 5JK00O
CORTES DECASKai RA.
0 Pavao recelxrii uma irfamle p M I
cortes do casimeras de core: para d
vende pelo barato pi.co de i>0 0 <
cada corte, na na da Imp>lm .. CD, lj
de Felix Nreira da Silva.
E6MERALDINA A MM RS.
0 Pavao recd>t:ii uin bonito rtin-mtki
das mais < bgantes esmeraldii'ts ma (MfM
de seda, sendo em cores c MalfMM -s MM
novas r^ue tem viudo ao mercu. ., w\ pcias
para vestidos, e vtnde pelo baialisaiiiM piv-
co de 800 rs. 0 covado, a rua ti.1 lo-fM >.tni
n. 60.
(j Pavao queima (- <<. 'gm
seguintes.
Cortes de combe ain branca, ti.;as| '.
com enfeites bordados de la a
Dit s todos brancos b.rdados a 1J
159000.
Ditos muito lies a UtjABO.
Bouitas lunsiuhas para vestidos, com lis-
tras de seda,covado a 800 rs
Ditas ditas transparent^ e -ie ixuila f::.-
tasia a 500, 0*0 e 800 rs.
Cintos de ^etim de todas es cores a 5.U00
Punhos com gollinbas d esguiio a 500 rs.
Sidinhas de cores, mn4c de listras e la-
vradas, com toque demofn ., 19000.
Ditas de dita dit-s sem utOM a i. 'uO 9
2*H)00.
'Diversas lansinhas para featidos, da 20
ate 500 rs.
Colchas de fustao brancas para tjua l
2^500.
Ditas de dito de cdr a i?f 00.
auibrnias braaveas, alertjs, para <..ti-
dos, corte a 8*000.
Cortes de cambraia brar.'a com 1 ws
enfeiles bordados, le ode, cm ii^uria 1 a
0*000.
Pegasde madap'dao com | xjueno toquj
de avana a 14800.
Ditas de slgodaosiuho muito pneor^aaV,
com leve toque de avaria a '1 !
Madapolao enfestado com 12 ja:dii )?!
perfeito estado a 3;:000.
Pegas de madapolao com 20 jai e 1
4^5L0.
Br.m pardo para roupa dc hometn c me-
ninos, covado a 400 rs.
Coberlas de chita para cama a 80500 e
3AO0O.
Bramante de linho com 10 palmoa J-
lagura, vara a 2*6(0.
Atoalhado com 8 palmos de largura, vara
a 1^300.
Espanilhos brancos e de cores a 4# t
5^000,
Cortes de casimira a 4p 0 5^000.
VENDE-SE
uma casa na villa de Barreiros, na rua do Cos-
lercio, por preco medico: a tratar com Taaao
Irinag 4C
Alta novidade de Paris
CHAPEOS. -Chapeliuas para senhora, g.sto novo
e ricamente enfeitados.
FIVELAS de madreperola, de todos 03 tamanbe;
e cores, segundo 0 ultimo tigurinn
BOTOES de aco para vestidos de senhora.
CASACOS.-Talmas de casernira de cores para se-
nhora.
GRAMPOS dourados para cabello go-to muito n v
e bonito.
CORTINADOS de crochet para cama e janella.
FRONHAS de cambraia de linh l bordadas.
SEDIMUS listradas.
OBAZ^R DA MODA, a rna Nova n. 50 reeetel
pelo ultimo vapor da V uropa nm imporunie sor-
timento dos artigos acim, os quaes ii-in a hnara
de recommendar a todas as Exmas. ftumliaa, e c-
pecialmente aos sens nnmero^os rregaeie*.
Vende-se uma mobiiia de Jac?ran!a ^m
uso: a tratar a rna do Livramento n 8
E' barato
Tranqas de cabello
bumano, natural, com um retro de compr.i. aU
a 15* cada uraa : so na rna da Iraperalns m. 9
case de Odilon Daarte Irmio. ______ _
Asunicas verdadeirais
Bichas hamtargueias qu*- em a aau- tnertUx
na rna do Marque* de olmdi n. tt______
- Vende-se a taverna da ro 1 das Carrocas -
qne f^z esquina para a roa de S. Joao: a t
na mesma.

hi
/
-


r
8
uiwo de Pcrnambuoo Se*tai feira 17 de Julho de 1874.
ASSEMBLEA GEBAL
CAMARA DOS DEPUTDOS.
DISCURSO PROFERIDO NA SESSAO DE 17
DE JUNIIO.
(Contiauagdo.)
Senhores, e preciso declarar soemne-
mente d camara e so paiz quo, so o parti-
do conservador tem inscriptds era sua ban-
deira os principiosestacionarios e retrogra-
dos, se se asemeltaa a um marco sem dar
um passo no caminho reformas, entii > me eUo onganandoeu
nao sou conservador, sou liberal, (tpoia-
dos.)
Foi essa a politica que semprc combati
por infecundi e impatriotica, sou coherante
com os raeus principioi, com mi:ihas ten-
dortcias e meus sentimentos; ainda n8o ma-
dei de post>, que 6 o mesmo om que me
colloquei quando entrei pela primeira vez
na vida publica.
E como, Sr. presidente, a amplitude do
debate me abre espaon pira tratardo diver-
sos assuraptos, aproveito-me do ens*jo para
dar iirai breve resposta ao meu illustre a-
raigo, depu'ado pela minha proviocia, o Sr.
Tarquinio de Souza, que aqui so pronun-
ciou om uma das ultimas sessoe*. E' nor
ma invariavel da rninha vida usar sompro
de frmqueza e lealdade para com aquelles
a que mo acho ligado, e a quern devo revo
lar as inten.ocs que me dominam, eos sen-
timentos de que eitou aninado.
Senhores, as posigoes nunca perderdo
por serem precisa e claramente definidas.
(Muitos apoiados.)
Eu nao dosejo que ninguem so illuda
eommigi, e que amanhd se me lance em
rosto um acto que pareg-a falta do franque-
?a e siiv-pridade.
0 meu nobre amigo expDz-me as razdes
que acUnram em S9a espirito para rotirar
3 seu apoio ao gabineto ; respeitei essas ra-
zoes, porqne costumo ser toleranto nesses
assumptos que entendem ,-om a consciencia
alheia. Mas o que me sorprendeu, o que
nunca ?sp era licito crer, e queo nobre deputado, a-
bandonando as fileiras governistas, fosso fi-
liar-?e A opposicdo conservadora !
Um Sr. Deputado :Cumprio o sou de
ver.
0 Sr. JoAo Manoel :Pode ser, ndo
duvido ; mas, senhores, nao e uma censura
que far;o ao meu nobre amigo, nem uma
ligao de conducta que Ihe quero dar; se,
apoiando o governo, em cujo seio tenho a
honra de contar amigos, de quem tenho re-
eebido provas de distiocgdo, entendesse de-
pois que esse governo ndo me inspirava
mais confianga, eu lhe recusaria o meu a- j
poio, e certo ; mas reconhecido aos sobejos
m itivos do onsideragdo possoal com que
havia sido honrado, eu ndo iria engrossar
as fileiras dessa opposite cujos chefes sdo
inimigos acerrimas daquelles a quem me
deviarn prender lagos de sterna gratidao ;
eu naoina servir os seus pianos, obede-
<:er a seus acenos, acompanhar suas mano-
bras para ter o prazer de \er levantarem-se
sobro as ruinas de meus amigos sinceros.
desvelados, cxtreraosos de longa data, a
quelles que servir-se-iam de mim como ins-
trumentos de seus calculos e de suas ambi-
<0es.
0 Sr. JcAo Manoel : -Veremos. [gar olTensa sobre o seu caracter, nem des-
(Trocam-se diversos apartes.) virtuar suas latencies.
Sr. presidente, pa saado a outra ordeal Sobre este ponto, que nlo entendem com
de consi leragdes, entrarei no exame do a fe, mal posso concordar em que um pre-
principal a&sumpto que me trouxe a esta'lado, por mais illustre qe seja, empregue
tribuna. medidas extremas, severas de mais, mesmo
A questdo que se convencionou chamar odiosas para chamar os fieis a* ratio e a* ver-
religiosa, e que so agita n > paiz, grave por dade, quando deltas se tenhara afastado,
sua natureza e a>sustadora pelss propor- jjue arvore como systema de governo a es-
cues que vai toraando, traz presos e suspen- pionagem, a denuncia, armas perigasas
sos todos os espiritos e ioquietas todas as manejadas pelos intolerantes e fanaticos ;
consciencias catholicas. ( desejo antes que se inspire nos cooselhos
benhores, antes de tudo ha uma questdo de S. Jodo Chrisostomo qumdo diz: ndo e"
que convem elucidar para firmar-se bem os permittido ao christdo combater o erropela
pontos s>bro que deve correr a discussAo. j violencia; e pelos discursos, pela docura e
Os poderes civil o espiritual acham-se pbla perauasao quo conve'm encaminhar os
hoje em luta, e essa luta originou-se do em homens a* salvacao. (Apoiados.)
conQicto de juris JicgHo quo se estabeleceu. Alem disto, senhores, seria licito pensar
Agora pergunto eu : quem foi a causa desse que o Sr. D. Vital, intelligente e illustrado,
conflicto? Quem o provocou? Sobre 'como todos o reconhecem, fosse inteiramente
quem devo cahir todo o peso da reepoo- estranho 4 legisboio do-faiz? Poder^e-hia
sabilidaJe. parante Deus e perante os ho- suppdr que S. Exc. Rvm. igaorasse a nalu-
mens? Sobre o governo, representante j rea poder civd, ou sobre o Rvm. prelado silT Na\ saberia elle queess'soerporac6es
de Olinda, representante do poder
tual?
Senhores, deixai que falle com a maior
franqueza e abundancia de corajao ; nSo
foi o governo que n provocou esse conflicto,
nlo foi elle quem creou esta situa^So que
nos contrista e que todos nos catholicos sin-
ceramente doploramos. (Apoiados.)
8enhorcs,
sio de natureza mixta f Deveria 6 illustre
prelado de Olinda desconhecer que a lei re-
gulamentar'dessas irmandades, que os com-
promissos sAo confeccionados de aecordo
com o poder civil e espiritual? Gmdo, pois,
S. Exc. Rvm. se julgou com o direilo d-t
por si so, arbitrariatnente, maBdar que as
mesas administrativas excluissem 4a seio
de sua corpjragfio aqyelles irmios qae fos-
remontemos & origem dusses
aconlecimentos, e recoohecereis que estoulsem macons?
com a vordacle. | Parece que, em vista dos priocipios que
As rebgoes entre a igreja e o Estado pa- reguUra a materia, S. Eio. devia contar
Portanto, filiando-se o nobre deputado a
essa opposigao, com que sou impossivel,
quebrou para sempre os lacos de solidarie-
(lade politica que nos prendiam I
S. Exc. faz hoje parte de uma opposi^ao
(|ue amanha poderd ser govorno, podendo
caber-lhe ate a honra de assentar-se breve
nos conselhos da corda. Pois bem, eu re-
nuncio de bom grado a todas as vantagens
que possam resultar da posicSo do nobre
deputado ; desejo antes tornar a obscurida-
de donde sahi, do que aceitar um pisto que
rne repugna, honras qu->. nao aspiro, ve-
nhara por interraedio de qu'rh quer quo
seja, abrigando-me a uma bandeira, quo nao
tern nome, reconhecendo chefes que nao
me inspiram confianci e sob cujas ordens
nunca militirei.
Creio que assim corrosponderei ds vistas
dOs meus amigos da provincia, que me con-
Haram esse mandato, quo hei desempenha-
dp com o maiorescrupuloe a possivel fide-
lidade.
0 Sr. Araojo Lima :Elle diz a mesmi
i ousa, c a provincia o decidira em occasiao
opportuna.
reciam as mais lisougeiras, conservando-se
pacificas, inaltcradas, vivendo na mais per-
feita hamonia, & excepcAo de um ou outro
prtqueno hicidente, de um ou outro l'geiro
-stremeciment), quo d^sapparecia pela pru-
dencia com quo os dous poderes obravam,
para n5o abalar-se a amizade que entre am-
bos deve reinar.
Era esta a situacio da igreja em suas re-
lagoes com o Estado. De repente, o illus-
tre prelado de Olinda, a quem consagro
respeito e affoicAo pessoal, e de quem con-
servo gratas rocordagoes desde o tempo em
que estudamos no mesmo seminano, de re-
pente, S. Exc. Rvm., fazendo reviver bullas
|ue nunca Uveram execugdo no Brasil, en-
tendeu que devia mandar excluir do seio
das irmandades aquelles membro> que fos-
sem macons, e indicando norainalmente om
sua portaria Ora, procedendo assim o illustre prelado
de Olinda, podera" acreditar que obrou com
prudencia e zelo apostolico ? PolerA sup-
por que merece os louvoures e applausos de
todos os catholicos, as ben$3os e a graja
de Deus, quando estabelece e poe em pra-
tica um systema odiosode corrigir, de cha-
mar as almas ao trilho da verdade, indican-
do-lhes o reino do ceo ?
Pois ndo e excessivamente duro chamar
por seus proprios nomes, expdl-os i descon-
nanca sendo A execragSo dos fieis aquelles
que considera oxcommungados, por perlen-
cerom a uma sooiedade que e condemnada
pela igreja ?
Ndo sera" jdmais por esses modos de ex-
tremo rigor e severidade fque se colherao
os beneiicos fructos da converasc,io das
almas. A nossa religiSo e toda de paz, de
brandura.de conselho, de amor edeaffectos;
e, como diz S. Paulo, o reino da persuacAo.
Nio sera nunca por meios violentos, que
dao sempre resultados negativos, que seha
de attingir os fins que se deseja. E' pre-
ciso antes de tudo esclarecer os espiritos,
por meio de uma propaganda prudente, il-
lustrada e comedida, fazer conhecer a ver-
dade, levando a conviccAo a todos os ani-
mos por conselhos paternaes, para tornar
salutares, efficazes e proveitosas as medi-
das. Convem attender tambem que os ho-
mens s3o sujeitos a paixOes, que de momen-
to nao pidem dominar; fallar-lhes ao espi-
rito, e esclarecel-os e indicar-lhes o bom
caminho ; feYir-lhes o amor proprio, expon-
do-os d opiosidade publica, e concorrer
para que a boa fe com que muitas vezes
procedem succedam o capricho e a perti-
nacia, e o erro innocente em que laboram
seja sustentado com resoluta obstinagao.
(Apoiados.)
Quanto ao raodo de executar essas bullas
que.fulminatn penas contra a magonaria,
seja-me licito dizer pelos seus proprios ter-
mos, o Sr D. Vital nao procedeu pruden-
temente. (Ajioiados e nao apoiados.) E'
esta a minha conviccAo, sem pretender Ian-
FOLHETIM
HHIUiS SOCIAES
POR
Joilo Canclido.
XI
AVE E CAQADOR.
[ContinuagAo do n. 158.)
E liluardo, fingindo despertar profun-
dos sentimentos, ainda proseguio :
Retirci-mo com raiva do destino que
tanto faz sofrer ao homem virtuoso,
quanto mais a virtude n'elle se apura e san-
i fica. Mou pai ficou enxuando as lagri-
mas que a dor lhe rebentou intimas dos
ulhos. Alguns instantes depois e" que pude
tinha m8is aquello que t5o sereno e com-
passivo fOra sempre para nos. Mas suas
patavras fica ram me tao bem gravadas ns
rnemoria, que por uma hora s6 n3o dei-
xei de pensar n'ellas. Hoje estou aqui,
teulo cbmprido quasi fielmente o seu pe-
dido, e sem estar em nada arrependido de
o tor feito. Se nao sou rico actualmente,
c pirp"f> somente em uma cousa n5o hei
me regulado pelos votos de m nho tido pouco economia, nao obstante
efta tsl ou qual prodigalidade de minha
parte ser ainda emprogada em aventuras
proveitosas : gosto do jogo. Mo sei por
quo, 2=pero muita cousa das cartas de um
baralho. I^mbrai-vos d'aquelle homem,
de quern ha pouco vos fallei ?
TheoJorico ia com o pensamento de mun-
(lo em inundo, ardente, enfebrecido, cor-
tando e devassando as emiuencias do-futuro
mais brilhante, e quasi que para o fim n3o
j>rcstava mais attengao d raesquinha historia
de Eduardo. Fitava-o, como se no ardor
da observagao n5o quizesse perder a menor
"irgalT; mas nem ao menos tinha conscien
(ia'de*que olhava para orosto d'aquelle
jnoco trcs vezes hediondo. Ndo escutou a
pereunta.
Eduardo rcpetio-a, despertando-o.
Sim I 0 que dizeis?...
Muito bem I d'esse modo e que me
ouvis ?
E Eduardo bramio intiraamente, receian-
do nao culher perfeito resultado do que espe-
rava de sua aleivosia. Mas o bramido se lhe
desfez nos labios era um angelica sorriso, d
mannira de uma bruma que sacode no es-
pago um mete6ro luminoso.
Nao ; ouvi perfeitamente acudio
Theodorico Dizieisque...
Nada ; nSo ouvistesretorquio Eduar-
do fingindo gracejar Se quizerdes ver,
respondei-me.
E repisou tudo que havia dito do ponto
em que fallou sobro quando retirou-se da
presenca de seu pai ate o Qra.
Era isso assds conveniente.
Theodorico, ao ouvir Eduardo repetir o
resto do episodio, que fdra estudadaraente
preparado, provou, mdo grado seu, naote-lo
escutado nunca, ora franzindo o sobr'olho,
ora sorrindo.
Lembrai-vos d'aquelle homem de
quem ha pouco vos fallei ?interrogou de
novo o miseravel seductor.
Nao... Nao me lembro mesmo...
E dizieis ha pouco ter ouvido I.. Pois
ndo vos recordaes d'aquelle que elevou sua
fortuna, fazendo monopolios com as da-
masl...
Ah 1 sira I 0 empalma'dor de car-
tas ?
Jogueicom elle uma noite, eem tres
sorles que dei perdou oitcnta e oito libras.
Ah I Mas fostes v<5s quem as ga-
nhou ?l
Ora I E talvez qualquer uma noite
d'estas vd buscar outra remessa. E' o mpu
prazer. Sou doudo como sabeis por ura
doublie. Depois, se 6 algumas vezes pre-
judicial, e" tambem bastantes vezes... Pre-
cis_aes que vos diga ?
D'esde esse momento Eduardo ficou sen-
do para Theodorico uma especie de ente-
tahsman. Merecera por ventura uma corda
e um altar, fmpregnara a qualquer, assim
quizesse, de uma atmosphera prodigiosa e
augusta. Arrancara forgas sublime de si,
para dar a outran um conddo de felici-
dade.
Oh I'nAo, Eduardo I exclamava elle,
respondendo d ultima pergunta Mas, di-
com a resistencia por parte das irmandades :
devia prever que, consultando ellas os seus
compromissoe e ndo achando disposig8o al-
guma que autorisass) aquella exclusa),
corria-lhes o dever de n?o dar cumprimen-
to a uma ordem que violava de frente, que
feria profundameule a sua lei regulame'ntar,
que nlo era feitura somente do poder donde
emanara a mesma ordem.
Foi precisamente o que aconteceu. Dahi
o conflicto, senhores, dahi os interdictos,
os recursos e toda essa seVie deaconteci-
mentos que abalam profundamente as cons-
ciencias dos catholicos.
Agora pergunto eu : dados todos essss
factos, conbecida a natureza das corpora-
gSes roligiosas no Brasil, sabido o modo
por que se procedeu, nao serA licito dizer
e affirmar que a causa desse conflict) foi o
illustre prelado de Olinda T Quem primeiro
rompeu esses la^os de uniAo, de harmonia
e de amizade, que ligavam as relagdes da
igreja e do estado T Podia o bispo por si
s6, por um unico acto de sua vontade, por
urn traco de penna, derogar uma lei, em
cuja elaboragAo tinham exercido juntamente
dous poderes, tinham-se oombinado duas
vontades e tracado as regras que deviarn
determinar a economia dessas corporag5es
de natureza mixta ?
Creio, senhores, que ninguem de boa fe
poderd contestar essa verdade, que 6* evi-
dente. E tanto e assim, que nenham bispo
do Brasil, A excepcAo do do Para*, quiz
acompanhar o Sr. D. Vital nessas medidas
extremas e violentas. (Apoiados.)
0 illustre prelado de Olinda deve estar
profundamente couveneido de uma verdade,
que o ha de acabrunhar internamente, que
ha de faze-lo refleotir muitas vezes sobre
esse passo que deu, sem medir-lho talvez o
alcauce de suas tremendas consequeocias ,*
S. Exc. deve estar intimamente couveneido
de que se acha abaodonado pelos seus col-
leges do episcopado brasileiro. (Apoiados
e ndo apoiados.)
Senhores, a prove disto 6 obvia, manifes-
ta. Quando o Sr. D. Vital entendeu que
podia mandar excluir do seio das irmanda-
des os membros que fosem raagons, natu-
ralmente fundou-se em um direito, em uma
lei, em um motivo qualqudr* iuspirado pela
conscien:ia do dever. E esse direito, e essa
lei, e esses motivos, o essa consciencia do
dever, eram pessoaes, eram privativos, s6
devia obrigar ao prelado de Olinda ? S6
o bispo do Pard, que trilhou depois a mes-
ma senda, foi que comprehendeu a irapor-
tancia desse dever episcopal ? NAoserd
manifesto o desaccordo t Pensam e obram
todos do mesmo raodo ?
Appello para a consciencia daquelles que
se constituirara defensores dessa causa :
qual foi o bispo do Brasil, a nao ser o do Pa-
rd, que se atirou nessa luta, que jd raandou
excluir magons do seio das irmandades, que
sobre estas langou interdictos, que acompa-
zei-me : e possivel acompanhar-vos, quan-
do fordes ?...
Quereis ?
Sim, sim ; dizei I
Amanha, ds sete e raeia horas da noi-
te, esperai por mim na rua de... Ide arma-
do e feliz 1
XII
CILADA.
Langar sobre os olh.es de Theodorico um
ve"o seductor ; augmentar-lhe consideravel-
mente a negra tendencia para o erro e p&ra
o crime ; torna-lo ignobil e despresivel pe-
rante o Sr. Victor da Cruz e ate" perante
Armanda, se tanto fosse possivel ; reduzi-lo
emfim a perecer como uma fatal victims do
approbrioe da miseria :talera, como de
alguma forma jd sabemos, o piano misera-
vel de Eduardo.
Para obter a mdo da encantadora filha de
D. Helena ; para poder ppssui-la como ura
brinco, como um objecto de luxo de sua
casa, Eduardo matavalhe o homem de seu
amor, e arrastava-a pelos cabellos.
Como & insolita e robelde a teimosia de
certos horaens, desde a hora era que que-
rera coraprar um coragio, como- se cora-
pra qualquer raercadoria 1 \
Como c tantas vezes a causa de lagrimas
Uo tristes o amor que se conquista nor oal-
culo sordido e infame I
As iuas oragdes e tuas preces, Armanda
dos anjos e de Deus, iam sendo todas in-
fructiferas, embora o ceo quizesse demorar
o teu triurapho I Molhavas de mil lagri-
mas os pe's do Christo que adoravas, tam-
bem victiraa dos homens ; e as bagas de
teu pranto seccavam sem 'consolo. De nada
valia o teu seio rubro de dor e de marty-
rio ; os taus cabellos desatados ho abandono
da agonla ; os tens o!hos sempre fitos nos
do sagrado martyr, como os d'elle sobre o
ce"o ; e, n'essa elevagdo estatica e divina, pe-
dires a salvagAo do ente de teu imor.
No dia seguinte, Eduardo esperou com
effeito Theodorico nas immediagoes da rua
de...
Ao encontrarem-se, trocaram motuamen-
te palavras de affeigdo, quasi amigos, e se-
guiram de bracos enlagados.
Aqui. Subamosdisse Eduardo pa-
rando A ports de um sobrado.
nhou ao Sr. D. Vital em todos os seus
acto?
A resposta ha de necessaria, forgosamen-
te ser negative.
E, senhores, essa desharmonia de vistas,
esse desaccordo de sentimentos, essa des-
igualdade de acgio, que ae manrtestam en-
tre os prelados do Brasil com' relagdo ds
causes dease conflicto, felizmente veem jus-
tificar de um modo clero e evidente o meu
pronunciamento nesta questdo. E' que nio
se trata do questoes de fe, do principio fun-
damental da religiAo catholica ; porque, se
uma verdade, se um ponto de doutnua es-
tivesse ameagado de perigo, entdo, senho-
res, o episcopado seria um so corpo, uma
so alma, uma sd cabega, um s6 espirito,
uma so vontade ; o episcopado s6 teria um
pensamento, um so raodo de obrar, para
que vingasse a verdade que corresse perigo
e confundisse o erro que a emeagasse I
(Apoiados).
0 Sr Peueira dos Santos dd um aparte.
0 Sr. JoAo Manoel :Agradego o aparte
com que me honrou o nobre deputado e
que me conduz a oulras consideragous que
vem a proposito fazer.
Senhores, o Sr. D. Vital ndo estd somente
abandonado por seus collegas contempora-
neos; S. Exc. nao encontra em sent ante-
cessores nenhum exemplo que allegue eem
que se firm'e.
Pois antes que o illustre prelado assuraisse
a admiuistcagao da diocese de Pernambuco,
nao havia a mesma legislagao, nao havia as
mesmas bullas, o mesmo zelo apostolico pela
doutrinj da igreja, o mesmo fervor pela
causa da religido? (Apoiados). Algum dos
seus antecessores se lembrou jamais de cas-
tigar os magons, mandando-os excluir do
seio das irmandades, de langar-lhes inter-
dictos, de resistir ds leis do paiz ? (Apoia-
dos).
E' possivel que somente o Sr. D. Vital
saiba cumprirosseusdeveres, que ninguem
o exceda em solicitude evangelica, que s6
elle vie:sedescobrir a luz, que fOra desco-
nbecida por todos ? (Apoiados). E'crivel
que aquelles que antecederam a S. Exc. nas
funcgdes episcopaes, varoes eminentes pelo
seu saber e por suas virtudes, consummados
na prudencia, encanecidos nos labores apos-
tolicos, respeitados pelos seus subditos,
que nunca foram suspeitados de falta de so-
licitude e de piedade ; 6 crivel que esses
santos prelados fossem menos orthodoxos,
menos animados de zelo religioso, menos
obedientes ds leis da igreja do que o illustre
prelado de Olinda ? (Apoiados).
Nao creio, e ninguem poderd acreditar, a
ndo ser essa imprensa que se diz catholica,
e que de tempos a esta parte ndo tem hesi-
tada em manchar a memoria de alguns pre-
lados, que foram o raodelo da sabedoria,
de zelo, da mansidao e de prudencia apos-
tolicas.
Senhores, nao sou suspeito pronuncian-
do-me por este modo. Fix minha carreira
sacerdotal no pulpito, essa gran ie tribuna
da verdade. Se ndo tenho podido engran-
decS-la e eleva-la d altura a que fizeram-n'a
chegar os lalentos que teem nella conquis-
tado glorias para a religido e triumphos
para a verdade, diz-rae pelo menos a con-
sciencia que nunca a deshonrei e que tenbo-
me esforgado por cumprir o meu dever.
N5o receio que me apontem um erro que te*
nba pregado dessa cadeira, ou um ponto de
doutrina que ndo esteja de aecordo com a
doutrina ensinada pela igreja catholica.
Senhores, eu ndo desejava estender-me
demasiado sobre este assumpto, que e por
sua natureza melindroso, alem de outros
motivos, principalmente porque temo incor-
rer nas sanlas iras de certos espiritos que
se suppoem privilegiados, e que, sem mis-
sao divina, acreditam-se na posse dos the-1
sooros do ceo, distribuindoos a seu bel-
prazer com quem Ihes agrada, resando pela
mesma cartilba. Entretanto, manda o de-
ver que nao deixe esta tribuna sem dizer o
que penso sobre dous pontos serios, em que
se dividem as opinioes, refiro-me ao pla-
cet e a carta que se ajustou chamar Anto-
nelli.
Quanto ao placet, acredito que ninguem
sinceramehte poderd contostar que esteja
consignado na constituigao de um raodo
preciso, claro o positivo. E tanto isto 6 ver-
dade, que aquelles que o coaibatem, nao
podendo desconhecer sua consagragdo, soc-
correm-se a argumentos que para mim nao
teem valor nem importancia, porque nao
Theodorico entrou, esubio com o com-
panheiro ao terceiro andar da casa.
Era uma sala tristo e espagosa, despida
de adornos, apenas com algumas cadeiras e
uma mesa, onJo ardia a baga luz de um
candieico.
Quando Eduardo chegou, eacontrou-se
com um home n quo o recebeu do mo Jo
por que os palacianos recebem os fidalgos:
arrastando os pes, e limpando-lhe o leve p6
da manga da casaca.
E' cedo ?perguntou Eduerdo, depois
que agradeceu de passagem tantos obze-
ijuios.Nem por issorespondeu devota-
mente o Sr. Febronio, pois assim charaava-
se o mesureiro E' tempo jd. Mas como
se ha estipulado s6 principiar ds oito horas
em ponto...
Tem pouca gente ?
Cinco rapazes, e ura senhor de meia
idade, > que veio jd da vez passada.
Eduardo tirou o relogio, e guardando o
de novo, proferio :
E' tempo. Varaos. Talvez queiram
principiar...
E atirou estas palavras diabolicas ao ou-
vido de Theodorico :
Temo-lo ahi jAI...
Bem I Vamos 1
Como era de esperar, ao reunirem-se to
dos na sala, da qual nos occupamos, raaior
abundancia de luz raiou de mais outro can-
dieiro ; e depois que vinhos preoiosos der-
ramaram-se nas tag is, fazendo-se entre ou-
tras differentes saudes A fortuna, os
convivas d'esse festim lubrico e maldito
collocarara-se ao redor da mesa.
Um grosso masso de baralhos foi aberto
de dentro de ura envoltorio pelas mdos do
Sr. Febronio ; e quando ia comegar a luta
homerica, gigante, incalculavel, ouvio-se
baterem & porta de um modo assignalado
e prescripto.
Eram mais quatro cavalheiros ; mais qua-
tro personagons que com as outras prefa-
ziam o numero de treze.
Ndo fdra preciso mais ninguem. Estava
comploto o grupo. Se ndo havia verda-
deiramente pntre aquelles que o formava
um Christo puro e innocente, havia com
certeza um Judas desalmado.
Ve-lo-heraos.
podem destruir a oxistencia do facto.
Dizem uns que, uma vez consagrada p la
constiluigdo como religilo do estado a reli-
gido catholica, apostolica, romana, estA
claro que a mesma constituigAo aceitou toda
a doutrina, todos os dogmas, toda a moral,
toda a discipline, todos os privilegios, todoa
os principios dessa religido, e que por con-
seguinte a existencia do placet torna-so des-
necessaria o ato absurda.
Assim devia st ; 6 esta a doutrina da
igreja, com que estou de accorlo. Mas o
facto e diverso. 0 quo e" certo e que esta-
belc'endo o art. 5 da constituigao como re-
ligido do estado a catholica, 8postolica, ro-
mana, entondeuo legislador cons:ituinte que
devia acautelar os direitos da soberania na-
cional, dispondo no II do art. 102 que
nenhuma bulla, nenhum decreto dos conci-
lios e nenhuma constituigdo apostolica ti-
vessoin execugdo no Brasil sem o benepla-
cito imperial. Bom ou mdo, justo ou injus-
lo, convanientc ou inconveniente, e este o
direito quo nos n-ge.
Outros, porcm, politicos finos e sagazes
quo teem o olho esquerdo em Deus e o di-
reito fito no poder, concedem alguma cousa
d constituigao, mas de um modo original c
curioso. Dizem elles : e certo quo a consti-
tuigao politica com'igaou o placet, que tod->s
respeitam e cuja observancia todos desejam;
mas o placet e rcstricto, nao se refero ao
dogma, nem d doutrina, mas unicamente d
discipline, que e de quo cogitou o ^ li do
art. 102.
Ndo ha tal. 0 placet e absoluto, nao dis-
tingue cousa nenhuma, uao faz nenhuma
Iirai tacAo.
Quereis a prova ? L&le a constituigdo,
que, tratando das atlribuigoes do poder exo-
cutivo, no 14 do art. loi, diz o seguin-
te : Couceder ou nogar ben placito aos de-
cretos dos Ciincilios, lettras apostolicas, ou a
qualquer constituigao ecclesiastica, que so
nao oppuzerem d constituigao ; e preceden-
do approvagao da assemblea, so houver dis-
posigdo geral.
Onde estd, pois, adistincgdo entre mate-
rias de fe e de disciplina ? Como se des-
cobrio e inventou essa liraitagdo do placet ?
Senhores, em tudo isto convem suppdr
uma tal ou qual confusao de ideas, quo de-
vom ser esclareciias, para que a md fe e a
especulagao ndo possam offuscar a verdade,
nem violar os seus direitos.
Quando dous poderes, igualmente sobe-
ranos e indepeudentes. se ligam, se unem,
se alliam, para attingirem o mesmo flm,
que e o bem e a felicidade da communhdo so-
cial, quando um desses poderes julga con-
veniente e necessario apresentar condigdes
para acautelar e resguardar os direitos de
sua soberania ; e quando essas clausulas
sdo aceitas e observadas, reconhecidas e pra-
ticadas pelo outro poder : entendo que des-
conhecc-las depois, renuncia-las, rejeita-las
sem aecordo, subitamente, sera que soja
ouvida a parte interessada, e querer romper
os lagos de amizade que prendem esses po-
deres, e quebrar essa harmonia que entre
elles deve reinar, e acabar a paz que ambos
devem aspirar e esforgar-se por mauler, e
perturbar a ordem, condicAo indispensavel
para a vida de ambos, e* violar a fe quo pre-
sidio a essa allianga.
0 Sr. Caminua dd um aparte.
0 Sr. Joao Manoel :0 que eu ndo
posso conceder nero admittir, meu nobre
collega, e a resistencia dsleis do paiz ^apoia-
dos), d cuja acgdo todos os cidaddos estdo
sujeitos, e a que todos devem obedecer.
(Apoiados).
0 que 6 certo e incontestavel, e este faeto
deve pesarna consciencia publica, e que to-
dos os prelados do Brasil, dando-nos am
edificante exemplo de grande sabedoria o do
consummada prudencia, nunca se rebella-
ram contra o direito constituido do estado,
a cujas leis prestaram sempre piedosa obe-
diencia, porque esses illustres prelados, sa-
bios e previdentes, bem raediara o alcancc
das consequencias, que poderiam resuUar
de um passo dado no terreno da resistencia,
sem proveito real para a causa da igreja e da
religido, porque esses prelados, inspirados
por zelo apostolico nunca dosmentido, nao
deixavam todavia extinguir-se em sua alma
de brasileiros a chamma de patriot'smo,
cujas expansdes nao sao incompativeis com
os transportes da fe, nem com os esiiraulos
da piedade e do dever. (Apoiados).
A igreja condemnou o placet, e estd no
direito, segundo todos os canonistas, porque
Com pouco, o pleito temerario irradiou
solera ne c imraenso.
Onze typos differentes, onze homens qua-
si todos exquisitos, quasi todos em pe de
cabega baixi e olharcravado sobre ojogo,
como tremulos o horriveis phantasmas, in-
terpunhatn-so audazes, um a um, a ver que
raelhor lance,.quo melhor rago de fortuna
lhes tocava.
Era como se fosse um festim d'entro do
cd^os. A luz, uma como claridade de certa
phosphorescencia tenebrosa.
Meio hora depois Theodorico havia ga-
nhado loucamente. Possuia uma somma oito
vezes superior d que tinha levado.
No entretanto, com pouco mais, perdeu
a terca parte.
Estava com as cartas n'esso momento um
homem alto, que sobre todos, debellava o
destino com mais ardor eg do ganhava, amontoava ao pe de si quan-
tias elevadas ; quando perdia, atirava o
ouro ds raaos cheias, fazendo paradas inau-
ditas I
Theodorico nao querendo recusar com-
potir com tao poderoso adversario, aceitou
todas as propostas d'ahi envante ; e quando
ndo tinha mais nem um ceitil para jogar,
tirou a cadeia e o relogio, inlrepido e rai-
voso, e po-los sobre a mesa.
Perdeu ainda!
Um arruido de admiragdo fez-se ouvir,
mesquinho e horrivel.
Basta, meus senhores I bradou
Eduardo, fiogindo-se irritado por ter tam-
bem perdido muito Suspendam por ura
iostaute I A fortuna e uraa deusa. Antes
de tudo, quer cultos e homenagens. Adore
mo la : bebamos I
Os que haviam ganhado ndo derara signal
de annuencia. Porera aquelles que ndo
tiveram igual sorte bradaram :
Bebamos 1
Encheram-se os copos.
Na occasido, porem, era que o vinho que
n'elles se continha ia desapparecer de uma
vez s6, um mogo algou o brago no meio
dos companheiros, e exclaraou :
Alto I Nao se bebe nem uraa gota,
sem o acto ser precedido de uma allocugdo.
Nomeeraoa quem ha de faze-la.
< V6s I proromperam quasi todos em
COIO.
o placet se oppoe ao seu livre deseovolvi-
mento e a hvre propagacAo de sua fe. Mas
O que se nao poderd coateslar com vanta-
ge ui e senameute, A que em todos os tem-
pos, entre nas se tem observado ease dispo
SicAo constitucional, subraettendo-se todos
os decretos, breves e constituigoes apostoli-
cas ao beneplacito imperial.
0 Sr. Caminua dA um aparte.
0 Sr. JoAo Manoel : Ate as bullas de
confirmagao dos bispot sAo placitadas pelo
governo.
0 Sr. Ministro do Imperio :0 decreto
definindo o dogma da Immaculada Coooai-
gdo foi sujeito ao beneplacito.
0 Sr. JoAo Manoel: Confesso, senho-
res, que pasmo diante dos factos que se
succedem em nossos dias I
Admira, sorprendo mesmo, que em face
das leis que regulam as relagdes da igreja
com e estado, quando a disposigdo constitu-
cional do placet e tio ciara, tAcfterminante,
admira que o illustre prelado de Olinda,
desobedecendo a esse preceito, a que se de-
vera sujoitar quando jurou observer e man
ter a constituigao, confes.se que jurou a
coiistitui(do com restricedts mentaes (A-
poiados).
0 Sr. Escracnolle Talhay :Esse jura-
mento ejesuitico.
0 Sr. Salatiiiel : E' acorogoamento
para jurer falso.
0 Sr. JoAo Manoel : Sr. presidente.
e-ta doutriaa do juramento com restriccOes
mentaes e perigosa e talvez de fatalissiraa-
consequencias. (tpoiados). N'um paiz ca-
thlico, em que o juramento c indispensa-
vel para o exercicio de todos os cargos, em
v^ue todos os factos sdo altestados om juizo
com essa formula sagrada, pondo se diante
laqm lies que dao teslomunbo com a mac
sobre o Evangelho, Deus e a consciencia ;
ndo e muito editicante que um bispo, que
devo ser o espelho da sociedade, deixe esca
par de seus labios a confissdo de que juroti
com reserves mentaes I
A vingar essa doutrina, ndo baveria mais
fe nos jurai/.entos, porque os menos escru
pulosos e de consciencia menos sA se julga-
riam com o direito de occul ar a verdade,
quo Gcaria enroscada nas dobras das res
tricgoes, commettendo-se assim a falsidade
c o perjurio.
Senhores, entendo quo apezar dos vincu
los dc obediencia e de Gdelidade por que os
bispos estdo ligados A santa se, ndj deixam
por isto de ser cidaddos brasileiros, subdi-
tos do imperio, a cujas leis devem estar su-
jeitos e ser obedientes.
Desses nobres exemplos de piedade e de
patriotisrao nos derara os mais illustres bis-
pos do Brasil, que sempre souberam conci-
liar esses dous grandes deveres, praticando
as leis do paiz, cumprindo a disciplina da
igreja, obedecendo A constituigdo do impe-
rio e sendo fieis A santa se.
Nenhum desses prelados que hoje acbam
contradictories entre si esses dous deveres,
oppostos um aa outro, repellentes, neohum
delles pode auegar em abono de sua resis -
tencia ds leis do Estado a ignorancia dessa-
mesmas leis, porque para serera acreditados
seria preciso desconhecer-lhes inteUigencia
e illustragao.
0 governo, porom, e tao cauteloso, tao
franco, tao claro e tdo positivo a respeito do
caracter de cidaddos brasileiros que os bispo-
devem raaoter, que quando expede a algum
que tenha sido eleito as bullas de confirma
gao, depois de placitadas, entre as quaes
estd incluida a bulla da formula do jura-
mento, dirige-lhe ao mesmo tempo um avi-
so era forma de conselho ou advertencia.
concebido nestes ter mos: que sendo o ju-
ramento muito justo e necessario para tudo
o que respeita aos direitos do primado A'
sumrao pontifice, nao seja nunca visto fazer
prejuizo aos da temporalidade da corda do
imperio para desnaturar ao eleito das obn-
gagoes do subdito do mesmo imperio, efi-
car pela degradagdo delles inhabilitado
para possuir bencticios, que somente s3c
permittidos aos cidaddos brasileiros.
Poiera haver pensamento manifestado
mais distincta, mais clara e mais terminan
tcmente ?
Marco Antonio.'/..
Apoiado I acudio Edaardo, acom
panhado por ura outro.*
Ndo aceito !Salvo se quereis ouvi;
alguma semsaboria.
N3o, nao Sois vdi, sois vds I
Apoiado I
Bern. Entao ouvi.
E pondo-se era pu em cima de uraa espe-
cie de tamborete, o raogo ergeu a voz :
Senhores 1 Deus uao eiisto. Mas po-
de ser que assim nao seja, e ate exlsta mes-
mo. Ha differentes opinioes. No entrelan
to, nao se descobrio ainda sobre isso verda-
de absoluta. Para uns, e uma chimera ,
par: outros, uma bypothese, e quasi para
todos, a incognita de um prdMema. Men
irmao, que e philosopho, o oonsiiera no
ultimo dos casos, e quer que eu seja de sou
sequito. Vd /Ha outras mil quest*es co-
mo esta, que precisam de ser cabttiMotc
resolvidas. 0 que, porem, nao offerece mais
duvida nenhuma sobre sua existencia pole-
rosa, invicta, sublimo A o dinheiro !
Entre um numero muito limitado de cousas,
que seraelham-se a elle pelo seu lado palpi-
tante e visivol, uma cousa existe que e lAo
forteo ser porseveraute I Quen se dedica
com aflnco a um trabalho vence sempre. A
ponta de uma agulha lasca ao meio uma
montanha. Avante I Vizamos um fim em
langando o nosso ouro sobre a banca f
Jdmais arrefegamos 1 0 momento deorgu-
lho e de triumpho ha de chegar. Um tiro
de arcabuz, apontado ao firmamento, ndo
arranca de IA ura astro moribundo ; bem
sei / Mas bem descarregado sobre opeilo
de uma avo, disfaze dilacera a pobrezinba.
Nao e sem ir Afonte que mataes a vossa sMe.
Um instants de inercia c do in 'olencia der-
ruba ura seculo dc afan e vigilancia. Tu-
do mais que for contra isso e falso e usur-
pador. Que quereis ? A force, o poder,
a riqueza T Pois bem. Ide. Mas udo des-
canceis. Se puderdes, quando dormindo
mesmo, caminhai I E' do homem vigoroso
e superior o lutar assim com alma e inlra-
pidez. Avante, avante 1
E descou da tribuna.
(Con'nMar--/ia.)
NYP. DO JOiARiO. -i'.UA UU^iJat M ,AiJ
\
'


i


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