Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19264


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Full Text

Wl"
-vrr
AMO LIf NUMERO 87
,'n. .. ni..
PARA A CAPITAL 13 1,1 ABK* OSDE NA SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoH ... .....
Por seis ditos idem./ ..... ...
Por um anno !deaj. .......
Cada numero arulso, do mesmo dia.....
64000
120000
240000
0100
SEITA--FEB 16 DE ABRIL DE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
200000
270000
0100
DIARIO DE PERNAMBCO
Pfflprietrai* fre JHanoel -ftgurira Z>* iarta & -flljos
TELEGRAMHAS
8a3T*53 mimn a: szahzo
" RIO DE JANEIRO, 15 do Abril, s
3 horas e 15 minutos da tarde. (Rece-
ido s 4 horas e 20 minutos, pelo cabo
submarino).
i: ni 1.* sewMao preparatoria func-
< i.-non boje a Cmara los sr*. De-
puladoK. na forma do renpeclivo Be
trinicnlo.
A mes provlmorla que lem de di-
rlgll-a durante a sessocs 'prepara
lorias Cicoii assi*n compona t
PRESIDENTE, < ..ns.lli.iro Antonio
Jos HenriqueM :
1." VICE-PRESIDENTE. Dr. Domingo
de Andrade Flgaeira i
2. DITO, lr. Augusto Olymplo Co-
uii* de < asiro i
o," DITO, liarn de Villa da Barra :
1. SECRETARIO, Dr. Joa Mara Lel-
il o da Conh t
2 DITO, Dr. Francisco de Asmm Bo-
sa e Mili a i
3." LITO, Dr. Domingo* Jow INognel-
ra laguaribe:
4. DITO, Dr. t lirisiiano Carne'ro Ri-
beiro da Lu.
A r oiiiiiiisso que. nos lemos do
art. .". do Regiment. im de orga-
nizar as lisias do depulado* nao
contentados e contestado, lirn as-
sini composta :
Dr. Domingos de .andrade F4gueirai
Conselbeiro lose remandes da
Costa Pereirn Jnior j
Dr. Antonio Francisco Correa d'A-
raujoi
Conselbeiro Francisco Xavier Fin-
io Lima <
Conselbeiro I.ourenco Calateante
d' albuquerque.
(Especial para o Diario)
MADRID, 14 de Abril.
O secretario da opposiciio dymnas-
tica ataca vivamente o Sr. Kagasta
proposito da eleicoes que araba m
de ter lugar em Hespanba.
O general *ialamanea deu sua de-
misso.
BERLN, 14 de Abril.
O Principe herdeiro do Imperio da
Alcmanha acta se doente de escar-
latina.
ROMA, 14 de Abril, larde.
O lav.'a-ni'ino italiano foi adiado.
E" provatcl a disoluco da Cama-
-ra ilos Deputados.
BERLN, 15 de Abril.
Corre o boato de que o re da Ba-
viera val abdicar.
Agencia llavas, filial
15 de Abril re 1886.
em
'orna
mbuon,
INSTRUCgiO POPULAR
economa poltica
. (Extrahido)
DA BIBLIOTUECA DO POVO E
DAS ESCOLAS
(Con!inua{o)
CAPITULO IV
Repai'icoda riqueza
VitmOB agora examinar a distiuccSoque preci
so fazer se entre salario em dinheiro ou salario
apparente, c Silario real.
O que verdaderamente procura obter o traba-
ador, com o seu trabalho. 6 o pao, a carne, o falo,
lh
;estas
a casa, e todas as outras coisas que consom
coisas constituem o salario real.
O seu deseio obter mnis alguma coisa do que
isto ; pouco lhe importa que o dinheiro do salario
seja em menor oc maior qaantidade. Nao pode
comT o dinheiro, que s lhe serve para pagar
aquilb de que precisa. Se o pao on o cacado en-
eirece, diminue o salario real do r^balhador, por
que esto a pode comprar menos pao e menos cal-
cado com o mesmo salario em dinheiro.
Pelo contrario, a diminuicAo do preco das mer-
cadorias augmenta o salario real, porque entiio
com o mesmo salario em dinheiro o trabalhadoi
pode comprar mnis mercadorits. 0 vulgo est
habituado a ligar muita importancia ao numero de
ris que recebe por cada dia do sen trabalho ; ima
gina que, se o salario em dinheiro, ou apparente,
augmentar vinte e cinco por cento. ficar vinte e
cinco por cento mais rico. Nao acontece sempre
assim ; poii que, se o preea medio das mercadorias
se elevar tambem vinte c cinco por cento, o traba-
lhador nio ficar por este facto mais rico nena mais
pobre do que era at entio.
O que se deve comprehendor que o ponto im-
portante para todos que o trabalho se torne mais
productivo. Se um artefacto, como o panno do al-
godo, se poder fabricar com menos trabalho, ven-
der-se ha mais barato ; c cadi individoo, poden-
do compral o em maiir quantidade, andar melhor
ve tido. Se o mesmo acontecer a todos os objectos
de que precisamos para as nossas necessidades, se
tolos comecarem a produzir se com menor traba-
lho, e por coneeguinte em maior quantidade do que
at entio, baisaro de prego ; e cada in lividuo
possuir em maior abundancia as coisas que lhe
servem para a satisfcelo das soas necessidades.
E pois, certJ de que o angmeuto real do sala-
rio para o povo cm geral, nao pode obter-se, seno
fa jricando-se as coisas por modo que saiam mais
baratas Nao pode duvidar-se de que o negociante
g&nria, quando augmenta o prego das mercadorias :
ni.is o '.'oueumidor perde na mesma proporcao por
que tein que certar pelo seu neeessario ou pelo seu
couforto. Pelo contrario, sendo as mercadorias
fabricadas com menos trabalho e ficando por aso
mais baratas, gauha com isso o consumidor ; e,
como toda a gente consumidora, toda a gente
ganba. E nao deve coneluir-se d'ah que os artis-
tas e os negociantes percam com cssa diminmcao,
e, gravaa a alguai intento, se fabricarem quanti-
dades muito inaiores do objectos com o mesmo tra-
balho, o artista poder prova velmento vender a
sua parte do producto mais cara do que anterior-
mente venda, ato, o seu salario augmentar, en
vez de diminuir, em resultado da baia 3o proco
do producto. Quanto ao negociante, elle ganhar
talvez menos em cada um dos artigos que vender;
mas ha de vender muito mais, o seu beneficio total
poder se-ha tornar maior do que d'antos. Deve-
nios, pois, ter por estabelecida a segointe conclu-
sao :qu-' todo o augmento do producto, toda a
diminunicao do prego das mercadorias, redunda
em beneficio do publico, e que esse o verda-
deiro modo de se tornar o povo mais feliz.
(Contina)
ARTE 0FFIC1AL
.o erno
da Provincia
DIA 1 OE ABRIL l)K 1886
EXPEDIENTE
Actos :
vice presidente da provincia resol ve re-
mover os hachareis Francisco Xavier Paea Bar-
reto e Arhur Garcez Paranhos Montenegro, este
do cargo de ajudante do procurador dos feitos da
fazenda provincial do distrcto da collectoria de
Pao d'Alho, para a de Iguarass, e aquelle de
igual cargo do distrcto da collectoria de Iguaras
t- para e da de Pao d'Alho.
O vicc-presidente da provincia, tendo cm
vista o despacho re Id de Margo proxeno fiado,
prjf.'rido no requerimento da prof .-S9ora da cadeira
de ensino primario do Itapissuma, Anuunciada de
Mello Montenegro, prorogando por 4 mezes a li-
cenga que ltimamente lhe foi concedida, resol ve
mandar passar a presente portara, afim de que a
mesma professora possa entrai no goso da referid?
licenga.
Offieios :
Ao presidente da provincia de Minas Ge
raes.Cumpre-me declarar a V. Exc, em reaposta
ao officio de 15 de Dezembro do anno prximo
findo, que o r) Joaquim Adriano Pereira evadi-
se do presidio de Fernando, no dia 3 de Dezembro
de 1881, segundo a informagao prestada pelo di-
rector do mesmo presidio.
Ao commandante das armas. Sirva-se V.
Exc. de dar suas ordens para que amanha, s 4
horas da tarde, se aehe postada cm frente a igreja
dos Martyrios, urna torga para guarda dos ando-
res que tocm de sahir em procissao, e bem assim
a banda de msica de um dos cerpos para acom-
panhar mesma procissao.
Ao mesmo.Sirva se V. Exc. de informar
sobre o incluso pedido de medicamentos, destina-
dos pharmaiia do presidio de Fernando de No-
onha.
A8 mesmo. O Ministerio da Guerra, em
tologramnia de bontem datado, declara ter conce-
dido lieeBga porummez ao alferes do 11" batalhao
de nfantaria, Bellarmino Augusto de Ath.yde,
para ir provincia da Parabyba, correndo por sua
conta as despezas de transporte de ida e volta. O
que communico a V. Exc, prra os devidos fins e
t-nr resposta ao seo officio n. 164, de 29 de Margo
fitdo, a que acompanhoo o requerimento lo dito
alferes.
Ao b'spo de Olnda.Tenho a honra de
ubmetter considerago dc_V. Exc. Rvdma. o
officio junto em original, n. 75, de boje datado,
do secretario da Ass'mbla Legislativa Provin-
cial, afim de qoe se digne dcvolvel-o com o pare-
cer, que julgr conteniente.
Ao Dr. chefe de polica. Transmittindo a
V. S. por copia, o officio n. 288 qu; o :ocnmandan
te do Corpo de Polica dirigi a eata presidencia
em 26 do Margo prximo fiudo, recommendo lhe as
neeessarias providencias, afim de onhecer-se o
autor do facto criminoso, constante do mesmo of-
ficio. .
Ao commundante do Corpo de Polica.
Sciente d > que expoz V. S. em i fficio n. 283 de
26 de Margo prximo findo, recommendo-lha que
proceda de modo a que sejam descobertos e devi
dam-nte punidos os autores do facto criminoso, de
que trata V. S. no referido officio.
Nesta data dirijo me no Dr. chefe de polica, r-
coiiimendando lhe as providencias que a tal refl-
peito couberem em tuas attribuigoes.
__ Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Ccmmunico a V. S., para os fins convenientes, que
no da 1 de Margo findo o 1- supplente do juiz
municipal do termo de Barreios, interrompeu,
por motivo de mo!estia, o exerc ci raquelle cai-
go, reassuminlo-o uo dia 4 do referido raez.
A" mesmo. Communico a V. S, para os
fins conveniente s, qu* o* juiz municipal do te. mo de
Barreros b*eharel Joaquim Cordeiro Alves da
Silva, em 6 de Fevereiro ultimo, entrn no goso
de 30 das de licenga concedida pela presidencia
da provincia para tratar de soa saudo
Na mesma data assnmio o exeicico
cargo o espectivo supplente.
Aoineamo. Communico a V. .8., para os
fins c.uven entes, que o bacharel Bernardina Ma-
ranha" assumio o exereicio ao cargo de juiz mu
nicipal e de orphos do termo de Garanhuns no
lia 24 do mez findo.
Ao Dr. juiz do direito da comarca de Pal
mares. Transmiti a Vrac, para prestar a com
ptente informagao, a inclusa petigio, em original,
que ser devolvida, dirigida ao Exm. Sr. ministro
di justiga pele porteiro dos auditorios da villa de
Agua l'reta Lea Firmino de Albuquerque, na
qual qi'exa-se do refpctvo contador, pelo facto
de nao contar-lhe cuotas a que tem direito.
Portara :
__ O Sr. gerente da Companhia Pernambueana
mande dar passagem, a r, ate Natal, no vapor que
segnir para o norte a 5 do correute, BO Dr. Joa-
quim Gongalves Chaves Filho, por conta das gra-
tuitas, a que o governo tem direito.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Offieios : _
Ao Dr. juiz do orphaos da capital -Ue or-
dem do Exm. Sr. vicc-presidente da provincia,
transmuto a Y. 8., para seu conbecimcnto e fins
convenientes, copia do aviso de 10 de margo nodo,
no qnai ,o Ministerio dos Negocios Estrangeiros
communica ter providenciado sobre o espolio de
Herminio Rodrigues, de que trat V. S., no seu
officio de 29 de outubro ultimo.
__Ao Dr. juiz municipal de LeepolJinaDe
ordem do Exm. Sr. viee-presidente da provincia,
communico a V. S. que teve o conveniente dea-
tino, a certidiio annexa ao seu officio de 12 do mez
ndo. -w
do referido
Ao Dr. juiz municipal de Garanhuns.S.
Exc. o Sr. vice-presidente da provincia, sciente
do assumpto do officio de 24 do mez findo, racom-
menda a V. S. que transmita a. certidao do seu
ejercicio.
. Ao agente da Companhia Brasileira. De
ordem do Exm. Sr. vicepresidente da provincia,
sirva-se de mandar entregar a JaMntho Dionizio
Gomes do Reg, um caix.lo vindo da corte, con-
tendo sementes ile trigo, remettid pelo Imperial
Instituto Fluminense de Agricultura presiden-
cia tiesta provincia.
EXI'EIMEXTK DODIA 2 DE ABRIL DE 1886
Actos:
O vice presidente da provincia tendo em v's-
ta iiifi.rin irao n 75 prestada pela thesouraria
dfl fazenda em 1 de Kevcreiro ultimo, da qual
consta que foram ora 22 de Abril de 1873, remet
tidos ao presidente da cmara municipal de Villa-
Bella, devdamente processados os livros destina-
dos s actas e s cUssifieagoes de escravos, que
tinha de proceder a respectiva juata ;
Considerando que nao obstante as reiteradas or-
dens dosta presidencia : o juiz municipal do ter-
mo, nao tem sido apresentado o livro exigido, con-
ceroeute s classifieagoos, o que prova o officio do
mesmo juiz, de 22 de utubro do anno passado,
remetiendo sponas um caderno em que foram es-
cripias as actas e as classificago :s de escravos
para applicagao da 4a quota do fundo de einanci-
pagao ;
Considerando quo fica demonstrado ter sido
dejencaminbado o livro competente ;
Considerando, por essa razio, que a junta clas-
siheadora tem sido desidiosa no cumprmento das
obrigagoes prescrptas pelo reglamento de 13 de
Novembro de 1872 : resolve impr multa de 50,
de que trata a 1" parte do art. 96 do dito regula-
mento, a cada um dos seguintes eidadaos que com.
pjzeram a referida junta nos anuos de 1873 a
1885:
Jos Aureliano do Sooza Leite, Graciliano An-
gosto Cesar Wanderley, David Nunes da Silva,
Antonio Lucio de Campos, Tiburtino Barbosa No-
gueira, Francisco Gomes de Andrade, Jos Gomes
da Ctinha; Sevcriano do liego Chaves Peixoto,
Joaquim Gongalves de So iza Avies, Jos Pereira
de S Magalhaos, Pedro Gomes de Andrade, Au-
gusto Abel Peixoto de Miranda Henriques Re-
metteo-se copia ao juiz de direito, juiz municipal
e thesouraria de Fazenda.
O vice-presidente da provincia resolve de-
mittir o bacbarel Antonio Clementino Ferreira,
da cargo de promotor publico da comarca de Bir-
reiros.
O viee-presidente da provincia resolve remo-
ver para a comarca de Barreros, o promotor pu-
blico da comarca do Tacarat, bacharel Manoel
Henriqoc VVandeiley.Communicou scao Dr. juiz
de direito e thesouraria de fazenda.
O vice-presidente da provincia, de conformi-
dade eom a proposta do Dr. chefe de polica em
omeif de bontem, n. 330, resolve exonerar, pedi-
do, o alfe.es Theotouo Tbomaz Cavalcante Pes-
soa, do cargo de Io supplente do delegado do ter-
mo le Bezerros, c nomear para snbstituilo o ac-
tual 2o supplente, alferes Joao Francisco de Vas-
concellos Brayner, e para o lugar deste o cdado
Joaquim Antonio Alves da Silva.
Offieios;
Ao commandante da armas.Declaro a V.
Exc, para os devidos fins e em resposta ao seu of-
ficio n. 165 de 29 de Mar,o findo, que, de confor-
midade como telegramma do ministerio da gera,
de 9 de Fevereiro ultim), o capello do arsenal de
guerra, conego Manoel Jos Martina Alves de
Carvalho, dever seguir na primeira opportonida-
de para o presidio de Fernando de Noronha, sen-
do contratado pela thesourria de fazenda um ca-
pellao civil, para servir no referido arsenal.
Communicoo-se thesooraria de Fazenda.
Ao Exm. Sr. Visconde do Bom Retiro, presi-
dente do Imperial Instituto Fluminense de Agri-
cultura.T"nho a honra de aecusar o recebimen-
to do fficio de 28 de Fevereiro ultimo, em o qual
V. Exc diguou- se de enviar a esta presidencia
um caixote, contando differentes qualidades de se-
mentes de trigo, para serem distribuidas por la-
zendeiros ou lavradores desta provincia, as loca-
lidades onde p;ssa a cultura produzir bom resul-
tado.
Conforme V. Exc. indica no dito officio, encarre-
guei nesta data o commendador Joo FernanJes
Lopes, como ptimo aux liar da administragao em
assumptos tenden,es agricultura, da dstribugo
do alludido cereal, contemplando a comarca de
Garanhuns, onde tem sido experimentado com ex-
cellente resultado, solicitando aojnesmo tempo, que
opportunameute infirme a esta presidencia, ou di-
rectamente a V. Exc, se as sement^ germimn-
ram bem, as localidades mais apropriadas, e qual
o desenvolvimento que tiveram quer quanto
plantagSo, quer quanto produogio.
I'revalego-me da occasiao para renovar a V.
Exc. a seguranga de miuha elevada estima e con-
sideragSo.Commuuicou-se ao commendador Joao
Fernandes Lopes.
Ao Dr. chefe de policaTendo nesta data
recommondado ao empresario da linha talephonica
a mudanga do poste entre as es'.agoes de Ponte de
Ueha e Torre, da estrada de ferr do Recife ao
Caxang, que deu lugar ao desastre a que se re
fere a" inf irmago prestada por V. S. em 17 de
Margo ultimo, assim lh'o declaro, afim de que in-
forme opportunatnenfe a esta presidencia, se foi
satisfeita cesa medida.
Ao commaniante do corpo do polica. -Es-
peja V. S. .s neces3sr'as ordens no sentido de fi-
car o official enmmandando do destacamento de
Aguas-Bella^, commanda t; igualm-nte o de Bom
Conselho, afim de poder auxiliar as autoridades
deste termo na captura de criminosos, conforme re-
quisita o Dr. chefe de polica em officio n 333, de
hoja datado.Communicou-se ai Dr. chefe de po-
lica.
Ao inspector da Thsounria de Fazenda.
Transmitto a V S., para os fins convenientes,
copia do officio de hontem datado, relativo ao exer-
eicio do juiz de direito da comarca de JaboatSo.
A.0 mesmo. De a o a V. 8., para os fins
convenientes que, vista da sua informagao n.209,
de 30 de Margo findo, autorisei o engenheiro en-
carregado i'.as obras m litares dar comego as
obras do alojamento para os aprendizes artfices
do Arsenal de Guerra, nilo excedendo a respectiva
despeza da quanti* de 3:362^500, restante da de
4:0 01, concedida para taca obras.
__ Ao mesmo.Ao alferes do 14 batalhao de
infintaria B' llarmino Augusto de Athayde, que
pir telegramm;u0o Ministerio da Guerra, de 31 de
Margo fiado, obte"e licenga por um mez par ir
provincia da Parabyba, mande V. S. njustar con-
tas.
Ao director do Arsenal de Guerra.Decla-
ro a Vmc, para seu conhecimento e fins conve-
ni ntes, que de conformidade com o telegramm a
do Mmuterio da Guerra, de 9 de Fevreiro ultimo,
o capellio d'esso Arsenal, conego Manoel Jos
Mar'ins Alves de Carvalho, deye seguir na pri-
meira opp irtunidade para o presidio d Fernando
de Noronha, sendo pela Thesouraria de Fazenda
contratado um capellSo civil para servir n'esso
Arsenal.
Ao mesmo. Declaro a Vmc, para seu oo-
nberimentr e em respista no officio n. 263, de 19
de Margo findo, que autorisei o engenheiro encar-
regado das obras militares dar comeg as obras
do alojamento para os aprendizes artfices d'esse
Arsenal, nao excedendo a respeciva deapeza da
quantia de 3:962*500, restante da de 4;OO*000,
concedida para taes obras.
Ao mesmo. Autoriso Vmc, a vista da sua
informagao n. 265, de 20 de Margo findo, man-
dar guardar n'esse Arsenal, os 25 caixoes de pi-
nho, de que trata o officio do brigadeiro comraan-
daiit9 da3 armas, do 16 de Fevereiro ultimo, sob
daiiti
n. 73,
fornecidos pelo inesrao Arsenal para o em-
barque do 2o batalhao do iufantaria, que nao teve
lurar, devendo a despjza com a conduego dos di-
tos caixoes correr por conta das despezas miudas
cargo do porteiro dosae es'.abelecimento, segun-
do de parecer a Thesourario de Fazenda, em of-
ficio n 205, de 29 de Margo findo, referindo-se ao
disposto no aviso circular do Ministc io da Guer-
ra, de 5 de Junho de 1885
Ao engenheiro das obras militares.Auto-
riso V. S. a dar comego as obras do alojamento
para aprendizes artfices do Arsenal de Guerra,
eout.rme solicita o director do mesmo arsenal, em
officio n. 263, de 19 de Margo findo, urna vez que
a respectiva despeza nao exceda da quantia do
3:962500, reatante da de 4:OOO0OJO concedida
para taes obras.
Aojuiz de paz, presidente da junta de alis-
tamento militar la paroctra de S. Lourengo de
Tejucupapo.Com a iaformagao junta, por copia,
do Dr. ebefo de policia, de hontem datado, sob n.
329, respondo ao offioio de Vmc de 12 de Margo
lindo, attinente ao sirrig) do alistamento militar
dossa paroebia.
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
Recife a Caxang. -Tondo nesta data recommea-
dado ao empresario de linhas telephonicas a mu-
danga do poste entra as estagoes de Ponte de
Ucha e Torre, que deu lugar ao desastre a que
se refere o officio de Vmc. de 8 de Margo ultimo,
assim lhe declaro afim de que informe opportu-
namente a esta presidencia se foi satisfeita cssa
med la.
Ao empresario das linhas telephonicas.~A
vista da informagao do Dr. chefe de policia de 17
de Margo ultimo, acerca do facto de ter sido api
nhado e morto um passageiro por um poste dessa
empresa collocado entre as ostagoes de Ponte de
Ucha e Torro, da estrada de forro do Reeife a
Caxang, recommendo a Vmc. que mande collocar
em lugar conveniente dito poste afim do evitar-se
novos desastres.
Ao promotor publico da comarca de Inga-
zeira.Sciente do quo Vra;. expoz em eou officio
de 15 de Margo prximo findo, recommendo lhe
que continu as deligenoias encetadas contra o 3o
supplente do jui? municipal do termo de S. Jos
do Egypto, Lucio Al ves da Rocha, devendo dar
conhecimento a esta Presidencia do resultado do
p rocano.
Ao presidente e membro3 da mesa eleitoral
da paroebia de No3sa Scnhora do Rosario da
Varzes.Cumpre que Vmc remeta com urgen-
cia a secretaria desta Presidencia as copias au-
thenticas da acta da eleigao a que se procedeu
nessa parochia no dia 15 de Janeiro ultimo.
Hu/atis mutandis :
A' mesa eleitoral da paroebia de Sossa Se-
nhora da Penha de Gamelleira.
A' mesa eleitoral da 1 o 2. secgOea da pa-
rochia do Santa Auna do Bom Jardim.
A' mesa eleitoral da parochia de Nossa Sc-
nhora do Rosario da Varzea.
A' mesa eleitoral da 2.a secgao-da parochia
de Nossa Senhora da S.le do r'ogo da Panella.
Portara :
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faga transportar provincia da Parahyba, por
conta do Ministerio da Guerra, no primeiro vapor,
5 caixoes incluido 2,632 decmetros cbicos e seis
fardos pesando 374 kilogrammas, eontendo artigos
de fardamento destinados companhia de nfan-
taria daquella provincia.
dem provincia do Rio Grande do Norte um
catxao, medrado 532 decmetros cbicos e dous
fardos pesando 121 kil igrammas, eontendo farda-
mento para a companhia de iufantaria daquella
provincia.Communicou-se ao director do Arsenal
de Guerra.
EXPEAIENTE DO SECBETABIO
Ao 1.* secretario da Asscmblia Provin-
cial.-De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da
provincia, transmiti a V. S. para os fins conve-
nientes, j balango da receita e despeza do exer-
eicio de 1884 a 1885 e o org imeuto para o de 1836
a 1887, da Cmara Municipal do Limoeiro o Ala-
goa de Baixo, e declaro-lne que nesta data expe
dio-se ordem Cmara de Limoeiro. afim de que
remetta os documentos que deviam aeompanhar
ao referido balango.
Ao inspector da Saude Publica. ) Exm.
Sr. vicepresidente da provincia manda commun-
car a V. S. que providenciou afim de imprimir-se
2,000 exemplares do mappas obituarios de 1885.
Ao inspector da Saude do Porto.C Exm.
Sr. vice-presidente da provincia manda commuui-
car a V. S., que nesta data eolicitou do Ministe-
rio do Imperio, a necessaria autorisago para o
fim de ter lugar o pagamento da quantia de......
2:543060, desque trata essa inspeegao no officio
de 23 de Fevereiro prximo passado, visto nao
haver crdito para o dito pagamento.
Ao canniidante do corpo de policia De
ordem do Exm. Sr rice presidente da provincia, re-
mt-tto a V. S., copia da iuformagao prestada pelo
Thesouro em 23 de Margo ultimo, sob n. 538, a
respeito da petigao de Manoel Clementino Correia
de Mello, boje despachada pelo mesmo Exm. se-
nhor.
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronha. De ordem do-Exm. Sr. vice-presidente da
provincia, declaro a V. S. que autorisou-se o di-
rector do Arsenal do Guerra, a mandar fornecer
o cartuchame e plvora de que trata o officio quo
veio aunexo ao dessa directora, de 20 de Mar.;o
findo, sb n. 78.
Ao mesmo.Do ordem do Exm;Sr. vice-pre-
sidente da provincia communico a V. S. para seo
conhecimento e fins convenientes que, de accordo
com a inlormagio junta por copia, do inspector da
Thesouraria de Fazenda, autnrsou-se h .je o for-
necimento dos gneros e ocjectos eontaotes do
poaido annexo ao seu officio n. 92, de 23 de Margo
fiado.
Dr. Joaquim de Albuquerque Barros
Guimares. Informo o Sr. inspector da
Thesouraria de Fazenda.
Padre Joaquim da Cuuha Cavalcante.
Nao pode ter lugar, visto que nao foram
prestadas as contas do beneficio recebido
era 4 de agosto conforme dcel rou o Tne-
souro Provincial.
Padre Lourengo de Albuquerque Loyo-
la.Informe o Sr. Inspector do Thesouro
Provincial.
Manoel Francisco Bezprra Deferido
com officio ao S". brigadeiro commandante
das armas.
Maria Bemvinda da Conceicao. Infor-
me o Sr. director da Colo.iia Izabel.
Maria Magdalena da Paz. -Sim, pagan-
do a supplicante as comedorias.
Miguel do Azevolo Andrade. Prove o
supplicante a sua nacionalidade.
Nuno Alves da Fonseca. Satisfaga o
disposto no art. 45 do decreto n. 1130 de
12 de marjo do 1853.
Severino Antonio Gomes da Motta. -
Deferido cora offi o ao Sr. brigadeiro coro-
mandante das armas
Vicente Nogueira Batnos. Informe o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Secretaria da presidencia de Pcrnambu
co 15 de abril de 186.
O porteiro,
./. L. Viegas.<
DESPACHOS DA BRESIDESCIA DO DIA 14 DE
ABRIL DE 18fi6
Abaixo assignados residente na comar-
ca do Bom Conselho. Informe o Sr. juiz
municipal o de orphaos do trmo do Bom
Conselho.
Coramissiio cniarregada das obras da
capella do glorioso martyr S. Sebastiao.
Informe o Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial.
CarvaHio Jnior & Leite. Interponham
o recurso com observancia do disposto no
art. 147 do rpgularaento do Thesouro Pro-
vincial.
Francisco Luiz do Cnrrao Ribciro.
Passe portara designando o 7o batalhao da
guarda nacional do servico activo para ser
o sapplicante a elle aggregado.
Francisco do Assis Sampaio e Rosa. -
Informe o Sr. Dr. Chefo do palicia.
Joio Rufino Barbosa. -Diferido por of-
ficio hojo expedido Cmara Municipal do
Recife.
Joiio Rufino Barbosa. Deferido por
officio de hoja cxne lido Cmara Munici
pal do Recite.
CapitSo JoSo Licio Marques. Rnnetti-
do ao ttr commandante superior da guar-
da nacional da comarca do Recife para
mandar passar guia de que trata art. 45
do decreto n. 1130 de 12 de marco de
1853.
Repartlfo da Policia
Secc-lo 2.' N. 386. Secretaria da Po-
licia de Pcrnambuco, 15 de Abril de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
quo foram hontem recolhidos na Casa de
DeteneSo os seguintes individuos :
A' minha ordem, Bernardo Ferreira de
Mello, remettido pelo subielegado do dis
triito da Varzea como deser:or do ba-
talhao "le infantaria ; o Manoel, escravo
de Jos Velloso, po disturbios.
A' ordem do subdelegado do Io distrc-
to da Boa-Vista, Jovina Maria da Concei-
(;2o, por disturbios.
Seguiram hoje para o presidio le Fer-
nando, a bordo do vapor Giqui, por se
a.harem atacados de brib^ri, os detentos
de noiaes Btne licto Jos Soares da Silva,
Innocencio Bruno de Caraargo, Jos Ca-
listo do Souza, Jos Monteiro da Silva,
Luiz Francisco de Carvalho. Manoel Frai-
cisco da Motta, Roberto Antonio da Silva,
Silvestre Jos do Amaral o Similo Fran-
cisco Gomes.
Communicou-me o delegado do termo
de Bom Conselho, que no dia 4 do cor-
rente proceder a visita da respectiva ca-
ricia, nao encontrando nella irregularidade
alguma.
Pelo subdelegado do Io distrcto da
Boa-Visla, foi remettido ao Dr. juiz de
direito do 4o districto criminal o inqnerito
a que procedeu contr Lulgero Ilencio da
Annunciacao.
Deus guarde a V. Exc.IHm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leiio,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe do poli :ia, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 15 DE ABRIL DE 1886
Joao Francisco dos Santos Filho.Inde-
ferido, porquanto tendo a casa n. 3 a ra
do Calabougo Velho no exereicio de 1880 a
1881 at o de 1883 a 1881 subido de va-
lor locativo execedente do limitte da sen-
cao, passou a ser considerada nns termos
do artigo 18 da novacao do contracto da
Recife Drainago e portanto sujeita As an
nuidades d'aquelle exereicio por diante ; e
quanto a casa n. 1 subsiste no art. 17 do
mesmo contracto Manpel Alvos Barbosa,
Successore. Nega so provimento, porque
achando se os recorrentes comprehea iidos
no disposto do art. 2 combinado ct.m o do
6 das instruejoes de 19 de Agosto d*
1885, segn lo as ioformagSes, nio proce-
dera assim as su;.s t llegicoes contra a col-
lecta, do que recorrera e a que se proce-
deu de accordo con as disposieoes d'a-
quelles artigos.
Guimariles Fonseca & C. Nega so pro-
vimento por forg do dsposto n. art. 13 do
Reg. de 7 de Agosto do 1873, em cuja
comrainacSo incorroram os recorrentes por
oroisao do que n'elle so dispoe.
Corammdador Perminio Francisco de
Paula Mesquiti, Joao Antonia da Almeida
e Joaquim Jos de Mello Jnior. R^sti-
tua-se de accordo com a informagao do
Sr. Dr. contador.
Contas do collcctor de Barreros. Ap-
provadas.
Amorim & C. Deferido, ficando irros-
ponsavel o supplioanto pelo debito ante-
rior do estabelecimento que existir no pa-
vimento terreo do predio n. 12 a ra larga
do Rosario, visto provar nao suceder no
raes-'o estabelecimento.
Affonso M ria Beda. Deferido nos ter-
mos da informagao da contadura.
JoSo Augusto Alves de Carvalho. De-
ferido, ficando irresponsavel p-lo debito
anterior o novo inquilino que estaoelecer-se
na ca3a n. 111 a ra Duque de Caxias,
cuja desoecupagao se prova.
Theodoro Christiansea, Joaquim de Sou-
za Ramos e Sebastio de Barros Barreto.
Informe o Sr. Dr. administrador do
Consulado.
Aristi les Honorio Bezerra de Menezes.
- Pague-se.
Bartholomeu & C, Antonio Ftrnande3
Xavier de Lima, vigario Lourengo de Al-
buquerque Loyola, Vicente Nogueira Ra-
mos, coramissiio encarregada da capella de
S. Sebastio de Nazareth e Joaquim M, de
Oliveira e Silva e contas do thesoureiro
das Obras Publicas. Informe o Sr. con-
tador.
Pedro Jorge da Silva Ramos, Manoel
Fernandes Velloso, Hermino da Silva Bas-
tos, Maximiano Augusto da Rocha Bistos,
J isc Manoel Coelho da Silva, Joaquim
Manoel de Oliveira e Silva, Manoel da Sil-
va Ferias, Francisco Ferreira Baltar e An-
tonio Joaquim Cascito. Haja vista o Dr.
procurador fiscal.
Manoel de Medeiros Mirtins. -Junte co-
nhecimento de decima do ultimo semestre
e prove a desoecupagao da casa.
Aurelio dos Santos Coimbra. Ao Con-
sulado para attender.
Modesto de Albuquerqno Carnero da
Silva e Joo da Costa Pereira. Satisfaga
a exigencia do Consulado.
Carlos Jos de Siqueira. Diferido, de
accordo cora o calculo procedido pela con-
tadura.
Consulado Provincial
DESPACFIOS DO DIA 15 DE ABRIL DE 1886.
Assembla Provincial. Informe cora ur-
gencia a .a fe-gao.
Procurador dos feitos, Jovino de Carva-
lho Var jo o Costa Vioira & C. Informe
a 1" secgao.
Almeida Machado & C. Deferido, de
accordo cora a inforraagSo.
Martins Cordeiro fS C. Certifiqese.
Joaquim da Silva Carnero. Iuforrae a
2a secgao.
Affonso Oliveira & CA' Ia secgao
para os devidos fins.
Domingos Ferreira da Silva & C. e F-
lix Cypriano da Silva Ferreira. Informe
a !' secg2o.
Manoel Passos de Oliveira Filho e Au-
gusto Rodrigues Braga. A' Ia secgao para
os devidos fins.
Amorira Irmaos & C Sim, visto a in-
formagLo.
Francisco Manoel da Silva 4 CInde-
ferido, em vista da informagao.
Inspectora geral da insfruccao
publica
DESPACHOS DO DIA 10 DE ABRIL DE 1886
Manoel Candido Fernandes Pires, pro-
fessor publico. -Informe o delegado Ilite-
rario.
Maria Salom dos Santos Dacia, profes-
sora publica. Indeferido, por j estar
contemplada na tabella, devendo a suppli-
cante cncarainhar sua petigao ao Thesouro
Provincial.
Joo Jos Ribeiro de Moraes, professor
publico. A' 3* seggao, relator o Dr. Jos
Diniz Bsrreto.
- 12
Fran.isco Guedes da Barros, professor
pullico. Sellado o requerimento, venha
por intermedio do delegado tterario, que
declarar se o supplicante cumprio era tem-
po o disposto no art. 160 13 do Regula-.
ment de 6 de Fevereiro de 1^85.
14
Joao Jos Pereira, professor publico.
Curapra-se e registre-se.
Secretaria da instruegilo publica de Pcr-
nambuco, 15 de Abril de 1886.
O portoiro,
J. Augusto do Mello.
DIARIO DE PERM3BDC0
Retrospecto poltico do anno
de I***.
REPBLICAS AMERICANAS
iContinuacao)
Ao contrario do que succedeu na Coloiubie,
onde, como vimos, a legalidade sabio victoriosa,
no Pera' o governo to general Iglesias foi venci-
do, afina!, pelos soldados do indcil patriota
Cacen-.
Os lelegraunias olliriacs de Lima c do Chile
tleram por mais de urna vez como destrocadas
as tropas do valenle chefe da revolla peruana
ltimamente dissera-se (pe elle, vendo iodo o
seu exercito batido e disperso em Jauja, havia
(agido sem se saber para onde. A falsidade da
victoria iglesista de Haancaycf, em Junho, por de
quarentena a nova informaefio de'ongem suspe-
la. Ninguna ;i aceitn desde logo como a ex-
pressao exacia da verdade. E os seeptcos u-
veram razio. porque alguns dias depois soube-
se que <> general Caceres tinha o nielhor de suas
forcas militares2:200 homens -longe do lugar
onde se. ferio a liatalha de 16 de Xowinbro. De
modo que, emquanto o exercito de Iglesias, al
trabidO por nina victoria engalladura, persegue
una parle mininianlas fincas tareristas. julgan
to que as tem toikis diante de siein desordenada
raga, o iial.il chele da revoita atravessa o rio
Oraya, qnasi como Cesar outr'ora o lUir.icon,
manila destruir a ponte que lhe servio de pasea
geni e aos seus ; e, emOm, depois de alguns
combates de que salie vieiorioso, entra trtum-
lilianlemeiile na eapilal da repblica, enlfio tles-
guaiileeida de suilieienles forras governativas.
v victoria ileniiva do general Cacares foi
acomida eom grande enthusiasmo pela ponula-
efio de Lima. F. que esse militar foi sempre
lido geralineiite como o cainpefio uo partido na-
cional, einqiianlo o presidente Iglesias, sustenta-
do na prolongada luta pelas influencias o at por
alguns voluntarios do Chile, segundo seallirmou>
era de alguma sorte considerado um procnsul
chileno imposto ao desventurada Per pelo esta
do victorioso na guerra do Paeitieo.
GnfM a um accordo promovido pelo corpo
diplomtico entre vencedores e vencidos, nomeou-
se logo urna commisso encarregada de eleger
um governo provisorio, que convocara os cida


2

" '
Diario de PmmmhucoSexta-feira 16 At Abril de 1886
I
^^^
A 4 ilo Dvzembro
As tropas do
daos para as elei<;e> geroffl
eslava consumido <..< governo
general Cacarea retinan-te para Sania Clara,
as do general Iglesias para Cliorlllos, onde o Sr.
Manoel Velard, novo ministro da guerra, as foi
nrmente lien.ciar.
Segundo un u-llio dictado, o demandla qu(.
perde a causa leni (res hora pura discompr o
juiz liniuuieiuente. Huuve un i-scriplorperuano
que. com a inaior ornean t espirito, applicou
essa mxima as (outiaoj miralte en
das de .-na patria eiu relaeiuan iirocediineiilo da
mu'fio victoriosa na gUCiaa do PaciOco. Nos ap-
plicainol-a poruossa (jai ao palriotismo chileno
estomagado eom as flutiifiia ailihaan ilu lili i un
Bejheiro Lupes Hetto. Que o Chile pratcon na-
quella guerra excesfiOS DOOeo dignos do sen es-
tado de livilisaro. eis o que parece j hojt nina
verdade de todo o ponto irrecusavel. Todava,
a verdade irrita, fere e magda piando a Boa luz
serena e penetrante) encomia no seio dos indi,
vidnoa ou das narrs as Irevas accuinuladas do*
ismofl particulares c dos egosmos oaneecon'
ceitos nacioBaca.
Todos os leitores se recordam por '-crio dos
incidentes provocad n pela digna altitud-' do pri-
meiro arbitro penn icos tribunaes formad
Santiago para jiilgaii'iii as prcleiices dos DfiO"
Iros prejudicadoa na sangrenta lula cho-peraa-
na de lia dous annos. As seuten$as desee di-
plmala hbil e experimentado exdtaram espan-
'o.-a grita e rerdadeira hostflidade por parte cr
mprensa e da opin So do pak contra o qual l'o-
ram proferidas. Dava-se o caso: "juiz era des.
Jcoinpcsio pelo demandista decafiido na
uJgada. o desagrado ebegon a tal acnme que
o julgador leve de pedir demissao do cargo.
Exonerado o conselheiro Lopes Netto, os Iribn-
uaes arbracs fecbanm-se.....esaoriamente at
i oomeacfio de novo repreaentante do imperador
do Brazii. arbitro deaerapatador designado pela
amavel conflanea do Chile e aceito^or todas ai
demais partes raleressadas. Essa nomeaeSo re
cabio noantigo vico-presidente do ctab republi-
cano do itio de Janeiroo Sr. conselbeiro La-
fajetle Rodrigues Pereira, um dos mais notaveis
oais lucido dos jurisconsultos brakres.
Os eldenos iam indemnisar-se dos deagostos
que Ibes causara a jurisprudencia internacional
do Sr Lafayette. O aovo arbilro lia porcartilha
diSerente da queo sen antecessortinba adoptado.
E se a Liceo diverga entre ambos, claro que
au podiam ser accordes os respectivos ai
Isio pela le positiva da i ou descenden-
cia dos pbenomenos, lei inqncstionavelmeote nm
ponco mais obligatoria e imperiosa que iodos os
- e regras de direito.
\- principaes decisoesdo Sr. Lafayette foram
i-
E' licito O hoinliardeaiiienlo de una praca.
desde que desta parlo um nico tiro.
< Os rouhos. os saques, os desatinos da solda-
lesca nao responsabilisam o respectivo governoi
desde que taes actos Ibram praticados sem que
os cheles do eseretto aveasem d'eUes previa co-
nbecimento.
Ora. seguindo o eriterncinioiraniente opposto
o Sr. Lopes Nettotinba:
I Cendemnado o bomhardearaento de Pisagua
eOctuado pelas torcas chilenas:
2o Condeninado o cihic. dectaraadoessanacao,
obrigada ao pagamento iias perdas b damnoi
causados aos neulros ,idos actos pralicados pelas
tmpa.- ila orgulbosa repblica do Pacilico.
Se os jolgados do pnmeiro ha\ iam enfurecido
hilnos, os do segundo desgastaran] profun-
damente os repres atantes dos governos ioteres-
- na arbitragem. O Sr. Lafayette foi poretles
acensado de condescedente e parcial em bene.
do Chile. E ]iorque a inaior parte das re
daroac&es italianas oaviam sido desatlendidas, o
tro deasa nacionahdade retrou-se do tnbu-
nai. depois de lavar un protesto em que deca-
rava nao poder conformar-se eom as decisoea do
nipataiior brazeiro. Os representantes da
Franca e da Inglaterra lizeram nutro tanto,e o8
tribunaes mixtos foram consequentemeote Pecha-
dos.
Apir, ando esses lacios escreveu o Sr. Pedro
Lamas na Rerm Smd-Anierifmiu de l"i de De-
bro :
- Devenios ver as senlencas 'proferidas pelo
conselbeiro Lafayette em favor do Chile o desojo
do Brasil em angariar a amisade e em certas
eventualidades, a aliianea d'aqoelia repblica?
\ supposii;;io .' tanto mais alunravei. qoantO foi
o Ulule que escolo tn para terceiro ao Sr. D. Pc-
i.i. e .-so no momento em que as retaeSes
entre O imperio e a repblica Argentina nto eram
boas.
Poueos os logares e mudos os pretenden:es
ek a perpetua historia de todas as lucias parti-
darias, e em todos os paizes. sein distinecao de
rgimen govemativo.
(Continua).
PERMHBUCO
i
O Sr. Lanas ao que parece, argentino. E
pois nao a limTa que o sentimenlo patritico o
!ei\ litar a existencia do nina parciali-
calculada e inleresseira, onde ao h nive-
irtos. se oda sincera manifesti
iUStica internacional, ramo a entend- em sen
i saber ora dos noseos borneas mais com-
ntes em materias oridicas. Acontece mais
que o Braziimu dos paizes de presente monos
-ujiito- a universal mana da miiitan-acaunao
iditou verdadeiramente que a repblica Ar-
goalina. por nina questao que poda ser,
foi, amigavelmente resolvida, sentisse o iovenci-
veideeejodc experimemar-lbe as forras. Lon-
ge. por tanto, de procurar pora mo auxilios e
allianca- de necessidade li\pothctii a. senipre
oonsiderou a paz ntreos seus visinhos como
eondicao essencial de progresso e feheidade
delles e sua.
Entretanto, desde qu oSr. Lope- fetto eoSr
Latatette eram apenas orgfios do mesmo supre-
mo arbitro, afigura-se-nos qastao Flagrante des-
accordo entre aquello- pi'w este em evidente <\>n-
tradiceo comsigo mesmo.
Alliviados da presS&o moral em que os linham
icixado os julgndOS dii consellioiro Lopes Netto,
os chilenos poderam eniregar-se mais de corpo
e alma ai lucias da | olilica interna. Algumas
Mes da coman dos deputados foram lempes-
toosisaunas. Cm desees deputados foi condem-
nado a cinco annos ce priso. sob 6 funda-
mento de haver oceultado o registro eleiloral de
Santiago as ultima- elenes elTecluadas no
paiz.
Km Desembro o goveroo do cnile era forte-
mente acensado pela imprensada opposico, por
ler aberto muito tarde a ultima mafia do con"
-soeni I88."i. Dizia-se que essa demora ti vera
por fim evitar as interpellacoss com que conta-
am 08 ministro-
0 que, porm, preoecupava seriamente todos
os polticos da repblica eram as eleiges presi-
denciaes qoe se preparavam, e que deviam dar
successor ao presidente o Dr. Santa Maa.
Asscmbla Provincial
13.' SESS EM 31 DE MARCEO DE 1886
PKESIDNCIA DO EXH. 8B. DB. AXTONIO FBAMCItCO
COBBEIA DE ABAUJO
Ao oneio da, feita a chamada e verificando~m
esinre n presentes os Srs. Ratis e Silva, Julio de
BarroH, Antonio Vi:tor, voares de Amorim, Ani >
nio Corris, Joao Alves, Barros BarrPt) Junir,
Barro.- Wanderley, Rodrigues Porto, Herealano
Bandt' ra, Ce llio de Maraes, Fcrrelra Vello* Re
go Bairos, Gonyalves Ferreira, Risa c Silva, Au-
gusto FraDklin, Visconde de Tabatmga, Sophro-
nio Poitella, Costa Gomes, e Constantino de Allm
juerque, o Sr. pri-sidente declara ab?rta a 9033.10.
Faitun os Srs. Amaral, R'gu"ii Cost i, DmiB
mo:el r'ilhi, D.miingaes da Silva, J:*.) de S,
i-uiz da Andrada, e Gomos Prente.
E' li ia e sem debate .pprovada a seta = -
sao anteced- ufe.
O Sr. 1 secretario procede a Untura de se-
guinte
EXPED P.NTE
Um abaixo aesignado de moradores da povoacito
de Pilos de Quip>ip. pedindo a creacao all de
urna cadeira lotexo masculino ou mixta.A' coin-
misso do instruegao pnbliea.
utra de eleitore a vadorea i i dtatreto t
Batra ie Jangada di comarca do limito, pedin io
pira portencer aquill,! dUtricto ao termo de Q' i-
pap. A' cjmmissaj ae estatiftict e divisii
civil.
Urna peti^ao da IrinandaJc de N. S-nliora di
I-.HZ liu igraja OH Cirmo. requor.?ndo a approvac.10
de seu coinnromiss .A' commissao de negocio*
. ec lesiastics.
Uutr.i de Camilla do Carmo Turres, protesso a
publica de Pao d'Allu, requerendo 8 inces .! 1 -
C'nea com todos os vencimentos pira tratar da sua
.-i ude, ii contar de 1 de Novcmbro ultim A"
coinraifsao de peticS
E' lito, apoiado c sein d bato apprivadj o s>-
guinto parecer :
' A' BOOBonaaio de examc dj pisturas e negj-
cios de eamarai q icm foi presente a prop >sta d i
Caman Hamicipal 'e G iyun i subte > eamiterio
de ( lyuidnlia iaquelle municipio, datado de 25
Je Feveruir do c ir' itc ano leodo-a cuilalosi-
nente examinado, le parecer qoe se consulte
primeiramente a aut nidade diocesana.
Si'a das eonuasSei. em 31 'i^- M ircc de tssr.
-> una de Amirim.licdrigues Porto. Coelho
de Iforaea.
Sii i lid '9, anotados o julgados i'j^cto de deli
bcraeao vao a imprimir os iego.Dtea proj 'i^fos :
" N. 18.Aeomasiasto de ezama de postaras e
ii.-gocios di.1 coparas a quom foram presentes oj
artig 9 ie posturas da l un ira Municip I da villa
de N. S. d o' de Ip jnc;. datados do 23 de Se-
tembro do anno proxio i paaaado, tend<-os euida-
dosamoiitc ex uiiiiia I o, d.; parecer que soja ado-
ptado o segainte proj ct > Je lei.
A Assembloa L-gislativa Provincial de Per-
uambuco sob proposta di Cmara Muuicipal da
villa de N. S. do O' de Ipojoes decreta :
Art. nuie.i. Ficim Hppruvados os artigoa d.-
postut da Cmara Mnocipil da villa de N. S.
di O' u 'xjuca, datados de 23 de Setembro de
1886.
Sala das nmissoes, 31 de Marco de 188G.
Soires de Am.i. i -Rodrigues Port>Coelho do
Moraes.
Pac) da Cmara Muuicipal da villa de Njssa
Senhora do O' de Ipejaea em 23 de Setembro de
1885.
A Cmara Munieipal da villa de N"os-a Se-
nhora do O' de Ipojuca, em seasao de boje propoe
o te quinte :
Art. 1 Fica prohibido o uso de banhos, a
qualqner ppssoa em estado de mides, nos rios qne
marginarem as p jvuaeoes d> municipio ou estra-
das publicas do mesmo.
Art, 2." E' permettido o uso de passarinbar
com espingarlas finas, pagando 5i de licenca a
Cmara, devendo ospassarinbadores exhibir a mes -
ma licenca, sempre que Ibes tor pedida pelos pro-
prtetarios em cujas trras vagarem, sob pana de
105 de multa, e ser-Ibes cassada a licenca ; e na
reincidencia de 2 a 8 dias de prisao. Jojo Jos
da Costa, presidente. mingos Cavalcante de
Souzi Leo. AI. Heraclio de Albuquerque.
Jo i 111:111 Jos de Sant'Anua Barros.
< N. 19.A commissao de exame de postura e
negocios de cmara- a quem foi presente o esd go
de posturas da Cmara Municipal da villa da Po-
dra, datado do dia 9 de Janeiro do corrente anno,
tondo-o cuidadosamente examinado de parecer
que teja adoptado o seguinte projecto de lei :
A Assembloa Legislativa Provincial de Per-
nambuca, 9ob prop^ata da Cmara Municipal da
villa da Pe ira, decreta :
Art. nico. Fica approvsdo o cdigo de pos-
turas da Cmara Municipal da villa da Pedra,
dtalo de 9 Jo Janeiro d-ste anno.
R'vogadas as disposicoes em contrario.
Sala das commisioes, 31 de Marco de 1886.
So iros d; Amorim. Rodrigues Porto.Coelho de
de Mora'S.
- N. 80A Assemble Legislativa Provine! ti
de Pern:;mbuco sob proposta da Cmara Munici
pal de Flores, decreta :
Art. nico.- Fica approvado o projecto de
pisturas de 22 de Fevereiro deste anuo com as
segaintes alteraco s :
No art 18. ls inhumaces s tero lugar nos
eemiterios e sero multados etc.
No art. 19. Em quanto nao forem creados ce-
miterios municipaes os cadveres serio sepultados
i te.
No art. 20. Depiis das palavras ajuizo da
Cmara, accresccnte so i e competente liecnca ec-
clesias'ica, em distancia etc.
Art. 26. Totalmente supprimido.
Art 31. O agricultor que aehar gados remi-
tentes de qualquor especie dentro de suaj lavou-
rxs convenientemente e-rcadas (a.ts. 27, 28 e 29)
para ter direito indemnisacio dever apanbal-
os sem maltratare conduzil-os i presenca do fis-
cal, qu; de plano com o juiz de paz ou subi'ele
gdo e s(b te.temunlio de dnas pessoas, mandar
soltal-os ientri do municipio, na distancia de 8
leguas do lugar da destruicao, tomando duas tes-
teniHiili i| p ira que, etc.
Sala das commissoes, em 31 de Marcsde 1886.
Soares de Amorim.Ridrigues Port Coelho
de Moraes.
ma cado um praso para dar parecer, e o parecer
da eommisso de verificacao e poderes nao est
sta rogra.
Ha mais de 15 dias que esta Assembla deve tor
seieoe'.a de q e is aet.is se aeh on Beata aecri'ta
ria o que forain pr-si ates eominissio.
Eu iiio posso pensir, quer i mesmo nao snppor
que um proposito presido a essa demora. Qu.il-
quer que seja, porem, a razio em contrario, eu
penio que a uobre com:nisto de/ia ter os dados
precisos par diz-r-iios si a eloie.ii esta ou nao
i.iwid de vicio, se deve on no ser approvada,
bascando o seu parecer no qne dissossem casan
inesmas actas
Nestas eircnoistancias, Sr. presidente, en teria
c isi.11 le vir censurar o procedimeoto da om-
misso, porqninto ainda u Da vez lamento que a
uobre eommisso ao findar-se o primeiro in-z de
essiio, nao tonha dado o seu parecer, sem urna ra
el > plaosivol.
Assim, Sr. presidente, se a commissSo nao tem
foci para elaborar o s u parecer e vir discutir
peraute a Ass 'mb'ea o direito dos ele.toi, aim lo
que egta approve ou nao a eieioSo, q'i venham
pelo menos as actas, para que esta Assemble, to
minio con'ieeimenlo do caso, resolva como'achir
mais conveniente
Pens, p.:?. qn) V. Exc Sr. presidente, solicita-
r d> comtnissio para qae com urgencia ou jJeite
a mesa as act is, o i apreaeote o parecer,
quaosquer que ?.j un aa CondieSea em qu-3 ell t -
nli i p ir ventura sido elaboraJj.
O Sr. PresidenteO podido de V. Exc. ser to-
ini lo na devida consi leraeao.
E' li.lo, apoinda eatraeta discussii o seguinte
r -i i riment :
Requeiro que pelos canaes competentes se
ni i 'me :
" 1- Se o governo tem einheeim-nto do estado
auormal em qne so ach a comarca Je Tatarata.
i '- No casj aflirinativo, que providencias fo-
ram to-Dadas.
3- No caso de neuhum.i providencia t-r sido
anda tomada, se pretcn le o governo einientir
que cmtinuc aquella comarca sob o dominio do
bacamarte c da faca de ponta. S. R Jos M i
r; i.
O *ir. JOwc MartaV. Exc, Sr. presiden-
te, deve s iher qu- a o unarea d i T.icar ,t t-3t f
ra da lei.
O Sr. Praxeies Pit ingaFra dos eix n i
li'S
O Sr. Jos M iriaFra d;s eixog norma's, diz
V. Ese. moito b'in.
O que so pissa all inncreditavel! Senai
f-isscm as inf irma^oos exacta* que nos sao trans-
mitidas daqaeUaa loogiquai paragena, por pea-
I ni fidedignta, cima de toda a exc pcao, a des-
peito de saii-T |va o partido conservad ir capaz
d tulas as peraagaieoM, de todas as tripelias, eu
ni i crori qoe fo-se verdade o qne actualm 'lite
alli fe passa.
As propiias autoridades judiciarias niio tem for-
c para na nter o Kobmd > d : legalida i-1.
Um Sr. Depul idi O promotor togto,
Sr. Jos MaraO pro.nntor pablico, qne
conservad ir, aban Ion iu a cimarca sem lioen, e
Vea pira esta e 11 1 >, pile-so dizc, fogdo. O
juiz municipal, que tanbem conservador, rcti-
rou-so igualmente di termi.
As autoridalo pilictaes obed c:m ao cacique
li i i Iaj purag as, o Sr. Oavalwaate, qoi eoose-
guio, cm umi sessao oxtr i ir iin oa do jury, ab-
solver-ee, c ben aaiiai mais i~> ooapaaheiroe, e is-
to ein dous dias. (Apirtes).
Os uobres d 'putados niio me pidetn contestar.
Eu catea informado de quj um bornea de graude
influencia oaqu-ll. Joealidad um hoincm de gran-
de prestigio no partido conserva ior, o Sr. Val
pissos, niio po leudo support ir imo issivel aquelle
estado de c-uisas, veto solicitar do presidente da
provincia providencias. Que esse eidado achou-
se entre nos c que veio por esses factos; que con -
ferenciou com S. Exc, ua> resta a menor duvida
Nao sabemos p irm, se o defuo'o S'. Costa Pe-
reira tomou providencias, assim como iguoramos
se S. Exc, o actual gove-nador, pretende tomal-as,
no caso d i sin antecessor nada ter feito, ou se
permanecer do bracos cruzados, daxando correr
aquillo lei da natureza.
A pilhagem est no seu auge; as surras e es-
pancamentos, os lorio ion tos e os assassinios se
produzem e reproduzem quotidianamente. Os no
bres deputados nao Jeve.n ignorar Uto.
O Sr. Goncalves Ferreir*Ignoro.
O Sr. Jos MariaAdmira que S. Exc, chefo
ou subebefe do seu partido, convivendo com a pre-
sidencia, e que p da investidura de leader, devia
estar a par de todos ;s movimentos da poltica, de
tudo o qne se passa na provincia, igaoie um facto
que est no dominio publico.
O Sr. Prxedes PitangaQue oa jornaes teem
fallado.
O Sr. Jos MariaAdmira que V. Exc. ignore,
1 muido j i nao se ignora na corte do tmperis; quan-
do os jornaes d'alli a do noticia desses tactos.
O Sr. Goncalves FerreiraA titulo de artigo de
partido.
O Sr. Jos MariaEu nao sei, eu nao compre
h.'udo o que V. Exc. quer dizer com isto; se,
porm, o seu pensamento acoitnar de inveridicos
09 acontecimentes dj que tem sido e contina a
ser tneatro a cianroa de Tacarat, porque delles
se tem ojeando as tilhaa polticas, ha de permit-
tir tambein que nlo se d crdito nega'iva par-
tida ao V. Exc,'pirque procede igualmente de
urna fonte suspeita, iirqu* vem de urna fonte par-
tidaria.
nha opinio e de dizer aquillo que corrente no
mundo parlamentar. O qu> corrente isto. Os
nobres d-pntados que teem asiento na bancada
"PP >sta e faziam parte da legislatura passada, de-
vein ter_ lembranca de que jamis o governo sot-
frou a miniaa aecusacio sem qie ti ves,e logo roa-
pista. Isto demonstra que todos ni an lavamos a
pir de tudo qo: se pisuva, de tolo o mi vintenio,
e nem se pode im igioar cous i Contraria a esta,
desde quedevem estar identifica los s adhees ao
partid] dominante com os representantes dosie
pirtido no governo.
Deizando, porm. Sr presidente, este incidente,
v iltarei ao assu npto principal.
Quer ignore, quer o ignore o nobre d patado,
0 estad) Je anarchia era aue se uehaa infeliz co-
marca de Tacari', a vord idn ost, u o govorno
tem disto conheoimento. O juiz muuicipil e o pro-
motor publico aian 1 nriraai a Comarca.
H* um aparte do Sr Joaide Oliveia).
bonanojuiz de direito por muitas e ropoti
das vezes repr sentn ao gaveras contra aquella
estado de sonsas; n-nhnna providencia ti tomi
la o iilnstre tu tglstrad i fu ebrigad a nao traer
mais reelamaei. alguin.i. a que lai-se.
Os lioui"iis bous o eriterieeoa, aquelle i que. ela-
bora nao sendo autoridades, alo podUn todava
ene.moar estes netos, caneados de p-dir provi-
1 nciaa, aoii.oif'.ir un--e a e.opreheu ler niio va
gom ponosissima, sfim de verba ,
ao presidente esse estado de Cousaa e ili lita'em
providencias.
\' i lo lij ii'iiia piiz em que todis os astos
do governo devem ter publudade, e nao tend-i
oh .'i lo ao n u cnliec metilo, pola impronsa offi
cial, se alguint providencia foi tomada. <-. mpr -
hende V. Exc. qu devia agitar neeta eaaa diseua
Xo a re.spr,, ano le que se ebegasse \ eviden-
cia, se etfeetiv imeute uproz ao governo a eontl-
Doaca i den a estado de e usas; se u gove no con-
sent impuu 'monte selle, se aquillo, p >i tanto,
com acqulesceoeia do mesmo goveroo, se foi este
quem armou o braco potonto de Cvale inte pira
levar aquellas pirgena a devaitacio, a mirte, a
vergonba. (Apartes).
O uobre deputado ignora qu a'h, i luz .! i sal)
n,. roa publica, s sarra ios hom mis honesto?, tra
balhadores, e que gozatn de importancia e cmeoi-
to pblicos?
Ignora que ae mata pela anana fuma, que se
ruana da iiiosma m uieiri e qoe aoi ladivdao, que
dorante araitoa anaee andn firagido laqoellaeo
marea por sreiiininoso, qu es A pr oiun
por varios crimes, aeom auhaio de um si quito
i-.uinerosi sim i, de mais de duzi ut is honem, p r-
eorren a comarca de Tacarat e anas cireum
nhaneis, tul) l'va-t.nio coni Atilo, levand i i
todos os apiri; m o (
O Sr. Viscoodu de Taba-'ing .O que ess i h >
mem r E' delegad i ?
O Sr. Gincalvet FerreiraNao autoridade.
O Sr. J is Atiria -Sim. euliir, issi uranio, e
ai nao sei o ni > "lie n". i .' Mugado; o que m i .1-
iniri que nao sej i ; mas o man la q'i"in
na, i qu-'in do.nina, um rerdadeiro rega
lo. As autoridad-s oa pictatm cora esse r t
oa cutio teem arSlo, erizara o* btaeuse deixim
que elle governe, oa p.r o nutra, deagoverax,
oel.i forma pirque o fiz.
S resta, Sr. presidente, pin qne ehegnenoa
ao cumul i que ess l prestante ci la la) a-ja apro-
v-itado par* cargo de tetegado. Acho mesmo
q i '.or governo, como o actual, devoria aproveitar
melhor esse cabo, qne tem dado provas d que
talludo para est* grandes fai-inhas, altas caval-
lariaa.
O Sr. Costa Rib'-iro Elle quer outra cousa
um baronato, urna commenda. .
O Sr. J ;e MariaLembra muito b?m o nobre
doput.do; o que suceeder. Se elle nao de
logado que nio o quer ser, pois se o quiz-sse se-
ria. E' que d hoinem por si.
V. Exc. sabe que ha muito disto: um homem
de grande prestigio na poltica con 'idado para
tazer pirte de am gabinete ; nao aceita, mas d
um homem por si.
Isto cousa que vemos todos os dia?. V. Exc.
sabe que sendo o Sr. Vis onde de Camaragib-,
de saudosissima memoria, convidado por mus de
urna voz para fazer parte do ministerio, teve sen-
pre o boa senso de nao aceitar, dando, entretanto
homem por si, como deu, poi cxemplo, o Sr. Joo
Alfredo.
(Apartes).
PorUnto, desde que o governo nao pode fizer
deUgado aquelle individuo, porqoe elle nao qner,
deve agracial-o com am baronato oa am viscon-
dado.
O Sr. Vise onde de Tabitmg.iTalvez nao qni
zesse nomeal-o delegado para nao cansar inaior
escndalo.
O Sr. Goncalves FerreiraNao o que se v
aqui.
O Sr. Jos MariaIsto nao quer dizer que n3o
tenha sangue, queme nao rov.ilte, qne nao saiba
repellir o insulto, vonhi d'on le vier !
O Sr. President Eu peco ao nobre deputado
qae cuija su inater a 1 i reqnerimeato.
O Sr. Jos Jarla Disse o no re deputa lo q ie
o que se ni) ve iq |i mas, faz.ndo etcopeo de
S. Exc, ea appcllo para todos % nobres depata
dos, sem ex&engSe de nm s, p ira qae deelarem se
eu j dirig a algum, sequer, urna palavra spera'
que envolvesse insulto ou mosm i grossoria, e que
dem nistrasae q ie eu pretendo aqui vencer, impon-
do me pelo terror. (Pausa).
Que respondan! os meas adversarios, a quem co-
ra i se sabe, em negocios po tic s, ea nio don a
menor tregoa .' (Paasa)
V o nobre deputado ? Acaba de passar pela
decepcio de ver que dos seus amigos nem urna voz
se levanta para confirmar a sua propisicio
O Sr Goncalves F.-rreiraE' am grande argu-
mento esse !
O Sr. Jos MariaEa nao peco a benevolencia
dos m ta Ilustres adversarios; quero que aquelle
qu- j so aeatio fondo por palivr.i ou acto meu o
doi-lme.
V portante, o nobre deputado que nio tem ra-
zio p ir i esta arguicS ) qn aqui, p >r mais de urna
ves tem levantado, a neaoa qoe supponha que por
esta forma oosega-r arredar-me la poaieaV que
me impuz, arredar me desta tribuna, ondi estou
se votos 'ios nene eoaeidadiot para celar os
lil s e para impelir que ellos sej i n cous-
purca i
E igana-se, porm : u2o o couseiruir. Ea nao
provoco,mastambeas na> me amedronto. II i I-
eumprir o osea J -ver, cust.e o qu :-ust :v. Eu nao
teoh t meio de earet ia a nem de farrambambas.
E n um las sess s pas-adas o nobre deputado
nroeufoa atir ir me cincadaa q i tive a li leabrida-
de oecaasariSi para repellir ; como ha piuco o fez
triSOO 1 para o debate a pessoa de meu to k*gi
timo, o Dr. Fulgencio Infante, c en luem a des-
pe-to denos aciannj* separados na poli'ica, en-
t it'iih > as re :n;o s ai ir. os i'ir-t.sas ; a quem
re peitar sea pa".
Is'o nio qu-r diz r que eu, adversario politieo
I a m ii ti', o Di. Ful,'e,]ci esteja inhibido de,
i impreoaa oa deeta tribana, profligar oa atten-
tado: que se derem na torra o a 1- "Me reside e cu-
ja direccio poltica por elle exercidi.
Urna vozFoi um rime.
Sr. presidente, se tudo isto nao a consequencia
do estado anarchico d'aquella localidade, ea nao
sel o qae seja.
Um Sr DeputadoO facto que esses doas
magistrados esto foragidos.
O Sr. Joto M iriaEstio foragidis maitos libe-
raos, oa todos elles ; emfim demasiadamente co-
nhecidoo estado de anarchia qae reina cm Taca-
rata.
Dir-me-hio os nobres depata bs pirque nio hoa-
ve eleieSo provincial alli ? Iguoram, por ventara,
que assim pr >cedou-s, porque os juizes de paz
estio tambein foragidos ?
E ea nao cito factos !
E nio somcnte isto : peqo informacoos e o no-
bre deputado, leader da maioria, vom d!zer-me
que eu proveas minhas argai'vo s !
E' aos nobres depatados qae campre approvar
o meu requerimento, pa*-a que, vindo as icforma-
coes, nos posaamos largamente discut! a materia
e provar laz do dia, laz da evidencia, todos
esses fictos que se esto dando en urna infeliz
comarca da provincia. Antes, de virem essas in-
formacoes, compr h m le V. Exc, Sr. p-esidente, e
a casa que nio nos cumpre prsvar cousa algama.
Solicitamos ioCirmaeoca ; ellas que venham ;
iemonstraremos cabalmente aqnillo a qoe avaa-
cautos.
Eu sei que essas informaos nao virio, porque
o mea requerimento nio hi de ser approvado.
Eu sei que paiticularmcnte muitos Srs. deputa-
dos, qae oecapam lugar na bancada opposta, con-
cordara que sao procedentes as razo por mim
ad latidas e sao de parecer que se devia approvar
o requerimento. Mas, pa'tidarios como sao, oio
quererio de certo de;olidecer a urna ordem do
'.hete, embora contra os seus intentos, embora com
prajoiao de saas conscicneias. O mea reqaeri-
ir.ent i nio ha de ser approvado, as infirmicoes
nao virio e por esse motivo qo ea nao prova-
rei nesta easa qie a comarca de l'acarat est
fra da lei, que alli unp ra o terror, qne o qae
'aquella comarca domina e a suprema l-x o
csete, a faca de p inte e o bacamarte. Ni) lia de
oprovado o meu requerimento, repito, mas ha
de ficar tudo isto consignado e 03 liberaos pros-
criptos, os mena irmaos de Tacarat, actualmen-
te 8 'b o dominio de urna pressio jamis vista, hio
de t -rjnoticia deque a sua dor nao paasoa para
nos d"sp- rcebida que encontrn echo ueste recinto,
e que lev.nit oi-s" um repres-ntante da provin-
cia para profligar esse estado de an reina, pira
' denunciar aos poderes pblicos todas essas vexa-
O Sr. Jos Mario U.n simi,eV Que sin,: para protaetar em nomo da le. da justiea e
Un deslate, urna levianlale. Onde est o si- da humanidade contra tantas pTSguico.;s, contra
essa dcvastucao sera notne.
E com isto d a-ne pir sitisfeito.
Te di i OOClui I i.
V..zes da bancada libera! -Moito bem, muito
hom.
Ningw-nc ina;s pedind a palavn 6 encerrada
diseoasSo e post) a votos o requerimeute regoi-
tado.
i N. 21,A Assembla Legislativa Provincial
de Pornambuco, rcsoive :
Art. anico. Fica revogaia a lei n. 1,409 de
12 de Maio de 1879 que crenu o 3" distiietode paz
na fregueza do Rio Formoso e reunido ao Io dis-
tjicto.
i Uevogadas as disposives em contrario.
Sa'a da- 808880011, 31 de Marco de 1886.-
Laiz de Andrada. .
N. 22.A Assembla Legisla-.iva Provincial
de Pernarobnco, resolve :
" Art anico. Fica creada na Pedra, comarca
do Pi Formo9o, ama e 1 i-ira mixta,
" Rov.igadas as disposic a em contrario.
Sala das eessoee, 31 de Mareo de 1886.Luiz
de Andrnda.
N. 23.A Assembla Legislativa Provincial
de^Pernambuco, resolve .
Art. l.o Fica concedida ama lotera de.....
120:0004 para continaacao das obias do cemite-
rio publieo da povoacio de Itapissama, e oatra de
igual qui.ntia para as obras da capella de S. Giu-
(alo da inesm. povoacao
Sala das sessoes, 31 de Marco de 1886 Ba-
rio de li mis nma.Jos Mana.
O Sr. Praxde* I"!tanga Sr. presi-
dente, nio posso ainda deixar de lamentar que 111
iihum dos nobres membros da commissio de veri-
ficaclo e poderes se ache nesta casa. E' extra-
nhavel qae Ss. Excs. que me disseram que o pare-
cer estara prompto hoje, nio compareeessem a
esta casa.
Interpellei hontem o nobre deputado membro da
commissio, o Sr. Lait de Andrada, elle disse-me
qne por incommodo de pessoa de saa familia, ti-
nba deixado de o presentar, mas que boje eu en-
contrara o parecer sobre a mesa.
Esgotoi-se o primeiro mez de sessio. vinte e
oito dias depois da eleicio, vinte depois da para-
cao e o parecer nao se acha sobre a mesa. En
uo posso deixar de pensar que ha proposito em
nio se querer apresen'ar o pan cor.
Seja porm, qaal for a razio, Ss Excs. nao
podem preterir o direito de um chato, sob o pre-
texto de incommodo de familia.
Ao depatado membro de qualqner commissio,
O Sr. Ferreira Jacobina -Podemos at dispon
sor a imprensa.
O Sr. Jos MariaE' verdade.
V V. Exc que a passar este precedente, nos
eyramos sempre no mesmo circulo; nunca, por
ni 1 ior.'s que sej un os a-1ntados, o governo toma-
r urna providencia. E>n geral todos os brazile-
ros se devidem em dous partidos, assim como em
regra a mpreosa adhesa a urna ou outra das
parcialidades polticas.
D-se um acontecimento serio e grave ; evi-
dente, palpitante, sobre elle nao pode haver con-
testay-io algama; a imprensa o denancia, da tri-
buna parlamentar pede-se providencias; mas o
governo qaeda-se, nao presta a mnima Httencao,
e I.mita-so. por desencargo de consceueia, a dizer :
ora, a fonte dondo tudo isto emana saspeita,
ama fonte partidaria. E d'ah nio ha para onde
sahir.
Voltemos, porm, ao assampto :
A prova de qae ama verdade o estado des-
cripto de Tacarat, que nio tem sido smente
os jornaespoli:cos que se bio oceupado desses tac
tos, pois que o Jornal do Reeife, que n5o pode ser
suspeito de parcialidad! poltica, porque ainda ha
poneos dias foi citado por V. Exc. como orgao ira
parcia1, j so oceupou destes factor, e creio at
qae antes do orgio do partid liberal.
Adiniro-rae, entretanto, qae V. Exc, que esta-
va a par da opiniio do Jornal do Reeife com rela-
cio aos ferimentos do gaarJa municipal Craz,
Hgora desconheca o qae a respeito desta impor-
tante quostio disse esse mesmo Jornal.
V. Lxc. disse que ignora o que se tem passado
em Tacarat. Eu perguno: V. Exc. ignora que
entre nos esteve o 8r. Valpaasos ? Deve ser para
V. Exc. insuspeito esse cavalheiro, porque elle
chefe do partido em Tacarat. V. Exc dar-me-
ha o sen testemunho pessoal de que esse iistincto
ci lidio veio a esta capital com outro fim que nio
e especial de representar ao govern > da proviacia
contra aquelle estado anormalissim 1 '.-
O promotor pablico de Tacarat. .
O Sr. Joio de OliveiraAlias moco honesto.
O Sr. Jos MariaMoco honesto e filiado p>
litica^ do nobre deputado acha-sc entre nos. S.
Exc. j procuroa conferenciar com elle? Com cer-
teza teve j occa8ao de encontrar se com esse
tanecionario no palacio da presidencia e.necessa-
iamente ouvio a sua opiniio sobre aquelle estado
lastimoso.
O Sr. Goncalves Ferreira Nio sei quem .
0 Sr. Jo MariaMas assim V. Exc. nao des
empenha b on o alto papel qae Ihe foi confia io.
O leadtr de urna assembla aquelle em
quem se descobre intelligencia, argucia, ati-
lamento, goto, propento, gosto para o des-
empenbo de tio importante encargo. E' necessa-
rio, alm disto, que se lea todos os jornaes, que se
esteja a par de todos os acontecimentos, de todo o
movim^nto que se d na provincia, se passa as regioes otficiaes, do pensamento do
governo emfim, para que possa dar prompta e im-
mediata res posta s aecusaedes que sio levanta-
das da tribuna; e eu tenho notado qoe V. Exc
aguarda-se sempre para responder s obseivacoes
que sao feitas per parte da minora, na sessio se-
guinte, qaando o dever do leader responder im-
mediatamente, e at quando a hora est finda, re-
qaerer prorogacao.
O Sr. Goncalves FerreiraV. Exc. deve saber
qne e-j fuco aquillo qoe melhor entendo.
0 8r. Jos Maria -Sem davida. V. Exc. pode
responder immediatamente, um mes depois, ou nio
responder s minhas observacoes; mas V. Exc.
nio me pode contestar o direito de externar mi-
O Sr. Jos MariaMuior escndalo do que este
impossivel !
(Ha diversos apaotes).
Esto estes fsetos no dominio publico ; delles
tem o paiz inteiroconhecimento, j devem ter che-
gado Umbem ao conhecimentodeS. M. o Imperador
porque S. M. gosta de lor e saber destas cousas.
Com corteza, isto eu affirmo, chegaram ao co-
iili'-ciment 1 do governador que j coaa Deas ; o
seu succeascr delles deve ter noticia, mas como
podo ser que V. Exc. qu ira occeultar, eu apre-
sentei este reqaerimento a fim de qae S. Exc ola
se chame ignorancia.
Cont que o Sr. Ignacio Joaquim, que filho
desta trra, a despeito de ser conservador intran-
sigente, deve ter algam amor ao sea torrio natal,
deve* telar mais os nossos intereses do que o ou-
tro qae era entre nos como qne am esfraugero,
ama esp ci de passador de fes' 1.
Eu, pirt into, eatou em espectativa. Nio sendo
opposicionista sys temtico nao quero levantara
ininims censura a S. Exc at que elle se pro
naucie.
O Sr. Visconde de TabatingaEspera pelos
factos.
O Sr. Jos MariaEspero pelos tactos. Cont
mesmo qae a administradlo de S. Exc. ser um
pouco n-ais benfica, do qae a anterior, j pelas
razoes qae venho de dizer, j porqne a na admi-
nistracio passagera, de momento, e S Exc. nio
se qnerer celebrisar commettendo alternados
contra seas concidadaos.
Eu sento-me, Sr. presidente, convencido de que
no espirito dos nobres deputados callaram as phra
ses rudes por mim proferidas, quero acreditar que
Ss. Excs. approvnrao este requerimente, que pde-
se dizer, nio poliiico, fazendo assim ama 01-
cepcio desse espirito altamente partidario qae
aqui quotidianamente teem ostenta to os iliustres
membros da maioria.
O meio de se desmacarar a opposieo, de se
convencer o publico de que aqullo que avanca a
minora uo assenta na verdade e na jastica,
approvar-se os r< querimentos em qne se pedem
informal,oes, porqne estas vindo tado-se escla-
recer.
Hontem os nobres depatados rege tarara o m-.*u
reqaer'mento em qne eu pedia informacoes ao pre-
sidente da provincia sobre o modo porque est
fazendo pagamento aes empregados pblicos o
thesouro proviucial. (non tiver conheoimento do
procedimento dos nobres deputados, fica conven
cido de que Ss. Excs. assim fizeram, porqne re
ceiaram-se da verdade.
Se os nobres depatados hoje, n'uma questao
seria como esta, porque trata-se de urna localida-
de, de urna comarca, onde impera o bacamarte c
a faca de ponta, urna coma ea que eat inteira-
mento fra da lei, anarchisada, alarmada por am
homem que anda ha pouco tempo aprosentou se
petante o tribunal do jury para responder p ir 5
ou 6 procesaos n'uma sessio extraordinaria para
elle mesmo convocada ; se os nobres deputados,
nestas condicoes, regeitam o meu reqaerimento
de informaco -s, demonstrare cabal e perempto-
ri ament qae estio convencidos de qae tado isto
verdad-*, mas nio qaerem qae ella venha
tona. Mas, Sr. presidente, ea Mo qaero acre-
ditar que ueste negocio aue ea considero da mais
alta importancia, a nobre maioria proceda pelo
modo porque tem procedido at boje.
Assim, pois, tranquillo agaardo a approvacio
do meu requerimento.
O *, tiimralvr* Ferreira (Nio de-
velvca o seu discurso.
Vem mesa, lido, apoiado e posto a votos
approvado o segainte requerimento :
Koqueiro prorogacao da hora do expediente
por 30 minutos.Goncalves Ferreira. *
O Sr. Jom MaraAppello, Sr. presiden-
te, para V. Exc. a para todos os meus coilegas,
sem distinecao da cor poltica. Discut calma-
mente o requerimento que apresentei mesa ;
ni dirig a nenhum dos Srs. deputados a menor
censura, e muito menos o menor insulto. Nio es-
t nos meus hbitos provocar pessoa algama ; eu
nio procuro e jamis procurei impor-me pelo ter
ror; ao contrario, esforco-me sempre por irapir-
me pelas maneiras affaveis, porque, felizmente,
recebi a mais acurada edacacao, educacio de gen-
te fina, que assim naso u, e 1 io que a fortuna, va-
ria nisto houveise transformado.
O Dr. Fulgencio conservador e eu sou liberal
e o Sr. Cavalcante e o sea sobrinho, delegado de
raearat, sai ambos do mesmo credo poltico.
Declaro que se tivesse a fortina de eont.r rae 1
to, o prot ityp j d 1 h m am d be n, am quera re 1
0I101; 1 I .il is as virtu lea, todas as quaudadea, ho-
mem d ama honestidad..* sera limites, se eu ti-
vosee a fortuna de coatar mea tio no numero d>s
eiu co-religiooarios, digo, com CT.eza pactua
ra cora tudo qae elle fizesse.
E s assim nao (base, oto sendo eu a m'u tio
ambos do mesmo partido, e eu estiveaee em diver-
_- acia com elle, era que haveria simile.
S 1 poda, portante, tnzer o nobre deputados
ss relac/9es de Cual ante eom o seu sobrinho,
como igoaea s miabas relacdes pira cora meu tio.
All sio tio e sobrinho perteneeotes ao mesmo cre-
d)pi!tieo; aoui s.io to e sibrinhi qae mailo so
respeitam, mas qae militara infelizmente cm par-
tidos oppostos.
J v, portante, o nobre depatado qae, se nao
tinba o intuito de ferir-me pfssoalmente n de vir
dar a entender nesta casa que eu preso menos meu
ti i, que eu ni) Ihe voto o respeito e a amisade que
d vi, j.v o nobre deputado, digo, que se o seu
intuito nao era este, nio tinha o menor motivo
para vir fazer este paralello.
Eugana-se ainda o nobre deputado se pensa que
rae ineiontra qaando diz qae l fra est promp-
to para responder...
0 Sr. Presidente Attencio Pe^o ao nobre
deputado que se cinja materia do reqaerimento.
O Sr. Jos Maria ... pois eu digo a S. Exc.
que estou di mesma forma prompto e disposto
para o qae der e vier. Ni 1 procaro, mas nio en-
jeito.
Don-Ihe, portante, 03 parabens, porqne somos
dous que temos as mismas dispisicoes.'
O Sr. PresidenteAttencio !
O Sr. Goncalves Ferreira Eu nao sou provo-
cador.
O Sr. Jos Maria Est engaado, eu que
nunca o fai.
O Sr. Goiigalve8 Ferreiral o foi aqai nesta
sessio dnas vezes. Chara ai-in leviano. .
Sr. Jos Mara Chamei, sim, mas o ii por-
qne o Sr. depatado troaxe para a discassai meu
tio. Nao o tivesse feito, se limitasse materu
em discunsao, que ea nio ter Ihe-hia dit> isto.
O Sr. Presidente \ttencio Attencio Peco
ao nobre deputado que discuta o requerimento.
O Sr. Jos MariaSim, seuhor.
Feitas estas ligeira; observacoes, passo a oceu-
par-me da materia em discusso.
Disse o nobre depatado, leader da mai .na, qne
o requerimento uao ci ava um facto, que era ama
especie de a pedido de jornal
Como eu disse a primeira vez qae fallei so-
bre este reqaerimento, em Tacarat 03 crimes,
os attentados sao taes e tantos, ae prodnzera c re-
produzem por til forma, qne era-me impossivel
euameral os n'ara requerimento
O que facto, porm, o que notorio, o que
incontestavel que Tacarat esta fra da lei;
qae alli reina a anarchia, a desordem, o absurdo,
emfim, a vontade prepotente e desptica de Ca-
valcante.
Disse tambom o nobre depatado qae nao addazi
ama s prova das aecusacoos que levantei.
O nobre deputado an la em mar de infelici-
dade.
Eu m; propuz provar cousa alguma ?
Limitoi me a pedir informaco's ai governo e
para isso tenho direito como depatado.
As informacoes hio de vir se o mea reqaerimea-
to fr approvado ; ento qae se ter de abrir
debate sobre esta materia : entio que me cum-
pre provar o que allegar e aos nobres deputados
contestaren], nio cora simples allegarnos mis com
pnv-as.
Por ora nio tenho que adduzir prova alguma,
porque ea apenas motivei o reqaerimento de in-
formaco '8.
O Sr. Costa RibeiroAt de boa praxe appro-
var esses reqoerimeatos de opposcio.
O Sr. Jos MariaO nobre depatado deve sa-
ber qae esta a praxe estabelecida nos parlamen-
tos. (Apartes).
O nobre depatado qaer adiantar a disenssao ?
Quer que cite factos ? S. Exc nao o conhece por-
que nio 4uer oa porqne nio proenra saber o qae
e passa na sua provincia.
Pois eu posao admi'.tirqae -*1. Exc, poltico pro-
vecto, entidede no sen partido, deputado geral,
director espiritual da maioria desta casa, nao lea
03 jornaes 1 S assim S. Exc. ignorara qae um
distincto liberal, ebefe de familia, muito conside-
rado na localidade onde reside, que representa
papel anuente no seu partido, capitio da guarda
nacional e ex-suppleote do juiz municipal, foi
birbaramente espancado em urna ra publica de
Tacarat.
O uobre depatado me contestar este facto ?
Nao alia li 1 sequer a elle e, entretanto, diz qae
ea nao particul i.-isei facto algum.
Eu disse qae o promotor pablico tinba desap-
parecid ', tinha sabido sem liceeca, de Tacarat.
S. En. iimitoa-se a dizer qae nio conhecia esse
ciadio, qae nio se tinha encontrado com elle
nesta cidade ; mas nio me contestn qne elle ti-
vesse sabido sem licenca e qae sou-eute depois de
acbar se aqai foi qae lavrou-se a portara de li-
cenca.
0 Sr. Goncalves Ferreira d um aparte.
O Sr. Jos MariaEu nio conversei com o Ilus-
tre Sr. Dr. promotor publico de Tacarat ; mas
pessoas qne cmferenciaram com elle aturraarain-
me qae (o nobre depatado s t. m o direito de me
contestar depois que conversando com esse collega,
elle (he disse que estas informacoes sio falsas af-
firraarain-me que elle junta de ama forma horro-
rosa o estafo de Tacarat.
Allud viagem a esta cidade do coronel Val-
pasaos, que eu suppuuha chefe conservador ou
entio summidade poltica. S. S. nio contestou
que esse cidadio tiv -sae vindo a esta capital, mas
disse que nio chete, que o chefe Cavalcanti,
revelacio que muito me agradou, c que t-e alguma
qneixa tem esse cidadio daa autoridades, ist i
devido sem duvida a alguma pretencio particu-
lar em que nio foi attendido, mas nio ao estado
calamitorio daquella comarca.
Liquide isto o nobre deputadojSr. Valpasso, que
sou corre igionario.
Mas porque correo espavorido o promotor e o
juiz municipal, que ha tanto tempo aqai se acha e
nio mais voltou ?
OBDESC DO DIA
\ ita-see approv.doo reqaerimento do Sr
Ferreira Jaei bina, enj 1 discasso estava encerra-
da e no qaal pode se que sejain ouvidos o Dr. juiz
do eapellas de Goyanna e a Santa Casa de Mise-
rieoraia da mesma, caso exista, sobre o projecto n.
5 deste anuo (-ue manda sujoitar essa Santa Casa
do K-cife.)
Procedendo se a vot*?o do requerimento que
manda adiar a discusoao do projecto n 2 desta
anno por 48 horas, regeitado.
Continua portante a discussilo do projecto,
O Mr- Ferreira Jaro .tina -Sr. presiden-
te, venho f izer algumas consideracoes em face dos
motivos que tenho ouvido, para a mudanca da sede
do termo de Vertenti s para Taquaretinga.
Ouv com toda a attencio com qae costamo 03
au'ores do projecto, bem como a impugnacao e
declaro a V. Exc. que nao pude convencer-me da
utilidade de s-melhantc transferencia.
E' possivel que seja isso devido a acanhamento
do meu espirito, e na falta d conviccio d'ella os
Sra. deputados que impu narara o projecto, bam
como os autores delle e qu; conhecem o territorio,
eertamonte me hio de desculpar as considera-
do s qae vou tazer distrahidas da poltica que
qoas sempre envolve a croae.io desses terrnis oa
a saa transferencia.
Sr. presidente, para jastficir a creacio de ter-
mos c de comarcas ha principios g raes qae se t;-
zem patentes, de maneira a convencer aqaelles
que nao conhecem os lagares, da utilidade e das
vantage. s d'essas creacoes ; di mesma forma es-
tando ellas creadas, a transferencia da sede de co-
marca de um lagar para outro est tambera sujei-
to a principios geracs, a factos qae se imp^m de
maneira a nio se poder duvidar da utilidade e
vantagem d'ossa transferencia
O nobre depatado aator do projecto, conhecedor
do lugar, representante do districto, disse que ha
grande vantagem na transferencia de que trata o
projecto.
Duas eram essas vantagens.
Eu pedirei ao nobre deputado qae preste atten-
ca i ao qae vou dizer, porque a synthese de toda
a sua argumentado.
Primeira, que Taquaretinga est equidistante
de toda a comarca, ponto para o qual ae deseja
transferir a sede da comarca ; segando, o estado
de salubridade que alli melhor do que no lagar,
povoadoou villa de Vertentes.
Creio qae foram estes os seus doas argamentos.
O Sr. Joio Alves-E oatros.
O Sr. Ferreira JacobinaBem ; mas este3 fo-
ram os principaes.
Entretanto, Sr. presidente, conversei com um
amigo mnito conhecedor do lugar e este me disse
que a comarca de Taquaretinga tem seis povoa-
dos....
O Sr. Joio AlvesJus'amonte.
O Sr. Ferreira Jacobina ... em volta de urna
serra, dous que sao de mais fcil accesso para o
ponto para onde se pretende transferir a sede da
comarca e quatro ontros de difiicilliino a:cesso
para aquelle lugir.
O Sr. Joio AlveaNa i difficilimo
Or. Ferreira Jao.binaEsta foi a iot'orraacia
de um amigo ; mas o uobre depatado, qaando Ibe
dei um aparte, quando Ihe perguntei -^ havia f-
cil transporte dos demais povoados, ss-queera
ditfioil ; possivel que o meu amigo tivesse exa-
gerado a (easa oa entendosse qae dev -ri 1 us ,r do
superlativo dtfieillimo, o que alias di ii i .
Ora, seuhores, desle que a ade da cenarca
presentemente est em nm lagar de fcil ci n bu-
nieac, 1 para todos 03 povoados e para todo o cen-
tro por meio de estrada, o qae tambera fe i confir-
mado pelo nobre deputado autor do projecto, o que
suecede que embora a raiz da s Tra esteja eqai-
distante do todos povoados, era todo o casi dif-
fio.il de tran>por-se, ,w conseguinto oude est
mais vantajoso.
Nestas circamstancias, portante, rae parece que
Vertentes est pola sua sitaacio cillocada de tor-
ran a nio aer transferida d'alli s ede da comarca.
Vamos agora ohar a natureza e a importancia
desses meemos povoados
Segando esae amigo, Vertentes de todos os
povoados da comarca de Taquaretinga aquelle qne
tem maior populacio, maior edificacio, inaior des-
oiivolvimento, sendo que segundo me disse essa
mesma pessoa talvez nio tenha menos de 250 a
300 casas, emqnaiito qne aquella para ende se
pretende transferir a s le da c imarca, quando
muito ter urnas 120 casas e o t rreno em que es-
to situada, sendo mais apartado na raiz de urna
serra, nao se presta a grandes edificacoes.
E', pois, evidente que ainda assim Taquaretin-
ga nio est as eondicoes de preterir os habitan-
tes de Vertentes, aonde est col locada a sede da
comarca, preju licandoa outroa povoados.
Santa Cruz, cuja edificacio de urnas 80 casas
Gravat que creio qoe tem amas 40 00 50, Torre
que regula qaasi qae o meamo que Gravat e tem
anda Tapada que tambom a mesma cousa. V
pois, V. Exc e a casa, Sr. presidente, que todos'
esses povoados, que tem fcil accesso e estrada
conhecida para a sede da comarca, no lugar em
que existe, e fcil de transpor, vio todos ser cou-
deranados a um transporte dilEcil, diffieilimo mea-
mo, por um povoado de muito menos valor em sua
populacio.
Nestas circumstanciae, portante, v V. Exc. e a
casa qae nio se pie jastificar a transferencia da
sede, pela vantagem anica apontada pelo digno
deputado autor do projecto.
E' certo, pois, que Vertentes tem todos seis po-
voados, e qne a sede est collocada no melboi lu-
gar, offerecendo fcil communicafio para todt s os
outros pontos, excepto para a parte de Taquare-
tinga, na raiz da trra issim nos vamos chogar
ao resultado de incommodar cinco focos de popu-
lauao, cinco povoados, tendo cada um delles a sua
vida propria, somente senhores, para se collocar
a sede d& comarca na raa de urna serra.
Diz, porm, o nobre deputado : 'a parte mais
hygienica e de melhor agua potavel. Mas ainda
mea no sendo assim, temos nos por ventura o di-
reito de prejudicar cinco povoados, sendo que nm
delles progride com urna irosperidade espantosa
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Pois nos devenios dirigir tmente pelai condic,oes
hygiencas e boa agu* ? NSo posto compre < n
der que se queira obrgar os outros moradores
d'ews povoadot, que nao aquelles que moram na
raa da serra, a virem de proposito a Taquaretin-
ga buscar agua !
V-so couseguintemente, Sr presidente, que
esse in itivo aor si s nao podo ser to importante
p;.r.. .4 mu lar.i; i da a lo da comarca. Qe assim
fisse, so esse motivo po~ si s bastasse, poderia-
mos dizer que o Brasil t-ra andido at h ja erra-
do ; pirque a -io d> imperio est collocada era
um piii: i di puz, acude as fehres sao permanen-
tes, como ain la ine;in> agora, que ellas tornara u.n
carcter assustadoi.
Ora, Sr- pr -sidente, se est motivo prevalecosse,
tenain >s o direte) de fazer urna repreaentaeo,
pedmdo a transferencia da sJedo imperio.
O Sr. Joao AI ves Es- o!!* porventura fotto
cullocadi em um tagir hygi-'iiico, no seria de
mais ventagem ?
O Sr. Fern ira JacobinaSr. presidente, todo o
nosso sorfao mais ou menos de om clima agr
ata i byg i nico.
E' o juiz > qae tormo d'elle, embora nao BOJ i BO-
nhecedor, este, bo m aos pata parte par i n Je te-
nso andado; c neo ti e sempre bom clima, rito se
distinguindo ncuhurai parte ror epidemias.
S. Ere. tambem transe era seu auxilio o fiet
da boa agua.
V Etc. e aprehende, Sr. presidente, :ue sem-
pre agradara! beber-sc boa agua; mas tamb-m
issa nao motivo para d. terminar o sacrificio de
cinco p 'Voadis em pr veito de um, porque tem
boa agaa.
E se aquellos povos nao vao all gosar d'aqnel-
lc beucticio, se a transferencia da seie da comar-
ca nao .]U-r dizer que olles vao all b;bsr HM,
mas ei.n em busca de seus dircitos civis e polti-
cos, segue-s., Sr. presidente, que coin o deviJo
respeito ao digno coliega aut r do projecto, cu
digo que anida uao fui i -lia n MSB mativo.
Quando audei pelo serta >, Sr. presidente, notri
que gerahneate en to I M as partes a agaa era mi,
principa m tata para nvm, babituado a agu pura
e crystaUna lala cidade, sensivel. Mas eei
nao, acuitavain a agua como boa, eseriain-se del-
la perfeit un nte.
Ora, aeatas condicooa, portanto, Sr. presid arte,
ne parece qu. esse motivo par si nao ple deter-
minar a transfereaeta da sede da comarca, nao
me parece pelo menos isto motivo bastante torta.
Assim nao patso concordar com a transferencia
da t i. de Vi lentes para Taquaretinga, nao s
pelo que tenho dito. ..
Cometo por urai c iisiderucao simples. SeTa-
qmretoga tea todas vatas vaatagoao, porqar, Sr.
presidente, i st este povoado, que alias se le d i
fregu zia contra a expream dispoaieXa da lei, i s.
mente pelo divorcio entre a le civil e a lei reli-
giosa, uto entra a Asseinbla que deertou a
sJe da fi egoeai i en Vorten'es.e o Bisoa que ai i a
m.iwloii para-alli tr .nsf rir, teado este gran le po-
der, qae o po i r da igwj i, alo fem progre lido,
como confessa o aobre deportado autor do pro-
jecto V
Os nobv a i potados saben, qu* ele d-' urna
comarca, d re u r o ponto mais eoueorriio. Como,
pois. queris lar loe. >. um povoado jue nao est
n'e t s e ndicSe? Seo projecto fraseen b:uc
ficio d is p v.'s, en na t'lia d ivi I i em dar o ineu
n ia vejo que este projecto v.i pn-ju.licar a
5pj\ .i transferindo -.-a .leparaopeior aVl-
les.
Ha no.it i di teaaa d tan a Taquarettaga exis-
te n i raia >i i s irra, eatr t .uto cati doeadente, ao
qae os mrroe pov .'. i sioniaie novos e es~
ti o m ;i- il o es iu -. Portento, eoaaprehende V.
Exc. qae, para demonstrar ti a vaatagnn da per
maoencia da c im .reo. nao preeiaa mais ilo qu *
apreei o: i argamentac i d" iqa lea qae sus- I un
a tran
s eeeea argn ntoa oSo reaiaten a menor ana-
"yse, ;. e ase laenca que a atilidade do projecto
nao e.-t jaetifii a I:.
P i a |ae, -em nnn d-'mon3tra-
i l I, 11I15) lll ser conveniente esta
traiit reuci 1 pelo b-m do publico e diga-se que a
tJ. 1 r.nan cer t inquant 1 o contrario
nao 1 r 1 il r .outucido p ir todos os babi-
taatea d i c im ir >.
Portan', seria u ais rego'ar, inais proveitoso
para ita caaa rotea lepju do completas as iu-
-
ta !'..-. i' 101 ; contestacao ca-
prich oenos poltica ao imjeeto; una aaa
fui ; 11 o.ira formar
1 iinb c nv ec 1 em tac do* Kotiroa que aqu
se exhibiram em prejoet Bcativa do proj
t -.1 ssaa conJicous cntend-i que 11.01 devo dar a
meu voto contra seni dizer al ratita porque o f.tjo.
E" poaaivel qae aMia tarde me convencam d 1 que
n'eat ato aito eaton no menor pmto, de qeu
n 1 b: trata ia mi tr aaf reacia neraateate po-
litie i, 111 .le utilidade e v intag'm para os
pOTOkdos il 1 com .rea i" Tnqu .retinta e de
; mas, se i?so sueceler, h:io de desctil-
par m a iinpagnaejSo que ora fuco ao prejei
que devidn ao e simplesmeate a u > ter ti.li a
felici 1. ic de S. r e 1 IVi 11 il) n 11 tei "iivi 1 I a de-
m^netraclo da atilidade e da vaoUgem Ja tranare-
ri iie. 1 le a na e en ir otra qoal
nSo houvc a menor reclanac>lo dos bibitants da
comarca e que est enlloca 1a 110 ponto mais coin-
mcrcial, di inaior editicaiio e p >pu!acao, ce.
de eatradaa.
Tenli > concluido.
V 111 a m sa, e lido, ap dado e entra conjunct :-
meute em diacawo o aegninte reqoerimunto :
Beqoeiro que sobr- o projecto 11. 2 sejam oa
vidas as autoridales jul'ciaes la e maro 1 e a Ca j
ara duui-ipal. S li.Ftrreira Jae.bina.
O Sr. Jio tlve. Sr presidente, nao
venho adduzir argumentarn nova em justifica
eS 1 do prerjecto n. 2, que, actualmente se diseute.
por que considero que ellej se ach perfeitacaen-
te discutido e justificado, parecen lome que res-
peito de sua conve liencia e utilidad. nao re9tar
a menor dnvida 110 espirito de cada um dos Srs
deputados, que '.n a^sistido aos debates que se
tem ab rto ac rea deata materia, cuja procedencia
rec nhecida c m-:nite-t.
O Sr. Perreira JacobinaNao npoiadn.
O Sr. Joo AlvcsVenho simplesment a tri-
buna. Sr. presidente, e em hora t) adiantada
pela consi Icracao que me merece o nobre deputado
pelo ') districto, que acaba de manifestar se so-
b.-e o aasumptD, traen julguei que Oevia dar urna
lig.ira respoata, exicando aquillo sobre que o
espirito de S. Exc. parte nao achar se perfera-
egclarecido.
na
m
Diario de PernanihiioSexta-Feira 16 de Abril de INNfl
O nobre deputado no intuito de justifi ir o seu
voto reapeito d'reCB (Bateria, veto, que sem Jo
vida ser contrario a med la consignada no pro-
jecto, julgar p^las conclUfes que tirou das di-
versi- conaid< r.iio 3 que adduzio, disse, bas-an
do-se as afanaaeSea que Ihe foram ministra4as
por pessoa que se disse conbecedora da Cmara
de Taquaretinga, que ella continha seis povo.idus,
entre os quaes .quelle p-ira o qual se pretenda
reikOV r a sede lio municipio era o mais decaden-
te .
O Sr. Ferreira Jacobina Nao disse isto, duae
apenas que eatava baixo da sede existente.
O Sr. JoAlv.s era aquelle rm que se
notava menos deeosvolvin n< : qaa caatii ha me-
nos eummercio ; e em que finalm ote se observa
va como que 111ra espteie de segregamento de
communici.co <, pois que contando elle mais de
um scalo de exiat- ncia tinti podido pros
perar c d'ienvolver.
Oissc tambem o n bre deputado que com a pro-
jectada mudanca tero de ficar pr'judicados cine
dest' s poveadns. e som nte ravon cido uro, que o
povoado de Taquaretinga ; o menor em popula(,io
commercio e .difiaces dentre todoa elles.
NaVe poseo aceitaras infonn.'Coes de que o no-
bre de utado se lz echo porque a respeito del I as
teuho juizo teguro, firmado p. lo confaecimento pro
prio que tenho d tO''o o terreno que se acha den -
tro do permetro d-.qiie.lla ima'ni.
Assim, cu me propon* 1 a c mbater os argumeu-
tos apreaentadoa pele nobre deputado. arannan lo
a S Exc. e a tasa que entre os beis pevoados que
contem a comarca de Tuquaret.nga, o deste n.me
nai i o mais deeadente. .
O Sr. JacobinaNem o menor ?
O Sr. Jo 1 A'v >s. Nem o menor.
Nao o ma3 rieeadent- orqoe se olbarmoa pa.
ra Tapada, trava' e Santa Crut veremos que
elles se achara em marcha regrussiva, que Taquc-
retinga nao poder nunca acompanhar.
Nao o menr porque contem mais edificaco,
mais commercio, mais agriculiura, mais industria
e mais habitantes de que todos s outros, com ex-
cepcSo feita do de Vertentes, aoja commercio se
te.n desenvolvido mais por causa da estrada que
vem do centro para a capital.
J \ o nobre deputado que dentre oa seis po
voados que contem aquella comarca, apenas a de
Vcrte.itva tem Buperioridade sobre o de Taquare-
tinga, isto debaixo do ponto de vista eonwnereial
, Eseri iste, Sr. presidente, rario bastante para
que a sede do tetmoeoBtiere ser taattoia ees
Vertentes, despeito dos predicados que ac rene
a villa de Taquaretiuga, e que em um* da' ses-
soes p usadas foram aqu por initn, coin toda a fi-
delidade manitebtados ?
De certo que nao.
E devo aqu declarar que apreenta.mW con-
siderac) desta casa a medida consign-da no pro-
jecto nao faco mais de que int-rpretar o pensa-
meuto da maiona dos habitantes da comarca em
quo resid, que toda se esforc para conseguir a
transfereueia danaie cogita o mesmo projecto, pen-
sara 'Uto est' que tem sua razao de se', e assenta
no principio quj vou fazer patente a esta Ilustre
asseinbla.
v ornare 1 da Taquaretinga, Sr. | residente,
cortada pola serra dest 1 non', da norte sni, to-
cando os seus pontos terminaos ao p dos limites
das comarcas visinbas.
Desta serra para ei.n eocontra-se mais popu-
aifft-i de que para baixo, devido nao s aos terre-
nos de agricultura, que sao melhores, orno aoi de
criaco, que offerocein mais vantagens a cs3a in-
dustria.
A villa de Taquaretinga achando sa collocada
na chapada da misma serra. cercada dos comm >-
dos quj j sao couh.cidos desta assimbli c pre-
ferida pe t popuUfo, que, como j disse, reside
1: 1 m par 1 cima.
J \e 1 n tora deputado que ainda pelo lado da
eouveiiieueU popular, pelo lado de attender-se aos
reclamos dos povos op-ojecto merece a nossa ap-
provacao, porque consulta perfeitamente esses re-
clamos, que todos sao fcitDs no sentido da projec-
t id 1 transferencia.
tiste ficto uiugaem me coatestar.
N un orive! quceu, deputado por aquelle dis-
tricto, viesae aqu insistir por urna medida contra-
ria s vistas d iquell.-s mesuns que me julgaram
digno de os representar nesta casa.
K' i.-to utn 1 hypothese inacituv.d.
O nobre deputado serapre cmpenhadiam depre
ciar a villa de Taquaretinga, disse ainda que, tan-
10 era c. rta a superi iridai 1 da villa de Verten-
t.es sobre ella que ha muitos annos o po ler civil
iem andado divorciado do poder ecclesiastico, por
1S1 qaerrr e3te onseutir na canonisacao da igre-
ja de Vi rtentej como sede da freguezia.
Este aroumento prova contra o nobre deputado
porquauto na se po lera dizer que os represen-
tantes do poder ecclesiastico se teolnin deixado
levar por motivos menos justos para negarom sane
ca a lei que elevou eathegoria da matriz a
igreja de Vertent'-s.
Se ellas assim tem procedido nao ha duvida que for-
tes ratSea tem actuado en aeu espirito para'resis
tirem execoe,a> dessa lei, que eu direi de p*8-
sagem, nao foi inspirada 110 be.n publico, e r 'gu-
lir alministracjo do paste, espiritual.
Tenho razos pura affinner que este divorcio
dos dous poderes s pode elevar o ceclesi^s'ico,
que se tem mantido na altura la sua santa misso
nao consentindo que a sede da freguezia de
T tquarctinga sej 1 transferida para Vertentes,
cuja igr.ja nSo p ideria nunca competir com a vas
11 e tonpta a inatria, que ainda era seu favor po-
de invocar dircitos adqueridos no correr de mais
de um sculo, alm de outras razies de ordein
moral que se cppem a um t dselocacao, que em sen
apoio apenas cucou'ra o egosmo de meia duzia
de inJividios moratorfiJ em Vertentes, que ueste
ponto est'' em deanecordo com oscidada.s mais
s-nsatos daqucllo logar.
Dadas eataa explieae 's, Sr. presidente, eu nao
preciso adduzir nova serie de arguracntacoes em
t'avvr do projecto, nao s por que a materia ni >
compet m iior dcjcnvolvimento, como por que
a sua atilidade iu; o =0 pelas vnutigens que
ho de resultar de sua Bppr ivagSo, como me pare-
c.'haver demonstrado.
E porque o BsaaDj) tem sido largaracnte dis
cutido n.'ota ase uilil 1. onde ataran da palacra
seis senhori-s deputados, que proferirarn oito dis-
cursos eu, de aee e io co:n o decretj legislativo de
1884, proponh o eucerram-nto desta discusslO,
rcciueiro que a r-speit > d lie seja consultada a
opiniao da assembla.
Ti nho c iiicluide.
O Hr. I.iiurenro de HA fpla ordem)So-
licitei a palavra, Sr" presidente, pura perguntar a
V. Exc.com que numero votou o reqnerimento de
enerramento.
O Sr. Preaident 1 C a 20 Srs. deputado.
O Sr. Liurenco tle SV. Exe. faca o favor de
miniar pr- c d r a chamada dos senhores diputa-
dos present-s. e ver se o seu proeediment re-
gular o legal votaudo-se ten numero.
O Sr. Presi lenteV Exe. espere um piueo ;
deixe se verificar a votac 1 Eu nao tenho inters-
se em que o requei iineuto de encjrrun.nto seja
Votado sem numero.
O Sr. Lourenc.0 de Slaso nao me serpreh'n-
i- desde que V. Exc. tem praticado nesta casa
t in'as violencias e escndalos !
Recordo-me que V. Exc. j abri os nosuos tii-
lii: I los as 10 horas, no intuito de sorprehender,
como erFctivamente sorpreheud-1!!, a oppis i.'o, de
sorte qu (piando aqui chegmos, antes le 10 ho-
ras e nieta jl o parecer da honrada cotnmmo de
v rifieaoSo de poderes satava encerrado e votado;
1. nbio-n ipie p'dindo cu a pilavra pela ordem
pira leiuor r TiltBfjjt n onmal quando foi propos-
to o eiK-trr in'ii'.o daWaeuaslo d 1 parece- refe-
re lis a cl'ic.) uo '2a distncto, V'. Exc. ferind 1 e
ra-ginlo a srt. 196 o regiment, negou-in", sem
o ouder facer a p>| ivr pela ardan nao me cia-
Bari, pois, sorpresi se V Exc. quizer dar por ap-
provado o reqnerimento de eiicerrameuto. como
BC ib 1 de d clarar !
O Sr. I'iesi lente V. Exc. fai ob'equio de sen-
]i ira poder se proceder a contagem dos de
putaaos preeentes ?
O Sr. LourenQ de SMas, quero que fique
bein patate qee p rguntaudo cu a V. Ex.', coin
que num- ro vofou-seo encerramento, V. Ex: disse-o
aen alto qae eom i'> enb res deputados.
Nio tere duvida em satisf.izer o podido que
rae acab de fax"r. porm, se V. Exc. quizer
man' r B sua diliberacao, aauda como approvado
aquill 1 que nao poda ser, vis'o como nao havia
numero para votar-s., eu continuarei na tribuna.
(Paaaa.)
Acabo ag aa mesmo de contar os deputados pre-
sentes e ciinmigo apenas est 1 no recinto 19.
O Sr. PresideuteJa procedeu-3" a votaejo do
rei(uerimento na occas o em que V. Exc. retira-
va-se d> ste recinto. Comet i to veri Sea-se que ha
apenas l'.t Srs. deput idos.
O Sr. Lourcnco de S V. Exc. cometn di-
ze.id 1 que o reqnerimento de encerramento havia
sido votado ex .-trndo na casa 20 senhores depu-
tados.
\ opposicao liberal estava sinente representa-
da na casa pe 1 humilde orador, consegunt. men-
te o reqnerimento de encerramento propisto pela
ktioria e irregularmeute votado devia ter oblido
17 votos, urna vez que me a'ustve de temar parte
na rotaeSo; V. Exc. tabeado ou devendo saber que
nSo havia numero legal ueste recinte, declarou en-
tretanto que o requei iircmto tinha sido acceifo. Se
eu nao tivesse reclamad, se eu notivesse reque
rid 1 que se procedes*: a chamada, o facto pattava
desapereebido para n* eo eneerraoMHo teria si-
do dado como v.dado e approvado, qitando. alias,
apias se achavam na casa li) saibores dsputa
do. %
O r. PresidenteEu sena iaeapai disto.
O Sr. Loiireneo de SIV. Exc. faz o qu- qner
ne*ta tasa, e raro o dia ( e na 1 fere o regiment
que nao calca aos ps o direito da oppanclol
O Sr. PresidenteEu nao tenho obrigaeo da
stir aqui acontar M senhores d-putados p'-esen-
tes.
O Sr. Loureneo de SV. Exc. sabe que o re-
giment fixa o numero dos deputados presentes
B< I te recinto para que esta asseuib a p iBM func-
cioor deliberar; como, p ds, nao assiste V. Exc.
u cev. r da v- rificar se ha ou nao numero legal to
dac a vezes que tiver d sbmefer a votar'
quolquer ma'.eri moemdal
Seiit.-me satisfeito, Sr. presidente, por ter evi
tado com aredamacao que venho de facer, mais um
arii8' que V. Exc. preten lia pratiear.
O Sr. PrcsiteuteVen consultar a casa sobre o
r< f| 1 rimento.
(U Sr. Loureucn de S tira-sc do reciuto).
O Sr. 1'rcsrlenteOs nobres deputados que ap-
prov rem o reqoprimento de encerramento quei-
i-jiin levantar se.
O Sr. Loure co de S (entrand > no recinto)
Pe?o a palavra pela ordem. V. Exc. nopoe pro-
ceder a votac<> por qae nao ha numero.
O 8r. Presidente Tem a pilavra pela nrdem.
Procedendo'-e a chamada v. riti'OU-se starem
prcii i.'es apenas os Srs.: Huta e Silva, Kogaber-
to, Julio de Barros, An oui > Vctor, Sures de
Airorim, Antonio Correu. Joo Alv s, Barros Bar
reto Jauioi, Barres Wanlerley, Rodrigues Porto,
Herculano Bandeir, HoelBo d Moraes, Ferreira
to, Ri-go Barros, G. ncalvea Ferreir, R sa 1
Silva, Loureneo de S, Aogusto Fraklin e Costa
Gomes.
F ea adiada a votaco,
Eitraem 1* diacuso c tica adiado o prrjeeto
n. 9 deste anuo.
O Sr. presidente levanta a sess >, designando a
seguinte ordem do dia i coatinuaco da antoec-
dente.
Estatutos da couij inhia de :1 i
fleaco
CAPITULO I
Denomlaaco. Nde. flm. duracao e
capital da rompanlilit
Art. 1. A Companhia de Edificafo urna so-
ciedade anonyma, que, com essa den >minaco,
fica organisada nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, onde tem sua sie.
Art. 2. A Cojipanhia de Edificacio tem por
obj 'cto continuar a desenvolver os fins a que se
propimhi a empresa da mesma denomiuai;a.i, es-
tabelecida nesta cidade desde 30 de Margo do
corrate aun, sob a razo social de Antunes
& C
rt. 3." Em virtnde da fuso da empresa na
Companhia d Edificaco, ficam perteucendo a
esti a olaria raechanica do arrabalde da Torre,
todos os racchausmot e terrenos, o activo da em-
pres 1, segundo a clausu a 2. do contrato que en-
tre si haviam feito os socios solidarios e cominan-
ditarios, por cesso que ac dcvidamente regia -
trad* na Junta Comraereial.
Art. 4. A C impanhia de Edificacilo, alm da
cxploraco da olaria raechanica, de que trata o
artigo antecedente, e de quaesquer outras que
possa estabelecer para consecucao de seu fim, en-
carrega-se da cinstrucgio de quaesquer edificios
pblicos ou particulares dentro da cidade. seus
suburbios e as cidades e villas do interior, para
o que nao prescindir do con tr icios devidamente
leg^lisadoa. Tambem pider edificar por coata
pioufil.
Art. 5." A Cora oanhia far acquiaico e monta-
gem de machir>ismos adequados s suas n-cessi-
dades.
Art. 6. O capital da ^ompanhia 6 de ris. ..
200:000*, dividido em accoes de 100/. Ser em
pregado na compra de terrenos machinas c raa-
teriaes para construeco de predios. O capital
pide. ser elevado a 2,000:000 por deliberaco
da assembla geral da ra -sraa companhia e por
emieaio de tantas accoea quantas faltarem para
uqii'dle complemento.
Art. 7." As accoes que tiverem de ser emittidas
para augmento do capital sero distribuidas do
preferencia pelos accionistas existentes ua occa
sio.
Art. 8. A Companhia de Edificaco, tendo to-
reado a si o contrato da empresa de edificaco,
logo que com ella se achar quite, dar exi-cuco
e gozar do bene cios outergados firma Antu
ne3 4 C. pelas leis ptovinciacs ns. 1,860 de 11 de
Agosto de 1885, e 535 de 20 de Junho de 1862.
Art 9.o A duraco da Companhia ser de qua-
rm'a un 'S, a contar da data do deposito dos pro-
- atet e.-tatutos na Junta Comraereial. Poder
s dissolvida antes de findo esse praao nos casos
indicidos na lei n. 3,150 de 4 de Novembro de
1882 e regulamento n. 8,821 de 30 de Dezembro
do mesmo anno.
Art. 10. Os socios da firma Antunes & C. re-
ce bero, alm da importancia do activo da mesma
firma, mais o valor da concesso a que se retere o
art. 8.a, segundo o competeute arbitramento.
% uaico A quantia qne a predita firma tiver
direito ser-lhe ha paga em accoes remidas da
Compinhia, ficando, porm, 03 possuidores d'ellas
com direito a perceber o juro de 5 ,'0 ao anno
pelas entradas antecipadamente cffectuadas, at
ultima chamada do capital subscripto.
CAPITULO II
!. accionintn*
Art. 11 E' accionista toda a pessoa que legal-
raeute pissuir urna ou mais accoea da Companhia,
e r.spoii3avel tmente pelo valo* nominal das
n.csmas tccea, que podem ser tiansferidas de
ronformiJade com os preseutes estatutos e legis-
laco cm vigor.
Art. 12. 0 accioni ta ubrigado a realisar as
entradas at ao valor nominal das accoes as po
cas determinadas pela admlnistraco e di accor-
Jj com eataa estatutos.
Art. 18. t) accionista que no prazo estipulado
alo tiver realis.do a entrada para que tiver sido
chaina io, perde, em beneficio da Compinhii, as
entradas anteriormente feitas, salvo a apresenta-
co le motivos justos, provados perante a directo-
ra ; e nest caso, ser Ibc-ha c mcedido um novo
prazo impror gavl de sess-nta das para realisar
a mesma entrada, mediante- o jure de ura por cen-
to ao mez, a que fica obrigado : finio este ultimo
prazo, sero : iinuliadas as accoes possuidas p' lo
accionista e substituidas por outras, sendo a sub-
s!ituic.ao publicada nea joruaes.
Art. 14 Tem direito a votar o accionista que
pissuir dez accoes, contando se um voto por cada
10 accoes que accresccrern, exceptuados os casos
previstos no art. 71 2 do decreto n. 2,821 de 30
de Oczcmbro de 1882. O numero de v. toa, po-
rm, nao pjder exceder de cinco, seja qnal for o
numTo de accoes possuidas pelo socio. O accio-
ni.-ti de ra'nos de 10 accoes pode 'nssiatir 3 re-
uuloj-i da assembla geral e discutir as questoes
submettidas deiib.'ra<;o, mas nao poder votar
para carg algum de eleico.
Art 15 Quaiidi o accionista for firma social
ou c-irporaya s um de seus representantes l-
gaos pode ser .dmittido a votar observadas as
disposieoes do artigo antecedente.
Art. 16. O accionista pode ser representado por
procurador com poderes bastantes e expressos.
CA -ITULO III
Da ailmiiiioit iinin
Art. 17 A C iinp nhia ser administrada por
Bota directora compot-'.a de tres memoros, cada
um dis quaes depositar nos cofres da Compautoa
vinte B ciuco accoes, que nao podero ser trans-
feridas emquanto durar o mandato.
A primeara directora eleita em virtnde destes
estatutos durar por seis anuos, devendo pelo me-
nos um de seus mem.iro ser reeleito.
Art. J8. As directonas que se seguirem dura-
ro pr tres anuos, guardada a disposico do arti-
go anterior, quanto reelei^oo
Art. 19. Dos tres membros da directora, tun
ser o presidente e g> rente, qun obrar sempre
de accordo com seus dous compaiiheiros ; ;utro o
secretario, e o outro o thesoureiro.
Art. 20. A directora purceber actualm nte o
ordenado de 7003 divididos pelos seus tret ni m -
br s do modo seguinte :
Ao presidente...... 300*000
Ae thesoureiro...... 200#000
Ao secretario....... 200*000
Peiccb ri alm disso, como gratficaco, urna
porcentagein S'jbre os lucros lquidos, determinada
pela assembla gtral, soo roposta do conselho
Bieal O produelo dessa po'centagem ser c..m
igualdade dividido entre os merabros da directo-
ra.
Art. 21. A directora, como representante da
companhia, tem 03 mais ampios poderes para a
gesto dos negocios sociaea e todos Ob poderes es-
tablecidos na lei u. 3,150 e seu reglamento a
milito especialmente para :
1 Assignar, caiittir e substituir as acejojs
da companhia.
2 o Determinar os dividendos dos lucros, na
forma do art. 44. e a man aeobea
3 Coutratar a compra de machinismos, ni
t.Tins, ferrara-titas e quaesquer apparclhos que
julgar necessarios ai bun desempenh 1 de tea en
cargo, bem como fazer acquiaico de -.rtistas ou
OUtrOS empregadot pvr engajameuto temporario.
% i." Contrahir, quando for necessario, os ein-
presti.nos que julgar convenientes, at impoi -
tancia total das prestac^Jes alada nao -ecebid s.
5.o Auionsar o deposito em algum estabileei-
nento banc.rio dos dinheiros dispooveis.
6. li unir he iiriliii-eriam nt urna vez por se-
mana e extraordinariamente todas as veres que os
int-ressis da_companhia itsiio o exigrein, regis-
trando .ni lvi-o csuecial as actas das suas BM
J 7.0 liepr. rentar a companhia perante o go-
veruo imoerial ou provin'-ial, e quaesquer tribu-
uaes do paiz e do estrangeiro, assim como decidir
quaetquer qu-stoes que nao torera da privativa
o m> teucia da assembla geral, urna vez que tal
deciso nao se opponha aos p esentes estatutos.
8.- Apresent; r assembla geral annualin"n-
te, no3 primeiroa tres ann >a, e semestralmente nos
que se Ibes .-er^uirein, um relatori" da marcha dos
negocios Ua companhia, aco.npauhado do balanfi
e contas para a.-r discutido e a,provdo o respec-
tivo parecer da commisso fiscal.
Art '. A directora funveionar validamente
com d >ua de .-eu? membroa. Se, porm, auS'-iit'.r-
ee um dos directores por mais de trinta das, ou te
ficar impe lito, ar; convidado para o substituir
um .icei insta qu ilqner.
Art 23. N caso de ausencia de um dos direc
torea, servico da companhia, o accionista que o
suOstituir nao ter diieito ao ordenado e gratifica
cao de que trata o art. 20.
Art. 24 Ao ger nte da companhia, que o pr. -
sidente da directora, compete exclusivam'nte :
j 1. Ncmear e dentutir todos os erapregados
da companhia.
% 2. 0ininuuic*r em tesso da dir-ct .ra o
estado las obras, effec.tuar a Compra de todos os
object 3 necessario s mearais e fisealisa. as quer
sejam executadas a j mal, que por emprejtad 1.
3.o Expedir as iustruecoes que julgar ucces-
sarias.
4o Contratar a acquisicao de terruios, prece-
dida a aporuvaejiu da e anuiisso fiscal.
g 5." Fisc.lisar e di igir, Camila 11 a, to 1 1 b ser-
rico, expeliente > mais mnvimento da companliia.
Art. 25. Na ausencia 00 impedimento do di
tor gere ite, se nao exceder de tesaeota das. & .,
secretario o seu substituto nat', se ex -ler d'esse
PMBB, ou Be tor o a li'ii .1 I-lintivo. ser
convocada a assembla geral para eleger novo ge
reate.
Ar\ 26. O secretario, alm de inembro da di-
rectora, o chi fe do tcripl 11
Como tal tem a seu cargo a escripia da c onp
nha e tillo que tiver n-Iacii c ua sse servio. ., pelo
qual o nico ri spons .vel, p .den lo para realis.l o
s itisticori linele acercara' dos ..imitaros qu
julgar iudspensaveis. Por elle ilevi'in s r redigi-
daa as actas das se- oes da directora.
Art. 27. O aecre'ario sub-titue o po'silente em
seus impediinen'os, segundo a forma proscripta ni
art. 25.
Art. 28. O thesoureiro tem a sen cargo rec--b-r
e pigar as coutas da companhia qae estiverem io
gaes, e dever recolb- r ao bae 1 que te c nven -
cionar, todo o duiheiro di cora, anhia, alo pod o
do conservar era seu poder qaautia .-up nor a um
cuito de ris (1:00I), tazeado 03 pagamento-,
sempre que as quaotias o pe'auttan cm chequea
sobre o banco.
CAPITULO IV
Da assemlile;. a.-ral
Art. 29. A assembla geral oompoV-ss dos seus
accionistas, a considerar-se-ha legalmentc cons'i
tui la para deliberar catando presentes accionistas
que represontem pelo menos nina quirta arte do
capital realisndo.
Art. 30. Sua convoc icao para f.idas as reuoioes
ordinarias ou extraordinarias, ser fela por an
nuncios nos jornaes mais lidos da provincia, repe-
tidos com aateclpac2o de 15 das, devaodo tambera
preceder convites especines por in-io de cutis
Art. 31. A reunio da asserobli g ral ordina-
ria ter lugar uo urimeiro dia til de Marc le
cada anno, eoinpnd-a as presenp'; na. 1 e g Io da le n. 3,150, de 4 de Xivembro
de 1882.
Art. 32 A assembla geral reunir-sc-ha extra-
ordinariamente todas as vezes que a directora o
julgar mdispensavel, ou quando for requ-ri la por
accionistas que representera pdo ueoio- urna quin-
ta parte do capital rcalisad, especificando se 11 :s
anuuncio?. em todoa c quaesquer casos, o fim la
reun o.
Art. 33 N) comparecendo numero sufficiente
de aceonistas s reuuies renularmente convoca-
das, tar-se-ha nova eouvo-ie'n. para cinco diaa
depois do marcado pa'a a primeva, declaran 11 9
nos respectivos annuncios que as deciad ta tona laa
cera os que curapareccrem obrigarau a toda a com
paufaia.
Art. 34. A assembla geral ordinaria eleger o
sea jpaBBBaaiitu e secr-lorio, cujas funecoes dura-
ra aa tunos.
Art. i6. Ao presidente da assembla geral com-
pete a direceo do seus trabalhes, mautendo
sempre a melbor ordem uas diacuMOM. Cunee la-
r a palavra aos membroa da direct"ria < commis
sao fiscal tantas vezes quantas Ihe f.r pedida, iria-
aos accionistas t a poder emeoder duas vezes
sobrt a mesma materia.
Art. 36 Ao secretario da assembla geral com-
pete ler o respetivo expediente e laucar-, acta
no livro competente, faaendo-a publicar al l
das depois da reuma-, c uno 1- -r-iiiua o art. 16
_> da l-;i n. 3,150, de 4 de Novembro de 1882.
Art. 37. O secretariu substituir o presi ente,
chamando n'esae caso qualqiier accionista para
exercer intennameute as funeco.-s i secretario.
CAPITULO V
Oa commiMoo flwcal
Art. 3S. A commisso fiscal se corapoi da tres
membroa eleitoa p.-la assembla ordinaria, as func-
Ces d09 quaes durarlo um a ino, podendo ter re-
eleitos,
Art. 49. A' commisso fiscal corapet' :
5 1" Fiecalis ir os actos da directora.
5 2.* Apreseutar assembla geral o parecer
sobre os negocios da Compendia denunciando os
erros e irregularidades que descobrir, eipftr a si-
tuac> da Companhia e lerabrar as med Jas e alvi-
tres caja adopcac julgir convenientes.
j .'i" Examinar os livros da C!oin|ia liia, verifi
car o estado da caixa, e existencia de vo'.ores, e
pedir a directora os esclarecimcntos de quo pos-
ea precisar.
4." Covocar extraordinariamente B assembla
geral, quando em deaaceordo com a directora en
C8C3 considerados de jravilade.
j 5." Convocar a assembla ger il ordinaria ira
pretervelmente para o mez de Abril, se a directi
na o nao tiver feto at cnto.
6 J Auxiliar a directora com seus eonealhoa,
quando el.a os reclamar, e dar parecer acerca da
compra de terrenos, e bura assim de construecoes
de canta propra oa albeia.
CAPITULO VI
Di balanao. I'iiikIh de remeria ili
vi riendo
A' t. 40. O aun 1 fiuauceir > da Companhia o
civil, contado do 1. de Janeiro, a 31 de Deaem-
bro, sendo n'esta ultima data fechado o bal. 1150
geral.
Art. 4'. Do lucro liquido da Companhia ser ti-
rada a porcentagein a que tiver dir. to a directo-
ra (srt. 2*1), e 5 '. para o fundo de resarva, que
servir para se reconsttituir ca-pital, quando des-
falcado por prejuzos.
Art. 42. O fundo de reserva ser recolhido a
um banco.
Art. 43. Cessar a aeeumulaco do fundo de
reserva, quando elle attingir a 2) u'o do capital
realisado.
Art. 44 Tiradas as poreentagens de qu I tratara
estes estatutos, o restante dos lucros sj distri-
buido pelos accionistas, salvo o caso de estar des-
falcado o capital, em que nao po Vr haver divi-
dendo.
Ubico. Oa dividendos nao poder. exceder de
20 o/0i emquanto o rando de reserva nao attingir
o limite determinado ao art. anterior.
Art. 45. Os dividendos sero pagos semestral-
m nte.
Art. 46. Os dividendos nao reclamados no praso
de cinco annos, revertero em bem ficio da Compa
nhia.
CAPITULO VII
DlHpoNirAeN geraea
Art. 47. A' DirecUna ou Cuiumisto Fiscal
compete propor Assembla Geral a refirma des-
tes estatutos, quando o julgar necessario.
Art. 48. Par isso, porm, ser precis convo-
car-se urna Assembla Geral extraordinaria, cim
o comparecimento de 3/4 partes do capitil reali-
sado, representado por accionistas cujas en radas
se acbam tatisf. itas.
Nao comparecendo tal numero primeira con_
vocajo, proceder-te ha d accordo cora e art. 65
do decreto n. 8821 de 30 de Dezcmbro da 1882.
Art. 49 No ceso de edificar a Coippanhia por
sua conta, tero preft reacia compra ou atugu-is
dos seus predios os accionistas da Companhia, em
igualdade de condices, com prefeudeutos que o
mo sepiin
Aif. 50. ando-se o caso de dous ou mais ae-
ei misias pretenderem comprar um e o mesmo pre-
dio Ja Companhia, ser preferido, em gualda le
de condces, o que possuir maior numero de ac-
coes.
Art. 51. Sendo'oa accionistas possuidores de nu-
mero igual de accoes, dicdir a sorte no caso do
artigo antecedente.
Ail. 52. Em caso algum se taro contractos
quer sejam de erapreitadas, construcet '8, rceoa-
struccoes, qur de alugueis dos proprios da Com-
panhia, sera fianca idnea, sob respmsabili iade
da directora, que responder C-mpanhia pelos
prejuiB"t qoe de tal falta provierem.
Art. 53. O* casos nao previstos nos presentes
estatutos, sero regulados pela lei 11. 3150 de 4 de
Novembro de 1882 e dee. n. 8821 de 30 de De-
zembro do mesmo anno
K cife, Janeiro de 1886.
bel n. ISKOili- li de A Art. 32. Ficam restabelecidas em favor de \n
tunes & C, ae diapa.ieoes coatidaa na lei n. 535
de 20 de Jonbo de 1862.
bel n. r:i de V de Jnnim de lOt
O b-rchartt'Manoel Francisco Correia, presi-
dente da provincia de Pernambuco.
Far; saoer a tedos os seus habitantes, que a
Assembla Provincial decretou, e eu sauccionei a
resol 11 vo seguinte ;
Art, 1." a? concedido a F, M. Duprat, para a
Companhia de Edificaco que elle enoorporar,
senfo integral da decima urbana ou outro qual
quer imposto provincial ou municipal, por qua-
re. ta anuos, qu". conar-seho da data do con
tracto constitutivo da sociedad*, sobre os predios
.1 tinados ao sor -n,'o d'ell-i, suas ofHeinas, depen-
dencias e depsitos.
Art. 2.o Os p-ddioi, piren, construidos pela so-
ciedal.- p r sua propina couta, para alugar ou
\- odor, M ajfarao ra 'tale da decami, ou de ou-
tros iinp tai proeineiaes ou munieipaes, nos pn -
t deB unios depois de protnptos, emquanto
P"rl. icrein mesma S-eiedad", ou se ante de
di'Z aun >3 u i f i etn v 11 lid is.
A t o. F. M Duprat encorpor .ra b ociada-
i 11 1 esta eoneeo as edrficacfcs dentro de
ci annoe, cutalos da dita da saooce da pre
s-n! !.-i, tob aa de per 1 t 1 direito s \- nvoes
c ncedidaa
Art. 4.- Fie un r-v'g..dis as disposi'-o's en n
tr -i'- 1
Manli. portento, a todae as autoridades, a quera
1 conbecin ato axec icao la preaente l-- p t
i", que 1 cump ara e fvara curaprir to mleia
uieiit- eoino ll'ella se cntcin. '> : cretario desta
pr ti 1-ncia a f .<; 1 imprimir, publicar e c rr-r.
Palete do lioverrw >s 27 de -liiiilii Je 1862,
qu idrag-siino primeiro da iudepeudeucia c do im-
poi .
S. L.
Mouoel Francisco Correia
S lia la e publicada a pies ate le n sta secre-
taria do Governo de Peni itnba :o, aos 30 de Ju-
11I11 de lb62.
Joo Rodrigue Chaves.
Ii"g3tratla folha do livro 5. de leis provin-
ciaea.
cretara di Governo de Peni nnli.ic 1. 30 de
Junho de 1862.
ortnnato da Silva Nenes.
\,m<-N. jiii.liH,>i-<. e murnilai don
a iiiiinsii adoren da i>.n;ian!iia de
KdilU'MeeM.
Joo Pinto da Silva, eageuheiro, na irador Ee-
trada Nova de Caxang, logar denominado Cor-
dero
Vicente Ferreira de Albiiquerque Nascimento,
negociante estab%lecido Praca da Concordia,
morador roa do li iro d S loij 1 11. 51.
Gustavo da Silva Antun -. gua da-livroe, mora-
dor ra do Vscoode liio Branco n. 10r* G.
McreiiNiima Juma tummercial
A Companhia de Eiifi.-ac, raq er a men-tis-
sima Junta, digne-ae intu ir certificar, ae 1103 ter-
mos do art. 3." j 1. da lei n. 3150 de 4 de No
Foram approva-los dous paree-res da commis-
si de ornamento municipal, pediudo informat;e3
sobre o requerido per Jos da Cruz e Silva e Cle-
iiien'111 1 de Souzi Diniz.
Foran a imprimir 03 s guintes projectos, indo
0 altimo a imprimir rto j irnal da 1 asa a requeri-
incntn di .Sr. C e lio de Moraes, orando pela or-
dem o Si. J m Mana.
N. 41 Antor>eando a contratar o calcamento
i;a iaque vai da st^co da Escada at a
a rut d s lilriquitoa
N-. 1. [dama deapend r-se 3:0005 cora a con-
stru ei 1 i.- ti o-. ,1.11- de oiide.ri sobre o ria 1 1 1 s'ia, n logar Pataagem dos Algodes, da
i -rm le I bi ib.
N l-> icial.
Fi iii ;. oi.Jo um r.-qu.. rimento do Sr. Pra-
xi Pil nga, iiedindo inf ima^oea sobreaexis-
: 1 >r ri n Cata de Dte 19110.
Pela 01 ni n Sr. Jos Mara p-c.io que conti-
nuasee 1 do su requ.rmento sobre
os iconteo Canbotinbo.
Cnntiiiiiao 11 .1 discusso, o Sr. J0S0 Alves pa-
ii que f' sse eocerrada, e u Sr, Jos Mara tatn-
aem p< i ordun pedio que f.itseno nal a votaco
1 1 r ipi riiiu.-u:. de e.ic-rramento.Concedida a
votaci 11 oiioal, veritic'U-se taren votada pro
lii contra 14 Srs- deputados, ficandj adiscusio
1 acerrada.
'1 Sr. Jos Mara, pela ord-m, pedio e obteve
v..!ai.fio 11 aiiiual para o s u Vqu rimento de in-
f.iriaaeSiiB, o qual foi r. jeitado. monifestando se
pi 14 Srs. depuf'd's e contra 16.
Paesua se ordem do dia.
R j'itou-se em re |.u rira nt 1 I_ aliaraeuto do
Sr. J. s Hara aa 2. discusso do projec-
to 11. 27 deste anuo (fixacto da for^a policial).
tanda a diacdsaso, encerrou-S'', depois de
orar o Sr. J^ai ele Niveira, sendo tp iado outro
requeriineuto de adiamanto do S-. Jos Maria.
v it indo por falta 'le numero.
A ordem do da : 1.* parte : c-ntinuaco da
'2* ditcaatao d i projecto n. 27 deste anno : 2.-'
.- iitiiiiiaco da antecedente e mai3 ; 1.
discusso dea prujeetoa na. 31, 7 e 11 deste anno,
e ;.' io den. 20 de 1885
Autoi'lclade* policlaeM Por actos da
Pr. si lenc-i i d i prorinoi i de 6 do corrente :
Foi exonerado, pedi 11, o crgo de subdelega
do do 1." districto de Muiibeca, o alteres Jos
da S Iva.
Poi n ni -id -ob lele ruda do l.o districto da
termo de Correntos, o actual 2." supplente Manoel
vemhrj de 1883, eataio archivados ne.-t-. Junta \Jm ^ 8j|va) viato ll;-l0 ter aceita lo a nomeici
Connerdal, os et tat tos da mesma Companhia, i.--,.,,,,,;^ ,|,, ^.,UZ1 LeSo Jnior.
e,!,.n n archivad.s. pul a data do archivo. Nos- %ll%4.r,;,r|oFazcra hoje 59 anuo: que
tes termos, pede def-nu ent.E. R. M. f c..,.1,Jl ,{,isil a orUem honorfica de Pe-
Rccife, 11 de Abril de 1886 i dlo ,
Pala ConpnnhiB de Elifioac, osccretar; ordena Tercclra Uo CarinoNao po-
Gustavo .1. Silva Antunes.
C' rtiti i- s .
.1 n 11 ua terceiroe o-.i-o. ilitaa ri alisar a prooitrao
estatutos .te que trata ;. pi ti',-o supra, ferun ar- |.|. .
chivados Inte.
retara d. Junta Commercial do Recife. 15 Procluano-D in ..?% 18 do eorrent da
de Abril de 1886. Kaerevi e aatignoEn t de qne b igreja celebra a feata das Palraaa, wbi-
verdsde, o secretario, Julio Augusto d Cuuha r 'a ifieja do Paran, era solemni procissao, a
Gira .raes "" -'" o vnlnr H un J-sus das Lhagas, que
.--------- ____ igoir > itiaerario do oostonte.
--------------------^S^^TtSl^*'---------------
ComiMllhia a;<;i Til rCXH limite Pi do* Voluninrio-. da Pa
' trlConsa nos que o Monte Pi dos Volunta
ACTA DA 8B88AO DB ASSEMBLA OEEAL DE ,, |a Patera, ontF II inrarios da Ex t-
COMI'AN'iiia .v.'51 DE m\ii;i ;>- 1886 cito, pret-'nde no corrate asno aolennisar o anu-
Preaideacia do Sr Coimbra QuimarBes veraari.i da bit Un de royuty, feridaa24 de
maio de 1866, eam festejos apr .pnados e cora um
Auhando-88 presentes 03 Srs. acc.iOOistaa lo no Th-atro Santa Isabel, indo teeoa
r? V Br"es '"iu -'> '* 's en sH no- o Irama m itar O 'abo Cesar, da composico do
rae o repr*a -nt m l, & K) eacriptnradaa em ^ Pt Dr. C6rt Real, qu- de proposito o escre-
i vt r i r> -r rj- i- v<*" P'''ril ,al dn.
Dome do Hew Loado* Braethan Bank, ,.-- ,, ,.,..,,,,.,;,.,,,, 0 r,abo Cesir agrade ao
Sebastian Lipea Ga>nar5ea com 600 ac- noaao puMieo como ao anaopaaaado agrados 0
58 s ; J ,s L iz 'I; Ar iu) > com 15 ; en Voluntario da Patria, eacr pto pelo mesmo autor.
a li r 1 \nt mi P-T ira ; hc con iOj.,
Q- .., .. drama.
Cora mais daremoa o entreeha do
JoNogaeira di*9on con 20; com- Pa Kllie-Deve tocar h je em Per-
mendador Francisco Gonj-ilves N-tto com nambaeo, em viagemdoBul para a Europa, o pi-
KX); e Antonio Jos Coimbra Gaimarjtea quete ingtea Elbe, da Mala Ral.
COM 325 e;n tea aome o como pn 'tirador Promoinria 110 CoarfiC"n=ta de tele-
de sua eenhora : foi abert 1 a sessao, visto \ gramma particular da Porttleaa, que acba-ae no-
, e 1 r 1 1 1 ; 1 me lo pr a I lublico da camirca ie Jagu iri-
achar-se na forma do art. 04 da le daa o Dr. Jwge Vistor Perreira
isso i \ da qu arta parte d 1 c .it-l do companhia. c .., i.i(lorarlo dn Instrucciio
O que f.i f'i?(M 1[2 hira rlepoia C10 m-i pn|> leu Puncci nou hontem esta corp.rafo.
dia pelo Sr. Coidibr GruimarSes, accla- f>b a io-.-si-!.-i.ci.i do i-jsiector geral da Iostruc-
mao par presidir a sessio, c depois de V1' nbh .:*.
r" r r Fo-.;in hdos > apprevadoa os seguintes mre-
ter est) coaviJado para seu secretario o ,
Sr. .Toa 1 Lniz da A.ranjo. Lda a acta da pa [a 3. .el-, relator o Dr Ayres Gama, sobre
sessao interior, foi sem impagoacSa ap um ab-uxo assignados dos moradores da povoacao
prvida. E por proposta lo Sr. presiden- *> .** .nareado Brcjo, concluindo le..
K .. ,K r -. f. trautfcrencia da cadeira de instrucca primaria de
t-, foi dispensada a leituri do relatono e Satg Ant nia do Jacu para a refer;dl povos^ao
do parocer da cmanselo fiscal, visto se doJatoba
a li ir--- publicados e terem delles conho-
cimento todos os aooioniataa presentes,
sendo a nb.ts -ss pecas sujeitas voia-
fao e approvadas a;m discrepancia. !)>
Di 3.' s ea>. r.'lator o Dr. Antonio Justino de
Sonta, sobre ptticjfo da professora D. Scnhori-
nh M iris le Oliveira Mello, em que requer jubi-
lacao ; c nicluindo pelo defetimeuto.
Da '! te -cao, relat.r o raesmo. sobre a pcteo
ciaron eatSo o Sr. presi lente, que na for- em que D. Anua Laurinda Van ja > Barbosp, pro-
ma do art. 1S dos estatutos e eonsoante. fe P-blica. req,,.r a gratdfie^ de mrito
1 .. -ii j c n-loiiido pe, indetcrimcnt", em vista do art. lio
iforaaonunciado, dever ae-hu proieder d, ,,;.,.!.4inPnt0 d 1 6 de Fevereiro de 1885.
leicao da adraiaiatracao para o novo qmo- Cornpnnbia Braxilcira de Paque
obtiverain votos para pro dente da asseni-l Agradecenes-lbe a nsita que nos fez e o com-
bla geral o Sr. comm' n lador Jos Fer- prmeutamos.
B.dur4l; aSr.P. F. Borg-s 2 ; irlo, da emana aata-Na m,tm ii
Boa-Vista, teni' .ugar os seguintes:
ramos, s 0 horas da ma-
reira
-_ ,T i n _U. Doa- V1SM, lera' iiirar
para secretario o Sr. Manoel Jos da Ounha Domingo-Ofneio ae
Porto 41; o Sr. commendador Jos Ferreira (,.;
l dtar 2; par. directores os Srs.: enge Q'iarta feira Procissao do Senhor aos ener-
Bbeiro Antonio Pereira Simona 41, Sebas- noa s 6 horas da manha, c -.fficio de trevas s 5
t n 00 a T,.A horas da tarde.
tiao Liip-'S taru;mrira-3 >5, Antonio rfose (,/,,/u./eraMista solemne, communhao geral
Coimbra Gui.narii*s 28, commenda lor e exposicio do San-issimo Sacrameatu a 8 horas
Francisco GrOnoalres NettO j7 e F. F. '< da manha, e lava-ps 4 horas da tarde.
BorseslO: para comm.ssao riscal os Srs. : Sexta-feira- ifficio da Paulo cora sernao s .
7 ," T 'T t___.:__horas da manha : d.-tcendimento da Cruz as 4 ho-
Joo Lua de Araujo 44, major Laorentino rag da (Hrdfj e dep09 pro,.3sSo dl> Pnr,rro.
Jos de Miranda 42, Jos Nogueira de SabbadoOf&^io de Alleluia, s 6 hor-s da ma-
Siuza 42, commendador Fran iseo Ribei- nha. _
ro Pinta Guimarcs 2 e commendador Jos,. Domingo-W^ solemne da tomnlo s
r, r, 1 c- __-: 5 V horas da manha e denots pmcissSo.
Ferreira Balsar 2. Pelo que, o hr. presi- ppoeU0 de cnc0niro-H-iver ama-
denie declarou que estavam eleitos : Dh, em Onnda, s 5horas di tarde, procissao de
Assembl 1 geral Commendador Jos encontr, a qual sahir da igr.ja de Nossa Scuho-
Ferreirj Baltar, presidente ; Mano-1 Jos
.la Cunha Porto, secretario.
Directiria Engenhciro Antonio Pereira
Sim3es, SubastiSo Lop'8 Gr ai matosa, An
tonio Jos Coimbra Guiuiuies.
Commisso fiscal -Joao Lniz de Arau-
ra do Rosario, e ter por itinerario as rasado
costume. O eucontro aera na ladeira da Ribeira,
pregando nesta occasiao o Revd. vigario de Santo
Antonio, padre Dr. Maocel Cvale inte de Asis
Beserra de Menczes.
Que arToulexa !Coj.municam-nos de S.
Joao dos Pomboe, que, cerca de 6 1/2 horas da
manha de 13 do corrente, por alli passnram os la-
jo, major Liurentiuo Jo-.e uc flliranaa, | r^a de csva||0 Carolino Pereira Oruimaraes e
Jos Ncgu ira de Souza.
J) Sr. presidente del irou que, em vista
do art. 28 dos estatutos, o lugar e geren-
te nao era in.'ompativel com o de direc-
tor, pelo que espera va quo o Sr. enge-
niieiro Simo;-s aceitas}e a rs.olha que do
seu nome se dz. E depois Jests ter de-
clarado que aceitara a sgradeoa, foi le-
vantada a easae, visto nada mais haver a
tratar.
(Assignado) loio Lwz de Araujo.
KbviSTA DIARIi
AnaeiuDia tr.-lt-ii Haucci iuoa
hontem, sob a presidencia do Exm. 5fr. Dr. Jos
Mauoel de Barros \Van lerley, tend comp .recido
34 Srs. deputad s.
Fi lula e appraval". sen debate acta da Bs-
alo antecedente.
O Sr. I" secretario procedeu a leitnra do se-
guate expediente :
U na petcao de Grata Candida de Alcntara
Couto, prf ssora publica, requer.-ndo c. nsigo.i
fo de vrba para pagamento dos seus vencimen-
tos de 0 b 30 de Junh de 1884. .V commss o
de orc'imenti provincial.
Ou'ra d : M.uoel Antonio de Oliveira Brando,
serventjdi Thesouro Provincial, requerendo aten-
ya do disposto na 1.* parto do S ~' do art. 8. do
regulamento de 2 da Julbo de 1879, estendendo
se-lhe a disposico da 7-' do art. f." da lei n.
1860, con relace aa carteiroA' commisso de
legislaco.
Um abaixo assignados de moradores em Bebe-
, j. 8 ,, j, 1 rvli ra ao marque "=""> r 1----
nbe, pedlndo a consiguacao da quota d. -i uuu# t0 rundante no ci-a da Com-
nn a inilmiuin Hu llm ramiteriO all. --- A "u* *~ i _.. _________
' Vicente Ferreira de Andrade, montando dous ca-
vallos qu haviam furtado do eng-nho Apu, do
termo de Fo d'Alho.
Apresentandd se ihes pela frente o dono des
anima, s, Jos Luiz de Lima, morador do mesmo
engenho, jm dos tes ladtoes tcntou matal o, des-
carregandoumn pistola, que mentio fogo. Aos gritos
de L'ma, acudiram varias pessoas, qne inas adiante
tentaram segurar 03 larapins, e.intao o de nome
Carolino fez fogo contra o negociun'e Fex Bap-
tista dos Santos, que milagrosamente escapou de
ser victima.
Os ladroes coutinuaram, porm. sor p?rsegui-
d'.s, at quena distancia de 300 ou 400 bracas
foram | resos. verificando ti en'ao que j se acha-
1 ni pronaneia es 110 termo de Gloria de G.itapor
criine de furto.
O subdelegado de S. Joao dos Pombos, 4 dis-
tricto policial da Victoria, procedeu na forma da
lei a respeiio d s dous .mandos lampina.
Herolhimenlo da tl..rlaA cemmis
sao directora do recolhimento da Gloria, desta
cidade. conpoe-sedos Revne. Sr. vipanr. Augusto
Fraaklin StVreira da Silva, couego 1. lesphoro de
Paa4a Aagawsa a adre Francisco Joaqii'm Silva,
a qual rieaa em exercicio.
A Tribuna raUeiioieaApp.ireceu hon-
t. m com aate titulo, um quinz-nario, propriedaie
de um. aratoelacSo e redigido por moc/is acade-
mices d ireito.
Diz na 'u .ntigo-progr.imma que a publicacao
da Tribuna Acadmica oro protesto aicumu-
Isdo de ferias e indigi acZo contra o mrbido es-
tado mental da Acuden i
O auara que teaaea vista est_bem redigido.
Desejamcs-lhe braga e prospera vida.
tem area;alaO guarda cvico n. 32, de
nome Manoel An..nio d. Mello, abandonando
ante-lionten, s 11 Ifi borat da mi te, o ;nnto da
ra do Mrquez de Olinda, foi pouco depois en-
para a conatruccao de um cemiterio alli.
ximmissao de orjamento provincial.
j panbia Pernambucaaa, agarrado a om paisano e

_alaim >


^UJ
Diario tfe PeruarabucoSexla-feira 16 de Abril de 13S6


em attitude de eapancal o, o que a nao fez por
ter a isso se opposto o referido sargento.
Sabendo disso, o Sr. Dr. chefe de polica deter-
minou hontem que o guarda se recoihesse ao xadrez
por 3 dias, com perda de vencimentos, e fosse de-
pois eliminado.
A Moda Illuatrad -Chegou o n. 174, de
15 do corrento, da Moda Illustrada para a respec-
tiva agencia, ra do BarSo da Victoria n. 9.
Traz folha tle moldes e figurinos colloridos. _
Para FernandoNo vapor Gequi, da
Companhia I'ernambueau seguirn) hontem para
Fernando de Noronha 10 detentos atacados de
beribf-ri.
Ltberlacae-Iuformfcram-nos qu.., hontem,
em comme oraco ao inicio dos trahalhos pre-
paratorios do Parlamento, a Exma. Sr*. D. Fio -
rencia Mara da Conceie,', a pedido de seu filbo
Jos Jcronymo Rabello, libertou gratuitamente a
nica eacrava que possuia, de noine Scverina, de
30 annos de idade.
Registramos com prazer esse acto de loeue-
m rene i a
Inquerilo policial -Pelo subdelegado do
1. distrcto da Boa Vista, fui remettido ao juizo
do 4. district i criminal, o inquerito que procedeu
contra Ludgero llencio da nnunoaco, por ter
assassinado com duas facadas a Vctor Al ves do
N ascmento, na ra da Concecao do mesmo dis-
trcto.
vo por ella Na mesma aubdelegacia
cima achate depositada una cabra (bicho) eim
urna cria. Quein for seu dono, dando os signaes.
lhe ser entregue.
L'm ermito lio de Mr. *ire%yFaz
poucas semanas, oiorreu perto de New-Hawen, no
Canad, urn ve'ho ermitao umversalmente conh_-
cido por tio de Mr. Grevy, o presidente da rep-
blica franceza.
Seu cadver to encontrado por dous cacadjres
que iam perseguindo uin urso ferido e que deram
com a choupana do ermtao. Derribarara a porta
e encontraran o velho esteuddo sobro pelles e ge-
lado.
O a velho Grevy como o ehaiDavam eai toda a
comarca, chegou Quebec em flus de 1832, e cha
mava euto Pedro Grevy. Coii3truo urna choca
as margeos do lagoH'.otowil e se cstaheleceu
n'ella. Alimentava-se quas exclusivamente de
peixe, e trajava como indio. Bas armas consis-
tan! em urna pistola de pederneira, urna faca de
raatto e um machado. Pagava todas >s suas com-
pras em inoeda de prata franceza do cuubo d
> tpoleao I.
Ao revistar a cabaua eneontraram debaxo de
monto de hervas seccas e pelles, urna caixuba
de ferro, dentro da qual tiuha retratos a oli-o de
Napoleao, de Josephina e do marecbal Ney ; as
certidoes de baptismo e casameato de Pedro
Grevy eum papel em que oenuitao tinha eacriptu:
- Gracas sejam dadas a Deus, Julio Grevy fi-
nalmente presidente ia repblica franceza.
Tal a historia que reterein os peridicos in-
gleses, tomando a de Canad.
jtoiiiaix isla celebre a Mapaiclro
remendo O conde L-o Folatoi, pruno do
ministro russo e autor d'Aiina Karenina, Paz e
Guerra, Minlia religiao e outros n manees que ca-
tao alcancund) g anie vega em toda a Europa, e
principalmente em Franca c Iuglaterra, resolyeu
abandonar a litteratura pelo oliieio de sapat 'iro
remendo.
Seguindo ao p da lettra os preceitos do Sermao
da Montanha, est vendendo tudo quanto possue
para ganhar materialmente o pao com o suor do
seu rosto. Crc que a salvacilo s possivel por
meio do trabalho manual Disse que ha de occ.u-
par o m;nos possivel a scus scmelhantes, e com
effeito, ello mesmo varro o seu quarto, fiz a mu
cama, e o que peier, muda o menos possivel de
roupa para nao dar o que fazer a lavaieira. Con
sidera que quan lo os gosos nao sao sommuns a
todos os horneas ricos e pobres alo sao legitimas,
e que a litteratura cousa ftil, e que a fama que
tem conquistado cem seus romances nao vale mais
nem menos que os applausos que alcanzara urna
dansarina ou ubi cmico.
O conde!t ou ha pouco, que carreira quera que segaisse,
e o conde respondeu :
Dedica-te a varredor. E' preciso que to-
dos os mcus filhos vivam de seu trabalho manual.
Como todos os phanaticos, o conde est organi
aando escola.
AcontecimentoN de Fernaddo -OSr.
Dr. Jos Usorio de LVrqueira, delegado do 1. dis-
trcto, remetteu ao Sr. Dr. juiz de direito do 1."
distrcto crimin il, o inquerito a quv. procedeu so-
bre os acontecimentos e aasaasinatoa commettidos
no presidio de Fernando d i Noronha, nos mezes
de Julho e Agosto de 1885.
O inquerito foi longo e teve a mesma autorida-
de necetsid ido de proceder a diversas diligencias
e numerosos interrogatorios, que demanda-
ran! tempo longo, do forma que s em lias do mez
ultimo pCde ser concluido, depois do que leve a
referida autoridade necessidade do fvzer um lon-
go a acuralo estudo dos autos, afim de apresentar
o seu relalorio, que extenso, mas que narra com
fideldade todos os factos.
Miswa cantadaHoje. s 8 horas manh
ha missa solemne na igreja do Livramento, man-
dada celebear pela irmandade de Nessa Seiih ra
'la Soledade. Tambera hav era communbo para
as pessoas que se tiverem preparado.
Lcilex. Eff.-ctuar-e-hao :
E Hoje :
Peo agente Martina, s 11 horas, na ra da
Unio n. o3, de movis, loucas, vidros etc.
Pelo agente Silveira, s 10 1/2 be ras, na ra do
Mrquez de linda n. 37, de movis, loucas, vi
dres, ttc.
Pe'o agente Pinto, s 11 horas, na Alfandega
armazera n. 7, de armacao, cofres e chapeos de
palha.
Pelo agente Gusmao. s 11 horas, na ra do
Commercio, de 7 burros e 4 cavallos.

C011ERCI0
Pernam
olv* convine retal de
l>uco
Recite, 15 de Abril de 18S6
Aa tres horas da tara
Ootace. vjiniau
Letras bypothecarias do banco da crdito real de
Pernainbuco, de juros de 7 0/0, do valer
de 100* 93JO0O cada urna.
GnbWg sobre Para, 15 d/v. com 1/4 0.0 de des-
cont .
;>ito sobre dit>, 30 d/v coa 5/8 0/0 de descont
>to sobre dito, 90 d/v. com 1 5(8 0|0 de descont.
Na hora da ools
Ve-ideam-se :
100 letras hypotheca'as.
6 ditas dem.
P. J. Pinto,
Presidente.
Jauddo C. G. Alcof ,rado
Secretario.
ftENWMENTOS PUBLICOi
Mez oe Abril de li-
Amanh :
Pelo agente Martina, i* 11 horas, na ra do Im-
perador n. 16, de um sitio com casa.
Pelo agente Pinto, as 11 horas, na ra do Bou
Jess n. 43, do dividas.
Peto urente Guemdo, s 11 horas, na ra do
Bom Jess n. 49, de movis, jarros, vidros, etc.
Peto agente Pestaa, s 12 horas, i ra do Vica-
rio Tenorio n. 12, de 13 rolos de fumo do R o
Novo.
Segunda-teira :
Peto agente Modesto Baptista, 1 hora da tar-
de, na estrada do Arraial n. 27, da taverna ah
sita.
Peto agenU Silveira, s 11 horas, na ra do
Bom Jess n. 19, de urna casa tavresaa do
Pr nape n. 14.
Mi*aa fnebre. Serio celebradas :
Amanh :
A's 7 1/2 horas, no Parazo, por alma do Dr.
Mauoel Antonio Moreira; s 8 horas, no Canuo,
por alma do D. Joaepha Ferreira de Amorm : s
7 1/2 horas, na igreja de Nossa S.nhora do Li-
vrainento, pela alma de Joaquim Jerouymo da
Cune icc.
Segunda-feira :
A's S horas, na: inatrizes da Boa-Vista e do
Ipojuca, c na capel ia do > ngouli luNHCUi,
por alma do inajor Paulino Piros Falci ; s 8 ho-
ras, na OooeeicAo dos Militares, por almi de Juo
Baptista de Si queira.
PaowageiroM -Sabidos para o presidio de
Penando .: Noronha no vapor Qtquia :
Antonio J. da Silua, 11 detentos berinoric s,
capello-tenente conego Manoel Jos ltartinl de
Carvalho e sua mi, alferos Manoel Q lntino dos
dantos, 2o cadete Autouj V. P. de Mendo.ic i, li
pravas do 2o batalho a destacar e 3 a aguardar
seuieu;a, 2 cadete Julio Clemcutno Cmargo, 7
pravas do 11 batalha a destacar, 1 raullicr e 2
filhos menores e 4 pracas a aguardar sentenca.
Sahidos para os portos do sul no vapor na-
cional Mandos :
Dr. Bento Ceciliano dos Santos Ramos e sna se
nhura, alforca Procopio Barbosa, Fabio de M.
Uehoa loa de L. Peixota, Joo i da Cuuha La-
go, Francisco da Silva e S, J. Das Lima, Cy-
prano Santos, Francisco de M raes, Atfmso Ju-
nhi, Sebastin Lino WauJi'rley, Fausto de Bar-
ros, bernardina de Souza Vasconcellos, D-.Aig.c-
rico de Moraes, Josephina M. de Oliveira, Mala-
quias dos Reis Fouseca, Luiz J. de Ouveira, Jos
I-', neira de C.istio, Dr. Ursesino de Lima Godi-
nho e 2 criados, C. da Costa Vasconcelos, Jos A.
ila Costa, Fraucsco It. de Lemos Lean, Antonio
L-iite P Bastos sua senhora, 2 filhos e 2 criades,
I cadete Cicero F. Ramos, 2 dito Ladislao Jos
Peizoto, Francico G. B. M rjulho, Jos T. da
Costa, Frnacisco Laurio, A. Failcue, commcuda-
dor Loi?. ( utra, Jo) (Jtiiiln, Antonio da Silva
Ferreira Jnior, Dr. Alfredo Alves de Carvalh',
Samuel Britto, cabo Pedro Rodrigues Monteiro,
sua mulher, 4 filh- c 1 escravo.
Operacden crurBicaxForam platica-
das no ho3*pitaI Pedro II, no dia 15 do corrate,
as seguintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Ampufacio da p rna esquerja pelo raethodo
circular reclamada por epit'liorna do p
Posthotomia pelo processo de Bieor, reclamada
por phinusis.
Pelo Dr. Puntual :
Urethrotoma interna p>jlo processo de Maisou-
neve, indicada poi estretamento fibroso da ure-
thra.
Caa de DelenraaMovimento do pre-
sos no di 14 do A''ril :
Exiatiain prssos 290, cntraram 4, sahiram 10
exisfnn 287.
A sabci:
Nacionaos i*53, mulheres 8, estrangeiros 7, es-
cravos sentonciad's 3, dem processados 3, ditos de
eorreccio 10.Total 284.
Arracoados 254, sendo: bons 273, doentcs 15
total 254
Moviinento da enfermara :
Teve baixa :
Tiveram alta :
Izaias Antonio da Silva.
Jos, eecravo do Dr. Miguel Felippe do Si uza
Leo.
Pedro, es:ravc do mesmo.
Manoel Piocopio Baadeira.
Fallectu :
Jos RiyinunloM ndos.
lanera da proIndaQuinta-feira 22
de Abril, se extra.lira a lotera n. 60, cm bene-
ficio da igreja de Jaooato.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora Ha
Conceico dos Militares, se acbaro expostas as
urnas c as esphera arrumadas em ordetn num-
rica a apreciadlo do publico.
Lotera da orleA 1* parto da 1% lo-
tera dacorre, cuj pramio grande de 10J:0J )S ,
ser exrahda brevement
Os bilhetcs acham-se venda na Casa Feliz,
prai;a da Independencia ns. 37 c 39.
Tambera, se achara vendana Casa da Fortuna
i ua Primeiro de Marco n. 23.
IiOteria Rxtraordlnarla do Vpl-
ranaaO 4o e ultimo sorteio das 4a e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
100:000*0 JO, ser extahida a 12 de Junho proxi
mo.
Achara se exposto a venda os restos drs blhe-
jes na Casa da Fortuna ra Primeiro de .Man,)
u. 23.
Lotera do Ceara de SOOiOOOtOOO-
A 3 sene da 2" lotera, cujo maior premie de
200:000*000, pelo novo plano, se extrahir imprc-
terivelmente no dia 17 de Abril,s 2 horas da tar
de.
Os bilhotes acharase venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de SOOiOOOOOO
A 4* parte da 12" lotera, cujo premio grande
de 200:0004000, pelo novo plano, ser extrahida
mpreterirclmente no dia 20 de Abrii s 11 ho ras
da manh.
Bilhetea venda na Casa Feliz da praca da In-
dopeneia ns. 37 e 39.
Matadouro Publico., Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 3G "rezes para o consu-
mo do dia 16 do corrate mes
Mercado Municipal de *. Jos.-U
movimeuto destn Mercado no dia 15 do cor-
rente, foi o seguiute:
Kiitraram :
311/2 bois pesaudo 4.487 kilos.
347 kilos do peixe a 20 ris 6j'.'40
42 cargas de farinha a 200 ris 8/400
i ditas de tructas diversas a 300
ris 8J400
13 suinos a 2X) ris 2tO0
21 Ubukiro? 200 ris 1.1 <0
Foram oceupados:
20 I -' columnas a 600 ris 12J300
3J oompartimentos do fanha a
600r til 15(.KX)
25 C0!npsrtimo;ito3 do CCuidas a
500 ris 12*500
ii ditos de leguinos a 400 ris 29*201)
17 compartimentos de suino a 700
ris 11*9(10
12 ditos de frescuras a 600 ris 7*20J
44 tullios de carne verde a 1* 4441X*
8 ditos de ditosa 2* 16* Deve ter sido arrccaJada neste dia
a quanta de
Dabtos dos dias 25 de Marco a 14 do
corrente, recebidos
dem at 14 do corrento
Foi arrocadado liquido no da 14 do
corrate
178*840
2J4Q0
181*21)
1J300
1T!>IW
Presos do dia:
Carne verde a 240 o 48 ) lis o kiu.
Suin is u 5ii) i- 80J ris dera.
Cainero a 600 e 1*000 ris idem.
Familia da 32 l u li'il) iia a cuia
Milho de 360 a 440 ris idem.
Peao do 90i a l*5iK) res idem.
Omilerio publicoObituario do dia lo
de Abril :
Fortunata Mara da Conceico, parda, Poruam:
bue i, 30 annos, soltera, Recite ; sspaSrno.
Ursulina Mara da Conceico, parda, l'einainbu-
co, 32 annos, soltera, Santo Antonio ; tub-rculoa
pulmonares.
Thoreza Maria de Jess, paria, Pernambuco,'
70 anuos, viuva. B^.a Vista ; eachexa senil.
Joo Vicente Soa:cs, preto, Pernambuco, 8
anuos, soltero, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Luiz Antonio de Franca, pardo, Pernambuco,
55 anuos, viuvo, Boa Vista; febre pern'u;
.Mara da C.nceico dos Prasares, parda, Per-
nambuco, 36 annos, vuva, Boa Vista ; tubrculos
pala n ires.
Joo Taciano Carnciro da Cuuha, branco. Pi r
nambuco, 21 annos, soltero, Olinda; eongeatfo
pulm-uar.
Da 14 -
U' feto, Pernambuco, 8. Jos ; ao nascer
Luiz do Frailea, Pcruaoibuco, 21 aunos, aoltci -
ro, S. Jos ; anemia.
Paulino M .e;n) da Silva, Pcirnarabuco, 6J an-
uos, cas-ido, Boa-Vista ; sypliilis.
Mara Oauuana da Conceico, Pernambuco, 2'?
annos, soltei.-a, Boa-Vista; tubrculos pulmona-
res.
Jo; Riyuunlu Mondas, Pernambuco, 26 an-
nos. soltero, B a-Vista ; tubrculos pulmonares.
Germano Augusto Vidal, Pernambuco, 25 au-
nos, casado, Santo Antonio ; beriberi.
Eugenio da Silva Cabral, Pernambuco, 49 an-
n:s, casado, Baa Vista ; tubrculos pulmonares.
Jos de Souza Moreira, Portugal. 47 anuos,
viuvo, Graca ; bepatite.
Antonia Tliereza do Jess, Pernambuco, 42.no-
nos, viuvo, Boa Vista; endocardte.
Malhias, remettido polo subdelegado da Grafa ;
tubrculos pulmonares.
Um fe.to, l'eruambuoo, Boa-Vista ; nasccu
inoi to.
tAHi.lBAD<| 1 14
n d: 15
lio.BBOjaiAD- 1 14
\uem 1- 15
CiBiuLi.D> Bovweiti."-tJ-: 1 14
iiec' rte 15
Racira muiuai1>. 1 14
dem de 15
232:945*958
27:75. 675
260:701*633
25:175*529
2:318*570
27:494,099
f)5:037*4t'4
*786 5 9
f8:823,98.3
10:010 629
405,838
10:416:467
DESPACHOS DE IMPORTACAo
Escuna hollandeza Adriatlc, entrada do
iiio da Prata era 14 do corrente' e consig
dk \C-,r' manifes
nada a Pereira Carneiro
tTd :
Xarque 207;O00[kilo orde-n.

DESPACHOS DK KXf UHTAg.\0
Em 14 de Abril de 1886
rara o estertor
Nt barca portugueaa Isolina, carregou :
Para o Porto, J. da PieJade 4 saceos com 300
k'los de assucar branco e 26 ditos c in 1,950 ditos
de dito mascavado.
Na barca portuguesa Noemia, carregaram :
Para Lisboa, Amorm 1 raos salgado, com 6,768 kilos-
Para o Interior
No lugar norueguense In'.ia, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, V. da rUlveira 100
barricas com 10,20 > kilos de assucar branco.
No hiate nacional Ires, carregaram :
Para Maco, F. de Moraes 5 barris com 300
litros de mol ; J. de Macedo 100 saceos com fari-
nha de mandioca.
Na barcaca Dylia, carregaram :
Para Parahyba, B. Olveira & C. 133 ssccos
com tarinlia de mandioca ; J. Baptista 300 ditos
com idem.
No cter Jaguarary, carregaram :
Para o Natal, B. Olveira & C. 800 saceos com
farinha do mandioca.
Para Macahyba, M. Amorm 100 saceos cora
farinha de mandioca.
No Vjpor nacional Balda, carregaram :
Para Manoj, O Travasso 4 C- 4 barricas com
160 kilos de assucar hranco
MOVIMEXTO D)PORTO
Navios ahidos no dia 16
R'O Gran lo do Sul Psia^ho norueguense
Dagny, capitilo A. Ellengsen, carga as-
sucar.
Fernnio da Noronha Vapor nacional
Oiqui, coramandante Souza Lobo, car-
ga varios gneros.
Observbalo
NSo houve entrada.
VA10RES ESPERADOS
Juca
Oto
Bahia
Paranagu
Ad"ance
Ville de Victoria
Eslephania
Espirito Santo'
La Plata
Mariner
Warrior
Equateur
Para
JVetw
de Trieste
do sul
do gul
de Hamburgo
hoje
hoje
hoje
hoje
de New-Port-News amanh
da Europa a 19
de Trieste a 20
do norte a 23
da Europa a 24
de Liverpool a 24
de Liverpool a 24
do sul a 25
do sul a 26
do sul a 29
publcales a pedido
Critica HMcrarla
DEKEZA DO PARECER DA 1* SEC,'AO DO COX-
ggLHO UTTER.UilO QL'E SAO ADOI'TOU O
COlIi'EN'DIO DE PHTsICA COMPOSTO Plil.O
SU. PRAKOISOO DE PAULA BARROS PARA
LB1TUBA DAS ESCOLAS DE ISSTRUCCAO
PRIMARIA
Quand la critique veille
Les sota n'ont pas beait cu.
Vige.
(Continuac&o)
IV
A quarta indicada no parecer que atotiron a
presente controversia me sobreveio ao espirito no
momento era que 1 no mencionado trabalho (pag.
53) af seguintes palavras: JVa atmosphera exis-
ten diversos gazes, e entre el'es um, cujo principio
oxidante i invito mais enrgico que o oxygeteo, e a
que se d o noine de ozona.
Essa proposicao faLa, nao s porque, segundo
foi notado no parecer o ozone jiada mais da que
o proprio oxygeneo que receb 'u da electricidade
urna actividade chlmica, que antes nao tinlnl; mas
anda porque essa propriedade do oiygenco toda
accidental, ou antes casual e depmdeute das des-
cargas elctricas, e portanto nao se pode dizer que
no ar existe sempre ozone, cuino affirraou o Sr. P.
Burros no trecho cima transcripto.
Procurando explicar esse erro disse o autor do
mesmo compendio : Quitado tu dijo que na almos-
pitera ha um gaz, cujo principio oxydante i muito
mais enrgico que o oxygeneo, n&o quit ajamar nem
affirmei senao que esse gao i o proprio oxygeneo,
mas em estado eleclrisado; o, quersudo provar que
no ar atraespherico existe seuiprii cone, acerca
centa logo depois : todos os amtores 4c tratados de
pfiysics diaem que na atmosphera, mesm qumndo
est pura e sem nuvens, ha sempre m*is ou menos
electricidade.
Mas, ao passo que transcreveu era original o
trceh s de Ganot e Langlebe.-t que at estam a exia-
Ueuca constante de electricidade j positiva ej
negativa no ar atmospherico, nada disse cora rela-
co duraco perenne de ozone na atmosphera,
uem lembrou um s escriptor que confirmasse essa
don trina,
AbaudonanJo a c:it!ea da licenca do contra-
dictor do parecer no modo de exprimir-ce, denun-
ciada as .eguintes palavras da defeza : Quando
diga que na atmosphera existe um gaz, cujo princi-
pio vxydante muito mais enrgico do que o oxy
geneo, quero apenas affirmar que esse gaz o po-
p io oxygeneo, contestare apenas a exactdao de
sna deduca, quando, concluir,Jo sua resuostft A
denuncia desse erro, diz com toda a emphasc : Ouvi
dizer a lodos os autores de tratados de physica que
ha stmpre electricidade na atmosphera, e portanto
sempre ozona.
Si fosse verdadeira a existencia continua de
osona o ar atmospherico, Willamson, Fremy,
B.'cqueitl e tantos outros nao teram empenhado
tamanho exforco para obtel-o, submettendo, como
fize.am, o oxygeueo a urna serie de centclhas elec-
tiices, ou decomp.ndo a agua por meio das ilhas;
bastando-lhes extrahil-o de ambiente.
Eutretanto a scencia, que ignora anda o pro
cesso do Sr> P. Barros para extrahir da atmos-
phera em qualquer occariio o ozone, aprecia e
registra cuidadosamente as observares ozonosco-
picas e at ozonometricas que immortalissram
Schoenbein, Berigny, Pourau, especialmente Boe-
ckel, a quem Be dre urna luminosa these sobre o
oxygeneo transformado momentneamente em ozo-
ne e S -outetten que tao magistralraent** escreveu
urna importan .issijoa monographa sobre essa
mar vil hosa modiScacao do oxygeneo.
Mas nao preciso procurar aliunde argumentos
contra a inverdade da asserclo do Sr. P. Barros,
porquanto o mesmo Lnglebert, citado em apoio
de sua respotta quem se encarregou de condeno
oal-a as seguintes linhas escripias sobre os effet
tos do raio: Enfin la/oudre laisse souvent tur son
passage une forte odeur sulfrense qui resulte d'utte
modification que tubit l'oxygene sous i'influence de
la deharge eleclrique. L'oxygene aimi modifi
porte le nom d'ozone.
compendio de physica, cuja approvaclo se rape-
trava, emitto um falso coueeito, e era prejudicial
ao eiisino escolar, quaudo nesse lvro se exprimi
nestes termos : As parte verdes das plantas, pela
acedo da luz so'ar, tem a propriedade de decompor
o gaz carbnico do ar e ahsorver o carbono, que elle
contm, para transformal-o em novas folhas, estas
FOLHAS KM FLORES. I'KUFLSIKS E FHUCTOS, ETC.
A essa arguvo oppjz-se o Sr. P. Barros de-
pois de muitos rodeos e espirituosas gentilezas
quechamar erro phytologico a transfnrmrcao das
folhas em florea, perfumea e frucios i commetter a
grave falta, senao onfuso scienti/ia de al tribuir
botnica phenomenos biolgicos resultantes de
pitases embryonarias.
Jtngaudo mystificar algn leitor miis despr-
v 'ni 1), cujo espirito se exta.'iassc a ate a dcslmn
br.nl irrkdiacao de uina seeuea alluciuadora,
fez o Sr. P. Barros uina digr-ssao intil pelo^ ter-
renos anda pouco roteados da biologa, ou, antes
da deteleologia, parte das scieneias biolgicas que
estada especialmente a trotasformuclo oa descen-
denci is das especies.
Nao porm, na scencia dos protoplasmas ou
bioplaamaa e suas transformacoes successivart, (que
c :m ns suas ad.antadas theorias dos pbenome ios
viiaes ou embryologicos e do tranaformisaso uj
evolucao perpetua, veio completar a vast i syn
these no naiveao) que o Sr. P. Barros ene utrar i
justifieacao para a su i paradoxal metamorpbose
ilis folhas dos vegetaeo em linos, perfumes e
truct08.
VI
A sexta inexactdao indicada pe i pace r tao
acremente accomtnetldo pelo Sr. P. Barros, lose
na pag. 62 do seu compendio, on e elle o- r, v u o
seguate: O barmetro, que indica o alado do
lempo, chamado de icaduanie ou mostrador, e
um barmetro de siphwi.
Alera d > emprego pouco justili:av.| do termo
quadrante, p.-lo anal foi u itttra neute tradasdo,
diz o rcterido parecer, o voeabul > nancea cad an
pooposto a barmetros ; o Sr. P Barros ncorreu
no descuido de oaaitcir OS barmetros metallicoe
de Bonrbon, Vid e outros que, sendo muiti mala
portateis, sao actu lmente muito usados pira in Ii
car as vanae&es do tempo.
Oef nlendo-sedeaaa censura, dis o Sr. P. Bar-
roa:Cadran traduz ee em portugtttu por /(-
drante. que nao significa foment rol,qio de sil, mas
tambem mostrador de relogio. a oonheoo, t todas
as pessoas um pona lidas neata m tteria oonhecem.
os barmetros metallicos en
Se pois nao me ocoupei delles fui para sul,a '
ter-me coherencia, imposicao da logioa, poli 60
tratei dos barmetros de m'rcuri >. En nixar a
expUeaco dos barmetros metallicos, que seria
um d-saso, que felizmente na.) comrv.etli.
Se ben que rae [ are.; i inntil a i ilyj sr eaaa Ova-
aiva com qoe o Sr. P Barros j i justificar
a omissao denunciad i, direi eomtudo que, seedu
h"je mais vnl ,'aruieutc cmpreir.ul t pira i:i
alteraeSea meteorolgicas 'is barmetros metal
de liiurbon, Bichara e Viii, p r serej ma:l > p ir-
tateis, b.iratos e menos frigei, n".i p-tdia o .Sr.
r. Barios, s ra escrever urai inverdade scien*
tinca, dizer que o barometc i, que indic i o es a i
do tempo o de.sipli.i'.
Na> vi em dicci mario alg i a da ling ii portn-
gneza, qu o ter.no qnadrante possa :. .
outra cousa a'.ii de relogio de s >', 40 d-. indica I.li-
llas divisos, e designa tambem s alterado
trmp i ; nein c q<\e em geometra exprim outra
ponas a nao ser a quarta parre do cfrcu!*, ou o
instrumento matheiaatieo que t'az a graduaba u
l'i-u to parte de um i c:r sumieren a.
O baroscopio, de que trata l.i de'hlamo ll
Sr. Paul Laurencid na su i recente obra de
t'-or-1 iga u.-ual tob o titulo de Lv Pt.i.-.s!. bi i.k
Ukac raiips, tambem indica, e at com mnita an
tecedeneia, o estado do tempo ; e nao u>n* es-
pecie do barmetro c'uimico, mai p me > dispen-
dioso e de fa 'il eonatruecSo pira qualquer amt-
dir, al.n de muito c >m:nuin id c mmxreio?
A coherencia, porm, do Sr. P. Birros, exiga
que, nZo tendo tratado em ptrte aignma de su
compendio senao dos barmetros de mercurio,
omitt'sss tolos os outris que servem para o raesmo
mistar, emborafissem m.is conh ciios, lev;?, ba-
ratos e menos frangiris.
VII
Na n-fut ibi i opp jsla ao erro Notado cm stimo
lugar, esquecendo talves que s Ibe ca ia nessa
oceasiao defender o seu compendio, arvoou-ee
tambera era critico o Sr. P. Barros, e eicolheu
para as suas censuras o opsculo que. eob a mo-
desta denomnaca i de Nocei da Physica despre-
tencios.vnente publique cm IST'i.
Has, aeji dito le p issag'm que si o contradictor
do parecer revelon-se temerario na sua d"lez.i,
nio foi menos inconsiderado na crtica que empre-
bendeu daqasila ranha humilde prodcelo que
at elle raesmo qualiQcou de fussil.
Qnrenlo exp iear n phenomtn acust'co da voz
humana diz o Sr. P. jBarros na pag. 84 d> seu
compendio : A nossa vjz produzida pelo mvi
nf:u!o do ar que, saitindo dos pulmocs entra na la
rynge cm vibraques sino'as, dando assim lugar,
p.ir um modo complex, fornacao dos miis bel-
los phenomenos acsticos : o canto e a ondalugao
sonora da palacra.
Anuly-.au 1 i es-;e trecho ponderei cm primeiro
lug'.r que essa explicarlo era iuorapleta e d. ti-
nate, porque apiesenta 'a o ar jomo o proluctor
rou incompleta e at falsa, concebida, como foi
nestes termos: Sons musicaes sao aquella que po-
dem ser apreciado< pelo nosso ouvido.
a O nosso orgo auditivo, contina o parecer,
nao nicamente accessvel s vibraces mais
ou menos regulares, rpidas e i ochronas que
constituem os sons musicaes ; elle nlo pode fur-
tar-se sensayi > instantnea e incominola, ou
o mistura confusa do sons discordantes, como o
rbombo ao tro\ oo, as martelladas, etc., etc.
Nite-se que esse trecho do parecer resumo a
nielhor defioicao de sons musicaes- L igo, si o
noss> ouvido tanto recebe as sensaces agradaveis
do sora musical c tino as do nido, a defiuicao de
sons, c ntida no comp nln, errnea ristoaao
comprelnuder somonte o defin 1.
i; l'ut ni I i opareeer nenas parta, disse o Sr. P.
Bar M : Nio fin de boa f que S. S. confundi
cal ciliadamente, e latcou owttte tonta essa defin-
cii / de f ns musicaes com a definica igeral de som,
que anteriormente havia sid'i dala pir m:m a pa
qina 81 e co.tce.bida nos s'x:/,,iiiti:s termo : O som
urna tetu tea i particular excitada no orado do ou
vidu, e tem por causa o mooimento vibratorio dos
oorpo sonaros. Mas S. S para nao usar da boa fe
gloso" ata definic9o dada antes daqaea apteial-
mente p ira sons utuicaes, isto os que podein ser
apreciados por suapotifto na acatada mustea.
Se noeom leadio bonveeaeo Sr. P. Birr s mo*
StiVO apreciado c-m as palavras que
Ii ije aecreacenta sua lefinicj >. o err i nio sena
A) unsiv i : in is iifelizu'te assim nao aconte-
e.eu, omittidaa como toram ellas o i inella oceasiao,
O ruila p le ser \gu lmente recibido, avalia lo,
juiga lo criticado, tennis le que a rvio-ae o le
xicographo H1*. Domingos Vieira pa indicara
sgmfijacao daquelie adjecttvo.
IX
De toios os erros deuuncialo n : i ir te* esl !
0 que ni tia in le- so heou, attenl l i r p >sl i que
lhe den O Sr. Paula lluros :u Di trio de do
c irr -nte.
I>i esse parecer i Conti loindo a tratar do
a do qual s c mhoe i a alia i e o t mbre, m ia
i a inte i-i i 11'. acere icenl i o m sm > com
1 |i ni lio, pag o 91 : I'. a pro-
daef&o simaltaneu de difer
ao anuido. and) o piano, a flauta i
1 produtem o m tmo numerad /'''
le.mp!, todo o 'un : diz que o instrumento vibram i-' A UDltDE
II. nesse trocho, alen de urna ciiitradicclo pal-
vel noa termos, un erro l-fdontrina.
" A c i itradjccJi c a i re n \ le, toado d-fin-
do o aeeorde c ra > a prodaccSo sim
'entes sodl barm>n0- qu vibra a em a ordo :
quando pr idnaem i io n i .. lev. o. coea,
em igual t nio.i, i" i' tolu os sons tem a mes
ma altura : lo^o essea aons i o
difierente-*, eomj exige i iufiaiea),
i ii o i unisonancia mas nao uinacoor-lu O erro
e em li cr o Sr. P,
urde f.rm-.do pela p i i >';.' Simnl-
11 mesma nita, m antes, Ii in-f.at sjji
'< [t -r iii: r.i ;t u ia di \
K n v. z de : '.'.-o nler a asa i i r ::e"i I* ex
picar o pianJ depois di lia ;'. "
. era o m .u I > ni t :u i _: at -
: ; i .- ra.n da ::. I Ura, |C
do a i :.. i: i n i ner vi
i ir : r.nar aons i i mes a I mi >u dea
v ..: io a alien i i i' il
ra ot err > |U 1.: i r encontr ido no m "i m lea-
: al a nl ii 1> < ntn1 otitro* e-t-'; .1 '/*/'-
/i.'-//-. / Pijsica, ,a t que nao a,J'> calando,
fui logo s primeiras lin't-i) a i u do j
, ;,// 'o lat 'i compendios i mrt etsn
ra, incorrecta, tean errada, porquanto n
\hn ia Physica nao tratar, com i S. S. diz, i i
propriediSes geraes u eorpot e Modificaron pos-
S'ig'iras que files tojfrem, sob u influencia ios
grandes agntes naluraa; toa*, adinJUindo por
ni mi 'uto -/' possa hacer laemTBS rarsicos osai
B ;s i: v.:\:::s). I n Piljsica tem um (un ;:''
elevado, m-iis iato.qai aladar os phenomenos
que apresentam os carpos, quando akrsnaosof-
jirm alteraran aigum i em fita comp isiriio, isto i,
n i mtiresa tntim%
Considerada peto r. 1'. Barros inexacta e ate
errnea essa d>sfiaic4o, a elle eumpna indicar os
aut res de que me it' stei; a beui assim o defet-
t is que '. nqanavain, e na> limitar-ae a dizer so-
mentoq'i'i o ti.u da physica era in lis alto e el;-
v.i lo.
Nada tea lo ,'idduzi 1>, prtanlo, o Sr. P Bar-
ros era apoio de aa atg iic,.io, jolgar-me-ia dis-
pensado de coutestal-1, si a defeaa do parecer
que reiigi, tivesae de ser lida som'pte pelos en-
tendidos a prifissonaes na materia. Para nao
eonsu nir nnlilmente com urna dem luatracao ca-
eos i.la, responder! ao Sr. P. Barros trnnacreveu-
do a aut trisad opiniao do eminente escriptor que
guio'.i os mcus primeiros passos no estudo dess-i
scencia.
Diz es3e notavel prolessor, na pag. 2 do seu
manl'i-'i. m: ruvs Qjoa iif.diok sei.os les nouvkaux
'HOOSAMMES Ot'FlCIELS P)UR LM KXVMKSS A t BaC-
anKKM : Laplu/sique t$tlascience quiapour
object l'tude desproprits genrales detcarptet des
modificattont pattageres qufits iprouoent sout Pin
ftuewt des orasds AQExrs satuui:ls. Ces ogents
notareis, qu > Pon nommeencor cama genrales, et
qui probaoUment nt tont eux mtme que les avtai-
A resposta do Sr. Paula Barros ao erro apon-
taco cm 5 lugar pelo parecer, que combate, de-
nuncia anda mata a fablibiiidade dos scus conhe-
cinientoa scentficos.
Neata parte do parecer, affirmei que o autor do
do can'o c da voz humana.
Em justficicao do que escreveu, disso o Sr. P.
Barros que as palavraspor um mtdo complex>
iiiteiramlo tanto quanto possivel a explicacao
de um assnrapto exposte em uin compendio ele-
mentar, nao mereciam a censura que iueorreu
uo parecer da seccao do contelho litterario desta
provincia.
Depois dessa oarctada que nao atteni sequer
o erro all notado e revela apenas que elle? in-
justficavel, o Sr. P. Birros, na mpossWildade
d- dctcndcl-o, procurou evitar a diffieuldade, cm
que achou-se, saeteando cm coutradiecos entre
e i e atlirinei no citado parecer e o que escrevi
em um opuse ilo que anteriormente havia publ
ca le.
Em apoio de sua doutrida aponta o Sr. P. Bar
roso que d3.-e eu na 16 linha da pag. 37 da-
quella obra onde se l o seguate : O ir expi-
ralo pelos pulino^s passa po* mo conducto an
" millar chmalo tracb -a-artera para a larynge,
onde encontra duas grandes fibra3 chamadas
cordas vocaes, equrpodem afastar-se ou jun-
tar-se. cima dessas fibras existem outras.
duas idnticas, formando todas as quatro o que
se chima glotte. O ar, que sabe da glotte tem
de levantar urna membrana elstica trhamadn
cpiglotte, e, vibrado pL'la glotte c epiglottc
i chega A garganta onde a'pparece o som.
Para eiuilatar-se com rectdaa qie, longe de
aer contradictorio, euuncisi-mc scmpic do mes-
mo modo sobre o assuuopto questouado, basta o
came comparativo desse trecho co.a o do pi
recer.
O quo se acba contdo nessis duas passagens,
igualmente cnsinado p r Ganot, Poir, Lan
glebert e ospecialmente por Masson na sua nova
tieoiua na voz, ou mesmo" Longet na 2* ediceSo
de sua piivsiolooia, e finalmente pelos Irmaoa
Escudcr no seu diccionario de msica 3ob a pa-
teara voix.
No desempenho da ir la tarnfa jie se impoz o
Sr. P. Barros de justificar a todo o transe o seu
compendio, aiuda mesmo no3 pontos em que deve
ser corrigdo, atienta a falsilade de doutrina que
cnsina, deelarou na sua exposicio que nao foi sem
graude sorpreza que leu a censura feita ao seu
lvro por conter na pag. 38 que o ar poda, como
outro qualquer corpo, entrar por si mesmo em vi-
braces, exclamando depois, como que admirado :
pois um copo de vidro, ou de metal, um sino, dous
pratos de msica, podem entrar por si mesmo em
vibrafoes sonoras f !
Eisa interrogaco e exclamacao Iraduzem par-
leramente a vastido dos conbecimentos de phy-
sica do Hr. P. Barro-, pois si tives3e aborto qual-
quer livro, compendio, ou tratado de Phy3ica:
Lan lebert, por ezemplo, tantas veses por elle ci-
tado, vera na Ia linha da pagina 329 o seguate:
L'air et tous la autra gas peuvent, comme la soli-
des et la liquides entrer d'eux mema en vibrations
et lonner naissance da son.
sab03 eneinamentoa de tao nclyto mestre escrevi
logo na prime ra p:>giut do meu opsculo : A
physica a scencia que tem por objecto o es-
i tudo das propried ides geraes dos corpoa e das
m idificac/oes passageiras jue elles sotfrem, sob
a inri encia dos grandes agutes naturaes. Es-
ses agentes sao a aUraccao, o calor, a electrci-
dade o mag letsm ), o som e a luz.
E para que nao ficaase duvda alguraa sobre a
intelligeiica dessas modficacocs passageiras, es-
crevi logo era seguida a eisa defiu:eio, que tanta
sorpreza causou ao Sr. P Barros, o segrate : a
physica oceupa-se nicamente das propricia
des exteriores e apreciaveis (organolpticas) dos
ooipts ; sem p;uetrar, como faz a chimna no
interior de sua constituicao molecular.
Ayres Gama.
(Contina)
O m i i >r Luiz Cintra, nao po leudo deapedr-se
passoalraente das pessoas que o honraram com as
suas visitas, pjla presteza de sua vagem. o faz
por este meio, offerccjndo scus servidos no Ro
de Janeiro.
seguranca, consciencia o tranquillidade dos
que 8abem curaprir o seu dever, e compre-
hendeai a gravidade da posijao que oceu-
pam.
Quo censuras, aocusacoes, insinua^oes,
nao tem sido eainagadas vantajosamente ?
A prova de nossa victoria o silencio
da niprensa liberal actualmente, nao vol-
tando mais ao dbate.
O Monitor illude-se, ou antes, illude,
quan lo diz que o Jmal da Parahyba so
mant n indifterent-i na luta politlca, que
so ha travado na irnprensa da oppos9ao,
quando ha sempre foito i devilla justica
iutegridade de S. Ex:., o Sr. presidente
da provincia, o repellido :;om energi i, an-
da que comedidamente, aos ataques, que
lhe tem s lo dirigidos.
No poetno8 acreditar que o nosso ve-
neran lo correligionario o amigo poltico, o
Sr. coneg'i M ic. Elenriqaes, se conserve
triste, o silencioso, quando oj souj acoigos
polticos, asm fa, inii.i, e muito especial-
mente os seus dous sobriuh >a e melhocea
amigos, Drs. Trin lade llnriiues e Sa-
muel Hmriqucs, alo considralos pela ad-
ministrar; "io u asereoem a sua inteira con-
lian^-i.
Se fora exacto o juizo do Monitor, a
posigo daqoeile nosso venerando amigo
nSo teria explioa^So honesta e sondigoa.
Assim, pois, o Jornal da ParaJwbu, fa-
zendo justi -1 aos sentmentos d aqm
nos'0 Ilustre correligionario, rep lio pela
su i vez gemelhante iusinns^ao.
O Monitor prosiga cm seu proposito do
1' ilr :. ilbaia repataeao do digno e illus-
i adiniaistrador da provincia, o hxm.
Sr Ur. Sousa Bandcira, certo de que as
su.s accusa$3es nao encontrarlo heo na
provincia, a mato espscialmente no seio
i patritico c nu neroso partido consenra-!
lor da provincia.
: nossa parle, a nossa conducta de
ii i:: n parante o Ilustrado a I ministrador
da provincia a mesma de hoj : e sempre
i :ut. ia :)!) i mais n>bres o desinteressa-
. i. intuitos.
(D.j orn d da Parakyh i.)
.V Provincia
X: >. i Ckronica Poltica e sob a
pigraphe M) educadvr o oiga o que so
intitulado libe al dinge-nae algumas am%-
istume.
ivi :u !:u!i) identifiealo con osesta-
dante vadlos e ma} comportados; porque,
les le qu- coneorri com o meu voto pari
a approvacSo de uin dos maior es p'raltas
c vadias da Fa ul la ie, e que hoje um
ios redactores da Provincia, e tal vez o au-
tor do calumnioso artiga, impossibilits-ms
pira reprovar os va los.
Se podessem s r submettidos a examo
alguns dos jornalistas da Provincia, tal vez
| < 1 sse demoustrar con o meu -R o
que elles sabam e quc consciencia lm do
que eecroveoa.
lontem e calumniam sera o menor cri-
terio.
Xa cal .ira que estou regen lo de Dirti-
to Publico e Constitucional hei de muitos
vesos referir-mc poltica do nosso paz,
afi n de mostrar aos mcus alu unos o que
valem alguna liberaes desta vasto imperio.
A Provincia pode gritar a ventado,
pouco imprtame.
A lama lanzada para o ar, volta para
cahir as fices de quem a atira.
NSo iusultci o Imperador e muito menos
0 S 'iiaio brazileiro ; isto urna intriga, s
piopria do um jornal como a Provincia.
Tenho me oecupado, como continua-
rei a oecupar-mo das nossas insttuicd'spo-
lioas, e do modo pir que o partido libe-
ral tem cumpri lo as suas promessas ao
pata.
Se quem escreveu o artigo anonymo da
l'rovincia nilo fosse tao ignorante, havia
de ver que impossivel explicarse o nos-
so Direto Constitucional sem fazer-so refe-
rencia ao modo porque entre nos sao ou
nao respeitadas as nossas instituirles.
Ernfin a Provincia.. .
Se quizerem resposta cabal mandem que
quem escr.eveu o injurioso artigo, tenha a
coragem para assignal-o, tomando assim a
responsablidada do que n -11 est escripia.
VIU
A impugn:co do Sr. P. Barros neste ponto,
tao improcedente quanto os demais que tem elle
feito ao parecer, convindo observar que desta vea
procurou evitar a difficuldade da resposta, limi-
tando-se a alterar, em vez de explicar, a defioicao -
de aons musicaes, que o mesmo parecer conside- beral, ahi temos repellido os golpes com a
v.
Mrakyba, de Abril
TinhaiBos o proposito de nao responder
aa Monitor, como j declaramos em nosso
ultimo eseripto.
S hindo duas vezes ao seu, e tcontro co
aquellas armas de cavalheros, qu-3 costu
in .irnos as polmicas da imprensa, e espo-
cialmente quando ellas se ref-rem um
amigo e correligionario poltico, ionios ata-
cados grosseira o deslealment; em nossa
reputaeao de cidadSo, quo muito presa-
mos.
A nossa resolueRo nao polia ser outra :
Oa respondermos com energa aquellas
rudes aggressoes ;
Ou entregar nos ao desprezo o Monitor,
como so nao existisse na imprensa da pro-
vincia.
To.nini03 a segunda re3olucao.
O Jornal da Parahyhafi, pela sua qua-
lidade do mais antigo orgao da imprenta
conservadora da provincia; e j pela sua
especial poseo de folha official, no poda
deixar de manter-se com aquella gravida-
de, criterio e comed ment, que tem sem-
pre obser/adoem sua vida jornalistca.
So por ventura levantass'e da lama a lu-
va, quo lhe fora atrada pelo Monitor, elle
desceria ao nivel, d'onde se erguera o Mo-
nitor, tal vez no proposito d'ambos se atas-
salharem n'aqu-lle immundo terreno.
Temos acorapanhado a dscussilo da im-
prensa liberal da provincia em todos os seus
ataques administrado.
Sendo a reforma da instruccao publica o
que mais promoveu as iras da imprensa li-
hi'fil qKi tamna ronollrln ra er/\\r\aa nr\m n I
Kecife, 15 de Abril de 1886.
Dr. J. J. Seabra.
Desped ia
O acaixo assignado, retiranlo-sc te.nporaria-
raente para a Europa, e nao tendo podido despe-
dirle de todas as pessoas que o tem honrado c^gn
suas relacoes, pede dcsculpa dessa taita nvomli-
taria, offereceodo-lnes all sena aullas prostimos.
Reeife, 15 de abril de 86.
Jos Soares do Amural Jnior.
tea dlffe rentes imit'aees do fi
gado de bacalho
x. 3?
se vende como legtimos. Muharra de doentes sao
deste modo Iludidos, e o melhor remedio que at
hoje se tem descoberto para as affeccoes pulmona-
res perde a sua reputacao. O melhor meio de se
evitar semelbantes imposicoes, nao comprar-se o
artigo, urna vez que nao se ache elle garantido por
urna casa respeitavel, e isento de toda a suspeta,
que pode eugaoar.
O oleo puro medicinal de figado de bacalho, de
Liumao it K-mp, tanto branco como preto, gesa
de urna reputacao de superiordade em todo o he-
mspheno occi lental, na Australia e ni Europa.
Na sua composifao s ge faz uso dos ligados do
pexe fresco, e pode-se conservar por um tempo
indefinito em todo*"os climas do mundo. A perfei-
ta pureza da preparado, a que: o torna tao ad-
mira vel e uniformemente efficia nos mais graves
de homorrhagia dos pulmoe3, bronchioj, pneumo-
na, ty3ea incipiente, congestao, e a consumnfo
do bofe, magreza e decadencia corporal; e para
todas as mJestias dos orgaos da respiracilo e da
garganta, complicadas cora affeccoes escrofulosas.
Acha-se venda em todas as priucipaes bojeas
c ojas de drogas.
Agentes era Pernambuco, Henry Forstcr 4 C
ra do Commercio n. 9.
N. 10 Recommenda-se a Eraulsilo de
Scott aos doentes do peito, da garganta e
dos pulmoes; aos anmicos, debis e es-
crofulosos, e a todos os j,ue pYceiscrn de
um bom reconstituute.
A Emusao nilo tem igual para reparar
as forjas dos debis e enfraquocilos.
Dr. Mello Gomes [(
MEDICO PARTEIRO E OPERADOR V
'Ra do Barao da Victoria (antigal
ra Nova) n. 37, Io andar
Dedica-se com especialidade ao curativo
!de febres, molestias de peito e das senhoras, t
syphilis e estretamento da urethra. I
Consultas das 10 a 12. Chamtdos pcr<|
escripto qualquer hora do dia on di noite.
Telephone n. 259.


QivD


Diario de Pernambuco*--Sexta-feira 16 de Abril de 1886
EDITAES
Edilal n. 15
O administrador do Consulado Previucial faz
publso a quem intoivssar possa que, em vista da
portara 30b n. 5t3 expedida p-lo Illin. Sr. Dr.
inspector do Thesouro ein 31 de Marco ultimo, tica
pror.igaio por mais 15 dias o prazo concedido p ira
pagamento, livre de multa, do imposto de repart-
cao relativo ao i" semestre do ejercicio eorrente
de 1885-86.
Consulado Provincial de Pernambuco, 3 de Abril
de 1886.
rncisco A myntas de Carvalho Moura.
Edilal n. 93
(1.a braca)
De ordem do Illm. Si. Di. inspector se faz pu-
blico, que 11 lloras do dia 17 do cor eme tr.cz,
serio vendidas ein pr iea, no trapiche Coneeii" i,
as mercaderas abi.\> declarada* :
Arinaze.n n. 7
Marca diamante. T ao ceirro, 1 eaixi n. 768,
vinda de Liverpool DO vapor ingloz Dclitmbre, en-
trado em ,S de Fevereiro il > cor-ente anuo, aban-
donada aos direitos por Carioso fe Irmio, oon-
tendo fragmentos de f.-i-r a-s inelhado limalhi
grossa, pesando liquido legal 789 kil .yiaum ia.
Marea Ji\', 6 can is na. l.s _''), ideni de Sew
>. o k ni va>. r amrieaiio Pionee, entrado i m la
de Mineo ultimo, abandonadas sos dlreftos por J.
B. Valdetare, eoitendo oi>ras impressas de urna
soc-, pesando liquido legal 313 kogrammaf.
M u i M JA, c mtraiua.'ca C, 1 eaisa n. ', idem
de Lisboa no vapor tranets Ville de l'.n.umbuco,
idem en: 6 d Marco id m, abandonada a03 di-
rcitjs (i ir Maaoel (J rdot \ i conten o pa el
iescrever, variado, pctaadi li kilograa
ma
O major Antonio Bernardo Qunteiro, juiz
d paz da fregupzia do Santo Antonio,
ero virludo da lei, etc., etc.
Faco saber aos que o presente edital virem que
por parte de Jos Duarte Pcreira me foi dirigida
urna peticao requerendo que o adonttisi.e a justi-
ficar a usencia para lugar incerto do Dr. Gasto
de A raga e Mello e que justificande-o quanto
bastasse Ihe concedesse cirta de edites para ser
elle cifado, afim de vir i primeira audiencia deste
juiz', fiado o praso de trinta dias, pira se conci-
liar a respeito do pagamento de ceuto o quareu a
e nove mil ris de sustento de uro seu cavallo e
estada de seu carro no ebtabeleciireuto do juatifi-
eanto.
E lento exhibido prora suffi cierne do quauto alie-
g iva, Ihe msndei p.issar o proseis edital de trin-
tr dia, pelo qual cito ao m nuionado Dr Qistao
pua vir primeira ao licncia deste juizo, depois
d'aqucllo praso para dito fim.
E para que enegne ao seu eonhecimento man-
dei pacsar o presente que ser iiffixudo nos luga-
res do costuine e publicado pela impreasa.
Dado e pasando aeata freguesia de Santo Auto
ni aoa doze dias do me* de abril de 18S6 Subs-
e assigno. Recite, 12 d' abril de 1S86.O
escrivao, (.' riolano de Alireu.Antonio Bernardo
Qnint
THEATKO
Espectculo dramtico
SOB A DIKEt'CAO DO ACTOK
Augusto Peres
SABBADO 17 DE ABRIL
2." representaolo neata epoeha apparatcao drama sacro, que tamos applausos ob
leve na 1 repiyaestacjl i a ponto de causar sue-
cesso, cid 4 aetes e 9 qnadros, ornado do oros,
march>.s. mutacucs, bansfunascSes, fogos e visua-
dudes.
Vida e milagres
DE
S. Bneilclo
l'OMrA.VBIA PKBMHWtvA
DE
.V'avcgaco Coste ira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Pcnedo e Aracaj
O vapor Mandahu
Ainda recebe carga paia esses portos.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucana
n. 12
LEILAO

V > coinmereio
As companhias de seguros d'esta praca avisam
que, em consequencia .i i pequeo Boaseru de ae-
rar s para o Para, e do gruid valor Jos riscos
. d'essa respousabilidade, que aj expi agraves
I prejuizos, icein rea lvido, a contar do dia 15 du
i eorrente en diante, elevar ai t\x .s .ios premio* da
l tabella.
3*_ s i;j-i da Alfaudega de Pernambuco, 14 de 2','u contra tod"S os riscos r.as condicOes de
Abril de I
Och
Mello.
oli al i nnpena
men i i ior <1\ roa
O Dr. Aielino Antonio da Luna 'Veire,
! or le .i da Bosa, com
orJem militar portu-
guc.-. i de tfosso Senlior J sus Chrto,
juiz da drreito de orphSoa e aus-ntes da
comarca da Reeifi e sen termo em Per-
aambaco, porSaa M*gestade o [apera-
dor o Senhor D. redro II, et;., el .
l",.c ) saber que tendo ae arrecadado por .
este juizj o espolio lo finado Daniel Este-
vii) ,! Anjos .M.r.nhai, o qnal nao cons-
ta ter deizado testamento, seno herdeiroa!
present s, e resida neata cidade ; sau eba
mados .r b< as legtimos suecesaores a se
labilitarem beran^a, parante esto juizo,
nos ter.nis suas apiiicis, para caigas em navios vlla,
levando pratico da costa com carta, e maij 1/4 U i
te alo levaren paatieo.
1 L dem, idem em van i
Recite, S de Abr.l de 188
Pela Companhia lonemnisa Ior :
Os directores,
Joaquim Alvisda Foiifc.i.
Antonio da Couba Ferreira Ualtar
Pela Companhia Pbenix Pernambucana,
Os administradores,
Luiz Dupr..t.
Manoel G 'mes de Ma'tos.
Pela Companhia Amphitrite :
O directores,
A M. de Ainorim.
M. I. di Silva Guimiraes.
I'RE.'i S
(,'amarotes de fundo 10000
Ditos de breca 80 l
Cadeiraa de l. c'.asse .'! (000
Ditas de >.>
Gilerias de 1. 25000
Ditas de 2."
Plateas numeradas 1JS0I.0
Ge raes 500
Trem para Apipucos e b indi os do costume.
/' ineipiar .* 8 112 em ponto.

((iUiMMIit PEBNAHaiJCANA
DE
.\aTcgaeo Costeara por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Ipojuca
Segu no dia 20 d
Abril, s 5 bor is
da tarde. Recebe
sarga at o dia 19.
DampfscliiflTahrls-GeselIschafl
O vapor Paranag-u
Esperase de HA\lBURGO,
via LISBOA, at o dia 10 do
eorrente, seguindo depois da
di mora necessaria para
Rio de Janeiro e Sanios
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
;c com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO VIOARo N. 3
1' andar
Do grande e Importante sitio
de trras proprias da lastrada
de tfoo de Barros, conhecido
por Sitio da < 'apella.
Tendo urna grande casa com cinco janellas de
frente, janellas noa oitoes, por'a de entrada pela
parte do norte, com 2 sala?, 1 gabinete, 1 salett,
5 quartos, cosinha fora e 2 quartos.
O sitio tem muro na frente, portao de ferro e
urna expela ao lado, diversas arvares de fructo,
cacimba, baixa de capin e 2 viveiros.
i-a Miado 17 do eorrente as 11 horas
No armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Martius, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr juiz de direito capellas c residuos,
a com sua assistencia, fari leilao do sitio cima
rfqueriin' uto do testamenteiro laventariante
dob bens do finado Francisco Cavalcante de Al-
buquerque Lias.
Ama

c. E.
Club (ommerrlnl Eulerpc
Asseaib'.': geni
Os seiihoics socios qaeiram Be reunir na sfgun-
i>2 do rrg. u. 2,433 de da-Mra 19 do corrent'. s T li :..i da a ite, pira
j assistirem a leitara do re;.torio da directora que
15 de Junho de 1^59.
Ei '. di na, e proeeder-se a eleicao di nova.
para constar a-a-.l, i paasar osle ce!. BeeVetaria dTciab ComSrdal Eatcrpe, l de
tal, qu' ser pabli:a lo pe, impr^nsa e af- Abril de 8-;.O 1- secretario,
isaao no lugar do costme.
Dado e i'i ado ncti cidade do Re.i;'-,
.ios 14 de Abril de 1886.
Eu, L'iiz da Veiga Peaaoa, escrivao, o
escrevi.
A lelioo A. de Lna Freir.
O Dr. Adelina Antonio de Luna Freir,
ofi ial da Imperial Ordem da Risa, com'
DBeodador da Real Ordem Militar Portu-
eneza de Nosso Seuhor Jesoa hristo o
Costa Re/ro.
ffidlrlz de Santo Antonio
VencravoJ irniandade do Sanlissi-
nio Sacramento
Pelo presente convido aos irmaos dosta venera-
vel irmaudade a cim^arcereic m respectivo con-
sistorio s 7 horas da manh do dia 20 d> corren-
te, afia de companharmos a procissao do Senhor
juiz de dirtito privativo de orpliilos e j aos en-rmos, contorm: determina o respe.-ivo
ausentes nesta comarca do Recite, por ompromisso.
Consistorio, 15 de abril de 1886.
O escriva".
Xeiva Jnior
Eneommendas passagens e diuheiros a fretc at
s 3 horas da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamlucana
____________ n. 12
(inied SiatesiBrasilMai! S. S.C
O
v
apor
PlA
vanee
(ioinpanhia dos Irillios urliaro:
do Kecifc Olinda c Bebe-
ribe,
Sua Magestade Imperial e Constilucio
nal o Sr. D. Pedro II, a quera Deus
guarde etc.
Faco Saber aos que o presente edital virem ou
dalle noticia que depois da audiencia do dia 20 de
Abril do o trente anna e pr. enchidas as formal).
dades da lei ii a praca publica para ser vendido
a quem mais der servindo de bise o proco da ava-
naeae 1 sobrado de 1 andar, no lugar denominado
CaboeO, com 10 met os de frente e G de tundo, 2
salas de frente, 2 quartos, 4 janellas de cada lado,
menos no di unte, onde calibeado, no lalo do nor-
te, onde est enllocad.> no lado de tora, urna escada
de tijolo e cal, que d entrada para o raesmo. so-
biado tendo no andar terreo 2 auartos de cada lado,
isto 6, sul e n-rte, e 1 sala no centro, 3 janellasc ,U'-- **,1"* Pre,un. PHSSado-
porta de frente e 2 porras e 2 janellas de fundo,
sobrado, que situado no centro de um pequeo
sitio com diveisas aivores fructferas, 4 pequeo,
quartos no fundo, servindo um dcstes de cosinhas f1|-|lk ||a Rni>atnD Da
em pessim estado, avaliado em 2:000j. VI U %l\j \\\ i^i\\\?s Il-I
I. vai a praca a requerimento do inventariante
Espera-s de Xew-Port-
News.at o dia 17 de Abril,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e nio de Jauelro
Pra carga, passagens, enejumendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forslcr C.
N. 8. RUADOCOMiutKOlO -- N.8
/ andar
iisboa c Porto
A barca portuguesa Isolinn recebe carga a fre-
ta ; trata so com Silva (Juimaraes & C. ra do
Commerci i n. 5.
0 patacho inglez
Carrie D'ntyle preten-
de seguir viageiu bre-
venicmtc para Parna-
hyba, recebe carga c
ene o ni Hiendas para
aquelle porto, por fretc
mdico, \ tratar com os
consignatarios Jolms-
ton Patcr & C., a ra do
Coinmereio n. 15.
Agente Pfslana
Leilao
De 13 rolos com 817 kilos de fumo do Rio rovo,
avariado com agua do mar, marca F (i, por
conta o risco de quem pertencer.
SABBADO i7 DO f.ORREXTE
ao nielo dia
No armazem da ra do Vigario n. \2
Leilao
De mobilas, jarros, quadros, espelhos, pianos, lou-
5as, vidros, cassarolas, caldeiroes, extractos, di-
versas qualidades de bebidas e chapeos de sol
de todas as qualidades.
SABUADO, 17 DO CORENTE
A' 11 horas
lriuazem da na do Boau tlesus
i. 49
Per iutervenjao do agente
OU8MA0
3 leilao
LEILOES
Por ordem do Sr. presidente da assembla goral
convido os senhores accionistas para a reuniao
qiese effecluar na dia 16 do eorrente, no lugar
do costume, As 11 horas do dia, afim de serrm
apresentados i relatori > e contas do semestre de
Escriptorio da companhia, 12 de Abril de 86
O secretarlo,
Jos Antonio de Almeid Canha.
CHARGEIRS RL1\IS
Companhia Franeeza de Navega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
nanibiicano
Manoel Antonio A. Mascareiihas para pagamen-
to de castas do referido inventario,
E para constar mandei pasaar o presente que i Sao cenvidados os Srg. patroes das embarc-icoes
ser publicado pela imprensa e affixado no lugar do 1l;c quizercra tomar parte na prxima regata a 2
costume. i de Maio vindouro, virem in6crever suas tripula-
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 10 ?^e3 e eaibareacoes. na sel-! deste club, das 7 s
de Abril de 188C.
Eu, Olavo Antonio Ferreira, cscriao, o fi es-
crever e subscrevo.
Addino Antonio de Luna Freir.
E' esperado da Europa at
o dia 20 de Abril, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Hat
bla. Rio le Janeiro
e Sanio*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p ios
vapores desa linha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng i;-
Iquer reclamacao concernente a volumes, que por
vestuta tenbam seguido para os portos do sul.atiir.
de se poderem dar a tempo aa providencias necea-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia n3o se
responsabilisa por extravos.
liecebe carga, encommendas e passageiro pars
os quaee tem excellentes accoinodaeoes.
Stxia-feira, 16, o de 1,500 chapeos de palha
carteiras, cofre, balcao, armaeito para fazendas e
outros movis no caes da Alfaudega, armazem
n. 17.
Terca teira, 17 do eorrente, o de bons mo-
vis, pinturas oleo, bronzes, crystaes, livros,
plantas, vinhos, e mais objectos da casa de resi
deneia do Sr. G. A. Schmidt ra da Saudade.
?abbado, 17, o das dividas activas da maisa
fallida de lloraeo &l Rocha, hotel Orimtal.
Leilao
A Cmara Municipal do Recife fal saber a q icm
iuteressar possa que na da 21 do eorrente ser
arrematado em hasta publica o servico da limpeza
municipal por espaco de un anno, sob as bases e
eondicocs ibaixo mencionadas :
1* O contratante conservar varridas c limpiu
as ras, pa iteg, travessas, bececs, largos, petaos,
uoras da noit at o da 20 do eorrente mez.
Recife, 6 de abril de 86.
Os directores,
Ernesto Leal.
Jos Guimaraei.
Arthur de Mello (interino)
fleRegotas PerDamlJDcand
Paco publico que em sessao do conseibo admi
nistrativo de hontem, ficou deliberado baver na
terceM-a aogata deste club, de 2 de Maio vindouro,
< aaaaaiae jMxa dua corridas ; sendo um le
, aVi^ftW sassa 'pareo de escalerrsde quatro remos,
aes, latrinas e mictonos das qoatro trualas da > tTip^aaW par axofissionaes. e outro de 40IOJ
Idade e remover todo o lixo das referidas fae I pama aaiaahioa de 6 remos as mesmas con;
syeaias, pr iveniente ou nao de vawimento, pw Im&m ataasasaa. Para ss pareos da marinha de
al pontos loeaes determinados pir esta Caara: jaiaar. aaBaa saaBarrentes os premios seao me-
4trj do permetro da cidade, devendo aooaervar aWsaas.
aaa cada latras um gpnrd para abitia, tec*d- i %MMaaaaa 4m
a coo/scrval-a sampre liapa
Augusto F. de Oiiveira & ,
AGENTEN
42 -RIJA DO OOMMERHIO -42
ROYAL MAIL STEAM PACKET
COMPAiV
0 paquete Elbe
de Regatad Ptcnambucano,
* O contratante obrigado a conservar
servico o pcssonl neceasario, m%i podendo trr v-
aos de 40 pessoas, para que que o trabalho do
Tarrimeuto concluido dentro das horas indicadas
por esta Cmara, alm das carrocas precisas para
a condueco do lix.i, nao sendo o numero destas in-
ferior a oito.
3a O contratante obrigado a fazer o frvido
as hora? que forcm designadas pelos fiscaes das
liiatro freguezias, deveudo em geral ser feito t
varriaai uto noite, podecdo sel-o de dia nos dias
chuvosos, sendo o contratante obrigado a dar sa-
hida s aguas pluviaes.
4a O contratante recbela por esse servico an-
nualmente a quantia de 81:8694120, que ser
;.iiiem52 prestaco s iguaes isto, por sean na.
5a O c intratante acorrer na rrailta de 10000,
sempre que for encontrada sem indicios de ter
ido limpa qua'.quer ra, ponte, travesea, becco.
patSO, OU caes
6' A multa sci imposta pelo eommiosario de
limpczn publica, com recurdo para a Cmara, nao
pidend) d* deciso desta recorrer o ejntrataufe
pa a qualquer autoridade administrativa ou jud'
Ciari i.
7 O contractaut; que hiuver ineorrido em 5
multas coas' cutivas, a m pruvim perante a Cmara, perder o eontraeto do servido
de limpeza publica qu- passar a ser feito pela
Cmara, sem direito a ser indemnidad de qnal-
quer iarteresse ou peria que provier d.> mesmo con
tracto.
8o S terao admitidas a licicitar as pessoas que
houverem depositad.) em poder du procarador da
Cmara a quantia de 500OJO cm dinheiro, a qual
perder i, se aceito o lance nao vicom assiguar o
contracto dentro do praso de 8 das, contados da
approvaco do mesmo, p'-lo presidente da provin-
efa, devendo babifitaclo ser at o da -_' '.
9 O contractante entrani c >m a quantia d .
4:000000 em dinheiro, apolices ou fianza idnea,
, garanta da erecucao d^ contracto ao assig.
Dar o respectivo termo, cuja quantia perder, se
abandonar o contracto ou iuterromper o servico
em qualquer das freguezias.
10. Terminado ou interrompido e praso do con-
tracto, naj teta o contractante direito a ser in
demnisado de qualquer valor ou material que ti
ver empregado no servifo, cujo matrrial, indo o
coatracto, pertencer ao contractante.
11. Ser preferido aquelle que se propuzer a
executar o servico por menos
Paco da Cmara Municipal do Recife, 14 de
Abril de 1886.
Dr. Antonio de Siqueira Carneiro da Cimha,
Freaidente.
Francitco de Aais Pcreira Rocha,
Secretario.
ttocar
C. Monteiro,
secretaria.
teocia&o dos FniWMrs Pro-
FiDCftR
Sessao da acscmbla geral
De ordem do Sr. presidente, convido a todos os
senhores assoeiados compurecerem a sessao da
assembla geral, que ter lugar no dia 15 do cor-
re te, s 5 horas da tarde, na qual se ter de
(rutar ce negocios urgentes e do maior interesse
para a classe.
Secretaria da Assoeclo, 14 d-. Abril de 86.
Alfredo dis A. jos,
Io secretario.
De ordem da Illm. Sr. engenheiro chefe, faco
publico qu- no dia 19 do eorrente, no mcio da,
. "he-se nesta secretaria propostas para a exe-
cucao dos reparos urgentes da ponte sibi2 o rio
Pirapams, no eug.nio Jun (berra, orendoa cm
O ornamento e mais condicoe.s do contrato, se
achara dispoeicao dea senhores pretendentes
para screm examinados.
Secretaria da rrpartijao das obras publicas de
Pt.rnambuco, em 10 de. Abril de 1886.
O secretario,
J. J. de Siqueira VarejSo.
De importante mcm-is. eapellio
oval, loura, idroae dit ernon jeeios de prata.
Constando de 1 linda mobilia com encost de
paliuba, com 12 cadeiras de guarnieao. 2 ditas de
bracos, 2 ditas de balance. 1 sof e 2 dunquer
ies; 1 conversadera de Jacaranda, 1 cspelho oval,
1 tapete grande para sof, 2 pares de jarros, 2 figu-
ras fines, 1 divn, 2 ricos guarda-vestidos de ama-
relio, 2 toiletts de mogno, 2 bidets de dito com
lampo de pedra 1 cama franeeza de Jacaranda
com colxao, urna dita dita de mogno cora dito, 2
ditas de ferro com ditos, 1 commoda de mogno, 1
berco de faia e 1 marquezaa.
Duas bancas para advogado, 1 cadeira de pa-
rafuso para as mesmas, 4 estantes abe-tas parali-
vros, 4 cadeira de viagem, 1 cabide de parede, 2
banquinhas, 8 cadeiras de Jacaranda, 3 ditas de
bracos, 1 mesa redonda com pedra e 2 consolos
com dita.
Um importante guarda-prata de amarello, 1 ri-
co aparador de armario com pedra, 1 mesa elsti-
ca de 5 taboas, 18 cadeiras de junco, 1 guarda-
louca de amarello. 1 mesa redonda de ferro, 1 ca-
deira de bataneo americana, 2 lavatorios de ferro,
1 dito de parede, 1 resfriadeira, 2 vasos para agua
servida, app'relho de porcellana para jantar e al-
moco, vidros, duzas de colberes para sopa e cha,
(cbristofl'ir) diversos objectos de prata garios,
lacas e inultos outros movis de gosto.
Sexta-teira 16 do eorrente
A's 11 horas
Na ra da Uniao n. 53, defronte do Gyranasio
O Etm. Sr. Dr. Tarquinio de Souza tendo se-
guido para o Rio de Janeiro com sua Exma. tami-
Segunda-fcira O do corrale
1 hora da tarde
Na estrada do Arraial a. 27 K
O agento Modeste Baptista, autorisado peloSr.
Mariano Jacintlu dos Santos, para pagamento
de seus credores, tari leilao da armaoao, mercado-
rias e utensilios da (averna e padaria sita na es-
trada do Arraial n. 27 A, assiin como do telheiro
existente na mesma.
GRANDE EIHPOBTANTE
L.RIL.AO
De mobilia de salai (Jacaranda), piano, biu-mo-
ninas, pisturas a oleo e gravarse, brouzes de ar-
te, figuras de biseni:, alcatifas c tapetes, lustros
para g>..z carbnico.
Lirroa e citantes para os mesmos, spheras geo-
graphicas e a tronomicas, urna importaute lun.ta
astronomic espingardas e secretarias-
Mobilia completa de sala de jantar (nogueira),
guarda-prata envidracado, crystaes, porcelanas,
objectos de electrc-plate, vinhos finos, cognac,
pratos chinezes crnaincntacs, plantas, artigos de
cosinha, quadros, relogios eetagers.
Guarda roupa e guarda-vestidos com espelhos
camas de bronze e de Jacaranda, commodas e mui-
toc outros artigos para uso domestico.
Terca -feira 27 de abril
O agente Pinto levar a leilao, por conta e or-
dem do Sr. G A. Schmidt, es movis e mais obje-
ctes da casa de sua residencia ra da Saudade,
propriedade da viuva Guimaraes.
Na vcapera e dia do leilao ser destribuido pelo
mesmo agente cathalogcs impressos e numerados.
) leilao principiar s 10 horas em ponto por
eerem muitos e differentes os lotes.
A entrega etTeetuar-se-ha as 24 horas preci-
sas.
Precisa se do urna ama para casa de duas pes-
sr.as ; na ra Formesa n. 29, esquina do beeco
dos Ferreiros.
Agustinlio & lrmo
teudo feito urna grande reforma em seu estabelc-
ciment de joias, ra do Cabug n. 3-A, convi-
dara aos seus amigos c freguezeo virem-se pro-
ver de j'aa cmgosti e preco sem competencia,
pois resolferam assim fazer por terem um grande
sortimnto de joias d. curo e prata ; tambem con-
certara quaesquer obras de ouro ou prata. e coia-
pram ouro velho e prata.
Engenlio dagua
Vende se ou arrendase o engenho Caan luba,
prximo cidade de Jaboato, com extensas ter
ras e mitas, ha pouco reconstruido com importan-
tes o ras e boas estradas de rodagem : a traar
com o commendador Barroca em sua residencia da
Magdalena^ ca n('S sabbzdos em dito engenho.
Tambem sejdivide em sitios, vontade de com-
pradorea ou foreiros, tolos margena de riachos.
SMaEllaici-~
Alguns moradores dtsses suburbu-j colisaram-
se entre si e br ndarara com um t linda eorrente
de ouro o macbiniata da via-furrea do Cajang,
Isidoro, era tcatcmunho de gratidao i indepen-
dencia de seu carcter.
A commisoao.
Aviso
. 0 abaixo assignado declara que nada tein com
a eAsa ntortnria da travessa da iua do Vigario,
pois deixou de eer socio d i mesma desdo junho do
auno prximo passadj Con'inuo cora o mesmo
negoeio na ra do Vigario n. 14. Recife, 15 de
Abril de 86.
P'-t .uiaiio limoso.
Ao
commercio
Jos foares do Amaral Jnior, retirando se.
temporariamente para Earopa, deixa encarregado
do estabeli'ciraento de molbados ra do Viscon-
de de Inbama n 46 e de seus negocios particu-
'ires a seu scio Manoel Juiio Soares do Amaral,
te em caso de morte o molestia grave, ser
instituido pelo Sr. Jo3 i da Cunba Vosconcellos.
Em 15 de Abril de 86.
Cobrangfl de impostos
Galdino dos Santos Nones de Oiiveira declara
que bagan em 12 de Mareo de 1874 a qnantia de
29*840, sendo 25^440 do l seme tre do passeio
da casa n. 28 da ra da Madre de Deus, e 4400
de cusas. Pagiu tambem no mesmo dia 25640,
sendo 25440 do 2o semestre do mesmo passeio, e
200 rs. da guia.
Estes pagamentos estao laucados fl. 14 do li-
vro de calcamentc. Os conhecimentos tem os ns.
120 o 121. Houve engao no edital publicado ba
pouco.
Pehe de viveiro
Curimaes gordas, na viveiro do Arquias Mafra,
em Afogados, e na casa onde foi estacao das di-
ligencias, na quarta, quinta e sexta-feira santa.
Encarre?a-so de Cncommcudas Gurgel do Ama-
ral e Pocas Mendcs & C. ra do Rosario nu-
mero 9.
AVISOS DIVERSOS
Na engenhoca de liemtica, estrada real da
Torre, compra-se vactas tourinae. boas leiteiras :
a tratar na mesma, todos os dias. das 6 ao meio
dia.
A ttencao
Piecisa-se do urna ama
ra Nova, pharmacia n. 51.
para cosinhar : na
Alnga-se a casa da ra do Coronel Suassu-
na n. 150, com quiutal e bastan'.es commodos
para familia : a tratar na ra Oireita n. 106.
Aluga-se um escravo para criado ou outro
servico ; na estrada de Joao de Barros ou travessa
da Soledade n. 41.
A uga-se o sobrado com sota ra do Co
onel Suassuna n. 139, tem commodos para grande
amilia, caiado e pintado ba pouco tempo ; a tra-
tar na ra da Imperatriz n. 56.
Precisase de uraa cosinheira para casa de
familia : a tratar na ra do Bario da Victoria
n. 39, loja.
Vende-te urna rotula, assim como um balea.j :
na ra de Marcilio Das u. 12, pavimento terreo.
AtleiiQo
O puto vinho verde e o saberoso cha preto poa-
:a branca, especialidades sem competencia neste
mercado, recebidos pelo ultime vapor, encontra se
venda em casa de Paulo Jos Alvcs & C.
0-lluii do Baro da Vicloria-60
RELOJORIA
ALLEMA
*. Tcente. Lisboa, Vlgo e flou
kaniptoD lUn|
f ara passagens, fretes, etc., tracta-se com c 11 e %
CONSIGNATARIOS
Adamson lio wic & C.
esperado
do sul no dia 16 de
marco, seguin lo
depois da demora
necessaria para J |8i far igiijo por nterve cs0 do agente Martina,
dos movis da casa de sua residencia ra da
o n. 53. os quaes se recommendam pero gosto
mcousoque tiveram.
O bond da linha- da Tacaruna que parte da es-
tacao do liroin s 10 horas e 40 minutas, dar
paasagem*grtis ao concurrentes do leiio.
ia
O Sr. Francisco Alves 'da Costa, commsndante
de um i'o van res deeta eompaah'a regado
vi- ra d> .Marqe.ez do Olinda n. 50, afim de
concluir certo negocio que niio ignora.
fl
LOBKTE
Miguel Jos Alvcs
N. 7-RA DO BOA1 JESS ->'. 7
Neturo* martimo* e lerreatrea
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurad' s iaempco de paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
e< uivale ao descont de cerca de 15 por c nto em
favor dos segurados.
( OWlVWilIK DEN NEWWAI^-
l*IS' HARITIHCN
IJNIIA MENSAL
O paquete Equateur
E' esperado dos portos do
sul at o din 25 do eorrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar. Lisboa e Vigo
Lenibra-se >-os senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 era favor das fa-
milias composta de 4 pisso.is o menos c que pa
gatea 4 passagens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
rcra bilbetes de proa, goim tambem ueste abati-
mento.
Oa vales postaes s se dito at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, eucommcndaa e dinhein
a frete: tracta-se com o ageu'e
4npsle Lbil lo,
9 RU DO COMMERCIO
Leilao
Compauli-i Biahiiaa de oaveg
eao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baha
O VAPOR
Marinho Visconde
CotmandanU J. J. Coelho
Segu rmpreterivcl
mente para os portos
cima no dia 16 do cor-
rente, 6 4 horas da
tarde. Recebe carga
'at ao meio dia do dia
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete 'racta-ac na agencia
7Ra do Vigario 7
Doniingos Alvcs Natheus
"5e 9 burros e i nuallm proprio*
para carro
No largo da ra do Cora merejo, defroate da
casa quo foi hotel do Universo
Sexta-felra, 16 do correuie
A's 11 horas
O agente Gusmao, far leilao, por conta e ris-
co de quem pertencer, dos animaes cima mencio-
nados. Em um ou mais lotes vontade dos com-
radores.
Pede-se ao3 abaixo assignados o favor de
virem ou mandar i ra do Marques de Olinda n.
51, a negocio que nao ignoran.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
Jos Guimaraes, caizeiro de Loyo & Filho.
Frederico Vieira.
Augusto Goncalves da Silva.
Pede se ao r. Manoel Pereira da Cunba'
que v~ou mande resolver o negocio do3 movis
que alugou.
O hygienico vinho de janipapo, fabricado no
Arriial por um pa ticular, aeha-se venda na
razas de 8 a duz/a, no deposito de gneros do
Sr. Jos da Silva Pereira, ra do Imperador nu-
mero 45.
Praca do Conse-
lhciro Salda-
n h o Marinho
n. 4.
Antiga da Ma-
triz de Santo
Antonio mime
ro 4.
Aluga-se por mdico precio ou permut se
por urna osa terrea nesta cidade, um grande si-
tio na lugar denominado Mungonga. com grande
coqneiral : a tratar na ra da Imperatria n. 8,
piimeiro andar
R 'ga-se pessoa que acaou, e que teuhs
conseiencia, queira restituir urna murca 'e ren-
das pretas, trrala de seda, que do trajecto da
Soledade ao mercado despregou-se, entregar na
ra do Mrquez do lerval n. 23, loja, que se re
compensar.
Aluga-se o segund) andar da ra de Lomas
Valentinas n. 100, com 6 quartos : a tratar no
primeiro andar.
Leilao
De movis, loucas c vidros
0esf IVira. I <. do crreme
A's 1 1/2 horas
No 2. andar ra do Mrquez de Olinda n. 37,
entrada pela ra do Bispo Sardinha n. 37
O agente Silveira, autorisado por urna familia,
levar a leilao os seguintes movis, todos em bom
estado.
Crta mobilia de lunco, censlos com pedras. ca-
deiras con encost de palha, 2 espelhos, 1 jama
franeeza, 1 toilette de faia c im pedra, 2 commodas,
1 guarda vestidos, 1 bastidor, cortinado para cama,
mesa elstica, 1 apparadr, cadeiras de guarnieao,
I marqueza, 1 inarqnezao. 1 cabide, 1 bi iet, lan
limas, jarros, candie.ros, tapetes, loucas e mais
movis patentes no acto do leilie.
Sexta feira, 16 do eorrente
A'.* 11 1/2 horas
Leilao de dividas
Sabbado, 17 ne Abril
n s 11 huras
lina do Bom J. sus n. 43
O agente levar a leilao requerimento do Dr.
euri.dor fiscal da massa fallida de Moraes & Ro-
eha, por mandado o em presenca do Illm. Sr. Dr.
juiz especial do commercio, as dividas activas do
Hotel Oriental, pertenecnte a referida massa : s
II hons do da cima dito, na ra do Bom Jess
r. 43, escriptorio do mesmo agente.
I.KII.iO
De 1,500 chapeos de palha de carnauba, de um
cofre Ci m 2 portas, 2 carteiras, 1 armaco para
fazendas ou generns, 1 bomba, 1 prensa e eutres
movis existentes.
-Vo armazem do caes da Alfandega n. 7
Sextn-feira, 16 de Abril
A'a 11 lloran
AGENTE PINTO
Caixciro
Precisa se de um caizeiro de 12 14 annos de
idade, para taverna, e que n fiador de sua con-
ducta ; a tr .tar no Porta da Ma eir de S. Bene-
dicto.
1KS000
Aluga-se o sobradinho do b"ccn do Quiabo
iAfogados), com quintal e diversos ps ie irnc
teiras ; a tratar na ra Direita n. 106.
Protesto
Os abaixo acsiirnados declaram ao publico que
ninguem faca negocio com tres letcas no valor de
1:0iOi5 cada urna, aceitas pela firma Barreto &
lrmo, proveniente do arrendaranto de tres an-
nos do c i.'onli i Aguas Claras, situado na coma:
ca di Escada, pertencente aos Srs. Francisco An
tonio de Oiiveira Man 1 Francisco de Oiiveira e
Antonio Francisco de Oiiveira, pnneipiando-se o
dito a r ndmnento em agosto de 1884, cuja firma
que j se acha extincta, entregaran amigavelmen-
te o dito engenho aos arrendatarios em dizcmbro
di mesmo anno, ficando el les certas de eutregar
as ditas letras, e como al o presonte nao o tives-
sem feito, os mesmos abaixo assignados previnem
a quem qaer que seja, que as letras acham-se de
nenhum valor, visto os locadores terem arrendado
o respectivo engenho noespac de dous >ou ties
m-'zes, como consta, da eecriptura publica do
mesmo. Reeife, 14 de Abril de 8i.
Ad Jpho A Paes Barreto.
Joao B. Paea Birrete
Ama
Precisa se de ama au a que saiba bem cosinhar
e fa-er outros servicos domsticos para casa de
pequea familia; a tratar na ra do Atalho u.
23, ultima casa.
Tendo eu aberlo urna officina de relo-
joaria com o titulo cima, recommendo-
me ao respeilavel publico para fazer
qualquer trabalho, al o mais difficil na
minha arte, como j prove como em-
pregado da relojoan.1regulador da
marinhaonde traballiei os ultimo*
dous annos, promello prec-os mdicos c
promplido.
Carlos Fuerst
Fados e Rao pala,m
A*t fiit te duejam tratar um compromstter *
laude com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na ra Direita n. 43, 1."
andar vende-se tinturas hmeopathieas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
ainda mesmo bronehitieo; eiysipela, enxaquecas;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinino);
tosse convulsa, falta de menstruacao ; cmaras de
sangue : esfricos ou metrite ; dores de dentes ou
nevralgias, metrorragia ; vewnifugos, denticao e
convulses das criancas ; tai.- manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratam se ecrofulosos em qualquer
grao e gommatoios.
Joao BapIlNla ii< siiim ira
Lydia da Costa Siqueira e seus filhos, mandam
rosar urna missa na igreja da Coneeicao dos Mi-
litares pelo eterno repiuso da alma do seu semp.e
chorad i espeso e p-., Joao Baptista de Siqueira,
segundafeira l'J do c urente, s 8 horas, Io anr.i
versario do seu sentid) possaiMatO. Par esti
fim. conuidam a todos os pareutes c aaiigo?, bem
como os ao fallecido, c mfessando-se por isso des -
d. j summxmen'e ponlv t _________

Joaquim Jerony mo da Conceico
O tenente Joa luim innocencio do Espirito San-
to manda celebrar urna missa a 17 do corrate, 1
anniversario de seu chorado pai, o professor de
msica. Joaquim Jeronymo da Conceic>, e roga
aos seus parentes e amigos e crapaohoiros d'arte
assis'irem a esse acto, que ter lugar na igrej^
de N. S. do Livraraento, s 7 1/2 loras da ma-
nh.


f.nir. (iiinrnltm Aga
Aviava, fijhoi, anteado, innis, cu hada e so-
brnhoa ''e Luiz Gsncalves Ara, convilam aos
seus purentes c amigos e aos do finado assisti-
rem a missa quo mandam celebrar sabbado 17 do
eorrente, tricsimo dia do seu falleciment ; por
este acto de relijio e c ridade sero semnre rc-
conhecidos.

I UEGtVEl I


6
wmmgm
iari
iario te Pcrnaiiibuwi--Sexta--feira 16 de Abril de 1886

\lnga-se barato
1 cu> da ra ao Visconde de Goyanna u. 79
1 tratar no h&Tfto do Corpo banto n. 19, 1* an-
dar.
Aluga-se
o 2" e 3- andar do eoorado ra do Brum n. 62 :
a tratar do mesmo, padana.
Aluga-se
por barato preco a ctist da ra Imperial n. 286,
de um andar e loja, com frente di- azulejo, tem
bous commodoa, agoa encunada, e mnito fresca ;
a tratar na ra do Crespo n. 18, loja.
A luga
se
na estrada da Torre, i ua Real, urna boa casa com
amitos conuiiodo- para granle familia, tem 3 sa-
las de frente, s-.1 de juntar, 6 qaartos, cosiuba,
despensa, copin e quinos fr par* criados, sitio
graude, p rtio rncaruado, passa o trem e bind :
a tratar ua merma.
Alabase
na travesea do p/in.-ipe n. 7 C, urna casa com 2
salas, -' quartos, cosinha fra, quintal e cacimba :
a tratar na ra do Ata ho n. 7.
Vina para cozinhar
Na ra do Bem-fica
sitio que tica em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
unir, .nulher forra ou
e ser a va para ama de
cozinha.
NICO

%
Ama
Precisa so de urna ama para engoramar
e outros servicos domsticos : no 3* andar
do predio n. 42 da ra Duque de Caxias.
por cima da lyptgraphia do Diario.
Preozraco de Productos Vegetaes
SXTINtjlo' DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares,
jviartinsTbastos
I*erna.ntbn<-<
Chnelo turco
IiOjn de rnirai'o* esirangeiroft
DE
Tlioimiz de oinallio \ G.
Este grande estabule intento acaba de receber
pelos duus ltimos vapores da Europa Orator 0
Filie de Pernambuco um importante sortimento de
que ba de magnifico em calcados para senhoras,
homens e meninos, nao e pelo modernismo c ele-
gancia das formas, como pela excelencia do ma
terial, perfeicao e iolidex do trabalbo.
Onscins de que s&biro plenamente satisfeitos
pedimos l Exims, familia", aos ilItMtres e rea pe i-
taveis curpos acadmico e commercial, c a diatixc-
ta classe artstica, a honra de urna visita ao nosso
estabelecime to. As venias sao teit.i. a precos
os mais Mzoaveis.
Roa do Barioda % loioria n. IO
Eiigenlio
Amas
Precisa e de duas amas, sendo urna que com
pre e eosiuhe brn, e outra para engommar e l-
ser servico iutemo. dr- casa de pequea fumilia :
a tratar na ra do Burilo da Victoria n. 69, se
gundo andar.
Tr spassa se o arn-udamento do engenho Santa
lioaa, na freguezia da Luz, perto da estscao de
S. Lotirenco, na via frrea do Lim.ieirc, assim
como de Jiiboatuo, na via-frrea de Caruar. O
terreno da para ,'afrejar-se anuua mente de d m
tres mil pS- s ce assuca:. Alem de militas var-
zeas ttm mata virg m pira abrir -se novo parti-
dos, mc vapor, teudo urna machina n >va, de
umita f rea, e cenlas novas e grandes : qnem
preteudel-o dirija-se ao mesmo c-ugeubo ou ra
do Imperaior n. 79.
. 1
Preciaa-se de urna ama para andar com duas
enancas, lavar e engommar para as mesmas ; a
tratar ua ra d. Rola n. 145.
na
Prccist-s.' de urna ama; a tratar na ra 3
Conde da lioa-Vista, Camiulio Novo p. 139-A.
\itias
Precisa-se de un a ama para coeiuhsr e outra
para cuidar de um crianca : na ra do Marqu z
do 11^ rval n. 23.
Precisa te de duas amaa, scudo urna para en-
gommar e OUtHl para cou.prar : na ra do Impe-
rador n. 17,2- andar-
Sitio
Arrenda-se na estrada da Ia.berimbei a um si-
tio de coqueir o*, ,-om viveiros, muito bom de plan-
ta poes, com abundante pasto p. ra gado e oxcel
: lente casa de vivenda : a tratar na ra do Ka rao
da Victoria n. 58, andar.
Oes? "h eir
i r. i isa-sc de om lioa cosiuheira a me eeja
assead. a tratar na rui do Payjand n. 19
Passape n da Magdalena.
Caixeiro
.': m -le um meuino com platica de taver-
n*, de 12 14 nan ; a tratar no bt.ee,) do Poci-
nho ii 7._______________________________
SMULSAO
.tes
he
Precisu-sc de urna ama px i inhar, r outra
para lavar e ingunmar ; na iuu do liarao da
Victoria n. 9.
Ama
Precisa-se ae um i bo: cosiuheira ; na rus do
Mrquez delinda n. 6.
I
Leonor Porto
IIua lo Imperador u. 45
Primeiro andar
C-.ntma a exeentaz os mais ditficeis
figulinos r> cebidis de Londres, Parie,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de coatura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
(i
i
[I
(j
;
Criada
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de tacalfao
COM
II>poptaospl.itos de cal e soda
Approvada pela Junta de lly
gienc e atitorisada pelo
governo
E' o me Hit rem" dio at h je descobe'to para a
llwlcn Iiioik -iiiu-s. .. oplinlRN. m
< iiiiik. anemia. >itili<:adp emgeral,
deflannot loMe rtironica < a II": < o-s
do pello c da tarcanla.
E' muito taperior ao o o simple de ligado de
bac.Iho, porque, alm de ter eh iro e sab >r agra-
daveis, possue tudas as virtudes medicinarg e nu-
tritivas do oleo, alin das propriedadts t'-nicas e
reconstituinti s dos hypophi.sphitos. A" vcuda as
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Francisco Munoei da Silva & C.
23 -RIJA MARQKZ DE I LINDA 23
Precisase de urna orlada para cosiiihar : na
ma do liaran da Victoria n. V, 2 andar.
lassa fallida de Joaquim Monlei-
ri da Cruz
Diogo Augusto dos Reis, arrematante das di-
vidas pertencentes a esta mansa, pede a seus de-
vederes o favor Je virem saldar seus dbitos at
o .fim docoirente mez, evitando assim que seja
forcado a proceder esta branca judicialmente.
Outrosim, nesta data tem deliberad) que sea ss
ci Caetuno de Almeida Campos va ao interior
tratar deste negocio com alguns dos devedores
de. reteridhmassa.
Reeife, 8 de Abril de lc86.
DwgQ Augusto dos Rtis.
Sitio
Alii^uel muito barato
Com casa para familia (na >arz>a) e tem 4
salas, 4 quartos e cosinha, muitas iructeiras dan-
do fructo, junto exeelleate ba bo do Capibaribe, e
perto d- tren : a Iratat na raa de Santa Thereza
n. 38, c na Varzca rom o Sr. I'.stevao Jos bi-
moca, confr :it: o dito siiio.
Caixeiro
Precisase de um rr.ei.inj; na ra da Detonca
numero 35. ,
Viiho k S. Miguel
IEGOl
Nova remesaa, v. ndem Amural Primo & C, ra
Larra do Rosario, e Borg'-n na ra do Amorim.
' PURO 1-: J3ARAT0_______
Baha
Thom Alian,! da BIvm ViMar ou alguem por
elle, mande restituir ra m veis que eato cm seu
poder, na ra do* Martyno* u. 148.
iiiiaica ii IwiEloi
L. E. R ilr.gues Vianna inodou seu escriptorio
de advogacia para u Io andar d ra larga do Ro-
sario u. 10.
fomeiiba Perrcira de .amorim
Antonio Felis:.rdo de Amorim, Juo F- lisardo
de Amorim c J $ plii.i.. de Paula Amorim, t^ndo
recebido de Portugal a iriste noticia do falltci-
monto de sua m3i o ssgra, D. Josepha Ferreira
dcAmoiij:, co.vidam aos si'us prenles e ami-
gos para astistirem a urna inissa que mandam ce-
lebrar jor -.lina di mesina, no dia 17 do oorrerte,
no convento da Carino, s 8 oras da mauha, agra-
decendo h t' dos p* este f^vnr

llr. Manoel Anlonio Moreira
Jarolinu Isabel Lins de Marros, Oynpia Lins
de Barros Seve, u ajor Thoomf Uarreto Lins de
Barua (ausente) e cnpita'i Jos Candido de Bar-
ros (ausentei. teudo de inaiid-r celebrar iuis.-u-
jiflo eterno n pouso de bcu presado genro e cu-
nna io, Ir. Manoel Antonio Moreira, cnsul geral
do Brasil na Blgica, fallecido em 10 do corrente
en BnMeUaa, conviam a todos os paien'is e pet-
soas de ma .mizade pira ssistireui a este
de rcligiao e cari iade, tabbado 17 do corrente, ;is
7 1/2 bcraa, "a igreja d> I'araizo. A;radeceui
deade j a ti dos que se dignaren) comparecer.
ToalliMS|iarabapti-
sado
Venderse de 255 I, ra da Madre de
Deus d. 5, armazi a:, culnrgo do Corpo Santo a.
19, 2 andar, importantes t.albas de labynntho.
Hajwir Paulino Piren Paleo
Theo oro ,Uu, sua mulher Isabel Pires Falcao
Juit e seus filhos, J. aquim Custodio Duarte de
Azi-vedo, sua mulber t':.lliope I ires Falcao de
Azevedo e seus filhts, Ritu Pires Falcan de Loyo-
la c seu filho, genro, fillias neto, veem muito
rccnnli'cidos, igiadecer a todos os pnreutes e
amfg' s que te dignaran ac inpinhar at a (stacao
das Ciir:1 _y.it os n stos murlaes do seu preeaio
sogro, papSv c bisa\, o roajor PhUiio Pires
Falca; e de novo rogain ao8 mesmos e a(s de-
mais parrntei e amibos a cardade de assietirem
as missas i o timo da, que mandan celebrar
pelo eterno r;pouso do icesno finado, no dia 19
do corren'e mez, na nutriz de Santo Antonio, na
da Boa-Vista, na do Cabo, ea Ipojuca, e na ca-
pilla do eugei ho Maaaao^ana, todas as 8 horas
da manh
priooipunu ^barjacjamm^-
'"'...............a.......niiKMiaiai
SABONETEdeALCATRO
PARA A TOILETTE, 08 BAHBOB COIDADOi DAR A8 CR1ANCA8
Eate BABOSETB, erdsufeie* antimeptic, o mala effloaz para a cura de todas aa
MOLESTIAS DA PELLE
SAPO CARBONIS DETERGENS
acal vosms enancas com o SAPO vauhoais IWTEHush aflm de protegtl-os contra
o SARAHPO, a VARILA e a PEBRE ESCARLATINA
iv-les HABONETE8 sao recomrnendados pelo Corpo medico lntelro porque prevlnem as
"OLESTIAS EPIDMICAS e CONTAGIOSAS e se adaptao a qualg'uer clima.
-ARCA DE FABRICA VCS ENVOLVEROS B NOS PES
T3ex>08lto or*l "W.-V. -WHIGMT ac CT, Southwark, LONDRES
Em Pernambuco : Fran- M. det SIL-VA li.ia>>aA **-'''-----------------------
wisniiHHagfiTi
e
iveou Victoria

la Pernambuco: ^_
Ir..dSiivafcC ~
ito medicamhto de um i?usto agradavel, adoptado com grande xito ha sS'i&
mais de 20 anuos pelos melhores Mdicos de Parlz, cura os Defluxo, Gripe, Tost, ^'
furu i Garaanla. Calarrc ouimonar. rriWMtt a vtito, daa Viat urinarias 0 da Uexma.
XAROPE REINVILLi
Co
Laureado pela Academia de Medicina
^i^-/-^,. Caialheiro d Lenizo de Honra ,-rt
i^ail
oso
O Phosphalo de cal e a substancia mineral mais abundante do organismo e toda ves que sua
quantldade normal dlmlnue resulta umaatT'C0o orgnica grave.
Mais do cinco mil curas, a mor parte justillcada polos Professores e Mdicos da Faculdades
foro obtldas ltimamente e fizoro com que o Xarope ilo V Reinvillier fosse cassltlcado
como o especifico inals seguro contra a Tsica pulmonar, Bronchlte -bronlca, Aicmla,
Xacbltlsmo, BebUldade do Oifaslimo. 0 iarope co !>' IteinciWer administrado
diariamente as criancas facilita a dentlcAo o o cresclm-rnto i as mies e amas de lelle torna o
lelte meitior; lmpede a carie a queda dos denles tao frequentea depols da prennea.
Dopoelto: Pharmaoia vntzVQtTE, 8, Plaoa de la Magdolelne, TAMTL.
Em Pernambuco. mAX* M. da SIL VA S O*, t tt principan Pharmiciti e Droftrlu.
5

Mk. Curm rpida e cerra pelo -^w
ARSENIATOdeOURO DVNAMISADO
do Doutor ATJDISOIV
da Cbloroso, Anemia, todas as Molestias do Systoma norroso, SMinr ai
mala rebelde, llolsstlas obronicaa dos PulmOes, ato., ato.
As malorM UlaatrapDas msdiou tm attoatado o podar enmuro dente medlcamaato a dastaram-u'o :
o rimeiro t o mais enrgico dos reconst'tuintee.
O FRASCO : e FRANCOS EU TOANC*: y*
Toio frasco que nao trouxer a Marca de Fabrica registrada e a auignsturai-z-tJ,nlco Fabricante
dore cor ligorosamente recusado. *^-y_^J telfi
*AIS, Pharmacia OT.LXM, rao, Koobeoboaart, aa. ^" Producto
Deposito e.n Pernambu : FRAN" M. da SIL.VA & C,
JSJHJa
'. ttaoa < do Estri0eKi

.&r%?, Poracacaieta
___
%vua\ **> .'
BntBSBI \*z.- -~ a:
La E-#svL O, S B ..
"IsTSBW" ."-..w"j.
Wt^t^a^asa>))s>^>l^
BRONOHSTE3, TOSSES, Catarros Pulmonares, '
DEFLUXOS, Molestias do Peito, TSICA, Asmas '
CUBA RPIDA E CERTA PKLAS
Gottas LiYoniennes
TROUS'i'TE-PHRRET
Cas CREObJTE Je FAJA, ALCATSAO de XOtO'i'G.l e DALSAHD Ae f'l
"ste preparado, tstaUliral para curar radicalmente lodas as Molestias, daa Via
respiratorias, rscommenU\iUo pelas Nolabikkladcs medicas come o ;imco efflca
unioo madica-nento que akm de nao fatigar o estomafio, o fartifica, rtconstittn desparta
o appatite : duas gptta pela manh e tardo bastam para triumphar dos casos mais rebeldes.
DEV^-SB EXIGIR O SELLO DE GARANTA DO GOVERNO FRANCS
Deptio priniial: TROUETTE-PERRET, 165, ra Saiut-Antiie, PARS
Em I eriimiiiiiir-): Francisco m. da silv* & c'\ c as pnclpaes Phannaclaa
EXPOSITION ^f UHIV"*1878
Mijll d"Or^^Croiid.Chealer
l PLUS HAUT RCOVPCNCr:
AGUA DIVIDA
E.GOUDRAY
DITA AGUA OE SAUDE
Preeoaisadi para o toucador, como conserfando
coastantemenle as cores da mociade,
e preservando dt aeste l do cholera rnorbas.
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perfumara de lacteina
leeoBB'odid pelas CtlbrHidea ledkas.
GOTAS CONCENTRADAS para a lenco.
OLEOCOMF- para a bellia dos cabellos.
ESTES ARTIGUS *-HAM-SE UA FABRICA'
piiris 13, roe d'tngliien, 13 pars;
Depsitos em todas as Pe fumaria-:. Plianuarias i
k CabrlliTi'iri's da America,
SSSSffa9*IS>Sffl.'
vidtfeot
___> i
de Ciiina emigicao e le cascas de ratja amaroai.
TNICO RECONSTITUINTF
demedio soberano
COK CHA A
CHLOP^SE, ANEMIA, CARIE DOS OSSOS,
AFt .jsJtJES DAS VAS OIRESTIVAS,
DIAR3HEA- CHROMCAS, RiCHITISMu,
ESCRFULAS, DEBILIfiAOE.
CONVALESCENQAS DE FELRC3 .YPHOIFAS
E DE MOLESTIAS ORA'/ES, ETC.
Penda cm grosso: T. Ii, Itonretlo;
Pbyi.actallcii en BRl?Et (Currtz), FRAS{A.
ios i-m Pernr.mbnco :
!Ja.3Sn> M. da r;iLVA c 5"
:% rV


: .-" .-.' I-'
i
FAU
Granulado
?,- :--

eri
DiEL
^VASiilNARIAS
>" AiaasTii
Cotarra dwanicc da Jaxiga,
't-ri o canal da uretra
tientas de orostntc,
rntlencto da Urina,
Arela na urina, etc.
SVV.&MN, Phaimaceutco-Chima,
r., !i, PAKIS
SSVl ,TAO.
EP::
XARCPE I E F>LiT,ES
a
BROM U RO de PO~ ,\ SSIO
itsalMssMsto par o i:c: t^finta.
PARI3 .,, ATE- PARS
t RAS raiSCIFAl/-. NitMlCM
Vende-se
urna taverna bem afregaezaia c propri* para
principiante : a tratar na ra larga do Roa*.rio
numero 14.
Engenho Goiabeira
Traspasan-ee o arrendamento lo engenho cima,
distante da cidade de Jaboato ineia l?ge, ven-
dendo taiubem a safra, btuda, al. i biqae, carros
e rnaii utensilios p< rtenc. ntcs ao ineeiim : a tra-
tar na ra nova de Santa Rita n. 49, serrara
vapor.
Caixeiro
Precia-ee e um ctixeiro
do Paraizo n. 18.
a tratar no pateo
Casa
Aluga-se o ndir supcriir da casa n9. 9f> f 92
ra da Palma, tem bous cmmorios pra nmi'ia ;
tratar na rtia Duque de Caxias u. 47.

28--BA BRAO DA VICTORIA-28
G. A. FRANCISCO
Tem a honrado apresentar se ao respeitavel publico desta capital, e offevacet-
os servicios do seu estabeleciraento, que se abri no dia 15 do crrante mez.
Este cstabelecimcnto offerece aos seus freguezes comidas gosto e prejos
rasoaveis.
Forneccr UI1D0908, lunehs. jantares e ceias franceza, com sobremesa de
differentes qualidades, e glo toda hora que for procurado.
Os freguezes scro servidos com a mxima attencao e esmero.
Ha mais n'este estabeleci-rjento grande variedade em bebidas, como sejam :
vinhes, licores, champagnes, cognacs e cervejas.
Espera do respeitavel publico que haja por bcn honrar com a sua prnsonca
s^u estabeleciraento, e des Je j promette servir bem.

Sf

Chapees e cliijieliiias
isl2
3f2

^1
36 A O~FRaCa DA 1K
5
rt
f.

^3
02
B. S. CARVLHO & C.
Proprietarios deste bem conhecido cstabelecimcnto partecipam
as Exmas. familias e ao publico ero geral, que mensalmente receben)
da principaes casis em Paris e Manchester o que de melhor e de
apurado gos'.o ha em ch.ip licas e chapeos para senhoras e meninsis
e das primeiras fabricaa de H-mburgo o que ha de melhor em cha-
5 pos para homens e enancas, e muitns outres artigos contenientes
l chapelaria.
Fln s artifciacs para ornamento de salas.
FAZENDAS PRETAS
PE CHINCHAS
GORGURES-de seda Dura a 2000, 2-520G e 2^500 o covado!
GRANADINAS de ***' % 4#0 reis dita !
SETTM MACVO a l|f>00, 14600 e 2500 omais largo que tem viudo 1
MERINO'S-a ltJOOO. 1)|200, K)i00! e de todas as cores para lr>000 par-
acabar.
VELLUDILIIOS a 800, 900 e 10000 lisos e bordados.
CREPsuperior a 16000 o covado I
SETINETA fran eza a 560 reis o dito !
MANTILHAS e fichusgrandes a 4#500 e 5-5000!
Casemiras, pannos, cheviots, merinos, diago-
naes, e.tc^ encommendas para lucto
EM 24 HORAS
\ A \ C REDITtOl A S, A DE

PIRO Di CII.I
5JRa Duque de Caxias59
z m* m w m rwr k
JOSEPH KRAUSE ft
^'iiliaiii de augmentar o sea j bem conhecido
importante eslabelecimenlo roa Io
de marfo n. 6 com mais
m salo no 1 andar luxnosamente apar-
rado e prvido de nina exposi-
{!# # m t fnU 4o Porte t *!fref ttt*
dos mais afamados fabricarles k
mondo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seos nume-
rosos amigos e freguezes a visiiareu,
o seu eslabelecimenlo, aflm de
apreciaren] a grandeza e bom goslo com qne
nao obstante a grande
liespeza, o adornaram, m hwrn
desta provincia.
GHA-SE ABBRTO DAS 1 A'S 8 DA NOITE
Q1D


IU
-'

_

Jo as ile prata
O Muzeu de Juiae, ra do Cabnga n 4, rece
beu pelo ultimo vapor francs um esplendido soi-
timento. Precos muitu moderados.
Boa aequisi^o
Aluga-se a melhor casa de negocio ra Impr-
rial n. 94 antiga Thcmaz Coimbra), c m com me -
dos bastantes e urna boa armaco psra qualqmr
negocio : trata-sena mesma ra n. 147, padaria.
AeiNjo
Pede-se aoSr. Epiphanio da Rocha Wanderley,
chofe da estacao de Pao d'Alho que venha ou
mande ra dos Martyrios n. 118, 2o andar.
E u -omina ler*
Precisa-so de um, na ra d' sconde de
oyanna n. 207.
Engenho
Arronda-se o engrano Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a tratar no escriptorio de Sebastio de
Barros Barrito, ra do Commercio n. 15.
Quero tero
Onre e prala : [compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que cm outia
qua'.quer parte ; no 1 andar n. 22 ra larga do
Rosario, antiga dos Quarteis, das 10 huras as 2 da
larde, dias uteis.
oigaiDi mas!...
Recebemos neste ultimo vapor voadores para
meninos aprenderem a andar, assim como, diver-
es obras de Vime.
Cadeiras
Cestas de diversos tamanhos para com pras
Balai.'s para papel.
Aaaafates
Condeces.
Roupeiros.
8ementes de hortalicas e flores, amores perfei-
tos e diversas qualidades.
Veio tambem o especial bacalbo de Noruega,
Ssando cada um 6 libras: em casa de Pocas
rndi & C.
Rna estreita. do Rosario n, 9, junto a iqreja
s novas
Acabam de eheg .r da provincia do Para para o
Pstabelecimento de pianos e musiera da Victor
nrealle, ra do Imperador n. 55, as seguintes
sov dade?. que tornam se reeommendiveis pelos
< eus autores :
Bilaridade, galope, por H. E. Gurjao, 2*000.
dem a quatro inaos, dem idem, 3*.
A Vinvinha, romance paa canto, idem, 2*.
l'ma Lembranca, idem idem, 24.
O Desejo, id'm idem, 3*.
A Ausencia, idem idem, 2*000.
A Partida canzonne para canto, idem, 2*.
La Partenja, bacarola para canto, por V. Ruis,
Mooo.
La N'anna. do para messo soprano e contralto,!
para canto, por H. E. Gurjao, 2.
A Valsa, poesa para canto, idem, 3
Pensa, meloda, por V. Ruiz, 25.
Marcha Triumphal, marcha, idem, 2*.
Idalia, phanta9ia brilhante, por Eurieo Ber-
nardi, 2*000.
dem, reminiscencia, idem, 3*.
Les Hommes de Clace, valsa, por M. J. Mon-
teiro Praea, 2*.
A Alvorada, valsa caracterstica, por Eurieo
Bernardi, 2*000.
A Estrada de Ferro de Bragancs, galope, dem,
2*000.
Saudade, valst, por Fernandes A. da Silva,
*000.
. Ri'-ordanza, mazurka, por V. Ruis, 2*.
Diario de PernamhiicoSexta--fcira 16 de Abril de 1886
VENDAS
Garro americano e carallo
Vende-Be um c:rro americano de q atro assen-
tos, um bom cavado de carro e airaos pira o
mesmo : ver e tratar na taverna Victoria de
Payaand, junto da pinte pequea da Passagem.
Mobilias de junco
Vei.de-se mobilias de junco de encost com pa-
Iha e sem palha, mais barato do qi e em outra
qualqu- r parte, assim como mesa elstica de 3 e 4
taboas, guarda-vestido e guarda-louca, e outras
pecas avulsas : na ra estreita do &< si rio n 23.
WHISKY
ROY AL BLEND marca VIA DO
Este excellente Whiaky Esce-sses i: preferiv-
1,'iiac ou agurdente ue cunna, para fortifiei
> curpo.
Vende-se a retalho no u. lhores irmazens
si >!hados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo n
ii. e emblema sao registrados para todo o Brasi
BKOWNS t*. C, agentes
r

Bom emprego de capi-
tal
Vende a 0 muito bom eatabelecimento de mo-
< Ihados, muito be n afreguesado per vender muito
' a retalho, e tambem p ra o mato, sito ra Vidal
j de Negreiros n 157, esquina do becco do Lima.
No mesmo se acha com quem tratar.
Cabriolet
Vende ae um ero perfeito estado e por preco
eommodo; tratar na ra Duque de Casias n. 47.
Fructas maduras
Vende se diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, fapotas, e outraa muitas : no
largo de S. Pedro n. 4.
Billiar
O 4S da ra Duque de Casias est vendendo
fazeudas por menos 25 "/ de seu valer.
Ver para acreditar
Setins macaos de 1*400 por 800 ris o covado.
Merinos jretoa de l. 1*200, 1*400, 1*6C0
1*800 e 2* o covado.
Retnela preta a 500 e 600 ris o covado.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fustoes oran eos e de co es a 400 e 500 rj. o
covado.
Sedas de listras de cores de 2* por i* o co-
vado.
Merino de bolineas a 900 rs o covado.
Mariposas fi as de cores a 240 rs. o covado.
Renda aborta da China a 240 ris o covado.
Liuhos cscossezea de todas as cores a 240 ris o
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. d covado.
Manteletas de seda 'e 16* por 7*.
Fichus a 2|, 4* e 6*.
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro largura a 1*200 a vara.
Atoalhado de lnho bordado a 2* a vara.
Collarinhos e punhea para senhora, modernos, a
2*000.
Brim pardo liso de 300. 490 e 50U rs. o corado
Toalhas vclpudas a 4* e 6f a duzia.
Ditat alcochoadas de 20* por 124 a duzia.
Oobertas torradas a 2*800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*5"C urna.
Casacos de laia bordados, modernos, 12*.
Dama roo algodao de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30*000 a dusia.
Madapolao casca de ovo e pelle de ovo a 6*500.
Enxovaes para baptiaado, no vi dade, 9J.
TimoeB para menino, boidados, 4.
Chapeo* de sol de seda para senhora, de 16*
por 8*000.
Meias para homem e senhora, de 3*, 4*, 5* e
6*000.
Redes hamburguesas, 10J.
Colchas a 1*800, 5*, 6* e 7*.
Verbutinas de todas as cores a 1* o covado.
Cortes de casineta 1*, e 1J800.
Ditos de casemira a 3 4, 5, 6 e 7*.
Lencos abamhados com barra a 1*200.
CamisasdemeU a 800, 1*. 1*500 e 2*
Ca aemira de cores de duas larguras a 2*.
C<5 rtes de casemira para vestido de senhora, de Ve ide-se por baratissimo preco e em muito bom
40* por 20*. baratissimo. estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro
Zefiros lisos a 120 rs. o covado. das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
Cambraia preta para forro a 1 {200a peca. cheira do Candido, ra da Roda.
Veudc-se um bilbar cm perfeito estado : a tra-
tar no armiiein de movis a ra do Iinperador
numero 49.
Barra da Jangada ~
Vende-se urna casa detijolo, com muitos cem-
ir.odo;, tem cocheira ao lado, botaos fundos para c
rio Pirangy, sita ra do Commercio n. 38 : a
tratar com Lopes Alheiro & C, ra larga do
Rosario n 21.
CoafefleracQo o Norte......
Em vista dos grandes propreasoa da idea de que
se gloriam as nacoes civilisadas, o commercio
deve acompanhar esse pro^resse, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimiento dae
nacoes ; em ii&ta do que annunciam
MART1NS CAPITAO & G
1 Ra eatreita do Rosario 1
Grande sortirnento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annuociantes teem sempre
maior cuidado, pra bem servir os aeus numerosos
fregueses. Lcnibramos, pos, o proverbio :
Quem nao experimenta, nSosahe.
Vcnh..m Test pois :
Queijos, flamengo e de Miu .-:.
Fiambres inglezea.
Chocolate francez Menier.
| Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Paseas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Dooe de todas as qualidades.
Bolaehinha inglesa.
Semen tes novas de hortalicas.
Eapecialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery
Ditos da Figueira e de pasto.
1 Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
| Vermouth, etc.
' Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cervej de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cb verde e preto.
Dito perola.
Especialiaaimo matte do Paran, em p.
Anda mi- :
Ovas de peise.
Sardinbas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martins Capitao & i'., ra estreita d >
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES.
Forinicida capanema (verdadeiro) para estinc-
co completa da formiga saura. Vendem Martnt
Capito & C, ra estreita do Rosario n 1.
Sainado Rio Negro
Vende-se na n a
andar.
do Bom Jess n. 7, primeiro
Casa na Yarzea
Vende-se a taverna da ra do Sol c 17, na
Varzea, com pequeo capital, tendo casa ao p
P"ra t milia, tendo esta casa a vantagem de fieai
fronteira e&tacSo da ferro via, que deve ficar
prompta at 3 de Outubro deste auno. O neg
co vant:.joso, ees pretendentes podem dirigir
se ao local da t.iverna, na Varzea.
Miudezas baraias
E.oja C'amacan
Ra Duque de Caxiae n. 66
Chamamos a attencao das Ezmas. familias para
este eatabelecimento, que estamos vendendo mui-
to barato todos os artigos de miudezas, c temos
um bom sortimento.
1 ranj i com vidrilho, larga, a 800 rs., 1 *T00 e
1*200.
GalSo com idem idem, a 1*400, 1J600, ?000 e
2*500.
Luva pretas de seda, a 6<:0 rs.. 800 e 2*000
o par.
Leques finos pretose de cores, 8fl e 10*.
Ditos a 5*, 5*500, 6* c 7*.
Ditos bespanhola, de custo de i*500 800 c
1J000.
Bicos fin '8 com vidrilhos e baratos.
Espartilhos finos para senhoraa e mininas.
Bordados finos, que estamos vendendo barato.
Pertumarias finas e sab-netos finos a l'Oe
200 rs.
Barra de sabonete fino, do custo de 1*000
800 rs.
Brinquedos para criane i
Lenv-s tinos e meias finas para sunhores e se-
nhoras.
S se vendo para poder ere* estes precos.
Xa loja Camacan
Ra Duqne de Chxss numero 66.
Camisas nacionaes
A i*r,M>. 34kMM> < 8*500
32= Loja a ra da Imperatriz =^ 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sorliin-nto de camisas brancas, tanto dea
turas e pjnhos de linho como de algodao, pelos
baratos procos de 2*500, 3* e 4*, sendo lazenda
muito melhor do qii" as que veera do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fizer p ir encomm.nd :s, a vintade dos
freguezea : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3 de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
'' Ra da Imperatriz = 3
DE
Calvas de gorgorao preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada 5*50*
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas 6*5fx
Ditas de fianclla inglesa verdadeira, e
muito bem feitas 8*001
Ditas de brim de Angola, de muleakim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*00<
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e 1*60(
Collctinhoo de greguella rauito bem feitos 1*00
Assim como um bom aortimento de lencos d
linho e de algodao, meias eruas e collarinhos, etc
Isto na loja aa -ua da Imperatriz n. 3
Riscados largos
a tOO ra. o covado
Na loja da ra da Impeletriz n. 32, vendem st
riscadinhos pr=>prlos Dar roupas de meninos (
vestidos, pelo barato prreo de 200 rs. o covado
endo quasi largura de ehita francesa, e sai i'
como chitas brancas mlad.nhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pecbincha
loja o Pereira da Silva.
FualAe*. aetinelaa e lxIntaaN a SO
ra. o covado
Na loja da ra da Imperatriz u. 32, vende-s
um grande sortimento de fustoes brancos a 60(
rs. o covado, lazinhaa lavradas de furta-core&
fazenda bonita para vestidos a 500 ra. o covado
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
I cores, a 500 ra. i covado. pechineha : na loj
do Pereira da Silva.
Merlnaa preloa a lA
Vende-se merinos pretis de duas larguras pai>
vestidos e roupas para meninos a 1*200 e 1*60'
o covado, e sunenor sctim preto para enfeitea s
1*500, afaim como chit.a pretas. tar.ti liaas com
de lavoures brancos, de 240 a' 'd>0 ra. ; na nov*
leja de fereir da Silva ra da Iuv eratriz no-
mero 32.
Algodfiozinho francs para lencc*
a OOOra.. I* c i*(Mt
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-s-
superiores algodaosinhos franceses com 8, 9 e 1(
palmos de largura, proprios para lencoes de un
s panno pelo barato prego de 900 rs e 1*000
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, m
sim como superior bramante de quatro largura
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loi.
do Pereira da Silva.
Roupa par? meninos
A 44$. iSroo e 4t
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, a
vende um variado sortimento de vestuarios pr<>
pri'.s para meninos, sendo de palitosinho e cale.
nba curta, feitos de brim pardo, a 4*0CO, din-
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgorao prte
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; n>
oja do Pereira di Silva.
LlOp DE CHAPEOS PARA
FERREIRA Dv SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
eitavel publico um variado sortimento de tasen-
as de toi..s as qualidades, que ae vendem por
recos baratissimos, assim como um bom sorti
ment de r- upas para homens, e tambem se man
da lser por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
3*
SZ
Cabriolet
Ra da Imperairis
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se aa roupas aba
zo mencionadas, que sao ba~ u.as.
Palitots pretos de t ... oiagonaee e
acolchoados, senuo tazendas muito en-
corpadas, e forrados 7*0OP
Ditos de casemira preta, de cordo muito, *
bem feitos e forrados 10*00('
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12*001
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12*00(
Vende se pelos segulntes pre
eos de {.*<>o ate 9 rna do Crespo d. 19 Madama
Mequelina.
Fazendas branca
s
4 o
SO' AO NUME30
roa da Imperatriz = lo
Loja dos barateiros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estss fazendas
abaizo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPeca-g godosinho com 20
jardas, pelo- > tprecos de 3*800,
4f, 4*500, 4* (, 5J, 5*500 e
MadapolaoPecas de madapolao oom 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas brancia e eruas, de 1* at
6|50
12*000
800
1*800
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, prjpria para lene es, toalhas e
Croulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
al*00e 1*500
Colletinhoa r'a mesin:- 800
Bramante francez de algodao, muito on-
corpado com 10 palmos de largura,
metro 1*280
Dito de linho inglcz, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 280C
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1|800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissioias, na conhecida
loja de Alheiro 4 C, esquin do becco
dos SYrreiros
Algodv entestado pa-
ra lencoes
A 90o ra. e lAOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Loa-Vista
algodao pira lencoes de um s panno, com 9 pal-
mos de largura 900 rs., e dito com 10 palmos a
1JO0O o ncr assim coma dito trancado para
toalhas de m- sa, com 9 palmos Ce largura a 1*200
o metro. Isto na leja de Alheiro te C, esquina
do becco des Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1-;800 e 2* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acim
dito. E' pechineha : na loja da esq.inn do bec-
j co dos Ferreiros.
spartllhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
.muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
: de 5*000, assim como um sortimeato de roupas
de casimiras, brins, etc isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3*-o covado
Alheiro & O, ra da Imperatriz n. 40, van-
, dem um elegante, sortimento de casemiras ingle
' zas, de duas L.rguras, com o padroes mais deli-
cados Pan costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
i gam de mandar fazer costumes de casemira a
' 30-', sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pech ncha : na loja dos barateiros aa Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcSo de brim pardo lona, por estar com prinai-
po de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechineha : na lojda es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a lOO ra. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
1 bordado, dous metros cada ptea, pelo barato pre-
eo de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por 5J, iiproveitem a pechineha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fustoes de setlneta a 500 rs
covado
Alheiro & C ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fustcs brancos pele
1 baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todaa as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.___________________
Pinho eriga
Vende-se em casa ae Matneus Austin & C, i
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
' qualidade e diversas dimensoea.
I Engenho Recanto
Vende se ou arrendase o engenho' Recanto, ai-
! tuado no termo de Serinhem, moente correte
, d agua, com boas trras, etc. a tratar com Ma-
1 noel Ferreira Bartholo, ra do Bom ^
DOS PREMIOS DA
18'
LISTA GERAL
N B.O premio pre&crever
um anno depois da oxtracr^So.
49
A
PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 946 EM BENEFICIO DA MATRIZ DE JABOATO EXTRAHIDA EM 15 DE ABRIL DE 1886.

I

NS. PREMS. NS.
1 4 2S2
3 93
9 97
13 98
19 300
23 4
23 9
35 24
36 39
42 41
44 42
46 46
47 50
48 53
51 54
62 63
85 - 66
91 68
103 70
11 4:ooo 74
13 u 77
14 _ 79
16 81
27 85
36 93
46 94
59 95
63 M 99
66 _ 401
67 _ 15
69 _ 23
71 BHH 24
76 m^ 28
79 _ 31
95 _ 36
97 _ 37
203 - 44
6 lO 48
10 45 54
11 8 58
16 40 78
28 80
33 89
48 90
49 92
50 94
67 500
77 14
83 17
87 _ 25
NS. PREMS. !>JS. PREMS.
u
I
w
u
531
40
41
45
47
51
57
58
61
62
67
75
77
78
82
91
612
18
19
20
22
28
52
53
56
57
62
64
72
77
83
85
86
90
96
700
5
24
26
27
30
36
37
40
43
44
46
53
62
77.
4*
80
4
NS. PREMS
3*0
80
40
mt
783
93
94
95
800
6
17
22
23
25
34
37
45
51
52
54
65
75
76
77
78
88
95
96
906
11
13
15
18
25
31
33
50
51
62
65
71
72
74
78
79
85
89
93
94
1006
7
11
18
32
U
*OO0
40
40
3t
40
NS. PREMS
1041 40
42
44
47
56 ,
66
74
80
81
85 -
89
92
93
95
97
1100
6-
13 -
15
20
22 3*0
29 40
33
49 -
54
56
63
80
88
91
92
96
97
98
1204 S
5 40
6
10
11
13
16
25
29
31
32 0
34 40
41
43
51
53 _
NS. PREMS.
1261
62
66
70
71
72
77
80
83
91
97
99
1302
9
20
26
45
48
49
50
52
55
60
62
64
66
74
75
80
83
90
91
94
99
1402
7
8
24
25
28
31
34
38
44
45
48
51
52
54
60
4*
80
45
80
40
fl0
40
NS. PREMS
1464
71
75
77
79
82
84
87
92
96
1501
4
5
9
14
19
21
22
24
26
30
41
43
45
48
50
58
67
70
81
83
85
96
98
99
1603
6
9
13
28
30
33
34
36
42
43
47
53
55
56
40
1
40
NS. PREMS.
1657
62
63
64
66
85
86
88
.90
97
1704
13
25
40
46
49
51
52
54
64
65
67
74
76
79
91
92
94
98
1810
17
18
25
31
35
41
42
50
56
58
64
65
66
71
80
81
86
87
93
97
40
.4
40
t0
40
80
40
10
40
80
40
NS. PREMS.
1908
11
26
32
33
34
42
45
46
48
67
68
69
71
81
87
88
97
2002
8
9
14
16
20
23
30
31
39
41
47
51
52
60
63
67
68
75
81-
87
91
2106
10
19
25 .
35
36
41
42
52
58
40
80
40
1OO0
40
1B0
40
80
40
NS. PREMS. NS. PREMS
2174
78
86
87
99
2202
7
11
12
16
21
25
30
31
32
35
66
76
82
83
84
86
96
2302
7
9
25
27
32
34
37
39
40
42
46
51
56
65
68
83
85
90
91
93
98
2414
15
27
30
34
40
80
40
80
40
80
40
1OO0
40
2438
39
40
43
47
48
50
55
59
61
63
66
68
69
79
81
85
95
96
2504
7
8
12
25
31
44
45
47
49
51
54
55
62
63
71
73
77
79
85
i
96
- 98
2603
'4
5
12
16
19
33
38
40
ioo
40
3*0
40
80
40
f
40
NS. PREMS.
2641
57
59
64
65
70
78
84
85
94
95
2700
1
3
5
14
18
30
33
38
42
46
56
57
60
62
67
76
77
78
84
88
94
95
2806
9
10
16
20
24
29
30
36
41
42
44
45
47
54
55
U
1
40
NS. PREMS.
2858
60
64
66
68
84 I
87
89
90
93
99
2903
10
14
20
22
30
32
33
37
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47
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94
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3000
2
4
14
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21
22
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47
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49
50
51
40
000
40
NS. PREMS.
3*0
40
3057
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95
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1
2
3
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92
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9
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45
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59
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3308
9
10
18
40
80
80
40
IS0
40
80
4

80
NS. PREMS.
3322
27
31
36
41
43
46
5 i
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96
97
99
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80
4
S*
U
NS. PREM NS. PREMS.
3*
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3503
5
23
24
27
31
40
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49
50
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3609
11
24
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28
33
35
41
48
56
65
95
73
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94
3702
9
11
. 16
19
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23
28
35
37
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40
80
40
80
40
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44
51
64
65
76
79
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3804
6
7
8
10
13
38
43
44
51
57
61
62
66
68
74
77
81
99
3900
4
5
7
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27
34
48
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56
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44
80
40
80
40
81
8#
4*
80
44

~


8
Diario de P.ernambociiSexta- feira 16

rit de 1886
/
'



VIACENS
lima vlafiem no rio Iguass
(provincia do Paran)
(Jornal do Commercio, da corte.)
Muito rpida e penosa, mas interessan-
tissiraa, foi a excursao que S. Exc. o Sr.
Dr. Eseragnollo T.unay, presidente da
provincia, em comeaos do mez corrente de
Marco fez at ao Porto Uniao da Victoria,
no rio Iguass e mais alera na estrada d
Palmas urnas duas tagoas, completando, era
menos da 7 dias, qnasi 100 leguas do ida
e volta, estorvado ainda mais o regresso
por violentos agu.iceiros, que obrigarara
em Campo Largo a urna pousada, fra do
programma.
Vamos dar os pormenores dessa digres-
sao que tomou visos de verdadeira v.agcm,
pondo em or lera ligciros apontarasntos e
appellando para a memoria que sem davida
por vezes nos faltar.
Urna cousa de certo ser nos-ha de todo
o ponto imposeivel: transmittir ao lcitor as
mltiplas irapressioas que nos salteavam o
espirito, quando aos nossos olhos maravi-
lhados se desdobravam as formosas pers-
pectivas do Iguass, tilo varias, fio ex-
traordinarias, urnas risonhas e amenas, ou
tras grandiosas e solemnes, ja no segu-
ment da sua simples crrente, j quaudo
se junta a outros grandes rios, como o Ne-
grinho, o Negro, o Potinga, o Timb, to
mando entio largura de mais de G00 bra-
jas e espelhando em sua serena superticic
o azul dos seus cos e a frondosa vegetagao
das sua* margeus. Para tanto iusuffi
ciento a penna. S o pincel de inspirado
artista, que nos asroubos da arta e na possa
enthu0iastica do bello consiga fixar em pre-
ciosa tela as sedneyoes e esptaa>kre3 da
grande obra da creago qu* aqu lo Bra-
zil, mais que em outra qualquer parto do
globo, se ostentara inexeediveis at a qual
quer reprodcelo ideal, por mais esforcos
que faja o pintor para representar os pri
mores de aatnreca lo extraordinaria pela
sua graciosidade e opulencia.
I
As 5 horas da raanha de 3 de Marceo
corrente, foi que S. Exc parti de Cori-
tiba, levando por corapanheiros, es Srs. Dr.
Ermolino de Lelo, Ignacio Carneiro e Ama-
zonas Mu-condes, a qu :m caben as honras
de te r organisado tito bella c agitada ex-
cursSo.
Sem novklade, chegava-se i 8 1/2 da
mar.hr; i cidade de Campo Largo, distan-
te de Curitiba 33 kilmetros, e ahi o dis-
tincto Sr. Joao Ribairo de Maeedo espe-
rava a S. Exc. e a sua comitiva cora o
ca*valheirisino e hospitalidade que Babeo
desenvolver os membros d'aqua-Ua familia,
tao respeitada em qnalqner parte da pro-
vincia em que se estabelega.
.V' 10 horas da manha, aps a o almo
co em que nada taltou para ser legitimo
banquete, os excursionistas reeomegarara a
viaj r, parando uns minutos em casa do
Sr.' Natel, no Itaqui, a urna tagua, mais ou
raeno=, de ("ampo Lorgo.
v I 1/2 hora da tarde chegava S. Exc.
a 5. Luiz, a 5'.' kilmetros do Curitiba,
indo tago visitar a escola publica do soxo
masculino, cuja frequencia lhe agradou,
pois oncontrou 37 alumnos, a alguna dos
qaa.es exaranou, distribuindo, quando sa-
ldara da aula, bolinhotas e doces que os
meaiuos aceitaran) com alegre e pressu-
roso alvoroco.
As 2 horas e mu qmrto, pirtio 8. Ero.
o Sr. presidente, da S. Luiz, mostrar.do-as
bastante descontente cora o estado era qm
foi cncontranio grande parte da estrada
dos Campos Geraes, sohretudo as appro-
xiraaces da ponte dos Papagaios.
Com effeito, esses trochos sao pessimos,
cheios de pedras destacadas, declives agros,
buracos e grandes resaltos, de maneira que
os solavancos se multiplicara, causando
continuo incoramoJo a quaiu viaja de carro
O que mais aborreca o digno adminis-
trador ca provincia foi observar o nenhura
vestigio de trabalho, o mais leve sgoal de
ser vico n'aquelle pedago da estrada, quan-
do entietanto a provincia estipulen nao
paquean quantia para que essa impor-
tante via de communicago com o interior
nao esteja assira to descurada. No Pa-
ran ainda ha pessimos hbitos que lera
bram os passados, ombora nao remotos,
terapos em que no Brazil a subida e des-
cida de situagoes polticas representavam o
comego dos abasos de uns o coasacao dos
abusos de outros, tudo acorapanhado dos
clamorea fingidamente indignados, indultos
e retalia {Sea da imprecisa contraria.
Passados aquelles buraco* ;s e alcanzados
os campos geraes, S. Exc. foi observando,
durante leguas e leguas, as celebres t'rr.is
veadidai. para a colonisaco rus>a, dolo
rosa, flagrante e nun-a attanuada pro.va da
verdade que cima exaramos, e prova de
taes pro'iorcoes de taraanho vulto, pois re-
presenta milhares do contos de ris mal
boratados, de tantas consequencias, que
repercuti em toda a Europ i e nos trouxo
innmeros males e acres vexamas; dei-
xando b?ra patentes o espirito de ganan
ca o a falta de patriotismo, que predomi-
nou em '.oda aqu da triste historia.
Vencido* r.-ssiiu 80 kilmetros e meio
at Restinga Sccca, deixou o carro a es-
trada goral e tomou a direcgilo do ca niiilio Exc. no vaporzinho que stava atraalo
II
Em casa do Sr. Conrado BuUre3 esteva
S. Exc. o Sr. presidente combinando com
esse activo e intelligente cidado as bas-s
do ara contracto para o planto do trigo
naqueile local, obamado Portao, onde em
poca paesadas, essa cereal deu ptima-
mente -urna das cumas de attraegao para
as desgragadas especulacoes da Kitto. Se
r, sera duvida, esse mais ura grande be-
neficio feito a toda a provincia.
Na roauhS de 4, s 5 horas o ,'3(4 par
tio S. Exc. do Portao e 30 minutos de-
pon ch.'gou ao Porto Amazonia, qua cons-
11, por emquanto, de duas ou tres cas .s,
no fim da ura campo on hilado. Depois cora
declives fortes, cornaca a barranca, do alto
da qual ?o avista, j bastante grosso em
aguas, o rio Iguass.
Ahi esta vara soldados doentes e presos,
acorapanhados por pragis, raulheras e en-
ancas, vindos da colonia Chapec e com-
missilo da estrada do Pilmas, mradando
S. Exc. contratar por 25;>,>.)0 a eondu:
gJo em carreta dos catarinas o menores.
A' essa pobre gente, o Sr. Amazonas li
beralisou quasi toda urna novilha, que foi
entilo raorta, sendo transportados Dar o
vapor os pe Jagos raais esoolhdos.
A's 8 1(2 liaras la Inania entrava S.

que leva fazenda do Sr. Conrado Buhres
a ura quarto de. legua do porto Amozonas,
no rio Iguarassu.
Essa proprieda.le estn le se a o lado das
trras do infeliz empreza Kitto cujos de
sastres sao t&o condecidos, trras na ver-
dade libertosas e que pode u Jiro luzir ex-
cedente trigo, mas cuja cJ^cayilo com
plctnmente afistada, ainda m\'u outr'ora
do que aoje, dos centros do civisagao e
de consumo, devia levar ao desespero os
infdizes inmigrantes, qu? para l torara
tran-porta los. Tamben dessa gence s
restara tras ingleses, que anda nilo pode-
rain ter existencia so quer raye liada c
que vmm em proprios do governo.
Quantas somraas de dinbeiro tera o Bra
sil per lido, quantos desgostos chara ido so-
br? si e innmeras p^sjoas, cora o pjssi-
iuo e anti-scientifiao syste na da atirar gru-
pos de inmigrantes em centros despovoa-
dos e longe "Ha quaesqier recursos o r la
gees socaes !
A g.anle razio ha s'do a 'er.ililade do
slo ; quan lo entretanto essa m is urna
causa da desespero e furor para o europeo
aue v a torra libaralisar com estupenda
prodigalilalo don3 tot limante desaprovei
tados e que apodrecendo annualraento de-
pois de colhidos, vo a poueo e pouco incli-
nando o agricultor preguija e ao descuido.
Vale nil vezes raais limitado e mira tar-
rea junto a urna cidale para quem tera
de vi ver do trabdio diario, do que largas
e opulentissimns trras cs:n leguas d'a
quella centro de in?itamento e soccorro pa-
ra o colono e o lavrador, cujos esforos de
vera ser de qualquer raoio corapinsados
immediatamenta, actuando oganho sobro o
seu moral.
Os nossos sertoes e deserto3 s polera,
s deve^n ser povoados o hilo de sl o por
imraigrajao europea, que mui espontnea-
mente e por si reflua da peripheria para o
centre, caminhe do liioral e iminadiacoas
para a zona interior. Os males e peripe
cias qie accomiiiettem o iraraigrante sao
tantos, tilo varios, to grandes, que ne-
cessario 'que elle nilo tenha nos terriveis e
indefectiveis momentos de desalent, quo
aecusar a uinguem, e nao possa atirar a res-
ponsabilidasle de tudo quanto lhe succeder
e da tolas as contrariedades e de esperan-
cas falhadas, senao sobre si mesrao. Cora
toda a mzo diz o esariptor Dariaux : Por
m..is billo e bospitalheiro que seja o paiz
a que se acolha o emigrante, tantas sao
as decepeo s e difficuldades, que ahi o es-
perara, que emigrar, isto sahir de sua
patria, para ir localisar-se ora outras, con-
stitue c. mais penosa e arriscada empreza,
a que joode arriscar-se o homem.
(Jontinuemos, porm a viagera.
F0LHET1M
ANGELA
POR
ZLim es mnm
( Continua .; r- o do n. 86)
- XIII
Marselha, 2 de Dezembro de 1883.
Minha cara Cecilia. Algrate.
Ora essa I cu tambem me alegro !...
interrompeu o italiano rindo, estou em
braza 1
E proseguio :
O que tu consiileravas urna illusiio,
transfor/nou se era b-lia e boa realilade
( Ganhei o raeu processo a ganhei-o em
todos os pontos.
Ha oito dias o tribunal d'Argel, jul-
gando era uhiraa instancia, condemnou 33
corapanhias que tinham segurado o raeu
navio a pagar integralaente as soramas
estipuladas as apolices de seguros.
Ora, o total dassas somraas attingem o
algarisrao do ura mho quinhentos e cin-
coenta rail francos >
0 italiano fez urna pausa.
Emquanto elle lia esta u tima linha, ura
pequeo calafrio corria-lhe sob a epider-
me.
Um milhao e quinhentos e cincoenta
mil francos I repetio elle. SaDgude Chris-
to, a somma bonita. E ha ftlizes que,
depois de gan!>crem um processo, embol-
sam mais de railhlo e meio I Muito bem,
ej;u o que que eu embolso ? Igualdade,
nao es mais do que uraa palavra va I
Proli continuou :
1 .Com certeza, nao uraa grande fortu-
na, mas as -difiL-uldades econmicas n3o
existirao mais pajA nos, cara fillja.
O italiano interrompeu-se de novo.
Eu contentava-me cora monos disse
ella. E' um pap que escreve a sua filha.
A pequea tera um bonito dote. Pensei
nisso. .. Vejamos o que segu.
Por esse quarto mais que modesto, on-
raargam diraita do rio. e ainia atten leu a
varias p-ssias que o foram procurar, pr:-
senteando o Sr. Araatmis cara una boni-
ta baadairanaai.jual, que pala priineira vaz
fluituou naquallas soli loas, arvorada, como
foi, a pr.ja da ombarcayao, no ra;io do fo-
guates o vivas dos que seachavan presan
tas.
O vapor chaina-sc Cruzeiro, do noina de
uraa das .izanJas di mili do Sr. Amazo-
nas ; made 80 palmos do compriJo e 26 de
boca, tara a for^a do 13 cavallos e cala 18
p dl'gidas inglazas.
Traz era seu raacliinisrao a lita de 1878
e foi compra lo en 1SS2, no Rio de Janei
ro. Podo carregar 800 arrobas e costuraa
rebocar uraa grande lm;ha e cinao ca-
no 13.
A 17 de dezarabro de 1832 foi lanjalo
agua e fez a sua priraeira vi igam a 27
daquelle mez e anno. A erapreza emprcgi
5 homens no vapor etera rai3 2 ou 3 em
trra.
Gasta nos tres vagou3 por inez G(3 rae
tros cubicas de lenha de cada vez ou 364
a 600 rs. o raatro cubico, ompregando dous
dias para dasaer as 55 1|2 leguas do par
to Amazonas ao da Uoiilo da Victoria e
quatro para subir contra a corrente. A ma-
deira ra ds empreada o branqii'dho, a-
bun lantissirao as .nur^ens.
O contrato que tiuha a emproza e palo
qual recebia 12:000$ annuaes do subven-
^ilo, coineQou a 1 de Julho de 1883, tcnlo
o presidente Carvalho faito em Fevereiro
daquallc anno uraa viagara lluvial da villa
do Rio Negro ao Porto da Uniao e dahi ao
do Auazonas, subialo as aguas do Iguas-
s.
Esse contrato comajou a vigor.r de 1
de Janeiro do 1884 e j foi reformado,
tendo termina lo^ltiraaraente, mas pedindo
o interessido renovarlo, o qua pande an-
da de rasolucio do governo garul.
O estado de solidez e conservado do
vapor Cruzeiro visivelmente b3in.
Tera ura toldo do raadeira corrido e
grandes pannos alcatroados, de modo que
S. Exc. verificou cora seus proprios olhos
a inexactidao do qua so alarmara sobre as
condicSes de absoluta falta de abrigo para
os passageiros.
E', comtudo, do tola a neessidade fa-
zer alguraas obra3, alias faciliraas, para
melhor acoramodagilo dos viajantes, sobro-
tudo senhoras e criangas, e proceder a
uraa liinpeza geral, pois a embarciclo est
bastante suja.
Km todo o caso, de louvar-se, e mui-
to, a corag-ra e pertinacia com que o Sr.
Amazonas Mareondcs se abilangou aquel-
lo commettira.ento e mantara semelhante
empr. za, quo deu e da progresso c viJa
social a muitissiraos pootts dasartos o in-
hspitos dos UOS303 sertSas", jio.s quaes va
gueiara ainlaterai!o3 e in (amitos bugres
S. Exc. o'Sr. Dr. Tauaiy faz p r ve-
zas justiga aquella espirito activo c era-
prahendador, que apresouti ura resultado
raal e pa'.pav d dos seus esforgos, da sua
forca de vontade e tr.ibilho, aata os quaes
reauarian de carto rauitos homenj do ini-
ciativa o coragam, naquella luca incassinto
entra as aspiragoos da civilisagJo e a natu-
nzi bruta e selvtica.
as 9 horas di m inh., dapoia de se
lincarera agu du 13 bo.obas de dyaa-
iniio qua nilo mataran sa nilo alguns lara
b uys o tayabui'n, os raais fraqumtes
peixe3 dassas aguas, soltou-se das am irras
o vapor Cruzeiro e, desfraldada a ba.idci
ra nacional aquall.is agrestes brisas, co-
ra icou 1 sulcar aguas a'oaixo o rio Iguas-
s.
Des lo logo sSo lindissiraas as paisagens
que se desenrola n as apartadas curvas
do rio, por eraquinto ainia csreito.
as margeos, alwia-sa cpala v'gota-
cao, era quo prelominara, pjr quasi todo
Opereursodo rio, innuraaros branquilhos,
l-^antissiraoj cambhys e ouras.^'-
t'tcea-s, awjicos o varas acacia*, os rari-
ni'tns, de cerno quisi in listructivel, mas
forran to.-tuosis e cujos fructo3 aloaiaa-
dos sao tilo apreciados dos passaros, arvores
aqu monos qa rasdianas, mas era Mato-
Grro-iso pissa itis-ino; roadeiros, 'js celrjs
tao conlia dios na Ba brasiloira, da vez
en quanlo umitas palraeiras jerivs e
qu isi se npra pinlieiros, ora destacados,
ora em grupos, ora formarte verdaleiras
tlor;stis, j no campo, j no ;.lto e neos
tas das eminencias, quasi sa.npre ura tinto
distantes das bordas e da agua corrente.
Agora combnense en densa cortina
todas as folhageus dassas e outr;;s multas
plantas, cora ura vario que cambia da cor
quisi branca ao verde glauao e negro,
passaado por todos 03 matizas desdo o
gaio e verle priz at ao Tarde er e s
mais aportadas tintas ; sobre aquelle ma-
gestoso minto atirem-sa a flux fasto mnlpijhiaceas, cujas samartdios vermalho-
escarlates ftogera rosarios e fitas de flores;
iraaginora-so de parraeio btmbas tacuaras,
tacuarissimus, pocaunvi* 8 cxrws a tre-
mularera en graciosas curvas cora a
menor aragem; ubram sa aquellas tron
eos e galhos da barbas de velho, urnas cin-
zantas-roxeadas, soltas como finos caballos,
outras raiu las o compactas, pardacentas
ou erabranquigadas : contrastera se as fa-
llas alterosas das palraeiras com as dos
pinhairas ; fa.'a-sa resaltar da esauras so li-
bras a collorago alegre, risonha, ver lo
amarella de infindos salguoro3, e do lon-
ge, de muito longe, ter o leitor paluda
idea das paisagens que, a cada momento,
se dcsenrolavara aos olhos do3 viajantes.
III
A's 3j2 horas da madrugada de 4 de
Margo, o vaporj eatava pro noto,para s
guir vi gera e desprendeu so das amarras
quo o ratinhara a birran-a da S. Matliaus,
cortando l>go o rio aguas abaixo.
O da vinha nascendo el iro, lmpido e
fres o; e os pdraairos el rSos da madruga-
da icordavam 03 passaros e aves pro-
prias daquellas p'.ragen*, patos, garctu,
soo'>s, bifjwxs martim pescadores e outros de
hbitos aquaticos.
Cumpre entretanto observar que, em
to lo o trecho du rio percorridode vespera,
notamos pou:a aniraagao e abundaucia de
animaos da raais vulto o caga grossa. S
viraos, nos maminifcros, alguraas capiv
ras, (hydroch servaran! quasi impassiveis a ulhar para o
vapor, sujeitas, erabora, aos tiros de nos
sos inhabeis cagadores. Como as aguas ha-
vam crescido e inundado a3 lag:as, con-
servavam-se 03 banlos Icnira das raargens,
nao precisan lo, para sa dessodentarem,
sahir dos lugares de pastagem. Foi pelo
menos a expcagio dada pelo Sr. Airazo-
Das, pratico de todas cssps localidades.
_ Tres hoaas depois da partida, j cora na voh Q Sr Va|l3i8 c u0 sso
da claro, sG laboras da manha fron- da z fornecendoll.es uns tantos
teava o vapor a aportante barra do no inetro/cubicos de leaha gratuitamente,
Negnaho qua des-gua margom es pier- dcu 0 Sr. Lbero Braga, que comnosco
da, passando depois por defronta da gran- vnha de3(le a ve b 0 n^IDe (le Bar3o
de .Iba de raa.sde ine.a legua de extensao dl3 T horaenagara ao erainente ho-
e em extremo frondosa, que sapara aquel-
la embocadura da do rio Negro, ilha a que
o Sr. Dr. Ermelino deu o uo.je de Tau
naij, em honra ao actual presidente da pro
viucia, soltando-se por ocaasilo do baptis-
rao uraa gyranlula do foguete.
A's 7 horas enfrratava-sa co:n a bocea
do rio Nagro, cjo considcravel volurae
d'agua tras to notavel contingente ao
Igusi, quo a largura d;stc quasi dobra
abi.
Pouco a liaule outro grande rio, o Pi-
tanga, entrega do lado direto as suas
aguas ao raagesteso affluenta e da ver-se.
0 sitio pala milita bdleza e solaranidale
natural.
Na b..rranca desse la lo direito e oor so-
mera o artista que consagrou durante sua
longa e laboriosa vida natureza do Bra-
sil, amor e adrairagab inexcediveis.
Al I [2 da tardo costea vamos a bellis-
siraa Illia dos Amores, cuja3 praia3 nauito
alvas e cheia de 3 ixosinhos rolados esta-
vara entilo eoberta3 pelas aguas.
Approximava-3e a bocea do raagastoso
Timb e appareceu cutre nos a ili 1 >go
aceita, de fazal-o sulcar pelo vapor, pois
sua corrento at hoja fra virgera da qual-
quer e.barcagao, at canoa, pelo tevror
qne inspirara as m.lrgeris, infestadas da
inlios bravios.
Assira s 2 horas e 10 minutos, deixava-
sa o Iguissu' e entravaajo no Timb, su-
bindo ao ar por essa o casiilo
rauitos fo
brea vegtag.io compacta di margen, or- i guete9j d3p:irando.so arina8 e soltiindo
Erara 7 horas da raanha. Mais hora de-
rada, a procuraren s'guro refugio em mais
pois, entrava o vapor n uraa v muito desdobraia e longa, para vencar se E Q ^^ s(T(Qo e ^ Qm
a qual se gastara 40 minutos, o que quer Iea(1,,0 1]m ^ m g
diz r que as 8 horas e 10 minutos coa inpollata3 do ^Ldo, fazan tcmplavamos do lado de uraa corapr.da m ^ muu 9
palmeira e um raaieiro scc;o, que no topo ,- ,i. i c 1 j
' 1 1 i- / aquaticas, rodeado, emhra. de todos os Si-
de urna eminencia servera de bausa (points _J___ j,___;i e~
, u gnaes de que araais lora essa ragiao po-
de repere aos navegantes. ,j i.. 1 j '
, r voada ou explorada.
A essa volta qu.i obriga quasi constan-1 ,. ::' j 1 a
.. J ,-, ^ Ao pri neiro porto, ou enscada, deu h.
teman'.e a dircccao h, quan lo se deve sem- & c ; ,' n
. A l Lxc. o Sr. presidente e nomo do Daurai-
pre caminliar para U, e que constituo por- ___. p ;,, < .
.? ^ r paire Kolian. era honra ao sabio e ao via-
tanto um dos tactos raais 111 portantes da ;,.. ,4 l
r ,,' a ante que tanto estudou e cenhece a pro-
naveg.cao do Iguass, deu S. Lxa. o Sr. 'vn.ia do Pil
presidente o no no de Villa di Visconde de
Guarapuava, era honra ao beuraerito pa-
rauaanse.
irana.
Por delicada lembranga qae sera duvida
agradar quclle espirito elevado e philo-
sophico o Sr. Dr. Tauny impoz a grande
de
1, d^UUI^U \J *Jl. LTL lllUL'IV lili..-/-. a tl.l
iinquanto a parcornamos, notamc3 a, *u .. l: J > -
, ,, r .. i volta que ah comee 1 a denominicao
ilha da Matos, u,n bonito nerval parten Sertan,jo L fic*ndo assim ^
centa ao c.dadao CorJe.ro, e ura ponto pe- fncosa natll^cza a recoriia(;rio ^e (
jado de pe iras o un tanto parigoso, cha-
mado Anta Grorda.
A's 8 horas e 10 minutos toraavaraos a
tomar rurao certo de O, passando 10 mi-
nutos depois, por corredeira pouco sansi-
vel alias, chamada Ligairo-Granda. A's
8 e 45 direita, a barra do Rio-Claro, s i
9, a da Paciencia.
na
lacao de dous
nome qne larabram ura o descendente da
nobreza europea, outro o rude filho do des-
erto que s pela sua coragam e hbitos
de independencia soube nessa mesraa natu-
reza abrir ura lujar histrico para si.
Mais aliante outra grande volta que fi-
cou se chamando do Baro da Antonina,
I pelo muito quo fez tambera esse p.ran .an-
de a tua belleza acabara bam depressa
por falta de ar o de sol, poder-te-hei dar
das encantadoras altur s de Passy um pa-
lacete, no meio de ura gran le jardira cheio
de llores.
Gestara de partilhar o tal palacete,
murmurou Proli. Se elles esto al ajados
como iu estou aqui, arre, que mudanga !
Nun:a mais entrars era em mnibus
nem em bond. Ters o teu coup, que te
levir s lojas da molas e aos theatros. .
Ters ura carrinho puxado por dous pe-
queos poneys, que tu raesrna guiars.
P.rece-rao j ver-te nessa nova vida
e o coragao de pai palpita de alegra s
cora este pensamento.
Guardo trezentos o cincoenta rail franco.. '
Lqua teuho na carteira e que logo que chc-
gue nos servirlo para come gara fazer face
s primeicas daspezis de in3tallagao
- Trezentos e cincoenta mil francos.. .
repetio 0 italiano tornando-se me litabundo.
Trezentos e cincoenta mil francos... em
carteira.
Ao cabo de ura instante continuou :
j.* O milhao e duzentos roil francos qua
rwtara da sorarao total acabara de ser de
positados por mira no mcu banqueiro de
Marselha. Trago comraigo o recibo.
Sou obrigado a passar ainda alguns
dias em Marselha depo3 partirai para Pa
riz, afim do te dar o bem estar e o luxo
que te vi por vezes invejar e mais do que
fu propria, cu desejo para li.
1 Partrei de Marselha, no dia 10, s
duas horas o .pjarenta miiutos da tarde,
para Dijon^ onde os meus negocios ina
forgara a demorar. Ch'ga'ei a Dijon s
tr>-s horas e trin'a e dous minutos da ma
nal.
Durante o dia tratarei dos meus ne
gocios e tornarei a tomar sera falta o ex
presso da noito que me conduzira a Panz,
onda >i/o chegar no dia f da Dezembro,
* sete horas c vate e cinco minutos da
manha.
Vou, pois, poder-te abracar cmfira
minha vontad*, querida filha, e depois de
cinco tceze8 de ausencia. Vou verosteus
graudes olhos contemplarera me cora ter
nura, vou ver os teus labios sorrirem pira
re i ai.
Gragas a Dcus, em todas as minhas
attribuIagSes, am todos os meus dissabores,
consegu salvar a honra Acabamos do re
adquirii' fortuna. Que nos falta mais ago-
ra 1
< A 30cie jade, com a qual fui forgado a
icterrotaper relag3es, nos tornar a abrir
as suas portas e tu brilhars com o triplo
esplendor da juventude, da belleza e da
tua-reputagao sera macula.
" Podes agora, deves raesmo aspirar a
um casamento quo te tornar uraa das
rainhas de Pariz.
Provino-te que sou exeessiraraante am-
bicioso para a minha querida filha. Quero
ura genro, do qual me possa ensoberbe-
cer. um genro qua faga de Cecilia Ber-
nier urna encantadora con lessa ou p lo
menos uraa delicada baronesa.
Dentro era poucos dias estarc perto de
ti ote abracare! como te amo, isto mil e
rail vezas. .. e mais mil ainda.
Teu pai
Jay.me Beknier.
A minha morada : Grande Hotel
Beausejour, cesjda FrateniidaJe, eu Mir
seiba.
Post Scriptum. Por esda carta regis-
trada envio-te uraa nota de mil francos.
t Avisa-me da sua reeepgao.
Acabala a leitura, Angelo Proli poz a
carta era cima da mesa e coraecou a pas-
seiar 110 quarto a passos largos, cora a ca-
bga baixa e a testa atravessada por gran-
des suidos.
Os 8eu3 raoviraentos irregulares a<:eusa-
vam uma inferna* hgitscSa fabril.
Cu.o voi lenta e raouotona, seraelhanta
do lonco qua falla corasigo mesrao, mur-
murou :
Trez ratos o cincoenta mil francos.. .
em carteira.., cora ella I... Trazentos o
cincoenta mil Ira icos. Mais do que cr.t
preciso p ira realisar a compra dn casa ds
sauda do o innata Gri-ky 1... Trezentos e
lacoenta mil francos !
E contuuou o passaio, que seraelhava o
da fra dantro da jaula
Os labios moviam-so serapre, mas j nilc
articulavara son3 perceptiveis.
De repente, voltou ao lugar em qua ti-
nha estado antes, toruou a pegar na carta,
releu-a ainda om voz baixa, e, emqua to
a rlia, sublinbava cora Lpis azul as se
guintcs phrases :
a JJa railhilo Quinhentos e cincoenta mil
francos. %
Guari trezentos e cincoenta mil fran-
cos, que tenho na carteira.
Tornare!, a tomar, sem falta, o ex-
presso da noite, que me conduzira a Pariz,
onde chegarei a 12 de Dezembro, s sete
horas e vinte o cinco minutos da manha.
A minha morada em Marselha, Grand
Hotel Beausejour, caes da Fratarnidade.
Depois de haver feito esto ligeiro traba-
lho, o italiano releu de novo as phrases que
acabara de sublinhar.
O itinerario est indica !o da manei-.
ra a raais precisa, murmurou elle em se
guida. E' impossivel cominetter ura erro,
para me sahir bera, bastar ter vontade de
ferro e ervos de ago.
Depois de uma pausa, occrescentou :
Sangue de Christo, terei um e ou-
tro I I Cheguei beira do abysmo, vou
me despenhar nello o morrer E' preciso
passal-o a todo o prego II E se for mal
succedido, tanto p'ior psra raim Desgra-
ga aos vencidos.
Proli dobrou a carta e metteu-a no en-
veloppe, bem como ?.s cinco notas do ban-
co e fechou tudo na gaveta da mesa, des-
pio-se e estondeu-se sobre a dura cama,de-
pois de ter apagado a vela.
Fui s pela iiianhil que cons?guio ador-
mecer.
Durante tangas horas da noite, o ccre
bro architectando o que se poderia chamar
o scenr.rio de ura crime, tinha o conserva-
do acordado.
Aacrdou s s nove h ras, saltou fr
do leito e vestio-sa pressa.
Agirrou ento era duas notas de cera
francos, deixou o quarto e sahio da casa,
sera dirigir palavra porteira.
Dj passo rpido, ganhou a na do Fau
bourg Montraartre e entrou u'ura grands
arm izara da roupas.
Ahi, pela sorama de cento e quinze fran-
cos, comprou um trajo de invern o um
aobretudo da panno grosso, proprio para o
invern, mandou embrulhar tudo e levou
ejla raesmo o embrnlho.
Continuou as suas compras, n'ama ca-
misaria, n'ura chapeleiro e n'um loja de
calcada.
Terminado isto, o italiano entrou n'uma
fcja de cabelleireiro, cortou o cabello e
aparou a barba e dirigio-10 depois para um
ttab-le iraento de ba'ihos.
Iguass'
as
3
Hora emola depois s 10 e 30 parou o ge uo de9cobrraen.0 dc tcrra3 -centraee)
vapor junto a ura porta, no lugar chamado ainda uao d(ivassa,!a3. Uraa legua, palo
Chapeo de bol, pira tomar lenha, desera-1 .1 j \
. l ,,,,,' r ., raeno3, lora vencida sem incidente rio
barcando S. Lxc. o Sr. presidente e sua .:, '
. i, 1 1 1 acnua.
comiuva, acolhidos con muita al >gna peles
moradoras de duas casinliolas prximas. Cbegado o vapor a um porto, asslgna-
que offerecarain gallinhas, ovos, leite e (lado per gigantesca irabuia no coraego de
melancias, recebando e.n rotribuigo di- extensa recta formada pelo Timb, porto
nheiro, doces e biscouos. 1ue "cebeu o nome da Presidente launag,
Essa pobre gente para alli n'ura recan- Para "dicar o ponto ultimo a que chagara
to da zona da vagabuodagera e correras esta pnraeira oxploragao, decidimos voltar,
de indmitos bugres botucudos, a cujos
assaltos estilo sujeitos. O pai de uraa ra-
pariguinha a o marido da uraa mulhar que
ainda l inorara, haviam sido mortos no
anno passado a fl-chadas quando trabalha-
vara as rogas ; a suas sepultaras, ampa-
radas por grandes cruzas taitas de fresco,
'I'ij melanclica solemnilade solitaria
barranca.
Ura quarto dc legua adiante habita o la-
borioso e energi :o brazilairo chamado Val-
lo s, que parece prosprar bastante.
Trabaiba armado e serapre prorapto para
qualquer invest la, servindo sem duvida, e
muito, a sua rcpntacSo de intrepidez, de
ante-mural a qualquer tentativa de aggres-
sito por parta desses indios, cujos hbitos
de traicao s silo exceuidos palo receio do
sereno repellidos e acossa los em regra.
E alli vivera, como o iraaginava Alencar
cin sua obra prima O Guaran/, duas sin-
entrando uovamente no rio
e 1{4.
A confluencia dos dus rios f.ina alli
ura espraiado, alias de grande profunlila-
de, de mais de 600 bragas de extensilo,
constitundo verdadeiro e larguissirao lago,
era quo se reflectein todas as rautigoss e
cores da athraosphcra e se espethara vivos
o azul do co e os contornos das nuvens.
O espactaculo era entao da maior belle-
za, tinto o horizonto de scintillantes rubo-
res, qua punham chispas de fago na fronde
da raataria e superficie lisa das aguas.
A esse bailo ponto deu S. Exc. o Sr.
presidente o nomo de Basilio da Gama,
em horaenagera ao pico brisilero, o ira-
mortal cantor do Uruguay, o creador de
Lindaya.
Alera, um quarto de legua aps a Var-
zea Grande outro espraiado, que reaebeu
a denorainago de largo Santa Rita Durao.
galas bellezas filhas de Val oes, uraa del- 0 autor do poema brasileiro, Caramuru'.
las de formosura at notavel, outra me.ga A's 3 horas e 45 rainutos 0 porto de
e sympathica, raais ou menos maneira Manoe| E8taoio p mnutos d a bar.
das idealisadas heronas doa, elebre e ins- ra d0 rio Macuco.
pirado roraanaista brasileiro.
A 038e ponto o porto, a que o vapor (Contina)
tera obrigatoriaraente de parar na ida e!
Ura milhao 0, duzentos mil francos rcs# Daraorou-se alli parto de uma hora.
tantea da sorama total, sSo depositados por
raim no mea tabalo de Marselha o da
que trarei recibo.
Partirei no dia 10 de Marselha, s duas
horas e quatro minutos da tarde.
t Chegarei a Dijon s tres horas e trln-
(a e nove minutos da manha.
Quando sahio, vestido todo de novo, ti-
nha mudado absolutamente de phyaiono-
raia.
Comquanto a sua roupa cheirasso a rou-
pa feits, ninguem nelle poderia reconhecer
o famlico bebedor de absinthio da eatala-
gera dos Adreta, o jogador quo na vespe-
ra noite apresentava tao miseravel aspec-
to, era face das notas e do ouro que elle
bavia ganho e qua a polcia to brutalmen-
te lha hava arrancado.
Como quando entrou trazia um erabru-
Iho, mas nesse embrulho a roupa vclha ti-
nha substituido a nova.
Dos duzentos franco3 que levou, resta-
vara no bolso de Proli ainda uns cincoenta
francos.
Chegou s alturas de BatignoNes.
A porteira achava-se entrada do cu-
bil'ulo.
Vio-o passar e logo priraeira vista ve-
rificou, nao sera espanto, a sua transfor-
raagilo.
Como est bonito, Sr. Proli. O Sr.
com certeza herdou.
*- Pouca cousa, raiuha senhora... res-
ponden o italiano ; mas, por pomo que se-
ja, permittir-me ha de pagar os dugueis
que devo ao proprietario.
E o eraprego qua julgava arranjar ?
Espero obtel o... Vou boje mesrao
recebar a resposta definitiva. Se for fa-
voravcl, como esporo, nio fique inquieta
por deixar da me ver alguns dias.
Vai fazer viagem ?
Vou, para agradecer aos meus pro-
tectores.
Pois bam, palavra de honra, Sr. P-
roli, desejo que se saia bem, porque o 83-
nhor ura b-llo rapaz, que nao orgulho
so, porque tem dous sidos, o porque na
sua idado e com os meios de que dspoe,
era ver'a leiraraente uraa infelicidade vcl o
assira to. .. estarrapado.
O trabalho dentro em pouco me pora
descansado.
Serapre melhor que o absinthio.
Sou da sua opinio, minha senhora.
Entilo, posso annuncar ao proprie-
tario que ser pago ?
Podo perfeitaraente.
E o italiano subi para casa.
Assira qua taahou a parta atrs de s,
atirou com o embrulho, que tinha na mao,
para um canto.
Em seguida dirigi se para a rae a, cr.ja
gaveta encerrava a carta do Jayrao Ber-
nier e os trezentos francos restantes.
Poz a carta e as notas no agenda de Ce-
cilia e raetteu-o no bolso dolado do paleto.
Esquadrinhando toda a gaveta, tirou os
papis que n>-]la so achavam e atirou os
para o fogao, que accendeu.
Quando os papis nilo formavarn sc-nao
um montilo de cinzas, Proli sahio de ca-
sa, fechou cuidadosamente a porta, desceu
o cubculo da porteira e disse lhe :
Aqu est a minha chave, minha se-
nhora. Guardo a, pego lhe, a:. prev2o
da ausencia em qua lhe fallei. Na ves-
pera da minha volta, escrcver-lhu-hei pro-
vavelmcnt-, para lhe pedir que tenha a
bondade de arrumar o mu quarto.
- Muito bera, rauito bam, Sr. Parol-,
respondeu a boa raulher, recebendo a cha-
vo ; pode estar certo que hei de fazer tu-
do quanto me rerammenda. E seja feliz.
Oh espero que agora a minha feli-
edade ser completa.
E sei justo. O senhor tera comido
muito pao secco. E' taropo que cheguo
a raanteiga.
Nao o appetite que rae falta, disse
o italiano rindo.
E sahio da casa.
XIV
Nesse da Angelo Proli j nao p:n30u
em beber absinthio.
O estomago gritava-Ihe com forae.
Comprou ura pacote de tabaco, um ca-
derno de raortalhas e dirgo-se para a pra-
ga de Clichy, onde entrou no restaurante.
Ahi encommendou um almogo muito sim-
ples, mas copioso, e pedio umIndicador
dos camohos de ferro.
Naturalmente foi o Indiaadorque lha
trouxeram priraeiro.
Emquanto iba punhara a mesa, abrio-o
e procurou a secgao do caminho de ferro
Pariz-Lailo Mediterrneo.
Encon'rada esta seccilo, coniegou por
v?r quanto custava, om segunda classe, a
viagera de Pariz a Marselha, e na raargera
branca de ura jornal escreveu a lapis os
algarisraos : 79 75.
Era seguida, consultou o verso da pagi-
na, para ver quanto se paga va na mesraa
classe de Marselha a Dijon, e por baixo
dos primaros algarismos quo acabara de
escrever collocou estes : 50 70.
Accrescentou a estes dous nmeros o
38 80, representando o prego do viagera
de priraeira classe, de Dijon a Pariz e fez
a somma.
O total era de 169 francos 25.
Depois de ter pgo o oieu almogo, -pen-
sou o hornera, fioar-rae-ho trezentos e qua-
renta e cinco francos, dos quaes devo de-
duzir o custo da viagera. Encontrar me-
hei, pois, de posse de cento e setenta e
cinco francos... Oto dias de ausencia a
dez francos por dia, oitenta francos.. O
jesto ser para o- imprevisto. .. Tudo
perfectamente.
(Contin uar -se-h)

"

*


i
vai
Typ do Diario, ra Duque de Casias n. 42.


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