Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19272


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Full Text

Affl-UI NW95
i

-
PARA A CAJP1TAJL *i LltiAB^ OlU>B SAO ME PACA PORT
Por tres mezes adiantados 1
Por seis ditos idem. ......
Por um auno deai..........
Cada numero avulso, do mesmo da.. .
.
6fi00
124000
240000
100
Omm-llli 28 DE ABEIL HE 1880
PARA D i:\IH O E PORA DA PRO VIS CA
* Por sais mezes adiantados.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem.....
Cada numero avulso, de das anteriores.
. .
. .
. 13J500
, 200000
. 270000
. 100
1
Prprieirafce frc lanel -ftgucra i>e Savia & -fUljos



TELEGRAMAS
I

nm:i mima 23 um
RIO DE JANEIRO, 27 de Abril, s
4 horas e 50 minutos da tarde. (Rece-
biio s G horas e 30 minutos, pelo cabo
submarino).
I ojo. na Cmara lo* Dcpulado.
foa rejeifado por grande numero de
tolo um rcqucriini'iil < do llr. A. de
Wiqueira solare negocio* do Es. na
provincia de Pernambuco.
DepoiN a Cmara reronheeeu os
podcrc don eguisitew depuladON:
Pammom Uiranda. pelo Amazona i
LcitodaCunaa.pelo Par: Cime*
de Cawlro. pelo Haranbo j Coellio
Rodrigue*, pelo Piauh) Parlugnl,
Caminha. .lasu;iri:><- Fillio. e Canin-
(!<. peS t'rurii ; Tarquinio e padre
Ion o Manoel. pelo Rio Urande do
!\'orle; -onhellieiro Uenrique e So-
riano. pela l'arali vlia i Porlella. Cor -
rcia d'AiaiaJo. .Ignlar, Lacena. Arn-
agy. Rasa e Milvn. tionralven Fer-
rcir< e Aleoforado. por Pernambu -
coi Bernardo Mendonra Mobrinho.
por tiaanas : vigario Ulympio Cam-
po, por Serglpe] Freir de Caria
llio. pela Rabia; llanoso e Cania Pe-
rei ra. pelo Kspirilo sanio: Fernn-
den d'Oliveira. BullaeN. Can trilo.
Belinaiio. Hcamat. Alfredo Chaven.
Pereira da Silva e Andrade Figuei-
ra. pelo Rio de Janeiro: Rodrigo
Silva e Cueliraue. por Paulo i i 1-
a Rrandao e Carlos Peisto. por
Minan Uerai'w; KulVasio Crrela, pelo
Parant e conego Ignacio Xavier.
por Caja*.
Foi aposentado o director do
eonienriono do Tncnouro nacional.
(Especi.il para o Diario)
ROMA, 26 de Abril, tarde.
Por Tccreto real foi dinsolvida a
Cmara don Deputadon.
s eleiren para a nova Cmara
tero lugar 3 de linio prximo.
Consumos reproductivos.Sao aqaelles em que
a riqueza coasumida u em produzr urna nova
riqueza, de valor igual ou maior. Por exemplo :
o ni aferial consumido n'iiuvi linha frrea, que nao
s com o seu uso d lugar A prodcelo de commo-
didades para os passageiros expedidores, mas
; taiabem contribue poderosamente para augmentar
a riqueza publica da zona que pjr ella servida ;
os aimentoa'consumidos por um trabalhador, cm-
preg;ido era cavar a tena, para t culturado trigo ;
as materias primas cu pregadas as industrias :
etc.
Consumos productivos iadividuaes.Sao os que
teem por objecto a satisfacao das uossas n- ceasida-
deb pessoaes, na> s d'aquellas que silo inherentes
vida, mas tambein d'outras, sen cuja satisfcelo
poderiamus viver, mas que estamos habituados a
Mtisfaser, que f orara creadas artificia Impute pelo
viver social e nos proporcionam gozos e conforto.
Estao no primeiro caso os alimentos, medicamen-
tos, o vestuario ; no segundo, o tabaco, os espe-
ctculos, os quadros, etc.
Consumos improductivos.Chamam-se assira os
que, alera de na.) eerem reproductivos, sao feitoa
cusa de alguna membros do corpo social por con-
sumidores qu- nada produzem em bu-uefici > >a ri-
queza geral e que (alguns) at di'strocui utilidades
e valores alucio;. Entram u'esta categoria :o
consumo dos crimin"Sos, que por profissio att n-
tam contra a propriedade dos outros ;o de- todos
os que exercem urna espolac2o qoaiqaer ao abrigo
de abusos e d-: monopolios .rtificiaes, tolerados 01
creados por urna lcgialacao viciosa ; o dos pobres
que, bpm longe de serein criminosos, vivem com-
tuio custa lheia (lauto os que estao privados,
perpetua ou temporariamente, do uso das suaa
aptidoes pliyaicas ou intl!ectuaes, como es que
sao validos, mas estilo temporariamente privados
de uceupaco e de recursos) ;e ainia o d'aquel-
les que, comquauto laboriosos e eccupados, nao re-
ceben, em troca do seu trabalho, retribuido eor-
respon lente s suas neeessidades indiapeusave3.
Os consumos mproducti\os, quauio servem a sus-
tentar indivduos, cuja actividade se manit> ata ape-
nas em prejudicar outros, sao imirioraes ; no caso
contrario, sao simplesmentc nocivos.
C nsumos privados Sao os que satisfazem as
neeessidades dos inlividuos, a podem ser de cada
urna daa dnVrcnes variedades que deixamos enu-
meradas,
Consumos pblicos.Teem por fira as necessida-
des sociaes a corainodidadi: e siguranca collectivas
da sociedade.
Exporeraos algumas ncccs sobre os consumos
privados e sobre os pblicos ; e, tratando t'estas
duas cathegorias, particularmente nos referiremos
s diffiTentes especies de consumos que n'ellas se
agrupam.
(Contina)
JARTE OFFICU
*
la
MADRID, 27 de Abril.
Acabam de er lugar an elelcen
para a parte electiva do Senado.
On renultadon nao estes :
I ;<; nenatloren la vara veis ao minis-
terio.
II nenaJares da opposico.
BOMA, 27 de Abril.
On jornae u-am de enrgica c fir-
me linsuauem contra on autores do
mannacre da minvo nclentinca Ita-
liana na A!>yss nia. e innintem com o
overua para :jue vin^ue a honra da
Italia.
fcCavaa, fial em P maanuo o
27 de Abril de 1886.
'!

IISTRUCGlO POPULAR
economa poltica
(Eztrahid)
DA 3IBLI0THECA DO POVO E DAS ESCOLAS
CAPITULO V
Consumo da riqueza
(Ccnlinuagd'j)
Tildo o que se produz deatinado ao consumo ;
este o nico fitn da produccio. Xo gozo da uti-
lidade do producto est a recompensado inommo-
do que cauaou a sua prodcelo. Se nao o pro-
ductor quem consom, por si mesmo, o producto
que creou, consom elle, todava, o producto ou o
servico que recebe em troca.
A maior ou menor promptidao com que se con-
som o producto nao altera a natur'-za d'este :
urna jota que dura seculos, um chapeo que dura
annos, o producto inmaterial qae s dura um ins-
tante, perdem o seu valor de um modo diversa-
mente r ipido, mas aualog ..
Classificacao dos consumosTeem-se classifi-
cado os conaunios segundo o fim a que se destinam
as vantageos que produzem.
J. E>. Say chamou consumos improductivos ou
stereis aquelles que teem por fim a satisfac^o
das necesaidades pessoaes ; e consumos reproducti-
vos oa que sao destinados produccao de urna
nova riqueza, ijr.al ou aup-rior ao valor consumi-
do. Est nomenclatura foi geralmente adoptada ;
comtedo a expresado consumo improdutivel ou es-
tril nao rigorosa, quando applicada a todo o
consumo nao reproductiv -, pois que i.Z p >de con-
aiderar-se estril o que cons-rva a vida a aaude e
asf re-". H* pwein, diffici ldade em encontrar
utra .'Xpiess.io que a aubstitua.
J. Garnier, para tornar itais rigorosa a classi-
ficacao,. naodificou-a, estabelecer.ao as seguintes
rdens de consumo : consumo reproductivo ou con-
sum industrial ; consumo nao reproductivo ou
productivo individual; consono improductivo.
Anda de ontro modo ae classifieam oa consu-
mos : consumo* privados e consu i os pubcoa.
Uns e outros podem eer reproductiyoa ou nao re
productivos ; e estes, productivos indiviiuaea ou
improductivos. Entre os improductivos, ainda ae
distinguem os immoraes e oa nocivos.
Cioverno da provincia
BSnDOBnrB DO DA.10 DE ABRIL DE 188')
Actos.
O vice presidente da prov.ncia res dve remo
ver o promotor publico de uricry, Bacliarel Tito
Celso Correio Cezar para a comarca de Faracatu.
O vice presidente da provincia reaolve remo-
ver o promotor publico do Rio Formozo Bacharel
Francisco Santiago Ramos paia a comarca de
Ouricury.
O vice-presidente da provincia resolve nome-
ar o bacharel Diomedes Theodoro da Costa para o
carg; de promotor publico da comarca do Rio For-
mozo.Communicou-se ao juiz de direito, Thesou-
raria de Fazenda, e aos promotor.
O vice-presidente di provincia attendendo
ao que requereo Vicente de Muraos Mello, profes-
sor da escola pratica annexa Escola Normal, e
t ndo em vista a informaco de 5 do corrente do
respectivo director, resolve conceder ao peticiona-
rio tri-z mezes de liceucacom ordenado para tratar
de sua saudc onde Ihe convier.
O vee-presidente da provincia, attendendo
ao que requereo o subdito porrugui-z Jos Narcizo
da Costa Cabra!, residente u'esta provincia, resolve
de accordo com o disposto no decreto n. 1950, de
12 de Julho de 1871, usando da attribuicao con-
ferida pel artigo 14 da lei n. 3140, de 30 de Ou-
tibro de 1882. naturalisar o referido subdito par-
tagnes Jos Narciso da Costa Cabra!, afim de que
possa gozar de todos os dirtitoa,honras e prorrogati-
vos que pela conatituiL-o coinpetem aos cidadoos
brasileros naturalitadoa.
O vce-preaidente da provincia, attendendo
ao que requerru Labella de Albuquerque MeIL>,
professora de ensiao primario da liha dos Ratos,
e tenda em vista a iutorinaeao n. 71, de '6 de
Fevereiro ultimo, ao inspector geral dt Ina.rucelo
Fublica, e o parecer da junta medica provincial,
resolve conceder peticionaria trez mezes de
IL-enca com ordenado, para tratar de sua saude,
a c tar de 1" de Marco lindo.
O vice presidente da provin ia tendo em
vista a proposta do administrador dos correios era
otficio de 8 do correte, son n. 310 resolve. nos
termos da. lei n. 2794, de 20 de Outuhro de 1877,
exonerar, por conveniencia do s rvico publico,
Alfonso Fortunato de Medeiros do cargo de agente
do correio da estaca? de Limo>iro, da estrada de
ferro ao Recife de sao Francisco, e nomear para
substituil-oo cidado Pedro Martina da Costa.
Communicou-se ao administrador dos crrelos.
O vice-presidente da provincia, tendo em
vista a p oposta do inspector do Thesauro Provin-
cial comida era ollicio de 8 do correte sob n. 562,
resclve exonerar Raymundo Firmino de Moraes do
cargo do collector do municipio de Cimbres, e
nomear o cidadao Antero Clementino Leite, para
substitu! o.
O vice-presidente da Drovincia, tendo em
vista a proposta do inspector do theaouro provin-
cial coutida em i.mcio de 8 do corrente sob n.
563, resolve exonerar Antonio Olympio Lobo Ba-
calhau do cargo de collecwr do municipio de
Taquatitinga, e nomear o cidadao Joao Ciimaco
Correia de Araujo para subatituil-o.Communi-
cou-se ao inspector do theaouro provincial.
O vice-preaidente da provincia attendendo
ao que requereu Antonio da Costa e Silva Maduro
amjnuenae da Reparticiodas Obras Publicas rebol-
ve de conformidade cm artig 26 da le n
1860 de 11 de Agosto do anuo psa8ado, prorogar
por aeia ir.czea com ordenado a licenca em cujo
gozo ae auba, para tratar de sua sau-le a contar
da data em que xp iou a que Ihe foi concedida
em 27 de Agoato do mesmo anno.
Orficios :
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda
Mande V. S*. justar contas ao capellao tenente
do corpo eclesistico de excrcito, conego Manoel
Jos Martins Alveade Carvalho, que vai rende r
ao capellao do meamo corpo que e8ta no preaidio
de Fernando de Noronha.
Ao mesmoDeclaro a V. S., para os fins
coaveni ute^ que M Orisei o director do Ar-eual
de Gutrr a mandar aa'isfazcr oa inclusos pedidos,
por copia, de artigos de fardament > qne, p .ra Buu
ueo, fazem oa Alteres do 2." batalhao de iofanta,-
ria Francisco Jernymo L>i.es Pereira e Jos Vie-
g;,a di -ilva. Outr aim bigaieiro immaniau-
tedas armas emofficion. 184, de hontem datado,
referente ao do commandante daquelle batalhao,
participa que o alferea Lopes Pereira devedor
Fazenda daqoButia de 294000.
Ao mesmo.Nesta data relevo a multa, a
que V S. ae refere em aua iinformacao de l.de
Marco ultimo, aob n. 151, imposta a Jos Man-
nho de Siuaa L-o pela collectoria Geral do inu-
uicip.o do Cabo, por haver deixado do dar 4 ma-
tricu a no proso legal o ingenuo Silvno, filho de
ana t acra va Francisca
Ao Admiaiatadordos correiot.Sirva ae V.
S. Presidencia, datado de z'i de setembro do anno
paaaado, remetiendo aj ministra plenipotenciario
do Brasil em Linares o balaneetedi estrada de
ferro do Recife ao S. Francisco cinee.-nente ao
raez de agosto, visto seu ffisio de 20 de marco ul-
timo.
Ao Director do Arsenal de Guorra. Mande
Vine, satifazer osin clusos pedidos de artigas de
fardamento que, para seu uso. f iz 'in os alfrea
do 2.* batalhao de uifantaria, Jos Viegas da' -^il-
va e Francisco Jeronymo Lopes Per ara.Cout-
municou-se ao Comman.lant: di Armas.
Ao Engenhciri Ch-fe da R-pareieao das
Obras Publicas. Nesta data declaro ao Bagen
heiro Fiscal da estrada de f rro do Recife ao Ca-
sanga para q e faca consta"- ao respectivo gerente
em solucao ao oll ,-io a que se refere a informaco ...
59, prestada por Vine, em 1 do corn-nte, que deve
ser r gulannento campri io o disposto no ^ 3." do
artigo l.o da lei n. 1726 de 23 de abril de 1833,
visto que o transito publico do trecho da estrada
entre Ooiia Irmaus u Casanga, cedido l'revinoia,
em virtude do accordo de de 3 de Outubro beguin-
te, 8<5 se pode carabelecur modiante os devidoa re-
paros, que devem ser feitos pela a administracio
da dita estrada, como u nadas corapaasai;oe3 djs
favores, que a ella forain oulorga los no mencio-
nado accordo.(Jommunicou-se aoengenheiro.fi*-
cal da estrada de ierro do Recife a Caj io^ 1.
Ao gerente da Cuop-iuhia Pernimbucana.
Providen :ie Vmo. paraqus nviagen lo vapor
Qiqta, ao Presidio de Fernanda de Xoronha 8e
ja transf'rdo para o dia 15 do corrente, :-o mieo
dia. Fizeram-se as devida3 cominunica^oes.
Portaras :
0 Sr. gerente da Companhia Pernambucaua
faca transportar ao Presidio da Fernando Je So-
ronha, porooota lo Ministerio da Guerra, ai pri-
meiro vapor, seis barrs co:n plvora e desenove
cunhetes com cartuchos embalados e desembala-
dos, destinados fortateaa e destaeameuto alli
existeutes.'Jominunicou se ao director do arse-
nal de guerra.
0 Sr. gerente da Companhia Pernambu ana
mande transpoitar ao Presidio de Fernando de
Noronha, por conta do Ministerio da Guerra, no
1. vapor, o capellao tenente do corpo eeclesiasti-
co do exercto, eonego Maiwel los Martina Vives
de Carvalho, que vairender ao e&pelUo do meamo
corpo que alli se acha, e bem asatn a aua mai O.
Eufiasia Constanca de Carvalho Martina.Com-
municou-se ao commandante das Armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambncana
faca transportar para o Presidio de Fernando de
Noronha. por conta de Antonio Piuto Lapa & Ir-
mi'j, oa gneros mencionados na inclusa relacao.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande conceder passagem, por conta das gratui-
tas a que o governo tem direito, at ao Presidio
de Fernando de Noronha, aos orphaos Manoel
Willebaldo, Anua Obi iulia, Anua Wadeltrudes,
Manoel Athenodoro e Josephs, sobriuha do capel-
lao tenente do corpo eclesistico conego Manoel
Jos Martina Alves de Carvalho, que para alli se-
gu a servico.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar passagem a r no vap.ir que segu.' paia
o presidio de Fernando de Noronha, na viagem de
15 do corrente. po? conta das gratuitas, a que o
governo tem direito, a Joao Joa da Fouseca, uo-
raeado guarda do dito presidio.
HXI'EDIE.NTE DO 8ECBETARI0
Ao secretario da Aaaembla Provincial.
O Exm. Sr. vice-presidente da provincia manda
remetter V. S. afim de ter o conveniente destino,
40 exemplares impressos do orcameoto da receita
e deapeza d"esta-provincia para o escrciclo de 1886
a 1887.
Ao Dr. Matheus Vaz deOliveira. De ordera
do Exm. Sr. vice presidente da provincia, vcmmu
nico a V. S., para oa fins couvemeates, que adia-
se nesta secretaria a portara do gove.-no imperial,
ii .meando o p..n o lugar de membro da inspecto-
ra de hygiene desta provincia.
M'Uatis Mntandis ao Sr. Frederieo Augusto
de Siqueira Cavalcante Dar o lugar de secretario
da iuspectoria de hygiene dcata provincia
o Dr. Cosme de S Pereira.De ordem do
Exm. Sr. vice-presidente di | rovincia commuuco
a V S. para ca fins convenientes, que acha-se nes-
ta secretaria o decreto de 27 de Marco findo, nc-
meando o para o lugar de napector de hygiene
desta provincia.
Ao procurador da Santa de Misericordia.
O Exm. Sr. vice-presidinte da provincia manda
eommuuicar a V. Exc. que nesta data dirigio-se
ao ministro do imporio relativamente ap assumpto
do seu ellicio de 31 de Marco ultimo sob n. 515, o
qual diz respeito a diffieuldade com que luta essa
Santa Casa para a coutinuacao de seu pi encar-
go-
Ao inspector do Theaouro Provincial.Ac-
cuso o reeebimento dos 50 exemplares impressos do
oreainento da receita e desp 'za dest i provincia
pira o exercicio de 1886 a 1S37, a que se refere o
oflici de V. S. de 8 do corrente n. 610.
- Ao agente da Caixa Filial do London Ai Bra-
silian B-nik, Limited, nesta cilaie De ordem do
Exm. Sr. vicc-presi lente daproviucia aecus o re-
eebimento do otficio de t do corrente anno, o qual
Vv. Sa. enviaran] copia euthentica do b .lncete das
operacoestff ctuadas por casa caixa filial durante
o mez de Marco ultimo.
EXPEDIEN'IE DO DA 12 DE AHRII. DE 1886
Actos :
O vice-pre3dente di provincia, tendo em
vista o que requereu o Dr. Jos Joaquim Tava-
res Belfort, lente cathedratico do 5o anno da Fa-
culdade de Dir> ito do Recife, e attendendo ao
que expoz a Thesouraria de Fazenda. em crficio n.
238, de 9 do corrente. resolve, nos termos do
7 do art. 5 do decreto n. 2884 do 1* de Fevereiro
de 1861, abrir, sob sua reap .naabiliaade, um ere-
dito na importancia de 1335333 i vero*Even-
tuaesio M.niaterio do Imp rio. exercicio viden-
te, para pagamento da gratificacao a que tem di-
reito o referido doutor, por haver no mez de Marco
Sudo strvido cumulativam-nt..nos exercieioa do
3 auno da mesraa Faculdade.Remttteu-e co
pia A Thesouraria de Fazenda.
Offioios :
Ao coinmaudairte das vosas.S rva-se V.
Exc. dr providenciar para que sejam transferidos
da Casa de Deteuco para a fortaleza do Brura,
sendo alli conservados disposica do juiz pro-
ceaaaute, os sentenciados militares Jos da Silva,
Amaro Jos Dias e Simo Franciaco Gomes, dr
quem trata o seu officio u. 178 de 8 do corrente
mez.'JommuQicou-sc ao juiz de direito das exe-
cucoea criminara.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Devolveado a V. S. conforme solicita em aeu ufli-
cin n. 240, de 9 do corrente, a rrpresentaeo da
cootadoriu, dcclar.i-lhe, para os devidos tina, que
ticon approva io o despacho dessa inapectra em
sesaao da junta de 8 d-st" raez, attiueule ao di
reito que teem os lentes da Faculdade de Direito
designados pela congregaco para substituirum
eadeiras vagaa e outras, cujas proprierarios se
acharem impe lidos.
Ao m sm i, Declaro a V S., pira os fins
convenieutes, que, vista da ttia iuirmacion.
237, de 8 do coi rente, au'orisei o commandante da
Escola de Aprendizos Marnheiros a chamar con
currentes para o fornecimento de artigos de farda-
ment ueceasarios aoa aprenoizea marinheiro3 da
mesma escola, c informe permitre o aviso circular
do Ministerio da Marinha de 16 de Marco liado.
Ao mesmo. Commuoico a V. S., paraos fins
convenientes, que o juiz de direito da comarca do
B un Jardim. ..aeharel Jos Gomes C'imbra, dei
xou o exercicio de aeu cargo, no dia 2 do corrente
mez, por ter sido removido para a cimarca de
Obid s na provincia do Para ; aaaumindo na meama
data o exercicio interino daquelle cargo o respec-
tivo juiz municipal bacharel Vicente Pereira do
Reg.
Ao mesan. Communico a V. S., p ira os fina
convenientes, que o juiz municipal e de orphaos
dos termos de Granito e Ex, bacharel Augusto
Frederieo de Siqueira Cavalcante, as.-umio no lia
26 do mez findo o exercicio interino do cargo de
juiz de direito da comarca de Ouricury, por ter o
juiz efTectivo entrado no goso de urna licenc/a.
Ao mesmo.Communico a V. S. para oa Cus
convenientes que o bacharel Paulo Caetano de Al-
buquerque enirou no dja 24 do mez findo, no exer-
cicio do cargo de juiz municipal e de trphaus do
termo de Buique, para o qual foi nomeado por de-
creto de 6 de Fevereiro deste anno.
Ao mesmo.Communico a V. S. para oa flus
convenientes que o bacharel Manoel llenriques
Wauderley in 6 do corrente assumio o exerci-
cio do cargo de promotor publico da comarca de
Barreiro?.
Ao meamo. Communico a V. S., para 03 fins
convenientes, que o bacharel Lydio Maiiauno de
Albuquerque em 5 do corrente mez assumio o exer-
cicio do cargo de promotor publico da comarca de
taranliuns.
Ao Dr. jais de direito das execu^c-ea crimi-
naos da comarca do Recife.Para ae instruir o
recuso de greca do reo Polii Francisco da Conha,
condcnviado no dia 4 de Marco de 1332. pido jury
dest. capital, pena de 8 annoa de galea e multa
de 2 / do valor roubado, couvm que V. S. pro-
videncie 110 sentido de acr ministrada a certidao
do processo do meamo reo.
- Ao Dr. inspectos di saie do porto.Trans-
miti a V. S. para seu conhecimento o devida < xe-
CUCO as copias, inclusas, dos telegrammas de 30
de Novembro ultiia> e de 9 do corrente mez,- do
Exm. Sr. ministro de catado dos neg icios do im-
perio.
Ao engenheiro direc'or da reparticao cncar-
regada das obras da couservacao dos portos.A'
vista da InformaeSo prestada pir Vine, .em 8 do
corrente, sob u 82, approvo o contracto cuja acta
da sessao do conselho competente anuexo ao offl
ci dessa directora de 28 de Janeiro deste anuo,
sob n. 39, para o fornecimento de materiaes e
inaia objectoa ueceasarios a essa reparticao no cor-
rente semestre, Jevendo Vine, reinmetter a The
souraria de Fazenia copia do dito contracto para
opportunaraente servir de base couferencia das
respectivas coutas. Devolvo as 10 pro^ostas que
acampa rara o citado olficio. Communicou-se a
Thesouraria de Fazenda.
Ao commr.udante da Escola de Aprendizes
Marinheiros.Autoriao Vine., conforme solieita em
seu officio n. 44, de 26 de Marco findo, a chamar
concurrentes para o fornecimento de artigos de
fardamentos necessarioa aos aprendizes marinhei-
ros dessa eaoola, segundo o disposto no aviso cir-
cular do Ministerio da Mariuha, de l do meamo
mez.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Pao
d'Alho.Para inatruiro recurso de graca de Joa-
quim Francisco de Araujo, coudemnado a galea
perpetua pelo jury do termo de Jo d'Alho, em
aesao de 19 de Setembro de 1883, convin que
Vine, providencie, conforme j4 Ihe foi requisitado
em officio de 30 de Setembro do anno prximo pas-
sado, no sentido de ser ministrada a certidao do
processo daquelle reo. A certidao deve ser acoin-
pauhaia da luiormaco por Vmo. prest da, de con-
formidade com o disposto no aviso-circular do Mi-
nisterio da Justica, n. 287 de 28 de Junho de I86.0,
conteado a mesma informaco as explicacoea de
que trata o aviso-circular do mesmo miuisterio,
datado de 18 de Abril de 188\
Portaras :
A.' Cmara Municipal de Serinhlera.Re-
metto Cmara Municipal de Serinhaein em so-
lucao ao seu officio de 18 de Marco ultimo, copia
da informaco junta ia pelo engenheiro chefe da
reparticao das Obraa Publicas, em 10 do corrente
sob n. 6>, acerca da oora o reparos da ponte do
Porto de Pedras.
A' Cmara Muuicipal do Rio Formoso.Re-
metiendo a Cmara Municipal do Rio Formoso,
em solucao a seu ultimo officio de 30 de Marco
ultimo, copia da informaco que aobre^ execucao
de reparos do proprio nacional que ah serve
escola publica, presten a Reparticao das Obras
Publicas, agualdo que a mesma Cmara informa-
r opportuaaawnte si tarara elles oncluidos, no
praso de 40 dias, ulludido pela dita Reparticao
O Sr. agente da Companhia Brasileira faca
transportar i coree, por cauta do .Ministerio da
Guerra, no vapor Mandos, o cadete Ladislao
Jos Peixoto, que assentou praca com destino ao 2*
regimenro de artilharia cavallo, ficando sem ef-
feito a portara de 3 do correnteCommunicou
se ao commandante daa armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambuca-
ua mande dar passagem l proa, at o presidio de
Fernando de Noronha, por conta das gratuitas a
que o governo tem direito, a Auna Mara de Al-
buquerque, nulher do sentenciado Sebaatiao As-
terio l'eixoto Gadelha.Communicou-se ao dire-
ctor do presidio ilo Fernando de Noronha.
O Sr. superintendente da Estrada de Ferro
do Rec.fe ao Lunoeiro, sirva-se de mandar con-
ceder passag. na por conta da provincia, da esta-
cao do Brura a de Nazareth, de Ia classe ao alfe-
rea Porfirio Puppe Gir.o e de 3' a duas praQas da
corpo de polica que vio destaca em Timbauba.
Tem direito a respectiva bagagem.
EXPEDIENTE C0 SECRETARIO
Ao 1 secretario da Assembl* -De ordem
do Exm. Sr. vce-presidentc da provincia, trans-
miti a V. S. para os Sus coavientes, o bataneo
da receita e desp -za do exercicio de 1384 e 1885
da Cmara Municipal de Gayanna.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. vico
presidente da provincia, remetto a V. S. as in-
formacoes em original pedida-; por essa Assembla
aos juizea de direito e substitutos da comarca do
Joboato sobre a utilidade e vantagem do prcj
cto aunexo ao seu officio, n. 91, de 7 do corrente
mez.
Ao meamo.De ordem do Exm. Sr. vice-
presidente da provincia, transmiti a V. S. para
oa tius convenientes, o bataneo da receita e des-
pezado txercicio de 1884 a 1885 e o orcKincuto
para o de 1886 a 1887 da Cmara Municipal
do Espirito Sai.to de Pao u'Alho.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. vice
presidente da provincia, devolvo a V. S. as pc-
ticoes de Celestina Pereira Guedea Alcoforado,
Geoesio Libanio e Albuquerque e Manoel Soares
de Albugaria c- ra as uformaces jnntas, em ori
ginal, prestadas a resprito pelo inspector geral
da InstraccsVi Pahlica. Assira respondo aoi aeus
offieios n8. 80, 81 e 83 do corrente mez.
Ao commandante das armas.De ordem do
Exm. r. vicepresidente da provincia, transmu-
to a V. Exc. para 03 Sus invenientes e em so
lucao ao seu officio n. 49 de 5 de Fevereiro ultimo,
a caderneta dos nescontos de gratific coes d.,s ex
sentenciado militar Autonio Ji.s Machido.
__ Ao Dr. chefe de polica.Ue rdem do
Exm. Sr. vicc-presi le ate da provincia, declaro a
V. S. qup, a vista do art. 54 do Regulament 1 de
18 de Marco do a no findo. nao pode ser satisfeita
a requisicio do administrador da Casa de D teu-
cao, a que alludein os sena otficioa na. 238 e 32."),
de 6 e 31 do pa Ao inearao.De ordem do Eim. r. vice-
- reeidente da proviucia, communico a V. S. que
, juiz de direito da comarca de Ouricury parti-
eipen tercondemnid", en, 23 de Fevereir. ultimo,
as uzea de pri o e muda cor espondeute A
meude do tempo, a Joio Miguel da oilva Barios,
2 supplentc do delegado de p dicia do termo Ue
Granito, incurao naa penas do art.'210 do codig
criminal.
Ao Dr. promotor publico da comarca de Ga-
ranhuns. S. Exc. o Sr. vice-presidente da pro-
vincia inteirado do assumpto do officio de 5 do
corrente raez, recommenda a V. S. que tranamit-
ta a certidao de seu exercicio.
Ao juiz muuicipal d-! Buique.O Ex.n Sr.
vice presidente da provincia manda declarar a V.
S. que fi m int 'irado do assumpto de seu olii li 1
de 25 do mez findo, e recommenda-lhe que envi
a eata secretaria a certidao do seu exercicio.
Ao juiz municipal de Bom Couaelho.De
ordera do Exm Sr. vice-presidente da provincia
leclaro a V S. que opportunaraente ser aten-
dida a requisicao eonst .11 te de seu officio de 27
de Margo findo.Communicou -3C ao Dr. chufe
de polica.
Ao Dr. juiz municipal de Ipojuca.De or-
dem do Exm. Sr. vice presidente da provincia,
tansmitto a V. o. pia do aviso do Miaiste
rio doa Negocios da JttStica, de 29 de Marco
findo, contando o despacho proferido na petico
por V. dirigida ao Gcverno Imperial ora 10 de
Novembro ultimo.
i.-
DESPAPHOS DA FRKSIDKNCIA DO DIA 26 DE
ABRIL DE 1886.
Candida Lopes do Oliveira Monteiro.
Informe o Sr. engenheiro cliefo da repar-
ti^ao das Obras Publicas.'
Fieidea Brothers. Defer lo com o alu-
cio desta data a Thesouraria (e Fazeo la.
Hermenegildo Eduardo de R-go Mon-
teiro. A' vita da aforraa^io da repart
gio .las Obras Publicas, indeferido qunto
a considerar sem effeito a resuisSj do con
trato da ponto do Junqueira ; e quanto a
da bomba da Batalha, passe se portara
concedendo 30 dias do prorogaco do praso
para a ooQclusao dos reparos.
Irii.ro Manoel Das. Deferido ^om o of
icio do hoja dirigido Thesouraria de Fa-
zenda.
Jiaquina Delfina da Silva Coelho. Rc-
metti lo ao Sr. provedor da Santa Casa d
Misericordia do Recife, para tomar na con-
sidora5lo que merecer o pedido da suppli-
cante.
Jorge- Venancio da Silva.Indeferilo
vista da informaco.
Jo: Antonio da Silva. -Nao tem lugar.
Dr. Joao Jos into Pinto Jnior. In-
forme o Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda,
Dr. Joaquim Correia de Araujo.Re-
mettido ao Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda, para attender ao pedido, de ac-
cordo com o aviso do Ministerio do Impe-
rio, de 1 do corrente, n. 1,405
Dr. Jcs Marianno Carneiro da Cunha.
- UeraottiJo ao Sr. inspetor do Thesouro
Provin ial, para attender ao pedido.
O mesmo.dem.
O mesmo. Certifiqese.
O mesmo. dem.
Joao Joaquim da Silvi.Aguarde os es-
clarecimientos pedidos em 2- do corrente,
ao Ministerio da Marinha.
Joaquim Gomes de Albuquerque. Rv
raettido ao Sr. brigadeiro commandante
das armas, para att-mder ao supplicante, 3e
entender conveniente.
Julio Cesar Gonulves Lima. Informe
o Sr. inspector re da Instruceao Pu-
blica.
Secretaria da Presidencia t. 'ernambu
co, em 27 de Abril de 1886.
O porte i ro,
J. L. Viejas.
Hepartifao da Polica
Seccito 2.' N. 422. -Secretaria de Po-
lica de Pemambuco, 27 de Abril de 1886.
IUra. e Exm. Sr. Partecipo a V.
Ex:, que forain hontem reoolbidos na
Casa de Detencaj os seguintes individuos :
A' ordera do subdelegado do Recife,
Braz da Silva, por distuibios. '
A' ordem do do districto da Boa-
Vista, Ciaudino Fran seo dos Santos, por
embriaguez e disturbios.
Eva data de 21 do corrente lbrara rebo-
lludos na cadea do termo da Gloria do
Goit, por se acharem pronunciados em
crirae de lur'.o de cavallos, os individuos
de nomes Ularindo Pereira Guimariies e
Vicente Ferreira de Andrade.
Furam capturados pelo subdelegado de
S. J..ao dos Pombos e re-ttidos para
aquello termo pelo Io districto da Victoria.
No dia 3 do corrente procedeu o dele-
gado respectivo a visita da cadeia do ter
no de P;squeira, na qual foram encontra-
dos trinta e um presos.
Communicou me o cidadao Honorio Be-
wrra do R-'go Barros que no dia 14 do cor-
rente assuiuira o ex;rcicio do cargo de de-
egado do termo de Cimbres, para o qual
tora nomeado por portara de 26 do mez
ultimo.
CoraiHunicou-me igualmente o tenente
II -nrique Cecilio Barreto de Alieida; que
uesta data riasiumio o exercicio da subde-
gacia da freguezi* de Santo autonio.
Hontem, s 7 li2.horas da noite, ao
clugar o trem da via frrea de Olinda, ao
Porto da Madeira, tres d-uordeiros que se
a-ha^am em um dos w gons travaram en
iro si calorosa altercacao, e procurando a
pr*ca de nome Manoel Joaquim Marques
icalmal-a8, recebeu de mu lelles um feri-
mento, feito ora um coi'passo.
O subdelegado do 2 districto de Bebe
ribe to uou eoalaecimeoto do tacto e abri
iuq u'iito contra us delinquentes, que con-
s gu/r m evudir-se.
Pelo subdelegado da frt-guezia de Santo
Autonio fo remetiido ao Dr juiz de di
reitO do 2- distrii-to criminal o inquerito
poli-ial a qu-. procedeu contra o reo Ar-
cen: io Miguel de Sant'ADna, como incurso
n^s penas do art. 201 do Cdigo Crimi-
nal.
D-U8 guarde a V. EreIllm. e'Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim do Souza Lejo,
muto iligno vice-presidente da provincia.,
O choto de poli, ia, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 27 DE ABRIL
Co.'onel D(.co de Aquino Fonseca.
Cunpra-se a portara de licenca.
Jos da Silvas Reis.Informe o Sr.
Dr. administrador do Consulado.
Antonio Pessoa de ivlbuquerque.Ten-
do si lo prorogado por mais 30 dias o pra-
zo a que refere-se, tica assim deferido
que requer.
Jos Joaquim Cavalcante e Dr. Jos
M irianno\Carneiro da Cunha.Cejtifi-
que-se.
B-rnardino da Silv3 Ramos.-Entre-
gue se pda porta.
Aurelio dos Santos loimbra, Antotie
Luiz de Alm"ida, Francisco Genuino Cor-
reia, Mara Isabel do Albuquerque e Au-
relio dos Santos Coimbra. Informe o Sr.
contador.
E i aardo Alexandre Burle. -Sim, fican-
do certidao. .
Joao de Souza Costa. Curapra-se, re-
gistre-se e facam-so os assentaraentos.
Sergio Ribeiro Torres, Gomes de Mat-
tos & IrmSoa, Modesto Albuquerque Car-
neiro da Silva, Gouveia (fc Oliveira, Vi-
cente Hbgueira Runos o Manoel Presci-
liano da Silva Braga. -Ilaja vista o Sr,
Dr.. pro ur d ir fiscal.
Vlgario Zeferino Ferreira Velloso. De-
cl .re o contencioso se j foi prestada a
fiagna.
oas!il;jjlo Provincial
DESPACHOS DO DIA 24 DK ABRIL DE 1886
Jos Mariano Carneiro da Cunha. Cer-
tifique-se.
.Machado & Pereira, Prente Vante A
C, e Mathias Pinto de Abreu. Inf.rme
a '* secgao.
Manoel Joaquim da Rocha. Siui, de
accordo com a informaco.
Jos de Macedo. Sim, vista a infor-
maco.
Joaquim Rodrigues Ferreira. Ai Ia sec-
50 para os deviios fins.
Felicidaic Mana do Carino, e Manoel
Clementino Ribeiro.Informe a 1* see-
ao.
Manoel Joaquim da Rocha. Informe a
Ia seceso.
26 -
Joaquim Jos Rodrigues da Costa, Ma-
noel Joaquim da Rocha, Honor de Mello
'amello, o mesmo. Sim, visto a informa-
-
gao.
B Ithar Oliveira it CInforme a 2*
seccao.
Carvalho Jnior & Leite.Informe a
I* secgo.
Dr. Manoel Francisco Teix^ira. A' 2*
seccao para attender.
Machado & Pereira.A mercadura em
questo nao tendo dado entrada nesta re-
partii.o, nao podem ser attendidos os sup-
plicr.ntes.
Prente Vianna & C Sim, de accor-
do* cojn a informaco.
Rodrigues de Faria & C. Deferido, em
virtude da informaco o documento junto.
Matliias Pinto de Abreu. Sim. sera pre-
juizo de quaesquer reclaroacSes a que se
julgue com direito o suppplicante.
Jos Augusto Alvares de Carvalho.
A' Ia seccito para os devidos fins.
- 27 -
Manoel Jos Pereira. A' 1* seccao para
attender.
Joaquim Jos Rodrigues da Costa.
Sim, assigaando o termo de responsabilida-
de. de aeccordo com a informc3o e com
relacilo s 52 s iccas de algodao das Ala-
kd&B, tao smente.
Joao Vi tur Al ves Matheus & C In-
forme a 2a seccaOj
Man..el Ilenri'oJjP Nogueira. A' 1* 86C-
eao p ra proceder de accordo com a lei.
Joao Quintino do Espirito Santo.In-
forme a Ia secgao.
Jos dos Santos Aguiar Indeferido,
cm vista das inforraagoes.
Manoel do Naseimento Cesar Burlaraa-
qui. Deferido, de accordo com a infor-
maco.
Balthar Oliveira & C. Deferido, de ac-
:ordo com a informagao.
Faria & C. Informe a 1" secgao
PEBiiAlBDCe
Assembla Provincial
19 8E8S0 EM 10 DE ABRIL DE 1886
pbbsidescia do exm. sr. dr. jse masokl de bs-
eos WASDERLEY
Ao iiieui da, t'.lta a chamada, e vrili cando-se
csrarem ptesi ntes oa rs. Ratis e Silva, Amaral,
Barros Wauderley, Roaiigues Porto, Joao de S,
Lourei>5 d S, Ja venci Mariz, Silonio de Mel-
11, Barros Barrete Jnior, Reg Barros, Augus S .
Prauklin, DomingU'S da Silva, Soares de Auio-
rim, Julio de Barros, Ci"-lh de Mora-s. Hercula-
no Bnndeira, Viseunde de Tabatinga, Jos Alaria,
Juio Al"e?, Sophrou.o Portell, Regueira Costa,
Drumuioud Filho, Antonio Vctor e Gomes Pa-
rear.-, o Sr. presidente declara aborta a sessao.
Craparpcem depois os Srs. Costa Gomes, Rogo-
berto, Prax-des Pitauga, Luiz de Andrada, Bario
de Ciar, Ferreira Jacobina, Constantino de
Albuquerque e Joao de Oliveira.
Fltam os Srs Antonio Correia, Rosa e Silva.
Goncalves Ferreira, Audr Das, Barao de Ita-
pissum-i. Costa Ribeiro e Ferreira Velloso.
Um officio ao Exm. Sr. Dr. Antonio Francisco
Correia de Arauj >, datado de 8, coinmunicand
qae deixa de comparecer s-sessoes por ter de par-
tir para a corte, afim de tomar assento na cmara
dos deputados.Iuteirada.
Ontro d secretario dojroverno, remetiendo urna
petigio da Companhia |%nainbucana com eooia
do aviso de Ministerio da Justica de 19 de Se-
tembro de 1885, fim do s* resolver sobre a con-
cessao do crdito de 417*600 de transportes a
sentenciados do presidio de Fernando para esta, ca-
pital em Julho do mesmo anno.A' commiaB&o de
orcamento provincial.


Diario de Pcrnambuco((uarta-rcira 28 de Abril de
...Outro do era, traaasaiitiaoV urna -petieao j
informada em que o guarda da municipalidade do
Reeife, Joo Pita Viries, aolieita aooaentadona
por motivo de molestia.A' eomin'aso de orca-
mento inuuicipel
Outro 'lo musa), remettendo40 ejemplares do
ercamento da reoeita e desposa deta provincia
para oexarcicio de 1886 a 1887. Vdistribuir ae.
Outro do insola >, trausraittiudo urna informacio
do insp -ct ir do Tbesouro Provincial e man p*-
peis coucernentee ao pagamento de 1:346*400 de
trausportescouvedidoa era Maie daasuo fiado nos
vapores da Compaa Pernnsibacana, por couta
da provincia, afina do se resolver soire a decreta
eao de verba para o aUuddo pagamento. A'
commisso de reamente provincial.
Outr > d mesmo theor, sobre o ptgamento de
1:159 200 dos meamos transportes no mei de Ju-
nho Jo referdj auno.A' ciramMo de ornamen-
to provincial.
Outro do mesmo theor, sabr o pagamento de
1:411 42 H) dos n-sraos transportes em Julho do
ref il) ando. A' oominisso do orcamento pro
vincial.
Outro I > mesin i (faena, sobro o pagamento de
l:87:l2)<) Jos raes-coa transportes em Agosto e
Seteinb.-o do referido anuo.A' commisao de or-
namento provincial.
Ou:r > .I i mea no. roinetteexlo 40 exemolares im-
presa is d bal acete da MdtiM e d-so z i da pro-
vinei n > l" 9emestre do correato exeroieij. A
distribuir.
Una peticao da directora da Asa ciacao Com-
mrcial B neficeute, representando contra o im-
posto de consum actu almente d-nommido do gy-
ro.A' coinmi-so de ornamento provincial.
Outri d MargariO* Ira I.uno Villela, roque
rend a adraisso de seu filho Carlos, n> Gyin ia-
io Pernainbucaiio, como p-nsiouista da proviucu.
A' commisso de petivoes.
'linade Miguel de Quoiroe Ama.al, escrvo
do juy do termo de Af >gil ps de lugazeira, ie-
quiivnlo que se inunle as cmaras municipaes
d'ulli e de S. Jos la Bgfpto pagar Uh o que lhe
est'> i dever i*e cuatas.--A' oorainisso de urca
ment municipal.
i. ndo, apoiado c sem debite nprovado um
parecer da commisso de redaeco sobre a do
projecto n. 6d'Steanno.
hSo gualsaanse lidia, apia 1 is e sea debate
approvados os seguiutes pareceres :
A commisao de fcastruooao publica requer que
seja ouvido o r. poetar geral a instrueco
publica a rjsptito do requerimento d i pnieasora
p iblica de Pao d'Alho, D. Ca-tulla do Carino T er-
ees, na qual pede que lhe s ja coul-do para a gra-
sHiacdo de mrito o t.-mpoein que deixiu de es-
tar em efiectivo exercicio.
Sala das corarais-oes, 8 de Abril de 80.Viga-
rio Augusto Franklin.Reg Barroa.
A commisao di- instrueco publica requer
que se peoam i aiormaces ao Dr. iuspector geral
da iastrucc) publica a respeito do abaixo aasig-
na los dos in ia i rea da freguezia do Buique, pe-
diudo que seja erada ama cadeira no lugar de-
nominado Mundo Novo do 1* districto da meama
regm-zia.
Sala das sessSes, 10 de Abril de 86.Viga-
rio Augusto Pranklin. Reg Barros.
A eominisso de instrueco publica requer que
aeja ouvido o r. inspector geral da iiistrucci
publica a respeito do requerimento de Manoel
Soares de Albergara, no qual pede que seja trans-
ferida a cadeira de instrueco primaria do povoa-
do O:ho d'Agua da Onca, em Taquaretinga, para
a ra da Estadio, na cidade da Esca i.
Seda das ewSea, 10 de Abril de 1886.Vigerio
Augusto Pranklin.liego Barros.
Si lidoa, apoiados e ticam adiados, por haverem
pedido a palavra sobre o primeiro o >r. Jos Ma-
ra e -Sobre o segundo o Sr. Ferreira Jacobina, os
seguintes jareceres :
A commisao de iustruceao publica, consideran-
do que est regulado por le o modo de se proce-
der matricula de estudautes na Escola Normal,
de parecer que seja indeferido o requerimento de
Jos Joaquiin Oe Sant'Anna, no qual pede se au
torise a ma ma'ricula n'aquelia escola, justifican-
do-se as faltas dadas de 3 de Fevereiro at a data
da matricula.
Sala das seasoea, 10 de Abril de 1886.O viga
rio Augusto Franklin Moreira da Silva liego
Barros.
A' commijso de instrueco publica foi presente
requerimento da Franciso eear de Lima, pro-
fessor contratado de Santa Cruz, de Ouricury, pe-
dindo que se autoris a sua nonieaeo de protessor
etfectivo para qualquer :adeira : e considerando
quo o modo de pro ver cade! ras est regulado por
lei, de parecer que aeja o mesmo requerimento
iadeferido.
Sala daa scssoVa, em 10 de Abril de 1886.Vi-
gano Augusto Pranklin Moreira da Silva. -Reg
Barros.
Sao lidos, apoiado, julgados objectos de deli-
beraeao c va a imprimir os seguintes projectos :
N. .ii). A Assembla Legisli-tiva Provincial de
Peraambueo resolve :
Artigo nico. Pica reatabslecida a lei n. 981,
deldeMaiode 1871.
Revoca las as rtisp.isici 'S em contrario.
E ii 8 de Abril de 18S6.Herculano Bandeira.
Bogo Barros.-r. Costa Gomes.
N 31. A Assembla Legislativa Provincial de
Peni tmbuoo resolve :
Arti^j uuico Fica restabelecida a villa de.la-
n > s le do term e comarca desse
nome.
Bsvogam-se ; s disposicS-'s cm contrario.
Bao 9 de Ab il de 1886.Gon^alves Ferreira.
Joio Alves. -Augusto Franklin.
N. :l'. A Assembla Legislativa Provincial de
Peruam buce resolve :
Artigo nico, Fica creada urna cadeira mixta
de ii=truccao primaria no povoado de Camossim,
2*dittricto da comarca de Bezerros.
Bevsgadas as diaposicoes em contrario.
Pacq da l Legislativa Provincial de
Peruambuco, 10 de Abril de 1886.0 deputado
Rati= Silva.
N. 3o. A Assembla Legislativa Provincial de
Peinanibu^o nsolvc :
Artigo nico. Fica elevada villa, con a mea-
na deuominacao, a povoacao de S. Jos da Podra
Tapada.
Rivogain-se as d:sposie.oes em contrario.
Paco da Ass-'mb'.a L-'gislativa Provincial de
Pernambuco, aos 6 de Abril de 1886.Francisco
de Aesis liosa e Silva.Mane! Rodrigues Porto.
I A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco r solve :
Art 1. Fk-a o presidente daprrvincia autori-
sado a contrastar, atediante eoDRurreneis, com urna
pessoa ou compauhia o foruecimeiit > da illumina-
cao publie di ata capital ou a realisar i innova-
ra > do contiacto existente.
A "t. 2." Na bypotheaa de realisar o contracto
com outra pessoa ou companhia, o preco da luz ser
menos 4 i 0/0 do estabelecido anteriormente para
cada bico em combuator da rlluminac/io publica.
Art. 3." No caso de innovar o do contracto
existente o preco de cada bico ou combustor pas-
ear a 30 0/0 menos do existente.
Art i." A compaubia existente ou outra aera
obrigada a foruecer luz s casas particulares, cu-
jos proprietarios requeiram.
Art. 6.* < preco da illumin.ico particular ser
rcduzido 50 0/0 d\> que ge paga presentemente por
csse servico.
Art. ti.u O conractante se abrigar a empregar
es melhorcs apparelbos conheeiilos para a medi-
eo e venficajo do gaz consumido pelos particu-
lares.
Art 7." O contracto para a illuminaco publica
nao i Me lera de M annos. r
Art. 8." O contraetante ier obrigado a intro-
duzir na illuminaco a gaz os melboramentos que
nq prazo do contracto se forem realisando em ou-
troa paizes, assim como a substituir o systema de
illuminaco por outro que se reconheca preferivel
qualidade da luz e preco, seb peua de reaci-
sao,
Art. 9. O presidente poder augmentar ascon-
dicoes que entender de concurrencia e utilidade
publica c garanta do contracto.
Paco da Assembla Leg slativa Provincial de
Pernambuco, 0 de Abril de 1886.Ferreira Jaco-
bina.Francisco de Aasis Rosa e Silva. Dr. Pr-
xedes Guies de Souza t tanga.
Contina a diacusso do requerimento do Sr.
Jos Mana, sobre negocios de Canbotinho.
O Hr. Befiieira Cos(Nao d. volveu o
sea discurso).
E' lido, apoiado e aem debate approvt do o se-
guinte equerimeuto :
Requeiro prorogaco da hora do expediente
para continuar diacusaao do requerissento do
Sr. Jo Mara.Antonio "Vctor. .
o Sr. Resjaeir Coala- (Nao devolveu
seu discurso).
A diauuaaao fica adiada pela bora.
OBDEM DO DU
Procede-ae votaco do projecto n. 8 deste ao-
no.E' approvado.
Proeede-se 4 rotacSo do projecto n. 2 ; sendo
rejeitado o requerimento de adiamento, por 48 ho-
ras, contina a diacusso do mesmo projecto.
O Sr. Prxedes) Pitaa;aSr. presiden
te, veuhi cumprir a promesas que fiz de aeompa
nbar a questio da transferencia da sede da co-
marca de v ertentes para Taguaretinga em todm
as suaa iiscusses. Venho ainda por esta vez,
protestar contra sem-lhaote acto, que aem duvidn
algmra nao aasenta nem nos bous fundamentos,
nem em justica.
Me parece desnecessario tentar ainda por urna
vez provar a iniquidade deste projecto, porqHfl te
nho a cei tesa de que ainda demonstrando matbe-
matieami ote a deavantag ?m dalle, o facto est
ci.nsummado e portanto o mea tempo est per-
dido.
Se en podeaae ao menos levar.ao animo dos no
brea depurados o mal que f izem aos habitantea
daquella comarca, acitaudo a transterencia da
sede da meama comarca para > alto da montano.,
anda que toase confirmado o projecto, eu me da-
ra por s.tiHf'eit'i; mas nem ai menos touho a espe
ranea de demivor a os in-ua eollegai c amigse
levar a cooviee-Io de que sem'lhante mudanca asv
assent i nem ao meuoa em bein dos jovos. Nao
a lemove de uina comarca para outra a sed-',
qiiiiii.) nao se t-m razona; remover simplesmen-
tea trani-fere.icia da sede porqu: se diz qu a lo
ea! ida le inaia fr sea. que a agua melhor, que
o t rreno maia frtil, oarece, senhores, que
urna hist 'ria. una c mvers i.
Aiud ajsn estas razies ae unisaem a outras qu"
podase i pn.var a vasaUgesa 1- que a proaper
dade se taria com a transfe-encia da sede, eu CTetO
que est : assenblt nao tmba raeo de pseeadef
esta inaaeira, porquo a > proced e.n tavor dos
pe lidos d is povee. Ji.t.n'i, u nao venho au
dem >ver a"8 meus aasigoa, eu apenas venho pro
testar mais esta vez contra o acto que est aeilad i
por eata assembla. nao querendo qu" passe dian
tt^ dos ni' s anuu' M s"in a ininhi inpiirnaco.
.11 m i ase ine ,. le 11 e tarca de Tajuare
tinpa, qu ; em Yin inntes. nao ticaria lo bem
asseutad como tranateriade-sa para a mes a se-
as di nregaesM, e isto se disse porque all osa s
salubre a a_-ua mais arradavel, o clima mais
fresco e o terreno m s frtil.
O Sr. Joo AlvesE a justica mais bem a luii-
niatrada.
O Sr Prasedfli F tandilEu creio que iato nao
c 'ii-titoe razo bast inte para se tratar da remo-
cao da c marea deste ponto para outro; seria fre-
eis-.- que se provasse que a justica seria melBor
distribuida, ichuidn-se em urna localidade, on le
mais ..ccessivel se tornasse em relam" a todoa os
pintos da mesma (litantes dos arredores da comarca tivessem inai-
faeilidade em cnaegor a distri>>uicrt dajualica
d i que ltimamente ae fazia; mas iato o con-
trario. Porque remover de una teneno plano, ae-
oessivel todos os pontos da coma'ca para pe-
ques* di.-.tancia de outra, e remover a sel, da co-
marca para urna situaco onde para l se ir, fa'j
ga-se, canease? Esta p -lo menos urna razio
contraria ao bom aenao daquelles que pretendem
que s ja isto um fav ir, a rcinoco da mesma sdc,
ne for para peior lutjar.
Eu poseo garantir ao collega que Taquaretinga
no centro da freguezia s e oxcluaivamente
em reiaaito ao terreno, n'um* liugua de trra que
cor re para o lado de um lujar chana lo Para ;
mas ao contrario, Vertentes centro commum
de tod a o outros pontos, ce maneira que comea
to a verlade do fasto e que se escolhe aquella
localidade como ponto central. Taquaretiupa e,
como disse o eollega, a quem multo respeito, o
terreno escolbido para nelle irem retazer os gados
que enco.itram a se ca na fralda da montanha.
Esta razio incontestavelmente contra indica a
edificac).
Se nos tem~s era urna comarca, u.n ponte que
aerve de refrigerio as grnudes seccas para os
animaes encontraren! recurto a sua alimentaco,
na nao elevemos privar csaes recursos os^habi-
tantes da comarca, oceupando com hlhitaajfni e
di ttrahindo do fim principal para qne a natureza
o destinou.
Portanto, es-a razai seria contrara para que
nos p idefemos soecorrer a ella para remover de
Vertentes para Taqua'retinga a sede da comarca.
A abundancia d'agua em Taquaretinga, como
sabemos tai commum como em Vertentes, porque
at esta data nao consta que urna so ves eseas
fintea de Vertentes tenham aecc do ; o seu nome,
a sua adeselo mostra a abundancia d'agua ; e
all que estn as vertentes.
Portanto, at eata data nao consta que tenha
faltado agua.
Ora, senhorra.quando o povo pede a conservar i
da sede da comarca em urna locaiidade ^ que se
presta ao progresso da edificar >, que est situa-
da i margena de todas as estradas que do passa-
gem a todas a provincias do norte de Pernambu-
co remov T cata s le para cima de urna serra, de
onde nao ha sahid*. tentar mal contra os habi-
bitan'ea da locaiidade.
.. desattender as autoridades locaes, pro-
porcionar aos habitantea que esto accommodados
e tem o comm"rcio abundante, e que tem aa suas
feiras repetidas, o que elles nao pedem o que
acontece transferndo a ade da comarca para Ta-
quaretin ;a.
Mas ratajnlgado, e bora que fique bem firma-
do que o projjcto nao asaenta nem em r..zo, nem
em conveniencia, nem justica para que em qual-
quer tempo que se procure faser a historia da pro-
vincia encontrem-se fctos destn ordem que se
servem para documentar a maneira por que os par-
tidos dirigen as suas pocas, tustentam os sen-
t iminios, o qu,: nao tem outra ezplicaco e nem a
pode ter.
O Sr. Jnveneio MarisE' um projecto cuica
mente de conveniencia partidaria.
O S<-. Pra-edes PitangaE' urna verdade o que
V. Exc. acaba de affirmar, e que nao tem outru
razio de ser, com que fico perteilamente satisfei
to.
Ninguem m-.im prdindo a palavra encerrada a
discusso e posto a votos o projecto approvado.
Vem a meaa e lida a seguate declaraco de
voto :
Deelaro que votei contra depnis de haver pro-
lo na tribuna, r. Pitanga.
Entra em l'discusso o projecto n. 21 deste an
ni (tevogaci da lei n. 1409).
E' approvado sem debate.
Entra em 3" aiscusaao o projecto n. 4 de 188.
(pr ihibcao de se abrirem os estabclccimentos mer-
cantia nis do-ni pos e dias asatificados).
E' approvado sem debate, iudo commisso de
redaecan.
E.itra em Ia discusso o proj-cto n. '2o deste
auno (limites da freguezia de S. Jos do Egypto)
O Kr. Ferreira Jacobina(Nao devol-
veu i sen discurso).
O Sr. Joo ti ve (Sao devolveu o sen
discurso).
Vem a mesa, do, apoiado c entra conjuncta-
meute em discusso o seguinte reqnerimento:
Requeremos que seja ouvido a respeito da ma-
teria do projecto o Rvdm. Bispo diocesano, sem
prejuizo da 1 c 2a discussoes. Drummoud Filh i
Angosto Franklin
Ninguem mais pedindo a palavra encerrada a
discusso e posto a votos o projecto, approvado
com o requerimento.
Entra em 2' discusso o projecto n. 58 deste an-
no.
O Mi1. DruninionJ Filho faz conrdera-
coes sopee a emenda.
O ttr. ViNconde de la baln a------Si.
presidente, deputado pero 4" districto onde existe
esta santa casa de misericordia de Goyanua, nao
posso fica- silencioso. .
N'o venho discutir a emenda do nobre collepa
o Sr. Gaspar de Dr iminond; porqunato a acho be i
eselan c.; o que quer o pnjecto do meu nobre ami-
illega de districto.
O projec'o do meu amigo e collega nao quer an-
niqullar a -~anta Casa de Miaericordia de Goyan-
ua; a Santa Casa fica no que est, o seu patrimo-
nio nao vai reverter a favor da Santa Casa de Mi-
sericordia do Recit-; elle aera diatnbuido em soc-
corro dos pobres daquella comarca, daquellas cir-
cumvisiiih .ne.n que procurarema casa de candade
afim de se soccorrerem.
Portanto, Sr. presidente, eu quero conveacer ao
meu nobre amigo e collega o Sr. Dr. Jacobina.
O Sr. Ferreira JacobinaQuer fazer figjra a
mnli-i custa.
(Riso).
O Sr. Visconde de Tabatinga ... que o projec
to em diacusso nao quer anniqnillar a Santa Ca-
sa de Misericordia de Goyannu, quer ao contrario
restaoelecel a, promover o bem della com a admi-
nistrac) da Santa Casa de Misericordia do Reci
fe, que toda milito respeitavel principiando pelo
seu provedor. di-pois os aens mordomoe e acabando
noe tteus irmos; a admmatraco poder fazer com
que a Casa de Misericordia de Goyanna preste o
aervicos de caridade que para deaejar.
Assim po8, Sr. presidente, sao estas poucas pa-
lanas qi e venho de dizer em auxilio do projecto
apresentado pelo meu amigo e collega de districto
nao combateodo como j dase a emenda do Sr
Gaspar de Drummoud porque, vem esclarecer o
projecto.
Tonhoeoncluido.
Ninguem mais pedindo a palavra encerrada a
discasso e p >sto a votos o projecto, approvado.
Entra em 3> discussi i e approvado sem deba-
te, sendo remettido commiuaio de redaeco o pro.
jei-to u. 76 de 1885 (approvando com alterac ar-
tigos de posturas da Cmara Municipal de Ver-
si-
Entra em 1' uiaonssao a qual encerrada, por
niatcueui haver pedido a palavra, nao ae votando
por falta de numero o projecto n. 22 deste atino.
Entra em 1 discuaaao e fica adiado o projecto n.
18 tambera deste auno.
0 Sr, presidente levanta a sesso esigaando a
seguate ordem do da: coutinuacao da anteceden-
te e mais: 1* discusaao do projecto n. 25; 2* dos
de na. 3 e 10, todos deste auno e 120 de 1885; 3'
dos de ns 180 de 1884 e 53 de 1885.
REUN1AO E M 12 DE ABRIL DE 1886
PKKSIDKNCIA O0 FXM SU. DI!. JOS MASOEL DE BARROS
WASDEHLaT
Ao meio dia, Caita a chamada e verificndose
estareui presentes apenas os Sra.: Ritis e Silva,
Am-iral, Coelbo de Moraes, Barros VVanderley,
Aiu mi Vistor, .loo deS, Visconde de Tabatinga
Barr s Brrelo Jnior, Reg Barros, Herculano
Bandeira, R dripues Porto, Constantino de Albu-
qa oque, Soares de Amorira, Aupuato Franklin,
G"tne8 Prente, Costa tiomee, Oomingui-a da Silva
e Drummund Filho. o Sr. presidente declara nu
hav- r at-s-o.
O Sr. 1* secretario procede a leitura do se-
guinte :
KirfcDlEKTE
Um officio io secretario do governo, cemmuni-
ean lo que teve o conveniente destino o o uflicio n.
92 relativo ao contracto celebrado com Manuel de
Fipueir i Paria & Fillms para a publicai;o dos
debatea deata assemblaInteirala.
Urna petio-e de Anua Fraucelina do Reg Bar-
roa, prnfeasora publica deTigp, requereudo que
seja elevada 2 entrancia a referida cadeira.
A" commisso de instrucci publiei
Out -a de Francisco Bezarra da Palma, offere-
cendo por 4:001.) j um sobrado em Jaboato para
endeia e casa de cmara.A' commissai de orea
ineuto pr vincial.
Outra de Jos da Silva Castro, requerendo um
privilegio por 20 anuos para multar tuna fabric.
de lar levas de diversas qualidades, obrigaodo-
se aeusiuar a 12 orphos desvalidos, fornece.ido.
Ihs alimentaban o vestuarioa. A' commisso de
petiydes.
Outra de Joaquin Beserra Torrea, arrematante
dos iuipostos inunicipaes So 1* districto do Buique,
requerendo um abate de 3014100, metade ie va-
lor da dita arreuiataco.A' commisso de ora-
me ita municipal.
Outra de Francisco Joaquina Padilba, 2' tabel-
lio do publico, judicial e notas, de Buique, reque-
rendo que ae rena ao seu cartorio o outro lliei >
idntico da comarca.A' commiaso de justica ci-
vil e diminu.
Outra d Rita Maria Gom^s de Souza, profes-
sora contrifcCtada, requeren lo ser contemplada no
quadro das efi'--ctivas.A' commisao de iustiueeao
publica.
Outra de Maria Candida da Figueiredo Santos,
professora da Casa Forte, requerendo que se crie
no escola normal urna cadeira de dcaenbo de figu-
ras, paisagens, florea, etc., sendo nelia provila.
A' commisso de instrneco publica.
O Sr. presidente era seguida dissolve a rcu-
nio.
DISCURSO PROFERIDO. PELO SR. DEPUTADO
JOS MARA NA SE8AO DE 6 DE ABRIL DE
183G
O r. om^ MariaSr. presidente, quando
houtem fui iuterroinpido pelo facto de haver dado
a bora, e nao terem os mnus Ilustres adversarios
concedido a prorogaco de 20 m nutoo, por mim
pedida, para concluir a justificacao do meu reque-
runeato, fazia eu a uarraoo dos facto que se
deram em Canhotinbo na madrugada do dia 31 de
Janeiro deete auno ; e fazia esaa narraeo con-
firme a verso que corre como verdadeira....
O Sr. Ferreira Jacobina Que corre como ver-
dadeira o, que verdadeira.
O Sr. Jos Maria... aqublla que como tal foi
publicada noa jornaes, commumeada por diversas
pesso*s e h intrm confirmada pelo nobre deputado
pelo 11 districto, que oceupa lugar salientiasimo
na bancada opposta.
Ao mesmo tempo que eu fazia essa narraeo,
que d.-screvia esses factos, confrontava-os com a
parte oincial, que coustitue a segunda verso, c
uotava que ae tiveasa aastado o honrado Sr. Dr.
ebefe de polica neata questao da praxe at ento
seguida.
NOS sabemos que a parte diaria dada pela po-
ii ,'ia ao Sr. presidente da provincia, quando se re-
fere a factos que se do as localidades distantes
da caoital, narra os referl&do-se s eominunicacea
feitas pelas autoridades respectivas.
Ni caso verteute, porra, u Sr. Dr. chefe de po-
lica assumio a responaabildade da parte que deu;
narrou oa acontccimeutjs por aua conta, demons-
trando assim que couhecia de perto aquellea
factos.
Nessa parte se diz que a forca publica fra
casa de Rjsa Maria para prender criminosos que
ulii se acbav.im homisiados o- que tentavam
contra a vida de Pimsntel.
Diz mais a parto- policial que essa forca publica
fra provocada, que Rosa Maria, seus filhos a
esses criminosos que all Be achavam homisiados
dispararan tiros contra a forca, o que deu lugar a
que toase a Can incendiada c teridos os seua ha-
bitantis.
Os correspondentes dos diversos jornaes, as pes
sias criterioaas o sensatas de todos oa partidos,
que teem conbecimento dao/uelles tristes e revol
tantes attentados, os narrara de modo muito di-
verso.
Roaa Maria era bastante perseguida pe > gado
de Pimentel, seu viziuho, que iuvadia-lbe a pro-
propriedadee destruia-lhe a lavoura. Istosuccedia
de date, babtante remota.
Roaa Maria dirijie-M conitantenente a Pi-
mentel e pedia-lhe providencias, mscate nao as
dava e antes deixava qu o seu gado continuaase
a destruir a lavoura daquella mulh -r, que, diz-m
todoa, era urna inulber bouesta, de bjm comporta-
ment e muito trabalhadeira.
Eu passo a l-r urna carta escripia por Pimentel
em 30 de setembro de 1880, a Joo Silverio, cuja
firma se acha rcconhi jida pelo tubellio de Qui-
pap Agostlaho Juveniano de S Peixoto, e que
bem claram-nte demonstra que de longa data a
intriga de l'im"nte" eom Rosa Mara, e bem as
sim que elle aliraentava o intento de realisar os
factos do seivageria que levou a etleito.
Eis o que diz a carta : (l)
" lUm. Sr. Jo o Sih-erio. -Consta me que Vine,
tem algnina amizade com a Sra. Rosa, e como sei
que ella anda se encoromodando e dando passadas
com o fim de calcar me com os ps, nao sabendo
ella que qitando pisavsc em cima de um toco forte
varara op e nao quebrara o toe collada anda
nao sabe, i.el > que Vine, gaohana alguma indul-
gencia ee dsse-lhc um cons"lho para ella nao
continuar trabalho : lgum da casa, de Jos da
Matta para baixo. Se assim ofizer, estar livre de
encommodos e despezas, mas se assim o nSo fizer,
nao trabathar mais e perde o que tem porque o
qii< el ii nao imaginou ainda, tem achari inrm
Ihe diga, eufaeo em recompensa do que ella obrar
commiqo. Todo aervico que eu fizer e ella me
inuti iz.r vingar rae-bci em outro della, e quando
nao achar mais, ainda tenho muito que fazer.
Eu nao bou cnminiao para que tema denun-
ci.-is della; quando ella dr urna denuncia de mim
eu tenho quem a posea processar e hei de ter ou-
tro processo para ella e cobrar o damno, que ella
me causar.
Sem mais bou de Vmc. Attento venerador e
criado.Laurentino Ferreira Pimentel.
2b' de setembro de 1886.
O Sr. Jos MariaEsto argumento prova con-
tra V. Exc.; elle vem em meu favor. A data
apenas prova que a intriga de Pimentel com Rosa'
Maria viuha de. muito tempo ; que Pimentel, que,
ento acorapanhava o partido liberal, e que tinha
deaejo de vingar-se deasn mulher, nunca eneon-
trou da parte das autoridades do lugar no dominio
liberal apoio e auxilio para aquello fim. E agora
porqna o fea ? Sm'nts porque encontrou este
apoio e auxilio da parte daa autoridad -s policiaes
actualidade.
O Sr. Gomes Prente Onde est a prova ?
O Sr. Jos MariaEst nos factos.
(Ha diviraos apartes).
O gado de Pimentel invada o terreno de Rosa
Mana e destruia-lhe as plantajes ; Rosa Maria
reclamava, mas Pimentel nao dava prvido icias ,-
d'aht uasceu a intriga, cujo grao elevadissimo
poda-ac perfeitamente ajuizar da carta que li; Pi.
inoatel fazia ameacas da natureza daquellas que
j ouviram oa nobres deputados ; escreve aun
carta de onde transparecu o rancir qne vota po-
bre muiher, que bem denuncia os seus perversos
intentos ; uo rcalisa estes a despeito de p-o-iencer
ao partido quo eatava no poder; cabindo este
filia-sc ao que sobe e po em pratica, com o au
ilio das autoridades policiues e da torca publica
tuda quanto 6 annos havia externado : logo
claro, evidente que s o fes porque enesotran
entre as autoridades polica s doeeis nstruinento-.
e nao realisou no dominio liberal esaa carnificina
porquo entilo as autoridades a istose nao prestaran.
O Sr. Gomes Prente d um parte.
O Sr. Jos MaraDiz o nobre d putado que a
minha coneluao nao loirica, mus eu appello do
juizo de S. Exc. para o juizo dos hom-us que p-n-
sam, dos houceus que rooeinam, dos hom-ns que
refletem.
(Apartes).
Dava-se, Sr. presidente, o facto que venho de
denunciar; a I ivoura de Roaa Maria, cornija lis -
Se, era coaataatem nte destruida p lo gado de l'i-
ineiitcl; ella queixnva-ae, anas qoeixas el.e nao
lig.iva a ininiina nr.|iortancia, da maneira qu a
peore mulher, vivendo n'uin verdaileiro desespero,
eoasentio que tr.baiiialores s us matassem algn-
miis d'aquellas -vzes.
Nao ijuevo justificar o procedimento d'essa mu-
lher, que entretanto, ten urna grande attenuanle,
porque nem todo mundo tera b ifes para snpp otar
do- cara alegre tudo aquillo, e mais em eui i o me-
uonpreao; mas, Pimentei tinha mci-ia para tazer
punir essa mulher p'-lo procedimento que tive. t, i
era recorrer s autoridades judieiarias.
A poiioia nada tinha que ver com isto. Era um
i'iiuii- p rticular, qin aevia ser aflFecto justia
civil, quem competa tomar cuntas delinquente
Mas assun nao tez Pim ntel : engendrou o prctex-
to de que ae achavam criminosos homisiados na
casa de residencia d aquella mulher, 8 eonsegnio
obter do delegado de pilicia, seu uovo amigo poli-
tico, uica diligencia...
O Sr. Antonio VctorNao ha tal ; Pimentel
liberal.
O Sr. Jos MaraAffirrao que hoje eoaaerva-
dor. 0 nobre deputado, a quem faco toda a justi
ca, engaua-ae Deete ponto.
O Sr. Antonio VctorCeio que nao.
O Sr. Jo.- MariaEfFectivaineute Pimentel foi
lib-Tal: mas, por occaaio da ele c >, orados, virn
casaca, uo votou no i Ilustre Sr. Dr. Ulysaes Vi-
anna, osas sim no Sr. Alcoforado. V o nobre de-
putado que labora cm equivoco.
(Ha diversos apartes).
O t. Antonio Vctor Esaa questo n"b se re-
fere ao uieu districto, mas uf csar de nao st re-
presentante do 9 districto, onde so deu o facto,
tenho a honra de representar a muha provincia.
O Sr. Jos Maria-V. Exc. est em seu direito,
sem duvida ilg'vna. Todos n3 somos represen-
tantes da provincia.
Mas, dizia eu, at ento Pimentel hava milita-
do as tileiras liberaes, as ultimas eleieoea, pu-
rera, nao votou nos Ciudidatos liberaes, passou-se,
portanto, pura o partido conservador.
O Sr. Andr DiasCom armaa e bagagene I
O Sr. Antonio Vctor-Eu nSo encaro a questo
pelo lado poltico.
O Sr. Jos Mana Nem eu to pouco. Notei
apeoaa eata circtiinstancia para responder a um
aparte com que fui honrado.
O Sr. Antonio VctorNao o aecuso pela poli-
tica que tem.
O Sr. Jos MariaComo dizia, Sr. presidente,
este hornera foi ter com o delegado o pedio-lhe pa-
ra que mandasse urna l'orea, afim de prender cri-
minosos qu se achavam homisiados em casa de
Rosa Mara, e tentavam contra aua vida. A forca
foi e fez o que j nos sabemos; fez aquillo que eu
j hontem dcscrevi n'esta casa, lendo a narrarlo
feita pelo Jornal do Recifeqae folha impareial,
e que nao foi contestada, e, ao contraro confirma-
da pjr todas as pessoas insuepeitas, qacr de um
quer de outro par "ido.
Reaiisou-se, erafim, o grande attentado! A poli-
ca cumplice, quedou-se, nao deu accordo de si :
nada fez, nem siqurr proceded a inquento
Era, entretanto, dever de S. Exc. a Sr. presi-
dente da provincia fazer seguir para all o Sr. Dr.
ebefe de polica, afim de investigar do* factos, to-
mar conhecmento do delicto, colher informacoes
de pessoas insuspetas, para que podessem ser
punidos os criminosos, quaeequer que elles fossem.
Mas nada diato se fez. O -r. Dr. chefe de polica
nao ae dignou de attender aos reclamos da opposi
cao lioeral, consentindo que as cousas ficassem no
mesmo p.
Afinal, Sr. presidente, no dia ti de Marco ultimo,
mais de um mez, portanto, depois que se tinhara
dado os acontecimentos, dignou-se S. S. de pedir
ao delegado de Canhotinbo, que informasse sobre
aquellea taetos. At ento nao o tinha frito S. S-;
nao se moveu, apesar das frequentes, das conti-
nuadas reclamaeojs do orgo liberal, que pintava
aquellea acontecimentos com as suas verdadeiraa
corea, fazeudo-9 destacar no tundo Jo quadro ne-
gro, e smente n'aquelia data mandou pedir infor-
macoes porque a grita hava chegado at a corte e
o governo geral mandara que S. Exc. o Sr. presi-
dente la provincia iuvestigasse dos laraentaveia
acontecimentos e tomasse serias providencias, do
mesma forma que o Sr. Biro de Cotegipe mandou
ao Sr. Costa Pereira, que providencia3se sobre o
conflicto que se dera em I tor publico e o juiz de direito.
Foi preciso que o governo geral se cuvo!ve3se
nestes negocios da provincia, para que os seus
agentes neata mesma provincia dssem acord
de ai.
Reconheco a letra e firma supra da presente
cartinha ser verdaderamente de Laurentino Fer-
reira Pimentel, morador no sitio Conceic&o do ter-
mo de S. Bento, por ter pleno conbecimento nao
a da letra e firma como da peasoa do dito Lau-
rentino Ferr ira Pimentel, do que dou l.
Quipap, 12 de fevereiro de 1880.
Em testemunho di verdade, otabellie publico
de paz.Agostinho J O Sr. OromeB PrenteQue data tem essa
carta ?
0 8r. Jos Mara-' de 30 de setembro de
1880."
O Sr. Gomes PrenteOra, 30 de setembro de
1880 e nos estamos em abril de 1886.
O Sr. Joo de Oliveira-Com effeito isso s se
v uo partido da ordem.
O Sr. Jos MariaSe nao fusse a advertencia
no gov< rno geral, que a respeito pedio contas ao
seu delegado ainda nada se teria feito, pois, n->
ae explica como, tendo-se dado aquelle morticinio
em'uma localidade ligada a esta cidade por urna
estrada de f rro, somente se tivesse pedido infor-
macoes muito mais de um mez de:ois de consu-
mado o attentado!
Mas afiual pediram-se as informacoes ; pedio-se
a rcmessa do inquerito.
O delegado, porm, respondeu ao Sr. Dr. chefe
de polica que nao poda remetter esse uquento,
porquanto i tinha sido enviado ao juiz munici-
pal ; mas wn compenaaco remette um auto de
pergUDtas feitas a um Fuo Caetanoque diz eatar
para casar com urna daa filhas de Rosa Mana,
pelo que era pessoa competentsslma o iusuapeita.
Sr. presidente, de duaa urna : ou o inquerito era
regular, fra feito de accordo com a lei e exprime
a verdade e ueste caso uo tem razo de ser esse
auto de perguntaa feitas a um individuo que nem
ao meaos se acha no lugar do aelicto, ou a justica
publica carece desse auto e ento precisa-ae, ch--
| ga-se evidencia de que o inquerito nao tem va-
| lor, nao toi teito de accordo com aa preaenpeoea
legues, nao exprime a verdade
O Sr. Gomes PrentePor este modo pode-se
dizer tudo !
O Sr. .'os Maria Nao sei qual o modo.
O Sr. G-'mes PrenteEsse modo de aceusar
8em provas.
O Sr. Jos MariaOh pelo amor de Deus!
Mas que accusa9oes sao estas a que V. Exc. se re-
fere ?
Eu nao es*ou aecusando ; eu estou argumentan-
do, estabelecendo premiaaas e tirando conclu-
edes."
Eu ataco o auto de perguntns por desnecessa-
rio, e ae nao o enti o inquerito nada exprime.
inquerito deva aer completo, a autondade ti-
nha o dever de colher todaa as informacoes, todas
as provas, ter ouvilo case Caetano n'aquelia oc-
casio, se elle exista e poda trazer alguma luz.
Porque nao o fez ? Pos Canhotinbo Pariz?
Nao se conh-cia, ento, Caetano? Nao se sa-
bia que elle eatava para casar com a filha de
Rosa Mara ? E' iate poasivel ?
Nao ae cata vendo queease auto foi feito de en-
commenda, para aervir de justificativa s autori-
dades polieiaes, para ser remettido ao governo
geral ?
V. Exc. quer a prova de que esse auto de per-
guntaa foi feito com o nico fim de ae arranjarem
aa couaae seu modo ? Eil-a : A autondade
nao ae servio delle. Ora, se o fim desse aito, desaa
peca que o nobre deputado considera importantia
aira, era aervir de eaclarecunento da verdade,nao
a teria a autoridade policial remettido em original
ao Dr. chefe de polica, mis sim autoridade pro-
ccBsante, mandando ao Dr. chete de polica a co-
pia.
O Sr. Antonio VctorV. Exe. tenha a bandade
de 1er o officio dirigido ao Dr. chefe de polica.
O Sr Iob Mara Poia nao : (l)
Delegacia de polica de Canbotinho, 11 de
Marco de 188ii.Illra. Sr.Acenso o recebimento
do officio de V. 8., sob n. 1,033, de 6 do corrente
mez, ao qual, nteirado da participar i que fiz de
haver remettido ao juizo criminal o inquerito po-
licial a que proced s bre os acontecimentos hav-
do8 no sitio Gruta Nova, em casa de Rosa Mara,
pede- me V. S. para que lhe remetta copia do dito
inquerito.
Dcixo de cumprir a determina,ao de V. S.,
porque desde o dia 2*i de Fevereiro, como partici-
pei, que remetti dito inquerito ao Dr. juiz muni-
cipal do termo, no poder de quera se acha o Ilu-
dido inquerito.
Aqu lie juiz, porra, poder mandar extrabir
copia para satistiser a reqeisieSo de V. S. ; entre-
lau'o incluso remetto a V. S., em or.' nal, um
auto de periru tas que proeedi Antonio Caetano
d i ^ilva, com luraineut quo estando para casar-
le com urna filha de Roaa Hara e j teudo depos
do da 31 de Janeiro, f- to lhe diversas visitas no
Poco, sonde se acha a mesma Roaa, seus filha e
JoSjo Cy -riano, autores do barulho e desordena de
Grot* Nova, v-se de sua declasaco que R >-a
ach i-se viva cora seus (illios, pulveifstu lo assim as
edieces da Provincia queja deu cuno basando a
mesma fallecido.
Anda em dito auto de p Tguiitas a'.undou o
referido Antonio Caetano era declaraOjes quo tnui-
t favorec-.ii a a-:co da polieia como V. S. !'_;
nar-se-ha apreciar, e mandar publicar se assim
julgar convcii -nte era i a ta a ibe Ion i.
>ui gnaron a V. S.Iilm. 8r. Dr. Antonia
Domingos *into, mu digno cnefede polica da
provincia.Framitoo Ignacio de Paiva, Jeleg i i
de polieia de Canhotioho.
O Sr. Gomes PrentePede aer que tivease
mandado copia autoridad-- proeessaate.
O Sr. Jos MaraOra, se nii teve a cntela
de tirar cooia do niquert; policial para remetter
ao Dr. chele de polica, co.no ira tirar sepia 1SS
auto dj perguntas para romettel a a aut .ri lade
p'ocessante e enviar o original ao Dr. chefe do
polica ?
O Sr. Giraos PrenteElle nao era obrigada
tirar copia d-> inquerito.
O Sr. .los VariaNem en digo isto, mas tara
bem nao era abrigad i tirar do eul >,
O Sr. Gomes Prente d um aparte.
O Sr. Jos MariaArgumentemos com 03 fac-
tos, e tiremos dedceos lgicas.
O Sr. Gomas PrenteE' presumvel.
O Sr. JoaMaiiaAo contrario ; presumvcl
que assim uo tenhi snoeedido, porqae, se o titease
feito, ;eria dito no offi-io dirigido ao chefe ie p i-
licia : envi o original, tend mndalo extrahr
urna c 'pa iju- remetti ao Dr. juiz inuniripal.
Mas uein uto era natural : o regular era alin-
dar o original para ser appo-nao ao p;oceS30, en-
viando copia ao chefe de polica.
Xa o ten lo aaaira pricedido que nojuutou
cousa alguioa aos auroi; limit>u-sc a mandar o
original ao chefe de polica, para o fim j exposto.
r Lasemos adianto.
Vejo deste auto de perguntas que elle l
opp isoo a o inquerito polici I, p-ji-q -i.iut i se asaiai
nao lora, a autoridade policial, deixaudo de remet-
ter o inquerito ao Dr. ebefe de polica, para que
este podeaae ajuizar do facti, teria lh i dito :
nao remetteudo o inquerito por este ou aquelle
motivo, envi, todava, um auto de perguntas que
combina perfeitamente com o inquerito policial e
pelo qual V. S. poder fazer urna idea dos tactos
como ae pasaaram.
Mas assim no succedeu. 0 delegado diz sim-
pleamente : (l)
V-se d'aqui qne o auto de perguntas que
troiixe as declaraces que muito favorecom a aeco
da polica e d'ahi se conclue lgicamente que o
inquerito policial nao trouxe essa luz de que falla
o defensor do presidente, no Diario, e os nobres
depuiados meus adversarios.
O Sr. Gomes Prente' o que nao podemos
saber.
O Sr Jos MaraK' a conclusas que tiro,
nica que se pode tirar.
O Sr. Gomes PrenteNa forraaco da culpa
que ae indaga da verdade.
O Sr. Ferreira JacobinaE do inquerito, nao V
O Sr. Jos MariaO inquerito nao est feito
tal vez ao sabor das pessoas entendidas, e foi pre-
ciso que mais de um mez depois dos factos dados,
e ainda depois de concluido o inquerito, ae proce-
desse a um auto de perguntas um individuo
analpbabeto, que nao assi^nou esaa pega e que
deve estar bem informado do facto porque eat para
casar cora a filha de Rosa Mria !
Quem nos diz que tudo isto nao urna trama ?
Quem nos diz, na, que esse hornera nao est
para casar com a filha de Rjsa Mara ?
Quem nos affinna ieto ?
Pois ento devem -s aceitar, sem mais exame,
na auaeuea de outros dados, esse auto, que um
verdadeiro libcllo contra urna familia honesta, cu-
ja casa foi incendiada, cujas lavoures soffreram
a plhagein da polica? Nos devenios aceitar esse
libcllo smente porque esse individuo diz que est
para casar eom a filha da pobre victima, se que
disse ? Nao, ae elle estiveaae para casar com a
iIba de Rosa Mana, nao dari-v noticias d'esta na-
tureza. (apoiados), t uto in lis quanto sao contra-
rias as que dao as pessoas que nao esto ligadas
e netn estas para ser ligadas familia n'aquelia
iufeliz mulher.
O Sr. Gomes PrenteEu nao sei qual o pon-
to da aeensaean.
O Sr. Jos MariaEst V. Exc smente a re
fenr-se ao ponto da aecusaco !
Eu cstou apenas motivando o meu requerimento
de informacoes, mas no deaenvolvimento das ra
zes que tenho para pedil-as hei levantado justas
censuras, que na podein razaavelmente ser com-
batidas em vista do3 argumentos produzdos, e
que se baseiam noa factos, na propria defesa do
Diario e anda m fallado auto de perguntas.
O Sr. Gomes Prente d um aparte.
O Sr. Costa RibeiroO Diario uo publcou o
inquerito.
0 Sr. Jos MariaA propria defesa do Diario
est em desaccordo com o aut.) a que se refere e
foi publicado abaixo.
Ainda mais : nota-se a mais flagrante contra-
diecSo entre essa defesa e a parte da polica, a
que me tenho referido.
Vej .mus isto.
O Sr Dr. chefe de polica, na sua commuuca-
10 pr- sident.' da provincia, diz que o motivo
da da da forca publica fazenda de Roaa Maria
fra a permanencia alli de individuos criminosos
que tentavam contia a vida de Pimentel. Nos sa-
bemos que diversas peaaoas que ae achavam na
caaa de Rosa Maria forain presas ; nenliuraa des
sas fCssoHs era criminosa, nenli m criminoso 3e
descobrio e d'ahi para ca nao se ouvio mais fallar
neases criminosos.. .
Um Sr. DeputadoNem antes.
O Sr. Jos Maria. ninguem deu noticia del-
les, ninguem os designou pelos s-ns noraes, e ao
c ntrarii, ns pessoas que alli estavam sao conhe-
cidas, a polica cita-liles os noraes e nenhuma
tem o menor crime.
Pois aquelles humees estavam alli para matar
Laurentino Pimentel, a forca publica cerca a casa
de Rusa Maria, mo;as de, 14 e li annos, lutam
braco br-^o cim aquella forca e* esses crimino
sos, repito, que all se achavam homsudos dea
a, parecein como almas do outro mundo se evapo-
rara, ninguem sabe delle) !
lato a prova inconcuasa de que nao hava
criminoso alguin lio matado em caaa de Rosa Ma-
ra e que ella soffreu o ce.co a pr iv cacao, o in-
cendio de sua casa, a destruiyo de sua lavoura e
a pdhasera, nicamente por causa de Pimeiite1,
para satistacao do odio e do capricho deste prote
gido da it laco.
M.s o Diario de Pernambuco, tomando a defesa
do Sr. presidente da provincia, confirmou esta mi-
nha aaaeverac&o, por quanto j uo se refere a
criminosos homiaiadoa, maa diz que foram pea
soas da familia de Kosa Maria que uivcotiram con-
tra a forca publica que tinha cercado a casa.
Se a forca puolica nao tuba cercado a casa de
Rosa Maria para tirar os criminosos que n'ella se
achavam h misnidos, o que foi l taz v ?
O Diario de Pernambuco j nao falla nessea cri-
minosos que b exiatiram na parte offical ; esses
criminosos nao appareceram, ninguem delles d no-
ticia, nem mesmo os soldados que toraaram parte
na luta. (Apartes).
Sim, esae8 criminosos nao appareceram; ninguem
oa vio ; elles nao toraaram parte na luta ; o falla-
do atuto de perguntas nao se retere a elles, ao
con rario, ahi cita-se os nomes daa pessoas que
J
estavam em Grota Nova e tomaram parte no con-
flicto, e diz-se que todas, todas ellas se acham na
fazenda do Baro de Buique ; o proprio Diari
mo ae refere a criminosos, e ao envez disto a!>
firma que a forc.a publica fra provocada por pes-
soaa da familia de Rosa Maria.
Ainda mais : Se aquellea homens que se acha-
vam na casa de Rosa Maria erara crmi -osos,
achando-se todos elles em casa do Biro de Bui-
que, porque razo nao minia se cercar a casa
1 -st para de l os arrancaren], como suzcedes
em caaa de Rosa Mana ?
Ento s eram criminosos em quaoto estavam
aojad, e agora j nao o sao?
A coneluao, poia, que isto dd criminosos
urna hiatoria de onca.
Ora, eu pergunto ainda um* vez, se a forca pu-
blica nao foi cercar a casa de Roaa Maria para
prender criminosos que all ae achavam homisia-
dos, o que foi l tazer ?
O Br. Gimes Prente di um aparte.
O Sr. Jos MaraS" nao foi fazer isso, foi fa-
zer o que Pimentel ameaciva era 1880.
O Jr G unes Prente d ura aparte.
O Jos Mira -O nobre deputa lo que, na au-
sencia do director eapiri:uil desta caaa. toma o
bi8to, deve raspea lor a esta pergunta minha que
sapponbo ser feita nao tem fundamento.
0 Sr Gomes Prente Creio qne ha de permit-
tir me o direito d I d fea lar a aut ir J -i le pilieial.
O Sr. J-s MariaSe V. Exc. sa offende eom o
que eu disse, retirirei a expr. as i; mas nao ha
rafo pira iato, quaulo est na casa > nobre de-
jiufad > p--lo 1" districto, elle qo-m defe.nle o go-
.'i.ii da provineta e as autoridades das aceusa-
ySes que se lh 'o fazein ; h qe, na aase i lis I iqiel-
le deputado, eoinpet-' esse dever a V. Exe por-
q tanto o leader na aoseneis daqoelle. Nieto
nao ha off-usa e ap-'iias o reeonhecimsnto da
ni lo de V. Exe.
O Sr. G i oes Prente N2 i estou off-m do, mas
I / r
O Sr. Jos alariaO que venho ie dizer. tiran-
do argumento do pr ipro Diario di Pernambuco,
que t nniu a si a ierasa 'lo Sr. Costa Per-ira, ve-
ndca-f qne n.Vi eatavam taes crimidoeos em casa
de Risa Maria, e ao cintrarlo, a forca publicas*
ali lora coal i nico li n de levar a suelto a araea-
ea constante da c.rta que Pi.neutel tinha escrip-
to a Jos* i Silverio e que a casi j couhece.
Diz o Diario de Pernambuco en sua defesa.
(L)
Os domnentos qu vi em seguida, etc.
'l iae- Si i entes d team 'lltOJ ?
Eu vejo simple.me.Ite aqu uin auto de pegunta,
e dous oficios, um do delegado de Canbotinho re-
m ite ido esse aut i ai Dr. chefe de polica, c ou*
tro desta autoridade enviando-o ao Sr. presidente
da pr ivineia
Pos a Ilustre redaccio do Diario de Peruam-
buco, considera documentos estes dous olfieios de
r:mes3ii|?
A exc ':e io d >saes d ras otficioa, existe apena3,
como j disse, um auto de perguntas que poder
qo ndo muito ser um documento, mas nunca do-
cumentos. (Trocara se apartes i.
Q lera 'esse I i jiramente o artigo do Diario de
ternambuc, aa prestar a devidas attencao, coras
o nte anee le, persoadir-se-hia que efectiva-
mente acompanhava-o urna alluviode documentos
C MDorobatono sdi serie de allegaees que ahise faz.
Mas, en chamo a atteac&o dos nobres deputadoa,
pira que vejam que o nico documento existente
o celebre auto de perguntas teito a um analpba-
b -to que diz se estar para casar com a filha de
liosa Maria.
Maa an:;lysemos os argumentos, as provas ou
como queiram, 'irados pela i Ilustre redaccio ds
Diario de Pernambuco do alludide auto, era favor
las autoridades policiaes e dos Sra. presidente e
chefe de polica.
Vejamos : (L).
> Os documentos prova m :
Io que o inquerito foi feito e remettido em
28 de Fevereiro ao Dr. juiz municipal do trras.
Isto serve pira provar o contrario do que quer s
Diario.
O facto deu-se no dia 31 de Janeiro ; no dia
3 de Fevereiro. o mais tardar, segundo dispoe a
reforma judiciaria, devia a autoridade policial ter
remettidu o inquerito ao Ilustre Sr. Dr. juiz mu-
nicipal ; assim, porm. nao suecedeu e somente i
Jii le Fevereiro e depois de ordena que d'aqui fs-
ram expedidas, foi que frz-se essa reraessa.
Passemo3 ao 2J ponto. (LO j
'i Que o conflicto de 31 de Janeiro, em Grota
Nov .. foi provocado pela mulher de noene Rosa
Maria que, cora seus auxiliares, receteu tiros a
torca publica.
Senhores, isto laucar o escarneo sobre as vi-
ctimas. A pobre mulher viuva, com duas filhas
mocas, passa pelo dissaboi de ver a sua easa cer-
cada, as portas dei'adas abaixo machado, sendo
.epoib incendiada, saqueados os sem haveres, mor-
a a sua ereaeao....
i) Sr. Gomes PrenteNao ha prova disto.
O Si. Jos Maria Eu appello para a palavra
honrada do nobre deputado pelo 11 districto. Nem
isto preciso, porque niuguem ha que o con-
testo.
JEsaa mulher so tire tudo isto e depois se diz qua
a provocaeo parti della !
A desgranada, admitta-se, provocou a forca pu-
blica, mas, pergun.o, o que foi essa forca publica
fazer em casa dessa mulher ?
Dada a hypothese mesmo de que Rosa Mara
tivesse provocado a forca, essa mulher estava ns
goso de um direito que ningem lhe podia contes-
tar.
N3 devemos resist' ordena illegaes, dis s
noaao pacto fundamental, e easa mulher nao tinha
oommsttidj crime algum para ver a sua casa cer-
cada, saqueada e incendiada, logo cumpria lhe
resistir.
Nao ha negal-o.
Contina o Diario ) :
3o que Rosa Maria e sua filha Felippa esto ds
pTfeita sade, tendo apenas a primeira um pe-
queo iucommodo no dedo po legar da mo direi-
ta.
Esto de perfeita ande, affirmam os Ilustres
defensores do gover io, nao porque a autoridade
houvesse procedido a vistoria, mas porque o indi-
viduo que se diz estar para casar e ira a hlha des-
sa mulher o affir.na.
Senhores, ato urna assembla de homens s-
ros ou urna assembla de enancas ?
Pois somos bastante nescios para ac tu- cune
verdadeira, como incontestavel essa lee i i
anda meami quando aquelle hornera estivesse pa-
ra c3ar eom a filha de Rosa Maria ?
Poia ento nos deverao-nos convencer de qne
est de sunde essa mulh r, que nada soflreu, nao
porque se tivesse procedido a corpo de delicto,
mas porque um nico individuo o disse?
Maa, senhores, se Rosa Maria est de saude, se
ella nao morreo, ao criminosa, como se affirma ;
se se sabe o lugar onde ella existe, como a autori-
dade couswteque ella alli ainda esteja; como nao
a mindou capturar? !
O Sr. G.-m- s PrenteHei de responder ao no-
bre deputado ueste ponto; a autondade policial
na i tera mais nada com isto.
0 Sr. Jos Mara Ob Assim Vv. Eics. ca-
liera era coutradicco raaui sti.
O Sr. PresidenteObservo ao nobre deputado
que a hora est dada.
O Sr. Jos MariaV. Exc. ha de permittir que
eu termine o miu discurso.
Has, Si. presidente, se Rosa Maria do Espirito-
Santo est boa, se nada sofio-eu, ac eat presente-i
mente na fazenda do Sr. Baro de Buique, para'""
onde foi logo em seguida ao acontecimento e nos
o declaraos na Provincia quando ainda o ioquerite
ni stava terminado, poique motivo a autoridade
policial, nao cumprio o seu dever, mandando-a
prend r?
Um Sr. Deputa-JoPorque legalmente nao o po-
dia tois faz* r.
O Sr. Jos MariaNao a poda prender .' E
c .ni i premien no din seguinte aoda lucta, em sua
casa, um filho della ?
Senhores, pode-se admittir que em urna lucta
renhida como aquella, n'uma lucta em que esta
mull' r se portn como urna herona, em que nsi-
tos toram os ferirnentos, e grande numero delles
graves, havendo morrido um soldado, tivesse ape-
nas ella sahido de combate to sangrento com ama
simples arranhadura no dedo?
Isto para convencer a homens como nos, em
qu'in se deve presuppor peb menos aenso com-
mum ? Este delegado, com effeito, Sr. presidente,
muito ingenuo !
Suppoz que tallava para homens gemelhs.ntei
aos que elle dirige.
O Sr. PresidentePeco ao nobre deputado qne
resuma o seu discurso, porque a'hora est dada.
O Sr. Jos Maria En vou resumir. (L;
4" Que ena e sena filhoa Felippa, Manoel e
Victoriano, e maie o individuo de nome Joo Cy-
pnano eato -eaidindo no lugar Poco, fazenda de
Barao de Buique.

M
.*
,
<


Otario de Pernamhaituarta-feira 28 de Abril de 1886
;i

Este j est analisado. Se sabe-se onde estn,
porque nao foram capturados f (L)
5.' Queofiho Manoel, da indicada Ros lia-
ra que j sofrea em ua san Je, teve aggravo em
seus padeciiaeato3 em consrquencia do ferimeato
que receban no conflicto, mal que cada, api. >
Magnifico!
Est provado que a forca nada fez, parque um
filho desta mulher anda de p I Mas se este ho-
mcm anda de p, porque nao capturado, como o
outro foi ? (L)
6. Que nao f> vio --ntada a,casi di; R i5a
Maria ne/n derrubadas a machado as p irtas u'easa
casa.
Est" eu nao c mmett>, nao dou-me ao trabalho
de an.vysar. Foi ella raesina, (o a i ufo. 12 Rosa
Maria quem abri de par asa par as p irtas de sua
casa e disse aos soldados : rinde saciar a vossa
sede. Nao foi a forca publica quem arrombou
as portas d'aquelia casa, deitando-as abaixo a gol
pes de machado.
Foi a propria Rosa Maria do E.-pirito Santo
quem frauqueou o interior de sua casa aos ja-
nizeros do governo.
Pois, senhorea isso crivel ? Isso pode entrar
na cabeca de alguem? (L)
7. Que di-ssa casa apenas se queimou o texto
que era de palha.
Senhore3, atiendei bem : aqni, onde a accao do
governo inais prompta, onde temos outros re-
cur.-os, onde ha bombas que funccionam, o um pes-
soal apto para extinguir incendios, urna vez este
afeado no teeto de qu&lquer casa, nao de taipa,
mas tijollo, ella arde completamente, como po-
sivel que n'uma casa de campo, n'uma casa de
taipa, ligeiramente construida, e coberta de pa-
lha, ateiese o incendio na cobertura e a casa nao
se inutilise ? Isto verosmil ?
Pois a palba pega fogo e conaome-se e o incen-
dio nao passa para os caibros, para -s tercas, para
as portas ?
Mas Sr. presidente, que essa autoridade cha-
ma casa intacta a urnas ruiuas, a uns restos de
caibros meio carbouisadcs, uns restos de paredes.
(L;
8. Que do algodo alli existente, calculado
em 10 arrobas antes do conflicto, foram recolhidas
depois do raesmo conflicto, 8 ariobas, bem como 80
cuias de milho.
Sonhores, este de ampiar os cabellos. Pois
algodo, que por si se incendeia, em urna casa
coberta de palba, a cobertura devorada pelo in-
cendio e c algodo tii-a intacto !
Itto irrisorio, isfo querer brincar comnosco !
A ofl'ensa, porem, ou o ridiculo que essa eatari-
dade atira, nao recae sobre nos mas sim sobre os
nobres deputados da maioria. Essa autoridade
toma Bs. Excs. por uns pa alvos.
Sr. presidenteO nobre deputado interrompa
por um pouco o seu discurso, emquanto o Sr. 1"
secretario procede leitura de um requerimento
de prorogico da bora que toi mandado a mesa.
O Sr. Jos ManaPois nao.
E' lido c approvado um lequeriinento de proro-
gaco do Sr. Antonio Vctor.
O Sr. Jos Maria (continuando)Agiadeeo ao
nobro deputado a distineco com que acaba de
honrar me, cons.'guindo a prorogaco da h >ra do
expediente por mais 10 minutos para que eu possa
terminar o uiru discurso.
Contiua o libello.que em tanto iinport a de-
eza do/'tari'.- (Le;
As rezes de Pimeutol furain aortas !
Mas 11 que tinha que ver a polica cora este con-
flicto particular, perganto en, pula decima vez,
talvez, aos nebro- deputados?
B' evidente, Sr presidente, que isto nada prova.
O Sr. Gomi-s PrenteAssim como aada prova
o que V. Exc. tem dito.
Sr. Jos VariaPara bascar a mesma argu-
mentuc 1 basta a palavra honrada do nobre d-pu
tado pelo 11 district 1; nao preciso de mais c.usa
alguma ; as provas, portanto, que eu teuho addu-
zido sao por demais.
E innumir.n sao as qae an tenho tirado, e mu
tas ainda piderci tirar, do confronto deste con-
juncto de falsi.L.des o auto de perguntas e a
parte policial, unios documentos ofiioiues que te-
nho e bem assim a defeza do orgo ofiotaL
(Continua a 1er).
< Assim claro como a luz meridiana que B M
Mara nao morreo, nem ueulium de seus fiihoa ;
que nao reeeoea feriuieu'o alguui sua filha ; que
nao foram incendiados a casa do eng' uho nem os
partidos de cumia ; e que nao houvc o tal st-qu",
que se figtirou no libello.
No cji.flictoreceb rain ferinvntos ; 00 lado do
grnpo de Rosi Maria apenas esta nm pequeo in-
commodo, como diz a tcsterr.uuha presencial, n'um
dedo da mo direta, e seu lilho Mauoel, elijo iu-
commodo foi (o grave que a testeuumha, logo
depois di- 31 de Janeiro, o vio de p. Do lado da
forca publica : tres pravas gravera ntc feridas, e
urna morta.
An'.e este resultado, crivel que a poucos
kilmetros de Canhotinho fosse urna familia paci-
fica, laboriosa e independente passada pelas ar-
mas da polica sendo Rosa Mara do Espirito-
Santo, viuva honesta e ;om filbos boaWDJ 8 uitcos,
atacada fra de lloras pelos soldados do sublelo-
legado ?
Nao ba duvi la de que os soldados, requisico
do interessado, que estava 3 mdo violentado em
sua propri 11 le pela familia de Rosa Mana, fo-
ram all a uinu diligencia ; mas falso, falsissimo
qn ag'radiase a casa/ora de horas : limitaram-
se a acercar-se da casa, de onde partiram violen
cias secundadas par tiros de bar-amarte dispara
dos por individuos acolitados n>s mattos entra os
d;tos soldados.
A aggresso, pois, parti, e scrapre, da gente
de R sa Maria, e para proval-o e mo dessa aggresso, basta o Cacto de ter morndo uma
piacac torem sido fe. idas tres outras, quando do
lado oppoito apenas ficaram feridas ligeiramente
Mana e seu filho Manoel.
Tudo isto consta do inquerito, e c corroborado
pelos alludidoB ducument >s, que vo em seguida ;
e isso diz tudo em relaco ao capitulo de aecusa-
go que sobre o cuntido se fez ao Exm. Sr. conse
Iheiro Costa Pereira, q e alias na 1 pjdia prever
nem p^r tantj evitar esse conflicto, e que provi
denciou a respeto como no casj caba.
Isto irrisorio D; onda o Diario coujluio
tudo isto ?
Do auto de prguntas. nao ; porquanto a des-
peit) de ter sido teito a geito, todava nao se presta
tudo aquillo, e para provar esta miulia aaaerc2o
e mesmo para que a assembla possa bem apreciar
esta peca de architectura gothic passo h lel-a.
Eiitan ve -se-ha que o Diario tirou desse auto.
montado, coacluso-s forjadas emais ainda, referi
se ao inquerito, como se o tivesse visto, quando
esse inquerito nem do chefe de polica eonheci-
do. (LO).
Auto de pergunta* f'ilu-f, com juramento, a AtUsm
Caetano da Uva
Aos 8 dias do mez de marco de 1886, ne?ta
povoar;o de Canhatinbo, termo de S. Bcnto, na
casa do resii-neia do delegado de polica deste
distrito alfcres Francisco Ignacio de Paiva, onde
fui vinio eu escrivo da subdelegaste abaixo
assignado, presente Antonio Caetano da Silva,
pelo delegado lhe foram feitas as seguintes per
guntas :
Qual seu nom'', idade, estado, filiacao, natu-
ralidade, profisoo, moradia, e se sabe ler e es-
t.-ever ?
i Beapoadeo ehamar-se Antonio Caetano da
Silva, coa 23 annos de idade, solt.iro, filho de
Mano I Caetano, natural deste tenso, agricultor,
morador do sirio Para/uso destre districtd, nilo
ibe ler nem escrever.
Perguntndo o que 3abe a respeito do facto ha-
vido no sitioGrota Nova em casa de Rosa
Maria do Espirito Sauto por occasio de alli se
proceder u 1.a .lilig.ncia.
Ruspondeu que estando Rosa Maria do Espi-
rito Santo a mandar matar gado do tenente Lau-
rentino Feneira Pimeutel, para o que, proposital-
mente, derrubava-ibe cercas no cercado, o mesmo
tenente Pinna te 1, procurando a polica, esta alii
fsi ter, e p T M oecasio/oroji. espinjardeado* o*
tildado*, resultando morte de um dees.
D.sse mais que Rosa Maria lhe bavia ditoque
quem estava na oecasio do conflicto no dia do-
mingo, 31 de j ineir > prximo rindo, form ella
Kosa Mara, seus dous filhof Victoriano e Manoel,
Joo Cypriano, Joo Raymnndo e M.rianno dt
tal.
Perguntado se elle respondente sabe onde
cstao as pessoas que assistiram a esse con
flicto V
Responded que sabe assistirem no Poco, fa
z;nda do Bario de Buique, Rj a Mara, sna filha
Felippa, seus dous fi'hos Manoel e Victoriano,
Joo Cypriano, uo sabendo, porm, onde se acham
Joo Kaymundo e Marianno.
Disse mais que Rota Maria acha-xe apena.':
soffrmio di nm pequeo tnoommodo sobre o dedo
pollegar da mi direita, e que nada mais soffre,
e que seu filho Manoel, harendo recebido nm feri
ment na lucta em que aleve, ej toffrmdo in-
commodoe pkftitx en m
aggravarem-se o* teta males; mas qb as da di ri
romo ella respondente tettemtuha ocutar, visto
que, estando para casarse com ama das filhas de
Sosa vi ana, de nomo Felippa, alli foi t< r e pre-
aenciou o que acaba de expender.
Perguntado se sabe terem sido viole itadaa e
abatidas a machado as portas da casa ie Rosa
Maria por occasio da diligencia, e queqtiautida-
de dt> algodo poderia ter em dita casa ?
Respondeu que toado ie ir, com* efectiva-
mente foi, quelle sitio aproveiUr, p>r iinndi.do
iio tenente Eduardo, o inilh.j e I^ ii li exu-
tente, p rtenceute a su > futura sogra Risa Ma-
ria, j sen.lo restante da satra, rulheu oito arrobas
de algodo e oiteuta cuias de inilhi, cujas foram
entregues ao mamo tenente Eduardo ; 1 nao vio
nem lhe constou quefoss'm as porta daqala asa
abatidas a machado, e que smente fora iocendiado
o tecto da mesma casa que era coberta de palha,
na occasio do conflicto que alli bu dera, nao sa-
bendo nem mesmo lhe declarando sua futur 1 sogra,
com quem ha sempre eatade e conversado, qual
a quantidade de al odo que naquella cata poda
ter, e elle respondente avalia mais ou menos em
uma dez arrobas por ter visto antes e depois do
birulho.
1 E como nada mais disse nem lhe foi pergun-
tado, deu-se por findo seu depoimento que seudo
lhe lidoachou conforme e a seu roo acsigna o
t.>nente Joo Auspirio Chavea com o de egado e
as testemunbas Antonio Marques Lima e Ciciliano
Jos Marques, commigo Pedro Agnpinc. de Al-
can'ara escrivo escrevi. Dou f. Francisco
Ignacio de Paiva.=Jodo Auspirio Chavei.An-
tonio Marques de Lima.=Ceciliano Jos Mar-
ques. "
Como isto edificante Qae persa bem concer-
tada .' E quem teria pago os agradinhos para que
nascesse, para que viese luz este auto?
Ou foi o medo do tronco e do az >rrague que o
produzo? Ou este auto apocripho e ficticio?
(Riso).
Em tdo caso, apezar de tudo, as conclusdes do
Diario nao sao autorisadas pelo que encerra o au
to : por mais que queiram nao conseguirn tirar
de sem lhante peca todas aquellas concias oes
0 Sr. Gomes Prente Nao se aecusa sem pro-
vas.
O Sr. Jos Maria E quem aecusa sem provas ?
O Sr. Gomes PrenteO nobre deputado.
O Sr. Jos MariaV Exc. est nos ares Eu
estou demonstranio que o Mario defendeu o pre-
sidente, adduzio argumentos sem Oase alguma, que
tudo isto nao passa de mera ficcao. Eu estou des
tullido o castello de cartas e o tenho conseguido
Ah esto os factos, as deducijoes logices que te-
uho tirado, as provas extrahidas das propnas pa-
lavras da defeza, o testemunho dos homens sensa-
I h o mais que tudo. o que 8 por si era bi.stante,
a arfirmativa do nobre deputado pelo 11 dstncto.
O Sr. Gomes Par ntcHvemos de ouv l-o
O Sr. Jos MaraS. Exc. j se manifes*ou.
Conclue o Diario : tudo isto consta de um in-
querito- Mas que inquerito este, onde elle
existe, onde o viram os Ilustres redactores do
Diario ?
O Diario tiro.u argumentos e deduccoes de um
uquerito que ninguem saoe onde est ; de um in-
aideroooei que me propuz faaer em juttisaco
ao requerimento em discusso. sem metter o es-
calpelo n'e&ta defesa que nao defeca.
D'inonttre 4 luz da evidencia, que se com-
metteu em Canhotinho nm dos maiorej attentados
que se tem visto uestes ltimos tempes ; os auto-
rea do ciime ficaram impunes, e ficaro impunes
porque esto sendo protegidos polas autoridades
superiores d'esta provincia.
En voltarei anda tribuna, parque isto maito
serio e ailo grave,
I* r ora teuho concluido-
(V >zes da bancad* liberalMuito bem muito
bem .')
EVSTA BIARI
mas mercaduras da Alfandega quando omittidas Tnesou rciro Alferes
querito que olio proprio nao vio, que o chete de
p-ii ca nao coubec Cjmo pois, que o Diario
de ernambiico pode dizer, atfirmar que tudo isto
consta do inquerito ?
Que criterio este ? E por esta forma que se
delendem as autoridades policaes de attentados
to grandes orno este de que estou me oceu-
pando!
O Sr. Gomes PrenteQuantas pessoas le Ma-
ria Rosa morreram ?
O Sr. Joe MartaMorreu Mara Rosa.
O Sr. Gomes PrenteMorrea ? !
0 Sr Jos ManaSim ; morreu e V. E:.c. nao
me pode contestar -'m quauto nao lor ella apo-
sentada, on attestado de vida.
Mas supponhamos que ella uo tenha morrido,
que seja fala 1 o bosta qae circodoa, e ainda circu-
la, o que ii.flue isto para demonstrar que a raa
eaaa n;io liv-sse sido violentada, que a foro* pu-
bl.ca nao tivesse commettido aquelle attentrdo V
O Sr. G'.in s Prente A prca mais robusta
de que a aggresaSo parti ua casa, que 03 solda-
d..-i Cirrcrain.
') Sr. Jos Maria Pois os sol i.d-s de um
g aude destacamento podiam correr de uma g-
grissj feta, quando mesmo liouvesse partido da
rata, por um mancebo e dua3 mulheres V O no-
bre deputado na- esti vendo isto ? O nobre de-
purado nao sab" que o destacamento d (Juipap
aaic-ae ao de CanhotinhoV lluiteiu disse o no-
br- deputado pelo 11" districto que o soldad) fra
marto 00- seu compauheiro. (Apartes).
Sempre o auto da pe.rguutas e eu a perguutar :
se O inquerito estava feto, se v, .lia esse auto ? Isto s se explica pela uecessi-
dade de uma defesa tsfarrapada; s se explica
por exigencias vindas da corte ; do contrario a
autoridade policial n;io tinha mais que ver, que
investigar, dei-de que o inquerito estava aflecto
autoridade judiciaria.
Sr. presidente, vou terminar ; tenho ainda de
oceupar a tribuna sobre este assumpto e cempre-
hende V. Exc. devo dar tempo que os nobres
deputados se mauifejtem.
Vou resumir :
0 delegado de pelicia foi quem forneccu a for-
ca ; o delegado e o subdelegado, oj eomente este,
aco:n,ianh .rain esta fj pa ; ambos, prrt.uito, sao
acimadns de cumplices, d^ coros, ueste grande
crune, e no entretanto, as uut >rdad s auporiucs
la provincia, at aquella a qoetn est entregue a
administr.cao da polica, longe de transportar-se
para aquella localidade, como de costume, loog
de assim proceder, abandona o inquerito policial
que feto por aquellas qoe tuham o mximo in-
em oceultar a verdade.
Pois nao tcm"3 visto 03 precedentes CEtabeleci-
doa n'i st:. trra? Quando se do la-tos daatee,
ainda mesmo q-.ie as autoridades p>liciaes das lo-
calidades nao sejxm acoimadas de coparticipantes
n'elles, nao tem os chefes de policia se transpor-
tado a essas localidades para proceder s invest-
gaces ? Porque razo n'este caso isto 3e nao
dru ? Aqu cuto anda maior o escndalo, p >r-
que as autoridades sfio ac -imad .3 de co-partci-
pantes, de co-ros neste attentado.
O Sr. PresidenteObservo ao nobre deputado
que a prorogaco est linda.
O Sr. Jos Maria Ainda me faltam tres ou
qu.itro minutos.
Dizia eu que o Dr. chete de policia para nao
foi e entregou todo este negocio ao delegado de
pulicia que, como j disse, e nao cessarei de re-
petir, tinha o mximo interessa em fazer o .curo-
cor a verdade.
Senh .
Os nobres deputados nao dovem ignorar, que a
cousa mais fcil do mundo agarrar-se um indi-
viduo e dizer: t venha responder isto; diga que
est para casar com a filha de fulana, etc. ; tudo
se arranja, e tome l um cobrinho.
Eu nao quero dizer que na hyp>these se livesse
dado isto, mas nao cousa do outro mundo.
0 Sr. Ant/nio VctorV. Exc. sabe qu n fez
isto i
' > Sr. Jos MariaSe eu sei...
O Sr. PresidentePeco ao nobre deputa lo que
termine as suas consideracocs, porque a hura est
tin la.
O Sr. Jos Maria Estou j terminando, Sr.
presidente. V. Exc. est inexoravel Eu sei
que estas verdades incorarrijdam, mas V. Exc. te-
11 tu um pouquinho de paciencia.
Tambem pode ser que este hornero existn, pode
efi'ectivainente estar para cusir com a fllha de Ro-
sa Maria, e entretanto nao ter dito o que se l no
lr, anta, e abusando-se, pelo tacto de nao sabei
elle ter-se escripto cousa diversa do que realmente
disse, assiguamo outro a rogo Gestando elle in-
teiramente innocente.
(Ha diversos apartes.)
Quantas vezes se escreve cm autos aquillo que
os individuos que esto sendo interrogados nao
dizem V
(Ha um aparte do Sr. Gomes Prente)
Isto eu posso dizer ao nobre deputado porque
soo advogado e o tenho presenciado ; os reos e as
testemonbas multas vezes affirmara que aquillo
que est escripto nao foi o que elles disseram, e
umitas vezesjen tenho protestado contra o modo
de redigir os depoimentos das testemunhas pelas
autoridades policaes, porque procuran! torturar
o pentamento d'essas testemunhas, o que muito
fcil ; basta fazer urna lgelra alteraco de pala-
vas, a ma simples troca, insignificante acerescimo
on diminuicao.
Ora, se isto se d na capital, em presenca de
advogados, quanto mais no serto? 1 (Af artes).
O Sr. PresidentePeco ao nobre deputac o que
ecnclua as suas obfervaepes, porque a bora j fin-
dno.
O Si. Jos MariaSim senbor, vou te-minar,
eiobora reconbeca que tinha muito a dizer. Nao
p. co prorogaco porque sei nao me seria conce-
dida.
Eu nao pedia dar por concluida a serie de con-
AssoinlUva Pruvinolal Puiiccionou
li mt in s >b a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel do Barros Wanderley, tendo comparecido
2i Sra. deputados.
Foram lid is e approvadas sem debate as actas
da sesso de 17 e das reunios de 19, 20, 24 e 26
do crrente.
O Sr. 1' secretario procedeu leitura do se-
guinte expedieute :
Um officio do secretario do governo, remetiendo
a petico e mais papis annexos ao officio do ins
pector do Thesouro Provincial, concernentes ao
pagamento que solicitam Fielden Brothers da im-
portancia de 10f):6l)8ti85, proveniente de gaz con-
sumido com a illutninacao publica.A' commisse
de ornamento provincial.
Urna petico de Mirandolina Borges Pestaa,
professora contractada da cadeira de Sorra Ver-
de, requerendo ser c Hisiderada effectiva na mes-
ma cadeira.A' eommiss'.o de instr joca o publica.
Outra de Belarmino Fernaudes da Cunha Al-
meida, ex-vago-mestre do eorpo de polica, re-
querendo ser reentregado no mesmo posto. A'
commisso de tixacn de forca policial.
O.itra de Rutilo Jos de Souza, administrador
do patrimonio da igreja do Nossa Sonhora do Li-
vrament > de lguarass, requerendo uma lotera
em beneficio das obras da mesma igreja, sendo ex-
trahida no prximo exercicio. A' commisso de
pencos.
Outra de Antonio de Vaaconcellos Florencio,
arrematante do dizimo vaceuii, eavallar e muar
do municipio de Caruar, requerendo o abate de
50 0/0 sobre a arremataco. A' commisso de
orcamento provincial.
Outra de Antonio da Silva, cessionario d.. mes
mo imposto, de Villa Bella e Floresta, requerendo
o mesmo abate. A' mesma commisso.
Outra de Joo Ferroira Villel de Araujo, pro
fessor publico de Agua P. .equerendo que se-
ja restaurada a escola nocturna d'alli.A' com
raisso de instrueco publica.
Outra deJoi Alvos Pcreira Lima Filho, es
crivo do crime de 'Ao d'Alho, requerendo o pa-
gamento de L'l'.tlS.O que lhe devo a Cmara Mu-
nicipal d'alli, de custas de processos. A' commis-
so de orcamento municipal.
Outra de Eustaquio Cavalcante Lins Walcac t,
escrivo .'o jury, eriicc e anuexos de Serinh-'n.
requerendo que se autorise a Cmara Municipal
d'alli a pagar lhe d-preferencia o qun Ih .levo
de custas.A' commisso de orcamento muaic-
pal.
Approvar-m-se tres pareceres da commisso de
reda eSo sobre os projectos ns. 180 de 1881, 7l>
de 1885 e 2 de 1886.
Adiou-se por er pedido .1 palavra o Sr. Prxe-
des Pitonga, um parecer da commisso de petieSea
iudoferindo a de .los da Silva Castro.
Foram approva los ciuco pareceres da mesma
commisso, Sendo quatro inleferindo o requerido
por Vicente Bertholine, Margarida Ira Bruno
Villcla. Bernardo Francisco Sintiago e Clemi-n-
tiuo dos Santos L'aeu Smento, e um pedindo in
formaei.-s sobre o requerido por Joo Buptista
Estoves de Souza.
Foram a imprimir os seguiutes projectos, sendo
o de n. 46 p ecedido de parecer da commisso
de nog >e|.;s coclesiastic is :
N. 46. Appr .v.indo ai novo comoromisso dair-
maudade de Soasa Seuhora da Luz, erecta ua
groja do couveuto do i:armo.
V 47. Creando um 2o districto de paz na fre-
gnesia de Santo uoaro lo Jaboatao.
N. 48 Autori-ando s desaprupriaco do 30 p d-
m m do terreno eeiitiguo, com 7 de largura, para
contimiufo dar obras da matriz da Qraea.
N. 1.1 Autorisando a despender-se a qiiantia
necessaria com B construeco de uma ponte de
ma loira sobre o rio Ipojuea que corta a cidade d
Giavat.
N. 50. dem a despender-se a quantia oreada
com a constriicr^io de uir.a ponte de made ra sobre
o I ojuca, no lugar irouteiro ra dos Miriquitos
da cidade da Escada.
O Sr. Costa Ribeiro justificou o segninte re-
querimeotO que foi unauimeme Ite approvado :
R queremos que se laace na acta u.n voto
de profundo uezar pelo infausto passamento do
Ilustre brasilciri e distiucto patriota, eonselbeiro
Francisco de Paula da Silveira Lobo.Costa Ri-
beiro.Jos Mana. Solonio ds Mello.Louren-
co de -. v'isc.inde de Tabatinga. laro de
Itapissuma. Joo de Olivara. Dr Pitanga
Jacobina,
O Sr. Coelho de lioraes, pela ordem, p di* que
se nomeasse mais um membro para a commisso
de f.tzenda e orcament...
Adiou-se, pela hora, a discusso de um requer-
cent 1 do Sr J .s Maria, que orou. pedmdo iufor-
macoes s bre quantos protessores tm sido minea
dos na actual situaos*) poltica.
Passoa-ee 1* parte da ordem do dia :
Adiou-ic, p-'la bjra, a 2 discusso do projecto
n. 27 doste anuo (xacio do forca policial) tendo
orado o Sr. Costa Ro. 1 ,
Pas.-ou-sc 2a parte da ord-in do da :
Submettido 2' ducussoo projecto n. 25 des-
te auno (emprestmo) oraram os Srs. Ratis e Sil-
va, duas vezes, Jos Mana, pela ordem, Visconde
do Tabatin4a, Coelho de Moraes, Ferreira Jaco-
bina, Gomes Prente e Prxedes Pitanga, send..
apoiadas tres emendas e um requerimento do Sr.
L lurenco, de adlamento da discusso por 24 bo-
ra Encerrada a discusso deixou de votar-se
por falta de numero.
Adi..u se a Ia discusso do projecto n 43 deste
anuo (orcamento provincial).
O Sr. presidente nomeou o Sr. Visconde de Ta-
batioga para membro da commisso de tazenda e
orcamento.
A ordem do dia : 1* parte : 1* discusso do
projecto n. 43 e 2 do de n. 27, amos deste au-
no ; 2' parte : J discusso dos projectos ns. 20,
33 e 34, 'o.l.is tambem deste anno ; 2a dos de ns.
50 de 1881 e 20 de 1884 ; 3 do de n. 53 de 1885,
discusso doe par. ceres adiados da commisso de
peticoes sobre as de Alfred Best Tugman e Jos
Augusto Alvares de Carvalho, e continuaco da
antecedente.
Imponto de sjro commerclsl-Da
eoretai ia da Presidencia nos foi remetdu para
publicar c segninte :
3 seccao Palacio da Presidencia de Pernam-
buco, cm'X de Abril de 188b'O vice-presidonte
da provincia, nos termos do art. 21 das Iustruc-
eos de 19 de agosto de 1885, resolve modificar
os arta. 7 a 15 d-- j m smas Iuatruccoes, mandando
que, na cobranca do imposto de que ells tratam
e ua parte da arrecadaco a que se refere o art.
7, se observe o seguate :
Art. 1 Constituem assento da renda e lanca
ment da receita do gyro commercial, na parte
referente s casas de inegocio de importaco, os
despachos do mere .dorias fetos na Alfandega
desta cidade e as guias ou certidoes de ou'ras Al-
fandegas que acompanharem as mercadonas de
que cogita o art. 3n das referidas Instruccoes.
Art. i A arrecadaco do imposto do artigo pre-
ejl.nt t r lugar em seguida ao pagamento dos
direitoa geraes, mediante nota integral do despa-
cho da Alfandega, na qual se declarar o valor
official das mcrcadorias em despacho e o calculo
por extenso e cm algarismos do imposto provincial
a pagar. Essa nota, acompanbada da pnmeira va
do despacho da Alfandega, ser apresentada ao
Consulado aiim de ser ah processado e sitisfelto o
imposto antes de sahirem as mercadoras da Al-
fandega ou dos depsitos em que se acharem, sen -
do o valor official destas calculado de accordo
com a tarifa da Alfandega, tomndose por base
os direitos geraes uella estabelecidos sem o ac-
erescimo dos addcionaes dos mesmss direitos.
Art. 3o Processado o despacho e pago o im-
posto para o desembarazo dofinitivo da mercado-
ra, por meio de sua sabida legal dos pontos em
que estiver, ser exhibida nota de quitaco de im-
posto com recibo do thesourciro do Consulado, or-
ganisada por quem agenciar o despacho, ao em-
pregado provincial de que trata o artigo ae-
guinte.
Art. 4* Para fiscalisaco da cobranca do im-
posto, haver empregados que assistam a sahida
das mereadorias nos termos do artigo precedente,
incumbindo-lhes no exercicio dessa attribuico
intimar aos intereseados que nao retlrem as mes-
algumas exigencias fisoaes ; "de ter e fazel a* re
coher a deposito, qaando retiradas da Alfandega
sem observancia da condicao anterior, cor-
rendo neste esso quaesquer despeas por conta
do respectivo dono e apprehendel-as fra da Al-
fandega uma ves que se insista na reluctancia
ao pagamento do imposto incontinente.
Art. 5 As mereadorias que sahirem sem o
devido desembarazo e antes de satisfeito o im
posto provincial dos pontos em qu- esfivere n,
eonotituein as oou'li.os do eonti -loan 1 >.
Neste caso so eompetintes para apprehvndei-as
quaesquer emprega los do Consulado ou Alfau
d'-ga, percebeudo o appreheusor ou denunciante
quando ae haja pr -Cedido em virtu ie de denuncia,
as vantagens do art. 17 da le n. 1597.
Art. 6o Fie* s'in eieito o acto pre-ii lencial
de 24 de agooto de 1685. -Ignacio Joaquim de
Souza Leao.
Autoridiie policiaenPor actos da
Presidencia da Prouincia de 13 e 14 do correte
foram nomeadas as seguintes autoridades poli-
caes, sendo'exoneradas as actuaes :
2. e 3." supplentos do delegado do termo de Ga
ranliuns, Jos Paes da Silva e tenente Antonio
Manoel de Barros;
1., 2. e 3. supplentos do subdelugado do Io
districto do referido termo, alferes Jos Rodrigues
da Paixo, Jos de Souza Ferraz e Francisco Go-
mes de Mello;
2. e 3." supplentos do subdelegado do districto
de S. Joo do mes..,o termo, Pedro Liberato da
Silva Vianna, e Jos Ferreira Vilella;
l.o supplente da 1" subdelegaba de Tracu-
iihem, do termo de Naz*reth, Joo Gregorio Pe-
reira Gomes ;
Subdelegado da Lagos do C-rro do termo de
Nazareta, tenente Manoel Thoma de Oliveira
M lio; sendo exonerado o actual par ter mudado
de resida ncia ;
2." e 3 Bupplentes do subdelegado do raesmo
districto, Jos de Hollanda C .valuante e Sebastio
de Hollanda Cavalcante, sendo este em substitu
cao de Antonio Diniz de Albuquerque Mello, que
nao aceitou a nomeaco;
1." supplente do subdelegado do dislricto de
Alianca do mesmo iermo, Jos Bernardo de Al-
unada, em substituico de Porfirio Pereira de
Queiroz, que nao aceitou a nomeaco ;
Suodelegado do districto do Espirito Santo do
termo de Iug izeira, Jos Luiz Fernandos, visto
nao ter aceitado a nomeaco Agostinho dos San-
ios Nogueira;
2." e 3." -uppleutes do 2U delegado do ermo da
Escada, o capito Ildefonso Franca io Gomes e
Pedro Altxandrnj Coelho;
1." e 2.* supplentos do subdelegado do districto
de Itapissuma, Antonio Andramieo de Souza Ma-
galbes, e Simplicio Bezerra da Figueiredo, sendo
este em substituico de Luiz Crrela de Queirez,
que nao aceitou a n imeaco.
Foram exonerados :
A' pedido, o alferes Clodaldo Barras de Franco,
do cargo de Io supplente do subdelegado do di3-
trieto de Preguicas, do termo de Palmares;
Joo Miguel da Silva, do cargo de 2" supplente
do delegado do termo de Gravat, visto ter sido
c nidemiado nas penas do art. 210 do cdigo cri
mi nal.
Proi>Morew publico* Por acto da
Presidencia da Provincia de 14 do corrente, e nos
termos do art. 149 do rogalamento de 6 de Fe-
vereiro de 1835, foi permittid > que permutassein
as respectivas CSdeiras as prufessuras publicas Ca-
milla do Cirmo Torres e Generosa do Reg Me
deir.is Cavalcante, es'a da Cadeira da estrada nova
da Iuiberiheira, e aqueila da do Pao d'Alho.
iliiuoao -'I qaqueto nacional Para, entrado
liontem do sal, B adiaotou datas de Alagoas, tra-
zendo-as at 26 do correute.
Eis o que consta las fainas :
A' 18 foram uaug .irados os trabalhos da As-
sembla Provincial, ficando a sua mesa assim
constituida, presidente : coronel Apolmario ; 1
vice-presdeute inajor Jos Virgilio, 2." dito o
Revd. padre Lourciro ; 1." secretario Dr. Gusino
Uchoi; 2 dito Sobral.
Escrevcra de Atal lia ao Diario da* Ala
goas :
J deve saber o que fea na Atalaia o Dr. An-
tonio Eustorgio, frente dj um grnpo de desor-
den-as todos montados a Caval > ; desacataran
policia, foram a diversas casas e principalmente
do Josa Machado oude dispararam um tiro que o
ni 1 m it ni por liaver errado o alvo. O delega I
D'esta sitiiaoo recorrea a> Almeida Braga, que,
a'li ch'-gando inc mtinente, foi restabelecida a
iidem publica.
Essa gente que acorapanhou dito Almeida
Braga j ha de estar retirada s-igundo me consta,
logo que foi reforcado o dostacaraento- j ahi as
pnm;raa autoridades nao devera ter o menor re
ceio.
Noticiando o passamento do Dr. Flix de
Figneira, esereven o Diario di Alagaos de 20 :
Por talegramma dirigido ao 11 isso amigo o
capito Capitalino Cezar Liureiro, recebemos a
dolorosa e fatal noticia de ter fallecido na provin-
cia do Para o illustrndo : Flix de Figaeiroa,
co-propriutario do Diario de Pernambuco.
1 O finado exerceu diversos cargos na magis-
tratura e era director geral da Iii3trucco Publica
n'aquclla provincia, onde sempre foi gralrneute
estimado e considerado pela integridade de seu
carcter, pelo seu talento e illutraco.
Aos seus dignos e iionrados irmos Drs. Fe
lippe de Figueiroi Fana e Miguel de Figneira
Paria, bem como ao pi imo e nosso amiso capito
Loureiro, es nossos sentidos e prantoados pesa-
mes.
O Orbe i'' 21 tambera assim se expressou :
n Damos a infausta novando passau-'nto do lllm.
Sr. Dr. Flix de Figueiioa Faria residente ua
capital do Pal i.
o -lovein ainda, quando o futuro lhe s irria, ba
queou para o tmulo ao jopro glido da ioipla
cavel ceifadora do vidas !...
A adtelo io Orbe associa-se a ssns collc-
ga-s da rcdaecj)^~"Dario de Pernambuco para
prant-ar to Sensivel, quanto prematura morte e
lhe enva 03 mais ntimos festemunlios de profunda
dr.
Miiuii-H'iK'ia da rrcmiezia il<- Man-
to .-%iitonioO Sr. o tenente Henrique Cecilio
d>- Almeida reassumio hontem o exercicio da sub
delegacia da freguezia de Santo Antonio, deixan-
do n p rtanto o I" supplente o Sr. Autonio de Borba
Coutiuho.
FerimenlM grave-Aute hontem, s 7 1/2
horas da atee, quando chegava o trem da va
terrea do Recite a Beberibe, ao Porto da Madeira,
3 iudividuus que se achavam em um dos wagons.
travaram se de razoeg e produzndo-se grande
alarido e altercaco entre elles, succedeu que, iu-
tervindo a praca de policia de nome Manoel Joa-
quim Marques, que serve dn ordenanca ao sub-
delegado d alli, recebesse de um dos turbulentos
um ferimento feito por meio de compasso, que, por
ser sobre os rins, foi considerado grave.
A autoridade local, que tambem ia no trem,
tomou conhecimento do fa do e abri inquerito
contra os delnquentes, que couseguiram evadir-se.
Paquete Seva-Estv paquete da Malla
Real Ingleza, tendo saludo honren da Bahia, s 4
horas da tarde, deve amauhecer nmanli no porto
do Recife em viagm para a Europa.
Parorhia la Ba-VNtaDizem-nosque
todas as noites, pela ra Velha da paroehia da
RAa-Vista, costumam passeiar tres n.ii.-idus sus-
peitos, armados de cacte, como sj cspeasscm
alguem.
No sabbado ultimo, alguem que por alli passou
foi abordado pelos taes sugeitos, que o deixaram
ir em paz, logo que verifiearam quem era e tran-
sente.
A policia local deve inquerir por isso.
Carneiro perdidoQuem for seu dono v
reclamar, aduzindi provas, um carneiro que, appa-
reeendo s 10 horas da uoite na ra Formosa, foi
recolhido casa n. 5.
Hez MarianoNa tarde da sexta foira pr-
xima, ultimo di deste mez ter lugai na igreja
de Nossa Senbora da Penha a solemne abertura
do Mez Mariano, cojos exercicios coutinuaro a
ser praticados nos outros dias pela manhi, cu
frand) o terQO, s 6 horas, depois pratica e i 7
horas missa c beavo com o Santissimo Sacra-
mento.
Hoale Pi dos Voluntario, da Pa-
tria Ante-hontem esta associaco, em assera
bla geral, elegeu a nova directora que tem de
tuneconar no anno de 18861887, a qual ficou
com dos t a dos Srs. :
PresidenteCapito Dr. Pedro de Athayie
Lobo Moscoso.
Vicepresidente Tenente Antonio Joaquim
Machado.
OradorTenente Silverio Ftrnaades de Aranjo
Jorire Filho.
1* secretarioTenente Joo de Paula Rosa
Oasaa.
2' dito -Alfres Pedro BaptUta Carueiro.
i ncauti mu vneres Geroncio Santos Tei-
xeira.
Commisso de fioancasTenentej Pelicissimo
de Azevedo Mdlo e Francisco de faula Vdlez.
Ha dia 29 haver sesci extrairdinarU para
tratar se de assumpt.-s urgentes com relic) a
sociedade.
Fernando de XoronhaDo noaio cor-
respon lente do Prsidio do Farnandu re3cbemoa
seguinte mssiva datad* de 24 do corrente :
No dia 17 as 6 horas da tarde aportou a
os' 1 Irit > Vapjr Gi'i'ii, trazraio a seu b ird o
con wo >I 11 Mi J ia dartins A ves de Caro iliij e
o alferes M .n ie! Q imtino dos Santos, aq \U
para substituir ao coneg) Tdesphir le Phola
Augusto e este ao tenente Justin L ipes C.irdiru
O invern, que tinha comee ido muito iriegu-
lar, como disse ua raissiva passada, tem_ sido
abundante em chuvas, causando j prejuizo la
voura.
N'i da 10 do corrente, quandi se achava em
sor vico da fachina o sentenciado da 3a classe Lia-
d pho Ridrigues Jatlvo, iludalo a vgilaucia do
cabo, dirigio-se casi onde resida um* sua
amasia e, travando-se de razoes com ella, a ftrio
gravemente, bem como a uma outra malher que
viera em auxilio d'aquella ; resultando de taes
ferimentoa a morte de ambos. Foi este o nico
tacto an ion 11, que veio pertubar a paz em que o
Presidio estavu, desde que o Sr. inajor Pereira
Lima tomou a saa direccao.
Este tacto, porem, nao poda ser previsto e
em cousequencia oostado ; do que se segu que
nenhuma, absolutamente nenhuma, responsabdi-
dade pesa sobre a direccao d*. Presidio.
A comnisso verificadora dos gneros viu Lis
no vapor Gigui para distribuir sentenciados,
de accordo com o medico, ju-g ju-os de pessima
qualidade, isto o xarque assucar refinado e v-
nho do porto; em visto do que foram os menciona-
dos gneros d"volvidos.
* Por mais de urna vez tem o Sr. director recla-
mado e at protestado enrgicamente contra os
patrociouadoa fornecedores, que sempre e iudec
novelmente mandara para aqui generes da pei *
qualidade que existe n'esse mercado, e que s>
pagos pelo proco do superior.
Foi esta na real idade uma medida extrema
pois que ficam os sentenciados sera ter no dia Io
destribuico de xariue. S assim tal vez se poss 1
colher resultado favoravel ein beneficio dos iufe
liz-s presos.
1 Contina o Sr. director a proseguir nacarrei-
ra encetada. providenciando acerca de tudo quan-
to diz respeito reformas uteis e lisongeiras pira
o Presidio.
Segu n'este vapor o Rvdm. conego Telesphn
ro, que uo exercicio do seu sagrado ministerio foi
sempre um fervoroso e iofatgavel apostlo.
Hez de Maria *o Uiiuleirn Sibba-
d> i" do lisio, A6 horas da tarde, comtanlo os
exercicios do Mez Marianno na igfoja do Montei-
ro, aituil nutriz do Poc.j da I'auelU, sendo os
cantos sagra l rai ac nunaiilia ( >s ;> >r li irraoniuui c piano.
Itinlieiro0 paquete 'ara trojxe do sul
para :
B. Lopes Alheiro 2:000*000
A. A. dos Santos Porto 2:00 <:, I 11
F.mandes da Costa & C 548
O vapor Gij'ii entrao de Fernando de No
ronhi troux- par diversos 2:300 I
*. done da IritajeEsorov m-1103 deste pi-
VOsd 1 da visiulia proviacia Jas Alagas, em 10 do
correte
- Team sido abandantissimas as chnv is bavi
das neates ltimos dias neste local, e parece-nos
torera sido geraes.
< E' tal u alegra que se divis-i nos sertanejos
agricaltorea qu-', j tnstiaaunos, contavsm com o
torrivol Higello da secc 1, qae ha nuito seutia-se
pir este serta 1, que de novo darn como,
planto, visto que as plnntacoes aqui Gaitas nas
primeiras aguas de Fe.vereiro quasi todas inyrra-
ram. com o intonso calor do sol.
A atmosphera, que pareis arder em fogo, ele-
van lo 3e a temperatura a um airo grao (.8 cent-
grados) tem boje bailado seiisivelmente tun a
traosiceSo do iuvern desappirecondo, portanto,
os calmosos dias a surgindo agora como por en
canto os refrigerantes, c mservando se ella de pre-
sente carregada de novena plmbeas.
'Seja bemvuda n3 a Ostaco iuviiusa.
que tantos beneficios produz .'!
Nao ha davida de que o 00330 clima o mais
salubre e temperado de toda zma br .zileira, iiois
inuit-ssimo lisoogein B .-.-u estado sanitario.
Aqui nao se couhecem as fdbres palustres e outra*
epidemias de mo carcter, que quasi sempre as-
sol m as regiOBS frgidas, sendo que diteilrceute
registra-so um bito p ir mez, qu.rcm adultos,
ijuer mesmo em criaucas.
[fio ineu is satisfactorio o nosso estado de
tran.|ui.Iide.de publici. pus a ordem a paz rra-
meute sao perturbadas aqui, devi lo isso, ao que
parece, ndole assaz ordeira dos seus habitan
tes.
O chiyatalino rio de Canhoto j tem bastante
avolumadas as suas aguas com as ultimas chavas
cahidas uestes das aqui b seas contornos !
Sendo esta fregeaia recentemente creada,
pois couta apenas um auno que foi erecta, ra
n'um orospero grao de angra-uto religioso ; tanto
assim, que o computo dos baptisados eleva-30 a
8X) por anno, o dos eisimentos excedem a 160,
sendo de o bitos muito restricto ; e tendera aquel-
les a desenvolver se em um prox'tno porvir, pois a
freguezia promette muito. E' para lamntennos
que ella nao tenba patrimonio pr prio, quemis
coucorreria, sem duvid-i. para sos boa mana ten-
0V1; m is, eu. cimoenaacao, o novo que muito
religioso, tem auxiliado assaz o ligno cura con
suas esmolas, tanto que a matriz acha-se boj"
bera lee.irada e ornada de alfaias e paramentos,
comprados a costa d .3 fiis e tarab-ra do b ilsinli 1
particular do zeloso vgario padre Franciso Joa
quin da Costa B irbosa. que tem sido incans ivel
em (.romover e proeur r o bem estar de sua paro-
ehia e de seus parochiaues.
Sobremaneira tem sido o seu extremoso amor
pelo seu curato que, ltimamente emprehendeu
uma viagem a Pernambuco com dous intuitos :
primeiro comprar alguna ornamentos que faltavam
para a eel-braco do culto divino, sendo que en
tre outras alfaias trouxe elle una linda eaoa d'as-
perges de damasco portugus e nm nao menos lin-
do ornamento preto para ce-eraonias internas ; de-
pois aec ir.I ir com um missonano da Penha, afim
de vir este dar principio s obras do cemiterio, que
j de ha muito se soba com as pare les lateraos
alera do nivel, e obras complementares da peque-
a, mas elegante matriz de estyta gothico, fican-
do accorde o missionario apostlico fre Caetano
de Mess'na.
Apenas regressou o digno vgario Birbosa de
sua mijso, poz raaos obra do referido cemite-
rio, abrindo em seguida subseripco '3 entre o seu
rebauho, no intuito de comprar o material neces
sario ; e consoguindo soffrivel esmola empregou-a
em compra de materiaes, que j se acham cm de-
posito, devendo dar brevemente comeco aos alicor-
ees .:o frontespicio e fundo do bobredito cemitc-
rio.
Ancioso espera o povo lagense o dia da obela-
da do virtuoso frei Caetano de Messina Sobrinho.
Pela segunda vez, o digno parocho da fre
guezia deu principio aqui, na primen-a sexta-feita
da quar ama, aos exercicios que commemoraram
os martyrio3 do Rcdemptor do mundo, sendo offi-
ciades tardinha, com bastante concurrencia de
fiis que nao se furtam pratica religiosa de seus
pais.
PeMqueiraEscrevem-nos d'essa localidade,
em data de 17 do corrente, o seguinte :
Letatus sum quia hiemx est, que quer dizer :
bato palmas que chegou o invern.
J se v o verde fatiota vestindo as negras e
esqualidas formas das ingrem-s serranas do vestu-
to Omroo. E' a esperanca que, lisonjeira, vem
alentar nosso espirito enfraquecido, desvigorado
pelo desengao de prospera estaco. A vividen-
te e luxuriadte vegeta^o rebenta iouc, esplendi-
da por toda parte, c copiosos preseutes de chuvas
nos sao enviados do Cu, quando pareca, nue IA
em cima se baviain esquecido dos miseros mor-
aos... Detalhes, detalhes da sabedoria infinita,
que tardara, alguma vez, mas nao faltara.
E, na verdade, a continuar a estaco le,
durante dou3 annose meio, nos acabrunln, onde
inam procurar abrigo tantas familias desvalidas,
que d'aqui e do alto serto principiara a emigrar,
nn pudendo mais o sul da provnola, exemplo de
1877, manter e hospedar a milhares de famintos,
que se refugiavam nos engenhos, pelas povnacoes
do litoral eribeirinhas ? Onde iriam procurar tra-
ba ho ? nas obras publicas ? noB caminhos de fer-
ro ?
Para aquellas j os tem de mais e para estas
est hoje recouhecido que cassaare gibio de con-
ro, e rescendendo essencia chiqueirina, o menos
apto para trabalhos dessa ordem
Os homens acclimados nas zonas seccas, ar-
dentes, sao alentados com a carne da_ crtacao. pou
co xarque, o milbo, o feijo, a uruc, a tobiba, o
moc secco, a rapadura, o gerim, o beij, a ttpia-
ca, opi de itleoue, (iomi regalo) uo se coafor-
mam com os beefs teaks dos taes barracoea, onde
tudo que gauhain fiea, e felizes se nao regreasam
aos saudosos peostes, endematisados, iscrofulosos,
obstruid 19, m-ileitosos. ule na lis, t iberculosos,
couduzindo as costas como troph 1 d > seus labo-
res um bahasinho pintado da mil fl irk s contends
urnas tantas cousas de renal h >s do cbalaspeneiren-
tas, uos papalinhos de coraoho, de pimsota do rei-
no, dentos de alhos, m-rcur 1 i ice. gaogibre, ear-
riteia le cord n br an is o iu 1 se f -aus
eeononiosa, ama esnngarda ou uma
viola d segunda mo.
Be.n v que se coiitiuu 1S8S a crisa pirque
ainda atravessamoa, teriamoa de obiarvar aa;mea-
mas secnaa rep ignantes e coram iveote de 1877.
Felizmente parece estar ella conjurada, e mui-
to breve o nosso mercado publico pira ande ainda
concorrem pessimos viveros de oriin un. necessida-
de e por alto preco, regorgitar dos m dhores que
houverem, nao faltando a abuudancia de quejos de
fogo, de coalna, redondos, quadrados, oblongia de
accos, m ixillas, pintados.
Por ora vamos a narrados, ainda, ao poste das
faruibas bolorentas, mofosas, feijoes grauiticos.
carnes, grudes de vaccaa marasmaticas, de p .reos
tuberculosos, porcas micrbicas, e de cabras lan-
guatsas, que nao saneadas, a historia natural a
cosmogona e anatoma, encontraran! largas mar-
gos de estados p ir entre as sangrentas e pardea-
ras fibras do s"inelliante carneficina, qie chega a
fazer agua na bocea do mais chronico lyspeptico !
< E, como nao noffrer se enterra ida lea do esto-
mago, dos pulmoes com semelhante alitnentaco e
clima insalubre e infeccionado ?
A tsica, a bronchite, as constipaees, osci-
tharros chronicos naconalaaram se fizeram, d'esta
nobre cidade e algures seu berco adoptivo. Aqui
a sal iliridade publica traz I meo amarrado ao na-
riz, e sem contestaco pode-je dizer que Pesquei-
ra,c o oratorio dos tsicos, rheumaticns, hepticos,
etc. Os qae 8offrem dos pulmoes e sao con i.-rana-
dos ao presidio de Pesqueira, em sua tutalidade
procuram libertar-as, evadiud se para o... cemi-
terio.
E, como nao ha de ser ass.m ? Ouen.. Ha pau-
ta brabas por traz dista cidade de ora o acude,
um dos mais no>entos que se ha foito para servi-
do publica, e nas peiores condicoea hygienicas
que pode dar-se.
Pouco adianto, em plano elevado, ao nivel da
tal sentina hydraulica est fundado o cemiteio (!)
de onde aa eraanaeoes cadavricas viro, de quan-
do em vez, ao spro de fagueiras brisas matutinas,
brincar, por entre a gordurenta e pesada ctea ds
escura, o.'inpistada lympha com os trapos immun-
dos dos lazarentos, as dilacralas rnortalhas dos
defunctos, as immundicias dos despejos, os pi'hos
dos animaos, e outros effeitos que aqu e alli por
suas rnargens vo s rvin lo de marcos millcuazios de
ura proprio provincial ; e tudo isso nao fallando-se
nos barreiros, nos p icos de lama, putrrfacta, que
recamara as adjacene.ias dese *bco pestilencial.
O commerci 1 tem resistido com teuacdado a
saa 1 crise acabrunhadora de que vamos libertar-
geral a auim ico.
" Na 1 est i t ido perdido nem mesmo para 0/0-
rinu. qae soda .aos lesmaios s quasi a pedir um
dobre de finados Tuio aproveitar com o verdo.
Fall-ceu no dia 2 d 1 cor-e te o estudante de
p eparatorioa, Joaquim Silverio Bezerra Cavalcan-
te, contando apenas 16 primaveras e quan to ia
u mder ao 1 dog-o das ciencia: jan cas e so-
eiacs na Faculdadc d 1 Recite. Era filho do falle-
cido Dr. Nabar C. B. Cavalcante e da Exma. Sra.
I>. Mana Citharina l> Cvalo mt Os facultati-
vos o mandaram tomar ares neste ambiente de ne-
croterio, o que aqui vale uma animadora coudem-
aaeSo.
" A' esse malogrado mancebo, que aoflra uma
adiant ida tubrculos e poderia prolongar-se por
mais temp> a sua existencia, se nao sahar-se, si o
aconselhain o clima de Moxot. Baixa Verde, Ara-
eaty, etc.
Hospede do Sr. capito Carlos de Brito, nada
falt >u ao enfermo do que poderia encontrar no lar
d imostico, de cuidados e c irinhos, quer durante os
oraeis dias dos seus padecimentos (|uo n s seus ul-
I ih m in onentos. Comortado com os Sacremen-
t is da igreja, fiel, e aiedoso citholico, consagran-
do as suas palavras ao amir c saudades p ir sua
familia, e ao pezar de nao poder concluir os seus
estados, r.-stitaio sua alma ao C.-e idor, com cin-
c ero p 'zar de todos que o eonheciam.
Era idade to verde difflcil encontrar-se um'
apirit) mais cultivado por sentimentos religiosos.
O seu sahimento to' decente e concorrido pelos
amigos do Sr. Capito Carlos Britto.
Acha-se entre ni, no gozo de uma licenca, o
llustrado Sr. Dr. Beuja 111 R. F. Caraciollo, juiz
miiiicipil do trra de .'ernhem. Magistrado
honesto e de earaeter si3udo, S. S. gosa em seu
berco natal de geral i-stima, j por seus proprios
mereeimentoa, ej por ser uma nobre vergoutea
do llurc aucio, cuja perda ser sempre lamen-
tada.
a O nosso distincto hispede acha-se residindo
ein sua tazenda, de onde algumas vezes vem esta
cidade, aboletando-se na residencia do seu honra-
do muta o Sr. Dr. Francisco C. de Froitas, juiz
municipal deste termo.
" Exhilou o ultimo alent a nossa biblioiheca
popular. Iustallada ha dous anuos pelo conego
vigario, e sob a influencia do llustre Sr. Dr. Pra-
PUanga, eom assistenca de grande numero
de cidados de ambos os credos p nticos, tevo, em
breve, de ir araorteeeiido o primitiva enthusiasmo,
ite que pirticipou da sirte de tudo quanto aqui
repnt uto til e proveito3i.Foi-se!
Era a inad 1 uma bo alma, e to boa que lhe
ti.:..' um 1 inventario em vida.de sorte que o seu
hordeiro constituid 1 t-r de luctar com serios em-
ii iraeos para reunir os bous que compunhain o seu
, viudo ulvez a perder pelas dividas que
pagon.
Tambem fiuaram se as duas bandas phil'har-
mouicas.
" Grande pesar deixou quolles que, desprendi-
dos da caga paixo nirtidaria, se deleitavam ou-
vmdo as tocar um inexgotavel repertorio de eaco*
Ihidas cavatinas, arias, phaantasias, apar dos
Mm'\ AngOt e Apulchro de Castre, etc O instru-
mental de ambas era o melhor : saxophones, bom-
0 ,. .1 ia, b inbar linos, barytonos, etc couvergindo
tudo para o desempenho o melhor de suas partes.
Entretanto, se nao erara i'it totum exocutadas
perfeitamente as ditas pocas, devido a ddficuldade
com que luctavam us principiantes discpulos de
ambas, todava a incausabilidade de seus prof -
sores, a ntolUgeneia e bom gosto dos artistas que
as compunham, nianifestavam se no apeifocoa-
mento, e pouco ou nad 1 nos .Lijando a desejar.
A Conservadora, por autnomas ia Crivncinha,
contava quasi dous Janeros, e nao obstante 'os
Btfbrooa contumazea co trabalho insano de seu
proessor que, sem remunerar;o alguma, diffundia
este geneio de instrueco aos seus discpulos, na
mor parte enancas, (i'onde se originou o nome)
vimol-a com grande sorpreza e contra a goral es-
p otativa, baquear, desapparecer. No entanto pa-
reca ter chegado a quadra llrente em que devia
se 1 stentar pujante !
A coesequencio, porm, desse ucabamento foi
ter desapparecido primeiramente a liberal, cuje
desequilibrio trouxe a queda de todo o systema
planetario musical, e depois o pouco estimulo, o
despreso em que entre nos sao tidas todas as artes
se nao forera as de Pedro Malasart-'.
A liberal, cujos ar'istas eram mais antigos,
appellidavam n'a de Ve, e tal vea que, por expe-
riencia e extinc'o de conservarn, uo quizesse
acabar com os restos de seus entraquecidos pul-
moes, com etses adeus primoiram-nte.
ir E, o que verdade que a respeito de m-
sica estamos era pleno bequadro ; neui meio acim*.
nem meio abaixo ; estn os lateralmente d'apris
matare.
Resta-nos, em corepens tei, o regalo dos tim-
pan >s auditivos, a excedente corneta do destaca-
ra nto. /.ou doudo pelos temos agudos das alvo-
radas, e os graves britnicos das 9 horas.
Teve lugar no dia 19 do passado a abertura
de 1." sesso ordinaria do jury d'esta termo, sob a
presidencia do Sr. Dr. Jos Julio Rigue'ra Pinto
de Souza, juis de dreito da comarca, oficiando o
Sr. Dr promotor publico, Alfredo Seraphico de
Assis Carvalho.
Foram julgados 8 processos, compreheirdendo
9 reos, sondo d'estes 1 afiancado, e 3 ausentes.
., A aecusaco versou sobre 03 delictos seguin-
tes : defloramento com violencia, 1 reo ; offons.m
physicas grav s, 2 ditos; mort", 1 dito ; furto de
animaos 5 di'os.
Foram condemnados i roa por criaie d 1 furto
de animaos, e o reo aecusado por erime de morte
pena de 30 das de pnso simples e multa, por
o jury reeonheeido que o delieto foi involuntario,
resultado da imprudencia. D'esta deeiso appel-
lou o Dr. juit oe direito, bem como o Dr. promot. r
publico, pelo facto de haver um juis de facto as-
signado ss respostas do constlho de senten^a com
I liElVtl 1-
^''^al^BMillBTMBaWBMBBV"'^^


Diario de Peruambueo---(Joarte-feira 28 de Abril de 1CS6



a declaracao de venada (!!!) apeiar de terem ellas
ido adoptadas por unammidade de votos ; iato ,
nemine discrepante, conforme foram publicadas.
E,digam la....
Agiton-se em juu a questao de saber-se o reo
pronunciado no arl. 192 do Cdigo Criminal con-
demnado pelo jury as penas do art. 19 da lei da
Seforma de 1871, por unammidade de vetos, po-
da cumprir a sentenca do jury, e ser posto em
hberdade, nao obstaste a appellacao interpreta
pelo juiz de direito, por entender que o jury deci-
di contra as provas dos auL-s.
Consta nos que o Dr. promotor publico opinou
Kla suspeasao dos effcitos da sentenca, e que o
'. juii ie direito decidi de accordo com esse
parecer, nao admittindo a expedicao da guia para
a execucao da sentenca at a deciso do Tribunal
4a KelacSo.
Como nao entendo de jurisprudencia nao posso
emittir meu juiso a respeito do assumpto, que ex-
ponho, apenas, para que os doutos o perlus-
trem.
A sessSo encerrou-se no da 26 de Marco.
r Em urna das feiras passadas concorreu um
mercador de biblias ie edicce viciada, vendendo
cada volume, ricamente encadernado, pelo barato
pre^j de 24000. Chegando esta nova ao couheci-
mento do cooego vigario, este nao se fez esperar,
e estacSo da missa conventual alertou os seus
parochianos, aemonstrando com os textos da biblia
cannica a faldidade do contiabando.
o Algumas pessoaa, que j as tinham comprado
e outras que se preparavam para fazel-o, recua
ram e a mercadoria convertendo se em alcaide, e
sem cotacio no mercado, obrigou a retirar se o
mercador.
Estamos anciosos para que se realisem as jus-
tas providencias do governo tocante aos patrimo-
ios das matrizes e suas capillas fliaes, em virtu
de di consulta do nosso Ilustre prelado, que em
data de 1 de Marco prximo passado enderecou
todos os paroehos da diocese urna circular sobre
assumpto to momentos e delicado.
Felizmente em nossa matriz nao ha confrarias
e irmandades, razio de mais pira ha ver quein se
. encarregue do seu duplo e importante patrimonio,
e assim provxja a matriz ae menosdo ess ncial
mente necessario para a decencia dos actos reli-
giosos.
A' respeito da nossa matriz, j disse alguem
em um instrumento publico : ... durante dous
anuos seguidas, o parocho, todos os domingos pe
dio, rogou, supplicou em suas estacoet, Missa
conventual, que pobres, ricos, fidalgos peoes, sa-
bios e analphabetos, envergonhando se de terem
por matriz um elho e arruinado pardieiro, anliga
capeliinha de propriedade rural, no -cdo pobrissi-
mmente prvida para a celebraco do culto, con-
corressem na razao de suas forcis para que nao
permanecesse por mais tempo no centro de nms ci-
dade conhecida pelos pomposos nomes decorte
dos sertoesportao de ouro do nosso centroem-
porio commercial, etc.,um monumento plstico de
tal ordem, que apenas servia para attestar o atra-
so religioso e civilisador em que jazia...
Nao se poder dizer, que por pobre esta paro-
chia tem por matriz urna capella, que desdoura oa
seatimentos religiosos de um povo que oJo mu-
sukoano, mas que deixou-se tragar pelo medonho
marstrom do indiferentismo religioso.
Em 1822 o sargenW-mr Manoel Jos de S-
.uera fez doaco Nossa Senhora Mai aos Ho-
mens, orago da capella existente ain sua fazenda
(boje cidade de rVsqueira) e entao capella filial da
parochia (Cimbres) para o seu patrimonio de 1254
in trras nusta m esma propriedade. Em 1852 o
orn I PanUloo de Siqueira Cavalcante.herdeiro
ds dito sargento-mor, ampliando esse patrimonio,
passou nova escriptura. tazendo ainda doaco de
trras na mesma propriedade de Pesqueira Nos-
sa benhora Mai dos Homens e a Santa gueda,
que passou ser orago (Testa parochia, quand,,
pela lei n. 966 de 1870, a Assembla Provincial
desmembrou-a da parochia de Cimbres.
Anda alguna annos depois o mesmo coronel
Pantaleao accrescentou o patrimonio de Nossa Se-
nhora Mai dos Homens e de Santa gueda, doando
mais urna parte de trras nesta mesma proprieda-
de Pesqueira.'..
" Or, buje ncsse patrimonio ds trras qoe com
prehende todo o permetro desta cidade, e alguus
kilmetros S. E esto fundadas muitas proprie-
dade, que devem paar foros, laudemios, rendas,
quer intra, quer extra mur s ; e no entretanto a
pa baptismal urna palangana de louca grosseira,
em cima de urna caixa de conduzir latas de gaz
para esta cidade ; a Excelsa Padroeira rstica-
mente pintada era um quadro de molduras carco-
midas. Et sic cmleris.
* Os bomens criteriosos, aquelles que observam
todas essas cousas, mas que nao podem reme-
dial-as, sao os primeiros a lamentarem essa verda-
deira desgraca originaria para todo o tempo do
seu seramen.
Felizmente j se v n representadlo pr win-
cial, sacerdotes il lustrados que tomarlo si pro-
mover os interesaos da igreja pernambucana, se
nao no todo esqnecidos, inquestienavelmente re-
gateados
Este districto j tinha um incansavel lidador,
que, ligando o maior interesse aos negocios publi-
dos da circuinscripcao que sempre oescolheu, tudo
envidara para bein servil-a e exalcaro seu honro
so mandato. Agora associando-se esse digno ca-
valheiro um distincto parocho, de crer que a
nossa matriz, a de Cimbres, e mais outras sejam
aquinboadas convenientemente na mesa oppara
do banquete orcamentario bem como promovidos
os demais interesses que reclamam as necessidad .-s
publicas.
Fiuem 51 annos que tiveram assento na nos-
sa Assembla Provincial 12 sacerdotes eminentes
pelo seu saber, virtudes e civismo, urna terca par-
te dos representantes da provincia, verdadeiro
apostolado patritico, que grandes e relevantes
servicos prestou a esta sempre esquecida provin-
cia.
COMERCIO
Depois ainda all vio-sc um Barrete, uci Mei-
ra, um Campos, etc., e ha poucos annos m> is ou-
tros, at que a poltica deu cartas da exeat para
sua a casas a alguna que tiveram o arrojo de pre-
tender representar a ana provincial natal.
Nec semperlilia florent, que era traducido por
um leigo cenobita, tangedor dos folies do orjuo do
seu convento: nern sempre leigos aos folies !...
A tranqiilldade publica, por ora, tem c stado
inalterada. A nao ser algum escorrego, tpala ou
tnlhadura, pdese andar a noita. Nesta eetacao
sobrando, os claro s elctricos, esses caini.lees
lampedejantes das altas regior s olympicaa, substi-
tuein perfeitamente, abi assim, urna meia du:.ia de
lampeoes. E, depois para que metaphoras dn illu-
min.icao...
...Se nosso cu tem mais estrellas,
as estrellas tanta luz ?
A cadei a de latim e francez, que foi ii stal-
lada no da 1 de Selembro do auno de 82 tem
inquestionavelmente sido de muito prov.ito para
esta cidade. Desde entilo tm corrido regular-
mente os trabalhos, com aasidua frequencia do res-
pectivo professor, que tem-se tornado digno de
apn-co pelo sea zelo ao eusino i adiantamento dos
seus alumnos.
No mez de Dezembro de 83, em virtud! do
atteatado de habilitaclo passado pelo mesmo pro-
fessor, fez exame de francez, sendo appruvac.o na
Faculdade de Direito do Recife o alumno Vctor
B. A. Mello.
Em Novembro, do anuo prximo passado ires
tarara, tambera, exames na mesma Faculdade e
fora a approvados, os seguintes alumnos :
Jos C. H. Ca. aleante, approvado plenam :nte
em latim e francez ; Augusto C. H. Cavalcante,
approvado em latim ; Germano C. H. Cvale inte
approvado em latim e francez ; e Francisco N. F.
Ventura approvado em latim.
Em virtude dos attestados que naquella data
tambera passou aos meamos alumnos julgando-os
habilitados para prestaren] exame de portug ez,
visto terem frequeotado a respectiva aula que
(uneciona tarde com outras disciplinas que ensi-
na particularmente, foram ellea approvados na di-
ta lingua.
Nao silo pequeas as diffieuldades com que
luctara os profeasores, resultantes do tardo rece-
bimento de seus ordenados. 0 pjofessor de latim
desta cidade, ha tempos que, apenas, recebe seu
ordenado liquido, sera pagar-ae-lhe casa e expe-
diente a que tem direito, sendo alm de tudo Uto,
digno de reparo que esses ordenados sejam pa ;>
de quatro em quatro mezes !
E, eu disse ordenado liquido ? Qjal liquido !
Duro como um eleitor esfomeado...
As aulas primarias de ambos os sexos desv
d'stricto litterario continuam cora regularid'tde,
tendo diminuido a sua frequencia devido eni-
graco de muitas familias para outroa lugares.
Mais compridamente terei de tratar doste is-
sumpto, e das proveijoaas provideucias sobre o en
sino obrigatorio, consignadas no novissiao reg-
lamento orgnico da administracao do eusiuo jmi-
sino publico.
A cousa ou toma caminho, ou por urna vez se
desmantella, porque o mechanismo embrouill.
Porm arruiia-se tudo.
Queira Deus nao aehein esse regulamento
muito pletbrico... Quanto a mira emendo, que
elle precisara, ainda ume, de carregadas doses '
ferruginosastal a ociosidvde dos p-'q'jenos, de-
vida s mente a desidia de aeus pais, ou encarrega- !
dos da sua educacilo moral e litteraria.
Una medida acertada acaba de tomar a po- i
licia prohibindo que certoa cupidos multicorea ae
banhassem no acude, durante o da, em completa ;
nudez, aem o menor respeito i. moralidade publica
e &s.. btachisseuses. Era cousa vergnhoea, e (
que fazia evitar os passoios de peaaoas honestas
pelas visinhancas desse lugar o mais frequentado i
da cidade.
Quanto a poltica local. passeraoa adiante.
Tudo mais fica como a linla Iguez posta era
socego.
Nao teoho da certo para baler-lhe a porta
com aa miuhas desalnhadas missivas, j que assim
querem. O tempo qu : eu capitalis maia do que
dinheiro, distribuido, em sua maior arte, com
oa meus soffriraentos, e obrgaco8 do officio. Dit-
ponho delle muito pouco para os trabadlos do es-
pirito, e nem sempre piaao precisar ome adsum -
b'itanuico, como desejara.
Sejam felize8. O velho amigo.
l.cilooi.Effcctuar-se-hao:
Hoje :
Peo agente Brito, s 11 horas, na ra do Impe-
rador n. 15 de predios.
Velo agente Modesto aptista, s 11 horas, na
roa das Larangeiras n. 18, de movis, loucua, vi-
dros, te.
Peto agente Martins, s 11 horas, na ra do
Bora Jess n. 27, de movis, loucaa, vidros, etc.
Peto agente Pestaa, s 11 horas, ra dos Pi-
res n. 7. de movis, loucas, vidros, etc.
Pelo agente Gusmao. s 11 horas, na ra do
Bora Jess n. 49, de movis diversos.
Amanh :
Peto agente Pinto, s 10 1/2 horas, roa da
Senzala Nova n. 30, de movei, loucas, vidroa,
etc
Sexta-ieira :
Peto agente Gusmao, s 11 horas, ra Duque
de Caxias n. 32, de movis e mais objectoa.
Misa* fnebre*.-Sero celebradas:
Hoje :
A's 7 horas, no Espirito Santo, por alma de
Manoel de Jess Jordo Caldeira.
Amanba :
A's 8 horas, ne Corpo Santo, por alma de Car-
los Moreira da Silva.
Sabbado:
A's 9 horas, na Santa Cruz, por alma de Adol-
pho M. Jes Santos.
loa A. de Almeida Soaroa. sua aenbora, 2 f lhos e
1 crad8, J. Barroso d Mello, Manoel da Costa
Ferreira, Dr. Miguel 8. Argolo, Jos L. de Son-
za. Olympia de Souza Castro e ama criada, Lan-
delinode Souza, Alfredo A. Praaeres, Dr. Arthar
I.e sua senhora, commenaadw Manoel da Silva
Leao, Jo A. de Cmviho, jmatiao da Silva Tor-
res, Antonio Joaquim Dim, Mathias G. Aaaump-
co, Josepha de Jean, Octavio C. da Silveira,
Jos Francisco Bens, Jos Francisco Verdade,
Joo dos Santos, JoJo Jos Velloso, Francisco Ri-
bero, Manoel Antonio Pereira, Jos Callado da
Silveira, Gustavo de Sauza, Anca da Silva, Joio
F.ancsco da Costa, A. Pereira Liberato e urna
escrava.
Sabidos.para os ports do sul no vapor na-
cional S. Francisco :
Commeadador Manoel fceao, Jos Libanio da
Silva.
Boda da Fortuna-Por esta casa foram
vendidas as segmntei seres da lotera de Alagdas
extrahida hontem:
24133 40:000*OTO
28651 20:000*000
11U3 5:000*000
Assim como as approxmacoes e toda centena
do 1 o e 2. premio.
IjoCeria de MaceloPor telegramma re-
cebido pela Casa Feliz, sabe se que, na 5* parte
da 12 lotera extrahida em 27 do corrente, toram
premalos oa seguintes nmeros :
13.462 200:000*000
24.133 40:000*000
28.651 20:000*000
12.240 10:000*000
11.113 5:000*000
1.239 2:000*000
3 114 2;OuO*qqo 2:000*000
7.019
11.474 2:000*000
16.608 2:000*000
17.219 2:000*000
25.890 2:000*000
36.017 2:000*000
39.654 2:000*000
Premio de i:OOoS
1.498 1.804 3 752 8 225 10.086 10.598
11.478 14.782 17 720 18 693 19.016 19.980
21.958 25.479 27.464 31.262 31.546 32.6?8
32.882 32.980 35.935 38.472 38.570
/approxiaaroea
13.461 4-000*000
13.463 4:000*000
24.132 2:000*000
21.131 2:000*000
28.650 1:350*000
28.652 1:350*000
Os nmeros de 13.401 a 13.500, excepto o da
sorte grande, esto premiados com 4O0*.
Os nmeros de 21.101 a 24.200, excepto o pre-
mio de 40:000*000, esto premiados com 200*.
Os nmeros de 28.601 a 28.700, excepto o que
sahio i premio de 20:000*000 estilo premiados com
100*.
Todas aa centenas cujoa dous algariarnos term-
, narem em O, esto premiadas com 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminarem
cstao premiados com 2*.
Mercado Munlclial de H.
! movimento deste Mercado no dia
rente, foi o seguinte:
Entraram :
35 bnis pesando 5.321 kilos.
424 kilos de pene a 20 rea
63 cargas de farinha a 200 r6is
I 19 ditas de iructaa diversas a 300
res
18 taboloirop a 200 res
6 su i nos a 200 res
Foram oceupados:
21 columnas a 600 rea
27 compartimentos de faiinha a
500 res
23 compartimentos de comidas a
500 ris
72 1/2 ditos de legumes a 400 ris
17 compartimentos de auino a 7iK)
ris
12 ditos de tressuraa a 600 re
2 talhos a 500 ris
8 ditos de ditos a 2*
51 talhos de carne verde al*
ira e 3
Jos.- O
27 do cor-
8*480
12*600
5i700
316!'0
1*200
12*690
13*500
11*500
29*500
11*900
7*200
1*000
io*oou
51*00*
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 c 39.
Tambem se acham vendana Casa da Fortuna
ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de SOOtOOOAooo
A 6' parte da 12* lotoria, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivelmente no dia 4 de Maio s 11 horas
da manh.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Lotera da provincia Quinta-fera 29
de Abril, se extrauir a lotera n. 51, em bene-
ficio da matriz de Pnnellas.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreciarlo do publico.
CcmKerio Publico Obituario do dia 22
do corrente :
Adolpho, Peruambueo, 2 1|2 anuos, Boa Vista ;
gaatro enterte.
Manoel, Pernambaco, 35 annos, solteiro, Santo
Antonio; congestao pulmonar.
Julio Thomaz Barros Carapello, Pernambuco, 23
anuos, casado, Olinda; febre.
Josepha Mara Gonealves Simoes, Pernambuco,
31 anuos, casada, B ja-Vista ; adynaraia
Manoel de Jess Cordeiro, Pernambuco, 100
anuos, viuvo, Santo Antonio ; derraraamento ce-
rebral.
Jos Francisco de Salles, Pernambuco, 67 an
nos, casado, S. Jos ; meninge encephalit?.
Mara Amalia Mafra Padilba, Pernambuco, 28
annos, casada, Olinda; beriberi.
Rita, Af.-ca, 74 aunos, soiteira, Boa-Vala ; ca-
chexia.
Manoel, Pernambuco, 3 inezes, S. Joa ; con-
vulsoes.
Romeu, Pernambuco, 6 aunos, Boa-Vista; ver-
mes.
Jos Vicente Moreira, Al igoas, 27 annoa, 8ol-
teiro, Boa-Vista ; tubrculos palmonares.
Flix Antonio da Cunba Cantace, Pernambu-
co, 29 aunos, solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pul-
monares.
Guilherme da Costa, frica, 60 annoa, casado,
Boa-Vista ; pneumona.
Florida, Pernambuco, 3 aunes, S. Joa ; con-
viiisoes.
Maria, Pernambuco, 5 das, Boa-Vista ; con-
vulsoes.
Othilia, Pernambuco, 2 mezes, Santo Antonio ;
febre paludosa.
23
Jos, Pernambuco, 22 das, Boa-Vista ; ente-
rite.
Lniza Maria da Conceica, Pernambuco, 26 an-
nos, Boa-Vista ; anemia.
24 -
Manoel, Pernambuco, 7 das, Boa-Vista ; cen-
vulses.
Francelna Maria da Conceico, Pernambuco,
41 annos, casada, Santo Antonio; tubrculos pul-
monares.
Amalia Rodrigues Pinto, Pernambuco, 39 an-
nos, soiteira, S. Jos; osteo sarcoma.
Amelia, Pernambuco, 20 mezes, Santo Anto
no ; dentico.
Constantina Mara da Coocecao, Pernambuco,
18 aunos, casada, BovVista ; febre bili >sa.
_ Serafini Bandeira; frica, 70 annos, viuvo, B ja-
Vista ; pneumona.
Iguez di Cunha Chaves, Rio Grande do Norte,
21 anuos, aolteim, Uou.-Vi.ita ; tubrculos pulmo-
nares.
Manoel, PernamOuco, 45 dias, S. Jos ; gastro
enterte. *
Gustavo, Peruambueo, 5 muses, S. Jos ; diar
rba.
Auna Mara da Conceico, Pernambuco, 36 an-
nos, soiteira, Boa Vista ; tlibrenlos pulmonares.
Joo Januario da Silva, Piauby, 20 annos, sol-
teiro, Recif? ; bcriocri.
Pedro, Pernambuco, 9 mezes, Recife ; dentiyo.
Joanna Maria de Jess, Pernambuco, 70 annoa,
viuva, S. Jos; padeciraeiitos inveterados.
Pl'BLIGACflES \PEDID0
Deve ter sido arrecaiada neate dia
aquantiade
Dbitos dos dias 25 de Marco a 27 do
corrente, recebidos
dem at 27 do corrente
Foi arrecadado lquido
corrente
no da 27 do
188*280
5J600
193*880
7J6.J0
186*280
Precos do dia:
Carue verde a 490 e 241 tia o kiU.
Suios a 560 c 720 ris dem.
Carnero a 600 e 1*000 ris dem.
Farinha de 3 JO a 0'i l ris a cuia
Mlho de 320 a 480 rea dem.
Feijao de 80) a 1*200 rea dem.
Matadonro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 16 rezes para o consu-
mo do dia 22 do corrente mez.
Lotera Extraordinaria do V;>t
rangaO 4 e ultimo sorteio das 4* e 5a sei iea
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, aura extrahida a 12 de Junho proxi
mo.
Acham-Be exposto a venda os restos dos bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marca
o. 23.
PaMNagelroM Chegados dos portos do sul Lotera da corteA 2a parte da 196 lo-
ne vapor nacional Para : teria dacorre, cujo premio grande de 100:000*,
Dr. Silvio Romero e sua familia, alteres i'ar- ser extrahida no dia 1 de Maio.
Boiv cominerclal de Pernam-
baco
3ecife,.27 de Abril de 1386
As tres horas da tara*
('otacoes otciaes
Accoes da companhia de Seguros Icdemnisadora,
do valor de 200* a 335* cada urna.
Accoes da companhia de seguros Pheoix Pernam-
bucana, do valor de 200*000 a 335*000
cada urna.
Apolices provnciaea de 7 0/0, do valor de 1:000*,
ao par.
Letras hypothecariaa do banco de crdito real de
Pernambuco, de juro8 de 7 0/0, do valer
de 100* 93J000 cada urna.
Couros salgados seceos, 540 rs. o kilo.
Cambio sobre l* d?t!, 90 d/v. 21 1/2 d. por 1*,
do banco.
Dito sobre dito, vista, 21 1 4 d. por 1*000, do
banco.
Cambio sobre Para, 4 vista, 449 re. o franco, do
banco.
Dito sobre dito, 90 div. 444 rs. o franco, do banco.
Cambio sobre Hamburgo, vista, 556 rs. por R.
M., do banco.
Cambio sobre Lisboa, 90 d/v. 148 0/0 de premio,
do banco.
Na hora da : olsi.
Veddei am-se :
2 apolices provnciaea.
22 letras hypothecarias.
Gaf 15G saceos a Joao Moreira A C, 15 a L. A. Sequeira, 10 a Gongalves Irraao
222 a Souza Bastos Amonio & C, 200 a & 0., 10 a Albino Amorim dC, 15 a Ma
Domingos Cruz & C, 127 a Joaquim Fer- i chalo & Pereira.
reir de Carvalbo & C., 128 a Augusto Fi-
gueiredo & C, 130 a Soares d'Amarul Ir-
naos, 110 a Ferreira de Csrvalho & C",
65 a Feraandes & Irraao, 50 a Justo T*i
xeira & C, 40 a Siqueira Ferraz & C, 15
a Braga & Lopes.
Estopa 4 f .rdos ao Prolong-imento da
Estrada de Forro do S. Francisco.
Fazendas 1 caixa a Cramer Frey & C.
Fumo 100 volumes ordem, 8 a V. Pe-
reira Pemia.
Graxa 6 pipas e 23 barricas ao Prolon-
g.imento da Estrada de Ferro de S. Fran-
cisco.
Miudezas 5 caixas ordem.
Mercaduras diversas 6 caixas a Capita-
na do Porto.
Oleo de linhaca 30 barris ao Prolonga-
ment* da Estrada de Ferro de ti. Fran-
cisco.
Panno d'algod3o 5 fardos a Silveira &
C, 10 a Ferreira & Irmao.
Sola 1 amarrado a Mendos & Oliveira, 1
a M. M. Cruz, 1 a Braz Januario Fernan-
des.
Veruiz 3 caixas ao Prolongamento da
Rio Grande do Norte
o capitao Joao sevkrino maciel da cos-
ta e o SEL' DETRACTOR URBANO JOA-
QUIM DE LOYOLA i -.RATA.
Einbalie esperamos at hoje que o Sr.
Loyola Barata viesse imprens desfazc.r
a lefeza que produzimos eiu artigo publi-
cado neste Diario le 26 de Fevereiro do
corrente anno, em favor do Ilustro capitao
Maciel da Costa, ex comraan'lante da com-
panhia de infantera daquella provincia !
Esse {Ilustre desconhecido, que usando e
abusando da imprens:, cuja missito nao c
por certo insultar, principalmente a quera
nSo pode defenderse por estar ausente, e,
se bem que tenha amigos que d'isso se in-
cumbam espontneamente, nao o podem
fazer senito tardiaraeote, por falta de co-
nhecimento da acciuago articulada ; esse
illustre desconhecido, repetimos, logo qu
vio que alguem lhe embarga va o passo,
recolheu-se no silencio e nSio deu maia
signal de vida /
Se isto nao o caractej/stico do cobar-
de que so ataca traic2o, n5o sabemos por
certo o que seja.
Esse proced ment nos traz a convic^ao
de que o Sr. Loyola Barata no tem de
seu lado a mnima parcella de razao, e s
procurou, em lraguagem desenfreada e
insultuosa, verse consegua levantar urna
opiniSo, ainda que ephemera, em favor do
seu genro que, na qualidade de subalter-
no e commandant interino da companhia
de infantera daquella provincia, ende o Sr
Loyola Barata na sua qualidade de sa-
gro se havia constituido o verdadeiro fac
totum, cuja posicSo nao se resigna va a
perder com a administracSo moralisada
do capitn Maciel da Costa, commetteu o
ropsino alfares Moreira, de parceria com
seu sogro um seu cunhado, actos de ver-
dadera malversarlo, sinSo de pilhagera e
at de esuamoteagao !
Esta coavi.-cSo mais se arraiga era nos
so espirito pelo facto de ter o Sr. Loyola
emigrado para a iraprensa desta provincia,
alheia aos acontejiraentos, e onde espera-
va que o nosso amigo nao se podesse de-
fender I
Porque o Sr. Loyola Barata, nao accu
sou o capitto Maciel da Costa no proprio
theatro dos acontecimentos ?
Nao seria porque alli, o nosso amigo se
defendera prompta e cabalaiente com os
proprios fa:tos?
Tartufo!......
Vamos aos facto:
No Diario de 27 de Fevereiro do cor-
rente anuo, publicou o Sr. Loyola Barata
o seu terceiro artigo; e, em linguagem
baixa, propria mesmo de si, nao se lirai
tou a insultar smento o capitao Maciel da
Coste, aateadeu s". t ida casse !
Depois do a-sa-ar os maioros insultos ;
depois de attribuir liie attoa proprios e
dignos de si e de seu g-nro.. diz ;
Entra seus coll-gas os tactos desta or-
dem praticulos polo Sr. capitao, so abun-
dantes, etc. etc.
Que audacia de garoto I
Aqui, em Pernamb:i':o, esse qudam nilo
se aaimaria a tanto, porque, com cert -za,
no dia em que pubii -ass'j s-inehante in
solt a urna casse intuir, nao dorma com
os dcnl-s cora qae lia a amanhe ido.
Era seguida, vem esse capadocio phara-
teiiaado historias de moa mulher cas ida,
sera se lembrar de si, motivo porque su-
blohamoa o substantivo genro.
Animad i p la prrrt>ceao que Iba dispensa
qtlKio tev.- aioda o leseara do npres-ntar
presiden:-! rl i provincia qu-. teH a cn
(h>8c-ndencia 1^ receberedar Beguimento,
una
t<.rio,
sabor, os a-t isa lininistraiivoi doco.unari-
laut'i da companhia, do pura e simulea
iis iplina e ec momia iuterna !
Com que uompet-nuia, pergaatamos nos,
presenta-so ato typo qualquer, dimuncian
o prineira aut>iridade la provincia, de
suppostjs actos de malreraacao que en ten
doiu somente com a administragilo militar
iti-im ini i, verdadeiro libello diffuna-
em qae analysava >; comenteva seu
s a -t >s a I
(i-
Norte, nilo b a ver
E' preciso que ve-
cxtranlios a casse,
governo do que se
dos quarteis ? Ou a
fiscalisacao dos ga
eJINIMKNlOS PUBLICO
Mea ce Abril de 18hb'
1 a 26
uj-ASotaaDi1
'.. m d< 27
IJl'JMBaHoBI \)i 1
(geu. iu 27
26
56:418764
24.014,746
586:433*540
39:55U072
4:0544143
ihbvx^j.' rovibciu. ue 1 a 26
'derr ie 27
43:605215
92:187/310
4 04040
Ka.?m r>EUN*n-
-De 1 a 26
96:228150
14:609*955
476*083
co, 1 dita com 97 ditos de dito refinado e 1 dita
com 118 1/2 ditos de dito mascavado.
Na barcaca Marlha, carreguram :
Para Mamanguapp. J. G. Coimbra 300 saceos
com f.tiinha de i.andioca ; P. de Barros Jnior
35(1 ditos com dem.
Na barcaca Puraguastit, carregou :
Para t-arabyb, J. liaptista 200 saceos com
farinhi' de mandioca.
15:086/038
Esfr.
Fra da bolsa -Sob roposta
Venderam-se :
40 accoes da cooipanhia Indcmnisadora.
25 ditas da companhia Pbenix.
P. J. Pinto,
Presidente
bandido C. G. Aicof.rado
Secretario.
DESPACHOS DE IMPORTADO
Vapor nacional Para, entrado dos portos
do sor, no dia 7 do corrente e consignado
ao Visconde de Itaqui do Norte, manifes-
tou :
Cargu do Rio de Janeiro.
Chapeos i caixao a Affonso Oliveira &
C, 1 a Augusto Feraandes & C, 1 a J.
Christiani 4 C, 1 a Carvalbo Irmao & C
Couros 1 caixote a Bn>z Januario Fer-
nandos.
itrada^i
e Ferro de S. Francisco.
Costa.
agre 10 barrris a Joao Ferreira da
Xarque 1,175 fardos a Amorim IrmSos
& C, 100 a T. Flix de Mello, 100 a Viu-
va Cunba Genro 4 C, 100 a I. F. de Na-
zaretb, 50 a A. Feraandes d'OIiveira, 40
a Joao Baptista Pinheiro, 50 a Jos Pieda-
de & C, 40 a Mello 4 SimSo, 20 a Ber-
nrdino Ramos, 20 a Jos D. Pereira de
Azevedo.
Carga da Babia
Azeite de peixe 5 barris a B. J, da Sil-
va Moreira.
Charutos 2 caixoes a Sulzer Kauffman
& C, 1 a Guimaraes Irmao & C, 1 a AI-
meida Machado & C,
Chapeos 2 caixoes ordem.
Fio d'algodao 20 saceos a Ferreira &Ir-
n ao, 14 a Joao Francisco Leite.
Fumo em folha 110 fardos ao mesmo.
Lona 3 fardos a Ferreira 4 Irmao.
Panno d'algodao 20 fardos aos mesmos,
0ESPACII0S DE EXPORTAgAO
Em 26 de Abril de 1886
Para o exterior
N* barca portugueza Isolina, carregou :
Para Lisboa, C de Parias Tavares 4 garrafoes
com 56 litros de agurdente.
Para o Interior
No vapor oriental Malveiras, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, L. J. S. Guimaraes
250 barricaa com 19,956 kilos de assucar branco.
No vapor nacional S. J-ancisco, carrega-
ram :
iPara Bahia" Amorim Iruios 4 C. 100 barricas
com 11,631 kilos de assucar brance
No vopor nacional Para, carregaram :
Para Mandos, H Oliveira 20 barris com 920
litros de agurdente ; F. de Moraes 2 pipas com
920 ditos de dito e 20 barricas com 1,650 kilos de
assucar branco.
No hiate naso.al kpudy, carregou :
,_P"a Mo8r, H. C. Guimaraes 2 saceos com
loO kilos de assucar branco.
Nq h ate racional Adelina, arregaram :
'*" aco, F. de Moraes 1 pipa e 5 barris
com 8b0 litros de agurdente ; J. V. Ferreira da
Silva 12 barricas com 1,140 kilos de assucar bran-
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 27
Femando de Noronha35 horas, vapor
nacional Giqui, de 223 toneladas, com
mandante Lourenjo J. de Souza Lobo,
equipagem 29, cm lastro ; Companhia
Pernambucana.
Rio de Janeiro o escalas7 dias, vapor
nacional Para, do 1,999 toneladas, com-
mandante Carlos Gomes, equipagam 59,
carga varios gneros ; ao Visconde de
Itaqui do Norte.
Navios sahidos no mesmo dia
Bahia c escalas -Vapor nacional S. Fran-
cisco, commandante Joaquim da Silva
Pereira, carga varios gneros.
Terra-NovaLugar inglez Ulster, capitao
J. Ahekel. em lastro.
e por tanto de puro regimju interno da
tripa?
No Rio Grande do
zeto administrativo ?
nbam os individuos
dar 'onhecimento ao
est passando dentro
tropa alli est sob a
rotos ?
Felizmente para o excreto e para o ca-
pitao Maciel, o ministro da guerra nilo que-
r-mdo i'ii totum, faltar com as leis da cor-
t.-.zia a um del.gado do governo, man Ion
que o denunciado informasse sobre ade-
nuncia monstro e fi :ou sa:sf-ito I I !
Que cheque mate para o protector do Sr.
Loyula 1
Se passasse em julgado o precedente
que se quiz estbelecer no Rio Grande do
Norte, essa jurisprudencia nova resorvada
ao criter> de......mal estariam os com-
mandantes dos corpos Com esse julqalo
novo, qualqur Loyola Barata apreoentar-
se-hia aruanha denunciando de um com-
mandante por a^tos de pura disciplina e
ri'gimen interno, para o que, as pro-
vincias onde ha com mandantes de armas,
nem os proprios presidentes teem compe-
tencia, como muito bem decidi o governo
pelos avisos de 10 de Novembro de 1S29
e 26 de Maio de 1859, quanto mais um
Barata e e/'iisdeam furfuris. Mal e muito
mal estariam os comman Jantes de corpos !
Isto nilo se comenta.....
Para no alon^armos muito este artigo,
deixaraos de publicar hoje o parecer do
consclho de investigajo a que respondeo
o al fe res Paua Moreira, genro do Sr.
Loyola Barata, e que apezar da parcialida-
de de seas membrosad hoc escolhilos, nao
poude deixar do reconltecer em parte a ac-
cusaclo que lhe fez o c-ipito Maciel da
Costa ; e, ainda apezar da grande protecad
nao pO le deixar de ser submettido con
s'lho de guerra, nao obstante o dis-pos
to na imperial Reaoluyao de 4 de Maio
de 1870.
M. F.
VAPORES ESPERADOS
Mariner de Liverpool hije
Magellan do sul hoje
Ntva do sul Maio amanh
Advance do sul a 3
Cear do norte a 3
Amazone da Europa de New-York a 6
Amazonense a 6
Mandos do sul a 7
Ville de Cear da Europa a 8
Tomar da Europa a 10
Bahia do norte a 13
Trent do sul a 14
Espirito Santo do sul a 16
Finance do norte a 17
Desterro de Hamburgo a 20
Pira do norte * 23
Tagvs da Europa a 24
Smegal do sal a 25
Cear do sul a 26
La Plata do sal a 29 '
Minas-Geraes
Chamamos a attencSo dos homens sen-
satos para a seguinte transcripgSo :
ADMINISTRAC^AO DA PROVINCIA
Tendo de tomar assento na Cmara dos
Deputados, como representante do 1." dis-
tricto de Pernambuco, deixou hontem a
adminisiracao desta provincia o Exra. Sr.
Dr. Manoel do Nasjimento "Machado Por
tella, partindo hoje, s 7 horas da manh.a,
para a corte, acompanhado de varios ami-
gos, que o aeguirara at certa distan a.
Como sabem os nossos leitores, recebe-
mos nestas columnas o Sr. Dr. Portella com
a urbanidale e o cavalheirismo devidos a
um cidadao que na poltica do paiz j tem
um norne feito, e cujos precedentes do ho-
mem moderado e honesto eram geralmente
conhecidos e apregoados.
Se nao foram completamente sitisfeitas
as esperances quo depositavam na pess.i
de S. Exc. como administrador, cabe-nos,
entretanto, dizer, em homenagem verda-
de, que S. Exc. nao se inspirou em quera
quer que fosse para dirigir os destinos desta
vasta provincia, nem se constituio instru-
mento em maos de camarilha.
NSo fez ao partido liberal o menor favor,
nem recebeu solicitacoes nesse sentido, nao
s porque o prohibiam os brios e a dig-
nidade dos nossos co-religionarios, como
porque o seu carcter poltico nao autori-
sava semelhante procedimento.
Al-: de tudo, o partido liberal mineiro
tem vida propria, dispoo de um psssoal
to esclarecido como indepenlento e, afas-
tado das regios officiaes, longe de se aba-
ter, maotm-se mais unido e disciplinado,
ganbaado assim mais vida e enthusiasmo
em suas lutas, nos seus pleitos.
Convencido de que a imprensa seria
urna forja, um poderoso auxiliar da admi-
nistracao, S. Exc. teve, por vezej, de ce-
der a seus reclamos, cortando abusos, coa-
demnando immoralidades.
Esta maneira de proceder, qne honra
sobremodo os crditos dos estadistas, qne
sabem prezar a sua reputaco e a sua
probidade, s nao foi, como era de espe-
rar-ae, applaudida por aquellos que, acos-
turaados poltica rasteira tudo que quer
o amigo conveniente nao comprehen-
dem a poltica larga do respeito aos direi-
tos do adversario, da escolha entre os pro-
prios amigos, dos mais aptos e moralisaos,
ainda que partidarios prudentes e modera-
dos.
O Sr. Dr. Portella servio ao seu parti-
do em tudo quanto nao lh'o vedava a mo-
ral administrativa.
Apezar de tsr encontrado o terreno
amanhado pelo seu antecessoro here de
tantos disparatea -; S. Ex. o Sr. Dr. Pojr
tella demittio os pobres agentes da c.jrreio,
que ainda haviam escapado ferocidade
do Sr. Teixeira de Souza, exonerou rauitos
exactores e; promotores pblicos, sem o
menor fundamento, unioa e exclusivamente
por serem liberaos.
Nilo mandou, porm, certo, que a for-
ja publica fuzilasse os nossos co-religiona-
rios, nao deu ordem no sentido de serem
esreados os collegios eleitoraes, nilo nomequ
ladro 's, nem asaassinos, para cargos pbli-
cos, nSo praticou Ilegalidades, nao se cer-
cou dos patoteiros, zelou escrupulosamente
os dinheiros pblicos, guardando nos seus
actos perfeita sisudez e mxima moralidade.
6 a sua administracSo nilo foi fe randa,
foi, entretanto, rigorosamente honesta.
E' falso, falsissiraoo que j se preten-
dau insinuar quo S. Ex. tivesss privado
com os liberaos.
No exercicio do direitos garantidos pelas
leis do Imperio, o partido liberal, por n-
ter, nedio de um de seus raembros, teve
ooeasiao de exigir de S. Exc. providen-
ciasdessns que silo devidas, em todos es
teinp s e em to las as naco.'S livres, quelles
qn- fazera parte da mesma cornmunhao 33-
cial e poltica.
Isto, porm, foi feito s claras, e mu
propositannente annunoiavamos p.'la nossa
folha as reclaraacoa f'eitts, o resultado
d'ellas o proprio nomo d'aquelle que so-
bre si havia tomado semelhante encargo.
No carcter particular, o Sr. Dr. Por-
tella ruve!ou-se sempre um caV lheiro dis-
tineto e da mais aparada educacilo.
E' o que nos cabe dizer em homenagem
ao Ilustre cidadao de quem hoje nos des-
pedimos.
Ouro-Preto, 14 de Abril de 1886.
(Do Liberal Mineiro.)
Subdelegada de Santo Antonio
Deixou hontem o exercicio de sublela-
gado da freguezia da Santo Antonio o res-
pectivo 1. supplento o Sr. Antonio de
Borba Coutinho.
Durante o tempo qu S. S. exereeu esse
cargo raanteve-se sempre na altura de seus
nebros sentimentos prestando relevantes
servicos, concorrendo e conseguindo tanto
quanto permittiam suas fon; is para o bem
estar da freguezia, cujos habitantes consi-
deram-se satisfeitos.
gFazemoa votos para que S. S. volte ain
da ao exercicio, muito embora confiemos
sobejament no subdelegado effectivo, de
ausm j (vemos a satisfa^o de nos soca-
par.
Recife, 27 de Abril de 1886.
i
II. Burle & C, convilam aes Srs. so-
cios da Empresa das Minas do Assuru,
residentes nesta cidade, comparecerem
no seu escriptorio ra do Mrquez de
Olin la ns. 7 e 9 at o da 30 do corrente,
ali.n de tomaren) conhecimento dos esta-
tutos da Empresa das Minas do Assuru
e reaolverem sobre os quinh5es a que teem
direito de preferencia na subscripeo aber-
ta paramlevantaraento ds capital desta Com-
panhia.
Recife, 27 de Abril de 1886.
Hotel Oriental
Nilo tem taaSo alguma o autor do an-
nun rio com esta epigr.tplie e assignado
Um indignado, que pelo Diario de hoje,
chama a attencao do respeitavel publico e
especialmente dos Srs. passageiros quo
chegam do norte e sul do Imperio para o
prejo de cinco rail ris, que se cobra neste
estabelecimento para dormir, o que abso-
lutamente inexacto.
Se o Um indignado, que alias nos mui-
to conhecido, tivesse memoria mais feliz,
por certo se lombraria de que com mais
dous amigos, pernoitou no referido^Hotel e
servio-so do urna garrafa de cogaac, que
voltou vasia, tendo ido cheia, pelo que pa-
gou cinco mil ris e que originou a recla-
macao impertinente a tao justa exigencia
e3tendendo-se iinprensa pelo annnncio,
que contestamos mais em atteujo ao pu-
blico do que ao seu auctor.
Recife, 27 de Abril de 1886.
Antonio Francisco Vieira de Maga.lha.es & C-
Despedida
O bacharel Henrique de Barros Lins,
nao podendo despedirse pessoalmente de
seus amigos, pela prestesa de sua via-
gera, o faz polo presente, e lhes offerece
os seus diminutos prestimos ao Rd de Ja-
neiro, onde pretende demorar-se por algum
t.-mpo.
Merece aatten$o dos
Sis. mdicos
Attesto e juro, sob a f de meu gru,
que tendo empregado sem proveito varios
medicamentos pan debellar urna sciatica
rheumatica, na senhora do Illm. Sr. Ange-
lo de Souz i Cordeiro, da ra da Prainha
n. 127, vi a molestia ceder depois do uso
de oito vidros de Cajurubeba, composicao
do Sr. Firmino Candido de Figueirelo,
medicamento a que se submetteu, de seu
moto proprio, a mesma referida senhora.
Dr. Jos Antonio de Almeida.
Rio, 12 de abril de 1886.
Est reconhecida a firma pelo tabelliao
Francisco Pereira Ramos.
(Ext. da Qazeta de Noticias.)


, \
avsfr*--
i mam r


Diario de PernambucoQuarta-feira 28 de Abril de 1886
O Dr. Amphilophio B. Freir de Car-
valho. A este nosso distincto amigo foi
dirigido o seguinte aviso :
Rio Je Janeiro Ministerio dos Nego-
cios da Juatica 2 de abril de 1886. Ihm.
e Exm. Sr. Agradecendo o mappa e-
monstr tivo das econoraiaa realisadM por
V. Exc, quando presidente da provincia
das Alagas, e que acompanhou o ofScio
n. 79 de 17 do nnz findo, cbeme sig
nificar-lhe que foi tido em muito apreco
pelo governo o Barriga por V. Exc. pres-
tado aquella provincia em relacSo a suas
Enancas. Deus guirde a V. Ex, Jom-
fuim tlfino Ribeiro da LuzSr. juiu de
direito Amphilophio Botelho Freir da Car-
vulho.
(Da Gazeta de Noticias, da Babia, de 11
abril.)
Despedida
O senador Alvaro Barba'ho Uchi Cavalcante,
por encoinmodos de aaude, nao podo despedir-se
de aeua amigos ; pedindu \h 's desculpa, offTece-
inea 8eu prestimo no Rio de Janeiro, onde vai de-
inorar te durante a prxima sessao legislativa.
Recife, 23 do abril de 1886.
Despedida
Manoel Flores, socio da casado Guima-
riies Irma i & C. su 'censores da viuva
Guilberrae, tendo seguido para Europa
ajrffectuar as compras nnnuaes da casa, c
oo podendo p-la rapidez de sua viagein,
despedir se de todos os seus amigos, o faz
pela presente, oflvrecendo all o sgu limita-
do prestimo.
lassa fallida deFranciseo Teixei-
ra Barbosa
O administrador da massa fallida de
Francisco leixeira Barbosa, tendo de pro-
ceder classitiuayao tic crditos, convida
aos respectivos credores a cxbibirem no
prazo de 8 das, contar desta data, s
eus ttulos para que uiua vez verificados
tenham a devida claseitcacao na Praga
da Independencia n. 40.
Joaquim da Silva Carvalho.
que -ir o oleo de ligado
de bacalho t
n. 400
A resposta dependa da quali iale do genero O
oleo puro medicinal de ligado de bacalho de Lan
man &. Keinp, extrahido dos figados frescos do
peixe acabado de c ilher, tem verifica lo taca curas
de tysica, complicad* cota escrfulas, que oeria mu
diffici! encontrar iguaes nos aunaos da medicina.
Tauto nos bospitaes, com>na pratica privada
dos mdicos os mais distiuct03, os djentes exte-
nuados o apparentemeuto desengaados em conse-
quencia de se verem atacados dos casos mais agu-
dos das ontermidades do pultnio c da garganta,
restabelcceram-se com o seu uso, ooin una ropidez
tal, que os prufeasores de medicina coiifessam que
nao tem paiallelo em sua experiencia.
Se o espado nos permitase apreaentar aqui os
casos de curas transcriptas por ditos mdicos e ex
trahidos de suas memorias, assombraritin os leito-
ree. Nil tlexperantlum. Nuuca desesperis em-
quanto tiverde mo este remedio puro e incom
p*ravel us curas das aff-ccoes pulmonares. E no
entanto elle ae aclia sempre ao voseo alcance.
Acba-se venda em todas as priucipaes bonicas
6 lojaa de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C
ra do Coinmercio n. 'J.
N. 6. Em casos de lisies no primeiro e
segundo grao o poder curativo da Emulso
de Scott surprehendent".
As suas propriedade8 sanativas e fortifi-
cantes e as suas virtudes balsmicas e cal
mants faz.'in-se sentir inmediatamente ao
principiar a tomar o remedio.
Dr. Mello Gomes
MEDICOPARTEIRO OPERADOR
Iiiia do Barilo da Victoria {'intiga
ra Nova n. 37) 1." andar
Dedica-se com especialidad ao cura-
tivo daa febres, molestias de peito e daa
senboras, sypbilis e es'rcitamentos da
nrethra.
Consultas das 10 ao meio dia. Chama-
dos a qualquer bora do dia ou da noite.
e por srieg, mediante SDrteio, os portado-
res das apolices de 6 [0, que nao quize-
rem receber em troca aquelles ttulos.
Art. 2" Considerar-se-ha como tendo
asilado a conversan os possuidores que
fio redamaren) o embolso dentro dos se-
guales prasos: dez dias, contados ue 26
do corrente para a corte e provincia do
Rio de Janeiro; quinze dias, a partir da
me8ma data, para as provincias servidas
pelo telegrapho ; e para aquellas, em que
nao existir correspondencia telegrap dea,
quinao dias contados da publicacao deste
decreto na respectiva folha bfficial ; e final
mente, quarenta e cinco dias para o exte-
rior do imperio a contar do refer 1 > dia 26
do corrente
Art. 3o Nio prec8am do autjrisajfio
ou firraalidaie judiciaria para ajeitar a
conver6io:
1 Os tutores, curadores, garen'es, ad-
ministradores e raas representantes legaes
ou necessarios do dono de apolices.
2o 0 usufructuarios ou h rdeiros fidu-
ciarios nos casos de usofructo e fidei com-
misso.
Art. 4o As recIamacSes se rilo dirigidas
reparticilo onde se acharem inscriptas as
apolices, ou delegacia do thesouro em
Londres, se o proprietario se adiar fora
do imperio e preferir este alvitre, entre-
gndole nesse acto os titulos de que se
dar recibo.
Ar. 5o Logo que for apresenta la a re
claraacao cessar o direito de transferencia
das apolices, continuando, porm, a p r
contados os juros at ao dia do resgato.
Art. 6" As apolices, cujo pagamento
nao houver sido redamado, vecero os ju-
ros de 6 |0 at 31 de Dez"rabro do cor
rente anno, e do 5 |0 do Io de Janeiro de
1^87 em diante.
Art. 7" A troca das apolices de 6 j0 pe-
los novos titulos, far-se ha sera despesa para
os aceitantes da converao, no Thesouro,
Thesouraras de Fazenda e delegacia do
tos de Desenho Liuear, nells por engao omit-
tidos.
/^Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 26 de Abril de 1886.--=0 secretario,
Pergentino S. de Aravjo Galvdo.
DECLARARES
Thesonraria de Fazenda
*jDe ordem do Illm. Sr. inspector, intimase a
Vicente Ferreira Raposo e Antonio Guilbermino
dos Santos, o 1 para dentro do praao de oito dias
vir pagar a importancia de 1*113 proveniente de
foros de terrenos de marinba, o que est a dever
Phzenda Nacional, relativamente ao exercicio
de 1884-85, e o 2 para em igual prazo pagar
tambnm a importancia de 42*500 do laudomio que
deixou de satisfazer quando vendeu aa casas que
ero ae aua propriedade, situadas rus do Padre
Nabraga, em terreno de marmita, sob 131 B, sob
aa nenas do executivo.
Thesouraria do Fazenda da Pernambuco, 26 de
Abril de 1886.O secretario,
Luiz E. Pinheiro da Cmara.
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Para, esta administracao
eipede malas para os portos do norte, recebendo
impresos e object> registrar at 2 horas da
tarde, e ca-'as ordinarias at 3 horas ou 3 1/2
com porte duplo
Ac'uiinistraco dos corrcios de Pernambu 'O, 28
de Abril de 1886. O administrador,
Affonso do Reg Barros.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro chefe da re-
particao das obras publicas, faco publico que, em
virtude da autoriaacao do Exm. Sr. vice presiden-
te da provinoia, no dia 30 do corrente, recebe-ae
neita reparticJo, ao meio dia, piopostaa para a
execucao das obras de reparos dos dous pontilhoes
do aterro do Porto de Gallinhas, na importancia
de 9002, e da ponte aobra o rio Ipojuca, no enge-
oho Limoeiro, na do 3502, com o augmento de 10
0/0 nos respectivos ornamentos.
As condices dos contratos acham-se disposi-
cSo dos senhores prctendentes para serem exami-
nadas nesta secretaria.
Secretaria da reparticao das Obras Publicas, 20
de Abril de 1886.
O secretario,
Joo Joaquim de Siqueira Varejao
courtMiit
De ordem do Exm. Sr. director interino se faz
publico que em attencSo conveniencia do ser vi-
co das ; ulaa preparatorias de aciencias, foi pelo
uieamu Exm. Sr. conielheiro director prorogado o
prazo da matricula das mesmas aulas at o 1 de
Maio prximo vudouro, assim como que em vir-
tude do art. 17 do regulameuto das aulas prepa
ratoriaa as ferias da paschoa restringem-8e somen-
te aos dias da semana santa.
Secretaria da Pacoldade de Direito do Rscife,
24 de Abril de 1886.O secretorio,
Jos Honorio B. de Menezea.
PEUNAMaUCANA
DE
%avega?o Coste ira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty e Cear
O vapor Pirapama
Segu no dia 5 de
Maio, s 5 horna
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Leilo
Encommendas pasaagens e dinheiros afrete at
as 3 horas da tai de do dia da saluda.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pertambw/mn
n. 12
ED1TAES
Edita! n.
735
Tuesouro em Londres ; emquanto, porm, se
nao realisar esta operaco, servir para, as
transferencias e mais ti'ansaccues as apolices
antigs, fijando sem cfeit) a declaraclo que
ah se l a respeito da tsxa dos juros.
Art. 8o Os novos titulos serlo em tudo
equiparados as apolices at hojo emitti-
dos.
Francisco Belisario Soares de Souza,
do met conselho, ministro e secretario de
tstado dos Negocios da Fazenda e presi-
dente do Tribunal de Thesouro Nacional,
assira o tenha entendido e taca executar.
Palacio do Rio de Janeiro em 17 do abril
de 1886, 65" da Independencia e do Impe-
rio. Com a rubrica de Sua Magestade o Im-
perador. Francisco Belisario Soares de
Souza.
ISSTKUCVES PARA EXECUCAO DO DECRETO
N. 9581 DESTA DATA
Art. Io Us pessuidores de apolices qu-
optarem pelo embolso, poderao fazer por
si, seus mandatarios e representantes le
gaes, as reclaraacoes perante as repar^Ges
era que recebam os juros, ou perante a de-
legacia do Thesouro em Londres, se esti
verem no exterior do Imperio e preferirem
este alvitre. As reclaraacoes deverao m n-
cionar a numeraco e v.lor dos titulos e
o anno da emisso, etc., reconhecida
e legalisada, a assignatura do interes-
sado, seu procurador ou representante ne-
ce8sario. As que forem dirigidas de-
lega-ia, indi arao mais o lugar em que se
cobrara os juros. Os reclamantes apresen
tarao titulos, a procurayao especial, se fo
rem simples mandatarios, e a autorisacao
do poder competente, se forem represen-
tantes legaes : de tudo dar-sc-lbes-ha reci-
bo em forma. ,
Art. 9." Findos os prasos marcados no
decreto desta data as thesouraras e a de-
legacia coramunicarao ao Thesouro pelo
meio mais prompto a soturna a que attin-
gera os pedidos de embolso.
Art. 3o A delegacia enviar os docu-
mentos e titulos reparticSo em que se pa-
gam os juros.
Art. 4" A Caixa da Araortisacito e as
Tliesourarias, medida que forem rece-
bendo as reclaraacoes conferirlo os nme-
ros das apolices com os constantes das
inscripcoes ou contas correntes, e encer-
rando estas, para que se nao possam dar
transferencias, declararao no verso do pe
dido que foram preenebidas as disposicoes
legaes, ou informaro sobre quaesquer du-
vidas que apparecam.
Art. 5" Em seguida remetiera ao The
souro todos os papis e titulos e urn ex
i 'niVaria do Nenhor Bom lesiis
da Via sacra da igreja da an-
ta C'i iiz.
Mesa geral
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os nosso* i raos para comparecerem em nosso
consistorio no da 30 do corrente, pelas 6 horas,
afin de reunirmos em numero legal, como deter-
mina o art. 40 do compromisso que nos rege, para
proceder se a eleifilo da nova mesa regedora que
tem de reger a nossa confraria no anno compro-
aissal de 1886-87, de conformidade com os arts. >
24 a 31 do mesmo compromisso.
Consistorio, 27 de Abril de 86.
O escrivao,
Jos Francisco de Figseiredo.
t'wiilniaii don I iiik i oiinri..^ Pro-
luclaen de Pernambuco
De ordeon do Sr. presidente, convido ros senho-
res aaaociudoa comparecerem a aeaaao da aasem-
bla geral, convocada extraordinariamente para o
dia 29 do c-irrente. s 4 1/2 doras da tarde, afim
de assignarem a representacao que esta associa-
cao tem r"e irigir Aseembla Legislativa Pro-
vincial, sobre as iredidas consignadas no prnjecto
de lei do ornamento e manifeatamente prejudiciaca
aoa interesaes dos funccionarioa nublicoa.
Secretaria da Aasociacao, 27 de Abril de 86.
Alfredo dos Anjos,
1" secretario'
Instituto Archeologico e Gcogra-
phico Pernambucano
Quinta-feira 29 do corrente, baver aesso or-
dinaria hora do coatume.
Secretariado Instituto, 27 de Abril de 1886.
BaptUta Regueira,
1' secretario.
VENERAVEL
Confraria de Santa Rita de Cassia
De ordem do irmao sub-regedor c de conformi-
dade "oin o art. 66 do nosso compromisso, convido
aos irmaos desta confraria para que, reunidos no
consistorio da a cama, domingo 2 de maio v'n-
donro. pelas 9 horas da manha e depois da missa
votiva do Espirito Santo, tenha lugar o cnllegio
representativo afim de se proceder a eleicilo dos
novos funecionarios para o anno de 1886-1887.
Secretaria da Contraria de Santa Rito de Cas-
sia, em 27 de abril de 1886.
O secretario interino,
Gliccrio Coelho do Espirito Santo.
Companhia de Edificado
Communtca >e aos Srs. accionistas, que por de-
I liberacao da directora foi resolvido o recolhimen-
to da segunda prestacao, na razao de 10 por cento
do valor de cada accao subscripta, o que dever
realiaar-8e no London Brasilian Bank, at o dia
10 de Maio prximo futuro.
Recife, 24 de Abril de 1886.
O secretario,
Guntaro Antnnes.
De ordem do inspector geral se declara o pro 'traeto das inscripcoes que, no dia em que
sor Antn Casado de Aranio Cavalcante, no-1 _-_ .
principiar a executarse o decreto desta
data, existan) era seus livros, mencionando
os nmeros e valor das apolices e as clau-
fesso:
meado per portara da presidencia da provincia,
de 26 de Marco ultimo, para reger a cadeira do
sexo masculino de Abreu de Una, que Iba tica
marcado o prazo de 60 dias, cantados daquella
data, para duutro delle entrar em exercicio da
referida cadeira.
Secretoria da Instrueco Publica de Pernambu-
co, 24 de Abril de 86. O secretario,
Pcreentino S. de Arauio Galvlo.
n. 734
O inspector geral da instruzcao publica manda
azer constar s professoras d ecsito primario,
i .'amula do Carma Torres e Generosa do Reg
Medeiro3 Cavalcante de Albuquorque, esta da ca-
deira da Embeiibeira e aquella da de Pao d'Allio.
que por acto da presi Jencia da provincia de 17
do corrente, permittio se Ih^s p<-rmu:arem as ca-
deiras que regem, e ae Ihea marcou o prazo de 30
das, a contar daquella data, para tomar posse e
as-'iimir o exereiew de suas cadeir.is.
Secretaria da Instruccilo Publica de Pernambu-
co, 24 de Abril de 1886.
O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galoo
Thesouraria de Fazenda de ier
'nambnco 24 de abril de I **
O inspector, em cumprimento ao tele-
gramma de S. Exc. o Sr. ministro c se-
cretario de Estado dos Negocios da Fazen-
da e presidente do Tribunal do Thcsourj
Nacional, expedido a 21 do corrento e in-
trigue no 6ubsequente dia pela manli3, pu
bl,a, para conhecimonto de quera possa
interessar o decreto n. 9581 de 17, tam
bem deste moz, c as instruecujs expedidas
para execucao do referido decreto.
Antonio Caetano da Silva Kelly.
ECRETO N. 9581 DE 17 ABE1L DE 1886,
AUTORISAXDO A CONVERSAO DAS APOLI-
CES DA DIVIDA PUBLICA DE JURO DE G |0
EMITTIDAS EM VIRTUDE DA LEI DE 15 DE
NOVEMBBO DE 18i7.
Hei por baui, pira execucao do art.
7" da loi n. 3229 de 3 de setembro de
1884, decretar :
Art. i O ministro e secretario de Esta-
do dos Negocios da Fazenda, fija auftrri-
sado para converter em titulos de 5 |0 as
apolices de G (0, emittidas em virtude da
lei de 15 de Novembro de 1827, e a fazer
opcracSes de crdito para embolsar ao par
las.
Art. G" Verificados no Thesouro os n-
meros e posse das apolices, orsanisir-s-
nao
designan-
ha urna relacao dos possuidores que
houverem aceitado a conversSo,
do-se a importancia que cada uiu deve re-
ceber ; urna relacilo dos possuidores que
tiverem annuido a converso, mencionan-
do-se as clausulas da inscripcao, os nme-
ros e valor dos novos titulos que Ihes se-
rlo entregues. Essas relajos deveraa ser
enviadas opportunam^nte s reparticoes
que tenliam de realisar o pngamento e as
novas inscripcoes.
Art. 7" Como permittido a transfe-
rencia das apolices, cujos donos aceitarem
a conversao, as reparticoes em que ae. hou-
verem de fazer os laucamentos terao em
vista, nbrindo as novas inscripgoes, as mu-
danzas occorrida8 por transferencia, cau-
cho, etc.
Art. 8" O embolso de pnlices gravadas
com clausulas, so poder ser effectuado
em presenca de autorisacao expressa do
poJer competente.
Art. 9". Estando prompto os novos ti-
tulos proceder-se-ha substituicao no The-
souro, Thesouraras (c Fazenda e delega ia
em L-jndrcs, recolhendo-se os antipos
Caixa da Amortisacao, nos termos das dis
posijies vigentes.
Publique-su quanto antc-s o decreto e in-
strucco -s de que trata o presente telegramma.
- (Assignado) F. Belisario Soares do Sou-
za.
Edita, n. 736
De orden; do Illm. Sr. Dr. inspector geral da
instrueco publica, fa^o saber a todos 03 senhores
profeasor. s de instruccio primaria, que devem
ser considerados como inclui ios na relacio dos
livios approvados pelo conselho litteraiio, publica-
da em Io de Fevereira deste anno ediatiibuida
por esta reparticao, os opsculos de comj osicilo
do profeesor Isidoro Marinbo Cesar, que t im par
titulo Livrj da Infancia Kscolar, e o do Dr. Ay-
rc* de Albuquerqne Gama, denominado El emun-
Rela^So dos contribuintcs coilectados no
2' semestre, que estao sujeitos aos
12, 15, 16 e 29 do art. 2o da lei n.
1860, na freguezia de Santo Antonio
Ru.i do Visconde de Inhauma
n. 2. Teixeira & C., loj de
cigarros 240000
Larga do Rosario n, 28. Jos
Fernandes Carneiro, loja de
cigarros 30?5000
Marcilio Dias n. 34, Carlos da
Fonseca Carvalho, loja de
cera 45000
Lirga do Rosario n. 10. Fran-
cisco Jos de Sampaio & Fi-
lho, funileiro 206000
Barito da Victoria n. 14. Phi-
ladelpha E. A. Fontes, col-
legio 40^000
Duque de Caxias n. 6. Anto-
nio C. Cardeiro Le2o, col-
legio ^ 40000
Dita n. 75 Benvcnuto Lobo,
advogado 6r>000
Primeiro de Marco n. 18. Car-
los Costa F. Pinto Carreico,
advogado 60000
Dita n. 18. Virginio M. Car-
neiro Le2o, advogado 60000
Joo do Reg n. 2. Bernardi-
no S. Duarte & C, taverna 600000
Penha n. 9. Januario Manoel
dos Santos, taverna 240000
Pedro Affonso n. 46 A. Ma-
noel Joaquim Ramos, xar-
que 600000
Imperador n. 17. Hermenegil-
do de A. Duarte, ofB ;ina de
violas 300000
Estreita do Rosario n. 21. Po-
drosa & Santos, loja do mo-
vis 400000
Larga do Rosario n. 36. Ber-
nardino Lopes Alheiro, loja
de lilhetes desta e outras
provincias 500r)000
Cabug n. 2 C. Mello & C,
loja de bilhetes desta e de
outras provincias 500^000
Dita n. 16. Joaquim Pires da
Silva, loja de bilhetes desta
e do outras provincias 5000000
Praca da Independencia n. 7
e 9- Francisco Ramos da
Silva, loja de chapeos 600000
Duque de Caxias n. 71. Couto
Santos &. O., loja de Fazen-
das 1200000
Dita u.Gl. Joaquim Luiz Tei-
xeira & C, loja de fazeudas 720000
Motocolomb n. 56 A. Jos'-
quim Nunes Ribeijo, ta-
verna 440000
Duque de Caxias n. 111. Ale-
xindre da Silva 3raga, loja
de ferrageus
THEATRO
Sil _
Empresa Dramtica
Companhia dramtica, dirigida pelo actor
XISTO BAHA
DOMINGO, 2 DE MAIO
ICsirca da Companbla
1.* representacao do esplendido drama histrico
em 4 actas
GABRINA
OU
1 Goroa Hereditaria U Pana
Deuoininticao dos actos
Io O Herdeiro do Throno.
2." A Troca de Criancas.
3. As duas mai's.
4." Loucura e Reconhecimento !
Os bilhetes podem desde j ser procurados no
theatro Santo Antonio.
Em ensaios a grande mag'ca em 1 prologo, 3
actos e G quadros, toda ornada de msica, trans-
fjrmacoes, visualidades, fngos, machinismos. ote.
A FILHA DO AR
O
A PRINCEZA AZULINA
que subir scena na prozima semana.
H'WI'VMIIl i>i:u\ahk! t tv i
DE
.Vvega< fio (steira por vapor
PORTOS DO SUL
Tamandar c Rio Formse
0 vapor Mandahu
Segu no dia 28 do
corrente, pelas 5 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
dia 27, e pasaagens at
's 3 horas da tarde
do dia 27.
ESCRDPTORIO
cae* da Companhia Perianbn
cana n. 1S
ted SUtes & Brasil Mail S. S. C
O vapor Advance
E' esperado dos portos do
sul at o da 3 de Maio,
depois da demora necessaria
seguir para
naranhao, Para, Barbados, S.
Thomaz e New-York
Para carga, pasaagens, e encommendas tracta-
k com os
Agentes
0 paquete Finalice
Espera-se de New-Port
News.at o dia 17 de Maio,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Rabia e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster A C.
N. 8. RUADOCOMMEKClO --- N.8
1' andar
Lisboa e Porto
O brigue portuguez Armando segu para os
portos cima: para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com os consignatarios.
Em eontlnuaco
Dos movis, chrystaee. objectos de electrjja-
te, etegers, jarros com lores, um grande lofe 4e
plantas e mais objectos emstentea em casa i^Sr
G. A. Scbmidt
Na ra da Saudade
iioai:
QUARTA-FEIRA, 28 DO CORRENTE
A'a 10 1/2 h'*as
Agente Pinto
H-oje, 28 do corrente, tara lugar o leile emiM-
tinuacu dos inoris e mais obieetos em omt
Sr. G. A. Sehsmidt.
----------------------------------------------------
jLeiio
Bom emprego de capital
0 agente Brillo
Vender em leilo os seguintes predios : 2 a.
sas terreas ra Augusta ns. 218 e 268, 1 soasa-
do de 1 andar ra Augusta n. 177, 1 casa terrea
ra o Pud-e Nobrega n. 53, 2 casas terreas i
ra do Quiabo nos Afcgados, 1 grande casa ter-
rea na subida de Apipuccs, 1 sobrado de 1 anear
e 80tao ra ue Hjras n. 106, 1 sobrado de 2 an-
dares ra do Vigario n. 31 e outroa mais todos
desembarazados.
As 11 horas
tuarta-reira SS do corrente
Ra do Imperador n. 16.
Leilo
De um piano de 3 cordas, 2 machinas, 1 mobilia
completa com tampos de pedra, 3 pares de jarros,
3 pares de ca ticaes e mangas, I espelho grande,
1 mesa elstica com 5 taboas, 2 bancas, 1 guarda-
comida, 1 lavatorio e cadeiras, 1 cama franceza, 1
guarda-vestido, I cabide, 1 lavatorio, 1 bid, lo*-
ca, vidros, bandejas, quadros e muitos outros ar-
artigos existentes no sobrado da ra da Sanaalla
Nova n. 30.
Asente Pinto
(cinta-feira, 19 de Abril
O leiio principiar s 10 1/2 horas
Leilo
De 1 mobilia de amarello a Luiz XV com 1
sof, 2 cadeiras de balanco, 2 ditas de bracos e
12 ditas de guarnicao, 1 espelho oval, moldura
dourada, 1 candieiro para gaz, 2 lanternas e cas-
ticaes. 2 pares de jarro?, 1 cama franceza de
amareLo, 1 lavatori" de dits,2 cabides, 1 mar-
quezao, 1 berco, 1 sof, 6 cadeitas do amarello, 1
mesa para jantar, 4 quadros, 1 re'ogro, loucas
para almoco e jantar, sapos, garrafas, trem de
cosinha, jarros para agua e diversos utensilios de
uso domestico.
Mexta-feira 3o do corrente
A's 11 horas
Nol- andar do sobrado da ra do Duque
de Caxias n. 32
O agente Gusmo, aut.irisado por una familia
que retira-se, far lei ao dos aovis cima men-
cionados, os quaes sero vendidos sem limites.
AVISOS DIVERSOS
LEILOES
_ O leilo de movis, annunciado para hoje, do
distincto medico militar Dr. Francisco Bjrges de
R-irro8, reclama a attenco dos Srs. compradores,
j pelo pouco uso e boa conservacao da ditos mo-
vis, como tam bem p ,i ser o piano, que se acha
incluido no annuncio, quasi novo, do afamado
fabricante Alfredo Blcndel.
GOdOOO
Ia seeeao do Consulado Prouincial, 17
le Abril de 1886.
O lanyador,
lzidoro T, Muttos Ferreira,
Gabinete l'oriugucz de Leitura
De ordem do Sr. presidente, sao convidados os
Srs. membros do consellio deliberativo a reunirse
em sesso ordinaria, na quinta-feira, 29 do cor-
rente, na sede do mesmo Gabinete, afim de se pro
ceder a leitura do relatorio.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
em Pernambuco, 21 de Abril de 1886.
Atfredo C. Conceiro.
_______________^^ secretario.
C. .
Club (ommerrinl Eaterpe
Por deliberarn da directora, commuuico aos
senhores socios que >e acbam em atraso, que lhes
fica concedido o prazo de 3J dias, a contar da
data deste, para pagarem suas mensalidadee,
findos os quaes ineorrero as penas do 2 do
art. 46 dos estatutos.
Secretaria da Clab Coramercial Euterpe, 24 de
Abril de 86.O 1 secretario,
Francisco Lima.
MARTIMOS
(oni'txiiii: den tii;**A RES niKITINN
UNHA MENSAL
O paquete
Amazone
Com mandante Mortemard
Espera-ee da Eu-
ropa no dia 6 de
Maio, seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e limite
fevideo
Lembra-se *os senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se aos senhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclamaces por fal-
tas nos rolumes que forem reconhscidas na occa-
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dmhciro
afrete: tracta-se com o agente
Aupste Labille
9 RA DO COMMERCIO
Leilao
Quarta-feira 28 do corrente
un I I hora
No segundo andar do sobrad) da ra das Laraa-
geiras n. 18
O agente de leilo Modesto Baptista autor isado
pelo Sr Vitalino Macario de Meira, que se retira
para fora da provincia, far leilo de 1 piano for-
te de Gasean, 1 mobilia de Jacaranda, 1 dita de
pao carga, 1 piano de mesa, 1 aparador, 1 com-
mods, 2 consoles de amarello, 2 marquezoes, 2
mesas de pinho, 1 dita para escrever, 12 cadeiras
avulsas, 1 machina para cosmorama, 2 cadeiri-
uhas para menino, 1 relogio e outros objectos de
casa de familia.
Na engenhoca de Bemfica, estrada real da
Torre, compsa-se vaccas tourinas. boas leiteiras :
a tratar na mesma, todos 03 dias, daa 6 ao meio
ia.
Precisa-se de urna cosinbeira para casa de
familia : a tratar na ra do Barao ds Victoria
n. 39, loja. _________
_ Pede-se aos abaiio assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
51, a negocio qe nao itrnoran.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Danta.
Luiz Carvalho.
los Guitnares, caixeiro de Loyo s Filho.
F'r l"ic Vici".
Augusto Goncalves da Silva.
Precisa-se de urna ama para cosinhar, para
casa de pouca familia : na raa do Bario da Vic-
toria n. 57.
Aluga-se o 1 e 2o ^ndar do sobrado ra
do Coronel Suassuna n. '.< : a tratar na ra do Im-
peradsrn. 14, 1- andar.
AWt o sobrado da ra do Coro nel Suas
'n n. ME, om bastantes commodos soto
uintal : a tratir na ra do Imperador n. 14, pri-
meiro andar.
Aluga-se um sobrado de um andar e sotao
com bastantes commodos, na ra dos Guararapes
n. 48 : a tratar na ra do Imperador n. 14, pri-
meiro andar.
Leilo
ROYALM AILSTEA PACKET
COMPANY
0 paquete Neva
esperad
do su! no dia 29 de
marco, seguin 'o
lepois da demora
necessaria para
Lisboa e Southanipton
passagens, fretes. etc., tracta-se com
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
Para
Mlim RS REUMS
Companhia Franceza de Mavega-
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
stemer VilJs de Cear
E' esperado da Europa at
o dia 6 de Maio, se-
guindo depois da indispen-
aav-l demora para a Ba
bia. mo fie Janeiro
e Mantn.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p >los
vapores desta linha,queiram apresentartentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng.. .. :-
quer reclama^o concernente a volumes, que por
ventura tenham seguido para os portos do sul,anm
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praao a companhia nio se
responsabilisa por extravos.
Kecebe carga, encommendas e passageiro pars
es quaes tem excedentes accomodasoes.
Angosto F. de Oiveira & l
42 RA DO COMMEROIO -t
de movis, espelhos, loura e vidros
Sendo : 1 mobilia de faia com encost de pa-
lbinha e consolos c m pedra, 1 dita de amarello
com cadeiras de bataneo, 1 espelho oval, lanter-
nas, jarros, tapetes, 2 camas francezas de ama-
rello, 1 colxao, 1 meia commoda, 2 candieiros pa
ra gu, 3 cabides, 2 lavatorios de ferro, 2 escir-
radeiras e pannos de crochet.
Urna mesa grande de amarello para jantar, 2
apadores, louca para jantar, dita para almoco
vidros, jarros, bacias, bancos e outros amitos mo-
vis.
Quarta feira 28 do corrente
A' 11 horas
>o 2 andar do sobrado n. 97
da rna do Bom Jesus
O agente Martina, autorisado pela Sra. D. An-
na Soares de Oliveir, far leilo dos movis e
mais objectos existentes no referido sobrado, ao
correr do martello, visto ter-se retirado desta
provincia.
Agente Ptslana
Leilo
Quarta-feira 88 do corrente
A's 11 horas
Na travesea do Pires n. 7 (antiga Geriqnity)
De excellentes movis, louca, vidros crys
taes e obj ctos de electro-plate
O Illm. Sr. Dr. Francisco Borres de Barros,
retirando se para o sul com sos Exma. familia,
far leilo, por intervencao d.> agente Pestaa,
dos excellentes movis abaixo declarados, na cas-*
de sua residencia, sita travt ssa do Pires n. 7
(antigo Giriquity),
Um magnifico piano de Jacaranda, do acredita-
do fabricaute Alfredo Blondel, 1 cadeira para o
mesmo, 1 mobilia StUtrca, completa com tampos
de pedra, 1 dita de jacand, 2 magnficos candiei-
ros a ptz, com luz dupla, 4 pares de jarros de
crystal, 6 etagers, 1 importante relogio para cima
de mesa, diversos quadros, 1 tapete, 2 escarra-
deiraa de poro-lana, 1 estante com mesa para li-
vros, 1 meia commoda de amarelio, 1 guarda-ves-
tidos de dito, 1 cama de Jacaranda, 1 toilette d^
amarillo com pedra, 3 cabide$, 1 marquezo, 1 ca-
ma de amarello, 1 guarda-louca, 1 mesa para
jantar, diversas cadeiras de mojno, 1 sof, 1 me-
sa com gaveras, 1 apparclho para jantar, 1 dito
para almoco, 1 dito de electro pate, 1 c::-
a gaz, 1 filtro iuglez para agua, 1 lavatorio de
ferro com espelho, baca 8 jarros, copos, garrafas,
clices, trem de cosinha e muitos outros objectos
que ae acharao patentes no acto do leilo.
Aluga-se a excellente casa assobradada
ra da Ventura n. 2, na Capunga, tendo muitas
e vastas accommodacoes, cocheira, baixa de capim,
jardim, muitas arvores de tructo, e prxima as es-
tacoes da macbambsmba e dos bonds : a tratar
na dita casa.
Aluga-se a loja da ra de Marcilio Dias n.
: tratar na ra do Mrquez de Olinda n. 3.
Alugam-se casas a 8000 no becco dos Coe
lhos, junto de S. Goocalo ; a tratar najrua da Im-
eratriz n. 56.
Faz se negocio com quem pretender comprar
a hypotheca da rasa do largo do Paraizo a. 15 :
na ra Nova n. 12, loja de chapeos.
Precisa-se de urna
a da Aurora n. 16d.
ama para cosinhar ; na
Prt-cisa se
Aurora n. 81. 1-
de urna
andar.
cosinheira ; na ra da
Quem precisar de urna ama escrava para o
servico de casa, dirija-se ra das Trincheiras
numero 43.
Precisa-se de um caixeiro de 12 14 annos
com pratica de taverna ; a tratar na ra de Pau-
lino Cmara n. 44.
Offerece-se urna senhora de idade para casa
de homem solteiro, para lavar, engommar e servico
de casa : a ra do padre Floriano n. 38.
Fazi-mos constar ao respeitavel publico que o
Sr. Franklin Antonio Diniz, tendo-se despedido
da casa commercial n. 69 ra direita, continua a
mesma sob firma Corre ia fr C, os quaes espe-
rara cooperacao benvola de todos, tendo para sr-
vil-os todu sortede bebidas, cigarros banbos e re-
creio.
Vende-se um engenho na comarca de Ja-
boato, distante legoa e meia da estaco de Ca-
tende : quem o pretender dirija ae ra Seta de
Setembro n. 15.
Leilo
De 1 mobila de junco preto a medalho, 1 piano
de Jacaranda com capa e cadeira, camas francezas,
guarda vestidos, aparador com pedra, guarda
loacas, cadeiras berfos, mesas, jarros, quadros, espelhos e diversos
chap para homens c senhoras.
Quarta feira 8 do corrente
A's 11 boras
No armazem da ra do Bom Jess 49
POR INTERVENgO DO AGENTE
Gusmo
t ende-sc etager de flores artificiaes para
ornamente de salas, e recebera-se encommendas
ie flores de panno e de conri : no Caminho Novo
n. 128. Na mesma casa se dir quem vende o
xarope para o peito e rhenmatismo.
Piecisa-se de um caixeiro para taverna, de
12 16 annos ; no Caminho Novo n. 143-A.
Aluga-se o 2" atajar 11. 3! e o armazem n.
31* rna do Imperador ; a tratar com Luiz de
Moraes Gomes Ferreia.
Viiiho velho 5c.1u.110
do Porto
Proprio para doenfes, recommendi-se pela sua
pureza e especial qualidade : no armazem de Jos
Fernandes Lima & C, rila do Bailo da Victo,
ria n. 3.
Precisa-se de um criado di 12 14 annos, para
casa de familia, prefere-se es.-ravo ; na praca ds
Conde d'Eu n. 30, 3" andar.
20,'-W
Aluga-se a casa n. B da roa do Riachuelo, na
Boa-Vista, com 2 salas, 2 quartos, cosinha e quin-
tal mnrado, impa ; a chave acha se no n. T para
ver, e trata-se aa rna da Guia n. 62, Recife.
Ama
Precisa-se de urna ama para andar com duas
criancas, lavar c engommar para as mesmas ; na
ra da Reda n. 16.

J
1 UEGNEL I


6
Diario Ama
Precisa-se de urna para eozinhar e engommar
para doui rapaces solteiros : na ra da Impera-
tri 63 taverna).
Ama
Precisa se de urna ama para casa de daas pes-
scas ; na ra Formes* n. 29, esquina do becco
at Ferniros.__________________________
Ama
Precisa-sede urna ama para engomiuar
oatros servicos domsticos: no 3* andar
o predio n. 42 da ra Duque de Casias.
por cima da typographia do Diario.
Ama
Precisa-se de urna boa cotinheira ; na ra do
Mrquez de Ciliada n. 6.
Ama
Preciaa-se na ra do Coronel Suassuna n. 161
2* andar, da urna ama para comprar e eoziuhar.
Ama
Precisa-se de urna, para com prar e cosinhar,
na da Aurora n. 85.
Ama
Precisarse para o servico de casa de familia na
roa Formosa n. 37
Ama para menino
Precisa-se de orna ama para acompaahar urna
familia que se retira para a corte : na Graca, tra-
versa das Peruambucanas n. 3.
Al uga-se
1VICO
/

%
Preoaraco de Productos Vegetaes
:xtino"das caspas
e outras Molestias Capillares.
JvlARTINS, BASTOS
l*vptuimbm-<. '
Agnstinho & Irma o
tendo feito urna grande reforma em seu esta be le -
cimento de joias, ra do Cabug n. 3 A, convi-
dam aos seua amigos e freguezeb virem-se pro-
ver de joias em gost) e preco scm competencia,
os resol veram assim fazer por terem um grande
sortimento de joias de ouro e prata ; tambera con-
certara quafisquer obras de ouro ou prata. e eom-
pram ouro velho e prata.
Joias de prata
para escriptorio a sala de detraz do 1 andar <^a
roa Primeiro de Marco n 18, muito propria para
escriptorio de qualquer natureza ; a tratar na loja
do mesmo predio.
Aluga-se
barato a casa n. 143, ra de Coronel Suassuna :
trata-se no largo do Corpo Santo n. 19.
All!
iga-se
o 2* e 3' andar do sobrado ra do Brum n 62
a tratar no mesmo, padaria.
AlUga-SB
por barato preco a cas i da ra Imperial n. 286,
de nm andar e loja, com frente de azulejo, tem
bons commodos, agua encanada, e muitu fresca ;
a tratar na ra do Crespo n. 18, loja.
Aluga-se barato
o 1 andar e aimazem na ruado Bou Jess n. 18.
e 2' andar e arinazem na ra da Restaurar n.
31 : a tratar na ruado Bom Jestif n. 12, escrip-
torio.
Eii"-omma ier
Prcisa-se de urna e
de Caxias n. 86.
jommadeira; ra Duque
Precisa se de uina criada para cosinhar : na
ra do Barao da Victoria n. 9, 2- andar.
Casa
Aluga-se o and: r superior da casa ns. 90 e 92
ra da Palma, tem bons commodos para familia :
tratar na ra Duque de Caxias n. 47,
ia
O Sr. Francisco Alves da Costa, commandante
de um dos vapores desta companh'a rogado a
rir ra i i Mrquez de 01 inda n. 50, afirn de
concluir certo negocio que nao ignora.
Ao commercio
Eu abaixo asaignado, retirande-me para Portu-
gal, deixo encarregados de todos os meus nego-
cios, em primeiro lugar o Sr. Albino Jos dos
Santos, em segundo o Sr. Manoel Joaquim Gomes
Ferreira, em terceiro o Sr. Manoel Simao dos ~an
tes Ferreira, assim como, nao me sendo potsivel
despedir-me pcssoalmente de todos as pessoas que
He bonram com sua amisade, o taco por meio deste
offerecendo lhes os meus limitados prestimos em
qualquer lugar onde me ach>.
Recife, 25 de Abril e 1886.
Albino da Costa Ramos.
Chamase attenco do illm- Mr.
presidente da proveca para a
el que deve regular o serv
eo da limpeza e arborisaeo
da cidade.
E' escandaloso !
A falta de seccao Municipal ser devida a hm-
peza ou aos desavidus Ferreira e Castro ?
E le diz
Pergunta se a um honrado er-mmissario se
rerdade que lindo o quatriennio deixa por heran-
ca a um cimbado urna O rta mamata.
Criada
Precisa-se de rou crinda que compre o cosinhe
para casa de pouca familia ; ca Tua do Barao da
Victoria n 15
Arrenda-se
Precisa-ce arrendar um sitio perto desta cidade,
que tenha primoreo 8 para fer vaccas de leite :
qaem tiver nestas condicoes deixe carta nesta ty-
pograpbia com as iuiciais J. P.
Perdeu-se
Roga te a qu< m tiver enc ntrado um rrenino de
cor parda, chamado Chrispim, d- idade de 6 uu-
nos, o especial f*v r e leval-o rna do Aragao
n. 38, d'onde desapparecen no sabbad:> ultimo,
trajando um uniforme de algodo de listra.
fingommadeira
Precisa-se de um<, que encomme muito bem e
ensaboe, para casa de pequea familia, prefere se
escriva ; na praca do Cuide d'Ea n. 30, primeiro
andar.
anocl (le e*u* afordo Cal-
toara
Francisco X-vier de A'hayne. Mana Ignacia
Cald ira de Arhayde, Can ida JofdaO Ideira,
Manuel Olegario Jordo Caldeira, Paulina Caldei-
ra dp An irade, neius e netas agradecen do inti-
mo d'alma aos seus amigos que se dignaram a
acowpanliar os restes mortaes ci seu presado pai,
atesogre, Manoel de Jess Jordo Caldeira,
sua ultima morada ; c le nVo os convidam as-
sistn ia que mandam ee ehrar na igreja
de Divino Espirito Sanio, quaita fe ira 28, s 7
horas dfcmai.lia, stimo da de bou passamento.
_
< itrios Morelra da Silva
O viscmde de ltaqui do Norte e Dialma Mo
reir da Silva, tendo recebido a infausta noticia
do falleeiuiento de seu pr-sado filho e irn.ao Car-
las M.ireira da Silva, na cidade do Cear, a 23 do
corren e, cunvidi m as pessoas de sua amizade
para assiitirem a miaja do stimo da, que ser
celebrada na igreja ao Corpo Santo, no da 29,
pelas 8 h^raa da manila.
O Muzcu de Joias, ra do Cabng n 4, rece-
ben pelo ultimo vapor francez um esplendido sor-
timento. Presos muita moderados.
Companhia de Edificares
0 escriptorio desta
companhia acha-se ins-
talado na pra?a da
Concordia n. 9, con-
servando-sc aborto
das 7 horas da manh
s 5 da tarde, em todos
os dias uteis.
Incumbe-se de cons-
truc^ocs e reconstruc-
fdcs.
Recbese informa-,
$o*s acerca de terrinos
na cidade e suburbios,
ca respeito dos quaes
queiram os respectivos
donis fazer negocio.
No mesmo escripto-
rio se encontraran as
amost as dos produc-
tos da olaria mecha ni-
ca dofaquary,proprie-
dat.c da mesma Com-
panhia.
Engenho
Tr/ spa.'sa se o arrendamento do engenho Santa
llosa, na fregiiezia da Luz, perto da esta cao \c
S. Loureii^o, na va frrea do Limoeiro, assim
como de Jaboatao, na via frrea de Caruar. O
terreno dfl p.ra eafrejar-ae annua'mente de dous
tres mil pjt s de aasnear. Alem de muitas var-
zeas tem mata rirgna pira abrir-r-e no vos parti-
dos, mc vapor, tendo urna machina nova, de
muir f rea, e m. codas novas e grandes : quem
pretendel-o dirija-se ao mesmo engenho ou ra
do Imperador n. 79.
Veniic-se ou piniU jii
Quem tiver, na ci iade do Recife, em
Pemamhuco. especialmente no bairro da
Boa-Vis-a, um predio do valor de 10
12:000^)00, e quizer permtalo por ou-
trs, na povo .c3o de Mulung, da provin..ia
da Pari-hyba, tendo dito pradio 130 pal
moa de frente e 60 de fundo, com 10 por-
tas na frente, levantado todo elle de tijollos,
e com um estabeleeimfnto do compra de
algodiio e raa> hia vapor para desearo-
cal-o, e prensa e machina de serra, tudo em
boiu estado ; dirija se ao abaixo assignado,
na referida povoa^o, at agosto prximo,
tm de faz-r negocio ; sendo que de agos-
to cm diante s far negocio o mesmo
abaixo assignado depois da saffra.
Fas-se o negocio por motivos particula-
res.
PovoacSo do !. ulungu', 15 de abril de
1886.
Antonio Btzerra PessOa e AMuqutrque.
Mm b nitoi
L. E. R 'drigues Vianna mudou seu escriptorio
de advogacia para o Io andar da ra larga do B >
sario n. 10.
Engenho Uoiabeira
Traspatsa-se o arrendamento .lo engenho cima,
distante da cidade os Jaboatao meia legea, ven-
dendo tan bem a safra, boiada, alanbique, carros
e mai utensilios pertencintes ao meemo : a tra-
tar na ra nova de Santa Rita n. 49, serrara
vap r.
Cos nh eir
Pr i-isa-se de urna boa cosinheira e que seja
8sead. a tratar na rua de Paysandu n 19
Passagjj n da Magdalena.
Experimenten!
K diKam o qor Mrbam
Os especia, licores de genip po e caja que se
acbam venda O largo de S. Pedro n. 4?
Atten$o
Soga se pessoa que achou um anneio, de
agarra ing eza, com um brilhaute, eoutrode pedra
verde, os cuaes cabiram da mo de ubjih figura de
anjiobo, a matriz da Boa-Vista, at a de 8. Jos,
caso que ai queira restituir, ser generosamente
recompecBi.do, a rua de Marcilio Dias n. 76.
ASTHMA
KEVRALGiAS
0PPRHS5A0
TOtx
UTUUMtfUlO m'fH'IMtl ,) OfiUBM ISflC
taplrst-se a fjmaca que penetra no pello acalma o symptonia nervoso, (sdUta
expectors^ao e fsvorisa as funocoes dos orgaos resiiirator.os.
Tswls hb Mnst mm J CSPH. Hllru'-Lwrf,MirirU
*WW*-* JWsa|Sut / fM+ffJ!- WL *iLVA A C*.
XAROPE
FERRUGINOSO
de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
ao PR0T0-I0DURET0 de FERRO
Preparado por J.-P.
Pharmaceutico
A1U3 a, Kne dea llon st-Pau! VAJtXS
APPROVADO PRLA JUNTA DE HYQI1NB DO BRAZIL.
O Proto-Iodareto de Ferro,
bem preparado, bem conservado, prin-
cipalmente no estado liquido, e de
todas as preparaedes ferruginosas, a
que produzos melnoresresult
ifli
Sroduzos melhores resultados.Sob
uencia do princip
tnicos, da casca de laranja da
a influencia do principios amargo e
quassia amarga, o ferro 6 assimilado
fcilmente e produz efleito prompto
egeral restituindo ao sangue, a forca;
carnes, a dureza; aos difieren tes
tecidos, a activiiade e energa neces-
sarias s suas funecoes diversas.
Porisso. o Xarope Ferraginoao
de J. P. Laroie, e considerado pelos
mdicos da Faculdade de Pars, corno
o especifico mais acertado para as
Doencas de langor, Colorse. Ane-
mia, Ghlori-Anemia, Fluxos bran-
coa com dixestoes demoradas, Me-
lestiac escorbticas a escroluloi
Rachitismo, ttc
'
mesmo deposito aoha-se i renda os seguintes Producas di 1.-P. LAR0ZE
(AROPE L&ROZE $ZL& TNICO, ANTI-NERVOSO
Contra as Oastritaa. Oastralgla*. Dyspapaia. Doras e Cambras da Estomago.
XAROPE DEPURATIVO
da casca de laraojaa
amargas com
Contra as AUeccOes escrofulosas, oanoerosas, Tumores brancoa, Acidez de Sangue,
Accidentes syphiliticos secundarios e terciarios.
I0DURET0 DE POTASSIG
<
.
XAROPE SEDATIVOdeTXe,lg,mDJ"BROMURETO Dt PO
Centra Epilepala, Hysterioo, Danaa do 3. Ouy, Insomula Jas Criancas dorante
DtmsiTo ata roen Aa boas Maciniis do iiit
^^%^rvvvvv^vvvvvvvvvvv^
%u
0 mus Simples, o mi/i 'ap/do e o man fffica; fr.s HCVIKf'.YOi
aBJ-DiBFlija-B a.vtpl aa w a -nttt .t a s e aoa TIAJ
USADO NO MUNDO INTEIRO
A WaMI HIUkU.LttT peda aoa Snres. Medlooa a comprad "*sa grao
VERDADEIRO PAPEL RIGOUOT
fa tm emU cm-jcm
4 m rada foiba,
tra\ ascrtpta
em f Vita iucaraadt
afirma:
xxs
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faouldade de Medicina de Pars. Premio Montyon
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as da Cerebro < contra as affecc/Oes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpita?es do Corago, Epilepsia, Hallucinacao,
Tonteiras, Hemicrania, Aeccoes das viar; urinarias et para calmar toda
especie de excitugao.
H2 Urna explicado detalhada acompanha cada Frasco.
Exigir us Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & Gu>
de PARS, que se encontrao em casa dos Droguistas et Phartnaceuticos.
S.PIVER em PA^_
nico j_nven tor
0 melhoT dos Sabces de Toucador
^COMMENO^O P
<*>U,~.....Los^C<*
itar as Imitaces
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PH0SPHAT0 de CAL GELATINOSO
de E. LEH0Y, Parmacentco de 1" Classe, 2, rua Dannon, PARS
OSTEOUENF. &:. t fcMOTolvimeito t a Dioiifit la enancas, costra o BaeDtismo e a Molestia tm Oats
f Recorcmendamos este Xarope aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradive, ae isslmi-
lacjo lacll e mil vezes superior a lodosos xaropesde lacto-pbosphato Invenlailos pela especu-
lacao. Todos sao neldos ao posso que o Pbointaato de Cal Gelatinoso nao o
O Snr. Professor Bocchut, Md'CO do Hospilil du Crianzas. (Gaielle Jet Holtaux, 19 de maio de l7.)
VIMHO PHOSPH&TADO DE LEROV RepaTdH'Senoa
uremia, Co/iiimppo, Brpnchite chroaicsjisica, Fraaucza. orgnica. Convalescencas d.ffweis.
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E. SALLES (ils; J. MONEGHETTI, succsaor
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itndemie tm l.dat as principie. Perfumarla e Drogaran
I :j'B.rrmbu'o Fruir^M ilnSILVA AC"


o-
4 osinlicita
Precisa-se de urna, a tratar na rua da Uniao
n. ll.
Cosinheira
Precisa-se de urna que seja muito boa par casa
de duas pessoas estran^eiras. Informa-se na rua
do Baro dr Victoria n 9, livraria.
o comincrcio
Retirando me temporariamente para a Europa,
por motivo de molestia, aviso ao corpo commercial
ou a quem inten-ssar possa que deixo como meus
procuradores os Srs. Luiz Abr>inche de Figneire-
do e o mea empregado Pedro Paes Correia de Fi-
gueiri'do.
Recife, 25 de Abril de lft6.
__________________Jo.vk Gomes Gand't$
Boa acquisi^o
Aluga-se o sobrado n. 1 a rua de , caiado e pintado de novo, com ex clientes com-
modos, para grande tamilia, tende agua e gaz.
Tambem estao par lugar o pivimento terreo
do mesmo s-ibrado, proprio pma m.ircinerhi ou ep-
tabelecimento coinmen-i.il ; e o terreno ao fundo,
com dous grandes telbeiros, proprio para officioa
de ferreiro ou para co< heira de bois e rehiculos de
conduceo : a tratar na rua do Mrquez de Otilada
n. lti.
AULA NOCTURNA
EM
Ao
com-nercio
Silva Campes i C. d->claram que compr.-iram,
nesta dta, o eatobelaciment de molbados sito a
rua do Padre Muniz n. 5, M Sr. dernardino Fer-
reira Praca livre e desembaracado de qualquer
onus.
Recife, 26 de Abril de 188G.
Silva Campos & C.
E'ioflaffliilata!
A piuiisata especialmente preparada na Europa
em bonitos frasquinhos e que se vt-ndem p> lo di-
minuto pre^o de lO ris cada um, no Largo de
S. Pedro n. 4.
AttenQo
Purtaram na noite de 1G desee miz, do engenho
Pintos, em Jaboatao tres cavallos : nm alaaio,
pequeo, ciistradn, de fri-nt* iberia, quatro ps
brancos, crinas e cauda ripad s, bom andador e
com o ferro V n anca direita : um poHro Cnrlao
vermelho e outro castanho, tambem po'tro (anida
bravo) sem si^nal branco, tambem com o ferro
cima, todos tr irdos. O abaixo assignado d boa
gratilicavao a quem apprebcudei ou der Oticiaa
dos referidos animaes
Pelippe de Bnnata Li ao.
l'astiihas Vermfugas
DE
aO)De- X3NTG
As tnicas inailheis e que nao
repugnan, as crianzas, (ihegou
nova remessa e vende-se na
caso de
PABIA SOBRINHQ & C.
Vidros para vidnieas de (odas
a dinienses
Vendp-se rua do Commercio d. 15 por preyos
baratissiions A conferencia do Sagrado Coraclo de
Jess da Sociedade do S. Vicenta de Paul
desta ci'-'ade, deliberou em sua ses^So de
21 do oorrente, ero r urna aula nocturna,
do sexo masculino, para aquelles meninos
c adultos que nao podem frequontar a
aula diurna. O curso gratuito e ser
aberto no dia 1. de Maio.
Urna senbora competentemente habi-
litada em msica e piano, offcrece-se
pa--a leccionar em casas de familias, ga-
rantindo boa) cnsino ; a tratar na rua do
Hospicio n. 17.
Silio de coqaeiros
Precisa-se arrendar um sitio de coqueiros qua
produza cem mil cocos annualmente; trata se con
o Dr. Argollo, hotel do D. An onio, CaminUo
Novo 118-C.
Aie
Precisa se de urna ama que seja boa cosinheira I
na rua do liarao da Victoria p. 35.
Veneza
O Sr. tenente Antonio f. da Costa faca favor
de, em quaut' antes, vir buscar sua eucommenda
rua de S. Francisco n. 72.
Movis baratos
Urna pessoa que deseja retirar-se para fra da
cidade, pretende vender 1 sof, fj cadeiras, 2 ditas
de braco.--, 2 eonsolos com pedra marmore, 1 cama,
1 lavatorio e 2 cabides, por preco commodo :
quem pretender, dirija-se rua da Vira^ao u. '61,
! andar, que ach r;i com quem tratar.
Vendedores
Eo 2- and r do sobrado n. 11 da rua do Co-
ronel Suassuna n.ntiga Augusta) precisa-se de
uius meninos pan V'-uderem quitanda na rua.
Convenio do Carino
Aconselhamos i.o Confrade que hontem veio
: ela imprensa, que '-m vez de pedir a assi:n4tura
do autlior a versalhada publicada no Jornal !
Recife, na qu.il trsCaVa d fictos referentes a al-
guus leligi'Sosda ordem carmelitana de Pernam-
buc;', e especia mente do seu actual provincia^,
que a conteste, plamenos em attencao ao publi-
co, visto como at a presente dat i uenhum delles
se dignou isto faz-r, pelo que somoi farcados a
seguir o adagio Quem ea/a concene, e julgarmos
o esmo provincial unpossibilitado de c permanecer no governo do canveuto.
A acta de F*. Pawi >.
1;SL
Rua io Imperador n.
Primeiro andar
C-ntina a exeeuta"- mais difficeis
figurinos n'ccbidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Januiro. -
Prima em perfeieio de costura, em bre-
vidade, modieldade em preeos o fino
anata.
Quem tem?
oro e praia : cj'npra se onro, prata e
.ledras preciosas, por maior preco que em outia
jua.quer parte ; no 1 andar n. 22 rua larga do
iosano, antiga dos Quarteis, das 10 horas As 2 da
arde, dias uteis.
Vinho de S. Miguel
CUEGOl
Nova remessa, venden) Auwral Primo & C., rua
Larga do Rosario, e Borgea na rua do Amoriio.
__________E' PURO E JiARATO
EMULSO
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fig-ado de baealho
COM
Hypophospliitos de cal e soda
Approvada pela Jimia de Uy
gienc e autorizada pelo
governo
E' o melhor rem dio at luje descobertn para a
lisiica EiioiKiiilcs. fMCrophnlaw. ra-
rliiirs, anemin, cltilialadr emtertl,
deOuxoa, lon.e ebronira e alTeerfies
do pello e da garvanla.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
baculbo, porque, alm de ter ch-iro e sabor agr-
daveis, possue todas as virtudes medicinaos e nu-
tritivas do oleo, alm daa propriedades tnicas e
reconstituiuti s dos bypophospitos. A' venda nai
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Francisco Manoel da Silva C.
23-RA MRQUEZ DE ((LINDA 23
Recebemos nestu altiino vapor voadores para
meninos aprendercm a andar, assim como, diver-
efl obras de Vime.
Cadeiras
Cestas de diversos tamanh:s para conpr
15aai s para p ip -1.
Ase > futes

i' : eiros.
Seiiieiifrs de bortalicas e flores; amores perfei-
bs e d
V i" tambem o especial baculbo de Noruega,
i:l > cada um 6 libras: em casa de Pocas
Mi -lu- 8 & C.
Rna ertreita do Rosario n, '', junto a iqreja
Tmm ao ceolro
o
I>' Olinda parte tod >s os sabbados, s 4 li ras
da tarde, para Itamn por [guaraesn a O y.una,
urna diligencia [Ciua tratar na rua 1" de
Marca n. 1, no Becife. Viag.....* avulsas em qusj-
auer dia, e para (iur.Iquer parte a trata uo m.'smo
lugar.
E' infallivel
Larffo de S. Pedro n 4
Tudo e vende pelo menos pos-
s ve I
Neste estabeleeimento sempre ha venda ) es-
pecial licor de maracuj, em lindas garrafinhas,
proprias para '.oilet, compotas de n,angaja e
mansa.
Tambem se ene .nfr:i um e nipleio sortimento de
guilas de otea para toda diversi-
dade de pissaros. at propriaa para viagem, por
terem cinco compartimentos ea ia u a.
. Encintra se anda uui grande sortimento de
passarus naciouae e BStrangeiro*, entre ellct. ca-
aaros a-Ieinaes nascidos aqu no lira- il, rl;.s de
todas as qualid ides, at cruzadas, propr as para
viveiroa v ardina.
RELOJOARA
Pra?a do Cortse-
Iheiro Salda-
n h o Mariuho
n. 4.
An'iga da Ma-
triz de .iata
Antonio nume-
ro 4.
Tendo eu aberlo urna officina tic relo-
joaria com o titulo acima: recommendo-
me ao respeilavel publico para fazer
qualquer trabalho, al o mais diflicil na
micha arte, como j prove como em-
pregado da relojoan.iregulador da
marinliaonde liaballiei os ltimos
dous annos, promello preeos modiecs e
promptido.
Carlos Fuerst
Joaquina H. da Concelro Ra-
poso
J:ao do Amar .il Raposo e seus filhos B.lbino
do Au-aral Raposo, Francisco do Aiuaral Raposoj
Maria do Amaral Raposo, Laura do Amaral Ra-
poso, Leopoldina Rapjso Civalcante e seu esposo,
agradeeem a todas as pessoas que se dignar im
acompanliar os restos moitaes da sua be-i km-
hrada esposa e madrasta, Joaquina Maria, ia
Conceicao Raposo ao cemiterio publico ; e de n. vo
as coLvidam para assistirem as missas do seti no
dia, que mandam resarna matriz de S. Jos, pelas
J horas do dia .'5 de .laio, segunda-fera : e des le
j a todos ugradeceu este acto de religiao e ca-
ridade.
Engenho
Arrenda-se o engenho Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a tratar no escriptorio de Sebastio de
Barro Barreto, rua do Commercio n. 15.
Adolpno n. dos Saato
Domingos dos .Santos msnda resar urna m:s-a
por alma de seu irmSo Apolpbo Marques dos San-
tos, na igreja da Santa Cruz, sabbado 1 de Maio,
s 9 horas, stimo dia do passamento do finado ;
convida a seus amigos eos do finado, e a familia
do mesmo, para assistirem a cate acto de caridi.
de, antecipando se deade j agradecido.
(


Diario de PernambucoHuarta-feira ?S de Abril de ISS6

REGULAMENTO
28ROA 0.) BAIO DA VIGTOBP-28
PRESOS
Um almoco coatendo tres pratos e sobremesa .
Um jantar constando de sopa, tres pratos e sobremesa
Lunch constando de um prato, queijo, doce, fructas e caf.
VINHOS Bordeaux, Figueira, garrafa
t meia garrafa
ASSIGNATURAS
Por mez .........
com vinho (urna garrafa por diaj Bcrdeaux ou Fi-
figueira. e
Pagamento adianlado por quinzena
A. G. Francis.
U'OOO
1,5,000
600
300
,5400
40000
GO0OOO
Grande e hem montada oflicina k alaiale
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Barao da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor
ment de pannos, casemira.-, brins, caminas, punhos, collarinhos, meias, gravatas
tudo importado das melhures fabricas de Paris, Londres e Allemanba; o para bec
servirem aos seus amigos e fregu'-zes, as proprietarios deste grande estahelecinaent<
jm na direccao dos trabalhos da oflicina habis artistas, e que no curto espaco de 24
lloras, preparara um terde roupa de qualquer fazenda.
Ra do fiara o da Victoria n. 41
(PRECOS SEM COMPETENCIA)
SELECTOS
B3*W
NOVA MARCA QE CIGARROS
***-
De qualidade superior
a contentar o inais dificil fumante!
.A.' "VE3NrX3JK.
NOS ESTABELECIKENTOS DO COSTUME
FABRICA APOLLO
GRANDES NOVIDADES
Fazendas finas e modas
2 A Ba do Cabug 2 B
J. BASTOS & C.
Para este estabelecimento acaba de enejar um primoroso sortimento de arti-
jos do modas destacando se os que aqui indicamos :
Vestidos meio preparados, de cachemira, ricamente eifeitados ao rigor da
moda.
Fantasa rica, bordado a roissanga.
Fil e missanga, alto desenlio era la e seda e la, bordados a retroz, etc.
Cortes de vestido, 12 florettes unie, combinacao de fazenda lisa e bordada e
que modernissima.
Cortes de vestido em toile d'alsace cora bordado a agulba, cores lindas e de
gosto apurado.
Lindis8mos cortos de vestido de etanione, com bordado a seda, novidade pal-
pitante.
Etamines, suratos, falles, sedas, setins, cachemiras de todas as cores, creto-
nes, setinetas e toile d'alsace, sortimento grande.
Leques transparentes especialidades e os primeiros chegados aqui. Recom-
aiendamos ao bello sexo.
Ditos de setira, opulentosortimento. ^
Ditos de madreperola, brancos e de cores.
Para as Exmas. noivas :
Setim branco Duchesse.
Surato e gorguro.
Guipour branco de seda, fil e rendas para eufeite.
Capellas de cera e de pellica.
Vcs de blond, ampios e finos.
Meias de suda e saias bordadas.
Colchas de damasco de seda e de crochet.
Cortinados de crochet e -.ambraia.
Lencos de cambraia de Linho, lisos e bordados.
Sedas, setins e merinos pretos de todas as qualidades. ,
Para todos os artigos que referimos, os precos sao sem competencia.
(Telephnne n. 359)

Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEUEJOM
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeita'-el^PUBLIt^O que receberam un
frande sortimento de joiab das mais modernas e dos raais apurados gostoe, como tan>
em relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuara a receber por
todos os vapores vindoe da Europa, objectostnovos e vendem por muito menos que en
oatra qualquer parte.
MIGCL WOLFF & C.
N. 4RA DO CABUG----N. 4
Compra-se ouro e prata velba.
K gnaaor da marina
Este i i portante estabele ment de relojoaiia.
fundado em 1869, est funecionando agir rua
larga do Rosario n. 9.
O seu proprietano, encarr gado do regulamen-
to dos r elogias do arsenal de marinha, da compa
nhia dos trdhos urbanos do Recifc Olinda e Be-
beribe, da du Recife Caxnng, da estrada de
ferro de Carua da companhia ferro-carril de
Pcruambuco, da associacao commer .'al ben-tficen-
te b da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
intelligentes e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca jara relogios de algibcira,
de partde, de torres de groja, chronometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap
parelhos elctricos telegraphicot.
O mesmo acaba de rtceber variado sortimento
de relogios americanos que vende de 7* a 20
par* parede, mesa e despe rtadores de nikel.
Contina a exerc r a sua pr fu.-i cora icb c
nteresse de que sempre deu pravas ao respei-
tavel publico e aos seus collegiis, e vende fome-
cimeuto de qualquer qualidade.
Em frente de scu (stabeleeimento se acha col
Iqeado um relogio, cujos mostradores tambem po-
derlo ser vistos pelos passageiros da forro-carril,
tendosempre allORA MEDIA DBSTA CIDADE,
determinadas pelas suas ooservaces astronoroi-
aab. Ra larga do Rosario n 9.
Antonio da Costa Araujo.
Engenho Recanto
Vende se ou arreada-se o engenho Recanto, si-
tuado no termo de Serinhaem, moente corrente
dagas, com boas trras, etc. a tratar com Ma-
noel Ferreira Bartholo, ra do Bom Jasus 4.
Pinlio eriga
Vende-se em casa oe JMatneuu Auslin ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melbor
qualidade e diversas dimensoes.
Cabriolel
Ve ide-se por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriulet de dous assentns, quatro ro
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
eheira do Candido, ra da Roda.
Miudczas baraias
l.oja t'a macan
Ra Duque de Caxiae n. 66
Chamamos a atteueo das Exmas. familias para
este estabelecimento, que estamos veudendo mui- \
to barato tjdos os artigos de mradesaa, e temos
uin bom sortimento
lanj i com vidulho, larga, a 8(K) rs., 1*000 e
1*200.
de 2*800 e 3f o covado ; aasim como se encarra-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
grande pechncha : aa loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOO rs>. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
borda io, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aproveitem a pechincha ; na loja ds
esquina do becco dos Ferreiros.
Fnstes de setineta a 500 rs
covado
Albeiro & C. ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortin ento de fustes brancos pelr
baratmbo ureQO de 400 e 501 rB. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado na loja da esquina do boceo dos Fer-
reiros.
Em vista dos grandes propressos da idea de que
st: gloriara as aacoes civilisadas, o coniincrcio
Gilo com idem idem, a 1*400. IjtOO, 2*000 e i deve acompanbar esae proifrcasc, visto que elle
800 e 2*000
e 10*.
I
VENDAS
Cabriolct
Vende-se um en perfeito estado e por prego
eommodo; A tratar na ra Duque de Caxias n. 47.
Bilhar
Vende-se um bilhar em perfeito estado : a tra- |
tar no armazem de movis a ra do Iioperador
numero 49.
WHISKY
ROYAL BLEND marea V1ADO
Este excellente Whisky Escsses preferiv
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica,
o corpo.
Vende-se a retalho sos ^ Iberes simazesi
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo n-
me e emblema sao registrados para todo o Braz:
JttfiOWNS v C, agentes__________
LIQIDAglO DE GHaPEOS PARA
2*500.
Luvas pretas de seda, a 610 rs.,
o par.
L'-ques finos pretus e de cores, 8,
Ditos k 5, 5*5iK), 6* e 7*.
Ditos hespsahola, de custo de ^*50 800 e
lfOOO.
Bioos fin >s com vidrilhi-s e baratos.
k-spartilhos finos p-.ra mMII e m ninas.
I Bordados fiuos. que estamos veudeudo barato.
Perfumaras finas e sab metes tinos al Oc
200 rs.
Barra de sabonete fino, do custo de 1*000
800 rs.
Brinquedos para crianei.
Li-im; s finos e meias finas para scnbores e se-
nhoraa.
S fe vendo para poder crer estes precos
^i loja Cantaran
Ra Duque de Caxias numero 66.
Fazendas brancas
SO' AO NMEO
lo roa da Imperatriz =
Loja dos baraeiro
Alheiro ic C-, ra da Imperatrife n. 40, ven-
dem um bonito sjrtimento de todas estas fazendas
abaixo meucinnadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecJ godozinho com 20
jardas, pelo- preyos de 3*800,
4, 4*5 !0, i (. bS, 5*500 e
50(>
Vende se pelos scsiiintes pre
eos de t .><- ate aooo. a
ra do Crespo n. 19Madama
Mequeliiia.
Yenda
Vende-se a venda ra de Lomas Valentinas,
antiga Aguas Verdes n. 17, com mu tes commodos
para qualquer pessoa ; g se vende por doenca.
Mobilias de junco
Vende-se mobilias de junco de encost com pa-
Iha e sem palba, mais barato do qne em outra
qualqm r parte, assim como mesa elstica de 3 e 4
taboas, guarda-vestido e guarda-louea, e outras
pecas avnlsas : na ra estreita do Rosario n 23
Fructas nadaras
Vendc-se diariamente especiaes laranjas
mesa, mangabas, (apotas, e outras militas
largo de S. Pedro n. 4.
MadapolaoPecas de madapolao c^m 24
jardas a 4*500, 5*. 6 at
Camisas d.- meia com listras, pelo barato
prego de
Ditas brancis e cruas, de 1* at
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pa Ja, propria para lencoes, toalhas e
c-ronlas, vara 400 rs. e
Ceroulas da DDefma, muit<> beni fe:fa?,
a 1*200 e 1*600
Colletiuhos ''a mesma 800
Bramante francs de altrodao, muito cn-
corpada com 10 p .lino-, de largura,
metro 1*280
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 280(.
Atoaihalo adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissintar, na conhecida
loja de Albeiro & C, esquin do becco
dos Yrreiros
Al^oda entestado pa-
ra lenfoes
A 90o m. e IAOOO o met ro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
odao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
o mais poderoso el> ment do engrandecimeuto das
nacoes ; em /istn do que anniinciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra otreita do Rosario 1
Grande s rtimento de gneros alimenticios, es-
co'ha dos jiui', os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueses. Lenibramos, pois, o proverbio :
Qui m nao experimenta, nao sace.
Venh m Ver, poia :
Qoeijos, fliimngo c de Miuas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Pnssas, amendoas, figos, etc.
. Ditas nacionaes.
I Dofe de' todas as qualidades.
i Bolachinha inglesa.
Sea.Htes novas de hortalicas.
Especiatidade em
j Viuhos finos do Porto, Madeira e Shery
; Ditos da Figueira e de pasto.
j Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
i Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
. Champagne.
' CerveJH de diversa marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pcete*.
! Cb verde e preto.
Dito perola.
! Especialissimo m&tte do Paran, en. p.
Ainda un,, s :
I Ovas de peixe.
8(K) Sardinhas de Lisboa em Samioura.
1*800 Vendem Martina Capitj & ., ra estreita da
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
For.nicida eapanema (verdadeir.) para extinc-
cao completa da forinigs saura. Vendem Martint
Capitao & C, ra estreita do Rosario n 1.
sendo kzanda muito eacorpada 5*M0
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas f *50D
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8*flK>
Ditas de brim de Angola, de moleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*0K
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*2(0 e 1*640
Collctinhot. de greguella muito bem feitos l*QtC
Assim como um bom sortimento de lencos ds
linho e de algodo, meias cruas e collarinhw, ete.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 3
Riscados largos
a SOO rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz i. 32, vendan se
nscadinhos pr-iprios nara ronps -a de meninos e
vestidos, pelo barato preco de lOO rs. o covado,
endo quasi largura de chita tianceza, e saii>-
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loj ao Pereira da Silva.
FuKci. Metinetas e lxinbaM a S#
r*. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-s
um grande sortimento de fustoes brancos a Stt
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-cores.
-zeiula bonita para vestidos a 500 rs. o covado,
e setiuetas lisas muito largas, teado de todas as
cores, a 500 rs. covado. pee bincha : na Itfi.
do Pereira da Silva.
Merino* pre lo* a l
Vende-se merinos pr t .s de duas 1 rguras aara
vestidos c roupas para meninos a 1200 e l*68
o covado, e su-jerior setun preto para enfeites s
1*500. a^sim como chitas pretas, tanto lisas sosse
de lavoures bramos, de 240 a* 320 rs. ; na nova
laja de fereira da Silva ra da Imperatriz Ha-
rnero 32.
AlgodoEinno francs para lea*e
a 800 r.. IA e l&SOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, venda-st
superiores algodozinhus frane -z- i com 8, 9 e 1C
palmos de largura, proprios para lencoes de na
s panno pelo barato preco de 9(0 rs. e 1*000 i.
metro, e dito trancado pa a toalbaa a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro largura!
para lencoes, a 1 *500 o metro, barato ; ma loj
de Pereira da Silva.
Kou[
-lo
6j50
ia par meninos
A 1*. llr>oo e 4
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 31, se
vende um variado sortimento de vestuarios pr
prios para meninos, sendo de palitosinbo e cal-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditos
de moles pi i ir. a 4*500 e ditos de gorgorao preto,
emitaudo casemira, a 6*, ao muito barates ; a
oja do Pereira d i Silva.
^
A_-
-^
o-j.
A
Camisas nacionnes'
A 2*500. 3ftOOO e 3*500
32= Leja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sorliu>"-.ito de camisas brancas, tanto de aber
turas e pjnhos de linho como de algodao, pelos
baratos precos de 2*500, 3* 8 4*, sendo fazenda
muito melbor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer pir eucomm'-ndas, a vmtade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3 de Ferr'ira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
&9 Ra da Imperatriz = 3.
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
H
m
1. tOometre, assim com dito trancado para .'eit ave! publico um variado sortimento de fazen-
toi Ilias de misa, com 9 palmos oe largura a 1*200 as de todas as qualidades, que se vendem por
Alheiro & C, esquina
Taverna
otro. Isto na leja de
i ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*6* 0, 800 e 2* o covado
A heiro & C, ra da Imperatriz n. 40, vec
para j jPm |DUto bons merinos pretos pelo prec-o aeim
: nB i dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
re? os baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre aifaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
51Ra da Imperatriz -3i
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as ronpss abai
Vndese a bem afreguezada taverna da ra muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco ; x0 mencionadas, que sao ba- ...as.
larga do Rosario n. 1, propria para principiante I de WKX), assim cr-mo um sortimento de roupas
por ter I ens commodos ; a tratar na ra larga do <}c casimiras, brins, etc tsto na loja da esquina
Ro ario n 14 I do be<:co do8 Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 8* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
I dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
a tratar na ra zas, de duas larguras, com o- padroes mais deli-
I cados para costume, vendem pelo barato preco
Vende-se
um deposito ;om poucos fundos
Augusta n. 180.
Palitots pretos de ">r aiagonaes e
acolchoados, sen^o tazenaas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordo muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorao preto, acolchoado.
7*001
10*(XX
12*001.
12*001
O 48 da ra Duque de Caxias est va
fazendas por menos 25 */0 de seu valor.
Ver para acreditar
Seras macaos de J*400 por 800 ris o corad i
Merinos Dretos de 1*, 1*200, 1*400, l*il
1*800 e 2* o ovado.
Setineta pret:: a 500 e 600 ris o covado.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fustoes brancos e de co es a 400 e509 is
covado.
Sedas de listras de cores de 2* por i* o
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs o covado.
Mariposas fi las de cores a 240 rs. e covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covads.
Linhos escossezes de todas as cores a 240 ris
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, Nt 4M
rs. d covado.
Manteletas de seda de 16* por 7*.
Fichus a 2{, 4* e 6*.
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro larguras a 1*200 a vara.
Atoalbado de linho bordado a 2* a vara
Collarinhos e punhos para senhora, nuii n a
2*000.
Brim pardo liso de 300, 480 e 500 rs. avada.
Toalhas velpudas a 4* e 6J a duzia.
Ditas alcocboadas de 20* por 12* a duzia.
Cobertas forradas a 2*800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*500 urna.
Casacos de laia bordados, modernos, 1*.
Dame co de algodao de cores, largura de i
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30*000 a da
Madapolao casca de ovo e pelle de ovo a 6*fi##.
Enxovaes para baptisado, novi dade, 9J-
Tiines para menino, bordados, 4.
Chapoi de sol de seda para senhoaa, daW*
por 8*000.
Meias para homem e senhora, de 3*, 4*( 4* e
6*000.
Redes hamburguesas, 10J.
Colchas a 1*800, 5*, 6* e 7*.
Verbutinas de todas as cores a 1* o corad*.
Cortes de casineta 1*, e lfbOO.
Ditos de casemira a 3 4, 5, 6 e 7*.
Lencos abamhados com barra a 1*200.
Camisas de iceii a 800, 1*, 1*500 e 2*
Casemira de cores de duas larguras a 2*.
Cortes de casemira para vestido de >sdhsnv. de
40* por 20*. baratissimo.
Zefiros lisos a 120 rs. o covadp.
Cambraia preta para forro a lf 200a peca.
A
DAS
(MRE NO DA \ DE MAIO
WTlran.lI
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006JiOOO
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz, nraca u
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 4 de Maio de 1886, sem alta.
liz, praea
\ mam i


8
Diario de PcrnambucoUuarta-leira 28 de Abril de 1886
MTTfiRATllh*
De Petropolis
(Concluscto)
Ora nenhuma das senhoras tem razao
para estar mais incommodada do que eu.
Porque ? Essa boa ? Entao a so-
nhora tem mais dignidade do que nos ?
Sim, porque quanto a mim eu nao tenho
ciumes, m .s sim dignidade.
Nao diga isto... mas que sou ca-
sada coin u o sujeitinbo que est constan-
temente a (iizer-me: Menina, o boi solt
lambe se todo. Imagine como ella nao es-
tar se lambendo agora !
O miu, com toda a certeza, foi direi-
tinho para o theatro de Sant'(Anna ou para
o Lucinda.
Ai! Ai! Para o anno, se Deus qui-
zar, hei de ir para Caxarab.
- Ora, Caxamb e Petropolis v:n ajiar
no mesmo.
Desenagana-se, minba amiga, a mulher
asceu para ser engaada, e tola a que
anda ere era juramentos. Os homens t;iri
labias.
Oh, se as tem O meu Fortunatinbo
dizia-me sempre: Olha, Luizinha, no dia
om que te constar que eu gosto de outra
mulher... Nao jures, Fortunato, retor-
quia-lhe ei, porque vo s homens quando
juram... Juro, sim, por esta luz que c:t
me alumiando, que neste dia dou-te o di-
reito i!e me riiara r infame.
Pois querem saber urna consa? J tenho
esse direito e sou tilo generosa, ou, antes,
to tula que continuo ;.inda a chmalo -
berasinho como nos dias felices da nossa
la de rael.
Pois a senhora faz rauito mal; nin-
guem m'aa fai que no m'as pague. Olhe,
segundo ouvi dizer, ba pass^geiros que de-
tem ehegar s 9 para as 10 horas da noi-
te. Se ra-n marido nao fr desse numero,
tora que se haver comigo.
Muito sofra aaa mulher.
E' verdade.
O que estar fazenio o meu f
E o meu t
E
o meu
Eu da va tudo neste mundo para
transforraar-rae em ura ser invisivel, voar
at ao Rio de Jan< iro e acompanhnr um por
um todos os passos do meu fiel coropa-
nheiro.
Houve tamben noivas, que u;io falli-
rn), mas que chorarara a valer.
Quan lo as !l hora* da noite chegou o
trem, o ri'bolijo foi inmenso.
Viria o meu ? perguatava urna.
O meu veria ? perguntava outra.
Ah se o meu viesso ... observava
esta.
O meu veio com certeza, afirmava
aquella,
O meu, sempre o meu.
Nunca este pronome possessivo foi tilo re-
petido em Petropolis !
Minutos dapois aigumas esperabas con
verteram-se e:n risonha realidade, outras
no mais negro desespero !
Apenas alguna mandos liaviam subido
com os maiores sacrificios.
No dia seguinte a estago estava api-
nhada de senhoras casadas.
O leitur poder imaginar as scenas que
se deram.
Minba querida, exclamava um, nao
pude pregar olho toda a noite. Que tor-
mento !
Olha, Candinha, dizia outro, apenas
ebeguei d corte, s 7 horas, fui direitinho
para o escriptorio e deitei-me em um sof,
vestido tul qual estava.
Eu, affirmava este, tive impetos de
subir a serra a p, s para no te dar este
desgosto.
Juro te, observava aquelle, que a
ultima vez que durmo fra de casa.
Eso um hotel ouvi o seguinte :
Onde quo voc dorna io ?
Eu?
Sim, nao gagueje, diga a verdade.
Em casa do tua mana.
FOLHETIM
NGELA
Mas voc foi logo pa, a casa ?
Para casa propriamente nao ...
Entao pva onde foi ?
Para onde fui ?
Sim ?
Onde diabo estive eu, Jo6 ? Que
ros que te falle com franquean, j no me
lembro.
E' impossivel!
Ah I fui ao theatro.
Isto sabia eu I
O que queres, filha, nao podendo
**er a rauh.er, resignei me a ir ver a Mu-
lhr-Homem.
Felizmente as cousas voltaram aos seus
eixos, e provavel que nao se repitam as
endientes de Mau raiz da serra.
Fra.-^a Jnior.
IEMDES
Harceliuo Cielo
TRAAOS BIOGRAPHICOS
Um talento real, o Cleto.
Filho primognito de Joo Marcelino Rl-
b iro e da Exm.a Sra. D. Delfina das
CbagM Ribeiro, u sceu a 2(3 de abril do
1839.
Carsou as primevas lettras dos 8 aos 10
anuos, e aos 11 comeara a astadar prepa-
ratorios, chegando a fazer serio.-, progressos
n.) portuguez, franctz, latim e arith
mlica, a par eom un estado, todo de in
clinago, da arte musical. Seus pais des
aaram n'o earretra das lettras.
D.-sde tenra idade, p r n, o futuro ta-
lento musical mostrava a soa grande ten-
dencia para a arle de Rossioi.
Aos 12 annos ooraegou a manifestar-s--
hbil em mus a; era um bom contralto
entre os d'aquella poca. As festas da
matriz de S. Antonio, Ordera Terceira do
S. Francisco e Noss* Senhora do Livr-
ment fizi-ram muitas vezas reacar a sua
bellissiraa voz, conquistan lo merecidos ap-
plausoa em tao trnra ida 'e.
Na poca em que a Orlem Terceira de
S. Francisco mandou vir de Portugal as
sms grandes Vesperas, Missas e T deum,
foi ello o primeiro contralto que as can-
tera.
Principiando a estudar violino no anno
de 1852, na la fez no primeiro anno; aos
13 annos (1853) seu pui entn-gou-o aos
cuidados do hbil professor Pedro Justino
da Fonseca Barroso, que aos 18 annos
(1853) deu-o prjmpto para fazor exarae.
Rcquerendo-o, foi attra ido e examina-
do em msica, e canto pelos professores
Jas Coelho Barbosa, Jos Miguel Pcroira
e Melchiades Francisco da Costa, send
approvado plenamente e elogiado palos ex-
aminadores.
Comegou entilo, a sua carreira. artstica
musical.
Nao satisfeit) com o cobedal de conhe-
ciraent03 que possuia, entregou se com
afinco ao estado, procurando j os bons
compositores, j as boas obras, para n'el-
las procurar o manancial rico da seiva que
o alimentou sempre.
Sendo bstanla afteigoado aos grandes
violinistas Alfredo de Sorbonna, Jacintho
orchestraj?, eatudava Harmona, aprovei-
tando muitissirao com as licoes do proles-
sor Smoltz.
Aos 25 annos regeu pela primeira vez a
orchestra do Iheatro Gymnasio Drama-
tico, destacando se logo de seus collegas,
pelas suas maneiras aa veis e trato lhano e
cavalheiroso, nSo obstante alguna laivos de
altivez, embora muito bem entendida, que
o prejudicaram muitas vezes.
O Colas, o nunca asss lembrado, reco
nhecia-o como talento de sua esphera e dis-
tnguia-o dos seus collegas; fez parte da
orchestra do Santa Antonio, .10 tempo da
regencia de Julio Poppo e oceupou o lugar
do regente de orchestra quando trabalbava
a companhia de que era emprezario o ar-
tista De Giovani, Por e9ta poca sofFn-u
plherias e doestos de alguns de seus colle-
gas, dando lhes sempre como resposta a
arma dos fortes e dos que tf-m conscienci i
do quo valem -o silencio.
A sua estra om theatro, foi o S. B n>:
dicto, que merecea os applausos da platea
era peso e da imprensa unnime, seguin
do-se a Santa Clotilde.
No raeio destas applausos e ovaeoes,
nunca so esquecia de seus livros, os seus
oompauheiros inseparaveis ; e se no theatro
recebia urna raanifestacilo qualquer, ao vo!-
tar para a casa ia compulsar as suas obras,
estudar, afira de fazer jus a novos trium
pho3.
Na empresa de Jos Dnarte Coimbr-i,
escreveu a oper--ta Djus Aojos, msica
liadissima e de urna combiuacao artitioa
de grande gosto o difficuldade. No anno
segainte compoz a opereta biblica Auro
ra da Redempcao, o sea padro de gloria
em msica theatral.
Outros muitos trabalhoso rejoramendaD,
como sejara : 4 marchas fnebres, urna das
raaos memoria do grande raartyr per-
n .mbu ;;rao Joaquim Nunes Machado ; I
Te-Deum do Coracilo do Maria, Hymnos a
S. Sebastiao, a Nossa Senhora do Ampa-
ro, a Santo Antonio, urna Jaculatoria a
Santo Antonio e urna Lidinha a Nossa Se
ahora.
Em msica symphonica, notara se: a
fJooluqao, ouvnrtura grande orchestra ;
urna aria obrig-ida a pistn, grande or
chostra ; urna outra obrigada a clarinotto
em si bemol ; e polonezas obrigadas a vio-
lino, clarinetto, pistn c borabardiuo (1).
Era msica de salo eximio ; tem gran-
de quantidade de polkas, aigumas quadri
Ibas, schoctisebs, e um sera numero de wal-
sas.
E' o seu fraco. Dj grande quantidade
que elle tem, conheco urnas cincosnta e
tantas.
De urna fecundi lade espatnosa, om 1835,
lo dia 4 30 de Janeiro, compoz nada
menos que vinto Walsas, todas desconheci
das at hoje do nosso publico. Destina as
a um tempo melhor para serem conheci-
das.
Quem nao conheca por ahi a Amelia,
Maria Luiz i, Cordoliua, Josephina, Lolot-
te e outros primores?
Tem urna barcarolla do, letrado Cas-
tro Alves A Dama Negra, msica
lindissima, que mereceu elogios do alguns
jornaes francezes e da roda parisiense
mais il lustrada.
Nunes, Aleixo, Al^xandrino Pedro de Sou-
za e do eximio protessor Pedro Nolasco
B-ptist-i, estos o auim&vam sempre a nao
enfraquecer nos estudos.
Sendo este ultimo profrssor director do
Theatro de Santa Izabel, entrou elle co-
mo pratieante, dando em breve provas do! so, Miguel Meira e Antonio de Moraes
vir a ser no futuro o grande executor que para organisar e dirigir urna orchestra de
h(je conhecemos. Fazia ao mesmo tempo, amadores. Aceitou o convite e todos co-
parte dos concertos particulares e de thea-' nhecem a excellente orchestra do Club
tros, tocando em quartettos e quintettos,' Dramtico Familiar governada pela sua
seb a batuta do maestro Innoccnzo Smoltz. batuta de mestre.
Al u desla, tem um duettino para nari-
tono e tenor e outras composicoas gei
r.s,
Em Dezembro de 1881 r.'tirou-se do
theatro, r'-gendo em 18S4 alguns espec-
tculos dramticos, sen lo emprezario o
Lima Penante. Em cornejos de 1882 foi
convidado pelos Srs. Dr. Affonso Oliaden-
Fez parte da orchestra, tocando como vio-
lino em diversas companhias lyricas e dra
mancas no antigo Theatro Santa Izab.l.
In-ansavel, como fazendo parte das
POR
aira 33 xaniri^
( Continuas o do n. !.i )
XVII
Pois bem, hoje ests rico e sentes en-
Telbecer-te. foste tu que m'o disseste.
Vamos l, chegado o momento de
reparar parte o passado oa pelo menos
attenual-o.
t Recebeste um miihao quinhentos e cin-
coenta mil francos. E' nma somma co-
lossal.
a Que part deSsa somma destinas para
a tw.\ li.h i natural f
Jayrae Bernier. respondeu esccamsnte :
Nenhuma.
N-uhuraa 1 repetio o tabelliao. E's
tu proprio quero esl fallando ?
Sou ru mesmo io farei nada pela
filha perdida.
~ Desta forma, mesmo depois de deze
seis annos tu nao perdGas o erro da filha
abandonada por ti "i
Se Angela se houvesse comportado
honestamente, le morar rae-hia que sou seu
pai. A sua vergonba romperara os lagos
quo me ligaram a ella...
Ren-go a.
E' odioso e injusto I Angela, reco-
nhecida por ti, poda legalmente exigir o
teu aoxiu------polia, pelas suas reclama-
c5es, levar a discordia ao interior da tua
casa.. Quantas o teriam feito no seu lu-
garO ella nao o fez I
E' por actos de urna delicadeza comple-
tamente filial que ella oorrespondeu stuas
brutalalidades !...
Senta-me disposto a araal-a, se de-
poia da morte da sua mai a houvesse en-
contrado digna da minba estima.
Jayme, tu espantas-me I! Dir-se-hi*
que o teu coradlo esl^etrificado.
Pegote que no fallemos mais nisso,
exclamou o armador com um resto vio-
i v
lento.
Sera desanimar, o tabellto agarrou na
mao do seu veiho amigo.
Dcixa-me advogar a c usa de Ange-
la... Tendo esperado longo* annos para
t'o supplicar. No recuses cumprir um ac-
to de justiga.
Seria, nao um acto de justiga, mas
um acto de raqueza... reeuso.
Pensa que Angela, quo tua filha,
tua filha ivco.iheeida, tambem tem urna i
lha I. Pensa que essa filha acbando-se
pobre como o era sua mSi. Pode tambe n
perder-se... A miseria ra conselheira.
A filha de que tu fallas teve umpai...
E' a esse pai que curapre velar por ella.
Tambera Angela teve um pai... essi
pai chamava-se Jayme Bernier, o passava
por homom honrado... Tu ves, entretan-
to, que esse pai recusou importar-se com
ella... O pai dessa menina, naturalmente
taiubem um hornera honrado, s plo dado por ti. .. Deixa a tua filha re
rarsos que possam, ao menos, impedir quf
Meraceu dosta corporasao, pelos seus
releva^tissimos servijus, a maior r.'mune-
r.-cao que elle d aos stus associ^dos, o ti-
tulo de socio benemrito. Alm disto, tem
sua filha commetta um erro... Vamos l,
Jayme, torna-te a sentar perto de mira e
conversemos. .. E' um bom conselho que
te dou ; seguindo o, livrars a velhice de
um remorso e attrahirs a fclicidade a tua
be.n amada Cecilia.
Jayme BerniT api-zar da obsinajao da
su., lurnosla, sentia-so contaminado p la
comraoco communicativa e pela voz sap
pilcante do sen v;lho camarada. Desfalle-
cia-lhe a resistencia.
Tornou a sentar-se e abandonou as raaos
ao arlente apeno d- Benjamn L^royer.
Fallemos, amigo, proseguio esta ul-
timo o fallemos cora o corayao as mios..-
Ajuventuie foi se... A screnidade dos
sentidos substituio as paixoes de outr'ora...
Cumpro tentar resgatar as faltas do passa-
do, para t-r tambora a serenidaie moral e
a paz ia conscieneia.. A alma carece de
ir era paz para o mundo desconhecido que
nos chama. .. Cantavaraes Branger, ou
tr'ora, no tempo em que nao era urna ve-
Iharia e nein estava fra de moda.
Para que a alma parta sorridentee sera
pena necesaario reparar os erros com-
rai'tti ios. Que vais tu fazer de um mi-
ihao quinhentos e cincoenta mil francos de
que se compSe hoje a tua fortuna readqui
rida.
D-ixei um. milhai e duzentos mil
francos em poder do meu banqueiro de Mar-
selha.
Que se chama ?
David Bontemps.
E' um hornera honrado e urna casa
segura.. Quauto te rendera os teus fun-
dos as raaos de David bontemps ?
Cinco por cento.
Total sossenla mil francos por anno.
Sim... Os trezeatjs e cincoenta rail
francos, que completara a somma que aca-
bei de receber, hilo de servir para comprar
ura palacete, a raobilia e organisar emti-n
a iniuha casa.
Muito bem... Admittido o teu deso-
jo de reabrir tua tilha Cecilia as portas
Ja vida mundana, approvo. .. Aehas-te,
pois, frente de ara capital liquido de um
luiluiio e duzentos mil francos, acorcen-
la ido-lha os destrocos de ceato e viota mil
francos, que empre^uei em teu norae em
hypothecas, representa isto um miihao e
trezeutos e vinte mil fraacos o uma renda
de sessenta e seis mil...
Da quid se deduzir vinte e cinco
mil, quando casar Cecilia porque cont
dar lhe quinhen'os mil franjo de doe.
- Peritamente.... Ficar-ta-hao oito-
centos e vinte mil francos... E' de mais
para ura hornera da ambigoes moderadas...
Uma parta desse dinheiro, dessa grande
somma no podara ficar destinado a An-
gela?
- Despojar me 1 coraojou Jayrae com
animago. Esta no ra !. .
Benjamn Leroyer cortou lhe a palavra.
D-spojar-te repetio ella. Quem
falla era semelhaato cousa ? Has de mor-
rer um dia, no verdade, assira como eu ?
E' a le natural... Luz XIV, o re sol,
i.inb ni morreu! Angela na quadade de
filha natural reoonhecida, te.u direito tor-
ga parte de tua suecesso.
Posso dispor dos meus bens em vida,
do raaneira quo ella nao receba nem uru
sollo. Tu, que s tabelliao, sabes que
isso muito Lcil.
Tu nao o fars, Jayme, exclamou Ban-
j iinin L -royer, seria urna aegao indigna !
Tu vais escrever um testamento, em devi-
da rrgra, um testa uento olographiuo (sao
os nicllures e os mais iuutacaveisj por este
testamento deixars a tua til.i.t natural uma
parte da tua fortuna liquida...
O ex armador escutava com a cabegabai-
xi :
O tabelliao cootinuou cora tora persua-
sivo :
A menos (o quo talvcz fosso anda
melhor) que tu no pretiras dcixar a An-
gela nicamente o usufructo dessa parte e
a glora de ser o primeiro que em Per-
nambuco organiaou uma orchestra de ama-
dores.
Actualmente rege a o.-chestra do Santo
Antbnio o tem-nos dado aigumas noites
deliciosas no S. Bnedieto.
*

Um homem s direitas, c Clco, na lata
accepgo da palavra. Excellente a.nigo.'
excellente esposo e modelo dos pais se ti-
vesse algum filhino, alguin louro beb a
quem dara os thts raros da sua alma rica
de affectos. Preen h esta lai-una ura seu
alilhado, o travesso Quinquim.
Nunea se arrepjiide ce qualquer acto
que pratique, desde que s t ohaiu de aof
frer por isto os seus internases pecunia-
rios.
Inimigo de pandegas, aborrece o vicio e
aaathematsa a crpula.
Altivo, nunca dobra a espinha dorsal a
quem quer quo seja. Orl'endido, terhvel
adversario, mas luta sempre s claras, de
viseira ergu 'a.
Quando ferido pelas cestas, desjresa a
offensa.
Um corago do ouro e um cerebro de
fogo, naquello corpo franzino e delicado ;
ninguem dir que naquella carnago dbil
est o homem de forga da vontade naba-
la vel o do tenacidads a toda a pro va.
Conta-se delle que, tendo um artista de
algn mrito criticado uma sua composi-
go, dizendo que o Cleto, jamis seria
compositor ; elle, ao vcltar para a CSM,
rasgara a composigo em ques j, rccolli ;-
ra-se ao silencio dos io -.ompetootes por es-
pago de cinco annos ; e, ao reapparecer,
eloutrisara a platea do Santo Antouio cora
o S Benedicto o outras pegas.
Eu sei mais: o artista lindou por lhe pe-
dir opinio sobra coraposigSes de sua la-
vra.. ..
D>i uma actividada sem par, elevou-,se
at a eminencia em que est collocado,
impoado-se pelos seus trabalhos e couhe-
ciraentos litterarios e artistico-musicai!8.
Na epocha em que o movimeuto abolicio-
nista mais furor fez acsta provin:ia, (1882
f<5) prestou servig03 reaes causa da
aboligao, valen lo lha i.to o titulo de soeio
honorario da 26 de Setembro, Ave Liber
tas, Cear Livre e Club Martins Juniou.
Alera destes ttulos tem o de socio bene-
mrito do Club Maroellino Cleto, Club
Dramtico Familiar e Atheneu Musical
Pernambucano ; honorario do Club Garlos
Gomes, 2 de Abril, Club Ayres Gama c
R -creio Litterario dos Normalistas, e bera-
feitor do Gabinete do Ldtura Igur.ras-
suense, alm do outros qua nao me vein
agora mente.
So os seus pergaminhos.
Republicano puro, sem msela, odia os
res a abomina os padres.
Molesto em excesso, sempre so julga
inferior aos seus collegas e gosta immenso
que lhe charaem simplesraeuteo Cleto.
Amigo sincero, leal, saontioa-se pelos
sous amigos o julga-se satisfeito, quando
lhes pode ser til em alguraa coua.
De sentimentos altruistas, faz favores
sem mira em retribuigoes. De. ura gasto
litterario delicadsimo, deudo por Th.
Braga, adora Teixeira Bastos, louco por
Lu.dano Oorleiro e tem era sua bibliotiie
ca as melhores uoras, das mais altas suui-
midades litteraras brasileiras.
Tem duas virtudes : nao ambicioso e
tem paciencia sem limites na transmissao
do ensino Tem dous vicios: adora o solo
e o cachimbo. Tem ura defeito, aos c-lhos
de alguem : Diz as verdades aos amigo-,
embora incorra na pena de os dosgostar.
Seus discpulos c discipuias aioraran-'o;
seus amigos estimara-n'o como elle mere-
ce. A's vezes sareastico e satyrco, orapa-
ulia o bistur e escalpellisa a sociedade,
pondo ao sol as suas chagas mais horri
pillantes, Ri da impostura, desdenha a pro
sumpgo e chicotea o fufo orgulho.
Aprecia om excesso uns olhos negros e
urnas formas estheticas; que o dig im as
s las coraposigSes, aa suas walsas princi-
palmente, filhas quasi todas d'uraa impres-
so deixada por alguas olhos brilliantes e
labios rubidos.
Ha uma nica cousa a que se curva: o
verdadeiro talento; tres a que rende culto
extremo : um bom livro, suas msicas e
seu violino.
Ahi fica o Cleto, mal bosquejado, mal
delineado. Perde-me elle se, com isto vou
lhe offender a exoessiva modestia.
R cife, 34 de Abril de 1886.
F. FaEiitE cxior.
Flores ti'a lua
Eu tenho n'alma tres flores
Bellas como os amores,
Lindas como Jess ;
Nascerara no ra- sino gdho,
Vivem do mesmo orvalho,
A' sombra da mesraa luz !
So tres HOres engranadas,
Cujas peetataa aljofradas
l\lo orvalho da manha,
Recondeno, tanto perfume
Que minha vida rezume
Em delirios de afn.. .
Da primeira desasas flores
O seu nome causa amores
Tao bello e grato elle ;
Sem ella a celeste calina
No morara em minh'alraa ;
Ella tem por nomoF. ..
A segunda idoltrala,
& por todos alie jada
Por ser de todos bonanga.
Ostenta santa candura,
Exprime doce vendura...
Tem pjr norae Esperanga !
gravuras representando os acontecimentos
do dia, o no s o Observer, mas tambem
MorningChronicle e o Englisgman pu-
blicaram gravuras em madeira represen-
tando a secna do crime e os retratos da
victima e dos assassinos.
A, orarte do Duque de York, de ("an-
nrag, a inauguragao da ponte de Ham-
mersmith e a batalha de Navarin serviram
de assumpto para as illustrago s.
Era 1836 publicou-se o WeekyChronicle,
o primeiro jornal Ilustrado regularmente :
uma causa celebre fez a fortuna d'este pe-
ridico, que chegou a alcangar uma tira-
gera de 130:000 exemplares por semana.
Era 1841 appareceu o Punch, o primeiro
jornal salyrico ; em 1842 o Flustratct Lon-
don Nac com dezeaeis paginas e trinta o
tinas gravuras, entre as quaes figuravam o
incendio de Hamburgo, vistas de Cabul e
um baile de mas-aras dado pela rainha.
Venderam-se 26:000 exemplares do pri-
meiro numero e no tm do anno a tiragem
elevou-se a 00:000.
A tiragem triplieou com a revolugao de
1848.
Em 1MJ3, em consequencia da morte
do principe do Galles, teve uma tiragem
de 310 mil Dameros.
Da Christinas Nimbar de'1882 ven-
dern) se 425:000 exemplares.
O eoinsnerelo i vanee r.
< >s mappas publicados pelo Jornal Ojfi-
eial do movimento de mportago, durante
os mezes de Janeiro e Fevereiro do cor-
rente anno, dio os resultados s-guintes :
As importagd s elevaram-je a.......
655,456:000 francos, e as exportagoes a
453,778:000, importancias que se decom-
pocra pida forma seguinte, comparando-ae
com as de ig al periodo de 1885.
A terceira o' como bella,
Como candida, singla,
Como tera ameoidade!
Santa agujena dacruz,
Filha qu'rida deJess,
Seu norae-- Cari lade 1
gao, vamos l !. .. E que resgataria com-
pletamente o passado !. ..
" Angela o sua filha teu sangue, meu
velho Jayme I... So o esqueeesta at agora,
uo o esquegas mais! Repara esse tao
longo abandono, assegurando aquella pobre
creatura dcsherdala daaffeigao paternal, a
tranquillidado do resto da sua existencia e
o futnro da sua filha
a Tambem eu comraetti erros na raooi-
dade, mas, gragas a Deus, tudo reparei ;
posso andar de cabega levantada !Aben-
go o co que te enviou perto de mim, por-
que tal vez tenha a felicidad o do tornar a
tua velhice isenta da remorsos.. Nao que-
ro que, na occasio era que cases tua filha
legtima, te venha gritar a voz da conscien-
cia : A felicidade e a fortuna para esta. ..
a miseria e o abandoao para a outra...
injusto, odioso!
Urna lagrima, desprendida dos olhos de
Jayrae Bernier, veio cahir na mao do ta-
belliao Leroyer.
Ah I Quanto soa feliz, racu velho
amigo, exclamou elle com alegra -porque
tu cora prebendes me, nao assim '.'
J-yrae profundamente comiuovido, per-
turbado at ao Intimo d'alma respondeu,
limpando os olhos :
Pois bem, sim. .. tens. fui culpa-
do. .. muito culpado. .. mas quer, reparar
esse erro... Prepara-rae um modelo de
testamento.
Este testamento, ests '.ecidido a es-
crevel-o sera demora ? perguutou o tubel-
lio enthusiasmado.
l'.-tuii decidido, sira.
Tens razo. Hoje estamos reunidos,
um e outro de saude... Araanha ura de
nos pode raorrer... Podemos morrer ate
muos Vou fazer o modelo do testa-
mento... Ters apenas que copalo.
Radig o de maneira que nao possa
uisar neulium embarago s rainhas her-
deiras por occasio das parlhas.
Fica descansado.. .
No testamento, como basa, a somma
de um mdlio trezeutos e vinte rail francos,
nSo verdade ?
E'-
Sabes que nSo podes uispr sono de
terga parte da tua fortuna em favor da tua
ulna natural t
Sei.
Dame os noraea de Angela e a data
do seu nasciraento.
Maria Angela Bernier, naseida em
Eu tenho n'alma tres flores
Bellas como os amores
Lindas como Jess !
Nasceram no mesmo galho,
Vivem do mesmo crvalho
A' sombra da mesma Luz !
Paes Barreto.
9s jornaes Ilustrados era
Londres
O jorn-alismo Ilustrado era Londres data
dos principios d'este seculo.
O Times, nos seus priraeiros annos, pu-
blieava de vez ora quando aigumas gra-
vuras : em 1806 a clescripfo do enterro
de Nelson em S. Paulo, appareceu acora-
panbada de lostrades, que represenUvam
o fretro e o cortejo.
O Observer imitou o Times, o em 181o
publicou urna grande gravura em ago re-
presentando Santa Helena.
Tres nnnos depois publicou o retrato do
rssassino Thornkou que teve um grande
xito.
Em 1820 deu a estampa varias gravu-
ras relativas conspiraco de Cate-Street
e ao processo da rainha Carolina, e um
anno mais tarde as relativas corago de
Jorge IV o ;i sua viagera pela Irlanda.
O assassinio de Weare e o processo dos
seus assassinos deram occasio para pro-
var que era possivel publicar regularmente
O tabelliao escrevia estas inforsaagoes
30b o dictado do ex-armador.
__ Conhecps a sua morada actual? disse
elle ara seguida.
Nao.
Pouco importa. A morada ser f-
cil de encontrar... Ests tu cerco, ao me-
nos, que Ang-'a existe ainda?
Estou, pelo menos, absolutamente
certo que ella exista ha oito ratzes.
L onde te vem essa certeza ?
- V-a no Boulevard de Batignolles
com uma menina que devo ser sua lilha.
O norae dessa menina ?
Emraa Rosa Bernier, filha de Angela
Bernier e de pai d seonhecido.
A data do seu as -imento ?
No a conhego... de ve ter cerca de
dezeseis annos, o mais que te posso
formar.
E' quanto basta. No dia em que se
abrir o teu testamento (e esse dia espero
que esteja longe) rai o filha serao chama-
das a receber a sua parte da hetanga, e
no haver nenhuma difficuldada em en-
contralas.
xviir
Benjamn Leroyer sentou-se escrva-
ninha, agarrou n'uraa iblha de papel de
cartas, tendo impresso o carimbo do carto-
rio, e em letra garrafal e clara tragou r-
pidamente o ras junho do testamento que
Jayme Bernier e teria que copiar e asaig-
nar.
Eia aqu o rasounho em questao :
Eu abaixo asaignado, Jayme Bernier,
antigj armador de Marsclha, e moran lo
actualmente em Pariz Batignolles, na ra
das Dama3 n. 54, declaro consignar no
presente testamento olographico, a expres-
so da rainha derradeira vontade.
A minha fortuna elevase a somma
de ura milbo trezentos e vinte mil fran
eos, em especie, depositada tanto em rao
de B-njamin Leroyer, tabellio era Dijon,
como era poder do Sr. David Bontemps,
banqueiro em Marselha, e, alm diaso, de
ama somma de trezentos e cincoenta mil
francos, que eu deatiao compra de um
mraovel e aos gastos da instaBacio.
t L?go a Cecilia Bernier,' minha filaa
legitima, a somma Je oitocentos e oitenta
mu francos, e o palacete que tenciono com-
prar e a sua correspondente mobilia.
Don a Maria Angela Bernier, iiinha
filha natural reconheciaa, o usofructo da
importancia de quatrocentos e quarenta mil
Importare
SS'J
1885
Objeetos de ali-
mentagao. .
Productos na-
turaes e ma-
te ras n e-
cessarias
industria... 317.673:000
Objetos fabri-
cados ..... 92.378:000
Outra3 merca-
dorias .
227.773:000 223.804:009
374.018:000
J 1.042:000
Total..
Exporta^
Objeetos de.ali-
mer.tagao...
Productos na-
toraea c ma-
teriaes n e -
ees arias
industria
Objeetos fabri-
cados .,...
Outras m^rca-
dorias......
Total...
17 632:000
655.456:000
17.437:0 JO
717.00-2:000
87.626:000 105.000:000
97.646:000
216.293:000
21.214:000
453.778:000
79.884:000
180.862:0
18.362:000
390.108:000
Sao muito lisongeiros estes algarisraos;
emquantj qu* na iraportagao a diminuigao
foi de 61.546:000 francos.
Nos artigos alimenticios a exportagao d-
mnuio 18 milhres ; mas, em compensa-
gq, o augmento da sahida de materias
primas e productos oaturaes foi do igual
somma.
Nos productos faoricados o augmento
do crea do 60 milhSes, e, como na im-
portago das materias primas bou ve diiti
nuigao de 57 milhoes, segue-ao que satu-
rara effeetivamente do paiz, 117 milhoes
do producios proprios.
Marselha a 6 de Novembro de 1850, filba,
a sua filha a proprielade dalla depois da I reconhecida de Jayme Bernier e de Rosa francos, ou seja vinte e duas mil libras de
morte de sua mai.,. Seria uma bonitaac-'Marey. 'reudiraento.
a A propriedaoe destes quatrocentos e
quarenta mil francos pertencer a Erara
Rosa, filha de Angela Bernier.
< No caso em que Emma Rosa venha a
raorrer antes de sua mai, a propriedade
dessa parte da minba fortuna voltar para
rainha filha legitima, Cecilia Bernier, tendo
esta por encargo, ou seus herdeiros, forne-
cer minha tilha natural, Angela Bernier,
o total da renda vitalicia estipulada mais
cima.
ii Feito era Dijon, sao do corpo e do es-
pirito, no ".ia 11 de D< zembro do 1>83.
Emquanto o tabellio redigia este pro-
jecto de testamonto, Jayraa Bernier tinha
cahido em profunda meditago.
Quando B-njamin Laroyer terminou, le-
vantou se e passou ligeiraraontc a mo no
hombro de sea amigo.
V, dissa-lho elle, apresentando a a-
lha de papel cheia de letras, julgo ter feito
o melhor possivel. Convom-te esta forma i
O ex armador, tirado da sua meditacSo,
agarrou no papel e leu com profunda at-
tengo.
E' isto exactamente, disse elle.
Entao, no sa apresenta no teu espi-
rito nenhuma objecgSo ?
N-. nhuraa.
Pois bem, continuou o tabelliao, de-
signando uma escrivaninha collocada perto
da sua, assenta-te aqui, querido amigo, to-
ma uma folha de papel sellado, copia tex-
tualmente este ras.-unho, assigna e tudo ri-
car em regra, e garanto te que ninguem
neste mundo po lera pensar era atacar um
testamento to regular... Emquanto tu es-
ere ves, eu expedirei alguns negocios e al
raogaremos juntos.
Jayme Bernier foi-se sentar no lugar
indicado ; agarrou em uma folha-de papel
sellado e uma penna e omegou a copia do
acto testamentario redigido por Benjamn
Leroyer.
Emquanto elle ex^cuta este trabalho, va-
mos t-r com Angelo Proli, ao caf restau-
rante do theatro.
Tornremo8 a ncontrar alli um persona-
gem que apenas temes visto e que deve
di-sempenhar Om papel importante nesta
verdica historia.
K* muito de industria que escravemos a
palavra verdica, porque chegado o rao-
mi-nto de ffirraar aos nossoa leitores que
nessa narrago nada aventamos, nao so-
mos mais do que oa eaacenadores de um
extraordinario drama de que pouco3 conhe-
ceram o cesenlace e as mltiplas peripe-
<5M. (Continuar-se-ha)
Typ. do Diari, raa Duque d Caxiaa n. 42.


Full Text
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