Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19329


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Full Text
L MJMERO 150 >?a- u I oh > if .} j^J ^ -'- , ! PAC A. POBTK
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"..............1*000
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;. 4. /**. 9390
f.t II '
PROPRIEDADE DE MANOEL
......'

ffTICIAL
I
Provincia.
J
| 4. Substituir o porteiro am sens impedimentos.
Art. 10. Havera na bibliolheca os seguintes livros :
* -P*r oregistro da correspondencia do bibliothecario com
o inspector geral da instruccao pablica, on com outra aatoridade
ou particuUres ;
L. Para lancamento dos catalogos dos livros de qae tralam os
1H 6 do art. 6 deste regulamento ;
I I. Para nelle serom langados, por ordem das datas de entra-
das.03 asseotos das novas obras qne a bibUttbaea mt^mttr-m^ft-
nodo da duracao do catalogo quinquenaal ;
*-Para os asseotos e notas necessarias a resneito da eutre-
ga e restiiuicao dos livros, quo o inspector geral da instruc-
cao publica mandar offlcialmente qae se remetta para alguma par-
la, ou seja entregue a algnma pessoa ; o qae se fara mediznte re-
cto ;
I.Para o invenlario dos moveis e objectos da bibliolheca ;
I.Para o ponto dos empregados, que fieara sob a guards do
mbhothecario.
*t 11. Todos esles livros serao tbertos, numerados, 'robri-
cados e eocerrados pelo inspector geral da instrucgao publica.
Art 12. Todo aquelle qne occasionar o extravio de qnalqoer
Z- nunascr'ptot 'mpresso, raappa, etc., indemnisara o sea justo
Art 13. Fica expressamente prohibi Jo entrarna bibliotheca com
livro, irapresso, eu qualquer rolo oa embrnlho, sem previo consent!-
mento do bibliothecario.
Art.|14. No recinto da bibliolheca nao sera licito fallar alto, dis-
cuur, furaar e estar com qualquer arma ou objecto ollensivo.
A"- '5- A bibliotheca estara aberta desde as 10 horas da ma-
aba as 2 da t -rde, e tambem das 6 da tarde at 8 da noite. de todos
, os dias do anno, exceptaados os saotiflcados, de guards, os lerialae
porksta ou lato nacional, loda a seraana santa, e os qae decorrerem
<\issi*<-a-' d deiembro ate o dia de Reis.
Art 16. Ourante a epoca do encerramsnto da bibliotheca, por
Jems excedentes de seis dias, o bibliothecario devera marcar aqnel-
M em que o porteiro, acompanhado do coadiavante, ira a bibliothe-
ca cmdar do asseio della.
Art 17. Havera na bibliotheca, para o uso e communidade das
pessoas que a frequentarem, os moveis e objectos necessarios.
Art. 18. Para este fim e para as demais necessidades do servico,
bsbliotiiecario requisitara d'antemao as providencias precisas ao
inspector geral da instruccao publica, que sobre o caso representara
a presidencia da provincia.
Art 19. Neahura livro, folheto, impresso, manoscripto, mappas
oo qualquer ontro trabalho qne penencer a bibliotheca sahira della,
seaao por ordem escripta do inspector geral da instruccao pablica
nediante recibo da pessoa a qaem for entregue, com todas as espe-
aficacoes, inclusive o prazo para sut devolugio.
si unico. Quando os livros e manascriptos forem raros, nao
poderio ser confiados a pessoa a'guma senao por ordem escripta do
presidente da prov.ncia, raediante recibo com as alludidas espectfi-
earoes, inclusive a designacao de prazo para a sua devolucao, nanca
eieedeote de 8 dias. "w
Art. 40. Todos os volumes da biblioteca serao marcados na pri-
oseira c ultima pagioas com o sello da mesma.
Art 21. E' probibido tirar livro das estantes e revolver os to-
netos, manascriptos e raais obras, pertencentes a bibliotheca ; qaem
as pretender dirigirse-ha ao bibliothecario, que Ih'as entregara.
Art 21 Os livros, depois de feito o catalogo, serao collocados em
estastes, por ordem nnraerica, havendo em cada volume am peqae-
i rotak) indicativo do naraero qae elle tern no dito catalogo.
Art 23. Nao sera parmittido escrever extractos, apontaraentos,
is e marcas nos livros qae forem consaltados, nera dobrar saas
Mhas, nem te-los entre o papel e o tinteiro, nem por oulro qualquer
odo maltrata-ios.
Art 24. Neobnma obra sahira, de ordem do inspector geral
da iBstraccao pubMsa on da presidencia, para qaalqaer parte, sem
qae a pessoa qae a receoer, assigne em am livro, declarando o ti-
lalo da obra, qaantos volumes, a edicao e o prazo sob qae foi con-
Sada. Este livro sera o terceiro, referido no art. 11 desta regula-
mento.
Art 23. 0 inspect ir geral da inslruccSo pablica visitara ao me-
iOs ama vez por mez a bibliotheca, afim de informar-se do sea es-
lado e fiscalisar a del observancia deste regulamento; commoni-
cando ao presidente as faltas que encontrar, si por si mesmo nao
pader proviodenciar.
Art 26. 0 bibliothecario remettera no fin de cada mez ao
inspector do thesoaro provincial urn mappa da frequencia dos em-
pregados, com o visto do inspector geral da in.-trucoiio pu-
blica, para o fim de poderem elles receber seas ventimentos.
Art 27. Fica desde ja autorisada a transferencia da bibliotheca
pan o ediiicio pertenceate a fazenda provincial, a rua do Imperalor
a. I, primeiro andar.
Art 28. O presidente da provincia fara no present a regula-
mento as mudifijaeoes aconselhadas pela experiencia.
Art. 2!>. Ficam revogadas as disposicoes em contrario.
Henrique Pereira de Lucena.
c
r.\;:l".M..V DOS VEXCIMESTOS DOS EMPREGADOS.
PARA DE.VTIIO E FORA BA rBMMC14u n .,.,!.f.rs, I
*!!^? l^-6* *djanlado- ..... %>- 4ff*4V
For ail* dito* *d*m............, ISNoO
PoraoT.d.to.^dera................. !
Por urn .nao idem. ..............
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A DE FARIA FILHOS.
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APioto. do Maranhlo; Joaquim Jote de OKTeir* dc Fflho, no Cear; Ajdonio de Lemu. Braj, no Artcxj ; Jolo M*ri JoJio Chare., no Assd; Antonio Marques dt SUti, Natal ; Jos^ Jostiao
; Carlos Auxenao Monteiro da Franca, na Parahyba ; Antonio Jose Gomes, na Tittta Penha; Be'antdno dos Santos Bulcio, em Santo Antlo ; Domingo. Jwe da Costa Braga, em Bazaretk|
Antonio Ferreira de Agniar.em Goyanna; Jolo Antonio Machaeo, no Pilar da. Alflw t Alre. A C.na Bsbia; e A. Xavier Lehe dt C. no Rio Janeirf-
EMPREGOS.
Biblk/tbecario.
Porteiro.............
Coaljavante.........
VENCIMENTOS.
ORDBKADO.
1:200/000
600*000
500/000
GRATIFICA-
COBS.
800/000
TOTAL.
2:000/000
400/000 1:000/000
300/000
800/000
Henrique Pereira de Lucena.
Zl ^i&fiQmmmm
Pereira de Lacena, digno pre-
-O ckefe de policia, AtUo-
Cuiwa dr A ram jo.
*"* *i minulo
t*"s *> rtr- rran-
.. ati* da Praia,
*i. K*Im rniraii-
ALMEIDA GAR-
9 Bl*ra tiViaw do Rio
is. aaiar we que icrmi
*i- sai* ama char
*a diM|onitoiM jaais
l* Bail rro de car-
oarreraaa altera-
eaasareaa mala flr-
dteseaeis na-
r qiiatro
(assascu Amebk ana.)
PERWAlBOSa
REVBTA DIABIA.
,Heasem destribuimos nm
as wgaialei naaterias: telegram-
da a noite, instruccao po -
do imperio e da Bahia, re-
e nolicias com me r-
__.era da Isaa-
H ije, 6 do corrente, as
a sessao do conselho pa-
"w, ao edificio da Escola
Aff mo. Sio, pois, con-
as eoaselheiros a compa-
rorrelo v-No mez
de jiinho rendeu esta repartiijao 7:149/015
Em igual mez de 1873 6:574/955
O rendimento de junho subdivide-se assim :
S-llos 2:742/010
Cartas 1:924/050
Pretnio de saqaes 30/200
Assigaaturas 160/000
Eraol o mentos 45/625
Mult as 27/200
Agendas 733/930
Movimento de fundos 1:486/000
Rua do (mil.- da Rua-vimta. -infor-
mam-nos quo a noite 6 perigoso passar-se por
essa rua, tio grande e a matilha de caes que ahi
an Ja solta, avancando e mordendo a qaantos pas-
sam. Chamamis para isto a attencao do fiscal
respectivo.
FolhetimEncetamos hoje em nossa 8* pa-
gina a pubiicacao. do romance Miseries sociaes,
original do nosso comprovinciano Joao Candida
Gomes da Silva, empregado na secretaria do go-
verno. Recommendamos esse trabalho aos lei-
tores.
Proclamas.Foram lidos na igreji do Ro-
sario, que serve de matriz da freguezia de Santo
Antonio, no domingo 5 de julho, os segaintes :
1* denanciacao.
Pedro Lacio Rodrigaes, com Isabel Maria de
Castro.
Joaquim Lacio Rodrigaes Junior, com Rosa
Amelia de Castro.
Feliciano Candido de Aguiar, com Francisc* Pe-
reira "onles.
-
Francelino Ferreira da Fonseca, com Margari-
da Perreira de Aleantara Barros.
Jose Adolpho de Oliveira Lima, com Maria
Luiza Yieira.
Manoel Gomes da Costa, com Anna de Hollanda
Soon.
Bacharel Vieente Pereira do Rego Junior, com
Candida Carolina de SA Cavalcante.
Francisco Antonio da Roslja, com Anna Maria
dos Prazeres.
Joaqaim ^'t^cmo de Araujo, com Francises
". 1e Oliveira
salina de Soaza Braga.
Francisco Pinto de Lemos, com Ilerraelinda Joa-
jnjna de Oliveira Baduen.
io de Hollanda Caralcante, com Rosalina
is Prazeres.
3.' dflOftnrjpCAQ.
Barbosa Alves di Silva, com Afrodiiia
de Mtttos.
iamede da Silva, com Lqiza Maria dos
Felippe Pereira dos Santos, com Candida
Caromro Pinto. .*"w^>-m-
Josi Pedro Alexandre Bezerra, com Emilia Olim
pia Telles.
Antonio da Costa Ferreira Baltar, com Alexan -
drina Amelia d'Oliveira.
oapllai portuguea. Movimento elinico
do hospital poriuguez de beaeficencia em Pernam-
bnco, duiante o mez de junho de 1874.
Cliuica do Sr. Dr. Pitangt:
Exislian IV, entraram 19, sahirara 20, existem
13.
Clinics d Sr. Dr. Curio :
Existiam i), entraram 22, sahiram 22, falle-
eeu 1, existem 22.
N. B. 0 fallecido foi de lesao valvular do co
racAo.
"aanasciros. Chegados dos portos do
norte no vapor brasjlsiro Bahia :
Umbelina e uma filha menor, F. S. Silveira,
J >aquim F. Araujo Candeia, L. B. da Silva, B. de
S. Garrido, D. Elvira Urania de S. Lemos, John
Kroon, Achilles Ltvy, Albino J. G. Denor, 1. G.
de Ariajo QaintelU Junior, L. A. de Azevedo,
J. de A. Maia, Dr. Joao F. Arnao, Franco G. M.
da Fonceca, D. Grese, Manoel Ferreira e tres es
cravos a entregar.
Segaem para o sal :
1.* tenente T. J. Ctrdoso e sua familia, 5 cade-
tes, Joaqaim G. Porto, Anna F. de Oliveira, J. B.
de Mesquita, Joaquim L. de Sant'Anna, capitao de
fragata Achilles Lacomb e dous filhos menores,
capitao Alipio D. Machado, Jose C. Aecioli, 5 pra
gas d> ezercito, Hi escravos a entregsr.
Sahidos para o Bio de Janeiro no brigue
brasileiro Isabel:
Joaquim lose de 0. Lessa e qnatro escravos a
entregar.
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v.
CHRONICA JlUMIARIIL
TRIBUNAL DA iu;i, VT io
SESSaO ESPEQAL EM 4 DE JULHO DE 1874.
PRESIDENCIA 00 KXM. SI. CONSELHKIRO
CAETAMO SANTIAGO.
Secretario Dr. Virgtlto Coelko.
As 10 boras da manna, presents os Srs. des*
embargadores Almeida Albuquerque, Motta, Ae-
cioli, Domingues Silva e Soaza Leao, foi aberta
a sessao.
0 Sr. conselheiro presidente passou a fazer o
relatorio dos segaintes aggravos :
Carta tostemnnhavel.
X. 2 Aggrsvantes Pereira da Can ha & Ir-
mlo, aggravados os administradores da mas9a
(aliioa de Martins & Leopoldo ; sorteados os Srs.
desembargadores Reis e Silva e Aecioli. Dea se
provimento a carta, para se mandar escrever o
aggravo.
Afgma depetigao.
-V 17.Aggravantes Dr. Jacintho Paes de Men-
donca, aggrava io Manoel Joaqaim Baptista. Sor-
teados os Srs. desembargadores Reis e Silva e
Aecioli. Negou-se provimento ao aggravo
N. 18.Aggravantes Alheiro Oliveira & C, ag-
gravado Dr. Christovao Xavier Lopes. Sorteados
os Srs. desembargadores Domingues da Silva e
Souza Leao. Ficou adiada por suspeicio do Sr.
desembargador Souza Leao.
N. 19. Aggravante Dr. Francisco Augusto da
Costa, aggravado Bernardino de Lino Dias. Sor-
teodos os Srs. desexbargadores Almeida Albu-
querque e Domingues Silva. Ficou adiado por
ter faltado o Sr. desembargador Mmeida Abu-
querquo.
N. 14. Aggravante Jose Francis:o Mamede de
Almeida, aggravado Heleodoro de Aqaino Fonce-
ca. Relator o Sr. desembargador Reis e Silva,
nos impedimentos do Sr. conselheiro presidente o
Sr. Silva Guimaraes e Lourenco Santiago. Sor-
teados os Sri desembargadores Souza Leao c Mot-
ta. Negou se provimento.
Encerroa-se a se9sio as 12 horas do dia.
Estrada deferro do Recife a
Olinda e Beberibe.
MOVIMENTO DA CAIXA EM RESUMO DA COMPA-
NHIA DOS TRILIIOS URBANOS DO RECIFE A
OLINDA E BEBERIBE, RELATIV.VMENTE AO
MEZ DE JUNHO DE* 1874.
Entrada.
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ENGLISH BANK OF RIO DE JANEIRO
(LIMITED)
Capital do Banco em 50:000
accdes de 20 cada uma 1,000:000
Capital realisado...... 500:000
Fundo de reserva...... 113:240
BALANCO DA CAIXA FILIAL EM PERNAMBECQ,
EM 30 DE JUNHO DE 1874.
ACTIVO.
Letras desconladas..............
Emprestimos e contas caucionadas
Letras a recelier...............
Garantias e valores depositados..
Mobilia, etc. do banco...........
Diversas conUis................
Caixa.........................
73i:H:Ji:i('.0
6Ji:99i5980
69:1725480
848:191*220
12:7425900
800:062^530
561:5165500
PASSIVO.
Contas correntes sim-
ples.............. 671:3685410
Dcpcsito a prazo tixo
com aviso e por le-
tras ............. 1,674:277*800
Rs. 3,654:123*970
Letras a pagar.................
Titulos em eaucao e deposito.....
Diversas contas................
2,3ri5:6i65270
29:0005000
848:1913220
431:288*480
Rs. 3,634:1235970
S. E. & O.
Pernambuco, 4 de julho de 1874.
F. B. Bloxham, manager.
N. Philip Ryglty, por accountant.
THE
Recoita :
Bilhetes
Assignaturas
Carga e lastro
Telegrammas
Multas a empregados
Uateriaes vendidoe, in-
inteirament3 matili-
sados
8:599*480
1:225*000
401*180
3*000
19*531
127*400
Deposito dos empregados
Saldo do mez de maio ultimo
-Sahida.
Ordenados e terias :
Movimento 1:889*166
Estacoes 1:4205190
Carga e lastro 568*523
Conservacao da linha
permanente 463*375
Conservacao do trcm
redanto 748*000
AdministrarSo :
Directoria :
Gerente 200*000
F&ro 58*334
Escriptono 280*000
10:228*660
146*931
280*000
10:653*591
4:206*928
14:8625319

Pago por conta dos
mezes anteriores
Diversas despezas :
Materiaes, azeite, ob-
jectos para oescri-
ptorio, aluguel de
estacto, consumo de
gaz, frete, carreto,
condnccao e despa-
cho de eartfO e ou-
tros artigos
343*200
5:627*590
4:499*600
Pagamento de depositos
Saldo quepassa para o mez seguinta
4:842*800
170*000
10:640.390
4:222*192
14:862*519
Escriptorio da companhla de trilhos urbanos, 3
de julho de JS74,
O thesoureiro,
Luiz Jote Pinto da Costa,
NEW LONDON & BRASILIAN BANK LI-
MITED.
Capital do Banco...........
' a subscripto..........
a pago...............
Fundo do reserva contra dc-
preciaQao do capital......
BALANCO DA QAIXA FILIAL EM PERNAMBUCO EM 30 DB
JUSHO DK 1874.
Aclivo.
Letras descontadas..........
Creditos diversos, outros ban-
cos e caixas flliaes.......
Caixa:
Em moeda corrente.........
1.000.000
900.00)
450.00J
40.000
602:9 51*380
1,352:283*360.
349:3075240
Rs........
i
Passivo.
Depositos:
Em conta cor-
rente....... 385:509*710
Fixo e por
aviso. 834:123*890
2,504:5435980
Oreditos diversos, outros ban-
cos e caixas filiaes........
1,219:6335600
1,284:910*380
Rs........
2,504:543*980
S. E. k O.
Pernambuco, 4
de julho da 1874.
W. H. Billon,
Acct.
1
Ccuiiterio publico.
Srs. redactores, Depararaos etn o n. 146 do
Diario de Pernambuco, de 1 dc julho, com uma
participacao do administradordo ceraiterio publico
alllma camara municipal, communicando Ihe urn
incidente que teve lugar no mesmo cemiterio, por
occasiao de levarmos a nltima morada o cadaver
do nosso cborado amigo Joaquim Jose" da Silva
Santos.
E' de laslimar, Srs. redactores, coino um func-
cionario publico adultera os factos, mesmo quando
os participa aos seus superiores.
E' iuexacto o qae S. S. diz quant > as pessoas
que alii se achavam estarem armadas de revol-
vers ; desafiamo-lo para qae no-lo prove.
Eis nua e craa a verdacle do occorrido :
Cbegando os abaixo assignados e mais pessoas a
porta do cemiterio, para darmos sepultura ao re-
ferido cadaver, o capellao chegou a acompanhar-
nos ate a diitancia de 50 passos pouco mais ou
menos, mas como suspeitasse que o mosmo fosse
macon, achoa pretexto de yo',iar para a secreta-
ria do raesmpcemn>;;:,0) e verificando a caderneta
que cada ecj^jjsyjo possue para se certificar
se um o^ oalro 6 fi|iado ,t maconaria, eocontrou
s1'u nome.
Debalde esperamos pela voita dn "*- "*""
da appareeer ; resolvsmos levar o "c"orpo ?para a
bira do lamulo a voltarm- a saber 0 ^fi des.
te abandono.
Conhecendo quaes as disposicoe? do regulamen-
to do mesmo cemiterio, pedimos ao Sr admiotstra-
dor que lizesse cumprir com o expeodido no mes-
mo. Este cavalheiro nos disse qae estava promp-
to a faze-lo cumprir se nos o exigissemos, mas qae
tivetseaws penas do padre ; por quanto, se obri-
gassemos a levar o eorpo a sepultura, o Rrm.
bispopu sau successor o suspenderia immediata-
meDie.
- Vnu occasiao ama das pessoas presentes pedk>
aatorisacao aosfcircumstantes para fallar em nome
do todos, e disse que fos.semos generosos para com
aquelle ecclesiastico, visto como a unica e verda-
deira encommendacao perante o Julgador Supreme
sio as boas ou mas obras por elle praticadas nesto
mundo.
Concordamos boamente com esta opiniao e esta-
vamos promptos a sahir quando vimos a distaaeia
de 10 passos, em frente do I afar onde se dea este
incidente, 8 ou 9 coveiros muni las de suas com-
petentes enxadas, promptos a atacar-nos a primei-
ra voz.
Perguntamos qual o molivo de semelnante or-
dem, ao qne os mesmos nos responderaia que ti-
nham sido chamados para aquelle lugar.
Alguns do j convidados lizeram ver aos empre-
gados do cemiterio que era um insulto atirado as
nm enxadas so revolvers, porque nao estavaraos dis-
postos a repeliir semelhante insulto sem armas co-
mo nos schavamos.
Seria possivel qae os abaixo assignados, qae se
prezam de ser homens cordatos, fossew munidos
de rewolvers, se nem um so naqnelle momenta
possuia a mai- peqaeua arma offensiva I
Nos estaramos em sileucio e nada queriamos di-
zer sobre estd desgr.u-ad > incidente, mas como se
nos levanta uma tal injuria, < de nosso dever pro-
testar contra semelnante arliitrariedade.
Eis, Srs. redactores, como se escrevem inexact*-
d5es, e estas por um illustre funccionario publico
que devia ser o primeiro a acatar e respeitar a
verdade.
Recifo. 2dejulhode 1874.
A. da Maia Pessoa.
Jose Gomes Coimbra.
Antonio Fernandes de Amorim.
Francisco da Silva Cardoso.
Manoel da Silva Sampaio.
Manoel Auhusto Moreira.
Augusto Cesar de Azevedo Gaedes.
Francisco de Oliveira Guimaraes.
Pedro Jose" de Siqneira.
Manoel Joaquim Rodrigaes Ferreira.
Manoel Cardoso de Soaza.
Jose Joaquim Salgado.
Antonio da Costa de Oliveira Maia.
Adolpho Martins de Barros.
Migael Fontoara.
(Continual.
Trapaqa desmascarada.
As ultimas eleicoes do Ceara, a 18 de agosto de
1872, deixaram no campo do pleilo rennido am
cadaveA
Joao-^ecy-era o nome da victima sacrificada
do canibalismo de um partido infrene de odio e
vinganga.
Ainda esta no animo de todos a impressao do-
lorosa d'aquella scena de sangue.
Convicta de uma derrota iugloria na paciGca
mamfestacao do voto, a opposicio liberal pedio as
explosoes fementidas do uesespero, que sempre
arrastam a desordem e a anarchia, am hymno de
alegria, uma manifesta.-ao de prazer, ainda que
fingida, ainJ i que tinta de sangue innocente !
E Joao Pecy, foi a victima votada aquelle sa-
crilicio repugnanto e vergonhoso ; porque, talvez
o braco do aigoz nao podesse attingir a uma preza
mais nobre e elevada!
A opiniao publica apontou alguem da passeiata
da oppoticxi, promovida na noite de 7 de setem-
bro do mesmo anno, como autor do barbaro assas-
sinato.
Ella nao tardou clamar em peso. Uma aatori-
dade judiciaria, genro do chefe liberal, abusando
das attributes confendas pela nova reforma,
cnamou a si o procesao, quando a autoridade po-
licial ja senhora do fio mysterioso da triste tra-
gedia, tinha a m5o erguida sobro a fronte do cul-
pado
E tudo foi assim cynicamente mystificado : todas
as regras do senso commum violados; as leis do
processo despresadas; os preceitos dos criminalis-
tas esquecidos !
Sobre este acervo de erros, contradicQoes e
falsidades jriminaram e pronunciaram a Luiz Fer-
nandes, desvahdo anspegada, que, de guarda a
porta da igreja, garantia a seguranga da urna
ameacada de ser violentam9nte arrancada pelos
capangas da opposicio liberal.
Joao Pecy, foi morto por um tiro. Estava o
infeliz a poiica distancia e na mesma linha da por-
ta onde se achava a guarda, armada toda a cara-
bina AfiniV.
Era impossivel, mathematicamente impossivel,
qae, assassinado Joao Pecy pelo anspecada Laiz
Fernandes, dadas aquellas circurastancias notaveis
de armamento, distancia e posicao, nao Ihe hou-
vesse a bala esmigalbado todo o craneo pela ex-
(raordinaria pressao de ar que impelle comsigo
aqaelle projetil.
Demais. dado o exame imraediato em todas as
armas conservavam se todas carregadas, sem in-
dicio algum de ter nenhumadellas.sido disparada
Deu-se outra circumstancia importante a exa-
minar-se:a bala ferindo Joao Pecy em uma das
faces, pouco acima do labio superior, segundo o
exame medico, loi sahir muito acima do occipicio.
o que prova ter sido a direccao do tiro obliqua,
posicao justamente em que se achava a celeber-
rima passeiata para com o assassinado, e nSo des-
te para o anspe^ida, que cnt.io seria horisontal, j
porquanto ambos occupavam o mesmo nivel no
patamar da igreja.
0 odio, ou o receio de uma condemnacao justa,
qae fulminasse o verdadeiro assassino, cegou a
opposicao a ponto de nao tremer de remorsos,
expondo ao rigor e a severidade da justica am
desgracado, que somente o dedo ds Deus, tocando
as consciencias de seus ultimos e honrados juizes,
conseguiria patentear a sna maoconcia, e desmas-
carar o ardil de seus. carrasccs.
Ainda uma vez a opposicao do partido liberal
do Ceara teve de tragar o proprio fel de seus vis
aleives, e morder-se de raiva, como o cao atacado
da hydrophobia, qae ve* escapartm se todos a
quern ia offender.
0 supremo conselho militar, egregio tribunal,
onde mais de um liberal distincto tem assent .
unanimemente julgou improcedente a pronuncia
contra o desgracado Luiz Fernandes t
A madura sabedoria, a a independents elevada
de tao eminentes juizes salvam a pureza da jus-
tica vilipendiada at6 hoje pela mesquinha vingan-
ja partidaria dos liberaes do Crara, e dSo esplen-
lida victoria aqnelles que na Imprensa advega-
vam a causa de Luiz Fernandes, pedindo entre-
tanto o rigor das leis contra o verdadeirq cul-
pado.
Honra, pois, aos conservadore3 do Ceara I -
Nao esta tudo. por6m, concluido.
0 sangue ainda quente de JoSo Pecy, innocen-
te, reclama justa vinganfa.
Einbora, apega^o em caracterei ioielevei3 na
bandeira liberal, servindo lUo de eterno rcmorso,
enmpre descobrir-se a f^pousavel direcio de seu
selvagem derramamento,
Quauto ao mais, ja cumpnmai
escrevendo na mr"*"0'
o nosso (io1"""
'


tuuiua ua victima
MART1R DO CAMBAUSM0.
-,


*! Mi'J'4 /U/3fcf*P +&v&HXfaazS3ir*
V pr jd-wtme <
4>*#t||JH litu, so*n|ie| c jr.bij**, e sac* A
lato, a. \ontado ilo tomndor, sobre as se~
6 de Julho de 1874 &St OH:.WJ/i 1 0//#,
:.n
ettegada,
de 3W a 330 reis
retttbo 14
casgada, venda* a 810
de tto*00O
CO**-
eotAraos
Caegaraia SSI pipas. t8,
100 deeim-M; Tendeu-se a
CnesSrtar i do costume.
Lasaoa.Sena dhagada, cotamos
a 1*3*000 a pipa
chegad*. colamo* a 104
faew*
Rua do Burgos. -
i c-* '
ilua do VigarV .'
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lar do mesmo.....
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te 1874.
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prac*. (mm sagums maritime* aobr*
Mat oarcegamentns a contra fog<
doria* mobiliast n
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fivira.
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r- ; *aadaa
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f*fc *>*ae **vn* wm'Wma'iva r*ft tttemttaNla
* a*aiav ttt >tag*>T*, vWHw* v **. 01
'*ia*j>, a < <*>.'*. wttaft* *n*I\vn*x
AMUALU4HCA
^*atwt\* iwunttawa e tftirotv
m!^ JM\ti\ m\ \ 8 7 0
NkM\^ 4 \^a*vajj>^
tenfta MM4AW1 *m* ^4^TvaMa.?>' av ix r?-
Smki (H>lr-rgo
U\M0 I.OXIHIH fil.OI
mmkwx coipmt
AllilM
Ovar.
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Tavira.
Vitro.
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^tVowfa* *a> (Ustoa.
K^.iwada.
<*vmra*f .\t
^ -\a *> \Nwim
V^aaa *.\ 0,a V4a Vox1* ^ & 0 'ST. IdAQlMVflSTU UA TOSSIXTT"
ParJa. %*BS(r
rxal, ewsA.nl
oosra A Mhos. *^ yavA t a*
UarHahilo. Sobre 0 Sr. ^oM VEB
REIRA B\ S1LVA JUNIOR.
Bkl. gobre os Srs. MA.mi A c
Rio 4 Jaucir. Sobre o.banco
INiU:STR4Al E MKRCASTJt, BANCO NACiOMAL f
BkSQflit BRASaiE^^E FRAXgAISt. jj^ *
3K'
<0VfMENT0~ii WXKTl*
- 1..-*
Nnvios en trades no dia4.
lUhia -W lions, vapor inglcz Galilro, 4e l,ii.*;
loMailas, commandanle EffHs, e eatfa swncar ; a Saunders Brothers 4 C.
Para e poriM ioJermedius-8 dias, vipor bra?i-
Wro i Aorduno l MmtHvideo -17 dia>, palacRo itgU 1 (.ettte Anixir,
de 1*7 l-aefada*. eapt*o Tournw, efnipageni
S, em la^tro; a ordem.
iV(rrM s k'tfoi no memo Sit
Rio da JjaiMiM Ilriitun liralleiro Isabel, capilio
i iietw.
Rio de Janeiro pur Peoodo Brlgie naclonal Gal-
ft, rapiia J. J. M-n.ltis, oargt Carno e ouiro*
MNtfua.
Liv.-rpool prlit PurahylitBrifie ft-tncei itrlka,
capitio iiarjiilltf, em lairo at aucar.
mk&.
0 di'-ciiHuriiad.'r Kranotsct do Aiia Oliveira Ma*
i'i>l, I'lHv-ial Mi mill'r.al nrdem da lima, ejuu
do divit prwativo do nriinina da t'lJado donu
fid' do IVrnambiid), 0 leu lurmo, por Sna Ma-
K|Uixn l) Ka;.i -ali'T An- i|ii" oprcaeate edilal vtrtm, i|ue,
por cite juiM rA arrtitialada por venda, Bnr
i-aem tu..i dor em un 1 11) praci, a deciraa par
lit do Mil" tin nampiiia a i^aia Fi>rie, fmgueala dn
l'.',i 4* Paiivlla, |'i'i''' til.- ,-in i>mi iNxido*
pelo hlieaido Vn-ont- Korreira do Rcgo, mrvindo
l" t>,v>> pa-a n frn'in\lH.\ 1 a t|Uiatitia du I. iHK)Jt.
rir '|ii*iili\ r.l I'lla aMh.vIa, rtiido munialmi'liO
< (id ,. tol da U iij ri*n|'.M'iiM i.arlilha a frail
Mjew da Sllva IMi'Vldit, invpiiliilinntf do ii*iw
Li'iu-'Mi' liK*cld.i, para |wg*mviilo da* dividaa p
K na/a diw fad* ^ iMHMM di' loiK>,
mm pa^nr pwcalis <|iw m>r idBaado no hi
far do f"iow 0 iiibKAado 1 1,1 UHuhtnA.
R\tdo paa\a nM\ |iladu dn WMt*. its I'tr-
nHlttUi'>S *0 I'd'1 Julti>> d" l7\.
Krt, Miinnvl di\AiMm iSddN, I'OrlvIo, 0
Miawmvl
D dwwmi.ar|(aah>r rWuuWt (4tt Alia Ul*
v. m Mmsl'li nliMai iN) Impaitol onUin
!bt.i vathvd.rii >U il t'.lirlMn, < ](
ila iMda
S43W
3(10 <0M
3?#M0
1:9UMMQ
l^O0*D
9
demn.1l.-..... 201JWO0
Ru* daCrw.
SobradadjaSaadaresK.il 800*000
RuadeS. Jorge
Casatereaa. 100......241*000
Os preteodentes deverio apreseaUr no acto dt
entado as suas ftancas, oq compareceraa
iropaaaados dos respecilvoa fladores, devendc
ar alem da renda, 0 premio da quantia en
Tor seguro o predTo ko commercial, aesim oamo 0 servico da lim
e preeos dos appjMBMs.
Secrelaria da Santa Caa da Misericordia do R
ffe, de latrho 0 ds f874.
0 escrivao,
______________Pedro Rodriowa it Senas.
De ordeal do IUm. Sr. inspector da thesou
raria de fazenda de$ta provincia e fax poblicc
para eonheeimento de quem interessar qae no
aia 29 de julho proximo- futum, pelas 2 horas da
larde, sera posta em hasta pub ica perapte a jun-
ta da HMsma ihesouraria, para ser arrematada por
quern main Unco oftdrecer a casa terrea sila i
rua do Paco Caslelhano, na cidade de Olinda, pro-
prio nacional e bem assim 0 terreno qae lhe fica
idjacente, 0 que tudo foi avaliado por dous contot
de reis. (M M
Secrelaria da Ihesouraria do fazenda de Per-
nambueo 30 de junho de i8"i.
0 3.* eacripturario, fervindo de secretari i,
Carlos Joao de Souza ('orruia
companhTa
DO
BEBERIBE
Sao covidaiios os Srs. accionistas a rcu-
nircm-se em assemble goral no dia 6 do
corrontemes, pclas 12 boras do dia, no res
pectivo escriptojio na rua do Cabnga* n. 16,
para, do conformidarie com os 4." o7.
dos arts. 20 e 44 do estalutos, deliberarem
sobreas coutasdo anno finanwiro desta corn-
panliia e opprov.-r o orgamentD vindouroi
dovendo Km oooasiao ser lido o rctatorio
aprcscntado polo Sr. diraclor ?m que tnos-
tra 0 oslado ua c-mpanltia no anno Undo
pin 30 de abril ultimo.
Escriptorio da companhia do Beberibt,
1 do julho da 1874.
0 sucrctarto,
Lnit NohmI HodriguM Valtnfa.
MMiRfJIlS
COXPANQJA FJUNCEZA 1>E SAVE-
HA^AOA VAPOH
LIMIA MKNSAL ENTRE 0
Hatvre, TLIsboa, Pernambnco, Rio d*
Janeiro, (Santos somente na vol-
ta) Montevideo, Buenns-Ayres,
loom MlTMcaoao para Rosarlo)
2 STfeAUfcR
,I. Robert.
E' esperado dos por-
tos do snl ate 10 do
correnle, segnindo de-
pois da indispensa-
vel demora para 0
Havre com escala por
Lisboa.
Para (rates, eaeoiaaeadas e passageiros, trata-
saeoa
OS CONS1GNATARIOS
AL*Gt;STO F. D'OLl VEtKA 4 G.
iiRua do CommercioEntrada pela rat
do Torres.
~* MSH^sWaldt frA*f Aracaly, por ter
partedw n*a> aiangam aao1 prpt", 0 bem CO-
ill-,, cidu hiale tteto te Qmtnk 1 <*ietn nolle qnizer
carregar ou ir de pa*.ag'!W, diriia-se ao escripto-
rio de Buthobmeu l.ourcnco, rua da Madre de
Deus n. 2, qae atliata com qneto tratar.
Rio Grande do Sul
0 brigue nacional Sahg sahira para 0 porto act-
ma, e recebe a carga precisa para alastrar : tra
ta-se com Pereira Vianna 4 C, A rua do Vigario
numero 1.
LEItOB.
LE1LA0
14 barris
DS
con c
salgaJii
Libras eslerlinas.
Vendem Augusto F. d'Oli-
veira & C.
Rua do Commercio n. 41.
prtvattvi 'I" ttrphA Ml I aui m- s
M to H-'rt\i mi b'Mms pw
lpradt\ iuwm lh> HUaM** !
fvs hf \ W **** 'WW> W w tWr.N
MltWltta t1tVtiM, inwidsrHtati'
d r'raRvi'M 1rVrfHra
tatinHt'iM d'l .
mM' d m\ lfwo l,wtt\(hw tAvfrvira,
wto\\, mwm \*n vawtat Hwta m
WtHt ft HONVA Uldvft, iah|A, W|W|, d W AAW
d> t>A#i,e BlmiM www-
**$p ^v'"* 'hwrHt&vVs M a*H m
Rii| MMHH ( H< ivwwih ttr* w W .miw
\f*tlV*WVMtt afc*HlHttAMUIH>IW 1MRH
Hra ft ti>mwtdA wwaR ft |t*tftmft **
\'ptUiftdftj \ft lft* tlft* ftWdlWivl
uva *iit"rid*dw dft miii^h1*
COMUERCIxL DE BRAGA
Joniv Tasso
' tnariM >
a vaj>vrs quatquer quantia a
a *?* # Banco, r-o snas res-
t aw 9*fttiafc<* cidaaaa, villas de
adjaeaaaw llesaaaha.
I e tlaaa.
Faanticto.
Par-v
Figwira.
CMX*Aa.
Qaarta.
Gadauries.
Lmjjm.
Uiaejo.
Udaaa.
ImN.
MwiXlU.
da Axesaets.
rVaafiet.
riohel.
Meaae do Lima.
foroa de Linitoeo.
PortAlegre.
rVftinaio.
Por.^a de Varrim.
Taoaaar
Vaduaia.
ViltadoCood*
Viiu Real.
VilU Pooca d" Aguiar
Viwo
da Orvoira.
Banalcaa.
Caa
NORTHERN.
JaMHtfiS
am tXemke.
F. rhcha M d* I'M"11'
ili>lM, li|H*'i
to *> lift*, atfttv d# hv\|
Via Hiot'i\t*t, tptrwndv*, Mra* W y
wtHftf ft rA>H>rtdft wiWftVft, aft VAA dft tamdniii'tft dj
lMrt!UM tMWt R iMtTft ownatar* Wttwdul |t*r n Kimh \m
m MMM0 > twsm Umim epwulloftd
a^pwsilV,
iv^drtrawftdo iih (? ljjnl I a*IK eawla
-..mi ndlii t>i mh*. nwl ftlukdt. du RwdArVr
HffWMOj II d litnho d |a?S- K. FWHiM
i\rr*i do llrlto, wfba", 0 IU wrW NM
IrVKk
f'riiMi^i'" (If I^lv Oluv.rit U,
(Jompanhia Fidolidade
NpffUrOB ttiiu'lilinna e lerrrntroi
A agcneia dtstft I'-mipanlilft torn* i-egiiM* raft'
ritimoa i.rii'Mro,aprvmios raioftvett, nattdo SM
u'liniiK ti aidu Iiviy, a t! n'tlmo irMto grstuito <-
M'guradu,
Mh'lABft Ir** Orm
A"nii
81 nwo tin ApoiW i
fVrinaRoiwdaootnpanhiapur-
nambuoana.
'HI'
Aantft
Maaiii*aa r>ntl A r-*w|Whi |Mrnaml>iii,ft, dtapatMo da m
ll.'iiti's i> VAttrtii min>H im ww iradltt m
I* dn Matiiw, adiratt'M ao tsatataar^lt) m fatal
uftrA d^naMtn dt> tnM, llNaUadit ft taAlar tft>
wvAvS ftA mwimiriaj i*HWftHiulftS Mfvlfv
,>|i>mp|0, nr*f nliidtiHW, ftW.
lamwM raiilhui-A, miMlAtdi* pNTto AMnrdiH Al
'Hlivamiwta < a*iM m ami A aw*\,
KftHMt ftrtaA'wt*, a ton iw Aralmli* a wmmodoa
lAil UltorftMAvrdft tWWA
MthlMAi TtWAt tfrAj WS>
X paMiwt wa atHaaram attHaar-i
iMvna, Miarlo dlrldir-w A wi ntd-1
tHnlft iMn-MAiiilnii'mn, qu APhArltt
% ItpMitftdnA, HaaNi ib
aUltftftMM hM*MlAf.
da wt'
Mi
MMM1
vnt
Para a Bahia.
Para 0 referido porto segue com brevidade 0
Mate Joven Arthur, por ter grande parte da carga
engajada, para 0 resto qnelhe falls, trata se com
0 sen consignntario Antonio Lniz de Oliveira Aze-
vedo, na rua do Bom Jesus n. 57.
mI-\i
.a
OECLAaACOEl
Juieo do orphilos
Sogunda-felra, tt do correuto, ilnda a audiencia
do Exm. Sr. desembargador lull de orphioi, ao
meiu dia Ira a praoa por venia, ft raqusriuio to
do invenlariaaie dot aens do llnado Leopoldo Ker-
reira Mariiua Hiboiro, a oaia terrea n. I, tlU A rua
de S. u.iiicalo, avahada por l:oOQd, partanotate
dito ao flnado, separada em pariilha para paga
monto de divida. Ktcrivao Brito,
ssn/ooc
2014000
36SdO0O
121*000
310*000
do Aujjtist.i
4 C, i raa do Conioroto ns
to t^e5lo d< orient
SANTA CASA UA M1SEHICORD1A DO
RECIFE.
A Hlma. junta adrainistrativa da Sanu Casa da
disericordia do Recife, raaoda fazer publico qu<
la sala de suas sessoes, no dia 12 da julho, pa-
las 3 horas da tarde, tem de ser arrematadas a
jnem mais vantagens offerecer, pelo tempo de on
a ires annos, as rendas dos predios an seguida
ledarados.
BSTABELECIS1ENTO DE CARIDADE.
Rua do Padre Floriano
Casa terrea n. 13......201*000
Bua de Santa Rita.
Idem n. 32.......
Rua das Calcada*.
Idem n. 34 .......
Cinco Pontas.
Idem n. 114.......
Rua de Santa Thereza.
Idem d. 7........
Rua larga do Rosario.
2* andar do sobrado n 24 A*
Idem do sobrado n. S4 .
3' andar do mesmo.....
Rua do Cabuga.
Loja n. i. ......650*000
Rna do Amerim.
!. andar do sobrado n 16. 304*000
Rua de Antonio Hearique.
Casa terrea n. 26 > 09*000
Largo da Campina.
idem a it...... 120*000
PATRHIONIO DOS OBJHaOS.
Rua Duque da Caxias.
U'*"-77 i oi \ a^ 5W>'000
Rua Pnmeiro d Marco.
aabradodaSaodaTOsn.il 2:000*000
Laoida Alfandega.
Sobrado meiaagua 11. 1 .... lUOOStXO
Rua do Marquex de Olinda.
Sobrado n. 33 -..... 1:000*000
Rua da Madia da Deu*. 4
Casa tarrea 0. SO...... 7COJ000
Bacco das Boias.
Sobrado de 2 andaras n. H 001*000
idaaa. *........ ftSJatOOT
Rua da Laps ,__^
Casa terrea a, 40....... 202*000
ARoa do Amonm. ^^N
Sobr.do de 2 andaras o. 13 tKd*00
Casa tarrea a. SI ..... liu'ptx1
Travessa da Madra d D*us.
Sobrado de I aadar D. 19 AK0*(KK I
Gin term q. 17 ..... oniiOtR I
pn>v*
H
Mi
tf*\ft^
Hi%ili *ian U MlaiM UmmmIU
tin tlvfllV
IVIa Mh\iftrift dft aantft tU*ftffti puliiu*^ \\w*
A I' do I'nl h'llli\ ttoAft tt UlMHAft i'A llmHllft, fto
\ tM OAAA d> '\|>.loi, a him dra H>aarar
ni-1 riwiw>nl^ mrt* ilH IfauMttafl A* v\HAa-
Ml \\w \m ktrfttw ^itiAA*> HI WsAal|Wid
r 'UtiVAA IS WMWI VARWtW m ad da JRW Mb
^(M^tftrift Aft *An\ft <** a MtAitfitlvudia do Hv
in>, I Jrtliut tlt lafA,
OlMMli
JVdHt Hmw** aV - "uiwwtai mimw *
0 Awll\ AMitui*u da h*aRftl iwiltwr ai
iratft K*rtriBtwtw d* iitlto ft m to AAlwRUru,
0* uun#r a I intend alas, baU' daalatA) |tari
dinU*rftfidA* do* ampraiftdtti, ouut un^n m
\\wm mltmt olfcraw, am vl*\a doa
(Ut It Oftdft Ul flttA MSftrUA Vfti autAdtt i
Alatrift, U 0 AilrtjNWma,
AtaruiA, 1*100 idam. >
Arrui, m n, Idaw,
Aaanoftr raAiAda, ato n. Idam.
RatAlaa, ISO r, idem.
Bolaoha*. 44U rs. idem.
BoUohinna da araruU, odO r. Idoro
|t|aoauta>, oQO r*. idem.
Came vordo, 480 r*. Idam.
Carne do poroo. 000 ra. Idem.
Carns seooa, 360 ra. idem.
Clia hyiioa, 0* Idem.
Gale era oaroeo, 850 ra, Idara.
Cafo muido, 1 *S00 Idem.
Dooe de goiaba, I* Idem.
Manteiga Ingleia, 1*000 Idem.
Marmelada. 1*150 idem.
Maoarrlo, 800 ra Idem.
Pies, 360 rs. idem.
Tapioca, 500 ri. idem,
Toucinho da Lisboa, 000 rs. idem.
Farlana de mandloca, 150 ra. 0 litre.
Faille raulaliiiho, 240 rs. idem.
Vinagre de Lisboa, 300 ra. idsm.
Vlnho do Porto engarrafado, S*9O0 idem.
Leite, tJQO ra. idom.
Gallinbs, uma l*00.
Sal grosso, 60 rs. 0 litro.
As pets as que quiaerem tastr duo forneclmen
to, para todos on algura dos ditoi generos devorio
apreaantar suas proposUs em earns fechada, na
ae^retariado mesmo hospital, no dia 9 do corrente,
as 10 horas da manha, com daclaracao de suas
moradas, e deserom os generos da 1' qualidade.
Hospital militar de l'ernambuco, 4 de
julbo de 1874.
O eserivlo,
Avelino Pereira da Cunha.
INSPECCAO DO ARSENAL DE
MARINHA.
Fat-so nualico quo em data de 4 do corrente
met foram vlstoriados os vapores Camaragibe e lm-
peradov, da companhia vigilante de roboque. A a
roma issSo de peritos julgou-os em esudo de po-
derem continuar no servico em quo so empregam.
InspeccSo do arsenal de marinha do Pcrnara -
buco. 4 do julho de 1874.
Francisco load Coelho Netto,
Insnector tntarlno.
AVISOS MARITIMOS.
Coaananhla de navecacllo a v-
ar bahlana. liaultada
HUoeio, Pauedo, Aracajd e Rahta.
fi'asparado dos porto*
do sal an 0 dia 11 do
MESSAGERIES MARITIMES.
Llnha inenaal
Kb Grande
E ropa aii1 0 dia 8 dn
corrente, s e g u I n do
depots da demora d<>
costume para Bue-
nos Ayr**, toenndo na
Bahia, Rio de Janeiro Montevideo.
Ml*TO IMlr#a.%
Espcra-se dos por-
ing do sul Rte 0 dia
10 do corrente se-
gulndo depots da de-
mora do costume pa-
ra Bordeaux, toca>
do cm Dakar (Ooree) n LUIh'a.
Pan fretw, encomniAiidas e paaAflroA : a Ira-
tar com
OS A0KNTKR
HnHanirttily a i.aitlllr
0 Hun ilo I'.oiiiiiiPH in -_0
i tMI>4\IIIA 11114^11 ^iliV"
UK
XAVEO.ACAOA VAPOR
t>ortna do Marl* _
Inniiuitiiiiitnlo AltMilStrmlii
Kl wpftrftuo vWA MMM do stll
lncl\ilvd n us ViMoMa, aW u
diftlldoforri'Mie e Hignirft prft
S ua nnrln m\\* dft demora
0 iMiMtima.
AS 11 HORAS EM PONTO.
No armazem do Sr. Annes, defronte da ol-
fandega.
O pr epos to do agents Pesuna fara leilao de 14
barris com carne salgada, etn lotes, a voDXadjs dos
Srs. compradores.
SEGUNDA-FEIRA 0 DO CORRENTE
No armazem da Sr. Annas, detraoee da aUpadega
__________As tl lioraa._________
Agente Pestana
LEILAO
BE
400 caixaa com bscalhdo, vindas do Rio
de Janeiro na barca flova Vencedora
TERQA-FEIRA 7 DO CORRENTE
no armazem do Sr. Tbomaz Times, na esca>
dinba da alfandega
t%a II lioraa eta ponto.
0 prepostn do agente Pestaoa fart leilao de iOO
caixas com bacalhao, vindas do Bio de Janeiro na
barca Nova Vtnctdura, as quaes serlD"vendidas
em lotes, A vontade doa Srs. coaaradoref.
Tcrca-felra V da corrente
no armazom do Sr. Tbomaz Times, na esca-
ninba da alfandega
0 agente convida aos sens amigos e fregoesea
LeiTIo
I'oniiniii
Partaa t an
*immtH
j&xk.
m ilS ^
0 qua! sahlrt para os por
to* acioM no dia sagutn
te ao da ua chegada
Racaba-Aa earga, paa'agalroi a dlahaitv a frata
Antonio Luu deORvoira Anvedo.
8 7-Rua do Bom J>us-7
iMlft-M!
rloalioatra
donoH* nW wiIia II "
I'orrVnWi ft jeaitlrA MH
Mi awl dejtot da de.
m\rA d iiMtnwa,
nwttdftA, VAlOh4 V MAAdiWv
DO
sobrado de um andar e sotio do pateo 4 Carmo
n. 30, edidcado ha tres annos, 0 qual rende n-
nualmcote 720,000 rs.
Uma casa terrea na travessa da Vfracio n. It, re-
editlcada, a qual rende 112,000 rs.
Uma dlta dila na rua do Motocolombd (Atocado*)
n. 26, odilieada vm chAos proprios, a qua' ren-
de 360,000 rs.
Uma diia na meima rua n. II, a qual rende.... .-
180.000 r.
K)\ AKTA-FKIHA 8 DO CORRENTK.
4s 11 horas
Por intervene,to do agent* Pinto
Km sen escriptorio, ma do Bom Jest n VI.
LEILAO
ia n anew AiMn\
i ncunti'a A nv'\M MlldA w JoA'pilm VIAIl-A 1 oft
lltll lift tllvt,
IH
rrivr
M.iranhao.
H Wllrtai Mfll rahila Aaantf vow M|>
a itiKiA iwhim, m iw a mm w\\*
pWntldft \H\^** IMIW l* tJttHl*ftl-
litiW Jo'A W nval\ MoilHo a r'ifti.s, ft
m do ^wmAh'iw s> 8._____________^^_
AA daawH
hisjHmI
IVHIr Nloaiti M\mM CiMiipmi)
i\oY,\b MAATntjm .
CHIMHOR AMI
K*nera-ia dvwpW'
to* do ul Aid u 1I1 a a
de jullus e depoia dft
twIN du ett*ima
AAguiMi ima l-iwr
iim ittoando em i .<
Sea a JtodAu, Mra oada raoaaarai paaaag eneuraraendAi, oarga e dinheiru a frela
N;\u aahira antes da* trea horaa da tftrda do di*
de ua ohegAdA.
OS ACKNTR8
Wllaon Row* A V
14PRACA UP COMMKRClt)14
Lisboa e Porto
Segue viagem eom a posslvel brevidade a barca
portugueta .Vot>a Veiwt sagelroa : a tratar 00m Tito Livio Soarea, rua do
Torre* n. SO,
PAKA'
A eseuaa <;ugt'uMa segur nestes
porto acima, e recebe cargt a Irete :
Tas*o Irraaoi & C _____________
dias
a tratar com
parao
Gear*, Macao e Mussor6.
Para os referidos portos praleode srgnlr 00m a
posslvel brevidade 0 hlate Rival, por ter alguroa
earga engajada e para a que lhe. falta, trata se
eom o eoosignatarios Joaquim Jose Goncalves
Bellrto 4 Filho, 4 rua do Commercio n. 5.
COMPANHU PERNAMBUCAiNA
DE
Navegacao eoatelra a vapor, j,
ARAHTBA,NATAL, MACAO, MOSSORO', ARAOA-
TY, CF.ARA, MANDAUU, ACARACU' K GRA.NJA
0 vapor Pirapma,
commaadaate Silva,
seguiii para os por-
tos acima na dia 7
do corrente met, as 5
horas da tarde.
Rocebe carga aid 0 dia 6 do corrente, encom
mendas, dinheiro a fret* e passagens, ate as 3 ho
raa da tarde do dia da sahlda : Mcriptorio
ao Forte do Matto* n. 12.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Kavoaraclto eoatelra a vapor.
Madid EM DIREITURA, PENKOO E ARAOAJU'.
. 1 0 vapor i(?|Nan>e,comman-
j4\*^4^ 1 dante Julio, saguirA par*
o portos acima no dia 16 do
correot* as 8 horas da tarde.
Recebe carga aid 0 dia 14
eurommendas, passageiros
If IT.
. dinheiro a frete aid 4s t horas do dia da *ahi
aarranie 0 vapor SmimR. da : eaojrlptorio no Forte do Maty a, IS
T5arl
Segue naiiios pouco* dlat 0 aataoao .
Mftaarliw parA 0 wto da earga qua Iha 1
aortogvtftt
i para 0 rcaio trau w win Antottio rNrraira 9a AlMtNia, A raa
da MdrA Dww n, W
prelrnilenhvA niidetad dwd* M aiaw
l lilsa dlVtdAI pelo itiftnilsilo MIAAto
fNPlorin d\l h'Wldo |vnli> A fua Bow
i\ \\, oil in at A n leillo
MN ttvi f
Rom )>
LEILAO
DM
tt Afsntft Wtt\t>N ^r**a
lAllAW eArARMM** AWW\AAt>
^nvnt pwbeet
LEIUO
DR
iliviilitu ni ititportanoii tie RIQI7I0 e .1-
lil tie Uilpi ttuberlai du lellia, aiti* no
ttigir li-'h.'iilio le ttftixo, a rua to Katito
tut.iiiin, In porlni'iinbin A mft*A I'nl
lida du Jdiutiltn Vieiri llnnlbo da *tlvs
QUAitTvi'KiiiA inoamithMi
A'* II horrtfttvA ninnhA
0 Agents. Pinto, oumpMndnn nmndsto do llm.
ftf, Dr. ||Hll'l llt'(' IH MitHlli w wwmeirie, H>
lvnrA a leillo, a^ divide na lnu\oMAnclA dn. 1 .
*lVjdloe dltai v'ft'AI n tllpft ho lildAr H'le
rlne m tlftlxn, I ntft d*. HabW Alhmhv bem p*t-
1919,1m
0M11.1.1.1 AA

10 oavitlltm u\m\m o mxm
A1* II IHtltAI D,\ NANIlX
M AHWAWlTt Hu AI Nft tilt WUHVU^dR,
Tbt*Vlftl*
w.tNft>K vendiiAl|a
^w t>elA Ml'WW
M
IWMII MIMIti tlii9W 9 IRIII alliiW
tt\iU'iiio tut I" ARdar ilit Aitlvratla ill i u tltt Mais\wt i| tHinU n, if
Qu^tA-ibira tlojulhn
* IB l(*lira* da maiiHl
tt Agente Di** vewdew. p.>r oatd*. e fi>' > >l
iiiteiu I'.'iii'o.re, an dia e norn Aoiwft de*igua..*,
mum l*ndA, wiudeifti, wavaia a Mils artt-
got ft))) exuti'iiloi
A amtsar i
Mala neeAt d* o*emir* prata, AAiftt lurdadas,
caiiiiainliaa, gala* e manguiios, iruia da mm vidrllhtt*. lii** de velludo a de seiim, cl pa-
liua. para aeunorfta, ltd duiiaa da gravaua, oont
toque de avaria, tapeta* A capnohos d* Ji\er s
Uinauhos, I almofadas bordadas, 9 atuaibos, uu 1
dura* douradas, aendo um oval, 1 mobilla do wa-
dolra prow, 1 maohiua para ooaiura, t par de
jarroa para floret, i oomiuoda* da am relio. IS
cadelraa allemJls, I dlta* de balango, allem, S
dltaa de dob Ao, I lavaiohos de amarallo, 40 di-
to* de form, com espelho a sua* perleno**, I con-
solo* de amarello, beroos da fa la, 1 oama da aaa
para oreanoa, meiu apaarelho de poroalana, para
oha, 1 dito de louoa para Jantar, garrataa a oali<
ce* para vinho, copot para agua, quadro* eon
paleagene, muilos outroi artlgo* que *>tario pa-
tentes no dia do leilao.
Grande feira
DE
pianos dearmario, guardas-
loucja, espolhos dourados,
mesas elasiicas, vonezia-
nas francezas de oorreates
para varan das, arandelas
para gaz, objeotos para oa-
bclcirciro, miHdezas, com-
modas, aparadores, Uva-
torios, secretariasjtranspa-
rentes para janellas, oopos
e calicos, oarteiras para es-
criptorio, objeotos de ouro
obrilhantc, relogios para
algibcira, de ouro e prata,
louoa, mesas para cscre-
vor, ditas do podra mar-
more, oom p6s de ferrp. e
iufInidados do objeotos do
uso domostico, queseri\o
vendtdos
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IWlV ffx*?"' xlx*W xWi tJxjxbbTx^Gx\ I^pxm Hl x^x**^^** ^K <*^*m
XXXJXJ ^X^BW ^B ^BX^BX^XXM XPX XV^W'^^^^PXl^XX^X^B") ^P M^P^P^M ^P ^^^B^X ^XM ^X^B^^
XJpr XXXFXP^Pxxt'Bl *J 'JFbp^R ^BW^ffW^i XJ^^B'^xWTWTWk, X^XBi TXXxl w ^bx^W^
B^fc *ffSr^ *xbp^p)8k *x* *w* '#*ixJ.XMxxBf,B) xrxxixHl *JWI xixiC xW IxWRxxJ txwxW
fc^N. J^ttxMMtxR ^IwW'lW^ x) JNRMWR ^ JMwW HWxrt *Wxt ?W*
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PBxJkXPT ^^PP^Pi XJBXMPXXvXXXX/ X*^W" "tWtJtiwVS
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*w<>^%i c *> > ^xk^ns; few-
* pwfM iMH *!*> a in iiiKi> mr nw*( tulmwjtm *h\ mm r^*t* i^vl 4t* o*
. "v" prfmc4 MfdMi nwM 4o pUnh 4k 4 *Ka 4s Wf*iMC4; o \ *l*w rrlAN *wfv, lrS I, Nil 1 ** toSl fflK*^, ^|*s ^?ofrKl f\Ww*ris w rwivmftrwNi -swwa teoom^MVW*, q i w*= &****$ W**^.' ronh^cMKs, s
r^rtaK:4f j*?r-*. ^Ho p\v'sn'*s ^'sorrvwUo iijortws pl*nl, fawr o*mh^'lN


Vigor do C*bello
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asa aeasifcai*aaaaaam c*
b saa a>IaoaraA?c -
s cAancs a* *: 3rr* 'x
USTA GERAL

^5
POBA. ESTXAHnA DilH JOflO DC 1ST.



Ill

BSflBI
8
Oiario de Pernambuco Segunda feira 6 da Julho de 1874.
ASSEDIEA GERAL
CAMARA DOS SRS. DEPCTADOS.
REFORMA ELEITORAL.
(Coatinuacio.)
Nio concorreu pouco para -sse mal.repito.a
morte do benemcrito chefe do gabineto que
promoveu Ul reforma ; os aconte imeotus
politicos tern posteriorraente mostrado que os
seus companheiros de ministerio nio tinham
amor e grande aprogo, nem convirgio favo-
ravel daquella reforma, coin excepcio do
Sr. cOQselbeiro Nabuco, que desde enUo
mantem-se invariavolmente iiel ao pensa-
mento politico daqu- lie ministerio, que
belles exemplos legou a poliiica deste
pan
der luUr com elle e de cadi am dar com-jguarda para depuUdos oadi-lhes logo
bate em toroo o seu campanario. 0 Sa. Mwbtro bo Ivpuio di outro a-
Ao tem nosaeado depu
0 governo, que era oinnpotente, qoe j parte rfi^dtmte
nio tiuha concurreocia senao nos grandes UdavU -
ceotros politicos, encontra va diante de si O Si, Makhnho Campos : -Perdde-me
um poder capai de lutar com elle, e ate de V. Exc. a isto devia esUr no seu proprio.
Tencel-o, nio se atre vendo, mesmo oa cor-, cspihto.
to, com oseu proprio partido, a impor'v. Exc. jtilga as incompatibilidades boas,
candidates como hoje vemos. 0 nobre. eu nisto o acompanbo, nio devia praticar a
ministro, emquanto ministro por exemplo, doutriaa e alena disso responde pelos.actos
so qaizer, fari deputados em Pernambuco de todos os sens collegas, e solidario de
a quem for do seu agrado, em bora o il- todo o ministerio.
lustre e prestigioso chefe conservador da-
quella provincia se lbe quizesse oppdr.
0 Sa. Ministro do Imperio :Nio
apoiaao.
0 Sa. Martin ho Campos:Oh I nio
baja durida !... V. Exc. estd vendo Sr.
presidente, como o nobre ministro tomou
A comegar pela carte nos viraos amigos | faciimentelas legToes do Sr" bartode' Court
ao gorerno tia e|i irao hah to por simples
particulares ro lead ts da estiraa e da consi-
deragi) publica. E. pois, podia-sa desde
logo paw, Sr. president)*, que tolosos
esforcos se envidariam para annullar am
systems elei'oral que am^aca evidentemente
tirar das mios do gov-vno no futuro, a
4eigio. V. Exc. sabe, e notorio que algu-
mss pessoas que se tinha n por grandes
personagens politicas, por homens indispen-
saveis i nagio, com por extiuplo, oactual
Sr. presidente do conselho, ficaram sem
saber por orde podiara ser ekritos deputa-
dos ; nas mesmas condigoes do Sr. presi-
dente do conselho acharam-se alguns meda-
Ihdes. (Hilaridxde e apartes.)
Este defeito matou a lei dos circulos que
OS collegios unicos toroavam aliis muito
vexatoria para os eleit )res, circumstancia
sem a qual a sua revogagio nao teria sido
iacil no sul do imperio, onde a lei foi aceita
cam muita satisfagio, deu bons resultados
e muito melhores promettia para o futuro.
(Ha um aparta recordanlo a derroia do
Sr. Pereira da Silva em 1856}
0 Sr. Martinho Campos :0 mallogro
da candidatura do Sr. Pereira da Silva sd
prova a favor da lei : essa eleicao fez tio
grande henra a S. Exc. como ao seu digno
contendor, cuja niorte recente eu dcploro
do fundo do coragio, pois que esse cidadio
prestrou relevantes servicos na policia da
Okie. Esta eleigio e a melbor justificagio
diquelle systema. 0 nobre deputado teve
amigos no governo, o seu contendor tam-
bem teve amigos no governo, a influen-
ce por tanto ve-se que foi igual por este
lado, ambos muito valiam por si, e por
amigos poderosos.
0 Sr. Pereira ha Silva:Com ain-
fluencia da policia.
0 Sr. MartiSho Campos :Nao enten-
do assim.
V. Exc. bateu-se com um adversario cer-
cado de amigosdedicados, um adversario
do immensa popularidade adquirida pelos
grandes e relevantes services prestados na
policia da cdrte, onde tinba dado exemplos
pouco vistosjneste paiz, porquena sua admi
nistraclo policial a lei era igual para todos
e vio-se muitas vezes os carros dos conse-
ilieiros de estado recolhidos
pe...
O Sr. Araujo G6es Junior : Nio apoia-
do. ^
0 Sr. Ministro do Imperio :Nio tentei,
nem tentarei.
O Sa. Eoapio Deiro :Ha deser muito
diflicil.
0 Sr. Martmho Campos : E* facto con*
summado.
0 Sr. Ministro do Imperio:Son sol-
dado.
0 Sr. Martinho Campos : V. Exc. diz
Sr. presidente, o nobre ministro i parti-
dario da doutaioa de incompatibilidade;
porque aotio o ministerio nomaia de pre
fereocia deputados para os cargos que
vagam T
Desta maneira estara nas mios de S.
Exc. comecar a mostrar-nos a vantagom de
sua doutrina, nio aggravando os males que
se propoe assumir. salro se quer convencer
da argencia do remedio pelo incremento
domal.
Assim. pois, Sr. presidente, ven-se tarn-
bem as mesmas dovidas sobre este ponto do
projecto que o nobre ministro do imperio
dos traz boje, porque o acho muito inferior
ao projecto a que S. Exc. deu assentimen-
to e nio se justifica a preferencia que S.
Exc. di hoje ao sea projecto.
Sr. presidente. aero declarar a T. Exc.
e i camara que em outro tempo paniWwi a
que e soldado, cooforme, talvez aquellalopiniao de que a elei^ao directa nio se
theoria do capitao que tomou a BastHha.tcompadecia com a constkuicao. Hub* na-
(Risadas.) Jtural e instinctiva disposicio para reputar
ao deposito,
por infraccao de posturas muuicipaos, como
os de qualquer simples mortal.
0 Sr. Presidente :Pondero a V. Exc.
qjeja passou da bora.
0 Sr. Martinho Campos :Desejaria qne
V. Exc. mandasseler as disposi^oes Jdo regi-
rrento,'para saber se posso ser interrom
pi Jo uo meu discurso.
0 Sr. Presidente:V. Exc. estd fallan-
do pela ordem.
0 Sr. Martinho Campos :Estou fal-
lando sobre a queslao de preferencia.
0 Sr. Presidente :Eu dou a palavra
pfila ordem, e para isso tern meia hora.
0 Sr. Martinho Campos :Estou fallan
do sobre a preferencia, e ate me aproveita-
riij agora estar fallaud6 pela ordem.
0 Sr. Araijo Goes Junior:Estd justifi-
cando o requerimento.
0 Sr. Martinho Campos :Estou fal-
landosobre a questao regimental, foi neste
sentido que podi a palavra, e se V. Exc. me
tivesse dito que fal-asse pela ordem, eu me
teria sentado. Estou fallauoo sobre a pre-
ferencia 'apartos), porque .a'.e me inclino a
prefer* um projecto-que o nobre ministro
ja quiz em vez deste que. quer hoje ; ja"
tern por consequencia V. tfic. comprehen-
dido o meu fim>;jquero propOr preferencia
para outro projecto.
Segunda vez, Sr. presidente, V. Exc. me
fez perder o tio do meu discurso frisadas)
e mal saberei como reatal-o.
Mas. V. Exc. e ojnobreministro o sabem,
esta reforma de 1855 deu-ncs uma lei emi-
iientemente popular que na realidade ar-
rancava ao governo o monopolio da elei-
Qao ; o governo encontrava diante de si a
forva real do paiz em circumstancias de po-
FOLHETIM
mini so c:a?,i: rs rsiui:s:::
i
POR
Joan Candido.
I
sgintillaqOes
J dia 20 de outubro de 18** foi na mi-
nba vida um periodo de quasi perfeita fell -
cidadd.
Eram ja* cinco e meia horas da tarde, e
no pedaco azul, todo azul, do meu querido
ceo do gratas venturas'nao se bavia, estam-
]ido a menor sombra de desgosto, a mais
leve nevoa do infortunio.
Acabando de ler algumas paginas do
liv.-o que constantemante trago d mao so-
bre a rainha mes>, desci ao fundo do um
pequcDO'sitio de verdura, e caminbei em
direcfio ao arbusto de minhas flores predi-
lectas.
Raro acontece nao termos d'essas predi-
Jeccocs.
Pelo espirito de affeicao, irrigamos sem-
pr.' com mais cuidado, com mais mimo
mesmo, a plantazinha qne sobre todas nos
agrada, muitas vezes isolada no canto do
j^rdim. Deitamos-Ihe agua : vemos as suas
folhas cobrirem-se de aljofares, respiramos
o perfume com que serapre um bolao no-
vo nos affaga, e ditosos, como dous seres
enamorados, abencoamos a brisa que passa
e embalalhe a ramagem foiticeira.
Estava eu, pois, aope'do meu canteiru
do saudades, quando sonti duas maos de
homem vendarem-me os olbos. Voltei-me
e escutei estas palavras :
Nio sei se V. Exc. sabe esta bistoria.
Um Sr. Dcpctado :Conte sempre.
0 Sr. Martinho Campos :No ataque e
tomada da Bastilha, em 89, o capitSo da
ginrda nacional que mais se tinha distin-
guiJo, deu demissio no dia seguinte. Ins-
tado para continuar no exercic.o do seu
posto depois dos bons servicos que bavia
prestado, elle persistio na renuncia feita, e
depois de muitas intancias declarounio
que ser mais capitao, porque quenxjam-
bem commanJar a m.inba companhia. As
sim 6 o nobre ministro, nio quer ser chefe
e quer ser soldado do Sr. Cotegipe ; mas S.
Exc. equemcommanda, comoestamos ven-
do, e al>rara a todos apezar de ser soldado.
(Risadas.}
Sr. presidente, a reforma do nobre mi-
nistro do imperio nada nos traz de melbora-
mento, em vez de voltar ao systema excel-
lent'! da lei de 1855, que o seu projecto d<*
4870 ou 1871 ou o projecto que S. Exc.
aceitou nao acabava de annullar, S. Exc.
quer restituir as cousas ao que existia, e
mais aggravadas, antes da reforma de 1855.
Nio sei, pois, ao que attende S. Exc, o que
melbora o seu projecto e como pode ser
elle base do presente debate ; eu nio posso
dar-lbe preferencia.
No ponto capital, isto 4, no que toca ao
objecto de todas as reclamacoes, de que a
eleicao nao e mais negocio da povo.como
foi no primeiro reinado, como foi ate 1837,
e que 6 negocio do governo, o projecto na-
da melbora. Neste reciato mesmo o nobre
ministro ji teve occasiio de referir as expe-
dientes faceis, mas invensiveis de que o go-
verno lanca mSo para triumphar nas elei-
55es.
0 Sr. Ministro do Imperio :Eu t
0 Sr. Martinho Campos: Eu oouvi,
c se o nobre ministro nio se recordar, re-
metto-o para os annaes que foram feitos
para estes registros.
0 Sr. Ministro do Imperio :Ah Em
outro tempo,
0 Sr. Martinho Campos :Sim. Nao
nego, Sr. presidente, o projecto contem
disposicdes que nos agradam ; relativamen-
te a incompatibilidades, agrada-nos; pugna-
mos por esta doutrina, ma$ queremol-a
muito melhor do que estd no projecto de S.
Exc.
Sr. presidente, o nobre ministro do im-
perio nao tinha o direitode propor a incom-
patibilidade ; e nao ha quem acredite que e
sincero quando propoe esta reforma ; para
um homem sincero, como S. Exc. e ; a pa-
lavra e o exemplo devem andar de harmo-
nia, mas, S. Exc. perde o direito deserre-
putado sectario sincero da doutrina que
prega enaopratica.
0 Sr. Ministro do Imperio dd um a-
parte.
0 Sr. Martinho Campos :Mas o nobre
ministro do imperio dd-me direito a dizer
isto.
0 Sr. Ministro do Imperio dd um a-
parte.
0 Sr. Martinho Campos:V. Exc. me
perdde, propoo a decreta^ao da idda de in-
compatibilidade : entretanto, duran'e a sua
administracao a doutrina contraria e a que
prevalece para o ministerio, nomea-se para
os cargos que se cream ou vagsm de pre-
ferencia, deputado ; o que 4 bom S. Exc
constitutional tudo o que estd escripto :
mas os males do system* eleitoral e os vi-
cios da eleigao aggravaram-se de tal torma
que todos sao accordes em que se deve es-
tudar esta questao, que e urgente dar reme-
dio ao descalabro das nossas constituicoes-.
E' opiniio que segui algum tempo, mas
quo nao posso boje seguir a kiconstituciona-
lidade da eleicio directa.
Mas, bem estudada a questao, nio me
resta boje a menor du vida do que a eleicao
directa pode ser adoptada no Brasil como
foi en Portugal, torn uma constituicao
igual a nossa, sem ser precise* reformar a
constitute ao.
Nio so esta opinioo tern sido> sustentada
por muitos dos nossos mais eminentes ho-
mens de estado- no parlamento-, como tio
brilhante- e victoriosamente foi ainda na
ultima sessio do senedo, como na impren-
sa, e cabe- & provincia de Pernambuco a
gloria de ter um escellente pamphleto,
excluindo perfeitamente esta nuteria nm
seu parlamentar, cuje-nome nio vem firma-
do no mesmo pamphleto, mas qne nio re-
ceio detiinar neste recinto.
Este folheto e escripto por unv dos talen-
tos- pernambucanos meis distinctos e mais
apfoveitados- e mais amadurecidos-pelo estu-
do o eume das cousas-publicas, oSr. Sou-
za Carvalho. (Muitos- apoiados. )
Esta questao de consUtucionalidade estd
posta fora de- toda du vida nesse folheto : e a
camara sabe a knportlncia dessa qnestio.
Sr. presidente, se toatasse de uma these
de pbilosoptua politics,, a opiniio a que o
ministerio actual se agarra, como- a uma ta-
boa de sslvicio, isto e-, qne a constituicdo
se oppoe a esta reform*, porque o direito
de votar 6 direito politico e mdvvidual do
cidodio brasileiro, podesso ser justificada ;
mas poderemos n6s, qne temos direito pa-
tri* positi vo, regular por esta flSrma as nos-
sas quest6es em raatem de lei e de consti-
tuicao ? Por principios abstractos de pb>
losopbia politica, seguramenaa que nao.
Haremos de regnr-nos por nossa lei escrip-
ta, e peranta o nosso direito como perante
todo o direito publko, dos mais cultos po-
vos livres e na opiniio nio so dos mais emi-
nentes publicistas da Europa, como da uni-
ca republics consolidada da America, OS
Estados-Unidos : o direito de votar nio e
um direito do homem ou do cidadio, e sim
uma funccio publica conferida pela lei.
Nao conheco constituicao livre vigente na
Europa que consagre principio diverso, e
quanto aos Estados-Unidos, remetto o no-
bre ministro do imperio a este rospeito, pa-
ra a historia da constituicio americana por
Laboulaye.
Se se tratasse de uma questao de philoso-
pbia politica, eu me poria de accordo com
|n nobre ministro do imperio, por sustentar
o direito eleitoral e um direito natural de
todo homem na sociedade; mas nio se tra-
ta de um principio abstracto, trata-se de
um principio de direito escripto, e positivo
A nossa constituicio no art. 179 enumera
os direitos civis e politicos do cidadao bra-
sileiro, e entre esses direitos nio se acha o
votar ; ao contrario, qualificando (art. 91)
os que tern vota nas e lei cues a constituicao
declara que s6 p6de votar quem estiver no
gozo de seus direitos civis epoliticos.e tiver
outros requisitos exigidos no mesmo artigo.
Jardineiro : eu quizera que tu agora
fosses... jardineira. Nao te perdoava...
Theodoricodisse eu para o homem,
que era um moco, com quem, n8o tarda, o
leitor travard conhecimento. Ess fosse
uma camponeza, quo te mostrasse a pouta
do um punhal I...
Louco 1 replicou, tomando-me o
braco Acreditas que haja mulher alguma,
capaz de apunhalar d um homem na oscu-
riddo de um sitio ?...
Eu olhei com admiraQSo para Theodori-
co, e, reflectindo profundamente sobre a
indole de cerlas almas, respondi-lhe com
subtil ironia :
Nao... apenas estou gracejando...
Por certo. Nfio ba uma s6 que se
queira, defender. Caem todas da altura
mais elevada, em que tenham voitfade de
collocar-se.
E como n8o h3o de cair, Theodorico
miseravel 1 E como udo hio de cair, se
existem bomens como tu 1Eu tive um
impeto de dizer essas palavras ao moco ;
mas contive-me ; acbei que era de toda a
prudencia mudar de assumpto.
Bom. Mas eu quero saber antes de
outra cousa. Teu manoveio?
Deixei-o sentado no teu gabinete. Estd
boje supinamdnte melancolico, isto e, in-
supportavel.
E como ?
Ora I Arrufos de poeta. NSo sabes
que continua na mania de fazer versos ?
De fazer versos, Theodorico Iexcla-
mei, repetindo as ultimas palavras d'elle.
E porque nSo dizes antes : na mania de
sentir a alma como o mundo a repelle ?...
Historias, meu amigocontinuou o
moco, com a inbecilidade que lhe era pro-
pria. A natureza n3o'd essa quo por ahi
sonham os adoradores de ficc5es. A poesia
e uma nevoa que se dissipa aos raios do sol;
e uma tenue sombra, sobre a qual dardeja,
um pouquinho de luz, segundo o modo de
Logo, digo eu ao nobre ministro, o direito
da rotir e alguma cousa diversa dos direi-
tos civis e politicos.
O Sr. Ministro ao Imperio da am
aparte.
OSr. Martinho Campos:Nio'senbor,
pardoe-nw: constituicAo enumera os di-
reitos civis a politicos do cidadio brasilei-
ro, e entre esses direitos nao esta menciona-
do o direito de votar. Qualificando cida
dios que votam, a constituicio dd o direito
de votar e de ser eleito, os que tiverem taes
condigoes, se estiverem no gozo de seus
direitos civis e politicos ; e, portanto, estes
direitos sao outros quo o de votar-se na
doutrina escripta da constituigio.
0 Sr. Ministro do Imperio di um aparte.
0 Sr. Martinho Campos :Perdoeone
V. Exc, e uma questao diversa essa, e nio
e da lei escripta vigente para nos; neste
sentido, Sr. presidente, tern argumentaJo
muitas vezes no n jsso parlamento os nossos
bomens politicos mais eminentes; neste
sontido argumentou o anuo pissado o Sr.
viseonde de Jaguaribe, cidadio tio notavel
pela to lependeacia e int-gridadc de seu ca-
racter, cono pela circumspeceio egravida-
de dos seus talentos. (Muitos apoiados.).
Neste sentilo argumentou tambem o Sr.
Soau Carvalho com muito vigor e clareza,
e era rnuit >s folhet >s quaei todos os nossos
bomens politicos m*is eminentes. Greio
qne en nestas opinioes que se estribava o
uobre ministro do imperio- ha pouco mais
de dons annos, para dar preferencia a elei>
gao directa.
0 Saw Ministro do Imperio : V. Exc.
me ouvp'.i.
OSr. Martinho Camios-:Ora. Sr pre-
sidente, sestas circumstancias, o que pode
justi(icar -flue demos preferencia ao projecto
de reform*-eleitoral do nobre ministro dol
imperio, quando S. Exc. deu W outro melbor ? Nada vejoque justifique
isemelbante preferencia.
Sr. presidente, nao entendo que a argui-
gao de incomtitucionalidade seja uma ob-
jpegio que se-deva facilmente desprezar ; e
uma objecgao>que tem sempre muito peso
ao meu espirito: tanto que besitei em acei
tar a eleigao directa sem reforma da cons*
Utuigio ; poremv bem examioada a quest&ot
aa-minb.s duvidas desappareoeram, e dian-
te dos perigos serios que ameagam as nossas
instituigdes, e que o governo conservar-se
pertinaz e obstihado em nao ver a luz e o
horror verdadeiro e desprezo que o paiz
tem: hoje pelo actual systema eleitoral ?
Nenhuma reforma eleitoral que nio te-
nha por fim eonseguir o principio muito
mais elevado e-scguro da eleicio directa,
nenhuma desaas reformats?, presidente,
eacontrara da minha parta senao todos-os
obitaculos e embaragos qpe eu lbe puder
oppor neste recinto. V. Ex. sabe qne o
meu liberalismo nunca foi o de patriotadas -.
algumas ideas,, agradaveis. na apparencia,
mas fallazes do fundo, com que so podia
procurar embair a populagio, nunca encon-
traram da minha parle aceitagao ; itio u li-
beralismo eotregar ao governo o direito
de eleger e de manter assim toda a popula-
gio em verdadeira, real a nao contestada
servidao politica. (Apoiados )
Nio contem com o bom senso da popula-
gio, e a sua. dura experiencia, os que ace-
nam com o- direito iUusorio de votar dads
& massas-l 0 nobre-ministro, que escrupu-
lisa de priwar do direito de votar a massa
geral dos cidadios brasileiros, comece por
fazer queimar a constituigio, quo nio deu
a todos esse direito, e invoque o suiTragio
universal ; seria entio ao menos logico.
0 Sr. Ministro. do Imperio :Mas nio
tiremos aquillo qkie a constituigio deu.
O Sa.. Martinho Campos :Este direito,
que merece taato respeito actualmente ao
governo imperial, que alias nio escrupuli-
sava de fazer ate as'pobres provincias fica-
rem ate* is vesperas das eleigoes na igno-
raacia dos caudidatos era que deviam votar,
como V. Exc. ha de recordar-se e consta
daquellas oelebres actas e cartas de Goyaz,
Amazonas e Piauby.
0 Sr. Ministro do Imperio :Outr'ora.
0 Sr. Martinho Campos :Estao nos An-
naes da. presente legislature.
Mas, Sr. presidente, como ia dizendo,
me parece que isto 6 que devia merecer a
attengio do governo.
Temera, porem, os nobres miaistros a
objecgio de inconstitucionalidade ; houve
tempo em que isto seria um argumento pe-
rante a opiniio, hoje os nossos ministros
teem reduzido a constituigio a circumstan-
cias taes que isto nio p6de ser mais argu-
mento. Se prevalecesse esta doutrina, a
constituigio s6 serviria para impedir o bem,
nunca para impedir o mal, e tristissimo ti-
tulo adquiriria ella para o amor e respeito
da nagio I...
contempla-la. Nio se pode absolutamente
descobrir a sua regiao, oltiaado-se com os
frios olhos da verdade.
0 leitor fard uma idea da maneira, pela
qual eu ouvia as palavras de Theodorico.
Esse raogo via na mulher o objecto pas-
sivo de todos os dominios do homem ; eu
observava n'ella um penhor carissimo de
nosso coracao, o supremo incentiro de
nossa marcha avangada no caminbo do
progresso e da civilisaglo. Para aquelle
mogo a poesia nio era mais do que um tra-
go cambiante, fulgido agora, mas logo apa-
gado da superficie dos mundos ; para mim
a poesia era o vdo altivo e soberbo dos es-
pirltos superiores, a alampafdamyriade de
estrellassuspensa pelas mios de Deos no
meio de tudo quanto e* grande, immenso e
bello. Aquelle mogo era um cavalheiro da
crusada que se combate em prol de tudo
quanto e verdadeiro, porqua e" marmore ;
eu era adepto da phalange que idolatra tu-
do que e* sublime, porque 6* luz. Elle nio
me dizia, mas por venture chamava-me
ridiculo ; eu vingara-me d'elle, olhando
quasi com desprezo;
Con versando, chegamos ao lugar em que
se aihava Raphael, o irmao de Theodorico.
Digamos alguma cousa sobre esse novo per-
sonagem.
0 leitor, que, em tio curtos instantes,
conhece mais oa menos o carecter de Theo-
dorico, image em Raphael um homem de
vinte e dous annos, amavel, de raaneiras
graves, sympathico & primeira vista, reve-
lando um espirito elevado, sobre tudo pela
fronte onde o pensamento parecia desenhar-
se em cada gesto.
Apezar de mais mogo que Theodorico,
.Raphael nio tem no rosto, embora tio
' bem delineado quanto o do irmio, um es-
pelho scintillante, refleclindo roseos sonhos
| d'alma ; nio possue no olhar a luz febril
do anhelo a tirar raios de vida, e o sorriso
de seus labios ou e ligeiro e tenue como a
flor de um dia, ou tristo como uma queixa.
Encontramo-lo sentado ao pe de uma
banca no meu quarto.
Nio te quizeste cansar, indo procu-
rar-rae. Tensjd muitas contradangas con-
tratadas ..
N6s tinhamos convito para ir n'esse dia
a" noite a uma pomposa soirie.
Tanto nio e assim, que talvez nao
vd d partida do Cruzrespondeu-me.
Mas nio sabes que nio podes deixar
de ir ?
Porque ?
Porque eu vou- respondi sorrindo.
Ah I Tu me desculparias.
Pore"m eu, naodisse Theodorico
sabes que...
E^olhou maliciosamente para mim.
Sei, simajuntou Raphaelsei, mas
e que tu 6s muito feliz. S3 estivesse em
minhas mios o poder de se-lo tanto !
Eu que te disse I voltou-se Theo-
dorico pare mim.
Acabemos com issointerrorapi-os.
Nio se falla mais aqui em semelhante cousa.
Eu vou, Theodorico vai, e tu, Raphael,
has de ir tambem comnosco passar urns
bell a noite hoje.
Insistes ?
Ordeno.
Muito bem Iprorompeu Theodoric.
dando um pulo e pondo-se fora do quartoo
Eu cumprodisse Raphael tomando-
me a mio e apertando-m'a com carinho de
amigo.Mas cumpro, porque es tu quem
m'o manda. Tenno soffrido muito de hon-
tem para cd, e so me apraz o silencio e a
kombra: acredita-o.
As Ijfllas e ineffaveis scenas, que so dao
entre duas mulheres jovens eamigas do co-
regao, dio-se tambem entre dous mogos
que se amain e comprehendem. Occasioes
ha, em que a amizade de duas creaturas
irmis ate no sexo, 6 tio sublime, quo
E si a philosopbia politica a despeito da
constituigio escripta leva oa nobres minis-
tros a aeatarem como direito civil politico
o direito do voter, co-no justiflcarioperante
esta mesma philosopbia a pretengio de
obrigaram e sujeitarem perpetuamente as
geragoes futoras com as leis das geragdes
passadas ? U argumento constitutional e
mais futil.
Sr. presidente, estou convencido que a
constituigio que t-imos e excellente e que a
devemos manter (muitos apiados) : o que
nos i-u mpre e restabelecer o governo repre-
sentativo: o restabelecimento do governo
representativo depende essential nente da
eleigio, neste ponto estou de accordo com o
nobre ministro e com as falls* do throno
das sessdes do anno passado e' deste anno.
No que nio estou de accordo e" na preferen-
cia de entrar em discussio o projecto que o
nobre ministro quer, porque nao- e digno
desta preferencia par qualquer lado que
seja encarado.
Sr. presidente, quando se estuda e exa-
mine esta questio de constituigio, vfr-se ao
que ella se redez. Nio h a manor duvida,
a nossa constituicao, no anno em qne foi
promulgada, procedeu com summa sabedo-
ria, e-digna defouvor, tendo posto dilricul-
dades i sua reform*.
V. iutc. sabe em- que circumstancias foi
promulgada a constituigio: eram geraes as
desconGangas quanto a sinoeridade, que
alias, e* nio nego, do primeiro- imperador
a respeito do estabelecnneuto do governo
constitucional.
Depois da dissolugao da constituinte e in-
negavel que grandes desconflangas se levan*
taram quanto ao eonstitucionalismo do pri-
meiro imperador. O* nobre lainistro sabe
que especialmente a sua heroica provincia,.
Pernvmbuco, prestou os mais relevantes
servigos d liberdade do Brasil, sacriticando-
se na revolucio de 4824 (apoiados) ; sera
esta revolugao, e licito duvidar que a cons-
tituigio-fosse promulgada tal qual foi. (A-
poiados).
Nestas-circumstancias, a constituicio foi-.
muito sabia, tranquillisou a nagio e deu-
lhe verdadeiras garantias, impedindo sua
reformat nos primeiros oito annos e creando
mesmo- dilficuldades- para qualquer reforma
no futuro
Mas a nossa constituigio consagra o pri:>
cipio nio so da reforma em todas as suas
bases, como nos declara que a maior parte
dos seus artigos sao regulamentares, sao de
lei, nao sao constitucionaes, e sujeitos a res-
tricgoes para serom. reformad^s.
Ji mostrei i camara que adopto inteira-
mente a opiniio seguida pela maior parte
dos nossos hooaans politicos, deque a slei-
gio directa nio encontra objecgio real na
constituigio.
0> direito de- votar nio e um dos direitos
civis e politicos do cidadio que a constitui-
gio. enumerak. A constituicao ha de ser
esecutada no. sentido e no espirito claro e
espresso em. que foi escripta, e nio no sen-
tido e espirito de qualquer escola de philo-
sopbia poliiica. qjue della divirja aiada que
eom razicv
Sr. presidente, V. Exc. me permittird de-
mais lembrar que o processo que a consti-
tuigio marca para a reforma, raesmo dos
artigos constitucionaes, ao fundo. nio dkle-
re essenciabnente do nosso processo legjsla-
tivo, or-Jinario, que nao. annuIJa nem en-
fraquece nenhum dos elementos que consti-
tuam o systema do nceso governo mixto, e
sua forga. 0 parlamento decreta qjue u.m
artigo da constituigio e reformavel, tendo
para isso o voto desia camara, o da senado
e a sancgao do poder moderador.
A camara dos daputades e que deve fazer
reforma, o nobre ministro sabe que nem o
poder moderador, nem o senado fazem par-
le do poder constituinte ; seria absurdo em
theoria, e seria desprezar o que felizmente
estd coasagrado na constiluigao, e ja sanc-
cionado pela pratica da primeira reforma
feita. A reforma que a camara fizesse pelo
processo logislativo ordipario teria de ser
remettida ao senado e^jd sancgao do poder
moderador; assim, ninguem soffreprejui-
zo. 0 nosso parlamento e de uma duragio
muito ourta, nao ha por este lado inconve-
niente do qualidade alguma a teraer, nio
ha perigo que a camara dos deputados possa
fundar precedentes para alterar em suas ba-
ses a constituigio sem ouvir a nagao, e que
possa fazer uma reform a da constituigio
sem passar pelos tramites que ella declara,
porque, por uma dissojugao, seria ouvida a
nagao desJe que o poder moderador pudes-
se ler qualquer apprehensio.
Pego, portanto, perdio ao nobre minis-
tro de nio lhe dar meu voto para a prefe-
rencia do seu projecto ; nio lhe posso dar
e estiraaria dar-lh'o, mas a reforma de S.
Exc. nio 6 uma reforma, tem o maior dos
defeito* tew aw ebra de legislador pode
ter, que 6 Isffatar mm vaotagem a utilida-
de, fazer late Mm fim real; S. Exc. dera*
todo no estado em qoe eati e apenas quer
com at taes ianaSrafote da raioorias fazer
crtr a algumas pessoas menos reflectidas
qoa neste sentido apresente algu m melbo-
ramento ou mesme idea nova.
Sr. presidente, o process* segaidopefo
nobre ministro e pelo hoarado deputado
por S. Paolo, pode ser uma cousa maravi-
Ihosa e sublime, en nio duvido : mnanio
posso acbar-lbe vantage n : primeiro, por
qoe absolutamente nio o entendo; em segtm-
do lugar, porqoe mesmo na Dinemarca h
experiencia muito recente, e nds conhece-
mos tio pouco como se faz governo-eonsti-
locional na Dinamarea, que nio podemos
julgar dos eiTeitos de tal systema ; a o pou-
co que eonbecemos do constitucionaferao
da Dioamarca nio no* tents, e uma lute
coDstaote de um rei obstioedo sem qoerer
ceder diante da opiniio da nagio : para iato-
nio e precise ir tio lenge, e a paiz t k>
pouco nosso conbetido nos sens asose-
costumes.
Ora, eu acredito que o nobre ministro e
seus cpllegas nao conseguirao fazer crer qoe
Id nas mais- altes regioes a eleigao directa
vai encontrar embaragos cjn*r* a grl as-
piragao-da nagio.
Sr. presidente,. a nagio nio deve ever no
que o governo a seus proselytes podeaa fa-
zer acreditar qoe nas alias regiees do Estado,
uma reforma eleitoral que attendesseaos
reclamos do paieencontraria embaragos-in-
visiveis. (.ipoiados.) A historia constitu- -
cional do nosso- paiz- mostra que- a consti-
tu igao do imperio- nio tem amigo mais- de-
dicado e respeitador do qua a coroa E
certo qne e muito mal servida emuito mal
auiiliada pelos nobres ministros como o tem
sido por outros,. mas o remedio-para isto
nio estd em reformas eleitoraes, estd na
propria. nagio,
Noiatravessamos, Sr. president, umaepo-
ca em que a opiniio nao presta aos-negocios
publicos a attengio eo cuidado energicoque
devia prestar. Com os meios qne nos te-
mos, imprensa, tribuna, e o direito de reu-
niio e-petigio, apezar do systema eleitoral,
mesmo- imperfeito que temos, se a nagao
quizer fard o que fizeram a provincia de
Rio-Grande do.Sul, o 2; districto de Mia as
e os districtos 1.*, 2. e 3. da provincia.do
Rio de Janeiro, venceri o governo, e per-
mit ta-me V. Exc, Sr..presidente, protestat
desde ji contra o projecto do nobre minis*
tro, e nio so-da minoria, mas ate da maio-
ria have ria representagio. Nao lhe dou
preferencia. para a discussio aiada por esta
razio.
0 projecto do. nobre ministro. e oms ten-
tativa audaz para nestabelecen a eleigao de
provincias, reconhecidamente incompativel
com a liberdade de eleigio, e com a boa e
kvre escolha de representantes. 0 gpverno
nio tem no sea projecto outro fim impor-
tanto, e em vez de rehavermos o diaeito de
eleger para as meiorias, perdemos as, raras
minor-Las que hoje aqui ou alii a nagio.po-
de eleger quando quer.
A representagio de minorias, am. que S.
Exc, nos falla, nio agradari a ninguem, por
que nem mesmo pessoas que tenham gran-
de pratica do nogocios. publicos comgMhen-
deoio o projecto na sua execucjfo. Nem o
prejecto do nobre ministro, nem a enenda
do nobre deputado por S. Paulo estabele-
cem um processo pratico e systema de lei
elaro, preciso.e de facil compreheosio, como
e indispensavel em semelhante assumpto.
Fique V. Exo. certo, Se. presidente, de
que o queo goveruo imperial quer e, des
embaragar-se destas minorias importunas a.
que sempre aqui crescem; e acabar com
estas miinrias que sio progressivas embo-
ra nio progressistas, pois que o projecto as.
supprimird co.a a suppressao dos direitos.
Eu nio pude ainda atmar com o fim e
piano deste projecto. K nem sei, Sc. pre-
sidente, como os nobres ministros hio de
executar esta lei, porqua para a eleigio de
sonadores o projecto nao quer as rainorias
nem as pluralidades uni-nomin&os. Ora,
declaro a V. Exc quo do senado e que a
nossa historia mostra quanto valem as mi-
norias, e as quo n6i os liberaes temos tido
alii tem-nos dado mais vantagem e garantias
do que todas as caraaras unanimes dos de-
putados, porque essis minbrias sendo vita-
licias tem sido o unico f;tio e embarago
que os govornos tem tido.
Se os nobres ministros nio querem mi-
norias no senado, sao contradictorios e serd
um jogo inutil e incomprehensivel de cabra-
cega eleitoral o tal projecto de votagio uni-
nominal...
0 Sr. Eufrazio Correa :Pluralidade
simples. '
(Conlinuar-se-ha.)
amor nenhum a vence em intensidade e
ardor.
Eu nio s6 estimava profundamente a
Raphael : araava o com excesso. Uma vez,
depois de uma ausencia de dez dias, ohorei
de jubilo, abraganlo-o.
Havia momentos, em que Raphael me
penhorava tanto, que eu temia a amizade
d'elle nao fosse maior do que- a minha.
Mas consolava-me, encontrando a grande
parte de minha alma, que lhe pertencia,
pura e inviolavel. Acha-lo ao pe de mim
era o mesmo que respira melhor.
E elle nio me presava menos. Para elle,
eu era o lado invencivel de sua forga.
Revela-me, pois, a causa dissodis-
se-lhe eu, acabando de ouvir suas ultimas
palavras.Dize-me, porque de hontem pare
,ca tens soffrido tanto.
Ah I Laiz 1-^exclamou elle com me-
lancolia, Ongindo responder-me.
Raphael I... murmurei com tris-
teza, reprehendendo*o.
Luiz. Para que dizer-te mais uma
vez a fonte de miuhas agonias ?
Para que sim, Raphael. Tu ignoras
que eu tenho direito de confessar-te !
Pois bem, Luiz, ouve. Eu sinto que
cada dia que disponta, tenho maior nece-
sidade de que Beanor ame-me. Mas, que
fatalidade, meu amigo 1 Preciso tambem
de esquece la a todo o transe I
E porque esquece-la, Raphael ? Por
que, dize-m'o I
Luiz. Aqaella mulher tem a alma
cheia de odio, como os sorrisos cheios de
espinbos. Beanor nio amou nunca, nem
mesmo ao outro.
Raphael. E quem comprehenderd o
moments ditoso, em que ella, decifrando
a sublimidade deteu sentimento, murmurou
no teu seio o mais bello poema do amor I
Quem sabe sa esse outro, de nfgjg tu 7.
continuasse a ama-la, a a^-la coaJo *
amas, nao fana de Bsanor a mo^er.d;usa>l^p,r,f) puuio. -UUi
que e amulher amando ; e esse desprezo e
soberano desdem para tudo e para todos,
que tu lhe notas, nao 6 so o resultado da
dor que lhe infunde uma ferida d'alma ;
mas que redobrard de extremo a extremo,
encontrando no meio da terrivel queda da
desillusao os bragos benignos d'aquelle que
a queira salvar do depenhadeiro em que
outrem a langou ? Ah 1 Raphael I Eu
quizera que quando Deus destinasse a mu-
lher de meu amor, esta nio fosse o typo
seraphico da menina virgem ; mas aquefla
que, procurando um coragio capaz de ali-
meutar o d'ella, o encontrasse em mim,
dvida de calor, sequiota de uma vida pal-
pitante como a sua.
Sim, Luizdisse-mo elle sobrema-
neira commovido Eu sei tudo que to sa-
bes, porque tudo tu me ensinas. Sei com-
prehender e achar na mulher os adoraveis
thesouros que fazem a felicidade do homem
aa vida. E' que eu sofTro muito muito,
Luiz.
Mas poderds ter um dia abrigo segu-
ro no proprio seio de Beanor. Lembra-te
de que esse ser delicado e puro, que e is
vezes nossa mii, as vezes nossa irma, e on-
tras nossa esposa, acode tio promptamente
aos sentimentos que lbe i spiramos, a pon-
to de todos os seus actos serem reflexos dos
nossos. Recordas te de Amelia ? Recor-
das-te d'essa infeliz crianga, outr'ora louro
anginho de can Jura", h jo arrastada pelas
trevas do erro e da miseria ?
Amelia e^ uma inf-Hz creature e de quem
eu fallo accidental men te.
Raphael me ouvia tal como se eu, fosse,
o seu preceptor.
Quando eu terminei -aS m;nhas fracas
raaexdesi ^ello ^;a50u.me extremamente
se"sl. .-vio, o uma larima de gratidio e
s^urimento escorreu-lhe pela face.
Meu Luiztu como es bom 1
[Conliuuar-se-ha.)
UQUt; l)E CAXIaS
i
i


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