Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19270


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Full Text
J
9


AMO Lili NUMERO 3
11
l


K
i

PAHA A CAPITAL li l.ltittl* Q\DE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoa
Por seis ditos idem. '.
Por um anuo dcm......
Csda numero avulso, do mesmo dia.
6,5000
12,5000
240000
100
25 DE ABRIL CE 1886
PARA DENTRO E FORA O A PROVINCIA
Por seis mezes adiantadoa.....
Por nove ditos idem. .'
Por um anno dem.....
Cada numero avulso, de dias aaterioreB.
13,5500
20000
275000
100
DIARIO
PERNAMBCO
PraprUfcal* *t JHanoel -ft^unroa l>* -farta i S\Ho&
TELEGRAMHAS
sss7i;s d .kjcu savas
(Especial para o Diario)
PARS, 21 de Abril, tarde.
O projeeto emprculimo foi vo-
lado por ambas ai Cantara*.
A Cmara don DopnladoN adoptou
o projeeto aprsenmelo pela rom-
mis.:;> para a exposieo universal
Internacional de Parla m 18%.
A Cmara adiou mas e%*Se para
95 de Halo prximo.
BERLN, 21 do Abril.
O ministro da Allemanlia cm Bue-
no.i Ij'i'i't Coi nomeado no mesmo
carcter para o lapo.
decurso de annos. Podem levantar emprestimoa
sobre h hvporbeca dos ser.s editicios e das suas
machinas, assim procedera ordinariamente ; mas
ii'-iilnin banco d crdito a taca sociedades, sein
caucan de bens immoveis. Suecosbem, portanto,
as mais d'ellas, quando se tornam difficeis as con-
dices do commercio. ^
Tal vez que no futurVtodos os operarios venhaoi
a tornar-se pequeos eapita istas e adquiram edu
cacao e experiencia administrativas. .-'< entao as
sociedades cooperativas de proluccaopoderao pros-
perar. At l, preferivel deixar a direccao da
industria a cargo dos capitalistas que, nao s sao
em .rural homens habis e experimentados, mas
ti'Cn o maior esti nulo para serei zelosos e activos
por lhes estar a fortuna empenhada na prosperida-
de d'essi industria.
(Contina)
JARTE OFFICAL
ROMA, 23 de Abril.
E" provavel que as cleicfte* para
a Cmara do Reputado* da Italia
lenliam lugar i 93 de Maio.
O rliolera-morbus fez san appari-
eo em Yeneza.
PARS, 4 de Abril.
grande* potencia* europea* nao
chegam por-e de aeroruo a pro-
po*ito da redacro do ULTIMTUM
que deve *er enviado recia para
o de*armamento.
O cholera-morbuw *e propaga na
Italia.
Agmcia Havas, filial eai Pcrnambueo,
24 de Abril de 1886.
INSTRUCCO POPULAR-
ECONOMA. POLTICA
(Exlrahido)
DA BIBLI0T1IECA DO POVO E DAS ESCALAS
CAPITULO IV
Itepai'iro da riquess
ConfmuafcO)
CoopcbacavEntre 03 ulvitrej propoatoi para
melhjrar a situe.iJ dos operarios, o melhor a
cooperario, enten 1 ai 1 >-M par esta palavra a reu-
niao d> capital co:n o tra'oilho. Dio-se palavra
cooper.n;V> significado* diversos, alguna dos quaes
nada tem om o ponto de que tratamos Ha
pouco mais de trinta anuos, alguns operarios de
RochJale (em logiatenv.), notand os grand-s lu-
cros real'wadoa pelM l jiata3 no omuiercio a reta-
Iho, resolv-rr.n reomr-e, para comprar por grosso
ap suas pr>v='''-= e listiibuil-as entre si, med
da que ca 11 n o -l.diei as fosas precisando.
Cnamarara a esta assscciaeao sociedade coope-
rativa, ri. _-: v,! numero de outnts do mesmo
genc i depois aatabeieeeado. A maior
par: i eS ) man do que I ja perteucen-
tesaoma ide eompradore, qoe se obri-
gun aeonsom-r i' quelle deprnl s o dividen
entre si o lucro doli. Ufo tem pmluzid: bous
resultados, pirqoo tem lev ido inuos operarios a
poupar dinn?ir i 0 mar interesse nos negocios.
Sao t imb m ut is aquel li a rmaseos, pjrque fazem
eoncorreocis s I j >5 eommms, que se veem obri-
gadas a bais ir os preco e a tratar bem 03 seus
freguezcG.
Mu i -i-) de sociedades, que se chamam
eooperativas ds consumo, pouco teem que ver com
M Qoeslo.t al e do trabalho. As mais das
vezea cll is nao sw administradas de um modo
mais contorne ao principio da coopen.cao que as
lajas ordinarias. listas sao, na sua grande maio-
ria, administradas p>r seus donos, ou por pessoas
de confian; i d'elles, que se interesa im ua sua pros-
peridade. 0 armazens das sociedades cooperati-
vas, por via de regra, sai adminstralos por pes-
soas assalariadas, e que nada teem com os lucros
era com o capital da empresa.
Ni verdadetra eoeperagtoou eooperacZo depro-
duccao, os operarios poupam dos seus salarios o
mais que pedem, at terera reunido un pequeui
capital, afim de so asaociarem e adquirirem fabri-
cas, machinas e material primas. Tornam-se ns-
sim patroes de si proprios e recolhem para si a to-
talidad^ dos lucros. As sociedades cooperativas de
prodeecto reduzom-se a companhias de cujas ac-
5es sao possuidores os proprios operarios n'ellas
empregados. Escolh'-m elles d'entre si os directo-
ies e teem administradores para a gerencia^dos ne-
gocios. Tanto os directores como os administra
dores devem ser bem retribuidos, ter urna parte
eonsidcravel dos !u>:roe, para bem se interess irem
na pro3peridade da empresa.
us altimos annos tem-se constituido am grande
numero de sociedades d'este genero na Inglaterra,
na Franca, na America, e at algumas em Portu
gal. A maior parte dellas te m tido mi xito,
- por falta de b-'a direcc). Os accionistas opera-
rios nao se.possncm geralmenle da iJa da muita
aptidao e sagacidade que sao precisas, para a di-1 m...a'.lo alferos phar.naceatico do eorpo do
recelo de urna industria; usto habituados a ver 8au,|e j0 ext.rcit0 o phanuaceutico civil
Ministerio do Imperio
Por despacho imperial de 10 do crrante
fez-se merc :
Do titulo de conselho, ao Dr. Joao Ri-
beiro de Almeida;
Do de barSo de Santa Justa, ao coronel
Jos Alves da Silveira Barbosa.
Ao Ministerio da Justica Jirigio o do
Imperio o seguinte aviso : Em resposta ao
aviio de 17 do mez tinao, tenbo a honra
de declarar a V. Exc. que no procedeu
acertadamente o juiz municipal o de or-
phitos do termo do Rio Pardo, em Minas-
Greraes, permittindo que alli fosso vot.ir na
eleiyao de 15 de Janeiro ultimo, o eleitor
Camillo Alves de Oliveira, preso e pronun-
ciado ein ccime inafianjavel, o do art. 205
do cdigo criminal.
Comquanto, em face do art. S da con-
stituieao, 211 da lei n. 2,033 de 20 do Se
tembro de 1871, e 2 |5 2o, 3o e 84 do de-
creto n. 8,213 de 13 de Agosto de 1881,
se deve entender que o eleitor pronunciado
pode votar cumpra que esta intelligancia
so limite ao voto de pronuncia e;n crime
que admita fianja, porque, prestada esta,
o eleitor se conserva em liberdade.
Sendo um dos effeitos da pronuncia no3
crimea inafianjaveis a conservayo do reo
na prisSo (cdigo do processo criminal, art.
165, n. III, n^o pode elle ser dalli retira-
do sano para os fins de sua deteza e jul-
gameuto.
Por outro lado, conforme a ndole da
Icgislajao eleitoral vigente, o eleitor, quan-
do vota, deve estar em pl esta nao se concilia com os iuteresses da
justija, que exigem a seguranga do reo, no
caso de que se trata, a qual s pode ser
efficaz mediante a intervenjo da for9a pu-
blica no recinto onde so retine a assembla
eleitoral, medida opposta ao disposto no
art. 130 do citado decreto n. 8,213, de
1881.
Ministerio da Justica
Por decreto de 10 do correnta :
Foi exonerado, a pedido, o hachare! Mft-
noel Aureliano de Gusmao, do lugar de
juiz municipal e de orphaos do termo de
Pindamonhangaba, na provincia de S. Pau-
lo.
Faram nomeados juizes municipaes e de
orphaos :
Das termos de S. Bernardo e Bair:iri
nhas, na provincia do Maranhao, o bacha-
rel Joaquim Antonio de Abreu Bastos .;
Da de Pindamonhangaba, na de S. Pau-
lo, o bacharel Candido Monteiro da Cuaba
Bueno
Foi declarada sem effeito, por n5o ter
sido aceita, a nomeagao do oapitao Joao
Damaaceno de Vaseoncellos para o posto
de major commanlanto da 8* secjSo de
batalbo da reserva da comarca da Caroli-
na e annexos, na provincia do Maranliao.
Foram feitas mercs das serventi;s vita-
licia! Jos seguintes ticios de justiga, em
coniirmacao das nomoacoas provisorias dos
respectivas presidentes do provincia :
A. Francisco Mariano Soares, de tab?llio
do publico, juliaial e notas, e escrivao da
provedoria, de capellas e residuos, e do
jury e execuyoos criminaes do termo de S.
Vicente Ferrer, na provincia do Mra-
nhao.
A Raymundo Velloso GuinarSes, de ta-
bellilo cU) publico, judicial e notas, e escri-
vao de orphilo3 e ausentes do termo de
Santa Helena, ua mesraa provincia.
Ministerio da Fazenda
Ministerio dos negocios da Faz-ndu.
19. -Kiodo Janeiro, 10 de abril dn 1865.
Camraunico a V. S. que os traspasaos, por
escripto particular, das cautdas do emp.es-
tirao de 50.00L>:0l), ltimamente contra-
bi lo, devem ser assignado3, no caso do in
tervancao do corretor, pdo vendedor, com-
prador e duas testemunhas, convindo que,
em ambas as hypotheses, sejam reconheci-
das as tirinas e pago o sello proporcional da
importancia da traa&aecao.
Deus guarde a V. S. F. Bdizario Soa-
res de Souza. -Sr. eonselheiro insuoctor da
caixa da amortisajio.
Miudou-se desligar de addidos ao Io ba
talhao de infantaria o capitao do 11 Igna
ci Heoriques de Gouveia e o alferes do
14 Carlos Augusto de Almeida Soares,
que devem reunir se aos respeativos cor
pos.
Ministerio da Marlnha
Por decretos de 10 do crrante conce-
deramse as seguintes graduado;s :
Da cirurgio de divisilo, ao Io cirurgiSo
da armada, reformado, Dr. Augusto No-
vis
De 2o tenente da armada, ao 2a pharma-
ceutieo, guarda-mariuha, Jos Raphael do
Azevedo Vianna.
Por titulo desta data foi nomeado Fran-
cisco Antonio de Alcntara para o lugar de
ajudante do porteiro do Arsenal de Mari-
nha da provincia do Para.
Cioverno da provincia
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 21 DE
ABRIL DE 1886.
AfFanso Layla. -A nomeagaa que p le
o supplicanta da competencia do Greverno
Geral.
Affro Pereira da Cuoha.Informe o Sr.
commandante do corpo do polica.
Companhia Great Western of Brazil Rail
vvay Limited. -Informo o Sr. inspector do
Thesouro Provincial.
A mes na.Inforne o Sr. inspector da
Thesouraria de Fazenda.
Francisco Ferreira Baltar. -Roettido
ao Sr. inspector da Thesouraria de Fazen-
da para attender ao supplicanta de accordo
com o parecer fiscal a que s' refere o seu
offi io de 12 da corrente n 246.
Frederico Augusto da Silveira Wasler-
ley. --Nao ha vaga por ora.
Jorge Venancio da Silva. Informo o Sr.
brigadeiro commandante das armas.
Joao Rodrigues de M>ura.Informe o
Sr. director do Arsnal do Guerra.
Bacharel Jos Maria de Albuquerque
Mello. Certitiqun-so.
Manoel Martina de Araujo.Informe o
Sr. Dr. juiz de diroito das execujoes cri-
minaos.
Manoel da Mot'.aTJastos. -Sim, median-
te recibo.
O mesmo.D sa.
Minervina Amelia Montenegro. Iode-
ferido.
Osear Destibeaux. Informe o Sr. en-
genheiro chefe do Prolongamento da ostra-
da de ferr do Rocife ao S. Francisco.
Secretaria da Presidencia de Pernambu
co, ein 21 de Abril de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartico da Polica
Secgao 2.' N. 408. Secretaria da Po-
lica de Pemambuco, 24 de Abril de 1886.
Illm. e Exu. Sr. Participo a V. Exc.
que forain recolhidas na Casa deDetenyio
os s-guintes individuos :
No da 21 :
A' ordem do Dr. delegado do 2 districto da ca-
pital, Antonio Jos Ferreira, por crime de tentati-
va de ferimento
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Geinini .no Rodrigues Uarb>sa, por crime de furto,
4 disposicaodo Dr. delegado do Io districto da ca-
pital.
No dia 22 :
A' minha ordem,. Placido Gomes de Azevedo,
remettido como desertor d> exercito pelo delegado
do termo do (abo; Seve.ino de tal, Francisco das
Chagas e Manoel das C'hagas, menores, vmdos, o
primeirodo termo de Pao d'Alho afim de ser re-
colhido ao hospital Pedro II e os ous ltimos do
le Iguirassj, com destino a companhia de apren
diaes marinheiros.
No da 23 :
A' ordem do subdelegado do 1 districto de S-
Jos, liozeudo Gjnc/tlves de S, por disturbios.
A' urdein do do 2" districto da Boa-Vista, Jos
F.-hppe de Lima e Candido de tal, conhecido por
Galliuha podre, por crime de fenmentos.
Pelo delegado do termo de Limoeiro, foi re-
mettido as juizo ompetente o inqaerito policial a
que procedeu contra Manoel Brasilino da Cesta,
que tora preso em Hig'ante na occasiao em que
espancava a Francolina Maria da Conceijio.
D us guarde a V. Exc. Il'm. e Exra.
Sr. Dr. Igaaco Joaquim de Sauza Leo,
muito digno vice-presidento da provincia.
O chafe de poli :ia, Antonio Domingos
Pinto.
Rio de Janeiro; qunze dias, a partir dalCaxa da Amortisacao, nos termos das dis
mesma data, para as provincias servidas I posicoes vigentes.
pelo telegrapho ; o para aquellas, em que Pubhque-se quanta antes o decreto e in-
nao existir correspondencia telegrap'dea, struceo s do que trata o presente telegramrua.
quinze dias contados da publicacao deste (Assignado) F. Bdisario Soares do Sou-
decreta na respectiva folha oflicial ; e final- za.
Ministerio da Guerra
Por decreto de 10 do co rente foi no
a empreja viver como por si m 'sim, mas nao re-
parara bem na atten^aj coustaata, nos cuidados e
nos ca'culos que sao necesarios para que ellas
prospsr.n1. Por esse motivo, n;Xo cuidam, de ordi-
nario, em procurar bons directores, e limitam se a
escolhr os que inspiram mais onfianQa na sua
h.mrad'iz e na sua aptidao artstica.
Alem disso, muitas de3tas sociedades, dizendo-
se caoperativas, nao o sao na readade ; e>nprjgara
multas vezes operarios que nao sao accionistas e
que uio teem, p>r isso, parte nos lucio >; e de or
dinario nao rrtribuem condignamente o servico dos
directores. Em geral s5o apenas ^companhis pe
acco8 mal dirigidas e sem condicesde bom xito
Urna outra difieuldade que embarace estas sj-
cieda les a insufficiencia ordinaria do seu capital
as crises commiajciaes, nao teem elementos para
soffier as perdis, que se succvdem s veres pelo
Jos Urbano de Castro Mmezes.
Por portaras de 9 do jrrente :
Foi dispensado o major reformado do
exercito Jos Maria de Siqueira Cesar, do
lugar, que interinamente exercia, do com
mandante la companhia de aprendices mi-
litaras da provincia de Minas G^raes.
Fai nomeado o capitao refrmalo do
exar :ito Joaquim Jos dos Passos cora
mandante interino da dita companhia.
Foram tranferidos para o 12 de ufan-
taris, o alferes do 13* Henrique F. Coelho ;
e deste para aquella o alferes Domingos
Augusto de Mendcnga Rocha.
Thesouraria de Fazenda de Per
nambnco 94 de abril de t
Oinspe-tor, era cunpriincnto ao telo-
gramuia de S. Exc. o Sr. ministro o se-
cretario do Estado dos Negocios da Fazen-
da e presidente do Tribunal do Thesouro
Nacional, expedido ,a 21 do corrente o in-
treguo no subsequeule lia pela manhil, pu
btca, pira conhecimento de quera possa
interessar o decreto n. 9581 da 17, tam
bem deste mez, e as instruecoes expedidas
para ex"i-ugao do referido d-creto.
Antonio Caetano da Siloa Kelly.
DECRETO N. !)581 DE 17 ABRIL DE 1886,
AUTOttISANDO A CoNVERSAO DAS APOLI-
CE8 DA DIVIDA PUBLICA DE JORO DE 6 [0
KMITTIDAS EM VIItTi:DE DA LEI DE 15 DE
NOVEMBRO DE 18 7.
Hei por bem, para execugilo do art.
7o da loi n 329 de 3 de setembro de
4584, derrotar :
Art. Io O ministro e secretario de Esta-
do los Negooios da Fazenda, fi:a autori
sado para convurfer eiu titulos de 5 [0 as
apoli' es de 6 {o, emittidas em virtude d
lei de 15 de Novembro da 1827, e a fazer
operactes de crdito para embolsar ao par
e por series, mediante aaitoia, os portado-
res das apolices de 6 [0, que nao quiza
rera receber era troca aquelles titulos.
Art. 2o Considerarse ha como tonio
aceitado a conversa os possuidores que
nao reclaraarem o embolso dentro dos se-
guintes prasos: dez dias, contados ue 26
do corrente ptra a corte e provincia do
mente, quarenta e cinco dias para o exte-
rior do impario a contar do referido dia 26
do corrente
Art. 3o N precisara d- ^autorisacSo
ou f rraalidaie judiciaria para aceitar a
conversao:
1" Os tutores, curadores, geren'.es, ad-
ministradores e ma's representantes legaes
ou necessarios do dono de apolices.
2" Os usufructuarios ou h rdeiros fidu-
ciarios nos casos de usofructo e fidei com-
misso.
Art. 4o As reclamares serao dirigidas
repartilo onde se acharem inscriptas as
apolices, ou delegaeia do thesouro em
Londres, se o proprietario se achar fora
do imperio e preferir este alvitre, entre-
gaudo-se nesse acto os titulos de que se
dar recibo.
Art. 5 Lago que for apresenta la a re
clamayo cessar o direito de transferencia
das apolices, continuando, porm, a 8>.r
contados os juros at ao dia da resgate.
Art. 6o As apolices, cujo pagamento
nao houver sido reclamado, vecerao os ju-
ros do 6 "[ at 31 de Dez'inbro do cor
rente anno, e de 5 "[ do 1 de Janeiro de
li87 em diante.
Art. 7o A troca dasapoliaes do G r0 pe-
los novos titulos, far-se ha sem despesa para
os aceita ate s da conversao, no Thesouro,
Thesourarias de Fazenda e delegacia do
Thesouro era Londres jeraquanto, porra, se
nao realisar e3ta operasao, servir para as
transferencias e mais t.-ansaecoas as apolices
antigs, ficando sem cfaita a declarado que
ah se le a respeito da taxa dos juros.
Art. 8o Os novos titulos serao em tudo
equiparados s apaliues at hoje emitti-
dos.
Francisco Belisario Soares de Souza,
do raeu conselho, ministro o secretario de
Kstado dos Negocios da Fazenda o presi-
denta do Tribunal do Thesouro Nacional,
assim o tenha entendido e faga exccutir.
Palacio do Rio de Janeiro em 17 de abril
de 1886, 65" da Independencia c do Impe-
rio. Com a rubrica de Sua Magestade o Im-
perador. Francisco Belisario Soares de
Souza.
IXSTRCCCOES PARA EXECUCAO DO DECRETO
N. 9j81 desta data
Art. Io Os passuidores de apolices que
optarem pelo embolso, poderao fazer por
si, seus mandatarios c representantes le-
gaes. as reularaacoes porante as repartieres
em que recebam os juros, ou perante a de-
legacia do Thesouro em Landres, se esti
verein no exterior do Imperio e preferirera
este alvitre. As reclamatoes devcro m ra-
cionar a numerajao e v. lor do3 titulos e
o anno da emissilo, etc., reconhecida
o legalisada, a assignatura do inters-
sado, seu procurador oU representante ne-
cessariq. A3 que forera dirigidas de-
legada, indi arito mais o lugar em que se
cobram os juras Os roolainantes apresen-
tarao titulos, a proeuracao especial, se fo-
rera simples mandatarios, e a autorisacao
do poder co npetent, se forera represen-
tantes legaes : de tudo dar-se-llios-ha reci-
bo em firma.
Art. 2" Finios os prasos marcados no
decreto iesta data as thesourarias e a de-
legacia coramunicarao ao Thesouro pelo
meio mais prorapto a somraa a que altin-
gera os pedidas de embolso.
Art. 3o A deh guia enviar os docu-
mentos e titulos repartico em que se pa
gam os juros.
Art. 4" A Caixa da Amortisacjto e as
Thesourarias, medida que forera rece-
bendo as reclaraaeoas eonferiro os nme-
ros das apolices cora os constantes das
inscripjoes ou contas correntes, e encer-
DIARIO DE PERAHBGCO
rando estas, para que se nao possam dar
transferencias, declarafSo no verso do pe
dido que fram praenchidas as disposigSep
legaes, ou informarlo sobre quaesquer du
vidas que apparegam.
Art. 5" Era seguida remetiera ao The
souro todas os papis o titulos e um ex
tracto das inscripcSes que, no dia em que
principiar a executar se o decreto desta
data, existan) em seus livros, mencionando
os numeras e valor das apolices e as chu-
las.
Art. 6o Verifcalos no Thesouro os n-
meros e posso das apolices, organis ir-s -
ha urna relacilo dos possuidores que nao
houverera aceitido a conversao, designan
do-se a importancia que cada um dev* re
ceber ; urna relacjlo dos possuidores que
tiverem aunuido a conversao, mencionan
do-se as clausulas d* inscripcaao, os nume
ros e valor dos novos titulos que lhes se-
rao entregues. Essas relacSes deverao ser
enviadas opportunamefite s repartieses
que ten.iam de realisar o pagamento e as
novas nscripicoes.
Art. 7o CouiO perraittido a transfe-
rencia das anolices, cujos donos aceitaren!
a conversao, as reparti^oes ein que 3e hou-
verera de tazer os lancamentos terao em
vista, abrindo as novas inscripto :s, as mu-
dancas occorridas por transferencia, cau-
9X0, etc.
Art. 8o 0 embolso de spdices gravadas
com clausulas, s poder ser effectuado
em prvsenca do airtorisacilo txpressa do
poler competente.
Art. 9.- Estando prompto os novos ti-'
tulos proceder-se-ha substituido no The-
souro, Thesourarias em Londres, racolheno-se os antigos
Retrospecto poliico do anno
de 18*5
LCont mu ardo)
lillAZIL
As gessOes preparatorias da cmara eleita em
1884 loriini loogaa e trabalhosas. A prfmeira reu-
alo-ge 1II de Fevereiro. Presidio-ao Sr. A.iio-
1110 Jos Heonqoes, como o mais velho dos elei-
tos. Logo oessa sesso bouve debates calorosos
acerca do recebimento dos diplomas, acloque
deviu le influencia consideravel oa eleigao da
mesa provisoria.
A i1 parte do art. 4 do regiment da Cmara
dina que nao seriam admittidos a votar os de-
potados por distridos em que bouvesse mais de
urna turma do eleitos, os quaes -ucert secuta va a
disposiro ri'gimentaltamhcm nao loinariaiii
liarle cm outros irabalhos da Cmara, sendo-Ibes
apenas permittido discutir a eleicao que Ibes dis-
sesse respeito, desde qneapreseoiassem diploma,
retirando-se, porm, do saino sempre que seti-
vesse de volar. Mas como o regiment liulia
sido formulado quando outro era o systema elei-
toral, c nao cogitando a nova lei de duplcalas
de diplomas, entendeu-se que a citada disposi-
cao nao poda vigorar e que nao deviam deixar
de .ser incluidos na lisia de que (rala o mesmo
art. V' os eleitos que apreseniassem diplomas le-
gtimos. 0 difOcil eslava, porm, cm determi-
nar essa legitimidade, porque bem de ver que
uenlium dos concurrentes eonsiderava Ulegitima
a sua senha de entrada no augusto corpo legis-
lativo da nafi&o. A mesa dedarou-se incompe-
tente para decidir entre tantas legitimidades reu-
nidas. Pelo regimentdizia ella s a commis-
sio dos i-iiiro, nomeada pelo presidente, tem au-
toridade para fazel-o. E, conseqoeotemente,
maudou organisar duas lisias, urna dos eleitos
sem duplcala de diplomas e outra dos duplica-
dos. Efesle poni comecaram as reclama
Desejava-se que oSr. Beuriques pnodasse orga-
nisar nina so lisia ilc lodos os diplomas legti-
mos, segundo o seu exame e escollia. A lodos
os reclamantes responda o presidente de tdade
com o non /mijnmuj deduzido das disposicOes
regimeiilaes. se com boa 011 m hermeneulii a
julgaao os posteros, talvcz mais entendidos que
nos em lao dilliceis materias. O que temos a
notar, como simples ebrooiatas, que essa pri-
meira sessao corren tempestuosa e ebeia de con-
fusas e desordem, sem que se decidase cousa
alguma do que eonvinha que licuase desde logo
determinado. Foram taes e to desagradareis as
secnas deesa sesso, que o P/ti: achou que devia
qualilical-a de m-rtimj tumultuario e desordena-
do, ein que, alravc/. ile um verdadeiro delirio, se
pronunciaram eslranhos palatrdtt, para nao 'li-
za- palaaraaas.
X noile reuniram-sc em conferencia os Srs.
Candido de Oliveira. por parte do governo, A11-
drade Figueia e Belisario, por parte dos conser-
vadores. Moreira de Barros, vTsconde de Souza
Carvalho, Aflbnso Pena e Valladares como re-
presentantes da (hssideneia liberal. Disse o pri-
meiro que o governo aceitara, como soluro da
controversia, que no dia seguinte Ebsse apresen-
lado ('.amara, c por ella approvado, o seguinte
requeriiiicnto : Que smenlc sejam conside-
rados diplomas aquellos que eslfverem assigna-
dos pelo juiz de direito c quatro mesaras, pelo
monos. Os outros da conferencia proporeram
unnimemente que o rcqueriinento a aprosoiilar
fosse redigido deste modo : Etequeremos que
somonte sejam considerados diplomas aquellos
que estiverem assignados polo juiz de direito c a
maioria dos msanos. ( Sr. Candido de Oli-
veira nao aceitou o substitutivo. Nao obstante,
foi osle approvado pela Cmara no dia seguinte.
graeas ao accordo promovido pelo Sr. Moreira
do Barros entro os conservadores e a di.-sidemia
liberal. Organisada a lista dos eleitos de con-
(brmidade com a proposta vencedora, pode, aii-
nal, eleger-se a mesa provisoria, que na sessao
do dia i:i flcou assim constituida :
Moreira de Barros, presidente ; eonselheiro
Lourenro Cavalcanle de Albuquerque, 1" vice-
presidente; Antonio da Silva Prado, 2: Baro
de Guahy. 3* ; Allbnso Celso Jnior, 1" secreta-
rio; Campos Valladares, f ; Surimba Jnior.
:i" : Rodrigues Jnior, i".
Quanto ao presidente^ vice-presidentes trnm-
phou a c^apa da opposieao colligada. Na elei-
cao do i" secrelario, porm, os dissidentcs falla-
ram ao conpromisso c volaram no candidato go-
vernisla. Isto causou corlo desagrado aos con.
serradores, cujo candidato foi sacrilicado eloi-
co do Sr. Alfonso Celso Jnior. Mas, segundo
se disse. o Sr. Moreira de Barros (leu particular-
mente explicaees, que foram aceilas^pelos con-
socios.
E' claro que os governislas nao podiam ter Pi-
cado salisfoilos com a escoma do presidente, que
para ellos era to sUspeito como os proprios ad-
versarios naluraes. A nomeaco da commisso
examinadora dos diplomas fot-Ibes, no emlanto)
mais adversa que a mesma cieicao da mesa pro-
visoria. Essa commisso licou cranosla de dous
dissidentes, outros tantos conservadores c um s
govertista. Foi, todava, opmio geral que ella
procedeu com imparciadade nessa.escolha pre-
liminar. Dos US diplomas que Inc foram pre-
sentes, declarou 67 lquidos e 45 conleslavcis, ha-
vendo 14 duplcalas. A Cmara conformou-se
com essa declarayo, que foi ligcirameiite disca-
lida.
Mas ainda dos diplomas considerados lqui-
dos, poneos foram os que nao solTrerara contes-
tago perante as tres commissOes do rerifcagao
de poderes, cujos Irabalhos se lornaram demo-
radissunos pelo grande numero e comolexulade
das questOes sobr que iivoram de dar parecer.
Ue maneira que bouve carencia de adiar a aber-
lira do parlamento, a quals pode realisar-se a
8 de Marro
No da llelegeii a Cmara dos Doputddos a sua
mesa definfuva, sendo eleitos os mesmos indivi-
duos que compunliam a mesa provisoria, com
excepcSo doSr. Prado, o qual foi substituido pelo
Sr. Doria no lugar de 2" vice-presidente.
Interrogado no Senado acerca dessa eteigSo
declarou o Sr. Dantas, presidente do coiisolbo,
que olla na la sfgnlcava, porque a Cmara dos
Dopuludos anda n&o eslava completa, que s
se considerara derrotado, caso fosse rejeilado o
projeeto do governo sobre o elemento servil.
Mas quando comecaria a discusso de tal pro-
jeeto, se se passavam dias e dias sem que ua C-
mara bouvesse sesso por falta de numero iega|
de dopiitados .' A opposieao attribuia essa falta
taclica do governo, o, nesse sentido, fallou o
Sr. senador Paulino, accusaudo severamente o
ministerio. Alguns das depois o Sr. eonselheiro
Joo Alfredo, senador por Pcrnambueo, proferio
um discurso que foi commeniado pela imprensa
liberal e aKoucionista, a qual nao esperara vl-p
lao de accordo com o Sr. Paulino na grande ques-
iQoquo nesse momento agitavatodoo pas.
A esses discursos den o Sr. Dantas longa ros-
posta. juslilcaiido-se das aecusaci s que Iheli-
nbamsido feitasc fazendodeclaracoes importan-
tes. Fallando do art. I" do projeclo ministerial
disse o presidente do conseibo:
Esse artigo o mais importante, porque
traa da libertaco sem uidemiiisaojio pn-uniara;
mas o projeeto tem outras disposijes que entre
si so combmam, se complilaai, se desenvolvem,
e nessas outras disposicOes a ndomnisaco en-
tra por muito com referencia aos que nao esdve-
rem comprebendidos na disposicao do arl. Io.
Nao posso, repito, transigir no arl. 1" quanfo
indemnisaco pecuniaria, e se lor vencido nesse
terreno, mesubmetterei aserte da minha derro-
ta, e quem me derrotar quecolba as palmas da
sua victoria.
Houve quem visse uas ultimas palavras d.
trecho urna advertencia positiva aos liberaes dis-
sidentes : como queoSr. Dantas Ibes ditiaque
a sua queda importara a subida dos consena-
dores, que alias am hbilmente aproveitando a
indisciplina do partido adverso.
Porm a esse lempo ainda o governo tinba es-
perancas detrumpharna grande lula. A morte
do Viscondc de Souza Carvalho. dada em i de
Abril, pareca dever favorecel-o. Esso titular,
depulado pelo 5o districto da Paraliyba, era,
ao mesmo lempo um jornalista de tlenlo e
um poli1 ico cbeio de babilidade e expedien-
tes. Nao possuia talvez um alto ideal sobre
os destinos da patria c da hamanidade; mas
era considerado liomem de raro mrito o de
pa I piles lelizes na jogalina dos pequeos inte-
resses partidarios c das ambicoes pessoaes. Rc-
digia urna l'olba francamente escravista. Ata-
cava os abolicionistas e o ministerio em periodos
sonoros e os mais graves deque poda dispor
quem levara a vilaa rir-se por dentro das asni-
dades e condescendencias do prximo, t) eeu
jornal era lulo, e os grandes fazendeiros do Bul
liiibam-lho verdadeiro apego. No parlamento
era a alma da dissidenoia e o mais tomivol
adversario do projeclo emancipador.
Para talvaz mostrar que amorte do Viscondc,
sendo urna grande peda para o grupo dissi-
dente, nao era comtodo tuna perda irreparavel,
na sessao do 13de Abril o Sr. Moreira de Bar-
ros, deixando a cadeira da presidencia ao Sr.
Lourcncode Albuquerque. lomou a palavra pela
ordetn e requeren urgencia por um quario de
hora para apreseular. a seguinte moco sobre
a poltica ministerial :
A cmara dos depotados, nao acedando o
systema do resolver sem indoium-acr.o o proble-
ma do elemento servil, nega o seu apoio po-
ltica do gabinete.
Mais novo dissidentes assignaram essa moco,
e foram os Srs. : Alfonso l'.'ima. Joo Ponido
Valladares. Sninib Jnior, Mascaivnlias. .los
Pompen, l'elu'io (los Santos, .ourencode Albu-
qnerque e Antonio Carlos. O Sr. Candido de
Oliveira iinpuguou a proposta com grande ener-
ga, declarando alta e solemnemente aopaa
que alguns memores do partido liberal, apoiadoa
pela minora conservadora, nao tendo coragetu
de afirontar a discusso 4do ditemma que Ibc foi
proposlo, queriam sor esta torma matar o pro-
jeclo. > Realmente, o processo opposicijuista
ora summario para una cmara que havia sido
eleita exactamente para dizer o que pensara
acerca da mais imprtame questo social da
actualidad* braaleira. Ao minisiro da guerra
seguiram-se outros oradores, entre os quaes o
Sr. Alfonso Celso Jnior, que, depois de breve
palavra, aptweatoo a seguiote moco substitu-
ida : A cmara dos dcpulados, interpretando
osenlimenlo geral do pau. approva apoltica
emancipadora do actual gabinete.
Essa proposta foi coborta de applausos das ga-
l,,,as. OSr. AnlonJ Piulo pedio a palavra e ma-
mfostou-se com muilaaniniacoem favor da poL-
lica do ministerio, dizeudo que as suas pahvras
naquelle memento nao deviam causar cslraubeza,
urna ve que tinha sido um do-signatarios do
projeeto, e nao desejava imitar a outros que
lendo-o igualmente assignado, votavam alinal
una mocao de desuonflanca contra o governo que
o apresentara. Havia nesse modo do exprimir




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attW
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Mario de Pernambuco---Domingo 25 de Abril de 1886

-
urna allusSo directa ao procedimrnto do Sr. Jos
Pompeu, que pedio a palavra para urna explica-
$opessoal. O Sr. Caminha tambera se ex-
plicou do mesmo modo. Satiszeram essas ex-
plicarles aquelles que as ouviram Eis urna
questo que nao queremos resolver. Parece,
comtudo, fra de dunda que os dous Ilustres
representantes nao sentiam dores na consciencia
pelamodilu-aco que as suas opiniOes liaviam
experimentado. O Sr. Dantas, a quera o tele-
phonedera, em plena sessno do senado, noticia
do qu se pussavana^amara, chegou alli, e to-
mando a palavra, dedarou regeitar a questo no
terreno em que a difidencia quera collocal-a
<. Nao 6 possivel disse o presidente do conse-
lhoque os novos eleitos, desde que o foram
para responder ao appello solemne dirigido
nacao, deixem de aceitar lealmente, francamente,
nobremente a questo que lhesfoi proposta, en-
carando-a na hora propria e no lugar proprio.
ltespondeu o Sr. Moreirado Barros, no neis de
muitas interraptOca das bancadas governistas.
Estavam muitos outros deputados inscriptos
para fallar, quando o Sr. Felicio dos Santos pe-
dio o encerramento da discussiio. Os amigos do
mlni-n no dppozeram-seaoencerramentoe de])ois
de muias ivelamacOes sobre a contagem dos vo-
tos protestando uns que ocucerrameiitotinliasido
11ipil lulo, emquanto outros aflinnavain (pie a
cmara oha\ia approvado, recorrea-se votaco
nominal, recenhecendo-se ciito baver 50 votos
de cada lado. Em vista do empate, ficouo en-
cerramento prejudicado.
Ao levantar se a sesso, o Sr. Dantas foi ac-
commettido de una dr violenta no epigastro
com intensas rradia^es nevralgicas. Nis obs-
tante esse sbito incommodo, e qic nao foi tao
ligeiro quantoa principio se pensou, o cliefc do
iiiL'kl'ei no da 17 declarar ao senado que
uao eram \erdadelros os boatos de crise minis-
terial, que se haviam espalbado depois da sesso
de 13, da cmara dos deputados. Apezar dessa
declaraco cathesorica.;continuou-se a aflirmar
que tal crise era nao so real, mas que nao podia
Ser demorada, attenta a especie deintnuaco
queao minisierio acabava de fazer o Sr. Silveira
Martins, depois de urna tentativa mallograda
para chamar a um aocordo o grupo di^idenle.
em urna reunio por elle promovida.
No emtanto, o Sr. Dantas continuava a declarar
com insistencia que o ministerio cabiria cora
a votaco do seu projecto, cuja discusso j B-
gurava na ordem do dia dos trabalbos da c-
mara. Para que adial-a por mais lempoper-
guntuva o presdeme do conselho -para que
moces como a do da 13 ? Venha a votado do
projecto, c se a cmara o regeitar, o gabinete
pedir iiiiniediatainente a sua demisso, Ob-
ervava ainda S. Exc, que o cliefe dos dissi
entes liavi dito : Temos confianca no mi-
nisterio ; queremos o Sr. Dantas, mas nao (luc-
remos o seu projecto. E que, variando de lin-
guagem. iliziaalinal adlssidencia: Queremos
o projecto, queremos mais do que o projecto;
nao queremos, porm, os ministros : nao gosta-
nos de suas pessoas : sao muito feios... Es-
to no direito de adiar feios os ministros, mas
accrescentava o Sr. Dantasestes tambem
teem o direito de peda que se nao limiteni a
isso.
Com effeito, a questo nao era de esthetica,
mas essencial e nicamente poltica.
(Contina).
RECIFE, 25 DE ABBIL DE 1886
noticias do Xorte do Imperio
O piquete nacional Espirito Santo, entrado hon-
tem ilo norte, foi portador das seguintes noti-
cias :
Vmaz.oiia
Datas at 11 de Abril :
Coutinuava trabalhando regularmente a Assem
Dla Provincial. .
__ Verificou-Be um desfalque superior a lo con-
tas de ris na Cmara Municipal de Parintins.
A eommissao nomeada pela presidencia da pro-
vincia para examinar a eseripturaco d'aquella
municipalidade voltura a capital no da 31 do pas-
cado. ... -.
As aguas do rio Madeira tem crcscido ex-
traordinariamonte, causaudo grandes prejuizos s
ulantacoes das varzeas.
Ri'teiava-ae urna cnehente como a do loo i.
__ Na travessia do Solimoes para o rio Negro,
sossobrou urna cani o morreu afogado seu pro-
prictario, quitande'ro domercado publico da ca-
oital e conhecidj por Jos Lavradjr.
__ U promotor publico de Manicor representou
contra o delegado de polica do teimo, por se er
negado a .fazer um corpo de delicto.
__ Foi designado o dia 13 de Junho prximo
fituro para, no 2." districto eleitoral da provincia,
preceder-se a eleico para preeuchimento da vaga
de um memoro, existente na A;8ecubla Legislati-
va Provincial.
Diz um correspondente do rio Mad ira que
um cear.nse de noine Liberato se dirigir ao sitio
de Olympio Correa de Miranda, no rio Manicor, e
abi tentara violeiitar-lhe a esposa que se acha-
va s.
Resistindo ella cabio com diversos fenmentos
as mao, na cahec i e em outras partes do corpa,
produzidcs p';io machadiuho de cortar seringa, de
qa i estava rmalo o ag^ressor.
A victima pdde fugir em direecao da villa de
Mauior, ncontrando-se no caminho com um em-
pregado da mesa de rendas que, acompanbando-a
': ca.-a, poude prc-ndir o cri-iiinoso que j fugia com
.im baiinho de joias.
Eslava sendo processado.
Par*
Datas at 16 de Abril:
Chegra 14 e i 15 assumir* a administracac da
provincia, o couselheiro Joo Jos de Araujo Frei-
t'as Henriques.
- __ Prosegua em seus trabamos a Assemblea
Provincial.
__ Dera-se 15 o trespasso do Dr. Flix de Fi-
gueira Faria.
Noticiando esse triste successo, que tanto nos
compungi, escreveram :
A Conitituir&o, de 16 :
A's 61/2 heras da tarde de hon'-em falleeeu,
victima de clica heptica complicada, o nosso
orestimoso e distinctissimo amigo Dr. Flix de
Figueiroa Faria, que oceupava ltimamente o
cargo de director geral da insi-accao publica des
a provincia.
Soffreu muito : muito luctou a sciencia para
arrncalo das garras aduncas da morte; iufeliz-
te, porm, triumphou a fatalidade, e na amigo
dedicado, um cidadio distinctissimo, um esposo
Optar vai para sempre envolver se as tre-
vas eternas do sepulchro.
Eis o que a vida !...
Ainda hontem sentiamo nos felizes em peder
apreciar as brilhantcs qualidades de um ente, que
por justos motivos arrancava de nossos coracoes
as sympathias que s sabem provocar os homens
da estatura de Figueiroa ; hoje, choramos sobre o
seu cadver.
A trra lhe seja leve.
A sua Eima. familia, aos nossos amigos, que
tambem eram os seus, os nossos sentidos psa-
mes.
O seu enterro ter lugar boje s 8 horas da
manh, e sahir da igrtja de Sknto Alexandre
jnde haver missa de corpo preseate s 7 ho-
ras.
O Diario do Grao Para, de 16:
Suecumbio hontem, s 6 1/2 horas da tarda, o
nesso distincto amigo Dr. Feliz de Figueiroa Fa-
.ia.
S. S. era natural de Pernambuco e oceupava
a esta provincia o cargo de director geral da ins
rucso publica.
C funecionario honesto e cumpridor dos seas
de ver s morreu pobre, porm cercado da estimf de
todos jue o conheciam.
O partido conservador do Pari perdeu um
dos seus mais esforcados paladinos.
O seu enterro sahir hoje s 81/2 horas da
inanhi. da igreja de Santo Alexandre e para iste
acto religioso convida-ee a todos os seus amigtse
aos seus correligionarios.
Haranhuo
Datts at 17 de Abril:
Continuava fuuccionando a Assemblea Prov n-
cial.
Nada mais dio as folhas, que merec* mun-
co.
Planby
Datis at 3 de Abril:
Naca referan as folhas digno de nota.
Cear
Datus at 20 de Abril :
Chegra no paquete Espirito Santo,'do Para, o
consellieiro Tristo de Alencar Araripe, que pre-
tende all demorar-se alguns dias.
Por acto de-12 foi nomeado o bacharel Joige
Vctor Ferreira Lopes Neto para o cargo de pi o-
motor publico da aomarca de Jaguaribe-mirim; fi-
cando assim exonerado o cidadio Miguel Carlos
da Sil'-a Peixto, que exercia o referido cargo.
l'oi nomeado promotor publico da comarca
do Igiat o bacharel Gilberto Bibeiro de ir'abcia,
fcandc' assim exonerado do dito cargo o Sr. Ce so
Ferreira Lima Verde.
fara o cargo de promotor publico da co-
marca do Jardim foi nomeado o bacharel Abel ie
Sonza Garca, ficando assim exonerado o cidadao
Theophilo Alvares de Oliveira Cabral, que o oceu-
pava.
liemos no Cearense de 16 :
II 'utem, por occasiao de abrir sp, pela ma-
nhi o jiredio oceupado pelo correio, notsu-sc que
essa repartco hava sido assaltada por larap os
em a noite antecedente.
Procedendo, incontinente, os respectivos eio-
prcgadis a algumas averiguaedoa, encontrara m
arrombada a banca do contador e deram pela falta
da importancia de 143160.
Praticando o roubo, retirou-se o autor, dei-
xando aberta a gaveta, na qual ainda se conli-
nham valores numerarios. Afastou os ferrolh is
e as truncas da porta aberta atraz da escalara
que d para os saloes superiores e evadio-se, sea
ser per<:ebido por pessoa alguma.
Nao apresentando as portas exteriores do pre-
dio nenbum indicio de arrombamento, ou outro
qualqut r acto de violencia, presmese que o aut>r
do roubo ficasse occnlto em algum canto, pre-
parido para o assalto, que consummou com toda
liberdade de accao.
Comparesen io aquella reparticSo o Sr. tenente
Sampaio, delegado de p dicia, poz-se ao corrente
do facto criminoso e trata de descobrir seu au-
tor.
T.into aa capital como no interior continua-
vam as chuvas, sendo muito animadoras aa not-
cias.
to rande do Norte
Nao recebemos folhas desta provincia!
Parahyba
Datas at 23 de Abril:
Contiuuavam as ihuvas tanto no interior, como
na capital. Reputava-se bemseguio o inTerno,/iue
promettia ser criador.
Fallecer em Mam&nguape o Revd. padre
Antonio Baptista Espiajla.
-----------------JjPO'g- -----------: ,
Policas do PaciUco. Ro da
I ral a e Mnl do Imperio
O vapor francez Ville de Pernambuco, entrado
hontem do sul, trouxe as seguintes noticias, e as
que constam das rubricas Parte Oficial e In
terior :
Parifico
Datas de cartas at 19 de Marco o tolegrapbi-
cas at (i de Abril:
Escreveram de La Paz ao Jornal do Commercio
da corte em 19 de Marco :
Os Srs. Ca8simiro Corral e Isaac Tamayo
foram nomeados ministros plenipotenciarios desta
repblica, aqucllc nos Estados Unidos e^eate no
Paraguay. Chegou a esta cidade o Sr. Guver
natis, ministro residente da Italia. Obsequiou-o
com um banquete o ministro peruano Sr. Manoel
Mara do Valle.
o Parto pata Lima o general Camenho como
ministro plenipotenciario no Per.
Os estudos de urna estrada de rodagem de
Arica a Orara foram teitos por urna eommissao de
engenheiros. A distancia de 81 leguas, com Ib
postas e a obra deve custar 100,000 oes. E' pre-
vavel que se constitua a sociedade que tem de
constru! a.
Em Fevereiro ficou concluida a estrada de
ferro do Antofagasta a Atacamo, podendo j ser-
vir-se della a opulenta companla de minerafo
Huanchera para transporte dos seus metaos e do
carvao de pedra, de que tanto necessita para aa
suas poderosas machinas.
No Per terminaram as eleic&es de eleitjres,
sendo todos estes caceristas.
a Bolivia effectuavam-sc as eleijes em
completo socego, por transaccao entre os conten-
dor! s. .
A intervencao eleitoral do gorno chileno a
favor de Halmaceda era cada vez mais forte, se-
gundo noticia um dos alludidos telegrammas.
Varios intendentes, governadore9, juizes e empe-
gados pblicos foram destituidos por nao traba-
Iharem a favor da candidatura oficial.
Dava-sj como seguro o triumpho de Balmacda,
desde que os partidos liberaes independentes nao
poderam chegar a accordo cam o couservador, que
dispoe de furcas numerosas. Julgava se impossi-
vel a fusao, pela razio de nao aceitarem os radicaes
a liberdade de cemiterios e a validez do casamento
religioso, nicas exigencias dos conservadores.
A comuiiasa da opposicao, presidida pelo can-
didato Vergara, visitara as ciJadea do sul, rece-
bendo manifestacooS populares.
No dia 11 foi proclamada, no thcatro nacional
de Buenoa Ayres, a proclamaco do cidadaj Ma-
no^l Ocampo eomo candidato dos partidos opposi-
cionistas unidos presidencia da repblica.
Depois dp proclamado do candidato pelo presi
dente da junta executiva, Dr. Arstibult del Valle,
leram-se discursos dos governos Sarmiento e Mi-
tre e Drs. Jus M. Estrada e Dardo Bocha.
D"illi parti a junta executiva, acompanhada
de grande parte dos concurrentes, a commuuicar
ao cidadao Ocampo a proclamacao do seu nome.
Hio da Prata
Datas de Buenos-Ayres at 8 :
O diario portenho La Prensa, na ediccao do da
8, publicou extenso artigo edictoral commentando
severamente o procedimento do ministro uruguayo
Gayoso e a ling-iagem descomedida da imprensa
governista de Montevideo, tornando o governo ar-
gentino exclusivamente responsavel pelomovimen-
to revolucionado oriental.
Como se v, diz La Prensa, a aecusaco j
nos vem de fonte official,'do proprio ministro orien-
tal na Repblica Argentina, ausente do seu posto
sem consideracao s boas regras diplomticas.
Nossa chancellara saber o que lhe cumpre fazer
vista desse documento desusado na diplomacia e
as relacoes dos povos entre si.
A eommissao popular de auxilies para os orien-
taos feridos publicou um manifest, no qual decla-
ra que apenas pode prestar alguns auxilios, de
pouca consideracao, por va reservada, porque to-
dos os seus esforcos foram inutea pela impoasbi-
lidade de communicar-se com as forca dos revolu-
cionarios e pela resistencia do goveino oriental em
conceder ts franquezas e segu;ancas nceessarias
s exptdi^es preparadas com todos es elementos
exigidos para soccorrer s victimas daquelles san-
grettos aecntecimentos, resistencia que chegou ao
extremo de repulsa aos pedidos que sem distineco
lhe Szera a distincta associacao das senhoras da
capital argentina.
O citado diario portenho transcreve pormenores
da batalha, enviados folha Sud-America pelo seu
correspondente especial, assim como varios tele-
grammas c a relacao nominal dos prisioueiros.
Tambem publica ns seguintes telegrammas :
Montevido; 5 de Abril.O general chefe das
forcas de mar e trra da repblica ao general Man-
silla, cm Buenos-Ayres.
Recebi o seu telegramma, e como j tenho au-
torisaco do Exm. Sr. presidente da repblica para
por em liberdade a todos os prisioneiros fetos pelo
nesso exercito, salvo os que estiverem aujeitos a
leis especlaes, pos30 assegurar-lhe que os seus re-
commendados Srs. Bernab Martnez Brdoba e
Miguel Ocampo assim que chegarem ficaro em li-
berdade, e se desejsr que Ih'os remetta, sirva-sc
dizer m'o para que satisfaca os seus desejos logo
que chegarem a Montevideo.
A' 8. Exc. o Dr. F. A. Vidal, presidente da
Repblica Oriental, Montevideo.
t O triumvirato das sociedades republicanas
italianas 'solicita des sentimentos humanitarios de
S. Exc. o Sr. presidente, Dr. Vidal, mande por em
liberdade aos italianos que cahiram prisioneiros
nos recentes aecntecimentos revolucionarios.
Presidente da Repblica, Montevideo, ao
triumvirato das sociedades italianas, Buenos-Ay-
res.
Recebi o seu telegramma. Tenho a satisf-
celo de assegurar-lhe que os prisioneiros italianos
serao tratados com toda a consideracao.
Montevideo, 7.A's 4 horas da tarda avista-
ram-se os navios que conduzem os prisioneiros.
Dizem que desembaicaram no dique Fynn, d'onde
sero levados directamente para o quartel do 5o.
O destemperado boletlm de La Nacin de hon-
tem, cheio de insultos e inexactiddei, causn peno-
sa impreaaao em toda a sociedade oriental e es-
trangeira. Acredita, se que o autor do boletim
seja o chafo poltico.
Os ternas* do boletim nao s esto insultan-
tes para os eatrangeisos, mas tambem-para o corpo
diplomtico.
Este reunio-se hoje paja decidir da attitude
que deve assumir na presenca deste facto.
< O ministro italii.no, decano da corpo diplom-
tico, est justamente irritado pera tergiversacSo
que no boletim se fe:: de suas palavras.
El Siglo toma a iniciativa em urna subscrip-
ciio popular para es prisioneiros, abrindo-a com
200 pesos. Ha crescido numero delles que care-
cem de recursos e q ie nao teem neata capital pa-
rentes nem relacoes. El Siglo solcita a coopera-
cao, com a protnptido que o caso exige, ou por
meio de donativos inlividuaes, ou por listas. Ex-
ceda Je 600 pesoii a subscrpeo s 4 horas da
tarde.
< Os diplomataa continuam reunidos.
Pelo vapor D. Pedro espera-se o novo minis-
tro da Franca.
O general Santoi declarou que pora em liber-
dade a todos os prisioneiros.
Nesse momento, 10 da noite, rotira-se do
dique Santos com a gento olliei.il.
o Oa feridos e oa prisioneiros desembarcaran!
as primeiras horas da madrugada.
A' roda da alfandega ha cerca de 2,000 pes-
soas e 200 carruagei: s.
O Echo do Sul, de 2 do corrente, diz o seguinte
sobre a tomada de Artigas, pelas forcas revolucio-
narias :
i Das 4 para as 5 horas da tarde de terca-fera
as autoridades da villa receberam um telegramma
proveniente de una ostaco prxima, em que se
ihes communicava qu; urna numerosa forca mar-
chava sobre a povoac^lo e que convinha entrega-
ren! se sem a mnima resistencia.
Quaai mesma hora appare-ia vista de Arti-
gas urna grande columna de cerca de 400 homens
basteando a bandeira oriental, perfeitamente ar-
mada e munciada colamna a que se reuni im-
mediatamente a pequea forca que se achavava
aquartelada na villa ao mando do major Bernardo
G. Berro.
Aojes disto o ofiieial, cujo nome acabamos de
escrever, lancara publicidade unta proclamacao,
em que disse nao ser mais funecionario do gover-
no, mas um simples cidadio armado e disposto a
luctar pela causa da revolucio.
Esta proclamicao explica o facto de a forya que
guarnicia a povoacao ter se pasaado para os revo-
lucionarios com o seu oinmandante.
Nao houvo o meiur conflicto era tentativa de
resistencia por parte de quem quer que seja; pa
recia que Artigas esperava a invasao revolucio-
naria. O que de mais notavel succedeu, foi que
os invasores trataran) de cortar os fios telegra-
phcos. apoderando se ao mesmo tempo, da rece-
bedora e demais repartieres publicas.
A columna ero commandada pelo coronel.Galea-
no, que tinha como ajudantes os militares Jos
Souza, Juan Blas Coronel, Nicacio Trias e Euri-
quo Varza, todos signatarios do urna proclamacao
que fra distribu Ja na povoacao e em que couci-
lavam o povo a adherir revolucao
A forca apresentou se armada de fuzis Rcmng-
ton, novos e do ultimo systema; a gente luzida
e parece animada de,, extraordinario enthusiasmn
pela revolusao.
Cartas que recebemos e das quaes extrahmos
os dados desta noticia disem que o coronel Galea-
no pretende marchar sobre a povoacao de Trnta
Tres, em cujas immediacoes estacionam oceultos
varios grupos que devem encorporar-se s suas
forcas.
De Triata e Tres a divisao seguir a por cerco
villa de Meio (Cerro Largo), onde se ocham reu-
nidas numerosas forcas do governo, ao mando do
chefe politieo coronel Hygino Vasquez.
Calcula-se os revolucionarios, ao chegarem
capital do parlamento, dsponbam de mais de 800
homens
Na corto foram recebidos os seguintes tele
grammas :
Em 12, do presidente do Rio Grande do Sul:
' Os revolucionarios abandonaran] Artigas. As
forcas do invern tcmaram conta do povoacao.
Galeano com mais de duzentoa hom:ns, passou
para o nosso territorio, dez leguas cima do Ja-
guarao. O brigadero Astrogildo e barao de Itaqui,
esto no encalce de Galeauo para prendel-o e in-
ternal-o. No commando da fronteira do Livra-
mento estilo recolhidos Octavio Raminez e Locot,
que diz ser redactor da Tribuna Popular, de >Ion-
tcvido, mas que consta ser coronel revoluciona-
rio.
Em 13, do ministro brasileiro em Montevi-
deo :
>< Revolucao completamente terminada : grupos
dispersos internados em nossa fronteira. Desar-
mamento geral das tropas mobilisadas: a liber-
dade concedida a todos os prisioneiros de guerra
produzio ^muito bom effeito. Perfeita tranquilli-
dade.
tioyaz
Datas at 20 de Marco :
O presidente da provincianomeou ums eommis-
sao compoata do Dr. Jos Feliciano Rodrigues de
Moraes e do alfere de estado maior de 2." classe,
Felippe Jok Correia de Mello, para explorar o
rio das Mortes.
Hio rande do Sal
Datas at 7 de Abril :
Partir da cidade do Rio-Grande para a de
Bug, no dia 4 do corrente, o 17 batalho da in-
fantera.
Seguio para o pauso do Cacique o 2o regi-
ment de cavallara e 50 pracas do 3 batalho de
iufantaria.
Esta for^a, que vai sob o commando do tenente-
coronel Athayde, consta que all estacionar aflm
de evitar que deste lado passe para o outro for?-8
armadas dea revolucionarios orientaos.
Chegaram ao Rio-Grande vindo presos de Ja-
guari os cidadcs crientaes Juan Cabres e Juan
Gadea.
O facto do virem guardados por urna escolta de
oito pracas, pei-feitamente equipadas, parees fazer
crr que se trata, nao de simples emigrados, mas
de individuos auspeit js de crime e crime grave.
Informo-nos que pesa sobre esses ostrangeiros
a imputacao de tentarem "subornar pracas do 3o
batalho de iufantaria, estacionado em Jaguar3o.
Dizem outros, porerrj, que motivos polticos
deram causa priso.
Um era negociante no departamento de Minas
e outro resida em Montevideo. No dia 4 seguiram
para Porto Alegre.
Foi brbaramente asaassinada, no 1 dstricto
da Soledade, lugar denominado Boti (Porto Ale-
gre), a septuagenaria Mara de Camargo.
O movel do crime foi o roubo.
Na cidade do Rio-Grande foi vendida em leilao
por 5:400* a canhoneira Araguary.
A alfandega de Porto-Alegre rendeu no mez
lido 361:957/561 e a do Rio Granie 218:534/383.
Sania CHtharina
Datas at 9 de Abril :
Por acto de 8 do corrente foi adiada a reunio
Ja assemblea proovincial para 20 de Julho.
Minan Cieraes
Datas at 11 de Abril:
No arraial do Sap, do raunbipio do
Ub, Candido Jos Sobrinho matn seu ti-
lbo de tres annoa de idade, a pancada e a
fogo.
Diz a folba de que extrahimos esta noti-
cia, o Pombense, que Can lido criminoso
no municipio do Pomba, e que est sendo
proceBsado no arraial do Guarany, d'onde
ae acha foragido.
A 24 do pasaado desabou sobre aquella
cidade e sobre a do Rio Branco e Serra do
Presidio urna grande tempestade acompa
hada de enorme saraivada de pedras, que
produzio estragos nos cafezaes.
Em Paracatu' suicidou-so Elias Carnei-
ro, filho do teente-coron"l Antonio Jos
Carneiro.
O promotor publico de S. Joao d'El-
I.ei j deu denuncia contra Julio Saraiva
Pinboiro, aecusado de crime de bigamia.
Em S. Joao d'El-Rei o Dr. Eloy
l'.eia curou tres meninas, filhas do Messias
Ferreira, que se envenenaram com acido
pruasico, resaltante de mandioca brava,
que comeram por engao.
Em Uberaba o criminoso de morte
Antonio Joaquim de Aadrade Carvalho
(vulgo Antoninho do BarSo) pronunciado
naquella termo por dous homicidios, diri-
gi se acompanhado de capangai fazen-
da do tenente Jos Emmerenciano de An
drade, a quem tentava assassinar, e como
um posseaio prometteu tambem tirar a vi-
da sua propria mai D. Candida de An-
drade e a outros prenles aeus.
Os ameacados sabendo que elle quando
promette cumpre, fugicam atterrados para
a cidade do Prata.
O capitao Fortunato Josa da Costa Li-
na, delegado de policia em ezercicio, tendo
sciencia do facto, parti com oito pracas
para captural-o j mas nao o conaeguio por
se liaver o criminoso retirado para lugares
muito distantes.
Na cidado do Rio Pardo foram re-
colhidos priso os soldados do destaca-
mento dbquella cidade Manoel Das Sevi-
llia Varejao e Jos II ariques dos Santos,
pronunciados no art. 193 do cdigo crimi-
nal, este como.mandantario e aquello como
mandante do assassinato do infeliz Anto-
nio Jos dos Santos.
Lemos no Jornal do Commercio da
corte de 16 :
O Sr. ministro dajustija recebeu hon-
tem os seguintes telegrammas : Do Io vice-
presidente, i Assumi hontem a adminis-
traco da provincia. Segaio hoje o Dr.
Portella.
Do chefe de policia: a Dr. Portella se-
guio boje s 8 horaa com grande acompa-
nhamento de homens e senhoras; satisfei-
to, cercado de consideracao e respeito.
Acompanhei-o com o vice-presidente at
urna legua.
Reina aqui a maior tranquillidale.
H. Paulo
Datas &t 15 de Abril:
Na capella do Seminario episcopal
conferio S. Exc. o Sr. bispo D. Lino as
ordena : de presbytero ao dicono Joao
Baptista Correia Nery o de dicono ao sub-
diacono Jos Joaquim Roarigues de Car-
valho."
Rgressou de sua viagem a Piracicabao
presidente da provincia, senador Joo Al-
fredo.
Chegou capital a companhia lyrica que
vai dar urna serie de recitas no theatro S.
Jos.
Foi approvado pela assemblea provin-
cial o projecto que concede a subvencSo
de 20:030$ a urna companhia lyrica rae-
diante certas clausulas.
Le se no Parahyba, de Guaratin
guet :
O Sr. conego Teixeira Pinto, fazendo
urna exiavajo em sua chcara, "no largo
do Roci desta cidade, encontrou urna pe-
dra extremamente curiosa.
E' urna pedra de 30 centmetros mais
ou menos, perfeitamente quadrada, o toda
coberta de hyerogliphos indecifraveis, pas-
sarinhos, pentes, tringulos, etc., feitos
como que a buril, na mesma pedra, e ten-
do na base um furo de 8 a 10 centmetros
de profundidade.
A pedra de lousa, e nao tem data
algumv por onde se possa sabor a sua ida-
de, sendo certo tambem que os arabescos
que apresenta parecem-se (mas nao sao)
em caracteres chinezes.
O Diario Popular recebeu no dia 12 o
seguinte telegramma :
t O fazendeiro Carlos Augusto de Ca-
margo foi encontrado no seu cafezal mor-
to, esfaqueado e todo mutilado. Suppoe.se
que o autor do attentado fosse algum es-
oravo.
Luso no Correio Paidistano de 14:
" As folhas de Campias de hontem
trazem noticias minuciosas acerca do as-
sassinato do Sr. Carlos Augusto de Ca-
margo, administrador da fazenda Sete
Quedas sita no bairro de Jaguiry, e pro-
priedade do Sr. Antonio Americo de Ca-
margo.
O facto deu-se do modo seguinte:
Tende-se evadido um e3cravo da fa-
zenda, ordenou o Sr. Carlos Augusto ao
feitor Jos Pedro e a Joao Galduino, am-
bos tambem escravos, que fossem em pro-
cura do fugitivo; e mais tarde sahio o admi
nistrador com o mesmo lim de procurar e
prender o referido escravo.
o O feitor que partir em primeiro lu
gar, levando urna cavadeira, apresentou-se
na fazenda, s 2 horas da tarde, j sem
cavadeira, e dizendo haver deacoberto ras-'
to do escravo evadido.
Nao tendo apparecido at noite o
administrador e bem assim o escravo Bal-
duino, mandou o Sr. Antonio Americo
procural-os, a ambos, sem que neuhum
delles fosse encontralo.
" Havendo suspeitas de um crime e
communioando o occorrido ao delegado de
Campias, parti esta autoridade, ante-
hontem s 9 horas da manha, acompanha-
do do respectivo escrivUo e de 20 prajas
do corpo policial permanente.
Logo que a autoridade chegou fa-
zenda, foram presos todos os escravos, e
em seguida foram o Sr. delegado, escri-
vao, diversas prajas e mais pessoas da fa-
zenda ao cafezal, na'extremidade do qual,
em urna barraca prxima de um capo do
mato, foi encontrado o cadver do admi-
nistrador Carlos Augusto de Camargo, todo
ensanguentado.
. Junto do cadver estava "um cabo de
relho, que o administrador usava, e no
qual se viam signaes de pancadas, o que
indica que a victima procurara defender-
se.
i A' pequea distancia do lugar encon-
trou-se tambem a cavadeira do feitor, que
voltara fazenda, tendo no ferro duas
araolgaduras, como se tivesse sido arre-
messada contra qualquer corpo resistente.
Um revolver que devia ser encontra-
do com o cadver tinha desapparecido.
Transportado o corpo do assassinado
para a casa da fazenda, proceden a auto-
ridade s competentes formalidades legaes,
sendo postos em liberdade todos os escra-
vos, a excepcao do feitor Jos Podro, que,
interrogado, disse nada saber do Jque se
passara.
O cadver foi transportado para Cam-
pias, onde procedeu.se autopsia, encon-
trando os peritos os frimentcs seguintes :
um aobrs o pavilhao auricular esquerdo,
outro no maxilar inferior, urna facada so-
bre o estomago e alguns ferimentos de
chumbo grosso no peito e na cabeca.
O enterro deu-se ante-hontsm s 9
horas da noite.
t Esta horroroso assaasinato produzio
profunda consjernaejo em Campias.
A's 6 da tarde de 10 do corrente
houve, em Bretas, serio conflicto entre
trabalbadores do ramal frreo e as pracas
do destacamento local.
Foram disparados tiros de garrancha e
offendida urna praca por um golpe de ma-
chado, vibrado por um dbs trabslbarfores-
O autor do ferimento foi preso, os ou.
tros evadiram-se.
Parti a 15 'para Sorocaba e dalli
para Ypanema o presidente da provincia,
senador Joo Alfredo.
Por acto de 13 do corrente foi proro-
gada a actual sesso da assemblea legis-
lativa provincial at o dia 25 deste mez.
Em relaco noticia do assassinato
de Carlos Augusto de Camargo, adminis-
trador da fazenda de Sete Quedas, accres-
centa o Diario de Campias :
Chegou hontem a esta cidade o escra-
vo .Benjainim que foi preso nos arredores
da fazenda. Era o mesmo que estava f-
gido e em procura do qual sahir o admi
nistrador quando fra assassinado.
O delegado de policia interrogou Benja-
mn, o qual declarou ter assassinado o ad-
ministrador, contando o crime da seguinte
forma: Estava parado no cafezal quando
sentio passos perto de si, e, vendo que era
o administrador, pediolhe que nao o casti-
gasse porque estava prompto a voltar fa-
zenda.
Como o administrador nao o attendesse
e lhe dsse urna pancada, avancou para
elle e agarraram-se ambos.
Na luta rolarara at barroca, ficando
elle Benjamn por baixo; en tao apoderou-so
de una pedra e com ella deu urna forte
pancada na cabeca do administrador o de-
pois tirou-lhe a faca. Pedio lhe nessa oc-
casiao, o administrador quee n o matas-
se, mas ello deu-lhe varias fa.-adas e dei-
xou-o morto.
Benjamn accrescentou que nao dispa-
rara tiro algm contra a sua victima e que
foi elle somente o autor do crime.
Tambem toi interrogado pelo delegado
em exercicio o feitor escravo Jos Pedro,,
que desde ante-hontem est preso, con-
tinuando a negar firmemente que tivesse
comparticipaso no crime.
O revolver com que o administrador de-
via estar armado j appareceu, vendo-se
que elle nao pudo fazer uso dessa arma
em sua dsfeza, porque foi encontrada com
toda a carga.
Rio de Janeiro
Datas at 16 de Abril:
A' 15 comecaram as sessoes preparato-
rias da Cmara dos Deputados.
Cahiram copiosas chuvas, que cau-
saram grandes estragos na ferro-va Pe.
dro U, e alguns desastres na cidade de S.
Sebastic.
Le se no Monitor Campista, de 10 do
corrente :
a Desta localidade escrevem-nos o se-
guinte : Ao amanheeer de hontem, 7, ca-
hio sobre esta cidade urna chuva torren-
cial, acompanhada de grandes descargas
elctricas, com fortes estampidos que ater-
ravam a gente.
< Urna faisca elctrica cali o na igreja
do Rosario causando muitos estragos.
a A faisca penetrou pelo telhado, esbu-
racando a parede da frente, na qual fez
grandes fendas ; inutilisou urna das janellas
do coro, arrancando quasi a sacada da
mesma, fendeu a porta principal atraves-
sando-a de lado a lado. Dentro da igreja
qaebron um lustre de vidro e os vidros de
um nicho onde se acha a imagem da Se
nhora da Conceico e arrancou tambem
parte de urna grade de madeira torneada.
Quando so abri a igreja sentio-se um
forte cheiro do enxofre, notando-se no as-
soalho o rastilho de corabusto, por onde
passou a faisca.
Muta impresso tem causado no ani-
mo supersticioso do povo este phenomeno
tao natural.
Eis as noticias commerciaes da ulti-
ma data:
Rio, 15 de Abril de 1885. -O mercado
do cambio abri hoje frouxo, mas no correr
do dia tornou-se firme. Os bancos nacio-
naes encetram suas operajoes com taxa
de 20 1/4 d. sobro Londres, que o Lon-
don Bank raantinha'contra caixa matriz,
e pouco depois do meio dia o English
Bank sacou ao mesmo preco contra ban-
queiros.
As tabellas no Commercial e no do Com-
mercio, e as taxas no London Bank e En-
glish Bank, foram ofneialmente as seguin-
Londres 20 1/4 d., a 90 d/v.
Pariz 472 e 471 rs. por fr., a 90 d/v.
Hamburho 583 e 582 rs. por m., a 90 d/v.
Italia 478 e 485 rs. por lira, a 3 d/v.
Portugal 267 e 266 %, a 3 d/v.
Nova-York 2#5O0 por dol., vista.
O movimento do dia foi regular sobre
Londres a 20 3/8 d., bancario, eaixa raa-
trizJ20 1/4 e 20 3/8 d., dito, contra ban-
queaos, e a 20 1/2, 20 9/16 e 20 5/8 d.,
papel particular,
Repassou-se papel bancario a 20 3/8,
20 7/16 e 20 1/2 d.
A' ultima hora o Banco do Commercio
adoptuu a taxa de 20 3/8 d.
Na Bolsa o movimento foi tambsm re-
gular.
Babia
Datas at 18 de Abril :
Prosegua era seus trabalhoa a Assem-
blea Provincial.
As demais noticias sao de interesse
local.
noticias <': I-Europa
O paquete La Plata, entrado hontem da Euro-
pa, trouxe datas de Lisboa at 13 do corrente,
adiantando seis dias s traiidas pelo Vi'/fr de Vic-
toria :
Alm das noticias de Portugal, constantes da
rubrica Exterior, eis as demais de que foi porta-
dor o dito paquete .
Henpanna
Escreve em 13 do corrente o nosso correspon-
dente de Lisboa :
As eleicoes para deputados em Hespanha de-
ram o resultado que se esperava : urna grande
maioria ao actual governo. E ainda para no-
tarse que, das tres traccoes polticas representa-
das na actual situacao. a dos partidarios do Sr,
Sagasta a que conciuistou maior numero de luga-
res na cmara. E' to numerosa a representado
com qne dea, que poderia fcar em maioria ainda
quando as outras duas fraccoes governamentaes
se separassem e fossem colligar-se com as da op-
posicao.
A maioria ministerial fcar composta de 310
deputados, sendo 230 partidarios do Sr. Sagas'a,
30 demcratas da feico Martos, Moreb, Branger
e Montero Ras, e 50 centralistas do grupo Alon-
zar Martines e Vega de Armij
. A opposicao deve contar com 120 deputados.
D'esses sao : 63 conservadores orthodoxos, parti-
darios do Sr. Cnovas del Castilho ; 12 conserva-
dores dssidentes do grupo Romero Robledo; 9
membros da esqaerda dymnastica, de que chefe
o general Lpez Domnguez ; 2 carlistas. 9 repu-
blicanos possibilistas do grupo Castellar, 18 mem-
bros da olligaco republicana, capitaneados pelos
Srs. Salmern e Pi y Margall.
Continuam as noticias assustadori is. Em
poucaj horas foi mudada a guarnicao da ] iraca da
Santona, e mandou se apresentar em Burgos s
ordens do capito varios oficiaos da guarnicao
de Santander.
Isto junto aos graves boatos que esto cor -
rendo na Barcelona, Corunha e outros pontos, tem
feito baixar os fundos na bolsa.
Sahiram de Barcelona no vapor Isla de Panay,
para as ilhas Carolinas e Palaes, varios padree
capuchinhos com alguns irmos leigos, entre os
quaes ha agricultores e operarios com grande
-juantidade de ferramentas para ensinarem os que
vo converter.
O sulto de Marrocos concedeu urna indemni-
saciio de vinte mil pesetas viuva de um hespa-
nhol assassinado naquellc imoerio.
A expedieo projectada pela sociedade geo-
graphica commercial explorar os oasis do Adrar
e os territorios immediatos s ; osseesoes hespa-
nholas da costa da Sahara. Devia sahir no dia 9
ou 10 de Cadis, onde receberia alguns instrumen-
tos offerecidos pelo observador de marinba, par-
tindo para as Canarias.
As grandes chuvas que tm cahido estes dias
fizeram trasbordar varios rios, cansando muitos
estragos as linhas tclegra/ihicas e frreas.
Um recente despacb) telegriphico de Madrid
expressa-se uestes termos a respeito das ultimas
providencias sanitarias tomadas acerca das pro-
cedencias de Murcia ;
< Aqui considera-se injusticada a medida do
governo portuguez declarando infectadas as pro-
cedencias de Murcia, pois que se sabe positiva-
mente que nao existe em liespanha nenhum caso
de cholera : em algumas localidades da piovincia
de Murcia houve sim i'ebres intermitientes, como
pode fcilmente provar-se, mas nenhuma enfermi-
dade epidmica. A medida tomada por Portugal
prejudica muito o commercio hespaihol e portn-
guez.
O presidente da repblica franceza recebeu a
7 a rainha Isabel de Bourbon, a quem f5ra visi-
tar na vespera.
O Sr. Paulo de Cassagnac elogiou no seu jor-
nal o bom senso e o patriotismo dos hespanhoes por
occasiao das recentes eleicoes.
o Alguns ricos viticultores pediam ao ministro
dos negocios estrangeiros que se opponha re-
forma da escala alcoolica dos vinhos hespanhoes.
" Est combinado o projecto daconverslo das
dividas de Cuba.
Assegura-se que o emprestimo de Cuba ser
emittido em Madrid a 85 0 0 com o juro de 6 0/0
ao anno.
Em Despesia Pedros foi posta em fuga pe-
la tropa urna quadrilha de malfeitores. Na madru-
gada de 11 do corrente mez tiveram um reencon-
tr com urna forca .do governo que fra em sua
pereguicao.
O general Salamanca, de qa em ha tempos
se fallou tanto por ter recambiado a gra-cruz que
lhe lora dada pelo imperador da Allemanha, pedio
ao ministro da guerra a sua demisso com o fun-
damento de ter sido desconsiderado pelo mesmo
ministro, nao sendo consultado conjunct imente
com os generaes marquez de Habana, Martnez
Campos, Lpez Domnguez, Bernardes Reina e
Fernandez San Romn, acerca da reforma da or-
ganisafao da cavallaria e nfantaria.
O general Salamanca escreveu ao ministro da
guerra, recordando lhe que tinha sido elle o ni-
co general fusionista que, tanto no parlamento
como fora d'elle, tinha prestado maiores serWcos
ao seu partido, estando disposto a vingar por to-
dos os modos o desairo que tinha soffrido.
No conselho de ministros realisado a 6 do
corrento tractou-se de dividir o actual ministerio
do fomento era dous, um que se chamar de obras
publican a outro que se intitular! instruegao, mitos
e bellas-artes ; supprimndo-sc o do ultraimr e
creando-se um outro chamado das colonias.
i Tambem se falla em a direecao dos tstabele-
cimentas penaes ir ser aggregado como natural
a> ministerio da justica. Ainda nao se tomou re-
solucao alguma, e o conselho teve por principal
objecto oceupar-se da questo eleitoral. ..
A rainha regente assignou os decretos do
ministerio da justica, aomeando arcebispo de San-
tiago, o bispo de Avila, monsenh >r Sancha ; bis-
po de Leao o lente da universidade de Madrid,
Salazar ; e bispo de Astorga o onego da eathe-
dral di Tarragona, Dr. Baptista Grand.
A sociedade Agrcola apresentou urna ex-
posieao ao governo acerca dos prejuizos, que po-
der causar Hespanha o projecto do ministro
francez sobre os vinhos.
O congres30 mercantil ha de realsar-se
cm Madrid, no dia 15 .de maio. >
Diversas associacoes das ilhas Filippinas
abriram entre si subscripces para a aequisico de
urna canhoneira de gueira, que ser constrnida
em Whampou pela companhia dos diques de Hong
Kong a qual ter o nome de Filippina, e que
destinada marinha hespanhola.
Ser armtda em barca, casco de aeo, mil to-
neladas de registo, por banda dous canhoes Hon-
toria de 12 centmetros, duas metralhadoras or-
defeltrey e um rodizio.
Os paioes_ levaro carvo suficiente para 8
dias e a velocidade nao ser inferior a 11 milbas.
O custn do navio est calculado em 110,000
duros (99 contos de res fortes). Estar concluido
em 1887. -
Afiazeta de 12 publicou urna real ordem
creando cmaras de commercio, industria e nave-
gaco, com as mesmas attribu9oes que teem as do
Franca.
Franca
A cmara dos deputados approvou por 292 votos
contra 233 o projecto do emprestimo de 900 mi-
lhoes de francos em 3 por cento perpetuos, com
um artigo addicional estatuindo que ser inscripto
no orcamento um credi :o annual para a amortisa-
clo de 3 por cento p 'rpetuo.
Suppoe-se que o emprestimo dos 900 milhoes
nao ser emittido antes de Maio.
E' provavel que as ferias parlamentare? da pa;
choa durein desde 17 de Abril a 15 de Maio.
Em Decazeville, onde ltimamente tem havido
grevex msis ou menos tumultuosas for un presos,
por mandado de poder judicial, os Srs. Du Quer-
ey, correspondente do Cri d Peuple, de Pariz, e
Ernesto Roche, correspondente do Inlransigeant,
da mesma capital.
O mandado deu-03 como pronunciados em juizo,
por terem, ha 3 mezes, em Decazeville, por meio
de violencias, de vias de fatto, de ameacaa e ma-
nobras fraudulentas, produzido ou inantido ou pro-
curando manter urna intorrupcao concertada de
trabalho, com o fim de torear a alta ou a baixa
dos salar08, ou de atacar o livro exercicio da
induitria ou do trabalho, delicto previsto pelo
art. 414 do cdigo penal.
s dous presos foram conduzidos, em compa-
nhia de seis gendarmes, dentro de mnibus at Vi-
viera, estaco de caminho de ferro a 3 kilmetros,
de Decaseville, da qual seguiram em comboio at
Villefranche, onde ba de ser julgados em polica
carreccional.
As autoridades tinham tomado grandes precau-
coes militares para evitar que os grevistas fizes-
seui alguma mamfestaco tumultuosa, a pretexto
da priso dos dous jornalistas.
Os pres:s foram algemados durante o caminho.
O Cri du Peuple e o Inlransigeant acensara
acerbamente o governo pela priso dos seus dous
correspondentes.
O Sr. de Rochefort presidio a um comicio de
protesto contra a priso dos Srs. Duc Quercy e
Roche.
Foram detidos na fronteira muitos massos de
proclamacoes revolucionarias provenientes da Bl-
gica e dirigidos aos grevistas de Decazeville.
Em um dos ultimo i nmeros do Jornal dos De-
butes, Paulo Le roy Beauliu, fazendo a resenha
da guerra do capital que se tem levantado na
Europa, e de como pouco invejavel a situacao
da gsneralidade dos accionistas de emprezas de
minas de carvo em Franja, termina com as se-
guintes palavras:
Qando attentamos em todas as ameaeas que
at aqui se fazem ao capital, todas as excitacoes
que se prodigalisam aos operarios, nao podemos
cohibir-nos de urna certa anciedade.
Perguntamos a nos raesmos qual ser o fniuro
da Franca e da velha Europa? Que os accide -
taes tomem cuidado: a prosperidade passada e os
embustes democrticos embriagaram-nos : vo ter
de certo em pouco um corrente temeroso.
Quando conseguirmos dar aos chius caminhoa
de ferro, e ensinar-lhes as artes mechanicas, pode
muito bem ser que os nossos capitaes maltratados
aqui pelos polticos, atravessem os occeanos. E en-
to surgir o herdeiro industrial da yelha Eu-
ropa : o homem amarello, sobrio, laborioso, ordo,
nado.


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Diario de PernambncoDo mineo 25 de Abril de 1886

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Deus queira que este futuro teja looeiuquo;
mas todos, aqu porfiara em o tomar prximo.
__ Dizem de Paria Gorrespondettkia de Hs-
panha que os aocceasoa de Decazeviile vao aug-
mentando em grandes proporeoes, preoccupandc o
governo e pondo em sobresalto os conservadores.
Os anarchistas de Paria continan) em grande
actvidade, propagando as auas doutrinaa subver-
sivas em quautos meetings, circuios e peridicos
podem.
Oa deputados Hugha e Boyer partiram para
Decazeviile e dis-se que para alli ir tambem a
celebre Luiza Michel.
O governo viga estes tiabalhos, resolvido a,
sem sahir da lei, proceder com a maior energa,
quando or necessario.
Em Franca tambem a falsifcacao dos vinhas
est chamando a attenco dos poderes pblicos,
que escog tam nos meios para a prevenir e castigar.
N'uma das ultimas sessoes da cmara dos depu-
tados, M. Salis propoz que fossem prohibidas a
fabricacao e a venda de materias corantes desti-
nadas a coloroslo artificial dos viuhos, sendo os
contraventores castigados com multas de 100 a
0,000 francos e priao de 15 das Hunos.
O celebre Assi, um das fundadores da inter-
nacional, o instigador da celebre"oree de Creuzat
em 1870 e um dos membros mais salientes da com-
inisso central da communa de Paris, morreu ein
Nunca a 7 de Fevereiro, com 47 anuos de idade.
Tiuha-se feito pacato e quasi conservador.
Exercendo o ollicio de- machinista ajustador, ad-
quirir alguna fortuna, e era membro do conse-
ibo municipal, onde tinha grande influencia. Mor-
reu estimado, e tal vez... sacramentado. Ao seu
funeral assistiram o governador e todos os altos
funecionarios da Nova Caledonia !
Assi nio tinha querido aproveitar se da amnis-
ta.
O governador da Nova Caledonia mandn
no da 5 de Fevereiro fechar um templo protes-
tante na cidade de Ron, ilha de Mare, grupa
Loyalty, onde um padre iuglez fazia propaganda
auti franecza. Foi logo enviado um destacamen
to para aquella ilha.
Tendo o Sr. Rochefort, deputado por Paris, da-
do a sua demissao de representante de Pars, por
nao ter a cmara dos deputados cedido aos seus
caprichos, foi marcado o da 2 de Maio para a
eleico do deputado que o ha de substituir na c-
mara.
As exequias por alma dacondessa de Cham-
bord que se realisaram na igreja do S. Francisco
Xavier, em Paris, foram maudadas celebrar pelo
conde de Pars.
Assistiram a ellas o duque de Chartres e o prin-
cipe Heorique de Orleaus, representando o conde
de Paris, os duques de Neraanrs c de Aleneon, o
rei de aples, o principe Czartaysk, o conde de
Coserte, a duqueza de (Jhartres, a princeza Bran-
ca de Orleans, marquez de Beauvoir e outras no-
tabilidades do partido legitimista.
Aos funeraos que se realisaram em Goritz,
apenas concorreram uus cem francezes.
Lesseps foi recebido na academia das scien-
cias de Paris pelos seus collegps de um modo en-
thusiastico, felicitauJo-o pelo scu regresso
Franca.
Abcrta a sessao, o Ilustre engenheiro francez
deu sobre a sua visita aos trabalhos do isthmo de
Panam algunas expcaces milito interesaantea.
Primeiramente, apreseutou uma plauta minucio-
sa dos terrenos que o canal atravessa, accrcsceu-
tando :
Sobre todo este trabado circulase boje wm
outra difficaldade qae a que apresntam as des-
igualdades do solo, lia seis anuos ainda, uo se
poda alli transitar sem se ir precedida de um ba-
taiho de negros eucarregado de abrir uma ps-
sagem golpes de machado por meio de florestas
quasi intranstaveis.
a De Colambo a Panam, por todo o caminho,
encontrara se numerosas oflicinas, habitaces
agrupados mais ou menos consideraveis, villas e
aldcias que u) existiain anda nao ba muito.
i Com os meus companbeiroe, engeuheros, de-
legadas das assoeiaces coinmercaes, sabios fran-
cezes e estrangeiros, assisti em Culebra, lugar on-
de se ach.iin accuinuladas as diluculdades mais
serias da abertura d l isthmo, explosa de uma
mina gigantesca. Trata va-so de derruir um mon-
te de 23 metros de altura, t-orinado de rochas gra-
nticas multo duras, represi ntando um volume de
40,00'J metros cbicos. A uma protunlidade de
20 metros abrra:n-se tres galeras convergentes
a um ponto onde se eollocou a carga de plvora e
dyaamitc que devia explosir. O fogo foi lanzad >
mina por meio de reaphoros pertencentes a mes-
ma m? china elctrica.
o Foi um espectculo imponente e nico o ver a
nijntaulii -oscillar primciiament, depois fender-se,
cercando se de um penacho de fumo, e por fin
explosir com um e3trondo furinidavel, voando pe
los ares pedamos de rocha, dos quacs niuitos ti-
nham mais de 100 metros cbicos.
De Colante i a Panam ha um exercito de tra-
balhador.-s, pois o coito do isthmo feito ao raes-
mo tempo em numerosos pontos. As machinas que
alli trabadura incesaantemente, m mais aperfei-
coadas representara o trabalho de 5U0 mil opera-
rios.
> Nunca urna tal empresa foi tentada. A cons-
truccao das pyrau.jVs, que exigic-se, diz-se, o
trabalho de 30 mil horacns durante 10 annos, nao
foi mais di que uma uiuharia em comparaco da
abertura do ssthmo do Panam.
Lesseps ainda tallou acerca das oflicinas esta-
blecidas no Pauam, e par lim terminan, di-
zendo:
.teira caufianca no xito da empresa e
o canal do Panam estar concluido cm 1889.
Annuncia um despacho do commandantc
franaez de Timceu que esto cm via de apazguar-
se as desordena que tem havido cutre as tribus
marroquinas da fiouteira.
A canhoueira Cyolope bombardeou e destruio a
povoac2o de Mouez Bimbia, na esta occidental de
frica.
Dizcm da Timccn (Argelia) que o mo tempo
torna impassivel urna aecj da tribu djs Angada
contra a eos Mehayas, e que a columna de obser-
vaca francesa foi nforcada com duas companhias
de zuavos para impedir qualquer violacao do ter-
ritorio francez.
Um despacho do Ha-Noi annuncia que o Sr.
Paul Bcrt chegou a llai-Phon ; no Aanam couti-
nuam as desordens.
0 i um dos seus ltimos nmeros,
rectificando diversas uforraacoes que se tem pu-
blicado a re3peito de Brazza e do Congo, diz que
o governo contina no proposito de reunir sob urna
s admuistraco os governos do Congo e Gabao,
porque cou3dcra o ultimo destes pases a via na
tural para cliegar quelle. Brazza nao aceita va
esta resolueo, porque o Gabao depende do minis-
terio da marinan e colonias, emquanto que o Con-
go est seb a achilo immediata do ministerio dos
estrangeiros. Depois de laboriosas negociacoes,
nao chegou at agora a um accordo o ministro da
marinha cem o Sr. de Freycinet.
O ministro da marinhi, para procurar uma silu-
<-o, dirgio-sc ltimamente ao Sr. Brazza, offere
C-'ndo-lhc ufiieialuieute as administrarles reunidas
do Congo o do Gabao.
O celebre explorador nao tiuha anda respondido.
Se acceder ao convite, receber o titulo de go-
vernador das possessoes francesas no Golpho de
Gui.
1' .. .cha do governador do Sonegal con-
firma o ataqtl lo 1! kcl ; mas diz que os aggresso-
res foram repelldofl sem perdaspor parte dos fran-
ceze3 e que o forte est perfeitamente abastecido
de munco s do bocea e de guerra, nao havendo
portanto o mnimo receo.
*ui*a
De Bernecommunicain ultimarnento haverem se
declarado em grve mutos operarios em varios
pontos da con! i traci i ; mas por ora na tem oc-
corrido incidente extraordinario.
Blgica
Podem cousiderar-se por agora terminadas as
gnves c as desordena na Blgica. O general Van-
der emissen retiruu-se j do tbeatro dos aeoateci-
m:ntjs; mas liearam alli anda consideraveis forjas
militares, para assegurar a mauutcnfao da paz.
Essa occup:i9o ser cinservada por algum tempo
porque se receia que, retirad a tropa, rebentem
de novo os tumultos.
No m s no da em que era Fianca eram presos
03 dous jornalistas Duc-Querci-y c Ernesto Roche,
o governador belga mandava prender pela polica
os Srs. Defuisseaux e Fauviaux, que na Blgica
representam o papel de agitadores desde ha mu'to.
Aquelies dous personageus deviam presidir a um
.'/ no ultimo domingo ; estiverain presos em
suas casas apenas algumas horas, c parece que o
governo est resolvido a repetir a prisao delles
todas as vezes que os vir iispostos a incitar as
multid.'s a desordens.
Eai Gemal houve um comeco de agitacio, e rea-
nio-se um meeting ; mas foi postada as proxi i-
dades uma forea de 1:000 homens, e, gracas a eata
pr.caui.-ao. a ordem nao foi alterada. O general
Vander Smissen ordenou que fossem apprenhendi-
dos todos os eiemplares do jornal Ni Lien ni mailre,
que fossem vistos as maos dossoldad >s, e mandou
tambem que os ofBciaea tacam prelecc>M s pracas
de pret, explicando-lhes com a maior :lareza o que
o movimento anarchista.
Ha alguna factos que parecem demonstrar que cao.
que actualmente teem assento na cmara ingleza
e 65 senadores eleitos por dez annos por um cor-
po eleitoral composto de cidadaos que tenham o
censo de 25 libras esterlinas ; os olegiveis deve-
rlo pagar, pelo menos, 200 libras administra-
a agitaco socialista ltimamente observada na
Blgica obedeceu a um plano com.bim.do das vistas
revolucionarias e anarchistas, para issustar com
factos de estrondo os capitalistas e o governo.
(Josaquella agitacjto coincidiram una qrve na
Ilbllanda, os tumultos em Milao contri os impostos
de barreira e agora uma outra grvt que o tele-
grapho nos annuncia ter apparecido na Suissa.
Pouco antes linham-se dado em varios pontos da
Inglaterra as desordens, que chegaraia a produzir
tao grave impressao na Europa.
Na cmara dos deputados, o Sr. Bara, antigo
ministro da justiea do ministerio liberal, interpel-
lou o governo no dia 7 acerca de uma ordem dada
pelo general Vander Smissen para prender todos
os socialistas procedentes de Rorinage.
Sou partidario, disse o Sr. ara, Ja repressao
em todos os motivos ; mas a ordem dada pelo ge-
neral encarregado de restabelecer a paz as re-
gioes minair&s, de todo o modo Ilegal. E' preci-
so que respeitem as lea os cncarregados de as fa
zer cumprir.
O ministro Beernaer respondeu : Sao esse
tambem os meus sentimentos, e por isso mcBmo
pedi j explicacoes ao general Vander Smissen
acerca das suas ordena. Assegura-ne que o mi-
nistro da justiea trabalha actualmente n'um pro-
jecto de loi, dando amplissimos poderes as autori-
dades civis para a reprsalo dos tumultos e dos
saques.
Declararam-se cm grveos operarios do seis fa-
bricas de fiaco em Mino ve. Foram j all envia-
dos 600 homens da guarnicao de Gemal.
Os grevistas da Blgica receberam uma mensa-
gem de congratuladlo dos anarchistas ingleses
pelo grande movimento que conseguirn! levar a
cabo em Charleroy e outros pontos, promettendo-
lhes os anarchistas inglezes auxilio moral e pecu-
niario para continuaren] na revoloco social.
Recrudesceram ltimamente as grves e dis-
turbios em Charleroy e outros pontos da Blgica.
A situaco de summa gravidade, ucm se sabe
onde ir parar.
Ser preciso que se opere uma intt-rvencao de
forcas alenlas. Acudir a Franca Blgica ?
0 certo juc o governo b.'lga ainda nao recla-
mou auxilio aos seus visinhos ; mas sem o querer
aquello paz um visinho perigoso.
llalla
Nos crculos parlamentares eoa Roma, teera oc-
corrido ver:oes contraditorias acerca das resolu-
ges do conselho de ministros.
O certo que os ministros, no dia 8, pediram ao
rei a dissolucio da cmara,declarando ao sobera-
no que, alias, teem de pedir a sua exonoraco. O
rei, ao que parece, eslava disposto a conceder ao
gabinete a dissolu^io do parlamento, comquanto o
Poplo Romano espalhasse que o ministerio deci-
dir deu.i:t:r-se.
O presidente da cmara dos deputados, que es-
tava na Liguria, foi chamado a Roma. No caso
de seraeccita a demissao do ministerio, prova-
vel que fosse o Sr. Deprctis encarregado de orga-
nisar o novo gabinete.
M mifestou-se entre os soldados da guarnicao
de Padua alguns casos fatacs.
Inglaterra
No dia 4, depois do meio da, sob a presidencia
do Ivrd maire realisou-s i em Londres um meeting
para protestar contra o omf-rv''-.
Foi um meeting de bauqu iros, nao de banquien-
merekanU, mas d> que se chama os baukers, isto
de grandes eoMM do publico inglcz.
Multas das summidades deste mundo finaneciro,
pertencentes ao partido liberal, foram as que de-
ram o signal de uma manifesta^ao contra as ideas
do Sr. Gladstone.
Nao se fallou seno por incidente, e a meias pa-
lavras, do projeeto de iiidemnisifea do3 p.-oprie-
tarios irlandczes.
Do que mais se tiatou foi da separac legisla-
tiva.
Chamou se a attenco sobre a dos valores r-
land.'zes, dos caminhos de ferro, bancos, etc.
Os Banl.ers, que operam com os depsitos do
publico e que, h ije em da, team grandes ditficul-
d-ides para obterem eolloeafao conveniente para 03
capitai-8 sua disposie&O, podem ter razoes par-
ticulares para temarcm a applicaco da parte fi-
naneeira do plauo do Sr. Gladstone, ao mesmo
tempo que tiuham tambem iuteresse cm nao pro-
el amar os seus receios.
Os ronsoliiti'hs, que esto a pat, porque sao ex
tremamente raros no mercado, constituem um dos
principacs empregos do excedente das ca xas dos
tianhers.
O augmento de um quin'o no capital da divida
consolidada, e a collocacao no mercado de uma
grande parte desta somma, durante a liqudacao
da situaco finauceira dos propietarios irlandc-
zes, poderia s -gundo o pjnto de vista dos Bakken,
.er sobre as cotacoes da renda ingleza uma influen-
cia cujos effeitos nao serum dos mais lisou-
rjeiros.
As uiformicoos da imprensa confirmo,!^que
o projeeto Glads'one causou grande impressao o
pemoso ctfeito no parlameuto inglez e no paiz.
> dia em que o primeiro ministro foi cmara
dos communs apresentar o resultado definitivo das
suas loiubri^oes e negociaeoes, es'avam chcas de
gente as ras visnhas do palacio do parlamento,
apezar dechover torrencialmente. O Sr^ Gladstoue
foi victoriado com phreucsi pela u ultidiio.
Na cmara, nem uma cadeira desoecupada. a
nao ser por imperioso motivo. Tinham vindo de-
putados da Asia e da frica. Quando o chefe do
partido whij entrou, os parnelli3tas c muitos libe-
raba o applaudiram.
as tribunas estavam o principe do Galles e
todo3 os emsaixadores estrangeiros.
Obtida a licenca da camari para apresentar o
bil, o Sr. Gladstone disse que era chegada aocea-
ailo de harmonisar os in:eresses da Inglaterra com
os da Irlanda. Recordou que a poltica de repres-
sao nada ha via conseguido na sentido dessa har-
mona.
Neste assumpto, diss1; elle, temes perdido ter-
reno constantemente. Entre 180J e 1832 houve
11 annos sem coercao nem poltica repressiva. En
tre 183^ e 1835 s houve dous annos em que nao
tivemos de applicar a repressao c a violencia.
Estes algar3inos nao podem ser mais eloquentes.
Demonstrara que a nossa poltica na Irlanda
m c que a proporeao que fomo3 amiudando o em-
prego da forca, a for9* deu mao resultado e fomos
de mal a peior.
Um systema de darainacao sustentado por tal
torma e impassivel, anti-politico, repugnante
conscicncia : impoe o de'er de applicar outros
systemas c oatros modos de governo.
Consiste o problema, que se prjpoe agora ao par-
lamento britnico, cm conciliar a unidade do par-
lamento. N03 casos da Noruega e Suecia da Aus-
tria e Hungra, o problema resolveu-se satisfacto-
riamente, apezar das diffieuldades serem l maio
res do que actualmente a Inglaterra tem que af-
frontar no caso da Irlanda.
A queixa suprema do3 irlandeses contra o sys-
tema vigente de governo na sua ha, que a ad
ministracao toda ingleza aa origem e na aeco.
Portanto, a sua rehabilitacaa e a sua reeonaci-
tuicao s sao possiveis dndose Irlanda um par-
lamento seu.
Estabelecendo se um parlamento rlandez cm
Dublin, os deputados u 03 lords irlandeses nao te-
r5o dircito a tomar assento no palacio de West-
minter, nem a discutir co nnosco no par .inuuto
britnico os assumptos concernentes Escossia e
Inglatera. Como impassivel separar estes as-
sumptos dos imperiaes, que interessam aos tres
reinos, opte! por propor que oa deputados e lords
irlandeses nao tenham lugar n> parhmonto bri-
tannico.
As alfandegas irlandeses e parte dos impostos
fcaro separados, e 03 sous productos scro gas-
tos s e exclusivamente na Irlanda. O que sobrar
ser entregue fasenda irlandesa para que dis
ponha livremente de tudo.
Todos os assumptos relentes cor i, forea
armada, A marinha e Wrelacoes com os estran-
geiros e com as colones, sero considerados im-
periaes e da exclusiva competencia do parlamento
britannico. /
O discurso d> Si. Gladstone durou quasi tres
horas Ao terminar, o venerando ancio cahio
extenuado na poltrona, o pouco depois retirou-se
para'casa.
S" foi applaudido pelos parnillistas e poucos
liberaes.
As bases do. projeeto sao as seguintea :
O parlamento irlands nao poder procla-
mar neubuma re'.igia do estado, nem estabclccer
dotaco em favor de nenhum caito.
FLcar sujeito a todas as prerogativas da cora-
A duraco mxima de cada legislatura aera de
annos.
Compor-se-ha de duas cmaras, alta baixa.
Formarao a cmara alta os 28 lords irlandezes'
A cmara baixa ser composta dos 103 depu-
tados irlandezes que boje teem assento na .amara
inglesa, e de outros 103, eleitos pelo mesmo sys-
tema que hoje vigora em Inglaterra.
Continuar a existir a vi ce realeza da Irlanda
mas sem carcter politice.
A Irlanda contribuir 1/ para as despezas im-
periaes.
Essa po-centagem calculada cm 3,240,000 li-
bras por anno.
Taes sao as clausuias da independencia relati-
va da Irlanda, contra as quaes, ao que parece, se
esto j revoltando o orgulho e o egosmo da In-
glaterra !
Todos os jo.naes inglezes menos o Daily News
comhatem o projeeto e suppem que seria rejeita-
do pela cmara.
O conselho de ministros havia approvado os pro
jectos relativos a Irlanda ; mas o Sr. Gladstone
teve de ceder a que a alfandegas de consumo nao
ficassera sujeitasa fiscalisaco do parlamento ir-
lands.
O Times er porm que esta conceasao do Sr.
Gladstone insuficiente.
O Daily News diz que a Inglaterra tem de es-
colher entre estas duas alternativas : ou governar
a Irlanda pela forea, ou conceder-lho a autono-
ma.
Na sessao de 8 o Sr. Gladstone declarou que, se
a discusso do bil do parlamento para a Irlanda
nao terminasse naquelle dia continuara, al2 e nes-
te caso o orcamento seria apre3entado,a 13 ;depais
propoz que a cmara tenha ferias desde 20 de
Abril at .'I de Maio.
O Sr. Chamberlain prosegue na discusso do
bil.
A sala c as tribunas contiauavam apianadas de
gente.
Os jornaes do da 8 tambem criticaram os pro-
projectos do Sr. Gladstone relativamente Irlan-
da, declarando-os ira pratcavis e insensatas.
Acerca deste gravssimo assumpto, encontramos
nos jornaes estrangeiros algumas informacoes in-
teressantes, que fazem prever uma crise poltica
em Inglaterra.
O Temps de 8 dizia :
- Segundo um telegramma de Landres dirig do
a agencia Havas, fez-se hontem no conselho de
ministros um esforco desesperado para evitar um
rompimento inminente, e para manter, ao menos
offloialmente, a unio no gabinete at o Sr. Gla-
dstone expor os seus projectos irlandeses cma-
ra dos comtnu.is.
Evitou se a defeccao de alguns dos princl-
paes collegas do Sr. Gladstone, mas custa de
importantes madificacoos nos seus projectos.
No diser do Morsin'j Post e de outros jornaei, o
primeiro ministro consentio era que as alfandegas
e o imposto de consumo nao ficassera sojeitas
fiscalisaco da futuro parlamento, como antes pro-
jeetava.
O Times nao v antagem nenhuma em que es-
ses impastos s'-jam sujeitos a fiscalisaja do par-
lamento irlandez.
Ser pelo contrario, dis o orgo da City, uma
causa constante de conflictos, porque certo que
o parlamento irlands diligenciar serapre obter
o dircito de fiscalisaco sobre as financas, que
um verdadeiro attributo da independencia.
Fallando da manera coma naturalmente ser
reoebido pelo parlamento o projeeto Home Rule, o
Standard est convencido de que anda que s>-ja
alopiada na cama a dos communa, ser regetado
na dos lords por uma autora coma nunca houve
ne3sa assembla contra nenhuma propasta minis-
terial.
Apezar do accordo que se conseguio dentro
do gabiuete, o Standard repetc, segund consta,
muitos dos membros do ministerio tencionam de-
mittir se logo depois da apreseutaco do projeeto
na cmara dos communs.
A Daily Chronicle julga que eatas deteccoes
ero as dos ministros que nao fazem parte do
gabinete c que, por isso, ainda nao conbecem as
particularidad -s do projeeto.
Entre os dissdentes provaveis indicam-sc M.
Heneage, chiaceller doducado da Luucail re, o
codde de Coek e conde de Hemmare, que exercem
ambns cargos da corte.
Finalmente corre o boato de que o marquez de
Salisbury e o marquez de Hartingtan ti verano de-
moradas conferencias durante todo o dia de hontem.
O marquez de Salisbury convdou, segundo o
que se diz, todoi os memb.-os da antigo gabinete
tory para conferenciarrs com elle acerca da si-
tuaco poltica,
Na sessao nocturna de 9, m cmara dos
communs, a Sr. Chamborlain atacou enrgica-
mente o projeeto do Sr. Gladstone para a creacao
de um parlamento irlandez.
Disse que pela sua parte prefera desde j a se-
paracao da Irlanda, porquo o projeeto, depois de
longa ag.tacao, hade dai es3e resultado.
O marquez dj Ilartingtou combateu o projeeto
coma contrario un la le da imp;ro, e invoeou o
patriotismo da cmara para que todos os partidos
se unam afim de raanterem a supremaca indis;- u -
tvel da lei e a iutegridade do imperio.
A discusso continuara do da 12.
O Times e os jornaes conservadores continua-
vam a a tac r o project) Gladstone cuja approva-
cao considerara impassivel.
O Daily News, porm, er que a comparacao
do proj-eto Gladstone com as theorias do Sr.
Chamberlain e do marque de Hartmgton, ser
favoravel ao projeeto.
Corre o boato que outrosmnistrosnomoadamento
o conde de Rasebery, abandonam o Sr. Glads-
tone.
O Fgaro, de Pars exara'nando a situaco
da opinio publica na Inglaterra a respeico do
projeeto Gladstone, estabelece da scguintejna-
nera as consequencias da adopeo ou rejeico do
pojecto :-
Se elle (Gladstone) sahir victorioso, a sepa-
racao da Irlanda incentestavel; a ilha Esme-
ralda ficar ligada a Inglaterra como o Canad
Australia; ficar ligada por um vinculo
federal que os irlandezes padero tentar des-
truir.
Verdadc que este vinculo pode tender a
apertar-sc cada vez mais, se os inglezes tomarem
o partido de renunciar a considerarcm a Irlanda
como uma trra de que passam faser o que qui-
zerem.
Mas, se o Sr. Gladstone fijf levado de vencida
ser a confuso auccedendo so s treguas que ha
algum tempo existem entre aa dos ilhas irms.
Ser uma opposico sem deseanco dos'parneilistas,
que levar necessariamente dissoluco do par-
lamento.
Ser a greve dos rendeiros, recuaando-ae pa-
gsr o aluguel das trras que oceupam ; ser a re-
pressao e o regresso s leis coercitivas ; ser o
assassinato, e es land-lords violentamente ex-
pulsos, sem indemnisaco dos bens de que o Sr.
Gladstone prope a compra.
E nada mai s e nada menos do que a rcvolu-
cao ainda de baixo.
Nao Valeria pois npjnas dexal-a effectuar
partindo de cima, tal qual a concebe o Sr. Glads-
tone com os seus procesaos regulares, cereando-a
de todas as garantas compativcis com a nava or-
dem de cousas ?
Nao melhor que esta mesma nova ordem de
coasas provenha de um voto solemne do parla -
ment, do que de ura movimento popular ?
Suppouhamos que o parlamento recusa votar
o projeeto, poder subsistir por, milto tempo,
depois da queda do Sr. Gladstone, uma cambina-
co mixta 1
Seria uma siasples passagem. Urna colliga-
gao do Whigs dissdentes cem os torios tornara o
partido liberal impotente sem dar nova forea aes
conservadores.
A rainba poderia chamar lord Hartington cu
lord Salisbury; e tanto um como o outro seria
obrigado a dissolver a cmara.
A questo irlandeza estabeleccr se hia em
face do paiz ; os parnellstas voltariam mus nu-
merosos e o Sr. Gladstone, abandonado hoje por
40 ou 50 dos seus que acham que elle vai muito
alera nos seus projectos sobre a Irlanda, verse ha
cnto as oondcoes de os realisar sem contesta-
cao posaivel, porque os inglezes nao podero, de-
pois do grande movimento que ora existe, impedir
que a Irlanda doixe de ser governada pelos ir-
landezes.
O quo ne fim de contas seria simplesmentc
justo.
Oriente
A conferencia dos embaixadores em Constanti-
nopla teve uma curta sessao, na qual resolvou as-
signar um pretrcolb, que rectifica o.accordo tur-
co blgaro, com a claasula da necessidade da re-
no /acao, ao fim de cada periodo de cinco annos,
do principe Alexaudre, como governador da Ro-
melia Oriental.
O plenipotenciario francez fes a reserva de que
o seu governo nao admittiria que fossem aggra-
vados os direitos aduaneiros a que esto sujeitos
os productos do seu paiz que atravessam a Tur-
qua para entrar na Romela.
O governo blgaro recebeu j o texto do ac-
cordo das potencias acerca da Romelia Oriental;
reserva-se, porm, o tomar uma deciso definitiva
depois da modificacalo ufficial.
Ainda nao consta com aeguraoca qual a atti-
tude do principe Alcxandre perante esta resolu-
co das potencias; mas tem-se como muito provavel
que ella se limitar aos protestos platnicos que
tem feito, mas quv se conformar de facto com a
clausula do accordo, sem teutai oppor-se resolu-
co solemne da Eurspa.
A attitude da Grecia continua a ser ainda amea-
cada para a pas do oriente. O governo, compe-
netrado das circumstancias e do perigo que ha ve-
na em romper com o auxilio de nenhuma outra
naco, parece que est resolvido a manter a paz ;
mas a opinio publica parmanece bellicosa e agi-
tada, e pretende compellii-o a fazer a guerra.
No parlamento, um deputado da opposico ata
cou enrgicamente a poltica do ministerio De-
byaonio, aecusando-o de nun:a ter pretendido a
serio faser a guerra, e de ter ordenado os arma-
mentos apenas com o fim de provocar uma nter -
venco das potencias.
Outra deputado pronuncion um discurso muito
bellicoso, pedindo que a guerra nao fosse ainda
adiada.
Um deputado que fallou la impotencia da Gre-
cia, foi apupado. As ideas da oamara sao bel-
licosas.
No dia 6 realisou-se em Athenas a grande de-
monstrarlo popular na pracade Jpiter Olmpi-
co. Foi acclamada a guerra. O Sr I'hilemon e
outros ora lores pronunciaram discursos muito bal-
li cosos.
A multidomostrou-se cm extremo enthusiast \ ;
mas na occorreu nenhum incidente desagrada-
ve 1.
N6 da 7, o Sr. Debyannis defendeu na c-
mara a poltica do governo, sustentando que a Gre-
cia deve a ster se de toda a aggresso irregular
contra a Turqua. R-qolicau-lhe o Sr. Humbardos
criticando essa poltica e dizendo que o ministe-
rio alienou da Grecia as sympathas sem ter in-
tenco de fazer a guerra.
No dia do anniversaro natalicio do principe
Alexandre I, cantou se em Sophia um solemne Te-
Deum a que assistio o corpo diplomtica. Aci-
dado estava embandeirada. A nica agencia di-
plomtica que nao embandeirou-se e uo se fez re-
presentar no Te-Dcnm foi a da Russia.
A circular do novo ministerio dos negocios es-
trangeiros da Servia diz se esforcar por manter
relaces amigaveis cam todas as potencias.
Birmania
Um grande incendio destruio parte de Manda-
lay. E' a'trbuido aos Dacoits.
Um bando de uns sessenta d'aquelles partida-
rios tinham atacada e. tentado saquear uma das
casas da cidade, qual largar un o fego.
O incendio propagou-se cim uma rapidez espan-
tosa. Ao mesmo tempo as descargas trocadas en-
tre a polica e os Dacoits acabavam par lanear o
terror na populaco.
IColilllUS-lillllDH
Rebentaram graves desordens em S. Luiz do
Missouri. Os grevistas invadirn) os armazens do
caminho de ferro e expulsaram os erapregados.
Acudi a p ilicia, e diapersou os amotinados. Os
grevistas, irritados com o proced ment do depu-
tado Masshall, que fez fogo sobre elles, quema-
ram alguns wagons.
A cmara dos representantes (Washington) re-
geitou a proposta da lvre amaedaco da prata.
Tambem n'ossa sessao foi approvado, sem dis- ft9ti^e8 scientficas e littei arias, vista como
cussao, o parecer que faz vigorar, at ao fim do liyro mais perfeito nao deixa lucro ao autor,
EXTERIOR
anno econmico futuro, as dispasicoes relativas s
medidas tendentes a impedir a invasao da epide-
mia do cholera.
Igualmente o ministro da fasenda deu conheci-
meuto cmara da taxa de juro que actualmente
applicada aos depositas da divida 11 actuante, e
nao deixando de reconhecer que a fluctuaco do
mesmo juro depende de causas externas, julgava
de justiea coavir que diversas causas internas
tambem a determinara, e estas sao as medidas de
alcance econmico, que o governo actual tem j
adoptado.
O Sr. conde de Castro referi-se irrigaco
dos terrenos para a cultura do tabaco na Dauro e
construeco do caminho de Ierro do valle do
Corgo.
O Sr. Emygdio Navarra, ministro das obras pu-
blicas disse que mandara proceder aos estudos
para a irrigaclo referida pelo digno par, e que se
empenhar na construeco do caminho de ferro do
valle do iJorgo, quando alguem se pramptifiquo a
exccutal-a sem garanta de juro, ou qualquer sub-
venco.
Sendo neeessario organisar os estudos para
complemento da reda gcral dos caminhos de ferro
portugueses, afim de que os poderes pblicos pos-
sam proseguir methodicamento na construeco
desses valiosos instrumentos de progresso, quando
e conforme as circumstancias do tbesouro o per-
mittircm, e sendo tambem conveniente aproveitar
pelo melhor modo, os servicas da pessoal dispani-
vf 1 em algumas dirccoes de obras publicas :
determinou se oficialmente que se d comeco
aquelles trabalhis, procedendo-se sen demora aos
estudos de um ca ninho de ferro que partindo de
Chaves e segaindopelo valle da rio Tamega, suba
pelo valle do rio Paiva, e, p issaudo em S. Pedro
do Sul, termine em Vizeu, ligando-se com o ramal
que pa esta cidade em communicaco cora a Vaha
frrea da Boira Alta. ,
Os referidos estudos aera a feitos para as duas
hypotheses, via larga e via reduzda e divididas
em harmona com as ndicacoes do seguate qua-
dro de pessoal :
Chefe : Augu'to Cesar Justina Teixoira.
Ia diviao : Vizeu ao caminho de ferro do Dou-
ro : chefe J >s d Mattos.
1. Secco. Vzu a Sul: chefe, Nuno Bento
de Brito Taburda.
2." Secco. "ul a Nespereira : ebefe, Diniz
Theodoro do Oveira.
3.* See9o.Nespereira ao caminho de ferro do
Dauro: chefe, Vscoude de Viilarinho de S. Ro-
mo.
2. Diviso. Caminho de ferro do Dauro a Cha
ves : chefe, Joo Jos Pereira Dias.
1. Secco.Do caminho de ferro do Domo a i
Mondim: chefe, Antonio Gue les Infante Jnior. |
2.a Seoco.Mondim ao Ribeiru do Piso (Pa-
rada de Mantieiras) : chefe, Julio Pinto da Costa I
Portella.
3.a Sec;o.liibeir do Pisa a Chaves: chefe.!
Affon3o do Valle Coelho Cabral.
Ura telegramma da Cavilh, publicado ha
poucos dias em algumas folhas da Lisboa, dizia
assira :
Chegaram os engenheiros. A mais e3trondosa i
c cnthin:astiea reeepcfto, por mais de 20,000 pes-
soas. Vivas a S. M. o Sr. D. Luiz I, familia
real, ao governo e ministros das obras publicis e ,
fazonda.
Reuni sexta-feira a cimmis3o executiva da ;
Cmara Municipal do Lisboa, em sessao publica, j
para recebimento das propastas p*ra o emprostima '
do 3,500:000(1, e converso da divida actual.
Houve tres concorrentes:
1. De dous bancia de Francfort.
2, Do Banca do Coinmercb e Iadustria de Ber-
lim. Estas duaa s pura o einprestirao.
3. De H.'iiry Burnay, para a conversa da di-
vida municipal, cora o Banco Hypothccaro.
A segunda propasta apreseuta duas salucoes :
cora obrigacues de 90JI, amart3iveis era 00 anuos,
a 5 por ceuto tonudas firmes a 77WO ou com
i brigaeoos do me3ma typa a 4 par cento tora i.a
firmes a 665150.
No primeiro caso, a taxa real do ompre3timo
d; 5,889 por ceuto ; na secunda de ">,'> )<> por ceuto.
bao lisongeir03 estes resultados, nao s parque
nos abrem o mercado do B:rlira ; mis ainJa pelo
proco favoravel do emprestimo. -
Por um calculo feito rpidamente, a pari la le da
segunda soluco seria de r>5 par cento upproxma-
daraeute para aa inaeripc -s ; ora, ellas acham-ae
actualmente catadas a 47 3/8.
Reuni ha poucos dias a asssmbla geral da
Associac) Commorcial de Lisboa, qua approvou,
depois de alguma discuss), a seguate proposta,
apreseutada pela direcc *. > :
A vossa direco tendo resolvido por unanmi-
dade que esta Aesocia^o fizesse festejos par occa-
aia do consorcio de S. A. o prncipe real, propoe
vas que a autariseis a despender nos seferidos tes
tejos a quantia n'ceasaria para qu; elles corres
pondam solemnidade da ac e dignidad o do
commercio de Lisboa.
Esta prop)sta foi approva la quasi par unanimi-
dade.
A rcunio estove cancorridiasma. Ha muito
tempa que se nao realisava uma sessao com to
numerosa presenca de sacias.
A dree^o, reunida depais, escalheu de entre os
seus menbro3 uma coinaaiasa para tratar dos les-
tejo3.
Ficou esta com-rni33a corapasta dis Srs. Po!y-
carpo Jos Lap a Ferreira dos Aojas, Abrahao
Bemsaude, Antonio Jos Gomes Netto, Jos Mar-
tinho Guimares c Luiz Eugenio L2ta,_com pa
deres para aggregar qua 'squer outros socios
Correspondencia do Diario de
Pernambnco
PORTUGAL -lisbGa, do 13 le Abril de
1886
No dia 8 pelas 5 horos da tarde sab a presiden-
cia do presidente da cmara dos deputados, foi en-
cerrada, por commisso, a sessao legislativa.
A lei de meios tinha sido votada na cmara dos
pares.
Fora nomeada pola cmara do3 deputados a de-
puta^o que ha de representar aquella casa do
parlamento as solemnidades do casamento do
principe real e qual se podero aggregar todos
os outros deputado3 que quiznrem. Ficou assiui
composta : Srs. : Alolpho Pimentel, Rocha Pei-
xoto, Antonio Caudido, Lapes Navarro, Carrilho,
Santos Vi'igas, Pcreira Leite, Lab> d*Avilla, con-
de de Thamar, Mattoso, Costa Pinto, Biima de
Bustos, Joo Antonio Pinto, Melicio, V. Piuheiro,
Scaruichia, Franco Castello Braneo, Souza Ma-
chado, Ponco Je Carvalho, J. A. .Ivs, Avellai-
Machado, Azevedo Castello Braneo, J. Barges,
Luciano Cordero, Manoel da Assuinpyao, Pinheiro
Chagas, Marcal Pacheco, Pedro Diniz, Affonso
Pequto, Sebaatio Centeno.
No dia seguiute reunirarn-ae as salas do Cien
/i-/ ProgreMUta os pares o deputados deste partido.
Campareccam tambem quasi todos 03 ministros e
entre uns e outros se trocaram protestos de can-
tmsm> VK, revelando-ee perfeito accordo no
caininao poltico, que as circumstancias indicara
ao partido.
Resolveu-se inaugurar o retrato do fina lo ehefe
do partido progreasiata, o Sr. Anselmo Braaneamp
no dia que for designada pela commisso cncar-
regada de preparar essa solemnidade, proauncian-
do por essa oceasio o grande orador Antonio Can-
dido uma oraoo conmemorativa dos altos dotes e
preclaras virtudes o fallecido estadista.
Corr? com insistencia que a legaco do Rio
de Janeiro foi ofEerecida ao Sr. conselbeiro Hintz
Ribei.o, ministro Jh fazeuda que foi no gabinete
transacto.
Nao falta a S. Exc. capaeidado para exercer
condignamente aquclle importante cargo diplo-
mtico.
A imprensa de Liaboa tem continuado a censu-
rar o p'ocedimeato ha Sr. Tovar de Lemos.
Eisoqueaesse respeito escrevia sexta-feira
uma folha progressista :
Nao de hoje a censura, nem s do3 jor-
naes progressistas. J por oceasio de se descu-
brir o roubo praticado no3 esfres do consulada do
Ro, vieram a publicidade provas irrefragaveis da
imprevideucia e iohabilidade desse alto funecio-
naro, e ainda ha poucos dias foi elle argido as
cortes por um deputado regenerador, que em phra-
ses energicaB pedio ao governo que na se con-
tentasse cm tranaferil-o porque se nao tinha ca-
pacidade n'uma corte da America, na poda tel-a
em nenhuma ontra corte do mundo. E todava
alguns peridicos da opposca i, alguns correligio-
narios desse deputado, andana por ahi a dizer que
se hostilisa o Sr. Tovar de Lemas cora a intenco
reaervada de fazer vagar uma legaco para prover
nella algum snico do governo.
E' falso. Estamos certos de que o nosso mi-
nistro no Brasil ha de eir retirado, :omo ha muito
devia ter sido, mas o governo deu j, e^contiuuar
a dar, provas evidentes de que nessa e"em quaes-
quer outras raodificacoes qua fzer no -pessoal di-
plomtico, attonder nicamente s conveniencias
do servido e s exigencias do decore do paiz, sem
nunca is preterir por espirito faccioso ou prop-
sitos de favortisma. Desejoso do substituir o Sr.
Tovar de Lemos por quem possa corrgr os erros
que elle'tem cjmmcttido, e restaurar o prestigio
que elle tem feito perder ao nome portuguez na
America, o governo nem Bequer tem subordinado
a satiafaco case desejo a prctor.'ucias partida
ras, e temos f de que, afinal, ha do fazer uma no-
meacao que seja o cumprimeuto fiel das promes-
8ua, que o Sr. Barros Gomes anda ha pouco fez
na cmara dos deputados, de attender com a maior
sollicitude aos interesses e s aspiraces da colo-
nia por.ugueza.
Cremos tambem que essa nomeaco, seja quem
for a pessoa em quem, por fim recaa, nio se far
esperar muito tempo.
E no seu numero de sabbado, sob a cpigraphe
O consulado portuguez no Rio de Janeiro dizia no
seu artigo edictorial:
Um telegramma do Rio, particular, mas de
pessoa autorisada, dirigido a um amigo uosso, as-
severa que a commisso que foi comeada para exa-
minar as contas do consulado geral portuguez na
capital do Brasil, enoontrou differeneas vultadas:
a Sendo verdadeira, como deve ser, esta infor-
macao, confirma a suspeita de que o raubo prati-
cado ou simulado ha mezes m consulado, teve por
fim encobrir um alcance, aleance de que alias
snspeitava toda a gente^xcepto o Cr. Tovar de
Lemos !
E' preciso que o governo trate quanto antes
desse gravssimo assumpto.
Na ultima sessao da cmara dos pares, o Sr. I lecta assembla que o ouvio.
Mariano de Carvalho, ministro da fazenda, pro I Antea de techar a sessao, el-rei tomou a palavra
metteu tratar de crear un instituto colonial que e om breves mas eonceituadas phrases demonatrou
habilite empregadoa para o ultramar. a necessidade de se conferirem estmulos s ma-
A commisso j teve uma dem rada confj.-cacia
com o governador civil de Lisboa.
Affirma se que o casamenta do Sr. D. Carlos
se effectuar irapreterivclme.it;, salvo caso de for- escalas, porque os pannos
91 maior, na .da 2.J de Maio prxima. A princeza
deve chegar a Lisboa a 22.
O dote da futura Duqueza de Braganca de 2
milhoes de trancos (360:000/ fortes), sendo parte
constituido em valores de quo a tirailja Orleans
Ihe abanar um rendimento aunual de 5 /0.
A princez Amelia vira por trra.
Parece estar dafinitivamcute constituida a casa
mili.'ar de S. A Real, que se campar das Srs. mi-
jor de cavallaria Augusto de Nwaes Suqueira.
chefe da raesma casa, Viscond : de Seisal e Duval
Tellcs.
Dz-sfl agora que o Sr. Viscandc de Seisal vai
ser 11 orneado veador de S. M. a rainha. Para a va-
ga quo deixa na casa militar de S. A real sera
nameado o Sr. Fouseca Vaz, 1" tenente da armada.
Parece que vai servir de particular da S. A.
real o Sr. Joaquim de Souza, que exercera o mes-
mo lugar junto di finado rei o Sr. D. Fernando.
Diz-se que o Sr. D. Carlos deseja ter, para cria-
dos, individuos que tenham pertenJdo ao exercito.
Consta que a ceremonia da benco e entrega
das baneiras e estandartes do corpo de engeoha-
ria e artilhara c dos de guarnido era Lisboa, se
effectuar na dia da parada que ha de reasar-se
par oceasio do casamento do principe real.
A empreza ie S. Carlos, estando c<
concluir
esta poca lyrica, tratou de escrptu,:ar alguns ar-
tistas de priraeira ordem para dar sois recitas de
signatura era Maio por sccasia das festis. Pa-
rece que as primas-donas Borghi Mamo e Sehalchi
Loll (soprano e contralto) cantara nos3as recitas
extraordinarias.
Diz-se que a Assoeiuca C>mmercial de Lis-
boa projecta Iluminar o Tejo e decorar a Avenida
da Liberdade. O rio e a Av.mida prestam-se ma-
nvilhosamente a festejos a desoraedes, porque j
de s teem um esplendido senario. A Associieo
Commercial do Porto conco'rcr para as festas de
Lisboa com mil libras stcrlinas.
Nao assUtem s testas, coma se disse, nem a
rainha do Italia, nem a princeza D. Antonia de
Hohenzollern, por estar enfe. ma.
Est em Lisboa o celebre geographa Elise
Reclus, vindo de Argelia. Anda era viagem pela
sul da Europa e norte da Africi, a recoiher apon-
tamentos para a quarta edica da sua Geographia
Universal. O Ilustre viajante este-e ha poucos
dias na Sociedade de Geographia onde sa demorou
conversando com 'o secretario perpetuo da mesma
Sociedade o Sr. Luciauo Cordciro, que offereceu
um gabinete na casa da Sociedade para o sabio
geograpna trabalhar.
Este aceitou o offerecimento e vai alli recoiher
os seus estudos relativos a Portugal. O Sr. Elise
Reclus est hospedado no Hotel dr France c conta
demorar se 8 dias era Lubaa.
Ha poucos dias realisou-se na Academia
Real dss Sciencias, sob a presidencia de el-rei o
Sr. D Luiz, a conferencia do distincto professor da
Escola Polytechnica de Lisboa, Jos Maria da
Ponte c Horta acerca da circulscio da materia.
O Ilustre acadmico tratou com muita proficiencia
o assumpto, sendo ao mesmo tempo elegante na
forma. Foi muito applaudido pela numerosa e se-
no lhe remunera o trabalho e at muitas vezes
Ihe tras serios prejuizoa.
Por isso resolver S. M. dar annualrnente
Academia a quaotia de 1:0003000 (fortes,) para
ser dada em premio ao autor portuguez da obra
mais distincta, sendo alternadamente conferido o
premio a hvros scicntificos e a produccca llttera?
ras.
Em cada anna o premio ser dada pela classe
correspondente da Academia.
Toda a numerosa assembla applaudo com en-
thusiasmo esta aece nobilissima do ebete do Es-
tado. Entre os acadmicos dizia-se que seria
justo couferir esto auno o premio ao Sr. Heoriqua
Lapes de Mendanca autor do drama que tanta
sensaco est ainda produzindo no theatro de D.
Mara I, desde a sua priraeira representacao a
que pode considerar-se um verdadeiro acouteci-
meato littcrario.
Vao progrediodo com grande actividado as
obras do porto de Lixoe3 (Porto). Duraotc o mez
de Marco lindo, o molbe do norte avancou 14b de
abrigo on superstructura argamassada, aascutan-
do-se seis bloc s artificlaes as fundares do
mesmo muro de abrigo e 18 ooa enrocamentos exte-
riores para fortificar e consolidar a base do mo-
Ihe.
Construiram-se nos respectivos estaleiros 53
blocos artificiaos, que represeotam um volume de
cerca de 1070,n3 para serem empregadoa oa con-
strueco do muro de abrigo, que se elevou na parta
onde estavam feitas as fundaces e bem assim os
enrocamentos na parte em que eram inferiores ao
nivel do plano do caes.
Durante o mesmo mez, o molhe do sul avancou
M" nos enrocamentos c 2a no muro de abrigo,
assentando-se um bloco artificial de 21,m20 as
tundacoee d'este muro e 8 nos enrocamentos exte-
riores para consolidar e proteger a superstructura
argamassada.
Construiram-se nos respectivos estaleiros 14
blocos artificiaos, que representara um volume de
2S0m3 para serem empregados nos enrocamcnto3 e
96 com o volume de .'Jd,in3 para serem empregados
na superstructura argamassada do mesma molhe.
Elevou-se tambem o muro de abrigo na parte
em que estavam feitas as fundac'-es, assim como
os eurocaraeotos de podras aaturaes para 03 ni-
vellar com o plano caes.
No decurso deste mez, os trabalhadores tverara
relativamente pequeo de3envolvixento pela chuva
continuada e agitaco do mar.
Proscguem com actvidade, tambem, as obras
da 4a secco do caminho de ferro do Algarve. Na
semana passsda descarregou-3e no parto de Faro
consideravel porco de carris de ago, que devem
ser assentes desde a estaco de L >ul at ao en-
troucamento com a linha de B ja. Entre a refe-
rida e3tago e a do Faro sero col'.ocados os car-
ris (railtj de ferro em leposito uesta secea.
Acba-se j em Faro parte do material de uma
locomotiva destinada s ordena da 4a secea.
A Cmara Municipal de Faro rupresentau ao
governo, sollicitando que o aterro projectado em
trente da gare da cidade seja feito com as trras
extrahidas dt ura canal a abrir, desde o referido si-
tio, at ao ancoradoiipj denomina lo Quatro aguas.
A junta g;ral do iistricta tambem represenou
no mesmo s ntid 1.
Parece que vaeser agraciado, por el-rei, com
a gr-cruz da ordem de S. Thiago o Sr. vscoude
de Correia Botelho (Camillo Castello Branca).
Este ilustre escrptor est agora no 3am Jc3U3
do Monte, em Biaga.
Os nossos rund is a?sim como 03 demais fundos
estrangeiros, que tinham baixado em conaeqnencia
dos receioa da guerra da Oriente, tornaran) a su -
bir. Na praci de Landres ficaram a 47,50 cam
tendencias para alta. Divida interna, cm Lisboa
43,42 a l-vV>.
A taxa do descont do banco de Portugal ba-
xou de 0 a r por cont. Esta baixa era prevista,
como confeajuencia da redueco dos juros da divi-
da ll ictuaut;.
A Companhia Real dos Caminhos de Ferro
Portuguezes teve de rendimento, de3de 2t de Mar-
co a 1 do corrcute mez de Abril a quantia de
47:360*000.
Comparado este rendimento com o que houve
' em igual periodo do anna anterior resulta uma dif-
ferenca para miis de 2:260*090.
__ Julg) ter-lhe dito em tempo que sa tratan
! de organisar ama companhia denominada Fabril e
Industrial de Soure, com o fim de montar ^um es-
tai) -le sMOto para manufacturar algodo, apro-
veitando a importante forea hydraulica dos rios
Ancos e d'Oro na conselho de Soure. A compa-
; nbia oiganisou-se, distribuindo seu capital em
, duas emTases, um 1 que foi logo paga por urna s
vez pelos socios fundadores, e applicada immedia-
' tamente compra dos predios pie f raecem o mo-
_ 1 tor bydraulico. e outra que est aberta no escripto-
rio do Sr. Perry Vidal, acreditado corrector desta
praca, a qual eraisso destinada con (trucedlo
do canal, edificio da fabrica, compra de machinis-
mos e capital circulante.
A nova f ibiica, cujos estudos techuicos estao
completamente feitos por distinctos engenheiros,
vai s.r montada por forma, que certament? ser
um do3 primeiros e3tabelecimento3 da paiz no sen
' genero, uo porque dispos de um motor impar-
tantissimo ; mas principalmente pirque o sea ma-
ciiinismo .era expressamente arranjado e d'.spasto -
de modo que possa produzir ao m sma t. mpo pan-
nos crs e pannos tranqueadas para estampara, o
que completa navidide entre nos.
Qualquer destes productos teem um cusumo r-
pida e seguro, porque asfazenlas similares ingje-
zas nao podem competir com 03 productos naci-
naes, e 3e aquellas ainda se im ortaui em grandes
cus nacionaes nao sa-
tisfazem a'mai's de 15 ou 20 par cento do consu-
mo, e pannos para estampara nio so fabricam.
sta companhia cscolhcu para presidente da sua
direceo o Sr. Autonio Perera de Carvalhj, que
coiihece a fundo a especialidade, e para adminis-
trador da fabrica o Sr. Dr. Evaristo de Carvalho
carcter hanestissimo, e que^ dotado de grande
actvidade e energa.
E' de esperar que dentro em poueo estar con-
cluida a subscripeo da segunda e ultima serie do
capital desta companhia.
E' um passo para a frente que dar com este
facto a industria nacional, gracas iniciativa in-
telligente de alguns industriosos c negociantes dos
considerados e conhecidos desta pra?a.
J foi assignatura real o decreto reorgani-
sando o st-rvico de fiscalisaco externa na parte
que se refere alfandega de consumo.
Li n'um jornal que se acaba de filiar aa par-
tido progressista o acreditado capitalista Dr. Jos
Salgado Zenha, cavalheiro bemquisto por todos
quantos o conhecem, e socio de nina das mais opu-
lentas casas commercaes desse imperio.
Ha dias foi arrematado em praca por......
27:000*000 (fortes) o grande palacio solar dos
marqueses de Angoja, na ra de S. Lzaro, em
Lisboa
Ha nelle azulejos de grande valor artstico.
__ Esto officialmento declarados infecciona-
dos : .
De cholera morbus 03 portos da proviucia de
Murcia.
Da febre amarella o porto de Pernirabuco,
desde 25 de Fevereiro ultimo e considerados sus-
peitos da mesma molestia e desde igual data, os
demais da respectiva provincia.
Consta que o ministro de Uespanha nesta corte
reclamou contra as auarentenas impastas s pro-
cedencias de Murcif, mas que a junta de saude
aconselhou se mantivessem as qnare-.itenas.
O Sr. con8elheiro Btdrao, ministro da justiea
requisiteu ao das obras publicas um engenheiro
para proceder desde j aos trabalhos techmcos
para se levar a efleilo a construeco cm Lisboa de
uma prisao para indiciadoa, e para os que tiverem
de soffrer a prisao simplesmentc correccional, bem
como para se levar a cal a construeco de na
edificio que possa servir, pelo menos, p8ra,.air.s-
taagao dos tiib-anaes ermmaes, que actual-
mente fuceionam na Boa Hora.
O miuisterio das obras publicas nomeou para
esta cemmisso o engenheiro Joaquim Pire3 do
Souza Gomes.
No dia 14 do corrente far-ae-ha a entrega era
Cintra das relaces dos bens alli situados para se
proceder is Bvalia(.es dos bens constantes do in-
ventario do Sr. D. Fernando.
Regressou j Lisboa o Sr. infante D. A 1
Ardeu completamente a capelia do S. Jorge,
situada no eemiterio inglez Estrella e destinada
ao culto protestante. .
Parece que uma exploso deu causa ao sinis-
tro. .
Apezar da rapidez dos soccorros, nao foi pa si-
vel salvar nenhum dos objectos a altaias de valor
quo alli existiam.
Todo, ao que parece, estava seguro em diversas
companhias.
h
imam
nmr\


Diario de PernambucoDomingo 25 de Abril de
is:6



O ministro inglez e sua esposa, e muitas outras
familias da col bastantes senhpras que estavam no theatro de S.
Carlos, fizeram seguir logo que o souberam, as
anas carruagens para o lugar do incendio.
SuaSantidade para dar un teatemunho de
sympathia ao clero portuguez e de consideraco
aoa servicos prestados religio pelo Sr. bispo de
Coimbra, contemplou este prelado com urna alta
distineco, nomeando-o bispo assistente junto do
solio pontificio.
as folhss de sabbado 10, celebravam alguna
joraaes de Lisboa o 1 aoniversario da publica-
ban do Grande Diccionario Contemporneo Portu-
gus e Francez do Sr. Domingos de Azevedo, re-
visto por Luiz Felippe Leite e editado pelo acre-
ditado livreiro de Lisboa o Sr. Antonio Mara Fe
reir.
Todas as semanas, com urna regularaie pon-
toaliasima se tem publicado um fascculo de 16 pa-
ginas ou 32 colnmnas.
Comecuu hontem a sahir a letra 12 ao fascculo
53.
Quanto utilidade da obra e ao escrpulo com
ne publicada, os jornaes dizem cousas muito li
aangeiraB.
Corre novamente como certo que o governo du-
rante o intervallo parlamentar, decretar o desdo-
bramento do ministerio das obras publicas, orga-
nisando o da agrie iltura, como foi indicado no
programma do ministerio, quando este se apresen
toa pela primera vez as cmaras.
Iudigta-se para ministro da nova pasta o Sr.
Oliveira Martins, escriptor portuensc muito con-
eeituado, que redge a Provincia, importante tolha
diaria que S. Exc. ha poucos inezes fundou na ci-
dade ao Porto.
Sappoe -se tambem que o governo decretar por
easa occasio a reforma administrativa e a dos ser-
Ticos pblicos.
ir Tem dado muito que fallar o caso da heran-
ja doferrageiro Ounha, que tinha o seu estabele-
cimento no largo do Pelourinho e de que me nao
record bem se j lhes contei.
Fallecen o Sr. Cunha com um testamento em
2ne lega tres contos de res a urna criada antiga,
cando o reraanesceote para os asylos de infan-
cia desvalida de Lisboa. Procedendo-se ao ar-
rol.imeuto das ferragens e raais objectos existentes
na kija, entrou a apparecer diuheiro escondido por
todos nos cantos, os armarios, as gavetas, nos es-
caainhos mais cscusos do estabelecimento, em mas-
aos desfarcados com urna fivella, urna lima, urna
vorruma, etc., pela banda de fra, como lostums
expr as mercadorias as lojas de ferragem. Mu-
ta gente porta, policas civis para impedirem que
depoi d'ella trancada Ihe vao violar os sellos da
jnstica, o que, aperar do toda a vigilancia, tem
ja succedide urnas duas ou tres veze.
E' claro que os individuos incumbidos do in-
ventario nao se atrevem, depois d'aque'Ls acha-
dea importantes de dobroes em ouro, pecas, libras,
cruzados novos, ete, a fazer leilo das .ferragens
sem terem abortos masso por masso, embrulho
por embrulho, tudo quato existe n'aquella mina,
que tem sido urna verdadeira California para os
asylos.
Nao me lembro ao certo em quantos contos de
xcia est ja o monte, mas somma importante. Den
por iaso um amigo do finado quan lo elle estava
ja muito doente.
t~. Pedira-lhe o enfermo que fosse loja e Ihe
trouxesse de l alguns cobres para o governo da
ata. Este iniividuo regedor nao sei deque
freguezia da capital. Reuiechcndo na ferragem,
ncontrou um embrulho muito pesado, que urna
fivala de mostra mascarava.
Deu parte do achado ; mas, como succedeu que
fallecesse repentinamente aquellu criada no dia
segainte, espalharam-se rumsres que determioa-
ram alguns das depois a autoridade a maodar
proceder extraccao do cadver e autopsia.
Nada resultou desie exame que podesse compro-
metter o amo, de quem j se espalhava que para
emendar um grande roubo feito ao ferragero fa-
xendo desapparecer a criada que sabia do segredo,
eommcttera e acsassinara.
Tudo sao patranbas que eempre o populacho in-
venta quando se trata de thesouros occultis. Como
Uses disse ficcu illibada a reputaco do tal regedor
e os boatos cessaram ; o que anda nao cessou
porm de apparecer dinbeiro. Parece que
o firrrageiro era muito fon, arrecadara varios le-
gados de parentes, e colloeara algum dinheiro a
jaros com solidas caucoes. O crusigo era msera-
vel e as nedoctas porthuma na deixaraai de
dar pasto chocalbice da reportage e a curios ida -
de indgena.
Celebrouse no Porto urna exposico interna-'
cional de photographia no palacio de crystal. J
trazem os jornaes a relaco dos premios e meda-
llas conferidas a expositores tanto nacionaes como
estrangeiros, quer amadores, quer photographos
de profissdo.
Consta que a companhia do camioho de fer
roe porto de Mormugao (na Indi) determinou
^brr a seceo do camiuho de ferro at base dos
Ghattea em Janeiro de 1887. Tambem por essa
occasio deve ser aberto o porto de Hormugao k
navegacito e ao commercio. Porm, aquelle cami-
COMMERCIO
rernam
tteis-* commerclal de
ta*M
Eecife, 22 de Abril de 1886
As tros horas da tara
<-oiatoe vlfiaes
escrio sobre Locan*, 00 d/v. 20 3(4 d. 20 7/8
d. e'21 d. por 1*000, do naneo, hontem.
Dia 24
Ayolicea provinciaes de 7 0/0, do valor de 1.-000*,
ao par.
P. J. Pinto,
Presdante
Augusto P. de Lcmoe,
*.*. Pelo steretario.
tUSWDIMEMOS PBLlCUt
Mes de Abril de 1886
asjriaonaaDe 1 21
tem d 21
BacauBiMSiADe 1 21
U>m de 24
C'-MOLIDO "OVI1C4I. Uo 1 21
5 ier= de 21
489:328*494
33.474 064
022:802*558
34:114*466
1:022*683
nho de ferro ticar em inmediatas relacoes a la-
da portuguesa com as vastas posseasoes iugleza
naquella parte do mundo,
Eoi additamento ao que nesta carta j fien
dito sob e os festejos projectados para o casamento
do principe D. Carlos, accrescentarei que no T--jo,
segundo se diz, haver um deslumbrante fogo de
artificio, superior em tudo ao que se tez p>r occa
sio da visita do principe de Galles a Lisboa h
dez annos, e brilhante illumlnacuo nos navios sur-
tos no rio.
Para o fogo de artificio ja se fizeram encom
mendas do melhor que houvesse no geuero a py-
rotechnicos nacionaes e estrangeiros.
O Atierro em toda sua extenso ser Iluminado
a gz e balts, para o que se fizeram j as pre-
cisas eneomm-ndns. EsU'illuminaso deve pro-
duzir um effito mgico em todo aquelle enorme
cumprim ;nto do Atierro.
& illuioinaco da Praca do Cominero o ser
deslumbrante e feita por modo completamente
novo. O aro triumohal da ra Augusta s-r es-
plndidamente illuminado por um modo pbantas-
tico. Para o effeto da llumiuaco do arco dcvvm
poderosamente contribuir os ogus a'agua, qae all
se projectam, e para que j se entabolaram ne
g ciacoes com a Companhia das Aguas.
I-ito taz parte do programma dos festejos pla-
n jados p;la As-oci-icao Cmwercial de Lisboa.
Tomo i a seu cargo a organisacao dos diversos
planos para illuminucoes, etc., o Sr. Dr. Leonardo
Torres, director da Companhia do Gaz de Lis-
boa.
Para OH festejos no mar e trra, foram aggre-
gados commisso ejecutiva os Srs. Eduardo
Pinto Baito, E. Rosa, Luiz Diogo da Silva, Po-
lycarpo toequet Ferreira dos Alijos, Antonio
Francisco Ribeiro Ferreira e Ernesto George.
Nao ha duvida que para to expi^udidas festas
nao faltar enormo concurrencia Lisboi. En-
tre os personagens notaveis que visitaram esta
capital cunta-se, ao que parece, o celebre ltots-
chld, de Pars e sua familia.
Eatao cgegando coulingentes dos corpbs das di-
lersas aromas, de guarncao na provincia, para
que os corpos da de Lisboa se apresen tem em
maior forca na parada qu : hade realisar^e por
occasio do casamento do principe real.
Comecaram esta semana os preparativos da tri-
buna d'onde a familia real e os seus liospe ios de-
vem asis! ir na Avenida da Liberdade, aparada
em horna los principes estrangeiros que sao espe-
rados pant assistir ao consorcio de S. A. R. A
tribuna ser no estylo manulino.
Pelo a nisterio da justica vo-se expedir cou-
vites aos preladps das dioceses do reine, afim de
sssistirem aquella solemnidadc nacional.
Foi ante hontem o beneficio de Mtne. B>r-
ghi Mamo, no theatro de S. Carlos, com o Me-
phistophta, de Boite.
Nunca se fez aqui urna ovaco tai grandiosa e
significativa a urna artista. As damas das prin-
cipaes familias da aristocracia, otfereceram-lhe
coroas licuislimas, tantas quantas tem sido as
operas em que a eximia cantora tem desempeuha-
do a parte principal.
Appareceram no palco do theatro duzias de brin-
des riquissimos, um adereco .completo de briihan-
tes, ruois i esmeraldas, urna noroa de prata rica-
mente lavrada e de grandes dimensoes, abbans,
bonquets, < te -
Espalbaram-so muitas poesas. O numero dos
chamados excedem a cincoenta, um delirio final-
mente. Urca cor* fra-lhe enviada pelo grande-
tenor Masini, que j se de ha das.
O que ba de mais notavel u'isto, que Mine
Borgbi Mamo, acaba agora a 4" pocha em S.
Carlos Sustentar pres'igio e entusiasmos duran-
te um pe-iodo to longo, caso para r.-gis-
trar-se.
El-Rei inandou a commenda da Concecao ao
marido de Mme. Borghi, uessa noito.
Hontem \ n-iite repitio-se Travista, em que a
pane de Violeta mellior ovaci> de Adelina
Patti.
Na primera repr- entaca> da Trav-ata, era
o tenor j nao foss-- Masini, como suec-dera Com o
Barbeiro de Sevilha, mas Guille, o euthusasino
foi indesciiptivel. Cotegui o baiytono que na
Traviata dtserap*nha um papel que tem grande
importancia artstica.
E' intil dizer lbe- que o espectculo -'e hontem
foi, por certo, dos mais memoraveis de S Carlos
Hoje canta se em primeir representacao a II'.-
rodiade, de Massenet. E' urna das operas nw>as
desta ep icn lynca. Mlle. Fids Dvn, canta
a parte do soprano. Devris 6 urna notabilidad-;
tambem.
A Patti linda dar 7.* e 8. recita, sendo a 7.'
com a Carinen, de Biset, e a 8." coni diveisos tre-
chos das ni lhore8 op ras.
Cbegvu do Rio de Janeiro, pelo Tagus, a Sr.
Albino de Oliveira Guimares, com sua familia.
S Exc. vivnra perto de 30 annos uesse imperio,
onde pelo i-eu trabalho conseguio toruar-se um
dos primei.-os capitalistas. Veta encarregado o
Sr. Albino Guimares pela seccilo da Sociedade
de Geograph:a de Lisboa, no Brasil, de entregar
aos dois exploradores, Capello c Ivens, urna hon-
rosa mensagem que Ihe dedicada em lbum,
como tributo de admiraco pela sua arrojada tra-
vessia em frica.
O lbum um verdadeiro primor de delicadeza
e bom gosto. A capa de couro da Russia tem aos
cantos quatro estrellas de prata. Ao centro v se
outra guarncao em alto relevo, a corda real por-
tuguoza, e na parte de cima, do lado esquerdo o
emblema da seccao da Sociedade de Geographia,
tambem em alto relevo sobre fundo de piata.
Contin 704 assignaturas, incluindo as da familia
imperial brasileira, corpos diplomtico e consular,
alm de outras da mais elevada so iedade do
Rio.
O lbum vem encerrado n'uma riquissima caixa
de raz de vinhatco.
O Sr. Guimai aes e sua familia, esto anda no
Lazareto.
O Jornal do Commercio, folha insuspeita de
louvores situaco por ser regeneradora, e anda
ha poucos mezes to melaocholica pelo estado da
nossa adininistraco fazendaria, comeca assim a
sua ultima revista commercial financeira :
A semana boje fiada, f> frtil em acontec-
mentos favoraveis ao estado fiuanceiro da nossa
praca.
Temos registrar a baixa consdoravel da
taxa de juro da divida flucfliante interna, a sabi-
da notavel do'cambio do Rio, a reduc;) do des-
couto do Banco de Portugal, a alta dos nossos
fuios (47 3/8, e finalmente a concurrencia para
o novo emprestimo e a converso das dividas da
cmara municipal de Lisboa. A situacao, pois,
debaixo dcste ponto de vista auspiciosa.
O governo da repblica dos Estados-Unidos,
pjr occasio d) casamento do principe real o Sr.
D. Carlos, enviar Portugal expressamente urna
esquadra, que vem estacionar no Tejo durante os
festejos desses das.
KtviSTA DIARIA
35:137x149
85:016.111
3:932*200
icaeira dbmraoDs 1
5dem de 21
ao
88:948*361
13:29^^192
329*168
13:62243C'J
alteracao da pauta
Para a semana de 26 de bril 1 do mez
de Maio de 1886
Assucar mascavado. 113 rs. o kilo.
Wosrroe seceos salgados, 540 rs. o kilo.
Alfandega de Pcrnambuco, 24 de Abril de 1846
Os conferentes,
Salvador A. de A. Freitas.
Raymundo F. de O. Alello.
DESPACHOS DE EXPORTA QAO
Em 21 de Abril de 1886
Para o Interior
No patacho norueguense Idale, carregou :
Para o Rio Grande ao Sul, V. da Silveira 230
volumes com 22,060 kilos de assucar branco e 120
barricas com 19,769 ditos de dito mascavado
No vapor francez Ville de Victoria, carro-
garam :
Para Santos, P. C rueiro & C. 4 pipas com
1,920 litros de agurdente.
Pi vapor nacional Etpirito Santo, earre
gou :
Para o Rio de Janeiro, F. Machada 1,000 sac
eos em H.OOU kilos de assucar mas vido.
No vaoor austr ac Slephanie, carre Para o Rio de Jxneiro, Bur C. 336 saceos
com 20,160 kilos de assucar mascavado
Para Babia, P. Carneiro & C. 100 saceos cora
,00 kilos de Bbu r branco.
No patacho inglez C- Dinglc, carregaram i
Para Parnahyba, P. AiV- s i, C. 10 barns n.im
G'J litros de agurdente, ib volumes com 2.600
kilos de assucar refinado e 159 ditos com 4,95
ditos de dito branco.
= No hiate nacional Deus te Guie, oarrega-
ram :
Para Aracaty, 1". Viauna C. 1,000 sacaos
com familia de mindioca ; E. C. Beltrao S Ir
mo 3 barricas com 295 kilos de assucar branco.
No hiate naeional kpody, carregaram :
Para Mossor, E C. Beltrao & Irmo 30 saceos
com 1,800 kilos de assucar mascavado, 24 barricas
com 2,520 ditos de di :o branco e 20 ditas com 930
ditos de dito refinado.
No hiate nacional S. Ambrosio, currega
ram :
Para Mossor, Oliveira & C. 42 barricas tom
1,537 kilos ile assucar branco.
Na harcaca Nazinha, carregaram :
Para Mamangaape, Fernande & IrnSo 196
saceos com fa-inha de mandioca.
Na bareaea Adelina Mendex, carregaram :
Para P. de Alagoas, Maia 4 Rezen4e 20,000
[itros de sal.
t ssi'inblii froiinelalNao bouve buc-
tem s-sso, por terem comparecido apenas 4 Srs.
'epatados.
A reunio foi presidida peloExm. Sr. Dr. Jos
Mainel de Barros Waoderley.
O Sr. 1- secretario procedeu a le tura do se-
gainte expediente :
L' n officio do secretario do governo, remettendo
o balaoco e orcamento da Cmara Municipal de
B>m Jardim.A' commisso de orcameato muai
cipal.
Outro do mesmo, devolvendo informada a pctco
de Paulina Candida da Silva.A' quem fez a re-
qnisico.
Outro do mesmo, remettendo o balaoco da e-
ceita e despeza do exercicio de. 1884 a 18S5 o
orcamento para o de 1886 a 1887 da Can ara Mu-
nicipal de Cimbres.A' commisso de orcamento
municipal.
Em seguida dissolveuse a reunio.
Senador do Imperio.Ao bordo do pa
quete Espirito Sanio vai de viagem para a corte o
senador pelo Cear, Vicente Alves de Paula Pes
so a
ProciMwo.Da matriz da Boa-Vista sahe
hoje pereorrer diversas ras da respectiva paro
cbia, a Procisso da Ressurreico, s 9 horas da
manh.
Tbcalro de Variedades-N' ste thea-
tro, da fxbrica Nova Hamburgo, ha hoje baile
masearado.
Recreativa Jutentude E' hoje que
e-ta sociedad'' faz o sen s- Monte Pi dun Voluntarios dm Pa-
triaSin assembla gerai reuue se auiauh, s
5 horas da lardo, o Monte Po dos Voluntarios da
Patria, para elecio da nova directora.
irNinal de Harlnha Na secretaria
dst r Arsenal reeebem se pr.-postas em cartas !-
chadas, amanh, a meio da, para o f irnecnneut
do carvo de pedra e eoke de que precisaren! os
navios do Estado e os entabelecimentos de man
nha desta proviacia, a-> sem-stre d*. Julho a De-
zembro prximo
Coatpanliia de cavallariaN'u p rt i
do quartel da companhia de cavallaria stro r-
lematados amanh, s 11 hcas do da, 7 cavados
inuiilis-.il ,s pira o servico da mesma eompauha.
Paquetes do Sul. II-j-* deve tocar em
Pernambiico, ein viag -m p ira a Europa, o paqueto
fraue-z Equatctir.
Anauh toeaio '-m Pcrnambuco o pquet-
iaqellan, da liaba do Pacifico, em viagem para a
Europa, e o nacional Para, em viagem para i
norte.
Promotor de Jagiiarao. ^'abe-sc por
".clegraimna particular que foi cassada a nomnac
lo tir. Dr.Manoel Joaquim de Andrade Lona pira
promotor oublico de Jauuaria, era Minas teraes :
heudo nomeado elle, porm, promotor publico d--
lacu-irao, no Rio Graude do Su.
Club de Fevereiro. Em assembla
a;eral reun -se amnh este club, pelas 4 horas da
tarde, para discutir os seus estatutos
\n>io de guerra portugus. Pr c
dente do Rio de Janeiro, trazendo 15 dias de va-
geui, chegou ao port dVsta eidade, na quinta
feira 22 do crrente, s 4 horas da tarde, a ca-
nhoneira portuguesa, Rainha de Portugal, sob o com
mando do capilo tenente Pedro Ignacio de Gju-
ve'a.
Sua tripolaco compoe-se de 138 pessas entre
pracas n oificiaes : o navio de mil toneladas e
sua artilharia corrida, tendo 2 rodizios.
E um em'oarcacao bonita e bem preparada
FalleciaaentuNa quarta-feira, 21 do cor-
rente, faleceu Je antigos padecimeatos o capto
da antiga gaarda nacional, Jos Francisco de Sal-
les. Tiuha 67 annos de idade.
Era hornem abastado.
Deizou livres duas de suas escravas Thereza,
crmula, de 45 annos de idade, e Rosa, parda, de 20.
InqueriloNPram minettidos :
Pelo Dr. delegado do 1 districto ao Dr. juiz de
dreito do 2* dstricto criminal, o inquerito a que
procedeu contra Caetano Tcxeira Bastos pelo
crimo de to.itativa de roubo.
Pelo subdelegado de Afjgados, ao Dr. juiz de
dreito do 3 districto criminal, o inquerito a que
se procedeu contra Jos Tbeodosio Carneiro da
Silva e Raymundo Tbeodosio Carneiro da Silva,
pelo crime de ferimentos.
Pelo subdelegado do 2o dstrieto de S. Jos, ao
mesmo juiz, o inquerito a que se uroeedeu coatra
Herculauo Raymuada Alves das Noves, pelo cri-
me de fermenlo.
Finalmente, pelo subdelegado da fr- guesia de
Santo Antonio, ao Dr. juiz da dreito do 2" dis-
tricto criminal, o inquerito a que se procedeu con-
tra Joo L-ocadio de Oliveira e Jos Antonio da
Silva p lo crime de ferimentos.
A exeepeo desses dous ltimos rejs, que pres-
taran] flanes, os demais se acham rccolhidos
Cas i de Det- nco.
Km trauaito O paquete La Plata levou
houtem para o sul 185 passageiros, seudo 11 to-
mados em Pernambuco.
uiniieiroO paquete La Piala levou para :
Montevideo 3: 00*000
O paquete Espirito Santo trouxe para :
Diversos 09:284X470
Imprensa Flusniuenae ReceOcmos da
corte os opsculos:
Fascculo n. 3, de Marco findo, da revista
Uni&o Medica, com este summario :
IMemorias orignaesVeira de Mullo.Do
paludismo agudo, suas modalidades clnicas e rela-
ciiis com a febre amarella : Justus Andoer.L i
r.sorcine dans ^rysiplc.
II Repositorio de tactosTiberio L. de Al-
raeida. -Perturbacoes determinadas pelo vneno
ophdio.
IIIInteresses scientifieosCeme ite Ferreira.
Duas palavras proposito do juzo eritico do Dr.
Veira de Mello sobre o meu trabalho Contribution
l'tude clinique des applicatiuns thrapeutques
de i'anti,.yruie.
IVBibliographiaA. Pinird La basiotribe
Tarnier : Moncorvo.De f antipyrine dans la
therapeutique iufantile.
V.Veerologi*Jule Guern : A. Ributeau.
VIBeletim Premio ao Dr. Con : Instituto
Pasteur ; Dyspepsa.
O n. 4o, de Abril crrante da Revista de Obser-
vatorio Astronmico, com este summario :
A photographia astronunic ..Os cometas Fa-
dry h Ba nard. Col Ib. >raca > : Rjoticaeo da
data en que comeciu a era vulgar ou de Cliristo.
R:vista das publicacoes. -Aspecto do cu para
o mez de Maio.Revista climatolgica do mez de
Marco.Noticias varias
E'tatitca do Rio de Janeiro, Dr. J. P. F. Nanea,
Irni de 178 paginas, em 1/4. de boa impress.io.
E' um livro mu.to interessaate, e bem organi-
sado.
Le Brftil Deste peridico reeebem >sde Pa-
rs o n. 114, cojo summario o.te :
" LenseOsear de Araujo. Telgrammes.
Eebes de partout N^tes sur Pars Charles Mai
nard. Chr mique artistique. Firmin Jav.-I. Ljs
Victim-s-BiurreauxJ. M. de Macedo. Courrier
d'Aia ique : Brsil ; N nivell-s des proviuces
(Rio de Janeiro, ara, Maranliao. Peruambuco,
.mPaul., Rio Grande do Sul, Santa O.uhari-
ii i) ; Colombie ; Guatemal i ; Mexque ; Republi
porvir o das ainis do leite e dos cosiuheiros !
Ento os Vatels e os Trompetas e nao os Mooks,
sero os fazedores de reis.
Nad i diremos sobre a theoria que faz depender
da nutricio do insecto no primeiro periodo de sua
vida o ser elle femea ou macho. Provavelmente
em breve tempo nao faltaro physiolcgos que se
consagrera ao estudo deste principio applicado
huioauidade. E no da era que fr resolvidoo pro-
blema que faz depender da aliineataco da mu-
.her o dar ella luz filhos ou filhas, que diacus-
soes entre os conjugas sobre o que teuln de comer
a mnlher !
lieildea. EfFoctuar-se-ho:
Terca-feira :
Pe'o agente r'inlo, s 10 horas, na rui da Sau-
dade, de movis, loucas, vidros, livroi, etc., etc.
Peto agente Burlamaqui, a 11 horas, na ra do
Imperador n. 22, de predio.
Quarta-feira :
Pelo agente Brito, s 11 horas, na ra do Impe-
rador n. 15 de predios.
Feto agente Modesto Baptisla, s 11 horas, na
ra das Lirangeiras n. 18, de movis, loucas, vi-
dros, te.
Pelo agente Martins, s 11 horas, na ra do
Bom Jess n. 27, de movis, loucas, vidros, etc.
Peto agente Pestaa, s 11 horas, ra dos Pi-
res n. 7. de movis, loucas, vidros, etc
MiM*aN fnebresSerio celebradas:
Amanh :
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma de Jos Cesar de Vascoacellos Campos ; s
7 1/2 dis matrizes da Boi-Vista e Cabo, e na ca-
pelia do engenho Arairagy, por alma de Eduardo
de B irros Matos ; s 8 horas, ni matriz da B la
Vista, por alma de D. Claudda dos Santos Vie-
gas ; s 7 li iras, no 'Ljirco, por alma de Paulino
Vicente Ferreira Barbos* ; s 8 horas, no Carmo,
pir alma de Eduardo Firraino da Silva : s 7 ho-
ras, na matriz de Palmares, por alma de l'.assia-
no Luiz de Franca ; s 8 horas, na matriz da Boa-
Vista, por alma de O. Mara da Couceicio Ci
valcante I. cenla de Almeida ; s 8 horas, na m i
triz de Gamdleira, p:r alma de Eiuardi do Mat
tos.
Terca-feira :
A's 7 1/2 horas, na matriz da Boa-Vista, por
alma de D. Josepha Mara Gmcalvc Smoes ; s
8 horas, no Carmo, pjr alma de Luiz Clementino
Carneiro de Lyra ; s 8 hons, na matriz de San-
to Antonio, p n- alma de Jalo Justinian) Pereira
d Silva ; s 8 horas, no Espirito Santo, por alma
do capto Jos Francisco de Silles.
Operaro cirurgica Foi pratieada no
hospital Pedro II no da 21 do corr.mte a se
guiute :
Pelo Dr. Berardo :
Extracc> d-e catarata senil dura pelo processo
Graf-, indicado por We.-ku-.
Casa de Detencao Movimento dos pre-
sos uo dia 23 de Airi! :
Existiam pi-sos 26 J, entraram 3, sahram 5,
existem 258.
A saber:
Nacionaes 233, mulheres 3, estrautroiros 7, es-
sravos sentenciados e processados 3, ditos de cor-
reccao 9.Total 258.
Arracnadoa 231, sendo : bous 221, doeutes 13
total 231.
Nao h iuvo alteraeao na eufennaria.
I.oleiia da corte?or (elegramma recebi-
do pela Casa Feliz, ssbe-se terem silo estes os n
meros premiados da l" parte da lotera 196, extra-
hida hontem, 24 de Abril:
1.921 100:000X003
11.542 20:1005000
2.950 5:0000J0
[.olera Ktlraordinar'.a lo Vpi-
ritaga O 4" e alm-J sorteo das 4 e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrabida a 12 de Juuho prxi-
mo.
Aeham-se exposto a venda os restos d.s billie-
jes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Mar9)
ii. 23.
Lotcria da corte A 2" parte da 196 lo-
tera dacore, cujo premio graoJe do 10J.0J/,
que Arg-ntine ; Perou ; Urugmy. V.irits | 8era extrabida no dia l de Maio.
35, carga ap
Para
o exterior
I'Me de Perrtambuco, car-
No vapor franco-,
rqgajam :
Para o Havre, A. Labille 250 couros salgado-
d&u 5.250 kilos ; A. de Araujo Santos 127 ditos
ya 1.527 ditos ; ernet A C. 1 barril com 43
teos de agurdente, 2 saceos com 120 kilos de
*~-ufi'e2 ditos com 62 ditos de assucar refinado.
Para Hamburgo, H. Nuesch i C. 671 couros
salgados com 8.852 ,kilos e 3 ditos espichados oam
M ditos.
Ni barca pertugueza Iiolina, oarregaram :
Para o Porto, S. Guimares 4 C. 150 saccas
aui 11.225 kilos de algodo.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados w> dia 22
Santa-Catliarina 15 diae, lugar ingles
Vigilant, de 305 toneladas, capit2o Tho-
mas Hughes, equipagem 9, carga fari-
nha de mandioca; a Pereira Carneiro
AC.
R'o Grande do Sul 28dia^, lugar ingle
Brothert, de 118 toneladas, capitSo lmt-
nibal Strike, equipagem G, carga fari-
nbade mandioca ; a Amorim Irino C.
Tonala (Mxico) 90 dias, barca aflesna
Europa, do 625 toneladas, capillo John
Weqoper, equipagem 14, carga rnadoira
de cedro ; ordem.
Rio de Janeiro15 dias, canhoneira d
guerra Rainha de Pcntugal, de 1,000
toneladas, coramandante capitao-tetiente
Tedro Ignacio de Gouveia, guarnijao
138, carga municao de guerra.
Navios sahidos no mesmo dia
Santos e escalasVapor austraco Stepka-
nie, oommandante Guttornej, oatga va-
rios gneros.
Parnahyba Patacho inglea Carry Dimj^m,
capito Joba King, carga vares geae
ro.
Navios entrados no dia 23
Maranh.ao -16 dias, vapor inglez Wting,
de 215 toneladas, oommandante W.
Wandroper, equipagem
parelhos telegrapbiuoa
Mossor 15 dias, hyate nacional D. An-
tonia, de 80 toneladas, mestro VieUlia
no da Rocha Picado, equipagem 5, car
ga sal; a Bartholum^u Liiirenc-i.
Navios sahidos no mesmo dia
Santos o escalas Vapor francez Ville de
Vic'oria, com mandante Simonet, carga
varios gneros.
Allemanha Broa allnma Europa, capitn
John Weqoper, carga ma leira de cedro.
W-st LidiesLugar suco Alert, capto
F. M. Lundvist, em lastro.
Navios entrados no dia 24
Manaes e escalas -V \J2 das, oapor na-
cional E pirita Santo, de 1999 tonela-
das, commandante Joao Mara Pessoa,
eqaipagen 60, ostrga varios gneros ; ao
Bar&o de Itaqoi do Norte.
Santos a escalas11 dias, vapor fraoeea
Ville de Pernambuco, de 1,595 toneladas,
equipagem 39, oommandante Thaunay,
carga varios gneros ; a ziugusto F. de
Oliveira & C.
Southampton ees:alas 16 dias, vapor in-
glez La Plata, de 2,069 toneladas, cora-
raandaate W. II. Park, equipagem 96,
carga varios gneros ; a Adamson Ho-
wie & C.
Liverpool e escalas21 dias, vapor inglez
Wa*rior, de 797 toneladas, commandante
David Janes, equipagem 24, carga va-
rios gneros; a Saunders Brothers & C
flraeaj eaescalas 44 horas, vapor nacio-
nal Mandah, do 222 toneladas, com-
mandante Antonio R. de Oliveira, equi-
pagem 18, em lastro; Companhia
Pernambucana.
Navios sahidos no mesmo dia
Buenos-Ayres e escalas Vapor inglez
La Plata, co mandante W. Park, car-
ga varios gneros.
Rio de Janeiro e escalasVapor nacional
Espirito Scm rn Pessoa, carga varios gneros.
.Rio Grande do Morte Ligar inglez Bro
thers, capitSo A. Strike, carga farinha de
mandioca.
Rio Grande do Norte- Lugar inglez Vi-
gilant, cipkito John Ilugkes, carga fa-
rinha de mandioca.
S. Thorn> Barca norueguense Cong Cari.
capitSo I. S. Henricksen, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Mariuer
Equateur
Mt^Um
Para
Meoa
Amammeme
Tammr
Trent
Dnterro
Toga
Le Plata
de Liverpool hoje
do sol hoje
do sol amanba
*1 a 27
do sul a 29
de^eW-Yerk a 6
daEotqpa alO
do sul a 14
da Hamburgo a 20
da Europa a U
do sul a 29
seieiitifiques.Ladislao Netio, Premieres repr-j
IQlitaii'insLudovie d'Arvill'. Ite.vue finaucire.
J. el. Spe-
ctaeles et coucerts. Cad< It > i-:l. Bibogra-
ohie. AI.)u-/'-in,".iit inantir.e. Mais jas r-com-nau-
dei. Annonc-'s, etc.
Cariz recebo nos o u. 00 deste peridico, cujo sum-
mario o seguiiite :
"ic t de stitistique de Pars. Confrcncc de
M. I'.-dro S. Lunas, page 401.Uue n .uveile ad-
lis.Jii a l'Academie de l'Amenge latine, page
4l4---Li lipubliq le du Cbili; sa situationd'apres
I s statiqu'-s de IS85, pir L tuilane, pag-; 415
Ij- .iv-lopo-.n-iit de. I'.igrica ture e< da l'indus
tre dios la Kpublioue V.rgentuie, par E. RiffarJ,
I.^e4l7.L t-rrit-irc contes' entri! la f'ian^
r. I-- Brsil Voy i ge do Mapi Macapa, pir
Henri i:-iu li"au, page 421 Courrier d'Amrique,
nae 43.Kevue c.ou .unqu-, pag 46. Revue
finaueieri!, pige429. Mouvoinent inarlune, page
l'J2 Vn.ione s, page 43.
Ketue iiii Honiie batlsl Actbi de
eh--gr de Pariz o v-.lum r -lativ- ao corrente mez
lesti importante pubhcavao. E' este o summa-
rio :
I Cent<-nair. de F. Arag, par U- le contre-
ainiral Mouchez, de l'Insttu, directeur de l'Jbser-
v.t iire de Pars.
II. La Sarrazine, nouveil, par M. Lon Vdel.
III.'L'aehaie f >dale, p ir Madame la baroune
de (iuld.-nerone, ne de H bincau.
IV.Courrier italiea, par ,\I. Amle Koux
V. Le mois : Saln de 1836, par Tnncuto.
VI.Les h anies du in>ul latn : D. Antonio
Cin .vas del < astillo, par Vi. Domingo Rostrituerto.
VIL L's affiires : l. Isri monde coinmerciel,
par M. A. Ditte, ngo^iaute 2. L-j moade. finan-
cier. par X.
VIII Holitqu-- et diplomatie, Eulletin Mon-
suel, ii ir M e comte du Barra'.
IX. La vigno etle viu, par M. Henri S.
XLivres et revues.'Jatalogue des principa-
les publicatons du mois
Os phiioNopho* e a abeilia*Nao
ba philos-'pho merhaphyoico e poltico que nao te-
nh recorrido ao cxcraplo das abolhas para de-
onstrar que a instituicao id aiarclnea urna ins.
tituicao consagrada pela natur-z >.
Um doutor a lemao, o Dr. MullenhofF, de Ber-
ln, acaba de provar quo a aristrocacia a pro-
sapia real saoque horror!questoes de esto-
mago.
A theora do Dr. Mullenhoff mu curiosa. Con-
siste em que qualquer larva de abelha vulgar,
nutrida com lima alimcntacao espeeal, pode con-
verter-seem rainha.
Aquestao de nascimento nao influ nen*pouco
nem muito no futuro destino das abulhas. a abelha
nascida de pais humfllissimos pode chegar a s -r
rainha.
Tudo questao de accidente. Basta smente
que as larvas depositadas as cellulas chamadas
reaei recebam um alimento especial : comida
regia que a obra da transformacao da larva
vulgar em abelha rainha. Leuckart demonstrou
ha muito que poda elevar-se a escala social da
abelha cuidando de um modo especial de sua nu-
tricao; e provou artificialmente que a estirpe
aristocrtica no em realidade mais que dmi
questo de estomago e nao de ervo e de ce-
rebro.
Colbendo urna larva de abelha, obrera, quer
dizer, urna lrava que, abandonada a si mesma e
nutricao ordinaria, houvera dado cm resultado
urna abelha eommum, e alimentando-a com a co-
mida reservada s larvas reaes, ia subkndo na
escala social at chegar ao throno ou prximo
delie.
Isto ja bastante curioso. Porm outro obser-
vador, Landois, provou outro facto mais extraor-
dinario da vida das abelhas, saber : que ali-
mentando com muita abundancia a lagarta da
abelha, se a transforma logo em abelha femea,
poedeira de ovos ; porm submettendo-a a um re-
gimen de sobriedade quasi espartana, se trans-
forma em abe'ha macho.
Assim que fica plenamente provado que as
distinctas classes sociaes -da abelha rainha cota
seu poder absoluto e suas cellulas regias difieren-
tes e separadas das demais ; a obreira, com sua
condicio semelhanto escravidao ; o macho, per-
petuador da rajatodos sao resultado, nao do
nascimento, senao da alimentario.
Os philosophos afieicoados a citar a abelha
como exemplo, que deducoes vao tirar das novis-
simas theorias ? As abelhas, de ultramsnarchicas
que eram, se tornario demolidoras ; seguindo
progresso dos tempos, abandonaro o systema le-
gitimist i e adoptar o da monarchia democra
tica, porm fundada sebre base to grosseira como
adoeetomsgo; reis, duques, camaristas, todos
serao elevados, nao por causa da sua estirpe
ou do seu talento, mas por serem bem alimentados.
Applicadas estas theorias humanidade, qu
Feliz,
Os bilhetes acliam-se venda na Casa
praca da IiiJepoudencia ns. 37 e 39.
Tambem se acham vendaua Casa da Fortuua
'ua Primeiro de Mareo n. 23.
Coserla do Ccara de OOiOOOSoOO-
A 4* sene da 2' lotera, cujo maior premio de
200:000*000, pelo novo plauo, se extrahri iinprc-
t-rivelmcute no dia 2o da Abril,s 2 horas da tar
de.
Os bilhutes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Loleria de Mcele de OOtOOOOOO
A 54 parte da 12 lot-ira, cujo premio grande
e de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahda
impreterivelmente no da 27 de Abril s 11 horas
da manha.
Bilhetes venda na Casa Feiz da praca da In-
Je pe acia ns. 37 e 39.
fafadoaro Publico. Foram abatidas
no Matadouro di Cabanga 16 rezes para o consu-
mo do dia 22 do corrente mes.
ercado Hunicipal de *?. Jom. O
mivimcuto deste Mercado nos dias 22 a211ocor-
reute, foi o seguinte:
Entraram :
46 bois pesando 6.433 kilos.
7.914 kilos de pcixe a 20 res
Carnario
Caraugueijo
61 cargas de farinha a 200 ris
43 ditas de frustas diversas a 300
ris
42 tabolciro? a 200 ris
30 suinos a 2X) ris
Foram oceupados:
63 columuas a 600 ris
87 compartimeutos de faiinha a
5<)0 ris
64 compartimentos de comidas a
500 r:s
212 ditos do leguraes a 400 ris
51 compartimentos de suino a 7iX)
ris
26 ditos de tressuras a 600 res
6 talbos a 500 ris
10 ditos de ditos a 2
162 talhoa de carao verde a 1J
1584280
12*100
86'J0
12*2 10
121990
8i4"0
6*000
37*800
43*500
32*000
84*800
35*800
15*600
3*000
20*000
162*000
acha-se tambem contaminada pelo vicio da pape-
lada e da verbiagem, que de certo tempo esfa
parte tem atacado as nossas cousas publicas com
detrimento dos interesses reaes do paiz.
A commisso, que, segundo & Provincia, innovou
em fioancas, quiz tambem innovar a administra-
cao, adaptando a divisa:res non verba.
Contina a Provincia invectivando a commisso
por ter na elaboracao do projecto attenddo smen-
te ao augmento da receta e redunco da despeza.
Ora, urna arguico do tal quilate (pedimos venia
para dizcl-o), nao nos parece seria, nem to pouco
digna de urna folha, que aspira os foros de crite-
rosa.
Quo outro alvitre poder a scienca financeira
da Provincia suggerir para debellar o dficit dos
ornamentos anteriores, >.nm de restaurar o equili-
brio orcameutario no prximo futuro exercicio, se
nao aquelle que adoptou a commisso, isto aug-
mentar a receta e diminuir a despeza em seus
justos limites?
Confessamoi desde ji a nossa ignorancia cm re-
laclo a Osae recente progresso da scienca finan-
ceira.
Em seu zelo pbarsaico pelas rendas da provin-
cia, o org-i'do partido liberal taxou de irreflectida
a commisso por ter eliminado do orcamento fon-
tes de receta, consignadas as leis anteriores.
Realmente a Provincia est fallando de cut va;
nao vio, nao consultou, como era de seu rigoroso
dever, para nao fazer aecusacoes falsas e infunda-
das, o balancete da receta e despeza provincial
relativo ao 1 semestre do correute txercicio, e a
todo o exerccio de 1884 a 1885, onde chegaria
evidencia de que essas tontos de renda inda tem
prodazido ltimamente, por se acharem estanca-
das, exceptuada a do 32, que escapou attencao
da commisso quando coafecciouou o projecto, mas
que ser provavelmeute por me i o do emenda in-
cluida no orcamento.
Foi este, pois, o motivo que determinou a ex-
clusio das verba3 ou fontes d* receta a que alia-
dlo a Provincia, e nlo a irrefluxao da cimmssao,
que muito de proposito nao quiz contribuir para
que contiuuassem a figurar no orcamento provin-
cial verdad-iras inutilidades, que o sao actual-
mente.
A elevacao da t iza do imposto do gyro commer-
cial e da coutribuicao dos funcciouaiios pblicos,
assin como a suppressao de empregns sao medi-
das de tai ordem necea a- ai c iudispeniaveis pa-
ra o restabelecimeuto d > equilibrio ornamentarlo,
que por si mesinas se mpoem, nao precisara de
justficucao perante aquelles que conbecem, mesmo
por alto, a situaco econmico-fiuanceira da pro
viucia E o orgao do partido liberal, apesar de sua
gana criticadora, as im o dcizi transparecer em
seus conceitcs.
Deu q ic fazer a Provincia a falta de applicacac
do sado verificado i>o projecto. Porv;ntur.i des-
conhecer a Provincia que esse saldo poder dei-
xir de re.-.lisar-se, nao corresfondendo a arreca-
dacao dos impostos s pr -visos* da commisso, co-
mo est mu immIwiiIii boje com a do exerccio vi-
gente f E depois, caso veuha elle a ser urna real-
dade (o que ser motivo de muito prazer para a
c-mmssao), uio teremos em frente o dficit do
exerccio corrate i debellar, visto que o empres-
timo de 500:000 pedido Assembla uio ser
sufiu'icntc para o fazer?
Nao se incommode u Provincia, pois quo o sal-
do, quando realisado, nao ser com. certesa esban-
jado, ter opporlunainen^c apolicaco divida.
Nao concluiremos sem declarar Prooiu-ia que
a sua iusiuutcao dirigida maioria conservadora
da Assembla nao eolher;; pois que ella Ilustra-
da, c uio e conseguiotemente conbecedora das
cousas publicas da proviuca, que representa, nuo
deixar de e3orcar-se pela conversa i cm lei com
as modificacoes que as discutsoes forem julgadas
uec-ssarias, do projecto, cujas meiidas recenta-
mente adoptadas trazem o cuuho das ideas emit-
tidas por aque'la respeitavel maioria em diversas
reuni s hvidas anteriormente eoiifeee.Io do
mesmo projecto.
Rccife, 22 de Abril do 1886.
Justus,
\ Resurreifo
Tres dias e tres ncitcs pavorosas
S)bre a lousa do tmulo passaram;
Tres dias e tres noitei da mystero
Os segredos cobriam de alm mundo.
A vida e a morte combatiam surdas
No silencio e as trevas do sepulchro.
Nas, ao ultimo da, quando os astros
Desinaiavam na cpula sidrea,
E os prnneiros clares tibios e frouxos
De urna si'ristra aurora adelgacavam
As nuvens pardacentas do Oriente,
Uin Reboou as abobadas sombras
Da funeraria gruta ; um vivo fogo,
Um jorro mraenso de brilbantes iuzes,
Bateu na lisa face do rochedo.
Os quadrilheiro8, hirtos, assombrados,
Lvidos de terror, uo chao cahiram,
De viscoso suor molbando a re va ;
Agtava n se os passaro3 das bren has
E tentavam fugir bateudo as azas,
Tibios e sem vigor Dois bellos ahjos,
Rndiantes de gracas inel iveis,
Desceram das esplendidas altura?,
Afastaram a podra do sepulcrho,
E Christo appareceu O' grande Christo J
O Christo soberano e glorioso,
Filho de Deus e Salvador do mnndo !
(VarellaEvang. as SelvasCanto IX.)
Deve ter sido arrecaiada nestes dias
aquantiade
Debi'os dos dias 25 de Marco a 24 di
corrento, recebidos
dem at 24 do corrate
Foi arrecadado lquido
corrente
no da 21 do
552*880
50J240
703*120
51J400
651*720
Precos do dia:
Carne verde a 480 e 32) lis o kilo.
Suuos a 560 e 72) ris dem.
Carneiro a 603 e 1*030 ris idem.
Farinha de 3 JO a 6'JJ res a cuia
Milho de 320 a 481 ris idem.
Fejao de 800 a 1*000 ris idem.
Eoi laucado ao mar 866 kilos de peixe nestes
dias, por arruinado.
Cemlterio publicoObituario do da 21
de Abril i
Eufrosina, Pernambuco, 15 mezes, Boa-Vista;
convulses.
Mara Antonia da Conceisao, Rio Grande do
Norte, 40 annos, solteira, Boa-Vista ; dyseateria.
Antonio Francisco, Pernambuco, 25 annos, sol-
teiro, Boa-Vista; bronchto.
Joo, Pcrnambuco, 5 mezes, Recife; enterite.
Manoel, Pernumbuco, Recife.
Luis, Pernambuco, 1 mes, Boa Vista; athrep-
sia.
Um recemaascido, Pernambuco, (rae i.
Ao inspii n'<> poeta o indilono deten-
to i. Adolpho Carnoso
Do Pin-lo hoje desee um irmao a saudar-te.
Em bem ru Jes versos consolo offertar-te.
'No ergastulo medonho em que r^emes, Cardos?,
Lenitivos encontras n'um estro possaute,
Que t'elcva s alturas de Tasso, de Daute,
O' dilecto das musas, valido mimoso !
Se sofFres da sorte, to contraria, meu Djus !
Em vo implorando das leis a clemencia,
Nao te apresses, nao corras, tem mais pacienrta,
Que livre ser viras, cantando amores teus !
Juvenil imprudencia levou-te aos grilhoes !
Mas hoje da culpa nao ests redimido,
Por annos to longos no crecre esquecido?
Por crimes mais fetos nao avultam perdoes ?
Nao chores, Cardoso, tua sorte mesquiuha,
Que a s philosopha reveses nao teme !
T a morte desdenha, soffrendo nao geme,
Q'uma altiva coragem Ihe comesinha.'
Pao d'Alho, Abril de 1886.
Jotpjuim Elias de A^_ Reg Barros.
Ao publico
PUBLICACOES A PEDIDO
Ornamento provincial
Sem que desejemos entretet, polmicas com a
Provincia (jornal), nao podemos, todava, deixa%
passar sem resposta conveniente a apreciaco que
em seu n. 87 fez sobre o projecto de orcamento pro-
vincial, e as injustas e improcedentes argaicoes
feitas respectiva commisso.
Caneca a Provincia dizendo que O projecto nao
veio precedido da exposico das rasoes ou motivos
justificativos das disposices nelle contidas.
Pode ser esse o estylo, segundo affirma a Pro-
vincia ; nao o contestamos. Mas, que seja umadis-
posico legal, a qual infringisse a cou-nisso e ao
moemo tempo ama cousa to esseucial, to indis-
pafisavel. que, deixando de fazel-o, a commisso
No n. 87 da Provincia de 21 do correa-
te, surgjo o Sr. Dr. Phaelanta da Cmara
cora ura enorme artigo, onde procura por
raciD de manejos decentes e indacentes,
innoaular no espirito sensato da opini2o
publica as mais pretensas banalidades, t
sentido de achincalhar a reputacao scienfi-
fica do illustra prot'essor de dreito Dr. S.
J. Seabra. E' at onde pode chegar a
petulancia de raaos dadas com a meiiocrj-
dade chata 1 Este Sr. Phaelante, por corto,
8uppoo viver em um paiz onle as ceg-
nhas vao se aninhar nos telhados! Cuide
n'outro officio, Sr. esersvinhador de asnei-
ras. S. S. nao d para redactor do ga-
zetas, e nos seus papeluxos -s deixa evi-
dente quo agua benta e presumpcSo cao
qual toma a qitantidade quo lh'o con vera.
Mas, deixamo no3 de rodeios e procedamos
a urna autopa no ultimo dos Jonkoping
Tandsticks Fabriks Patent.
Sitm Sr. S. S. destampou os g.wra-
flSes o l se foi por aguas abaixo urna bflji,
porcSo de espirito engarrafado E foi por
meio de tantas sandices quo o Sr. Phae-
lante procurou atirar ao lodo a passoa A
Ilustre e tala.itoso Dr. J. Seabra.

r imiMi 3
Escute-me Sr. Phaelante e ouaa-raa sem
nao se hzesse aamprehander em seus intuitos, o 0 0 j..:, ,! niun
qne nao padomDs admittir. E' queX Provincia*%* / S. S. dara um grande quan.
'
nM
i


im**P

)
Diario de PernambocoDomingo 25 de Abril de 1886
tidado de libras stcrlinas na patria de By
ron, smente pelo seu espirito desmesurada
mente chacoteador e zombeteiro. Deixe
mus, entretanto, a uiargero, o jocoserio, de
thermo cauterio, o seu inirriitavel cicern!.
cavalneiro da Triste Figura, a pasaagerr
do Dante, e vamos ao que serve. S. S.
d8se que a palavra anonymo eiupregadn
pelo Ilustre professor era destituida de sen-
so grammatical. porque a Provincia, org)
liberal, redigilo por S S. et r liquia, tero
re.-ponsaveis legaes (coterio ?) etc., embora
o artigi nao ostivesse assignado. Este Sr.
Pha-lante das arabio' Passe a rnaopara
o bol), e time esta licyao, nao de gramiua-
tica, mas de rudimentos primarios:
t> termo anonymo, siguitica o que nao
tua nomo, o auo o encobra
Ora, ninguna, a menos que se nHo tosse
um advinliador, seria capaz de sab-r qual
dos redactores da Provincia tinlia corifeo
ciouado o artigo edutorial da folha ooposi
cionista, logo era anonymo, e nao fir
mado pela assiijnatura collectiva da redac
cao, como S. S. d a eoteud-r. (."omprn-
hen leu ? Quanto as expresi>f do Dr.
Seabra : Mentem e calumniam sem o menor
crit rio, esta urna plirase correctanient'
elegante e apurada no cadinho philologieo
do portuguez ver la leiramente puro. Con-
sidere S. S. que a palavra criterio a
regra do discernimento do verdadeiro do
falso, que ha desde o criterio do burro at
o do hornera sensato, considere ain la mais
S. S. que o Dr. Seabru affirraou que os
seus inimigos calumniara cora um criterio
abaixo daqucllo que caracteris.i os bomens
sensatos, e rauito a quera do que se enoon-
tra no quadrupede, e ciu-gar a conolusao
de qua olles calumniam sem o menor criterio
porque aquillo que ultrapasa os limites da
irracionalidade, i listamente qnalificado de
mulo, e nilo de maior, como affirnou S. S.
Aproveite liie a UooSo Estudiando se bem
o pedaco : O incidente que ia tendo lujar
no theatro Santa Isabel, ve so que o Sr.
Phaelante nadaent'mde de tbcoria gramma-
tical.
A palavra incidente, ou accidente, signi
fica o que sobrevem, oque nao inherente
a um facto qualquer, mas que se manifesta
sejui ament, pouco se importando que
seja in tota, ou por principio de aegao. O
incidente, como todo e qu lqu^r facto, tom
um principio, ou dous momentos : um sub-
jectivo, eraquanto resido na intenjao dos
que o querem practicar, e neste caso 6 in
(rins.-co, e outro objectivo. que vem a ser
a propria excug3o material, extrnseca, e
que se manifesta a todo e qualquer obser-
vador
Se S. S. deixouse W+f pela theoria
crimiu .1, que qualifi -a o facto principiado
e interrumpido por motivos alheios vou
tade \o delinquente co.n o nomo especifico
de tentativa, andou se muito mal, porquan-
to o facto nssira principiado e nao execu-
tado int'iramente, toma se.npre o nome ge
nerii-o di crime ou delicio.
O incidente pode ser um facto consura-
mado ou nao, e para exempl; ciUrao-lho
um ficto diminuto, que foi principiado,
mas nilo terminado, mas que, comtudo,
nao deixa de ser um facto. Agora, mira-
se nfste espelho : O incidente (momento
Mfbjectivo do accidente, intencSo de o pra-
cticar) que ia tendo lugar (principio de ex
ecujao material, exterior etc.), e v estu
dar os rudimentos da graramatica.
Basta de palmatoadus. Nilo gostamos
muito do castigo corporal, e aqu fazeroos
ponto, rogando ao Sr. Dr. Phaelante, que
nJlo caia mais na veleidade, pouco honrosa
para S S-, de comparar ae ao Burro da
Legenda dos Seculos do immortal poeta
francez, mesrao porque o Sr. J. Orevy,
em frente de tanta caridad em tuna pobre
alimaa, capaz de mandal o angariar
para figurar nos elegantes bondj de Pariz.
Rccit't, 23 de Abril de 188.
Cesare b Pesua.
Dcelaracao
Declaro ros mcus amigos e constituiates c ao
publico em geral, que toani boje coata do meu
escriptorio de advocada, e que portan o posso ser
d'ora em diante procurado para os clisteres da
inhiba profisao das 10 horas da macha s 4 da
tarde, na praca de Pedro II n. 6, 1. ai dar.
Por esta occasio nao posso deixar de mani-
festar a minha gratido so mcu particular amigo
e collega Dr. Joo Feliciano da Motta e Albu-
que, pela maneira inteligente, prob'dosae leal,
por que dirigi d'irante a minha aus:ncia desta
provincia todos os negocios que tinha a meu car-
go, e que deizei con! ados sua reconliecida soli-
citude.
Kecife, 22 de Abril de 1886.
Jos Vicente Meira do Vasconcellos.
Despedida
O abaixo assignado, retirando-ge temporam-
ajetfle para a Europa, e nft i tendo pedido despe-
dirse 'e todas as pessoaa era qoem terr. relacoes
de amis de, pede deeculpa d'essa taita involunta-
ria, e offerece-lhes alli os seus diminutos presti-
mos.
Recife, 24 de Abril de 188",.
IraneUco Martins Gomos.
N. 4. Todos os ue tm tomado a Eraulsao
de S'-ott, reconlucem a sua superioridade
Sobre os outros remedio* empregados at
boje para a cura da tisica pulmonar, escro
X3, rachitis, anemia e dabilidade em ge
r As suas virtudes mu a tira e fanrmti
ntes sao rnaravilhosu*.
No dia 15 de Abril deste auno chegou nesta
taltal de Pernambuco o dr. Francisco Camello
de Andrada, com sua Exuih. familia, vindo do
povoado do Salgado de Itabaianoa, a esta capal,
afim de assistir aos actos religiosos da Sesima
Santa. E como tcve'afeli iorto de chegar em aaz,
ando publicara sua cbvgada para que fiqpem
g itisfeitos os seus ajBigo eoaprovineianos dauPa-
ritiyba.
Kecife, 30 de Abril de 1886.
Agradeeimento
Aimeida Duarte fe. C. cordiaimente agradecem
aos Srs Francisco Lopes, Clodaldc de Barros
Franco, Francisco Amaral e a todas as outras
liessoas da povoacJo de rV-gica, que cora tanta
Jedicac;ao e caridade se urearam a ajudal-os a
onduzirem ao Cemiterio daquelle lngar, os restos
ibrtaes do seu empregado e amigo Jos Cesar de
Tascoucellos Campos, i|H iillJo.
Rec fe, 20 de Abril de 1885.
Almeida Duarte Je C.
Collegio de Salta Lacia
Para ie\ ftnlaiaa
Este collegio ftrocc* tttb a dirocc^ro
das Sras. D. Anna do I)hgo Almeida e D.
L^zia Nepomuceno Dosrte, no 2* andar
do sobrado sito ra Djque de Caxias n.
59. Alera das pnmeiras letras, e todo o
fcabalho e agulha, ensina-se tambem fraa-
ez, (escrever e fallar), oghz, portflg|K,
geographia, arithme$ica, kesenho, msica,
piano, e H)res artificiaee de todas a3 espe-
cies etc.
Avisa-se ao publico, esperando todo o
atolbimento e protecelo, certo do que era-
pjegarao todo o esMfire ao a liantjna-to t
suas alumnas; fa<*" *ia* dte
atis exce<4o nos a*(ff e *as aa*ficft-
dos.
Recebem-ae altusMsi ternas s noto
pencionista* e extertt* por prtgoe raaaa-
reis.
Ra Duque de Caxias n. 59, (antiga do
fcueimado.)
Que eofferiuidailc esta que
no- ; Como o ladino que nos ataca noite,
ella acommette uds s oceultas Os affli-
gidos d'esta doenya tera dores de peito, de
lados e alguraas vezes, de costas. Nao
querem fallar, e sent.n neeessidad' de dor-
mir. Percebe-se na bocea um sabor dos-
agradavel principalmente pela manh. Os
dentes cobrera-se de uina sepecie de mate-
ria viscosa ; e o appetit; desapparice. O
paciente sent como que ura grande peso
no estoraajo, e, s veze3, ama sensajo
de vazio no mesmo orSo. Na bocea do
estomago ha rauita traqueza; e a nutri-
gao nao produz eatUfagn alguma. Os
olhos empanara-se e as mitos e os ps es
fran), e toroam-s viscosos. Algara tem-
i depois principia urna tosse, sueca no
:omeco, e, em seguida com urna expec-
'.oracjlo esverdiada. O doento qieixa-se
lo ura cansaco interminavel, e quando
procura dormir um pou.?o, nenhum allivio
lente. Logo depois, o enfermo torna-se
>ervoso e irrascivel, o o seu espirito nilo
i se nao tristes presagios. Ella sent
'ertigens urna especie de tontura na ca-
vega quando se levanta sbitamente. Ha
prsao de ventre ; a pello tornase secca e
quente alternativamente; o sangue acha-se
espesso e inerte ; a cor do branco dos olhos
amarellenta ; e a urina quasi nenhuraa
c muito corada, deixando um deposito no
Visto. O afligido muitas vezes obrigado
a vomitar os alimentos que toma, e estes
vmitos deixam lhe na bocea um gosto
t.raas vezes amargo c outras vezes ahoci-
cado. Este estado de cousas frequente-
ciente seguido de palpitajoes do corajao.
Enfraqdce a vista do doente, e elle pare-
ce ver nodoas diaate dos olhos, santindo
um grande cancago e debilidade, Estes
symptoraa8 appareoera cada um por sua
vez. Dizem que o terco da nossa popula-
cho sotl're d'aquella enfermidado so j algu
ma das suas formas. Iodubitavelmcnte, os
mdicos sempre se enganarara sobro a na
t treza da cita ia molestia. Alguns trataram-
n'a como aifecgSo do figado ; e outros como
doenja dos rins ; mas nenhum tratamento
cmseguio crala, porque o remedio devia
s;rsusceptivel do obrar hsrmonisamente so-
bre cada um d'aquelles orgSos, e tambem
sobre o estomago. Nos casos de Dy^pepsia
(sendo este o verdadeiro nonio da enfermi-
dade) todos os citados orgaos desorcienam
se ao mesmo tempo, e precisara de urna
medicina que possa obrar sobre todos elles
simultneamente. O Xarope Curativo de
SrMgel produz uu cffito mgico em esta
classe de padecimentos dando um allivio
quasi immediato. O Medicamento vende-se
por todos os Pharmaceuticoa e Boticarios
do mundo inteiro, e pelos Proprietanos, A.
J White (Limited), 17, Farringdon Road,
Londres, E. C, Inglaterra.
Depositarios na Provincia do lili de Ja
neiro: no Rio de Janeiro, Domnguez Viei-
rs. & C.j Joao Luiz Alvez, Geo Sanville
C, G Francisco Leandro e Fonseca e A.
ves, e era S. SimSo de Manhuass, lora- io
de Rentu6.
por parte de Antonio Luiz Baptista, per si e como
curador da interdicta D. Francisca Bernardina da
Concricio Carvalho, e tutor nato de sua filha D.
Candida de Jess Baptista, sua miilher D Urba-
na Josepbina da Silva Baptista, me foi dirigida a
petisSo do ther seguinte :
Ilim. e Exm. Sr. Dr. juiz do civel. Antonio
Luiz Baptista, por si e couy curador da interdicta
D. Francisc. Bernardina da Conceico Carvalho
e tutor nato de sua filha, D. Candida de Je-us
Baptista, sua mull.-T D. Urbtna Josephina da
Silva Baptista, requer a V. Exc. que se digne
mandar citar a D. Justina Mara do Espirito San-
to (com venia), seus flios Joo o Jo&auim, D.
Sebastiana Cos'na da Silva, D. Emilia Joaquina
da Silva Braga, seu marido Pedro Ferreira de
Araujo Braga, D. Isabel Martins Gomes da Siva
e seu marido Francisco JoaquiT) Gomes da Silva,
os-menorcH Mxima Maria das Dores, Francisca
Mara das Dores, Florencio, Urbano, Januario,
Jos, e tutor destes Jos Fraucisco de Figueiredo,
para, na primeira do juizo, depois de aecusada a
ultima citaejio, fallaren) aos termos de urna acvo
ordinaria, nfim de ser declarado nullo e insubsis-
tente n tertainentj aberto ,)ublic>, lavrado na-
notas do tabcllio Apolinar o Florentino de Albu-
queujue Maranho e auribuido a D. Francisca, a
qual, em face de dous exames feitos por prossio-
naes e o depoimeuto das testemunhas que foram
inquiridas no juizo de orphos, ha mais de um
anuo acha-se privada de suas faculdades mentis
pelo seu estado valetudinario e por demencia se-
nil, e por isso n3o poda testar, nos termos da Or-
denacao Iivro 4 o titulo 81 1..
Os dous filhos de D. Ju-tina rhamam-se Joao
Nunes da Silva e Joaquim Nanes da Silva, os me
ores Januar Achando-se ausente D. Emilia Joaquina da
Silva Braga, Pedro Ferreira de Araujo Braga e o
menor Florencio, requer que sejam citados edital-
mente, com o prazo de 30 das, depois de justifi-
cada ausencia, ainanha, s 11 horas do dia, em
cartorio, dando se curadores lide meaor e in-
terdicto, autores, e aos menores reos. Para apre-
sentar libel o na audiencia em que for proposta a
accao, que funda-se nos documentos annexos, pro-
va testemunhal e depoimentos do? reos, sob pena
(le confesaos, sendo reveis, protestando, outrosim,
pelo exame no Iivro do tabelhao Aoolioario e mais
provas que se firer mister : sendo as citaco-'s dos
reos para todos os termos da accao at sentenca
final e sua execuco, sob pena de revelia. Dis-
tribuida. E. B M. Com 15 documentos. Re-
cife, 16 de Ma. e 1886.Dr. Ferrer.
Estavam d s'umpillias do valor de 200 ris
cada urna, le jate inutilisadas.
Nada mais coatiuha cm dita peticao, na qual
profer o seguinto despaeho :
Distribuida, como requer. Para curador in
/tem da interdicta e do menor, autores, nomeio o
Dr. Silveira, e para curador in litera dos reos me-
nores o Dr. Costa Ribeiro. Recite, 17 de marco
de 1886.Ribeiro.
Depois deste mcu despacho j apresentada a
seguinte replica :
Illm. e Exm. Sr. -Achando se na provincia da
Babia o Dr. Silveira, o supplicante requer que
se nomeic pessoa que o substitua. Era supra.
Dr. Ferrer.
Nada mais se continha em dita replica, na qual
profer o seguinte despacho :
Nomeio o Dr. Vaz. Recife, 17 de Marco de
1886.Ribeiro.
Era virtude do meu despacho, tendo sido justi-
ficada a ausencia dos supplicados, profer a sen-
tenca do theor seguinte :
Procede a justificacao ; expeca-se o edital de
eitaca.) oin o prazo de 30 das. Recife, 19 de
Marco de 1886.Joaquim da Costa Ribeiro.
Nada mais se continha em dita sentenca, por
forca da qual o escrivao abaixo assignado fez pas-
sar o presente edital, pelo qual cito e hei por cita-
dos D. Emilia Joaquina da Silva Braga e seu ma-
rido Pedro Ferreira de Araujo Braga e o menor
Florencio para os termos de accao de que trata a
peticao aqu transcripta.
E para que chegue ao conbecimento dos inte-
ressados, mandei pasear o presente edital, que
ser publicado pela imprensa e anisado nos luga-
res do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 22
dias do mez de' Marco de 1886.
Eu, Antonio de Burgos Ponce de Len, escri-
vao, o escrevi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
Grande festival
NO
THEATRO
DE
VARIEDADES
NA
NOra-Muira
AHeluia!
Alleluia!!
Alleluia!
Este estabelecimento acolhendo aos numerosos
pedidos de seus habitues, resolveu prepararar e
expr seu ibeatro. Jard'in c galerlaa
ao publico desta capital e dar dous esplendidos
Bailes de mascaras
Co iupa nhia J*heiiix Per-
nambucana
De conformidade com o art. 15 dos estatutos
desta companhia sero vendidas 25 de suas ac
coes ns. 341 355, 721 725 e 906 910." A ven-
da feita inclusive o 20/" dividendo de 40# por
accao.
Os pretendentes sao convidados a apresentarcm
as suas propostas cm carta fechada e por nter-
medio de correteros geraes at o dia 27 do corren
te, ao meio da, oeste escriptorio.
Campanliia Phenx Pe.-nainbucana, 17 de Abril
de 18*J6.<=Og administradores
Luiz Duprat.
Manoel Gomes de Mattos.
Joo Jos Rodrigues Mendes.
S. R. J.
Domingo 25
Com a devida permissao do lllm. Sr. Dr. chefo
de polica, cujo regulamonio sera como sempre
mantido.
Aviso
S ter ingreaso quem se presentar decente-
mente vestido. Os camarotes e varandas sao des-
tinados s familias que se dignarem concorrer aos
bailes, coja ordem e moralidade sero r gorosa-
mente observadas
Presos de entradas
para cavallteiroi od menhoraii. con
mnoenras ou em ellaa
Cama ote superior 8000
Varanda superior 1^500
Geraes para todos os outros compart-
k n entos do theatro, galeras e jardim l00d
O estabelecimento estar como sempre, durante
o dia aberto e franco ao publico, at que noite
ao toque da SINETA se annuncie a compra de
blhetes para o BAILE.
Assumir a regencia da orchestra, composta da
msica de polica, o hbil professor o
Sr. Candido Pililo
' ara boa ordem do ser vico roga-ee aos senhores
dilectantes o obsequio de despacharem rpida-
mente os empregados do BUFFET, que estar
sufficientemente prvido de
Cer vejas,
Vinhos,
Licores,
Lunch,
Sorvete,
Caf
8 horas da noite*
Soire bimensal em 25 do correntc
De novo cientfico aoe senhores socios e convi-
dados que a soire principiar as 7 horas. Os con-
vites ene intram-sc em poder do Sr presidente, e
os ingresaos no ao Sr. thi-soureiro. Pede se toda
a smplicidade as toilettes, e pievine-se que nao
sao admissives aggregadoi.
Recife, 19 de Abril da 1886
Luiz Quedes de Amorim,
2- secretario.
Companhia Brasilelra de STaTe
Sacio a Vapor
PORTOS DONOJITE
0 vapor Para
Commandante o 1 tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do sur
at o dia 26 do corrente, e
seguir depois da demora ia-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendat valorefl
tracta-se na agencia
11 Ruado Coramercio11
LEILOES
MARTIMOS
Arsenal de Marinlia
DECLARCOES
Xarope de Halnial
O Hnla nkn (lecyths idatimon) com o
qual se prepara este xarope um vegetal da flora
hiusileirs.
E' uro agente therapeutico poderossimo con-
tri as molestias do peito e da asthma.
Oa numerosos aflectados que delle tm futo uso
conseguirn! um resultado muito satUfactorio, a -a-
b- ndo por se recont *r que at hoje a melhor
pieparacao para a cura da aNllima. bron-
ciaiie aHtbmatlca. e aniiga e opprcM
"'N, dispensado o emprego do arsenio, folbas
dt estramonio e plantas narcticas que icabam
qt.HS sempre pelo abuso que delles se faz e mes-
in > pelo uso prolongado por produzir effeitos d>s-
ai troeos sobre a sade e em geral entorpeeimento
do cerebro.
Vende-se na Botica Franceza de Rouquayrol Fie-
rt, successores de A. Cuors
X. t Rus da Cros-K. *:;
RECIFE
EDITAES
Edital n. 101)
(2. praca].
De ordem do Illm. Si. Dr. inspector se faz pu-
blico, que s 11 horas do dia 28 do cor en e mes,
s rao vendidas em pnya, no trapiche Couceicao,
ai mercaduras abaixo declaradas :
Armazem n. 1
Marca CD, 1 caixa n. 3, viuda d) Havre no va-
por .ncez VHle de Bahia, entrado em de ju-
lio de 1885, consignada a Francisco Manoel da
Silva & C, contendo r.fc kilos, peso liquido legal,
ilc annuncios de urna s cor.
Armazem n. 7
Letreiro Henrque Brewil, 1 caixa, iilera da
Bihia ao vapor francez Xille de Bahia, idem em
3 de agosto idem, dem a Henrque Brevwl, con-
tando amostras de tapioca.
Marca M&W, 24 caixas ns. 5,157,5,180, idem
d>: Trieste no navio austraco Tisbe, idem idem, a
Vctor Prealle contendo agua mineral, pesando
li mido legal 606 kilos.
Ls'reiro Dr. Jos Azevedo G. do Amara 1 lata
n 213, dem dos portos do sul no vapor i.acional
Pernambuco, idem em 25 idem idiin, ao Lr. J. A.
G. do Amaral, contendo amostras dt fumo.
Letreiro Jos Maria de O. Castro, 1 pacote ni
li''J, idem dos portos do norte no vapor iiuiona.
Para, idem em 29 idem idem, a Jos M. O. Cas
tro, contendo amostras de extractos do carne e
outrod.
Marc MCiC e contramarca XX, 15 grades
idem de Hamburgo no navio alleinio Helena, idem
em 3 de Mari;i de 1882, consignadas a T. Chris
tiini, contendo frascos vasios de vrdro prlinaro,
ecuro, pesando liquido legal 703 kilos.
Marca MVN e contramarca Maranho, 1 caixa
n 1, idem de New York no vapor ingles Glensa-
mx. idem em 12 de Abril dem, nao consta a con-
signado, contendo urna duzia de cadeiras desar-
madas, de madeira ordinaria, com assento de pa-
lbinha, sem bracos.
Marca diamante, B&C no centro e P ao lado, 10
caixas, idem idem no vapor inglez Poiica, idem
era 7 de junho idem, nao consta a consignacao,
contendo maizena empacte?, pesandj bruto 90
kilos.
3' seecSo da Alindcga de Pernambuco 21 de
Abril de 1886. O chefe,
Citero B. de Mello.
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Recife da
provincia de Pernambuco, por Siui Ma-
estade o Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o presente editsl vir:m,'qne
Contraria do Snhor Bou Jess
da Masacra da greja da Sania
Cruz
De ordem do nosso irmo provedor, convido a
todos os nossos iitnos para couiparecerem em
nossa igreja. paramentados com seus hbitos, nos
das sexta-feira 23 do corrente. pelas 4 horas da
tarde, e domingo 25, pela 6 horas da manb, para
acompanharmos as procissoes de enterre e da res
snrreico, que teem de sabir da matriz de SS. Sa-
cramento da Boa-Vista, para as quaes tivemos
convite.O eacrivo,
Jos Francisco de Figueiredo,
Io Fio ios Voltarios da
Patria
Sao convidados todos os senhores associados
para se reuuirem ua sede desta assocacao no dia
26, s 5 horas a tarde, afin de em assembla
geral, eleger-so a nova directora que tem de
funcoionar no anno de 1886-87, de conformidade
com o art 23 dos eitatutos, Recife, 20 de Abril
de 1886.Alferes, 1 secretario,
Geronco Santos Texeira.
Companhia de cas-allaria de
Peroambneano
Km virtude de ordem superior serSo
vendidos em hasta publiua na porta deste
quartel no dia 26 do corrente, pelas I i
horas da manba, 7 cavallos que se achara
imttilisa los para o servido da companhia.
Quartel no Campo das Princeza6, 21 de
Abr de 1886.
O agente,
Alferes Manoel F. S. dos Santos.
Companhia dos Irilhos urbanos
do Recife Olinda e Beberibe
AsieinitliM geral
2* convocado
NSo havendo se reunido numero legal para as
sembla geral dos senhore i a.-cionistas no dia 16
do eerrente, s5o de novo convidados os meamos
senhores para a nova reuuao que, segundo o de
terminou o Si. presidente, se rcalisar a 26 do
corrente, aomcio dia, no escriptorio da companhia.
Nesta reuniao, a assembla, que tem de apreciar
as contas e o parecer da commissao fiscal, func-
cionar com qualqucr numero de accionistas.
Escriptorio da companhia, 22 de Abril de 86.
O secretaria geral,
Jos Antonio Almeida Cucha.
Propostas para o SNppriinento
de can-fio de pedra
Em virtude do aviso do Ministerio da Marinba
sob n. 478 de 30 de Marco do corrente anno e de
ordem do Exm. Sr. chefe de diviso Jos Manoel
Picaneo da Costa, inspector deste Arsenal, faco
publico que no dia 26 do corrente, ao meio dia, re-
cebse nesta secretaria propostas em cartas fe-
chadas, para o fornecimento durante o semestre
deJulho a Dezembro prximo futuro, de carvao
de pedra Cardiff, New Castle, Coke e fino para
forja necessario aos navios do estado e estabeleci-
mentos de marinha n'esta provincia, sob as con-
diccoes que se seguem:
Condicces
L" Os proponentes deverSo presentar a3 suas
propostas competentemente selladas, at a hora
cima mencionada, sendo que depois nao serio
mais aceitas.
2. As propostas devero ser fetas segundo o
systema de pesos o medidas, conforme abaixs se
acha especificado.
3. O fornecimento oas navios do estado ser
feito as qusntidades pedidas qualquer hora do
dia ou da noute, conforme exigir o servico. man-
dando o fornecedor collocar o carvao nos respecti-
vas carvoeiras por sua eonta. Neste caso ser o
carvao examinado por peritos de bordo, verifican-
do-se o peso por medidas taradas, de accordo com
o commandante do navio e em presenta dos res
ponsaveis.
4.a O carvao necessario ao Arsenal de Marinha
ser tambem fornecido as quantidades pedidas e
entregue as respectivas officinas, onde ser exa-
minado pelos peritos e pesado por medidas taradas
de accordo com o Sr. inspector.
5. O carvao sar fornecido por toneladas de
1010 kilos, correspondente a tonelada mtrica.
6.a O presente contracto dnrar por 6 mezes,
contados da respectiva data; ficando salvo ao go-
bern o direito de recindi-lo, caso o fornece-
dor deixe de cumprir as presentes condicpes.
7.a O forneceder fica sujeito a pagar as multas
de 10 % do valor do carvao, cojo fornecimento de-
morar e de 20 % do que nao fornecer ou for re-
geitado por m qualidade, c bem assim indemni-
sar a fazenda nacional da differenca que se der
entre o preco ajustado e o por que >r comprado o
carvao nao fornecido ou regeitado, salvo so subs-
tituir este immediatamente por outro da qualidade
contractada.
8.' As impoitancias de carvao fornejido serao
liquidadas pela Contadura de Marinha no praso
de 30 dias, contados da data da apresentaco na
repartic&o competente, e dos respectivos documen-
tos da entrega, e depois de satisfazor o sello pro-
porcional.
9.a O fornecodor ficar sujeito a mais 60 das dj
supprimento alm do praso estipulado no contrac-
to, sem que esta circumstancia lhe d direito
prorogaco do ajuste, conforme o recomuiendado no
aviso circular do Ministerio da Marinha n. 172 de
28 de Janeiro de 1892.
Observa coes
1." Nenhuma proposta sor recebida sem que
o proponente nel.'a declare por extenso, sem claro
algum, emenda, entrelinbas, o preco do carvao.
2.a Conforme o recommendado em avino do Mi-
nisterio da Marinba de 11 de Maio de 1880, nao
sao admittidas as propostas dos negociantes ou
firmas soeiaes qui nao apresentarr-ri os documen-
tos seguntes : certidSo da matr.eula da junta
commercial, mposto de industria no ultimo se-
mestre, certido de conrfacto social extrahido do
registro da junta commercial.
Secretaria da inspeccao do Arsenal de Maruha
de Pernambuco, 20 de Abril de 1886. .
O secretario
Antonio da Silva Azeedo.
Pacific Sieam Navigation Conipany
STRAITS OF MAGELLAN UNE
Paquete Magellan
Espera-sc dos portos
do sul at o dia 27 de
Abril, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante seguirem tocaro em
Plynioulh, o que facilitar che-
garem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
llavera tambem abatimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
WiKoii oos 4fc C, Umlted
N. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
S. Jos d'Agonia
De ordem do irtnao provedor, convido a todos
os irmaos desta veneravel irmandade a compare-
cerera cm nosso consistorio domingo 25 do corran-
te, pelas 6 horas da inanha, afin de, paramenta-
dos, acompanharmos a procissao de ressurreico
da matriz da Boa-Vist*.
(i uisistorio da veneravel irmandade de S. Jos
il'Agona, no convento do Carmo do Recife, 20 de
Abril de 1886.O secretaria,
Palmeira de Frcitas.
Companhia de Ediflca^o
Comraunica te aos Srs. accionistas, que por de-
liberaco da directora foi res lvido o recolhimen-
to da segunda prest icii, na razio de 10 por cento
do valor de calla aceito subscripta, o que devora
realhar-se no London Brasilau Bank, at o da
10 de Maio prximo futuro,
Recife, 24 de Abril de 1886.
O secretario,
Gustavo An'unes.
i O TU %\ un: DEM HISSli.i:
re n tit. ni vi i:*
IJNIIA MENSAL
0 paquete Equateur
E' esperado dos portos do
sul at o dit 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar. Lisboa e Vigo
Lembra-se aos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar era qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 ptssoas ao menos e que pa-
garen] 4 pasMigcns inteiras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaos s se dio at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
4uguste Labilie
9 RA DO COMMERCIO
O leilao de movis, crystaes, quadros e mii
objectos da casa de residencia d> Sr Sclrnidt
constantes dos cathalogos distribuidos i eloagen-
te Pinto, deve ter lugar teica-feini 27 do corren-
te, principiando s 10 em ponte, entrando pela
tarde, se preciso for.
GRANDE E IMPORT/NTE *
i.-:ii. io
De mobilia de sala. (Jacaranda; piano, bajuno
uiune. pinturas a oleo e gravuras, bronzes de ar-
te, figuras de bisenir, alcatifas e tapetes, lustros
para gz carbnico.
Livros e estantes para os mesmos, spheras geo-
graphicas e a-tronomicas, urna mportaute luneta
astronmica, espingardas e secretarias.
Mobilia completa do sala de jantar (nogueira),
guarda-prata envdracado, crystaes, porcelanas,
objectos de electrc-plate, vinhos finos, cognac,
pratos chinezes ernamentacs, plantas, artigos de
cosinha, quadros, relogios e etagers
Guarda roupa e guarda-vestidos com espelhos
camas de bronze e de Jacaranda, conmodas e ami-
tos outros artgos para uso domestico.
Terca-feira 27 de Abril
O agente Pinto levar a leilao, por con'a e Or-
dem do Sr G. A. Schmidt, os movis e mais ob-
jectos da casa de sua residencia ra da Sauda-
de, propriedade da viuva Guimares.
Na vespera e dia do lelia ser destribuido pelo
mesmo agente eathalogos rapressos e numerados,
s O leilao principiar s 10 horas em ponto per
erem inu A entrega effectuar-3ehi, as 21 horas preci-
sas.
Predio
3 leilo e ultimo
Terca feira. 89 do corrate
s l i horas
No armazem da ru do Imperador n. 22
O agente Burlsmaqui, por mandado e assisten-
cia do Exm .Sr. Dr- juiz de direito, e de orphaos
levar a leilao, no dia cima indicado, o sobrado
de dous andares sito ra do Visconde de Ita-
parica n. 61, outr'orr ra do Apolb, servindode
base a offerta de 2:5005. Os Srs. pretendentes
poderao desdo j examnal-o .
Leilao
Quarta-feira 28 do correntc
ii s 11 ti oras
No segundo andar do sobrad i da ra das L-iraa-
geiras n. 18
O agente de leilao M idesto Baptista auto'isado
pelo Sr Vitalino Macario de Meira, que se retira
para fora da provincia, fari leilao de 1 piano for-
te de Gavean, 1 mobiia de Jacaranda, 1 dita de
pao carga, 1 piano de mesa, 1 aparador, 1 com-
moda, 2 consoles de amarello, 2 marquezoes, 2
mesas de pinho, 1 dita para escrever, 12 cadeiras
avulsas, 1 machina para cosmoraroa, 2 cadeiri-
nhas para menino, 1 relogio e outros objectos de
casa de familia.
Leilao
Massa fall la de Anto-
nio Franci seo Corga
Os Srs directores da referida massa sao, por
por este meio, chamados a presentar, no praso de
oito das, ao abaixo assignado, os ttulos e docu-
mentos justificativos de seus cieditos, para cum-
primento di disposto ao art. S'J do codigj do
e immercio.
Jos Faustino Porto,
Administrador.
(iabinete Portuguez de Leitura
De ordem do Sr. presidente, sao convidados os
Srs. membros do couselho deliberativo a reunirse
em sessao ordinaria, na' quinta-feira, 29 do or-
rente, na sede do mesmo Gabinete, afim de se pro-
ceder a leitura do relatorio.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
em Pernambuco, 24 da A>ri\ de 1886.
Alfredo C. Couceiro.
2o sicretano.
Club tonwBi-rriurKHlerne
Por deliberacio da directora, commanico aos
senhores socios que se achitr em atraso, que lhes
fica concedido o prazo de 3 i dias, a coatar da
data deste, para pagarem suas mensalidadee,
finiios os quaes incorrero as penas do 5 2 do
art. 46 dos estatutos.
Secretaria da Clab Commercial Euterpe, 24 de
Abril de 86.O 1" secretario,
Francisco Lima.
COMF.4*!II.4 rKBV4MICA*4
DE
Navegaeo Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaiu' e Bahia
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Segu no dia 27 de
Abril, s 6 horas da
tarde.
Recebe carga at o
'dia 26.
Encommendas, passag, s nheiro a frete at
s3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Perrambucana
n. 12
BOYALM AIL STEA1 PACKET
COMPANY
0 paquete le va
J esperado
do sal no dia 29 de
marco, segua'
idepois da demor
necessarfa para
}' de movis, espelhos, louca e vidros
Sendo : 1 mobilia de faia com encost de pa-
lliinha e consolos c m pedra, i dita de amarello
com cadeiras de bataneo, 1 espelho oval, lanter-
nas, jarros, tapetes, 2 camas francezas de ama-
rello, 1 colxo, 1 meia osmmoda, 2 oandieiros pa-
ra gaz, 3 cabides, 2 lavatorios de f;rro, 2 esejr-
radeiras e pannos de crochet.
Urna mesa grande de amarello para jantar, 2
spiradores, louca para jantar, dita para almoco
vidros, jarros, bacas, bancos e outroa muitos mo-
vis.
Quirta feira 28 do corrente
A' 11 horas
\o S<> andar do sobrado n. S3
da raa do Bom Jess
O agente Martins, autorisado pela Sra. D. A-
na Soares de Olivera, far leilo dos movis e
mais objectos existentes no referido sobrado, ao
correr do martello, visto ter-se retirado desta
P/ovincia.
Lisboa e Sonihauptoa
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com c a
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
United Siates & Brasil IaiIS.S.C.
O vapor Advance
E' esperado dos partos do
sul ate o dia 3 de Maio,
depois da demora neceseara
seguir para
Maranho, ParJL Barbados, S.
Thoniaz e Mew-1'ork
Para carga, passagens, e encooamenias t.-acta-
te com os
Ageae*
0 paquete Finanee
Espera-se de New-Port-
Ne ws.at o dia 17 de Maio,
o qual seguir depois la de-
mora nece&saria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dlnbeiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry forcter & (L
S. S. RUADOCMkiCKClO H,8
/ andar
Lisboa c Porto
O brigue portugus Armonio asgue para os
portos cima: para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com os consignatarios.
Agente Ptstana
Leilo
Qnarta feira C8 do corrente
A's 11 horas
Na travessa do Pires n, 7 (antiga Genqaity)
Do cxcellentes movis, luuca, vidros errs-
taes e obj ctos de eajetro -pate
O Illm. Sr. Dr. Pranciseo' Bordes de Barros,
retirando se para o sul com sua Exma. familia,
far leilSo, por utervenco do agente Pestaa,
dos exeellentes movis abaixo declarados, na oas
de sua residencia, sita travesea da Plfre's n. 7
(antigo Giriquity).
Um magnifico piano de Jacaranda, do acredita-
do fabricante Alfredp Blcndel, 1 cadeira para o
mesmo, 1 mobilia austraca, completa com tampos
de pedra, 1 dita dejacand, 2 magniieos candiei-
ros a gaz, com luz dupla, 4 pares de jarros de
crystal, t etagers, 1 importante relogio para cima
de mesa, diversos quadros, 1 tapete, 2 escarra-
deiras de porcelana, 1 estante com mesa para li-
vros, 1 meia commoda de amarello, 1 guarda-ves-
tidos de dito, 1 cama de jacar&nd, 1 toilette de
amar lio com pedra, 3 cabidos, 1 marquezao, I ca-
ma de amarello, 1 guarda-lauca, 1 mesa para
jantar, diversas cadeiras de mogno, 1 sof, 1 ma-
sa com gavetas, 1 apparelho para jantar, 1 dito
para almoco, 1 dito de electro-plate. 1 candieiro
, gaz, 1 filtro iuglez para agua, ] lavatorio de
rro com espelho, baca e jaros, copo.", garrafas,
clices, trem de cosiaba e muitos outros objects
que se acharo patales no acto do leilao.
Leilo
De um piano de 3 #r-.ia:. 2 m.icbicas, 1 mobilia
completa eom tampos de p^.dra, 3 pares de jarros,
3 pares de ca/ticaes e mangos, 1 espelho grande,
1 mesa elstica com 5 taboas, 2 bancas, 1 guarda-
comida, 1 lavatorio e cadeiras, 1 cama franceza, 1
"guarda-vestido, 1 cabiie, 1 lavatorio, 1 bid, lou-
ca, vidros, bandejas, quadros e muitos outros ar-
artigos existentes no sobrado da rm. da Sanzalla
Nova n. 30.
Agente Pinto
Qtunta-fetra, 1S de Abr
O lelao principiar s 10 1/2 hjras
Leilo
qom emprego de citpital
0 agente Brillo
Vendei em leilo os seguintes predios : 2 ca-
sas terreas ra Augusta ns. 218 e 26S, 1 sobra-
do do 1 audr ra Augusta n. 177,1 casa terrea
m >o Psd'C obrega n. 53, 2 crsas terreas ,
ra do Quiabo nos Afogados, 1 grande casa ter-
rea na sabida de Apipucos, 1 sobrado de I andar
e aoto ra de HorUs u. 106,1 sobrado de 2 an-
dares 4 ra do Vigario h. 31 e outros mais odas
desembataoados.
- As 11 horas
Quinta-feira 28 do corrente
i HIMVB |


1

"

"IMJII., I

Diario de Pernambnco-Domingo 25 de Abril de 1886
AVISOS DIVERSOS
Na engeuhoca de Bemfica, estrada real da
Torre, compra-se vaccas tourinas. boas leiteiras :
& tratar na mesma, todos os das, das 6 ao meio
di*;_______________________________________
Precisa-se de ama cosinheira para casa de
familia : a tratar na ra do Bario da Victoria
n. 89, loja.______________________
Pede-se aos abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
51, a negocio que nao ignoran.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Lnix Carvalho.
Jos Guinaraes, caixeiro de Loyo & Filho.
Fr_ Heneo Vieira.
Angnsto Goncalves da Silva.
Aluga-se o segundo andar da ra de Lomas
Yalentinas n. 100, com 6 quartos : a tratar no
prfmoro andar.
Precisa-se de urna ama para cosinhar, para
casa de pouca familia : na ra do Barao da Vic-
toria n. 57._________________________________
= Pede-se aos Srs. Damio Hermes Braga e
Francisco de Farias Castro, que venham ou man-
den entregar es movis que alugaram.
Aluga-se o 1 e 2o andar do sobrado ra
do Coronel Suassuna n. 9 : a tratar na ra do Im-
pera dorn^l^l-andar._____________________
Aluga-se o sobrado da ra do Coronel S uas
auna n. 282, com bastantes commodos, sotao
quintal : a tratsr na ra do Imperador n. 14, pri-
meiro andar.______________________________
Aluga-se um sobrado de um andar e so tilo
com bastantes commodos, na ra dos Guararapes
n. 48 : a tratar na ra do Imperador n. 14, pri-
meiro andar.
,. Aluga-se a ezcellente casa assobradada
raa da Ventura n. 2, na Capunga, tendo multas
e vastas accommodacoes, cocheira, baixa de capim,
jardim, maltas arvores defructo, e prxima as es-
taees da macbambomba e dos bonds : a tratar
aa dita casa.
NTICO
/
f.2\
v
Aluga-se a loja da ra de Marcilio Dias n.
: tratar na ra do Mrquez de Olinda n. 3.
Est no cercado do engenbo Tapera urna
burra castanha ; seu dono pode ir recebel-a.
Nao se tendo passado e nem se recebido a
importancia das accoes entre amigos de nm ca-
valo andador baixo e de urna espingarda ca ne-
gando pela pressio do ar, fica transferida pa ra a
ultima lotera do mez de maio, que correr impre-
terivelmeute, por isso pede-se aos possuidores das
respectivas accoes de pagal as ou devolvel-as.
Alugam-sc casas a 8^000 no becco dos Coe*
lhas, junto de S. Goocalo ; a tratar na ra da Im"
eratriz h.
< Faz-se negocio com quem pretender compra r
a bypotbeca da casa do largo do Paraizo a. 15 :
na ra Nova n. 12, loja de chapeos.
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na
a da Aurora u. 165.
Ao commercio
Eu abaixo asignado, rotirando-mc para Portu-
gal, deixo encarregados de todos os meus nego-
cios, ein primeiro lugar o Sr. Albino Jos dos
Santos, em segundo o Sr. Manocl Joaquim Gomes
Feneira, em terceiro o Sr. Manoel Simao dos San
tos Ferreira, assim como, nao me sendo possivcl
despedir-me pessoalmente de todos as pessoas que
me bonram com -na amisade, o taco por mcio deste
offerecendo lhes es meus limitados prestimos em
qualjuer lugar onde me acbe.
Recife. 25 de Abril de 1886.
Albino da Costa Rain os.
Ama deleite
Precisa-se de urna : a tratar na ra do Barao
da Victoria n. 43, pharmaciu do Dr. Sabino.
h
Precisi-'1 do uma ama; a tratar na ra do
Conde da Boa-Vista, Caminho Novo p. 13'-A.
Ama
Prcisa i j de urna ama para cosinhar e outra
para cuidar de um enanca : na ra do Mrquez
do Hcrval n. 28.
Ama
Precisase Je urna ama para casa de duas pes-
aras ; na ra Formosa n. 2'.*, esquina do becco
dos Ferredlos.
Ama
Precisa-so de urna ama para engommar
antros sirvios domsticos : no 3* andar
prfdio i!. 42 da ra Duque de Caxias.
por cima da iypographia do Diario.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar c engera-
mar para dous rapazes solteiros ; na ra dalm-
peratriz n. 68, taverna.
Aluga-sc
o 2- e 3- andar do sobrado roa do Brnm n. 62:
a tratar no mesmo, padaria.
Ale-se
por barato preco a casi da ra Imperial n. 286,
de um andar e loja, com frente de azulejo, tem
bons eommt-dos, agua encanada, e muito fresca ;
a tratar na ra do Crespo n. 18, loja.
Experimenten.
E deam o que nchnm
Os especiaei licores de gcnipi'po e caja que se
acbam venda r o largo de S. Pedro n. 4 ?
Cosinheira
Pr:'-csa-se de urna boa cosinheira e que seja
as3cad. a tratar na ra de Paysandu n. 19
Passage n da Magdalena.
Precisa se de urna criada para cosinhar : na
ra do Baruo da Victoria n. 9, 2 indar.
Caixeiro
Precisa-ce de ura Cbiieiro : a tratar no pateo
do Paraizo n. 1S.
Massa fallida de Ra-
bello & S^brinho
A eatuDMStSo veiifica massa, convida aos Bennorea ere ores a apresen-
tarea sei!5 t. sabbado 24 do correrte,
afim de serem verificados, ra do Amorim nu-
mero 66.
Preoaragao de Productos Veget&e
extino"das caspas
e outras Molestias Capillares.
JM ARTI NS^BASTOS
Pemambuco
Agustinho & Irmo
tendo feito ama grande reforma em seu cstabele-
cimento de joias, ra do Cabug n. 3- A, convi-
dan! aos seus amigos c freguezes vircm-se pro-
ver de joias em gusto e preco sem competencia,
os resolveram assim fazer por terem um grande
sortimento de joias de curo e prata ; tambem con-
certam quaesquer obras de ouro ou prata. e tom-
pram ouro velho e prata.
Joias de prata
O Muzeu de Joias, ra do Cabug n 4, r .-ce-
beu pelo ultimo vapor francez um esplendido sor-
timento. Presos muit* moderados.
Compaola de Edificacoes
0 escriptorio desta
companhia ae lia -se ins-
talado na piara da!
Concordia n. 9, con-'
servando-sc abertoj
das] 7 horas da manh
as 5 da tarde, em todos
os dias iitcis.
1 Incumbe-sejdc cons-
trucfdes c reeonstruc-
fcs.
Recbese informa-
?oes acerca de terrenos
na cidade e suburbios,
ca respeito dos quaes
queiram os respectivos
donos fazer negocio.
Xo mesmo escripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca dofaquary,proprie-
dade da mesma Com-
panhia.
Casa
Aluga-se o indsr superior da casa ns. 90 e 92
ra da Palma, tem bons commodos para tamilia;
tratar na ra Duque de Caxias n. 47.
O Sr. Francisco Alves da Costa, commandante
de um dos vapores desta companlr'a regado
vir ra de Mrquez de Olinda n. 50, afim de
concluir certo negocio que nao ignora.
Yende-se ou permuta-s
Quem tiver, na cidade do Recife, em
Pemambuco. sspecialmente no bairro da
Boa-Vista, um predio do valor do 10
12:000)31000, e qizer permtalo por ou-
trs, na povo.icao de Mfrng, da provincia
da Parahyba, tendo dito pradio 130 pal-
mos do frente e GO de fundo, com 10 por-
tas nr. frente, levantado todo elle de tijollcs,
e com um estabelecimento de compra de
algodlio e machina vapor para desearo-
cal-c, c prensa e machina de serra, tudo em
boiu estado ; dirjase ao abaixo assignado,
na referida povoajSo, at agosto prximo,
fim de faz?r negocio; sendo que de agos-
to cm diante s far negocio o mesmo
abiiixo assignado depois da saffra.
Fas-se o negocio por motivos particula-
res.
PovoacSo do Mulungu', 15 de abril de
1886.
AntonioBezerra PessSa e AUntquerque.
L. E. Rodrigues Vianna mudou seu escriptorio
de advogacia para o 1 andar da ra larga do Ro-
sario n. 10.
Alinelo
Engenbo
Trt spassa se o arrrndamenfo do engenho Santa
llosa, na da Luz, porto da esteco de
S. Lourenco, na via-ferrea do Limceiro, assim
como de Jjfboat&o, na via-ferrea de Caruar. O
terreno da para afrejar-se annualmente de dous
tres mil pS"s de assucar. Alem de muitas var-
zeas tem mata virgem pira abrir-?e novos parti-
dos, me a vapor, tendo urna machina nova, de
mnita forca, e moenias novas c grandes : quem
pretendel-u dinjn-M ao n.esmo engenho ou ra
do Imperador n. 79.
Engenho Goiabeira
Traspassa-se o arreudamento do engenbo cima,
distante da cidade de Jaboatao meia legea, ven-
dendo tambem a safra, boiada, alambique, carros
e mais utensilios ptrtencentes ao mesmo : a tra-
tar na ra nova de Sauta Rita n. 49, serrara
vapor.
Tem-se para alugar urna preta para ama de
leite : a tratar na ra dos Martyrios n. 148, es-
piado andar
AO
o ao murcio
O abaixo assignado declara que nunca pedio
a ninguem dinheiro emprestado, bem como nadi
deve nesta praca nem fra delta, e se abzuem se
ju'-Mr seu credor, a restmte-se cora os sev docu-
mentos, na ra do Mrquez do Herval n. 165, no
prszo de tres dias, que ser pago. Recife, 19 de
Abril de 8H.
Manoel Alies da Silva Maia.
Sitio
Alugtiel multo barato
Com casa para familia (na > arzea) e tem '.-
salas, 4 quartos e cosinha, militas fructeiras dan
do fructo, junto excellente bai bo do Capibaribe, n
perto do trem : a tratar na raa de Santa Therezr.
n. 38, e na Varzea cora o Sr. Estevao Jos Si
m5es, eoafronte o dito sitio.
f0www9wi***i**0^*wm
SABONETEdeALCATRAO
*MA A TOlLaXTB, Oa BANBOB CUIDADO A DAB ClUANCAi
Bate BABOXBTB, veraadeiro antisptica, 6 o mal efflcaz para a cora da todas as
MOLESTIAS DA PELLF
SAPO CARBONISDETERGENS
Lavai votsas Crianzas com o SAPO < AKltOMS mcTKRtixa afim de proteyet-o* contra
o SARAMPO, a VARILA e av PEBRE ESCARLATINA
Estes SABOXICTE8 sao recommendados pelo Corpo medico lntclro porque prevlnom as
MOLESTIAS EPIDMICAS e CONTAGIOSAS e te adaptao a qualquer clim*.
MA&CA DE FABRICA ICS 1N VGLUKROS K NOS PaES
r>ax>oslto ral: "W. "V. WRIGHT SZJ Em. Pemambuco : Fran'"M. da. SIT_."V^. Sa C'.
lSsasa.....i#a><^M^t^MMt<^|^^^<
la Pemambuco:
MMiSiluiP*
Este MEDICAMENTO de um gusto agradavel. adoptado com grande xito ha
mais de 20 anso pelos melhores Mdicos de Parlz, cura os l)e[tuxot. Gripe, Tone,
-Cores de Garganta, Catarro vuimonar. tnrUtalM te netto, das Viat urina>-j e da Bexiaa.
XAROPEd ruinvillier
q Laureado pela Academia de Medicina a.O
0lil -^Tr- r^ Caa//ie/ro da tegio de Honra rf-tJ^ ^
S:PHATOd.CAL Gr-SZ^J^^
O Phosphato de oal c a substancia mineral mais abundante do organismo e toda vea que *ua
cruantldnae normal dlmlnue resulta umaaffecco orgnica grave.
Mais de cinco tnil curas, a mor parte justilicada pelos Prufessores e Mdicos dai Faculda'ios
forao obtldas i itlmamente c flztrao com que > Xarope ilo D' Be.invlllinr fosse ciassiflcado
como o especifico mais seguro contra a Tsica pulmonar, Sroncblte chronlca. Anemia,
Sacbltlsmo, Debilldade do Organismo, u Xarojie do M>' Hetnvillier administrado
diariamente as cMancas facilita a dentic&o e o crescim-'Uto :as mies e amas do leite torna o
lelte mellior; lmpede a carie e queda dos denles tao frequentea depois da prenne*.
Deposito: Pharmsoia VISrMQOE, 8, Plaoe de le Magdeleine, VAItZX.
Em Pemambuco: FRAN" M. da SILVA Se O', e nu principan Pharmeciaz e Oroflr/a.
nnini

IIIIIIIIB.il
h
Cura rpida e certa pelo
ARSENIATOdeOURO DYNAMISADO
dO ITOUtOr A.DIDISOIV
ia Chlorose, Anemia, todss u Holebtias do Systema norroeo, mesmo as
mais rebeldes, Molestias chronicas dos PulmSes, etc., eto.
A* mslore UlastrsoooB medicas tem attestado o poder curaro deste medlcameolo e deolsram-u'o
o primeiro e o mais enrgico dos reconstituintes.
O FRASCO : O FRANCOS (E&s franja) /J
Todo fratu que nao trouxer a Marca de Fabrica registrada e a aulttttura^zx%',Kleo Ftbrictnt
deve oer rigorosamente reousado. ^^t-^ deste
PAKIS, Pharmacia SSIOV, wmm ochechoaert. Je. ^S
Deposito em Pernambuvi : FRAN M. da SILVA & C3.
-jEtaaoKJtJs:

.i h b rnnrffi.

CA4J>^tf^t^SS''*W
I'SIPAAD" oim EIELtr0
CS2I. T'jA.'V, Perfenlista
W$n*fiit*eie*t**mt*t>i'*** BRONCHSTES, TOSSES, Catarros Pulmonares,
DEFLUXOS, Molestias do Peito, TSICA, Asmas
CURA HAPID* E CERTA PILAS

Gottas Livoniennes
Com CBSOSOTE de FAIA, ALCATRAO de XORUBQA e BALSAMO de tti?
yate preparado, iafilivel para curar radicalmente todas as Moisatiaa das Vas
respiratoria, recommendado pelas Notabilidades medical come o uuico efQcas-
unioo madic&vento que alm da nao fatigar o estomaga, o fortifica, reconstitu t desparta
o tppotit : duas gdttat pela manh e tarde bastam para triumphar dos casos mais rebeldes. %
DEV2-8B EXIGIR O BELLO DE GARANTA DO GOVERHO rPlAMCB
Dept&lo principal: TROUETTE-PERRET, 166, m Saint-Antoiae, PAPIS
Km J'rriinmimen : Francisco M. da SILVA & C'\ e lias pr.ncipaes Pharmaclaa.
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FEAN" M. da SILVA & C"
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Coat
AFFECOEr NaitVOSAS INSOMlfAt,
NEVRAt-GIAS, CNXAQU6C:. Ci; r'GESTAO,
EPILEPSIA, MYSI..: IA, ETC.
N. B, /\i I I r
ievTnacolht un. IraUr-
se durante umjtiez inteiro.
XARCPE DE FALIRES
Com CASCA de UltNJi'S MHGAS e
BROMURO de POTASSIO
iisoUuaeate piro e e gnieo approrado.
PARI3 (i, ATUTI TlCTURil, 6 PARS
K HAS PnlKCIPAEi PHAHUACIAS
PEdeBUCHU
CTONT^V TODAS AS
*
MOLESTIASd^VIAS UiUNARIAS
warscumesva
Catarro chronlco aa bsxiga,
ttNta-G do canal da urotra.
Molestias de orostata,
'.continencia da Urina,
Arela na urina, etc.
8WANN, Pharmaceutico-Chimico.
^"IS, II, i;ja ctiuo, 1t, PAR3
LINIMENTO SNEAU
Para os CAVALLOS
sappp.Essjo
do FCKSO'
a aa
OELA
do PELLO.
D PASHCA
SUBSTITU
o FOOG
en
tedas as sais
i Af rUCACOIS
A cura fai-se com a mi" em 8 minuto*,
sem dor e sem cortar, m,.; raspar o pello.
PhamvGNEA, J75,RaStHoaote.PARIS |
K CM TODAS PHBMCIll
iiauino Vicente Ferreira
arbosa
Angela Mara da Conceicao lUrbosa convida
aos parantes e amigos de seu laeeiio esposo,
para a missa do 1 auniversario, que manda cele-
brar na igreja do Terco, s 7 horas da icanbil, no
dia 26 do corrente ; e por este acto de caridade
agradece intimamente.
C'laudina cl> Minio*. Vietrat
O genro, filba, netos e netas mandam resar urna
missa na matriz da Boa Vista, tls 8 horas do dia
26 (segunda-feira) pelo anniveisario do faleci-
mento de sua sogra, mili e av, D. Claadina dos
Santos Vipas, e convidam os parent.es o amiges
para assistireo esse acto de caridade christil.
luii (I., le llarrus llallos
Mara Monteiro de Muttos, seu| filho c irmaos
agradecem todas as pessoas que se dignaram
acompauhar os restos mortaes de seu temprc lem-
brado esposo, pai e unhado, ao cetni crio publico,
e de novo convidam aos parantes o amigos de
fallecido para assistircm as missas quo maudam
resar segunda-feira 26 do correte, as igrejas
matrizes da Boa Vista e Cabo, e na capela do
engenho Amaragr, na Escoda, s 1 1/2 horas
da mauh;1, pelo quo se coafosstm eternamente
gratos.
Jos Caar ti* va<
CampO**
Almeida Duartc & C. con vi Jam aos parentes e
amigos do seu finado )einpregado e amigo, Jos
Cesar de Vasconcellos Campos, il as9istirm a
missa de stimo dia do seu passameiito, que se ha
de celebrar na matriz de Santo Antonio, no dia
26 do corrente, s 8 horas da m-mli.
Ensillo commercial
Diurno e nocturno
POR PEDRO MARA LIAUSU
KO COLLEOIO 11 DE AGOSTO E CASAS l'ARTICULAREi
Escripiira^* iiicrctin.ii
Curso essencialmentepratico de todas ns trnsat-
eles commerciaes e bancarias, interiores e exte-
riores, eonsignacoes, cambios, etc.
Arlthiuetica coiuoierelal
Applicada especialmente s operacoes commer-
ciaes e bancarias e curso completo de contas cor-
rentes com juros por conta o em participacoei,
em diversas moedas, adoptadas pelo alto commer-
cio e os bancos.
C ;illi<.r;ii>lii;i
Cursiva, bastarda, redonda, allemio, gothica.
Llngua franceza
Curso thaor icoe pratico cem todas as difficulda-
des da syntaxe em 90 licoea. Supplemento d
estudo sobre a syntajce, locuucs familiares, idie-
tismos em 30 lieoes.
Ao coDiDiercio em geral
Kncarrega se de escripias
atrazadas, eseripturaces de casas commerciaes
ede escripias de casas pequeas ; abertura e ve-
rificacGes de livros, balaucos inventarios, cor-
respondencia mercantil; trabalbos de contabili-
dado e de calligrapbia, etc.
para tratar, ra da (loria n. :r
AULA NOCTURNA
EM
X conferencia do Sagrado Coracao de
Jess da Sociedade de S. Vicente de Paula
desta cidade, deliberou em sua sesaSo da
21 do corrente, crear urna aula nocturna,
do sexo masculino, para aquelles meninos
o adultos que nao podem t'requentar a
aula diurna. O curso gratuito e ser
aberto no dia 1." de Maio.________________
Marn da Conceicao Caaleante
I.< i iia de' Almeida
Dr. Francisco de Paula Rodrigues de Almeida,
sua mulher e filhos, e sua sogra D. Luiza Fran-
cisca de Paula Cavalcaute de Albuquerque La-
cerda, agradecem s pessoas que se dignaram
acompanhar os restos mortaes de sua presadissi-
ma filha, iran e neta, e veem novameute convi-
dal-as, assim como .03 ma3 parentcs e amigos
para assistirem as missa*, que por sua alma, man-
dara resar na segund.i-fuira 26 do correte, na
matriz da Boa- Irista, s H horas da manila.
Kdaardo ririniuo da :I.i
Mathilde Florencio da Silva, Eduardo Finnino
da Silva Filho, Manoel Gregorio da Silva, Salvio
Severo da Silva, Eut iJii i (i. Torres da Silva c
Edberta O. da Silva, mulher, filhos e ora do fal-
lecido Eduardo Firmino da Silva, c.i vidam aos
parentes e amigos para assistirem os missas do
7" dia que teruo lugar na igreja do Carmo, pelas
8 horas do du 26 de corrente, pelo que desde j
se confesam agradecidos.
I-iii/ Clcnientino Carneiro de
l-Ti-a
Guilheimina da Conceicao Btrros Carneiro, o
Dr. Manoel Ctementino de Barros Carneiro, Mara
do Carmo de Barros Carneiro, Jes Francisco Car-
neiro e seus parentes, convidam aos seus amigos
e aos de seu fallecido espeso, pai e irmo, 1 iz
Clorr.entiuo Carneiro de Lvra, para assistirem
missas do trigsimo dia do seu ftki.Jiiralo, qe
tero lugar no convento fr* OsJms tt IkMK, *a I
trrH z
Eduardo e latios
Minerino Ferraz CasteHo Branco, tendo de
' mandar celebrar urna missa pelo eterno ropouso
do seu presado amigo E iuardo de Mattos, ao dia
segunda-feira 26 do corrento, na matriz do Ga-
mellrira, convida a todos os seus prrentus e am"-
gos para assistirem a este acto religioso, o desde
j se conlessa asss agralecido.
Just'iili.i Mona -uiicalve*
Sinies
Manoel Caetauo Sorianj Simoes, Jo3epha Jus-
tina do Jess Goncalves, Maaoel Antonio Goncal-
| ves, Mana do Car jio Goncalves de Oiiveira e Jlo
Ililarino Gcncilve?, agradecem do intimo d'ulma
aos parcitcs o amigos que se dignaram acompa-
nhar ultima morada os restos mortaes de sua
' mui presada consorte, iha e irm, Joscpha Mana
Goncalves Simoes ; o de novo ron vi Jam aos pa-
rentes e amigos para assistirem as missas de sti-
mo da que mandato celebrar ua mut'iz da Boa-
Vista, na terg*-feira 27 do corrente, s 7 1/2 ho-
ras damaahS, pelo que se confessam cternamen-
te gratog.
iiiiu JnMiiiiaiK l*ercira da
Uva
Joaq' im MoJesto da bilva, Anna de Vas 'on-
cellos Silva c Jos Pe eir da Silva, convidam a03
seus pa:entes e amigos assistircm as missa
que maidam celebrar por alma de seu presadissi-
mo irmSo, JoaoJustiniano Pereira da Silva, tres
mezes de seu falleciiuento, as quaes ferio lugar
na matriz de Sai.to Antonio, s 8 horas da manha
do dia 27 do corrente, e do iniimo d'alma agrade-
cem a todos aquelles que comparccercm a este
acto de religiSo e caridade. ________________
horas da maulla de terca-fieil
do fis>^nt.
Arrcnda-se
Precisare arrendar um sitio perto desta cidade,
que tenha proporco's para ter vaccas de leite :
quem tiver nestas condicwes deixe carta nesta ty-
afrt^iliia com as iuiciats J. P.
Agencia
Prrcisa-sc de amas de leite c cosiuheiras, e de
um menino : no pateo de S. Pedro n. 1, loja da
al&iate.
Capito Jone FranelMCO tte AalBes
Joanna Maria dos Santos agradece o intimo
de sua alma a todos os parentes o amigos que
acompanharam at a ultima morada os restos mor-
taes de seu presadissimo maride, Josj Bbabovsc
de Salles, e de novo pede para rsesi#sn as mis-
sas de stimo dia, que por sua >jBsi se hSo de
resar terca-feira 27 do corrente, pelas 8 horas, na
igreja do Divino Espirito Sinto, mtccl pando des-
deja seus sinceros ag-adeeimentos.____________
< assianti i.ni/ de Franca
Antonia Lenidas de Franca, sua mi e irmaos,
Firmino Mariano da Silva Ketto e sua familia,
agradecem a todas as pessoas quo se dignaram
acompanhar os restos mortaes de seu presado ma-
rido, genro, irmo c cuuhado, Cassiano Luiz de
Franca, sua eterna morada no cemiterio de Pal-
mares ; e de novo convidam a todos os seus pa-
rentes e amigos para a--sts:rcm as missas de sti-
mo dia, que maudam celebrar na greja matriz
desta ciJade, na segunda-feira 26 do crrente, e
7 horas da manh ; c desde j muito agradecem a
todas as pessoas que se Jignarem comparecer.
Criada
Precisa-se de rraa criida que compre e cosiohe
para casa de pouca familia ; na ra do Barao da
Victoria n 15. m
Ama
Precisa-se de urna para cozinhar e engommar
para dous rapazes solteiros : na ra da Impera-
triz n. 6j' i taverna).
Enstominadeira
Prcisa-se de urna e igommadeira : ra Duque
de Caxias n. 86.
Venda
Vende-se a venda ra de Lomas Valentinas,
antiga Aguas Verdes n. 17, com muitos commodos
para quulquer pessoa ; s se vende por doenQa.
Atteneao
Engenho
Arrenda-se o engenho Estivas, sito na comarca
d) Cabo ; a tra'ar no escriptorio de Sebastio de
Barros Barreto, ra do Commercio n. 15.
Rsga se pessoa que achou um annelo, de
agarra ir.gleza, com um brilhante, e outro de pedra
verde, os quaes cahiram da mo de urna figura de
anjinho, da matriz da Boa-Vista, at a de S. Jos,
caso que as queira restituir, ser generosamente
recompensado, ra de Marcilio Dias u. 76.
Avisos diversos
Mauoel Soares Pinheiro, segu para Portugal
no paquete Kottateur, afiu: de tratar de sua sade,
c nao tendo tompo de despedir-se de todos os ami-
gos, aos quaes pede desetilpa, o faz por meio deste
e Ihcs otferece o seu pieatimo n'aquelle paiz.
UEGULAJV1EN FO
28EM DO BiRiO DA VIGTOKIi-28
PRESOS
Um almoco contendo tres pratos o sobremesa 1000
Um jantar constando de sopa, tres pratos e sobremesa 1>000
Lunch constando de um prato, queijo, doce, fruct^s e caf. $000
VINHOS Bordeaux, Figueira, garrafa jj800
e meia garrafa ?>00
ASSIGNATURAS
Por mez......... 40000
com vinho (urna garrafa por dia) Bordeaux ou Fi-
figueira. e 60j*00O
Pagamenl adantado por quinzena
A. G. Frattcis.


{
-nsfinTi
Mm


"
T
Diario de PcrnambucoDomingo 25 de Abril de 1886
VENDAS
LIOIDACO DE CHPEOS PARA
Vende se pelos seguate pre
eos de 154000 at 04000, a
na do Crespo 11. 19Madama
Mequellna. ___
Pinho /e riga
Vende-se em casa ae Matheus Austin & G, i
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
qualidade e diversas dimensoes.
Cabriolet
Vndese nm ero perfeito estado e por preco
r-ommodo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47.
Bilhar
Veude-se nm bilhar ein perfeito estado : a tra-
tar no armazem de movis ra do Imperador
numero 49.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escosses preferive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica'
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu loores armazens
saolhados.
J>ede ROY AL BLEND marca VIADO cujo ne-
me c emblema sao registrados para todo o Brasil
BBOWNS & C, agentes
64501
84001
3J00C
14600
1^000
Camisas nacionaes
a ?soo. ajtooo < a 500
32= Loja a ra da Imperatriz *= 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p-inhos de linho como de algodao, pelos
baratos precos de 24500, 34 e 44, sendo tazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada por
um bem artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vontade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3.', de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
39 Ra da Imperatriz = 3*
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
eitavel publico um variado sortimento de fazen-
as de todas as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de rcupas para honiens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mea-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brm de Angola, de muleskim e
de brm pardo a 24, 24600 e
Oeroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e
ColletmhoB de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de leos d*
linho e de algodao, meias croas e collarinhes, etc
lato na loja Oa :ua da Imperatriz n. 3*
Riscados largos
a 900 rst. o co vado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem st
riscadinhos preprios para roupas de meninos t
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
endo quasi largura de chita francesa, e ssiir
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja de Pereira da Silva.
Fnstei, etlneaa e izinhan m SO
rm, o ovado
Na loja da rna da Imperatriz n. 32, vende-
um grande sortimento de fustoes brancos a 60t
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-cores
fi-zenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas bj
cores, a 500 rs. i covado, pechincha : na loj*
do Pereira da Silva.
Merinos preto* a lf ""' r O.na
Vende-se merinos pretos de duas larguras pan
vestidos c roupas para meninos a 14200 e 1460C
o covado, e superior setim preto para enfeites
14500, af sim como chitas pretas, tanto lisas come
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs.; na nov*
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz no-
mero 32.
iKodoxiniio francs para lencae
900 m.. I* e ilsoo
Na loja da rna da Imperatriz n. 82, vende-w
superiores algodaozinhos fraiicezes com 8, 9 e 1C
palmos de largura, proprios para lences de un
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 14000 c
metro, e dito trancado paa toalhas a 14280, as
sim como superior bramante de quatro largura;
para lencoes, a 14500 o metro, barato ; na lojt
do Pereira da Silva.
Iloiipa para meninos
A l*>. iSOO e 6*
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, s*
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
uha curta, feitos de brim pardo, a 44000, ditot
de molesquim a 44500 e ditos de gorgor-Jo pretc.
emitando casemira, a 64, sao muito baratos ; n*
oja do Pereira da Silva.
Brim pardo liso de 300, 480 e 50U re. o covado.
Toalhas relpudas a 44 e 6f a duzia.
Ditas alcocboadas de 204 por 124 a duzia.
Oo bertas forradas a 24800 urna.
Lencos de bramante 14800.
Camisas para senhora a 2450C urna.
Casacos de laia bordados, modernos, 134-
Damasco de algodao de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 304000 a dusia.
Madapolao casca de ovo e pelle de ovo a 64500.
Enxevaea para baptisado, novi dade, 9g.
Times para menino, bordados, 4.
Chapeos de sol de seda para senhora, de 164
per 84000.
Meias para homem e senhora, de 34, 44, 54 e
64000.
Redes hamburguesas, 101.
Colchas a 14800, 54, 64 e 74.
Verbutinas de todas as cores a 14 o corado.
Cortes de casineta 14, e lf 800.
Ditos de casemira a 3 4, 5, 6 e 74.
Lencos abainhadoe com barra a 14200-
Camisas de mei a 800. lt, 14500 e 24
Casemira de cores de duas larguras a 24-
Cortes de caiemira para vestido de senhora, de
404 por 204. baratissimo.
Zafiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para forro a lf 200a peca .
Cabriolet
Ve ide-se por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro-
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
cheira do Candido, ra da Roda.
Eiigenho Recanto
Vndese ou arrenda-se o engenho Recanto, si-
tuado no termo de Seriahlem, moente correte
d agua, com boas trras, etc. a tratar com Ma-
noel Ferreira Bartholo, a ra do Bom Jasus 4.
Mobilias de junco
Vende-se mobilias de junco de encost com pa-
lha e sem palha, mais barato do que em ontra
qualque r parte, assim como mesa elstica de 3 e 4
taboas, guarda-vestido e guarda-loufa, e outras
pecas avulsas: na ra eatreita do Rosario a 23
Fructas maduras
Vende-se diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, sapotas, e outras muitas : ae
largo de S. Pedro n. 4.
a*Ra da Imperatriz -3
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai
zo mencionadas, que sao bar '.issimas.
Palitots pretos de gargoi aiagonaes e
acolchoados, sendo tazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada
itos de casemira de cores, sendo muito
74000
104000
1240%
124CKK
54501
O 48 da ra Duque de Caxias est vend-ido
fazendas por menos 25 "/o de seu valor.
Ver para acreditar
Setins macaos de 14400 por 800 ris o covado
Merinos pretos de 14, 1420O, 14400, 14'' 0
14800 e 24 o covado.
Setmeta preta a 500 e 600 ris o covade.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fustoes brancos e de co es a 400 e 500 ri. >
covado.
Sedas de listras de cores de 24 por 14 o o
vado.
Merino de bolinhaa a 900 rs. o covado.
Mariposas fioas de cores a 240 rs. o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Linhos escossezes de todas as cores a 240 ris
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. o covado.
Manteletas de seda de 164 por 74.
Fichus a 2|, 44 e 64-
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro larguras a 14200 a vara.
Atoalhado de linho bordado a 24 a vara.
Collarinhos e punhos para senhora, modernos, a
24000. j
DAS
AlAGOAS
CORRE NO DA 27 DE ABRIL
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os nlhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca d
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia27 de Abril de 1886, sem falta.
I CT 1 f*l E?D k\ 1 Rf! Ia
Ll ST A lll :;K AL N B.0 premio prescrever 01 L
a ^r m^ mm m u um armo depois da oxtraejao.
DOS PREMIOS DA PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 1679 EM BENEFICIO DA MATRIZ DE QUDPAPA" EXTRAHLDA EM 22 DE ABRIL DE 1886.
NS. PREMS. NS. PREMS. 18. PREMS. 1 NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS.! NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. 1 NS. PREMS. NS. PREM. NS. PREMS.
1 45 299 4$ 549 4* 768 45 978 45 1245 4 1437 45 1681 45 1859 45 2140 45 2370 45 2617 45 2830 45 3062 45 3303 45* 3493 45 3723 45
9 301 mm 51 71 _ 93 55 50 85 69 42 72 22 35 3100 11 -! 94 28 _
20 __ 7 85 53 75 96 57 72 89 74 43 80 26 - 38 2 13 r- 95 37
35 mmmm 11 4 60 80 98 _ 63 78 91 88 44 83 2B 45 7 20 3501 *~ 43
48 ^mm 15 66 81 1000 65 85 92 90 47 84 29 53 I 10 24 m- 4 _ 49
50 15 17 _ 68 82 2 66 86 1700 93 51 93 37 - 55 45 14 27 9 __ 52
54 u 20 71 87 __ 4 67 . 91 1 98 85 53 94 42 59 17 28 13 a* 53
56 __ 32 72 88 9t5 10 75 85 95 2 99 45 72 96 15 45 61 18 34 14 58
59 , 35 73 805 45 17 78 45 1501 8 1904 ' 76 2i01 U 47 67 19 35 85 18 _ 61 _
61 38 mm 80 14 22 80 8 15 13 77 4 50 68 . 20 38 45 21 72
67 40 84 15 26 84 15 17 16 78 6 52 81 35 40 27 _^ 75 mmmm
77 mm 41 _ 96 22 _ 32 86 18 18 17 80 8 61 - 91 36 42 32 85 88
83 45 --- 99 23 ^. 34 _ 87 28 19 31 81 85 15 62 - 2900 37 49 - 45
87 58 8,5 600 27 __ 35 ^^^ 92 36 20 47 90 45 24 72 8 42 50 46 m 91
88 Gl H 1 29 _ 46 _ 95 43 22 50 91 26 76 10 61 85 67 53 _ a/A 3801
99 73 4 31 _. 49 ^^ 96 47 24 63 2201 27 ie 78 - 11 62 45 71 54 _ 4
102 79 f :ooo - 6 34 mmM S9 98 49 iO5 25 69 8 1005 37 45 84 - 13 70 81 - 57 _ H
3 _ 84 a 7 42 mm 63 1300 50 45 27 81 9 45 40 94 14 74 83 65 _ 19
9 94 11 _ 45 m? 66 10 52 28 90 V 47 ae 97 - 19 77 86 - 70 - 22
12 o 98 14 48 76 84 87 11 54 40 95 22 3*5 50 45 2701 20 82 89 74 27 _
19 99 16 49 1 14 4 :ooo5 59 46 97 23 45 55 2 - 25 3202 90 - 75 38 46
34 mm 404 18 51 24 45 62 48 2002 27 59 _ 10 29 10 93 78
40 _ 5 33 __ 54 ' 90 31 68 55 14 34 66 _ 12 30 14 94 85 82 --- 47
44 15 21 34 ^_ 58 85 1112 _ 35 70 57 27 39 " 85 19 32 18 95 45 83 --- 51
50 4* 22 36 - 3 45 31 37 72 60 28 44 ~ 89 26 15 43 20 96 88 55
56 23 43 _ 70 34 43 74 64 29 47 --- 99 _ 29 45 47 24 97 - 92 61
58 25 47 __ 75 85 44 45 76 69 31 50 ""- 2500 mm 32 - 48 29 99 93 - 64 _,
67 ^p, 27 48 _ 77 45 47 54 . 77 ie 73 37 85 55 m~ 3 __ 33 55 37 3405 8 96 - fifi
68 ^^ 30 49 83 51 56 ... 82 45 74 38 45 58 ~~T 8 _ 36 - 63 85 38 15 45 3607 - 82 mmMl
' 79 .^ 42 54 185 90 52 57 ^_ 89 76 42 65 " 9 __ 39 SO05 69 45 39 19 8 - 84 _
87 __ 43 65 U 96 60 60 __ 90 77 43 73 78 85 45 23 _ 42 S2 73 45 21 S 1 86 SM1
90 _ 48 68 i 904 61 .^_ 61 85 95 165 88 46 24 46 45 79 47 24 - 87 85
94 51 73 45 5 64 mm 64 85 99 45 93 55 86 29 52 - 81 . 49 28 22 _ 94 4
96 52 76 m^ 7 67 mm^ 65 45 1604 98 76 89 31 55 91 51 35 41 - 99
204 _ 71 86 _ 11 79 ^_ 68 6 99 83 ^_ 93 33 58 - 93 l5 53 38 47 - i 3902 _
6 79 93 mmi 12 81 t^m 69 _ 9 85 1802 85 ^_ 94 44 61 85 94 45 54 85 40 85 52 - 3 _
8 85 701 a^_ 13 . 83 __ 73 13 45 7 92 p^ 95 47 64 45 96 57 H 44 45 68 5 _
38 87 _ 9 _ 14 84 ^m 91 18 M, 10 2100 __ 2303 59 68 3000 61 50 75 8
39 90 _ 12 _ 16 87 am, 93 HIB 27 __ 12 1 8 63 69 - 1 74 53 ~ 77 14 _
43 8 97 _ 13 __ 20 SI 96 mm 99 ^m. 30 p^ 17 2 ^_ 18 1005 67 _ 70 2 -- 76 54 p- 78 - 30
44 45 506 _ 15 29 45 1200 1402 38 _ 18 ' 9 _ 21 45 68 S 74 * 6 86 15 60 - 80 - 45 -
49 15 13 _^ 17 32 1 7 47 21 11 22 83 . 45 87 - 25 87 45 61 85 - 48
54 45 20 ^^ 20 r, 2 --- 10 --- 48 _ 26 12 28 85 97 28 90 76 - 88 58
60 8.6 23 m^mt 22 - 10 _ 12 52 ^m 36 _ 15 38 _ 86 2808 32 91 80 - 93 - 59 i"
62 45 28. _ 39 49 23 mm 13 55 ^m 37 __ 23 53 93 14 35 92 83 3700 65
63 85 32 mmMm 46 --- 51 26 16 64 _ 38 25 54 2603 19 40 94 84 6 78
64 H 39 m 50 52 34 19 3*5 68 _ 43 27 85 55 7 22 - 41 97 86 895 7 82
69 43 .mm 67 15 53 35 20 45 72 _ 45 28 45 59 9 24 46 98 87 4 12 83
71 45 mmmm 58 45 57 41 mmm^. 32 74 _ 50 I 31 62 85 14 25 - 52 99 88 - 20 96 395
9 H6 46 8 62 64 _ 43 33 >* * 76 51 39 69 45 16 26 85 55 3300 90 21 99 *J


8


o mingo 25 de Abril de 1886
ASSEMBLEA GERAL

(tnillt Dt DKPITADOS
PRIMEIRA SESSAO PREPARATORIA
JSM 15 DE ABII* DE I8&6.
PRESIDENCIA DOSR. ANTONIO FOS HENRI-
QUES
SoiMABlO. Apresentago de ^diplomas
Obseruqc.Ms, dos Sr. Francisvo Bernar-
dino Rodrigues Silva, Leitao da Cunha e
pruidcuU Eli hq3o da mesa interina.
\ omuarao de commissao.
s II lioras da manba, presentes os
Srs. deputados eleitos o Sr. Antonio Jos
Henriques como o raais velho dos presentes
occupa a cadeira da presidencia na forma
do regiment e convida como os raais moc >s
para 1." secretario o Sr. Laito da Cunha,
2,* o Sr. Rojr e Silva, 3. o Sr. Jaguaribe
Fillio e 4. o Sr. Jos Paranagu, 03 quaes
occupam na mesa os respectivos lugares.
Abre-se a'sesso.
O Sr. 1. secretario-declara que se achara
sobre a mesa os diplomat dos Srs. depu-
tados eleitos os qaaes sao polo mesrao Sr.
secretario relacionados pela forma seguin-
te:
Amazonas. 1. distrito, Dr. Passos
Miranda ; 2. Dr. Jos Paranagu.
Para. 5., Dr. Jase M. Lelo da Cu-
nha %
Maranhao. 2., Conselheiro A. de Al-
meida liveira.
Piauhy. '.', Dr. Codito Rodrigues ;
2. Dr. Simplicio Coolho Rezende, 3. con-
selheiro Franklin Doria.
Cear. I Dr. Manocl A. Portugal :
3. bario do Caninif 7." Dr. Jaguaribe
Filho ; s- Dr. Alvaro Caramba.
Rio Grande do Norl .1." Dr. Tar-
quinio Amarantho ; J. Padre Joiio Manoel
de Carvalho.
Parahvba. 2.c, Gonsdhoiro Antonio
Jos Henriques ; 5.* Dr. Jos Soriano de
Souza; 4.' Dr. Elias do Albuquorque.
Pernambueo. 3., Dr. A. F. Corren
de Araujo ; 4." Dr. JoSo Jos Ferraira de
Aguiar ; 5." Dr. Poir i BeltrSo; 9. Dr.
Galvo lcoforado ; 10, Br. F. A. de Rosa
e Silva; 12, Dr. A. Goncalves Ferreira;
13, Dr. A. Siqueira Cavalc&nte.
Alagoas. i., Dr. Bernardo Je Mea
doea; 3., Dr. F. Ildefonso Ribeiro de
Menezcs ; 4." conselheiro Lourengo de Al-
querque.
Sargipe. 2., Dr. Podro A. do Ovei-
ra Ribeiro.
Bahia. 2., Dr. J. E. Freir de Gar-
ramo; 3." conselheiro Prisco Par.iizo ; 4.
Dr. Pedro Aragao ; 5." Dr. Jos Bareelli
no de Souza; G. Dr. Americo de Souza
Gom-s; 7. Dr. J. F. de Araujo Pinbo ;
12, Dr J. J. Fernn les da Cunha; 13
Dr. Pedro Carneiro da Silva ; 14, barSo da
Villa da Barra.
Eipirito-Sa-nto.-- 1., Dr. J, M. Du-
que Estrada Cmara ; 2.' onaelheiro Cost
Pereira.
Rio ie Janeiro. 3 Dr. Bulhoes Car-
valho; 4., Dr. Carlos Castrioto; 5., con-
selheiro Francisco Belisario; 7. Dr. Al
berto Bezamat; 8." conselheiro Alfredo
Chaves ; 1!.' Dr. Anclrade Figueira ; 12.
Dr. Cunha Leitlo.
8. Paulo. 1. cousdbeiro Antonio Pra
do; 2.n Dr. Almeida Nogueira; 3 Dr.
Rodrigues Alvo;-4. Dr. Rodrigo Silva;
r conselheiro Duarte de Azrelo ; 6.
Dr. Wallace Goekrano; 8." Visconde do
Pinhal.
Sallta Catbaripa. 2." conselheiro Pinto
Lima.
Minas. 2." conselheiro Candido de Oli
reir; 4.' Dr. Sebastiao Marcarenhas ;
5." Dr. Pacifico Mascarenhas; 8. Dr. Co-
sario Alviiu ; 0. barao da Leopoldina; 10
Dr. Joao Penido ; II, Dr. Tlbristiano Ri
beiro da Luz ; 11, comroen '.ador Manoel
Jos Soarcs ; 15 Dr. Joao Cactano de S >u
za; 19, Dr. Carlos P-.isoto; 20, Dr.
Affonso Celso Filho.
O Sr. Francisco Bernardina Rodrigues
Silva reclama cintra a inclusao naquella
lista do Sr Joao Nogueira Penido, que
rOLHETIM
ANGELA
POR
!V:n 93 a3-'TSPI5
(Continuar: o do n. 93 )
. XVI
A Sra. Fontana acabava apenas esta
phrase, quando a porta do gabinete se
abri repentinamente.
App..reeru Leao.
Veudo-o de improviso, Emma Rosa es-
tremeecu e tornou-se verinelha como cereja
madura.
O mojo, pelo contrario, empallideceu
visivelmente
A commogao violenta fizera-lhe affluir
todo o sangae das veas ao coragao.
Sr. E iio, exclamen a pensionista,
baixando instinctivaraente os olhos para
oecultar a chaunca que sentia brilhar lhe
ras pupilas.
iVuho grande satisfagan em a ver,
minlia senh ira. -sse Lao cora voz mal
segura. J tinba liio noCcias snas, e boas
noticias. Miaba tia, a quem fsllet da Ae-
ra ainda ha pouco, que ni'as deu.
Emma Rosa balbucan algumas palavras
indistinetas, pelas quaes, sim a menor du-
vida, se dechrava agradecida aquella de-
tica ieza.
A Sra. Fontana, cora os olhos fixos na
sua diacinnla favorita, notava-lhe a pertur-
bagao, o rubor e a agitagto.
A tia era dotada de extrema ddicadaza
e do uin senso raoial muito desenvolv lo.
Estimava muito o sobrinho e amava ter-
namente Emma Rosa, mas por nada Beata
mundo ella prestara auxilio a urna inclina-
cao, se.n ter obto o eousentimento de seu
irmiio e da Sra. Agela.
A attitude da moca foi para ella urna
completa revelagao.
Entregou o seu corceo ingenuo, per-
sou ella ; sem o saber ama L ;lo.
E repentinamente interrompeu aquella
entrevista,, que a sua consciencia nao lhe
permittia prolongar.
apenas tem um diploma igual ao que oi
remettido ao orador; nate caso, ou am-
bos ou nenfmm pode ser considerado como
incontestado.
O Sr. 1. secretario verifica que os di-
plomas apresentados por ambos os candi-
datos sao iguaes e assignados pelos mes-
mo8 membros. da mesa apuradora, sem
considerarera nenhum como, eleito depli-
tado.
O Sr. presidente declara, vista des a
eircumstancia, que'nenhum dos dous can-
didatos p le spr incluido Ta lista dos quo
podem votar, porque dnu-so verdadeira
duplieata de diploma. (Apniadoa.)
O Sr. o secretario delara que foram rece
bidas as seguintes contestic^os: do Dr.
Francisco Bernar lino Rodrigues Silva con-
tra a eleicilo do Dr. JoSo Penido ; do Dr
Marcnho Cesar da Silveira Garcez cont'a
a do Dr. Luiz Francisco Freir; do Dr. Jos
Angelo Marcio da Silva contra a do Dr.
Ribeiro de Menezes; do Dr. Alfredo Co-
rea' de Olivara contra a do Dr. A. de Si-
queira ; do Dr. Aristides Angosto JH '-tton
contratra a do cnnselh"iro Prisco Paraso ;
do Dr. Alvaro Caminha contra a do con-
selheiro Almeida Oliveira, e do Dr. Jero-
nytn* II. Nogueira Penido contra a do
consellieiro Afonsev Penna.
Pro rdese a eleico da mesa interina:
Pan presidente recebem-se 44 cdulas,
obten do o Sr. eonsellifiro Antonio Jo
Henriques 33 votos, o Sr. Andrade Fjfuei-
ra 1, era brinco 10.
0 Sr. presidente ngradeee a seu-s coln
gas a diftin-cito cora que ncabam de hon
ralo, elegendo-o presi lente interino: ea-
forcar-se ha por corresponder a confianza
que a cmara so digtoa dispensar-lhe, o
pede para o bem desempenho della o au-
xili-i valioso das luzes de seus distinctos col-
legas.
1 vee-presidenfe 41 cdulas O Sr. Alt-
drade Figieira, 32 votos.; embranco. 9.
2. viee-presfdenia 30 cdulas O
Sr. Gomes de Castro, 26 votos; era bran-
co 4.
3. vce presidenta 31 cdulas Os
Srs. barao da Villa da Barra, 22 votos ;
barao de Canin l, 5; em brancp 4.
Ij secretario 31 cdulas- Os Srs.
Leitao da .'ualia, 26 votos; J.iguariLe, 4-
em branco 4.
2. secretario30 cedujas Os Srs.
Rosa e Silva, 26 votos ; Correa de Arauje
1 ; cu. branco 3.
3.1- e 4." secretarios 30 cdulas Os
Srs. Jaguaribe Filho o Christiano Lu,
26 votos, cm branco 4.
Em seguid nomeou o Sr- presidente
para a com issao de neo membros que
tem de dar parece sobro oa diplomas
apresentados os Srs. Andrade Figueira,
Pinto Lima, Costa Pereira, Correa de
Araujo e Lourenco de Albuquerque, c con-
vida os Srs. deputados a reunirem-se ama-
nhS s 11 horas.
L9vanta-3e a sealo a 1 hora e meip.
Aeha-se sobre a me. nopse dos traba hos da Cmara dos Srs.
diputados, na sesaSo do anno de 188,
apreseutado pelo Sr. conselheiro Jo3o Do
dsworth, director da secretaria, contengo :
treealhos das Cmara dos Deputados cin
18S5, proje .-tos de lei, rcsolucoes e propo.j-
tas do governo, projectos e res'du^os ce
anoos anteriores qu? tiveram andamen.o
) em 188.", iadicacSas, intcrpellagSes e rc-
querimentos adiados, ou aFectos s com-
misso^s, pareceres >prt > -ntidos a dicidi-
dos na sessSo extraordinaria e na Ia Ma-
sa na 19a legislatura, ofii.-ios e propostas
do governo, requeriraentos, repres mtacoes
pendartes das respectivas coramissoVs, in-
formayoes requisitadas pela Cmara e rc-
.mettidas pelo governo a requerimento dos
Sr. deputados, o em annexos. Orcamen-
to o, prorogativas para o exercicio de 1885
1886, andamento e discussao. Elemento
servil, projectos otferecidos Cmara dos
Deputados e ao Senado, de 1871 a 1835.
Fallas do Throno, raensagens, organisacots
ministeriaos, pr-'sident' s de provincia, cor
respondencia do Io secretario com diversos
ptizes estrangeiros pflra*troca do Annaes,
comm3s3es da Cmara dos Deputados,
deputados nomeados ministros de estado,
doputados fallecidos, dia em que foi sus-
pensa a sessSo'o os motivos, dias de ses-
soes, expediente da Cmara dos Depu a-
dos e respectiva secretaria., publc-ago dos
debates, uomeacao dos redactores, contra-
to para stenographia. -Sessoes secretas.
Decisi da Cmara dos-D-'putados na va-
rifioaole de poderes do 1885, deputados
da 18" e 19* legislatura, numero de votos
e procedencia poltica.
TAftlEPADEk
Attribue se este phenomeno a urna ac-
cumulago de gaz proveniente jde carnadas
de oarvSo que jazem no leito"do rio.
Ura facto analog) foi constatado
1829 era Holmes.
em
O casamento do Imperador da
China
Est em alveruco o Celeste I nperio. O
sou imperador, Kwangeu, fez 16 annos e
pede que Ihu escolbara esposa, com o fim
de poder gQ/rerdar directamente os seus
Estados.
A empreza longa o dH di e decorre-
rao alguns mezes antes que so annunce
ao mundo que j foi encontrada a dama,
virtuosa o modesta que ha de govenar a
casa imperial.
Apezar dos edictos impe-iaes annuneia-
rSo sempre que o casamento de a or, o
que ceno qu- o imperador pouco B-
tervio na eseolha de sua primeir.i esposa,
o tem que aceitar a que Iho impoem os pa-
ri-ntes, ou a corte ou o ministro -raais in-
fluente.
A asposa do Kwangeu ser esoolhida
pela npperatriz regent-, mae do seu pro-
decessor Tuugche ; pelo principe Chun,
pai do imperador; e pelo tio, o principe
Chin, quo conquistou o ascendente que al
ha pouco exercia o principe Kung. A noi-
v.. tem que ser raanch c pe.-tencer fa-
milia imperial, que immensa.
Cora o tira do impedir que a familia im-
perial, que de raga mancha, so- torne por
allianca demasiado chineza, os manchfta
est.ibelecerain ama 1 pela qual todas as
tilhas dos funeclonarios o da aristocracia
mancha fieara desde a idado de 12 annos
disposicao e a servico do imperador.
(uado, ha 13 annos, se celebrou o ca-
samento do ultimo imperador, todos os-.i-
ropeus foram expulsos de, Pekn, o as le-
g-tyues esiraogeiras recf oerara aviso para
que nenhum dos seus empegados sahisse
ra no dia da b<"> la imperial. Naqu'lle
dia o imperador e a jovei esposa percor-
rcrara as ras da capital, asclamados pela
multidao e pro ligalisan lo todo-, o genero
de graOM e daJivas. N2o houve subdito
quo permanecesse em casa naquellc dia, u
o enthusiasmo das massas chegon ao de-
lirio.
Nao se sabe se n dia do casamento de
Kwangeu se toraarao iguats precauyos
contra os europeus.
Desde que Kw.rageu foi proclamado im-
perador, a Gazda de Pekn tora publica
do de vez cm quando algumas noticias so-
bre a pessoa e o carcter do imperador.
11-juve o mximo cuidado na esculla dos
mestres, e cm terspo opportuno foi Hornea-
do um rapaz encarregado de receber os
castigos impostos aojovn inpej-ador. Mas
estes nao deviara ter sido grandes, porque
a Gdzeta dissa niio ha muito quo o impe-
rador tem nanita imaginaco e faz grandes
progressos nos seus estudos.'
Um rio em fogo
O ClyJe, um dos ros da Escossia, offo
receu um destes dias o espectculo ex
traordinario d um ro em fogo. Notava-se,
hava semanas, na superficie das aguas,
vapores luminosos, a qu; pouca gente
prestou atteucao; ltimamente, porem, um
pescador das oiroumviziancas do Gla gow,
depois de ter accendido o cachimbo, ancou
agua o phosphoro ainda a ardor ; no mes-
rao instante brotarara di rio chammas que
duranto algn, segundos projectaram ao
longo ura intensisimo c-larao.
provisa e desappareoe n'un inomeuto.
A arvore nos churos coa-tm um grande
numero de vasos terrosos, cheios da agua
recolhida uos dias de chava. Gracas a
estas a nphoras vegetaos conserva a arvo-
re urna grande frescura, regando a s raes-
raa.
Os niuzesis eoium^rciacs
A Allemanha vai de dia a da alargan-
do a creacSo destes era todos os princi-
paes centro de consumo, tomando por
ex"mplo o typo do rauzcu de Francfort.
Estes mazeos s.to coustituidos por urna
collecjao, to completa, qoanto possivel,
d'e amostras de todos os gneros do artigos
de importajao e exporta^ao, proprias para
alimentar o commcrcio especial da um
paiz, de urna provincia ou do urna cidade
Esta oxposicio acompanbada de todos
os eaclarecimentos possivers sobro os di- a qU4ji mulhar divina.
ritos da allandega, custo dos transportes,
por ama forma clara ao alcance de todas
as intelligencias.
Cada artigo tm no catalogo a sua des-
cripgao, cornprehendendo o preco da ven-
la, o de pr<)lucc3o, a quantidado do con-
sumo em differentes pontos, a indicara o
do lugar de produceab e as cundigS-'S de
embarque.
Por cxemplo :"o muzeu da Francfort re-
cebe de Bucharest um par de thesouras
coro as indicaajoes seguinte.s :
Lugar de origen SchefSeld.
Prego em Bucharest 1,50 fr.
Consumo annual 20,000 duzias.
Embalngem carto;s de 12 duzias.
Por Qsa forma, ao raesrao tempo que so
promove o consumo de todos os generes
expostos, facilitara-so as basos para urna
apreciacao exacta do moviraento commer-
V, querida menina, disse ella, l><-:.
jando a pensionista, volte para a sua cla&-
se, agora que j lhe disse tu lo qnanto ti-
nba de lhe dizer.
Agradecida, miaba senhora, pela no-
ticia que fez o obsequio de me dar, res-
ponden Emma Rosa.
Em seguida voltou se para Leao.
Os seu-* grandes olhos rixaran-se sobr>
es do moco por espigo de um dcimo di
seguudo !
Fez lhe em seguida urna bonita reveren-
cia de pensionista e sabio do gabinete.
Oh querida tia exelaraou o filho
do tabelliao de Oijon, tgarrando as mos
da Sra. Fontana, bem v que um anjo, o
a seiihora que eu doverci a minha feli i
dade, nao verdade II i d; persuadir ao
pap que o amor vale raais que o dnhei
ro.. cera vezs raais.
A prof>;8sora sabio, abanando a cabeca.
Paciencia, meu rapaz. Tu eonhceea
ura proverbio sabio entro outros, este :
Quera espera, sempre alcanga.
O trena, toramlo de maalia em Marselh.
por Angelo Proli, chegva a Djo.i uuk.
hora da noite, parece queja o disseraos.
Conforme o plano que ell) para si tinba
tracado, o italiano desoeu do trera e poz
se piocura do hotel raais prximo da es-
tacSo.
Um empegado do caminho do ferro, ao
qual sa dirigi para obter informacSaa^ la
uicou lhe o hotel de la C.o d'Ur, que, com
etfeito, so ..chava, quando muito, a cen
passos d'ahi.
Foi a esse hotel e pedio ura quarto.
Conduziram n'o para urna sala bastante
vasta, cujas janCllas se abriam pira a rui.
qaaai em frente da entrada da estaclo.
Era exactamente o quo elle desejava.
Proli mor ra de fo ne.
O 'Trdo, a seu pedido, serio-lhe, rae-
mo no quarto, um pedajo de carne i'ria.
pao e urna garrafa de vinho.
D-'pois du ter eeiado to suinmariaracn
te- tu-t.eu se na cama, nao tendo raais se
nao quo esperar a chegada a Dijon do an
tigo ar.nador Jaymo Beraisr.
A cousa mais importante para ell) era
saber s o pai de Cecilia nao teria modifi
cado em nada o seu itinerario.
Angelo Parol' prtio de Marselh n> dia
9 de D-zembro e tinha chegado a Dijon a
10, una hora da madruga la.
Segua lo as indicac5es de Jaymo Ber-
nier, indicacoes exactas e minuciosas, for-
neci las pela carta do armador a sua til ha.
carta ercontrada pelo itali no no passeio d i
ra das Damas, em Batignolles, o autor
dessa cart devia tonar en Marselha, no
dia 10, o trem das duas hora3 depois do
raeio-dia, e chegar a Dijon de noite, s tres
horas e trinla e nove minutos
Atim de refrescar bem a memoria a res-
peito Je taes horas de to gran le interesse
para elle, Proli consultou de novo a car-
ta, que elle guardava cuidadosamente na
algibeira do lado, do sobretudo.
Esta leitura provou-lhe que as suas Fe
cordaed 's estavam perfeitamento claras.
N .da de mais fcil do que sab :r se
elle sj conforma verdadeira unte com o
progrmala qaa tracou, disso elle comsigo.
a noite de 10 do Dezembro, at porto
de urna hora da madrugada, passou n'um
h it-d de Dijon a fumar e a Icr jornae3.
Voltou em seguida para o hotel da Cote
d'Or, mis no se deitou, e pouco depois
das tres horas, com a cara inettida u'um
immenso cache-nez, dirigio-se para a eata-
cio do caminho de ferro, atim de esperar o
trera das tres horas o trinta e nove minu-
tos.
O trem annunciou de longa a sua chega-
da, por silvos agudos repetidos e por ara
estron lo de trovo e depois p.rou na esta-
B&0.
O italiano, collocado u'um canto escuro,
tsperava a sahida dos viajantes.
A sua esperanca nao flhou.
Ao cabo do poueos instair.es, vio passar
Jaymo Bernier, trazando aos hombros uin
chale-manta eseossez e levando, na mito, a
mala da eouro, na qual, era Miraelha, o
itali mo ti uha visto tediar o saquinho que
continha urna parte da sua fortuna.
O 'x armador foi atracado por ura dos
eispregados dos botis que esperara os via-
jantes.
O orapregado offerc cu-lh? os seus ser-
vicos.
E' intil, respondeu o rejera-chega
do, conheco Dijon. Tenho por costuran
hospe l-r-me no hotel do Chapoau-Riuge e
ni o estou na dade do mudar os raeus h-
bitos, seja no que for.
Depois seguio o seu ca niaho cora passo
rpido, como hornera quo sabe para onde
Vai e que, d m lis a mais, o aperta o fri.
. Proli, quo 83 achava a quatro passos
listante dejle, tinha ouvido, sera perder
urna s palavra, aquelle curto dialogo.
-r- O hotel do Chapeau-Rouge, repetio
elle, j o vi nin la agora quaudo andava
passoando pela cidade... No longe da-
qui... Eu o esperarei.
Poste que muito convencida de quo Jay-
me Bernier niio mudara de iJa pelo ca
miuno, spguio-o de longo por descargo de
A arvore de chlires
E' dificil existir na natureza urna ar-
vore raais original do que o Boabad Dima,
eonh'.cida vulgarmente pelo nomo do :.rvo
re de chifres.
llavera ura armo, approxiraadamente,
que este raro vegital foi deseoberto pelos
exploradores da frica Central, no fundo
da Abyssinia.
O Boabad Dima raed o. 10 metros de al-
tuaa e 8 de eiroumferencia. A eortica do
tronco, muiio lisa e d'uraa cor acinzentada,
parece-se muito cora a pella do elefante.
Toda a arvore, vista urna certa distan-
cia, ofiereco umita seraelharica cora o enor-
me pchiderrae.
Os ramos sao curtos e grossos, cheios
de nos, torcidos e retorcidos como os chi-
fres desses extravagantes raonstros, que s
costumara apparecer em notes do pesa
deilos.
Estos ramos tura a partieulari lado de
nao possuir urna nica folha, o cssa arvore
descarnada, no meio do exhuberante ve-
getacao que-a rodoio, parece urna arvore
morta. E, no entant, est cheia de vida,
e. urna vida intima que circula por baixo
da eortica.
Caso estranho Um ou dou3 dias no |
anno o Boabad Dima cobre-so com urna
lig.ii a pellicula verde. As exticas cur-
vas da seus .'ames tomara aquella cor De
onde pdom surtir-so dolles, de preferen-'
aos que nos grandes bazares estrangeiros
Ih sao offerecidos.
Nao seria por domis que entre nos, on-
de pouco se trata do aco.npanhar o movi-
raento eommercial europeu, so fassetn or-
ganisando uns estabdecraentos deste ge-
nero, que tao bons resultados offerecem
para o pagamento.
Multas cidades, podiara fundar idnticos
rauseus onde concorreriain fcilmente oa nos-
sos fabricantes^ enviado amostras dos seus
productos, era quantidade suficiente para se-
rem apreciados, e cora esclarec me otos no-
cessarios para promoverera o consumo nos
respectivos distrietos.
Ligadas por vias ferream o navegacao, as
facilidades do envo de amostrase do forne-
cmento dos gneros escolhidos pelos visi-
tantes, dara garantas da uili lade destas
instituicSes, e ooncyreriam nao pouco
para quo ellas represeutassem no futuro
um elemento poderoso para o augmento do
nosso commorcio.
A minh'alma crao-ionada,
pois naseem urna* floiinhas mijfoscoDcaS;
, k ....... uiiutt ^iuu.iuuuu i.,
murcham dopressirdesprendera se dos ra- i ,, a> c i
, r r r, hyranos te olt rece, lonno^a !
mos. clorlrzctos. crranulos, tudo se ira-1 ,, ._. j. ,
eu tenlio a lyra o finad a
Stanzas
i Xinguera, se a vir, qu; niio peque,
Ningucra, se avir, quo nao sinta,
Por beijar-lbe a mito e o leque
1' na volupia faminta.
(JaSo Penha.)
Estou compondo um poema
que tu rao aspiraste; rbr !
eajgraphei (v lho thema)
Lydia. Urapoema do amor.
por tua voz dulcuro3a.
Quizer.i que Dous rae dsse
seu poder omnipotmto,
p ira quo f-diz pudesse
cel-brar-te eternamente.
Para qua^udesse um dia
ser o mais ditoso amante ;
que o teu nome a poesa
j pertenco rutilante...
Mirgarida Parker vejo
em ti. Victoria C'J"ona-
ainda assiin nao invejo,
uiaior belleza te abona.

Nem a Beatriz famosa,
era Laura, nem Catharina. .
^s mais que todas formosa,
Embora o mea estro pobre
v 8accumbir a teus ps,
da penumbra que me aa sobre
hei do cantor te qual s.
- Era cada estrophe a minh'alma,
n'um verso o raeu coracao ;
como a onda nao se acalma,
c nao se abala o volcao ;
ou feliz ou desgracio,
ou de ti perto ou distante,
nunca terei olvidado
o teu olhar scintiiUnte.
trario, que ac .bava de sahir da estagao,
ia ainda muito de vagar. O maohinista vio
logo o perigo o tentou fazer parar a loco-
motiva ; alguns pussageiros poderara at
saltar dos vagues, gracas ao vagar com
que ia o trem. Mas o trem do Mentn >vi,-
nha a todo o vapor sem dar por nada. Ex
tal a violencia com que se atirou sobre o
trem de Monto Cario qu- quatro vagos
foram hincados ao mar por cima do para-
peito, de urna altura de 20 metros, o se
despedacara-o. As duas locomotivas fica-
ram completamente estragadas urna contra
a ontra, o alguns vagues iizeram se em
mil pe-d 503. Os ltimos, que erara princi-
palmente vagues do priracira classe, recs-
berain um abalo terrivel ; alguns entre-
abrirara-se ; outros nata softreram, nem se
teve de lamentar nenhuma victima nestes
carros.
O trera que parta de Monte-Cario
preceda apenas de alguns minutos o ex-
presso de Pariz. E' uin trem muito carre-
jado era cortos dias, principalmint; s
quinta-feirat, em que torna a levar para
Mentn ;.s pessoas que foram assistir aos
concertos classkos do Casino. Felisracnte
achava-se elle por ser quarta feir.a de (un-
zas, menos eheio do que de cojtume. Tai-
vez os folguedos do carnaval tenhara con-
tribuido ura >ou o para a catastrophe,
pois quo provavel que 03 empregados es-
tivcssem causados do s; terera divertido.
Falla se de um erro na trans iripcao de ura
telegrarama am que se dista lancez train
(fug partir o trem), em vez de
train (retenha o trem). E' aeceRsario que
se s.iiloa que o trora tic Monto-Cario tinha
um atrazo de 9 minutos. Queixam-se al-
gumas pessoas da insulfi encia do pessoal
da estago de Monte-Cario, que nao tera
imraediato, nao obstante a grande abun-
. dancia de trens que alli se cruzam constaa-
I teincnte, oade o servigo de vigilancia ,
ao que dizem, muito mal f ito. Seja como
for, sem procurar , ponsabilidade do desastre, causou ella
grande tristeza neste paiz, tao alegro de
costurae. Foi mesmo s portas de Monta-
, Cario que elle se deu, e muitas pessoas fo-
ram testemunbas delle. O espectculo era
raedonho. Imaginen no centro uin inontao
informe de ferros quebrados, pulverisalos,
torc los, da rodas, cxos, taboas, aluicfa-
das, pedagos de fizendas, fragmentos de
cadveres'; alera, v goes dcspcdagado3 ; e
debaixo desta massa preta, gritos laceran-
tes, gemidos raedonhos O sol no seu
ocaso illuminava a scena com urna luz ver-
melha. A multidao acuda de Monte-Cario.
Pouco a pouco, retiravara se os raortos e
os feridos. Quasi to es perteaciam classe
do povo, pois que os vogocs lesos erara de
terceira c de segunda classe que vo logo
no principio do trem. Calcula sa o nuwero
de mortos de oito a dez c dos feridos de
vinte a trinta. Mas estes algarismos nao
se podem- ter por exactos, pois quo se
ignera quintos viajantes ara nos quatro
vagues quo foram arremegades- ao mar e
alli se Iizeram pedagos, e ainda quantas
victimas se podero achar debaixo dos es-
combros.
J. Dlarte Filho.
cial dos differentes artigos, e organisa-so
a instruego popular sobre estes pontos
que tanto interessara riqueza eommercial
do paiz.
Por esta forma a Allemanha vai espa-
lhando o conhecmento geral do3 seus pro-
ductos, porque, ao passo que, para o povo
daquelL paiz, estes mua'eus 6ao incentivo
sua vida activa, para a populagao flu-
ctuante das dfferentes cidades, elles r-
vem de guia na cultura dos gneros de
que teem que forneeer-se, ndijando-lhcs
11 iiwi ami
conscicncia e vio-o, cora efteto, tocar a
porta do hotel que tinha designado, porta
que so abri e se fechou logo atra delle.
A certeza material estava d'alli era dian-
te adquirida.
Faroli deu urna revirauolta e dirigi se
para o hotel do Cute d'Or.
.Algumas horas depois, quasi ao despon-
tar do dia, levautou-se, ves ios?, cabio e
f i installar-se cm um caf que se ocha era
frente do Chape.iii-Rouge.
D'alli, elle poda espiar os passos de
Jaymc Bernier.
Era cedo de mais para pensar em r.lmo-
gar.
O italiano, afin do disfargar o niio dar a
suspeitar que espiava alguem, pedio um
(opinho de agurdente e ao mesmo tempo
papel, tinta e enveloppes para fazer a sua
correspondencia.
Trouxeram-lhe tudo isso.
Julgamos sup.-rfluo dizer que elle tinha
tomado cuidado de installar-se en urna
mesa vizinha da porta envidragada do cafe.
Era assim que, emquauto garatujava
parases que nao tinliara o menor nexo, o
italiano nao perda de vista o portao do
Chapeau-lougo.
P.issarara-se duas horas dessa maneira.
De repente Proli agirrou nos papis
que acabava de sujar de tinta, metteu os
no bolso, atirou para cima da mesa urna
moeda do prata e sera esperar que o cra-
prega lo lhe dsse o troco, sahio do caf.
Assim que so vio na ra, deitou um olhar
investigador em volta do si.
J.ymo Bernier, com as duas ruaos ra tet-
ramente raet'.i las no bolso do sobretudo,
earainhava a vinte passos dalli e dirigia-se
paia o interior da cidude, sera se apressar
e como hornera que tera tempo para per-
der.
Proli fo; lhe na pist3, tendo o cuidado
de cleixar sua caga urna respeitavel dis-
tancia.
O ex-armadar seguio a Grande-Ra era
to la a sua extenso, atravessou a praga
d'Armase sem sequer olhar para o palacio
dos Duqu s de Borgonha, chegou praga
do Thea;ro o p .rou era frente de uraa ca-
sa de dous andares, de construcgSo an-
tiga.
Por craa dessa porta, na qual sa entra-
va por urna escada de tres degros, ha-
via dous escudos dourados.
No 'entro desses escudos lia-se a palavra
tabelliito.
Jayme B.roicr subi os tres degros,
b.t 11 na porta e entrn.
E' alli quo se devem tratar os nego-
Cafastrophc de caminho de
ferro
a Trabalhou-sa to:la a noite para el? -
embaragar a va; resta, porem, ainda ama
massa enorme do destr.'.gos quo nao tem
menos.de dez metros de altura. De todos
os lados chegam curiosos para contempla-
rcra o theatro do sinistro. Chegados, po-
rera, vista daquello cahos negro e tr-
gico d'oode niio parte mais um s grito e
apenas de tempo3 a tempos se retirara ca-
No dia 10 de Margo tarde, deu-se em | daveres, todos se reoolhem cheios de as-
Monte Cario urna grave desgraga, que sombro. A* niaguem p'rmittido approxi-
contada do seguinto modo por um corres- mar se, mas por toda o parte os taludes,
pondenia dalli para o Journal des Debats as rouralhas, as raesraas arvores, cstao co-
de Paris: bertas de espectadores. As criangas, as
A's 5 1[2 horas da tarde, o trem mx- mulheres trepara por onde podem para me-
to -ie Mentn encontrou so cora ura trera ahorrar. Todos olham sem proferir paiavra,
tambera mixto que partia de Monte-Cario, eo contraste desta multidao garrida, desta
r-sultaudo dahi n6a embate terrivel. O natureza festiva, cora o profundo silencio
trem de Mentn vinha com toda a veloci- do lgubre espectculo, de um effeito
dade ; o trem de Monte-Cario, pelo con-1 doloroso.
cios que o trazera a Dijon,pensou o italiano.
O hora do hornera parece-mo do urna es-
pantosa pontuahMado na exe-jugao do 3eu
programma. Basta rao seguil-o, passo a
passo para que tudo chegue hora mar-
cada.
E accresccnUu, passando a vista pelas
casas da praga :
Entretanto, eu quera almocar... Ah !
Aqui est o que eu quero.
E dirigi se para um estjibeleciment qu
tinha esta taboleta :
CAF RESTAURASTE DO THEATRO
Desso caf nada mais fcil do quo vi-
giar a casa do tabelliao. Ninguein poda
eutrar ou sahir sem ser visto.
Proli poz-so me3a, encommendouduas
co=t:lleta3 e urna omelletta e p;zse a co-
mer cora grande appetite.
Deixeicol o alraogar no caf-restaurante,
ondo iremos ter com elle daqui a pouco e
sigamos Jaymo Bernier.
A casa na qual acabava do entrar o ex-
arraador era ura desses velhos edificios,
que datava do raais do dous seculos, o co-
mo se encontrara em grande nuraeo na
capital do departamento da Cote d'Or-
O tab-lliao Benjamn L royer, a quera
ella pertenjia, depois de ter pertencido a
sou pai, a seu avo e a seu bisav, oceupa-
va-a na totalidade.
O cartoiio aehavasc no rez do chao.
No priraeiro andar o tabelliSo tinha os
seus quaivos.
No Begundo inorava L?ao Liroycr, filho
nico do tabelfiao, o um mogo escrevente,
prente atastado da familia.
Os dou3 criados, uraa coziuheira e ura
criado p laa todo o servigo, habitavam as
agu is furtadas.
Jjyme Bernier seguio um corredor, qu
cortava a easa ora duas partes iguae3, che-
gou a uraa porta, collocada no fundo desse
corredor, abrio-a e achou so no eartorio.
Era din eartorio serio, e singularmente
estimado o do Sr. Benjamn Leroyer.
TraUvam-e alli tantos' negocios, que
era necessano ura pessoal de quatro em-
prugados; o que na provincia niio cfsxava
de ser considcravel.
No momento em que entrn Jayraa Ber-
nier, o priraeiro escrevente, tendo ilhs pa
peis na raao, da p e ao lado do segundo
eserevcLt'i dava a este ultimo instruegoes,
relativas redaegao de um documento im-
portante, que era necessario minutar o
raais breve possivel, porque a notificagao
devia ser feita nesse mesmo dia.
Os outros dous escreventes pareciam ab-
sorvidos por arduo trabalho, mas, ni rea-
lidade, liara s oceultas, uil, ura jornal, o
outro, um romance.
Tres ou quatro clientes, assenta.'os em
bancos cobertos da urna fazenda cor de
eouro, esperavara, nao s^m achar o tempo
longo, que o tabelliao Ibes dsse audiencia
ou, quaud muito, Ibes fosse possvel enta-
bolar urna conversa seguida com o priraeiro
escrevente.
Este, ao ruido da porta fechada pi lo ex-
armador, nterrompeu as suas ixplieagues,
levautou c.ib^ga, voltou-so para o recem-
1 llegado, parecendo no ciliar ioterrogador
perguntar o que elle desejava.
Jayraa Bernier comprehjndeu o alcance
desse olhar e respondeu :
' Desejava fallar ao Sr. L royer.
Naturalmeate para neg ios'.'
A minha visita tera difterentes moti-
vos.
O senhor tem a bondaie de mo di-
zer o seu nome ?
-- Jayrae B'rnier.
O priraeiro escrevnta conhecia aquelle
nome, tendo-o ouvilo pronunciar muitas
vezes pele patro.
Tornou-se risonho e replicou :
Queira perdonr, senhor. E' a pri-
raeira vez que tenho a honra do o ver. .
O Sr. L-royer est no seu gabinete muito
oceupado.. Prohibi que o fossem pertur-
bar ; roas, comtudo, vou provenil-o.
O prifciro eacrevento dirigio-se para
uira porta lateral, batea 1 .'veniente, abrio-a
a desappareeeu.
Bsnjsmia Lroy r, o tabelliao, era lio-
raem baixo, carregado do urna respeitavel
gordura, notavelmento calvo e com o rosto
ammoldara 10 por long Toda a sua attengao se conce.ntrava so-
bro os papis sella los, de que ello tratava
de decifrar os enigmas, e essa ktura iffi-
cil absorvia-o por tal modo, quo elle n :m
mesmo levautou a cabega.
O quo ? perguutou elle, em tom as-
pero. Eu nao o eharaei.
Senhor, disse o priraeiro escrevente,
o Sr. Jaymo Bernier. Est l fra e
deseja lhe fallar.
Estas palavras produzirara no tab ilio
o effeito de urna descarga elctrica.
Levanto; -sa n'um pulo.
Jayrae B rakr I repetio elle, deores-
sa Depressa I Que entre Conduzr.-O
a1u- N
(Continuar-se lia)
l
Typ do Diario, ra Duqu- de Caxas d. 12.


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