Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19267


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Full Text
AMO
PARA A CAPITAL. E IKAIUS OXDE NA 9 SE PACA PORTE

Por tres mezes adiantadoa ........... 6000
Por seiB ditoB idem. ............... 12AOO0
Por um auno dem.............'..,. 246000
Cada numero avulso, do momo dia......... #100
UIHflO

A 20 DE BPJL CE
PARA DENTRO E PORA DA PROI'lXCI.l
Por seis mezes adiantadoa.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
20*000
27O0O
J1U0
PERNAMBCO
ftoprietafc* *e Jtlanoel iguaria >e -feria & Mios
TELEGRAMAS
ssavico ruizcft&a a: szun-
RIO DE JANEIRO,#i9 do Abril, s
3 horas e 35 minutos da tarde. (Rece-
bido s i horas e 30 minutos, pelo cabo
submarino).
Fol nome.atlo chefe de polit-ia da
provincia do imatonat. o bacha'rel
Frederlco Peregrino Carnciro Mon-
ieiro. *
Foi deiifnada a comarca de Co-
do, no Maraado, para n'ella ler ex-
orcicio Torqaato Menes Vianna.
Fol nomeado juiz municipal v
de orplio* do termo de Riacbo. no
Maranhao. o bacbarel Cicero Cezar
da llorada.
\ Cmara dos Depulado no
icm funeciona.
pessoas. Na America tem acontecido as machinis-
tas e os guardas dos camiuho de ferro declararem-
se cm greve, quando o comboio vai a meio do seu
caminho, ficaudo os passageiros obrigados a ir a p
at povoaco mais prxima. Aos proprietarios
e aos operarios dos gazometros e dos aqueductos,
e de outros esUbeiecimeotos de qae o publico de-
peade, para a satisfcelo das suas primeiras ne-
cesidades, nao devia tambem ser licito pararem
de sbito com o seu trabalbo, sem darcm aviso
com a necessaria antecedencia. A seguranca pu-
blica urna consideradlo de primeira ordem. e a
lei devia castigar,qucm promove ou fa; urna greve
atentatoria d,'ao>uella seguranza.

{Continua)
JARTE OFFICiAL
Ci re ru da
Pro viada
1886
EXPEDIENTE DO DIA I DE AOBIL DI.'
Actos :
SSOTZgO
s;::;::- m-s
(Especial para o Diario)
BERLN, 17 de Abril, tarde.
& doenca do Principe berdeiro do
imperio da Alleinanna negu um
uso normal de carcter ansa* sa-
tisfactorio.
PARS, 17 de Abril, tarde.
\s grandes potencias da Europa
pozeram-se de accorilo para obriga-
rem a recia desarmar.
-
LISBOA, 1S de Abril.
O governo de Zamzibar satisfez
completamente as obervac6es que
lbe oram dirigidas pelo goierno
porluguez.
MADRID, 18 de Abril, tarde.
Cm padre assassinuu boje o Hispo
de Madrid quando este ofllctava un
cathedral desta cidade.
O assassino disparou tres tiros de
revolver quasi queima-roupa so-
bre a victima.
MADRID, i9 de Abril, de manha.
Os ferimentos do Bispo de Madrid
so mortacs.
O assassino. que fol preso, cbama-
m- Haleota.
O assassinato leve por movel urna
vinganca particular.
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao que rcqu-'ieu o conductor de 2* ciaste da repar-
tir j dasOb.as Publicas, Pedro Ramos Licutieor,
reso've prorogar por dous mezes com ordenado na
forma da lei, para tratar da saude, a cenca con-
cedida por esta Presidencia cm 25 de Janeiro
deste anno.
O vice-presidente da provincia, tendo cm
vista a proposta do inspector do Thesouro- Pro-
vincial, contida em officio de hqje, sob n. 538, re-
solve nomear Sydronio Pi da Silveira Vidal para
exercer o cargo de escrivao da col'ectoria de Ca-
ruar e Antonio Rodrigues da Costa Revoredo
para igual cargo cm Limoeiro, ficando exonerados
Alexandre Fiancisco Freir e Jos Cesar de Mello
Falco Filho.Communicou-se ao inspector do
Thesouro Provincial.
Officios :
Ao commaudante das armas.De conformi-
dade com o telcgramina da secietaria de estado
dos negocios da guerra, de 5 do corren".', sirva-se
V. Exc. de informar, cjm uige ca, quacs os em-
pregos vagos, a cargo do respectivo ministerio, exis-
tentes nesta provincia.
lutalis mutandi* ao director do Arsenal de
Guerra.
Ao commaudante das armas.Declaro a V.
Exc, para os devidos fins, que dou permissio ao
cadete Alfredo Pergentino de Athay-e Mello para
ir aguardar na provincia da Parahyba a deeisao do
governo sobre sua transferencia.
Ao mesmo.Defcrindo o rrquerimento do
msico de 8" classe do 14" batalhao de infantaria,
Joo Leitc de Araujo, autoriso V. Exc, vista da
sua informaco n. 175, de hontcm datada, a conce-
der-lhe baixa do servico do exercito, mediante sub-
stituto, se este cstiver as ccndic.es exigidas por
le.
Ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de providen-
ciar no sentido de ser aprcsentkdo ao Dr. chefe
de polica, no dia 10 do corrente, urna forca de
oito prn cas, como-andada por um inferior, afm de
escoltar al Aguas-Bellas dous criminosos, que
teem de responder o jury, e dalli conduzir qua-
tro sentenciados at a Casa de Deteu ;ao, nesta
cidade.Communicou-se ao Dr. chefe de polica e
ao juiz de dircito.
- Ao bispo de Olinda.Transmiti a V. Exc.
Kvma., em resposta ao seu olficio de 3 do corrente,
o incluso exemplar impresso do rcgulamento do
Oemiterio de Goyanna.
Ao director do presidio de Fernando do No-
ronha.Kemetto a Vmc a informaco junta, por
copia, do crigadeiro commandaate das armas, de
6 do corrent.-, eob n. 17(i, para dar conheciinenlo
da mesmt ao ex cadete Manoel do Nascimento
Vieira da Cunha, conforme pedio no requerimento
que veio anuexo ao seu oflicio n. 79, de 'i de Mar-
co rindo.
Ao inspector do Thesouro Proviuc al.Para
os fins convenientes communico a Vmc. que em 16
de Marco rindo foram nomedos coadjutores os
Revds. Antonio Jos de Araujo o Joo Francisco
Fer andes, o pnmeiro da parochia de S. Jos do
Brejo da Madre de Dcus e o segundo da de Nossa
Senbora do Rosario de Goyanna, segundo partid
pou-me o Exm. e Rvdm. bispo diocesano era of-
ficio de 31 do referido mez.
Portaras :
O Sr. superintendente da estrada de trro
do Recife ao S. Francisco faca' transportar das
Cinco Pontas at Una, por conta dos passesa que
o governo tem direito, 10 pracas de Ia linha e
A-oncia Havas, filial em Pemambuco, juntamente dous criminosos; que treni de respon-
nouuu" der ao jury, m Aguas Bellas, providei ciando ao
19 de Abril de 1886.
IHSTRUCClO POPULAR
economa poltica
(Extrahido)
DA BIBMOTUECA DO POVO E DAS ESCOLAS
CAPITULO IV
Renarlirao da riqueza
(Ccntmua(do)
GuutVBi Lockocts Expuzeraos as circums.'an-
cias e as leis econmicas que regulam a alta e a
baixa dos salarios. A ignorancia destas leis faz
a uc omitas vezes se recorra a meios violentos para
produzir um efleito que s pelas mesmas leis pode
ser naturalmente proluzido. Estilo neste caso o
:ue os francezes denominaram greves e o que em
Inglaterra se chama loekouts.
Quando os operarios de urna determinada indus-
tria se combinam, para se recusarem a trabalhar
n'um dia fixo, com o fim de obrigareoa os patroes a
iiar-lhes maior salario ou, o que vale o mesmo, a
diminuir-lhes as horas de trabalho, diz se que la-
zan greve.
Quando um ou mais patroes despedem repenti-
namente todos os seus operario s, para osobrigarem
a trabalhar por um menor salario, ou para os co::s-
traugerem a trabalharem mais pelo mesmo prego,
(z-se que ha lockout.
As greves duram s vezes muto tempa ; os
operarios vivem, durante ellas, do prodoto das suas
economas ou dos soccorros que lhes fornecem os
operarios ou associacoes para esse fim organisadas
Durante esse tempo, a paragem do trabalho das
fabrreas faz perder muito dinheiro aos patroes, a
nuem os outro3 capitalistas as vezes ajudam na
sua resistencia.^
Nem a lei nem a moral se opps a urna greve ou
a um lockou. pacifico e em ordem, um individuo
livrede todo o compromiss) tem o direito de tra-
balhar ou de no trabalhar, como entender. Do
mesmo modo facultativo aos patroes o suspende
rem, quando quizerem, o excrcicio das suas indus-
trias. Mas nem uns nem ontros, nem operarios
nem pfttroes,N devem infringir os seus compromis-
os, quando os tenham. Os que se obrgaram a
trabalhar at ao fim da semana, devem cumprir a
sua obrigicSo, e s depois d'isso lhes fica livre o
fotorromperem o trabalho. Nc devia tambem ser
permittido a nenhum operario o interromper o iieu
t rabilho, por forma que causasse perigo a outras
mesmo lempo para que as referidas jraets regres-
sem escoltaudo 4 sentenciados que teem dfl vir para
a Casa de DeteBcito.
O Sr. encarregado do prolngame ito da es-
trada de ferro do Reeife ao S. Francisco faca
transportar, por conta da provincia, d Uua at
Canhjtinho, 10 prai,- is de 1' linha e 2 criminosos
que teem de responder ao jury no termo de Aguas
Bellas, providenciando ao mesmo tempo para que
regresse a reterida forja, escoltando 4 sentencia-
dos ale a Casa de Detencao-
O Sr. gerente da Companhia Pern imbucana
mande dar passagem opportunameDte, r, at o
Cear, por conta das gratuitas a que > governo
tem direito, ao Dr. Jorge Viclor Neto.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucina
mande dar passagem, de r, ou pro caso estejam
esgotadas as primeiras, at a Babia, por couta
das gratuitas a que o governo tem direito, a Jcs
de Vasconcelos Brito, Adelaide de Men -zes Brito
e 2 menores, no vapor que segu hoje para os
portos do su!.
O Sr. gerente da Companhia Pern imbncana
mande uar passagem, a r, at Alagoas, por onta
das gratuitas a que o governo tem direito, no va-
por que segu hoje para os pjrtos do sel, a rce-
nlo Ribelro Fout' d.
EXPEDIEXTE DO SECRETABIO
Officios :
Ao 1 secretario da Assembla Provincial.
O Exm. Sr. vice-presidente da provincia manda
communicar a V. S. que nesta data proerio o se-
guince des,acho no seu officio n. 76, de 2 do cor-
rente, com o qual veio annexa a r>dacao dos Srs.
deputados que comparecern s sessoes dessa As-
sembla, durante o mez de Mire i udo, e o ponto
dos empregados da respectiva Secretaria, concer-
ne te ao dito mez : Remettido ao Sr. inspector
do Thesouro Provincial para os devidos fins.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. vice-pre-
sidente da provincia transmuto a V S. o officio do
inspector do Thesouro Provincial, de 31 de Marco
ultimo, n. 515, e as uemonstracoes a que elle se
refere, afim de seren presentes Assembla Le-
gislativa Provincial, para resolver sobre a decre-
tacio dos crditos supplemeutares, necessarios s
verbas dos 12, 15, 19, 33, 42 e 79 d ait. V da
lei do orcainento vigente, na importancia total de
67:701242.
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DA 17 DE
ABRIL DE 1886.
Antonio Jos Alves do Britto. Prove
com certificaos mdicos quo est impos
sibilitado de continuar a s-rvir officio,
conforme exigem os arts. 99 e 100 do Re-
gulamento anuex > ao decreto n. t',420 de
28 de Abril de 1885.
Alfredo Jos de Carvalho. Sin, me-
diante reeibo.
Carvalh^ Jnior & Leite.Sino, me-
diante recibo. -
Companhia de Beberibe.Sm, a con-
tar diante.
Eleuterio da Rocha Wanderley.Infor-
me o Sr. engenheiro chefe da reparticito
das Obras Publicas.
Engenheiro Francisco do Reg Barros.
-Deferido com offijio desta data The-
80uraria do Fazenda.
Joaquim Domingos de Lima. Remetti-
do ao Sr. Dr. juiz do direito da comarca
da Victoria, para prestar ao podido a con-
sideragao que merecer.
Coronel Jos Thomaz Gonjalves. Sa-
jara concertados.
Manoel Francisio do Rogo Mello. In-
deferido.
Paulina Marcelina do Almciia. Sira,
mediante recibo.
R. de Druzina & Companhia. -Passe
portara negando pruvimento ao presente
recurso.
Secretaria da Presidencia de Pornambu
co, em 19 de Abril de 1886.
O porteiro,
J. L. Vigas.
llepartl^o da Polle!
Secjao 2.* N. 394. -Secretaria da Po-
lica de Pemambuco, 19 de Abril de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que nos dous ultimes das foram recolhidos
na Casa dePetenyilo os seguintcs indivi-
duos :
A' ordem do sudelegado do Recife,
Joto Correia do Araujo, por crimede furto.
A' ordem do de Santo Antonio, Aseen
ci Miguel de Sant'Anna o Joao Fernn
des Campos, por crime de ferimentos ; Joi
Marianno Ferreira, Misscl da Fonseca Dias
o Manoel Antonio dos Santos, por erabria
guez e disturbios.
A' ordem do do 1. districto de S. Jos,
Artliur Jos Ramos, por embriaguez e dis-
turbios, e Antonia Miria da ConceicSo,
por disturbios.
A' ordem do do 1." d3tricto da BGa-
Vista, Daniel, eacravo de D. Amelia Lelia
do Nascimcnto, por disturbios.
A' ordem do do 2 o districto da Ba-
Vista, Manoel Vctor de Meirelles, por cri-
me de tentativa de morte ; e Dionisio, es-
cravo do Bario de Muribeca, por disturbios.
A' ordem do da Torre, Manoel Pinto de
Mello, por embriaguez e disturbios.
- Communicou me o delegado do ter-
mo do Agua Preta, que em data de 10 do
corrente oram presos alli, por haverem
espancado a urna mulher do nome Theo-
tona Mara de Jess, rs individuos de
nomes Franeiaoo Cyriaco Marques e Joo
Ferreira do Costa.
Contra os meamos prucedeu-se nos ter-
mos do inquerito policial.
- Em 16 do cotrente, por volta de
meio-dia, tendo-se recolhdo, em vista da
muita chuva que entilo cahia, em um es-
tabolecimento sito no largo do Mercado,
de S. Jos, o menor do nome Joilo Baptis-
to do Alraeida, de 12 annos de idade,
aconteceu ser accommettido do urna con-
gestSo hepathca e momentos depois ex-
pirar.
Feto o exame no cadver, foi elle trans-
fer io para a igreja de Santa Rita, cujo
guarda recuso se abrir aj portas, pretex-
tando assim proceder cm obediencia s or-
den* quo tnha do tbesoureiro da irman-
daie.
Continuando, sera eesjar, a chuva, fizc-
ram o guardas conduzir o cadver para a
igreja dos Mirtyrios; mas anda ah foi
obstada a entrada na igreja pelo respec-
tivo guarda que tambera exercicia fuuocSes
de presidente da commUsao administradora
da irmandade.
O cadver conservou-se na caljada du
rantc algura tempo, sendo afinal trans-
portado para a igreja de S. Jos de Riba-
Anda hontera, s 2 horas da tarde
e no b;eco do Sarapatel, foi tambem preso
em flagrante na occasiSo o-n quo espanca-
va a Justina Rodrigues Vieira, quo ficou
levemente ferida, o individuo do nome
Joao Fernandes Campos.
A tal rspeito procedeu-se de accordo
cora a lei.
Pelo subdelegado da fregueza de
Santo Antonio, foi reraettido ao juizo com-
petente o inquerito policial a quo procedeu
contra Manoel Francisco dos Santos, que
ra proso em flagrante por crime de ten-
tativa de furto.
to de valores hncanos e do Thesouro, com des-
cont, produziram o mais feliz resultado. Nunca
adiantamos idea neuhuma a esse respeito, sem
cstudo previo.
A' vista do resultado da eraissao de tit'ilos de
cinco por cento, o eov'-rno poder desafogadamen-
te operar a conversao das apatices de seis por cen-
to, chamando-as por series, e estamos certos, que
esta operacao ter o mesmo xito feliz.
Mar, onde o receberara, c d'ahi conduzido
para o Ceraitf.rio de Santo Amaro.
A recusa dos guardas era receber o ca-
dver do menor, despertou a attoocao de
alguruas pessoas, que se foram agglome-
rando, indignadas ante o procedimento
d'elles.
Felizmente, porra, nao se deu faeto al-
gum que alterasse a ordem publica.
Ante-hontem, s 0 1|2 horas da tar-
de, talleceu quasi repentinamente, aa casa
n. 13 da ra do Padre Floriano, onde resi-
da, o individuo de no.ue Guilherme Jos
da Silva.
A morte foi produzida por urna le silo
cardiaca, conforme 86 verilioou na vistoria
a que se procedeu.
Anda ante-hontem, s 2 horas da
tarde e na ra do Barao da Victoria, foi
preso em fligrante, persjgaido pelo clamor
publico, o individuo de nome Asccncio
Miguel de Sant'Anna, por ter espancado a
mulber de nome Ignac a Baptista de Ol
veira, moradora na ra de Santo Amaro.
A vistoria foi feita polos Dts. Jos Joa-
quim de Sonza e Joao de Moraes Vieira
da Cunba, que declararara serera leves os
ferimentos que recebera a offendida; e
contra o seu-'offtinsor procedeu-se nos ter-
mos da lei.
- Hoje, s 2 horas da madrugada, foi
preso em flagrante, dentro do quintal da
casa n. 17, a ra de Paulino Cmara, on-
de mora Rosa Alves da Silva, e na occa
sillo '-m que arrorabava a janella da sala
de jantar de dita e.asa, o individuo de no-
me Caetano TVixeira Bastes.
A prisSo tura effectuada pelo inspector
de quarteirilo Olyrapio Osorio Maciel Mon-
tero e pelo guarda-civico n. 16, que acu-
di ao lugar p.)i terem ouvido apitos de
alarma que erara dados por pessoas que se
achavara na. referida casi.
Contra o delinquente procedeu-se nosH
ulteriorea termos da lei.
D'us guarde a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquira de Souza LeSo,
muito digno vicepresidente da provincia.
- O chefe de poli ia, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 17 DE ABRIL
Pret di guarda civjca.Examine-so.
Custodio Araujo e Moura & Martins.
Ao consulado para attender.
Modesto do Albuquerque Carneiro da
Silva. Volte ao Sr. contador.
Vigario Zeferino Ferreira Velloso, viga-
rio Manoel Jos de Oliveira Rego; Manoel
Francisco Pereira, Job do Deus Monteiro
e herdeiros de Gowraann. Hija vista o
Sr. Dr. procurador fiscal.
Osear Destibeaux. Informe o Sr. Dr.
administrador do Consulado sobre o exigi-
do pela contadoria.
Pret da guarda cvica. Pague se.
Felden Brothers, Adriano da Rocha
Pereira o Antonio Jos de Miranda Fal-
c3o. Certifique se.
Francisco Jos de Andrade c6 C. e Af
fonso Maria Beda. Pague se.
Jos Candido de.Moraes. Era vista da
nforraaei do Consulado, jA'foi o suppli-
cante attendido.
Jos Augusto Alvaros de Carvalho e
Amorira & C. Entrogue-se pela porta.
Gomes de Mattos Irmaos, Maria Geno-
veva de Overa, J. J. Alves de /tlba-
quorque, Gomes & Olivoira e Antonio Per-
gentino Morara de Sauz-. Informe o Sr.
contador.
Josopha Lins Pessoa do Albuquerque.
Registrse e facam-se as notas devidas.
DESPACHOS DO DIA 19 DE ABRIL DE 1886
Henrique Bernardes de Oliveira. In-
forme a comraissao de liquidacao.
Carvalho Jnior & Leite. Informe o
Sr. Dr administrador do Consulado.
31 riba Maria Benedicta e Silva. Dse,
ficando copia por certidSo.
Francisco Jos Alves Guimaraes, Her-
menegildo Joaquim de Oliveira Baduan,
officio do juiz municipal do Brejo, Fran-
cisco Silvero de Faria e Antonio Pergenti
no Moreira de Souza. Haja vista o Sr.
Dr. procurador fiscal.
Joao Ferreira da Silva. Ao consulado
para attender.
Henrique A. Milct. Volte ao Sr. Dr.
procurador fiscal.
Julio dos Res Pires e Joao Vicente de
Torres Bandeira. Certifique-se.
Albino Cesar & C, officio do Dr.
chefe de polica, padre Manoel Jos de
Oliveira Reg, Jofto Francisco dos Santos
e filhos, Angelo Vieira Sampaio e Joaquira
Jos da Silva Moreira.' Informe o Sr.
contador.
__
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 17 DE ABRIL
Joaquira da Silva Carneiro. Sm, de
accordo cora a informacjlo.
Rodrigues de Faria & C Sim, vista
a mforraacao
Agente d leiluos Manoel do Nascimcn-
to Cesar Burlaraaque o bacharel Liurindo
do Moraes Pinheiro. Informe a 1.a sec-
cito.
Souza Moutinho & C. Informo a 1.a
8ec3o.
Mendes Lima & C Sim, visto a in
formacSo.
Joilo Francisco Manoel. Deferido cora
relacao a deeima tao soraente.
Meodes Lima & C Informe a 2.a sec-
50.
Francisco Goncalves Torres. Certifi-
que se o que^onstar.
INTERIOR
RIO, 3 DE ABRIL DE 1886
Kmp ros limo interno
(Da Vanguarda)
A emissao de apolices de cinco por cento an-
nuuciada pelo Banco do Brasil, de conta do go-
vern.>, recebeu hontcm o mais brilhante aclhi-
mento do nosso mundo financeiro, sendo subscrip-
ta em mais da totalidvfe, c podendo-0 ser, en.
quanlidade muito superior, dentro do prazo mar
cado, 8-o governo ti.esse propasto o emprestimo
no duplo ou o triplo. Esta prova de coufianca
na actual administracio finineeira, o mais elo-
quente elogio do procedimento sisudo, reservado e
judioioso do honrado Sr. conselheiro Francisco Be-
lis irio.
Ha muito tempo qu), nos homens novos, nao en-
contramos esta listas da escola conservadora, q e
c. mprehendara to elevadamente a missito deate
partido, e folgamos ver que a situacho actual os
s-iube produzir e lhes d oocasiao de se mini-
V*r.
Avulta aa subseripeo do emprestimo urna que-
ta da 26:0 )0f tomada pelo Banco Kural e Hypo-
thecario, e cnj'a nos que tambem foram subscri-
ptas outras importancias de grande valor, ao pas-
so q e de todas as classes concorriam grandes e
pequeos subscriptores.
Apezar deste brilhante concurso, consta-nos
que o'Sr. ministro da fazenda nSo est disposto a
emittir outro emprestimo interno, e sao destitui-
dos nt'iramente du fundamento os boatos que a
esse respeito teem circulado.
Folgamos ver qu* a praca demonstrou da ma-
neira mais positiva que o juro de cinco por cento,
boje o typo legitimo e conveniente para os ttu-
los do divida publica, e que as condicoes por nos
apontadas sobre praaos di entradas e recebimen-
Hio, 1 de Abril
(Da Evot'itao)
A poltica brasilcira, no K10 da Prata, nao tem
sido sempre habii oera tem colindo vantagens para
o imperio.
E', porm, incontestavel que foi determinada
pelos aconteciment >s, e nesse sentido nao poda
ser outrf.no meio das circunstancias, em qua fa-
talmente se desenvolveu.
A' custa da enormes sacrificios de sangue e de
ouro, o Iirasil quasi que s obtuve i lusoes e de-
cepcoes ; nao couseguio al hojb firmar ucia posi-
fao estavel e segura naqucllas regioes.
Xa pujanza de sua torea, vict irosodepois de
um lustro de terriveis batalhas, em que a pacen
cia, a abnegaclo e o herosmo dos soldados mos-
traram a sua superioridade moral e materialo
imperio coutinuou a ser tratado pelas republiV is
ou com desdem, ou a ser alvo de calumnias e
intrigas. '
Todos sab-m que foi urna neva camp.nha con-
cluir os tratados, que rcgularam e fixaram os re-
sultados ua guerra, sustentada contra,L)p?z em
nome dos iuteressej da civilisaeao da America do
^ul e da honra e dignidade da n.icjo brapileira.
NSo se ignora, tambem, quo, durante a oceupa-
co do Paraguay, anda em presenta da nossa t-s
quadra relativamente numerosa, a n issa bandeira
ora na* defenda nem protega os navios, |ue
viram-se obrigados a se submetter visita,ora
era vilipendiada em Alvcar.
A nossa diplomacia por seu turno andou mal
com os potentados e dominadores do Rio da Prata
e pareccu perder a consciencia dos uossos direitos
e as intelligencias e energas da nessa foro 1.
Desprdicou tempo para resolver em t atados
as questoes originadas da guerra, e que tinliamos
o poder e o direito de docidir peremptoriamente.
O nobre e benemrito presidente do conselho,
cujo espirito perspicaz, cuia vontado resoluta c
energa nullificou os tramas argentinos, sem du-
vida observou no congresso de Assumpco o papel
secundario, que os homens polticos do Rio da
Prata reservam no Brasil.
Nao fra de proposito lembrar que, nesta ca-
pital, o plenipotenciario Tegcdor tentou impor ce
pela descortezia e desconsidera^ao, quando ajus-
tava eom o plenipotenciario do Paraguay as clau-
sulas da convenci de ni ti va.
Enleiados com tal proceder, o Ilustre Visconde
do Rio Branco e o ministro do cstrangeiros aos
o!ho3 do paiz pareceram mystificados. O senti-
mento nacional foi doloroso.
Nao ha ahi quem nao duvide da habilidado, ou
niio creia pelo menos na desidia di diplomacia in-
cumbida de zelar 03 nossos interesses internacio-
naes.
Si, em resumo, sao estes os facfoi, nao pedemos
deixar de pensar que muitos erro3 temos commet-
tido e militas decep^ocs recolhido.
O modo de dirigir a poltica internaci mal do
passado deve necessarinmente ser modificado e
adoptado outro methodo, que rcalise os intuitos pa-
triticos do governo imperial com honra e com
jiiMv.it > da nacao.
E' preciso que os nossos estadistas nao sejam
surprehendidos pelos aconteciment '3 e forcados
pala tyrannia das ci.xumstancias a nao ter liber-
dadu deaegao no manejo dos negjcios.
A experiencia dos acontecimentos, a licao in-
interrupta da historia tem nos mostrado que as
circunstancias se originam sem o concurso dos
nossos actos.
E' neste ponto que a nossa poltica externa deve
passar por urna evolu,o inevitavel.
Em vez dos acontecimentos dominarem e annu-
hrem os homens ; os acontecimentos devem ser
pioduzidcs, dirigidos, modificados a dominados pe-
los homens que governam.
As circunstancias devem ceder ao poder da in-
telligencia, arbitra da marcha dos povos na luta
incessante pela vida.
Assim, precico que os gstadistas possam ter
a previsito dos succesaos para amldalos s suis
in:en(oes e aos seus planos ; Os faya nascer, evitar
e enpprimir.
O governo de um povo, nao se deve dissumular,
cousa diffici), porque exige pederosas facu'dales
intellectuaes, vontade forte e consciente, intuitos
claros e determinados.
Temos sido governados por ministros uns igno-
rantes e at imbecis outros qoe fechain os olhos
para nao ver a realidade e poupam-se aos esfor-
cos das previsoas.
a restricta observancia do prini ipio da ueutrall-
dade.
Si o ministerio Cotegipe se des viasse dessa linha
de conducta, teria intervindo noa negocies inter-
nos da Banda oriental e seria de facto o provoca-
dor do eonflicto.
Nao poderia furtar-so responsabilidade deste
erro e de todas as consequencias inevitaveis.
Ora, o governo imp risca a poltica, que o seu dever internacional e os
interesses do Brasil exigiam.
Hoje os factos estao de.tinadis a mudar a si-
tuaoio e dar nova faco questao externa.
A revolucao, planejda, favorecida saheamea-
(,:i I rada Repblica Argentina, transpoe o rio e
invade o Uruguay. Os geaeraea Santos e Arre-
dondo enficntam- O imperio CDncentra as fronfeiras tropis sob o
commando de Deodoro, a Repblica Argentina
mostra-se tambem armada sol' o commando do ge-
neral Livalle.
Os successos determinaran! a condueta dos ac-
tores, que oceupam o theatro da guerra.
O futuro, atravez das suas neveas, pode ser an-
cho de perigos.
Se a revolucao for esmagada, 1 attitude do im-
perio e da Repblica Argentina nSo passar de
urna medida de pecauco, d'um movmento de tro-
pas.
Se, porm, vencer a revolucJo, e a execracic
publica, provocada pela delapidaeo da adminis-
trado do geucral Santos, o cendemnar ao abando-
no, quo resultados surgiraoj coin a victoria '?
A revoluoao triumphante far causa com a sua
protectora, isto'a Repblica Argentina.
A situaci) so mudar completamente ; e nova
conducta ser imposta a cada um pelas circums
cas.
O Brasil, hoj?, nao pode sabir desse estrei-
ti circulo.
Ha de permanecer nelle emquanto perdurar a
sua poltica tradiccional; s urna QJVa orientagao
lhe poder abrir urna sahida sem a3 terrive3 in-
eert-sas das luc'as armad 3.
Que alvitre poder seguir ?
IJevcr desguarnecer as franteiras ro-grandeu-
sesimpussivel.
Deixar aattitu le do ob ervacao -impossivel.
Abandonar o campo exclusivamente Repbli-
ca Argentinaimpossivel.
Nao esperar os resultadas da luctaimpossi-
vel.
No caso da victoria dos revolucionarios e da
causa commum com a Repblica Argentina at,
por exemplo, urna annexacao, o imperio est for-
jado, novamente pelas circunstancias, a manter-
se na scena, em que se operam os acontecimen-
tos.
Esta a realidade, que o paiz t>:m o direito de
saber o Aicarar.
NSo se illuda, suppondo que deliberadamente c
governo imperial far guerra por uiro recreio, ou
para ter una diversao dos assuinptos internos.
E' por certo a consequencia d'uma politica his-
trica o tradiccioual jera previsao e intuitos, sem
orientacjlo nos interesses legtimos do paiz, anni-
quillaudo o Paraguay, que era um elemento de
upoio da politica brasileira as luctas e no equili-
brio do i Estados do Prata.
Desde que nao convm ao governo imperial a
unidado das Repblicas, firmadas dos mesmas ra-
tas, dotadas da uvin t ndole, iuflainmadas as
mesmas ambices e aspiraooes no continente sul
amorici>no, nao deveria ter sacrificado um dos fac-
tores de sua politica.
A rerieieao do antigo vice-reinado para
aquellas repblicas a uoidade da patria, o instru-
itento da grandesa dos seus futuros destinos e o
meio de desempenhar a sua missao na America.
Amam esta idea, nao como a um sonho, mas a
idolatra da sua existencia.
Sentem por ella o fanatismo, com o qual o alie-
inao, ou o italiano, divididos outr'ora em pequeos
estados sem unidade e sem patria, coniagraram-
se a fundar urna pitria cimmum, forte, opulen-
ta e gloriosa.
Eis fchl a quesio, que se tem agitado e se agi-
tar por Jong' tempo, entre os povos do Prata em
frente do Biasil.
PERNAMBCO
Assembla Provincial
Esta poltica da ignorancia, da imbecilidade e
do acaso tem custado ao paiz iudiziveis c doloro-
sos sacrificios.
Etta politica sem energa e mdec'sa, sem ideas
assentadas, sem urna orientacao patritica s en-
thesourou humilhaooes e nos poe anda h je na
triste situaciio de sermo3 arrebatados na torrente
dos acontecimentos.
O benemeritoBaro de Cotegipe, glorioso vete-
rano parlamentar, cont poraneo dos aeontecimen
tos e t'stemunha dos feitos da nossa diplomacia e
da inanidaJe dos seus resultados, tem adiante de
si urna tarefa. ardua, em que a sua grande intel-
igencia, vigorosa razio, consummada experieneia
e sobretu lo luminosa intuicao acham um objectivo
condigno e podem superar-lhe as difficuldades.
O nobre e benemrito presidente do eouselho nao
ha de encarreirar-se pplos desvias tortuosos, que
nos levaram a um 6co sem sahida as questoes do
Prata.
Ninguein se achou as condicoes, cmque avul-
ta o i ilustre Bari i de otegipe, para abrir uras
poltica larga, int^Iligente e nov*, quf seja nzala
a produzir cfcazes e proveitosos resultados para
o paiz.
Honrado com amis sincera e plena confianca da
Cora ; apoiado u'uma maioria parlamentar nume-
rosa ; vcneado e escutado no 8"U partido e res
peitado p lo partido contrario, o actual presidente
do conselho gesa, entre os homens polticos, la re-
pnacao de ser o mais preeminente e o mais con-
sun.mado estadista.
Urna cleicao quasi unnime no senado lhe assig-
nalou este posto de honra, quo elle justifica pela
noab lid-ule de seus mritos e talentos u'uma louga
Cirreira politica e parlamentar.
Nao faltam, pois, ao iliustre conselheiro da cor 1
que dirige o governo do estado, competencia in-
tellectual, a prestigiosa influencia nem o poder
pira conjurar os perigos, que negrejam no hori-
sinte.
A situa^oque o benemrito piesideuto do
conselho n5o creou em nossas relacoes exteriores,
pois que subsiste ha longo tempo, gravissima.
Mas a capacidad-- do homem do estado pode
medir-se com as difficuldades e sabir victoriosa da
luU.
Mas o patriotismo do cidadao nao arrefeca
beira dos perigos, ao contrurio infUmtna-se e lan-
yu se a ousados comm-ttimentjs.
O nobre Bario de Cotegipe -a supremaca m-
telleetual dos estadistas dirigindo um gabinete
cercado de todas as condicoes iudispensaveis ao
bom xito de sua poltica, sabe que a nMco tem o
direitide esperar que os seus negocios concernen
tes a questao do Prata devem ser reselvides.
Esta confianca geral e nciona+"Oa de ser natu-
ralmente confirmada pel> s factos nosteriores.
,0 gabinete de O do Ag->sto achou combinados
os elementos, que constituem o estado da poltica
externa.
At entao era impossivel neutralisal-os, forcado
15" SESSAO EM 3 UE ABRIL DE 188G
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DH. JOS JIAX0EL DO BARROS
WASDERLEV
A03 cinco minutos depois de meio dia, feita a
chamad* e verificando-se, aps urna espera de 10
minutos, estarem presentes os Srs. Lourenco de
S, Ju io de Barros, Ratis e Silva, Amaral, Gon-
caives Ferreira, Dumingu-'S di Silva, Soares de
Amorim, Agiuto Krankin, Barros Wanderley,
Gomes Prente, Viseonde de Tabatinga, Ferreira
Velloso, Joao de S, Lu-z de Audrada, Prxedes
Pitanga, Joo Alves, Andr Das, H'rculano Ban-
deira e Orummond Filho, o Sr. presidente declaia
aberta a sessio.
Occupa interinamente a cadeira de 2- s creta-
rio o Sr. Lourenco de S.
Comparec m depois os Srs. Barao de Itapis.iu-
mi, Jos Mana, Sophronio Portclla, Ferreira Ja-
cobina, Rogob-Tto, Barros Barreto Junio: e Reg
Barros.
Faltam os Srs. R--gueira Costa, Ju venci Maris,
Antonio Corroa, Rolrigues Porto, Rosa e Silva,
Costa Ribeiro, Constantino de Albuquerque, An-
tonia Vctor, Coelho de Moraes e Joo de Olivei-
ra.
Deixa de ser lida a acta da sessio antecedente
por nao se aohar sobre a mesa.
O .-r. 1- secretario procede a lcitura do seguinte
EXPEDIENTE :
Um officio do secretario do governo, transmit-
tlndo o balanc, i da ieceita e dvspeza do exercicio
de 1884 e 1883, c o oicamento para o do 1836 a
1887 das Cmaras Muuicipae de Limoeiro e Ala-
goa de Baixo e declarando queja se expedio ordem
a de Limoeiro, afim de remetter os doiumeotos que
deviain acompanhar o bataneo.A' commisso de
orcamento municip 1 i.
Urna peticio de BWIartnino dos Santos Bulco
Filho, escrivao privativo do jury e esecucoes da
Victoria, requerido que se eleve a 8O0J000 a
gralificaco que percebe de custa i.A' commisso
de orcameutu municipal.
Outra de Francisco Cesar de Simas, professor
contractado da cadeira de Santa Cruz, requerendo
fir nomeado ffdctivo para qualquer cadeira de 1*
entrauciaA' commisso de iostruceo publica.
Ontra de FUvio Gmoalves Lima, requerendo a
admsso do menor Joaqnioi, no Gymuasio Per-
nambucano, como pensionista da provincia.A
commisso de poticoes.
Entrando em discusso o parecer n. 22 deste
anno da commisso de conslituicao e poderes,
eueeir.da aem debate, nao so votando por falta de
numero.
O r. *Somei Prenle(Nao devolveu o
seu discurso.)
Veari mesa, 6 lid >, apoiado e entra em discus-
so o seguinte requerim nto:
Roqueiro aue pelos canaes competentes se re-
quisito da Cmara Municipal do Keeife a seguinte
informaco : ,
1- Se na questao de indemmsacao proposta
p.r Penna & C, i foram etgoUdos todos os re-
cursos legaes, inclusive os embargos mfnngentes
e os de reetituicSo ; -
2- No caso afirmativo se j se fez qualquer
accordo smigavel com Penna 4* C. e qual ello s-
ja.Gomes Prente.



'^
WF

Diario de Pernambnciiferfa-leira 20 de Abril de 1886
? *!-. (M^alce* W**er (Nio de-
TOlveu e seu discurso)
E' lido, apoiado e julgado objecto de dehbera-
eao va imprimir o seguinte projecto :
N. 25 :
A commisso do fazeada t orcament" verifican-
do pelo cstudo qu.- tem feito para formular o pro-
jeclo de orcameuto para o ejercicio de J886 a 1887
qne a receita arrecadada no exercien vigente no
tem correspondido a previsio do I gisl-dor, prin-
cipalmente pela difficulade da cobrwio* do im-
porto de gyro, que feado ido creado i endeu ao 1 -
semestre apenta a quantia te 70:0004000 em. ..
700:00000O e attendwtdo que o i sacrificios qne
peder pedir o contribnint no futuro exercicio
ebegaro simplesraeas para estabelecer o eq ili
bro oreamentaro e nio fornecero obras para
fazer face ao dficit deixaio pelo malogro duque lia
previso, de_ parecer que se adopte o seguinte
projecto de le :
A Asoembla Legislativa Provincial de Pernam
buo resolvo :
Art. 1- Fica presidente da provincia autori
sado n contrahir um emprestimo, eniittiudo ao par
apo'ices de 7 por cento ao anno, at a importancia
de 500:000000 para liquidar o exercicio vigente
de 1885 a 1886.
| Uuico. Oa juros das apoliees tmittidas para
tal ti n sero pagos pelo producto de einprestiiw
aufurisadu nesta mesma lu
3 de Abril Je 1886. Gncalves Ferreira.Go
roer Prente
O %r. LourenCO de Sx (pela ordem) Sr.
presidente, tendo sido S afutrada a discuss l do
parecer relativo a ek-icao do 13 distrieto, porque
na casa nao havia numero n-gai, aconteeeudo ago
ra o contrario, e sendo a materia urg- nte. como
, visto como trata-s de reconheciiiiento de po te-
res, eu solicito a V. Kxe., que p. nha o mesmo pa
recer cm vota cao, desde que na casa existe nu-
mero.
E" approvado o requerimento verbal do Sr.
Lourenco de S.
Submettido a votseo o parecer relativo as elei-
Coes do 13" distrieto, o mesmo approvado, sendo
proclamados deputados os Sra. Baro do Caiar e
Solomo guares de Mallo-
0 Sr. 2" secretario procede leitura da acta da
Sfesao -nterior, que sem debate approvada.
Contina a discusso adiada da acta dareunio
do dia 1.
O Sr. loxc Marta Eu nao posso deixar
de aeompaubar o nieu illustre amigo o Sr. Joo de
Oliveira, as considerad-oes que hontcm fez sobre
a acta.
Houve sempre nesta casa costuinc de conside-
rar se presentes souicnte os diputados que se
acham no recinto, nao t> nesta casa como em to-
dos os parlamentos, segundo me parece.
Nunca se incluio em actas os nomes dos depu
tados, que fcam na ante-sala por gusto ou por
qualquer necessidade ; entretanto, esta praxe foi
invertida na present sesso. Nao me sorpre en-
deu sto porque eu l ao me sorprchenderia ri'Tji
mesmo se visse um carro puchando os bois, p r
que actual nente tildo permittido e licito taz r.
O Sr. 2" secretario elabora as aetas da seguinte
forma : tendo se verificado do livro da porta
que se achavam na casa tais e taes depurados.
mas no recinto sotneute Os Srs. depr.tados
quaes, o .-r presidente abri iu deix< u de abrir
a tsalo. V. Exc. testemuuhu de que nenhum
de nos reclamo ; e para que reclamar ?
O Sr. 2* secretario tem a liberdade de redigir
a acta pela forma que nuizer, e por isto entendeu
que devia incluir os nenes dos deputados que es-
tavam no livro da porta, mas que nao trabara en-
trado para o recinto. Succedeu, porm, que em
um dia a casa cahio, porque, Sr. presid nte, nio
ha nada neste mundo comj um dia atraz do ou-
tro. Comoarcceram 22 conservadoras...
O Sr. Barros Barreto JmiorE' engao de V.
Exc.
O Sr. Jos Mara Nio comparcecram ? V.
Exd faca o obsequio de mandar buscar o livro da
perla. V. Exc d a sua palavra de honra como
nao haviam 22 deputados ?
O Sr. Barros Barreto JniorDeu miuha pala-
vra. Cotn erFeiio comparecerain 26 Srs. deputa-
des ; porm, antes de 1/2 hora depois do meio da,
retiraram-se os Srs. vigario Augusto e Dr Luiz
de Andrada; ficaram, portanto, 24: 6 liberaes
e^l8 conservadores.
O Sr. Jos MaraV. Exc. mande buscar o 1-
Tro da porta ; V. Exc. est engaado; comparo
eeram 28 Srs. deputados, sendo 22 conservadores
e 61iberees
(E' entregue ao orador o livro da porta).
Sr. Jos Mara (continuando) Est eaui:
(L)
O Sr. Barros Barreto J un:or d um aparte.
O Sr. Jos MaraMas o livro da porta diz 28,
sendo que o nome do Sr. Kosa e Silva est no nu-
mero 27 e nao no 26. Eio porque mandei buscar
o livro.
Mas, Sr. presidente, quer se tivessem retirado
ou nao dous deputados, o Sr. 2* secretario nada
iiiha que ver com isto. (A artes).
Supponha S. Exe. que eu entro e saio ; nesse
dia i parede nao feta pelos conservadores; S.
Exc vai procurar o livro da porta e \ que en e
outros collcgas tnhamos tntrado: no dia seguate
S. Exc. d:r na acta : tendo comparecido segundo
o livro da porta, os leguintrs senhores, mas s se
acbamlo no recinto taes e quaes, S. Exc declarou
que nao havia sesso.
Contina em exercieio na seman que corre de
19 a 25, o Sr. mord< mo Manoel Cardoso Jnior.
Assim deveria S. Exc. proceder no da em que
os conservadores fiz ssem purede, isto 6. deveria
dizer : tendo comparecido os seguinles Srs. depu-
tados. cm numero de 28, mais s bavendo compare-
cido no recinto taes e quaes, S. Exc o Sr. presi-
dente declarou qu nao havia setso. Mas S. Exc
que tem censurado tanto as paredes, nao quera
que se tornasse patente que seusco-reli^iouaros a
haviam feito. (Apartes).
V. Exc. v que baan 28 deputados, dcscon
lando (J librra..-, licaram 22; dous conservadores
retiraram-se, ficaram 20; com o Sr. Visconde de
Tabatinga, que entrn, havia mais do que o nu-
mero nrrruaarin para funcc.>nar a Assembla; e
se nao heuve sessao foi pirque alguns Srs. depu-
ta os conservadores ficaram l fora. (Apartes).
Alm d'isto preciso notar: dous Srs. denutados
retin.ram se; para que o fizeram? para que nao
houvesse sesso. (Apartes).
O que quero t ruar cliro que o nobre depu-
tado 2o secretario tem 2 pesos e 2 medidas.
O Sr. Barros Barreto JuniorEst engaado, j
Ihemandei levar o livro da porta.
O Sr. Jos MariaEstou argumentando com o
livro 1a porta: o n.bre deputado tem 2 pocos e
2 medidas: usa ic metro e vara, kilo e libra.
rtes).
(oando os libraes cao entram para o recinto,
pelas razoes que temos dado o que o publico tode
conhece, o nobre deputado usa da vara nova, quero
dizer, de metro, isto ':, iiclue o nome dos que esto
no livro da porta: quando a parede da maioria,
8. Exe. usa d;t vara rrfha, nao mencionando os no-
mes dos debutados conservadores que nao entram
para o recinto. (Apartes).
Eu espero que agora, quando houver parede da
parte dos liberaes, S. Exc. usar da vara velha, ou
entao qnando a parede for cojscrvadora, S. Exc.
incluir na acta os nomes dos seus amigos que
deixarem de entrar.
Seja S. Exc. ao menos equitativo.
O Sr. Barro*) Brrelo Junior (2 se-
cretan )Sr. presidente, para n.im a norma de
proceder nesta casa est no regiment.
Pelo regiment tenho a liberdade de dar a re
daccao que me parecer ce nenente acta, desde
que me nao aparte da verdade. (Apoiados).
Isto, Sr. presidente, seria bastante para me jus-
tificar, se por acaso tivesse havido alguma falta da
minba parte. Eutretaito direi que mo ti ve pro-
posito algum em deixar de incluir a lista da porta
na acta que ora se discute. Quaudo se abri a ses-
so mandei vir a lista do livro da porta, que a
que tenho; mostrando-a, d'ella consta terem com-
parecido casa 26 Srs. deputados, era tendo se
retirado 2 Srs. deputados, como consta d'esta
nota que offereeo a apreciago da caea, ficaram 24 ;
d*ees deputados havia 6 liberaes, os quaes tem
por C'Stume fazer parede.
Urna voz da bancada liberalTemos entrado e
anda boje entramos.
(Ha outros apartes).
O Sr. Barros Bai-eto JuniorJ se v poisque
nao houve parede da parte dos conservadores e
que ao contrario a bouve por parte dos liberaes,
porqnanto os ccnstrvsdores presentes a hora de
abrir a sesso nao eram em numero tal que se
poesse bbrl-a pois apenas, em eram numero de 18.
A leitura que o nobre depntado proceden ha
penco do livro da porta nao tem a menor impor-
tancia e nada prova.
Com effeito, pode constar do livro da porta te
rem cemparecido 28 Srs. depntados; porqnanto
nene livro nao se tema nicamente nota dos que
i cerr.paree(-m af o meio dia, mas de todos aquelles
que comparecen) at o fim da sesso.
r. Lourenco de SMas o portero nao po-
da fazer isso.
O Sr. Barros Barreto JniorJ v, 8r. presi-
dente, que se houve-parede ella nao foi feita pelos
conservadores, mas sim pelos liberaes, porquanto
na httra di sesso haviam apenas 18 Srs deputa
dos, como alias podem dar testen unho todos o
Srs. Reputados psente na eccasio.
T' nho ditj.
Encerrada a diecussao e a acta posta a votos e
aporovada
O Mr. Prax4es Pitaaga (pela ordem)
pede ao Sr. presidente que mande convidar a vr
tomar assento os dous Srs. deputados pelo 13 dis
tricto, que acabam de ser reeonbecidos, visto acha
rem se na ante sala.
O Sr. Presidente nomeia os Srs. Prxedes Pi-
tanga, Lourenco do Sao Ferreira Jacobina para
dar ingresso aos Srs. Baro de Caiar e Solomo
So ires de Mello, o que toi feito cumpridas as (or-
ina.idades do cstylo, prestando ambos juramento
e tomando aesent >, preenebidas as inesmas for-
malidades.
E' lido, ] si io o approvado o seguinte reque-
rimeuto :
H- quero prorogaco da hora do exped 'nte
por 15 minutos.onr. ilvcs Ferreira.
Sao lito, apoiados e sem debate approvados os
se(;u utes pareceres :
. v' eoiniiiissao de iiislrucco publica foi pre-
sente um r soa Catanh", pediuJo para ser n< meada prefes-
sora publica da ra J.i l.nw na c dade do Li-
moeiro ou d" Pe ira Tapad i ; o consd<-rando que
as lea < m vigor le. m regalado o modo do prover
as cadeiras publicas, de parecer que seja mde-
ferido.
-ala ds se.sso s, em 1 do Abril de 188G.
Vigari Augusto Frauklin.liego Barros.
A coiirmssao de iuslrtic(o publica sequer
me s p \.i uit'orm>.(;oe3 ao Exm. Sr. presiaeule
da pro\ iucia, ouvindo o Dr. inspector geral da
instrucv i publica, a respeito do requerimento de
Ani mo .Maiini i de Barros Leite, professor pu-
blico de iii8truecao primaria, no qual peda'que se-
ja. considerada sem eff ito a jubilacao que Ihe foi
concedida ou qu seja regulada rielo art. 156 do
rrgulauento de 6 de Fevereiro de 1885.
Sala da s Bso-s, em 3 de Abril de 1886.
Vigario Augusto Franklin. Reg Barros.
A coinuiisso Qeinstrucco publica requer qne
seja ouvido o Dr. inrpeetor gera] da instmecao
publica sobre um roqaeateaio dn Jos M .rceliuo
da (' st i, [ir t' ssor publico de instruecao pnui.i-
ia de Itipissuina, couiarca d- Ignaras uo qual
p. de gi atiti.oSo a cjue se diz com aireito cm vir-
ruie das is an'eriores ao regularaento di (i de
r'evereiro de 1885
Sala das soas s, em 3 de Abril de 1886.
Vigario Augucto.Reg Barros.
A commisso de instruceao publica requer que
seja ouvido o Dr. inspector geral da instruecao
publica acerca de um jequeninento de Therezi
d' Jstis Barros Lima. |ir.fessora cjntralada da
cadeira do povoa io de Santa Clara, da fregaezia
de S. Flix de Buique, no qual pede para ser con
aideraaa professura i-ffectiva.
i Sala das sestors, em 3 de Abril de 18S6.
Vigario Augusto Fraukln.Regs Barros.
A commisso de instruceao publica requer
que seja ouvido o Dr. inspector gera! da instruc
(So publica aceres de um abuxo assignado da
povoacao de Piioes, no termo de Quipap, comar-
ca de Ponellas, no qual pedem para sor creada
urna cadeira para o sexo mascolino ou mixta na-
quelle povo ido
Sala das sesses, em 3 de Abril de 1836.
Vigario Augusto Prxnk n.Reg Barros.
E' lido, apoiado e tica adiado, por ter pedi-
do a palavra o Sr. Prxedes Pitang, o seguinte
parecer :
A' commisso de instruc(o publica foi pre
sent um requerimento de r-'ranciaco de Paula
Burros, au.or de um compendio de physica para
leitura, pediudo que se autonse a compra de mil
xemplares do referido compendio a razo de....
I500 cada um, afim de serem distribuidos pelas
encolas d*i provincia, e considerando que o estado
financeiro da provincia nao tolera augmento de
di spezas. de parecer que seja o mesmo requeri-
mento mdefendo
Sala das sessoes, em 3 de Abril de 1886.
Vig-urio Augusto Frankliu.Reg Barros.
ORDEH DO DIA
Posto a votos o reanerimento do Sr. Ratis e
Silva, cuja discusso ficra eucerrada na sesso
anterior, ^presentado na Ia discusso do projecto
n. 5 de 1885, approvado.
O Sr. Presidente nomeia para a commisso de
que trata o requerimento os Srs Ferreira Jacobi-
na, Augusto Fraukln, Drummond Filbo, Ratis e
Silva e Domingues da silva.
Entra em l3 Jiseu. sao o projecto n. 3 drsttf an-
no (permuta de cadeiras).
Vai a mesa, ti io, apoiado e entra conjunta-
mente dm discusso o seguintc requerimento :
.. Requeiro o adiamento da discusso por 8 das
afim de ser ouvido sobre o assumpto de que trata
o projecro o Sr. inspector da nsirueco publica.
Jo-- Mara.
Ninguem pedind) a palavra encerrada a dis
cusjo do requerimento, ficando a votaco adiada.
Entra em liscusso e ca adiado o projecto n.
5 deste anno.
Sr. Presidente levanta a sesso, designando
a seguinte ordem do di : continuaco da ante-
cedente e mais 1 discusso dos projectos ns. 16,
17, 18 e 21, e 2* do de n. 9, todos deste anno.
KfiViSTA D1AR
toembla Prut iaciniN io houve h n-
tem sesso por terem comparecido aqenas 9 Srs.
deputados.
A reuna > foi presidida pelo Exm. Sr. Dr. Ig-
nacio de Barros Barreto Jnior.
O Sr. *1. secretario prooedeu leitura do se-
guinte expediente :
Um i ffi io da Cmara Municipal de Bom Jar-
dm, pediudo que seja convertida em lei a soa
proposta ds posturas, enviad i em 1885.A' com-
misso de exame de p .aturas.
Outro da mesma, aecusando a remessa do officio
em que se lhe communcara o juramento e posse
do cargo de 1" vice-presidene da provincia, do
Ex. Sr. Dr. Ignacio Jouquim de Souza Lelo
lnfeirada.
L'ma petcao de Jeronyma Francisca da Rocha
Paula, professora contratada da cadeira mixta do
povoado de Pao de Assucar, da comarca de Cim-
bres, requciendj ser considerada efect va com os
vencimentos iguaos aos demais professoies.A"
commisso de instruceao publica.
utra de D. Paran Coustauca de Mello, reque-
rendo urna coadjnvaco afim de publicar a biogra-
phia do pernambucano Manoel de Carvalho Paes
de Andrade, escripta por sen fallecido pai, o com-
mendador Antonio Joaquin de Mello. A'com-
misso respectiva.
Outra de Joaquin Martins da Cuuha, escrivo
do crme de Bom Jardim, requerendo consignaeo
da verba de 445C6 ', afim da Cmara Municipal
d'alli pagar-lhe o que Ihe deve de cusas de pro-
cessos. A' commiss'io do ornamento municipal.
Outra de Jos Jeronymo Rabello, requerendo
ser prvido no lugar vago de porteiro desta As-
sembli A' commisso de polica.
Outra de Mara Antonia da Costa, professora
publica de Tacarat, requerendo oito mezes de
licenca cem todos os vencimentoa para tratar de
sua sade onde lhe convier, a contar do dia 16 de
M iio vindouro.A' commisso de peticoes.
Em teguida dissolveu-se a reunio.
ProfVftMor publico Por acto da presi-
dencia da provincia, de 9 do corrente, foi nomea-
do profes8or publico da cadeira de ensino prima-
rio de Alfogados de In-azeira, o alumno-mestre
Alfredo Jcs de Carvalho.
Por acto da mesma presidencia, de 8. foi no-
meado professor publico da cadeira de ensino pri-
mario de Sitios Novos de Ouncury, o alumuo-
m-^stre Antonio Martins de Oliveira Machado.
'iiniolore puhlioon Por actos da
presidencia da provincia, de 10 do corrente :
Forsm removidos :
Da comarca de Ouricury para a de Tacarat,
o promotor publico bacharel Tito Cesar Correia
Cesar;
Da comarca do Ro Formoso para a de Oaricu-
rv, b promotor publico bacharel Francisco Santia-
go Ramos ;
Foi nomeado promotor publico da comarca de
Rio Formoso, o bacharol Diomedcs Theodoro da
Costa.
< o leo lorian pro InciaewPor actos da
presidencia da provincia, de 10 do corrente, e
sobre propostas do inspector do Tbesouro Provin-
cial :
Foram exonerados Raymundo Firmino de Mo-
raes e Antonio Olympio Lobo Bacalho, dos car-
cs de colectores dos municipios de Cimbres e
aquaretinga.
Foram nemeados :
Collector de Cimbres, Antonio Clementino Lei-
te.
Collector de Taquaretinga, Joo Clmaco Cor-
rea de Araujo.
anloridades pollelaeta Por actos da
presidencia da provincia, de 8 do corrente :
Fei exonerado, a pedido, Joo Manoel de Mee-
quita Barros Waaderley do cargo de 2. delegado
do termo de Seriuhaem, sendo nomeado pira sub-
stituido Candido Jos onealres da Ponte, actual
subdelegado do 2.a distrieto, e para preench-r
esta vaga Antonio Jos Goates.
Foi exonerado, a pedido, o tenante Pedro Joa-
quina de Vaaeoncellus. do cargo de delegado do
termo do S. Jos do Egypto, sendo noaaeado para
substituil-o Paulo Soares da Silva.
Foram nomeados :
2.* e 3. suppleates do subdelegado do distrieto
da Torre, Francisco Joaquina Machado Fran-
celino Fraaeisco Duarte ;
2. e 3.a supplentes do subdelegado do distrieto
da Magdalena, J s Aurelio de Oliveira e Anco-
uio Mendos da Cunhx Azevedo ;
Delegado, i.', 2." e 3." supplentes do termo de
Bom Conselho, o capito Jao Francisco Hemete-
rio Portilla, Manoel G.mcalves de Mello, Antonio
Jos Beueville Canuto e Uenrique Soares da Mou
ra, na ordem em que se acham, tirando exonara
dos os actuaos ;
2. e 3." supplentes do subdelegado do 1. dis-
trieto de Bom Conselho, Juvenal Jorrea de Mace-
do e Jos Vieira de Mello, ficando exonerados os
actuaes ;
i.' e 3 supplentes do subdelegado do distrieto
do Prata, do termo de B m C mselho, Victoriano
Olympio de C-'rquer* e Jos Bastos do Reg
M-llo, ficando exonerados os actuaes.
Foram exonerados :
A pedide, do cargo de subdelegado do 2 dis-
trieto do termo de Rio Formoso, Antonio Luiz
Ribeiro Gulmares.
Do carg > de 3." supplente do delegado do tormo
de Jaboato, o capito Joo Franciico Ileineterio
Portella.
aa>cnlc do Crrelo -Por acto da presi-
dencia da provincia, de 10 do corrente, c sobre
proposta do administrador dos correios, foi exone
rado, por conveniencia do servico publico, do car-
go de agente na estaco do Limoeiro, da ferro-
va do Recife ao S. Francisco, Affonso Fortunato
de M leiro-i seudo nomeado para substituil-o ?es
di M irtirs da C 'Sta.
Litro ulil e ititcreaaanteDa corte,
nde foi unpr. sso n Imprens* Nacional, chegou
nos um eiemplar de um livro de 5iK) paginas, de
nitida impreesi, do Sr. Cyro Dioclcciano Ribeiro
Pessoa J un,i-, e iiore..lo do Ministerio da Agri-
cultura, sob o titulo de Estudo descriptivo das Es-
tradas de Ferro do tirsil, precedido da respectiva
legislacao.
Autecedem a expsito das materias um pare-
cer racial do Sr. J. F. Pereira Iiastos, chefe in-
terino da directora do obras publicas da Secre-
taria d'aquelle Ministerio, e duas cartas derigidas
ao autor, urna pelo uotavel jurisconsulto Dr. An-
tonio Ferreira Vianna, e outra pelo distincto en-
genbiro Jlo Manoel da Silva Coutinho.
Parecer e cartas sao muito lisongeiros obra e
io seu autor, e b^sta isso para que se compre-
li-ii i.i todo o valor do livro em questo, o qual
eustoii ao Sr. Cyro Pessoa longos annos de pa-
cien'es e aturados estudos e umita inteligencia
para coufeccional-o era condicoes de inspirar con-
fianza.
O Sr. Cyro Pessoa dividi em tres partes a sua
obra :
Na primeira compillou toda a legislacao bra-
leira concernente viaco frrea, desde a lei
n. 641 de 26 de Janeiro de 1852, que autorisou a
construce,o das primeiras ferroviaa no Brazil, at
ultim 3 actos do poder executi^) regulamen-
tando as conceesoes em geral
Na segunda parte, a mais extensa, o Sr. Cyro
Pessoa euieixou por provinCMS todas as ferro-
vas do paiz, abrangendo tanto as de carcter
^eral, provincial ou 'municipal, como as particu-
lares, j cogitando das que teem garanta de juros
ni tiauc do Estado, j das que apenas teem ga-
ranta provincial, ] finalmente das que nenhuma
garanta teem.
A' respeito de cada estraia de ferro d urna no-
ticia histrica, citando as leis ou decretos das res-
pectivas (Mtieesses, as datas e prncipaes bases
dos contractos, as condicoes technicas de cada
liuha, e os elementos do seu movitnento em longo
periodo, para as mais antigua ; e finalment" es-
tuda diversas questoes que se prendem s mesmaa
linhas frreas, como por exemplo, em relaco
ferro^ia iagleza do Recife ao S. Francisco, a
qn sto da sua desappropriaco por utilidade pu-
blica, citando i proposito varios pareceres de en-
geuheiros nacionaes.
A terceira parte do livro ci nstituda por qua-
dros estatsticos, que do por provincias : o 1 u os
nomes. extenso e capital das linhas; o 2." as
ferrovias de propriedade do Estado, com a res-
pectiva extenBo e movimento do trafego; o 3. as
ferrovias de propriedade provincial, as mesmas
condicoes cima ; no 4." as que tem flaneare ga-
r;.ntia de juros do Estado, dando a extenso e o
capital de cada urna; no 5." as que gosam s-
mente da garanta de juros provincial, com as res
pectivas extenscs e capitaes ; no 6. as que nao
tem garanta de juros ; no 7." as ferrovias em
teafego e seu movimento ; no 8." as ferrovias, sua
extenso, bitolas, condicoes techuicas. data da
construc5o e trafego, e custo kilomtrico ; no 9.
urna demonstrec dos juros pagos pelo Estado as
companhas de viaB-ferreas de Pernambuco, Babia
e S. Paulo; no 10 a despeza feita pelo Estado
com o pagamento da flanea ou garanta de juros
diversas empresas de via frrea depois da lei
n. 2.450 de 24 de Setembro de 1873; e finalmente
no IIo toda a viaco frrea em trafego no anno de
1881, eom as respectivas bitolas, extmso kilom-
trica, auxilias que tiveram, capital, custo kilom-
trico, e movimento financeiro.
Por esse annunctado, plido refl:xo do qne con-
tera o livro, pde-se ter urna ligeira idea do que
esse livro, do seu valor intrnseco e extrnseco
n'um paiz que est longe de possuir urna repart-
cao de estatistica, n'um paiz onde esta sciencia
raros amadores conta, n'um piiz que trata eom
desamor cssa poderosa alavanca de progresso.
A semina de labor e inteligencia desenvido pelo
vantagens que lhe resultariam da amisado dos
portuguezes e o prejuizo qu* lhe causa^am suas re-
lacdes com os franceses, que j naquelle tempo
commerciavam com os Tabayars, os Cabetes e
outras tribus.
No e g >u em urna vara e com ella fez urna grande ris-
ca na trra, exclamando imperiosamente: dai
aviso ana aos outros, que todo aquelle que pasear
esta risca para a nossa fortaleza, fique advertido
que ao mesmo tempo que fizer ha de inorrer
Os indios fizeram u-n grande alarido, e alguna
mais sudases lancaram-so contra Vasco Lacena
para matal o.
O mesmo foi querer passar a risca, escreve
Jaboato, dominado da mais profunda coaviceao,
que cahiram mortoe, todos os mais em un tal es-
panto, c nfuso e medo, que confirmando-se na
op'nio que j entre elles andava de que aquelle
horneas era foiticeiro, que virando as costas os mais
levantaran) o cerco e se pozerara em fuga !
Jaboato, qnerendo apoiar sua extraordinaria
narraco com a autoridade de um outro escriptor,
transcreve as oalavras de fre Vicente de Salva-
dor em um manuscriptoHistoria do Brazil: Eu
nao crra este euccessor, anda que o li escripto
por pessoa que o alfirmava, se nao soubera que no
froprio lugar em que se tez a risca, defronte da
.rtaleza, se edificou depois um suraptuoao templo
dedicado ao Salvador, que a matriz das mais
igrejas de Olinda, onde se celebrara os officios di-
vinos com muita solemnidad.:, a
Jaboato accresccnta (|ue esse templo dedica-
do ao Salvador, foi depois a S Cathedral com o
mesmo titulo, aineacada pelo nosao virtuoso bispo
de ser em breve um mmto de ruinas.
Dr. Flix Figuelroa A familia deste
nosso fallecido amigo e co-propnctario deete Dia-
rio, manda celebrar mssas pelo descanco eterno
de sua alma, nmanh, pelas 7 hjras do dia, na
igreja do convento de S. Francisco ; e, para assis-
tl-as, onvida aos seus paren tes e amigos, aos
quaes se confesia grata por essa prova de bene-
volencia e caridade. '
ProclNMoE' hoje que da matriz de Santo
An'oui > sabe, pela man ha, a do Senhor aos en-
fermos.
AsnideremoN A' redaeco do Rebate
agradecemos de coraco as seguintes palavras
que, no seu numero de hontera, escreveu em re-
lago ao Dr. Flix de Figueiroa Fari, co-pro-
prietan deste Diario e nosso idolatrado amigo :
a O Diario de Pernambuco, de 17 do corrente,
d-nos a triste e dolurosa noticia do falleciinento
do Dr Flix Figueiroa de Faria, um dos proprie-
tanos do decano da imprensa pernambuc-ma.
0 Dr Feiix Figueiroa de Faria, logo que se
forraou fez a sua residencia no Para, onde pres-
tou re le vau ti asimos ser vicos causa da magis-
tratura.
Conheciamos a fundo alma grande e nobre
do Ilustro cidado qu, acaba de baixar campa,
coberto de glorias, com um nome que ser perpe-
tuado na historia poltica do paiz.
Era liberal de principios, e mis tivemos mu-
tas vezes ojeasio de assistira discussoes piliti-
cas, era quo o finado deixava bera patente a pu-
nza de seu coraco.
Nos, os jorualistas livrea, derramamos urna
lagrima sobre a sua campa, e damos os nossos
sinceros sintimentos sua idolatradla mi e a to-
dos os seus Ilustres irmos.
Deii3o toiiha em bom lugir.
Fbulas de La FoniaancPara a Li-
vraria Fluminense, ra do Baro da Victoria n.
9, acaba de chegar o 1" fascculo das Fbulas de
La Fonlaine, Ilustradas por Gustavo Dor, texto
portugus por Bocage, FelintoElyao, Curvo Sem-
medo, Costa e Silva, Malbo, Couto Guerreiro e
pelos mais notareis poetas contemporneos do Por-
tugal e Brazil.
A obra, que se compor de 2 volumes, formato
grande, de cerca de 500 paginas cada um, de
luxo e feta em Pars, sendo editada pelo iucanei-
vel e bera conhecido livreiro Sr. David Corazzi.
Ter cerca de 600 gravuras, sendo8lcomposicoes
de pagina inteira, 247 gravaras grandes e 220
vinhetas.
Agradecemos a ollera, que nos fez'o proprieta-
rio da Livrana Fluminense, de um exemplar do
1 fascculo.
Casa de Detencao S. Exc. oSr. vice-
presidente da provincia, acompanhado do Sr. Dr.
chefe de polica, visitn hontem a Casa de Deten-
cao, demorando-se perto de duss horas em percor-
rer 03 raios, secretaria, ofiicinas, arrecadaijo e
cozioha, tendo-se mostrado satisfeito.
S. Exc. teve urna larga conferencia com o me-
dico da casa sobre a causa da molestia beriberi e
inquerio quaes os meios que, du prorapto, devera
ser empregados para d. helar o mal. Foram-lhe
apootados, alm de outros, os seguintes : substi-
tuido do actual appareiho de d.-sp. jo, remoco do
deposito d'agua potavcl, substituidlo do cimento
do pavimento terreo, caiaco das cellulas e exer-
cicios dos dtenlos.
S. Exc. tomou logo as. providencia s" que estavam
ao seu alcance, ordenando ao Sr administrador
que quanto antes mandasse fazer a caiaco e que
contiuuasse a permittir passeios aos presos, em
turmas de dez, ao ar lvre, dentro do jardim, pro
mettendo tomar em consideraco as demais medi-
das, aconsclhadas pelo respectivo facultativo.
19 de AbrilOs eetudautes da Faculdade
de Direito, em numeroso grupo e com banda de
msica frente, sahiram hontem tardinha em
pasaeata commemorativa do decreto de 19 de
Abril de 1880, que tomou livre o ensino nos cur-
sos superiores de instruceao.
Percorreram diversas ras, dando vivas, e fo-
ram saudar alguns do seus mestres.
Cbrlsmn em Olinda.S. Exc. Rvma. o
Sr. bispo diocesano administrar o Sacramento da
Coufirmaco no da 24 do corrente (sabbido de
Alleluini s 4 1/2 horas da tarde, na igreja do Se-
minario, s peasof s que se apresentarem devida-
n>ente preparadas.
Os adultos devero apresentar bilhete do con-
fisso, servindo mesmo a que tiverem feito como
desobriga da presente quaresma.
Rio brande do \iirie c IMraliylia.
Pelo vapor costeiro tivemos noticias do Rio
Grande do Norte at 15 e da Parahyba at 18 do
corrente. Eil-as :
No dia 9 seguir para o Cear-Mrim o Dr.
Morera Alves, presidente do Rio Grande do Nar-
-. l_ ll_ **"^* mvro, iih:,i.ichi. uo u.1. 01.11111; uu .^l*r-
?r. Cyro Pessoa na confeccao desse trabalho foi ^ eom Q engenneir0 JoS0 Martina da Silva Contr-
aen! duvida ingente, mas pde-se era compesacao
dizer que o seu livro, u'esse genero de trabalho.
o primeiio e maie notavel que se tem publicado
no BraM>, sem embargo de alguna pequeos senoes
que lhe notamos, filhos sem duvida da deficiencia
de intormafoes a respeito de algumas ferrovias
das provincias.
E' um livro mteressantissimo e de grande utili-
dade nao s para os profissionaes, mas tambera e
principalmente pira os estadistas e para todos os
homens pblicos, qualquer que aeja a esphera ou
classe social que pertencam.
Agradecemos ao autor o mimo que nos fez de
um exemplar.
s<- de OlindaRemettem-nos:
Devendo se celebrar, muito brevemente, al-
guns a:tos da semana tanta na velha cathedral de
Olinda, nao ser fra de proposito lembrar a origein
I-i (iiello templo, como a escreve fre Antonio de
Santa Maria Jaboato em sua obraNovo Orbe
Serfico Brazilicoquando imperava a mais inge-
nua credulidade.
" Duarte Coeiho. a quem D. Joo III doou a ca
pitania de Pernambuco, em premio de seus servi-
dos prestados na India, veio em 1830 tomar posse
de seus dominios qua se estendiam drsde o rio S.
Francisco at o no iKuarass, tendo, e tendo com
seus navios navegado por esto ultimo rio cima
at o lugarMarca,saltn em trra com parte
de sua gente e dpos de urna breve demora, para
principiar a ig eja de Santo Cosme Damio, pela
victoria que contra os indios alcancou uo dia 27
de Setembro, e lancar os primeiros fundamentos
da mais antiga villa de Pernambuco, fez seguir
seus navios para o sul e com a geute desembarca-
da caminhou pelss piaias, hoje conhecidas pelo
nomes de Maria Farinha e Pao Amarello, e depois
de atiavessar o Rio-Doce, chegou aquella formosa
eminencia, cuja posieto deu causa s celebres pa-
lavras de Duarte Coeiho, origem do nome de Olin-
da, em substituidlo de de Manin, que lbe haviam
dado os indios Tabayars, seus primeiros habita-
dores.
Para defeza dos portuguezes contra os constan-
tes ataques dos indios da vizinhanya, mandou
Duarte Coeiho levantar n quclla eminencia,
entre oa lugares oceupados hoje pela Miseri-
ordia e a S, urna torre do pedra e cal, contra a
qual os mesraos indios investiam de modo que os
]K>rtuguezes viviam sitiados e sujeitos muitas ve-
stes fome e sede, porque naquella altura nao
iavia agua.
Foi entao que Vasco Fernandes Lucena, que
gozava ds certa estima entre os indios, cuja lingua
laHava fcilmente, lembrou de sahir um dia da
lurtaleza e ir ao campo do gento tazer lbe urna
jiratica, em que pratica demonstrar-Ibes as
nho, eucarregido pelo governo para examinar as
estradas de ferro do norte e estudar o melhor tra-
gado da projectada estrada do Cear-Mrim, vol-
tando no dia 12.
A Assembla Provincial votou um projecto,
que j f,i saneciouado creando urna Santa Casa
de Misericordia, dea lembrada no relatorio do Dr.
Morera Alves.
Tendo apparecido diversos casos do beriberi
no hospital de caridade do Natal e na cadeia, o
Dr. Morera Alves renio en palacio os mdicos
all residentes, para que aconselhassem quaes as
medidas a tomar ; sendo elles de opnio que con-
vinha retirar os doentes para o Lazareto da Pie-
dade. que nenhum servico presta, sendo alias bom
edificio, e es presos para a fortaleza dos Santos
Res Magos ; o que o Dr. Moreira Alves pretenda
fazer brevemente,
No dia 11 foi offerecido em S. Jos de Mipib
um baile ao respectivo juiz de direito, Or. A v .ni
Antonio da Costa, que so retira pera a Baha. Es-
teve urna testa bonita, havendo trera especial que
levou d'aqui diversas pesaoaa gradas e as trouxe
ao terminar o baile.
No da 13 houve outro baile na capital, mas
em honra do ex chefe de polica, D.: Alt i no Ro-
drigues Pimenta, que foi mudado para as Alagoas.
Esteve muito bonita a testa e a ella concorreu a
lite da sociednde uatalense.
Nao tendo chegado o novo chefe de polica e
embarcando o Dr. Altino no vapir costeo, foi
nomeado interinamente o Dr. Augusto Leopoldo
Raposo da amara, juiz_municipal da capital para
exercer aquello cargo.
Arribara, 10, ao porto do Natal o cruzador
Primeiro de Alargo, que, tendo tomado carvao e
agua, sabio a 14.
C.ii iuuttv i funecionar a Assembla Pro-
vincial.
Da Parahyba as folhas nada adiantam.
Fi-rimenl. Por mandado do subdelegado
de Santo Antoui', foi "istorada pelo Sr. Dr. J.
Joaqura de Souza, aute hontem tarde, a parda
Castihana Ernestina Emiliana R drigues, mora-
dora no becco do Padre n. 13; e o facultativo en-
contrcu-lhe na testa um forimento leve, que ella
disse-lhe ter sido feito por seU marido Jos Canu-
to Tavnres de Medeiros, o qual a maltratava para
que enganasse outros.
E' de truz esse esposo!
Beriherico,Da corveta Primeiro de Var-
eo, ante hontem chegada ao porto do Recife, des-
euibarcaram a foram recolhidos Enfermara de
Marraba, 14 doentes, sendo 10 de berib;ri bem ca-
racterisado.
Cumpre dar-Ibes outro destino, e tratar de des-
infectar o navio, que, ao que parece, nao se acha
em boas condicoes bygienicaa.
Companiita italiana. Communicam-
noa :
< Chegado ltimamente, acha-s u'esta cidade o
r. Ugo Sigli, empresario de urna grande compa-
nhia lyrica italiana que trabalha actualmente em
Milo.
0 Sr. Ugo est tratando do ver se obtem aqui
assignaturaa para poder trazer a bus companhia,
que ir trabalhar no tbeatro de Santa Isabel, caso
sejain os estorcoa d'aquelle senhor cordados de fe-
liz resultado.
" Segundo somos informados, fazem parte da
companhia muitos bous artistas, o que nos parece
real, um* /ez que o seu repertorio consta das mais
nota veis operas, como Vespet Scilienes, Aida, Ro-
bert do Diabo, Fosca, Hagnottes, Salvatnr e outras
j conhecidas aqu.
Eia, pois, chegada a occasio dos amantes do
theatro lyrco darem urna prova do seu bom gosto,
procurando o Sr. Ugo e proporcionand i-lhe os
mee s, com as assignaturaa, de trazer elle uestes
deut mez 's a sua companhia.
OinueiroO paquete Bahia lev ju para :
Cear 6.0005000
Para 2:7iK)|000
Ro Grande do Norte 600*00"
O paquete Advance levou para :
Rio de Janeiro 250:000j}000
O vapor Jaguaribe trouxe do norte para :
Diversos 41:8885150
PaaaamenloFulleen na noito de a te-
bontem Eduardo Firmino da Silva, ex empregado
do Correio de Pernambuco, cootando 69 nucos de
idade. '
Era de urna habilidade rara na coufecca-) de
ti o.'j artificiaes, industria que se dedicou quan-
do dcixon de r empregado publico ; e muitas
vezes as suas fljres mereceram gabos gwraes e
distinc;oes as exposicoes em que figuraram.
Seja-I he a trra ieve, e aceite sua fami'i.i as
nosaaa condolencias.
Tentativa de roano.Hont m, s 2 ho-
ras da miuha, fji preso em flagrante delicto, no
quintal da casa n. 17 na Camb* do Carmo,, quan-
do procarava, por meio de arrombamento praticado
na porta, pene'rar no interior da casa, o individuo
de nome Caetano Teixeira Bastos, muito conhecido
da polica como larapio, tanto assim que tem seu
retrato como tal estampado era um quadro na 1.a
estaco da guarda cvica.
Caetano est ferido por talhos que deu nos ca-
ces de garrafa que encimavam o muro do quintal
em que foi preso, e recebcu 2 tiros de revolver que !
nao o alcancarara por ter se escondido era ura re-
can) do mesmo quintal.
A pr'so toi eff-ctuada, por Olympio Osorio Mi
ciel Monteiro, inspector de quarteiro, e est sendo
processado pelo subdelegado de Santo Antonio que
o a an.l.u descansar na Casa de I letn.,-1..
I'alieiimeiilii Aps prolongados soffi-
mentos, qu zombarara da medicina, falleceu ante-
hontem Eduardo de M ittos, subdito portttgo i z
socio e guarda-livros da casa coramercial do Sr.
cimmendador Manuel Ferreira Bartholo.
Era moco, trab>lliador e honesto, bom esposo e
excelleate pai.
Nossos pezames sua familia.
Club Itinerario A.rre tamaHoje,
s 10 horas do dia, reune-se este club extraordi-
nariamente para proseguir na discusso dos seus
estatutos.
Falta de caridadeA parto policial re-
lata o ficto de se haverem r cusado no dia 16 do
corrente os guardas das igrejas de Santa Rita e
Martyrio8 a receber o cadver do menor Joo
Baptista de Almeida, que por este motivo esteve
por algumae horas sobre as calcadas das mesraas
igrejas, cousa que admirou a muitos, levantando
justas reclamares.
Felizmente foi recebido o corpo na igreja de S.
Jos de Riba-Mar, d'ond", pouco de ois, o condu-
ziram para o Cemiterio Publico.
O menc euceurabira a urna congesto bepa
thija, n'um etabeleeiment, ao partir do Merea-
do, onde entrava afim de se abrigar da chuva.
Sociedade Conailt RecreativoNo
dia 18 do corrente funecionou esta sociedade, era
sesso de assembla geral, sob a presidencia do
eonaocio benemrito Antonio Baphiel Alves da
Costa.
Apprcvada a acta da sesso anterior, procedeu-
se a eleico para a nova directora, que deu este
resultado :
PresidenteAntonio Raphael Alves da Costa,
reeleito.
1." vice-presidenteAristides Jos de Oliveira,
reeleito.
2. vicepresidenteFrancisco Valeriano Alves
da Fonseca.
1." secretarioJos Candil' de Oliveira.
2. secretarioCarlos Luiz da Vega Pessoa.
Adjunto-Alfredo Mauricio.
1. orador Ali'rc lo Bellarmino da Rosa Bar-
doutor para a provincia da Baha, onde vai com
licenca esperar outra comarca.
Ao baile estiveram presentes muitas senhoias
e cavalheiroa, tendo viudo d* capital varii.s fami-
lias em um express > u a ferro-vi.
o A' meia noite foi servida ac convidados urna
sumpfuosa mesa de 10 talheres, onde via-ae com
profu-o d'.cea e vinhos finos.
Diversos brindes fir ra all levantados as
Exm. -t. Dr. Alvaro da Josti, que por s u tura
agradeca a todos.
Destaca nos os seguintes : do Dr. Souto ao
Dr. Alvaro, em nome dos amigos polticos e no
seu ; dj Dr. lvaro ao Dr. Souto ; do Dr Altino,
chefe de polica ao Dr. Alvaro; do Dr. Alvaro aos
amigos que lhe offereciam aquelle baile cono de-
moustrac.o de apreco e amisade; do Dr Lindol-
pho Alvares ao Dr. Alvaro, pela adiniuistraco que
fez durante a sua vi :e presidencia ; do capito Jo
B Gervasio A Garca, presidente da Assembla
Provincial ao Dr. Alvaro, em nome da maioria da-
q ella corporaco ; anida do Dr. Souto no Dr.
Alvaro, p.-las maueiras cora que este magistrds
manteve se nesta comarca, collocando-se entre &
justea e o direito.
O Dr. Alvaro levantou o ultimo brkde, des-
pedindo se de seus amigos e dos si-ua comrcaos,
de quem le va va verd ideiras recordas de ami-
sade.
O bailo findou-so as 3 horas da madrugada,
reinando sempre boa ordera e alegra.
No da 13, crea de 50 cava!lieros e 20 senho-
ras, acoiiipanharau) o Exm. Sr. Dr Alvaro e sua
Exma. familia estacan da f-rro via para fazer-
Ihes hs ultimas despedidas e dar-1 lies o ultimo
adeus. .
Galernos ventos o conduzam sua provincia
nattl e que all o Governo Imperial lhe destn
un boa comarca, o que de coraco lhe desoja-
mos.
Hospital Porluguez O movimento das
enfermaras deste hospta. du ante a semana finda
foi o seguinte :
Existiara em tratamento...... 21
Entraran................... 4
Existen.................... 25
Sahiram curados............ 3
Falleceu................... 1
25
ros.
2.o oradorJos Nicolao Tolentfno de Carva-
lho Jnior.
Curaraissao de cintas Aristides de Oliveira,
Alfredo Borges e Alfredo Ferreira.
Commisso de syndicanciaFrancisco Valeria-
uo Alves da Fonseci, Luiz de Franca Lins Albu-
querque Filho e Henrique Carvalho.
O Sr. presidente designou o dia 25 do corrente,
s 4 horas da tarde, para ser empossada a nova di-
rectora, e em seguida encerrou a sess* s 2 ho-
ras da tarde.
Brigue porlngnez ArmandoAo bor-
do deste navio, que eu'rou hontem no porto do
Recife, procedente do Rio de Janeiro, de onde sa-
bio 31 de Marco lindo, um marmhero, depois
de ferrar urna vela, no dia 5 do corrente, cahio ao
alto do joanete sobre o convez, talleceudo instan-
tneamente.
O corpo foi laucado ao mar, depois das forma-
lidades do estylo.
AITugadoAnte-hontem aochegerao Lama-
ro o lugar Alert, procedente de Port- Natal, na
frica, um inarinheiro na occasio de ferrar urna
volla, cahio ao mar e desappareceu, pereceado na-
turalmente aogado. O corpo nao appareceu.
I.ui'apiosUm destes industriosos, na ma-
drugada de hontem, penetrou pela varanda aberta
no Io andar do predio n. 7 da ra Visconde de
Iuhama, onde reside o Sr. Autonio Fernaudcs, e
d'ahi roubou um relogo de ouro com cadeia do
raesrao metal, urna machina elctrica, um revolver,
u n guarda-sol e 55000 era diuhero.
Comarca de Timbaba Escrcvem-
nos em 14 do corrente :
c Felizmente j nos chegou o invern por aqui.
Os agricultoies est > auinadissiraos e o nosso
laborioso povo te.n-se aproveitauo da estaco para
o piautio de algodo, milho, feijo, etc., cuja vege-
tago nao so fez esperar e a lavoura est vicosa o
soberba.
A' c .utinrar, pois, regularmente o invern,
certo que teremos abundante colheita e tudo m:
Ihorar.
< Uraa vez que passamoa a dar algumas ligeiras
noticias desta comarea, seja-nos permittido, antes
de tudo, pedir com instancia aos Srs. deputados,
dignos representantes deste distrieto, que d'entre
os melhoramentos que porventura possam nos fa-
zer, se Ic'iibrcm em primeiro lugar da odfioafo
de urna cadeia nesta cidade, afim de melhorar a
triste e insupportavel situaeo era que se acham os
miseros detentoa.
i Sim : nao possivel que contina a servir de
custodia esses intelizes o immundo e apertado
quarto em que vivera mais para morrer do que
para viver.
" Temos ido algnmas vezes all a vistalos e
volt uno- horrorisa ios por vel- s macilentos e at
ni >nbandos, presos a um cepo por grossas coiren
tes e a pedir humilhados que os removam para ou-
tra qualquer cadeia, coratanto que d'alli saiara.
Consta nos que ha naquella p issilga at sen-
tenciados do anno prximo postado, os quaes,
apoiar das instancias e pedidos,anda nao poderam
seguir o seu destino.
Nao vai n'isso o menor ex igero ; pedimos e es-
peramos dos poderes competen es proinptas pro-
videncias, e justo que se jamos attendidos.
O nosso vigario, cujo genio laborioso e ope-
rario difficilraente encontiara competidor, acaba
de prestar ma>a ura grande servico capella dos
Ferreros deixando-a, em poucos dias, coberta,
caiada por dentro e quasi prompta para o culto
catholico.
As autoridades locaes vo cumprindo a lei e
reina geralmente boa orden e segur tuca indivi-
dual.
At outra vez.
Uonrona manlfealarao. Communca
rara nos de S. Jos de Mipib, no Rio Grande do
Grande do Norte, em 14 do corrente :
Ao Dr. Alvaro da Costa, juz de direito d'esta
catnarca e 1. vice presidente da provincia, foi-
off recido pelos seus amigos, o deputado provincial
capito Joaquim Silverio Ribeiro Dantas, nego-
ciante Manoel Alves Vieira de Araujo e o agricul-
tor Jos Joaquim de Carvalho, um baile no dia 11
do corrente, por occasio de retirar-se o mesmo
Fcam em tratamento. ..
Proclama* de calamento Leram-se
na matriz .! Corpo Sanio, no In 18 le corrente,
os seguintes proclamas :
Antonio Ltamelo Brandio Junior, cora Ignacia
Gou.e< de Oliveira.
Jos Maria do3 Sant03, com Maria Joaquina
da Conceicao.
Jos Joaquim de Figueiredo, cora Balbina Cu-
nha de Oliveira e Silva.
Foram lidos na matriz de Santo Antonio os
seguintes :
Dr. Batevo de -' Cavalcante de Alouqu.Tque
com Maria Tlieodosia L.b> d. Si I vi.
Antonio Geraldo Coetho cora G rtrudes Ferreira
de Mello.
Alexandrno Pereira dos .^ant is com Lydia Ma-
ria d M Passos e Silva.
'rimitivo Rodrigues de Frcitas Albuquerque
cora Auna Al-xandrina Calu'e.
Thomaz de Aquino Cavalcante Bezerra de Me-
nezes cora Laura Salvma de Souza.
Antonio Ferreira Braga cora Isabel Julia da
Silva
Felippe Benicio das Noves com (i -ralla Maris
de Braga.
Gilherme Ferreira Ramos cora Franca Fer-
reira Ramos.
A moda iio*i jamares em Par*
Nao se pode entrar cm ura restaurant do b>m toan
em Paria sera qu? um criado zeloso pergunte
:i quera entra se forma parte da socidade do Boeuf
naturc ou da Poefe ii frire. A moda dos grupos de
gente distincta associada para comer est era todo
seu furor. Cada toalha de mesa tem sua cor, cada
prato sua tendencia, c ida sobremesa sua escola e
cada mena seu tope. Um chronisra das phantasias
parisienses formn urna lista curiosissima dos gru-
pos gastronmicos que ha em Paris.
A gente que figura era primeira linha em poltica,
as artes e as lettras, forma estas sociedades.
Ha em primeiro lugar o divers regionaes. Os
normandos e bretoes fundarain a Poome na qual
coracm juntos e fraternisam ura par d vezes por
mez Julio Simn e o radical Laisant. Os do Fran-
co Condado teem a sociedade das Gandes nonn de
um prato especial e delli formara parte Pastenr, o
celebre medico, e Gerume, o nao menos famoso
pintor, ils bordeleses teem a Cadiclinne de que
mem jro Aureliauo Schol! Do Dina de VEst con-
stituida por alsacianos e loreneses, formam parte
Henner, o pintor, e Thcuriet, o romancista. As ra-
cai latinas teem a Alondra e a Cigarra, to conhe-
cidas que superfino fallar deltas. O Diiter Cri-
tique presidido pelo Sr. Renn.
Depois de ter comido como borcoleses, clticos,
latinos, etc. se reunem as eminencias para come-
rera como pintores, esculptores, litteratos, deputa-
dos e at como homens de sociedaes.
Ha por exemplo o jantar dos cincoenta composta
exclusivament de archit ctos, diocesanos, archeo-
logico e admiradores da idade media ; o jantar da
critica dramtica, dos secretarios de theatro, dos
pintores fundada em 1849 no caf Fl :urus da so-
ciedade de escriptores do Hypopotamo, onde s se
admittem os pensionados do Roma e alguns ami-
gos da Villa Mediis, etc.
A reunio mais antiga deste genero, e tambera
urna das mais curiosas a Soupe a Voignon funda-
da em 181 e cnjo3 membros s tem em objecto ser
acadmicos. Todos jurararam ajudar-ae uns aos
outros na empresa e sua divisa Voignon fait la
forc. O mais raro todos elles chegaram aca-
dmicos antes do anno 145.
ODiner Bixio se fundou com aapirafoes menos
altas, porem a maior parte do seus.membros che-
garam timbera a ser acadmicos. Delle formam
parte Alexandre Domas, Sabiche, Meissanier, John
Lemoine, Charles Garmer e Bertrn le.
Jorge Sanl presi lia aos banquetes dos Esparta-
nos : madama Ada n preside o dos BiUiophylos e
Judith Gautier o do Pot an feu. Estes sao 08
nicos grupos de que faz'm parte mu'heres.
A' Table Atagny, celebrrima nos ->unaes litt
rario3 de Franca, toratram assento S tinte Beuve,
Renn, Flaubert, os ir naos Goncourt, l'.iiiie Char-
les Blanc Clierbulier, Gavarrai, Theoph lo G.iutier,
Baudrey e Paulo de Saut Vctor.
A AtVedo'ne que presidida por Carolus Duran
proclama a iguaidade e a irat-irniii ule das artes e
compoe-sj d: pintores, cnicos, escriptores, edito-
res msicos, esculpieres c gravadores. Sao mem-
bros dellas Clarette, Deroulede, Charpentier, Xe-
nuer, Massenct, Paillerou e Arman.i Sylvestre.
A Marmite um jantar republicano que se jun-
dou por occasio do golpe de Estado de 16 de
ftbri ). Tora uraa mejalha gravada pelo Sr. Rotz
e ura livro douro em que figuram Bertholdi,
1. iweps, Lpero, Paulo Bert, general Tchenge-Ki-
Tong (excusamos dizer que se trata d'um general
chines) e Brazza, o explorador. F.' costume, quan-
do a sociedade d ura banquete em honra dealguem
o convidado ter direito a presentar a mariAite (pa-
ii -II i. e a de honra quem mais lhe apraz. Brazza
a mandar ao rei M .k k .
Alera destos e outros jantares de personageQs
celebres ha muitos que disputam primasias por sua
originalidade. O raas famoso o dos Autores as-
sobiados. Entra-se nelle com grande difhculdade
e tem-se ie provar que se tem soffrido, quando
menos, ura assobio e urna pateada monstruosa.
AlfonsoDoudet, Emito Zolaou Goncourte Flau-
bert i'oram seus fundadores.
Pan entrar nella Tourguenieff tove que affirmar
com juramento que tinha sido assobiado estrepito-
amente na Rutsia.
nomicilio intranNferivel Le-se no
Jornal do Commtrcio, da corte, de 7 do corrente :
Muito autiga era a aspiraco de txar o domi-
cilio do escravo de modo inalteravel. evitando-se
de ti maneira o deshumano commercio mter-pro-
viucial que, ha algum tempo, foi constrangido
pelas iraposicoes a que varias assembl is sujeitu-
rara a entrada de escravos em diversas provincias.
A nova lei do estado servil nao teve nesta parte
seno de homologar por disposiv'o geral, uniforme
o permanente o rgimen prohibitivo que, por ini-
ciativa das asseniblas provinciaes, se acbava es-
tabelecido mas commnou aos transgresaores a
pena de haver-se como livre o escravo a respeito
do qual se verificar a transgress-, vedando assim
com suinina energa a transferencia do domicilio
doescravo
Tal o texto legal : o domicilio do escravo
intransterivel para provincia diversa da em que
se achava matriculado ao tempo da promulgaco
desta lei. A mdanos importar a acquitico da
lioerdade, excepto nos seguintes casos: 1 transfe-
rencia do escravo de um pai a outro estabeleci-
mento do mesmo senhor; 2 se o escravo houver
sido obtido em outra pro /incia por heranca ou
adjudieaco forcada ; 3 mudanca do domicilio do
senhor; 4' evaso do escravo.
"


-T-^rr
Immammamt^imi
Diario de PernamhowTerpa-feira 20 de Abril de IHH6



A lei nao se referi declaradamente capital
do imperio e destn oinissao ba qaem ten ha coa
claido que escravos poden) ser tfauaferidoa para
esta cdada, eend<; to sosente veda ia a trauafe-
rearia para provincia diversa daqu-lia oad'- o es-
cravo se achava matriculado a 28 di! Seterairo.
Pretenden), outrogim, alguna seohores tero direito
de ttausf rr para qualquer provincia os escravos
domiciliados nesta capital, fundaiid a exorbitante
pretencao cm ter a le prohibid unicam-nte qu- o
escravo seja removido da provincia onde se achasse
matriculado na data da M.
Podia esta, com itr'.-it->, ser mais explcita e
limito c iviuba que o fokaa. A sua inteucao, pj
lui, ni i du viciosa, neuhumarazao peculiar mili
tando para que a respeito da capital do imperio se
abnsse excepeo odiosissiuia que, a ser utorisa-
da, borlara nesto particular o mecanismo Ir gal.
Se fosse licito transferir eseravos para esta cidade
ou desta cidade para as provincias, a capit ti ao
imperio constituir se-hia entnpos.'o do nefau lo
commercio, de m a iciri que escravos do norte po
deriam ser transferidos para o sul uu do tul para o
norte, com a nica restriccao do serem averbados
no posto intermediario. A lei nao podia aotoriaar
seu ellwnte baria, ncm o absurdo para ser impu-
tado a qiialquer texto legislativo.
Mismo interpretada estrictamente pela sua
lettra, a disuosicao legal nao podo prest.ir-ae a se-
melbantc duvida, porquunto a capital do imperio,
embora sujeitada a rgimen excepcional, partea
provincia do Hio de Janeiro, do que se conclae
que a transferencia dos escravos tao mente pode
efiectuar se deste para qualquer outro municipio
da provincia, ou vice versa.
I Parece-n's ineontestavel, com eff-iro, que o
municipio neutro, apegar da sua autonoma resul-
tante do facto de ser a eJe do governo geral,
constitue t- rritoriu da provincia do Rio de Ja-
neiro. A cunstituico poltica decarou dividido o
imperio em provincias ua forma porque se achava
feita a divisao, nenhuma exeepcao decretando a
respeito do municipio da corte, ao qual deu roais
tarde o uso a denomiuacao de municipio neutro.
No art. 72 ao tratar dos conselbos geraes. exceptuou
& provincia onde se achasse a capitat do imperio.
O acto addicional decretou que a autoridada da
assembla legislativa da provincia onde estiver a
corte nao comprehender a mesina corte nem o
seu municipio, e, por dispor o art. 5o que seria
designado pido governo o lugar para a primeira
reuniao da asicinbla da provincia onde estivesse a
c-'irte, baixou o d-creto de 23 de Agosto de 1834
designando a villa da Pr-.ia Grande, boje cidade
de ictheroy, para a primeira reuna.) da Assem
bla Provincial do Itio de Janeir A lei de 1 de
Outubro de 1820 estatuio que na provincia onde
estiver a corte devrr a cmara municipal dirigir-
se ao ministro do imperio em todos os casis nos
qvi.ie.i as nutras cmaras deven) dirigirse aos pre-
sidentes de provincia. A lei de 3 de Outubro de
1834. pela qual forain fixadas as attribuic "S dos
presidentes de provincia, estabelcceu que a auto-
ridade do presidente da provincia onde estiver a
corte nao comprehender a mi s_ua corte ncm o seu
municipio.
i E' evidente que segundo o peosamento e a
lettra das DOMU leis, a corte pjde ter a sua sede
cm qualquer parte do imperio, e o territorio onde
ella estiver ser considerado parte integrante da
provincia, posto que sujeito a rgimen espacial.
D'isto resulta que A capital do imperio applica
vel, na falta de disposicao p uticular, o inesmo que
foi cstabclecido a respeito de lodoa os outros mu
uicipius da provincia do Rio de Janeiro, quanto
transferencia do domicilio do escravo, nao Bendo
licita, portante, seno a transferencia do municipio
da corle para outros da provincia do Rio de Ja-
neiro, e vice-versa.
Bem de.-ejaramos que a lei, a'teudendo s
circunstancias da distribuico da popiilaco es
crava, impuz -sse ao municipio da corte o mesmo
rgimen qae impz s provincias. Na verdade
para estrauhar que, vedada a entrada de escravos
cm provincias que, como Paran, Santa Catharma
e Goyaz, apenas conta cada urna menos 10,00:,
seja per nittilo o vai-vcm da populaco cscrava
entre municipio que conta 82,000 escravos e pro-
vieta que poaaue 250,000. Nao se tr-ta de fazer
lei, mas de executar a que temos. A hermenu-
tica nao t m papel activo, mas passivo. eu liai
nao edificar, mas reconstruir, peca por peca, o
que foi edificado.
Leinbrar, inos, finaimenf, que providenc'as
devein ser temadas para que as eXMpefaa cstabe-
lccidas pela lei nao se constituam portas libertas
ao abuso, bem como para que se torne (lectiva a
liberdade dos escravos que culposamente houve-
rem sido transferidos, aps a promulgaco da lei,
seja de urnas para nutras provincias, seja de qual
qui-r destas u-xci ptuada a do Ro de Janeiro) pita
o municipio da corte.
A lie.an a de urna rninliaUrna ra-
pariga de Cbieago, chamada Josephina Fisher,
eucarregou uiu jurisconsulto da inesina cidade de
reclamar cm stu nume os beus dcixados pela
raiuha Lmma, das ilhas Sau-iwich, fallecida Hn
lierdeiros em Abril do anuo passado.
A Sra. Fisher c sua irma, a sra. Smith, era n
prim s afastadas da rainha Emina, e sao as suas
nerdeiras mais prximas.
Efectivamente, em 1789, o piloto da escuna
americana Elyanor, chamado John Young foi fe-
to prisionciro pelos indgenas das ilhas Sandwich,
que iam iinmolal-u em sacrificio de seus deuses.
Mas a filha do rei, a formosa Kaonabea, ena-
morou se do marinheiro, o qual foi perdoado, ob-
ten Jo depois a mo da princeza.
O americano Jouh Voung ficou sendo gen o do
rei, e nin dos personagens mais importantes do
paiz.
Young morreu em 1705, deixando urna enorme
fortuna em propredad- s rusticas e cutres valores.
Pois bem ; a rainha Emina, que morreu sem
herdeiros. era neta de Young, e as duas iruiaa
de Chicago sao as ultimas descenden es em li-
nha ilir ct de u ma irm que Young deixara nos
Estados Unidos.
Em virtude, pois, deste plrenlesco com Einma,
a Fisher c Smith reclaman), ns a cora, mas a
grande fortuna da defunta rainha.
Leile**Eff.ciuar-se-bao :
Iloje :
reo agente tinto, s 10 horas, na raa da
Saudade, de movis, loucas, vdrog, livros, etc.
Pelo agente Martins, s 11 horas, na ra da
Uaiao n. 53, de movis, loucas, vidria, etc.
Feo agente Modesto Haptista, s 11 horas, no
largo do Ais mal de Guerra, de gneros de estiva
da taverua ah sita.
PeZo agente Gu*mao, s 11 horas, na ra do
Commercio, em trente ao hotel Universo, de 6 bur-
ros e 1 cavallo.
Amanh :
Peo agente Pestaa, s 11 horas, i rna do Viga-
rio n. 12, de predios.
Pelo agente Gusm&o. s 11 horas, na ra do
Bo n Jess n. 49, de movis de diversas qnalida
des, s l 12. na Aasociacao Agrcola, de 44 saceos
com as8iicar de diversas qualidades.
Pelo agente Al/redo (fuimaraes, s 11 horas, na
ra do Bum Jess n. 48, de ferragens e chap-S.
Mimmum fnebre--Sero celebradas:
Boje :
A's 'J horas, ni matriz da Boa Vista e capella
do engeuho Timb, por alma de D. Anna C. Ce-
sir de Andrade ; s 7 horas, no Corpo Santo, por
alma do major Jos Rodrigues de Olivcira Lima ;
As 71/2 horas, na matriz da Bi-Vista, por alma
de D. Mara Salustiaua Amorim ; s 7 1/2, na ma-
triz da li" Vista, por alma le Carlos Antonio da
Coeta C-.rvalho.
Amaul :
A's 7 horas, em S. Francisco, por alma do Dr.
Flix de Ftgoe ru l i'arin i a 7 h ras, nacaoella de
Santo Amaro das Salinas, por alma de Joaqun)
Barbosa de Oliveira s 7 horas, no Etpirito rt.i.-i
to, por alma de Joo Casimiro da Silva Ma-
chado.
OperarScn cirurgicForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 19 do corrente,
as seguntes :
Pelo r. Malaquias :
ggPoethotomia pelo proeesso de Ricard, reclamada
por pbyaM
Abertura de abeesso profundo resultante de
spuite.
Cava ttr- UeienrasMovimento dos pre-
sos no dia 18 de Abril :
Existiam presos 262, entraran) 8, sahiram 4,
existen) 2iii).
A sabci:
Nacionaes ?37, mulheres 7, estrangeiros 7, es-
eravos sentenciados 3, dem processados 3, ditos de
correccao 9.Total 26ti.
Arracoados 238, sendo: bous 231, doentes 7
total 238
Nao houve alteracio na enfermara.
urnas e as esphen.s arruinadas em ordem njme-
ncii a apreciaco do publico.
tali-rln Kilraiinlliiar.a do t'.tt
roiia;aO 4" e al imo sorteto das 4 e !) e3
desta importante lotera, cui > .niior preaii i de
150:K)i)OOJ, aar extahida a 12 de Juuho prxi-
mo.
Acham-se exposto a venda os restos d s bilhe-
)3s na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marc
n. 23.
Uoterla da corte\ 1 parte da 196 lo-
tera i .el*:.-, cij B* m ,-raile de l00:iHI0i,
ser pxrafri la br-vem ule
Os oillietfs acham-ae i venli na O iaa Feliz,
praoa la Iudeo-ndenea na. 37 a 39
Tamben) se acham vendana ('asa da Fortuna
ui Pnmeiro de Marco u- 23
I.nli-1'la do loar de O0:OOOftOOO-
V 4' S'Tie da 21 lotera, cujo inaior preuiii. de
200:OUVJOl>9, pelo novo plano, extrahir impri!-
terivelmeu'e OO di i 2S ieAinl.i 2 Uiraa di tar
de.
Os bilhotes achara-se A venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Loieria de Macelo de OUiOOOftUOO
A 4' pirte da 12 lot-ria, cujo pr-mio granie
8 de j!JO:00040(W, pelo n >vo plano, serextmhida
impr ;t-rvclavnte no dia 20 de Abril s 11 horas
da manila.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da 11
depeiica us. 37 e 39
Maladonro Hutllic. Foram abatidas
no Matad juro da Cabanga 95 rezes para o consu-
mo do dia 17 do corrate mes
Os enprestlmos do governo
X
Mercado Muaicipai de MI. Jos ^
injvimcuto.deate Mercado nos das 18 e 19 do cor-
rente, foi o seguintu:
Entraran) :
60 bois pesando 9.287 kilos
1.772 kilos de pcixe a O ris 35i440
120 cargas de farinua a 200 ris 24AOO0
22 ditas de frac-tas diversas a 300
ris GsCOO
29 tabolcirop a 200 ris 580
38 sumos a 200 ris 7*600
Foram oceupados:
43 columnas a 600 ris 25J80
60 compartimentos de faiinha a
50()r is 30<000
47 compartimentos de' comidas a
500 ris 23*500
151 ditos de legumes a 400 ris 60441
34 compartimentos de suiuo a 7o0
ris 238H0
24 ditos de treseuras a 600 res 14i40<>
4 talhos a 500 res 2f000
17 ditos de ditos a 2 34KKi
108 Ulhos de carne verde a 1/ 1080O"
4011340
14J90O
416424
1IJ500
4044740
Oeve ter sido arrecaiada uestes dias
a quautiade
Deb o dos dias 25 de Marco a 19 di
corrente, recebidos
dem at 19 do corrente
Foi arrecadado liquido no da 10 do
corrente
Precos do dia:
Carue verde a 180 o 400 lis o kilo.
Suiuas a 500 p 640 ris idem.
Cameiro a 600 e 14000 res idem.
Fariuba de 30) a l> l ris a cuia
M i i lio de 321) a 460 ris idem.
Feijao de 900 a 14280 ris idem.
INDICACES OTIS
Medico*
Conaullorlo medico rirargico do Dr.
Hedro de Atiabyde Lobo Momcoxo a
roa da loria n. SU.
O doutor Moscozo d consultas todos os
lias uteis, das 7 s 10 horas da manha'
liste eonsuJtorio offerece a oommodid.'i
le de poder cada doente ser ouvido e ex
tnicado, sem ser presenciado por outr
De meio dia as 3 horas da tarde ser <
Or. Moscozo encontrado no torrcao pra
,'.* do Commercio, onde funcciona a ms
peccao de sada do porto. Para quajqaet
i'este3 dous pontos podeiilo ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas
Dr. Miguel Themudo raudou sm consul-
torio medico e residencia para a ra Nova
n. 7, 1. andar, ondo d consultas das 12
8oras s 3 da tarde e recebe cahmados a
qualquer hora. Especialidadespartos fc-
bres, syphis e molestias do pulinSo e co-
jacao.
Dr. Darreto Sampaio d consultas de i
s 4 horas da tarde, ra do Baro da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
io Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O hachare! Benjataitn Bandeira, na do
Imperador n. 73, 1." as lar.
Henrique Milel. Ra do Imperador n.
22, l.o andar. Encarrega-se de questoos
as comarcas prximas as linhas ierras.
Jos Bandeira de Mello advogudo
rui do Imperador n 37.
Drogara
Francisco Manoel da tiitoa & C, depo-
sitarios de todas as especialidades pharm
cautif as, tintas, drogas, productos chimicn
e medicamentos homoeopaticos, ra do Mar-
quez| Faria, Sobrinho & C., drogustau poi
attacado. Ra Mrquez de Olind o. 41.
errara a Vapor
Serrara a vapor e officina de car apio
de Francisco dos antos Macedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estabele-
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, compra-se e vende-se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alhaja, assim como se preparan obras
de carapira por machina o por procos sem
competencia.
PBLICACES A PEDIDO
Oo -o sao os resultados da depreeiacao da moe-
da com o nosso syatem mouetario com o nadrao
ou uuiiade imaginaria d > ral, vimos no artigo
fassado, foto que os contractos, sendo f?itos pe-
> valor monetario de tantos mil ris, qunndo se
contracta m lebito de 10. 00), por exemplo, no
tempj em que 1004 compra 11 libras aterlinaa e se
t-m de pagar qua ido, tepreciada a moeda (papel)
p 'las muitas emisses, 1004 s compra 9 I bras, o
C' il.r' tesado n> valnr de dimn librRS ou em
qu-tsi 184''i) reoeoeodo mapapcl moeda oom o
nume d.- 1004, que ua i sao os mesmo 1004 que
elle emprestou ou p>r qualquer titulo contractou,
mas apenas un i.ome exprimmdo objecto muito
dilf Tente de muito muuos valor.
Com cate dinheiro o credor no compra mais o
que fazia tencao de comprar, por que com a de
prejiaci da moeda mo b o ouro, mimo tildo mais
tica mais caro; e se em 1004 o prejuizo to
gruid como nao sel-o baas grau les quintias, e
peiir, muito, peior quando a depreeiacao c muito
inamr. como agora, quando a libra sterliua cst4 a
124500?
Alas einfin quera tem qaem per le, e quem tem
o credor que recebe. O que, por.n, mute mais
d.lloroso cruel perder quen nao tem, ser
torcido pira pagar o que nao deve, ajuelle que
cmtrahio u > debito de 1004, quando a libra ster-
lini custa 12350,), o vi m a ser demandado quan-
do a libra vier a custar 84980 ou 94000, viudo as
mi ni a pigir mais do 11 li liras c.rn Onome de.. ..
1004 por um debito que era apenas de 8 libras
sterliuas.
Veja se o que ser as grandes quantias, nao
s nos contractos particulares, como nos contrae-
tos com o governo era todos os seus compromissoj,
com i no pagamento dos funecionarios, se medidas
alequadas nao forcm tomadas quando tiver de ser
levantado o valor da moeda da depreeiacao a que
tem- desodo.
E' este o reverso da medalha que pelo passado
artigo tiquei de ms oecuparmis no presento. Va-
mos a ver pois orno isto.
A uossa moeda se levanta de sua depreeiacao
tem is visto, pela retrala de urna grande parte
del la.
Ha milito tempo que as libras sterliuas estilo a
124500 e 134000 e mais, e o cambio a 17 e tanto,
tendo subido a 19 depois do emprestimo de Lon-
dres, regulando as libras a 12|5O0 pouco mais ou
mmos.
Ritiraudo-se da circulacao 100,0i/0 contos dos
232 do n isso papel moeda inclusive a enusso do
Banco do Brazil, a essa nossa moeda restante ad
quire logo grande valor, sentindo-se ao principio
grande falta della emquanto se quzer sustentai o
prec i actual de tolas as cousas.
E esse veixame ser a tal ponto que, pessoa que
0e t''m por entendida,, me disse que em tal casj o
governo ver-se-h. na necessidade de fa ultar aos
banco* a emisso de notas.
Na verdide essa falta se sentir asam grande,
emquanto se quzer sustentar o preco actual das
cousas; e passo ne.nhuin se ter dado para levantar
o valor de dossa depreciada moeda, so o governo
attendendo a esacs clamores, couviesse na emissao
dos bancos; mas se o goveruo resistir presso,
com de outro molo nj pede fazer, o resultado
aera qus com a quantidade do mido circulante que
restar se ho de faz-r todas as trausaecoes e h i le
pura todas chegar muito exactamente, no logo,
porm, pouco e pmcv, tomando o dinheiro muito
mu r valor, cuitando, pouco mais oa menos G00 rs,
oque boje custa 14000.
Sendo o ouro uuia destas cousas, um genero
como outro qualquer, quando as outras cousus,
pela randade do dinheiro custarem daus tercos do
que rtift un actualmente, a libra sterlina custar
8j2-12 do nosso pape .
Ora, para se comprar aqui os nossos gneros de
pxportacao. sssucar ou caf por exemplo, ou nos
m:.nd un da Europa outros gneros e sa sacca so-
bre o seu producto para aquelles pagamentos, ou
se manda dinheiro, isto ouro. Sendo aqui o di-
nheiro tilo pouco quj briga a vender-se as mer-
caduras da Europa (como tolas as outras) por
pouco do tal nosso dinbeira, muitas ou algumas ve
zea valer mais a pena mandar a mercadoria ou
ro ou stcrlinas, do que fuzendas paa se tazerem
aquelles pagamentos.
E isto d-se do seguiute modo ou as seguntes
circunstancias :
Um commerciante na Europa tem di remetter
fazeudas, ou comprar l saques para pagar aqui
urna ou mais part das de assucar oa caf que pe
dio. Calcula os precos que esto dando aqui taes
ou quaes outras mcrcadorias. O mercado aqu es-
t abaste ido de tudo e tudo por precos baixos por
causa da grande diminuieo do meio circulante ;
mandando ouro, as sterlinas, nao se arrisca a per-
der, como se arriica naquellas circumstancias,
mandando mercaderas.
Carece de pagar aqui, por exemp!o, 10.0004000.
Pelo abastecimento do mercado, barat za das fa
sondan, as mercadorias que dariam incertameiito
aquella quautia, inclusiveis todas as despezas do
commercio, impostes, fretc3, seguros, ate., 6 con,
demora e incerteza da venda, custa na Europa
1,215 libras. Ora, estas 1,215 libras te vi-ssem em
especie, pagariam aqui, os dez contos de rea sem
neuhum daquelles riscos de perda e de d m ira
da veuda das mercadorias. O negociante tam-
bera, untes de se resolver a mandar o pagamento
em especie, tentou comprar um saque. Mas por
essa raesma razao le que o nosso mercado est
abastecido, da barateza das cousas pea pouca
quantidade do dinheiro em circulacao, ha pouca
expirtaco da Europa para c, e portante a Euro-
pa ou os seus bancos tem poueoa fundos aqui para
sueccarem sobre elles, e portanto o cambio l est
alto, e aesm aquellas 1,215 libras sao insuficientes
para pagar dez contos de ris aqu, comprando
all saques naquella importancia com o cambio
alto.
Assim, o commerciante, ora um, ora outro, ora
em urna praca, ora em outra, em vez de comprar
saques ou mercadorias para pagar aqui dez con-
t de ris, manda aquellas proprias 1,215 libras
e assim vai entrando o ouro desde que se retire
urna graude quantidade de nosso p trando al ao ponto cm que a quautidade de di-
nheiro em circulacao no Brazil seja tal que le-
vante o preco das cousas corresp ni lentemenle aos
da Europa cora a differeuca das despezas io com-
mercio, lucros, fretes, seguros, etc.
Tudo ioto quer dizer, em summa, que a entrada
do ouro se d, quando o mercado abastecido de
todos es gneros, a maior futa que sent a do di-
nheiro, e, nao se emittindo mais ncuhuma especie
de papel moeda e nao podendo vir da Europa se-
no o dinheiro metlico, o ouro 'em de entrar ne-
cessariamente.
E' assim que cu respondo ou explico a mu tos
qne me tem perguntad* como ha de vir o ouro da
Europa so o nao mandarinos buscar. Vem con. os
seus proprios ps.
Deixemos o reverso da medalha de que amos
tratar neste artigo, para nutro.
Kecife-19 -Abril188G.
Affonso de Albuquerque Mello.
trado na pintura de situas<5es a;;abrunha-
doras, elli mostra nos o qunlro em que ee
destacara, logo no primeiro plano, as viu
vas, os operarios, os pequeos lavradores
reduzidos extrema penuria, lamentando a
perda irreparavel das suas economias. E
todos esses infelizes foram arraslados
miseria pelo Sr. conde de Itacolumi, que,
nao se poupando satistacao de nenhura
los seus reconhojidos caprichos, timbrava
em competir, no luxo e na ostentacjlo, com
os mais perdularios filalgoj europ^us, cm-
bora com sacrificio dos dinheiros alheios e
dos seus proprios recursos.
Surdo aos clamores das victimas, i ropas-
si vel anta os mais desairosos commentarios,
o conde de Itacolumi, na primeira reuniao
dos credores, re msa-se formalmente a a-
prasentar-lhes a escriptu aco da cosa fal-
lida, limitndola espocificacaj do ac-
tivo e passivo da mesma.
Igual recusa deu nos na segunda reu-
niao. E, como era de prever, vista de
to inesperado quilo irregular procedimen-
to, foi irapossivel o ebegar-se a accordo,
sendo o fallido -acremente esprobrado
pelos seus credores.
Tudo sao da lavra do missivista; e
com muito mais dever contar o nosso es-
timavel amigo, hoje victima de infundadas
accusacSes.
Nio nos surprehendemos muito menos
nos indignamos com aleivosas, desde qu*,
de ha muito, sabemos qual o movel que
as dicta. Deviamos portanto prever o appa-
recimento das que repellimos, nao s por
aquelle motivo, mas tambem por outros,
cuja enunciajao ser provavelmenta feita
em occasiao opportuna.
Lemos a continuaremos a 1er cora ani-
mo desprevenido as correspondencias do
Maranhao.
Duvidamos entretanto que ellas tenliam
o alcance que errneamente lhes attribuo
o missivista, e que produzam o effeito por
elle visado.
O publico conseiencioso e honesto dir
mais tarde 83 firam infundadas as nossas
provs3es.
Recife, 20 de abril ,le I8SU.
Vespasiano Follarini.
Parahfba < de Abril
Tinhamos o proposito de no responder
ao Monitor, jomo j declaramos em nosso
ultimo escripto.
Sahindo duas vezes ao seu encontr com
aquellas armas de cavalheiros, que costu
mainos ter as polmicas da i nprensa, o es-
p cialmente quando ellas se referem um
amigo o correligionario politico, fomos ata-
cados grosseira e deslealmente em nossa
reputayao 3 cidadSo, que muito pre-
samos.
A no3sa resolurjto nao podia ser outra :
Ou respondermo3 com energa aquellas
rules aggressoes ;
Ou entregarmos ao despreso o Monitor,
como seno existisse na iraprensa da pro-
vincia.
Temes a segunda resoluyo.
O Jornal da Parahyba, j pela sua qua-
lidada do mais autigo orgao da imprensa
conservadora da privincia : e j pcli sua
especial posiilo do folha offi sial, nao po-
da deixar de nanter se cora aquella gr-
vida le, criterio o cramelimento, que tem
sempre ubservado em sua vida jornalistica.
Se DOr ventura levantasse da lama a
lea, que lhe fra atiraia pelo Monitor,
elle desceria ao nivel, d'onde se erguera o
Monitor, talvez no proposito de ambos se
atissalharein naquelle immundo terreno.
Temos aco.-np lidiado a discussao da ira
prensa liberal da provincia em todos 03
seus ataques administraco.
Sendo a reforma d i iustruccao publica
o que mata provocou as iras da iraprcesa
liberal, ahi temos repsllMo os golpes com
a seguranza, conscieucia e tranquillidade
dos que sabem cumprir o seu dever, o
da posico,
0 conde de Itacolumi
Dr. Flix de Figneiroa Faria
Lotera da prwlaiaQmnta-feira 22
de Abril, ee eztraairi a lotera n. 50, em bene-
ficio da raatria de Qoipap.
No consistorio da igreja de Nossa benhora da
Conceicio dos Militarea, se atfcaro expostaa as
A viuva (ausente), a mai, 03 irmns e os
cunhados e sobrinhos do Dr. Flix de
Flgnelrda Faria, pungidos de dGr
pido prematuro passainento do sea des-
vcllado esposo, filho carinhoso, irmo dedi-
cado, querido tio e amigo, agradecer do
intimo Jalma as pro vas de affocto que por
esse motivo tm recebido de seus parentes
e amigos; e a todos rogam o caridoso
obsequio de assistirem missas que por
alma do estremecido morto man Iam cele-
brar s 7 horas da manh de quarta-feira,
21 do corrente, na igreja do convento de
S Francisco, coafessando-se desde j agra-
docidos por ma;s esse testeraunho de cari-
d-wo apreyo.
II
Nao foi sem justo motivo que no artigo
precedente disseinos que ao missivista Fal
tava a precisa circuraspefo para se oe-
cupar dus aconteci.nentos da su i provin-
cia.
A exactilSo do nosso ass;rto, irrefra-
gavel; o o leitor coranosco conc ir lar, si
porventura dignar se do rever, como espe-
ramoi, as ultimas correspondencias, publi-
cadas neste jornal.
Nao precisamos repetir que o fim prin-
cipal, senao nico, do autor de ties aiti-
gos molestar a um cavalheiro g'-ralra n
te estimado nao s no Maranho, mas tara
bem ora outras provincias do impi-rio, as
quaes sho bem conhecidos os seus honro-
sissiinos preeedentes.
A tanfa a qui era tao m hora se ira
poz o missivista no o eleva no eonceito
dos homens criteriosos.
Abusando doo inesgotaveis recursos da
sua frtil iinagiuacao e dando livre curso
s expansoes do sra genio trefego, des
creve a prca do MaranhSo, depois da sup
posta lallencia, como se all estivessera oc
correndo factos assombrosos.
Com pe jna de mostr, de ha muito ades-
coraprehendem a gravidado
que oceupam.
Que censuras, aceusasoes, insinnayijjs
uao tem sido esmagadas vantajosaracte?
,\ pro va d-ssa victoria o silencio da
iraprensa liberal actualmente, nao voltando
mais ao debate.
O Monitor lludo-so, ou antes illud-,
quando diz qu o Jornal da i'arahyba se
mantera iuditfi-rente da luta politija, que se
ha travado na imprensa da opposifo,
quando ha sempre fe.ito a devida justiga
integridad^ de S Exe o Sr. presidente
da provincia, e repallido com energa, an-
da que comedidamente, aos ataques, que
lhe tem sido dirigidos.
Nao podemos acreditar que o nos30 ve-
nerando correligionario e amigo poltico, o
Sr. conego M-ira Henriques, so conserve
triste e silencioso, quando os seus amigos
polticos, a sua familia, e raaito especial-
mente os seus dous sobrinhos c melhores
amigos. Drs. Trindade Henrique, e Sa-
muel H-rariques, sSo considerados pela ad-
rainistraco, e merecem a sua inteira con-
fianca.
Se fr. exacto o juizo do Monitor, a
piseo daquelle nosso vendando amigo
nao ter explica jSo honesta e condigna.
Assim, p is, o Jornal da Parahyba,
Cacando justica ao 3ontimento daquelle nos-
so illustre correligionario, repdle pela sua
vez semillante iusinuicao.
O Monitor prosiga era seu proposito de
ferir illibada reputacit) do digno o Ile-
trado administrador da proviucia, o Exra.
Sr. Dr. Soaz i Baudeira, certo de qua as
su ia aeeusatoes nao oncontrarao echo na
provincia, c :cuito cspecia'.nente no seio
do patritico e numeroso partilo conser-
vador da provin da.
Pela nossa parte a nossa con luda de
hontera poranto o Ilustre administrador da
provincia, a mosma de hoje, e sempre
pauta la pelos mais noores o desinteressa-
dos intuitos.
(Do Jornal da Parahyba.)
TDistricto
No artigo publicado na Pr vincia de 21
de Mirc lindo, cora esta titul), que me
foi mostrado, se ancusa t irparaenta o meu
ex patro, Sr. Domingos Cavalcante de
Souzi LSo, do i-ugraho Cachoeira de
Ipjuca, de ter' morto de urna surra um
seu empegado e de telo mandado enter-
rar s escondidas.
E' fasi e muito falsa esta aecusaco, e
para provar a falsidado della, alera de
me ter prestado de boa vontade a um exa-
me de veriticacao de identidade de pessoa
e a um auto de perguotas perante o dol
gado de policia e testemunbas, venbo tam-
il fin declarar publicamente que esse em-
pregado a que se refere a Provincia como
tendo sido victimado Sr. Domingos, sou eu
Francisco de AzevedoMda, conhecido por
Cobra, que gozo saude e estou morando
nsta cidade em casa de meu padrinho Ve-
nancio J03 das Cnagas, na ra da Barra
n. 52.
Ausentei-me o anno passado do engenho
doSr. Domingos, tar le da noutrpara esa
cidade, sem ser presentido p r ningue.m e
por motivos qus nada tora com esta publi
cacao; assim o fiz por qie, nao podendo
existir, depois desses motivos, entre mira e
o Sr. Domingos a raesma confianza o esti-
ma que d'antes existia, melbor era retirar-
me e pelo modo que fiz.
Devo em bem da verdade confessar que
antes delles, fui sempre bera tratado pelo
mesmo senhor, quer como artista quer como
seu pagara.
Esta a verdade que venho narrar para
desfazer a calumniosa imputaco que nesse
artigo foi feita ao meu ex patro, com o
tira smente de deprimi!-o.
Escada 17 do Abril de 1886.
Francisco de Azevedo Mua.
\' Provincia
Proraetti nao responder aos artig03 da
Pro incU> sob a cpigraphe Mo Educa-
doo emquanto o autor dos mesmos nao
os assigaar%
Continuo no mesmo proposito Nao pen-
se o qrgo liberal que me incommoda com
as suas verrinas.
Quando escrevi a proposito do primeiro
artigo da Provincia nao rao embrava que
viva quera assignou ura escripto, que se
le na secgilo livre.
A consciencia, porra, um juz infle-
xivel....
Recife, 19 de Abr de 1886.
Dr. J. J. Seabra.
O promotor publico de Floresta
e o Mr. Valerio Gomes da sil
ve ira Xovaes
Fique convencido de urna causa o Sr. Valerio
Novaes, autor de urna serie de torpes improperios
contra miin e cintra o meu distincto amigo teen-
te Bezerra, na Provincia de 16 do corrente : Se
S. S., aban-i ni ni 1 > aquelles ares de dansador de
canean, viease iinpren9a com a imp alidada e
justica dus espiritos honestos analyjar os meus
actos, oensurl-os mesmo cem urna linguagem ou-
tra, qua nao a que U30a e que d ajusta idea de
sua fina educacSo, eu condescendera em dar-lbe a
resposta sem o meo )r resentimento.
Mas, urna vez que S S., apartando-so da norma
de conducta que a civilsacao social omina aos
b ijiens, julgiu-se com direito de atirar-me, a par
com os maiores insultos, a3 maores calumnias, cu
julgome tambem com oireto de voKar-lhe as cos-
tas e deaprasal-0 em seus accessas de epilepsia
furiosa.
Pode S. S. continuar revolvendo a especularlo
do escndalo. A orgia de suas diffamacoes d
testcmuuhj de seu carcter.
S a autoridade competent! presto conta de rseus
actos que, teuho o orgulho de dizer, visaram sem-
pre o atoro da justci publica.
Teuho em muita cjnta a religio dos meus de-
veres sociaes, e quanto miuba reputicao de em-
pregado puolieo aio la nao dei direito s investi-
das de qualqu'T garoto.
Felizmente anda ht muito seutmeuto de justi-
ca e honestidade no coradlo dos sertanejos de Flo-
resta, lib 'raes e conservadores, para dar o devido
valor a celebre proposica da S. S de que eu vi-
va com os criminal s dentro de casa ataviados de
cartucheiras, bacamartci e panhaes.
Quein, como S. S., affirma seinelhaute cousa,
capaz Je ti las as coragens !
Com reanlo aos seus insultos, eu os deixarc no
lugar em qu; esra >, como um attestado vivo e per-
duravel de sua ignorancia e incivilidade.
E basta.
Recife, 18 de Abril de 1696.
Landelino Cmara.
O vinho de extracto de ligado de baca
lho, do Chevrier, no qual se achara todos
03 elementos ctfi taze3 d)oleo do ligado de
bacalho, possue ao mesmo terap) as pro
priedades therapeuticus expelientes dos
proparados alcooiao3.
Com o alcool, susteita o poder vital, ex-
citara e fornece materi&QS de primeira cs-
colha rccotistituiyao orgnica ; em u na
paliv.a ret'az a trama animal e anima-a.
O seu uso pois indicado as innme-
ras circunstancias pathologicas que resul-
tara do ompobreciraento do sangue.
Rc:o omendaraol o especialmente aos
nossos loitores l>
(Revue Medcale.)
O bcharel Jm Viente M-ira de VaioaoeUos
de volta de su viageui ao Para, declara aot leu
amigos e constituintes que do .dia 20 do corrente
mez em diantj, quando pretende tomar conta da
gen escriptori >, oontiauar no exercicio d* Ma
profinsao de advogado, pudenda ser procurado na
praca de Pedro II (outf'ura pateo do Collegio)
6, primeiro andar, das 10 horas da manha s 4 da
tarde.
Recife, 6 de Abril de 1680
Pedid< ao publico em geral
O abalxo asaignado, p-de a) benemrito piro
pernam lueano que se digne ler o aaouneio de
sua escola, o qual se acha publicado nesta folha
em lugar competente.
Educa e ioatrue a infancia, pelo eyitema das
principara colleios da Corte do Imperio, onda
estove por algum tempo pasa-o, cajo syatema
a paciencia e a vocea i, e nao numerosos casti-
gos sem resultado algum, como s veem em va-
rias escolas desta provincia.
Espera, p >is, que o povj brasiloro saiba apre-
ciar o seu verdadeiro ensino primario, em dejafio
ao magisterio, onde as creancas rpidamente com
santos conselhos abraeam de coraco os livros e as
lettras.
Julio Soares de Azevedo.
A aula mixta particu-
lar
Francisca Martiniana L. Carneiro participa aos
pas de familia, que sua aula abrir se-ha no dia
12 do cjrrente : qnem de seus prestimos precisar
pode dngir-se ra do Visconde de Goyauna n.
21, que entender- se-ha com a mesma.
HM.I.II.IO
DE
\ossa Senhora das Victorias
RIJA DO IIOPIGIO N. 10
Directoras:
Mme, Blaoeho d'Herpent Crgo.
Baroneza V. d'Herpent.
Este colltgio tem ptimas accommodacoes para
elumnas internas e um corpo doceute de recoahe-
cida capacidade.
---------------ciats@^
Beaeicio a patria
O professor particular Julio Soares de Azevedo,
abri cm seu collego ua da Matriz da Roa-
Vista n. 34, um curso gratuito para 25 orphao3
desvalidos, lornecendo ais alumnos os utensilios_
necpssarios ao ensillo.
Para tal fim, ja o incansavel professor Lande-
lino I tocha, enviou gratuitamente, diverso) livros
primarios de sua propriedade, coadjavando assim
o progresa-) do ensino, e servindo de exemplo codio
um verladeiro pernambucano.
Estao, portanto, abertas as matriculas, pars as
creancas que quizerem frequentar o curse.
E' inaa um beneficio de caridade digno de lou-
vor, dedicado a crpbandade e a infancia desva-
lida.
Horariodas C horas da tarde as 9 da noita.
Julio oares de Azevedo.
Oleo puro medicinal de Miado de
bacallio. de Laniaan & kemp,
Quando as doenci'S dos pulmoes ou da garganta
se ebegam desenvolver em forma de fysica, a
crenca geral que j uao b* esparanca para o
misero doente. Isto um erro perigoso. Milhares
de pessoas que se aehivam nesse caso curaram-se
com o oleo puro medicinal de figado de baclho,
de La.mi ou Se. Kemp. Porm ha casos em que o
oleo de ligado de bacalho, uo produz bem neu-
hum. E sabis porque ? E' porque o artigo era
urna preparac i esprea, adulcerada com azeitc
de ba ca, toue.inho c outros ingredientes nao ma-
nos dcpreeiaveis, destituidos de toda a virtude
medicinal. Porveutura, tendes alguma vez cuvido
dizer que o oleo de ligado d < bacalho de Lanman
4 Kemp f ira administrado sem produzir os mais
feliies etTeitis nos caios de tysiia, bronchte, as-
thma, atf-ccSo do ligado ou escrfulas ? Nunca !
Comtudo, anda nao se ba notado um s caso em
que tenli i fall id i.
Em toda* as partes "de mondo,porque conser-
va se perfetamente em todos os climas este
grande remedio tem triumphado urna e outra vez,
onde todos os mais t irain iuuteis.
A sua superi ir frescura c pureza sao prover-
biaes em totos os hiapitaes dos Estados-Unidos
Cuidado comas imitacoes! !
Acha-se vend em todas as principaes bo:icas
c lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, llenry Forstcr & C
ra do Commercio n. 9.
Ensillo particular
FelicidaJe Perpetua de Vaseoneellos A-ajao,
omp-teiitemeiite lubilitada para o ensino prima
ro, particica no r.-speitavelpublico que t m aber-
ti o s il inrernato ni cilade do Espirito Santo,
od Santa Tuereza (i'.'w d'AIho) onds j ha ua)
anuo t-m tido a honra de recebar aluranas inter-
nas o exiernas, cujos pas achim-se sinceramente
satisfcitos Animada por este auspicioso acolhi-
mento contiua a offerecer o seu prestigio a aquel-
les que lhes quizerem honrar confiando suas fi-
ihaj, ecrt is de que nao poupir eatorcos para o
bom desenvolviiuentn intelle-tual e moral, apar da
delicadeza v b im tatamente; assim como tam-
bem offerece-se paraensinar meninos externos de
4 a 7 amaos, tudo por precos razoaveis ; achando
se sem re prorapto a dar quaesquer esclarecimen-
tos pesaoalinente ou p >r aaoiiptu a luem oa xigir.
/"LCIffSii
Continuam a tun-cionar as aulas deste lyceu
ra do Hospicio n. 30.
A directora,
Mana O. de Mello.
N. l.E' maravilhoea atrapides com que
oa tisioos, os anmicos, oseserofu osos, os de-
bis e os que padecem do peito e da gar-
ganta restabelecem-se depois de terem to-
mado a Emuhco de Scott.
Despedida e reclame
Urna vez que me muiei,
Deixando os visinhos meus,
Venho agora do rainh'alma,
hraviar-lhes temo adeus.
Me off^rejo aos seus servicos,
Na casa que agora habito,
'raja ra, e cujo numero,
Abaixo verao descripto.
Aos meus antigos freguezes
N'um forte aperto de m fio,
Lhes pego qne nao se esquejim;
Dcin-me sempro a proteejao.
Na casa que agora oceupo,
Sempre prompto cu estarei,
A curaprir as snas ordens,
U que muito almejarei.
A todo publico illustre,
O artista Zacaras
Se f.tz lembrar, pois teuho g nho
Suas boas syrapatliias.
Em Coronel Suassuna
Antigarua de Ilortas,
No numero oitenta e seis
Casa que tem duas portas.
Subindo urna escadinha,
Iruo bater no sobrado
Onde por certo acharo,
Baixo prego, fino agrado.
Ahi sempre prasonteiro,
Acliaro todos o^ dias,
A servir os seus freguezes.
Seu criado o
Zacaras.
86 Coronel Suassuna 86
(Antiga de Ilortas.)
Escoh particular
De lnstruc$o primarla para
sexo mascul no
34RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pa-
blico desta capital, que abri sua escola particular
de iustruccao primaria para o sexo masculino,
ra da atriz da Boa-Vista u. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensino de seus alumnos.
O grao da escola consta : ler, eserever, e contar,
desenlio linear, historia patria e nocoes de fran-
cez.
Garante um rpido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu systema de ensino, o qual urna pa-
cieucia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
merada dedicacao ao ensino, fazendo com que oc
seus discpulos abrcemeamem de coracao as let-
tras, aos livros e ao estudo, guiando-os no cami-
nho da intelligencia, da honra e da dignidade,
alini de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio e da lei, um verdadeiro
cidadao brazileiro.
Espea, pois, merecer a confianca e a protcecas
do distincto povo pernambucano, e em particular
tem t robusta em tafos os pues e tutores de me-
ninos que queiiam aproveitar cm rpido adianta-
mento de seus i los i tutelados.
Comquauto ousada seja esta tentativa, todava
espera que os seus incausav- is estbreos, e os aettz
puros desejos, sejam coroados com a feliz appro-
Bsefia do todos os tilbos do Imperie da Santa Gru.
Mensal.iado 0d0 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horario das 9 horas da manha 4a 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meio-pensionista*
por mensalida es razoaveis e leccona por casas
particulares a ambos os sexos.
Julo Moars de Azevedo
34 Kua da Matriz da Boa-Vii ta 34
.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 2<> ra
Larga do Rosario.


Diario de Peruambttco---Tfra--reira 20 de Abril de 1886

Collegiu de Santa Lucia
Para o sexo feuiinine
Este collegio funcciona sob a directo
das Sras. D. Auna do Reg Almeida e D.
Luzia Neporauceao Du arte, no 2o andar
do sobrado sito ra Duque deCaxiasn.
59. Alm das primeiras letras, e todo o
babalbo de agulha, ensina se tambem fran-
cez, (escrever e filiar), inglez, portuguez,
geographia, arithmetioa, desenbo, msica,
piano, e flores artificiaos de todas as espe-
cies etc.
Avisa-se ao publico, esperando todo o
acolbimento e proteccSo, certo de que era-
pregarlo todo o esmero no adiantamento de
suas alumnas; funeciona todos os dias
atis exceptnos domingos e dias santifica-
dos.
Recebem-se alumnas internas e meio
pencionistas e externas por precos razoa-
veis.
Ra Duque de Caxias n. 59, (antiga do
Queimado.)
Dr. Mello Gomes
MEDICO PARTEIRO E OPERADOR
Ra do Barao da Victoria (antiga
ra Nova) n. 37, Io andar
Dedicase com especialidade ao curativo
de febres, molestias de peito e das senhoras,
yphilis e estreitamento da urethra.
Consultas das 10 a 12. Chamados pcr{
escripto qualquer hora do da ou da note.
Telephone n. 259.
Ao publico
Os ttbaixo assignados, teado registrado e deoo-
sitado as suas marcas industriaes e rtulos das
suas preparacoes na junta commerciai do Rio de,
Janeiro de conftrmdade com as preacripces las
leis de imperio do Brasil, declaram e participam
aos inxressaiios, que como nicos proprietarios,
tem d reito exclusivo de usar as marcas indus-
triaes e rtulos relacionados com manufactura,
fabriciico e venda das s-guirres preparares ;
Agua le Florida de Murray e Laman.
Tonic > Oriental.
Peitor! de Anacahuita.
Pastilhas Verlnifugas de Kemp.
Oleo de figado de bacalho de. Lanman & Kemp.
Emulslo de oleo de figado de bacalho com hy-
popliosphites, de Lanmam & Kemp.
Salsaf arrilha de Bristol.
Eitrai to duplo de aveleira mgica de Bristol, e
ung lento de aveleira mgica de Bristol,
e que, portento, persegu rio a todos os falsificado-
res ou imitadores das ditas marcas industriaea e
rotuloe, procurando que sejam castigados com teda
a severidade da lei.
Tan.bein acautelamos o publico contra todos
aquellos que "tentara substituir as nossas prepa-
racoes cima mencionadas com artigoa falsificados
que levara rtulos ou marcas industriaes que im-
tala as nossas.
Lanman o Kemp.
Br. Ceneira lie
ti i; i no
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda u. 53 das 12 as 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Crus n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e (-naneas.
Conoltorio medico-eirurglco
O Dr. Estevo Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consultas medico eirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio da is 4
horas da tarde. Paras? demais consulta e visi -
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
o. 53, 1 andar.
Ns. telephonicos : do consnltorie 95 e residencia
126.
Especiaidades Partos, molestias de crearas,
d'utero e seus aune ios.
Dr. Codillo Leite
Medico, parleiro e operador
Consultorio ra Duque de Caxias o. 59,
Io andar
Residencia ra do Paysand n. 15 (Passa-
gem).
Da consultas das 11 horas da manu s 2 da
Urde.
Attende para es chamados de sua profissao a
qualquer hora.
Dr. Ferreira Velloso
d consultas das 10 s 11 1/2 da manb, em
Sllanto iuoccionar a assembla provincial, ra
o Marqutz de Olinda n. 47, Io andar.
OCULISTA
O Dr. Brrelo Snmpnio. ra- dico oculis-
i, ex-chefede clnica do Dr. de Wecker, d con
saltas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Barao
da Victoria n. 45, 2o andar, excepto nos domingos
e dias santificados. Residenciara do Riachuelo
n. 17, canto da ra dos Pires.
Licor depurativo vegetal iodado
DO
Medito (tuintr I la
Este notabilissimo depurante que vem precedi-
do de tao grande fama iufallivrl na cura de todas
as-doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumaticas
e de pelle, come tumores, ulceras, dores rheumati
cas, osteocopase nevralgicas, blennorrhagas agu-
das e chronicas, cancres syphiliticoe, infiamma
c8es visceraes, d'olbos, ouvidos, garganta, intes
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou qa.da
do cabello, e as doencas determinadas per satu-
racin mercurial. Do-se gratis folhetos onde se
encentram numerosas experiencias feitas com este
especfico nos hospitaes pblicos e muitos attesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Faz se
descont para revender.
Deposito em casa de Furia Sobrinho & C.
Ra do Mrquez de Olipda n. 41.
C, Hcckmann
Usinas de cobre, iatao e bronze ee d
Golitzer Ufer n. 9. Berlira S. O.
Espeeialidade:
Construc(o de machi-
nas e apparelhos
para f troncas de assucar, destillaco'es e re-
tinatj'oi's com todos os aperfejoamentos
modernos.
INSTALLAgAO DEJ
Engenhos de assucar completos
Estabelecimonto filial na Havana sob a
mesma firma de C. Heckmann.
C. e San Ignacio n. 17.
Inicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO DE JANEIRO
Para informarles dijamse ai
Pohlman AC
D.10
approvacao do meamo, pelo presidente da provin-
cia, devendo a habilitado ser at o da 20.
9 O contractante entrar com a quantia de...
4:000000 em dinfaeiro, apolices ou nanea idnea,
para garanta da execuco di contracto ao assg.
oar o respectivo termo, coja quantia perder, se
abandonar o contracto ou interromper o servico
em qualquer das freguezias.
10. Terminado ou interrompido praso do con-
tracto, nao ter o contractante direito a ser in-
demnisado de qualquer valor ou material que ti-
ta empregado no aerwco, cujo material, findo o
contracto, pertencer ao contractante.
11. 8er preferido aquelle que se propuzer a
executar o servico por menos
Paco da Cmara Municipal do Rccife, 14 de
Abril de 1886.
Dr. Antonio de Siqueira Carneiro da Cunha,
Presidente.
Francisco de Astis Pereira Bocha,
Secretario.
ED1TAES
COMMERCIO
A Cmara Municipal do Recife fal saber a q icio
interessar possa que no da 21 do eorreute ser
arrematado em hasta publica o servico da limpeza
municipal por espago de un auno, sob as bases e
condiedes sbaixo mencionadas :
1' O contratante conservar varridas c liinpa;
as ras, po itca, travessas, becces, largos, pateo*,
caes, latriuas e mictorios das qoatro tregueztas da
cidade e remover todo o lixo das referidas fre-
guezias, proveniente ou nao de varrimento, par i
os pontos locaes determinados por esta Cmara
dentro do permetro da cidade, devendo conservar
em cada latrina um guarda para abril-a, lechal-1
e conscrval-a sempre limpa.
2 O contratante obrigado a conservar nest:
servico o pessoal necessario, nao podendo ter me-
nos de 40 peasoas, para que fique o trabalbo do
varrimento concluido dentro das horas indicadas
por esta Cmara, alm das carroeas precisas par i
a condueco do lixo, nao sendo o numero destas in-
ferior a oito.
3a O contratante obligado a fazer o icrvico
oas horas que forem desiguadas pelos fiscaes da<
quatro freguezias, s devendo em geral ser feito <
varrimento note, podendo scl-o de dia nos dias
chuvosos, sendo o contratante obrigado a dar ea
hida s aguas pluviaes.
4* O contratante receber por es se servico an
uualmentc a quantia de 31:8695120, que ser
pago em 52 prestaco's iguaes isto, por semana.
<' O contratante incorrer na multa de 10000.
seoipre que for encontrada sem indicios de ter
sido limpa qualquer ra, ponte, travesea, becco
largo, pateo, ou caes.
6* A multa sei imposta p=lo commiosario de
limpeza publica, com recurso para a Cmara, nao
podendo da deciso desta recorrer o contratante
para qualquer autoridade administrativa ou judi.
ciara.
7 O contractante que houver acorrido em 5
multas consecutivas, sem provim> uto interponte
peraate Cmara, perder o contracto do servico
de limpeza publica que pascar a ser feito pela
Cmara, sem direito a ser iudemnisado de qual-
quer interesse ou perda que provier do mesmo con-
tracto.
8 S terao admittidas a licctar as pessoasque
houvercm depositadj em poder du procurador da
Cmara a quantia de 500^000 em diuheiro, a qual
perder, ee aceito o lance nao vicem assignar o
contracto dentro do praso de 8 das, contados da
Bois"< coutuierclal de
buco
Pe mam
2tecife, 19 de Abril de 18S6
Aa tres horas da tara*
'-'oaee* otfiniaei
Cambio sobre o Ro de Janeiro, 60 d/v. com 1 OO
de descont, sabbado.
Cambio sobre o Rio Grande do Sul, 15 d/v. com
3.8 0/0 de descont, sabbado.
Cambio sobre Par. 60 d.V. com 1 1/4 0/0 de des-
cont, sabbado.
Dito sobre dito, 30 d/v. com 5;8 OjO de descont,
sabbado.
Cambio aoore Santos, 30 d/v. com 1/2 0 0 de
desconto-
P. J. Pinto,
Presidente
Augusto P. de Lemos,
Pelo secretario.
V.KNDIMENTOS PUBLICi
Mes de Abril de ldriti
Au asomo*D Rb-;m ieuobiaDe 1 i 17
laem de 19
C>RBULADi> bovihciu. ue 1 17
idee de 19
Sicm DBMSAoaDe 1 17
dem de 19
294:724/367
66;X).360
850:974/727
29:130.284
1:634i 855
30.765/139
66:595/923
5:567/041
72:162/964
11:324/744
2:320.80 )
13:645/544
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Vapor allemao Paranagu, entrado de
llambnrgo e Lisboa no dia 17 do corren-
to, e coasignado a Borsteluiann & C, ma-
nifestou :
Carga de Hamburgo.
Alvaiade 1 barrica a V. Neesen.
Amostras 16 volumes a diversos.
Chapas de marmore 1 caixa a ordem.
Chapeos 3 caixoes a A. Oliveira & C,
2 a Raphael Dias A C, 2 ordem.
Cervcja 351 caixas ordem, 100 a II.
Nuesch & C. 25 a Fernandes da Costa
& C, 20 a F. G., de Araujo, G barris a
V. Neesen, 9 ordem.
Camisas 2 caixas a L. A. Scqueira 1 a
A. D. Carneiro Vianna.
Couros 2 caixas aos mesmos, 1 or
dem.
Conservas 1 caixa a J. Christiani & C.
Drogas 13 volumes a F. M. da Silva
& C, 5 a A. M. Veras & C, 2 ordem.
Farinba de trigo 2 barricas a G. ^pieler.
Flores artificiaes 1 caixa a Adolpho <
Ferrao.
Fio l fardo a W. Halliday & C,
FerrageDS 4 volumes a Balrar Oliveira
C, 9 a Nunes Funseca & C, 23 or-
dem, 3 a Otto Bohers Successor, 3 a Fer
reir & Irraao, 2 a Parento Vianna C, 1
a Oliveira Basto & C, 1 a A. F. de Oli-
veira & C-, 3 a F. Lauria & C.
Liorinaa de chumbo 5 caixas a Meu-;
ron & C.
Alaminas do costura 13 volumes a A.
D. Carneiro Vianna, 8 ordem, 14 a Ber-
net & C, 3 a Prente Vianna & C, 7 a
A. P. de Souza Soares.
Machiaismo 1 volume ordem.
Movis 3 caixoes ordem.
Mercaderas diversas 1 volume a D. J.
A. GuimarSes, 3 a Oliveira Basto & C, 2
a T. Just, 1G ordem, 4 a A. D. Carnei-
ro Vianna, 2 a Ferreira & Irraao, 4 a F.
H- Caris, G a N. Fonseca C, 3 a
Otto Bolirer Successor, 2 a Nctto Campos
& C, 1 n J. P. Pontes, 2 a Alfonso Oli-
veira & O.
Oleo de linhaca 1 barril a V: Feesen
O bjectos para lithograpbia e cutrosartigos
13 volurues ordem.
Papel 10 fardos a Rodrigues de Faria
& C, 29 e 23 caixas ordem, 3 caixas a
N. Fonseca & C, 1 a Theod. Just, 1 a A.
P. de Souza Soares, 1 a F. Lauria & C.
Piano i caix3o a Silveira & C
Parafina 18 caixas a C. Fernandes &C,
5 a F. Jos dos Passos Guimaraes, 2 a
S .lazar & C.
Perfumaras 2 caixas a R. de Drusina
4C, 1 a Nunes Fonseca & C.
Phosphoros 10 caix3es a Souza Basto,
Amorim A C., 4 a Joaquim Duarte Slm5es
dC.
Tecido:) diversos 6 vorumes a Beanet &
f., 1 a Gomes & Silva, 1 a L. Lack, 2 a
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
official da Imperial Ordem da Rosa, com*
mendador da Real Ordem Militar Portu-
gueza de Nosso Senhor Jess Christo e
juiz de direito privativo de orphaos e
ausentes nesta comarca do Recife, por
Sua Magostado Imperial e Constitucio-
nal o Sr. D. Pedro II, a quem Deus
guarde etc.
Faco saber aos que o presente edtal virem ou
dalle noticia que depas da audiencia do dia 20 de
Abril do corrento anno e preenchidas as formali-
dades da lei ir a praca publica para ser vendido
a quem mais der servando de base o preco da ava-
liacao 1 sobrado de 1 andar, no lugar denominado
Caboc, com 10 metros de frente e 6 de tundo, 2
salas de frente, 2 quartos, 4 janellas de cada lado,
menos no do norte, onde collocado, no lalo do nor-
te, onde est collocado no lado de tora, urna escada
de tijolo e cal, que d entrada para o mesmo so-
bi ado tendo no andar terreo 2 quartos de cada lado,
isto sul e norte, e 1 sala no centro, 3 janellas e 1
porta de frente e 2 portas e 2 janellas de fundo,
sobrado, que situado uo centro de um pequeo
sitio com diversas ai vares fructferas, 4 pequeo,
quartos no fundo, servindo um dcstes de cosinhas
em pesiimo estado, avallado em 2:000/.
E vai a praca a requerimento do inventariante
Manoel Antonio A. Maacarenhas para pagamen-
to de custas do referido inventario,
E para constar mandei passar o presente que
ser pubiieado pela imprensa e anisado no lugar do
costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 10
de abril de 188C.
Eu, Olavo Antonio Ferreira, escrivo, o fiz ca-
er ver e subscrevo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
A ef eo.'a de aprcnrlizes marinheiros nesta
provincia recebe no dia 20 do corrente, pelas 10
horas da manha, propostas para o fornecimento
de fardamento mesma escola durante o emestre
de julho dezembro do eorrente anno, devendo as
pessoas que pretenderem contratar o suppnmento
se dirigirem ao quartel da escola para ah exara-
narem os diversos padroos e terem todos os es-
ckrec'ments que necessitarem. As pecas do
fardamento sao :
Calca de panno.
Dita de algodio msela.
Dita de brim branco.
Camisa de panno
Dita de algndo meada.
Dita de brim branco.
Capa de brim branco para bonet.
Bonet de panno.
Lenco de seda.
Sapa tos.
Maea de ona com todos os seus perences.
Sacco de lona dem.
Cobertor de lit.
As propostas alem de cerero aomponhadaa das
amostras da materia prima coutciao igualmente
a declaraco de se tujeltarem os proponentes a
todas as dia. osicoes que regem os fornecimentos
no .ministerio da marinha.
As propostas juntaro es proponentes os res-
pectivos conhecime itos do imposto de industria e
profissoes, afin de provarcm a idoneidade do con
curreute.
Es la de aprendizes marinheiros de Pernam-
buco, 16 de Abril de 86.
Ernesto Jos de Souza Leal,
Olficial de Fazenda.
Gurcez Paranhos Montene-
comprava por sua conta mercadorias para vender,
firmava letras e declarava seu o debito prove-
niente dessas transaccoes, d'onde se ve que aasu-
mia inteira responsabilidade pessoal por ellos, fa-
zendo prolisso habitual de actos de mercanca,
pelo que nao pode deixar de estar sujeito as dis-
eosicoes do Cedigo Commerciai. Recife, 15 de
[arco de 1886.Tbouaz Garcez Parauhos Mon-
tenegro.
E desta sentenca ar;gravou o justificado Joaquim
de Souza Neves, para o Supremo Tribunal da Re-
lacao,o qual proferio o accordo do theor seguinte:
Aceordo em Relaco. Que feito o sorteio dos
adjuntos e relatorio dos autos, sem atteuco ao k-,
querido na instancia superior pelo sggravantc,
afim de juntar documentos depois do despacho do
Dr. juiz a qti, por ser Ilegal, negam provimenlo
ao aggravo pelos fundamentos da contra-minuta
do juiz a gv, que adoptam. ( natas pelo aggra-
vante. Recife, 2 de Abril de 1886Queiroz Bar-
ros.Quintino de Miranda, presideute. Pires
Ferreira.Freilaa Henriques.
E descendo o autos do dito Tribunal o respec-
tivo escrivo me os fez conclusos que nelles pro-
fer o despacho do theor seguinto :
Cumpra-se o accordo. Convoqacmse os ere-
dores para se reuniretn na sala das audiencias no
dia 20, afim de n mearem depositario. Recife, 15
de Abril de J886. Montenegro.
Em virtude destu despacho o respectivo escri-
vo fez pasear o presente edital pelo qual e seu
tbeor chamo a todos os ci odores do fallido para
comparecercm no indicado dia e lugar 9 11 horas
da uianli.
E para que ehegue ao conhecimento de todos toi
passado o presente, afim de ser publicado pela im-
prensa e affixado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
namb'ico, aos 15 de Abril de 1886.
Eu, Jos Franklin de Alencar Lima, escrivo,
subscrevi.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
IKNWIlADi:
DAS
Almas da matriz doS.
S. da Boa-Vista
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os nossos irmos para comparecerem na mesma
matriz nos dias quarta fera 21 do corrente, pelas
6 1|2 horas da manb para acompanharmos a pro-
eisso do SS. Viatico aos enfermos e a tarde do
mesmo dia, pelas 5 horas, assstirmos o officio de
trevas ; e nos dias quinta-feira, sexta teira, sab-
bad e domingo, pelas 6 horas da manh, para
assstirmos todos os actos da semina santa, e
ac. mpanharmos as procisseg de enterro e res-
surreieo, para a qual ti vemos convite do Exm. e
Rvm. vigario eda irmandade do SS. oaeramonto.
O escrivo,
Manoel D. da Silva.
S. R. J.
Estrada ti Ferro So Recife a Ca-
Edital n. 16
O administrador do Consulado Provincial faz
publiso, para conbecmento dos respectivos con-
tribuintes, que no da 22 do corrente terminar
improregavelmcnte o prazo concedido para o pa-
gamento do imposto de repartico, relativo ao Io
semestre do exerccio corrente de 1885 86, co-
brando-se deste dia em diante o referido imposto
com a multa de 10 0(0 at setembro, e com a de
20 0|0 at dezembro prximo futura.
Consulado Provincial de Pernambuco, 15 de
Abril do 1886.
francisco A myntas de Carvalho lloura.
Edital n. 733
De ordem do inspector geral da usirueco pu-
blica, se declara aos prtfessores Alfredo Jos He
Carvalbo e Joao Jos Pereira, o 1 nomeado por
portara da presidencia da pioviucia de 9 do cor-
rente parareger a cadeira de Afogados de Injfa-
eira, e o 2 em 27 de marco ultimo para regei a
cadeira de Baixa Grande, que lhes liea marcado
o prazo de 60 dias, contados da data das nomea-
coes para dentro delles entrarcm em exerccio
dsa mencionadas cadeiras.
Secretara da Instruccao Publica de Pernambu
eo, 16 de Abril de 86. O secretario,
Perecntino S. de Araujo Galvo.
DECLB.4C0ES
Manta Casa da Misericordia do
Recife
Devendo celebrarse na igrrja de N. S. do Pa
raiz no dia 22 do corren'e, pelas 10 horas da
manb, a mifisa solemne que deve precede: A ex-
posiyo do SS. Sacramento com lauspereime, con
vido a rodos rs senhores raord .nv>8 a demais mem-
brm da innandade, paja aesistirem a aaaa aeto
Secretaria da Santa Casa Je Misericordia do
Recife, 20 de Abril de 1886.
O escrivo.
Pedro Rodrigues de Souza.
Ao publico
Semana Sania
De costume nos dias 22 e 23 de Abril, quinta e
sexta-feira Santas, os trens sero regulados pela
tabella seguinte, tocando em todas as estates:
Dia 22
Pela manb have-r os trens ordinarios menos os
de carga.
A tarde p.ira Caxane s 1 e 22, 5 e 22, 8 e 22
e 10 e 4.
llera dem para Dous Irmos pela linha principal
as 12 e 4'J, 4 e 49, 7 e 49, e 9 c 49.
dem dem para o Monteiro pela luha do Arraial
12 e 49, 5e22, 8 e 22 e 10 e 4.
A tarde do C nanga as 4 e 12, 7 e 12 e 9 e 35.
dem de D oh Irmos pela linha principal as
3 e 42, 6 e 42 e 8 e i>.
dem do Monttiro pela linha do Arraial, 4 e 10,
7el0 e 9e50.
Dia 2o
Pela manha para Caxang 7 e 22 e 9 e 22. A
tarie 4 e 21 7 e 22, 8 e ti e 10 < 4.
dem idem para D as Irmao- pe!a linha princi-
pal 6 e 49 e 9 e 49. A tarde 4 c 49, 7 e 49, 8 e 49
e 9 49.
dem dem para o Monteiro pela linha do Arraial
7 e 22. A 'arde 1 e 22, 7 e 21, 8 e i e 10 e 4.
Pela manhj. d Caxang 6e la. 8 e 12 e 10el2.
A tarde 5 e 12, 8 e 12 e 9 e 35.
Mein dem d.- D os liuies p'la linha princioal
5 e 42, 8 u 42 e 10 e 42. A tarde 5 e 12, S e 42 c
9 e 42.
dem dem do Monteiro pola linha do Arraial
6 e 15 e 9 l. A lar le 5 e 10, 8 e 10 e 9 .. SO
O ticn di- 8 e. 49 t ir at Appueoa de onde
voltar as 9 e 43.
Todos estes trens devein partir da estaco da
Ru do Sol onde sem- nte chegaro na volta.
Escriptorio da Coinnanh.i, 19 de Abril de 1886.
EL W. Stooehcwer Bird,
Cerente
Soire bimenaalem 25 do corrente
De novo scientifico aoe senhores socios e convi-
dados que a soire principiar as 7 horas. Os con-
vites encontram-se em poder do Sr. presi lente, e
oa Ingresaos no do Sr. th> soureiro. Pede-se toda
a simplicidade as toilettes, e pie vine -se que nao
sao admissiveis aggregadoi.
Recife, 19 de Abril d" 1886
Luiz Quedes de Amorim,
2* secretario.
lndemnisadoi a
Esta compauhia, cumprndo o disposto no art.
15 de seas estatutos, vende 40 actes de ns. 491
495. 121 125, 746 755 e 551 5/0 vagas
pelo fallecimento dos respectivos Accionistas.
Os pretendentes podeio enviar suas propostas
jor intermedio de corretorea gera' a at raen dia
de 27 do corrente, no escriptorio da referida ^om-
panhia. Recife, 17 de Abril de 1886.
Chb de Regatas Per-
nambucaiio
Sao convidados os Srs. patroes das embiucages
que quizercm tomar parte na prxima regata a 2
de Maio viudouro, virem inscrever suas tripula-
coes e embarcacoe8, na sede deste elub, das 7 s
9 horas da noite at o da 20 do corrente mez.
Recife, 6 de abril de 86.
Os directores,
Ernesto Leal.
Jos Guimarei.
Arthur de Mello (irterino)
Coli fle'Reg&fas PbmuQC 1F
Faco publico que em sesso do conselho admi-
nistrativo de hontem, ficou deliberado haver na
terceira regata deste club, de 2 de Maio viudouro,
dous premios para dua corridas ; sendo um de
30000 para o pareo de escaleresde quatro remos,
tnpolados por profissionaes, e outro de 40tOO
para o de escaleres de 6 remos as mesroas con-
ocps daquelle. Para ss pareos da marinha de
gii'-rrt e mais concurrentes os premios sero me-
dalhas.
Secretaria do Club de Regatas Pernamoucauo,
era 13 de Abril de 1886.
Osear C. Monteiro,
i' secretario.
Thcsouraria de Fazenda
De ordem do Illm. Sr. inspector, far;D publico
que no dia 24 do corrente mez se reeebsro pro-
postas nesta thesomaria, perante a respectiva
jun a, para o furnecimento de medicamentos o
ubj'-ctos, constantes de urr-a relaco, que ser fa-
cultada aos i.itaressados ver nesta mesma repar-
ii(,n. os qnaes sao destinados pharmacia do
presidio de Fernando de Noronha.
Thesouraria do Fazenda dj Pernambuco, 16 de
Abril de 1886.
O Io escripturaric,
Jezuno R Cardoso.
O Dr. Thomaz
aro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
}. M. o Imperador a quem JUeus guar-
de, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem, ou
elle noticia tiverein, que se acha aberta a fallen-
ca de Joaquim de Souza Neves, com o qual oc-
correu o seguinte:
Sentenca. Em face da petico de fli. 2, docu-
mentos de fls. 3 a fls. 10 e depoimento de fls. 18
verso, declaro aberta a tallencia lo commerciaute
Joaquim de Souza Neves, a datar de 6 de Feve-
reiro ui imo. Nomeio curador fiscal o Dr. Augus-
to Vaz. Faca-se publicar a fallencia por editaes
e convoquem-se os credores para se reunirem ao
da 21 na sala das audiencias aSm de nomearem
depositarlo tftectivo. Proceda-se a arrecadaco
dos livros e da raassa cm cujo acto nomearei depo-
sitario interino. A uipugnaco de fL. 18 impro-
cedente, porque dos ttulos de Hs 4 a fls. 6 e do-
cumentos de ll- 9 e il 10 se v que o justificado
Club Litterario Ayres
Gama
Machado & Preira, 3 a A. Vivir & C,
2 a F. de Azevodo & C, 3 a L. A. Si
queira, 1 a Rodrigues Lima & C, 20
ordem.
Vidros 2 volumes ordem, 1 a F. M.
da Silva Carga de Lisboa
Amendoa3 1 caixa a M. F. da Costa
Ribeiro, 1 barrica a J. Joaquim Alvos
&C.
Agua mineral 1 barrica a J. C. Levy.
Azeite de oliveira 50 caixas a F. R.
Pinto GuiraariSes, 50 a Joaquim D. Si-
moes & C, 50 a Souza Bastos, Amorim
& C.| 40 a Domingos A. Matheus. 40 a
Orest-js Travassos & C, 50 barris a Ca-
nda inultos & C.
Batatas 501 [2 caixas a F. R. Pinto
Guimaraes, 60 a Domingos F. da Silva &
C, 200 a Silva GuimarSes & C, 25 a
Ferreira Rodrigues & C. 10 a Jo5o F, de
Almeida, 10 a Jcaquim D. Sim3ee Sl C.
Bagas 1 barrica > Martina A Tiegas.
Ceblas 100 caixas a Ferreira Rodri-
gues & C, 75 a Silva Guimaraes d C,
50 a Paiva Valente & C 20 a Joaquim
D. SiinSes & C, 20 a Jos Joaquim Al-
ves & C, 25 a M. T. da Costa Ribeiro.
Conservas 4 barricas a Joaquim D. Si-
Sira3es & C, 1 a Domingos Ferreira da
Silva <& C.
Cevada 3 barricas aos mesmos.
P.ilha de milbo 1 caixa a Rodrigues de
Faria & C.
Papel 1 caixa a Maia & Silva.
Vinho 25 harris a Antonio de Oliveira
Maia & C 5 a Cunha Irm3os & C 3 a
Franciscos B. de Andrado, 8 e 2 caixas
a Antonio J. R. da Silva.
Comminico a todos os socios deste club
ainanb (terca feira) s 10 horas in manb e em
sua ede soci ,\. naver sesso extraordinaria, afim
de couciuir-sti com a terceira dacusso e appro
vaco dos uovos estatutos.
O Io secretario.
Joao Medeiro?.
Companhia Hienix Pcr-
nambiicana
De conformidade com o art. 15 dos estatutos
de.-ta companhia sero vendidas vf> de suas ac
r;oes ns. 311 355, 721 725 e 9 6 90. A ven
da feita inclusive' o 0/ divideado de 40 por
aico.
Os protendi ntes sao convidados a apresentarcm
as suas propostas medio de correteros gerai-s at odia 27 do corren
te, ao meio da, ueste escriptorio.
Campanhia Phenix Pe/nambucana, 17 de Abril
de 1836,=0* administradores,
Luz Duprat.
Manoel Gomes de Mal tos.
Joao Jo- Rodrigues Mendes.
Confrari s. Francisco da Cidade de
Olinda.
Prociswj do Senhor Morto
Aa 4 e m<-ia horas da tarde do dia 23 do c>r
rente, sahr da ign-ja da veneravel Ordem Ter-
ceira desta cilade em solemne procieso, a sacro-
santa imagem do Senhor Morto, prgando sahida
e ao recolber o Rvilm. padre Jco Marques de
Sou.a, que dissertar com a sua cloquente e auto-
risada palavra, fobie oa mysterios do grandioso
dia da paixo e inorte de nosso Redemptor.
O-i irmos abis assignados teem empregado
I todos os esforcos, afim de que o teta seja feito com
que i c maior esplendor pot-svel, e esperam o concurso
do todos os demais irnaof", para maior selemnida-
de do acto.
Olinda, 19 de Abril de 18S6,
Jos Marcelbno da Sil'a Braga.
Francisco Antonio Toixeira Lima.
Club Concordia
Bcschlussfahige Generalversammlung am Mctt-
wch dem 21 ten April um 8 uhr Abend;.
Das direetorium.
**an!a Casa de Misericordia do
liedle
Na secretara da Santa Casa de Misericordia do
Recife arrendam-sc por eapaco de um tres an-
r.09, as casas abaixo declaradas :
Ra da Mocda n. 45,
dem -dem n. 49
Kua do Bom Jess n. 13, 1- andar
dem n. 29, loja
dem idem n. 29, andar
Ra dos Burgos n. 27
Ra da Madre de Deus n. 10-A
Caes da Alfandera armazem n. 1
Ru* do Mrquez de Olinda n. 53, 29
andar
Ra da Guia n. 25
Becco do Abreu n. 5, loja
Sua do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2 audar, por 1:6001000
Ra das Calcadas n. 32 2003000
Secretara da Santa Casi de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivo, Pedro Rodrigues de Souza
240*00(1
240*000
3.0*000
216*000
2-10*( 00
216*000
180*000
1:600*000
07*000
200*005
4800O
Coipli t Seros Fiel
Couros salgidos seceos 187 ordem, 3S
a J 3o V Ahes Matheus & C.
Gomma de mandioca 14 saceos.
Esleirs 1 fardo.
Mercadorias diversas 7 volumes.
Pelles com cabellos 33 fardos.
Queijos 3 caixas.
Sebo 1 barrica.
Sola G14 moios e 4 amarrados ordem.
Vapor austraco Stefanie, entrado do
Trieste na mesma data e consignado a
Johoston Pater & C, manifestou :
Farinha de trigo 893 barricas ordem,
2,201 a Machado, Lopes C, 1,033 a
Lopes & lrm3o.
Licores 12 caixas a II. Burle & C, 10
ordem.
Papel 21 caixas ordem, 20 Prente
Vianna & C, 2 a Maia & Silva, 10 a Go-
mes de Mattos IrmSos, 10 a Oliveira Bas-
tos d C.
DESPACHOS DE EXPORTAQAO
Em 17 de Abril de 1886
Para o exterior
C. D. F.
Club Dramtico Familia.'
Assembla geral
Por ordem da directora, coavido oos senhores
soeioa comparecerem boje 2(1 do corrente, na
sede do club, s 7 horas d tarde, afim de tratar-
se de assumpto do interesse do mesmo.
Secretaria do Club Drrmatico Familiar, 20 de
Abril de 8'". 0 2- secretario,
R. Penna Forte.
No vapor inglez Maranhense, carregou :
Para Liverpool, A. G. dos Santos 5 caixas com
40J kilos de borracha.
Ni barca portugueza Isolina, carregou :
Para o Porto, M. M. F. da Silva 17 barricas
com 1,455 kilos de assucar branco, 1 barril com
100 litros de agurdente e 9 ditos c?m 1,160 ditos
de mel.
Para o interior
assucar Graneo ; Maia & Rezende 25 barris cora
2.400 litr s de agurdente ; P. Pinto & C- 25
ditos com 2,400 ditos ac dito.
Para o Para, A. R. da Costa 10 barricas com
900 kilos de assucar refinado ; P. Carneir t & C.
5 barris com 480 litros de agurdente ; Amorim
limaos Se C. l'O ditos eo 9,600 ditos de dito e
364 barricas com 25.88? kilos de assucar branco ;
F. A. de Azevedo 350 ditas com 20,500 ditos de
dito ; V da Silveira 590 ditas com 16,910 ditos de
dita; J. A. da Costa Medeiros IDO ditas com 4,118
ditos de dito ; V. T. Combra 600 ditas com 39,131
ditos de dito ; A Cesar da Silva 25 barris com
2.250 litros de aguardenre.
Para o Cear, J. M. Dias 13 caixas com 176
kilos de ra .
Para Maranbo, J. M. Das 13 caixas com 309
kilos de rap ; L. G. da Silva & Pinto 10 saceos
com 750 kilos de assucar branco c 25 barricas com
3,137 ditos de dito mascavado.
No vapor alterna? Paranagu, carregaram :
Para Santos, Amorim Irmos & C. 45 i siccos
com 27,i 00 kilos de assucar branco e 350 ditos
com 21.C00 ditos de dito mascavado.
Para o Ro de Janeiro, Baltar Irmos & O. 500
sancos com 30,000 kilos de assucar branco, 50
ditos com 30,000 ditos de dito mascavado e 15
pipas esm 7,200 litros de agurdente ; P. Pinto &
0.15 barris com 2,400 litros de mel.
No vapnr nacional Ipofuca carregou :
Para Maco, J- V. Campello 200 saceos com
farinha de mandioca.
AGEXTE
Miguel Jos Alies
N. 7-RA DO BOM JESS -N. 7 '
MeguroM maiiiiinii e terrestre
Nebes ltimos a uuica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurades isempcode paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
i.ondou and Brasllian BanlT
Limited
Ra do Commerci? n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezeo.
MOVIMEXTO DI> PORTO
Navios entrados no dia 18
Vapor oriental Malvinas, entrado do Rio
da Prata em 18 do corrente e consignado
a Wilson Sons 4 C, manifestou :
Xarque 2:250 fardos a Amraim Irmos
& C, 800 a Maia & Rezende, 500 a Bal-
tal Oliveira & C.
MI
Vapor nacional Jaguaribe, entrado dos
portos do norte em 19 do corrento 'e con-
signado a Companhia Pernambucana, ma-
nifestou :
Algod2o 28 saccas ordem.
Barris vasios 2.
Cera de carnauba 60 saceos.
No patacho norueguense Idale, carregou :
Para o Rio Grande ao Sul, L. J. S. Guimara s
500 bruricas com 45,642 kilos de assucar branco.
No vapor americano Advanee, carrrega-
ram :
Para o Rio de Janeiro, Burle & C. 450 saceos
com 27,C00 kilos de assucar mascavado e 300
ditos com 18,000 ditos de dito branco ; Fernandes
& Irmao 69 fardos chapeos de carnauba.
Para Baha, Burle & C. 30 barricas com 3,616
kilos de assucar branco.
No vapor nacional Marinho Visconde, carre-
garam :
Para Baha, A. Lopes & C. 59 saccas com 4,322
kilos de algodo ; Crrela & C. Successores 1 cai-
xa com 20 kilo* de doce;
Para Maeei, M. A. C. de Araujo 1 barril com
90 litros do alccol.
No v..por nacional Baha, carregaram :
Para Manos, M. J. Alvea 10 barra com 960]
litros de agurdente e 3 barricas com 96 kilos de
Montevideo e escalas 12 dia*, vapor
oriental Malvinas, de 188 faneladas,
commandante Julio Lemos, equipagem
18, carga xarque; a Wilson Sons & C.
Trieste o escala30 dias, vapor anstriaeo
Steplianie, de 855 toneladas, commandan-
te Q. Gottarde, equipagem 28, carga va-
rios gneros; a Johnston Pater i C.
Santa Catharina 24 dias, lugar sueco
Atle,'de 279 toneladas, capitao O. Lin-
distron, equipagem 9, carga farirAa de
mandioca; ordem.
Navios sahidos no mesmo dia
Baha e escalasVapor nacional Marinho
Visconde, commaadante Jos Joaquim
Coelho, carga varios gneros.
Navios entrados no dia 19
Camossim e osalas -9 dias, vapor naciona-
Jaguaribe, de 320 toneladas, comraan,
dante Francisco Carvalbo, equipagem 30
carga varios gneros : Companhia
Pemarobucaaa.
Maco14 dias, hyate nacional Aurora 2a,
de 40 toneladas, mestro Manoel Duarte
da Silva, equipagem 5, carga sal e cou-
ros ; a Carlos Antonio de Araujo.
Rio de Janeiro19 dias, brigue portuguez
Armando, de 438 toneladas, capitJo Jos
Estevao Soares, equipagem 9, carg
varios gneros; a Lojro & Filho.
Port Natal30 dias, lugar sueco Alert, de
267 toneladas, capitSo F. M. Sundquist,
equipagem 8, em lastro, a Hermann
Lundgren & C,
Havre e escalas16 dia.*, vapor france
Ville de Victoria, do 1,775 toneladas,
commandante Simonet, equipagem 44,
carga varios gneros ; a Augusto F. de
Oliveira & C.
Navios sahidos no -mesmo dia
Santos e escalas Vapor allemSo Parana-
gu, commandante J. Behermann, carga
varios gneros.
Barbados Galera americana Pcrand
Lloyds, capitao S, B. Hussey, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Manos e escalasVapor nacional Baha,
de 1,999 commandante Aurelio Jsaac,
carga varios gneros.
Rio de Janeiro e escalasVapor america-
no Adwance, commandante Baers, carga
varios gneros.
Liverpool e escalas Vapor inglez Mara-
nhense, commandante F. B. Trigartren, I Tagui
carga varios gneros. j La Plata
Juca
Estephania
Ville de Pernambuco
Espirito Santo
La Piala
Marner
Warrior
Equateur
Para
Neva
de Trieste
de Trieste
do sul
do norte
da Europa
de Liverpool
de Liverpool
do sul
do sul
do sul
Tomar
Trent
Desterro
Maio
da Europa
do sul
de Hamburgo
da Europa
do sol
hoje
boje
a 22
a 23
a 24
a 24
a 24
a 25
a 26
a/29
a 10
a 14
a 20
a 24
a 29
*
X


mam***
<

ft
Diario de PernambucoTer$a-feira 20 de Abril ^e 1886
snnis
CONTRA FOGO
The Liverpool k Lundon & Glob
INSURRANCE C01PANY
u.
.:"'
(OMPANHIA
K':
Imperial
DE
SWaRON contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuixos
CAPITAL
Ks. 16,000:000/000
Agentes
BROvVNS & C.
i N. Ra do Comnwrcio N. 5
ciso o Sr. Antonio Mar-
lins Carvalho.
Todos os recibos dessa
empreza devero ser pas-
sadosemtales carimba-
dos e firmados pelo abai-|
xo assignado bem o que
nao tero valor algum.
George Wiudsur,
COMIV4MIH PBB.1 jtMttl'CA HA
DE
Xavegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Babia
0 vapor S. Francisco
Commandante Per eir
Segu no dia 27 de
Abril, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 26.
Encommendas, passagens e d iheiro a frete at
is3 horas da tarde ia da da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae* da Companhia Pemambucana
n. 12
-O VI IS % FOGO
Norlb Brilish & Mercanle
CAPITAL
S.-OOO.OOO de libras sterlinas
A GEN J ES
Adomson Howie ds C.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenli Per-
nambucana
Ruado Commercio n. 8
MARTIMOS
IiEHNISADOSA
: Gompanliia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda oiu 1 -.".
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezcmbro de 1884
Sarilioios..... .,0:000000
Terrestres,.. 3.6:000$000
44Ra do Coininerclo
THEATRw
DE
VARIEDADES
NA
NMaibcgo
Companhia Ivrico-coniico-
ilra na I ica
DIRIGIDA PELO ARTISTA
LU1Z MILONE
EMPREZA
A. BOLDRINI E L. MILONE
CHARGEIRS HEIMS
Companhia Franceza de Navega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer Villa fe FnDDCo
Espera-se dos oortos do
sul at o dia 22 do correte
seguindo depois da odia
pensavel dcmura pera o Ha
vre.
Os vapores desta companhia eutrain no porto
ancorando em frente ao caes da praca do Commer-
cio a sendo muito incommodo o embarque dos pas-
sageiros no fundeadouro das paquetes transatln-
ticos, no Lama rito edemais devendo todos aportar
ao Havre, que o porto mais visinho di; Paris,
(ora de duvida que ha grauJe van tagem para quero
quizer ir Europa em aproveitar-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, alm de serem os precos
das passagens mais mdicos, as despezas do embar-
que aqui e as de transporto do Havre a Paris, sao
muito menores do qne as que demandam ai viagens
nos paquetes das outras linha-,
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rapid-
e offerecem excellentcs commodos e ptimo passaa
dio.
As passagens poderao ser tomadas de antean?.".
Recebe encommendas e passageiros para os
quaes tem excellentcs accommodacoes.
Steamer filie ds ficta a
E' esperado da Europa at
o dia 23 de Abril, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia. Rio de Janeiro
e Sutii<>*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p>los
rapores desta Inha,quciram presentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng ui-
quer reclamacao concerneote a volumes, que por
vep.tura tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
arias.
Expirado o referido prase a companhia nio se
responsabilisa por extravos.
Uecebe carga, encommendas e passageiros pan.
os quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Oiveira & (
%<. i:\n:*
42 -RIJA DO COMMEROIO -42
loni'tMiit i-i;rt\w,iM im
DE
ftavegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Ipojuca
Segu no di 20 de
Abril, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dinheir s a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambue/iia
n. 12
guido para o Rio de Janeiro com sua Exma. fami-
lia, far leilao porinterve ci do agente Martina,
dos movis da casa de sua residencia ra da
Unio n. 53. os quaes se recommendam pelo gosto
e pouco uso que tiveram.
O bond da linha da Tacaruna que parte da es-
tacan do Bram s 10 horas e .40 minutos, dar
passagem gratis ao concurrentes do leiio.
BOYAL MAIL STEAM PACKET
COMPANY
Vapor La Plata
E' esperado da Europa no dia
24 do corrente, seguindo
depois da demora necessa-
ria para
Lisboa
Para
Pacific Sieam Navigalion Cou pan)
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Magellan
Ferf a feira, 20 de Abril de ,886
om que tomara parte todas
uhis.
os artistas da coinpa-
A empreza em vista d i brilbante xito obtido
no domingo, e dos grandes applauaos, representa
r pedido dos frequentadores do theatro e admi-
radores da bella msica de R'.ssini, pela ultima
vez a opera-cmica em 3 actos :
0 Barbeiro de Sevilba
jm qne tomam parto as Sras. CORTESI e Durand
os Srs. Boschetti, Dumioici, Poszi, Passini e
Tirelli, e todo o corpo de coros.
Depois do segundo auto da peca
Grande intermedio variado
'xn que tomam parte as Sras. Marin Andr, Si-
donia Springer e R. Becci e o Sr. Comoletti.
Cada um d'estes artistas apresentar-se-ha nos
melhores trechos de seu vasto repertorio.
Presos do costume.
4<. entrada* gerac* do dirello ao
assesto na platea.
Avino. Depois do espectculo haver trem
ara Apipacos e bonds das liabas de Fernandes
Vieira c Atogados. Os bonds no largo de palacio.
O bond de Magdalena t haver se o espe-
ctculo acabar depois do horario do ultimo que
>as9a na ra Nova, s 11 horas c 42 minutos.
No trem at Apipucos nao ha bilbetes de 2
classe, e nao teem valer as series da companhia.
Principiar ii S 12 horno.
EMPREZA DO GAZ
Pede-se aos Senho
res consummidores que
queiramazer qualquer
comunicacao ou recla-
macao, seja esta feita no
escriptorio desta empre-
za ra do Imperador n
29, onde tambem se re-
cebera qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oi-
veira, e quando orpre-
Espera-se dos portos
do sul at o dia 26 de
Abril, seguindo pa-
ra a Europa depois da
|demora do costume.
Este paqoete e os que dora
em diante seguirem tocaran em
Phmoulh, o que facilitar 4 lio
garem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
llavera tambem batimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
tvilson Sous A C, Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO -N. 14
COMrf Wllli: DEM MENSAUE
RES IIAll I imi:m
LINIIA MENSAL
0 paquete Equateur
E' esperado dos portos do
sul at o dit 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e Vis
Lembra-se >.os senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 pasragens inteiras.
Por ezcepcSo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes e se dao at e dia 23 pages
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dmheiro
a frete: tracta-se com o agente
ligaste Labille
DO COMMERCIO
Companhia lira- ilelra de XaTe-
lEaeo a Vapor
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
E' esperado dos portos do
norte at o dia 23 de Abril
e depois da demora in
dispensavcl, seguir para
os portos do sul.
Kecebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, encommendas e valorer,
trata-se na agencia
N. 11-RA DO COMMERCIO N. 11.
__
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do sul
at o dia 26 do corrente, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
i-ara carga, passagens, incomraeadas e valores
tracta-se na agencia
11 Ruado Commercio 11
Baha, Rio de Janeiro, Monte-
video e lluenos Aj res
Este vapor traz simplesmente
passageiros c malas e iiniiied a-
lainenk seguir depois do desem-
barque dosmesmos.
0 paquete Neva
esperado
do su! no dia 29 de
raar(o, seguin lo
jdepois da demora
necessaria para
e Southanipton
passagens, frotes, etc., tracta-se com c i
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
AVISO
0 patacho inglcz
Carrie Dingle preten-
de seguir viagem bre-
vememtc para Parna-
hj ba, recebe carga e
encommendas para
aquelle porto, por frete
mdico, tratar com os
consignatarios Johns-
ton Pater & C, a ra do
Commercio n. 15.
GRANDE E IMPORTANTE
LEILAO
De mobilia de sala (Jacaranda), piano, harmo-
uiune, pinturas a oleo e gravuras, bronzes de ar-
te, figuras de bieenir, alcatifas e tapetes, lustros
para gaz carbnico.
Livros e cstnntes para os mesmos, spheras geo-
graphcas e a-tronomicas, urna importaute luneta
astronmica, espingardas e secretarias'
Mobilia completa de sala de jantar (nogueira),
guarda-prata envidracado, crystaes, porcelanas,
objectos de electro-plate, vinhos fiaos, cognac,
pratos cfainezes crnnmentacs, plastas, artigos de
cosinba, quadros, relogios e etagers.
Guarda roupa e guarda-vestidos com espelhos
camas de bronze e de Jacaranda, commodas e mui-
toc outros artiffis para uso domestico.
Terca -feira 27 de abril
O agente Pinto levar a leilao, por conta c or-
dem do Sr. G A. Schmidt, os movis e mais obje-
ctos da casa de sua residencia ra da Saudade,
propriedade da viuva GuimarSes.
Na vespera e dia do leilao ser destribuido pelo
mesmo agente cathalogoa impressos e numerados.
O leilao principiar s l horas em ponto por
serem muitos e differentes os lotes.
A entrega effeetuar-seha us 24 horas preci-
sas.
Agente Pestaa
Leo
Bom patrimonio
Quarta-feira 21 do crreme, as 11 horas cm pon-
to, no armazcm ra do vigario n. 12
De tres casas terreas sitas ra do Rosario da
Boa-Vista ns. 37, 39 e 41, esquina da ua do Ada-
guo, ende se acha bem loc&lisado um acougue, as
quaes rendem 840 annuaes.
Um sitio com boa e excellente casa, na estrada
de Joao de Barras n. G, casa que pertenceu ao
Sr. l'avao, serviudo de base a ofl'erta de 1:8004
do ultimo leo.
Tudo ser vendido livre e desembarazado de
t odo e qualquer onus.
Attenco
Purtaram na neite de 16 des te mez, do engenho
Pintos, em Jaboato, tres cavallos : um alasSo,
pequeo, castrado, de frene- aberta, quatro ps
brancos, crinas e cauda ripadna, bom andador e
com o ferro V na anca direita ; um poltro cardao
vermelho e outro castanho, tambem poltro (anda
bravo) sem signa! branco, tambem c.om o ferro
cima, todos gordos. O abaixo asdfcnado d boa
gratificaco a quem apprehcoder ou der ofician
dos referidos animaes.
Jaudido rC. G. Alcoforado
Secretario.
Mara Naiuniiaua de Amorim
O filhD e ora de Mana Salustiana de Amorim
agradecem s pessoas que se digniram acompa-
nbar os restos mortues de sua mai e sogra, e de
novo as convidam assistirem as missas do sti-
mo dia, terca-teira 20 do corrente, na matriz da
Boa-Vista, s 7 li2 horas da manh2, e por este
acto de reigiao e caridade se confessam desde j
agradecidos.
QUILL
EMBROIDERY
(Seda de Bordar.)
8ILK.
A viava be Carlos Antonio da Costa Carvalho
convida aos oarentes e amigos do fallecido para
assistirem a missa (1' anniversario do seu passa-
mento), na matriz da Boa-Vista, s 7 1[2 horas
do di 20 do corrente mez.
Leilao
contendo difierentes qualidades
e urna caixa contendo chapeos
De cinco caixas
de ferragens
de palha ede fultro para homem.
Quarta-feira, 21 de Abril de 1886
As 11 horas
Por intervencao do agente Alfredo Guimaraes
No armazern da ra do Bom Jess n. 45
1
;.os 4:000^000
E
1:1
Leo
de 44 saceos com assucar de diversas qualidades
As 11 horas
Na porta da Associacilo Agrcola
0 agente (iusuio
autorisado por mandado do Exm Sr. D.-. juiz de
direito especial do commercio, e requerimento
dos exequentes Tavares de Mello Genro & C
far leilao com assisteucia do mesmo juiz, de 44
saceos com assucar de diversas qualidades, per
tencentes ao executado Antonio de Vasconsellos
Lins.
Leilao
Lisboa e Porto
A barca portuguesa Isolinn recebe carga a tre-
ta ; trata-se com Silva Uuimares & C. ra do
Commercio n. 5.
LEILUES
Terca-teira, 17 do corrente, o de bons mo
veis, pinturas oleo, bronzes, crystaes, livros
plantas, vinhos, e mais objectos da casa de resi
deneia do Sr. G. A. Schmidt ra da Saudade
LEILAO
gDc 6 burros e 1 cavallo proprios para carro.
Jerga-feira, 20 do corrente
A's 11 horas
No largo da ra do Commercio, defronte da casa
que foi o Hotel do Universo.
Por intervencao do agente Gusmlo.
Leir
Terca feira ao de Abril, s 11
horas
No largo do Arsenal de Guerra
O agente Modesto Baptista, por mandado e
com assistencia do Illm. Sr. Dr. juiz substituto
do commercio, far leilao dos gsneros de estiva
existentes na averna do largo do Arsenal de
Guerra, penhorados a Antonio Jos Goncalves
dos Reis, a requeiiinento de Augusto Figueiredo
& C.
Leilao
De iinpiirinnic nioveitt. capelho
o ni. ion. 11. litros e diverisoH ob-
jecin de prata.
Constando de 1 linda mobilia com encost de
paliaba, com 12 caduiras de guarnicao, 2 ditas de
bracos, 2 ditas de balanco, 1 sof e 2 dunquer-
-iues ; 1 conversadera de Jacaranda, 1 espelho oval,
1 tapete grande para sof, 2 pares de jarros, 2 figu-
ras fiuss, 1 divn, 2 ricos guarda-vestidos de ama-
relio, 2 toiletts de raoguo, 2 bidets de dito com
lampo de pedra 1 cama franceza de Jacaranda
com colxiio, tuna dita dita de mngno com dito, 2
ditas de ferro com ditos, 1 commoda de mogno, 1
berco de fuia e 1 marquezSe.
Duas bancas para advogado, 1 cadeira de pa-
rafuso para as momias, 4 estantes abe-tas para li-
vros, 1 cadeia de viagem, 1 cabido de parede, 2
banquinhas, 8 cadeiras de Jacaranda, 3 ditas de
bracos, 1 mesa redonda com peclra e 2 consolos
com dita.
Um importante guarda-prata de amarello, 1 ri-
co aparador de armario cora pedra, 1 mesa elsti-
ca de taboas, 18 cadeiras de junco, 1 guarda-
louca de amarello, 1 mesa redonda de ferro, 1 ca-
deira de balanco americana, 2 lavatorios de ferro,
1 dito de parede, 1 rcairiadeira, 2 vasos para agua
servida, app^reflio de porcellana para jantar e al-
inoco. vidros, duzas de eMheres para sopa e cha,
(christofler) diversos objectos de prata garfos,
facas e muitos outros movis de gosto.
Ttrca-teira 20 do corrente
A's 11 horas
Na ra da Unil n. 63, defronte do Gymnasio
O.Exm. Sr. Dr. Tarquinio de Souza teudo se-
Do "1 mobilia de junco preto com encost de
palhinba, com tampo de pedia e completamente
nova, 1 dita de faia, 1 piano forte, 1 linda cama
franceza de Jacaranda, 1 toillet de junco com tam-
po de pedra, 1/2 commoda de amarello, 1 mesa
elstica de 3 taboas, 1 jardineira de amarello, 1
marquesa, cadeiras de guarnilo, lavatorios, 1
guarda vestidos, 1 guarda louya 2 lanternas para
toillet, 1 seryieo completo de porcelana para lava-
torio, tapetes para bofa e entrada, 1 vaso para
agua, facaj e garios finos, colheres para_ sopa
cha, candieiros de gaz, 1 jarra com torneira e ou-
tros muitos object s de uso domestico.
Quarta-feira 21 do eorrente
As 11 horas
No armazem da ra do Bom Jess n. 49
O asente Gtigmo
far leilao por conta da urna familia que retiron-
se para fora da provincia, dos moveii cima men-
cionados, os quaes foram transportados para o re-
ferido armazem.
AVISOS DIVERSOS
Na engenhoca de Bemfica, estrada real da
Torre, compra-se vaccas tourinas. bias leiteiras :
a tratar na mesma, todos os dias, das 6 ao meio
dia.
Piecisa-se de urna ama
ra Nova, pharmacia n 51.
para cosinhar : na
Precisase de urna cosinbeira para casa de
familia : a tratar na ra do Baro da Victoria
n. 39, loja.
Pede-se aos abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
51, a negocio que nao ignoran.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
Jos Guimaraes, caixeirs de Loyo & Filho.
Frederico Vieira.
Augusto Goncalves da Silva.
Ii >ga*se pessoa que achou, e que tenha
conseiencia, queira restituir urna murca 'e ren-
das pretas, turra Ha de seda, que do trajete da
Soledade ao mercado despregou-se, entregar na
ra do Mrquez do Iierval n. 23, loja, que se re-
compensar.
Aluga-se o sogund > andar da ra de Lomas
Valentinas n. 100, com 6 quartos : a tratar no
primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para cosinhar, para
casa de pouca familia : na ra do Bario da Vic-
toria n. 57. __ ^^^^^^^^^^
Aluga-sc por mdico preco ou permut se
por urna ctsa terrea nesta cidade, um grande si-
tio ns lugar denominado Mungonga, com grande
coqneiral : a tratar na ra da imperatriz n. 8,
primeiro andar
Precisa-se de urna ama na
n. G7.
ra do Rango
Precisa-se de urna ama para andar com
criancas ; na ra da Anrora n. 81, 1 andar.
Vndese uuia taberna no principio da Es-
trada Nova, n. 2, Praca do Conselheiro Jeo Al-
fredo, com armacao e seus pertences, bem afre-
guezada, com commodos par familia; tratar
na mesma casa.
(HUMAS
Vende-se bonitas curimas na estrada dos Reme-
dios, ae descer do bond de Atogados, junte ao
pontilhao da ferro-via de Caruar, por preco mui-
to raseavel.
' o moldo a mulata!
A pimenta especialmente preparada na Europa
em bonitos frasquiuhos e que se vendem pelo di-
minuto preco de 160 ris cada um, no Largo de
S. Pedro n. 4.
16-Lua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da lotera n. 50a em beneficie
da matriz de Quipap que se extrahir na
quinta feira 20 do corrente.
Precos
Inte-ro 4,5000
Meio 20000
Quarto 1000
Sendo quanlidade superior
a 10 0:000
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
Joaquim Pires da Silva.
CTAl
UsfcOOOSIHMI
B1LHETHS .iHiXTlOO '
t*ra cia ns. 37e 39
Acham-se a venda os felizes bilhetes
garantidos da 503 parte da lotera a beneficio
da matriz de Quipap, que so extrahir
oo dia 22 de Abril.
Precos
Bilhete inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
flm poreo de 1OO0OOO par
cima
BDhete inteiro 30500
Meio 10759
Quarto 875
Antonio Augusto dos Saut Pcrto.
Julgando ser de grande utilioade dos negociantes da
America do Sul, lercm os de seda e relroz prepara-
dos em material mais leve do que sejaL: cairelis de
Eo, estamos promptos a fomecer para exponafao
ns de seda, retro* de seda e seda de boidar, d
todas as qualidades, pteasradas em lancaderra] de
papel ou de pennas como cima representado.
remos todos os lmannos de fio preto e mais de
luinhcntos cores. m
Dirrja-sc i Braioaid & Anutrong Co."
621 Market Street, 46q Broadwav,
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Tricofero
de Barry,
nrnnif*-e (|uo
*z cretH-er o
CABELLO
anda inrsino 1 as raorrn* ,
111:1 U culvu". i.ni como uno
curn radicnlineute
a TINHA e a CASPA,
Positivamente inpede a
Saeda. e o embranquecimenta
5 CABELLO c era todos os ca-
sos o torna invariavelmentfc
Bffacio, Bnlhante, Formoso
Abundante
E1.1 uoba:iiatsil2 0[tentaanno
6 tero inaior venda qne n<-tihuni
nttfnpreparndopnnoeabelloen
toCs, araoilo.
Agua Florida
de Barry.
DUPLA.
Preparada segundo a oriiii*
original asada pelo inventor na
snno de 1839.
Tem duas vezes mais Fragrancia
que qualquer outra.
Dura duas vezes mais tempo.
E'muito mais rica de perfume .
mais suave. -1
E'muito mais Fina e Delicada.
Tem dobrada forca Refrescativa e
Tnica no Banho.
Fortalece ao Deb'le ao Caneado.
Cura as Dores de cabeca e os des-*
malos. 4
E'multissimo Superior a todas aa
outras Aguas Floridas Actual-,
mente venda. ____________MI
Descoberta Importaiitissimai
Puro Oleo de Figado de Bacalhae
COM
IODURETO DE FERRO, .
Barclay Se Companhi/u;
408 4:000^000
SZLSZTES 3AfiASIID3S
loa Primeiro de Narco n. 23
O abaixo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 878 com a sorte de 200JOOO,
4 quartos n. 2041 com a sorte de 100f)000,
alm de outras sortea de 325, 16$ e 85, di
teria (49.a), que se acabou do eztrahir,
convida aos possuidores a virem receber
aa coformidade do costume sem descont
algum.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 3.a parte das loteras
a beneficio da matriz de Quipap, (50.a),
que so exirahir quinta-feira, 22 do cor-
rente.
Cnra radicalmente c com^Oruran'.aos peores easoc
46 l'hlhiica. HscrofalaB, Iheunut'.-mo, as doer.^M .-
da E^piuha Doal, dos Quadris c do* Ossoa. as'ia-
t!amiiia.,.> lo K_-.idn. do Buco e do riero,clc.,etc.,'
e n-stiliie ao corjio enfraoneuiio c f jti^-ado o seu prl-
ativo vijor e arredonjulo 2 j cont''rno^. E' certa '
mente una pnincle desool ata C Puro Oleo de
Usado ilo Baralhf.acciBi Eodureto d!
Ferrode Barclay c 'i-, >e\' York, m
Xaropf: ci Vida
de Benter No. l
Inteiro- 45000
Meio 25000
Quarto 15000
Kui qnaatldade mafor de lo
Inteiro 35500
Meio 15750
Quarto 5375
Manoel Mar*ins Finta.
0 lll G
O abaixo assignado declara qac nunca pedio
a ninguern dioheiro emprestado, bem como nada
deve nesta praca nem fra della, e se alguem se
julgar seu credor, a rc8pte-se com os sean docu-
mentos, na ra do Mrquez do Iierval n. 165, no
prazo de tres dias, que ser pago, liccife, 19 de
Abril de 8C
Manoel Aires da Silva Maia.
Mas sa fallida de (ta-
bello & Sobrinho
A coi.missao verificadora dos crditos desta
mabsa, convida aos senhores evedores a apresen-
tarea) seus ttulos at sabbado 24 do correte,
afim de serem verificados, rus do Amorim nu-
mero 66.
insmiiJiiR
Aos 4:0008000
BILHETEu SABAMOS
Roa do Baro da Victoria n.40
e casas do costante
O abaixo assignado acaba de vender
en seus felizes bilhetes quatro quartos de
n. 111 com a sorte de 4:0005000, quatro
quartos n. 259G com a sorte de 1005000;
e dirersos premios de 325000, 165000 e
85000.
O mesmo abaixo assignado convida os
possuidores virem receber na conformi-
dade do costume, sem descont algum.
Acham-se vend os felizes bilhetes
garantidos da 3. parte das loteras
beaecio da matriz do Quipap, (50*), que
ae extrahir quintasfeira, 22 do corrente.
Precos
, 45000
25000
15000
Ea poreo de 100*000 para
cia
Inteiro 35500
Meio 15750
Quarto 5875
Jo&o Joaquim da Costa Leite.
DEPURATIVO E PURGANTE.
Este novo e admiravel purieador do'.
sangue acta sobre os intestinos
o ligado, es rins c a pelle.
E'ci ra i na 11 i vcl contra a Dehilidade I
Nervosa, as Dores de Cabe::, a Dys-J
pepsfa as Sezoes, e oontra as doen-.
casdeorigem Miasmtica ou occa-
sionadas por desordens do figado'
ou pobreza e impureza do sangue.-
Intfciro
Meio
Quarto
poreo

Viagens m ceulro
De Olinda parte todos os sabbados, as 4 boraa
da tarde, par Itamb por Iguarass e Giyanna,
urna diligencia; passagem a tratar na rna 1" de
Marco n. 1, no Becife. Viagens avulsas em qual
quer dia, e para qualquer parte a trata no mesmo
lugar.



1-*


6
ari S Pmanimir4i--Ter(A-reira 20 de Abril de 1886

-se barato
k ctua da roa do Visconde de Goranna n. 79
k tratar no Largo do Gorpo Santo n. 19,1 an-
dar.
Alllg
2' e 3- andar do sobrado ra do Brum n
a tratar no mesmo, padaria.
NICO
62:
Alagase
2r barato preco a cas* da ra Imperial n. 286,
nm andar e loja, com frente de azulejo, tem
bons commodos, agua encanada, e muito fresca ;
a tratar na ra do Crespc n. 18, loja.
Precisa-se de urna ama ; a tratar na ra do
fiwkdeda Boa-Vista, Caminho Novo r>. 139-A.
Ama
Prcisa-se de urna ama para cosinhar e outra
para cuidar de um crianca : na ra do Mrquez
do Herval n. 28.
Ama
Precisa se de urna an a que saiba bem cosinhar
e faer outros servicos domsticos para casa de
pequea familia; a tratar na ra do Atalho n.
3, ultima casa.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de duas pes-
sas ; Da ra Formosa n. 29, esquina do becco
dos Ferreiros.
Ama
Precisa-se de urna ama para engomniar
e outros servicos domsticos: no 3* andar
o predio n. 42 da ra Duque de Caxias.
or cima da typographia do Diario.
Ama
Precisa-so de urna ama para comprar e cosi
nhar com perfeico, para casa de Lomera solteiro :
na ra Nova n. 6.__________^^_______
Ama
Precisa-se de urna ama a tratar na ra Nova
a. 61, 2. andar.
Preoaracao de Productos Vegetaes
EXTINiO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JvlARTINS & BASTOS
Pertumthuiio
'. Sitio
.tingue I mito barato
Com casa para familia (Da arzra) e tem 4
salas, 4 quartos e cosinha, mnitas tructeiras dan-
do fructo, junto excedente ba bo do Capibaribe, e
perto do trem : a tratar na na de Santa Thereza
n. 38, e na Varzea com o Sr. Estevao Jos Si-
mocs, confronte o dito sitio.
Experimenten.
E di ara na o siue ncliam
Os especiai's licores de genipi po e caja que se
acbam venda o largo de S. Pedro n. 4?
Engento
i
Leonor Porto
Ra do Imperador a. !
Primciro andar
Csntina a executar os mais difficeis
figurinos n-cebidos do Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perf. iyilo de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos c fino
gosto.
I!
i
II
&
KKlilMOAKIA
ALLIiM
Tnspassa se o arrendameato do engenho Santa
liosa, na frcguezia da Luz, perto da esta cao de
S. Lourenco, na via-ferrea do Limoeiro, assim
como de Jaboato, na via-ferrea de Caruar. O
terreno da pura safrejar-se annua'mente de dous
tres mil pira de assnear. Alem de inuitas var-
zeas tem mata virgem para abrir-^e novos parti-
dos, me a vapor, tendo urna machina nova, de
muita forca, e ir. en las novas e grandes : quem
pretendel-o dmja-se ao mesmo engenho ou a ra
do Imperador n. 79.
Cosinheira
Na ra da Imperatriz n. 20, 1 ai.dar, precisa-
se de urna cosiobeira para pequen familia, pre-
fere-se escrave,
Mudanga aa escrirtorio
L. E. Rodrigues Vianna mudou seu escriptorio
de advogacia para o Io andar da ra larga do Ro-
sario n. 10.
Eii^ommaeir
Precisa se da urna, na ra dr Visconde de
o yanna n. 207.
Praca do Con se-
lheiro Salda-
n h o Marinho
n. 4.
An'iga da Ma-
triz de Santo
Antonio nume
ro 4.
Tendo ou abcrlo urna officina de relo-
ioara com o titulo cima, recommendo-
mc ao rcspcitavel publico para fazer
qualqucr liabalho. al o mais difficil na
minlia arle, como j prove como em-
pregado da relojoanaregulador da
marinhaonde traballui os ullimos
dous annos, prometi presos mdicos e
promptidao. *
Cario Fuerst
Engenho
Arrenda-se o engenho Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a tratar no escriptorio de Sebaetiao de
Barros Brrelo, ra do Commercio n. 15.
'-"
Peixe de viveiro
Vinlio de S. Miguel
CIIEGOl
Nova remessa. venden Aniaral Primo & C, ra
Larga do Rosario, e Borgi's na ra do Amorim.
E' PURO E BARATO
Precisa se de urna eiiada para cosinhar : na
ra d.i Barao da Victoria n. 9, i- andar.
Ouwn lera?
Our prala : c mpr se ouro, prata e
pedras preciosas, po* maior prer^o que em outia
qpa.quer parte ; no 1 andar n. 22 ra larga do
Rosario, Mitiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
carde, dias uteis.
Jo as te prata
O Mnz. u de Ji-i;.... ra do Cabngi n 4, rece
beu pelii ultimo vapor francs um esplendido sor-
timento. Pn eos nviit moderados.
a1
Recebemos neste ult uio vapor voadores para
meiiiii' s aprenderem a andar, assim como, diver-
ses obra de Vime.
Cade i ras
Cestas de diversos tamanhos para compras
Balai s para pap.-l.
Aasafates
Ccndecss.
K.upeiros.
Scmeiitts de borra tifas e flores, amores perfei-
fc>s e diversa* quailda
V -i"> taanbem o tpeeial bacalho de Non>ega,
Esund i cada um 6 ubi-as: em casa de Pocas
cud- s & C.
Rna ettrt ta do Botara n, .'*, tinto a iqreja
Quinta e sexta feira santa ; na ra de Fernan-
des Vicira n. 68.
E'mfallivel
Largo de S. Pedro n \
'rudo e vende pelo menos pos-
ai vel
Neste estabelecimento sempre ha venda o es-
pecial licor de maracuj, em lindas garrafiuhas,
proprias para toilet, compotas de u.angaba e
manga.
Tambero se cncuntra um completo s rlimento de
gaiolas de toos os fabricantes para toda diversi
dade de passaros, at proprias para viagem, por
terem cinco compartimentos caia u ra.
Encontra-se ainda urn grande sortimento de
passaros nacionae. e cstrangeiros, entre elles ca-
narios a lemiis aascidos aqui no Iira-il. rolas de
todas as qualidades, at cruzadas, propr.as para
viveiros de iardina.
loaqaiJU itaiixisn de oii\ nira
Flurindi Kcrreira Barbosa e seus filhos mao-
dam resar urna raissa na capella de Santo Amaro
das Salinas pelo eterno repauso d'alma du seu
sempre cho-ado esposo e pai, Joaquim Barbosa de
<'Hwir... quarta-feira 21 do crtente, s 7 horas
da mauha, 1< anniversurio de siii sentido passa-
mento. Para este fim convidam a todos os paren-
tes e amibos, bem como os du fallecido, confes-
sando-se por isso desde j suminamcntu penho-
rados
EMULSAO
SCOTT
1 >E (LEO f'UKO DE
Fijado de l>acaIho
COM
Hy|.o!tti(is|)hilas de eal e soda
Approvail:i prhi Ijinla de lly
iifiie e aulor.tada pelo
^overno
E' o me ih'-r tn ilm h je descobeto para a
tl*ic ln>u<-i: !., rhciophiilas. ra-
clti'"-. niM'iiiii. elkl!i<-ar flotilla. ln*- do iicilo ila (uruRiiln.
E' mosto s P' i r an "i > .-imples de figado de
bac lli p rqne, lm de ter ch iro c sabor agra-
dave toda* virtudes inedicinaes e nu-
tritiva o o as prrjpriedades tnicas e
reconsti'unit' s 'i m livpopliospbitoa. A' venda as
drogaras e boticas.
Deposito cm Pernaubuco
Francisco Mtnoei da Silva AC.
23- RA MAUQUKZ DE (-LINDA- 23
llnjor Jos- nodi'isaem de Ol
veirn i.irun
Maa Cordeiro de Mesquita L;ma e seus filhos
mandam resar urna missa na matriz do Corpo
Santo pelo eterno repouso d'alma dj seu esposo e
pai, terca feira 20 do corrente, 2 anniversao
e seu pussaraento, e para esse ftm convidam a
t.idos os pan ates e amigos, eoufessando-se sum-
mamente gras.
nSZR9Bffi5E5Z5Z5Z5

GOHAS REGENERADORAS
do Eoutor SAMUEL THOMPSON
' Tratamento etTtcaz contra todas as atreocoes provenientes do entra- ^
queclmenio dos orgaos e do systema nervoso, ou das altera(;5es do
aangue rra | qneelaernt* fertO, tonta ConvaJeMenoaa. Este tratamento de ha multo, Mconetdo
e recommendado como o malor reg-eaerador do organismo.
O fSASCO : e FRANCOS (bx nuu<9A| yy
rodo muco que nao $rouxer a Marca de Palmea registrada e a atWMtura^jfr "n/co Fibriomtt !
dovo ser rinoroaament recusado. _^^^ M*
**3U*, harmaola OXX.OT, ru ooh.lionart, 38 "^/^ frtdmlo
Dsposito em Pernambuoo : FRAM" M. da Sil-VA & C.
7*T^
Engenho Goiabeira
Traspasss-se o arrendamento -lo engenho cima
distante da cidade de Jaboato meia legea, ven-
dando tambera a ssfrs, boiada, alambique, carros
emais utensilios p.rtencentes ao mesmo : a tra-
tar na ra nova de Santa Rita n. 49, serrara
vapor.
Caixciro
Precisa-ee de um Chixeiro : a tratar no pateo
do Paraizo n. 18.
^URAT/^
O LAROZE "Q
Xarope ie Casca de Laranja amarga
ato IODUR.ETO de POTASSIO
APPROVADO PKLA JUNTA DE HTGIENK DO BRAZIL
Casa
Tnico
Oriental.
\yy
Alaga-se o .mdi r superior da casa ns. 90 e 92 4
ra da Palma, tem bons commodos para tamilia ;
tratar na rna Duque de Caxias n. 47
la
O Sr. Praucisco Alvcs da Costa, commaudantc
de urn dos vapores dcsta compaoh'a c rogado
vir roa da Marques do Ohnda n. 50, afim de
concluir certo negocio que nao ignora.

/
0 '//y
Todo o mundo conhece as proprieda-
des do Iodureto de potassio. Os mais
distinctos mdicos da l'aculdadc de medi-
cina de Pars, e principalmente os Sfirs
Dres Ricord, Hlanc.he, Troussbau.
Nblaton, Pioruv, Kogbr, obtinenio os
melhoros resoltadoa no tratamento das
afeccoes escrophulosas 1 y mphati-
cas, cancrosas, tuberculosas, nos da
carie dos ossos, dos tumores bron-
cos, da papeira ou bocio, das mo-
lestias ohronicas da pelle, da agrura
do saugue, dos accidentes uceunda-
rio terciarios da syphilis, etc.
Este aponte poderoso administrado em
solucao com agua, tem por Inconveniente
o irritar a mucosa do estomago e deter-
minar accessos gaslralgicos.
Km vista d'isto, os mdicos cima men-
cionados escolhero por excipiente rVeste
famoso remedio, o Xarope de casca
de laranja amarga de Laroze, o mal,
por sua accao tnica sobre os orgaos do
apparelho digestivo, facilita aabsorpcSo
de iodureto de potassio, previne qual-
quer irritaeo c pcrmitteqp.e se continu
o tratamento sem temor de nennum
accidente al completo resubelecimento.
Nos mesmos depsitos acho-Be os seguintes productos de J.-P. Laroze:
XAROPE LAROZE^"
mTNICO, ANTI-NERVOSO
Contra as Gastrites, Gastralgias, Dyapepsia, Dores e Caimbraea d estomago.
XAROPE SEDATIVO.A^4aaoBR0IVIURET0 DE POTASSIO
Contra Epilepsia, Hysterico, Dansa de S. Guy, Insomnla das Criancas durante a denticao.
XAROPE FERRUGINOSO ^a^tPROTOIODRETOd.FERRO
Costra a Anemia, ClUoro-Anemia, Cores paludas, Flores brancas, Raohltlsmo.
p.fasiti m tedas as boas roarits do raxil
Pars, J.-P. LAROZE e C**, Pharmaceutico
, RU DES UOHS SAINT-PAL. 2
FAZENDAS PRETAS
PECHINCHAS
GORGURESde seda pura a 2000, 2520G e 24500 o covado!
GRANADINAS de seda a 400 ris o dito!
SF.TIM MA.CA'0 a ljJQOO, 1:5600 e 2->500 omais largo que tem vindo I
MERINO'S-a 1/5000. 15200, 14400! e de todas as cores para 1.50001 para
acabar.
VELLUDILIIOS a 800, 900 e 1$000 lisos e bordados.
CREPsuperior a 1 SOOO o covado 1
SETINETA franeeza a 560 ris o dito !
MANTILIIAS e Bchnsgrandea a 4:5500 e 5-5000!
Casemiras, pannos, cheviots, merinos, diago-
naes, etc., encommendas para lucto
EM 24 HORAS
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade da Medicina de Pars. Premio Montyon
c
N A A C R 12 RITA R A C A H A DI
Pili DI Cllll
5JRa Duque de Caxias>9
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empreg3o-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as afleocSes seguintes:
Asthma. Insomnia, Palpitacoes do Coraco. Epilepsia, Hallucinaco,
Tonteiras, Hemicrania, Aeccoes das vias urinarias et para calmar toda
especie de excitagao.
11-- Urna exolicacao detalhada acompanha cada Frasco.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & G'a
de PARS, que se encontro em casa dos Droguistas el Phurmaceuticos.
SABONETEdeALCATRAO
PARA A TOILETTE. OS BANBOS B CUIDADOS A DAR AS CRIANCAS
Este SABOSJSTE, rr-r ___________________MOLESTIAS DA PELLE___________________
l*liIil>Filtl:!il?IMIild,iJ;ldJ;M ]
I acal voseas enancas com o SAfO C.tUtiOAIH iHiTt.UUxs a/iui de pioleuel-os co.Ura
o SARAMPO, a VARILA e a FEBRE ESCARLATINA
E'tcs SAltO\ETi8 s.lo r,commendatas jiolo Tori"> ti cilico intclro porque previnem as
MOLESTIAS EPIDMICAS c CONTAGIOSAS e se adaptao a qualq'uer clima.
MARCA DE PAI1IIICA OS KNVOLUEROS E NOS PaES
IDer-oslto geral "W. "V. -VVXtlGHT SC C, South-waurlc. LONDRES
Era Femam.bu.co : Fr-a-aT." Ts/L. da Silva & C.
GADET
C U RA
em TRES DAS
[PtB?Denain7]
pars
Depsitos as principaes Phacas.
Em Pernambiico :
rRAN M. da SILVA e C*.
NA EXPOSCAO UNIVERSA
VINH0 de CATIL10&
de GLYCERIKA e QUINA
O mais poilerr.z-) t)ui'"o eeoflstitdlnta prc-ipti
non Dores d'e itomigo. L^ngor, Aneiiiia
Dicbetis, ConsumpcSo, t ebres,
Convaloscen<;a. Resultados dos partos. < te.
0 nesno vioho con f' ro. V NHC FER UGIHOS D
WTILI'-K regenerador por
6 di!:<\r-lo. Ksu; vni'i,) \.ii t I r,r > \er~ or \>Atti
' os c^t-xiiago uio eecaeiaoa pri io de i
PARS, 23, ru |-m ftamficoi
rranCc"M.dabllv t l. Q|Wl :ncipM i'harniacja.
e;dbteve.S,ta
1882, Eonicaux Helilul Je Bronle:
Blols: Mtja na de Pru; P.oclie-
lort : Kenclo de t-oa'.la oe P.2t3.
(rindemo- -18S3.Amstei-i.iin:
Mi:'a.na ce Prati court .a. 1885,
Exposicodo'lraba!ho:4dm ri 10
Alimentagao Moa
em principios azo'.idos e phoipliaiados.
A raniifHa jwlin o mcllior
le leitc u allmi ortnnas.
Rentada com o tu
i i
iracas u as mo u
Oasn-iii-. "-.istr ilias, ItXolrsLt -'.s Xuto;-
tlnos, j;'ud de Veotro rebelda*,!
as Afl'e.rvs iinc Q.io |
supporl ssana para a pro-
duccfio da forra o da saudv.
X.'GIn A HiiiCA lEUSTSAM : A TI1GM
MkS MIUC*a 7//..A. lii>r:l:-niije{Prart;a)
t Ptrnaunbuoo .a.._. aa :__v^ tt o*.
SELECTOS
NOVA MARCA M COAMOS
De qmiliiladc superior
a contentar o mais difficil fumante!
NOS ESTABELECIMENTOS DO GOSTHE
FABRICA APOLLO
Os proprietarioa do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEl DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. -i, communic^m ao respeita'el PUBLICO que receberam um
grande sortimento -le joias las mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bera relogios do todas as qualiiades. Avisara tambera que oontinuam a receber por
todos os vapor.-s vindos da Europa, objnctos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGUL WOLFP & C.
N. 4 RA DO
Oompra-se ouro prata relha.
CABUGA-----N.
(rande e bem montada ofcina 'le aifaiale
DE
. .-iJ
{De CCDcINA e TOLU)
O Xgpo;-'. -cga-se contra as
Irrt \icss, Tosst
towuuJi{poqothi !t!tt>j$est
Catan bos e
PAIUS, ra Diouot, 22, e en ria:mallos.
PEDROZA&C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor-
timento de pannos, caseraira., brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das mellures fabricas de Paris, Londres e Allemanha; o para bem
servirem aos seus amigos e fregu-zps, os proprietarios desto grande estabelecimento
(m na directo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espago de 24
horas, preparara um terde roupa de qiclquer fazenda.
lina do Baro da Victoria n. 41
(PRKCOS SEM COMPETENCIA)
D. .4nna Cenar de nilrnilo
A agosto ,C*ai de Andrade, tendo de mandar j
eelefer miseas por alma de ana presada esposa,
na tarja-feira 20 do eorrcntp, por nao podar fa-
z'i-o no diado 1'anniveigarK por fallir r.a aexta-
f-ira santa, convida a todcs os (eus prente e
amigos para assistirem a cat-! aita de reiigiao e
caridade, na matriz da Boa-Vista e no eng^uho
Timb-aa, s 9 horas ; e desde j se confessa
g ^decido.
YINHOdeEXTRACTOdeFIGADOdeBACALHAO
"Vende-so
m todas as principaes Phnrmacias
e Bromarla. .
Deposito geral .
PAREE
21, Faubourg Montmartre, 21
aMo&o r*! ni ir da Mili a Harhado
Aur i a Amelia da Silva Machado, Franc i.'o
Melchegpdekes da Silva Machado, jHcintha Jovin-
tinK de Ficueirede Ribeiro, e David Gomes Kibci-
n> agradeccm a todas as pesaoss que se dignaram
sciownbar es restos moraos de ten presad" ma-
rido, pai e tio, Joao Casimiro da Silva Machado,
sua eterna morada, e de novo onvidam ass seus
parcutes e amigos para assistirem as missns de
stimo d a qu; mandam celebrar na igreja do Es-
pirito Santo, quarta ffcira 21 do corrente, s 7 ho-
ras du uiHiihS e desde j muito agradecem a to-
d s ns p' saos; qnp ge dignarem fompareeer.
O VINHO de Extracto de Figado de Bacalho, preparado peloSnr. CHEVRIER, I'iannarctitico de 1" classe,
emPariz, pciwue ao niosnio tcuqx oa principio^ activos do Oleo de Figado de Bacalho o as propriedades therapeutcas dos
preparad- E' precios; k.: cujo estomago au pode supportar as usbstancias graxas.O seu effeit
como o do Oioo de legado de Baoaliao, soberano contra as Escrfulas, Rachitisino, Anemia, Ghiorose
Bronchite e todas as Molestias do Peito
VINHOdeEXTRACTOdeFIGADOdeBACALHO CREOSOTADO
Deposito geral .
PARIZ
21, Faubourg Montmartre, 21
Vonde-se
a todas as principies PUarmacias j
l Drogaras. |
A CREOSOTE de FAIA suspende o trabalho destruidor da Tnica pulmonar, porque diminue a expectoraco
dtsperta o appetito, faz cessar a febre, supprime os suores. Os seus effeitos combinados com os do Oleo de Figado dj Bacallao,
fazem do VINHO de Extracto de Figado de Bacalho Creosotado, de CHEVRIER, o remedio por
excellencia contra a TSICA declarada ou imminente.
Vende-se oh permuk-se
Quem tivtr, na cidade do Re ife, em
l'ernanibuco. Especialmente no bairro da
Boa-Vis'a, um predio do valor de 10
I2:000|JK)00, c quizer permtalo por oa-
trs, na povo .c3o de Mu.'ung, da provincia
da Part>liyba, tendo dito pradio 130 pal-
mos de fente e 60 de fundo, com 10 por-
tas m frente, levantado todoellede tijollos,
(e com um estabelecimento de compra de
algodao e ma hia vapor para descaro-
ca-O, e prensa e machina de sorra, tudo em
-bom estafo ; dirija se ao abaixo assignado,
na referida povoacao, at agosto prximo,
ti tti d<- f. zt negocio; sendo qtio do agos-
to cm diante s fura ncgo3o o mesmo
abaixo assignado depc3 dasaffra.
Fas-sn o negocio por motivos parlicula-
Ires.
PoyobcSo do Mulungu', 15 do abril de
1886.
Antonio Bezerra Peesa e Alhuqueraue,
= Pede-se aos Sr*. DamiSo Hermes Braga e
Francisco de Farias Castro, que venham ou man-
dem entregar es movis que alugarara.







-
ir
y

Pehe de vi*eiro
Curimaes gordas, no vveiro do Arquias Mafra,
m Afogados, e ua casa oude foi e stscao das di
ligencias, na quarta, quinta e sexta-feira santa.
Eucarre?a-se de c. ucommcndaa Gurgel do Ama-
ral e Poyas Mendos & C. ra do Rosario nu
ero 9.
Cosinheira
E^Pr-cisa-Be de urna boa cosinheira e que seja
assead. a tratar na ra de Paysandu n. 19
Passage n da Magdalena.
Agiistinho & Irinao
tendo feito urna grande reforma en sen estabele-
cimento de joias, ruado Cabug n. 3-A, convi-
dam sos seus amigos c fregueze virem-se pro-
ver de joias om gust e preco srm competencia,
ois resol "erara assim fazer por terem um grand"
sortimento de joias d curo e prata ; tambem con-
terta.n qnaesquer < Uras de ouro ou prata. e com-
pran ouro velbo e prata.
Engenho (Tagua
Vende se ou arrenda-se o enjenho Caan daba,
prximo cidade de Jaboatio, cem extensas ter
ras c instas, ha pouco reconstruido cam importan-
tes o ras i' bous estradas di- rodagem : a tra ar
cotn o coimnendador Barroca em su a residencia da
Magdalena, cu nos sabbados em dito engenho.
Tambem se divide em sitios, vontade de com-
pradores ou foreiros, todos i margem de riachos.
Chnelo turco
Mario de PeraambucoTcr^a-feira 20 de Abril de ISN6
Camisas raimes
A *5O0, 3*000 e 3*500
32= Loja ra da Imperatriz >= 32
Vende-se neste novo cstabelecimentc um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p jnhos de linho como de algodao, pelos
baratea prreos de 2*500, 3* e 4*, sendo fazenda
multo melhor do que as que veem do estrangeiro e
muita maii bem feitas, por serem cortadas por
um bnm artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda facer por encommendas, a v jiitade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatrt n.
3., da Ferreira da Silva.
Ao32
Miudezas baraws UQOIOAftO DE CHAPEOS PARA
&
Nava loja de fazendas
- lina da
I.oju de calcatfon
DE
cMrangeiro*
Thomaz de can tifio k G.
Este gran i." estabf le-monto acaba de recebar
pelos doiis ltimos vapores da Europa Orator o
Tille dt Pernambuco um importante sortimento de
que ha de magnifico em calcados para senhoras,
homons o meninos, nao s pelo modernismo e ele-
gancia dss (Brasa, como pela exc-elleneia do ma
terial, perfeicao e solidez do trabalbo.
Conscios de que sahiro plenamente satisfeitos
pedimos s Exmas. familias, aos ilustres e respei-
tave9 curpos acadmico e comtnercial, e a distinc-
ta claase artstica, a honra de urna visita ao nosso
estabelecime ite As venias sao ieitai a procos
os mais -azoaveis.
Ra lo Raroda Victoria u 10
Toalhasparabapti-
sado
Vende'sc de S5* 284000, ra da Madre de
Deus n. 5, armaztm, ou largo do Corpo Santo n.
1!'. 2 un dar, importantes toalhas de labynntho.
Imperatriz = 3
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
eit avel publico um variado sortimento de fazen-
aa de to i .a as qualidades, que se vendem por
ree.os baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man
da tazer pnr encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finas,
casemiras e brins, etc
iu pun uuiuuul
St-Roa da Inip.rnirlt 3t
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai
xo mencionadas, que sSo ba~ as.
Palitots pretos de r"t aiagonaea ;
acolchoados, sendo tazenaas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cotdc muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita,'fazenda mnito melhor
Ditos de flanella azul sendo ingleza vei-
dadeira, c forrados
Calvas de gqrgorao preto, colchoado,
sendo fazenda muito encjrpada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, ;
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim c.
de brim pardo a *, 2*500 e
Ceroulas de gregnellas para homen i,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
Colletinhub de greguelta muito bem frite s
Assim como trm bom aortimento di; lencos d?
linho e de algodao, meias cruas e collaiinhae, etc
Isto na loja ca -ua da Imperatriz n. 3a
Loja V a macan
Rua Duque de Caxiae n. 66
Chamamos a sttencao das Exmas. familias para
este estabelecimento, que estarnas vendendo mui-
to barato todos os artigoa de miudezas, e temos
um bom sortimento.
irania con. vidrilho, larga, a 800 rs.. 1*000 e
1*200.
Galio com dem idem, a 1*400, 1(600, 2*000 e
2*500.
Luvas pretas de seda, a 6C0 rs., 800 e 2*000
o par.
Leques finos pretos e de cores, 8J e 10*.
Ditos a 5*, 5*500, 6* e 7*.
Ditos heBpanhoia, de cuato dei*5008O0e
1|000. I
Jucos finos com vidrilfaos e baratos.
EspartilhoE finos para senhoras e meninas.
Bordados finos, que estamos vendendo barato.
Perfumaras finas e sabonetes finos a 1.0 e !
200 rs.
Barra de sabonete fino, de custo de 1*000
800 rs.
Brinquedo9 para crianca.
Lencos tinos e meias finas para senheres e se
nhoras.
S se vendo para poder crcr estes presos.
Wa loja Cama can
lina Duque de Caxias numero 66.
Vende se pelos segnintes pre
eos de .>> o at 904000, a
ra do Crespo n. 19-Madama
Mequeliua.
Cabriolo!
Ve ide-se por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
ebeira do Candido, ra da R ida.
todas
Vende-se na rra
andar.
do Bom Jess n. 7, primeiro
Yidros para adraras de
ai dimensoes
Vende-se ra do Commercio n. 15 por preces
baratissimos em caixas vontade.
Fazendas branca:
SO' AO NUMERO
rua da Imperatriz
7*0(K
OOOC
12*001
12*X
5*501
6*6G<
8*001
3*00(
um.
1*UK
Riscados largos
4o na da Imperatriz to
Loja dos baraeiros
Alheiro & C, a rua da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estis fazendas
abuizo mencionadas, seto competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPees." a godozinho com 20
jardas, pe'o~ > i precos de 3*800,
4g, 4*600, 4& (., b, 5*500^e 6J50
Vendo se mobilias de junco de encost com pa- MadapoloP> eag de madapolao com 24
lha e sem pnlha, mais barato do que em outra jardas a 4*5iX), 5*. 6* at 1200f>
qualqucr parte, assim como mesa elstica de 3 e 4 Camisas de mcia com listras, pelo barato
taboas, guarda-vestido e guarda-louca, e outras preco de 800
peca avulsas : na ma estreita do Rosario n 23 Ditas branc is c cruas, de 1* at 1*801J
Mobilias de junco
Cregnella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
c-roulas, vara 400 rs e 500
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
aliOOe 1*500
Colletiuhos ^a mesma 800
Bramante francs de algodao, milito en-
corpada com 10 palmos de largura,
mitro 1*280
Dito de linbo inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500e 280c
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro lf 80U
Cretunes e chitas, claras e escaras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conheoida
loja de Alheiro & C, esquin-- do becco
dos Perreiros
Algodao entestado pa-
ra lencoes
A HOo m. e lAOOO O melro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C, rua da Imperatriz n. 40, ven-
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas Lrguras, com os padrSes maia deli-
cados para costume, e vendem pelo barato pwft
de 2*800 e 3J o covado ; assim cerno se encarM-
ram de mandar fazer coBtumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de fraqM,
grandepech ncha : na loja dos baiateiroa da Bi
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grajuic
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toqne de mofo, pelo barato preco de 899
rs.o covado, grande pechincha ; na loja da et-
quina do becco dos Perreiros.
iioriia oo ra. a peca
A rua da Imperatriz n. 40, vende-se" peca de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pie-
| co de 100 rs., ou em carto eom &0 pcas, soi-
das, por b$, aproveitem a pechincha ; na loja 4a
esquina do becco dos Perreiros.
Fastes de setlneta a soo rs
covado
Alheiro & C. rua da Impcratri
mos de larroraa 1MK) rs., c ti i t com 10 palmos a dem um bonito sortimento de fustles brancos palo
lOOO o uielri, assim com- dito truncado para
toalhas de mi sa, eom 9 palmo oe largura a 1*200
- metro. Isto na leja de Alheiro cst C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209, 1*400, 1*6(0, 1 800 e 2* o covado
Alheiro A C, & rua da Imperatriz n. 40, ver Vende se diariamente esgeciaes laranjas aara
d-m muito bons merinos pretos pelo preco acim> mesa, mangabas, capotas, e outras militas : a
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec- i largo de S. Pedro n. 4.
co des Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da rua da Impcifriz n. 10 vende-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo prefi
de 5*(XX), assim ci-oo um sortimento de roupat
de casimiras, brius, etc, isto na loja da csquinti
do becco dos Ferreiros.
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado,
sutinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 m. 0
ovado ; na loja da esquina do becco dos Per-
reiros.
Inicias maduras
Engenho Recanto
Vende se ou arrenda-se o engenho Recant, si-
tuado no termo de Seriahaem, moente corrate
d agua, com boas trras, etc. a tratar com Ma-
noel Ferreira Bartholo, rua do Bom Jasas 4.
VENDAS
Vende-se um engenho com*agua para moer
4,000 pues, grande, com matas, varzeas e largos
corregs, com roda nova de ferro, multo boa mo-
enda, paiol de cobre e asiim os vasos do assenta-
nento, formas de ferro, destilaban cora agua cor-
rente, tondo alambique de cobre com cubas, an-
coras, deposito, estufa, todas as obras de tijolo,
tendo un grande sobrado com alpeudre na frente
e arborisado, capel!a, senzala, casa montada para
farinba, estribara para oito cavallos, fiucteiras e
cutres regalos. Dista tres legoas do Kecife e urna
da estacao de S. Lourenco c Jaboatao: quem
pretender ''irija-se ao escriptorio rua do Impe-
rador n. 81. Vende-so tambem a saa que boa
c utensilios para o engenho.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este ezcellente Whisky Escosses preierive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos >.. lheres armazens
molhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADOcujono
me e emblema sito registrados para todo o Brazi
KROWNS &. C, afrentes
Pinho ,'eriga
Vende-se em casa ae Matneus Austin & C, i
rua do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
qualidade e diversas dimensoes.
I
Em vista dos grandes progressos da idea de que
se gloriara as nac;oe.s civilisadas, o commercio
deve acompanhar esse pro^resso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
naces ; em ata do que annun.ciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Itua estreita do Rosario 1
Grande sortimento de generes alimenticios, es
aolha dos quaes, os annunciantes teem sempn
maior cuidado, para bem servir os seus nnmeso.
fregu es. Lembramos, pois, o proverbio :
Qucm nao experimenta, nao sabe.
Venham ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Passas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates novas de hortalizas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cervej-- de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito parala.
Especialissimo matte do Paran, en p.
Anda man :
Ovas de peize.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capito & l"., rua estreita c
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
For.nicida capanema (verdadeiro) para eztinc -
cao completa da furmiga saura. Vendem Mrtir t
Capito & C, rua estreita do Rosario n 1.
Msicas novas
Acabam de chegir da provincia do Para para o
sstabeleciu.ento de pianos e msicas de Vctor
PrealU, rua do Imperador n. 55, as seguint s
novidades, que tornara se reeommendaveis pelos
seus autores :
Hilaridade, galope, por H. E. Gurjao, 2*000.
dem a quatro maos, idem idem, 3*.
A Viuvmha, romance pa>-a canto, idem, 2*.
Urna Ijerobranca, idem idem, 2A.
O Desejo, idem idem, 3*.
A Ausencia, idem idem, 2*000.
A Partida canzonne para canto, idem, 2*.
La Partenja, bacarola para canto, por V. Ruis,
2*001 .
La Nanna, do para mesao soprano e contralto,
para canto, por H. J. Gurjio, 2*.
A Valsa, poesa para canto, idem, 3*.
Penes, meloda, por V. Ruiz, 2*.
Marcha Triumphal, marcha, idem, 2*.
Idalia, phmtasia brilhante, por Enrico Ber-
nardi, 2*000.
dem, reminiscencia, dem, J*.
Le Hommea de Clace, valsa, por M. J. Mou-
teiro Praci., 2*.
A Alvorada, valsa caracterstica, por I,ari n
Bernardi, 2*000.
A Estrada de Ferro de Bragancs, galope, ide n,
2*000.
Saudade, vales, por Fernandea A. da Siha,
*000.
Ricordanza, mazurka, por V. Rui, 2*.
a SOO rs. o covatln
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vendem st
riscadinhos pr-iprios para roupas de meninos >
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado
endo quasi largura de ehit;i francez?., e ssii
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
'oja ao Pereira da Silva.
Fiisle. si ineliii. e I:\7inl1ns a SO
rs. o covado
Na loja da rea da Imperatriz n. 32, vende-
um grande sortimento de fustdes brancos a 50(
rs. o covado, lzinhaa lavradas de furta-cores
fi-zenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado
e setinetas lisas muito largas, tendo ce todas ai
cores, a 500 rs. covado. pechincha : na lojt
do Pereira da Silva.
Merinos prelon a I S* '
Vende-se merinos pretos de duas larguras pan
vestidos c roupas para meninos a 1*20) e 1*60(
o covado, e suoerior setim preto para enfeites t
1*500, afsim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na novk
leja de fereira da Silva rua da Imperatriz nu-
mero 32.
AlgodoKintio rranri'z para Hence*
a tOOra., if e i**o<
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vende-
superiores algodaozinhos francezes com 8, 9 e 1(
palmos de largura, proprios para lencoes de un
s panno pelo barato preco de 909 rs. e 1*000 c
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, a
sim como superior bramante de quatro largura,
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na lojt
do Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A 44. 1*500 e 4
Na nova loja da rua da Imperatriz n. 32, s<
vende um vanado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinl.o e calci-
nita curta, feitos de brim pardo, a 4*060, ditot
de molesquim a 4*500 e ditos de gorgorito preto
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; ni
oja do Pereira da Silva.
OTE
DO
0 48 da rua Duque deCazias est vendendo
fazendas por menos 25 */o de seu valor.
Ver para acreditar
Setins macaos de 1*400 por 800 res o covado.
Merinos pretos de 1*, 1*200, 1*400, 1*600
1*800 e 2* o covado.
Setineta preta a 500 e 600 ris o corado.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fustoes brancos e de co es a 400 e500 ri. o
covado.
Sedas de listras de cores de 2* por 1* o co-
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs o covado.
Mariposas fias de cores a 240 rs. <> covado.
Renda aberta da China a 240 ris c covado.
Linhos escossezes de todas as cores a 240 ris o
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. 3 covado.
Manteletas de seda 'le 16* por 7*.
Fichus a 2|, 4* e 6*.
Bramante de tres larguras a 900 rc'is a vara.
Dito de quatro larguras a 1*200 a 'ara.
Atoalbado de linho bordado a 2* a "ara.
Collarinhos e punhos para senhora, modernos, a
2*000.
Brim pardo liso de 300. 4i0 e 500 is. o covado
Toalhas velpudas a 4* e 6J a duzia.
Ditas, alcoehoadas de 0* por. 12* 1. duzia.
1 obertas torradas a2*800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*50C urna.
Casacos de laia bordados, moderno), 12*.
Dama co de algodao de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30*000 a duzia.
Madapolo casca de ovo e pelle de ovo a 6*500.
Enxovaes para baptisado, novidade, '.<$
Timoes para menino, boidados, 4#.
Chapeos de sol de seda para senhora, de 16*
por 8*000.
Meias para homem e senhora, de 3*, 4*, 5* e
6*000.
Redes hamburguezas. 10J.
Colchas a 1*800, 5, 6* e 7*.
Verbutinas de todas as cores a 1* o covado.
Cortes de casineta 1*, e lfeOO.
Di ios de casemira a 3 1, 5, 6 e 7*.
Leos abamhados com barra a 1*300.
Camisas de ir,eit a 800, 1*. 1*500 e 2*
Casemira de cores de duas laiguras a 2*.
Cortes de caeemira para vestido di senhora, de
40* por 20*. baratsimo.
'/.efiros lisos a 120 rs. o covado.
C zobraia preta para f rro a l|2C0a peca.
Cabriole!
Vende-se um ero perfeito estado e por preco
eommodo; tratar na rua Duque de Cazias n. 47.
lilil..!'
Vende-se um buharan perfeito estado : a tra
tar no armazem de movis rua do Iiaperador
numero 49.
Vemle-se
o hotel d8nominado Dous Irmaos, sito rua do
Bom Jess n 23. Este hotel muitc freqnentado
por nacin es e estmngeiros : trata se no rntsmo.
Taverna
Vende-se urna taverna bem afregunzada, rua
nova de Santa Rita n. 5, em frente ao mercado :
a tratar na mesma.
EXTRACCAO NO DA 28 DE ABRIL
INTRANSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tirar 2o:o 12$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna rua
Primeiro de Mareo n. 23, e mais cazas do costume.
CORRE A 28 DE ABRIL SEM FALTA.
-
A
DAS
COIUIE \0 DA 20 DE ABRIL
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os nihetes acham-se a' venda na Casa Feliz, prai^a da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 2o de Abril de 1886, sem falta.
Ol


8
iario de PcrnambucoTcr^a-feira 20 de Abril de 1886
VWTC7T;
H
*


SCIBXCIAS
A eolora^io as flores e nos
Insectos
p
(Continuacao)
As borboletas visitara frequenteraonte aa
compositas, mas quasi nunca as urnbellife-
ras, que depeadeui principalmente para
sua fertilisajao das pequeas moscas e ou-
tros insectosv*anaogo3. Fallando de duas.offerecrm a indieajo mais commoda pira
pequeas flores de corea, Gallium mollugo
e o Gallium erum, Muller nota que ellas
s: ajjsemelhain eiu todos os pontos, salvo
que a primeira branca o a segunda ama-
relia, o que faz, diz elle, com que esta at-
traia mais os pequeos colepteros. De
certas flores que se ostentara garridaraen-
t) para attrabir as vespas, Muller diz cora
espirito que ellas so sem duvida adapta-
das a ura circulo menos esthetioameute
cultivado de conheeiraentos.
m summa, os estudos conscienoioaos
desse iutelligente e z?loso naturalista leva-
Spenjel ha u.n scalo, cora a pcijao do
mel, e sao de facto verdadeiros guias para
encoitralo.
EMaminanio-se uraa flor que tan'ia esses
signaos as ptalas, reconliece se qus con-
vergan na direcjo dos nectarios e moa
tram nMUJ^ ou borboleta os lugar s
convi ojete* Vde podera ir fartar-se. Por
conseguirte, tiveram de ser desenvolvaos
pela acol gradual dos insectos, fertilizan-
do nnis frequenteraente as flores que Ibes
achai sua nutrijao. Si os insectos nao os
tivesie notad.o com muito cuidado, nnnea
ese8 signaes c.iegariara sua co rolajao
definida actul com o nectario, oo-rolaco
que, dizoSr. Danvin, convenceu o imraenia-
mento da realidade do sua funejo. No
avalu a importancia destes signaes indi-
cadoras, oscreveu Sir J. Lubbock, senao
quando, por meio de experiencias ms a-
belhas, vi quanto terapo estas perdiam
quando o mel preparado por ellas fieava
longe, raesrno pouco afasta lo do sua viven-
da habitual. Como os horaens, os inse>
ram-n'o a concluir que os insectos differem tos so animaes de habito. Pode-ua ver na
considerav dente uus dos outros no seu i maior pirto das orchideas como esses sig
gosto pela ir. Nao nos arriscamos mui-lnaes tornam-se muitas veze3 complicados,
to em engaarnos dizendo que os melhD- Po" outra parte, a attenjo que mostrara
res dotadus dentre ellos a esto respeito so os insectos por minucias coraparativainon-
as borbolotae c depois as abelhas tendo j te pequeas em cor e forma, explicase
estas duas classes soffrido as inodifi :ajo3S: sufficientemente pelas raitajo.'s e disfarces
mais profundas quanto aiapjo vida que s v rauitas vezes nellej. Era certos
de freqii''iitajao das florese qua depo3 i casos a imita.-ao destinada a Iludiros
dclLs, as moscas do carne e as vespas fe- ( olhos de animis de classo mais clavada,
cbam a marcha. taes como os passaros ou os lagartos, e n.v
M.s, tum s provaj do que os insectos
observam sempre a cOr em outra cousa
da priva, por conseguate, quanto ao sen-
tido dos proprios insec'os. .Mis, era al-
rdin das Aeres'? Observam-n'na nos seus i guns casos, o disfarce adoptado para
companheiros, o servem-se ddla como de
um meo de reconheuraonto ? E' prova-
vel. O Sr. Donbledty informo*, cora ef-
feito, a0 Sr. Darwin, que &.< borboletas
brancas pousam umitas vezes >obre peda-
illudir outros insectos, e a estreiteza da
setmdaanja pode ser aceita como urna cx-
eelleote prova de viso snbtil na classo :is-
sira tlisfarjada. Doste modo, varias espe-
cies ce mos:as vivom como parsitas ros
coa de papis brancos espalhados no solo, cortijos das abelhas. Estas moscas tum
tomndoos sem duvida por ontraa borbo i"adqui*ido listra3 de cor e manchas felpu-
latas de saa especie. O Sr. Collingwood. das, imitando mal os hospedes cujo mol
nota que uraa borbol ta encarnada tixadaj furtau, emquanto suas larvas levara a in-
com ura alfinete em um raminho attrahe gr ti'Io at devorar as larvas das propnas
outras borboletas encarnadas da ine>ma' abelhas. naturalmente, toda mosca que
especie ou urna borboleta anarolla, sua j penetra em um cortijo nao polera eaca-
congencre deesa cor. par d. vigilancia dos habitantes e de seus
Quando muitas borboletas de especies al- ferrS vingadores, seaao quanio sa asse-
liadas habitara na mesma regio, acontece melhasse bastante cora os individuos da
'frequenteraente que as duas espacies sof- casa para serera tidas por estes por algum
frera uotavel variacao na colorajao, de mo-. memtro da comraunidade. Toda a mosca,
do a ser fcilmente rceonhecidas pelas ou- pois, que exhibissa qualquer samelhanja
tras que Ibes sao parecidas. O Sr. Patterson com i.raa ab lha podia, momentneamente
observou quo certos libellulos azucs osta- roubar com irapunidade; mas com tempo,
belcciam se em quaatidade sobre a rol ha as ab Ibas tivoram de comecar a reconhe-
azul de uraa linha da pescar, emquanto ou- cer a ver Jadeira natureza dos intrusos e
tras duas especies erira attrahidas pelas matar todos aquelles que podiam ser dis-
cores claras, brilhant tingui ios fcilmente. Deste modo, s as
llcunindo tudo parece provavel que os moscas que mais sa assemelhavam s abe-
insectos, possuindo o sentido da cor, pos- lhas deviam sobreviver, e o ponto at onde
suem tambera corto gosto estl.ctico das co- podia ir a semelhanca era urna prova pri-
maria da f cuidado visual das abelnas. Ora,
Toda a vez que um animal exerce atu uestes casos especiaes, a seraelbanga ta-
radamente urna facutsde, o exercicio che- manha que illudiria nao s a ura observa-
ba a grangear-lho um sentido especial, e ( dor humano, que nao tivesse a pratiea d-;s-
este especlalraento o caso para todos os or I tas cousas, eorao, momentneamente, nos
oSos dos sentidos. Os seres que vivera de \ orgaos visuaes de um entomologista. Taes
mel gostara das oowai assucaradas; os: xenplos apresentara-ss noj raantides o
carnvoros deleitara se com o gosto do san- j nos g.-ios.
guo. s p^ssaros cantores ouvem cora ra A].p!iquemos agora estes factos eluci-
Teresse as notas musicaes, e at os insec-' dago do problema proposto si os mse-
tos respondem a urna emissao d: sitn ou etes c.ue frequentara especialmente as fio
grito semelhante ao seu. Do ir.esmo modules puderam adquirir a3sira um sentido de
seres que passara toda a vida cm busca de cor e gosto por certas cores especiaes, e,
flores brilhantes devem inevitavelmente ex- j si so capazes de observar signaes raiaus-
perimentar prazer na peroepcao de cores
brilhantes. Isto nao como tanta gente
urna questao de organizaco
culus, listras, pontos, pde-se riaturalmen-
te inf rir d'ahi que elle mostrariam pre
einga-wv" fersnois pelos specimens mais ricamente
intellectual relativa. E' urna simples ques- coloriaos e diversamente ornamentados do
Fio de"presenca ou de ausencia do certos' suas proprias especies. Semeltianta prefe-
centros sensitivo3. reneia, loogaraente continuada e transm-.t-
Poderse hia, finalmente, avancar que, tida d: geracoes a geracij.-s, devia ahnal
reconhecendo e adrairndo as cores no seutrazer o desenvolvimento de cures bellissi-
coniun-to os insectos nao observam dse- j roas e variadissimas, entre as espacies que
nhos miudos o delicados como os que se freque ntarn as flores.
'vm as suas proprias azas. Vejamos que < PoJia-se, pois, esperar en-rautrar mse-
dados poaeriarao3 reunir sobre este ponto. : etos os mais exquisitos entre as rajas que
Em pnrueiro lagar, os insectos nao pro-1 sao mais completamento adaptadas a um
duziram nicamente as ptalas das flores, rgimen de ml e de pollen ; e este,
mas tambera os signaes particulares dessas; acreditamos, positivamente o acaso,
p-talas. Ora esees signaos, esses desenhos,, Antra de ir mais longe, cumpre estar
estao era constante reUclo, como mostrou, prevenido contra um erro queja teve cur-
so a esta "proposito. Nao preteriremos que
as cores brilhantes s sejara encontradas
nos insectos .cajadores de florea^ \ Pode
faeilmente acontecer, com effito, que, em
alguns casos, outras causas possam con-
tribuir para produzir brilhantes cores.
Tambem nao queremos dizer qua todos os
insectos cacafores do flores sao neoes-
8ariamente coloridos cora brilhantismo ;
mas polo acontecer tambora qua certas
necessidades espaciaes da proteccao facam
parar -de terapos a tempos a produ ;oilo de
cores resplandeoentes. Mas, o que quere-
mos dizer que as cores brilhantes encon-
tram-se cora deraasiaia e excepcional fre-
quenoia nos amraaes espociabnente dados
a viverem as florea.
,?A borboletas sao a orJem de insectos
que exigera maior somma de cor para se-
ren attrahidas, o quo parecem possuir a
maior sensibilidade esthetica.
E' esi-usado dizer qua as borboletas sao
tambera os mais be los da todos os inse-
ctos ; sito, deuiaia, notaveis p.lo alto de3-
envolviraento de sua oruamentasao. As
borboletas que representara a midhor figu-
ra no mundo da moda silo as que ostantam
a cGr encarnada mais brilhanto as suas
azas, ou 03 refloxos mais exquisitos as
escamas douradas, mudaveis. Entretanto
nos, um mancebo quo so presenta como
uai bora partido rauitas vezes ura man-
cebo que pjssue ura bello dominio o que
nao t o outras prendas ntellectjiaes ou
physieas. Entre 03 insectos, que nto tra
castellos era herdadea, ura even borbo-
leta que constitue ura partido urna bor-
boleta que tenlu na ponta da aza urna
bella listra muito alaranjada.
A prova cumulativa da snporioridade
e3thetica das borboletas parece assim qua-
si completa.
Quando se examinara 03 lepidpteros ou
a ordera das borboletas cm detalhe, che-
ga-so a conclusoes notaveis da mesma
torte.
Os lepidpteros dividem-se fm dous
grandes grupos : as phalenas ou nocturnas
e as borbuletas (l) : As phalenas voara
na penumbra ou pela calada da noite, as
flores que as attrabera sao pallidas, des-
providas da brilhantismo, o, alm disso,
de guias de mel sob a forma de linhas ou
de manchas, e os> proprios insectos so
tambera geralmente "do cor sombra e
triste.
Quando possucra alguraa blloza^ q lan-
^o cr, ella traiuz-so em escumas pra-
teadas, que reflectem a pouea luz que a
raeia cbscuriJade ainda pode ter. As b-)r-
boletas diurnas, por outra parte, esvoacam
em pleno dia e exhibera como sabido, as
mais ricas cores de todos os insectos.
Curapre-nos lcrabrar aqui, mais urna vez,
a differenca entre a estructura do clho as
especies diversas e as especies nocturnas,
differencas que iudicou o Sr. Lowne, e
ainda n&o tudo. Emquanto a maior parte
das phalenas voara noite, ha certos g-
neros tropicaes que vivem da existencia
diurna das borboletas propriamenta ditas.
Nestes casos as phalenas, ao em vez de
seus congeneres nocturnos, vestem as mais
brilhantes misturas de cores raetaliieas res-
plandeoentos.
Outros exemplos da mesma especie se
encontrara em diveraas ordena. Assim,
entre os colleop'eros, existe uraa familia,
o bezouro da rosa, que foi classificalo
como um investigador de flores; a familia
comporta muitas variedades exticas de
cores hrilhantissimas. Sou alliado, o be-
zouro comraum, todava, qua no clas-
siicado do mesnio modo, um insecto
pardo, de tons pouco attrahentes.
O nicsmo acontece s moscas ; a maior
Darte das familias omnvoras silo sombras
rOLHETII
ANGELA
POR
2?sa Ls wmmi
( Con ti a a a <; i> o do n. 8 9)
XIV
A vista das macofl de notas apertadas
produziram-lhe uraa verdadeira vertigera
Um suloprofundo cavava se-lhe na fron-
te, entre as duas sobraacelha.
A cara, de uraa pallidez lvida, tomara
lbe urna expresso do fria crueldade.
Alguns instantes depois metteu-aa tam-
bera na cam ae por sua voz soprou avela.
Tentou dormir, mas ideas negras lhe
afastavam o sorono.
Em toda a notj nito pode fechar os
olhos. c
Quando deram quatro horas da manhlt
ealtou para fra da 'cama, vestio-sc, man-
dou abrir a porta do hotel pelo empregado
do servico da noite, deu lhe uraa gratifica-
do e deixou o caes da Fraternidade, di-
rigindo se a p para a cstajao do caminho
de ferro.
Sabemos j que a partida do trem, que
elle contava tomar, tinha-se realisado ni-
camente a seis horas e dez minutos.
O italiano entrn era urna sala de espe-
ra, muito bem aqueeida e esperou o mo-
mento da venda dos bi hetes.
Soou finalmente a sineta que annuniia-
va aos viajantes a abertura do escriptorio
do bilheteiro.
Proli que, na pressa de deixar Marsc-
lha, actiava os raiautos tornvelraente lon-
gos, correu para o bilheteiro e comprou
um bilhete de segunda "classe p-.ra Drjon.
Instantes depois o trejn-omnibus levava-o
para o t rmo da sua viagera, onde n5o de
va ebegar senao na noite seguate, urna
bora da madrugada.
Deixemol-o rodar no caminho de ferro e
preced-mol-o na velha cidade dos Duques
de Borgonha, na capital dos grand. 8 vi-
nhos.
Erara cito horas da aianha, do mesmo
da era que o italiano acabava de entrar
em Marselha, nos vag3js de segunda
classe.
Ura moco Je una vintc anno3, de phy-
sionom a alegre e intelligente, cora uraa ca-
ra que respir iva forja e saudo figura eie
gante (t desembaraja la, chegava estaso
do caminho de ferro, viado da cidade.
Vestido de um trajo complete do caca,
de vellado verde, polainas at ios joelhos,
calcado grosso e tendo na cabega um bon
d lont:*a cora orellieiras, que o rigor da
temperitura tornava indispensavel, o tal
inoco ti-azia urna bolsa de caga e debaixo
do braco urna espingarda Lsfoucheux.
Entrou no eecrip(orio do chefe da esta
cito.
Este veio ao sen encontr e uisse, aper-
tando-lie a mSo :
Bons das, racu caro Sr. Leao. En-
tilo vai para a caja ? A
- Com armas e bagagens,jlomo y. .
responden o mojo, apertando-lbe a mo,
que lhe estendia o dicte da eslacao.
Vai longe ?
Ura pouco.... Recebi hontem uraa
carta do uraa dos raeus companheiros do
coll gio caja familia mora em Saint Julien
du Sault.
Convidou-me para ir cagar com ello o
javali, na floresta de Villeneuve-sur Iornne,
parece que os ha aos bandos... Faja idea,
eu nunca matei um javali.
era eu tito pouco, querido Sr. Leao.
Oh I mas o senbor nao cajador,
replicou o mojo rindo.
Lii isso verdade, disse o chefe da
e8tacito, cora bonhoraia. Emfira, dirgese
para essa agradavel digressilo.
E' verdade, mas nao vou j. A caja-
da est marcada para s doze.
Comtudo parte agora ?
Parto, aproveito a minha viagem pa-
ra ir visitar minha ta era Ltrocho.
A Sra. Fontana, raestra de collegio ?
Urna excellente pessoa, que nao vejo
desde as rainhas ferias de Setembro.
- Eotao o Sr. seu pai sempre so deci-
de, emfira, a deixal-o estudar direlto em
Pariz ?
Fo uraa batalha... pretenda que eu
podia fazer muito bem os estudos de direi-
to em Dijon. Mas eu tanto insist, que o
e faas ; mas muitas das tribus quo fre
quentam as flores r.vestera-se de cores
brilhantes e vivera de mel.
O que facto que a raaioria dos in-
sectos raais esplendidos nutrora-se de mel
e pareejm ter predilecjito pelas bellas c-
(1) Outros admitiera ura tercoiro grupo,
o das Gvepusculares ou sphinx.
pap decidise... Devo partir depois do
dia do Anno Bom.
Aqui entre nos confesse, disse o olio
fe da est ijao, sorrindo cora ar de indul-
gencia, confesae que est ancioso por ir
experimentar o prazer da vida de estu-
danto ?
Ora, confesso muito francamente. Vi
muito pouco Pariz, mas agraia-me muito,
o ticaria contentissimo de passar l alguns
annos era inteira liberdade, posto que....
O mojo calou-se.
Posto que ? repetio o chefe da esta-
jiio cora ura novo sorriso. Ahi est urna
restricc9 prenhe do de Pariz (espero que a minha pergunta
nao ser indiscreta) deixaria por acaso o
seu corajao e:n Dijon 1
Se foae era Dijon, nEo parta.
Eotao onde ?
Era Laroche.
Amoroso ? Seriamente amoroso ?
Parece-me quo propro da minha
idade.
- Emquanto a isj, perfeitamenta ; mas
eu era capaz de fuiw urna aposta.
Quo apostad*
- E' ottjJO tMjligno pai, honra do no-
toriado4PwigoWvo de todas as conve-
niencias sociaes, o promotor das un3es
perfeitamente proporcionadas sob o aspec-
to da igualdade dos dotes, nao estaa coa-
lianja desse amor.
A sua aposta seria gauha de aote-
mao.
Estou vendo isso daqui... Tratase
de uraa paixao muito mysteriosa. muito
romntica. .. muito potica.
Nao se engaa.
Naturalmente, a moja bonita ?
bonita. .. uto pouco Imagino a
belleza casta do urna Virgera de Raphael,
junto graja de urna pariziense.
Quo idade tem ?
Quando muito, dezeseis annos.
Rica?
Creio qua pouoo.
Pelo meaos, esperanja.
Assim o creio.
Eh I Kh 1 caro Sr. Leao, muito mo
ja, pouca fortuna e sem eaperanja de a
ter, eis o que, segundo recoio, nap ir mui-
to com a vontade de seu pai.
Infelizmente eu tambera receto.
EntSo qual o seu projecto ?
De nao dizer nada absolutamente ao
pap, por emquanto"; no lha fallarei do
mea amor aeno mais tarde, quando Em
res da natureza dos objeetos no mel dos
quaes procurara sua nutrijao.
Ha, todavia, urna escapjao notavel, que
sera duvida j apresenton-se por si mesma
ao espirito do leitor. Queremos fallar das
abelhas.
Eotes insectos so, eutre todos os ou-
tros, os qua gostam raais das flores, e
comtudo sua colorajao bem simples.
Curapre-nos, porem, lembrar qne, a natu-
reza particular da vida das bsidas so-
ciaes impedo a livro a:-.jao da preferencia
selectiva, pela qual explica so a briih ate
vestimenta do todas as outras especies que
frequentara as flores. A rajaba ou ab -lha
mai ou raestra, urna prisioneira perpe-
tua ; os seus arranjos domsticos silo tdos
regulados pelo Estado ; no vai por si em
busca do mel entre as flores, e as abelhas
que o fazem nao tra a faculdade de trans-
mitir seus gostos a seus descendentes,
porque vvem o raorrera sirapL's operaria3.
Por outra parte, -as abelhas solitarias
sao, em uuitos casos, migoiticaraente co-
loridas, assim como se devia esperar da
sui faculdade de livre osoolha ; e uraa fa-
l'milia qua procura flores da inesraa oriem,
aschrysides, comparada, cora razo, aos
beija-flores, era consequeticia da riqueza
de sua colorajao.
< )utra particularidado de graude inte-
resse devo tambera ser notada. Muitos in
socios tra, paree", ditas series de cores,
provava mente para fias differentes ; urna,
gara protegil os dos ataques dos inimigos,
ou'ra para attrabir seus iguae3. Assim, va-
rias borboletas ten a parto inferior das azas
colorida como as follias ou as cascas sobre
as quaes pous.ira, quando a parte superior
rica tienta colorida de encarnado, de ala-
ranjado c do ouro, que brdhara ao sol
quando voam. no meio de suas oompanhei-
ras. As borboletas naturalmente dobram
as asas com a parte inferior p ira fora.
Por outra parte as ph llenas, quo do-
bram as azas inversamente, tra muitas
vazes suas faces tuperiores imitativas ou
protectoras, quando as faces inferiores sito
brilhantes o agradaveis vista. Uraa bor-
boleta da Malasia, o Mollina paraleota tora
as azas purpurinas e alaranjadas na parte
superior; mas assemelha-so exactamente a
n.na folha morta, quando suas azas estao
iobradas, c como ella repoasa sempre no
meio das folhas moras, diffLl distn-
guil-a, tanto mais quanto suas azr.s silo
pontilhadas por manchas, que sa asseme-
Iham a coguraelos minsculos.
Nostes casos, e era outroj muitos, nao
sa podo deixar de crer que ao mesmo
tomp que. a colorajao imitativa foi adqui-
rida vista da protecjite, as brilhantes
cores da porjito oceulta lho devem ser
tambera uteis como ornamentaba o pessoal.
Parece, poii, que deveAos a metade dos
mais agradaveis objeetos do'nosso mundo
moderno ao scntic'o da cor noa insectos.
E' a abelha o a borboleta que no3 de
rain ai magnificas orchideas e as pesadas
plantas trepadeiras dos trpicos, a3 gen-
cianas e os rhododendrons dos Alpes, as
camelias e os tojos de nossas estufas, as
primaveras dos prados. Ao mea ajo gosto
primitivo, exercido em direcgiio um pouco
diferente, sao devidas a3 azas douradas
das phalenas do Brasil e as crea exquisi-
tas de nossos proprios insectos de vorao de
corpos de rubis c d3 saphira. Oa c.picado-
res do ranndo no sao feitoa s para os
olhos do hornera; dirigem-so tambem a
abelha e borboleta, ao passaro o crian-
ja.- Para certas pessoa?, parece, bastante
singular, ser uraa crenja mais nobre
suppor que s um nico animal era toda
t^rra aprecia esso perpetuo desonvolvimen-
to do encantos naturaes, o que s a ella
dado gozal-o ; para nos, parece ser, ao
contrario, urna crenja raais bdla e menos
presumpjosa e tambara mais verdadeira
suppor que n3 nio somos senao sim-
ples convidados para essa festa adrairavel,
era concurrencia cora a vasta- massa dos
outros seres, nossos irmaos raais humil-
des.
O. S. (The Gntlenien-Mayasin--.)
Geaxt Allek.
VARIEDADES
Xociul;
Ciclo...
Che veggo io mai... e quale
Prodigio di bellezza la natura
Ir lei trausfure !...
(Il Gal.vsv C. G)
Brinca, creanja, a tua formosura
Prende minh'alraarao mais doce enleio.
E como a luz do sol, quando fulgura
Tudo sa offusca no seu mago seio,
Assim es tu tambera, luz bemfazeja,
Scintillante de graja e de harmona,
Minh'alma ardente soffrega te beija,
Quaado inundas meu peito do alegra I
E na duvida embalado
como na vaga urna flor,
meu corajao agitado
na onda do teu amor,
ora aby8ma-se perdido,
ora surge sciotillante,
ou u'ura grito dolorido,
ou n'um suspiro de amante.
E emquanto espera a bonanja
padece o meu corajo ;
- no rae abandones, crianja I
doira o meu sonho, illuso.
J. DuarteJFiliio.
No seiqueha em ti, que tudo encanta
(ue suave sorrir, quo graja saota
No teu todo divino. Nem ha blasphenia
Em coraparar-to, flor, a virgen loira
Da lenda christ que o templo doira
Oh minha linda o lyrial Noeraia !
Recife, Abril de 8G.
Domingos de S Leao de Barros Reg.
i m facto
(AO AMKlO E QQUUBOA 11KUAJ.DO LAHOIM).
Ura dia estava ura typo conversando
Cura sua ella e tao absorto eStava,
Que era deu p.lo velno pai da moja
Sentado n'um sof.
Nada turbava
Aquella confidencia apaixonada.
Os amantes sorriam-se dito3os
E n'aquellcr, meneios langoroses
S faltavam...
Mas ai! cousa damnada I
L se levanta o velho e caminhando
Sa bota p'ra janella onde postada
A filha desraanchava-se !
Corando
Diz ella para o araant-: Olho meu pai !
Corra, corra d'aqui 1 Se elle nos visse...
E o pobre do taful atarantado,
Teniendo mesmo o velho (oh que tolmo !)
era so despelo mais...
Tratou aumente
De quanto antes, fugir, pois eminente
Cria grande o perigo e... l se vai
Dando servjo s pernas, pinotando
Qual bode aperreado.
Mas e3 quando
Transpunha a grande salto ura laraajal,
Atola-se at cima das canellas,
Caljas e borzeguin emporcalbaudo.
'eese estado o vi eu e admirado
Por vel-o n'esse miseravel 'stado
Perguntei-lhe a sorrir: Amigo meu,
i Por ser amigo meu, ah I por quem
Diga tudo... O que foi que succedeu ?
Ora nada que venho da mar
Agora rcesrao. ..
Como ? O que que diz!
Entilo lembrou-se do pegar aeris?
Abrilh.de 1386.
O...
ma Rosa o eu ch garmos idade em que
no nos possam raais tratar como crian
jas... Que diabo 1 O dinheiro nao tudo
nesta vida I... O dinheiro no faz & feli-
c tade I
Mas nao contribuo pouco para ella,
repli sou o chefe da estacito rindo.
r Concordo que o dinheiro uraa boa
cousa, replicou Leo. Pois bem, meu pai
rico, me3mo muito rico... Eu tambara o
hei de ser, isto dispensar Emrca de ser ri-
ca tambera. .
Mlle. Emma urna moja do Laro-
che ?
No, de Pariz.
E' verdade... Ainda agor o senhor
fallava na sua graja do pariziense. Apos-
to era como ella est de pensionista em casa
de sua tia?
E apostava bem.
A Sra. Fontana deve-lhe conhecer a
familia c saber se as conveniencias sociaes
(collocando as no ponto do vista do senhor
seu pai) tornam irapossivel uraa allianja
corado senhor.
Ha o quer que de mysterioso, quo
parece pairar sobra Emraa Kosa ; o que
ra'a torna aindamis cara-:.. A mu viu-
vn, disse-me minha tia, que parece no
estar muito certa disso. do comraercio,
idolatra a filha, a quem manda dar urna
educajao muito esmerada... Oa trimestres
da pensao so pgos com grande exacti-
do ; mas, repito, urna grando obscuridade
cerca o nascimeuto de83a menina, cujo no-
nae de familia no conhecido por minha
tia. A rai quer- quo a chamem aimples-
mente -Sra. Angela.
O ctlrf da estaco abanou a cabeca, oom
um ar que nao tinia nada de tranquillisa-
dor para os projectos do Leo.
Diabo, raappndeu ello. Aju esto
muitas couaas qua. irao prejudicar o seu
amor! Seu pai no gosta nein de myste
ros, nem de'bbscuridades ; o quo elle quer
situajoes claras. Esteja certo que elle
ambiciona para o senhor, no Futuro, um
casamento inteiramente diverso daquelle a
que o senhor aspira e ao qual elle reausar
consentir.
Com certeza eu nao hei de desobe-
decer a meu pai, roas oo casarei com ou-
tra naulher qua no seja Emma Ros.
Como, isso assim to serio ?
De certo, muito serio !. Amo aquella
moja cora todas as minhas forjas, e se eu
fajo tanto enpenho em ir a Pariz estudar
direito, natf para me divertir no Quar-
1.yesmo
A' J. # *
o Vs, meu doce amor V Queanceios!
, Quero. .. escuta por quem s :
Viver de amor cm teus seios,
Morrer de amor a teus ps .'
(hesriqce de magaluSes)
Segreda amarga esperanja,
preaente o meu corajo:
Sei que me foges, crianja
t Sei que te perco, illnso
Diz o presentecon6a,
tem fepareces dizer;
posso acoso crr no dia
em que feliz hei de ser ?
1211a e a estrella '
A e8trella vespertina
outr ora ennamorada
hora suspirada
de Lydia apparecer,
tambem ella apparece
o mostra so zelosa
de ser menos formosa,
do ter meaor poder.
Embora quo distanta
de Venus, mas por Lydia
eu julgo ser insidia
da estrella vespertina ;
por isso que no Empyrio
os anjos decidirn!
a Lydia Ipor que a viram)
chamar mulher divina.
Bem vc-se que despeito
de Venus presumpjosa,
querer ser mais formo-a
quo a minha Lydia bella.
Eu vejo as a tardinha
(que ferte teiraa aquella !j
ou eila preceda a estrella,
ou a estrella precede a ella.
J. DCARTE FjLHO.
Fitcecias
Urna definijao da eloquencia persa. A base
da educajao da artt d. Periclea u'aquelle paiz,
dizer o incoo* posivcl no maior numero de pala-
vras.
'-'Emquanto um molla explieav'a aos seus disc-
pulos este systema, urna fi'a do fogao salta ao
turbante do profesaor e falo arder.
Um dos discpulos aproveita o ensejo para ex-
plicar o ficto :
Como os nisso olhos estao contemplando,
urna fallia audaciosa, acaba de saltar do fogao,
e deixando c caminho que lhe fora prescripto, di-
rigio-se para o ymb;lo da vossa eruJicao e da
santidad.; da y,osia vida, acenmmodando-se ahi
por tal forma que ppgou o fogo ao turbante.
Quando o profesor leveu a raao cabeca, o
turbante estava completamente queimado.
. Fgaro, de oade exlrahimos esta curiosidade.
diz que este o systema usado no parlamento
francez. Podemos aecresceutar, lcinbran !o-nos
do que se passa c pelo paiz, q'ie tamb:m o que
se pratica as nossas camuras com excepcao uni-
camento dos dias em qus se nao reunem.
Nctcncia nova
O Dr. Garre, de Baslea,pub icou no jornal a
Grafologia, um artigo sobre o modo de conhecer
as pessoas pelo calcado.
Eis em que termos se expressa o mencionado
doutor :
As botas ou sapatoa usados, disse-me o meu
sapateiro, permittem apreciar o carcter, muito
melhor do que as linhas da mito e do que a pro-
pria escripia.
Nos sapatos vej), psr cxemp'o, a inconstancia,
a negligencia, e o desejo de evitar o cumprimen-
to de certas obrigaepes desagradaveis.
Apre9entem-me o calcado de um homein de-
pois de o usar dois mezes, c eu analysarei o seu
carcter.
Se o tacao e a sola e3tao igualmente gastos,
o individuo ser um homm de negocios, enrgico
e eutendid?, do b a cabeca e fidelissimo. Se ae
trata de urna mulher, ser boa espesa e excellen-
te mas de familia.
Se o bordo exterior est gasto, o individuo
tem um carcter caprichoso e dado ao desconhe-
cido. Se o bordo ioteriar est no mesmo estado,
esta circumstancia indicar irresoluco o debili-
dade no homem e modestia na mulher.
Ha alguns mezea entrou em meu consulterio
um individuo, cajos eapati cstavain gastos no
bjrdo exterior e rotis no bico, emquanto que o
resto do calcado se conservava ainda como ivo.
Quando e!'e se retiros disse eu a miuha mulher :
Este homem um ladro.
o No dia seguinti soube que a polica o tinha
prendido por crime de roubo
tier Latn, mas porque presinto que Emraa
deixar em breve o colegio de minha tia
e que ento poderei vl-a, porto de sua
mu, a quem confessarei o meu amor, pe-
dindo-lhe que nao d sua filha a outro e a
reservo para mira, porque, cora o tempo, o
pap ha de ceder.
O chefe sorrio com incredulidada.
Leo comprehendeu o sorriso e pergun-
tou logo :
__ Julga que nada triumphar da resis-
tencia paternal ?
- Julgo que o seoh.r mesmo, daqui a
dous ou tre3 aunos, no peaaar em trium-
phar dola.
Ento porque !
Porque se wata de ura amor de crian-
ja, e porque esse amor se extinguir como
fogo de palha.
Nunca exclamou Leo.
Ora, pensase assim... o tempo cor-
re e chega o esquecimento.
A mim no ha do acontecer isso.
A conrersajo foi interrorapida por um
empregado que vinha prevenir o chefe da
estajo de que tinha chegado o momento
do comerar a venda dos bilhetes.
Leo tomou um bilhete de primeira ciar-
se para Laroche a disae ao seu interla^
for : "^
Sobretudo, se encontrar meu payJ
nem urna palavra I
Ora ahi est urna recoinmendajao
completamente intil! Creia que sou inca-
paz de abusar das suas confidencias.
O trem entrou na estajo e parou.
Leo atravessou a plataforma, roetteu-se
em um compartimento de primeira classo,
que tinha a porta aberta.
Ouvio-se ura silvo da locomotiva o o trem
pz se de novo a caminho.
O filho do tabellio tinha urnas cinco ho-
ras de viagera. ,
A'i duas horas e quarentae cinco rainu
tos chegou a Laroche.
Laroche uraa bonita cidadeziaha, con-
struirla em amphithoatro sobre as marg n
do Yonne.
CicVlo velha, catas velhas, lugar pitto-
resco. Bonitos outeirs cobertos de vinhe-
dos e coroados por bosqueziahos. Lugar
salubre. Ar excelleute.
No'looge da estajo do caminho de fer-
ro, oode se acha a bifureajSo da linha que
conduz ao Nivre, v se, na vertente de
urna colima, urna grande casa, cercada de
um pequeo parque.
l-30
em
Por cima da grade de ferro
grandes letras, esta inscripjo :
COLLEGIO DE MENINAS
VlfVA FONTANA
Era casa do sua tia a Sra. Fontana
que se diriga o filho do tabellio da Di-
jon.
A instituijo de que se trata gozava e
goza ainda, do muito grande e muito me-
recida reputajao.
As crianjas so all cercadas de cuida-
dos verdadeiramente maternaes e oa eatu-
dos levados muito longe.
Quasi todas as familias ricas das cidade-
zinhas e das al.I 'as situadas nos arredores
de Laroche mandara suas filhaa para casa
da Sra. Fontana.
Entre as cera pensionistas do estabele-
ciraento contava-sc at mesmo urna duzia
de discipulas viadas de Pariz.
Erama liosa, a filha de Angela, a bella
hervanaria, em Batignolles, pertencia a es-
to numero.
Deixando a estago do caminho de fer-
ro de Laroche, Leo tomou para a direita
e subi -ora p ligeiro a rampa cercada de
urna floplalinha de vdhos sycomoros eque
conduzia ao collegio do sua tia,
Chegado perto da grade, agnrrou na ca_-
eia que punha em movimento urna sioeta
collocada no interior e ogitou a.
A grade abrio-se logo o o mojo penetrou
n'um pateo que precede a crsi de habita-
jo.
O porteiro, ura bora velho chamado Di-
niz, testemunhou o seu espanto por uraa
pantomima siuniricativa :
Como I o Sr. Lao, exclamou elle
em seguida. Ora aqui est, isto que
urna sorpreza.
E', no verdade, men velho Diniz ?
Sua tia est pcevenila?
No.
Ento vai tambem ficar to admira-
da... e to contento como eu Vedi pas-
sar alguns dias coranosco, Sr. Leo ?
Somente-hoje e aman! 5.
E' to pouco i
E' irapossivel ficnr mais tempo... p're-
ciso estar a onze horas em Saint Julien,
partiremos eu o um dos meus amigos para
a caja do javali nos bosques de Villeneuve-
sur- Yonne... vou abrajar a minha ta...
at vista, meu bom Diuir.
(Continuarse ha)
Typ do Diario, ra Duqun d Caxias n. 42.



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