Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19274


This item is only available as the following downloads:


Full Text
|
ANNO LU NMEB0 97
PAtt-l A CAPITAL 1! JLl JAH*"* ONDE \AO tsE PAGA PORTE
I
t
i

w
-.

!
i
i
Por tres mezcs adiantados
Por seis ditos dem......
Por um anno idem......
Cada numero avuiso, do mesmo dia.
60000
12,5000
24^000
0100
SEITA--FEIBA 30 DE ABRIL BE
PARA DENTRO E FORA DA PROVOCIA
Por aeis mezes adiantados.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem.....
Cada numero avuiso, de das anteriores.
130500
200000
270000
0100
DIARIO
PERNAMBUGO
propttra* i>e Jlaiwel -ftgurira te Jkrta & -ftUjos
TELEGRMMAS
SES7IC0 ?A?.TICLAB 20 SIASIO.
RIO DE JANEIRO, 21) de Abril, s
2 horas e 15' minutos da tarde. (Rece-
ido s 3 horas e 30 minutos, pelo cabo
submarino).
Ka Cmara om neputadoM ruram
boje reconhectdoa o poderos don
n.: Covn.") e Campo, por Ser-jipe t
Baro de Villa da Barra, pela Ba
bia : Vt'ernerK. pelo Klo de Janeiro t
e eonaelheiro Pinto Lima, por Mana
Camarina
Fol nomeado director interino
do eontencioMO do The*ourO nacio-
nal, o director eral da directora
dan rendan publican.
Ate boje apenan 4 ponnuldoren
de apollcen. reprenentando 6*:SOS,
ne aprenentaram reclamando o ren-
pecllvo pagamento.
SSSVIJ3 D4 A&ESCIA 2A7AS
(Especial para o Diario)
LISBOA, 23 de Abril, noite.
Boje fol inaugurado o monumen-
to don Bentauradoren a entrada do
Panneio Publico de L.inboa. Mullo
enlbunianmo. Illuminacfte..
PARS, 29 de Abril, de manha.
E* grande a irrilaco na recia.
MADRID, 19 de Abril, de manha.
tena -ne rentabelecido o Principo
Imperial da Allemanba.
LONDRES, 2!> de Abril, de manha.
Xa Birmania a innurrelco toma
proporcen conniderawcl.
A.wn'-'a Ha-ras, filial em Pernambuco,
29 de Abril de 1886.
MRTE OFFICIAL
Ministerio da Fazenda
Circu *r n. 10. Ministerio dos Nego-
cios da Fazenla. -Rio de Janeiro, era iO
de abril de 1886.
Francisco Belisatio Soares de Souza,
presidenta do Tribunal ilo Thesouro Nacio-
nal, autorisa s Srs. inspectores das The-
sourarias de Faz m la para, na conforrai la-
de da requisicao constante do aviso do Mi-
nisterio dos Negocios do Imperio de G do
corrento raez, p.garem aos empegados
das inspectoras g le hygiene e de
saude dos portis os vencinentos marcados
na tabella anuexa ao reulam.rato que
baixou cona o !:: n. '.)"! de3 de fe-
vereiro prximo > issa !o. Francisco Beli-
sario So/tres de Souza.
Ministerio di Agrlcnllaira
Ministerio 'los Negocios da Agricultura.
Comracrcio e Oira Publicas. Directora
da Agricultura.2' seceso.N. 5. Rio
de Janeiro, 10 de abril de 1886.
111ra. e Exra. Sr. Accuso recebido o
officio de V. Exc. ae 16 de fevereiro ulti-
timo, ao qual a ompanhou, por copia, a
deciduo dala consulta que V. Exc. fez o
juiz de orphaos da capital, relativamente
ao modo de euraprir algumas disposigoes
do regulameitfo n. 9517 do 14 de novera-
bro do anno passado.
A decisao de V. Exc. foi:
1 Que, emauanto nao estiver ultimado
e arrolainento, asintimacesrecomraendadas
aos juizes de orphaos pela circular de 23
de dezembro, quanto os ex-escravos maio-
res de 60 annos, serlo ap-nas para que os
x-senhores fiquem inteirados do novo es-
tado dos antigos escravos. sera necessida-
de de compareciraento de una e de outros,
orquanto, na conformidade do,art. Io,
7 da lei ficaram sentos da prestaclo de
servicos os sexagenarios nao arrolados.
Assim que, feitas as intimacSes em termos
explcitos, reservar-se ha o auto de qu* tra
t o 4o do'art. 11 do decreto de 14 de
overabro para quando o arrolaraento for
ncerrado.
2." Que, para verificarlo da clausula a
qme se refere a segunda declaraclo da cir-
tdar de 23 de dezembro ultimo, de ac-
ordo com o art. 3", (3 da le, indis
pensavel que comparecam perante os juizes
de orphaos os ex-escravos quo forem ac
tualroeate maiores de 65 anno9, acompa-
nhados de seus ex-senhores, afim de que
pela nspeccao pewoal possam os raesmos
juizes decidir si aquellos sao capazos de
raubar es meios de subsistencia, ou si deve
prevalecer a obrigaclo imposta aos ex-se-
nhores de os alimentar, vestir o tratar em
saas molestias. O auto que se lavrar dessa
onferencia ser archivado no cartorio do
sorivlo, at que esteja providenciado acor
eadoslivros do 4o art. H do decreto
- 9517.
3 Nao dependendo de nenhum titulo
ou formalidade os direitoa concedidos pela
lei aos ex escravos maiores de 60 annos,
nenhuma carta de liberdade tera de ser
passada pelos juizes de orphaos, smdo quo
a intenclo 6 a consequencia da liberdade
decretada pela lei.
Declaro a V. Exc, pelo que respeita
ao compareciraento dos maiores de 65 annos,
para inspecc,ao pessoal por parte dos juizes
de orpiaos, que, urna vez que a cbrigajlo
dos ex-senhores anterior a qualquer ins-
pecclo daquelles juizes, nao sendo esta til
senao quando o liberto prefere obter era ou-
tra parte os meios de subsistencia, tal com-
pareciraento s se pode dar na hypothese
indicada no tirado 13, art. 3o da lei n.
3270 de 28 de setembro ultimo.
Outrosim, relativamente aaos maiores da
60 annos, sujoitos a servico pelo prazo da
lei, n2o essencial quo comparegam peran-
te os juizes de orphitos, bein como certo
que a liberdade adquirida em rulo da ida-
de nao depende d carta de alforria, nem
de nenhuraa outra formalidade.
Assim completada e approvada a deci-
sao de V. Exc, cbeme dizer-lhe quo os
livros de que trata o art. II, 4o do re
gulamento n. 9517 de 14 de novembro ul-
timo,, a que M referi o juiz de orphaos,
no officio que dirigi aV. Exc. em 14 de
fevereiro, nao siio sujoitos a sello, segundo
este ministerio communicou a V. Exc,
em circular de 27 do raez lindo.
Deus guarde a V. Exc. Antonio da
Silva Prado. Sr. presidente da provincia
da Parahyba.
liocrno da provincia
EXPEDIENTE DO DA 15 DE ABRIL DE 138<
Actos :
O Vice-presidente da provincia, de confor-
midmle com a prnposta do Dr. chefe de polica,
em officio ii. 378, de 12 do crreme me;:, resolve
nomear Jos Pues da Silva e tenente Antonio Ma-
noel de Barros, para os cargos de 2o e 3o supplen-
tes do delegado do termo de Garanhuns, ticando
exonerados os que exercem os referidos lugares.
O xice-oresidiute da provincia, do confor-
midade com a proposta do Dr. chafe de polica,
em officio n. .'78, de 12 do corrente mez, rosolve
norarar o alferes Jos It jdrigue* d Paixio, Jos
do Siuza Perras e Francisco Gomes d .VI"llo,
paraos lagares le 1, 2 e 3o supplentes do sub-
delegado do Io dstricto do termo de t iranhuns,
ficando exonerados os que actualmente exercem os
referidos cargos.
O vice-presidente da provincia, de confor-
midade com a proposta do Dr. chefe de polica,
em officio n. 378, de 12 do corrente raez, resolve
nomear Pedro Liberato da Silva Viann* e Jos
Pcreira Vilella para os cargos de 2o e 3o snp-
plentps do subdelegado do districto de S. Joo, do
termo de Garanhuns, em substitualo dos qac
excrceo os referidos cargos.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr chefe de polica, em officio
n. 368, de 10 do eorrente, resolve nomear Joiio
Gregorio Perera Gomes para o cargo de 1* sup-
pteiite da 1* subdelegacia (Santo Antonio) de
Trscnnhem no termo de Nazareth, sendo exone-
rado o actual a seu p'dido.
O vice-presdente da provincia, de cenfor-
midado com a proposta do Dr. chefe do polica,
em officio b. 368, de 10 do corrente, resolve no
mear o tenente Manoel Thom de Olivsira Mello
para o carpo de subdelegado de Lago* do Carro,
no termo de Nazareth, sendo exonerado o aecual,
por ter mudado de residencia.
O vice-presidente da provincia, de confor-
midade com a proposta do Dr. chefe de polica,
em officio n. 36S, de 10 do corrente, resolve no-
mear Jos d! Hollanda Cavalcante, para o cargo
de 2o supplente do subdelegado do districto de
Luftoad'i Carro, no 'ermo de Nazareth, e para 3o
supplente S- bastia> de Hollanda Cavalcante de
Albnquerque en substitui^ao de Antonio Dinir
de Albnquerque Mello, que nao acceitou a no-
mea cao.
__O vice-presidente da provincia, do confor
midade com a propona do Dr. ch fe de polica,
em officio n. 368, de 10 do corrente, resolve no-
mear Jos Bernardo de Alineida, para o cargo de
Io supplente" do subdelegado da districto de Al-
lianca, no termo de Nazareth, em substituicSo de
Porfirio Perera de Queiroz, que na acetou a
nomeaciio.
= O vice-presidente da provincia, de confor-
midade com a proposta do Dr. chete de polica,
em officio n. 375, de 12 do corrente mez, resolve
exonerar, a pedido, o alferes Clodoaldo de Barros
Franco, do cargo de 1 supplente do subdelegado
do districto de Preguca, no termo de Palmares.
Communieou-se ao Dr. chefe de policia.
O vicepresidente da provincia, tendo em vista
o exposto pela Thesouraria de Fazenda, em officio
de hontem, sob n. 252, resolve, de accordo com o
decreto n. 2884. do 1" da fevereiro de 1862, abrir
nm crdito da importancia de 8854 a verbaPra
cas de pretdo Ministerio da Guerra, exercicio
de 1885-1886, afim de ter lugar o supprimento
campleto de dinheiro ao almoxarifado do presidio
de Fernando de Noronha.Bemetteu se copia a
Thesouraria de Fazenda.
Oficios :
Ao presidente da provincia das Al aguas.
Respondendo ao officio de V. Exc. datado de 9 de
marco ultimo, devo declarar a essa presidencia
qneoart. 55 da lei n. 1141, de8dejunhode
1874, prohibe nesta provincia o estabelecimento
de agenciar fiscaes de outra qualquer e portanto
nao pode ser at'endida a solicitaeio constante do
mencionado officio. _
__ Ao desemoargador Joaquim da Costa Bur-
radas, presidente da provincia do Ceari,Pelo
officio. a que respondo, n. 14, de 9 do corrente
mez. fico sciente de haver V. Exc. assumdo na
inesma data o exercicio do cargo de presidente
dessa provincia.
Apresento a V. Exc. os meus protestos de es-
tima e consid. racHO.
__Aj cmselheiro presideate do lrtftanil da
Relaeo do Becife.Digoe-s,, V. Exc. de provi-
denciar para que sej* transmitido a s-cretan*
desta presidencia, conforme foi requisiUdo em 6
do dezembro de 1884, a certidao do processo do
reo Antonio Ferreira da Silva, que intrpoz re-
curso de graca da pena de gales perpetuas que
lhe foi imposta pelo jury do termo de Nazerelh,
em 12 de dezembro de 1870.
Ao mesmo.Digne-se V. Exc. de providen-
:iar no sentido de ser enviada 4 secretaria desta
presidencia, conforme loi reqmaitado em offieos
de 21 de mar;o e 12 do agoste de 1882, a certidao
lury desta capitel em 20 de marco de 188
' Ao Dr. chef de polios.Tendo c senten-
ciado Lucas Antonio Evangelista, que se acha n
'M* de Detencio, internos recurso de graca
iA pena de 8 annos d gal*, que lhe fr. werp st
pelo jury desta capitel em 3 de junho de 1880,
(ionvm que V. S. providencie ara que apre-
Bente a peti^o que deve aer enderecad* a S. M.
o Imt*rador, visto ja se schar na secxelsiri desta
de
oresidencia a certidao do respectivo processo, en-
viado "p-.-lo conselheiro presidente do Superior
Tribunal da Relaco. a peticao deve acorapa-
nhar urna iuformayao prestada pslo administrador
da Casa de Deteaco acerca do reindo senten-
ciado.
Ao Dr. inspector da Saude do Porto. Res-
pondo ao officio de 2 do corrente mez, declarando
a V. S. que, vista do Aviso junto por copia n.
1213 pocios do Imperio, deve ser posto em exeeucio o
decreto n. 9554 de 3 de Fevereiro do corrente
sano.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Transmiti i V. S. para os fins convenientes as
inclusas notas do gaz, consumido no mez de Mar-
co indo, com a illumiuacao dos quarteis dos bata-
lbes de infantera 2 e 14*,'da compauhia de ca-
vallaria, da enfermara militar e do Arsenal de
Guerra, e bem assim a informa pia do engenheiro enenrregado das obras militares
de li',n-.eni datada sob n. 25, relativa ao mesmo
consumo.
Ao mesmo.Communico a V. 8., para os
fins convenientes, que o promotor da comarca de
Peo d'Alho. bacharcl Francisca Xavier Paes Bar-
reto, interrompeu hontem e por motivo de molestia
o exercicio de scu cargo.
Ao mesmo.Sendo improcedente a impugna-
co feita por essa Thesouraria ao pagamento das
contas juntas, na importancia de 533/423, apre-
sentadas pelo Arsenal de Mariuli i, po* nao se tra-
tar de fornecimentos navios da armada, recom-
mendo a V. S. que effectue aquello pagamento,
proveniente do despezas com o consuiro de carvio
e outros obiectos que forain precisos para a via-
gem que por ordem desta presidencia e por ser
mais econmico, o cruzador Meditza tez ilha das
Boceas, dispensando se assim o fretamento de um
vapor da Companhia Pernambucana, para o que o
Ministerio da Marinha consignou o crdito de....
730O00, por conta do qual de ver correr o paga-
mento que nlludo.
Assim dou 207, de 29 de Marco findo. Communicou-se ao
inspector do Arsenal d Marinha.
Ao inspector do Thes airo Provincial.Ten-
do em viste o exposto pelo director da Colonia
Izabel em offi;io a que se refere a iniorm-cao de
Vmc. de 5 deste mez sob n. 559, recommendo a
essa Inspectora juc, segundo as torcas dos eotres
desse Thesouro, mande abouar alguma quautfa ao
dito director, consignada no j 3" do art. Io da lei
do ornamento vigente.Communicou-se ao dire-
ctor da Colonia Izabel.
Ao juiz nunicipal e de orphao3 do termo
i Pao d'Alho.Reitero'a Vmc. a recomrameo-
dacao 'esta presidencia, constante do officio de
27 de Fevereiro ultimo, no sentido de informar
com urgencia si Manoel Fernandes Pedrosa re-
cebeu na Thesouraria a quantia de 20'J000, va-
lor do cscravo Manoel, libertado neste termo por
coate da l* quota do tundo de emancipacao.
Portaras :
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recite ao Sao Francisco, srva-se mandar con-
ceder pissage nsque serio oppartunaraeote d es-
contadas das gratuitas a que o governo tem di-
rcito, da estaco de Cinco-Pontas a de Una, de 2
classe, ao sargento ajudante do corpo de polica,
Augusto de Murosle de 2 ajUm soldado com di-
reito a respectiva bagagem.
O Sr. geVente da Companhia Pernambucana
mande transportar ao presidio de Fernando de
Noronba, por conta do Ministerio da Guerra no
vapor Goqui {aviaria Francisca de Souza, mulher
do anspencada do 2o batalbao de infantera, Pedro
Celestino Becerra que para alli destacou.Com-
municou-se ao conmandanto das armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar passagem a r, at o porto do Araca-
ty, no vapor que seguir para o norte a 5 de Maio
prximo, a Anacleto Pub'io de Magalhaes, por
conta das que o governo tem direito.
K.Tl'KI-IENTE DO SECRETARIO
Ao inspector do Thesouro Provincial. De
ordem de S. Exc. o Sr. vice-presidente da pro-
vincia, communico a V. S. que foi hoje indeferi-
do de accordo com a informadlo desse Thesouro
em officio de 23 de Fevereiro ultimo sob n. 489,
o requerimento de Francisco Tavares da Silva
Cavalcante, com reanlo ao disposto uo 81 do
art. 1 da lei D. 186J, de 11 de Agosto do anno
passado.
Ao gerente da CompBnhia pernambucana.
S. Exc. o Sr. uicc-prosidente da provincia, man-
da cammuuicar a V. S., que nesta data concedeu
permissao para ser conduzida at o presidio de
Fernando de Noronha, urna marqueza erapalhada,
destinada ao pharmaceutieo d'nquelle presidio,
capitao Manoei Joanuim das Trevas Marnho.
Ao mesmo.O Exm. Sr. vice-presidente da
provincia manda aecusar o rece'nimento do officio
de 12 do corrente em que V. 8. participa que
tasa companhia expedio uo dia 20 as 5 horas da
tarde o vapor fp/juca para os portos do norte at
Cotnocm.
EXPEDIEXTE DO DIA 16 DE AUBIL DE 1886
Actos :
O rice-presidente da provincia, de conformi-
dade com a proposta do Dr. chefe de polica, em
officio n. 383, de 11 do corrente, resilve uomear
Jos Luiz Fernindes, para o cargo de subdelegado
do districto do Espirito-Santo do termo de Iiig*-
zera, visto nao ter aceitado a uomeaco Agostinho
dos Santos Nogueira.
O vice-presidente da provincia, de conformi-
dade com a proposta do Dr. chete de polica, em
officio n. 385, de 14 do corrente mez, resolve no-
mear o capitao Ildefonso Francisco Gomes e o ci-
dadao Pedro Ah*xaudrino Coelho da Costa, pura os
cargos de 2* e 3" supplentes do 2 delegado do ter-
mo 4a Escuda.
O vice-presidente Ja provincia, de conformi-
dade com a proposta do Dr. chefe de policia, em
officio n. 382, de 14 do corrente mez, resobre no
mear Antonio Andramce de Souza Magalhaes pt-
ra o cargo de Io suppleute d > subdelegado do dis-
tricto de ltapissuma, ficando exonerado o actual.
O vice presidente da provincia, de contormi
dade com a proposta do Dr. ch fe de polica, era
officio n. 982, de 14 do corrente raez, resolve no
mear Simplicio Bezerra da Figneiredo para o car-
fo de 2o supplente do sub lelegado do dUtrcto d -
tapissuma, visto nao ter aceitad a m-ineaca >
Luiz Correia de Queiroz.
O vic presidente da provincia, d>' conformi
dade eom a proposta (to Dr. chete de polica, en)
officio n. 381, de 14 do corrente mez, resolve ex-
onerar Joao Miguel da Silva Barr >s, do cargo de
2" supplente do delegado do termo de Gra\* t.
visto ter sido cond--nin i I o BBS penas do art. 210
do Cod. Criin. Cbminuaioou-se m Dr. chefe de
policia.
. O vice-presidente da provincia, attendendo-
ao que requereu o guarda da Casi d D.-r mel
Joiio Baptista Cavalcante de Albuquerqiv, res >lw
coneeder-lhe dous mezes de liceu<-a com venciinen-
tos na forma da lei para tr tar de sua s- de, 8V-
vendo o peticionario entrar no goo da liecuca no
prazo de 15 das
O vicepresidente de Tovinci i, attend
ao que requeren o capitao da 1* companhia do 2
h.tlh.ii do inte otaria Antonio Francisco de Mel-
lo, e te.id i em vis'a a inforiuacao do brigadero
commandantt^ las aroias, de hontem datada, so>>
n. 198, e o termo de nspeccao de saie anu'-xo,
por copia, su pet(*ao, resolve conceder lhe li-
cenoa por trej OMSOS para tratar de sua sadu.
;sta capital
O vice-presidente da provincia, attcndenUo
ao que requereram a* profesoras Camilla do Car
do Torres e Generosa dp Reg M-dciros Caval-
cante de Al.u juer^ue, esta ida eadeira de ensino
primario da Entrada Nova da Imberibera e aquel-
la da de Pao d'Alho, e tendo em vista a informa-
cao n. 120, de 10 do corrento mez, do inspector ge-
ral da Instruccio Publica, resolve, de conformida-
de com o art 149 do Beg. de 6 de Fevereiro de
1885, permttir que as referidas profesoras per-
muten) as caderas em que lecconavam. Comtnu
nicou-se ao inspector g^ral da Instrucco Publica.
Offieos :
Ao Exm. e Rvm. hispo diocesano d'Olinda
Transmiti a V. Exc. Rvma o incluso effico n.
134, de hontem datado, do 1 secretario interino
da Assembla Legislativa Provincial, afim de que
se digne de prestar a informacao quo julgar con-
veniente sobre o projecto annexo ao predito of-
ficio.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Attentas as razoes constantes do officio junto por
copia, do'director dn. Arsenal de Guerra, declaro a
V.S., que ao empregadodo msmo Arsenal Napoleao
Olympio Frates, dever-se-ha abouar o vencimento
de esenvo chefe do scrptorio do ajudante do
referido director, desde 29 de Marco findo, por ter
o servico publico exigido que elle assunissa o
exercicio no dia anterior ao em quo tirou o respec-
tivo titulo de nomeacao interina, desta Presiden-
cia. Communicou-se ao director do Arsenal de
Guerra.
Ao inspector gcral da Inatruccao Publica.
Devolvendo a peticao do professor da eadeira de
ensino primario de Muribeca, Francisco de Paula
Lins de Carvalho, autorso Vine, justificer as
faltas de exercici escolar do referido professor,
alludidas era seu officio, a que respondo, n. 923, de
12 do cjrrente mez.
DESPACHOS DA PRESIDKMCIA DO DIA 23 DE
ABRIL, DE i8tG
Antonio Jop de Azovedo. -Reraettido
ao Sr. inspector da Thesouraria para nan
dar effectuar o pagamento pedido da ac-
cordo ora a ordem do Thesouro Nacional
de 8 do corrente, n. 80.
Antonio Jos do Nascimnto. Ao Sr.
Dr. chefe de policia para informar.
Aquelino Cezar de Mello Barreto.Ao
Sr. Dr. juiz de direito das execuySes
criminaes para informar.
Afro Pereira da Cunha. Ao Sr. com-
mandante do corpo de policia, para conce-
der baixa do servijo, depois que o suppli-
cante inderanisar a Faz-rada Provincial do
que est a dever.
Uellarraino Jos de Souza. Remettido
ao Sr. inspector da Thesouraria do Fazen-
da para attenJer ao pedido, de accordo
cora a portaria de hoje, relativa conces-
sao de crdito.
Francisco Moreira da Costa.Reraetti-
do ao Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
zenda para raanlar relacionar o debito, de
quo tratara as inclusas contas, depois que
o peticionario assim o requerer, nos termos
da informacao de 2 do corrente, n. 221.
Francisco da Costa.Providenciado.
Jos Joaquim de Aeevedo.--Informe o
Sr. director do Arsenal de Guerra.
Joao da Cruz Cardoso.Deferido com
officio ao Sr. brigadeiro comraandunto das
Armas.
Jos Antonio do Aguiar Jnior.Passe
portaria e a respectiva carta de naturali-
sac&o.
j. |Hi da ftjeW -Ao *. Dr. che-
fe do pofioia para informar.
Jos Bsrbosa da Silva. dem.
Jos Beserra de Maneaos. Ao Sr. Dr.
juia da direito das axacucBss crimiuaes da
comarca do Recife para iutormar.
Manoel Accioly de Moura Qondim In-
forme o Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda.
Tenente coronel Manoel de Azevedo
Nascimento.Sej ara concertados.
Marcelino da Costa Araaral Rosa. Jo
tem lugar o que requar.
Mu-andolina DeDcieciana Dias de Sara-
paio.Re-raettido ao Sr. inspector da The
souraria de Fazenda para attender ao peii-
do_, de accordo coin. a portara do hoje rela-
tiva a abertura de crdito.
Alferes Pedro Alejandrino Be kman.
Informe o Sr. o inspector da Thesou
raria de Fazenda.
Engenieiro Vicente Antonio do iispiri-
to Santo.Aguarde a decisao do Ministe-
rio da Agricultura, Coramercio e Obras
Publicas, sobre o pagamento reclamado.
Secretaria da presidencia de Pornambu-
co 29 de abril de 1856.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartir* 4 Polica
Sccgao 2.' N. 428. -Secretaria de Po-
licia de Pcrnambuco, 30 de Abril de 1886.
111 ra. e Exra. Sr. Partecipo a V.
Ex;, que foram hontem recolhidos na
Casa de Detencao os sguintes individuos :
A' minha ordem, Duarte Lins Machado,
como pronunciado no art 263 do Cod.
Crim., disposico do Dr. juiz de direito
do 4* districto criminal ; e Felisraina Ma-
ra das Dores, alienada, afim do ter dea-
tino para o asylo la Ta-w-rneira.
A* orlera 'o 8ubdeltgd do Recife, Je-
rooyraa dos Santos, por disturbios.
a! ord-'tn do de Santo Antonio, Anto-
nio Wilson AkUin, por disturbios.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
Joao Agripino da Mott, por crirne de
furto.
A' ord.-ra do do Io districto da Bo .-Vis-
ta, Severo Jos Francisco, por embriaguez
e ofivnsas moral publi a
D ras guarde a V. Ex. -Il:m. e Exra.
Sr. Dr. Ignacio Joaqniw da Souza Lelio,
muito digno vice-presidente da provincia.
- O chefe de policia, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DE 28 DE ABRIL, DE 1886
Antonio Florii es Raposo_ e J ao Com a de
Antujo VaseonceliosC-rtiqae-e.
Vigario Trujano de Figueimlo Lrn .Entre
gui se a quautia em drpoaito.
Joaquim "Josj da Silva Moreira.Junte-se.
Marceliino Vieia da Silva 84, Hermina da
Bilva Bastos, offieos do commandante do corpo de
pil ca e cont.8 da extraccao das 244 e 246 pa-
les da lotera da Santa casa, da 4a parte da igre-
Nega-se
ja da Bosvagem de Pasmado e da 6 parte da
matriz de Villa Bella.Informe o Sr. contador.
Hermina da Silva Bastos.Ao Sr. contador pa-
ra os devidos fins.
Fielden Brothers.Junte-se copia das inftrma-
coes.
S- lomo Jos Vianna.Haja vista o Sr. Dr.
procarador Fiscal.
DESPACHOS DO DIA 29 DE ABRIL
Isabel Francisca Monteiro de Quental
Barros. Facain-se as notas da portaria de
licenca.
Francisco Fernandes de FariaSatis-
faga a exigencia da contadoria.
Padre Manoel Jos de Oliveira Reg,
Jos Jeronyrao Rabello, Pedro Ptreira de
Mesquita e padre Marcelino Vieira da
Silva e S. Haja vista o Sr. Dr. procu-
rador fiscal.
Manool Joaquim Xaxier Ribeiro, Ger-
vasio Rodrigues Campello, administradores
da massa fallida de Motta Silveira & C,
Aurelio dos Santos Coimbra, Johnston Pa-
ter Se C e officio do Dr. procurador dos
feitos. Informe o Sr. contador.
Francisco Goncalves Torres. -Certifi-
que-se.
Manoei Francisco de Souza. Requeira
ao Consulado.
Baro de Caiar. Xk> ha que deferir,
urna vez que das inforraagocs consta nao
haver debito era juizo cora relacao ao ex-
ercicio de 1877 78.
Antonio Joaquim Cascao.Volte ao Sr.
Dr. administrador do Consulado para a
diligencia requisitada.
Officio e contas do Dr. procurador dos
feitos.Informe o Sr. contador.
Contas do padre Marcelino Vieira da
Silva c S e de Pedro Pereira de Mssqui
ta. ivpprovadas.
Baltar Irmiibs & C. -Nega-se provimen-
to ao recurso ex-offi:io, visto seren pro-
cedentes os fundamentos da decisao recor-
rida.
Gomes de Mattos Irmaos.
provimento, vista das informagoes.
Salomeo Jos Vianna. Deferido, fazen-
do-so a substituido da apolice nos termos
regalares.
Joaquim Jos d Silva Moreira. Modes-
to de Albnquerque Carceiro da Silva, Ma-
noel da Silva Faria, Jos Maria Coelho da
Silva o herdeiros Bowman. Defeoido,
para nao serern reeponsaveis os supplican-
tes pelo debito anterior dos estabelecimen-
tos n. 151 ra de Vidal de Negreiros,
n. 65 A raa de Motocolomb, n. 9
ra do Mrquez do Ilerval, n. 7 ra de
Guararapes e n. 46 ra do Barao do
Triumpho, visto provarem nao suceeder
nos mesraos estabeleeimentos.
Manoel Francisco Pereira. Indeferido,
por inobservancia do disposto no art. 49
das instrueoes de 27 de Julho de 1883.
Contas do collector Sergio Ribeiro Tor-
res e da 1* parte da lotera dos iagenuos.
Approvadas.
Manoel Parciliano da Silva Braga, Sc-
bastio Antonio de Albuquerque Mello,
Hermenegildo Joaquim de Oliveira Ba
-iuen e Maria Generosa de Oliveira. De-
ferido, era vista das informales.
Manoel Fernandes Velloso.Defor do,
ticando irresponsavel pelo debito relativo
ao 2* semestre de 188182 e com refe-
rencia a imposigao de aiao morta.
Francisco Ferreira Bltar e Marianna
Augusta da Rocha Bastos. Deferido, fi-
cando irresponsavel pelo debito anterior o
novo inquilino qui estabelecer-sa na casa
n. 33 ra da Uniao e no pavimento ter-
reo do predio n. 10 ra do Vigario Te-
nerio, cuja desoccupayo se prova.
Francisco Jos Alves. Deferido, dn-
dose baixa na debito exigido cora referen-
cia s raei'aguas collectadas sob n. 27 A
ra da Cadeia Nova, visto verificar-se
ser o laugaraeuto repeticao das mei'aguas
sob n. 105 ra do Mrquez do Herval,
a datar do exercicio de 188081, nos
termos do art. 261, parte 2a do Reg. de
2 do Julho de 1879.
Joao Baptista gsteves de Souza.In-
forme o Sr. contador.
Maria de Medeiros Martins e officio do
Dr, procurador dos feitos.- Informe o Sr.
Dr. administrador do Consulado.
Antonio Augusto Alves Msciel.Certi-
fique-se.
Jos Maria da Cest>. Ao contencioso
para attender. remettendo-se depois ao
Consulado para o mesmo fic,
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 28 DE ABRIL DE J-686
Ferreira Cascao & C. Sim, de accordo
com a inforroagSo.
Francisco Jos de Oliveira.A' 1.* sec-
cao para proceder de ccordo eom a lei.
Manoel Ferreira de Assutnpc3o. Infor
me a 1.a scelo.
Jlo Vctor Alves Matheus- -Sim, visto
a informado.
DIARIO DE FERMaBECO
RECIFE, 30 DE ABRIL DE 1886
Molidas do Pac fleo. Rio da
i"-rata e Sal do Imperio
O paquete ingles Neva, que passou hentran para
a Europa, trouxe do sul as seguinies noticias, e
as que constara das rubricas Parte Official e In-
terior:
Par i fleo
Datas st 2 de Abril :
O governo p ruano apresontou ao congrpgso na-
cional a proposta de tres nomes afim de eseoiher
um para ser prvido no urcebispado, d'aquella
repblica. No primeiro lugar toi colloeado o sa
cerdote Agustn rien, de reconhecida vutude e
saber.
Segundo El Mercurio, de Valparaso, fallon-
muito da situacSo difficil a quo tinham chegadp as
relacoes do Chile com a Italia, por caua de una
nota, escripta em termos speros, acerca de arbi-
tramento, recebda d'aquelle goveruo.
La Patria, orgao quo acompariha o governo,
assegurou que careciain do fundamento os boatos
referentes sobredita nota do j-overao italiano
acerca das sentencas do tribunal a-bitral ; aceres-
cent ando que tudo aqulo ero inveocao de agiotas
que queriam especular com o cambio.
Continuavam as desttnicoes de autoridades, que
eram substituidas por individuos que garintissem
o triumpho do candidato bfficial Balmaceda.
Era esperada em Santiago a commissao poltica
de opposicito, depois de ter visitedo 88 mais im-
portantes cidades do sul, onde os seus membros
tiznram conferencias publicas, protestando contra
a intervencao ollicial e animando o povo para
unr-se e trabalh&r a.favor da libsrdada cleitoral,
apoiando a candidatura Vergara.
Rio da Pra (a
Datas de arabas as capitaes at 18 de Abril :
Na Repblica Argentina o Dr. I:*igoven dirigi
aos seus co religionarios nm manifest explicando
03 motivos do inallogro elewral t fazendo serias
aecusacoes ao presidente da repblica.
O diario portenho La Nacin termina assim um
artigo editorial:
< A iinmigracao, que o melhor e mais seguro .
barmetro de nosso bem estar e de nosso adianta-
tamento, nocaininho que vai nao chegar metade
da do anno passado.
o Veremos como se cjmmenta este facto des-
consolador na prxima mensagem do presidente da
republiea.
O capitao general Mximo Santo? dirigi urna
nota ao presidente da Repblica Oriental, dando
conta da terminacho da guerra e solicitando a de-
cretaco de amnistia geral. Rcspondeu o presi-
dente que o poder executivo diriga assembla
geral urna menasgem de amnista ampia para todos
os orientaes e estrangt-ros que tomaram parte na
ultima guerra.
Santos mandn por em liberdade es prcsioneiros
que se achavara no Salto o em Payssando, e orde-
nou aos chefes polticos dos departamentos o licen-
ciamento das forcas chamadas a servido ; sendo,
porm, reforcada a polica.
U coinmand inte Claro Peroira, aecusado de ter
protegido a fuga do general Castro, r.stava preso
no i[uartel do de capadores, com sentmella
vista.
O ministro da fazenda provocou nova reuniao
de cenadores e deputados para continuar a tratar
dos meios de resolver as difflculdades financeiras.
MinasgeravM
Datas at 20 de Abril :
O Pombense diz o segunte : \
Segundo nos informara, nao pode ter lugar,
infelizmente, no da 2b' do corrente, a inaoguracao
do trafego na estaeao desta cidade, conforme ha-
viamos noticiado.
Os trabalhos do av.inc'tmentoconinuam; mas
por muito que queira fazor se, nao possi*-*eI qne
estejara concluidos at aqueile dia.
Constam-nos que S. AI. o Imperador projecta
assistir inaugurapiio do trafego da Ponte Nova,
desejando visirar a zona da ligaco da Uniao Mi-
neira a Ub, para cujo fio: iraprime-se toda a ce-
leridade nos trabalbcs d'aquelle trecho da linba.
No da 9 do corrente chegra a S. Joaod'El-
Rei o Dr. Galvao.
Acaba de chegar a esta cidade o Dr. Galvao,
chefe da turma de engenheiros que vera tratar da
locacao da linha frrea que desta cidade segu
para o Ribeirao Vermelho e para Bom-Succeso e
Oliveira.
Ao que nos cmsta, embreve se encetarao os
trabalhos cora todo afinco e veremos 8. Joao d'Ei-
Rei ligada a urna importante zona em bem pone*
tempo.
O Sul de Minas escreve sobre o jury de Alfenas
o seguinte :
Coraecaram as sessoes do jury a 29 do pas-
sado, e depois de tres dias de preparatorios foi
8ubraettido a julgamento o primei.o e- uuico dos
cinco processos preparados, aquelle em que sao
reos Fclicio Jos V cente e Braz Jos Ferreira de
Andrajo.
E' processo importante ou ante3 causa cele-
bre, onde juraraia entre inquerito, suaimario e
plcnaro nada mecos de urnas sessenta test?inn-
nhas. Duas destas encuntrarara a dous kilme-
tros <^a cidade nm hoinem moribundo, e ao p delle
um outro armado, sendo pardo, alto, barba no
quexo e big'-des, que fugio f.o presentir que fra
visto.
No tribu, al aprecenta-se Felicio, pardo de 16
nnos e imberbe, e Bras tambem imberbe e preta.
Por outro lado apretenta-se como informan*e
urna mulher que denuncia seu propria marido frri
ausente), Fel'cio aeu cunhado, e Braz amigo dea-
tes. como autores do crime, por confisso que, se-
gundo di*"., aquelle llu fizera, o que estes negain
com tenaeidade, igual a insistencia cora que a iu
formante atfirma.
Em torno a ests duas provas fundamentaos
gyra urna infinidade de circum^tanciis pro e con-
tra, impossive8 de ser enunciada* no curtoespac
de urna ooticia.
Os debates prclongaram se at raeia noite e nu-
meroso auditorio toraava iuteresse pelo dssfecbo,
que s se deu s 5 horas da maab, quando roltou
o ( iioelho trazendo Felicio coudemnado a morte a
Braz a gales perpetuas, mximo das penas pedidas
no libello.
Eita seutenca foi appellada na forma da lei,
mas os reos protestaran] por novo julgamento.
Havera erro judicario?
As uqinioes dividem-se.
('ccupou a presideucia do tribunal o Dr. Jo*.
Maria de Moura Leite, a eadeira da promotos*
publica o Sr. Dr. Luiz Sanches de Lemes, e a da
defeza o advogado Sr. Francisco Jos Marianno.
. Forsm presos preventivamente no termo de
Juiz oe Fra, em virtude de mandado do juiz mu-
nicipal, o reo Caudido Jos Machado, indiciado em
tentativa de homicidio contra Jucelino Pe eir
Barbosa e em Congonlias do Campo, e recolhido
cadeia d'aquella capital, Susano da S'!va Campo-
lina, por ter alli assassinado na noite de 17 do
passado Mauoel Jos Epphanio.
i. Paulo
Datas at 23 de Abril:
O chefe de policia 4b S. Paulo dirigi ao presi-
dente da provincia o scguiut'"
Conforme cotnmunica-nto o respcc'.vo dele-
gado do policia, deu-se n'a.H*.cl!a villa, no dia 10
do corrente, um conflicto na casa de Thom .
queirn, entre portuguesa-, que all 66 achavam
reunidos
> Immediataraentc corapareceram algunas pra
cas da policia local e do permanentes, acompa-
nhada de seus respectivos eommandantes, afim de
tomarem conheemeuto do occorrido. visto partirn
da dita casa repetidos apitos.
. Ao chegar a forca foi recebidipor Ihome
com palavrss injuriosas, smea;ando as praca de
tcril-as com nm machado.
Pelo que foi dada a voz de prieao contra o
dito Thom, que auxiliado por diversos individuos
armados, uns com machados e cutros coip pos,
podras, pesos e armas de feg, oppozeram tenaz
resistencia prsao, sendo r.esse mo-; ento dispa-
rados diversos tiro contra a forca. ^
Ficaiam ferioas as praeas locae Joao Carlos
de Souza Firmo, JoSb'& ttad^H Bdividuo qne
Foi preso e alguns do grupo esjWfl^i wa nao
sao conhecidos.
. Tendo esta chefatura conhecimento do facto,
por um telegramma expedido pelo delegado d'a-
quella villa, incontinenti fez seguir urna forca do
seis 'praeas e recommecdou dita au*.oridade que
com toda a inoderacao e energa proeedesss as


Diaria de Pe mam bucoSexta--reir 30 te Abril de 1886
r*
deligeneiag
ree.
Consta pelo inquerito procedido a respeito ja
estarem descobertos seis individuos como autores
dos ferimentos praticados as respectivas pracas
locaes.
A esta inforuoaco accreseenta o Diario de Com
pinas :
Informacoes que directamente temos recebido
de Brotas asseguram que os factos nao se passa-
ram como sao narradas no precdante officio, ca-
bendo s pracas grando rosponsobilisoae pelos dis-
turbios que se tena- dad naqueHa villa.
Tai a Liiilfffln dsasimM que lavra na 1 >-
calida le, que muta* pasadas deixam de ir all fa-
er os seus neeisa> o que tem causado grande
transtorno ao couiisrcio. *
US* le Janeiro
Datas at 24 de Abril:
Alm do que consta da carta do nosso corres-
pondente, publicad na -rubrica Interior, pouco
mais rcferem os jornaes.
Segundo a mais recente classificayao orga-
uis ida pela Caixa de Amortiaacio, as apolices de
6*/o se acham repartidas do seguinte mudo :
Nacionaes e eatrangeiros
Caixa du amortizado
Associaeo-'e, sociedades e com-
panhias
Bancos
Monte pios e casas pas
Ordena tereeiras, contrarias ir-
mau lados e conventos
Cmaras municipi.es
Diversos as piovincias
Total
224,512:80-- 000
1,933:300000
1V32:500*000
4,360:000*000
10,719:500*000
28,610:200*000
81:200*000
48,052:700*000
336,003;100*(iOO
A' proposito da converao das apolices, o
Diario Official de 23 respondcu nos seguiutea ter-
mos ao Jornal do O mvnercia :
2 Sendo novo entre nos o processo de urna cou-
verso, uatural que se uo saiba do seu raecha-
xtismo ; d'ah o reparo a respeito das prazos e da
suspensao das trausferencias. Os prazos nao po
dein sur aino muito curtos : a operacao nao deve
ficar oicrco ,1a especulacao.
Autonsada a conversao em 1884, aguardava-
se a opportuuidade para reaiieal-a: niutruera po-
da ignorar que ella se faria.
Nao ha, tilvez, operario dessa ordem auntui-
eiada com tal antecedencia; entretinto, logo que
se publicou o decreto, o governo telegraphou para
as provincias e para a Europa, reinelteu pelo cor-
llo a todos os municipios do Kio de Janeiro es
recisos eaclareciraentoa, ordenou delegacia do
'bescuro em Londres que inandasse publicar, as
mais ir-portantes capita:s europeas, as c< ndicoes
du conversao : nao se perdeu tempo, nao se pou-
pou trabalho para divulgar a noticia da opera-
*ao
A suspensao da transferencia nos registros
das reparticoes de fazeuda. incvitavel : entie-
gam-se as opolices para conferencia e pagamento ;
nao se pode com t Has azerfcaufo ou venda, nao
ba, porm, sequestro: o possuidor tem salvo o d-
reito de traspassar ou caucionar o titulo que reee-
be em traca das apolices, como traspassaria ou
eauciouaria qualquer importancia que lhc devesae,
Estado.
O Jornal do C/mmercio da 24 retorquio nes-
tes tt-rmos :
O Diario Official de hontem respondeu a ob-
servacoes que fizemoa a- daaa clausulas do decreto
de 17 do crtente relatttb a conversao 'las apoli-
ces de t p ir cento : ox^tdade dos prazos para
i entornadlo do embolco quando se nao aceite a
conversao, e iatransfuribilidade das apolices cujo
pagamento ibi leiamilo.
Corneja o Diario Oficial por dizer que taes
prazos neceas ariamente t:n de ser curtos.
De accordo, mas nunca tao curts que para
quaesquer possuidores de apolices seja absoluta-
mente iinpossivel aproveitar-ae dclles.
Telegraphon-ae o decreto para todos os pon-
tos do globo; acredita nos, gastou-sc multo dinnei-
rp, mas isso uo prova que lentro de qu.nze das
o decreto publicado na capital de qualquer das
ossas prociu.-ias ehegue aos pontos extremos o
um possuidor de apolices que l exista possa como
se exige r.'inetter 03 seus ttulos Thesouraria de
Fazonua na mesma capital.
Querer o Diario Official asseverar seriamen-
te que por toda a parte isto praticavel?
Desde 1884 se sabia que a fazer-se a conver-
sao.
Que importa isto ?
Uoubeeiam-se porventura as condicoes que o
decreto de 17 de Abril de 1886 ia impor aos que
exigissem o embolco?
Relativamente ao reparo mais grave o do se-
questro das apolices na rao do seu possui ior, diz
o Diario que tal se nao d, pois que ao mesmo
possuidor tica salvo o direito de traspassar ou
caucioaur o titulo que recebe em troca das apoli-
ces.
Mas entiu si se pode traspassar o titulo que
representa a apoliee, se afinal quando se tratar do
pagamento tem esta le ser feito nao pessoa em
cujo uorae est averbada a apoliee, mas que
apresenta o tal titulo, a qu-." veio dizer o decreto
que na se permitte mais transferencia das apoli-
cts cujo embolco tires sido reclamado ?
o Pelo contrario deveria dizer que aps aquella
declararlo as apolices podem ser livremente trans-
feridas de mao para mo sem nceesaidade de aver-
oacao na caixa d amortizar-.
Se assim 8'; tivesse exprimido por certo que
nao bouveramos feito tal reparo, como desde ja o
retiramos n O gjverao nos d a declaraco do
Diario Official como interpretativa do seu decre-
to.
Entre os perdoes concedidos na sexta-feira
santa apenas ha o seguate que interesan Per-
nambucu: tfria Bita d Rosario, do reato da
. de prisioperpetua, que Ihe f imposta pelo
jury do Recite, a 28 de Setembro de 1853, por eri-
me de homicidio.
Arribara ai jiorfo do Rio o paquete francez
Senegal, que ia de Bordeaux, em viagem directa,
para o Kio da frafa, em con3eq'iencia de se Ihe
er partido ama asa 4 ) heliee e ter a outra com
avaria. O accid ate dea-M na altura da cidade da
Viutaria, capital do Espirito-Santo.
EMpiritu Manto
Datas at -'1 de Aoril :
Escret'eram de Saut. Leopoldina Provincia,
em 16:
Hontem o colono C Schivelbein espancou
sua m lber de tal modo que ella est em perigo de
vida.
<. Um dos visinhos deujnciou o facto a autori-
dades do Porto do CaCboeiro, e amauli a pilicia
vai proceder a es un i le e iroo de delictoji
* Sehivclbeiu viva ha muito tempo em deshar-
nouia eom a milher, a qual nao ha anda um anno
esteve fgida de casa, e hontem de novo prepara-
va-se para abandonar o lar domestico, levando
comsigo a quantia de 500* e dous meuinos peque-
nos.
Schivelbein voltou mais cedo do quocostuma-
va para casa, e notando a ausencia de sua compa-
heira, correu em busca e a apanhou 2 leguas dis-
tante de casa. Deu-se entao a scena violenta;
arrancou -Ihe o dinheiro e os meninos c esbordoou-a
com um chicote no ventre, assim a modo de zabno-
ba.
Assim narrou o triste drama domestico a au-
toridade, pesaos que assistio a crueldade de Schi-
velbein.
Babia
Datas at 27 de Abril :
Continuava em seus trabalhos a assembla pro-
vincial.
Anda se davam casos fataes de tebre ama-
dla na capital.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO corte 24 do Abril de
1886
StmiAiiio:ferias da semana natita.Inicrrupc&o
da verificacao de poderes. O Srs. Ro-
drigiia tlva e Penfdo disculindo na
imprenta.A convergi das apolices.
Como o 'Jornal do Commercio rons-de
ra essa medida.Explicacoes do Dia-
rio Official'.Como o aPaizt qualifica
o acto do governo. Valores em apolices
possuidas pela a&iociacoes.Differenfa
na venda deslas.O que pretendem cor-
tos postuidores de aptlicts, quanto a es
pede do resgate.O Dr. Castro Lopes e
o annexim U com l, er com er.
Com as ferias da semana santa, foram interrom-
eidos os trabalhos de verificaco de poderes dos
novos deputados. Mas isto nao influir para que
a abertura das cmaras deixe de ter lugar no da
devido. As commissdes de inquerito tem traba-
m
dia i de interrupoao serio empregados no e same e
estado que os relatores tem de tasar sobre i j elei-
coes qne Ibes foram distribuidas; de modo pe na
prexima seguinte reuniao, que ter lugar na se-
guiida-feira, 26 do correte, ser apresnntado
grtnde numero de pareceres.
l'or ora nenhuma questao de interease te tem
lev lutado naa eleicoes de que se tem tratado. Ape-
nas na imprensa os Srs. Rodrigues Silva e Penido
teext-se esgrimido, com mais ou menos azedume,
coi siderando-se cada qual o verdadeiro eleito pelo
10* districto de Minas, e tendo ambos obtiio di-
ploma.
C primevo ni* contesta que o segundo tivesse
obtdo maioria, anda qne pequea, sobre a su
vottcao; mas, invocando a jurisprudencia fi.-mada
pe cmara, pede a aanullacao do collegio da fre-
guezia do Chapeo de Uvaa, euja mesa uao loi or-
eanisada de conformidade com a lei; e, citando os
numerosos precedentes estabelecidos as lejrisla-
tur.3 paaaadaa, menciona os parecerea das com-
misioes approvados, algun8 em votaco nominal,
con o voto do seu contendor, e um firmado por
este.
0 Sr. Ponido, com menos calma do que era de
esperar de sua avanzada idade, evita a questao
dos precedentes e do seu voto nelles, sustentando
que o outro quer roubar-lie o diploma com o
mai t despejo, e que. qualquer que fosse o modo
por que tivesse sido substituido um dos juizes de
paz, na formacao da mesa, esta circumstancia nao
influ de modo alguin no resultado da eleicac, que
ioi ii expresso real das urnas, como foi por todos
recouhecido e nao pode ser posto em duvida.
E' este o resu no daa allegacoes Je um e cutro,
ma nao exactamente o que elles tem dito em
vari >s artigos e em linguagein um tanto crjspa
O Sr. Penido, n> calor com que tem defendid o
sal direito, trouxa a bulla, como argumento es-
oi._'ilor, um soneto de um poeta seu comprovin-
cmio inuico popular e estmalo, que fallando dos
que tentam entrar no parlamento, assim conciue :
. Da cmara subindo a escadaria,
Bem sabe que seu posto l na ra,
Onde a gente de ganho ee aununcia
Nem m-ios tortuosos excepta,
E se entra pela porta, todava
E' laJrao que se serve da gazi.
eaforco, e esse mesmosapolieea -loavavel e acertado,mas sempre sup- peticao de Jos da 8ilva Castro A' commisiao
O respeito devido aemana santa, impondo sus-
pensao d'armas aos contendores, enibara;ou o Sr
Rodrigues Silva de prompto. Vas de su )por
que reappareca na imprensa com a Pascho t da
Kessurreicao.
Afora essa, n-nhuma outra polmica, por ques-
tojs eleitoraes, se tem dado que mereja flO^So,
Alguma coiua que tem apparocido sobre o 2o dis-
tricto do Maranhao, nada adiauta nem tem inte
resse.
que est, sendo debatido na impreasa eom
muito calor a conversa > las ap titees qi i o go
verno acaba de levar a effeito, por decreto de 17
deste mez, publicado 21.
Das folhas serias o neutras, foi o Jornal do
Commcrcio o primeiro que deu o brado, nao contra
a medida em si, que era esperada e estava d< sde
muito decretada, mas contra o modo por qu ella
reasala, timando a;conversao forcada de tac-
to, pelos prazos dentro dos quaes se permit a
op^'o, quando esta devra ser voluntaria, dan lo-
so para isio prazo razoavel e suficiente, para que
i i.lesaeio tempo tomar as suas resoiucoes os
posMii lores de apolices, quer os que se acham no
imperio, quer os que se acham tora do imperio.
Ein um outro ponto anda aclia o Jornal que o de-
creto ataca de frente o direito de propriedale, es-
tabelecido no art. 5 que logo que tur apresen-
tada a reedamaciio (para o recebimento em dinhei
ro) censar o direiro de transferencia das apolices,
continuando, porcm, a ser contados os juros at
ao dia do leagate.
O possuidor da apoliee nao poder diapr del
la, nao poder mesmo caucinala, ae- precisar de
dinheiro, pois a cauco sempre se taz sob a forma
de transferencia; e isto por quanto tempo? p'-r-
gunta o Jornal. Ningucm o sabe. O decreto diz
qu'i o resgate se fura por series c por sorteio; po
de isto levar dous annos, como pode levar 20 >u
.> '. O governc nao se obriga a prazo; immobiLi-
sa a apoliee nas inos do possuidor e mais nada.
Ora, nestas circumstancias haver alguem que re-
clame o embolso ? Eis por que dizemos, observa
anda o Jornal, que increadamente voluntaria a
conversao de facto se torna forjada.
Cootinuando, acha que a iromobilisacao da apo-
liee importa o ccrceamento do direito de proprie-
dade que o Estado se obrigou solemnemente a res-
peitar, importa um verdadeiro sequestro nas ma*s
do possuidor, quando pela lei de sua creacao as
apolices foram expressamente declaradas isentas
de sequestro, mesmo no caso de guerra, como foi
tambem expressamente garantido o direito de
transferencia agora tolhido sem prazo.
Este artigo ao Jornal, que 6 folha circumspecti
e nao eos tuina aventurar censu'as e queixas para
acoinpanhar a ouda, ou .lisongear as opiuioes do
dia, cauaou, 6 preciso confcsssl-o, viva impreasao.
E, ua ver dale, a estreiteza do prazo, quando ha
enorme inaasa de apoli?es espalhadaa pelas pio-
vincias e no 'strangeiro, cousa que d logo na
vista a quera l o decreto, salvas as explicacoes
da que fallarei adianto. A somma daa existentes
nas provincias e cujos juroa aao pagoa naa respec-
tivas" thesourarias de 48,052:700*.
Accudiudo s eeaemae do Jornal, appareeeu
no da seguate um articulista ministenal, pe-
dindo que deixaasem paasar o periodo maras-
matico (parece que a Semana Santa) ein que
ii i i e permttido prestar attenco a assumpto de
m ner gravidade para ento tomar em couaide
racSo o artigo do Jornal e explicar a conversao
de modo a retirar do auimo dos 1 atores quantos
temores o assaltarain.
Fntretanto, no Diario Official do. hontem, aex'a-
feira da ptiio, apezar do periodo marasmatir.o,
dea o govera explicacoes como resposta aoa
dous pontos espitaos da censura do Jornal, ob-
servando que, por ser novo entre nos o processo
da conversao, natural que se nao saiba do seu
mechauisino ; que os prasos nao podein ser seno
curtos, porque a operacao nao deve ficar a mere
da especuladlo; que a conversao est autonsada
desde 1884, aguardaudo-se sinento opportuuidade
para realisal-a, e nnguem podia ignorar que ella
se f*ris ; que nao ha talvez ojeracao d;ssa ordem
aunuuciada com tanta antecedencia; que logo
qse ae publicou o decreto, o governo telegraphou
pan as provincias e para a Europa, remetteu
pelo eorreij a todos os mnnicipios do Rio de Ja-
n-iro os precisos esclarecim-ntos ordenou de -
legaca do Thesouro em Londres que maudasse
pub iear, nas mais iinpoitautes eapitaes europeas
as coiidicoes da conversao ; uo se prdeu tempo,
nem se poupou trabalho para divulgar a noticia
da operacao ; que a suspensao da transferencia
nos registros das repartices de fazeuda inevi-
tavcl e nem isto importa que .tb, porque entre-
ga :do a ap lice para conferencia e pagamento, o
possuidor tem salvo o difeito de traspaaaar ou
caucionar o titulo que recebe em troca da meama
apoliee, como traspassaria ou ciucionaria qua
quer imp .rtancia que Ihe devesse o Estado.
Oque, eutretanto, o Diario Oficial nao |diz
qual a despeza feta, que nb deve tor sido pe-
quea, com a tranamisso do decreto c respecti-
va3 inatruccoea para a Europa por meo do tele-
grapho.
Hoje c. Jmal do Commcrcio anda replica,
ach>ndoJodavia, que oa prasos nao podiam ser
longos,' mas tambem nao to curto.-, que para
quaesquer possuidores de apolices seja impossivel
aproveitar-ae delles ; e quanto ao sequestro que
se o decreto tivesse sido mais claro evitara o
reparo que fez e que retira, se a explicaco da
folha otfieial interpretativa do mesmo de-
creto.
O Paiz, qur sempre moslrou-se duvidoso ,das
vantagens da conversao sen outras medidas,
urnas preliminares, outras concomitantes, e que
tambem manitestava suas duvidas acerca da es-
pecie da me -da com que devera fazer se o res-
gatesi em ouro ou em papelinclinando-se
quelle alvitre, por entender que o cont de res
dado em papel com o cambio abaixo de par nao
o cont de ris promettido ao possuidor da apo-
liee e com o qual elle tenha de occorrer ao seu
negocio, regeitado ao cambio ao par ; o Paiz ata-
cou tambem francamente o acto do honrado mi-
nistro que, com nma simples peonada, subver-
teu completaiuiute todos os principios da nosaa
propria legislacao civil ; creou direito novo e des
truiu direitos antigos e vibrou o mais violento
golpe contra o crdito publico e a honra do Es-
tado.
< Ou muito nos engaamos, accreseenta elle,
ou o decreto, apenas promulgado, softrer breve-
mente varias alteraces. Triumphante embora,
o nobre ministro bade reconhecer mais tarde, que,
apezar da sua illustraco e bons desejos, na*
andou neste assumpto com a neeessaria pru-
dencia.
< Opensanrento da conversao da renda das
pozemos que essi mebida s veris, posteriormente
a outras que dizem estar no plano financeiro de
S. Exc. Mas, para medida preliminar, Botada-
mente adoptada, ella se nos afigura temeraria e
desptica.
Em artigos pedido tambem a medida tem
sido muito combar.ida, e j o estara sendo, desde
que fallou ae em levar a efFoito a conversao. Urna
das questes suscitadas era se o resgate devia ser
feito em ouro ou em papel. Pronunciaram-se
uns peta primetra. hypothese e agora arada sus-
tentara essa^epinlilo, concitando oa posauidoree de
apoliee*1 qo* co-ogregoeui -se e resistam, protes-
tando per todo o meto* legtimos.
Outms, oa antesum escriptor ministerial sus-
tenta opiniao oppjsta, tandoado-se em que as
apolices se podeai ser resgataaos com a meama
ntoedaeses que niram compradas quando emitu-
das ; que resgate em ouro s pode ter lugar para
os empresti-nos em oore. come o de 1868, cmittidu
pelo Visconde de Itaboraby e o de 1875, pelo Sr.
Alfonso Celso.
lambes tem servido de argumento aos advr-
sanos da conversao e damuo c tusado s institui-
c5''s pias e a todos quantos, em virtude de pre
ceito de lei, sao posauidores de apolices, aob a ga-
ranta do que oa eapitaes ah emprerados teriam
a renda de 6 "; E nao ha duvida que, atienta a
somma a que aobem as apolices adquiridas em taes
condices, a reduccao dos juros d-11 is attinge a
um algtrismo que na o deixa de ser importante.
S as coufrarian, irman ladea,
convi-utoa etc., poasuem 28.610:200*000
Associacoes, companhias e so-
ciedades 17.732:500*000
Montes-pioa e casas piaa 10 719:501*000
Ban-.os 4.360:000*01X1
Camaraa munieipaes 81:*XK>000
S ahi esto 61.492:200*000. A e mverso d
a essas nstituic^es urna diantaaieab de maia de 60
cintos.
Um articulista no Jornal de hontem, aecusando
o Sr. Cotegipe polo grande mal que acaba de sof-
ircr a Santa Ctsa de Misericordia daCorte.de
que elle provedor, acha que S. Exc. ou deve pro-
testar contra 0 brbaro assalto dado ao pao dos
pobres, ou deve resignar o cargo, para que outro
iroteste.
Soja como for, a conversao est feta, e nao de
esperar que haja quem prefin o pagamento das
apolices a subsi.ituiso pelas de novo typo, desde'
que estas se acham j cima do par. Rec ber
1:000*000 pelas antigs apolices para comprar
novas a 1:015*000, valor da ultima quotaco e
que.alias teude a subir, negocio que niuguem
tara.
Urna operacao como essa, qu nunca foi prati-
caa no paiz, e que muilos consideravam impa
ticavel, nao podia deixar de provos^r protestos e
reclainacoes, tanto mais ofieiideudo iuteresses crea-
d is sombra da lei. U que ae est dizeudo contra
ella nao de estranhar.
No parlamento que a questao ha de ser con-
venientemente esclarecida.
Termina ido, consina-me o leitor q'l", para am1"-
uisar a aridez e, por ventura, o pouco interease
destas cartas, eu bes d a couhecer, urna vez ou
outra, a origem de certos anuexius e proverbios
populares ach ida pelo Dr. Castro Lopes, de que
dei noticia na i iterior.
o L com l, er com er, cujo sentido, como
todos saben, cada quil com seu igual.
Para nao alongar-m", extractare! das invest
gac^ea do Dr. Castro Lopes smente o esseiicial.
Ein tempos que jVvo longe, diz elle, predomi-
nou sempre em todos os paizes o clero, elasse re-
lativamente mais instruida do que as masaas po
puiares ; Portugal nao fez excepc io a regra. Eram
es clrigos oa doutes, os letrados, oa homena ver-
sados c instru l>s nas letras divinas e profanas...
Neceasano lembrar que na primitiva linguagem
portugueza trocava-sc indiff;reuteinente a letra L
pila letra R e vice-versa; pelo que escrevia-se
frol em vez de flor, priol em lugar de prior,
fruuta por flauta, prantar por plantar e creliyo, ere
lisia por clrigo cl'.rwia etc.
Em qualquer jornal antgo, nas decretaes,2f-
ualu nte nos livros e documentos antiqusimos,
escriptos em portuffuez, cada pasao ae encontra
o que acabo de referir.
O termo creligo (clrigo) era einpregado para
designar, como j dase, homem douto, tanto que
eram correntes as seguintes locucesmuito creligo
nas sagradas eseripturas ; grandemente creligo nas
aciencias e letras ; equivalendo taes pbrases a
Matto versado, muito douto, ete. Em contrapos-
o a creligo havia o leigo, o que tinha ordene me-
nores ; que por exteuao se foi applicando a todos
que nao possuiam instruccao o conhecimentoa lit
t.-rarios e scientificns de creligo. Em summa, o
leigo era o ignorante, o creligo o douto ; anda
hoje se diz :Sou leigo nesta materia, quando se
quer dizer que nao se tem conhecimeuto da mate-
ria scientiea, litterana, artstica, etc.
" Destas promisaaa tira-ae a concluao de que
para exprimir sentenciosamente o pensaraento
cada qual cora o seu i leigo com leigo, cre'igo com religo ; phraae que
por ser j ento muito conhecida e usada, era es-
cripia com breve (o que no modo dos antigos era
muito commuui) conservando-se daa palavras leigo
e creligo aomente as primeiras ayllabaa iniciaes
l e ere. donde reaulta o talL com l, er cum
er.
Parec aer o caso de dizer : si non vero, nm
trovato. Mas ae ao leitor nao agrada a explicaco,
eata entendido que Ihe licito procu-ar outra.
PESiUMBHCO
Assembla Provincial
Sil SESSAO EM 14 DE ABRIL DE 1886
PBESIDENCU DO EXM. Sil. DR. JoSS MANOSL DK BAB-
EOS WAHDBRLRT
Ao meio da, feita a chamada, e varlleaado-ae
es'arem presentes os Srs. Ratisj e Silva, Julio de
Barros, Lourenco de S, Antonio Vctor, Joo Al-
vea, Barros Wanderley, Rodrigues Porto, Hercu-
lano Bandeira, Solonio de Mello, Barao de Itapis-
suma, Joa ) de Oliveira, Perreira Velloso. Viscon-
de de Tabatinga, Rogobae, Domingnea da Sil-
va, Coata Gomea, Gomes r"areate, Coelho de Mo-
ra-s, Augusto Frauklin, Soares de Amorim, So-
phroni i Portella, Constantino de Albuquerque, Ju-
veucio Mariz, Jos Mara, Drummond Filho, Re-
gueira Costa, Luiz de Audrada, Reg Barros, o
Sr. presidente declara aberta a sessao.
Comparpcem depos os Srs. Baro de Caiar,
Fetreira Jacobina, Joao de 84, Prxedes Pitauga,
Costa Ribciro e Andr Dias.
Faltam, com particpaoao, oSr. Antonio Correia,
e sem ila, os Srs. Rosa e Silva, Goncalves Ferroi-
ra, Amaral e Barros Barreto Jnior.
E' lida e sem debate approvada a acta da ses-
sao antecedente.
O Sr. 1- secretario procede a lei tura do seguin-
te :
EXPSDrsaraa
Um officio do secretario de governo, transmittiu -
do o balauco da receita e despera do exercicio de
18841885 da Cmara Municipal de Goyanni.
A' e jmmiss > de oreamnto municipal.
Outro do mesmo, dem as informado 'a em origi
nal dos juizes de direito e ai: tuto da comarca
de Jaboato, aobre a utilidade do projecto n. 16
deste anuo. A' quem fez a requiaico.
Outro do mesmo, dem, o bataneo da receita e
despeza do exercicio de 18841885 e o orcamen-
to para o de 1886 a 1887 da Cmara Municipal do
Espirito Santo de Pao d'AJbo.A' commiaao de
orcamento municipal-
Outro do mesmo, devol vendo informadas aa pe-
ticoes de Celestina Pereira Guedes Alcoforado,
Gervasio LiOanio de Albuquerque Montciro e Ma-
nuel Soatea de Albergara.A' commiaao de ins-
truccao publica.
Outro do mesmo, idem, dem as petices de An-
tonio Mximo de Barros Lriea. Jos Marcelino da
Costa e Thereza de Jess Barros Lima, a' com
misso di- instruccao publica.
Urna peticao de Jos Maria Ferreira Franca,
requerendo consignado da verba de 226*950 para
pagamento do que Ihe deve a Cmara Municipal
do Recite, de custaa de proceaaoa A' commiaao
de orcamento municipal.
Outra doalfereada guarda nacional Francisco
Martiniano da Costa Lima, requerendo ser no
meado portoiro desta Assembla, offere ndo dos
vencimentoa 50 por cento annaalmaee enaewnto
durar a crise fiuanceira e 20 por cento por t ,do o
tempo em que oceupar o referido lugar. A' com-
raisSi.o de polica.
Outra do coronel Manoel do Nascimento Vieira
da Cunha, requerendo que se mirqne a necesaaria
verba afim de aer pago da quantia de 1:148*691
da obra da construc^o da ponte sobre rio Ara-
riba na estrada de Nazareth. A commiaao de
orcamento provincial.
Outra de Gerar & Gaudin, estabelecidos nesta
ci Jade com fabrica de I usas, reclamando contra s
de oeticoes.
Outra do bacharel Joao Feliciano da Motta e
Albuquerque, requerendo que ae marque a quota
de 1:116*651 para pagamento de seus vencitnen
tos desde a sua demisso de lente de latim do
Gyrouasio, 1 eadeira, em 11 de Jolho de 1879, at
31 de Janeiro de 1880. A' commisao de orca-
mento provincial.
E' lido, apoiado, entra em diseuasoe fica adia-
do por ter pedido a palavra o Sr. Ferreira Jaco-
bina, o seguinte parecer :
' A commisao de orcamento municipal, exami-
nando a peticao de Manoel Barbosa Cavalcante,
arrematante dos impostas de sangue c mscalos do
municipio de Nazareth de 1884 a 1885 ;
Considerando que segundo a intirmacto da
respectiva Cmara, acba-se quasi extiucta a verba
para pagamento de custaa judiciaes ;
o Considerando que e supplicante tornou- se cre-
dor da dita Cmara, por acto aeu quando aa let-
tras do supplicante eatavam vencidas, o que se
evidencia da data do Pajue se dos manda los,
sendo dous de Dezerabro de 1885 e oa ootros de
Janeiro e Fevereiro de 1886, e o orcamento termi-
na a 30 de Setembro de 1885 ;
i Considerando que as camaraa munieipaes nao
aab equiparadas aos devedorea ordinarios, por-
quanto s podem fazer despezas nas torcas desig-
nadas nos seus orgamentia, e aaaim uo se pode
adraittir a compensaco de divida requerida pelo
supp icante : de parecer quejaeja indeferda esta
peti^o.
Em 14 de Abril de 1886. Reg Barros.
Rodrigues forto.
Continua a diacusso do requerimento do Sr.
Jos Maria, sobre negnos de Canhotinho.
O r. Ferreira Jacobina Sr. pre3-
dente, ehego tarde, j i um pouco adiantada a dia
eosado; maa nao poda neta devia quedar-me ante
a materia do requerimento que se discu:-. En
mesmo tel o-liia apresentado, se porventura r.a i
vi8se a ausencia do ineu illuatre collega, represen-
tante do 9o districto e que o digno presidente da
casa e tambem o honrad i deputa lo pelo mesmo
districto.
Comorehende V. Exc. qu* aguarda va aprsenla
desaes mesmos collegas, para que so nao dissesse
que eu lev tn' ira aqu urna discusso na ausencia
delles, oa mais competentes para responder a qual-
quer accuaaco que ae finan a autoridades, nao
dig) desta provincia, maa do seu partido, p >rqu ,
digamoa com franqueza, aa situuc/ies polticas sai
responstveis pelas autoridades o ponto de encam
par os erimes por ellaa eommettdaa.
-r. presidente, compulsaudo-se a historia e os
tactos da sdrainistraedo gnrai e provincial, o dia-
trcto que maia aoffreu, que maia '.eoi sido perse-
guido pela adiniuistr.ico publica, ineontestave!-
meute o 9" districto.
(Apoiados e nao apoiado3).
Sr. presidente, a administraba' g-'ral, para dar
ganho de causa ao seu partido, tudo foi destrua
do, e assim que vemos oa eugeiiheiroa de longo
trabalho serem snbitituidos da noite para o da
por outros individuos qae nao estava a no ca3o
daqueliea. Nao s se vio na cUase do pessaal te-
ebnico como tambem na claase d; empregados iu-
feriorcs.
Se apreciarmos cases actos da admnstnco,
esaes raioa de deatruieo, vemos que foram exo-
nerados h imens, cujo crime era apenas o patrio-
lisini, cujo defeito era a pureza das suas nteu
co.-s.
Se descerraos ao3 empregos sab tl"ernos. vemos,
como aautoridade geral fez destituir todos aquel
les empregados ; substituiudo por outros qu'.' ni i
eram bem preparados
Mas o que importa todo eaae sacrificio ao gover-
no urna vez que elle venga aa eleiees ?
Pens, 8enhores, qui quando os nossos povos
veem que oa governos assim ae photographam, que
outro uo que a conquista do voto, curvam-se ao
cinho da poltica. .
Os nobres deputadoa dizem, que censuramos es-
ses actos inspirados pela paixao poltica; eaque-
cem, porm, que defendel-oa animar e autoriaar
a i e-if.eo de Crimea, desde a propriedade at a
vida do cidado, que j se vai lastimando somente
pela pos i cao.
E' bem trate ato ; mas urna verdade.
O que ae disse aqui'? Nao morreu Rosa Maria,
urna mulher de faca e calho.
(Ha um aparte do Sr. Regueira Coata).
Senhorea. Ro8a Maria urna mulher diatncta,
e porque dizer o nob.e deputado, chamando-a mu-
lher de taca e calho'?
O Sr. Regueira CoataDe animo varonil.
O Sr. Ferreira Jacobina Faca e calho nao
quer dizer varonil, a mulher armada de faca e
calho que o insTiim mto que searremeca a dis-
tancia.
Portanto, o nobre deputado nao podia ter em
mente dizer que urna mulhei- distincta, maa eu
digo que distincta e o nobre deputado me ha de
desculpar o repetir-lhe que urna mulher distinc-
ta, porque n'uma trra em que poucos se dedicam
ao trabilbo, esta mulher primava, rodeada de seus
filhus, com o suor de aeu roato, com o trabalho de
auas m >s calejoaae, creando e eatabelecendo a in-
dependencia da sua fami ia.
Se, portanto, nao teve a felieidade de descender
desses ramos fidalgos e privilegiados, nao some-
uos distincta no campo do trabalho. (Apartes).
Mas porque Rosa Maria soube defender-ae de
urna aggreaaao, porque nao ae deixou eapeaiuhar
pela prepotencia, pelo senhor poderoso, na phraae
do nobre deputado pelo 12* diatrcto, nao me pare-
ce que haja niaso ae nao paixo c milita paixo no
modo de apreciar eataa cousas, e dar a essa infe-
liz, qualidadea que nao tem no intuito de araes-
quinhal-a, c justificar a autoridade.
Sr. presidente, eu confeaao que tenho o habito
de conderanar a autoridade, anda mesmo do meu
partido, quando ella ae excede.
Maia de urna vez o tenho feito na propria face da
autoridade, porque entendo que n'uma sociedade
bem organiaada, o reapeito a ndividuaiidade e a
propriedade deve aer completo; e ae n'um mo-
mento i,3 autorisarmoa aa vio'encias e oa Crimea
commettidos pela autoridades, sao cancros que
dimcilmente se podero mais tarde arranear, e di-
rei mesmo que dirficil extirpar porque ellea como
aquelles tomaro coata e graugienaro toda a so-
ciedade.
Aquellea que louvam e que procurara escurecer
a verdade no intuito s e exclusivo de justificar oa
erimes das autoridades, nao ae lemb.am que aina-
nh tambem podem aer victimas de i^uuea factos
e que por consequencia nao tem refugio posaivel
nem lei que os possa apadrinhar, a nao ser esta
desigualdade social de motivos as vezes qae nao
ae podem sustentar e em publico aprcaeutar se.
Nao rartilhi pois deaaa opiniao e nao me cga
portanto neste momento esaea sentimentoa de po
tica que negam a justica a aeua id versa-os e
que enebem de elogios ao seu co-religionario que
afunda-se e se abysma na sociedade, e aqudle que
o elogia, nem por iaao Ihe sobresalte.
Sr. presidente, eu irei apreciar aa conaideracea
em favor doa agentes d'aquelles factos eondemna-
dos por todos, menos por aquelles que sem provei-
to algum aqui os encara pam certos de que se as
sim nao fizerem os correligionarios e oa amigos se
psrdero ; e cata tolerancia justificada ante a po
litica a maior animaco, o mais perfeito incen-
tivo para a reproducidlo de outros tactos.
Eu irei tambem por minha vez mostrar que os
nobres deputados que attribuem cegueira poltica
a nos que a reciaraos o facto criminoso praticado
contra urna infeliz familia, eaquecem de que maior
a paixo d'aquelle que nega a verdade, que faz
eaforco, que poe a contingencia do sen grande ta-
lento para juatificar oa enmea, do que aquelle que
a luz da verdade e somente com ella narra aa cir
cumatancas at mnimas do facto criminoso.
E note V. Exc, Sr. preaidente, que oa nobrea
deputados pelo 9 e 11 diatrictoa que disseram
que nos eramos apaixonados na aprecitco que fa-
ziauos, envolveram na censura um carcter sirio
e nobre, como o llustre deputado e nosao digno
colleg.i o Sr. Antonio Victor, que foi mais longo
na narracb que fez desses acontecimentos, do que
o propro autor do requerimento em discusso, de
maneira que se ua fosaemoa a apreciar essa argn-
mentacSo, diriamos que a paixo poltica s segu
aquelles que nos qualificaram de apaixonados,
porque emquanto nos fallamos luz do dia, cm
quanto que os factos que apreseutamos sao con-
firmados pelo nobre deputado que peitence ao par-
tido de Ss. Exea., os nobres deputados esto asola-
dos, e o seu isolamento anda mais notavel ate
das proprias partea officiaea.
Sr. presidente, eu pee > a V. Exc. e a casa para
desenvolver algumas considerares que tenho de
fazer acerca da materia, embora couheca o enfado
que ahi possa producir.
(Nao apoiados).
V. Exc. comprehende que se nao temos como hoje
garantas de especie alguma, se as nossas vozes nao
produzem effeito na alta adminiatracao, se a a
paixo poltica que all predomina, diminuin-
do-ac assim qualquer que fosse o effeito que ellas
podeasem produzir, ao menos sirva de lenitivo
aquelles que nos tem de julgar que nao recuamoa
nem recusamos nesta casa a discusso quando aa-
severamoa a existencia de certos factos.
Vozes da bancada liberal -Muito bem.
O Sr. JacobinaEu sei que veleidade o iute-
reisc nosso.
Vozes da bancada liberallaso nao importa.
O Sr. JacobinaEu sei que a administra^o
burda, mas nao o porque entenda que a
paixo poltica quem prora ive a censura; nao, se-
nhores, por que ella nao tem forca, nao tem co
ragem para punir os seus proprioa correligionarios
pois receia amanh perder o campo.
Portanto por torca deste principio qu eu dis-
se ba pouco, as altas autoridades encarapam oa
acontecimentos mais ferozes comtanto que ndo per-
c un um correligionario.
Como nos nao somos inspectores de quarteiro,
segundo confessa o nobre deputado pelo 12 distric
to, mas aomos maia alguma cousa, porque somos
fiacaea di adminiatracao, e como uao catamos com
o animo preao e atrelado corrente deata meama
adminiatracao, nao pod> mis deixar de cumprir com
onoaaodever, e acredito mesmo que maia tarde,
os proprioa nobres deputadoa que oceupam a ban-
cada opposta, certamente chegaro a cinvieco de
que na temos razo naquillo que dizemos e que
essa poltica pod i fazer provincia um mal gra-
ve, tranatornando todos oa eapiritos, arrastando-os
para a voragem do abysmo.
Sr. presidente, desojo muito que os nobres depu-
tados nao tenha.u um dia de arrependimento, ape-
sar da extranheaa que lh-s cama a censura que fa
zemos do acto da adminis'raeao. Ss. E^ca. quasi
ni atfirmam. acham mesan qu-i tr da compe-
tencia de qiialou -i- aeputado apreciar um ou outro
facto da administraco; os nobres deputadoa dizem
que na aoreciaeo desses factos nos perdemos
muito tempo dabi nao tiramos proveito algu>e.
assembla ndo penie
O OruniHoiil Filho\
temp > por ouvir a V. Exc.
OSr. J.cobinaMuito agradecido a V, Exc.
que tero pir coslume tirar d- ai para dar aos ou-
tros.
O Sr. Drummond FilhoFajo Justina ao nobre
deputado.
O Sr. JacobinaMas, Sr. preaidente, oa nobrea
deputadoa qus nos censurara por eata supposta
per-ia de tempo, que esqiecem os poneos annos que
pasearam; -raque eata naemMea gastn seasoes
o sesses a discutir factos minimoa e insignifican-
t -s; eaque-em que foi nesta meama assembla e >m
mi iris c nuervidora que abri sempre largo de-
bate sobro um fact> de pouea monta, aproveitan-
d-i-se o enaejo par faz r todos aa censuras possi-
veis, sem que entretanto para isso hjuvesse o m-
nimo motivo justifieavel. Procedemos por ventura
mis do mesmo modo, Sr. presidente? absolutamen-
te nao, pirque apeaos temos snalysada um outro
facto e iss-i mesmo -luando este cahe no dom-no da
vi la nublica. Ento de urna vez para sempre e3ta-
belecamoa que o jogo e a preaslo politie imperam
neste assembla.
Nao, Sr. pre i lento, nos nao sustentamos seme-
Ihanfe cacla c nao podemos deixar de cumprir o
nosao dever de opposico, da oppoa^o que deve
sempre clama.- peta tranquillidade publica e pelos
direitos do cidado.
Entretanto, acnhores, ios temos aido modera-
dos. ..
O Sr. .1 is H '.naapoiado.
O Sr. Jacobina... porque ae nos quizeasemes
censurar a administraeo por toda3 oa actea, afir-
mo ao nobre deputedo que nao ae poderia fazer
outra couaa se nao citar factos cada qual maia ea-
candaloao e contrario mesmo theoria estabele
cida pelo par'ilj da ordem, porque, Sr presidente
digamos com franqueza, nunca a anarchia ae le-
vantou tanto dentro deata cidade, at ra-'amo naa
festas publicaa prora ividaa em honra a no3sa sm-
ta religio.
Um Sr. Deputado lato mal antigo.
O Sr JacobinaEntretanto veem os nobrea de-
putadoa que ainda nnguem ergueu-se nesta as-
sembla para articular urna nica palavra a res
peito
Um Sr. DeputadoOs nobres deputadoa nao
teem feito outra couaa.
O Sr. JacobinaAt mearao, Sr. preaidente, no
dia do natal, no dia do nascimento de Chriato, re-
leva citar agora este facto, a polica desenfreiada
e infrene, ostentando umpoier absoluto, incom-
pativel eom a civilisaco doa no3soa dias, nao exi-
tou em espancar em urna localidade nao muito
longe deata cidade a cidadoa inermes e luoifeu-
sivos.
Um Sr. DeputadoC e l ms f idas ha.
O Sr. Jacobina Senhorea, quando o espirito ca-
tholicoregorgitava de alegra,"quando todos os in-
dividuos crentes ou descremes sentiam-se aatia-
feitos; quando a populaco regorgitava de todos
os ladoa para recebar a beucio do ungido do Se-
nhor; quando at as proprias ere incas sentiam-
se tomadas de praser e se congregavara; q-'ando
emfim toda a sociedade, incluindo mesmo aquel-
les que nao protessara a religio cathnlica, teste-
munhavam a grande feata foi nesta meama noute,
a 25 de Dezembro, que a polica armada aom rea-
peito algum entra pelo templo, espaldeira cida-
dos inermes e inofienaivoa, incluindo na auaf uria
as propriaa mulheres e crean^aa.
0 Sr. Joe MariaE' um facto horroroso.
O Sr. Ferreira JacobinaE, aenborea, o que fi-
zeram as primeiras autoridades diante de seme-
Ihante attentado ? Cousa alguma: mandaran
processar as victimas Dor tentativa de morte! Maa
aa autoridadea judieiarias de Ia e 2" entrancia di-
zem : nao houve crime de especie alguma. O or-
go da justQa publica que intenta processo con-
tra os pretendidos culpados, nunca encontra os
verdadeiroa criminosos.
Assim, Sr. presid?nte, nos vimos que lo^o aps
o facto grave de Canhotinho vem o do Lagoa de
Gatos, um subdelegado julga-ae com o poier de
prender urna mai de familia, tuneando -Ihe no8 oul-
aoa aa algerm.a, afim de obedecer a um patentado
de aldeia que se ju'ga um grande aenhsr. Eia
aqu, Sr. presideut-', como ae vo plisando oa fac-
toa, e quando na tratamo8 de pedir providencias
aobre elles, dizem os nobres deputados qne nos nao
temos razo e aomoa apaixonados poltico,
Um Sr. DeputadoCom razo o povo tem qua-
lificado eata aituacao de medonha.
O Sr. Ferreira Jacobina-Por ventura, Sr. pre-
aidente, este subdelegado, de que fallei, se anima-
ra a proceder assim, mandando alge.mar nma po-
bre mulher e aou marido, violentando a um pai de
familia se nao fosse a certeza da impunidade ? De
certo que nao, e eu appetlo raesrao para oa nobrea
deputadoa que oceupam a bancada opposta.
Um Sr. Deputado V. Exc. som duvida nao ea-
ta oauito bem informado.
O Sr. Ferreira JacobinaEatou perfeitamente
bem iuformado, aaaim como toda8 aa autoridadea
auperiores da provincia, porque este foi um facto
publico e notorio.
O Sr. Jos ManaHio de dizer naturalmente
que | nixo partidaria.
O Sr. Ferreira Jacobina -Sr. presidente, eu dia-
ae ainda ba pouco que se na quizesaemoa fazer
urna apreciaco detalbada de factos irrregulares,
ellea ae avolumariam de tal modo, que outra cou-
sa nos nao fariamos aqui.
Sr. preaidente, contesao a V. Exc. que tenho
muito inedo do nome de medonho. Sou de espiri-
to fraco e animo humilde, nunca entrei em iuta al-
guma, e certamente que, quando vejo a autorida-
de, quaai que estremezo, principalmente qu inri i
vejo que ella vem armada quat sicario.
O que era a autoridade medonho ? Era o ho-
mem que prenda por tudo, que nao tinha con-
siderarn alguma ; era o homem que andava ar-
mado, tanto que Ihe foi tirado daa moa um esto-
que por um homem do povo. Elle prenda homena
decentemente vestidos de casaca e chapeo baixo
porque jogavam bilhar.
Ora, digam-me Vs. Excs., urna autoridad que
aasim procede nao para metter medo ? Com cer-
teza que aim, principalmente a um homem de ani-
mo fraco como eu.
O Sr. Joa MaraApezar delle ser medonho um
particular o prendeu.
O Sr. Ferreira J tcobinaFaca V. Exc. urna
idea : era preciso ter muita coragem para pren-
der semelhaute medonho. (Trocam se apartes).
Mas, Sr. preaidente, dizia eu, j que fallo em
autoridade, preciso condemnarmos ease princi-
pio, de que as autoridades andem armadas com
armas prohibidas e escondidas, sem trazerem ura
distinctivo. Comprehende V. Exc que n'um paiz
orgauis ido o principio da autoridade deve ser res-
peitado; mas preciso que ellaa sejam r -eonhecidas
entre na, e para iaao forcoso que tragam os seus
diatnctivos; maa iaao tem cabido em desuso, de
serte que deshonroso urna autoridade trazer urna
facha, nao benito trazer urna espada. Qual,
porm, a causa disao ? E' porque querem ter oa
commodos, nb querem andar fardados, apezar de
aer isso urna neceaaidade. Mas, verdade que
ainda habitamos n'uma aldeia, e eis a razo por-
que ignora-se tudo isso.
Nao somos obrigados a conhecer qualquer se-
nhor que o p esideute ou chefe de polica eutende
facer autoridade policial.
Essas coudicoes que os nobres deputados susci-
taran], e que eatavam muito fra do mea espirito
quindo comecei a fallar, quasi que me fazemee-
queeer o ponto em que estava ; mas, emfim quero
ver so volto ao grande attentado de Cunbotinho.
Sr. presidente, contristador e mi ito o que se
paswu em Canhotinho. Os nobrea deputados
diaseram que o delegado de Canhotir ho mandara
orea 4 faxenda, firmado no principio da preven-
cao. Mas o nobre deputado, bastante Ilustrado,
como sabe que ainda mesino no exercicio dessa
attribuico da polica, ha medidas e regras das
quaes ella se nao pode afaatar. O nobre deputa-
do nao contesta i8ao ; tomo o silencio do nobre de-
putado como affii macab do que acabo de dizer.
O Sr. Regueira CostaResponderei ao nobre
deputado. Peco a palavra.
O Sr. Ferreira JacobinaDigam-me os nobres
deputadoa : Laurentino Piraentel queixou-se au-
toridade de que Rosa Maria tinha em sua fazen-
da um grande numero de bomens armados que
tentarara contra a existencia delle ? Comprehen-
de V. Exc. que muito serio sao. Tem ou nao tem
o nosso cdigo o crime eatabelecido de ameaca ?
Creio que o nobre deputado, methor do que eu, re-
conhece que existe no cdigo o crime de ameaca, e
aquelle que se julga ameacado, nao tem que pedir
medidas preventivaa, mas sim dar a sua qneira,
afim de que a juatica tome-a ua devida considra-
le! i.
Se Laurentino ae achava amacado, se por ven-
tura era verdadeira a 8ua queixa, por que razao
a autoridade nao exigi que a fizesse na forma do
cdigo do processo ? Eu desejava que os nobres
deputadoa tiveasem discutido a queato por esae
lado.
O Sr. Regueira Costa d um aparte.
O Sr Ferreira JacobinaO que oa nobres de-
putados affirraara que bavia indispoaico entre
Laurentino e Rosa Marra.
Creio que oa nobrea deputadoa nao nego isto ;
o nobre deputado, o Sr. Antonio Victor, confeaaon
que era cousa muito ntiga o de todoa sabida.
O Sr. lie3-u i.-a Costa,Havia urna questao de
terrat.
O Sr. F. rreira Jacobina-Eu ia dizer iaao, ha-
via urna qaostio de trras. Hi muitoa annos que
Laurentino Piraentel pretenda apoderar-ae destas
pequeas tenas era que vivia urna familia de par-
dos, mas trab ilb i-lora. que ia arrancar com o suor
1) seu roste o po -juotidiano. Ao rico creaceram-
lhe oa olboa e entendeu que devia fazer aahir d'alli
aa peasoas que l estavam e que tiravom da trra
oa incios de aua subsistencia.
Por sto ae v que a ameaca nao era por parte
de Rosa Maria, mas de Laurentino Piraentel, cujo
tacto foi provado em urna carta escripia em 1882
na qual elle francamente sustenta a um amigo
l't ella se havia de arrepender eentoveria cousas
que nem imaginava que se podessem realiaar.
E de feito o facto ae real iaou ; o facto que ae
eonsumou em Canhotinho aorprehendente, exce-
de a imaginacao commuin, uo se acreditara, nem
ae julgina posaivel de praticar se.
O .-r. Gomes PrenteL vera a exageracao.
O Sr. Ferreira JacobinaNao ha exageraco,
a verdade. O nobre deputado acha que ha exage-
raco, porque enfeude que a autoridade val mais
lo que a scciedade que se alarma com um f*ct
desta ordem.
O Sr. PresidentePeco a V. Exc. que resuma
as suas considera-ejes, porquanto a hora est a
fin lar.
'< Sr. Ferreira JacobinaDesejo saber se V.
Exc, em vastado regiment, pode interromper-me,
se pode sento-me mmediatametite, seno peQO per-
misso a V. Exc. para continuare continuarei.
O Sr. PresidenteO regimeuto marca 1 hora
para o expediente.
O Sr. Ferreira JacobinaMas encetada a dis-
cusso me parece que eu uo posso deixar de con-
cluir o meu discurso ; pelo menos sao estes oa pre-
cedentes.
O Sr. PreaidenteNao aei doa procedentes, re-
golo-me aqu apenaa pelo regiment.
O Sr. Ferreira Jacobina -Bem, vou requerer
prorogaco da hora, o melhor.
Vem mesa, lido, apoiado e approvado o se-
guinte requerimento :
Requeiro prorogaco da hora do expediente
po maia 30 minutos.Ferreira Jacobina.
O Sr. Ferreira Jacobina (continuando)Agra-
decido, meus senhorea. Nao me aorprehende eata
prova de benevolencia, quando a casa frtil nes-
sas concessoes, e outra cousa nao poderia esperar
da bondadi dos nobrea collegas.
Sr. presidente, dizia eu que o que estava pro-
vado era o odio vclho de um senhor poderoso, ain-
da na phraae do nobre deputado pelo 12 districto,
contra urna familia que se pode dizer infeliz, em-
bora dedicada ao trabalho, urna familia que ser-
via de modelo a todoa oa habitantea do povoado de
Canhotinho.
Este odio, Sr. preaidente, era tanto maior quanto
tiuha por eauaa o interease. Laurentino imentel
qurria apossar-se das trras desta familia.
O Sr. Drummond FilhoV. Exc. inverte a pro-
posico.
O Sr. Ferreira JacobinaLaurentino Piraentel
filiado ao partido liberal bateu s portas de todas
as autoridades para obter esraagar e produzir a
ruina deasa familia. Nao obatante o aeu alto po-
der, a aua influencia, o aeu conceito, nunca poude
couseguir de seus correligionarios um meio de ani-
quilar essa familia, ao pasao que no tempo doa
nobrea deputadoa obteve tudo ato.
O Sr. Drummond FilhoQue autoridadea incor-
ruptiveia a do tempo doa liberaes !
O Sr. Ferreira J icobinaEnto confessa que
no de hoje sao corruptiveis.
Ura Sr. DeputadoA questao pezar bem a
phrase.
O S. Ferreira Jacobina-Laurentino nao poa-
de nease tempo conaeguir eous* alguma; maa tarde
elle entendeu que podia com aeua pro; r03 re-
cursos aniquilar aquella familia, e o fez ; mando
vir de suas faadas e collocou naa propriedades
de produeco, nao urna, nem duaa, mas centenas
e centenas de rezes, que a serviain para destruir
as lil.tutaeoes de R>sa Maria.
Esta, Sr presidente, procurou por todos os meie*
evitar oa prejuizos conatantea que eaaa creacae
causava em aua faze ida ; vai depressa de porta
em p>rta supplicar j as autoridades, j aos ho-
mens inri lentes ; oque tinha feito em nutro tempo,
repetio agora.- ella procura, como dase o nobre
deputado, o Sr. Antouo Victor, alen las autori-
dades, as peasoas mais gradas e mais importantes
de Canhotinho ; vai a um prestimoso ci I l i i, ne-
de, aupplica-Ihe quasi de joelhos que lho valha
que nao permittam que os animaes do Sr. Lae-
rentiuo Pim3ntel continuem a pastir em sena ter-
renos. A' aurdez da autoridade corresponde
ulifl'erentisraodaquelles a quem e3taa aupplicas
chegavam. Laurentino nao ae move, Liurentino
uo se detm, porque elle o que quera era juata-
raente deatruir e reduzir miseria aquella fami-
lia que ento nao se poderir sustentar e tena de
abandonar a trra.
Esta mulher, porm, vendo exhaustos os seus re-
curaoa...
(Diversos apartes, tanto da bancada conserva-
dora com da liberal interrompem o orador. O Sr.
pre.-;.lente reclama a alten ;ao. i
Mas dizia eu, Sr. presidente, qne aa autoridades
foram surdas completamente aos reclamos e s
queixas deaaa infeliz familia. Ella procurou ainda
maia fazer o seu cercado, como dase o nobre de-
putado, que all estava na occasio em que diversos
do conflicto chegavam a povoaoo de Canhoti-
nho.
Feito o ceread > que tinha por fim garantir a sua
lavoura, Laurentido Piraentel que cem os seus
moradores destroe este mesmo cercado. Creio que
foi o nobre deputado quem o disso, que Laurentino
destruir o cercado teit i por .Mara Koaa.
Ora, Sr. preaidente, penao que depois doa acon-
tecimentos anteriores, era o que Rosa Maria e sua
familia tinham a fazer pnra acautellar a sua pro-
priedaae. Entretanto, como corre8ponde o Sr.
Pimentel ? mandando deatruir eate mesmo cercado
pelos seus agentes subalternos. Quem, pois, pre-
tenda um conflicto ? Quem pretenda urna scena
deaagradavel ? Rosa Maria ou Laurentino Pi-
mentel ?
Sra., eu pens que nao preciso repetir. Rosa
Maria va a sua lavoura constantemente destrui-
da ; mandou da proposito conatruir um cercado
para por ao abrigo desta destruiQao a sua pro-
priedade. Poptanto, neatas condicoes j se v4
que nunea passou pelo espirito desta mulher amea-
car e menos tentar contra a vida de Laurentino.
O Sr. Jos .ManaApoiado, muito bem.
O Sr. Ferreira JacobinaNestas condicoes, Se.
presidente, nao exacto, nao mesmo verosmil
que Roaa Maria tentaaae matar a Pimentel.______
O Sr. Jos MariaMuito bem.
O Sr. Ferreira Jaeobini Mas Pimentel foi fe-
liz : explorando esse meio, conseguio elle obter
das autoridades de Canhotinho a reuniao da tor-
ca existente naquelle povoado de Quipap e
formando um grupo de 16 pracas armadas e mais
-'


grupo
alguns paisanos, sabio do povoado de Canhotinho
das 7 para as 8 horas da noite, e foi, Sr. presi-
dente, pernoitar na fasenda de Pimentel, e dahi
I HHIIE \


Diario de PemambociiSexta-feira 30 de Abril de 1886
sahio as 10 horas, dirgindo-se casa do Rosa
Mr a, onde se travoo o conflicto, qoe todos nos
devenios condemnar, mas que sigoem pretende
justificar.
Essa forc, 8r. presidente, por meio de violen-
cia, foi quem provocou o conflicto e dahi as sue-
nas de sangos que nos j sabemos.
O Sr. Jlo AlvesQuem provocoa foi Rosa Ma-


O Sr. Ferreira JacobinaSr presidente, o in-
diferentismo que lavra nesta situaco extraor-
dinario. Quando factos idnticos se do contra
pessoas de certa ordem, estao todos os nobres de-
putados nesta ca3 promp'os para aprecial os.
Mas quando se racta de urna poore gente, de
ma pobre familia de campooi .s, j grande es-
forco articular alguma cousa, porque amanb
qualquer de nos at pode ser victima da prepoten
ca dessas autoridades.
Um .Sr. Diputado laso o que se chama re-
eeio exagerado.
O Sr. Ferreira JacobinaMas, Sr. presidente,
continuando a examinar esse acontecimento, nao
,-iosso deixar de ararmar que a polica, que a au-
toridade policial procurou proceder sem a mnima
rcfl:xo, entregando, sem o poder fazer, urna forca
a ura particular que conduzindo essa mesma forca
para a sua fazenda, deu ah as indica;oes que
bem quiz para que to triste facto se realisasse.
ainda mesmo contra a vontade da autoridade.
Um Sr. DeputadoV. Exc. muito injusto.
Sr. Perreira Jacobina O nobre deputado
estranha que na analyse deste tacto criminoso,
eu procure tamben de algum modo tancar a res-
ponsabilidade sobre a autoridade policial?
O Sr. Joo Alves De eerto.
O Sr. Ferreira JacobinaPois por irso V. Exc.
classifica-rae da injusto ?
O Sr. Joo AlvesE' injusto e apaixonado.
O Sr. Perreira Jacobina Pode ser que algu-
ma vez na minha vida eu caia em erro ; mas
nunca de motu proprio, procurei ser injusto, muito
principalmente tra;tando-se de um facto ta> gra-
ve e serio.
Eu nao aprecio, Sr. presidente, qualquer auto-
:idade, seno no exercicio de suas attribuices.
Nao quero entrar na miniidencia do sua vida par
ticular, ncm tilo pouco quero entrar na investiga-
Cao de suas qualidades pessoaes, porque isso est
fra dos meus hbitos.
Mas, Sr. presdante, publico e notorio que a
autoridade concedeu urna torca verdeiramente nu-
merosa, pondo-a disposicao de um particular,
que esta forca pernoitou na fazenda de Pimentel
e que d'ahi parti em busca da casa de liosa Ma
ria.
E' preciso, portante, muito amor proprio, muita
dodicacao pela autoridade, para procurar iseutal-a
completamente, pelo inen os da responsaliJade mo-
ral que Ihe cabe pela realisaoSo desse facro.
Com "fl'eito, Sr. presidente, oque fzeram es
soldado Alta noite, a horas murtas, chegaram
fazenda de Kos.i Maria e ah, cercando a casa,
fcaram certissimos deque ella nao estava pre-
parada para luta.
O Sr. Joo Alves -Tanto esta va que deu com-
bate.
O Sr. Ferreira Jacobina Quem deu combate
foi a tropa, ese K isa Mara, Sr. presidonte, nao
tivesse um pouco de .-.nimo e cilm i, teri i sido
morta inmediatamente coa m seas fihos.
Ella, porot, logo que vio a intimacAo dos sel-
dado, em t un spero e violento, ordenando Ihe
que abrase a orta ; quando u.n dos soldados Ihe
disse: abra porta seaio vai dentro ella re-
torquio : en estoa aqu apenas com ininli es ;i
lhas, e nao poaao abrir a porta a horas tao adian-
tadas da ooito. Foi o proprio Sr. deputado
Antmio Vctor quem reproduzio sqoi nesta As-
sembl sal ta p .1 ivras.
Rosa Mara Maria diste: cu naotenho crimi-
nosos em minha casa, aguardem o romper do dia,
teubaui uin pouco de paciencia e ento nao exua-
rci de fra iqaear a minha casa para que el! .
corr ia.
Esta imiih r p irt mto, Sr. presidente, estava no
seu pleno dimito, nao sooaontindo que a sua casa
fosse invadi la as horas moras da noit-', estava
convencida de que o asylo d i cidadao era nvioJavel
e sagrado ; eStaVS COnVi nenio de que ni 1
sua 1'imilla na tinfaa que receiar.
Mas iafeiisosente, Sr. presidente, aaaiin uo suc-
ceieu, porque contra a violencia nea mesmo ha a
garanta que offerece a ConstitUi(2o do Imperio.
E ento, senhores, u:n los oldados d co.n a co
ro i lia da espingard i na i mella que immediamente
cede c por ah penetrando encoatra-se com quem,
Sr. presidente f Com ama pobre malher espavo
rida, procuraudo defen ior suas filh.is solt-iras.
EsinUato, ir. presidente, ningoem maii tem
coragem de invadir a casa. Os tilhos de Rota Ma
ria que estavain Cora Vende sua mai atacada, desfe-
chain golpes contra os soldados, a soldadesca des
couti ida, vendo que havia resistencia, o qu fez
Sr. petaidente V Encend ia a casa e essa Coi de-
vorada peas chammaa com o intuito de matar Bo-
la Mara e tu c destruir.
Sr. presidente, eu como travoa sa o conflieto;
Rosa Mara, suaa ilhas e a pobre moca que alli se
achiv i em deposito para casar, nao com esse ei
trauho mas siin com u.n filhoJe Boaa Maria. til m
precipitaram se pela parte de detras tamado a
morte ; e ento, senhores, foi a continnacSo da se -
na, tocndose fogo na engenhoea, em todos oa
edificios e entao 03 fngitivoa pelo elarao da luz,
poder un tomar os camiahos e lor^ai para a essa
do Sr. Baro de Buique.
Ora. Sr. piesideute. ueste recinto jase sustentou
que os assassinoa lio bomadoa na casa do r,
Baro de Buique.
O Sr. Costa liib iro E'i aS i das istJ.
O ir. Ferreira JacobinaDisse o nobre deputa-
do c Se. Joao Alves.
0 Sr. Joto Al ve- '.): qi Bou Maria tinht
procurado a protecc&o d i Sr. Bario de Buique.
O Sr. Ferreira JacobinaE' isto mesmj o que
dig), que felizmente essa infeliz familia ainda
encontrn um bomein generoso. Se os nobres de-
potados sustentan! que urna familia de assassinos,
nao muito honros > dar abrigo a esses assassinos.
Senhores, a verdade que o nobre deputido tem
consciencia de que Rosa Maria nao criminosa.
O Sr. Regueira Costa A fuga de Boaa Maria
prova que crimin sentado s autoridades.
O Sr. An ir DiasFugio para nao p rder a
vida.
O Sr. Ferreira JacobinaE, senhores queris
ver a prova de que ella nao criminosa? E' o
indiferentismo da polica, que sab-udoque esta fa-
milia est hospedada aa macada d Sr. Baro do
Buique, ainda nao procurou saber se o tacto ou
ni o verdadeiro, o que prova que a polica da ca-
pital sabe nue ella nao erimonisa.
O Sr. Regueira Costa -Tanto que esta sendo
processada.
0 S/. Ferreira Jacobiu-Como o nobre depu-
tado sabe ?
O Sr. Begoeira Costa d um aparte.
O Sr. Ferreira JacibinaSr. presidente, o no-
bre deputado, nao podenjo fugira lgica dos meus
argumentos, diz muito chide si : logo ella cri-
moaos i por que.fugio. l'ois, senhores, eu estou den-
tro da minha casa vejo que sou sitiado pela p ilicia,
vejo anea minha propriedade est sendo dev ra 11
pe as chamraas. o qu lie: de fsser ? NSobei de
fu"ir? Ora, senhores, isti escarnecer do ultimo
recurso d> infellS ,que fjge para sa'.var a sua vida.
Se fo"e criminoso, se resUte criminoso P.r
tantofsenl.ores, O que liosa M ;.ria fez todos f iz-m
nessas occasioes em que se v que corre perigo a
vida... se era preciso niais forca, c mais meios
de garautir a autoridade policial deque ta
nao leve n itieia, e eu explico isso pelo pinico do
momento.
Ni;ta3 circu:n3taneia3 o Sr. Ignicio de Paira,
delegado, teve a trist nova pela madrugada,
correu, foi easa do Sr. tenente Eauardo, que o
fejiobre deputado conhece perfeitamente. Bate
por sua vez tra'OU de por disposicao oavallos <.
4 c&valleiroa seguiram. Nao me occupi era indi-
car os seas nomes porque bastara estes dois. Clie-
garain ao sitio de Bosa Mara, e ahi virain urna
monuiina de ruinas, j tendo antes encontrada
an i v-'riieiite Ierido na fazenda do Pi-
neniel e (.Otros que estavam levemente feridos
no terreiro da faz.: ida ditribuiulo os despojos Jos
penis, das gallinhas edog carneiros.
Um Sr. DeputadoChegaram at ahi ? .'
O Sr. Joo Alves -Tiveram tempo para isso ? !
O Sr. Ferreira Jaa;ubina O nobre deputado
nao sabe disso ?
E' cousa mu ".o san pies.
Ain ia hontem se estove dizendo na ante-sala
e o nobre deputado pelo.nuu districto sabe per-
feitamente quem o disse ; e o nobre deputado pe!
11- districtoo Sr. Antouio Vctor o conesaou.
Esta verso, Vfrso perfeita.
Um Sr. Deputado -Sao tantas as versoes...
O Si. Ferreira JacobinaNao sao tantas, nao ;
esU a verdadeira. a outra a denegcao para
a justinsac da autoridade. (Apoiad s e apar-
tes.)
Ao chegar a autoridade offereceu-selhe a vista
umquadro que contristxva a todos.
O respeitavel padre Eduardo vio o comeco do
incendio no cannavial, era a troica cousa que fal-
tara incendiar e ento gritou e fea atalhar o fogo.
Constristado, sem mais esperanzas de remediar
o mal o -r. delegado retirou- se e ento procurou-
se es'abelecer as bases justificativas de semelban-
te facto. facto que sem duvida nao se pode firmar
nem no principio da prevenco porque nao havia a
prova de que Pimentel tivesse sido ameacado pela
Riaa Maria, nem nunca R na Hara tentou contra
a peasoa de Pimental por modo directo ou indi-
recto.
O Sr. Jos Maria Sem duvida alguma.
O Sr.Ferreira JacobinaSrs. digamos com fran-
queza se a autoridade tivesse procedido na forma
da lei, nada disso se poda dar, porque se Pimen-
tel estava seriamente ameacado, poique nao apre-
sentava a sua queixa urna vez que ae tratava de
um crime contra a sua pessoa ?
Se tinha prova de t ntativa de morte contra si
porque razio se poupou ao sacrificio de dar essa
prova ?
Era isso o que devia ter feito, mas nao o fez por-
que receiava que victima recorresse aos tribu-
naes o elle nao provando a tentativa de morte que
allega va contra a sua pessoa incorreria no crime de
calumnia.
O nobre deputado sabe perfeitamente que pela
nossa legislarlo nao se pode impunemente dizer
que um hornera tentou contra a vida de outro seo-
do inimigo capital, para depois dizer : nao disse
cousa alguma.
Alero disso o nobre deputado sabe que o artigo
75 do cdigo do processo nio admitte denuncia de
um inimigo capital ; e digamos com franqueza Pi-
mentel era inimigo capital de Rosa Maria e au-
toridade devia pedir a Pimentel aa provas das
suas allegad-oes antes de entregar Ihe a forca pu-
blica para com ella agir.
.Justifiquen! a autoridade como a justificou o no-
bre deputado pelo 11' districto, moco iaexperien
te, sem conhecim.-nto alg ira das cousas, deixou-se
arrastar por um inimigo que jurara a erdicao de
urna familiia.
Ames assim do que querer enthroui.su- no nos-
so systcma legal um defeza impossivel da autori-
dade. ..
O Sr. Presidente'Previno ao nobre dput*do
que a hora est a lindar.
O Sr. Ferreira JacobinaVou fazer o possivel
por terminar.
O facto, Sr. presidente, foi muito grave, clle're--
sn.ne um attentado contra urna familia nteira :
a violacio do domicilio, sem as formalidades l-
gaos ; a entrada n'uma fazenda sem o respaito
uunhum so decoro de urna familia cercada de se-
iiluias ; a autoridade deixando-se arrastir ror
um inimigo capital dessa familia, que sera prova
alguma dirigee faz da forc,* publica o instrumeno
da sua ving .ne,a ; e a destruido de urna poifio
de vidas, e quem sabe se nio tambera a en-
trega da prostituido de duas pobres raparigas
que no santo abrigo de sua mai viviain honesta
mente e bem couceituadas na opiuiio das pOBSOSI
do lugar ?
E tudo isto porque V Porque se quer oflsnder
a todos e^aes principios ? Porque se quer dtaer
que a autoridade procedeu b:m? Porque a
poltica quera o exige.
Pois bem, senhores ; a propria autond i le re-
conheeeu que fez mal, e queris saber como ella
ibeeen que tea mai? E' que, tratando se de
um facto to grave eimo.estc, nio m indoii as
info or.roes precisas pira justificar o seu proce-
dimento.
(Apartes).
O delega.o Ievantou o iequerito vinte e tantos
depois, e sendo os factos argidos e discuti-
dos na iinpreusa nio pro urou justificar se per
ante o chefe de polica ; e reclamando o chete de
polica um raez depois ou mais as nformicioes
precisas do facto, elle responder que em dat i ele
96 as reasettaa aojis muuicipal.
Pois, sean tres, um facto grave como es'e, a
autoridade policial nao se apressa em collecion:r
aa provas e remet las i autoridade superior. |0
icnsnrada pelos jorases, pela pratiea de se-
melhaateiaeto? E', senhores, pirque tem cous-
ci -neia de que nio se justii i i.
E de feito vi fuer se aqu moito alarde de um
doeum"nto publicado no Diario de Peraanibueo, e
o nobre deputado raeu collega de distrieto disse
qoe O auto de perguntas tinha S'di procedido por
nasa autoridade insaspeita, pelo delegado dea. Bento'
e quasi com a existencia do juiz mu ipil
O Sr. Begoeira CostaQuasi que debaixo das
do juiz municipal.
O Sr. Ferreira JacobinaPeco permissao no
uobre deputado pora diz-r-lhe que eag ni hi-sp. O
auto que li no Diario ile PernSm'jucj ao dia 8 deste
mez, foi feito pelo Sr Ignacio de Paiva em Ca-
nhotinh>; e se possivel que eu me tenhi enga-
ado fcil ser maudar vir ura Diario d'aqui d^
easa
O Sr. Regueira Cost.iE" bora verificar.
O Sr. Ferreira JacobinaPeco a V. Ex.-, qne
mande vir o Diario de Pernambaeo do dia 8 deste
raez.
0 Sr. Jos HaraTenho-o aqoi.
O Sr. Ferreira Jacooiua Entio V. Exc. faz
favor de ver p ir q i-in foi feito o auto de per-
guntas.
o Sr. 3 m MaraLe.
O Sr. Regueira CostaPois eu suppiz que t-
ito pelo delegado de S. Bento.
O Sr. Ferreira Jacobina Eu tanto nio supp-iz
isto que disse no nobre deputado que se o auto
era feito pelo delegado de S. Bento, era por au-
toridade incompetente.
O Sr. Regue:m CostaIsto nio altera a o
to.
O Sr. Ferreira JacobinaAltera alguma cousa;
o nobre deputado diz que o auto foi feito por ama
autoidade iususpeita, que nao tem parte altruma
u'aquelle acoutecimeuto e nio tem qoeiustifi-
nar-se; agora v-se que a autoridade snspeita e
precisa justiScar-se e que 30 em 8 de Abril re
inetteu esso auto quando em 0 de Marco o chefe de
polica pe-lio informacoes, e remutte este auto de
per,-untas solado quando a autoridade judiciaria
j est de posas do processo ou iuquerito. '
Isto quer d>z*r que a autoridade nio quer co-
lher provas para o facto criminoso, mas quer ape-
nas attenuar o procedimeuto das autoridades.
Rosa Mar; i ainda e3t na fazenda do Poso
Fundo.
O Sr. Joao AlvesEst viva ou mora ?
O Sr. Ferreira JacobinaOs nobres deputados
fazem d'isto grande questio; ma3 a questo para
mira o attentado em si, o facto com to las as
suas peripecias sanguinolentas, e o menospreso da
lei.
Agora dig > eu : a autoridade procurou desviar
a atceu?o do chefe de ;>olieia. Porque motivo era
vez de sitifazer a S. S respoadeu o seu ollcio,
enviaudo apenas um auto de perguntas?
Quem foi que disse que Rosa Maria tinha fiiha
para casar? Eu ouvi dizer que era um filho della
quera ia cisar; e tinto, senhores, Rosa Mana e
seus filhos nao foi riminosa que urna fiiha e outr
moga, firam procurar abrigo n'uma casa nio
muito longe Porque motivo, pota, ni) foi presa essa fiiha de
Rosa Maria, quando toda a gente Babia que ella
est iva era casa do respeitavel Sr. tenente Eduardo?
Isto pro va, Sr. presidente, que a autoridade ha
vii sklo victima de sua bi f, ou antes de sua
negligencia. Os noores deputados dizera qu a
autoridade nao poda prende!-a, e como fu preso
Lmrenco ni cutro dia em sua propria ci
Cajeado
Entao a autoridade nao pode prender os filhos
de Rosa Mana, nio pode prender a propria Rosa
Maria, mas, sira LourenQo era sua casa? Se-
as.
nhores, o brado da c msciencia, porquanto da
fazenda de Rosa Maria s resta as paredes, e de
suas planticoes s restara as ruinas, offerceendo
assim um campo vasto de pastagem aos anjmaes.
O Sr Jos ManaAgora os animaes de Pira n
tel engordam cora cert /. i.
O Sr. Ferreira Jacobina-Por'anto, Sr. presi-
dente, comprehende V. Exc. que eta familia foi
Ticuma duas vz-s : victima d:v prepotencia, do
incendio e da deatrnicSo e ainda mis victima do
RS&reo que ti.z o nobie deputado, com o sou bri-
. han te tal-nto, para ntirar-lh face o escarneo,
.tiriouiudo Ihe um crime que nao praticou. Diz,
por n, S. Exc. : aecusam a autoridade pol.cial,
nas nao ascusam Risa Mana.
\1 s senhores, como que se pode aecusar essa
i felz mulher?
O Sr. Regueira CostaEu quero que V. Exc,
retir .-se ao juiz.
O r/Ferreira Jacobina Sr. presidente, nos nao
pi.cisaraos saber se estes autos furam remettidos
ao juiz municipal de S. Beuto, se se est fazendo o
processo. Nos nao queremos saber em que estado
si acha o processo. O autor do requer ment veio
apenas condemnar o facto e perguutar o que tez a
autoridade policial. Nada temes com o digno
juiz, talvez fosse at molbor que esas inquerito
jivesse findo,- porque com mais antagen9 po-
deriamos firmar o nosso juizo acerca do proced
ment policial, porqae quem cabe as tentativas que
por l nao se fizeram para oceultar-se certas cir-
cumstancias e tanto mais quanto trata-se de au-
toridades que se achara comprometidas nesse
mesmo facto.
Cortamente, Sr. presidon e, a aituago do digno
jjiz ha de ser muito difficil, assim como muito
diffie.il ha de ser o seu veredictum. O nobre depu-
tado, porra, Sr. presidente, ainda faz urna aecusa-
Baa ao juiz, dizendo que ha muito, .(ue ha tres
nezes ree -beu esses papis.
Digi eu, por n, agora que isso nao possivel,
porque foi a 26 de Fnverciro que o delegado fez
essa remessa ao juiz. Eu aceito a palavra do de-
legado, mas o nabre deputado sabe perleramente
que distara dez legua? de Canhotmho a S. Beato.
esses papis, pergunto eu, foram remettidos ai
juiz muuicipal ou ao juiz de direiti?
O Sr. Joo AlvesAo juiz municipal.
O Sr. Ferreira Jacobina-Pois b"in, de Canhoti-
nho a S. Bento, dista como disse, 10 legua i. Mas, o
que atfirrao que no dia 2b' nio .u.diara chegar
esses papis s raios do juiz, senio alguns das
depois, logo nio faz tres mezes.
Um Sr. DeputadoEu estou informado do que
j o proraotT denunciou e o juiz municipal ainda
nao determinou dia.
O Sr Perreira JacobinaEm 25 de Favereiro,
repito, ainda esses papis nao estavam l.
O Sr. Regueira CotaMas o juiz tinha obri-
gaQio de concluir o processo dentro de 5 dias.
O Sr. Ferreira JacobinaA nossa missio nio
apreciar o modo porque procede o poder judi-
ciario, e neste terreno, permitta-me o nobre de-
putado dizer-Ihe,,no foi feliz. Eu o que tenho
admirado mais de urna vez, nio pude entretanto
concordar com a sua defeza, ainda mesmo no ter
reno jurdico, pois S. Ex:., bem como os seus di-
gnos companheiros de bancada desviam-se da ver-
dadeira questo para pegarern-se a urna circura-
stancia poszericr. E assim que pensam que o
aeto 6 grave dada a hypothese de icr morrido
Rosa Maria.
Eu pens de mouo contrario : quer tivesse ha-
vido morte ou nao, o facto foi muito grave e nao
tem razio a autoridade.
E' possivel at, seuhores, que estas palavras
aue acabo de pronunciar, possam mais tarde ir.-
uir no animo d'aquelles ssbre quem ellas reca-
hem. Eu, porra, nao recuo anteo cumprimento
de um dever, pelo receio do mu I posterior que
d'ahi me possa advir.
Couhee,o bem o modo porque so fazem essas
cousas, a facilidaie com que multas vezes a auto
ridade sem querer e sem pensar mesmo, concorre
para um conflicto muito grave, da natureza
daqucUe que nos lamentamos.
Mas, Sr. presidente, na qualidade de represen-
tante daqoetle district-, camo disse em principio,
nio poiia ficar queio ante semelhante attentado,
contra a propriedade, contra a honra c vida de
un I imilia inteira, e assim pens que eir-espon-
di perfeitamente aqoeea que me dorara ura lu-
gar nesta casa, que se nao venbo em'.defeza dos
poderosos, venho em defe'-a dos infekizes, cujas
victimas nio poderiam compensar, nem mesmo re-
tribuir, por me t.r inquiliso em ter euraorido o
mcu dever e nao sanccion-> um ficto escandaloso
como o que e deu era Cauhotinho.
Tenho dit .
VozesMuito bem !. muito li-'m !...
Vera mesa, lido e approvado o seguate rc-
querira ni >:
n Rqueiro prorogacio da hora di expediente
oor mais 80 minuos.Drumraond Filho.
Vera mesa lida, apoiad* e entra conjunta-
mente era discusso a seg liute emenda :
o No casi em que aa approvado o requeri-
mento do Sr. deputado Jos Mara, peQO que se
requisito sobre facto diGrrota iva infor-
mac3ea -ios rs. jaiaes de direito a inunieipal do
termo.R g.ieira Costa.
Coi-'iiia.
lEviSTA DIABIi
N. 64. Onjamento municipal para para o exer-
cicio de 18881887.
Adiou-se de novo pela hora, que foi prorogada
por dez minutoi, a pedido do Sr. Gomes Prente,
a diseussio do requerimento do Sr. Jos Maria,
orando o Sr. Regueira Cuita.
Passou-se 1 part9 da ordem do da.
4diou-se de nove pela hora a 1* discusso do
projocto n. 43 deste anuo (orcaraeuto provincial),
tendo orado os Srs. Ferreira Jacobina, viseonde
de Tabatinga, Prxedes Pitanga, Regueira Costa
e los Maria pela ordem
l'aasou-se 2a parte da oidora do da.
Entran lo le novo em discusso o narecer adalo
da commissio de pet9e3 sobre a de Alfredo Best
Tugman com um voto em separado, li-o i este
prejudicado, sen lo aquello approvado e indo a
imprimir o seguinte p-ojeeto com que elle termina,
depois de orarera pela ordem os Srs. Gomes Pa
rente, Drumraond Filho e Barros Barrero Jnior,
sob n. 55, autorisando conceder-se por 10 annos
privilegio a quem melbores vantagens offerecer,
para montar nesta provincia a pnmeira fabrica de
cimento preparado cora materiaes do paiz.
Adiou-se pela hora a 3" discusso do projecto
n. 120 de 1885, sendo regeitado um requerimento
de adiamento da discusso, por 24 lloras, do Sr.
Costa Gomes, apoi idas tres emendas e orando o
Sr."Barros Barren Jnior.
A ordem do dia : 1* parte : continuaco da
antecedente ; 2 parte : continuacilo da anterior e
mais Ia discusso do projec:o n. 46 deste auno.
Collectorta. provincial Por acto da
presidencia da provincia de l'.l do correte, foi
exonerado Amancio lago da Cunha do cargo de
scrivo da collectoria do Bora Conselho, visto
exercer all interinamente os ot :ios de 2 talud-
Lio do crime e civel u escrivo do jury, cargos
incompativcis com aquello ; sendo nomeado pira
substituil o Candido Tenorio Villauova.
Corpo ti policaPor a3to de 17 do cr-
reme, a presidencia da provincia mandou subinet-
ter conselho de investigifii o tenente quutol
mestre do corpo de p ilicia Antonio Jos de Siuza
e Silva, afira de responde* pem desfalque de pecas
de fardamento rocolhidas a arrecadar;o da mosmo
corpo.
O conselho so compir do majar graduado Este-
vo Jos Forraz, presi lente ; capities Joio ms-
iniauo da Bocha e Mainel Anselmo Pereira Cui-
maries, e tenente Sebastin G mr;ilves da Costa,
como vogaes, servindo de auditor o 2o promotor
publico do Recle.
Tribunal to jury lo Becife. Ainda
houtera nao pode ser instaliada a segunda sesso
deste tribunal, por s terem comparecido 29 juizes
de facto.
Procedcu-se ao sorteiodo3 seguintes supplentis:
Frajuezia do Recife
Carlos Halliday.
Frcgiiczia de Santo AtUomo
Thomaz Teii tira Basto.
Frcg'iezia de S. J
J.iaquira J s ds Agolar.
r. Artbur Grato Alves Carnauba.
Philomena Armiuio dos GhliinaraVa Peixoto.
J'rer/uezia da Boa-Vista
Antonio Carlos Perreira da -ilva.
Mane'l Crysogn i da Silva Braga.
Jos T. ixeira Coirabra.
Jos Moreira da Silva.
Louronco Jos de Carvalho.
Domingos Jor da Silva Maa.
J.iaquiin [goac Pess u de Siqaeira Ca val ca te.
Praneisco Augusto de Araujo
Luiz Augusto Moreira de I arvalho.
Frtguezia da Graca
Jos Duarte Cilixto.
Francisco de Paula Q Perreira.
Teu.ntc-coroiiel Corbiniano d'Aqa no Fonseca,
Frtguea de Afogado*
Joo Maria de Soasa Araujo.
Frcj'iezia do Pocn
l)r. Mauoel Enediuo do Besjo Vlenos.
Sjm MPifia; i'roi iiK'ia 'nuecionon
hontem sob a jiresideacia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manuel de Barros Waiilirley, tundo comparecido
32 Srj. deputados.
Foi lida approvala sem debate a acta da ses-
ao antee 'deut -.
O Sr. Io secretario proceden leitara do eguin-
tc expediente !
Um offieio do secretario do governo, dt-volvend
int ruiada a poticio de Sophia Guilhermina de
Mello.A' quera fez a requiaico.
Outro do raeomo, idem, na de Manoel Soares de
\lbergaria, Camilla do Carmo Tortea e o abaixo
assijjuados de moradores no povoado Mando Novo
do Iu distrieto de Buique.A quem fez a requisi-
i;io.
Urna petcao de Luiz Ce.-nelio de Soasa aju-
daute do pharraaceutice do hospital Pedro II, re-
qoereado augmento de vencimeutos.A' coiuaii*-.
sao de peticoes.
Outra do Bauco do Brasil, requerendo providen-
cias. nGn da ('amara Municipal do Recite, pa-
gir-lhe o emorestiino para a COOStrUCCo do mer-
cado de S. Jos. A' commissio de orcaineuto
municipal.
Outra do English Bank ct Rio de Janeiro e do
Lou ion and Biasiliau Bank, requerendo a resti-
tu io lo que de mais pagarain no corrate exerci-
cio em reagio ao anterior.A' COmmissab de or
c tmeato provincial.
Outra de Alfredo Emilio Calumby, boticario li-
cenciado estabelocido com pharmacia no povoado
le Jos la 'loa Bsperanea, r qoerendo eonsif-
nasjao da quita de 5J750, para pagain-nto do
que despeo leo cora os ataca ios do febres de mo
carcter alli. A' eoramissao de oreara -uto pro-
vincial.
Outra de Fabio Velloso Freir, proprietario da
easa que serve de cadea na cidado da Escuda,
requerendo consignado da quota para pagamento
de alugueis vencidos.A' commi-so de orgameu-
to provincial.
Outra ds Julio Soares de Azevedo, professor
particular de i istruceo primaria, ra da matriz
da Boa-Vista, requereudo urna subvenco por en-
sinar gratuitamente a 25 meninos orohios desva
lidos.-A' commissio de iustruceio publica.
Outra d% musa regedora da contraria de Nossa
Si nhora do Rosario da freguezia d- Santo Anto-
nio do Recife, requerendo preferencia para a ex-
tractad, no presente exercicio, de duas paites de
suas loerias. A' commissio de ornamento pro-
vneial.
Ura abaixo assignados de professores co.itracta-
dos, peiiudo pira serem considerados effectivos
ni* magisterio. A' commissio de iustruceio pu-
blica.
Foram adiados 15 pareceres concluindo ior in-
d ferimeutes, sendo 11 da commissio da iustruc
cao publica, dos quaes oito sobre as peticoes de
Francisco Theotouio Persira de Carvalho, Miran-
dolina Borges Pestaa, Manuel Soares de Alber-
gara, Celestino Pereira Quedes Aleoforado, Rita
Maria Gomes de Souza, Jeronyma Francisca da
Rocha Paula, Therezi de Jess Barros Lima e
Mana Francisca do Reg B..rros, havoudo pedido
a palavra o Sr. Prxedes Ptauga ; dous sobre as
de Paulina Candida da Silva e Joao Ferreira Vil-
lela de Araujo, teudo pedido a palavra o Sr. Jos
Maria ; e um sobre a de Mara Candida de Fi-
gueiredo Santos, ha vendo pedido a palavra o Sr.
Soares de Amorim ; tres da commissio de peti -
( .s sobre as de Mai ia Antunia da Costa, liuti Jos Feruandes de Pigueiredo e Bellarmino Per-
nandes da Cunha Almeida, tendo pedido a palavra
sobre elles os Srs. Ferreira Jacobina, Prxedes
Pitai.ga c Jos Mari,. ; u um, finalmente, da com-
nisso de oreara nio municipal sobre a petigio
i Marcelliuo Jos Maria de Holiaada Cavalcan-
te, havendo pedido a pa.avra o Sr. Ratis e Silva.
Potam approvadus os seguintes pareceres : um
da convnissio de peticoes, indeferindo a d1 Fran-
cisca Maria da Annuuciago, e outro da de ins'rjc-
90 publica, dem a de Genesio Libaoio de Albu-
qujrquc. Monteiro.
Foram tarabem approvados os siguiutes par 11
res: tr-z da ccmuiisso de ornamento municipa1,
pedind 1 informaeoee acarea do requ rido por Pe-
dro de Barros Wanderley, Tito Alvares da Cunha
e I Antonio CarneiroJ e dous da de instrueco
publica, Uein, tobre o requerido por Auna Pran-
celina do Reg Barros e Andr Jos d'Almeua
Catanho.
PoratD a imprimir os seguintes pr. j ctos, sendo
o de n. 51 precedido de parecer da comraissao de
justica civil e criminal.
N. 51. Reunindo os otficios de escrivo do jury
e las execucoes cr.mmaes do termo de Gamelleira
aos de l.o tabcllic< e escrivo do crime do mesmo
termo.
N. 52. Antorisaudo a despender-se at 20:000/
com a edificacio das cadeias de Timbaba e
Itamb.
N. 53. Creando urna cadeira para o sexo mas-
culino no povoado Mutuas, da comarca de Pal-
mares.
Coutinuam multados em 205 03 que teem dei-
xad > de comparecer.
Club Bate club realisa depois de ainaulli, 2 de Malo,
pelas 3 horas da tarje, 1 sua lorceira regata, na
baeia do Gasmetro, n 1 rio Capibaribe.
llavera archibiucala para os espectadores, de-
vidameuto ooberta cora toldo ; a liuha da corrida
est '.r eouvenient -ra inte b-ilisada e delimitada por
boas ; e 03 premios serio distribuidos, depois de
cada paro 1, ao respectivo vencedor.
Outras medidas teem sido t minias pelo club no
intuito de tomar a ana testa brilhant-.
Medico. A' bordo do paquete Para chegou
ha pjucos dias da B ;hia 0 Sr. Dr. Arthur Imbas-
sahy, distincto medico do exereito, ltimamente
transferido para a guarnida) do Recite.
O llustre clnico, que deixou ura nomo respeita-
do na Baha, preten le -aqu cliuicar, e tem pores-
pecialiriado as molestias do orgo visual.
Saudaudo o eordialmeue. temos para dizer aos
nossos leitoras que o Dr. Imbassahyj est residin
da no predio u. 53 da ra da Iraperatriz.
I'assiinieiilo. Victima de padecimentos
cardiacas, falieceu hmtem D. Adelaide Jcsephna
di Costa Rbeiro, digna consorte do Si. Dr. Joio
Carlos da Costa Rbeiro.
Era urna seuhora prendada e muito distincta,
ura 1 alma cariosa e bem formada.
Nossos psames sua familia.
Ezped'cnte do soverno. Hontem lo-
mos aecusados na Asse-nbla i'ro' incial pela de-
mora na pvblicacSo d 1 expedieute do goveruo da
p.-ovincia.
i'ara que sejnlgue do criterio eom que fom is
acensados, basta que digamos que aa seecao otE
el 1 itesto fji asii. vio boje, publicados os exc.actos
lo ex.icdsaBM do correte, rece
biios tres dias autos, o temas apenjs ein nosso
pol-r os dos dias 17 e 19, ambos receidos hon-
t ui, pr ineiro 1 li 1.-1 e o sagaado ,'a 3 horas
da tarde ,
Nem ha que estrenbar nisso, pois a Secretaria
do Governo tem in m mso trabalho a elaburar, e a
copia do expedieute nio pode ser c mmettid 1
muitos emoregados, nio s pela sua propria natu-
reza, mas principalmente pelo facto de estarem
muitos oceupados com outras e mltiplas incum-
bencias, mxime quando esta funcionando a As-
sembla Provincial.
Domis, era tempo algjm houve menor inter
vallo entre a data d, expediente e a sua publica-
cao ; e podemos garantir que as razoes da demora
nanea foram outras qu.1 nao as cima dadas.
FacadaAnte-houteiu, s 8 horas da noite,
na ra do Codorniz, da parochia de S. Frei Pedro
G-oneaivasdo Recife, Fi-ancisc > de tal, conhecido
por Fraueisco do Romao, ferio com urna facada
ua regiio lorabar a J ii > lleurique de Oliveira,
cora quem Uvera um-v troca de palavras.
O denciu-.ite evadio-se, e o forido foi vistana-
do pelo Sr. Dr. Costa Gomes.
Ra 1 de MaloMiradores da ra 1 de
Maio e suas immediacoes, na parochia de Santo
Autinio, que'am-se amargamente do abandono
em que as deixa a Cmara Municipal, quauto a
aceio e limpeza publicas.
H* alli com effeito um grande csterquilinio, do
qual fazem parte aniui es mortos e em oeco.nposi-
eao, e d'.Mi so despren iem gases ptridos que in-
teccionaui tod 1 a red mdeza.
Qucrer a E lilidado mellurar C3se estado ?.. -
Dicanl paduani.
Imposto lanradoa Os lanoador--s da
ecebedoria desta proviucia comecaro amanh a
proceder ao lancaioeuto dos impostis sobre indus-
trias e profisso-3 e predial do exercicio de 1836 a
I8o7 a vista dos recibo;, contractos de arrenda-
ra aro e mais eselarecimentos que devem ser pres-
tados pelos contribuiutes, evitando assira o arbi
tramemos que, pelos referidos emprogado* podera
ser feit03 em virtude do art. H do regulamento n.
5690 de lo de Julho de 1871 do art. 12 do do :i.
7051 de 18 de Outubro de 1878.
Iiinheiro-0 paquete Para levou psra :
Parahyba 11:000*000
Cear 4:823.5530
O paquete Nea levou para :
Portugal 16
Pranca 100
Em tranmito0 paquete A'eixi levou hon-
tem para a Europa 219 passageiros, sendo 18 to-
mados em Purnaubuco.
A ejmesta de California Nao ha
exeraplo do vida to agitada como a da duquesa
de California, cujas dissenoes com um diplomti-
co serviram receuteraente de pasto a chronica de
Washington.
Helena Chumley, conhocida depois com o nome
de Alina Ellis, tem 28 annos. Sua belleza in-
comparavel e sua3 maneiras brilhara por sua ex-
quisita distineco.
E' fiiha de um policcman de Cincinati, cidade
onde residen! aua mai e seus irmios.
Em 1877, Helena Chumley priucipiou a figurar
como actriz no theatro da Opera da mencionada
capital. O director, um tal Snelbaker, se anarao-
rou perdidamente da artista, a qual nao t irdon em
corresponder a lbuea paixo que tinha inspirada.
Movido pelos ciumes, apresaou-se a subtrahiia
as vistas dos elegantes da cidade, e a collocou na
contadoria do theatro.
Ao cabo de dous annos Helena Hgia com um
jogador chamado Paterson, nao sem subtrahir an-
tes ao seu director a gemina de 3,000 doars.
Depois de varias pesqnizas praticadas por Snel-
baker, este encantrou a prfida sem um cntimo
e arrependida de sua talt Renovaram-se ae re-
laces, porm no anno seguinte apparecou no fir-
inaui uto da Opera urna nova estrella, que em
pouos dias substituio a Helena no eorafao dn di-
rector e na contadoria.
A desditisa joven nao se eral rmou com Heme-
ihante situacia, e certo dia que ene mtrou era um
transway a sua rival, acorapanhada de Snelbaker,
cabio sobre elles aos murros. A luta termi.iou com
a intervenco do pai de Helena, que, naturalmen
te, levou a prevenco ao director e a sua favorita.
Ao chegar ao dito ponto, travaram-se de pala-
vras. Snelbaker e Chumley pucharam ambos seus
revolvers, o director fez togo e o puliceman cahio
morto a seus ps.
H ilena desappareceu ento de Cincinati, e de-
pois de ter tido varios amantes e tomado parte em
varios roub.is, sem que a ale.1111; i-se jamis o ri-
gor da lei, no fim de poucos meze3 ropresentou em
S. Francisco convertida em Alina Ellis, duqueza
de California.
Suas famosas viagens por todas as cidades de
Oeste, puzera.n o sello reputaco de sua formo-
sura, de sua elegancia e de suas soberbas alfaias.
Quando era principio deste anno esteve em
Washington, seus admiraveis oihos pretos toma-
ram por assalto a capital.
Relacionada cora jra diplomata este se vio for-
jado a denuncia! a ante 03 tribuuaes, sem que lo-
grasse prov,r o delicto da trapaca de que a tinha
aecusadu.
Haleat f >i, sem duvidi, causa de ta grave es-
cndalo, que savioforcida a regressar a S. Fran-
cisco, d'ond voltou a empunliar o c-'ptro da ele-
gancia debaixo do uome da duqueza de Califor-
nia
Hess HariannoA mesa regedora da ir-
mandade de Nissa S'uhora Mai dos Hotnens,
erecta na igreja da Madre de Dous, resalveu, sob
os auspicios do Rovd. padro Dr. Joo do Reg
Moura, festejar cora a mais acurada devo(o os
exercicios pios do Mez de Maria, devendo princi-
piar boje, as 1 11*2 lloras da mauhi.
Pruclamaa le casamenloForam li-
des na matriz da- B ia Vista, o seguintes :
Americo Rmha com Bureada .Maria da Concei-
cao.
Barth il-oraej .Marques da Silva com Maria Laura
de Medeiros.
Francisco Martins de Lima com Marcelina Fran-
cisca Xunes.
Dr Esteves de Si Cavalcant* de Albuquerque
com Mana Thomazia Lobo da Silva.
Jos Bernaldo Tollos "de Sousa com Adolphina
Pereira de Britto.
Jos Fernandos di Silva com Catharina Pe-
reira da Silva.
Hermno Clarencio Pontual com Maria de Jess
Pontnal,
Jos Maria dos Santos com Maria Joaquina da
Conceico.
Antonio Igna-io Brando Jnior coai Iguacia
s de Oliveira.
Dr. Artbur Eloy de Bu-ns Pimentel com Auna
Natalia da Sil a Themudo.
Firmino Nuoos do Amorim com Autonia Josepha
G mcarves.
liigael Arehanjo Barroso com Hara Elysa da
Silva Ferreira.
LeilfteM. Eff.'ctuar-30-hio :
Hoje :
i' 'o agente Gusmo, s 11 horas, ra Duque
de Casias n. 32, de movis o mais lobjsctos.
PeZo agente Martins, s 11 horas, 1111 ra do
Bora Jess 11. 7, de movis, loucas, vidros, etc.
Am inhi :
Peto agente Modesto Baptisla, s 11 horas, na
na do 15ira Jess u. 19, de movis, loucas, vi-
dros, etc.
Miwsa fnebres. Serio celebradas:
Amanh :
As 9 ii Has in Santa Cruz, por alma de Adol-
plio M. es S intos ; as s li iras, na matriz da B la-
Vista, por limado Or. Severioo Rbeiro Car neiro
Monteiro ; is 8 Unas, ni mi'riz J: Santo Anto-
ui 1, p >r alms de A 1 A >h 1 Marques los Sautos : s
8 1/2 horas, na matriz da i > 1 Vista, por alma de
D. Mathilde Libania Mooteiro Peretti: is 7 li-
ras, na matriz la Boa Vista, por alma de D. Ma-
ria Oiiu lina G unes.
Seguiida-teira :
A's 7 horas, ni raarriz de S. Jos, por alma de
D. Joaquina M. da Conceieao Raposo.
Operacea rirurifiraiForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 29 do correute,
as seguintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Bxtraccad pelo therrao cauterio, de um turcor
ereetil do ante-braj 1.
ExdrpaeaO de um kisto mucoso da regiio iufra
clavicular.
Posthotomia p.do thermo cauterio reclmala por
pbimosis e eaacros.
Pelo Dr. Borardo :
Papilla artificial reclamada por mancha da cor-
nea.
Extraeco pelo thermo cauterio, de cancro on-
cephaloide do olho esquerdo.
Pelo Dr. Bstevi 1 :
Bsvawamento pelo proliptor de Poyan, do osbo
humeros, por n* erse complicada de fistulas.
Caa de asesaamcaaoV.ovimento aos pre
i: 28 i A ni
Existiara presos 275. entra-ara 6, sshiram 4,
exist.-ra 277.
A saber:
Naeioua-s '.'49, mulheres 2, estrangeiros 11, es-
Bravos seotesciados e processados 7, ditos de cor-
leevio 8.Total J77.
Arrabiados 239, sendo : bous 247, deentes 12
total 259
Moviuieuto da enfermara :
Teve baixa ;
Domingos E. da G. Senrio.
Lotera Extraordinaria ae> ps-
ramgaO 4 e ultimo sorteio das 4 e 5 series
desta importante lotera, cojo maior premio de
150:000*000, ser extrahida a 12 de Junho prxi-
mo.
Acham-se exposto a venda os restos des bilhe-
as na Casa da Fortuna ra Primeiro de 'Marco
n. 23.
botera ola corte-A 2 parte da 196 lo-
tera dacorce, cujo premio grande de 100:000/,
ser extrahida no dia 1 de Maio.
Oa bilhetes acham-se venda ua Casa Feliz,
prava da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se achara vendaua Casa da Forana,
ra Primeiro de Marco n. 23.
Cemsterto Publico Obituario do dia 25
do corrento :
Antonio Francisco Schefler, Pernambuco, 32
annos, solteiro, Graca ; encephalite.
Mano d de Mello Tavares, Poitugal, 58 annos,
Boa-Vista; edema do ligado.
Um feto, Pernambuco, Santo Antonio.
Maria, Pernambuco, 2 mezes, Recife; entente.
Um t -te, Pernambuco, Boa-Vista.
Miguel Francisco de Pigueiredo, Pernambuco,
70 annos, solteiro, Boa-Vista; gastrite.
Mara Olindina Gomes, Pernambuco, 25 annos,
casada, Graca ; tubrculos pulmonares.
- 26
Antonia, Pernambuco, 60 annos, solteira, Boa-
Vista; cougestio pulmonar.
Sabina, Pernambuco, 36 annos, solteira, Boa-
Vista; tubrculos pulmonares.
Anua Maria Lopes do Nascimento, Pernambuco.
18 annos, solteira, Boa-Vista ; tubrculos pulmo-
nares.
Pctrolina Maria da Conceicio, Pernambuco, 10
annos, solteira, Boa-Vista ; mal de bright.
Jos Joaquim Pereira da Silva, Pernambuco, 68
annos, viuvo, Boa-Vista; anemia.
Antonio da Costa Pereira, Pernambuco, 18 an-
nos, solteiro, Boa Vista; anemia.
Paulino da Costa, Alrica, 60 annos, solteiro,
Boa-Vista; erysipela.
Adolpho Marques dos Santos, Portugal, 50 an-
nos casado, Recife; febre cerebral.
Joaquina Maria da Conoeiyio Raposo, Pernam-
buco, 37 anuos, casada, S. Jas ; dilataco da
aorta.
Constantina, escrava, Pernambuco, 45 annos,
solteira, Boa-Vista; metorrhagia.
Fraucisca das Chagas Pastora, Pernambuco, 110
anuos, solteira, S. Jos ; cachexia senil.
Eraelina, Pernambuco, 6 dias, .Santo Antonio ;
espasmo.
Herundina Carolina de Albuquerque M., Per-
nambueo, 22 annos, solteira, Santo A.tonio; amo-
lecimento cerebral.
27
Thereza do Jess Torrco, Pernambuco, 90
annos, viuva, Afogados ; diarrhea.
Josepha Maris das Dores, Pernambuco, 30 anuos
solteira, Boa-Vista ; diarrhea.
Antonio Paulo Santos, 37 anuos, solteiro, Gra-
5a : tubrculos pulmonares.
Loureaeo Justiniano de Siqaeira, Pernambuco,
ii7 annos, riavo, l!oi-V*isf 1 : cachexia syphihtieas.
Alice, Pernambaeo, 26 das, ri m-Vists : ttano.
Domingos, Pernambuco, fe mezes, S. Jos ; cen-
vn oes.
Senhorinh 1, Pernambuco, 2 annos, Recife ; con-
vulsivos.
Jacob, Pernambuco, 47 anuos, solteiro, Boa-
Vista : jiaeuui irrhagia.
Igoez Maria Fian, ise 1 dos Prazezes, Pernam-
buco 50 auuos, solteira, Boa Vista ; tubrculos
pulmonares.
Maiadouro Publico. Foram abatidas
uo Matadouro da Cabanga 78 rezos para o consu-
mo do dia 28 do corrate mes.
Hercatlo Huniripal de *.
movimento deste Mercado uo dia
rente, foi o seguinte:
tmtrarain :
38 bois pesando 4.982 kilos.
487 kilos de poixe a 20 ris
41 cargan de farinha a 200 ris
18 ditas de fructas diversas a 300
ris
15 ta'ooleirop a 200 ris
7 suinos a 200 ris
Foram oceupados:
21 columnas a 600 ris
21 compartimentos de faiiuha a
500 ris
24 compartimentos de comidas a
500 ris
72 ditos de legumes a 400 ris
18 compartimentos de suino a 7u"0
ris
12 ditos de tressuras a 600 ris
2 talhos a 500 ris
8 ditos de ditos a 2 5
51 talhos de carne verde a lf
Jom.O
29 do cor-
9/5740
S200
5400
31'00
U40O
12*600
1300
12*000
2880i
12*600
72 1*000
16*000
54*000
Devc ter sido arrecaiada neste dia
a quantia de
Debires dos dias 25 do Marfo a 29 do
correntc, recebidos
dem at 29 do correute
Foi arrecadado liquido
correute
no da 29 do
185340
6J300
191*64)
10JO00
Precos do dia:
Carne verde a 430 e 28") is okir.
Saiuos a 560 e 800 ris idem.
Carneiro a 600 e 1*000 ris idem.
Farinha do 3 JO a 601 ris a cuia
Milbo de 320 s 480 ris idem.
Feijo de 900 a 1*280 ris idem.
IiOleria da provinciaQuinta-fe ira 6
de maio, se extrauir a lotera n. 52, em bene-
ficio da irraandade das Almas da matriz da Boa-
Vista.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreciaco do publico.
botera de Macelo de aooioootooo
A 6" parte da 12* loturia, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivolmcnte no dia 4 de Maio s 11 horas
da manh.
Bilhetes venda na Casa Feliz da prava da In-
dependencia ns. 37 e 39.
INDICACQES oTElS
UedicoM
Consultorio niediro-cirursico do Or.
Pedro de Attahyde Liibu SIoncozo
ra daUloria n. :'.'..
O duutor Moscozo d consultas todos os
lias uteis, das 7 s 10 horas da manila'
1-ste consultorio offerece a commodida
ie de poder cada c'ocntc ser ouvido e exa-
ninado, sera ser presenciado por outra
:) meio dia s 3 boraa da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreao pra-
;.* do Coiamercio, onde funccion?. a ios
".o de sade do porto. Para qualquer
i estes ous pontos poderlo ser dirigidos
>8 chamados por carta as indicadas horas.
Dr. Miguel Themudo iuuJou sou consul-
torio rae Jico e residencia para a ra Nova
q. 7, I." andar, cndi> d consultas das 12
8oras s 3 da tarde e recebe cahinados a
qualquer hora. Especialidadespartos fe-
bres, syphilis e molestias do pulmao e co-
illQO.
Dr. Brrelo Sampaio d coosultas de 1
s 4 horas da tar le, ra do liario da
Victoria n. 45, 2 o andar, residencia ra
!o Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
til vosa do
O tachar Benjamtn Bandeira, ra do
Imperador n. 7."5, 1." ao lar.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega-se de questScs
as comarcas prximas a3 linhas ferras.
Jote Bandeira de Mello advogado -
roa do 1 operador n 37.
Dr. Oliveira Escorel_ 2. promotor pu-
blico, tem seu es'-riptorio de advogacia da
ua Primeiro de Marco n. 2.
Drogara
Francisco Manoel d/i dilva <& C., depo-
sitarios de todas a3 especialidades pharma
ceuticia, tintas, drogas, productos chimico
e medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Faria, obrinko & C, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez do Olind n. 41.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e ojjicina de carapino
de Francisco dus antos Majedo, caes de
Capibaribe a. 28. N'este grande eatabele-
cnueuto, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, compra-se e vende-se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
couta alucia, assim como se preparara obras
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
PIBL1CAC0ES iPEDIDO
Poort Alegre, 20 de marco de 1836.
ellos de heraucas e legados
(Do Conservador)
Ha dias publicamos mais um acto louva el do
eminente cidadao que dirige os destinos desta pro-
vincia, o Exm. Sr. desetibargador Lucena, rega-
lando a tisealisai;ao da via-te.-rea de S. Leopoldo,
e estabelecendo o modo de se vericar a ex;.
dao de suas contas semestraes.
Sabe a provincia nteira que essa estrada tem
sido o Borv> donro priuciral de ama grande parte
das suas rendas e c aieorridopara avultar a enor-
me divida que p> sa obre os c fres provinciaes.
A compauliia tem usado e abusado do seu con-
tracto, sem ttr, at ento, encontrado o menor
bice s suas contas e preten^oes; a fisealisaco
official ttm sido completamente negativa, e assim
que dos exercicios de 18T3 a 1885 tem receido
2,017:516*, sem entretanto a provincia auferir as
vantagens correspondentes a tilo enorme somma.
O acto de 20 do correte a que noe referimos,
publicado no Conservador de '', hi deproluzir
ptimos esultados : severa fisealisaco ser.exer-
cida pelo distincto funecionario que ctu tluicnte
oceupa o lugar de director das obras publicas, o
nosso amigo Dr. Jos Queima, que to criterio
mente collabora com o honrado administrador
para melhorar o nosso estado inaneeiro. .
No empenho de augmentar a reeelt deesa via-
ferrea, S. Exc. determiBOU os estudos necessarios
para urna boa estrada de rodagem da futurosa
coloniaNova Petropolis estacao de Hambur-
go Berg, que breve eslar em via de execucio.
A construc^o dessa estrada facilit r o trans-
porte de productos coloniaes .ara aquella estacao,
1 lBVU I


Diario de PeroambucoScxta-feira 30 de Abril de 1386
x^
i



e ser ionte abundante de receita para essa mal-
lograda via-frrea.
Ahi, porm, n se detiveram a* vistas do Ilus-
tre administrador, que cada dia se eleva mais na
admirado dos bous amigos, impondo-se ao respei-
to dos adversarios bem intencionados pela profi-
eiencia qae revela em todos os raaos da admini*-
tracio publica.
Prova ezhuberante disso acaba S. Exc. de dar
publicando ainda o regulamento sobre taxa de he-
randas e legados, que um trabalbo completo, e
o mais perfeito que conbecemos nesse genero.
A nossa legislacao provincial, estabelecendo re-
gras sobre a cobranca daase imposto, deficiente
e deixa margem muitos abuso:, acarretando tam-
bem graves prejuiaos ao eofres provinciaes, cal-
clalo aproximadamente em 100:000^000 por
aano.
Alm disso, esparaa como ella est, o exame de
suas differeutes disposicoes torna-se difficil, ira-
possibilitando mesmo a sua conveniente applicaco
as reparticoes arrecadadoras.
A regulamentaco, poi, dessas differentes dis-
posicoes era ama necessidade indeclinavel para a
boa arrecadaco desse imposto, que diariamente
era reclama/la.
Compenetrando-se desta necessidade o Ilustre
Sr. desembargador Lucena nao recuou ante as
difficuldades do trabalbo que emptehendeusa-
crificando, em bem da provincia, as poucas horas
de repouso, e sem jamis abandonar outros deve-
res importantes do sea cargo.
de feito conteccionou o regulamento a qae
nos referimos, dando execucao a differentes dis-
posicoes legaes, e, estabelecendo novas regras
accommodadas a legislaco.
O novo regulamento obra profundameute me-
ditada, e fructo de paciente investigaco da legis-
laco relacionada com to grave materia ; prima
pela sua clareza e preciso na trma dispositiva ;
e entra para o corpo dos actos da administracao
publica como a prova a mais valiosa da aptido
do Ilustre magistrado, se outros actos meritoiios
ja nao attestassem o sea saber com jurista dis-
tinti.
Podemos com segranos affirmar que das ofi-
cinas governamentaes da provincia nao sabio ain-
da trabalbo to completo e nem mais correcto :
basta attender a sua contextuaco para o leitor se
convencer do acert do nosso juizo.
S. Exc. consolidou as disposicoes dos regula-
mentos geraes de 1842, 1845, 1860, 1869 e 1874
combinando-03 com a nossa legislarlo geral e pro-
vincial ; estabeleceu regras sobre a cobranca do
usufructo, tao descurado entre nos, mas hoje sal-
vaguardado.
Estatuio, entre outras disposicoes, que nenhu-
ma partilha seja julgada por sentenca sem estar
previamente pago o sello ou taxa de herancas e
legados, o que d'antes nao aconteca, com grave
prejuizo para os nteresses fiscacs, como temos
iestomunbado.
Ne'sa, como em outras disposicoes, foi termi-
nantissimo e claro, deixando ver em todas a syu
these do seu espirito esclarecido.
Podemos, sem exageraco, dizer que o novo re-
gulamento um monumento de sabedoria e pre-
visao que entra para o corpo da nossa legislaco
provincial, caracterisando a administracao de S.
Exc. de modo honrossimo para os seus crditos
de administrador laborioso e reflectido.
i tuu lagrima no (iiimilo do Dr.
Flix, de Figuelra Faria
Despedida
SONETO
Neste momento de pezar profundo
Eu sinto compungido o coraco,
Qoizera ter no estro inspirarlo
P'ra decantar o que j toi do mundo.
Quirera, p'ra cumprindo a equidade
Eu demonstrar o que me vai na alma,
E depor nos ps do moito a palma
Singella e expressiva da saudade.
A patria desolada, em luto chora,
A pwda eterna do irmo amado,
E um balsamo do Deus Eterno implora.
No tmulo em que jaz o corpo, agora,
Do amigo leal e i edicauo,
Urna lagrima da dr que me devora.
Recife, 28 de abril1886.
L. M. t
Acrstico
[Ao niiu sobrinko e particular amigo Ray-
mundo H. da Cunha Pedrosa)
O orno um ninbo de ores fabricado,
50 isonho, e bello, aob um co pomposo,
C5 m co de nuvens limpas,ura co radioso,
> h! como eu te amo, torrao abencoado!
2 o meu peito um lugar portence a ti ;
Q ravado, Cruangy, n'elle grando,
'-' nscripto hei o teunome, Cruangy!
Recife-i 886.
Olimpo Bonald.
Jos Gomes Gauches e sua senhora ten-
do-se retirado, por iacommodos de saude,
sem poderem despedirse das pessoas de
suas amizades, o fazero pela presente, off'e-
reoemlo-lbes seus servicosem qualquer par-
te da Europa em que se a ;hem
Recife, 26 de abril de 1886.
Parahjba do Norte
O deputado Paula Primo
Urna serie de conceitos bestiaes, proriu-
zidos por alguma derrota merecida, ou mo-
lhor, umu porcao de virus hybrophobico,
foi no Diario de bontem e sob asta epigra-
pbo atirada contra este nosso amigo.
E' desesperador o estado do agiota, ao
ver ialbarem-lhe os clculos de seu infa-
me interesse. Rjsigne-se, porm, vbora,
que tontou infamemente morder o Exm.
Sr. Dr. Paula Primo, por que este conti-
nuar a ser um dos legtimos representan-
tes da naco, e o pasquineiro, representan-
te legitimo da calumnia.
Se o autor de tal verrina mostrasse ter
algum sentimeuto nobre, ou valer qualquer
cousa no mundo social, nos lhe responde-
ramos cabalmente, mas como representou
perfeita e simplesmente o papel do ladra ,
que de emboscada espera o viajor para
roubal-o, e da vibor.i que, mordendo, foge
precipitadamente sem deixar sab-r quem
foi; nos lhe diremos : cresce e cresce mui-
to, para poder chegar altura de molestar o
Dr Paula Primo, pois que a tua verrina r-
pellida de sobre quera foijogada, vem cahir
aa face mascarada e livida do bandido que a
jogou.
Combley.
Prancisco Camello de Andrade faz saber a
seus amigos que no dia 29 do correte mez, reti-
rou-se eoa sua presada familia, desta cidade do
Kecife, para a sua residencia, na povoaco do Sai;
gado de Itabaianna, pedindo desculpa pelos in-
commodos que lhes deu, com especialidade ao
amigo Clemeutino Sement, ra Augusta n. 125
1 andar, onde foi com sua familia dignamente re-
cebido c tratado com os maioreG cariuhos e af-
fagos.
RecifeAbril-1886.
Sois* commerclal de Perraam-
buco
itecife, 29 de Abril de 1886
As tres boras da tarde
('otace* otftcioes
Apolices provinciaes de juros de 7 0/0, do valor
de 1:000* ao par.
Descont de letras, 7 0/0 ao anno.
>a hora da bola,.
Veadeam-se :
6 apolices provinciaes.
Observa cao
Na cotacao de hontemCambio sobre Lisboa a
60 d[v. cotado a 141 0/0 de premio, foi paptl par-
ticular e nao bancario como por engao sabio.
P. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. G. Alcofjrado
Secretario.
e.EiNIMENTS PUBLICi
Mez de Abril de l&it
*jMjej*ADe 1 a 28
>em dt 29
RdBBiioauD 1 a 28
le- m de 29
Cmmola3<> aovuci.L -!;e 1 a 28
I-tec de 29
rtacnr* dbmhaoh))i 1 a 28
i^em de 29
605:04^744
25-522,839
630.56l83
46:151*355
4:617/551
50:768906
97:908*756
3:765*222
101:093*978
14:992*302
473*779
15:466*081
DESPACHOS DE DIPORTACAO
i vfr ing.'ez Warrior, entrado de Liverpool e
lisboa no dia 25 do correte e consignado a Saun
eksrs Brothers & C, manifestou :
Lflaca 80 gigas e 10 barricS.s crdem, 85 e 2
bamcoes- a Souza Bastos Amorim & C, 5 rigas
a Joo F rroira da Costa.
Livros 1 caixa a P. G. doAmaral.
Linha 1 caixao a M. Isabella, 5 a Netto Campos
?rC-, 1 a Prente Vianna A C.
Lona 5 fardos a A. P. Carneiro Vianna.
Movis 6 caixoes ao mesmo.
Mercaduras diversas 1 volme a Fetrocelli 4
Irm5o, 1 a Salazar & C, 1 a Netto Campos & C,
1 a P. Lanria & C, 1 a Leite Basto 4 C, la E.
P Cox, 6 ordem, 1 a W. Halliday & C, la
Adamson Howie & C.
-----------aee------
Oleo puro medicinal de flsado de
lta< iiliio. de Uaman di lemp.
m. 4o*
No curativo das enfermidades de qualquer que
seja a sua natureza, quasi tudo depende dos agen-
tes medicinaes que se eiopregxm.
As molestias dos pulinoes, mortaes por n.iturez ..
sao diariamente curada com o oleo puro meiici-
nal de dgado de bacalbo, de Lanman c Kemp.
Isto nao urna mera assercl), mas sim, um facto
estabelecido. Pergunte-se nos hospitaes, aos m-
dicos, todos que teein usado desta maravhosa e
superior preparayao, e responder-vos-ho, ser a
pura verdada. N'ao ha pois, egosmo em procla-
inal-o, porque o agente curativo um doin da na-
tureza.
Tudo o que Lao an & Kemp, fazem s apr?-
sental o ao publico n'um estado de elaborada per-
feicao e pureza, tal qual se extrahe dos figados ti-
rados do pcixc o mais frcscil c alo, e debaixo de
urna forma que desafia as vicissi'ndes dos climas.
D'aqui, pois, que pro 'm a su i extraordinaria
reputaclo como antidoto, nos casos de tysina, febre
pulmonar, anginas agudas e chronicas, asthma.
tosse heptica, dr das costis e debilidade, acom-
panhad de graude euiaciacae.
Acha-se venda em todas as principies bonicas
e lojas de drogas.
Agentes em Poruambuco, Henry Forster & C
ra do Commercio n. 9.
Merece aatten^ao dos
Srs. mdicos
Attesto e juro, sob a f de meu grao,
que tendo empregado sem proveito varios
medicam-ntos par < debcllar uraa sciatica
rheumatica, na senhora do Illm. Sr. Ange-
lo de Souzi Cordciro, da ra da Frainh.i
n. 127, vi a molestia ceder deppis do uso
de oito vidros de Cajurubeba, composicao
do Sr. Firmino Candido de Figueire io,
medicamento a que te submetteu, de seu
moto proprio, a mesma referida senhora.
Dr. Jos Antonio de Almeida.
Rio, 12 de abril de 1886.
Esa reeonhecida a firma pelo tabelliao
Francisco Pereira Ramos.
(Ext. da Guzeta de Noticias.)
Materiaes para giz 13 voiumes e pecas & em-
prez*. Ditos para telegrapho 6 caixas a Goncal-
ves Pinto & C. Ditos para estrada de ferro 35
voiumes e pecas a estrada de ferro do Recife
Caxaag. Ditos para engenho central 248 voiu-
mes e pecas ordem.
Pregos 10 volomes a Samuel P. Johnston & C-,
ditos de zinco 10 barricas ordem.
P8 de ferro 12 feixes a Decio Rodrigues da
Silva.
Papel 50 fardos a Teod. Juat, 16 a Rodrigues
do Faria & C.
Passas 25 fardos a Domingos Ferreira da Silva
Provisoes 12 caixas ordem.
Presunto 1 caixa a Rosa z. Queiroz.
Pimenta da India 20 saceos ordem, 10 a Fer-
nandes Irmao.
Rodas de ferro 8 a Cardoso & Irmao.
Trapos 2 tardos a Jos A. da Silva Santjs, 1 a
C. C da Costa Moreira & C, 2 4 ordem, 2 a
Res & Santus, 6 a The. Great Western of Brasil
Railwaj Company, 1 a Antonio Rodrigues de
6ouza C.
Taxac de ferro 30 a Cardoso & lauto,
Tolei prova de fogo 20,000 ordem, ditos para
limpar f.icas 25 eaixas ordem.
Tecidjs diversos 236 voiumes ordem, 47 a
Luiz A. Siqueira, 32 a A. Vieira & C, 13 a Nar-
ciso Maia jc C, 101 a Machado & Pereira, 2 a P.
Lauria .fe C, 8 a Andrade Maia & C, 1 a F. de
Azevedc & C, 4 a Silveira & C. 9 a Loureiro
Maia & C, 3 a Joaquim Agostinho & C, 6 a D.
P. Wild C, 3 a Agustinho Sant03 & C, 3 a
Alvts Britto & C, 53 a Goncalves Irmao t C, 2
a Andrade Lopes & C, 1 a Rosa Lima & C., 3 a
Guerra St Fernandes.
Trilhcs de ferio epertencas 3, 377 pec.is a Car
doso & Irmao.
TapetJs 1 fardo a F. G. do Amaral.
Tinta 4 barricas a Netto Campos t C, 1 a W.
Halliday & C.
Yidro. 1 caixa a Manoei Joaquim Pereira.
Whisky 50 caixas orde-m.
Carga de Lisboa
Aqua mineral 2 caixas a Bartholomeu & C, 15
a F. Maacel da Silva Cu. C.
Azeih de Oliveira 40 barris a Baltar lrmaos &
C, 5 caixas a Joaquim Simos S C.
Batata* 25 1/2 caixas a Costa Lima Joo Fernandes de Almeida, 60 a Domingos Fer-
reira da Silva & C, 50 a F. R. Pinto GuMares.
Bagas 2 barricas a Pinto C.
Conservas 8 caixas a J. F. de Almeida.
Ceblas 50 caixas a Ferreira Rodrigues & C.
Drogas 4 voiumes a A. M. Veras & C, 18 a F.
M. da Silva & C.
Feijo OJ saceos a Silva Guimares & C.
Livros 1 caixa a Joo W. de Medeiros.
Massa de tomates 5 caixas a Joaquim D. S-
moes & C
Mercadorias diversas 1 volume ordem, 1 a
Oliveira FranQa, 1 a Goncalves Irmo ce G, 1 a
J. A. Fe-es da Cruz.
Pedras 169 a Silva Guimares & C, 74 a Amo-
rim Irmioe ce C.
Papel 1 caixa a Joaquim Bernardo dos Reis
&C.
Vinagie 15 pipas e 25/5 a F. R. Pinto Guima-
res, 3 e 10/5 a Orestes, Travassos & C.
Vinho 1/2 pipa a Rouquayrol Frres, 20 a Joa-
quim F. de Carvalho & C., 19 a F. R. Pinto Gui-
ri. Burle & C, con vi i am aes Srs. so-
cios da Empresa da* Minas do Assuru,
residentes tiesta oidade, comparecerem
no seu escriptor.o raa do Mrquez de
Olinda a*. 7 e 9 at o H 3* do eorrante,
afm de tomarem conbiKaM dos esta-
tutos da Empresa >ias timm io Ase urna
e resolverem sobre os rjUJiihiii a qae teem
direito de preferencia na sebscrpeao aber-
ta para levantaraento da capital deeta Com-
panbia.
Recife, 27 de Abril de ItU.
Di'sppida
O bacharel Heorique de Barros Lins,
nao podendo despedir-se pessoalmente de
seus amigos, pela prest esa de sua via-
gem, o faz pelo presente, e lhes offerece
os seus diminutos prestimos no Rio de Ja-
neiro, onde pretende de morar-se por algum
t-'mpo.
Despedida
Eu abaixo assignado tendo de embarcar hoje
para Europa por mu achar iocommodado, nao
posso despedirme pessoalmente das pessoas com
que t iibo mantido relaooes; o faco pelo presente,
e offereco os ineus prestimo em Lisboa ou Porto
onde pretendo residir.
Recife, 28 de abril de 18b6.
B. Duarte.
Massa fallida deFranciseo Teixei-
ra Barbosa
O administrador da massa fallida de
Francisco Teixeira Barbosa, tendo de pro-
ceder classificaco de crditos, convida
aos respectivos cred ores a exhibirm no
prazo de 8 dias, contar desta data, s
us ttulos para que urna vez verificados
tenham a devida clascificacSo na Praca
da Independencia n. 40.
Joaquim da Silva Carvalho.
N 8. Na tsica pulmonar a
da IviiuLsii" Scott como remedio
Conoltorio uudico-eirnrgice
0 Dr. Estevo Ca*lcante de Albuquerque con-
tinua a dar consultan medico-cirurgicas, na roa
do Bom Jess n. 20, Io andar, de meio dia s 4
horas da Urde. Paras? demais eoiwolta e visi -
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1* andar.
Ns. teltphonicos : do consultorio 95 e residencia
126.
Especiaidades Parto, molestias de creacas,
d'utero e ten* annexos.
(| Dr. MellrGomcs j
(MEDICO PARTEIRO OPERADOR
Ra do Barao da Victoria {antiga
ra Nova n. 37) 1." andar
Dedica-se com especialidade ao cura-
1 i tivo das febres, molestias de peito e das
1 senhoras, sypbilis e estreitamentos da
\urethra.
Consultas das 10 ao meio dia. Chama-
dos a qualquer hora do dia ou da noite.

Xarope de Mat-inal
O Mal-maf (lecythie idatimon) com o
qual se prepara este xarope um vegetal da flora
briisileira.
E' um agente therapeutico poderosissimo con-
tra as molestias do peito e da asthma.
Os numerosos affectados que delle tm feito uso
conseguiram um resnltado muito satisfactorio, a a-
bsndo por se reconhe :er que at hoje a melhor
preparaco para a cura da anlhma, bron-
chlle aollimaiea, e antiga e oppren
om. dispensado o emprego do arsenio, folbas
de estramonio e plantas narcticas que acabum
quasi sempre pelo abuso que delles se faz e mes-
mo pelo uso prolongado por produzir eft'eitos des-
astrosos sobre a sade e em geral eotorpecimento
do cerebro.
Vndese na Botica Franceza de Rouquayrol Fr-
res, successores de A. Caors
>. 22Una da (TU/.-N. 2
RECIFE
Coilegio de Sania Lucia
Para o sexo feminino
potencia Este collegio funeciona sob a direcciio
mura- jf.8 Sras. D. Anna do Rogo Almeida e D.
vilhosa. Restaura o sangue ao seu esta- Luza Neporauceno Duarte, no 2o andar
do normal. Sana as inflaramacSes de gar \ 0 sobrado sito ra D'jque deCaxiasn.
ganta e dos pulmes. Calma a tosse e a 59. Alcm das pnmeiras letras, e todo o
rouquidao.
EDITAES
carne e as
O Dr. Tbomaz Garcez Paranhos Montone-
gro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do com-
mercio desta cidade do Recife; capital
de Pernambuco, por Sua Magestade o
Imperador, a quera Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem, que por parte de Soares do
Amaral & Irmo, me foi dirigida a jtetico do
theor seguinte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commer-
cio.Soares do Amaral & Irmo querem inter-
romper a prescripeo do que lhes deve Manoei
Ferreira Alberto 1201000, Azeved. & C. 100000,
Francisco Jos d-'. Oliveira Rodrigues HOOO,
Franciseo Nunes Leite 2:3385990 e Liberato
Mettchell 4663900, dbitos estos constantes das
lettras juntas.
Querem ainda os supplicautes interromper a
prescripeo das seguintes contas de livro, a sa-
ber : Albuquerque A C. 982*440, Al ves ce C.
328*600, Aureliano Goncalves de Oliveira......
202*110. Braga & Irmo 167*970. Domingos Ma-
noei Rodrigutis Praca 468*400, George Mattos
138*100, Joo Martins Coelho 911*240. Joo Ri-
cardo da Silva 404*050, Jos Licate & C ......
496*400, Joo Elizio dos Santos Peitada 573*380,
Joaquim Guerreiro & Irmo 2:549*140, Augusto
Goncalves da Rocha 6:717*220, Jos Antonio
Goncalves da Rocha 1:061*280.
Portanto, requerem a V. Exc. que se digne
n andar tomar por termo o competente protesto
que era intimado aos supplicados Francisco Jos
de Oliveira Rodrigues o Goorge de Mattos, sendo
igualmente a todos os outros, mas por meio de
editos, por isso que esto ausente.-, em lugar in-
certo e nao sabido, oque ser pelos supplicantes
justificado no dia e hora que por V. Exc. fcein
marcados. Neste* termos. Pede a V. Exc. defe-
rimento. E. R. M.
Recife, 26 de Marco de 1886Souza Pinto.
Estava sellada na forma da lei
E mais se nlo eontinba en dita p tijo, na
qual via-se o despacho seguinte :
Como peduin, designando o escrivo da. Re-
cife, 27 de Marco de 1886. Montenegro.
Em vista desta liespichi foVa a petiQo destri-
buida aoescrivo Ernesto Silva, que lavrou o ter-
mo do protesto, que do tbeor tegu nte :
Aos 27 de Marco de 183G, no meu cart rio, pe-
rante mim com parecer
advogiido, o Dr. Antonio de Souza Pinto, o por
este fji dito que redola a tormo de protesto o
constante de sua petico retro, que offerecia como
part desto, em que depois de lido assigna. Eu,
Ernesto Machado Freir Pereira da Silva. An-
tonio ds Souza Pin.oAntn! 1 Barbosa Cordei-
ro.Francisco M:.noel de Almeida.
E' o que se contiiiha em dito protesto, dcpiis
do qual via-se que leudo os justifica'"a projuzi-
lo fez sellar os
nelles de; a se-
D cor s faces o aumenta a (labalho forcas. cez, (escrever e fallar), inglez, portuguez, J^^Ja? ^^ "
' ia, arithmctica, desenho, mtisica,
flores artiliciaps do tod-*s as espe-
Oculista II
p
ces
Dr. Ferreira da Sdva, con-
sultan das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Dr. Mro L ao
HI.IIIC O
Tem o seu consultorio e residencia ra do Li-
vramento n. 31 Io andar. Consultas de 11 horas
as 2 da tarde. Chamados por cscripto a qualquer
horas.
Especialidades, febres, partos e molestias de
criaucje.
OCULISTA
O Dr. Brrelo Vaaipats. medico oculis-
a, ex-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d con
sultas de 1 s 4 boras da tarde, na ra do liaro
da Victoria n. 45, 2o andar, excepto nos domingos I cll]a capncidade.
e dias santificados. Residenciara do Riachuelo
n. 17, canto da ra dos Pires.
Hei por justificada a ausencia dn* supplicados
em lug.ir inecrr i, e nmn io qqo M-j.iin iutiuados
p-r editacs n : prazo de '.)<) dias do protesto de
Ai i- ______1 i I folhas para oten uneo da prescripeo do> tittt-
vISa-se ao pubhco, esperando todo o L d^lhHf. c1[^ ,.x ,.',.;l 'l,,.,t,., 30 de
acolhimento e proteceo, corto de que em- m,v llt. ih~. ThouiazGureea P^ranhoa Moa
pregarSo todo o esmero no a liantainento de i (enegro.
suas alumnas ; funeciona todos os dias Kin viru'le ,h ntcnc 1 aqui copiada, o respec-
KS oissar O presente edita!, pelo
uteis exceptnos domingos e dias santifica- *<* "* ,"." Pf" .
o l (nal e seo theor, chamo, cito e h-i por intimados os
astifieado* o tnraw d.- protest" aqu transcripto,
aluranis internas e meii podando allegar o que fr a bem A* em direitoa,
evernas oor preco-: raioa- dentrodopraaodeSOdlaa, contado* da jubca-
r eJodeste
. j E para q:i chagua as conheeim^nto de todos
de Caxias n. 59, (antiga do niaud,. pasaar < presente edital, que sera pabliea-
do pela imprensa e aliixado nos lugares do cos-
tme.
Reeifc*, 3') de Mareo de 1886.
Subscrevo nsaignj, Ernesto Machado Freir
Pereira da Silva.
Tlfjtnaz Garcrz Paranhos Montenegro.
dos.
Recebem-se
pencionistas e
veis.
Ra Duque
Queimado.t
COLI.ECIO
OE
\ossa Senhora das Victorias
RIJA DO HOSPICIO N. 10
Directoras:
lise. Blancfae d'IIerpent Crgo.
Baroneza V. d'IIerpent.
Este collegio tem ptimas accommodacocs para
lumnas internas e um corpo docente di
Edital n. 101
>nhe-
Dr. Gil Leite
Medico, parlelro e operador
Consultorio ra Duvjue de Caxias n. 59,
Io andar
Residencia ra do Paysanc' n. 15 (Passa-
gem)_.
D consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde.
Attcnde para es chamados de sua profisso a
qualquer hora.
. -_ :_ -
Dr. Ferreira Velloso
d consultas das 10 s 11 1/2 da manba, em
quanto funecionar a assembla provincial, ra
do Mrquez de Olinda n. 47, Io andar.
A aula mixta particu-
lar
Francisca Martiniana L. Carneiro participa aos
pais de familia. qu sua aula abrir M-ha no dia
12 do correntc : qnem de seus prestimos precisar
pdedingir-sc rus do Visconde de Goyanua 11
21, que entender- se-ha com a mesma.
Bf. Cemieia Leite
maraes, 20 a Fernandes da Costa & C, 45 e 55/5
a Souza Basto Amorim 4 C, 2 e 15/5 a Ora-
tes, Travissos & C, 20/5 a Baltar Irmao ce C.,
25/5 a A. de Oliveira Maia & C, 10/5 a Domin-
gos Ferreira da Silva 4 C, 2/5 a Rodrigue* Li-
ma 4 C.
Vapor inglez Magel/an, entrado de Montevideo
e escalas no dia 28 do corrente e consignado a
Wilson Sons & C, manifestou :
Xirque 500 fardos a Jos da Silva L-yo & Fi-
lho, 400 a Maia Su Rezende.
Vapor nacional Jacuhipe, entrado da Bahia e
escalas no dia 28 do corrente e consignado Com-
panbia Pernambucana, manifestou :
Couros salgados seceos 340 a Joo V. Alves
Matheus & C.
Cordas de piassava 400 a R. G. de Magalhes.
Mercadorias diversas 28 voiumes a J. Pater t
C, 8 ordem.
Panno de algodo 25 fardos ordem.
Tamancos 2 fardos a Ferreira Rodrigues C.
DESPACHOS DE KXPOKTAgAO
Em 28 de Abril de 1886
Para o exterior
No vapor inglez Neva. carregaram :
Para Soutbamplon, C. Wasckmau 1 caixa com
20 kilos de doce.
Para Lisboa, O. Travasso & C. 414 saccas com
29,984 1/2 kilos de algodo.
Na barca portugueza Noemia, carrega-
ram :
Para Lisb.ia, P. Carneiro ct C. 86 couros sal-
gados com 1,032 kilos.
Ns barca portugueza Isolina, carregeu :
Para o Porto, A. D. C. Vianna 1 sacco com 79
kilos de cera vegetal.
Para o interior
(3.a praja)
De ordem do Illm. Si. Or. inspector se faz pu-
blico, que s 11 horas do dia Io de -laio prximo
vindouro sero vendidas en (trica, no trapiche
Conccicao, as mercadorias abaixo Ueclaradas :
Ar-.na/ ni n. 1
Marca CD, 1 caisa n. 3, viuda do Havre no va-
por frunce* Ville de Bahia, entrado em 9 de ju-
Iho de 1885, consignada a Francisco Manoei da
Silva &. C, contando t kilos, peso liqido legal,
ile auuuucios de uuia t- cor.
Armacem n. 7
Letreiro Henrique Urtwil, 1 caixa, Mein da
ILbia no vapor franecz Vi7/e ce Baha, idein em
3 de agosto idein, idea* a Henrique Brewii, con-
tendo amostras de tapuca.
Marca M&W, 21 caixas ns. 5,157/5,180, dem
de Trieste no navio austraco Thbe, idein dem, a
Vietor Prcalle contendo agu i mineral, pesando
liquido legal 6b6 kilos.
Letreiro Or. Jos Azevedo G. do Amaral, 1 lata
n. -!'i, dem dos porto* do sul n> vapor nacional
Pernambuco, dem em "J5 idein dem, ao Dr. J. A.
i G. do Amaral, contendo amostras d- fumo
Letreiro Jos Mara d- O. Castro, 1 pacote n.
[ 193, idem dos portes do norte no vapor nacional
: Para, idein em 29 dem idem, a Jos M. O. Cas-
tro, canteado amostras d extractos de carne e
o II Iros.
Marea MCvC e contramarca XX. 15 grades
Na baroaea Florida, carregou : dam da llunburgo no navio allemio flow, idem
Para Villa da Penha, M. C. Oliveira 400 saceos na 3 de Mire, de 1882, consignadas a T. Cbris
com fiiiiuli .le mandioca. tiani, contendj nweoa vasios de vidro ordinario,
Na harnea Espadarte, carregaram : escuro, pesando liquido legal 70J kilos.
Para Parahyba, J. Baptista 200 saceos com Mar, MVX o contramarea Muranho, i caixa
familia de mandioca ; A. Figu-iredo 100 ditos n. 1. dem de New-York no vapor ingles Giensa-
NlftO
o seu escriptorio a ra do M-irqucz
Tem o seu escriptorio a ra do Marque* t
Olinda n. 53 das 12 lis 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em tua residencia ra da, San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e i-ri::cas.
c-im idem.
Na barcaea Martha, carregaram :
Para Mamanguape. Amorim Irmaos Sr C.
saceos cem fannha de i..andioca.
400
MOVIMENTO fDO PORTO
Navio eitrado no dia 29
Buenos-Ayres o escalas11 dias, vapor
inglez Ne'M,'~~de 1,774 toneladas, com-
mandante W. Gillies, equipagem 99,
carga varios gneros; a
wio & C.
nox, idem em la de Abril dem, iio consta a con-
signaco, contendo un i duia de cadeiras desar-
mada!', de madeira ordinaria, com asseuto e pa-
lbinha, sem bracos.
Marca diamante, B&C 00 centro e P ao lado, 10
caixas, dem idem no vapor inglez Ponaas, dem
ein 7 de juuho idem. nao consta a consiguacilo,
contendo maizena em pacotes, pesando bruto 90
kilos.
3' seccao da Alfandega de Pernambuco, 28 de
Abril de 1886. O chefe,
Cicero B. de Mello.
Ktlital n. 13
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco pu
blico que fica pi-orjgado at 24 de Itai > prximo
futuro o prazo p ira pagamento, iivre de multa,
Adamson Ho-! do imposto de passeio aas quatro freguezias desta
' cidade, e de que tratam os diiaei que ji foran
pub!ic;.dos.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 27 de Abril de 1886.
Servin.lo de secretario,
Lindolpho Campello.
Navios sahidos no mesmo dia
Soutamptom o escalas Vapor inglez Neva,
cocamandante W- Gillies, carga varios
gneros.
Santos Barca ingleza Kexgord, capitio
John Alexandre, carga sal. De ordem do Illm. Sr. Dr. inspic'or geral da
Rio Grande do Norte Hyate nacional Cor- instracc5o publica, faco saber a toaos os sniores
reio de Natal, capitSo Joo Guedes de professor. s de iustruco primaria, que devem
Moura, carga varios gneros. i?.''r considerados como mcluiios na relacao dos
. ,-, ', ? o i t l ; liv;os approvados pelo conselho luterano, pabliea-
Rio Grande do Sul-Patacho noreguense da em ^e Fevereiro deste auno e distribuida
Edital n. 736
de Couto, da quantia de 5024930, cujas letras es-
to a vencerse em 22 de abril prximo; sendo
tambem credores de Joo Olavo de Souza, da
quantia de 559f 300, vencida em 8 de outubro de
1881; de Pedro Eneas Raposo da Cmara.da quan-
tia de 2.000/, vencida em 24 de fevereiro de 1882 ;
e de Graciano Machado Pedroza, da quantia da
2584460, vencida em 30 dedezembro de 1882, es-
tando ditas letras a prescreverem : vem requerer
a V. Exc. *e digne de mandar tomar por termo o
protesto de interrupcSo de prescripeo, que os
supplicautes pela presente fazem, intimados os
supplicados de dito protesto por editaes, visto acha-
rem-se em lugar iucerto e nao sabido, admittind*
V. Exc. para isso a justificaco necesearia no dia
e hora que se dignrr marcar.
Os supplicantea requerem tambem que depois
do protesto julgado, Ibes sejam entregues os titulo*
originaes ficando copia nos respectivos autos.
Pcdem a V. Exc. deferimento. E. R. M.
Tioha collada urna estampilha de 200 rs., inn-
tilisada pelo modo seguinte :
Recife, 24 de marco de 1886.Silveira & C.
E mais ae nao continha em dita petico aqui
mui bem e fielmente copiada, na qual profer o
despacho do theor e forma seguinte :
Despacho.Destribuda. Como pedem, deaig
nando o escrivo o dia.
Recife," 24 de marco de 1886 Montenegro.
Em virtude deste meu despacho o respectivo
destribuidor, sendo-lhe a mesmo petico em forma
apresentada a distribuio por tocar ao escrivo
deste meu juizo, que lavrou o termo de protesto
da forma e theor seguinte :
Termo de protesto
Aos 24 de marco de 1886, nesta cidade do Re-
cife, em meu cartorio, veio Antonio Rodrigues
Gomes e Silva, representante da ftrma Silveira
& C-, e disse perantt: mlm e as testemuuhas abaixo
assignadas que reduzia a termo de protesto o con-
teudo feito cm sua petico retro que fica fazendo
parte do presente para ser intimado aos suppli-
cados"
E do como assim o dias e protestan, lavro este
t nno, em que assigna com as testemunhas.
Eu, Jos Praukiin de Alencar Lima, escrivo o
rscrevLAntonio Rodrigues Gomes e Silva.
Jos Antonio Piuheiro Lyra.Manoei Lepes de
Carvalh Chaves.
Nada mais se continha em dito termo de pro-
testo a^ni mui bem fieimente transcripto.
E tendo os applieantea justificado com teste-
nnuilias o allcira'i" em sua petico, o rt-spectivo
escrivo me fez as autos conclusos depois de *el-
lado* e prep irado* e nelles profer a sentenca do
theor seguinte :
Sentenca.Vistos. Julgo provada a ausencia
em lugar ncerto dos juslificodos e mando que se~
jum ei.es intimados por editara com prasi de 301
dias do proteeto de fl 13 para interrupe > da
prescripeo 'los titulo* de. fls. 3 12. Custas ex-
causa.
Recite, 29 da mareo de 18S6.Thom-jz Garcez
Paranhos Montenegro.
En virtude. desta minlii sentenca aqui trans-
cripta o respectiva escrivo fez passar o presente
eiiiril. pele qnal e seu tbeor chamo, cito e hei por
intimados os justificado* Pedro Pacheco & C,
Juo Alves Mande* da Silva, Manuel Lns Cor-
neiro i!-- Albnqnerque, Graciano Machado Pe-
droza, Ma:o. I rebaojo da Silva Aiitunea, Tar-
giiiii Groncalvaa de Arrud, Pedro Pacheco de
Oo t i, Jlo Olavo de Souza, Pedro Eneas Rapozo
da Cmara, para quo no praso de 30 dias compa-
recen a.itc este jnizj afim de allegarein o que for
de jnstica.
E para que chegue ao conheciraento de todos,
ser o presente atusado no lugar do costume e
outro de igual theor publicado pela imprensa, de
que se juntar eertido aos autos.
Dado e pasaado nesta cidade do Recife d= Per-
nambuco, as 30 das de marco de 1886.
Eu, Jos Fraukiiu de Alencar Lima, escrivo o
cscrevi.
Thomax Garcez Paranhos Montenegro.
O Dr. Thouaaz Garcez Paranhos Montene-
gro, coinmcndador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do com-
mercio desta cidade do Recife de Per-
na.nbu ;o, por S. M. o Imperador, a
quem Dous guarde, etc.
Pu saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tivereir., que se ha de arrematar por
venda a qu in mais der, em praca publica deBte
juizo, depois da respectiva audiencia do dia 13 de
Maio do corrente anno, o seguinte :
Urna casa terrea de tijolo e cal edificada em
solo proprio, sita i ra da Couquista n. 14, fre-
guezia do Boa Vista, com porta e janclH de fren-
te, mediudo -juatro metros e setenta centmetros
de largura, deze metros e trinta centmetros de
coraprimento, duas salas, dous quartos, urna pe-
qneua sala para engommado, cosinha fora, quintal
murado e cacimba meeira, tudo em bom estado,
avallada em 2:0004000.
Urna casa terrea de tijelo e cal, edifica ;a em
solo proprio, sita ra do Progres-o n. 23, na
mesma freguezia, com duas janellas, entrada por
um pi-queao porto de taboa, mediudo quatro me-
tros e oitenta centimetros de largura e treza me-
tros e oitenta centmetros de cotnprimento, duas
salas, dous quartos, cosinha fora, quintal murado,
om tres arvoredos de fructos e mais nm pequeo
terreno ap lado direito, carecendo de um pequeo
repiro, avallada por 1:8004000.
Vo a praca por execucao que move D. Ale-
xandrina Guilhermiua dos Santos Dias, represen-
tada pelo seu curador Manoei Francisco dos Sac
tos e Silva, eoutra os herdeiros Cysiuo Rodrigues
da Suva Campos: e n-j b.ivenio laucador que
cubra o prec/> do avaliacSo, a arrematarj ser
feita pelo preco da adjudieaco, com o abatimento
a lei.
E para que chegue ao cooheeimanto de todos,
mandei passar o presante editai que ser publica-
do pela impreusa e afxado nos lugares do costu-
me.
Dado c paisado nesta cidade dj Recife capital
da provincia de Pernamouco, aos 6 de Abril de
1886.
Subscrevo e assigno. O escrivo interino, Sa-
lustio Lamenha Lins e Souza.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
DECLAHiCES
* C. -E.
Club Commerclal Enterpe
Por deliberaco da directora, ccmmnnico aos
senioras S3C03 que so acham em atraso, que lhes
fica concedido o prazo de 30 dias, a contar da
data deste. para pagarem suas mensalidade-, fin-
dos oj quaes incorrero as penas do 2 do art.
46 aos estatutos.
Secretaria da Club Commercial Enterpe, 24 de
Abril de 86.O 1- secretario,
Francisco Lima.
No vapor nacional Para, carregaram :
Para Maranbo, F. A. de Azevedo 80 barricas
com 5,030 kilo* di assucar branco e 6 dita* com
560 ditos de dito maacavado.
Para Manos, Amorim Irmos A C. 20 barricas
com 1,667 kdos de assucar branco e 40 barris com
3,840 litros de agurdente.
Para o Para, V. T. Coimbra 100 barricas com
8,730 kilos de assucar branco ; ti. G. Brito 600
ditas com 34,400 ditos de dito ; Maaa* aa Oiirei-
ra 146 meios de sola ; A, aV dtt I aiiiu
com 450 kilos de doce.
No h ate i acional Adelina, aarregaracn :
Para Maco, M. A. Senna & C. 3 barricas com
190 kilos de assucar refinado, 3 ditas a*m 213
ditos de dito branco e 4 ditas com 381 ditos de
dito mascavado.
No hiate nacional Geriguily, carregaram :
Para o Natal, E. C. Beltro & Irmo 40 barri-
cas com 2,307 kilos de assucar mascavado.
= No hiate nacional Deus te Guie, carregou :
Para Mossor, J. F. A. Quintal 3 caixa* com
152 kilos de doce.
No hiate nacional .uroru, carregou :
Para Mo*sor, F. de Moraea 5 pipa* com 2,300
litros de agurdente.
ldole, capitao H. Hilkisin, carga
sucar.
HullBrique inglez Ddphim, capitao F.
Dooss, carga carocos de algodao.
as- por esta repartico, os opsculos de composicao
do professor Izidoro Mariano Cesar, qua tem por
ttulo Livro da Infancia Escolar, e o do Dr. Ay-
res de Albuquerque Gama, denominado Elemen-
tos de Desenho Linear, nella por engao omit-
tid os.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 26 de Abril de 1886.O secretario,
Pergentino S de Aratijo Galvao.
VAPORES ESPERADOS
Mariner de Liverpool
Maio
Advanee
Cear
Amazone
Mrquez di Camas
Amaaonense
Manos
VtUe de Cear
Tomar
Bahia
Trenl
Espirito Santo
Finance
Desterro
Para
Tagus
Senegal
Cear
La Plata
hoje
do sul a 3
do norte a 3
da Europa a 6
da Bahia a 6
de New-York a 6
do sul a 7
da Europa a 8
da Europa a 10
do norte a 13
do sul a 14
do sul a 16
do norte a 17
de Hamburgo a 20
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 26
do sul a 29
O Dr. Thomaz Garcez Paranhos Montene-
gro, commeudador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito esp3cial do com-
mercio desta cidade do Rocife, capital
da provincia do Pernambuco, por Sua
Magestade Imperial e Constitucional o
Sr. D. Pedro II, a quem Deus guarde,
etc.
Faz saber aos que o presante edital virem ou
delle noticia tive.-em, que por parte dos negocian-
tes desta praca, Silveira & C, me foi dirigida a
peticc do theor seguinte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do commercio. Sil-
veira & C, estabelocidos nesta praca, sendo cre-
dores de Pedro Pacheco & C, da quantia de
2:0004; de Joo Alves Mandes da Silva, da quan-
tia de 1994850; de Manoei Lins Carneiro de Al-
buquerque, da quantia de 3964550 ; de Graci-
ciiiano Machado Pedrosa, da quantia de 2604,;
de Manoei Archanjo da Silva Antunea, da quan-
tia de 5894850; de Targino Goncalves de Arru-
da, da quantia de 1:7824540; de Pedro Pacheco
Matriz de S, Jss
Veneravel Irmandade do SantiMMi-
n\o Sacramento
Da ordem da mesa rege dora, conv 'o aos meus
caros irmos comparecerem no nosso consistorio
no domingo 2 de Maio vindouro, pelm 7 horas da
manh, para encorporados, acompanharraos a pro-
cisso do Senhor aos enfermos, ooform determi-
na o nosso compromisso.
Consistorio, 29 de Abril de 1886.
O escrivo interino,
Helodoro Rabello.
A um mez, pouco ,na>s ou menos, se a-.-ha
apprehendido pela subdelegada do 1 districto de
Agua Pretri um cavallo mellado, algemado, :ani-
nhos pretos, algn* ps calcados, veluo, anua de
poico, urna dis pe-utas da orelh cortada, e cas-
trado.O subdelegado em exereicio,
Feliciano do Rosario Lis i.
Cobranza da divida activa
De ordem do Illm. Sr. inspector e de eonfermi-
dode com a3 circulares ns. 34 de 6 de julho de
1883 e 18 de 23 de maio de 1885, 8o convidados
os devedores dos impostos de industrias o piofis-
aoes, predial, 2 o sobre os vencimentos dos em-
pregados de justica. foros de terrenos de nari-
nha* e taxis da escravos dos exercicios de 1380-
1881, 1881-1882 e 1884-1885, a virem a esta ;on-
taderia, no praso de 30 dias, a contar da data da
publicaco deste, pigir os respectivos dbitos,
sob pena de serem cobrados judicialmente e logo
depois de terminido o praso que fica eatube-
lecido.
Contadoria da Thesouraria de Fazenda, 29 de
abril de 1886. *
Serv ndo de contador,
Manoei Antonio Cardoso
\>

l mam i


-
-
/

\

Diario de PernambucoSexta -feira 30 de Abril de 1886
Recebedona de Peniaabnco
Imposto de indusyias e profisses
Pela Recebedona ae faz publico qae fiada- Je
no dia 3(J do correte o prazi para pagaraeaio,
livre de multa, do imposto de industrias e profis
oea, relativo ao 2 semestre do exe*cicio correte
de 1885 86, e dihi por diante ser cobrado com a
multa da 6 0/0.
Recebedona, 28 de Atril de 1886.
. administrador,
Alezandre de Souza P. do Carmo.
Club Concordia
te un o familiar extraartff aarl
Sabbado Xo de Maio
Principiar-se-ha s 8 horas da tarde com a re-
preseiitaco de um artista prestidigitador. Con-
vites permittiaos.
i directora.

Cavalleirosdafruz
De ordem da Resp. Ir.- Veo.-, convido i
todos os OObr. da nossa Aug.-. Off. part
compareceris a sessao magoa de posse das
LLus.'. e naiB DDign. que ten de servir n<
corrente anno de 1886 87, que ter lugar na se-
gunda-feira prxima, 3 de maio vinduuro, s 7
horas da noite.U secr. .
M Gomes da Silva 18.-.
Tendo hoje o 8r. capitiu Faustino Jos da
Fooseca, subdelegado do ) districto da rregue-
zia de S. Jos, passado o ex-rcicio da mesma sub
delegacia ao seu 2* supplente. r'edro Jos Cor
reia, dar esta aatoridade audiencia tofos os dias
em sna residencia i ra do Coronel Siussunan.
175 e na estaco da guarda cvica do mesmo dis-
tricto.O eser'vao,
Gcerio C. do Espirito Santo.
Arsenal deMarinha
De ordem do Exm Sr. c.hefe de divisilo Jos
Manoel Picando da Costa, inspector deste Ar-
senal e capitilu do por'o desta provincia, fnco pu-
blico que. em observancia ao hv-so do Ministe io
da Warinlia, de 20 do crrante, sob n. 581, rice
be-se na secretaria desta inspeccao propostas em
cartas fechadas, at o dia 5 de maio prximo fu-
turo, s 11 horas d.i manh, para a venda dos
objectos b--llicos depositad >* no Forte do Buraco,
pertcncente esta reparticSo, os quaes acham-se
estragados c constara da rrlacao abis; o :
Espoletas metlicas de friccan para ariilharia,
4,400.
Espoletas de percussao paraos tubos de signaee,
400.
Espoletas metallicas de percussio para projectis
occos, 2,000
Espoletas de madeira at vinte, 1,000
Espoletas de madeira at dez, 1,000.
Espoletas de madeira commum 2,000.
Cartuchos de papel embullados para carabinas,
10,0. 0.
Cartuchos metallicos para revolver, 5.
Capsulas fulminantes, 10,500.
Foguetes de signara, 212.
Tubos de signaes, 3u0.
Cunhetes, 66.
Cartuchos de calibre 32 de Ia o 3 carga, 109.
Cunhetes c >m cartuchos emballados, 5.
Estativ s para logeles, 5
Apparelh) para accender tnhos 5.
Secretaria da nspeccao do Arsenal ne Madinha
de Pernainbuco, 28 de abril d>- 1886.
0 secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
(rtm(*nilii;i de Seguros
KARITIMOS E TERRESTRES
Xsafcclclda em lt55
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
Al Si de ezembro lartws..... 1,110:0008000
Timslns,, 3.6:000$000
11 Km do Commerelo
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Campanilla i'heni\ Per-
nambucana
Ruado Commercio n. 8
Sannflers Brotliers & a
IMM SUtes Mrasil MailS.S.C.
O vapor Advance
E' esperado dos portos do
sul ate o dia 3 de Maio,
depois da demora necessaria
seguir para
N.
AaranhSo, Para, Barbados,
Themaz e NTew-York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
e com os
Agentes
0 paquete Finalice
Espera-se de New-Port-
News.at o dia 17 de Maio,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
(JOMPANHIA
Imperial
DE
SEGl'ROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadoria*
Taxat baixai
Prompto pagamento de prejuixc
CAPITAL
iU. 16,000:000*000
Aaentts
BROWNS & C.
N. Ra do Commercio N. 5
CONTRA FOGO
Norlh British & Mercanlile
CAPITAL
t:000.000 de libras sterllnas
A GEN TES
AdomsonHowic& C.
n
le Lisboa
Emprearla do abatermento de
agua o gai cidade de "linda
DEVEDORES EM ATRAZO
Tendo a directora, era sessao de 15 do
correte, rosolvido rebeber por intermedio
de uro sollieitador todas as coritas de con-
suraroidores d'agua e gas em atrazo, a
ontar do ann-> de 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobraba o Sr.
Diogo Baptista Fernandas, a quem espero
attendero desde logo os inesmos devedo-
res, certos da justija e cquidade de sim-
Ihante resoluco.
Escriptorio do gerente 2S de Abril de
Antonio Pereira Simues.
onfrariadotfennor lioni .1esus
da Via saera da igreja da San
ta Cruz.
Mesa geral
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os nosso irmaos para couiparecereii. em nosso
consistorio no da 30 do correte-, pelas 6 horas,
afim de reuoirmos em numero legal, como deter-
mina o art. 40 do compromisso que nos rege, para
proceder se a elecao da nova in^sa regedora que
tem de reger a nossa contraria n<> anno compro-
missal de 1886-87. de conforinidade com os arts.
24 a 31 do mesmo compromisso.
Consistorio, 27 de Abril de 86.
O escrivo,
Jos Francisco de Figaeiredo.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro chefe da re-
articao das obras publicas, faco publico que, era
virtude da autorisacao do Exm. Sr. vice presiden-
te da provincia, no dia 30 do corrente, recbese
p.erta reparticao, ao meio dia, piopostas para a
execucao das obras de reparos dos dous pontilhoes
do aterro do Porto de Gallnhas, na importancia
de 900/, e da ponte sobre o no Ipnjuca, no enge-
nbo Limoeiro," na dd 350*, com o augmento de 10
0/0 nos respectivos ornamentos.
As condicoes dos contratos acham-se disposi-
cao dos strahores prctendentes para sercm exami-
nadas nesta secretaria.
Secretaria da reparticio das Obras Publicas, 20
de Abril de 1886.
O secretario.
Joo Joaqun de Siqueira Varejao
Companhia de Edificado
Communica te aos Srs. accionistas, que por de-
liberacao da directora toi resolvido o recolhimen-
to da segunda prestacio, na razao de 10 por cento
do valor de cada accio subscripta, o qu1! dever
rcalisar-se no London Braiilian Bank, at o dia
10 de Maio prximo futuro.
Recite, 24 de Abril de 1886.
O secretario,
Gustavo Antones.
'AGENTE
Miguel Jos Alus
N. 7-RA DO BO.V1 JESS-N. 7
ieiiuro mariiimiio e terreMred
Ne-iei ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurad' s isempcao de paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
Sania
Casa de Misericordia dr.
Red fe
Na secretaria da Santa Cas de Misericordia do
Rfccifc arreudam-se por espaco de um tres an-
uos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
Idem-dem n.49 240*000
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 31 0*000
dem n. 29, loja 216*000
(dem idem n. 29, 1 andar 240*< 00
iua dos Burgos n. 27 216*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 180*000
Oaes da Alfandeca armazem n. 1 1:600*000
Ra do Marque* de Olinda n. 53, 2o
andar 07*000
Ra da Guia n. 25 200*005
Becco do Abren n. i. lo;a 48J000
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2 andar, por 1:600*000
Ra das Calcadas n. 32 200*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivao, Pedro todrioue de Souza
Babia e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, traeta-se com os
AGENTES
Henry Forster k C.
N. 8. RUADOCMlttrtlO N.8
1- andar
COMPAXHIE DE MEMSAUti
RKES MARITIMES
LINILA MENSAL
O paquete
Amazone
Com mandante Mortemard
Espera-se da Eu-
ropa no dia 6 de
Maio, seguin-
do depois da de-
mora do costu me
para Buenos-Ay-
; res, tocando na
, Babia, Rio de Janeiro e Monte
! tevldeo
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se aos senhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclamscoes por fal-
tas nos volumes que forem reconheoidas na occa-
sio da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
Inste
9 RA DO COMMERCIO
CHARGE11RS KEIMS
Companltla Franceza de Navega-
e5o a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernarabuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
stemer ViUe de Cear
' esperado da Europa at
o dia 6 de Maio, Be-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba
Illa. Hio le Janeiro
e Hanloa.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p-'los
vapores desta I i n ha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng.. -a:-
quer reclamac concernente a volumes, quj por
ventara tenhain seguido para os portos do sul,atiu.
de se poerem dar a tempo aa providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
respoasabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiros para
os quaes tem excellentes accomodaeoes.
Augusto F. de Oveira & C
AE.\TEN
42-RIJA DO COMMERHIO-42
Leil
ao
De 1 mobilia de amarello a Luiz XV com 1
sof, 2 cadeiras de balando, 2 ditas de bracos e
12 ditas de j*uarnicao, 1 eapelho oval, moldura
dourada, 1 candieiro para gaz, 2 laaternas e cas-
ticaes. 2 pares de jarror, 1 cama franceza de
amarello, 1 lavatorr- de dito, 2 cabides, 1 mar-
quezo, 1 berco, 1 sof, 6 cadeitas do amarello, 1
mesa para jantar, 4 quadros, 1 re ogio, loucas
para almoco o jantar, copos, garrafas, trem de
cosinha, jarros para agua e diversos utensilios de
uso domestico.
Sexta-feira SO do corrente
A's 11 horas
No 1- andar do sobrado da ra do Duque
do Caxias n. 32
O agente Gusmo, autorizado por urna familia
qua retira-se. far leio dos 'novis cima men-
cionados, os quaes serao vendidos sem limites.
Leihlo
De movis, vidros, obras de labyrintho e
dividas na importancia de 2:31441000
Sabbado 1 de maio
asi 11 iioraw
\o armazem d rna do Bom Je-
ss u 19
O agento Modesto Baptista far lcilao de mo-
bilia de Jacaranda, 1 piaao, guarda-louca, 1 ar-
ma^ao para loja de miudezas, commodas, can-
dieiros avulsos, chapeos de so!, vinho de caj, 1
fogo americano, carteiras, copos, quadros jarros,
amortieadores, mesas de pinbo, livros, grande
quantidade de toalhas, fronhas e lencos de la-
byrintho, bicos e rendas, obras de apurado gosto
e dividas, na importancia cima declarada e 1
importante machina propria para selleiro e sa-
pateiro.
c
Leilo
Terca feira 4 de malo
A'" 11 horas
Ra do Imperador n. 22
O agente Burlamaqui, por mandado'e assisten-
cia do Exm. !r. Dr. juiz de direito privativo de
orphos e ausentes, a requerimento do inventa-
riante do espolio de Antonio da Costa Dias, e
sua mulher Maria da Concei^ao Dias, levar a
leilo um terreno com 146 palmos de frente e 292
de fundo na travessa de S. Joo em Beberi oe de
Baixo (em Agua Fra) com duas casas de taipa,
cada urna contendo 2 salas e 1 quarto, solo pro-
prio.
Um dito rna do Triumpho
cunda) lado do nort, com 50
470 de fundo, solo proprio.
Um dito na mesma ra, lado do sul, com 110
palmos de frente e o fundo termina na ra das
Mocas, solc proprio, (deve regular para mais de
300 palmos de fundo) tem alicerces de urna casa
que cabio.
Os prctendentes desde j podero ir examinar
e para qualquer informaco o mesmo agente
dar.
(conhecido por Ca-
palmos de frente 8
FUNDICAQ GE
ALLAN PATERSON ft
N. 44--RH i do Brum-N. 44
JUNTO A EF f A(JA0 DOS B0NDS
Tem para vender, por pret_ mdicos, as segointea ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacfoB de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasde fornalha. *
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadaa de panadura-,
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de conuertos, e assentamento de machnismo e exeemam quaiqc
trabalbo com perefico e presteza
AVISOS DIVERSOS
Na engenhoca de Bemica, estrada real da
Torre, compra- se vaccas tourinas. boas leiteiras :
a tratar na mesma, todos os das, das 6 ao meio
ia.
C. D. F.
Theatro Santa Isabel
O Club Uramalieo Familiar solemmsa
o seu 4 anniversario no sabbado, 1 de Maio, le-
vando scena um dos primeiros e apparatosos
ranas do seu repertorio.
O programma ser publicado no dia do espec-
tculo.
AVISO
Os senhons socios podem desde j procurar os
*eus bilhetes Livraria Universal, ra do Im-
perador n. 52.
THEATRO
Sil
Empresa Dramtica
Companhia dramtica, dirigida pelo actor
XISTO BAHA
DOMINGO, 2 DE MAIO
Entra da Companhia
1." represeiitaciio do esplendido drama histrico
em 4 actos
GARRINA
compauhla Bra ilelra de !ave-
gaco a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante 1- tenente Guilkerme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sul
at o dia 6 de Maio, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os porto*
do norte at Manos.
Para carga, passagens, enconwnendM valores
racta-sena agencia
11Ruado Commercio 11
PORTOS DO SUL
0 vapor Cear
Commandante o 1.* tenente Guilherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do
norte at o dia 3 de Maio,
e depois da demora iu
dispensavel, seguir para
ob portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra antes, Pelotas e Rio Orande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, encommendas e valores,
(rata-se na aa-encia
N. 11-RA DO COMMERCIO N. 11
Club de Regatas Pcr-
, nambueano
Terceira regata
Pelo presente sao convidados os senhores socios
que estiverem quites com o cifre social, a viren:
receber do Sr. tbesoureiro,. na sede deste club,
nos dias 30 do corrento e 1 de Maio prximo, das
7 s 9 horas da noite. seus ingressos para a ar-
ebibancada reservada aos ra"smos, afim de pode-
rem assistir a regata de 2 do maio, e no mesmo
dia das maos d.< cobrador Outrosim, previno,
que ha, na archibanca la, no dia 4a regata, in-
gresaos para as geraes disposico do publico,
mediante a quantia de lfiOOO
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
em 29 de Abril de 1886.O 1- secretario,
Osear C. Alonteiro.
a
ov
Denominhcao dos actos
1." O Herdeiro do Throno.
2." A Troca de Crianzas.
3. As duas miles.
4. Loucura e Reconhecmento !
Os bilhetes podem desde j ser procurados no
th?atro Santo Antonio.
Em ensaios a grande magrea em 1 prclcgo, 3
actos e 6 quadros, toda ornada de msica, trans-
formagoes," visualidades, figos, machinismos,
A FILIA DO Alt
ou
A PRINCEZ.V AZULINA
que subir scena na prxima semana.
etc.

SES8SS&
CONTRA FG
The Liverpool & London & Giob
INSIRRANCE C0MPAM
L.ond<>3 and Brasllian Bank
United
Ra. do Commercb n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, ^aendo
em Lisboa, roa dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
Lisboa e Porlo
O brigue portuguez Armonio segu paraos
portos cima: para o r^sto da carga que lbe falta,
trata-se com os consignatarios.
ES
Leilo
De urna caixa contendo objectos para cerieueiro,
fazendas e muitas outraa faz-ndas
HOJE
Te rea-feira, 3o do corrente
A' 11 lioras "
POR lNTERVENgrt.0 DO AGENTE
Alfredo Guiarles
No armazem da ra do Bom Jess n. 4C>
Precisa-se de urna cosinheira para casa de
familia : a tratar na ra do Bario da Victoria
n. 39, loja.
Precisa-se de urna ama para cosinhar, para
casa de pouca familia : na rna do Bario da Vic-
toria n. 57.
Aluga-se a loja da ra de Marcilio Dias n.
: tratar na ra do Mrquez de Olinda n. 3.
Alugam-ae casas a 8^030 no beeco do* Coj
Ibas, junto de S. Goocalo ; a tratar najrua da Im-
eratriz n. 56.___________________________
Faz se negocio com quem pretender comprar
a hypotheca da <-asa do largo do Paraizo a. 15 :
na ra Nova n. 12, loja de chapeos.
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na
a da Aurora n. 16b.
, Precisase de urna cosinheira; na ra da
Aurora n. 81 andar.
Offerece-se urna senhora de idade para cata
de homem solteiro, para lavar, eugommar e servico
de casa : a ra do padre Plorano- n. 38.
Piecisa-se de um caixeiro para taverna, de
12 16 annos ; no Caminho Novo n. 143-A.
Aluga-se o 2 andar n. 31 e o armazem n.
39 rna do Imperador ; a tratar com Luiz de
Moraes Gomes Ferrea.___________________
- Precisa-se de um bom cosinheiro ou cosi-
nheira : na Ponte de Uchoa, sitio de Luiz de Mo-
raes Gomes Ferreira em frente a estteao._______
Aluga-se o 1" andar de sobrado ra do
Rangel n. 44, caiado c pintada ; a tratar ua ra
Direita n. 3, 3o andar.__________________s__
, Ofl'erece-se urna senbora para cosinhar em
casa de homem solteiro, que nao exceda de quatro
pessoas. a qual desempenha bem toda qualidade
de comida : quem precisar dirjase ra da Lin-
goeta n. 5.________________^^____^__
Precisa-sa de nma professora que sniba to-
car bem piano, francs e mais trabalbo* de senho-
ra, para engenbo : a tratar na ra do Imperador
n. 43, 1 andar. ____________________
Em casa de Joseph Kxause & C. ra Pri-
meiro de Marco n. 6, precisa-se de um bom cosi-
nheiro ou cosinheira. ________.
Precisa-se com urgencia de urna ama para
cosinhar e engommar, para casa de duas pessoas:
a tratar na ra de S. Jorge n. 122.
Assisteate
Bernardina Marcolina Coelho de Oliveira par-
ticipa a todas as pessoas de sua amizade que nu-
duu-se da travessa de Jeao Francisco para a ra
da Ponte Velba a. 86__________________________
Aluga-se barato
A caa n. 74. la-go de S. Jos.
Casa n. 18, no Corredor do Bispo.
Trata-se no largo do Corpo Santo n. 19.
"ollc^io Parthenon
Ra Velba n. IO
As aulas dcsie collegio estilo funecionando, ad-
mitte alumnos internos, externos e meio pensio
nistas.O director,
Ovidio Alves Manaya.______
^^MsyHHMl
COMPANHIA
1E TfS A H a BJCAX A
DE
tavecaeio Cestera pon- Vapor
PORTOS DO NORTE
Jft0n, Macu, Mossw, Arar
caifi e Cear
O vapor Pirapama
Segu no di:i 5 d
Maio, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encommendas passagens e dinhero3 a frete at
3 3 horas da taide do dia da aahida.
ESCRIPTORIO
Cauda Companhia Pemamb'iMtn
n. 12
Leilo
espelhos, 0119a e vidros
De movis,
Sendo :
Urna mobilia de faia com encost de palhiuha e
consollos de pedra, urna dita de amarello eom ca-
deiras de balanco, 1 espelho cval, lanternas, jar-
ros, tapetes, 2 camas francesii de amarello, 1 col-
xri>, 1 aeia commoda, 2 caudieiros para gaz, e
cabides, 2 lnvat'irios de ferro, 2 escarradeiras 13
p nnos de crochet.
Urna mesa grande de amarello, para jantar, 2
aparadores, louca parn jantar, dita para almoco,
vidros, jarroi, bacas, bancos e outros muitos mo-
vis.
Stxta-feira, 30 do corrente
A's 11 boras
o 8 andar do sobrado n. 99
da ra do Bom leus
O afrente Martins, autorizado pela Sra. D. Anna
Soases de Oliveira, far leilo dos movis e mais
objectos exintentes no referido sobrado, ao correr
do martello, visto ter se retirado da provincia.
FAZENDAS BARATAS
Na bem condecida loja da roa Primeiro de
Mar#o n. 20
JUNTO DO LOUVRE
Grande sortimento do madapold^s de 4500, 5jJ, 5500, 6f$, 65500
7,5500 e 85000
AlgodSes brancos, superiores qualidades, de 45, 4500, 55, 55500, 6<| e
6->5O0.
Saperiores cretones de 320 a 500 o covadu.
Batistes, liridro paaroes, a 200 e 320 rs. o e.ovado.
Fust5es brancos de novos deaenhos a 440 e 500 rs. o corado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 35500.
Ditas de ganga cretone, bonitos padroes, a 35000.
Lengoes de bramante, de linlio de 25 a 45000 a um.
Ditos de algodao de 1,800 a 25500.
Toalhas felpudas, de tamanho regular a 55000 a duzia.
Ditas grandes para banhos a 26Q00 urna.
Lenyos de algodao de 15800 a 25200 a duzia.
D:,08 $9 algodao, com barra, a 25400 a duzia.
B:i pardo, claro, a 300, 400 e 700 rs. o covado.
Dito traa9ado, loua, a 15, 15i00 e 15200 o metro.
Cortea le vestido de cretone de 205 por 85000.
O i .raanapos de linbo de 35500 a 65 a duzia.
Grande vanedade de anquinhas de 25 a 55000.
Meias cruas para homem a 55, 65, e 75000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para homem, de 55 a 105000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 25500- o covado.
Algodao-tranjado de duas larguras a 15300 a vara.
Bramante de algodao, de qnatro larguras, de 15500, 15800 e 2000 a vara
Dito de linho idem idem de 25, 25500 35 e 45000 a vara.
Leques de papel, de lindos d-senhos, de 500, 800 o 15000.
Merino preto e azul a 1540( rs. o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado.
Velbutinas de todas as cores a 15000 o covado.
Molesquin de cores, bonitos padroes, a 600 rs. o covado.
Chales do algodao a 15200, 15400, 15600 e 28000.
Guarda p de brim de linho pardo a 45, 55 e 6f000.
Oxford p*ra camisas, lindos padroes, a 280 300 e 340 rs, o covado.
Costumes para banhos de mar a 85 e 105000.
Cortinados bordados para cama e janellas a 85 105, 12, 14 e 165000 o par,
Grande sortimento de roupa feita para trabalhadores de campo.
Encarregamo-nos tambem de mandar fazer qualquer roupa para homem e
para o que temos um hbil official o um grande sortimento de pannos, briue,
, etc.
Quem precisar de algum artigo bom e barato, dever visitar de preferencia
antigo e acreditado estabelecimento.
meninos,
casemiras,
este
M Primeiro e Marco 120
Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitavel PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGL WOLPF & C.
N. 4RA DO
Compra-se ouro e prata velha.
CABUGA-----N.
Grande e bem montada ollicina de aifaiale
DE
N.
Hara Olinilina ornes
Jos dos Res Gomes Silva, seus filhos e Ale-
jandrina Adelade Brto Almeida agradecem do
intimo d'alraa s pessoas que se dignaram acorn-
panhar ao cemiterio publica os restos murtaes de
sua sempre lembrada i sposa, mili e filha, Mara
Olindna Gomes ; e de novo convidara as pessoas
de sua amizade para assistirem as missis que por
sua alma manlam resar na matiz da Boa-Vista,
s 7 horas da manha do dia Io de Maio, stimo do
sin falleciwento.
0 mu de Mara
Na livraria da ra da Cruz n- 56 (h >je ra do
Bom Jess) acham-se a venda duas excellentes
obrinhas para o mez de Maio prximamente vin-
douro.
Urna tem por ttulo o Novo Mez de Mara ou O
Mez de Maio, c outra Mez de Maria, Rainha do
Santissimo Rosario.
Ambas ellas conten predicas, meditacoes an-
logas a devoco, e lindissinv hymnos para sreni
cantados, durante os exercicios, sendo que o Mez
da Rainha do Santissimo Rosario serve perftita-
mente quelles que praticarem o exercicio piedoso
do Rosario durante o mez de outubro, conforme
foi instituido pelo Santissimo Padre Leao XIII, e
j se tem feito nesta diocese nos dous ltimos an-
nos.
PEDROZA & C
41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado ser-
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravataa,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha; e para bem
servirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimento
|m na direccao dos trabalhos da oficina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparam um terde roupa de qualquer fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRECOS SEM COMPETENCIA)
TINTURARA
OTTO SCHIVEIDER
SUCCE8S0B
>:; Ra de Malillas de Albuquerque 25
fazendas
(ARTIGA RIA DAS FLORES)
Tinge lirapa com a maior perfei5ao toda a qualidade de estofo, e zenda. em
pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas, todo o
trabal! o feito por meio de macbinismo aperfei?oado, at boje coneciao.
Tintura preta as tercas e sextas-feiraa.
Tirita de cores e lavagem todoa os dias.
i mam \


6


)
Diario de Pcrnambuco-Sexta-feira 30 de Abril de 1886
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de dua* pea-
utas ; na ra Forme* n. 29, esquina do*becco
dea, Ferreiros.
Precisa-se de urna boa cosinheira ; na roa do
Marque de Olinda n. 6. ________
Ama
Precisa-se de orna, para comprar e cosinhar, i
a da Aurora n. 85. ______
Al
Precisa-se de urna ama que seja boa coeinheira :
m raa do Baro da Victoria r. 35.
Ama
Precisa-se de urna ama para andar com duas
enancas, lavar e engommar para as meamas ; na
raa da Roda n. 16.
Ama para menino
Preciea-se de urna ama para acompanhar urna
familia que se retira para a corte : na Graca, tra-
vesa das Pernambucanas n. 3.
Aluga-se
para escriptorio a sala de detraz do 1 andar da
na Primeiro de Marco n 18, muito propria para
escriptorio de qualquer natureza ; a tratar na loja
4o mesmo predio.
Aluga-se
barato a casa n. 143, ra do Coronel Suassuna
trata-se no largo do Corpo Santo n. 19.
NICO
Aluga-se
a 2* e 3* andar do sobrado ra do Iirum n 62:
a tratar no mesmo, padaria.
Ata-sa
por barato preco a casi da ra Itrperial n. 286,
de um andar e loja, com frente de azulejo, tcm
bons commodos, agua encanada, e muito fresca ;
a tratar na ra do Crespo r. 18, loja.
Alagase barato
o 1 andar e aimazem na ra do Bom Jess n. 18,
e 8* andar e armazem na ra da Restaurado n
31 : a tratar na ra do Bom Jess n. 12, escrip-
torio.
Entornilla (iciivi
Pr*cisa-se de urna e igommadeira : a ra Duque
da Caxias n. 86.
Criada
Precisa se de urna criada para cosinhar : na
na do Baro da Victoria n. 9, 2- andar.
a
O Sr. Francisco Alves da Costa, commandantc
de um dos vapores desta compaoh'a rogado
Tir ra do Mrquez de Olinda n. 50, afim de
concluir certo negocio que nao ignora.
Cosinheira
Precisa-se de urna que seja muito boa para casa
de duas pessoas estrangeiras. Informa-se na ra
do Barao dr Victoria n 9, livraria.
Engommadcira
Precisa-se de um#i, que engomme muito bem e
euBaboe, para casa de pequea familia, prefere se
escrava ; na praca do Conde d'Eu n. 30, primeiro
andar.
Movis baratos
Urna pessoa que deseja retirsr-se para fra da
cidade, prrteude vender 1 sof, 6 cadeiras, 2ditas
de bracos, 2 consoles com pedra marmore, 1 cama,
1 lavatorio e t cabides, por preco commodo :
quero pretender, dirija-se ra da Viracao n 31,
1* andar, que achura com quem tratar.
Vendedores
Eo 2- and r do sobrado n. 161 da ra do Co-
ronel Suassuna lantiga Augusta) precisa-se de
dous meninos para venderem quitanda na ra.
Vinlio vellio genuino
do Porto
Prnprio para doi-ntes, r--c"ramenda-se pela sua
areza. c especial qualida.de : no armazem de Jos
'ernandes Lima 4 C, ra do Bar-lo da Victo,
ra n. 3.
Preoaracio de Productos Vegetaes
extinaoTas caspas
e outras Molestias Capillares.
JvlARTINS BASTOS
JPernantbtsco
Agustinho & Irmao
tendo teito urna grande reforma em sen estabele-
cimento de joias, ra do Cabog n. .'i A, eonvi-
dam aos seus amigos c freguezes virem-se pro-
ver de joias em gostD e preco sem competencia,
os resolveram assim fazer por terem um grande
Bortimento de joias de curo e prata ; tambem con-
certam quaesquer obras de ouro ou prata. e com-
pram otro velho e prata.
Tosinheira
Preca-se de urna, a tratar na ra da l'ni.'o
ii. II.
:SL
Recebemos neste ultimo vaper voadores para
menin' s aprenderem andar, assim como, diver
as obras de Vime.
Cadeiras
Cestas de diversos tamanlms para coropr
Balai.-s para papel.
Assafates
Condecs.
Roupeiros.
Sementrs de hortalizas e flores, amores perfei-
R>s e diversas quaiidades.
Veio tambem o especia! bacalho de Noruega,
G gando cada um 6 libras: em casa de Pocas
endes & C.
Rna estreita do Rosario n, 9, junto a iqreja
Venera
O Sr. tenente Antonio Y. da Costa fac.a favor
de, em qoant antes, vir buscar sua eucummenda
ra de S. Francisco n. 72.
~~ REMUGARA
ALLEMA
Praca do Con se-
lheiro Salda-
n b o Marinho
n. 4.
An'iga da Ma-!
triz de Santo
Antonio mime
ro 4.
Companhia de Edificares
0 escriptorio desta
companhia acha-se ins-
talado na pra$a da
Concordia n. 9, con-
servando-sc aberto
das 7 horas da nianh
as 5 da tarde, em todos
os das uteis.
Incumbe-se de cons-
truefocs c reconstruc-
fes.
Recbese informa-
pMrs acerca de terrenos
na cidade e suburbios,
ca respeito dos qua^s
queiram os respectivos
danos fazer negocio.
S mesmo escripto-
rio se encontrarn as
amostras dos produc-
tos da alaria mechani-
ca doTaqnary.propric-
datie da niesma Com-
panhia.
Enenho
o
Tr< spassa M 0 ir-ndamento do engenho Santa
tosa, na fregurzia da Luz, perto da ostueaode
S. Lourent", na via frrea do Lim< eiro, assim
como de Jaboato, na via frrea de Caruar. O
terreuo d pira fafrejai-te annualmente de dous
i tres mil p;V 3 ce aesuca:. Alem de muitas var-
zeas tem mata virgem pira abrir-.ie novo* parfi-
ii s. mor vapor. tendo urna machn;', nova, de
inulta f rea, e m en is novas e grandes : quem
pretende!- dirija-se ao meano engenho ourua
do Imperad' r n. 79.
Venle-se ou perniU-se
Quem tiver, na cilnde do Recife, em
IVmairbu'o. sspecinlroente no bairro da
Boa-Vis-:., um predio do valor de 10
12:0005000, e quizer permtalo por ou-
trs, na pvo icao de Mulung, da provincia
da Pan-liyba, tendo dito pradio 1550 pal-
mos de trente e GO de funno, -om 10 por-
tas na frente, levantado todo elle de tijollos,
e com um estabelecimento de compra de
algodo e raa hia vap r para desearo-
5al-o, e prensa e machina de serra, tudo em
bom estado ; dirija se ao abaixo assignado,
na referida povoacJlo, at agosto prximo,
fim de f.z-r negocio ; sendo que de agos-
to cm diante s far negocio o mesmo
abaixo assignado depois da saffra.
Fas-se o negocio por motivos particula-
res.
Povoacao do Mulungu', 15 de abril de
1886.
Antonio Bezerra Petada c A\huque.rque.
te
Tendo cu aberlo uma uffn-ina de relo-
joaria com o titulo cima, recommendo-
me ao rcspcitavcl publico para fazer
qualquer trabalbo, al r/ mais difficil na
minha arte, como j prove como em-
pregado da relojoanaregulador da
marinhaonde traballiei os ltimos
dous annos, prometi presos mdicos e
promplidao.
Carlos Fuexst
Engenho Uoiabcira
_ Traspassa-.-e o arrendaotento do engenho cima,
distante da cidade de Jaboatio meia legfa, ven-
dendo tambem a safra, boiada, alambique, carros
emai* utensilios pirtencentes ao mesmo : a tra-
tar na ra nova de Santa Rite n. 49, serrara
vapor.
Aviso
L?a-e e eng mma-se com toda perfei^ao, pelo
preco muito mdico, responsabilisando-ie a dar
qualquer roupa hora e dia que fjr eligida : a
trater em Sant'Anna, confronte a estaco da es-
trada de ferro.

L. E. Rodrigues Vianna mudou seu escriptorio
de advogacia para o Io andar da ra larga do Ro>
sario n. 10.
Cosinheira
Pr eisa-se de uma boa cosinheira r que seja
assead. a tratar na ra de Paysand n. l'
Passa^m da Magdalena.
Experimente ni
E Oisnm o que arliam
Os especia-s licores de frenipi po e Wtj que
acham a venda : o lanro de S. Pedro n. 4?
Uma senhora competentemente habi-
litida cm mhsic.i e piano, ofi'-'rece-se
par leecionar em csas de familias, ga-
rantindo bom cnaiuo ; a tratar na ra do
Hospicio n. 17.
Quero lem?
Oore e pral* : compra oe ouro, prata e
jedras prec: osas, por maior preco que em outia
jualquer parte ; no 1 and-r n. 22 ra larga do
insano, amiga dos Quartei8> das 10 horas as 2 da
arde, dias uteis.
^
ti
1515151515151515151515151
VINHO E GRAGEAS ufe tlVIEN
EXTRACTO NATURAL DE FIGADO OE BACALHO
Pramtedo com medalha de Ouro e Prata
PELA ACADEMIA NACIONAL.
Ordenado no boapltaes de Franoa. America, Inglaterra, Roseta, ta.
Administrar sob forma mui fcil e agradavel todos os elemento curativos do olea
evitando assim o cheiro e sabor nauseosos d'este; alem d'isso esta preciosa preparaeee
tem uma superioridade incontestavel sobre o oleo porque pode ser osada durante oa
grandes calores em quanto o uso daquelle impoesivel, tal o eminente servlco prestaste
pelo Doutor VIVIEN; a experiencia tem confirmado o bom xito 5'esta producto.
Exigir a firma do inventor H. VIVIEN em duas cores ao redor do'
garrafa com o 8ello de uniao dos Fabricantes o, boulevard Strasbourg, em

o de
'S.
^^5151515151515151515151
j BELLEZA ETERNA a PELLE ehtiia pelo axe 4a
jPERFUMARIA-ORIZ
de L. LEGRAND. Fornecedor da Corte da Russ-ia.
5______----------J.*.----------
[CRM E-ORIZA*
^'^eurdeplusieu^'
W STHONORES
Ut CIttIl trr.iu
brtnquaig i PtLL*
s U-LII A
Ifunriuicu micosf
* MOCIDADK
| metmm M mi* UMf*d Mide
sam ta Vatuto f tiste, E
sil euiu dte rsfu.
^TOUraiESrsSFlWfl?^
ORIZA-LACT
LOQAO EMULSIVA
I BraDqae'uererreeuapalle
| Fudesapparecerueerdas.
ORIZA-VElOUTE
Sabio pe/a recWa do
PO. MVtlL.
O mato tute pana palle.
ess-Triza
Hrtume> ti tzoi oa
I ramilhttu o 4rea ora
Adoptado* peta nua.
ORIZA-VELOUTE
PdtFlORd'AROZ
adhennte i nll:
Piedatiadoo aetodads
psee(.
I een s tinturas \'i*f ressiris
UE JANES SktTHSQN
Um un ico "*drft
Bwu r*" **
faDDVili.UniRlM UO-
Cfcbollo i Barba
s-:a ebr sutoul
0l/;u3^ jaf *'i. c-jfl
HONUU*
O 8T1 LIQCIDO
nsWCB.rviwI.aTARSKi.CABB^. ti
m sntti mtm dnooia
RsMulUdo immediato
[ absastuictiaa pelle,nrm*tkisrvi
tmiido.
4 *W*lfs1 A* CliJ IW
m oabllonjroti.
m% i
ORIZA-OlaVa Olao para oti Oaiselloa
CBOCNFJAR JDA3 FALSOTCAgl 1HJMEROBA8.
isito principal ; 207, ra Baint-Hcnor. Parir
Cuidado con as Fals.ficocoe .
AGUA de MELISSAl
dos Carmelita:
BOYER
L'nioo Suooessor dos Carmelitas |
Ra de l'Abbaye, 1<*. PABIS
Flatos, as Clicas, Indi-
PAEIS, 14,
I Contra a Apoplexia, o Ohnlera, o En'Oo do mar,
13cotias, > Febre amarella. etc. ler o orospecro noqual rtj envolvido cad.i ridro.
DfTe-se exigir o letrtro branco e proto. em lo los os vidros,
seja qtwl f<>r o t.i:ri.i;.l. i. a astigiMftsU:
DeiiOsi!n~ em I Amoricas.
V3?s
GOTTA, E.HEUMATISMO, DORES
Solugo do Doutor
do
Latinado da Faculdada da Medicina de Pars. Premio Uontyon.
in
AVerdadeira Solucao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se pura curar:
As AffecgSes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessarlo calmar os
soTrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solugo CLIN o melbor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
H23 Um explicaco detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solugo de CLIN & Gie, de PARS, que se encentra em
^____________________casa dos Droguistas c Pharmaceuticos. .
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pilulas purificao o Sangue, corrigem todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para r,s meninos as^im como tambem para as
pessoas de idade avan9ada a sua efiieacia e incontestavel.
Essxs medicinas slo preparadas smente no Eslabelccimcnto do Professo' Hoi.i
78, NEW OXFORD STBEET (antes 533, Oxford Street), LOHr-BES,
K vendemse em tudas as pharmacias do universo.
O compradores sao convidados respetosamente a examinar oe rtulos de cada caixa e Pote se nao teem a
direccao, 533, Oxford Sueet, sao falsificatoes.
OPPRESSAO
TOS Se.
UTARHO-i'ffinO
lEIRALG
esv:
isplra-se a busaca ijue penetra uo putu acdliua 1 1a nervoso, bdUta
aexpector^ao e vorisa as fuaccOcs dos .j; -: b rasj trai
'eu*a ea siseado esa emmm de S Unira:, t*, rna ir 111. e^n Patria
Ofif isxtarwi em Pemimbueo : t'UjNC?_ Si. tic s*L\'AJb V. \

I
9\
i
:
FaESdflD'CENRS
XARC

C v '

n..

; o do; nto e/oz
Os
" .
liqnone. Pariz,
eos
!;D' CHURCHILL
fe s. propriedad
Preco : 4 r r firasoo om i*nt
'ead-fci-j ir.? pr 11
Acabarao-se as Cas
Conimnniea ao CubfUoa e a arba
a Car natura;
Bi;ii cica n m Ap-Macta sera Livap^m r i p eparaJii
35 ANN03 DE XITO
E. SAIXE3 fila; J. MONEGIIETTI, successor
feriumlsta-Calmic, 73, ra Tcrbijo. PAEIZ
t/tndtnm im r.dii ai gnnciiuti Perfumar;.,t Drotarlu
Pe-A-ita'iii"mp r.n-i.,, FranfM 1SILVA*C"
i
j
Oe IQfil-TO ds FB3 e d; Ql!H!m 1
TRINTA AKNOS lo bom xito 'EdcmcD* ado
at^Qcaciaii MauanaTe d'etta; Pilulas, quecuccran
lodos os tmenlos prerts,-i /-ira a > t/iar aMw io scnj*e.
Pelas 1 li i'i ..'. u t aq mfafSHMi
o 70si7ksto ss rnr.itt. >e te QftnasTf^
o BM&ioattMi / juiio -activo oosi:'-. ns
Lin de Csforago 0in>ro%i iaemls
Portta tl fl/jcciit;-
Cassafo Zmpkrr.'imnto tfo Zar.au*
Afteccve esc-oflotaa, eU
Sfot -! ;..tnatia*taMi4tiwa$a,taMSi f
3 sraxrti.-o.- ytiaN- k. a sava ft t u
I

Admlnlitrieo : PAMZ. $, loultttrd fontmartr:
GRANEE OFJT.U!.-mpia!lcn,iIoen-
faadas tiasdireihvas.otutrai fe; ''> Iteado f do luco
obttnrawj mesraea, eoncracaM calculosaada uile.
1 JPIT/X. AUeccaaila i.idiresivaincomnit
loa i id masfi, -.ato JTlci!. i.uppeujiirl.i,
fa tr '
CfiLEl ndoa risa, o *ait(a ajaU*.
coucie Ai-.;tlas'mr: .. ^..-l'-.imiau'ia.
HAU'.'VERI VE.Atlir <;'. jdosnns,dalwi(a.are!a
cuDtri.'iies ji^ouriii,.,>o.a..' aheta.*. ^lbui7,;iQria.
M
Esa Pa.nsimnuc, -_e '-gus* % Fontal ti* Vchy
' om casu oe
V*KlSi>:i.-i V k rj do Cacr.vra;
sena i, tul a ct.
CUIDADO COM
AS FALSIFICACESi
^ P/.RA
O LENCO O TOUCAOO
E O BANHO.
E'ooi lii lita!
A pimenta especialmente preparada na Europa
em bonitos frasquinhos e que se vendem pelo di-
minuto preco de 160 ris cada um, no Largo de
S. Pedro n. 4.
Attengo
Furtaram na noite de 16 dese mez, do engenho
Pintos, em Jaboato, tres cavados : um alasao,
pequeo, castrado, de frenf- aberta, quatro ps
ranos, crinas e cauda ripad.-s, bom andador e
com o ferro na anca direita ; um poltro chrdao
vermetho e outro cristanho, tambem poltro (ainda
bravo) sem signal branco, tambem com o ferro
cima, todos gordos. O abaixo assignado d boa
gratificHclo a quem apprebcoder ou der ofician
dos reieridos animaes.
Felippe de Souza Leao.
Sitio de coqaeiros
Precisii-sc arrendar um sitio de coqueiros que
produza cem mil cocos annualmente ; trata se com
o Dr. Argollo, hotel do D. Anonio, Caminho
Xovo I18-C.
w
'i
Leonor Porto
Ra do Imperador n. 4.
Primeiro andar
C-ntina a executar os mais difBceis
figurinos ncebidos de Londres, Paris, | j
Lisboa e Rio de Janeiro. / .
Prima em perfico de costara, em bre- ) )
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
S:
II
Vinlio de S. Miguel
CIIEliDl
Nova remessa, vindem Amaral Primo & C., ra
Larga do Rosario, e Borgi-a na ra do Amorim.
E' PURO E BARATO
Precisa-se de ama ama para comprar e cosi-
nhar, para pouca familia : na ra de Livram -nte
numero 24.
Compra-s
uma armacao envernisada e envidracada : na raa
do Queimado n. 43.
Ama
Precisa-se de uma ama para cosinhar e com-
prar : na rna Sova n. 20. ^_____^_^_
Engenho Sipo
Pede-se por favor que venham ra Direita a.
16 (viado braceo) < s seguintes senhores : Manoel
de Bastos Mello, Brito Bastas Filho e Antonio
Germano Alves da Silva.
Pharmscia Levy
Boa Nata nnsnero SS
Agua de Sel natural, pelo ultimo vapor.
Pharmacia Levy
Ra Kowa numero SS
Cha preto especial.
Copeiro
Precisa se de um copeiro que seja perito ; na
ra do Commercio n. 44.
Men no
No 2o andar do predio u. 44 ra da Impera-
triz precisa-se deuin pira servico domestico.
Ao publico
Antonio Toixeira Machado, tendo de seguir
para Portugal, onde tem de permanecer por al-
gom tempo em vista des incoromodos de sua se-
nhera, que a conselho do nudieo, para alli segu,
declara que deixa nesta capital como seu bas-
tante procurador i Manoel de Souza Almeida ;
encrregadejque fica do activo e passivo de suas
transaecces.
|l
Precisa-se de um criado d>~ 12 14 annos, para
(Ma de familia, prefere-se es travo ; na praca ds
Conde d' Eu n. 30, 3o andar.
m oo
Alutca-se a casa n. B da roa do Riachu.-llc, na
Boa Vista, com 2 salas, 2 quartos, cosinha n quin-
tal murado, impa ; a chave acha se no n. T para
ver, e trata-se na ra da Guia n. 62, Recife.
VENDi
Finlio
c riga
Vende-sp em casa oe Matneus Austin & G,
ra do Commercio n. 18, 1- andar, da inelhor
qualidade e diversas dimensoes.
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fisrado de Uacalho
COM
il\|iijliusji!iii!is de cal c soda
ApproTada pela 11111(3 de iij
giene e auto risada pelo
governo
E' o melbor renvdio at h'je descoberto para a
linira
uiuOF8cao o Ng
Em vista dos grhii'es profri'ssos da idea de qne
se gloriam as naces civilis:idas, o commercio
.'"ve acompanhar -sse prrijri'ssc, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
iiacoeB ; em .'ist>t do que annuqciaiB
METINS CAPITAO & C
1 liua treita do Rosario 1
Grande s irthwmto de geoeroe alimenticios, es-
coiha dus qoaes, os aannnciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueres. Lenibramos, pois, o proverbio :
Quem uito experimenta, nao sabe.
Venh.im ver, pois :
Qui-ijos, flamengu c de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francs Blenier.
Dito do Maranli.io.
Fructos seceos, como :
Passas, ameud'.as, figos, etc.
Ditas n.icioiiaes.
Dote de todas as quaiidades.
Bolachinha inglesa.
Semrates novas de hortalizas.
Especialidade em
lironrliitoN. wsos oitliailnw. ra-
nalttlt anemia, i 'nallitailr -m coral. Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery
ilwnuxoM, lotme cliruaiica *> alTrici-s Ditos da Pigneira e de pasto.
do iiiiiii e da aamf.
E' muito superi. ao oleo simples de figada de
bacalho, porque, alm de ter ch**iro e sabor agra-
dareis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas ao oleo. :ilm das propriedades tnicas e
reccnstituintis dos hypoj'hospbitos. A" veuda n:u
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambiico
Francisco Manoci da Silva & (i
23 RA MRQUEZ DE OLINDA 23
Nngenki
Arrendase > -Mg- nhu Estivas,
do Cabo ; a tratar no eseript rio de
Barros Barreto, i rna do Commercio
JaoTli
O Muz'-u de Joias, ra do Cab'ig n 4, rece-
beu pelo ultimo vapor francez um esplendido sor-
timento. Precos muitn moderados.
AULA SOCTIJMA
EM
guena e de pi
Cognac de diversos autor-a.
Vinlios tnicos, como :
Absintho.
Vermouth. etc.
Licores de todas as qnaida
Champagne.
Cervej.i de diversas mareas.
Bem as-.im :
Ararnta fina fin pacotcs.
Cha verde e preto.
Dito per >la.
Especialissimo mntte do Paran, em p.
Aiinl ma s :
Ovas de peixe.
Bardinhas i.- Lisboa em Saimonra.
Vendem Marti;: CapitSj & ., ra estreita d
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
For^Tiicida capanema (verdadeiro) para extinc-
cao completa da foranga s>.ura. Vendem Martina
Capitio & C, ma estreita do Rosario n. 1.
Camisas nicionaes
.1 SSoOO. 3SOOO o 3500
32= L"ja ra da Imperatriz = 32
Vndese neste novo esrabeleeimento um gran-
de sortim"nto de cami>as brancas, tanto de aber-
i turas e pjuhos de linlm como de algodo, pelos
I baratos presos de 25 I muito melhor o que as que veem do estrangeiro e
DCia do Sagrado Cora^So de muito mais bem feitas, por serena cortada*, por
Jess (ia Socieciade de S. Vicente de Paula j um Dom artista, especialmente camiseiro, tambem
desta cidade. deliberou em sua sesnao de !emandl1 {>tzeT Pjr encomm-ndas, a v.ntade dos
21 do correnta, crear uma aula nocturna,
A confer
do sexo masculino, para aquelles meninos
e adultos que nao podem frequrntar a
aula diurna. O curso gratuito e ser
aberto no dia 1." de Maio.
AcQes entre amigos
A de um relono o urna machina, que havia de
correr com a ultima lotera de abril, ticar trans-
ferida i ara a ultim-.i de jutho, vist > nao se re-
ceber a importancia del les.
na nova loja da ra da Imperatriz n.
de Ferreira da Silva.
Ao 32
Nftva loja de fazendas
Wevcriiio Itiltoiro Cainelro
Moiiit'iro
O Dr. Jnio Jos Pinto Jmiior, tendo a infausta
noticia do fallecimento do sen primo e amigo, Dr.
rio Bibeiro Carneiro Uonteiro, em sua es-
tancia da S cia do Rio Brande d,. Sol, eooviita aos prenles e
amigos para assistirem hs missas de trigsimo
dia, que por sua alma mand* celeb-ar na matriz
da Boa-Vista, no dia Io de Maio prximo vindou-
ro. peU 7 l/' e pelas S horas damaiih,
amaamts\^essmavmaaWBsS^Bssrmama\vmawm
Adoipiio HarigueN Ion Kaulus
Hermina'Barbosa dos nantos, seus filhos e seus
irmaos afrradecein a todas as pessoas qus sa dig-
naram acompanhar os restos mortaes de seu sem-
pre lembrado esposo, pai e cunhado, ao cemiferio
publico ; e de novo as ramaos, assim como aos
seus mais paren tes e amigos assistirem as mis-
sas, que por sen eteruo descanso mandam resar
sabbado a" de Maio, na igreja do convento de San-
to Antonio do Recite, b horas da mu:>.h3, seti-
mo dia de sen passamento.
Adulpbo M. Ion siiiiIhn
Domines d. s Santos manda resar urna missa
por alma de seu irmao Apolpho Marqnes dos San-
tos, na igreja da Santa Cruz, sabbado 1 de Maio,
s 9 horas, stimo dia do passamento do finado ;
convida a seus amigos e os do finado, e a familia
do mesmo, para assistirem a este acto de carida-
de, antecipando-ae desde jii agradecido.
*8 Kua da Imperatriz = 31
DE
FERREIRA DA SILVA '
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
citavel publico um variado sortimento de fazen-
as de toJ.iS s msalidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom sarti-
meuto de rcupas para honiens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
cusemiras e brins, etc
Has para aoieis
33Ra da Iniiierairiz-39
Loja de Pereira da Silva
Neste eataheieffimrnto veude-se as roup~s abai-
xo mencionadas, que sao ba- i.as.
Palrtott pretos de - acolchoados, sen-.o tuzenaas muito en-
corpadas, a forrados
Ditos decasemir., preta, de cordSo muito,
bem feifos e forrados
Ditos de dita, fazemia muilo melhor
Ditos de flanella azul sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados
Calcas ds gorgorao preto, acolchoado,
sendo fnzrnda muito encorpada
Ditos de cascmia de cores, sendo muit >
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
n uito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2, 2500 e
Ceroulas de gregnellas para horaens,
sendo muito bem feitas a 1J20U e
ColletinhoB de greguella muito bem feitos
Assim como nm bom sortimento de lencos de
linho e de algodo, meias croas c collarinhss, etc.
Isfo na loja aa *ua da Imperatriz n. 3i
Riscados largos
a tOO rst. o rovaiio
Xa loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
riscadinhos pr-prios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado
I tendo quasi largura de chita francesa, e asir
U(X)
10*000
12^000
12*000
5*500
6*500
8/000.
3*000
1*600
1*000

.

aW~\







Diario de PcnuunbucoSexta-feira 30 d Abril de 1886
pechincba
coao chitas braaea*
do,e ditas es cur a 940
loja o Pereira da Silva.
Fante. eilea e 1 alaba* SO
r*. o cavado
Na loja da roa da Imperatris d. 32, venda-
om grande sortimento de fustSes braneoe a 801
rs. o covado, liizinhas lavradas de furta-core
fczenda bonita para vestidas a 600 rs. o covadc
e setiaetas lisas rauito largas, tendo de todas a
cores, a 500 rs. > covado. pechincba : na loj
do Pereira da Silva.
Merinsi pretos ale*
Vende-se merinos pretos de doas larguras pan.
vestidos c roapas para meninos a 1/200 e 16C(
covado, e suoerior setim preto para enfeitaa t
1/500, araa como chitas pretas, tanto lisas come
de kvoures brancos, de 240 at 320 rs.; na nov*
laja de Pereira da Silva ra da Imperatrii no
mero 32.
4iitoiaoniho rraarp para lestce
a MMrs., 1* < iltoo
Na loja da ra da ImperatriE n. 32, vende-
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 1(
palmos de largura, proprios para lences de un
so panno pelo barato preco de 900 rs. e 1J0O0 c
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1/280, a
oim como superior bramante de quatro largura
para lencoea, a 1/500 o metro, barato ; na lo>
do Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A 1*. 4*.>o *
Na nova loja da ra da Imperatriz u. 32, s>
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinbo e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4/060, dita
de moleequim a 4/500 e ditos de gorgorito pratc
emitando casemira, a 6/, sao muito barates ; m
oja do Pereira da Silva.
Vende-se o engenho Meguahipe de Cima, da
fregueaia de Munbeca, comarca de Jaboata, com
ptimas trras, proprio para principiante : a tra-
tar cm Jaboato, ra Duque de Caxias n. 15.
DI CIAPEOS paja
l ende .se pelos seguales pre
eos de f5ioo at to*ooo,
ra do Crespo n. 19 nadama
Mequellua. ^^___^_
GRANDE
ijtifpi
Exposif o central ra larga do
Rosario n." S
Damia Lima & C, nao podendo acabar com a
grande quantidade de mercadorias, resilveram
anda urna vez convidar as Exmas. familias e o
reapeitavel publico em geral, que com certeza nia-
guem perder seu tempo, fazendo urna visita
Kxpodlc&o Central
Peja de bordados a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhes e coiarinhos bordados para senhora a
2f000.
Ditcs ditos lisos, 1/500.
Ditos para homem, 1 5< '0.
Um plastrn de 2/, por 1/500.
Invisiveis grandes a 320 rs.
Lacos para senhora, 1/500.
Macos de la para burdar, 2/800 e 3/.
Luvas de seda arrendadas a 2j500.
Ditas lisas. 2/200.
Ditas de fo de Escossia, 1/OCO.
Broches para senhora (modernos) 1 500.
Um par de meias para senhora (fie de seda)
00 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J200.
Duzias de baliia- a 360 rs.
Carreteis de 2 jardas a 80 rs.
Metros de arquinbas a 160 e 120 rs.
Um par de frouhas de labyrintho, 1/500.
Macos de gratnp s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
senhora, de 500 rs. a 1/000.
Um pente com inscripcao para senhora, 1/.
Um leque de 16/ per 9/.
Brinquedos para criancas, leques de papel, fi-
tas, bicos de linho, quadros para retratos, lencos,
tspartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrilbos, e
tres muitos oojectos de phantasia prr precos
em competencia : na ezposicao Central, ra
larga do Rosario n. 38.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesse preferive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica'
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu lhores armazens
rolhados.
Pede BOYAL BLEND maro VIADO cujo n<-
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BBOWNS & C, agentes
-
-TV

iJ-kMJ
&
'i
O 48 da ra Duque de Caxias est vend ido
fazendas por menos 25 /0 de seu valor.
Ver para acreditar
Setins macaos de 1/400 por 800 ris o covad >
Merinos pretos de 1/, 1/200, 1/400, 1/0
1/800 e 2/ o covado.
Setineta pmta a 500 e 600 ris o covado.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fus toes brancos e de co es a 400 e 500 r*.
covado.
Sedas de listras de cores de 2/ por 1/ o o
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs. o covado.
Mariposas finas de cores a 240 rs. o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Linhos escossezes de todas as cores a 240 ris
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. o covado.
Manteletas de seda Fichus a 2f, 4/ e 6/.
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro largura* a 1/200 a vara.
Atoalhado de linho bordado a 2/ a vara.
Collannhos e punhos para senhora, modernos, a
2/000.
Brim pardo liso de 300, 400 e 500 rs. o corado.
Toalhas velpudas a 4/ e 6J a duzia.
Ditas alcochoadas de 20/ por 12/ a duzia.
Co bertas forradas a 2/800 urna.
Lencos de bramante 1/800.
Camisas para senhora a 2/50C urna.
Casacos de laia bordados, modernos, 1?/.
Dama.eo de algodao de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30/000 a duzia.
Madapolo casca de ovo e pelle de ovo a 6/500.
Enxovaes para baptisado, no vi dade, 9$.
Timoes para menino, boidados, 4.
Chapeos de sol de seda para senhora, de 16/
por 8/000.
Meias para homem e senhora, de 3/, 4/, 5/ e
6/000.
Redes hamburguezas, 10J.
Colchas a 1/800, 5/, 6/ e 7/.
Yerbutinas de todas as cores a 1/ o covado.
Cortes de casineta 1/, e 15800.
Ditos de casemira a 3 4, 5, 6 e 7/.
Lencos abamhados com barra a 1/200.
Camisas de inei* a 800, 1/, 1/500 e 2/
Casemira de cores de duas larguras a 2/.
Cortes de casemira para vestido de senhora, de
40/ por 20/. baratissimo.
Zafiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para forro a lJ200a peca.
Vende-se um engenho na comarca de Ja- enda-se etager de flores artificiaes para
boato, distante legoa e meia da estacao de Ca- ornameito de salas, e recebem-se eacommendas
tende : quem o pretender dirija se ra Sete de de flores de panno e de couro : no Caminho Nova I
Setembro n. 15.
Cabriole!
Fructas maduras
Vendc-se diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, apotas, e outras muitai : no
largo de 8. Pedro n. 4.
n. 1S8. Na mesma casa ae dir qaem vende
urope para o peito e rbeumatismo.
Buhar
se
Vende-se um bilhar em perfeito estado : a tra-
tar no anmuem de movis & ra do Imperador j
numero 49.
Cabriolet
um deposito jom poneos fundos
Augusta n. 180.
a tratar na ra Vende-se um em perfeito estado e por preco
commodo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47.
Ye ide-se por baratissimo preco e em muito bom
I estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro-
das e arreies para um ca vallo ; a tratar na co-
I eheira do. Candido, ra da Boda.
Engenho Recanto
Vende-se ou arrendase o engenho Recanto, si-
[ tuado no termo de Seriahiem, moente corrente
d agua, com boas trras, etc. a tratar com Ma-
noel Ferreira Bartholo, ra do Bom Jasus 4.
Mobilias de junco
Vende-se mobilias de junco de encost com pa-
lba e sem palha, mais barato do que em ostra
qualquer parte, assim como mesa elstica de 3 t 4
taboas, guarda-vestido e guarda-louca, e outras
pecas avnlsas: na ra estreita do Rosario n 23
Taverna
Vende-se a bem afreguezada taverna dama,
larga do Rosario n. 1, propria para principia**
Kr ter bens commodos ; a tratar na ra larga
isario n. 14.
A
DAS
CORRE NO DA h DE MAIO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est hanilitado a tirar 10:006 J>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, nraca d;
Independencia ns.
Corre no dia 4 de Maio de 1886, sem falta,
37e39.
praca
1 l*T A | CD Al . e Ia
L ST A || En flUB K^_ N B. O premio prescrever 9 1.
1 ^-. a Wm l 1 w ara Wi D A^mI I um armo depois da e.xtraeyao.
1 DOS PREMIOS DA /W PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 1 159 EM BENEFICIO DA MATRIZ D PANELLAS EXTRAHIDA EM 29 DE ABRIL DE 1886.
N8. PREMS. NS. PREMS. 48. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. ! NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS.] NS. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMb NS. PREMS.
2 46 215 40 447 40 647 U 928 40 1200 4 1418 40 1672 40 1944 40 2169 40 2386 40 2582 40 2810 40 3060 40 3285 40 3501 40 3740 40
4 23 50 __ 52 _ 44 2 19 73 49 73 90 - 85 30 12 _ 64 90 2 43 ^
6 m^ 27 ^ 58 64 __ 57 6 39 78 60 88 92 2602 40 14 - 67 91 17 - 49
10 ^^^ 30 __ 59 65 60 8 49 88 73 99 95 3 - 17 72 93 18 51
14 ^^ 47 _ 73 70 _ 61 10 50 95 74 2204 2407 6 22 80 95 19 78
24 ^_ 50 a, 81 74 68 11 ... 51 1703 75 5 11 8 - 29 84 3307 24 82
30 __ 52 __ 82 78 _ 71 12 o0 52 13 79 80 13 17 17 32 - 86 8 25 86
31 --- 53 --- 88 - 79 __ 75 19 40 56 17 81 40 23 i 80 19 21 i0 38 89 11 28 96
40 -^ 63 92 m _ 79 20 10 59 18 80 83 24 40 22 80 27 U 46 - 97 12 30 3804 u.
46 I 48 _ 81 tH 96 97' _ 85 26 40 63 80 19 40 96 25 27 40 45 48 1O0 3100 24 32 6 __
--- 89 mm 500 80 719 ^^ 91 _ 29 68 40 20 97 27 28 48 51 40 1 28 33 7
51 8.5 90 _ 1 4 23 _ 98 t0 31 74 25 2000 28 33 51 - 54 6 29 39 9 ~
58 4* 95 __ 4 29 .^ 99 40 32 91 28 12 80 34 34 52 57 8 42 40 10
5 96 _- 8 35 __ 1001 36 99 38 15 40 35 80 43 53 62 9 46 41 16 __
64 'A'U 97 H 9 36 mmm 6 _ 50 1500 40 17 37 80 46 80 55 80 66 - 15 47 43 _ 22 ^*
69 4 307 13 38 _ 16 SSSSSB 60 17 44 42 38 40 47 40 64 40 74 19 49 77 _ 27
73 16 _ 23 gH 44 _ 18 75 18 54 49 48 54 74 75 23 56 83 ^^ 29 _
75 21 80 26 __ 51 Hi 19 76 20 56 62 58 55 82 80 24 58 86 _ 35 .
77 24 40 27 --- 66 - 27 81 29 64 64 61 68 8 90 1OO0 85 25 60 87 - 38 0
78 25 34 80 68 34 1300 30 69 68 63 72 40 93 40 89 - 29 65 89 - 39 n
85 28 39 40 70 39 13 31 72 69 68 * 74 - 97 - 97 - 38 70 98 10 48
". 86 33 41 72 S*0 55 14 32 10 76 71 78 - 76 98 2901 - 41 71 99 40 62 80
L 91 34 42 __ 75 40 58 18 39 40 79 73 79 "~ 77 2713 80 8 45 85 3603 180 68 4#
92 35 52 l 79 66 23 49 86 78 80 ~ 78 14 40 21 46 87 19 40 69
106 40 55 40 83 71 31 62 98 79 83 ~ 79 26 29 50 92 22 70 i-M*
7 49 57 91 72 32 64 _ 1800 81 91 80 - 29 59 53 99 23 390 78
8 61 64 _ 92 8 81 37 67 2 83 94 " ,a4 - 33 - 64 66 3402 4: p6 25 40 80
i 10 ^. 62 67 _ 804 40 86 39 68 12 86 2301 ~" 86 37 71 71 4 40 35 92
F ii ^a 65 68 7 96 40 __ 72 20 88 mm 3 ^ 87 42 72 73 14 51 93
20 M. 66 71 12 99 80 44 __ 74 22 93 5 7 "* 88 47 74 85 16 52 3904 __
21 __ 77 72 _ 14 1108 40 46 M_ 75 40 95 "~ 89 - 50 75 - 86 25 70, - 11 _
24 __ 79 75 _ 16 11 3*0 48 MI 79 80 48 2108 10 90 52 83 - 87 IO0 28 71 73 - 12 .
28 8J 82 77 BM 22 15 40 51 __ 80 40 49 10 17 1OO0 98 - 58 - 85 98 40 29 - 13 __
32 Sf> 89 80 ^m 26 16 53 .-- 1612 50 12 18 40 99 60 - 89 80 3204 30 76 17 _
33 40 92 8 85 30 18 55 --- 13 54 16 __ 21 - 2500 61 90 320 11 31 79 - 18
34 96 4 91 ^m 39 19 gh 56 20 61 18 ^^.^ 22 1 71 - 97 40 12 32 81 36 _
55 *MW 97 92 --- 47 25 58 --- 22 68 24 __ 27 5 73 3000 14 34 83 - 37 -
57 ^^ 400 602 _ 55 27 60 25 71 25 ____ 31 8 77 1 20 37 93 - 40
62 M 1 11 56 36 62 --- 30 M 74 29 _. 35 20 79 - 2 27 41 94 48
64 .^ 5 12 --- 72 37 __ 66 t^m 40 . 76 33 __ 36 23 - 81 4 33 45 3700 - 50 _
69 mmm 6 13 73 48 80 70 _ 48 __ 79 37 __ 40 30 88 - 11 36 51 1 - 52
71 8 ^_ 17 --- 79 52 40 78 51 -__ 89 42 __ 43 41 90 14 41 52 2 - i 55
74 22 *m 22 80 92 62 79 52 --- 95 80 44 57 44 92 80 23 45 64 3 70
75 __ 25 M 23 40 M 80 63 10 80 --- 54 --- 1902 40 49 63 48 96 40 27 52 69 5 71
79 sssH 27 _^ 36 902 40 64 40 82 57 80 8 54 __ 65 58 t:ooo0 97 - 31 58 * 71 13 77
82 t<5 30 _ 37 13 85 64 --- 59 40 6 __ 55 66 60 40 98 32 59 80 21 83 ---
i 87 40 33 _ 38 16 92 __ *9 --- 63 8 58 73 61 1OO0 99 - 38 1 85 29 1*0 85
95 34 _ 42 17 93 1401 65 16 _ 60 74 70 40 2802 39 - 96 - 32 40 88
96 *0 37 ... 45 18 94 ^_ 9 --- 68 18 _ 64 82 73 5 55 - 81 97 35 94
209 40 46 46 19 95 1 3 70 26 i0 65 85 ~~ 77** 9 57 - 82 """ 3590 37 " 99' *
^ . ^i i *


8
Diario de PemJMMbueoSexta-fb 30 de Abril de 1886





VARIEDADES
T
sfe
A hora de nda
[Condueo)
Para melhor comprehensao deste ligeiro
trabalho indispensavel nfoniiar. aos que
ignorarem que os romanos dividiam o da
em 12 horas (das 6 da manha" s 6 da tar-
de), e a noite em 4 -.vigilias de 3 horas
cada urna; sendo a 1.' vigilia das 6 da
tnlo s 9 da noite; 2. das 9 meia-
asfte: a 3. da roeia-Boite a s 3; e a 4.1
im 3 s 6 horas da manha. Oontando-se,
portanto, as horas do dia das 6 da madhS
s 6 da tarde, a 1.a hora das 6 s ?,
2. das 7 s 8, a 3.1 das 8 s 9, a 4.a das-l
9 s 10, a 5.*>dae 10 s 11, a sexta das
11 ao meio-dia, 7.a do meio-dia urna hora
Nao obstante a coasagraeo secular do mo iv'o qualquer, anda da ura para outro
par
jado, aaafamadaj acodado, urgjdo, apres-
tado com negocios -que o faz era correr em
dase no primeiro e no teroeiro Evatge- todas s direcc3oa e Bntid*s, diz : andel
erro facillimo e comgil-o, dizendo-se, c nao
o mosmo padre Pereira de Figueir&io o
lho, hota sexta,hora nona ; uffico da nona
(ia hora nona.-)
Eu porm creio, como dia aquelle-relbo
historiador romano, que mais f*c. seri '
sol fastar se de seu curso, do que se (or-
rigirem este, e queijaudos errs, qua ha
secul is perdurara. Dr. Castro Lopes-..'
1 miar em papos de aranha*
Pura dfescobrir a origem deste dito po-
pular, pos8o muito apropriadamente d zer
que andei em papos de aranha..
Na fecunda mina do Lacio niio a achei;
os homens doutos, cora quera todos os oas
da tarde, a 8.a de 1 hora da tarde s alguma cousa prendo, oo m'a explca-
duas, e a nona das duas s tres da tar-
de, etc., etc.
Ninguem por certo acreditar que o pa
dre Pereira de Figueiredo guoraase este
uso de contar as horas do dia ; jmas por
aue teria ello traduzido hora de na ? Por
que, achando claramente em latim o abla-
tivo hora sexta, verteu para portuguez
hora 'de sexta, e nao hora sexta,como
deve ser, e ? Nos Evangelhos segundo
S. Matheus e segundo S. Lucas as para-
ses latinas hora sexta, hora nona, que es-
lo no Evangelho segundo S. Marcos (o
Evangelho segundo S. JoUo nada diz a este
respeito), foram vertidas para portuguez
pelo mesraojuidre Pereira de. Figueiredo
hora sexta, Ka nona, (como devial sel-o);
mas porque fflotivo s no Evangelho tegun
do S. Marcos dira o Ilustre traductor -
hora sexta e hora na ?
Grande omeu erabaraco para solver
esta quealio ; nito devo levianamente sup-
igoOraieia tamanba em um latinista
idos quilates ; mas por outro lado
por
de tito
ram ; corri de bibliotheca em bibliotheea;
puz a livraria a baixo; mas nada de novo ;
tulo foi em v2o. De repente occorre me
uraa idea: oh! foi urna idea feliz i Es-
crevi quelle Licenciado, grande sabedor
de grego e de latim, irmao do padre Si-
luao, aquelle que tao magistralraente ex-
plico u ao Sr. Bonifacio da Annunciacao a
origem do annexira Ao pintar da jan>',ca.
P assaram-se dias e dias ; e eu ancioso :
porque a respeitavel pessoa, que me ti-
nha pedido a origera do andar fm pa-
pos de aranha insista pela resposta.
Chega finalmente a carta do Licencia-
do : tive nm assomo de alegra ; mas, oh !
dcs^raca I S. S. depo3 de haver escripto
em letra microscpica dcz paginas, fazea-
do truditissimus eonsideracoes sobre a uti-
lidad, que ha era se estudar a origem dos
annexins, citando at um proverbio persa
A aranha tece a sua tea no palacio
dos imperadores, e a coruja entoa o seu
canto nocturno as torres de Ephrasiab ,
remata declarando que ignorava, qne nao
dito popular
3o vejo como livral-o de uraa accusacao sabia explicar a origem do
fundada andar em papos de aranlia. Detanimei. ..
A nica explicaeSo, attenuante, mas nao
salvante, admittir que na edcao latina,
d'onde fez a versao para portuguez, eslava tomado a mmha curiosidade,
a palavra escripia contorme o uso dos an-1 pensamento me assaltou.
ticos, cora abreviatura, deste raodo :-^hora Desta vez, disse commigo, vou a fonte
nod-em vez de hora nona, (por extenso;; lirapa e se deste orculo sctentihco e li
Tanto, porm, era o desejo de aprvir
ao meu bom amigo, e j tamanba se tinha
que novo
sondo o segundo n-supprido peto td, | rano nao obtiver resposta satrsfactona, o -
- que ou se lhe figurou ura aceito cir- i tSo impossivel; ninguem me destr.n-
cuoinexo, ou me
te desappareceu
em papos de anutha, E' esto o sentido e
a appiicacJo inccrat'eBUyel, do an'exira.
Mas urna tal applicaclo 0 sentido nao
m coadnam eom as palayras da locucSo
popular. Eoa primeiro lugar a aranha,
ineetc ptero, df> oito plhos e oito pernas,
nao tem papos, iiem* por papo se' deve to-
mar aquelle sacco branco, que montero as
ovas (nao confuedam com os- glbulos'ho-
oiceipaticos.)
i A aranha urde a tea, e nella prende
pequeos insectos, que devora: nenhuma
relacito tem isto com o tal dizer popular,
que s se applica aos que correm pressu-
rosos em todos 03 sentidos; mas que silo
b&o nem presos, nem devorados. E' pois
foroso admittir que o annexira est vicia-
do; que ha adukerago as palavras que
o firmara. Observando os (actos, nota-so
que a aranha ten um andar muito ligeiro,
e que, quando se v perseguida, ou por
que lhe rompan a tea, ou porque lhe ar-
ranquera o saece das ovas, corre veloz era
todas as direccot'S.
Ora parece que assim sendo, como ,
deve provavelraento o annexim ser andar
em passos de aranha* L>e passos pan pa-
pos facillima a transformado ; por que
basta imaginar que a hasie do primeiro
s se prolongue unindoso ao segundo
s para ter-se a figura de ura p e
ler Bepapos em vez de -passos.
u Desto modo clara e lgica fica a ex-
plicacao do annexim, que estar de acuer-
do cora o anaar apressado do quem se v
urgido por qualquer causa, que o faz cor-
rer para diversos pontos.
(i Niio mono." improprio coaparar-sc
o hornera vagaroso a urna aranha,
diligentissiraa, c activissima, come
da rapidez cora que restaura a ts,
do Ih'a destroem.
Faco rainha a opiniao do Sr. Oeroncio ;
por que plenamente me satisfaz ; mas nX"
tenho esperanja de ver corrigido o en-
gao. ..
Os erros de linguagera sao corao a pos
se de alheia propriedade, que se torna le
gitima, passado um certo prazo de tempo.
Dr. Castro Lopes.
Oertrudes, que nunca, deixou de tratar-me
coqj dedioajao o aiFecto, e dar-lhe eraquan-
to elle vi ver uraa -modesta randa de seis-
centos francos aonuaes, destinados a pol-a
ap abrigo de qualquer necessidade ; em f
da que" me assign : Jojo Sebastfco Theo-
plulo'Banotet. i>
Aceita a condiySo, Sr. Joaquim Au-
gusto Tardenois?
Se aceito! Naore coranao de pri'
mo-.. ?S aceito !.'.. Oh,' sim, compre-
hendo-t, prometto executar religiosamente
essa divida de reconhecimeno, para com
aqaell i que velou na tua velhice e alegrou-
te nos ltimos instantes.'
Corro casa de Montrouge, estou impa-
ciente por annunciar a nossa ba Crcrtru-
dcs... Tardenois sahio como uro doudo.
II
curaflexo, ou raesrao"por qualquer aceiden i c;.r o enigma; nao haver Alexandre qu=s
: desato o n gordio.
(uerem saber os leitores de quem me
Mas anda esta bypothese nao satiaiaz. & .
padre l^mbre ?
Vo de certo approvar a minha
escolba e resolucSo : foi do Sr. Geroncio;
daquelle sabio consumado, daquelle anti-
' quario, que vivia lendo o escrevendo no
manuscrito quer typographadas r \ 4^ ^.4^ ^^ ^.^ ^ ^^
Que milhares de vezes nao tena o
Pereira de Figueiredo encontrado o ti. -
supprindo o n era obras latinas, quer'.
Continua uortanto a difficaldade, que dev<
ser veSa >la salvarse a reputado lit- por ugueza cuj o escrpulo chegou ao pon-
Lrariadaquel.eque foi mestre de milhoes | to de nao ler os jornaes e obras esenptas
ae portuguezes e brazileiros
So me occorre urna sahida.
Naquellas remotas eras em que os Evan
gelhos eram lidos pelo povo mais do que
sao boje os romances, traziara as edico-s a
palavra nona (hora iona)era breve, isto e, e aprovotanj0
cscripta deste raodo : na. A gente inculta mt[enfi0 mon,
era portuguez moderno para nao ofender
a castidade de seus ouvidos acostumados
ao rythmo musical de Camoes, e aos har-
raoniosos periodos de Vieira.
Oh s o Sr. Oeroncio, raonologava eu,
s elle rae poder livrar deste erabaraco ;
da inspirado e
. chegar depressa
foi lendo serapre ttSa, em vez de nona ; e | aQ p()rto (,e saivament0j eserev o Sr.
tal e tao arraigado foi o erro popular^ que (j.eronc0_ jkiaSj meus car08 leitores, que
at os horneas letrados e eruditos nao ti-, trai,aiDOi qlle diflicraldade tive !...
verara remedio senao curvar-se ao despot- Escrever uraa carta a ura litterato de
co arbitrio do vulgo, e dar ao vojabulo, prinjera plana!... Pedir-lhe que con-
errado carta de cidale na repblica fitte- m^ cQm aeu pare,er 30bre ual ponto con-
raria. trove-rtido, ou para melhor dizer, que pa-
Sem fallar do que succeieu com a pala- reca ncxtricavel, cousa nio do ponen
vra mista, corrupcSo de missio,t temos um ,.raonta. Fiz mais de seis rasaunhos ; np-
cxeraplo bem comesinho. Ningaem ignora ( nhUm mo agradava ; consultei os melhores
quo se deve escrever e pronucir civil, vocabularios desde o padre Bluteau at
mas era papis forenses, requerinontoa. Aulette, e o Tbesouro da lingua portugue-
autes, etc., dizem os magistrados" ainda za; emendei, rsquei, at que por fira la
os mais instruidos civel. foi a carta !. ..
O padre Pereira de Figueiredo curvou-; A resposta naa tardou ; foi, como se
tambera ao imperio da vontade, e uso po costusaa dizer, en quanto o diabo esfrega
puiar; e essa mal entendida subse.viencia um clho; no da s-gumte recebia eu a car-
obet>ou-o a diz^r, oara uniformisar a lin- ta; da qual nao ouso fazer o extracto,
gua|em, hora de sexta em lugar de hora mas apenas dou na integra o ponto pnn-
no Evangelho segundo S. Marcos, cipal da resposta.
seuda de admirar que nos dous outros' E" o Sr. Geroncio quetc falla: andar
Evan^elhos dissesse, como devia, hora ex-: em papos de araan andar em azafama,
ta e hora nona era portuguez.
era rebolico. Quando alguem, por um
A clausula testamentaria
I
As convoc5oe3 de lei tinham sido en-
viadas os interessados e se3 pe.ssoas, to-
das herdeiras, estavam reunidas no carto-
rio do tabelliao F., para assistir abertu-
ra do testamento de Joao Sebastiao Iheo-
philo Panutcl, tallecido sem filhos, nem pa-
rentcs cm primeiro grao.
Podia-so ouvir o vo de uraa mosca no
sala guarnecida de autos o tendo nos ngu-
los bambinelas de teias de aranha, esque
ei las pela negligen;a da vasaoura.
Ura estremec ment per ;orreu os inera-
bros das seis pessoas presentes; o tabcl-
liao liropou os vidros dos oculos, pol os a
cavallo sobre o nariz, tossio ligeiramente
para preparar o orgilo, corao de pi-axe
as oocasioes solemnes, e leu em voz in-
telligivel :
de minhas ultimas vontades. Declaro telo
feito de sade e em meu juizo Perfeito.
Pelo presente, constituo herdeiro de
todos os meus bens, movis e immoveis, in-
cluiado o meu predio de Moutrouge, a meu
primo Joaquim Augusto Pardeno3.
Deus meu Deus !... Todos os
seus bens, comprehendida a casa de Mon-
tnmg... a mim, a mim!... Aquelle
qsrido primo. aquelle admiravel. .
Perdao, interrouipeu o tabelliao, per-
mit i-me conclu r.
Eu contino :
... a meu primo Joaquim Augusto
Parden&is, impondo-lbe, como nica condi-
yao, consentir casa at a sua morte, a rainha boa e ve.lha
FOLHETM
ANGELA
POK
:atiss i: xamr:*
(Continuac.o do n. !>: )
XIX

No cartorio do tabslliSo Benjamin Lc-
royer, Jaymo Bernier acabava a copia db
testamento, de que o seu velbo amigo ca-
via escripto o rascunho.
Est prorapto, disse ello. Agora pe-
50-e ^ue tenhas a bondade de mo dares
um enveloppe.
O tabelilo deu-lhe o que elle podio. O ex-
acntftdor tornou a ler linha por liaba e pala-
vra pur palavra a expressao dal suaa der-
radeiras vontades, vontades do que elle nao
cogita va na man ha desse mesrao dia,
dobrou a folha de papel sallado era qnatro
e metteu-a n'ura enveloDpe, quo lacrou em
segu ia e sobre o qual Mtieveu :
9
ESTE k MEU TESTAMENTO
Depois Jatou, assignou e apresentou. o
enveloppe a Benjamin L^royer.
Tu vais guardar isto, meu caro ami-
go, disse elle, copiei textualmente. E' as
tuas maos aue eu deposito este documento,
inspirado por ti.. Nao poderia ficar mais
bem depositado. E' ao teu cartorio que,
depois da miuha n.orte, encontrarao.
Aceito-o, replicou o tabelliao, rece
beodo o enveloppe.
Depois accrescentou :
Rasga esse rascunho.
o, guardo-o.
pondeu Jayrae. Sinto-me mais alliviado...
I O meu espirito e a minha alma estao mais
livres. .. Tu tinhas razao. Urna ra ae
: c,ao. por muito longe que ella remonte a >
passado, deixa serapre, como consequencia,
1 ura mo estar moral, do qual se tem vaga-
1 mente consciencia e que nao outra cousa
senilo o remorso...
Reparci o meu erro, na medida do pos
1 si vel. .. Sino-aae alliviado...
Nao nos oceupemos mais disto e falle-
mos do teu filho. Como vai elle ?
Leo passa perfeitamente.
Terei o prazer de o ver almocar ?
Nem alraocar, nem jantar...
Est ausente de Dijon nesta occasiao.
Como terminassem os seus estudos, dei-lhe
ura pouco de ferias...
Depois do dia de Anno Bom, hei de le
val-o a Pariz, onde ir estudar direito e
i onde te pedirei para elle toda a benevolen-
1 cia.
Pedil-a intil.. tu sabes quo ella
1 est de antemao adquirida, o niio somente
a minha benevolencia como a minha atfei
cao.
E' vordade. .. bem o sei... Quan-
do ebegarmos a Pariz iremos fazer-te uraa
visita.
E serao bem acolhidos I i isto tam-
be ai tu ests certo.
Estou.
Onde est Leac ? -
Era casa de minha rraa, a Sra. Fon-
tana ; parti hontem para Laroche ; dev
I ir passar dou3 ou tres dias, cm casa de
um de seus amigos de collegio, quo vai
tambera para Pariz, aira de estudar direi
to. Esse amigo mora em Saint Julien du
Sault. vo facer juntos urna cagada ao
javali, bosques de Vleneuve-sur Yonne...
Tenho pena de niio lhe apertar a
mao, eraquanto estou m Dijoa, mas des-
forrar-me-hei em Pariz.
Por que niio te demoras mais aiguns
dias ?
Porque o meu itinerario est de au-
temiio tragado e rae impossivel altralo.
Entao partes decididamente esta noi-
te !
teu o na carteira.
Eis, portanto, estas cousas serias to/-
mf&das a teu gost. repetio elle.
E ao teu, segundo creio...
Confesso que tambera ao meu. res-
Parto esta noite. Escrevi a Cecilia
que chegaria a Pariz no dia 12 pela ma
nhi. Comprehendes que a pobre menina,
E, .obrando em qnatro o rascunho, "o- Uepsrada de seu pai ha tantos mezes, deve
ihavia feito cpja, Jayme Bernier met- esnerar-me ~com extrema impaciencia. Nao
esperar-aje com exirema impaciencia
me oerdoaria a mim mesrao affligil a, de-
morando a minha partida, quando naofosse
senSo por urna hora. Comprehendes isto
nao veraade '.
Comprehendo e n3o insisto mais. To-
que e
je v
quan-
Uma hora depois chegava sua casa
de Montrouge, e abracando a velha Ger-
trudes:
- Gertrudes, minha cara Gertru es
est era sua casa.
O que quer dizer, Sr. Augusto ?
D'ora avante ficar morando u'este
andar. E' minha vontade, tenho o direito
de ter urna vontade, visto que sou seu pro-
pritariol E' tal qual, Gertrudes. O pri-
mo instituio-me seu hen'eiro universal.
Mas ello no a esqueceu, e segundo a
sua ultima vontade, exijo que contine a
viver onde viveu em companbia d'elle.
Aqu I no primeiro andar eu ?
Certamonte no 1." andar.
Ah eu nao sou ingrato. Deve tudo a
meu primo, abenco a sua memeria, amo
aquellos que o araaram. Conhego a subli-
mo dedicayao que t'.ve por elle serapre as-
sidua, passando noites sua cabeceira...
Era natural, Sr. Augusto.
Para a senhora, que um modelo de
desinteresse.
Entilo est combinado, fica morando aqu
e fique com a mobilia.
Senhorl
No faca difficuldade.
Acabo do receber urna heranca cora a
qual nao contava e sobre a qual eu nao ti
uha direito algum.
Virei vela a mido, conversaremos a
respeito d'elle, de Panotel, d'aquella gran-
de alma, d'aquella carcter. At breve,
rainha b 1 Gertrudes, vou consultar uin
architecto sobro o estado da minha pro-
priedade. At breve !
III
Seu diuheir? }em, duvids. Mas
entre nos, elle devia-mo um pouco casa
heranga, meu pai "tioha o ajudado na sua
mocidade. Eu vira para trazer-lhe a im-
portancia da renda que eu lhe dou.
Muito lho agradeep...
A proposito... eu quera dizer-Jbe...
A senhora niio se; aborrece de viver sozi-
nha n'uina casa tilo grande ? '
N2o. vivo s, Sr. Tardeaois, tanho
sempre pif* fazer corapanhi a lembranca
do meu querido amo.
Certamente, da certo- Mas. .. na
saa idade canga muito tratar do arranjo deJ
tantos comra nlos. O segundo aadar me-
nor e omito mais commodo, mais bem dis-
tribuido ...
Se o senhor de^eja dispr do meu...
Niio desejo ; o que lhe digo no seu
interesse.
Quando ser preciso mudar-me ?
Ah nao ha preisa, basta que no fim
da semana eu possa entregar as eljaves ao
novo inquilino.
Sr. Tardenois, amanh farei a mu-
daes.
Obrigado. Ah esquecia rao de dizer.
Como nao ha sala de visitas no segundo
andar, ficarei com a mobilia desta, para
urna casa de recrcio que tenho no campo.
IV
mas o expresso quo passa aqui s duas ho-
ras e vinte e seis minutos ?
Tomo.
Eratira, jactaremos juntos T
st combinado.
E E intil uizel-o. Pertenco-ta at a
meia hora depois da raeia noite. J avi-
sci no hotel do Chapeau Rouge, onde estou
hospedado, que nao dorma era casa, pre-
ferindo antes estar acordado a ser arran-
cado violent uuentc ao meu primeiro sta-
no, para tomar o trem.
Tens raziio... Passaremos urna noite
agralavel.
Cora certeza, visto que a passaroraos
era tua casa.
Na rainha casa, niio.
Ento aonde.
No theatro.
No theatro, em Djon. Que idea ?
NSo tao singular quanto to parece,
priraeira vista... A represeritaco desta
noite em beneficio de um uos nossos ac-
tores. Vierara artistas parizienses para esta
uolcranidado lira natica, como dizem os jor-
naes, e scro esses artistas que iremos ap-
plaudir.. A representacao deve ser lon-
ga... NSo acaba com certeza senao de-
pois da meia noite... Sahindo do theatro,
nao ters mais da que ir ao hotel Chapeau
Roug buscar a tua bagigera e de l irs
direitiiiho para o carninho de ferro, onde
te espera o trem.
. Tudo isso muito bem combinado e
serve-me perfeitamente. Mas estes artis-
tas parizienses bao de attrahir sem duvida
grande concurrencia. .. Ser-nos-hia noces-
sario urranjar lugares cora antecedencia.
Sahireruos depois do alraoco e trufa-
remos de arranjal os.
Urna criada veio prevenir Benjamin Lj-
rtyer que o alraoco estava na mes, e os
dous vcihos amigos subirara ao primeiro
radar, onde estavam os quartos do tabel-
USo, sendo corao era o rez do chao consa-
grado ao cartbrio e aos gabinetes do pa-
trio e do primeiro escrevente.
No caf do tbaatro, Angelo Proli conti
nuava a esperar, cora os olhos assrstados
para as portas da casa, quo Itic ficava era
frente, atirn de que Jayme Bernier nao po
desse sabir sea que elle o visse.
A visitaf yo e>:-armador ao tabelliao pa-
reca ao italiano paolongar-sa contra todas
as probabiliVades, e mestno contra o que
era verosmil ; porque, ignorando qua la-
gos de muito intima amizade uniara os dous
homens, nao poda adivinhar o que se pas-
sava naqu illa casa de portas a dentro.
Pas3aram se tres mezes, Tardenois veio
a Montrouge para receber os alugueis do
2. e 3. andares, porque a casa do primo
Panotel tem tres andares. Tardenois, de-
pois de haver recebido a importancia, falla
com seus cordes desenlo a aseada :
Quatrocentos e noventa francos por
ura lado, seiscentos por outro... mil e
tanto ao todo.
E' o diabo eu nao poder dar o 1. andar
ao inquilino do 2. que me offereca mais
quatrocentos francos que pelo 2." Desgra-
cadamento o 1. est oceupalo pela Ger-
trudes. Sraente essa gente tem absolu-
ta falta de delicadeza.
Ella devia conprehender qua para urna
pessoa na sua posicao urna casa tamaita
intil e at inconveniente. Ella tratou de
meu primo, vc-rdade ; mas tambera era
paga para isso, sara contar a renda que
lhe dou. Se eu expermentasse ?. ..
Tardenois bate na porta do 1." andar.
.Vbrem.
Ah 1 o senhor, Tardenois.
Sim, D. Gertrudes.
Ha muito que niio tinha o prazer de
vel-o.
Com cffeito, que quer ? meus nego-
cios roubara-rae todo tempo. Quaudo se
tera urna fortuna...
Creio que Deus justo e que o se-
nhor prospera como merece. O meu cho-
rado amo aadou bem deixando o seu di-
uheiro as raaos do senhor.
Passarain so outros Ir.'s mezes.
Tardeuois dirige se para Montrouge.
Tenho ainda que levar cente e cincoenta
francos Gertru loa, Niugucm faz idea
corao estes trimestres passam depressa! E
ainda preciso que eu mo incoramode.
Elle nio poderia evitar-rae este traba-
lho vindo era psssoa receber o dinheiro ?
Que idea singular te ve o mea primo Pano-
tel. Os vcihos so tolos -os raesmos.. .
aquelle, sobretudo, que nSo era nenhuma
aguia... Nada mais commodo do que fazer
generosidades custa dos outros. por-
que a minha custa. .. E ainda em cima
preciso que eu lho d" casa. Decidida-
mente eu sou ura tolo. No terieiro anar
ha quartos excellentes.
Para uraa mulher que mora s. .. E'
urna boa idea. Sraente como ella nao re-
cebeu muito bem o meu pedido do mudan-
ca da outra vez, prefiro enearregar o por-
teiro desta incumbencia.
- Sr. Blandin ?
Sr. proprietario!
Entregue estes cento e cincoenta
francos pessoa que mora no 2a andar.
A' Sira. Gertrudes?
Justo. Em primeiro lugar exija ura
recibo e depois participa lhe que no fim
do trimestre elle dever passar a eccupar
um quarto do ') andar.
as liguas furtadas ?
a!i, os ares sao raelbores.
Custa lhe tanto a subir !...
O exercicio necessario s pessoas
de idade.
Entretanto ..
Memorias
O GAVETA DOS MEL'S PAPIS
Foi ura dia deste invern. Nos interio-
res, o sul desgarrn, batendo em bre-
cha as janellas do meu quarto, acutilava as
roseiras do quintal, onda o ceblo, a alfa-
ce, e lombardo, a couve flor e o aipo,
olham com desdem para um raro prncipe
negro, que mal se atreve a ahrir de enver-
foohfcdo; n'uraa nesga do jardim.
Harta e jardim fundem dezoito pasaos
de cotnprido e nove de largo.
Depois da longa tormenta, digo, appa-
receu, para variar, um dia congestiona!^
mirto; nuvens com o tom aiaranjado das
nuvens londrinas. Urna chuva densa, cons-
tante, tepida e miuda como cacimba.
Levantei-me quebrado, molla estupido
como se cstivesse moido pelo sirocco de
aples o suo da Madeira ou o levante
do Algarve.
Quiz ler, niio pude ; quiz escrever, me-
nos ; quiz pensar, nada completamente
palerma I
Vou arrumar a gaveta dos meus pa-
peis. Papis tenho cu muitos, c rauitas no-
-as. nenhuma do banco !
Notas, carias, pro vas, impreesos, tudo,
dentro da grande gaveta do urna commoda
antiga, estava em confusao rae ionha. Que
burulho Pareca a eabeca de algum sa-
bio nacional c dos nossos dias !
Entive segundos parado a olhar para
aquella lastima. la fechar e pro;ur.ir outra
distr K'cao quando se me deparou ura pa-
pel almajo, ordinario, amarellado, dobra-
do era quarto, proluzindo-rae singular im-
pressSo.
Eu conbeea aquelle papel: aquelle pa-
pel tinha urna historia !
Abri e li. Resava assira :
Aos 19 do mea de Agosto de 1857,
Depois do ter fumado cigarros e mais
cigarros, pedio jornaes e fingi l'-os cora
grande attenjao, desde a primeira linha
at o noroe do irapres*or ; comtudo ficria
deveras embarazado se lhe pedissom que
repetisse urna s palavra das quo conti-
nbam esses jornaes.
A's duas horas, depois do meio dia, an-
da nao tioha tornado a apparecer Jayme
Bernier.
O italiano perda a paciencia.
Chegou mesmo a pensar que a casa ti-
nha duas entradas e que o pai do Cecilia
tivesse sahido pela porta dos fundos.
No momento em que fazia es'a inquieta-
lora reflexlo e quando se preparava para
interrogar um des empregados do caf, era
r3C0 da bc comprometter, vio Jayme Ber-
nier porta da casa, em compaahia do ta-
belliao.
Este designou ^com um gesto o caf
restaurante, onde se .chava :Angelo Proli
e atravessou a praQa com o seu compa-
nheiro, do qual se separou pira entrar no
persitylo do theatro.
O italiano nao teve senao o tempo neces-
sario para levantar o jornal e servirse
delle, como ue um le que aberto, para oc-
eultar o rosto.
O ex armador entrou no estabelecimen-
to, onde o tal empregado tagarella tratou
logo de ir ao seu encontr.
O quo que o senhor deseja ? per-
guntou elle.
Dous copinbos de Chartrcuso verde,
respondeu Jayrae Bernier.
Dopois assentou-se mesa, voltando as
costas para o italiano, que nem sequer se
mecheu.
O empregado trouxe os copinhos de
Cliartreuse.
Decorreram aiguns minutos.
Benjamn Leroyer entrou.
J ven'no ter comtigo, disse elle a
Jayme.
E dirigindo se para o baleao, onde esta-
va sentada urna senhora ainda moca.
Esta recebeu o tabelliao com ura sor-
Sr. Ljroyer, urna raridade
riso.
- Ah
v-'l o exclamou ella. Posto que sejauos
so visinho muito prximo, nao entra aqui
nem duas vezes no auno.
- Conhece os meus principios, rainha
cara senhora, respondeu Benjamin. O lu-
gar de ura tabelliao no cartorio o nao
n'ura caf. E' urna lircurastancia espa-
cial que me fez sabir boje dos meus velho-
habitos... Preciso que me preste um sers
vicr>

*** -i------
QD
Sr. Blandiu, nao gosto d-> observa-
e.oes. Outros no seu lugar ni> feriara tan-
to. Nao sou obrigado a fornecer lhe casa
mobiliada.
Tres mezes depois :
Tardenois cncontrou um de seas amigos
perto do cemiterio.
Tardenois! De ondo veas a esta
hora ?
Do enterro de urna criada do meu
primo Panotel.
Seria aquella pobre Gertrndes ?
Oh pobre I sem os cabidos que ella
tinha apanhado e se o rendimos* aaw. .
- Ah eu pensara...
Emfim, paz ao mor***.
Eu quiz evitar eseandab ; m em. aio n
vesse sido tiio fraco. Panotel estava ca-
duco.
Eu poda telo levado aos tribanaes !
Pedro Vasos-
Estou completamente sua disposi-
5S0, Sr. Leroyr. De quo sa tras?
Desejo ir ao theatro esta noite com
aquelle raeu amigo, respondeu Benjamn,
designando Jayrae Bernier. Veuho do bi-
lheteiro.. .
Onde niio encontrou lugar...
Nem ura s... tudo est tomado,
mas disserara-rae que a senhora podia ar-
ranjar o que desejo.
Com etfeito, alugmes ura certo uu-
mero do logares para sermos agradaveis
aos nossos freguezes, e poderei salisfazcl-o
se nao for muito exigente.
E' ser muito exigente, pedir-lhe duas
cadeiras da primeira classe ?
Ora essa Por modo nenhum, e j
lh'as vou dar.
A tal senhora abri a gaveta do baleao,
tirou dous bilhetes e entregou-03 ao tabel-
liao, dizendo :
Sabe que o preo dos lugares foi
augmentado para esta representaco. .. Pa-
gamos cada cadeira por seta francos. De-
ve-rae, pois, qu&torze francos.
Aqui estilo. .. e agradicp-lhe ura rai-
lho da vezes, pela sua extrema bondade e
de que lhe sou extremamente grato.
tabelliao metteu os bilhetes no bolso e
foi ter cora Jayme B-rner
O italiano tinha ouvido tudo.
Vo esta noito ao theatro. pensava
elle. Jay.ne Bernier teria raudaio de idea
e nao partir esta noite|? Se viaja de dia...
foi se ? Leva o diabo tudo.
Os dous homens puzeram se a conversar
era voz alta.
Proli prestou attencSo.
Tenha pena que nao possaraos ceiar
depois do espectculo, dizia-lhe Benjamin
Leroyer. Seria urna recordagao dos nossos
tempos de mocidade.
Sena, mas impossivel... replicou
o ex armador. Depois le sabir do theatro
nao tenho t'iupo senilo para ir buscar a mi-
nha mala a tomar o trem A cousa nao
ha de ser assim, por excmplo, quando tu
vieres a Paria acompauhar teu filho. ...
Ceiareraos tantas rezes quantas quizare.
Convido-te para o Caf Ingle.
Aceito, dissa o tabelliao rindo, e nao
esqu 'cerei o teu convite Pens, accres-
centou elle, qu-f nao vais continuar a morar
em B.itignolle ?. .
Com certeza... Vou mudar-me imme-
diatamente. Mandi.r-te-hei dizer a minha
nova morada, logo qua mude de domici-
lia. que ser em breve.
Proli n spirou.
Os seus receios a proposito da modifisa-
na cumiada de uns montes fronteiros a al-
deia da Araeixoeira eompareceram Jos
Maa de Andrade Ferreira, redactor da
Opiniao, e Claudio Jos Nunes, redactor
da Civilisacao, atirn de darera expiie.agSes
no campo em virtude de uraa polmica
jornalistica. A's duas e meia do tarda co-
raeeou o duello, sendo padrinhos, por par-
te uo primeiro, Raymundo de Bulho Pa-"
to e por parte do segundo Jorga Guilher-
me Lobato Pires, escriptores pblicos.
O combate durou quatro ou cinco mi-
autos, terminando depois de haver segun-
do firimonto observado pelo cirurgio me-
dico, Rodrigo da Fonseca Paganino.
Lisboa, 17 de Ago.to de 1857. Jorge
Gulherme Lobato Pires.
Rodrigo Paganino rnorreu a 27 annos
com ama lesiio cardiaca. Com igual enfer-
raidade Claudio Jos Nunes, de -14 e An-
drad'5 Ferrcira aos 50.
Jorge Guilhenne Lobato Pires raorreu
aos 35 anaos, doilo no hospital de Rilha-
foles.
Do cinco, qua entao erarnos, resto eu !
De Paganino j fallei no meu livro Sol
os Cyprestes. Varaos agora a estes. Tra-
tare! depois do duello.
Lobato Pires frequentou coraigo S. Joo
Neporauceno e a etcola polytechnica. Des-
de crianja a sua bella eabeca, que se dava
fcilmente ao estudo da sciencia, f*>ra do-
tada de iraaginajo brilhanta vivissima.
Era um poeta ; teria deixado ura nome de
primeira orlen, se o seu enorme infortunio
o nao biuvesse abatido tiio cedo !
Estove muitos annos louco, com aiguns
intervallos lucidos, s vezes intervallo3
grandes N'um delles, n'uraa reunio po-
ltica em casa de Latino Coelho, Lobato
Pires tornou a pslavra fallando com elava-
50 o acert. J nos amos a cantar vic-
toria qu3ndo a enfermdade voltou car-
m poucos paizas haver, relativamen-
te, ai to limitado espago de tempo, tan-
tos homens de superior talento que ha-jara
morrido loucos :
Lopes de Meadocj, Jlo Evangelista.
Foatoura, Lobato Pires i (Continua)
co nos projectos do ex-armador tinham-se
dissipado.
O tabelliao e o amigo beberara o sea
Charlrcuse e sahiram do caf.
Agora intil oceupar-rae com Jay-
me Bernier, pensou o italiano, basta-me
espralo esta noite no caminho de ferro.
Pedio a conta, pa^ou, deixou o caf do
theatro por sua vez e dirigi-so para o ho-
tel onde se hospedara quando chegou a Di-
jon e onde se tinha feito inscrever sob o ne-
me de Paulo Gerard, viajante de coraraer-
cio.
O teropo estava rigoroso.
Grossas uuvens de cor plmbea cobriam
o co e produziam em pleno dia urna obs-
curidade.
Ura VPito glacial soprava do ste e tudo
fazia prever urna verdadeira tempestade de
nev para a tarde e para a noite.
Posto que vestido de trajo completo de
invern o com sobretudo, Angelo Proli ti-
nha soffrido ura tanto com o fri, dirigindo-
se de Marselha para Dijon.
Ora, o fri augraentava em grandes pro-
porgSes.
O italiano possuia ainda dinheiro sufi-
ciente para comprar urna manta de via-
g-a>
fntreu n'um bazar, que encontrou n
caminho, coraprou a tal manta e foi direi-
tinbo para o quarto, para niio sahir senao
na ultima occasiao ; porque, na sua opi-
aio, j se tinha mostrado demais pelas
ruaa da cidade.
A's sete horas jantou no restaurante da
hotel, pagou a sua conta e parti, dizenda
qu.; i tomar 3 trem, que o devia conduzir
a Macn, onde o charaavara 03 seus nego-
cio*.
Moj tinha mais do que esperar a sabida
do Ue-atro, para tentar por era exejucao
terrivel projecto que havia concebido.
Awiittimos a essa sahida. Seguimos
estag5o o espiao o a victiraa designada. Vi-
mol o subir, un atrs do outro, para o mos-
mo compartimento. Assistimos, emfim,
reaaiagio do crime, seguido logo de outro
criroe.
Ahora nao nos resta mais para estarmus
era* conforniidade cora o passado, senao ex-
plicar aos nossos leitores por que Leo Le-
royer c RonatO Dharville seachavara, aura*
de aaaanhecer, perto de cerca qae prote-
ge a liaba do caminho da ferro P. M. L.
cairo ViHeneure-sur-Yonne e Saint Juliea
da Saalt.
(Continuar-se-ha)
Typ"o DiarioTian Duqne da Casias n. 42.
^ -d
i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EIWJ2N35Z_IL3WJ1 INGEST_TIME 2014-05-19T19:28:52Z PACKAGE AA00011611_19274
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES