Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19328


This item is only available as the following downloads:


Full Text
V
----r
ANNO L. MJMERO 149
FAR* A CAPITAL K LVQARES OHIIiE ViO NKPAI.1 PORTE.
For tres raezes diauudo.............r 69000
Porr^8d,t08^,B...................Sooo
Porum annotrJera..................8W00
0d* "> "ill*................. ^320
yCfi
SABBADO 4 DE JIIIIO DE 1874
PARA DEUTRO E FORA DA PROV1XCIA.
Por tres meaes adiantados............. 4#760
Por sett ditos idem............-.....ISKoO
For note ditos idem
Por am anno idem.


PROPRIEDADE DE HANOEL FH3UEIR0A DE FARIA FILHOS.
^
-


*.. Gerardo Antonio Aires4 filhos, no Para; Gonc^e. d Pinto, no Maranhio; Joaquim Josd de OfiTra d TOo, no &**< Antonio de W. Braa, no Araoatj ; Joio Maria Julio Oaves, no Asrf; Antonio Marque, da SiNa, Natal; Jo* Justin
Fereira d'Almeida, em Mamanguape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franca, >a Parahjba ; Antonio Jo* Gomes, n. Till, d. Penh.; Be'armino do. Santo. Bulcio, em Santo Antio ; Domingo. Jo* da CortaBraga. emHaxareth,
.______________________________Antonio Ferreira de Aguiar,em Goyanna; Joao Antonio Machaeo, no Pilar dAlag6as ; Alre. d C.na Bahi. j e A. Xavier Leite d C. no Rio Janeiro-
's
PAETE OFFICIAL
Governo da Provincia.
Seecao 3.*-Palacio da presidencia de Pernambuco, 30 de junho
de 1874.
0 presidente da provincia, autorisado pelo art. 1 da lei n. 1,1 li,
4e 17 de juulio de 1873, ordeni i|ue se observe o seguinlu
Rfgulamcnlo :
TITULO I.
DO TltESOURO PROVINCIAL.
Capitulo I.
Da sna competencia e organisaeao.
Art. !. 0 thesouro provincial de Pernambuco e a reparticao fi-
naneaira, que, sob a superintend-ncia do presidents da provincia,
tera a sen cargo a g-rencia, administra'cao, guarda e conservacao de
todos os b.-ns da prouneia, a fiscaliacao e arrecadacao de sua re-
ceita e o pagamento de sna de3peza, de conformidade com as dis-
posiQoes legislativas e as ordens expressas do presidente.
Art. JP Ao thesouro proninci I compete :
!. Ter sob sua guarda e vigilancia os dinheiroi e bens pro-
vinciaes ;
8 2.* Recolher a seus cofros as rendas da provincia arreca-
dadas;
8 3. Arrecadar direclamante, por meio de desconio proporcio-
nal, a receita de novos e velhos direitos ; bem como o product) de
arrematacSes, do fmposto de calcamenlo, da divida activa, do sello
de herancas, legados o doacSes, de compromissos por contractos, de
mnltas imposts* aos professores e do de venda e renda de pro-
prios provinciaes;
| 4. Pagar as despeias da provincia, provenientes qner dos
vencunentos dos empregados publicos, quer de dividas contrabidas
e provadas ou julgadas por sentenca definiiiva, si para isto houver
0 competente credit) e a devida anlorisacao ;
5.* Abrir assentamento a todoi os empregado.<<, a vista de
seas titalos, inclnidos em folha de pagamento, depois de pagos os
respectivos direitos, guardadas as disposicoes das leis em vigor, e
registrar Ihes as faltas nao justiflcadas, as licencas, e as penas que
hoaverem soffrido, como empregado publico ;
8 6.* Administrar os proprios provinciaes, que nao estiverem
Sor lei ou ordem da presidencia a cargo de outra reparticao, e arren-
a-los com pre via autorisacio do governo;
8 7.* Zelar e flscalisar tudo que for concernente a receita e
despeaa da provincia, commnnicando a presidencia as medidas con-
venientes aos interesses provinciaes ;
8.* Intervir como parte em todos os contractos onerosos dos
cofres da provincia, ou em que tenha o particular contractante de
auferir pnvilegio, que nao seja geral ou municipal
5 9.* Defender os direitos da provincia nas feitos judiciae3.
Art. 3. 0 thesouro provincial, para ordem e regularidade de
suas funccSes, sera composto de seccoes com encargos especiae3,
sob a superintendencia de uma junta flacalisadora denomicada
junta da fazenda provincial e effectiva direcgao de uni chefe,
que sera o inspector do thesouro provincial. Essas seccoes denomi-
nar-sehaosecretaria, de que serao dependencia o archivo e a
port a, contadoria, conlencioso e thesonraria.
Capitulo II.
Da junta de fazenda provincial.
Art. *. A junta da /azenda provincial sera constituida pelo
inspector, contador e proenrador fiscal.
Art. o. A' junta compete o disposto nos 88 1, 6, 7, 8 e 9 do
art. 2* e especialmente :
!. Dar os modelos e normas pelos quaes sejam organisados
oj balancos eorcamentos;
1* Dar ordens e instruccoes necessarias a execucao das ope-
rates de receita e despeza e ao expediente ioterno proprio e das
reparticoes de arrecadacao, ouvindo os respectivos chefes ;
| 3." Effectuar os contractos de renda e de despeza ou qualquer
oatro em que se tenha de zelar nas flnancas da provincia, pelo
onus directo de seus cofres, Dcandj elles sujeitos a approvagao da
presideacia ;
1.* Julgar as flancas offcrecidas pelas partes que contracta-
rera com o thesouro provincia', acceita-las ou reeitalas,quando nao
julgar a fazenda seguramente garantida;
o. Arbitrar o quanlo da fianja, quando nao estiver fi-
xado ;
| 6.* Impor multas determinadas nas leis e regulamentos em
vigor, relativas a negicios da fazenda provincial ;
7. Julgar dos recursos interpostos das deci.-Ges e despa-
chos dos chefes das reparticoes, quando versarem sobre lancamento,
arrecadacao, exempjao, restituifao ou sobre qualquer questao ha-
vida entre qualquer reparticao e o contri: uinte a respeito de tri-
but03; sobre applieacao de impostos ou qualquer renda publica ;
sobre apprehensan, multas ou penas corporaes nos casos de fraude,
descaminho, contrabando ou iafraccii) de lei ou regulamento
li-cal;
% 8. Decidir as questoes de competencia e conflicl03 da juris-
diccao havidas entre os empregados das diffcrentei reparticoes ou
eatre as estates da fazenda;
9." Resolver qualquer duvida ou questao que possa occorrcr
acerca da intelligencia e execucao das leis e regulamentos concer-
nentes a^ fazenda provincial, on sobre as fiaDcas, arrendamento,
concessocs e contractos celebrados s
| 10. Mandar cxecutar suas resolujiies, depois de approvadas
pelo presidente da provincia, quando versarem sobre o disposto no
g 3 do art. E;
11. Dar qoitacao aos thesoureiros, collectores, recebedores,
pagadores ou qualquer outro responsavel pelos dinheiros ou bens da
provincia, depois de verificadas suas contas:
12. Syndicar e julgar as provas com que algum responsavel
pelos dinheiros ou bens da provincia pretenda justificar que o damno,
aperda ou o arrebatamento do dinheiro publito tivera lugar por
fori;a maior, lendo sido empregada toda a cautela em sua segu-
ranga ;
13 Tomar conhecimento das suspensoas e suspender defini-
tivamente 03 empregados da fazenda provincial, pronunciados em
crimes inaGancaveis ate a despronuncia ou livra-nento:
Do um a tres mezes os negligenles ou insubordinados, que se
uiostrarem incorrigiveis com penalidades inferiores, ou que em vir-
tude da gravidade de sua falta precisarem semelhante punigao ;
Ate 0 cumprimento de seus deveres os encarregados q"a co-
branca, arrecad.ir.5o ou dispendio de dinheiros publicos, que nao
prestarem contano tempo deterininadd;
li. Mandar proceder a prisao c sequestro aos encarregados
da cobranga, arrecadacio ou dispaDdio de dinheiros publicos pro-
vinciaes, que nao coiuparecerem a prestar contas no prazo que
exprcssamente lhes for intimado ou nao entregarem no prazo mar-
cado os saldos dos dinheiros publicos ou bens da provincia tidos
em seu poder, observando-se a respeito 0 seguinte :
0 inspector deprecara por seu ofDcio as autoridade3 judicia-
rias que mandera fazer a prisao por seus offlciaes e Ihe reraettam
a certidao da mesma prisao, a qual sera considerada meramente
adrninistrativa e com 0 fim de compellir os referidos empregados
ao camprimento de seus deveres, quando forem omissos em fazer
effectivas as entradas dos dinheiros publicos existentes em sen po-
der; sendo que por isso nao obrigaraa qualquer procedimento ju-
dicial ulterior. Verificada a prisao, marcara 0 inspector um prazo
razoavel para dentro dalle effectuar 0 dctido a entrada dos dinhei-
publicos a sen cargo e des jaros pela indevida detenclo; e nao 0
Jazendo, presumir-seha ter extraviado, consumido ou apropriado os
mesmos dinheiros, e assim se Ihe mandara formar culpa por crime
de pcculato, coctinuando a prisao no caso de pronuocia e mandan-
do-te proceder civelmenta contra 03 fiadores. No caso, porem, de
que os referidos encarregados remissos ou omissos nao possam ser
presos, por ausenles ou ocjultos, promover-se-ha contra elles c seus
fiadores 03 sequestro* e mai3 processes civis competentes, para
seguranca e embolso da fazenda.
1 15. Tomar conhecimento e resolver dcfinitivamente a sus-
pensao dos, empregados de fazenda provincial, que no exercicio de
suas funccoes, ou qualquer outro encarregado da cobranca e dis-
pendio de dinheiros publicos, commetterem 0 crime de dolo, falsified-
i;a), concussao, peculato, peita ousuborno ; e communicar ao presi-
dente da provincia para fazer effectiva a responsabilidade crimi-
nal ;
16 Reprc-sentar ao presidente da provincia :
As medilas que julgar convenientes ao melhorameuto da arre-
cadacao, distribuicao, fiscalisacao e administracio das rendas da pro-
vincia ;
Os defeitos on insufflciencia que encontrar nas leis, regula-
mentos e instruccSes em vigor ;
A inconveniencia de impostos creados ou que se pretende crear,
como nocivos ao desenvolviraento ou progresso da riqaeza da pro-
vincia on do seu raelhoramento material ou moral;
17. Dar os balancos do primeiro Seraestre eo do anno flnan-
ceiro, e depois de concluidos verificar presencialmente a existencia
dos saldos das differentes caixas, do que se lavrara termo quer nos-
sa epoca, quer todas as vezes que julgar conveniente,
Art. G." Os negocios, que nao forem do tal slmplicidade qne
prescindam deesclarecitoentos e averigua^oj? de d'reito ou de facto,
nao serao decididos pela junta som estarem e3clrecidos por parecer
escripto!: '
I.' Os que dependerem de exame de direito pelo parecer do
procurador fiscal;
|t Os que dependerem de exame de facto pelo pareeer da
contadoria 0 informacao da seccJo competente, on da reparticao "da
qual 0 facto depenler.
Art. 7.' Qualquer dos merabras da junta de fazenda provincial
tern 0 direito de pedir espaco para estudar 0 objecto de qnalquer ne-
Socio que se trata na junta ; e neste caso Ihe serao remeuidofl to-
ps os papeis eoncernentes a tal assumpto.devendo voltarem na ses-
sao segninte ou extraordinaria, quando 0 assumpto for jalgado de
urgencia.
Art. 8. 0 membro da junta de fazenda, que nao se conformar
com os pareceres e informacoes escriptas, podera juntar seu pare-
cer fundamentado on assignar-so vencido.
Art. 9." Todas os negocios da competencia da junta de fazenda
serao deeididos por maioria de votos de seus membros. Aquelle que
Gear vencido podera exigir, nao so qne seu^voto seja declarado na
acta, como tarn bem que se leva 0 facto ao conhecimento .do presi-
dente da provincia, se julgar que a decisao da maioria offende os in-
teresses da provincia ou e contraria a disposicao de lei, expondo
neste caso por escriplo os metivos da divergencia.
Art. 10. Os membros da junta de fazenda serao responsaveis por
9ens votos, manifestamente dolosos on conlrarios aos interesses da
provincia, e com elles for a mesma prejudlcada.
Art. 11. Ai decisoes da junta serao definitivas, e deltas so ca-
bera recurso a presidencia pela forma e nos termos dos arts. 178 e
179.
Art. 12. A junta so funccionara ettando presentes todos os seus
membros, ou os erapregadosja quem legalmente coropetir sabstitui-Ios,
e celebrara nma sessao ordinaria em cada semana, no dia quinta-
feira ou no anterior, qmndo for aquelle feriado ou santrficido, e ex-
traordinariamente quando for convocada pelo inspector ex-ofllcio ou
a requerimento de aualqner dos ontros membros.
Art. 13. De cada sessao da junta se lavrara uma acta, que men-
cionara todos os negocios qne nelfa forem tratados, as decisoes ha*
vidas e os despachos ou destinos qua tiveram os papeis apresenta-
dos. Esta acta sera approvada na sessao seguinte, e assignada pelos
membros, que na referida sessao funccionramje quando por qualquer
incidente algum delles esteja impossibilitado de asstgna la, isto sera
mencionad) na actasubsequente.
Capitulo III.
Da secretaria.
Art. 14. A secretaria funccionara sob a immed'ata direccao do
inspector, e se compora de um secretario, um official, um 3" escrip-
turano e um praticaate.
Art. 15. A' secretaria compete :
!. Lavrar as actas das sessSes da junta de fatenla, fazer a
registrar a eorrespondencia e expediente desta, e a correspondencia
e expedients do inspector ;
... *' Registrar as provisoes, as nomeac5es dos empregados pu-
blicos provinciaes e as quitacdes dadas aos divtrsos responsaveis pe-
la cobranca, arrecadacao e djspendio de dinheiros publicos ;
3.* Pastar os titulos dos empregados de noraeacao do ins-
pector, as guias para pagamento dos emoluments de ragistro de to-
dos os titulos e as certidfies que dependerem do sea repositorio ;
4. Fazer os editaes e os annucios que forem necessarios,
excepto os que especialmente competirem a seccao do conlen-
cioso ;
5. Mandar publicar todos os editaes e annuncios relativos ao
thesouro provincial ;
6.* Lavrar os termos de posse e luramento dps empregados do
thesouro provincial ;
8 7. Lsvrar os termo3 de balanco que der a junta ;
I 8. Lan^ar em livro especial com toda a precisao e clareza as
resolucSes do presidente da provincia e as da junta de fazenda, aflm
de qne sirvam de arestos em casos identicos.
Art. 16. Todos os papeis relativos ao3 negocios da competencia
do thesouro provincial deverao ser airigidos a secretaria por inter-
medio do porteiro.
Capitulo IV.
Da contadoria.
Art. 17. A contadoria e a seccao onde se faz a escripturaclo e
a contabilidade de todas as rendas e despezas provinciaes, se effec-
tua a syndicancia morale arithmetic.!, e se proraove a arrecadacao
de que trata a 2* parte do 3' do art. 2*; pelo que Ihe compete :
l. Tomar nos prazos marcados nas leis ou regulamentos, ou
por ordem superior, as contas de todas as reparticoe?, estacoes ou
pessoas encarregadas da cobranga ou de dispendio de dinheiros,
valores ou bens pertencentes a provincia, procedendo com severa
syndicancia 0 exame morale arithmelico das contas;
2. Informar ofllcialmanle ao inspector 0 resultado de syn-
dicancia ou exame determinado no paragrapho precedente;
3." Requisitar as informac5es e 03 doenmentos que julgar
canvanientes, para que possa effectuar a syndicancia de contas;
l. Calcular e fixar, quando Ihe for ordenado, 0 debito dos
encarregados da cobranca de rendas publica?, que nao dereru conta
no prazo ordenado, tomando por base da calculo 0 termo medio da
receita liquida obtida por cobranca do mesmo encargo, nos tres nlti-
mos exercici js e quaesquer langamentos e conhecimentos que Ihe pos-
sam fazer carga ou aproveitar ; '
5." Passar quitacao aos thesoureiros, collectores, cobradores e
pagadores e a qualquer outro responsavel por bens ou dinheiros pu-
blicos da provincia, depois de approvadas as suas contas pela junta
do fazenda ;
6." Proceder exame moral e arithmelico nas guias de entrada
de dinheiro e em todo3 os papeis, pelos quaes tenha de sahir dos
cofres qualquer quantia ;
7." Passar mensalmentc, por meio de um de seus emprega-
dos, revista de mostra a forca policial, em face das respectivas re-
lac6es, que serao enviadas ao inspector para esle autorisar 0 seu
exame;
8. Examinar as precatorias de embargos, de penhora, de le-
vantamento de producto de bens de evento e de qualquer dinheiro
e informar si a vista da re3pectiva escripturagSo, podem ser cum-
pridas;
9." Fazer lancamentos em livros especiaes de todos os livros
e coahecimentos, entregues as reparticoes arrecadadoras e dos re-
cebimento3 destes livros e documents, quaado os respectivos res-
ponsaveis prestarem contas ;
10. Fazer lancamentos de approvacao de contas, quando hou-
verem ellas sido presladas e approvadas;
11. Liquidar a divida activa provincial;
12. Liquidar, quando for requerido, a divida passivado exer-
cicio corrente e a dos Gndo3, bem como escriptura-la quando nao
estiver esta prescripta ;
13. Representar sobre as faltas de consignacao para as despe-
zas e a insufflciencia das consignagoes votadas, pedindo os creditos
supplementares precisos, quando estas despezas forem do natureza
eventual; deyendo acompanhar a estepedido uma demoastracSo dis
despezas realisadas, legalisadas e presumiveis em relacao a seme-
lhante verba ;
' li. Informar sobre a possibilidade de se adiantar dinheiro pa-
ra qualquer despeza, e bem a?sim sobre a possibilidade de despezas
extraordinarias;
15. Passar depois da devida fiscalisacao as portarias de debi-
to e credito do thesoureiro, para serera assignadas pelo inspector ;
16. Rever os despachos de pagamento, as guias para entrega
de dinheiros e lettras e as portarias de debito e credito ;
17. Organisar os orcanmtos de recoita e deapeza, os balance-
te3mensaes,o semestral, eo balanco dafinitivo de cada exercicio ; e
no primeiro mez das sessoes annuaes da assemblea provincial orga-
nisar 0 quadro das dividas passivas liquidadas e escripturadas ;
18. Observar 0 systema de escriptnracao admittido pela junta,
devendo haver um livro especial em que se abram contas especifica-
das a cada arrematante de obras pumicas ;
19. Fazer assentamento dos proprios provinciaes e do3 em-
pregados publicos da provincia, conforme a disposicao do 5 do
art. 2 ;
20. Representar sobre as faltas e inOdelidades dos arrematan-
tes de rendas e obras publicas ;
21. Dar todas as inlormacSes relativas aos negocios de sua
especial incumbencia, quando forem ordenadas pelo inspector ;
22. Passar as ccrlidoes que dependerem de seus livros ;
23. Eminassar e ter encadernadas, depois de nuraeradas e ru-
bricadas pelo contador, e archivar :
As minutas de seu expediente;
Os pontos de todas as reparticoes provinciaes ;
As copias das ordens do presidente da provincia, que Ihe forem
enviadas;
As portarias e offlcios que Ihe forem dirigidoi pelo inspector.
24. Fiscalisar 0 ponto ou nota de faltas diarias dt touos os
empregados das seccoes do thesouro; fazer 0 ponto mensal e re-
mettelo ao inspector, para que nelle faca as observac,5es que forem
justas e de 0 devido des'.ino ;
25. Examinar, em vista da demunstracao ministrada pela the-
souraria e dos respectivos pontos edocumentos, as despezas feitas
pelas folhas de pagamento ;
26. Organisar as follras de pagamento e fazer nellas as nece?-
sari as notas.
Art. 18. Todos os negoeio. quecorrerem pela contadoria serao
por disinbuicao do contador, examinados e informados pela seccao
fcompetente. *
Art. 19. A contadoria se compora de cinco seccSes sob a im-
meduta direccao e inspecfao do contador, tendo cada uma a seu
cargo negoe os especiaes ; podend), porem, serjincumbida de outros
afazeres quando a urgencia do aervicp assim 0 sxigir e for ordena-
do pelo contador.
Art. 20. Cada seccao constara de um chefe e tres eseripturarios
com a categoria de !, 2* 3*.
Art. 21. AI6m do pessoal que constitue as seccSss, havera mais
dous praticantes.
Art 22. A' 1* seccio compete :
I." 0 dispo3to nos 88 1*. 2*, 4* e 5* do art. 17, com excepcSo
do que tor especialmente relaivo a obras publicas e corapanhia
Prainage, agendas e lotorias ;
8 1* 0 disposto no I 7* do art. 17 ;
8 3.' 0 disposto no 8 10 do art. 17 e relativamente as contas,
cuja synd.cancia tiver sido por ella eflectuada.
Art. 13. A' 2* seccao compete :
8 1.* Com excepcao do que for relativo as obras publicas :
O disposto nosjJ 6, 13 e 16 do art. 17.
Informer acerca de toda e qnalquer despeza, precisando 0 arli-
go e paragrapho por onde deva cerrer.
8 1* 0 disposto nos 88 8, 12 e 15 do art. 17 ;
8 3. Confeceionar 0 quadro da divida passiva de conformidade
com 0 disposts no 8 17 do art 17 ;
8 4.* Verificar mensalmente a legalidade d s pagamentos feitos
pelo thesoureiro em vista da demonstracao orgapisada pela theson-
raria ;
8 >" Pazer nas folhas de pagamento as notas preci?as.
Art. 24. A' 3* seccio compete :
8 Organisar 0 orcamento da receita e despeza, os balanceies
mensaes, 0 balanco no primeiro seraestre e 0 definitivo de cada
exercicio;
8 2. Escriptarar os livros de contas corrente?, e os anxiliares
especiaes a contadoria com excepcao dos relativos a arrematantes de
obras publicas ;
8 3* Fazer de conformidade com 0 respectivo livro do ponto a
nota das faltas mensaes dos empregados do thesouro, em vista da
qual tenham elles de perceber seus vepcimentos.
Art. 25. A' 4* seccao compete :
8 l. No que for relativo a obraa publieas e agendas :
0 disposto nos | *, 4* 5, 6'e 16 do art. 17 ;
Informar sobre jualquer despeza que sa tenha de fazer, decla-
rando 0 artigo e 0 paragrapho, por onde deve correr ;
Abrir contas especiflcadas em livro especial a cada arrematan-
te de obras publicas, para qua sejam nellas creditados pelo valor das
obras e debitado3 pelos pagamentos realisados ;
8 Representar sobre a falta de camprimento de clansulas
de contractos e arreantacoes e dar todas %, informacSes relativas
a obras publicas, ageneias e arrematacdes 7
3.* Par a reviiao de que trata 0 8 16 no que for eoncernen-
tes a obras publicas e arrematac/ies; %
4.* Fazer lancamento de approvagSo de contractos, cuja syn-
dicancia Ihe houver eotnpetido ;
8 I.* Tirar em daplicata para ser cobra-la sua importancia, as
contas que nao forem de competencia especial de outra seccao, quan-
do lot determinado por escripto pelo Inspector, archivando as res-
pectivas minutas.
Art 26. A' 5' seccio compete :
8 I.* Examinar as contas da corapanhia Drainage;
1 1.' Fazer as folhas que forem necessarias para se effectuar a
emissao e 0 pagamento de apolices e seus juros, e escripturar 0 que
(or relativo a semelhante assumpto;
I ?. 0 disposto nos gjll e 19 do art. 17.
*- s Prep&rar com todas as formalidades os livros qne tiverera
de ser fornecidos a todas as outras reparticoes de fazenda provin-
cial, collectorias e ageneias;
8 3.* Lancar em protocollo a nota especificada da entrega dos
ivros deque trata0 4, devardo no mesmo protocollo ser passado
0 recibo on aer lancada a daclaracao de que foram remettidos offl-
cialraentc ; e a coramunicafao de sua recepcao, como bem a decla-
ragao de sua restitnicao ;
6. Dar quitacao quando forem restituidos os livros deque
trata 0 paragrapho antecedente.
Art 27. A cada uma das seccdes-compete :
8 1." Requisitar ao contador as informacoes e os documentos
que julgar convenientes, para que possa effectuar a syndicancia de
contas ou dar informacoes ;
2." Passar eertidio do que for relative a sua seccao quando
nao depender de documentos queja estejam recolhidos ao archivo ;
8 3. Ministrar por escripte ao contador 03 esclarecimentos mi-
nuciosos das occurrencias de sua seccao, para por elles ser elabora-
do 0 relatorio que 0 mesmo contador devera fornecer ao inspector
era referenda ao anno financeiro e relativo ao movimento da con-
tadoria.
Art. 28. A organisaeao das folhas de pagamenao sera distri-
buida pelo contador, para sua prorapta execucao, as secedes que
na occasiao estiverem raenos pensionadas ; bem como a numeraao
e termos da abertura e encarramento de todos os livros das divcr-
sas seccoes do thesouro.
Art 29. 0 exame de contas prestadas pelo thesoureiro das Io-
terias sera effectuado fora das horas do expediente por uma com-
missao nomeada pelo inspector, de tres empregados do thesouro, qua
funccionara por tres mezes; devendo tal servico ser distribuido por
todos os empregades, exceptuados e contador, thesoureiro, seu Gal.
procurador fiscal, seu ajudante e os empregados da porta ; sendo,
porem, 0 contador 0 Gscal da commissao, pelo que gozara das mes-
mas vantagens dos mais empregados incuinbidos do tal servico.
Capitulo V.
Do conlencioso.
Art. 30. A seocao do contencioso e immediatamente subordina-
da ao inspector e sob a direccao e rcsponsabilidada collecliva do
procurador fiscal e do seu ajudante, e tem por especial incum-
bencia :
1. Escripturar por conta correnta a cada devedor toda a di-
vida activa de acordo com os termos do contractos, compromissos,
contas, relacoes ou outros quaesquer documentos que a justifiquem,
quer existentes no seu repositorio, quer ministradas por outras sec-
coes e estacoes competentes, devendo conslar do assentamento 0 ti-
tulo de receita, a comarca e 0 municipio, a que pertence a divida ;
2. Lavrar e fazer publjcar, logo que receba, ao relacoes des
devedores da divida activa, editaes convidando cs contribuintes a cf-
fectuarem, com- guia da seocao, 0 pagamento de seus debitos dentro
de 30 dias a contar da data de sua primeira publicacao, como deter-
mina 0 art. 53 da lei n. 891, mencionando-se nos editaes os nomes
dos devedores, a proveniencia do debito, a sua importancia e a esta-
cao a qual pertence a respectiva arrecadacao ;
8 3. Passar as guias que as partes solicitarem para 0 recolhi-
nienlo, a estacao competente, da importancia do seu debito, si nao
estiver flndo 0 prazo de que trata 0 paragrapho antecedente ; e Un-
do este, ainda mesmo nao tendo sido remeittida a conta para Julio,
so podera ser passada a guia por despacuo do inspector;
4." Extrahir da escripturaeao, do que trata 0 1., depois de
findoo prazo m;rcado no paragrapho antecedente, e sem mais de-
pendencia do ordem alguma, as contas que houverem de ser ajuiza-
das, nma por cada devedor ; e quando este possuir mais de um pre-
dio ou estabelecimento, sera tirada uma so conta pela importancia
total e multa do imposto da mesma natureza, relaliva a todos elles,
com as respectivas declaracoes da nuraeracao das casas e ruas em
que sao situadas;
8 5." Passar as guias para pagament), nas reparticoes compe-
tentes, dos sellos e emolumentos dos contractos lavrados e certidoes
passadas pela seccio, e para 0 recolhiraento das lettras sacadas em
virtude dos contractos e dos titulos e dinheiro dados em deposito
para garantia da fazenda;
8 6." Lavrar os termos de arrematacao, Gancas e contractos em
que for parte a fazenda provincial ou por algum modo interessada,
extrahinio copia para ser entregue ao contractante, e reraettida a
quem do contracto deva ter sciencia ;
8 7. Dar, conforme 0 que constar dos livros e documentos de
seu repositorio, as certid5es que forem requeridas ao inspector, sem-
pre que nao houver inconveniente, salvo determinando 0 de novo 0
inspector ou ordenando-o 0 presidente ;
8 8. Creditar 03 devedores da divida activa e saldar as respec-
tivas contas, em vista dos documentos que Ihe forem remettidos p la
estacao competente, comprobatorios do pagamento do debito ou de
despachos da junta, da presidencia da provincia 0 do sentengi ab-
solutoria passada em julgado;
J 9." Escrever e registrar a correspondencia official do procura-
dor fiscal e seu ajndante ;
10. Archivar, segundo a ordem chronologica e numenca, as
ordens, instruccoes relativas ao bom desempenho do servijo a seu
cargo e a correspondencia official que Ihe f6r dirieida ;
8 H. Registrar os pareceres dados pelo procurador Gscal e seu
8 12.' Fazer 0 indico alphabetico dos devedores da divida activa
e dos re3ponsaveis para com a fazenda provincial por qualquer titu-
Io ou compromisso, de moio a saber-38 facilmente 0 livro e a folha
em que esta eecripturada qualquer obrigaqao ;
8 13. Lancar no protocollo a entrada e sahida dos papeis que
vieram para a seccao e 0 destino que tiveram ;
8 '* Dar por escripto as informacoes que forem exigidas pelo
inspector e procurador tlseal sobre qualquer assumpto relativo ao
servico a seu cargo ;
8 15. Fazer assentamento das sentencas proferidas contra a fa-
zenda provincial e dos raandados. cartas rogaiorias, avocatorias e
precalonas expedidas para 0 interior on para fora da provincia ;
8 16. Archivar as sentencas de espedalisacao das hypothec*'
legaes, depois de inscriptas, e as escripturas de bypothecas conveo-
donaes, devidamente registradas, fazendo a devida nota 011 declara-
cao na margem do termo de responsabilidade, que Ihes disser res-
peito ;
8 17. Registrar os testamentos, de conformidade com as dispo-
sicoes vigentes;
8 18. Organisar, ate 0 ultimo de uovembro da cada anno, com as
bases fornecidas palo soliciiador, um quadro das accdes executive,
e outro das nao executivas, intentadas no exercicio anterior, com
declaracao do dia da remessa da conta para juizo, do em qua foi
ioiciada a acrio e do estado em que se acha;
8 19. Fornecer ao inspector, na epoca determinada no paragra-
pho antecedente, um quadro da divida activa relaliva ao exercicio
anterior;
8 20. Organisar de 5 em 5 annos um quadro geral de toda a di-
vida activa, com declaracao da que fur reputada incobravel.
Art. 31. Para o expediente a cargo da seceae havera os seguin-
tes livros:
1.* Da escripturaeao da div da activa, de conformidade com 0
8 do art. 30;
i.' De termos de contractos e Gancas dos rcspoosavais para com
aJazenda provincial ;
3.* Do protocollo geral de entrada e sahida dos papeis na seccao
e de sahida para a secretaria ou para outras estacoes ;
4.* Da escriptupacao de hypothec as constiiuidas a fazenda pro-
vincial ;
5.* Do assentamento das cartas rogaiorias, avocatorias, precato-
rias e mandados para 0 interior da provincia ;
6.* Do assentamento das precatorias que forem expedidas para
fora da provincia;
7." Do ragistro da correspondencia do procurador Bseal a. do
ajudante, portarias, declaracSes e editaes ;
8.* Do registro dos pareceres fiscaes;
9.* Do protocollo de remessa das guias para os cartorioa ,
10.* De indice alphabetico da divida activa e dos responsaveis.
Art. 32. Alem dos livros indicados no artigo antecedent*, podera
0 procurador fiscal crear 0? miis que Ihe parecerem convenientes,
participando-o a junti do thesouro.
Art. 33. As cerlidSes, de que trata 0 | 7* do art 30, serao pas-
sadas c subsenptas pelo empregado a cargo de quem estiverem os
livros e documentos, a que as mesmas se referirem, e assignadas
peb ajudante depois de saiisfeitos os emjlumentos devidos, median-
te guia passada por aquelle empregado.
Art. 34. 0 pessoal da seccao constara do procurador fiscal, do
seu ajudante na capital, de um primeiro, um segundo e um tereei-
ro official, de um praticaate, de um carleiro e do soliciiador da fa-
zenda provincial.
Capitulo VI.
Da thesouraria.
Art. 35. A' thesouraria compete :
8 1.* Recolher as quantias.'quaesqiier valores e lettras prove-
nientes :
De impostos ou de qualquer titulo de receita ordinaria ou ex-
traordinaria.
De moviment j de fundos ou de emprestimos;
De depositos ou de qualquer outra origera ;
2. Pagar mediante 0 competente recibo :
Preeedendo despacho do inspector: as despeias decretadas
por lei ou autorisadas pela presidencia ; 2" as letras provenientes
de emprestimos ; 3.* as quantias que por ordem do governo live-
rem de ser adiantadas ; 4* as apolices que tiverem de ser reco-
lhidas;
Independcnte de despacho do inspector : 1* os vencimentos dos
empregados publicos, tendo em vista as notas das folhas de paga-
mentos, feitas pela contadoria, os pontos ou attestadoi de frequen-
cia, e arrecadando por desconto proporcional os novos e velhos di-
reitos ; 2 os juros das apolices em vista das respectivas folhas ;
% 3/ Calcular e fazer 0 devido desconto quando tiver de ef- .
fectuar os pagamentos ordenados na parte primeira do segundo
membro do g i dasle artigo, logo que em vista das notas das fo
llias de pagamento feitas pela contadoria, dos pontos on atte.-tados
de frequencia, nao tenham aquelles pagamentos de ser feitos inlc-
gralmente ;
8 4." Dar quitae5o por meio de conhecimentos de quaesquer
quantias recebidas, exceptuadas as provenientes de novos c velhcs
direitos e de lettras ;
8 5. Passar nas lettras 0 recibo do seu pagamento ;
8 6." Lancar nas folhas de pagamento 03 recibos para scrctn
assignados pelas partes;
8 7." Escripturar os livros caixas e os dizeres especiaes dos co-
nhecimentos e dos respectivos taloes;
8 8. Remelter a contadoria no.' fim de cada raea :
t As relacoes classiScadas c especificadas das despezas feitas du-
r'ante 0 mez por cada uma das caixas, e pagas pelas respectivas fo-
lhas, afim de cfue, sendo examinada e verificada a sua exactidio.
sejam lavradas as portarias de abono ao thesoureiro ;
As dem nstrajoes de novos e velhos direitos e as de emolu-
mentos arrecadado's e recolhidos a caixa, para que, depois de exami-
nadas p;la contadoria, sejam feitas as portarias da abono ao the-
soureiro ;
A demonstracao das lettras pagas e outra das que 0 nao foram.
para que sejam feitas as devidas portarias;
8 9. Dar ao inspector nos dias |1 e 21 de cada mez ou no
precedente, quando forem aquelles santiGcados, os balanceies dos
sald03 existentes nas differentes caixas, precisando as receitas e as
despezas feitas ate aquellas datas por cada uma dellas : e no pri-
meiro do mez ou no dia subsequente, quando for este sanlincado,
0 balanco dos saldos das diversas caixas e as respectivas receitas
e despezas do mez anterior ;
10. Participar ao inspector com a precisa antecedencia a falla
de fundos ou a insufficiencia delles para conlinuacjao dos pagamen-
tos;
II. Passar as certidoes que dependerem de livros ou docu-
mentos existentes em seu poder.
Art 36. Havera um livro-caixa para as receitas e de3pezas ge-
raes, e livros caixas para as differentes receitas e despezas espe-
ciaes, conforme determinar a junta de fazenda.
Art. 37. Quando a affluencia do trabalho 0 exigir, requisitara
a seccio ao inspector um empregado da contadoria para auxilia-l*.
Art 38. 0 pessoal da thesouraria constara do thesoureiro, qu
sera 0 chefe da secoSe, de um Gel, de um cscrivao da receita e des-
peza e de um ajudante deste.
Capitulo VII.
Do archivo.
Art. 39. 0 archivo, sendo onde devem ser commoda e segura-
mente depositados e classificados todos os livros e documentos de
exercicios findos, relativos a receitas e despezas realisadas e a ex-
pediences das di1erentese particoes que Ihesao subordiaadas, tem por incumbencia :
8 1." Inventariar todos os livros e papeis nelle recolliido?.
observando na descripcao a ordem chronologica dos annos flnancei-
ros em relacao aos vindos da mesma estacao ou reparticao e a na-
tureza e caracter official delles ;
8 2.* Emmassar, segundo a sua natureza e caracter official, os
papeis recolhidos duranie 0 anno Gnanceiro findo ; e deste modo
os fazer encadernar ;
8 3.* Classificar nas respectivas estantes os livro* havidos e
os qua forem sendo recolhid)S, e os pagjais antigos ja existentes,
segundo a ordem chronologica dos annos Gaanceiros, sendo reuni-
dos era tegoida os dos differentes annos, vindos da mesma seccio
ou repartigao, c que tratam do mesmo assumpt);
8 4." Sagregar do archivo dos documentos vigentes os livros"
e papeis que tiverem mais de trinta annos, e dar consuuo com
autorisacao da junta de fazenda provincial aquelles que por sua
antiguidade tenham perdido a importancia de doenmento :
8 5." Tar um protocollo de todos os papeis e documentos reco-
lhidos durante' cada anno financeiro ;
8 6." Haver um protocollo de sahidas e entradas de livros e pa-
peis nelle exMentes, quando forem requisi ados por escripto, sen-
do especificada a qualidade do livro ou papel sanido, 0 dia e a re-
quisieao de quem, e notada a entrada quando restituir a requisi-
Cao escripta;
8 7.* Fornecer as certidSss que dependerem de livro3 e dosu-
m?ntos nelle havidos. quan l.> forem ordenados pelo inspector.
Art. 40. 0 serviQo com 0 archivo sera executado por um em-
pregado com 0 titulo daarchivista e a categoria do 2 escriptura-
rio.
Capitulo rill.
Da porta.
Art. 41. A porta e por onde devem transitar todos as papeis di-
rigidos direitamenteao inspector, ou que, por it>{6rmedio deste, tern
de ser cnJerecadcs a autondade superior, ou, que pela secretaria d->
1


p- t
?'
r
ill r (MUMI&fani>&* P^mambuco Sabbado 4 ri.e julho de 1874 ft) OHlff'/. .J 0//.A
I
thesouro provincial f^OT
divei*r**c5<:s do tlifesmo .ihesouro ou a ouiras retail roes
ibe stoattordiuadas 0u nao, on quo fin do ser ^trepnes as paries,
e ondpjSe estacionar o livro do ibnto de today os empTegwJis-do
thesoirOurante o tempo em que os mesraos emnregados puderein
com *ir 5lgaatuTa e rubriea domcnstrar a.sua.preier.ca na.repar-
tijao em todo o tempo do expediente.
Art. 42. A' porta compete
% 1* T,
cnrra.
jiii a Mia r;i
no en.-e:r
fcviafln alantotidades ta V*dTfficia, ai *.** da expedieat^o livro do pout a, rtm de que rsto o encerr
com sua assignalura e wdrque a falta dn tliprrgado e.
brica, qoandn este itSo hoover fn4f'-a-!'i a lua prescifa
mento d expediente t>*wi a -prat'nlniiiraa
| s Up'.;
havidos, qlando for ordanadu pelo ias^ecti: ; *
* 10'. Fazr 9"s compras do q"ue for preciso para 0 as*^,, 0 ex
servacio d
thesouro
2-'
i 3.'
trada das
soaro
s;ilas apTque
para durante o
b Sk zeloe guardi o asseio da reparti.ao, a eon-
s os seus papeis, livros c mais moveis e as chaves
alat em que funccionarem as differentes scc.-oes do
por invenlario os moveis da reparticio ;
as boras do comeco do exoedumte as porlas da tn
pedicnte da reparticio, I )go qne liie for ordonado iv*iQ inspector,
requisilando a quanta MS isa ; m m^mr>
II. Requisite ao Spec tor moJidis ^racists para o atfeio
e segaranca do que csti s3 sua gnarajry
12. Manter a orderMi o rcspeit^oas pessoas que>e aeha>
rem fdra dos reposteiro> #ilar ajnnfintfcUt0J je paries ou de em-
pregados nasimmediaftoos d*s se^aes, com os qnaes p. haver
a
onde funccionarem as dilTerentes secies do Ihe- perturbaeioaa ordem dos r>.,.,, requisilando ao~ipspcclor as pro
. **__.._ I ,.; l,-.r, ; n -. n*.** bin: *
fando a companhix Locomo'wra eat i*ttn*
vwer o luri,! 11;
tmuzm oio po.-s-i parlilhar i r>p\Diao tfi dii-
JifectOi rhs oWa> nahlicaS qnnao sosijn-
scrvif. i proputo nelos Crti Tdxeira i>hv
,<: Jiffirenld du (\i- seac/ua Cirgj.dssta
;'.i|i miiia, polo simples faclo da bitola dos carris
scr mais estreita o de serem cs carros puxados
imal ( e*U e tie ine*tre ). Pre vale
iniao, a riu:cao da bitola de uma
o e a dirBinuii;ao da foroa das loeo-
iam torn* dilTerentes duaiestradas
i;oquelde cer^o nio e admissi-
videncias para taes
| 13. Atteoier
ccionarem as sccr,5es, flque ao alcance das paries' tivas ao esiado e do
flella laneareJi papeis que queiram endere^ar ao| das ementas
e fecktiais quando findo o expediente
4." Terachave de uma csixa, que, havida fora do recuUo Jas
ias i
r a* vjartes, dando-)bes explieaf}3es verbae- Rla-
-?'.ino de seus papeis, confonne aonstar do fvro
thesouro, aind> mesmo lijra das boras do expediente ; c abril-a
quando for o tempo opportuno de se submeller a aprectar,ao e des-
paclio do isspector os papeis nella contidos ; '(
5.* Receber, par* dar destine, os papeis vindos da secretaria ou
a ella dirigidos peles sec<;oes, reparticoe*, autoridades ou paries ;
g 6* Laocar por taventario era livro especial os papeis abertos,
que torem dirigidos a secretaria, e os quesahirem desta, especiflcan-
do seus despachos oa destino ;
7. Tef sob sna gnarda 03 papeis de psrtes, sobre os'quaes
ja tenlia deliberado o thesouro ; e os entreg^r a* partes, mediante
recibo passado trolfvro da qne trata o % 6",-e findo o exercicio remet-
ter ao inspector, para dar elle destino nquetles que nao foram pro-
curados pelas'parts ;
a-Remitter ao contador, fechaflo e prazo do ponto diario de
Ik Dar ingresso, quando permitlir o inspector ou o contador,
as pessoas.uue o procurarem ;
t3. Annunciar ao inspector a cliegada do autoridades ^n-
pertores da provincia e cdmrriis?5es do corpo tegislatWo ;
16. P6r o sello das armas imperiaes nos litulos e mais papeis
do expediente do thesouro provincial, que liverem de ser se'lados;
17. Apregoar as arrematacues, qua se Qtarem no thesouro
provincial, receber os hnjos dos licitantes e communical-os ao ins-
pector e a junta ; ^
18. Cumprir as ordcns'do inspector, do contador e do secreta-
rio, relativas ao servi^oaje sea cargo.
Art. 43. 0 pessoul da porta eonslara do porteiro, urn continuo
dous carteiros, ateui dos serveirte* detenuinados pelo inspect>r.
(Conhnmr-se-ha.)
^mm
no ace rdo com Isto e acho extra
Irina J > ex-director das cbras pa

.*
DESPACHOS DA PBEsipr.NCIA, DO DIA 2 DB-JUUiO DE
l74.
Antonio Cao-Staa.i..
Antonia Joaquiaa da Concei.ao. Concedo o
I>razo pedWo.
Antonio Francisco da Stura Magallraes For-
lie^a-se.
Frederieo Velloso da Silvcira.Fern^-a ee.
Urigadeire-lltino Jose Coil ho.Forney a se.
0 mesmo;- Idem.
O mesmo.I Sera.
0 mesmo.Idem.
O mesmo..idem.
Isabel dos Prazeres de Maria.-Tsdeferido.
Jose l.op.*s MachaUo.-lefonne cSr. engenheiro
encarregado-das obras'geraes.
Joaquimhise de dKveira. I'Jforme o Sr. ios-
peetor datbesouraria de fazeBda.
0 mesiHO. Informe o Sr. inspector da Ihesou-
raria de fazeoda.
Jose Juaquim Alras. Junteo supplicants sua
fe de offldo e docunientos quo provem sua conduc-
i.i de. nis que r.pressou do Paraguay.
Joao Manoel Ivreira de Abreu. Forneja se.
Jo:-e Klisiario du .^autoSL-^lesia diila solicito do
Exm. Sr. ministro da uerra o ereJitO necc^sario
para pagaraen'o da quaotia ie re jaer o suppli-
cante.
Pa-Ire Joao Yiienla.Guedes' 1'acheco. lafo'rme
ii Sr. itispector da thesouraria d^ fazenda.
TVnent>eoronel Joaquim Cavalcante do Albu-
ijjerq .e Hello.Forneg>t*e.
Coronel Jose Maria Hdefeaso Jaccmr da Veigi
Pessoa e Mello. Forneca se.
if mt-sino.- Idem.
Leopoldo Uandeira de<5anveia. Doferido com
. I!i.-i i de ti data, dirigio* thesouraria de fa-
zenda.
V.anoel FraucisCi Xavioc. -Sim.
Padre Manoel da Silva CM Dtferidocora offlcio,
desl i d ta, dirigido a thesduraria provincial.
l'euente eoiouel Mmx-i Praaciseo de Sonaa
l.-no DefrrMt eoni otlHo desta data, dirigido a
ihesuuraria provincial.
Iijjalliai Afri da ix>no?:gao Vieira de M^llo.-
Passe portaria eoncedenoo a Lceuca requeriia.
que sera coalftda de 8 detirii ultimo, sjnd) dju*
Inezes com ordenado ed >;t- sem venciment-is.
sem para constroir uma estrada de ferro naquel-
las condicoes sera a garantia do pnvilegio, sem as
necessarias resalvas para o futuro.
Nao obstante a lei n. 1032 nao ter tratado de
privilegio oin lenhum dos seus a.'ligos, o Sr. cjn-
selheiro Junqae r, qqando presidente desta pro-
vincia, contratou a ettrada de ferro de Jicuipe, e
no contrato ful clarara ente delinido que a comjia-
uhia gozaria do privilegio por 30 annos.
Um Sb. Beputadd : Ah I esta no contrato
isto ?
0 Sr. Fk.ipi'3 de Figueiroa : Tal era o espi-
rito nislracao. E' que a presidencia comprehendeu
que a estrada sem privilegio nao seria feiu, e en-
tendeu e cutendeu bem qae o espirito da assembi-ea
era esse neni podia deixar de s?r. N > mesmo
casG esiaiva e esta a coinpanhia Ferro Carril.
Como essa lei u. 1032, se nao me faltasse tempo
para fulhear loda a colleccao de leis da provincia
eu teria eneontrado maisalguma, eu pbleria apre-
sentar outras em condicSe> semelhantes, por que
a nao-mencao da palavra privilegio e um desses
fittos que podem p'assar desaperceb'damente a as- lo:a p/ivilegio, carecia de pedir iassBmblca p
d'ahi se possa iaferir que hou- missiio para assentar trilhos de'
icia de Pernambuco,
sembiea, sem que d'ahi se po
ve'sse intencao de negar o p-ivilegio. '
Foi o que aconteceu eoni a lei n. 879 4 e isto
no-mo a assemblea* ja rcconheceu por mais de
uma vez e en mais de uma occas a>.
A-lei n 971 d:z no art. 3 (lii):
A companhia pagara aos cofres provmeiaes,
no I* do Janeiro de uada annii (jue dnrar 0 seu
Contracts e privilegio'^ qucillia de 4:0101, etc.
Ora, se a lei n 97i falla em privilegio, e daro
qae a assemblea cstava na eonvicCi) deque a
comp.inhia Ferro Carril gozava de privilegio.
Alem di.-to, a lei nl 1112 q 10 autorist u o presi-
dente di provincia a contratar com qnem ni"l!i t-
res vantagens 0 garanlias oifertcesse q j.-vesquer
tinlias ou 1 imaes do trilhos de madeira e ferro on
earns, tendo por ftm ligar a cidade do Recife c >m
< arrabaldes qqe a cercani, ou esles entre si,
'
parte 0 entao l. secretaria dosta asserablfia, 0 Sr.
Francisco Leopoldino de Gnsinao Lobo.
C Sr. DEPiirADj:-B se discutio a respeito
dessa palavra t j
0 Sr. Felippb ok Fisusirj^ :-Nio se discutio.
nem e a preciso discuiLr. S;,o >pirJlo di assem-
ble! fjsse cjntrari) a idea d) priviiegj), certa*
monte algumSr. deputajli (er]a or.gujdo a voz jlarft
c imbatel-a ; desde quo tto aolevaalou ninguern
contra ella, desde que nenbima'Voz se let oiivfr
em contrario a idea, e" claro que todos estavam ac-
cordes em quo a companhia liuba privilegio, e
claro que a assemblea em peso' re^nhecia os di-
reitos da companhia.
0 Sr. J. Mello Reoj : -Tado isto nao da privi-
legio a camoanhia, so ha privilegio, este no con
tralo.
u Sr. Tuuacio d^: Muivliiaes da um aparte.
0 Sit. Fklu'I'i-: d-: Figi;eiuo* :Mas et> ji disse
quo o contrato cstabalece um prazj de 2o annos.
Se a c.impanhia uio e privilegiada, a que vem es-
ses 25' aunos do jue falla a lei n 879, no art. I ?
P.iis,-se 0 coatrataiUe dos carris nio precisasso de
ferro nas ruas ?
S^riii is'so uma-simples questao aJininistrativa, oa
melhor municipal; porque, em rigor, e a camara
municipal que tern cjinpetencia para ojneeJer taes
licencas
Tauto 0 espirito dos pcticionirios nao fji esse,
qne elles lequereraui um privilegio. Posso afflf
mw isto a assemblea, porque live 0 cuidado de
exarainar a peticao dos adadSos Zeferino e Andre
Porto, peticao que csti nos areliivos da casa, isso
mesm) resa, c me forneceu aieios para pjJer ex-
plicar 0 engano.
A primeira petigio apresentada por Zeferino
de Almeida Pinto e Andio di Abreu Porto, foi de
Ikieatj ; na astabelecia elansulas de especie al-
guma. 0 objecio rejuerido era uma cousa nova,
quo se ia iutroiuzir na provincia, e a comraissao
a quem 101 remettida a peticao vio-se embaragada
mandou respeitar os direiios adquirid is por f T511 P^r* dar parecer. Em coosequencia disto os peti-
te iei. eionarios replioaram a a?s:.-nblea, pedindo para
E qual e a, pergunle eu, a companhia jue tinia. serem aquelle re|uerimenti anuexadas as ciau-u
cdoiraeto para assentamento de trilhos nas rua da' las, que estabeleceratn ej um outro dj>:um-mto,
[que esta junto a primeira petigio e coasta do ar
;idade e ligando os arrabaldes com e.-ta, senao a
.mpanhja Ferro Carril 1 A qne f, portauti, o-
il.-ria se r ferir 0 linal desto artig) se"oa a com-l Xe-ti 2.1 petigao nao se fallou eot privilegio,
panhia l-'erro Carril, cujos direiios a assembhia porjue aitnrahpeate ella se prendia .a primeira ;
mandou que'iossem respei ados ? ] "ias a coaiuiissao do ob'tas publicas, tS^jo em vis.
Ainla mais. Nio foi somente a assemblea pro-, ta someate as clausal is desse d ocuawnto qua-ique
vincial quem reconheceu que a companhia-tinha se limit >u a transport il is para 0 p-ojecto : saoos
privilegio, rjao, senliores ; 0 govern 1 imiierial tarn- diversos paragrapVos di art. 2.cda lei U.JP79. Da,
wm as-im 0 entenJeu a assim considerou a Id a.
W9 e 0 wntralo que torn a companhia, tant-i que,
no de:retj n. 3281, que approvaos estatutos dessa
companhia, reconheceu 0 privilegi >.
A propria ad:iiinisira;3o igualmento sempre 0
entendeu assiai; e a prova ditto ainda eu eacontro
no contrato de 30 de outubro do anno na-jsado,
cujas ultimas clausulas, qae pelo mesmo uontra-
ito licaram iadependentes de ppprovajao da assem-
blea, reconheceram esse direito.
Essis clausuhs, que me dispensarei de ler, fa-
cultam a companhia poder estabelecer um ramal
que. partindo da rua da Imperatriz, siga pela rua
do Ilospicio ate entroncar-se em Santo Amaro, aa
linha (|ue corre pela rua da Aurora, e outra que
partindo da rua do Barao da Victoria, siga pula
do Sol ou Marquez do Herval, ate entroncar-se, em
1' seccio__St-cretana de ;k
3 de julno de t8*i.
N. 787 Illm. e Exur.-Si-.-l'artinpo a V. Exc.
'I le luiiiiem foram recolbMos a aetsncao cs iafii-
v.Juos segointes :
A' ininlia ordem, Jose Lourenco de Andrade,
vindo do termo do liom lardim, por ser criminosn
de morte no termo de Vazarth, evaJido daquella
ttdeia.
A' ordem do subdelega lo de Saoto Antonio,
Francisco Klias do> S ntos 3orges, Manoel IVreira
h zerra, Antonio Augusto da Costa Guimaraes,
Uamiio Josd Caetano e .^jse Franciscj Pinheiro,
por disturbios.
A' ordem d 1 de Santo Amaro das Salinas, Fran-
cisco de tal, para verilic&r-se a sua verJadeira
eoaiicao.
A' ordem do da Mngdaiena, Jose, es:ravii de Ma-
noel da Motta, por andar fujriJo.
l-.'m data de hontein, o suhdelegado de Belem,
remetteu ao Dr. juiz criminal do respectivo d-.
tricto, 0 iofoerito potidal a que procedeu contra frenle > matriz de S. Jose, com 0 ramal que segue '
Bento Antonio de Azevede, por crime de deflora-1 P?ra Afogados. Pefgunto en : ?e a companhia
mento. j nao torn privilegio para estender suas liuhas, para
No dia 11 de junho finda, foi capttirado e reco- j-ramificar-sc na cidade, porque se Ihe fez esta con-
cessiio e se a tornou independente de approva^io
da assembled ?
Ihidoacadeia da villa do Ourieury, Juvenal Anto-
ni 1 de Castro Silva, pronsaciado alh no arL SGI
do codigo criminal
Na note do dia 43, tambem de junho, em ter-
ras do pngi'aho Duranhem, do termo do Cabo,
Jiao da lUra, Manoel da llora eseu cunhadoJoao
da Monica, assas-inaram tarbaramente a Jose
liufino, alii morador, sendo apenas preso Manoel
da 11 Ta.
Nesta da;:; recommendo ao delegado de policia
a 1 jtielle termo, que proceda quanto antes ao in-
(]ui conciiio qae foi um mero t-sqttecinlejito, um
mero descuiJo de qijfim confeccionou a 1ei, assiro
c >m0 acjr/teceil cam 0 project j que luje e lei e tem
0 nume.ro l,"32. .
0 Sr. Tiburcid d"MaiAi.ii.\es: Se fui tfugano,
d-svia sir aqui discutido
0 Sit. Fklipp?. n:: FiciiF.taov:Mis esta sanado
pela; leis n-;. (.!7i e 1.112.
(Cr'uzim se apartes e 0 Sr. presidente tealana
atl-n;.1o.)
Senhores, ate os tins do anno passado nlngu-m
contestoua companhia Ferro Carril 0 privilegjo dj>,
qae ella goza, nmguem ; foi preciso qae se con-
tratasse uma ou'.ra emprezi, de natureza diversa,
e qqe esta tivesse 1 ptetiiefo de ondazir passa-
geiros...
OSn. Lvcerda: E que deseobri3se 0>egredo.
0 Sr. Felippb de Fiousiroa :... conjuncta-
mente com 0 servi^j do transporte de mercado-
rias; foi preciso, digo, que se sontrata^se essa ou-
tra empreza para que se descobrisse 0 segredo do
nao privilegio, como diz 0 nobro deputa Jo pel 1 4
districto
D'aqni eu concluo que a propria administra;ao i foi esa companhia quem primeiro iniciou es'.a
reconhec'a e reconhece os direitos que tern, 0 pri-'. idea na imprensa ; todos os nobres depulados sa
vilegio que as-iste a companhia. bem disto. Ate entao ninguein se tinha lembrado
O-Sr. Tolenti.vo de Carvalho : Sem duvida de semelhante cousa : a assemblea provincial,
nenhuma. porque ella nio podia dal 0. administraQao.ogoverno geral,"todos eram ac;or-
C Su. Felippe de Figueiroa : Disse 0 hoara- j des era que a companhia tinha p.-ivi!egio. Depois,
do deputado pelo districto, e meu cdlega : que porem, q-ie aqUi chegarara;os cuntratos da empreza
na !el n. 97't a palavra privilegio passou gorra-' denomina la Locomotora, e qae se descobrio esse
,. /ieiraetente. Nao ha tal, senhore3. Quero abs- segr do, como disse 0 honrado deputado pelo 4."
querito policai, eio remetta ao respectivo juie: trabir me de tomar em considera^ao uma especie \ districto/
Municipal, daado-me scieooie de seniel ante re-!de insiouagSo que nes3e mod) de fallar, vaia as-1 0 nobre deputado pelo i.districto, 0 Sr. Dr. Pid-
me*sa. emblea de 1871, que votou esta lei ; quero esque- j to Pessoa, referio se, en uma das sessSas passadas,
No dia 27 do rcferido mes.-.no termo da E-ca- ccr odioso que eavolve essa phrase ; mas pro- a uma opiniao do Sr. engenheiro Manoel de Barios
da, foi assassinado Severino Jos.j dos Santos por,ienio mostrar a assemblea que a palavra privils- \ Barreto, a respeito desta qaestao do privilegio.
Jose Vicente, tsorador nauuell termo, 0 delta- gior-ao foi incluida sorrateiramente na lei, e para Tenho aqui 0 parecer deste dislincto engenheiro, e
quente logrou evadir-se, e 0 stbdelegado respec-
tivo procedeu a tal respeito dos termos da lei.
Deus guarde a V. Exc.-lllm. e Exm. Sr. com-
ix endajor Henrique Pereira deLucena. digno pre-
sident da provincia 0 chefe de policia, Anto-
nio Francisco Cum ia de Araujc.
votuler os topicos que se referem a questao.
Diz 0 Sr. Dr. Manoel de Barros (le"):
0 contrato desta companhia (Ferro Carril),
celebradoa 10" de marco de 1870, nos termos da
cia em IG7I, modilicacoes nas clausulas" 15 e 19 ', '* 0- 879, do 23 de Janeiro de 1869, nao contem
j-do seu conlracto. Este contracto ja estava ap- j disposicao alguma que autorise 0 gozo das vanla-
provado pela assemblea provincial, e portanto in- -gens inherentes a urn privilegio : oart. I." tratan-
liibide a admnistracao de alteral-o sem previa au-
chegar a este fim farei 0 historico do que entao
occorraa, historico que decorre das paginas dos
Annaez do mesmo anno.
A companhia Ferro Carril requereu apresiden-
ASSEMBLEA PROVINCIAL
SDiscurso do Hv. d'p:it*fio I-'e-
lippo tie I^igiieiroa. jaa scssito
fie 22 tie untie.
O Sr. Felippe tie Kiguej-fMt : Sr-
presidente, em vista das considerables que hontem
expendeu 0 honrado deputado pelo i districto, que
t'allou ate 0 lim da sessao, julguei me otrigado a
pedir a palavra ea voltar s. tribuna, ifim de dar-
lhe a devida resposta
Nao me occuparei mais com a emenriao;Tereci-
da ao art. 21, relativamente a eorapanfsia do Be-
beribe, e nao o faeo porque 0 assumpto por demais
ja se acha discutido. pJenamente discutid.i. Occu-
par-me-hei, porem, com a emeada que te cafere
a companhia Ferro Carril; e, neste ponto, sinto-
mo obrigado a deraonatrar que essa compaohLa e
realmente privile^iada, discordando assim profun-
damente da opiniao do iuurado deputado l.-1o 4:
districto.
A lei n. 8J9, qne tenho em mSosra qu? deu au-
torisacao a presidencia para contraUr. com Zefe-
rino de Almeida Pinto e Acdre de Abreu PorU
esiabelecimento de um 6ystf ma de carris de ferro,
que ligasse nao so a capital eom cs suburbio3, pa-
ra os qnaes nio estivessera ja estabelecidos trilhos
urbanos, corao-tambem unisse cs diversos pontos
iimitrophes da mesma capital, /5 eerto qae nao fal-
la em privilegio c apenas no % .8* do art. .2 falla
eui uma concessao. D'ahi, porem.. meu se pode inferir qae a companhialym terapriv^legio,
porque nao se comprehende qae deixe de ser pri-
vilegiada a concessao feita por um espaco cec:o e
limitado de tempo.
Se a companhia nao^i privilegiada, aJio s i, nao
comprehendo i que veio mencionar se Ba lei que
0 contrato fosse celebrado e durasse 25 annos 1
Desde que se estabeleceu este prazo, me parece
logico que implicitamente ae reconheeeu que ella
d3"ia ter privilegio.
S se a lei nao falla em privilegio, estou cerlo,
Sr. presilente, deque foi pela aaesma razio de ioi-
prsvidencia e descuido qae se deu em relaeao a
lei n. 1032 de 1872, pela qual se autorisou a pre^
sidencia a contractar com Irineu Janaario de Oli
veira a constraccao de uma estrada de ferro que,
partindo do povoado Una e tocando no de Agua
Preta, fosse terminar na margem esquerda do rio
Jacuipe em frente ao povoado de Leopoldina.
Nasta, como na outra lei, nao se deu" nem se
concedeu autorisacio clara e expbeita para dar
privilegio ; entretanw eu que coni'eccionei 0 pro-
;ecio, hoje lei, e offered ao cstudo da assemblea,
tinha em mente que 0 contrattnte fosse privile-
pado. e nQtn coniprehendo qae capitaei so reams*
:torisa<;ao da mesma assemblea. Consegiiiatemente
a alministracao sujeitou 0 requerimento da com-
panhia j. deliberacao desta casa.-
Foi a peticAo remettida a comraissao de obras
publicas, da qual eu fazia parte, completando-a
interinarcente os Srs. Drs. Goes Cavalcante e Gat-
par de Brumrnond. Estes f rmularain um pare-
eer.gue reciisei assiznar, concluindo por um pro-
jecto de lei, no qual se dava plena autorisacao a
admiHislragao para alterar aquetle contrato
SubmeU:do 0 mesmo parecer, qae se acha a pa-
giaa 40 dos Annaes de 1871, a apreciajao da
casa, foi elle mandado imprimir para entrar na
ordem dos trafcalhos.
Na sessao de 22 de marco, como se ve a pagina
26 dos mesmos Annaes, entrou 0 projecto era L*
discussao, e abi verao os nobres deputados que me
oppuz soleainemeate a que elle passas>e, pelo fac-
lo de eeiar concebido em termos araplos, por con-
fer uma vattidao desnecessaria. Disse eu, entao
do da duracao do tempo do contrato. apenas eeti-
pula que a concessao durara por espago da 23 an-
nos. Aid3 disto areferida lei, autorisando somen-
te a concessao sem fallar em privilegio, nao poii-
ria 0 contrato conter semelhante disposicao que
abrangeria favores importantes, snperiore3 aos
que foram permitiidos por lei; e se assim succe-
desse, taes disposijoes seriam nallas e de nenhum
effeito. Tambem a lei n. 974, de 2i de abril de
j 1871, invocada pelo gerente, tendo por fim auto-
; risar modificacSes no contrato, nao contem dispo-
sicao alguma relativa a privilegio.
Tu pelo que ja discuti e referi a assemblea, certo tera
eeta visto que nenhuma razao tera 0 Sr. engenhei-
iro Barros Barreto.
((Continaa a ler):
* Como, pois, pretender-se que esta Qompanhia
deve .gozar das vantagens resaltantes de um privi-
legio, somente pela jpio de ter sido incluido no
. regudaraento, destinado para fisealisacao do servi-
que nao podia concorrer para que aquilb se A- f-o e policia do? carris, a palavra privilegio era vez
zesse, porque tinha receio de que, mudando-se de ae coa:ejsao, como se acha meaeionadj no coa-
administrador, por qaalquer circumstancia, viesso trato ? jo
um outro que alterasse por tal forma 0 contrato I teto aqui e cminentemente inexacto, e falsissi-
que 0 tornaese oneroso a proviecia ; e, corao quer. mo.
que a companiaa tivesse precisado em tres pontos
as modificacoes que queria no *eu contrato, me
parecia que aaeterablea devia autorisal-as somea-
te nesses pontos.
Fosse corao fosse ; ou calassem as animo da as-
aemblea as minhas considiracoes ou nao, 0 facto 6
qae 0 projecto foi rejeitado em I.* dkcussao.
Nossa occasiao liana eu dito qae eao duvidaria
votar pelo projecto, eomo effectivamente fiz, na in-
Uaclo de apresentar na 2." discussao, pois que
nao 0 podia fazer na primeira. um project) subs-
titulivo, que precisaae os pontos era que 0 con-
trato devia ser alterado, e como 4evia 3el-o.
0 Sa. PrNTO Pessoa : -Oh I e eminentemenle
verdadeiro t
0 Sa. Felirpe de Figueiroa : Esla em mani-
festa eontradicao com 0 que diz 6 art. 3 da lei n.
97i, citado palo proprio Sr. engenheiro. Este arli-
go da lei falla era privilegio; entretanto 0 Sr. en-
genneiro diz que sornente 0 regulamento e qae fal-
la em privilegio, quando naha til. (Contimia
a ler.)
Releva obBervar qae aqaella lei estipulando a
obrigagao da companhia concorrer com certa
Juantia para os eofres publicos, era compeesacao
e alguns favore* coocedidos, eaaprega a palavra
Com eiTeito alguns dias depoia apreseutei um privilegio assim como co>tssao;.iGto,"pore'm.aio
projeeto,.qae foi admittido pela mesa, e entrou em! me parece sufflciente para serem resfingido's on
I.* disemisao no dia 13 de abril, ccmo se ve da atnpltados direitos e abrigac,8es., claramente doflai1
pagina 101 dos Annaes de 1871.
Por essa oecasiao, lembro-me bem e consta dos
dos em contrato,
tes. Oa favores
Annaes, hoove um largo debate a proposito de mtii importantes e de muito aleance para serem
funda-
uma qaestao da regimento, isto e, diseutio-se se 0
projecto devia ou nao ser submettido a considera-
eao da assemblea, uma vez que am outro, que de
certo modo ee parecia com elle, Jiavia sido rejei-
tido. Foi aquelle a que ja me referi.
Venceu se e3sa questao e 0 meu projecto foi ap-
provado em 1." discas&ao.
leva elle a 2.' discosgJo em 9 de abril, sendo
eatSo emendado. Teve 3. discussao em 22 de
abril, sendo ainda emendado.
Teve nnalmente 2.' discussao das emendas apre-
sentadas em 3.' em 21 de abril, e isto consta da
pagina 199 dos Annaes referido*.
Ja ve, portanto, .0 nobre deputado qae nio pas-
sou sorrateiramente a palavra privilegio. 0 pro-
jecto que contem esta palavra sotfreu 4 longas dis- j rento
Crraados por deiaccfies, sem previameate
rem se em lei- expressa.
t Entendo portanto qae esta companhia 3o tem
priviiegirr, corao juiga 0 digno gerente; e, ainda
meirao se 0 tijresse, se aebaria limitado as ruas
onJe estao asseotes os carris. >
Por aqui vd a assemblea qae 0 pnprio enge-
nheiro fiscal vacilia entre saber se a companhia
tem ou deixa de ter privilegio. Mais adiante vera
a assembled melhor desenbada essa duvida.
( Contimia a ler.;
Tambem nao posso partilhar a opinilq do dis-
tibcto director das obras publicas (0 Sr. Tibafcio
de Magalhies) quando sustenta qae 0 servico pro*
posto pelos Srs. Texeira Chaves & C, e diffe
cuiiSes, sendo que na pr/'mefra, lembro-me bem,! Peco a attencao da assemblea
muilo awloraJa, jomou owa activa e brilbante do parew, visto coao elle traz luz""para 0 debate, I vincia, qae poieria ser
poi^tta
CdOd
estrada
itHOtit.lS
4a ferro
vel.
Eton
vaganle
blicas.
DeraajMlrado como 4ca, continu 1 0 engenlteiro
fur :l. qua eta companhia nio tera privilegio, nio
posso todavia concluir, pelas coasideracoes que
sso a expor. qua aeja elle concedido a outra
aluuer companhia. 0
Voja a aasembloa con#gora vai fallar 0 espi-
rito de jasti;a e de verdade.
0 Sr. J. Mello IIego : -Pcrque Ihe agrada; ao
priiKipio nao fallou a verdade
0 Sn. Felippe dr Figueiroa :(Conltnda a ler.)
E' Je incontestavel utilidade publica a empre-
za a cargo desta companhia, por ella in:etada nes-
ta provincia com emprego de avultados papitaes.
Diminutos tem sido 03 seus lucros Esta cidade
nio a bast int.: populosa para alimentar com van
tagem duas emprezas identicas^ as ruas poOco nu-
merosas nao offerecem espaco suffliionte para os
carris deduas companhias serem collocados sem
se c'ruzarem em muitos lugares e nao raras vezes
ssgairem parallelamente a mesma direci;ao mui
proximos uns dos outros.
Alearj destas razijes, outras poderiam ser invo-
calas para demonstrar que umaconcurrencia des-
astroSa resultara incontestavelmente do estabele-
ci rento de uma pulra companhia destinadaoai
mesmo fim que esta. >
Ja vc a assemblea que a forca da verdade tem
tal imperio que 0 proprio engenheiro fiscal, que
a principio nega que a companhia len'ha privile-
gio, e depois se mostra vacillante, conclue entre-
tanto pela proposicao de que outra companhia
nao se pode estabelecer para 0 mesmo fim.
0 S;t. Tidlrcio de Magalh ves : Nas mesmas
ruas.
0 Sr. Felippe. db Figueiroa : Nas mesmas
ruas, diz 0 nobra deputa lo ; mis a isto responds-
Ihe 0 ,.u [-Ja lei n. 879 qua diz assim, e en
termos Tin jlos (le):
Art 1" Fica 0 presidente da proviacia auto-
risa lo a co itratar com 0 nacharel Zelerino de
Almeida Pioto e Andre de Abreu Porto, ou com
qu;n maiores vantageas oirerecer, 0 estabeleci-
mento de um systena de carris do ferro, que
ligue nao s.6 a capital com os suburbios, para os
quaes nio cttejam jaestabelecidos trilhos urbanosc
como f unban unt os diversos pontos limitropltes
da lMStiia c ipitul. .
1st- e muito vssto, meu olfega ; comprehendo
tod a a area da eidade, ab range todas as ruas. Por
onsequencia an fimiles da cilade, a companlia
i privilegiada ; e, neste ponto, conlesso hoje 0
meu erro quanlo oufeccioaii 0 projecto n. 7 dd
1872, por qua entao estava eu no mesmo engano,
em que esta actualmente o nobre deputado, e
bem assim 0 digao engenheiro fi cal.
S.ipp'inha eu enui que a c mpanhia tmhi real-
mento privileg 0, como sempre 0 pensei; mas
que e3?e privilegio limitava-se as ruas por onde
passavam os seus cdrros ; hoje, pore.n, nio
penso as im ; entendo qne, dentro dos fimiles
marcados na lei e 110 contrato da companhia, nao
se podem estabelecer outras linhas, qaalquer que
seja a bitoU, larga ou estreita, sem o'Teuder os
dfreitoi al.jua id is pela mesma companhia.
0 Sa. Tmuncio ds Uagaliiabs da n n aparte.
0 Sa. Kemce de FiGi.'iiiaoA : Eu ji disse
quo entio estava couvencido de qte 0 privilegio
3a eonpanhia se limitava as rti3S par onle pas-
savam os.seas carros mas qua hoje a\) penso
a E 11 vita da reoresentacao do gerente da com-
pauiiia, foi cxaminar a-, leis e coutratos, e cm-
ycnci-me de que elle tinha carraJas de razao, e
conveuci-me de qao 0 privilegio da companhia
comprehend? t.ida a area da cidade.
0 Sr. Tiiji.aci) bx MagamjIeb da um aparte.
0 Sr.'Felippe de Figueiroa : Isto sa deta-
Ihes do contrato ; mas, ainda assim, eu respondo
perfeitamente bem, lendo a clausula 161 do con-
tra', p, da qual 0 nobre deputado tal vez nio tenha
conhecTraento. Esta clausula diz : (le)
Tub quanto dispoa a lei provincial n. 879
e 0 docreto n. 4,082 de 22 de Janeiro de 1838, que
nio es'leja em opposigio A3 tresentes condicOes e
forem applicaveis a este contrato, farao delle
parte.
Ja ve, pois, 0 nobre deputado que, embora em
uma das primeiras clausulas do contrato se tenha
cstabelecido uma direccio determinada para os
trilhos, nem por isso a coinpanhia perdeu 0 direito
de .-leader outras linhas por todas as ruas da
cidade, visto como sabsiste a clausula 16.\ que
respeila a lei n. 879 de 1869, que manda quo as
disposicoes dessa lei, que nio se oppo in ao
contrato, liquem fazendo delle parte ; e de certo
esta de que se traia, nao so oppSe a nenhuma
clausula do contrato.
I'm Sr. Dlputado : Isto importa nova con-
cessao, e qaera deve fazel-a e a assemblea pro-
vincial.
0 Sa. Felippe de Figueiroa : 0 nobre depu-
tado pelo i" districto qualifkou de puslulas
sangrentas, para a companhia, as clausulas 13
e 19, Asseguro ao nobre deputado que real*
mente eram ellas pustulas sangrentas, nio para
a companhia, mas sim para a provincia e isto
deixei bem patenta em 1871, quando me oppaz
ao projecto que fui rejeitado e a que ja me
referi.
Veja bem a assemblea 0 que dispoem estas
duas clansulis. Diz a clausula 13 :, (Id)
a Quando a receita liquida da empreza, que
motiva este contrato, exceder de 12 "/ ao anno,
vinle % do excesso sera entregue ao governo pro-
vincial para aaxiliar 0 melhoraraento material
desta capital, ou sera diininuida a tarifa na mesma
razao do crescimento, conforme onvier a pre-
sidencia.
Diz a clausula 19 : (le)
A presilencia, por interraedio de qualquer
empregado de sua confianca, podera fiscalisar 03
balanco; da empreza, afim de que se realise 0
disposto na lo' condicio deste contrato. >
Sr. presidente, tal, como estava, a clausula 15*
era perfeitaraente inexequivel. Se a companhia,
qaalquer que ella fosse, quizesse abusar, nao Ihe
faltariam meis para conseguil-o ; e certamente
por maior qae fosss a vigilancia do fiscal do go-
verno, por maior que fosse a sua interferencia
na economia particular da empreza, havendo ma
fe, esta eonseguiria illudil-o.
Lembro-me d'e qne, em 1871, quando se discutio
0 tal pr'jecto, a qu? miis de uma vez me leaho re-
ferido, citei facias occorrilos com uma celebre
companhia fluvial do Alto Amazonas, que existe
ao norte do Imperic, e em enjo contrato ha uma
clausula que estabelece coasa semelhante a qae'
l-esiabelecju 0 art. 13 do contrato primitivo da com-
panhia Ferro Carril, isto e, que quando houvesse
lucros excedentes a 12 % de juro para 0 capital,
parte desse lucro pertenceria a provincia ou ao go-
verno geral, coasa assim. Esta clausula nanca
foi realisada, nao obstante saber se pnblicamente
que a companhia aaferia lucros superiores a
12 % I Mas sabe a assembl6a parque razao a com-
panhia nao apresentava lucros ea seas' livros ?
Era porque nas suas ccatas figuravam recibos de
rolhas compradas a 511 e de outros objeclos com-
prados por pregos fabalosos I Se me nas engano,
f m 0 nobre deputado, que me tem honrado com
apartes, quem me deu estas informatjoes.'
0 Sa. Tiburci) de Magalhaes : E' verdade.
0 Sr. Felippe de. Figueiroa :Ja ve", portanto,
rtae qaando uma companhia esta de ma fe, torna.
corapletamente irrisoria uma clausula como esta ;
e foi por esta razao quo entae eu disse qae achava
aceitavei a modificacao proposta pe a companhia
Je pagar i.OJOj por anno, porque deste. modo a
provincia tinha certeza de auferir um lucro, que
ha de ser de 100:000j> no fim dos 23 annos rj)
privilegio, sem contar os juros dessas quantias pa-
gas annualmente, ao passo que pela clausula 15
aio podia ter esta certeza, er3 tado illusorio, sem
contar ainda que em virtude da clausula 19, na
qtul nao se estabeleceu que a companhia pigasse
0 fiscal, a provincia teria degastar quantia nao
pequena com um engenheiro fiscal para essa com-
panhia, engenheiro que devia ter a misslo de pers-
crutar os seus mysterios, os seas arcanos, os seus
livros, as suas mais pequenas transaccSes, para
exercsr uma fisealisacao aetivissirna, afim de que
nio fosse lesada a provincia. E, nao obstante e3ta
fisealisacao, lorno a repetl Io, se a companhia cs
tiveise de ma fe, bavia de iesa-lo, como, segundo
ja disse, aconteeea com a do Alto Amazonas.
Dahi 0 qne razoavelmente ?e p6de concluir e
que, longe de serem pustulas sangrentas para a
companhia, eram pelo contrario eisas duas clausn-
para este topico( las verdadeirai pustulas sangrentas para a prc-
inteiramente leiada nos
eujas 3isposicoe3 s2o terminaa
inherentes a um privilegio, sao
>rui tn'.iT5et), alem distj ver-se-h!a obrigada a
paKar a li-eah-a.-'i 1 e.n pora oerda.
OSn.Tfnj.iriij rJi M\g\l1iv-:? : -tMitiXJ d:.-to
ponto de viitau nobre dopntidi pwston u n ser-
vico.
0 Sb. Fsxipps 01 Figjeiboa : -\ oatra mojiii-
cacao que a companhia p-idi0 foi a concessao de
linhas duplas em alguns pontos. Eu dissa entao,
em 1871, que ainda neste ponto achava altendivel
0 pedilo da companhij, e lembro-:no bem de ter
mostrado qae, em vez de ser um gran Je favor a
companhia, era- lha isso urn onus. Nao era total
mente um desfavor, porque favor era facilitirem
se-lhe os neios de dar exeeuQio ao sea contrato ;
mas trazia-lhe isso am onus, porque 0 cslabeled-
mento de linhas duplas, determinanlo uma despe-
za quasi dapla, importava em um augmeato de ca-
pital, 0 cansequentemente em meaoras poss bilida
de3 de lucros e vantagens.
0 Sr. Pinto Pessoa : Nio 6 logico.
0 Sr. Feup/k DB.FiGUEiaoA : -Como nio e" lo-
gico ? Pois n.io d logico que quanto mais despen-
de ama empreza nas suas obras, tanto menos pos-
sibilidades tem de auferir vantagens ?
0 Sr. Pinto Pess a :Isto nanca foi principio
cconomico ; e quando a despeza e improductiva.
0 Sr. Felippe de Figueiroa :Emfim, fi que 0
nobre deputado com a sua opiniao. qae eu licarei
com a minha, embora respoitanlo 0 mestre de
economia.
0 Sr. Caspar DrumnUSd : -Falla como mestre
UmSr. Deputado:Magister dixtt.
0 S.t. Felippe de Figueiiua : Falla como raes-
Ira; tuaiparece-me que o quo dig) e a verlale.
0 nobre deputado pelo 4." distri:to disse hon-
tem, quando orava, que a emenda da illustre de-
putad i pelo 1. districto, 0 Sr. Manoel do Rego,
ativa as maos a presidencia da provincia.
0 Sk. Manohl do Rego :E' iustamonte 0 con-
trario ; a eraeuda da pleaissiraos pideres.
0 Sa. Felippe de Figueiroa :Nio s.'i qual 0
motivo que levou 0 nobre deputado a enittir e;ta
propisi.-ao. A emenda do nibre deputado pelo l.
districto da pianos poderes a administra;ao para
entender-se com a companhia e para chegar com
ella um razoavel accordo. Nao vejo que aid as
maos da presidencia, pois nao e certamenle atar
as maos da presidencia, dizer:
t Fica 0 presidante da provincia aatorisado a
modificar os contratos fiitJ3 com a coinpanhia,
etc., etc.
OSn. J. Mello PiEgj da um aparte.
0 Sr. Felippe de Figueiroa : Eotende 0 nobre
deputado que a approvacao do contrato de 30 de
outubro, importa nes?e ligamento de mao?, de que
fallou 0 nobre deputado pelo i. districto ; en pen-
so pore.n que aao ; e entendo assim, jiorque n
contrato dc .10 de outubro do anno passado ( por
demais oneroso a companhia Ferro Carril, e ate
esta bo seu intoresse que elle nao seja approvado.
Devvm saber os nobres deputados que, pir uma
das clausulas desse contrato, obrigou so a compa-
nhia a e-tabelecer linhas de diligeheias entre Afo
gados e Jahoatao, e entre a Maglilena e'a Varzea
e 0 Caxan^a ; e-devem saber Umbem que 0 esta-
beleeimenti dest s duas linhas importa em uma
despeza bastaate avultada. E por ventura, tem a
companhia probabilidades de auferir vantageas do
estabeleciinentu destas dua3 linhas ? Penso quo
nio.
0 Sr. Manoel di Rego :Pelo menos e ponto
contestavel.
0 Sr. Felippe de FiGiismov: -Pelo menos.se
eu fora capitalista, nao arriscaria meus capitaes
em semolh.into empreza, porque basta saber qual
a populafAo quo reside em Jaboatao e nas imme
diar;oes d'alli ate 0 Reci'e....
0 8a. Pinto Pessia : E a qae ha de vir a
existir ?
OSn. Eauieti de Figueiroa :... basta conhc-
c:r a popalag&o do Caxangi c da Varzea, e ter era
c.onsidera^ao que para estas ultimas lo:alidades
ja existe. uma estrada de ferro de facil transporte,
e que para a outra tcremos brevemente uma oa-
tra c_-tra la da ferro, em cujo caso licara suppri
rnida a liahi de diligencias d>> Jaboatao, para se
lira- logo a illa.-ao da que a companhia nio pode
auferir lucros de semeloante empreza
OSr. Pinto Pess i\ :Sntio a companhia vai
perder ?
0 Sr. Felippe de Fic.uEnm : Pen 0 que foi
um graode onus que aceitou ; mas como ella ti
nha direito de faze !o ou deixar de 0 fazer, d
preferio 0 primeiro aivitre, deve soffier as conse-
quents do seu act).
Deploro que tenha aeeitado, porque vai sacri-
fiear ainda mais osju futuro ; e ueploro tanto
mais quanto sabem tolls geralraente qne a com-
panhia Ferro Carril rJao tem tiralo lucro corre3-
pondente ao capital empregado.
Cmcordo qua esse capital foi um pouco malba-
ratado, poi3 gastou-se mais do que razoavel-
mente se devia ter despendido, mas por isso
mesmo deixam l! ser iisongeiras as eircums-
tan:ia3 da companhia, e, pois, nao convem aggra-
va-las.
0 Sr. Tibubcio db Maoaliiaes da um aparte.
0 Sr. Felippe DB Figueiroa : Sim, senhor, ha
realmente no contrato a que se refere 0 nobre de
putado, uma clausula que estabelece um ramal
para a Torre. Nesta parte creio qua a compa-
nhia tirara proveito, porque e preciso nao conho
cer a Torre para duvidar do futuro desse ramal.
Quanto, porem, as linha; de diligencias para a
Varzea e Jaboatao, nao posso de forma alguma
coacordar em que a companhia ha de ter lu.-ro.
Os outros dous ramaes da rua do Marquez do
Herval e da rua do Hospicio estao inteiramente
independente* da approvacio da assemblea : sioj
consequencias naturaes e logicas da lei n. 879 de
1869.
0 Sr. Pinto Pessoa : 0 nobre deputado vai
caminho muito distant* do ponto a que devemos
chegar.
0 Sr. Felippe de Figueiroa :Acredito que fi-
nalmente caegaremos a um accordo, salvo so 0
nobre deputado nao quizer absolutaraente se ac-
cordar comigo.
Disse 0 nobre deputado que fazia-sc am mal im-
men3o a populacao, em nao se dar autorisacio a
administracao para contratar novas linhas de car-
ris de ferro, qne transportassem passageiros por
precos mais reduzidos do que 0 da companhia
Ferro Carril.
Senhores, 0 preco de 200 r3. por viagem nao foi
pedido pela eompanhia, foi imposto pela lei. Diz
isto 0 2." do art. 2." da lei n. 879 : (le)
As obras serao feitas a custa das cone ess io
narios ou da companhia que para e~3e fim se or-
ganisar com previa aoloristcSo do governo impe-
rial, mas nao poderio ter cameco sem que 0 pre-
sidente da provincia approve 0 piano deltas e a
lotacao dos carros e fixe 0 preco de 200 reis por
viagem, qualquer que seja a distancia.
Bern vem os nobres deputados que, desde que
foi 0 presidente quem, em virtude desta lei, esta-
beleceu 0 preco dasviagens, querer hoje fazer car-
ga disto a companhia, e ser por demais injasto.
Pois entao impoe-se um prego a companhia e de-
pois grita-se que ella e exorbitante cobrando esse
preco ?I
Nao ; 0 nobre deputado pelo 4.* districto deve
convencerse de que ao meno3 neste ponto a sua
argumentacao nio tera procedencia nenhuma.
Fallou ainda 0 nabre depot ado em ruas estra
gadas, em carros que se quebravam por irem de
encontro aos trdhos, e n'outras cousas semelhaa-
tes; mas a isJO respond! era aparte qae os calpa-
dos," se culpados haviam, eram 0 engenheiro fis-
cal e adirectora de obras publicas, qae nio
cumpriam eom os seas deveres, pois qae nao obri-
ga vara a companhia a executar as clausas de seu
contrato, porque deve haver algama clausula que
liga respeito ao assumpo, e de ama sei eu que diz
clara e pos:tivamente que a face superior dos tri-
lhos da empreza deve ficar ao nivel do calcamen-
to das runs.
0 Sr. Tiburcio de Magaliiaes : V. Exc. por-
awe ainda nao obrigou a companhia do Recife a
Olinda a curaprir 0 seu contrato?
0 Sr. Felippe de Figueiroa :Tenho obrigado.
0 Sr. Tiburcio de Magaliiaes : E ella ja cum-
prio ?
' 0 Sb. Felippe de Figueiroa : -* Tem curaprido
quanto pode; e eu ja dei aqui, e tenho dado a pre-
sidencia da provincia, nos meus relatorios, a razio
pela qual aao me tenho tornado restricto, e e qne
nao desejo esmagar, nem pode ser esta a intencao
da administrartio, a eompanhia de Olinda. A mor-
te dessa ouile qualquer das emprezis da provin
cia, no meu ver, acarreta ara descredito para esta
terra; e, nio e por outra razao qae defendo a
corapinhia Ferro Carril, credora por certo de at-
tencoes e favores por part9 dos poderes publi-
cos.
(Ha am aparte.)
0 Sr. Felippe db Fjgueiroa : A emenda que
os honrados deputados pelo quarto e primeiros dis-
tricts mandaram a mesa eom relaeao a compa-
nhia Ferro Carril, esta coneebida em taes termos,
qae serve ao mesmo tempo de resposta a argu-
mentacio do nobre deputado : (le)
A ioaovar os contratos com a companhia
Ferro Carril, quer os approvados, quer os qae nao
Mttt ainda appFovados, para 0 fim da obter mo-
di8ea-;,?es em ordem a subtituir os aetaaes tri-
lhc. por outros ajaij aperfeijoados a dirainoir 0
preenita p^MgJ>HfSaJJMR|JA>ftas linha dentro
ill ci a le e o.-t 0-'li't a0- arrtlialil.is uu tit.j$ eiiire si. a rem >ver iri-
la j< da pintado ifeciia nar.i 'Vitra quo a compa-
nhia ujvwa coi-'rui- eV ohier a reversa- da
companhia (.ftter *'.er dMioftra-) para a provincia,
sem indemnisacio. Undo o prazo da etneessa?, 0
qual n dera ser prorog^do. _
0 Sr. I'into f^isslv : -Nao afttf le os seus di-
reit), ella contiufla.
0 Sn. Felippb de Ficocroa: Da duts ama :
ou 0 nobre d-pu'ado eoraprehenJe 0 prazo do con-
tra! 1 como previlegio, on nao. Se comprehende
estamos de accordo, tollitur futf.io ; se, porem,
nao cimprabande, a que vem bila prorogacao de
prazo ?
D'aqui a algam tempo, para ttanno tal vez, se
vier um novo pretendente requerer 0 estabeleci-
ment-* da trilhos a 40 reis p r viagem, bvantar se-
ha 0 nobre deputado para dizer a assemblea
Nio devemos prejudicar 0 povo; a companhia
nao tem direitos adquiridos, nao tera pf iyileg 0 :
estabelecamos bonds de quarenta reis. E' 0 caso
actual; repelir-se-ha por cong*qm*B4i> a we^ma
cousa que estamos vendo esta anno.
0 SR- Pinto Pessoa : Quid mit f Qual e a
conclusio ? _
0 Sb. FelH-pe M FiGdBiiMW,f-ii 4 BOe**pu-
tado arvorandose em dgfensor dos direitos do
povo, o?tentindose "coWrj sybilla do povo, quer
entretanti infringir os direitos da coinpanhia !
0 Sn. Pinto Pessoa : Todos nos somos defen-
sores dos direitos do povo.
(Ha outros apartesj.
0 Sn. Feuw ds Figueiroa : Diz 0 final La
cmeoda : (Itj)
Caso a mesma companhia serecuse a inoovar
os seus coutratos, podera, 0 presidente contratar
com qual puer pessoa idunea^ n7o so outras linbas
dentro'da eilade e se< arrabaldes, como as qae
fazem olyecto do contrato celebrada em 7 de no-
vembro ultimo com a mesma companhia, me Ji an-
te as condi^oes acima estabele^idas.
Se passar estaemenla tal como esta redigila ;
sa a companhia nao quizer, 0 que e de esp rar,
sujaitar-se as imposi^oos estabeieeiias na I* par-
te di mesma emenla; e se por consequence 0
presidente tiver de usar Ja faculdado qae Ihe e
concedida na 2' pirte, desconhecendo os direitos
da companhia, os seas privilegio*, as suas rega-
lias; d'aqui a alguns mazes ou aunps, pode apre-
sentar-so cutra emenla semelhante; e entio dar-
so-ha a mesma cousa quo actualmente, isto 6, ha
de negar se 0 privilegio da nova oa novas compa-
niiias. Da sorte que podese dizer a priori que
todas as campanulas irao. sendo sucCessivamen'.e
osmagalas pelo espirito Ue, inveja. polo mesmo es-
pirito de cu'>i3, e dc ganancia que actualmente
conspirara coa ra a Ciin^antiia Ferro Canal, pro-
curando aoiquilal-a. E a isto 0 que pretenie 0
uobro deputado ?
0 -r. 1'i.nto Pessoa: Esfira completamenie
auiquilada, mas subsUtuida por outra.
0 Sn. Felippe de Figueiroa : Foi por isso, se-
nho.'es, qui eu disse que a emenda em qaestao
era uma pistola, ura caniiao Armstrong, apoatadi/
para os peitos da companhia Ferro Car: il, sem ao
menos rosalvar de uma morte certa e ineyitavel
qualquer outra empreza que touba de suO;titdil-a.
Nae., senhores, a emenia do honrado deputado
pelo 4' districto nao poe a coberto da peesibi-
lidade de cousa seme'lliante qualquer ou ra com-
panhia que tenha do suastiluir a Ferro Carril,
porque se S. Exc. ent-11 da quo esU na) tem pri-
vilegio, (orcosamenle ha de eataoder que outra
qualquer, que-com t'Ha venha concorrer ua ex-
ploracao Jesta industria, tambem uao tem privi-
legio ; c subsistiudo a mesma argumentacAo em
relaeao a uma -i' e a uma 4a,que se proponhara a
e^tabelacer.i;y^(/J, d?.ndo passagens por W ca 10
reis, Uao de estas malar as suas predecessoras. e
assim por diante I E' esta a concurrencia desas-
trosa, prejulicialissima, de que tilia 0 Sr. Ma-
noel de liarros ; u esta a coacurretfiia qne ha dt
fazer mal a todas as empaohias. que se estabele-
cerera para lias samalliantds. rolgo da reconhe-
cer que 0 Sr. engenheiro fiscal da companhia
Ferro Carril, foi muito lucido nesta parte di sea
ptreeer.
OS-i. Pi.nto Pessoa : E' porqae essa parte
agrada ao nobre deputado.
0 Sr. Feuppe da IjtojejaoA : Nao podendo,
Sr. pre^iJente, a vista dest is consTderacoes, aceitar
a emenda do nobre deputaJo, e recusando se S.
Exc. a acaiiar a oifareciJa pelo jneu dislincto
collega da districto, 0 Sr. Souza Leao, tomei a de-
liberacao de confecciooar uma outra eai-.nda.
Quero ver se conciiio comigo e nobre deputado
pelo 4 districto e tambem se ma conciiio com 0
nobre deputado pelo 1 districto. Eis es*a
emenda : (lie)
g aililico.-- 0 presidente da provincia liea
aulorisado a tornar elTactivas as concessoes feitas
a companhia Ferro Carril no contrato celebrado
em 30 de outubro de 1873, a innovar os contratos
primilivos da mesma corapanbia e a estabelecer
ramaes e novas linhis nos termos que julgar coo-
veniente.S. R. Figueiroa.
Creio que com esta emenda ficaludo conciliodo:
nem fiea o presidente de maos atadas pela emenda
do nobre deputado pelo 1 districto, como enten-
deu 0 Sr. deputado pelo 4*, pois que fica com os
poderes suCficientes, nem iica a companhia Ferro
Carril ameagada de morte nos seus direiios. E' 0
que desejo.
0 que nao quero, 0 que a assemblea nao deve
querer e que a companhia, hoje, amanha, ou de-
pois, receba 0 tiro do canhao Armstrong, que esta
carregado no final da emenda do nobre deputado
peio 4 districto. Tudo que nao for isto, serve-
ate. Servia-me a emenda do' nobre deputado pelo
1 districto ; mas 0 robrc deputado pelo 4' dis-
tricto oppoz se a ella, e eu que desejo chegar a
accordo com S. Exc, nao duvidei confeccionar a
que agora apresento, que espero merecera a ap*
provacao de S. Exc. e desta casa, em cujo espirito
de justica conho, e da quem espero que faca res-
peitar 0 privilegio da companhia Ferro Carril, os
seus direitos e regalias, decorreutes das leis e dos
contratos.
Tenho conluido.
( Muito bem, muito bem. )
REVISTA DIARIA.
Actos official)**.-Por portariasda presiden-
cia da provin:ia, de 30 de junho, 1 e 2Mo cor-
rente :
Foi nomeado Manoel Joaquim Limceiro, 2 sup-
plente de delegado de policia do termo de Villa
Bella.
Foi declarado que 0 sargento Francisco Xavier
Pestana foi nomeado para a gnarda local de Pao
d'Alho, e nao de Nazareth, e que para esta ultima
comarca foi nomeado Sargento Manoel Germano
da Motta.
Foi creada uma collestpria provincial no mani-
cipio de Tacarald.
iiicfisorito policia!.Teve 0 conveniente
destino 0 que se effectuou pela subdelegacia de
Relem contra Bento Antonio de Azevedo, por cri-
me de defloramente.
Agsassinato.-Em terras do engenho Ba-
ranhSem do terrojr-do Cabo, Joao da Hora, Manoel
da Hora e seu cunhado Joao da Monica, a3sassina-
ram barbaramenle a Jose" Rufino, alii morador, em
23 de junho ultimo. Foi apenas preso 0 de nome
Manoel da Hora.
Outro.Em 27 do mez findo, Jose dos Santos
foi assassinado no termo da Escada por Jose" Vi-
Ctnte, morador naquelle termo : evadio se 0 de-
linquente.
Governo do bispado.-Por provisao de
2 do correote, foi nomeado 0 Rvm. Vicente de Fe-
lippis, coadjuctor da freguezia de.Santo Antao.
Yaporcs do sal do Imperio. No dia
1 sahio do Rio de Janeiro, 0 brasileiro Ceard, e no
dia 2, 0 inglez Chimborazo; no dia 2 a3 4 horas da
tarde, sahio da Bahia 0 inglez Galileo.Veem to-
dos para 0 nosso porto.
Propngadora da Inatracciio Publi-
ca.0 conselho parochial de S. Jose deve reunir-
se amanhi, as horas e no lugar do castume.
Gremio de, deve haver sessao desta sociedade, na rua da
Aurora n. 7, sendo 0 ponto a discutir-o melhor
systemi de elei^ao e 0 directo. Tomaram parte na
discussao os Srs. Heraclides Ferreira, a favor, An-
gelo Soares, Fernandes de Carvalho e Vianna Ban-
deira, contra.
Fcsllvldade do Stenbor Bom Jesus
das Chagras.Amanha celebra-se, na igreja
de Nossa Senbora do Paraizo, com toissa solemne
e Te Deum, a festivtdade do Senhor Bora Jesus
das Chagas.
Ora no Evangefho 0 Rvm. Frei Joao de S. Jose
Paiva, abbade do mosteiro de S. Bento de Olinda,
e pregador effectivo da capella imperial, e no Te-
Deum, 0 Rvd. Tbemistocles Goncalves de Andrade,
Reza-se de raadrugada uma missa.
Coagresso Mtierarlo.-Reunio-se esla
sociedade no dia l" do corrente, sob a presidencia
do Sr. Correia de Araojo.
Lida, posta em discn-sio, foi approvada a acta
ca sessao anterior.
/

\
'

\
<+-


Di*io a&>ter*XBW*to -* ggbbaxfo 4 de Julho de 1874
3
Tr-
oaVs'f Orur.i
".a, AiHonk) P
em il > dia, discu
;i aecessi! ide de
ti o S. Moroira
iJro e Carvalho e
ti
A.
Sfcse
Jo0 A.hnO<.-Sj juinta-feira (2) r.'ir
nio-ee e>ti sociedada, tin sessao ordiaaria, presi-
dM*. Mo Sr. iiffigSs da Costa.
^yndo o expedieale, eolrou.-sa na ordem do dia,
ibtdo o Sr. E-telliia Pessoa o deaenvolvimento
pela afQrmativa da these :-Ocasament> civil sera
iilr.ario a razfio o aus interesses da sociedade ?
Oraram aJflrmativameute os Srs. Torres Temporal
eJfcventino Lima ; e ngatkumeote os Srs. Riboi-
ro Junior, Rodrigues da Cost* e Lopes-Lima
Sabio era s-'guida sortcado, para discussao da
tU*o6, o Sr. Joao de Oiiveira, que escolaeu a se-
ga'mte : Q/uando a humaniliJe cliegar ao apo-
ge> do progresso, para que caraioha, a forma re
publicana sera a uaiea admittida pel i bom seaso,
e pelas regras da sciencia politica ?
\*^m!ia gera*I. Enectatnos boje em
nossa 8-pagiaa a publieacao dos debates havidos
na camara dos deputados, por occasiao da discus-
sio do projecto de refonua da lei oleitoral.
>ovo Parthenon. Deve reunirseama-
nha, as horas e no Jugar do costume, sendo a or-
dem do dia : 1" parte continuacao da discussao
dos estatutos ; 2', desenvolvimento pelo Sr. Mo
raes Rego, da these :Qual a essencia d'alma ?
\' a\ n publicacut*. .-ft-abam de chegar do
?orto alguns exempl"are3 djs Conios, iuteressante
eolleqelo de narrativas defactos e cstumes Portu-
gueses, alguus dos quaes foram transeriptos em
nossa 8* pagina, como Meigo, Milagre e Figa de
izecw'te, com geral acita^iu.
0 bom acolbi ueuto que tiveram essas publica-
;0ei, tanto aqui como no Porto, levaram o seu au
tor, o distincto escriptor Pedro Iro, a reuni los
nun volume nitidameuto impresso, que se acba a
veaJa em casa do> Srs. Rodrigues Irmao & C, a
rua do Marque* de Olinda n. 6.
Kecoinr^eadanJo aos leitores sem-;lhanle publi-
aclo, podemos assegurar-Ines que empregarao
bemo seu tempo na interessante leitura dos ro-
mancetos.
Kcicncia c Progresao. Quinta-feira (2
do corrente) reunio-se esla .sociedade em sessao
ordiaaria, sob a presideneia do Sr. Lobo Jururae-
nha.
l/la**e posta em discussao, foi approvada a ac-
ts da Mfg&j anterior.
Ordem do dia.Urn requerimento do Sr. Metel-
lo, pedindo qne fosse adudo para a sessao seguin-
te o parecer de sua these, o qual, depois de algu-
ma discussa\ foi approvado pela tnaioria da casa.
Kcraseguila teve a palavra o Sr. Sa Barreto, que
desenvolveu esta these : Dave-se adraittir a pro-
priedade intellectual ou litteraria ? Q jaes os sens
limilas e funlamentos ? Oriraua os Srs. Metcllo,
Lobo Juruuienha, Toscano de Britae Alcibiades
IMIanda.
i.uii-ria. A que se aeha a venda 6 a 10G."
a beneGcio da nova igreja a: Nossa Seahora da
Penba, a qnal corre hoje, i de julho.
Ii'il:<>.-II)js elTectua o agente DiasoleilSo
de unia casa terrea, sita a rua de Mathias de Al-
l>u pout).
Casa de deten^ao.Movimento da casa
de detenjao do dia 2 de julho de 1871.
E.dstiam presos 3ii, entraram 8, sahiram 21,
existem 328.
A saber :
Nacionaes 21-1, mnlheres 8, esirangeiros 2G
eravos 47, escravas 3. Total 311.
Aliioentados a custa dos cofres publicos 280.
Movimeato da enfermaria uo dia 1" de julho de
IS"!.
Tcvc alia:
Jiaquim Antonio Dourado.
C'emiterio puUlioo.-Obituario do dia 2
do julho de 1871 :
Martinho Corderano, branco, Franca, 39 annos,
feasafo, Boa Vista ; gastro enterilc.'
Leonardo, branco, Pernamhuco, 7 inezes ; gra-
il.' nieuingite.
llicarda Soares de Azevedo, parda, Pernarabuco,
60 annos, casada, Boa Vista ; uloera uterina.
. I-evina, parda, Pernamhuco, 1 anno, S. Antonio ;
e-;iismo.
Hosa Maria da Ctneei;ao, preta, Pernambuco,
8ii annos, Boa Vista, hospital Pedro II; velhice.
Anna, branea, Pernambuco, 7 annos, Santo An-
tonio ; maligna.
ckkomca JiijaAaia,
TIURILVIL DA RGL.VTJ.i9
SESSAO EJI 3 DE JULHO DE i7 4.
PRESHDENCIA DO EXM. SR. GONSELIIRIRO
CAETANO SANTIAGO.
Sevetario Dr. Virgilio Coelho.
\s 10 horas da manha, presentes os Srs. des-
emhargadores Sika Guim*rae3, Reis e Silva, Al-
meida Alboqnerque, Mgtta, prosurador dacoroa,
\coioli, D)iDingU93 Silvij Souza Leao, e os juizes
>1 lireit) Qaintin) Jj Mir.iu la, SebastlSo Lacerda,
DalQuo Gavalcanle e Camello Pessoa, charaidos
para lalgarjoentvd) algaos recursos crimes em
quesao inpeiidos alguns Srs. desembargadores,
fal .-ill com causa'o Sr. do-e:nbargadjr Loarea-
50 Santiago, abrio se a sessao.
1ULGAMENT09.
Recursos crimes.
D) Recife. Iteeorreates Balthazar GoncaLes
Machado e outros, ro orrido o juizo. Relalor o
Sr. desmbargador Accioli. Sorteados os Srs. Drs.
Qaintino e Gamello Pessoa.Djramprovimanto e
despronanciaram o recorrenta.
Em ses ao de hoje fez-sa sorteio para ammhi
seremjulgados os segumtes aggravos :
Aggfavo n. 17.Aggravante seuador Jacintho
1'aes de Mendoaca, aggravado Haaoel Joaquim
Baptista. Sorteaaos os Srs. desembargadores Reia
? Silva e Accioli.
N. 13.Aggravantes Alheiro, Oiiveira & C,
agzrav^do o juizo. Sorteados os Srs. desembar-
gadores Do ningues Silva e Souza Leao.
X 1).Aggravante Dr. Franciso Augusto da
Costa, aggravado o juizo. Sorteados os Srs. des-
embargadorej Almeida Albuquerque e Domingues
Silva.
PASSAOraCS.
Do Sr. desembargador Reis e Silva ao Sr. des-
d.?sambargador Almeida Albuquerque :
Appellagijes civeis.
Do Ricife.Appellante Augusto Octaviano de
SDuza, appellado Manoel Fernandes da Silva ; ap-
pe'lantas/L2Mn.;a Alexandria Barbalho e ou-
tros, *ppejll|ira just iga.
Do Sr. desembargador Motta ao Sr. desembar-
gador Accioli:
/ rtppellaQao civel.
Do Recite.Appellantes Roberto Caroll e outros
appellados Joao Caroll e putros.
Do Sr. desembargador Domingues Silva ao Sr-
desempargador Souza Leao;
Embargos infringentes.
Embargante Mathias Lopes da Costa Maia, em-
bargado Antonio Casemlro de Gouveia.
Do Bonito.Appellante o juizo, appellados her-
deiros de Tneotonio Jo:e de Freitas.
Appeilacao crime.
De Bom Jardim.App'ellante o juizo, appellado
Galdino, escravo.
Do Sr. desembargador Souza Leao ao Sr. des-
embargador Silva Guimaraes :
Appellacoes crimes.
Appellanies Vicente Ferreira de Brito e outros,
appellada a justica; appellante o juizo, appellado
Galdino, escravo.
Appellacio civel.
Appellante Gon^alo de M-mra Homem, appellada
D. Maria Antonia T. de Aquino.
Diligencia civel.
Ao earador .geral e a) Sr. desembargador pro-
carador da coroa:
Appellante Margarida, por seu cura.br, appella-
do Bernardino de Sena F. Leite.
Assignou-se dia para julgamento dos seguiates
feit03:
Appellacoes crimes.
Da Imperatriz.Appellante Alipio Coelho de B.
Lima, appellada a justice.
Da Palmeira. Appellante o juizo, appellado
Joao Francisco Baiao.
De Palmares.Appellante Antonio Thomaz Pe-
reira, appellada a justica.
Appellacoes eiveis.
Do Recife.Appellante D. Theresa A. de Siquei
ra Cavalcante, appellada D. Francisca da Cunha
Bandeira de Mello.
De Aligoas.=Appellante Felippe da Cunha Li-
ma Mataraca, appellado Manoel Joaquim Daarte
Guimaraes.
Da Victoria.Appellantes Gongalo Jose de Bar-
ros e outro, appellados Manoel Gomes do Rego e
outro.
De Pao dos Ferroj. Appellante Gailherme Fer-
reira Ferro e oatro3, appellada a baroneza de Gi-
quii.
AppellacSes commerciaes.
Appellante Antonio Joaquim de Vaseonaellos,
appellada Cardozo & IrmJa; appellante Rosa
Adour, appellada a companhia de seguroi Nor-
ther rf.
Embargos infringentes.
Emb rganti Jose Jonrjaim Perelra Blrgad
A'ntoiHo de Soza Rego.
BI9TRIW7ig588.
Ao Sr. dtworabargadir Silva Guimaraes:
Revista civil do supremo tribunal: RecorrenTe
a parda Francoliaa, rojorrida A.V.aaio Francisco
do Couto.
Ao Sr. desembargador Sooza LoSo :
Denuncia do promoter pnblieo di comarca do
Ouricury, contra o bacharel Manoel Rolim de
Aloncar.
Recursos crimes.
N. 11.AoSr. desembargador Domingues Silva:
De Itambe. Recorrenta o juizo, recorrid^ Ma-
noel de Freitas R. Cordeiro.
N. 12. -Ao Sr.' desembargador Souza Leao:
De Bom-Conselho. Resorrente o juizo, recor-
rido Candido Rodrigues Lins de Albuquerque.
N. 13.Ao Sr..desembargador Silva Guimaraes:
1); Garanhuns. Recorrente o juiza, recorrido
Antonio de Souza Moraes.
N. 11 -Ao Sr. desembargador Lonrenco San-
tiago:
Da Parahyba Recorrente o juizo, recorrido
Manoel Gomes Marinho.
Appellacoes crimes.
N. 19. -Ao Sr. desembargador Domingues Silva:
De. Cuite. Appellante Henrique Gaedes de
Araojo, appellada a justica.
N. 26. De Mamanguape. Appellante Fran-
cisco Pereira do Nascimento, appellada a justica.
N. 20. Ao Sr. desembargador Souza Leao :
De Ouricury. Appellante o juizo, appellados
Clemente e Florencio, escravos.
N. 27Ao Sr. desembargador Silva Guimaraes:
De Cabactiras. Appellante o juizo, appellado
Joaquim da Costa Barrozo.
N. 22Ao Sr. desembargador Lourengo Santia-
go :
Do Alagoas. Appellante o juizo, appellados
Laurindo Barboza de Oiiveira e outros.
H. 23.-Ao Sr. desembargador Reis e Silva :
De Pao d'Alho. Appellante Ivo Jojc dos San-
tos, appellada a justica.
N. 21-AoSr. desembargador Almeida Albu-
querque :
De Atalaya. Appellante o juizo, appellado
Mareolino Jose Vjeira.
N. 25 -Ao Sr. desembargador Accioli:
Da Assembles. Appellante o juizo, appellado
Joaiuim da Costa Bezerra.
Appellacoes civeis.
N. 28. Ao Sr. desembargador Motta :
Do Recife. Appellante Francisco Rodrigues
dos Santos, appellado Jose Goucalves da Cruz.
N. 29 Ao Sr. desembargador Accioli :
Do Recife. Appellante a compaahia Recife
Drainage, appellado Antonio Gomes Netto.
N. 30. Ao Sr. desembargador Domingues
Silva :
Da Escada. Appellante o juizo, appellada a
pre'.a Fortunata, por sea pai.
N. 31.Ao Sr. desembargador Souza Leao :
Do Recife. Appellante Severiano Bandeira de
Mello, appellados Jose Francisco de Salles e ou-
tros.
N. 32 Ao Sr. desembargador Silva Guimaraes:
De Cimbres. Appellante a camara municipal,
appellado Pantaleao de Si jueira Cavalcante.
N\ 33.Ao Sr. desembargador Lourenco Santia
go :
DoRjeife. Appellante Lindolpho 0. dos Rei3
Campello, appellado a massa fallida de Ignacio da
Silva Pessoa.
Encerro'a-se a sesslo as 2 horas da tarde.
Tribunal do comuicrcio.
ACTA DA SESSAO DE 30 DE JU.NIIO DS
1874.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CON'SELHEiaO ANSELMO
FRANCISCO PERETTI.
A's 10 boras da manna, presentes os Srs. de-
putadis secretario Olinto Bastos, Lopes Machado,
Alves Guerra e o Sr. supplente Sa LeitSo, S. Exc.
o Sr. eonselheiro presidente abrio a sessao.
Lidi, foi depois approvada a acta da sessao pre-
cedente.
EXPEDIENTE.
OiBcio do gerente da companhia do Recife a
Olinda e Bcberibe, era resposta ao do tribunal de
22 do corrente. A' secretaria para os lins con-
venieates.
Foi rubricado o livro copiador de Moraes &
Irmao.
DESPACH05.
Reijuorimentos :
De Herculano" Olegario Ribairo Castro, para
dar-se por eertidao : 1 o dia, mez e anno, era
que entrou em exercicio do emprego de conlinuo
desle tibunal; t* quaataa faltss de compared-
raento tern dado; 3 se tern sollrido alguuia re-
prchensao, nu suspensao. Como requer.
De Joao Games do Mello, continue deste tribu-
nal, tambem podindo igual eertidao. Deferido.
De Manoel Jose Affinsi, corretor geral, ulli
mamente nom-jadj, submettendo a apreciacao do
tribunal, a fiancja que prestou. Archive se com
as demais fian^as. 0 tribunal rasolvoa que se
pariicioasse ajante a nameacao da referido cor-
retor, que se ac'ta habilitado para entrar em
exercicio.
De Maturino Barrozo le Mello, trazendo para re-
gistrar-sa a procuracao junta. Seja registrada.
De Lima Coutinho" 4 C, apasentanlo a registro
a nomeaQio de seu^ caixeiros Antonio Alve3 da
Silva p Gaulencio de Souza Lins. Como pedem.
Dej Francisco Rodrigues da Silva e Hermene-
gildo'da Silva Lope's^ pedindo que se registre o
seu contrato social. Wista ao Sr. desembarga-
dor fiscal. *
De Manoel Jose Affjnso, pedindo entrega dos
livros da ex-corretor Gonjalo Jose Affonso, c con-
sultand a se deve seguir a numeraQio das transac-
coes ou fazer nova. Sejam entregues os livros,
devendo ser nova a numeracao.
Autos de moratoria de Olympio Goncalves Rasa.
Vista ao Sr. desembargador fiscal. Foi este
despacho escripto pelo Sr. deputado Lopes Ma-
chado, como secretaria, no impedimento do Sr.
Olinto Bastos. 0 tribunal resolveu que seja op-
portunamente convidado um supplente, para to-
raar parte na decisao desta moratoria.
COMOPARECES FISCAL,
Peti^des :
De Silva Cavalcante k C, registro do seu
contrato social. Proceda-se ha forma do parecer
fiscal.
De Jose da Silva Pimaniel, Lino L. Regale Bra-
ga, Francisco Nines da Silva, registro da sen dis-
trato. Registre-so nas termoa do decreto n.
1,391.
De Joao da Silva Pinwntel e Lino L. Regalo
Braga, registro do seu contrato. Diga a secre-
taria.
Nada mii3 havenla a despachir, S. Exc. o Sr.
conselhefro presidente encerrou a sessao as
11 horas e tres quartos.
SLSCASGES A PEDIDO.
O harao dc Tracunkueni, ao
publico.
l'inalrmnta dignoii-sfl o major Paul) da Amo-
rim Salgado de responder-me pela imprensa.
Por raais que disfarce o ralor do3- dous depoi-
ment03 que publiquei, sobre a validaie do tal pre-
tendido testamento, e certo qne esses depoimentos
muito o incommidaram e o obrigaram a vir as
paginas do Jornal do Recife.
Publiquei o meu primeiro comrauoicado e o
major Paulo esperou que passasse a invernada
ptra vir a estacidade aftm de responderme; de-
pois da publicaclo, porera, dos taes depoimentos
nao esperou mais que passasse a invernada e ei-lo
na imprensa.
Ainda bem. 0 major Panlo de Amorim Salga-
do deve ao publico uma explicate importante :
deve vir declinar os motivo3 parque tudo tern fei-
to, tudo tem envidada, tudo tem esgotado para
que nao tenba lugar nesta capital um exame do
testam nto com que se diz ter fallecido seu pai o
comerandadar Paulo de Amorim Salgado, testamento
pelo qual e o mesmo major largamente benefi-
ciado.
Deve explicar porque nlo quer de modo algura
que nesta cidade onde sobram peritos de toda a
capacidade, onde reside o tabelliao Porto Carreiro,
que fechou o dito lestammto, seja neste procedido
um exame, por que tanto me interresso e para cuja
abtencio tenho ate agora trabalnado sem resul-
tado..'.
0 publico nao pade aceitar a explieaijao que
dt3to da o major Paulo em sua pubheacao : a
incompetencia do juizo desta cidade para tal exa-
me porque se os juizes desta capital sao incom-
petentes so a mim padera isto prejudicar, por
quanta, en que me Interesso por dito exame, e que
tenho que perder com qualquer defeito que_des-
trna a valiaade do mesmo.
Para o major Paulo, tanto melhor sera porjue
levantar-se-ha diante de si um documento nullo,
era effelto ju'idlco por Incompetencia de juizo.
Ja vi o major -Patifo que o 'pibftto nfw
aceitar essa^xpllfacjii), nlo acreflhando em tao
grmmU mtiresse da s-'vta parte pela compelfnsto dog
jtiza pra que eu i&> renha a obter to-
\jtmmn\o noHo.
E'preciso, pois, 6 indeelnavelmente-fTBjisetp-*
sua honra, qua o major Panlo veoha erptnrsT-re
melhor, venha detlarair ponjue, teido o Dr. juia
municipal elleciivo (|.> Barretros d^irecad) ao Sr.
Dr. juiz dedireito da 1' van desB cidade para
proceder ao fallalJo examb, S. S. #proveitando-se
do facto de ter este jnfe deiiado- logo depots o
exercicio, traton sem perda da tempo da obter d
supplente, leigo e seu amigo, uma segunaa preca-
trla, exlglndo lerminantemento que nio (bsse
procedido o exame e devolvido .promptamente o
tal testamento.
Deve exp icar porque nesta cWaoV, trataudo-se
de proceder a um exame nesse testamento, sem se
tratar absolntamente sua pessoa, e somente com
assistencia do Dr. promotor pnblieo, veio S. S
com to das as forcas oppondo-se e sendo desatten-
dido, interpoz aggravo para o tribunal da relagao,
recurso que suspendeu o exame.
Dave explicar porque teuio oblido proviaento
o seu aggravo, foi S. S. pessoalmente agradecer
a as Srs. desembargadores, tao satisfeito licoa
0 pnblieo, repito, nao pods ver em tudo istt um
simples zelo pela competeucia do juizo municipal
de Barreiros.
Nao entro na apreciacao desta questao de com;
petencia, porque nao quero voltar atraz, tenlo ja
no meu primeiro artigo me occupado deste as-
sumpto ; toda via jempre a este respeito, que," se
no caso de haver crime, o juiz criminal de Bar-
reiros, e nio o desta cidade, bra o compatente
para delle conhecer," conforme diz o major-Pau
lo em sua publicacao, nio e menos verdade qua o
exame reqnerido no fallado testamento tinhao e-
racter de am cerpo de delict >, acto para- o qual
nao precisa^a o juizo criminal desta cidade to ser
ao mesmo tempo compatente, para proceaur o
crime, pois, feito dito exame, poderia se assira
fosse de direilo, remette-loaautoridade que mais
competente fosse para o respective processo.
Tratando de explicar o molivo do meu prccedi-
mento, suscitaodo a nullidade do testamento cm
questao, o major Panlo que tao mal expiicou os
moveis de sau aroprio procedtmento, diz qne son
levado pela circumstaacia de nao ter-rae ag-ra-
dado a partilha dos bens do meu finado sogro e
seu pai, commendador Paulo de Amorim Salgado
e que promovendo a nullidade do testamento,
tenho por fim promoter a refornja dessa parti-
lha.
Adraira que tal cousa se animasse a dizer o ma-
jor Paulo, que nao 6 eslranho, e ao contrario
perfeitaraente conhece, como o maior in'.eressado,
os aatos daqoelia partilha.
Saiba o publico que em occasiao opportuna re-
queri ao juiz do inventario qne os bens cousti-
tutivos da terga do.inventariado^ aquinhoados na
conformidade do testamento, ao major Paulo,
fosseia descriminados dos demais be us do seu
quinbao, aiim de que na hypolhese de uma nul-
lidade desse testamento em nada ficasse pre-
judicada a partilha que fosse feita e se tornasse
facil uma sobre partilha da taes bens, o que
foi favoravelmente deferido e fielmente obser-
vado.
A' vista disso ajuize o publico se o motivo de
meu procedimento e o que me attribuc o major
Paulo.
Ja vi? o major Paulo quaoto e infeliz em expli-
car o seu procedimento a o dos outros.
Tratando de diminuir a importancia dos dous
depoimentos que produzi, vein dizendo o major
Paulo que esses depoimentos nao teem o menor
valor ; porqua r um da mulker do commendador
Monleiro, hcrdeira e interessada em que o testa-
mento. nao valha, em que a partilha nao prevaleca,
tanta/qae appellou da sentenca qne julgw a par-
tilhof-e o outro i o do filho de uma sua escrava e
que se tornou seu inimigo pelo facto de nao ter elle
querido liberlarthe a mdi.
Essa virtuosa e respeitabilissiraa senhara a
quem o major Paulo trata simplesmente por m-i-
liter do commendador Monteiro, 6 uma sua irmS.
tambem benelieiada no fallado testamento e que
naa tera que lucrar com a nullidads deste.
A essa sua irma, e nestas circum3tancias, atira
o major Paulo a in3inuacao de ter deposto fal
samente em juizo, p.r pretendido interesse de
seu esposo na nullidade de partilha dos bens de
seu pai, quando ja mastrei, qie cm consequen-
cia de uma medida tomada a requerimento men,
plojukodo inventario, a nulidaie do testa-
mento nao acarretara a nullidade da partilha ja
feita.
Agora avaiie o publico quem se mostra des-
vairado nesta triste questao, o ajuize acerca do
caracter dos conten lores.
Essa outra testemunha que o major Paulo quaii-
licou simplesmente par um filho de uma sua escra*
va, e Raphael de Barros Pimenteld. quem o finado
commendador Paulo de Amorim Salgado dava
tanto apreco e cansideragiio, que manJou-o
educar na Europa, onde estava naphaal durante
quatro annos em urn collegio.
E quanto a essa accusacao vaga e nao provada
de ser Raphael s u inimigo, Sr. major Paulo, e
um recurso muito sedico, corriqueiro e desacre-
ditado ; e uma verdadeira coarctada.
0 escandaloso facto sobre que dep:zerara a
Exma. consorte do Illm. Sr. commendador l)a-
mingos Martins Pereira Monteiro e Raphael de
Barros Pimentel, 6 cousa muito sabida em
Barreiros e muitos outros depoimentos podem
ser produzidos...
Nada mais por esta vez tenho por opportuno
adian'.ar e acerescenlar a^estc respeito. Limito-
me a responder pelo que me e relativo e pelo que
concerne ao respeitavel Sr. commeadador Mon-
teiro, este nao precisa que tome eu sua defeza,
quando melhormente podera responder o major
Paulo.
Repillo a insinuacjio que faz meno3 pen-ada-
mente o major Paul a, a um de meus advogados
a quem foi contiado, devidamente fechado, la-
crado e rubricado com todas as solemnidades,
e o te3tamento a ser examinado, para o fim de
fazer ontrega do mesmo ao Sr. Dr. juiz de direito
desta cidada, a quem foi deprecado o exame.
Saiba o major Paulo que ne.n todos os carac-
leres se medem por uma raesma bltola e veja
que nao se arrependa depois da sua imprudea:ia
ou protervia.
Esse testamento fechado, lacrado e no mesmo
e3tado era que foi recabido do Juiz aunicipal de
Barreiros, foi aqui entregue ao Sr. Dr. juiz da
1* vara, procedendo-se na occasiao o mais rigo-
roso exame, a requerimento do musmo meu ad-
vogado e por perit03, que na presenci doadvo-
gado do Sr. major Paulo declararam terminan-
teraente que 03 lacres se conservavam em per-
feito estado e o involucre fechado como bra
entregue.
Este facto passou-se perante o Sr. Dr. Manoel
Portella, advogado do major Paulo, e invoco
nesta parte o tostemuuho do mesmo Sr. Dr. Por-
tella.
Nao venha o major Paulo preparando per modo
tao indigma uma sahida para um caso dado.
0 que pretendo por esse exame verificar e
se nos lacres que fechavam o testamanto em
questao! notam-se os vestigios do sinete do ta-
belliao Porto Carreiro, que declaron tel-o im-
presso na occasiao de fechar dit6 testamento,
para poder provar se esse testamento foi ou nao
uma vez aberto e de novo fechado. Que altera-
Qio podia eu ser interessado era fazer?
0 mesmo, parem, nao podera dizer o Sr. major
Paulo.
Nao trato de verificar so nesse testamento, ha-
via borrao, riscadura, ou outra cousa que duvida
fizesse e por isto de nada vale para o caso o ter-
mo de abertura judicial que por copia transcre-
ven no final de sua publicajSo a que respondo, o
major Paulo.
Havia nos lacres o signal de sinete do tabelliao
Porto Carreiro f Eis o que esse termo nao res-
ponde.
Ja me prevenindo contra o argumento que se
podesse fazer fundado nesse termo de abertura,
obtive o documento que em seguida a esta publi-
cacao, offereco a apreciacao do publico, documento
Qrmado pelo juiz que abrio o referido testamento.
Quanto ao justo e juridico proceder do Inte-
gerrimo e illustrado Sr. Dr. juiz de direilo da l."
vara desta cidade, que o major Paulo absteve^fe
de qualificar, peco permusSo ao publico para re-
Eortar-rae, ao que disse em minha primeira pu'
lica;ao.
Este illustrado magistrado nao precisa de mi-
nha defeza: quem tem firmado uma tao brilhante e
invejavel reputacio, como S. Exc, nio pode Scar
ao alcauce das abstencoes do major Paulo.
Felizmente ja um organ da justica publica, o
illustrado Sr. Dr. 1.' promotor publico Gomes Pa-
rente, qie foi presente aos depoimentos de que
tanto desfaz o major Panlo, ergueu-se em frente
de veheraentes indicios de am crime gravissimo.
Acredito que se os brados do direito individual
offendido podem ftcar sem echo, onde daveriam
te-lo sempre, aos reclames da jasaea publica nSo
podera succeder o mesmo.
Recife, 3 de jtjho do 4874.
Baruo di Tia'unKacm.
film. Sr. Dr. jute"municipal oe c,Hlas e residu-
os de BarrWro?. -jteOifo' sltfo V.5. e juiz ijue re-
cn!b?a. abriff e mnrl&Kt arcflrvarja twlainento com
q%* ftz ter falleei*j o eommendador Panlo do
Amorim Salgado ; mm o barao tte Traeomiaem,
a bem do direit3 -* 90* BMw maftior, e na quali-
dade delator e administrador nato do tnjsmo ses
fiilho, raquerer a V. S. para que em homenaism a
verdade se digue de declarer, se autes de abrir o
testairtento a que se allude, examinou ou nao os
la;res qua o fechavam, e se nestas acbava-se on
nio impresso o .inete do tab^JlSo Porto Carreiro,
qual o in-trumento com que abrio o tal testamen-
to, e bem assim sa o termo da aoertur* qua V. S.
mandou Uvrar no mesno se refere aos lacres
que o fechavam.
Amanta da jusiica e da verdade como reconhe-
cidamente e V. S., esoera o supplicante que a bam
dos direitos de sau til ho manor, V S. nio se re-
cusara a este acto da respeito a vcrdada e a jus
tica.
Assim pois : pede a V. S. deferimento.E R M
Barreiros, 27 de fsvereiro de 1874.
0 advogado, Carvalho Mcua.
Declaro ao I.* poato que o testamento, de que
se faila, estava perfeitamente cosido e lacrado,
Jnando foi-me apresentado, e que, com o animo
esprevonido o por nao ser de costume irapri-
iKiiir se sinete no3 lacres dos testamentos, deixci de
examinar semelhante facto em ditos lacres, tanto
assim qne nao posso afflrmar se effactivamente
bavia oa nao impresso algum sinete.
Ao 2.*ponto, que cortei a linha com um cani-
vete.
Ao 3.; que o termo de abertura se refere ao
estado do^ testamento, tanto interno como externo,
porem, aao o sinete, porqoe como disse ao 1.
ponto, nao veriliquei essa circumstaacia.
E' esta a verdade o que alflrmo sob o juramen-
to de meu cargo.
Barreiros, 28 de fevereiro de 1871.
0 juiz municipal,
Joao Carlos de M. Vasconcellos.
Srs. redactores.Teaio sido avisado pelo Sr. pro-
curador fiscal da thesouraria provincial, por meio
de um annuncio de 9 de jnnho Undo, publicado no
Dtario de Pernambuco, de honlem, para que eu
fosse pagar os apparelhos de limpeza ollocadas
pela companhia Recife Drainage, no sobrado n. 39
da ma do Barao da Victoria, sob pena de cobran-
Qa jsdicul, se o nao I'uesse dentro Jo prazo de trin-
ta dits, a decorrer da data, em que foi assignado
esse annuncio, nao pulo deixar de admirarme,
nao so porque nao sou o unico proprietary desse
predio, do qual possno apenas tres setiraas paries,
como sa prova com o lancamento da decima, e por
consequeneia nao tenho obrigagao de pagar pelos
outros ca-proprietaries qne sao doas herdeiros do
finado meu irmao Anton o Augusto da Fonceca;
mas porque tenho em meu poder decumentos as-
signados pelo Sr. Jos6 llygiuo de Souza Galv.io,
thesoureiro do consulado, e primo do Sr. pro-'
curador fncal, e datados de 23 de setemhro
do anno passado, que provana que esses appare
Ihos e as respectivas annuidaies cstao pagas deste
essa opoca; sera contar que toda a assignacao de
prazo judicial so principia a contar do dia da
apresentacAo.
Se comigo que, como se saba, nao sou victima
resignada daquelles que querem ter emolumentos
avultadcs para passarem vi la folgada, milagrosa e
calholica, se precede nor este modo, oomo se nio
procedera com aqnelles qne, araedrontados, cor-
vara a'cahefi. e pagam o que delles seexige, para
evvlarem questoesjudiciaes I Fazem bem ; abusem
om quanto a pacuueia se nao revoita; mas, se to-
dos quizessem questionar separadamente, o traba
Iho do Sr. procurator fiscal nao seria suave.
Alguera me dissenontera a noite que eu e os ou-
tros nao eramos avisidos para pagarraos os appare-
lhos de limpeza, mas sira o encanamento da agua,
que vai a esses app .relhos. Se assira 6, o annuncio
se acha muito mal religido, porque o encanamento
da agua nao conslitue o a.iparciho de limpeza, e
um accesrorio, que selhe juntou, porque se vio
que este apparelho nab funccionava satisfactcria-
mente, como depois se juntou a bo!a, modiliean
dose por C3te mod > o apparelho, quo primitiva-
mente devia ser de syphao ; e foi esse accessorio
que deu pinnos para mangaJ, porquanto so fez
introduzir no contrato essa n.cessidade, e se esti-
pulou a quantia de 730 rs. par cada pe de cano de
chumiao empregado ; sendo o que levou a presi
dencia da provincia a arguir de falsa a iaclusao
dessa quantia no termo do contrato existente no
archivo da 6ecrelaria dessa presidencia, nao so por-
que nostc se natam vestigios evidentes de fal-
siiicagao, seaao porque em qualquer loja de ferra-
gens se compram canos de chumbo a 200 ou 220
rs. cada pe, e esses canos devem cuslar. muito me-
nos a compahia Rscife Drain *ge, que os faz vir
direclamenle de Inglaterra.
Foi cam effeito esse accessorio que deu, como
eu disse, panno3 para mangas, porquanto e essa
eompaotiia qua faz a modieao dos '.anoj emprega-
dos, sem que se lhe impoiessa um agente verifica-
dor por parte do governo, e os particulares. para
quostionarem por seus direitos que sio lesados,
terao necessidale de recorcer a peritos, e isto lhes
faria despender muito mail, e passar pelos desgos-
tos inhereentes as questiaes judiuiaes, porque nesta
provincia a justica 6 de uma restriccao tao aus-
tera qua faz temer e recuar mesmo, aquelles que
tem razao.
0 qije digo e o que torn excitado a qneixa de
rauitos", qae reconhecem evidentemenie que em
suas casas nao foram empregados os pis de canos
reclamados: e foi para so podar exigir mais por
ess s canos do que as dimeusdes que podiani e de-
viam ter, que passaram com elles a muito maior
distancia dos canos _de esgota, que sio de ferro
e fornecidos sem estipendio ou ouus para os parii-
Chlares pela conpanhia Recife Drainage, como
posso proval-o em minha casa, a rua do Hos-
picio n. 33, onde existo um desses apparelhos, que
fiz collocar em uma cosinha edificada expressa-
mente para isto no sitio, apparelho de que ainda ma
nao servi nem servirei, para evilar questoes com
essa companhia cm consequeneia do maa cheiro,
que nem por isto deixa de oxislir logo que se le-
vanta a tampa la caixa.
Desle o principio combati pala imprensa, como
se pode ver recarrendo-se ao Jornal do Recife e ao
Correio do Recife, as pretencoes dessa companhia,
indicando os det'eitas da erapreza, mas, apezar de
se nao meter respanlida, no.n ser passivel fazel-o
com fundamenlo, como me disse o mesmo Cam-
bronne, depois c quando ja tioha alien id a ou tras-
passado essa empreza, naa consegui que nao I'asse
celebrado o respective contrato, tao oneroso e de-
feituoso que e, porque milagrosos foram gados da empreza, e unit a poderam conseguir
certos patriotas. Hoje ja nao ha remedio para o
mal feito, excepto uma rescisaa do contrato : essa
empreza ha de par, r por si mesma, porque ha de
vir tempo, em que a populaclo, accommettida por
alguma epidemia raortifera, fara justica por suas
proprias ma as, como ja tem pralicado em aljuns
paizes, mesmo dos mais civilisaios, e entao ficare-
mos livres dassa causa perenne do insalubridade
publica. Os apparelhos de limpeza, empregados
pela companhia Recife Drainage, nao satisfazem as
^condigoes, a que se obrigou, e ella o sabe, e mes-
mo, funccionandomal, como funccioaam actual-
mente, nio poderao durar muito tempo, e os de
3.' classe serio todos devorado3 pelos cupins, visto
quo sao de pinho llor.
0 raio cheiro, insuppartavel par vezes, que se
exhala desses apparelhos, e inevitavel. Vendo a
companhia que nio poiia conseguir cortal-o com
seus apparelhos, lembrou-se de juntar-lhes bolas,
e por lira ha de juntar-lhes rothas, se e que ja as
nao vai juntando; mas tudo sera insufficiente, por-
que o defeito esta no systema, e essa companhia
nao pode dispor de agua sufflciente. Se ella, im-
pressionada pelo que soffra a populacao on se po-
desse impressionar por isto, recorreria a desinfec-
oao de seus apparelhos por meio do acido phenico;
como se faz : mas essa companhia so tem em vista
arrecadar dinbeiro. Se quizessem fazer ainda uma
nova mnovacio ao contrato ja innovado, ella se su-
jeitaria, embora impondo pre;o maior pelo acido
phenico, qne nao custa caro, e cuidando logo de
illudiras condicSesdo contrato inttovado.
Nao estando mais disposto a indicar os defeit03
do systema empregado, porque isto me levaria a
dlscu3soes, que quero evitar, porquanto com ellas
nada consegulria, vislo*que abi estio os enwnhos
para vencerem qualquer difflculdade, termino esta
respondencia, que fiz somente para protestar con-
cortra o annuncio, e contra o prazo de trinta dias
qne me foi desigqado, e se limita a nove ou dez
a vista da data desse annuncio; sem contar
que nao son o unico proprietary do sobrado de
que se trata.
Recife, 3 da julho de 1874.
Dr. Joaquim d'Aquino Foncica.
'
9 eraiieo torna-se muitas veses
estcril
a causa de descuido e delelxo. Uma analyse chi-
mica no3 fornece os conslituinte3 do cabello, e
os eleraentos vegetaes do maravilioao e tncompa-
r| ravel Tonico Orcntal, so conforma fxacRnnenlo
a elles. Ksta valiosa preparayao encerre er ti ae
materias requeridas pela natureza. para aarmar e-
aperfdfoara cabelfadura, fornecendo eprahiffin-
do nos casos onda faltam completiinente. 0> re-
snflado e, que ocraneo, o mils improluctivo e es-
leril, torna-se fteundo sob- sua admiravel influeu-
cia, e um oabello ba^to, luzido- e forB(030, cobre
promptainente a cabeca, c o adorno 6 completo.
Os vasos que nutrem o cabello, raqoe/om torn em
taes casos, e esta essencia I accao vigorosa, 6 pro-
pordonada por osta admiravel eimpa^avel prepa-
gao vegetal.
jPortalegre.
I Arcos de vai ite vea.
Celorico de ttepy.
Camioha.
I Mangnalde.
?onte do Lima.
Povoa de Lanhoss-
i'0MME^ce.
JUNTA DOS CORRETORES
Praca do Recife, 3 de jtillto
de 1S74.
AS 3 HORAS DA TARDE.
C07AQOES OFFICIIKS
Algiadao do serlao 1" sorta 8^00Bpor 13 kilos.
Algodao da Paraftyba sorte 8^000 por 13
kilos posto a bordo a frcte de 3|i e 3
OiO, hontem.
Cambio sobre Londres a 90 d|r. 23 3 11000.
Dito sobre dito a 3 d|v. 25 d. por 1/000, do
banco, hontem.
Cambio sobre Paris a 90 d|v. 378 rs. o franco,
do banco, hontem.
Ditosobre dito a 3 d|v. 383 rs. ofranco, do banco.
hontem.
Cambio sonre Hamburgo a 90 djv. 468 rs. por
R. M., do banco, hontem.
B. de Vasconcellos
Presidente.
A P. de Lemos,
Secretario.
VrtbReaf.
Cafeecwras de Bastos-.
CasleRo-Branco.
Espozeade.
Oiiveira de Azemeis.
Puroa de- Varzim.
Vianna do Castello.
ALFANDEOA
Beadimento do di; 1 a 2 .
dam do dia 3......
113:574*735
43:938;006
139:332*761
Descarregam boje 4 de janho de 1874.
Lugar iaglez Titaniabacalhao ja despachado,
para o trapiche Conceicao.
Darca ingleza Wenifiid materiaes para a
ponte da Boa-Vista, ja despachados, para
o caes do Apollo.
ImportacSo.
Patacho portujuez Santa Maria de Belem, entra
do do Rio de Janeiro em 3 do corrente e consig
nado a Jose da Silva Loyo & Filho, raanifestou :
Cafe 200 saccos a Franci-co Jose da Costa
Araujo, 175 a Pereira Vianna & C, 125 a Domin-
gos Joaquim Ferreira Cruz, 120 a P. Jose da Costa
Amorim 4.C, 113 a Antonio Francisco Corga, 100
a J. M. da Rosa & Filhos, 100 a Joaquim Jose Lei-
tao k C, 93 a Souza Bastos & C, 78 a Ricard-s
Jose Gomes da Luz, 75 a Manoel Jose Leal Reis,
60 a Cunha frmaos & C, 60 a Jose Rodrigues de
Paria, 59 a Antanio Luiz de Oiiveira Azevedo, 50
a Jose Thales de Mello, 59 a Manoel Duarte de Fi-
gueiredo, 50 a Fraga ARacha, 50 a J. Jose It.
Mendes, 30 a Thomaz de Aquino-^Fonceca & su>
cessore3, 50 a J. C. Paes Barreto, | 48 a J. Jose do
Azevedo, 47 a Laal & Irmao, 10 a Jjs6 Joaquim
Alves, & C 40 a E. H. Rabello ^.C, 23 a Pinto
Moreira & C, 20 a Pereira Simoes & C, 19 a J. J.
Goncalves Beltrao & Filho, 1 a J. Fernandes Fer-
reira. Craves de ferro 2 barricas a companhia dc
Ferro Carril de Pernambuco.
Dormentes de pinho 796 pocas a companhia de
Ferro Carril do Pernambuco.
Fechadura 1 caixa a J. J. Ganjalves Bellrao &
Filho.
Maleira de piaho da Suecia 360 pranchoes a
Nazareth A Pi res, 12) a Fernandes da Costa & C.
Viuagre 20 pipas s 50 barris de quinto a Manoel
da Silva Maia & C.
DE IP&OH08 DE EXPORTACAO NO DIA 2 Lafc
J3LH0 DE 1874.
Para os portos do exterior.
No brigus francez Be the, para Liverpool,
carregou : F. Da La Grange 1,100 saccos com
105,000 kilos de assucar mascavado.
No vapor inglez Investigator, para Liverpool,
carreou : M Lathan & C. 899 saccas com 09,123
1)2 kilos de algodao.
No vapor inglez Galileo, para Liverpool, car-
regou : Keller &"C. 800 saccas com 60,981 kilos
de algodao ; S. Brothers & C. 623 ditas com 53,193
ditos de di'.o.
Na barca portugueza Venceiora, para Lis-
boa, carregou : J. J. Goncalves Be'.trao i Filho 23
pranchoes de amarello.
No patacho hespanhol Elvira, para o Rio da
Praia, carregon : A. Loyo 186 barricas com 20,118
kilos de assusarbranco.
Para o> por!os do interior.
Para o Para, na barca pcrtugueza Arabella,
carregou : J. J. Goncalves Beltrao & Filho 170 bar-
ricas com 8,918 kil s de assucar branco.
Para o Natal, na barcaQa Henriquela, carre-
gou : J. J. Goncalves Bellrao & Filho 10 saccos
com 750 kilos de assucar branco ; Fraga & Rocha
3 ditos com 221 diu>3 de dito, e para Macao, 1 bar-
rica com 90 ditos de dito e 6 barris com 376 Ltros
de aguardente.
Para Macao, na barcaca Rainfia dos Anjs,
carregou : M P. Lemos 5 barris com 480 litres de
aguardente ; A. M. da Silva I dito com 96 dit03 de
dita : para Mossoro, Costa & C. 8 barricas com
8G7 kilo s de assucar branco.
CAPATAZ1A DA ALFANDEGA
dendimento do dia 1 a 2 2:023/238
dam do dia 3...... 1:087/031
3:110/289
VOLUMES SAH1D03
No dia 1 a 2...... *<:
No dia 3
Primeira por la..... 212
Jegunda porta..... 133
ferceira porta..... 251
auarta porta......
Titpiche Ccnceicao ... 931
2,114
SERViCO MARI.TIMO
i!>arengas dascarregadas no trapicLe da
alfandesa :
No dia 1 a 2 ..... 2
No dia 3....... *
So trapiche Conceicao ... 1
. : 4
; Villa-Nova de PortiiaSo. Villa'Nova de Famalicio.
* Vilk do Conrfc.
Madeira, S. Miguel, Fatal e Tereeira.
companhia"
Phenix Pernambueaaa.
Toroa riscos maritimos em mercadorins,
fretes, dinbeiro a risco e firsilmente de qual
jner natareza, em vapores, aavios vi euoo
barcacas, a premios muito medicos.
RUA DO COMMERCIO N. 34.
companhia~allun(;a
seguros maritimos e terres-
tres estabelecida na Bahia
em 15 de Janeiro em 1870.
CAPITAL 4,000:0009000.
Toma seguro de mercadorias e dinheiro
itco maritimo em navio de vela e vajporca
para dentro e fdra do imperio, assim cono
contra fogo sobre predios, generos e fa-
rondas.
Agente : Joaquim Jose (ioucalves Beltrio,
rua do Commercio n. 5, l'andar.
Seguro conlra-fogo
THE LIVERPOOL <& LONDON & GLO
INSURANCE COMPANY
Agente*
SAUNDERS BROTHERS A C.
11Corpo Santo11
BANCO COMMERCIAL DE BRAGA
Jorge Tasso
IV. 33 Rua do Amorim V 33
Saca por todos os vapores qualquer quantia a
praza ou a visit sobre esse Banco, ou suas res-
pectivas agendas nas seguintes cidades, villas de
Portugal e ilhas adjaceutes e Hespanlia.
A saber :
Portugal c ilhas.
Aguida. Famalicao.
Araarante. Faro.
Anadia. Figueira.
Arcos. Conv^a.
Arco de Baultieioa. Guarda.
Aveira. Guimaraes.
3arca. I>ig06.
Barcellos. Lamego.
Peja. Lisboa.
Bmgatca. Louie.
Cabeceiras de Basto. Mealhada.
Caminha. M^lgaco.
Chaves. Mirandella.
Coirubra. Moncao. ,
Coura. Oiiveira'de Azemeis. ^_
Covilha. Ovar.
Elvas Penaliel.
Extremoz. I'inliel. .
Evora. Poute do Lima.
Fate. Povoa de Lanhoso.
Funchal. Port'Alegre.
Fayal. Portimao.
Porto. Povoa de Varzim.
Regoa. Silves.
Tavira. Tnomar.
Torres Nova?. Valenqa.
Vianna. Villa do Conde.
Villa da Fura. Villa Heal.
Villa Real da 5. Antonio. Villa Pouca d'Aguiar.
Vinhacs. Vizeu
Villa Xova da Cerveira.
Hespanlia.
Madrid. Barcelona.
Vego. Cadiz.
RECEBEDOIUA DB REND AS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO
iendimento do dia 1 a 2 2:188*114
dem do dia 3...... 3:926*215
6:114*329
CONSULADO PROVlNClAa.
Rendimeato do dia 1 a 2 13:702i329
Ideal do dia 3...... 10:933*200
2i:63oJ-o29
SEGUROS
MARITIMOS
CONTRA 0 FOGO.
A companhia Indemnisadora, estabelecids
aesta pra^a, toma seguros maritimos sobre
aavios e seus carregamentos e contra fogo
em edificios, mercadorias e mobilias: ni
raa do Vigario n. 4, pavimento terreo.
Banco do Minho.
Joaquim Jose Goncalves Beltrao & Filho sacam
por todos os vapores sobre :
Anadia. Evora. Monsao.
Aguida. Fal*. Ovar.
Aveiro. Faro. Porto.
Beja. Guarda. Tavira.
Chaves. Lelria. Regoa.
Elvas. Lisboa. Vizeo.
Amaraute. Barcellos. Figueira.
Guimaraes. Coimbra. Lamego.
Covilha. Mirandella. Estarreja.
Melgajo. PeMfiel. Yaleofia.
NORTHERN.
'apital.....
'undo de reserva.
20,000:0009000
8,000:0009000
Ag>ntes,
Mills Latham & C.
RUA DA CRUZ H. 38.
Augasli) F. d'OBvcira & C.
A casa commercial e bancaria de August*
j d'OUveira & C, & rua do Co nm,ercio tu
42, eticarr^ga-se de execugao de onions
para embarque de prodjetos e do todos o-
mais negocips de commissao, quer commer-
ciaes, quer bancarios.
Deconta lcttms, e toma dinheiro a pre-
mio, compra cambiaes, e saca i vista e a
jazo, & vontade do tomador, sobre as se-
guintes praijas estrangeiras e nacionaes :
Loatlrcs. Sobre o union bank op
LdNDON, 0 LONDON AND HANSEATiC BANK,
limited, e varias casas de 1." classe.
Paris. Sobre os banqueiros foulb
& C, MARCUA1VD ANDRE & C. e A. BUCQUE,
VIGNAL & C.
Hamburgo. Sobre os Srs. joao
SCHU BACK & FILIKS.
Lisboa. Sobre os Srs. fonsecas,
SANTOS & VIANNA, e SEBASTIAO JOSE DR
ABREU.
Porto. Sobre o banco uniao do porto
o Sr. JOAQUIM pinto da fonseca.
Para. Sobre o banco commercia-
oo para, e os Srs. FRANCISCO gaudencio da
COSTA & FILHOS. .
llaranhiio. Sobre o Sr. jose fer-
reira DA SILVA JUNIOR.
Haiti a. Sobre os Srs. marinhos & c
Rio de Janeiro. Sobre o banco
INDUSTRIAL E MERCANTIL, BANCO NACIONAL e
BANQUE BRASILIENNE FRANQAISE.
MOVIMENTO DO PORTS
Navios entrados no dia 3.
Rio de Janeiro 13 dias, patacho portuguez San-
ta Jtfma de Belem, de 179 tonelladas, capital
Jose Fran :isco do3 Reis, equipagem 11, carga
differences generos ; a Loyo & Filho.
Goyanna 8 horas, vapor brasileiro Manda'm.
de 222 toneladas, commandante Marinho, equi-
pagem 16 em lastro ; a companhia pernamhu-
cana.
Observacio.
Nao houve sahidas.
EOITAES.
Edital com prazo de 10 dias
n. 1.
Pela inapectoria da alfandega de Pernambuco
se faz publico, que achando-se a3 mercadorias con-
tidas nos volumes abaixo mencionados, no caso do
serem arrematadas para consumo, nos termos do
cap. 6 do tit. 3* do regulamento de 19 de setembro
de 1860, os seus donos ou consiguatarios deverio
despacha-las no prazo de 10 dias, sob penade.
Sndo elle, serem vendidas por sua conta, s em que
lhes flque competindo allegar contra os effeitos
lesta venda :
Trapiche Conceicao
Mirca C 90 ancoretas com azeitonas, vindas
do Porto pelo brigue partugusz Triumpho, entrad >
em 12 d j Janeiro proximo paisado, o cons ignada^
a Manoel Duarte Rodrigues.
Idem R & I 50 catxas com cabala*, vinias
de Lisboa pelo vapor inglei Fire Qw*, entr ado
em 14 de abril paisado, e cans'ignadas a Ra&
Irmaa.
Idem ideal 50 ditas dita, idem pelo vapar ft-



8L"
i
$>



V
Diario de Pernambuoo ^ gabbacfe 4 de Julho d 1874.
J.
-f lei t q^iniir, entrado em 2 dc maio passado, e
eonsigcadu a Rosa & Irraao.
Alfandega de Pernambuco, 2 de Julho de 1874.
0 inspector,
, F. A. de C. Rets.
0 desembargador Fraocisco de Assia Oliveira Ma
ciel, official da imperial ordem da Roan, e jun
de direito pnvativo de orphaos da cidade do Re-
cife de Pernambuco, e seu terrao, por Sua Ma-
fwtade o Imperador, a quern Dens guarde, etc.
apo saber aos qne o presente edital virem, que,
por eale juizo sera arrematada por venda, por
quern mais der em uma to praej, a decma par
e do sitio na eampina i'a Casa Forte, freguezia do
Pojo da Panella, pertencenU) aos bens deixados
pelo fallecido Vicente Ferreira do Rego, serviado
de base para a arpmalacao a quantia de i: 6004,
por qnanto foi ella avaliada, e reade mcnsalmente
1^166 : e foi dada na respect iva partilha a Fran-
cisco da Silva B6a-Vista, inventariante dos bens
daquelle fallecido, para pagamento das dividas pas-
sivas.
E para que cbegue ao conhecinieflto de todos,
maodei passar o presente, que sera afflxado no hi-
gar do costume e puNicado pela imprensa.
Dado e pa.-sad) nesta cidado do Recife de Per-
nambuco, ao 1* de julho de 1871.
Eu, Manoel do Naacimento Pontes, escrivlo, o
subscrevi.
Francisco de Assis Oliveira Maciel.
Pela secretaria da presidencja se declara ao
Sr. Antonio Maaoet da Costa, que existe na mesma
secretaria um offlcio para lhe ser entregne ; pelo
qne e eonvidado a vir solicita lo ou antorisar al-
gnem para isio.
Secretaria da presidencia de Pernambuco, 3 de
julho de 187. 0 secretario,
Joao Diniz Ribeiro da Cunha.
PECIARA60ES:
Juizo de orphaos
Segunda-feira, 6 do corrente, finda a audiencia
do Exm. Sr. desembargador juiz de orphaos, ao
meio dia ira a praca por venda, a requerimc to
do inventariante dos bens do flnado Leopoldo Fer-
reira Martins Ribeiro, a casa terrea n. 2, sita a rua
de S. Goncalo, avaliada por 2:5004, pertencente
dito o flnado, separada em partilha para paga-
/ mento de dividas. Escrivao Brito.
lrmandade do Divino Es-
JSanto.
pinto
Nap podendo ter lugar no dia 29 ie junhp do
corrente anno come determina o nosso compro-
misso no art. 108, a posse dos novos funcciona-
riofl para o futuro anno de 1871 a 1875, foi trans-1
foridapara domingo 5 do corrente, as 8 horas
da manha, para o que sao novamente convida-
80s ,todos os mesarios quo fazem partc da pre-
sente mesa regedora e os novos eleitbs.
Secretaria da irmandade, !. julho de 1874.
0 escrivao,
Genuino Jose da Rosa.
de His.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 30 de junho de 1874.
0 2. escripturario, servindo de secretario,
____________Carlos Joao de Sonza Corrcla.
COMPANHIA
DO
BEBERIBE
Sao covidados os Srs. accienistas a reu-
nircm-se em assemblea geral no dia 6 do
corrente mez, pelas 12 boras do dia, do res
pectivo escriptojio na rua do Cabuga" n. 16,
para, de conformidade com os 4. e7.
dos arts. 29 e 44 dos estatutos, deliberarem
sobreas contasdo anno financeiro desta com-'
panbia e approver o orcamento vindouro :
devendo nesta occesiao ser lido 0 relatorio
apresentado pelo Sr. director em que mos-
Ira o estado da companbia no anno findo
em 30 de abril ultimo.
Escriptorio da companhia do Beberibe,
1 dejulho do 1874.
0 secretario,
Luiz Manoel Rodrigues Valenca.
Companhia Fidelidade
Segm-oa mariiimoa e terreatres
A agencia desta companhia toma seguros ma-
ritimos e terrestres, a premios razoaveis, dando nos
ultimos 0 solo livre, e 0 setimo anno gratuito ao
segurado.
Feliciano Jos6 Gomes
Agente.
_____ 51 Rua do Apollo 51
Sociedade Kecreativa Eu-
terpe.
A directoria provisoria desta sociedade, convi-
da a todos os seus associados, a se rennirem em
sua aede, rua do Barao da Victoria n. '67, a uma
hora da tar Je do dia 5 do corrente, para a ins-
tallacSo da mesma sociedade, visto ja es'.arem ap-
provados os respectivos estatutos.
Secretaria da Sociedade Recreativa Euterpe. 1
de julho de 1874.
Albuquerque,
2. secretario.
SANTA CASA DA MISERICORDIA DO
RECIFE.
A Hltna. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife, manda fazor publico que
na sala de suas sessSes, no dia [2 de julho, pe-
las 3 horas da tarde, tem de ser arrematadas a
qnem mais vantagens offerecer, pelo tempo de um
a tres annos, as rendas dos predios em seguida
declarados.
ESTABELECIMEXTO DE CARIDADE. .
Rua do Padre Floriano
Casa terrea n. 43......20U0OO
Rua de Santa Rita.
Idem 11. 32
Idem n. 31
Idem n. 114
Rua das Calradas.
Cinco Pontas.
Rua do Santa Thereza.
250SO00
-201 000
3C25000
22UO0O
Idem n 7.
Hua larga do Rosario.
* andar do scbrado n. 24 AJ 310(5000
Idem do scbrado n. 24.....408^000
3 andar do mesmo......280^000
Rua do Cabuga.
LJa n. 1. ......tioO^OOO
Rua do Amcrim.
1.'andar do sobrado n. 20. 3015000
Rua do Antonio Henrique.
Casa terrea n. 26....... 99^000
Largo da Campina.
Idemn il........120*000
PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Rua Duque dc Caxias.
Loja n. :i........7005000
Rua Primciro de Marco.
Sobrado de 3 andaresn. 11 2:0005000
Cae> da Alfandega.
Sobrado meia agua n. 1 ,. 2:I00*OCO
Rua do Marquez.de Olinda.
bobradoo. 33.....| 1:0005000
Rua da Madre de Deu3.
Casa teriea n. 20......7COJ0O0
Becco das Boias.
Sobrado de 2 andares n. 14 601*000
Idem n. 39........121*001
Rua da Laps.
Casa terra n. 40.......2025000
Rua do Amorim.
Sobrado ie 2 andares n. 23 602-^600
Casa terra n. 34......122*000
Travessa da Madre de Deus.
Sobrado de 1 andar n. 19 630* 000
Casa terrsa n. 17......601*000
Rua do Burgos.
Idem n. 19........1535000
Idem n. S'l .......1535000
Rua do Vigario.
2* andar do sobrado n. 27 2435000
1 andar do mesmo......3005000
Loja do mesmo.......3755000
Sobrado de 2 andares n. 25 1:3005000
Rua do Eneanamento.
Sobrado de 2 andares n. 13 1:4005020
Rua da Senzalla velha.
Casa terrea n. 16.......7015000
Idem n. 25........2095000
Rua da Guia.
Idem n. 25........2095000
dem n. 29........201*000
Rua da Cruz.
Sobrado fte 2 andares n. 12 8005000
Rna de S. Jorge
Casa terrea n. 100......2415000
Os prettindentes deverao apresentar no acto da
arrematacjao as suas fiancas, ou coropareeeren,
acompanhados dos respectivos fladores, devendc
pagar alera da renda, 0 premio da quantia en
que for seguro 0 predio qua contiver estabeleci
mento commercial, assim como 0 servigo da lim
peza e prccos dos apparemos.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do R
cife, 26 ds junho 0 de 1874.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza,
Ajmazens da companhia per
nambucana.
Seguros contra o fogo
A companhia pernambucana, dispondo de ex
cellentes e vastos armazens em seu predio ao for
te do Mattos, offerece-os ao commercio em geral
para deposito de generos, garantlndo a maior con-J
jervacao das mereidorias depositadas, service
prompto, precos modicos, etc.
Tambera recolhera, mediante previo accordo, ex-
clusivamente os generos de uma so pessda.
Estes armazens, alem de arejados e commodos.
-ao inteiramente novos e asphaltados, isentos At
:upim, ratos, etc., etc.
' As pessoas gue q.uizerem ntilisar-se destes ar-
uazens, pederao dirigir-se ao escrigtorio da com-
panhia pernambucana, que acbarao com quern
tratar.________________________________
Kantit Casa de llisericordia
do Recife.
Pela secretaria da Santa Casa se faz publico que
no dia 13 do corrente, pelas 9 boras da manha, no
sala) da casa dos expostos, 0 Illm. Sr. thesoureiro
fara pagamento as amas que trouxerem as crian-
?as que Ihes foram coufiadas, das mensahdades
relativas ao trimestre vencido era 30 de junho ul-
timo.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do Re-
cife, 2 de julho dc 1874.
O escrivao,
_______________Pedro Ridrigues de Souza.
ADMINISTI1ACAO DOS CORREIOS LE PER- "
NAMBUCO, 1* DE JULHO DE 1874
Relaijao da correspondencia registrada (sem
valor) recebida de divcrsas procedencias
ate esta data, e que n3o tem sido entre-
gue por ignorar-se as residencias dos des-
tinatarios.
Antero Carneiro de Lecerda, Antonio Joaquim
Soares, Antonio Clernentino Accioly Lins, Corcinio
Vicira de Mello, Constancia Beirarmina de Souza
Lins, Domingos de Souza Barros, Emilia Carolina
Madeira Ferreira, Francisco Jose Carneiro, Fran-
cisco Jose Siiveira, Francisco Jo;e da Silva Gue-
des, Frederico Chaves, Guilherme Ra>mundo da
Costa Leite, Giacome Orrico, Hermillo Duperron,
Jose Antunio de Souza, Jose Cruz, Jose" Maria L.
da Motta, Jose* Rodrigues Canhoto, Jose" A. Dias
Ferreira, Jose Jeronymo Monteiro, Joaquim das
Chagas de Jesus. Joaquim Benevides Raposo, Joan-
na Porcioa das Neves, Jacintho Abreu das Neves,
Luiz Antonio Pires do Carvalho, Malheor de Si-
queira CamarJo, Maria Car Una de Brito Carva-
lho, Manoel Antonio dos Passos, Manoel Sebastiao
de Arauio, Migutl Bernardo (2), Marianna de Sen-
na Guimaraes, Pedro Leao Velloso, Rodolpho Luiz
de Mello Santes, Stefane Agrelli, Theophilo Xavier
Cavalcante de Albuquerque (2), Victorine Lopes
da Costa.
O official encarregado do registro,
lose Candido de Barros
em beneficio d^i
Sociedade Propagadora da
IastraeeSa pubHoa.
Coin 0 valioso cpBcurso de .alfomas Exmas Sras.
e senhores dtlectaote*, scb a direcc^o do Sr.
pjofoww Gttsuvo Wertneimer.
I'rOATtUHWH.
*. parte.
I.* Hymno da Caridp-de, euro re-
ligieso a trs votes, Motado por
todas as Exmas. Sras. em euro, Roaskii.
I.' Coriokmo, enrertuia, redniida
a piano-forte e rafceca, Deethaveo.
3.* Eftrea de nma artists, cavaU-
na hs*paohola If. S. ( alto aqtH
Ins oflballerot) *
4. Barbeiro de Sevilka, cavatioa
M. S. (Una voce poco fa J Rossini.
3.* Altila, terzetto j>ra S. T. e B.
00m eoro de seaborn ( Te sol,
te sol qa-i'anima), Verdi.
6.* O canto do TrapisJa, romance
para baixo profnndo Hyerheer.
7.* Finto Stanislao, coro e cavati-
na para If. S. com euro de Bras.
( Non san quantis nel petto sof-
fra) Verdi.
2.* parte.
I> Gnilhermo Tell, onvertura para
2 pianos a 8 mios. Rossini.
2 O Juramento. coro de senboras
(Era stella del mattino ) Mercadante.
3. Idem, cavatina para M. S. (Or
la, sull'onda), com cdro de
sen horas Idem.
4. Mrco Visconte, ddetto para S.
veM.S. (Oh serte oh gioja). Petrella.
5.* Africans, phantasia para ban-
da militar. Meyerbeer.
7.* Ernani, grande seltimino finale
(Oh somno Carlo) com coro mixto Verdi.
CIRCO EQUESTRE
NO
CAMPO DAS PRINCEZAS
GQMPANHIAJRASILEIRA
DIRECTOR
Antonio Carlos do Carmo,
Variado espectacato.
Domingo 5 do corrente.
A's ft 1|* horas da tarde.
Pela primeira vez, o joven rio-grandense Joao
Baptista, fara o trabalbo da corda forta
Saltos mortaes no tranpolim pelos artistas Algi-
bran e Uendonca.
A'a 5 1|9 horas da tarde
AVISOS MARITIMQS.
Libras esterlinas.
Vendem Augusto F. d'Oli-
veira (te C.
Rua do Commercio n. 42.
Lfsboa e Porto
Segue viagem com a poseivel brevidade a barca
portogaaa iVoco Vtnceaora, recebe carga e pas-
safairoa : a tratar com Tito Livio Soares, rua do
Torres n..
PARA'
A eaeaaa Georgian* segue nestes dias para o
ono aokna, e recebe carga a frete : a tratar com
Tawo IrmioB & C
i laCaO c Hossoro.
Para os releridos portos pretende seguir com a
possivel brevidade o hiate Rival, por ter algnma
carga engajada e para a qne Ibe falta, trata-se
com os consignatarios Joaquim Jose Goncalves
Bellrao A Filho, 4 rna do Commercio n. 8.
COMPAJSiilA PERNAMBUCANA
M
IVavegacSo costelra a vapor.
BJkUVBA, NATAL, MACAO, MOSSORO', ARAGX-
TT, CEARA, mandahu, acaracu' e granja
O Tapor Pirapama,
commandante Silva,
seguira para os por-
tos acima no dia 7
do corrente mez, as 5
horas da tarde.
Recebe carga atS o dia 6 do corrente, encom-
mendas, dinheiro a frete e passagens, ate as 3 ho-
ra la tarde do dia da sahiaa : ascriptorio
no Frte do Mattos n. 1>.___________________
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
NavegacSo eosteira a vapor.
JUCE16 EM DIREITURA, PENEDO E ARACAJU'.
O vapor Jaguaribe, comman-
dante Julio, seguira para
os portos acima no dia Id do
corrente as 5 horas da tarde.
Recebe carga ate 0 dia 14,
encommendas, passageiros e
dinheiro a frete ate' as 2 horas do dia da sahi-
da : escriptorio no Forte do Mattos n. 12.
teneentea a massa fallida de Joaqaim Vieira Coe-
lbo da Silva.
Os pretendentet; poderao desde ja examinar as
referidas dividas pelo mandado existente no es-
criptorio do referido agente a rna do Bom Jesus
n. 43, onde se effectoara 0 leilao.
LEILAO
DE
10 cavallos gordos e novos
QUARTA-FEIRa 8 DO CORRENTE
AS 11 HORAS DA MANHA
no armazem do sal, a rua da Conceiruo,
Boa-Vista.
O agente Pinho Borges, antoriado, vendera em
leilao ne referidos animaes, por conta e risco de
quern perteneer.
AVISOS DVERS0S
O abaixo assignado faz sciente ao re?peita.
vel publico que deparaudo no Jornal do Rtcif
com um aonuncio para a venda de um sitio
na estrada de Joao de Barros, pre vine que 6 ja
sabido que e 0 sitio denominado Bomba n. 13, e
qne ninguem fara negocio algum com 0 dito si-
tio sem se en ten der com 0 abaixo assignado e
mais herdeiros ; assim como, aiuda 0 inventarian-
te e morador no mesmo e ainda n:o pagou aos
herdeiros a renda de 4 annos.
Recife, 1 de julho de 1874.
Como procnrador.de minha mulher
Hanoel de Souza Oliveira.
Aluga-se uma boa casa assobradada, com
excellentes commodos para uma familla ; na rua
do Lima n. 16, Santo Amaro : a tratar na mesma
rua n. 30.
$^
fl^a
Segue nestes dios para 0 Aracaty, por ter
parte do seu carregamento prompto, 0 bem co
nbecido hiate Deus te Guarde ; qnem nelle quizer
carregar ou ir de passagem, diriia-se ao escripto-
rio de Bartholomen Loorenco, rua da Madre de
Dens n. 2, que aebara com quern tratar.
Para
Segue nestes poucos dias 0 patacho portuguez
Uichaeleme ; para 0 resto da carga que lhe falta,
trata-se com Antonio Ferreira de- Almeida, a rna
da Madre de Deos n. 36.
LEIL0ES.
OS?
Para a Bahia.
Para 0 referido porto segue com brevidade 0
hiate Joven Arthur, por ter grande parte da carga
engajada, para 0 resto que Ihe falta, tratase com
0 seu consignatario Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo, na rua do Bom Jesus n. 57.
THEATRO
SANTO ANTONIO.
EMPREZA
VICElHTB
".*:s succssso '
Sabbado 4 do corrente.
Qnlnta recita do drama sacro em 6 actos e 8
quadros, escripto pelo Dr. Carneiro Vile Ha :
Os Sele Passos.
Principiara as 8 l\-2 horas.
Pacific Steam Navigation Coaipanj
ROYAL MAIL STEAMER
CHIMBORAZO
Espera-se dos por-
tos do 3ul ate o dia 5
de julho, e depots da
demora do costume
seguira para liver-
pool tocando em Lis
boa e Bordeos, para onde recebera passageiros,
encommendas, carga e dinheiro a frete.
NIo sahira antes das tres horas da tarde do die
de sua chegada.
OS AGENTES
Wilson Rowe St C.
44----PRAA DO COMMERCIO----14
COMPANHIA
MESSAGERIES MARITIMES.
Linha mensal
Rio Grande
Espera-se da* Eu
ropa atu o dia 8 do
corrente, s e g u i n do
depois da demora do
costume para Bue-
nos- Ay res, tocando na
Montevideo.
Bahia, Rio de Janeiro e
Domingo 5 do corrente
Sexta recita do drama-sacro em 6 actos e
quadros:
Os Sete Passos.
\'s 8 horas em potato.
Consulado provincial'
Pela administrpcio do consulado provincial se
faz pnbliCD aos respectivos contribuintes, qne do
1* de junho vindouro por diante comeca a correr
o prazo de 30 dias uteis, marcados no artigo 21
do regnlamento de 16 de abril de 1842 para a
cobranca a bocca do cofre, do 2 semestre dos im-
postos da decima urbana. S 0-0 sobre bens de mao
morto, e60rs. por litro de agnardente consumida
* provincia, no corrente exercicio de 1873 a
187*i incorrendo na multo de 6 0/0 aquelles dos
contribuintes que os nao satisfirerem nesse prazo
Unsnlado provincial de Pernambuco, 27 de
O administrador,
. Antonio Carneiro Machado Rios.
De ordem do Illm. Sr. inspector da tbesou-
raria de fazenda desta provincia ie faz publico
Jara conhecimento de qnem interessar qne no
ia 29 de julho proximo futuro, pelas S horas da
larde, sera posta em basta pub ica perante a jun-
to da mesma thesouraria, para ser arrematada por
qnem main lanco offerecer a casa terrea sita a
rna do Pa-o Castelhano, na cidade de Olinda, pro-
prio nacioual e bem assim o terreno que lhe fica
djacepte, o que tudo foi avaliado por dous contos
PUEMX DRAHAT1G0
EMPREZALIMA PENAHTE
Sabbado 4L do corrente.
AS 8 1|2 HORAS DA NOITE
Ultima represeutacSto do drama maritimo em 4'
actos :
4 Senhora da Bonanca.
Terminara com a corned a em 1 acto :
Preclsa-ae de uma mulher
para viajar
DOMINGO 5
-l*s 5 1|* horas da tarde
1.* representacao do magnifico drama em 5 ac-
tos, original portnguez de L. A. Boorgain :
Luiz de Camiics.
Terminara o espectacnlo com a comedia em I
acto, ornada de mnsica :
Bolsa e cachimbo.
Tomam parte os artistas Theophilo. Lyra e D.
Cecilia.
Espera-se dos por
tos do sul ate o dia
10 do corrente se-
guindo depois da de-
mora do costume pa-
ra Bordeaux, tocan-
do em Dakar (Gore"e) e Lisboa.
Para fretes, encommendas e passageiros : a tra-
tar com
OS AGENTES
Harismendy A Labille.
9 Rua do Commercio 9
DE
uma casa terrea sita em a rua de Mathiss
de Albuquerque n. 31
HOJE
AS 11 HORAS DA MANHA.
No sobrado da rua do Marquez de Olinda
n. 37, primeiro andar.
O fgente Dias, competentemente autorisado, Ie
vara a leilao, no dia e bora acima designados, 1
casa terrea com 2 salas. 3 quartos, coz'nha fora,
quintal e cacimba.
Os Srs. pretendentes podem desde ja examina-
la, e para qualquer esclarecimento no escriptorio
acima indicado, ouJe lera lugar o referido leilao.
Agente Pestana
LEILAO
O Dr. Joao Jose" Ferreira de
Aguiar, mudou o seu escriptorio
de advocacia, para o 1 andar
da casa n~81, da rua do Impe-
rador.
Casamento singular.
Effectuar-seha hoje, pelas 6 1|2 horas da tarde,
na matriz de S. Jos6 desta cidade, um casamento,
queattentas as melindrosas circumstancias em que
se acba a noiva por uma mclcstia grave que a
retem de cama, se p6de considerar umjmatrimo-
nio sui generis. Alguem, entretanto, cobicando os
magros haveres da desditosa raoca, levona por
suas insidiosas instigacoes a desejar unir-selhe
pouco se importondo que, no adiantado estado da
molestia, p6de occasonar-lhe a morte dentro de
poucos dias. E' mais um altentado produzido pela
sacra fames auri.
A son, bra.
Fara a boa conservacao
YOSSOCA BELLO
100
DE
saccos com feijao mulatinho, em
tes, & vontade dos compradores
lo-
A'SH HORAS EM PONTO.
No armazem do Sr. Annes, defronte da al-
fandega
O preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e nsco de quem.perteneer, de 100 saccos
com feijao mulatinho, em um ou mais lotes, a von-
tade dos compradores.
SABBADO I DO CORRENTE
as 11 horas eiu p on to
No armazem do Sr. Annes, defronte da al-
fandega.
LEIL40
e certo contra
da al-
Liverpool Brasil & Kwir Plate Mail
Steamers
Espera-se do sul em 4 do corrente o vapor in-
GALILEO
' (DE 2262 TONELADAS)
o qua I depois da in-
dispensavei demoea,
seguira para Liver-
pool em direitara. Es-
te vapor tem accom-
modacoes superiores
para passageiros de primeira classe e igualmente
de terceira.
Para encommendas, passagens e fretes, trata-se
com
SAUNDERS BROTHERS
_______11Largo do Corpo Santo11
COMPAHHIA BRAiSILEIRA
DE
NAVEGACA0AVAP0R
Portoa do sul
DE
li barris com came salgada
SEGUNDA-FEIRA 6 DO CORREN
A'S 11 HORAS EM PONTO.
No armazem do Sr. Annes, defronte
fandega.
O preposto do agente Pestana fara leilao de 14
barris com came salgada, em lotes, a vontade dos
Srs. compradores.
SEGUNDA-FEIRA 6 DO CORRENTE
No armazem do-Sr. ADnes, defronte da alfandega
A "s 1ft horas.
Agente Pestana
LEILAO
DE
400 caixas com bacalbdo, vindas do Rio
de Janeiro na barca Nova Vencedora
TERCA-FEIRA 7 DO CORRENTE
no armazem do Sr. Thomaz Times, na esca-
dinba da alfandega
as 1 ft horas eni ponto.
O preposto do agente Pestana fara leilao de 400
caixas com bacalbao, vindas do Rio de Janeiro na
barca Nova Vencedora, as quaes serio vendidas
em lotes, a vontade dos Srs. compradores.
Terca-feira 9 do corrente
no armazem do Sr. Thomaz Times, na esca-
dinba da alfandega
O agente convida aos sens amigos e freguezes.
Leilao
Commandante interino A. Icaac.
mmm
CONCERTO
VOCAL E IB11ITAL
que tera* lugar
no dia 4 de julho
nos saloes do
Arsenal de Marinha
E' esperade dos portos
do norte ate o dia 5 do
corrente e seguira para
os do sal depois da de-
mora do costume.
Portos do norte
Commandante Aleoforado.
E' esperado dos portos do snl inclusive o da Vic-
toria, ate o dia 9 do corrente e seguira para os do
norte depois da demora do costume.
Para carga. encommendas, valores e passagens,
trata-se no escriptorio.
7-RUA DO VIGARIO-7
. Pereira Vianna & C
Maranhao.
Para o referido porto pretende seguir com pou-
ca demora o hiate Olinda, por ter a maior parte
da carga prompto : trata-se com os consignata-
rios Joaquim Jose Goncalves Beltrao 4 Fllno, a
rua do Commercio n. 8.
DO
sobrado de am andar e sotio do pateo do Carmo
n. 39, edificado ba tres annos, o naajmente 720,000 rs.
Uma casa terrea na travessa da Viracao n. 6, re-
edificada, a qaal rende 212,000 rs.
Uma dito dita na rua do Motocojombo (Afogados)
n. 26, edificada em chaos proprios, a qual ren-
de 360,000 rs.
Uma dita na mesma rua n. 24, a qual rende.
180,000 rs.
QUARTA-FEIRA 8 DO CORRENTE.
as 11 horas
Por intervencao do agente Pinto
Em sen escriptorio, rua do Bom Jesus n. 43.
um preventive seguro
.a calvice.
Elle dd e restaura forc,a.e sanidade a" pelle dj
caber;a.
Elle de prompto faz ccssar a queda prema-
tura dos cabelles.
File da" grande riqueza de lustre aos ca-
bellos.
Elle doma e faz preservar os cabellos, err
qualquer forma ou posi^ao que se dese-
je, n'um estado formoso, liso e macio.
Elle faz crescer os cabellos bastos e compri-
os.u
Elle conserva a pelle e o casco da~cabec,s
limpo e livre de toda a especie de caspa.
Elle previne os cabellos de se tornarem bran
cos.
Elle conserva a cabe^a n'um estado de fres-
cura refrigerante e agradavel.
Elle nao 6" demasiadamente oleoso, gordu-
rento ou pegadirjo.
Elle nao deisa o menor cheiro desagrada
vel.
Elle e o melhor artigo para os cabellos ds?
crian^as. .
Ellfi e o melhor' e o mais' aprasiverartige
para a boa conservaQao e arranjo dos\ca-
bellos das senhoras. \
Elle e1 o unico artigo proprio para o penteK
do dos cabellos e barbas dos senhores.
NENHUM TOUCADOR DE SENHORA SE
PODE CONSIDERAR COMO COM- '
PLETOSEMO
TONIGO. ORIENTAL
o qual preserva, limpa, fortifica e aformosea
O CABELLO.
Acha-se & venda nos estabelecimentos de
H. Forster & C, agentcs. E em lodas as
principaes loja de perfumarias e boticas.
Precisa-se de*tima azna
aia cozinhar em casa to
pequena familia, pj
do-se escrava : na
Capibaribe n. 40.
I
.IILIIIH.lJIBil
Vinno de qrninfno do Dr. I^-conle;
Este vinho preparado com optimo vinbo
Malaga e o melhor de todos os tonicos reconsil
tuintes na convalesceeea das melestias graves, e
se recommenda para a cara dos padecimentos
do estomago e intestinos, febres de toda a espe-
cie, com o caracter in ter mi lien te.
Vinho e xarope de lacto phospBuKo
de cal do Dr. fueconleRecommen-
dado pelos medicos como o melhor agente re-
constituinte para favorecer a nntrksao, a for-
maran dos ossos nas criancas e enriqaecer o
sangue.
Vinho ile Rpldo e elixir.da mesma
pia iiia preparado por Frimault.
As folhas do boldo sao empregadas no Chile
como remedio domestico, mnito efficaz, para a
cura dos padecimentos do flgado, de que e o
antidoto, como o quinino 6 das febres.
Vinho e elixir de cacao da Bolivia*
de Grimault.Tonico fortifirante, difesy
tivo e reparador das forcas exhanridas.
Vinho de quina fornisliiono de CirJ-
niault.Ireparado com vinho de Malaga e
pyrophosphato de ferro e soda, constitne am
precioso agente therapeutico para a cura da
Chlorou, dos padecimentos do estomago. po-
breza de sangne, chlorose e as diversas moles-
tias das senhoras.
Xorope dc chloral Iiydralado do Dr.
Iiecontc-Os medicos aconselbam com.
successo contra a gota, as aphaigias, vertigens,
hystona. insomnia. ei>ilepsia, nevralgias, tosse
asthmatica, coqueluche, etc.
Crcme dc bigmutho de Grimault.
Contra as gaslrites, diarrheas, gastralgias, dy-
scnteria.
Xarope de bromareto de potassa de
CJriiuauIt. -Anti nervoso o applicado com
optimo rts-ullado no tratamento da gota e rben-
DMtisma
Ingii da India de Grimault.-Cura ihs-
tantemente as eoxaque;as, dores de cabeca,
nevralgias e dyarrheas.
Ferro de Gfrard.Profoxoto de ferro. O
melhor de todos os preparados de ferro para o
tratamento das moledias que reclamam este
agente therapeutico.
Pastil has de mannita de Grimault.
Empregam se como bxativas e purgativas
contra os catarrhos mucosos, falta de appetite,
catarrho pulmonar.
Olco de flgado <>e nacalhaO. fen u.
iinoso. de Grimault.E' am medica-
mento de urna efflcacia constante contra a
chlorose, pallidas cores, anemia, phtysica, todas
as molestias dos pulmo.s, lympnatismo, es-
oroftalas, etc.
Pd Terro manganico de Burin du
Buisson. Agradavel ao tomar-se, dotado
de propriedade digestivas mui activas, e o re-
medio por cxcelleucia, na leuchorrea, anemia
gastialgu, etc
Pastillia de lactato de'fcrro de Bu-
rin du Buisson. Digestivas e optimas
no tratamento das menstruates difDceis, flores
brancas e tcdas as affeccoes nervosas do tubo
digestivo.
Clyconina Sichcl. Linimento muito su-
perior aos cerotos, pomadas e ungnentos para a
cura das ulceras e feridns de toda a espscie.
C'npsulas de Vpiol de Grimault.
Sao rccommendadas pelcs medicos para rern-
lansar a menstruacao prevenir as colicas, dissi-
par as dores dos rins e ainda para as febres
inttermi'.entes lebeldes.
Pilulas de podophjlina Ie Gri-
mault. Para a cura de todas as molestias
do ligado, para combater as prisoes de venire
rebeldes, etc. '*
DEPOSITO
NA
PHARMACIA E DROGARIA
DE
Bartholomea
84 RUA LARGA DO
& C.
ROSARIO 34
SAIaSAV\raL,llA
DE
RBIST0L

LEILAO
DE
dividas na importancia de 816JJ710 e 2 ca-
sas de taipa cobertas de telha, sitas no
lugar Beberibe de Baixo, i rua de Santo
Antonio, bens pertencentes & massa fal-
lida de Joaquim Vieira Coelho da Silva
QUARTA-FEIRA 8 DO CORRENTE
A'a 11 horas da manha -
O agente Pinto, cumprindo o mandato do Him.
Sr. Dr. jniz de direito especial do commercio, le-
levara a leilao, as dividas na importancia de.....
816,710 rs., e duas casas de taipa no lugar Bebe-
ribe de Baixo, a rua de Santo Antonio, bens per-
CASA DA FORTH
AOS 4:000$000.
BILHETES GARANTID0S.
4 rua Primeiro de Marco (outr'ora rua di
Crespo) n. 23 e casas do costume.
0 abaixo assignado, tendo vendido nos seus fe-
lizeB bilhetes um meio n. 3027 com 700$, dous
meios n. 1648 com 1004, e outras sortes de 40
e 20$ da loteriaque se acabou de extrabir (105),
convida aos possuidores a virem receber na con-
formidade do costume sem desconto algum.
Acham-se 4 venda os felizes bilhetes garantidos
la 23" parte das loterias a beneficio da nova
igreja de Nossa Senhora da Penha (106'), qne se
extrahira no sabbado, 4 do mez vindouro.
PREgOS,
Bilhete inteiro 4*000
Meio bilhete 2*000
IX PORglO DK 1009000 PARA CIMA.
Bilhete inteiro 3*500
- Meio bilhete 1*760
____________Manoel Martins Fiuza.
AO COMMERCIO,
Eu abaixo assignado faco sciente ao pubtco e
ao corpo do commercio, qne nesta data dissolvi
amigavelraente a sociedade que gyrava na firma
de Silva k Ribeiro, sita a rna de Marsilio Dias n.
139, com o Sr. Maooel Luiz da Silva, flcando com
o dito estabelecimento o socio Silva, e o socio Ri-
beiro desonerado de toda e qualquer responsabi-
lidade e pago do sea capital e Incros em letras a
veneer. Recife, 15 de junho de 1874.
Joaquim Ribeiro da Silva.
CURA OS CASOS MAIS DESESPERAD09
A SAFSAPARRILIIA DE BRISTOL puri-
lica a massa do sangue, expelle para for*;
todas as materias e fezes viciosas e impuras,
regula todas as sccregoes, da" vitalidade e
energia a todos os org5os e da" forga e vi-
gor ao systema afim de poder melhor resi*
tir a todos os ataques da enfermidade. I>
pois este um remedio constitucional. Elle
nunca distroe afim de poder curar ; pordm
constantemente assiste a natureza. Portanto
em todas as doencas constitucionaes e em to-
das as molestias locaes dependente d'um es-
tado vicioso eimperfeito do systema em ge-
ral, achar-se-ha que a Salsaparrilha dk
Bristol e um remedio seguro e eflicassissi-
mo, possuindo inestimaveis e incontestaveis
vrtudes.
As curas milagrosas de
ISscrofalas,
L'lceras,
Chagas antlgas,
ENFERMIDADES SYPHIU'ffCAS
ERYSIPELAS,
RHEUMATISMO,
NEVRALGIAS,
ESCORBUTO,
ETC., ETC., ETC.,
que tem grangeado e dado o alto reuome-
Salsaparrilha de Bristol
por todas as partes. do uni verso, sao tao so-
mente devidas d
BNICA LEGITIMA Z ORIGINAL
Salsaparrilha de Bristol
PHARMAQA CENTRAL
<'
/

-

i-

Formigas de ro^a.
Precisa-se tratar com um homem qne saiba'fo-
lhear formigas de roca : a fallar rua do Barao
da Victoria n. 22.
Alnga-se os seguintes sobrados e armazens
a rna do Apollo n. 11, Moeda n. 39, e Companhia
Pernambucana n. 2, outr'ora becco das Boias : a
tratar na rua da Imperatriz n. 38, ou rna do Vis-
conde de Goyanna n. 16.
)Aula particular de instrue^od
elementar
Para o sexo feminino
A professora, infra assignada, tendo-
96 habilitado na foi ma da lei, pretende
no dia 8 deste mez abrir a sna aula par-
ticular na rna do Marqnez do Herval, ou-
tr'ora da Cbncr ra ser procurada ; as alumnas, alem de
se iustruirem nas materias qne consti-
tuem a instruccao elementar, se habilita-
rao na arte de agulba, bordados de todas
as esptcies, obras de la e de flores, me-
diante gratiflcacao razoavel
S. Jose, 6 de jnnho de 1874.
Esmenia Jennina Dias.
u
u,___


Diario ESSEHGIA CONCENTRADA
. DE
CitROBJ
DE
AiTOCAORSi
Pretnlads nag expo-
sir5w de Peraaml'ueo
e Rio de Janeiro.
MEDALHA DK PRATA.
ENGOMADEIRA.
J.ava-se, e engoma se, com
nia do Nogucira n. 18.
perfi.icTo
l&
I
IN OK.
Pfiarmaceulico
Pela
cscola de
Successor de
Parts
Pretnia.'a na e\w-
..< lie Vienna ri'Ass-
tria.
MEDALHA DE MEBITO
I
ft
ARISTIDE SA1SSET E. J. SOUffl
Tnttmento puramente vegetal verdadeiro puriflcador do sangue. sem
tiro e SwJ5T^5*r, ^.rT^*** Jim remedio boje reconhecido como um poderoso depura-
^, U?T- ;SJ,uf cde todM. M ole9UM <*M teem a SM oriBem na impureza do sangue,
S;lBASMC!SS gS-S^ B0UBAT'CiS E ESCR0FUWSAS. RHEUMAT.SMO, EmP.GEKS, d'J-"
miA. .ltPfJL^JS0308 e*r?'l?s qoe tem Prod*l 25ri.ui22 ao aPr?Pdamente experimentada, a tern feito adoptar como um dos medicatnen-
bwibatica^^ energicos para a ura de lodas as molestias de natureza syphiJitica e
A cada frasco acompanha uma inslrnccio para a maneira de usar.
Pomaila anti-dartrosa
Contra as affecsoes cutaneas, darthros, comichoes, etc., etc.
Inguenlo de Caroba
Para cura das boubas, nlceras, chagas antigas, etc.. etc.
UNICAMENTE PREPARADO POR
ROUQUAYfiOL Mm, SUGCESSOBES
Botica France/a
22 Rua do Bom Jesus 22
( ANTIGA RUA DA CRUZ )
HUM
41 Bna do Imperador 41 -
0 novo proprietario deste acreditado e bem iuontado estabelecimento, com o fim de
conservar os creditos de unico neste genero, tem reformado e melhorado completamente
o mesmo em ordera a poder satisfazer qualquer pedido para as provincias do norte e in-
terior desta, garantindo perfeicSo em todasas preperacoes, aceio e medicidade nos precis,
compativel com este genero de drogas.
Espera a todo momento uma grande remessa de pharmaeia homeopatkica de J.
Epss & C, de Londres, compbsta de medicamentos, carteiras, pocolotes, Opodeldock de
Rhus, de Buvonia, de Arnica e de p<5s especiaes para dentes.
Tem & disposicSo dos amantes da homeopathia a excellente, obra do Dr. Mure me
dico do povo, ja" em 3.a edicSo.
Tem carteiras de globulos e tinturas de 12 medicamentos ate 120, a" escolha do com
prador.
Plumeria, para mordedura de cobras.
Seracena I
iParabexigas como preservative.
Vaccina (
China cruzeiro, para intermittentes.
Schytus, para anginas.
Calendula, para queimaduras.
Tarantula, para paralysia.
Tintura mai d'arnica, para contusdes, cor-
tes, etc.
A CHEGAREM
Opodeldock d'Arnica.
Dito de Rhus 1
>para rhematismo.
DiW deBryoniaJ
Acha-se constantemente a testa do estabelecimente e inspec?ionando todas as pre-
'aracoes 6 Sr. Dr. Jesuino Augusto dos Santos Hello.
I Chocolate homeopathico.
Cafe homeopathico.
Elor d'araruta.
P6s para dentes, inglezes.
Jeric6, para rheumatismo.
Matta-matta ou jaboti, para tosses.
nh
Espirito
ra.
de Hahereman ou de campho-
Cactuc grande fldrus, para pneumonias e
molestias do coragdo.
Aluga-se a casa n. 61 da rua da Palma, com
bons commodos e fresea : a entender-se com o Dr.
Christovao, a rua da Iraperatriz n. 30.
C0NSULT0RI0 HOMEOPATHICO
cos,
loja
Lindas tarlatanas de cores, de assento branco e preto com salpi-
para vestidos, pelo?baratissimo preco de 240 reis o covado, na
das columnas, de Antonio Correia de Vasconcellos,
Crespo n. 13.
PHOTOGRAPHIA f|f IMPERIAL
LOPES & C.
ESTABELECIMENTO^E PRIMEIRA ORDEM
Roa do Baro da Victoria n. 14, sobrado
(ANTIGA RJIA NOVA)
Trabalhos premiadosTna ultima exposicao
RIO DE-JANEIRO
Acha-se montado sob as melhores condicdes de arte, e aberto &
concurrencia publica, este estabelecimento, o primeiro, semduvida,
desta provincia, no qual se tiram retratos pelos melhores e mais
modemos svstemas, empregando-se somente material de primeira
qualidade, e garantindo-se
Semelhantja, nitidez e duragao.
Trabalha-se todos os dias nteis e de guarda, desde as 10 horas
da manhS is quatro da tarde, nSo prejudicando o tempo de chuva
ou nublado a perfeicao dos retratos.
Faz-se toda a qualidade de copias, augmentando-as ou diminuin-
do-as.
Acabsui! de ch.-gar maiio boas piaih* forte* e if
elegantes imkMI,*, dos maw antavew e N-m i-.
nhecidns fabricantes; como lejam : AlpnitnsH Id
;l-n- I, Uonrv !Irs e Pleyel W.'llT \ C. : ix> Vapm
Ftanew1, a 'n va 11. 7. apufiri uiuilo cummodos.
Perfumariap.
Finos extraetos, banBas, oleos, opiata e p6s den-
inace, agua de fldr de laranja. agoa e terete,
uivin;i, florida, lavande, pos de arroz, saboneles,
crosmcticos, muitos ariigo delicados cm perfnma-
na para prcsentes em frascos de extraetos, caixi-
nhas sortiJas e garrafas de differentes tamaoboe
J'agua de Cologne, tudo de primeira qualidade
dos bera^onhecidos fabricantes Piver e Coudray,
No armazem do Yapor Francez, a rua do Barao
da Victoria, outr'ora Nova d. 7.
Quinquilharias.
.4rllgos de dllTercntea goatos e
phantazias.
Espelhos, leques, Invas, joias d'ouro, tesonrinhas,
camyetes, caixmhas de costura, albuns, quadros,
e caixmhas para retratos, bolsinhas de velludo,
diia.de couro, e cestinhas parabracosde menmas,
chicotes, bengalas, eculo, pencinez, ponteiras para
charutos e cigarro3, escovas, pentes. carteirinha de
madreperola, tapete para lanternas, malas, bolsas
de viagens, venesianas para janellas, esterioeo-
pos, lanteraas magica?,cosmoramas, jogos da gloria,
de damas, de bagatella, quadroa com paisagens
globos de papel para illuminacoes, machinas de
razer cafe, espanadores depalhas, realejos de veio,
accordaos, carrinhos, e bercos para criancas, ?
outras muitas quinquilharias.
Brinquedos para meninos.
A maior variedade que se pode desejar de to
dos os brinquedos fabricados em differntes paries
da Europa, para entretimentos das criancas, tudo
a precos mais resumidos que 6 possivel: no ar
mazem do Vapor Francez, rna do Barao da Vic-
toria outr'ora Nova n. 7.
Calcado francez
a 9^;
Botinas para homem
Acabam de chegar grandes jactoras de botinat
de bezerro, de cordavao, de pelica. de duraque
com biqueira, de bezerro com botoes, e com ilho-
zes a 9< -quantidade por conta e ordem dos fabricantes;
ao armazem do Vapor Francez, a rua do BarSo de
Victoria (outr'ora Nova) n. 7.
Para senhora.
BOTINAS pretas, brancas e de cores, diflerentes
lisas, enleitadas e bordadas.
SAPATINHOS de phantasia com salto, branco?,
pretos e de c6res differentes, bordados,
SAPATOS de tapetes, chariot, castor e de tranca.
Para meninas.
BOTINAS pretas, brancas e de cores differentes,
lisas, enfeitadas e bordadas.
ABOTINADOS de diversas qualidades.
SAPATOS de iranja portuguezes.
Para meninos.
BOTINAS de bezerro, lustre e de cordavao,
ABOTINADOS e sapatoes, de bezerro, de deversas
qualidades.
SAPATOS de tranca.
Botas de montaria.
Botas a Napoleao e a Guilherme, pertwu"-.
meias perneiras para homens, e meias perneira
para meninos.
No armazem do Vapor Francez, a rua do Barao
da Victoria n. 7.____________
Cozinheiro
Na rua da Gloria n. 148 ha um para alugar-se,
e um moleque para compra3.
FUNDIrjAO DO BOWMAN
RUA 00 mm I. 52
(Paseumik)
PEDtM i^S *nhore4 do kj^. ol e
o chaf'ariz)
(?ruo* itfrieiiUorot.

#
*dpm du a
'owpfctj qca abften; seao todt aop^rwr em qaalidad* foHiiio; c qucoi in*
*c?lo peasoal pode-ae verrflw.
ESPEOAL ATTES^AO AO NUMERO E LUCAR DE SUA FUNDigAO
81>OrdS* rOdai d'aima d0i moderno. .ystemai eem u
X.JF, "' ** ** maahos conveaientea pari ai diveraas
tfransMDeiM dot Mohorflk proprietarioa e para deacarocar algodlo.
0&O61ld&3 dO OftBnfl de todos oi tamanhos, as^melDorei qce iqoi
Sodas entadas p in,e,^ e vapor.
raixas de ferro fundido, batido e de cobre.
Mamblqnes e fdndos de alambiqnes.
Podendo*todoa
ser movidos a mio
.por agai, vapor,
de patents, garantidai........ J on aoimaes.
todas as machinas mu de qDe M c-$tum pwiw.
de macbinismo, a preco mai resnmido.
KaohinfaimoB p"1 mandioca aigodao.j
Sombas
i para eerrar madeira.
Pas qualquer concerto
FormaS de feiTO tem melhorei e QMil b>ratas existentea
no mer-
---- wuu,
SnCOIIlDiendaS ^^mbe-ie de mandar vir qaalqaer macbini3mo i von-
n.. .. T Ude do1 clientei, lembrindo-lhea a vaatagem de faier.em
f SQE"aK PeMOi 6nlendld8' e qoe em qn,!qQ9r neceaaidade pdde
irados americanos e inl^^mento, gricoiaa.
RUA DO BRUM N.
PASSANDO O CHAFARIZ
ODILON DUARTE & IRMAO
CABELLEIREIROS
Premiados na^ exposicao de 1872
24--Rna do KaiqEez de 01inda-24
Esqiiina do bceco Largo
Participa a seus in gnezes e amigos que a.udoQ
o feu estabelecimento de relojoe'ro -para a mesma
rua n. 24, onde tncoEtrarao um grande sortimentd
de relogics de parcde, smericancs, e citr.a de me-
sa, dos melhores go?to* e qualidades, relogios de
algibeira, de todas as qualida' e?, patente suisso,
de onro e orala drurada, fcleado (plaquet), relo-
gios de onro. inglez, descuberto, dos melhores
fabricantes, cadeia de euro, plaquet e praia. luneUs
de tcd^s as qualidades, tudo por precos muito" ta-
ratos.
LOJA DO PASSO
RUA
Precisa-se
de uma ama quo compre e coziohe, para pequena
familia : a tratar na rua Nova n 23, loja.
- Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 12
da rua do Torres : a tratar na casa da rua da
Soledade7 n. 50.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n 41
da roa do Duque de Caxias : a tratar no Man-
guinho, na casa n. 100.
Miranda Uriniio
N. 37Rua Duque de Caxias~S. 37
Neste estabelecimento encaderna-se
com toda presteza, nitidez a perfeicao,
desde o mais simples ate os mais pri-
morosos trabalhos de setime e velludo.
Pauta-se e risca-se papel para livros
em branco, tanto para o commercio, como
pra reparticoes publicas, numera-se, li-
vros, executa-se tudo quanto erelativo a
gammographia.
Miranda & IrmSo, munidos de boas
machinas, bons arlistas e excellentes ma-
teriaes, julgam-ae habihtados para servir
satisfactoriamente as pessoas que quize-
rem trabalhos tao perfeitos como os que
vem, do estrangeiro.
JARDIM DAS PLANTAS
A rna da Ventura n. 25 (Capunga)
Abi se encontram:
Larangeiras celecta e de umbigo enxertadas a 3/
Sapoliseiros e sapoteiros em vasos, de 1 a 11
palmos e at6 ja com flores para dar fructo, alem
das seguintes plantas de ornato e de fructo por
preco muito coramodo.
Laranja cravo.
Abacati.
Acacia.
Ariticum a pe.
Canella.
Casuarina.
Carolina do principe.
Condeca.
Coracao da India.
Figueira.
Flamboyant.
Fructa-pao.
Mnga do Para.
Jambo.
Jasmim laranja.
Laranja da China.
Uma duzia de retratos de uma so pessoa, em cartoes para al-
bum.
Para os retratos esmaltados, oolloridos, grapos.^e augmenlados ha
uma tabella de precos.
Tiram-se retratos ate tamanho natural.
EXPOSICAO DE NOITE
Dita de doce do Para.
Dita branca.
Dita tangerina.
Lima da Persia.
Dita de umbigo.
Limao francez.
Dito doce, enxertado.
Oiticor6.
Palmeira imperial.
Parreiras.
Pinheiras.
Bomeiras.
Bozeiras.
Bozeda.
Ubaia.
[da;
IMPERATRIZ
[N.1821
[!.' AKDAR.'
@g&'9

RUA
DA
IMPERATRIZ
H. 82
i. ANDAR.
Acabam
dicgoes possiveis
quillo qoe fdr te__
Fazem-se cabelleiras tanto para homens como para senhoras, tupete, 'chignon,
coques modernissimos, trangas, cachepeign, tecidos, desenhos em cabellos, quadros tu-
mulares, flores, bouquets e todo e qualquer trabalho imaginavel em cabello.
O estabelecimento acha-se provido do que ha de melhor nos mercados estran-
geiros, recebe directamente por todos os vapores da Europa, as suas encommendas e figur
rinos de modas, e por isso pode vender 20- % nienos que outro qualquer, garantindo
perfeicao no trabalho, agrado, sinceridade e prec,o razoavel.
Penteam senhoras, tanto no estabelecimento como fora ; vende-se cabellos em
por^So e a retalho e todos os utensilios pertencentes k arte de cabelleireiro
i
|g|ltt
:abam de reformar o sen estabelecimento, collocando-o'nas^melhores con- T%& ~T>> fn"%T"a
iveis de bem servir ao publico desta illustre capital, e is Exmas. Sras. n'a- [$ a-* &{' ['%}
6r tendente a* arte de cabellureiro. | l2.l\ J
fi-i-iwt **<-. onVvnllfiiroc ?&!!?/ narfl VirtTYlOTlC nnrirtrt nova ennlnA.** A...Aan -U?J___ '-? *
Gordeiro Similes k C.
Acabam do reecber pelo vapor Meudoza :
Biquissimos cortes de gcrgurao de seda lisos e
com Iislras achamaloiadas. -
Ditos de linho para vestidos, confendo cada cor-
te, o neces.ario para ten enfeite,. como seia :
franjas, trancas, rotSe?, fivellas, etc;
Biquissimos chape"os para senhora,.ultiraa mot!a,
a rua Primeiro de Marco n. 7 A. '
Consnlforio medico
DO
Dr. SEtiriHo.
RUA DA CRUZ N. 26, 2.' ANDAR.
Recem-chcgado da Eurepa, onde fre-
, quentou os hospitaes de Paris e Londres,
6j pode scr procurado a qualquer hota do
IZJ dia ou da noite para obiecto de sna pro-
n fissao.
Consultas das 6 horas da manhS as 8 ho-
ras, e do rceio dia as duas da tarde.
Gratis acs cobrp.
ESPECIALIDADES.
Molestias de senhoras, da pe'lie e de
erianca.

. !
PHARMACIA NORMAL
>^
DE
m
J>SE KliXAS DE 9S01JRJ. &
17Largo do Mercado Publico17
(Antiga ribeira de S. Jose,)
Acaba de ser aberta e acba-se a disposicao do respeitavel publico esta nova phar-
macia e drogaria, completamente provida do indispensavej a um estabelecimento dessa na- ft
tureza, sem excepcao de productos chimicos e medicamentos preparados no estran- "5
(A) traDgeir<>> *a(l0 novo e melhor possivel.
As receitas dos Srs. medicos serao sempre despachadas com a mais seria attencao
dfti e sempre sob as vistas do pbarmaceutico que compoe a nossa firma social.
As pessoas que se dignarem de honrar o nosso esatbelecimento com
ca, pddem estar certas de que serao conseienciosamente servidas,
que pedirem, como tambem a modicidade dos precos.


]Sra cravessa
dasCruzes n. 2, pri-
meiro andar, dd-se
dinheiro sobre pe-
nhores de ouro, pra-
g| -ta e briihantes, seja
^ qual for a quantia.
Na mesma ca/
compra-se os w
i

_i a ?ua confian-
nao so relativamente ao
i
^
*K
Cabelleireiro francez
Rua do Marquez de Olinda n..51
eabel-
i. ANDAR.
Pedro Routier, official de cabelleireiro e gerente da casa de Gustave Hervelin, c
leireiro francez; tem a honra de prevenir a*s Exms. Srs. familias que acaba de fazera ac-
qnisi^So de um perito official vindo ha pouco de Paris, o qual estd hsbilitado a desem-
penUar qualquer encommenda de sua arte, e se acha a disposicao das pessoas que de seu
prestimo_se queiram ntilisar. Outro sim scientifica que em seu estabelecimento encon-
trarJo sempre a Monitor dos cabelleireiros, onde se acham descriptos e desenhados todos
os penteados modemos, para soire's, casancentos, bailes etc.
Finalmente previne a"s mesmas excellentissimas senhoras, que recebeu um completo
sortimento de coques, cachepaines, bandds, crescentes, etc., e vende tudo pelos precos
abaixo mencionados :
Coque de cabello de 15-?, 20)$ a SOoOOO.
Trancas de dito 10$, 12^ 159 a 20.-50(0.
Cachepaine de dito 15, 20)51 a 30#000.
Crescentes de dito 200, a 50$OC0.
Tambem ercontrarlo um completo sortimento recebido ha pouco
as cores e comprimento.
N. 5!.Rua do Marquez de OlindaN. 51.
mosmetaesepe'
i50,?or >0
ESCRAVA fu
.es-
iras.

\ -

Fugio da casa tie sea
de cor parda clara, cab
bro?, baixa, cheia d)
Ihe um dente do Ial'
por um homem (prar
ma Francisco du tal
da mesma cor da >
para o ser tao, den
menda-se as aut
apprehensao d
Camboa do Ca
AGUAS
ffnhor a escrava Felicia,
ilios corridos ate os kom-
rpo, rosto redondo, f-.'.'.r*-
i direito, foi acompaahada.
ade cavallaria) o qual?e cha-
A'asconccllos, tambem pard".
.ttrava ; consta torem segoido
do sao ambos naturaes : reccm-
jridades c capitaes dc campo a
j drta escrava, remettendoa a
raio n. 3.
MHEiUES NATURALS
DE
Viehy-Cnssel
por sere' m***** as de vicfcy-vicliy
propric "Dlca.s 'j08 conservam todasas suas
Font c s 1jep0!s dc ""aDsportadas. ?
albuir i'i'i,X'^>'Kian,'-lis cfficaz na hernia, ca
sang. *"* na chlorosis, no empebrecimento i
obtir' *>'l*tSS '"lcrmilte'es. Osresultados
f m eas dwbetes s3o muitj notaveis.
tie ?T El,sabe err a'Jwns de V'^U *# bicarbonato de *%a
* io7T\TLe Jm,?meDdada Pc,os scores me-
S 2fftPSnhJ!iemcaciaI,0S eigorg'lamentos do
' ?&*>?' Das airecaes d0 estomago, os
mis, da bexiga, nas areias e na golla
EXIJASE
, Unde-seemcaixas e a retalho, no mtieo d>
de cabellos de tod; iS pharmacu Americana
PE
Uita do ceo.
Dbaia. e outras mvitas.
E outras plantas : na Capunga a rua d a Ven-
ura n. 25.
AVISO.
N5o se prestando o peqneuo espaco do armazem
n. 10 A, a rua da Madre de Deos, para nm abaste-
cido deposito das diversas marcas de ftuno, que o
abaixo assignado almejava ter, acha-se d'ora em
diante aberto outro esiabelecimento sob a mesma
denominacao de
ARMAZEM DO FUMO
A' rua do Amorim n. 41
com todas as proporcSes desejadas, e onde pode-
rao os senhores fregnezes dingir-ae, certos de que,
como ate aqni, achario sempre a par da modici-
dade dos precos, a maior sinceridade possivel. En-
ire as differentes raarcas de fumo da Bahia e Rio
de Janeiro, que tem sido annunciadas, acaba de
chegar uma encommenda especial, que muito deve
convir aos senhores fregnezes. Conscieote o abai-
xo assignado de que neste genero de negocio nao
esta sem competidores, fara muito por evilar que
tambem o< tenha com relacJo ao pequeno" Incro
qae proenrara obter da dita mercadorfa.
toe PomiDfoej do Garmo e ^Uva.
Fugio do engenho Tapogi de Baixo, termo
do Cabo, no dia 15 do corrente, o escravo de nome
Jose, cor tola, alto do corpo, tem na testa uma
marca de talho, outra em um dos pulsos de um
dos bracos, tem falta de dentes na frente ; este es-
Fe5?*,ra Mala & Conipanhia
_57- RUA DUQUE DE CAXf-^.
Ha mais de um anno fugio desta cidade do Re-
cife, e se supnSe nella occnlto ou ter seguido
estacaode Olinda, e depcis nos arrabaldes do Cabo, Uf'SStfS^ak iSL SeenaaSaZ'
levandoroupa de riscado, chapeo do palba, e nas J^m.2i"15?^?Va frem^send^ nnr?m o^'
cosus um sacco, contendo dentro nma bride e um *? "K ^.SJf8_ a U_en.,fle' "Jg pnJ*, &'
feiud. pistol., velho, o sacco deve ter a marca ;a,e *ce^^^ X?^cfffira?
deste engenho : roga-se as autondades pohciaes traca-o i ruaDireita n 119 on da San Jade n^'
) Leio, na rua sennorj e protesto-se contra quem o tiver occnlto,
Direita.
Aluga-se
o 3 andar na rna do Bom Jesus n. 8 : a tratar no
2* andar do mesmo.
Mmoel Ferreira Ponte?, retirando-se tempo
pelos prejuizos.
otrrin,aHnmUit0 piUoresco P"a ver^pavfrnen-"
e /ot/o darnf HS,T A,Iuas9 ,amb^ owb" do
e joiao da rua da Senzala-nova n. 28. com 2 <;alA
fZZT'7, qUart0S' ,em au rfo IVaU, S
alugCapearbSmir d **>*> *'*
ft -

Aluga-se
Manoel Ferreira Pontes, retirando-se tempo- armazem e 3* andar com sotlo, sito a rua da
rariamenta para a Europa, afim de tratar de sua Praia n. 59, tendo bastantes commodos, e pintado
saiide, nao pode, pela presteza de sna viagem, des- a tratar na rua Qp Vigario n. 31.
Dedir-Se de todas a nena dA n aminiio Ha ^_____________
pedirse de todas as pessoas de sua amfzade, de
que pede lb.es desculpa, e oflerece seus prestimos
em Lisboa, para onde vai reaidic
"Coilegiode Sant'ADna.
^stf 8t*belecimento acba se aberto na rua do
vigario Tbenorio n. 21, 2* e 3* andares, sob a di-
reccao de D. Anna Candida de Luna Freire, habi-
lliada perante a dlrectoria geral da instraccao pu-
blica. Promette se aos pais de familia todo cuidado
no traumento e educacao das alomnas confiadaa
qo mesmo coilegio, onde os esUtulps serio fran-
aueados aos qoe os desejarem examlnar.
Aiuga-ae* primeiro andar do sobrado n. 47
h mm IT5?1"2 : r*"<> enDdo andar
O abaixo assignado querendo escapar das
garras da maledicenfia, faz publico que tem em
sua companhii' um rapaz de nome Amaro, que
procurando-o.disse-lhe ser livre, e natural do Rio
de Janeiro, d onde veio ha pouco para esta nro-
vincla com uns estudantes, de caia companhia
desviara-se por circumstancias independentes da
sna vontade. Se nao e verdadeira semelhante his-
tona, e alguem tem direito sobre o mesmo, pro-
cure o abaixo assignado na villa de Gamelleira.
___________Joao Baptista da Rocha Batxa Lms.
nZJ^l*',*6 de am "P"2 de Doa conducta pa-
ra vender bolos em um grande fiteiro em/diver-
sos Ingares, sendo de vanugera, preferese que
nlo.dTposff3 mfrma?5eS' a raa *>5d
ABVOttADO
Afl^Dso de AlbHqaerqne Mello
S?TBr "k68 f !Ua profiss5. n8 lS K-
? MU Sd/errnea;e D0S outros ermos prox m03
ri^sjsa"0 pela *- **e s*
Mediante aiodico honorario acode aos chraados
para diligencias ou consultas fora da-cidade edo
termo e incumbe-se da defeta de appellacdes ante
o tribunal da reiacao. Pode ser procurado de
meio dia as 3 boras da tarde em seu escriptorio
tprna do Dnqne de Caxias n.37.
Aluga-se uma bda casa com excellen-
lentes commodos, a rua do Coronet Suas-
suna n. 169 : a tratar na mesma rua n.
171.
Protectora das Familias.
O Sr. Antonio Vicente Pereira de Andrade tem
uma carta sobre negocios da associ c3o Pi otecto-
ra das familias: na rua do Vigario n. 7, primei-
aor ndar.


Oi
arie de Peraambueo Sai/oado 4 de Julho de lfc?4
/
FUNDIGAO DE FERRO
K' ra do Barao do Trinmpho (roa doBnini) ns. 100a 104
CARDOSO IRMAO
T
~_AVIS\M aos senhores de engenhos e outros agricultures e ao~publico em geral que
eontiouam a receber de Inglaterra, Franca e America, todas as ferragens e machina s ne-
eessarias aos estabelecimentos agricolas, as mais inode, nas e melhor obra qoe tern rindo
ao mercado.
V apOreS de for^a de 4, 6, 8 e 10 cavallos, os melhores que tem vmdo ao merado
'L'aiiQGiraS do sobresaleute para vapores.
MOendaS lllteiraS e rooias moendas, Obra como nunca aqni veio.
laiXaS iUndldaS e batidas, dos melhores fabricantes.
KodaS d aglia COai cubaje de ferro, fortes e bem acabadas.
RodaS dentadaS de todos os tamanhos e qualidades.
Relogios e apitos para V8pores.
BombP-R de ferro, de repucho.
AradOS de diversas qualidades.
Formas para assucar,grandes e p*quenas.
Varandas de ferro fundido, franceias de ditenos e bonitos gostes.
Fogoes francezes
Ditos ditos para gaz.
Jarros de ferro fundido
Pes de ferro
Machina
Valvulas
Correias inglezas
banCOS e SOiaS com titas de madeira, para jardira.
ConcertOS concertam wm promptidSo qualquer obra oq machine, para o que tees
sua fabrica bem montada, com grande e bom pessoal.
EnCOlDTnendaS mandam vir P<>r encommenda da Europa, qualquer machinismo,
para o que se correspondem com uma respeitavel casa de Londres
coru um dos melhores engenheiros de Inglaterra ; incumbem-se de mandar assentar
fitas mc chinas, e se responsabilisam pelo bom trabalho das mesmas.
Rua do Barao do Triumpho (raa do Brum) ns. 100 a 104
P D I D I C A 6 DE CARDOSO & IRMAO.
para leDha e carvSo, obra superior.
para
para mesa e banco,
para gelar fgua.
para bomba e banheiro.
para machinismo.
ardim.

40 Rua do Imncrador 49
rfftZSSi
Ha nc=te estabelecimcnto o melhor sortimento de pianos dos mais afamadoa autores,
fiomo sao : Hen, I'leyel, Flap, etc. Offercce-se tambem uma qualidade de pianos supe-
. n an I*.!os expressamento construir para este clima, o qual os amadores dos
Srns fits m ?6 enccntrarao nesta casa.
m-se pi.nnos u>ados em troca.
GoaoertMB-ss e aOnam-se pianos,
avisa-se aos Srs.
concertadores de pianos
-o mais complcto sortimento de rnateriaes para concertar pianos, como
6, EoUm para os mosmos, cravelhos, purafusos, castor, camursa, cordas,
IIT.^ DOIMPERAKOR 49
qni:
Escrava fugida
^starfafidadcsde !" de maio docor-
iva Maria, cor cabra, idade 26
wgaUr, magra, tern tooVs os den-
- sea frits algoiaa, cabellos carapi-
-' 9e I nga no rosto e torn um
an am pouco grande 6 estufado
m r.io &e um antraz que e!Ia teve,
- ins ..; io dis eostas na altura das pis,
. :a pi, e clla lem o vicio de
!iu i J -Mia clara e dous chafes
I m v, l!i i e outre novo de cor encar-
i a pairSes ; taivez ella diga em
11 i'-!iv.r qre c forra e troque o
erava lea uma irma mulala, escra
:lr cm Tigipio, onde fo
Maria, que esta fugida alii
: a i I que r.'guem torn ella acou
- Fugio do engenho Ajudanle, freguezia da Es-
cadr., m anno de 1872, o escravo Guilherme, com
os signaes seguintes : pardo, com idade de 25 an-
' nos pouco mais ou menos, altura ecorpo regular,
\ olnii? grande, cabellos cachiados, pes compridos
, e seccos, rosto comprido, alguns signaes de bar-
: ba, nariz comprido e um tanto arqueado, uiaas
sardas pelo rosto, faz algum movimento no aodar,
desconfi.i-?e que esteja na cidade da harahyba.
Roga se ;is autoridades policiaes e capiUes de
camps a apprehensao de dito escravo eseren-
Iregue ao seu senhor Emilio Pereira de Araujo,
no engenlio Ajudanle, e receberao por paga
300^000.
AON. 9
No Progre^o do pateo do Carmo vende-se man
1! teiga ingieza do/" a 15200 a libra, franceza a 800
i rs. a libra, bem como tern um completo sortimen-
to de molhados para qualquer chefe de familia
v:.f iim ru^ de;ta cidade. |fMer suadespenca, que enconlrara preccs ma^s
i b les poliaaea e capi-! coramodos do que em qu "
a caftore e leve-a a rua da
pthBeart.
*.
*

LT0W0
-tr*
DO
Dr. Stnia&isa
*; a?ta tSo Barao da Victoria
n na Una n. 46, primeiro andar.
V LTAS das 10 boras da manb5
g; '..', e Aamioa per e ). r.i d) Ji e da noite.
J ES-'EQALinADES partos, mclestias
ap] irelhG respiratario.
que em qualquer outra parte.
Escravo fugido
Fugio de Villa-Bella o escravo de nome Jose,
caboclo, de 30 annos de idade, pouco mais ou
w | menos, altura e grossura regulares, tem os peitos
5R abertos, cabello corrida, falla bem e com modera-
0
*
*
Escravo fugido
. irrente mez que esta fugido do
aia, de Deberibe, o escravo Lniz,
afcefl-"* de calwclo, corpo regular ; ejla
a pnnnSlopor ier ac:.bado de se tratar de
I'ec'mmenJa-se a sua captura.
A i;la Htt para alugar a loja do sobrado n
58 <1: nan! a qnal tem arma^Jo e pres-
a-*e r lencia : a tratar no segundo
"ai ii. m '--fi.i predi.p
Qao; consta que veio para esta cidade com o fim
de sentar praca : pede-se, portanto, as autorida-
des policiaes e capitaes de campo a apprehensao
do referido escravo, e entrega-lo em Villa-Bella, a
sua senhora Carolina Cavalcante de Andrade, ou
no Recife, loja de Goncalves, Irmao & C, a rua do
Livrameoto n. 22, que serao com generosidade re-
compensados.
Precisa-se
de um mogo que tenha muita pratica de servir a
mesa nos hoteis : a tratar no hotel de Bordeaux.
IXVBOS A VENDA.
S pritnsiro aud^r desta typographia em
w> 4s ilnini !n1 it. vende-se os seguin-
^iafnto W.npertm dialogo ins-
.-: '.-.'. i ;.i &, analytico, historico, e mo
sj^n>e um malul'i e u.n liberal por 500
ts. ckia emplaT.
Iwarn Familiarromance, 0
e leituras, 2 volumes por *. ..
tanssHB? angar um pcqoeao silio nas im-
nta; fact e Ueafta ale Casa Forte, que
^pim, coChe'ra para cabriolet e
4vm e ti*r, p6ie airigir-se a rua da
Inv -i* U.S5,

Rita n. 57, precisa-s
con uboleiro.
HmJb Hals cabellos
tracts.
JlrHKEZH.
njas acidemiai de
sperior tod* qne
hns. Deposito princi-
4> Rente, hoje Mar-
.S1, 1.* andar, e em
casts de cabellej-
Aluga-se o terceiro andar e sotao do sobra-
do de azulejo, a rua da Imperatriz n. 14, o qual
tem excellentes commodes para uma numerosa
familia^ e outros gozos da vida domestica, como
agua encanada, gaz, muito fresca, e uma excel-
lente vista ; e a grande vantagem de se achar
caiada e pintada ha pouco tempo: a tralar no pri-
meiro andar do sobrado a rua do Vigario n. 1.
Paris, 36, Raa Vlvienne, D*
ra.MsW MEDEGIM SPC11L
DIS EnPERMlDADAg DCS BflOABS, 18 irriCJOM
CCTAXEAS. E ALTBHAgOBS DO SAHODE.
130,000cara* das imphf
genstputlulos, herpes,
sarna, comixoss, acri-
I monia, r. allerfoes, vi-
__\ciosas do sangue, vi-
rus, e allerucoes do sangue. (Xarope vegetal
sem mercurio). DepnrhiItss Ttgetiei
aran mhebaes tomao-se dous por
semana, segnindo o tractamento Depuralivo : i
empregado nas mesmas molestias.
I Este Xarope Citracte d
I ferro de CHABLE, cura
DEPURAT F
PLUS DE
COPAHU
I xacao,
e igualmenie os Jltixos e /lores
mulhercs. Esta i'jieccao b(
immediatamente cpial-
iidade,
brancas du
quer purgacao,
e dam
ljeccao benigna empregasM
om o Xarope de Cifracto defem.
Hrmorroldao) Pomada que as cura em* dial.
POMADA ANTIHERPETICA
Centra: nas affeepoes eutaneas eomixoes.
PILULAS VEOETAES DEPURATIVAS
do chable, cada fraseo vrai accompanadt
4 folheto.
AVISO A08 8R8. MEDIC08.
Sirop du
D-T0RGET
I Cura eatarrhes,
IcoquelucKei, irrilafdts
\nervtsas sat do* *rn
ehios todas as dotnfm
do p,i*Lb**u dotB'i
ma colhe rchdea delta xarope IP Forget. '"
9r. chuhj m Pam, m TiTinnt> te,
Deposito bot;ca Franceza
22 Rna da Cruz 22
ElfiEMO
S. CARLOS
Vende-se on arrenda-se o engenho S. Carlos, em
Ipojnca. moente e corrente, com todas as obras
em psrfeito estado de conservagao, e muilo bom
d'agua : a tratar na traveesa da raa Duqne de Ca-
xiaa n. 3, andar, eom Gabriel Antonio de Castro
QntoUes.
1
Esta encouracado 11 1
Agua mole em pedra dura
Tanto da ate que a fura.
Roga-se ao Him. Sr. Ignacio Vieira de Mell
sscrivio na cidade de Nazareth desta provincia,
favor de vir a rua Duque de Caxias n. 36, a con-
clnlr aqnelle negocio qne S. S. se comprometten a
reafisar, pela terceira chamada deste jornal, em
Qbs de dezembro de 1871, e depois para Janeiro,
passou a.fevereiro e'abril de 1872,e nada cumprio;
por este motivo e de novo chamado para dito
fim, pels S. S. se deve lembrar qne este negocio
de mais de oito annos, e quando o Sr. sea Qlho se
achava nesta eidade.
Consnltorio medico-cirnrgico
Bl DE
A. B. da Silva Maia.
Rna do Visconde de Albuquerque n.
11, ontr'ora rua da matrix da Boa-VisU
n.11.
Chamados : a quaiqner hora.
Ccnsnltas: Aos po^es gratis, das 3 as
1 boras da tarde.
ATTENCAO
Precisa-se comprar'uma negrinha de 9 a
10 annos de idade, que seja sadia e sem vi-
cios: quern tiver e quizer vender dirija-se ao
3. andar desta typographia para tratar.
Engenho
Vende-se o engenho S. Pedro, situado na pro-
vincia de Alagoas, comarca do Porto Calvo, a
menos de uma legoa distante do porto de mar do
Gamella, tem oxcellentes terras, matas, e safreja
regularmente 2,C00 paes : a tratar na rua do Vi-
gario n. 31.
Empreza do gaz
A empreza do gaz tem a honra de annunciar ao
' publico que recebeu ultimamente um esplendido
] sortimento do lustres de vidro, candieiros, aran-
[ delas e globos, cujas amostras estao no escriptorio
, a rua do Imperador n. 31, e serao vendidos aos
seus freguezes pelo preco mais razoavel possivel.
r%iUr%
Precisa-se de duas amas, uma para comprar e
coz nhar, e outra para engommar, que sejam am-
bas peritas: quern rmizer dirija-se ao terceiro
andar desta typograhia* para tratar.
A TYia frecisa-se de uma ama para cozinhar:
i\.ma na rua ,j0 jjarao da Victoria n. 25.
No Corredor do Bispo n. 5, precisa-
se alugar uma escrava que saiba cozi-
nhar e engommar.
AMA
Ama
Precisa-se de uma ama forra ou es-
crava. para casa de familia : a tratar na
rua de Hcrtas n. 15.
* Precisa-se de uma ama pa-
AMA
ra engommar :
Uniao n. 35.
na rua da
Precisa so de duas, sendo
uma para cozinhar e com-
pr-r e outra para lavar e
engommar, preferindo-se a primeira, escrava : na
rua do Crespo n. 7.__________________________
Precisa-se de uma ama para
engommar para casa de ponca
familia : a rua do Queimado nu-
AMAS
AMA
CASA DO OURO ^]h m ***h"-
Vende-se dsa&jiartes do
mero 92.
Amaq Precisa-se de uma lavadeira e uma
a,111<*B engommadeira, para casa de pequena
familia : a tratar na rua Direita n. 43, I >ja de
chapeos.
Ama dp leite
Preeisa se de uma ama de leite sem filho, qne
seja de boa conducta: na rua do Cotovello nu-
mero 129.
Precisa-se de uma ama para cozi-
nhar, para casa de ponca familia : na
rua do Cotovello n 129.
AMA
Aluga-se uma ama para cozinhar :
Santa Cecilia n. 45
a rua de
f-;
Aos 4:OOf>$OOQ
Bilheies garantidos
Rua\io Barao da yictoria (outr'ora Nova
n. 50, e casa do costume
O abaixo assignado acaba de vender nos sens
nuito felizes bilhetes a sorte de 4:000*000 em um
meio bilhete de n. 134, e a sorte de 700/ em meio
bilhete de n. 3027, e um meio de n. 274 cum a
sorte de 200/, alem de autras sortes menores de
40/000 e 20/000 da loteria que se acabou de ex-
trahir (iOS'J ; convida aos poasnidores a virem
receber, que promptamente serSo pagos.
O mesmo abaixo assignado convida ao respeita
vel publico para vir ao seu estabelecimcnto com-
prar os muito felizes bilhetes,qu9 nao deixarao de
tirar qualquer premio, como prova pelos menus
annuncios
Acham-se a venda os muito felizes bilhetes ga-
'antidos da 25* parte da loteria a beneficio da
nova igreja de N. S. da Penha, que se extrahira no
dia 4 de julho.
Prefos
Inteiro 4#000
Meio 2/000
De lOOftOOO para cima.
Inteiro 3/500
Meio 1/750
Recife, 27 de junho de 1874.
Joao Joaqutm da Cost a Leite.
Medico-cirwrgico
DO
Dr. Jose Felix da Cunba Me- \.':-
nczes. g,
Medico operador. &.
RUA ESTREtTA DO HOSARIO N. 3. W
Da consultas todos os dias das 9 ho- (RSj
ras da mauha as 4 da tarde, dessa hora y.-
em'diante acha-se prompto para qual- fs^
qner chamado, em a rua da Princeza Isabel n. 4, junto a &\
esta^ao dos trilhos de Olinda. 9j
Das 7 as 9 horas da manha da consul figs
tas gratis aos pobres. / ,' ;#
ESPECIALIDADES M
Molestias syphiliticas, via digestiva e fo C5^
bres. ^,
casa.
Aluga-se o palace te do fallecido Ccstodio i^e
Alves Guimaraes, na ilha dos Ralos (Roa-Vista),
onde morou ultimamente o INm. Sr. Dr. Ignacio de
Barro3 Barreto : a tratar na I ja do Passo, a rua
Primeiro de Marco (antiga do Crespo), junto ao
arco de Santo Antonio.
Vicente fugio
Na noito de 13 para 14 de marco do corrente
anno fugio o mulato Vicente, escravo, de 20 annos
de idade, bonita figura, barba e estatura regular,
levando veslida e em um sacco roupa de algodao
branco e alguma mais fina, pertencente a um cai-
xeiro da casa donde fugio ; & natural da fregue-
zia de Sant'Anna do Mattos, diz er livre, casado,
e ter sido crlado em companbia da madrinha D.
Anna Luiza da Luz, de quern, abas, foi escravo :
roga-se, portanto, aos Srs. eapitaes de campo
e autoridades policiaes a apprebensio do dito es-
cravo, e entregal o na cidade do Recife, rua do
Crespo n. 10, ao Sr. Joaqu m Moreira Reis, ou
na cidade do A.-.-u ao Sr. Torquato Augusto de
Oliveira Baptista, que serao generoaamente grati-
ficados.
Casa dc saiide dc Santo
Amaro.
Joao da Silva Ramos, proprietario da
casa de_saude, tendo regressado da Eu-
ropa, reassumio a administracSo, e o
servico medico do mesrao estabelecimen-
tos, e espera que o publico continue a
depositar a confiamja, que .empre depo-
sitou em vista de seu zelo e interesse
pelos doentes alii recolhidos.
Jolo da Silva Ramos, medico pela Uni-
versidade de Coirabra, de volta de sua
viagem a Europa, continiia no exercicio
de sua profissao, prestando-se a tratar
de qualquer doente dentro ou fora da ci-
dade, e dando consultas diariamente das
10 as 12 horas da manha em seu escrip-
torio na rua do Imperador n. 67.
Joao da Silva Ramos, devendo receber
mensalmente da Europa, vaceina de su-
perior qualidade, presta-se a ir vaccinar I
qualquer pessoa em seu donTicilio on em '
seu gabinele na rua do Imperador n. 67,
nas quartas-feiras e sabbados das 10 as
12 boras da manha.
Fuginam do engenho Ajudanle. no anno de
1870, os escravos seguintes: 1." Francisco, rrioulo,
preto, com idade de 28 anno? pnicu mais ou m-
nos, altura regular, corpo regular, olhos grandes
e brancos, denies perfeitos, cabt lios carapinhados,
pes grossos, barba a cavaign.tc, bigode e pera,
uma cicatriz por cima do omo esquerdo, muiio
conversador e risonho. 2. Antoni pa^ra, com
idade de 25 annos pouco roa-M ou w '', alM,
secco, olhos grandes e vermelhos, poou-a baii>a,
cabellos um tanto soltos, denfes perfeiW, ies
compridos e seccos, ambo3 corojjrado* eii Barao
de Nazareth. Roga-se portanto aos eapiiaes de
campo e as autoridades policiaes a captura dos
me3mos escravos, visto haver dvennuanc^ quo
estao occultos na comarca de Pajien de Flores,
ou Rio de S. Francisco, qne ierao a paga de 6C0/
a quem os levar ao seu senhor no engenho Aju-
daitte, ao Sr. Emilio Pereira de Ar>:;;
m
m
m
*
MEDICO-CmilRGICO |
DO &
Dr. Pedro d'Athayde- L. Moseoso S
PARTEIRO E OPERADOR
Uuikr do Visconde d Alhui:3ir-9
que n. 39".
ESPKCIALIDADE
Molestias de senaoraB e fl*
Consultas das 7 as 10 horas da ma- 9
nha, todos os dias. ?%
Das-6 as 8 da noite, nas segundas, quar- ^l
tas e sextas-feiras. H
Os dbentesque mandarem os seus chc- ^
mados nor escripto at 10 boras da ma- %&
nha serao visitados em suas-casas. <^
0
Conductor
m
Aluga-se
uma casa terrea muito fresca, a rua das Caleadas
n. 35, com 3 quartos, 2 salas, cozinha e quintal
com cacimba : a tratar na rua Nova n. 55.
Pedido.
Antonio Adolpho Fernandes roga a todos os
seus credores de apre entarem suas contas no pra-
xo de 8 dias, afim de serein pagas a rua do Mar-
3oct. de OHm n. 43, e nao se responsabilisando
e future por alguma que possa apparecer, sendo
estas apresentada3 a Jesuino Alves Fermndes,
afim de verifica las.
Pernambnco, 26 de junho de 1874.
Antonio Adolpho Fernandes.
CASA
Aiuga-se a casa a. 25, na rua do Pilar
tar na rua da Cadeia n. 3. :
a tra-
- Desappareceu
no dia 30 de junho o escravo Benedicto, crionlo,
17 annos de idade, nm pouco baixo, representando
ter menos idade, cor preta, pes grandes, nariz
chato ; desconfia-se que tenha seguido. para a Pa-
rahyba, pelo caminho de Goyanna, ou para Bom
Jardim : quem o apprehender e o levar a rua Du-
que de Caxias n. 9, sera bem gratlficado. Desde
ja protesta-se contra quem o tiver homisiado em
sua casa.
Jose Antonio Pereira, a rua do Bario da Vic*
toria n. 4, tem uma carta para o Sr. Jose Antonio
Pereira Guimaraes, vinda do Maranhfto._______
Precisa-se de uma pessoa que entenda de
serrar madeira em machina a vapor: a tratar na
fabrica de sabSo dos Afogados.
-se
o primeiro andar e totea, sito a rua do Conde da
Boa-Vista n. 27, o qual tem excelletles commodos
e muito fresco : a tralar a rna da Aurora a. 3,
terceiro andar.
Na rua do Bom Jesus n. 17, precisa-se faliar ao
3r. Ricardo F: Catanbo de Vascoaceilos, emprega-
do na linha fsrrea do Caxanga.______________
Caixeiro
Precisa-sa de um caixeiro de 12 a 14 annos
para taverna : na rua Imperial n. 202.
Transferencia
O que se transferio para o dia :10 de junho. a
contar desse dia, ainda se trai;:-fere para o dia 30
db corrento^ da mesma forma.
Funileiro
Manoel Ignacio das Candeias (o antigo funileiro
da pra^a da IndepenJenci ), encarrega se de fazer
qualquer obi a de sua arle, 3 bem assim de cortar
e collocar vidros em vidrains, espelhos, eic., tudc
por modico prcco : quem de sen prestimo se qui-
zer utilisar, pode dirigir-se a casa de sua residen-
cia, a raa Bel'.a n. 4..
NuRTilftENTO
MEDICINA
Preparado poi
Lanman & Kemd
para thisidca
toda a qualidade
de doengas, quer
seja na garganta,
peito ou bofes.
Expressjamente
escolhido dos me-
lhores figados dos
qn'aes se extrahe
o oleo no banco
da Terra Nova
purificadochimi-
calmente, e suas
valuaveis propri-
edades conserva-
das com todo o
cuidado,emtodo
o fraseo se garan-
teperfeitamen-
te puro.
Este oleo tem
sido submettido
a umexame mui-
to severo, pelo
chimico de mais
talento, do go-
verno hespanhol
era Cuba e foi
pronunciado por
elle a conter
MAIOR PORCAO D'lODINA
do que outro qualquer oleo, que elle tem
ex am in ado
IODINO E UMPODER SALVADOR.
Em todo o oleo de figado de bacalhao, e na-
quelle no qual content a maior porcao desta
invaluavel propriedade, e o unico meio para
curar todas as doencas de
GARGANTA, PEITO, ROFES, FIGADO,
Phtysica, bronchistes, asthma, catharrho,
,' tosse, resfriamentos, etc.
Uns poucos frascos da" carnes ao muito
magro que seja, clarea a vista, e di vigor
a todo o corpo. Nenhum outro artigo co-
nhecido na medicina ou sciencia, da tanto
nutimento aosystema e incommodando quasi
nada o estomago.
As pessoas cuja organisacSo tem sido des-
truida pelas affeccSes das
ESCROFULAS OU RHEUMATISMO
6 todas aquellas, cuja digestio se acha com-
pletametste desarraniada, devem tomar
OOLEO DE FIGADO DE BACALHA9
Casa para alugar
Aluga-se uma casa na rna do Marquez do Her-
val n 207, com 1 quartos, 2 salas, cozinha, quintal
e cacimba : trata-se na rua e Santo Amaro n. 6,
2" andar.
engenho Novo, feito na fre-
guezia de Serinhaem, distan-
te da estacao de Gamelleira
3 leguas, moente e corrente,
que safreja cerca de 3,000
paes, com optimas terras,
movido a agua e bem obra-
do, por preqo commodo : a
tratar com Dr. Felix de Fi-
gueir6a, 4 rua das alcada<-
n. 14, ou nO arsenal de
guerra._____________^___
Engenhos em Mamam-
guape.
Vende-se os seguintes :
Barra,
Pregulca,
e Patricio.
A tratar com seus proprieUrios nesta cidade,
e para informajoes com Joaquim Pinto de Me'-
relies Filho na mesma cidade de Mamamguape
Tasso Irmaos & C
Aluga-se uma escrava para todo o servico
a tratar na rua da Gloria n. 146.
Cheshire condensed Milk.
Leite cendensado novo.
Cerveja de Noruega.
Keller d C.
w *wsm WHWF w&
-_ Fugio no dra 2 de abrii proximo passado o
escravo Benedicto, crioulo, de c6r preta, tem 22
annos de idade, ponco mais ou mencs, e de esta-
tura regular, nao tem barba, tem aseostas corta-
das de antigos castigos qne soffreu, tem sido visto
para as bandas- da Encruzilhada, Beberibe e no
Recife : roga-se a todas as autoridades e capitaes
de campo a sua apprehensao, e remettelo a rua
Direiia n. 22, qoe serao generosamente- recompen-
sados.
Wilson Rowe & L. vendem no sen armaxew
rua de Commercio n. 14 :
verdadeiro panno de algodao azul amencano.
Excellente flo de vela.
Cognac de 1* qualidade
Vinho de Bordeaux.
Carvao de Pedra de todas as qualidades
Aluga-se o segundo andar do sobrado sito
a rua de Loroas Valentinas a. 86, com os commo-
dos seguintes : 2 salas grandes e bastante fres-
cas, 3 quarto^ cozinha fera, um corredor com
portao para ii rua de Hortas, e cacimba com boa
agua : quem a pretender dirija-se a rua Nova n.
\J, que acbara com quem tratar.
fg^iT:' ~1 fiBiBIW.'lCJI
AVISO
Presisa-se comprar dous escravos, pedreiro e
carapina, paga se bem : a tratar na thesouraria
das loterias, a rua Primeiro de Marco n. 6.
@s# m9m
Trastes. i
i]^ Compra se e vende-se trastesnovos
V e usados no armazem da rua o Im- ' perador n. 48 /Sk
Compra-se uma balaooa para balcto : a
rua de Hortas n. 12.
ira
Sedinhas ti 1^'500 o cov, do.
Venham antes que se acabem : na loja do Pa3so
\ rua !." de Marco n. 7 A.
Vende-se pes de sapotas de optima qualidada :
na rua do II spicio n. 75.
Vonde-se on da-se saciedade, entrando com
capital, n'uma taverna bem afreguezada para a
terra, e o motivo da venda se dira ao comprador :
a informar na travessa de S. Pedro n. 10, taverna.
Vende se a taverna da rua dos Guararapes
n. 39 : a tratar na mesma.
Liquidacao
DE
Fazendas baratas
Madapolio de :15o00, if, 4*500 e Bi&QQ a peca.
Dilo francez, flno, de ii^OOO, o^oOO e 6*500 a
peca.
Algodao marea T, bom, de 4*. 4*500 e 4*800 a
peja ; nao pole haver nada mais barato 111
Lindas lazinhas escocezas, pelo diminuto pree.o de
200 e 240 rs. o covado.
Chitas e metins claros e escuros, boa faaenda, de
260,280, 300 e 320 rs. o covado.
Chapeos de palha e de castor, pelo minimo prego
de 2* III S6 na rua do Livramento n. 30, loja
da liquidacao.
Parece impossivel: sapat03 decharlote para homem
e senhora a 2*111
Liudos punhos e goliohas para senhora e menina,
de 800 rs., 1*000 1*500 e 2*. todo bordado, e de
cambraia mui fina ; tambem tem gravatas e man-
guitos com gola, idem; ricas camisinhas todas bor-
dadas, de cambraia, para senhora, e outras mui-
tas fazendas, que se tornarao enfadonho mencio-
na-las : tudo se vende com 20 0;0 menos do que
em outra qualquer parte, so na rua do Livramen-
to n. 30, loja de Lima Coutinho & C.
TACHAS TACHAS
BATIDAS FUNDIDAS
QuaMdafe superior
Systerca novo
Ma barato do quem em qualquer ontra parts
IfA
I'undiea;) da Aurora
Gr. STARR & C., EIT LIQUIDACAO^.
Yendem
Wilson, Rowe & C.
Em seu armazem a rua de Trapiche n. 14, e m-
guinte:
Algodao azul americano.
Fio de vela.
Carvao dB pedra de todas as qualidades.
Tudo muito barato.____________________^_
ALERTA
Com o n. 43, a rua do
Queimado n. 43
Defronte tto Iterro do Peixo Frllo
ou Junto u loja da aitmaolia
Chegucm J Chegnem t
Lazinna* da- quadros pretos a 240 rs. o covado.
Ditas de quadros e de cores a 240 rs. o covado.
Granadine de listras, a parisiense; a 160 rs o co-
vado.
Poupelina de ssda de furta cores a 1* o covado.
Cambraia Victoria fina a 3*000 a pe$a.
Dita transpareate a 2* e 2*500 a pea.
Lenco3 chinezes com versos a 1*800 a duzia.
Chales de eblta a escocoza, por 2* um.
Chitas de cores a 240 e 280 rs. o covado.
Brim pardo fino a 400 rs. o covado.
Colchas para cama a 2* e 3* uma.
Lencoss de bramante a 2*.
Cobertas adamascadas forradas a 3* uma.
Meiis para homem. sendo de c6r?3 al*- duzia.
Toalhas muito grandes o 5*500 a duzia.
Metins de listras- a 360 rs. o covado.
MadapolSo avariado a 3*500 a peca.
Camisas inglezas a 2*'e 3* uma.
Ditas de cretone a 3* uma.
Aproveitem que estamos fazendo grande abati
mento, nunca menos de 40 por cento. Dao-s<<
amostras com penhor. _____
\rmazem da es-
trella.
Unico deposito de cal bran-
ca de S. Bento e Jagua-
ribe.
S. -Cacs do RamosK. 6
0 dono deste armazem do rnateriaes coatrata
em grande porcao cal preta, pela medida dos for-
nos, mediante ajuste, mandando botar no lugar
competcnle, garantindo seriedade nc-ste negocio.
Cofres de ferro
Vende-se em casa de Hawkes & C, a rua da
Cruz n. 4.
Chafariz de ferro
Vende-se em casa de Hawkes 4 C, a rua da
Croz n. 4._________________________^^
Cimento Portland
do verdadeiro : na rua do Vigario n. 19, primeiro
andar.
Sedas a 1$280 o covodo..
Vende-se bom tas sedas dc listras de lindas co-
res pelo baratissirno preco de 1*280 o covado,
aproveitem que esta se acabando na rua do Du-
que de Caxias n. 88, loja do Demetrio Bastos.
Amiacao.
Vende-se uma excellenta armacjio de amarello,
invernisada e envidrac,ada, com pouco uso, propria
!iara qualquer estabelecimcnto, por ser de excel-
ente conStrucgao e prestar-se a fazendas, miudc-
zas ou molhados, etc. ; assim como vende-se um
balcao naquellas condi^oes : para ver e tratar com
Pocas & C, a rua e^treita do Rosario n. 9.
Vinho
Verde
do
Aiiiarauthi*,
especial.
Vendem P&cas 4 C, a rua estreita do Rosario
n. 9, junto a igreja.______________ '_______
Fumos* especiaes.
Teem para vender Manoel Jose Tinoco de Sou-
za, no seu armazem a rna do Amorim n. 45, as
seguintes marcas de primeira qualidade e por pre-
qos rajoaveis:
Fumo de Goyaz em corda.
Dito do Rio, novo, desfiado.
Dito de Daniel dito, e de%'outras qualidades.
Vende-se a armagao de louro, com caixilhos
e envernisada, em bom estado, da loja da rua Direi-
ta n. 83, por preco muito commedo : a tratar nas
Cinco-Pontas n. 31.__________v
VENDE-SE
o grande e bem acreditado armazem de
tintas e drogaria, da rua do Imperador n.
29, garantindo-se as cbaves ao comprador :
a tratar no mesmo estabelecimcnto.
Casa e terrenes baralos no Sal-
^adinho.
Antonio Jose Rodrigues de Souza, na thesoura-
ria das loterias a rua do Crespo n. 6, vende. sua
casa de taipa e terrenos de seus sitios no lugar
do Salgadinho : a tratar somenie com o mesmo.
Para admiral*.
Popelinas de gosto o mais modernd qoe ha, de
if, par l# o avado. las <3e liados padues a 320
rs. o covado : so a ma Duqne de Caxias n. 2.
Vende-se
i casa da rua do Nogueira n. 38 : na mount se
ara com quem se trata.
Villa de falmares
Vende-se duas casas nesta villa, uma na rna
Bella e outra na praca da feira : a tratar com o
Dr. Antonio Borges Leal, na mesma villa._____
Vende se um terreno no fundo do engenho
Cumbe, com COO bracas em quadro, e quasi todo
coberto de matta, cujo foi desmembrado do dito
engenho, sendo muito per,to da esiacao de Cuiam-
buca. Vende-se a dinheiro on a prazo com ga-
rantia : quem pretender, dirija-se ao engenho Es-
peranca, a entender-se com a proprietaria, ou no
povoado de Ribeirao com o Sr. Manoel Archanjo
da Silva Antunes.
E' barato
Tran^as de cabello*
humano, natural, eom um neiro de comprimento,
a 10* cada uma : s6 na rua da Imperatriz n. 82
case de Odilon Duarte irmao.______________
Asunicas verdadeiraa
Bichas hamburguezas qne vem a aste mercado;
na nu do .Marquex de Olinda n. 51





Diari6"ie<*ehKUimifco '- Sa'boaao^ Je Julho de Ifc.74
lazendasli
IIAS
m. 7 A
bate i-oit eaat pri-
snhjliia-
fan graade Wi-
fe lodasas
ias fwa fix am
menm.* e n-.aj-
Jiiifc
Ac efc^ea* *? *! mra ho
*mm yam VMbat*.
smjal* ^l fle wad l
Efartt.
im perio da esta-
te fTvate ISO
H6 VC GflSlNMJCUlOS,
^^ijw, nibda de
toe** Isal s, *
6 terrene e pro
Vadft il^wa.s
< aodocer-
oc 1 SJ-
p<*w Tris-
Ti tirtsr, n tbe-
raa I.* i Harro
m. AS, juaJo hji
a 'in Mm Je se-
ler<- df itfn.
BAMIEIRO DA BOA-VISiA
Rua da Imperatriz n. 72
DE
f
MENDES GU1MARAES & IRMAOS
Acabam de fazer urn gran le aba
dendo a grande falta que ha uojc de dinheir
cionado agradara" ao respeibvel publico.
CHAPEOS DE SOL DE SEDA A 4*000.
Vende-se chspeos.de sol de seda para se-
i.boras e meninas a 4*, ditos de alpaca li-
nos com 12 astes a 4*, ditos do anerin6 de
duas cores a 59, ditos de seda para homem
a 6*, ditos inglezes com 12 asles a 826 e 9*.
BRIM PARDO A 400 rs.
Vende-se brim pardo escuro a 400 rs. o
covado, dito de cores com quadrmhos a
500 rs. o covado.
CORTES DE CASEtylRA A 59.
Vende-se cortes de casemira de cores para
calca a 59, e 69, ditos de dita preta para
calca a 49, 59, 69, e 79.
BRIM DE ANGOLA A 29 0 CORTE.
Vende-se cottcs de brim de Angola para
calca a-29, dito rnuito finos a 3*.
ABERTURAS PARA CAMISAS A 200 BETS
Vende-so aberturas para camisas a 200 rs,
ditas mais Gnas a 400 e o0( rs. ditas de
esguiao a 19, ditas bordadas a 2*.
CHITAS A 240.
Vende-se chitas para vestidos a 240, 280
e 320 rs. o covado, tem escuras e claras.
MADAPOLAO A 39.
Vende-se pecas de madapolao enfestado a
: 39, ditas de dito inglez a 49500. 5$, e 69,
;' ditas de dito franeez fino a 79, "9-00, 89'
uraonto nos prcgos.de suas f'Z"ndas altcn-
o,'^ por isso creio que o proi;." que vai men-
~.ROCHES A 19500.
VenJe-se crocbes para cadeiras' a i#500
cada um.
LAZLNIIAS A 200 REIS.
Vende se lazinhas para vestido a 200,
32-1, 400, e 500 rs. o covado.
ALPACAS DE CORES A 500 REIS.
Vende se alpacas de cores a 500, 640, J
1800 rs. o covado.
! GRANDE S0RTLMENT0 DE TAPETES A 49.
Vende-se grantle sortimento de tapetes para
todosos tamanhos a 49, 495O0, 59, e 69
cada um.
I
GRANDE SORTIMENTO DE ROUPA FEITA
NACIONAL.
Calcas de riscado para traba'.bo a liJOOO
e 19400.
Calcas de brim pardo a 19900,29, 29500.
Calces de brim de Angola de cores a 29
e 39.
Calr;as do casemira de cores a 59500, 69
e 79.
Calcas de casemira preta a 39500, 59500
e .79
Palilots de riscado a 19.
Paletots de alpaca de cores a 29.
Paletots de a paca preta a 39, 39500, 49
59.
0 BAMTEIRO
1 r
E
inimigo
odeoat ? cueso- I
:-rdad
minas.
a 1:'. --.
St- adrt-^er-.la* *
tm ami, rol-
p-avatas, la-
ir ICiduS UM-
I illi parafao-
cie cZr-s. lianas.
Catharticas
dcAyer.
acernmo contra
a carestial
NA
Rua Primeiro de Marco n. 3
Oiitr'ora run do Crespo, defron-
(e do urco de Santo An-
tonio.
BAPTISTAS, tcmos grande sortimento desta fa
zenda e vendemos muito barata, a 360 e 400 rs.
& evado.
ALCA*SIAXAS de bonitos desenhes e cores fl-
xas, a 4C0 rs. o covado. So no barateiro, venham
apreciar.
METiXS traucados, franceze*, fazenda superior
e dc bonitos gostos, a 240 e 280 rs.! Quern riva
lisa?
CHiTAS de boos goslos e de cores fixas, a 240
e 260 rs. So aqui.
LAZINHAS escocezas, padroes bonitos, a 180 e
SOOrs
DITAS de linbo e las, padroes inleiramente no-
vo. a 240 rs o covado, lazenda que custou sem-
pre 400 js. So no barateiro I
CRETONES escuros e claros, lazenda superior a
400, 440 e 480 rs. o covado.
POSELINAS de seda e linho a S00 e t$; apres-
sem-se a mandar ver.
DITAS delinto e algodao a 700 e 800 rs. o
covado.
BRIM pardo tranfado a 260 e 280 rs. o covado.
So do Larat-iro !
DITO de cores, fazenda muito boa, a 600 rs. c
covado.
CAMBRAIA transparente e Victoria a 3*300 e
?jM0 a pepi Aonde tern ? No barateiro I
BRAMANTE dc linbo de duas larguias, 1*200
a vara; admira ? exacto.
ESGUIAO de linho e algodao de 10 jardas, por
4*000 !
DITO de linho puro a 8* a peca. Ao barateiro,
ao barateiro I.
MADAPOLAO franeez fazenda superiur a of, e
6* ; sempre custou 8*.
BOTIN'AS para senhora, muito superiores, a 1/
e 4*500.- S* aqai.
TOALHAS alcochoadas a iioOO e 5*000 a du-;
ni. A ellas, a ellas.
CORTES de creton franeez, bordados o*300
e6l !
Ditos (uso da corte) de cambraia a 10*.. Sem-
pre castou 15*.
SORTIMENTO de chapeos de sol de seda a 7*,
8* e 9*. Venham antes que se acabem.
DITOS cabo de marfim de superior qualidade,"
a 11*500, para acabar.
DITOS oara senhora, a 3*500 6empre ens-
laram C* ; estao se acabando, venham a clles, a
elles I
GRAXDE queima para acabar de camisas fran-
cezas e inglezas, por todo o preco a 17*, 18*, 20*,
30*, 35*, 40* e 48* a duz a. E' no barateiro que
lea.
GRANDE sortimento de grosdenaple de cores,
x I*, 1*200 e 1*500 o covado. So no barateiro I
Quern oasa dizer que cao e barato ? por certo,
mngnem.
i .HALES de casemira com listras, o mais mo-
ierao que ba a 3*500 e 4*, fazenda que custa
em quafqaer parte 6;'. v'enham a elles antes
que se acabem I I Ao 1 om torn 1
Alem destes, outros mnitos irtigos que deixa-
mos ie esj ecilicar. para nao massar nossos fre
gnezes, mas estarao patentes a vista d s compra-
Sores. Avista do expost', licamos convictos de
poace preco.
Ao barateiro I I !
Na ma do Crespo n. I.
Angostinho Perreira da Silva LealC.
Para baplisados.
Amaral Xabaco 4 C. vendem vestimenta com-
pleta de cambraia de algodao e de linho, borda-
dos e enfeiudos ; toucas inglezas e francezas ;
saoatinhos de seda e carmim bordados ; cha pre-
lo e verde : no Bazar Victoria, a rua do Barao
da Victoria n. 2.
Vende-se a taverna da rua da Concordia n.
116 : a tratar na mesma.
Vende-se a taverna da rut das Carrocas n. 1,
que f<>z esqaina para a run de S. Joao: a tratar
na mesma.

)
Livros baratissimos
Vende-se algnns livrcs d direito, prepara
torios e Utteratara, em portuguez,francez e inglez-
na rna do Cabuga n. H, loja de oias__________
VEMD-S!S d
w estado em aue se acba o sitio no Iufc.?r do Re-
medio, fregnezia dos Afogados n. 18, chao proi?.r'>
349 palmos dc frente e 658 de fundo : o*
A' run do Cnbu^a n. 1 A.
Os proprietaries da I'redilecta, no imuito d
eonservar o bora conceito que teem merecido dc
respeitavel publico, distinguindo o seu estabeleci-
citnto dos mais que negociam no mesmo genero
veem scientificar aos seus bons freguezes que pre-
veniram aos seus correspondentes nas diversas par-
caa d'Europa para lhes enviarem por todos ospa
quetcs os objectos de luxo e bom gosto, que se-
jam mais hem aceitos pelas sociedades elegante?
daquelles paizes, visto aproximar se o tempo dt
festa, em que o bello sexo desta linda Veneza
mais ostcnia a riqueza de suas toillettes ; e co-
ma ja recebessem pele paquete franeez diverso
irtigos da ultima moda, veem paientear algtuif
J'entre elles que se tornam mais recommendaveis.
esperando do respeitavel publico a costumada
concurrencia.
Aderecos de tartaruga os mais lindos que teem
vindo ao mercado.
Albuns com licas capasde madreperola e d
^elludo, sendo diversos tamanhos e baratos pre-
os
Aderecos completos de borracha proprios pars
loto, tambem se vendem ineios aderecos- muito bo-
:iitos.
Bot5es de setim preto e de cores para ornalo de
estidos de senhora ; ir.mbem tem para collete
palilot.
Bolsas para senhoras, existe um kAh surtimen-
de seda, de paiha, de chagrim, etc., etc., pui
barato preco.
Bonecas de todos os tamanhos, tanto de loufa
como de cera, de borracha e de massa ; chama-
mos a aitencao das Exmas. Sras. para este artigo,
pois as vezes tornam-se as criancas um pouco im-
perlinentes por falta de um obiecto que as en-
tretenham.
Camisas de linho lisas e com peitos bordados
para homeni, vendem- so por preco commodo.
Ceroulai de linho e de algodac, de diversos pre-
QCS.
Caixinhas com musica, o que ba de mais Undo,
com disticos nas tampas e proprios: para presen-
te
Coques os mais medernos e de diversos forma-
tos.
Chapeos para senhora. Receberam um sortimento
da ultima moda, tanto para senhora, como para
meninas.
Oapellas simples e com veo para noivas.
Calcas bordadas para meninas.
Eniremeios estampados e bordados, de lindoi
lesenhos.
Escovas electricas para dentes, tem a proprie
dade de evitar a carie dos dentes.
Franjas de *eda pretas e de cores, existe urn
g-ande sortimento de divercas larguras e barato
pre^o.
Fitas de saria. dp gcrgnrao. de setim e de cha-
nplo'e, de diversas larguras e bonitas cores.
Fachas de gorgurao muito lindas.
Ft. ru artificiaes. A Predilecta j>rima em con--
efar sempre um bello e grande sortimento des-
as uo: es, nao so para enfeite dos cbellos, como
tambem para o.nato de vestido de noivas.
Galoes de algodao, de la e de seda, brancos, pre-
os et de diversas cores.
Gravatas de seda para homem e senhoras.
Lacos de cambraia e de seda de diversas cores
para senoora.
Ligas de seda de cores e brancas bordadas pars
aoiva.
Livros para ouvir missa, ccm capas de madre-
Kerola, marfim, 6so e velludo, tudo que ha d6
om.
Pentes de tartaruga e marfim para alisar os ca-
bellos ; teem tambem para tirar caspas.
Port bouquet. Um bello sortimento de madre-
perola, marnm, 6sso e dourados por barato preco.
Perfumarias. Neste artigo esta a Predilecta bem
provida, nao so em extractos, como em oleos
banhas. dos melhores odores, dos mais afamados
tabricantes, Loubin, Piver, Sociedade Hygienica,
Coudray, Gosnel e Rimel; sao Indispensaveis para
a festa.
Saias bordadas para senhora, por commodo
preco.
Sapatinhos de la e de setim bordados ,para bap-
lisados.
Tapetes. Recebeu a Predilecta um bonito sorti-
mento de diversos tamanhos, tanto para sola co-
mo para entrada de saias.
Vestimentas para, baptisado o que ha de melhor
gosto e os mais moderno s recebeu a Predilecta
de or arrto preco, para flcar ao alcance
qualqner bolsa.
Rua do Cabuga n. 1
prettodentes diriiam se ao sen proprielario, a rn>
os S. Fraoctsco desta cidade, sobrado n. 10.
Vende se o deposito da rua de Thom6 dej
jSonta, antlfo becco da Lingoeia h. iz ; a tratar
no mesrao deposito. _____________________
Vende-se um escravo cozinheiro, de idade
de 30 annos, sadjo e sem defeito : no pateo de
S. Pedro n. 26.
Sgswsgqtrotf Sao francezas
0 Barateiro sempre queima.
5. I. Rua Primeiro de Marco N. 1.
Ontr'ora rna do Crespo.
Grande sortimento de botinas para homem e se*
ra, tendo diversos gostos e todos os numeros e
precos ainda desconhecidos no mercado, para
mm 6j e 7*; para senhora 5 e 5* : ao barato
e boa convida o barateiro
Ao calca do Trance z
DO BARATEIRO.
Cora dos estreitamento dupetra
pela facil applica^ao das
SONDAS OLIVAES
DE
. GOHHA ELAST1CA
As mais modernas e aperfeiQoadas de todas
as conhecidas
Vendeni-se
NA .
PHARMACIA E DROGARIA
DE
Bartholomeu & 0.
34- Rua larga do Rosario 34
Esta provado
que o cimento Portland expos to a venda no ar-
ms zem da bola amarella, travessa da rna do Im-
perador, e o melhor que se encontra no mercado,
attento o compelentissimo testemuaho do perito
estucador das obras da igreja da Penba, bem como
o do eximio engenheiro que dirige aquella por-
tentosa construccao.
Luva* de pellica e de suede para homens e
senhoras. Fumo Caporal. Meias de 13. Cha ver-
de e preto Vende-se no Bazar Victoria, a rua do
Bai5o da Victoria n. 2.
fiOjr A ISO PAVAO
NA
Rua da Imperatriz n. 60
PARA LIQUIDAR
Granadiua preta a 500 rs. o
covado.
0 Pavao vende granadina preta e lavrada
pelo barato prco de 500 rs o covado.
ALPACAS PRETAS A 500, 640 E 800 RS.
0 PavSo tem um grande ,-sortimento de
cas pretas, que vendea 500, 640 e 800
rs. o covado, assim como graade sorti-
mento de cantSes, bombazinas, princezas
pretas, merinos, e outras muitas fazendas
proprias para luto.
CAMBRAIA VICTORIA A 49C00, 4500,
S 05000 E 79000.
0 Pavao vende um grande sortimento de
cambraia Victoria e transparente com
8 1.2 varas cada peca, pelos baratos prec,os
de 49000, 49501), 59000, 69000 e 75000
a peca, assim como, ditas de salpico bran-
co, a 70000, e* pecbincba.
CAM'SAS FRANCEZAS A 20000, 19500.
39000 E 32500.
0 Pavao vende um bonito sortimento dt
camisas francezas com peito de algad&o, t
29000 e 29500. Ditas com p de 39000 a 69000. Ditas bordadas muiu
Unas de 690C0 a 109000: assim come
grande sortimento de ceroulas de linho e dt
algodao, por precos baratos, e tambem tern
completo sortimento de punhos e collarinhos
tanto de linho como de algod&o, por precot
em conta.
CORTINADOS BORDADOS PARACAMA I
JAKEI.LAS, DE 79 ATE' 259000 0 PAR
0 Pavao vende urn grande sortimento dt
cortinados bordados, proprios para cama t
janellas, pelo barato preco de 79000,88000.
10(5000 ate 259000, assim como : colxai
(!e d.-irnasco de la muito fina de 109000
129000 cada uma.
BRAMANTES A 19800, 29000 E 29500
0 Pav3o vonde bramantes para leifdes.
tendo 10 palmos de largura, sendo 0 d
algodao a 19800 e 29000 a vara, e de linht
a 29'*00, 29800 e 39000 a vara: e pechin
cha.
Grande pechiLcha a 4$000
e 5^000
CORTES DE CASEMIRA.
0 Pavao recebeu uma grande porgao de
cortes de casimeras de cofts para calcas, e
vende pelo barato prtco de 490C0 e 59000
Cada corte, na rua da Imperatriz u. 60, loja
de Felix Pereira da Silva.
ESMERAI.D1IU A 800 RS.
0 Pavao recebeu um bonito sortimento
das mais (ligantes esmeraldinas com listras
de ceda, sendo em cores e padroes as mais
novas que tem vindo ao mercado, proprias
para vestidos, e vonde pelo baratissinoo pre-
co de 800 rs. 0 covado, ;i rua da Imperatriz
n, 60.
6 Pavao queima os artigos
TAATMNTO E CURATIVG DAS MDLESTIAS PROMOTES OH IMPUBEZA 00
SUES
PELO
ARROBEDEPURATIVO DES1LSAPAR2ILHA, CA
ROBA E VELAME
PREPARADO FOR 1
seguintes:
Cortes de combraia branca, transparente,
com enfeites bordados de la a o;5000.
Dit s todos brancos bordados a 12#0OO e
lii9000.
Ditos muito ricos a 259000.
- Bonitas lansinhas para vestidos, com lis-
tras de seda, covado a 800 rs.
iHtas ditas transparentes e de muita fan-
tasia a 50O, 640 e 800 rs.
Cintos desetim de todas es cores a 58000
Punhos com gollinhas de esguiao a 500 rs.
Sedinbas de cores, sendo de listras e la-
vradas, com toque de mofo a 19000.
Ditas de dita ditas sem mofo a 1-7600 a
29000.
Diversas lansinhas para-vestidos, de 240
ate\500 rs.
Colchas de fustao brancas para cama a
2?500.
Ditas de dito de c6r a 49C00.
ambraias brancas, abertas, para vesti-
dos, corte a 89000..
Cortes de cambraia branca com bonitos
enfeites bordados, de cfir, com figurino a
68000.
Pegas*de madapolao com pequeno toque
de avariaa 4j$500.
Ditas de algoddosinho muito encorpado,
com leve toque de avaria a 4#500.
Madapolao enfestado com 12 jardas em
perfertb estado a 3&000.
Pecas de madapolao com 20 jardas a
405CO.
Brim pardo para roupa de homem e me-
ninos, covado a 400 rs.
Cobertas de chita para cama a 2^500 e
3^000.
Bramante de linho com 10 palmos de
lagura, vara a 2,?6C0.
Atoalhado com 8 palmos de largura, vara
a 1^500.
Espartilhos brancos e de cores a 45 e
55000,
Cortes de casimira a 45 e 55000.
Symphas, Lnizinhas e Bemdilas
Lagriipas.
Pedro Emilio Roberto, com lojade instiumentos
de-musica, a rua do Barao da Victoria n. 17, tem
a venda as tres quadrilhas acima para piano, sen-
do i- duas primeiras novas e hndlssimas : compo-
siC'o do fallecido Lllroso dos Santos. Preco de
cada exemplar 1*000.
Especialidade
Vlnbo particular, puro e ge-
nii no.
Acaba de chegar ao mercado alguns barria de
vinho do Alto Douro, especial e uaicamente pre-
parado do extract da nva e isento de qnalquer
confecjao, sendo muito mais brando que 0 da Fi-
gueira, 0 one 0 torna recommendavel pelo muito
que agrada ao paladar e preferivel a todos os ou-
tros vinhos de paSto.
Acha-se a venda nos armazens de Joao Joe6 Ro-
drigues Mendes, Souza Basto & C. e Fernandas da
Costa & c.
BARTHOLOMEU & C.
Pharinacenticos da casa real de N M. F. El Rei de Porticgn
Premiadosem diversas exposigoes com 0 premio de sua classe.
As8u.de cum bem inapreciavel, cuja importanciae valor s6 esta" reservado ao enfer-
mo avalial-o. E'incontestavel que 0 homem neste mundo e constantemente, e por todos
os lados atacado por uma infinidade de agentcs morbidos, que to>Ios tendem, dadas cer-
tas e delerminadas circumstrancias, a alterar 0 regular exercicio das funccoes organicas,
resultando desse desiquilibrio 0 que se denominamolestia.
A molestia nao e mais do que a desvirtuaQiio das forces vitaes, occasionada, segun-
do as investigates e experieocias dos mais abalisadcs mestres da sciencia, pela deprava-
cao dos humores geraes, consequencia da accao maligna deses mesmos agentes mort-i-
dos introduzidos no organismo pelo acto da ^spiracao, pela via digestive, pelo contacto
immediato, ttc.
A syphilis infelizmentc tem sido a partilha da hu:nani Jad-, e como & fora da duvt-
da que esse terrivel Prolco da medicina e uma molestia hereditaria, ellatem sido obser-
vada em todas as iddas, 0 debaixo de todas as stlA formas t3o variadns, enfraquecendc*
Constituigoes robustas, produzindo mutiUQoes *, co.tando ainda em flor da idade vidas
preciosas.
El minar da economia esses principios deleterios, e purificar a massa geral dos hu-
mores tem sido desdo tempo immemorial 0 lim constante da medicina, e osdepurativor
figuiam em primeiro lugar para preepchtr esse desiderato.
E' de preferencia no leino vegetal que a sciencia aconsellia que devemos procurar as
substancias proprias e depurar ooiganismo, eiiminaulo os principibs novi^os a saiide
pelo augment) das secregoes naturaes ; e que p'issam ao mesmo tempo neutralisar a virus
syphilitico, ainda qu ndo este virus jd tem felto crupijao^no ext:rior debaixo de suas mul-
tiplicadas formts. Os grandes e incomparaveis depurativeis vegetaes consegue^t
muitas vezes prevenir os cstragos da sypmlis, quando por ventura se acba e'la ain-
da no estado de incubacao; isto e, sem se ter manifestado sob formas externas; bene-
ficioincomparavel, tanto mais porque neste estado os indivilujs igDoram completamen-
te se estao contaminados por esse terrivel inimigo.
Felizmente para nos 0 recurso prompto e sem igual para combater virus tao delete-
rio encontramos em abundancia em nosso uberriino solo, nessa riqueza inv-javel de es-
pecies de vegetaes, muitos dos quaes ainda tao pouco .onhecidos e es'.uJados com peza:-
0 dizemos.
Nos mereceu a preferenc'a na grande variedad^ de plant 1 de deparativos que. pos-
suimos, as tres plantas bem conhecidjs no no so paiz ;a CarobaJacaravda*procera
de Sprengel, da familia das Bigoniceas; 0 Valame cro'.on campestre, dcS 1. IIU ; fia fa-
milia das Euphorbiaceas; e a Salsaparrilba Smilax syphilitica de Runlte, da familia
das Asparagineas.
Extrahindo s6mente destcs tres importante vegetaes os principios medicam'eutuso*
pelos processos mais aperfei^oad s da sciencia modcrna, conseguimos rcunil-os cm um
compi sto agradavel e de facil applieacao, cujas propriedades [.ara acura da grande serie
das molestias syphiliticas e todas as que proveem da impureza dosangue, nossos Qstudos
e repetidas experieneias nos convenceram sercm incomparaveis; as quo se tem obtido
com emprego, nas differences formulas conhecidas, dos principios de cada um daquelles
vegetaes de per si. Nao prficisamos d^screvertao importantes plantas, fazer conhecidas
suas virtudes; ellas e seus bons effeitos medicamenlosos jii sao bem couhecidos, quer em
nosso paiz, quer na Europa, 0D.de abalisados bot3iiico e distinctos medios se teem del-
las occupado, e mesmo.estes experimentado com optimos resullados no tratamenlo da
muitos pedecimentos.
0 nosso .Irrobe depuralivo de Salsaparrillia, Caroba e Velame tem um sabot
agradavel, a sua accao e suave e benigna e de nenhuma forma prodaz molestias medi-
caraentosas, como acontece geralmente a todosos compostos em quo entram substanc;a
mineraes com) mercurio, 0 iodureto de potassio, etc., cujo uso proLngado e sempra
para receiar, principdmente por que trazem grande alteragao do sangue, resultando leslu
estado muitas vezes hydropisias, quasi sempre funestas.
Sendo as molestias, como acima dissemos, devidjs dsaltera.O's dos humores, 0 Ar-
robe Deputativo de Salsaparrillia Caroba e Velame pode scr emprogado ?ahtajosanients
na syphilis, (risypelas, rheuniatismo, b6bas, gota, dores sciaticas, ulceras chronica?,
gonorrheas chronicas, molestias da pelle, etc., e em geral em todas as molestias en.
que se tenha em vista a purificacHo do systema sanguineo ; pois que nossas con tiate--
experiencias tem feito ver, qne elle e indispensavel nos casos gravissimes para minorar
os soffrimentos e prolongar a existencia, e nos menos graves a cura e a consequencia d'.
seu uso convenientemente prolongado.
Assim, pois, nutrimos a conviccdo de que 0 uso do nosso novo preparado justiliqu-j
cabalmente as nossas assevera'roes, porque sendo medicamenio puramente deNprincipios
vegetaes, nossas experieneias ate hoje tem couiirmado sua utilidade.
DEPOSITO CERAL
34.Rua Larga do Rosario.34
PERNAMBLCO.
Vende-se a padaria da rua do Barao do S. Bor-
is, antiga do Sebo, n. 15, muito afreguezada :
para ver e tratar, com seu dono, na mesma ; o
motivo da venda nSo desagradara ao comprador
VENDE-SE
uma casa na villa de Barreiros, na rua do Com-
terciq, por preco modioo: a tratar com Tasio
Irmlg 4C
Vende-se na rua doCommercio n. 4, cerveja
Neruega, marca M L :
Bitter Augustura.
Rum de Jamaica.
Rna do Barao da Victoria n.ft
DE
Carneiro Yianna.
A' este grande estabelecimento tem che-
gado um bom sortimento de machinas para
costura, de todos os autores mais acredita-
dos ultimamente na Europa, cujas machinas
sio garantidas por um anno, e tendo um
perfeito artista para ensinar as mesmas, em
qnalquer parte desta cidade, como bem as-
sim concerta-las pelo tempo tambem d'um
anno sem despendio algum do comprador.
Neste estabelecimento tambem ha pertenc^ts
para as mesmas machinas e se suppre qnal-
quer peca que seja necessario. Estas ma-
chinas trabalham com toda a perfeicio de
um e dons pospontos, franze e borda toda
qnalquer costura por fina que seja, seus
precos sio da seguinte qualidade : para tra-
balhar a mio de 309000, 40*000, 45*000
e 50*000, para trabalhar com o pe" sio de
80*000, 90*000, 100*000, 110*000,
120*000, 130*000, 150*000,200*000 e
250*000, emquanto aos autores nao ha al-
teraclo de precos, e os compradores poderio
visitar este estabelecimento, que muito de-
verio gostar pela variedade de objectos que
ha sempre para vender, como sejam: cadei-
ras para viagem, raalas para viagem, cadei-
ras para saias, ditas de balanco, ditas' para
crianca (altas), ditas para escolas, costurei-
ras riquissimas, para senhora, despensaveis
para criancas, de todas as qualidades, camas
de ferro para komem e criancas, capachos,
espellios dourados para sala, grandes e pe-
quenos, apparelhos de metal para cha, fa-
queiros com cabo de metal e de marfim,
ditos avulsos, colheres de metal fino, condiei-
ropara sala, jarros, guarda-comid^s de
araine, tampas para cobnr pratos, esteiras
para forrar saias, lavatorios completos, ditos
simples, objectos para toilette, e outros mni-
tos artigos que maito devemagradar a todot
que visitarem este grande estabelecimento
que se acha aberto desde as 6 boras da me-
ntis ate as 9 boras da noute a
Rua do Barao da Victoria a.
22.
Magnolia i
Na loja da Magnolia, a rua Duque de Caxias n.
45, encontrara sempre o respeitavel publico um
completo sortimento de perfumarias luas. objectos
depbantasia, luvas de Jouvin, artigos demodae
miudezas flnas, assim como modicidade nos pre-
cos, agrado e sinceridade.
Anneis electricos
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 4.J, aca-
ba de receber os verdadeiros anneis e voltas elec-
tricas, proprios para os nervosos.
Meios aderecos
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n 'to, re-
cebeu um completo sortimento de
Meios aderecos de tartaruga.
Meios aderecos de madreperola.
Meios aderecos de seda bordados, 'ultima mud*
e de muitas outras qualidades.
Botoes de ago
A Magnolia, a rua Duque dj Caxias n. 43, tem
para vender os modernos botoes de aco, proprio?
para vestidos.
Golinhas e punhos
das mais modernas qne ha no mercado ; a ellas :
na Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 43.
Lencos chinezes
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 43, re
cebeu uma pequena quantidade de lencos de seda
chinezes, com lindissimos desenhos, fazenda intei-
ramente nova.
Leques
Lindos leques de madreperola, de tartaruga,
marflm, de osso, e de muitas outras qualidafles;
recebeu a Magnolia, a rna Duque de Caxias cu-
mero 45.
Attencao.
A loja da Magnolia, a rua Duque de Caxias c
43, acaba de receber os seguintes artigos :
Manual de madreperola, tartaruga e marfimt
Ricos albuns com capa de madreperola, cna-
gren, Madeira, velludo, couro, etc
Lindas caixas com finusimas perfumarias.
Ligas de seda, brancas e de cores.
Voltas de madreperola.
Pnlseiras de madreperola.
Hicas caixas para costura.
Vestuarios para baptisado.
Toucas e sipatinhoa de setim.
Modernos chapeos de sol de seda para senborae.
Lindos port-bouquets.
Gravatlnhas de velludo, etc., etc.
Ultima moda.
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, re-
cebeu um Undo sortimento de bicos de guipure
de cdres, apropriados aos vestidos chiques da ae-
tnalidade. ______ .
Racalhao de Noruega.
Aoaba de chegar um pequeno lote de eaixaB
deste desejado bacalhao : no caes da alfanaegaj
armazem de Tasso Iraaos & C.



Diatfq fc Pernambiux) Sabbado 4 de Julho de 1874.
=c
dos
Sr. fcr. Maiiael
caaaareadas e
eaatra off
para
vinaxi ddaaaol E
qaeriaa afcti
on aba
-5i aba-
eVsle
aalD atnthai e^psrar gi-
Baata.aaxaflaa Ateaas awm iar, das-
qne jaiaes-
;Ekahi O
ynacippt-
Mam:Sadaqres,
matins. e aaa is-
* liberdaie do
n ad ea qoe
iiaailiii ;Se-
ial # qae se tea*
a aaaraa$a aa
Bsaaa aaaaiifi -|i;
adigjosz.
Has V.
passado nes-
-.Sempre
' fazer-me a
>j m
.r- Il2,"
rots Baa
lllir 0iUH*e5
iilustre *U|i


BH> a* Jj'snca :H aabre
uao caxtteaaaawa a politics
:lb1 Has
i Vawia ana
ftaaaa ab-
j de fide
-(v.
Tit -
* ; -
interrompj
e caasa pu
aaWaaal 4a
aaal dirigida
panne lit-

lfe
/.eaih
do. e nio obstaote ordem express* do go-|mente deraonstradas no senado em um dos
vesno para aquelle fim'. Touts largos e luminoaos debates daquella
O Sa. Diogo de Vasconcellos :E ate casi do parlamento. (Apoiados.)
hoove II ami comedia nosse seotido. (Ri$a-1 0 Sr. Presidents :Lambro ao nobre
das.) jdeputado que foi pel* ordem que pedio a
O Sa. Tarqcinio de Sqoza, :Refer! tam-'palavra.
bam o faeto de um bispo de Pernambuco, i 0 Sr. Paulino de Souza iYou jd di-
qae tambem nao quiz iostituir canonic*- cer a V. Exc. o motivo porque a pedi: foi pa-
aaente um certo padre apresentado pelo go-j ra declarar que nesta discussio renuncic ao
Terno para uma freguezia daquella dio- direito que me dd oregimento de pedir pre-
cese. I ferencia pira o projecto de reforms eleito-
Recordci estes dous factos, fiz ver que ral, que exisle no archivo com parecer de
dies tinham dado iugar a longa discussao e commissio, e portanto em termos de entrar
graves divergencies, no seio do conselho de jd na ordem do* trabalhos
estado, e finalraente mostrei que, gracas i Tendo j i sido largaraente discutida a idea
ioterveocio benefica do fallecido Marquez de capital desse projecto, e sendo conhecido
0 in la, esusduas questdis haviam sido pa- geralmente o sou alcance politico, julgo mais
cificamente resolvidas, sem que o paiz pro- conveniente e methodico tratarroOs nesta
sendasse o$ escandalo; que tern presenciado discussao do projecto do Sr. ministro do
aa questio actual ( Apolidos.) ; imperio, o qual contem ideas ainda uao su-
0 Sa. Ministro do Imperio : Citam o jekas a debate e cujas consequencias prati-
Sr. Marquez de Olinda, mas nao se lembram cas convem que sijam devidamente aquila-
que elle lut hi com os bispos e estes cora tadas.
a*fc
OSa. Takqcixio de Souza:Senhores,
nio se poJeria tambem dizer, que a consti-
tuigio do imperio estava compromottida na-
qnelles ncgoctos ?
Nao se poderia ttmbem invocar essa
decanUia soberania nacionalT
Nio ha via tambem o governo ordenado
expressamente que fossera collados os padres
por elk apresentados ?
Os bispos nao cumpriram a ordem, por-
Poderia, Sr. presideite, fazer tacitaraente
essa renuncia, conservando-me em silencio
sem lembrar o projecto de que sou autor.
Julgei, porem, dover declarar que, se pres-
cindo do direito de preferencia, e somonte
tao nesta discus$4o e com o protesto de nsar
delle opportunamente, corao me faculta o
regimento.
Pre4endo combater o projecto do gover-
no, deraoastrar os inconvenientes e riscos
constitucionaes desse piano. Nio faltani
que em
renresentaram, houve quern suggensse a
iJea do processo; ms o governo seguio
ine'hor constlho, e era isto o que eu es-
perava que Gzesse o gabinete 7 de marco.
' Apoiados; mu t j bem.)
Sempra contei que, melhor aconselbado,
o mimsterio retrocedesse e nao levassa o
giiz a presencisr cs tristissimos acontecimen-
los qoe se tcm dado, e cujas consequencias a
ninguem e da lo prevcr. (Apoiados ; muito
ben.)
E depots do que acabo de dizer, posso
sre accusado de illogico e incoherente ?
Paraque me for^aram aseparar-me de ami-
gos a quern tanto presava ?
O Sa. Mixistro do Imperio : Ja rejo
qje nio os preza mais I
O Sa- Taroaisio de Souza :Ainda pre-
za muito. Mas amigos, amigos, negocios a
part*. [ Hilaridade.)
Sao julgo que a amizade seja motivo bas-
Unte forte para impdr silencio a toz de um
deaaUJo, que esta convoacido de que o go-
verno tern seguido irn mdo caminho (apoia-
dos da opposi ^ao} : que tem ultrapassado os
limiiei marcados na constituigao e nas leis
do paiz ; qua tern, emfim, sacriQcado a re-
ligiao do estado 1 (Apoiados da opposi-
Faram oulros essa politic*, eu nSo sei
nan hei de fazel-a. Eestou disposto a soflrer
todos os rigores da % minha posigao, mas hei
do mandar-me nella ; porque e a posicio
qae me impoe a minha lionra, a minha
coosciencia, minha lealdade e o meu de-
-. Muito bem da opposi$8o.)
conscience nao podiam fizel-o ; quern comigo tome tambem a peito essa ta-
taaM
REFORMA ELEITORAL.
Entra em 1* discussao o projecto n., do
anno findo, que reforms a legislacao elei-
toral no imperio.
O Se. Paulino de Souza (pela or-
dem :O debite qae V. Exc. acaba de
annundae, nao pode Sr. presideote, dei-
xar de despertar a especta^ao dos homens
politicos e de todos que intervcm na vida
public* deste paiz (apoiados) ; interessa elle
grandemente a cada um da n6s, a toda a
camara, a todos os parti Jos, a toda a nac,ao.
' Apoados.)
Trata-se de estabelecer um novo processo
eleitora', de asscntar outro molde, que pos-
sa dar a expressao do pensamento nacio-
oal, no lugar do molde antigo, por todos
ooiemuado como desvirtuando a verdade da
representarao politica.
A* inverso do ministerio, qus congrega
seas amigos para pedir-lhe soi cnserva<;ao o sacrificio de suas convic-
rioe; exigirdelles a aceitaQao de seu pro-
jecta con) prov* de confianca, n6s da op-
posirlo entraremos na discussSo da reforma
eiehoral com animo largo e isento (apoia-
dos^, sem termos em attencjlo a permanen-
da ou a retirada dos l inistros, sem olhar-
mos a interesses de partidos, sem outro in-
Hmta senao o de alcancjarmos a molhor lei
de elei'.ies, que nesta quadra se poder de-
cretar.* Apoiados: muito bem). Nao e"
questaa esta de miiiisteriaes ou de opposi-
donistas (apoiados;, de conservadores, nem
de libnaes apoiados), mas da nacSo, que
tem o direito de ser legitiraamente represen
tada ap9.aJos J, que deve intervir em sua
propria s-Mti e espera da sinceridade de
nos todos carantias a livre manifestaQao de
sna Toatade. ( Apoiados.)
Si3 devemos considerar como do minis-
lanaesta grave questao que envolve inte-
perrasn Imente sob sua influencia que se
execstari a nova lei, mas sobo dominio de
e oatro dos partidos politicos em que
aividunos. Cuidemos, portanto, de dar
dtsajskj-'tss que adoptarmos garantias e
acas tanto ao partido quo apoiar o
o'qualquer que elle seja, como ao
die: cm opposiQao. E' para conse-
lo qoe por minha parte desejo o
de todos, e tmto por mim como
amigos declare quo nao fazemos
partidaria apoiados da opposicao)
Id de organisacao, sob cajo regi-
es de Tirer na adversa e na pros-
era Cortana. [ Apoiados.) 0 melhor al-
viare a seguir seri o de nao se disciplina-
ry os partidos no andamento desta refor-
mx, consiieramo-la sem prevencoes, sem
aflaaarao a conveniencias politicas de mo-
icorrcndo cada um com suas lu-
pjra o debate e prevalecendo afinal
olaao qoe julgamos mais adequado no
aaasso iatenlo.
Saa partiiarie da eleicao directs censita-
ria, desda 1868 que me esforco por ve-la

me estorco por
Em um projecto que trouxe a sincera do Sr. presidente
ando ministro em 1870, esta* ella nao 6* digna de ser abragada
refa.
Se cotiseguirmos levar a convicc3o ao
animo dos que porvantura a ella se incli-
nem, uma vez rejeitado, sobre suas ruinas
erguer-se-ha triumphante a ide"a que reunir
maiorsomna de adhesoes. (Muito bem;
muito bem.)
0 Sr. Jo.lo Mendes ( Pela ordem) :
Pelos mesmos motivos, mas nao por iguaes
sentimentos, visto qtre sou partidista da
eleicao indirecta e da representagio das mi-
norias, declaro & camara que renuncij por
ora i questao de preferencia entre o meu
projecto e aquelle que se acha em discussao,
reservando-me o direito de offerecer-lo em
occasiao opportuna para ser ou nao adop-
tado, conforme a camara entender.
Como relator da commissto que deu pa-
recer sobre o projecto em discussSo, cum-
por um dever de lealdade prevenindo ao
honrado ministro do imperio para que to-
me as suas providencias, per isso que corai-
go nao pode contra para defender o seu
projecto. Toraarei a palavra quando julgar
opportano, e darei is minhas ideas a direc-
(jao que me convier. Reconhego que o
meu projecto, ate certo ponto, e quasi
identico ao do honrado ministro, mas
discordo quanto a eleicao secundaria, e e
esta a parte principal da reforma. Nio
quero expdr e desenTolver agora os motivos
da minha divergancia ; estao consignados
no parecer, e pois limito-me a renunciar
por emquanto a* preferencia.
0 Sr. Martinho Campos (pela ordem) :
Sr. presidente, lamento que um homem da
capacidade do nobre ministro do impeiio
nos dd o exemplo de applicar as suas re-
formas o systema da diplomacia do Sr. pre-
sidente do conselho.
Sabemos, embora dizer isto desagrade aos
amigos do nobre presidente do conselho,
que a diplomacia de S. Exc. consiste em tra-
tar hoje para destratar amanhS, collocando-
nos sempre na necessidade de novas negocia-
coes mats complicadas e mais urgentes. Pa-
ra as reformas deste seu longo e tantas ve-
zes transformado ministerio, o mesrao syste-
ma vai sendo seguido, as suas reformas como
aconteceu com a reforma judiciaria, imp&em
a indeclinavel nullidade de suas refor-
mas.
V. Exc. esta vendo, Sr. presidente, que
em politica interna e o mesrao systema, e
desgragadameote para o paiz, este sestro.ma-
nha, tactica, ronha politica, ou como qui-
zerem charaar, do Sr. presidente do conse-
lho, vai contaminando os homens do parti-
do conservador de uma e outra seita.
E' velho, e constante que todos os parti-
dos procaram nos parlamentos fazer preva-
lecer as suas ideas; e" este um dever para
homens convencidos, e nos governos parla-
mentares regulares s6 aquelles que tem for-
ga para fazerem prevalecer as suas opinides,
podera com patriotismo encar^egar-se do go-
verno.
N6s, porem, de certos annos para cd ve-
mos que o partido conservador, acliando
snas ideas repellidas, quasi p6de-se dizer
pela nag5o inteira (nao apoiados), vai pou-
co a ponco apropriando-se das ideas do
partido liberal. (Apoiados, nao apoiados e
apartes.)
Nao lhe fago por isto uma censura, lou-
vo-o ; o homem nao e refractario, e o poli-
tico nao tem razao para ser incorrigivel nas
suas opinioes.
Desde que conhece que uma opiniao di-
versadasua 6 melhor, deve adoptal-a, mas
com convijglo. com coherencia e sem re-
ceios e hesitagoes dahi por diante ; disto nos
da exemplos a historia de outros paizes que
marcbam na vanguarda da civilisarao e da
humanidade.
Muitos dos mais eminentes chefes liberaes
dessas nagSes, onde alids a coherencia e a
firmeza politica suo virtudes civicas muito
apreciadas, provieram do partido coaserva-
dor.
Nds temos mesmo o exemplo recente do ul-
timo primeiro ministro liberal inglez, Gla-
dstone, que foi conservador, e em itateria
de religiSo ate muito intolerante. Entre-
tanto vimol-o ainda bem proximamente mui-
to suspeitado de querer acabar com a igreja
do estado na Inglaterra, tendo ja feito o
mesmo na Irlanda em proveito dos catholi-
cos romanos.
Eu, pois, Sr. presidente, nao fago uma
censura aos conservadores; pelo contrario,
rendo-lhes louvores e me ufano de ver a
frente do meu partido conservadores emi-
nentes de outr'ora, desvanego-me disto. 0
que censuro e a politica irracional e nao
do conselho, que
por um joven
a>s
: mais de uma vez toaho-a sus-|do merecimento e caracter do Sr. ministro
nesti tribuna como o unico meio de do imperio (e S. Exc. me permitiird que o
eaminharmos para a rea'idade do'chame joven apezar de jd ser ministro)
i coostilucional no Brasil. ( Apoia-, (risadas), politica que tambem nio deve ser
. Espero nesta discussao ter a honra abragada por aquelles que prezam a cohe-
aaastrar-ai) um de seus mais' sinceros e rencia politics, e estio dispostos a arrostar
irsiddos defansores. todos os compromettimentos para desempe-
aesle qae foi proposta a idea comegou nharem a missSo ardua, mas gloriosa a que
a ganbar terreno, e p63e-se agora dizer se propuzeram e dedicaram.
' qaa a eleigao directa 6 um* idea E neste sentido que poder-se-hia censu-
t no espirito publico, que," se nio rar amargamente o actual Sr. ministro do
hoje, ha de firmar se amanha na le-'imporio. Conhecem e confessam a necessi-
gaslacao do piiz. f Muitos apoiados. f- | dade urgente da reforma eleitoral e oatras,
E* estesvslema de eleicoes muito conhe- e nio ousarn ser logicos nas opinides que
dl-j. eas vsntagjns que lhe sio inheren-' manifestam : nenhum direito a louvor tem o
'las fxaa amda o anno passado exuberante- ministerio por fallar-nOs em reformas libe-
raes, quando por seus actos s6 raostram o
empenbo de frustra las.
0 Sr. Florencio de Abreu : Apoiado.
0 S*. Martinuo Campos :Reforma elei-
toral, o nobre ministro nio tem seriamente
tal cousa em vista : concelerei que haja
sinceridade da parte do nobre ministro, mas
S. Exc. tem deixado frustrar e burlar as
suas intencoes patrioticas que duo ma 6 li-
cito por em duvida.
V. Exc. sabi dos nntecessores dos actuaes
ministros a reforma liberalissima que fiza-
ram, fallo da reforma judiciaria. I. uma
cousa que nio ha ainda quern e..ten la ;
pilharam apenas unoa ou outra idea liberal
boa, como o relativo ds fiangas e ao habeas-
corpus, mas satisfagao ds necessidades reaes
e aos reclamos do paiz, ate* hoje nio ti-
vemos.
Ao contrario V. Exc. sabe, Sr. presiden-
to, o paiz todo estd preseaciand) que o ci-
dadio brasileiro que era sujeito ds arbitra-
rias perseguigoes de sub lei'gaJos, hoje de
cada crime que lhes i'mpularem estd sujeito
a dous processos, em um dos quaes sepre-
para e assegura a accusagao sem sua au-
diencia.
0 Sr. PresideSte :Perdoe-me V. Exc.
que lh'o observe, deve limitar-se agora d
questao de preferencia?
0 Sa. Martinuo Campos :0 que admi-
re e que um homem da sagacidada de V.
Exc. nio comprehmla aonde euvou, que
e exactamente d questao de preferencia.
0 Sr. Presidente : Eu comprebendo
que V. Exc. vai Id ; pore'm estd fazendo um
caminho muito longo.
0 Sr Martinuo Campos:Diz o anuo-
xira: Cada um enterra seu pni com)
p6de. (Risadas). E' o que sei fazer, nio
posso faze-lo de outro modo; sV. Exc.
mo biisinar melhor caminh) no sentido de
minhas ideas, prometto acoita-lo com muito
reconhecimento.
0 Sr. Presidente :As observagoes de
V. Exc. sao de politica geral.
0 Sr. Martinuo Campos :Nao, senhor ;
eu vou mostrar a V. Exc. a questao de pre-
ferencia, vou raostra-Ia ; e pondo-se V. Exc.
no caminho que me proponho seguir, ha
de ver que o que o Sr. ministro do imperio
propde nio e reforma eleitoral.
OSr. Presidente :Nao e proprio da
questio de preferencia.
0 Sr. Martinuo Campos : Para justi-
ficar esta preferencia vou demonstrai^que o
que quero e" um projecto que se aproxirae
mais de reforma eleitoral do que esta do no-
bre ministro. *--
0 Sr. Presidente : Darei a palavra a
V. Exc. nesse sentido depois que tiver for-
mulado a questio de preferencia.
0 Sr. Martinho Campos :So V. Exc. me
manda sentar, sento-me immediatamente...
0 Sr. Presidente : Nio sou capaz
disso 1
0 Sr. Martinho Campos :... ate" porque
estou convencido que o presidente que ac-
tualmente dirige os trabalhos da casa pro-
cede com muita imparcialidade (apoiados),
e desejo auxilia-lo em tudo que de mim de-
pender*;> se, porem, V. Exc. entrar nesse
caminho de querer aceitar insinuagoes do
governo para tapar-nos a bocca, e impedir
discusso^s destas que sao do maior alcance
e vantagem, por maior que seja o nosso res-
peito pela mesa e nossa estima pela pessoa
de V. Exc...
0 Sr. Presidente : Dechro ao nobre
deputado que nio aceito insinuagio nenhu-
ma sobre a direcgio dos trabalhos da casa
(muito bem), mas tenho o maximoempenbo
que a discussao corra com toda a regulari-
dade ; isto aproveita d camara, ao paiz e d
V. Exc: Desejo a mais ampla liberdade,
mas direi a V. Exc. que admittiria as suas
observagoes neste seutido assim que esti-
vesse em discussao a questio da prefe-
rencia.
OSr. Martinho Campos:Mas eu nio
quero fallar senao sobro a preferencia.
0 Sr. Presidents :Se V. Exc. quer
propdr algum projecto para a preferencia,
quando entrar.este requerimento ena dis-
cussSo pdde fallar no sentido em que estava
fallando
0 Sr. Martinho Campos :Entio V. Exc.
para que me deu a palavra ?
0 Sr. Presidente :Foi nesta supposi-
gio, logo que V. Exc. proponha a questao,
eu lhe darei a palavra.
0 Sr. Martinho Campos : Perdoc-ma
V. Exc, Sr. presidente, eu sou um bocadi-
nho mais antigo nesta casa, nio sei propor
questdes senao no fim do discurso, depois
ile justifica-las.
0 Sr. Presidente : Entretanto o nobre
deputado pode continuar.
0 Sr. Martinho Campos :Mas, jd que
V. Exc. me perturbou no que ia dizendo...
0 Sr. Presidente :V. Exc. nao seper-
turba facilmente.
0 Sr Martinho Campos :E' o quo lhe
parece ; jd tenho memoria e cabega de ve-
lho. (Risadas).
Mas, Sr. presidente, referia-me eu ao no-
bre ministro do imperio, e censurava que
para a reforma eleitoral S. Exc. imitasse a
politica dipldmatica do Sr. presidente do
conselho e a politica reformista da actual
situagTo progressista conservadora.
Trouxe a questio da reforma judiciaria
para mostrar que nao ,era esta uma politica
sinceramente reformista ; e que s6 procurou
se illudir os reclamos da opiniio com refor-
mas que na realid&de nada significant salvo
a numerosa clientela judiciaria que creou
(apoiados e nao apoiados), e que nio satis-
fazem a ninguem, nao sustentam as boas
doutrinas nem mesmo as velhas opinioes que
o proprio partido conservador de ha muitos
annos jd nio tem. Nio satisfazem mesmo
os reclamos de uma grande fracgio desse
partido que, instruido e desenganado pela
experiencia, sinceramente se mostra possui-
do do desejo de attender ds reclamagoes do
paiz em materia de rofprmas. (Apoiados).
V. Exc. lembra-se, Sr. presidente, querns
reforma judiciaria nem o Sr. visconde de
Muritiba, que p6de ser offerecido como um
typo de sincero conservador, ficou conten-
te ; queria cousa melhor. Com a reforma
eleitoral o que e" que n6s vemos ?
0 Sr. Presidente : Lembro de novo ao
nobre deputado que deve ciogir-se a ques-
tio de preferencia.
0 Sr. Martinho Campos :Perdd-me V.
Exc.; eu comeco por me apoiar no regi-
mento para padir que, se me roubam um
caminho, rne ensinem outro. As minhas
razdes de preferencia so podem ser adduzi-
das da propria materia ; e assim se prece-
de nas questdes de adiamento e em outra
qualquer questio de ordem. Estd me pa-
recendo que V. Exc. escrupulisa em ouvir-
me ; eeu, repito, jd cangado de nio ver
em tempos anteriores na direcgio dos tra-
idoalhos aauella benevolencia e boa vontade
de que nds da opposigio, principalmente,
tanto necessitamos, nio quero, por forma
alguma, incorrer no desagrado da presi-
deucia.
0 Sa. Presidente:V. Exc. jd sabe que
o ouvia mesmo quando nio tioha obriga-
gio tio rigorosa.
0 Sr. Martinho Campos :Obrigado a
V. Exc. Mas, dizia eu, Sr. presidente, que
o projecto nio e uma reforma seria. Per-
gunto a V. Exc. : quaes sao as queixas do
paiz em materia de eleigdes, queixas consa-
gradas na falla do throno, em relatorios an-j
teriores e nos do nobre ministro do impe-
rio? Eu, pela minha parte, nio sei o que
S Exc. diz este anno, e nio comprehendo
a precipitagio do nobre ministro mettendo
em discussio este projecto, o mais impor-
tante da sua pasta, sem quo conbegamos o
seu relatorio, que deve conler informagdes
muito valiosas sobre eleigdes. (Apoiados).
S. Exc. teve tempo de colligir todos os es-
clarecimentos ; S. Exc. disp5e hoje de re-
cursos de que nao dispunbam os seus ante-
cessores, como por exemplo, estatistica, ar-
rolamento de populagio e muitos estudos
para a carta do paiz, etc. Mas, permitta
V. Exc que lh'o diga, o nobre ministro ou
nao se servio dos dados que podia ter co-
Inido, ou nao pretende auxiliar-nos nesta
discussao coin as informagoos que o seu re-
latorio deve conter. 0 nobre ministro,
com dous, quatro, seis ou oito dias mais,
nio atrazava consideravelmente a sua refor-
ma e ao mesmo tempo satisfazia ao cum-
primento de outros deveros sagrados, que o
ministerio seguramente se propde esquecer.
Pego licenga para perguutar a V. Exc,
qual das propostas de fixagao de forgas e
que foi votada em 3* discussio e foi para o
senado ?
0 Sr. Presidente:Nenhuma.
0 Sr. Martinho Campoo: Ora, so Ss.
Exes, ainda nio mandaram para o senado
estas propostas, que sio objecto, pdde-se di-
zer, do expedieute, para que esta sofregui-
dio ? Alera da tbooria velha e querida do
nobre presidento do conselho, quanto a pro-
rogagao de orgamentos, teri a camara este
anno de renuncir tambem a prerogaliva de
iniciar a dacrelagio da forga publica?
Um Sr. Depotado :Se ^o governo qui-
zer...
OSr. Mrrtinho Campos:Quererd o
nobre ministro iniciar hoje a discussio da
sua reforma para suspender amanhi ou de-
pois, afim de votar as leis de forga ? Eu
nio sei que vantagem haja para o governo
em semelhante systema.
Eu pergunto a V. Exc. (porque e" notorio
que o presidente desta casa dere proceder
de accordo com o governo, e eu que sou
opposicionista radical, se me achasse nessa
cadeira, procederia do mesmo modo, pois
entendo que se o governo tem a responsabi-
lidade, deve ter a direcgio), pergunto, pois,
a V. Exc, com este atropello para reforma
eleitoral e desidia quanto ds leis annuas de
vida. o que lucramos nds? Nio compre-
bendo.
Mas, Sr. presidente, quaes sao os recla-
mos da opiniao nesta materia ? S. Exc sa-
be como todo o paiz, que o ministerio nos
relatorios, discursos e fallas do throno, tem
confessado de piano e nobremente que a
eleigao entre nds e uma mentira. Nds nio
temos eleigio, isto e confessado por todos.
Mas para obviar tao grande mal, que corrde
nossas iustituigdes, o quo nos propomos a
fazer ? 0 nobre ministro indagou as causas
do vicio do systema eleitoral entre nds?
Nio sei, nem podemos saber, porque o seu
relatorio, que pela circumstancia desta re-
forma era de maxima i-nportaucia, ainda
nao foi apresentado. (Apoiados).
Nds temos, Sr. presidente, um parecer de
S. Exc, apresentado nesta camara, que di-
verge radicalmente do seu projecto. (Apoia-
dos) Pdde ser que nao haja por este facto
motivos legitimos de roparo, de censura ;
mas precisamos saber quaes as razOes da
divergencia, que e tao radical em materia
tao importante, materia capital.
Sr. presidente, nds inauguramoj esta vida
do governo parlamentar com uma legisla-
gao eleitoral muito mais imperfeita do que
a actual ; mas na sinceridade e ingenuidade
dos politicos de entio, os grandes vultos da
nossa independencia, entendeu-se que a
principal vantagem o merito da eleigao era
ser popular. A eleigao, portanto, foi en-
tregue ao paiz. 0 processo era mais sujei-
to a tumultos e irregularidades ; mas nao
dava ao governo a influencia decisiva e ex-
clusiva que posteriormente elle tem con-
quistado nesta materia.
Ora, com o projecto actual o que rerae
diamosuds? Nada, absolutameute nada.
Parece que se tem em vista alegar ao go-
verno a certeza de uma maioria, de cuja
eleigao die o so elle tinha a chave, e seguro
disto elle offerece fascinar os in?autos com
a representagao de alguma minoria, repre-
sentagao segura na legislagio actual, se o
governo nao esmagasse com o seu poder e
peso maiorias e minorias.
Havia um projecto quo mereceu do no-
bre ministro o seu assentimento, quando S.
Exc. nio era ainda ministro e era sd depu-
tado, com a memoria viva dos abusos do
governo, que tornam tao precario o nullo
o voto popular. Esse projecto foi apresen-
tado por um de seus antecessores, hoje sem
duvida nenhuma muito seu nobre e temi-
vel antagonista. Este projecto remediava
alguma cousa ; o actual nio rernedeia nada
absolutamente.
Sr. presidento, os vicios msiores da elei-
gio estio incontestavelmente na influencia
abusiva do governo. (Apoiados.)
Grandes accusagdes, a nossa historia-d
affirms, levantaram-se no paiz contra o
primeiro reinado que foi uma brilhante
luta.
Esta luta teiminou pela de3trouisagio do
primeiro imperador ; mas entre as accusa-
gdes que foram feitas a esse principe enthu-
siasta e ca'valheiroso nao entrou a da ter
falseado a eleigio. 0 primeiro imperador
teve do lutar na camara dos deputados com
uma maioria infensa ao sou geverno e de-
dicadamenle apaixonada pela forma do go-
verno livre que a conslituigio tinha consa-
grado, e esta maioria inaugurou, e teve a
gloria de firmar inabalavelmente, conven-
cendo por sua independencia a nagio de
que tinha na camara temporaria garantia
segura do suas -iiberdades e direitos.
Ate 1837, o mesmo rospeito pela nota
popular foi guardado. Da 1837 para cd,
de dia a dh, o direito de eleger tem sido
usurpadopelo governo.
V. Exc sabe que a priucipio o governo
mandava eleger. As actas iam em branco
para os palacios dos presidentes e la se en-
chiam ; mas o que uma vez era langado
nas actas prevalecia sempre. De certo tem-
po para cd, ha este outro collegio eleitoral
que annulla todos os outros, sempre qua
quer, a ultima bora. ?
Este coilegio eleitoral, V. Exc. sabe que
e presidente delle, bam qua Mielle nie
influa ; este coilegio eleitoral i um pro-
longamonto da secretari* do imperio nest*
materia. Queira V. Exc dizer-me, nesta
projecto ha alguma cousa que tends, ou
que prometta por tarmo a este estado de
cousas ? E nio a vejo absolutamente.
Entretanto, no projecto antigo a que o no-
bre ministro do imperio tinha prestado ad-
hesio, havia alguma cousa neste sentido.
Porque, pois, o nobre ministro do imperio
renuociou ideas a que jd tinha prestado o
seu assentiaieiito, e que embora nao fossem
o que alguns como eu, desejam, com tudo
melli jravam muito o systema eleitoral em
comparagao ao que existe e ao que S. Exc.
propde ? Os peccados actuaes do autor nao
devem attingir as boas ideas do projecto.
0 Sr. Diogo de Vasconcellos : 0
dede para o ar indica...
0 Sr. Martinho Campos : Eu la bei
de chegar.
V. Exc. ve, nio remediamos nada. Uma
grande parte dos vicios a que curapro por
termo, Sr. presidente, nio demanda medi-
das legislativas. Sa tivessemos de emen-
dar o systema eleitoral, se isto fosse ainda
possivel, eu digo que a maior parte dos
crimes e vicios que tarn deturpado esse sys-
tems e reduzido a camara dos deputados ao
papel de fraqueza constitucional que ella
hoje representa, depende exclusivamente
da vontade do governo faze-Ia desapparecer.
Por exemplo, quanto ds qualificagdes^que
e o assumpto por onde comeca o projecto
do nobre ministro, quando me parecia que
devia comegar por outro mais importante:
mas, emfim, S. Exc. quiz principi&r pelo
principio, vd. Muda a orgaoisaglo da jun-
ta de qualificagio ; no fundo, nada altera ;
mas, neste ponto era facil chegar-se a um
accordo com S. Exc. porque a intengio do
nobre ministro nio pode ser senao tornar o
processo de qualificagio mais simpres, mais
facil e mais verdadeiro. Eu, porem, de-
claro a V. Exc o actual processo de qualifi-
cagio inscripto em papel; nio se pode
imaginar cousa melhor, e porque nao surte
efleito ?
0 nobre ministro sabe melhor do qae
eu, sabe que hoje nio ha qudificagio, por
que os presidentes de provincias e o nobre
ministro tem arrogado a si o direito de
annullarem as qualificagoes a seu bel prazer.
A lei de 19 de agosto nio lhes deu tal pa-
der. 0 proprio governo que promulgou
essa lei comegou desde logo a arrogar-se at-
tribuigdes que ella nio lhe tinha dado.
Fazem-se arrolamentos e as qualificagoes
nas parochias, encommendam-se com ellas
os cidadios, mas a ultima instancia e o mi-
nisterio do imperio e as presidencias, cuja
lei e que nio pode ser vencida na eleigao, e
para elles justiga e direito e sd o que con-
corre para a sua victoria.
Ora, pergunto a V. Exc, e" preciso lei
para mudar isto? Nio: bastava que o go-
verno entregaSse a qualificagio as juntas
respectivas ; aos conselhos de recurso e ds
relagdes. Para isto nio e necessario no-
va lei.
Nio remediamos nada por este lado com
d projecto do nobre ministro ; visto que S.
Exc. on seu successor nio se dimittira do
direito illegal de que o governo tem usado.
Isto quanto a qualificagio.
Quanto a eleigio, o mesmo se dd. Que
providencias tomcu o nobre ministro no
seu projecto ? V. Exc sabe, os clamores
tornam-se tio grandes no imperio que as
confissdes a este respeito tem pirtido de mi-
nistros de todas as cdres politicas. V. Exc.
recordar-se-ha sem duvida das palavras re-
passadas de pezar, mas sinceras e patrio-
ticas do venerando Paula. Souza quando
compareceu neste recinto pela primeira vez
como ministro ; elle duv.dou pelo falsea-
mento da eleigao que se podesso obter a
realidado do systema constitucional entre
nds, e isto tem sido repetido por todos
quantos tem sido ministros do imperio no
nosso paiz.
A reforma eleitoral de 1855, que embo-
ra conservasse a eleigao indirecta e nio sa-
tisfizesse neste ponto, ao que era ji um
desejo dos nossos principaes homens de
estado, essa reforma poz um grande limite
ao arbitrio e a influencia do governo,
creando os collegios de um sd deputado.
(Apoiados.) 0 paiz ha de recordar-se sem-
pre, Sr. presidente, com saudades dessa
reforma, ao menos fallo emvuome das pro-
vincias do sul, onde ella foi aceita e rece-
bida como um grande beneficio e uma ver-
dadeira carta de emancipagao eleitoral e
politica.
E' um facto, Sr. presidente, que a histo-
ria politica dosle paiz ha de mencionar a
maneira verdadeiramente patriot'ea porque
se fizeram as eleigdes em muitos districtos
das provincias do sul, no regimen daquella
reforma. Sabemos que o seu resultado no
norte nio foi benefico, mas igualmente sa-
bemos que ella nio tevo a mesma execugio
nas provincias daquolla parte do imperio,
nas quaes a pressao' e influencia do governo
forain sempre e vio sendo cada vez ainda
mais abusivamente desembrragadas do que
no sul. A morte do chefe do ministerio
que tinha emprehendido a reforma produ-
zio esse mal ; mas nas provincias do sul,
V. Exc. .o sabe ou por maior civilisagio
desses provincias, ou porque a sua popula-
gio toma mais parte em politic*, ou porque
estio mais perto da cdrte, e sabia-se que
para essa reforma tinha poderosamente in-
fluido a opiniio do soberano, o primeiro
ensaio deu resultado, e provou que era um
beneficio publico como tal recebido por to-
das as localidades, e que despertou o espi-
rito e deu a eleigao feita em 1856 um ca-
racter muito diverso do que ha muito tinha
a eleigio, nio obstante o grande arrefeci-
mento que da luta dos partidos havia nessa
epoca.
0 paiz, Sr. presidente, atravessa uma
epoca de transigio e transformagio dos par-
tidos politicos que dura tal vez ate hoje, e
foi entio um embarago para os beneficos
etleitos da lei que se nio estava dos interes-
ses dos partidos, dando uma verdadeira re-
presentagao nacional, dava forga as insti-
tuigdes, estava, portanto, no interesse do co-
rda, a quem o paiz a devia, e por essa ra-
zao ou pelas outras a que me referi, essa
reforma teve uma execugio menos md nas
provincias do sul do que nas do norte.
(Conlinuar-se-ha.)
rfYP, DO DJAltlO. MJA DIUVK 1>K CAXLaJ
\


1

b


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EWHBBX970_AZ4XVB INGEST_TIME 2014-05-19T17:44:50Z PACKAGE AA00011611_19328
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES