Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19273


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Full Text
'
ANDO Lh -- NUMERO 95
PAOMk ^B*11'AL E Llft,lSK** O .Iffc NAO ME PACA PORTE
Por tres mezes diantadoE
Por seis ditos dem*- .....
i-'or um armo daai.......
avulao, do isesino da.
6^000
120000 '
240000
0100
29 OH ABFJL
PARA DI. VI KO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adianudos. ... ...
Por nove ditos idem...... ...
Por um anno dem..... ...
Cada numero avulso, de das ateriores. ....
13,5500
200000
270000
aioo
ProptufraK te Jtlanoel Xtguriroa te /aria & -filljos

*.
TELEGRAMAS
SE5TO ?A3CWA3 23 DIAHIO
RIO DE JANEIRO, 23 de Abril, s
;j horas e 30 minutos da tarde. (Rece-
bido s 4 horas e 20 minutos, pelo cabo
submarino).
\u Cmara los I>epn latios forom
laojc reconbecldt* ota poderew dos
Sra.: Canio e Hac-Ouwrl. pelo Pa-
ra t Mato. Dia Caraeiro e Rbt'iro da
CanEa. pelo Mu: nnhao : Simplicio
de Reieude. pflo liniihv : Pampeo,
pelo Ccar l Blias d'.(Ibuqucrque,
pela Pnrafij'ba Bellrao. Hcnrique
Marque e Benio Ceciana, por Por-
nambare i Lata Mendonra e coiwe-
Ibeiro liKurcnco d" llbaquerque. pe-
lan aiagaws Pedro Riboiro. por Ser-
(cipe: liaran de Gua!i;". Araiijo Plbo
e Pereira Franco, pela Brbla: Fer-
reira Vianna. eonnelbeiro Thomnz
Colbo e Candido Leilo. pelo Rio
de Janeiro : conwelheiro Prado e
1 llia Cintra, por 0. Paulos Thaia-
na>. per Manta CatUarina ; Silva Ta
tarcx, pelo Rio (randr do Mu i Can-
dido cTOllvt'ira. Aureliano Hoarao.
Cliriana Lu e Hauoel Soare*. por
lian (eran ; e Baro do Dlaman-
lina. i -r Mallo Urottmo.
.tu dous irimiiiiii dias apo na a
*e apreaentarain trox reclamante*
do emboluo tic apolioe*. ominando
SMiOOOOOO.
3EOTZ(9 LU tfOCU 3A7AS
(Especial para o Diario)
ATHEXAS, 27 de Abril, tarde.
Tendo :>* grande* potencia da Fu-
ropa, cora exeepeo da Franca, en-
viado Grecia um ultimtum, o jrover-
no bellenico reapondeu que desar-
marla e licenciarla tuai tropa de
resea me mo o aronaelbaMNe a
Franca: masque em face das amca-
f,i que lbe eram dirigida pelas op-
tras potencias europeas, recusa pro-
ceder ao desarmamento.
JARTE OFFCliL
* misterio da FuzeRda
Por d.'ureto de 17 do crrente fjram
ooroeados :
Conferente da alfan lega do Para o Io
escriptet-irio Candido Augusto Bordini.
Io oscripturario do mesma alandega o
Io escripturario da respectiva thesouraria
de
Braneo
facen ia Alfredo Peregrino Castello-
Agencia Havas, tilia] em Pernambuco,
28 de Abril de 1886.
Ministerio da Agricultura
Foi nomeado 1. engenheiro do prolon-
gamonto da estrada de ferro do Reeife ao
S. Fran seo, o engenheiro Manod Pinto
Torres Nej s.
Ylinisterio da Cinerra
Mandou se desligar do Io batalhSo
de artilhariapara reunir se ao 3. regiment
na provincia do Paran, o 2.o tenent Ma-
noel Alves Rodrigues e icar sera eff,.to o
desligaraente do 2." tenente Antonio Gomes
Soares.
Foram desligados do batalb3o naval
o 1." tenente Jos Goncalvs Leite e 2.
Joao Adulpho dos Santos, e do corno de
imponaos raarinheiros os 2.us tenenles Joao
de Lucio Franco e Ignacio Luiz de Aze
vedo Costa.
Foram designados para cursar no
corrente anno a escola pratica do arharia
e torpedos, a bordo da corveta Amazonas
os priiieiros tenentes : Francisco dos San
tos Matta, Jos Goncilves L^ite, Emilio
do Miranda Ferreira Campello, Joo Vello-
so de Oliveira, Alberto Jacintho Correa
de Mattos, Antonio Leopoldino da Silva
Justiniano de Oliveira Souza e Mello e
Ignacio Azevedo Costa ; o 03 segundos
tenentes: Joaquim Ribeiro da Costa, Eduar-
do Ernesto Midos, Alfredo de Avila Me-
nezes, Jos Augusto Vinhaes, Joo Adol-
pho dos Santos, Joao de Lima Franco,
Joo Augusto de Amorim Rangel e Henri-
que Jos Lisboa Jnior.
Ministerio da Hartona
Ficou sem elleito a nomoacao do 2."
cirurgiSo ca armada Dr. Manoel Guilherme
Pereira da Silva Belmonte, para a escola n
9do apredizes-marinheiros, sendo nomeado
para o mesura lugar, o 2. cirur^iao Dr.
Alvaro Ferreira dos Santos Imbassahy.
Mandoose embarcar no oncour.cado
Riachuelo o 1. tenente Manoel Joaquim
Nobrega de Vasconceljos e o 2. Theodo-
rico Pinto da Silva Leal, na eanhoneira
Traripe o 2. tenente Julio Moreira dos
Santos Oliveira e S e no encouracado
olimoes o official de fazenda de 2." classe
Jovino Pinto Ayre3.
INSTRCGi POPULAR
DA
ECONOMA poltica
(Ertrahido)
BIBLIOTHECA DO POV E DAS ESCOLAS
CAPITULO V
Ccnsamo da riqueza
iflIMpfltl)
Consumos "i-.itahosEntre os cousudios privados
o que reproductivo consiste no mprero de capi-
tana pi.ra prodoccio da riqueza de que tratamos
o capitaloJI tieate iiuiaho O einnegj dos ca-
pitaes i:: i das operaceaale uiaior importancia
soch!. O S'-u aprov'-iirtioeato eonstitoe urna dos
ais elevaln lo apresarlo in.iustrial a
4o :.- '-i", d grande o\ pe-
^i, 0 capital consome-se forne-
ceadj oa adiantamepto nec^Bsanoa proiuecao,
no resaltado da qual elle apearecerepioduziuo,eob
K forma de ootrns utilidades* de outros valores.
Todas aa queatea e consumo da capital sa\ por-
tanfi, questo a d>- iruiaecao.
. alea dos factos industriaos propriamenle
Jitos. ha anda :i Chwai lerar o eunjuncro dos consu-
mos particularmente nao reproductivos, isto os
consumos privados propiamente ditos. 0 prime-
ro poato que su ofRavee nossa consideraeao o
determinar quaes i'eaes consumos sao mais judi-
cioacs e preferwreis. Nao seria ditficil o problema,
se se tratasse simpleem"ntt! dos consums produc-
tivos e dos nao productivos : seriam evidentemente
preferiveis os primeiros, por isso que f'azem nasc-r
novos productos, emquanto que s segundos teem
por carcter distinctivo nao prop: rcion.rem com-
aodidade ncm gozo a outro mdivi Juo.seno ao pro
prio consumidor, e desapparecem sem deixarem
ora Gubstituicao valor correspondente. Tratando,
porem, a questo fora do ponto de vista industria!,
vejames a opiniao da dirferentea ccoa.miotas a
este respeito.
J. H. Say inclue na efithegoria d03 mais judicio-
sos e preferiveis eoasumos os que satisfazem a ne-
epssidades reaes, os qua sao antes lentos, do que
rpidos- J tamben) Adaj Smitb recommendara
s oonsumos lomos e o aeamo fazem a maior par-
te dos economistas. Usfruere-se por mais tempo
as riquezas que sao oqiecto d'elles podem ser
revendidas. Os seus exqrssos sJo menos damno-
sol do que os dos outroa i consumos. J. B. Sy
eptende por necesaidades xeaei, nao s as que ver-
sdeirameate sao primearas acceasidades, mas
tambem as que saoaimplenrente tilbis do estado
de civisacao.
Scnior faz notar que certas riqueza apenas sao
aaaceptiveis de am consumo impr ,luctivo : por
exenaplo, as rendas, os bordados, as johs e outros
Governo da provincia
KXPKDIKXTB J DA 13 DE ABBIL DE 1886
Acto :
O vicepresidente da provincia, attendendo
ao que requereu o tabelliao publico e offlcial do
registro geral das bypothecas da comarca to Re-
cite, bacharel Fulgencio Infaote de Albuquerque
Mello, resolve conceder Ihe ti es mezea de licenca
para tratar de sua sade, devendo entrar no gozo
da referida licenca no prazo de 15 das.
Officios :
Ao presidente da provincia do CearA.Ro-
go a V. Exc. que se digue de providenciar no
sentido de ser transmittidt secretaria desta pre-
sidencia a certidio do procesao de Antonio liento
da Fonscca, que int-rpjz recurso de graca da pena
de gales perpetua que lbe toi imposta pelo jury
do termo de S. liento deasa provincia, no stu'u de
1870.
A certidao deve ser acompinhada de urna nfor-
macao do juiz r!a condemna^'io ou de quero subs-
tituir este no cargo, de cmformidade com o avi
so circular do Ministerio da Juatica, n. 287, de
28 de Junho de 1865, tendo-se em vista o dispoeto
no aviso circular do mesmo ministerio, datado de
18 de Abril de 1885.
Ao conselheiri presidente do Tribunl da
Re ario do Recite.Sirva-se V. Exc. de provi-
denciar no sentido de ser transmittidaasecietaria
d'esta presidencia urna certidao do procesao d
reo Luiz Jos de Freitas, que interpoz recurso da
graca da pena d' gala p -rpetuas, que Iha foi im-
posta pelo jury do termo de Bman?ras, provin
ca da farabyba do Norte, em seaaao de A de Fe-
vereiro de 1853.
Ao comin-ialaute. das armas.D.claro a V
Exe. em resposta a s -u orSeio n. 189, Je bontem
da.ado, que expeca suaa ordens para que o Curn-
manlanteda compaahia de cavallaria, oos termos
do aviso do Ministerio da Guerra, de 23 de Abril
de 1377, dirigido presidencia da provincia di
Babia e publicado no Diario Official n. 11 >, de 23
de Maio sequente, faca vender em basta publioa
os sete cavallos constantes da relaca> que acom
panbou o eitado oflicio.
Ao mesmo Deferiu lo o requerimento du
soldado do 2a batalba- de infantana Antouio Gon
ca ves Lima, aiit iriso V Exea visfc de sua iu-
formacao n. 190, de bontem "datada, a conceder-
lbe baixa do aervicodo exercito, mediante nubati-
tuto, urna v--z queeate esteja uaa condiyoes prc-
criptas por le.
Ao mesmo Declaro a V. Exe para os de-
vidos tina u em resposta ao sen olficio n. lili, da
boje datadj, que dei aa necesarias ordens nu sen-
tid., de aer r.-colindo ao h ispicio de alienados o
clete de que trata o ci ado oflicio.
A> prov-d >r da 8-inta Casa de Misericordia
do Reeife.igne-se V. Exe de providenciar pa-
ra que s- ja rec Ihido ao hospicio da alienados o
cadete do 14 b-ttalba > de infantaria Antonio di
C sta Medeiroi, que est soffrendo de ali-nayao
mental, conforme declara o bngal iro cemman
daute das armas em oflicio n. 191, de boje datado,
at que o governo imperial resolva eobre o desti-
no do mesnw cadete.
Ao inspect/r da Tbesouri.ria de Faz. nda.
Oertos de ornato, que servei para cobnr o corpo I D,.c|Hr,, a y. S. para os devidos fina que nos ter
as nao garanten) contra o xjg r das cendicoes
atmosphericai.
No mesmo caso considera' o tabaco e outraa
aub&taucias, das quaes o mais qwe se exige que
nao prcjudiqnem a aaude 0 meamoautor faz obser-
var que a distineco com referencia ao consumi-
dor, aindi mais difBcil do|qae e m referencia aos
objectoa consumidos : sendo todo *a bomens si-
multneamente consumidores productivos e impro-
ductivos, cada individuo deve ser enllocado n'uinx
lasse ou na outra, segundo a maior parte do qr.a
tonsorne pertenct a unja oo ontra catpegoria de
aonsuaos. Anda diz elle, que neis todo o dispen-
dio pessoal que excede rigorosamente o ecessario
se dere considerar, por e*a facto, absotatamente
improducti\o : ha, por ejemplo, cargos sociaes que
nao podrm aer bem desempaaoados sera urna cert
repneata9ao, que poncja 9 respeito geral.
l&ntmt)
m-'S da "viao do MinisterM da Guerra, de 23 de
Abril d 1877, dirigid > presidencia da provincia
H Babia e publicad. no Diario Official u. 115, d
23 de Maic s queute, autoriaei a Venda do) 7 ca
vallos dacompanhii de cavallaria, consiacte3 da
re.acao junta po copia, os qu.ea se achaoi iou-
tilisados par- rvic, a -guiiilo declara o briga-
deir i commarulante das armas, em olHcio n. 139,
de bontem datado
Ao meato.>.De accori con infofinacilo
di V 8., de houtem datada, ab a. 245, autiiso-o
a aaudar auppnr o almozlrifada do presi lio de
Fi lindo de Morocha com a quintil de.......
5:140*187, afirn de oce ner as daspezaj do roes
uj > presidio no prximo m Reinetto-lhe, para os devidos fins, a dnmona-
tr.ca em unginal apresentada pelo dito a inoxa-
rlladoUommanicou-ae ao director do prea dio de
Fuando de Noronha.
Ao inspector do Theaouio Provincial.
Mande Vmc. abonar a ajuda de custo a que tive-
rem direito os alteres do Corpo de Polica, Porfirio
Poppe Gyraoe Paulino Antonio de Souza Ayrca,
os quaes vilo destacar, o primeiro para Timbaba,
e o segundo para Quipap, conforme solicitan o
commandaute do dit- Corpo cm oflicio de hontein
sob n. 316.
Declaro lbe para oa dev!do3 erfeitos que se de-
var descontar oppcrtun i mente dos offieiaes a im
portancla de passagens em eotrada de ferro que se
lhe 4er por conta da provincia. ommunicou-sc
ao commanJante do Coipo de Polica.
Ao Institu) Vaccinieo. Remetta Vmc.
com urgencia a secretaria desta presidencia li-
guas tubos espllales contando lympha vacciniea.
Portaras : ,
Tendo em consideradlo o qne a esta presi-
dencia representou JoZo Rufino Barbosa a atten-
dendo a que c poder legislativo desta provincia j
resolveu sobre o assumpto da cobrauca da taza
dos terrenos do antgo forte de Ol nda de que ta-
loa a consulta do cunsclho de estad que servio de
fundamento ao aviso n. 95 de 8 da Marco de
1867, declaro Cmara Municipal do Recie que
cm vista da expressa disposcao do arf. 39 da le
n- 1,156 de 15 de Junhj de 1874, a Cmara Muni-
cipal de Olinda tem o direito de continuar a co-
brar os foros dos terrenos qu- posaue na cidade do
Recite.
Por sao cumpre que a mesma Cmara do Re-
eife nao s restitua ao referido Joa Rufino Bar-
bosa, o que elle pagou, mas tambero se abatenha
de arrecadar oa foros dos terrenos de que trata a
citada dispoaicao da le.
Assiin dou solucao ao assumpto de seus officios
na. 33 e 70 de 4 de Malo e ^18 de Dczembro do
anuo pass.id >.
Com a copia inclusa do oflicio hoje expedido
Cmara Municipal do Reeife, respondo ao que a
Cmara Municipal de Olinda dirigi a esta pro
sideucia em 30 do Siembro do*anuo passado s^b
os na. 26 e 27 a respeito da cobranca de taxas
dos terrenos de que trata o art. 39 da le u. 1,186
de 15 de Junho de 1874
O Sr. agente da Companhi i Brasilea faga
transportar corte, poi conta do Ministerio da
Guerra no vapor Mandos, o cabo 'de raquadra do
14 batalhao de infantaria, Pedro Rodrigues Mon -
tetro, que foi transferido pura um dea orpos da
provincia do Ro Grande do Sul, e bem tisaim a
sua inulher Vicencia Mana da Conceicao e quatro
filhos de nomes Claudino, com 10 aunes, Jos, com
6, Luiz, com 2 c Manoel com 8 mezes.
dem, a provincia de Alagoas o 2o cadete 1
sargento do 14 batalhao d>- infantaria Cicero Fran
cisco Ramos, que foi transferido para a cornpanhia
da mesma arma d'aqtiella provincia.Communi-
cou-se ao commandaute das armas
EXrEDIEXTE DO SECRETARIO
Officios :
Ao commandante das armas.S. Exe o Sr.
vice-presidente da provincia manda declarar a
V. Exe ter autorisado o Arsenal de Guerra a sa-
tisfaaer o pedido que veo annexo ao sen oflicio n.
138, de S do corrente.
Ao Io secretario da Assembla Provincial.
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da provin-
cra, transmitto a V. S. a informacao junta, em
original, prestada pelo inspector geral da Instruc-
cao Publica sobre as petices, que devolvo, de An-
tonio Mximo de Barros Leite, Jos Marcelino da
Costa e Thereza de Jess Barros Lima. Assim
respondo ao seu officio n. 3 do corrente mez.
Ao agente da Compauhia Brasilleira.S.
Exe o Sr. vice-presidente da provincia manda ae-
cusar o ofHco em que V. Exe declara, que o va-
por Mandos, chegado s 6 horas da mauha dos
portos do norte, seguir para os do su! hoje mesmo,
as 6 da tarde.
Ao agente da Cornpanhia Bah .na.- -S. Exe
o Sr. vice-presidente da provincia manda uicusar
o recebimento do officio em que V. S. declara que
o vapor Marinho Visconde, chegado hoje da Baha
e escalas, regressar para os meamos portos a 16
do corrente, s 4 horas da tarde.
Ao juiz municipal de Villa-Bella.O Exm.
Sr. vice-presidente da provincia manda communi-
car a V. S., que em seu oflicio de 20 de Marc >
findo* proferio boje o seguintc despacho:R-s-
mettido ao Sr. chefe de polica para infirmar. pro-
vidcr.eiando desde logo sobre o assumpto.
EXPEDIENTE DO DA 14 DE AHRI1- DE 1886
Acto :
O vice-presidente da provincia, attendenda
ao que requeren o tenento da 1 cornpanhia do 47
batalhao do servido nctivo da guarda nacional da
comarca de Itamb, Francisco Luiz do Carino Ri
beiro, e tendo em vista a inf rinacao do comman-
daute superior da comarca do Recite, de 12 do
corrente, soo n. 293, resolve designar o 7 bata-
lhao do referido servico para a supplicante ser a
elle aggregado.Commuuieo.-se ao comtnandame
npenor.
Officios :
Ao cemmandante das armas. Deferbido os
requermentos do cabo de esquadra Se/enno An-
tonio Gomes de Mattos e do sollado Manoel Fran-
cisco Bezirra, ambjs do 14 batalhao de infanta-
ria, autoriso V. Exe, nos termos (la sua in'ornia-
cao n. 193, de hontem datada, a conceder-Ibes
baixa do servico do exercito, mediante substi
tuto, se estes estiverein as condicoea exigidas por
le. a)
Ao mesmo. Sirva-se V. Exe do providen-
ciar para que, pela paarmacia da enfermara mi-
litar si jam fornecidos pharmacia do presidio de
Femando de Morouha, oa medicamentoo e objec
t. s constantes da inclusa relacao, o que faeo cons-
tar a napector da Thesouraria de Fazenda, re-
co nmeii.J.mdo-lhe que proceda o forneeini-uto por
lictacao das demais medicamentos e artigos qu-
nao podem ser n'mettidos pela pbarmacia militar,
conforme declarou V. Exe no seu oflicio n. 173 de
3 d> corrente mez. Commuuicou-ae ao inspector
da Slude Publica.
Ao oresidente da provincia da Parahyba.
Rogo a V Exe que se digno de providenciar no
s-ntido de er enviada secretara d--sta Presi-
denea, a certidao do proeesso do reo Manoel, es
cravo de Jos Marwoiano, do Pianc, o qual in
t-rp iz r curso de graga da pena de galea perpe-
tuas, que se acha cumprindo cm substtuico da
de morte, que lhe foi imposta em 12 de julho de
1868, pelo jury do termo de Pianc, nesaa pro-
vincia.
A certidao deve ser ecouipanhada da iaforina-
aao de que trata o sviso circular do Ministerio da
Justica n 287 de 28 de Junho de 1865, prestada
pelo juiz da condi-mnaco, ou por quem a este
succ deu no cargo.
Aoc iminandantc do corpo de pol.a.Pro-
videncie V. S. pata que o destacamento de .1
boatao s^j i eiiuman.l.iJ > pelo alferes Joa MendeV
Ja tlva. Comaunicou se ao Dr. chufe de po-
lica.
por Giqui, b official a pracaa que para all desta-
cam e oa que vo aguardar definitiva sentonca,
constantes da relacao jaata por copia.Commu-
uico i se ao commandante daa armas.
O Sr. gerente da Coaaanhia Pernt'.tnbucana
mande dar passagem a proa at o presidio de Fer-
nando de oronha, por conta da6 gratuitas a que
o governo tem direito, a Arsnico Leio Murtins
de S Barreto, no vapor que aegue amanb.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar passagem a roa at o preaidio de Fer-
nando de Noronha, por conta das gratuitas a qje
o governo tem direito, no vapor que para alli se-
gu amanha, a -Mara Magdalena da Paz e a um
niho de 4 annos de dada.--Communcou se ao di
rector do presidio de Feruaado de Nronh Tpaonnrra do aacRETABio
Ao commandante do corpo de policia.O
Exm. Sr. vice-presidente da provincia mana com-
muuicar a V. .-. que^neata data exaron o sguinte
despacho era seu of&cio do hontem, sob n. 349, so-
bre abono de vencimentos da ajuda de custo ao
capitao desse corpo, JoJo Francisco Hemsterio
Portella, que destaca para Bem Conseibo : R1-
CommuHcou-me o cid.idao Pedro Jos Cr-
rela ter n supplente, o exercico Ja subd-.-legaca do 2o dis-
tncto de S. Jos.
Dus guarde a V. ExeIllin. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim do Souza LeSo,
muito digno vice-presidente da orovinuia.
O chefe do poli ia, Antonio Domingos
Pinto.
Cotneuando das Armas
jeclo de feico conservadora, repete que em re-
l;n;.Vi Beguraa(a da lavoura e aos interesses do
pa conservador de bontem, de boje e de ama-
rilla : liberal, porque, querendo que a socie-
dade marche; quer acabar com a escravatura. E
aproveitoa o ensejo para 1er um trecho de certa
obra sobre a vida de Disrae.que, era a justiea-
gio da- idea- que acabava do manifestar.
N ios i irdamoscom exactidj do que di-
ziu o texto citado icio Sr. Saraiva. Parece nos,

QUARTEL GEKBRAL DO t'OMM-VKDO DA9 AR- todava. (\w nfin cni d boa iiispir;ii;;V) lembrar
mettido ao Sr. ntpeotor do thessuro prnvinciar Or. Arthur Imbassay, que por portara de 9 de
man; i toi nandado servir insta mmica i : as-
sim o taca constar para os fins convmieaABS.
(Assigna lo) O br>ga leiro Agostinho
Marques de id, com nanJante das armas.
Conforme -O tenente Joaquim Jorge de
Mello Filho, ajatlante de ordens interino
e encarregado do detalh".
para mandar attender.
Ao enuenheiro ehefo da repartico das obras
publicas.S. Exe o Sr. vice-presidente da pro-
vincia manda aecusar o officio de hontem, tob u.
71, em que V. S. decala haver mandado lavrar
termo de recebimento definitivo, por ter expiraJo
o praso de responsabilidade e lavrar certificado de
pagamento a que tem direito o arrematante das
obras de reparos das oontes de Goyanna, Tracu-
nhem e Bujary.
Ao gerente da Companhi i Pernambucana.O
Exm. Sr vice-presidente da previncia manda de-
clarar a V. S. que concedeu licenca ao Sr. capel-
lo-tenente, coneg Manoel Jos Martina Alvea de
Carvalho, afimde levar para o presidio di Fernando
de Ncreuha os gneros constantes da inclusa rt-
la<;o.
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DA 27 DE
ABRIL DE 1886.
Bacharel Augusto Abol Peixoto de
Mi-
randa Henriques -Concedo 60 dias.
Amelia Maria da Gonccicao litnos. -
Remettido a junta medica provincial, a
quem a peticionaria se apresentar para
ser inspeccionada.
Adolpho Firmo de Oliveira.DG-se.
Candida Julia Cavalcante Roses. la
forme e Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda.
Cornpanhia Great Western of Brasil
Raihvay Limited. Aguarde a concesao
do crdito da Assembla Legislativa Pro-
vincial.
Frauklin Alves de Sjuaa Paiva.Enca-
minhe-se.
Coronel Franeisjo Camello Pessoa de
Lacerda. Informo o Sr. in -p jtor da
Thesouraria de Fazenda.
Fielden Brothers. Reraetbido ao Sr.
inspector do Thesouro Provindial para
mandar cffectuar o pagamento pedido, nos
termos de sua nformayao, de l) do cor-
rente, n. 518.
O mesmo. dem.
O mesmo. dem.
Honorina da Silva Bastos.Romettido
ao Sr. inspector do Thesouro Provincial
para attender a supplicante, de accordo
com a informacao de 20 do corrente, n.
582.
Bacharel Jos da Cunha Liberato de
Mattos. Como requer.
MAS DE PERN'AMBUCO, EM 28 DE ABRIL
DE 1886
Ordem do dia n. 89
Tendo se presentado hontem a esto qu re!
gener ll, vind is da corte, o Sr. alt 'res d 14" I i-
Ulhao de infantaria Carica Augusto de Almeida
loares, qne era considerado naescoaindi r la
Rio Grande do Sul, e da provincia da Baha o
Sr. 2 cirurgmo do corpo de saude do i-x-reto
Dr. Jos A. RoJrigueo Lima.Sim.
Jos Feliciano Martina.Ao Sr. Dr.
juiz de direito das execuc/Jee criminaos da
comarca do Reeife para tomar o assurap
to na considera&o que merecer.
.Major Justino Rodrigues da Silveira. -
Saja concertado.
O mesmo.Forneca-se.
O mesmo.-dem.
Mess regedora da irrnsndade do San-
t8Smo Sacramento de S. Jos. Remetti-
do ao Sr. brigadeiro commandante das ar-
mas para attender, n5o iavendo inconve-
niente.
Manoel Francisco do Carmo.Informe
o Sr. Dr. juiz de direito das execucoas
da comarca do Reeife.
Mana Livramento da Conceiyio. Rj-
queira Thesouraria de Fazenda a hfui
daco da divida a que se refere.
Dr. Manod Polzcarpo Moreira de Aze-
vedo. Ouinpra-8o o contilo na portara
de 29 de Margo ultimo.
Pedro de Alcntara Muniz Soboinho.
aguarde rcquisicSo do juiz competente.
Ped-> Alves da Silva.Informe o Sr.
Dr. ebefa de polica.
R. de Drusina & C.Sim, mediante re-
cibo.
Secretaria da Presiieaaeia de Perrwmbu
eo, em 28 de Abril do 1886.
O ajuiarn* do portiiro,
-ionio E. da ilveira Carvalho.
DiAni.0 BE FEiaWAiitbLO
aeerospeco poHtlc. da aaao
de i-*.">
BRAZH
Cont tnuar3o)
Por exemplo, o Sr. Joaquim Nalgueo disse que!
o projecto Saraira nduzia o partido liberal |
capitao de multo dos esclavos (agidos, dSpois
detornal-ocoveiro dos escravos de 65annos;
que era to anacbronico com a- suas disposi-
coe8 de luxo de compresso sobre os libertos,
que ebegara a ser meaos rantajoso que o alvar
de 9 de Junho de 177."i do rei absoluto de Portu-
gal, porque bsse alvani manda que os libertos
lquem habis para todos os officios, honras e
dignidades, sem nota de libertos. Citando a le
de 28 de Setembro de 1871, no ponto em que au-
torisava os escrarosa venderem os seua servicos
pura comprar a liberdade, observoa que o legis-
lador bavia limitado a sete annos esses servicos.
o que lgicamente quera diaer que a escrava-
tura no Brasil nao [ndia ter existencia alem
desse praso: entreanto accrescenton o orador
j l vo qualor/e aun is. e anda hoje se vein
pedir um praso igual para compensar o lempo
que na naci brasilea, humana e christ. o ho-
Ac inspector da Th -sour ira da Fasenda.
Ri-commendo a V. S. que mande fornecer, os-
di.iute lictacao, os medicamentos e objectos cons-
tantes do incluso pedido, por copia, necessaros ao
presid de fVraando de Noronni, devcud oppor-
t ni .mente submetter a consideracSo desta Presi-
dencia as pri p -stas que foiem preferidas pea
fuutavde f zetida.
Nesta dita providencio no sentido de aereas for-
mei los p la phaimacia da enfermara militar os
medicamentos e artig is mencionados na incUisa
relacao, em vista do que a tal respeito informou o
eomiininilatite das armas na inclusa copia do offi-
cio o. 173 de 3 do corrente.
O que commnoico a V. S. para seu coohecimen-
to e nns convenientes.
Portaras:
O Sr. gerente da Cornpanhia Pernambucana
faca transportar ao presidio de Fernando de No-
ronha, por couh do ministerio da guerra, no va-
Repart^o da Plie!a
Sec9So 2.' N. 423. Secretaria de Po-
lica de Pernambueo, 28 de Abril do 1886.
IIIra. e Exm. dr. Partocipo a V.
Exj. que foram boatoai rojolhidos na
Casa de Dctoncaj os eeguLntes individuos :
A' ininha ordem, Dominyjo*, escravo do Dr. Ser
gio, remettido pelo delegaao do termo de Olinda ;
Jos Joaquim da Silva e Nicolao Miguel dos San-
tos, viudos do presidio de Fernando.
A' oruem do Dr. delegaao do 2 dstricto da ca-
pital, Jos lodi gues doe Saitloi, por t^sturbios e
offensas moral publica.
A1 ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Francisc/ Xavier Fauotn atonas, alienad, i mi-
nha disposicao, at que posaa sor transferido para
o asylo da Tamarnera.
A' 01 dem do do 2o dstroto de S. Jos, Flix
Jos de Souza, por crme de defioramento ; e 11 Je
fonso Gomes do Bomfim, pe istarbios.
Commanicou me o doUpado do dstricto de
Canhotinho, que no dia M do corrente^ s 2 horaa
da tarde, Manoel B. ierra Quedes, armando se de
urna faca, ferio gravemente a seu proprio rmSo
Jos Lucio Bezerra.
Contra o delnqueutej.o,a evadio-se. procedeu-
ae noa termos do nquerito policial.
- O loiitenciado Koberto Antonio da Silva, que
com outros seguio ltimamente para o presidio de
Fi mando, a bordo do vapor Giqui, atacado de
beriberi, aJleceu em viajaaa, % horas da ma-
drugada de 17 do correato, aojando communicou
me o director d'aqaeHe preaidf, em alucio datado
do 20.
iiiem .leve servir para alcancar a sim liberdade !
Em resposta ;i um discurso do Sr. Zaina,disse
anda o Sr. N'abueo que o projecto liona por lim
tranquillisar a lavoura, revogando a le de "28 de
Setembro no direito qne esta dar ao escravo
sobre a sua avaliacfto ; creando um imposto
para comprar escravos importados depois da le
de 1831 ; fazendo crime de um acto nobre, mu
o de dar refugio ao escravo seviciado ; couii-
tuindo na secretaria da agricultura Icilo aberto
para que o proprietrio do escravo possa ter df
uheiro para mandar vir colonos ; estabelecendo,
em lim, como termo fatal da escravido, nao mais
a idade d lili anuos, mas a de 65, 0 que aniqui-
lou as legitimas esperancas que muits desgra-
gados haviam concebido.
O Sr. Amaro, Uezerra lanihem conbateu o pro-
jecto num discurso que foi ouvido e lido com
certo interesse. 0 representante liberal do Rio
Grande do Norte uo se limuou rellex&es sobre
aquestao' da escravalura : recorren tamben
irona e ao gracejo, ao qual procurou dar una
forma liberara que atlrahisse. como diversao is
serias meditacOes a que entfio se entregavam os
Ulstrea pana da patria. Disse o Sr. Amaro Be-
zerra que o projecto Saraiva e o projecto Dantas
linbain a mesma fcicao, bavendo apenas mu-
danea de toilette, que seexplieava por urna com-
pnmrii joco teria.
Artista emento de bastidor, autigo paU ./e
elowBfV, foi incumbido de traiisliguraco que
tli'si-mpeuhou cabalmente. Deseobrio urna \ellia
cabelleira empoada e de rabieboao gosto conser-
vador, com ([ue cobrio o projecto Dantas, dando-
Ihe um chapeo Saraiva, luvas Centro da La-
voura e do Ccmmercio, polaina Moreira de Bar-
ros, botas de canho Felicio dos Santos, com
saltos Aironso Penna : e para completar o novo
casquilho, de modo a agradar a todos, arranjou-
ihe um rodaque allemo a Valladares.
Eis o projeto continua o orador. Nao sei
se o artista leve espirito ; ao meaos acertou com
os saltos Alfonso Penna, porque foram os de
bom saltador e estadista consagrado em tres de-
cretos impenaes. As botas iodicam lamben. 6
ceno, um bom saltador, mas saltador que salla
de lado, salla para a frente, salta para traa, po-
rem que ainda nao aprendeu a saltar para
cima.
Como se v\ as alluses pessoaes aDunuaram
aessfl discurso folbetim, que por isso mesmo pro-
vocou risos.
Na sessfu) de 20 jj Julho, depois da reeleico
do Sr. Doria para presidente da mesa, o Sr. Sa-
raiva tomou a palavra para responder aos orado-
res precedentes. Referindo se i parte poltica do
discurso doSr. Audrade guelra, disse que est
cavalleiru bavia -ido extremamente rigoroso com
o presidente do conselho. Deu as razes porque
em 1882 nao continuou no governo, sendo'a pri-
meira por nao contar com a cmara para fazer
a reforma que presentemente tentaya realisar:
explicou como, fazendo parte de um ministerio
deconciliacau. presidido pelo Mrquez de Olin-
da, considerando os motivos de ordem publica
disse que era conservador de bontem, de hoje e
amanh, e que ainda presentemente o era ; que
quando o aecusara por ter apresentado um pro-
nome de Disraeli, no momento em que S. Exe.
era acensado por grande parte de seus correli-
gionarios le haver desertado das lileiras e sub-
stittudo a liaudeia do partido que o tinha por
O autor de Vman Gnu, como o persona-
geni de sea pntneiro romance, diz um biographo.
professajaa loMrina deque os principios, os
escrupuloso as brencas eram bogagenj pesad
de mais gara os que desejavam andar dupressa
pelos atamos da poltica. Bfoassim que Dis-
raeli, mais larde lord lloascorilield. tendo entrado
na campaaha eleoral de 1832 acoroedado e pro-
tegido por O'Connl, o immortal advogado -la
Irlanda. I'oi depois, como primeiro ministro da
Inglaterra, o mais intransigente c encarnizado
Lnknigo das hberdades irlandezas. Derrotado
i pleito, em que entrn dominado pelo sea
espirito impaciente e ayeotoreiro, ainda deu pu-
blicidade a urna brochura ruidosamente demo-
crtica, em que verberon no seu estro nec
e desdennosamente aristocrtico .Ukat is he l
i Quem elle .' i de lord Grey.
Candidato ohig im 1832, Disraeli concorreu s
eleicOea de is ;7 transformado em pretend
fory. Foi eteito por influencia de lord Lyndurst,
a quem bavia dedicado um opsculo que era um
acervo de injurias contra seus antigos amigos e
principalmente contra o sen primeiro protector.
O'Gonnel.
Bem sabemos que nao ha nada de commum
entre essa e ahornada vida poltica do r. con-
selheiro Saraiva. Mas num paiz onde a dillerenty
das denominacOes partidarias correspondesst
distinco real de ideas aenomentos e aspirares
acerca dos negocios pubncs, sena para causa:
espanto que por tanta tempo gozasse do titulo dt-
cliele do partido liberal um estadista que, mais
nos seus actos pnneipaesque as snaa-propnas
palavras. semosirou seinjire conservador.
Sao obstante toda a opposicao da maioria li-
beral da cmara encerroB-se a V.t de Agosto a
3* di- :uss9 do projecto, sendo appravadas com
elle as emendas da conunissao respectiva, bem
como as aceitas pela mesma comaussao, entre as
quaes ligura a de um deputado por Pernambuco,
determinando que do imposto addinonal creado
no projecto nao fosse excluida provincia ulgutua.
Poneos dias depois desse acto pedia o ministe-
rio a sua denssao. 0 Jornal do Commercio de
17 de Agosto dizia no assumpto :
Hontem, s ti horas da manila o Sr. conse-
Iheiro Saraiva foi ao paco de S. Christovo, onde
expoz a S. M. o imperador os motivos que tinha
paca solicitar exoneragao do ministerio a que
presidia.
Pedindn S. Exe. venia para deixar dc'indi-
car successor, S. M. manifestou o desejo de ou-
vir s 6 horas da larde, no palacio Isabel, os
presidentes das ditas cmaras legislativas.
Prevenidos pelo Sr. Saraiva, o Sr. Baro de
Cotegipe, presidente do Senado, e o Sr. Padua
Fleiiry. presidente da Cmara dos Deputados,
apresenlaram-sc no lugar indicado, onde tiveram
onftrenia com S. M., que a eoncluio declaran-
Ihes que desejava tornar a ouv-os amanb, s
5 horas da tarde, depois le haverem consultado
ambos com os seus respectivos anugos polticos.
Dada a conferencia destejada pelo imperador,
ordenou este depois della ao Sr. Padua Fleury
que mandasse o Sr. Tisconde de Paraiagua ao
paco. Acudi ao chamado o senador pelo Piau-
bv. mas pedio a S. M que otlispensasse de or-
ganizar ministerio e at de indicar alguem de
seu partido que o podesse fazer. A'vista disso,
foi de novo chamado aa paco o Sr. Baro de Co-
tegipe e incumbido de formar gabinete, incum-
bencia de que S. Exe. fcil e rpidamente sedes-
empeiihou. organisandoo seguinte mlnistario:
EstrangeirosBaro de Cotegipe, senador pela
Baha ;
AgriculturaDr. Antonio da Silva Prado, de-
putado por S. Paulo;
Fazenda Dr. Francisco Belisario Soares de
Souza, deputadr/pelo Rio de Janeiro ;
GuerraConselheiro Joo Jos de. Oliveira Jun-
qu'eira. senador pela Bahia :
ImperioBaro de Mamar, senador pelo Ama-
zonas:
MarinhaDr. Alfredg Rodrigue- F mandes
Chaves, deputado pelo Rio de Janeiro :
Justiya-Conselheiro Joaquim Dellino Bibetro
da Luz, senador por inas Ger.,
0 ministerio fez a sua apresentaco s cmaras
no da 24.
No Senado disse o ex-presidente do eohsema
que pedindo S. M.. o imperador o seu parecer
acercada solucao da crise, responder que. sen-
do especialissimas as circujnstancias em que o
ministerio se achara perote a Cmara Temno-
raria, e sendo a sua retiraitn tambeni determina-
da pela anormalidade deesas circumstancias,
julgara de seu drfter abster-se de qualquer con-
selho que podesse influir na deliberaco que a
corea liouvcsse de tomar, corto como e^HBfl
que essa deliberaco seria bem inspirada fjh
hedoria e patriotismo dUchefe do estado.
Os Srs. Paranagu afadua Fleury disseram. o
primeiro, que as auestoes da actualidade exigiara
um ministeni parlamentarmente organisado,"*
que era escusndo dizer que. nao lhe cabendo
responsabilidade legal, nao lhe competa fazer
qualquer indicaco; a segundo ,que S. M. II

.L
.
iZl


Diario de Pernambn
co--

*
.
fiavia dito qne o Sr. 3mi um dos metro pelos quaes devia retirar-se, o
scu estado de saude, e que se havia escusado
de indicar successor ao ex-presidente do con-
selbo.
Emfim. deludo quanto foi dito e lido nessaoc-
oasio perantc as cmaras ficou evidente que a
situarlo liberal nao foi derrotada, mas que suc-
umbi por dissoluo intima e espontanea:
cabio como ura corpo doente, por nao mais po-
der terse em p. Entreunto, para o Sr. SUveira
Manis a mutaco d. acea poltica, dada cm
Agosto, foi apenas um acto de caduquice de re-
ino, como exphcou com a opiniuo de certo esta-
dista, cujo pareeer que os melhores cerebros
se fatigara- e no podem por mmto teiipo acom-
panliur a marcha progressiva das sociedades.
{Contimut).
RECIFE, 2:t DE ABRIL DE 1886
Xotieia* d Snl do Imperio
O paquete MageUan, que hootem passou
para a Europa, trouxe do sut as seguintes
noti-.-ias e as que constara da ruqrica Parte
Oficial.
9. Psalo
Datas at 21 ae Abril :
Em Junho da 187-1, Jesuino Mariano
Ferraira assassinou, de corabinacXo coai
Matria das DSrcs, o marido desta, Manoel
F !ic:o da Bocha, no termo de Sofocaba.
Correu o processo, e foi Jesuino senten
ci>d> a galos perpetuas em Junho de 1875.
Em Julho con6eguio fugir, apezr de met
tido em ferros.
* Agora porem acaba de ser preso por
na escolta sob as ordena do delegado de
poli a, Sr. Carlos Jaeob Seuaibriker. que
o apr s.mtou do novo justioa.
L-se no Correio de Campi'ias :
O reo Jos Pinto de Miaeida Jnior
f<:< .so na cadea tiesta cidade, oacreveu a
Luis Bian.-hi, sent -a :iado c presa na cadea
da capital, a seguate carta:
a O corpo aiada est animado, era por
ic_ vivo.
Poyo que nao me escreva, e igual
eeomojen laclo far aos conheciJos, visto
que as cartas sao lidas pela polica, o que
me demasiadamente d-'sagradavcl.
Faileoeram na capital D. G'-rtudes do
Araaral Fontoura, mii do Dr. UbalJino do
Araaral, e em reas o negociante alferes
Podro Burdino da (.'amara.
1U:> de Janeiro
Datas at 22 da Abril:
A amara dos diputados s funeionou
no dia 20, sendo dada a oraem do dia
para 26. O resumo da sesslo d'aquelle
dia v.ii na 8.a pagina.
Fura publicado 21 o decreto n 9581,
de 17 de Abril corrente, j aqui tambera
publicado, autorisando a conversao das
apolices da divida publica fundada.
A proposito d'esse decreto, escreveu o
Jornal do Commercio de 22 o seguinte edi-
ctorial:
t Qualquer que fosae a nossa opiniao a tal
respeito, abstivemo-nos da discutir questao
da qualidade da raoeda em que deviafazer-
se o resgate das apolices de 6 [0 cujos pos-
Boidorea nao aceitassem a reluccSo dos ju-
ros para 5 "(. Serapre suppuzemos, poro o,
uo se tratava de urna conversao volunta
ria, deixando-se ao possuidor ao menos a
fivre opcilo entre a reduccSo dos juros e
urna cousa que lbe davam corao represen-
tando 1:0005 j raas eis que apparece agora
o decreto de 17 do corrente tornando a con
versan toreada de tacto. Aqui para nos a
uestSo j nao de duvida, como tratan-
do se da qualidade da moeda co;u que se
Paria, o resgate ; aqui vemos um attentado
directo centra a propriodade, e nestas cir-
cumstaucias falsearamos os nossos deveres,
renegaramos a nossa missao na imprensa,
se nao nos erguessemos eru nomo da moral
e da instiga, em nomo de todos os princi-
pios em que assenta a sociedade consti-
tuida .
D.sde a primeira at a -ultima ciau-
si> decreto est cal miado no sentido de
iuipcllir o possuidor a aceitar a conversao.
E:uquanto se trata de facilitar a conv rsao
OJtamos longe do censurar o acto dogover-
no .; mas, desde que ello vai atlorcala,
impossivel deixarrnos de protestar.
Os prazos dentro dos qur.es se pertiit-
te a opea^i chegam a ser irrisoriamente
curios. Apenas quinze dias as provincias,
a cujas capitaes a noticia do decreto che-
gar pele tel grapho ou pelo correio, se con-
ceden] para o possuidor reclamar o embol
50 do seu capital, so optar por is3o. Ora,
qnasi rao temos provincia era que nao haj
rauitos pontos em que absolutamente inc-
poasiv- rec bar e responder em quinze dias
a uraa communicacSj da capital.
Outro tanto diremos dos 45 dias con
\o^ aos poasuidores que se acham fra
do Imperio. 3lao preciso ir s mais re-
motas plagas da trra; aqui mesmo na
America temos os Estaios-Unidos, para
onde a vhgera do urna carta se pode cal-
cular em 30 dias c outros tantos para a
volta, ao todo 60 dias, que o decreto reduz
a 4f>. Nem se falle do telegrapho. Para
poder guiar-s-' na opcao o possuidor carece
de ter debaixo dos olhos a integra do de-
creto ; ora vilo l particulares transmttir
esta pelo telegrapho.
* Nao bastara;, porra, estes meios mais
ou menos indirecto* ; o decreto atacou de
frente o direito de propriodade, tornando
as apolices intransfenveis as maos do des-
granado que ousar pedir o emboleo. Nao
mais poder dispOr delta, nao poder ven
del-a, nao poder -caucional-a se precisar
de dinluiro, pojp que a caacao scropre se
faz sob a forma sic transferencia. E isto
por quanto tempo ? Ninguem o sabe. O
dpereto diz que o resgatef se far por series
e por orteio ; pode isto levar dous annos,
como pode levar 20 ou 50. U g verno
nao se obriga a prazo ; immobilisa a apoli
ce as maos do possuidor e mais nada.
Ora, nestas circuiustancias baver alguem
que reclame o emboleo ? Ei porque dize
103 que inculcadamente voluntaria a conver
s2o de facto se toma toreada.
Esta immobilieacao da apolice importa
eeamento de direito dopropriedade e de
ama proj.ii dade que o Estado solemne-
mente se obrigou a respeitar mais do que
eutra.- E' um verdaderro 'iequestro Das
mtftos do possuidor e pela le ra sua crea
cao s plices foram expresaamente decla-
radas isentas de sequiMro mesmo m caso
de guerra, como foi taanam eiepressamaoto
garantido o direito d6 transferencia agora
tolhido sem prazo.
* Nao, era assim que eaperavaaiofi vej
iazer a operscSo. Esperavsmos que.o go-
verno marcasse um prazo razoavel e aass
t
tange, dentro do qual quera nSo quizeise
sujei ar-sa reduccSo dos juros, pudense
ir ao thesouro reclamar e reoeber o seu
embolso. Qdlin nSo fosse entender-se-hia
que aceitava a conversao.
t Conserve se, embora, o mechanismo do
decreto, mas alarguem-se razoavelme to
os pazos da op^ao e sobretudo elimine-se
a clausulado ficaremintrnasferiveisas a)0-
lices enjo pagamento for reclamado. Ao
tbescuro poder importar eonhejer o ru-
merc deatas, mas nada a pesso* a quera ter
de pagabas, mesma que fez a reclama-
c3o ou a outra qialquer que venha dpois
a comprar a apolice. Se o novo possuidor
depois e-n vez do pagamento pedir troca
por apolice nova, o thesouro o attender
ou nilo como for do seu interesse.
A apolice fica averbada na caixa da
amortisacao com a doolarac&o de que foi
pedido o seu embolso ; quera a compra
sabe pois que a compra com este direito ou
<;om sto onus inherente. Para o tbesoiuo
n^o )de deixar de sr absolutamente in-
diffeiente, sabendo que tem de pgala, pa-,
gal-8 a esteou qjelle, a quem for possui
dor della na occasiao do pagamento. Tor-
nal a pois intransf rival um ver adeiro
luxo de viol<;n:ia, que claramente deixa
p-retber o intuito de constrangir o possui-
dor a nilo reclamar o embolso para nao fi-
car com a sui apoHae empatada por te u-
po indeterminado. E' o que os jogadores
ctiaitariam forcar a carta. Mais franco e
tambera mais economic-o seria ura de -reto
com im nico artigo : ficara reduziios a
5 oscuros de 60[ das apolices.
E pra que este luxo de violencia?
A conversao est feita por si mesma, pi-
da diaer-se j um facto uonsuramado. Com
as apolices de 5[0 cima do par, claro
que ;. convsrso ser aceita at cora um
fav ir, desio que a apolice nova valo mai
do qim o cont de ris que o thesouro pa-
gara pela velha. Cora isto, com os meios
indirectos em que abunda o decreto pira
estimular conversao, com a grande mas
sa de apolices que existem en maos qu"
per 1 d nao podem, desfazer se dellas, nao
haj receio o governo d ver-se assoberba-
do p lo nurae.ro de apolices quo possara
acudir ao resgate. Poucas serao, muito
pou-as.
c Os raeios cavilosos que se empreguem
apenas podem servir para tornar olios,
urna operacao, que pode fazer-se suave e
naturalmente. Nao so peje o governo de
emendar a mito, enveredando pelo bom ca-
minho. Foram de rao conselho tanto a
cereDrina exiguidade dos prazos, como a
injustiti-ada pena de intransferibilidade vi-
brada contra eredores do Estado ; desfaca
urna o outra cousa e o governo s lucrar
cora isa '.
(uora nao aceiti a conversao j ven-
deu ou achara a quem vender as suas apo-
lices. Compram-nas naturalmente os qie
aceitam, e sao assim estes que j estilo e
continuarao a esp-srar o regate, talvcz acra
n nhuma ou com diminuta intervengo do
thesouro. 1
Na tarde de 20 houve ura grande i 1-
cendio no predio n. 35 da ra do Thea-
tro, onde funciona o Club dos Fernanes.
O prejuizo foi grande, e durante oservi-
co de extinco derara se varios foriraentos.
Eis as noticias commerciacs da ul:i-
111 a data :
Rio, 21 de Abril de 188t. -O mercado
de cambio contina em alta : os bancos
abriram cora a taxa de 20 5/8 d. sobre
Londres, que mais tarde elevaram pa.a
20 7/8 d., a que feehou oficialmente, sem
toma lores.
As tabellas no Commercial e no do C011-
mereio, c as taxas no London Bank e En
glish Bank, foram, do 1 hora da tarde em
dante, as seguintes :
Londres 20 7/8 d., a 00 d/v.
Pars 458 rs. por fr., a 90 d/v.
Hainbargo 56G rs. por m., a 90 d/v.
Italia 461 e 4'i2 rs. por lira, a 3 d/v.
Portugal 259 %, a 3 d/v.
Nova-York 2#410 e2r5430 por dol., vista.
O uioviraento do dia foi regular sobre
Londres a 20 5/8, 20 3/4, 20 7/8, 21 e,
21 1/8 d., banesrio, e a 20, 21 1/8, 1
l/i, 21 3/8 e 21 1/2 d-, papel particular
RepasBOA-se papel banearioa21 1/2 d.
Na Bolsa o moviraento foi mnos que
regular.
Eopirilo Manto
Datis at 18 de Abril:
I] 111 S. Matii us teudo o escriv2o Rocha
abandonado o cartono, o Dr. juiz muni-
0p il i'.esignou o escri?ao do jury para sub-
stitu lo, destituindo Honorio Camboira que
exonda o officio interinamento.
(Jamboim oppoo-se a entregar o cartorio
de a:cordo com o delegado de polica Car-
valho, que eompareceu logo com o con-
mapiante do destacamento.
Giras.avam na villa de Itapemeria
febres de mo carcter, havendo mais de
50 p 'ssoas dellas atacadas.
A populacao enferma tem sido prorapta-
raente soccorrida, diz a folha local, pelos
hab'is facultativos Drs. Eugenio Amorim,
NovatH Mello e Antonio Aguirrc
Na noite de 3 do corrente foi preso
c a dase recolhido cadeia da villa o
crioulo de nomo Antonio Roraao, por ter rap-
tado ni noite anterior urna menor de no-
mo Francisca, filha do Sr. Antonio Gon-
calves Serpa.
No dia 8 dcste mez, na occasiao do
atravessarem o rio Doce, no lugar Peroba
em una canoa, tres filhos do Sr. Ricardo
Gar:ia, esidente aa villa de Linhares.. vi-
rou se a pequea cmbarca93io e perecea
afogado um dos seus infantis tripulantes,
de notoe Geneaio.
Os dous outris conseguiram salvarse.
Falle.eeram na capital o alferes h mora-
r:o Joiio Barbosa das Neves o em Itaba-
poaua, Jos Joaquim Cabra! de Mello.
abia
NSo recebemos folhas d'esta provincia.
PERidMWICO
Assenibla Primacial
20 SESSO EM 13 DE ABRIL DE 1886
PalSIDEKCU DO EXM. SB. B. Josa 1ANOBL DK *M-
BOS WAXUBBLET
Ao m;io da, feita a chamada, e vrrificando-se
esrarem presentea os Sr. Ratis e Silva, Rodrigue}
Porto, Antonio Vic:or, Barros Wanderley, Soarei
de Aa. "im JuvencioMariz, Reg Barros, Viscon-
de de Tabatioga, Augusto Franklin, Barros Bai-
reto Jinior, J> de Oliveira, Solooio de Melh ,
Herculaoo Baadein, Re^aeira Coata, Jo&o de S,
Ferrein Velloso Audr Dias, Costa Ribeir, Ghj-
mcs Parate, Cerlho de Moraes, Domingues da
Silva, Bario de Itapissuma, Juli.o de Barros, Coas
lamino de Albuquerque, Cuita Gomes, Sophroni;
Portella, e Ferer Jaaobiua, o Sr. president
declara aberta a seMaa.
Comparecem depois os Srs. Loursoeo de SA,
Jos Mara, J0S0 Alve?, Roguberto, Prxedes Pi-
tauga, e Bario de Caiar.
Faltara, com participacio, o Sr. Antonio Corris,
e sem Ha, o& Srs. Rosa e Silva, Goncalves Fema-
ra, Luiz de Audrada, Araaral o Drummoad Filba
Sao lidas e sem debate spprovadas as actas da
sesslo de 10 e da reuniac de 12.
O Sr. 1 secretario procede a leitura do segura-
te:
BxraouNiE
Urna peticao de Joaoftomes da Costa, proprieta-
rio da casa a roa do Harol n. 76, preseutemeote
e outr'ora u. 68, reclam*ndo contra a elevacio do
imposte A oiouifaao de orcaojeaw provincial.
Ou'ju de Antonio de Burgos Pouce de Len,
esenvao do civel e crime do R-cif-, requerendo
cousiguacao da quota de 1:481 350 para paga-
mento do que lne deve a Cmara Municipal, de
custas. A' commisdio de orvamenta municipal.
Outra de Christovo de Hollanda Lyra Caval
caute. requerendo sor nomeado perteiro desta As-
sembla.A' commisso de polica.
Outra de Mano-I Marnho C ivalcante de Albu-
querque, protessor publico da 2a cadeira de Goyan
na, requerendo cousiguacao da quota de 122J580
de seus veneimentofl, qu-ndo professor de Bun
Jardim o Anglicas A' commissa de ornamento
provincial.
Outra de Clcmentino de Souza Diniz, arrema
taute de impostos mauicipaes da referida Cmara,
reqaerendo abate.A' commissao de orfamento
municipal.
Outra de Jo-i .la Cruz e Silva, tambera arrema-
taate de impostos muuicipaes da referida Cmara,
requerendo abate.A' commissao de urcamento
municipal.
Sao lidos, ap>iados e fic*m adiados os seguintes
pareceres, p ir terem pedido a palivra sobre o 1"
o Sr. I'raxel'-s Pitauga, o sobre o 2 o Sr. Fer-
reira Jacobina ."
A coramisao de pticous, teudo em vista a do
major graduado Esterlo Jos Ferraz, e conside-
rando que a corarai98o de que foi incumbido o
supplicante, sendo muito relevante nao porm,
das que sujcitam a estipendio, de parecer que
a-ja indeterida.
Sala das cominissoes, era 5 de Abril de 1836
Dr. Costa Gomes.Padre Julio de Barros.
A commissao de peticoes, tendo em vista a de
Thoinaz de Aquino Baptista, pedindo privilegio
de 15 annos para fabrieaca de viubo de caj ;
considerando que cssa induscria est vulgarisada
que, portanto, nao podo a'm deve ser reprimida
que do livro commercio e industria p >derao o
suppbcan'.e e ademis populacao inferir melhores
resoltados : do parecer que seja indeferida esta
peticao.
Sala das commissoes, cm 5 de Abril de 18S6. -
Dr. Costa Guies.Barros Barrete Jnior.
Sao lidos, upoiados e fic.nn adiados, era virtude
da ultima parte do art. 168 do regiment, os se-
guintes pareceres :
A commissao de petices, tendo examinado a de
Mfred Brest Fugmino, pedindo privilegio de 25
lian ,d c is- ri9ao de impostes proviuciaes e munici-
pa-'s para urna fabrica de cimento e para saas de-
pendencias, a qual turica ser estaoelecida nesta
provincia; coiisid rand > que tal industria p avassalar muirs irttras que contribuem hoje an-
da para os arruinados cofres da provincia a que
no nosso systeina de administracao tudo que se
lir" de urna repartir;ao arrecadadora muito onende
i verba orcameuNria provincial ou municipal ;
Considerando que o supplicante nao diz quaes
ajaos as dependencias de sua fabrica e que obri-
gacoes ello contrahe em vista do p'ivilegio ; de
parecer que seja esta indeterida.
Sa a das cummiseoes, 7 de Abril de 1886.Dr.
A. Costa Gomes.Padre Julio de Barros.
A commissao de. peticoes, a quem foi presente a
de Alfred Best Fougman. solicitando privilegio e
isencao de impostos provinciaes c municipaes por
espxco de 25 anuos annos para urna fabrica de ci-
mento que pretendo oatabolfcer nest:'. provincia ;
Considerando que por mais inflVxireis o abso-
lutos que por ventura parecam em tbeoria os prin-
cipios econmicos da liberdade de industria, nao
se deve esquecer que as sociedades nao se gover-
nam por pnuupios absolutos, mas vivera da reali-
dade dos factos e que a esos teem quelles de se
amoldar segundo as necessidades, as epochas e
os lugares ;
Cousiierando que aefutilmente, atrsvessando a
provincia urna terrivel crise econmico-fiuanceira,
os capitaes tendem a retrabir se e que entre nos
sito mui poucos e por via de regra atrasados e ra-
chiticos, reclamara o mais incessantes e pruden-
tes desvelos da parte dos poderes pblicos ;
Considerando que emquanto estes perturbarem
a vida das industrias eom a oobranca de exage-
rados impostos tem stricto dever de fomentar o
desenvolv raento das existentes e provocar o as
cimento de novas, sob pena de vel-as completa
mente desapparecer no paic ;
Mas considerando que a isencao de impostes
para certas c.detennwaaat industrian, para certos
e determinados productos ura medida manifes-
ta-'ieute odiosa, injusta O ummaraente prejudi-
cial,, e que a concessao de piivilegios por longos
prasos, principalmente aquellas que nao exigem o
emprego de grandes capitaes, longe de ser um in-
centivo ao djseuvolvimento, pelo contrario urna
causa de estagnHcao para ellas ; porquante des-
cansando sunbr is dos longos privilegios nlo
ternera a concurrencia d >s productos similares ;
a c amnissao do parecer se adopte o seguinte pro-
jecto de lei:
A A-tscmbla Lsgislatira Provincial de Pernam-
buco resolver
Art. 1." Fica o presidente da provincia autori
sado a conceder, por praso improrogavel de 11 an-
nos, privilegio a qaem inmiorc vantagens oiFerecer,
para montar nesta provincia a primeira fabrica
de cimento, preparado cora materias do paiz.
Art. 2. O cimento produzido pela fabrica de
que se trata, nlo gozar de isencao de imposte al-
guno, nem de quaesquer favores, directos ou indi-
rectos, que teubam por fim prohibir a entrada ou
venda na provincia do producto similar, nacional
ou estrangeiro.
Art. 3. Se no fim de dous anr.os, a contar da
data d i pr-sent lei, nao estiver a mesma fabrica
funccioiando regularmente, a actual concessao de
privilegio ser ipso facto considerada caduca.
Art. 4. Ficara revogadas as disposicoes em
contrario.
Sata das commisses, 10 de Abril de 1886.
Barros Barreto Juni ir.Padre Julio de Barros.
A ommisso uo potigocs tendo em vista a de
Jos Augusto Alvares de Carvalho, pedrada pri-
vilegio de 25 anuos para fabricar chumbo de itu-
nicao:
Considerando que, se bem que nao baja nesta
capital fabrica de tal artefacto, entietanto gene-
ralisado o conhecimento do seu processo manufac-
turero, e que sem se tornar odioso, urna f brica
poder auferir resultao muito satisfactorio de sua
industria sem isencao proteccionista, mxime de
urna industria que reclama p-quenos capitaes,
de parecer que seja indeterida a peticao do sup-
plicante.
Sala das commissocs, em 5 de Abril de 1886.
Dr. A. Costa Gomes.
A Commissao de peticoes, a quem foi presente a
de Jos Augusto Alvares de Carvalho, solicitando
privilegio por 25 annos pira montar nesta cid-.de
urna fabrica de chumbo do munieao :
Considerando que em eonsequencia da gravissi-
ma crise liuauceira que ora a provincui atravessn,
os capitaes tendem forcosamentc a retrabir-se e
incontestavelmente receiam sobre modo arriscar-
te em qualquer empreza, mxime tratando-se de
urna industria nova no paiz ;
Considerando que em semelhante emergencia
achantse as industrias no mais tris'.e estado de
atrazo e desanimo, reclamara dos poderes pblicos
os mais incesantes desvelos ;
Considerando que a provincia s tem a lucrar
com o estabeleeimento .e novas industrias desde
que ellas nao gozem de favo-es e privilegio, que
artificial e forjadamente colloquem os seus pro-
ductos cima da competencia dos productos simi
lares nacionaes ou estrangeiros ;
Mas, considerando que a industria de que se
trata, demanda pequeos capitaes e por consegua-
te exagerado o ptazo que para o privilegio soli-
cita o supplicante, a commissao de parecer que
se adopte o seguate project > de lei :
A acsembla Legislativa proviaoioj s Poomara-
buco resolve:
Art. 1." Fica o presidente da provincia autori-
sado a conceder, por praso improrogavel de 10
annos, privilegio a qu*m maiores vantag' ns offe-
recer, para montar nesta cidade urna fabrica de
chumbo de munieao.
Art. 2. O chumbo produzido pela fabrica de
que se trata, nao gozar de isenca > de imposto al-
gum nem de quaesouir favores, directos oa indi-
reotos, que tenbam pxir fia prohibir a entrada ou
venda na provincia do producto similar nacional
oa estrangeiro
Art 3.* No fim de 2 annos, contados da data da
presente lei, se nao estiver a mesma fabrica func-
cioaando regularmente, a actual concessao de pri-
vilegio ser ipso faci considerada caduca.
Art. 4. Ficam revogadas as disposicoes em
a mtrario.
Sala das sessoes, 12 de Abril de 1886. Barros
Barrete Jnior.Padre Julio de Barros.
Si) lidos, apoiados e sem Jcbete approvados os
seguintes pareceres :
A commissao de peticoes tendo em vista a de
Camilla do Carino Torres, professora de Pao
d'Alho, entende que deve ser indeferida esta.
Sala das commissoes, em 5 de Abril de 1886.
Dr. A. Costa Gomes.Padre Julio de Bar-
ros.
A commissao de petices tendo examinado a
de Walt'rid > Barreto de Mello Reg, pedindo para
que seja addido ao consulado provincial e couti-
deraudo que nao pode ajuizar da injustica ae sua
doininsao, le parecer que seja indeterida esta.
Sala das commissoes. em 5 de Abril de 1886
Dr. A. Costa Gomes.1Padre Julio do Bar-
ros.
A commissao de peticoes tendo examinado a
de Mauoel Jos de Almcida Soares, entende que
deve si r esta indeferida.
Sala das commissoes, em 5 de Abril do 1886.
Dr. A Cista Gomes.Padre Julio de Barros.
A cimmiss-lo de peticoes tendo em vista a de
Flavio Gimcalves Lima, 6 de parecer que s-ja es-
la indeferida, atientas as c mdicoes de fiuaucas da
provincia.
S*la das commissoes. em 5 de Abril de 1886.
Dr. A. Costa Gomes.Padre Julio de Barros.
-ao lidos, apoiados e julgados objeetos de del-
beracao, e vO imprimir os seguintes projectos :
N. 35. A commissao de estatistica e divisoes
civil s ecclesinstica, teudo examinado a petic.i
de Francisco Bezerra de Vasconcelloe Filho. pro
pnetario do sitio Serra Grande, da freguezia de
Gravat, que pede a incorporacaj do dito siti l
freguezia de Bezorros, de parecer que se adopto
o seguinte projecto de lei :
A adsembia legislativa provincial de Pcrnara
buco resolv:
Art. nico. Fica pertendo frerjtiezia de. S. Jo-
s de Bezerr is o sitio denominado Serra-Graude,
de propriedade de Francisco B -zoth de Vascon-
celos Filho, com todcs os terrooos a elle perten
centcs, tanto na parf: civil, como na ecclesias-
tica.
R-'Vogam-se as dispo-ijoas em contrario.
Sala das commissoes, 12 de ibnl de 1886.
Joao Aivea.Antonio Victor.
N. 36..\ Assembla Legislativa Provincial Je
Pernambuco resolve :
Art. nico. Fica o presidente da provincia au
torisado a contratar, com Antonio da Silva Floren-
cio, ou com quem melhores vantagens < tl'.-recer, a
a coustrueco de urna ponte de raadeira sobre o
rio Ipojuca, na cidade de Caruar; pjlendo dis
pender cora a mesma at a quantia de 15:00000
Revogam se as disposicoes em contrario.
Sala das comuiiases, 12 de Abril de 1886.R)
drigues Porto.loo Alves.Reg Barros.Dr.
Jnao de -- Cavalcaote.Soares de Amorim.
N. 37A. Aswmbla Legislativa Provincial do
Pernambuco resolve:
Art. I. Os membros da Assembla Legislativa
Provincial para a vindoura legislatura vencer.) o
subsidio de U'OiO diarios, durante o tempo das
sessoes ordiuarias, extraordinarias e das proroga-
VO"S.
Art. 2." A indemnisicao das despezas de ida e
volta dos referid, s membros, que morarem fra do
logar da reuna) da Assembla ser de 300 reis
por kilmetro.
Art. 3." Ficam revogadas as disposicoes em con-
trario.
Sala das sessoes, 12 de Abril da 1886.O deou
tado Ratis e Silva.
N 38.A Assembla Legislativa Proviacial de
Pernambuco resolve :
Art. nico. Fica creada urna escola mixta na
ra do Ju da cidade de Nazireth, e restaurada
a extincta escola mixta de Passassunga, da co-
marca de Limoeiro,
Revogadas as disposicoes em contrario.
Sala das sessoes, 12 de Abril de 1886.Dr. A.
Costa Gomes. Herculano Bandeira.
N. 39.A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve :
Art. nico. Fica creada urna lotera de........
120:000*000 para as obras de cada urna das se-
guintes matrizes : Para Taq^uaretinga, Verten
tes, Cimbres, Pesqueira, Alagoa de Baixo, Trium
pho, Afogados de Ingazeira, S. Jos do Egypto,
Flores e Alagoinha, e igualmente para as cons-
truccoes das capel las de Poces e Carahyba. S. R.
Sala das commissoes, 12 de Abril de 1886.Dr.
Pitauga.Joao Alves.
N. 40A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve ;
Art. nico Fica o presidente da provincia au-
torisado conceder a Francisco Augusto Paes
Barreto, 2o ofEcial da Secretarla da Presidencia, 6
metes de licooca com todos os veucimeutos, para
tratar de sua m le onde Ihe convier. S. R.
Em 12 de Abril de 1886.Juvencio Mariz.
O Sr. Jos Hara (ppla ordem)Sr. pre-
sidente, ped a palavra para fazer ligeiramentc
a I guias redara m.-O 's ; sao diversas, mas eu procu
rarei resumil-as, de sorte que em poucas palavras
possa dar coata de todas ellas.
Venho pedir, Sr. presidente, a V. Exc. que in-
terceda perants as llustres commissoes de orea
ment provincial e de orcamento municipal para
que apresentem quanto antes os projectos respec
tivos, por quanto, seguudo o nosso regiment, cases
projectos ileveio ser apresentados ate 15 dias de-
pois de aberta a Assembla, e temos visto que, a
despeito de estarmos trabalhando ha cerca de mez e
meio ainda nao h* signal d'esses orojeetos.
V. Exc, Sr. presidente, comprehenda que o pro-
jecto de orcamente provincial importantsimo,
que demanda urna larga discusso, e, dr.sejando
n3 que quanto antes se encerrem os trabalhos
d'esta Assembla, devemos desejar a apresentaco
d'erses projectos, quanto antes, sem o que nao
possivel to cedo encerrar os nessos trabalhos.
Acredito, pois, que V. Exc. interceder neste
sentido, afim de que apreseutem os Ilustres depu-
tados no mais breve espaco de tempo os seus tra-
balhos.
Agora permittr tambem V. Exc. que faga ou-
tro pedido, e que V. Exc. se digne completar as
commissoes de que faziam parte os llustres depu-
tados pelos 9." e 12. districtos; por quanto o re-
gimen'o determina que se faltar algum roembro
dos eleitos para qutlquer commissao, ou tiver lon-
go impe limen o, o presidente nomear outio que
o substitua.
V. Exc. sabe que csses dous deputados faziam
parte de algumas commissoes e um d'elles da de
fazenda e orcamento. Pode haver divergencia en-
tre os outros dous membros e neste caso o resultado
ser ficar a mesma commissao inhabilitada de dar
parecer.
Pedia tamben a V. Exc? que se digoasse de no-
mear substituto para as eommissoes de que V. Exc.
fas parte, por quanto, segundo determina ainda o
regiment, desde que por impedimento prolongado
do proprietario da cadeira o primeiro vice- presi-
dente tem de substituil-o, deve demittir-se das
commissoes para que foi eleito, e neste caso est
V. Exc. que hoje e o presidente effec'ivo, com o
que muito satisfeito eu vivo.
O Sr. Prxedes PitangaTodos nos.
O Sr. Jos MaraHuntem viva se sob o domi-
nio da...
Um Sr. DeputadoV. Exc. nao tem razio para
assim suppdr.
(Ha outr is apartes).
O Sr. Jos MaraComo poderao suspeiar os
nobres deputados que ha da parte do humilde ora-
dor desejo de ver ausente d aquel 11 cadeira o 5r.
presidente, luaudo por palavras ou actos nao o
manifestei ?
Emquanto isto nao fizer, Vv. Eses, nao tm ra-
za* para dar esses apartes.
Teuho ainda a fazer urna r >clamacao a V. Exc,
Sr. presidente, seguldo o regiment cada deputa
dj s pode fazer parte de duas commissoes perma-
nentes.
O Ilustre Sr. 2. secretario, hoje 1., faz parte
de 3 cummis-oes ; assim que membro da com-
missao de polica, da commissao de peticoes, e da
commissao de redaccao de les. E' portante raem-
bro de 3 commissoes das mais importantes.
O Sr. Barros Barrete JniorMuito immereci-
damente.
O Sr. Jos MariaV. Exc. quem dii, e eu
nao tenho por costume desmentir p jssa alguma.
mas. scho que V. Exc. excessivaraeute modesto.
V*. Exc. sabe que ha na bancada opposta ami-
tos nobres deputados qu^ nao faaem parte de com-
missao alguma, e entre outros nosso collega, meu
corapauheiro de distrioto, que, leve entrada nes-
ta casa depois da eleco das commissoes, pelo
que nao foi incluido em nenhuma; assim como
creio que Sr. tenente-coronel Constantino faz
parte spems de nma- commissao.
Estes deputados, portantes, e outros podem sub-
stituir V. Exc e bem assim S. Exc. e os dous de
putados que se retraram para a corte.
Espero que, sendo justas c rasoaveis estas recla-
macoes que venho de fazer, V. Exc as atten-
der.
O Sr. Jos Mara -(Nao devolvea o seu
discurso.
O flr. Vioconde de Tabatinga (pela
ordem)Sr. presidente, vista das consideracosa
que fez o mtu nobre collega o Sr. Dr. Jos Maria,
nao teobo que ver com o qne S. Exc. diass senao
a respeito do V. Exc.
Sendo V. Exc. 1 vice-presidenta diz o nobre
deputade que V. Exc. deve nomear um membro
para substituil o na commissao de ordenados, da
qual eu f ac parte, assim como o nobre deputado
pelo 5o discricto. Acho que anda cedo para
supprir esta falta de V, Exc; eu uao posso saber
se V. Exc. o presidente effectivo porque est
agora servindo em falla do presidente desta casa,
que o Sr. Dr. Antonio Correia de Arauio. (Apar-
tes).
Nao sei se elle tomar assento ns Cmara Ge
ral ou se vira de volta -antes de chegar a corte,
cntao poder dizer a V. Exc saa dessa cadeira
porque cu sou o proprietario della.
Eu nao direi como dsse o nobre deputado com
relacao ao Sr. conselhciro Costa Pereira que j
defunto por ter se retirado para o Rio de Jaueiro :
NSo direi que o Sr. Correia de Arauv> est de
fuuto, pr ter se retirado para o Rio ds Janeiro,
pode muito bem nao tomar assento na Cmara "
voltar a Pernambuco uo s porque, a Cmara
pode deixar de reconheeel-o, como por motivos de
dissolueio da Cmara, ou mdestia de sua familia
pelo que teulia de retirai-se para Pernambuco.
A commissao de ordenados tem dous m-mbros e
portante nao vejo motivo para essa BoffregU
un querer que o vie-'-presideute abaudoae d le
j a commissao da qual relator muito distncto.
O Sr. Jos Mara Por motivo de molestia, viu-
do a Pernambuco na i pode aiju tomar
desde que o tenha tomado na Cmara Geral 8 ella
etteja tuuccionando.
O Sr. Visconde de TabatingaMas diga-me o
noore deputado se o Sr. Corroa de Araujo j to-
mn assento na Cmara ? Es .ere que os jarna-ts
de m noticia ; eut ao po lera dzer que o vice
presid' nte tornu-so presidente ^ft'ectivo.
Portauto acho desnecessaria a sofficguiJa' de
momento para que V. Exc. nomeie um substituto
para a commissao te qua taco parte ; sso pJe
ser mais tarde, agora muito cedo, va nos ver se
os joruaes dao u .Licia de que o Sr. Correia tomou
assento na Cmara...
Pens que nao soffrer a commissao de ordena-
dos de que faz parte o nobre Sr. 1." vice-presi-
dente.
Eu e outro meu digno companhero da corarais-
sao poderemos fazer o trabalho regularmente, sem
tieaivn prejudicadas as partes.
U Sr. Joo MariaSe por ventura houver des-
acord entre V. Exc. e i seu companhero ?
Sr Visconde de TabatingaNio baver, or
que elle est sempre de accordo cotnmigo e eu sou
muico dcil.
E' o que tinha a dizer.
O Hr. Barros Barreto Jnior (Nao
devolveu o seu discurso).
O Mr. Pre*ideile- Peco s commissoes de
orcamento provincial e municipal que apresentem
quanto ant-s os projectos de orcameutos municipal
e provincial.
As raz es em que sa firma o nobre deputado
o Sr. Jos Mana quanto ao pedido que faz para
que spjain em oreve tempo apresentados os pro-
jectos referidos sao, ao meu ver, procedentes.
Quanto segunda parte de seu requerirnento, en-
tendo que nao pode ser attendido, pelos motivos
que passo a expr.
Nao estando recouhecidos os poderes dos nossos
collegas que foram eleitos deputados Assembla
Gcral, e nao tendo as commissoes de que elles fa-
zeni parte reclamado a sua substituicl >. nao ha
razo para dar-laes substitutos ; portuuto aguar-
do o reconhecimento dos seus poderes para proce-
der na forma da lei.
O Sr. Coclbo de Moraes (pela ordem)
Sr. presidente, como um dos membros da corarais
sao de or$amcuto, cabe-me dar orna explicacao ao
uobre deputado pelo 2o districto, que procurou a
intervenco de V. Exc para pedir que adiantas-
semos o servido do orcamento.
E' certo que mais de um mez tem decorrido de-
pois da abertura da Assembla, e que at entilo
no fo apresentado o projecto de orcamento ;
raas V. Exc. deve comprehender que precisando a
commissao de certos documeutos balancetes que
teem de ser torneados pelo presidente da provin-
cia, soraente ha tres d'as que recebemos esses
documentos.
Queremos fazer um trabalho mais ou menos con-
scicncoso e at introduzir algumas reformas e al
taraces no orcamento, o v V. Exc. que nao p-
deteos proceder com precipitacao. Um ou dous
dias mais que poss decorrer do prazo que o regi-
ment nos marca para apresentar o projecto, pa-
rece que nao prajudicar a provincia, desde que
lo; unos alguma cousa que venha corresponder
mais ou menos a espectativa desta Ilustre As-
sembla.
Portante, ou em nome da commissao peco des-
culpa casa por essa falta involuntaria e prometto
que dentro de dous ou tres dias ser apresentado
o projecto de orcamento.
O Sr. Barros Barreto JuiHr (pela or-
dem) pede e a casa eoncude dispensa de membro
da commissao de peticoes.
ORDEU DO DIA
Entra em segunda discusso e approvado sem
debate o projecto a. 9 deste enno (assucar das fa-
bricas centraes).
Entra em segunda discusso o projecto n. 27
deste auno (fixacao da forca policial).
Vera mesa, lido, apoiado e approvaio o se-
guinte requerid euto :
Kcqui'iro o adiamento da discnsso do pro-
jecto n. 27 por 24 horas.J s Maria.
Entra em primeira discusso o projecto n. 25
deste auno (auto isando o Sr. presidente da pro-
viuc-ia a contrahir um emprestimo at 500:000).
O Sr. Vipri>nile de TabatingaNao
venho, Sr. presidente, me oppor dicididamento con-
tra est" projecto quando auctorisa um emprestimo
na provincia.
A li Sr. presidente, que a provincia ( st muito
carregada no onus de pagar juros ; todava a com-
missao appresenta o relatoro ao Thesouro em que
diz que ha um deficil de mil e tantos contes. (fio
devo deixar que aproveit-m esses 500:000$ para
tapar to grande buraco.
Um Sr. DeputadoParece que nao ha sinceri
dade na apresentaco desse projecto.
O Sr. Visconde de TabatingaO resultado sc-
ro as queixas justas, porque Pedro recebe'! e
Paulo nao recebeu.
Um Sr. deputadoV. Exc. emende o prrjecto.
O Sr. Visconde de Tabatinga Emende o a
maioria que quem tem o direito de emendar; eu
como minora nao posso mandar emenda.
Um Sr. deputadoA maioria suppoe que.....
500 000 sao bastantes.
(Ha outros apartes).
O Sr. Visconde de TabatingaC'nsuro a maio-
ria poique tendo poder de apreseotar um projecto
autorisando 1000:000^ para faz-rfice a divida da
provincia venha pedir um emprestimo de500:00.
Acho esqui-ito isto; quem nao receber ficara
chorando e maldizendo essa maioria que nao Ihe
deu dinheiro para pagar Ihes. E' o que succeder;
mas nao este o meu ponto de censura a este pro-
jecto.
Sr. presidente, eu vejo que o projecto dis que do
producto deste emprestimo serao pagos os juros.
Eu, Sr. presidente, que pouco percebo de conta-
bilidade porque sou agricultor, quena que a no-
bre commissao me explcasse como deste empresti-
mo, qne c para pagar dividas, se pode do producto
del le tirar dinheiro par? pagar os jii'os.
Qaero que a nobra commisio me esclare^a, que
me diga o que produz esse dinheiro, porque pagan-
te-se a qiem se deve, elle desappar. ce. A provin-
cia far operarles para que elle >roduza? A pri-
meira vista o que parece.
Portante espero que a nobre commissao de orca-
mento que signata is do projecto me explique
drade se paga esses juros para qno eu fique saben-
do c o publico tambem.
Os 500 contos que se pede sao insuficientes.
Emfim vamos a ver se me satisfazera as explica-
cies dos obres deputados.
Preciso de um esclarec mente para saber como
devo guiar-rae nesta negocio; o que certo que
essediobeiro tem de ser applicado para pagamente
de dividas, como poder produzir?
Tenho conclu lo.
O Sr. Jou de Oliveira.(Ni i devolveu
o seu disfeurso).
O Sr. Come* Prente Sr. presidente
sou o primeiro* reconbecera gravidade, "a impor-
tancia da materia que se acha em discusso; creio
mesmo que nao ha assampto que disperte mais at-
tencao dos representantes da provincia 1
Trata se, Sr. presidente, de autorisar o presi-
dente da provincia a contrahir um empresl rao pa-
ra liquidar o exrcicio corrente cuja sendi. ma-
nifestamente inferior s despezas decretadla; e e
desejava que se estabelecesse urna larga discusso
sobre o projecto, porque assim todos ficarism co-
ehecendo o deploravel estado fiuaaceiro desta pro-
vincia.
Como Um dos signatarios do projecto na> devs
iniciar adiscassao, levantar quesioes, nem demons-
trar a necessidade da medida fiuanceira qu: pro-
posta; e, perraittam os nobres deputados, anteeederam na tribuna, que Ihes diga, nao derass
raargera a essa discusso, cerno era indisptosavel.
O Sr. Joao de Olvein -Nos atacamos a utilida-
de ds pmjecto.
O Sr. Gomes PrenteO nobre deputado pelo
8o dUtricto foi at contradictorio, por que depois
da ter combatido o projecto como intil, declaro
em o< uclucio que a commissao devia restringir
sen pedido.
O Sr. Joao de OliveiraSim; do mal o menor.
O Sr. Gomes PrenteO Sr. Visconde de Ta-
battagapor sua vez combateu o projecto oor sua ,
iii-uffi rieucia, urna vez qua o crdito ped lo nao
bastav i pira fazer face ao dficit -lstente
O Sr. Jofi de Oliveira -Ello acbou em 1 lugar
O proj.'CtO Intil.
O Sr. G i nes PrenteBcn Sr. presi lente o
regra-u sobo qual vivumjs ltimamente cm ma-
teria lio uiccira o mais e-astraio, e o mais
latal ; o ragua n dos dficits creado por u jhs i
improvidencia...
Vuzes AiOado.
O Sr G -mes Prente... e pela benevolencia
qu. nos uatural.
(Apoiados).
Este rgimen, Sr. presdante, impossivel con-
tinuar.
O r. C ta RibeiroE' devdo m [ olitiea,
ao mi gjv rno.
O i- ti ..ns ParateSim, pr 'cisamof arrepiat
eaneira, kcautelar-nos quanto aotes, pirque a
persistencia sena a ruina oraplata do ere lito da
provincia, e seriamos em breve obrgados a a topeas
de medidas extremas, de recusarao3 at recursos
a d spezas ordinarias e indispensavds.
O Sr. Visconde de TabatingaChegar :mos a
miseria.
t) Sr. Gomes PrenteEu nao quero aiianar
dlscus;5es que em breva tranos; vou apenas jus-
tificar o projecto que se acha em discusso, e devs
iizer V. Exc e a casa qu neste asumpto tinha
camiuhadocheio de duvidas e receios. A casa sabe
qu- a rend arrecada la uo primeiro semeitre as
exorcicio corrente nao chegou para pagamento
das despezss ordinarias, e isto nao foi smente
devido a nao cobranca do imposto de gyro. Effec-
tivara-nte neste rapisto houve. urna grande di-
raiiiuicao entre a rcita arrecadada, e a prevista
e oreada ; raas alero dassa dimuuico de renda
era ora dos pontos principies da receta, occor-
rero outras, que podam ser attribuiias a causas
geraes e tambeio a causas particulares.
Pelo estudo qu" teuho faite adquir a coiivicca
de qua a arreeadacao dos impostos provinciaes
m.
Ou se trate de mposices indirectas ou las di-
rectas a amcadaeSo mal feita, e d'abi resulta a
a 1 igualdad* do imposto e em to :o o caso a su*
nsuffidencia.
Seuores, nXo temos systema uniforme da arre-
cadacao, qua uraa bandeira do retalhos.
- Corra esta servico por essa falta de uniformi-
dad-, c pela rau!t:pllcidade dos cncarregados da
arrecadacao quasi sem fiscalisacao.
A la executada divers*meute, e at nio tess
execucao algumas vezas confo ms arelu3tancia
do contribuate.
J vai adquirndo os foros de um as orna a
idea da que s pga imposto provincial quem
quer; e de facto com o imposto do gyro assiss
tem acontecido pelo emprego dafraudee da tra-
moa.
Por outro lado os impostes direetos ou antes dt
laticamcuto ou de collecta por isso mesmo raais odiosos, mais desiguaes, mais-arbitrarios, ni
sao pagos com regularidaae e o< dbitos resultan-
tes de taes mposices se avolumam espantosa-
mente.
Mas nao precipitemos a discusso daorcameats;
estas e outras cousideracoes tem sua opportuni-
dade.
Ura Sr. Deputado-E o dispendio do i-
nheiro ?
O Sr. Gom-)3 PrenteSeja como for, a verda-
de 4 essa; a receita arrscadada nao chegon
para fazer face a despeza ordinaria da provincia
e d'ahi vamos este espetaculo triste dos emprega-
do3 proviuciaes nao poderem receber os b cmeutos em dia, e muito felizes foram aquellos
qua poderain ser pagos com as famosas apolices
de 100 que eram ahi Tendidas no mercado soss
ura abate de 4 a 5 .
Nestas condicoes, na deficiencia da_ renda, es-
tando a provincia a dever urna oomma j crescia
dessa divida il-i -tuante e o inspector do Thesouro
informando que havia um dficit nnnea inferior no
exercicio de mil contos de ris, pareceu a com-
missao que se poderia autorisar o presidente da
prouincia contrahir um emprestimo at 5O0.-000,
destinado ao pagamento dessas despezas mais ar-
gentes.
Euentand', meus senhorea, que apezar dos
entpregados pblicos em regra geral estarem bem
remunerados, todava se Ihes deve pagar prompta-
mente ; em regra o empregado publico nao tess
outra renda alm da do seu emprego, e quand*
esta ihe falta por qualquer circunstancia luta ella
com serias difficuldades.
Remunere-se o empregado publico sem exagera-
cies; mas pagese pontualmente.
Eu, portanto, de accordo com os meus collegas
da c immisso de orcamento, entendemos que n*
era prudente autorisar o presidente da provincia,
qne alias nos merece toda a confianza, a contrahk
um emprestimo da mil cootos de ris, porque,
meus senhores, ha entre nos urna tendencia irre-
sistivel para se gastar ; niuguem pode conter-se,
ninguem pode addiar a satisfacao de necessida-
des ou melhoramentos qne s se devem realisar
em tempos prsperos.
Assim, ante esta contingencia, a commissao en
tendeu que era couveninte autorisar a adminis-
tracao a contrahir um emprestimo a t somma de
OtiOoOgOOO pata pagamento dessa di.idafluc-
tuant desse debite..,
Um Sr. Deputado Para pagar meta .
O Sr. 3omes PrentePara pagar met I nao;
secundo informar,oes do inspector do Thesouro o
dficit devo ser de mil costos, no fim do exercicio,
tomando por b se a arrecadacao j feita, e au des
pezas autorisad-is com concertos e obras novas...
O Sr. Visconde de TabatingaE que se estas
arruinando.
O Sr. Gomes PrenteNao se estao arruinan-
do ; sao pontes, estradas, etc., cujos cout -actos
nao se effectuaram apezar de se ter votado a ver-
ba, e nao se effectuaro naturalmente desde que a
assembla nao votar o emprestimo de mil contos.
Portanto sement para pagar a divida fluc-
tuante que a commissao propoe este e npn stims
de 500 contos.
Urna Voz E cha ga ?
O Sr. Gomes PrenteChega a se nao chegar
eu direi como o nobre deputado pelo 8 disti icto :
leiih un paciencia, a provincia chegou at onde
era possivel.
(Trocara se apartes.)
Se os n"bres deputados entendem que c em-
prestimo estancavel por sua insuffiencia, quand
eu que sou governista, que tenho confianca r a ad-
ministrarn, que sei que o actual presidente da
provincia, p rnambucano muito distinto, patriota
sincero, do que dou testemunho pessoal, pen 10 di-
versamente, podem emendar o projecto augmen-
tando o crdito; sem maiores esclarecim'lites.
sem prova manifesta de necessidade de um nova
emprestimo de mil contes, sem estudo aprofm idado
das condicoes da provincia nao serei temerario,
nao vote por esse augmento que desejam o 3 no-
bres deputados : nesta mate i o abuso...
O Sr. Visconde de Tabatinga d um apart e,
O Sr. Gomes PrenteQueira o nobre depitado
at-uder : o anno- financeiro nao sa flndou ainda ;
p issivel que neste 2- semestre a arrecadaciio so-
ja melhor que a do 1* semestre ; possivel isto.
O Sr. Jos MariaTudo neste mundo possi-
vel, mas nao piovavel.
O Sr. Gomes PrenteCono nao "provuvol?
O Sr. administrador do Consulado me declaro a e a
outros collegas que a arrecadacao do imposto i
gyro agora se est fazendo muito regolarmet te.
Um Sr. DeputadoNao dis isso o inspector da
Altandega.
O Sr. Gomes PrenteMas diz o administ ador
do Consulado que o responsavel pela boa art eca-
dacao das rendas provinciaes e eu devo acelitar
na palavra do fnnccooario publico tratando-e do
negocios officiaes e portante digo que o tivel
que no 2- semestre aawecadeeao seja melhw do
que do l"
O Sr. Jos Maria dium aparte.
O Sr. Gomes PrenteV. Exc. um dos mais
L
I itEim t
.**-
ti.


Diario de Pernamboc^uiota-feira 29 de Abril de 1886

public

retponsaveis pelo augmento da despeza
pelo estado deploravel daa finaofx...
O Sr. Jos Mara-Porque ?
O Sr. Gomes PareteJ5' possivel, Sr. presi-
dente...
O Sr. Jos MaraNao diz porque ?
O Sr. Gomes Prente Si) oooaaiao opptrtu -
aa ; na diaeusaao do oreamento lo diref.
Sendo possivel, Sr. presidiste, qae a arrecada-
f5o do 2- semestre saja superior a do 1-, sera
urna precipitaclo autorisar desde lrtgo um en
prestito., de mil cout sd ris na* estando venti
cada a necessiilade delle.
Agora so os uobres dapatados que aoopposi-
cionistas, que o aiada mais realistas do que o
rei, qu-ron autorisar um emprestimo superior
quelle que a commissairjulgi nec-saario, podem
a i1 ou 3 liiaeussio emendare projacto neate
sentido.
O Sr. LourenC' Je S4Emeude-o V. Exc.
O Sr. Gomes Prente Se estou dando aa ra-
zse pela8 quaes julgo sufficiente o emprestimo at
500:0002000, como posso emendar o projecto aug-
mentando o emprestimo ?
Agora, Sr. presidente, passarci a dar urna li^ei-
ra resposta ao nobre Visconde de Tabatinga.
O projecto diz que o juro do emprestimo aera pa-
go pelo seu producto ; nao tendo a lei do correte
exercicio cogitado dease augmento de despeza, era
necessario provideuciar a respeito d'ella.
Direi anda ao nobre Visconde que a eommissao
de oreamento est lutando com as maiores diffi-
culdades para equilibrar o oreamento, que tera di
ser votado para o futuro exercicio : urna opera
cao flifficil c at dolorosa, mas o provincia exige
sacrificios. N& se poder faier tudo de cma s
vez, una ao menos tenhamoa patriotismo bastante
para equilibrar noaso oreamento, livr.auo assim a
provincia do sacrificio enorme de cuntrabir em-
prestimoa rodos os annoa para liquidar exercicioa,
para pagar despezaa ordinarias.
K' preciso termos muito cuitada, muita resigna-
cao e muita forca de vontade; preciso salvar o
crdito da provincia, e para iaao todos devem con-
correr.
Um Sr. DeputadoSe nao houver grande cui-
dado, um outro emprestimo ser iuevitavel.
O Sr. Gomes Prente O que posso affiancar
aos nobres deputados, que hei de cumprir o meu
dever, estou disposto a nao satiatazer pedido de
qualidade alguma. Cada um dos nobres deputadus
tem a liberdade de votar como quizer, pois nao
estranQavel qae cu, nesta mat. ra era que a poli
tica nao nter vem, vote com a mxima liberdade.
Repito : estou disposto a nao fazer o menor fa-
vor com sacrificio doa cofres pblicos.
U Sr. Joao de OliveiraSomos dous.
O Sr. Jos MariTres.
O Sr. Soares de AmorimQiiatro.
H Sr. Visconde de TabatiogaTinco.
O Sr. Gomes PrenteEstimo muto ouvir estas
manifeatacoe e espero que ellas se trvduziro em
actos.
Eu pento, senhores, quejua ifiquei o projecto en
discussao, lato que demonstrei a triste necess-
dadeum novo emprestimo para pagamento de des-
peis ordinarias; e como a discussao versa gmen-
le sobre a sua utilidade. .
O Sr. Prxedes- Pitonga Essa nao se discute.
O Sr. Gomes PrenteDesde que, como reeo-
nhece o nobre deputado, nao se discate a utilidade
do pr. jecto, nada mais tenho por ora que diz-r ;
esperando at que o pr.-ject > merecer a approva
cao dos deputados que occupain a bancada op-
posta.
O Sr. Joo de OliveiraNao com o meu voto
que elle ha de passar.
O i*r. Coala Ilibrlro -Sr. prndente, m
eousidcracoes que aeabanios de ouvir do nobre de-
potaoo, relator da comm.-sao de oreamento, pens
que nao devem passar sem alguma n-fl -sao, qu.m-
do ma para combtelas, para rectifica! as e rciu-
zil'as ajustas proporcoea.
Nao diapondo de habilitacoes no assumpto e sem
estar me.smo preparado para entrar em urna ais
cusaao tao imprtame como poderia ser a deste
projecto, prov^v.-lm-rtite neo) guardare boa M len
na exposicio do que. tenho a dizer. Espero, por
isso, que os n brea deput 11 os ms ouvir i caa al-
guma benevolencia.
Sr, presidente, sem llovida \ stuacao desta pro-
vincia tai m. tao desastrada, que sendo esta a
primeira oeeaailo que se nos depara para tratar
moa d> assumpto que t-in n-lacao com financae,
devenamos aproveital-a para faz-r um exaine acu
rado sobre essa situacao e 'lre os meios de ine-
lhoral-a. Isso, poroi. cab 'ra a outros mais com-
petentes, e nao a mim que em adrainistnicao sou
quasi hospede.
Entretauto, comprehendo que esse dever pode
melhor ser exercido por oeeaaiao da discussao do
oreamento provincial, em que temos de cotejar a
receita e as desposan, a tixacao destas e o modo de
haver aquella; mas, cuja declare! o que me traz
tribuna, ouviudo o nobre reator da comu
de ornamento fazer certas consid -racoes geraes,
entend que nao devia deixar de dizer alguma cou-
sa a respeito do que elle exp dea
S. Exc. notou que entre nos, creio qae nao fe
seferio s provincia, o svstcina finmeeiro des-
astrado, que vivemos debaixo do rgimen de d-
ficits repetidos.
Sr. presidente, isso urna verdade, qae infeliz-
mente j nmguem ora ; diversas estudo3 s- lea
feito sobre o estao fiuaneeiro do aperio ; v-ae
d'ahi que tenis vivido le d ficit eni d icit e para
remediar o m ,1 nao deecobrrara anda dos-sos es-
tadistas outro meio senao recorrer aos einpresti
moa, que ve n augmentar o desequilibrio e aggra
var a nossa desgrana.
Has, Sr. prca deate, qual a raaao d'isso. d
desequilibrio e n-taiite. desse descalabro? E'a
poltica ni io giverno que o Brasil t-m tido
m Mtia w
O paiz, eApr que inda lia poue > pa~-
sou se l un altaa regies ; retrograuainas ein vez
de irogredir. Cncor i > que ambos os partidos sao
cul^iios; mas a maior soiniua I i r.-spousabilidaie,
sem duvida neuhuma deve recahir sobre a poltica
conserva ,ra (coutestaeefl la miioria), porqu-i
nio preciso um eatado minucioso, para saber que
um periodo muit) mais lougo no governo do pai
tem cabido au partido conser 'ador. Sem querer
apresentar os meua correligionarios cuno iseutos
de toda a culpa, nao posso entretanto deixar de fa-
zer essa' observacao. A muitos parece justa esta
apreciacao : to bons sao una como outros. Po-
ic'in, nao; ness i igualdade naohajustica. Os facios
protestam contra esse juizo, que o nobre relator
da commiss'i" prece adoptar.
Os meas co-regionarios podem ter erros ; oas
da vossa parte a respousabdidade muito maior.
Vos, que parecis ser os privilegiado dvste impe-
rio, nao podis ecusar maior quinhao nesaas cul-
pas. Dequem mais pode; maior a reaponaabili-
dade ; e vos, Srs. conservadores, podis muito ;
sou o primeiro a reconh-eel-o.
Neste imperio tudo vosao ; nao ba ramo de
adminiatracao que nao esteja dominado por vos.
Assim j nao o argumento de que bastara
simplesmcnte analysar o periodo de tempo que
tem governado o partido liberal e o conservador,
e que por essa forma veiifieaes que o partido con-
servador tem governado muito mais, e portanto
tem ti do mais tempo para evitar ou melhorar
atado de cousas.
Vosso privilegio est nisto ; de cima, o governo
todo vosso ; debaixo, governaes, talvez mewnr,
sem a propria respousabilidade.
En poderia dizer maia : a escola conservadora
iiiella que tem plantado o tilhotismo, arraojo
de parentes e adherentea, em| regos inuteis, aug-
mento de ordenados, aposentsdorias ; tal a for-
ca do partido conservador, tanto elle tem corrom-
pido o paiz, quo se governam os meus amigos
nao poden escapar influencia d'essc meio si-
Ciada.
Passando a considerar o estado finan -eiro da
provincia, sabemos bea que o que foiqu aggcavou
esse estado, foi a.suspeusao do imposto de con
sumo ; mas esse impost, poderia continuar, deve-
ria subsistir ? nao, Sr. presidente, eate imposto
era inconstitucional e tinha o grande defeito de
estabelecer aqu em Pernambuco urna ta ifa difi-
reme da das mitras provincias.
Isto comprehende-se perfeitamente : provincias
qne perteneem a um meamo imperio, nSo se podem
regular por tarifas difi-irentea. D'ahi reauliou
que algumas prac ia e pontos do imperio que, vi-
nham ae fornecer aqui no Recite, por cansa do im-
posto que tornou as mercadorias mais cara-, tive-
ram de estabelecer negocio com outraa, e e com-
mercio do Eecie comeoou a aoffeer. O lail pn-
tanto nao est ua suapentao, emboraesta, sbito e
inesperada como foi, o aggravasae; o mal esta va
na existencia do impoato. Mas quem foi que o
creen ? Quaes os que naque lia poca alargaran]
demasiadamente as despesas da provincia ?
E' preciso, porm que a provincia, o commercio,
nao esqueca o nome d'aquelle que empunliuu a
penna para bater este impaiito funto desde que
o iniciaram.
En me refiro ae Dr. Aprigw Goinjar, de aau-
dosa memoria, que logo que ereou-se esse imposto,
abri contra o meamo urna serie de artigoa na im -
prenaa, artigoa que Ihe valeram maiti descompos-
tura a grandes desgostoa.
Elle desde aquelle tempo previa asconsequen-
cias mis e funestas que de va producir este im-
posto, to fallado e que na verdade t intoa dai-
nos nos trouxe.
Os nobrea deputados, ou oa aeus-Aaigos, quei-
xaram se muito do faetc la suspensivo, sem ver
que o verdadeiro mal estova no imposto, nao tan-
to na suspendo d'elle, que algum dia li va de vir
A verdad-- que a- nao (ivessein --stab lecid se
ni Ihante medida, lato cr>ac4o de uio* Aliando
gi provincial a par da g'ral, nio eato/a a pr jvio
ca oa situacSo em que se acba.
Queixaram se muito do Sr. Paran ra ; mas a
este deram um voto de coufianca que i eio mostrar
como que a poltica codservadoru zltessa im
portante attribuicao que a Conatituico d aoa re-
presentantes da naco. essa attrihnici que a
primeira nos paizes livres a de fixar annualmente
as despesas Dublicas e autorisar a percepeo do
imposto.
Queris saber como voseoa co-religionarios ze-
lam essa prero^ativa ?
Fropozeram na cmara temporaria e ao tempo
do ministerio do Sr. Paranagua urna emenda pro-
rogando o oreamento por doua annos, sem que o
governo liberal o eolicitaaae. Essa emenda teve
contra si os votos da mxima parte dos deputa-
dos liberaes; foi votada por alguns destea e por
toda a phalauge const rvadora, porque i'essa ina-
neira se meaospresava urna das attribuicoes mais
importantes da cmara, que representa o elemen-
to popular e no Bra i I todo o empeuho tem sido
nullificad. Deram ao governo, e governo de ad-
versarios, nm oreamento por dous annos, quando a
Coustituic quer que a lei seja feta annualmen-
te. E s porque, Sr. presidente, entendeu-se que
era um meio pelo qual o partido conservador se
approxnnava do poder Era essa urna escuda
que tractava de armar !
A casa me releve casas consideraces geraes
que eu tive de oppor a outras do metalo genero
em que tocou o nobre deputado.
O Sr. Gomes PrenteEu nao aecusei ninguem.
OiSr. Costa RibeiroV. Exc. dase que a rea-
ponsabilidade pelas nossas desgranada.finanzas
geraes e provinciana era commum a ambos os par-
tidos. Isto verdade at certo ponto, mas nao o
absolutamente como quiz tornar claro, bem cla-
ro, que o noaao quiuhao neaaa responsabilidade
netn se compara com o voss>. (Aparte.).
Est o nobre deputad > a dizer que abstrahaia
moa d"isto ; eu nao se que cuidar de interesaes
da provincia seja cousa estranha politic i. I) .--
ta, se tor boa ou m, que dependem si rem bem
ou mal dirigidos essea intereasea. Quando aqui
ti venos de votar a cousa mais insignificante, ca-
da um de nos deve aprecial a segundo oa princi-
pies da escola poltica a que prtence. A polti-
ca que deremos coudemnar aquella que poe a
margem os principios, as ideas. Mas isso de ter
principios e pugnar por elles eusta muito ; melhor
muito mais commodo dizer tanto vale um OdCfl i
outro. Assim cudu um se arranja c colloca-se
melhor.
Eu ja pedi venia por ter feito estn cousidera-
coes ap-nas quiz protestar contra o que diaae o no-
bre deputado da commasuo de orcameuto, quan-
do quiz por nos no meamo p de igualdade quuutn
a r- sp.Mif.bidade pelo eatado :o da provincia.
Agora ciiigindu-me aoassumptodo prejectodi vo
dizer ao nobre deputado que elle nao explicou, nao
responden tatisfaeroriiimente is objeeeas taitas
pe K uiMi- aligue que ae suutain nesta bancada.
15' verdad.'que podemos tratar d'isto m 2* dis-
cussao, porque s ento tm lugar amen las mus
Iiein todos talvez estajan] aqu nesta ..ccasio e de
mais nao so |>erde O tempo, desle que o lebate foi
uberto. em sdiaatai desde la algumaa. id is.
iiealmente nao somos nos da oppowfo os que
devenios ter a iniciativa (m propor meios para ad-
i iiu trafilo da provincia, entretanto como sabemos
que realmente o estado da provinei l m tu ; que
bu um grande numero de .'uucciouarius publico lio
men8 pobns, atrasados no pagamento de seus or-
denados e nitros servie >sque ainda nao foram re-
i lanerados, nao dnvi ti.remos votar pela aotorisa-
^o de meios que aabem oa crditos Ja provincia e
ii ibitcm esta pig-ir aoa seu; empregados e aoa
seus credores.
Por conseguinte, \j o nobre deputado que a
iiiiuha intrausig-neia como opposcionista encontra
sempre um limite.
Mas se os nobres depat >d 3 no co.itestara, que
o alcance do Thesouro Provincial, no ultimo se-
mestre, qnc est quasi a fiuJar-se-ha de ser d
mil cintos, porque razao apresentou a nobre com-
mi-sao um pro;ecto de autorisacao apenas para
5lK):000 e ainda ussim tendo de deduzr-se desees
ijuinhentos coutos o preciso para o pagamento dos
tivos juroa ?
No piojecto nao se diz qual seja o tempo desse
juro a deduzir. unida que i-eju o juro de u n auu
o emprestimo tem de ficar muito reduzido. Se ha
neecssiditde de muito maior qoaatia, para que pe
dir muito menos ?
Isto parece urna muneiiade Iludir o publico ou
e: tao a eommissao de orcam^nt >, (nao me refiro
opiuiao da Assembla porque nao conhee ',i est
desconfiada p ante aJmuiatraco da provincia.
O Sr. Gomes Prente.Nao, aeuhor.
O Sr. i; .sta KbeiroPon crea que do proce-
diinenfo da comaissio pode-se tirar tal illacio sem
aeahnma malicia. Precisa se .le mil contos, o no-
hr depat -do. c 'in i meinbro da eommissao de or-
ea nento r>couhece, mas nao quer dar toda essa
quaiitiu. Portanto parece que o nobre deputado
recela que se o Sr. presideute da provincia tiver
muito duheiro cortar largo.
Dep lis ba urna ideia em que preciso tocar.
Eu nao bou hoincu .le dinbi iro, nam eatou em
teto com oa hoin-'n-. de diuh-iro, mas peaao
que Dio m sino esta quantia pouea como e ao
juro le 7 /., o Tnesouro Provincial encontr r,
p rque a le de oryuneuto para o ex -rcicio corren
te autorisou oTbcsouro a cou.ra'r um einpresti
mo afim d saldar o exercicio de 1Sj4 a 1BS5.
Segundo n- consta o Thesouro nao poude rea-
lisar o esprestimo, mesmo a juros de 7 /0 com tola
a importancia de que precsava.
E pois ae passar este emprestimo ser umi me-
dida intil.
Nao seria possivel autorisar o presideote d* pro-
vincia a contrahir um emjrestimo mesmo fora da
provincia V Vimos ainda ha jOuco o governo ge
ral coutrahindo na praca do Rio le Janeiro um
empreatimo de cincuenta mil contos a juros de /0.
Talvez all tosse mais fcil a provincia obter o di-
nheiro de que precisa e com menor Liierifieio.
Toco nesta ideia ; a nobre eommissao tomal-a-a
na eonsideraco que Ihe merecer. Em todo cuso,
Sr. presidente, eu nao uaistirei em que a nobre
eommissao modifique deade j o seu projecto por
que vejo que a occasiao opportuua de apreciar-
inos quaes as modificaeoes a lazer e de resolver-
moa sobre rilas a 2* discussao em que o projecto
pode ser emeadado, o que agora o regiment nao
permita.
Peco casa que me desculpe a maneira desor-
denada pela qual me externei.
O Sr. Gomes PrenteNao apoiado, foi um pou-
co injusto, mas falln bem.
VozesMuito bem.
Nngiiein mais pedindo a palavru encerrada a
discussao e posto a votos o projecto approvado,
senuo dispnsalo do intersticio a rejuerimento
do Sr. Joo Alves.
Entia em Ia discussao e 6 approvado sem de-
bate o projecto n. 50 de 1881 (declarando que a
prohibico da lei n. 1320 nao se entende com as
eolkctoriaa.)
Eutra em 3a discussao o projecto n. 180 de 1884
(propoata da Cmara Municipal do Brejo da Ma-
dre de Deus.)
E' approvalo sem debate.
Entra ca 2' discussi o projecto n. 120 de 1885
(fabrica de cortumes.)
Niaguem pedindo a palavra encerrada a (lis -
lo e approvado o projecto com as seguiutes
emendas :
N. 1. Em lugar ds 20 annos, diga-se : 10 an-
nos. -Barros Barreto Jnior.
N. 2.A fabrica de ortamc no gosar de
isenvao de-imposto algum, nem de quaesquer favo-
res direetos ou indirectos que tenham por fim pro-
hibir a entrada ou Venda na provincia, de pro-
ductos similares, nacionaes ou estrangeiros,art.
4. Nao fnnecionando a fabrica regularmente no
fim de 2 annos a coniar da dato da presente lei,
caducar o privilegio. 15arros Barreto.
Entra em Ia discussao o projecto n. 18 ueste
anno (posturas da Cmara Municipal de Nossa Sa-
inara do O' de Ip.juca.)
Vem a mes, lido, apoiado e atra emjuneta-
mente em discussao o seguate requenmento :
Ueqnsiro o adiameuto da discussao por 24 Le-
ras.Jos Mara.
Ni agera pedindo a palavra encerrada a di
cussao do r, querunedU) e posto a votos regei-
tado. |
Continua, portanto, a discussao do projecto.
Nao havendo quem paca a palavra, encerrada i
a discussao, e poeto a votas approvado.
Entra em 2* disooaaSo o projecto n. 3 deste
anno (permuto de cadeiras.)
O Sr. Joa Mara faz breves considera-
coes
Ninguem mais pedindo a palavra, encerrada a
discussao, deixando de votarse por falta de nu-
mero.
Entra em 3 discuaaS, e fie adiada, o projecto
n. 53 de 1885 (elevando o districto lo juizo de paz
e subdelegada de Pal aeira de Garanhuns a tre-
gueziu sob i invocaclo de Nosaa Senhora da Con-
celeuu )
E' i-mettida aanejao a sgaintc resolucio :
Cranlo o municipio o termo de Nossa Seahora
do U do Altinho.
O Sr. presid ntc nomeia para completar a eom-
missao de peticoes, o Se, Kerreira Velloso ; e le-
v.iuta a sesso designando a seguiute ordem do
do dia : continaaco da antecedente e mais 1 dis-
cussao doa projectos na. 14, 30, 33 e 2a doa de na.
23 25 todos deste anno.
KliViSTA DIARIA
tKnemlila Provincial Funccionou
hontem sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparecido
29 senhores depntaoos.
Foi lida e approvada sem debate a acta da ses-
s-i antecedente.
O- Sr. 1 secretario procedeu a lei tura do ae-
guinte expediente :
Um officio do secretario do governo, remetiendo
urna luformacao do inspector do Thesouro Provin-
cial e mais papis annexos sobre a c-.mcessao do
do credit- de 37b0 para pagamento de pasaagens
na estrada de ferro do Limociro a um preso e
pracas.A' commasuo de oreamento provincial.
Outro do mesmo, devolvendo informada peti-
co de Jo8 Gomes Ferreira Maia. -A' quem fez
a r-quisicao.
Outro do mesmo, transmittindo nova informacuo
do Dr. ebefe de polica sobre o beriberi na Casa
do D-t'-iioa >.A' quem fez a requisicao.
Outro do meamo, remettendo o bal- neo d re-
ceita e despeza do ex-rcicio de 1881 a 1885 e o
oreamento para o de 1886 a 1887 de Cmara Mu-
nicipal de Palmares. A' eommissao de ore amen
lo municipal.
Outro do esmo, devolvendo um exeinplar da
resolucao sanecionada sob u. 18ri3. A' archivar.
Outro do mesmo, trausmittindo por copia um of-
ficio do director da Colonia Isabel, em que solicita
u oa aubveoQo annua de 30:0003A' eommis-
sao de oreamento prrvincial.
Um a petico de Candido Elias das Neves, ex-
officiul de justiea de Ipojuea, requerendo consigna-
cao da vema de 121500 para a Cmara Munici-
pal d'all pagar-lhe o que Ihe deve de custas.
A' eommissao de ornamento municipal.
Outru deJoo Nepjmuceno da iilva, cessionario
do imposto de dizuno de gado vuceum, cavallar e
ollar, dos municipios de Limoero e Taquaretinga
requerendo um abate de 50 /. s-.bre o valor total
da arremataeao. A' eommissao de oreamento
pr ivmcial.
O Sr. visconde de Tabatioga pedio dispensa d
cargo de inembro da commiss i de tazeuda e or-
eamento, aendo-lhe negada pela casa e tendo ora-
do pela ordein o Sr. Coelho de Moraes.
Adiou se, pe iido do Sr. Joo de Olivf-i.a, a
discussao do requerimeuto do Sr. Jos Mara, pe-
dindo infurirac-o sobre os professores nomeados
pr a actual Bitaaeio poltica.
I'as-ou-se primeira paite di ordem do dia.
Aliiu--e pela hora, que foi prorogadapar 30
minutse requerimento do Sr. liego Barros a 1."
iiscosaao d projecto o. 43 dest auno (oreamento
provincial,, t i.l l orado os Srs. Prxedes Pltaa-
tra, Gomes Prente, Burilo de Itapissuma, Andr
Diat-, Coelho de Moris, Visconde de Tabatinga e
Jos Mara, sendo apoiado um requerimento do
Sr. Burlo de Itapissuma pura voltar o iirojecto
eommissao de taz uida e ore .in-nto, afim de modi-
fical-o em face das consideradnos que tem sido ex-
t nadas.
Pa=sou-se 2.a parte da ordein do da.
Approvoa-se em 2* discussao o projecto n. 25
desti anuo com uuas emendas, sendo regeitada
urna e o requer ment reaco de S>.
Entrando era discussao o parecer da eommissao
de peticoes, com voto em sepralo, sobre o reque-
rido por Alfred Bt-st Fagmao, veio mesa um
requerimen'O de adiameuto do Sr. Jouo Alves en-
eerrando-se a discussao e no se vetando por falta
de numero.
Adiou-se a 3.a diseuasao do projecto n. 120 de
L886
A ordem do da : 1* parte continuaco da
antecedente ; 2 parte contnuacao da anterior e
mais Ia discussao do projecto n. 108 de 1885.
ImpoNlo de gyro rommercialDa
secretaria du presidencia nos foi remettido para
publicar o aeguint":
3 srcfoo Palao da previdencia de Pernam
bueo, em 2H de Abril de 1886.O vice-presidente
da provincia, nos termos do art. 21 daa Instruc-
o3ea de 19 de Agosto de 1885, resolve modificar
os irts. 7 a 12 das mesmas 'nstrueces, inandan
do que, na eobraDoa do impoato deque ellas tra-
'am e na part" da arrecadar;uo a que se refere o
art. 7o, se observe o sagninte :
- Art. 1 Cuistituein asseuto da renda e lauca-
meotoda recrito do jjrro comraercial, na parte re-
te s cusas de aegoeia de iuiporticao, os des-
pachos do mercadorias feitos na altan lega d nata
cidade e aa guias ou certiloes de cutras alfande-
gas que acoinpauharem as mercadorias de que
cogita o art 8 I ti i feridas ni3truc(,'io-s.
Art 2." A irracadacao do imposto do artigo
precedente tari lugar em seguida ao pagamento
los dr it >s geiaee, mediante nota integral do des-
paefa .a a.t .ndega, na qual se deelarur o valor
officul das mercadorias em despacho e o calculo
por i xtens e em algarismo do imposto provincial
a pagar. Essa nota, acompanhada da primeira
va do despacho da alfumlega, ser apresentada
ao consulado afim de ser ah procesa ido c satis-
feito o imposto autes de sahirem as mercadorias
ila altandega ou dos depsitos em que se acharem,
sendo o valor ofHcial d'estas calculado do uccordo
com a tarifa da alfandega, tomando se per base
os di.-eitos geraes n'ella estabeieciios sem o ac-
crescimo doa addiciouaes dos meamos drcitos.
Art. 3. Procesaado o despacho e pago o ira-
posto para o desembarazo definitivo da mercado
na. por meio de sua aahida legal dos pontos em
que ella estiver, ser exhibida nota de quitaco do
impoato com recibo do rhesoureiro do consulado e
organisada por quem agenciar o despacho, ao no-
pregado provincial de que trata o artigo seguiute.
Art. 4.' Para fiscalisa5ilo da cobrancu do im-
posto, haver empregados que aasistom a sahida
das mercadoiiis nos termos do artigo precedente,
incumbindo Ihea no exercicio d'essa attribuicao
intimar aos interessadus que nao retirem as mes
mas mercadorias da alfandega quando omitti.'as
algumas exigencias fiscaes; deter e fazcl as reco-
lher a deposito, quando retiradas da alfandega
s"m observancia da condco anterior, correndo
n'este caso qu-iesquer despezas por conta do res-
pectivo dono e apprehendel-as fra du alfandega
urna vez qu: se insista na reluctancia ao paga
ment do imposto iacoutinente.
Art. o. Aa mrjadoria3 que sahirem sem o
devido desembarazo e autes de aatisfeito o impos-
to provincial doa pontos em que estiverem, consti-
tuem e nas condices do contrabando. N'este
caso silo eompcten'.es para apprehendel-aa quaes-
quer empregados do consulado ou da alfandega,
percebendo o apprehensor ou deuunci inte, quando
se baja procedido em virtude da denuncia, as van-
tagens do art. 17 da lei c J5'.I7.
. Art. 6. Fiea sem efreito o acto presidencial
de 24 de Agosto de 1885.
(Aasiguulo) Ignacio Joaquim de Souza
Ledo.
filntria da Boa-ViataA's 6 horas da ma-
ullo de sexta feira, ;30 do correute, comecam oes-
su matriz os piedosos exercicioa dJ*fBez de Mara,
na Inna do costume.
Tribunal do Jury do ReclfeAnda
boutem nao se iustallou a 2" sesso por deste tri-
bunal, visto s terem comparecido 19juizesdc
facto.
Foram multados em 20 oa que faltaram c sor-
teados mas os s-tguntes jurados anpplentes.
Fregvea do Rec'ft
Jooquim Comulgues de Carvalbo.
Frmiano Joa Kodriguea Ferreira Jnior.
Fregunia de Sanio Antonio
Dr. Manoel de -a Barreto Bumpaio.
Dr. ManoeL Joaquim Francisco de Moura.
Antonio de Borba Continuo.
Francolino Izidoro Leal. i
Dr. Francisco de Asis Pereira Rocha.
Dr. Manoel Gomes de Argollo Ferro.
Augu.-to Ftrera de'Carvalh?.
Joaquim Mamede do Nascimento.
Dr Joo Bastos de Mello Games.
Fregaea de S. Joi
Joao Francisco de Albnquerqur
Wguetia da Boa- Vista
Tenente Fraacisco Evaristo de Souza.
Joviniano de Azeved Mallo.
Jos Goncalvea du Medeiroa.
Major J>5s Francisco Antunes.
Miguel Fontoura.
Leodegario Padilha.
Carlos Augusto Lins de Souza.
Alferes Pedro de Barros Falcao.
Pedro Rodrigues de Souza.
Joao Pedro Smoes.
Man el Jos de Souza Guima.-iles.
Freguezia da Grata
Aiolpho Epphamo Miuriea.
Antonio Pootes Marinho.
Joaquim Vicente de Mello Pinto.
Freguetia do Poco
Franciseo du Reg Mello.
Jorge de Abreu Lopes.
Jos Antonio de Oliveira e Silva.
Contiixiam hoje oa trabalhos do meamo Tri-
bunal. *
oiPrewidente nos que no paquete uacioual Cear, esperado do
norte 2 ou 3 de maio prximo, deve vir o Exm.
Sr. conselheiro Joi Capiatrano Bandera de Mello,
presidente do Maranho, trazendo aua Exm.* fa-
milia.
S. PauloRecebemos de S. Paulo o relato-
rio qae, ao respectivo presidente da provincia,
apresentou o aetual chefe de polica, Dr. Manoel
Ju'enai Rodrigues da Silva. Agridecemos.
FallecimentoPor informales colhidis de
foute pura, confirmou-sc infelizmente a trate no-
ticia qne dem >s em telegrainma do p issamento do
Dr. Severino Ribeiro Carneiro Monteiro, em s'ia
estancia do Serr, no municipio do (xuarabir ou
provincia do Rio Grande do Sul.
0 finado era natural daquella provincia ; mas,
vinlo, ainda muito joven, fazer nesta capital 8eua
estudos preparatorios e cursar a Faeuldade de Di-
reito, onde depoig obteve o grao de bacharel em
aciencias juridicas e aociaea, no anno de 1869,
teve de residir nesta provincia, durante o periodo
de sua educaeo scientifica, deixaudo muitas r ;-
lac'-s e sympathias ulra de muitos parentes, que
o estimavam.
Depoia de formado, voltou residir em aua pro-
vincia, onde caaou-ae, dedicando-se depoia ad-
vogacia e a poltica, sendo eleito deputado em
varias legislaturas.
Na penltima legislatura, apartou-sc o Dr.
Severino de seus correligionarios polticos, para
defi'ender a cauaa da abolco do elemento
servil.
Devia ter a idado de 33 annos ; era um moco
bastante inf.rllgente e disto deu exhuoerante
prova em differentes discussoes parlamentares.
Era filho do finado Barao de S. Borja, natural
que fra desta provincia.
A sua familia apresentamos as nossas sinceras
condolencias.
Em transito0 paquete Magellan levou
boutem para a Europa 8li paasageiroa, sendo 4 to
madss em Pernambuco.
Leilo transferido Para 30 do can-ente
foi transferido o leL'o de movis que o agente
Martins doria etteetuar hontem. Deu cauaa a iaao
a chuva copiosa que cahi^ pela manha.
Ferlmento grave Mandarara dizer de
t.'auhotinho que. s 2 horas da tarde de 24 de cor-
rete, Bezerra Guedes ferira gravemente com urna
taca leu proprio rutilo Jos Lucio Bezerra; eva-
dndo-se depois do crirae.
Ileunioca aoetaeNHa h.je as segointes :
Do Insttut Archeologieo, ao meio da, na res-
pectiva sede.
Du Aasocia^o dos Funccionarios Provinei.es,
s 4 1/2 horas da tarde, em assembl* geral, pura
ser assignada urna repres-utaco Assembla
Provincial.
Do Gabinete Portuguez de Leitura, s 6 horas
da tarde, na respectiva s le, para leituru do rela-
torio.
ttociedade Editora Pugilato .lite-
rario -Com este ttulo acabam alguns Srs. es-
telantes de fuudar nesta cidade nina eociedade
cuja directora ficou assim constituida :
PresideateFelicio Buarque.
Vkic presidenteFrancisco de Paula Vieira.
Io secretarioRodolpho de Sant'Aiiua.
2 secretarioManoel da Paixao Vieira.
OradorManoel do Sacramento.
Thes-ureiroAntonio L. Chavea.
Hez de Mara no Caras Sexta-felru,
ultimo dia do conente mez. s t horas da manha,
ter lugar a abertura do Moa Mariano na groja
do Cirmo, havendo terco e cnticos sagrados e
depois pratica pelo Rvd. Pr. I'edr., missa c ben-
5S0 com o Suntissimo Sacramento.
Nos das santificado' comi'carSo os exercicios
s quatro h ras e meia da m taba.
No cruzeiro da igrej 1, junto grade do areo da
capella-mr, se conserv .r um altar decente-
m-nte preparado com a magem da Santissima
Virgem do rearmo, ond6 os devotos poderao faser
suas oravo-s.
Comit RecreativoFunccionou esta so-
ciedaile em sesso ordinaria as 5 horas da tarde
de aoatfaa, sab a presidencia do Ssr. Autouio Ra
phael Alves da Costa, .v-chando-se presentes 15
consocios
O 1 secretario leu a acta da sesso anterior so-
bre a qual fullaram diversos, sendo afinal appro-
vada.
Foram proclamado*! socios es Srs. Pedro Jos
Polyearpo da Cmara, Julio Cesar Marques e Ma-
nuel Ferreira de Souza.
O Sr, preaid-ne pedio ao Sr. thesoureiro que
aprcaeutasae nu 1" sesso o baluncete d estado
dos cofres da sociedade, e designou o dia 2 da
Maio aa 11 horas da manha para haver nutra sea-
sao afim de dar posse nova directora, e encer-
rla a seaae aa 1 aaaa la non te.
BsUklaete de Leitura IiuaranNueii-
aeSob a presidencia d > Rvdm. vigaro Flonauo
Co tiniio, funecionou este Gabinete, em acssuo or-
dinaria, no dia 4 do correte me:, presentes 10
socios.
Lida e approvada a aeta da aesao anterior, o
Sr. secretario leu o seguinte expediente;
Officio do Illm. Sr. .Martiniano Mondes Pereira,
sobre assumpto relativo sua Gramtnatica Latino
Portuirueza.
Apresentou o Io aeeretario a s* guinte listi de li-
vr 13 e jornaes recebidos no mez de Marco prxi-
mo paseado.
Pelo Dr. Miguel Nun' : Discursos e diversos es-
criptos do Dr. Aprigio Gimares, 1 vol. em broch.;
Humorismo, versos Paulo Pereira, 1 vol. era broch.;
\ece 'ummarias peL-Dr. Adolpho P. Cime, 1
vol. em broeh ; Folhas, versos de Fernandes de
Castre, 1 fulheto; Discursos parlumentares do Viei
ra de astro 1 vol. em broch. e muitos outros fo
lhetos.
Pelo Sr. Olympio Rodrigues: As mina3 de pra-
ta, por Jos de Alencar 9 vol. ene.
Pelo Sr. Martiniano Mondes Pereira 6 ejempla-
res de sua obra, Gramtnatica Latino Portugueza.
Pelas respectivas redaceoes:
De PernambucoDiario de Pe'nambuco, Jornal
do Recife, Rebate, A urora e Sea* de Outubro.
Do Rio de Janeiro Semana, Paize Vanguarda.
Do CearCearense c Conutiluic&o.
De Sergip'Jornal de Sergipe.
De S. Jaulo Imprenta Evanglica.
Pelo socio bemfeitor Dr. Francisco Justiuiano
Cezar Jacobina diversos jornaes de Sergipe, Ba-
bia o Alagoas.
Em seguida, foram eliminados 6 socios effectivM
por nao se acharem comprchendidos na disposi$o
de art. 11 2o doa Estatutos.
Nada mais baveudo tratar se, o presidente le-
vanta a sesso.
Estado nerallPara bea aseeaeZo.da lei e
do reg lamento recentemeute promulgados acerca
ds estado servil, (oram expedidos pelo Ministerio
da Agricultura, a 1> do correute, os seguiutes
avaos:
A' presidencia da provincia da Pnrabyba.
Illm e Exm. Sr.Accuso recebiUo o officio de
V. Exc, de 16 de Fevereiro ultimo, ao qual aeom-
panhou copia da deciso dada por essa presidencia
cbuaultu que Ihe fez o Juis de oiphos da capital,
relativamente ao modo de cumprir algamus da
posicoes do regulamento n. 9,517 de 14 de Novem-
bro do anno prximo passado.
A deciso de V. Exc. fo:
I. Que, emquannto nao esiiver ultimado o arro-
lamento, as intimad-oes racommeudadus p :1a cir
cular de 23 de Dezembro, quanto aoa maiores de
60 annos, sarao apenas para que os ex-senhores
fiquem iuteirados do aovo estado dos amigos es-
cravos, sem necessidade de comparecim-nto de
iin^ e de outros, porquanto, na conformidade do
art. 1 7o a le, ficaro isentos da prestacao de
aei vicos os sexagenarios nao arrolados. Aaem
que, teitaa as intimacoes em teimoa explcitos, ser
reservado o auto de que trata o i" do art. 11 do
diento de 14 de Nevembro para quando o arrola-
meuto fr encerrado.
2. Que. para verificacao da clausula a que se
refere a segunda declaraco da circular de 23 de
Desamas o I timo, de accordo eom o art. 3, 13
da le, indi ipensavel que comparecam parante os
juizea de o phas os'ex-eseravos que torem actual-
mente maiores de 65 annos, acompanhados de seus
ex-seohores, afim de que pela ioapecco pessoal
possam os meamos juises decidir se aquelles sao
capazes de ganhar os meios de subsistencia, ou ae
deve prevalecer a obrgaca^, imposta aos ex-
senhores, de os alimentar, vestir e tratar em auas
molestias. O auto que se lavrar deasa conferencia
ser archivado no cartorio do eacrvio, at que
estoja urovidenei 1 > -r a dos livroa do 4,
art 11 do decreto n. 9,517.
8." No depen lendo de n -nhum titulo ou for-
maiiliiu os d.reitis cuneitidos pela I -i aos ex-
esetavos maiores da 60 annos, nenhuma carta de
lib -rdad'.) tem do ser passada ptios juizes de or-
phos, sendo que a intiraucaj cansequencia da
liberdade decretada pea le.
Quanto ao cumparecimento dos maiores de 65
anuos para inspecco oc :ular por parte dos juizes
de orpbuc, declaro a V. Exc. que, sendo anterior
a oorigaco do ex-eacravos sobre lita inspeccao,
uem serviado esta seno no caso de preferir o
liberto obter em outra parte meios di subsistencia,
tal comparecimento amente pode dar-se na hypo-
these indicada no 13, art. 3*, da lei n. 3,270 de
28 de Setembro ultimo.
Outrosim, relativamente aos maiores de 60 an-
nos, sujeitos a servico pelo praso da lei, nao
essencial que cimparecam perante os juizes de or-
phoa, bem como e certo que a liberdade adquirida
em razo da ida le nao depende de carta de alfor
ra, nem de nenhuma outra forraalidude.
Assim completada e approvada a deciso de
V. Exc,, cabe-ma dizer-lho que os liaros de que
trata o art. 11 2 do regulamento 11. 9 517 de 14
de Novembro ultimo no ao sujeitos a aello, se-
gundo j foi communicado a V. Exc. por circular
de 27 do mez fiudo.
Deus guarde a V. ExcA. da Silva Prado.
A' presidencia de Miuas-Goraes.Illm. e
Exm. Sr. -Accuso reeebido o officio dessa presi-
dencia, de 24 do mez fiudo, ao qual aompanhou,
por copia, a deciso dada consulta que Ihe fez o
juiz de orphoa do termo do Mar de Hespanha, a
saber:
1., que a intimaco mandada fazer pela cir-
cular de 23 de Dezembro nltime apenas para
que os ex-senhores dos sexagenarios fiquem in-
teirados do novo estado destes; 2, que o praa de
3 annoa de aervicou aeja contado de modo que o
liberto de 62 annos airva uf 65. e assim tainbem
os de 63 ou 64, sendo para aquello o praso de dous
annos, e para ste de um. s
Decl iro a V. Exc. que ambas a8 dec3es ficam
apprjvadas, sendo certo, em relaco primeira,
que o eompareeimeoto dos sexagenarios peraute o
juiz de orphos durante a nova matricula, no
esseucial, conforme declare em data de 31 de
Mar^o presidencia da Parahyba.
Deus guarde a V. Exc.4. da Silva Prado.
A' presidencia de S. Paulo.Declaro a
V. Exc. que esseucial que eomparecam perante
os juizes de orphojsos libertos sexagenarios sujei
tos ao praso de serveo marcad) uu lei 11. 3,270 de
28 de Setembro de 1835, antes de encerrada a
noru matricula e arrolamento; no so applicuveis
o caso as multas do art. 3" 11 do regulameno
n. 9,517 de 14 de Novembro. Fiea assim respon-
dido o olfieio de 26 do mez fiado, em que V. Exc.
me deu eontu du consulta feito pelo juiz de direito
da comarca de Lenees.
Deus guardo a V. Exc A. da Silva Prado.
Resulta dos aviso, transcriptos : Io, que,
durante o prso da n iva .11 itrieoea, os antige se-
ntares dos lib rtos 3et* geuarios nao sao obrig -
dos a apres-utal-os aos juiz s de orpbSoa ; 2*, que
a falta de apreaaotaejto nao exooe multa; 3o,
que os libertos maiores de 65 anuos rnente de-
vem ser apresentados quando deelararem a nten
510 de procurar, tora da comp mliia do ex senhor,
meir-s de subsistencia, tendo por lim 03ta apresen-
taco habilitar o Jais de orpbSos a v.-nficar por
inapeeoao oecular ae taes libertos so aptos pelo
Eeu estado physico para adquirir aquelles meios.
Algun juizes tem entendido que a apreaonl
dos libertos sexagenarios obrigat ,ria des ie j. e
eonsequeritemeute que a omisaio do cumprimento
deste dever expoe multa de 205 e de l!K) nu
reincidencia du falta, aps nova -ntimaco. Este
rigor denota sel-, nem haveria inceuvciiieucia.
quanto a nos, em tornar applicavel dede j e=ta
providencia, que o -egulamento oe 14 du Nov u
bro estatuio p na poca posterior ao encerrameot
da matricula. Tul no Li, entretanto, o aantid
da circular de 23 de Dezembro, a qual estubeieceu
tio -o nente que, durante o praso da niva matri-
eula, sejam intimad ts -s ex senhores da condico
adquirida pelos seus antigea eseravos que hou-
sere i attirigido a idade de 60 annos. A diversi
'jade das disposicoes applicaves durant-i o pr-\so
da matricula, e apis o encerrameuto da inacripcao,
explicavel pela circumstancia de que, somante i
vista do airolameato dos libertos. poJer verifi-
Car-se qaaes aquellea que se acham obrigad a a
servico, s-udo que os no arrolados pasaaraO
e :li goria de peasoas livres sem neuhuma depen-
denciu de tituto ou de qualquer formalidade juri
dica.
Entrada de ferro de Cantagalo
Lemos na Gazeta de Nata*, da corte, de 2 do
crrente :
D.'U-se uute-hontem nm horrivel desastre na
estrada de ferro de Cautagallo.
A's t horas e taa da tarde, suba a serra
um trem composto de cuo wigons de mercado-
ruis, coa luziii lo operarios, quando, prximo es-
taco d 1 Alto da Serra, ten lo a ma sbin 1 ;> irado,
ao lar o impulso para se por de novo em morim n-
to, partio-se a correute de engate de um dos car-
ros, e o trem desceu a ampa vcrtigmosaiiente e
atirou 03 trabaiaadoret fra, chocndose una con
tra 03 outros, e descariiihando a uns 500 metros
de diatouea.
. Em cons-quenciu deste terrivel aoei
m uTecam immediatamente 411 itr tr.balhadorea.
ficaudo Mttros grav mente ferWoe, alguns dos
juaes talvez j teuham fallecido u esta h ra.
Tendo tido aviso a eataeao de Friburgo, d'ahi
parti um trem conduzindo um medico, a autori-
dadelocil, pracas do co.po policial, e opranos
da estrada.
Depis de prestados todos os soecarros aos
fondos, ti ansportaram-se pare Friburgo os cada
veres une se encontrar im, alguna entre aa rodaa
doa carros e outros precipitados pelas grolas e n-
banceiras abaixo.
Foram victimas do accidente, o guara fr.-ios
Arthur Boainain, os earpiateiroe da lnha Luiz
Melion e Manoel Xavier da Costa e o trabalh.dor
Joaquim Lops, que falleceram instantneamente,
cinc 1 trabalbudores que ficaram feridos.
Os cadveres transportados para Friburgo,
foram euterrudos no comiteiio dossa cidade, depois
de feito o corpo de delicto.
Causava a maior consteruacao o estado dos
nclizes trabulhadores ; mis om o corpo comple-
tamente coberto de contusoes e feriracntos, outros
ap es -ntavam fracturas do crneo, e alguns com
membros esmigalhados pelas rodas doa trens.
O accidente, ao que parece, foi devido im-
pericia do guarda-freioa, que, nformam-nos, ha
poueo tempo trabtlhava na seceo da Serra, jus
tatente mais perigosa.
O estado da estrada de ferro nao ofterece
grande seguranca e |eommodidade pois, oa ponte
provisoria sobre o rio Pomba, que ficou prompta
no dia 15 do correute, lago no priineijo dia des-
carr.lhou o trem expresso.
O que nesse da nao passou de um susto para
os passageiros, teve ante hontem as funestas con-
aequenciaa de ae perderem t.lgutnaa vidas e iu-
utilisarem algumas pesaoas, que sofireram graves
fenmeotus e contusoes.
G unpareceram immediatamente no lugar do
desastre os chafes da lnha e das offirinas c mtis
pe;s al da estrada, que coinecaram o servico da
desobatruccao da lnha, a qual ficou deaempedida
boo'em a 9 horas 50 minutos da manha, dando
jas-agem aos trens.
Si guiram hontem para all no trem da ma-
nha os Sra. director da estrada e chefe do tra-
fego.
Im palacio encantado c a luz elc-
trica em luta com oa ladrdea0 custo
aaaewWe de dez ou doze cutimos de franco por
hora, da luz elctrica, faz que nao se tenha gene-
raliaado seu uao nas habiti^oea.
No obstante, e posto que de um modo incons-
tante, pode ae usar da luz e'ectrica em casa, pro-
duzindo-a por meio de pilh is, em muitos casos.
Radignet ideou urna uppcaco d'ella mui cu-
riosa.
Adaptado a seus systemas e apparelhos, ha nas
imm -diacoes de Pars, um hotel solitario, que ex-
cede aos palacios encantados das antigs legen-
das
Ao abrir-se a grade, se accende espontneamen-
te urna luz e ectrica coocada sobre ella; jutra ao
subir a primeira eacada para se penetrar no edifi
eio; outra ao abrir a porta deste ; e quem corre
auas habitaeaes e dependencias v sempre surgir
le em cada sala apenas se- apreseota, e perce-
be como fiea tudo nas trevas logo que pasas.
O segredo muito simples. Ha na cisa um aya-
tema de pilhas ; os arames sempre estao promptos
a levar a todas as habitacoes o fluido. Qoando
se abre ama porta ou se pisa um degro da esca-
dara, ae fecha ou abre-se ura 1 ir cuito e a luz
surge.
Isto tem granaes vaotageos tara aa pessoas
honradas, e nfc> poucos incouvenh ntes para os la-
dr5e8.
O individuo que entrar em sua propria casa est
certo de encontrar luz sem necessidade de levar pa-
vioa de cera; o mesmo succede a> qua levantar-
te do leito ; basta-lhe, para ahumar a alcova, to-
car em um registro ollocado cabeceira do leito.
E itreUoto o ladro, que entra em um jardn oa
em urna casa e se vi sorprehendido por ama luz
vivisaima, que o alumia, e um timbre que o assus-
ta, que desperta aos donoa, 08 quaes podem, de-
fendidos pe a escurido, deacarre;ar-lhe o golpe,
maldirao certamente eate fiat la: impertinente,
devido urna nova invencao da eL'ctiicidade do-
mestica.
Talvez se tente em breve urna applicaco, em
grande escala do systeraa, qne aeria de muita uti-
lidade, de alumiar a pasaagem dos navios p-1lo ca-
nal de Suez.
A companhia nao se decide, at hoje, a ter cons-
tantemente alumiado o canal por luzea elctricas,
lato supporia um gasto de muitos oiilhoes de fran-
cos.
Permt:>! se a pasaagem aoa navoa de vapor,
que podem ir provido8 de grandes uzes elctricas,
alimentadas p r anas machinas, para alumiar
camioho e evitar as choques.
Se se estabelecesse pelo inethodo anterior ara
syatemu de Iuzea elctricas, que ae foasem produ-
zindo suecessivamente pea passagem dos navios,
poderiam todos, inclusive os de vela, fazer de noi-
te a travessia do canal, e isto tena multas vaa-
tagens
0 mesmo poderia dar-se com os trens em mar-
cha, e seria bonito ver em urna extensa planicie
como se ia marcando pelos combustores elctricos,
accesos aqui e all, em successo no iuterrompi-
dos, a pasaagem dos trens.
Isto, ulm do aspecto esttico, t;ria o valor de
utilidade para evitar accidentes e chiques.
Proclamas de casamento-Foram li-
dos na matriz de Santo Antonio no da 25 os se-
guiutes proclamas :
Luiz Jos Pereira Simoes com Julia Clotilde
du (rama.
Claudino Andr Gomes com Thereza Mara d
Jess.
Luiz Benjamn da Silva com Anna Joaquina da
Conceico.
Jos Luiz Francisco Pinto com Ignez de Souza
Marques.
Augusto Jos Barbosa com Candida Jovina Ma-
ra da Conceieli.
Me* MarianoNa s.-xta-foira 30 do cor-
rente eouecart numatriz de Santo Antonio desta
cidade, oa pos exercicioa do Mez Mariano, pelas
t 1/2 luras da manha, havendo todos as dias
benco do 'antissimo Sacramento.
Iieildea.Effectuar-3e-ho:
Hoje :
Peo agente Pinto, s 10 1/2 horas, ra da
Senzala Nova n. 30, de movei?, loucas, vidros,
etc.
Am inh :
Pelo agente Gusmao, a3 11 horas, ra Duque
il Caxias n. 32, de movis e mais ubjectos.
Pelo agente Martina, a 11 horas, na ra do
Bom Jess n. 7, de movis, loucas, vidros, etc.
Miaa*! fnebres. Seria celebradas:
rime 1
A's 8 horas, ne Corpo Santo, por alma de Car-
los Moreira da Silva.
Sabbado :
A's 9 nona, m Santa Cruz, por alma de Adol-
ciho M. ios Santos ; s S horas, na matriz da Boa-
Vista, por alma do Dr. Severiuo Ribeiro Carneiro
Monteiro ; s 8 horas, na matriz de Santo Auto-
uio, por alma de Adolpho Marques dos Santos.
Segunda-tera :
A's 7 horas, na matriz de S. Jo3, por alma de
I). J riquiua M. da Conceico Raposo.
Latera da provincia Quiiita-feira 20
"le Abril, se extra .ir a loteriu u. 51, em bene-
fici 1 da matriz ie Panellas.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Couceicao doa Militares, se achara > expostos as
urnas e as espltcras, arrumadas cm ordem num-
rica a apr ioiac5odo publico.
botera fixiraordlnaria rio Vpl-
rangaO 4o e ulimo sorteio das 4a e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
15J:000000, ser extrahda a 12 de Junho prxi-
mo.
Achara-se pxposto a venda oa restos dea bilhe-
tea na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marca
u. 23.
' Lotera da corteA 2a parte da 196 lo-
tera i acorte, cujo premio grande de 100:030 J,
ser extrahida no dia t de Maio.
Ob billietes achara-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambera se acham vendana Casa da Fortuna
ra Primeiro de Marco n- 23.
Lotera de Macelo de SOOtOOO&OOO
-A 6' parte da 12a lot ria, cujo premio grande
e de 200:000;00, pelo aovo plano, ser extrahida
impreterivelmente no da 4 de Maio s 11,horas
da mauh.
Bilhetes venda 11- Casa Feliz da praca da In-
depeudejeia ns. 37 e 39.
Maiadouro Publico. Foram abatidas
no Mataiouro da Cabanga 78 rezes para o consa-
mo do dia B8 do corrate mez
Mercado Muuic-loal de S. Joa.0
m ivunento deste Mercado 110 dia 28 do cor-
reute. foi o seguinte:
33 oois pesuudo 4.492 kilos.
482 kilos de peixe a 20 rea >i640
38 cargas de farinha a 200 ris 7o00
27 ditas de f'ractas diversas a 300
res sao
19 tabolctror a 200 ris 38!>
8 suinos a 200 ris 1^600
Foram oceupados:
22 columnas a tOO ris 132200
27 compartimentos de faiinha a
500 ris 135500
24 compartimentos de comidas a
500 ris 1200O
72 1/2 ditos do legumes a 400 ris 29CK,0
18 compartimentos de anio a 7o0
ris 12500
12 ditos de ires3araa a 600 ris 7200
2 talhos a 500 ris 1*00
8 ditos de ditos a 2* 16*000
54 talhos de carne verde a If 5t000
Deve ter sido arrecaiada neste dia
a quantia de
Debi-os dos dias 25 de Mareo a 23 da
corrente, recebidos
dem at 8 do correte
Foi arrecadado liquido
correute
no da 28 do
18914
ti70
195*840
98300
186254
Precoa do dia: .
Carne verde a 480 e 320 ria^ k'..
Suinos u 560 e 800 res dem.
Carneiro a 610 e 900 ris dem.
Fariuha de 3 JO a 560 ris a caa
Milho de 320 a 110 ftis 'dem.
Feijo de 900 a 1*280 ris .idem.
INDICAQES OTIS
Medico*
Conanltorio rue>dico oirursico do tr.
Pedro de Allahyde Lobo Monese a
ra da .loria n. 39.
0 doutor Moscozo d consultas todos os
dias uteis, das 7 s 10 horas da manha'
Este consultorio offere.ee a coimni^Ha
de de poder cada cente sor ouvido e ex^
minado, sem ser presenciado po
De meio dia s 3 horas da tarde ara c
Di''. Moscozo encontrado no torreSo #|pra
ea do Commercio, ojAle funeciona a 1
peceo de aade do porto. Par* qualcjuer
d'estes dou pontos poder5o ser dirigidos
oa chamados por carta nas indicadas horas.
Dr. Miguel Viemudo tnudou seu consul-
torio medico e residencia para a ra Nova
n. 7, 1. andar, ondeada consultas das 12
Horas s 3 da tarde e recebe cahmados a
Qfflrc


Diario de Pernanibucotyiiiita-fcira 29 de Abril de 1.6
qualqaer hora. Especialidades partos fe- que cada ve* mais fazemrealcar o brilho dess
bres/sypbilis e molestias do pulmao e co-'"
jado.
Dr. Brrelo Sampaio da coasaltas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Barao da
Victoria n. 45, 2. andar, residencia ra
do Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O bacharel Benjamn* Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1." an lar.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, l.9 andar. Encarrega-se de queatSes
as comarcas prximas as linhas farras.
Jos Bandeira de Mello advogado
ra do Imperador n. 37.
Dr. Oliveira Ecordt 2. promotor pu
blico, tem sen escriptorio de advogacia da
ua Primeiro de Marco n. 2.
Drogara
Francisco Manoel da Silva & C, depo-
sitarios de todas as especialidades pharm,
ceutieas, tintas, drogas, productos chimicn
e medicamentos homosopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Faria, Sobrinho & C, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Olind n. 41.
Serrarla a Vapor
Serraria a vapor e officina de carapino
de Franc'sco dos antos Maedo, caes de
Capibar'oe n- 28. N'este grande estabele-
cimentoi primeiro da provincia n'este ge-
nero compra-se e vende-se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obras
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
Os homens grandes como o deputado Paula Pri-
mo sao sujeitoa a essas intrigas e muito embors
os manes do Dr. Vicente Ribeiro clamem inces-
aantemente por viog^nea, uto n -da tem que ver
que tem Bastante & ana innocencia em tio lgubre
aeontecimento.
Eia poia Sr. Dr. Paula Primo, desprese os inve-
josoa e procure elevar-se no paiz para bemfeervir
a cansa publica.
Oa fins jnatifioam oa meioa, muito embira tenha
V. Exc. fsmmettido tudo de quanto o accusam,
mesmo assim ser sempre admirado e r< speitado
da maiona de seua eleitorea serUnejos que con-
fino de seu zelo tcmem os seua gritos, intelligen-
cia epatriotismo aaber coUocar-se a freut dos
Nabucoa. Joa Mariannos, Ruy Barbosa, Rodolpho
Dautase outros em def za de federalismo daa
Despedida
Eu abaixo asaignado toado dfc embarcar hoje
para Europa por me achar mcominodado, nao
poaso despedirme pesaoalmente das peaaoas com
que tenho mantido relaeea; o faoo pelo presente,
'e offereco os meus preatimo em Lisboa ou Porto
onde pretendo residir.
Recife, 28 de abril de 1866.
B. Duarte.
3Iero.cc aatteneo dos
Sin. mdicos
Attesto e juro, sob a f de meu gru,
que tendo empregado sem proveito varios
Dr. (sel Lie
provincias, da aholico dos captivos, da grande medicarn 'ntos par debellar urna sciatica
PIBLIC4CES iPEDIDO
Parahjba do Norte
O deputado Paula Primo
E' homem capaz de ser chefe poltico, nao s do
5* diatricto onde morador em Pianc, como em
toda provincia da Parahyba, e at em todo o im-
perio do Brasil, porque poaaue todo* os requiaitoa
e gestos necesaarios a um ebefe poltico da actua-
lida.de, e nao vejo ontro igual.
Por isto li com espanto um artigo que esntra
o Dr. Paula Primo foi publicado, e nao poseo dei-
xar de em poncaj palavras tracar a sua deleza.
O Dr. Proncisco de Paula Silva e Primo nao
tem competidor como poltico sagaz, e que sabe ti-
rar proveito das circunstancias politicaa as mais
difficeis, em que tem ae achado, muito embora os
seus deaaffectos o chamem de moambeiro e amigo
de tramoias e conchavos.
Nao tem razio os ioimigos quando dizem :
Que elle sonbe vender-ae ao Dr. Souza Car-
valbo por 30:0004 na eleicao de 1879;
Que elle soube (azer oa eleitorea deate 5- dia-
tricto Ievarem a urna aa chapas com o sen nome,
e este transformar-ae no de Souaa Carvalho, ao
abrirem-ae as mesraaa ebapas ;
Que aoube fazer recahir em o capitao Sera-
fim Raposo as consequencias de suas proesas pra-
ticadaa na Varzea do Ovo ;
Que soube receber inheiro do tenente-co-
ronel Alexandre Pinto para remover o juiz de Ui-
reito de Souza o Dr. Barata ;
Que soub arrumar o povo gritando, ralhan-
do e falseando pelas ruaa para botar aquelle juiz
de direito para fora da eomaica ;
Que sabe pegar ua colcira do major Amelio
Cesar e atiral-o a morder seus adversarios ;
Que aabe utiliaar-ae doa bona aerviejs de
seua amigos dando-lhea couces com oa pea, asaim
como dizem ter feito no alto serto com o tenente
Elesbo, tenente Manoel Lopes, aeu primo, com o
padre Amando Leite, tenente-corouel Prxedes
Rodrigues, major Bernardino, tenente-coronel Fir-
mino, major Pedro PirmDO e muitos outroa e at
quasiquasi com o Dr. Manoel Dantas.
Do mesmo modo, nao tem razio os seus desa-
ftectos polticos quando dizem :
Que elle nao sabe temer a Dens ;
Qae nao sabe ganhar, decentemente dinbei-
ro;
Que nao aabe fallar a verdade ;
Que nao sabe pasaar aem Iludir a boa f doa
eleitorea ;
Que nao sabe ser firme ao partido a que diz
perteneer.
Todas estas aecusaeoes parecem nao ter funda-
mento porque o Dr. Paula Primo, prineipiou con-
servador, depois ligueiro e hoje liberal foi por-
gue as conveaiencias obrigaram a isto ; levado
anida por estas conveniencias foi que fez conch-
vo com o Dr. Souza Carvalho, e com o chefe con-
servador coinmendador Silvino, conchavo qoe ain
da heje.permaoece e deu lugar a sua victoria
por eat- 5- diatricto.
O que certo que o Dr. Paula Primo vi mui-
to longe no futuro e por isto tem procurado as
ultimas eleicoes fazer retirar os candidatos libe-
raos dos outroa dstrictos da provincia para ir
asaim caneando oa seus competidores.
S. Exc. que a cata hora deve estar no Rio de
Janeiro, para tomar parte nos trabalhos legislati-
vos deve desprezar aecusacoes to infundadas e
naturalisacao, etc., etc.. na > esqnecendo as secoas
do aerto onde preparou improvisos aobre to im-
portantes queatoes !
At ontra vez.
Tem carta branca
Sob esta epigraphe dii a Provincia de hoje, o
seguinte: Manoel da Jacintha, o celebre e conde-
cido valentao e turbulento da Estrada Nova, conti-
na a ser agente de polica.
Urna de suas ultimas facanhas, segundo aca-
bara de informar-nos, foi ir a caaa doproteaaor Du-
ries, puxi>r da capada, quebrar cercas, matar gal-
linhaa, destruir plantacoes e praticar um i serie do
desatinos. ,
Surprehendeu-me bastante tal noticia, p la fal-
sidade completa que slla eneerr, onde nunca foi a
peasoa a que ae refere a Provincia, que deve aer
mata escrupulosa na aceitacao de noticias, dadas,
sem duvida, p>r pessoas, que na falta de motivos
serios, inventam factoa da ordem destes.
Felizmente perdeu o informante o seu tempo,
pois, tenho por visinbos pessoas que sao i isusp -i
tas a Provincia que podero affirinsr a nexactido
de tal noticia
Remedios. 27 de Abril de 1886.
O profesaor, Duraes.
Oleo puro medicinal de ligado de
bacalho, de Lanman & lemp.
N. lOl
Como balsamo pulmonico, tnico, contra-irritan-
te, fortificante e enrativo e como mio de rtparar
os estragos produzdos nos ayatemaa pela molestia,
o oleo de ligado de bacalbo, oceupa um lugar pro-
eminente no repertorio da profisso regular. O
grande objecto est em alcancal-o debaixo da for-
ma legitima e mais eificaz, o s repetimos a opi-
nio da faculdade, quando diasem^s, que a prepa
raco feita peles Srs. Lhd nan & Kemp, preenche
perfeitamente estes requisitos. Oa figados frescos
"Xtrahid s dos melhorea peixes da estaco o ma-
terial de que se extrahe cuidadosamente. Exiatem
duas qualidades, urna sem cor e nutra negra e am-
bas ellas aao perfeitamente puna
Oa mdicos attestam, que com qualqner urna
d'ellas, teetn logrado as curas as mais extraordi-
narias, nos cas s de fysica appar"nte, febre pul-
monar, ^neumona, broucbtes, aathma, toase chr -
nica, anginas, pleuresa, affeccio do figado, debili-
dade geral.
Acha-se venda em todas as prneipaes bo ics
e lojas de drogas.
Agentes em Peruambuco, Henry Forster 4 C
ra do Commercio n. 9.
H. Burle & C, convUam aes Sra. so-
cios da Empresa das Minas do Assuru,
residentes nesta eidado, com parecer tu-
no seu escriptorio ra do Mrquez rfe
Olinia ns. 7 e 9 at o *ia 30 do corrente.
afim de tomarem conhe-imento dos est..
tutos da Empresa as Minas lo Assuru
e resolverem sobre os quinbSes a que teeru
direito de preferencia na subscripco aber-
ta parajevantamento ds capital desta Com-
panbia.
Recife, 27 de Abril de 1886.
Iheumatica, na senhora do Illm. Sr. Ange-
o de Souz i Cordciro, da ra da F rainha
n. 127, vi a molestia ceder depois do uso
de oito vidros de Cajurubeba, composicSo
do Sr. Firmino Candido de Figaeire >o,
medi-amento a que so subraetteu, de seu
moto proprio, a mesraa referida senhora.
Dr. Jos Antonio de Almeida.
Rio, 12 de abril de I88rj.
Es reeonhecida a firma pelo tabelliao
Francisco Pereira Ramos.
(Ext. da Gazeta de Noticias.)
Massa fallida de Francisco Teixei-
ra Barbosa
O administrador da massa fallida de
Francisco Teixeira Barbosa, tendo de pro-
ceder classificacSo de crditos, convida
aos respectivos credores a exhibirero no
prazo de 8 dias, contar desta data, s
eus ttulos para que urna vez verificados
tenhain a devida clascificacSo na Praca
da Independencia n. 40.
Joaquim da Silva Carvalho.
Despedida
Manoel Flores, socio da casa de Guima-
raes IrmSo & C. successores da viuva
Guilherme, tendo seguido para Europa
a'effectuar as compras annuaes da casa, c
nao podendo pula rapidez de sua viagein,
despedirse de todos os seus amigos, o faz
pela presente, offereeendo all o seu limita-
do presumo.
Despedida
COMMERCIO
Bota1* comiaerclal de Pcrnam-
buco
itecife, 28 de Abril de 18S6
As trea horas da tara
t'Otacts offiniaes
Cambie sobre Para, vista e l 10 d/v. ao par.
Cambio sobre L*. d.-.., W d/v. Sil 5/8 d. e 21 3/4
d. por l, do oanco, hontem
Dito sobie dito, vista, 21 5,8 por 1, do banco
hontem.
Dito obre dito, 90 d/v. 22 d. por 1000, do banco.
Dito sobre dito, viata, 21 3 4 d. por 1*000, do
banco.
Cambio sobre Lisboa, 60 d/v. 141 0/0 de premio,
do banco.
P. i. Pinto,
Presidente
Candido C. G. Alcuf jrado
Secretario.
'.hASDlMMS FULKJ
Me* ae Abril dt l&nti
O bacharel Henrique de Barros Lins,
nao podendo despedir-se pessoalmente de
seus amigos, pela prestesa de sua via-
gein, o faz polo presente, e lhes offerece
os seus diminutos prestimos no Rio de Ja-
neiro, onde pretende demorarse por algum
t-mpo.
N. 7. A Emulslo de Scott o melhor re-
medio at hoje descoberto para a cura da
tisk-a, brouehites, escrfulas, anemia, ra-
chitis e debilidade em geral ; tambera o
um curativo infallivel para os defluxos,
tosse chronica e affec^iss da garganta.
Dr. Mello Gomes (
(MEDICO PARTEIR0 OPERADOR) |
Ra do Barao da Victoria {antiga,
ra Nova n. 37) 1.* anclar J
Dedica-se com especalidade ao cura-|
Itivo daa febres, molestias de peito e das
..-uli iras, syphilis e cstreitamentos d
Medico, panelro e operador
Consultorio ra Duque de Caxiaa n. 59,
Io andar
Residencia ra do Paysand n. 15 (Passa-
gem).
D consultas das 11 horas da manh s 2 da
tarde.
Atiende para os chamados de sua profiaso a
qualquer hora.
Dr. Ferreira Velloso
d consultas das 10 s 11 1/2 da manhS, em
quanto funecionar a asaembla provincial, roa
do Mrquez de Olinda n. 47, 1 andar.
Xarope de Hat-niat
O Mal-mal (lecyth'e idatimon) com o
qnal ae prepara eate xarope um vegetal da flora
rrasileira.
E' um agento therapeutico poderoaissmo con-
tra as molestias do peito e da asthma.
Os numerosos affectado3 que delle tm feto uso
conseguiram um resultado muito satisfactorio, aca-
bando por se reconhe r que at hoje a melhor
prepararlo para a cura da alliina. bron-
cbile >i o i lima i i<-a. e antiga c oppres
oe, dispensado o emprego do arsenio, folbas
de pstramonio e plantas narcticas que acabam
quasi sempre pelo abuao que delles se faz e mes-
mo pelo uso prolongado por produzir efleitos des-
astrosos sobre a sadc e em geral entorpecimento
do cerebro.
Vende-se na Botica Franceza de Rouquayrol Fre-
res, successores de A. Caors
N. CSRa da RECIFE
dollegio de Santa Lucia

urethra.
Consultas daa 10 ao meio da. Chma-
los a qualquer hora do dia ou da noite.
1. C-niira Lo
MEDICO
Tein o seu consultorio e reaideucia ra do Li
vrmento n. 31 1 andar. Conaultus d^ li horas
aa 2 da tarde. Chamados por escripto a qualquer
he ras.
Especialidades, fobres, partos e molestias de
criaiicis.
OCULISTA
O Dr. Brrelo Wampaio. m-dico oculis-
a, ex-chefe de clnica do Dr. de Weckr, d con
sultaa de 1 a 4 horas da tarde, na ra do Barao
da Victoria n. 45, 2o andar, exc-pto nos doming-is
e dias santificados. Resitenciara do Riachuelo
canto da ra dos Pires.
n.
17.
Para o sexo femiuin*
Este collegio funeciona aob a direccao
das Sras. D. Anna do Reg Almeida e D.
Luzia Nepornuceno Du -rte, no 2o andar
do sobrado sito ra D-jque de Caxias n.
59. Aliim das prnneiras letras, e todo o
tiabalho de agulba, ensina se tambem fran-
cez, (escrever e fallar), ioglez, portuguez,
geographia, arithmetica, desenho, tnuaica,
piano, e ores artificiaes do toda s as espe-
cies etc.
Avisa-se ao publico, esperando todo o
j arolhitnento e proteejao, certo de que em-
pregarSo todo o esmero no adiantamento de
suas alumnas; funeciona todos os dias
uteis exeeptonos domingos e dias santifica-
dos.
lleeebem-se alumnas internas e meis
ptmcionistas e externas por precos razoa-
vis.
Ra Duque de Caxias n. 59, (antiga do
Queimado.)
COLLEGIO
DE
\ossa Senhora das Yiciorias
RIJA DO HOSPICIO N. 10
Directoras:
Mine. Blanehe d'Herpent Crgo.
Baroncza V. d'U*rpnt.
Est collrgio tem ptimas acoominodaees para
sluinna internas e uin corp.i docente de recontte-
cida capacidade.
A ula-mi\ta particu-
lar
Francisca Martiuiana L. Carn<-iro participa aoa
pas de familia, qu sua aula abrir he-ha no dia
V do cjrrente : qncui de seu? nrestinioa precisar
I de dingir-ee roa do Viaeonde de Goyanuu u
21. que entender-se-ha cum a incsina.
, Fados e nao palavras
( Aos que se desejam tratar sem eomprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typographa e na ra Direita n. 43, 1.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
anda mesmo bronchitico; erysipela, enxaquecas;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinino);
tosse convulsa, falta de menstruaco ; cmaras de
aangue : esfricos ou metrite ; dores de dentes ou
nevrafgias, metrorragia ; vermfugos, denticao e
convulsoea das crianzas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratam ae escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
At publico
Os abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado as suas marcas cdustriaes e rtulos daa
suas preparad-oes na junta commercai do Rio de,
Janeiro de conf rm;dade con. as prescripcoes das
leis do imperio do Brasil, declaram e participam
aos intereasados, que como nicos proprietanos,
tem direito exclusivo de usar as marcas indus-
triaos e rtulos relacionados com manufactura,
tabricaco e venda das s gn'es prepara.o es ;
Agua de Florida de Murray e Laman.
Tonicj Oriental.
Peitoral de Anacahuita.
Pactilhus Vermifugaa de Kemp.
Oleo de figado de bacalho de Lanman & Kemp.
Emulaao de oleo de figado de bacalho com hy-
pophoaphitea, de Lanmam & Kemp.
Salaapamlha de Briatol.
Extracto duplo de aveleira mgica de Briatol, e
ungento de aveleira maeica de Bristol,
e que, portante, perseguirio a todos os falsificado-
res ou imitadores das ditas mareas industriaes e
rtulos, procurando que sejam castigados com teda
a severidade da lei.
Tambem acautelamos o publico contra todos
aquel les que intentan) substiluir as noaaaa prepa-
racoes cima mencionadas com artigos falaiticadus
que levam rtulos ou marcaa nduatriaes que imi-
tam as nossas.
Lanman & Kemp.
, Hecitmann
Usinas de <;obre, latiU) e bronze ee :i
Golitzer Ufer n. 9 Berln S. O.
Espeeiadade:
Construc^iio de machi-
nas c apparclhos
para latineas de assuear, destillayes e re-
tinaeSi's com todos os aperfacoamentos
modernos.
INSTALLA^AO DE"
Engcnhos ic assuear completos
Estabeleciotiota filial n Huvana sob j
inesina firma de O. Heckmiana.
0. c San lmacio n. 17.
tnicos reprcseaUates
Haupt Gebru'der
EO PE JANEIRO
P^ra informacoes duijainse ai
Pahlfita &C
Oculista
Club Concordia
Kcunio
famlintr extrkordinarl
Sabbado Io de Maio
Principiar-sejia s 8 horas da tarde com a re-
presentaijio de um artista prestidigitador. '
vites per mi tt idos.
Con-
A directora.
Instituto Archeologico e Geogra-
phico Pernambucano
Quinta feira 29 do corrente, haver sesso or-
dinaria hora do costume.
Secretaria do Instituto, 27 de Abril de 1886.
Baptista Regueira,
1- secretario.
Catalticos da Cruz
De ordem da Reap. -. Ir. Ven. convido s
todos os OObr. da nosaa Aug.-. Off. para
comparecerem a aeaao magna de posse das
LLus. e mais DDign. que ten de servir no
corrente anno de 1886 87, que ter lugar na se-
gunda-feira prxima, 3 de maio vudouro, s 7
horas da noite.O secr. .
M. Gomes da Silva 18.-.
__ Tendo hoje o Sr. capito Faustino Jos da
Fonseca, subdelegado do 1 diatricto da freguc-
zia de S. Jo", paasado o exrcicio da mesma.sub-
delegacia ao seu 2 supplente. Pedro Jcs Cor-
reia, dar esta autoridade audi''ncia tofos os dias
em sua residencia i ra do Coronel Snassuna n.
175 e na estacan da guarda cvica do mcamo dia-
tricto.O escrivo,
Glicerio C. do Espirito Santo.
Arsenal de Marinha
De ordem do Exm. Sr. chefe de divisao Jos
Manoel Pieajico da Costa, inspector deste Ar-
senaj e capitao do porto desta provincia, faco pu-
blico que. em observaucia ao aviso do Ministerio
da Marinha, de 20 do corrente, sob n. 581, rece-
be-te na secretaria desta iospeccao propostas em
cartas fechadas, at o dia 5 de maio prximo fu-
turo, a 11 horas da mauha, para a venda dos
objectos b-llicos ilepisitados no Forte do Buraco,
pertencenti; esta reparticao, os quaes acham-ae
estragados e conetam da relacSo abaixo :
Espoletas metlicas de friecn para ariilhara,
4,400.
Espoletas de percussao paraos tubos de signaes,
400.
Espoletas mctallicas de percusaSo para projectis
occoe, 2, Espoletas i!c madeira at vinte, 1.000
Espoliti.s de madeira at dee, 1,000.
Espoletas do madeira counnum 2,00*0.
Cartuchos de papel cmballados para carabinas,
10,0i 0.
Oartnchos mettllicos para revoKer, 5.
Capsulas fulminantes, 10,500.
FoL'ueti-s de signars, 212.
Tubos de signaes, 3'<0.
Cuuh-'tcs, 6t!.
Uartin hoa de calibre 32 de Ia e 3 carga, 109.
Canhetes eoa cartochos emballados, 5.
Estativ :s para togiietca, 5.
Apparelrn para accender tubos. 5.
Secretaria da inspeccao do Arsenal nc Madinha
de Peruambuco, 28 de abril de 1886.
O secretario,
Aatonio da Silva Azevedo.
I
D?. Cero
m
o sen escriptorio u ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 a 2 horas da tarde, e desta
hora em diante en sua residencia ra da San-
tii Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhora e t-riancas.
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultan das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larca do Rosario.
'.
ilHB'M-!)' U
u i 28
BacmiBoaiA')
la. ui de 28
la 27'"
586:4634l
_18578v203
60:04l7
43:605/215
2:540>140
C)aDu*o> RovmciAi. J/li a 27
Iiejr de 28
tUom dbuiuoiiDe 1 a 27
T(Vm da 28
46:151355
96.-228J150
1 479*443
97:707593
15:086.'088
47*816
15:133^904
DESPACHOS DE IMFORTACAO
Vapor ioglez Warrior, entrado de Liverpool e
Lisboa, no dia 25 do-tsorrenve. e conairnado a
Siinnders Brothers & C, manifeatou :
Arcos de ferro IO f-ixes a Res & Santos.
Arroz 00 saceos a DooMteos Cruz & C.
Alpiatc 10 saceos a RosP% Queiros.
Armaces para sellins 1 caixa > Bruwns & C.
Amostras 4 volnmi a a div-raos.
Armas 10 caixas a Gomes de Mattos Irmaoa.
Agua mineral l11 voluntes ordem.
Ac 8 feixes a Antonio Rodrigues de Sooza & C.
Alcatrao 5 barra ordem.
Boleas e fitas 1 caixa a Ar D. Carneiro Vanna.
Barro p:ova de fogo lWSarrieas ordem.
Barras de ferro 50 a W. Hillidiy ot C 380 e
58 feixes a Antonio R. de Souza 4t C, 570 e 475
ordem, 177 feixes a Munoel Rodrigues da Silva.
Biscoutoa 15 caixea ordem, 12 a F. G. de
Araujo, 8 a Roaa & Quciruz
Batatas 56 caixas a (Ju'io;iri"< a. Perin n
Barrilha 30 tambores ordem, 30 a Feroandea
a Costa & C.
Barras de chumbo 5 4 ordem.
Chapos 2 eaixea a A. D. Carneiro, 1 a M.iia
Irmao 4 C la Adolpho & Eerrao, 2 Affonso a
Olvura & C.
Correntea de ferro, 1 a C. C. da Costa Moreira
c C, 2 barricas a William llallid.-.y & C.
Carvilo de p Ira 31 toneladas a Wilson Son3
& c.
Cerveja 55 bajricaa ordem,'30 a Rosa 6c Quei-
roz.
(/hapaa para fogo 30 a Willi-m Halliday & C.
Cha 13 volumea 4 ordem, 1 a Augusto Figuei-
redo & C, i a Joao Mcreira & C.
Canela 5 caixas a Paiva Valente 6r C, 5 or-
dem.
Calcado 1 caixo a Cesar Lopes t C, 1 a Oli-
veira Basto & C.
Couserv -.a 25 caixas a Rosa & Queiroz.
Candieiros 1 caixa ordem.
Chumbo de municaa 10 barra a Deco Rodri-
gues da Silva, 10 a Souza Nogueira & C, 2 cai-
xas ord m.
Canoa de ferro 58 c 41 feixes ordem, 75 a M.
Rodrignes da Silva.
Cuke 24 toneladas aos herdeiros do Bowmann.
Canoa de chumbo 2 barricas a Miranda & Sou -
ti.
Drogas 29 volumea a F. Manoel da Silva & C.
1 a Rouquayrol Frre8.
Es i:ito,16 caixas aos consignatarios.
Enxudaa 29 barricaa a Samuel P. Johnaton &
C, 50 a Prente Vianna & C 20 a A. D. Car-
neiro v*ianaa, 9 a William Halliday & C.
Fio 5 tardos a Samcel P. Johnaton C, 5 a A.
D. Carneiro Vianna, 2 ordem.
Ferro galvanisaoo 26 volumea ordem. 8 a Sa- ,
mu! P. Johnston & C
Folhaa de zinco 10 caixas ordem.
Ferro gurza 20 toneladas aos herdeiros do Bow-
mann.
Ferragens 20 volumea ordem, 69 a H. Nusch
Si C, 3 a Miranda A Souza, 4 a De :io Rcdrigues
da Silva, 5 aos herdeiros do Bowmann, 6 a Ma-
noel Rodrigues da Silva, 18 Companhia de Be-
ben be, 1 a F. Lauria & C, 24 a W. HaUid.y s
C, 1 a Manoel Joaquim Pereira, 3 a Gomes de
Mattos Irmos, 4 a Vianna Castro & C, 6 a Oli-
vera Basto & C, 21 a Prente Vianna & C, 1 a
F. J. A. Guimares, 6 a Samuel P. Johnston &
C, 7 a Rea & Santos, 16 a Antonio D. Carnei.o
Vianna.
Folbas de Flandres 100 cunhetes a A. D. Car-
neiro Vianna 30 a Samuel P. Johnston & C, 70
a Prente Vianna & C.
Fogarein t 100 a W. Halliday & C, 150 a Ma-
noel Rodrigues da Silva, 100 a A. D. Carneiro
Vianna.
Farinha de milho 84 caixas aos consignatarios.
Graxa 1 barrica a A. D. Carneiro Vianna.
Genebra 50 caizas ordem.
(Continuu).
Conultorio medico-cirunneo
o
O Dr. Estevan Cavalcante de lbuquerque con -
tinua a dar eonsulUs medico-cirurgicas, na ra
do Bom Jeaua u. 20,1 andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Paras? demais consulta e visi -
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
Licor depurativo vegetal iodado
nO
Medi o QuinteHa
Este notabilissimo drpurao'e que vem precedi-
do de tao grande faua infalliv I na cura de todas
as doencas RTpbiliticas, escrofulosas, rheumaticas
e de pelle, como tumores, ulceras, dores rheumati
cas, oateocopa8 e nevralgicas, bli-nnorrhagiaa agu-
da! c chronicaa, cancroa sypblliticos, iufair.uia
fes vsceraes, d'olhos, ouvidis, garganta, ates
i i ims, etc., em todas as molestias de pelle, simplen
ou diathericos, assim como ua alopecia ou cj-i.da
do abello e as doencas determinadas per Bata-
rajan mercurial. Dao-se gratis folhetos onde se
encentran! numerosas experiencias feitaa com este
EDITAES
n. 53, 1 andar. j especifico nos hospitaea pblicos e muitos attesta-
Ns. telephonicos : do consultorie 95 e residencia dos de mdicos e documeutos particulares. Faz se
126. descont para revender.
Especiaidade.t Partos, molestias de creacas,
H'uiero e seus unnexos
Deposito em casa de Faria Sobrinh" & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
'I'A .1<)> |)h X' I \<>A>
Em 27 de Abril de 1886
Para o exterior
^ barca portugueza leolina, carrregaram ;
Para o Porto, F. A. de Azevedo 10 laas com i
16 kilos de doce e 2 barricas com 98 kilos de assu-
car branco.
Para Lisboa, S. Guimaraea t C. 4 couros sal -
gados com 48 kilos ; S. G. Brito 117 ditos com
1,404 ditos.
Para o interior
10,
carija
sal ;
No patacho norueguense Idale, carrega-
ram :
Para o Rio Grande ao Sul, Maa t Rezende
150 saceos com 11,250 kilos de assuear branco.
No vapor nacional S. Francisco, carregou :
Para Babia, Eucnho Central 5 pipas com 2,400
litros de agurdente.
No vapor nacional Para, carregaram :
Para Manoa, Maia & Rezende 25 barris e 3
pipas com 3,840 litros de agurdente ; Baltar
Irmaoa 4 C 30 barris com 2,880 ditos de dito c
60 volumea com 2,805 kiloa de aasucar branco ;
M. Lopea de S fc C. 8 barricas com 850 ditos de
dito e 10 barris com 80 i litros Az agnardente.
Para o Cear, Baltar Irmcs & C. 10 saceos
com 750 kilos de assuear branco.
Para o Para, A. R. da Costa 41 barricas com
2,543 kilos d- assuear branco e 50 saceos com
3,750 ditos de dito ; Amorim Irmos A C. 30 ditos
com 2,250 ditos de dito ; F. A. de Azevedo 200
barricas com 12,020 ditos de dito ; J. A. da Costa
Medeiros 140 ditas com 6,593 ditos de dito ; V.
da Silveira 150 volumea com 9,OT5 ditos de do ;
M. J. Alves 60 ditos com 4,093 dfeai dito ; J.
S. Loyo Filho 1,600 barricas aa M^** ditos
de dito.
No h ate racional Adelina, carregartan :
Para Maco, F. de Souza Martina 1 barrica
com 60 kilos de assuear refinado e 1 dita com 115
ditos de dito branda ; P. Alves ft C. 28 volumea
com 1,311 ditos de dito; F. A. de Azevedo i bar-
ricas com 500 kilos de assuear maa&avade ; B. O
Beltro & Irmao 7 ditas com 5M dtoa do dito
branco.
No hiat nacional Anrsr*, akanraio :
Para Maco, J. Paes de Orrveira 100 aaocos
com farinha de mandioca ; P. Carneiro & C. 400
ditos com idera.
No hiate nacional Camelia, carregou :
Para o Natal, M. Amorim 1,100 saceos com fa-
rinha de mandioca.
Alexandre, eqtiipagem
Wilson Sons & C.
Bahia e escalas- 6 1(2 dias, vapor nacio-
nal Jaciiype, do 380 toneladas, cora-
mandante Jos Joaquim Estoves, eqtii-
pagem 24f carga varios gneros ; Com-
panhia Pernambucana.
Navios saludos no mesmo din
Manos o. escalas -Vapor nacional Para,
commandante A. Carlos Gomes, carga
varios gneros.
Liverpool o escalasVapor inglez Ma-
gellan, commandante James E. Pcpper,
carga varios gneros.
Cabo VerdeCurveta de guerra Rainha
de Portugal, coramr.cdante capitaj-t;-
nente Pedro Ignacio de Gouvcia, carga
rnunijoes de guerra.
Rio Grande do Sul Vapor oriental Mal-
vinas, commandante Julio Lamos, carg
assuear.
Rio Grande do NorteHyata nacional Ca-
Edital n. 735
De ordem do inspector geral ac declara ao pro
ressor Antn o Casado de Araujo Cavalcante, no-
meado per portara da presidencia da provincia,
de 26 de Marco ultimo, para reger a cadeira do
sexo masculino de Abreu de Una, que lbe Cea
marcado o prazo de 60 dias, contados daquella
data, para dentro delle entrar em exercicio da
referida cadeira.
Secretaria da Instruccao Publica de Pernambu-
co, 24 do Abril de 86. O secretario,
Persrentino S. de Araujo Galvilo.
ia
Edital n. 734
O inspector geral da nstruacao publica manda
fazer constar s professoras d< ensir.o primario,
lamilla do Carmo Torres e Generosa do Reg
Mcdeiroi Cavalcante de Albuquorque, esta da ca-
deira da Embtfiibcira e aquella da de Pao d'Alho,
que por acto da presidencia da provincia de 17
do corrente, permittio se H:s permutaren! as ca-
deiras que Mgeat, e se lhes marcou o prazo de 30
das a cou'ar daquella data, pura tomar P03se c
assurr.ir o exercicio de suas eadeiras.
Secretaria da Instruccao Publica de Pernambu-
eo, 24 de Abril de 1886.
O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvao.
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco pu
blico que fiea prorogado at 24 de Maio prximo
futuro o prnzo para pagamento, hvre de multa,
do imposto de passeio oas quatro freguezfas desta
cidade, e de que tratam os editae que j foran
pubcidos.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 27 de Abril de 1886.
Servalo de secretario,
Lindolpho Campello.
Edital n. 730
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspc'or geral da
instruccao publica, faco aber a todos os senhores
profesaor- a de instruccao primaria, que devem
aer considerados como inclu ios na relacao dos
liv es approvadoa pelo conselho litteraro, publica-
da em Io de Fevereiro deate anuo e distribuida
por esta reparticao, os opsculos de composicao
do professor Izidoro Marinho Cesar, que tem por
mella, capitao Joao t. de Araujo, carga titulo Livro da Infancia Escolar, e o do Dr. Ay-
res de lbuquerque Gama, denominado Elemen-
tos de Di s-.-uho Linear, nella por engao oinit-
tidos.
Secretaria d instruccao publica de Peruam-
buco 26 de Abril de 1886. =0 secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvao.
vanos gneros.
MacoHyate nacional Adelina dos Anjos,
capitao Manoel F. Monteiro, carga va-
rios gneros.
Mossor Hyate nacional Deus tu Guie,
capitao Joao Sabino Antunes, carga va-
rios gneros.
Araca'.yHyate nacional Deas te Guarde,
capitSo Pedro Jos da Silva, carga va-
rios gneros.
DECLARCES
VAPORES ESPERADOS
Mariner
Neva
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 28
Valparaizo e escalas25 dias, vapor in-
glez Magellan, de 1,791 toneladas, com-
mandante James E. Pepper, equipagem
73, carga varios gneros.
. Vicente17 dias, barca ingleza Ker-
gord, de*?72 toneladas, capitao John
Advance
Cear
Amazone
Amazonense
Mandos
Ville de Cear
Tomar
Bahia
Trent
Espirito Santo
Finance
Desterro
Para
Tagus
Senegal
Cear
La Plata
de Liverpool hoje
do sul hoje
Maio
do aul a 3
do norte a 3
da Europa a 6
de New-York a 6
do aul a 7
da Europa a 8
da Europa a 10
do norte a 13
do sul a 14
do sul a 16
do norte a 17
de Hamburgo a 20
do norte a 23
da Europa a 24
do sul . a 25.
do sul a 26
do sul a 29
Thesouraria deFazenda
:!jDe ordem do Illm. Sr. inspector, ntima-se a
Vicente Ferreira Raposo e Antonio Guilhermno
dos Santos, o Io para dentro do praza^de oito dias
vir pagar a importancia de 1*113 proveniente de
foros de terrenos de marinha, o que est a dever
Fhzenda Nacional, relativamente ao exercicio
de 1884-85, e o 2 para em igual prazo pagar
tambem a importancia de 42J500 lo laudamic que
deixou de satisfaser quando venden as casas que
erao de sua propriedade, situadas ra do Padre
Nobroga, em terreno de marinha, aob 131 B, sob
as nenas do executivo.
Thesouraria do Fazaada do Pernambuco, 26 de
Abril de 1886.O secretario,
Luis E. Pinheiro di Cmara.
Recebedoria de Peruambuco
Imposto de industrias e profissoes
Pela Recebedona se faz publico que finda-se
no dia 30 do corrente o prazi para pagamento,
livre de multa, do imposto de indmitriaa e profis-
soes, relativo ao 20 semestre do exercicio corrente t:OOO.ooo de libras steriinas
de 1885 86, e dahi por diante ser cobrado com a
multe de 6 0/0.
Recebdoria, 28 de Abril de 1886.
Alexandre de Souza P. do Carina.
Emprenarla to nbailecimcni de
agua e gaz citlade de Olinda
DEVEDORES'EM ATUAZO
Tendo a directora, em ses6ao de 15 do-
corrente, resolvido re-eber por" intermedio
de um sollieitador todas as contas de con-
summidores d'agua e gaz em atrazo, a
contar do ann> de 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobranca o Sr.
Diogo Baptista Fernandes. a quem espero
attenderio desde logo os meamos devedo-
res, certos da justija e cquidade de simi-
lhante resolucio.
Escriptorio do gerente 28 de Abril de
1886.
ylnono Pereira Simoes.
4'oofraria do Menhor Bom Vests
da Via sacra da igreja da San-
ta Ci-uz.
Mesa geral
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os uossok rmaos para comparecerem em nosao
consistorio no da 30 do corrente, pelas 6 horas,
afim de reunirmos em numero legal, como deter-
mina o art. 40 do compromisso que nos rege, para
proceder se a eleicao da nova mesa regedora que
tem de reger a nossa confraria no anno compro-
mi s.-a I de 1886-87. de conformidade com os arta.
24 a 31 do mesmo compromisso. ,
Consistorio, 27 de Abril de 86.
O escrivao,
Jos Francisco de Figaeiredo.
Vssoria ;io (ios I iik < oiiii-kx. Pro-
* inriaei de Pernambuco
De ordeai do Sr. preeidente, convido ros senho-
res associados comparecerem a sessilo da assem-
bla ceral, convocada extraordinariamente para o
dia 21) do correte, s 4 1/2 horas da tarde, afim
de assignarem a represeutaco que esta issocia-
?So tem Te lirigir Assembli Legislativa Pro-
vincial, sobre as medidas consignadas no projecto
de lei do ore amento e inanifcstainente prejudiciaes
aos interesaos dos funecionarios oublicoa.
Secretaria da Asaociacao, 27 de Abril de 86.
Alfredo doa Anjoa,
1* aecretario"
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro chefe da re-
particao das obras publicas, faco publico que, em
virtude da autoriaacao do Exm. Sr. vice presiden-
te da provincia, no dia 30 do corrente', recebe-se
neita reparticao, ao meio dia, piopostas para a
execuco das obras de reparos dos dous pontilhes
do aterro do Porto de Gallinhas, na importancia
de900, e da ponte sobre o rio Ipojuca, no enge-
nho Limoeiro, na do 350, com o augmento de 10
0/0 nos respectivos ornamentos.
As condicoes dos contratos acham-se disposi-
cao dos senhores prctendentes para serem exami-
nadas nesta secretaria.
Secretaria da raBarticao das Obras Publicas, 20
de Abril de 1886.
O aecretario,
Joao Joaquim de Siqueira Vare/do
VENERAVEL
Contraria de Smta Rita de Cassia
De ordem do irmao sub-regedor c de conformi-
dade "oin o art. 66 do nosso compromisso, convido
aos irmos desta confraria para que, reunidos no
consistorio da resma, domingo 2 de maio v'n-
donro. pelas 9 horas da manh e depois da missa
votiva do Espirito Santo, tenha lugar o collegio
representativo afim de se proceder a eleicao dos
no vos funecionarios para o anno de 1886-1887.
Secretaria da Contraria de Santa Rita de Cas-
sia, en 27 de abril da 1886.
O secretario interino,
Glicerio Coelho do Espirito Santo.
Companhia de Edificado
Communica te aos Srs. accionistas, que por de-
Iiberacao da directora foi resolvido o recolhimea-
to da segunda prest icio, na razao de 10 por eento
do valor de cada accao subscripta, o quj deveri
realisar-ac no Ljadoo Brasilian Bank, at o dia
10 de Maio prximo futuro.
Recife, 24 de Abril de 1886.
O secretario,
Gustavo Antunes.
GOMPAKH DE SEGUROS
1 O Y Til 1 FOGO
North Brilish & Mercaniile
CAPITAL
A GENTES
Adomson Howie & C.
MauaHwa"
( aKUl 1


I
*


;

>

Diario de PernambucoQuinta-fira 29 de Abril de 1886
Gampanhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabeleclda em 1 -55
CAPITAL 1,000:0001
SDISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 1,ltO:O0O$O<)O
Terrestres,. o!6:OOO$O09
44 Roa do Commercio-
SEI1UH0S
MARTIMOS contra fogo
Companhla Phenix Per-
nambucana
Ruado Commercio n. 8
O paquete Finalice
Espera-ae de New-Port
News.at o dia 17 de Maio,
o qual seguir depc is da de-
mora necessaria pai a a
Baha e Ro de Janeiro
Pura carga, passagens, encommendas e dinbein
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henrj Forster k C.
RA DO COMMciiOlO
N. 8.
N.8
tndar
pOMPANHlA
REVIROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas balsas
Protnplo pagamento de prejuizo*
CAPITAL
Rb. 16,000:000/000
Agentes
BROtVNS & C.
N. Ra do CommercioN.
CONTRA FOGO
The Liverpool k London i Glob
II\SURRA!\E COMFANY
Londou and BrasIUaa filank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Ingleses.
7
t Lisboa
AGEXTE
ligue. Jos Altes
N. 7 RA DO BOU JESS -N. 7
Sejruro. martimo e lerreatre*
ie.-tes ltimos nica companhia uesta praca
que concde aos Srs. segurad 8 iscmpcao de paga-
mento de premio em cada) stimo anuo, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por ceuto cm
favor dos segurado?.
Santa Casa de Misericordia de.
Red fe
Na secretaria da Santa (Jn.su de Misericordia de
Recife arrendara-ee por eapaco de uin tres an-
uos, as cusas abaixo declaradla :
Ra da Moeda n. 45, 2404000
dem >dem n. 49 240*080
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 8 0*000
dem n. 29, loja 216*00*
dem idem n. 29, 1 andar 240*1 00
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 180*000
Caes da Alfandeca armazem n. 1 1:600*000
Ra do Mrquez de Oinda n. 53, 2
andar 07* 000
Ra da Guia n. 25 200*005
Becco do Abreu n. 3, ioja 48|000
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, Io e 2 andar, por 1:000*000
Ra das Calcadas n. 32 200*000
Secretaria da Santa Cusa de Misericordia do
Recite, 6 de tevereiro de 1886.
O escrivo, Pedro Rodrigues de Sonta
C. D. F.
Thcatro Santa Isabel
O Club faramalleo Familiar solemmsa
o seu 4o anniversario no sabbado, 1 de Maiu, le-
vando sceua um dos primeiros e apparatosos
dramas do s>-u repertorio.
O programmk ser publicado no dia do espec-
tculo.
AVI*
Os senh irr s socios podem desde j procurar os
seus bilhetes 'iiivraria Universal, ra do Im
perador n. 52.
THEATRO
Sil T1I0
Empresa Dramtica
Companhia dramtica, dirigida pelo actor
XISTO BAHA
DOMINGO, 2 DE MAIO
Eatra da Companhia
1.* repreaentaco do esplendido drama histrico
em 4 actos
GABRINA
coMPAxmt PEn\tnat vm
DE
(tavegaco costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara'
caty e Cear
O vapor Pirapama
Segu no dia 5 de
Maio, as l> horib
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encommendas passageas e dinheiros a f rete at
s 3 horas da taide do dia da aahida.
E3CRIPTORIO
Caes da Companhia Periamb'iozta
n. 12
COHPAXHIG DES MEMS.M.K-
RES maritihes
LINHA MENSAL
O paquete
Amazone
Commandantc Mortemard
Espera-se da Eu-
ropa no dia 6 de
Maio, aeguin
do depois da de-
mora do costume
Sexta elra SO do corrente
A's 11 horas
No 1- andar do sobrado da ra do Duque
de Caxias n. 32
O ageste Guamao, aut irisado por urna familia
qu" retira-se, far lei So das aovis cima men-
cionados, os quaes sero vendidos sem limites.
AVISOS DIVERSOS___
Na engenhoca de Bemfica, estrada real da
Torre, compra-se vuccaa tourinas. boas leiteiras :
a tratar Da mesma, todos os das, das 6 ao meio
ia.
I'recisa-sn de urna cosinheira para casa de
familia : a tratar na ra do Baro da Victoria
u. 39, loja.
Pede-se aos abaizo assignados o favor de
yirem ou mandar a ra do Mrquez de Olinda n.
51, a ntgocio que nao ignoran.
Pedro Siqaeira, d'Alfandega.
Arthur Danta.
Luis Carvalho.
'os Guimares, caixeiro de Loyo & Filho.
cr fric. Vi'i-a.
Augusto Goncalves da Silva.
Precisa-se de urna ama para cosinhar, para
casa de pouca familia : na ri'.a do Bario da Vic-
toria n. 57.
Copeiro
Precisa se de ua copeiro qne seja perito ; na
ra do Commercio n. 44.
PIULAS
Ferruginosas
DI
JURUBEBA
BARTHOLOMEO & C*
Pharm. Pernambuco.
Anemia, Florea brancas,
Curao
1
3 Debilidades c robre xa de sanrae i
temtruacio,
k Exigir a. assignatura^
yJg*jlla/rrTt*,2J
Aluga-se o 1 e 2o andar do sobrado ra
do Coronel Suassuna n. 9 : a tratar na ra do Im-
perador n. 14, 1 andar.
Aluaa-se o sobrado da ra do Coronel Suas
suna n. 82, com bastantes eommodos, aotao
quintal : a traUr na ra do Imperador n. 14, pri-
meiro andar.
>
os 4.000 $000
E
l:i
Aluga-se ura sobrado de um andar e sotao
com bastantes commodoe, na ra dos Guararapes
n. 48 : a tratar na ra do Imperador n. 14, pri-
meiro andar.
Aluga-se a excedente casa asaobradada
ra da Ventura n. 2, na Capunga, tendo multas
e vastas accominodacot-s, coebeira, baixa de capim,
jardim, multas nrvores do trocto, e prxima as es-
tacoes da macliambomba e dos bouds : a tratar
na dita casa.
Faz se negocio com quera pretender comprar
a hypotheca da casa do largo do Paraizo a. 15 :
na ra Nova n. 12, loja de chapeos.
Aluga-se i loja da ra de Marcilio Dias n.
: tratar na ra do Mrquez de Olinda n. 3.
Alugam-se casas a 8*000 no becco dos Coe
para Buen os-Av- 'n38iJunt0 ^e & Goocalo ; a tratar najrua da Im-
res, tocando na eratriz n. 56.
Baha, Rio de Janeiro e Monte-
tevldo
Lembra-se sos senbores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tea po.
Previne se aos senhores recebedores de merca-
dorias que so seattender as reclamaces por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na ocea-
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e cLnheiro
afrete: tracta-se com o agente
iugnsle Labille
f'ara
A
ou
Denomina cao dos actos
1. O Herdeiro do Throno.
2." A Troca de Criancas.
3. As duas mil"s.
4. Loucura e Iieconliecimento !
Os bilhetes podem desde j ser procurados no
theatro Santo Antonio.
Em ensaios a grande raag'ca em 1 prologo, 3
actos e 6 quadros, toda ornada de msica, trans-
formacoes, visualidades, figos, machiniamoe, ota.
A FILIA DO Alt
oc
A PRINCEZA AZULINA
que snbir scena na prxima semana.
IARITI05
United Sutes & Brasil Mail$.SX
O vapor Advance
E' esperado dos portos do
sol at o dia 3 de Maio,
depois da demora neceasaria
seguir para
arinhHo. Para, Barbados, a.
Thomaz e Mew-Vorlt
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se com os
Agantes
9 RA DO COMMERCIO
ROYALI AILSTEAM PACkEf
CIHP.4.W
0 paquete Neva
esperad
do su! no din 29 de
marco, seguin 'o
lepois da demora
necesaaria para
Lisbaa e Soiilliamplon
paspairens, trefes, etc., tracta-se com c-
CONSIGNATARIOS
Adamson lio wie & C.
CUARGEIRS REUNS
Companhia Franeeza de Navega-
^So a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Jamuro e
Santos
stemer Ville de Cear
E' esperado da Europa at
0 dia 6 de Maio, Be-
guindo depois da indiapen-
savel demora para a Ha-
bla. Rio te Janeiro
Mani*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p'loa
vapores desta liuha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclamacao concernente a volumes, que por
vv.tEra tenham seguido para os portos do sul.anix
de se poderom dar a tempo as providencias teces-
sanas.
Expirado o referido praso a companhia r Jo se
responsabilisa por extravos.
Itecebe carga, encommendas e passageiroa par
es quaes tem excellentes accomodagoes.
Aiigiist F. de Oiiveipa l
AEVFEM
42 RIJA DO OOMMEROIO -4*
Lisboa e Porto
O brigue portuguez Armando segu para 03
psrtos cima: para o resto da enrga que llie falta,
tratase com os consignatarios.
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na
a da Aurora n. 16>.
Precisase de urna cosinheira; na ruada
Aurora n. 81. 1' andar.
Qucm precisar de urna ama escrava para o
servico de casa, dirija-se a ra das Trincheirms
numero 43.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 14 annos
com pratica de taverna ; a tratar na ra de Pau-
lino Cmara n- 44.
Offerece-se urna senhora de idade para cata
de hornera soltciro, para lavar, eugommar e servico
de casa : a ra do padre Floriano n. 38.
Faz ir. Franklin Antonio Oiniz, tendo-se despedido
da casa commercial n. 69 ra direita, continua a
mesma sob 8 firma Coreia C, os quaes espe-
rara cooperario benvola de todos, teudo para sar-
vil -os todu sorte de bebidas, cigarros bannos e re-
creio.
Piecisa-ae de um caixeiro para taverna, de
12 16 annos ; no Caminho Novo n. 143-A.
Aluga-ae o 2 andar n. 31 e o armazem n.
3^t rna do Imperador ; a tratar com Luiz de
Moraes Gomes Ferrea.
- Precisa-se de ura bom cosinheiro ou cosi-
nheira : na Ponte de Uchoa, sitio de. Luiz de Mo-
raes Gomes Ferreira em frente a est'ic"io.
Aluga-se o Io andar de sobrado ra do
Kangel u. 44, caiado c pintada ; a tratar ua ra
Direita n. 3, 3 andar.
LELK
Leilo
De um piano de 3 cordas, 2 machinas, 1 mobilia
completa com tampos de pedra, 3 pares de jarros,
3 pares de ca-ticaes e mangas, 1 ecpelho grande,
1 mesa elstica com 5 taboas, 2 bancas, 1 gjarda-
comida, 1 lavatorio e cadeiras, 1 cama iran<:eza, 1
guarda-vestido, 1 cabiie, 1 lavatorio, 1 bid, lou-
ca, vidros, bandejas, quadres e muitos out.-os ar-
artigos existentes no sobrado da ra da Sanzalla
Nova n. 30.
rente Pinto
Quinta-fcira, 19 de Abril
O leiiao principiar s 10 1/2 horas
Leilo
De movis, espelhos, louca e vidroa
Sendo :
Urna mobilia de faia com enco3to de palhinlia e
consollos de pedra, urna dita de amarello con ca-
deiras de balanco, 1 espelho cval, lanternas, jar-
ros, tapetes, 2 camas trxncezas de amarello, 1 col-
xAt^Jtim asnomoda, 2 caudieiroa para gas, e
oralmi* beateros do ferro, 2 escarradeiras [3
ph#f^let
Un mema fTandr de amarello, para jantar, 2
aparadora*, l-JOfa aara jantar, dita para :.lmoco,
vidros, jarros, bacas, bancos c outros muitos mo-
vis.
StMa/eira, 30 do corrente
A's 11 boras
hn> # natslsr do sobrado n. f
Hi mu do Bom Jess
#**> nVrtkne. Mtoriaado pela Sra. D. Anna
Soases de OTivaira, far leilo dos movis e maia
objectoa existentes no referido sobrado, aq, correr
do martello, visto ter se retirado da provincia.
-----------------------------------------*
Leilo
De 1 mobilia de amarello a Luiz XV eom 1
sof, 2 cadeiras de balanco, 2 ditas de bracos e
12 ditas de guarnico, 1 espelho oval, moldura
de urada, 1 candieiro para gaz, 2 lanterna c cas -
tioaee. 2 pares de jarro?, 1 cama francczi de
amarello, 1 lavatorio de dito, 2 eabides, 1 mar-
quezo, 1 berco, 1 sof, 6 cadeitas do amarello, 1
mesa para jantar, 4 quadros, 1 re'ogio, louecs
para almoco e jantar, copos, garrafas, trem de
cesinha, jarros para agua e diversos utens los de
uso domestico.
Aviso
Lava-se e eng.mma-se com toda perfeifao, pelo
preco muito mdico, responsabilisando-se a dar
qualquer roupa hora e dia que for exigida : a
tratar em Sant' A una, confronte a cstaco da cs-
frada de ferro.
t _
Ac^oes eQtre amigos
A de um relogio e urna machina, que hava de
correr com a ultima lotera de abril, ficar trans-
ferida para a ultima de junio, visto nao se re-
ceber a importancia delles.
16-E.ua do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos seus
venturosos bilhetes garantidos os premios
seguinte8: 1 inteiro com a sorte de I00J
no n. 1549 alem de outros mais de 32-5,
165 e 85 da lotera n 58.
Convida-se aos possuidores a vir receber
sem descont algum.
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da lotera n. 51a em beneficio
qa matriz de Panellas que se extrahir na
quinta feira 29 do corrente.
Precos
Integro 4<$000
Meio 2,5000
Quarto 1,J000
Sendo quantidade superior
a 1i0:OOO
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0758
Joaquim Pires da Suva.
TUl
4os4:000$000
BILHETEM (UtiVIIOU
t^ratja da Independen
cia ns. 37e 39
Acham-se a venda os fezes bilhetes
garantidos da 51 parte da lotera a beneficio
da matriz de Panellas, que se extrahir
no dia 29 de Abril.
Precos
Bilhete inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Cm porce de 1005000 para
cima
Bilhete inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Axttonio Augusto do Sant- Pcrto.
liqnltr.
Fornocedor
privilegiado da Casa Real de Eapanha
e de S. M. a Rainha de Italia.
Ozea Ti.
Ozea Sachet.
Ozea Essenci*.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para o* dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabio.
Ozea Pomada.
Ozea Fixativo.
Ozea Cosmtico.
Ozea BrHhantina.
Oaea Cold Crean:.
Estas exquisitas preparacoes sao muito apre-
ciadas na mais distincta sociedade pela deli-
cadeza do sen perfume.
WMR ECER'S
TRANSPARENT CRYSTALSGAP
(Sabao transparente cristalino)
reconhecido como o mais perfeito do todoa 08 8aboa de toilette pelas suas
propiedades hygcnicas, pelo 8eu aroma empela sua larga duraeao.
Depaito naa priacipacs Perfumaras, Farmacias, dea.
"I
I

OS "SCHNAPPS'I.AROMTICOS. DE SCHIEDAM
DABE GERAL sao comoendade* com uutancia pelo membros mab dUlinctos d. proteo mdicai.
Iimfc ns m,;s af,m^T ZL.^^yfr.." V>, do Campo. Tem do sugeitos i analyse doa
^Ted VJt^ '*"?"'?* c Pr eU" '"""> declarado? ser o,'imslSro'apMjaafS
inclua Jo
TSSSZ?^ ^ med,CS aUni '"^ri^ *0 .odoaf^KTomTditrSiS.tS!
D0LPH0 W0ITFS S01 &#C0., 9 BEAVER STREET,
mSW-YORK,]^ A.
Criado
Precisa-se de cm criado de 12 14 annos, para
casa de familia, prefere-se esiravo ; na praca do
Conde d'Eu n. 30, 3" andar.
i!)*' 00
Alue^i-se a casa n. B da ras/do Riachuello, na
Boa Vista, com 2 salas, 2 quartos, cosinha e quin-
tal murado, impa ; a chave aeha se no n. T para
ver. e trata-se na ra da Guia n. 68, Recife.
M
en no
No 2o andiir do predio u. 44 rna da Impera-
triz precisa-8e de um pira servico domestico.
Ao publico
Antonio Teixeira Machado, tendo de seguir
para Portugal, onde tem de permanecer por al-
gum tempe em vista des incoromodos de sua se-
nhora, que a conselho do medico, para all segu,
declara que dcixa nesta capital como seu bas-
tante procurador Manoel do Souza Almeida ;
encarregade^que fici do activo e passivo de suas
transaeccea.
?
Severino nibeiro Cainciro
Moniciru
O Dr. Jo2o Jos Pinto Jnior, tendo a infausta
noticia do fnllecimento do seu primo e amigo. Dr.
Severino Ribeiro i arneiro Mon'eiro, cm sua ee -
tancia da Scrra, muocipi.i de Guarahy, pro" in
ca do Rio Grande do Su I, convida aos parentes e
amigos para assistircm as miesas de trigisimo
dia, que por sua alma mandi celeb 81 na matriz
da Boa-Vista, no dia Io de Maio prximo vindoo-
ro, pelaa 7 1/2 e pelas 8 borai da mai ba,
lllSlDftlIlif!
Aos 4:0001000
BILEETE3 MM&
Ra do Baro da Victoria n.4
e casas do costume
O abaixo assignado acaba de vender
era seus fezes bilhetes quatro qu artos de
n. 1314 com a sorte de 4:0000000, quatro
quartos n. 2739 coro a aorta de 2000000,
e diversos premios de 320000, 160000 e
80000.
O mesmo abaixo assignado oonvida os
possuidores virem reeeber na conformi-
dade do costume, sem descont algum.
Acham-se venda os fezes bilhetes
garantidos da 2.* parte das loteras
eiaeficio da matriz de Panellas, (50*), que
se extrahir quinta-feira, 29 do corrente.
Precos
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Ka porco de lo#ooo par?
cima
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
7o3o Joaquim da Costa Leite.
FUNDICAO GE
Auolplio Marque* don Santo*
Herraina Barbosa dos nanto-?, seus filbos e seus
irmaos .igradecein a todas as pcapoas que ee dig-
naram acompanhar os reatos mort.tea de seu s 'm-
p$e lembrado esposo, pal e cuuhido, ao cumiterN
pblico ; e de novo as convidan), assiin com i aos
seus mais parentes e amigos a assistircm as mia-
gas, que por sen eterno descanso mniidam r aar
sabbado i de Maio, na igreja do convento de San-
to Antonio do Rucite, 4f 8 horas danv.-b, suii-
modia df bpu pnsaanr
AOS 4:
S1LSS1ES 5M!ID35
;aa Primeiro de Marcn n. 23
O abaixo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 379 com a sorte de 1:0008000,
aim de outrae sortea de 320, 160 e 80, da
oteria (50.*), que se acabou de extrahir,
ojnvida aos possuidores a virem receber
na couformidade do costume sem desconti
algum.
Acham-se venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 2.a parte das loteras
a beneficio da matriz de Panellas, (51.a),
que se exrahir quinta-feira, 29 do cor-
rente.
PRECOS
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
*cm quantidade malor de IOO
Inteiro 33500
Meio,- 10750
Quarto 0875
Manoel Martins Finta.
Viageos ao centro
' De Olinda parte todos os sabbados. s 4 horas
Ja tarde, par/- Itamb por Iguaraas e Goyanna,
urna diligencia ; pnesageni a tratar na rus 1 de
Marco n. 1, no Recife. Viagens avulsas em qual-
quer da, e para qualquer parte a trata no mesmo
lugar.
ALLAN PATERSON a C
N. 44Ru i do Brum-N. 44
JUNTO A E^AfAO DOS BONOS
Tem para vender, por prer_ mdicos, as seguintcs terrjeos:
Tachas fundidas, batidas e" caldeadas.
Crivacoes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasde fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura.
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de conoertos, e assentamento de machinismo e execuiam qualqua*
traballio com perefcao e presteza
FAZEiVDAS BARATAS
Na bem conhecida loja da ra Primeiro Mar?o n 20
JUNTO DO L0UVRE
de
Grande sortimento de madapoloes
70500 e 80000
Algodoes brancos, superiores qualidades,
60500.
40500, 50, 50500, 60, 6050
de 40, 40500, 50, 50500, 60
Saperiores crotones de 320 a 500 o covadw.
Batistes, lindro paarSes, a 200 e 320 rs. o covado.
Fustoes brancos de novos desenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 30500.
Ditas de ganga cretone, bonitos padroes, a 30000.
Lengoes de bramante, de linho de 20 a 40000 a um.
Ditos de algodo de 1,800 a 20500.
Toalhas felpudas, de tamanho regukr a 50000 a duzia.
Ditas grandes para bandos a 20000 urna.
Lencos de algodo de )>08OO a 20200 a duzia.
D'fos *. algodo, rom barra, a 20400 a duzia.
8 runto, obro, a 300, 4U0 e 700 rs. o covado.
: acado, 1 ...a, a 10, 10iOO e 10200 o metro.
: rtea vsti .. .ie crtono de 200 por 80000.
r ...apos lo linho de 30500 a 60 a duzia.
Graoie variciade de anquinhas de 20 a 50000. '
Meias cruas para hornera a 50, 60, e 70000 a duzia.
Chambres muito bera preparados, para hornera, de 50 a 10^000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 20500 o covado.
Algorlao-trancado do duas larguras a 10300 a vara.
Bramante de algodo, de quatro larguras, de 10500, 10800 e 2|}000 a vara
Dito de linho idem idem de 20, 20500 30 e 40000 a vara.
Leques de papel, de lindos desenhos, de 500, 800 o 10000.
Merino preto e azul a 10400 rs. o covado.
Setin^tas lisas de toda3 as cores a 440 rs. o covado.
Velbutinas de todas as cores a 10000 o covado.
Molesq-uin de cores, bonitos padr3es, a 600 rs. o covado.
Chales do algodao a 10200, 10400, 10600 e 25000. 1
Guarda p de brim de linho pardo a 40, 50 e 6$000.
Oxford p.ra camisas, lindos padr3es, a 280 300 e 340 re^ o covade.
Costumes para oanhos de mar a 80 e 100000. v
Cortinados bordados para cama e janellas a 80 100, V2f. 3,4 e 160000^ par,
Grande sortimento de roupa feita para trabalhadoret de campo.
Encarregamo-nos tambora de mandar fazer qualquer roupa para homein a
meninos, para o que temos ura hbil official o um grande sortimento de pannos, brine,
caserniras, etc.
Quens precisar de algum artigo bom e barato, dever visitar de preferencia
este antigo e acreditado estabelecimento.
Boa Primeiro li-tup i. 20
?ID


/
6
Diario ce Pernanitairn-ttuinta-feira 29 de Abril de 1886

Ama
Precisa as >* naa para cm de duas pea-
na na Paran** n. 89, esquina do becco
Ferreirea.
Ama
Precisa-se de urna boa ooainbeir* ; na raa do
Marqaez de Oliuda u 8
Ama
Precisa-se na roa do Coronel Suassuna n. 161
2*~*ndar, de urna ana para comprar e coziuhar.
Ama
Precisa-se de urna, para comprar e cosinhar,
raa da Aurora n. S5.
Ama
Precisa-se para o servico de casa de familia na
raa Formosa n. 37
Ana
/
NICO
Precisa-se de urna ama que seja boa coainheira :
na raa do Bario da Victoria r. 35.
Ama
Precisa-se de urna ama para andar com duaa
criancas, lavar e engommar para as meamaa ; na
raa da Roda n. 16.
Ama para menino
Precisa-se de orna ama para acompanhar urna
familia que se retira para a corte : na Graca, tra-
vesea das Pernambucanas n. 3.
Aluga-se
para escriptorio a sala de detraz do Io andar da
na Primeiro de Marco n 18, muito propria para
escriptorio de qualquer natureza ; a tratar na loja
Jo mesmo predio.
Ala
ga-se
barato a casa n. 143, ra da Coronel Suassuna
trata-se no largo do Corpo Santo n. 19.
Aluga-se
o 2* e 3' andar do sobrado ra do Brum n 62;
a tratar no mesmo, padaria.
por barato preco a cas i da ra I xperial n. 286,
de um andar e loja, com trente d> azulejo, tem
kons commodos, agua encanada, e muito fresca ;
a tratar na ra do Crespo n. 18, loja.
Aluga-se barate
0 1 andar e aimazem na na do Ho.n Jess n. 18,
e 2" andar e armazem na ra da Restauracao n
31 : a tratar na ra do Bom Jess n. 12, escrip-
torio.
Entornilla eir*
Precisa-se de urna e jgommadeira; A ra Duque
de Casias n. 86.
Precisa se de urna criada para cosinhar : na
rma do Bario da Victoria n. 9, 2 andar.
la
O Sr. Francisco Alves da Costa, commandant
de um dos vapores desta compauh'a rogado
vir ra do Mrquez de Ohnda n. 50, afim d
concluir certo negocio que nao ignora.
Cosinheira
Precisa-sede urna que seja muito boa par casa
de duas pessoas cstrangeiras. Informa-se na ra
do Bario dr Victoria n 9, livraria.
Perdeu-se
Roga fe a quem tiver enctntrado um rrcnino de
cr parda, chamado Chrispim, d idade dr I! an-
uos, o especial f*v..r le leval-o ra do Aragao
n. 38, d'onde desappareceu no sabbado ultimo,
trajando um uniforme de algodo de listra.
Engommadeira
Precisa-se de um, que engomme muito bem e
easaboV, para casa de pequea familia, prefere se
escrva ; na praca do Conde d"Eu n. 30, primeiro
andar.
Vende-se o engenho Mcruahipe de Cima, da
freguezia de Muribeca, eomsvrea de Jaboato, com
ptimas trras, proprio para principiante : a tra-
tar em Jaboato. ra Duqu" de Casias n. 15.
RELttJOAMA
ALLEMA
Praea do Conse-
lheiro Salda-
b b o Marinho
n. 4.
An'iga da Ma-
triz de Santo
Autonio nume
ro 4.
Tendo eu aberlo urna offioina de relo-
joaria com o titulo cima, rccommendo-
mc ao respeilavel publico para fazer
qualquer trabalho, at o mais difficil na
minlia arle, como j prove como em-
pregado da rclojoana regulador da
marinbaonde Irabaibei os ltimos
dous annos, promello pregos mdicos e
promplidSo.
Curios Fuerst
Joaquina II. t!a Concciro Ra
pOwo
JdSo do Amaral Raposn e scus filhos Balbii.o
do Airaral Raposo, Francisco ^d Amaral Raposo,
Mara do Amara! Raposo, Laura do Amaral Ra-
poso, Leopoldina Raposo Cvale inte e seu esposo,
agradecem a todas as pessoas que se dignarain
acompanhar os restos moitacs da sua bei. lem-
brada esposa e madrasta, Joaquina Maria -la
ConceicSo Raposo ao eemiterio publico ; e de novo
as convidara para assistirera as missas do stimo
dia, que manJam resar na matriz de 8. Jos, pelas
7 horsa do dia 3 de vio, secunda fera : e desde
j a todos ifcradecem este acto de religiao e ca-
ridad-
dxlpbii M. nin Maulo*
Dominica dos" Santos manda resar urna miesa
por alma de sen irmao Ap Iph < Marques dos San-
tas, na ijrreja da Sant Cruz, sabbado 1 de Maio,
a 9 horas^ stimo dia do passamento do finado ;
convida a sVus amigos e os do finado, e a familia
do mesmo, para assistirem ageste acto de carida-
ie, antecipiiido se desde jlgrad->cido.
'arlo Horajlrn da siiia
O visconde de Itaqui da) Nort e Dialma Mo-
reira da Silva, tendo recebido a infausta noticia
do fnllecime.nto de seu presado filho e irmao Car-
las Moreira da Silva, na cidade do Cear, a 23 do
corren'e, convidim as peesoaa de sua amizade
para ashUtirera a missa do stimo da, que ser
celebrada na igreja do Corpo Santo, no da 29,
pajas 8 horas da manbii.
Preoaraco de Productos Vegetaes
extino"das caspas
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI n!T&~BASTOS
Pernanibiica
Agustinho & Irmao
tendo teito urna grande reforma em seu cstabo.Ie-
cimento de joias, ra do Cabug n. 3-A, convi-
dan) aos seus amigos c freguezes virem-se pro-
ver de joias em gostj e preco sem competencia,
os resolvern) assim fazer por terem um grande
sortimento de joias d curo e prata ; tambem con-
certam quaesquer obras de ouro ou prata. c com-
pran) ouro velho e prata.
Cosinheira
Precisa-se de urna, a tratar na ra da Uniao
n. II._________________________________________
Companhia de Edificacdes
0 escriptorio desta
companhia acha-se ins-
talado na pra^a da
Concordia n. 9, con-
servando-sc aberto
das 7 horas da manha
s 5 da tarde, em todos!
os dias uteis. |
Incumbe-sc de cons-
truc^ocs c reconstruc-
cs.
Recbese informa-
ffics acerca de tern nos
na cidade e suburbios,
ca respeito dos quaes
queiram os respectivos
donas fazer negocio.
No mesmo cscrip'.o-
rio se encontrarao as
amostras dos produc-
tos da alaria mechani-
ca doTaquary,proprie-
daie da inesma Com-
panhia.
Envendo
Tr> spassa se o arrih.lainentn do engenho Santa
Rosa, na freguesa da Loa, perto da estscao de
S. Looreneo, na via frrea do Lim eir--, aasim
como de Jaboato, na via -frrea de Cantar. O
terreno d:i pira mfrejar-se anima mente de d 01
tres mil p:i- s ce assucar. Abra de muitas var-
zeas t- m mata virgen para abrr-M novo* parti-
di s, mor vapor, tendo urna machina n va, de
muir t rc\ e m cadas novas e gratadas : quem
pretendel-ii dirija-se a; mesmo engenho ou ra
do Imperador u. 79.
Vende-se ou permuL-se
Quem tiver, na ciJade Pemambuco. Especialmente no bairro da
Boa-Vis'a, um predio do valor de 10 i
12:000^000, e quizer permutal-o por ou-
tra, na povo c3o de Mulung, da provincia
da Paruhyba, tendo dito pradio 130 pal-
mos de frente e 60 de fundo, coro 10 por-
tas na frente, levantado todo elle de tijollos,
e com um estabelecimento do compra de
algodo e ma hia vap >r para descaro-
al-o, e prensa e machina de sorra, tudo em
bom estado ; dirija se ;.o abaixo assignado,
na ref-rida povoagiio, at agosto prximo,
fim de fai?r negocio; sendo que de agos-
to cm (liante s far negocio o mesmo
abaixo assignado depois da satfra.
Fas-se o negocio por motivos particula-
res.
Povoaco do Malunga', 15 de abril de
1886.
AntonioBezerra PessCa e lbuquerque. ]
00
it
L. E. fiodrigucs Vianna mudou seu escriptorio
de advogacia para o Io audar da ra larga do Ro-
sario n. 10.
Engenho Goiabeira
Traspassa-ee oarrendamento do engenho cima,
distante da cidade da Jaboato meia tegea, ven-
dendo tambem a safra, bciada, alanbique, carros
e mai< utmsilios pirtencentes ao mesmo : a tra-
tar na ra nova de Santa Rita n. 49, serrara
vapor.
Cosinheira
Pr- eisa-ee de urna boa cosinheira r que seja
iisscad. a tratar na ra de Paysaud n. 1!)
Paeaa j a da Magdalena.
Experimenten.
E ti isa m o Os especial s licores de genipi po e cj4 qne se
acham venda o largo de ti. Pedro n. 4?
Ao commcrcio
Retirando me temporariamente para a Europa,
por motivo de molestia, aviso ao corpo commercial
uu a quem interessar possa que deixo como meus
procuradores os Srs. Luiz Abmnchu de Figueire-
do e o mea empregado Pedro Paes Corroa de Fi-
gueiredo.
Recife, 25 de Abril de 186.
Jote Gomes Qan:he
0^ LAROZE ^O
Xarope ie Casca de Laranja amarga
ao IODURETO de POTASSIO
AJPROVADO PELA JUNTA DB HTQIENB DO BRAZTL
Todo o mundo conhece as proprieda-
des do Iodureto do potassio. Os mais
distinctos mdicos da Faculdade de medi-
cina de Paris, e principalmente os Srs
Dres RicoRD, Blanche, Troussbau.
Nlaton, Piorry, Rooer, obtincro os
melhores resultados uo tratamento das
affeccoes escrophulosas, lymphati-
cas. cancrosas, tuberculosas, nos da
carie dos ossos, dos tumores bran-
cos, da papeira ou bocio, das mo-
lestias chronicas da pello, da agrura
do sangue, dos accidentes aecunda-
rios terciarios da ayphilis, eto.
Este agente poderoso administrado em
sol ii cao com agua, tem por inconveniente
o irritar a mucosa do estomago e deter-
minar accessos gjburalgicos.
Em vista d'isto, os mdicos cima men-
cionados escolherao por excipiente (Veste
famoso remedio, o Xarope de casca
de laranja amarga de Laroze, o ]ual,
por sua accao tnica sobre os orgus do
aoparelho ligestivo, facilita a absorpoao
de iodureto de potassio, previne qual-
quer irritaco e permitir qi;e se continu
o tratamento sem temor de nenhum
accidente at completo resiabelecimento.
No meamos depo3itos achao-se os seguintes productos de J.-P. Laroze:
XAROPE LAROZE nX TON ICO, ANTI-NERVOSO
de casca de
Uranja amarpa
Contri, u Gastrltes, Gastralgias, Dyspopsia, Dores Caimbraos estomago.
XAROPE SEDATIVO.a^as^BR0WURET0 DE POTASSIO
Contra Epilepsia, HyaUrlco, Danaa ds S. Guy, Inaomnla das Crianzas durante a dentflo.
XAROPE FERRGINOSOeao^XTioPROTO-IODURETO-.FERRO
Coaira a Anamla, Cbloro-Anamia, COroo pailidaa, Flores brancas, BaohiLlamo.
---------------->.<----------------
geposiU B todas u boas rogarias de :ai
Pars, J.-P. LAROZE e C1, Pharraaceutico
, RU DES LI0NS SAINT-PAL, 2
LINIMENTO GENEAUl
Para os Cavallos
IEmprsg'do com j> maior xito as oavalharicas reaes de SS. MM. o T-nperalor do Bral, o F.eida
Blgica, o Re dos Pazes-Baixos e o Re da Sazonia.
(ppres>ao do (ogo
iE DA QUEDA ? *0 PELLO
DI FABRICA
. S este precioso Top.co o nico que
' substitueocaustico o cur.i radicalmente
I eui poneos da- as manqueiraa, novas
e anillas, as Torcednras, Contusce,
Tumorej c IncoapSjr dc.5 ptrnas
Esparavao. Sobre-Cannas, Fraque e En-
Ji gorgitamento das peritas dos potros, etc., sem
"oceasio'iir ncuhuma chaya, nona queda do pttlo
| mesmo iiuranto o tratamento
35 (Annos de (xito
sem: rival
siiltados oxtrr/jrdinarios que ts;n \
obtido uas diver-a-, AftccoBea do &
Peo os Catr.ntaoa, 3ronch!.ia, *
Ioleutis.r la Earscnt".. Opit::-
mia, etc., Oto ii2o logar a "oiiciirrencia.
A amvm flxt-tt eo .nitou, sem y
.,... ,.u...,u u ^mnmmunmw; I UOr Seill COrl't:'. (
Deacsioea Paris : Pb.-,rmjcii GENHATT, Faa St-Honor. 275. e eu t tai u Miarancia-. \
16 600 RECOMPENSA NACIONAL /# QQQ
ELIXIR VINOSO
A Quina-Laroche contom todos os
principios da quina, tem um gosto muito
agradavel, e superior aos outros vinhos
e \aropes de quina; contra o descat-
meno das forras e da energa, as affeccoes
do estomago, as febres inveteradas, etc.
.5i0 FERRUGINOSO
a feliz combinaco de um sal de ferro
com a quina. E' recommendado contra
a pobreza do sangue a Moro-anemia, as
onsequencias do parto, etc.
Paris, 22, ru Drouot, a as principaas Pharmacias do Mundo.
r^peattos as pnnc; as Veri amansa, Hliarix.c.
ai**
lauros .:. Masnca.
Exigir o e//o
Frtnotz.
SOLUCO C0IR
AO CHLORrtYDRO-PHOSPHATO DE CAU
E Exigir o sillo
Fnnou.
O mata itoderoao doa reconstitnlntea adoptado por todos os Mdicos da Goropa na
Praqueza peral, A nemxa, Chloross, Tsica, Cachexia, BsTofuUic, RaehitUmo, Doenau
dos ossos, Crescime'iio Hf/lctl das criancas. Fas to. Dyspc-psia*.
ruis, COI.R: Pa 79, ro: o Cherche-Mi. Deatsitca mj prineiiiei Fluraudu.
HYSIENiCOS para TUkBOR da PLLLE c para FAZER a BARBA g
Estes Sabcnetes OBtnaisflBos do Mundo sao excellentrs contra as Aireseos t=.
da pelle e as Picadas CD
DE MOSQUITOS. g:
Oppon sao uccessarios contra as molestias contagiosas n ccidemicas, ^"
S1
lease a brochura EXPLICATIVA i
Exije-sa a Marca de Fabrica A* lMOKZ.ii.ai>
VENDE-SE EM TUDA i PARTE HAS DROGUERAS, PHAMACIAS E PERFDIAR1AS
A. JOUBERT. Soccetor, l'liurmacemico del'Classe !
8, Hna des Loznbards em PARIZ.
2 MSDICINAES e creme barges p fricqoes bahhos
i
GRAGEAS
de Copahlba, Cubeba
Ratanhia e Ferro, Bismutho \
a/catro, ferebenth.ina, 4*
FORTN
INJECCAO
I Hyg/en/ca a Preseriadon
sem causar
accidente alyum.
Aa GRAGEAS FORTN, forlo as primeiras que obtireram a approvaco da Academia
de medicina (1S30) e que ailojitaram-se nos Hoapitaes. Curara aa molestias secretas,
mais rebeldes sem iaiir;ar os estmagos mais delicados,
A 'NiHCCAO FORTN aampre roi-omnienrlada como o complemento da medicaejto.
B9i.-^!'to m FerKgmbrteo .- FBAN M. da SILVA C", a naa prlnopaee Pnarmacia-
80TTAS REGENERADORAS ^ *
do Ecutor SARIUEL THOMPSON
'Tratamento efllcaz contra todas as affeccoea provenientes do enfra-
queclmento dos orgaos e do systcma nervoso, ou das altera^oes do
sangue Pranraza doa Slct, Bstertlldade, Palpltaodea, Eafrm-
queclmonto feral, longra Convaleaecncas. Este tratamento de ha multo, reconliecido i
e recommendado como o malor regenerador do organismo.
O FRASCO I 8 FRANCOS r:lvl FllANgA| yj
Todo muco que %ao troaxer a Marca de Fabrica registrada e a essignatura^.^^/^ ""'<* FtMtanu
deve ser rigorosamente recusado. ^^zC^ ^ttt>
VASXS, Vbarnuusia, GEX.IJT, ros Boobacbonart, SS ^S Producto
Deposito em Pemambuco : FRAN M. da SILVA & C*.
Tnico
Oriental.

B(
oa acqiusiQao
Aluga-se o sobrado n. 61 a ra de Sant* Rita,
caiado e pintado de novo, com excedentes com-
modos, para grande familia, tend< agua e gaz.
Tambem esto par alugar o pavimento terreo
do mesmo sobrado, proprio paia marcineriaou ep-
tabi'lecimento commercial : e o terreno ao fundo,
com dous grandes talbeiros, proprio para ofiicina
de ferroiro ou para co< heira de bois e vehculos de
conduccao : a tratar na ra do Mrquez de Olinda
n. 16.
Ao
comuiercio
Silva Campes & C. d^claram que compra ram,
nasta dita, o cstabelecimento de molhados sita u
ra do Padre Muniz n. 5, ao Sr. dernardioo Fer-
reira Pr?a. livre e desembarazado de qualquer
onus.
Recife, 26 de Abril de 18S6.
Suva Campos & C.
E'lMltiItaffliilata!
A pimenta especUlmente preparada na Europa
em bonitos frusquinbos e que se vendem pelo di-
minuto preco de 160 ris cada um, no Largo de
S. Pedro n. 4.
\tleno
x
Purtaram na neite de 16 desie moz, do engenho
Pintos, em Jaboato, tres cavallos : um alasao,
pequeo, castrado, de frent- berta, quatro ps
brancos, crinas e caufla ripad s, bom andador e
com o ferro F Da anca dircita ; um poltr > ct.rdio
vermelho e outro castanho, tambem poltra (aiuda
bravo) sem signa] branco, tamben com o ferro
cima, todos g.irdos. O abaixo assignado d boa
gratiticaco a quem apprehcuder ou der ofician
dos referidos animaes.
Fi-lippo de Bausa Le2o.
Sitio de coqaeiros
Precisa-se arr^nd-r um sitio de coqueiros que
produza eem ii il cocos annunlmcnte ; trata se com
o Dr. Arg lio, hotel do D. An onio, Caminho
Novo 118-C.
:}
Leonor Porto
SI na do Imperador u 15
Primeiro andar
Contina a exeeutar os mais difflceis
figurinos ri;cebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio i!e Jan-uro.
Prima em pcrfi cao de costura, cm bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
i'tstilhas Vermifugas
DE
As nicas infalliveis e qne nao
repugnam as crianzas. Chcgon
nova remessa e vende-se na
caso de
PARIA sobrinho & c.
Este remedio precioso tem gozado da aecce*
Cao publica durante cincoenta e sete annos, cora*
ecando-se a sua manufactura c venda em 1827.
Sua nopularidade e venda nunca foro lo exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a mclhor prova da sua efficacia mararil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que no tem dcixado
em caso alirum de extirpar os vermes, quer era
crean9as quer era adukos, que se acharo aSc-
tos destes inimigos da vida humana.
N.'io deixamos de receber constaatementa
attestacoes de mdicos em favor da sua effic icia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificac/ies, de
sortc que deve o comprador ter muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
7emiCeB.A,FAHNKT9CK:
;;
Ouera tem?
Onre prala : comprase ouro, prata e
jedras preciosas, por maior pre<;o que em outia
lua.quer parte : no 1 and-T n. 2 ra larga do
insano, antiga dot Quartei?, das 10 huras As 2 da
arde, dias uteis.
Vinho de S. Miguel
CHEGOl
Nova remessa, venden Aatiarml Pnaaa C, raa
Larga do Kosario, e Borgei na ra do Amoritn.
' PURO EBARATO
CALLOS
OMELHOR E MAIS IXFALLIVEL DE-
TRACTOR DOS CALLOS E' A
Ma^nardina
porque os extrahe complctamente,sem causar s
minina dor.
E' fac de applicar, nao impsde de se andar
cacado e tom o seu effeito comprovado por attes-
tados insusBcitos e em nmeros is applicaQOea que
nunca filhitram. NSo confundam, nem Eeen-
ganem com outro preparado. Se verdadeiro O
que se prepara e vende na Drogara e Imperial
Pharnacia Diniz.
DE D1NIZ& LORENZO
37Pra?a do Genera! ftz*rio--S7
Deposito em P<-mambuco, pharroacia d
Herrada de Souza Pereira & C,
Successores
Eia Ao Marm i fllia i.
abaixo assignado, Dr. em medicina pela Fa-
"uldade do lo de Janeir i, eavalheiro da ordem
de bristj por Portugal, me lie adjnnt 1> Hos-
pital da Veneravel Ordem Tereera do Oarmo, da
caixa de U. Pedro V, agraciado com a inedalha
humanitaria por esta pia institnieao, etc., rto.
Attesta que o rom -dio denominado M *YNAK-
DINA, preparado pelos Srs. Diniz & Lorenzo
na imperial drogara e phannaftia Diniz, infal-
livel para a extraccao dos ca'.lo3. Outrosint
to que tendo em si einpregad-), colhcu os me-
lhores resultados a .ponto de pJ.r calcar as bo-
tinas as mua justas
O que attesta verdade e jora oob a f do sen
grao.
Rio, 10 da Dezembro de 1883.- Dr. Francisca
de Puiila Costa Jnior.
SCOTT
DE OLEO PUBO J
Figado de acalhao
CUM
Bypophospiilos de cal e soda
.tppi'ovaJn pela Viinta de lly
giene c autorizada pelo
governo
E' o melhrr rem- dio at h je descoberto para a
tsica hroncrilicN, eacropbiilaii, ra-
rhiliN. anemia, ehiliuadc em grral,
it>Oax<>M, tosne rhrontra e :,l': :-o;-s
do peilo i' da ^ar^-ani.
E* muito siiperi'jr ao oh-o simples de figado de
bacalbo, porque, alm de ter eh--iro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaos e nu-
tritivas uo oleo, alm das propriedades tnicas e
reconstituinti s dos hypophospbitos. A" venda nat
drogaras e boticas.
Deposito em Pemambuco
Francisco Manoei da Silva k G.
23-RUA MRQUEZ DE OLINDA- 23
Engenho
Arrenda-se o engenho Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a tratar no escriptorio de Sebastian de
Barros Barrete, ra do Commcrcio n. 15.
Joias Ib pata
GRANDE
Exposifao cenlral rna larga do
sario n.'8
O Muzeu de Joias, a ra do Cabwg n 4, reee-
beu pelo ultimo vapor frnncez um esplendido sor-
timento. Precos muit* moderados.
Arrenda-se
Precisa pe arrendar um sitio perto desta cidade,
que teuha pru| ore- s para ter aaccas de leite :
quem tiver tiestas condi^oes deixe carta nesta ty-
pograpbia com as iuiciais J. P.
Urna senhora compatentemente habi-
litida em msica e piano, offerece-se
pa'a leccionar em casas de familias, ga-
rantindo bom iiiiuo ; a tratar na ra do .
Hospicio n. 17. j (
lLOOCTURif
F,\
A conferencia ti o Sagr.ulo Coraco de
Jess da Sociedade de S. Vicento de Paula
desta cidade, deliberou em sua sesnao de
21 do corrente, crear ama aula nocturna,
do sexo masculino, para aquelles meninos
c adultos que nSo podem frequ^ntar a
aula diurna. O curso* gratuito e ser
aberto no dia l. de Maio.
Damia. Lima & C., mo pndendo acabar com a
grande quautidade de mercadorias, resilveraai
anda rma vez convidar as Exmas. familias e
respeitavel publico em gnral, que com certeza nia-
guem perder seu te np,>, fazendo urna visita
KsptKiro Cenlral
Pecas de bordivloa i- 300, 30. 500 e 60 rg.
Punhas e colarinhos bordados par senhira a
2;000.
Ditcs di'os lisos, 1500.
Ditos para h -mem. 15 Um jlastron de :', por 15300.
Invisiv-eis glandes a '20 rs.
Laces par senhora, 1 500.
Macos de l para b ir lar. 2*'800 e 34.
Luvas de seaa arrendadas a 25500.-
Ditas lisas. S90 .
Ditas de fio de Escossia, 1*CC0.
Broehe9 para senhora (modernos) 1500.
Um p^r de meias para senhora (fia de seda)
G00 rs.
Dito idem liso, 40-) e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) lg200.
Duzias de bal< ia- ,i 360 rs.
Carreteis de 200 ja: das a 80 rs.
Metros de > rqniubas a 1B0 e 120 rs.
Um par de franhas de labyrintlio, 1500.
Macos de gramp s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 ra.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
senhwra, de 5!'0 ra. a 1000.
Um pente eom inscripcao para senhora, 1/.
Um leque de 16 per 9^.
Brinqikdos para criancas, Jeques de papel, fi-
jas, bicos de linho, quadros para retratos, lencos,
tspartilbos, bicos, galoes, franjas com vidrilhos, e
eutrss muitoa oojectoa de phantasa per presos
sem competencia: na exposico Central, raa
larga do Kosario n. 38.
'
J
*M


Diario de PernambocoQuinta-teira 19 de Abril de 1886
7
REGULAMEN TO
28-RA D1BAB
PRESOS
Um almo$o contendo tres pratos e sobremesa .
Um jantar constando de sopa, tres pratos e sobremesa
Lunch constando de um prato, queijo, doce, fructas e caf.
VINHOS Bordeaux, Figueira, garrafa
ce meia garrafa
ASSIGNATURAS
Por mez .........
com vinho (urna garrafa por dia) Bordeaux ou Fi-
figueira. e
Pagamento adianlado por quinzena
A. G. Fruncs,
15000
10000
1600
,1800
fOC
40,5000
600000
Grande e bem montada oflirina de alfaiate
DE
PEDROZA&C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor
uiento de pannos, casemira?, brins, camisa3, punhos, collarinbos, raeias, gravata&
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha ; o para ben
servireui aos seus amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimenft
tjm na direecSo dos trabalbos da ofBcina habis artistas, e que no curto espaco de 24
boras, preparam um terde roupa de qualqurr fazenda. I
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRECOS SEM COMPETENCIA)
GRANDES NOYIDAMS
Fazendas finas e modas
d
2
2 B
"I
A Bita do Cabug
J.BASTOS&C.
Para este estabelecimento acaba de chegar um primoroso sortimento de arti-
gos do modas destacando se os que aqui indicamos :
Vestidos ineio preparados, de cachemira, ricamente enfeita los ao rigor da
oda.
Fantasa rica, bordado a missanga.
Filfi e missanga, alto desenbo em 12 e seda e la, bordados a retroz, etc.
Cortes de vestido, la florettaa mi, combinado de fazenda lisa e bordada e
ie modernissima.
Corte de vestido em toile d'alsace com bordado a agulha, cores lindas e de
josto apurado.
Lindissimos cortes de vestido de etanione, com bordado a seda, novidade pal-
pitante.
Etamines, suratos, failles, sedas, setins, cachemiras de todas as crtres, creto-
m, setinetas e toile d'alsace, sortMMate grande.
Leques transparentes especialidades e os primeiros chegados aqui. Recom-
Mendamos ao bello sexo.
Di'.os de setim, opulentoscrtimento.
Ditos de madreperola, branco6 e de coros.

Para as Exmas. noivas :
Setim branco Duchesse.
Surato e gorgurilo.
Guipour branco de seda, fil rendas para enfeite.
Capellas de cera e de peflisa.
Veos de blond, ampios e mi,
Meias de seda e saias bordadas.
Colchas de damasco de seda e de crochet.
Cortinados de crochet e eambraia.
Lencos de eambraia de Linho, lisos e bordados.
Sodas, setins e merinos pretos de todas as qualidades.
Para todos os artigos que referimos, os precos s5o sem competencia.
(Telephone n. 3S9)
t
AS
5

5^
Chapees e chapelinas
-' 36 A 40PRAQA DA IDExBNDElA --36 A 40
B. S. CARVALHO & C.
5
es
as:
o
fi-
es
se

c^,
o-
3a
Si
Proprietarios deste bem conhecido estabelecimento partecipam
as Exmas. familias e ao publico em gcral, que mensalmente recebem
das principaes casas em Paris e Manchester o que de melhor e de
apurado gosto ha em chapinas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de H un burgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e criancas, e umitas outros artigos concernentes
cbapelaria.
Flores artificiaos para ornamento de salas.
fX3

ssj:

TINTURARA


tfil>'lHMi<
SCCESSf
}',> Ra de Malinas de Albuquerque 25
(AMKiA m DAS FLORES)
Tinge 9 limpa com a maior perfeicSo toda a qualidade de estofo, t fazendat em
pegas ou em obras, chapeos de feltro ou de plha, tira o mofo das fazendas; todo t
fcabal! o feito por meio de machinisrao aperfeicoado, at hoje conhecido.
Tintura preta as tercas e sextaa-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.
S
Recebemos neste ultimo vapor voadores para
meninos aprenderem a andar, assim como, diver-
ses obras de Vime.
Cadeiras
Cestas de diversos tamanhos para cotnpr
Balaios para papel.
Assafates
Condecai.
Roupeirog.
Sementes de hortalizas e flores, amores perfei-
*>s e diversas qualidades.
Voio tambem o especial bacalbo de Noruega,
pesando cada um 6 libras: em casa de Pocas
Meudi's & C.
Rna estrella do Rosario n, 9, junto a iqreja
!... i Engcnho Recanto
Veneza
O Sr. tenente Antonio Y. da Coat faca favor
de, em quanfr antes, vir buscar sua encommenda
ra de S. Francisco n. 72.
Vende-se ou arrendase o engenbo Recanto, si-
tuado no termo de Seriabaem, moente corrente
d agua, com boas trras, etc. p, tratar com Ma-
noel Ferreira Bartholo, ra do Bom Josas 4.
Pitillo
eriga
Vende-se em casa ae Matneus Austin & G, i
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melbor
qualidade e diversas dimensoes.
Cabriole!
Urna peseoa que desoja retirar-se para fra da
cidade, pretende vender 1 sof, 6 cadeiras, 2 ditas
de bracos, 2 cngolos com pedra marmore, 1 cama,
1 lavatorio e 2 cabides, por preco commodo :
quem pretender, dirija se ra da ViracSo n. 31,
i" andar, que ach r com quem tratar.
Vendedores
Eo2-and.r do sobrado n. 161 da ra do Co-
ronel Suassuna cantiga Augusta) precisa-se de
dous meninos para veuderein quitanda na ra.
Vinho veHio genuino
do Porto
Proprio para doentes, recommeuda-sc pela sua ,.,, rr:l
pureza e especial qualidade ; no armazem de Jos
Fernandos Lima & C, ra do Baro da Victo,
ria n. 3.
de 2^800 e 3f o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fuer costumes de casemira a
30, sendo de paletot saeco, e 35* de fraque,
grande pechncha na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 390
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOOr. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre,-
Si de 100 rs., ou em curti com 50 pecas, sorti-
as, por 55, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
a 500 rs o
cavado
Alheiro & C. ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fustSes brancos pelr
baratinbo preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
(Hundo o lite
Veide-se porbaratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co- Fustes de selnetii
ebeira do Candido, ra da R da.
Miu Loja amaran
Ra Duque de Caxiae n. 66
Chamamos a attencao das Exmas. familias para
este estabelecimento, que estamos vendendo mui-
to barato todos os artigos de miudezas, e temos
um bom sortimento.
1-ranj-i com vidnlho, larga, a 800 rs., 1*000 e
1*200.
Galao com idem idem, a 1*400, IgGOO, 2*000 e
2*300.
Luvas pretas de seda, a 6C0 rs.. 800 e 2*000
o par.
Leques finos pretos e de cores, 85 e 10*.
Ditos a 5*, 5*5ilO, (i* e 7*.
Ditos hesp ahoiu, de custo de i*500 800 c
1J0O0.
Bicos fin >s eom vidrilhos o baratos.
spartilhos fiuos pira senhoras e m ninas:.
Bordados finos, que estamos vendendo barato.
Perfumaras fina* a eab .uctes finos al.Oe
de saboneta fino, de custo de 1*000
VENDAS
Vende-se um engenho na comarca de Ja-
boatao, distante legoa e meia da estacao de Ca-
lende : quem o pretender dirija se ra Seto de
Setrmbro n. 15.
v ende-se etager de flores artifieiaes para
ornamento de salas, e 'ccebem-se encommendas
e flores de panno e de couro : n Camiubo Nov
n. 128. Na mesma casa se dir quem vende o
xarope para o peito e rheumatismo.
Cabriolet
Vende-se um era perfeito estado e por preco
'oinmodo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47.
Billiar
Vende-se um bilhar em perfeito estado : a tra-
tar no armazem de movis ;i ra do Imperador
numero 49.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whjsky Escesse preferive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos h. ihores armazens
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo n<-
me c emblema sao registrados para todo o Brazi.
BROWNS t C, agentes__________
lE CHPEOS PARA.
Vende se pelos se^vintes pre
ees de lft#oo at 904000,
ra do Crespo a. 19Madama
Seque II na.____________________
Mobilias de junco
Vende-se mobilias de junco de encost com pa-
Iha e sem palha, mais barato do que em outra
qualqutr parte, assim como mesa elstica de 3 e 4
taboas, guarda-vestido e guarda-louoa, e outras
pecas avulsas : na ra estreita do Rosario b 23
Briuquedoa para crianza.
Lene' s finos e meias finas para senhores e se-
nhoras.
S se vendo para poder crer estes precos.
>a loja Camarn
Ra Duque de Caxias numero 66.
s
40
SO' AO NUMERO
4 rna da Imperatriz
Loja dos baratura
Alheiro & C, i ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bouito sortimento de todas estns fazendas
abaixo mencionadas, tem campeteucia de precos,
A SABER:
AlgodoPec-J godaozinho com 20
jardas, pelo" > preeos de 3*800,
4#, 4*500, 4*. ', bg, 5*500 e
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas branc*s e cruas, de 1* at
Creguell* francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
c-roulas, vara 400 rs. e
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 c
Colletiuhos f'a mesma
Bramante francs de algodao, muito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
metro
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metra
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d' 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs.
Todas estas fazendas baratissimar, na conhecida
loja de Alheiro 4 C, esquina do becco
dos Ferreiros
Em vista dos grandes progressos da idea de que
se gloriam as naces civilisadas, o commercio
deve acompanhar esse progresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
naces ; em /ista do que annnuci*m
MARTINS CAP1TAO & C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colba dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
freguefes. Lt-mbramos, pois, o proverbio :
Qu Venh.m v r, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Passas, amendoas, figos, etc.
Ditas o.li-l li:li-n.
Doee de todas as qualidades.
Bolachinha inglrsa.
Seuii-Hti's novas de hortalizas.
Especiilidade em
Viuhos finos do Porto, Madeira e Sherjr
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todr.s as qualidades.
Champagne.
Cervej de diversas marcas.
Bem assim :
Ara ruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em p.
ind mais :
Ovas de peixe.
800 ; Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
1*800 i Vendem Martins Capitao & i'., ra estreita di
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Formicida capanema (verdadeiro) para extine-
cao completa da formiga saura. Vendem Martins
Capitao & C, ra estreita do Rosario n 1.
6J50.
12*000
500
1*000
800
1*280
98W.
1S800
400
Camisas nacionaes
A 9&00. 3AOOO e 3*500
32=^ Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sorliu"':ito de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodao, pelos
baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo fazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serena cortada* por
200 um bem artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer pur encomm'-ndas, a vmtade dos
freguezes na nova loja da ra da Imperatriz u.
3.-, de Ferreira da Silva.
Friiclas maduras
Vendc-se diariamente especiaes laranjas aara
mesa, mangabas, capetas, e oatras muitas : a* i
largo de 8. Ptdro n. 4.___________________
Taverna
Vende-se a bem afreguezada taverna da ra
larga do Rosario n. 1, propria para principiante
por ter 1 ens commodos : a tratar na ra larga do
Ro ..ario n. 14.
Vende-se
um deposito jom poneos fundos
Augusta n. 180.
a tratar na ra
Algodo entestado pa-
ra en?oes
A OOo r. e 1*000 o metro
Vende-'se na loja dos barateiros da Boa-Vista
a .odao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
m s de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
lt HO o metro, assim coma dito trancado para
toa Ibas de mesa, com 9 palmos oe largura a 1*200
o i- otro. Isto na leja de Alheiro t C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado
A heiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco aciim
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
oo dt s Ferreiros.
fispartllhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas larguras, com o- padres mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preon
Ao32
a
3t.
Nova loja de fazendas
Rna da Imperatriz
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
eit avel publico um variado sortimento de fasen-
as de todas as qualidades, que se vendem por
reeos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mee-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem feitas *6W
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas 8*000
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*0*!
Ceroulas de greguellaa 'para homens,
sendo muito bem fetas a 1*200 e l*6t0
Colletmhoa de greguella muito bem feitos 1*000
As9m como um bom sortimento de lencos linho e de algodo, meias cruas e collarinbos, etc.
Isto na loja aa ma da Imperatriz n. 3i
Riseados largos
a *oo rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendes Be
riscadinhos preprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado
enio qua8i largura de chita tranceza, e saii
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja o Pereira da Silva.
Fuslco, .liiM-ius e lzinbao a SO'
rt o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendan
um grande sortimento de fustes brancos MO
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-coret,
fkzenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na laja
do Pereira da Silva.
Merino* pretos 1*1
Vende-se merinos pretos de duas larguras Dar
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 16*X
o covado, e sunerior setim preto para enfeitas a
1*500. a>sim como chitas pretas, tanto lisas coac
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na aovs
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz li-
mero 32.
AI|todOBiolio francez para lene
a hm) v. e iSsoo
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-K
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 1C
palmos de largura, proprios para lences de \m
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 t
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro largaran
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loj
da Pereira da Silva.
(toupa
para meninos
A 1S. 4500 e *
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, ae
vende un. variado sortimento de vestuarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho e ealei-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, dito*
de molesqum a 4*500 e ditos de gorgorito preto,
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; at-
oja do Pereira di Silva.
39-
3*
Hua da Impcrairlz
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai
xo mencionadas, que sao ba- u.as.
Palitots pretos de f -r aiagonaes c
acolchoados, sendo tazenaas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
' Oalea* de gorgorSo preto, acolchoado,
7*000
10*000
12*00(
12*CXX
O 41 da ra Duque de Caxias est vsadi %*
fazendas por menos 25 / de seu valor.
Ver para acreditar
Setins macios de 1*400 por 800 ris o covadri.
Merinas ?reto3 de 1*, 1*200, 1*400, 1**J
1*800 e 2* o covado.
Setineta preta a 500 e 600 ris o covade.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fustes brancos e de co es a 400 e 5M n.
covado.
Sedas de listras de cores de 2* por 1* o -
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs. o covado.
Mariposas fi tas de cores a 240 rs. e covacU.
Renda aberta da China a 240 ris o covaa.
Linhos escosseze3 de todas as cores a 240 rSe
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 330, it* 4*8
rs. o covado.
Manteletas de seda de 16* por 7*.
Fichus a 2|, 4* e 6*.
Bramante de tres larguras a 900 ris a rasa.
Dito de quatro larguras a 1*200 a vara.
Atoalhado de linho bordado a 2* a vara.
Collarinhos e punhos para seohora, modosaos, a
2*000.
Brim pardo liso de 300, 460 e 500 rs. o Mraa.
Toalhas velpudas a 4* e 6J a duzia.
Ditas alcochoadas de 20* por 12* a duaia.
Cobertas forradas a 2*800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*50C urna.
Casacos de kia bordados, modernos, 12*.
Dama.co de algodo de cores, largura de astee
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30*000 a iuia.
Madapolao casca de ovo e pelle de ovo a SJMt.
Enxovaes para baptisado, novi dade, 9|.
Timoes para menino, bordados, 4.
Chapos de sol de seda para senhoM, 4* Jt*
per 8*000.
Meias para homem e senhora, de 3*, 4*t' 6* e
6*000.
Redes hamburguezas, 10J.
Colchas a 1*800, 5*, 6* e 7*.
Verbutinas de todas as cores a 1* o cavad*.
Cortes de casineta 1*, e 1J800.
Ditos de casemira s 3 4, 5, 6 e 7*.
Lentos aba-.nhados com barra a 1*200.
Camisas de meii a 800, 1*, 1*500 e 2*
Casemira de cores de duas larguras a 2*.
Cortes de casemira para vestido de saaham, e
40* por 20*. baratissimo.
Zefiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para forro a 15200a peea.
A
DAS
CORRE NO DIA 4 DE MA10
1VT 1 1 la 1
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praga da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 4 de Maio de 1886, sem falta.
I


Qpm


8
Diario de Perimiiibuc-~tyiiiita--ieira 29 de Abril de 1886
^
ASSE1BLEA GER1L

VHAII % D DEPIT4DO
UNTA SESSO PREPARATORIA
EM 20 DE ABRIL DE i886.
PRESIDENCIA DO SU. ANTONIO JOS
IIENEIQUE9
Ao meio-dia, estando presente os Srs.
Bripriques, Jaguaribe, Rosa e Silva Rib'i
re da Luz, Portugal, Costa Pereira, Luiz
Bkeire, Cantao, Cockrane, Elias de Albu
qerque, Prisco, Ribeiro de Menezes, Fer-
nandes do Oliveira, Correia de Araujo,
Pilssos Miranda, Alcoforaio, Sebastiao Mas
atfenhas, Candido de Oliveira, Gomes de
lustro, Carneiro da Cunha, Joao Penido,
ftongalves Ferreira, Bento Ramos, Pinto
titoa, Almeida e Oliveira, Mattoso Cma-
ra^ Coelho Rodrigues, Bernardo de Men-
donga, Tarquinio, Soriano, Franklin Do-
Mi, Coelho Rezende, Freir de Carvalho,
Alfredo Chaves, C^strioto, Lourenco de
Albuquerque, Jlo Henrique, Diamantino,
Jfsio Caetano, Canind, Paranagu, abre-|
se a sessao.
E' lida e aprovado a acta da sessao an
te^nte.
O Sr. 2. secretario samado de 1. d
coon do segninte
EXPEDIENTE
Offieios das juntas apuradoras remetten
d* os diplomas dos s-guintos deputados
ei#tos: Srs. Jos Ferreira Cantao, pe
1.* districto, Samuel Ma Dowel peto 6.
do Para: Tristura de .lancar Araripe pelo
3^ cons.dliiro A. J Rodrigues Junitr
pdo 4., Jos Pompeu pelo 5. Leandro
Kat'sbona pelo '6. BfciHDtino pelo 2. de M .tto-Grosso.
Represent .gao do Dr. Joaquim Pedro de
Mulo, contra'a eleigio do l. districto da
provincia de Minas.
I)o conselheiro Antonio Eleuterio de Ca-
rilargo coutra o 2." t-scrutino no 1 dis-
trito do Rio Grande ilo Sul.
Do Dr. Domingos Franeisco dos Santos
costra a eleieSe do 6." districto do Rio
Grande do Sal.A's re tivas commis-
ses.
Vem a mesa, sao lidos e vao a impri-
m para entrar na ordem dos trabalhos os
sejj in'es
PARECERES
Ja 4.a comraissSo de verificarlo de po-
deres :
Reconhecendo depata lo pelo 1." distric
e*da provincia do Amazonas o Dr. Anto
nio dos Pasaos Miranda.
Annullqndo a eleicao da parochia do
Nbssa Senhora das Dores do The.-ezraa e
reconhecendo deputado pelo 1. districto do
Piauby o Dr. Antonio Coelho Rodrigues.
Reconheeendq deputado pelo 7. distrietc
a provincia d. Cear, o Dr. Domingos
Jj N gueira Jaguaribe Filho.
Reconhecendo deputado pelo 8. distric-
to da provincia do Cea, o Dr. Alvaro
Camaina. .
Reconhecendo deputaio pelo 1. distric-
to da previu ia do Rio Grande do Norte, o
Dr. Tarquinio Braulio do Souza Ama.rantho.
r _i....._ i_ Jn,-,.-lr. nulo '>." distric-
Reeonheeendo deputado pelo 2. distric
to da provincia da Paralaba, o conselheiro
Antonio Jos llenriques.
Approvando a eleicao de todas as paro
cbris do 3." districto da provincia da Para-
hyba, menos a de Nossa Senhora da Con-
cegao das Areias, e reconhecendo depu-
tado por esse districto o Dr. Jos Soriano
do Souza. ,
Reconhecendo deputado pelo 7. distanc-
io de Pernambuco, o desembargaior Hen-
riqae Pereira de Luo.ena.
Reconhecendo deputado pelo 8. distric-
to de Pern.mbuco, o Baiao de Aragagy.
Da 2.a comraissao :
Reconhecendo deputado pelo 1. distoc-
ia da provincia do Espirito-Santo, o Dr. J.
M. Duque-Estrada Cmara.
Approvaudo todas as eleigoes do 2. dis-
tristo da provincia de Espirito Santo, me-
nos a de Bencvente, e reconheado deputa-
do por este districto o conselheiro Jos
Famandes da Costa Pereira.
Approvando as eleicoes do 3. districto
da corte, menos a da 2.a seccao da paro-
chia de S. Christovo por nao terem sido
presentes as actas, e reconhecendo depata -
do por este districto o Dr. J. E. Bulho"es
Carvalho.
Approvando a eleicoes do 4* districlo
da provincia do Rio de Janeiro, menos a
da parochi.t do Porto das Caixas por nao
terem sido presentes as a tas, e reconhe-
cendo deputado por esta districto o Dr.
Carlos Frei.ri-o Casirioto.
Rnconhecei lo deputaio p lo 5." distric-
to do Rio de Janeiro, o oon&elueiro Fran-
cisco Bnlisario So r s de ouxa. .
Reconhecendo depata 1 p lo 8." iistrie-
to do Rio de J ineiro, o coas llieiro Alfredo
Rodrigues ChaV s.
Recrah-ceu lo deputidi po 11. dis-
tricto da provincia do R> de. Janeiro, o
Dr. Domingos de Anlrade Figu dra.
R-c.rahec-c o diptalo pelo 2. distric
coda provin. ia da Baiii i, o Dr. Jos Eduar
do Freir de Carvalho.
Recoubecen lo deputado p 1" 3- distric
to da provinoi i de Sergipe, > paira Olym
pi de Souza Campos.
Reconhecendo deputado pelo 4. distrie
to da provin ia te S. Paul o Dr Rodri
go A. da Silva.
Boeonoecenio .i.-p t i i pela 6. distrie
to ia provin i. do S Piulo o Dr. Ignacio
Walla-e da Gama Cockr.n-.
O Hr. TarqiiJo le *>OllZ I requer
que se pr encii. .i iuis vagtS que exis
t-m na 1. coiuimaaa.1 ie. inquerito, pro-
veniente de iin ave en dada apres -a
tilo os Srs. R)(ngu Al ve e liodrigo
bilva.
O Sr. Piv.-d lent o un ia para substituir
o Sr. Rodrigo S lv o tro, e o Sr. Rj ingu s Alves o Sr. Manoel
Porte'U.
Tend> se dalo emptte na i-leiyo dos
suppl'-nies de '6.a 4." s 'crotarios, p oeede-
se a sorteio, ti: ui lo eoHo-tados em 1. lu-
gar o Sr. Ponugil, 2 o Pasaoa Miranda e
3. .loa > Caetano.
Sao llvenlo nada mais a tratar, o Sr.
presidote d para ordem do dia 26 :
Votayao ilos pareceres apresentados.
Levantou-se a sessao moia hora depois
do meio lia.
VAitliM'nFs
Usa sempre coiu a canalla na
agua
O Sr. Geroncio ( marido da Sra. D
T ifonia e pai da joven Clementina. Este
triangule familiar representa un typo era
que eada la lo -xprime urna vocagito-espe-
cial. O Sr. Gerondo, hom^m do poucas
palavns, e que a hypothenusa do trian-
gulo, a'.tingio o raeio dia da existencia ;
sua consorte pouco dista dessa ponto, e t.
joven filha tein j por duza e meia de ve
es, eiu noite de S. Joao, exposto ao se-
reno, cm copo d'agua, um ovo para saber
.sa casar nesse anno.
E' de genio triscante, narinas arrebita-
das, e i'-a mal com todas as ami que
a precedem no casamento. Sua mi, apeznr
-. idade, veste no rigor da moda
att'ectada da verborrea chronica
nao cansa ia fallar. Sahe quasi
F0L1ET1M
ANGELA
; parece
; porque
todos os
dias depois do almogo acompanhada do sua
filloa ; percorre a ci iade o seus suburbios,
visitando as amigas; e no seu ponto fixo,
que a ra do Ouvidor, para e conversa
com aquelles moyos e velhos, que montara
guarda todos os das s portas dos Cafs,
alfaiates e confeitaras
Algumas vezee n rvosa, Clementina te
separa de sua mii, que outretida ua con-
versa nem d por isso, e na calcada op-
posta discute tambera as novidades do dia
com distiuctissiraos jovens na nossa high-
life. Convidadas mai e filha, pelos seus
respectivos interlocutores, reunem-se no
Paschoal ou no Cailleau, e depois de de-
vorarem cada urna meia duzia de empa-
das, e um bom copo do cerveja frapjt:
despedem-se pelas 4 horas da tarde e vol- i pessoa, a quera vemos alegre, risonha, ex-
tara ao lar domestico. Ahi chegadas, de | pansiva, dizeudo-se-lhe que est como a
pois dialgum descanso, vao jantar ; appe-'. canhiha na agua; a qual recobrando o
tite nao ha, porque os pastis e a cerveja
estao dando que fazer o estomago : alm
disto, para cumulo de infelicidade, suoco-
de quasi serapre ter entrado o bispo na
sopae as demais comidas, porque o co
zinheiro, durante a ausencia da dona da
casa, tem ido tatnbem distrahir-se na ta-
verna da esquina.
O Sr. Geronaio invariavel nos seus
hbitos : nao sahe nunca de casa, excepto
aos domingos, era que ouve missa i 6 ho
ras da manha. Tem seitpre na raao ura
livro aberto, do qual nao se desprende,
nem mesrao quando o arrancam do sou
gabinete de estado para almocar e jantar.
E' antiquario, bibliophilo e tem escripias
por seu proprio puuho para mais do 400
resmas de papel. J leu duas vezes os 51
voluines, escriptos em latim, dos Bolandis
tas, o rep rtorio hagiographico mais com-
pleto que se conhece das letras, e ujos
in-Jolios sito de *.z ^r desmaiar os nossos
litieratios de boje. Te ve a santa paciencia
de contar com mathematica exactidao to-
das as vogtes e consoantes que ha na ce-
lebre Biblia Polyglota, de Plantino, para
sobre esse num r formar ura escudo cora
o tira de, conhec ;r ha quantos anuos existe
a Terra, o por outra operacao, s delle
sabida, doscobrir o tenipo equivalente s
idaies dos personageus bblicos, Adao,
Mathusalem, etc.
E alera disto de ura puris.-dmo tSo se-
vero na linguigem, que emenda e oorrig
Com ^ravid .de ni igistral a quem quer
qu seja, que com netta, mesrao em con
versa/nuilur, um barbartsrao, ou solecis-
mo. *
Nao lo, nc n quer ouvir 1er os jornaes,
e obras contmpor moas em portuguez ;
visto que ia ehlouqu"c -ndo por suppor ha-
ver esquecido a lingua verncula, escripia
moilerua, e quasi conpletaraeute desco-
nhecida por elle. Em ura dos dias, em que
ja ao lusco-fusco foi chamado para jautar,
eneuntrou meea sua raulher o tilla, que
oeste theor dialogaran:
- Olha, menina : nuuca mais; fiz urna
cruz na porta da tal Sra. D. Senhorinha.
Sabe de uraa eousa, raami: ella c
a filha tiveram hontetn o atreviraento de
me comprimentar, s para eu ver que iam
de carro E a tal filha depois do casamen-
to est sempre com a carinha na agua.
Aqui o Sr. Geroncio interrompeu o dia-
logo, dirigindo-se filha:
Essa locucilo popular nao deve ser
dita do modo por que a proferiste; ha
erro.
D. Trifona eontestou imrae listamente :
Qual erro! Eu ouvi dizer assim ; e
assim mesmo
Senhora, o vulgo ignaro corrompe,
vicia e adultera palavras e phrases; e s
vezes de tal modo as desfigura, que os
oasis celebres philologos tura grande difli
culdade de restabelecer a pureza da lin-
gua.
Homero, deixe-se de historias; d-
me para c esse prato da lingua.
O Sr. Geroncio inalteravel, e alternando
garladas do bife com periodos de prelec-
go lingistica, continuou :
Essa locucSo deve ser pronunciada
assim : i Est eempre como a caninha na
agua.
Mas, papai, o Dr. Herclito diz
ques..
Nao Herdito, mas Herclito : em
grego longo e igualmente em latim ; n3o
ha portanto razao para se fazer breve o
icm portugnez.
Pois eu hei do dizer, atalhou a ama-
vel consorte, carinha na agua, e Herclito :
voc nao pode saber melhor do que o dou-
tor o noine, que elle recebeu na pia.
Nunca Herclito ; mas sempre He-
rclito ; nunca est com a carinha na
agua, porem sempre como a caninha na
agua, retrquio gravemente o philologo,
que ueste ponto descangou o talher e dis-
correu pela forma seguinte :
Applica-sn geralmente esta locugao
vico, e reverdacendo, psrece estar contente
e satisfeita, quando dentro d'agua. E' f-
cil a troca donpelo r-no vocabulo
caninha e muito mais fcil a inda a sup-
pressao da letra final na palavra -como
pronuueiando secom em vez do como
Da maneira por que disseste, a locujSo
n3o encerra um pensamento verdadeiro,
porque do simples facto de t-r-se a cara
na agua, nSo se segu que so esteja ale-
gre, contente, satisfeito.
Sr. Gerencio repetlia de baldo a apri-
morada correegao da phrasu popular, por-
dendo todo o seu tempo ; porque sua mu
Iher e fiiha conversavam a rn- a voz sobre
assumpto completaraoute eatraono, sera
dar a mnima attenco ao purissirao ouro
extrubido das profundezas do saber pelo
erudito bibliaphilo. Quinto a mira, confes-
so que, curv.indo-merespcitosaraente a to
veneranda autoridade, sigo e adopto sera
discrepada as emendas por ella fetas, e a
respectiva ustifLago litteraria.
Creio quo tambemos leitoresficaro con-
vencidos das razos do Sr. Geroncio ; e
que de ora em liante dirao, como cu igual
mente o farei: Herclito, o qual, apezar
de estar sempre com a cara na agua das
lagri nos, por ssr ura morao perpetuo,
contrastava cora Demorita, que pela sua
ncessa^te joviaK Iade sstava sempre como a
caninha na agua. Dk. Castro LOPJBS,
Cantar sem ser poeta
A' P -
Nao sou poeta I Mas tarob w cu canto ;
Nao tinha lyri, em to vendo a ache;
Hontera no peito s havii o va uo,
Hoje ha venturas que jumis soohei.
Nao sou poeta 1 Mas modulo notas
D'essas que vibrara, treraulando o s-iio,
Ora enunciara expansoes infindas
E ora expriraera timidez, receio.
Nao sou poeta I E qual ave errrante
Tr stes gorgeios sci tambam soltar ;
E busco as flores, os subtis aromas,
A brisa, os campos, p'ra meu iiinho Q lar.
Nao sou poeta Mis conhejo o imn
Que attrahe o orvalho s'crabeber na flor,
Que obriga o vento a susurrar as follas
Que induz a rosa resceu ter odor.
superior ou inferior 3,216 mnlheres, auto- a3o a traD8formasa0 do vocabulo latino-
idades muntepaes e locaes tiaham 3,017 ?doenot (contrar0j opposto) e3te ponto
ineootroverso, Partindo desta base, nada
mais natural do que admittir que a cor-
rupgilo da pronuncia latina a a prolacao
macarrnica da phrase Cum deis adver-
sis (oom os deuses contrarios, n5o propi-
cios) tivessem pela sonancia imitativa das
paiavtas engendrado a burlesca lo ugao
popular C"deias s avessas ; tanto mais
quanto a phrase latina Cum deis adixr-
si significa com os deuses contrarios,
sob a influencia de deuses adversos. Das
duas palavras latinas Cum deis fcil
a transformagao era ura s vocabulo, e mais
fcil ainda a corrupcao da pronuncia, pro-
ferindo-s" candeias em vez do ctt? deis.
Eis o qus pens sobre a origem do ane-
xim ; se julgardeu que ostou em rrro, non'
plaudite, cives Dr. Castro Lopes.
na mao a taga
embriaga a alma;
POR
Z?!2a D2 milSIl
{ Co i ti i u aij l o do a 9 't )
XVIII
Pdjj-me servir de almocar? pergun-
tou o italiano ao empregado que veio ter
oes* elle, q lando encrou no cat 1
-^ Inmediataaaente, senlior. O senhor
desfla um iugar na mesa dos Srs. artis-
tas'l
A composigao do espectculo, o se-
nhor pode fazer idea, cos certeza, pro-
pria p&ra satisfazer os U'ais ditfieeis espec-
tadores, tanto pela quantidade quaato peia
qualidade.. Pelo que respeita aos inter-
pretes, sao todos fora do vulgar !... Os
Dijonnenses poderao applaudir na Torre, de
Nesle e no papel de Buridan, Damaine,
cuja reputagSo tem corrido toda a Euro-
pa... Ha, alm disso, ura joven actor do
Gyamasio, rapaz muito bonito, e que, so- mos perder nem ura minuto. Temos
gundo parece, tem muito talento.. Cha-1 ensaio ao mcio dia menos um quarto.
Ser uraa representacao, como se
vm poucas nos theatros departamentacs...
Um "verdadeiro triurapho para os artistas
de Pariz O senhor pode dirigir-se ao ge
rente, se deseja um camarote ou urna ca-
dena.
Nesta occasiao o joven comediante do
Gyunaaio, que sabemos chamar se Paulo
D.irnala, gritou, com voz sonora :
Ola, sirva-nos depressa. Nao pode-
um
Que artistas
Os actores parizienses, que estao aqui,
pao representar esta noite era beneficio de
vita' dos nussos r.rtistas, a Torre de Nesle,
de Alexan ira Dumas, eMonsieur Alplion-
sefi'- Alt-xanlre Dumas filho, e alguns in-
terwedios. .. IIa.de ser urna representaoSo
costo poucas. e o beneficiado pode estar
certo que tem grande endiente. Demais,
a crtajposigao do espectculo, como o se-
nhst pode julgar, de certo de urna natu-
rea<. ..
O criado pareca querer entrar em lon-
ga ,aprecia)e8 relativas arte dramtica.
Angelo Proli cortou-Jhe a palavra.
Nao, interroapeu elle. Nao sndo cu
artooHa, incommodaria estes senhores, e eu
etnicirro em p-.rjeer ser artista... Sirva
m qui.
E. emquanto fullava. designava urna pe-
quojp mesa MUini P"'10 da vidraga e
d'ovde, MMlHHpWB^ poda olhar para
ap*ca.
Muito bem, senhor, vou servil-o.
E o criado, tratando logo de por a mesa,
foi'tontinuarudo a phrese, mesmo oxacta-
moojfe no ponto em que o italiano tinkajul-
ga* a proposito interrompel-o.
ma-se Paulo Darnala... Veio de Xice, on-
de esteve representando o papel de Mon-
seur Alphonse.
O italiano fez ura gesto de impaciencia.
Que !he importavam todas essas cousas.
Elle pensava la na representagilo da-
quella noite ?
Sirva-me, disse elle em tom imperio-
So, tenho fome.
Basta, senhor.. Vou servil-o imme-
diatamente.
O erapregado afastou-se, olhando para o
recem-chegado por cima do hombro e com
ar de perfeito desuera.
Ao mesmo tempo resmungava por entro
os dentes :
Aqui est ura qua nao gosta do thea
tro c que se nao interessa pelos nrtistas.
Passarara se dous minutos e o erapreg-
do reappareceu, collocando sobro a toalha
alguns acepipes.
Exactamente nesta occasi2o enrou no
caf ura grupo composto de muitos horaens
e algumas muflieres, que se dirigirim para
urna grande mesa, collonada no fundo da
sala.
O rosto do criado illuminou-se.
-- Sao os caes artistas, senhor. disse
elle meia voz, com urna expresso d i
profundo enthusiasrao. .. Sio os do nosso
iucatro e os de Pariz... Estrellas, como
i se chaara.. Aquello muito musculoso
o famoso Dumaine dos theatros do dra-
mas... O outro, o trigueiro bonito, o
Paulo Darnala, do Gymnasio. E' pre-
ciso que lhe diga, senhor, que eu ti ve a
vantagem do se? criado no caf do Ambi-
g, em Pariz... Eu aqui nao estou no lu-
gar que me compete.. Anda me tio de
tornar a ver na capital.
Proli, fra de si com aquella nfatigavcl
tagarelice, nao responden e contentoa so
em enct-lher os hombros.
XIX
Sem so inquietar, tal vez mesmo sem per-
ceber o manifest desdm do auditor im-
paciente, o erapregado proseguio:
O erapregado, abandonando a sua victi-
ma, correu para o grupo dos recem-chega-
dos.
RisonLo, expansivo, cheio de jubilo, res
pondeu :
Aqu estou I Aqui estou, Sr. Darna-
la... Esperava s a sua chegada para ser-
vil-o. Pelos artistas, tudo. Nos c somos
assira. Tambera fique descansado, fize-
rau lhe um alraogczinho, que depois qu
ha de dizer como o achou I V se pon-
do mesa e depinicando alguna acepipes
para lhe abrir o appetite. .. Alrevo-me a
re cora nendar-lhe os arenques de conserva
em azeite.
K o amigo do3 artistas dirigi se, cor-
rendo, para a cozinh.
Acabo de passar agora pelo escripto
rio .o bilheteiro, dase urna das raulh'-res,
dirigindo se ao beneficiado. Olha que a
cousa proraeite hoje, meu velho Jolival!...
J mais de rail francos, o s2o apenas dez
horas un quarto... E' casa para mais
de dous rail francos. Ora, como o preg >
dos lugare- foi augmentado, noite para
quatro rail francos, p-lo meaos.
C isa eheia, meus filhos, replicou Jo-
livul, e nao nada para admirar!... Vo-
ces 8-ibeni ip eu sou adorado pelo publico
dijonez. E nesta t'-rra ha muitos entende-
dores.
E' verdade, muitos entendedores,
apoiou um rao etilo calvo como um ovo,
om urna im nensa barriga o que represen-
cava pap -is de pai nobre ; tambara cont
com ura suecesso (latonado 1 Depois da
scena dous do tres deitara o theatro ab.ii-
xol
Emquanto a niiai, disse urna ingenua
de dez -nove a vinte airaos, omito apreciada
pelos Srs. officiaes das diversas guarnigSes,
j sei o que me espora. Depoi* da sce-
na seis do quatro acontece o que aconcoceu
era Ttraerre e em Joigny... cobrem-rae
de ramos.
S o qm pergunto o que fies para
Nao sou poeta E
Esgoto o nctar qu
Beoo perfume, inebrio o corpo,
Trago nos labios do prazer a palma.
Nao sou poeta! Se sorrindo durmo.
Se aiuda em sonhos o sorrir me vera;
E' qua tous labios para mira sorriem
Por ente efluvios que o olhar cou'.ra.
Nao sou poeta Mas no peito guardo
Iinagem tua de ideal perfil;
Qual leve brisa qu'entreabre as pet'las,
O seu bafejo tem decidas rail.
Nao s m poeta Attrac&o ingente,
Forga que rapelle, o colibr flor,
Me arrasta lyra, p'ra tanger as cordas,
Soltar queixumes, solugando amores.
As profisses femioinas em In-
glaterra
O recenseamento de 1881 faz sobresa-
hir que, nessa poca, 3,304.000 mulheres
exerciara, por sua conta, em Inglaterra,
urna prolissiio ou officio que lher dava
raeios de subsistencia.
Nao estao comprehendidos nesta cathe-
gora 3,883.000 mulheres oceupadss era
trabalhos caseiros, e 92,000, filhas ou so-
brinhas de lavradores, empregadas em tra
balhos ruraes.
Liroitar-nos-hemos a indicar 03 gneros
do empr gos que dizem por qualquei for-
ma respeito administragao.
As adminstragdes publicas do Estado
(Civil cervice) contavam, no seu psssoal
os outros ? perguntou Paulo Darnala rin
do.
- Emquanto a voes, as estrellas nem
os deixam fallar forga de os applau-
dir ?... replieou o beneficiado. Sao cha-
madas scena que um nunca acabar !
Angelo Proli, a quera aquello dialogo
ornamentado de clao de theatro ferira o
ouvido, voltou machinalmente os olhos pa-
ra os comediantes.
Posto que muito preoecupado com o que
so passava ou antes cora o quo se poda
passar de um momento para outro l fra
e coraquanto nSo quzesse perder de vista
a casa onde tinha entrado Jayme Bernier.
o joven artista encarregado do papel de
Monsieur Alpbonse attrahio-lhe a attengao
apezar de tudo.
J o dissemos, opresentando-o aos nos-
sos leitores na estagao do caminho de ferro,
onde elle perder o trem, Paulo Darnala
era um bonito rapaz, de vinte e ein^o a
vinte o seis annos, muito moreno, do uraa
pallidez baga e de urna figura elegante e
distincta.
Os olhos negros tinham, mesmo fia do
theatro e sera o recurso da pintura, ura bri-
lho oriental, quo grande numero de mulhe-
res achava irrcsistivel.
Nos labios ver.nclhoi brincava-Ihe hab
t'ulraento um sorriso muito seductor.
A physonomia maravilhosaaiente inteli-
gente, era luuitissirao sympathiea.
O joven artista e*tava vestido cora mul-
to esmero e os mais pcqueuos poruenores
la sua roupa indicavara cuidados meticulo-
sos e de mnciavam o culto da sua pessoa.
Sangue de Christo, issa comsigo An
gelo Proli, eis a ai o que se chama ura ra-
pagao bem construido !. .. Deve. ter san-
guc hespanhol as veas Nao me admira
mesrao se descendesse do res mouros I Que
pe fruto hornera I
- Veio me agora mesmo urna idea c pa-
rece-nie mxgnifica, exelatnou de repente o
beqoticiado.
Qual perguntou o auditorio.
Es a n ote tica gento sem lugar, isto
positivo. .. se se d-so araanha o mesmo
espectculo com o concurso das estrellas
P r zienses, a receica seria anda magnitiea
e a itirecgao poder-nos-hia pagar urna bo-
nita gratifie.ag&o I
A raogao foi acolhida com enthusiasrao,
19as auto Darnala deitou-lhe agua fra na
fervura.
- Nao se illudara, meus filhos, replicou
elle, se representarem amanba, represen-
tara sem mira.
mulheres empregadas ; t,t)60 estavam con-
sagradas ao exercicio do culto, como mi-
sionaras, prgadoras, etc. ; 3,795 eram
irm23 de caridade ou religiosas; 2,646 par-
teiras; 35,175 empregados nos servigos
mdicos, como enfermeiras, ajudantes,
etc.
No ensino encontramos 94.221 directo-
ras de escolas, e 28,605 mestras, profes-
soras, conferentes, ou um total de 122,846
mulheres dedicadas instruegao.
Este numero nao compreehnd3 as pro-
fessoras de msica, que com os msicos
le profissao, sobera ao numero de 11,376.
Ha a notor ainda que os hospitaes o
instituigoes anlogas oceupara 11.528 mu-
lhares, e quo os servigos telcgraphicos e
telephonicos contara 2,228.
De eandas s avessas
Ha minas tao ricas, que por mais que
as lavrem, sao inexhauriveis. Uraa vz
descoberto o filao, um nunca acabar :
aclia sempre o mineiro o cobigado metal.
Ao lerera estas liabas preliminares, pa-
rceme que aos chrysophilos estar vndo
agua bocea. M is xo se sobrcsaltem ;
tranquillisem-so^ nSo ha s tainas de ouro ;
nao vao agora julgar os leitores quo d-'s-
eobri algura terreno, por onde tivesse cor-
rido o Pactlo. Isto foi apenas um susto,
que lhes quiz causar ; porquanto, se tal
fortuna me houvessa sobrovindo, a raesma
sorpreza me faria ficar sem tugir nom mu-
gir. Entretanto, era serapro o fulvo metal
constituo a verdadeira riqueza. Quantos ha
quera a abundancia do ouro faz pobres de
tranquillida da >e de espirito, indigentes
coutanga do proxi;co, e verdaderamente
miseraveis pula compaixao que inspirara,
manifestada no temor do perderos thesouros
Attalicos '
Mas nao vou bem por este caminho : ras-
ges, embora eloquentes, contra a putocra
cia desentoam nestes lempos, em que nHo
se idolatra mais o besouro da ouro, porra
o elephante por ser maior.
Comecei mal... devo deixar-me de fi-
guras, e dizer as cousas como ellas aa
realidade sao : a poca do desbragade
realismo; o re Zola quera actualmente
governa o paiz das lettras. Vou reatar j
o fio do discurso, que por um triz ia p r-
dende. O menos que me poderia succeder,
teria que os leitores, a quera tao agrade-
cido sou pela benevolencia, com que sem-
pre me aoolhom, olhar- me-hiam de tra vez,
franziriara a testa, mostraran) ra cara, c
ticariam paracoramigo de candis s nes
sas.
Que infelicidade se talsuccedesae Nao ;
nao ha de ser assim ; e para que ofto me
recebara de ciwi'iiss avessas, entro sem
mais detenga em materia.
A mina que possuo est situada no Li-
cio, naquella regiao quo demora entre a
Stroria e a Corapania ... mas l vou eu
raetter-me em geographia antiga. Perdoai-
me, meus caros natinopkobos, passo a des-
fazer j a figura: a mina do Lacio a
lingua que f.dlarara Cicero e Virgilio; o
ahi que espero descobrir o por s direitas
as taes candeiass avessas.
Quando correra mal os negocios, nao ha
quem no so aborrega, nao mostr mo
humor, nao se arae, finalraento, nao esto-
ja, como diz o pvo, de cindeias s aves-
sas. Diz-se tamLem da pessoa, que assim
se acha, quo est com os diabos, ou levado
dos diabos. Mas de candelas s avessas, que so dir ? As candedas nao tem direi-
to, nem avesso; nenhuraa relagilo existe
entre a posigio avessa ou direia daquel-
las com o estado do nosso espirito : a lo-
cugao porm data de remotssraas eras ;
forgoso esquadrinhar-lhe a origem. Vamcs
a ver se posso, qual Archimedes, (nao como
elle se apresentou as ras de Syracusa)
bradar do alto das columnas (por nao di-
zer pyraraides) do Jornal do Csmmercio
Eure/ca 1...
Concordara todos os etyraologos em que
as palavras portuguesas avesso s a essae
Entilo por que ?
Porque ne-essaro que eu esteja
araanha era Pariz, por dous motivos: pri-
raeiro, porque tenho uraa entrevista a hora
marcada no Vaudeville, onde Deslindes de-
ve assignar o meu contracto. .. o segundo,
porque tenho que representir esta noite
no theatro de Batignolles, em beneficio de
ura cantarada, e o meu norae est nos car
tazes.
Ento dcixas o Gyranasio pelo Vau-
deville ?
Com certeza. .. as propostas que me
tzerara silo vantajosas e tenho mais proba-
bilidades de encontrar all papis do meu
genero.
- M nda ura telegrararaa e adia para
depois do araanhil a tal entrevista.
E' impossivcl !... E desta maneira
que se prdera os negocios... e alm disso
a repr<-sentagao da noite J lhes disse
que estou nos cartazes.
Ora adeus I Entao punham-te nos
cartazes, sem a certeza que estavas de vol-
ta?
Sabes prfetaraente que a raai Cho-
tel finoria; nao poe ninguem no3 carti-
zes de espectculo sem ter a consciencia do
que tas.
Esteja ou no esteja no3 cartazes,
pouco me importa. Parto de Dijon esta
noite.
Isso anda n5o certo.
- Entilo quem que m'o ha de impe-
dir ?
Ora essa, o espectculo. Ainda falta
saber se acaba a horas para apanhar o
trem I... O espectculo coraprido, com
js taes intermedios, e tu entras no ultimo
acto.
Ora adeus, faz-se-lhe cortes.
Isto que nao 1 O publico pagou os
lugares, quasi pelo dobro do prego lo cos-
tume, ha de querer o equivalente do seu
diuheiro. Sa so fiaesse trapaga, nao era
bonito.
Eu bem sei a razao por que elle est
com tanta pressa de partir, disse a ingenua
riado-so. Nao o theatro que o chama
a Pariz, -o amor... Paulo Darnala tem
amautes que reclamara sua presenga imme-
diatamente.
O que que tu sabes ? perguntou o
artista, rindo tambera.
A prova que sei e mesmo que escoa
cerca, que conbego urna das tuas aman-
tes.
Dize qual dellas ?
Ora esta A raogazinha de Baguol-
A hora de nda
Ainda me sflam aos ouvidos es chos,
bem que frouxos, das iras, das contesta-
g8es, da polmica litteraria, que, ha trea
ana* pouco mais ou meno3, excitou um
artigo cora o titulo lte missa est, por mira
publicado aesto Jornal.
Ss ainda estivassera accesas as fogueiras
da inquisigao, com cert-za l teria eu sido
langado, de carocha, o sambenito. Entre-
tanto, era meu tira provar, como provd, o
nisso coucordou um dos meus mais Ilus-
trados contendores (Monsenh.tr Esberard)
que a palavra missa era uraa corrupl ta de
minio; porque entre os pagaos, quando es-
tava terminada a ceremunia religiosa delles,
i a o Pontifijo para o povo : lte, missio
tt. (IJe-vos, a despedida.) Mas nS
sopeemos a cinza, que cobre as brazas. .
Com tal precedente grande deve se*
' ra o meu temor, envolvendo-me de novo
era questao relativa a urna palavra, que a
igraja, tanto lusitana, como brasileira, re-
pete desde sculos, e que pelo modo, por
que a pronuncia e escreve, nada, nada sig-
nifica.
Iur.uraeras vezes tenho lido e meditado
quatro Evangelhos, nao armado de urna
her.iicneutica tresealando mysticismo; nem.
tao pouco guiado pela critica de Renn, a
quera, a final de contas, nao S2 como devo
classificar, ridicolarisando urnas veze3, ou-
outras exalgando o Christo com o epitheto
do divino; mas ao sol da novissiraa philo-
sophia, que a est.^s partes occidentacs nao
illuminou ainda com todo o seu esplendor.
Entre os referidos Evangelios 6 n'aquelle
segundo t. Marcos, originalmente escripto
em grego, e traduzido para latim, que no
cap. 15 vv. 33 o 34 se encontra a tal pa-
lavra. E chegada a hora de sexta se
cobrio toda a trra de trevas at a hora de
noa. E hora de nda deu Jess ura gran-
de brado, etc. Para desfazar desde j as
cestumadas objecgCies de Biblias falsas,
apozryphas, etc., etc., declaro que a tra-
duccao portugueza do padre Antonio Pe-
reira de Figueiredo (aquelle celebre autor
da Artinha), traduegao iususpeita, emppro-
vada pela igreja cathoca e apostlica ro-
mana.
Aos competentes consultei por diversas
veses, pedindo lhes que me explieassem o
quo era na: a resposta, porm, foi sem-
pre igual a que nos diccionarios se en-
contra, isto officio divino entro a hora
de sexta e vesperas, e todo apparato li-
thurgico, qua nada mo adiantava quanto
ao vocabulon-za. Fui entilo obrigado
a mo servir com a prata de casa, bem que
pouca e uao de lei.
Vom este pequeo sudo coafirmar mais
urna vez o quo por varias occasioes tenho
dito, fallando do modo porque com oxcesso
usavara os antigos de abreviaturas e sup
pritaentos de lettras quando escreviam,
quer latim, quer portuguez.
perguntou o
lies, que veio procurar te quinze vezes no
theatro, quando Kouing to deu licenga pa-
ru vires representar Schamyl. Bonitinha,
por fim do contas, a tal menina. .. Tinha
por ti urna tal paixao !... E j os encon-
trei juntos... Hein ? E' mentira ?
A conversa foi interompida pela entrada
do porteiro do theatro no restaurante.
Trazia na ra2o ura enveloppe de papel
azul.
- O Sr. Paulo Darnala ?
porleiro do theatro.
Sou eu, respondeu o mogo.
Um despacho telegrapbieo para o se-
nhor.
E o porteiro entregou o enveloppe azul
ao actor, que tratou logo de o abrir e 1er.
Aposto o que quizerem em como da
pequea de Batignolles! exclamou a inge-
nua com uraa nova gargalhada.
Apostas, discrigao ?
Aposto,
Entao perdeste e ceiareraos juntos
era Pariz, urna destas noites. Celaremos...
oasndes? O telegramma da Sra. Cho-
tth Estou no cartaz para araanha, no be-
neficio de Marius... Represento Ral de
Fot*l*ues... no Ricardo Terceiro. .. Ss
uao me acreditas, le tu raesma.
E Paulo Darnala apresentou o papel
azul joven comediante, que orepellio cora
a tuSo, respondendo cora ar cavalheiroso-:
Acredito na tua palavra, meu amigo !
'icm a apasta discrigao e nao o lasti-
ma. .. Ceiareraos quando qoiseres.
aiquanto faliavura em taes frioleiras,
qua Angelo escutava distradamente, os
actores aeabaram de almocar.
Scjatio-se tocar urna sineta no vestibulo
do koatro, que ama porta punha em cora-
muaacagao oom o caf.
O ensaio! disse Paulo Darnala, pon-
do o guardanapo era cima da toalha, va-
Lsvantou so e sabio do restaurante.
Os outros artistas seguirara-n'o.
Tambem Angelo Proli havia acabado a
tm refeigo.
f oaiava lentamente o seu caf e enrola-
ra uto cigarro, cora es olhos sempre fixos
na casa do tabelliao.
A sua sentinella, como os leitores nao
ignorara, nao devia acabar tao depressa.
(Contimiar-se-ha)
fjp7& Diario, rus Duqw da Caitas n. 42.


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