Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19269


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Full Text
AMO III B'MBO 92
PARA A CAPITAL E LIGAR*'* O i ESI' MO ME PAGA PORTE
Por tres meses adiantados .
Por seis ditos idem......
Por uiq armo :deni......
Cada numero avulso, do mcsoio da.
60000
120000
240000
0100
QUINTA-FEIBA 22 E ABRIL DE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.
Por nove ditos idem......
Por uro anno dem.....
Cada nmero avulso, de das anteriores.
130500
200000
270000
0100
PERNAMBUGO
\)xoyxiet>at>t tte Manoel -figunra oe Jara 4 -ftlhos
TELEGRAMMAS


5ES752 PABTXSMA3 23 S2A3I0
RIO DE JANEIRO, 21 de Abril, s
' horas e 5 minutos da tarde. (Rece-
lado s -i horas e 4j minutos, pelo cabo
submnriuo).
Foi nomeado 1. cugenbeiro da
ei>mmi**ao illrcclora da* obra** do
prolunsainentu da ferro-via de >.
Frau i\c j e liaba de Caruar. o cn-
geiihciro Torren Bfeve*.
Foi publicado o decreto de con-
vcriaua divida publica fundada.
SS&7XS3 24 ABSSCIA 2A7AS
(Especial p.ia o Diario)
LONDRES, 21 de Abril.
I Trlciirammaw de Kan nona anmiii-
c-inm que um troco de Indgena
conseguio Incendiar una parle da
cldade de Mndala*, na Blrmania.
ROMA, 21 de Abril.
Tia semana ultima bouve em Brin-
tlisi 2.1 victima* do cbolera-mor-
lnis.
Agencia Havas, filial eai Pernambuco,
21 de Abril de 1886.
INSTRCCiO POPULAR
ECON03IIA POLTICA
{Extrahido)
DA BIBLIOTKECA DO POVO E DAS ESCOLAS
CAPITULO IV
Itcpartico da riqueza
(Coanmofdo)
Cus Apezar das serias objecees que se
podem faz 'r deieruiinaco obrigatona dos sala-
rios, pode ol)ter-se bastante resultado dos conse-
Ibos de conciliaco, isto e, da reuniSo de homent
cseolhidos para dingirein urna discussao ainigavel
ecerca do assumpo em litigio. Faz se isto de dif-
ferentea modos. Urnas vezes tres, ou um maior
numero de delegados dos operarios, reunem-se a im
um numero igual de delegados dos patries, e todos
i untos procuram chegar aum accordo. N'outros
casoi. os delegados expOem os ssua respectivos
mudos de ver a um homem de juiz > si e imparcial
que se esforca pir suggerir os termos cm que ambas
as partes pissain convir. Se estas se compromet-
iera a acceitar a dedato deste conciliador, o caso
difiere pou-o da arbitragom. Eitaf^rma de con
ciliae) cabio em descrdito, porque os operarios
se recusavam quasi sempre a subinetter-se I de-
cisao do arbitro, quaudo lhes era contraria.e
porque, seudo asm, lamb-tn se nao poda contar
Sue es patrOes" actuitaseom tal decisao, quando
osse contra ellas. Por taes mUivos, preferivel
qne o conciliador nao funccioue como juiz, mas
umpleBn ii"' eoaio amigo imparei d das duas par
tes, q ira n.ssipar a desconfiaiica e a hosti
lidade i ntre ellas, etelareeendo cada urna sobre a
razao da outra pr enrando chamai-M a um accor-
.'. ;:,".-ssui coispr li-ndida pode pro
duzir j^r:i n i'- beneficies.; ata* nao pode sup
primir u eauau do conflicto ; naa pode c mvntvr
os operarios da qac o siu interease e o do patro
bZo um e o'ciesmo.
(Contina)
MRTE UFFICUL
Cnvcrno da provincia
BSPSDuarrB do da 8 de aiiril de 1886
Actos :
O vice-presidente da provine!i, de conformi-
dade com a proposta do Dr. chefe de polieia, em
otiicio n. 344, de 5 do corrente raer, resolve exone-
rar, podido, Joo Manoel do Mesquita Barros
Wanderley, do cargo de 2" delegado do termo de
Serinhem, e nomear para Bubstltnil-O Candido
Jos Goncailvea da Ponte, actual subdelegado do
2 districto, e para prrencher a vaga deixada por
este, resolve nomear o cidadao Antonio Jos Go-
mes.
O vice-presidentc da provincia, de contormi-
dade com a proposta do Dr. chefe de polica, em
officio n. 345, de do corrente mez, resolve exone
rar, pedido, o tenente Pedro Joaquim de Vas-
eoncello-, do cargo de delegaao do termo de S. Jo
s do Egypto, e nomear para substituil-o Paulo
Soaros da Silva.
O vice-presidene da provincia, de conformi-
dade com a proposta do Dr. chefe de polica, em
officio n. 351, de 6 do corrente, resolve nomear
Francisco Joaquim Machado e Franceliao Fran-
cisco Duarte, para os lugares do 2 o supplen-
tcs do subdelegado do districto da Torre.
O vice-presidente da provincia, de conformi-
dade cora a proposta do Dr. chefe de polica, era
ofticio n. 354, d" G do corrente, resolve nomear
Jos Aoreho de Oliveira c Antonio Mendes da
Cunha Axevedo, para os lugares do i e 3 sup-
plentes do subdelegado do districto la Magdalena,
rieando exonerados os actuaes.
O vice-presidente da provincia, de conformi-
dade com a proposta do Dr. chefe de polieia, em
cilicio n. 351, de 6 do corrente. resolve nomear o
capito Joo Francisco Uemeterio Portella, Manoel
Goncalves de Mello, Antonio Jos Beneville Canu-
to e Henrique Soares de Moura, para os cargos de
delegado, I", 2' o 3 supplentes do termo de Bom
Couaelho, fioando exomrados os que actualmente
exercem os referidos cargos.
O vice presidente da provincia, de conforini-
dade com a propo-ta do Dr. ch fe de polica, em
oficio n. 851, de 6 do eo:rente, resolve nomear
Juvenal Correia de Maeedo e Jos Vieira Bello,
para os logares de 2o e 3'' supplentrs do subdele-
gad) do 1* districto do termo de Bom Conselho, fi-
cando exonerados os que ^exer jem actualmente os
referidos cargos.
O vice-presidente da provincia, de conformi-
I
dade com a proposta do Dr chefe de policin, em
i n. 861, de 6 do corrente, resolve nomear
Victoriano lympio de Cerqueira c Jos Bastos do
RegJ Mello, para os lugare do 2o e .' supi lentes
do subdelegado do districto do J'rata, de tenno de
Bom Ccnselho, Meando exonerados os quo ei ercem
actualmente os referidos cargos.
O vicc-prctidente da provincia, de conforma-
da le com a proposta do Dre chefe de polica, era
oficio n. 358, de hontom datado, resolve exouerar,
iedi lo, Antonio Luiz Ribeiro Gira mi. s, do
eai go de subdelegado do 2e districto do teimo do
Iiin Formoso.
vice-presidente di provincia, deconformi
dade com a proposta do Dr. chefe de polica, em
ofticio de G do corrente mez, n 350, resolve Jioue-
r.ir o capitao Joo Franciseo Uemeterio Portella,
do caigo de 8 supplente do delegado do termo de
Jaboatto. Communicou se ao Dr. chefe Je po-
lica.
O vice-presidante da provincia, t'ndo era
vista o quo expoz o engenhiiro chefe da Reparti-
r das Obras Publicas, era ollicio de 3 do corren
te, sob n. 64, considerando que o arremata ite da
obla de reparos da ponte 9obre o rio Pira pama, no
enp'nho Junqueira, Hermenegildo Kduirdo do Re-
g Monteiro, nao deu comeco a obra e nem assig-
nou no Thesour.) Provincial, o termo deMnitivo do
res "activo contrato, resolve que seja rescindido o
mejrco contrato, iraponde-se-lhe a multa ele ijue
traa o art. 50 do rcgulamento de 24 de Fcvereiro
de 1874, e determina que seja dita obra de novo
levada praca Coramunieou-se ao Thesouro
Prcvincial e Repartn,'iio das Obras Publicas.
O vice-presidente da provincia, tendo era
vis;a o exposto pelo comraandante das arrias a
pelo inspector da Thesouraria de Fazenda era offi
ci de 2 e 5 deste mez, sob ns. 1G9 e 22'J, resolve
abrir, de accordo cora o decreto n. 2,884 de 1 de
Fev ereiro de 18152 um crdito na importancia de
1:032*850, sendo 823850 verba In=tiuccao
militar e l:OoO i Pracasde pretdo Minis-
terio da Guerra, exereieio corrente afi-n de ter
lugir o pagamento da* despezas qne correm pelas
referidas verbas, relativas ao mez de Marco pr-
ximo liado. Remetteti-se copia a Thesouraria
de FozenJa, c cooomunicou-se ao commandaute
das arraaf.
O vic :-pres!dente da provincia resolve exo -
ner ir Joaqnim da Fonseca Cavalcante Galvo do
car;;o de delegado dj 2o districto Iliterario de Ma-
iin ;uape, e nomear para substituil-o o cnpita
Francisco Camello Pessoa Cavalcante. Commu-
mecu-se ao inspector geral da Iustruccao Publica.
O yiee-presidente daprovincii, attendendo
ao que requereu Antonio Martins de Oliveira M-
chalo, alumno mestre da Escola Normal, e tendo
em vista a nforma^ao n. 110 de 5 do corrente do
inspector geral da Instrucfao Publica resolv;, de
conlormidade com o disposto no art 40 da lei n.
1,800 Je 11 d-i Agosto de 1885, nomear o peticio-
ntrio professer publico effectivo da cade ira de en-
sillo primario de Sitios Novos de Ouricury.
Officios :
Ao inapector do Arsonal de Marinhs. O
Mu sterio da Marinha, em aviso de 29 de Marco
Mndo, declara ter approvado as propostas preferi-
das pelo consclho de compras de marinha pira o
fornecimento de viveros, sobresalcntes, objecfos de
expodiente e destas ais navios da armada, tscola
de i preudizes marinheiros e dependencias desse
Ars -nal, durante o 2o s-inestr* do exereieio em vi-
gor o que communico a V. Exc. para 03 devidos
effeitos.
Ao cons-lheiro Paulino Jos Soares de Sou-
i.\. director da Bibliotheca Fluminense. Para
satijfazer a requisifilo Uta por V. Exc. em o seu
officio de 17 de Marco ultimo, tenho a honra de
rcin:tter Ihe divorsos exemplares de relatnos e
leis desta pmvincia, curaprindo me declarar que
deixa de ir completa a eoll efao a que V. Exc, se
reKre porque della carece ) archivo da secretaria
dett i presidencia.
Aproveito a occaaiao para apresentar os mcus
protesto de estima e coosideracao a V. Exe a
quera Deus guarde.
Ao Dr. ch"fe de polica Para solucao do
asu rapto do officio n. 266, de 15 de Marco rindo,
convm que V. S. mande orgnisar e me remeta
com urgencia o ornamento da despeza a fazer-se
com o concert daaSarras do quartel do d> sta-
eamento policial do Rio Fermoso.
Ao mesmo.Sirva se V. S. de providenciar
!' laodo a ser auxiliada e garantida pelas autori-
dades policiaes de Tacarat e JhoDi a corarais
sio de inquerito da estrada de ierro de Paulo Af-
fOIl o.
Ao inspector da Tbpsouraria de Fazenda
O Ministerio d Marinha, em aviso de 29 de Mar-
( i t ndo. deojawa tr approvado as propostas pre-
feridas pelo conselh i de compras de marinha para
o fornecimento de vveres, sobresalente?, objectos
de o^pediente c dietas dos navios da armada, es-
cola de aprendises jiarinheiros e dependencias do
Arsenal deMarinht desta provincia, durante ose
curdo semestre do exereieio ra vigor. O que
ac/> constar a V. SL para os devidos effeitos.
Ao mesmo. Commnnico a V. S., para os
fins convenientes, que o promotor publico da co-
mal ca de Timbaba, baeharel Pedro da Cunha
torosa, em 6 do corrpnte mes reassuraio o exer-
eieio de sea cargo.
Ao mesmo. Communico a V. 8., para os
fins convecientes. que o baehirel Arthur Garcez
Paranhos Monte N'gro, em 3 do corrent assu-
niia o exereieio do cargo de promotor publico da
comarca de IguaraS9.
A) mesmo Transmiti a V S., para os
fins convenientes, copia do fficio de 2 do erren-
te mez, relativo ao exereieio do 1 supplente do
juiz muhi 'pal do termo de Barreirog.
__ Ao mesm >. C .mmunico a V. S, para os
fins convenientes, que o juiz municipal do termo
de liarreirtM, bacharel Jonquim Cordeiro AIvji
Ha Silva, reassuraio em 2 do corrente mez o res-
peetivo exereieio, renunciando parte do prazo da
licenca com que estava para tratar de sua saude.
Portaras :
O Sr. superintend nte da estrada de ferro
do R-eife ao S. Franciseo sir.a-se de mandar
conceder passagem de terceira class*, por emita
daf gratuitas a que o coverno tem direito, da es-
taclo de Cimco Pon'as Una, a Martinho Ferrei
ra le Oliveira, prac* do 2 batalhao de infan-
taria.
__ O Sr. engcnhero em chefe da estrada de
ferro de Caruar mande dar transporte, por conti
da prnvinc, da estacao central at a da cidade
da Victoria, no dia 11 do corrente, de prirarira
classe. ao cadete Antonio F. rr-ira Lobo, e de ter
seira ao cabo de esquadra Ursesino Coneguudes
de Araujo, os quaes vao aili assistir fonnacAo
da culpa por ffensas physicas feitas no officia'
da guarda nacional Beilarmino d^s Santos Boleau
Pilbo ; providenciando s bre a volta dos mesmos
em um dos trens do dia 13 Ccmmunicou-se o
com'iiHndantedag a-mas.
__O Sr. g- rente da Companhia Pernambucana
mande meira o jportunidade, por conta das gratuitas a
a que o g>verno tem direito, a Anna Mara da
CoocfcicAo e seu filhos menores.
BXPEDIEKTE DO SBCBETABIO
Oficios : .
__ Ao l. secretario da Asseinbl* Provincial.
De ..rdem do Exm. Sr. vice-presidente d pro-
vincia transmiti a V. S. o oficio n. 17, junto cm
original, de hontem datado, em o qual a Cmara
Municij' do Re ife remetteu chalaneo e documen-
tos Uuibem jautos da receita despeza do exer-
eieio financeiro prximo findo.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. vice-
pr Bidente d provincia, tr-nsmitlo a V. S. a m
tu:-maco oo rnspecto' do Thesouro, de_12 ie De-
sembio do auno prximo passado, n. 371, e man
papis jsMos concerneutes ao pagamento da im-
porancia de 1:8/9J200, provenientes de passa-
gens concedidas nos vapores da Compinhia Per-
numbucana em Agosto e Stcmbro do mesmo anno
por couta dos cjfres provineiaes, afim de qu a
Assemblc.i Legislativa Provincial s digna de re-
solver acarea da coneesjo do credit) preciso para
a realizacao do referido pagamento.
Ao mesmo De ordem do Exm. Sr. vice-
presidente da provincia, tr.nsmitt) a V. S. a in-
formaca) do inspector do Thesouro, de 18 de
Agoito do anno prximo passado, sob n. 100, o
mais papis inclusos, relativos ao pagamento di
quantia de 1:159 VI' 0, rovenieute de transportes
coucfdidos nos vapores da Compauhia Pernambu
cana, era Junho do mesmo auno, por conta da
provincia, atim de que a Assernbla Legislativa
Provincial se digne de resolver sobre aconcess.o
de crdito para o dito pagamento.
Ao mesmo.D; ordem do Exm. Sr. vice-
presidente da provincia, transmuto a V. S. a in-
formac/o do inspector do Thesouro, de 31 de Agos-
to do anno prximo passado, n. 135, e mais Dapeij
juntos, relativos ao pagamento da importancia de
1:411*200, provenieute de transportes concedi-
dos po conta da provincia nos vapores da Coro-
panhia Pernarabucana, em Julho do mesmo anno,
afim de que a Assernbla Legislativa Provincial
se digne de resolver sobre a concesso de crdito
para occorrer ao Iludido pagamento.
Aj mesmo.De ordem do Exm. Sr. vice-
presidente da proviacia, transmiti a V. S. a in-
formacao do inspector do Thesouro, de 31 de Ju-
lho do anno prximo passado, n. 73, e mais papis
iiiin x a concernentes ao pagamento da importan-
cia de 1:3464100, proveniente de transportes con-
cedido nos vapores da Compauhia Pernainbuca-
naem Maio do referido anno, pir conta da provin-
cia, afim de que a Assembli Legislativa Provin-
cial se digne de re solver sobre a deeretacao de
verba para o allu ido pagamento.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. vice-
presidente da provincia, remettoa V. S. a peticao
e mais papis juntos a que alludo o aviso do Mi-
nisterio da Justino, de 19 de Seteinbro do :nno
prximo passado, tambera iusluso por copia, afim
de que a Assernbla Legislativa Provincial se
digne de resolver sobre a concessiio de crdito pa-
ra oecoirer ao pagamento da importancia de... .
4175600, proveniente de transportes concedidos
a sentenciados do presidia de Fernando para esta
capital em Julho do dito anno.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. vice-
presidente da provincia, transmiti a V. S., afim
de ser presente a essa Assernbla, a pstifao acorn-
pauhada da respectiva infonna^ao junta por co-
pia em que o guarda da munieipalidade do Recife,
Joao Pita Viriles, solicita aposentadora por mo-
tivo de molestia.
Ao mesmo.O Exm. Sr. vice-presidente da
provincia manda communicar a V. S. que, era seu
officio n 92, proferio hoje o seguinte despacho :
Remedido ao Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial para os Mns convenientes.
Ao Sr. Joao Paes de Lyra Brandao, Io juiz
de paz de Santa Cruz do Brejo.O Exm. Sr. vi-
ce presidente da provincia manda eomnunicar a
V. S-, em resposta ao seu officio de 27 de Marco
findo, que pela inspectiria da sade publica lhe
toram enviados os medicamentos apropriados ao
tratamento da varila.
EXPEDIENTE DO DIA 9 DE AIIBIL DE 1886
Acto :
O vice-presidente da provincia, af ten Jen lo
ao que requeren Alfred) Jos de Carvalho, alum-
no mestre da escola normal, e tendo cm vista a in-
formaco n 93, de 19 de Mar^o findo, do inspec-
tor geral da instruecao puhlic, resolve de confor
midade como art. 5 da lei n. 1,860, de 11 di Agos-
to de 1885, nomear o peticionario professor publi-
co effectivo da adeira de ensino primario de Afo-
gadns de Ingazeira.
Oficios :
Ao commandante das armas. Sirva-se V.
Exc. de nojnear urna ommissao para assistir no
Arsenal de Guerra a ab rtura de um volume vin-
do da corte contendo cornetas.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
O ministerio da justic i. em telegramraa de hontem
datado, declara estar arbitrada era 1.5005 a aju-
da de custo para o juiz de direito da comarca de
Viama>, bacharel Hisbello Florentino Correia de
Mello ; o que communico a V. S. atim de per-lhe
piga Aquella importancia, sob responsabilidade
Ao director do Arsprial de Guerra.Trans-
miti a Vmc. para os fins co vvnientes, os inclu-
sos termos d consnmo e exame a que se proce-
den nos medicamentos, drogas e mais objectos a
cargo da pharmacia da enfermara iDi'ar.
Portaras :
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande conceder pass'.igens a proa, at o presidio
de Fernando de Noronha, p>r conta das gratuitas
a que o governo tem dir-ito, a Mara Joaquina da
Conceicao, malher do sentenciado Manoel Jos
Barb isa.
O Sr. gerente da Companhia Pernambueana
mande dar p issagem a r, at o presidio de Fer
nando de or ratia, por centa das gratuitas a que
o governo tem direito, a Jos Rodrigues de Car-
valho e a sua mulher, ea proa a urna criada.
Communicou-se a > di rector d" presidio de Fernando
EXPEDIENTE DO SECRETABIO
Aos administrad >res do lianco de Crdito
Real de Pernambuco.O Exm. Sr. vice presiden-
te da provincia manda aecugar o recebioiento do
oficio de G do corrente, cora o oual vv. Sa. rcinet-
teram o batanete das operacoes effectuadas p>r
esse Banc >|no mez de Mareo prximo findo.
DESPAPIIOS DA PRESIDENCIA DO DIA 20 DE
ABRIL DE 1886.
Antn'o Jos de Souzi Deferido com o oficio
desta data dirigido ao c minan Jante do corro de
polica.
Abaixo assignado de mi-rad-res da cidade ie
Jaboatao.Informe oSr. engenheiro chefe da es-
ta^o de ferro do Recife a Oaruar
Antonio Francisco Correia Manaia.Aguarde
decisao Jo Ministerio da Fazenda.
Bacharel Auu*to Abel^Vixoto de Miranda
II ni :.|ue.IndeferiJo.
Anna M. do Livram-nt'.N8o ha vaga, segun-
do i' forra i o director da C lona.
Braga & Sa. Informe o Sr. inspector da The-
souraria de Fazenda.
Christovao R. Teixeira. -Aguarde o suppli-
caute decisao do Ministerio da Fazenda.
Cardoso te 1 rraa > lutorme o Sr. engenheiro
encarregalo das obras militares.
landiuo Ferreira do Nascimento.C >mo rc-
quer.
Cormel Decio de Aquino Fonseca. Sim, na
forma da lei.
Bacharel Estevlo Carneiro Cavbante de Al
buqoerqiie Laeerd i. Concedo.
Hachar I Francisco Xavier Paes Barreto. In-
forme o Sr. Dr. juiz da direito da eomarca de
Igu ragt, tendo era vigta o despacho anterior.
Francisco Carneiro da Fonseca Brito.Como
reqner.
Hermenegildo E. do Reg Monteiro. Informe
o Sr. engdiiheiro eh fe da Rapanieao das Obras
Publrcas. ^
Honorato Ferreira Mannhola se achara os
autos no Superior Tribunal da Relaco, segnrido
informou o juiz de direito do Cabo."
Dr. Joaquim de Albuquerque Barros Guiraa-
r&es.Remedido ao Sr. inspector da Thesouraria
de Fazenda para ati-nder ao supplicante de ac
cordo com o aviso do Mini torio do Imperio, 3o Io
do corrente-, n. 110&.
Joo Antonio /UvW.-Aguarde o supplicante a
decisao do Ministerio da Fsenla.
Joao Baptista Lins Aguarle o supplicante
de.'i sao do Ministerio da Fazen i i.
,' ta Francisco de Mello.Como requor.
Miria Livramn ito da Conceijao. -Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Maria Forreira da Alcntara, Na> lia vaga,
segundo inlorraou o director do Colonia.
Padre Zeferno Per/eira Velloso Remettido
ao Sr. inspector do Thesouro Provincial para
mandar entregar o producto da lotera a que al-
lude o supplicante, mediante flanea nos termos
da inforinacao de 9 do corrente n. 064.
Secretaria da Presidencia de Pernambu
co, em 21 de Abril de 1886.
O pofteiro,
J. L Viejas.
-----------------<@Q3&-----------------
Repartico da Polieia
Scccao >.' N. 401. -Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 21 de abril do 188G.
Illra. e Ejxm. Sr. Partecipo a V.
Ex:, que foram hontem reolhidos na Ca-
sa de Detenca:) os seguintes individuos :
A' iniDha ordom, Mathias lves de
Aguiar, remettido pelo delegado do Uliada
como criminoso de fi-rimentos graves.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Juvino Joaquim de (ueiroz, por dirtur-
bios e como vagabundo.
A' ordem do de Santo Antonio, Antonio
Frascino Ribeiro, Canudo Marcnllino do
Espirito Santo, J iao. Quirino dos Santos,
Joo G/oncairea, Arthur Emiliano da Paz,
Manoel Jos da Silva e Joao Nogueira c"a
Co.-ta, por disturbios.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
Maria Caetana do Carino, Joo Firmi.io
da Cruz e Manoel Ferreira da Silva, por
disturbios.
A' ordem do do 1" districto da Boa Vis
t-, Joao Francisco de Alraeida, Manoel
Rodrigues Seixas, Maria Raymunda da
Conceicao e Alfredo Jos da Silva, por
disturbios.
Hontem, s 5 horas da tarde, falle-
ceu repentinamente na ra Duque do Ca-
sias, de congestao pulmonar, um individuo
de norae Manoel de tal, pardo, de 35 an-
nos de idade, o qual sendo depositado na
ma'riz de Santo Antonio, foi ahi vistoriado
pelo Dr. Carneiro Luo, e depois sepulta-
do no cemitevio de Santo Amaro.
Anda hontem, s 7 horas da noito e
em urna casa da ra de Dotning03 Jos
Martins, Manoel de tal, conhecido por Ma-
caca Oca, levado por ciumes, ferio leve-
mente a Maria Joaquina da JoDceicao.
A offendida foi vistoriada pelo Dr. Cos-
ta Gomes, e contra o offensor, que se
evadi, procedeu-se nos ulteriores termos
da lei.
Coramunicou-me o delegado do termo
do Palmares, que no dia 18 do corrente
fallecer no povoado de Preguicas, victi-
ma de urna congestao c 'rebral, o cidadao
Jos Cesar de Vascon^ellos Campos, de
cerca de 40 annos de idade, e que era
empregado como caixeiro do escripia e
cobranca na casa commercial de Almeida
Duarte Se C.
Communicou-me anda o referida, de-
legado, que na madrugada do ante-hon-
tera foram os ladroea casa do subdito por-
tuguez Jos Baptista M irq es Das e na
de Joaquim Augusto de Almeida.
Na priraeira entraram fazendo um bu-
raco na parede, abaizi do urna janella la
snla de jantar,. nada eonseguindo levar por
tp-rern sido presentidos pelo inquilino ; e
na s"guud* forc^aram urna porta, por onde
penetraram na casa, cujo morador esta-
va raseote, c subtrahiram diversas pegas
de roupa, duixando no terteiro urna mala
e um caixao, que nao pu leratn cojiduzir.
A respeito de taes crimes prfj^edeu se
na forma di le.
Em offi io de 7 do crrante, communi-
cou-me o delegado do termo de Salgueiro
qu< s 11 horas da naite do dia anterior,
estn 'o o cidadao Marianno da Costa \rau
jo Japiass em casa do tubcllio publico
Clementino Beyma de Albuqmrque, no
sahir para calcada, dispararam de embos-
cada sobre si urna i rma de fogo, cujos
projectis empregaram-se-lbe no brago, fe-
rin loo gravementg.
Indigitando a voz publica a Simo Mo-
reno Cnrnciro como ura dos autores de tal
crime, foi elle inmediatamente preso pelo
subdel-gado respectivo, quando se achava
em casa do touente-coronel Antonio Go-
mes Correia da Cruz.
Silo tambera iodigitados como mandan-
tes d) attentado o oapitao Angelo Ernesto
da Costa Agr, Francisco Furtado de Oli-
veira Cabral, Paulo Qu-iroz de Lima c o
referido tenante coronel Antonio Gomes
Correia da Cruz, dos qunes os tres pri-
ineiros sao moradores no termo de Leo-
poldina e o ultimo na de Salgueiro.
O delegado prosegua as averiguacSea,
e mais 'liligencias para decobrimento da
verdidc.
No dia 17 do corrente, s 7 horas da
noite e era urna das ras da cidVle de
N.zareth. Bernardino de Arruda Jnior c
Antonio Jos Soares ferram mortalmente
ao iniividu de nome SebastiSo Paulo, que
veio a morrer no dia seguinte.
Contra os delioquents, quo foram pre-1
sos ui flagrant", procedeu-se nos termos
do inquerito policial.
No (lia 17 do corrente assumio o cidadao
Affonso d'! H dlanda de Albuquerque Ma
rauh.ao, ffa qualidade de Io supplente, o
exereieio da delegacia do termo de Naz i-
relh.
Deus guarde a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim do Souza Leao,
muito signo vice-presidente da provincia.
O chufa de polieia, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro O'i'oriucial
DESPACHOS O [ DB AHUII- DE !
Antonio Joaquim Mendes Poi-as, Jos
Jeronymo Rabelb, olli^ios do Dr. ebefe de
polica o Dr. procurador dos feitos, vigario
Genuino Gomes Pcreira, Jos da Silva
Costa, Manoel Alves Pereira leXima, Afl
tonio de L. Vasconcellos o outros o Mara
Cavalcante de Aibuquerqui Rocha. Iu
forme o Sr. contador.
Dr. Prxedes Gomes de Suoza Pitanga,
Antonio Pergenti-io Moreira da Silva e Vi-
gario Zcferino Ferreira Velloso. Defe-
rido, toaiando-se por termo a nanea offV
recda.
Dr. Manoel Francisco Teixeira. Ao
Consulado para attender.
R. Oruaina & O. Nega-se provimento
por niio proceder o f[ue alleg^m os racor-
rentes contra a cobranya quo se lhes exige
Pret do corpa do polica.Examine-so.
Jeronymo Odn Ferreira Cabral.Ao
Sr. contador para seu conhecimento.
P^dre Joao Ignacio do Albuquerque.
Recolhido o saldo, ser attendido.
Maria Generosa de Oliveira e Antonio
Porgentino Moreira da Silva.Haja vista
o Sr. Dr. procurador fiscal.
Pret do corpo de polica. Pagua-.se.
Maria Alcxandrina de Barros. -Remet-
tido ao Sr. contador para cutnprir-se o
despacho do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia.
Contas de Jos de Deus Monteiro e dos
vigarioa Pedro Pacifico de Barros Bezcrra
e Manoel Jos de Oliveira Reg. -Appro-
vudas.
Vigario Ziferino Ferreira VellosJ.
Junte se copia das inf >nnacoes.
Antonio Perge.ntno Moreira da Silva. -
Entregese a quantia en deposito.
Consulado Provincial
DESPACHOS U DIA l'J DE ABRIL DE 188G
Adelaida Bezerra de Vasconccllos.In-
forme a 1.a secgio.
Souza Nogueira & C.Informe a 2.a
seccSo.
Rodrigues de Fara iS C.A' 2.a sec-
gao para os fin3 requeridos.
20
Sebastiiio de Barros Barreto, Theoioro
Christiansen, Jos Paulo Bot'dho, Fran-
cisco Ramos da Silva e Osear Destibeaux.
Informe a 1.a secgao.
Lua Antonio do Siqueira, Silva Guima-
raes & C. e Maia & Rezende.-Informa a
2.a seccao.
Francisco Ferreira Tavares e Francisco
do Carmo Coelho. Deferido, de accordo
com a inforraayao.
Joao Ferreira da Silva e Moura & Mar-
tins. A' l.'secrjSo para attender.
Carvalho & Freitas. Informe a 1.* sec-
cao.
21 -
Souza Moutinho di C- Deferido de ac-
cordo com as informarles, ficand sera ef-
feito o Ocspacho de 31 de Janeiro do cor-
rent'. anno.
Luiz Antonio de Siqueira.- Sim", de ac-
cordo com a informaca- .
Rodrigues de Fara ce C. Sim, de ac-
cordo com a informacSo.
Maia & Rezende. Sim, visto a informa-
5I0.
Jos de Macedo. Informe a 2.a seceso.
Manoel Joaquim da Rocha. Informe a
2.a seecao.
Mara Isabel de Albuquerque.Informe
a 1.a scelo.
Antonio Francisco do Figueiredo Paiva.
Indefurido, em vista das informado s.
Manoel Alves do Carvalho.Satisfaga a
exigencia da 1.a seegito.
"Joaquim Nunis Ribeiro.A' 1.a secciio
para preceder collecta na forma da lei.
Vianna Castro & C.**Certifiqua-so.
PEbiiilBUCO
Assernbla Provincial
DE A3RIL DE 1S8G
18SESSAO EVI 7
l'BEilUESl 1.1
/
DO EXM. Slt. DK. ANTONIO ISAXCMCO
1K1A DG ARAL'JO
Ao meio da, felta a chamada, e vr;ficando-se
estarem pres> ntes os Srs. Katis e Silva, Amara!,
Soares de Araonra. Luiz de Audraga*. Soplironio
Portella, Antonio Vctor. Joo de Sk^ftuo Al-e.-.
Doraiu^ues da Silva Cotillo de Mora' s, Augusto
Kr iiiklin, Ferreira Velloso, Barros Wanderley,
Hercuiauo Baiiileira, Julio de Barros, Antonio
Coireia, Constantino ae Albuquerque, Rt-go Mar-
ros, Ferreira Jauooiua, G raes Carente e Costa
Gomes, o Sr. presidente declara aberta a ses-
sao.
Comparecem depois os Srs. Lourenfo de S.i. .lu-
veucio Mariz, Solonio de Mello, Andr ias,
Joao de Oliveira, Prxedes l'itanga, li drigues
l'urto, Rogoberto, Bunio de Itapissuma, Har i de
Calar C Driiinin m 1 Filli i.
Faltara os Srs. Rugueira Costa, Barros Barret i
Jnior, Jo- Mana, Rosa e Silva, Costa Ribeiro,
Gol-calves Ferreira e Visconde de Tabatinga.
1-, id... apoiada e sem debate approvada a acta
da sesea > antecedente.
> Sr. Io secretario procede leitura do se-
guinte
EXPEDIENTE
Urna peticao de Camilla do Carmo Torres, pro-
fesaora de Pao d'Alho, requerendo que lhe seja
concedida a gratifcatelo por 15 anuos de efivctivo
servido, logo que so tenha completado.A' com-
inisso de -iistruc-cao publica.
Outra de Cleineutino dos Santos Linneu Semen-
te, propondo a tomar a seu Cargo a inspeeciio do
algo 'ao rae liante certas condicoea.A' commisso
de |ieti^oes.
Outra de Jos Marinho d: Hollanda Falcao, es-
crivo do ernue e jury de Bezerros, requebrado
c ramgnaco da quota de OO para pagamento do
que llie deva a enmara muuicipal d'aln, de custas
de proeessos.A' commisso do ornamento muni-
cipal.
E' lido, apoiado e julgado objecto de delibera-
ci vai imprimir o seguinte projecto:
N. 29. A assembla legislativa provincial de
Pernambuco resolve:
Art. 1. Pica pertencendo freguezia da Gravi
o pcvomdo da Torre.
Art. _'.' Os limilca dcata freguezia ficaro sendo
ao tai, a partir da ponto da Magdalena e segura-
do pela estrada nova at encontrar a freguezia da
Vari 'a, dahi ai rio Capibarib?, pertencendo
Graca o lado direito.
Art. 3." Picara revogadas as disposiooes em con-
trario.
n 1 ile Abril de 1886.Sophronio Portella.
Dr. Ferreira Velloso.
E" lida, apoiada e aem dbale approvada urna
proposta da commisso de polica, prongando por
mais dous annos o contrato para a publicaco dos
debatea da assernbla, feito com Manoel de Figuei-
ra Paria Jfc Filhos, proprietarios do Diario de
Pernamb
C intiua a dscosalo adiada do requerimento io
Sr. Joa Maria, sobre os acontecimentos de Ca-
nil itinfa).
O Sr. Antoiii Vctor -Sr. presidente, na
sesso de ante-hontem, i or occaaiao d; um nobre
deputado que lera assento naquella bancada, tra-
zer a narradlo de factos, de acontecimentos tris-
t-s, que se deram era Canhotinho, eu tivo de dar
um ou dous apartes; ei3es meus apartes, importa-
ran! miiilia preseuca na tribuna, para dar qual-
<|iier explicaco a respeito dos factos que alli so
deram.
Sr. presidente, nao venho nesta tribuna servir
de echo de pesssoa alguma; servir de echo da
apposico ; apenas venho trazer os factos parante
esta assernbla quando elles forera verdadeiros,
porquanto entenco que esta a uobre missao do
deputado que oceupa estas c ideiras.
Tendo occasio de pr.ssar em Canhotinh onde
demorei-me dous das, e tendo-se dado aquelles
aconteciraento, ou liaba necessidaJe, assim como
qualquer dos nossos collegas que representam a
provincia, de saber o modo porque se passaram
esses factos.
Sr. nresidente, quando se trata do interesse pu-
lil co, dejnatioa, do direito do vida, de proprieda-
de e honra, cu entendo que o homem deve deixai
a poltica e s cuidar do bera e garanta do cida-
dao. (Apoiados).
S 11 venho aqui fazer-rae echo de pessoa nlguma;
meus c.stumes sao differ ntes; se nao tenho essa
posico que devia te.-, constado tenho um ponto
de independencia no modo de proceder; nao que-
ro saber d'onde parti o abuso; nao quero sabe;
se f ii do grupo conservador ou do grupo liberal,
porque, Sr. presidente, tanto o partido liberal,
como o conservador, sao partidos de horaens e os
liomens comraeltem abosas como os que se deram
em ("anhotinho. Eu j i disse aqui: era tudo nao
concordo com a aecusacao que fez o nobre deputa-
do a respeito dos factos, mais ou menos a narra-
e". ) i fiel.
Diz-se que em Canhotinho urna e3iolta de poli-
ca foi casa de urna mulher que se chama Rosa.
E38a Rosa urna mulher viuva, que tem familia
que composta de dous filhos rapazes, que sao
agricultores, e duag filhas solteiras; ella tem sua
casa de vivenda, tem sua engenhoca. tem diffe-
rentes depemencias no seu eatabelecimento, mo-
radores, etc ; mas o que succedea ? Succede que
junto desta mulher tem um potentado, um ricasso
que se chama Laurcntino Pimentel.
O Sr. Joo AlvesSao apprehensoes do nobre
deputado.
O Sr. Antonio VctorEu sou incapaz de subir
tribuna e vir expor urn facto que nao tenho cer-
teza de que elle real. Nao sao apprehen-oea,
desculpe-rae o collega. Quando eu nao tver con-
ecienc-a do que venho dizer, pode o collega ficar
certo que nao subirei a esta tribuna, eu nao me
deixo fascinar pelo espirito poltico, mas preci-
so que baja urna correccao, e que esta v cahir
sobre a cabeca do culpado, quer seja conservador,
quer seja liberal. (Apoiados, muito bem).
Laurentiuo Piraentel, senhores, ura ricasso,
mora aquera de Canhotinho um-i ou dos leguas.
Os nobres deputados sabem que as mattas nao
se cria ; alli que o povo faz a sua plautaco para
della viver; elle cria o gado as catingas. Quan'
do, porra, acontece ser um anuo secco, elle tira o
seu ado das iazendas, vera pl-os as mattas c
destre tudo, deixa a laceara reduzida a nada.
Rosa te:n um terreno bom que divide cm o terre-
no de Pimentel. Roa chegou se elle e disse-
Ibe : Sr. Laurentino, acho prudente o senhor fa-
zer uns travessoes ou cercas, afim de que seu ga-
do nao passe para ca.
Pimentel nao annuio, ella fez o travesso, para
ver se evitava a pa.gagem do gado de Pimentel.
Isto, senhores, que Rosa Maria ou Maria Rosa
fez, nao e servia para proteger a sua lavoura,
c rao a de todos os habitantes que estavam muitJ
alm da propriedade della e que soft'iiain tambera
coraos prejuizog causados pelogado de Pimentel.
Pimentel raandava deitar abaixo a cerca para lar
i assfgem ao seu gado para a lavoura de todos os
outros que ficavam alera dejse travesso.
(Aparte,-.)
l disse que nao venho ser aqui echo de oppo3-
c \ mas neeessario que se corrija aquclle que
m! ce de com cao.
(Apoiados e apartes.)
vend Risa que o travesso era deitado abaxo
coutimia.l.aoieiite, dirigia-se a Pimentel e dizia-
lhe: Sr. Laurentin i porque mt bota a cerca abaixo,
nao ve que o seu gado est destruindo a muiha
lavoura? E elle nunca a quiz attender.
' Ella recorren a esse homem, que parece que
seu compadre, o padre Eduardo de Moraes, recor-
reu ao tenente Joo Florentino, recorreu a todas
as pessoag que teera importancia em Canh finho
Eilas iam a Laurentino e diziam lhe : Sr. Lau-
r.ntiii", nao faga isto, nao destra o lavoura deste
povo ; mas o homem que tiuha dinheira cuten lia
qu poda fazer tu lo. A mulher exasperada, ven-
do toJa a sua lavoura destruida, e perdendo a pa-
cit ocia, procurava a jostiea do lugar ; mas o que
poda fazer o subdelegido ou o delegado ?
(Apartes.)
B'-ui sei que a aut ridade policial nao podia ap-
parecer alli, uera stou tazendo aecusacoes a essas
autnridades policiaes, porque sei que ellas ueste
caso nao tem competencia.
O Sr. G.>mes Parate Desde que tempo data
essa iutriga de Pimentel com Mana Rosa ?
O Sr. Antonio Vctor-Desde a situuco li-
beral.
(Ha diversos apartes.)
Q i jada couiecei aisse que nao vinha tratar de
libarse* nem de cenoiervadores ; quer na situC*o
liberal, quer na snuaco conservadora, nunca
aiuelli mulher teve garantas para a sua propne-
d id-.
Desculpe me respouder-lhe com phrases um
uoue i asp-ras, pois nao meu costutno...
O Sr. Gomei PrenteS quiz esclarecer este
pooto.
O Sr Antonio Victor-Tem todo o direito ; mas
vamos somente procurar saber onde esta a verr
dade.
M -na Rosa ou Rosa Maria, nao achando meio
de garantir a sua lavoura, exasperada mandou
atir>r no gad i d- Laurentino Pimratel dentro da
sua la 'oura ; morreu urna ou outra rez, nao s;i
qoantas ontras f rain feridas. Laurentino Pimentel,
. m vez le procurar os meios e os canaca compe-
ten- s par hav. r de Rosa Maria a indemnisaco
do seu gado que havia perdido, em lugar de pro-
ceder coutr i ella pelo criinc de damno, nao fez isto,
veio a Canhotinh i procurar um pobre moco que
alli subdelegad ., que nao tem pratica do que e po-
lica, uein do que este mundo, e diz lhe : Voc
garanta miuha vida, Rosa Maria est com a
casa cneia de criminosos preparados e ar nados
p&ra me ataearem, ronbireiD e matarcm-me.
O pobre moco in> xperiente, sem pratica da
vida, sem pratica de policii, sera pratica de nada,
i retou urna escolta de 4, 5 ou 6 soldados para ir
prendar os criminosos que diiia Pimentel, estaros
em casa de Rosa Maria; mas Rosa Mara, que nma


-me
Diario de Pernambami((uinta-feira 22 de Abril de 1886
nao continuar a inter-
Exc. val at muito
nrolher estimada, que uma mulber honesta, te ve
algurm que a manduu avisar, disendo-lhe : sei que
vai orna forra cercar a sua cas a titqlo de prender
criminosos; teme pois providencias. Ella que tinha
doat filbos mandou retiral-os de casa e que se
me testera no mato, entregando-Ibes o que tinha
de mais preeioso, o dmhero, urnas joias e um
baba, como se costuma chamar ; dizendo aos filbos :
se me cercaren a casa de noite, eu direi que aqu
2c ba criminosos, e que de manh abro a porta
para a polica ver se e exacto ou nao o que Jigo.
Retiraram-ae oa filho para o mato e por certa
ora da noite ebegou uma escolta a mandado de
lesu-entino, e quando digo isto, porque ja disse
aae o proprio subdelegado uma creanca, que se
deixou illaqaearpor Pimentel, que escolta aconi-
MDbOU.
Cbega a torea alta noit, bate na porta de Rosa
Mari, chama-a, ella aeeorda e responde : Srs.,
aqai nao tem ninguem, meua filbos nao esto em
asa, os senhores que deligencia querem fazer aqu,
M querem fazer alguma, esperem at amanli de
anianh, que abrirei a porta.
Pois uma mulher que todos oonhecem, uma mu-
lher viuva que tem duas filhas mocas, ambas sol-
teiras, e que passam por honestas, havia de ter em
ana casa oceultos criminosos?
Nao abro agora a porta, disse ella, abroa ama-
M ; abre ou nao abre, etc., o certo que um sol -
alado derrubou uma janella e pulou para dentio de
tar~ ; a mulher, pegando em um machado, ferio n
saldado e este vendo-se assim repellido pulou da
janella para a ra; os outros soldados, vendo
yin i um hemem, suppunhain ser algum dos cri
qne iam prender; que succedeu? Foi que em
vatro soldado matou com o rifle o compaiibeiio.
ata a verdade do que se passou, segundo me
nsserain em Canbotiubo.
O Sr. Lourenco de S Disserain 1 e isso libe-
rna** e conservadores ?
0 8r. Antonio VctorSim, senhor, era eu vi-
ada aventar uma proposico que nao fosse capaz
o aeseveral-a.
D'ah ento travou-se a lucta, a mulher 'Jt fea
desdo a janella e os soldados atacando-a : ama
Jacta interior de mulber para hoineo ; os solda-
das quereudo entrar a mulher nao permittindo ;
aa> filbos esto no mato defro te de casa, ella pede
aeccorro, elles correm, defendern a casa e defendem
ana mi.
Quero saber se estes homens nao aeham peante
3 le justificativa, dfe dendo a sua proprio la de,
ttfeudendo a honra e vida de sua mi e ir mas, o
aaa sagrado de todos os direitos !...
Como ve, Sr. presidente, trata-se de nm hornera
ajac illude a boa t de um pobre moco, que nao
sus* de nada.
Procurei informar me de tojos ; quiz saber se
Sai o delegado, nao toi, mas sim o subdelegado.
Quando passei pelo lugar, tive conbecimento do
naso, soube que existiarn alguns feridos e entre
oaars uma moca, fiiba de Rosa Mara.
acuhores, o lacto que se passou. O sub-
delegado neamo nao :em conscieucia do que fez
porque nao sabia 9 que ia fazer. O delegado,
esse nao teube.
O ir. Laurencj de Si -Naturalmente algum
km muco
O .Sr. Antonio Victor Peco ao nobre deputado
;jne c> me d deas es apartes.
O -r. Liureuco de S Admira que essa aufo-
aMade depois desse facto nio tivesse sidodemit-
tule
O Sr. Antonio VictorSe V. Exc. continuar a
JBterroinper-me assim, o meu discurso tornase io-
atnamavel.
O Sr. LiurenO de SEu at estou apoiando
T. Ese.
O Sr. Autonio VictorSe V. Exc. forme apoian-
do sjaim, terci de me calar.
O Sr. Lourenco de SiPeco militas desculpas
aoBobre deputaio, mas desejo que prosiga.
O Sr. Antonio VictorA gradeen ao nobre de
paitado, mas espero que
aaaaner-me.
Un Sr. Deputado -V-
Iam
O Sr. Antonio VictorVou muito mal; um ho-
mem as mismas condicoes nao pode ir bem
ooaedo falla perante um auditorio destes.
llar. Joo de OliveiraTalvez nao agrade
O -r. Antonio VictorEslou citando os factos,
sas o caso este.
Sosa Mara foi ferida, foram feridos os filbos.
Jbi ferida Um soldado e outro ficou tambem ierido.
_^*' Sosa corre espavorida e, qua.to aos filbos, uo sa-
bia que destino haviam tom ido. At a miuba
nmssagem per Canhoti ho, disseram-me que, quan-
tosuin delles nio se sabia que destino havia to-
ando, mas corria tambem o boato de que se havia
encontrado. Mas o que verdade que Rosa
Mara foi t?r casa do Baro de Buique junto
oa* um filho.
Um Sr. DeputadoKuto a Rosa nao mor-
an ?
O Sr. Antonio VictorNao, senhor ; at a mi-
aba passagem por all uo tiuha inorrido. Diziatn
ane nm filho dessa mulher havia morrido, mas de-
aoJs soube o contrario
Un Sr. DeputadoDe sorte que e morro-, um
jolda-io.
O Sr. Antonio VctorConvein anda f.zer no-
tar a esta assembla que uma das filhas de Ros
fieos muito ferida.
Agora, pergunto cu ; isso justo ? E' neces-
ario, Sr. presidente, que cu peca ao presidente da
provincia e ao Sr Dr. ebefe de polica, que lan-
cen suas vistas sobie aquella localidade.
O Sr. Jote MarisApiado, muito bem.
O Sr- Antonio VctorMas, Sr. presidente, de
pois de todo csse facto, depois de todo esse mor
licinio tocaram for;o na casa de Rosa Mara, no
tsgeuho, casa de arinha e outras mais do sitio
qoe eram caberlas de palha de palineira; des-
truiram mais todo o algodo que ella tiuha. por-
que, Sr. presiden.o, essa mulh-r recebo diuheiio
e certas pessis para tas-r compras. E esse al-
godo pevtencaa ao Sr. Portella. Tudo quanto
Ua tinha foi destruido, fieando apenas com a rou-
eca que estava.
O Sr. Loun neo de SIsso horroroso.
O Sr. Antonia Vict >rV. Exc. nao esteia gos
raudo muito do que eu estou dizendo; na esteja
jroetando :. uto dessa mcu modo de apreciar o
ateto.
O Sr. Liun neo de S-XSo estou gastando.
m v<-ja que V. Exc. um homem serio, que eot
izendo a verdade.
T) Sr. Autonio Vict-rEstragaran! tambem
soda a roca queiuando 03 partidos de canuas
P..a i- possivel, senhores, que em am paiz deste
anda teubamos de presenciar factos desta natu-
:cia ? Pois posaivel, aenhorea, que em um paiz
dest-', on u temos urna OoaatitaioSo, que ga-
rante o asylo do cidado, proceda se desse modo,
rrombando-Ee alta noite as portas da cas* de
ama infeliz mulber, destruindo-se tudo ?
O Sr. Jos MaraE' bom que V. Exc. mesmo
>difr>.
O Sr Antonio VictjrE que papel estamos fa-
lcado n-'sta casa V
Nao debemos tratar de poltica, mas de pedir
providencias aut ri lade compet-uto para faz.r
iccahir as penas da iei sobre aquelle que procede
ma\. Nao estou fallando como opposicionista, por
roe ec o fosse, estara naquella bancada. Estoa
aqu apenas dizendo a verdade para que se tome
ajoalquer previdencia.
i.) ficto, Sr. presidente, que essa pobre mulher
Jiesf forajido, com sua caaa queimad, sem mais
cus i alguma.
Q ni o mcio de remediar esse inconve-
niente ?
O meio s-ria Rosa Mara riclamar perante a au-
toridad? c impetinte pelos damnos que soffreu cm
jua propri dade.
M-8 c m eme meios, se o que ella tinha tudo f
eou perdido ? Mas, seubi res. eu j dcsejra ao
senos que essas pessoas que c.iusaram esses dam-
aos tivessem um pouco de erpreseo.
O subdelegado nao te ve consciencia do que tez :
.i moco, repito sem experiencia e foi lludido.
Toda re.-ponsabilidade portacto deve recahir so-
bre o Sr. Pimentel.
E ^-e porventura o que eu estou dizendo nao
.. n r I ol ento o Sr. presidente da provincia, a
i es nao acenso, assim como o Sr. chefe de
'eem a obrigaco de syndicar desse
V;_ tacto.
Na i t'-nho a honra de conhecer pessoalmente
tases don cavalheiros, porque nao sou palaciano.
.. Sr. presidente, qualquer im de nos, collo-
;ado na posico de presidente da provincia ou de
polica pode muito bem ser victima de
lata utbrinacio errnea.
l'orrauto nao faco recahir a respousab lidade
.acto sobre essas duas autoridades da provin-
U presidente pode pedir informacoes autori-
1 aubalterna e essa dizer o contraro do que se
paeaou.
conveniente que se mande ver se verdade
: se se incmdiou a propriedade da mulber, se
houve f. ri mentos, se ella se acha oragida em co-
males estranha.
O Sr. Joo Al veaNo proeesso se h* de apre-
cia! este ponto.
C Sr. Antonio VictorE' isto o que eu quero ;
que -o que se instaure um proeesso para se alean-
car o Pimentel, del< gado on qu* m quer que seja.
Uma Vrz Nada se tem f.ito.
Oitra Voz lato compete autoridade udi-
caria.
O Si. Lourenco de SEm todo o caso east s au-
tora adesj deviam ter sido d anuidas
O Sr. utouio VictrJ foi urna forca,d 14
btttalbao, porque aqui conato que em cata de
Ros:, estavam acuitados alguns aasassinos ; porm
essa mesma fbrea nada en ontrn e volt v. _
C.'eio, pois, que o presidente da provincia, que
eia entao o Sr. Costa IVreiri, nao procedeu mal
man lando para all urna forca. Eu nao eatou.
purtnnto, acensando pessoa alguma.
O Sr. Prxedes l'itangaA forca antes de cer-
car s. fazenda tinba estado na fazenda de Pioeu-
tel.
O Sr. Antonio VictorNSo sel ; o que sei que
tudo foi influ neia de Pimentel, que nao meu eor-
religi 'uarin.
V..zesH O ,
O Sr. Antonio VictorU abuso pode vir d"
qualquer partido; eu teuho visto BBBtP d'BSOl
abua a ; naW W di^a qui- lato ^ ucunil u porgue
era iio douiin'" .1 partido couservador, porque a"
eu f s.-e i no era- sapillo que s ilu no >l innn
da partid lib r I, nao ic-Horii h je. (Ap*i
O r. PresidenteObservo au nobre i pul > i
que a b ira Bata linda.
O -i-. Antonio VictorVui oaehtir, Sr. pr -*i-
drate.
Eu achaca prudente, Sr presioVatp, aos 8. Bao
p Sr preisid' ot.- da provincia m^n mase .> vn as
autoridades judiciariaa 'liujuella comarc li de
trar a impo oa factos praticados em casa de liosa
Mana
Teuho concluido
V.ui .i asesa, 4 I do, apoiado e appmvaJo o se-
tiiiinle r-'qui iini.-nto :
Beqoeiro prorogateio da hora do ojjodi ote
por 'j OMlMtoa, para vorar-se o requerim uto.
Cime,! Prente.
O r. tmt itTTT"* I"'1 seieute, BO eh-
gar tribuna aoii lespert. do i> r VOiaa que se le-
vanta- i nao I Ha bine -da, .niuunciaiido- ne um a
que ir.a cansa por iniui p ilrociu i da, e purtanto
liffieil a taref.. de que m luibo eneai i e_' i I ; 8
diaendo-OM oitr^a que d sejaia agora ooubeeer i
Carca de aiinba inteingeoea.
A e^tas reapooderai que a minhs iotelhgencia
alo b neabuma f'oc,, kn*o na ios) qu- A bh -
mo de urna fraju za que as vezea me causa suft >
e meo*u
O Sr. Jo de. OliveiraO x ir lio priva o con-
traro.
O Y. Joan AlvosAos deinas direi que, seja
com for, t-nbo f de uo afafar-nae ana as,
dessa trmpostudu. que il- ,-. b ai no ferino da Ca
naofiul
0,
no iii'e de .'Jl de ia*iro le-t-1 anuo.
O Sr. Joo de OliveiraV. Exc est, livre da
prep .r, ncia policial e por ato talla VsaaaoabrM-
daineiite.
O Sr. Joo AlvesSr. presidente, an sent men-
t dupln me acomp uilii Beata oeeasiSo. Aom
tempo que eu lamento a anse ca do nobre depu-
tado p do 2 dialricto, autor .lo r lueriuieiit >, a
qu ni ]irit-ndia mostrar i sen razio rom que 96
h-iuv na apreseiitacao deste requer Dent, riatu
Icr de add izir argumentos oppoatos u^rr n,a '
que, sobre os faelos em discusso, acaboU de fazer
o meu istincto correligionario, Jeputacto pelo 11"
districto.
O Sr. Lourenco de SEnto S. Exc. u> ioi
fiel na narraco que fez
O Sr. Joo AlveaNao digo que o nobre depu-
tado te.iha sido infiel na exp sio.o das oceurreu-
cias de que se o.-cupou, mas posso dzer que 8.
Exc, tomado de appreheiisoes, por ter passado em
(Jaiihotiidio. 1 go depois los a^onfecimentis, en
carou oj fact s delictuosos que alli se deram p -i
uji prisna, qu nao aquelle p do qual sao atea
*actos encarados por nos outros, que. neate ponto,
estamos em perteito desacerdo com S. Exc.
Lamento, como acabe de dizer, Sr. presideute,
a ausencia do nobre autor do requerimento, por
que pretenda convencer a S. Exc. de que o sen
requerimento nao tem nenhuma razo de ser.
O Sr. Ferre-ra JacobinaPaco meu o requeri-
mento. e aceito a discusso.
O Sr. Joo AlvesFolgo muito em ouvir estas
paUvras, porque eilas me oflV-recem ensejo para
levar convieco ao nobre deputado pelo 9 dis-
tricto, de que o requerimento que faz seu nio est
no caso ce merecer a nossa approvac >.
O autor desse requerimento, Sr. presidente, ao
entrar na sua jusuficaco disse que ia fazei a
narraco dos factos occorridos cm Canbotiubo, na
noite de 31 de Janeiro ultimo, segundo ur..a das
venajes que con iam ; dandi-mc assim o direi to de
escolher urna oulra versan, pa-a, por ella, fazer a
exposico di-sses mesmos facto?. Mas eu uo me
quero prt valecer dessa margem, que o nobre de-
putado abri respeito das occurrcnciaa de que
nos oceupamos e terei dadeiro prisma, de accordo com a v.-rso que corre
com mais apoio neata capital u que tem sido p da-
da polas fjlhas inaii coneciluadas que circulain
entre DOS,
O Sr. Antuiio VictorAs folhas publicam tuio
quanto se quer
0 Sr. Joo AlvesSe as folhas publicam tudo
quanto se quer, vai no meio dessetudoa ver-
dade, que, qoaei seinpre, nao eoffre contestav).
O illustre autor do requ Timent->, Sr. presidente,
mi 'S de-istabelecer os argumentos que adduzio
em prol d.-sse meamo requerimento, trouxe cm-
sideraco desla AassajUea dius fictos occorridos
nesta cidade, por meio dos quaes pretende que a
uossa sociedade esteja anarebisada e em completo
estado de dMolDCBO. Estes tactos foram o es-
bordoainento de um individuo que se achava ao p
de nm.t fabrica Ce cervoja, enio que na Nova
II iniourgo, e um f.-rimenio feito com faca de pon
ia, em ouro individuo, por um ageute da polica,
junto ao Caes 22 de Novembro.
Ora, Sr. presidente, factos desta ordem, de
pequea importancia, uo deviam ser trazidos
para esta casa, porque aqui na nao represen "amos
s papis que. pertencem aos inspectores de quar-f qoe em Ve"z de vir sua casa o tenente Lauren-
contendora, seguir do-se um conflicto, no qual ca-
hiram mortos alguna soldados e feridos outros, pela
coragem de Rosa Mara, dous filhos e duas filhas,
que se acbavam juntos casa sitiada.
Foi ito, mais ou menos, o que nos referi o no-
bre depuUdo, segundo a verso escolhida de pre-
iereucia, para por ella fazer-se as aecusacoes que
ha das testeinunhmos nesta Aasembli.
V< jamos, Sr. presidente, em vista mesmo dessa
narrac-, qual a pessoa que de?e ser responsavel
pelo eonfl:eto ; vejamos qnem o provocou.
liosa Mari rendo manu-ido matar o* animase
do tenente Laorenuno, do modo que nos disse o
inbre autor do requerimento, d apozae, natural-
mente, a dar no negro e esperar pelo senhor, segun-
do o ritan. Se ella nao trepnluu ante a pratica de
semelhimte atteotaiiv ; se desprezou o caminho da
legalidade, es tramites da lei para indcmniar-ae
o prejoiso que havia soffrido, e de modo to des -
communal procuruu desforcar se, faaendo jnstica
com auna pr. praa maa, segu-se que estava pre
parada para o que dsse c viesa", tinha o plano
finiado de acet.r a vindicta d qualquer modo
qu ella ap.xreceaae.
Um Sr. DeputadoIsso urna historia.
O Sr. Joo AlvesA couclusao nao pode ser
outrx.
(I Sr. Antonio Vctor d um aparte.
O Sr. .1 i \lv aV. Exc. couhece essa mulher;
abe o n me dVil 5 podara dizer-me se ella cha
M -1 B m U'>sa Mana ?
.l \ 11 loe ,1 pufado qu-est to estranbo
a.- tactos em 1 enasto que nem ao m nos sabe
dsor n n inw da peas.-a qaa se quer figurar a prin-
cipa victima desteai SW a darei antes como
pri 1 pa protogMBJsta d 18 meamos aetos, que
M 1 ra do Espirito Santo
( Sr. Ja vi ncio MitrizE V. Exc. couhece Ma-
ra li as ?
' > r. Ji o Alves Nao, nao conheco Mana Rosa,
e lubeu. 'ii o por tradieco R >sa Mara, que a
. de qaa a tracta, a qual aceitaudo-se mea-
mo .. e\|>i-ica'> feia icio Ilustrado autor do re
qu rimen' a iiuioa resp msivel p'-lo coaflicto,
p .rque f 1 (u> 111 11 pro/ucou
\' ra s-eli '.ir.uo ao conhecimento perfeito
dess f f et s, ,-uin todas as suas circumatancias,
li sa M ira nao aar aimpleameute resp naavel,
-eiaunici ciuninosa, fer a nica sobre cuja
cabec 1 I-.ir r. o-ilur a aceito da le o dajustici.
1-'ti" clivamenfe, Sr. presidente, Rosa Mara a
un crimi esa nos acconteeimentos de Canil di-
nlio Foi ella qnem c mo.eit 110 af.entado in-iu-
li'o d esping nd-ar os.inun-ies do tenente Lau-
ro itino; f o illa quem pr-parou h unena de armas,
erial nos ij. para attaptar eootra a vida do mesm >:
f i ell 1 quem prearon a enab eada par dar c in-
bate torea publica quando tivesse de Capturar
esses crmiiioa s ; foi ella finalmente quem rom-
peu fogo "iitra a tropa quando esta acabava de
aitisr-llie a cara.
O Sr An li l>iaaMas como se chama a mu-
lher. ifiu .
O 8r. I 'i A i e 1Eu p 'direi ao n ibro d ipnta-
il-> qu tomo su.'.a n tas, par depoifl riapouder-
me, alrn de nao inlerromper-ine mais pergunt 111-
I -o- o lime deas mulher
O in'sm 1 Sr. D pilado -V. Exc. est trac'an-
do de um feto ioip rtaule.
O Sr. J io Alvos Sr. presidente, Laurontino
Pimental te-e coiiheeiin-ut 1 das m irtea deseas
aui.moa. o foi visa I., ao 111 mo tempo, do pla-
no inistr qu- havia contra ai. Poi par esta ra-
zo que apresaou-to em recorrer polica, pedio-
d garantas para sua vida amono ida : e a polica
mandan I > que a finja publica fosse dilig-nciar a
captura deasea crrninoaoa. que se dizia exfetirein
na f .Z' nd 1 Grota Nova, pvrtencente a Rosa Ma-
ra, na 1 tez mais do que euinprir o seu dever.
All gou o nobre autor do requerimento que Ro-
I Mara nao ti.ihi taes oiimiuoaos, e que a lucta
que euiprehcudeu com a tropa foi sustentada por
lia e suas duas filhas, prelendendo assim que ti-
ces- ido nina lucta I -menil essa que teve lugar
no iiia 31 de Jan iro, em Canhotnlio.
^ Sr. Andr Das Femeuil ? !
Sr Joto Alv.sV, Exc. podecorngir a phra-
se ; eu gosto de aprender.
0 Sr. Joao de OliveiraV. Exc. assim offende
os bros marciaes do corp > de"polcia.
O Sr. Joo AlveaEu j disse que submettia a
phrase correceo do Sr. Andr Das
Os uobres depurados todos me couhecem, sabem
que sou leigo, e portanto sujeito a esses desvos ;
nein ellos sao para eslraubar.
E a proposito eu direi aos nobres deputados
que orgulho-meem ser leigo. tenho mesmo muita
honra uisto.
Antes quero ser leigo do que possuir um perga-
uiiiihoavariado, como muitos que foram confer
dos naquelle velhu ptrdiciro da ra do Hospicio, e
como outros que esto agora sabindo desse novo
palacio de Pateo do Collegio.
Quero ser Iei porque ninguein dir que fui
Parabyba ou ao Rio Grande do orte mendigar
diploma de habilttaco em materia preparatoria,
nem que anoei aqui de rastos aos ps dos poten-
tados para lo val-os ao sacrificio de rrancarcm
aos diatiuctos lentes da nossa Faculdade appro-
vaco inmerecidas, que s tem servido pava re-
icsir o nivel 10 nosso baeharelado.
Eu diia, Sr. presidente, que os nobres dr puta-
dos pretendiam que o conflicto dado em Canhoti-
nh 1 fosse o resultado de urna lucta femenil, porque
S=. Exea, nao admittem qu- 11 isa Mana e suas fi-
lhas tivessein silo auxiliadas p r h .mena de armas
nossa occasio. Mas, se di -res. como se pode ad-
mittir que urna senhora velha, alquebr -da pelos
annos e p lo trabalho, a duas jovens, affeitas so-
mente ao que proprio do sru eexo teuham dado
b\t;-.lha a uma forc* de polica, composta de dous
dest caineutos, de modo a ficar esta toda destro-
cada e ferida ? Esta verso pecca por inveros-
mil.
O facto deu-se de outro modo. Rosa Maria ti-
nha ha muito t.-mp 1 quenas do tenente Lauron-
tino. Mauduu reunir uma horda de inalfeitorcs
para uma vingauv i-
Ordenou a mo.te dos animaos da sua projecta-
Ja victima, afim de que esta viesse tomar-lbe sa-
tisfacoes, para, nesta occasio, ser executado o
seu plano.
Sab -rfdo que outro tora o caminho tomado, c
tetrao.
O nobre autor do requerimento veio, com ellos,
enfraqoeoer os argumentos apresentades acerca
dos neg os deCunhotiuho, que a, terem a inestna
importancia, esto, de certo, muito abaixo dojuizo
,que S. Exc. aqui exleroou.
Nos, ato eutao, Sr. presid-n'e, nao couheciamos
nciihum d asea fa tos que servirn! de exordio ao
nebro depilado, e por isso contra elb s nao articu
linos um s palavra. Hoje, porm, 03 coiihec-1.-
mes ; o primeiro por inforinacVs que nos foram
transmitidas, dizendo que elle uo passou de uma
ligeira altercaco, motivada por antigs nxas, e o
segundo p ir constar da foi ha. oficial de hoje, na
participacoda polica ; evidencian lo-se ter hav>
do nao uma facada capaz de assoinbrar um espirito
vigoroso, como o do nobre deputado pelo 2o dis-
tricto, n si n uma leve escoriceo, que foi tratada
pelo Sr. Dr. Main, cm menos de cinco minutos O
individuo que praticou este facto desappareceu,
intes que chegasee a polica e nao era a?e te
delia, como, mal informado, disse o nobre autor
do requerimento.
Parece, 13-tanto, Sr. presidente, que o exordio
que precedeu o discurso, forte e vehemente, profe-
rido pelo nobre de, utado pelo 2o districto, acerca
das occun encas de Canhotinho, nao corresponde
He nenhuoi modo gravidade figurada por S. Exe.
a respeito dessas m-smas oceurrencias ; ou entao
ellas teem uma face diversa daquella que nos foi
aqui apresontada.
Eu, por minha parte, decido-me pela segunda
hypotbese, principalmente porque o dstincto autor
d 1 rcqui riaicnto, para justifical-o, teve de esco
lberuma des veisoes que corriam sobre os factos
de que trata o mesmo -equenmento, o natural-
mente esec Iberia de preferencia aquella que mais
peno fizess'! sobre a administrado da provincia e
sobre as autoridades policiaca do termo de Canho
tinho.
Mas, Sr. presidente, npezar de ter o nobre de-
putado sua disposico muitas verscs, para
d'entre ellas escolher a que mais )be agradasse,
apezar da preferencia qac deu a essa de que se
servio, S. .xc. nes oflVrecwu, comas suas proprias
palavras, motivos para contestacoes de grande
peso e signifieaco.
Foi aesin, -r. presidente, que o nobre deputado
nos disse iqui que Rosa Mana do Espirito-^anto,
tendo sido victima de damnos causados em suas
plantcoes. pot*animaes do seu visinho o tenente
Laun iitinc Pimentel, havia mandado espingardear
seis iu oito di asos animacs, que ahi mesmo fica-
ram mortos. Disse mais que o dono desses an-
maes havia recorrido ao delegado de polica, e que
este havia posto sua disposico urna forca, com-
posta jB dous destacamentos de Canbotiubo e
Quipap, aSm de, ctm ella, tomar uma vinganca
contra Rosa Maria.
Disse fi lmente qte o resultado dessa vingan-
ca foi ter Laurenlino j osto cerco casa de sua
tino era a torca publica quem vinba, poatou, de
emboscada, atraz da casa a sua gente, c trancou
o. porque as ordens estavam dadas.
Com iffeito, apenas a tropa acabava de tomar
p isico s, sorprchendida pela descarga partid* dos
matos, cahind logo morro um soldado.
A forca ento arremessa-se contra as portas da
casa, deita por trra u na dolas, e entra para
abrigar se contra as balas que Ihe eram atirad a
le tora.
Travou-se ento o conflicto, no qual tomaram
parte Rosa Maria, seus filhos e filhaa e mais os as-
sassinos qu- constituiam a emboscada.
O que ento se passou j nes foi narrado pelo
digno autor do requerimento.
Foi uma luta homrica, medonba mesmo. di qual
esultou mortes e ferimentos, iacendios e inulta
cousa mais.
O Sr. Ferrera Jacobina V. Exc. aceila essa
narraco como verdadeir 1 ?
O Sr. Joo Alves Nao tenho duvida em acei-
tar.
O Sr. Ferrera JacobinaE porque duvida dos
factos anteriores ?
O Sr. Joo Alves Porque tenho razoes para
duvidar, alm de nao ser crivi I que urna lufa des-
ta orden, tenba sido provocada somente por mu-
llere*.
O Sr. Ferrera JacobinaProvocada que nao
foi.
O Sr. Joo Alves Pnvocsda ou sustentada.
O S'. Ferrera JacobinaQue remedio...
O Sr. Joo Alves De todos estes factos, Sr.
pieaidcntc, concibe-se que existe uma pessoa cri-
minosa e altamente delinquente, sobre quem deve
recahir todo o rigor da le.
E esta pessoa Rosa Mara, nica e exclusiva
mente.
Vozos-Oh Oh! Oh V. Exc. nao est fallan-
do serio.
O Sr. Joo Alvos Ora, Srs. deputados, pre-
ciso esquecer o proced ment que teve essa mu-
lber soberba e violenta nos acontecimentos de Ca-
nhotinho, para poder-se por em duvida a sua cul-
pabilidade. Pois ella mata o gado do seu visi-
nbo, c nao contente, arma homens criminosos e
inalfazrjos para o as-siissinar ; embosca a forca
publica, atira sobre ella, ferindo e matando, e por
tim de cuntas uma innocente victima, que vem
provocar os lamentos dos nobres deputados. Isto
que nao serio.
VozesOh! Oh! Oh! (Riso).
O Sr. Joo Al ves E tanto verdadeira esta
verso dos factos de Grota Nova, que Rosa Maria
i cossada pelos remoraos de sua consciencia foge,
iepois do conflicto, e vai pedir proteccao ao meu
1 espeitavel e distiacto amigo o Exm. Sr. Baro ae
lluique, iazendo proposililimente correr a noticia
c e sua morte, porque s jior este modo entendeu
poder escapar accio da jnstica.
Se Rosa Maria era innocente, se sobre ella nao
pesava a responsabilidad-, dos factos criminosos
que ae tinham dado, para que fugio ; para que
abandonou sua casa, familia e negocios, e toi re
fugiar-se na fazenda de um cidaio prestante, cu-
ja docura de coraco foi invoear em seu favor ?
Pois ella nao ccnbecia o rifo : quem nao de-
ve nao teme, > de que se arre ;eiou ?
E Sr. presidente, com aecusacoes d'esta or-
dem, que os Dobres oeputados pretenden destruir
os crditos e a reputacSo de 8. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia e Dr. chefe de polica !
O que queriam os nobres deputados que fizesse
a administraco com as autoridades policiaea de
Canhotinho, que cumpriram perfeitameute'o seu
dever? Dumittil-as? Nao, porque isto seria a
maior das iniquidades.
O Sr. Ferrera Jacobina Demittil-as, sim, e
no mear outras.
O 8r. Joo AlvesO presidente e chefe de po-
lica fizeram o que iaria qualquer administrador
en teriobo e j isticeiro. Fizeram seguir logo para
Canhotinho uma forca regular, afim de manier a
ordem, perturbada por uma familia imprudente e
mal intencionada.
0 Sr. Presidente Observo ao nobre deputado
que a hora est fiada.
O Sr. Joo Alvea -Vou resumir oque tinha an-
da a dizer, Sr. presidente.
O que cumpla a administraco fazer foi justa-
mente o que fez o Exm. Sr. conselbero Costa Pe-
reira, de accordo com o Sr Dr. chefe de polica.
Fez immediatamente seguir para Canhotinho a
fo'ca de que fallei, para-auxiliaras autorida-
de.- na m inuteno.ao da ordem, represso e punico
dos criraea. E se essa torca nao fez ainda reco-
Iher cadeia alguns dos implicados no attentadn,
foi sem duvida porque ainda nao se concluio o
proeesso de f/rmaco da culpa, que corre no juizo
municipal de S. liento ; os nobres deputados com-
prebendem que, passado o momento do crime, fra
do caso de Migrante delicto, s ae pede em regra
prender o individuo que tem contra si alguma
prenuncia.
As autoridades policiaca cumpriram com os de-
veres que Ihes impunha a lei, abrindo rigoroso in-
querito sobre os factos delictuosos que foram pra-
ticados, inquerito que foi transmittido ao Dr. pro-
motor publico da comarca, por intermedio do juiz
competente, e serve de base ao proeesso crime que
se est formando na villa de S. Bento.
Oa n 'bies deputados podem ficar certos de que
I quando estiver concluido este proeesso e forern eo-
; ubecid >3 oa criminosos de Grota Niva elles tero
a divida punico, porque a adminiatraco publica
I tem bastante iud-pendencia e impareiadpde para
fazer respetar a lei, a justica e a moralidade pu-
blica, seja ou nao preciso incommoiar a Mara
liosa, ou a qaalquer potentado.
Julgo ter mostrado a toda a evidencia que o re-
qu-rimento de informacoes que orase discute nao
est no caso de morecer a approvacao desta As-
sembla, pirque fve nicamente por fim levantar
aecuaaces contri a adminiatraco da provincia,
sem nenhum fundamento, e s uneute apelados n 1
sentimoi.to partidarios de que so acham possuidos
os nobres deputados, que sem motivos justificados
prelendem laucar nos o descrdito perante a opi-
nio publica.
Aasim, piia eu, por minha parte tenhti de votar
pela rgetelo desse reqneriosente, esperando que
igual pricedimeu'o tenh un os m"us Ilustres col-
legas, quer desta, quer d'aquella bancada, porque
senhores, todos ni, aem diatinecao de cor poltica,
temos obrU'aco de fazer justica, ainda que ella
tenha de aproveitar aos 11 issjs maiores adversa-
rios.
E' esta a minha humilde opinio.
Tenho concluido.
VozesMuito bem, muito bem.
A discusso fica adiada pela hora.
Passa-se
OKDEM DO DU
Continua em 1 discusso o projeeto n. 27 deste
anno (fixaco da forca policial).
Ninguem pedindo a palavra encerrada a dis-
cusso e posto a votos o projeeto. approvado.
O Sr. Lu* de tmlraila (pela ordem)
pepe dispensa de intersticio para esse projeeto.
O * seu discurso).
O Sr. Drummond Filbo- (Nao devol-
veu seu discurso).
O Sr. Joo de Oliveira Sr. presiden-
te, depois das decises de hontem e de hoje, con-
venco-me de que a maioria desta casa quer levar
tudo de afogadilho.
Hontem em attenco maioria, nos deixamos de
impugnar o pedido que se fez da nao impreaso to
projeeto, quando essa publicaco era necessaria
afim de que a materia do prnjecio chegasse ao co,
nhecimento de todos na, principalmente daquel-
les que pela primeira vez oceupam um lugar nesta
casa, afin de que tivessem tempo de estudar algu-
ma cousa relativa torva publici.
Apezar de tudo isto nao fizemos questo e o re-
quorimouto foi approvado sem debate.
II je abstivemo-nos do mesmo modo e V. Exc.
sabe que se quizessemos impugnar o projeeto em
Ia diseuaso tinhamos motivos para isso, desde
que elle augmeuta o cffectivo da foro 1 publica.
Eu nao comprehendo, Sr. presidente, como o
noOre deputado eleve o numero de praeas sem
augmeutar a despeza...
O Sr. Drummoud Filho Isto compete i com-
misso do orcamento.
O Sr Joo de Oliveira. -salvo se os n ibres
deputados pretenden! por meio de urna emenda di-
minuir os vencimentos das praeas e olfieiaes.
Mas agor Sr. presdeme, surge um terceiro
pedido ; j estou arrependido de nao ter solicitado
a pal vra, o que fiz em afencao a V Exc.
Proced assim, porque estava na boa f de que
c projeeto, uma vez passado em 1.a discasaao teria
urna certa delonga para entrar em 2 ; mas a mi-
nha bo 1 f foi Iludida, e, apezar de t.atar-so de
materia 1 portante e neutra, como a que se re-
fere fixaco da forca publica, vejo que ella
considerada questo politi:a.
Sou de opinio contraria, acho que a poltica
nao deveria entrar ah.
E, para robustecer a minha opinio, invoco o
te.-t- iniinho do Sr. 1! uo do Muribeca que tambem
dizia nao saber como 1 ntrava na discusso de for-
ca publica a questo poltica.
A praxe. po. em. esta.
Um Sr. Deputado Na Cmara discute-se poli-
ti a at n ia ornamentos.
O Sr. Joo de Oliveira Mas a Cunara tem 11 n
carcter muito difireme do desta Asso-mblcu
Um Sr. Deputado Entretanto V. Exc. c seus
a mu os discutem poltica aqui todos os dial.
O Sr. Joo de Oliveira Ni discutimos poli-
tica somente quando se tratou da verificaco de
poderes e quando se apresentou aqui um pr jecto
mu.land 1 a sedo da comarca de Vertentea para
Taqnaretiuga, porque esse ptojeeto com effeito
poltico.
Seja, porem, corno f jr, Sr. presidente, prec so
estudar e commigo muitos dos raeus collegas os
projectos anteriores, ex- minar a oiganisaco do
corpo, afim de ver se o presente prejecto est no
caao de merecer a nosaa approvacao. Mas deste
modo estou vendo que amiuh estar elle appro
vado, sem discusso.
Eu set que ha da parte da maioria o compro-
misso de encerrar os trabalhjs desta casa no dia
30 do correte.
Pens que sera m ito bonito e para o partido
couservador um titu o de gloria poder pela primei-
ra vez encerrar a sesao dentro do praso legal
L varia o procedinaanto de S. Exc. se isso aconte-
cesse, se esse compromisso fosse roalisado. por que
os nobres deputados esto habituados a censurar o
partido libra! por ter pr longado as sesaoes du-
rante :ii-4mi zes.
Mas, Sr. presidente, recorrende a fonte iieus-
peita, a syiiopsis dos trabalhos desta casa, vejo que
tal pratica foi aqu iniciada pelo partido conser-
vador em 1870 e 1871.
Um Sr. DeputadoCreio que V. Exc. eat en
ganado.
O Sr. Joo de OliveiraE' fcil de verificar.
Em 1870 abri se a assembli no dia 1 do Abril
e encerrou se nu dia 2 de Julho. Em 1883, justa-
mente quando os conservadores tniham maioria
nesta casa, abrio-se no dia 1 do Maajco e onoorr 11
se a 20 de Julho.
Attenda bem a assembla : nessa poca estava
o partido da ordem em maioria.
O Sr Gomes PrenteUma vez queV Exc. talla
tanto no partido da oidem, digo que o de V. Exc.
o da desorden).
O Sr. Joo de 01 veteaEuno me (Sondo; mas
acho que o nobre depuWdo uo se devia molestar
p"r chamar eu o partido conservador o partido da
ordem: at um elogio.
O Sr. Gomes PrenteMas V. Exc diz sempre
isso por irona.
O Sr. Jofto de OliveiraCreio que os compa
nheires de V. Exc. nao se ofleudero por isso, pelo
menos am certo numero.
O Sr. Gomes PrentePois bem; eu o considero
correligionario dos deaordeiroi.
0 Sr. Joao de OliveiraNos somos tidos como I
desordeiros, o tratamento que nos do os conser-
vadores; o que havemos de fazer? Agora, nos que
somos desordeiros, que pertencemos ao partido da
desordem, dizemos que V. Exc. pertence ao da
ordem. Veja como se paga e mal.
O Sr. Gomes Prente d um aparte.
O Sr. Joo de OliveiraPois bem fique l o uo-
bre deputado com o seu partirlo da ordem, que eu
ficarei no da desordem.
0 Sr. P esidentePeco ao nobre deputads que
se cinja ao objeeto do debate.
O Sr. Joao de Olive;raEu fui desviado, Sr.
presidente por um aparte que me deu o nobre de-
putado. Estava dizendo que se por ventura partido
da ordem conseguase encerrar esta Asssmbla no
dia 30 deste mez isso seria um titulo de glora para
os nobres deputados que sao dignos representantes
do mes ao partido. Creio que niaso nao vai a me-
nor offensa,
O partido conservador comprometeu-se nao s
a equilibrara despeza com a receita,como tambem
a encerrar os nossos trabalhos no dia 30 de Abril,
e eu para mostrar que desejo tudo isto digo que
eoncorrere com o raou voto para este fim.
Vio V. Exc. que o partido da desorden foi o pri-
meiro que cumprio com a lei; mas depois encon-
trou esta praxe invertida. Ao subir em 1878 quan-
do naturalmente tinha aspraces e reformas a
ri alisar, esse partido poude cumprir com o dever
constitucional encerrando os trabalhos no prazo
legal; sendo que, como V. Exc. sabe, por essa po-
ca Dezembro de 1878, sera difficil cstarein os de-
putados aqu nao s pela estaco calmosa, como
tambem por serem muiros delles agrie Itores.
Creio qac estao terminados esses incidentes pro-
vocados pelo nobre deputado.
Digo eu: conceder se dispensa de intersticio a
esse projeeto, obrigar-nos a votal-o sem discus-
so. Se qualquer deputado se Ievantaese e nos es-
clarecesae, mostrando a quanto suba o effectivo da
forca, que despesa se ha feito com ella, qne alte-
racoes importam encerra o projeeto, eu nao teria
duvida em votar pelo requerimento de dispensa de
intersticio.
Eu desojo, Sr. presidente, ardentementc que o
partido da ordem, no dia 30 encerr os seus tra-
balhos, e que V. Exc., do alto dessa cadeira, tenha
a gloria de dizer que, mais uma vez,cumprio-se o
acto addicional, mas nao do modo porque vo as
cousas.
V. Exc. vio que abrio-se a assembla no dia G
de Marco; a commiaao de forca publica, para re-
dgir uin projeeto em 20 linhas, gastou um mez.
O "r. PresidenteEu nao posso couseutir que o
nobre deputado continu nease terreno.
O Sr. Joao de OliveiraSr presidente, versa o
requerimento em questo sobre a dispensa do in-
tersticio, e ponso que do modo por que tem corrido
a iseusao deste projeeto, e o modo por que tem
procedido a minora julgamos que nao se deve con-
ceder tal dispensa.
Ja tivemos duas occasioes de protcllar eata dis-
cusso; a Ia quando hontem pedise a dispensa
de impnaso. A minora entenda que um projeeto
deata ordem nao p>dia ser dispensado do impres-
sao : comtu.lo ealmo-Boa, Mas haje levantase de
novo um requerimento idntico, pedmdo a dispen-
sa do intersticio.
O Sr. PresidenteO nobre deputaio permitte?
O Sr. Joo de OliveiraV. Exc. pode me inter-
romper.
O Sr. PresidenteComo e Sr. deputado appre-
senta apprehensoes de que nos pretendemos que o
projeeto fosse a galope, desdo j garanto ao nobre
deputado que ella ser largamente debatido. A
maioria nao ter iateresse em cerecar o direito da
minora.
O Sr. Joo de OliveiraEu vouaenra me sentar
obediente s observagues de V. Exc; estamos
tranquillos co o relaec a V. Exc, que justiceiro;
mas oe amigos de V. Exc. podem uo querer pro-
ceder da mesma forma
Eu quiz apenas mostrar que da parte da mi-
noria nao ha desejo de protelar ; mas nos tam-
bem nao podemos consentir que isto continu assim
e a continuar laucaremos tr.io de tolos os recur-
sos do regiment.
Vou sentar-me, Sr. presidente, para mostrar que
eu obedezo s observacoes presidenciaes ; desejo
que V. Exe. nessa cadeira proceda sempre de modo
a merecer toda a considerado que Ihe tributamos.
O Sr. PreftidenteEm vista do requeri-
mento feito pelo Sr. deputado Ratis e Silva e
approvado pela Assembla foi dispensado da im-
presao em avulso para ser immediamente dado
para a ordem do dia o projeeto n. 27, sendo de-
pois impresso no jornal da casa.
Com relacao ao parecer da commisso de cons-
ttuie.o e poderes, referente s eleicoes do 13 dis-
tricto, o meu procedimento foi harmnico com o que
acabo de adoptar sobre o projeeto de forca poli-
cial ; assim pois o meu acto foi firmado nos prece-
dentes establecidos pela mesa, mesmo com relaco
a um parecer que interessava muito aos Srs. de-
putados da minora.
Su jponho que por esse lado nao ser procedente
a aecusaco que o nobre deputado fez mesa.
O Pr Lourenco de S d um apajte.
O Sr. PrndenteTinha sido lido o parecer re
lativo s duas eleicoes do 13 districto; o Sr. de-
putado Gomes Prente, relator da commisso de
cmstituico e poderes, requereu que esse parecer
fosse publicado no jornal da casa e s depois disso
discutido.
Eu poda tr considralo desde logo adiade o
parecer, mas nao o fiz em consideracilo a minora.
) Sr. Lourenco de SO Sr. Gomes Prente
nao pedio a palavra sobre o a-sampio.
O Sr" Presidente Logo aps a Icitura do pare-
cer o Sr. deputado Gomes Prente pedio a palavra
sem declarar o fim para que a pedia.
O Sr. Lourenco de SPedio pela ordem.
0 Sr. PresidenteEm face do reeim mto poda
considerar ipso Jacto adiado o parecer; nao o fiz,
e perguntei ao nobre deputado o Sr. Gcmes P-
rente se tinha pedido a palavra, pela ordem, ao
que S. Exc. respoleu-me afirmativamente.
Assim procedendo nao levantaram-se reclamos
da minora, o parecer toi posto emdiscussoo no
dia seguinte, votado e approvado.
Entend que po.'ia proceder da mesma forma
relativamente ao projeeto de fixaco de forca po-
licial, cuja utilidade incontestavel.
O requerimento do Sr. deputado Luiz de An-
drada, em que pede dispensa do intersticio para
que esse projeeto s'ya incluido na ordem do dia,
nao tem relaco com a deciso por mim dada.
0 lauto as apprebeneoes de que por parte da
maioria ha desejos de que eas projeeto fosse vo
tado s presaos, posan afinncar aos nobres de-
pntadoa que nao ha interesse d parte da meaa,
em que seja dcare.-peitado o direito da minora cm
discutir esse projeeto ; e eu como presidente desta
eisa nutro a esperanca de que oa meus amigos
consiutam que a discusso seja a mais ampia pos-
sivel.
Repito: nao ha razo para essas apprehensoes e
creio mesmo que o projeeto ser discutido larga-
mente, tendo aasim a minora muito tempo para
estudal o e apresentar as emendas que julgar ue-
cessarias.
Dada esta explicaco vou submetter a delibera-
?o da casa o r. qurimento do nobre deputado o
Sr. Luiz de Andrada.
O Sr Prxedes Pitanga Peco a palavra pela
ordem.
Tem a palavra o nobre deputado.
O Sr. Prxedes Pilanca 'pela ordem)
Permuta V. Exc Sr. presidente, que eu faca, Como
re/un 'ntista, lige.iras obcervacoes acere do pro-
cedimento irregular que acaba oe ter a mesa.
Diz o art. 104 do regiment : (lj
Oa prejectos serio lido na mesa pelo 1" se-
cretario, na hora do expediente, e terminada a lei
tura de cada um, e sendo apoiado por 6 deputados,
o presidente pora a votos, se o pmjectu ebjecto
de delib-raco, sem preceder discusso; decidin-
do-so que nao, ficar rejeitado.
Diz o art. 109 : (l)
Quando a materia do projeeto for de simples
intincao e o prejecto constar de muitos poucos ar
tigos, ou mesmo em qualquer caso de urgencia e
absoluta necessidade, a Asa mbla poder dapen-
sar a impresso, i requerimento de qualquer de-
putado, ior simples votaeo, e ndependente de
discusso. o
V. Exc fez 1er o projeeto; um nobre deputado
pedio que fiase dispensada a impreaso em- avnl-
soa, como permitte a le ; foi impresso no fornal
ua casa ; parece que ao depis de ser impresso no
jornal da casa, que V Exc. deveria subroettel-
o ordem do da, porque sem isso nao poda
sel-o.
Um* vozJa est impresso.
O Sr. Prxedes Pitanga Foi impresso hoje, e s
depois de impresso oa projectos em avulaos ou no
jurnal da casa, que podem ser incluidos na or-
dem do dia. (Aportes da bancada conservadora).
Nao poda ser dispensada a impresao seno d
avulso. (Apartes). Q iando se diz dispensar de
impreaso, eat subentendido pela casa, que a
impreaso em avulaos, para ser distribando, mas, un
impresso em avulaos, ou no jornal da casa s de-
pois de impresso, que elle pode ser dado para
ordem do da ; e diz o artigo do Regiment : (l)
Trato deste ponto para provar que a mesa foi
muito aforcurada em collocar o projeeto na ordem
do dia, antes delle ser impresso como manda o Re-
gim nto, o que im jorta uma infraeco, e uma in-
fraeco qae nao poda partir da mesa, que res-
ponsavel pela observancia do Regiment
Parece que ella tambem nao devia ser af-.rcura-
da em querer que seja o projeeto logo dispensada
do intersticio, pirque isto quer dizer que elle de-
via ter logo entrado no ordem dos trabalhos e
sendo o projeeto, como da maior importancia
para esta casa, urna vez dado para a ordem do
dia, deve logo ser submettido discusso.
Uma vozPorque?
O Sr. Prxedes Pitanga Porque, desde que
na discusso da lei da torca policial e das leis dos
ornamentos, os trabalhos dividem-sc em duas par-
tes, a 1. para diacusao do diversos projectos e
do expediente e a 2.* para a discusso das leis
animas. Se a lei de fixaco de forca publica
lei anima, e se dispensada do intersticio, ama-
nh deve entrar na ordem dos trabalhos; nem
pode deixar de ser assim. (Apartes).
Forjadamente cata a couclueo, desde que a
casa nao quer que haja o ntervallc marcado pela
lei, deade que ella quer encartar esse espaco.
Portanto, eu pens que isso quer dzer que O
projeeto ainda nao estava impreaao, quando foi
dado para ordem do dia. O jornal de boje que
o traz publicado e ainanh que devia ser dado
para ordem doi trabalhos.
Estou habituado, segundo as praxes deata casa,
a nao ver antecipada a discusso d is materias
annaaa. Trata-se de um projeeto imputante
que exige algn estudo e os 3 das do iutersticit
nao sao por demais.
E' essa a minha opinio.
O Sr presidente -Devo ponderar ao uoi
bre deputado, que nao poda recuaar-ine a deitar
na ordem do dia de hoje, o projeeto n. 27, cuj3
impreaso em avalaos foi dispnsala, requeri-
mento d> Sr. Ititia e Silva, sendo pois, na'.eria
vencida, eu nao poda deixar de sujeitar-me
de cisoda casa.
Co seguiutementc V. Exc, cuja autiridade em
materia regimoutal, respeito, cousinta que Ihe
diga, que labora cm erro neste ponto.
Fazeudo o jorual da casa a publicaco desse
projeeto, creio que nao houve iieubuma surpresa,
tanto maia quauto na 1 discusso cogita ae ape-
nas de aaber-ae si o projeeto contem ou nao ma-
teria de co'iv. n eucia publica.
Aasim, pois, creio ter justificado o meu procedi-
mento, classificando de sem motivo as censuras
que o nobre deputado diriro mesa, tanto mais
quan o o art. 100 do Regiment, em caao urgente,
permitte a discusso do projeeto, ndependente de
impresao, requerimento de qualquer deputado.
O Sr. Rali* e SilvaSr. presidente, pouen
direi para esclarecer aos nobres deput dos.
Requer que fossi o prejecto dispensado da pu-
blic.i'.o cm avalaos e apenas publicado 110 jornal
da casa e ieso foi decidido p>r e3ta Assembla,
que approvou o nv.-u requarimento, sendo que tam-
ba-a ped na m.'snia occasio que immediatamente
f jsse elle dado para ordem do da, e a casa cei-
tou ainda esse alvicre.
O Sr. Pitanga N'o mo parece isso regular.
O Sr. Ratia e Silva-Mas a verdade essa ;
requer nao ; para que fosse o projeeto impresso
no jornal da casa como tambem e que fosse dado
i 11 ii' di .tameiite para a ordem do dia.
Sendo o requerimento approvado em ambas as
partes, est claro que a. Exc. o Sr. presidente nao
psdia proceder de nutra forma e acho me=mo sem
motivo juato as reclamacoes que faze n os nobres
deputados, tanto mais quanto o meu requerimento
passou sem a mnima impugnaco.
Tendo feito esta declaraco sento-me.
O Sr. Ferreirn Jacobina faz breves
consideracoes.
O Sr. Joo de Oliveira (pela ordem) te-
nace que 1 votaci sobre o requerimento do Sr,
Luiz de Andrada seja nominal.
Posto votos o requerimento do Sr. Joo de Oli-
veira regeitado, sendo em s-guida approvado o
do Sr. Luiz de Andrada.
Continua a discusso do prqecto n. 2 des:e
anno.
O Sr. Joao de Oliveira (faz ligeiraa ob-
servacioes.
Vem mesa, lido, approvtdo e entra em dis-
cusso o seguiute requerimento I
Reqiioro o adiamento da discusso do proje-
eto n. 2 deste anuo por 48 horas.Lourenco de
S.
Ninguem pedindo a palavra, encerrada a dia-
cusao do requerimento, nao se procedendo vo-
taeo por falta de numero.
Entra em 3.' discusso que fica addiada, o pro-
jeeto n. 76 de 1885 (approvaudo com alte aco ar-
tigos de posturas da Cmara Municipal de Ver-
tentes).
O Sr. presidente levanta a sesso, designando a
seguiute ordem do dia : continuaco da antece-
dente e mais : 1" discusso dos projectos n. 36
deste anno e 50 de 188 e 2a os dos de ns. 10 de
1885 c 27 deste anno.
REUNIAO EM 8 DE ABRIL DE 1886
pKESIDEMCI DO EXM. SR. DR. JOS MAXOEL DF. n A BROS
WA2DERLKV
Aos 10 minutos depois do meio dia, feifa a cha-
mada e verificando-se depois de uma espera de 10
minutos estn m presentes os Sra. Amaral, Coelhe
de Moraes, Ratis e Silva, Barros Waoderley, Bar-
ros Barreto Junicr. Joo Alves, Augusto Fran-
klin, Rodrigues Porto, Constantino do Albuquer-
que, Soares de Ainnim, Herculaoo Bandeira, Do-
mingues da Silva, Reg Barros, Rosa e Silva, Vis-
conde de Tabatinga, Gomes Pareute e Luiz de
Andrada, o Sr. presidente declara que nao ha ses-
so.
0 Sr. 1* secretario procede leitura do seguin-
te
EXCEDIENTE :
Um oficio do secretario do governo, trausmit-
tindo um otncio do delegado de polica de Buique,
representando sobre o m o estado da cadeia e a
necess dade de ser comprado um preJio que se
preste aquelle fim.A' eommisio de orcamento
provincial.
Uma petico de Annuuoiada de Mello H ntene-
gro, professora da '2' cadeira de Itapiss una, re-
quereudo que seja-lhe contado o tempo em q ;e es-
teve suspensa do exercicio da referida cadeira, e
bem assim que Ihe seja paga a quautia correspon-
dente a esse tempo. V commiaso de ordena-
dos.
Outra de Francisco Becerra de Vasconcellos
Filho, proprietario do sitio Serra Grande da fre-
guezia de (ravat, requerendo que passe dito si-
tio com os terrenos a pertencer freguezia e ter-
mo de Bezerroi.A' commisso de diviso civil e
eclesistica.
Outra de Anto Borges Alves, tabellioda Glo-
ria de Goit, req -erendo que Ihe seja mantida a
lei n. 1,675.A' commisso de legislaco.
Outra de Vicente Berthoh'ni, off-recendo por
venda provincia um predio na cidade da Esca-
da, para a cadeia e qu .rtelA' commis-ao de
p- tienes.
1 lutra dr; Jesuina Baptista da Silveira, profes-
sora publica jubil da. requ'rendo que se Ihe man-
de computar na jublaco a gratificscao a que tem
direitoA' commisso de legislaco.
Outra de Porcia de S Vasconcellos, ex-pro-
fessora publica interina de Malhadinha, requeren-
do o pagamento de seus vencimentos a contar de
11 a 30 de Junho de 1879.A' commisso de or-
denados.
Outra de Joo Jos de Miranda Rocha Pitta e
eua mulher Genoveva Ferrera de Queiroz Pitta,
profi ssores c mtractados de Serra Branca de Ou-
rieuiy, requerendo ser pagos pela tabella n. 1 do
regulammto le 7 de Abril de 1879, e bem assim
de que o Thesouro Provincial deixou de pagar-
lues nos mezes anterioresA' commisso de or-
camento provincial.
Adiando -se sobre a me a, vai imprimir um
parecer da commisso de redaceiio sobre a do pro-
jeeto n. 6 deste anno.
O Sr. presidente nomeia pira acompanharem a
piocisso do Senhor Bom Jess dos Pasaos, os
Srs. Ratis e Silva, Augusto Franklin e Julio de
Barros, c em seguida dissolve a reuniao.
REUNIAO EM 9 DE ABRIL DE 1886
PREBIDECIA DO EII. E BVM. SB. AOCSTO FK/jnctlK
MORBIKjL DA srtTA
Aos 10 minutes depois de meio da, feita a cha
mada e verificando-se depois de uma espera de 10
minutos e-tarem presentes apenas os Srs. Soares
de Amorim, Ratis e Silva, Juvencio Mara, Au-
gusto Franklm, Selonio de Mello, Ferreira Vello-
so. Domingues da Silva, Prxedes Piianga, Reg
Barros, Joo de S, Amaral, Constantino de Al-
buquerque. Julio de Barros, Lourenco le S e Ba-
ro de C'aiar, o Sr. presidente declara qae nao ha
sesso.
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muiimi 1
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-La.
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Diario de PernambucoHuinla-feira 2 de Abril de 1**6


As cadeiras de 1 2o s-cret arios f iram uccu
pac .a pelos Sra. li-go It ro e J o de ^.
O Sr. 1- secretario proco le a leitura do seguio-
te
EXPEDIENTE :
Um oficio do secretario .1 > govrno, traasmi--
tiudo ontio da Cmara Municipal >lo Recife acora-
panhado do balando e documentos da reedita e
des.ieza do ejercicio financeiro proxnni vindouro.
A' commisso de orc^uinito municipal.
Ou'ro do m-.vno, i) nuiii: oil i qu* tiver
conv--.! :iti- iestino a FvUfno i >* Ai .. j<.i t i i -
e o pon i 't'-s un i i i taf n
te O ni .: la Mare-o. 1 :. 11 !. ""
Outivi ilo memo, fr iiisiniftiu lo um uticio do
Tli g i Provincial .lin d M resolver sobre a
deci'i-' V'i) da crditos supplc neniares na impor-
tan '-i i d 67:7014342. A'coinmisso de orcaiat-n-
tO provincial.
Un: peticSo de xVaoanillino Ildefonso d Brito
Cal I..-, n queremlo -n o do para um dos la-
gares \'ag >.-. dOSta assembla.A' corainisoao de
polica
Oatra.de Aut. nio Correia do Espirto-Siuto,
thes. nreiro da irmaudade de Nossa Senhora do
Koviri > >l >a omeiis Pretoi I- I; iir-iss, reque-
rerjilo a c mcesso de dfJAa partes di? lotera para
as obras de sua igreja. A' commisso de peti
coes.
'Outra do capitao Francisco Theotonio Pereira
da Costa, professor c nt-MCtado da cadeira do po-
voil.i Mi noso requeren io s-r considerado eflecti-
vo na raesma cadeira. A' coiauissao de iustrue-
Cao publica.
Outra de Augusto Octaviauo de Souza e Aure-
lio doa Santos Counbra, arrematantes do imposto
de dizimo do gado vaceum, cavallar a muar, re
quert-ij.l.i pro.ngaclo do contracto por tempo nun-
ca Inferior a tres innos.A' commiss de orna-
mento provincia!.
KtviSTA DIAR
Adjuots-theaoureir'i.VI. J. Santos Porlo.
i o-nmiiiao de exaine de coutasJos : Sautos
Sonsa, Joaquim Octaviano de Almeida e Joo Chry
sostimo Filbo.
comli Itinerario tendemlno No
da 20 do corr-nte, s 11 horas, presen! numero
legal de socios funecionou esta associa^ao sob a
presidencia do Sr. .1. Tnia Lida a acta da sesso anterior foi approvada.
P..ratn pistos em diacu-so e aporova tos dous
paree-res Ja coajiniss.i < revisor i de thes fs e ap
eres da ooraraisso de syndi
i B ii 0 a 1 opea i. liara socios, dos
i->rs. Altr lo Just, Viseo da (i imt Josi Uiatas
de Migalliea, Ernesto daSilveira, Liberato Fon -
tes, Olynpiode Almeida, Jos de O iveira Leite,
Francisco Vieira de Mello, Affonso Gama e Hei-
tor de Souza.
Acbando-se presentes oa quatro ltimos foram
mtroduzidos no recinto e eompriinentados.
Depois de algumas ques'oes de ordem passou se
0 sorteio do socio que deve fazer a primeira con-
iereiuia s icial. A sor te desi ia Fouseca, que recusou. Posta era votaco a de-
sistencia foi rejeitada.
Em seguida foram sorteadas as theses abane
para serem discutidas na prxima sessao ordina-
ria :
1* aeccao : O homem o unicc ser social ?
2* sei-cao : Qual o melhor syateina de govenio ?
3 aeccao : Q-iaes os poutos de contacto,e desse-
ineihanca, entre a tntella e a crate lia ?
4a 8eecao : Quaes as diversas raaueiras de ad-
quirir a propriedade ?
5a seceso : As dispoaicoes que regem o proces-
en das fallencias atteiidem s uecessidades evolu-
tivas resultantes do desenvolvimento do eommer-
ci-V
6a seceao : O sangue, sua composifao. Pheno-
menos da circuUcao.
Igualmente foram sorteados para, de preferen-
cia, diseutirem as theses icima, os Srs. Costa Car-
valho Filbo, Frkncisco de Mello o Affonso Gama.
Foi encerrada a sessao tendo sid designado o
dia 26 do correte, s 11 horas, para effe;tuar-se
lima sessao extraordinaria, afi.n de discutir se o
. __ UUJ.l QCAl'J 1AII (*OI Ulill -.1, .lilil ll UlOVUUi rt i>
Manto *teuulc-bruApenas as s--guintes "" ". _____
. u cdigo p-nal social e o re^ulamcuto sobre as con-
grej.-, ha expoaica i do hantissimo Sacramento em K .F
Lattl>c.rLiine : Par.iizi i-r leui 3' do Carino, na ., -- ._________
paru.hia de Santo Antonio ; Penha e 'erco, na
par ulna lo S. Jos ; o m itiix da Boa-Vista, na
parchia deste nome.
Diario de Pernambuco. Estando fe-
chadas hoje c amauha as uossas ofHeiuas em res-
peito coimnemoracio que n'elles taz a igreja, s
pub'iciremos folha no prximo domingo 25 do
correte.
Iteircaiia Jmpnlude. No do ingo
ata sociedade faz o seu s ir i bimensal do cos-
tume.
irsi nal de Usirtnlia.Na seguuda-f-ira
i> do c ir.iitc, ao m. a dia, reerbeai-ae pr^postai
em cartas lechadas, na Secretaria do arsenal de
Marinha. para o foineeimento de carvao de pedra
e C' ke ans navios do estado e estabelecimentos e
marmita desta provincia, durante o semestre de
Jullio :i Dezciubro iiudiuro.
Ferro-vino. -as do L moeiro, Prolonga-
meuto da do K-cife i" S. Francisco, c do Recife
Palmares nao havera trens ainauh, bem como
entre JabontSo e Vict ra na linnade Caruar.
Entre Kec fe e J ib ata ap nas havera ama-
nhi os seguintei trans : lo Becife Jaboato s
7 1,2 horas da mauh i e 7 1/2 horas da tarde ; de
Jaboato ao Recife s 8 horas 22 minutos da ma-
nila 8 horas e 22 minutoa da aotta.
Mu imeuto de veliicnl -.. A p.licia
mand u publicar o segunit" artigo do regulameuto
de boleciros e carr. ceiroa :
o Art. 20. A nenhuin boieeiro ou carrocn ser
licito tramitar palas ras da cidade na quiuta-
teira santa e na sexta f ira da paixo, salvo se
houver nbtid'i para usa permiss > da poliuia.
No i tao comprcheu liJos n*Ha dispos'Cao os
Carros de nedieos.
Os infractores serio punidos com a multa de
e o dobro na reincidencia.
Vrro-vio de Olinda De hoje ao meio
dia at anunliS, regalar o seguinte horario na
ferro-va de O inda :
11,}, -. do KcciiV Olinda, ', 81/2, 51/2,
7 1/2 e 9 1 i hora: da farde e noite.
Do Ki cife Beberibe, 1, -1 1/2, 6 1/2 e 8 1. 2
hor;. te:
De lin ia ao Recite, 1, 21 2, 4 1/2, C 1/2 c
J lii' i da t;. r i n :
De 1! b ribe ao Redfe, i !. 3 I -'. 5 1/2e 71/2
horas i! tarde.
Becife .1 Olinda, s 7 e horas da
m u.lia. s 12, 6 1/2 e 7 1.2 horas da tarde;
1) i eeife Beberibe, s 8 c 10 horas da ina-
nh. e a 1, 41/2, 61/2 e 8 1/2 horas da larde;
1) Olinda ao Recite, s G, 8 c 11 huras da ma-
uh;!. e t 11 2, 6 1, 2 e 8 1, 2 horas da tarde ;
De Beben m ao Bee>fe, s 7. 1) e 12 horas da
manli. s 5 1/2e 71/: ta tarde.
ralleeimenlo Vietim a .te un i eong
pulnio. ar sucumb i no da 18 do oorrente, s 5
horas da manW, neidado de Palmares, ondeae
iva ni eobrane. UtdSo Jos Cesar de
V..-.' neellos Caaap -1 !o da casa doa Srs.
Almeida, uarte & C, negociantes c.tabeKcidog
1 capital.
Coatava o tallecido, que era natural d"sta pro-
vii.ea, cerca de40annos de i-lade. Era um homom
honrado, trabalhador e dotada de um exeelleute
carcter ; todos quautos o ecahociant o estimavam
de veri;.
A' sua funilia aprasentanvM os nossos p- IVrinn-nlii mortal No da 17 lo corren-
tc, o 7 horas da tarde em urna das ras da
cidad Naaareth, l-rnirdun de Arroda Ju-
n: o i Jos or f riruin mortalineute a
r iiuie expir ni.
Os (" nqoentea tS> presse i respectiva an-
ton i. i proceda noe tersaos di inqoertto.
!>ci)Ulnil<> eral-Deve embarcar para a
o i -eludo 21 i corrate, o Dr. H'nriqu-
Marao de Hollaada : valcante, denotado geral
p i; listricte d -t ,iioviucia.
ndo-lhe -ia -pie nos fez, deseja-
m --1h- : v iageas.
v -uipaubia d- r: de-t euipi a 30 pre lio n. 9 da l'rac i da Con-
lia. Alli tambem h. um deposito de especi-
mens dos productos da olaria, que a empresa pos-
sue na Torre.
Ferlmrulo leve Vnte hontem, s 1 horas
da noite e em urna casa da ra de Domingos Jos
Martina, Manoel d- tal, conbecido por Macaca
levado por ciumes, ferio leveminte com tres
focadas a Mara J equina foi historiada pelo pelo Sr I).1. Costa Gomes.
O criminoso evadi-se.
Ladrfies en Palmares Segundo aca-
ba de cotumunicar o Sr. oelgado de Palmares,
na madrugada de domingo ultimo foram os la
dies visitar a cas", do subdito portugus Jos
Baptista .Marques Dia?, tendo feito um buraco na
prelo, abaizo de ama jinella da sala de juntar:
m s, sendo presentidos pelo irquilino, r.isparam-
sc -em nada levar.
H8o desanimaran!, porm, com isst e foram
ca9a de Josqaini Angosto de Aim ida, o qual es-
tav. ausente, f rr; iram um i p uta e cons giram
suh-rahir diversas | de napa, deixando no
U rre.iro, por nao poderem leval-os, urna mala e
um caixo. que ai i estavasn v ;
A polica t-mou eonhenimenfo de arabos estes
(actos.
Tiro de emboscada O Sr. del gado de
Salajueiro acaba de eominunicar que s 11 horas
da noite de G do corn nv, acbando se Mariano da
Costa Araujo Jaaasa em casa do tabelliao pu-
. Cleosentin i Beyasa de Albuquerqae. ao sa
hir para a calcad i dispararain lhe um tiro, lea-
do elle ferido n'am dos bracos gravemente.
Indigitad > -limo M iri n iCarneiro com um dos
aut ires do crime, foi immcdiatameute preso pelo
auli K lega 1 .
i 'ndigitados como mandantes o capitao An-
isto d i Costa Agr, Francisco Furtado
de Oiiveira Cabral s Pannu Queroz de Lima,
moradores no termo d'i Leopoldina, bem como o
ten-iite.coronel \utmio Quintes" Coneia Cruz, de
Salgoeiro, em cuja preso o supracitado
Si ino Moreno Cameiro.
Eapirito Mani -E>te paquete da Compa-
nhi i Brasileira, t ndo sahdo a t' -hontem, lo 5
horas da tarde, do parto de Ciar, deve bju
amauheccr no sabbado 24 do corrente ; sabindo
n'este mesmo dia, tarle, para o sul do imperio
(lab Commercial KsslerpeEsto so-
ciedpde realisou ID do corrente a cleico da
nova directora, que tem de servir at 31 de De-
zembro, a qual ficou asoim compista : .
Director -Joe Maia obriuho.
Vice-directorAntonio Florencio Braga.
I.4 secretario -Francisco P. Lima.
2.4 secretarioBeinardino Maia.
Thesou/ciro Autnnio Abrantes.
Fiscal -Antouio Mello. .
VogaeaRomualdo Braga e Antonio Chryaos-
tomo.
Bibliothecario -M. L. Fcrreira Pinto.
CaruarEm 10 do corrente escreveu-nos
0 nosso correspondente a seguinte carta :
Conforme noticiei na ultima missiva. de que
a primeira sesso do jury deste termo cstava mar-
c tda para o dia 29, ella eectuou-se, comecando
o trabalhos no dia 31, depois de dous sorteios
supplementares, devido isto a estarem multes dos
jurados, que foram sorteados, oceupados em plan-
ts, aproveitando-se das chuvas abundantes que
i esta comarca cahiram nos das 2G a 28, chuvas
que vicram beneficiar toda a populacho daqui.
Presidio o tribunal o juiz de direito desta co-
marca, Dr. Agostinho de Carvalho Dias Lima,
servio de prom 'tor o effectivo Dr. Estevao Car-
neiro Cavalcante de Albuquerque Laceida e de
escri. o altep-8 Antonio Carvalhacs.
No dia 31 foi submettido julgauento o reo
J uto Jos da Silva, aecusado de ter, nas proximi-
dades desta cidade, em Fevereiro do auno passado,
f-ito, era Antonio Leocadio, diversos ferimentos
graves ; teve por patrono o advogado S;bastio
Antonio de Alouqueique Leijo. e foi conde nuailo o
reo no mlio do art. 205 do Cidigo criminal.
Nj da l foi submettido a julgamen:o o reo
-'edro Jos, aecusad > por ter, no anno pissado,
em das de Marco, tentado matar ao tscravo Ilor-
culano, perteuceute a Manoel Jordn, residente
no Altinho; patrocinon a causa .advogado Joo
Isidro Goncalvcs da ruz, e Eii condeinnado o ae-
cusado nas penas do grao medio doa. t. l 2, com-
binado com o art- 34 do codito criminal (2U anuos
do priso com trabalho).
N'o dia 2 foi julgado o reo Verissimo Antonio
Itezerra, proniinciaii i n i art. 205do cdigo crimi-
nal, aecnaade por ter, no da 28 de Marjo do anuo
passado, na freguezia de Altinho, ferido grave-
mente a Jo Alexandre Duro; declarando no tri-
bunal que nao tinha advogado, o 'r. juiz de di-
rito nomeou curador ao advogado Sebastio de
Albuquerque L '... Foi abs lvido.
Nos dias 3 c 4 nao houve sessao por ser aquel-
lo dia de feira ealm disto de tnuito invern, e
este santificado.
No dia 5 foi juigada a r Maria de Barros c
gilva acensada de ter, 1 884, assassin ido oeu pmprio marido, Jos Gomes
d is Santos ; teve por patrones os advogados Se-
bastin Leo, Ciaodino de Oliveia e Dr. Alfredo
Pinto Vieira de Mello; foi condemoada nas penas
do grao medio do art. 198 do c digo criminal. Ap-
pellou da sentenca p-ira o Tribunal da Relaco.
No dia t foi julgado Jos Jaciutho de Mo-
no.-, acensado por ter ferido gravemente, em De-
zenibro do anno passado, a Joo Pedro (xalvao ;
patroemarsm a causa os advogados Clandino de
Oliveira, SIi.i-mVj Leo e Dr. Eutropio Pereira
de Paria-, e f ii abrolvido.
N i dia 7 foram submettidos a julgamcato Joa i
Antonio dos Santo?, pronunciado no art. 257 do
c digo criminal ; teve como advogados Claudino
de Oliveira c Sebastio L-o, senda absolvido ; e
Joo Patricio dos Santos, pronunciado no crime do
art. Ot O process i foi intentado por quena do
pai do c(lomudo, Joe Antonio Gomes. Desen-
volvern! a aecudaco por parte do qucixoso o ad-
vogade Claudino de Oliveira e o Dr. promotor pa-
tuco, e incumbo-se da defesa o advogado Sebas-
t "i i Leo. Foi absolvido o reo, appellando o autor
queixoso da sentenca para o Tribunal da R-Uco
N'o dia 8 foi submettido u julgauento oreo
Q ildino Jos da Silva, aecusadj de crime de vs-
t -liionato, art. 264 do cdigo criminal, por ter, no
| nroado de lebedouro, comprado uns cavallos a
Tirres, e dado em pagamento mo"das de co-
1 re como se fossem de euro ; patrocinou a causa
advngado Joan Isidro Gmicalves da Cruz, sen io
coiideuiiiado o r i no minimo do citado art. 264.
Dr. Mslaqnias do Ligo Ferrei'a Costa de
ciaron que nao havia mis procesaos prepara los,
para senasjalgadoe, pelo que o Dr. juiz di direito
dissolveu a eesso.
i Acha se nesta cidade o talentoso Dr. Alfredo
Pinto Vieira d- Mello, que acxbou o mea passado
IS e-ta los na Acad ma de Direito dessa ci-
. ; veto visitar a familia e pretende lOtilaree
logo para a capitl.
Continuam as chuvas, e as noticias de t 1 -
es pintos do altoe baixo s-;rto dosta provincia
sao animadoras ; pireco-nos quo teremos um i -
\ rno ahondante : que tal se realise sao os nossos
VOt 'S.
Na osea ultima missiva fallamos sobre 3 i s-
tado precario do acude desta cidade ; vtamos ao
nssuinpto.
Ha dias chegou aqui um empregado das obraB
publiciu, c limitO'J-se a mandar faz-.-r dous gran-
des buracos, no terreno adjaeente ao acude, eren is
que para vriticar st cffecti vilmente h^via infiltra-
. ao. Era d-'enecessario faaer taes escavaeoes,
porque a inSItracio v se sein difliculdade. Depois
de deixar as aes eseavaeoes abertas, retrou se
francesa com as chavas pesadas que tem d-vlo e
que esp-ra-se. eontinuem. Taes escavacoes aiuda
in.is damnificaran] o enfermo acude An'es a
lepartieo das Obras Publicas nao m in iasse c
tal empregado: foi peior a emenda dj que o so-
leto. As eaosas da vaina do acode j foram de-
vidamente cstudadas e relatadas pelo hbil e dis-
tincto engenheiro. Dr. Finnino da Morada, qai
por ordem da administraco da provincia aqui es-
tove.
Pousada da morle Assim se chamar o
ii r*o botequun qae vai ibrir-se em Pars, para
aciar a abomiuavel curiosidade dos parisienses.
Sobre a porta, que t.r a forma de um puntheon,
collocar-se-lm u:n esqueleto enorme com os dentes
cerrados, empilonando a hvmboca foice e cor-
r cti-inente vestido de general chinez.
Ao abrir-se a porta, urna engeuhosa mola far
; pparece- dous esqueletos, que descrewen lo urna
arva'phantasttea, ss apresentaro o* fregueses
com um Ruardanapo no braco, maneira de arla-
1 o.
As mesas sao grandes caixoes de pinbo, sobro
i p nanee sern servidos boi k-i em crneos
No centro do estabelecimento um catafalco, ei-
r.istramente -.liumiado por seis velas de luz rerde,
v coberto com veos semeados de lagrimas de prata
obre os degros grandes bandejas e pratos pre
tw c.m salchichoes, pr suuto, bUcoitos, pastis,
Gracias c qu-ij s de 11 I onda dos chamados vul-
garmente Calieras de tnorto.
O mostrador um jazigo ou sarcophago com
um eburao c u o cypreste aus lados, e, presidiado
a acea, urna mulher uiagra e pahidasentada em
urna cad-ira de velludo preto Com galoes de prata.
A que deve .ocupar i ste logar urna vinva que,
ssgundo parece, foi,enterrada viva em 1864.
O freguez, ao entrar, recebe um raminho de per-
petuas
A sta dos pratoa do dia e os seus preeos, sa
e n forma de cjnvite mortuario ; os criado servi-
nio vestidos de coveiros.
O dono da casa usar constantemente lato de
ceremonia, gravata branca, chapeo de mola e ben-
g ila de eba*
Os cordes dos cortinados sero adornados de
dilu, e nao havera outras lozes mais do que velas
amar-llas.
As pinturas das paredes sao do mais extrava-
gante gosto : vistas de varios cemiterios de Pars
cobertos de nevo : urna colleccao dos epitaphios
mais raros copiados d'aprs tinture ; copias de
quadros representan lo aceas fnebres e outroa
adornos semelhantes, sobresahindo entro todos um
grande quadro, parodia da legendaria Dany\ doa
mortos, em que fazem do esqueletos gran le nume-
ro de persouagens polticos dos que mais figura-
rain nas ultimas e'eicoes.
Msica: o ien irae e Peprofundin. Todas as
tardes, de 5 s 7, hora do absintho funecionar
um apparelho de incinceracao originalissimo.
Oque os cmcorrentepediremsir-lies-ha servido
por meio de uns carros mortuarios elctricos : a
sciencia posta ao servico das grandes loucuras
humanas.
A' retirada, os consumidores receoem um cha-
ruto da ossea mo de urna velha bruxa preta, que
ter ao hombro um enorme morcego.
Barmetro econmico Tome-se tneia
gramma de cainphora, meia de sal nitrico e meia
de sal amrooniaco.
Dissolvam-se separadamente em agurdente
pura estas tres substancias. Para a campbora faz
se aquecer levemente a agurdente mettendo em
agu* quente o vaso que a contiver.
Lancem-Bc as tres solucoes em um frasco com-
prido e estrello, eomo os que servem para agua de
colonia, rolhe-se e lacre se bem, c pendure-se, vol-
tada para o norte.
Se o liquido se conserva claro e lmpido, bom
tempo.
Em so turvando, ebuva.
Se coalha no tundo, nev.
Se enrrem bolhinhas pelo liquido, tempesta le.
Se as bolhinhas se tornarn maiores, chuva ou
nev.
Se em lugar de bolbnha ou flocos apparecem
filamentos na parte superior, ventos.
Os simples pontinhos indicam tempo hmido e
variavel.
Quando os ti icos tendem a subir, indicam que o
vento sopra nas altas regios da atmosphera.
Peitoral de Cambar AOsSrs.Kranciso
Manoel da Silva & C, uuicos agentes em Pernam-
buco, do xarope peitoral de Cambar, fabricado
em Pelotas pelo Sr. Alvares de Souza Soares, seu
descubridor, enviou-nos um frasco desse remedio
. fflcaz nas molestias da9 vas respiratorias.
O remedio est autoristd i pela Junta Central
di- Hygiene Publica da Corte, e tem em seu apoio
numerosas opinioes de jomaos brasileiros e hon-
rosissimos attestados de facultativos que d'ello
teem feito uso em sua clnica.
Encontra se na phar acia dos Srs. Francisco
Manoel da Silva & C, na ra do Mrquez de
Olmda n. 23.
kelide. Eff.ctuar-so-ho :
Sabbado:
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na ra do
Bom Jess n. 2, de movis de divo "sas quali-
dades.
Peo agente finio, ao meio dia na raa do
Vigario u. 15, do armaco e mais objectos da ta-
verna ah sita.
Peio agente Pinto, a 1 hora da tard no caes
Jo Runos, de prancho-s de anarello.
HiMwaN runeliren.Sero celebradas:
Segunda-feira :
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma de Jos Cesar de Vasconcelbs Campos ; g
7 1/2 dis matrizes da Boi-Vista e Cabo, e na ca-
pel'a do engenho Amaragy, por alma de E luardi
de Barros M-it os ; s 8 h iras, na matriz da Boa
Vista, pir alma de D. Claudida dos Santos Vie-
gas ; s 7 h iras, no Terco, por alma de Paulino
Vicente Ferreira Barbos.
Cana de UeleucaoMovimento dos pre-
jns no dia 19 de A't I :
Existiun pr:so 264, entiaram 10, sahiram 13,
existem 2t7.
A saber:
Nacionaes 39, mulheres 6, estrangeiro3 7, es-
cravos sentenciados 3, dem processados 3, ditos de
correccao 9.Total 2G7.
Arracoados 239, sendo : bous 228, doentes li-
toral 23 J.
Nao houve alteracao na enfermara,
liiijeriu da pro*lela Qmnta-feira 22
de Abril, se extranir a lotera n. 50, em be ne-
ficio da matriz le Quipap.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceieao dos Militares, so acharo expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreciacao do publico.
Lotera Extraordinaria do Vpl-
raiinaO 4" e ultimo sorteio das 4" e 5a seres
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida a 12 de Junho proxi
mo.
Acham-se exposto a venda os restos d-s bilhe-
jes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
I.olera da corleA Ia parte da 196 lo-
tera dacorte, cujo premio grande de 100:000A,
ser extrahida no dia 21 do corrente.
Os bilhetes acham-se venia na Casa Feliz,
praca da Inlep mlencia ns. 37 c 39.
Tambem se acham vendana Casa da Fortuna
ra Primeiro do Margo n- 28.
lioteria do CeanV de OOsOOOSOOO-
A 4a sene da 2' loteria, cujo maior premie de
200:000000, peb novo plano, se extrahii i Impro-
t-rivelmeute no d'n 23deAbril,ai 2 luas da tar
de.
Os bilhutes achara-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de ilaceio de OOtOOOAoOO
A 5' parte da 12a oturia, cujo premio grande
e de UiiitKIOiOOO, pelo novo plano, ser extrahida
imjret.-rivelmeuti; no di i 27 de Abril s 11 00 ras
I i ni.uli.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In
depeneia ns. 37 e 39.
Matadoar Publico. Foram abatidas
oo Matadouro da Cabanga 16 rezes para o consu-
mo do dia 22 do corrente mes
Mercado Municipal de. S. Jo.-H
ra ivimciito deste Merend no dia 21 do cor-
rente foi o seguate:
Kiitniram :
111 2 b iia posando 1.997 kilos.
2.032 kilos de pcixe a 80 ria 40G10
69 cargas de farinha a 200 ris 13*900
19 ditas di; ructas diversas a 300
ris 5i700
14 taboloirop a 200 res 248l0
5 suinos a 200 ris lOO
Foram oceupados:
21 columnas a 600 ris 12*600
29 compartimento de faiinha a"
500r is 14*500
23 compartimentos de comidas a
OOOrTs 11*500
71 ditos de leguraes a 400 ris 28*400
17 compartimentos de suino a 70
ris H*90
7 ditos de f ressuras a 600 ris 4200
2 talhos a 500 ris 1*000
4 ditos de ditos a 2* 8<)00
54 talhos de carne verde al* 54*0* <
tugal, 57 anuos, casado, Boa Vista ; septice-
mia.
Alfredo, brauco, Pernambuco, 8 a eses, S. Jos ;
convulsoes.
Severiaao, pardo, Pernambuco, 1 anno, Boa
Vista; enterite.
20
Hanriqne'a da Costa, preta, frica, 50 anaos,
solteira, S. Jos ; bronco pneumona.
Antouio Francisco Gom-'s da -Iva, pirdo, Cer-
nambuco, 19 anuos, soiteir, t5oa Vista ; pncii.no-
nia.
Francisca Mara Borges, parda, I'ein un .uco,
30 anuos, solteira, Boa-Vista; tubrculos puln.-
uares
Luis Alves de Lima, pardo, Pernambuco, 40
annos, solteiro, Boa Vista; tubrculos pulmma
res.
Miguel Maiteiro, pardo, Alagoas, 21 annos, sol-
teiro, Becife ; beriberi.
Ricardo Francisco Manool das Chagas, preto,
Pernambuco, 60 annos, solteiro, Bja-Vista ; leso
cardiaca.
Mara Octavia Ferreira de Mello, branca, Per
nambuco, 22 anno3, solteira, Roa-Vista ; bron eho
pneumona.
O aovo regiment interno
^^ das esrolas
Temos entre raaos o novo regiment interno das
escolas, qoe a^ab de ser impreiso e tora organi-
sado pelo Illm. inspector geral da Instrueeio Pu-
bl ca e approvado pelo vice-presilente o Exm. Sr.
desembargado!- Luiz Correia de Queiroz Barros.
J era tempo. A lacuaa de que se resenta a
instruccao primaria de r'eruainbuco est preenchi
da, e do modo o mais honroso, nao s para aquello
que to bem soube desemp.'nhar-je. como para o
magisterio e para a instruccao da mesma provin-
cia. *
Aos que nao se do ao estudo das cousas que
esneernem com a instruccao primaria, basta que
leiam ooflicio com que o llustrado inspector justi-
fica a apresentaco do novo regiment, cilicio quo
precede juelle trabalho, e se acha lusnreaso o ap-
penso ao mesmo regiment.
meDte pela leitura desta peca, que fe pode
com justija dizer perfeit.mente pedaggica de
estylo elevado e claro, e ao mesmo tempo capaz de
convencer ao menos coaheaedor de tio melindroso
assumpto, pider se-ha alarmar que a iusp ctori
geral com aquelle escripto ele.vou o nivel da ins-
truccao primaria de Pernambuco altura d que
aigno.
At 1880ainstrucr;o desta provincia foi se avan
tajando 's demais provincias do imperio ; o pes-
sosl de seu magisterio prouurava distinguirse ;
os regulamentos auim ivainno. cstimulavam no ;
as reformns tendiam sempre para um estad i de
perfeieo. Pernambuco era ctalo polo des-nvol-
imeuto qua ento se operava em sja iustruci;a i
primaria. O mo fado, porm, que semprj nos per
soguo em todos os ramos, fez que ebegasee a v-'z
de re rogadarmos oeste ponto, o ma3 impsrtantc
na vida de qualquer povo ; e hs reformas e altera-
coes desde ento feitas nos reglame.itos, bem co
mo a organisacao de algumas leis pi por ahi an
daui esparsas, em to pouco temp> de sua execucao
bem demonstram que a instruccao primaria desta
provincia ha descido ; o des.ido em seu desenvol-
vimento, em sua desseminaco, na d stribuico lo
cal, e no estimulo dos membros que a pr fessam,
pois que essas reformas, alterac;o;s e leis de occa
sio geraram oa eonsciencia dos profesores que
exercem o magisterio por vocagao, a conviccao de
que nada vale o mrito perante a proteceo i um
amigo, d um presi ieute do provincia, e at Je mu i
Asscmbla Provincial, sempre que em proteecio
se manifesta mesmo em favor de um analphs
Entretanto forcoso reconheeer c contesaaa qns
nao ha mil que du-e eternamente. Se a instrueyo
primaria de Pernambuco passou por um 'clyps>',
pode anda apresentar-se era :io o seu brho, as-
sim lhe d o corpo legislativo o necessario ret >que,
podando-llie os enxerto?, inoculando-lhe nova seiva:
e para isso concorram as administraco^s que se
forein succeJendo.
Na organisacao do regiment de que nos oceu-
pamos foiouvidocom antecedencia bastante o ma-
gisterio primario; e assim habilitada a inspijct >ri i
geial, o trabilho que ora aprsente, fas honra, por
corto, provincia e ustrueo publica.
E' assim que podemos dizer que o novo regi-
ment interno das escolas priiearias eleva o nivel
da instruccao e do migist-no, quando convida .-s-
te a untrar no desenvolvim uto de que carece o
eusino e a escola primaria ; convite que feito
como quem dirige o neophito, inJicaudo-lhe o que
deve faz.-r em cptalquer hora do dia sobro cada
materia por mais simples e elementar que neja ;
os meios de que se deve servir para cousegur o
melhor resultado, j tracindo-lbe a norma de pro-
ceder dentro e mesmo fra da escola ; dando-lhe
toda a liberdade na iniciaolo dos novos OMthodos
quer eonhecid s, quer de invenjo pnpria, e d-i-
xando a seu arbitrio a regulansac io de todo o tra-
balho escolar diario.
E foi anda alin do que at hoje se tem feito
sobre o qje diz respeito propriament" escola e
ao ensino, porque eatreitou as rrl^coes entro a es-
cola ea f.inlia, entre os pas dos Bnanos e seas
mestres, entre os fraccionarios superiori s da ius-
truefao a o pr 'fe-borato que cinstitue o magiste-
rio ; libartoo o alumno de todo e qualquer jugo
S ja a unidado do n eso systema, ou o noss>
padro monetario, a gramma de ouni. (1)
n Sejn de 5 grammas a nossa menor m ied i de
onro e a maior de dez grammas. Das primeiras
basta que sejam cunoadas, um dcimo das outra'.
Sejam cora o peso de 2S, 13 1/2, e 6 3/4
grarunus as nossas moedas de prata, valendo as
primen-as duas grammts d- ouro enn a d-nomi-
nai;o s iiiscrip?a de 2 gramma*, as segundas va-
leudo urna gramma e eom a denomioacao e 03-
eripvo de lgrammx, e as tere iras com i i i -i-
peo e fenomiiiaciio d in ia r im i* ou o i iatj
grammis), valendo mea gramma le r.
At uossas moe I n o t o reri i i I -o a na-
co actual de viutem e 2 ateas, coa a insenp-
co, as ojjmeiras de 2 c. e o valor e 2 eentrram-
moa ; as de 2 viuteus cus a maeri yo le 1 c. e
o valor de 4 centierramos, e deste molo 50 vin-
tens ou cinc joat.i m e 11- de 2 c. vaiem i n gram-
ma de onro.
i Ser feita era tal caso urna tabella de reluc-
cao do systema da mi -da actual, s'ndo a unidade
ni metan a a gramma do ouro, o sendo as fraooJM
desta um lade os cent.igraimnis de ouro ; isto
tanto para asoluci dos contractis particulares
ou com o g ivirno, como pura os ordenados e to-
dos os mais voiicun Mitos, mas depois da primeira
reduc^o das dividas ao valor de sua denomina^o
depois de elevado o cambio a 27 pela retirada do
excesso do papel. (2)
o Assim urna divida contrahida ao tempo do
cambio a21, um cont de ris, por ex-mplo, redu-
zido ao vaior do cambio a 27, vera a ser de.....
777*777.
Esta quintia, reluzida gramma, vem a
ser :
Cinsiderando-se que 18 grammas sao 20*.
tantas quantas coateem as nossis mo las 4n 20,
e a-.-m um gramma sendo em ris 1,111.777^777
vem a ser 700 grammis de ouro. O recto da di-
virao sendo 77 ris, quasi quitro vintens, vem a
ser o total da reduca de 1:0000*, contractados
ao tempo do cambio de 21, a qaantia de 700 gram-
mas o 1 vintens, ou 700 grammas e 8 jontigram
inoe.
ii As nossas moedas de nickel ontinuir.o a
ter a denoranacao de 5 e 1" vintens com o vaLr
e inscripeo de 10 e20 centgrammos.
< Tal vez seja uo^essario reforc>r no peso tanto
estas, como as miedas de cobre.
Tomadas estas medidas, pdese ento tratar
do resgite do papel inoeda.
Com este artigo damos por ora pir terminada
C3ta se se sobre este ass impt>.
i Se D-iis nos passar de=tc ealix, disse eu pou-
co mais ou me ios em um dos passad is artigoe em
alhiso goerra pr vavel que riamos ter ni sul,
se a revoluc.lo da Ii'publica Oriental triuraphis-
se, se Deiis uos pissar dest: calis, padeos i
eaiprestiuios h ibilit ir-a is a estas medidas econ-
micas e liuanceiras.
Ora deste eax estaraos livres ; os pobres re-
/olueionaros parleram comoletamente. Terio de
sorer, t-r a pobre repblica de soffrer por
muitos annos Sancos pir seu preposto.
E talvez seja assim m'Sinomelh.r para illa, e
peior lhe fosas a n por c i isa .1 -lia.
Livres sois date ealix, cono o estira 13, pile o
Sr. Belisario por em pratica todis estas medidas,
to completas cora > me parees qu o sao, para
base de ootras nue reeonstmirlo em lisongera
situaco as u iss is fin inc, w
Recife-19 Abril1886.
Ajfomo de Albuquerque Mello.
Aos Svh. tlcjHitulls prorineiaes
O ornamento provmcial, cmbi'a tenhi de sor
sojeitado a estado acorado em largas disenssoes,
precisa em relaco ao Gymnasi i Pernambuc ioo
de alguns esclare, limentes atim de qae cora justioa
e ejui la le se resolva o que tor de raelh ir.
E' assim qu- peds-ae a sup^resso de ura* das ] sivo.
du cadeiras de portugutz, de urna din doas ca
de*c.s de francs, de nina dis duas cadeiras de
latios, da de historia universal e de ama da dnas
cadeiras de mathematicas, todas c un freq lene i e
fasendo parte do curso de prepiratorios, qu an I i
existem nao menee de tres, qae,n&o r.-udo fre-
qveneis algoma, nao sao preparatorios exigidos
pira 18 cursos superiores. '
As duas cadeiras de francez sao freqoenl 111-
j)jr mais de cora aluruios, igualmente as de p irtu-
Kuez; a 1* cadeira Je litio, milito freqnentaio,
a 2a, a dos provectos, tei nicni. frequ ucia, visto
eomo para a mi ti parta o lata desnecess ri o,
sendo sofficiente os coohecimentoe da Ia cadeira,
is;o mesmo quando estudam, pira os exames nas
bancas examinadoras das pnviucias de 2a ordem;
P .r u se os eseandal is na iiirtrucci s;i untara,
como esperamos do actual goveini eessarem, a
2" cadeira de latira ter a frequ-ncia que j teve,
principalmente ssraud > confiada a um professor
omito versado na materia.
A cadeira de historia universal frequeutada a
u'.in de nao hawr outra goal no yinua.-i i, c ma-
teria que faz paite do curso de preparatori is
As du fr queuca, apezar d> escandaloso proveito que
tirara aqnellcs que nao para as provincias d -'
ordem fazer exames, por julgarem deOoessario
us couhecimentos de mathematicas p ira o curso
juri lio.
Na Ia Cadeira de math-malicas ensiaa-se arith
metica e algebra, na 2' cadeira ensiua-se geome-
tra e trigonometri i, comprehen leudo ambas 4
materias que sai totas (accionadas, inclusive tri-
gonometra, visto com ni pr igra mni do 188i o
g)V' ru incluio no exime d geometra, p mt is d
O Conde ale Itaeolumi
III
N'este3 noocoa imprescindivel ter em ei
deracao a circumstancia de tempo, porqire o
si viste chegm at o extreoso de prevalecer-t-ab*-
sivara n>e l.lla para poder contar os factos asee
geit i.
Por mais de urna voz finge ignorar a exi^teta
d'alguns d'estOM, quan lo eerto que j tinhi e~
orr di a itH de serem seriptas as corrosp>.idaB-
cias
N 11 a l.ni-si .: n jornalsta 11 se prtr
pos I ,33Umpto de iiC'ien-sv-
cial, estea snapr bmI informado.
O publico ruc ir la s i 3-m o minimo estires de
mera na dis prui-ip i s phrases de effut-i -.rra-
jal is pelo inissivisia, : vio que elle culi >c ni as
ord m d i di ia falencia da casi e-.mneraial a
que nos r f ri n >3. Nl> contente onda om. im,
deu -lhe as hoiir is le iuesto imp triante i yj.-
ci i d d 'sa3ti-H.n c ata queacias:ti., etc., a.3ra-
cutando a praca d i Maranhao como tnutU de
pnico indescriptivel.
Em taes eircuinstaocias, nao era pissivel qas
tnisiivista ignorasse faetoa notorios, cuj referen-
cia tiroava-se iudispiiasavel, si pjr veitur* as
corrapondencias toes an escriptas cora isenjlo de
animo e a devida circuraspecco.
D-sde o appareciraeato da primeira corr sbj-
dencia, que s o nota ni missiv3ta a pret 'U5i1.de
incutir no espiriti do publico a idea de (rae a ca-
sa de Ferreira da Silva Jnior C., talliu, o fal-
lid desastrosamente.
E' essa a sua tecla favorita, e a tem ferido eam
taminhi xito e insistencia que, a continuar oin
semelhante proposito, causar de certo, nvej* aos
mais celebres comp.msUs. O proprio G itsch iik se
resuscitasse em ni.ssos dias 30 julgaria hurailosdc
revendo-w n i sea dilecto Tremolo, cujas comaina-
coes c effeito3, tralos di uita dominante, sis
bem mesquiuliosc un parados com 03 da obra prji-
gMM do nosso uiissivista.
Pois bem. nos que estamos suficientemente in-
formados, afirmamos que falsa a noticia dafsl-
li neiaV
O missivista nao a deu de boa f e sabe maio
bem em que cas >s se leve considerar como faaUdc
um 1 casa commercial.
Para convencer se do que tomos dito tem o pn-
blico o meio que lhe proporcionamos, e vem a ser
u narraco minuciosa e tiel doa fact03.
Eil-a. A cas 1 de que s icio capitalisti o Can
de de Itaeolomi tinha em loposito trinta e oite
u de res, pertsacrntes ao cirurgio dentista
Ilarrison Alexander. Este senhor exigi, e n dar
de fevereiro ultimo, prompto pagamento d'aqael-
la quantia, ou hypotheca em bens, sua esculo*.
do Conde de Itaeolumi.
N.lo se tenoo annuido a semelhante proposts, c
lep isitante fez citar o conde. Este cora a le.iid-
de que o caracterisa, e 110 intuito de prevenir c
abilo do crdito de sua casa commercial, coevo-
cou, no dia 3 de Marc > fiado, os seus credorfli
que sao em num ro de. oit 1 na praca do Maranbau
c expos-lhes o que acaba va de occorrer.
Nessa renniao convocada (note-se bem) peto
proprio Conde de Itaeolumi, foram 03 credores in-
teiradoB, de modo explicito, da situaco da case
commercial.
Sabia-se na praca do Maranhao que a firiat
Ferreira da Silva C. tinha perdido sommas eon-
siderave3 em embarques de gneros e falleneiac
de varias casas do Maranhao, Para e Londres. A
8so accresceu infelizmente o naufragio do vapor
Jeune Amiral, de propriedade da citada firma.
Feita a esuosico, o Conde de Itaeolumi deizse
de apn sentar- Ihe3 o balance da casa, por nio se
achar eoto fechad 1 a respectiva essripta.
E' in- xacto, portanto, que, como disse o missi-
vista, o Conde de lucolmai se recusara formal
mente a apresentar a escripturacao, liraitando-.e t
declarar em que consista o seu activo e pa*

que podesse concner paca humilhal-o, quaudo trigonometra, e viudo os pr-Jgrammas qu 131 sera-
Oeve ser sido arredilada neste dia
a quantia de
De'ni os dos dias 25 de Marco a 21 do
corrente, recebidos
dem at i 1 do corrente
Foi arrecadado liquido no da 21 do
corrente
210*040
4|200
214*240
14J0O0
200*240
l'recos do dia:
Carne verde a 430 e 241 tis o kii.-.
Sumos a 560 p 72' ris idera.
Cameiro a 600 e 800 ris idem.
F muha de 3 30 a O) ris a cuia
Mim de 320 a 44') ris dem.
|\ au I 90 i a U5!W ris dem.
Cemterio publicoObituario do dia 16
de Abril
Iguez Mana das Virgens, parda, Pernambuco,
65 annos, vinva, Sauto Antonio ; rheumatismo.
Francisco Marques da Silva, preto, Pernambu-
co, 28 annos, solteiro, Boa-Vista; tubrculos pul-
monares.
Manoel Pereira do Scuza, branco, Portugul, 34
aouos, casado, Boa-Vista ; tubrculos pulmona-
res.
Joaqa:ni Mara da Conceieao, branca, Pernam-
buco, 32 annos, viuva, Bi-Vista ; tubrculos pul-
monares.
Gabriel Campcllo da Coste, branco, Pernam-
buco, 85 anuos, viuvo, Boa-Vista ; prolapso do
recto.
Maria Salustiaua de Amorim, branca, Pernam-
buco, 63 annos, viuva, Olinda ; febre biliosa.
Joo Casemiro da Silva Machado, branco, Por-
homem c no seio da sociedade, habituindo o des-
de a infancia a ser livre, morigerado, bonest i. sera
rancor, indagador do til e do proveito.-o, virtuoso
s ra hypocrisia, econmico s m avanza, e apto
para seguir eoss v .ntagem qualquer carreira, urna
vez terminajo ocurso primario.
Quanto ai m stre, am da autonoma e lib-r-
dades que lhe utorgou, e de que j fallamos, para
qne a escola nao lhe ficass'- inferior em disciplina
material e organisacao, nao olvidou nenhum des
tes puntos, j relacionando o indispensjivel, j
acaat*l*aa\i a aBaanracida censura que em taes
casos p io por qaalqoer imprevidenei sobrevir.
Modelou cuiliin tuda a escripturacao escola-- res
peitaod s opinioes que lhe toram apresentadas
sobre este assumpto por alguns professore dei-
xando que a pratica venha, depois de reconhecer
a verdade, optar pelo que fr mais simples, mais
fcil e mais proveitosi.
E'justo, portanto, qu apreciadores, como sem-
pre temos sido, de tufo quanto tendi o aperfei-
coamento da instruccao publica desta provincia,
comprimentemo3 o digno inspector Kera' Por mais
esta prova que deu de sua llustrado e conheci-
mentos em materia de ensino, e que do alto da im-
prensa uos congratulemos com o magisterio publi-
co primario da provincia, fazeodo votos pa'a que
este so emprnlie com todas as torcas em toroar-se
digno da lei que ora lhe outorgada.
Temos conhecimentos dos regulamentos e reg-
mentas da instruccao publica das provncias do
Brasil ; podemos asseverar que dos at hoje or-
ganisados nenhum o excede.
Assim o peosa
O amigo da instruccao
E. de S. O.
B'cife86.
-------:-------*n*-*>?'S Os einprestltuos do governo
XII
Vim03 no precedente artigo, como devenios pre-
ferir para o padro ou unidade nosso systema rao-
netaio a gramma do ouro ao padro dos systemas
monetarios de osttfOS paiz s ; e Seamos de ver
no presente as razo-3 disto.
E' a gramma do ouro a melhor uni lade do sys-
tema monetario, e to boa que podera com facili-
dade ser aceita (e adoptada por todos os pa:zi s,
d'onde resultara a uniformidad universal do va-
lor da moeda o de seu systema monetario), porqu I
todas as dividas e todos os valores de todos os
contractos, se reduzem a tantas grammas de ouro
e tantos cntimos. O que se contracta, o que se
deve i-ooT'.mwas de ouro, e, ou esteja o cambio
alto ou baixo, ou hija aova emisso de papel moe-
da, e nova retirada, o que se dev> sao tuntas
grammas de ouro, e quando o papel for deprecia-
do, o que saccede nio ser recibido pelo val ir
nominal das grammHS que mar. Assim ningum
prejudicado quando se tratar do cumpr.mente
dos contractos, nem o credor, nem o develor. De>
ve-se ou se credor de tantas grammas de ouro;
de ouro que o typo ou o padro ou m ;-
dida do valor de todas' as cousac, que oo orno
ngrisque muJam de valor segundo o cambio
esta ato ou baixo, fazendo variar todo dia o pre-
to de todas as cousas, causando a uns ganhos
immerecidos, Ilcitos, casta do prejuizo de ou-
tros.
Neste caso, basta-me repetir o seguate capitu-
lo, que transcrevo, da minba obrinha oCaiue-
cismo Social Poltico Bbabiluso, j citado.
pre dias autes iIj j eftjetuaieni os Clames, ni i a
pie d-ixir de ensillar trigou enetn ., mesmo poi-
que nesta provincia til s i') prepir.im se pni
Faculdade de Direito, gran te e o num-'ro dos que
estudam para matrieuliruin se era ootras f.ieil
dades, onde os couheciuiL-ntos d'osta materia sao
utes
Nestas condicoes ensioar um s professir 4 ma-
terias sobrecarregal o omito em detrimento lo
ensino.
N i Imperial Collegio D. Pedro II e u >s lyceas
das provincias de primeira ordem. a divisa
cadeiras de mathematicas em dua^ cimo prepara-
torio necessaria ; nem se queira argumentar cora
o Collegio de Artes desta provincia, onde s hi
urna cadeira de mathematicas, compreheudeulo ai
duas materias, e isto porque a creacao d'aquella
cadeira data do tempo em que os exames feitos em
urna faculdade nao erara validos na outra, e no
Recife s era preciso arithmetiea e geometra para
as matriculas em direito; piren h-je que o go-
verno tem de reformar aquelle collegio, onde os
exames ahi feitos sao valid is em quilqu-r acade-
mia do imperio, estamos certos, hs de crear m lis
uin^ cadeira de mathematicas, dividalo o entudo
pelo menos em dual, em vez de ter s para ama
cadeira 2 professores, 1 cathedratico e 1 substi-
tuto, como tem.
A frequeocia em mathematicas uo Gyranasio
de cerca de 80 alumnos divididos qu asi igualmente
pelas duas esleirs, frequencia nraito superior a
do Colleeio de Artes, on le os exames sao validos,
nao sendo aioda os do Gymnasio, cuj i projeet i i
tendo sido approvado na Cmara dos Srs. Depu-
tados, est no- Senado, onde espera-se este auno
tavoravel s ilueao.
A ruunio de duas cadeiras em urna s era de-
trimento do ensino, porque era cada urna d'ellas
existm adiantados e atrasados, formando tres e
mais grupos e a rcunio d'estes em ama s ca-
deira s traz desvantagens para os alumnos e difti
culdade para o professor, que nao pode satisfaz r
aos pais de scus discpulos, chamando a todos
diariamente lcio.
E' na divisa) de algumas materias em duas ca-
deiras, entregues todas a professores provecaos,
suficientemente habilitados, qua est a nio pe-
qu-raa frequ-ncia do Gymnasio, sen lo e3te o ponto
era que elle distingpe-se dos estabelecimentos par-
ticulares, onde, em geral, s as classes superiores
sao entregues a professores de provada e recouhe-
eida h ibi:itagio, sendo as interiores entregues a
ceasores que sao pela maior parte rapazes ame
fiv.|uoiitain nossa Academia, os quaes, embra
teoham habilitaco, todava falta ibes a idouci
dade e pratica, visto como sneatc durante o
curso aesdemico que entregara se por coraraodi-
de.de propria ao magisterio, abandonaado o logo
que obteem o diploma que aspirara
* *
II RATA
No ai-fijo hootem publicado sob a epigraphe
Ao publico apreciador da verdadeao periodo
que coraeca pelas palavrasHa tres annos etc.
onde se diz Sr Mouteiro Bragadeve lei-se Aa-
teaio de Souza Braz.
Os credores nao a exigirn e trataram o Conde
de Itaeolumi com a m.ior c msidera?ao, mauifes
tando o desojo do que a casa continuasse suat
transacco s regulares.
Um dos credores, nao ignorando a existencia
das amistoras relaces entre o coude e o Sr. Blag-
den, da firma Blagden & Princ?, lembroa a con-
veniencia de escrever aquelle nosso estimavel ami-
go ao rncsmj Sr. Blagden, para saber si a este
convino* faaer qualquer proposta.
Conhecendo quo melindroso era semelhante al
v'tr-, o cunde recusou-o delic .damenle, all'gaode
que por meio de carta nao era p.'S3vel explicaros
03 om regra, paroeendo-lne preferive ir el-
le Europa euteuder-se pessoalmente com o Sr.
Blagi-n, depois de encerrada a escrip'a de 1885
cujo bataneo, que deveria estar prompto a 15 de
Marco prxima tiudo, levari i coinsigo.
Eis o que occorreu na primeira reuoio dos ere-
dores. Oa segunda nos oceuparemos no seguate
artigo, eo publico er occasio de saber oqueen-
to alli se passou e si o Sr. de Itaeolumi soffren
serios dissabo xs, vendo as perolas que ornara a
sua brilhante coro i de coude expwta a humilfci-
''"Rcc.fe-2-'-Abi-il-86. ..
Vespasiaiio PoUarau.
Cousuiiioi.iis est
Eli Eli 'ama salbactani
jases.
(1) A gramma de ouro pelo comboio da 27 tem
o valor de 14200, poico mais oa meaos, do nosso
actual systema monetario.
(2) Como foi exposto nos ultimes artigos desta
serie.
A MED PAI
Foi boj i o dia fatal
Em qu 1 o vil trayoeiro
V aleu por trate linheiro
An santo lusrtyr Ja Cruz,
E n qaa Pedro a Marcos BW
E itra a torpe popolafa ;
Depoie un meio da pra;a
Neo-a conhecer Jeaua !
o
' pr tao o tilho d! D:m
Esto cor leiro ianoceute
Entra aquella crua gente
E' levado a Caifaz.
A 'cus 1 io -sem ter culpa
Por esta infarrn cohortej
Que o ccndeinnam a rorte
Perdoando a Barrabaz !
Pilatos lavra a a -ntenca :
Que seja crucificado
Depois e martyrisado ;
O filho de Lteus Eterno
Sera vacillar elle assigna...
Porm nesta occasio
Treme lhe a penna na rnao,
Mares, cos, trra o averno 1 1
Que horroroso espectculo I
s Ver o innocente J -sus
Pendr-nto de urna Cruz!
Como disse S. Mitbcus.
Expira, surge m os mortos
O co S". torna enlutado,
Diz Cesar horrorisa'o :
Morreu o tiUisdo Deue.
Ricife 21-4 -86.
Aktiiiu Feselok.
Thcalro de Variedades
Consta-oos que este th atrinli > o mais depen-
dencias da fabrica Nova Hunburgo, vo abnr-ss
ao publico com os to ap clavis e deleitaveis-
llailes de mascaras nas imites de 24 e domingo
25 do corrente. ,
Polgamos de ver mais eati vez bem acomido
uosso pedido aos proprietaros daquelle estabele-
cimente, mesmo nesta poca em que todos os thea-
tros esto fechados.
Muitos ca:seiro8.
7. distrieto
A publicacao inserta no Diario de hoje (20),
com este titulo, foi por mira escripta e assicrnada,
petante testemunhas, e o tabelliao publico Hylario
Urbano da Silva, que fez o reconhecimento, como
consta do autograph' existente na redaego di
Diario, que pode ser visto e examiuado por queot
Escada, 20 de Dezembro de 1886.
FrancUco de Azevedo Maia.
y
I WTMAB0 >
ObIe3



Diario de PernambucoQuinta-reir 22 de Abril de
1CC6
Crnangy
O Sr. S. A., quem quer seja, que ns Provincia
de 20 do corren te, todo teloto, chamou a attenco
do publico (que tem tanto em que ee occupar)
para una hittorieta, pasto de sua iraaginacao pouco
tommum, apresente-se na arena do combate, nao
orno um cobarde, mas como um cavalbeiro, sub-
screva o sen nomo por inteiro, que me compro
metto, desde j, a dar-lbe urna resporta em ter-
mos habis e^decisivos, resposta emfim que faca
fisto a verdade e nada mais.
u c o espero.
Eecife214-1886.
Ignacio Pedro.
No dia 15 de Abril deste anno chegou nest a
apital de Pernambuco o Sr. Francisco Camello
de Andrada, com sua Ezma. familia, viudo do
povoado do Salgado de Itabaianna, a esta capa),
afim de assistir aos actos religiosos da Secitna
Santa. E como teve a feliz sorte de chegar cm aaz,
mando publicar a sua cbegada para quo fiqp em
satisfeitos os seus amigos comprovincianos dauPa
xahyba.
Recife, 20 de Abril de 1886.

L se no Progrt Medical:
O Vinho de Extracto de Figado de Bacalho,
de Chevrier, presta os maiorcs servicos :
Aos individuos exhaustos por tongas secre-
tees mrbidas.
Aos antigos rheumaticos privados de appe
tite.
Aos gotosos inveterados, que nao digerem
oais.
u As crianzas debilitadas pela deniico.
Aos adolescentes cujo crescimento fatiga.
Aos adultos cujo trabalho cu prazer ex-
hausta.
o Todos acbam neste medicamento um I ico
agradavel, juntando a um poder regenerador inj
Ucutivel, um gosto de natureza tal, que satsfa
aos paladares mais estragados.
Nao seria por demais recommendar aos nos-
sos leitores o emprego deste excellente medica-
mento.
leo paro medicinal de Sitado de
bacalho. de unoinn v lemp,
N. 398
Quando os orgaos da respiraco sao demasiados
debis para expellir a mucosidade engendrada pela
enf-randado inflammatorii, nao ha nos arcanos da
sciencia medica, nada que ee possa comparar cerno
tnico ao oleo de figado de baca.ho. Porm ouv-
mos dizer que os resultados da sua operaco va-
riam. Algumas sao compostas de materias ranee -
sas. outras adulteradas, em quanto que urna gran-
de parte das composicOes que tomam o mesmo no-
mo sao completamente espreas. Volvendo de to-
das estas, o oleo puro medicinal do figado de ba-
calho de Lanman & Kemp, n elle temos um espe-
cifico de primaface e de urna reputacao universal,
que at hoje nunca desmentio as esperanzas dos
doentes. Os mdicos o recommendam, porque a
ana tfllcaeia esta miis que provada nos pelores
casos de affeecoes pulmonaies e escrofulosas. Ou-
tros eleos de fijado de bacalho, podem ser puros,
porm este indispensavelmente o .
Como seja um objecto da maior importancia, pa-
ra aquelles que padecem dos pulmes e da gar-
ganta ; aquello que for senhor de urna preparaco
legitima, tara bem em confiar-se nicamente na
Lanman & Kemp, a qual pode ser comprada cm
toda a parte do mund?.
Acha-se venda em todas as principaes boticas
e lejas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C
ra do Commercio n. 9.
Dcelaracao
Declaro aos mcus amigos e csnstitui.tes e ao
publico em geral, que tomei hoje coata do meu
iscriptario de advocada, e que portanto josso ser
c'ora em diante procurado para os misleres da
i iuha profisso das 10 horas da manh s 4 da
tarde, na praca de Pbdro II n. 6, 1. andar.
Por esta occasi&o nao pusso deixar de mani-
festar a oiinha gratido ao mea particult r amigo
collega Dr. JuSo Feliciano da Motta e Albu-
i ue, pela maneira inteligente, probidosa e leal,
)>or que dirigi durante a muiha ausencia desta
provincia todos os negocios que tinha a neu car-
eo, e que deixei conados sua reconhec da soli-
citude.
Recife, 22 de Abril de 1886.
Jos Vicente Meira do VascoD ;elloa.
N. 3. Mus, se tendes flhos debe is que
for ialta de appctite estilo doentios, dae-
II es a Emulsao de Scott.
*' maravilhoso como eni pouco tempo,
uo tomatem na, restabelecem-so o como
tecuperam a energa e a saude.
OCULISTA
O Dr. Brrelo Mampato, medico oculis-
a, ex-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d con
siiltas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bario
di Victoria n. 45, 2 andar, excepto nos domingos
e das santificados. Residenciara do Riachuelo
n. 17, canto da ra dos Pires.
Dr. Mello Gomes
MEDICO PABTE1ROE OPERADOR
Ra do Barao da Victoria (antiga
ra Nova) n. 37, Io andar
Dedica-Bu com eepecialidade ao curativo
de febres, molestias de peito e das senboras,
sypbilis e estreilamento da urethra.
Consultas da 10 a 12. Chamados per
escripto qualquer hora do diaou da noite.
Telephone n. 259.
Connltorio medico- eirurgko
O Dr. Estevn Cavalcante de Albuquerqi e con-
tinua a dar consulta^ medico cirurgieas, ta ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio da s 4
horas da tarde. Parase demais consulta a visi -
tan em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1" andar.-
Ss. telephonicos : do consultorio 95 e residencia
12'}.
Espcciaidades Partos, molestias de crcacas,
d'itero e seus annexos.
r
C, Heckmann
Usinas de cobre, iatao e bronze ee d
Golitzer Ufer n. 9 Berlina S. O.
EspeefaUdade:
Construcpio de machi-
nas e apparelhos
para frnicas de assucar, destillacSes e re-
finacSes com todos os a perfecta men tos
modernos.
INSTALLAgA DEJ
Engcnhos de assucar completos
Estabelecimento filial na Havana sob a
mesma firma de C. Heckmann.
C. e San Ifrnacio n. 17.
nicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO DE JANEIRO
Para informales dijamse ai
Pohlman &C
D.10
Despedida e reclame
Oculista
. \ffradnimpntft
Almeida Duarte at C. cordialmente agradecem
aos Srs Francisco Lopes, Clodoaldc de Barros
Franco, Francisco Amaral e a todas as outras
pessoas da povoago de Preguica, que cora tanta
dedicarlo e caridade se prestaram a ajudal-oa a
conduzirem ao Cemiterio daquelle Ingar, os restos
mortaes do seu empregado e amigo Jos Cesar de
Vascoucellos Campos, alli fallecido.
Recife, 20 de Abril de 1885.
Almeida Duarte Ai C.
Br. Gemuera Lie
HBDIt'O
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
OKnda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e enancas.
Collegio de Sania Lucia
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Dr. Gil Leite
Medico. parleiro e operador
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59,
Io andar
Residencia ra do Paysanc n. 15 (Passa-
gem).
D consultas das 11 horas da manh s 2 da
tarde.
Attcnde para es chamados de sua profisso a
qualquer hora.
Dr. Ferreira Velloso
d consultas das 10 s 11 1,2 da insnbu, em
quanto fuuccionar a asserabla provincial, ra
do Marqutz de Olinda n. 47, 1 andar.
Para o
Este collegio
sexo fcmlalne
fuucciona sob a direccSo
das Sras. D. Anna do Reg Almeida e D.
Ensiiio particular
Felicidade Perpetua de Vasconeellos A-aeo,
competentemente habilitada para o ensino prima
rio, participa ao rcspeitavel publico que tem abor-
to o sen internato na cidade do Espirito Santo,
em Santa Thereza (Pao d'Alho) onde j ha um
anno tem tido a honra de receber alumnas inter
as e externas, cujos pais acham-se sinceramente
satisfeitos Animada por este anspicioso acolhi-
mento contina a fferecer o seu prestigio a aquel-
les que lhcs quizerem honrar, confiando suhb fi-
Ihas, eertos de que nao poupar estorbos para o
bom desenvolvimento intellectual e moral, apar da
delie ideza e bom t'atamento ; assim como tam
Urna vez quo me mudei,
Deixando os visinhos meus,
Venho agora de minh'alma,
Enviar-lhes temo adeus.
Me offereco aos seus servijos,
Na casa que agora habito,
Coja ra, o cujo numero,
Abaixo verlo descripto.
Aos raeus antigos freguezes
N'um forte aporto de inZo,
Lhes pejo que nao se esquegam ;
Dra-me seropre a protecjSo.
Na casa quo agora oceupo,
Serapro prompto eu estarei,
A cumprir as snas ordens,
O que muito almejarei.
A todo publico Ilustre,
O artista Zacaras
Se faa lerabrar, pois tenho g nho
Sua8 boas sympathias.
Em Coronel Suassuna
Antigarua de Hartas,
No numero oitenta e seis
Casa que tem duas portr.s.
Subindo una escadinha,
Irao bater no sobrado
Onde por certo acharao,
Baixo preco, fino agrado.
Alii sempre prasonteiro,
Acharao todos o> dias,
A servir os seus freguezes.
Seu criado o
Zacaras.
86 Coronel Suassuna 86
(Antiga de Hortasj
A aula mixta particu-
lar
Francisca Martiniana L. Carneiro participa aos
pais de familia, que sua aula abrir se-ha no dia
12 do corrente : qnem de seus prestimos precisar
pode dirigir-se ra do Visconde de Govanna n.
21, que entender- se-ha com a mesma.
COLLEGIO
DE -
Nossa Senhora das Victorias
RA DO HOSPICIO N. 10
Directoras:
Mme, Blamhe d'IIerpent Crgo.
Baroneza V. d'IIerpent.
Este colltgio tem ptimas accommodacoes para
elumnas internas e um corpo docente de reconhe-
cida capacidade.
------------sooec------------
Beneficio a patria
O professor particular Julio Soares de Azevedo,
abri cm seu collegio ma da Matriz da Boa-
Vista n. 34, um curso gratuito para 25 orphaos
desvalidos, tornecendo aos alumnos os utensilios
necessarios ao ensino.
Para tal fim, ja o incansavcl professur Lande-
lino Rocha, enviou gratuitamente, diversos livro3
primarios de sua propriedade, coadjnvando assim
o progresso do ensino, e servindo de exemplo como
um verdadeiro peruambucano.
Esto, portanto, aberfas as matriculas, para as
creabas que quizerem frequentar o curso.
'' mais um beneficio de caridade digno de lou-
a crphandade e a infancia desva-
E"
vor, dedicado
lida.
Horariodas G horas da turde >.s 9 da no'-to.
Julio Soaret de Azevedo.
EDITAES
Edital n. 16
administrador do Ccnsulado Previncial faz
^ieo, para conhrcimento dos respectivos cou-
P"^1 intee, que no da 22 do corrente terminar
t"ou rogavelmeuto o prazo concedido para o pa-
impro do inp03t0 de repartido, relativo ao 1"
gamento do exercc0 corrente de 1885 8G, co-
semeetre deBt(J dH em diante 0 referjdo mposto
brando se de lfJ ()[0 a( 8L.temb e co|n^a de
209Tt ezcmb^ Proxilno fu""--
Consulado P"ov'nc'al ^ Pernambuco, 15 de
Abril de 188G-
franciSCO Amynlas de Carvalho Moura.
Edital n. 733
De ordem do icapcetor geral da natruccao pu-
blica, se declara aos pr.fe>sorcs Alfredo Jos de
Carvalbo e Jcao Jos Pereira, o 1 nomcado por
portara i a presidencia da piovincia dfl 9 do cor-
rente parareger a cadera de Af.>gH>;os de Inga
tira, e o 2 em 27 de marco ultimo para reg>ll :
adeirade Baixa trande. que Ih^s fica mrcado
o prazo de 6(1 dias, ontado da dnta das nomea-
co.8 para dentro delles entraieiri en exercicio
dsa mencionailas eadeir^s.
Secretaria da InstiuccAo Publica ie Pcruambu
co, 16 de Abril d>- 8G. O secretxrio,
Pcreentino S. de Araujo Galvao.
Luzia Nepornuceno Du.'irte, no 2e andar j bem offerece-se para ensinar meninos externos de
14 a 7 annos, tudo por presos razoaveis ; achando
se sernpre prompto a dar quaesquer esclareeimen-
tos pessoalmcnte ou por escripto a quera os < xigir.
--------------aeSWKB-----------------
do sobrado sito ra Duque de Caxias n.
59. Alcm das pnraeiras letras, e todo o
tiabalho de agulba, ensina sn tambem fran-
ez, (escrever e fallar), inglcz, portuguez,
geographia, arithmetica, desenlio, msica,
piano, e flores artificiaos de todas as espe-
cies etc.
Ayisa-se ao publico,
acolhimento e protecsSo,
esperando todo o
certo de que em-
Pedid* ao publico em geral
O abaixo assignado, pede ao benemrito povo
;icrna n Tucano que se digne ler o annuncio de
sua i'.-colii, o qual se ada publicado nesta tclha
em lugar competente.
Educa e instrue a infancia, pelo fystema dos
> ,, A^i4U>\.<> ilion uo luiaiiLiai uijiv cj ji\^4t /
prfgarao todo o esmero no adiantamento de pr,ncipaes collegioa da Corte do Imperio, ond
suas alumnas; funeciona todos os dias
titeis exceptnos domingos o dias santifica-
dos.
Recebem-se alumnas internas e meio
pendonistas e externas por presos razoa-
veis.
Ra Duque de Caxias n. 59, (antiga do
Queimado.)
esteve por algum tempo passeio, cojo systema
i a paciencia c a vcci;<>, e nao numerosos casti-
I gos sem resultado algum, como s; veem em va-
| ras escolas desta provincia.
Espera, pois, que o povo brasileiro saiba apre-
I ciar o seu verdadeiro ensino primario, em desafio
' ao magisterio, onde as creancas rpidamente com
santos conselhus abra9am de corafo os livros e as
lettras.
Julio Soares de Azevedo.
COMMERCIO

Bols* iiMinuerci.il de Pernam
buco
^ 3ecife, 21 de Abril de 1886
As tres horas da tarue
Cotacbet officiae
Letras bypothecarias do banco da crdito real de
Pernambuco, de juros de 7 0/0, do valer
de 100* 93SOOO oada urna.
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 60 d/v. com 1 OO
de descont.
Cambio sobro o Rio Grande do Sul, 60 d/v. com
1 1.4 0/0 de descont.
Cambio sobre S. Paulo, 60 d/v. com 1 0/0 de des-
cont.
Camtyr, sobre Para, 30 d v. coin 5 8 0/0 de des-
cont.
Dito sobre dito, 60 d/v coa 1M/4 0/0 de descont.
Bito sobre dito, 90 d/v. com 1 5(8 0|0 de descont,
Na hora da bolso
Veddeiam-se :
300 letras hypotheca ias.
178 ditas idem.
100 ditas idem.
25 ditas idem.
?. J. Pinto,
Presidente.
Augusto P. de Lemos,
Pelo secretario.
ENDJMEiNTOS PUBLICO*
Mea de Abril de 1SS
Her d* 21
.ciu.U 1 20
79:58U268
4:634577
ltuir iRiMoaIV> 1
Wnn de 21
20
84:215/845
13:888/486
228 872
14:117/358
'.LTAH:>asAOh 1 20
'-Jen d 21
R:WBBDOBIiOt 1 20
Un ia de 21
447:979859
41:178,555
89:i58414
32:523*064
1:591/402

34:114/466

DESPACHOS DE IMPORTACAO
Barca ingleza Adelheid, entrada de Liverpool
no dia 20 do corrente e consignada .a Browns 4
C, manifestou :
Carvo de pedra 537 toneladas companhia d>
ga.
Brigue inglez Begulator, entrado do Rio Grande
do Sul no da 20 do corrente e consignado a H.
Lundgrin & C, manifestou :
Farinha de mandioca 995 saceos.
Feijao 10 saceos.
Graza 41 pipa3.
Milho 30 saceos.
Sebo 817 barricas ordem.
Hiiile nacional Correio do Natal, entrado do
Rio Graode do Norte ao dia 20 do"corrente e con-
signado a Fraga Rocha & C, manifestou :
Algodo 32 saccas a II. Forster h C.
Couros salgados seceos 117 aos ernsigoa-
tarios.
Pelles 25 amarrados acs mesmos.
Lugar nacional Loyo, entrado de Pelotas na d;a
21 do c-rrente e consignado a Jos da gilva Loyo
& Filhos, manifestou :
Xarque 210,0(0 kilos ordem.
VapJf nacional Pirapama, entrado des portos
do norte no dia 20 do corrente e consignado
Companhia Pernambucana, manifestou :
Algodo 58 saccas a II. Nuesch & C.
Borracha 38 barricas orden.
Caf 25 saceos a Gomes de Mattos IrmSog.
Conrinhos 12 amarrados a H. Forster & C, 1 a
R. de Drosioa & C.
Esteira de palha 14 rolos a Joao V. Alves Ma-
theus & C.
Barea racional Marianni/tha, entrad d Rio
Escoh particular
Oe instriicfo primarla para o
sexo m.-isciil no
34RA DA MATRIZ DA A-VISTA34
_0 abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua escola particular
de instrucfAo primaria para o sexo masculino,
ra da atriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensino de seus alumnos.
O grao da escola consta : ler, eserever, e contar,
desenhi near, historia patria e nnces de fran-
cez.
Garante um rpido adiantamento trn seus alum-
nos, pelo seu systema de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
merada dedicaco ao ensino, fazendo com que os
cus discpulos abrcemeatnem de coracao as let-
tras, aos livros e ao estudo, guiando-os no cami-
nbo da intelligencia, da honra e da dignidad,
afim de que veubam a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio e da lei, um verdadeiro
cidado brazileiro.
Ecpea, pois, merecer a confianca e a proteccao
do distincto povo pernarabucano, e em particular
tem t robusta em todos os paes e tutores de me-
ninos que queiram aproveitar vm rpido adianta-
meuto de seus filhos e tutelados.
Comquanto nusada si-ja esta tentativa, todava
espera que os seus incansav is esforoos, e o seus
puros desejoe, sejain cornados coa a felw appro-
vayfto do todos os filhos do Imperia da Barata Crin.
Mensaliriade 2/0J0 pagos a#iaatad*s, ao acto
da matricula.
Hurao das 9 horas da manha s 2 da tarde.
Recebe meninas internos e meio-pensionistas
por mensalida les razoaveis e lecciona por casas
particulares a ambos os sexos.
Pulfo Moars de Azevedo
34 Ra da Matriz da Boa-Vista 34
Grande do Sul, no dia 20 do corrente e consigna-
da a Baltar Oliveira & C, manifestou :
Xirque 222,045 kiloi a ordem.
Lugar portuguaz Temerario, entrado do Rio
Grande do Sul no da 20 do corrente e consigna-
do a Amorim Irmos & C, manifestou :
Graxa em bexiga 9550 kilos.
Sebo 200 barricas.
Xarque 198,980 kilos orde n.
Edital n. 98
(3 prac*)
De ordem d.. lllm. Sr. Dr inspecti r, se faz pu-
blico que s 11 hor:is do dia 24 do corrente mez
teio vendidas coi prava no trapiche Cooeeieo,
as mercad, ras abaixo ueelara las. apprehendidas
a bordo do patacho Dornegoense Gordon, no dia
26 de Fevi rriro do corrente auno.
Guarda-in' ri.i
12 duzias de collariuhos de p .pe.
18 camisas de tecido de algodo com peito do
linho.
17 ditas litas.
70 can 18 ditas de tecido de algoao, lisas.
10 ditas de fl invita de la.
6 ditas de pHiiuo ile la abaetado.
6 cer ulas d< fl.in.lni de l
8 ditas de meia de ,o UU).
5 gorns da tecido de algodia.
10 pvdacjs de fl mella de la 'ii'iuiu; .d:i.
2 \ kil.g-auim-.s de ruipa feita, de brim de
algodo eniraucadi.
ft 1/2 kilograinnms de cobertores de algodo la-
vrado
3 seceo da Alfandega d* Pernambuco, 2H de
Abril de 1886 O ebefe, "
Cicero B. le M-llo._________
Edital ii. 99
(3.a prava)
De ordem do lllm Si. Dr inspector se faz pu-
blico, que s 11 horas do dia 24 do cor eme mtz,
sero vendidas ein pr -va, uo trapiche Conceifao,
as mercadorias abaixo d<-clamdas :
Armazein n. 7
Mxrca diamante. T n.- cenro. 1 caixa n. 768,
viuda de Ijiverp.iul no vapor ingles Delambre, en-
trado em 8 de Fcvcreirodo cor ente auno, liban
donada a.s dir--itos por Cardos i -V Irmio, con
tendo fragmentos de ferro, as* melliado limadla
grossa, pesando liquido legal 7*9 kilogrammaa.
Marca JBV, 6 caixss ns 18 '\ idem de S-w
Yoik no va per a ni ricino Pionee, entrado em 13
de Marco ultimo, abandonadas aoa olrelOS por J
B. Valdetaro, co tendo oras impressls de urna
slo-, pet-and'. liquido legal 3>3 kiiogrammas.
Letreiro J. B. Valdetaro, 1 caixa sera numero,
dem idem, contendo 17 kilos de obras de papel
impressas de duas cores.
3' seccao da Alfandega de Pernambuco, 21 de
Abril de 1886. O ch.fe,
Cicero B. de Mello.
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Recife da
provincia de Pernambuco, por Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
F*co saber aos que o presente edital virem, que
por parte de Antonio Luiz Baptista, por si e como
curador da interdicta D. Francisca Bernardina da
Conceico Carvalho, e tutor nato de sua filha D.
Candida de Jess Baptista, sua raulher D Urba-
na Josephina da Silva Baptista, me foi dirigida a
pet'cSo do theor teguinte :
Ilini. e Exm. Sr. Dr. juiz do civel. Antonio
Luiz Baptista, pc.r si e com > curador da interdicta
D. Francisc Bernardina da Conceico Carvalho
e tutor nato de sua Giba. D. Candida de Jess
Baptista, sua mulher D. Urbina Josephina da
Silva Baptista, requer a V. Exc. que se digne
mandar citar a D. Justina Maria do Espirito San-
to (com venia), seus filhos Joo o Jonauim, D.
Sebastiana Cosraa (la Silva, D. Emilia Joaquina
da Silva Braga, seu marido Pedro Ferreira de
Araujo Braga, D Isabel Martins Gomes da Siva,
e seu marido Francisco Joaqui-n Gomes da Silva,
os inenorcn Mxima Maria das Dores, Francisca
Mara das Dores, Florencio, Urbano, Januario,
Jos, e tutor destes Jos Francisco di; Figueiredo,
para, na priineira do juizo, depois de aecusada a
ultima citadlo, fillareui aos termos de urna ace-.Xo
ordinaria, afim de ser declarado millo e insubsis-
tente o testamento aberto pubiie-r*, lavrado na-
iictas do tabellio Apolinario Florentino de Albu-
queique Marauho e auribuido a D. Francisca, a
qual, em face de dous exames feitos por profissio-
naes e o depoimento das tes'emunhas que for.im
inquiridas no juizo de orphaos, ha uia'.s de um
anuo acha-se privada de suas faeuldades not.i m
pelo seu estado valetudinario e por deineucia se-
nil, e por isso nSo poda tostar, nos termos da Or-
denacaolivro 4 o titulo 81 % 1..
" Os dous filhos de D. Justina ehamam-se Joo
Nunes da Sil/a e Joaquim Njiics da Silva, os ma
ores Januar'o e Js sao impberes.
o Achando-se ausente D. E:nilia Joaquina da
Silva Braga, Pedro Ferreira de Araujo Braga e o
menor Florencio, requer que sejaio citados edital-
mente, com o prazo de 30 dias, depois de justifi-
cada a ausencia, ainaub, s 11 horas do dia, em
cartoriq, dando se curadores llde mc:.or 8 iu
terdicto, aut res, e aos menores reos. Para aprc-
sentnr libel o na audiencia ein que for proposta a
aeco, que fuiida-se nos documeutos annexos, pro
va testemiinhal e depoimentos do- reos, sob pena
do confesaos, sendo reveis, potestando, ontrosim,
pelo eiainc no livto do tibcl'io A olinaiio e mais
provas qu- se fizer misler : sendo as citavo -a d .a
rjs para todos os tennoa d.i aeco at Mutenua
final e sua execuc^o, sob peni de revelia. Dis-
tribuida.E. P M. C ni 1.0 doenmentcB. Kc-
cife, 16 de Ma- ( a 188G.Dr. Fcrr.r.
Estavam d i-reuipillias do valor de 200 ris
cada urna, lt 111- inutilisadas.
Nada mais contiiilia em dita petieao, na qual
profer o seguiute despacho :
Distribuida, cuno requer. Para curador in
lh.m da interdicta e do menor, anforea, nomeio o
Dr. Silveira, o. pira curad--r M Ulan dos reos me-
nores o Dr. Costa Bibeiro. Iteeite, 17 do inar^-o
d 1886.Ribeiro.
Depois deste meu des acho f i apresentada a
seguinte replica :
lllm. e Exm. Sr. Adiando se na provincia da
Babia o Dr. -iiveira, o sipplicant requer que
sen'ineie pessoa qu-- o s'ibttitua. Era supra1
Dr. Ferrer.
Nada mais se continha em di'a replica, na qual
profer o seg'iii.t- despache :
Nomeio o Dr. Vua. Recife, ;7 de Marjo de
[886.Ribeiro.
E-n virtude do meu despach?, tendo sido jimti
liea a a uuseiieia dos Eupplicados, profer a sen-
tenca d" theor seguint- :
Proceda a juntifieacao : expe^a-se o edital de
rituc/a eem o prsso de 30 diae. Recit", 19 de
Mareo de 1886.J. qaai da Costa Ribeiro.
Nada mais se eoitinha ein dita seoteni^a, p'r
torea da qual o eaerivso aba xo assignado fez pas-
sar o presente edital, p lo qual cito e hei por cita-
dos D. Emilia Joaquina da Silva Braga e seu ma-
rido Pedro Ferreira de Araujo Braga e o menor
Florencio pura os ferinos de aceao de que trata a
petieao aqm transcripta.
E par i q'K! ehegae ao coiiheciiucnto dos inte-
ressados, maudei passar o presente edital, que
s.-r publicado pela iinprensa e afKxado nos luga-
res do entume.
Dado e passado netta cidade do Recife, aos 22
dias do miz de Marco de 1886.
Eu, Antonio de Burgos Ponce de L"on, escri-
vV, o escrevi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
Confraria do Senhor Bom Jess
da Yiasacra da igr eja da Sania
Cruz
De ordem do nosso irmio provedor, convido a
todos os nossos iunos para comp.irecerem em
nossa igreja. paramentados com seus habites, nos
d(as sexta-feira 23 do corrente. pela3 4 horas da
tarde, e domingo 25, pela 6 horas da manila, para
acompanharmos as procissoes de enterro e da res-
snrrcico, que teem de sahir da matriz de SS. Sa-
cramento da Boa-Vista, para as quaes tivemos
convite.O escrivao,
Jos Francisco de Figueiredo,
f hesouro Provincial
De ordem do lllm. Sr. inspector desta reparti-
co, tafo publico que no dia 24 do cerrente paga-
se a classe de aposentados, ficando iuterrompiaos
os pagamentos no dia 2.").
ragadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, cm 21 de Abril de 86.
O escrivao da despesa,
Sil vino A. Rodrigues.
DECLARACOES
S. Jos d'Agoiiia
De orflem do irmio provedor, convido a todos
os irmos desta veneravel irraandade compare-
cere:n cm nosso consistjrio domingo 25 do corran-
te, pelas 6 horas da manh. hfim de, paramenta-
dos, acompanharmos a procisso de ressurreicao
da matriz da Boa-Vista.
Gousistorio da \eneravel irmsndade de S. Jos
d'Aconia, no convento do Carmo do Recife, 0 de
Abril de 1886.U secretara,
Palendra de Freitas.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos c
Liberacs
Na quinta e sextu-feir.i santa, observar-se-ha o
seguinte horario, organisado de accordo om as
exigencias dos alladidos das e a commodidade do3
Srs. passaL'eiros.
'uiiiiii-ffira Os trens da tabella ordinaria nos
das santificados at o de 9 1/2 da manb ; haven-
do a 1 da tarde um Jrem extraordinario entre os
pontos ^extremos, Recife, Ulnda e Beberibe. E
d'alii ein diante s seguntcs :
Do Beata : lmda-3 1/2, 51/2, 7 1/2 c 9 1 i.
De ("linda ao Recife21/2, 4 1/2, 6 1/2 e 81 2..
Do Recife Beberibc -4 1/2, 6 1/2 e 8 1/2.
De Beberibe ao Reeife 3 1/2, 5 1/2 c 7 1/2.
Sexta-feiraFiear o horario reduzido aos se-
gundes ticos :
Manha
Do Recife Olinda 79.
Da Olinda ao Recife 6?.
Do Recife a Beberibe 8 -10.
De Beberibe ao Recite 79
Tarde
Do R-cifo Olinda 12, 5 1/2 e 7 1 >.
De Olinda ao Recife 11, 4 1/2, 6 1/2 e 8 1/2.
Do Recite Kebeiibe 1, i 1 2, 'i 1 2 8 1/2.
De Bebente ao Recife 12, 5 1/2 e 7 1/2.
N. B.Os trens param em todas as estaccea.
Escriptorio da Companhia.
O gerente,
A. Pereira SimSt .
Scelo 1.N. 1733. -Secretaria de Pohcia de
Persambne,, 20 de Abril de 1886.De ordem do
Iiim. Sr. Dr. chefe de polica se transcreve o ar-
tigo abaixo do rcgulaiu. uto de boleiros e carro-
cero- afim de que os nteressados nao se chamein
a ignorancia.
Art. 20. A nenhum bsliero on earrocciro ser
licito transitar pe as ras da cidade ua quinta-
fera santa e na sexta feira da piixo. salvo se
bouver obtido para isso permissuo da polica.
Nao esto comprehendidos nessa disposi^ao 03
iarro3 de mdicos.
Os infractores sero punidos com a multa de
lu c o dobro na reincidencia.
O secretario.
Joaquim Francisco de Amida.
De ordem do lllm. Sr. Dr. delegado do 2o dis-
tricto da capital, fa^o publico para conbecimento
de quem for interessado, que pelo mesmo Dr. de-
legado foi apprehendido e ocha se depositado, por
denuncia do ser furtado, um eavallo castanho,
grando, andador baixo, com urna estrella na testa
e um signal branco junto ao p esquerdo.
Quem cora direito se julgar ao mesmo cavallo, 0
ven lia reclamar, provando seu domiui i.
Recite. 20 de Abril de 1836.
O escrivao,
J. F. Domngues Carneiro.
Kanta Casa da Misericordia do
Recife
Devendo celebrarse na igreja de N. S. do Pa-
raz i no dia 22 do corrente, pelas 10 horas da
manh, a missa solemne que deve preceder e.\-
posicao do SS. Sacramento com lausperenne, con-
vido a todos <8 senhores mordamos e demais mem-
bras da innandade, paja assistirem a esse acto.
Secretaria da Santa Casa ie Misericordia do
Recife, 20 de Abril de 1886.
O escrivao,
______________Pedro Rodrigues de Souza.
I mlemii isa c I o. a
Esta compauhia, cumpriudo e dispostj no art.
15 de seas estatutos, vende 40 accoes de ns. 491
495. 121 125, 746 755 e 551 50, vagas
pelo fallecimento dos respectivos accionistas.
Os pretendentes poderio enviar suas propostas
jor intermedio de corretore3 gera-s at meii dia
de 2? do corrente, no escriptorio da referida ioil-
panhia. Recife, 17 de Abril de 1886.
Lugar sueco Atlr. entrado ds Santa Catharina
no dia 18 do corrente, e consignado a ordem, ma-
nifestou :
Farinha de mandioca 1000 saceos e 339,218 kilos
a grandel, ordem.
Patacho dinamarquei Mercur, entrado de Pelo-
tas no dia 21 do corrente e consignado a Maia &
Rezende, manifestou :
Graxa em bexigas 4815 kilos.
Xirque 150:000 kilos ordem.
Escuna ingleza SillieHarland, entrada de Porto
Alegre no dia 21 do corrente, e consignada a Pe-
reira Carneiro & C, manifestou :
Xarque 90,000 kilos ordem.
Barca portugueza Nova Vencedora, entrada do
Rio de Janeiro, no dia 21 do corrente e consigna-
da a Jos da Silva Loyo c Filho, manifestou :
Barra vasios 375 a Antonio Pinto Lapa & Ii-
mo, 200 a Antonio Maria da Silva.
Caf 600 saceos a Silva Guimaraes & C.
Potassa 5 barricas ordem.
Vinagre 5 pipas e 50/5 a ordem, 205 a J. F. de
Carvalho & C.
Vinho 10 pipas e 75 barris ordem, 20/5 e 10/10
a Joao Fernandesde Almeida.
OLugar dinamarquez Barso, entrado de Porto
Alegre no dia 21 do corrente, e consignado a Bal-
tar Oliveira & C, manifestou :
Colla 50 barricas.
Xarque 159:690 kilos a ordem.
Patacho noruegense Henrick Weraeland, entra-
do de Pelotas no dia 21 do corrente e consignado
a Baltar Oliveira & C, manifestou :
Farinha de mandioca 250 saceos.
Xarque 146:360 kilos ordem.
da 21 do corrente, e consignado a Baltar Oliveira
& C, manifestou :
Xarque 201,000 kilos ordem.
DESPACHOS DE EXPORTADO
Em 20 de Abril de 1886
Para o exterior
No patacho ingles C. Dingle, carregaram :
Para Liverpool, J. Pater & C. 900 saceos com
67,501) kilos de assucar maseavado.
Na barca portugueza Noemia, carregen :
Para o Porto, M. J. da Rocha 7 saccas com 520
kilos de algado.
No vapor francs Yille de Pernambuco, car-
regou :
Para o Havre, A. Lablle 3,000 couroa verdes
com 63,000 kilos, 433 ditos salgado* com 5,196
ditos e 164 ditos espichados com 1,148 ditos.
De crdem d > no -so irmo director, convido aos
a m irmo* < ffeetivos, honorarios e bemfeitores
& eo.nu .re,-, re ii em nosau sede sabbado 2t do
corrente, s 6 horas da tarde, afim de asMBtirem
a in augura cao do retrato do nosso irmo bemfei-
tor conselhciro Dogo Velhj i avulcante de Albu-
querqtie.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mchameos e Liberaes de Pernambuco, em 21 de
Abril de 1886.O Io secretario,
Jos Castor de A. Souza
10 barricas
180
Para o Inferior
No patacho norneguense Idale, carrega-
ram :
Para o Rio Grande ro Su', L. J. S. Guimaraes
175 barricas com 12,320 kilos de assucar branco e
25 ditas com 2,675 ditos de dito masca vado ; S.>
G. Brito 150 ditas com 13,000 ditos de dito
branco.
No vapor austraco Slephanie, carregou :
Para o Rio de Janeiro, v. da Silveira 1,000
saceos com 60,000 kilos de assucar raaseavado.
No vapor francez Ville de Victoria, carre-
gou :
Panto Rio de Janeiro, A. Monteiro 1,050sac-
cas com 77,178 kilos de algodo.
No hiate nacional Deus le Guarde, carrega-
ram :
Para Aracaty, Rodrigues Lima & C. 3C0 saceos
com farinha de mandioca.
No hiate nacin ti Bom Jess, carregaram :
Para Mamanguape, B Oliveira & C. 300 saceos
com farinha de man iioea.
No vapor nacional S. Francisco, carregou :
Para Babia, Engenho Central 100 pipas com
48,000 litros de agurdente.
no vapr nacional Ipojuca, carregaram
Para Parnahyba. P. Alves S C.
com 42S kilos de assucar refinado.
Para o Cear, F. de Moraes 2 barris com
litros dn ugusrdente.
No hiate nacional S, Ambrosio, carrega
rara :
Para Macahyba, Amorim Irmos & C. 300 sac-
eos com fa-inha de mandioca.
X barcaca Lindo Paquete, carregou :
Para Parahyba, J. IJaptisa 400 saceos com
farinha de mandioca.
Na barcada Faro/a, carregou :
Para Parahybi, F. M. Dura> 500 sancos com
farinha de mandioca.
Na bui cay i Feliz Sociedade, carregou :
Para Mamanguape, J. Baptista 200 saceos com
farinha de mandioca.
No cter Geriquity, carregou :
Para o Natal, M. Amorim 700 s ceos com fari-
nha de mandioca.
Para o Natal, P- Alves ds C. 13 barricas com
Patacho nacional Social, entrado de Pelotas no 779 kilos de assucar mascavado. -
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 21
Rio Grande de Sul25 dias, lugar dina-
marquez Barso, de 141 toneladas, ca-
pit.lo N. Sirensen, equipagem 6, carga
xarque; a Baltar Oliveira rS C,
Rio Grande do Sul 13 dias, lugar nacio-
| nal Logo, de 242 toneladas, capitito Ber-
nardino da Silva Thom, carga xarque ;
a Jos de Silva Loyo 4 Filho.
Pelotas 16 dias, patacho dinamarquez
Mercur, de 141 toneladas, capit3o (',.
Thurve, equipagem 7, carga xarque ; a
Maia Rezende & C. -
Porto-Alegre 28 dias, escuna ingleza
Nellie Harland, de 78 toneladas, ca{.itSo
F. Jones, equipagem 5, carga xarque j
a Pereira Carneiro & C.
New-Port 41 dias, lugar inglez lron
Queem, de 234 toneladas, capitito Ri-
chard Harria, equipagem 8, carga car-
nSo de pedra; Companhia de Enge-
nhos Contraes.
Rio de Janeiro12 dias, barca portugueza.
Nova Vencedora, de 319 toneladas, -r^-lLa Plata
Matriz de Santo Antonio
Vraeraiel Irmantlade do ttanliftni-
iiii Sacramento
Pelo presente convido aos irmoa desta venera-'
vel irmandade compareeerem no respectivo con-
sistorio s 3 horas da tarde do dia 23 e s 6 da
manh do dia 25 do correrte, para o fim de acom-
panharmos aa pro"isses de enterro e ressurreici*
que teem de sabir da matriz da Boa-Vista, para o
que precede-u convite da irmandade do Santissimo
Sacramento daquclla matriz.
Consistorio, 20 de Abril de 86.
O escrivao,
Neiva Jnior.
pitSo Jolo Goncalves Marques, equipa-
gem 10, carga varios gneros ; a Silva
Loyo & Filho.
Pelotas -18 dias, patacho nacional Social,
de 141 toneladas, capito Manoel M. da
Nova, equipagem 8, carga xarque ; a
Baltar Oliveira & C.
Pelotas 14 dias, patacho norueguense
Hermich Wergeland, de 141 toneladas,
capitulo E. Paulsen, equipagem 6, carga
xarque; a Baltar Oliveira & C.
Figueira 35 das, patacho portuguez D.
Eliza, de 160 toneladas, cipitao Hen-
riqu3 Quareema, equipagem 8, carga
varios gneros ; a Baltar Oliveira & C.
Navios saludos no mesmo dio.
Barbados Barca icgleza Caribou, capitito
W. Blak3tock, em lastro.
Para Patacho nacional Pelotense, capito
Antonio A. do Azevedo, carga varios
genero^.
Rio Grande do NorteHyate nacional
Bom Jess, raestre Clemente Jos de
Macedo carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Ville de Pernambuco do sul hoje
Espirito Santo do norte atnanh
La Plata da Europa a 24
Mariner de Liverpool a 24
Warrior de Liverpool a 24
Equateur Magellan do sul a 25
do sul a 26
Para do sul a 27
Neva .do sul a 29
i Maio
Amazonemt de New-York a 6
Tomar da Europa a 10
Treta do sul a U
Desterro da Hamburgo a 20
Tagus da Europa a 24
La Plata do sul l a 29
I
L_ MUIIIADO |
IKfiiVfl


Diario de Pernambucotyuinta-- feira 22 de Abril de 1886
Recife Drainagc
Epistilo doslfconcertos feitos nos apparclbos no
uioz de Marco do correte anoo, de eonformida-
d<- eom o art. 10 do contracto o 2.* do art. 15
do regulamento de 12 de Janeiro de 1872.
Freguezia do Recife
Mrquez do Olinda n. X 3>G0
dem ii. 45 35340
Bem Jess u. 4 2 Ideui m. 53 8#W
dem u 62 35080
dem u. 27 3/1l
dem n. -9 2*t>40
Ideai ::. 51 45620
dem d. 53 25H40
dem d. 57 (!360
Commercio d. 12 2*40
Idim n. 34 2*640
dem n. 3ii 35080
Largo do Corpo Saoto n. 15 2^640
Torres n. 12 3!I60
dem n. 20 8*640
Vigario Tenorio n. 7 24630
Travs, a da Madre de Deus u. 7 4*660
Amonio n. 14 135080|
dem u. 17 25C40
dem n. \ 2640
dem n. 23 2J640
dem n. 33 25640
Domingos Jos Martins n. 44 75310
dem n. 12 *6*0
D. Maria Cesar n. 10 14JB60
dem n. 27 8*640
Visconde de Itaparica n. 11 155160
dem n. 51 2#640
Pnarol u. 52 2640
S. Jorg.- n. 53 2*640
dem n. 5: 25610
dem u. 77 M960
dem i. l'T 1' Si-, lo
dem n. 115 65140
Travessa para aFundicao n. t 43660
Guararapes n. 18 2*640
dem n >- 2640
dem u. 29 '2*640
Barao do Triuinpho n. 90 2*610
Santo Antonio
-Imperador o. 16
dem n. 16
dem n. 52
dem u. 51
dem n. SI
Primeiro de Marco d. 14
dem n 11
Duque de Caxias n. 6
dem ii 16
dem n. 26
dem n. 56
dem u. 70
dem n. 13
dem n 35
dem n 59
dem n. 99
Cabug n. 1
dem n. 3
liarao da Victoria n. 48
dem n. 35
Trincheiras u. 20
Larangeiris n. 24
dem n. 23
Travessa das Cruzes u. 16
Largo do Paraso n. 18
dem n. 20
Larga do Uos-irio n. 40
dem o. 1
dem n. 35
Estrena do Rosario n. 4
dem n. 30
dem n. 38
dem n. 21
dem n. 41
dem n. 45
S. Frauciseo n. 2G
Joao do liego u. 12
liba do Cxrvalho n. 24
dem n. 36
dem n. 7
Calabouco Vilbo n. 9
Beeco d> Clabouco n. 40
Santo Amaro n. 20
Travessa da matriz n. 2
Paulino Cmara n. 22
dem n. ti
Largo do Carmo n. 24
dem n. 28
Fogo n. 34
dem n. 27
dem n 33
dem n. 35
Travessa do Livrameuto n. 18
Livramenio n. 18
dem n. 22
dem n. 15
Largo da Peaba n. 8
Visconde dem u. 2(1
dem n. 69
dem n. 7.'
Pedro Aff-nso n. 3
dem n. 29
dem n. 31
dem n. 49
Primeira travessa da Praia n.
Nova da Praia n. 4
Mareilio Das n. 2C
dem n. 58
dem n. 60
dem n. 3
dem n. 65
dem u 69
Coronel Suassuna n. 16
dem ii. 20
dem n. 24
dem n. 15
Traversa lo Pcucinbo a. 2*
Travessa da Concordia n. 10
Idea' n. 16
Palma n 1
dem n 64
dem n. 69
dem n. 71
Mrquez do Ilerval
a. 7:!
S. Jos
Mareilio Dias n. 88
dem n. 120
dem n. 93
Idemn. 119
dem n 12
Coronel Suassuna n. 140
dem c. 111
dem n. 1M
dem n. 139
dem n. 215
dem n. 219
dem n. 221
Marques do Herval n. 118
Travessa do Poucinbo n. 33
dem n 37
24 de Maio n. 52_
Dias Cardoso n. 74
Padre Nobrega n. 9
dem n. 31
dem n. 51
dem n. 59
Boceo do Caldej cire n. 4
Vidal de Negreiros n. 14
dem n. 16
dem n. 28
dem n. 32
dem n. 208
Id'm n. 27
dem n. 71
dem n. 117
dem n. 119
Dique n. 32
Assumpc;ao n. 6
dem n. 48
Padre Floriano a 13
dem n. 33
Santa Rita n. 1
dem n. 29
S. Jos n. 33
Travesea de S. Jos n. 38
Pescadores n-12
dem n. 24
dem n. 33
Imperial n. 43
Luiz de Mendonca n. 38
Travessa da Matriz n. 8
Ba-Vista
Imperatriz n. 12
dem n. 29
dem n. 78
dem n. 86
dem n. 11
dem n. 45
dem n. 47
ConceicSo n. 38
dem n. 40
dem n. 42
Tambia n. 23
Viscondo d'Albuquerqne n. 69
2*640
2640
2*640
2*640
25640
2*640
35 40
1*520
2*640
14*360
25*740
2*610
8*580
2*640
14*960
3*080
2*640
2*640
3*080
2*640
2*640
2*640
2*6*0
2*640
2*640
2*64n
5*280
2*640
2*640
2*640
5*280
2*640
9*240
2*640
3*960
4*400
4*320
22*500
2*640
1*720
2*610
4*'60
8*040
2*640
7*260
2*610
6*280
5*720
34*790
2*640
2*640
2*640
11*720
25610
2 640
7*040
2*240
8*040
2*640
3*96 )
2 WD
5*280
2*610
2*640
4*460
2*640
19*140
2*64'
2*640
2*640
2*640
3*470
2564
2*640
2*610
2*640
4680
1*520
2*640
2*640
3*440
2*040
2*640
8481K)
2*640
12*320
2*640
2*640
2*640
2*640
2*640
2*640
4*460
2*640
2*640
2*G40
2*640
2*640
2*640
14*740
4*360
2*640
12*380
2*640
14720
26*600
2*640
2*640
2*640
2*640
15*380
2*610
2*640
34*560
2*64')
2*640
Ii.inn. 96
dem n. 156
dem n. 7
dem n. 47
Aurora d. 1
dem n. 9
Capibaribe n. 36
dem n. 46
Ponte Velha n. 46
dem n. 62
dem n. 72
dem ii 112
dem n. 1
dem n. 71
dem n. 75
Praca da Santa Cruz n. 8
liiaehuello a. 8
Mem n. 55
Uaiio n. 1
Hospicio n. 6
dem n. 11
Rosario n. 44
Mera n. 50
Gervasio Pires u. 18
Princ'pe n. 3
Santa Cruz n. 72
S. Goncalo n. 24
Mem n. 27
H< spital Pedro II n. 4
General Sera n. 10
dem o. 17
Coronel Lamenha n. 45
Travessa do Quiabo n. 4
Travessa de Joao Fraacisco n. 7
Travessa d Mangueira n. 11
Recife, 15 de Abril de 1886.
O gerente,
J. DowsUy Jnior.
25*74^
2*640
3*960
2464 i
11*640
5*280
2*640
2*640
165210
88*020
2*64'
4*620
5*720
23*100
2*640
8*640
3*960
2*640
1*920
4*560
2*640
6*100
4*500
19*980
2*640
17*380
14-20
2*640
84420
28*380
10*300
28*380
5*590
2*640
25*740
Grande festival
NO
THEATBj
DE
VARIEDADES
NA
NOra-lAro
Estrada de Ferro do Recife a Ca-
Alleloia!
Alieluia
Alleluia!!!
Este estabelecimento acolhendo aos numerosos
pedidos de seus habitues, resolveu prepararar e
expr seu Ilion tro. JiuiI'iii e caleran
ao publico di ata capital e dar dous esplendido*
Bailes de mascaras
Sabbado 24
Domingo 25
Ao uubli
pul
ico
2*610
24*490
7*620
20*830
2*64t)
2*640
32*770
2*640
5*460
5*680
2*540
4*940
24540
3*960
14*740
5*000
3*080
9*110
1*520
2*640
8*880
4*860
24640
14*740
Companliia Phenix Per-
nambucana
De conformidade com o art. 15 dos estatutos
desta companhia sero vendidas 25 de suas ac
coes ns. 341 355, 721 725 e 9l>6 910. A ven-
da feita inclusive o 20/ divideado de 40* por
acolo.
Os protendentes sao convidados a apresentarcm
as suas propostas m carta fechada e por inter-
medio de correteros geraes at odia 27 do corren
te, ao meio da, neste escriptorio.
dmpanhia Phenix Pernambncana, 17 de Abril
de 18'16.=08 administradores
Luiz Duprat
Manocl Gomes de Mattos.
Joao Jos Rodrigues Meudes.
ntiit\i>\ni:
DAS
Almas da matriz doS.
S. da Boa-Vista
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os nossos irmaos para comparecerem na mesma
matriz nos dias quaita feira 21 do corrente, pelas
6 1|2 horas d.\ manh para acomp inharmos a pro-
eissio do SS. Viatico aos enfeimos e a tarde do
menino dia, pelas 5 horas, assistirmos o officio de
trevas ; e nos dias quinta-feira, sexta teira, sab-
bad e domingo, pelas 6 horas da manh, para
assistirmos todos os actos da semina santa, e
aa mpanharinos aa procissoes de enterro c res-
surre i cao, para a qual tivemos convite do Exm. e
Rvm" vigario e da irmandade do SS. Sacramento.
O escrivao,
Manoel D. da Silva.
Estrada de ferro do
Recife a (amar
De ordem do Dr. ehefe do tratego faco'scicnte
ao publico que no dia 23 do corrente nao havrr
trem para Victoria, e de Palmares a Canhotinho;
vigorando para Jaboatao a s-guinte tabella :
P. 1
MANHA
P. 2
Estaques
Recite
Tigipi
Jaboatao
3 4 Zj i
I Estacoes 1
cu
7.30 Jaboatao 8.22
7.52 7.50 Tigipi . 8.40
... Recife
*
-o
te

8.38
9
P. 3
TABDE
P. 4
Recife .
Tigipi .
Jaboatao
7.30
7.62
7.59
8.8
Jaboatao
Tigipi .
Recife .
8.22
8.40
8.38
9
Escriptorio
1886.
do trafego, Recife, 20 de abril de
F. T. de Almcida Bastos,
Agente da estaclo.
IRMANDADE
DI
SS. Sacramento da ma-
triz de S.Jos
De ordotn o rmSo juiz, -onvid > aos irmitos
compareoerea no nosso eonsist'irio nos dias 23 e
25 do orienta, a 1 as 3 boras da tardo e a 2* s
6 I. >raa da aianhft, sfiui de encorporadoa, acom-
panbarmos as prociseons de enterro e ressurreicao
da irmandade do SS. Sacramento da im.triz da
Boa-Vitta, para aa quaes fomos convidados.
Coaistorio da irmandade, 19 de Abril de 86.
G escrivao interino.
Heliodor Rabello.
MoilPf ios Voltarios fi
Patria
Sao convidados todos os (.enhorca associados
para se reuuirem na sede desta associaco no dia
26, s 5 horas a tarde, afim de era assembla
geral, ileger-so a nova directora que tem de
funejionar no anno de 1886-87, de conformidade
com o art. 23 dos estatutos, Recife, 20 de Abril
de 1886.Alferes, 1- secretario,
Geroncio Santos Teixcira.
Great AVeslern of Brasil Bailway
No dia 23 de Abril (sexta feira da paixao) nao
circularo os trens desta estrada de ferro.
Abril, 20 de 1886.
O superintendente,
Jason Regby.
Contraria da Ordem Terceirade
m. Fraoelsco da Cldade de
Olinda.
Procissao do Senhor Morto
A's 4 e meia horas da tarde do dia 23 do cor
rente, saliir da igreja da veneravel Ordem Ter-
ceira desta cidade, em solemne procissao, a sacro-
santa imagem do Senhor Morto, pr-gando i. sabida
e ao recolher o Rvdm. padre Joao Marques de
Souia, que dissertar com a sua cloquate e auto-
risada palavra, sobre os mysterios do grandioso
dia da paixao c morte de nosso Redcmptor.
Os irmaos abaixo assignados teem empregado
todos os esforcos, afim de que o acto 6eja feito com
o maior esplendor possi ve), e esperara o concurso
do todos os demais irmaos, para maior selemnida-
de do acto.
Olinda, 19 de Abril de 1886,
Jos Marcellino da Slra Braga.
Capito Francisco Antonio Tcixeira de Farias.
Companhia de avallarla de
Pernambueano
Km virtude de ordem superior serSo
vendidos era hasta publica na porta deste
quartel no dia 26 do corrente, pelas i
horas da manha, 7 cavallos que se achara
imitilisados para o serviyo da companhia.
Quartel no Campo das Princezas, l de
Abril de 1886.
O sgente,
Alferes Manoel F. S. dos Sanios.
Com a devida
de polica, cujo
mantido.
permissao do lllm. Sr. Dr. chcfo
regulamono ser como sempre
Aviso
6 ter ingresso quem se a presentar decente-
mente vestido. Os camarotes e varandas sao des-
tinados s familias que se dignarem concorrer aos
bailes, caja ordem e. moralidade sero r gorosa-
mente observadas
Presos de entradas
para cnvalbeiroa mi m-iiioi as. com
niiurnrn ou en ellas
Cama ote superior
Varanda superior
Geraes para todos
a eutos do tbeatro.
os outros compart-
galenas e jardim
8*000
1*500
1*000
O eatabelecimento estar cerno sempre, durante
o dia aberro e franco ao publico, at que noite
ao toque da SINETA se aununcie a compra ae
bilhetes para o II til.I).
Assumir a regencia da orchestra, composta da
msica de polica, o hbil professor o
Sr. Candido Filho
' ara boa ordem do servico roga-se aos senhores
dilectantes o obsequio de despacharem rpida-
mente os empregados do BUFFET, que catar
suficientemente prvido de
Cer vejas,
Vinhos,
Licores,
Lunch,
Sorvete,
Caf
s iioran da nolle.
Arsenal de Marinha
Propostas para o supprimento
de carvo de pedra
Em virtude do aviso do Ministerio da Marinba
sob n. 478 de 30 de Maco do corrente anno e de
ordem do Exm. Sr. ehefe de divieo Jos Manoel
Picaneo da Costa, inspector deste Arsenal, faco
publico que no dia 26 do corrente, aomeio dia, re-
cbense nesta secretaria propostas em cartas fe-
chadas, para o fornecimento durante o semestre
de Julho a Desembro prximo futuro, de carvao
de pedra Cardiff. New Castle, Coke e fino para
forja necessario aos navios do estado o estabeleci-
raentos de marioha n'esta provincia, sob as con-
dicc.oei que 6e segnem:
Coudic^oes
1.a Os proponentes devero apreeentar as suas
propostas competentemente selladas, at a hora
cima mencionada, sendo que depois nao sero
mus aceita?.
2." As i ropostas devero ser feitas segundo o
tystema de pesos o medidas, conforme abaixs se
acha especificado.
3.a U fornecimento oas navios do estado ser
feito as quantidades pedidas qualquer hora do
dia ou da neute, conforme exigir o servico. man-
dando o fornecedor collocar o carvo nos respecti-
va? carvoeiras por sua eonta. Neste caso ser o
carvao examinado por peritos de berdo, verifican-
do-se o peso por medidas tarvdas, de accordo com
o commundaote do navio e em presenca dos res-
po risa veis.
4.a O carvao necessario ao Arsenal de Marinba
ser tambem fornecido as quantidades pedidas e
entregue as respectivas oiriemas, onde era exa-
o inado pelos peritos e pesado por medidas taradas
de accordo com o Sr. aspecto*-.
5 O carvao sar fornecido por toneladas de
10t 0 kilos, correspondente a tonelada mtrica.
6.* (rresente contracto durar por 6 mezes,
contados da respectiva data; ficanio salvo ao go-
verno o direito de recindi-lo, caso o fornece-
dor deixe de enmprir as presentes condieces.
7.* O forneceder fica suj.ito a pagar as multas
de 10 "/. do valor do carvao, cujo furnecmento de-
morar e de 20 /. do que nao fornecer ou for re-
geitado por m qualidade, e bem assim indemn-
sar a fazenda nacional da difierenca que se der
entre o preco ajustado c o por que f >r cmpralo o
carvao nio fornecido ou r'geitado, salvo so subs
Muir c.-t: immediatamente por outro da qualidade
contractada.
8.* As mpoitnncias de carvao fornejido serio
liquidadas pela Contadoria de Marinba no praso
de 30 dias, contados da data da apresentacao na
repartico competente, e dos respectivos documen-
tos da entrega, e depois de satisfazer o sello pro-
porcional.
9.a O fornecodor ficar sujeito a mais 60 dias do
supprimento alm do praso estipulado no contrac-
to, sem que esta circumstancia lbo de direito
prorogaco do ajuste, conforme o recommendado nD
aviso circular do Ministerio da Marraba n. 172 de
28 de Janeiro de 1882.
0b8erv8ces
1." Nenhuma proposta sor recebda eem que
e proponente nel!a declare por extenso, sem claro
algum, emenda, entrelinbas, o preco do carvao.
2.a Conforme o recommendado em avino do Mi-
nisterio da Marinba de 11 de Maio de 1880, nao
sao admittidas as propostaa dos negociantes ou
firmas soeiaes quj nao apresenterem os documen-
tos seguintes : certidao da matricula da junta
commercial, mposto de industria no ultimo se-
in-strc, certido de conrtacto social extrahido do
registro da junta commercial.
Secretaria da inspeecao do Arsenal de Marinba
de Pernambuco, 20 de Abril de 1886.
O secretario
Antonio da Silva Azeedo.
S. R. J.
Socieflafie Recreativa JaraMe
Soire bimensalem 25 do corrente
De novo scientifico ais senbores_ socios e convi-
dados que a soire principiar as 7 horas. Os con-
vites encontram-se em poder do Sr, presidente, e
os Inreseos no do Sr. th'floureiro. Pede se toda
a simplicidade as toilettes, e previne se que nSo'
sao admissiveis aggreg-.uloi.
Recife. 19 de Abril d 1886
Luiz Guedes de Amorim,
2- lecretario.

e
^AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOAI JESS-N. 7
NegoroM Miaritiiuo* e terreatren
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. seguradrs isempcaode paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
Semana Sania
Do coBtume nos dias 22 e 23 de Abril, quinta e
sexta-feira Santas, os trens serao regulados pela
tabella segrate, tocando em todas as estacoes:
Da 22
Pela manha haver os trena ordinarios menos os
de carga.
A tarde para Caxang s 1 e 22, 5 e 22, 8 e 22
e 10 e4.
Iiem idem para Dous Irmaos pela linha principal
as 12 e 49, 4 e 49, 7 e 49, e 9 e 49.
dem idem para o Monteiro pela liuba do Arraial
12 e 49, 5e22, 8 e 22 e 10 e 4.
A tarde do Cixang aa 4 e 12, 7 e 12 e 9 e 35.
dem de Dous Irmaos pela linha principal as
3 c 42, 6 e 42 e 8 e 12.
dem do Monttirn pela linha do Arraial, 4 e 10,
7 e 10 e 9e50.
Da 23
Pela manha para Caxang 7 e 22 e 9 e 22. A
(arle 4 e 22. 7 e 22, 8 e 22 e 10 e 4.
dem idem para Dous Irmaos pe'a linba princi-
pal 6 c 49 e 9 e 49. A tarde 4 e 49, 7 e 49, 8 e49
e 9 49.
dem idem para o Monteiro pela linba do Arraial
7 e 22. A tarde 4 e 22, 7 e 22, 8 e 22 e 10 e 4.
Pela manb, de Caxang 6 e 12. 8 e 12 e 10 el2.
A tardo 5 e 12, 8 e 12 e 9 c 35.
dem idem de Dous Irmaos pela linba princioal
5 e 42, 8 o 42 e 10 e 42. A tarde 5 e 42, 8 e 42 e
9 e 42.
dem idem do Monteiro pela linha do Arraial
6 e 15 e 9 45. A tarde 5 o 10, 8 e 10 e 9 e 50
O trem de 8 e 49 s<5 ir at Apipucoa de onde
voltar as 9 e 43.
Todos estea trena devera partir da estaco da
Ra do Sol onde somente ebegarao na volta.
Escriptorio da Companhia, 19 de Abril de 1886.
H. W. Stonehewer Bird,
Gerente
Irmandade do Divino Espirito
Mani do Recife
De ordem do irmo juiz, convido a todos oa
nossos caros irmaos a se reunirem em noisa igreja
nos das, 23 s 3 horas da tarde e 25, s 6 horas
da manb, afim de encorporadoa acompanharmoa
aa prociasoeB do Senhor Morto e da Keasureico,
nos respectivos ds, as qnaes deverao sabir da
matriz do Santiasimo Sacrxinento da Boa-Vista,
de cuja irmandade tivemos convite.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santo do Recife, aos 20 de Abril de 1886.
O escrivao,
Julio Ferrtira da Costa Porto.
Massa fallida de Anto-
nio Franci seo Ctrpgft
Os Srs directores da referida rnaasa sao, por
por este meio, chamados a presentar, no prazo de
oito dias, ao abaixo assignado, os ttulos e docu-
mentos justificativos de ecus crditos, para cum-
primento d j disposto no art. 859 do cdigo do
commercio.
Jos Faustino Porto,
Administrador.
MARTIMOS
CHARGEIRS REl.NIS
Companhia Franceza de Navega-
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Star Villa de PenMco
Espera-ae doa oortos do
sul t o dia 23 do corrente
segurado depois da ndis
pensavel demora para o Ha
are.
Os vapores desta companhia entram no porto
ancorando em frente ao caes da praca do Commer-
cio e sendo rauito incommodo o embarque dospas-
sageirosno fundeadouro das paquetes transatln-
ticos, no Lamarao e demais devendo todos aportar
ao Havre, que o porto mais visinho de Paris,
fra de duvida que ha grande vantagem para quem
quizer ir Europa em aproveitar-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, aim de serem os precos
das passagens mais mdicos, aa despezas do embar-
que aqui e as de transporte do Havre a Paria, sao
muito menores do que as que demandara as viagens
nos paquetes das outras linhas.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rapid-
e offerecem excellentes commodos e ptimo passaa
dio.
As paacagens podero ser tomadas de aiitemilo.
Recebe encommendas e pas3ageiros para os
quaes tem excellentes accommodacoes.
Augusto F. de Oiiveira k t
AGBXTBS
42 RIJA DO COMMERTO 42
Companhia lira* ileira de Uafc
gr.oo a Vapor
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joo Mana Pessoa
E* esperado dos portos do
norte at o dia 23 (le Abril
e depois da demora in
''li^/IAjy dispensavei, seguir para
08 portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete mo
dico.
Para carga, passagens, encommendas e valore?,
trata-se na agencia
N. 11 RA DO COMMERCIO N. 11.
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do su|
at o dia 26 do corrente, e
seguir depois da demora in -
diapensavel, para os portos
do norte at Manoa.
Para carga, passagens, encommenda e valores
tracta-se na agencia
11Ruado Commercio 11
COMPANHIA PBIAMBCC* %A
DE
SiaTega^o Costeira por Vapor
PORTOS '
Macei, Penedo,
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Leilo
de 19 pranchSes de amarelio
SABBADO 24 DE ABRIL
A' 1 hora da tarde
Agente Pinto
No Caes do Ramos, em frente ao armazem de
materiaes.
iClo
DO SUL
Aracaju' e Bahia
Segu no dia 27 de
Abril, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
'dia 26.
Encommendas, passag^.iS nheiro a frete at
s3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pemambucana
n. 12
R0MMAILSTE1HPACKET
coir.v
Vapor La Plata
E' esperado daEuropa no dia
24 do corrente, segurado
depois da demora necessa
ria para
Bahia, Rio de Janeiro. Monte-
video e nenos Ijits
Este vapor Iraz simplosmenlc
passageiros e malas c imiiieil a-
tamenk seguir depois do desem-
barque dos inesmns.
0 paquete Neva
esperado
do snl no dia 29 de
marco, segura lo
depois da demora
necessaria para
Lisboa
Para
e Southampton
es, etc., tracta-se
NATARIOS
A lia ni so ii Howie & C.
passagens, fretes, etc., tracta-se com c 3
CONSIGNATARIOS
Da aimacao, diversos utencilios e mais objcctos'da.
venda da ra do Vigari i n. 15_, pertencente ae
ausente Manoel L- pea Ribeiro.
abitado. 91 de Abril
Ao meio dia
AGENTE PINTO
Por autorisaco e em presenca do encarregado
do Consulado do Portugal.
Na referida taverna
GRANDE E IVIPORTANTE
L.EIL.AO
De mobilia de salt (Jacaranda), piano, harmo-
niuns, pinturas a oleo e gravuras, bronzes dar-
te, figuras de biseni*, alcatif.13 e tapetes, lustros
para gaz carbnico.
Livros e est.intes para os mismos, spheras geo-
grapbicas e a-tronomicas, urna importaute luneta
astronmica, espingardas e secretarias.
Mobilia completa desala dejantar (nogueira),
guarda-prata envidrac.ado, crystacs, porcelanas,
objectos de electro-plate, vinhos fiaos, cognac,
pratos chinezes ernamentacs, plantas, artigos do
cosinba, quadros, relogios e ctagers.
Guarda roupa e guarda-vestidos com eapelhos
camas de bronze e de jacaiand, commodas e mu-
toa outros artigo3 para uso domestico.
Terca-feira 27 de Abril
O agente Pinto levar a Isilo, por con'a e or-
dem do ?r G. A. Schmidt, os movis e mais ob-
jectos da casa de sea residencia ra da Sauda-
de, propriedade da viuva Guimaries.
Na vespera e dia do leilao ser destribuido pelo
mesmo agente eathalogos irapressos e numerados,
s O leilo principiar a 10 horas em ponto por
erem muitos e diSereute.3 os lotes.
A entrega effectuar-3e-ha as 21 horas preci-
sas.
_ AVISOS DIVERSOS _
Na engenhoca de Bemfica, estrada real da
Torre, compra-se vaccas tourinas. boas leiteiras :
a tratar na mesma, todos os dias, das 'i ao meio
dia.
Precisa-se de urna cosinheira para casa de
familia : a tratar na ra do Barao da Victoria
n. 39, loja.
Pede-se ao3 abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
51, a negocio que nao ignoran.
Pedro Siqueira, d'Alfundega.
Arthur Dantas.
Luis Carvalho.
los Guiuiares, caixeiro de Loyo & Filho.
f re i|>rico Vieira.
Augusto Goncalves da Silva.
Aluga-se o segundj andar da ra de Lomas
Valentinas n. 100, com 6 quartos : a tratar no
primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para cosinhar, para
casa de pouca familia : na ra do Barao da Vic-
toria n. 57.
Aluga-se por mdica preco ou permut se
por urna csa terrea nesta cidade, um grande si-
tio na lugar denominado Mungonga, com grande
coqnciral : a tratar na ra da Imperatriz n. 8,
primeiro andar.
Precisa-se de urna ama na
t>7.
ra do Rargo
a= Pede-se ao3 Srs. Damio Hermes Braga e
Francisco de Farias Castro, que venham ou mn-
delo entregar es movis que alugaram.
Pacific Sieasi ftavigalion Companj
STRAITS OP MAGELLAN LINE
Paquete Magellan
Espera-sc dos portos
do sul at o dia 2G de
Abril, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora docostume.
Este paquete e os que dora
em diante seguirem locaro em
Plymoulh, o qu facilitar che-
garem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Haver tambem abatimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com oa
AGENTES
Wllson Nons A C, Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
i OWi%VIIIi: DE Wi:**At.H
RIEH HAIIITIHEM
LINIIA MENSAL
O paquete Equateur
E' esperado dos portos do
sul at o dit 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando om
Dakar, Lisboa e Vlgo
Lembra-se hos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer teinpo.
Faz-ae abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pissoas ao menos c que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaos s se dao at e dia 23 pages
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e draheiro
a frete: tracta-se com o agente
ImUguste
9 RA DO COMMERCIO
Boyal Mail Sleam Paeket
Compaiiy
Reducgo de passagens
Bilhetes especiaes se-
ro emittidos desde 14
de na rf o at o fin de
julho offerecendo faci-
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a exposi^o colonial
em Londres, de 1886.
Ida c volta de Per-
nambuco a Southamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
150. ____________
Lisboa e Porto
O brigue portuguez Armanio segu para os
portos cima: para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com os consignatarios.
LEILOES
Sabbado, 24, s 11 horas em ponto, no trapiche
Conceico na Alfandega, leilo de diversos volu-
ntes abandonados aos direitos, de conformidade
com o edita) n. 98.
Ao meio dia da taverna da ra do Vigario n. 15.
A' 1 hora da tarde no caes do Ramos de 10
pranchoes de amarello.
O leilo de movis, crystaes, quadros o mais
objectos da casa do residencia do Sr. Schmidt,
constantes dos cathalogos distribuidos i co agen-
te Pinto, deve ter lugar teica-feira 27 do corren-
te, principiando s 10 em ponte, entrando pela
tarde, se' preciso for.
Leilo
Aluga-se o Io e 2" andar do sobrado ra
do Coronel Suassuna u. 9 : a tratar na ra do Im-
perador n. 14, 1- andar.
Aluga-se o sobrado da ra do Coronel Suas
suna n. 82, com bastantes esmmodos, soto e
quintal : a tratar na ra do Imperador n. W, pri-
meiro andar.
Aluga-se um sobrado de um andar e sotao
com bastantes commodos, na ra dos Guararapes
n. 48 : a tratar na ra do Imperador a. 14, pri-
meiro andar.
Aluga-se a encllente casa aasobradada
ra da Ventura n. 2, na Capunga, tendo multas
e vastas accommodacoes. coebeira, biixa de capim,
jardim, multas arvores de tructo, e prxima as es-
tacoes da machambomba e dos bonds : a tratar
na dita casa.
Precisa-se de urna ama para andar com
criancas ; na ra da Anrora n. 81, 1 andar.
Vende-se urna taberna no principio da Es-
trada Nova, n. 2, Praca do Conselbeiro Joo Al-
fredo, com armacao e seus pertences, bem afre-
guezada, com commodos par; familia; trata
na mesma casa.
Aluga-se a loja da ra de Mareilio Dias n.
4: tratar na ra do Mrquez de Olinda n. 3.
Est no cercado do engenho Tapera urna
burra castanha : feu dono pode ir recebel-a.
Nao se tenc'o passado e nem se recebido a
importancia das accoea entre amigos de um ca-
vallo andador baixo e de urna espingarda carre-
gando pela presso do ar, fica transferida para a
ultima lotera do mez de maio, que correr impre-
teiivelmeute, por isso pede-se aos possuidures das
respectivas accoes de pgalas ou devolvel-as.
Ao commereio en geral
Eaearrega e de escripias
atrasadas, escripturacoea de casas commerciaes
e de escriptas de casas pequeas ; abertar e ve-
rificaces de livros, balancos inventarios, cor-
respondencia mercantil: trabalhos de contabili-
dade e de calligrapbia, etc.
rara datar, ra da (loria n. 95
De 1 sof de amarello, 2 consolos, 2 cadeiras de
balanco, 1S ditas de guaruico, 1 marqueza, 2
bancas com gavetas, 1 cama franceza com col-
chao de pennas, 1 marquezo. urna meia comm9da,
5 cabfdes de parede, 7 mesas de diversos taa-
nnos para jantar e coznha, 5 camas de lona, 1 re-
logio de parede, 2 armarios com mesas 5 quadros,
1 banco para carpina, 1 par de serpentinas, pa-
res de jarros, 1 par de escarradeiras, 1 esperao, 1
arandellas, 3 jarras para agua, 1 checheo, 1 ca-
rauna, 1 gallo de campia, 1 sabia, 1 canario,
trem de cozinha, loucas para almoco e jantar, fa-
cas, colheres, copos e outros differentes objec-
tos.
abbado 4 do eorrente
A's II horas
No hotel da ra do Bom Jess 2
POR INTERVENg.VO DO AGENTE
Gusmft
Eusiiio coininercial
IMurii < noiliii no
::::::: un lus
NO COLLEGIO 11 DE AQ03TO E CASAS PABPICCLABE
Escripturaeo mercantil
Cursoessencialmei tepraticodetodasas cransac-
coes commerciaes e banearias, interiores e exte-
riores, conaignaces, cambios, etc.
.trlthmetica commercial
Applicada especialmente s operacoea commer-
ciaes e banearias e curso completo de contaa cor-
rentea com juros por conta e em participacoes,
em diversas moedas, adoptadas pelo alto commer-
cio e os bancos.
Calli^raphia
Cursiva, bastarda redonda, allemo, gothica.
Kilngua franceza
Curso theorico e pratieo em tolas as difficulda-
des da syntaxe em KO licoes. Supplemento de
estudo sobre a syotatt, locucoes familiares, idio-
tismos em 30 licoes.
Santo Sepulchro
Para evitar duvidas futuras, o abaixo assigna-
do vem desempenhar-se da sommiso que lhe foi
imposta pela meaa regedora da matriz da Boa-
Vista, publicando oa segaintes nomes
Manoel A. Cardoso
Alfredo Lopes
D. Anna C. Lins e Mello.
D. Maria A. de Albuquerqua Lima
Dr. A. G. P.
*,k ,.
Recife, 24 de Abril de 8G.
Antoni j C. R. Campello.
"Jodaslo^Burro da na Nova
Como eatou maito maltractado dos couces oue
mo date no dia 20 do corrente. ordeao-te que, no
dia 24, (Sabbado de Alleluia) a 6 1/2 horas da
mar.h. estejas prompto para rainba faga, furia
dos meninos, vulgarmente chamados (molequee.)
5O0O
25000
2|000
lOOO
3*000
lOOO
llleiicao


Tem-se para alagar
leite : a tratar na ra
gundo andar.
urna preta para ama de
dos Martyrios n. 148, ss-


f

6
Diario e Pcnwiiiiniwi-^uinta-feira 22 de Abril de 1886
Ama para cosinhar
No largo do Corpo Santo u. 19, 2 andar, pre-
eila-se de ama ama boa cosinhera, para casa de
omena familia._____________________________
Ama de leite
l'recisa-se de orna : a tratar na ra do Bario
a Yicioria n. 43, pharmacia do Dr. Sabino.
NICO
Ama
Preeisa-se de urna ama ; a tratar na roa do
nade da Boa-Vista, Caminho Novo x>. 139- A.
Ama
Precisase de urna ama para cosinhar e outra
para cuidar de um enanca : na ra do Mrquez
o gerval n. 28. ______________
Ama
Precisase de urna ama para casa de duas pes-
saas ; na ra Formes n. 29, esquina do bceo
dos Ferreiros.
Ama
Precisa-se de urna ama para engomuiar
e outros servicos domsticos : no 3* andar
do predio n. 42 da ra Duque de Casias,
por cima da typographia do Diario.
Aluga-se
o 2' e 3- andar do sobrado ra do Brum n 62 :
a tratar no mesmo, padaria.
Ato
por barato prego a casi da ra Imperial n. 28G,
de um andar e loja, com frente de azulejo, tem
bon* comoiodos, agua encanada, e milito fresca ;
a tratar na ra do Crespo n. IB, loja.
Quem tem?
Otare e prata : compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por niaior preco que em outia
qnalquer parte ; no 1 and >r n. 22 a ra larga do
Rosario, antiga dos Quartei8, das 10 horas s 2 da
tarde, dias uteis.
Leonor Porto
Ra do Imperador n. 15
Primeiro andar
C iitiua a executar os mais difficeis
figuriuos ri'cebidos de Londres. Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicio de costura, nm bre-
vidade, modicidade em precos e fino
goato.
II
#
r*\ES
Preoaracao de Productos Vegetaes
M_M
EXTINGO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JMARTINS & BASTOS
jPemtitnhuvt.

Siliii
Aliiiiiel m tillo barato
Com enea para familia (na arzra) e tem 4
salas, 4 quartos e cosinba, muitas lructeiras dan-
do fructo, junto cxcellente b,i bu do Capibaribe, e
perto d trem : a tratar na ra de Santa Thereza
n. 38, e na Varzea cora o Sr. EstevaO Jos Si-
mcs, confronte o dito sitio.
Experimenten!
I." di gana o que nrliiim
Os eepeciai-s licores de gemp- po e cuja que se
acham venda i o largo de S. Pedro n. 4?
Este remedio precioso tem gozarlo n necelta-
f&o publica durante cincoenta c sele ?nno% com*
aando-se a sua manufactura c veada em 1827.
9ua popularidade e venda nunca forjo lo exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo
ofliece a melhor prova da sua etcaci:i maravil-
I
N&O iiesiiamos a d/er que nao tir.i defecado
ta> aso algnm de ertirpar os rermes. quer em
aneas que- em adukos. que se acuario afflic-
tos d- ses inimigos da Tida humana.
l'.o dcixamos de receber eonJtar.temcnts
aiaesia^es de mdicos em favor da sua emeacia
amimve!. A causa do successo obtido por este
reatedio, tem apparecido vari ; es. de
sortc que dc^'e o comprador ler muito CU
examinando o nome inteiro, que devia su
Vermifligc de B. A. FAHNESTOCK.
E' infallivel
Largo de S. Pedro n 4
Tiulo v vende pelo menos pos
s vel
Neste estabelecimpnto sempre ha venda o es-
pecial licor de maracuj, em lindas garrafinhas,
proprias para toilrt, compotas de u.angaba e
manga.
Tambr-m se encentra um c.impleto sortimento de
gaiolas de todos os fabricantes para toda diversi
dade de passaros, at proprias para viagom, por
terem cinco compartimentos cala u a.
Eucontra se anda U'n grande sortimmto de
pasearos nacionae e estrangeirep, entre elles ca-
narios a lemiies nascidns aqu no lira-il, rolas de
todas as qua dudes, at cruzadas, prupr as para
viveiros de jardins.
Agustinho & Irnio
tendo feito utih grande reforma em seu estabelc-
cimento de joias. ra do Cabug n. 3 A, convi-
dan! mos seu amigas e fregueze.- vir-m-se pro-
ver de j"ias ero g.>st > e preco s- m competencia,
os resol cera m assim fazer por terem um grandv
sortimento d; joias di tur e prata ; nimli-m con-
certam quaesquer ibras de ouro ou prata. e com-
pran) ouro veno e prata.
SA1ULSA0
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fijjado de hacalho
COM
Hypopl.ospl.ilos de cal e soda
Approvada pela lunfa de lly
giene e autorizada pelo
Soverno
E' o melhrr renn dio at hnje descobe-to para a
lisM-ii tiioiK iiiics. -s-i ophulan, ra-
rhilia.anemn, l> i I : j> deOnxoni, lotme rhroniru e :1i"< <>
to pello r la _iir.ii 11 ti.
E1 muito superior ao ol*-o simples de ligado de '
baci.lho, porque, alm de ter cb-iro e sab'.r agr- i
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do cleo, alm das propriedades tnicas e!
reconsti'uinfis dos hypophosphitos. A' venda nn !
drogaras e boticas.
Deposito un Permasboeo
Francisco Manoei da Silva k i.
23 RIJA MRQUEZ DE ( LINDA 23
Je as i!e prata
O Miz u de .1- ia.-. ra do Cabig n 4, rece
beu pelo ultimo vapor fraucez um esplendido sor-
timento. Pr> mas!...
4', Knieira
QPH"ria-<" ile urna boa eosililieira e que seja
asseaa a tratar na roa de Paysandu n. 19
Passage i dn Magdaleaa.
Vinlio k S. lliguel
CIIEGOl
Nova remesaa, v- ndi m Aasaral Primo & C, ra
Larga do Ros rn e Borg.- un na do Amoritn.
E' PURO K BARATO
Griuua
Pretina s.- de nina ciiada para cosinhar : na
ra do il i Vi : i i ii. 9, :' andi.r.
i
.1
!
L. E. li n goes \'ianna mudjii seu escriptorio
de adv. g.u pata o Io andar da ra larga do Ro-
sario n. n.
Mavsa fallida de Ra-
billo & Sobrinlio
A co o v Tfica ora lies ereditos desta
massa, e nvi a i oa seobori i eaMarea a apresen-
tarem m>u ltuln ido 24 doc rrente,
afim |i :n do Amorim nu-
mero
\lten^o
Enriar
Pinto6. .
pequen-.
braii
com o t-
vermelli
bra\'
aciu;
gra
dos relen
Q> z, do engenho
I :! ti h : um alasa>,
ite frent- iberia, qimtro ps
andador e
I" o anca ilir.-ira ; um pnltr > BardAo
h tanbeaa po'tro (anida
com O ferro
i*nado d boa
appiel.cdei ou der otician
lo- a,ii
Fepp.- de Una L.ao. '
(aixeiro
Pan le um i ixeioi : a tratar no pateo
do Paraz n. 18
Vina
Precisase de um ama pata cosinhar e engom-
mar pam dona rMpBzes solttmos ; na ra dalm-
peratriz n. (53, taverna.
Kecebemos neste ultimo vapor voadores para
meniuis aprenderem a andar, assim como, diver-
sas obras de Vime.
Cade i ras
Cestas de diversos tamanhos para compra;
HaJai s para papel. .
Aaaafatea
Ccndecss.
R.upeiios.
8emeutes de hertalicas e flores, unieres perfei-
.os e diversas quafidades.
V io r.,oi'.i-rn o etpeeial bacalho de Nomega,
p<-8. \l< iid. s .<: C .
Rna eitreita do Rosario n, >, junto a iqreja
Casa
Aluga-se o andsr superi r da casa ns. 90 e 92
na da Palma, tem bons a movidos para tamilia ;
trai;>r na rna Duque de Cazias n. 47
GompaiMa Per.iam_ncana
O Sr. Fmncisco Alves da Costa, cc-mmandante
de un Ai s vaporea desta compaQh'a rogado A
vir ra d i Mrquez de Ohnda n 50, afim de
concluir cerro negocio que nao ignora.
Veude-se ou permuU-se
Quem I ver, na ci lacle do Reeife, em
Pernambuco. sspecinlmente no bairro da
Boa Vis', um predio do valor de 10
1_:000000, c quizer permtalo por ou-
trs, na pr voicao de Mulung, da provincia
da Pari'hyba, tendo dito pradio ioO pal
moi de fente e 60 de furrio, eom 10 por-
tas nr. fnnte, levantado todo elle de tijolios,
e com um estabeleeimento do compra de
algodo c ma-iitia vapor para descaro-
cnl-c, e piensa e machina de serra, tudo em
boiu estado ; dirija se ao abitixo assignado,
na ref-ricia povoafiQ, at agosto prximo,
Hu faz-r negocio; feudo que de agos-
to cm diante s far negocio o mesmo
abaix-i assignado depois da saffra.
Fas-so o negocio por motivos partcula
res.
Povca^So do .Vulungu', 15 de abril de
188t>.
AntonioBezerra Peatn c AMntquerque.
OPPRESSO
ASTHKA
NEVRALGIAS .
tOB fkl M 1 t /' CURA
UTUUO-UfLni E_J_J_aaa_aaa2tJ -CIC1UM SSUt
_iplra-ie a fyaiaca o^ie penetra uo puto acalma o symptoma nervoso, facilita
a expectoracao e tavorlsa as funecoes dos orga6s respiratorios.
** taaa-a eaa mw c J EmriC. tt), ra *><-L-sare. Paria
.--. ******** a t+mmmttmf J-ilAKC-m aaWt VA*C^ _
i
:
FERRUGINOSO
de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
ao PfOTO-IODURETO de FERRO
Preparado por J.-P. LAROZE, Pharmaceutico '
A_US a, Stue dea Uona St-Paol rAKis ,
-rPROVADO PBLA JDNTA DB HTOIENB DO BBAZIL. ,
:
0 Prolo-Iodnreto de Farro,
bem preparado, bem conservado, prin-
cipalmente no estado liquido, de
todas as preparaces ferruginosas, a
que produzos memores resultados. Sob
a influencia do principios amargo e
tnicos, da casca de larania e da
quassia amarga, o ferro assimilado
fcilmente e produz efleito prompto
egeral restiluindo ao sangue, a forca;
a carnes, a dureza; aos differentes
tecidos, a activi dade e energa necea-
sarias as suas funcedes diversas.
Porisso. o Xarope Ferruginoso
de J. P. Laroie, considerado pelos
mdicos da Faculdade de Paris, co.too
o especifico mais acertado para as
Doencas de langor, Chlorose, Ane-
mia, Ghlori-Anemia, Fimos bron-
cos com dixestoes demoradas. Mo-
lestias escorbticas e escrofulosas,
Rachitismo, eto.
Viagens ao cenlro
De OHoda parte todos os sabbados, s 4 horas
la tarde, par Itambe por Iguarass e G' yanna,
Bina diligencia; paFS-igein a tratar na ra Io de
Wan.o n. 1, no Kecife. Viagens avulsas em q
quer dia, ( para qualquer parte a trata no meg|_0
lugar.
Peixe de viveiro
Quinta e sexta feira santa ; na ra de F< r.ian
des Vieira n. 68.
Engen.io (oiabeira
Traspasja-se oarrt-ndamento do eogenho cima,
distante da eidade de Jaboatao meia legea, ven-
dendo tau. bem a safra, boiada, alamb/que, carros
e man ut. isilios pi rtencentes ao mesmo : a tra-
tar na ra nova de Santa Rita n. 49, serrara
vspor.
Ho metmo deposito ao/ia-ss 4 renda os seguinas Producto* d i.-P. LAROZE t
XAROPE LAROZE ESZ* TNICO, ANTI-NERVOSO
Contra na Gaatritea, Oastraljias, Dyspepala, Dores e Ca'mbraa da Estomago.
XAROPE DEPURATIVO^^^'r^lODURETO DE POTASSIC
Contra as AlfaccSes escrofulosas, cancelosas. Tumores brancos, Aoldez de Sangue,
Accidentes syphiliticos secundarios a terciarios.
XAROPE SEDATIVO'^V^'BROMURETO DE POTASSIO
Costra Epilepsia, Hysterioo, Daas de S. Ouy, Insomnla Jas Crlancas durante a Dantlclo
~aSfr TU JODI 41 MAS OISlillAS OO HUIl
XXSTX>
0 titii Simple, o mili Rtpido e o man EIRcz : KtVIUiiHOS
S3-a-^-V^Bl_ ata TAMIT.TA8 aos "VU-J
USADO NO MUNDO INTEIRO
A MbM BMJIIOr pede aos Sures. Medios comprad as que
VERDADEIRO PAPEL RIGOUOT
fe* em auto cm>xm
tm ruda folba,
trox ^crxpta
T'ata incamad
firmo:
zxs
o
sj
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade de Medicina de Paris. Premio Montyon
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccoes seguintes:
Asthma, Insomnia. Palpitac/es do Coracao, Epilepsia, Hallucnagao,
Tonteiras, Hemicrania, Afe.cces das via", urinarias et para calmar toda
especie de excitaco.
iri Urna explicado detalhada acompanha cada Frasco.
Exiijir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & C'S
de PARS, <7< ^.PIVERemPAJ
TTr-ico Inver. tor
k :0at1
6 T no _.
t
.-
0 melhor dos S&bes de Toucador
afilie c tffc
Svitar as Imitaces
lej. i.ic su prici ipaef Per anuriai, Pbrjr-jiacias e Cabeereiros da Amrica,
f PHOSPHATO de CAL GELATINOSO
de e. LEEOY, Pharmaceutico de l" Classe, 2, rna Dannoo, PARS
OSTKOli t;.V8 -S stSHiolTtaeito e a lullfis su Crlanps, rastra BMUtitao t a Holutla (M Onu
Recircraendaraos e3te Xarope a is Mdicos e aos Doentca. de um sabor agradavel, de asslmi-
ai.ao tac e mil veze< superior a lodosos xaropesde lacto-piosphalo Invernados pela especu-
'< tacan. Toilos so cldos ao posso que o Phos-hato de Cal Gelatinoso nao o >
r> Snr. l'rolessor Bochut. Medico no Hospilil dai Cnin;u. (Cucttt M Htpltlui. 19 de n-iio da 10a.)
ymm phjjspkatado de leroy wS^fs^
Mrtmia, Cons.mpco, Bronchite chronica,Tsica, Fraqueza orgnica. Conva/escenpas d.fceis.
.__________ Pepo iUtilm ii .''&aK u. >ia oJ.LiVA u Ci".
MEDALHA DE HONRA
0 9LE0 CHEVRIER
i dew.nlectado pelo AlcatrSo,
tonco bltam. -o. o eco muito
.ivgmnt ai propriedidei av
tm.
0 OLEO de FIGIDO
DE BICtLAO FERRL-INOSO
i ^riMri-lo nua permilt
jd"i n 'ir o Ferro tem fin.
unr Prlaao de Venir, ntm
iDCommodo.
Oposito g 11,nt i I lab'-Ioitmirtre, 21
*%^^
S/ElfflB.
de ^
'ZiaodtHt***
t T '-'Ziaode //#"'* .tal *
o&ttr
DIPLOMA DE BON1
SBCBITADO PR TODAB AS
Celebridades Medicas |
CA. FRANCA E OKII ROPA
MOLESTIAS DO PEITO,
'affecqOes ESCROFULOSAS]
CHLOROSIS,
ANEMIA, DEBILIDAD-,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES, RACHITISMO
Vinho de Coca
DKposrros em todas as pbincipabs pharmaqas no braj
EXPOSITION J& UNIV11* 1878
Mdaille i'Or^,/CroiideCheTalier
LS fLUS HiUTES RECOMPENSES
MADIVIHA
E. C0UDHAY
DITA AGUA DE SAUDE
Preconisada para o touiador, como consri-ando
consunkmente as cores da mocidadu,
e preservando da peste e do cholera morbas.
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PERFUMARA DE LACTEINA
ItuaaudaiU salas Celetrlda_s Medicas.
GOTAS CONCENTRADAS para s lenco.
OLEOCOME para a beOan dos cabellos.
ESTES ARTIGOS AChTm-SE NA FABRICA
pars 13. roe d'Enghiei, 13 pars'
JS'.atorica :~. _s
0
epositos em todas u Perfiimaria?, Pharroacias
t Cak-lleriiros da Amerioa,
rRO-M ES0L0GIG0S
deLYSSE ROY, em Poitiers (Franca.)
EmilePROUST, Sucr- & Genro

i 'ico dos Vinkoa oo sobra)
.............osl "-00 **
ola leCognas 5O0 ts
lotosl ieo
EXPOSICO DE PARS 1876
1UKA DK CUNCURO
Cura
^___r_
pelo r do
'rndr.-n em todas as P/Mrwuciot.
1-OllA VK CAtCll-O
ASMA
V
te
E'onolltoileitit!
A pimeata especialmente preparada na Europa
em bonitos frssquinhos e que se vendem pelo di-
minuto preco de 160 ris cada um, no Lar_o de
Si D.l. A
Peixe de'titeiro
C'ui imes gordas, no viveiro do Arquias Mafra,
em Afogados, e na casa onde foi estacao das di -
Hgencias, na quarta, quinta e seta-feira santa.
Encarre;a-se de ctncommtndas Gurgel do Ama-
ral o Pocas Mendes & C. ra do Rosario nu-
mero 9.
Ao Milico e ao coirtT
O abaixo assignado declara q_e nunca pedio
a ninguem dinheiro emprestado, bem como nada
deve nesta praca nem tora della, e se alguem se
julgar seu credor, a resente-se com osseua docu-
mentos, na ra do Mrquez do Herval n. 165, ao
prazo de tres dias, que ser pago. Kecife, 19 de
Abril de 86.
Manocl Alves da Silva Maia.
BpW
Sem dicta cscn modifi-
ca?oes de costumes
Loteras d Car e
iilagoas
Sob o titulo qiifi ojuna a preieste, sahio no
Diario de Pernambuco de 21 do cadente mea urna
ligeira publie -cao, pela qual os si^iitarios mui-
tos interensadus, se rentem prejodieados pela falta
de lis'as ilae loterias que (' re rein Tal ves
esses spnhons muitos imeressadus ni > se tenbui
dado ao trabaiho le oeorrat is easaa ondei
vendem ta. s bilaetes, purq-ie so assim tivossent
feito, certamente t> riara achado as listas qne se
referem, e pelo menos as de Alagoss, rna larga
do Rosario n. 36. Nada tenko a dizer, e nem sov
responsavtl jelos engaos pue |io--siim ter havida
na gasetilha do Jornal do Recite, e s os respon-
saveis por illa lhes pdenlo responder.
Um interrssado.
Fnuliao Vicente Ferrcira
Barbota
Angela Mxria da Conceic'o B.irbcsa convida
aos parantes e amigos de seu tal eeiio esposo,
para a miesa do Io anoiversario, que manda cele-
brar na igreja do Terc-i, s 7 horas da ir iina, us
dia i6 do corrente ; e por este acto c candada
agradece iniimarr-enre.
a
o
e! O
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O "3
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< Inualina santos VieKaft
O genr>, filha, neti s e netas m n I m i ser urna
missa na matriz da Boa Vista, s 8 horas do dia
26 (segunda-t-ira; pelo nniveisaru do fa leci-
mpnto de sua so^ra, ma e av, D. Claudios dos
Santos Vie'!,8, e eonvidam os p.r- nr.-a o arnigcs
para assis'ii i istS.
a__ ____________^_______^^_________ __^
Kbiiardu iie Barro* Hunos
Mara Monteiro de Mattos, seu filio e irmaos
agradecem rodas as peasoas q;ie se dignarant
acompauha" os restos moitaes de sen s<-mpro lem-
brado esposo, paie eunbado, ao (mi erio publico,
e de novo eoovidain pul :ntes e ami^03 do
fallecido para sssistin m as missas que mandam
resar segnnda-fe>ta 26 do corrente, uas igrejas
matrizi s da Boa Vista e Cabo, e na cu pella do
engenli Amarsgy, na Escoda, is 7 1,2 horas
da manhii, pelo que se eoofesai m eternamente
gratos.__________________
Jos tenar fle Va*oii*
inmpOs
Almeiila Du.irto & V. eonvi lam au3 pm-entes e
amigos d> n finado empregado camigo, Jos
Cesar de Vasco-cellos Campos, iis.-iotirm a
missa de setim > dia do sen pasaamento, iue se ha
de celebrar n: matria de Santo Astouio, no dia
26 do c"rrente. s -S horas da m mh
Especiic s prj arados ha
maceiilico Eugenio
de Holanda
Approvados pelas junta3 de bygiene da Corte,
Repblicas do Prata e aesdercia de industria de
Parir.
Elixir de imbiribina
_ Restabelcce os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccoes dificies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anmicos, debella a hjpoemia
intertropical, r ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommi ndado na bronchite, na hemop-
tyse c as tosses agudas ou chrouicas.
Oleo de testudus ferrugiiio&o e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e ta.ubem fer-
ruginosi, preparados em vinho de caj
Efficazes as iuflaaimacoes do figado e buco
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applieado as convalesceaeaa das ysetarnaas
uretieo antefebril.
Depesito : Francisco Manocl da Silva te. C.
QUILL
EMBROIDERY
(^eda u; ,riis.r.
SILK.
QUILL BUVTOH-HC.S TWIST.
m
Engenho
Arrendase o eng.-uho Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a tratar do escriptorio de Bebutio de !
Barros Jarreto, ra do Commercio n. 15.
Jugando ser de grande ut.vla Je." ; ...... (U
America do Sul, terem fias de seda e -otro: 't apara-
dos era materi..! rmh leve do que seja ir: c.:T_tcis de
pao, estamos premptos a tacSo
fios de seda, rctroz de seda e seda de bi lata, de
todas as qualil.iics, pseparadas em lance.leiras d?
papt-1 ou d^ pennas como cima represti."
Temos todos os tamanhos de fio prcto c o_ns de
*uinhentos cores. m
I)nj.i.sc .' **Brainard Armstrong Co.''
Ccr fctaurket Street, 469 Broadway,
dohk\ U. S. A. New-Yurk, L*. S.A..
OS ESPECFICOS VETERINARIOS
H0ME0PATHIC0S^=-
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Cavallos, Gado, Canieiros, Caes, Por-
ees, Ares.
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Um altnojo contendo tres pratos o sobremesa .
Um jantar constando de sopa, tris pratos e sobremesa
Lunch constando de um prato, queijo, doce, tractos e caf.
VINHOS Bordeaux, Figueira, garrafa
c meia grrula
ASSIG NATURAS
Por mez .........
i> com vinho (urna garrafa por dia, Bordeaos ou F-
gaetra. e .
Pagamento idiantado por qiiinzena
A. G. Fruncs.
idooo
1,5000
M'X)
40:'0C0
KX)
Os proprietarioa do muito conhecido eslab lcciuiento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, commuuic.m ao respeita- el PUBLICO que receberara um
grande sortimento de joias ias mais modernas e des maia apurados gostos, como tiira-
bem relogios do todas as qualidades. Avisam tamln-in qaa continoam a receber x
todos os vapores viudos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGf. WOLPP & C.
N. 4RA DO CABUGN. 4
Oompra-se ouro o prata velba.

WL\



,\

Diario de Pernambuco- Quinta--feir 22 de Abril de IS86
Chindo turco
I.ojn de .Icatoi
DE
entransjeiroi*
Thomaz de Carvalho C.
EBtegr:.n:- i .-tabrlo iraento ain'ia da roosber
pelos d^us olt'BKW vaporee da Europa Oraior o
Ville de Pernambuco um importante bortimentD de
que ba de magnifico em calcados para genhoras,
homens e meninos, nao s pelo modernismo e ele-
;ncia das formas, como pela excellencia do ma
erial, perfeicao e solides do trabalho.
Conscius oe que eahirio plenamente satisfeitos
pedimos as Exmas. familias, aos ilustres e reapei-
taveis curpus acadmico e commercial, ea diat: Ac-
ta classe ar'isuca, a honra de una visita ao nosso
estabeliiinie tu As venias sao feitas a precos
os maia -azuavi-is.
Ra lo Barfiod.i Victoria n. lio
Cabriolet
K Euiatior oa marinfia
Este i portante sti.bele_-ini' n'o de relojoaiia,
fondado en 1889 est funceionando agrra ra
larga rteaai io n. 9.
0 b ii pr prietario, encarr gado do regulamer
todos r i logia* do rsenal de marinha, da campa
nhia do tr Ibos urn iBos do Recifi; a Olinda e B>;-
beribe ota d Keefe Caxiiig, da estrada de
ferro d Carna da enmpanhia ferro-carril PernamHu-. Ja ss iciacao commercial benjficen
te e da estrada intellig-nie e hnbeis auxiliares, eonierta e f a -
briea qoalqoet peca .'ara relogios de algibeim.
de par. d-. de tone* di greja, chronometros ma.
ritim a), caixas de msica, ap
parelh i ''leuraphicof.
O m-Mno acaba de rceber variado sortimento
de rtl"gi' t j = Hk a que vende de a 205
para paren riespirtadnres de nikel.
Contina u exere r a sua prefissilo com elo e
ntere?se ele que mprc deu provas ao respei-
tavel pnblioo e ai s seus eollegas, e vende forne-
cimcnt'i de qualqn-T qualidade.
Em frente da seu estabelecimento se acba col
locado un relogii. cujos mostradores tambem po
derao ser visto pelos passageiros da ferro-carril,
tends.mpre aHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas ooservacocs astronoroi-
oas. Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio da Costa Araujo.
Pastilha" Vermfugas
Vndese um ero perfeito estado e por preco
eommodo; tratar na ra Duque le Caxias n. 47.
Camisas naconaes
A *SOO. SOOO e a 50
32= Loja a ra da Imperatriz 32
Vndese neste novo estabelecimento um gran-
de sortin>nto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e panhoe de linho como de algodo, pelos
barata* precos de 2*500, 3* e 4*. sendo fazenda
muito melhor do qu as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por seren cortadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, i vmtade dos
fregnezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3 .*, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
ase lina da Imperatriz = 3*.
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encentrar o res-
eitavel publico um variado gortimeuto de taaen-
as de tod.iS as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de r upas para homens, e tambem se man-
da fazer por encoinmendas, p r ter um bom mee-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos fino*,
easeroiras e brins, ele
Bilhar
Vendo-se um bilbar em perfeito estado : a tra-
tar no armazem de movis a ra do Imperador
numero 49.
Cabriole!
DE
XXK r5.X3NTO
As (micas infalliveis e que nao
repugna, as mancas. Chegoo
Mova remessa e vende-se na
caso de
PABIA SOBMIO & C.
39Ra da Imperairii- M
Loja de Pereira da Svi
Neste estabelecimento vende-se a* ronpss aba>
xo mencionadas, que sao ba- .. as.
Palitots pretos de aiagonaea e
acolchoados, senao tazenaas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, decordo muito,
bem feitos e forrurl.s
Ditos de dita, facenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorao preto, eoleboudo,
sendo fnzenda muito encornada
Ditos de easemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de bnm do Angola, de mulesknn e
de brim pardo a 2, 24500 c
Oeroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e
Colletinhos de greguella mnito bem fe; tos
As9im como um bom sortimento de lencos d
linho e de algodo, mr Isto na loja oa -ua da Imperatri:: n. 3i
/#0'
10*00f
12*001
12*001
5*501
6*5(*
8*001
3*001
1*601
1*0W
Veide-se por baratissimo preco e em mnito bom
estado um cabrialet de dous asseutoo, quatro ro-
das e arreios para um oavallo ; a tratar na co-
eheira do Candido, ra da Roda.
Miudezas baratas
Loja Camaean
Ba Duque de Caxiae n. 66
Chamamos a attencao das Exmas. familias para
este estabelecimento, que estarnas vendendo mui-
to barato todos os artigo de miudezas, e temos
um bom sortimento.
i ranja com vidrilho, larga, a 800 rs., 1 *000 e
1*200.
Galao com idem idem, a 1*400, l$o00, 2*000 e
2*500.
Luvas pretas de seda, a 6C0 rs.. 800 e 2*000
o par.
Lcques finos pretos e de cores, 8J e 10*.
Ditos a 5/, 5*500, 0* e 7*.
Ditos hesp; nhola, de cueto de i*500 800 e
1J000.
Bicos fin>3 com vidrilhes e baratos.
Gspartilhos finos para senhoras e m -ninas.
Bordados finos, que estamos vendendo barato.
Perfumaras finas e sabonetes finos a ICO e
200 rs.
Barra de saboneta fino, de custo de 1*000
800 rs.
Brinquedos para enanca.
Lencos finos e mcias finas para s^nbores c se-
nhoras.
S se vendo para poder crer estes precos.
*a loja Camaean
Ra Duque de Caxias numero 66.
Veode-se
o hotel d?nominado Dous Irmaos, sito ra do
Bom Jeras n 23. Este hotel muito frequentado
por naciomes e estrangeiroB : trata se no mesmo.
Mobilias de junco
Vende-se mobilias de junco de encost com pa-
lha e sem palha, mais barato do que em outra
qnalqnt r parte, assim como mesa elstica de 3 e 4
taboas, guarda-vestido e guarda-louca, e outras
pecas avulsas : na ra estreita do Rosario n 23
lIidacio de chapeos paba
Vende se pelos segufntes pre
eos de IIWM0* ate SOooo,
roa do Crespo n. 11Madama
Mequellna.
mneas
SO' AO NUMERO
4o ra da Imperatriz = 4o
Loja dos baraleiros
Albeiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estus fazendas
abaixo mencionadas, teta competencia de precos,
A SABER:
AlgodoPee" <* godozinho com 20
jardas, pe'.o-> t precos de 3*800,
4f, 4*500, 4* 5J, 5*500 e S50>
MadapolaoPecas da madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*. 6J at 13*0M
Camisas de meia com hstras, pelo barato
preco
de
Ditas branc is e cruas, de 1 at
800
l*80(i
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propra para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
a 1*200 e
Colletinhos r'a mesma'
Bramante fraocez de algodo, muito cn-
corpada. com 10 palmes de largura,
metro
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs.
Toilas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C eequin do becco
dos. Ferreiros
CASEMIRAS INGrLEZAS
A 2*800 e 3* o ovado
Alheiro & O, ra da Imj ratriz n. 40, ven -
1*500 ^em um elegante sortimento ie caseroiras ingle-
gOO zas, de duas larguras, com o- oadroes maii deli-
cados para costume, c vende n pelo barato pete*
i de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
1*280 Pam ^e mandar fazer costumes de casemira a
30", sendo de paletot sacco, e 35* de traq*,
grande pech ucha : na loja dos barateiros da Sea
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo burato preeo de 890
rs. o covado, grande pechinclia ; na loja da
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a lOO ra a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se peca* de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
' co de 100 rs., ou em carto com 50 peca*, sorti-
. das, por 5J, nproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do bee-so dos Per*eiros.
a oo o iooo o me.ro Fe de setlneta a soo n
V'endc-se na loja dos barateiros da Joa-Vista i COVad
odio p*T* lencoes de um s panno, c ni 9 pal- Alheiro & C. ra da Imperatri ve-
s de largurau 900 rs., e dit. com 1(1 palmos a dem um bonito sortinrento de fnstes branco* pe
baratmbo ireco de 400 e 000 rs. o covado, aihn
setinetas usan, tendo de todas as cores a 500 n. 0
ovado ; na loja da esquina do becco do Fer-
reiros.
500 i
2,}8tX
1J800
400
200
Algodo entestado pa-
ra enres
m
1. (0 o metra, assim eom. dito trancado para
to Ibas de mi sa, com 9 palmos 0 i etro. Isto na leja de Alheiro de C, squina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, l*6(i0, 1^800 e 2* o covado
A heiro A C, ra da Imperatriz n. 40, voc*
Ji-m muito bons merinos pretos pelo prefo aeim
dito. E' pechiueha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Impeatriz n. 40 vende-se
muito bons espartdhos para scnliora#, pelo preee
de 5*iKH), assim c ido um sortimento de roupas
de casimiras, brins. etc., isto na loja da enquia
do becco dos Ferreiros.
Inicias maduras
Vende se diariamente espeches laranjai para
mesa, mangabas, rapetas, e outras muitai: se
lsrgo de K. Pedro n. 4.
Engcnho Recanto"
Vende se ou arrenda se o engenho Recanto, si-
tuado no termo de Serinhaem, moente corrate
d agua, eom boas trras, etc. ?. tratar com Ma-
noel Ferreira Barth-.lo, ra do Bom Jasus 4.
Engenho
Tn spassa se o arrendamento do engenho Santa
Rosa, na fregnezia da Luz, perto da estaco de
S. Louroneo. na viaferrea do Limoeiro, assim
como de Ja boa tao, na viaferrea de Caruar. O
terreno d para cafrejar-se annualmente de dous
tres mil pV s ce aear. Alem de muitas var-
zcas tem mata virgen pira abrir-r>e novo* parti-
dos, mc a vapor, tendo urna machina nova, de
muita f rea, e muendaa novas e grandes : quem
pretendel-" dirij i-se ao mesmo engenho ou a ra
do Imperador n. 7t.
VENDAS
Riscados largos
a soo i-n. o covado
Na loja da ma da Imperatriz n. 32, vendem s*
riscadinhos pr-pnos para roupas de menino* <
vestidos, pelo barato preco de 200 re. o covadt
en Jo quasi lartrura de chita franeer.a, e asie
como cbi'as brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
'oja do Pereira da Silva.
FustM-N, kelinelnx e lazinliaw a SO
r. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-*
um grande sortimento de fustetes bra icos a 50
rs. o covado, lazinhas Iavradas de furta-core*
fi-zenda bonita para vestidos a 500 re. o covadt
e setinetas lisas muito largas, tendo le todas ai
cores, a 500 rs. i covado. pechinch i : na loj
do Pereira da Silva.
Merino* prelon a I**
Vende-se merinos pretos de duas lrguras pan
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*601
o covado, e suoerior setim preto para enfeites k
1*5(X). arsim como chitas pretas, tanto lisa* com
de lavoures brancos, de 240 a* 320 rs. ; na novk
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz no
mero 32.
AlgodoEinho trance*! para lence
a OOOra.. lie ilion
Na loja da ra da Imperatriz n. 35', vende-s<
superiores algodaozinhos francezca cota 8, 9 e ll
palmos de largura, proprios para len^iies de un
s panno pelo barato preco de 900 rs e 1*000 c
metro, e dito trancado pa- a toalhas a 1 *280, a
sim como superior bramante de quatro largurai
para lencoes, a 1 *500 o metro, barate ; na loj
de Pereira da Silva,
para meninos
A "i*. i*r.oo e e*
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, e
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditoi
de molesquim a 4500 e ditos de gorgorao preto
emitando casemira, a 6, sao muito baratos ; m
oja do Pereira d Silva.
TE
DO
n'-'
Vende-se um engenho eom agua para moer
4,000 piles, grande, eom matas, varzeaa e largos
eorreg s. e m -o !a nova de ferro, muito Wa **av
enda, paiol He cobre e asim os vaso do aggenta-
mento, formas ie ferro, destilaco com agua cor-
rente, tindo alambique de cobre com cubas, an-
coras, deposito, estufa, todas a* obras de tijolo,
tendo um grande sobrado com alpendre na frente
e arborizada, capel a, senzala, casa montada para
farinha. estribara para oito cavallos, fructeira* c
outres recalos. Dista tres legoas do Recife e urna
da estaclo de S. LourenfD e Jaboatao: quem
pretender ''rija se ao escriptorio ra do Impe-
rador n. 81. Vende-se tambem a safia que boa
e utensilios para o engenho.___________^^^^^
WHISKY
ROYAL BLEND marca ViADO
Este excelii nte Whisky Escossez preterivr
ao cognac ou agurdente de eanna, para fortifica
o eorpo.
Vende-se a retalbo nos h. iberes armazen*
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujom
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
lROWNS & C-, agentes
Gleierap' o irle
Em vista dos grandes progressos da idea de que
se gloriam as naces civilisadas, o commercio
deve acumpanhar esse progresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em /ista do que annuqciam
MART1NS CAPITAO 4 C.
1 Kua eotreita do Rosario 1
Grande s .rtimento de gneros alimenticios, es -
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir o* neus numerosos
fregueres. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venh ,m vi r, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Passae, amendoas, figos, etc.
Ditas naconaes.
Doce de t .das as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates uovas de hortalcas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Sherj
Ditos da Kigneira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermontb, etc.
Licores de todas as qualidade*.
Champagne.
Cervej de diversa* marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, en. p.
Aindi mais :
Ova* de peiie.
Sardinbas de Lisboa em Salmonra.
Vendem Martin Capitio & C, ra estreita d
*0B*T AOS AGRICULTORES
Forinicida capanema (verdadeiro) para extinc-
c*o completa da formiga aura. Vendem Martin*
Capitao ft C, ra estreita do Roario n. 1.
.-:_ ?
itLm
O 48 da ra Duque de Caxias est vend .ado
fazendas por menos 25 "/ de seu valor.
Ver para acreditar
Setin* macaos de 1*400 por 800 ris o covado
Merinos oretos de 1*, 1*200, 1*400, 1*1'. 0
1*800 e 2* o covado.
Setineta preta a 500 e 600 ris o covado.
Dita* de cores a 400 rs. o covado.
Fustoes Brancos e de co es a 400 e 500 ri.
covado.
Sedas de listras de cores de 2* por i* o o
vado.
Merino de bolinhas a 90(> rs o covado.
Mariposas fias de a -res a 240 rs. o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Linhos escossezes de tbdas as cores a 240 ris
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. 3 covado.
Manteletas de seda de 16* por 7*.
Fichus a 2g, 4* e 6*.
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro largurap a 1*200 a vara.
Atoaihado de linhu bordado a 2* a vara.
Collarinhos e punhos para senhora, modernos, a
2*000.
Brim pardo liso de 300. 4W0 e 500 ra. o corado
Toalhas velpudas a 4* e 6J a duzia.
Ditaz alcochoadas de 20* por 124 a duzia.
Cobertas forradas a2800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2|50C urna.
Casacos de laia bordados, modernos, 1?*.
Dama co He algodo de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30*000 a duzia.
Madapolao casca de ovo e pe I le de ovo a 6*500.
Enxnvaes para baptisado, uovidade, 9J.
Timoes para merino, boidados, 4.
Chapeos de sol de seda para senhora, de 16*
por 8*000.
Meias para homem e senhora, de 3*, 4*, 5* e
6*000.
Redes hamburguezas, 10J.
Colchas a 1*800, 52, 6* e 7*.
Verbutinas d-". todas as core a 1* o covado.
Cortes de casineta 1*, e JOOO.
Ditos de casemira c 3 4, 5. 6 e 7*.
Lencos abainhados com barra a 1*200.
Camisas de me** a 800, 1*. 1*500 e 2*
Casemira de cores de duas larguras a. 2*.
Cortes de caeemir para vestido de senhora, de
40* por 20*. baratsimo.
Zefiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para ferro a 15200a peca.
Pinho eriga
Vende-se em casa ae Matneus Austin & C, a
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
qualidade e diversas dimenses._________________
Taverna
Vende-se nma taverna b-m afreguezacla, ra
nova de Santa Rito n. 5, em frente ao mercado :
a tratar na mesma.____________
Yidros para vidrafas de todas
a^ dimenses
Vende-* ma do Commercio n. 15 por precos
baratissimo em caas ai vontade
EXTRACTO NO DA 28 DE ABRIL
INTRANSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tirar 2o:o 12?>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Margo n. 23, e mais cazas do costume.
COBRE A 28 DE ABRIL SEM FALTA.
DAS
(lOimEiYO DI 27 l)E ABRIL
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006|)0Q0
Os ulhetes acham-se a venda na Casa Feliz, praca da
37e39.
Independencia ns.
Corre no dia27 de Abril de 1886; sem alta.
t


? o
iRrhi de PcrnarabucoQninta-fcira 22 de Abril de 1886
RELIUIAO


^BO*HJET,
jesus cklrsto
diccurso sobre a historia uni-
versal)
Depois de tor sido bapiisado por S. Joilo
Saptista, no 15 anno do reinado do Tibe-
rio, Je3nB Christo coraega a pregar o Evan-
gellio, e a revellar os segredos que Tira
em toda a olemida le no seio d" seu pai.
Estabelic-i nonios do sin igreja
pela vocaySo de 1- pecadores, e pue S.
JVjdro treote de todo o rebatth >. l'er-
corre toda a Judi qucni en.-he de bs-
ceficios c dona; mostrase coiupla:eut
com os doeutes quem sojesrre e miseri-
cordioso con os peccadores... Annuncia
ob mais altos mysterios, o confirma-os por
grandes virtudes, rBas ao inesroo torapo of-
leretc grandes luzes, grandes exomplos o
Tudo
No torjoiro dia Elle ressuscita ; appare-
ce aos s tus, que o tinbam abandonado, e
quo peisistorn em nao crer na sua ressur-
reigo. Etes o vero, lhe falkm e o apal-
pam ; convencem-se.. .
Depois de ter estado em auas roaos poi'
todos os modos como elles o querom, e da
forma que alo lhe podesse restar mai.-
nenhuma duvida, J>sus lhes ordena que
dra U-st'raunho do que viram, do quo ou-
viram e do que tocararo ; afim do quo nilo ge
lhes potasa por cm uvid i a boa t, nem a
Ra peisuasSo, Elle os obrig i a ll.\rera
con o proprio sangos o aeu tusteuiuuho...
Sib este fundamento, doze pes -adores
emprime ndem a conversan do mundo intei
ro, que ellcs via trabara presercver-lhe, e s verdades
quo tinli im para annunciar-lhc.
lV.u orden de coinccar por Jerusalem,
para d'ahi se es jalh rein por toda a torra
para i instruir tulas as oagSea c batisal as
em mnie do Padre, do Filho a do Es
pirito Santo.
Jess Christo liies proiuetto i estar cora
grandes grecas.. Tudo se oongra=sa c
se sustenta era sua pessoa, sua vida, sua
putrina, scus railagres. A propria Tnruadel ejj ., al a (:0nsu.nmagao dos BeouTos e,
;|>or tola a partQ reluz n'EUe ; tudo concor-jcom CB9a p.duvra, ;1.,6 ass gura a perpe-
pe para ms.trar que Elle o enhor dojlua durado do sen ministerio eccle>ias-
gen-To lium .no e o nocstre da per fega -.-. (,,.0
^ Bsm quo enviado para o munde t.do, gj (it) st0j jesus goD3 aos c ,s ca aua
CUeooinega por dirigirse s ovelhas irj6~H>resenca.
malliad sua casa de Israel, s quaes prin ____
luiente fra enviado; mas prepara o: ^ Ialxo
caminho pira a converajo dos Satnaritanos i
, ,. l .. ( -/- ./ I ra h ido)
e dos (entras. .. v |
Niio oeculta aos si-us as dolorojas pro- E na larga fronte intelligente o honesta
va- pelas quaes de vean passar. Faz-lhesjdo Philosopbo Cbnstilo nem um ruga se
ver as violencias o a seduegao do que fin-
caran mo contra elles, asperseguiooea, as
falsas doutrinas, os fingidos irraos, a
guerra inte na e externa, a f depurada
por todas as suas provancas ; no fim dos
lempos, o enfraquecimento desea f e o
resfriaiccto da caridade entre seus disc-
pulos : no ineio de todo3 csses perigos, sua
Igreja u a verdad; ge copre mvenoivei
via de p sar c d; temor, que todos os tu
e todos os escarceos, pordoandoos,
ello guar lava-os demro da sua grande
alma: assim, no seio do inmenso ocano
s' eneapellano as teaipcstaies, e a liquida
superf de calma c tranquilla como o
otbar das virgens.
I. i i conceder a beatarenturanga aos
pobres de espirito, porque delles o reino
Os pontfices e os pbarisena animara con- do oo : e aos mansos, porquo cll:s pos
ta Jess Christo o povo judeu, cuja reU-IgnirSo a torra; aos que c orara, porquo
giSo se transformara em supersticlo. Essejelleg serlo consola los ; e os tora fome c
povo nao pode suportar o Salvador dolgede de jastica, porqne elles serao artos;
mualo. que. o chama pratieas solidas,je aos misericordiosos, p rque ellee alean-
embora .iitficeis. O mais santo e o mo-j^acSo miserioordia; e aos limpis d; eora-
* lbor de todos os homens, a propria santi- jJto, porquo elles verao ; Deus ; o aos pa-
dado e a propria bondad torna so ralal cifioos, porque elles serilo chamados tilhos
vez mais invejado e mais odioso. Elle, I do Seobor; e ao qu" padeoena persegu
porm, nao recua, nao deixa de faser o ; ^"l0 p0r amor do justig, pirquo tambera
bem aos seus concidadaos : mas, vendo sua delles o reino do co; e a tolos aquelles
ingratila /, lhe3 preiz o castigo, por entre q.. p( r ..ns i d'Elle, softress-jm a pego-
lagrimas, ii annuncia Jernsalom seu fimnba da mentira pelas spides das inju-
proxirao. rias e das perscguic" i.
Entretanto a inveja dos phariseua o dos; () povo que o acclamava, era o mesmo
padres Ieva-0 ura supplicio infame : seus p0vo quo o conduzi ao poder dos juizes,
discpulos o abandonan ; ura delles o tra- c elle perdoara-llie: assim a mai pordoi as
lie ; o primeiro o o mois z doao do todos faltas dos seus tilhos. E na igreja do Ge-
nega-o tre3 vezes. thsemani ello pedio aos seus discpulos que
Accusado peranto o conselho, honra ate ; velassem orando, e os discpulos dorrairam,
o fim o ministerio dos padres, e cm Ur- \ porque tinham os olhos ;-arregados, c elle
mos precisos respond ao pontifico quo o, perdoou lhes tamban: assim o irmito per-
interroga jurdicamente. Era, porra, che-' da aos seus irmaos. E judas deu-lhe o
gado o momento em que a Sinagoga devia, sculo traidor que o entregou aos min's-
ser reprovada. O pontifico e todo o con- tros dos principes dos sacerdotes ; o no
seibo con lemnam a Jesus Christo porque i atrio da casa de Caifas, Pedro renegou-o
se dizia Christo Filho de Deus j tres vezes antes que cantasse o gallo ; c
Elle entregue Poncio Pilatos, presi-jcllo igualmente perdoou lhes : assim o
dente romano ; sua innocencia reconho-1 mestre perada aos seus discpulos,
cida pelo juiz, quem a poltica e o inte Os escribas deram lhe martyrios, o elle
regge fazem agir contrariamente sua con i sorrio ; despojaram-n'o da tnica, e elle
Bciencia ; o justo c condennado morte ; sorrio ainda^ como sorrio quando corta-
ram lhe de azorragae o curpo. E tambera
sorrio quando Ponoio Pilatos lavou a mSo
dos criines do filho de Deus Hornera. Elle
sorria para a injustica, corao para a injus
tija: para a dor, como para a consolagao :
o cordeiro soffre e nilo deixa ouvir, do sof
m o maior de todos os dimes d lugar a
mais perfoita obelioncia que jamis exis
ti o.
Jesas, Senbor de sna vida como de to-
das as cousns, ahanlona-se voluntajiamen-
te ao furor dos mlvalos, e ofereee o sa-
crificio que devia s ;r a expiacao do gene-; frimento, os balidos.
ro humano. Pregado Cruz, Ello inqui-! Ne.n o abandou o valor augusto, quan-
re as prophecia3 o quo Un restava fazer, do preferiram-uo para a morte, ao Barra*
acaba o, e diz por fim : I bs, o preso afamado, nem quando o eol-
[locaratn entre Hous ladroes no alto do fjM-
Consummafum est! \ gotha : que. Elle b?m sabia o que era e
i para o quo era. Provou o vinho cora fel;
A c isa palavra tudo mua no mundo : vestiram lhe, por chufa, a purpura real, e
i le cae, suas figuras passa.n; scus saeri- deram-lhe a cori de espinhos : porque se
ficioa s?io abolido- por urna oblajao mais Elle baria dito ser o Re dos Judeus, que
perfeita re o fosse: se Elle tnha salvo os outros, e
Feito isto, Jesus Christo expira'cco um j era seu pai, que o firmase, porque elle
grande grito: toda a natureza s3 comino- havia dito : Eu, pois, sou seu tilho.
ve; o centuriao q o o guardava, pasmado, E blasphemaram delle saraelnantemente
por semelhante morte, exclama quo Elle os soldados do goveraador, e os prncipes
era realmente o Filho de Dsus ; e os es- dos sacerdotes, e 03 Escribas, e os An-
jectadores fogera baten lo nos peitos. coa, e 03 ltdro-s qui estavam suidi-
.-1-------------------- l------------'-----------
reta e sua esqueria, e os que paasa-
vam: Ello nao os ouvo, porqu eatava
recolhido em sua alma.
E desde a hora sexta ao difliindiram
trevas sobre toda a trra, o pirto da hora
nona a carne soffrou ; a carne fraca, o
espirito forte. E Jess levantou os olhos
para o co, e dase n'um grando brado :
Eli, Eli, lamma subachtani ? Deus mcu,
porquo rao desamparaste ?
E entao aos seus ol ios rasgou-se ura
grande veo : e Eilc vio desenrolar so dian
te de si um grando panorama rileute : vio
quo a sua palavra era corao a sement que
o vento leva o fecunda todas as trras e
tolos os lugares; vio que a sua doutrina
ia voando para tolos os coracSsa e para
todos os povos; vio as erizadas conqu's
tando o sagrado tmulo na ingrata Jera-
salai; vio o imperio da ignaldade. o os
ricos misturados com 03 pobres, o os po-
bres misturados com os ricos; vio o seu
humilde berco de Beln eoitocado na gran
deza do todos os tmplo3 o vio as pom-
pas a sua igreja ; vio a decadencia do
oriente, e vio evoluir-se gradualmente a
civiliaacZo, c vio o occidente imperaudo :
c o aeu ultimo brado fui anda de amor
por todos, de altruismo o de abnegajao:
Pater, di. ittt iia, non cnim sciunt
[i'i'lfaciunt: Perdoai-lhes, Pai, que elles
nao Babem o que fazem.
. -tenue si va contra lesas
Bramia enfurecido o infame povo hebreu
pedindo era altos gritos a morte do Jesus,
defronte do palacio L-trchi (1)
Pilatos quera salvar Jesus, a quera jul-
gava innooente dos criraea quo lhe impu-
tavam os seus encarnioados inimigos.
Tinha enviado j o cordeiro imraacula-
do ao tetrarcha I,;rodes, dizmdo lhe n'um
escripto:
O povo aecusa esse boiuera de sedi-
cioso c d" promotor de tumultos. Eu nao
en ontro d dicto algam nello, digno de cas
tigo, o perianto, envio-t'o para quo o jul-
ges e condemnes, -se sso te parecer jus'
to.
Tilo pouco o tetraroha julgou que devia
con ieranar morto Jess, o o dovolveu a
Pilatos, depois do haver ordenado que vea-
tissera ao innocente Marfyr a tnica dos
dementes.
Julgava que estava Iouco, o corao tal,
bavia ordenado que lhe voslissem a tnica
branca que, segundo o costumo hebreu,
usivam cm Jorusal n as pessoas faltas de
rasSo.
Devolvido o tilho de Maria ao reprosoa-
tante do imperador romano, o povo deci-
dido continuou pedinde a sua mor'.
A fim do decidir o pretor a pronunciar
j a souten^a mais iniqua, aue a historia nos
relata, os escribas, os soberbos fariseus o
os prin'ipes dos sacerdotes, disseram a
! Poncio l'ilatos :
Pretor; tu nilo conheces, nein tena
obriga^ao de conhecer como nos, aaesus
(o azareth, turba da Galilea o J i
niosaica\... Jesus hornera perigiso, e
como tal, indigno de que o cubras com o
manto da misericordia. O impostor, o mal-
vado, affirna quo filho de Deus e rei
dos judeus. Se o nilo conderanas, se nao
atiendes s nossas justissimas arguicSg,
enviaremos a Roma representantes das doze
tribus do Israel, representantes do Supre-
mo Sacerdote e dos anciaos, representan-
tes dos escribas e dos homens livres, e at
dos humildes servos. Veremos entao se os
nossos eraissari^s, ao pedir justija contra
ti ao poderoso Cezar, conseguera dello o
quo nao podera s conseguir do aeu obse
cado pretor.
Temen Poncio Pilatos, de perder a esti
raa do imperador Tiberio Cezar, e este
roeaino tenor o levou a pronunciar a sen-
tenca contra Jesus. Sera embargo, anda
tentn enternecer o sanguinario povo, mos-
trando lhe o martyr dos martyres A varan-
da do Pretorio, eoroado de espinhos alvnres,
empUnhando por essiirneo um sceptro de
cana, tendo as espaduas cobertas com um
velho manto de purpura.
Todava o povo no so coraraoveu, nem
anda tu momento em quo Jesus ('hristo
(1) Residencia do pretor Poncio Pilatss
em J- rusalra.
soffreu a cruel flagelacilo quo salpieou de
sangue a varanda do Pretorio. Ainda as-
sim, nao desisti Pilatos do bou louvavel
empenho, o asaoraando janella do pala-
cio, falln ao povo noste sent Jo :
Povo de Jerusalem : desde que aou
governador da Galilea, tenho catudado os
.teus ?osturne3, procurando por todo3 os
me03 imaginave3 captar a tua affateSa.
Sim, porquo conhego tua historio, qu os
hebreas sera pro so teem feito notar pelos
seus smtirnentos nobres e gtterroiros. Sa ti
los ha que no3sos antepaasaios, sacudioda
o jugo egypcio, atravessaram a ) onxuto
O mar Vermdlio. Era racraori i de um fio
portentoso aconte amento, haveis p'rdoa-
do durante a Paachoa, que cfii breves dia;
so vai celebrar, a um criminoso digno da
ultima pena. Os Cezares romanos appro-
varara esse costum". tao piedoso.
Agora bem ; queris fazer uso urna vez
mais da vossa prorogativa ? ...
Dois criminosos ha em Jerusalem ; um
Jesus, o outro Barrabs, assassino cruel
que, durante rauito tempo, semeou o ter-
ror pelos contornos da ciclado. Jesus, so
gundo o mesmo tetraroha o diese, mais
lonco que criminoso, cmquanto que Barra-
ba! roubou, assassino a, violou umitas don
zellas, c fez pasto das cbammaa as searas
c habtaeoes do hoioeas indefesos. Queris,
portanto, queconleran; a Barrabas que
salvo Jesus ?
Nao, no ; rugi o povo condem-
na a Jesus e salva Barrabs Crucifi-
cao 1 Crucifica o I .
II
FOLHETIM
NUELA
POR
::7iSa n Kasfiffi
I
(Contia u 15 8 o do a B 1 )
XVI
Pens, ao menos, que me deixars
tempo pararcflectir.
De que serve reflectir ?
Como I pois tu nao comprehendes
at que poato delicada a coraraissao que
pretendes confiar ?! Dizer Sra. Ang-la
que amas a sua filha, coraprometter-te
perante ella. r
E justamente o que eu desejo, cara
tia, ficar compromettido.
Mas entilo e o consentiinento de teu
pai, que tu esqueees 'i Pretendes prescin-
dir delle *?
Leao deu um grande suspiro.
O eonsentimento do pap ser difficil
de obter, murmurou elle ; eu conheco o
pap; nao pensa senao nos casamentes ri-
cos.
Einfim, visto que tens confianca em
mira,'continuou a Sra. Fontana, rauito en-
ternecida pela cara desconsolada do aobri-
nho, deixa-o c commigo... Sou pruden-
te... darei. darei as providencias: pro-
metto-te proceder o melhor possivel era teu
in tafease.
E no da sua favorita... Ah que-
rida tia, eia aqui a sobrinba do que a so
nhora precisa va I Onda poderia encontrar
urna mais encantadora ? L" na melhor ?
E' verJad, c a causa que tu advo-
gas est ganha de antemao, peante mira ;
mas, nao sejaaos impacientes.
Sim, querida tia.
Pensa, pois, em ter paciencia e falle
mos de outra cousa. Com que entilo va3
passar dona das commigo ?
A noite de hoje e o dia do aro inha,
respondeu lhe Lao. Depoia de amanh
paitrei para S .int JuUen du Sault.
-- Vraia casa dos Dharvillea ?
Sim, querida, tia Renato convidou-me
a cagar o javali, eo pap deu melicengapor
cinco das. Julgaria empregal os mal, se
nao lhe houvesse consagrado urna parte
delles
Sem contar, disse a professora do
collegio, sorrindo, que existo para ti, era
casa de tua ta, urna poderosa attraccao.
E' verdade.
Mas tu nao rouxesto nenhuma ma-
la... Como que te lias de arranjar para
mudar de roupa ?
- Tenho roupa branca na rainba rede
de caca, e o meo trajo de tajador me bas-
tar. |
Nessa oecasiilo a porta do gabinete abri-
se e appareceu un criado trazendo diver-
sas cartas.
Peco-te licenga para abrir a minba
correspondencia, meu caro sobrinho, dase
a professora.
Abra, querida ta, abra I Eraquanto
a rnim, vou subir ao quarto, lavar as raaos
c despejar as algibeiras.
Vai a voa... Acabado este peque-
o trabalho, estou tua disposicao.
L'jao beijou a tia e sahio.
A Sra. Fontana espalhou 8obre a cscri-
vanioba as carias que acabavara de che
g..r.
Havia uraa meia duzia delUs.
Erara todaa escripias por familias das
suas pensionistas.
Urnas continham ped los de informagSes,
recommendagSes ; outras encerravam vales
postaes.
A letra da ultima desaas carta's fez sor-
rir a professora.
Depoia de ter fallado da Sra. Ange-
la o de sua filha, disse ella coinsigo, devia
receber noticias suas.. Por que me es-
crever ella hoje ? Teria tomado alguma
doeisao a respeito de Eraras Rosa ? Veja-
mos.
Rasgou q eaveioppe e lea :
Queridu Sra. Fontana.
Confuso, pesaroso, vdtou Pdatoa a en-
trar no sahio do Pretorio. J ia a cscrevor
a injusta senteng i, quinto a sita esposa
Claudia Pro o se approximou d'cllc, e lhe
disse commovida :
Etposo meu, detem-te! O Nazareno
tambera Deus Durante a noite tve um
sonho, em que vi esse hornera, a quera
ura po^vo brbaro quer que conlemnes
morte, rodeado de rcaplen lores, grande,
luiiiiito como o supremo Jpiter .:. Nao
te tornea cumplice de uai crime, esposo
da minha alma, o salva o justo ; salva
Deus a quem 03 malvados querera sacrifi
car 1 ..
Callou so Claudia Prole, o Poncio Pila-
tos ficou mais aturdido todava do que es
tava um momento antes.
A sua consciencia dizia-lho quo sua es-
posa tinha razilo, e anda que nilo acredi-
tava ni aivindade do Jesus Christo, esta
va convenc lo de quo esto era innocente.
Sem embargo, o receio de perder o eleva
do cargo qii'- oceupava era Jerusal;m ele
que Cezar julgasso que elle qra cumplice
do um hornera sedicioso, poderam raas
nelle que a justa causa porque advogavara
a sua consciencia e Claulia Pilo.
Vaeillanio, todava, psgou n'm estylo
de raarfim, e Jtenlo se a cada instante,
poz-se a esorever ora um p^rgarainho lar-
go e eatrelto. Compilaba a sentenga de
morte do Hiraera-Deus, d'Aquee quj ia
salvar a peccadora humaniiade.
I II
Ao terminar a sua tarefa, Pilatos fez cm
pedagos o estylo de que acabava de servir
oe, e levando na inilo o pergaininho, subi
de novo varanda. Ao velo, a amotinada
raultidilo guardou silencio.
- Ouvi 1 ex daraou o pretor com temi-
vel accento, que retumb >u na espagosa pra-
ga que se dilatava em fronte do palacio de
Larehi. E fixando os seus olhoa no perga-
rainho, leu a seatenga, quo era concebida
nos seguintes termos: (1)
No anno XVI de Tiberio Oeaar, ira
perador romano e de todo o inundo, rao-
narcha invictissimo, na Olimpiada CXXI;
edade XXXI, e da creagSo do mundo, se-
gundo o numero <> conta dos hebreus, qua-
tro vezes MCXLVJI; da propaganda do
imperio romano o anno LXXII; doresga-
(1) Esta sentcnca transcripta do pre-
cioso livro devido penna do erudito ea-
criptor D. Emilio Moreno, que tera por
titulo '(Historia do Jesus Christo. (N.
do T.) i
o No dia 12 deste mez o aniversa-
rio do nasciraento da minha querida filha.
O raeu desojo era ir passar dous das
em Laroche cora a s-nhora e perto do mi-
nha filha, pira celebrar este anniversario,
-ssira como tedio feito todos os annos, des-
de que'Erama Rosa a est em sua ca-
sa.
Por infelicdade, embaragos serios ira-
pedera-rae de cumprir este projecto.
Nilo desejo, entretanto, que minha fi
lha passa e3se da longe de mim.
Se eu vesse podi io fazer a viagora,
tel-a-hia traziio commigo a Parta por oe-
casiilo das ferias do Anuo Boro.
A impossibihdade de ir a Lirocho nilo
modifica, porra, as minhas inteugoes.
i Veaho lho pedir que, no dia 12, t^nha
a bondado do conduzir Eoiraa eslagSo do
caminho do ferro de Liroche, onde lhe fa
r tomar o trem expreaao que passa s cin-
co horas da manna.
i Esarei s sete horas e meia n esta
gilo do caminho do ferro de Lyon, onde
e la chegar e en a receb r i
Ter a bonualo do a colloiar em pri-
meira elaaso, no compartimento das senho-
ras quo viajara sos e de a recommeudar
de maneira especial ao chefe do trem.
J'aga, raiuha cara Sra. Fontana, coro
que a minha filhinlia traga toupa de aba-
far.
E' provavel o mesmo eert) que nos
primeiroa aias do mez de Janeiro eu pro-
pria lhe leve ra ha filha.
Fallaremos seriamente do seu futuro e
pedir-lhe-hei 03 seus conaelho8, tilo affec-
tuosos quanto esclarecidos.
Junto com esta carta remetto urna no-
ta do banco para pagar as despazas miudas
que causar eata viagera.
u Diga a Eraran que a amo, e abrace-a
ternamento por mira.
Receba, querida Sra. Fontana, cora a
expressao da minha gratidao os protestos
dos sentimentos da affectuoaa affeigo da
sua de ticada serva.
Angela.
110 ra das Damas BatignollesPa-
r:'..
Pobre mili, imrmurou a professora
do collegio, depoia de baver lido a carta.
Tudo para a sua filha Nada que nao
to da escravidJo do Bibylonia CDXXX;
e da ri'attuigao do imperio sagrado o anno
CDXCVII, seodo cnsules du Pontifico
romano, Lucio Pzao e Mareio Saurico,
prooonauloa do invicto Valerio Palestino,
goyernadir publico da Juda, e regento e
goveraador da cidadede Jeruaalara, Flavio
IV seu presidonto muito grat>.
< Poncio Pilatos Governador d Bai
xa G tlea aerudiaua, auti patriarcha e
Pontifioe do Suramo Sacerdocio, Aus e
anas; A!:s Malo, mestres do templo;
Rtbaham Arabel, centuriao dos cnsules
romanos c da ci la ls :e Jerusalem ; Quis-
to Conidio Sublimio c Sexto Pompiho Ruto,
aos XXV de Maceo:
tu, Poncio Plalo.-, representante do
imperio roraiuo, no palacio de Larehi, nos
sa residencia, julgo, condemno e sentenceio
morte Josas, chamado Christo Nazareno,
da turba de Caldea, accusado do hornera
sedicioso da le mosaica contra o impera
dor Tiberio Cezar.
Determino e pronuncio, em vista do
exposto, que solFra a pona do morte prega
do n'uraa cruz, como os criminosos, porque
ado se nunido rauitos homansri i
pobres, o acmsarain dojfcromovr tu nulto>
p>r to a a Galilea, dizendo-se Filha
Deus, o re de Israel, amoscando arruina
le .1 irusalem e do sagrado imperio, o uo-
gmdo o tributo 'i Cear,tendo tito de mais
a mais a cusa lia de ontr*r na oidade com
paboaa o em triuraplio, aeompannado da
turba, c dirigir-se d'esti forma ao sigrado
templo.
Portanto, mando ao meu centuriao,
Quin'.o Conidio, quo con luza publicamen-
te pela oidade de Jerusalem a Jess Chris
to, amar rodo, agoutarto, vestido de purpura e
eoroado de espinhos agudos, com a raesm i
cruz s costas, pira qua sirva de exemplo
a Ddosos malfeitores, c quo aoja acompa-
nhado de dois ladrSes homioidaa, quo tam-
bera serSo pregados na cruz, a direita e a
esquerda, depoia de haver se lhes descon-
junctado todos os membros.
Todos ellcs Babirao pela porta Gian-
caroli, chamada hoje Antoniana, o irilo at
o Monte dos Bialoadae, que se eluvna Cal-
vario, onde, crucificado c morto J
Christo, fique o corpo na cruz pira que
sirva de espectculo o salvtar emenda a
todos os sadici
i Miado, assim mesmo, quo na dita
cruz se enlloque o aeguinte distico oin tres
liuguas : hebrea, gr-ga e latina.:
i E-n hebrea :
Jest alvi Ohsidiii.
< K em grego-:
Jesm Nazareno.
a E era latira :
Jess Nazarenus, rae judoorum.
Nao Mil vezes nao gritaram nu-
merosas vozes interrompondo o pretor, Je-
sus nao no3so rei!
Kevolveu Poncio Pilatos 03 olhos admi-
rando com furor a grosseira raultidilo, e
iepois gritou inclinando se sobro a balaus-
trada da varanda :
Eu o ordeno I
Restabele:eu se instantneamente o si-
lencio, o o representante do Tiberio pro
seguio:
a E cm latira, Jesus Nazarenus, rex /<
deorum...
mando que ninguem de
.Pelo imperio romano e presidente do
Rom, Lucio Sirsilio e Amostro Silio, es-
crivao publho do crime.
E pelos livres, Nastan e Roctenam.
la prximo do raeio dia quan.lo o Sal
vador sahio do Pretorio brbaramente ira-
p-.i lo at o Calvario p:los seus implaca-
veis ver!ugo3. Qucriatn es*tes qua a nor-
te tivease lugar antes da noite, Inri a quo
principia va o sabbado e corao Quinto Cor-
n-lio, o urna port; da centuria que com-
! iva aquallo oapitSo rom .no, confiaba
a distancia respeitosa a vil e malvada mu-
tidao que se agitava furiosa era deredor do
Jess. Este nao deseerrava os labios, e
abatid., solo o poso do sagrado Iinho, ro-
gava ao co ura generoso p irdio para os
sous verdugos.
popois de ter passado por baixo do
sombro arco da porta Q arco
que lii- recordava Sa i tesua volvea
os seus doces e melanchoti.'.oa olhos pira
a pecadora cido.de, e exolamou con iolo-
r iso accento:
Ai! Ai! Jerusal.n 1 Quanto to
araei Qu.tntas o quantis vez-a prenrei
Emir oa teua filhos como a g dlinha ron w
03 pintiinhos debaixo de .s c ago-
ra me repelles cruelmente para longo de
ti Ai 1 Ai Jerusal a i
I.npelliram os algozea o sagrado Martyr
o este continuou carainhan lo com custo at
o lugar do supplici. Pouco depoia tinha
lugar a crucifi iptordo mun-
do, entretanto, quo outros verdugis des-
conjuntavam a golpe os membros do mdo
ladrSo : de Dimas, que pelo seu afrepen-
dimeato merecen que Jess Ihos dissesse :
II >j) sers commgo no Paraizo. >
'VI
N'o itesmo instante em quo expira va
Jesus, o tilo depressa com > M irtye disse :
- Pai, era tuas raios entrego muba
alna!... treraeu a trra, o sol eclip-
sou-se, e o estampido do trovan tez-se ou-
vir polas idturas.
O sol que se approxiraava do seu oc-
caso, tingio se do roxo. Pareca quo cada
um dos scus latos ero um rio de sangue
que so langava sobro o inundo. Bramia
alera d'isso o vento, c embravecido o ojea-
no, aineagava sair dos li rotes determna-
sela para ella Como ella a ama e como
ella tem razilo do a amar 1. .. Erama Rosa
digna da ternura que lhe inspira.
Quanto seria feliz, o Deus me houvesse
dado urna filha orno ella I Oh quo sa-
tisfaco chamar-lhe minha filha.
Depois de um instante de rt-fi xao, a
Sra. Fontana continuou:
Quera sabe ? Os projectos de Leao
talvez que se realizera um dia... Se o seu
amor serio, faria tu lo quanto depeader
de mim para o servir... Obterei o con-
sentiinento do meu innao, o entilo, era lu
gar de chamar esta menina miaba filha,
charaal-a-hei minha sobrraha.
A raestra do cellegio tez soar un tyra-
pano.
Appareceu quasi no mesmo instinto a
criada que, alguns minutos antes, tinha tra-
zi lo as curtas.
A seuhora toeou ? disse ella.
Sim. Peg professora adjunta da
segunda classe que envi aqu inmediata-
mente a menina Enma.Rosa.
bem, minha s.-nhora.
A criada sahio para executar a ordem
dada, voltou ao cabo de dous ou tres mi
nut03 e introduzio a filha da Sra. Angela.
Eraina Rosa tinha dezeses annos, o, as-
sim como ouvimos affirraar a Leilo, junta-
va belleza casta de urna madona de Ra-
pha d a graga do urna parizicnse. Alta,
esbelta sera ser magra, apresentava un
rosto de perfeito oval, Iluminado por gran-
des olhos do azul profundo e eoroado por
urna abundante o sedosa cabelleira de hui-
ro cinzento ; o mais doce e o mais laro.
O nariz delicado, quo nada tinha di
classico, mas era por sso era menos
beilo, bocea do linhas puras o de labios
verm dhos, deecobrindo no sorrir, pequeos
dentes do alvura leitosa, coropletavam um
conjuncto raro, que a expressao com rao-
vente e virginal da pbysionoraia torna va
ainda mais adoravel.
Entrando porta do gabinete, a moga
correu para a Sra. Fontana com uraa viva-
cidade quasi infantil, afira de a abragar.
Mndou me chamar, minha senhora,
dase ell* era seguida com uraa voz doce e
bem timbrada o a que chamaramos voz de
ouro, se nao se tivesae abusado tanto de
tal expressao.
Sim, minha querida menina... Nao
Igualmente
qualquer classo que seja, so atreva teme-
rariamente a impedir a justiga por ndt
mandada, administrada e seguida com todo
o rig >r, segundo 03 decretos o leis dos ro-
manos o hebreus, sob pena em que incor-
rem os que se rebellarera contra o ira
perio.
Eu, Poncio Pilatos.
IV
Surdo murmurio se elevou da praga tao
depressa como o pretor a:abou.
A sentenga quo condemnava morte
Jesus foi confirmada pelas pessoas so-
guintes:
Pelas doze tribus de Israel, Robohao
Daniel, Robohao II, Joao, Berciar, B;r-
bs, Isabec e Presidan.
Pelo Sumrao Sacerdocio, Judas c Bon-
calazon.
Pelos fariseus, Roliao. Simio Daniel.
Br iban, Hordaffin e Boncertassilis.
los pelo Creador Supr.mo. A natureza
inteira protestava contra o horrendo crime
coraraetti io sobro o cuino do Golgotlia.
Oj inimigos mais eucarnigades quo ha-
via ti lo Jess Christo. ao verem n'o, fugi-
ara espavoridos, confessan lo cm altas vo-
zes que baviam dado a morte to Prora-
mettido das Xmy^s. 0 mesmo Quinto Cor-
nelio, antes do regressar a Jerusalem cora
a sua centuria, ueiinou a cabecil e a es-
pada ante o cadver de Jesus, e disse a
seus'soldados:
Verdaderamente o Nazareno era
Deus !. ..
N'aquello momento, Looguinhos, que
depois de haver ferido J sus cora a 'inga,
acab iva de recuperar a tfista que o brilho
do raio lho bavia arrebatado momentos
antes, exclaraou :
(Jugara todos a confissSo quo vou fa-
zer... Jess Christo Eu ereio em ti!
Eu te adoro I
- Ai, Jerusalem -ac resientou Quia-
to Cornelia. Aquello que quizer dar tes-
toraunho diante do pretor, do quo aqui se
patsra neste monte, pode tazel-o cora au-
thor.'sagao minha.. Eu tambera direi que
o Nazareno era ura Deus poderoso I...
Indi non segunda vez a espada ants o
cadver do ju.to, e dcsccu do Monte dos
cadveres. r
VII
Conforme temos descripto, teve lugar a
Paixao e morte do Salvador dos homens.
Pobre c mal aparada a nossa penna
para referir o successo de que acabamos
do tractar. Outros a narraram cora mais
gallas de estylo, com mais logura, c com
mais sublime poesa.
Ante os genios, inclinemos a frontes
quiz esperar que acabasse a classo para ihe
d r a noticia que trouxo urna carta que
de reeeber.
- Una carta da mamil? exclamou a
pensionista.
Sim, minha filha.
Ella est boa '?
Tenho todas as rasSes para as crer ;
porque nao me falla de sua saude, mas an-
nuncia-me que nilo pode, corao tinha pro-
mettilo vir passar aqui alguos dias cora
nosco, para festejar o anDiversario do teu
as aciment.
Duas grossas lagrimas brilharam nos lon-
gos cilios de Erama Rosa e cahirara-lhe pe-
las faces.
Ella nao vcio, raurraurou, levando as
rales aos olhos para os limpar, a mama
nurca deixou de vir Estar ella zangada
commigo.? Ter alguma cousa que rao cen-
surar *
A Sra. Fontana segurou a menina nos
bragos, aconchegou a ao coragao e beijou a
ternaracnte, por diversas veze3.
Nao tera nada qne chorar, minha
queridinha, disse ella era seguida, sua mai
nada tem que lhe censurar e nao est zan-
gada com vo' .
entretanto nao vem I
- Nilo vera, verdade, porque razois
scrirs a impedem de sahr de casa neste
momento... Mas voc ha de ir vl-a.
O semblante de Emma Rosa illuminou-
se repentinamentee as lagrimas so lhe aco-
cara m corao por encanto.
Irei ver a mama ? exclamou ella.
Vai.
Irei vel-a ora Pariz ?
Sim, minha queridinha... Estar per-
to della, no anniversario do seu nascimen
to, e corao aiianta assim as ferias do Anno
Boro, passar tres semanas em Pariz.
Tres semanas cm Pariz, ao p da
mama I repetio a moga juntando as maoa
cora uraa exprossSo de indizivel feheidade.
Ah I minha 8euhora, que boa noticia
rae d-, e quanto satisfeita me torna !
Comprehend > a sua alegra, minha
menina, e partilho-a.
Quando par ti rei ?
No da 12, de raanha, pelo expreaao
quo passa em Laroche s cinco horas e ura
quarto.
Entao, daqui a tres dias T
Sira, minha queridinha.
De repente, o rosto eu< untador do Emma
Rosa tornou-se sombro.
Vas a mam nao rae retira do col-
legio ? perguntou ella logo. Voltarei para
a sua companhia ?
Voltar, sira, qaeri da.
Ah I tanto melhor. B' que tive rc-
ceo.. .
Entilo, sempre gosta de mim um pou-
co, para fazer tanto empenho ora voltar
para a minha companhia.
E ainda m'o pergunt >, minha senho-
ra? Nao tem a senhora .-i 11 para mim urna
segunda mai ? Nilo tem U >o para mira to-
dos os desvelos, todas as ueiguices de urna
verdadeira mili ? De eerto tayo empenho
em voltar para a sua couipanbia I Nao sou
ingrata, creia-o, minha te ihnra ; no daem
que, acabados os estudo~ sda obrigada a
deixal-a, ser para mim u a dia de grande
tristeza... Depois da m .,ot, a senhora
tudo quanto eu amo !
E a moga, pronuncian < estas palavras,
langou-se nos bragos da -Sra. Fontana, pro-
fundamente commovida.
Tambera eu, rainh aerida filha, tam-
bera eu a estimo mmeusainente, disse a
p-ofessora, com voz treio da pela commo-
gao, arao-a como se fos>
A idea de rao separar d
um verdadeiro terror, e
era minha companhia po>
migo.
Nao o desejo men<'-
ra, replijou a moga.
Isao depender de
queridinha. Quando ella
depois ias ferias do An> .
remos com vagar. Fallai
seu futuro ; por agora n
alegria de ir a Pariz p
com sua mai.
Disse-me, nao v i
nhora, que eu partia no
Ou antes de noite,
horas da manha, nesta o
Bao profundas e aurora ai
Assim, corao pede a sua
inha filha. .
voce causa-me
iia conserval a
nuito tempocom-
du que a senho-
sua mai, minha
r trazel-a aqui
Uom, conversa-
ra ;s de voc ede
pense senao na
ar alguns dias
,de, minba se-
, 12 de manbS.
rquo 3 cinco
icio, as trevas
iia cata longe.
mama, irei eu
.}
meama conduzil-a est
(Cuniinuar-seha)
Typ do Diario, tan Daq'u de Caxias n. 42
cpd


Full Text
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