Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19337


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Full Text
A
ANNO L. MJMEltO 158
PARA A. CAPITAL E LUG IRE 4 OV I>i: xJLO SE PAGA PORTE.
Por tres mazes adiaotados................ 69000
Por seis ditos idem..................15K0OOO
Por urn anno idem..................84*000
Cada namero avulso................. 9320
01ARTA FEIR\ 15 DE JULHO DE 1874
PARA OE\TRO E FORA DA PROVL\'CIA.
Por tres mezes adiantados................ W750
Por seis ditos idem................. ISWoO
Por nove ditos idem................. 909960
Por um anno idem.................. 379000
PR0PRIE0ADE DE MANOEL FIGUEIROA DE FARIA & F1LH0S
Cs Irs. Gerardo Antonio Ahead Filhos, no Par*; Goncalres & Pinto, no MaranhJo; Joaquim Jose" de OlWeira dFilho, no Cearij^kntonio de Lena* Braga, no Aracatj ; Joio M*.-ia Julio Chaves, no Assti; Antonio Marques da Suva, Natal ; Jose" Jostiao
Pereira d'Almeida, em Mamangoape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franca, na Parahyba ; Antonio Jose" Gomes, na Villa da Penha; Be'armino dos Santos Bulcio, em Santo Antao ; Domingos Jose" da CosU Braga, emHaxarethj
Autonio Ferreira de Aguiar.em Goyanna; Joio Antonio Machaeo, noPilardasAlagdas; Altes d C.,na Bahia; e A. Xavier Leite d C. no Rio Janeiro-
f
>

A J
I
IHSISUCCAO POPULAR
llciliciiin tlontesiica
CAPITILO III. "
Dos recem-nusciJas.
Sd as canvulsdes devom a causa as mucosida-
(!)* ou raaterias cantidas no estomago, produz bom
iesultado o emprego do xaropo de chicorca, heba
das emolientes, banhos, pequcnos cristeis com si-
tiea, e diets.
A apparic,ao dos dentes produ/. accidenles mui-
las vezes perigoses ; nessa epoca deve-se conser-
\ar livre o venire da crianca, e se aquelle estiver
preso, dimiauir um pouco os alimentos, augmen-
t.ir as bebidas, e dar a mastigar uma raiz de al-
thea. Os vennes determinant algumas vexes as
canvulsdes, mas a ccrteza disso alcanca-se unica-
mente c in a expulsao dsquelles. Se aqalle symp-
toms existe, administra-se uma infusap de musgo
da Corsega, a qual se adocara :om assucar.
Canselhosgeraes.-0 ccrpo ia crianca que nas-
ce esta eoberto de imraundicia, e e importante li-
\ra-lodella ; para isso eraprega-se uma mistura
de um tergo de vinho e de dous tercos de agua
quente ; esta lavagem pode repetir-se alguns dias
seguidos. Diimnue-se successivamente o calor ate
que se poss i empregar a agua unicamente na
lemperatura do aposeuto. Faz-se uso de uma es-
ponja e corner* se pelo rosto, em seguida pelas
orelhas, pela "parte irazeira da c;ib6ca, evitando o
lugar oode os ossos nao estao a inda reunidos, o
f.escoco, cs rins, todo o corpo, as coxas, as pernas
e os bracos. Se a crianca estiver muito fraca nao
> convem lava-la. r
E' preciso, poreaa, nio deslruir o bem que lhe~
fizem as lavagens, praticando o mao liabito de a
coaservar muito quente. E' preciso habiluar as
eriancas, desde a idade de dous annos, a andarem
pouco vestidas, a terem a cabeca pouco coberta de
naite, e nada absolutamente de dia, e faze-las vi-
\eraoar livre a maior parte do tempo que for
possivel. Nao nos cansaremos de repetir que se
deve evitar o dar muito de comer as criangas e
terem vista a regularidadena quantidade dos ali-
nientos e nas horas da comida. Quando a crian-
ca tern ja alguns annos, a sua vida e irregular, e
o sen appetite deve-o ser tambem ; haveria, pois,
mconveniente em o sujeitar servilmente a uma re-
gra exa:ta na quanttdade e na ordem dos ali-
rientos.
Ninguem faz iJea do mal que faz as criangas o
dar-lhe de comer sob pretexto de os fazer calar.
lb um outro inconveniente no que diz respeito ao
regimen das criangas, quando comem outros ali-
cientos aletn do leite da ama ; consisle elle em mi-
tistrar-lh!os em quantidade superior as forcas do
seu estomago. Dizem alguns que 6 necessario ha-
bitua-las a tudo ; e isto um absurdo; o importan-
te e formar-lh2s umjbom estomago, e nSo e promo-
vendo-Ihes indigcstoes que isso se consegue.
0 exercicio 6 de immensa vantagem para a sau-
de das crianfas,
0 melhor de Mdo3 e" aquelle a qae ellas pro-
prias se entregam, quanlo Hies dao plena liberda-
de de brincar.
(Cuntinuar-se ha.)
tap
Govcrno da provlncia.
EXPEOIE-CTf: DO DIA 5 DE MARCO DE 1874.
I.a secgdo.
utficios :
Ao Exm. brigadeiro commandante das ar-
ma9.Sirva-se V. Exc. de mandar por em liber-
dade orecruta Jose de Souzi Viauna, que provou
wencao legal.
Ao me?mo.Sirvase V. E>:c. de dar as ne-
c;;sarias ordens, no sentid do que requisita o in-
spector da tliesouraria de fazenda, com o fim de
eviiar-se os di?tiirbios que se diio na pagador'a
daquella repartigao, occasionados pelas pra^as re-
mrmadas do exer^ilo e armada, que alii vao re-
i'C-ber os seus veudmentos in sexto dia util de ca-
di mez, marcado para o respectivo pagamento.
onviudo que a medida indicada pelo mesmo iu-
soector principle' a ter execujao desde o dia 7 do
grrente.
r Ao director do arsenal de guerra. -Mande
\'. S., nos lermos do sua informagao do houtem
data la, sob n. 501, fornecerao subdelegado do dis-
triito de 1'imenteiras as 7espadas com bainlias, a
'jue allude.
. Ao mesmo.Approvo o contracts constanle
J copiaannexa ao seu offi.;io de 3 do corrente,
sob n. 589, celebrado por essa direo.ona com Joao
Alves (Juintal, consignatario da Larcaca Nova Es-
peinnra, para o fim de fazer transportar para a
cidade do Aracaty, a sere;n eulregues ao respe-
ctivo delegado do policia, que OS deve remelter
para o da Kortr.leza, os artigos de municao desli-
iiados ao depcsito de arligos bidhcos da proviucia
do Ceara, .
2." srcn'io.
Actos :
0 presidente da proviucia, :i vista do offlcio
uj Dr che/e de policia, de i do corrente, n. 317,
lesolvo exonerar do cargo de su'odelegado da fre-
j;uezia de .No..sa Senhora do 0',-do termo de Goi-
;.nna, o alferes Marcolino da Costa Raposo.
0 presi lento da provincia, de conformidade
com a proposla do Dr. coefe de policia, em officio
de 4 do correa'.e, n. 317, resolve numear o alferes
Marcolino da Co.-ta Rpposo para o cargo de subde-
legado, que se acha vago, do dis^ictp de Vicencia,
do termo de Nazareta.
Ollicios :
Ao Dr. chefe de policia.Expcca V. S. sua3
ordens, no scntido de sereu remettidas com a
Diaior urgencia, pelos respectivo? snbdelegados, ao
consellio de qjalificacao de guardas nacionaes da
jiarochia do Poco da Panella, as relagoes nomi-
naes de que trata o art. 12 das ^nstruecoes de 23
de outubro de 18"0.
Ao mesmo. Nao havendo no arsenal de
jrii'^rra sabre?, e.existindo alii apenas 7 espadas
com bainhas, que s.ubslituem perfeitamente aiuel-
la? no servic.) a qne =e destinam, autoriso nesta
data o respectivo director a manda-las fornecerao
.iubdelegado do dislricto de Pimenteiras, em satis-
:'m-\i ao que solicitou V. S. em seu offlcio de 27
de fevereiro ultimo, n. 28o.
Aojuiz de direito dacomarca da Victoria.
Accusando o recebimento do efEcio de Vine, de
12 do mcz proximo passado, a que acoinpanha,
por copia, o iermo de contracts feilo com o tenen-
le Manoel Jo;e Pereira Borges, para fornecimento
da alimentaqao dos presos pobrcs da cadeia dessa
.-iJade, comnunico-'.he, qne flea nesta data appry
vado o dito c-jnlract>>.
Ao conmandante do corpo de policia.Sen-
do aptos para o servico militar, cono se \6 de seus
offlcios de 2 e i do corrente, sob ns. 102 e 105,
os paisanos Tlieotonio Ferreira da Silvas Guilher-
mino Jose Ferreira, Bertholdo Bispo dos Santos e
Manoel Jose Bapttsta. pode Vine, engajalos no
corpo sob o seu commando.
Ao escrivio do 2' districtc de paz da cidade
da Victoria, Francisco das Chagas Pereira Bastos.
Accuso o recebimento do offlcio de Vmc, de 4
de novembro do anno proximo passado, em que
consulta a osta presidencia, si pode exercer o car-
go de labelliao no seu districto, cnmulativamente
com o de tabeiliao do publico judicial, existente
nesse termo. Satisfazendo ao que solicila tenho
do responderlhe aftlrmativamente, por quanto,
sendo Vmc. tabelliao em virtude de ser escrivao,
pode exercer aquelle cargo em todo seu dutricto,
cmbora compreaenda elle uma parte do da ci-
dade.
3.' secQilo.
Acto :
0,president* da provincia, attendendo ao
|ue expoz o inspector da thesouraria de fazenda, em
offlcio de 2 Jo corrente, sob n. 833, serie F, resolve
nos termus do decrr to n. 2,884, do.l* de fevereiro de
1862, abrir um credito supplemenlar a rubrica
contadoria- do ministerio da marinha, na impor-
tancia de 1:4995193, afimde ocbo?rer as despe-
zas a fazer-9e por eonta da mesma- rubrica, no
eorrento exercici).
Ollicios :
. Ao inspector da thesouraria de fazenda.
Kemetto a V. S.. para os lins convenientes, a copia
do acto desta data, pelo qual resolvi, em vista de
seu ollicio de 2 do corrente, sob n. 833, serio F,
abrir um credito supplementary rubricaconta-
doria-do ministerio da marinha, afira de occor-
rer as despezas a fazer-se no corrente exercicio,
por conta daquella rubrica.
Ao mesmo.Transmitto a V. S., para os fins
^onveniente9, a inclusa co.ia do contracto cele-
brado pelo director do arsenal de guerra com o
consignatario da barcaca Nova Esperanga, para o
fim de fazer transportar a cidade do Aracatv, com
destino a da Forlaleza, os objectos de municao que
o mesmo arsenal remette ao deposito de artigos
bellicos da provincia do Ceara.
Ao mesm i.Declaro a V. S. qne appr >vo o
acto dessa thesouraria, aceitaudo a proposta de
Jeronymo Gomes da Fonceca, para os concertos
do caas da rua da Aurora, como V. S. eommuni-
coume em offlcio de 28 do mez ultimo, wb n.
831, serie F,e devolvo inclusos todas as demais
propostas que vieram juntas ao seu ja citado of-
ficio.
Ao inspector da thesouraria provincial.
Communico a Vmc. que nesta data deDro a pe-
licio da mesa regedora da irmandade de Nossa
Senhora do Livramento da villa de Pao d'Alho,
coDcedendo-lhe autorisacao para despender com
as obras de sua igrejaatii a quantia equivalente ao
producto da 3' parte da loteria extrahida em se-
tembro do anno passado a favor daquellas obras,
prestando a mesma irmandade contas nessa the-
souraria quando houver de recebtr o referido
producto.
Ao mesmo.Em additamento ao meu olli-
cio de hontem, communicandi-lhe que o cidadao
francez Emile. Uldarique Masevon fora contracta-
do para exercer no gymnasio provincial o cargo
de repetidor da lingua franceza; remetto-lhe copia
do respectivo contracto, afim de Vmc. por elle di-
rigir-se quanto aos pagamentos.
Ao mesmo.Tendo o bacharel Jos6 Candido
da Cunha Teixcira communicado em offlcio de 3
do corrente, haver no dia antecedente prestido ju-
ramento e entrado no exercicio de fiscal interino
da collectoria de Pao d'Alho; assim o declaro a
Vmc. para seu conhecimento e fins convenientes.
Ao mesmo. -A' vista do incluso certificado,
a^3ignado pelo engenheiro chefe da reparticao das
obras publicas, mande Vmc. pagar ao arrematante
do 5 lanco d> estrada de Munbeca, Antonio Vrtor
de Sa Barreto, a quantia de 2:I43<969 em quo im-
portou a metade da'3a prestapao do referido lan^o
de estrada.
Ao mesmoDeclaro a Vmc,para 9eu co-
nhecimento, que nesta data despachei a peticlo
dos contractantes da estrada do norte, da Cha da
Maugabeira ao engenho Bujary, approvando a no-
va dircccao dada a referida estrada, impondo as
"multas e'siipuladas no contracto e concedendo para
conclnsao da obra da mesma estrada o prazo im-
prorogavel de 8 mezes, ficanJo estas modificacoes
dependentes da approvajio da assemblea provin-
cial.
Ao mesmo.Para ssu coDhecimento e fins
convenientes, incluso remetto por copia a Vmc,
o termo do contracto feito oora o tenente Manoel
Jose Pereira Borgei para o fornecimento da ali-
mentaciio dos presos pobres de cadeia da cidade
da Victoria, corr.municando-lhe que nesta data fi-
ca approvado o contracto por esta presidencia.
4.' secQdo.
Offlcios
Ao Exm. presidente da provincia do Ceara.
A' vi?ta da difDculdade de serem transportados
em navios de vela para essa provincia, os objectos
ue municao mencionado3 na relacio junta, desti-
nados ao respeclivo deposito de artigos bellicos,
approve! o contracto constante da copia inclusa, ce-
Jebrado pelo director do arsenal de guerra com o
consignatario da barcaca Nova Esperanga, para o
fim de transporlar os ditos objectos ate a cidade do
Aracaty, e ahi fazer delles entrega ao respectivo
delegado de policia, afim de envial-os para essa ca-
pital. 0 que communico a V. Exc. para seu co-
nhecimento.
Ao Exm. presidente da provincia de Sergi-
pe.Aceusa recebidos, e agradeco a V. Exc. a re-
me?sa dos dou3 exemplares impressos do relato-
lio com que, o Dr. Manoel do Nascimento da Fon-
seca Galvao passou a administrac.ao dessa pro-
viccia ao 1 vice presidente. Dr. Cypriano de Al-
meida Sebrito, em 11 de novembro ultimo.
Ao provedor da Santa Casa de Misericordia
Pode Vmc. entregar a Anna Maiia Lopes Afhe-
rico, seus filhos educandos do collegio do3 nrpfiaos,
de nomes Manoel e Joao, para empregal os nocom-
mercio, segundo diz ; ffendo assim approvada a
resolucao da junta alministrativa dessa Santa
Casa, e respondido o seu offlcio de 27 de fevereiro
ultimo, sob n. 737.
Ao mesmo.Approvo o acto da junta admi-
nistrativa dessa Santa Casa, attendendo ao pedido
de Fe.lismina Borges Leal, no senlido de serem-
the entregue3 os seus dous filhos. educandos do
collegio de orphios, di nomes Arthur e Jo&o, po-
dendo Vmc. entregal-os, e Dcando respondido o seu
offlcio de 27 de fevereiro ultimo, sob n. 756.
Ao regedor do gymnasio provincial.Defe-
rindo o reqaerimentd de Luiz da Costa Porto Car-
reiro, Joaquim Ferreira Mendes GuimarSes, J. A
Moreira Dias e Manoel Alves Barbosa, autoriso-o a
entregarlhes o retrato do conego Francisco Ro-
chael Pereira de Brilo Medeiros, existente nesse
instituto poroffieiosainterterencia dos requerentes,
que a sua custa o mandaram fazer.
Ao mesmo -Nao pode ser pagaa conta dos
alumnos pensionistas da provincia, na razio da
augmeuto consume do art. 37 da lei n. 1,124, de 17
de junho do anno passado, conforme solicita Vmc.
em offleio de 19 de Janeiro ultimo, era consequen-
cia de nao ter a assemb^a provincial augmenta-
do a subvencjio a esse dm destinada. Cucpre que
Vmc. organise outra coata nos termos e do modo
porque o fazia antes da referida lei, para que possa
ter lugar o coraoetente pagamento.
S.' secgao.
Offlcio :
Ao engenheiro chefe da repartic/io das obras
publica-.Communico a Vine, para seu conheci
mento e fins convenientes, que nesta data approvo
o acto da thesouraria do fazenda, de acceitar a
proposta de Jeronyme Gomes da Fonseca para fa-
zer os concertos do caes da rua da Aurora, o au-
toriso a mesma reparticao a lavrar o respectivo
termo de arrematacao.
EXPEDIENTE DO SECRETABIO.
1.' secgao.
Officio :
Ao Exm. brigadeiro commandante das arraas.
Nesta data so mando l satisfazer o pedido que
acompanhou o seu offlcio de hontem datado, sob
'n. 183. 0 qae declaro a V. Exc, de ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia e em resposta ao
citado offlcio.
2.' secgSo.
Offlcio :
Ao Dr. chefe de policia. -0 Exm. Sr. presi
pente da provincia man la transm ttir a V. S. o
titulo incluso de nomeagao do sub delegado do dis-
lricto de Vicencia, do termo de Nazareth, da con-
formidade com a proposta de V. S. em offlcio de
4 do corrente, n. 317.
4.' secgao.
ao ITiecretario da assemblea provincial.
X. II.De ordem de S. Exc, o Sr. presidente da
provincia, e pars terem o competente destino re-
metto a V. S. 40 exemplares impressos das leis
promulgadas por essa assemblea na sessao do an-
no proximo passado.
5." secgao.
Offlcio :
Aos agentes da corapannia bahiana de nave-
gaclo a vapor.0 Exm. Sr. presidente da pr*-
vincia manda declarar recebido o offlcio de Vv.
Ss., no qual uanicipam que o vapor nacional
Marquez de Caxias, chegado hoje da Bahia com
escala pelos portos de Aracaju, Penedo e Maceio,
seguira amanha as 5 horas da tarde para o mesmo
porto e escala.
13 DE JULHO DE
DESPACHOS DA PBESIDENCIA, DO DIA
1874.
Padre Albino de Carvalho Lessa.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Bartholomeu & CIndeferido, a vista da infor-
macio.
Clemeutim dos Santos Lenis Seraente.Informe
o Sr. inspector do arsenal de marinha.
Bacharel Chryssolito Ferreira de Castro Chavesi
Deferido com offlcio desta data, a thesouraria da
fazenda.
Francisco Anastacio Silveira.Indeferido.
Francisco de Pinho Borges.Indeferido.
deJose Thales de Mcllo Passe portaria, conce-
dendo a exoneracao pedida.
Padre Jose Rufi.no Gomes Pacheco. Deferido
com offlcio desta data, a thesouraria defazenla.
Joao Jose" Mendes. Entrogue-se, mediante re-
cibo.
Jose Pereira de Lucena. Deferido com offlcio
desta data, dirigido a thesouraria de fazenda.
Minervino da Silva.Informe o Sr. inspector da
thesouraria nc fazenda.
Marcos Joaquim do Espirito Santo. Informe o
Sr. inspector do arsenal de marinha.
Marcolina Maria da Conceiclo.ladeferido.
Manoel Joaquim de Lima. Passe port meando o snpplicante sargento da guarda local
do municipio de Pao d'Alho.
Maria Benedieta Gomes de Souza. Deferido
com offlcio desta data, dirigido a thesouraria de
fazenda.
Marcelino Santiago Vasconcellos LeiUO de Al-
buquerque.Informe o Sr. administrador dos cor-
reios.
Rosalina Olympia Bezerra de Mello. Requeira
pelos canaes competentes.
Reparti^JEo da policia.
2." seccao__Secretana de policia de Pernambuco,
* 14 de julno da 1874.
N. 843.Illm. e Exm. Sr.Harticipo it V. Exc
que foram hontem recolhidos a casa de deteficio
os individu is soguintes :
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Loaien?o Justimano Ribeiro e Alexandre Jose Car-
los por disturbio'.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. com-
mendador Henrique Pereira de Lucena, digno pre-
sidente da provincia 0 chefe de policia, Anto-
nio Francisco Correia de Araujo.
EXTERIOR.
Franca.
DISCL'nSO PROML'NCIADO FOB GVMBETTA EM AU
XBBRE, DEPASTAME.NTO DS YO.N.VB.
Meus caros concidadaos, maus amigos, raeus
companheiros:
E' 8empre com profunia e iutima commocSo
que se ouve uma voz tJo querida, um coragao tao
generoso, uma intelligencia tao livre e tambem tao
sympathica como a do nossc amigo, exprirair com
a graea encantadora que ate faz desculpar o exa-
gero das bonitas palavra*, os agradecimentos e as
felicitacoes que ainda agora recebi. Se houvo3se,
na luta emprehendida pela defeza da democracia
republicana, tanto eontra as emprezas violentas do
cstrangeiro, como contra os surrateiros tramas do
interior, se houvesse recorapensa que buscar; se
nao se sentisse que em um homem se dedicando
tolo inteiro a esse grande partido do direito e da
verdade, a recompensa, o premio da luta, 6 a inli-
ma salisfacao da consciencia que reconhece ter se-
guido o caminho direito, e que atravez de todos 03
desfillecimentos, aeoitado por todas as affrontas e
por todas as diffamacoes, se conservoa impa3si-
vel, conheeendo 0 dever e diligenciando alcanca-
lo... (Muito bem I bravo I); se nao se tivesse
aprendido, taut) no exemplo dos antepassados
como nas proprios reflexoes, que 0 dever consiste
em diligenciar fazer 0 bem pela sua belleza moral
(signaes de adhesao), e que convem dar a vida em
sacrificio, ssm outra esperanga mais do que a ale-
gria purissima e encantadora que invade a alma
quand) se curaprio 0 dever... (Bravo I), haveria
recompensa mais completa, mais elevada, mais no-
bredo que essas honrarias, do que essa3 dignida-
des que se concedem aos ambiciosos de um dia.
Essa recompensa 6 a estima dos seus, e a sua cor-
deal sympatliia, 6, permiiti que volo diga, esta
fraternidade que nos associa todos n'arn mesmo
sentimento e n'um mesmo circulo de confianQa e
de esperanpa.
NSo, senhores, para um homem publico nao ha
bem superior, ao que Ihe 6 concedido pela con-
fianca e pela gratidao dos seas concidadaos. (Mui
to bem {Applausos) Muitas vezeso tenho dito
ainda nito fiz 0 sufflciente para merecer todos es
tes testemuuhos, tao suaves e tao animadores.
Aprecio, porem, quanto valem, e comprehendo
tambem quanto me impoem, senhore?, encheis-me
de altencoes. Tambem, conservando no fnndo do
coracao com reconheeimento essas palavras bas-
tante encomiasticas, mas que pertence ao tempo e
a 1 juizo dos homens confirmar e ratificar, von,
annuindo ao vosso convite, dois e para is90 que
nos reuoimos,vou relatar-vos quaes as reflex5es
qne no meu espirito provoca a actual siluaQ-io.
Fallastes.ainda agora das magoas do tempo pre
sente. A palavra nao e violenta de mais. Effec
tivamente, ssnte-se que perpassa por sobre a Fran
cja como que um sopro de pezar e do tristeza. Ah t
ap6s dos lutos, apos das que"das mais profundas
da sua historia, e.-tava pois reservado a este infe-
liz povo um amargor mais horrivel do que todos
os outros, uma dor mais pungente do que todas
as dores que supportoujkrrante a raedonha tra-
gedia do imperio, termtnada pela inyasao e pelo
desmerabramento ? Tinha a Franca de conhecer
a suprema e inconsolavel dor de nao poder unir
todos os seus GII103 para a reconstituic,ao da patria
sob 0 symbolo republican)? (Profunda commo-
Qlo).
Sim, senhores, conhecemos es3a indizivel triste-
za, passamos por essa dolorosa prova^ao, logo de-
pois dos nossos desfallecimenlos, provocado3 e tra-
zidos pelos corruptore3 e bandidos qne surprehen-
deram a Fran;a e que a exploraram durante 20
ansos; qne durance 20 annos a illudiram para a
condozirem, debaixo do mentiroso vOo de uma
proaperidade material de que gozaram sem nel la
terem trabalhado, ate a beira do abysmo onds es-
t-j^qaisi desapparecendo pa"ra sempre, eslaraos
aio4a a ver, nos todos francezes, se nos poderemos
renair em nome da mesma urgencia de unidade,
de oncordia, de quietacio e de sacrificio, para a
reejpititaicao, para a exaltaQto ds notsa patria
moiiada e gemebunda, que ha tres annos nosgri-
ta ?" Filhos imprudentes e desviados, nas vos
aa4,.ba*dsdas questiunculas, nas vossas miseras
pendencfas, dizeis que pensais em mim, que qne-
reis ver me renascer e pro3perar. Pois naa vfides
que para me refazerdes bastareconhecerdes a mi-
nha soberania ? Acaso nao sou eu roai e amante
de todos os francezes ? Nao sou ea 0 unico sobe-
rano, 0 unico rei V E que me querera todos esses
pretendentes?... (Bravos prolongados).
Senhores, ha Ires annos que no nosso paiz se
cuida de tudo men b da Franca. Vos 0 dizieis
com razao, m;u. caro Lep^re, no centra dessas
populagoes, cujos >entimentos perfeitamente carac-
lerisaveis, dizendo que saa ao mesmo tempo pa-
triotas e democratjs (signaes de approvacao. -Bra-
vo I), dedicadas a patria, mas ciosas tambem de
defenderem 0 patrimonio da revolupao ; tao en-
cantadas pelas ideas de igualdade e de justi^a
como do principio da soberania nacional.
Caros concidadaos, \o> sois ao meimo tempo pa-
triotas e democratas. Conservai, ah I conservai
esses dous sentimenlos no fundo do coracio.
Elles obstaram a que desfallecesseis, elles vos
teem amparado na advdrsidade ; a virtude que en-
cerram, cre'de, naa se esgotou ainda. Libertos de
todas as nnvens, isent is e puros de todo 0 equivo-
co, sob a sua inspiracao, daqui a pouco vos aju-
darao a alcancar 0 alvo a que miramos. (Appro-
vacao prolongada).
Senhores, bom e qne nos toque a vez de vir ao
Yonne escutar a voz da Franea, apreciar nos pro-
prios Ingares 0 estalo dos espiritas, iuiagar 03 re-
eeios qne os agitam, as esperan^as que os animam,
ouvir finalmeate esta grande voz das populacoes
ruraes, que deve ser, para 03 governos de nma
seciedade tao profundaraente democratica coma a
nessa, a snprema adverteacia, a qne sempre deve
ser attendida e respeitada.
K' especialmente no Yonne que se torna ntil en-
celar tal io juerito, porque esta aqui verdadeira-
mente 0 centra da Franca, esta aqui 0 grande pas-
so da nossa historia ; todas as racas, desde a es-
trea das cenquislas que form tram a nossa nacio-
nalidade, aqui se succederam. e lodavia, sob todas
essas alluviois do homens e de conquistadores, 0
espirito do sitio, do territorio tern sobienadado ;
tem furado atravez das transforma$oe9 historicas
e sociaes, tem-se conservado sempre- 0 mesma;
altivo, zomaeteiro, namorado da liberdade. namo-
rado da patria. (>iu I Muito bemt Applausos
prolongados).
(Continiia).
(DA AGENCU AMERICANA.)
Llsbda IS 5 b. e SS m. da tar-
de (retardado). -Annnncia-se para
adjaf > 4eitemea utaareuntao car-
frtta. a qual. talvea. asaistlra Ca-
brera, O Kovi-rno porliiRiio/. vt'iifon
im eleicOes i.iMlnin. Nas provin-
ciaN foram eleitos 19 deputados da
opposic&o c S Kovernislaa.
Iilsboa Ha 1 It. da larde. -Be
Londrcs dizem : -Consolidates ".
5/8 1 fundoa brasilelroa 101 ; cineo
por cento francezes Ott 1/9. Cafe ME
a HO nominal.
Havre 1-1. Venderam-so 1.IOO
saccos com cafe. Hendo 500 do Bra-
-iii 1 o do Kie dc Janeiro a IOO fran-
cos,-e o de KanloH alO). Algodao
cnderain-tte "SOO saccas, sendo
.too do Brasil ; o de Pernambuco
a IOO francos e o de Santos a 9.*>.
Chcgou a barca france/.a SAINT AN-
DRE', procedente dc Pernambuco.
Anvers It.- Cafe do Rio -19. de San
tog 50 a SO l/t. deposito 90,000 sac-
cos, sendo N.GOO do Brasil.
Rio 11 as 11 b. e 11 in. da manha.
O deputado Diogo Velho dissc. na
camara dos deputados. que a es-
qundra brasileira niio sc acba em
bom estado de conscrvacao. e que.
na cventualidade de nma guerra
estrangeira. o Brasil s6 poilera op-
por ao Inimigo mui poucos navios.
Disse tambem ciue nao reeusara vo-
tar as medidas necessarias para o
mclnoramcnto da esquadra, rom
tanto que os recursus do paiz se-
1a.11 beat applicados ; qne o Brasil
faz avultadas despczas coin es-
tabelccimentos navaes, e no cntre-
tanto nao tent os reenrsos indis-
pensaveis a defeza do territorio e
da bonra nacional. O CRUZE/IIO DO
SUL sahe boje para os portos do
norte. Vem cntrando dos portos do
snl o vapor brasileiro CALDERON.
Bahia 141 as h. e 15 m. da tar-
de. -Sahio a corveta NICTHEROIIYpa-
ra o norte. Cambio sem alteracao.
Para 11 as h. e 3D in da tarde.
Cambio sobre Londres 98 3/8 ban-
carlo e <5 1/9 no banco Slaua.
PBKI
ASSEMBLEA PROVINCIAL
SESSAO DE 13 DE MAIO.
(Conclusao.)
O Sr. Joaquim Hello BegO ;-Sr. pre-
sidente, nao obstanle desejar que nao se pense
que teuho o Qto de protellar a discu3s5o do pro-
jecto, sou obrigado a submetter ainda a conside-
ragao da casa algumas observacoes no' intuito de
demanstrar os valiosos mativos que actuam em
meu etpirito e me levam a impngnar 0 mesmo pro-
jecto, tal qual esta concebido.
Antes, porem, de tratar do projeclo devo voltar
a qoestSo do deposito especial creado pela provin-
cia da Parahyba, para 0 fim de rectificar certos
pontos do ultimo discurso do honrado deputado
pelo primeiro districto. Asseverou elle na ultima vez
em que se tratou do projecto, que nao existia Ici
qne retirasse da alfandega a inspeccao dos trapi-
ches alfandegados. Esta asseveracao fez sem du-
vida para diminuir 0 effeito do argumento que" eu
tinha exhibido em demonstragJo da conveni ncia
que suppuz haver na revogagao da lei n. 705. 0
nobre deputado disse que eslava bem informado
do que avancava, porque tinha estudado 0 as-
sumpto.
Eu tinha sido informado de que realmenle esti-
va revogada a lei de 1860, que estabelecera a ins-
peccao das alfandegas sobre aquelles trapi:hes ;
mas a vista da 'segnranca com que me conte3tou 0
nobre depatado, nao quiz insistir. Fui averiguar
de novo 0 facto e possa asseverar. por mioha, vez,
que a inspeic-ao que existia outr'ora sobre os ar-
mazeus alfandegado3 n*o existe mais. A inspec-
cao da alfanlega actualmente consiste em vigiar
os arnmn3 quando recolhiii goneros de impor-
tacao; a inspeccao ampla que tinha, acabou ; e 6
por isto que nao se concede mais alfandegamen-
tos de arraazens.
Creio, portanto, que 0 nobre deauUdo, contes-
tando 0 que eu bavia dito, laborou era equivoco,
proveniente do exame qne fez na questao dos vi
nhos, que constituent materia de importa;ao, e por
conseguinte snjeita, como disse a inspeccao da al-
fandega.
0 Sr. Nascimento Poknella :Mas, ainda mes-
mo assim, a resposta ao argumento do nobre de-
putado subsiste, porque referenle como era as
leis de 1807 e 1869, a disposicao de que trata e
muito mais re:ente, nao podia autorisar a lei de
1869.
0 Sr. J. Mhllo Rego :Sim senhor, isto mes-
mo ia eu dizer. A differenija, porem, 6" queode-
creto n. quatro mil e lantos, que alterou 0 de
1860 e posterior a rovogacao da provincial n. 703.
Nem par isto pode dizer que 0 que asseverei
nao era verdadeiro. Eu attribuia a este .acto a
revogacao daquella lei, nao foi assim, convenci-
me depois, porque aquelle deereto e de data pos-
terior a lei n. 892.
0 Sr. Nascimknto Portella : Eudizia qne
existia inspeccao e fiscalisa^io firmada no relafr-
rio do Sr. ministro da farenda do anno de 1872,
poderei mostrar ao nobre deputado.
0 Sr. J. Mello Rehj :Nao precisa mostrar, ate
mesmo porque notado este meu engano, nem as-
sim a interpetracao qua 0 nobre deputado deu a
lei n. 892, me parece realmente a que deve ser.
A interpretacao dessa lei nao pode ser outra senao
a que eu Ihe dou e e que0 fim della foi habili-
tar 0 consulado provincial a melhor arrecadar e
fiscalisar as rendas da provincia.
0 Sr. Qlympio Marques :-No ; 0 fim foi res-
tabelecer a liberdade hmitada pela lei de 1866.
0 Sr. J. Mello Rego :Pode-se, como recurs;
de argumentar"10 dizer isto ; mas 0 que 6 certo e
que 0 lim da lei nao parece este. E de mais, a
creacao dos depositos pela lei de 186a nao irapor-
tava uma restriccao a liberdade do commercio ; 0
fim da lei era unicamente acautetar os interesses
do Gsco.
Mais larde, porem, entendeu a assemblea que
podia ser por melhor raodo c sem carecer designa-
cao de depositos, acautelado taes interesses; en-
tendeu que podia dispensar a responsabilidade dos
deposi arios, desde que mcio mais efflcaz e meio
illudivel podia ser adoptado.
Em vista deste meu modo de pensar, que e 0
verdadeiro, e claro que 0 armazem de daposito
creado pela Parahyba nao attaca de modo algum
a lei n. 892, nem creaoaces a sua execucao ; nao
impede que 0 consulado de as guias como a mes-
ma lei determina. 0 que a lei estabeleceu foi
nio serem recolhidos generos de exportacao a ar-
mazem algum antes da reparticao provincial ter
feito a averiguacao da procedencia, e concedido a
guia de desembaraco. E' isto 0 que 0 armazem
de deposito nao impede de modo algum.
0 nobre deputado quiz contestar a interpreta-
cao que dou a iei, e me parece a unica verdadei-
ra, socco-rendo-se a opiniao eraittida pelo digno
inspector da thesouraria provincial, em seu ultimo
relatorio. Nao me pareceu claro 0 juizo daquelle
funceio, e a elle me dirigi para ouvir precisamen-
te 0 seu modo de pensar em relacao a inielligen-
cia da lei de que trato, e estou autorisado para
declarar a casa que a interpret* exactamente co-
mo eu.
0 Sr. Nascimento Portklla :Mas no relatoria
esla escripto 0 raodo por que elle interprela.
0 Sr. J. Mello Rego : -Eu notei aquelle digno
e illustrado funccionario isto que acaba de dizer
0 nobre deputado ; mas com 0 seu proprio rela-
torio, me demonstrou que 0 seu juizo nao era re-
lativo ao modo de cntender a lei, referia se ao
pensaraento de liberdade do_commercio, 0 que a
seu ver determinou a abolicaa dos depositos, que
de alguma forma limitaria aquelle pensam-^nto, do
mesmo modo que hoje 0 limita 0 deposito da fa
rahyba.
E' a este pensamento que 0 digno inspector en-
tende diversamento da minha opiniao, que 0 com-
mercio da Parahyba contraria...
0 Sr. Nascimento Portella : Mas ello nao
falla nis agendas em geral.
0 Sr. J. Mello Reoo :Nio quanto a nao po-
der a lei d. 892 serexecutada por causa daqueile
contrato.
Ha outro ponto em que fui contestado pelo no-
bre deputadoe aqelle em que asseverei quc_o
facto dado em relacao a provincia das Alag Jas nao
era identico ao que se da actualmente com 0 da
provincia da Parahyba.
Eu neguei que os casos fos-emidenlicos e pro-
curei, conforme me foi possivel, demonstrar 0
contrario do qne entende 0 nobre deputado." S.
Exc, por6m, insistio na sua opiniao, dizendo que
constava que tinha havido representacfra ao go-
verno imperial no sentido de ser creado aquelle
deposito como uma medida fiscal, e que a con-
cessao so teve por tim 0 interesse do fisco.
Em outra occasiao mostrei que do conteudo do
contrato nio se podia inferir que fosse elle provi-
dencia fiscal ; era apenas uma concessao pura-
mente particular, como era entao costume per-
mitiido de fazer-se ; concessao como a qne reque-
reu A. Koopn ao governo imperial, sendo a sua
peticao indeferida, segundo disse 0 nobre depu-
tado".
Em vista do que S. Exc. asseverou, tratci de
examinar 0 que havia. A' realtsacao do contrato
nio precederam reclamaQoes ao governo, pedin-
do-o como meio fiscal. Iofelizmente nao encon-
trei na colleccio das leis c avisos do govcrno ge-
ral a ordem do thesouro de 10 de julho de 1839,
mas iuformaram-me que esta ordem autorisava,
dadas certas circumstancias, a concessao de de
positos em geral, com tanto que ficassem depen-
dent s os mesmos depositos da inspeccao da alfan-
dega.
Nao foi, entretanto, esta ordem 0 que deu lugar
ao contrato de Alagoas ; elle teve por base um fa-
vor a Vclloso Soares, que promettia zelar e bene-
ficiar os productos que fossem recolhidos ao seu
trapiche.
A lei que autorisou 0 contrato tambem nao tra-
ta do interesso do fisco, nem faz referencia a ne-
nhum acto do governo geral.
Portanto 0 que disse guardou a exaclidao, e
nao destroe esta a allegacao era contrario. Ac-
cresce ainda que 0 contrato Velloso foi feito em
li de seterabro de 1839, sendo a ordem do the-
souro de qua fallou 0 nobre deputado de 10 de
julho de 1838.
Vd-se tambem que 0 contrato podia ser uma
consequencia do que ella autorisava, mas a mesma
ordem nunca poderia ser approvacao ou conse-
quencia do contrato.
0 Sr Nascimento Portella : Isto c claro.
0 Sr. J. Mlllo Rkgo : Bem v6 0 nobre deputa-
do que eu neste ponto tinha razSo era manter-me
na opiniao de que aquelle contrato n.n teve por
fim us interesses do fisco.
0 Sr. Olymimo Marques : -Oh I senhores I
0 Sr. I. Mello Regq : Quer na autorisacao
conlida na lei de Alagoas, quer no contrato que
determinou, nada indica que este fosse realisado
por interesse do fisco.
0 Sr. Olympid Marques : Porque havia do
ser ?
0 Sr.JJ. Mello Rego : Foi uma concessao
particular.
0 Sr. Olympio Marques :Ura beneficio parti-
cular ?
0 Sr. J. Mello "Rego :Sim ; foi uma conces-
1 sao particular que assentou em outros motivos que
nao os do fisco.
Ao mesmo conlrato s rve de apoio a or Jem d
thesouro anteriormente expedida com 0 fim talvez
de concentrar os productos em lugares, em qne a
inspeccao da alfandega podesse ;er exercida com
facilidade e proveilo.
E a prova de que ao contrato nao se ligava in-
teresses do lisco, se evidencia da facilidade eom
que foi estipulada a clausula de poder ser rev -
gado toda a vez qae o presidente julgasse conve-
niente.
Era vista desta condir:So, den-se de feito a re-
scisao, e novo contrato com onlro individno.
Ja so vd, pois, qne nisto nio ia 0 ialeresse do
Gsco, ao contrario era a convenience particular
que se punha era exbibicao.
Mas emfim, explicado 0 facto, os nobres depu-
tados iiKii> ou menos hi i de comprehenJr que
elle nao e identico ao que foi feito pela Pa-
rahyba.
0 Sr. Nascimento Portella :Perfeitamente
identico.
0 Sr J. M.-.i.i. 1 Rkgo : Oh I Perdue 0 nobre
deputado, nao Ihe vejo razio para insistir neste
pensar.
Direi agora quo as deci-Oes do governo impe-
rial qne se seguiram aquelle contrato, qne as ex-
cepcoes que nellas foram estabelecidas aproveitam
perfeitamente ao contrato que ora exiite, porque
na ordem da thesouro, de 1861, como ja disse em
outra occasiao (nao lerei esta ordem para nab to
mar muito tempo a casa), com quanto declaras? *
que a creacao dos depositos era embaracos a di
inspeccao da alfandega e imporlava nma reslric-
rVi a livre accaa do commercio, salvivam tola
via 0 caso era que 03 interesses do fisco 0 exigisse
Ora, se 0 contrato da Parahyba tem por base a-
exigencias do li-c daquella provincia ; se no
mesmo contrato foi a boa cobranca das rendas
que se procurou garantir ; e fora de duvida que
esta elle nos termos da ordem do thesouro, a qual
por nenbura modo infringio.
Eu nio sci se me face entender ; alem da difli
culdade exprirair-me, de embaracam me o< metis
incomodas, e e>tou ja um tanto fatigado. Se,
pois, os nobres deputados nio comprebendem 0
meu modo de dizer, talvez compreheadam 0 al-
cance das minhas palavras...
0 Sr. Olympo Marques :Eu comprehend! '
perfeitamente.
0 Sr. J. Mello Rego: Salisfaz-meista. Emrela-
i;ao a existencia do contrato n'esta cidade, 0 nobra
deputado disse que todas as informacdesdas repar-
tiyoes ouvidas tinham sido contrarias. Verifican-
d: eu hontem cstas inforroacdes, que aqui a-
tenho, vi que inteiramente contraria so era a in
formacao do consulado; 0 inspector da thesoura-
ria provincial declarava qne era inconttttattl 0
direito qae as provincias tinham da crear agen-
das em qualquer parte...
0 Sr. Oltmpio Marques : Mas nio contra as
leis de outra.
0 Sr. J. Mello Rego : ...e. apenas fez citacao
das leis desta provincia, segulnlo a opiniao que
espendeu 0 nobre deputado, e julgando 0 referil 1
contrato offensivo das mesreas leis.
0 Dr. procurador fiscal lavrou nm extenso pa
recer, a meu ver muito bem deduzido e pensado.
contendo opinioes mni'o valiosas e aceitaveis. Nes
parecer toruava bastante clara a gravidade da
questao, indicava varios alvitres para resolvel a. e
expunba com franqueu 0 seu pensar de qne a
materia era tao grave que so 0 governo geral po-
dia sobra ella resolver, e concluio estabelecend :
hypotheses em qne 0 contrato poderia er prohi-
b.do e as condiccoes em que o presidente_da pro-
vincia nao 0 podia fazer, a menos qae nao qui-
zesse offender os interesses de outras provincias
Um Sr. Deputaoo : Mas qual era a sua opinii
defmitiva ?...
0 Sr. J. Mello Rego :Nao deu opiniao defi-
nitiva, apenas concluio 0 seu parecer dizen lo qn-1
0 contrato contrariava 0 pensamento da lei de
1869.
0 Sr. Nascimento Portella :Portanto...
0 Sr. J. Mello Rego : Isto nao e bastante.
Alem de que, eu penso de modo contra'ia ; a
lei de 186J nao esta violada pelo contrato, com <
cu, pensa 0 digno inspector actual do thesourj
provincial e outros muitos*;
Mas deixeinosisto de parte, e uma questao de in-
terpretacao ; nao vein no caso saber comoeateu-
dc a lei 0 Dr. procurador fiscal.
OSn. Tolentixo de_ Cauvaliio : Mas nao lne
serve de apoia a opiniao d'elle.
0 Sr. I. Mkllo Rego :Em um ponto apena- .
mas nao estou pro:uranJo apoio, estou expand-
0 oscorido ; quero quese veiifique que 0 factD
nio e tal (jual foi descriplo. nao esta mvolviJo em
cores tao negras como as desenhadas, 0 quadra
um pouco mais claro.
Um Sr. Deputado : E' aid bonito.
0 Sn J. SIello Rego :Nao sei se 4 bonito.
nao tenho bom gosto, nao conheco 0 hello (risoi .
outros de gosto apurado quo julguem sc e ou nao
bonito.
OSr. Olympio Marques :Eu nan acho nem
bonito, nem negro; acho que e ill egal.
0 Sr. J. Mello Rego :E eu acho que nio e
illegal; poderi nio ser conveniente. Iteconheco
no contrato um grve defeito,i- a condicao
odiosi do deposito forcado. Entendo mesmo que a
arrecada^ao das rendas de outras provincias pode
neeta ser feita indepente dos depositos excli-
sivos naocarece desta medida, que de algum
modo offenle interesse3 mais ou menos anaiaga-
dos no commercio.
Ja se ve, pois, qual e a minha opiniao. 0 meu
fim, porem, e demonstrar qne 0 contrato nio fui
feito sob uma base illegal, nao e offenMvo las leis
desta provincia, nemde ordens do governo geral.
Quanto ao fim do contrato sou 0 primeiro a reco-
nhecer quo e repugnante, que as provincias para
arrccadarem as suas rendas tem muitos ontros
meias, podem despensar os depositos, como das-
pensaram sempre.
0 Sr.Tolenti.no dk Carvalho da um apart'.
0 Sr. J. Mello Rego:Se o nobre deputad>
quer discutir este ponto, eu 0 discutirei, porque
nao acho que elle seja de tal modo que nio se
possa discutir e vantajosamente justificar (apoia-
dos.)
0 Sr. Gomes Parente : -Nesta parte tem muita
razao; C muitoju.-tificavel.
(Ha outros apartes.)
O Sr. J. Mello Hego : -Eu quiz apenas resta-
belecer osfactos; 0 meu tim esta prcenchido e por
consequen:ia nao insisto' mais sobre este ponto
Vou agora tratar do projecto.
Peco a V. Exc, Sr. presidente, qne me mande o
projecto e a emenda, que foi apresentada.
(E' satisfeito c le.)
Bem; vejo que 0 substitutivo 6 0 raesmo projec-
to, nio adianta idea, naa traz novidade A unica
novidade que encontro nelle 6 redazir a um artigo
0 que estava consignado em ires. K' mais um
meio de acelerar a sua pawagem I
Um Sr. Deputaeo :Ha mais uma novidade no
praso.
0 Sr. J. Mello Rego :-Marcou ate 6 BMSM ira-
proregaveis; apcrtou miis am pouco 0 no, o qae.
nada adianta ao que esteva no projecto. 0 fim do
substitutivo foi somente acelerar a decretacao, o
que 6 uma prova de que ha soffreguidao em re-
solver a qaestao.
0 Sr. Tolentino or Carvalho :Nio apoiado
0 Sr. J. Mello Rego : -Posso dizer isto sem of-
fensa a casa e sem ser preciso que 0 nobre depu-
tado proteste.
0 ?n. Tolentino dk Carvai"- j; -, an>rt^
0 Sr. J. M*uo M- _Ks JJ5 ^Uficau-





Diario de Pernambuco Quarta feira 15 de Julho de 1574
do a necessitate qao tenho do discr que a assem-
bles! ale sofrcga Destajdiscussao. Acho qiie este de-
sejo de acelerara dncu^sao t,~io teiE ratie de > porque ea Bio quero de nudo alguin protelal a,
quero apeoai qu< Gquem beinsensi"ei; os motivos
de repuguaocia que lenho ao project .
Que elle passe ou deixe de passar, nao importa
uma vez que fa (a o meu dever.
0 Sr Tolenti.'io us. Carvalho : Apezar de tor
dito que era conveaiente e mil.
0 Sr. J Mello Rego : 0 project) ?
0 Sr. ToLKNti.TO oe Caqvaliiq: Sim, senhor,
dissa-o quando requereu o adiamen'.o no sabbado
e mesmo honlem.
0 Sr. J. Mello Rbuo : -Nao, senhor, e enga
no, ou d;sse que oia necessano uir.a rnedida con-
veniente; mas o projecto com) esi.i, o project)
que 6 inconsliluciooal, que e exorbitante de nos-
sas attribuicJes, eu nao podia dizer que era uma
medida couveniente. E farei esforcos pa a do-
monttrar oq >e aventuro.
, P.Ha leiiura, que fiz e todos teem feito, do pro-
jecto ve se que nao e fora de proposito uma ob-
servacio que me fez uindia desies um amigo, com
qQem eonversava sobre o assnmpto. 0 prujeetu
nao trata so de extinguir as agendas de outras
provincias, trata tambem de prohibit- que esUs
facial a arrecadjclo de seus direiios de exporta-
jiosobreos seus productos...
0' Sr. Gonqalyes Ferreira : Apoiado.
0 Sn. J. Mello Rego: -0 projecto ten cm si
mais uma idea qo. me parece odiosa e ale exagera-
da: nao quer as agendas nesta provincia, mas
da i facul la le ao prsidente para eonservar as
f desta provuicia. estahelecidas em nntras I
-0 Sn. ToLENTi.N j in-: Caiivalii i : ResponJerei
a i- ).
(J Sb. J. Mello Reg f: Nos n* p Mlemoa legis-
lar scbre os genera* de produc.ao de outras pro-
vinqias, de m olq, a tirar 6 direito quo ellas teem
At reeeber os a a* impnstos. '
A lei de 12 de ontalfl.-) de 1835,quau-lo so^arou
a; rendas provincial das renlas gorae; di in-
perio, estatuio tie modo positive qne as provincia*
podiain lancar direi'.os do exp)itnc5) sobrea aqua-
urdeaU di term.
E-tas painvr.i' da terra -querem dii->r da
prcvincia ;c sissi'm que flevo tot niConiida, e
Mia o tnlenierain sempre as pessoas compe-
lentes.
0 Sr. Olympo Maiou^s :E-t.i visto.
O Sn. J H Mi-LLi Ue.h : -Has so eada a*sem-
bh. provincial tern o direito de laneor import) de
exportaoao sobr-o os generos de prodaeQaj da ros-
pec;iva proviu;ia, como e possivel que em provin-
cia outra, onde por circu nstancias rsyedtw, g
neroi de pnteedaacia estraaha, procurarn sihida ;
se prevaleca es'a de taes circunstancia, da sua po-
si(ao, iioportanc'a e riqueza, e da fie lidHfde do
sea rucrcad) para a troca dos productos, e final-
inoQH d i eondieeao, a q :e cliegou, do -centro
conraercitl das snas vi-inlia-, para abu'arit^
tanis elementti- de snperioridade tiara prim
a |iiei;a< ae sua- onisaa r
I-to na i mporU uma ollensa directa aos interes-
-os da? masmas provinciaa? N o unp-irta u na In-
fraj.io nianif--ta do Mlo Mdieional, qu; estabele-
ce o principio de que as provincial aa3 p idem le
gi-lar em pr^juizo das outras ?
0 Sn Mano-x do Rego:E onde esta o pre-
juit >!
0 Ph. i. os Mti.i.i Rasa : Privir as outras pro
vincias dos sous imposlos, pertarbar a -na arroca-
daciio de rend is nor institasm prejuitos ?
Nao e, por assim dizer, uma violoneia qaeror a
proviacia inaior, mais favoreciia p ir e lodMtea de
saperioriilade supptta'ar e coaair as monirjs-tjjie
attio emci.cuii-tancias pieores !
E-ti proj-cio, sen lures, nao *, nain podi ser
uma praViilttacia qua esta assemblaa vo: \ ex-
I'.mJ i a ft n !x:i.i e o eaasalhos da pradeneia,
tant) ranis 'end), c.imo*, hum provid-ncia im-
pr .iicavi'i, se o govern i imperial toma-U eln con-
idra-;ao.
>) Srt. Cb'NHA Cavaccakts : -A miad \
J Sr. J. db Mi:i.i. K:-..n : -\v.< a razao, Sr. pre-
lideule, porque digo pie o proje.-li' produiiri 'ima
lei incon-iitiicindal, qie a aasenb'.aa naodeva vo
lar, aiioe, sc vota-la, aeradita, nao lia-ie ttt exe
cilia da.
goer-se, pirem, eabar com as agmcins de ou-
tras provincias, e-i nao BTocurei oppor emaarafos
a appuracao do projecto, prolestoa penas. Bntendo
qi.e a provincia d" I'ernambuco nao perde em ter
essas ageacias em seu terriiorio.
CJOutros entendem o contrari >, enlenlem quo ellas
criam erabaracos a arrecadariio das nossas rendas
B lodem e devem ser retiradas; :"ai;am-no- limi-
u-me a dezejar que a cousa .-e faoa eooio pode-
mos e devemos faze la, -que nao v.) esta assemblea
alem do que Ihee permettido, que nao pratique um
acto inconslitucion.nl, que nan vote uma lei i.npra-
ticavel e bdioza as provincias visinbas.
0 Sn. OnyiiPio Mafh.i bs :Se nao tern effeitos,
njo poda ju-itdicar se o receio io nobre depu-
tado.
0 Sit. J. de Hello Rego :Alemdislo pensoque
(i pro.e-to nao pode ser jnstiQcadb com b)ns fun-
dumonli.
0 nobre dapulado pelo primeir) districto, qne foi
qt -in fallou mais UeilJamente sobre a matena di)
projecto, fundou-se na opiaiao do honrado inspec-
tor da tuesouraria provincial, opiniao que esta em
perfeito accordo ooti o que foi coasignado no pro-
ject), isto i, entende aqoeMe distincto funccionario
que n oti!ra< ;i t.vincias, arre.cadar os impoftos-----
0 Sr. Tcu.kntin i de Caktalho da um aparte.
0 Sn. J. de Mello Reg> : -...porque diz o no
bre depntado queelle-enteade que se dove ccrtar o
mol peta ruiz, e que o im o>to de exportac-ao 6 de-
vido pelo err^iarque e nao pela procedencia.
Ora, senhoras, desde qua sa admittc esta opi-
niao, a coasequencia e certamenle o que ee de-
firehende do projecto...
0 Sr. Tolextix) n:: CAflVALH): 0 uotre de>
puta Io nao me ouvio.
O Sn. J. de Mello Rflea : Eu chegirci ao qu?
disse o nobre deputado.
Avi-ta disio, forcn cconfestar quo as duviias que
.'u tinha flearam em pe. O cobre deputado pelo 1
districto, nao obstanto o'seu talento, a sua pakvra
facil, a sua I cguagern perseasiva, nio pode des-
vaaecer essas duvidas qac coctiuuam Lent aen-
tadas em meu espirito.
0 Sn. Nascimento Portella :Foi defeito n-.eu.
USn. J. de Mello Reco :JHo, seahor, attribua
'i defeito da causa que defende.
Creio que o n bre deputado rne teria conven-
cido se a raZSo estivesse do sen lado.
0 Sn. Manoel do Regj :Jiuem nao =e qucr
convencer nunca sera convencii). -
o Sn. J. Mbllo&kgo : -E' eta a razilo porque
c nobre deputado ja nao esta oravencido.
Eu provoq:'ei a discussao corn o flm de ve-la i!
lucidada e se disto esultaria relorma na ratutia
opiniao, mas o contrario tern acoalecido, a discus-
siotem rubostecido o meu modo de pensar.
O Sr. Nascuientj Portella :Vereiaiuda que
i$i asforcos, se consigo eODveneer ao nobre de-
putado.
0 St.. J. Mello Reco .-Estimarei muito. Eo
tretanto, embora nao coareneido, me ;fastarei da
Ciscussao, e desde ja vou botar lie em retirada ;
nao Intarei contra a lugica do numero.
0 Si.. .\a:i.\ie.xto I'uRitLLA : Nao ; nao e a Io-
t'ica do numero, mas sun a logica da ra:ao.
0 Sr. J. Mello Rego :- SFao quero fazer uma
inainnacao quando digo quo renio-me a logica do
numero.
E visto que z inaior,a da Csa esta de opiniSo
contraria a minha, e para que Omar mais tempo
em difcu soes?
A maioria e3ta convencida de que a-medida
, e regular, que pode ser approvado o projecto; eu
entendo de modo contrario, mas eomo nao po?s^
.' convencer nem um dos nobres deputados ( sem
liuvida por falta derecursos oratorio?) (nao apoia-
dos) devo sujeitar-fue a logica do numero, que
esta manifestada e cuihecida.
0 Sis. Nascimento Partella : Pas eu .quero
que o nobre deputadc se resigne a iogica do
raciocinio.
0 Sn. J. Mello Rego : Creio que, no que
,, aventuro, nao vai um3 olfensa a casa e aos meus
nobres collegas.
0 Sn. Nascimcbto Portella : Sim ; nem eu
me offendi.
0 6r. J. Mello Eego : 0 nobre deputado,
antor do projecto, sastentaado-o, apreaentou al-
guns argumentoj, qua nao removeram as duviaas
que eu tenho ; demoron se nuis tempo em de-
monstrar os abusos que praticam as ageneias.
0 Sr. Tolentino de Carvalho : A defrauda-
Io que soflre a provincia.
0 Sn. J. Mello Reco : Comeco dizendo que
o proprio inspector da tbesouraria me declarou
qne a unica agenda das que aqui temos offensiva
aos interesses da provincia de Pernambuco e a da
Parahyba e que neahuma das cutras lem dado
ale hoje motlvo a reajamacao.
0 Sn. Tolektino de Carvalho : Desde auando
a'i hoje ? ^
0 Sr. J. Mello Rego : Desde 1830 e tanlos.
0 Sn. Tgle.vti.no de Carvalho : NPoi* era 1866
0 Sr. J~ *eu.o Reco : tode ser... icxistenle no quintal, qae 6 nn verdadeiro lodaQal,
for coiiseqnencia. se e t 'nconvenient'- que na. o! accra.-cenUd.i com as mannas excrement.cia
abu-o di ageucias i sa a fanto se da so com a P..
rabyba, a eH i so devia -ser eMensiva (iiuli|UO| pro-
videnciaque se queira tornar. Mas, aiuJa quando
o nbuso seja gcral, eu ol) entendo nue a medida
a aloptarse sera a contida no projecto ; contra
os abusos ha correctivos.
Vrj-s', poitanti, cue a argumenta^So produzida
ne?te terreao nao pade s-rvir para jujtilicar o acto
de provoca^ao ou rearcio que se quer praticar ;
pd le apenas denunstrar que tern havido pouco
cnidado da parte das estacfis fiscaes em reprimir
os abusos, e qne os agente* das uutras provincias
mat procedem.
Procure s,j, pois, o meio legal de puoil os.
Do mais, as mesmas queixas de prejuizos que
nos fazemos, faz se tambem na Parahyba. E;t
provincia tambem diz que os sens productos sio
empahnados por Pernambuco. Ainda ha poucos
din*, conversando eu com o inspect>r c'a thc-
souraria daquella provincia, o qua! Tcio a esta era
commissao, referio-me elle que tendo em Goyanna
-embarcado mais de 100 saccas de algodao de sua
provincia, acompnntiadas com a gnia do respec-
tivo agente, nesta cidade foram recehidas como de
Pernambneo, porque o nosso agente resident)
naquella cidade tinha conseguido do barcaceiro a
troci da guia.
Vt!-se, pois, quo as queixas sao reciproeas ;
e devo dizer que so para ellas existe fundannnto
em nosso favor, tambem os pole haver contra
no*, porque o DtKio impostodo exportacSo e infe-
rior ao da Parahyba. > nosso mercalo e melhor,
e in lo isto deve" inilui* em resultado.
S.'funos, por conseqneneia justos e recoohe^a-
mos que os nossos agmtes pol-m ser suscepliveia
de precedimento ig'lal aos dos das outras provin
cias.
Nio querendo, porom, contrariar 0 pen-amento
da casa no sentidD de'tomar as providencias, por
quo se mostra empeuhada, e c rto de que nao
ac?ita o m u primeiro subtituivo, vou apresentar
un outro substituibvo, nedindo a V. Exc, Sr.
presidente, licanca para relirar o que jafol lido
cm outra sessio. *
N'io quero de modo algnm retariar o que se pre-
tende faser, conteoto-me em vpr se consigo quo o
desejoda casa se rea tse com raai3 falga para as
provinoias visinbas, e por este modo tudo se resol-
va em harmonia, evitando se confliclos, que nao
poJerao ser resolvidos em nosso favor. Sem mo
dificar minha opiniao, procure modificar os ri-
gores do projecto, no interesse'de qne votfimos nraa
lei que tenha probaliiade de execuc.So, e possa por
meios braados, tornar effectiva as providencias que
se entende uece-sanas.
v'onvem qne a I ;i conceda um certo prazo que
d^ lugir a inteltigeneia entre os presidentes dai
arovineia<, intelligencia que talvez nto seia bom
consignar na lei, mas que e necejsario quedeih
se nao prescinda.
Vutada nes'e suppo>to a lei, e contend) um pra-
f> rasoavei p3ra ter Ingar a ^ua exeeucao, e pos-
sivel qu' produzi o Qm desejalo. Evitado o acor-
lo. pntticada a prohibijao violonta das ageneias.
c mi; o% projecto esta'.ue, nn la temos feito, as pro-
vincias* vi-iuhas sa!iirao sem duvila a defendercf?
sens] direitos.
I)e coaf>rmidade com este meu modo le pensnr
e convencido de que o project) ha ds pas=ar, apre
sent) agora nra substitutivo que podera ser um
meio prudente ; c uma concessn^ que fa;o aos de
sej.is d i casa.
A emeu.la, por moid d.verso do projecto, con-
sign! a idea ijo reput) iaeoovaatenM e mconsti
t icim.nl, de prohibicao das agenci s; mas e mo-
ditieaiira do mail elTeito e rigor do projecto.
A casa j.ira o que entender. Neste ponto tor-
inind as consilera^oes que tialia a fazer; ni) e?.-
pero v;ltar mais a e>ta qnestao do ageneios. 0
meu dever estar c impriio, disse o que pensava,
fiz vor os incjnvenientes que enxergava na decre
ta.ao de u mais me eurapre: a casa faoa o que Ihe aprouver.
E pa'a.aae uao se enteuda qne nestas obje:-
co's qne iiz; ao projejto, entron calculo de protel-
b^.no, cuoiprirei a promessa que Bf, de passando
eltc em 2' discu-s.io, requerer a de-pea-a do in-
tersticia para ser dado a 3". E' o mais que po;-
so fazer.
0 SB. C I'ARENTE E OUTROS SHS. DErCTAD.">S :
Fallou muito bem. (-laito bam.)
Cousult.nta, a assembie"a consente na retirada do
snbslilutivo olferjoido pelo Sr.J. Mello Rego.
E' lido, anprov.ado e entra ignalmente em dis-
cussao o seguinte substitutivo :
o Artigo uuico. Para regular a liscalisaeao das
rendas;da provincia se observara o eeguinte :
1 Dc"orrilos6 ruezes da publica';3o *da pre-
sente lei, ficarao prohifeidas as ag-mcias de outras
provincias nest* capital e em quaeSquer outros
lugares da prov ncia.
a 2' 0 presideate da provincia lica autorisado a
mandar cobrar pelo consular provincial os direi
tos dos geaeros ds outras provincias, que vierem
acompannados dis compe-entes guias, caso nao
preliram ellas arrec.ndal-os por outro modo ;
a 3' Findo o prazo do art. 1* licam igualmente
supprimldas as agendas desta cm outras provin-
cias ;
i' 0 praso do art. lc
ate ti mezo-:, se assim for
exeencio da pressnte lei. -
A discussao tlca adiada.
O Sr. Tolentino ttc Carvalho (pela
ordera) : ST. presidente, bem ve V. Exe. que 6
a qijart i vez que e adiado o projecto, ora por jje-
liberacaor da casa approvanlo o adiamonto, bra
por ter o nobre deputado occupado por duas ve-
zes a tribuna de modo a extinguir a hora marea-
da para a I9 parte da ordem do dia.
0 Sr. J. Meulo Rego :Pois eu discuti o mais
depressa que era possivel.
O Sr. Tolektoto de Carvalho : Como quer
que seja, o nobre deputado hoje pela seguaia vez
extinguio a hora da I' parte da ordem do dia ti-
candi, pirtanto, ainda uma vez adiado o projecte.
OaB.G3RCia.vse Pebbhra: A materia e
grave.
0 Sr. Tolbrtojo ds Carvalho : Pois bem ;
para que ella continue a ser d!scuttda,*interrom-
pendo-se a ordem do dia, eu reqneiro urgenci.'.
E' apoiadae entra era discu^ao a urgencia re-
querid.n.
O fir. Uow-alwn f'erroira faz algumas
considerac.les eni sentido contrario.
Procedendo-se a votacao nao li approVada a ur-
gencia.
Segunda parte.
Continue a 2-1 di-cussao do art Io do projecto
n. 33 deste ann-, orjaudo a r eeita e tixando a
despeza paca o .exereieio de 187i 73, com as
emendas apoiad .s.
O Sr. \aH devolveu seu discurso.
A discussio lica adiada pela hora.
0 Sr. prej-iiente designa a ordein do dia seguin-
te e levania a ssssao.
podera ser prorogado
necessario para a boa
- J. de Mello Rego.
REVISTA DIARIA.
.Collcctoria jjji-ovinciai. Por portarie
da presidencia da provincia, da 10 do corrente,
foi nomearjo Jose Francisco de Pauia,'cobrador da
collectoria proviacial do municipio de Limoeiro.
JE.ipoKi(no membros da' coinaissao iucumbida da acquisicao
de productos e specimens da industria nacional
para a exposi^ao de Piiiladelphia, sio convidados
a ge reunirem no dia 17 do corrente .(sextafeira),
pelas .6 boras da tarde, no 1 andar do predio n.
83, da rua do Imperador, aiim de tratarem de
objeeto conceraento aot fins da mesma commis-
sao.
Aiiniverwarios.Amanha e o dia anni-
ver-ano do assassinato do bispo Sardinlu, no anno
de 1336, pelos Lodios Cahele3.; e da proclamagao
da indepeddencia da republira de Colombia, no
anno de 1810. /
I'assiuiiemo. Na eidade da Victoria, da
comarca do Santo 4ntao, falleceu no dia 8 do
corrente, o major Joiio Franeiseo de Araujo, co
nhecido por JoSo do Ouro, denorauiatao que lhe
ficou dos tempos em que foi rieo, eom 80 annos
de idade, tendo sido sempre conservador. Morreu
pobrissimo.
Na povoacao da Bedra Tapada, da mesma
comarca, falleceu no dia 7 do corrente, o capitao
Manoel de Amorim Lima, antigo negociante na
eidade da Victoria, e membro do paru'do liberal
BeneQciu. 0 espectaculo theatral promo-
vido pela irmandade do Senaor Born^ Jesus das
Dores, em benefidio da igreja de Sao Goncalo, fica
tranalerido, por lorca maior, de sexta feira, 17 do
corrente, como (sta'va annnnciado, para terja-fei-
ra, 21 deste mesmo raez.
A respectiva commissio eonta, se Ihe releve tal
falta, em que iavoluntariamente cahio.
Que itom i#ao. Enviamnos o seguinte:
a Hontem, (13) as 6 boras da tarde, o Sr. Dr.
inspector da saude publica, teve denuncia de que
Ires DO quatro cuvtllos.
11-j'. (UK a- 10 hTAsda manhi. o Sr. Dr.
inBCClor da wade, acompanhado do li-cal da
Boa-Vi-ta, vvrilicou a exactidao da denuncia. e a
semelh3nca d'agua qu^ encontrou em uma quar-
tola de que servem-se para o fabrico do pao, eom
a amoslra qne he levaram, o que foi conflrmado
pelos trabalnadores presentos.
t O-Sr. Dr inspector da saude, levou o occor-
ri lo ao conhecimento do Sr. Dr. de'egado da po-
licia, e temos corteza da que nio ficara sem pu-
nie.ao tao revoltante attentado contra a saude pu-
blica.
Nacclu, cHcalas, ff*enedo e Araca-
ju.Segue hoje direeiam-nta a Maceid, e d'ahia
Pdnedo e Aracajii o vapor Jaguaribe. 0 Com
ripe, qne igualmente segue hoje, fara as escalas
entre este porto e o de M.ieeio, voltando d'ahi.
Duello n-uslrado.-(Juizeram bater-se o
barao de Side, Director do jornal francei Courrier
de Pas de Calais^ e Mr. Barracbin, redactor do
Atenir a"Arras, e no proposito de se subtrahirem
a perseguie.no da policia se transponaram a Bel
gica, com as suas respectivas testemunhas; mas,
segundo a acta publicada, o combatc nao chegou a
realisar-se.
Estando todos no lugar eseolhido para o Horn-
bate, no bosque d'Havre, e apezar de todas as
preeancdes qae haviam tornado, estando ja carre-
gadas as pistolas e medi Jas as dislancias, appare-
ceu uma escolta de cavallana municipal, e assim
li -ii Oil irvado o desaiio.
Os padrinhos reuniram depois e novaraentc
proenraram encaminhar a pendencia em sentido
pacilico, o que a final, comcpuiraro, sendo de-
clarado pelos padrinbos de Mr. Barracbin que
este nao tivera outro intento que o de redarguir
ao artigo do jornal*do barao de Side contra os
republicanos, sem id6a de offender pessoalmente
alguem.
Desta forma todos os padrinhos loram de voto
que nao ha via causa para diligenciar qne os seus
committentes fossem outra vez ao campo, e deram
a honra por satisfeila.
Diz a Independence Beige que as armai appre-
hendidas pela escolta eram duas Leilas pistolas,
que foram disparadas para o ar
Aos coutendores e suas testemunhas foi dada
voz de prifao, sendo soltos em seguida, sob pala-
vra de se apresenlarem era Mons a autoridade
cumpetente.
An b>bilu8 ii:s Estados-Uniuos.
0 vicio das bebi las tem tornado tal iucrernento
aos Estados-UuiJos, que pode asseverar se que
hoje o consumo dos licores e bebidas espirituosas
ascendeu em grande proporfSo a dos artigos ah-
menticios, c o augmento progressivo que se nota,
ameaca de uma completa dissolucao os costumes
moraesda familia.
D sde I86J ate 1870, a popularao dos Estados-
Uuidos augmeotuu d- 31 a 38 milhoes de habilan-
tes, o que da uus 33 por cento.
0 importe das bebidas espirituosas, que em i860
foi de 900 milhoes do reales, ascendeu em 1870 a
1,900 milho's, isio 6, que em quanto a populaijao
augmenta 33 p. c, o consumo das bebidas teve o
de 106 por 200 : por esta forma e a julgar pelo
progrcsso que se nota nos trcs annos decorridos
desde 1870 a 1873, devolvidos dezoito annos, o es-
tado da sociedade angh americana deve ser edifi-
ennte.
Km 1870 os licores fortes, gastos nos Estados-
Unidos, aseenderam a euonuissima cil'ra de 31:300
milhoes do reales.
As mortcs causadas pela bebida nos Eslados-
Unidos sao, tormo medio, de 330 diarias, as qoaes
deixam annualmsote abandonadas 200,000 crea-
(uras
Cimparadas as matricalas das tavernas com
as do cnlto e de in truc^io primaria, ha ...
400,!jOO empregados, a maior na exportacao dos
licores e bebidas, do que empregados no culto e na
instruceao
A estatistica penitenciaria menciona aproxi-
tnadanieute 109,000 castigados por embriaguez;
a policia assigoala 80,<'OJ individuos da classe
media sooorriJos e conduzidos a Mias casas e ...
63.00 > da classe infirna recolhidos das ruas.
Mi8celanca -No dia 3 de junho devia ter-
se reumdo em Vienna a conferencia iuternacional
sobre os meios do evitar a propagacTm do cho-
lera. Todas as poteneias aceitaram o convite do
eoade do Andrassy para eniar representantes
a referida conferencia, que discutiria os termos
ae um tratado international relativo as medidas
de quirentena era caso de declarar se o cho-
lera e a nuuica.Ti) de uma cuinmsKno inter-
nacional encrregada de estudar as causas da en-
fermidado.
Rochefort, Grousset, Jourd e outros commu-
nistas fugidos da Nova-Caledonia, depois de terem
passeado, com fracoexlto, a sua eloquencia revo-
lucionaria pela Australia, California e os Estados-
Unidos, cram csperados no porto do Irlanda.iX>s
internacionalistas e communislas de Londres pre-
paravam-lh s um ban'quele.
Sossobrou em Melbourne, em consequencia
de ler dado sobre uiarocbelo, o navio de ferro
Biitsh Admiral. A embarcaciio tiuha partido de
Liverpool em S3 de fevereiro. Morreram afoga-
das 78 pessuas, podendo apeaas salvar se 7 passa
geiros.
0 cardeal Fateinalli, fallecido ultimamente
cm Roma, nascera em 1806. Pertencia a Ordem
dos BeEedictiao.-. Em 1839 fora nomeado abbade
de S. Paulo ; em 1833 arcebispo de Forli; era 1858
foi elavado ao arcebispado de Alhenas e depois a
internuneio apostolico catholico no Brasil ; final-
mente era 1863, sendo nuncio era Vienna, recebcu
o chapeo cardinalicio.
Os soberanos enlregam-sc agora com furor
ao passatempo das viagens. 0 rei do Wurtem-
berg passou uma grange revi.-ta em Strasburgo, e
o da Saxonia foi visitar o czar a Ems, donde vol-
ton tambem o da Allemanha. So Pio IX e que
nao quer abandonar o Valicano, resistindo aos
conselhos dos medicos, que pedem para que passe
o verao r-m Castel Gandolfo. 0 papa crC achar-se
complelamente restabelecido por occasiao das fes-
tividadej de S. Joao e S. Pedro, com as quass coin-
cidira a chegada a Roma dos peregrinos da Ame-
rica. A presenea delles no Vaticano dara lugar a
grandes demonstrates catholicas.
0 mimstro dos cultos da Prussia anprovou a
a! |i;.V) da lingua allcma para o ensino em lodas
as classes de gyranasios de Ostrowo e de Posen.
Em consequencia desta medida, nao havera mais
g Houve ha dias no polygono de Viocences a
execujao militar de um individuo chamado Bon-
nard, conlemnado a morte pelo 18 conselho de
guorra, por cumplicidade no assassinato do vice
brigadeiro Vincenzini. 0 crirainoso mostrou o
maior sangue-frio ate a hora derradeira; me-
mentos antes de morrer a^oelhou no meio do
campo, fez uma curta ora^ao, tirou em seguida
a jaquet.n e apontando para o peito pedio aos solda
dos para que nao errescem a pontaria ; depois,
erguendo os braeos, exclamou: Viva a Fran-
Qa I Ouvio se uma detonagao e o inteliz cahio
mono.
Segundo a estatistica ultimamente formulada
em Copenbague, a popnlacao da Dinamarca, com-
pre: endendo as colonias,^ actaalmente de cerca
de dous milhoes de habitants.
Loteria A que se acha a venda e a 108.'
e benelicio da nova igreja de Nossa Senbora da
P-enha, a qual corrc no dia 18 do corrente.
Casa de detencao.Movimento da casa
de detencao do dia 13 de julho de 1874.
Existiam presos 327, entraram 3, saairaia 4,
e^iatem 326.
A saber :
Nacionaes 54, mulheres 8, estrangeiros 23
aseravos 39, eseravas 2. Total 326.
Alimentados a custa dos cofres pufclicos 260.
Movimento da enferraaria nt dia 13 de julho de
1874.
Tivevam baixa :
Lucindo de Gouveia Ferraz, coliea.
Joao dos Santos Teixeira, bronihite.
Tiveram alta:
Manoel Joaquim Mororo.
Jose Igoaeio Pereira Lima.
Hospital Pedro II. -0 movimento deste
estabeiecimento, de 6 ao dia 12 de julbo foi o se-
guinte :
Existiam 369, entraram 34, sahiram 44, faJle-
ceram II, existem 368, sendo :
IIomens 22i. e mulheres 144.
Advertaicia.
Foram visitadas as enfermarias nestes dias:
A's 7, 7, pelo Dr. Ramos, as 2 Ii2, 2 1|2, 1 D2,
12 1(2, 12 1|2,2 1|2, pelo Dr. Sarmento ; as 11
9 1|2, 8 1|2, 9,.9, 8 1|2. pelo Dr. Malaquias; as
9 1|2, 8, 8 1|2", 8 1|2, 8 1|2,8, 10 1|2, pelo Dr.
Murillo Vianna.
Fallecido*.
Patricio; tetano espontaneo.
Ciietano Francisco de Carvalho ; variolas con-
fluerrtes.
Francelino Jose Rodrigues; variolas hemorrha' I
gicas.
Manoel Francisco de Seuza ; variolas hemorrha-
gican.
Manoel; variolas confluentes.
Mir a J.ja pi.na da Conceigao ; variolas confluenles
J"iqiiiua Maria dos Prazeres ; fraqueza senil.
Mnioel Alves ; enterite chronica.
Antonio fvariolas hemorrhagicas.
raBsagelros.-Sabidos para os portos do
snl no vapor brasileiro Paid :
Segundo tenente Leopoido B. de Gouveia e sua
senhora, Dr. Jose Francisco da Silva Porto, sna
mulher e uma escrava, Manoel Gomes Pereira, Dr.
Joaquim Accioli e 1 irmao, Dr. Antonio Columba-
no Seralico de A Carvalho, GuilhermeBaptista dos
Santos, Ake Nero Forster, tenente GeU*io Servu-
lo Alves de Araujo e sua mulher, Mathias Per-
nandes Gomes, Manoel Jose dos Saatos, Goncalo
Augusto Soares Leito, 1." tenente Pedro David Ou-
rocner, Justino Manoel de Sa Ramos, Mariano Al-
riano Alberto, Joao Pacheco, Constantino Pavio,
Jose" Alves da Silya Maranhao, Jacintho Pereira
dos Santos, Epaminondas Cavalcanle de Arruda,
Jose Louren^o Marvil, John Connely, 1 pra^a de
ma rinha e 38 escravos a entregar.
CBnONICA JlIWIARIi
TRIBVillli DA RELVClO
SESSAO EM 14 DE JULHO DE $74. V
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELIIEmo
CAETANO SANTIAGO.
Seveldrio Dr. Virgilio Coelho.
As 10 horas da manha, presentes os Srs. des-
embargadores Silva Griimaraes, Reis e Silva,
Motta, procurador da eorda, Accioli, Domingues
Silva e Souza Leao, faltaaJo co.a ciusa os Srs.
desembargadores Lourenco Santiago e Almeida
Albuquerque, abrio se a sessao.
Em seguida p_rocedeu-se o sorteio para os ag-
graves ce peticao .'
N. 26. Aggravante o pardo Avefmo, appellado
Dr. Salustino Gomes da Silveira. Adjunctos sor-
teado9 os Srs. desembargadores Reis e Silva e Ac-
cioli.
Aggravo de instrument.
N. 3. Aggravante Joao Fernandes Baptista, ag-
gravado Manoel Jose" Arieira Vianna. Adjunctos
sorteados os Srs.. desemOargadores Domingues
Silva e Motta.
JULGAMENTOS.
Recurso crime.
Do Buique.Recorrente o juizo, recorrido An-
selino Telles de Carvalho. Relatar o Sr. descm-
bargador Accioli. Sorteados os Srs. desembarga-
dores Silva Guimaraes e ReU e Silva. N -gou se
provimento.
AppellaToes civeis.
De MaceioAppellnnte Rt-go& Silva, appollado
Antonio de Hollanda Cavalcante. CmQrmada a
sentenc-a.
Do Recife. Appellante Jose Antune3 Guima-
raes, appellado-a administracao da massa de Ma-
noel Jose Lopes & Irmao. Confirmada a enten^a
D) Recife. -Appellant- Jose Joaquim de Castro
Moura, appellado Joa ;uim de Souza Silva Cun ia.
Confirmada a sentenga.
Do Recife.Appellante Joao Marques Fernan-
des, appellados Azevedo & Mm.Desprezados os
embirgos.
Do Recife. Appellante Francisco Simoes da
Silva Mafra, appellada D. Maria Maglaleaa Telles
de Vasconcellos.Receberaai os erabargos.
Da Victoria. Appellante; e appellados Goncalo
Jose deBarros e Maaoel Gomes do Rego Des-
prezaram os embargos.
PASSAGENS.
Do Sr. de?embargador Silva Guimarnes ao Sr.
desembargador Reis e Silva :
Appellacoes crimes.
Da Parahyba.Appellante o juizo, appellado
Antonio de ,-uevedo Mala.
De Camaragib?.Appellante o juizo, appollado
Pedro da Co>la ''amara.tiiba.
De Goyanninha.- Appellante Placido Pereira de
Figueiredo, apoellada a justica.
Appellar^iies civeis.
Da Parahyba.appellante Antoaio Jose F. No
bre, appellado Malioel do Nascimento Andrad*.
Do Limoeiro Appellante o juizo, appellada Ma-
ria e seus filhos escravos de Manoel Florentino B.
Cavalcanle.
Do Recife.Appellant} Leonila* Tito Loureiro,
appellado Jose Ricardo Coelho.
Do Sr. desembargadoi Reis e Silvi ao Sr. des-
descmbargador Almeida Albuquerque:
AppellaQocs civeis.
Do Recife.Appellante Elias Emiliano Ramos,
appellado Manoel Alves Ferreira.
Do Ceara. Appellante Antonio Jose Telles, ap-
pellado Manoel Joaquim Maia.
Appellacao commercial.
Appellante Francisco Correa de Mello e outro,
appollado Joaquim Francisco de Alem ; appellante
o barao de Bemfica, appellados Jeronyrao DeUac
e outros.
Embargos inl'ringentes.
Eoibargante Mathias Lopes da Costa Maia, em-
bargado Antonio Casemiro de Gouveia.
Do Sr. desembargador Motta ao Sr. desembar-
gador Accioli :
Appellac/;o commercial.
Do Recife.Appellauto Francisco Rodrigues dos
Santos, appellado Jose Goncalves da Cruz.
Do Sr. desembargador Accioli ao Sr. desembar
gador Domingues Silva:
Appellacoes crimes.
De Mamanguape.Appellante o promotor, ap-
pellado Gabriel Archanjo Rodrigues de Mello.
De Santa Luzia.Appellante Bernardo Pereira
da Rocha Calhenos, appellado o escrava Paulino.
Da Victoria.Appellante o juizo, appellado Car-
los Jose Verijosa.
De Campiua.Appellante Francisco de Paula
Barrcto, appellado Jose Correa de Araorim.
Do Triumpho.Appellante o juizo, appellado
Ricardo Roberto Dias.
De Mamanguape.Appellante o juizo, appellado
Manoel Jose Ferrer a de Gusraio.
Appellacao civel.
De Olinda. Appellante Francisca Maria da
Coneeiclo, appellada D. Candida Balbinada Rocha.
Ao Sr. desembargador Souza Leao :
Appellacao crime.
Do Recife.Appellante o desembargador presi-
deute do jury, appellados Antonio JosS dos Anjos
e outro.
Do Sr. desembargadorDorningues Silva ao Sr.
desembargador Souza Leao :
Appel!afoes civeis.
Da Imperatriz.Appellante Jose Francisco de
Carvalho, apoelta'do Joao de Albuquerque Caval-
cante. /
Do Recife. Appellante Francisco Larneiro Mon-
teiro, appellados herleiros de Joao da Silva Faria
e outros. > *
Appellacao crime.
Do Recife.Appellante o juizo, appellado Fran-
cisco Antonio do Nascimento.
Do Sr. desembargador Souza Leao ao Sr. des
embargador Silva Guimaraes :
nppellagao civel.
Appellantes lasso Irmao, appellado o coronel
Jacintho Paes do Mendonfa.
Ao Sr. desembargador Louremjo Santiago :
Appellacao civel.
Appellantes o juizo e Joao Baptista Monteiro de
Qaeiroz, appellados Joao, Jose e outros.
Diligencia crime.
Ao Sr. desembargador promotor da justica
Appe.lante o juizo, appellados J oao Rayraunda.
de Oliveira e outro ; appellante -o juizo, appella
dos Vicente Ferreira de Oliveira e outros ; appel-
lante o juizo, appellado Manoel Antonio do Monte
e outro.
Diligencia civel.
Ao Sr. desembargador procurador da coroa:
De Olinda.Appellante Valentim, por seus fi-
lhos Francisco e Elisa, appellado Silvino Augusto
Nuues de Mello.
De Nazareth.-0 conflicto de jurisdicf.ao entre o
Dr. juiz de direito e a caraara municipal.
Assignee-se dia para julgamento dos seguintes
feitos :
AppellacSes civeis.
Do Recife. Appellante Francisco Siraoes da
Silva Mafra, appellada D. Maria Magdalena Telles
de Vasconcellos.
Appellacao commercial.
Appellante Manoel Zeferinode Salles, appellados
Bartholomew & C.
Appellacoes crimes.
Appellante o juizo, appellado Vicente Ferreira
da Silva : appellante o juizo, appellado Victor da
Silva Souto; appellant i Pedro Targiao da Cunha
Sampaio, appellada a justija : appellante Manoel
Quintino de Freita3, appellada a justiga; appel-
lante Anna Thereza de Araujo, appellados Joao de
Barros Siqueira e outro.
Encerrou-se a sessao a 1 hora e raeia.
coso, abrio.se a sessao.
Foi Hda o approval* a ac'a da anteieJeate, len
do-so o seguinte
expedient:-: :
O.T1 ;ios :
Do coatador, com parocer do advogalo, infor-
mando as petigSes de Faustino Jose da Fonceca e
Jos6 Targino Gongalves Pialao, nas quae; os
mesraos pedem pagamento de custas judiciaes.
A' commissao de negocios judiciaes.
Do admiaistral: r do cemiterio publico, em res-
posta ao desta camar.n, com data de 23 do pro-
ximo pasado, no qual se lhe recorameuda que
remetta todas as semanas a camara uma relacao
nominal dos cadavere3 que forera d>pos:tados
na capella do cemiterio, bera como o peso do
cera arrecadada, ten a dizer que duraale a se-
mana nenbura cadaver fui alii depositalo, e por
isso neahuma ce"ra arrecadada; accroscealaado
que se Ihe torna dilTkil satisfazer a ordem da
camara, quanto ao peso de cera, visto nio ha-
ver naquella repartioao uma balanca, e que ape
nas podera mencionar o numero de brandoes
na relagio que reraetter a camara.Inteirada.
Do procurador, remelt>,ndo a rela(ao4de mul-
tas impostas pelos fiscaes do municipio, do dia
1 a 30 do passado.-Ao archive. \
Do mesmo, parliiipando que 03 veadsdores de
peixe, arrematantes das cazinhas da ribeira de
S. Jose, nii) querem pagar as memalidades, sob
pretexto de que os consumidores nao vao aos ban-
cos comprar, nao so por haver em fren'e d) men-
cionado lelheiro grande numero de vendedores
com taboleiro sem pagar cousa alguma a camara,
como tambem por estar o telheiro que se man-
Jou conlruir para a venda do peixe-collocado
era lugar on le os carros da Companhia Lo:o
molora privam aos compradores" de chegarem aos
bancos, e pede a camara providencias.Ao mes-
mo para promover o despejo dos in pitlinos.
Do fiscal da freguezi.n de S. Fiei Pedro Gin
Qilves do Recife, ioformando a pe i:io de Anto-
nio Ferreira de Souza, nida tem a oppor. Con-
cedeu-se de conforraidade *om as postures.
Do fiscal de Santo Antonio, inform m K. a pe
ticao do Joaquim Jose de Oliveira, na qual o
mesmo pede dispensa do pagamento do irapostos
que ficou a dever a casa n. 34 da run de Mar-
cilio Dias, tem a dizer que acha jnsta es;a pre-
tencao, visto como a camara lem co:.ccdido a
outros esta gra^a Informe de novo, declarando
seojestabelecimento e da roe-ma uaiureza
Requerimento do Dr. Manoel Figaeirui de Fa
ria, reclamando contri a decisao tomada pela
camar.n, de ser supprimida a clausula que per-
mitte a elle, contratanle, a cllocacao de tabo
let s para annuocios no; morns c augulos das
ruas. A' commissao Ide petieSes.
0 Sr. verealor Rego Barros reqnereu quo a
camara desigoasse ura guardi Qscat para servir
na freguezia do Afogados, a vista do qae a ca
mara ordenou qne-fosse servir alii ogjardi fiscal
da freguezia da Boa-Vista, Francisco Antoaio
Teixeira de Albuquerque, ate segunda ordem.
Foram despacliadas as pelicSes segainles :
Do Antonio Fe reira de Souza, An'.onio Duarle
Carncird Vianna. Antonio Joaquim da Silva, Brag-.
& Pimcoiel, Ferreira Braga i C, Francisco Jose
do; Passos Guimaraes, Jovino Bm.ieira, Jose Ber-
nardo Galvao Alcoforad) Junior, Philoraeno lose
de Souza.
Nada mais havendo, o Sr. presidente lovantou
a sessao as 2 horas da tarde.
Eu, Francisco Augusto da Costa, secrelario, a
escrevi.
Theodoro Machndo Freire Pereira di Silva.
pro-pre^idento.Jose di Silv.t Logo Junior-Bel-
larmino do Rego Barros. Joao da Ctnhi Soares
Guimaraes.Dr. Pedro de Alhayde Libo Moscow.
PARTEPOLITICA
P.1REI90 COV9BUV.ft.aOit
RECIFE, li DIS JULHO DS 18;i.
A PROVINCIA DECLAMAND) E I'll )CL AM AN DO !
Muito de industria deixamo; sem o mais ligeiro
reparo o artigo chefc da Provincia de 7 do corren-
te, e a sua nolacel mofina.
Parecia nos debora aviso deixar que, sem estor-
vo, os estoaros e as bomb is daquelle original [ago
de vista produzissem todo o seu elTo.to no seio da
populacao desti eidade.
Qucriamos assim, que aquelle artigo e a r.i-lia
mofina, attestalos irrecusavei; do delirio e da de-
mencia de homens que se suppoera aptos para di-
rigir um partido, que >e apregoam capazes de ser
governo, corressem, litres de prolestos, terras e
muudos (ate o da lua).
Tal recurso de uma poliiica em desespero, deve-
ra ficar entregue aos juizos e-pontaneos, aos con
ceitosque merece.
Mas a Provincia prosegue em sea deiirio, insul
ta e ui.r.nja os adversaries e coneita o povo a ma-
nifestagoes inconvenientes. 0; epitaetos mais atre-
vidos e affrontosos arremessa aos caracteros mais
digoos que mililam nas fiieiras que Ihe sao oppns-
tas ; asapreciacoes mais apaixonadas e phrecsticas
e o supremo esforco da alma enferma quo vasa
toda a sua biles naquelle papeiucho enfachado
agora com as galas de immuiido pasquim !
Assim, o silencio de nossa parte, por mais que
exprimisse o asoo da Jigniiade excitada, seria tal-
vez con.-iderado como tibi-oza aos olbos daquelles
que dao ao seu jornal a expressao do mais extra-
uho desvario, da mai< remain la leucura ; cumpre,
pois, collo-ar-nos na breeha.
Nao o faremos, porem, com a deprava^ao do mo
leque de rua, com a meslria do arrieiro, em que
tanto esta primando a Provincia.. Nao, nunca ihe
pediremos emprestadas as armas que tao garrida-
mente maheja, ellas ficain muito biin nas maos dos
seus redactores; descntiremos, sim, com a precisa
energia, mas sem pretericio do decoro e da decen-
cia de quem sabe presar-se.
A Provincia atira-ce corpo e alma ao torneio da
injuna, da affronta, da calumnia e da difainacao ;
nas nao chegareraos ate esse lamaQal, os louros de
tal pugaa In os deixaremos todos, nao osqueremos,
porque sao louros que aviltam, sao glorias que en-
xovalham.
Mas porque aquel es animos celestes, aquelles
conegos da novissima propagania liberal, tanto se
irritaram ?
Acaso somos no; o; culpado; de que Iiouvessem.
n'um momento de illusao, timado a nuvem por
Juno?
Certamenle nio. Apezar dos ocuIjs iixo=, o in-
culcado chantre da se, na ausencia do deao, nao
vendo claro os horisontes, applicou ocnlo de alcan-
ce ; mas por um desses desasos qua lhe sao habi-
tu.es, applicou-o as avessas, e assim afiguraudo-se-
Ihe inuito peito a mira que ainda estava longe,
cuidou que o crepusrolo da tarde era o raiar da
aurora, contou estar ao alcance o poder, que tanto
ambiciona... Fatal illusao I
Afiual cahindo era si, e reconhecendo que tao
cedo nao teria os seus seis mezes, irritou se, e o
estado de loucura nao se fez esperar. Era vez de
cxasperarse comsigo, era vez de maldizer-se da
sua inepcia, maldiz agora do governo, do presiden
le da provincia, da, assemblea, e ale do povo, ao
qual araeaga com os vindouros que hao de comen
lar a vergonha de um povo que nito reage !
Araor de barriga, a quanto obrigas 1
Nesse furor insano, a Provincia seniio o cheiro
da panella do pobre, o appetite creseeu-lhe, e pro-
jectou, a todo cusio intornar-lbe o caldo.
Apegou-se entao ao imposto minimo de 4 reis
por kilogramrno ou de menos de 2 rs. por libra de
bacalhao ; o toca, Felix I
E' triste, porem, esto recurso. Especdlar com
um facto, alias justificado pela necessidade da si-
! n i i ^ !inani*flirQ nraviniMsl inni*ifir r\r\rviil^An.\
na padaria n. 97, a rua do Visconde de Goyanna,
a das Alagoas deu. Entiosei mais do -jae o ins-lpertencente a Antonio Goncalves Barcellos & C-, Manoel ; tnberculos pulmonares.
/wctor da ibciouraria provincial. 'se fabricava pao com agna pedre de uma Mcimoa, ,'Maria Magdaleoa-da Hora ; cachexia paludosa.
CAMARA MUNICIPAL.
SES6A0 DA 2 ORDINARIA EM 4 DE JULHO
DE 1874.
PIlESrOENClA do sa. thedoobo silva.
Ao meio dio, presentes os Srs. Cesario de
Mello, Rgo Barrps, Cunha Guirnaries, e Dr. Noa-
x
luacao unanceira provincial, concitar a popula;a a excessos ; eis ahi uma patriotica idea que late-
jou e veio a furo na cabrea purulenta dos redac-
tores da I'ror/nna I
Ainda bem I
A questao das irmandades, os padres jesuitas, a
prisao do bispo, a hypotnese e a these, a pausa fc-
tlectida do Paulo do apostolado moderno, a; cinzas
de Nunes Ma'hado, emfim, todas estas espeeula-
coos nada produziram, o raallogro do resultad) foi
corapleto. Era preciso mudar de bordao, tomou
o do bacalhao.
Artigos e mofiaas an Jam agora a rudo, o povo
e convidado a reaccao, e como nao se meehe, ra
lha com elle a Provincia, e toca a gritar, como se
um moManhez podesse converter-se em montanba,
parindo o ridiculus mus I
Mas em tudo isto a capital de Pernambuco ex-
bibe ao muudo um exemplar testemunho da sua
civilisacao. 0 povo, era seu natural bora senso,
conserva-se pacilico e calrno, sem dar ouvidos as
loucuras da sereia, sem se deixar coramover pelas
lagrimas do crocodilo ; e o imposto contra o qual
brame a Provincia, esta sendo pago sem reluctan-
cias e ate com espontaneidade; e os generos tri
butados ainda nao tiveram a'ca de pre;o I
A esta civismo de ura povo sensato, oppoe a Pro-
vincia a insislencia, redobrando de emprecacoes,
eomo um reelamo aos taberneiros para levap'
rem os prerjos dos viveres! Faz calculos -a-
ealeulos, e folheando veihos aifarrabi sobre
aoi eommerciaotes que cobrem jur- *#, insimia
^i sobre os di-
'/' -
reito; pmm, e aos vendelh-i>s qua exijam mais S<
rei< por lilin de bacalhai I
Mas em b.oide lem clamido; coufiam >; q le per-
dera o seu tali n. 0 povo nao sera l*o simplorm
que desconheca o lull.) ca'tlviJ i un pcllc do cor-
deiro; elle beui couaece os Pescadores das aguas
turvas.
Uma epi-a que nS) vai longe, sedesenrola ainda
bera viva na memoria de todos os Pernambucanos,
o pcriolo de 1863 a 1868 Recordando o dira
com;igo o povo, em relacao a gente da Provincia
quem nao os conheccr,. que os compre.
Foi a situacao decahida, que por s tatmtm e ira-
previdencia, deu cabimento a crusnla guerra com
o Paraguay, e esta guerra tragoa milhire; de Per-
nambucanos, fez nulhare; de viuvas, e abiio as
porlas a prostituifio de mulheres e de filhas aban-
donadas.
Foi e.-ta guerra que servio de pretexto a mais
cruel da; tyrannias, qae affligio o povo nesta pro-
vincia ; foi, a pretexto desta guerra, que o povo se
vio esmagado e perseguido ; que cenlenares de
homens amarrados como se fossem caranguejos,
eram o espcclacnlo diario que nesta eidade con-
frangia os coracoes corapassivos, ernqnant) run
sem aamero delle; for gidis e embrenhados, sof-
friam eassada, como se fossem feras, sendo muitos
coagidos a inulilizarem del is c a fazerem em si
aleijoss para escaparem a cruCza dos seus algozes.
0 povo sabe e recorda-se de que nes.-a quadra
de tant); transes para elle, a r oila da provincia
eseoava-se sem se saber em q ie, em quanto elle,
alem do aitnbuiado e persoguido, nem trabalh t
encontrava em q ie ganhisse n pio q l >ti 1 mo.
0 pov.i nao igmra quo os false; amigis do b>je
sao aquelles m smo, que eram hraten os sei
mais cru-'is perse:uidros; sa) a pioUci ia israos
que do sarvigj de iirapeza c assoio da cidale, Uo
util aliis em seu fin, t'ueram u nx meJida oli -t
c demasiad > opressi/a di popula$to. A coiiiri-
gosto e affioutando os reclamos do9 proprietarios,
melleram a nno na bulsa do p dire, a, p in def n-
der felizes cjiitratantes. pizeram IM a porta
da casa de cada cidadao.
E assirn o pobre ou ha de morar nis adros da
igrej> e ribeiras, ou pagar sem appeli) nem ag-
gravo, 27^000 por anno, porque o li-co esti pen-
dentc de sua caueca I j
0 pv.) nio igiura que aciusa primirdul da
decrela;ao do impost) sobre o baealhio, rasnila
dos atrazos e do meicU, que a itua^ao actial ka] i
a [nKidn liga.
Se este impost) c um vexarae quo BMfa :n;is
a populacao, este mai devem is t;d)i mis aos gur-
gul.os da Provincia (pape').
E tretanto o povo, que, como espelho do pre-
sent e bu ria o pissaio ainla nio mote, nao iaixara
capar a sua pre?|icacia o confronlo dos Mdos
K nq lanto o penolo passado f i tolo de iiorr r,
de vialeiieias e eraexns, opnanle etod)bnnu-
cosoe salular. 0 horaem do pivi viva era tran-
quillilale, e.n sua casa, ace re id > de tola; a; ga-
raoti.is, e nas grande- obras publica; quo se exe-
cutam, aporfeic/)a se nas arles e ganha o sala-
rio que ao po: o abrigo da tome. O p^br, p
tem aettnl neulr pax do espirito e o soce;o do lar
domesiieo.
i'.nuuto,eaeribai di Piooin:ii, nio coa-.-goa-
reis o vosso Dm ; n.lo havei; do amiliaar o
nio hnveis de escalar o piler Beta >s'i!adi
anarchia. Ja passou a epoca em que os B>riaB] o
ros pilitic-is faziam forluui.
Exasperai-vos embora, o vosso de;espero sera
V0B90 castigo. Podeis a g> sto inverter as fact);, e
desvirtuar aquelles que o pubbco aceita c applaa
de, n-o fizeis mossa.
Jaespeculou a, Provincia com o cootrato dos
carros funebres, nala onseguio. A lei que au.
riaon tal -nnirulo, nao foi mais do que renovaei.j
da de 1341, Vutada e confeccionada por distinct
liberaes d'aqu.llo tempo.
Ja e.-peculou c nn a idea humanitiria iacon
Iraceto de um asylo de alienad s, nada tambem
conseguio. A aceitacan q.io e la lem raerecilo, o
auxilio prompto de philaniropos cidadao; delodo;
os partido.; nao fall-u ainla como piderosa ani-
ni.\._- i. a nobre solicitude de quem empreheodcu
tao grandiose cjinmetiimento.
0 espiiitopublioo, p.iis, era tudo e portudo se
revela era sentido c mlrario ao berreiro que faz 4
desconoeituada Provincia (papel).
Mas eila uiio se corrige, da sempre para diante
com a sua udeina 1 Era tudo ve" um fim mao,
uma idea reprovada.
No imposto deorelado'em attenr;ao as difBculda-
dade; finaaceiras da provincia, so visa ella uma
patota, um meio de arranjar prolagidoa. E no
seu entender, quem tem parente alumcnie coi. -
cado |icile todas as regalias sociaes, deve Mr
exclui Jo de tudo, 6 u:n proscripto.
Com elTeito I
E ainla em cima nao esquece o safado c ma.-
to gasto bordao das olygarcbias, latta de olygar-
chias velhas e novas; e quer quo assnma as bm-
ras do olygarc ia toda aquella familia que i r
circumstancias diversas leolu muilos mmttnot
occupando empregos publicos.
Ora, se e esta circumstaiici* o que coUsiitu. a;
olsgarcbias, nao negara a Provincia que eiitre -
seus redactores ha uligarchas de peso e medida
que eontam mais paren'.es Conpregaios public-s
do que dentes tem na boeea.
Nao consuma, pois, o seu tempo com tae; fcri
leiras, nao use a Provincial annas de dous gu-
mes, que podera ferir morialmen'.ee osseas es-
criptores.
Dc treguas as bagcadas e esiuii.ees, que quan
do muito so podem servir pira dar mulida i
caracter bilioso de quem a redige.
Como conspiradorcs nao podera fazer farina
os patriolds da Provincia ; ja e.-iio muito coulie-
doS. 0 que agora convem 6 e.'itar BaaMa J
Paraizo, que se condemaoa ncoramaular bata-
Ihoessem soldados.'
0 politico sincere, dosvelalo p)r sua patrii,
em cujo cerebro germin mi ideas de bem public^
nao agita nem dilliculta oa nwwsde sati;fa.Ioda-
uecessidaJes publicas.
E com que titulos" quer a Provincia mover o
povo a uma reaccao impos-ivsl ou desastrada ?
Pode a gente da Provmcta inspirarao po*o ec.u-
lianea tal, que se deixe levar pelas snas ugge-
toes ?
Nao certamenle. A experieneia dos aconteci-
mentos de maio do anno passado o deve tor es-
carmentado.
Os redactores da Provincia, prevalecenio-se a..
exallac.no dos snimos na questao religiosa, arrasta-
ram o povo a triste :ceoa do assalto ao collegio
dos p*dre< jesuitas e ao incendio de uma lyprtgra-
phia. & dia 16, ainda o levaram a praca pabuea,
como ensaio de scenas mais deploraveis que ar
ja occorridas.,
Depois, quando se ergueu a reprovacao sevna
aquelles desatinos, negaram a pe; j mtos a sua an
toria, e sobre o povo foi que ficou o dezar de bVj
feio proceder.
Hoje querem as mesmas scenas daqueile dia
aziago, para quo a trai^io seja a mesma, para qu>
a responsabilidade da tudo lique unicamente ao-
bre o pobre povo, que e sempre o bode espiato-
rio !
Nao, nJo acontecera como deseja a Prorinca.
Se na sua cruzada ao imposlo do bacalhao, alen-
tasse a Provincia o sentiraento do bem publi
amor do povo ; ella teria feito o que nest'
era do seu dever ; teria durante os trabalhos da
assemblea corabatido a idea de tal imposto, paia
quo nio fosse convertido em lei.
Nao fez assim a Provincia. 0 imposto foi dis-
cutido e voia-l i, no doce remanso do silencio da-
quelle jornal, foi a lei publicada, e a mesma indiiTe-
renca gnardou.
Agora que se executa a lei, agora que a popu-
lapao s acceita de bom grado, agora que os gene-
ros ficaram no DNM porque estavam, levania ella
o seu alarido, alariJo infernal como sab* fazer !
Neste proceder nao ha sentiraento digoo, ha
uma emboseada, ha talvez uma traicio.
Aodou mal a Provincia em sens calculos. A
emboseada e propna dos cobardes, a traicao so a
praticam os calabares.
Diremos por nossa vezquem,nio o coahecer
que cs compre.
0 UU. APRIUIO DG GUUIABAKS.
Este senhor sempre embugado, fingindo sentir
os ardores das esporas, yeio na Provincia de hoje.
e sob sua assignatura contestar o qne disseroo*
neste Diario em relaca) ao seu procedimento ,
pe e indigno em todos os tempos e era ^ "
ep-ncas.
Dentre o que dissemos, schon o r k k
s6 duas cousas eram contesUv .PX K
ferecido ao Exm. Sr. Dr. I- }?'"?Z",
obras do padre Barreto -f8" ^fSSSLS
e o ter sido volunta-" d'a0nte uraa 6T1vao
nr n mai c -'<) em loio.
desde nne o ^ dis9e n0 Diar* 6 verdld-e>
no em *r. Aprigio nenhuma palavra proie-
gad- ^onlestacao, a deixou quepassasse em jnl-
.o na opiniSo pubflca. .
Portanto d'ora avantc o Sr. Aprigio nao podera
dizer que e inexacto qne tivesse elle em tempo al-
gum invadido o lar domertico do Sr. bario de Vil-
la, injuriando a familia deste senhor nas joroaes, e
muito meno; dira que nao p03sne os sentiraento?,

">
.


<
ffiNfc APfirBinfliqsri -r Quarfa, f^ira 15 de Juliio de IBU

qua se Hi* aitnbue, bem e inio qae nunci tivease
d.toseroDr. Bur j io a mtor $ ari.jjs vim-
leatos contra a alininistracio, e pelido quo o sur-
raise de rijo, pois era uan saissj, am trataote e
urn intrigante.
Aiaia bem ; so to ms quo voltir a carga cjatra
(loos pantos : to Jo mail o proprio doutor aceitou :
reo.coofeiso : qm tucet ciistnlire videtur.
Vam;-pji., aos dous poutos, que o Sr. Aprigio
julgoa iaaerosimeis.
uiz o Sr. Aprigio : cSe e o Sr. Luceaa quern Jiz,
qtte eu me offered para rovisor d-s obras do pa-
dre Barreto, pir uma gr.uiiij^io, o Sr. Laceiia 6
am mentiroso. <
Se o Sr. Dr. Aprigio, p issuisse honra e digni
dade, ou outro qualquer sentiraento, que com isso
se parecesse, nos fariamos um appello a sua hon-
ra, invoiwiamos 03 sem brios e digniJaie de ho-
mem, para que nos dissesse se 6 ou nao verJado
ter oSr. Aprigb vinJo a palacio e se oirereciJo
para rover as obras do padre Barreto, mediaute
uma gratificaca >.
Mas 0 Sr. Dr. Aprigio e um caracter inJigno,
cujas qualiJaJes.saj repugnantes, e oortanto nao
esta no caso de mereeer um app.'llo dessa or-
dem.
Fique, entreunto, 0 publico sabendo que 0 Sr.
Dr. Aprigio foi a palacio se offerecer para revisor
das obras d 1 vigario Barreto, meJiante uma grati-
ficacao, e hoje sem pejo e sen pudor, nega em pu-
blico 0 que tizera, so porque conta com a falta de
prova documental ou testemunbal.
Quanto a tersido eu voluntario de 48, diz 0 Sr.
' Dr..Aprigio, coulava entao 16 annos deidade.es-
tava.no segundo anno academixt e tinha pra-.a de
cadete-no exereito.
Com effeito, houve um eqaivoco de nossa parte :
0 Sr. Dr. Aprigio nao se alistou coma voluntario
em 1848; mas encorporou-33 ao batalhao d) vo-
luntarios queperscguio os revoltosos em 48 nas ruas
da cidade eomo soldado de tropa de linha'; o que
vem dar no mesmo ; pois tanto faz dizer se qua 0
Sr. Dr. Aprigio se alistou jomo voluntario em
1818, como dizer-se que em 1818 perseguia os li-
beraes oa qualidade de solJado de tropa do li-
nha.
0 reauUado e 0 mesmo : 0 Sr. Dr. Aprigio per-
seguio os liberaes em 48.
0 doutor nao contesta isto; so 0 que n5o quer e
. que'Ihe digam que foi voluntario.
.Nao vem ao caso dizer 0 Sr. Dr. Aprigio que
contava entao 16 annos de idade.
Tambem 0 Sr. Dr. Antonio Bapiista Gitirana ho-
jd falleciJo, era entao mais moco do que 0 Sr. A-
prigio, e cotretanto se ali;tara como voluntario na-
quella epoca, e tanto assim qu>3 foi por isso conde-
t'orada.
Existe centenaros de teslemunhas quo declara'm
.(Hie ao pisso que na raa dis Triacaeiras, alguem,
cujo norae convem es jutcer, espetava os cadave-
res dos liaeraea, 0 Sr. Dr. Aprigio, sempre Ioqua',
iasultava e injuriiva a eases mesmos cadiveres, e
0 que e mais, ate 0 do proprio Nunes Maehado,
com quem hoje esprcnla, negra e torpemenu.
Fiqus 0 Sr. Dr. Aprigio certo de que. se fosse
p.-rmillido aos i|ue baixain a.sepoltara I jvantarem-
se, no dia em quo collocon-se a Upida na capella
de Joao ds Garros. Nunes Ma:haJo teria dado inui-
tos bofetoes no Sr. D\ Aprigio, por ser um dos
seus maiort'3 alsozes.
Qaeremo> crer qae 0 Sr. Dr. Aprigio nao linha
somente 16 aonos de idade, porquanto estindo no
sogun io anno, e dcvenJo ter nntrado para a fa-
caldade coin essa idade, e claro que devia ter pe-
lo m:no} 17 annos n'aqueila epoea; salvo si 0
dJUt'T falsiikiu eertidao, e neste caso licara sen
do 0 falsilicador de ceriiduos, oa engole a sua ida-
de, porque quer passar por mjfo e boaito, por
duiday, entre as m ca?.
Como quer qae seja, 0 doutor nij deixaradel
st-r 0 mosino homem que brigou e io ultou a Ur-
bano e outros por causa da pre3iJ:n:ia da lia-
hia.
.0 doutor sera sempre 0 mtsmo homem que of-
liciosameote se offereceu para presidente do Club.
com 0 Gm talve.z de conu Judas Irahir os seus ir-
19 e vende-los.
0 doutor sera sempre 0 mesmo homem, quo no
dia l'i Je miio, das janellas do gvmnasio decUrara
que quando a lingua canjiva obragj traballnva,
uo dia seguinto protestava no Jornul d> ltecifc
e mini 03 remltadoa que as suas palavra] produ-
ziram, e declinava da responsabihd.de.
0 doutor sera sempre IVotheu.
a D.jpois do mostrar anaunciados ha mais de
3,000 annos todos os priocipaes factos da historia
conlempo-anea, taes como a clevagao e quad* da
N poleao I, as guerras do Piemoole contra a Aus-
tria, aeb.vacao e qaeda de Napnleio H^ e.seu
imperio snbstituido Jpela republic, 0 ongradeci-
meutj de Vioior_K,U(iian,>iel, apersegpicao pbr.elie
feita a igrija de Deu3 na pessoa de seus bispos, 0
autor iiD'tra nos a reuniao do conci io dp Vati-
cano, a deQoicJo da iufallibilidaie do papi, a luta
travada no seio do mesmo concilio entre os bispos
gallicanos e 03 bispos orthodoxos, a derrota da-
quelles e a victoria qtstes, etc., et;.
Fiualmente 0 dragao, as duas besta?, as duas
mulheres vistas por S. Joao e por elle descriplas
no sou Apocalypse, uma como revestida do sol,
tendo a Iua debaixo de seus pe"s e uma coroa de
doze estrellas em roda de sua cabega, 0 a outra
montada om cima de uma besta de sete cabecas e
dez cornos, tola cheia de nomes de blasphemiaa,
e tendo na mao um vaso cheio de imraundiijia de
sua prostituicSo, a condemnagao, qneda e castigo
tremendo de3=a pro3tituta, das duas bestas edo
dragao, ludo e expli:ado admiravelmeate nesta
obra impo'tantissima cjmo representacoes de ius-
titui(oe3 contemporaacas e annuncios de factos,
uds ja consummados e outros que parece terio
lugar proximameule.
Acha-se a venda pelo preco de 3^000 cada
exemplar, a Livraria Universal, rua do Impera-
dor n. 52, a Livraria Academica, mesma rua n.
73, a Livraria Industnat, rua do Barao de Vic-
toria (antiga rua Nova) e a Livraria Economica,
rua Primeiro de Margo n. 2.
O cabolloirciro Jayiue.
l'remiado em Ires expo3icoes e obsequiado por
seus freguezes com uma tesou*a de ouro ; tendo
afaitado se temporanamente do exercicio de sua
prolissao, acha-se de novo trabalhando a rua Du-
que de Caxias n. 28.
0 conceit) que Ihe foi sempre urbanameute dis-
pensado pelo respeitavel publico desta capital e
de outras cidade3 do Imperio, onde tern andaJo,
0 anima a voltar para su'arte, e solicitar do mes-
mo geaeroso publico seu valioso concurso.
.Timbrandi) sempre por merecer de todos quan-
los se utilisarem de seus servigo3 artisticos a con-
lianc.i, capricha'A e caprichara sexpre para que
seja satisfeita a espectativa de todos.
Perfeita execucao em cabelleiras, coques e
qualquer postico de cabellos.
Desenhos, tecidos e mais artefactos.
E-pecialidade em penteados de noivas, etc., etc.
earregou :
de assucar
nes 4, C. 1 barrica coB^p-kihs
11
CAPATAZIA DA ALFA
rteadimento do dia 1 aijl'.
0M do ^ia 14 .
10:016*820
900>89p
13
No dia I a
No dia 14
-.>rimeira poti .
Uganda poru .
rreeira poru ':
juarta porta .
Tirpicbe Ccoceicao
VOLUMES SAUipOg
18:917*715
.'
ti>*rengas
desearn
10,090
67
i:W
381
1,808'
12,482
flla da Feira.
Villa do Coude.
Wla Heal,
jvilla Real de S. Actonj'o.. JOJIa Rouca d'Aguiar.
Villa Nova da Cervejra,
llt'Mlianliii
Madrid. Bsrcelona.
\'ego. Cadiz.
MARISMO
rregadas do trapicLe da
alfandesa :
No dia 1 a 13 7 .
.No dia 14. .
Vo trapich* Couceicio .
12
14
RKCEBEDOBJA DB RENDAS INTt RNA8 GE-
RAES DE PERNAMBUC
Undimento do dia I a 13 25:460i 183
dm do dia 14..... 720*918
26:181*101
CONSOLADO PROVINCIAL
Rendimento do dia 1 a 13. !00:S73>564
Idem do dia 14..... 2:463*031
103.036*595
conserva-

-
flufinn.
Prefiro 0 gwrao doi francos
(lores ao reinado d.isses ambiciosos, os libe-
raes !. que senteai-se impuros para sacri-
ficar no altar da liberdade, e andam especti-
lando em nome da dousa !
5 18GG.
i. Marco Antonio !!..
Totlas as dilat-Oca ou demorag m uo
p'erlgosas*
Quanlo.a snferraidade ataca 03 orgaos da re3-
pirarjao, a sua marcha progressiva e terrivel e
rapida, e 0 doeate nao deve perder uma so hora
em lan;ar mao do Pciloral de Anocahuila quanio
a tosse, as s.ffocifojs, 0 catarrho, ea dilTicul-
daJe do respirar annun'iim que a cnfermidade
comegou a deseavolver-w e a contaminar as de-
lie.idas menbranas e tecidos ctllulares djs orgaos
da respiracio.
Uma so dose tomada em tempo evitara muitas
dores e sotTrimentos. Porem, por mais formida-
veis quesejam os symptefflts, por mais arraigala
e inveterada qae se ache a nnlestia, nem por isso
devei3 desesperir. Os casos reputados como in-
curaveis peloi medicos o? mais experimentadjs e
experientes, s3o alliviados c eurados diariamento
mediaate 0 uso desle admiravel e maravilhoso
baisamo pulmoaar.
Nao deixeis, pois, de acudir a elle immediata-
mente que se apresente a aproxima^ao da en-
fermidade, i>orquanto existe um periodo nas af-
fec{5es pulmonares, em que 6 preciso iufeiiz-
meote perJerse loda a esperanga. Nao arris-
quei-, pois, vossa vida pur meio de malcabiJas
dilarojs e inuteis demoras.
AGENC1AS ROVINC1AES
Liquidos espirituosos.
Rendimento de 6 all 4:151*104
Idem do dia 13 305*780
Bacalhao, etc.
Rendimento de 6 a 11 1.736*211
Idem do dia 13 996*503
Rendimento de 6 a 11
idem do dia 13
Generos de estiva.
Rendimento de 6
Idem do dia 13
Fumo,
a 11
2:499*326
639*189
etc.
1:061*106
259*560
4:466*884
2:737*714
3:139*015
1:320*666
:4trMMEICI
!H .; oiise
Ao Sr. Dr. Aprigio tinarftes.
Km reeposta'a Provincia, declaro que, depois
que 0 Sr. Dr. Jjao Vieira de Araujo assumio a
administrarao da prtvincia Je Alagoas, ainda alii
aio fui. Tamben nunca ligurei como pretenden-
te.perante aqhelle presidente, apezar de ser muito
;.m amigo.
\E per fallar em amigo, lembro-me do Sr. Dr.
Aprigio Justiniano da Silva Guimaraes, que me
lizem t?r agora se feito cargo de insultar-me e
injnriar me nas columnas da Provincia
Teaho recusado credito a esti nova : mas, as-
^egurara-me tanto...
Tiaha com 0 sr. Dr., relagoes muito antigas;
omelle vivi fempre na mais estreita intimiJadc,
sem dar lhe ate hoje motive de queixa ; e estas
boas relagoes nunea tive oocasiao de esquecer e
r.ieno3presar.
"Assim, 0 que me dizera nao devo a^reditar
sem que renha dito pela b cca do Sr. Dr. Apri
go. E e para chcgr.r a es'.e ponto.que solicito do
mesmo Sr. Dr. Aprigio Guimaraes a declaragao
d; que as ultimas descorapusturas que tenho sof-
frido na Provincia sao de sua penna.
Espero da sua lealdade que nao se negara a
este pedido.
Aecife, 14 de junho.
J. de Mello Rcgo.
Ptiblicn^iEo liitcraria.
0 Pill DOS TEMPOS.
OU
1 imperio do Antichristo, na des!rui;.ao, e a pro-
xima vinda do reiuo de lieus.
Lt'-se no Apo.Uolo, periodico rel'gioso que se pu-
blics na cii'te.
Esta importante obra publicada recentemenle
em Peroambuco, tern side hoorosameote aprecia-
da pelos primipaea orgaos da imprensa reli-
giosa.
) Diario de Pernambuco, a Unklo, a Tribuna
Cntnolici do Ccara, a Chromca Religiosa da Ba-
hii -e ultimamonte o Apostolo djsta corte a tern
resonimendado aos seus leilores como digna da
ra iditagao de Udas as pessoas que se dedicam as
leitras, particularmente daquellas que veem no
christianismo nao uma invengao humana, senao
i: 1a institui;;"io divina.
Ssculare3 distinctos por seu saber, dontos sacer-
dotes, S Exc. 0 Sr. arcebispo da Bahia, 0 Exm, j
bi:pa do Ceara, 0 Exm. bijpo capellao-uior, teem
fel citado 0 autor era termos calorosos pela sua I
nova oroducgao.
S. Exc. 0 Sr. bispo do Ceara, escrevendo a uma
pe?3oa de Pernambuco que Ihe reinettera um
exemplar do Fim dos tempos, diz assim :
To Ja essa obra foi escripta sob vistas catbo -
licsis, e mu autor, verdadeiro catolhico romano
mais um tilulo idquirjo a ser comiderado um dos
benemeritos da ijreja. A elle os meus parabens e
felicitagoes .H"-ijo por haver tao dignamente em-
prcgado os talentos que lhe confiou 0 pai de fa-
mi lia, etc. etc.
S. Exc. 0 Sr. bispo do Rio de Janeiro, escreyan-
do a mesma peusoa que lhe reinettera igualmente
um exemplar da mesma obra, diz assim :
, 1 Agradeco-lhe muito e muito a obra Ique se
digaou de mandar-me, e rogo-lhe queira de minha
parte dar a seu autor muito.- parabens, louvores e
applause;.: eu Qco agradeceado a Deus 0 talent)
que lhe deu, etc., etc.
a Como se vi, nenhuma obra publicada entre
nos mereceu air.la (So grandes elogios e por par-
te de pessoas tao autorisadas. E' que nas actuaes
circumstancias nao se podia publicar um trabalbo
mais impovtante e consciencioso.
< Cim effeito, 0 autor compuUando assim os
prophetas da lei antiga como os da lei nova, mostra
con 03 faotos qo 9 seestao passando no mundp
aae somos chegiidos prozimos ao Um dos tempos,
ao ultimo dia is. maldioao, annunc ado por aqael-
les iantos varoe;, 0 qne sedeve entender, nao pelo
hn do mundo no sentido pbysico, mas pelo flra
dOhtnuado no sentido aaarai; i3to 4,. pelo 8m do
i*ioado do raal e pela Tioda do reinado de Deus,
ou do beta.
JUNTA DOS CORRETORES
Praca <'; Ileeii'c, 14 de julho
d 1894.
AS 3 HORAS DA TARDE.
COTACOES OFFICIAES
Assucar mascarado purgado 1^950
kilos, hontem.
Assucar bruto bom 1*750 por 15 kilos
Cambio sobre Londres a 90 d|v. 23 3|8 d. por
1000, do banco, hontem.
Courossaiga In verdes 30) rs. 0 kilo, hontem.
ii. de Vaseonceilos
Presidente.
A P. de Leraos,
Secretano.
por 15
hontem
ALFANDEGA
Rendimento do di? t a 13. .
oatn do j:a 14.
367:323*76'5
41:109*445
408:433*211
Descarregam hoje 15 de junho de 1874.
Brigue inglez Victoria (atracadoj mercadorias
para alfandega.
Barca triua&za. Zecullosmercadorias para al-
fandega e tr.ipiche Concpica), para des-
pachar.
Patacho americano Water Lilly mercado ias
paraalfandtga e kerosene para 0 trapi-
che Conceigao, para despachar.
Patacho inglez Silas Olncaid vario3 generos
para 0 trapiche Coneeicao, para despa-
char.
Barca inglezaC'tfcnon -madeira de pinho para
0 trapiche Conceigao, para despachar.
Lugar inglpz-.Unr.Hii'bacalhao ja despachado
para 0 trapiche Conceigao.
Barca ingleza-O.'miej -bacalhao ja despachado
para 0 trapiche Conceigao.
Barca ingieza Talismanfarinha de trigoja des-
pac'mda para 0 caes do Apollo.
Patacho allemao Levanfefarinha de trigoja
despachada para 0 caes do Apollo.
Palhabote inglez Southern Home kerosene ja
despacaado para 0 1* ponto.
Brigae inglez -Maria bacalhao para 0 trapiche
Conceigao, para despachar.
Biuportactlo.
Brigue allemao Lubeck, enlrado de Trieste em
13 do correote e consigdado a Johaston Pater
ii C, manifestou :
Farinha de trigo 2,000 barrlcas aos consigna
tarios.
11:649*279
Thesouro provincial de Pernambuco, 14 de ju-
ho de 4874.
0 escrivao,
Joao Carneiro M. da Silva Santos.
SEGUROS
IH4RITIM0S
CONTRA 0 FOGO.
Acompanhia Indemnisadora, estabelecid*
aesta praga, toma seguros maritimos sobr
navios e seus carregamentos e contra fog(
em edificios, mercadorias e mobilias: n
rua do Vigario n. 4, pavimento terreo.
BANCO COMMERCIAL
DE
PJE fIN AJtf JBlTCOc
0 banco paga o terceiro dividendo, na
razao de 7 por '0 ao anno, ou 2J5100
por acgao, relativo ao semestre findo em 30
de junho de 1874.
Augwio F. A i\\mm k C.
A xasa commercial e bancaria dn Augusto
i d'Oliveira & C, A rua do Co nmercio ns
42, encarrpga-se de exeeu$ao de ordens
para embarque de prodoctos e de todos 0-
mais negocios de commissao, quer-commer-
oiaes, quer bancarios.
Deconta lettras, e tqrna dinheiro a pre-
,m!0, compra cambiaes, e saca &' vista e 1
Jaw, a vontade do tomador, sobre as se-
guintes pracas estrangeiras e nacionaes :
Londres. Sobre 0 union bank of
LONDON^ 0 LONDON AND HANSEAT1C BANK,
limited, e varias casas de l. classe.
*IM**S- Sobre os banqueiros fould
& C, MARCUARD ANDR* & C. 6 A. BLiCQOB,
VIGNAL & C.
naiuhurgo. Sobre os Srs. joic
SCIIU BACK & FILII S.
Lisboa. Sobre os Srs. fonsecas,
SANTOS < VIAMNA, e SEBASTIAO JOSE DE
ABREU.
Porto. Sobre o banco uniao do portc
0 Sr. JOAQUJMPINTO DA FONSECA.
Para. Sobre 0 banco commercia-
DO PATtX, 8 0S Srt. FRAKCISCO GAODENCIO DA
COSTA & FILHOS.
MaranhSo. Sobre 0 Sr. jose fer-
REIRA DA SILVA JONIOR.
Bahia. Sobre os Srs. marinhos & c.
Hio de Janeiro. Sobre 0 banco
INDUSTRIAL E MERCANTIL, BANCO NACIONAL e
BANQUE BRASILIENNE FRANgAISE.
mesmo Jhesoaro, is 12 ftoras > ialicjdo dja, com-
petentemenle habilita^as.
E para constar, se mandou fazer poblico no pro-
sente jnrnal.
Secrctaria do thesouro provincial de Pernambu-
co. 8 de julho de 1874.
0 secretario,
Miguel Affons) Ferreira.
Uausulas especiaes para a arremalacao do calga-
mento desde a ponte dns Afogados at6 a bar
reira do Giquia, na estrada da Victoria.
Lt
0 calcamenlo desde a ponte doj Afogados ate a
barreira do Gimia sera feit. de conformidade com
0 orgamento approvado pelo Exm. Sr. presidente
da provincia, na importancia de 29:480*000.
0 arrematante dara principio a obra'no prazo
de nm mez e a concluira no de oito meies, con-
tados da data da assignatura do conirato.
3.'
0 pagamento sera effectuado era qnatro presta-
g5es iguaes, na proporgSo Jo servigo executado.
4.'
Para ludo 0 mais que nao vai especiGcado nas
presentes clausulas obstrvar-se ha o quo dispoe
regulamento de 24 de fevereiro do corrente
anno.
0 engenheiro sjudante, Francicco Apoligoaio
Leal. Conforme. 0 offlcial-maior, Luiz Salazar
Moscoso da Veiga Pes3oa
Conforme,
M. A. Ferreira.
PATRIM03I0 DOS ORPHAl*.
Raa Duque de Caxias.
Lja n-77........700*090
Becco das Boias.
Idem n. 39........421*000
Raa da Lapa.
t^asa tcrrea n. 40......
Rua do Amonm.
Sobr.do de 2 andares a. 23 .
Casa terrea n. 34.....
Rua do Burgos.
202*000
6O24A0O
122*0*
131*000
243*000
:W0*M
l:3fQ**M)
1:400*0 (
7<>litM
SWpoot
DANHIA
Phenix Pernambucana.
Toina riscos maritimos em mercadorias
tretes, dinbeiro a risco e qiialaaente de qual
[ner natureza, em vapores, navios va- ela 01
barcacas, a premios muito modicos.
RUA DO COMMERCIO N. 34.
Seguro
CHE UVERPOO
LIVERPOOL &
INSURANCE
A
conlra-fogo
LONDON & 6L0I
COMPANY
cnics
SAUNDERS BR0TUERS& C.
_ tlCorpo Santo1!
Banco Commercial de Braga.
Jorge Tassi>.
Sa :a qualquer quaatia a prazo ou a vista sobre
este banco ou suas agencias em todas as cidades,
villas de Portugal e ilhas adjacentes e Hcspanha,
Madrid, Cadix, Vigo e Barcellbna.
37 Rua do Amorim-i7
mxmmn
9i
V*
Jfavios er.trad's no dia 14.
New-York 40 (lias, patacho americano Water
Lely, de 190 tonuladas, capitio Cintra, equipa-
gem 8, carga farinha de trigo e outros generos;
a Johnston Pater & C.
Terra-Nova 42 dlas, brigue inglez Maria, de
236 toueladas, capilao R. Kenarney, equipagem
9, carga 3,236 bsrricas com bacalhao ; a
Johnston Paler & ('.
Observagdo.
Nao houve sahidas.
Banco do Minho.
Beltrao & Filho sacam
Joaquim Jose" Gongalves
por todos os vapores sobre
Anadia.
Agnida.
Aveiro.
Beja.
Chaves.
Elvas.
Amarante.
Guimaraes.
CovilhS.
Melgago.
Portalegre.
Arce3 de val
Celorico de Basto.
Caminha.
JIangualde.
Ponte do Lima.
Povoa de Lanhosa.
de vez.
Barca nacional Mimoza, entracia do Rio Grande
do Sul na mesma data e consignada a Baltar Oli-
veira & C, manifestou :
Couros seccos 70.
Graxa em bexigas 6,493 kilos.
Sebo em rama oO arrobas.
Xarque 2J'4,OoO kits.', tudo a ordem.
Brigue inglez Maria, entrado de Terra Nova
em 14 do corrente e consignado a Johnston Pater
4C, manifestou :
Bacalhao 3,250 barricas aos consignatarios.
Patacho araerieano Water Liby, entrado de
New-York na mesma data e consignado a Johns-
ton Pater '& C, manifestou :
Aguaraz 30 caixas a Bartholomea & C Agua
Florida 73 volumes com 300 duzias a H. Forster
& C, 12 caixas a BartholoraeuM C. Annuncio3 1
caixa a H. Forster & C.
Banha lOd a ordem.
Fogiles de ferro 4 a F. Heibster. Farinha de
trigo 610 barricas aos consignatarios.
Kerosene 50) caixas aos consignatarios, 400
a ordem.
Medicamento3 5 caixas a Bartholomeu &. C.
Objectoj de imilagao de cabello 1 caixa a F.
Heibsler. Oleo de tlgado de bacalhao 3 caixas a
Monhard, Mettle r & C.
Pdulas 1 caixa aos raesmos.
Tomco oriental 2 caixas a Bartholomea & C.
Tecido3 de algodao 6 caixas a Keller & C.
Vigor dos cabelloi 2 caixas a Monhard, Mettler
*C.
DE-iPACHOS DE EXPORTACAO NO DIA 13 DB
. JULHO DE 1874.
Para os portos do exterior.
No navio ipglez Erin, para 0 Canal, carre-
goa : Keller & C. 390 saccas com 29,813 kilos Je
algodao.
Na barca portagueza Nova Vencedora, para
0 Porto, earregou : T. Livio Soares 224 saccas
com 17,326 kilos cle algodio :.para Lisboa, Olivei-
ra Filhos & C. 120 ditas com 10,520 ditos de dito.
Sara ot portos do interior.
Para 0 Rio de Janeiro, no vapor nacional
Paid, earregou : A. F. Vieira 1 barrica com 60
kilos de assucar reflnado.
Para 0 Natal, no biate nacional Olinda, ear-
regou : Fraga & Rocha 11 saceos com 823 kilos
de assucar braoco.
Para Mamanguape, na barcaga Prudencia,
Evora. Monsao.
Fafe. Ovar.
Faro. Porto.
Guarda. Tavira.
Leiria. Regoa.
Lisboa. Vizeo.
Barcellos. Figueira.
Coimbra. Lamego.
Mirandella. Estarreja
PenaQel Valenga.
Villa Real.
Cabeceiras de Basto*.
Hastello-Branco.
Espozende.
Oliveira de Azemeis.
Povoa de Varzim.
Vianna do Castelio.
Villa-Nova de Portiraao. Villa-N'ova de Fa.nalicao.
Villa do Conde.
\as illias.
Madeira, S. Miguel, Faial e Terceira.
COHPANHIA ALLIANQA
seguros maritimos e terree-
tres estabelecida na Bahis
em 15 de Janeiro em 1870
CAPITAL 4,000:0009000.
Toma seguro de mercadorias e dinheiro
isco maritimo em navio de vela e vaporei
para dentro e f6ra do imperio, assim come
:ontra fogo sobre predios, generos e fa
rondas.
Agente : Joaquim Jose" Gongalves-Beltrao
ua do Commercio n. 5, i9 andar.
NORTHERN.
Capital. ; .. 20,000:0009001
'undo de reserva. 8,000:0009001
Agntes,
Mills Latham & C.
RUA DA CRUZ N. 88.
fOJTJltt
BANCO COMMERCIAL
DE BRAGA
Jorge Tasso ,
IV. 3* Rua do A in ni in w. 3
Saca por todos os vapores qualquer quantia a
prazo ou 4 visti sobre esse Banco, ou suas res-
pectivas agendas nas seguintes cidades, villas de
Portugal e ilhas adjacentes e Hespanha.
A saber :
Portugal e lihaa.
Famalicio.
Faro.
Figueira.
Couv3a.
Guarda.
Gniauriee.
Lagos.
Laraego.
Lisboa.
Loui6.
Meaihada.
llelgaco.
Mirandella.
Iloqclo.
Oliveira de Azemeis.
Ovar.
PenaQel.
Piahel.
Ponte do Lima.
Povoa de Lanhoao.
Port'Alegre.
PortimSo.
Povoa de Varzim.
611ves.
Thomar.
Valenga.
0 Dr. Sebastiao do Rego Barros rle Lacer
dade do Recife de Pernambuco, por S.
M. Imperial, que Deus guarde, e'.c.
Fago saber aos que o prcsente edital virem ou
delle not'eia tiyerem, que pelo administrador da
massa fallidi de Joao Baptisla Gingalves Bastos,
me foi apre-entada a seguinle classificagao dos
creditos de dita massa :
Credoresque apresentaram titulcs.~Ferr.:ira i
Araujo 20:606i78D. Henrique & Azevedo, cm Ii-
quidagio, 14:238^507. Carneiro & Nogueira___
l:i%i280.
Crodorej com ijuantias declaraias.-F. Souva-
ge & C. 20:'-:09*270. N. 0. Weber & C. sue-
cessorc, 1:9185980. E. A. Burle 4 C. 20:002*330.
Schafh itlin& C. 4:76o010. Monhard & C...
1:372^380. AlvesHambuger & C. 854^010 Joao
Antonio de Araojo&C. 603i920. Brander a Bran-
dis & C 383^340. D. P. Wild 334*400. Mills
Latham & C. 2.358^970. Antonio V. Silva Bar-
roca-936*!8l). Roberto Leghlheau & C. 839*305.
Rabe Schmetteau & C. 691*700. Henrique Gyb
son 1:145*300. Ferreira & Matheus 1:843*100.
Credores sem quanlias declaradas.Vaz & Leal,
Monteiro Lopes & C. .successors de Monteiro & Ir-
mao, Sfunders Brothers & C, Lindem Wild & C,
Mello Lobo 4 C, Augusto Cesar de Abreu, Den-
cker & Barroso, Keller & C, Theodoro Christian-
sen, Salvador de Siqueira Cavalcante.
E por este edital sao citados os referidos credo-
res para dentro de 3 dias, contados da publicagao
do mesmo, dizerem sobre a referida classificagao
dos creditos.
E para que chegue ao conhecimento de
todos, mandei pa-sar o presante, que serd
publicado pela impreusa e affixado no logar
do costume.
Recife, 13 de julho de 1874.
Eu, Manoel Maria Rodrigues do Nasci-
mento, escrivao o subscreu .
Recife, 14 de julho de 1874.
Sebastiao do Rego Barros de Lacerda.
0 Dr. Sebastiao do Retro Barros de Lacerda, juiz
de dirjsito especial do commercio ne?ta cidade
do Recife de Pernambuco, por SuaMagestaJe
Imperial, etc., etc.
Fago saber 'aos que o presente edital virem e
d elle noticia tiverem, que pelos curadores fiscaes
da massa fallida da Jacintho Simo?s de Almeida,
me foi apresentada a seguinte classificagao dos
cred los de dita massa :
Ctassificacao.
Credores nao almittidos por nao terem compare-
cido, constando apenas dos autos seus nomes.
J. Praeger & C, Miranda & Mello.
Credores chirographarios.
Antonio Alberto de Souza Agniar. successor de
Aguiar A Faria, 276*230; Franeisco Bolelfco de
Andrade, successor de Andrade & Campello.....
1:273*240.
Por eate edital sao cbamados os referidos cre-
dores para dentro de cinco dia3, contalos da pu-
blicagao do mesmo, dizerem sobre dita classifica-
gao dos credores.
E para qne chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente, que sera publicado
pela imprensa e affixado nos lugares do co.-tume.
Cidade do Recife, 8 de julho de 1874.
En, Maaoel Maria Rodrigues do Nascimer.to,
escrivao, o suhscrevi.
Recife, 11 de julho de 1874.
_______Sebastiao do Rrgo Barroi de Lacerda.
0 Dr. Joaauim Correia de Oliveira Andrade,- Juiz
ggsubstitnto do Dr. juiz de direito provedor Je
capellas e residues, nesta cidade de Recife, ca-
pital da provincia de Pernan,buco c seu termo,
por S. M. imperial e cons:itucional o ;r. D.
Pedro II, a quera D us guarde, etc.
Fago saber que no dia 16 do corrente, (Ma a
audiencia desle juizo, se levarao a. praga os se
guiotes bens: 2 tergas paries no sobradinho de
dous an lares, silo na freguezia de S Frei Pedro
Goncalves, rua do Campello, o. 2, tendo de com-
primeuto 38 p.drr.os e de largura 19, cala andar
com uma sala, nm quarto, cosiaha inlerna e andar
terreo, servindo de deposito de ferragens, sendo
entaipado o fundo do sobiado e estando em mao
estado, avaliado cm 5:0003. Uma casa terrea de
pedra e cal, no lugar do Barr.', freguezia dos
Afogados, com tres janellas de frenle, porta de
madeira ao lado, te.ido duas salas, dous quartos,
cosinlu, quarto junto e despensa com 26 pal'nos
-de largura e 58 de cofnprimeuto, terreno Torri.-o,
medindo 690 palmcs de comprimeuto e 59 de lr-
gura o dito terreno, e avaliada a mesma casa em
sua totalidade em 3:000$, de cujo valor sera de-
duzida a quantia de 559*023 Cm terreno fo-
reiro com liJO palmos de comprimento e 193 Ce
largura, no mesmo lugar e ha mesma freguezia,
tendo nelle duas casas do taipa, ambas em mio
estado, tendo ellas 44 palmos de comprimeuto e
24 de largura; uma das casas tern duas salas e
um quarto e_porta e janella no fundo ; a outra
casa em caixao com uma porta e janella na fnn-
le, avaliado tudo em 1:000*, cujos bens sao
pertencentes ao inventario do Dr. Antonio da
Assump;ao Cabral, e vio a praca a requeri-
mento Co testamentei:o e inventariante do mesmo
finado ; procedendo se quanto ao mais na forma
da lei. 0 presente sera publicado pela iraprens^
e afllxado nos lugares do cesium*. Recife, 7 de
julho de 1874. Eu, Domiogos Xunes Ferreira,
escrivao, subscrevi.
Joaquim Correia de Oliveira Andrade.
A camara maniciyal Uesla cidaJe tendo de
demolir c sobrado a rua do Amorim n. 19, que 'oi
ultimamente d-sapropriado, e vender a quem mais
vantagens offerecer, todos os materiaes do mermj
sobrado, convida de novo pilo presente aokpre-
tendentes a comparecerem no dia 15 do corrente?
pelas 12 horas do dia, no pago de snas lessees,
correndo dita demoligao por conta do arrematante.
Pago da camara municipal do Recif-, 13 do iu-
Iho del87i .
idem n. 19
Idem n. 21 ......
Rua do Vifario.
2' andar do sobrado o. 27 .
! andar do mesmo ... .
Loja do mesmo.......
Sobrado de 2 andares n. 23 .
Rua do Encanamento.
Sobrado de 2 andares n. 13 .
Raa da Senzalla rellu.
Casa terrpa n. 16......
Idem n. 23...... .
Rua da Gnia.
Idem n. 23........209*CO;
aera n- 29.......201*l(M
. Rua da Cro..
sobrado de 2 andares n. .2 800*00"
Rua de S. Jorge
Casatarean. 100......241*00 >
Una de S. Benio.
Casa terrea n. 117......200*000
03 pretendentes deverao apresectar no aeto 4a
irrematacao as saas flancas, on con>pareeeren>
xcornpanhados dos respectivos ftatlores, aVvea^L
pagar alem da renda. o premio da quantia en
7J3 for seguro o predio qne contiwr estabeieci
Jiento commercisl, assim como o service da lin-
oeza e precos dos apparelhos.
Soeretana da Santa Casa da Misericordia do IW-
afe, 26 de junho o da 1874.
O eserrvai',
_________ Pedro Rodrigttet de Samt:
De or (in do lllm. Sr. inspector da Ibaoa-
raria de fazenda se faz pnblico para coahaciraent
de quem iuteressar, qne perantc a janta de fazea
da da mesma. lem de ir a praga para ser arrema-
tadapor quem maior lango olfereccr, o arrenda-
mento de uma casa terrea sob n 55, a raa de S.
Bento da c.idad/i de Olinda, pertencente ao patnrao-
nio do conveuto de Nossa Senhora do Carroo da-
queila cidade, e h'>je enccrporado aos proprios na
ciona;s ; .io por lanto convidados os pretenden-
tes ao dito arrendameiito a comparecerem as daa.-'
horas da iarde do dia 23 do correote mez.
Secrctaria da thesouraria de fazenda de Ter-
oambuco, 5 de julho de 1874.
0 2'escripturaio, servindo do secretario,
Carlos Juao de Souza Correia.
De ordem da mesa regedora da irmandad
de Santa Cecilia, erccta na igreja de N. S. do Li-
vramento, fago srienle a tides es nossos irmaos
que a mema mesa regedora, reconsiderando o
acto que deliherou, fossen. saldados no prazo de
oito dias, os debitos daquelle* irmaos que com a
mesTa irmandade se acbavam alr&zadjs, mnrou
um novo prazo de 30 dias para esse flttf; a contar
desta data. f
Secrctaria da irmandade de Santa Ceeilia, I d-
jalho de 1874.
0 secreiario,
____________ Bento da Silva Ramalho.
rVrinazens da corupauhia per
nambucana.
Ncguros cnulra o fogo
A conipari&ia pernambucana, dispondo de ei-
elieutes e vaa.los arraazens em sea predio ao for
le Uo Mattos^ollercce-os ao coiiimercio em gerai
Theodoro M. F. Pereira da Silva,
Pro prosi lente.
Franciico -\ugu~to da Cjsta, :
S.'cretario.
para deposito de generos, garaniindo a maior coo-
lervagao das mere idorias depositadas, servig'
srompto, prepe* modicis, etc.
Tambem recolhera, mediaute previo accord'), ex-
closivamenle os generos de u.na so pessoa.
Estes arraazens, alem de arejados e commodos,
sao inteiramente novos e asphaludos, isenlos de
:upim, rates, etc., etc.
As pessoas yue quizerem olilisar-se destes ar
mazens, pederao dingir-se ao escriptorio da cum
oanhia pernambucana, qae acharao c<.m quem
'.ratar.
Exposicjio de Philadelphia.
De ordem do Exm. Sr. commeniador, presiden-
te da commissao iocumbi la do agenciamento Ge
specimens da indu-tria nacional para a exposi-.'
de Philadelphia, c-nvido de novo aos Srs. mem-
bros da referida commissao papa a sessao qne
deve ter lugar no dia 17 do corrente (;exta-feiral.
pelas 6 boras da tarde, no 1* andar do predio n
83 da rua do Imperador, scientificandi Hies qu--
trata se da nomeagao das commissues que, nos di-
versos municip os da provincia, se devein ioconi
bir da acquieioao doc rcfjrid.^ ptimi A, rr.n
formiJade com o aviso do miuisterio daagrxultur.
do 1 de dezembro de 1873, o com acto da MM
d
dencia
c-)nip.:i
de 1874.
Aguida.
Amarante. .
Anadia.
Arcos.
Arco de Baulheim.
Avetra.
Barca.
Barcellos.
Beja.
Braganga.
Cabeceiras de Basto.
Caminha.
Chaves.
Coimbra. s
Coura.
Covilha.
Elvasv
Extremoz.
Evora.
Fafe. '
Funchal.
Fayal.
Porto.
Regoa.
Tavira.
Torres Novas,
Edital n. 9 .
Pela inspectoria da alfandega se faz publico que
as II horas da raanha do dia 16 do corrente se ha
de arrematar a porta desta repartitao, livre de di-
reitos e sujeita ao imposto da capatazia, a merca-
dona abaixo dedarada, abandonada aos direitos
por Pereira Carneiro & C.
Marca diamante H e contra marca P C 4 C e a
baixo 9. as. 191 a 202, 204, 293 e 2U8 14 caixas
vindas no navio frances Intrepide Corse, des'car-
regadas era abril do corrente anno, contendo 960
latas com biscoutos, pesaado 700 kilograniraos, no
valor de 588*000.
Alfandega de Pernambuco, 14 de julho
de 1874.
0 inspector,
Fabio A. de Carvalho Bets.
0 Iilm. Sr. inspector do thesouro provincial
manda fazer publico quo em cumprimento da or-
dem,do Exm. Sr. p-esidente da provincia, de 7 do
corrente mez, tem de ter arrematado por um anno
no dia 23 do referido mez, perante a junta da fa-
zenda do mesmo thesouro, o imposto de 8 por cen-
to sobre o capim de planta vendido na cidade do
Recife, orgado em 2:39*280.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-'
gao comparejam na sala das sessSes da mesma
junta no dia indicado, competentemente habili-
tadas.
E.para constar, se mandou publicar o presente,
Secretaria do thesouro provincial de Pernambu-
co, 9 de julho de 1874.
0 secretario,
Miguel Affonso Ferreira.
ESCLAittCOE!
A camara municipal desta cidade, pelo pre-
sente convida aos pretenlentes a arrematagao do
imposto de 60 rs. por cada pe de coqueiro de pro-
duccSo, exceptuando 10 pes para o uso do pro-
prietary, pela quantia de 300*. a comparecerem
no dia 15 do corretye, rauoidds de fianca.
Paso da camara municipal da Recife, 11
de julho de 1874.
Theodoro M. F Pereira da Silva,
Pro-presidente.
F. Augusto da Costa,
Secretario.
0 Him. Sr. inspector do thesouro provincial,
em yirtude da ordem do Exm- Sr. presidente da
Erovincia, de 4 do corrente mez, raanda fazer pu-
Hco, qne vlo a praga no dia 6 de agosloproxi-
mo ruturo, peraute a janta do mesmo thesouro
para ser ar/ematada a mem por menos fizer, a
obra do calcamento da estrada de Jaboatao, desde
a ponte de Afogados ate a barreira do Giquia,
orcada em 29:480*000 em apolices. de 7 0|Q, de-
baixo das condigSes infra traoscrt^tas.
As pessoas qne se aropozerew a esta dtremata-
gao, comparegara na sala dAisessoes da junta dn
Nao tendo tido lugar hoje, 11, a arrematacs
das madeiras resnltantes da obras feilas no edi-
f "io em que funciona a thesouraria de fazen-
da, fica transferida para o dia 15 do currente.
De ordem do Him. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publicc
para conhecimento de quem interessar que no
dia 29 de julho proximo futuro, pelas 2 horas da
tarde, sera posta em hasta pub ica perante a jun-
ta da mesma thesouraria, para ser arrematada por
quem mais lango offerecer a casa terrea sita a
rua do Pago Castelhano, na cidade de Olinda, pro-
prio nacional e bem assim o terreno qae Ihe fica
*djacente, o que tudo foi avaliado por dous centos
de reis.
Secretaria da thesouraria de fazeada de Per-
nambuco 30 de junho de 1874.
0 2." escripturario, servindo de secretarb,
Carlos Joao de' Souza Correia.
da provincia me deleg m esse poder a
io central do Recife. Recife, 14 de julho
Felippe de Figueirua Faria,
_______'_______________Secretario.
0 agente, cobradur di coosulado proTi&eia.''
abaixo asgnado, em cumprimento Jo art. 48 d-i
lei proviaeial n. 1,141, deetara a >> devedores de
iaapostos fc-itos por ian;anienL>, parwaeesttes
exercicio da 1873 a 74, qae esU pnaadessde a ca
brauga dos referidos impost l-j.ii a reapectiva
mat la.
____________Joao Bernardo ;'o I'n.^-o V./.n^a.
Pelo juizo i!e orphaos de-la cidade do Reeif>*,
vai a praei por arrendameiito o engenho Tiumi.
sito na freguezi i de S. L mrene > d i Malta, i;
20 do curreule, a req'jerim-'uio do tutor iai 11
bhSos, filhos do linado Dr. Vicente Jeronymo Waa-
derley.
Companhia Fidelidade
Seguros maritimos e terrestres
A agenda desu companhia toma seguros ma-
ritimos e terrestres, a premios razoaveis, dando nos
ultimos o solo livre, e o setimo anno gratulto ac
segurado.
Feliciano Jose Gomes
Agente.
M Rua do Apollo 51
SANTA CASA DA MISER1CORD1A DO
RECIFE.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa d
Misericordia do Recife, manda fazer publico qut
aa sala de suas seasoe-s, no dia [2 de julho, pe-
las 3 horas da tarde, tem de ser arremataaas a
quem mais vantagens offerecer, pelo tempo de um
t tres annos, as rendas dos predios em seguida
leclarados.
ESTABEl-ECIMENTO DE CARIDADE.
Rua do Padre Floriaao
Casa terrea n. 43......201*000
Cinco Pontas.
Idem n. 114........
Rua larja do Rosario.
2* andar do sobrado n. 24 A3
Idem do sobrado n. 24 ."
Rua do Amerim
I.* andar do sobrado n. 2$,
Rua de AnlOJ1'" .
Casa terrea a 26 "enriano
302*000
31Q*0O0
408*0rv
30i*000

.- i
i mem 0 n Largo da Campina.
99*000
120*000
Obras militarcs
Tc-ndo do ser executadas as obras e concertos
do ouartel do llospicio, orcadas em 4:225*300 .
no hospital militar, a construcgao da casa de au
topsias I'm 1:316*780, e a substituigao de ama
linha era 88^880 : serao po para serem contratados a 26 do corrente, ao steio
dia, na renartigao das obras pnldicas, ensi
acham os respectivos orcamentos. As verbas re-
lativas a fervijos ja feitos serio deduzidas.
Recif.', 14 de julho de 1874.
0 engenheiro das ooras militarcs.
______________Chryssolito F. de Castro Chav
Irmandade do Senhor Bom
Jesus das Chagas
De conformidade com 0 art. 79 do compromisso
desta irmandade, convoco us seas respectivos ir-
maos para a eleigio da n^va mesa regedora. que
deve ter lugar no doraingo proximo 110), p
horas da manha, cm seguida a missa do Espinu
Saato, como indicam os artigos 80 e 81 do mesmo
compromiso.
Consistorio, 8 de julho de 1874.
0 secretario,
Domingos da Costa M mteiro
Hojeeo ultimo dia marcado para a arretaa-
tagao perante a junta da fazenda, dai madeira.-
extrahidas das obras da casa em qne fencciona
recebedoria de rendas : os qne quiierem lanr.11
em ditas madeiras, sao convidados a compare'
rem d3 2 horas.
Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pernambuco, 15 de julho de 1874.0 2'
escripturario, servindo de secretario,
Carlos J. de Souza Xorreia.
COitKEIO
Relagao das cartas que deixaram deseguir
para Portugal por falta de franquia
A. J. Gomes Netto, Antonio Joaquim Pereira,
Antonio Jose da Camara (2), Bento Jose da Costa
Gomes, Dinlz de Castro, Francisco FernanJes da
Crnz, Joaquim da Silvx Maia, Jose Maria Passos,
Maria Ferreira, Maria R>sa da NalividaJe Gomes
Leite, Maaoel Ferreira de Moraes, Manoel Fernan
des Monteiro deTreitas, Manoel Francisco Vieira,
Manoel Joaquim de Souza, Serzedello & C, Vic-
tDrino de Almeida Rabello, W. 4 I. Graham 4 C
Correio de Pernambuco, \\ dejul*-
1874. -0 2' official encari*-- *
Ped'Cao< ^ ae
- -, 10OE JULHO DB 1874
"tola* a oxpi>dlr-sr
_reio vapor nacional Jaguaribe, esu airainistra-
cao exped? malas para Maceid em direitora Peas-
do e Aracajd, boje 13.
Recebem-se jornaes, impresso*de qualquer aa?
tareza, e cartas a wfistrar, ate 2 horas de tarde.



Diario de Pernambuoo Quarta feira 15 de Julho de 1874.
T
cartas ordinarias ate 3 horas, e estas ate 3 1|2,
pagando porte duplo.
Palo rapor nacional Cururipe, para Pio Formo-
so, Tamandare, Barra Grande, Camaragibe e Ma-
ccn.
Ileceliera-se jornaes, Juipressos de qualquer na-
tureza, carus a registrar e cartas ordinarias ate
2 boras da tarde.
0 administrador,
Alfonso do Rego Iiarros.
TflEATP
Santo Antonio
XKPBSZJi
Compauhia de navega^So a va-
por baliiana, limitada
Maceio, Penedo, Aracajii e Babia.
E' esperado dos portos
do fuI ate o dia 14 do
eorrente o vapor Sinimbtl,
o qual sahira para os por-
tos acima no dia seguin-
te ao da saa ctaegada.
Recebe-se carga, passageiros e dinheiro a frete
Agente
Antoaio'Luiz de Oliveira Azevedo.
7-Raa doBora Jesus57
Quarta-feira'15 do eorrente.
Granik' e cxceltente espectaculo
Em beneficio da aetriz
Emilia Augusta da Canara.
Ultima representagio do magoifico drama em
5 actos e 6 quadros :
Natal, Macao e Mossor6.
Para os portos aciina vai sabir cam mnita bre-
vidade o hiate. Olinia, recebe carga a frete com-
modo : a tratar com Joao Jose da Cnnha Lages,
na rua do Vigarie a. 33, on a bordo, confronte
ao trapiche Dantas.
Rio de Janeiro e Rio Grande
doSul
Para os indicados portos vai seguir em poucos
dias o brigue nacional Pirangy; reoebe ainda a
frete modico alguma carga e escravos : a tratar
com Francisco Kibein, Pinto Guimaraes, a rua de
Barao do Triumpho n. 96.
A AVO'
ou
A ENVENENADORA
Terminara o fspectaculo com a rnuito cbistosa
comedii, toda ornada de musica :
Una Doite ao relento
Pelon'artistas Bahia e D. Maria Bahia", que ob-
sequiosarnente se prestou para mais abrilbantar
este s])ectaculo.
HaviTa trem para Apipucos.
Principiara as 8 i|2 horas.
''No fimdo drama, a beneficiada ira agradecer
aos sens convidados dos caraarotes.
A beneficiada tendo de retirar-se desta hospita-
leira provincia, ate o dia 27 do eorrente, aprovei-
aesta occasiaa para renovar os seus protestos
de estima e gratidSo ao publico pernambucano,
de quern tintos favores ha re:ebido.
THEATRO
SANTO ANTONIO,
EMPREZA
VICENTE
Beneficio para concltisao das
obras da igreja tie
*. Goncalo.
Terca-feira 21 do eorrente
Subira a sceria o apparaloso drama sacro no-
vidade do epocha em 6 actos e 8 quadros deno-
minado:
Os Sele Passos.
A irmandade do Senhor Bom Jesus das Dores,
a cujo cargo acham-se as obras da igreja de S.
Goncalo, no deseio de ver terminados os trabalbos
da mesma igreja, resolveu ainda esta vex fazer
um appello a religiosidade do illustrado publico
desta cidade, cujos sentimentos de caridade nun-
ca se apagara > de seus coracoes ; e por isso es-
pera i referida irmandade que a esse beneficio
concorrerio todos os que amam a nossa verda-
deira religiao, auxiliando desta arte com o seu
obolo para que o resultado do beneficio seja van-
taioso para a conclusao das obras de que se
trata.
As clu's commistoes enearregadas da transmis-
sao de bilhetes para camarotes e cadeiras, con-
tam com a genero pelo qae desde ja, em nome da. irmandade, se
confess am txiremarnente gratos.
0 theatro acJiar-se-ha graciosamente decorados
Bandai de musica entreterao os espectadores nos
miervaiios ao aratna, que principiara as 8 boras
Libras esterlinas.
Vendem Augusto F. d'Oli-
veira & C.
Rua do Commercio n. 42._______
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Sttvegoeffo costelra a vapor.
Macei6 e escalas
0 vapor Coruripe,
commandante Santos,
seguira para o por-
to acima hoje as 5
he ras da tarde.
leilao, no dia e hora acima des'^oados, oa njoveii
e maais artigoa
Aflfcher :
Um piano de jacaraada, 1 mobilia da dito, com-
posu de 1 sota, J cotuolos, con Umno de pedra,
1 mesa de meio de gala, 4 cadeiras de bracoa e
12 de guarnicao, 2 espelhos grandes, moldura dou-
rada, 1 mesa redonda, grande, de jacaranda, I
banca de cosiura, uma outra mobilia de jacaran-
da, composta de 1 sofa, 2 eonsolos, Umpo de pe-
dra, o 12 cadeiras de guarnicao, 1 mesa de ami-
reJIo, para jantar, 1 meia commoda de dito, guar-
da-louca asado, 6 cadeiras de faia, 1 relogio para
cima de mesa, 1 marquexao para solteiro, 1 raeia
com abas, 1 lavatorio com tampo de pedra e guar-
nicao, 2 baneas de jacaranda para jogo, 1 touca-
dor, 2 banqninbas de amarello, 1 eama de ama-
rello para casal, 2 lavatorios de mogno, com tam-
po de pedra e guarnicao, 2 cadeiras seeretas, 6
cadeiras de jacaranda, 2 las de balaaco de dito,
1 tear, 4 baneas de amarello para jogo, 5 mesas
de abas, 6 cadeiras americanas, 1 banca, 1 porta-
cartao em forma de mesa, 1 jardineira, 1 relogio,
com corda para 8 dias diversas camas de madei-
ra, para meuino, 1 dila de ferro, 1 nercjo, 2 madei-
ras e 1 banco de ferro, diversas duzias de facas
e carfos, com cabo de metal, 8 bules de metal,
diversos tamanhos, 3 assneareiros de metal, 1
bandeija de charao, para pao, I terno de bande-
jas, 3 caixas de chario para cha, 1 poru-licor,
4 pares de jarros de madeira, 3 suspenses para
flores, e ontres muitos artigos que estarao palen-
tes ao exame dos Srs. concurrent.'.
0 leilao comecara as 10 1|2 horas em ponto
Novo leilao
DA
armagao, fazendas, cofre de ferro e mais
utensilios existentos em o estabelecimen-
to da rua do Duque de Caxias n. 60 A.
SBXTA-FEIRA 17 DO v^RRENTE
as 11 horns da manha
0 agente Dias, competentemente aulorisado, por
mandato do Illm. Sr. Dr. jnix especial do commer-
cio, levara a leilao, no dia e hora acima indicadoa,
a armacao, cofre, fazendas e mats utensilios per-
lencentes aos bens da massa fallida dos Srs. Ben-
to da Silva & C.
EMHIEZA
Hoje
Beneflcio de X. to. do Rosario
! i freguezia da Boa-Vista.
Representar-se-ha o drama maritimo em qua-
tro actos :
A Senhora da Bonaiica.
Princiara as 8 1|2 horas.
CIRCO EQUESTRE
so
CAHPO DAS PRINCEZAS
DIRECTOR
A:itonio Carlos do Carmo.
QUINTA-FEIRA 16 DO CORRENTE
A'h $ horas ena pouio.
Grande e variado espectaculo
DE
Equitacao.
Equilibrios japonezes.
Gymnastica.
Saltos.
AVISOS MAR1T1M0S.
c ii\m,;i:i rn Hi:i \IN
CQMPANHJA FMNCEZA DE NAVE-
GAQAO A VAPQR
L1NHA MENSAL ENTRE 0
Havre, Lisboa, l'ernambuco, Rio de Janei-
ro, Santos (somente na volta), Montevi-
dec>, Buenos-Ayres, (com baldear;3o para
o Flosario).
STEAMER

IMPERIAL
LEILAO
;t^K
myf.n%m
Recebe carga ate o dia 14 do eorrente, encom-
mendas, dinheiro a freie e passagens, ate as 3 ho-
ras da tarde do dia da sahida : ascriptorio
no Forte do Mattos n. 12.__________________
Segue nestes dios para o Aracaty, por ter
parte do seu carrogamento prompto, o bem co-
nhecido hiate Deus te Guarde : quern nolle quizer
carregar ou ir de passagem, diriia-se ao escripto-
rio de Bnrtholomeu Loureoco, rua da Madre de
Deus n. 2, que achara com qucm tratar._______
Rio Graadedo Sul
0 brigue naciooal Sahy sahira para o porto aci-
ma, e recebe a carga precisa para alastrar : tra-
ta-se com Pereira Vianna & C, a rua do Vigario
numero 1._______________________________
Palhabote Joven Arthur
Vende se c te navio prompto de um tudo para
navegar, e feito de madeiras do Brasil, esla anco-
rado no quadro da descarga : os pretendentes po-
derao examinar, e para tratar com Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo, a rua do Bom Jesus n. 37.
? j.
Commandante Capelle
E' esperado da Eu-
ropa ate 24 do eor-
rente, seguindo de-
pois da indispensavel
demora para 03 por-
tos do sul de sua es-
call 2'eo Rio da Praia. v
-ftrs. freieS, encommendas e passageiros, trata-
se com
OS .:CSIGNATARI0S
AUGUSTO F.-D'OLIVEIRA & C.
41Rua do CommercioEntrada psla roa)
________do Torres._____________
Lisboa e Porto
Seg le viagem com a possivel brevidade a barca
Pacific Sta Navigation Coiupanj
ROYAL MAIL STEAMER
JOIN ELDER
(DE 4151TONELADAS)
Commaniante W. F. Hwtson.
Espera-se da Euro-
pa ate o dia 19 do eor-
rente, e depois da de-
mora do costume, se
goira para Babia, Rio
de Janeiro, Montevi-
deo, Buenos-Ayres. Sandy, Point, Lota, Valparai-
so. Arica, Is lay e Callao, para onle recebera pas-
sageiros, encommendas e dinheiro a frete.
Nao sahira antes das tres horas da tarde do dia
de sua chegada.
OS AGENTES
Wilson Rone A C.
14PRAA DO COMMERCIO!4
Colopaxi
(DE 4027 TONALEDAS)
Commandante Bax.
Espera-se dos por-
tos do sul ate o dia 2
deagosto, e depois da
demora do costume
seguira para Liver-
pool, tocando em Lis-
e Bordeos, para onde recebera passageiros,
encommendas, carga e dinheiro a frete.
.\*. B.Nao sahira antes das tres horas da tar-
de do dia da sua chegada.
AGENTES
AVilson Rowe & C
14PUAQA DO COMMERCIO-1*
PROGRESS) HARITIMODO PORTO
Emprcia portueiagc de navegaeuo a
vapor enlrc Portugal c o Brazil
0 VAPOR
Almeida Garret
Coniniandante Tomosiiii
Esperado do su
em 18 do eorrente de-
pois de pouca demora
dentro deste porto se-
guira para Lisboa *e
Porto com escala por
S. Thiago.
Passagens e fretes de carga?, encommendas e
valores, tratam-se com os
AGENTES
E. R. Rabello & C.
48 Rua do Commercio 48
PAKA'
A escuna Georgiana segue nestes dias para o
porto acima, e recebe carga a frete : a tratar com
Tasso Irmaos & C
LEILOES.
LEILAO
DE
duas vaccas turinas, sendo uma com cria
Hoje
em continuai.uo ao leilao de moveis da rua
da Imperatriz n. L
0 agente Dias, competentemente autorisado, le-
vara a leilao duas vaccas turinas, que dao bom e
abundante leite ; no dia do referido leilao achar-
se-hao em lugar conveniente, ao exame dos Srs.
concurrentes.
Agente Dias
a gem com a pos
MM Vencedorc
portu{ ueia ivota Vencedora, recebe carga e pas
sageiros : a tratar com Tito Livio Soares,
Ton* n. 20.
moveis, 1 piano, 2 espelhos
grandes, moldura doura-
da, quadros com diversas
vistas, e outros muitos ar-
tigos, como abaixo se
menciona
HOJE
as 10 1(2 horas da manha
Em o primeifO audar do sobrado
da Imperatriz -
n.
por cima
da rua
do Cafe
Imperatriz
rua do 0 agente Dias, competentemente autorisado por
>' uma familia que mudou de residencia, levara a
DE
livros, moveis e objecto* de ouro
Scxta-foira 7 do eorrente.
0 agente Martins fara leilao, por mandado do
lllm. Sr. Dr. juiz de direito da i.' vara civel, dos
livros, moveis e objectos de ouro, pertencenles ao
espolio do desembargador Manoel Jose da Silva
Neiva.
No segundo andar do sobrado da ma Duque
de Caxias n. 41, principjando as 10 horas da ma-
:______-^^ ,______
lougas, vidros, pianos e miudezas
QUINTA-FEIRA 6 DOCORRENTE
as 11 hora* ena potato.
' 0 agente Dias fara leilao, por conla e risco de
qucm pertencer, de mobilias de jacaranda e ama-
rello, commodas de amarello e jacaranda, gnar
das loucas, gnarda-roupa, toilette de faia, mesas
elasticas, camas francezas, marquez5es. marque-
zas. sofas, cadeiras avulsas, cadeiras de balanco,
quadros, 1 machina de 3 cylindros para moer
tinta, e muitos outros artigos que estarao patentes
no acto do leilao.
No armaiem da rua do Bom Jesus
ii. eh (autiga Cruz).
LEILAO
Leilao
DE
dividas, na importancia de 6;93t9718
QUINTA-FEIRA 16 DO CORRENTE
0 agente Martins fara leilao, pela terceira vez,
das dividas aclivas da massa fallida de Joao Hy-
gino de Souza, por mandado do Illm. Sr. Dr. juiz
especial do commercio.
\o armazeiu da rua do Impe-
rador n. AS -
is 11 horas da manhS.
LEILAO
DO
grande s- brado amarello,
de 3 andares e sotao, da
rua da Imperatriz, em
frente a matriz da Boa-
Vista, o qual daum bom
rendimento annual.
QUINTA-FEIRA 16 DO CORRENTE
as 11 horas
0 agente Pinto, novamente autorisado, levara a
leilio, as 11 horas do dia acima dito, era seu es-
criptorio, a rua do Bom Jesus n. 43 ; sendo que
dita venda sera definitiva, em virtude de novas
ordens oltimamente recebida9.
Leilao
DE
fazendas inglezas, francezas, suissas e al-
lemas
CO^STANDO DE :
Chitas, cassas, cambraias, algodoes, pannos, ca-
semiras, pannos para colchoes, brins, castores,
grosdenaples, sedas, chales, lencos, meias, cha-
p6os, guardas-chuva, braraantes, tapetes, cortes
de casemira, camisas francezas, guardanapos, pan-
nos para cadeiras, botoes, carteiras, e muitos ou-
tros artigos que estarao patentes ao exame dos
concurrentes, no armazera da rua do Bom Jesus
JL 63.
QUINTA-FEIRA 16 DO CORRENTE
Os administradores da massa fallida de Pereira
de Mello A C, autorisados pelo Illm. Sr. Dr. juiz
especial do commercio, farao leilao, por interven-
cjto do agente Pinto, de um completo e variado
sortimento de fazendas inglezas, 'suissas e allemis,
pertencentes a dita massa, e existentes no arma-
zem da rua do Bom Jesus n. 63, onde se effectua-
ra o leilao.
_______________Principiara as 10 horas.
Feira Semanal
DE
pianos francezes de 3 cordas,
espelhos dourados, mesas
elasticas, aparadores,
guarda-roupa, carteiras
para escriptorios, uma mo-
bilia de faia, entalhada,
(obra de gosto), uma dita
de amarello, quadros dou-
rados, com finas gravuras,
um cofre de ferro, prova de
fogo, jarros de pedra para
flores, cabides, quartinhei-
ras, guarda louqa, objec-
tos de ouro, miudezas di-
versas, cadeiras de rosca
para escriptorio, 1 arma-
cjio de amarello, casaes
de canarios do imperio,
copos, calices, 1 mala pa-
ra viagem, commodas,re-
logioe para algibeira, de
ouro e prata, grande quan-
tidade de trastes avulsos,
infinidades de objectos do
uso domestico, queserao
vendidos a trdco do barato
Qnintafeira 16do eorrente
ao meio dia
NA
FEIRA SEMANAL
16Roa do Imperador16
ARMAZEM.
pelo agente Martins.
DE.
moveis e mais artigos, e uma can6a propria
para familia
Sabbado 25 do eorrente
A'S II HOB AS DA MANHA
No segundo andar do sobrado da rua do Marquez
deOlinda n 25
0 agente Dias, competentemente autorisado por
despacho do Illm. Sr. desembargador juiz de or-
phaos, levara a leilao, no dia e hora acima desig-
nados, os moveis e mais artigos pertencentes aos
bens do fallecido Manoel Antonio Vieira.
A SABER:
Uma mobilia de jacaranda, 1 dita de amarello,
I commoda de dito, 1 sofa de jacaranda, 2 espe-
lhos, moldura dourada, 4 jarros para flores, 2 ban-
eas para jogo, de jacaranda, 1 mesa redonda de
dito, 1 guarda-roupa de mogno, 1 marqueza de
amarello, 1 mesa de dito, 1 mesa para jogo, 1 ea-
ma de amarello, 1 commoda de mogno, 1 apara-
dor de amarello, 1 commoda dedito, 1 guarda-
roupa estragado, 2 pares de lantemas, 1 candieiro
para kerosene, 1 par de escarradeiras e 1 canoa,
propria para familia; para qualquer informacio
a agencia da rua do Marquez de Olinda n. 37, 1."
andar.
AVISOS DiEBSOS
Dr. Ellas Joh- PcdroiD Filno
Dr. Francisco Borges de Barros
e sua mulber, repassados da mais
pungente dor pela noticia do falle-
cimento de seu muito presado cu-
nhado e irmao, Dr. Elias Jose Pe-
drosa Filho, convidam aspessoas
de sua amizade para assistirem as
missas que mandaai celebrar na quarta- feira, 13
do eorrente, as 7 i|2 horas da manhS, na igreja de
S. Francisco ; por cujo obsequio se confessam
eternamente grat03.
Luso-Brasileira
Jose Joaquim Soares Nobrinho.
A directoria da Luso-Brasileira
cumprindo com a disposicao da lei
social, convida a todos os seus asso-
ciados, a familia e amigos do con-
socio fallecido, J. J. Soares Sobrinho,
para assistirem uma missa de trige
simo dia, que por alma do mesmo, manda resar na
igreja do Terco, quarla-feira, as 7 horas da manha.
HHuVuuVKtHuuVHuVBHBBHHHHi I
Paga-se o 3 dividendo da massa fallida de
Joaquim Francisco de Mello Santos, na razao de
meio por cento, a rua do Vigario n. 1; devendo
os senhores credores apresentarem os respectivos
titulos.
CRIAiMI.
Manoel Pires Ferreira, solteiro, e morador
villa de JaboaUo, precisa de um criado preto
pardo : a Iratar com Antonio Pires Ferreira
rua do Barao de S. Borja n. 53.
HQSISfflSS vy*-'r^ '-^fC''"*;
PENHORES
Na travessa da rua
dasCruzes n. 2, pri-
meiro andar, dd-se
dinheiro sobre pe-
nhores de ouro, pra-
ta e brilhantes, seja
qual for a quantia.
Na mesma casa
compra-se os mes-"
mos metaesepedras.
Desappareceu
no dia 10 do cerrente mez de julho, da rua do Li-
vramento n. 24, 3 andar, um mulatinho livre, de
nome Jose, de 12 a 14 annos de idade, levando
vesjido calca de casemira cor de cafe, camisa de
algodaozinho, chapeo ja velho, de Mtro, preto ;
uppSese ter sido conduzido por algnma barcaca
das que transportam earviio : roga-se 9. quem
delta souber noticias ou 0 tiver encontrado, que 0
quelra levar a referida casa n. 24 da rua do Li-
vramento, onde sera gratiiicado. Identica recom-
mendacao se faz as autoridadea da provincia.
Fugio ou furtaram do sitio do Mello, em Be-
beribe, uma vacca leileira, cor rapdsa, escura,
conbuca, deixou um bezerro, pelo que deve estar
com muito leite, esla um ponco magra : por isso,
quem der noticia da mesma, e 0 lugar onde se
acha, gratifica-se com 104, no becco das Barreiras
n. 14. _________________,
Aluga-se
predio da rua da P. nte Velha n. 75, com com-
modos para familia, contendo agua e gaz encana-
dos, com apparelho de Iimpeza, quintal bem plan-
tado, com portao que deita para a rua da Alegria:
para ver no mesmo, e tratar com 0 Sr. Diogo Es-
teves Vianna, a rua do Barao de S. Borja, antiga
do Sebo, casa em obras.
Uma senhora, na rua de Santa Cecilia n. 53,
offerece-se para lavar e engommar, em casa de
pouca familia ou de horaem solteiro.
Aluga-se ou vende-se uma casa na rua do
Pharol n. 56: a tratar na roa Nova n. 13.
Precisa-se de um caixeiro de idade de 14 a
15 annos, com pratica de taverna : na rua da
Moeda n. 29.
O ADVOftAUO
Alfonso de Albuquerque Mello
incumbe-se de promover cobran^as amigavel
on judicialmente, assim cdmo de outros negecios
eoncernentes 4 sua pronssao, nos lugares proxi-
rnos a linba ferrea, e nos outros termos proximos
a esta cidade; para cujo aoxilio tem 0 annun-
ciante solicitadores nabilitados e probos, respon-
sabilisando-se no entauto pela boa gestao e conta
do que lhe for confiado.
Mediante modico honorario acode aos chmados
para diligencias ou consultas fdra da cidade edo
termo e incumbe-se da defeza de appellacSes ante
0 tribunal da relacao. Pode ser procurado de
meio dia as 3 horas da tarde em seu escriptorio
tprua do Duque de Caxias n.37.
PHOTOGRAPHIA
LOPES &C.
ESTABELECIMENTO DE PRHEIRA ORDEM
Rua do Bardo da Victoria n. \i sobrado
(ANTIGA RUA NOVA)
Trabalhos premiados na ultima exposicao
DO
mo de Janeiro
Acha-se montado sob as melhores condicoes r!e arte, e aberto a
concurrencia pubiica, este estabelecimento, 0 primeiro, semdtivida,
desta provincia, 110 qual se tirara retralos pelos melhores e mais
modernos systemas, empregando-se somente material de primeira
qual.dade, e garantindo-se
Semelhanga, nitidez e duracao.
Trabalhs-se todos os dias uteis e de guarda, desde as 10 boras
da raanbfi ds quatro da tarde, nao prejuuicando 0 tempo de chuva
ou nublado a perfeiQSo dos retratos.
Faz-se toda a qualidade de copias, augm-.r.tando-as ou diminuin-
do-as.
8$000
Uma duzia de retratos de uma so pessoa, era cartoes para al-
bum.
Para os retratos esmaltados, collorilos, grupos, e augmentados ba
uma tabella de precos.
Tiram-se retratos ate tamanho natural.
EXPOSIClO DE NOITE

.
Elor d'araruta.
PCs para denies, iuglezes.
'erico, para rheumatismo.
Matta-inatta oujaboti, para tosses.
II Rua do Imperador 41
0 novo proprietario deste acreditado e bem montado estabelecimento, cc-m o fira d^
conservar os creditos de unico neste genero, t< m rcformado e melhorado completameute
o mesmo em ordem a poder satisfazerqualquer pedido para as provincias do norte e in-
terior desta, garantindo perfeigao em tod8sasprep*rac,Ses, aceio e medicidade nos precos,
compativel com este genero de drogas.
Espera a todo momento uma grande remessa de pharmacia homeopatkica de J.
Epss & C, de Londres, composta de medicamentos, carteiras, pocolotes, Opodeldock de
Rhus, de Buvonia, de Arnica e de pos especiacs para dentes.
Tem & disposiQao dos amantes da homcopathia a excellente, obra do Dr. Mure >-
dico do povo, j;t em 3.* edir;ao.
Tem carteiras de globulos e tinturas de 12 rr.edicamcntos ate 120, & escolha do ^"l-
prador.
Plumeria, para mordeilura de cobras. *
Seracena( /Xbocolate homeopatbico.
IPara bexigas comoprcservati&u Cafe homeopatbico.
Vaccina (
China cruzeiro, para intermittentes.
Schynus, para anginas.
Galendula, para queimaduras.
Taranlula, para paralysia.
Tiutura mai d'arnica, para coniusSes, c
tes, etc.
A CHEGAREM
Opodeldock d'Arnica.
Dito de Rhus 1
>para rhematismo.
Dito deBryonia;
Acha-se constantemente d testa do estabelecimento e insp :c iooando todas as ;
^ara^oes o Sr. Dr. Jesuino Augusto dos Santos Iflello.
CONSULTORIO HOMEOPATHICO
Cnp*iCL"as le A plot ilo brimault.
Sao recommendadas pelos medicos para recu-
lansar a menstruacao prevenir as coliras, dis-i-
par as dores dos rins e ainda para as febres
inltermitentes rebeldes.
1'ilulas do poUopiijUna do feri-
mault. Para a cura de todas as molestia<*
do figado, para combater as prisdes de ventre
rebeldes, etc.
DEPOSITO
NA-
PHARMACIA E DROGARIA
DE
Barlholomeu
3i RUA LARGA DO
.
I

Tspirito
ra.
de Hahercman ou dc cam/ h -
lie grande florus para pneumonia
molestias do roraco.o.
- r

f
Vinho do quinino do Dr. Locoi:!*'.
Este vinho preparado com optimo vinho de
Malaga e o melhor de todos os tonicos recce?-;-
tuinles na convalescenca das molestias graves, e
se recornmenda para a cura dos padecimenlos
do estomago e intestinos, febres de toda a espe-
cie, com o caracter intermitteute.
Vinho o xaropc dc laclo pliospliato
de dado pelos medicos comao melhor agenle re-
constituinte para favorecer a uutripao, a for-
macao dos osso3 nas criancas e enriquecer o
sangue.
Vinho do Boldo c elixir.da mesma
planta preparado por Frimault.
As folhas do boldo sao empregadas no Chile
como remedio domestico, mnito efficaz, para a
cura dos padecimentos do figado, de que e o
antidoto, como o quinino e das febres.
Vinho c elixir de cacao da Bolivia,
de CJrimaull.Tonico fortificante, dige;-
tivo e reparador das forgas exhauridas.
Vinho de quina ferrosinoso de Gri-
maull.I'reparado com vinho de Malaga e
pyrophosphato de ferro e soda, constitue urn
predoso agente therapeulico para a cura da
Chlorou, dos padecimentos do estomago, po-
breza de sangne, chlorose e as diversas moles-
tias das senhora?.
Xorope de chloral bydratado do Dr.
licronte.- Os medicos aconselham com
successo contra a gou, as aphalgias, vertigens,
hystona, insomnia, epilepsia, nevralgias, tosse
asthmatica, coqueluche, etc.
Crome de Biainulho de Cirimaull.
Contra as gastriles, diarrheas, gastralgias, dy-
senteria.
Xarope de bromurcto de potassa de
tirimauH.-Anti nervoso o appllcado com
optimo resultado no tratamento da gota e rheu-
matismo.
nga da India de CSrimauIt.Cura ins-
lantemente as enxaque^ts, dores de cabega,
nevralgias e dyarrbeas.
Ferro do Cilrard.Protoxoto de ferro. 0
melhor de todos os preparados de ferro para o
tratamento das molestias que reclamam este
aeente therapeutico.
Pastilhag de mannita de Crimaull.
Empregam se como bxativas e purgativas
contra os catarrhos mucosos, faka de appetite,
eatarrno pulmonar.
Oloo de flgado de bacalhaO. ferrn.
KinoNo. de Grimault.E' um medica-
mento de nma efflcacia consume contra a
chlorose, pallidas cores, anemia, pbtysica, todas
as molestias dos pulmo- s, lympbatismo, es-
crofulas, etc.
PO ferro manganico de Bnrin dn
Bnlsson.-Agradavel ao tomarse, dotado
de nropriedade digestivas mui activas, e o re-
meaio por excellencia, na leuchorrea, anemia
gastralgiu, etc
PaMtilha de lactato de"ferro de Bu-
rin da Bale son. Digestivas e optima?
no tratamento das menstruacoes difficeis, flores
brancas e todas as affecccies nervosas do tubo
digestivo.
ciycominn Sichcl. Linimento muito su-
perior aos cerotos, pomadas e unguentos para a
cura das ulceras e feridas de toda a especie.

4 C.
ROSARIO 34
IE
Hula particular de iistncm
eleincDhr
Para
o sexo feminino
A profe=scra, infra assignada, tendo-
se habilitado na forma da lei, pretende
no dia 8 deste mei abrir a sua aula par-
ticular na rua do Marouer do Herval, on-
tr'ora da Conccrdia n. 139, onde pode-
ra ser procurada ; as alumnas, alem de
se iustruirem nas materias que consti-
tuem a iDstrnccao elementar, se habilila-
rao na arte de agulha, bordados de todas
as especies, obras de la e de flores, me-
diante gratificacao razoavel
S. Jose", 6 de junho de 1874.
Esmenia Jenuina Dias.
Paris, 36, Ru Vlvlenne, D
IHIMMM IfiDIGIH SrtCI&L
DEPURATIF
do SANG
MS mnniiiDADAf Ms uxoiu, u
Ci'Him. F ALTnAOOM BO URCDB.
|BJ 30,000 cutudutmirtfr
\geni,puilul*i,kerjii,
AnM, comixes, n-
\monia, ealUrfo*t,H-
\ciosat do MMfiM, vi-
rtu, aUciaioes On sangut. (XatM vegatal
semmercurio). Btpariiui ittUMi
mnbum tomao-se doas ptr
temana, se|Uindo o tricUmento D*wrlfew:
empregado nat mesmas moletUat.
I Este Xarqw Otnch U
|ferrodeCHAlLB."r
innMUti
0, mm9%mwB^Bg
MB
PLUS DE
COPAHU
I MM*.
nte o jiuxos t Moret brancmt
inn.- EU inieo Mm ei
o Xarope de Cltracto d* ftrf.
__uniinii Pom a da qo e as cn ana iaa.
POMADA AHTIHERPET1CA
Coatra: nas ajeefoei cuttm$i t rinlMii
PILULAS VEGtTAES OEPURATIVAI
| Bt cartk, cada taM* vrai ccffcii>
IB folheto.
AVI80 AOS 8R3. MEDICOS.
I Ob*
Sirop du
dFORGET
ui eolhe rduta duU xartp* D"
Pr, MU f* Part*, m
i


Diatio de Pernambuoo Quarta feira 15 de Julko de 1874. \
"*-r~-*\*C"
Gratifica-se
a quern entregar ou der noticis de nma cachor-
rinna da raca ingleza, e tern am signal de uma
queimadura em cima do tomb): na rua do Ran-
gel n. 43, reflnac/io.
Servente para botica.
Precisa so de um que senna pralica para a
pbarmacia Torres a rua de Marcilio Dias n. I37>
i uma canoa de carreira,
em bom eslado-: a traiar Sun Antonio do Rego
.
)



.
/
"
/'
Vende-se ou alnga se
n bom cs'.ado : a tratar '
Medeiros, riu da Aurora n. till
Cast dc saiide de Santo
Ainaro.
Joie da Silva Ramos, proprietario da
casa do saude, tendo regressado da Eu-
ropa, reassumio a administracio, e o
servico medico do mesmo estabelecimen-
tos, e espera qae o publico continue a
depositar a confianc.a, qae sempre depo-
sitoa em vista de sea xelo e interesse {
pelos doentes alii recolbidos.
Jolo da Silva Ramos, medico pelt Uni-
versidade de Coimbra, dn volta de saa
vtagem a Europa, continua no exercicio
fo sua profissio, prestancio-se a tratar
de qualquer doente dentro oa fora da ci-
dade, e dando consultas diariamente das
10 as 12 boras da manna em sea escrip- (
torio na ma do Imperador n. 67.
Joao da Silva Ramos, devendo receber
mensatmente da Earopa, vaecina de su-
perior qaalidade, presta-so a ir vaccinar (11
qualfuor pessoa em sea domicilio oa em )
sea gabinete na rua do Imperador n. 67, (
nas qaartas-feiras e sabbados das 10 as
12 horas da manha.
)
PIANOS.
Acabam de chegar mnito bons pianos fortes e de
elegantes model los, dos ma is notavei* e bem co-
nliecidos fabricanh*; eomo sejsnj : Alphnnse l!i
dom-l, Henry Hers e Pleyol Wolff *C. : no Vapoi
Frances, a -ua do BaraVda YiAurla, Milr'vM No
va n. 7. aprecas muit-j c.iumcdi-s.
Perfumarias.
I*lam OXlr.ut..--, Laahas. "ku. :riaU e pds Jen
irilk-c, agtia dc ll.-r de k'.nja'. aga defmletu.'
UNDICAO DO
DO BRIM
BOWMAN
N. 52
(PasRaodo o ohafariz)
I'EPEM AOS if.nhcrci de en; u5o e octroi sgricahore'.
Cabelleireiro francez
Rua do Marquez de Olinda n. 51
1." AXPAR.
Triumpho da
&S&&>
Em tempos modernos nenhum desoaliri-
mento ope uromaior revolu^ao no modo de
oarar anteriormente em voga do que o
EMTORAL DE AWCAIILITA!
TANTO NO TRATAMENTO
DA
Tosse, Crupo,
Asthma, Thisica,
Rouquidao, Resfriamentos.
Bronchites,
Tosse Convulsa,
Dores de Peito,
Expecturacao de Sangue.
Como em toda a grande serie de enfei mi
dades da Garganta, do Peito e do?
rgllos da respiracSo, que taut
atormentam e fazem soffrer a humanidade
A maneira antiga de curar consistia geral-
mente na applica^ao de vesicatorios, San-
grias sarjar ou applicar exteriormente un-
guentos fortissimos compostos de substan-
<:ias vesicantes, afim de produzir empolhas ;
;ujos differentes modos de curar, nao faziam
senao enfraquecer e diminuir as forcas de
pobr-e doente, contribuindo por esta forma
d'uma maneira mais facil e certa para a-en-
fermidade a destruicao inivitavel de sus
victima I Quam differente e pois o effeito
adibi ravel do
PEITOEALDE mUSUITA!
Em vez de irritar, mortiticar e cauzar inau-
ditos soflriraentos ao doente,
Calm a, modifica e suavisa a dor,
A Hi via a irrita^ao,
Desenvolvo e_'entendimento,
Fortifica o corpo
e faz com que o systema
Jeseloje d'uma maneira prompta e rapid*
ate o ultimo vestigio da enfermidade. Os
melhores votos em medicina da Europa, (os
entee dos collegios de medicina de Berlim
testificam serem exactas e verdadeiras estas
relates analogicas, e alem disso a expe-
riencia de milhares de pessoas da America
Hespanhola, as quaes foram curadas core
PEITORAL DE ANACAHUITA I
Deva-se notar que este rcmedio se ^cbe
inteiramente isento de v^nenos, tanto mine
raes, como vegetaes, errfquanto que alguns
destes ultimos, e particularmente aquolle*
que sao dados sob a forma de opio, e aci-
do hydrocianico, formam a base da maior
parte dos Xaropes, com os quaes tao fa-
eilmente se engana a crcdulidade do pu-
blico. A composicao de anacahuha peito-
ral acha-se linda e curiosamente engarrafada
em frascos da medida de cerca de mek)
quartilho cada um, e como a d6se que se
toma e s6 d'uma colher pequena, basta
geralmeute & applica^ao d'um ou dous fras-
cos para a effectuacSo de qualquer cura.
Acha-se a venda em todas as boticas.
H. FrostersAC, agentes.
Unieos agentes nesta provincia os Srs. J*
O. D. Coyle, rua do Commercio n. 38.
No armazcm do Vapor Francez, a rua do Barao
da Victoria, outr'ora Nova n. 7.
Quinquilharias.
Artigos de differences gostos
phantaxlas.
Espelhos, leques, lavas, joias d'ouro, tesonrinhas,
canivetes, caixinhas de costura, albuns, qnadros,
e caixinhas para retratos, bolsinbas de velludo,
dita.de couns e cestiobas parabra^osde meniaas,
chicotes, ben|;alas, eculo, pencinez, ponteiras para
charutos e cigarros, escovas, pentes. carteirinha de
madreperola, i^ipete para lanternas, malas, bolsas
de via gens, venesianas para janellas, esterioco-
pos, lanternas magicas.cosmoramas, jogo9 da gloria,
de damas, de bagatella, qnadros com paisagens
globos de pap el para illuminates, machinas de
Fazer cafe, espanadores de palhas, realejos,de veio,
accordaos, carrinhos, e bergos para crian^as, 9
oulras muitas quinquilharias'.
Brinquedos para meninos.
A maior variedade que se pode desejar de to
dos os brinquedos fabricados em differntes partes
da Europa, para entretimentos das criancas, tado
a pregos mais resumidos qae e possivel: no ar-
mazem do Vapor Francez, rua do Barao da Vic-
toria outr'ora Nova n. 7.
Calcado francez
a 9^;
Botinas para homeiti
Acabam de chegar grandes jacturas de botina:
de bezerro, de cordavao, de pelica. de duraque
com biqueira, de bezerro com botoes, e com il ho-
ses a 9*W00 (a escolher) por ter vindo grande
quantidade por conta e ordem dos fabricantes;
ao armazem do Vapor Francez, a rua do Barao de
Victoria (outr'ora Nova) n. 7.
,Para senhora.
BOTINAS pretas, brancas e de cflres. diflerentes
lisas, enfei tadas e bordadas.
SAPATINHOS de phantasia com sal'.o, brancos,
pn. los e de cores differentes, bordados,
SAPATOS de tapetes, chariot, castor e de tranca.
Para meninas.
BOTINAS pretas, brancas e de cores differentes,
lisas, enfeitadas e bordadas.
ABOTINADOS de diversas qualidades.
SAPATOS de tranca portuguezes.
Para 'meninos.
BOTINAS de bezerro, lustre e de cordavao,
ABOTINADOS e sapatoes, de bezerro,de deversas
qualidades.
SAPATOS de tranca.
Botas de montaria.
Botas a Napoleao e a Guilherme, penir.
meias perneiras para homens, e meias perneira
para meninos.
No armazem do Vapor Francpz, a rua do Barao
da Victoria n 7.
emprirpad re* \c m
etnismy 0 f^vor de uma visits a sen etai)elec!tn*,atu, i,n verem 0 oovo lommeott
offiptet) qne abi tern; geodo todo soperior em qoaiidad
'c-Cio pe88oal pode-se verificar.
ESPECIAL ATTENgAO'AO NUMERO E LUGAR DE SUA FUND1CAO
le e (ortidio; 0 qae com 1 ins
diviiia, ll.'ridf, lavaud^ jHjs de air. j, ?abotviis;
crosmeticos, untf* artigo deliradus cm perfnma
ria para pretutes em frascos deevlractos, caixi-
nhas sortidas e garrafas de differentes tamanhos
d'agua de Cologne, tudo de primeira qualidade > Ana .-. mj... .-,
dos bem conhecidos rabricantes Piver e Coudray, y at}0f6i 6 l*od&S H'aff tlft u "^P01 *
. v*kjjisj9 ^7 tuitao U agJ manbos conveaiealea pert at diversas
ir.:ncQstancias doe senhore* proprietarios e part deacarocar algodlo.
Moendas de oanna SJISS- 'tm,ah0'' a':melbore' ^
existem.
Sodas dentadas paraaDla,M'' a*fl vapr-
raixas de ferro fundido, batido e de eobre.
il&mbiqnes e fundos de alambiques.
^Tn^llTnicmna P* mandioca e algodlo.l Podendo* todoa
UUi/niniSmOB e para errar madeira, f m movidoa a mio
Romhaa |Pr a*q, nPr
iviuuao de patente, garantidaa........ |oa aoimaea.
rodas as machinas p*m *** **.
Paa qualquer concerto de BMChidi$,ao' p^ l f^001140
Form as de ferro tem,>m*lborM^m P!riAttTnmA u llimuUUcta. ude dol clientel> ienabrando-lhei a vantsgem de faxerem
aas compraa por intermedio de peasoa eateadida,
iet preetar aoxilio.
ir^dofl amfiriftflnnft e ''Mtromentoi agricolaa.
JARDIM DAS PL4NTAS
A rua da Ventura n. 25 (Capanga)
Abi se eneontram:
Larangeirae celecta e de umbigo enxertadas a 3/
Sqpotiseiros e sapoteiros em vasos, de 1 a 11
jalmos e at^ ja com flores para dar fructo, alem
das seguintes plantas de ornato e de fructo por
preco mnito commodo.
Laranja cravo.
Dita de doce do Para.
Dita branca.
Dita tangerina.
Lima da Persia.
Dita de nmbigo.
Limao francez.
Dito doce, enxertado.
Oiticoro.
Palmeira imperiaL .
Parreiru.
Pinheiras.
Romeiras.
Rozeiras.
Rezeda.
Ubaia.
Dbaia e outras mvitas.
E outras plantas : na Capanga a rua da Ven-
ura n. 25.
Rcuniao popular!
Hygiene c economia
Quereis passar algnmas horas 'atisfeito ?
Quereis conservar a forca dos orgacs digestives ?
Qnereis espuecer os peripecias da vida ?
Quereis viver engolfado no prazer ?
Quereis preveuir muitas enfrrrcidades ?
Quereis gozar us effeitos da boa ecunomia f
Quereis ter appetites e facil digestao ?
Quereis, finalmente, ser feliz 0 ditoso ?
Attendei aos meios;
Vinde incontinente ao muito conhecido e pre-
conisado armazem do Campos a rua do Im-
perador n. 28, onde encontrareis todos os agentes
(sem -ser de lailao) necessarios para consegnirdes
os gozos que vos offerecem as afiirmativas, que,
indispensaveltr.ente exigem as oitopergunlas predi-
tas, isto e, encontrareis os generos mais linos e
gostosos que por vc-ntnra tenham alimementado
os estomagos mais susceptives e delicados, encon-
trareis 03 vinhos mais purs que teem exportado
os paizes mais vinhateiros do niundo e que fazem
espancar a mais impertinente tristeza, deixando,
com cer'eza, inraizado 0 germen da alegria, que,
inundando de perfumes 0 oceano da alma a
imaginacao exercera, poderosamente, prodigiosa
inspiraoio sobre tcdas as caboras a que tenha fei-
to a sua a6censSo ; encontrareis os aiepipes mais
melindroEos, de cheiro activo e embriagador;
encontrareis, em summa, iguarias deleitosas, pe-
Uscos deliciosos e lu3o 0 que ha de mais pro-
vocador (depois da mulher) e que vos pode sua-
vemente tr.iusportar ao paraizo da gastronomia,
fazendo-vos gozar a -mm real das felicidades
da vida humana, a boa mesa
Visto como:
N. i8Com 0 enjporio das tripasN. 28.
N. 28-Recheiado de iguariasN. 28.
N. 26 Se pode dos embuoados -N. 28.
N. 28 Rpeiir as picardias !N. 28.
Rua do Imperador
Mesmo .porque :
F patente e apregoado por todos os medicos de
mais ceiebridade que os bons alimentos sao es-
sencialmente necessarios para a boa conservacao
da saude e uma das bases mais pederosas para
assegurar 0 completo desenvolvimento das fa-
culdades phyeicas e moraes da creatura ; e
com effeito, se assim nao 6, respondam-nos qual
a causa porque em cada' canto que paramos des-
cobriraos uma quantidade enorme de crianfas ra-
chiticas ejnfeiadas, de mocas debt is e de uma
constraccio franzina, de rapazes maalentos e sem
vigor e finalmente de toda a mais bicharia, dig-
na por certo de melhor sorie, verdadeiros typos
do desfallecimento e que nos deixa pbysiolflgica-
raente conhecer os effeitos mephiticos da ma aii-
qae em qaalqaer necessidade pode
QX1UO.
dos americanos
RUA DO BRUM N.
ASSANDO O CHAFARIZ
ODILON DUARTE & MAO
aBELLEIREIROS
Premiados na^ exposi^ao de 1872
RUA.
>|
1MPERATRIZ
FR.82g
fl.* ANDAR."
^S&F
N
RUA
DA
IMPERATRIZ
N. 82
1." ANDAR.
Acabam de reformer o seu estabelecimento, collocando-o'nasjmelhores con-
dicQdes possiveis de bem servir ao publico desta illustre capital, e as Exmas. Sras. n'a-
quillo que fdr tendente & arte de cabelltdreiro.
Fazem-se cabelleiras tanto para homens oomo para senhoras, tupete, chignon,
coques modernissimos, trances, cachepeign, tecidos, desenhos em cabellos, quadros tu-
mula3-es, flores, bouquets e todo e qualquer trabaLho imaginavel em cabello.
O estebelecimento acha-se provido do que ha de melhor nos mercados estran-
geiros, recebe directamente por todos os vapores da Europa, as suas encommendas e figu-
rines de modas, e por isso pode vender 20 */0 menos que outro qualquer, garantindo
perfeicao no trabalho, agrado, sinceridade e pre<;o razoavel.
Penteam senhoras, tanto no estabelecimento como fora ; vende-se cabellos era
port;ao e a retalho e todos os utensilios pertencentes a" arte de cabelleireiro.
mmmmmmmmmmmm
PHARMACIA NORMAL

**#*

*!"'
DE
JOSE ElilA^ DE MOUftA &
17Largo do Mercado Publico17
I.-.: (Antiga rcbelra de IS. Jose,)
Acaba de ser aberta e acha-se a disposicao do respeitavel publico esta nova phar-
^ macia e drogaria, completamente provida do indispensavel a um estabelecimento dessa na-
tureza, sem excepcao de productos cbimicos e medicamentos preparados no estran-
trangeiro, tudo novo e o melhor possivel.
As receitas dos Srs. medicos serao sempre despachadas com a mais seria attencao,
e sempre sob as vistas do pbarmaceutico que compile a nossa firma social.
As pessoas que se dignarcm de honrar o nosso esatbelecimento com a sua conSan-
& ca, podera estar certasde que serao conscienciosamente servidas, nao so relativamente ao
* que pedirem, como tambem a modicidade dos precos.
mmmmm mmmmmmwmm
SSENCIA CONCENTRADA
in (
.1 it
p. IH Xk
I Ml *.
.':
c .,/< r s
IV.Ir. Ruujif.T, .(nrinii'e i.-btlliin
kjirfirfl fiatifiz: irm h i.m <'? |-t w i
quisi<;ao de um perttooiiiciM ibdi \it>\*\HOli I'uis, i i]ntl u\i I.. I> !i'.fio s i*mm-
penhar quslq; er encon rnenda dt sua it<-, e so a>>> qSM
prestimo se qufirem otilisar Outio iin ffifWiiMn t\w- n m i; nU i.i l> trariio si rnpre a Mcnitcr da labil'cuciros, ondc scatbem disciit tos e t^sccbadKS todes
os ptiileados moderuos, para sores, casurcntof, bailts etc.
Finalrrente previne is mesmas ezedltstisnaiM stiluiss, que ic < It c um completo
sortimento de coques, cachepaines, band6s, eretctoks, etc., e vtndt tudo peUs precis
abaixo mencionados:
Coque de cabello de 15$, 200 a 50(5000.
Tranc.as de dito 1(5?, 12$ 15? a 20^0i O.
Cachepaine de dito 155, 200 a 3U()00.
Crescentes de dito 2(0, a 5tt0(0.
ranbem (rcontrarSo um completo sortimento rccebido ha p. uco, dc < ;lc!los de toda?
as cores e comprimento.
IH. 51. Rua do Marquez d* Olind? -^. 51.
A6UA DE CHINOLBNA-
PARA TINGIR Ii\STAMANEAME.\TE OS CABELLOS
PRKI'ARADA TOR
BARTHQL0ME0 & C.
Pliarsuaceuticos da Casu Real dc S. II. V til llci do Portugal :
premiados em diversas exposicdes eons o psrluieii-o presuiu de
saa ciasse.
Unico composto, cuja base principal s3o principios vegetaes, que f 6 !e por isso ser
usado por tempo indefinido sem o menor receio de alteragio de smiile. uUi agua alrr.i-
ravel dd aos cabellos, em poucos minutos, uma c6r c biilho n.itural, desie o nutaniho
at^o negro, e ao contrario de todas as tiuturas coniieci'las, tern um aroma ngradai-ili'ssi-
mo, que facilita o seu uso a"s senhoras, ainda as mais dillict-U. Affionfam-*e M sins <.-
sultadose e/feilos inoffensivos, quer a applicacao seja linitada a barli.t, qtlcr coapmhta-
da os cabellos da cabera.
DEPOSiTO Pharmacia e drogaria
34Rua larga do Rozario34
PERHAMBUCO
il
PREI'ARADO l'OIl
SI I -
mi
BARTHOLOMEO & C.
Pliariuacculicos da easa real de S. I, C d-rei dp PcHagd
Premiados em diversas exposicoes com o primeiro pre-
mio de sua ciasse.
O xarope vegetal americano, garantido pvuhehtb VEflEUt, nidi eonjeoi on pns com
umso atomo de i pio, e sira somente suecos de piauta* mdigenas, eojas projiriedadas benehVa- na
cura das molestiasque pertencem aos orgaos da respiracSo, tern sido obscrvadas nor joogo ten ,
los medicos mais distinctos que ore:ommendam e prescreveja todos os dias no traumata ia; broo-
chites, tanto agudas como chronicas, asihma, toss s rebeldes, esearros de iangoe, toisica uo pria
graoe contra asirritacoes nervosas.
DEPOSITO GERAL
34 = Rua larga :do Rosario = 34
PEBNAMBUt.0.
CWADA
Precica-se de uma para casa de pequena lami-
lia, preferindo-se escrava, paga-se muito bem :
a tratar na rua Neva n. 48.___________________
O barao de Santa Cruz, tendo sido obrigado a
parlir precicipitadamente para a Europa, era conse-
quent de incommodo de sua familia, nao Hie foi
possivel procurar as pessoas que lhe honram com
suas relacSes para rereber suas orden=, o que
espera lhes deculparao, rogando Ihes de disporcm
de sens services onde quer que estej*.
Caixeiro
Prccisa-se de uma ama
aia cozinhar em casa de
pequena familia. prefcrin-
na rua do
j
Precisa-se de um caixeiro de idade it 16 a 18
annos, com pratica de taverna, e qae de fiador a
sua conducta : na travesta do Poucinho n. 7.
oo-se escrava
Capibaribe n.
to.
DE
Silverio fugio
quinta-feira, 9 do corrente, levando calf-a de algo-
dso azul, nova, e camisa velba de algodlo branco;
este escravo e cabra, de 30 annos de idade, alto,' tes commodos,
cheio do corpo, cara redocda, barbado, cabello
bom, e a barba bastante branca, dentes bons c
mtudos, muito conversador, vagarcso no andar,
descerado : recommenda-se as au'.oridades poli-
ciaes e capitaes de campo o apprehendam e levem
a rua do Cabuga n. 3, 3 andar, on a rua do Im-
perador n. 28, que se gratificara.
Perdcu-se da rua da Apollo a estaci
Cinco Pontas, uma letra da qnantia dc I
sacada por Joaquim Rodrifaes Pinheiro c. t
em 30 de abril pch Sr. Ga?par Cavaleai I
buquerque L'chOa Junior ; a r.osiv,a que a I
achado poJe cntregar a ma do Apollo n. 51,
Aluga se uma boa casa cun c
;i rua dol". roiel Su
n. 1G!) : a tratar a.i mesma rua n. 171.
Premiada nas expo-
sicoes de Pernambnco
e Rio de Janeiro.
MEDALHA DE PBATA.
r
Pharmaceulico
Pefa escola de Paris
Successor de
MEDALHA
ARISTIDE SA1SSET E. J. SOUM
Premiada na expo-
sicao de Vienna d'Aus-
tria.
tivo e
Abacati.
\cacia.
Arjticnm a p6.
Canella.
Casoarina.
Carolina do principe.
"kmdeca.
Coracao da India.
Pigueira.
iflamboyant.
Pructa-pao.
Ingado Para.
Jambo.
j-asmim laranja.
Laranja da China.
Uita do ceo.
Trastes.
Corapra se e vende-se trastes novos
.os no armazem da rua o Im-
uomp:
usado
perador n, 48
mmwwBBB
mentagao, de qae irreflectiJamente fazem uso ?
Silencio profundo I Confirmacao absolutal
Verdades puras:
Quern negar ja ousou dos paios a fama,
Dos presuntos os sabores rejuintado ?
JE do vinho o pod&r que leva a cama-
Vida ao enfermo e for^a aos esfalfados t
A 16m do que:
_ E' um facto conscienciosamente provado e que
so podera ser contestado por algum hypocrita im-
becil, de que ninguem esta tao habihtado a ven-
derbom e narato como o Campos, o que e de
facil intuicao, attendendo se a qae o sen fun e
fazer com que :odos venham comprar em seu ar-
mazem, para o que nao se acba, feliimente, sob
o jugo do egoismo e nem tao ponco e alimenta-
do pela arabicilo do ouro a cim pelo desejo
de bem servir aos sens freguezes, dispensando a
todos agrado e sinceridade.
Embora que:
Ruja, ruja os invejosos,
Fallem, pulem, saltern, berrem :
Nao poderao, desditosos,
. _____________Competir, nao, mais egperemT .
Banhos satgados.
Aluga-se desde ja, ate flns de Janeiro proximo
vindouro, a easa de frente encarnada, com terra-
ce e gradeamento, em Olinda, pateo de S. Pedro,
mobilia, gaz, agua, banheiro e jardim ae lado :
a tratar na roa do Amorim n. 37.
Tratamento pnramente vegetal verdadeiro puriflcador do sangae. sem mercuric
A JEssencia de Caroba 6 um remedio hoje reconbecido como um poderoso depura-
espacial para enra de todas as molestias que teem a sua origem na impureza do sangue,
como sejam : as molestias Syphiliticas, Boubaticas e Escbofulosas, Rheumatismo, Empingens, Dab-
tbos, Ulcebas, EbcpcSes, etc. etc.
Os prodigiosos effeitos qae tem prodasido a Baaencja de Caroba, por toda parte
onde ella tem siao apropriadamente experimentada, a tem feito adoptar como um dos medicamen-
tos mais seguros e mais energicos para a cura de lodas as molestias de natoreza syphilitica e
boubatica. Jr
A cada frasco acompanha uma instruccao. par* a maneira de usar.
Poniada aiili-darlrosa
Contra as affec^oes cutaneas, darthros; comichoes, etc etc
Uoguento de Caroba
Para cura das
Na rua larga do Rosario d. 16, na para se
alogar nma boa escrava, e mais uma muito boa
engommadeira e costureira.
Pedem ao Sr. emprezario da Iheatro Santo
Antonio, que leve o drama Sete Passss, no domin-
go as 5 l\i horas, a pedido de maitos cr.ixeircs.
Aviso en tempo
Roga-se a pessoa que tirou por engano ou de
propositj um chapeo de sol de seda cor de cafu,
do armazem do abaixo assignado. co largo da
Companhia n. 1, que o leve ou mande bota-h) no
mesmo lngar._______________________
Aluga-se um pequeno sitio, ediiicado do
novo, no lugar da Tamarineira : a tratsr na rua
do f/oaunercio'n. 9, 1 andar.
ajpfljfcf*^


ATD1
bonbas, ulceras, chagas antigas, etc., etc.
UNICAMENTE PREPARADO POR
RGHJDUAYfiOL IRMAUS, SUGGESSORS
Botica Franceza
22 Kua do Bom Jesus 22
( ANTIGA RUA DA CRUZ )
Bom negocio.
Traspassa-se a taverna n. 65, a rua do Bario do
Tnampho, em optima localidade e com coramodos
excellentes para familia : a tratar com o commen-
dador Tasso, que seodo o proprietario do predio,
garante o arremlamemo pelo tempb que se con-
vencionar, e faz venda da armacao e generos exis-
tentes, a dinheiro ou a prazo.
1
fl
Lindas tarlatanas de cores, de assento branco e preto com salpi-
cos, para vestidos, pelolbaratissimo preco de 240 re"is o covado, na
loja das columnas, de Antonio Correia de Vasconcellos, na rua do
Crespo n. 13.
infiA
Nao se prestando o pequeuo e?pa;o do armazem
il. 10 A, a rua da Hadre de Deos, para um abaste-
cido deposito das diversas marcas de fnao, que o
i abaixo assignado almejava ter, acha-se d'ora em
' diante aberto outro e8'3!?e!ecimento sot a mesma
denoulina?a de
AHaiAZEM DO FUMO
A' rua do Amorim. n. 41
com todas as proposes deseja'das, e onde'pode-
rao os senhores freguezes dingir-se, certos de que,
como at6 aqui, acharlo sempre a par da modici-
aade dos pregos, a maior sinceridade possivel. En-
tre as differentes marcas de fumo da Bahia e Rio
de Janeiro, qUe tem sido annunciadas, acaba de
cnegar uma encommenda especial, que muito deve
convir aos senhores freguezes. Consciente o abai-
xo assignado de que neste genero de negocio nio
esta sem competidores, fara muito por eviur que
tambem 03 tenha com rela?ao ao pequeno lucro
que proenrara obter da dita mercadona.
Jose" Domingnes do Carmo e Silva.
O abaixo assignado. filho legitimo de D. Joa-
qnina Maria Ignacia do Sacramento, previne a
qpalquer pessoa, qae nao fa^a negocio com os
bens de raiz pertencente a sua mai, sem primei-
ro entendsr-se comsigo.
Recife, 9 de jnlbo de 1874.
A rogo de Francisco Antonio Gomes,
Joao Pinto Cavalcante.
24--Hm do Marquez de Olinda -24
Esquina do beeco Lareo
Prevrae.-se a quem interessar possa, para
E aW.88 f-UtarH' 1ae Sr- Valdeviiio Rl-
beiro da Silva, nao pode alienar nom bypothecar
os sens bens, porquantp, esta sendo ajuuado por
qnantia snperior a sete contoa de r6is.
PRETO
Aluga-se um preto de meia idade, para anal-
S^"^ nesta praca, o qual e fiel e de boa
conducta, afflancando-se a qualquer pessoa que o
JJJgf: tratar^rua4doBar*, da Vic-
'"logios de parede, americanos, e cima de me-
jH, -- costos e qnalidades, relogios de
sa dos meii.v.. --^a-,M, patEnTsuisi..
aigibeira, de todas as qUu.. '-'-meii nk
de oaro e prala donrada, foleado u^ -
ESZJU. 0Dr\ !Blfe, descnberto, dos mnlm.^
rabricantes, cade.a de ouro.plaquet e prats. Innel.o
de tod?s as qualidades, tado por precos muito ba-
LOJA DO PASSO
DE
Cordeiro Simdes i C.
Acabam do receber pelo vapor Mendoza :
Rtquissimos cortes de gorgurao de seda lisos
com listras arbamalotadas.
Ditos de linbo para vestidos, contendo cada cor-
te, o necessario para sen enfeite, como seia :
franjas, trancas, botoes, fiveuas. etc.
Rtquissimos chap^os para senhora, ultima moda.
ma Primeiro de Marco n. 7 A.
Aluga-se
o predio da rua do Barao de S. Borja n. 28, cam
commodos para grande familia, contendo agna e
I gaz encanados, grande quintal bem planiado e
porno para a rua do AUlho : a tratar na ma da
'Ponie-Vellian.?^
n



**
Jmrio 4e PfcrtiaaibiicD Quarfca, feira 15 de Julho de U74.

!:">
^in/i^i^LV BE
iTraa do BarQo do Triampho frua doBrcni) ns. 100 a 104
CARDOSO IRMAO
IS.\M' 80s senhores da^ngenhrs e outrcs agricultores e ao publico em geral que
mtthmm a rcceber de Inglaterra, Franca e America, todas as ferragens e macbjna s ne-
aeas-as aos esbbelecimentos agricolas, as mais mode.nas e melbor obra qne tern vindo
> aanr^ado.
HNA
!Ama
de forc,a de 4, 6, 8e 10 cavallos, os rcelhores quetem vindo ao merado
>iraS de sobresaleute para vapores.
SC^QdaS intGiraS emeias moendas, obra como nunca aqui veio.
1M3S,S fundidaS e batidas, dos melhores fabricantes.
liwS^S U aglia com cubaje de ferro, fortes e bem acabadas.
E&kxi deiltadaS de todos os tamanhos e qualidades
E^ogios e apitos para vapores.
l4abaS de ferro, de repucho.
&*1!*iUb de diversas qualidades.
Hl&maS para aSSUCar,grandes e pequenas.
|7S?aildaS de ferro fundido, franceias de diversos e bonitos gostes.
1 UgCeS; iranCeZGS para renha e carvao, obra superior.
13H06 ditos p8ra gaz.
teos de ferro fundido
jTi&de ferro
Vskul
t&zeias iaglezas para macbinismo.
Aw3C08 e SOiaS com titas de madeira, para jardim.
fjfan6rtO& concertam com promptidao qualquer obra oa machina, para o qae leea
sua fabrica bem montada, com grande e bom pessoal.
^niniendaS man<^am v'r P&r encommenda da Europa, qualquer machinismo,
p3ra o que se correspondent com uma respeitavel casa de Londres
r z":\ JS&sisiachirjns, e se responsabilisam pdo bom trabalbo das mesmas.
Raa do Barao do Triumpho (rua do Briim) ns. 100 a 104
- FUNDICAO DE CARDOSO 4 IRMAO.
11 IT
Estd eneouragado I! !
Agua mole cm pedra tlurin
Tanto da ate quo a fura.
Roga-se ao ffim. Sr. lgnacio Vieira de Mali
sscrivSo na cidade de Nazareth desta provincia,
favor de vir a rua Daqae de Caxias n. 36, a con-
doir aquelle negocio qua S. S. se comprometteu a>
realisar, pela terceira chamada deste jornal, em
fins de dezembro de 1871, e depois para Janeiro,
passou a farereiro e abril de 1872, e nada cumprio;
e por esteNnotivo 6 de novo chamado para dito
dm, pois S. S. se deve lembrar que este negocio
de mais de oito annos, e quando o Sr. sen tilho se
achava nesta eidada.
A M A S?i
Precisa se de uma ama para cozinhar:
na rua do Barao da Vicona n. 25.
Precisa so de dius, s para cozinhar e com
outra para lavar e
engommar, preferia-io se a priroeira, escrava : na
ma do Crespo p. 7. ____________ ____
- Precisa-9e de uma ama qua saiba cozinhar e
engommar, para c sa de pequena familia : a tra-
tar no 2* andar do sobrado n. 37 da rua do Barao
da Victoria.
Preeisa-sc de uma ama para engommar : na
travessa do Corpo Santo n. 25.
Firnileiro
Engenho
- Domiogos Nunes Ferreira participa a seus
amigos, que transferio o sou cartorio e residen
eia para o sobrado n. 12 da rua do Paulino Ca-
mara, onde offerece" os seus servicos. Aproveita
a occasblo para declarar que nada d ve a pe3
' soa alguma; porem se alguem se julgar sen
'credor, roga-lhe o obzequio de apresentar sua
conta para ser ineontineme paga.
i Na rna velha Uc Santa Rita n. 57, precisa-s
Vende-se o engenho S. Pedro, situado na pro- alugar uma preta para vender comtaboleiro.
vincia de Alagoas, comarca do Porto Calvo, a' &t&&&M&^lJ&M^*3M
menos de nma legoa distante do porto de maT do ,
Gameila, tern oxcollentes terras, matas, e safreja j
Mam el lgnacio das Candeias (o antigo funileiro
da praca da lodopenlenei ), encarrega se de fazer
qualquer obia de sua arte, e bem assim de cortar
e collocar vidros em vidratjas. cspelhos, etc.. tudo
por modico prtei: quern de seu prestimo se aui-
zer ulilisar, pdde dirigir-se a casa de sua residen-
cia, a rua Bella n 4.___________________
Aloga-se o sitio da casa verme-
Iba, na travessa da Cruz de Almas :
a tratar no silio do commendador
lasso,______
Engenhos em Mamam-
C0MPBAS,
!8S
regularmente 2,^00 paes
gaiio n. 31.
a tratar na ma do Vi-
Boa casa.
para
para mesa e banco,
para gelar fgua.
psra bomba e banheiro.
ardim.
Aluga-se o palacete do fallecido Custodio ii,S
Alves Guimaraes, na ilha dos Ratos (Boa-Vista),
onde morou ulliuiameute ojllm. Sr. Dr. lgnacio de
Barros Barreto : a tratar na 1-Ja do Paaso, a rua
Primeiro de Marco (antiga do Crespo), junto ao
arco de Santo Antonio.
lua do Imperador 491
Ha nesio estabelecimento o melhor sortimento de pianos dos mais afamados autores,
triPio sao : tlorz, rieyel, Plap, etc. Offerece-se tambem uma qualidade de pianos supe-
!, mandados rixpressamente construir para este dims, o qual os araadores dos
1b pianos s6 encontrarSo nesta casa.
Recfbem-Se pianos usados em troca.
Concertom-se e aflnam-se pianos.
hem avisa-se aos Srs.
concertadores de pianos
mpre o mais comploto sortimento de matejir.es para concertar pianos, como
eopos, folba para os mesmos, cravelhos, parafasos, castor, camursa, cordas,
49 Rl r. \ BO IMPEBAIIOR 49
:.;-
-
i
Lscrava iu
fi
AON. 9
No Progresso do pateo do Carmo vende-se man-
teiga ingieza flor a 1^200 aJibra, franceza a 800
rs. a libra, bem como tem urn completo sortimen-
to de molhados para qualquer chefe de familia
faze; sua despenga, que encontrara preccs ma s
commodos do que em qualquer oolra parte.
:rin;".n a estarfugidadesda 17 de.maio docor-
ido, a escrava Maria, cor cabra, idade 26
ah n regular, iritgra, tem todos os den-
prfeitos ^e-ii faha alguma," cabelbs carapi-
: torn marcas de bexiga no rosto e tem urn
de eostura urn pouco grande e estufado
>ra : renieote do uni antraz nue e!Ia teve,
. goal 6 no rneio das costas na afturadas pas,
f-.? arra 3 ontra pa,, e ella tem o vicio de
: lo de ahita clara e. dous chales
. ,..send.) uni velho e ouiro novo decor encar-
; i,s padr&es ; talvez ella diga em
. que e liver que e forra c troque o
eserata lem uma irma mulala, escra-
site lugar, consta que alguem tem ella acou-
lem sido vista rus ruas desta cidade.
3 :>2 a todas as autoiidades polielaes e capi-
. impo que a captore e leve-a a rua da
... n. .">0. que se gratiucara.
CiTVSlLTOBIO
E SWfilTMO
.CARLOS
Vende-se on arrenda-se o engenho S. Carlos, em
Ipoiuca, moente e corrente, com todas as obras
lem'perfeito estado de conservaeao, e muito bora
; d'agua : a tratar na travessa da rua Duque de Ca
' xias n. 3, I
Quintaes.
*
MWi-CIIlGifiO
DO
Df J Santa Rosa
R-jia do Rarao da Victoria
: ira rua Nova n. 46, primeiro andar.
CONSULTAS das 10 boras da manha
^o nitio dia, e cbamados por e3cripto a
':;;. bora do di i e da noite.
" ESPECIALIDADES partos, mclestias
ia olhos e do apparelho respiratorio.
m
Empreza do gaz
A empreza do gaz tem a honra de aununciar ao
pubiico que recebeu ultimamente um esplendido
sortimento de lustres de vidro, candieiros, aran-
delas e globos, cujas amostras estao no escriptorio
a rua do Imperador n. 31, e serao vendidos aos
& I seus freguezes pelo prego mais razoavel possiveL
IO Monte Lima
0
m
Emm fugido
:r!e .8 .do corrente mez que esta fugido do
jBgasb'o Sapucaia, de Beberibe, o escravo Luiz,
, eabeHos de caboclo, corpo regular ; e.-ta
aa> ooceo pallido por ter acabadj de se tratar de
-a.i broncjite:;. Recommenda-se a sua captura.
JYROS A YENDA.
tem um completo sortimento de galao e franja de
ouro e prata, verdadeiro, de todas as larguras,
abotoaduras douradas para oulciaes, canutilhos e
enfeites para bordado. Tambem se encarrcga de
todo e qualquer fardamento, como ssja : bonets,
talin?, pastas, espadas, dragonas, charlateiras, ban-
das, abotoaduras lisas e douradas, para cfiado,
etc.; assim como um completo sortimento de
franjas, galio falso para armamento, cordao de la
com borla para quadros e espelhos (conforme o
gosto da encommenda) tudo por muito menos pre-
co que sra outra qualquer parte: na praca da
Independencia n. 17, junto a loja do Sr. Arantes.
Ama para engommar.
Precisa-se de uma que saiba engommar ronpa
de homem e senhora, prefere-se que seja escrava:
na pharmacia Torres, a rua de Marcilio Dias u
135.
So primairo andar desta typographia em
k> do a Jrainistralor, vende-se os seguin-
* bvrinhos :
uaatnto Esperto dialogo ins-
TBitivo, critico, analytico, histowco, e mo
al,entre um matuto e um liberal por 500
36j eada exemplar.
WLAneuij&o Familiar-romance, 0
*iwaa serio do leituras, 2 volumes por ....
*mih_____________________*
-.Preci-cFe alugar uma escrava
am : a trata.r na rua da Camb ja
para vender
do Carmo n
Entulho
96-se ^ntis a quera
iaiantarcecto, fundos
w ii Cadeia.
o quizer tirar, na rua do
das cat at iucendiadas da
ftaoha mais ca'bellos
braocos.
' TINTOBiA JAPflliEZi.
M& tuucaapproyada pelas acadtimias de
iiiniir, reconheeida s perior a toda que
Mil appari-cidortt^ hoje. Deposito princi-
gri i nta -la Sadou do Recife, hoje Mar-
idftCliiiv n. 51, l. andar, e em
m boticai e casas de ctbellei-
Francisco Xavier Carneiro da Cunha Miran-
da, pelo presente faz saber a quem convier, que
desde o primeiro de Janeiro do corrente anno pas-
sou a assignar-se Francisco Xavier de Miranda, o
que ja tem feito em di7ersos papeis, como escrip-
turas, etc.
Recife, 11 de julhode 1874.
Francisco Xavier de Miranda.
Desappareeeu
da casa do abaixo assignado no dia 13 do corren-
te, o seu escravo de nome Manoel, conhecido por
ManoeJ Amaral, com os signaes seguintes: baixo,
secco, falla muito, porem, um pouco atravessado,
foi escravo do Sr. Andrade, na Parahyba do Norte:
roga-se a qu?m o apprehender, leve-o a rua de
Santa Rita n. 5, entrada pela rua nova de Santa
Rita.
Bellarmino Alves ArOcha,
AGUAS MINERAES NATURAES
DE
Vichy-Cosset
referiveis As de Virliv-Vloliy
por serem as unicas que conservam todas as suas
propriedades depois de transportadas.
Fonte S. Marie, 6 a mais efflcaz na anemia, na
albuminaria, na chlorosis, no empobrecimento do
sangue, e nas febres intermittentes. Os resultados
obtidos nas diabeies sio muita aotaveis.
Fonte Elisabeth, nao se altera nunca eia mais
rica das aguas de Vichy em bicarbonate de soda
em magnesia e recommendada pelos &ennores me.
dicos pela sua efScacia nos engorgitamentos do
figado, do baco, nas affeccpes do estomago, dos
rins, da bexiga, nis areias e na gotta.
EXIJASE
o nome da fonte na capaola
Vende-se em caixas e a retalho, no unico de-
posito
PHARMACIA AMERICANA
01
Ferreira Mala db Companhla
57-RUA DUQUE DE CAXIAS-57
Vicente fugio
Na noite de 13 para 14 de marco do corrente
anno fugio o mulato Vicente, escravo, de 20 annos
de idade, bnnita flgura, barba e estamra regular,
levando vestida e em um sacco roopa de algodao
branco e alguma mais flna, pertencente a nm cai-
xeiro da casa donde fugio; e natural da fregue-
zia de Sant'Anna do Maiioj, diz e ter sido criado em companhia da madrinha D.
Anna Luiza da Luz, de quem. alias, foi escravo :
roga-se, portanto, aos Srs. capitaes de campo
e autoridades policiaes a apprebensSo do dito es-
cravo, e entregal o na cidade do Recife, rua do
Crespo n. 10, ao Sr. Joaqu m Moreira Reis, on
na cidade do Assii ao Sr. Torqnato Augusto de
Oliveira Baplista, que serao generojaraente grati-
Ccados. __________________________________
Conductor
Na rua do Bora Jesus n. 17, precisa-se fallar ao
Sr. Ricardo F Catanho de Vasconcellos, emprega-
do na linha ferrea do Caxanga.
Cheshire c* mlensed Milk.
Leite condensado novo.
Cerveja de Nocnega.
Keller & C.
Attencao.
12 an-
n. 35,
Precisa-se alugar um moleque de 10 a
dos, no sobrado da ru< estreita do Ro ario
sobrado da floruta, defronte do escriptorio do Dr.
Leonardo, e na mesma casi continua-se a forne-
cer comedorias para fora.
Compra-se um sitio pequeno, que seja perto
da praca e que tenha caa de moradia : a fallar
na rua do Barao da Victoria n. 40, loja._________
AVISO
Precisa se comprar dous escravos, pedreiro e
carapina, paga se bem : a tratar na thesouraria
das lotenas, a rua Primeiro de Marco n. 6.
rmkn.
guape.
Vende-se os seguintes :
Barra,
Pregulfa,
e Patriclo.
A tratar com seus proprieUrios nesu eadade,
e para informafoes com Joaquim Pinto do Mei
relies Filho na mesma cidade de Mamaraguap*
Tasso Irraios k C.
Wll>on Howe & L. Tandem do seu anauea
rua de Commercio n. 14 :
verdadeiro panno de algodio azul
Bxcellente fio de vela.
Cognac de 1* qualidade
Vinho de Bordeaux.
Carvao de Pedra de todas as qualidades
VENDE-SE
um terreno no Arraial, com 120 palmos de fren
e 140 de fundo, com uma boa caeimba : no ca
da Companhia Pernambucana n. 26.
Escravo fugido.
Fugio na noite de 4 para 5 do corrente, do lu-
gar Preguica (Agua-Preta) o escravo Antonio, cor
preta, altura regular, espadaiido e secco para bai -
xo, olhos grandes, cabeca redonoa, bem barbado
e conserva a barba, e um pouco eambeta, quan-
do anda roca uma eftcha na outra, pernas tinas,
soffre como que de frieiras entre os dedos dos
f'tis, falla de um ou dous dentes na frente do
ado superior, esta bastante cortado de chicote
nas costas ( isto e) na altura dos rins, levou
chapeo de castor preto, calca de brim de cor,
camisa de chita e paletot de brim, e toca viola ;
0ulga-se ter ido para Caruarii, onde foi c^mprado
no sitio Capivara a uma vinva em 1856, quando
moleque, e tem mai nesse lugar. Roga-se as au-
toridades e capitaes de campe que o apprchen-
dam e olevem a AguaPreta a entregar a Ernesto
Arselino de Barros Franco, ou a "rua de Pedro
Affonso n. 43, venda, qne serao gratificados.
Oadvogado
Bacharel Anlmio Ferreira Martins Ribeiro mu-
dou sua residencia para a rua do Leao Coroado n.
6, sobrado ; continuando a ter seu escriptorio na
rua do Imperador n. 54.
ALUGA=SE
a casa da rua das Flores, hoje Matbjas de Albu-
querque n. 21. onde teve cocheira : a fallar na
rua das Larangeiras n. 18, 1 andar.___________
Engommadeira portugueza.
Na travessa dos Ferreiros n. 7, lava-se e engom-
ma-se toda roupa, lisa e com perfeicSo, por preco
muito coramodo : camisas de homem a 160 rs.,
paletots a 400 rs.; e roupa de senhora nmbem
tem abatimento.
nrsfin
Fugiram no dia 7 de julho de 187*, do engenho
Giqui, freguezia da Rscada, de Florismundo Mar-
ques Lins, 3 escravos, sendo Asterio, preto, al-
to, bem moco, sem barba, corpo regular, e olhos
brancos ; Elias, preto, bem moco, sem barba, al
tura media e corpo regular ; e^tes dous foram da
villa de Pesqueira. Luiz, c3r fula, bem moco,
barbado e tem os peitos cabelludos, estatura bai-
xa corpo reforcado e bem espadaiido ; este foi de
Nossa Senhora da Gloria ; gratiflca-se com gene-
rosidade a quem os apprehender e lev.-los ao Re-
cife, no escriptorio de Francisco Mamede de Al-
meida, rua do Torres n. 12, ou ao proprietario
acima.
}Q^s^^y^\ A*s ^H^R *^^ ^^^ W^ ^w^ WF". ^^k /*0* ^^
* C0NSULT0R10 1
m MEDIC0-CIRURGIC0 %
Dr. Pedro d'Athayde L. Moscoso
PARTEIRO E OPERADOR
9>tua do Vlsconde tlv Vlbuciuer-jB
qae n. 39. M
m
*
i
Preci.-a-se de um feitor para o engenho Sa
pueaia, de Beberibe, e que seja homem affeito ao
acmpo.
Na noite de domingo, 5 do corrente, furta-
r?m do engenho Rola, freguezia da Escada, dous
cavallos : um russo, nao claro, velho, dentes qae-
braios, de sella, carregador e esquipador obriga-
do, tem marcas de colheira nos lados por traba-
lhar em carro, ferros a margem no quarto direito
e no queixo menor, com o signal dous ou dez*
Outro, alasao tostado, os mesmos ferros em cima
da anca e na qneixada, carregador obrigado na
redea, e tem ma redea, trabalha na cangalha.
Ambos estao gordos, o russo e grande, c o alasao
novo, tamanhode meio acima. Informam que estes
animaes foram furlados por Manoel Joaqnim Ta
vares, que ja esleve no coito do finado Siiiuelra,
no engenho Mupan, e Mathias Antonio de Souza,
feitor de Manoel Antonio Dia?, senbor d i ngenho
Rola, por ter sido despedido, visto sabi-r dito se-
nhor do engenho que aquelles eram la-lioesd*
cavallo3, que vieram aco3?ados do Cabo, unda I lie
foram apprehendidos doas cavallos furl::dia no
eDgenbo Cuerra. Gratifica-se bem a quem di-r
noticias dos dous cavallos furtados, no engenho
Rola, ja dito.________________________________
Mkafio
Vende-se um terreno em Agua-Fria, com 60
palmos de frente e 330 de fundo, tendo riuas fren-
tes, uma para a rua do Cicundo e ontra para a
rua das Mocas, proprio. para ediflcar, cujo terreno
tem arvoredos : a tratar na rua da Santa Cruz
numero 7.________________^_________________
CASA DA FORM.
AOS 4:000^000.
BILHETES GARANTID0S.
A rua Primeiro de Margo (outr'ora rua aU
Crespo) n. 23 e coaos do costume.
Acham-se a venda os felizes bilhetes garantidos
da 26* parte das loterias a beneficio da nova igre-
ja de Nossa Senhora da Penha (108), que se ex-
trahira no sabbado, 18 do corrente mez.
PRECOS
Bilhete inteiro 4*000
Meiobilhete 2/000
IM PORgXO DE 1O03J000 PARA CIMA-
Bilhete inteiro 3/500
Meio bilhete 1/750
__________Manoel Marlins Fiuza.
CASA DO OURO
Aos 4:000&000
Bilhetes garantidos
Rua do Barao da Victoria (outr'ora Nova
n. 30, e casa do costume
0 abaixo assignado acaba de vender nos seu?
muito felizes bilhetes a sorte de 4:000/ em dous
meios bilhetes de n. 2018, alem de outras sortes
menores de 40/000 e 20/000 da loteria que se
acabdu de extrahir (107') ; convida aos possui-
dores a virem recober, que promp lament e serao
pagos.
0 mesmo abaixo assignado convida ao respeiD
vel publico para vir ao seu estabelecimento com
prar os muito felizes bilhetes.qus nao deixarao de
tirar qualquer premio, como prova polos mejmcs
annuncios
Acham-se a venda os muito felizes bilhetes ga
antidos da 26' parte da loteria a beneficio da
nova igreia de N. S. da Peal a, que se extrahira
no dia 18 do corrente mez.
Prccos
Inteiro 4/OOn
Meio 2/000
De tOO$000 para cima.
Inteiro 3/500
Meio 1/750
Recife, II de junho de 1874.
Joao Joaquim da CostaLeite.
ESPECI ALIDADE
Ho I ex I i at* de nenhorao e
naentnos.
Consultas das 7 as 10 horas da ma-
nha, todos os dias.
Das 6 as 8 da noite, nas segundas, quar-
tas e sextas-feiras.
Os doentesque mandarem os seus cha-
mados por escripto at 10 boras da ma-
nha serao visitados em snas casas.
I
i
m
m
m
Medico-cirurgico
DO
Dr. Josi- Felix da Cunna Me-
nezea.
i Medico operador.
RUA ESTREITA DO R03ARK) N. 3.
[ Da consultas todos oa dias das 9 ho-
j ras da mnhi as i da tarde, dessa bora
I em diante acha-se promp to para qual-
j quer chamado, em casa de sua residencia
ir'rua da Princeza Isabel n. 4, junto a
1 estacao dos trilhos de Oliada.
j Das 7 as 9 horas da manha da consul-
tas gratis aos pofcret.
E3PECIALIDADES
Molestias syphiliticas, via digestiva e fe
bres.
Consultorio niedice-cirnrgico
DE
A. B. da Silva Maia.
Rua do Visconde de Albuquerque n.
1|, outr'ora rua da matriz da Boa-Vista
o, 11.
Chamados : a quaiquer hora.
ConsulUs: Aos pobies gratis, das 2 as
4 horas da tarde.
Tomou a fugir
Do Dr. V. C. C. Albuquerque ausentou-se desde
o dia 10 de julho do corrente anno o preto Bene
dicto, de 25 annos de idade, 6 bastante ladino, falla
mansa, cantador de modas, e bom carapina, esta-
tura alta, espadaddo e um pouco corcovado, bar-
bado, tendo a jesta pequena, falta de denies na
frente, pes feiosj e com uma cicatr/z grande por
cima de cada um pe, proveniente de talhos de
machado ; nasceu no engenho Bujary, de Goyan-
na, onde tem mai e parentes, tendo passado ao Sr.
Luiz Cavalcante de Albuquerque, morador na
mesma cidade, a deste ao Exm. Sr. Barao de Na-
zareth, tendo a primeira vez que fugio estado no
engenho Pangaua, de lioyanna. Pede-se a todas
a* autoridades e capiiaes de carapo.que o pegando,
levemo a rua Direita n. 40, ao Sr. Belisario de
Souza Banieira, ou no engenho Furna, de Santo
Aroaro Jaboatao, qae serao geaerosameute grati-
Qcados.
Atten^ao
Quem precisar de uma pessoa para caixeiro de
taverna, padaria ou feitor, tendo disto pratica, e
dando fiador de sua conducta, pode dirigir-se ao
pateo do Terco n. 58.
]R9|3SdPiQ
CASA.
Aluga-se a casa n. 113. da rua da Concordia,
com bastantes commodos : a tratar no Recife, rua
da Cadeia n. 3. ___________________________
Qostureira
Na travessa da rua da Palraa n. 26, defronte do
becco do Possinho, cozese com perjeicao 6 aceio
qualquer obra ; da-se fianga e manda se levar as
obras aos freguezes.
% Consullorio medico
_5 DO
Dr.MariUo.
BUA DA CR0ZN. K, f ANDAR-
Recem-chegado da Eurepa, onde fre-
quentou os hospitaes de Paris e Londres,
node ser procurado a qualquer hora do
dia ou da noite para objecto de sua pro-
fissao.
Consultas das 6 horas da manha as 8 ho-
ras, e do meio dia as duas da tarde.
Gratis aos pobres.
ESPECI ALIDADES.
Molestias de senhoras, da pelle e de
crianca.
Galcado barato.
Rua do Barao da Victoria
n. 8.
Vendein Lyra & Viunoa para
acabar
Os seguintcs calcatlos
Botinas de cordovao de Pollak a 8/000
Ditas dito dt Fanein a 8/000
Uitas de bezerro de Pollak a 8/ e 10/000
Sapatos de tranga franceza a 1/500
Ditos avelludados a 2/000
Botinas gaspeadas para senhora 4/000
Sapatos de casemira para homem 1/600
Para viagens.
Amaral, Nabuco & C, alem de um completo
sortimento de objectos de gosto, vendem os se-
guintes, indi^pensaveis para viagens:
Cadciras espreguir^adelras de abrir e fechar.
Malas de couro e de madeira, forradas de lona
c de diversos tamanhos.
Bolsas de couro e de tapete, de muitos tamanhos.
Capote? de barracha.
Cerolas, camisas de raeia, luvas e cachinezes,
tudo be IS.
Eftojos para barba, com pertenjas.
Lanternas furta fogo.
Chicotes de diversas qualidades.
Caniveles com colr.er, saccarolha e garfo.
Insigoias ma^onicas de diversos graos.
No Bazar Victoria, a rua do Barao da Victoria
2.
Amara]; Nabnco & C.
vendem :
Camuas de linho, brancas, para hemens e me-
ninos, lisas e bordadas. .
Camisas de chita para homens.
Ditas de meia de algodao, lit e seda, para ho-
mens e meninos.
Camisas de flanella, brancas e de cores, com
manga, meia manga e sem manga, para homens.
CamL-a3 de algodao arrendadas para senhoras
c meninas.
No Bazar 'Victoria, rua do Barao da Victoria
n. 2.
TACHAS TACBAS
BATIDAS FUNDIDAS
Qualidade super or
Sjslema bovo
Mais barato do quem era qualquer outra paru
NA
FuodJciio da Aurora .
C. STARR A C, EM LIQUIDACaO.
Vendem
Wilson, Rowe & C.
Em sen armazem a rua do Trapiche n. 14, o aa
guinte :
Algodio azul americano.
Fio do vela.
Carvao de pedra de todas as quaMUea.
Tudo muito barato. V
n. >.
Chocolate brasiieiro
FABRICADONO MARAWttAO
Das seguinles marcas :
Flor de chocolate.
Chocolate de baunilba.
Dito de cnnella.
Dito commum, fino.
Dito hc-meopathico.
Dito de araruta.
Dito de musgo.
Dito ('e ferro.
Chocolate vernnfugo.
Vondem pelo pre;o da fabrica, Jose Tavares
Carreiro i C, a rua Direita n. 14.
Para presences
No Bazar Victoria, a rua do Barao &\ Victo-
ria n. 2, se encontrara objectos proprio para pre-
sentes.
Toalhas de linho a 500 rs.
Vende-se toalhas de 1 nho pelo barat ssimo preco
de 500 rs. cada uma, e meladB- de seu valor
aproveitem, que esiao i-eacabando: na rua Du
que de Caxias n. 88, loja de _______ Bastos.
~2$000
. Saias de la com barra, fazenda superior, pelo
baratissimo preco de 2/000 ; assim como, linho
pardo com listras brancas, fazenda superior para
vestidos a 440 rs. o covado : a* loja dos arcos a
rua Primeiro de Marco n. 20 A, de Gurgel do
Amaral & C.
7
AUcncao.
Vende-se alguns terrenos no Monleiro, um si-
tuado na estrada do Lameirao, comprehendido
um caixao de pedra e cal, para uma grande casa,
com 290 palmos de frenle inclusive a largura do
dito caixao, sobre 300 ditos de fundo medio, e
mais dous a margem do rio Capibaribe, tem um
150 palmos de frente e 280 ditos de fundo medio,
e outro de 130 de frente, sobre 300 de fundo
igualmente medio. Cs pretendentes podem procu-
rer o engenheiro Antonio Feliciano Bodrigues
Sette, que esta encarregado pela preprietaria dos
mesmos terrenos, de ministrar todos os esclareci-
raentos precisos, e proceder as raedicoes, e venda,
a rua do Crespo n. 12, escriptorio, ou ao Sr. Vi-
cinte Ferreira da Porciuncula, a rna do Impera-
dor n. 83, 2' andar.
Vinho
Verde
de
Aiuaranthc,
especial.
Vendem Pdcas A C, a rua estreita do Rocario
n. 9, junto a igreja.
Terreno
Vende-se por preco muito harato um bom ter-
reno no becco do Espinbeiro, com 165 palmos de
frente e 300 de fundo : a tratar na rna do Crespo
junto ao arco de Santo Antonio, na loja do
Passo.
VENDE-SE
no estado em que se acba o sitio no lugar do Re-
raedio, freguezia dos Afogados n. 18, chao proprio,
com 349 palmos de frente e 658 de fundo : os
Sretendentes dirijam se ao seu proprietario, a rua
e S. Francisco desta cidade, sobrado n. 10.
-se
um balcao com terno de pesos e medidas, por
commodo preco : a tratar na rua do Lima, em
Santo Amaro, n. 8.
5a Coques de tranca
Rua Dnque de Caxias53
Augusto Porto recebeu pelo paquete franczf
um Undo sortimento de coques de tranjasdos'
gostos mais modernos e elegantes.
Vende-se pes de sapotas
na rua do II. spicio n. 75.
de optima qualidade
ALERTA
Com o n. 43, a rua do
Queimado n. 43
Defronte do becco 40 Pcixc Friio
on Junto a loja da ntacaolla.
Cnegrnena : Cbrzncn !
Lazinnas i. quadros pretos a 240 re. 0 covado.
Ditas de quadros e de cores a 240 re. o covado.
Granadine de lislras, a parisiense, a 160 rs. 0 co-
vado.
Poupelina de seda de furta cores a 1/ 0 covado.
Cambraia Victoria lina a 3/000 a peca.
Dita transparent*) a 2/ e 2/300 a peca.
Lencos chinezes con versos a 1/800 a dnzia.
Chales de chita a escoceza, por 2/*um.
Chitas de cores a 240 e 280 re. 0 covado.
Brim pardo fino a 400 rs. 0 covado.
Colchas para cama a 2/ e 3/ uma.
Lencoes de bramante a it.
Cobertas adamascadas forradas a 3/ uma.
Mei 43 para homem. sendo de cores a 4/ a duzu
Toalhas muito grandes 0 5/500 a dnzia.
Metins de listras a 360 rs. 0 covado.
Madapolio avariado a 3/500 a peca.
Camisas inglezas a 2/ e 3/ uma.
Ditas de cretone a 3/ uma.
Aproveitem que estamos fazendo grande alaii
mento, nunca menos de 40 por cento. Dio-s*-
amostras com penhor. _______________
1P^
Armazem da cs-
Unico deposito de cal bran-
ca de S. Bento e Jagua-
ribe.
N. id -Cacs do liWl 11.6
0 dono deste armazem de materiaes conu-au
em grande porcao cal preta, p'.ia medida dos for-
no?, mediante ajuste, mandando bolar no lugar
competente, garanlindo seriedade neste negocif.
Vende-se a taverna da rui das Carrocas n I.
que fcZ esquina para a rus de S. Joao : a tratar
na r.ie.-nia.
Sedas a 1^280 o covodo.
Vende-se bonitas sedas de listras de lindas co
res pelo baratissimo preco de 1/280 o c vad".
aproveitem que esta se acabando na rua do Du
que de Caxias n. 88, loja de Demetrio Ba9tos.
Casa c terrenos baratcs no Sal
gadiohn.
Antonio Jose Rodrigues de Souza, na thesoura-
ria das luterias a rua. do Crespo n. 6, vende n .
casa dc taipa e terrenos de seus sitios no lugar
do Salgadinho : a tratar somente com o me-m
E' barato
Trancas de cabello
humano, natural, com um n elro do eomprimenlo.
a 15/ cada uma : so na rua da Irnperatriz n. 82
casg de Odilon Duarte Irmio._________________
As unicas verdadeiras
Bichas hamburguezas qne vem a este mercadc
na rus do Marauez de olinda n. 51_______'
Grande novidade.
Pccliiacha seiu i^ual.
Brim pardo trancado com peqneno toque de me-
fo e limpo a 320 e 400 rs. o covado.
Brim de linho de cores, fazenda de 2/ a vara
a 2/ o corte.
Brim branco de linho muito flno a 2/ e l/aO' a
vara.
Lisinhas de quadros trancadas (escocezas^ <*
com listras de seda a 240, 320 e i60 rs. o covado
Cambraias transparentes, Gnas, marca Bipo, d'-
33 a 6/ pec>. ,.rwi
Cambraias Victoria muito Dna, de J/auu a
6/500 a peca. ..
Cambraias de cores com (lores solus e de Ul-
tras a 240 rs. o covado.
Metins escuros e claros, padroes muito moder-
nos, a 280 e 320 rs. o covado.
Popelinas arrendadas (com nome de Novidade-1 >
fazenda de muito gosto e nunca vista nesta dads,
a 800 rs. o covado.
Casemiras de cOres, padroes lindissiraos a 4/,
5/ e 6/ o corte.
Fazendas para luto. Lasinhas preta nnito finas
a 360 e 401 n. o covado.
Cambrias preus lisas e com salpios a 940 e 800
rs. a vara.
Mussulinas pretas, fazenda de muito gosto, 36"
rs. o covado, e outras muitas fazendas qae D*
mencionamos por se tornar enfadonho e que toda-
vendemos por precos barplissimos : na rua Pri
meiro de Marco n. 10.
Sedinhas a 1#500 o covado.
Venham antes que se acabem : na loja do Passo
h ua 1.' de Marco u. 7 A.
Vende-se
na cidade da Escada, tres casai, na melbor locak-
dade do commercio, tendo ama dellas padaria
bem antiga, a qual se acha remontada, com todas
as suas pertencas e com armacao de venda, a
posse de um terreno junto as mesmas casas ; ven-
de se tudo por modico preco : a tratar com Joss
de Azevedo Campos, na Escada, e com Manoel
Luiz da Veiga, no Recife,, a rua do Vueoone de
Albuquerque n. 162.
Vende-se as seguintes casas
terreas.
Becco da Bomba n. 5.
Rua do Fogo n..
Rua do Padre Floriano n. 35.
A tratar no pateo do Carmo, ttvenu n. I.
ATTEHnpAO
Vende se o grande e magniflco sitio dt fallecido
Jolo Carroll, na Ponte de Uehoa o, 10, onde, alem
de um immenso silio ha nma grande casa, fruc-
teiras de todas as qualidades, grande baixa do ca-
pim e passagem para o rio: para trattr ao nwamo
silio, ou na rua do Vigario n. 19.




Diario de iernamDuco Quarta feira 15 cie Mho de hbl

*
t-
L
%
'

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/


A R MAZE*!
m
(azendas finas
Rua Primeiro do Marco n. 7 A
DE
Cordeiro SimoescfcC.
S' esia uraa das casas que hoje pode com pri-
azia otferecer aos seus freguezes urn variadissi-
Q csortimento de fazendas finas para grande toi-
lette, e bem assim para uso ordinario de todas a*
classes, e por precos vaotajosos, das quaes faz am
aequeno resumo.
Mandam fazendas as casas dos prelendentes,
jara o qae tem pessoal necessario, e d2o lunostras
Cortes de seda de linda? cores.
Grosdenaples de todas as cores.
Gorgurio branco, lizo, de lietras, preto. etc.
Setim Macao, preto e de cores.
Grosdenaples preto.
Velludo preto.
Granadine de scda, preta e-ide c6res.
Popelinas de liados padroes.
Filo do soda, branco e preto.
Ricas basquinas de seda.
C.wacos de merin6 de cores, la, etc.
aJantas brasileiras.
Cortes com cambraia branca com lindos borda-
Ricas cipellas e manias para noivas.
Mquissimo sortimento de las com listras de
eda.
Oarabraias de cores.
Dilas maripozas, brancas, lizas i bordadas.
.Sanzuques de. lindos padroes.
Baptistas, padroes deiicados.
Percalipa* d quadros, pretos e brancos, listras,
iic, etc. -
Bfins de linho de cor, pronrins oara vestidos,
com barra e listras.
Ricos cortes de vestido de linho. o eites da
mesrha cor, ultima mod?
l)itos_de camhraia de cores.
Fustao de lindas cores.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas borJadas para senhoras, de linho e al-
lodao.
Sortimento de lavas da verdadeira fabrica de
nvia, par* homens e senhoras.
'estua'1 oara roeninua. ^
r,i>oji para bapt^ado.
Chapeos para aiio.
Toalhas e gnardanapos adamascados de n de
r.para mesa.
' Colchas de la.
Cortinados bordart-s.
Grande sortimento de camisas de linho, lizas e
tnrdadas, para homens.
k'eias de cores para homens, ir.eninos e meni-
a*.
Oiias escoceza.
Conu>'eto so.-timepto de chapeos de sol para bo-
aSaai e seanoras.
Merino de '.-ores psra. vestidos.
Oito preto, trancado e ''i'.o de verao.
oilhado de niio e algodao para to
AtoalhaJo par do.
Oamasco de la.
Brins de liuho, branco de cores e preta
Setim da lindas cores com li^iras.
Chales de merino de cores e pretos.
Ditos de casemira.
Ditos de seda preta e de c6res.
Ditos de.touquim.
Camisas de chita para homens.
Ditas de Hanoi.a.
Cereulas de linho e algodao.
Pannos de crochet para sofa, cadeiras e conso-
Lencos bordadjs e de labyrintlio.
Colchas de crochet-.
Tarlatana de todas as cures.
Rlcos cortes de vestidos da tarlatana bordados
ira c6rtes.
Espartilhos lisos, bordados.
Poulard de seda', liddas cores.
Meias de seda para senhoras e meninas.
R cas fachas de seda e la para senhoras.
Ri^o sortimento de leques de madrepcrolas e
JfSO.
Damasco de seda.
Casemira preta e de cores.
Cbitas, madapolao panno fino preto e azal, col-
arinhos, punhos delinho e algodao, gravatas, lu-
a de fio de Escfissia, tapetes de todos os taroa-
Qho. bolsas de viagem, poitos> bordados pafra ho-
xens, lencos de linho braaco o de cGres, toalhas,
juardananos. etc., eic.
r
baralo.
Vende-se ura pequeno si'io perto da esta-
?8o do Salgartinho, tondo de frente 150
palmos, e de fundos mats de quatrocentos,
com uma. elegante easa detaipa, acabada de
proxim) e b>?m asseiada, tendo % sal s, 2
quartos e cv/.inlia f6ra. 0 terrcno e pro-
?rio o bom le plantagdes, tendo algumas i
irvores do >ructo, agua do beber e todo cer-
-ado.
' Para ver e m tis explicates, no mesrao si-
tio a qua.'querhora a entender-se com Tris-
tao Francisco Torres, e para tratar, na the-
<"iraria djs loterias, rua 1.* de M'argo
a. 0._________________________________
Lazinlias
a 200 rs. o covado.
S6 na rua do Qucimado n. 43, junto d !oja
da Magnolia.
Cheguem, yenham a ellas 1 I..*.
Lazinhas de quadrinhos a moda escocera pa-
dro>8 muito chiques, propria para vestidos de se-
nhoras e meninas. pelo diminuto preco de 200 rs.
o covado.
So o 43, loja de Guerra & Fernandes.
Diio-se amostrascom penhor.
Salsaparrilha de Ayer
, PAKA PCKIFICAR O SANCUE.
O renome de qne gett este ex-
cellente remedio 6 devitlo a milha-
res de curas que tem operado, mu-
itas das quaes sao verdadeiramente
maravilliosas. Iimumeros sao 03
rr oasos em que 0 systhema, parecen-
^r ^ JA. do atura<"> dapodridSo de enfer-
Hidt -ClF midades escrofulosas, tem sido
HJ^(*"~ -l. promptamente restituido a saude.
As affecfocs e desordecs, agerava-
fgf das pela contaminacao escrofulosa,
^^^^^^^ aXt prodnzirem dores mortificantes,
tSm sidp tam radical e tarn gcralmento curadas por elle, em
todes os pontos do Imperio, que o publico mal precisa de ser
informado das snas virtude^ e do modo de usal-o..
O venerio escrofuloso 0 urn dos mais destruidores inimigos
, da raca bumana. Ore, senhor8a-so occulta e traicoeiramente
do nosso organismo e deizs-o fraco c inerme contra molestias
faiaiss. Ora, patenteia a mfecc&o de que oorrompeu o corpo
e entfto, em momento opportuno, lavra rapidamenle sob algu-
ma de snas hediondas formas, ja na cutis ja nos orgams
vitaie. Neste ultimo caso deposits, rauitas vezes, tuberculos
nos pulmoes. no figado, no coracao, etc., quando nSo se man-
ifesta em a^pcoes, tumores, etc.
A inim^o taai perigoeo e tam perfido nunca Be deve daif
fraarida, e p.'svenuo 6 sempre' melhor do que combftttel-o.
Assim, antes d^ npparecerem 03 proprios $am>*l,inm action.
^.Udof fu^r-1^^ ** ^riipodera^evitar
A pesyj^ que S0flrim dj Ery$lpela4, Fogo de 8. An-
tonio, Dartrot, Empigena, JUmmaNimo, Tumorei,
XJlteras, e sensib.Jidade dolorosa nos ouvidos, olhos, bc.\
cor nos ossos; Dyapeptla on Indlgeiloet; Hydropciia,
Holcttiam do Coracao e do Figado, Fpyleptia, Xcv-
raljla e de Tarias outras afleccSes do systhema muscular e
rerroso, acbarao seguro allivio usando desta SAXSAPJJi-
BILBA DE AXES.
A SyphiUt ou MoletHaa Tenereat sao curadas com o
seu uso, posto que seja neceuario mais dilitado espa^o da
tempo para subjugar tam impertineutes enfennidades.
A Leucorrhea, on Floret Brancat, as ulceraooes uteri-
nas e cm gcral as molestias das mulheres tao tambem allivia-
daa utteriorniente curadas por seu eQeito purificador e
Trativo.
RhcumatUmoR a Getla, quando cautados por accu-
mulicoes de materias extranhas ao sangae, cedem-lhe facil-
mente, de mesmo modo 0 Mat de Figado, Congeatao ou
Infiammarao do Figado, Iciericia, quando sau oriundas
de niaus residues no sangue.
A Salsapaxrillia e on ezcelleote reataorador da
forca e vigor do systhema.
^sim, todos os que som-erem languor, Phlcgma, Dee-
wnoioa, Inaomnia e que sao incommodados com Appre-
het.aoea e Temoiea Xervoaoa ou qualquer outra affeccjo
provenieate de DebiUdode, acharao do ten poder renovaaox
c aais teguro expedient* de prompta cura.
PREPABADA FOB
J. C. Ayer & Co., Ix>well, Maag., E. 17.
Chlmleoa Fracticoa e Analytic/it,
VENDE SE IKXR
BARATEIRO DA
Rua da Imperatriz n. 72
MENDES GUIMARAES t IRMA0S
Acabam de fazef um grandc abatiincnto nos pregos de snas fuz/lhdas atten-
dendo a grande falta que ha hoje de diaheiro,^ por isso crcio que o prej.i que vai men-
cionado agradard ao respeit-vel publico.
CROCIIES A 15600.
Ven le-se croche"s para cadeiras a
cejia uai.
LAZINHAS A 200 REIS.
Vende se lazinhas para vestido
10500
a 200,
CHAPEOS DE SOL DE SEDA A '.$000.
Vende-se chape'os dc sol de seda para se-
nhoras e meninas a 4$, ditos de alpaca (1-
nos com 12 astes a 4J>, ditos de -nerin6 de
duas cores a $$*, ditos de seda para ho.T.cm
a 6, ditos inglezes com 12 aslcs a 8JJ e 95.'' 32>, 400, e 500 rs. o covado.
BRIM PARDO^A 400 rs, ALPACAS DE CORES A 500 REIS.
Vende-se brim pardo escuro a 400 rs. o Vende se alpacas de cores a 500, 640, 2
covado, dito de cores com quadrinhos a 800 rs. o covado.
500 rs. o covado GRANDE SORTIMENTO DE TAPETES A 49.
CORTES DE CiSEMIRA A 5J5. Vende se grande sortimntode tapetes para
Vende-se cortes de casemira de corespara| todos os tamar.hos a 49, 4JJ500, 59, e 69
caltja a 59, e 69, ditos de dita preta para'caJa um.
calca a 49, 89, 69, e 79. I
BRIM DE ANGOLA A 29 0 C0RTE. GRANDE SORTIMENTO DE ROUPA I
Vende-so cortes de brim de Angola para
calca a 29, dito rnuito linos a. 39. I
ABERTURAS PARA CAMISAS A 200 REIS e
Vende-se aberturas para camisas a 200 rs, I
ditas mais finas a 400 e 50(1 rs. ditas de'
MMNTO [ CMO BilS MOLEST US PPEINTES 04IMPUREZA DO
SANCUE
Ii NA
NA
PlY.itO
PELO
esguiaoa 19, ditas bordadjs a 29-
CHITAS A 240.
Vende-se'chitas para vestidos a 240, 280
e 320 rs. o covado, tem escuras e clar^s.
MADAPOLAO A 39.
Vende-se pecas de mad --polao enf>.'stado a
39, ditas de dito inglez a 49500. 55, e 65,
ditas de dito francez fino a 79, .79-00, 89*
99000.
e 7

0 BARATEIRO
contra
immigo
a
acernmo
carestia I
NA
Rua Priiiieiro de Marro n. i
Ontr'ora rua do Crespo, defron-
Se do arco de Santo An-
tonio.
BAPTISTAS, temos grnde sortimento d>?ta fa
zenda e vendemos muito barata, a 360 e 400 rs.
o covado.
ALCASSIANAS de honitos desenhes e cores fi-
xas, a 400 rs. o covado. So no barateiro, venham
apreciar.
MET1NS tranQados, francezes, fazen^a superior
e de bonitos gostos, a 2i0 e 280 rs.! Queffi riva-
lisa ?
CHITAS de bons gostos e de cores fixas, a 210
e 260 rs. So aqui.
LAZINHAS esi-ocezas, padroes bonitos, a 180 e
200 rs.
DITAS de linho e las, padroes inleiraraente no-
vos, a 240 rs o covado, fazenda que custou sem-
pre 400 rs. So no barateiro !
CRETOXES escuros e claros, fazenda superior a
400, 450 e i80 rs. o covado.
POPELINAS de seda e linho a 900 e If; apres-
sem-se a mantlar ver.
DITAS de linho e algodao a 700 e 800 rs. o
covado.
BRIM pardo tranfado a 2C0 e 280 rs. o covado.
So no barat iro I
DITO de cores, fazenda muito boa, a 500 rs. c
covado.
CAAIBRAIA transparente e Victoria a 3/300 e
^P00 a peca Aonde tem 1 So barateiro I
BRAMANTE de linho de duas larguras, 1$200
a vara ; admira ? e exacto.
ESGUIAO de linho e algodao de 10 jardas, por
4*000!
DITO de linho puro a 8/ a pe^a. Ao barateiro,
ao barateiro I.
MADAPOLAO fr.ini"ez fazenda superior a 5J e
6J ; sempre custou 8*.
BOTISAS para senhora, rr.uito superiores, a 45
4*500. Si aqui.
TOALHAS alcochoadas a 4*300 e 5*000 a du-
zia. A ellas, a ellas.
CORTES de creton francez, bordados 5*500
e 6* I I
Ditos (uso da corte) Je cambraia a 10*7 Sem-
pre custou 15*.
SORTIMENTO de chapdos de sol de seda a 7*,
8* e 9*. Venham antes que se acabem.
DITOS cabo de marfim de superior qualidade,
11*500, para acabar.
DITOS oara senhora, a'3*500 1 Sempre cus-
taram C* ; estao se acabando, venham a elles, a '
elles !
GRANDE queima para acabar de camisas fran
ARROBE DEPURATIVO DE S iLSAPARSILHA. CA-
ROBA E YELAME
PREPARADO POR
PI BARTHOLOMEU & C.
I liai'iuncf ntiios dacasa real do S. 11. F. El Rei dc Portuga
Premiados em diversas exposifues corn o premio de sua classe.
A saude 6" um bera.inapreciavel, cuja importaucia e valor s6 ostd reservado ao enfer-
mo avalial-o. E' inconlestavel quo o homem neste mundo 0" constantemente, e por todos
os Iados atacado por uma infinidade de agentes morbidos, que todos tendem, dadas ter-
tas o determinadas circumstrancias, a alterar o regular exercicio das funccoes organicas,
resultando desse desiquilibriooquo se denominamoleitia.
NACIONAL. | A molestia nao e mais do que a desvirtuacao das for^as vitaes, occasionada, segun-
Calgas de riscado para traba'.ho a 1^000 (Jo as investigar^ies o experiencias dos mais abalisadcs mestres da sciencia, pela deprava-
19400. 5a dos humores geraes, consequencia da acgSo maligna desses mesmos agentes morbi-
Calcas de brim pardo a 19900,29, 29500. dos mtroduzidos no organismo pelo acto da respira^ao, pela via digestive, pelo contacto
Calces de brim de Angola de cores a 2^. immediato, etc.
39. | A syphilis infelizmente tem sido apartilha da bumanilade, e como e" Wra de du?i-
Cal^as dc casemira de cores a 59500, 69.da (lue esse ierr've' Proteo da medicina e uma molestia hereditarfa, ellatem sido obser-
79. j vada em todas as ideas, o debaixo de todas as.suas formas tao variadas, enfraquecendo
Calcas de casemira preta a 39500, 59500 conslituigfies robustas, produzindo mutilagdes eco tando ainda em flor da idade vidas
-j, r prcciosas.
Ehminar da econoraia eise? principios deletcrios, e purificar a massa geral dos bu-
mc*es tern sido desd^ tempo immemorial o fim constante da medicina, e osdepurativos
Paletots de a paca preta a 39, 39500, 49 f,8ura,m ,em P^meiro lugarpara preench&r esse desiderato.
59. I v Prefere.ncia no leino ve8eta' que a sciencia aconselha que devemos procurer as
____________________________________substancias propnas e depurar o organismo, eliminando os principios novigos a saude
j pelo augment > das secrecoes naiuraes ; e que possam ao mesmo tempo neutralisar a virus
syphilitico, ainda qu ndo e^te virus ja" tem feito erupcao no exterior debaixo de suas mul-
tiphcadas formoS. Os grandes e inromparaveis depurativeis vegetaes conseguem
muitas vezes prevenir os estragos da sypailis, quando por ventura se acha ella ain-
da no estado do incubac.ao; isto 6, sem seter manifestado sob formas external; bene
ficioincoraparavel, tanto mats porque neste estado os in lividuos igooram cjmpletamen-
te se estao contaminados por esse terriyel inimigo.
Felizmente para nos o recurso prompto e sem igual para combater virus taodelete-
es-
Palitots de riscado a 19.
Paletots de alpaca de cores a 29.
A' rua do Catltuira U. 1 A.
Os proprietarios da Predilecla, no intuito da
conservar o bom concetto que teem merecido dc
respeitavel publico, distinguindo o seu estabeleci-1
mento dos mais que negociam no mesmo geuerc 'rio encontramos em abundancia em'nosso uberrimo solo' ne^sa riqueza inveiavel de
veera scientificar aos seus bous freguezesque pre- pecies de vegetaes, muitosdos quaes ainda tao pouco conb'ecidos O esiudados-com nez'a'r
veniram aos seus correspondentes nas diversas par-1JT j- M puuw wuuaiuus o estuuauub oqpa pezar
?as d'Europa para lhes enviarem por todos ospa-1 aizemos.
quetes os objectos de luxo e bom gosto, que se- Nos mereceu a preferenc.a na grande V8riedade de plant i de deprrativos que pos-
jam mais bem aceitos pelas sociedades elegantes suimos, as tres plantas bem conhecidas no DO.-80 paiz ;a CarobaJacaranda, proem
feXem aue^o' befto Titatt Knda^VeneS' ^pr^gel, da familia das Bigoniceas ; o Valame crolon campeslre, deS t. Mil; da fa-
mais' ostenta a riqueza "de suas toilleltes; e co- ,nill'a (ias Luphorbiaceas;^ a Salsaparrilha -Smilax syphilitico, de Runtte, da familia
mo ja recebessem pels.paquete francez diverse ,das Asparagine8S.
artigos da ultima moda, veem patentear alguns | Extrahindo s6mente destes tres importante vegetaes os principios medicamentosos
ioerando^drrLVeS pelos processes mais aperfeicoad s da sciencia moderna, conseguimos reunil-os era um
E?Scia. P ^,raada|comp.stoagradaveUdofacilapplicacao, cujas propriedades para a cura da grande serie
Aderecos de tartaruga os mais lindos que teem ,das molestias sypbiliticas e todas as que proveem da iarpureza do sangue, nossos estudos
indo ao mercado. e repetidas experiencias nos convenceram serem incomparaveis, as que se tem obtido
com emprego, n3S difEereiues lormralas conhecidas, dos principios docada um "daquelles
ricas capas de madreperola e
diversos tamanbos e baratos
de
Albuns com
.elludo, ,endo diversos tamanbos e baratos pre- vegeUe3' j^ sL itt^Aip^laiSS^
Aderecos completos de borracba prvprios para suas virtudes; elJas e seus bous effoitos medicamentosos ja sao bem couhecidos, quer em
lcto, taniberu se vendem meios aderecos muito bo- nosso paiz, quer na Europa, onie abalisados botanicos e distinctos medic js se teem del-
mtos.
BotSes de setim preto e de cores para ornato de m.lilf|i- riIiprimpntnc
stidns dp ie.r.hora : tamhera tm nara f.olletft mullos peuecimentOS.
las occupado, e mesmo estes experiraentado com optiraos resultados no trataraento de
1 estidos de senhora; tambem tem para collete
palitot. u nosso Arroue depuruhoo de Salsaparrilha, Caroba e Vclame tem um sabor
Bolsas para senhoras, exbte um bello sortimen i agradavel, a sua acgiio e suave o benigna e de nenhuma forma produz molestias medi-
bardaetoSDdre'coe Pa'ha'^ ha8rim' **"' ^ cameut0S8S- com0' a I BoneLde todos os tamanhos, tanto de louc* mineras_ comi mercurw, o iodureto de potassio, etc., cujo uso prolongado e sempre
como de c<5ra, de borracba e de massa ; chama- t para receiar, prmcip Imente por que trazem grande alteragao do sangue, resultando deste
' mos a attencao das Exmas. Sras. para este artigo, estado muitas vezes hydropisias, quasi sempre funestas.
I pois as vezes tornam-se as criancas um pouco ira-1 Sendo as molestias, como acima dissemos, devid.s ds alteracoes dos humores, o Ar-
2' pr fa"a de umobiecto W* M ea-\robe Depuialivo de Salsaparrilha Caroba e Velame pode ser empregado vantajosamente
' Camisas de linho lisa* e com peito>4>ordado.na syphilis, (risypelas, rheumatismo, b6bas, gOta, dores sciaticas, ulceras chronicas,
para bomem, vendem-se por preco comraodo. (gonorrheas cbronica6, molestias da pelle, etc., e em gcral em todas as molestias cm
i Ceroulaa de linho e de algodao, de diversos pre-; que se tenba em vista ajmriGcarao do systema sanguineo ; pois que nos;as constantes
I Caixiahas com imuiea, o que ha de mais Undo,! espericficias tem feito ver, qne elle e indispensavel nos casos gravissimes para minorar
, com disticos nas unipas e proprios para presen- .os sourimentos e prolong.ir d existeocia, e nos menos graves a cura e a consequencia do
te seu uso convenientemeote prolongado.
Coques os mais modernos a de diversos forma- Assim, pois, nutrimos a coiivicfite de que o uso do nosso novo preparado justifique
Chapeos para senhora. Receberam um sortimento |caba mente as nssas asseyeracoes, porque sendo medicamen'o puramente de principios
da ultima moda. Unto para senhora, como para vegetaes, nossas experiencias ate hojetem^ con firm ado sua utilidade.
los.
, meninas.
Capellas simples e com vco para noivas.
Cal^as bordadas para meninas.
Entremeios estampados e bordados, de lindoa
desenhos.
Escovas elecfricas para dentes, tern a proprie- i
dade de evilar a carie dos dentes.
Franjas de seda pretas e de cores, exiate am
srande sortimento de divercas larguras e barato
preco.
Fitas de saria. d* p-:rgi'rao. de setim e de cha-
^lf".e, de diversas larguras e tonitas cores.
Fachas de gorgurao mnito lindas.
A Predilecta
DEPOSITO CERAL
34.Rua Larga do Rosario.34
PEBNAMBUCO.
cezas e inelezas, por todo o preco a 17*, 18*, 20*. I '" ?"?* Wedilecta pnma em con-
30*, 35*, 40* e 48* a duz a no barateiro que "ar semPJe u.ra bul e grande sortimento des-
tem | as flo-es, nao so para eufeite dos cbellos, como
GRANDE sortimento de grosdenaple de cores,
1*, 1*200 e 1*500 o covado. So no barateiro I
Quern ousa dizer que nio e barato? por certo,
ningnem.
CHALES de casemira com listras, o mais mo-
demo que ha a 3*500 e 4*, fazenda que etista
em qualquer parto 6/. v'enham a elles antes
que se acabem II Ao 1 om torn I
Alem destes, oulros mnitos artigos que deixa-
mos dees;ecilicar. para nao massar nossos fre
guezes, mas estarao patentes a vista d s compra-
dores. Avista do expost ficaraos convictos de
que virao fazer ac]uisicao de boas fazendas por
pouco preco.-
Ao barateiro I I I
Na rua do Crespo n. I.
Augostinho Ferreira da Silva LealC.
Cura dos eslreilamento d'uretra
pela facil 8pplicaQ5o das
S0NDAS 0LIVAES
DE .
GOMMA ELAST1CA
As mais modernas e aperfeigoadas de todas
as conhecidas
VcBdem-sc
NA
PHABMACIA E DBOGABIA
DE
Bartholomeu & C.
3iBus larga do Bosario 34
tambem para ornato do vestido de noivas.
Galoes de algodao, de la e do seda, brancos, pre
os et de diversas cores.
I Gravatas de seda para homem e senhoras.
I Lago3 de cambraia e de seda de diversas cores
para senhora.
Ligas de seda de cores e brancas bordadas para
! noiva.
1 Livros para ouvir missa, com capas de madre-
perola, marfim, 5s bom.
I Pentes de tartaruga e marfim para alisar os ca-
bellos ; teem tambem para tirnr caspas.
Port bouquet. Um bello sortimento de madre-
perola, marfim, 6sso e dourados por barato preco.
Perfumarias. Neste artigo esia a Predilecta bem
provida, n5o s6 em extractos, como em oleos e
banhas dos melhores odores, dos -mais afamados
fabricantes, Loubin, Piver, Sociedade Hygienica,
Condray, Gosnel e Rimel ; sao indispensavois para
a festa.
Saias bordadas para senhora, por commodo
preco.
Sapatinhos de la e de setim bordados ,para bap-
tisados.
Tapetes.-Becebeu a Predilecta nm bonito sorti-
mento de diversos tamanhos, tanto para sofa co-
mo para entrada de saias.
Vestimentas para, baptisado o qne ha de melhor
gosto e os mais moderno i recehen a Predilecta
de or arrto preco, para near ao alcance
qualquer bolsa.
Rua do Cabugan. 1
e ge-
Especialidacle
Vinlio particular, puro
nulno.
Acaba de chegar ao mercado alguns barris de
vinho do Alto Douro, especial e nnicamente pre
parado do erxtracto da uva e isento de qualquer
confeccao, sendo muito mais brando que o da Fi
gueira, o que o lorna recommendavel pelo muito
Trangas de cabellos humanos, naturaes, nao que agrada ao paladar e preferlvel a todos os ou-
digo que tenbam nm metro de comprimento, sao tros vinhos de pasto. isSWll
soffrivelmente coropridas, pelo pre^o de 1**000 :. Acha-se a venda nos armazens de Joao Jose Ro^
s6 na rna do Marquez de Olinda n. 51, 1 andar, drigues Hendes, Soaza Basto & C e Fernandes da
E barato
casa de Gnstave, cabelleireiro.
Coque crespo natural, de 10*, 12* a 15*000
Um par de crespo natural, compridos a 5*0001
Um tnpet frizado por 3*000 (
Uma duzia de grampos bizados por *!$
Coques, modernismo, de 40*, por 20*000 (
Diademas, modernismo, de cabellos, por 5*000
Crescentes de cabello, de 30*, 35* a 40*000
So na rua do Marquez de Olinda n. 51, 1' andar,
em casa de Gnstave, cabelleireiro.____________
Engenho Segredo
.Vende-se o etgenho Segredo, distando apenas
oma.legoa da estagSo de RibeirSo, moente e cor-
rente, bem obrado, e com terrenos muito ferteis
Sue safrejava mais de 2,500 pies : a tralar na rua
o Encantamento n. 5.
Salsa-pafrilha do Para
Tem para vender Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo, no sen escriptorio, a rua do Bom Jesus nu-
mero 57.
Costa 6; C.
Vende-se portas americanas por todo preco :
na travessa da rua do Imperador, armazem da
Bola Amaiella. __________________________
BhcmIIuio de Noruega.
Acaba de chegar um peqneno lote de caixas
deste desejado bacalhao : no caes da alfandega,
arma;em de Tasso Ifmaos A C._______________
Vende se na rua doCommercio n. 4, cerveja
, Neruega, marca H L :
Bitter Augnstura.
Rum de Jamaica.
IAIAR
Rna do BarSo da Victoria n
DE
Carneiro Viiinna.
A* este grande estabelecimento tem che-
gado nm bom sortimento de machinas para
costura, de todos os autores mais acredita-
dos ultimaraente na Europa, cujas machinas
sBo garantidas por um anno, e tendo nm
perfeito artista para ensinar as mesmas, em
qualquer parte desta cidade, como bem as-
sim concerta-las pelo tempo tambem d'um
anno sem despendio algum do comprador.
Neste estabelecimento tambem ha perten$as
para as mesmas machinas e se suppre qual-
quer peca que seja necessario. Estas ma-
chinas trabamam com toda a perfeicSo de
um e dous poi>pontos, franze e borda toda
qualquer costura por fina que seja, seus
pretos sio da seguinte qualidade : para tra-
balhar a mSo de 80*000, 40*000, 45*000
e 50*000, para trabalhar com o p^ sio de
80*000*, 90*000, 100*000, 110*000,
120*000, 130*000, 150*000,200*000 6
2509000, emquanto aos autores nao ha al-
teracSo de precos, e os compradores poderlo
visitar este estabelecimento, que muito de-
verJo gostar pela yariedade de objectos que
ha sempra para tender, como sejara: cadei-
ras para viagem, malas para viagem, cadei-
ras para saias, ditas de balanco, ditas para
criance. (altas), ditas para eacolas, costurei-
ras riquissimas, para senhora, despensaveis
para criancas, de todas as qualidades, camas
de lerro para homem e criangas, capachos,
espelhos dourados para sala, grandes e pe-
quenos, apparelhos de metal para chi, fa-
queiros com cabo de metal e de marfim,
ditos avulsos, colheres de metal fino, condiei-
ros para- sala, jarros, guarda-comidas de
arame, tampas para cobrir pratos, eateiras
para form saias, lavatorios completos, ditos
simples, objectos para toilette, e outre* mni-
tos artigos que muito devemagradar a todos
que visitarem estegrando estabelecimento
que se acha aberto desde as 6 boras da ma-
nha ate as 9 horas da noute a
Rua do Barao da Victoria n.
Magnolia
Na loja da Magnolia, a rua Duque de Caxias a
45, encontrara sempre o respeitavel publico nm
eompleto sortimento de perfumarias finas, objecto*
de pnantasia, luvas de Jouvin, artigos de moda e
miudezas finas, assim como modicidade nos pre-
cos, agrado e sinceridade.
Anneis electricos
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, aca-
ba de receber os verdadeiros anneis e voltas elec-
tricas, proprios para os nervo'sos.
Meios aderecos
A Magnolia, a rua Dnqne de Caxias n. 45, re-
cebeu um eompleto sortimento de
Meios aderecos de tartaruga.
Meios aderecos de madreperola.
Meios aderecos de seda bordados, (ultima moda
e de muitas outras qualidades.
Botdes de aqo
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, tem
para vender os modernos botoes de aco, proprios
para vestidos.
Golinhas e punhos
das mais modernas que ha no mercado ; a ellas:
na Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45.
Lengos chinezes
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, re-
cebeu uma pequena quantidade de lencos de sedJ
chinezes, com lmdissimos desenhes, fazenda intei-
ramente nova.
Leques
Lindos leques de madreperola, de tartaruga,
raartira, de osso, e de mmta? outras qualidafles
recebeu a Magnolia, a rua Duque de Caxias nu-
mero 45.
Attenc,ao.
A lola da Magnolia, a rua Duque de Caxias n.
45, acana-de receber os seguintes artigos :
Manual de madreperola, tartaruga e marfim.
Ricos albuns com capa de madreperola, cha-
gren, madeira, velludo, couro, etc.
Lindas caixas com fini-simas perfumarias.
Ligas de seda, brancas e de cores.
Voltas de madreperola.
Pulseiras de madreperola.
Ricas caixas para costura.
Vestuarios para baptisado.
Toucas e sapatinhos de setim.
Modernos chapeos de sol de seda para senhoras.
Lindos port-bouquets.
Gravatinhas de velludo, etc., etc.
Ultima moda.
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, rt-
cebeu um Undo sortimento de bicos de guipura
de cores, apropriados aos veslidos chiques da ao-
tualidade.
Rua da Imperatriz a. C
PABA LIQUDAU
Grauadiua preta a SO* rv.
covado.
0 Pavao vende granadina preta e EmJ
pelo barato preco de 500 rs o cm*
ALPACAS PBtTAS A 500, 610 E
0 PavSo tem um grande
alpacas pretas, que vende a 5)0, aUal^Mal
rs. o covado, assim como graads sorti-
mento de cantots, bombazinas, pineHaV
pretas, merinds, e outras muitas awadav
proprias para luto.
CAMBRAIA VICTORIA A 4*C00, **MO,
09000 E 7000.
O PavSo vende um grande sortkawto in
cambraia Victoria e transparent* eem
8 1/2-varas cada pe^a, pelos baratos
de 4*000, I0MO, 5*000, GroOOc'
a pe^a, assim como, ditas de aa%atl
co, a 75000, e pecaincfaa.
CAMISAS FRANCEZAS A 2$0OO,
3000 I- 3*500.
0 Pavao vende um bonito sortb&nao 4-
camisas francezas com peito de 9***4am. m
I 2^000 e 25500. Ditas com { i'.o de 3*000 a CS00O. Ditas bordadas amito
finas de 6*0t<0 a 10*000: assim <*no
grande sortimento de ceroulas algodao, por precos baratos, e tamben teas
eompleto sortimento de punhos e ooUffiaho?
tanto de linho como de algodao, p-^c pre^*
em conta.
CORTINA I0S BORDADOS PARA CAM I
JANELLAS, DB 7* ATK' 2c;u03 0 PAR
0 PavSo vende u;n grande soit:a>'nto 4m
cortinados bordados, proprios para ramm
! janellas, pelo barato prea}0 di 7f003, **.
10^000 ate 2 i*000, a^sim c-mo : de dnmasco dc la muito Una de ICgaXi;
! li*000 cada uma.
iBRAMANTESA I8H00, 2TC00 r 9U
0 Pavao vende bPHMHtos para kig&s.
tendo 10 palmos de largura, s^atij I
' algodao a 198C0 e 27000 a vara, e fotajfa.:,
a 2*^00, 2C800 e 35000 a vara: i paaaaa>
cha.
Grande pechiccha a 4|00Q
e 5^000
CORTES DE CAS1.M KA.
0 Pavao recebeu uma grande ;
cortes de cssimeras de cores pars V.
vende pelo barato pr go de 4*0 0 c a9tW
cada corte, na run da Imperului. ... fc#, k^a
de Felix Percira da Silva.
ESHERALDIaU A 80O M
0 Pavao recebeu um bonito sor'iaaeal*
das mais li gantes esmeraldinas c a/tais
de seda, sendo em cores e padro-s aaan
novas que tem vindo ao mercado.
para vestidos, e vende pelo baratiatlfai
go de 800 rs. o covado, & run ii I
n. 60.
6 Pavao queima o.sorl:
seguintes:
Cortes de combraia branca, transparema,
com enfrite-s boHadns He la a 50'W.
Dit s todos brancos b rdados a li-jivy *
15*000.
Ditos muito ricos a 25*000.
Bonitas lansinbas para vestidos, win 1*-
tras de seda, covado a 800 rs
Ditas ditas transparcntes e dc muita lau-
tasia a 500, 650 e 800 rs.
Cintos de setim de todas es cores a 5vOt)ti
Punhos com gollinhas d^ esguiio a 300 r.
Sedinhas dc cores, s vradas, com toque de mofo a l*COaf.
Ditas de dita dit s sem mofo a IS-.tW 9
2*000.
Diversas lansinbas para veslidv-. I. M8
at6 500 rs.
Colchas de fustao brancas p^ra m a* a
2?500.
Ditas de dito de c6r a 4?' 00.
ambraias brancas, aberuf, fata esti-
' dos, corte a 8500O.
Cortes de cambraia branca
enfeiles bordados. de
j 6*000.
Pegasde madapolao com peq
jde avana a 15500.
Ditas de algodaosinho muito c. kpaio
com leve toque de avaria a 'i'yoOD
Madapolao enfestado com 12 jardas an
, perfeito estado a 3O00.
Pegas de madapolao Com 18
4,4500.
Brim pardo para roupa de hcmc-i mw-
ninos, covado a 400 rs.
Cobertas de chita para came a 10M0
3^000.
Bramante de linho com 10 palaaas >,
lagura, vara a 2^6CO.
Atoalhado com 8 palmos do Laigvra, vara
a 16500.
Espartilhos brancos e de cores a i$ e
5^000,
Cortes de casimira a i e 56<" 00-
PADAWA
Vende-se a padaria da rua do Bario de S. Bx
ja, antiga do Sebo, n. 15, muito afreguaiaia :
para ver e tratar, com seu don", na meKna ; ^
motivo da venda nio desagradara ao eoapra! '
cur, com rc;riao a
d c
Vendem-se dous sitios na Ponte de Uchoa,
foram do finado Joio Carroll: a tratar n'nm do
mesmos sitios n. 10, ou na rua do Vigaris n. 19
1 andar, succes3ores de Thomaz de Aquino.
VENDE-SE
uma casa na villa de Barreiros, na nu tfe Caa-
IrmaS AC
Vende-se naia carroca maneira, -tytei
para boi e cavallo, com arreto, por pre^ em
do : em Santo Amaro, a rua do Lima c. 10.
Alta novidade de Paris
CHAPEOS. -Chapelinas para senhora, f-rw m
e ricamente enfeitados.
FIVELAS de madreperola, de todo* i_
e cores, segnndo 0 ultimo fl^nii-
BOTOES de aco para veslidos de sea.*-
CASACOS.-Talmas de casemira de eaaar
nhora.
GRAMPOS dourados para cabeili,gosioi
e bonito.
CORTINADOS de crochet para cama
FHOMlAS de cambraia de hnh\ boiC~
SEOINHAS listradas.
0 BAZAR DA MODA, a rua Nova n. ai.
pelo ultimo vapor da Europa um impaia
timento dos artigos acima, os qoaes teat a I
de recommendar a todas as Exmas. fiaalaaa, t-
pecialmente aos seus nnmero^os IregaMaa.
Vende-se 30 passaros bon* cantatoraa, ^*>
2 bicudos,6 corioea, 2 sabias, 1 bipiak, ImtMtm
e 18 canarios, entre elles algnns brifaaaana: .
rua luga do Roaario, no 3J andar da

x
Vende-se uma mobiiia de jscaralaaa I
uso: a tratar 4 rua do Uvrameuto a. a


8
3iario de Pernambuco Quarta feira 15 de Julho de 1874.
JDRiSPRDDEHCIA
\


SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTICV
SLSSAO EM 1 DE JII.IIO DE 1874.
Presiimaia do Sr. conselfifiiro Joaquim
MurceUm d: Brilo.Secrelario o Srs
Dr. Jodo Pedreira do Couto Fcrras.
(Continuagao.)
0 art. 8G deline urn crime contra a cons-
tituigao e forma do goveruo ; o mbre agen-
le da justiQ* achou quo o bispo estava In -
ourso tambam nesta arligo, isto e, qua elle
tinha attentaio d rect.im nte por fact-s des-
truir algum ou algans dos artigos da cons-
tituigio politica, Mas o nobre representan-
te da justiQ-i naomeneioncu um sd facto
qua podesso concorrer direetamente para a
destruigio da constituigao politica ou de
algum de seus artigos. Quaes o% elemen-
tOS dste crime ? Actos do forgs quo po-
dessem dar o resultado, porque Vossa Ma-
gestade couiprehonde qua nio se destr6e a
constituigao do imperio, nom nenbum de
seus artigos polo facto do ser violada, por
quanto, so assim fdra, estaria destruida ha
muito temp > Destruir e supprimir <>u subs-
tituir uma disposigao por outra, usaiubse
de meios efficazes para chegar a este resul-
tado, ou meios violentos ou artiliciosos, se-
ria preciso intervir de munoira qua um po-
der, ainda quo em simulic o, sj arvorasse
como podor con^tituiiite e viosse mudar uma
disposigio poc outra ; Sar.a preciso juma
revolugio.
0 nosso codigo siimdificou muito os ter
mos, no qua ta n exct-llencia sobre o coligo
francez, que cstabelece todos os casos de
for$a e o uso do annas, de meios materiaes ;
defino-os, especifica-os para chegar a esta
mesma termologia, quo e tentar directa-
mente por factos destruir a constituigao.
Ma?, Scnhor, quo facto praticou o illu'tre
bispo do Para, nosentidode destruir a cons-
tituigao politica deste imperio ou qualquer
de seus artigos ? N'om podia sar da tal ac-
cusado, quando consta dos autos que a po-
sigao que as^umio neste incidente foi intei-
ramentc passiva.
Art. 79. Reconhecer o que for cidadao
brasileiro superior fdra do imperio, prestar-
lhe eflfectiva obodiencia. Ora, nao se trata,
e visivel, eclaro, de um superior espiritual;
trata-se de um poder temporal o a que se
preste obediencia. Pois e possivel admittir
que um ficl, o muito mais um bispo brasi-
leiro, nio preste obediencia ao summo-pon-
tifice, de quern elle e sem duvida alguma
subdito ?
Essa obediencia nao e sd os catholicos
que adevemem relagao a unica autoridsde
que reconhecem verdadeira', mas sabo Vos-
sa Magestade que algumas seitas, que exis-
tetn no imperio, tern seus superiores na Eu-
ropa ; o ninguem dird que incorre o brasi-
leiro que pertenco a uma dessas seitas, na
pena do art. 79.
Esse artigo refore-se a um poder estranho,
de modo que desnaturaliso o cidadao, por-
que, assim como ninguem p6do ser sobera-
no do duas nagdes, tambem ninguem pdde
sar cidadao do duas patrias.
Nio ha duvida que o Imperador do Bra-
sil, que c cbete do poder civil e primeiro
representante da nagio, presta como catho-
lieo obediencia, nao s6 ao bispo, que junto
aos altarcs <; seu superior espirtual, como
so soberano pontifice ; e ainda ultimamen-
t? pelajuncgaj da Europa com a America,
medianto o grande invento do telegrapho,
Vossa-Magestade teve a gloria de receber a
bengio do santo padre. .*
Como, portanto, achou o nobre agente
da justiga no procedimento do bispo moti-
\o que o Gzcsso incorrer nas penas daquel-
las que, sendo cidadaos brasileiros, reco-
rhecem fora do impS'io um superior a qucm
prestam obediencia ?
Os bispos hao de preatar, ate a sua mor-
te obediencia mui reverente e profunda
so chofo de todos os catholicos, ao vigario
re "usso Senhor Jesus Christo, hao do pres-
ul-a, ainda quo seja" necessano dizer cho-
rarido ao poier civil: Niio.posso cumprir
vossas ordens. Nunca Senhor. se dcve
collocar um onto humano e livre neste
mundo em tio dura alternativala um lado
;-. rosnonsahi.i Jade qua tern peranto Deus, e
do outro a respoiisabililade perante o ts-
iado.
Mas quern praticou o acto da suspeoslo,
quern poz o inter jicto nlo foi o bispo, foi
sim o vigario goral; aqui (indicando os au-
'tos) estd a sentenca. 0 recurso dd-se do
0 bispo d um turibulo de fe e amor, acde
e respandece, ere na iromortalidade da alma,
erg em Jesus Christo filho de Deus, e pro-
sente portanto a enormidade da culpa, da
responsabilidade, se desobedecesse a aquolle juiz que profore a sentence, e a elle s6 po-
qua foi collocado no munlo para guia das dia comp-tir o cumprimento do provi'-
almas. (Muito bem.) mento.'
0 bispo do GrSo-Pard ere, e com que. 0 proprio regulaineuto de 1857 nao se
quereis combater esta cren;a, com que o refere ao bispo senio no art. 25 para inter-
governo quer dobrar essa nobro resistencia posi^So do reeurso de usurpac&o de algum
da conscifneia do bispo? Com a forijafca juiz ou autoridade temporal.
privaQSoWa liberdade, a escuridao dos car- li vg Vossa Magestad Imperial que o
ceres? S5o estygmas emblemas de sua gh- bispo do Grao-Pard, n8o expedio ordom
ria, que o aproximam do Josus Christo, do illegal, e por conseguinte, nao estaya nj
Calvario, gloria do Deus e redcmpQao dos caso de sujeitar-se anenhumadas hypotho-
homens. (Bravos I) ses do art. 142.
0 Sr. Ppresidente : Nio e permittido No art. 129 trata-se dos prevaricadores,
dar signaes do approvacjio nem de repro- dos que julgam por affai^ao ou por odio,
vagSo. ou por contemplac&o ou por interesse pes-
0 Sr. Dr. Ferreira ViamSa :Vossa soal, quando o julgamento 6 contra a lite-
Magestade comprohende que nao e possivel ral disposicao di lei. Ja* provei : 1., que
capitular o facto praticado pelo bispo no a Sr. bispo n8j julgou, nio proferio sen-
art. 79 de obediencia ao superior que est4 ten^a ; estabeleceu uma doutrina, um pre-
no estrangeiro. Roma e capital do Reino ceito ; o vigario geral sim, proferio a sen-
de Jesus Christo, o pontifice sau vigario e ten;a ; portanto, de forma alguma podia
nosso soberano ; no* somos sub litos. An- ser accusado e menos conderanado.
tgimmto Roma era capital da forga, hojej 0 bispo no mandamento que expedio e
e capital da fe. Antigamente era thronj.publicou nSo julgou, compendiou a doutri-
dos tyrannos, dos Cezares ; hoje e" o san- na e ordanou a sua Qel observancia. Esta-
tuario da verdade.
Art. ti2. Expedir ordem ou fazer re-
quisiQao illegal, par.la da emprego nograo
ya no seu direito, porque e substaocial da
igreja que seus minislros instruam os fieis
e preguemasua divina palavra. 0 vigario
maximo. Bastiria a natnreza da pena geral, applicando as ordens terceira do Car-
para que Vossj M.tgast da comprehendesse
mo, de S. Francisco e irmandade do Senhor
TIM
mum so um as ?smmco
mm\m Ioguks
ogo que esta arligo inlivedamente foi men- Bora Jesus dos Passos a suspensao das func-
cionado pelo agente da justice publica, por-j^oas religiosas e a interdicQao das capellas
qua o bispo nao pode perder sou emprego | onde funccionam, usou de um direito
substancial da religiao, que a igreja julgue
os crimes puramente ecclesiasticos e separe
da communbao os incorrigiveis.
Senhor I 0 agente da justice ous>u pre-
su nir que o bispo fdra movido por interes-
se pessoal seu, nao o interesse sordido e
mosquinho do dinheiro, das riquez3s, mas
sim o alto interesse de extender, de elevar
attribui^des que o levaram a ser uma au -
toridade suprema e independente. 0 ca
racter do inchyto bi-po dispenea a re-alva
do agente da justiga. De sorte que, Senhor,
usar de attribuigoes incontestaveis e incon-
testadas desperta a suspeita de ambicionar o
governo absoluto e suprema independencia !
Como combinara" o agente da justiga seme-
lhante accusacao com a circumstancia ag-
gravaote allegada na denuncia e no libello
do motivo reprovado ou frivolo? 0 bispo
ora tenta destruir a constituigio do imperio,
ora pretendo asssumir a posigao alta da su-
prema jndependeocia, ora obedece a um
soberano estrangeiro, ora embaraga o livre
exercicio do poder executivo, ora, final-
mento, julga por interesse pessoal de po-
der ; e em todas estas emprezas arriscadas,
senSo temerarias, e DWttdO por interesse
frivolo ou reprovado 1 A accusagao sempre
contradictona, ora empresta ao bispo a ou-
sadia de um grande ambicioso, ora o con-
funde com os mais obscuros delinquentes.
E qual seria a pena a applicar-se na 2.a
parte do 7.* do referido artigo ? Seria a
que o condenaoado injustamenta soffreu.
Ora, Senbor, a condemna^io imposta, nao
pelo bispo, mas pelo vigario geral, em que
consistio ? Na suspensao- das f uncgoes reli
giosas, comprebendendo as corporagoes e
sem designar individuos.
A prevalecer esta classtQcacao do agente
da justiga, que pena se havia de applicar
ao bispo? A deficar suspenso das func-
goes religiosas em confraria, a que nio per-
tence ; quern sabe se a de interdicgao que re-
cahio sobre as capellas ? Se fora fulmina-
da excommunhao, teria Vossa Magestade
de applicar ao bispo a pena de excommu-
nhao, que e aquella que corresponde ao do
7. ultima parte. (Riso.)
Temos, creio, provado que nenbum des-
ses artigos pode ser applicado ao caso ver-
tente.
Entremos no art. 96, a que ficou re'du-
zida a denuncia de cinco artigos na parte
geral, a denuncia de tres artigos na parte
particular e finalmente o libello. 0 pro-
motor da justiga percorreu o codigo em de-
manda de ponas severas; accumulou-as e
ali.ial parece que seu zelo contentou-se com
a do art. 96. Vossa Magestade Imperial
tolere que eu seja muito severo e minucio-
so na apreciag&o juridica do artigo e do
facto, porjser necessario fazer-se a evidencia
porsmtanga de tribunal civil. Episcopus
sum e o grito d)carcere de S. Joao, pro-
f-.Tido pelo primeiro Macabeu e primeiro
martyr do Brasil. Elle e bispo, livre ou
preso, sel-o-ba sempre, emquanto d5o for
degradado pela unica autoridade comp9-
tente,
0 venoravel bispo, sanhores, nem expe-
dio ordem nem fez requisigao illegal. A
ordem qua o bispo expadio, e um simples
mandamento Nam na Franga, com a sua
theoria das liberdades gallicanas, se obsta
aos bispos de publicar seus mandamentos,
e Vo.'sa Magestade reconhece a profunda dis-
cussao havida no conselho de Estado, na
presenga do imperador. quando so tratou
dasse assumpto. 0 imperador disse aquel-
las palavras que escreveu ao seu embaixa-
dor em Roma : A consciencia 6 um po-
der e seus depositarios devem ser tratados
com muito respeito; o summo pontifice
deve ser attendido como a um soberano que
dispOe de um exercito de 290,000 bayone-
tas. 0 bispo estava em seu direito expe-
dindo uma ordem, um mandamento. 0 que
6 um mandamento ? E' um corpo da dou-
trina, ou tambem uma lei disciplinar. 0
bispo nesse mandamento nao accusou nin-
guem, nao fulminou antecipadamente esta
ou aquella irmandade ; estabeleceu na re-
gra 6.* : que aquelles que pertencessem & sei-
ta reprovada e condemnada pela igreja catho-
lics, nao podiam fazer parte das confrarias
ou irmandades, salvo se a renunciassem por
escripto. E' isto, senhores, expedir uma
ordem illegal ?
Este processo ainda e tumultario, porque
o provimento do recurso-foi proferido con-
tra o bispo quo nao exarceu acto algum.
A sentenca de suspensSo das funcgQes re-
ligiosas da irmandade e ordem terceira foi
decretada por autoridado competonte e re-
couhecida no processo canonico, que e a au-
toridade do vigario geral.
A legislagao antiga como a moierna re-
ferem-se a juizes o autoridades ecclesiasti-
cas.
0 bispo expedio o mandamento, n5o era
sen3o a synthese das bullas dos soberanos
pontifices citadas pelo nobre scnador, e
determinou ao vigario geral que cumprisse
e fizasse cumprir suas disposigoes ; esta" nos
autos o documento ; o vigario em vista da
ordem recordou as censuras de direito aos
irmaos daquollas confrarias e irmandades,
e ellas logo pela primeira admoestagao de-
ram signal de ser contumazes, reveis, que
nao admittiam razfto de especie alguma, e
negaram se absolutamento a qualquer obe-
diencia. Portanto nio so deu casjdeser
precisa a repetigao da admoestaQao, porque
a rebeldia era tal, que seria ridiculo que a
autoridade tornasse.
7
POK
Joiia Candido.
(Continuagao do n. ioi.)
XI
AVE E CACADOR.
sobre a inapplicabilidade da disposig3o ci
tad a ao facto constante dos autos.
Senhor I temos em fundo o seguinte : o
bispo do Gri i-Pari, pjr autpridado do s^u
vigario, suspendeu (consta da respectiva
portaria dj governo do bispado) de func-
gdes religiosas a irmandade e ordons tercei
ras desobedientes, e langou o interdic o nas
capellas onde funccionavam. Nio se podo
comprebender um poder som autorida-
de ; o poder espiritual tem to las as auto-
ridades ; a legislativa, quo reside no chefo
visivel as leis ; a judi iaria, porque nio so os bis-
pos, om suas dioceses, como o soberano
pontiQce na. cbristandada, tem tribunaes de
todos as ordens e instancias; a exeoutiva
finalmente.
Como se poderia impor a uma igreja mi--
litante no mundo o nobilissimo e santissimo
lim de dirigir e instruir as almas pregando
a verdadeira doutrina, e reprimindo os de-
linquentes e corrigindo os abusos, se des-
armada, ficasse exposta as conveniencias
variavcis do pider civil o & desobedioncia
senio desprezo dos rebeldes?
Poder indica autoridade, e a autoridade
suppoa obediencia.
Ninguem, Senhor, pode contestar d igre-
ja o direito de applicar aos delinquentes as
censuras ecclesiast cas, como o do minora-
las e suspendel-as, quando lho parecer de
justiga.
Se a pena produz affaitos cspirituaes e
consiste em privagao de gragas e 'beneficios
da aim a, a intervongio do estado e uma
real invasio, que nio tem siio e nem sera*
uunca aceita ou tolerada.
Vossa Magestade sabe que a ambiguo do
tudo gweruar determinou alguns reis, por
exemplo Felippe II de Hespanha, a dar ef-
faitos tomporaes as sentengas ecclesiasticas,
aproveitando se da subserviencia de alguns
clarigos, que sempre sa eicontram, e quo
se prestavam a instrumentos de tyranuia,
nao obstante os protestos da santa se. Maior
perigo, Senhor, traz a iuvasao no espiri-
tual ; code uiiir em uma s6 mao os dous
poderes, fundamenio da maisatroz tyrannia,
deque Henrique VIII do Inglatarra eo ty-
po. Esto barbiro impio, inspirado s6mente
pelo pensamento de firmar sua omnipoten-
cia, mandava ligar pelas costas o protes-
tante e o catholico e ambos eram langadosd
fogueira 1
A igreja ensina e corrige pela autoridade
infallivel e pelo amor; rtao impoe pala
forga, fala a consciencia pela santidade de
suas doutrinas immutaveis e & fe pelas pro-
messas do seu divino Esposo.
Suas penas, alein de leves, nao s5o irre-
paraveis;sua misericordiosa justiga promove
e aguarda anciosa o arrepeudimento, que a
igreja aceita com jubilo e a quem Deus,
que tudo ve\ abre as portas do ceo. Quanta
differenga, Senhor 1 da fallivel e inexoravel
justiga dos homens 1
Acode o nobre agente da justiga publica :
Mas a questio e de caracter mixto, por-
que as irmandades, as confrarias, as ordens
terceiras constituem-se por compromisso,
cuja approvagao depende dos dous pode-
res ; nao se p6do revogar qualquer das
suas disposigoes sem previa audiencia das
autoridades que concorrerara para a sua
decretagio. E e este o ppnto objectivo o fun-
damental da prununcia.
Senhor f nesta questao tem havido muita
confusSo nas ideas e na apolicagao do di-
reito, no modo de apreciar as cousas por
sua m>tureza distinctas e que se nao podem
confundir, a nao haver ou ma vontade ou
filta absoluta do conhecimento da raate-
ria.
Em verdade concorrem os dous poderes,
pela razao de que a irmandado, tendo por
&m principal o culto, nao dispensa cntro-
tanto os meios terapocaes.
A irmandade e uma associagao neste mun-
do pira realisar principalmente o fim reli-
giose usando de alguns meios que o mun-
do lhe forn^ce.
Os direitos que gera a relagao da irman-
dade com os ben.s temporaes estao na de-
pendencia e sob a vigilancia do estado ;
aquelles, porera, que s6mente entendem
comosdeveres immediatosda consciencia,
estao ua depende-ncia exclusiva da autoridade
espiritual. /
Pelo facto da suspensao das fu/cgoes re-
ligiosas n da soffreram os que se dizem
aggravados, nada soffreram era seus direi-
tos, prerogativas ou roditos o nem delles fi-
caram privados.
A corporagao nos domihios do espiritual
estd realmente suspensi dasfuncgoes religio-
sas, pore.n a associagao nos dominios do
te:nporal continiia, reune-su, trabalha, vi-
ve.
0 recurso & coroa funda-se cm ser o so-
berano temporal e legitimo defonsor dos di-
rcitosdeseus subditos. Mas, Senhor, a graga
espiritual, a bangSo, o favor e os beneficios
quo a igreja dispensa aos 'fieis, nao sio di-^
reitos.
. legal da autoridade ; o poder com a
Nesta parte os subditos da igreja nio autoridade; o art. 96 com o art. 128 do
podem recorrer a protecgio da corda, 'quo
a respeito da juris licgao da igreja ii ppder
Eduardo Mario, ao deixar a companbia
de Theodorico na noite em que principiou a
machinar contra elle abominaveis tramas,
recolheu-se d casa, e firme no maligno pro-
posito, nao passou uma s6 hora que ndo
fosse a meditar no emprego dos tneios para
a pcrdigao do ifmao dc Baphael.
No dia seguinte, d tarde, preparado a
dar-lhe um golpe profundo, esperou-o, co-
rno umas sassino de emboscada.
Theodorico por seu lado, entregue louca-
mente ao pensamento de realisar suasgran-
des aspiragOes, ia cair n'.aquellas maos ter-
riveis, como a infeliz ave que a fe>a mag-
netisa. Eduardo en um algoz, e elle o
julgava um amigo ; era um infame seduc-
tor, e elle considerava uma grande fortuna
poder obter aquella- amizade.
Theodorico olhava para Eduardo como
para um homem omnipotente. Jamaisfdra
senhor do conceber um pensamento mdo
contra o imbecil.
Dir-se-hia que Theodarico ficava estupi-
do em presenga da riqueza.
Se, de punhal armado eterrivel, partisse
para qualquer homem, eeste, desviando-se,
jogassa-lhe aos p& uma bolsa, o ferro ho-
micida tombaria machinalraente de suas
mdos, e levando d face da luz a quantia pela
qual vendeu n'esse momento a sua colra,
riria de prazer.
Nao era possivel ao irmdo de Raphael
desgarfr-se do porigo ; perigo eminente que
elle sondasse e visse qudD funesto lhe seria,
tendo a esperanga de morrer e resurgir mil-
lionario.
Uma hora antes de Guilberme se encon-
trar corn Raphael o irmSo d'este saio em
busca de Eduardo.
Quasi que nao dou com a vossa casa,
men amigodisse-lhe assim que chegou,
meio faceto, meio jovial.
Oh l>como assim ? E' tao longe, ou
n'um escondrijo tal, que se nao acerte sem
difficuldade ?
*- E' uma e outra cousa : deixai que ou
vos falle a verdade : Longe, porque real-
mente e deld aqui ; n'um escondrijo... ndo
quero dizer tonto ; mas n'um bairro que
mo e mui pouco familiar.
Estds gracejando. Aposto em como
havioisde vir ate cd todos os dias, se.:.
Theodorico temeu a prolongagao di con-
versa n'esse assumpto, e interrompendo a
Eduardo com um gracioso aparte fez quo
de chofre havia prestado attengao para os
adornosda sala, e proferio :
Bravos Como a elegancia e o luxo
ostentam primores d'arte por- aqui I Que
bello quadro aquelle 1 Aproximemo-nos.
Como e" formosa essa mulher assim ao aban-
dono, no espreguigamento tepido da calma,
de joelhos nus e seios descobertos! Oh 1
nao sabeis. Sinto agora ndo ter trazido
por cd o meu poeta. Que thema eloquen-
tissimo nao seria esse, para elle escrever
uma noite inteira, e ir ainda pelo dia se-
guinte I...
Mas quem e ? quem 6 esse poeta ?
perguntou Eduardo com curiosidade.
Ora pois I Nao conheceis ainda Ra-
phael ?
Ah !...
estranho.e a seu turno igualmente subdito,
por ser a religiao catholica apostolica ro-
mana, a religia) do estado. Donde procade
o direito que se arroga a corda de ser juiz e
superior em materia espiritual ?
Quanto d interdicgdo das ctpellas, Vossa
Magestade vc qua nom duvida p6iesole-
vantarsobroa exclusiva competencia do juiz
ecclasiastico que langou a censura ; uao ha
por tanto invasao do poder e nem pos^ibi-
lidade de oppressio ou vexame ds pessoas de
seus sub litos."
A seulenga de que so recorreu compre-
henieu ao menos indirectamente algum di-
reito, prarogativa ou redito dos recorren-
tes? De baldo parguntarei aqui ni presen-
ga de Vossa Magestade, como tenho-o feit)
no parlamanto ao governs, que promoveu
esta incrivel perseguigdo aos minis ros da
greja. Ainda uaia voz invoco a boa fe
dos accusadore5, dos juizes e dos inimigos
la igreja, para que dusignom o diraito, pre-
rogativa ou redito da que pela sentouga do
juiz occlesiastico ficaram privados os recor-
rjntes? [Pausa.) Nem palavra, Senhor!
osilencio e a rasposta dos convencidos. Que-
ro, porque quero e posso ; lei da forga, au-
toridado do facto consummado I
Serd o direito do cuja privagao se quei-
xam o de vestir a opa por ciroa do a venial ?
Riso.) Nao poder vestir como desejara
cumu'ativamente as duas insignias?
Mas, Senhor, quem confunde a opa, que
e" um simples distinctive occlesiastico, com
um bem temporal?
Porque e para que pedem os recorrentes
d co da que lues valha ; em que consiste a
oppressao, em que foram postergados o
direito natural e cs sagrados canones ; on-
de a usurpagao do poder tempiral do quo o
projurador da corOa na) se queiaoue nom
recorreu? Sard de direito natural vestir opa
ouvir missa em determinada igreja ou ca-
pella, ainda que intordicta, gozar de gragas
e favores reservados aos fieis subditos obe-
diences da igreja? C, Senhor, da rigorosa
obrigagdo do accusador espicificar os fac-
tos, pois que nao se presume o crime, deve
ser provado, e a prova incumbe ao accusa-
dor.
Vossa Magestade reconhece que no facto
de que e accusado o inclyto"e immortal
bispo do Grao-Pard udo ha nenhuraa das
condigoes do artigo de lei Gitado psla pro-
nuncia e em que se baseia o libello. Nasse
artigo se fe : Obstar ou impedir de qual-
quer maneir i o effeito das deterrainagoes dos
poderes moderador e executivo, que forem
conformes d constituigao e ds leis ; temos
portanto, tres elementos que constituem este
delicto : ol.'eo obstaculo ou impedimen-
to d determinagao de modo a ndo produzir
effeito ; o 2. e quo a determinagao seja de
um dos poderes, o moderador ou executi-
vo, nao assim do judiciario e pela razao
que e clara no art. 95 ; 3." cumpre ainda,
que a determinagao seja conform d consti-
tuigdo e ds leis. Nao e, por consequencia,
obstar qualquer acto ou impedir os seus ef-
feitos; e preciso que esse acto seja uma de-
terminagao, que- essa determinagao proceda
das attribuigoes do poder moderador e do
poder exacutivo> qua se lho opponbam em-
baragos, obstaculos ou impedimentos que o
tornem de nenbum effeito, como se fdra
nenbum, nulla. Fstejartigo, nap se deve es-
quecer, estd sob o titulo que so inscreve
crimes contra o exercicio livpe dos poderes
politicos.* Vossa Maggslatreve quanto dista
a di?po.-igao citada da posigao de passiva in-
ercia do veneravel bispo, quanlo iotimado
por um aviso de cumprir a decisao da corda
fensa. Eduardo proseguio Eu nSo quiz
tratar especialmente. de vosso irmao. Sa-
beis que Bocage foi um grande homem ;
no eDtretanto seus costumes... sua vida...
Por Deus 1 Ndo penseis em semelhan-
to cousa I Meu mano, sa e poeta, o a para
elle s6. 0 que tem de extravagante e uma
mania pelo amor platonico, uma patetice
por uma cousa que elles chamain. bellesa
d'alma da mulher, e sobre tudouma per-
tinacia, que aborrece, em querer encasque-
tar na csbega dos outros que o homem
moral, o homem verdadeiro, daquelle que
levanta sempre a victima que cae, e adora
de joelhos o anjo que se alteia. Ditados de
poesia...
Eduardo Mario nao gostou nada do que
era sobretudo Raphael.* NSo obstante, disse
apenas:
Ah 1 entao e ate" um bello mogo. 0
mais tudo sdo cavillagdes de quem padece
do espirito. V6s estais bem certo de que
o dinheiro...
Boa duvida 1 Certissimo !
Portanto... *
E Theodorico ficou como esperando pelo
que Eduardo ia acabar de dizer. Este con-
tinuou :
Busquemos possui-lo, ainda que seja...
Explica se bem essa frequencia de reticen-
cias nas phrases de Eduardo.
Baldo d'essa altivez, d'esse sacudimento
sympathico, que os espiritos superiores em-
pregam em seus commettimentos audazes,
Eduardo trepidava sempre em face, dope-
contra a sentenca do vigario geral. Ainda
quando a inercia pudesse ser crime, nunca
seria o descripto no art. 96. Q crime neste
artigo e c ratra o lirre exercicio de poderes
politicos e o facto e de cumprir ou nio am
acto isolado de um agente do poder execu-
tivo.
Senhor t Nao se deve confundir o poder
poder politico com as autoridades incum-
bidas de seu exercicio ; o exercicio livre do
poder, com livre exercicio das funccoes da
autoridade ; a determinagao de um poder
dentro de suas attribuigoes, com a or*
dem
codigo penal. 0 poder e o exercicio nao
Se confundem. 0 I nperador torn o poder
executivo e o exercita por seus ministros
art. 101 da constituigio). Os ministry
sao a gen to > do poder. Crla poder, salvo
o moderador, quo e uma especialidade da
n >ssa lei fundamental, tem difTerentes agen-
tes mais oy menos elevados, de mais ample
ou restricta competencia iucumbidos de ex-
ercital o. Sao as autoridades que expedem
ordens, que, quando legaes, devem ser obe-
decidas. Cada um destes agentes ou au-
toridades nio sio o poder, nem considera-
dos inJividualmeate.j qualquer que seja a
sua gararchia ou sup -noriJade, nem coi-
lectiva.-nente, porque o exercicio do poder
nio e o poder, e este e intransmissivel.
Senhor I o acto nao e o poder; nio cum-
prir a ordem legal de urn agente ou auto-
ridade que exercita um raroo do p >Jar po-
litico, nio e, Vossa Magestade reconheceri.
iinpidir e nem obstar qua as determinacoes
do poder proluzam seus effort's. Cumpre
que o acto seja do pr jpria p>der qoe re-
side em s-au depositario e chefe, que e Vos-
sa Magestade. Se a capitulagio da pronun-
cia e do libello podesse achar coofirmafio
no sabio e recto juizo de Vossa Magestade,
cahiria por terra o systema do nosso codigo
penal e o principio de justiga de gradagic
das penas em relagio 4 natureza do delict'
e aos meios empregados para sua perpetra-
gao. 0 cidadao que deixisse de cumprir,
ou nao quizesse, uma ordem legal enwneda
de qualquer dos muitos agentes ou autori-
dades do poder executivo, seria castigaio
como se atlentasse contra o exercicio livre
do poder politieo I Desapparecia o art.
128- para dar-se o mais monstruoso nivella-
mento na responsabilidade e na pena de
factos profundamente differentes em sua
importancia moral e no alarma ou pertur-
bagaj que podem trazer a sociedam.
09 rigor da pena tornal-a-hia inapplicada,
ex pondo a autoridade a continual desobe-
dieneias, ate que Vossa Magestade se dignas-
se dar a verdadeira iotelligencia d lei res-
taurando o art 128. Ao ciso vertente, as-
sim o art. 96 como o 128, sio inarplica-
veis, porque a ordem e manifestamente il-
legal ; se passar como melbor tao arbitraria
quanto violenta interpretagao, o poder exe-
cutivo terd em cada agente ou autoridade
um poder soberano, que absorveri, ate.
que a justiga tome o seu lugar, todas as
competencias, ameagando os bons cidadios
com penas graves e infamantes.
Senhor 1 A intelligencia que a pronun-
cia e o libello, depoisde tantas irresolugoes.
pretendem dar ao art. 96 do codigo pena'
e novissima, e sd applicavel ao processo dos
inclytos bispos, defensores beroicos da f .
A camara municipal da corte por duas ve-
xes nao quiz cumprir as determinagoes d
ministro do imperio, por enlender que sa-
criQcariam, obedecendo, o deposito sagradu
dos direitos populares contiados d sua guar-
da e lealdade. Nao cumpriram, e, o que
mais e, ficaram sem etfeito os avisos de
1863 ; era ministro o venerando servidor
de Vossa Magestade o marquez de Olinda,
e os do anno pessado. Foram accusados
pela justiga publica os nobres defensores do
poder municipal, pelo supposto delicto
desobediencia, de que foram absolvidos pe-
los tribunaes. Ninguem se lembrou de Ibes
imputar o crime do art. 96.
E Eduardo occultamente mordeu a ponta
do labio, corno se nio podeSse furtar-se ajrigo.
demonstrar quio se"rio era o receio que co- Quando porventura se propunha a uma
megava a inspirar-lhe esse poeta, natural- empreza temeraria, perscrutava primeiro
mente moralista. |osechos surdos do vento que passava, e
__Mas, dizei-meperguntou no mesmo dava s6 comego a ella, senhor de suas boas
instante: Vosso irmio e" mesmo como os consequencias. Nio obstante, tacteava
outros... perdido... depravado... ainda por calculo. Fazia como o verme :
__Como assim ?indagou-lhe Theodo- mordia e recolhia-se. S6 se precipitava ra-
rico, achando um pouco exquisita aquella pido de um cume de montanha, quando ti-
pergunta. nha toda a carteza de que nio se cravaria
Quero dizer continuou Eduardo va- na ponta de uma estaca.
riando de sentidose e" mesmo como os j Era entio o que elle praticava n'esse
outros homens ; porque dizem que gente momento com Theodorico. Experiment*-
assim... nio sei... mas dizem... va-o antes, de tudo. Aquelle busquemos
E girou com a mio fechada e um dedo possui-lo, ainda que aeja...foi um meio
s6 aberto emtorno da testa. jde conhecer se Theodorico se deixaria le-
Theodorico desprendeu uma risada. var pela corrente do abysmo. A reticencia
Muito bom I Entao com queos fithos foi abocca da caverna, onde elle esaondeu
das musas... 'acabega venenosa.
E repeio a gargalhada. Sujeitandonos ate" a rolar um dia]
bulo 1continuou Theodorico com emphase
e energia, satisfeito por ter encontrajdo com
quem desabafar-so. *
Eduardo Mario irrigou-se todo, dilotou1
as pupillas, corou de triampho, como di-
zem que acontece d pieuvre tromendo de
colora.
Como, porem, nio quizesse sair coni-
pletamente de sua sornbra tennbrosa, fez
que era de opiniio que nao devera de ser
tanto, e proferio :
E' muito 1 Nem tambem assim I
E tomou o brago do amigo, n'um afago
de demonio seductor.
Theodorico confirmou :
E' o quo digo. Sou dos extremos.
Coasenti quo seja franco.
Nio... Mas...
E' tempo perdido, meu amigo. Po-
deis me offerecar motivo de distracgio ?
Vamos por exemplo admirar aquelle bello
tele a tele. Oh I v6s sois incangavel na es-
colha de quadros divertidos 1 Qoanta vo-
lupia. Que paixao e que ardor n'aquelle
labio tremulo, estendido na fobre do amor,
a colher o beijo ard.nte do amanta 1
, Eduardo Mario sentia se verdadeiramente
feliz. Fluctuava-lbe na fronte uma especie
o^Tn^endio intimo. Theodorico Miao que
lheestava promettendo nio custar muito a
expirar.
No delirio de so ver de posse do quer
que fosse que desejara, chegou-se azafamado
para o irmao de Raphael, e lhe disse estas
palavras, entio dando mais um golpezinho
com a arma que afinal havia de derrubar a
Theodorico :
E'... Mas vede. 0 quepensais ? Eu
tambem nio sei se perderei por muito ho-
nesto... v
Theodorico sorrio, fitando com seus gran
des olhos o vulto mesquiuho do homem
que estava ao pe" de si, e de subito volveu-
se de novo para o objecto que mirava.
Eduardo retirou-se passeando, estalando
os dedos, e de cabega baixa. Mas, acudido
logo por uma idea feliz, voltou apressado
e perguntando :
0 que tem Id isso ? Como chegariam
muitas fortunas de nossa terra ao ponto em
que estao, se ni:> se atirassem... se nio
uzessem por ser o que sio hoje ?l Conhe-
go uma at6, que subio tanto na banca do
jogo : roubava comescandalo I...
Theodorico moveu-sa como se recebesse
(Continuas-se-lia.l
Sim. Mas nio o tomeis pOr uma of- aniquilados pel) escadaria negra d pati-luma surpreza.
E' o que vos digocontinuou Eduar-
doanda por aqui mesmo entre n6s, etc.
Tem bella chacara e optimo palacete ; car-
ruagens e lacaios ; mulher bonita e engra-
gada ; filha formosissima, a quem muito
doutorzinho tira o chapdo ate ao chao,
cumprimentando n'olla o dote de uns com
contos ; e" fidalgo, porquee rico ; e quando
em seu commercio, quasi sempre clandes-
tine, 'gaunt uma somma mais subida, mon
ta tambem mais um ponto no grdo de honra
quo lhe coufere.n aquelles que ocercam.
E' tudo mais assim I
Theodorico fitava-o, como se procurasse
decorar todos os tragos do um perfil.
Mas, na verdade I continuou o em-
busteiao Que tem ainda o homem de fa-
zer, de aferrolhar no bolso vasio do colete
a dignidade, o brio, a honra e outras cou-
sas mais que s6 servem de embarago e mo-
tivo de ponuria ; quando vivemos n'uma
sociedade, para quem somente e dinheiro e
a forga superior e o objecto de unico res-
peito ?Nada I Nada, senao atirar para um
canto essas veleidades que de cousa alguma
servem, e procurar o melhor. Eu nao
quero dizer que so seja vil, mercenario e
torpe, pelo simples gosto de sympathisar
com a infamia ; nio I Porem no caso em
quo, s6 fazendo abstengio d'essas foufices,
tiramos resultado e nos fazemos grandes pe-
rante o grande congresso social : que
outro caminho tomos a seguir, meu amigo ?
Que so lucra com esse por denials esteril
apparato de palavras bonitas, para rneia du-
zia apenas, quando o vento as leva sem
um eScho, e no recolhimento intimo da vida
6" que se experimenta os effaitos de tio po-
bre e mal pensada ostentagao?!..
0 olhar de Theodorico era tio brilhante,
como centelhas refnlgindo atravez de cris-
taes. Na cabega do desvenlurado mogo o
pensamento vulcatiisava-se iriante.
Eduardo caminhou para mais perto, e
affoctando sincoridade e m;iguice, prose-
guio :
Olhe, Theodorico, permitta que lhe
chame assim : eu tenho, sem relagoes es-
treitas de amizade, exposto era sua pre-
senga a minha proGssio de fe em materia
de interesses pessoaes. Mas nio se adrai-
ri. 0 que eu digo aqui, hei dito jd radbdes
de vezes. Nio especulo sobre isto. Assen-
tei que devo levar a vida com os olhos cra-
vados n'um thesouro, e que mo importa a
mim que me acoimem pelo modo que qui-
zcrem ? Que me importa a mim a censura
dos que pouco podem, porque nada tem,
se mais tarde eu de meu palacio tambeir,
estender o olhar sobre grandes epequenos.
e vir que uns me lisongoiam e estimam,
porque sou como elles ; e ver que outros me
respeitam, porque tambem sou poderoso*'
Vos fallo a verdade, Theodorico. Meu pai
morreu com idade de cincoenla e cinco au
nos, e os bens de fortuna que nos legou foi
uma familia numerosa. Algumas horas
ants do expirar, chamou-me, e fazend<
uma rapila resenha de todas as vicissitudes
por que passou, em virtudo de nio querer
nunca transigir com a sua honestidade,
torminou dizendo : E e" por essa mesma ira-
becilidadc de me querer manter a todo o
transo, sem offensa de meus brios, que eu
te deixo a ti e a teus irmios na tristissim;.
contingencia de recorrer i protecgioalheia.
Tu, porem, que es o mais vclho, e teus a
intelligencia bastante desanvolvida, para
que um conselho de teu pai ganhe vastc
campo em teu espirito, ouve com attengao
estas palavras: Fica com todos os teus, na
esperanga de entrares o mais cedo possivel
para o seio do commercio. E' a carreira
mais risonba. Porem nio esperes que a
sorte por si sd te proporcione um meio para
isso. Empenha os teus esforgos : pede,
roga, intercede dquelle que por venture
possa te servir, c se por acaso for logo neces-
saria a huraildade, a delicadez* fine e estu-
dada, rompe com a altivez que talvez hor-
des de mim, e cede o terreno ao interesse.
0 ser altiro sempre cavou minha ruiae.
Quando te obserfares protegido, procede
bem, s4 cuidadoso para com aquolle que
te deu a mio. Emquanto nio divisares as
sombras de om prospero futuro, abstem-te
de ambicionar de prompto largos cabedees ;
depots, sim; procura a tua iodepeadeooia ;
usa de parcimonia para comtigo, de babili-
dade e estudo no modo de obter as cousas ;
nio leves em oouta dignidade e honra,
quando a consciencia te disser que e feu a
immolagio da probidade ; absurdo I feia e a
miseria, meu filho 1 horrivel e o estado em
que teu pai vai deixar sua mulher e seus
filhinhos I... Vai, Eduardo, vai I...
< "


*

[Continuar-te-ha.)
NYP. DO DIA.HO. -RUA CLUlt US CA3tU.


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