Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19263


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Full Text

4

AMO LU N l M E B O 86
I'AICA A CAP*'Al, JJ I. .Al" 0.'*DE IAO SE PAGA PORTE
Por tres mezes adiantados ... ........ 6<5000
Por seis ditos idem...... ......... 12.5000
Por uin anno ideni................. 2400
C.da numero avuiso, do mesmc da............ #100
QOINIA--FEIBA 1S DE ABRIL GE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados......... ..... 13)5500
Por nove ditos idem................. 200000
Por um anno dem................. 27,5000
Cada numero avuiso, de dias anteriores........... (J10Q
PERNAMBCO
Prptirtrate te lanoel -ftgnnroa tu Jara & -lillas
s garanta de, un resultado, final, colherera e juro
do seu capital e o salario do scu trabalbo de admi-
t istraco.
O juro verdadeiro 6, portanto, o que Be paga
pelo u9ofructo de mu capital, com excluso do que
dcvido pelo trabalbo c pelos riscos da p?ssoa
que dirige a empresa. Este /uro ha de ser necea
siriamente maior ou menor, conforme for mais ou
n enos avultado o capital ; ha de tambem variar
em proporciio do tompo que o mesmo capital est
empregado. A taxa do juro est, pois, sempre em
proporcao com a somina do capital c como tempo :
5 por cento ao auno, quer dizer que por cada tos-
t se pagar cin cada anuo 5 ris, durante todo o
Umpo do emprego do capital, e urna quautia pro-
porcional, se o tempo for inferior a um anno. A
taxa variavel, mas no nosso paiz pode dizer-se
que a taxa nopmal de 5 por cento. Quando ella
excede este algarisino, quasi sempre, nao porque
baja um augmento real da taxa, mas porque he
accresce a compensacao do risco da perda com-
pleta do capital.
Para se conhecer qual a taxa real e correntc
dojuion'um determinado momento, devenios po-
curar conhecer quinto se paga pelo dinheiro em-
prestado as pessoas seguras, que deem solida ga-
r mtia. e tal que nao offereca duvida a restituidlo.
Ofacto mais importante, no que respeita ao juro,
que e.le nao varia nos diversos empregos de ca-
pital. Os liuros difieren) muito; mas succede isso
porque o trabalbo de administracao differentc,
ou porque os riscos sao maiores nesses negocios
do que u'outros. Qaanto ao juro real, o mesmo
as differentes applicacoes, porque o capital em-
ptegado na forma de dinheiro tambem o pode ser
n'um i empresa como n'outra qualquer. Nada ha
no capital circulante que o torne mais proprio para
um genero ie negocio do que para outro ; est elle,
pois, ao alcance de qualquer empresa que produza
o mesmo juro que as outras. Ha, cm conclusfio
urna tendencia constante ignaldade de juro em
todos os ramos da industria.
Salario aitarente e salario real-O salario, como
Agencia Hayas, filial em Pernarobuco,! asemos, a paga que recebe o trabalhador em
compensacao do seu trabalbo. Pouco importa que
JELEGRAMMAS_____
sebvico n miik um
(Especial para o Diario)
LONDRES. 13 de Abril, tarde.
A Cmara tlON (omniuns rosoli -n
ilist itlir em 1.a liiluia o projecto de
lci sobre a Irlanda partir de 8 de
Main prximo.
BERLN, 14 de Abril.
Furam abolidw aw le* de Halo
c-unlra o clero ealliolico.
HAYA, 14 de Abril.
O mtnittlerio neerlandcz deu ua
cmissito colleetiin.
LISBOA, 14 de Abril.
Foi nomeado ministro plenipoten-
ciario de Portugal no Rio de Janei-
ro, o Sir. Nogueira Moar*.
5.273
9:716
1:593
91
721
1:104
127
JO
14 ie Abril de 1386.
INSTRDCCiO POPULAR
ECONOMA POLTICA
(Extrahido)
DA BIBMOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(QontwmafSo)
CAPITULO IV
Repartieo da riqueza
O capitalista deve, pois, ter no seu quinhao um
accrescentamento, que seja compensacao d'cstes
riscos. Podia elle emprestar o seu capital ao go-
verno, sem risco algum ; preferio urna industria
cm que ha risco : deve ser recompensado por itso.
Esta recompensa deve ser tal, pelo meu s que os
negocios bem succedidoa lhe compenaem os que ti-
veram mo xito, e que os capitalistas possatn ter
c pagamento d'esse lucro se faca cada dia, cada
, semana, cada mez, cada semestre ou cada anno.
' Os homens que trabilham a dias sao muitas vezes
i pagos no fim de cada dia : os operarios recebem
goralmente no fim da semana oque se chama a
sua feria ; os soldados recebom o scu prct s quin-
cenas : os empregados pblicos recelua os ordena-
dos no fim de cada mez ; etc.
Tinhamos dito itraz que o salario consiste n'uma
pirte dos productos do trabalho, da trra 0 do ca-
pital ; agora acabamos de dizer que o salario c
urna paga. Nao ha c'isso contradiecao, como va-
mos ver. :
O salari) recebido pelo trabalhador, na epocha
em que vivemos, consiste quasi sempre em dinhei
ro. Um homcm que trabalhe cm tecer panno nao
recebe, em pagamento do seu salario no fim da
semana, urna porcaode panno ; recebe uns tantos
ris. E' isso muito mais commodo ; porque, se o
trabalhador recebesse panni ou outro qualquer
oojecto produzido, teriaque vendel-opara comprar
o i alimentos e o vestuario, e para pagar a renda da
e;.9ii, etc. En vez, pois, de receber urna parte do
producto na propria substancii desee producto,
recebe do capitalista urna porcao de dinheiro, cor-
respondente em valor parte que no dito producto
Ibe pertence.
(Contina)
R-qucrimentos.........
Officios...........
Portaras...........
Termos...........
E nos dous ulti nos mezes :
Requcrirnentos.........
Officios...........
Portaras...........
Termos...........
Localisada d'um dos leos terreos do Palacio da Presidencia a secretaria
nao tem sequer os commodos indispensaveis, por maneira que 03 respectivos empre-
gados trabalham com inconveniente agglomoracSo.
O scu arebivo, j avultado o cousideravelmcntc acrescido todos os annos,
dispoo apenas de urna sala mesquinha, sendo forcoso guardar os livros o papis de
somenos importancia n'um corredor, que sob todos os aspectos, mal se presta a esto
mister.
Deva constituir esse archivo o mais opulento repositorio de pecas ofliciaes
attinentes historia patria nos tompos coloniaes, mxime de Pernarobuco o provincias
liinitrophes, onde em certos periodos d'essa era famosa tovo a vida nacional tilo acen-
tuadas energas
Pesa-ma dizer-vos quo muitos da taes documentos j nilo eram ali encontra-
dos, quando um dos roeus predecessores resolveu, em 1884, transferir para o Biblio
theca provincial o quo restava do vellio archivo d'aquelle3 terapos
Os papis de mais antga data nao iam alm de 1.606. Extravarara-so os
do epocha anterior, como tambem se extraviaram quasi to los "os' que podiam servir
para tiel noticia e justa apreciadlo histrica do moviraento de 1817.
A luta homrica, anda hoje relombrada pelo sagrado padrao da Cruz na
eminencia dos Guararapes, nao deixou vestigios em escripto offioial, quo dos archivos
da antiga capitana se trasladaste para a da provincia do grande Imperio americano.
Os seculos vao operando a sua obra de destruidlo e olvido, e se nao acudir
o sentimento nacional, auxiliando, como acaba do fazel-o a provincia, invest,*acoes as
seculares bibliothecas e archivos da antiga raetropole e da rival que forcejou desapos-
sal a da trra pernambueana, cada voz mais apagada se ir transmittindo a memoria
dos grandes feitos da guerra Brazilica, nos.iuneis compendios dos quo repetera o
que primeiro C3crevcu com superficial informoslo sobro este assumpto.
do corrente, o Dr. Francisco Borges de Barros
foi transferido para a guariiiciii da provincia do
Espirito Santo, e para a d'aqoi o Dr. Jaciutho
Fereira da Motta.
Ao mesmo. Transmitto a V. Exc, para
seu conhecimento e fina convenientes, o incluso
nha. regressar para os mesmos portos a 30 do
corrente, s 5 h iras da tarde.
ESPEDIENTE DO DIA 30 DE MASCO DE 1886
Actos :
O presidente da provincia, tendo em vista a
acu com* cmjcuio e iiis con vcnieiuea, O memao I :..!.. ,./?.. j tm. i rt i -----
offico do commandante da guaruico do presid, /,T.Tnh PSSTii? F*im>** ***
de Fernando de Noronha, acompanhado da parte *B.'*?? "bnn- ^' reB0V%,&bc,r' sb 8U *!-
I sabiudade, nos termos da 21 parte do avso expe-
dido pelo Ministerio do Imperio, em 19 do cor-
rente, siib n. 10911, um crdito na importancia de
ARTE GTFIC1AL
(01i:il\U DA PROVIXtH
FALLl que o presidente da provincia, o conselheiru Jos Fer
namlcs da Costa Pereira .luuior. dirigi Assembla
Legislativa de Pernanibuco, no dia de sua lnstallaeo a
O de Mareo de ISS.
(Conclv.sao)
LOTERAS ORDINARIAS DA PROVINCIA
Durante o anno financeiro de 18S4-1885 correu com regularidadc o servjso
ca extracoS) das loteras ordinarias da provincia haven lo o respectivo thesoureiro
prestado as suas contas nos prasos competentes.
Os saldos resultantes, quer do beneficios, quer de premios, nao levantados
em tempo, foram escripturados em deposito para os fins lgaos.
Diversos premios na importancia total de 12:105^860 ncorreram en pres-
cripeao, r.o y\ indicado exercicio de 1884 1885.
Essti mportanr-ia passou a fazer parte da renda eventual da provincia, nos
termes da vitj. ate le do ornamento.
X'< mesmo periodo foram levantados vnrios beneficios, no valor de.......
37:2685548, precedendo a competente fianj*.
loteras para o fxdo de emancipado
A i loterins para o fundo de cmancipacao tm produzido, desdo a tata de sua
creacSo (1884) at hoje 8:996.*000.
A extraccio da 6.* parte d'estas loteras foi, por acto de b de Abril do anno
passado, transferida para 23 de Dezerobro i.ltmo, dando esse mesmo acto ao thesou-
reiro a taculdade de recolher os respectivos blhetes, se n5o conseguisse vendel-os, o
ouo elle declaren me fazer, em oflicio de 22 do citado mez. nnrnnA a
A' Cmmissiio Rcdemptora, foi j eutregie a quantia de 5:400UOU: do pro-
ducto de diversos beneficios d'estas loteras.
Foram por ella j prestadas ai devidas contas.
Como se v, a causa da emancipcac n3o tem colhido grande resultado d este
tentamen, e tanto menos se pode exigir da ac$ao da Presidencia a tal respeito quanto
a le n. 1.832, de 1884, creou para as loteras de que se trata um rgimen de excep
gao, declarando inamovivel o respectivo thesoureiro, salvo o caso do fraude provada
em juizo. ,
Achando-ss esse thesoureiro mis condicoes de outros responsaveis da J; azenda
provincial, cujas hypothecas nao haviao: sido especificadas, como era de rigor
, e-vi do art. 3 10 da le n. 1.237 de 24 de Setembro de 1864, exped ordem, ter-
minante para que dentro Je breve prazo se habilitasse nos termos legaes.
LOTERAS PARA EDUCACAO dos ingen-cos DA COLONIA ISABEL
Tendo a lei n. 1.842. de 25 de Maio de 1885 instituido loteras para a edu
cacao de ingenuos da Colonia Isabel, attribuindo ao thesoureiro das do fundo de
cmancipacSo o encargo de vndelas e axtrahil as, entendeu um dos meus predoces-
soros, ser do bom accordo tornar extensivo ao mesmo thesoureiro era relacSo a essas
loteras a ioamoviblidade que a referida le n. 1.832 decretara quando instituto as do
fundo de eraancipaclo. N'cste sentido so formulou o artigo do Reg. da 12 de Agosto
As referidas loteras tm produzido at a presente data 10:8000000.
Por ato de 26 de Agosto do anno passado foi aprovado um plano com o
capital de 4.000:0005000, e autorisado o respectivo theroureiro a encarregar da ex-
traccSo o das lotdKas da corte.
Chegando ao meu conhecimento o facto de estarom venda bdbetes d esta
lotera quando o thesoureiro nao tir/ha anda prestado a nanea exigida pelo art. 16 do
precitado regulamonto de 12 de Agosto de 1885, determinei que ede, sobrestn lo na
referida vendo, se habilitasse previamente, na forma do mesmo regulamento.
Declarando estar prompto a prestar a fianca, requereu com tudo o menciona-
' do thesoureiro dispensa de sobrestar na venda dos bilhetes, sibre o quo resolver a
Presidencia, tendo em vista a necessidade d'aquella garanta.
Est dependente de approvacao um novo plano de loteras
Cumprindo resolver orecisamente duvidas suscitadas sobre o pagamento do
imposto gertl de 15 %, n'esle sentido conaultei ao Exm. Sr. ministro da Faaenda.
r SECRETARIA DA PRESIDENCIA
- Dirigida por seu digno chefe effjetivo o bacharel Pedro Corroa de Oliveira,
para tal fim nomeado a 12 de Sotembro de 1885, esta reparticSo funeciona com a
desejavel regularidadp, guindose pelo novo regulamento eiepeido a 9 de Setembro
de-1584. ..
O movimento dos papis de seu expediente e trato no anno prximo nnao toi
especifioadamente o seguinte:
Senhores membros da'AssembUa Provincial. Termino esta exposeao mani-
festando sinceros votos pelo bom xito do mandato com que vos distingui o suffragio
popular.
Muito vos cabe fazer no deserapenho do honroso encargo reorganisando
servios e tomando rjffi :azes providencias para o indspensavel equilibrio entre a receita
e a despeza da provincia.
Maior ser tambem o titulo de benevolencia que vos recommende gratdio
dos que tanto acertaram elegendo-vos e mais vivazes recordajocs deixar o vosso
trabalho no animo da generosa populaco que nos aquilata e julga.
Recfe, 6 do Margo de 1886.
Jos Fernandes da Costa Pereira Jnior.
asss-
Palacio da Presdeosla da Provincia de PernanibucoGabinete.
Recife, 30 de Mareo de 1885. '
Illm. Exm. Sr.
Passando a admnistracTio da provincia, por ter de seguir para a corte afim
de tomar parte nos trabalhos da Cmara dos Deputados, oflere^o a V. Exc. para sua
nformasao, nos termos do aviso circular de 11 do Marco de 1848, a falla que a 6 do
corrente dirig Assembla Legislativa Provincial.
Pouco tenho que accrescentar ao que expend n'aquelle documento de tilo re-
cente data
NSo soffreu alteraco a tranquillidade publica, o se pelo quo respeita se-
guranza individual n3o posso congratular-rae com V. Exc, porque seja a mais com-
pleta, visto actuarem causas geraes, quo s com o melhoramento do estado moral e
material do paiz podero ser removidas ou attenuadas. tenho ao menos a satisfacSo de
asseverar que na capital da provincia sensivel a alterasto para o bam ; o que igual
mente succede no3 pontos do territorio provincial em que mais prxima e inmediata
pode intluir a aegito das autoridades superiores.
Quanto situacilo financera encontrar V. Exc. na Secretaria da Presidencia
documentos que, scientificando-o das diligencias por mim empregadas afim de realsar
pelo meio mais prompto e eficaz a cobranga do imposto di gyro, habilitem-n'o a dar
os ltimos passos n'esto sentido, como tanto se faz mister para o equilibrio orgamental.
Em todo caso, devo informar a V. Exc. que providencias enrgicas, ltima-
mente empregadas pela competente repartifo fiseal, vo produzindo resultados que, a
continuar em, talvez dispensem a projectada cobranga d'aquelle imposto pela Alfandega.
Fago sinceros votos para quo V. Exc. encontr a mesma leal e zelosa coo-
peracao que tive a fortuna de conseguir dos diversos auxiliars da administragao, e, ao
dcixar o exercicio do cargo, possa, como eu, tributar nobre populacho pernambueana
a homenagem de reconhecimento que n'esta occasiao cordialmente exprimo.
Deas guarde a V. Exc.Illm. e Exm. Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza
Lelo, 1. vce presidente da provincia.
Jote Fernandes da Costa Pereira Jnior-
EXPEDIENTE DO DIA 29 DE MASCO DE 1836
Actos :
O presidente da provincia, tendo cm consi-
deracao a informadlo que, cm otficio de 30 ae se-
tembro de 1874, sob n. 222, presfou o engenbeiro
chefe da Rcparticao das Oiirij Publicas sobro o
r- querimenso cm que o Dr. Manoel Polycarpo Alo-
reir de Azevedo, actual concessionario do canal
de Goyauna, pedio que Ibe fosoe concedida a pro-
rogacao de tres auuos para a concluso das obras
de que tratam as clausulas 2.j e 3.a da innovaco
do contracto feito sin 8 de agosto- de 1879, e
attenaendo a que o concessionario nao concluio as
ditas obras dentro do prazo de dous annos nos
contractos da innovaco, nem no de um anno, que
ie poleria ter sido concedido, mediante prova de
motivo valioso, que deveria ter opportunamente
exhibido, nem nirsmo no esp.eo do tempo iccorri-
do deise ultimo prazo (agosta de 1882) at o em
ni; requereu a menciona la prorogacao (11 de se-
tembro de 1881), resolve indeferir o alludido re-
quenmento ejjpor ao concessionario a multa, no
medio, a que se refere o final da clausula 4.a, con-
tada na razio decaa m-;z excedente do prazo
marcado, alm da de 1:0JOiOOO, de que trata a
mesma clausula, o que ser imuiediatameute co-
brada.
Ilesolve, out'osiin, que se promova contra o
concessionario a prompta reatituiclo da quautia
de 5:0004000, que por adiaitaineuto se llu man-
dou entregar pelo Thesouro Provincial em 15 de
junho de 1878, para as obras da barragem do rio
(Japibaribe meirim, cujo contracto, por nao ter
sido absolutamente cumprido, e f-f rescindido pela
Presidencia em '0 de noveinbro de 1882.Remet-
teu-se copia ao Thesouro Provincial e a Reparti-
cao das Obras Publicas.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu Antonio Aquilino de Campos, e ten-
do em vistan mf irmaeao prestada p:lo Thesouro
Provincial em oflicio de hoje, sob n. 542, resolve
nomear o supplicante para exercer o cargo de 3,
escripturarioda 1.a seccao do diti Thesouro,.du-
rante o impedimento do respectivo fuuccionano,
bacbarel Antonio Adjlpho Coelho de Arruda, que
se acba licenciado.
O presidente da provincia, tendo presente
os recursos interpistos por Machado & Pereira c
Oliutho Jardim C, dos julgados da junta do
Thesouro Provincial qienegou aos recorrentes em
suas condices importadores a reduC9ao do art. 4o
da lei n. 1,860, sobre o me o inspector do dito
Thesouro juntou as informacoes de 27 de Janeiro
nltimo 6 17 do corrente, sob n. 454 e 528, resolve
negar provimento aos referido* recursos, visto que
nao se trata de imposto laucado sobre estabeleci-
mento commercial, que o de que csgitou o cita-
do art. 4*, e sim do imposto que incide no valoi
da mercadoria, de coDormidade com e- art. 5o das
instrucccs de 19 de agosto de 18S5.
Ordena que se remetta copia desta portara ao
Thesouro para produzir os devido effeitos.R-
metteu-se copia so Thesouro Provincial.
O presidente da provincia, actendendo ao
3uo Ihu requereu os subditos portuguezes Manoel
os de Oliveira Dias e Antonio Jos do Olivaira
Dias, residentes ncati provincia resolve uatu-
ralisul-os, de accordo com o disposto no decre o
n. 1,950 de 12 de julho de 1861 e pjr virtud* da
autorisacao cxprnssn no art. 11 da lei de 30 de ou-
tubro de 1882, afim de que possa n gosar de todos
os direitos, honras e prerogativas que pela Coasti-
tuicao competem aos cidadais brasilciros natura
usados.
O' presidente da provincia, attendendo ao
que requereu o promotor publico da comarca de
Panellas, bacharel Jos da Cunha Liberato de
Mattos, reso've conceder Ihe tr--s mezes de licn-
ca, com ordenado integral, para tratar de sua
saude, deveudo o peticionario entrar no goso da
referida liccnca no prazo de 20 dias.
Officios :
\o presidente da provincia do Maranhao.
Com a informacao junt por copia, do inspector
do Arsenal de Marinha, de h je datada, sob d.
144, respondo aooffieio de V. Exc, de 11 do cor-
rente. relativo construccao do patasho Guara-
rapes, destinado escola de apreudizes marinhei-
ros dessa provincia.
Ao commandante das armas. Devendo pas-
tar a adininistracilo da provincia, por ter de se-
guir para a corle, afim de tomar assento ut cama
ra temporaria, ao Lxm. Sr. Dr. Ignacio Joaquim
de Souza Leao, nomeado 1 vice-presideote por
decreto de 20 do corrente, sirva-se V. Exc de ex-
pedir suas ordeos para que mnaulia, 1 hora da
tarde, se ache postada em freirtc ao paco da As
sembla Legislativa Provincial um batalho, afim
de fazer-se as honras devid- s ao in smo Exm. vi-
ce-pre8donte por occasiao de alli prestir juramen-
to e assum r neste palacio a administracao da p o-
vincis providenciando para que a forta'eza do
Brum de a ealva do estylo.
Ao mesmo.Tendo o Exm. Sr. Dr. Ignacio
Joaquim de Sonza Leao de tomar posse da admi-
nistracao desta provincia, na qualidade de Io v>ce
presidente, amanhil, s 4 horas da tarde, neste pa-
lacio, convido a V. Exc, bem como os officiaes dos
corpoa aqui existentes para assistirem esse acto.
Matad mvtandiz, ao inspector di Arsenal
de Marinha, director do Arsenal de Guerra, -brai
Militares e commaudante da escola d". aprendices
marinheiros.
Ao mesmo.Declaro a V. Exc para os fius
conveuicntes e em resposta ao seu oflicio n. 163,
de 27 do corrente, que, de accordo com a indica-
cao constante do mesmo, designo o inajor gradua-
do Estevao Jos Ferraz, para presidir acommis-
que no dia 2-de Abril viudouro, s 11 horas da
manh, tem de resolver na enfermara militar, de
conforraidade com as dsposicoes em vigor, sobre
o consumo de diversas drogas e utensilios da phar-
macia da m?sma enfermara.
Ao mesmo.Declaro a V. Exc. para seu co-
nhecimento e fin* conveniuntes, que, segando cons-
ta de tele?ramma do Ministerio da Guerra, de 26
do orficial d'estado-mior, attioeate ao falL-cimen-
to do soldado do 2o batalho de iafautaria, preso
para sentenciar, Lourenco de Souza.
Ao Dr. juiz de direito do 2" districto crimi-
nal do Recife. Providencie V. S. no sentido du
ser enviad-i secretaria l'esta presidencia a ccr-
tidio do processo do reo Eloy, conhecido por Li
bori escravo de Augusto Muniz Machado, o qual
interpoz recurso de grafa da pena de g ils per-
petuas que llie foi iinpi st.i polo jury desta capital
a 21 de outubro de 1862.
Ao director do presidio de Fexnando de No-
ronha. A' v'sta do que V. S. iiifapnou no otficio
de 21 do corrente, netta data p?rmitto que re-
gresse d'esse presidio para esta capital, Aligue!
Rufino do Carva'ho, filho do sentne.iado Manoel
Rufino de Carvalho, que ah se acha.
Ao Dr. Francisco do Reg Barros de Li-
cerda e commendadores Jos da Silva Loyo J-
nior e Antonia Gomes de Miranda Leal.Com o
oflicio de 27 do corrente recebi nina exposigao >ob
Vs. Ss. feita acerca do assucar e algodo neata
provincia, assim como um caixao contendo dezes
seis frascos com ditferentcs qualidades d'aque.l-
e dous fardos contendo tambem varias qualidader
dcste producto, correspondendo por esta forma
com patritico sentiment e quanto lhes permit-
tio h estreiteza do tempo, a incumbencia expressa
no meu olficio de 9 do fevereiro ultimo, relativa-
mente exposicio das Tres Amcricas, que deve
effectuar-se na eidade de New Orleans; o que
me cabe agradecer-Ibes.
Aos srs. Henry Forster & C. Sirvam-
ae Vs. Sa. de mandar transportar gratuitamente
at oa Estados-Unidos, f. b >rdo do vapor francez
Il'id sileiros na exposicao das Tres Americas, na cidn-
de de New-Orleans, o eozSo que a este acorapa
nha, contendo amostras de assucar e algod >; o
qual dever ser entregue ao agento consular b>-a-
silciro na mesma eidade, o Sr. Allain Euftes.
Ao inspector da Theaouraria do Paseada.
Sirva-sc V. S, de designar uin empregado dessa
Theaouraria para fazer parte da commissilo que
no dia 2 de Abril viudouro, s 11 horas da un-
nha, tem de resolver, na forma das disposicoos cm
vigor, na enfernaria militar, sobre o consumo de
diversas drogas e utensilios da pharmacia da mes-
ma enfermuria.
Ao mesmo.Communico a V. S para os
fius convenientes, que o bachirel Antonio Baptis
ta de Mello Peixoto Jnior, a 13 do corrente moz
deixou o exercicio do cargo de juiz municipal u
de orphaos do termo do Garanhuns, por ter com-
pltalo o respectivo quatrienuio.
Ao director do Arsenal de Guerra.Declaro
a Vine, para scu conhecimento e fias convenien-
tes, que o ajudante interino d'esse Arsenal de
ver fazer parte do conscllio que no dia 2 de
Abril viudouro, s 11 horas da manila, tem de
resolver na forma das disposieoes '"m vigor, na
enfermara militar, sobre o consuma de diversas
drogas e utensilios para pharmacia da mesma en-
fermara.
Ao engenbeiro fiscal da cimpanhia Recife
Drainage. 1 vista da nforimco prestada por
Vu c. cm 20 do corrente, autoriao a suppresao de
um dos apparellios d'essa compauhia existente no
predio n. 120 da ra do Visconde de Albnquer-
que, de propriedade de Carlos Antonio do Araujo,
a contar do prximo futuro eemostre em diante.
Coinmumcou-se ao Thesouro Provincial.
Portaras :
O Sr. agente da Companhia Brasileira faca
transportar corte, por couta do Miuis erio da
Marinha, no vapor far, o soldado Mauool Cruz
da Silva, pertencente a guarnido da corveta
Guanabara, conforme solicita o inspoctor do Ar
seal de Marinha, em oflicio n. 147 de hoje dala
do, fieando sem eft'eto a jortaria de 22 do corren-
to relativa ao transporte do m^smo soldado no va
poi Balda.Communicou so ao inspector do Ar-
senal de Marinli.i.
O Sr. gerente da Companhia Pernambuea-
na mande conc-'der passagem, a r, at a Parahy
Da, a Manoel Tertuliano Soares de Avellar, por
cuota das gratuitas a quo o governo tm direito,
no vapor que segu para o norte a de Abril pr-
ximo.
O Sr. gerente da Companhia Pernambuea-
na mande dar passagem, a proi, do presidio de
Fernando de Noronha para esta capital, na pri
meir.i opportnnidade, p>r conta das gratuitas a
que o governo tem direito, a Miguel Rufino de
Carvalho, filho do sentenciado Manuel Rufino de
Carvalho, que aqui ae acha.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officies :
Ao 1 secretario da Atsembla. De ordem
do Exm. Sr. cons-lheiro presidinte da provincia
transmitto a V. S., fim do que se digne de sub-
metter a consideraba! deas* Assembla, o balam.o
da receita e d-sp isa do einrcieio de 18S4 a 1885
e o orcamonto para o de 1886 a 1887 da cmara
municip-l do Bonito.
Au mesmo. De ordem do Exm. Sr. conae
iheiro presidente da provincia, transmiti a V. S-,
afim de submetter considerado d'easa Assem-
bla, o offici) iunto por copia, de 2 de Outubro do
auno findo, da cmara municipal de S. Bonto, re-
lativo ao contrato celbralo com o negociante
Joso Jos Ferreira, para a construccao de um
edificio quo sirva de cas i da mrcalo, com as clau-
sulas constantes do termo junto em original.
Ao j..iz de direito das execueoes criminaos
do Recife.De ordem do Exm. Sr. conselheiro pre-
sidente da provincia, transmitto a V. S., para os
fins convenientes, os autos de vistoria de ideuti-
dade de pesaoa procedidos no presidio de Fernn-
do de Noronha nos sentenciados de quo trata o
oflicio incluso p^r copia do respectivo director, n.
82, de 22 do corrente mez.
Ao director do presidio do Fernn lo de Na
ronha.S. Exc. o Sr. cojselheiro presidente da
provincu, manda declarar a V. S. que tica Miente
do assumpto do seu i.fficio n. 65, de 2 do corrente
mez.
Ao mesmo. 8. Exc. o Sr. conselheiro presi-
dente da provincia, mi idi declarar h V. S., que
fica inteirado do assumpto de seu oflioio n. 71, de
9 do corrente mez, providenciando a respeito da
ultima parte di mesmo.
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco.S. Exc. o >'r. conselheiro
presidente da provincia, manda ieclarar a V. S.,
que nesta data tiveram o conveniente destino oa
documentos tendentes a cata estrada de ferro, re-
lativos ao n ez de Feveieiro ultimo, annexos ao seu
odie o do 26 do corrente, h je recbido.
Ao engenheiro fiscal da companhia Recife
Drainage.De ordem do Exm Sr. conselheiro pre-
sidente da provincia, declaro a V. S., que no re-
queriinento de Flix Pereira de Souza, a que ae
retere a sua informacao de 20 do coi rente, toi nes-
ta data profer do o seguinte despacho A vista
da informcao nao tem lugar o que requer.
A cmara municipal de S. Bento. De or
dem do Exm Sr. conselheiro pre>idete da pro
vincia, communico cmara municipal de-8. Ben-
to que foi hoje submettido a considerado da As-
sembla L gi8lativa Provincial o assumpto de seu
ofEcio, a qu3 reapondo, do 2 de Outubro do anno
passado.
Ao agente da Compauhia Brasileira de va-
pores.S. Exc. o Sr. conselheiro presidente da
provincia manda acensar o ucebimento do ofEcio
de honti-m, no qual V. Exo. declarou que o vap*r
Para, chegado dos portos do sol s 6 horas da ma-
2:4724 a verbaPresidencias de provinciado
referido Ministerio, exercicio de 1*851886, afim
de uceorrer ao pigamcn-.o da ajuda de custo rela-
tiva a despeza de viagein que tem direito o
conselheiro Joo Antonio de Araujo Freitas Hen-
riques, nomeado presidente da provincia do
Para.Remettou-se copia a Theaouraria de Fa-
zenla.
O presidente da provincia resolve dispensar,
a pedido, Jos Fernandes Bibeiro da Costa,
do cargo de oicial de gabinete da presidencia.
Communico'] so ao Thesouro Provincia!.
O ptesideuto da provincia, do coufcrmiiade
com a prapoata do Dr. che*e de polica, em oflicio
n.311, d,e 36 da corrente mez, resolve nomer
Luiz Ignacio Pesso i de Mello para o cargo de 2-
supplente do delegao do termo de Nazareth.
Officios :
Ao commandante das armas.Communico a
V. Exc. que, nesta ata assumi, na qualidade de
lo vce-presidente, a administracao da provincia,
por ter de sguir para a corte, afim de tomar as-
sento ua cmara temporaria, o Exm conselheiro
Jos Fernandes da Costa Pereira Jnior.
Matatis mulandit aos inspectores do Arsenal
de Marinha, Arsenal de Guerra, engenneiro das
obras militaresecommanlauie da escola de apren-
dizes marinheiros.
Ao inspector da Saude Publica.Mande V.
S. prep :rar e remett-r ao professor Romano Ro3a
do Lima Leal, urna ambulancia contendo medica-
mentos e instruccoe* apropriadas ao tratameato
de indigentes accommettidos de febres palustres
em Catende.
Assim respondo ao seu oflicio de hoatem da -
tado.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Communico a V. S., para o fins convenientes, que
o promotor publico da comarca de Floresta, ba-
charel Joo Lindeiino Dornellas Cmara Jnior,
nterrompeu por motivo de molestia o exercicio do
seu cargo no dia 14 do corrente mez.
Nosaa data foi substituido por Francisco Sera-
phim de Souza Thomaz, nomeado pelo respectivo
juiz de direito.
Ao meamo. ommunico a V. S para os fins
convenientes, que o promotor da comarca, de Tim-
baba, bacharel Pedro da Cuuha Pedrosa, a 24
do correntc mez nterrompeu o exercicio de seu
carf;o, por motivo de molestia.
Ao mesmo.Communico a V. S. para oa fins
convenientes, que o bacharel A igualo Guedcs
Correio Gondim assi-mio, 13 do corrente, o exer-
cicio do cargo de jaiz municipal do termo de
[tamb.
Ai mesmo.Remetto a V. S., a nota junta
por copia, das pessoas qua eompoem a tamila de
conselheiro Joo Au onio de Arauj > Freitas Ilen-
riqnes, presidente uoineadi pira a provincia do
Para, afim de que por essa Thesouraria seja cal
culada a despeza concernente s respectiuas pas-
sagens, na couformidade do art 2a do regula-
meato annexo ao decreto n. 4800, de 4 de outubro
de 1871 o do aviao tambem, por copia, (xpedido
19 do corrate, pelo Ministerio do Imperio.
Ao mesmo.Remetto a V. S. para os devidoa
effeitos, copia do aviso expidido pelo Ministerio
da Guerra, cm 23 di correntc, sobre aunullacao
de dous crditos abortos, sob respousabilidade
desta presidencia, visto ter o referido Ministerig
solicitado do da fazenda a concesso do augmen-
to de crdito, na importancia de 81:7005.
Ao mesmo.Cora nunici a V. S., paraos
fins convenientes, que o promotor da comarca do
Cabo, bacbarel Callos Frederico da Costa Fer-
reira, reassumio o exercicio 26 do corrente
mnz.
Nessa data deixou o exercicio de promotor inte-
rino o bacharel Manoel Coelbo d>s Res.
Ao me9mo.Transmitto a V. S., para 03 fins
convenientes, copia dos officios do juiz de dire'to
de Garanhuns, datados do 16 da corrente mez,
relativos o exercicio do respectivo promotor pu-
blico, bacharel AutonioSalustiau > de A reu Reg,
e nomeacao de Bellarmini da Costa Dourado, para
exercer o cargo de promotor interino da sobredita
comarca.
Ao mesmo.Communico a V. S., para os
fins convenientee, que o juiz de direito da co-
marca do Rio Formoso, bacharel Manoel Joaquim
dos Santos r'atury, 20 do corrente mez, nter-
ruuipou por motivo de milestia, o exercicio de
seu cargo, reassumindooo 23.
Ao Exm Bispo Deocesano. Communico
a V. Exc. Rvma. que, depois de prestar juramento
perante a Assembla Legislativa Provincial, as-
sumi hoje a administradlo da provincia, na quali-
dade de Io vce presidente, por ter o Exm. Sr.
presidente couselheiro Jos Fernandes da Costa
tVr'ira Jnior, de seguir para a corte, afim de
tomar parte nos trabalhos da cmara temporaria.
Mittatis mutandis o>s coinmandaut.'s supe-
riores da guarda nac mal.
'-iitatij mutandis as reparticoes publicas.
Matatis mutandis aos Srs. cnsules de pro-
vincia.
Ao inspector g ral da Instruce.ao Publica.
A' vista do que informa Vmc. em otficio n. 97, de
24 do corrente, autoriao-o a reaciudir o contracto
celebrado com o professor Philadelpho Barroso
da Silva para reger n cadeira de ensino primario
de Afogados de Iugazeira.
Portaras :
A Cmara Municipal do Brejo.Faco coas
tur Cmara Municipal do Brejo ara os devidos
effeitos, que ''ip.di ordem Inapeeeao de Sade
Public, afim de remetter ao respectivo delegado
de polica medicamentos e inatruecoes apropriadas
ao tratainento de inilipeotes accommettidos de fe-
bre de mo carcter, n'esse municipio.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officios :
Ao commandante daa armas. Do ordem do
Exm. Sr c .nselheiro presidente da provincia, de-
claro a V. Exc, que autorisou se o director do Ar-
senal de Guerra toandar satisfacer o pedido que
acompauhou o sen .lucio n. 16S, de hoje datado.
Ai Io secretarii^Ba Assembla Provincial.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro presidenti da
provineia, tenho a honra de convi lar a V. Exo. e a
essa illu tre Asa uibla, afim de as?istir a posse
do Exin. S.. Io vic!- residente Dr. Ignacio Joa-
quim de So iza Leao, cojo acto ter lugar s 4 ho-
ras do dia de b je no palacio da Presid-ncia.
Ao inspector O Exm. Sr. consolheiro presid nle da provincia,
manda remetter a V- S ciuco ordena do Th;souro
Nacional, de ns. 64 a 68, de 20 e 22 Jo corrente.
__ Ao iuspec'or do Thesouro Provincial.O
Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia man-
da cminunicar a V. S. para os nece-saros fins,
q'ie n'esta dHta pr.'ferio o aeguiuto despacho na
peticaodo representante da The Great Western of
Brasil Railway Coinpmy, a que so refere a inror-
maco d'esse Thesouro, de 15 do corrente, sobn.
562 : Requeira ao Thesouro Provincial para
relacionar u que Ihe for devidb.
Ao Dr. juiz municipal e de crphos do termo
de Bom Jardim. De ordem do Exm. Sr. conse-
lheiro presidente da provincia communico a V. S.
para fazer notificaco nos termos indicados no
decreto n. 8,266, de 8 de Outubro de 1881, que por
decreto de 15 do corrente, toi removido o juiz de
direito bacharel Jos Gomes Coimbr, da comarca
de Bom Jardim para a de Obidos, na provnola do


'
I
w

Diario dr PiTiimnhuniluinta-feira 15 di* Abril de 1886
?ar, sendo-lhenxadoo prazo de 6 meses para en-
tiar cm ejercicio. .... ,. ,
__ Ao ju i municipal do termo de Itatnbo.
8 Exc. o Sr. conselheiro presidente da provincia,
iteiado do awumpto do officio de 13 do correte
mez recmmnda a V. S. que envi a certido do
geu exercicio. _
__ Ao juiz de direito das execucoes criminaes
da comarca do Recife. De ordem do Exm. Sr.
conselheiro presidente da provincia, transmiti a
V. S., cm solucao dos eeus offieios na. 491 e 46, de
12 de Agosto do anao prximo iludo, o 30 de Ja -
neiro ultimo, copia do de n. 68, de 4 do correte
mez, do director do presidio de Fernando de No-
lonhtt, acompanhado de 5 relaeoes nominaes de
sentenciados e bein assim as 7 eertides de bi-
tos, de que trata o referido decreto.
utrosira, devolvo a V. 8. as duas relaeoes no-
minaes de sentenciados, annexas ao seu citado of-
ficio de 12 de Agosto do anno passado.
Ao engmh'ro das Obras Militares.S.Exc.
o Sr. ccnselbeiro presidente da provincia manda
accusar recebido o officio de V. S., de hontem da-
tado, sob n. 21, partecipanda achar-sc concluidas
as obras da cavallante da companhia de cavalla
ra, resultando o saldo de 794800 do crdito vota-
do, devido a b >a voutade do respectivo comman-
dante e mais offioiaes.
Ao gelente da Companla Pernambucana
S. Exc. o Sr. conselheiro presidente da provincia
manda accusar recebidooofficinde hontem, ein que
V. S. declara que o vapor Pirapama seguir para
os portos do urte at Cear, s 5 horas da tarde
de 5 de Abril viudouro.
EXPEDIENTE Do DA 31 DE MARCO DE 1886
Actos :
O vice presidente di provincia resMve no
mear o Dr. Jos Novaes de Souza Carvalho, afim
de exereer o carteo do official de gabinete da Pre-
sidencia. Communicou se ao Thesouro Provin-
cial.
OBieos :
Ao coinra>iudante das armas. Sirva-se V.
Exc. de expedir suas ordena para que boje, s 5
huras da tarde, se ache postuda cm tiente ao Ar-
senal de Marinha, urna uarda de honra, afim de
fazer es continencias devidas ao Exm. presidente
da provincia, conselheiro Jcs Pernandes da Costa
Pereira Jum r, por occasiao de seu embarque;
providenciando, cutrosira, para que a fortaleza d
Brim d a salva do estylo, quando o vapor Pura,
que conduz S. Exe., deman ai h baa.
Ao Dr. juiz d direito do 3" districto crimi-
nal. Recommendo a V. S., que na qualiJa le de
juiz da couVinuac", preste a informara i precei -
tuada pelo aviso circular do Mini-terio da Justica,
n. 287, Je 28 de Junbo de 186o, com referencia ao
reo Lucas Antouio Evangeliza, que interpoz re-
curso de grava, de 8 annos de gales que foi ron-
demnado elo jury d'esta capital, no dia 2.' de
Jenho de Ib-
Da referida iuformacao deve constar se na per-
petrarn do delicto houve co-ros, se foram elles
processados, presos, eondemnados que penas e se
cuinpriraui sentenca, conforme determina o aviso-
circular do mesmo Ministerio, datido de 18 de
Abril do auno prciimo passado.
Ao inspector da tbesouraria de fazenda.
Declaro a V. S., para seu conhecimento e fina
convenientes, que, deconformidade com a circular
do ministerio da marinha de 16 do correntp, faco
constar ao couimaud) ntc da esrola de aprendizes
marinheiros que o foruecimento de faroamento
cela de aprendizes marinheiros, seja, d'ora rui
diante, rcalisado de accordo cora as instructora
coustautvs do aviso do uiesino miuistcrio, daquel-
la data, ao intendente da marinha.
Ao inspector do thesouro provincial.De-
claro a Vine, para os fins convenientes, que esta
presidencia conceden, hontem a Firmino Theoto-
nio da Cmara Santiago, de accordo com o art.
14 da lei u. 1860 de 11 de agosto do anno passa-
do, metade do prazo de 3 anuos, para cobranv do
pedagio da barreira Timb, na estrada do norte.
Coui-nuuicou se s obras publicas.
Ao commandante da escola de aprendizes
marinheiros.De conformidade com a circular do
ministerio da marinha, de 16 do corrente, declaro
a Vine., para seu conheci nento e devidos fins, que
o tcrnecitnento de fardamento s escolas de apreu-
dizes marinheiros, seja, d'ora era diante, realisado
de accordo com as instrueeoes constantes do avisi
do mesmo ministerio, daquella data, ao intendente
da marinha.
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco.Em solucao proposta
de redueco feita pelo superintendente desaa es-
trada de ferro para o transporto do assacar fabti-
cado nos engenhes centraos da companhia The
Central ugar Factoriea of B.azil Limited, o Exm.
Sr. ministro da agricultura, commercio c obras pu-
blicas, em aviso de 19 do corrente, seb n. 8, de
elarou que nao approva a reduccao nos termos da
dita proposta, mas sim crmulada de modo que
beneficie t meucronada mercadoria, seja ou nao
producto das fabricas da aliudida companhia.
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
Caxang.Km solucao ao que Vine, expoe em offi-
cio de 13 de Fevcteiro ultimo acerca da reluctan-
cia, em que est a companhia desaa estrada de
ferro, em construir estacos de alvenaria as res-
pectivas linhas, declarolhe que h'j ha urna s ex-
presao na innovato do contrato de 3 de Outubro
de 1883, que restrinja a obrigacao especificada na
lausala 7a do referido contrato.
Pelo contrario, a dita clausula exprime-se em
termos geracs c da maior amplitude, e nao pode
ser eatendida s< nao com referencia a todas aquel-
las obras, sein d.t-tiueeo, porquanto nao se trata
de um additauento aa primitivo contrato e sim de
innovacao, que refundi esse primitivo contrato,
alterando-o em parte, e em parte addicionaudolhe
clausulas referentes ao proiongamento da linba
."erre i.
Mantenb o, portanto, a decisao dcsta presidencia,
de 2o de Janeiro do corrente anno.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Offieios :
Ao Io secretario da Hssrinbla provincial.De
ordem do E^m. Sr. vice-presidente da provincia
-emetto a V. S., para o fim de ser presente deli-
beracao dessa asamblea, o incluso quadro da divi-
da paasiva, liquidada o. eacripturada para o exer-
eio fiuanceiro de 1896I8S4, conforme foi trans-
mittde pelo inspector do thesouro provincial com
.->fficio de 27 deste mez, sob n. 41.
ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
Limoeiro.- -S. Exc. o Sr. -.-ce-presidente da pro-
vincia manda declarar a V. S. que tiveram nesta
(ata o ooaTCniento destino os documentos que
acompanharam o officio de 27 do crtente, seb n.
757.
A agenc a de paquetes.S Exc. o Sr. vice-
presidente da provincia manda aecusar o officio de
V Exc. declara que a viajera do
A' minha ordena, Leopoldina de til, re-
mettida pelo delegado du termo de Oliada,
como alienada, atm de ter destino para o
alivio da Tamarineira.
A' ordem do subdelegado do 1 distric-
to da Boa-Vista, Jos Antonio Correia du
Queiroz, Jos Ignacio do Monte t Paulo
Benedicto dos Santos, por embriaguez e
lfensas moral publica; Juvino Notto de
Mendonca e Antonio, escravo dos lenle i
ros do Visconde do Livraraento, por e
turbios
A' ordern do do 2o districto da Boa-
V ata, Magdalena da Silva, por embria-
guez.
A' ordem do do 2o districto da Graca,
Jos Francisco dos Santos, como vaga-
bundo.
Pelo subdelegado do districto da Tor-
re, foi tambera boje recolhido naquolle es
tabelecimento, minha disp isicau, o indi
vid 110 que diz chamar-se Joao Ignacio Viei-
ra, conhecido por Maanod Gallo Mestre,
o (pial est pronunciado em cruce d" mor
te no lugar denominado PJ;> de Aasacir,
em Mamanguape, da provincia da Para-
hyba.
A' duas hora? da raadrugida de
hoje, falleceu na oufermaria da Casa de
DetengSo, victima de 'jriber, o sentencia
do Joe Raymundo Mondes.
Na noite de H pura 12 do corrent".
penetraram os ladros, por meio de arrom
batnento no telbado, em a casa de resi ten
ca do tenenta-coronel Honrique Jos Aloes
Fe-reir, sita na Cimpina da Casa Forto e
sul>:raliir.ini diversas pegas de roupa pan
hoiacm, urna aboatoadura o um piace-nez
de ouro.
O subdelegado da frega'zia do Poco d i
Pariella procedeu vistoria o prosegu
as dc-ligpQcias legaes para o descobraen-
'.o do autor ou autores do crime.
~ Communicou-me o delegado do t r
mo de Bjnito, que no dia 3 do corrente <
no lugar denominado L^geiro R dividuo do uome Jos Paulo Ferreira ferio
gravemente, com tres facadas, a Pedro
Josi Antonio da Gusta, com quera momen-
tos antes altercara or causa de urna gar-
rafa de agurdente.
Contra e delinquejte, que foi preso era
flagrante, procedeu-se nos termos do in-
querito policial
Cora relaco ao crime do ferimeno
grave, praticado cora o fira de roubar, na
pessja de Mara Jos do Espirito Santo,
moradora na villa de Triuuipho, sobre o
qual tratei em a parte diaria de 2 do cor-
r-mti, acaba de mi informar de novo o de-
legado daquelle termo que o autor do cri-
me nao fra o individuo de nome Muo<-.l
Naaario, como a principio suppuzera, e
sim um cunhado da victima, de uoraa
Manoel Pereira Leite, que j est pres.o e
em ; ujo poder fra encontrada a quantia
de 955600.
A ini'diz nuj resisti aos soffrimentos
proveniente do ferimento, vindo a inorrer
no dia 28 do mez rindo.
A quantia encontrada em poder do Ma-
noel Loite foi entregue ao marido da fi-
nada.
O inquerito a que s' procedeu sobre tal
crime j teve o conveniente destino.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exc.
Sr. Dr. Ignacio Joaquina de Souza Leiio,
miiitu digno vice-presidento da provincia.
- O chefe de polica, Antonio Domingos
Pinte.
c'ominando das Armas
QUABTEL GENERAL DO COMMADO DAS AR-
MAS DE PERNAMBL'CO, ESI 13 DE ABRIL
DE 1886
Ordem do dia n. 87
Tendo se apresentado hoja a este quar-
tel-general, vindo da provincia de Sergipe,
onde se achava addido respectiva com-
panhia de infantaria, o Sr. akeres do 14
batalbiio da mesma arma, Tliomaz Diniz
Villas Boas, assim o f.co constar guar-
nicao para os duvides fins.
(Assignado) O brigadeiro Agostinho
Marques de S.
ConformeO tenente Joaquim Jorge de
Mello Filho, ajufante de ordens interino
e encarregado do detalhe.
Sfvermo de Araujo Lima Informe a 1*
MCfSo.
14 -
A norini Ir iins & O D'f^rido, de ac-
cordo com a inform .co.
J1.I1 F'erreira dt C. A' Ia sec^So, para
.o devi.l.is fina.
Mor.es Marques r C. -loleferido.
Muiocl S-b;in- do .Monfe Jos Paulo
Botelb. lufonue a Ia se ca.
DtO U W.finr\Sttlirfl
d anno
vapor far para os portos da Victoria c Rio de
Janeiro, f> transferida para h< je, s 4 horas da
tarde.
DESPACHOS DA riiKSIDHNCIA DO DIA 13 DE
ABKIL DE 1886
Antonio Joaquim Cavalcante. Remettido ao
Sr. juiz de direito da comarca de Aguas Bellas,
para providenciar como couber em suas attri-
buicoes.
Antonio Goncalves ds Lima.Deferido, com of-
ficio ao Sr. briiradeiro commandante das armas.
Andr de 8 e Albuquerque. Informe o Sr.
commandunic superior da guarda nacional da co-
marca de Jaboato.
Alexandre Agripino do N'ascimeuto.Informe o
8r. inspector da Tbesouraria de Fazenda.
Claudino Ferreira do Nascnento. Encami-
mhi se.
Greminiano Augusto de Miranda. Infprme o
Sr. inspector da Tbesouraria de Fazenda.
Hermenegildo Eduardo do Kego Monteiro.In-
forme o Sr. director da Repaitico das Obras Pu-
blicas.
Irmandade do Santissimo Sacramento de Santo
Antonio.Remettido ao Sr. brigadeiro comman-
dante das armas, para attender a supplieante, nao
havendo inconveniente.
Luiz Gomes da Silva. Remettido ao Sr. juiz
de direito da comarca de Aguas Bellis, para pro-
videnciar coico couber em suas at'ribuicoes.
Mesa regedera da umandade do Senhor Bom
Jess das Cbagus. Rimettido ao Sr. brigadeiro
#mmandante das arm as paia attender a suppli-
an tr, nao havendo inconveniente.
Secretaria da Presidencia de Pemambuco, 14
de Abril de 1886.
O ajudan e do porteiro,
Antonio F. bilceira Carvalho.
Hcparflfo da Polica
Seccao 2." N. 384 Secretaria de Po-
da de Pernarobuco, 14 de abril de 1886.
IUm. e Exm. Sr. Partecipo a V.
Ex-:, que foram boa tero recolbidos na Ca-
va de Detencao oa aeguintes individuos :
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 13 DE ABRIL DE 1886
Cosme Jos Gucdes. A' vista da intormsco
da eoutadoria, requeira directamente ao corpo le-
gislan v 1.
Manoel Francisco de Paula.-Ao Consulado pa-
ra attender.
Francisco Gcncalves Torres, Antonia Maria di
Ceneeiciio Ibiwpina e vignrio Manoel Jos de Oli
reir KegoInforme o Sr. contador.
Bernardo Goncalves Maia. Informe o conten-
cioso.
Dr. Paulo Jos de Olivcira. Entregue se a
quantia cm deposito.
Ponto da Casa de Detencao. Ao Sr. pagador
para os devidos fins.
Auto ;o Luiz de Miranda.Informe o Sr. col-
leel r de Gamelleira.
Manoel Candido Fernandes Peres. Facam-se
as notas da portara de licenca.
'Anton:o .Marques de Hollanda Cavalcante, Dr.
Francisco de Paula Rodrigues de Almeida e J0S0
Corris de Queiroz Monteiro.'Jertifique-se.
Senador Francisco do Reg Barros Barrete.
Entregui-se pela porta.
Harta Isabel do Albuquerque.Junte conheci-
mento de decima do ultimo semestre.
14
Frei Jos de Santa Julia Botelbo.Satisfaca a
exigencia do parecer fiscal infra.
Muo I Lydio Alvares dos Prazeres.Opportu-
namente aera attendido, voltando esta a contadona
para de n ivo informar qnando foram tomadas e
definitivamente approvadas as Contas, cujo pro-
cesso depende do encerr do presente exercicio e
consequeote re^olhimeuto dos respectivos livros.
R. Druziua & C.Hja vista o Sr. Dr. proco-
rador fiscal.
Generoia Maria Ramos Guimaraes.Facam-se
as nots da portara de licenca.
Adriano da Rocha Pereira e Henrique Caval-
cante & C.Entregese pela porta.
Laurentino Pires de Carvalh.Ao Consulado
para attender.
Luiz B< rnardo Castcllo Braneo da Rocha, direc-
tor da bibliotheca, Francisco Fernandes de Paiva
Augusto Octaviano de Souza, eompanhia da es
trada do Limoeiro e Manoel Perciiiano da Silva
Braga. Informe o Hr. contador.
Henrique Christiano Kroger.Certifique se.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 13 DE ABRO. DE 1886.
Almeida Machado & C. Informe a 2'
seccao.
Baltar Oliveira & G.Em vista da in-
formado nada ba que deterir.
Lopes IrmSo & C.Indeferido, em vista
das informales.
Leoncio Gomes da Fonseca.Deferido,
de accordo com as informacSes
Manoel Marques Avila. 1. eferido de
accordo com as informagoes.
Machado, Lopw A C. Indeferido, em
vista das informagSes.
"^Porcia Constanza de Mello. Deferido,
de accordo com as informales.
Heirospe de f H -
REPBLICAS AMERICANAS
iContinuacao)
Esperan-ge que o novo presidente, collocado
frente do parado reformador, abundonasse de
todo a bi meamos oa demagogos demcratasere-
poblioaooa, que, segundo a parase pUtoresee de
11111 jornal ftisttgnm tu ravallos mortus da guerra
da secgSe c aguare Lncessantemeote oa (arrapos
eosaogueatados deesa lata fratricida.
Essas esperancaa nao se realisaram tnteira-
menie. A idade de oum da poUUcaesta, por
emquanto, longo de sorrt para a America do
Norte. Os desertores na grande elelcao de 1881
voliaram afloal i oceupar os seos antigos pastos
Das feiras republieanas : honve explicagoes e
descul|ins de parte a parte, bouve esojoecimeetoe
perdao de mutoase recentes injurias, e Bsetejou-
u tegremeate a reeonciliacao. Demodomieaa
romas parcialidades \oitaram tatranaigencla
primitiva, e parece nao rallar-so maia en trans-
formar os partidos histricos oin oull'0 '"''*
eonfiormes aos toteresses actuaes da repblica.
o proprio presidente Cleveland, cujos inicios
[oram por esse lado grandemente promettedores,
parece que al desanimando na sna genarosa
tentativa de envernar uaparaabaente. Temi de
reconstituir em Noreoibroa commusfio da refor-
ma administrativa, sio 6, a corporaeao que mais
cima ilevia ler liiulo de (odas as intrigas parli-
iiaria-. oomcou para ella tres demcratas e ncm
um Brepobiicano.
Ao toangnrar ein Dczcmbro a sesso do con-
gresso federal, o presidente lea extensa meaaa-
gem em ojoe se occopon dos assmnptos mais im-
portantes do momento. Patees, todava, que
> escripto admirou menos pelo aaeoootinha
do que pelo que deixou de cooter. Os qoe antee
de ludo se preoccapam naiaaelte pan eom a im-
prescindivel reforma da administracao publica,
nica de que talvez dependa all a porexa dos cos-
tames potieos e a sinceridade da forma do go-
reroo. esees, duemos nos, esperavam qucoSr.
Cleveland, cleilo pelo concurso dos republicanos
desgostosos com os cheles do partido, e honrado
com a conlianya de seus concidailos para reah-
sar tao gnade ebra. loe dedioasse lagaroutor-
lanie na mensagem, ou assesee pelo menos al-
gumaa paiarras acerca desea qnestfto vital. Nao
aconleceu assim. 0 Sr. Cleveland guardn no
magno assompto um silencio que o proprio Sr.
Itlaine, caso tivesse sido elevado cadeira pre-
sidencial, nao tena de certo excedido. Todos
viram nisso um symptoma da transformaijo por
que. em menos de uhi anuo de residencia na
Casa Branca, passou o pensar e proceder do ei-
goveruailor do estado de New-York.
No tocante s reformas liscaes e substituido
gradual do exagerado proteccionismo pelo sys-
tema livre cambista, o preeideate foi um tanto
mais explcito e catbegorico. Aflirmou. alm
disso, e com energa, a celebre doutrina de Hon-
re, promeltendo que o seu governo se inspira-
ra constantemente no principio da nao interven-
cao em toda a sua amplitudc, alim de evitar toda
a- complicaijo internacional. 0 Sr. Cleveland
demonstrou a sinceridade desaa delaracao, recu-
sando-se a intervir. nao obstante o desojo dos in-
leressados, na questo do canal do .Nicaragua e
na do caininbo do forro de Telinautepoc. ou
ainda pro va de igual valor com o facto de nao
querer a ralilicaco legislativa do acto do Congo-
Nesse pioceditnento do actual presidente dos
Estados ruidos ha urna reaeco evidente contra
a poltica das admiuislrages republicanas, e
parlicularmento contra a que segua o Sr. Hlaiiu
como ministro na curta presidencia do general
Garlield.
Os economistas o tinancoiros de certo regis-
tran] com nlorosso a porseveranca e vrvaddade
eom quo o Sr. Cleveland pedio a abolico do
Bkmd HiH e o desmoedameato da prata pela
o do cunho obrigatorio dos deMaradesse me-
al. Provavelmenle ser a diflicil quosto da
moeda a que lia de excitar mais apaixonadoe d-
bales nqcongresso, pois que ella pe em hita os
latereeses e as Iheorias mais contraria-,
Paltam-Bos elementos para apreciar conventen-
lonienle os designios com que o prndente da
Guatemala, o finado general Barrios, teutou
reunir sob sua autondade suprema, em una con-
lederacao, ou mesmo n'um so estado, as cinco
repblicas da America Central. A certeza a esas
respoilo tanto man dtfficiJ de obter, quanto
contrapostas foram u reeenoas dos mteressados
no conllictoque dessa tentativa rcsultou. 0 que
exacto, porm, que o general Barrios, depois
das propostas que fez em 20 de Fevereiroaos mo-
vernos de quatro das referidas repblicas, pro-
mulgou a 6 do mez seguinte, mediante a appro-
vaco da assombla nacional, um decreto pelo
qual eram reunidos os territorios dos cinco esta-
dos sob sua exclusiva autoridade militar.
Os governos de S. Salvador. Nicaragua e Costa
Rica protestaran inmediatamente contra seme-
I liante absorpeo. A repblica de Honduras,
no enllanto, acolheu o projeelo de Barrios com o
mximo favor. Dovc notar-se que esse ultimo
oslado e o de Guatemala Ibrmanam junios urna
popularlo de 1,330:000 habitantes, e, porlanto,
superior que resaltarla da uniao das trez rep-
blicas restantes, que nao poda exceder de
1,180:000 almas, approximadamente. Aleui disso,
a Guatemala, s por si, dispoe de recurso- li.
nanceiros mais avultados que os de todas as ou-
tras repblicas da America Central reunidas.
O aclo do general Barrios provocou urna lula
de que a repblica de S. Salvador foi a inicia-
dora j e depois de urna campanba. cujas peripe-
cias nio foram das mais mteressantes sob o ponto
de vista technico, perdeu aquelle general a vida
n'um combate fendo cm Cbalchuapa, onde as
suas tropas foram desbaratadas.
Antes desse desastre, os tres povos colligados
para a defesa ommum contra Barrios solicita-
ram a proteccao do governo mexicano. Este
apressou-se em declarar ao da Guatemala que a
unio poltica da America Central, desejavel
muito embora, nao poda ser realisada se nao por
accordo mutuo das repblicas interessadas, ac-
crcscfcntando que as circumstancias do momento
oonstrangiam o Mxico a tomar medidas milita-
res tendentes seguranca de suas frontoiras e
proteccao dos inleresses nacionaes. De modo
que, se a guerra se prolongase, quasi certo que
os niexicanos ntorviriam nella militarmente. Ao
contrario, o governo do Washington linba-se li.
mitado a urometter os seus bous servicos, o em-
prego de sua influencia moral para obter um ac-
cordo entre os oslados desavindos.
Mal teve noticiada mortc do arrojado presiden-
te e da derrota doexercito nacional, a assembla
de Gualomala retirou u ana ap|unvac.rio ao decreto
que tinna dado origem guerra, nomeando pre-
sidente provisorio da repblica a D. Alejandro
siiiibabi, que depon foi taaaaem provisonamonio
substituido pelo Sr. Manoel Barillas, candidalo
presidencia dHinitivu na elcicao que donaolli'i:-
toar-se em Fevereiro de I80.
I'm tratado concluido entre as cinco meacio-
aadas repblicas restabeleceu a paz do quo to las
carecem para osen deseavolvimento. Paz exter-
na, e nao por anulo segura, entenda-se; po
interna, harmona intima, essa nao parece ser
por emquanto um dom i para os peque-
os povoa dcongem liespanhola uo Novo Mun-
do. Dir-se-la qoe em aigunj delles, alm do -ali-
gue antate dos antepassados ibricos, ba o quer
que soja da natureza vulcanica do solo OJOe OCCH-
pam a solieital-os para sangrentas e constantes
lulas eivis.
No Mxico, na Guatemala, na Costa Rica, em
Nicaragua,em 8. Salvador, em todos esses esta-
dos se doram em 1883. como de ordinario acon-
tece em iodo- os anuos, se nao em iodos os me-
ses, mais ou mi.....> graves perturbaces da or-
dem publica, ou pelo monos tentativas de insnr-
relcO. Isto para n io rallarnos desde j na- ro-
voluces colombiana, peruana, nas desordena de
Corrientes e na conspiracao abortada do L'ru-
goay I
Maria, Costa Gomes, (ornes Parate, Luiz de Aa-
drada, Herculano Banieira, Coelho de Moraes,
Ferreira Velloso, Soares de Ainorun, B*ro <-
Itxplsauma, Ljuren^o de S, Qonfalves Ferreira e
Ros o Silva, o Sr. presidente, declara aberta a
sesso.
Cun parecer depois os Srs. Rogoberto, Andr
Dias, Ferreira Jacobina.
Faltam os Srs. Regueira Costa, Amara!, Ignacio
de Barros Jnior, Juli > de Barros, Joao Alves, Ju-
vencio Mariz, Sophronio Portell, Costa Ribeiro e
DMOtngOM da Siivi.
Sao lidas e sem debate approvadas as actas das
8'saoes de g7 e 29.
O Sr. 1. secretario procede leitara do se-
guinte
EXPEDIENTE
Um officio do secretario do governo, transmittin.
do copia de outro da Casara de S. Bento, rela-
tivamente ao contracto celebrado coa Joo Joe
Ferreira pi:a ja construcfao de um mercado.A'
cominisso de crcamento muuicipal.
Oulro do mesmo, traiismittiudo o balanceo da
leeerta despeza ilo exercicio d 1884 a 1885 e o
orcAineuto para o de 1886 a 1887, da Cmara Mu
nicipal de S. Bento.A' eouiinissAVj de orcaineuto
municipal.
Orna petieij de Mmoel Jos de Almeid* Soa-
res, 3." eaeripturario do Consulado Provincial de-
inittido \) portara de 1<) de Paverwra de I81O,
reqnerend i que aeja raetobaleeida a le n. 1,041.
A' iMmiuiss'i de peticoes.
\'--m i me .i lili, .ip liado a sem debateappr;-
vadu o -e^unite pareew :
A. coiuiniss.11 de petfSea, ten do era vista a d
Jos Augusto de Mello, BOctwra dt repartiejio da
Inatme^ao Pabliea, pdlndo um anos de licu i
com seus vencim'utos pan tratar de sua sal','
de pareeer que aeja ouvido a esse resp.ito o Sr.
inapeetw di referida repartija.
i Sala dai eoaaniaaoea, em -1 de Marc do
1 "*-. Ooata Gomes, Padre lulio de Barros.
Barros Barreta Jnior.
O Sr. praaidante nomeia urna ommissao com-
p ita dos Srs Gfanealvaa Ferreira, Prxedes Pi-
raaga a (J nea Puente para raeebereni o Exm.
dr. l>r. Ignacio Joaqun de Soasa Lio qiM vera
ioanento do cargo de V riee-president
da provincia
A" 1 hora da tar S. Exc, sabio a eoamaaio a recebe! o, e hav
penetrado na sila da smvm e tomaudo assenti a
. direita do Sr. presidente, presrou depois o iura
incidentes poliftcos o do M jc.......al- m,to com as formal! hSa do estro, retiraudTae
O 8r. Jos Maria Se V. Exe. quer ficar de ama
vez para sempre convencido de que estou uizendo
a verdad';, approve o m'iu requjruneoto ; que ve-
nham as informacoes do Sr. inspector do Thesou-
ro e ellas bao de confirmar tudo.
(Ha um aparte.)
E V. Exe. me affirma ipie nem V. Exc, nem o
presidente ma dou ao inspector que pagassu ?
Se affirma, cilar ms-hi.
Ku provoco a V. Exc. para que iuquira do ins-
pector se ou nao exacto o le venh > de dizer.
O requerimento est de p, os argumentos estas
de p, portanto, de crer que seja elle approva-
do.
Ninguem mais pedindo a p ilivra encerrada a
discussao.
O Sr. Perrcira Jacobina fpela ordem)
lequer e a casa concede votacao nominal.
Proeedenlo-se a votacao d ella o seguinte re-
sultado :
Voti:m a favor os Srs. Jos Maria, Bario de
Itapissuma, Visconde de Tabatinga, Audr Dias,
Lourene i I S, J jilo de Oliveira. F.rreira Jaco-
bina e Prxedes Pitanga (S) e contra 03 Srs. Gon-
calves Ferreira, Reg Barros, Ferreira Velloso,
Joao de S, Soares de Amorim, Herculano Ban-
dei lho de Muraea, Luiz de Andraia, Bodrguee Por-
to, K isa e Silva, Constantino de Alb'iquerque e
Augusto Franklio (15).
ve/, o menos imprtame.
carem-se cortos
1
nporlante. Por occasiao dopubli- 'pos cooa as aaeamiM fofaaaidadea.
- decretos Rnaoceiros, os estudan- a.'s'"^^ u ,1,icuafl0 ad,aia do q'^riment,
di Sr. Joge Maea sobr: o pagamento do3 venc-
es e algons jornalistas mexicanos protestaran]
enrgicamente contra o reconhecimento da divi-
da itfglera. Nesse sentido houvc manifestagoes
esirondosa-. mas inoBeosivas do- protestantes,
(me, no emianio. lora n iinmediatamente pre
Siibmoltidos em segu la a processo o julga-
menio. condemnaram-osa pena; severas, a pre-
texto de que oram sediciosos e excitadores de
metas. Honre tal a qnem toi appcado o cas
iiirodo solo mozos o tpnze ilias de priso, alm
de avaltada mulla.
Parece que a trra onde um da so levanten o
throno ephemero de Maximiliano, continua a no
sor para graras em materia criminal. Houve.
porm. queui oscrovi'sso que essas comleninaces
nao consliluiram proprlamonle um aclo jurdico,
mas quo foram um simples aviso do governo me-
xicano a todos quantos de futuro se seulirem com
desejo de criticar as suas resolucOes. Como quer
que soja, a sorlc dos eondemnados dosporlou vi-
vissimas sympatbias. Diversas petcoe8 foram
dirigidas ao presidente da repblica. Entro ellas
algumas oram assignadas por senlioras, quer
nacionaes, quer da colonia francoza. O presi-
dente, declarou que. ein vista da lei, nada poda
lser em bom d'aquellos-porquem as compassi-
8 peticionarias supplicavam.
Na Colombia a guerra civil foi prolongada e
intensa. As tropas lgaos tiveram de empe-
nliar-se em numerosos e renhidos combates con-
tra os insurgentes, taes como o de Vegas, Sonso,
Sania Barbara, Cartargo e mais vintc e oito (a
conta de origem bespanliohi, i em que os gene-
rao- Payan, rila, Gonzlez Arque e outros em
quem poder nto tm1 vez. veiiderain a traidora guarda columbiaua s
ordens do Mrquez. sangue correu abundante
nessa lacla fratricida, era que at appareceram in-
cendiarios. Dous destes foram enforcados no
porto do Colono general lla-iiniano Pantrizello
c um negro das Antilhas. Quatro mil possoas
assistiram execugiio, Os insurgentes tinbam
una soffrivel esquadra. Em Solombro, j no
fin da guerra, o general Villa apodorou-so de
setc vapores que eslavam era poder dos revol-
tosos.
Alinal rcslabelorou-se a paz. triumpliaudo a
logaliilado. O (irosidenle da repblica. Dr. Ra-
phael Nunez, dirigi una proclamaeo aos colom-
bianos, noticiando-Ibes a morte da rovolueo e a
remiio prxima de ura congresso nacional des-
linado a reformar a constituicTio :
Grecas divina providenciaescreveu elle
a naco livrou-se pelo seu proprio bom sonso
dos anarcliistas que lancaram nio das armas
para impedir o advento de instituicOes verdadei-
ramentc liberaos. O governo dirigi cora firmeza
inquebranlavol a defesa da sociodade ameacada
de ilumnente desastre.
igora propoo-se a rnstabefecer o rgimen cn-
sul ucional. '
Em seguida moslrou como a inlidolidailo dos
t-'overnos proviueiae- de Anlioipiia Bolvar. Boya-
ca e Tolima. bem como osarlos subversivos pra-
ticados em Magdalena, do Ranaoi e em Santan-
der tinbam enflaquecido a 'ordem poltica des-
ses oslados. E d'aln tirou argumonlo paraaffir-
mar a noei'ssiilado da reforma porque so inloivs-
sava e que era desojada por todo o paiz.
Di/ia-se que essa reforma teria por fim avigo-
rar o poder executivo e prender o legislativo na
rbita dos seus de veros conslituiciouaes, e que
as suas principaes bases seriara a liberdade de
eonsoioncia. a separaran da igreja e do estado,
a liberdade do ensino e da imprensa.
Se nos lembrarmos de que lia ura paiz ameri-
cano, por certo mais poderoso, e talvez a mu-
tos respeitos mais adianlado que a Colombia,
e onde todava a razao e a consciencia mo-
derna nao poderara ainda at hoje conquisiar
ao menos um simple- registro civil de nasa-
mantos c bitos, se nos lembramos disso, bave-
mos de confessar que nao sao em extremo mo-
destos'os designios reformistas de que fallamos.
Infelizmente, os precedentes deixam receiar
que a repblica colombiana, cuja conslituico j
linlia sido revista nada menos de cinco fases,
venha a ganhar pouquissimo em prosperidade c
paz interna com a sexta emenda projectada.
Como quer que seja, para levarem-n'a a elToito,
reuniram-se, cm Novembro, em Santa F de Bo-
got, os delegados dos dilTercntcs estados da re-
publica.
(Continua.)
pagamento
inent )i a e-.n regados provinciaes.
O *r. aoiiralvoM Fe-reir [Via de-
voiveu o seu discurso).
O Hr. J >M- M triaSr. presidente, desgra-
pado, mfoliz do ho-nein que d n'um caivar. O
Sr. Costa Pereira ja morreu, e crcio que ser per-
fetaneute dijpensavel fazer-Ihe urna oraco fuiu-
bre ou eantar-lfa i um ir.emento.
O -Sr. Viscon le de TabatingaSim: n 1 b)m
dar- lie pelas costas.
O Sr. Jos MariaNo sai se S. Exc. ji passou
a presidencia, creio, entretanto, que anda nao;
mas como, amado assim tenha succedida ainda
I re aatai qoente, preoiw diaer-lhe duaa pala-
rraa. N:io o faria se o requerimeuto era discuasao
tivess') sido votado na ultima sessSs.
V. Exc. eomprabenda: cu nilo p espondir ao nobre depntado que impugnou o meu
requerimento.
Pouco direi, portanto porque o Sr. Costa Pe-
reira um homem mirto u crtio at que mal en-
terrado pelos nohres deputados. Bem amargurados
que foram os ltimos momentos de S. Exc.! Os
nobres deputados e 03 seus amigos fizeram-lh bom
raiva. Elle me contava, porque S. Exc. as veaet
1 inlia dessas expanscs commigo.
Um Sr. DeputidoEnto elle tiuha raedo de
V. Exc.!
O Sr. Jos Maria -Mel nao, quo eu nao ins-
piro este sentitnento; mas sympathisava commigo
a despeito de eu ser feio (riso).
Eu ia la fazer-lhe reclamacoes e oonstanlementa
esta ya a apresentar-lhe victimis da prepotencia
dos janisaros da ordem.
S. Exc. arripiava os cabellos, punha-se de p e
dizia:isso horroroso! Como sa pode admittir
semelhaute cous*? Eu nao pacto cjm es3as bar-
baridades. H-i de fazer punir os criminosos.'
O Sr. Lourenco de S-Commigo deu-se um
facto idntico.
O Sr. Jo3 MariaEm urna occasiao elle m>s-
trou-se contrariadissimo, manifestou muita con-
trariedade, disse-me que os amigos queriam com-
promettel-o e fez-me destes queixas amargas.
Disse-me por exeinplot Eu sei que usam e abu
san de meu nome; eu nao mando intimar a em-
pr galo algura para que vote no Sr. Theodoro; eu
tenho coubecitnento de que se lanca calo desse
m lio que me repugna. Mas he de fallar e hei de
defender-me; fique mal quem tirar de ficar.
S. Exc. ia me contando o quanto soffria de seus
correligionarios, e eu ia tudo isto passando para a
minha carteira de notas.
Como foi bom!
Hoje posso tazer fogo cm a plvora que S. Exc.
mesmo me forneceu.
S. Exe., por cxemplo, declarou-me quo bavia
mandado pagar a cortos e determinados empre-
gados pblicos. O nobre diputado pela lo dis-
trito procurou contestar esta assercao quando eu
da tribuna a atirei, mas agora nao o far cm cer-
teza.
_ JA v im 03 nobres deputados que aquillo que
S. Exc. me dizia nao cabla em sacco roto.
Eu nao quero acensar o Sr. Costa Pereira, por-
que, como disse, um homcm morto.
Por isto limitar-mehei a dizer que os factos ar-
ticulados sao verdadeiros ; o Sr. inspector do The-
souro nio contest que alguus empregadaa foram
pagos at o mez de Fevereiro.
Se fosee aos pobresinhos, que teem vencimentoj
minguados, eu acharia razoavel at certo ponto,
perqu tambera tenho coracio, e condj-me dos
lufebzes.
Mas, ?'r. presidente, foram psgos de preferencia
os cabos eleitoraes, os empregados de cathegoria
elevada e os pobresinhos ficar un no ora veja.
O Sr. Visconde de TabatingaPorque nao ten
padrinhos.
UmSr. D-putido Qiemnlotem padrinhomor-
re pagao, o adagio.
O Sr. Jos Maria O uobrj diputado pelo 1"
districto diste que o facto nao era novo.
Posso, pirm, afirmar a S. Exc. que durante o
tempo que dirigi esta provincia o Sr. Barlo do
Caiar, uenhum empregado foi pago de preferen-
cia por ordem sua
O Sr. Goncalves FerreiraTem certeza disso ?
O Sr. Jos Maria 1 oda ; o o mesmo se deu
quinde est-'ve na administraco o Sr. desembar
gador Freitas
Estes nao insudaran] pagar a ninguein de pre-
ferencia.
ORDEM DO DIA
Conlina a discussao do projecto n. 5 desto anno
(sujeitaud < a Santa Casa de Misericordia d>i Goy-
anua a Ja eidade do Rocife, com o requerimento
do Sr. Pencara Jacobina, empatado 111 ses3ao an-
tecedente
O *r. Ferreira Jaioliinn (pela ordem)
Sr. presidente, mo o desejo de roabat tempo
esa. Hontem sustent-i urna questao para mira
muito seria.
Tenho pea 11 de que o nobre deputsdo autor do
proj to noesleja presente, embjra qu.isi quepos-
:ever.ir que elle nao se oppoe pvssagem do
reajuerimento.
V. Exc. comprehende que eu honej apenas
procurei limitir as attnbuic.-sdi Asserabl con-
tra as entida e3 legaes constituidas e qw, vivem
s mora das lela deate pa z. Se po.-ra vorificar-se
que da Santa Csia d G-yinna, a irraiadade, est
mpleta issjIuci ',qujore3tooualgumirmao,
que porventara ainda exiata, desejo m-smo uma
tranaforntaejSo e juuccao Santa Casa da Miseri-
cordia do K eife, comprehaude V. Exe.cue os meus
es:rupulos tciiam desappareeido. ) rae 1 d.isejo de
ver esi .'n -leci i 1 o respeito ao principio Jas cutida-
Jes jurdicas existentes nao chegaria a> ponto de
0 meo v ,"o ao projecto de que se trata.
Reatas eircumstaucias, pjrtanto, paieceDdo-ma
que algnna Srs. deputados anda duviiam de que
tenha competencia o juiz de capillas para ser ou-
viJo, direi que o nico e especial pela nossa lei
encarrogaJo de chimar a3 irmindades ao cumari-
m:nt> de s'us deveres, quando por ventura delle
se afiaatem, c alem da irmandade, se existe, a
nut ivila Je legal e compatente para dizer alguma
coust sobr.' a especie.
Portento nao vejo razio alguma para que se
recose o r. qaarincento poique alem do salvar um
principio legal, de altajustica, tamben) manda ou-
vir aqoellea que podem ter direitoa adquiridos c
estabeleeidos nesta confraria.
Espero quo a maioria nao considere esta ques-
tao como poltica, porem sim de direito, como eu
a considero.
Assim sento-me, esperando que ella decidir da
ineihor maneira que entender, asseguranio entre-
tanto q -e nSo me inommoda qualquer que se;a a
solucio.
Ninguein mais pedindo a palavra, encerrada a
discussao, deixado-se da votar por falta de nu-
mero.
Entra em discussao e Sea adiado o projecto
O Sr 1 secretario le um officio do secretario
do governo, convidando esta Assemblea para as-
sistir, s 4 horas da tarde, a posso do E:cm. Sr. Io
vice-presi dente, Dr. Iguacio Joaquim de Souza
L"o, no pdacio da presidencia.uteirada.
O Sr. Presidente levanta a aeasSo designando a
seguinte ordem do dia : coutinuacao da antece-
dente.
DISCURSO PROFERIDO PEL'j SR. DEPUTAD0
JULIO DE BARROS SA SESSAO DE 29 DE
MAR^'O DE 1886
O Sr. Julio de narrosSr. presidente,
as razoes que apresentei no meu discursa disse
que a Santa Casa de Misericordia de Goyanna est
espha:elada e que nao existe como institu cao bsne-
ficente senao nominalmente, pois que caridade
nao dispensada nos termos do coirpromisso
Agora, Sr. presidente, talvez possa accrescentar
que ora sequer ha um corapromisso, segundo o
que me disse pessoa fidedigna. O nico doente
que all se acha sustentado pela Conferencia de
S. Vicente de Paula, digna de todos os elogios
Perguntando ea o que se fazia dos rendimentos
do patrimonio, respouderam meque n.o os ha
mas estou informado de que a Santa Casa de
Goyanna tem alguna lucros.
^J v:m os nobres deputados que uma institui-
?ao de misericordia, que nao concede o mnimo
beneficio, nao merece este nome
O Sr Visconde de Tabatinga E com quem
gasta r
O Sr. Julio de Barros Eu nao sei. N2o ha
un. so doente no hospital presentemente.
O Sr Barao de Itapissuma E porque nao re-
julansam o servir; ?
2.*:_J0**^08 ~ Por1ue ^0 quorem.
PERHAMBCO
Assemblea Provincial
12.' SESSO EM 30 DE MARgO DE 18d
PRESIDENCIA DO Em Sa. Da. ANTONIO FRANCISCO
CORREIA DE ARADJO
Ao meio dia e 15 minutos, feita chamada e
vcificundo-se estarem presentes os Srs Bntis e
Silva, Constantino de Albuquerqu Ant.mi j Vc-
tor, Joao de Oliveira, Reg Barros, Druinraond
Filbo, Barros Wnderley, Prax.des l'itanga, Ro
driguea Porto, Joo de S, Antonio Correia, Au
guato Franklin, Visconde de Tabatinga, Jos
O Sr Goncalves FerreiraQuando V. Exc. fal-
lou nesta historia de bilhetes, eu me lembrei logo
do Hr. Freitas.
O Sr. Jos MariaO facto nao pois, antigo,
moderno, a menos que quera V. Exc. considerar
como precedente o pedido do Sr. desembargador
Freitas ao Sr. inp"Ctor do Thesouro para pagar
os vencim 'utos dos Srs. Manoel Tliomaz e Jos
Xavier Faustino R irnos, dous homeus muito ve
Ihos, quasi duas mumias.
Vv. Excs. couhecem e3tes dous homens e sabem
que se elles j na tem, rastejam pelos 100 an-
nos.
Pois era a estes qne o Sr. desembargador Frei-
tas man lava pg*r de preferencia.
Creio que um venca 50000 e o outro pouco
mais de 30.
Foi para esses dous pobres horneas velhos que
o Sr. desembarga tor Freitas mandou orlem de
pagaraeato, mas nunca mandou pagar de preferen-
cia a empregados de cathegoria.
Na admimstraco do Sr. rJaro do Caira eu pedi
S. Exc. para mandar pagar a um empregado,
em vis.ade circumstancias egpeciaes, ims S. Exc.
se r<-cuscu, dizenilo-me : talle com o Sr. inspector,
e elle encend r que pJ pagar, que pague.
V. Exc, Sr. presidente, comprebende que eu de-
vo seut ir-me : quando eu esta va no poder, quer >
dizer, quando esUva de .cima o meu partido, eu
nunca poda conseguir destas cousas.
Hoje, porm, vejo que se consegu com muita
faeildaUe; basta tazer-se um pedidosioho a V.
Exc, que tudo pode e manda, ou mesmo ao nobre
deputado pelo 1 districto.
O Sr. Goncalves FerreiraA sorte deste mun-
do sempre contraria. Eu bem sei que em certa
administraclo V. Exc recebia pedidos.
(Ha outros apartes.)
O Sr. Js MariaV. Exc. deve dar-se por sa-
tisfeito, pirque, segundo dis-se, est se preparan-
do para cavalgar.
O Sr. PresidenteObservo ao nobre depntado
que a hora est finda.
(Ha um aparte.)
ode acr que os rendimentos tenham outra apli-
ca9ao ; porm o qne verdade que at hoje a
Santa Casa nao tom d'elle tirado resultado algura
e V. Exc. poJe appellar para quem quizer. Soa
natural de Goyanna e teih> couhtcimento do
facto.
O Sr Costa Ribeiro A iuformacao do nobre
deputado merece-me muito a todos os respetos.
O Sr. Julio di Barros -Obrigado a exprs-
sao da verdade. *
Um Sr. Depntado-A Santo Casa nao tem pa-
trimonio? r
O Sr. Julio de Barr ;s Tem ; m s em que os
tructos sejam apphcados, o que eu nao sei 3 .
apenas que no mez de Julho se reuue a irmanda-
de e elege a nova mesa.
Foi movido pelo bem da mesma ir.nan buje e
utilidade para o 4. districto que eu ipre-
sentei este projecto, a meu ver, capaz de salvar a
regenerar aquolla instituido.
O Sr. Ferreira Jacobina d um aparte.
O 8r. JnUode Barros Da Santa Casa de Mi-
sencoIdia d> Re.-ife eu desejo tao soraeute a boa
direccao ; pois como todos bem sabem, da boa di-
recto depende a teliciJade ou nfelicidade de
uma familia, de nm estado, de toda a sociedade
O estado actual da Santa Casa de Misericordia
de Goyanna e tao lamentavel, que nao merece o
titulo referido, e s por condescendencia se lhe
pode dar o nome de casa mortuaria ; porque abre
nicamente as suas portas ao desvalido que nao
tendo onde morrer, nao podendo dingir-se a outro
lugar, all vai exhalar o seu ultimo suspiro.
Sr. presidente, eu estou convencido da utilidade
e importancia do projecto em discussao. Se os
nobres deputados, porm, reconhecem o contrario
do qua pens, vencido, mas resignado, me snb-
inetcer. i sua deei-ao.
VososA utilidade do projecto est demons-
trada.
(Ha diversos apartes.)
Eu creio que se a Santa Casa de Goyanna for
sujeita a do R-cife, o provedor desta ter o seu
d .legad i 011 preposto, encarregado de fazer obser-
var as aisposices adoptadas.
Eis o que julgo appello para as consciencias
aos iiobred at-putauos.
- detejo oceupar-me do que tiver interease e
importancia para a provincia e para a reiigio e
estes sao tambera s votos e desejos de todos os
mteressados na questo vertente, principalmente
os da classe pobre, dos que olham sempre para a
igreja com > o amparo e proteccao da miseria.
No meu equenmenta apresentado mesa pedi
que fosse consultada a Santa Casa desta eidade
nao s como um acto do deferencia, como tambera
porque nio pretendo irapor obrigacao alumi
essa illustro c-rponvo, que a dirg,. Assim,
pois, peco deeculpa aos nobres deputados a quem
talvez tenha contrariado o meu projecto, esperan-
do que veuhara as infoimaces solicitadas.
DISCURSO DO SR. DEPUTADO JULIO DB BAR-
EOS, PROFERIDO NA SESSAO DE 29 DE
MARCO DE 1886.
8r. presidente, me parecem especiosas as razoes
allegadas pelo nobre depotado do 12. districto.
0"Sr. Prxedes Pitanza Eu tenho o melhor
desejo de auxiliar a V. Exc
O -t. Julio de BarrosE nem eu posso suppor
o contrario, tanto pelo carcter como pelos senti-
mentos religiosos de V. Exe., a quem fa^o toda a
justica.
"



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Diario ita PernamlMMw---Qni..ta--t'eira 15 de Abril de 1**6
3

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i
O cobre deputado pelo l. diatncto impugna
as razoes por mira apresentadas, negando a esta
Assembla competencia e poder para se occnpar
da materia do projecto, dando a entretanto ao pre-
side.ite da proviutia
Uid Sr. D-putadoNo caso de nao haver com-
promsso.
O Sr. Julio de BarrosMais lgico me parece
que esse pod r resida na Assembla Provincial,
eoino acredito, se be que nao tenba certeaa.
(Ha iim aparte.)
J tenbo dita que a Santa Casa de Miaericor
dia de Goyanna nao tem e .mpromisso ; nao ob-
stant-, deve declarar que durante a provedorla do
Sr. Dr. Manoel Polyearpo Moreira de Azevedo,
disse-me o uesmo, que o compromisso em vigor
era o da Brota Ca-a de Misericordia do Recite.
Um Sr. Deputado Eaee ainda o provedor ac-
tual ?
O Sr. Julio de BarrosNao, senbor, o prove-
dor actual outro eavalleiro distinrto, o quem
ligo todt eonsid raro. porem que tal vez nao te-
nli i podido emprubender niel horamen tos, visto
como > asumi a direccao daquella Sanfa Casa ba
pouco tempo.
Est>.u certo que se o consultar a respeito do
projecto c mo espero fazeT), elle nao se oppor.
O ineu tiii., Sr. presidente, o meu derejo, qne
illa iustituico floreac ; mas ella est mori-
bunda, ou Batas, motta, eat m cinzas ', preciso
que o sopro divino la caridade Iho commumque a
vida.
Insisto na idea do projecto e o considero cima
de qualquer interseo poltico, iato urna aeco
dai beneficencia, digna do acolhimento de libeiaes
e conservadores, porque aftcefa a consciencia que,
como linda garca, mo mancha no lamacal dos
panes a alvura de suas peonas.
Aasim, pois, espero que o projecto passe, e
aguardo as infirmaces da Santa Casa, as quaes
jsolicitei por meio de um requerimonto que diri-
g mesa
.4cta da 3.a sesso da assembla
gertil dos *rs- accionistas da
Companhia de Udiflcaco.
PRESIDENCIA DO SR. COMMENDADOB LUIZ
DUPRAT
A 1 hora c 35 minutos da tarde do dia 7 de
Abril de 1886, reunidos os accionistas da Compa-
nhia de Edificarlo abaixo assiguaaos, na sede so-
cial ra do Imperador n. 38, 1." andar, entre os
quaes os incorporadoies. Gustavo da Silva Antu-
nes, Vicente Ferreira U'Albuquerque Nascimento,
Joo Rodrigues de Moura, teneute-coronel Jos de
Oliveira Castro, Dr. Antonio de Souza Pinto, An-
tonio Jos Ferreira Mouteiro, teneote-coronel Pe-
dro Oaorio de Cerqueira, Dr. Eduardo August) de
Oliveira, Jeauino da Costa Albuquerque Mello,
Joo Waifivdo de Medeiros, Antonio Ja Silva Ra-
mos Neves e Antouio Gomes de Oliveira e Silva ;
fol proclamado presdeme da reunio o Sr. com-
mendaJor Liiz Duprat. que convidou ao Sr. Se-
bastiao de Barros B .rrcto para s-cretario.
Proced li a chama li doa nenhores aceionistaa,
Tcrificou-ae aeh.irera-se presentes 65, representan-
do 1,346 icco 'S, foi -.berta a sesso.
Fui lida e approvada sem debate a acta da sea-
sao anterior.
Proeeguindo-se, foram pelos incorporadores en-
tregues ao Sr. presidente os estatutos, assiguados
Sor 132 accionistas e o conhecimento do London
raziliau Bai.k, sendo observada a disposico j0
art. 28 d i 11 'gulameato n. 8,821 de 30 de Dezem.
bro de 1882.
Em seguida o Sr. Gustavo da Silva Antunes.
representante da firma Antunes & C, offereceu a
lista das pesaoas que faziam parte d'aquclla firma,
e o Damero de acedes remidas, que cabem a cada
um, d" accordo com o que prescreve o art. 10
nico dos estatutos, cuja lista aqu sa transcreve :
Vicente Ferreira d'Albuquerque Nascimento, 66
acedes ; Antonio Jos F< re ira Monteiro, 55 ditas ;
Joao lio lrigu s de Moura, "2 ditis ; tenente-co-
ronel Jos d'Oliveira Castro, 52 ditas ; Rodrigo
Carvalho da Caoba, 39 ditas; Dr. Eduardo Au-
gusto de Oliveira, 3'J ditas ; Dr. Ernesto de A (ni-
o Powoom. 26 ditas ; Joo Piuto da Silva, 36 di-
tas ; Antonio da Silva Runos Neves, 26 ditas:
Joao \V.iludo de Medaos, 26 ditas ; Antonio
Gomes '!e Oliveira e Sirva, 3'J ditas ; Ricardo Me
nezes, 13 ditas : teni nte-coronel Pedro Osorio de
Cerqueira, 13 ditas ; r. Antonio de Souza Pinto,
4'J ditas ; Jeaoioo da Costa Albujuerque Mello, 12
ditas, Gustavo da Silva Antunes, 10 ditas; somman
do 526 accoea remidas. Propondo o mesmo Sr.
Antuncn, que tarabem fosse considerado accionista
remido o Sr. Joao Carneiro Rodrigues Canpello,
isto porque tambem estava realieado o seu capital,
confirme se evidencia do relatorio da Commissao
nomeada para dar valor aos bens d i arma Antu-
dcs C,. transcripto na acta da s-aso anterior
boje approvada, o Sr. presiden'e | z a proposta
em discusso e fizeram sobre el>a diversas conai-
deratcs ts seiihores accionistas Dr. Joaquim de
Albuquerque Barros Guimara-a, Francisco Fer-
reira Borges, Joao Jo= Rodrigues Mendes e Dr.
Antonio de Souza Pinto, sendo finalmente resolvi-
do, que t.iuibem fosse considerado accionista remi-
do, uas 30 acedes, que subscreveu o Sr. Joao Car-
neiro R-drigues Campello, dando porm quitacio
dos 3:ll.KJ''0 que s acham a seu crdito na cs-
oriptaracao ia tirina Antones & C.
Passaado-ee a veritie. icio do capital realisado,
encontrando-se o soguiute : Importancia dos bens
avaliados de couf jrraid.ide com e art. 30 1 e 2
do regulauento n. 8821 Oe 30 de Dizembro de
1882, pertencentes aos socios da firma Antunes &
C, 52:600*000, Joao Carneiro Roirigues Campel-
lo dem, dem em terren >, 3:000*000. Importan-
cia rucolhida ao London Braziliao Bank conforme
o respectivo conhecimento 14:410*000. Somman -
do 70:0100<)0 effectivamente r alisado.
Declarou o Sr. presidente, aeharein-ae prehen-
ehidastodas as formalidades legaea, pelo que deela-
rava definitivamente constitoida a Companhia de
E lificacio.
Continuando, declarou o Sr. presidente que ia se
proceder a elcico dos administradores, commissao
fiscal, presidente e secretario da assembla g ral
e os Srs accionistas preparassem as respectivas
sedulas e convidou para escrutiadores os Srs.
Antonio Jos Ferreira Monteiro e Jos Mara Car-
neiro da Cunha.
Procedida a votaco e apuraco verficou-se o
resultado seguinte :
Asrambl geralP esidente : Francisco Fer-
reira Borges 85 votos Antjnio Jos Ferreira
Monteiro, 5 votos. Luiz Duprat, 2 votos. Dr.
Apoligorio L i! '2 v dos. Aurelio dos Santos Coim-
bra 1 voto. Dr. Joaquim de Albuquerque Barros
Guiraar '.s. 1 voto s 1 voto prejulcado ; sommando
07 votos.
Secretario : Commendador Luiz Duprat, 89 vo-
tos. Sebastiao de Barros Barreti, 5 votos. Dr
Autonio de Souz* Pinto, 2 votos e 1 voto prejudi
cado ; sommando 97 votos.
Directora.Presidente : Dr. Joao Pinto da
Silva, 91 votos. Jos de Oliveira Castro, 1 voto
c 2 votos prejudicados ; seminado 97 votos.
Secretario, Gusta o da Silva Ant.ines, 91 votos.
Flavio Jos BesMM Cavateaatej 3 votos. Luiz
Duprat, l voto, e 2 votos prejudicadot ; sooimaudo
97 votos.
Tiiesoureiro, Vicente Ferreira de Albi'querquu
Nascimento 64 votos. Teneute coronel Jos de
Oliveira Castroe, 19 votos. FIvio Bizerra Caval-
cante, 5 votos Francisc i Augusto Pacheco, 5 votos.
Dr. Antonio Vicente do Nascimento Feit >sa, 1 voto.
Joao Walfredo de Medeiros, 1 voto, e 2 votos pre-
judicados ; sommando 97 votos.
Commissao fiscal, Joao Jos Rodrigues Mendes,
89 votos. Francisco Augusto Pacheco, 89 votos.
Dr. Maooel Martina Piula, 83 votos. Dr. Antonio
Vicente do Nis-iinento- Feitosa, 17 votos. Vic.-n
te Ferreira de A. N oscira-nto 4 votos. Jos Mara
Carneiro da Cunha, 2 votos. Nnmeriano Barbosa
da Silva, 2 votos. Dr Antonio de S .uza Pi'ito,
T)to. Dr. Apiligoib Leal, 1 voto. Joao Walfre-
do de MMeiro, 1 vo-o/' 2 votos preje licad.s; som-
mando 291 vetos.
Potasa \i 1 > >r. presidente proclamados :
Presidente da asamblea gral,o Sr. Francisco
Ferreira Borgee, poi 85 votos.
Secretario, commendador Luis Duprat, por 89
votos.
Directores : presidente, Joao Pinto da Sil-
va, por 64 votos ; secretario, Gustavo d* Silva
Antunea, por 91 vota ; thesoureiro, Vicente Fe -
reir de Albuquerque Nascimento, por 64 Totos.
Membros da commissao fiscal : Joio Joa Ro-
drigues Mendes, por 89 votos ; Francisco Augus-
to Pacheco, por 8' votos ; e Dr. Manoel Martin-
Fiusa, por 83 vtos.
Estaudo terminados os frabalhos da sessao o Sr.
presidente encerron a as 4 horas da tarde, o qu
para constar lavrou-se a presente acta que val
por todos s?ignada.
Eu Sebastiao de Barros Barrete,
hoc, subscrevi e assignei esta acta.
S. de Barros Ba*reto.
Luiz Duprat, presidente.
Vicente Ferreira le Albuquerque Nascimento.
Pp. ie Dr. Sebastiao Vlar Barrete Coutiaho, Vi-
c/-.ite Ferreira de Albuquerque as amento.
Pp. deTatnerlam de Albuquerque Nascimento, Vi
ceate Ferreira d Albuquerque Nascimento.
Pp, de Frnderio K-unusosth, Vicente Perraira de
Albuquerque Nascimento.
Pp. de Dr. Francisco Gomes Prente, Vicente Fer-
reira de Albuquerque Nascimento.
Joo Bezerra & C.
Flavio Jos Bezer a Cavalcaute.
Sebastiao Lopes Guimares.
Mu noel do Nascimento Pontes.
Francisco P. Boulit aux.
Antonio Teizeira Ramos.
Aurelio dos Santus Coim bra.
Pp. de Joao Pinto da Suva, Antonio Pinto da
Silva.
Adolpbo Marques dos Santos.
Antonio Jos Ferreira Monteiro.
Joao Sabino de Lima Piuho.
Antonio Gomes de Oliveira e Silva.
Antonio Pedro de Souza Soares.
Domingos Jos Ferreira.
Pe'lro Cavalcante do Reg Albuquerque.
J. W. de Medeiros.
Antonio Vicente do Nascimento Feitoza
Francisco Apoligorio Leal.
J ao J. R. Mendes.
Pp. de Miranda & Souza, Augusto da Silva.
Reis & Santos.
Eugenio Goncalves Cascao.
Sebastiao de Barros Barreto.
Loiz Diprat.
Jo3o Fernandes Lopes.
Jos Antonio da Motta Guimares.
Joaquim Agostinho de Mello.
Joo Rodrigues de Moura
Jos de Oliveira Castro.
Antonio de Souza Pinto-
Pedro da Silva Antunes.
Vicente Licinio da Costa Campello.
J. Mara Carneiro da Cunha*
Pedro O. Vitllo.
Eduardo Augusto de Oliveira.
Pp. de Ernesto de Aqiino Fonseca, Eduardo Au-
gusto de Oliveira.
Zeferiao Lourenco Martins.
Autonio Fernandes Pereira.
Joo Rodrigues da Silva Duarte.
Joo Bezerra de Mello.
F. F. Borges.
Dr. J. A. Barros Guimares.
Pedro Osorio de Cerqueira.
Francisco Manoel da Silva.
Francisco Botelho de Andrade.
Pp. de Carlos Autonio de Araujo, J. B. Castro e
Silva Jnior.
Jo< Monteiro Torres de Castro.
Manoel los Ley.
Arthur de Barros Falce de Lacerda.
Antonio da Silva Ramos Neves.
Pp. de Domingos Joaquim ia Fonseca, Antonio da
Silva Ramos Neves.
Gui lavo da Silva Antunes.
Pp. de Dr. Miguel Joaquim de Almeida Castro,
Gustavo da Silva Antunes.
Pp. Je Dr. Jos Bandeira de Mello, Gustavo da
Silva Antunes.
Pp. de Nicas da Silva Gusmo, Gustavo da Silva
Autunes.
Pp. de Jos Augusto Alvares de Carvalho, Gus-
tavo da Silva Autunes.
Auteni i Pereira de Carvalho.
Pp. de Joo Carneiro tiodrigues Campello, Anto-
nio Pedro de S Barreto.
Jesuino da Costa de Albuquerque Mello.
Dr. Antonio de Arruda Beltro.
nomeado pa-a substituil-o Joo di
-HtiviSIA DIARIA
secretario a
ANsembla Provincial Funccionou
lionfem, sob a presidencia do Eira. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderlcy, tendo comparecido
34 Srs. deputados.
Foi l;da e approvada sem debate a acta da ses-
so antecedente.
O Sr. 1 secretario procedeu a leitura do se-
guinte expediente :
Um tfflcio do leeretario do governo, transmit-
tindo o balanco da receita e depeza do exercicio de
1884188) da Cmara Municipal de Goyanna.
A' commisao de orcamento municipal.-
Outro do mesmo, dem as intormacoesem origi-
nal dos junes de direito e substituto da comarca
de Jaboato, sobre a utilidade do projecto n. 16
deste anno. A' quem fez a requisico.
Outro do mesmo, idem, o balando da receita e
leap.'za do exercicio de 18841885 e o orcamen
to para o de 1886 a 1887 da Cmara Municipal do
Espirito Santo de Pao d Albo.A' commissao de
orcamento municipal.
Outro do mesmo, devolvendo informadas as pe-
ticoes oe Celestina Pereira Guedes Ale-forado.
Gervasio Libanio de Albuquerque Monteiro e Ma-
noel -'oares de Albergara.A' CDmmissao de ins-
tiuccT publica.
Outro do mesmo, idem, idem as petiedes de An-
tonio Mximo de Barros Leite, Jos Marcelino da
Costa e Thereza de Jess Barros Lima.A' com-
missao di instrueco publica
Una petico de Jos Mara Ferreira Franca,
requerendo c insL-nncao da verba de 226J950 rara
pagameulo do que Ihe deve a Cmara Municipal
do Recife, de custas de procesaos.A' commissao
de orcam 'to municipal.
Outr i do .Iteres da guarda nacional Francisco
Maniniano da Costa Lima, requerendo ser ao-
meado porteiro dcsta assembla, offerecendo dos
vencimentos 50 p)r cento nnuaimente emquanto
durar a crise finaneeira e 20 por cento por todo o
tempo em que oceupar o referido lugar.A'
commissao de polica.
Outra do coronel Manoel do Nascimento Viei 3
da Cunha, requerendo que se marque a noessaria
verba afim de ser pago da quantia de 1:148J6.U
da obra da recsnstrucco da ponte sobre o ro Ara-
riba na estrada de Nazareth.A' commissao de
orcamento provincial.
Outra de Gerar & Gaudin, estabelecidos neata
cldade com fabrica de luvas, reclamando contra a
petico de Jos da Silva Castro.A' commissao de
peticoes.
Outra do bacharel Joo Feliciano da Motta e
Albuquerque, requerendo que se marque a quota
de 1:116*651 para pagamento de seus vencimen
tos desde a sua demisso de lente de latirado
Gymnasio, 1* cadeira, em 11 de Julho de 1879,
at 31 de Janeiro de 1880.A' commissao de or-
ram'iito provincial.
Adiou-se, por ter pedido a palavra o Sr. Ferrei-
ra Jacobina, um parecer da commissao de orca-
mento municipal indeferindo a petico de Manoel
Barbosa Cavalcante.
Adiou-se por 60 minutos, setdo 30 a pedido do Sr. Ferreira
Jacobina e 30 a pedido do Sr. Drumm'nd Filho, a
discusso do requer ment do Sr, Jos Mara, ao
bre acontecimentos de Canhotmho; tendo orado
os Srs. Ferreira Jacobina e Reguera Costa, man-
dando este ultimo urna emenda, que foi apoieda
e discutida.
Pa8*ou-se ordemdo dia.
Eacerrou-se 2 discusso do projecto n. 27
destu anno (hVico de forca policial) tendo se
apoiado um r querimento do Sr. Jos Mrria, de
adiamento p>r 21 hoias, e nao se votando p;r
falta de numero.
Adi ,u-se a 2a discusso do projecto n. 10 deste
auno.
A ordem do dia : continuaco da antecedente.
Promotoriaw pu>tlica Por actos da
pn sideucia de 2 do corrente :
Foi exonerado do cargo de promotor publico de
Barreiros, o bacharel Antonio Clementno Fer-
re'r" i t
F. removido da comarca de Ta-aratu para a
df Barreiros, o promotor publico bacharel Manoel
Ilennque Wauderley.
tulnri Huleo pnllciae Por acto da
presidencia da provincia, de> 2 do corrente, foi
exonerado pedid", do cargo de Io s .pplente do
delegvdo do termo d., Bezerros. o alteres Theodo-
miro Thomaz Cavalcante Pessoa, sendo nomeado
para substituil o o 2o suppleote, alferes Joo
Francisco de Vasconcelios Brayrer, e nomeado
para uubstituir a este Joaquim Antonio Alves da
Silva.
Por actos de. 3, da raesma presidencia, toram
'os :
2o supplente do subdelegado do districto de Ja
carar1. do termo do Brejo, Jos Cemej-iao de
Soura ;
subdelegado el-- lo districto do Ga-
m lleira, d > terin i t- Jos Alfo do Albu-
querq ie Marauhio aciaco de Siquer,
na onem em q
Col lectora Pra^lfMsIal Por acto da
presic enca da provincia, de 3 do corrente, em
vista lo que po"s o inspector do Thesouro, f i
exone-ado Joaquim doi Santos Teneira da Mi tu
Caval jante do cargo de escrivo da collectori de
Iguaraas, fl
Souza Costa.
Por actos da inearaa presidencia, de 7, sob
proposta do Thesouro Provincial:
For.iin exonerados dos argos de eacrives das
collectorias d Carnani e Liinoeiro, Alexandre
Francisco Freir e Jos Cesar de Mell Falco
Filho ;
F->ram nomeadost
Escrivo da collectoria do Caru^r, Sy Ionio
Po da Silveira Vidal ;
Eicrvo da collectoria de Limoeiro, Antonio
Rodrigues da Costa Revoredo.
linda por acto de 6, foi exonerado de cole-
ctor do municipio de Caruar, Antonio de Lemos
Vasconcelios, sendo nomeado para substituil-o
Joio Egydo Paes de Lyra.
Paquete Balita Este paquete nacional,
tendo samdo da Baha houtein tarde, deve tocar
amanh em Macei, e a 17 em Peruambuco, em
.iagem para norte.
CantaraPelo Sr. capito Francisco Bor-
ges Leal, subde-egado lo districto da Torre, foi
prego Joo Ignacio Vi- ira, cinhecido por Manoel
Gallo mestre, pir estar pronunciado em crimo do
morte na provincia da Parahyb*.
liaraplONNa n- te de 1. para 12 do Cor-
rente, estes industriosos, arrombaram o telhad" da
casa de residencia do tenente coronel Heurique
Jos Alvi'S Ferreira, na Campia da Casa Forte,
conseguirn) penetrar na mesmi casa, de onde
subtrahiram urna abotoadura o um pinee-nez de
ouro e varias pecas de roupa.
A p ilicia local tomou conhecimento do ficto.
Ferinaento grave No dia 3 do corrente,
no termo de oonito e no lugar denominado La-
geiro-Razo. o individuo de nome Jos Paulo Fer-
reira, ferio gravemente com tres facadas outro
de nome Pedro Jos Antonio da Costa, com nuem
momentos antes, havia altercado por cansa de
urna garrafa de agurdente
Contra o delinqueute, que foi preso, procedeu se
nos ternoB da le.
Oniro fol o criminoso -0 autor do cri-
me praiicado na pessoa de Mara Jos do Esp-
ritu-Santo, moradora na villa de Triumpho, com o
fra de roubal-a, nao foi o individuo de nome Ma-
aoel Narcis o sim o de nome Manoel Pereira
Leite, que ja ae acha pres -
Em podor delle foi encontrada a importancia de
95*600, que foi entregue ao marido da infe iz mu
lber, que nao pudendo resistir aos aoffriincntos
provenientes do ferimento recebiio suecumbio no
dia 28 do mez lindo.
O inquerito a que se procedeu sobre tal facto,
ja teve o conveniente destino.
Engentaos cenlraes O Sr. engenheiro
Ilennque Miiet, proposito de um projecto que
est em audamento na Assembla Provincial, d-
rigio-nos a seguinte carta :
Sociedade Auxiliadora da Agricultura de Per-
uambuco, 14 ie Abril de 1886.Srs. Redactores
Acabo de Ur na Revista Diaria do numero de h)
je de sua bein conceituada folha, que a nossa As-
sembla Provincial Legislativa, em sua sesso le
bontem, aoprovou, som debate, em 2a discusso o
projecto n. 9 do corrente anno, que tem por fim
revogar a clausula 3* do art. 16 da le n. 1,860 de
11 ;"e Agosto do anno prximo pasan lo, n parte
em queisenta o assucar produzdo nos eugenhos
centraes auto iaados pela meama le do imposto
provincial de exportaco e de outros quaesquer
provinciaes ou inunicipaes, que existain ou forem
creados posteriormente.
Causou-me profunda admireco ver urna pro-
poata, to intimamente legada com o futuro da
nossa industria assucaieira. paasar sem impugna-
cao alguraa; e sou levado a crer, quo os nosao
legisladores provinciaes, encarando to somente a
-O
i Marxnht Visconde trouxe do sul
vap
para :
Araonm ft Irmos 1:717*290
E. Rodrigues 800*00 i
F Goncalves Torres 127*000
BranlAes tes :
D i Iu-tituto Areheologico, ao meio di em "es-
so ordinaria, ii i resoeclIVa ele.
Di Comi' Litterario Ac le mi'o, as 11 horas
do dia, na respeutiva ade. pra fuaso da directo-
l'ia, discusso dos estatutos e cleico de cominis
soes. ,
Da Coin ner.'ial Agrcola, ao meio dia, na sua
s le, p*ra leitura do relatorio e exime das contas
ds auno finio eeleici d nova Jirectoria.
Dos funcionarios Pr viuciaes de Peruambuco,
s 5 horas da tarde, em aas 'mbla geral. na res-
pectiva s le.
Da Dramtica Se"e de Setembru, a 4 lloras da
tarde, na ra larga do Rosario n. 10, 2' andar,
para psse da aova directora e discusso dos es
tatutos.
Feta das Isres Amanh celebrar se-
na, na malriz do Cor o Stuto, a festividad-, de
Nossa Senhnra das Ltrea. qu constar de missa
Solemne pelas 9 u meia h ras da raanh e ladainha
4 noite.
c mvenicncia de nao desfalcar em 30 coutos ou
Pao l'tlliEscrevem-nos em 12 do cor*
rente :
Continuando na melin lr>ai obrigacii do mis-
sivsta d'euta localidide, venh> dar oonta do que
n'ella tem se paseado n'easwa ltimos lita.
Chegou esta cidade no di i 2 do correte o
Dr. Francisco X ivie Pa '8 II trreto, qu vri subs
tituir o Dr. Ar hur Gnreez Paranh a M otcaegr >
na promotoria publica d' s'.a comarca, dcixan l o
Dr. Mmtenegro, que foi p>ra a de [gaaraal, sin-
ceras affeieoes entre habitantes d'eat-.
Os agricultores so in-i-trim inaia animad )s
com as i huvas dos diaa 3 e 4, que Vieran] dar vida
4a caunas, queja ae resentan de s- m liante fal-
ta, assim como s ,.lant iioes de nutra notan z i.
que pouco a pouco iam desappirecen lo myrralas
pelo sol arden te, que am-acava tudo ex inguir.
Durante a semana fiuda, apeaal da ahmosph -ra
ter se conservado quente e carregada, todava nao
deapejou urna a gota d'agua, que viesse orvIbar
os canijos; lnntem, a tarde, porm, o ciin.u-
dou-nos porcio d'agua, continuando toda a i oit"
at esta hora (10 da ma-ih) e ainda prom-Jtte ir
adiante, o que Deus permitt i.
Devido as chuvas que vo apparecendo, os
gneros alimenticios esto dando baixa de preco.
Na ultima feira regulou o seguiute : carne freses
de primeira qualidade 430 ruis o kilo; tarinha
240 e 320 res a eoia; railh6 240 reis; feij la
600 res; de modo quo se tvermos oom -11110 de
invern teremos fartura e tudo por prefa bsra
tissimo.
A or iem publica, se bem que a polica pro-
cure in-intel-a naiterav. I, vai sendo de qoando m
vez perturbada pela bi qente. amiga do alheio. que
nao deixa 03 pobres agricultores d -scaneaie o, j
tarfando Ihes os cavall >s, j arromband 1 casas,
como s iccedeu no dia 8 do crrente DO engenh
Santo Maior ao capito Sotro de Araujo l'in'ieiro,
de quem roubaram porco de gneros alimenticios,
roupa e outros obj'-ctos.
E' urna quadrilha de inalfeitores, que nao de
boje, mas do iong.t data tem fcito ijiiartel general
n'esta comarca e as vsinhas e comineado nina
serie longa de crimea, sem que at o presante po-
dessem as aut u-jdades extiugu-a, porque segundo
mo di-ji ella s enraiza por maueira tal, que
causa um mundo de admirac !
Outr'ora, riiiau-lo tuiln p ir chele o celebre
Joa Tlhado. de quera h 1 inuito nao Uta, por
quo segundo contato entregou o bstelo a um tal
u Rigeno, que, como ramios outro da corapau'oia, se
pouco ma.s o producto do imposto de exportaco, ^ pronuuciad -edtB ,,.rlu, n srI. 869, por
nao deram com o alcance da proposta, que nada
menos implica que a revogaco implcita dos arts.
16, 17 e 18 da eupracitada le.
Com effeito, supprimindo o nico incentivo
que pode chamar os capitaes para as empresas de
eugenhos centraes de que trata a le n. 1,860, o
projecto n. 9, a ser convertido em le da proviu-
cia, iupossbilita a apresentaco, no concurso
aberto pelo edital de 26 de marco, de concurrente
algum em circumstancia de reslisar as empresas
que os legisladores de 1885 julgaram conveniente
promover, e s deixa o campo livre a quem,
terem roubado do dono do engeiiho Colicgio 3 ca-
talina: era ella un graudo [error u'.ra os hab
tantea d'esta grande comarca, terror que danappa-
receu por algura tempo, mas que ora se aposenta
com a ra> ama forca.
Tendo sido augmentado com m.iis 10 pracas
o destacamento polica 1 d'esta cidade, iam as an-
tondades fasendo umi pocia mais regular, j
acudindo o reclarai da ordem publica alte la,
como destrbuindo rondas to las as noitcs pa ci-
dade, quando de ordem superior furuin 8 das 10
pracas mandadas para Tunbaba, ficand > sann o
igno-
raudo as aetuaes condicoes da industria assuca- Jje8tacament0 Hpemt COlU 15 pracas, que mal che-
reir, pretender a concesso na hypothese, hoje '
inadmissivel, de achar a quem vendel-a, ou s ti-
ver em vista receber as apolices de que trata a
clausula 1' do art. 16.
a E' certo que o edital de 26 de Marc>, fel
omisso de algumas elaasulae, indicadas no parecer
publicado no Hario de 19 do mesmo inez para se-
gurar a seriedade dos concurrentes, deixou a por-
ta aberta a propostas que s teoham em vista os
lius pouco decentes de que acabo de fallar ; mas
defei' 1 que pode ser sanado, na redaeco dos fu
turo3 contractos, pela intro iueco das alludidaa
clausulas, e nao C motivo suffieiente, para de caso
pdnsado impossibilitar a conaecuco do fim que
teve em vista a Assembla transacta ao decretar
es arts. 16 a 18 da lei de n. 1,860, pela suppresso
do nico incentivo que tornaba pessivel a sua rea-
liaaco.
Sou com eatima, etc etc.Henrique Augusto
lilet.
Amazona* e ParaPelo vapor Maran/ten-
se recebemos folhaa do Para at 7 de correte, e
ncllas encontramos noticias do Amazonas
Eia essas noticias:
Amazonas. O rendimento da alfandega de Ma-
naes no mez de Marco ultimo foi de 108:608*108
e em igual periodo do enno passado fai le......
80:475 ,)339.
Foi deraittido, bem do servico e moralidade do
ensino publico, o bacharel Pedro Ayres Marinho,
do cargo de profesan de arithmetica e geometra
da Escola Normal
A' eadeia da capital fora recolbido o individuo
Jos Izidio de Carvalho, que confesaou ter morto
facadas, no lugar Jamandu, Rio Purs, a inulher
de nome Francolina.
A bem do servico publico fora demettido o ad-
ministrador do mercado publico da capital, Manoel
de Araujo Lima.
O Dr. Manoel J. s de Oliveira Miranda foi no
meado para, Interinamente, exercer o cargo de offi-
cial-maior da assembli.
Foi nomeado procurador da cinara municipal
da capital, o cidado Ignacio Jos Pereira Guima-
res.
Para. Proseguir oas suns melhoras de saude o
Dr. Flix de Figueiro-t, que a conaclho medico pro
para va se para seguir para o Cear.
Ao bordo do vapor Elias, entrado da Madeira,
falleceu o passageiro HercuUno Ferreira Lima,
qne segnio por do-rate para o Hear.
Tentara soicidar-se, dando em si um tiro de re-
volver, Joo Eu3taq::io de Sou Noticias de Muau dizera que as febres palus-
tres coutinuavam a assolar a populaco d'aquel-
le municipio.
O Muanense tratando dessse asau opto diz:
" O estado sanitario do archipelag 1 de Maraj
est no caso de merecer da imprensa de todos os
matizes a mais seria attrnco.
Nao exageramos; nossaa palavras esto aquera
do que .
Semelha-sc a um vasto hospital; ou por outra,
cousiderada a quintidado de martes diarias e
ao numero, sempre cieseente, de doentes fracos,
anmicos, inchados, moribundos, mal vestidos em
pobre choya eepalhadas pi r todo elle, cujo triste
aspecto, cujo todo cadavrico se pode qualificar de
seini-cadaveres, dir-se ha a gemonia moderna-
Paludos, desfigurades, trmulos, arrastam os
habitantes dos multplices furos, ou rios, urna vida
doentia, de marasmo e de miseria, que 03 conduz
s dezenas aos replectoa cemitenos
l.llii'rtarOesO Sr. Jo Mara da Rochi,
pruprietario residente no povoado Preguicis, li-
bertou aein onnus os nicos eseravos que possuia
de noinea Mara Caetano, este de 53 anuos e
aquella de 24, cujas cartas foram registradas em
notas do tablalo de Palmaras, major Floro.
Registramos com prazer esse acto de philantro-
pia.
Trieatro Manto tntonio-Nestetheatro
ha hoje espectculo dmm.itico em beneficio dos
artistas Mathilde e Pedro Nones. Representa-se
o drama Mocos e velhos e a comedia J ouvi espir-
rar este nariz.
Ferro-va de OlindaEm asstmbla ge-
ral, ri un-m-ae amanh, s 11 horas do dia, na es-
tacan da ra da Aurora, os accionistas da ferro-
via de Olinda, para came do relatorio e contas
du r-eiiu stre de Julho Dczembro do anno pas-
eado.
TorreCommun am-nos deste povoado que
a ve.ha Eugenia, de quem nos oceupmes na fo-
lha de 18, j est modada da caainha que amea
c-:va des .bar. Anda bem.
lltnbeiroO paquete Mandos levou para !
Alagdas 6:000*000
Rio de Janeiro 2:000*000
gam para a guarda da cadei;, que exij" senti-
nellas dobladas, por t>-r priaoi s tanto na freute
como do lado de detraz.
Com a pequea forja que actualmente aqui
existj, as autoridades policiaes n poder -o pro-
videnciar, como exigem os habitantes U'eata co-
marca, acerba dos assaltos qu soffrem suas pro-
predades: assim, pois. bom que o ir. Dr. chefe
de polica d alguraas providencias.
Au revoir.
Caruar Eaerevemsuos < m 9 do corrente:
i Felizraeute desdo o da 26 do paseado le nos
tido u;n invern, como ha tres anuos nao tiuba-
mos.
J era lempo.
As chuvas chegaram quando j reiuava gran-
de pnico na populaco.
Cora effeito a forae j grasaava entre o p)VJ
mais deaherdado da fortuna ; e todos soffriam os
efi'eitos de tres ann is de invern irregulir. D'am
a emigraco de muitos para as raattas
Actualmente, porem, acta no espirito de ca
da habitaute destas parag.-ns a mais robusta es
peranca de um invern vivificante.
S no dia 27 as chuvas furain to abundantes
que eucheram acudes, que ha muitos annos nao
sangravara.
At hoje as nuvens continuam a forntcer
; trra os meio; de manutenco a todos e a tudo.
Com o apparecimeuto das chavas desappare-
l ceram urnas f-bres d- mo carcter, que j iam
assumindo propor^ea assustadoras
Ouvimos dizer ao Sr. Dr. Francisco de Al-
meida, distineto facultativo que se acha entre nos,
dovido a soffrimentos em pessoa de sua familia,
que estavamos lutando com a febre ama- ella.
De 31 do passado a 8 do corrente, f unecionou
o jury soh a presidencia do Sr. Dr. juiz de direito
Vgostinho de Caivalho Das Lima, que, felizmente,
j icrmiuou sua licenca e se acba em exercicio ;
oceupando a cadeira da aecusaco o Sr. Dr. pro-
motor publico Estevo de Lacerda.
O primeiro julgado foi Jeo Jos da Silva, por
ter neata cidade, no dia 15 de Fevereiro de 1885,
espancado com instrumento contundente a um seu
proprio to. Tendo por advogado o Sr. Joo I. G_
da Cruz, foi conderanalo .no uiinimj do art 205
do cod. crim.
Pedro Cypriano da Silva, acensado de ter no
dia 7 de Marco de 1885 na freguezia do Altinho
ferido gravemente, com um tiro de pistola a Her-
culano, escravo de Antonio Francisco Florencia de
Carvalho, foi conlemnado no medio do art. 132 do
cod. crim ; tendo-se enearregalo da defeza o
advogado Joo Izidro G. da Cruz, que appeilou
da sentenca.
Virissimo Antonio Bezerra, aecuaado de ter
no dia 28 de Marco de 1885 no lugar Cabelleira
do districto do Altiuho ferido gravemente, tiro
de espingarda a Jos Alexandre de Sobral, incurao
no art. 192 do cod. crim. Tendo-se encanegado da
defeza o advogado Sebastiao de Albuquerque Lco,
f> abeolvido.
Mara de Barros e Silva, aecusada de ter em
Bebedouro, onde resida, -ssassiuado ao sen pro-
prio mando Jos Gomes dos Santos.
Patrocinaran! a causa da r os advogados Se-
bastiao Leo. Claudino de Oliveira e bacharel Al -
fredo Pinto. Foi eondemuada no mnimo do art
192 do cod. crim.
.< Jos Jacintho de Moraes ; incurao no art. 2C1
do Cod. crim., por feriinentos leves pratcados em
Joo Pedro Galvo no dia Ss9 de Dezembro do
auno passado nesta cidade, foi absolvido ; tendo-
se encarregado da defeza os Sn. Claudino de Oli-
vaba, bebastio Lco e bacharel Eutropio de Fa-
ias.
Francisco Antonio de Souza, aecusado de fur-
to de cavallos em 1882. Defendido pelos Srs. Se-
baetio Leoe Claudino deOliveira ; foi absolvido.
Joo Jos dos Santos ocurso no art. 201 do
cod crim. por ter nesta cidade ferido levemente a
Joo Antonio Gomes Filho no dia 27 de Janeiro
do 1884. Teve por advogado o Sr. Sebastiao Leo,
e f d absolvido, appellando o autor da deciso do
jury.
Galdino Jos da Silva, pecusado do ter em
Gravat, deste termo, comprado uns animaos no
dia 12 de Setembro de 1884 a Joaquim Jos de
Torree, dando em pagamento raoedas de cobre por
ouro ; ocurso portante, no art. 176 do cod. crim.
Tendo o mesnio advogado, foi condemnado no m-
nimo do referido artigo.
IielICea.Effcctuar-se-ho: #
Boje :
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, ra do Mr-
quez de Olinda n. 58, de movis, loucas, vidros,
etc., etc.
Pelo agente Pinto, a 10 1/2 horas, 4 estrada de-*
Joo de Barros, dt armaco e mais objectos da ta-
verna ahi sita.
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na roa do
B im Jess n 4J, de movis, loucas, vidros, etc.
Amanh :
Pelo agente Mar/'*, s 11 horas, na ra da
Uui 1 11. 53. de movis, I moas, vidros etc.
Pelo agente S Iveira, 4s 10 1/2 h ras. na ra do
Mrquez de Olinda n. 37, de movis, loucas, vi
dros, *.tc.
''eo agente into, s 11 horas, na Alfandega
armaz-in 11 7, de armaco, cofres e chapeos do
pal ha.
eh agente Gutmcio. s 11 horas, na ra do
Coinmercio, le 7 burros e 4 caValloa.
Sabbado :
Pelo agente Martin, s 11 horas, na ra do Im-
perad ir 11. 16, do u.11 sitio com casa.
Pelo agente Pinto, as 11 li iras, ua ra do Bom
u. 1!, d dividas.
Msnms raneares. -Sero celebradas :
i lo je !
A's C 1/2 h uas, na matriz d S. Jos, por alma
de D. Auna Luiza Ferreira de Magalbes.
Sabbado :
A's 7 1/2 horas, no Paraso, por alma do Dr.
Man el Antonio Vlireira; a 8 lloras, no Carmn,
p ir alma de D. Josepha Ferrar-i de Amorim.
Segunda-feira :
A'a 8 horas, uas raatnzes da Boa Vista b de
Iiuijuca, 1: 11 a capei a lo ngenli > Massangaua,
por aliado m ij >r Paulino Pire Falca 1.
l'iiiinciroH- he,'ido dos portoa do aul
uo vapor i. Francisco :
Arthur Dallas,,sn aenhora el criado.
Chegado d 1^1 irte 110 vapor ingl.-z Mar-
nhense i
Jos Carvalho.
Casa de Oetenro-Movimento dos pre-
dia 13 de A1 ni :
Fxiatiam presos 301, entraram 11, sahiram 22,
exist- m 2^0.
A saber:
Saciouaes 257, mullierea 8, estrangeiros 7, es-
traves sentenciad s 3, dem processados 3, ditos de
correecio 12.Total 290.
Arracoauos 255, sendo : bous 241, doentes 14
total 555
Movmento da enfermara :
Tiverara baixa ;
Miguel e Pedro, eseravos do Dr. Miguel.
S iber H nriaoe de Miranda.
t.....ra da pruttocia Qmnta-feira 15
de Abril, se extraoir a lotera n. 49, em bene-
ficio da groja Je JaioafSo.
No e msistorio da igreja de Noasa Senhora da
Conceico dos Milituea, se aebaro expostas as
nruisc a? esphera arrum idas era ordem njme-
rico a apreeiacao do publii-o.
Lotera ti-ria -l.icore, cijo pr- ra) graude de 100:000*,
ser exr iliida brevc.n al -
Os bilhetes acharase ronda na Casa Feliz,
proco la Independen eia ns. 37 e 39.
Tambera ae acham vend^na Casa da Fortuna
ua Primeiro de Margo n- 23.
Lotera tictraortOnarla no t ;< i
raaa-0 4o e nlumo sorteio das 4a e 5 series
des imponaate lotera, eoj 1 naior premio de
100:0OO000, ser extahida a 12 de Juuho proxi
mo.
Acham-se exposto a venda os restos da bilhe-
tjs na Casa da Fortuna ra Primeiro de Mar;)
11. 23.
Lotera .lo Cear le SOO:OOOSOOO-
A 8" si ne da 2' lotera, cujo maior premie de
2 11:000*000, pe i novo plano, ie extrahir iinprc-
t- .i., neata no dia l7deAbrU,aa 2 nona, di tar
de.
Os bh. tes achara-se v-nda na Casa da For-
tun 1, ra Primeiro d.i Marco n. 23.
(.olera de lcelo A 4 p irte da 12 lot .ra, cujo premio grande
2110:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impret.rivclraente no dit 20 de Abril a 11 horas
da mann*.
Bilhetea renda na Gasa Feliz da praea da In-
depeucia ns. 37 e 39.
Hnindoum Hublico. Foram abatidas
1.. Ilatadoaro di Caboaga 71 rezes p*ra o conau-
rao do dia 13 do corrente mez.
Herrado Hunieleial de H. Jos. 0
m ivimcnto desto Mercado no dia 14 do cor-
rente, fui o seguinte:
Ivutraram :
28 bois posando 3.'.'11 kilo-.
I.115: sales depottaa80 ria 21*030
77 cargas de tarinha a 200 ris 16 -100
3i ditas de fruc-tas diversas 1 31)0
ris 11 400
11 suuos a 2M ris 2*200
21 tabolciro a 200 ria 4*2t>0
Foram oceupados:
20 1/2 columnas a 600 ia 12*300
30 coinpartimeiitoi de fniuha a
600r ia 15*000
35 compartimentos de eemidoa a
500 ris 12*500
77 1/2 ditos do leguraea a 400 ris 3l*0i 0
17 compartimentos de Buino a 7o0
ris 11#9"0
12 ditos de trc3.:aras a 600 ris 7200
44 talhos de carne verde a 1* 4440"".
6 ditos de ditos a 2* 12*0(Xi
Deve ter sido arrecaJada neste dia
a uuanta de
Debi'os dos diaa 25 de Marco a 14 di
corrente, recebidos
dem at 14 do correte
Foi arrecadado liquido no da 14 do
corrente
Precos do dia :
Carne verde a 360 o 481 ls o kilc.
Suuos a 560 e 700 ris idem.
Carneiro a 720 e 900 ris idem.
Farinba de 320 a 460 ris a cuia
Milho de 400 a 470 ris idem.
Feijo de 900 a 1*500 ris idem.
205*520
Critica Iliteraria
DEFEZA DO PARECER DA 1' SECCAO DO COS-
SSLHO LITTERARIO QUE SAO ADOPTOC O
COMPENDIO DE PHYSICA COJIPbSTO PBLO
SR. FRANCISCO DE PAULA BARBOS PARA
LEITURA DAS ESCOLAS DE IXSTRUCCAO
PRIMARIA
Qnand la critique veille
Les sots n'ont pas beau jeu.
Vige.
Quando, em sesso de 17 de Agosto do anno
prximo passado, npresentei ao cons.dho litteiario
o parecer contra a adopeo do compendio de phy-
sica do Sr. Francisco de Paula Barros, nao me
preoecupou o nome de seu autor, a quem nao eo-
nheco, nem por pensamento pretend offender ; mas
salvaguardar amente os legtimos interesses do
ensino primario nesta provincia, no que me parece
ter sido acompanhado por toda aquella patritica
corporaco que approvou unnimemente o meu tra-
balho, eutendendo e, a meu ver, muito acertada-
mente que nao convuha por modo algum admittir,
para leitura, mis escolas primarias, um livro que
a n cu ar as iutelligencas infants, a cuja ia-
strueco era destinado, principios errneos e ex-
postos desordenadamente.
A seceo incumbida de to ardua tarefa poda,
como tantas vezes t-m feto, limitar-se a negar a
approvaco do mencionado compendio sem mot
var o seu parecer; mas, querendo eu afaatar-me
dessa rotina que nunca adoptei como relator, jul-
guei mais conveniente externar as razoea ju^ifi-
cativas do meu voto; e, por isso, expuz dcsenvol-
vidamente os defeitoa c irregularidades que tanto
vioiam o compendio de physica do Sr. Paula Bar-
ros.
Prevendo que o antor nao recebera com
agrado a excepeo aberta pelo conselho litte-
rario dcsta provincia geral indulgencia ou,
antes, ao iudifferente laisier-aller dos que adopta-
ran) o seu livro para uso das escolas primarias das
suas provincias, nao sorprebeudeu-me a pu
blicaco de sua defeza, nem a cansticidade da
linguagem, de que usou, collocando a questo em
um terreno onde eu poderia tambem retaliar, si,
por ventura, nao me repugnasse desvirtuar urna
discusso scienlifica.
Neste proposito, pois, venho imprensa demons-
trar somente que o Sr. Francisco de Paula Barres,
na sua defeza, nada mais fea do que robustecer o
parecer do conselh) litterario e justificar o acorto
da deciso dessa corporaco, 'leixando de adoptar
o seu compendio para o fim proposto.
Antes, porm, de encetar a analyse da supposta
defeza do Sr. Paula Barros, seja-me licito dizer
que, no meio das facecias e da philauciosa dicaci
dade que aalpimentam o introito de sua resposta
aquel le parecer, sobresakem duaa assercoes dignas
de reparo : urna eminentemente verdadeira e ou-
tra sofir-moto falsa.
A ver la ie, que j todos entreviam e acaba de
s-r impensadamente, talvez, confrmala ou, antes,
consolidada pelo autor da mencionada obra, est
con'ida as seguintea linhas :
A noticia de que nao lnvia sido adoptado pelo
conselho litrerario o meu compendio de physica
p.ra leitura das escolas primarias de Pernam-
buoo, soriirehen ieu-me, tanto mais quanto, tendo
eu requerido a compra de exeinplares para aerem
distribuidos s escolas, e entenddo-me com o il-
o lustrado e muito digno director da instrueco pu-
a blica, lez-me S. Exc. ponderacoes razoaveis so-
br-HC impra, por falta de meios, e o Ilustrado
presidente da provincia, o Sr. conselheiro Chaves.
moatrou se dispo.ito a a ola mar esaas difficulda-
des, por alguma demira de mi 11 ha parte no recs-
" bimento do valor dos livros a comprar, i
L igo a maior sorpreza do Sr. Paula Barros,
pela rjeico do seu compendio, foi motivada pela
perda do lucro que contava auferir da venda de
dous mil exemplares da inestna obra, que espera va
f izer de urna so" vez provincia. Inde ir.
Ca a razo da virulencia de linguagem de que
ua -o o Sr Paula Barros na resposta ao parecer
que to per mptoriamente deaatteudeu os interes-
ses pecuniarios do afortunado auto .
Com muito acert, portanto, dizia o imracrtal
Lacordaire : tout ce qui s'est fait de grand dan ce
to ,nde s'est fait au cri du devoir ; tout ce qui s'est
fait de miserable, s'est fait au nom de l'inlerit.
A f al id ule consiste no inculcado ciume ou o
veja a que proposita! e contumeliosamente attri-
buio o Si. Peala Barros a razo do parecer; por-
quauto nao sou, desdo 1831, professor de physica
na Escola Normal desta provincia, nem meu o
compendio all adoptado, ha mais de cinco annos.
Nunca publiquei trabalhos doasa materia pira im-
piugr a cada urna das provincias a compra a /or-
tiori de miihares de exennplar*s!. ..
Corapuz, v-rdade, em 1369, sob a humille de-
noojinaco de Nocoes de physica e chimica, um mo-
desto opsculo para uso des alumnos-mestrea da
Escola Normal; trabalho esse que emprehendi so-
mente por nao haver ento na lingua verncula
um compendio deesas scicncias que satisfiz ase a
exigencias do programmt de ensino daquelle ea-
taoelecimento; e s depois d-' escotada completa-
mente sua primera edico, fu que organieei em
1875 a segunda, que os Srs. Laeinmert publicaran
e vendem por aua couta exclusiva.
Hoje, porm, pullulam compendios de physica,
nao s para os cursos de instrueco secundaria,
como pira as escolas de easino primario, raetho-
dicos, claros e proporc'onalos s intelligencias da
infancia e adolescencia, o que dispensa nao s
defeituoso trabalho do Sr. Paula Barros, como o
que publiquei nicamente para preencher a I acu-
na, queji hje nao se nota, de obras verdadera-
mente di laacalica", em todos os ramos dos conhe-
cimentos humanos.
Pass indo agora ao exame da resposta que o Sr.
Paula Barros publicou em oito nmeros coasecuti-
vos deste Diario, oceupauao sempre mais de me-
tade sinao os dous tercos da oifava pagina, devo
prevenir que ne escrevo para os mestrea e profi3-
sionai-s da sciencia; por que para estes bista que,
fnt.-B de cada ponto da defeza, o Sr. Barros teuha
trancripto o trecho do parecer, que apontava o
erro, para conhejerem a improcedencia e semra-
zo de to esdruxula resposta. Para a melles,
poiin, que nao aio versados nem provectos nessa
sciencia to importante, mas infelizmente ainda
pouco vulgarisuda (para os quaes parece ter es-
cripto de preferencia o Sr. Paula Barros, visto se-
ren estes os que podem fcilmente ser embados
pela argucia de suas aophisterias c insidiosa ar-
dil, z 1) julgo indispei.savel restabeleeer a verdale
scentifica to ardilojiimente mystificada, seno
trueidada pelo aotor do mencionado compendio.
Na impossibili iade de combater o parecer, ten-
tou o ir. PhuI Uarros attrabir o ridiculo sobre o
humilde relator da seceo, em quera sobren a pre-
cia coragem cvica para nao calar 03 erros e de-
feitoa de um livro que, embora tenha o ttulo de
compendio, ada compendion, tudo alterou e con-
fundi, desde as denicoes mais rulimentares at
a 9xposcao da dontrina e dos phenomeuos da scien-
cia que pretendeu e emnunic ir s criuncas
O facto de ser esse compendio destinado s es-
colas primarias, como repete o Sr. P. Barros a
ada passo em sua estirada resposta, bem longe de
legitimar e autoriiar as incorrecco-'s do seu tra-
balho, aggrava cada vez mais esses erros e de-
feitos; porquanto, sendo as primeiras imprasses
as que mais ludclevclmente se gravara no enten-
dimento da infancia, nanea sera excessivo todo o
escrpulo na eseolha dos livros que devem guiar
as criancas na acquisico dos priraeiros conheci-
mentos.
Apreciando rpidamente 03 erros da doairina e
a ausencia d- syntagma, cu falta de meth ido do
compendio do Sr. P. Barro3, divid em duas partes
o parecer hoje impugnado. Na primeira indi-
quei ceses erras em numero de onze, alguns dos
qu u s de pouc 1 gravidade e outros at grosseros,
os quaes todos n-signei 30b a denoanacSo gene-
ricb de inexactides, reservando a sua graduacao
para quando tivesse de fazer a apreeiacao de cada
um delies.
Na segunda notei somonte a falta de me-
thodo e ordera que desde a primeira at a ultima
pagina se observa ero todo o livro, onde nao se
encentra diviao alguma em tit tos nem captulos,
e reina o mais completo e tenebroso chaos na ex-
posico dos drffreiites assumptos de que trata o
autor nos diferentes paragraphos, nica diviao
admittida em todo o seu trabalho.
I
A primeira inexactdo apontada no parecer que
dcaapprovou o compendio do Si. Paula Barros foi
a impropriedade da palavra peso, de que usou alli
na pag. 31 quando assim se exprimi :
Em todo o carpo ha sempre um ponto em que se
reunem todas as acedes da gravidade sobre cada
molcula ; o ponto de applica ; O
centro degravidade. Mas, diz o parecer, nao
0 sendo o peso urna torca, nao pode ter ponto de
applieaco ; logo a definico seria perfeita e o
1 renexo de tudo quanto se 16 nos grandes luzei-
n ro que sobre esta sciea ia escreveram era fran-
cez, si o Sr. Paula Barros substitnisse o termo
peeo pelo verdadeiro equivalente de ptsanleur
que significa grvida ie, isto a parte da at-
traeco universal anplicada aos corpos que exis-
tem sobr a superficie da trra.
Para provar a verdade do que ulleguei no pa-
recer basta transcrever a definirs que o proprio
Langlebert, abalsado professor de physica em
Pariz, d.-i na pag. 20 da XIV ediccao do seu maxubi.
de rHYSio.E, redigido segundo 03 programmas
fciaes para os exames do bacharelado : Ijecen-
tre de gravit d'un corps est le point d'application
de la rESANTECR, cVsta dir, te point fixe par le
quel passe constamment la resultante de totes les
actions que lapesanteur exerce sur les molcula
de ce corps, dnns totes les positions qu'il peut
prendre.
Boutct de Monvel, professor de physica e chi-
mica em Pariz, na pag. 94 da IX edieco de suas
kotioks de physiqe, mandada admittir pelo mi-
nisterio da instrueco noscursos di grande capital
do mundo scieutfico diz : Le poids est la resid-
ante des actions de la fesanteur sur totea les
molecules d'un corpes. llest important de rmar-
quer que la pesanteur et le poids sont deux choses
bien distinctes.
E assim pederamos encher urna pagina de ci-
atoes, que confirmariara a asaereo do parecer
impugnado pelo Sr. Paula Barros, de que sua de-
finico seria perfeitamente exacta se trocasse o
termo peso pela paiavia gravidade.
Eia, portanto, a que tica redunda a subtileza
cimpromettedora dos meus conhecimento de doutor
de tratados de physica com que o Sr. P. Barros
julga bver justificado o seu erro, apadrinndo-
se com a opinio do Sr. Dr. Saturnino Soares de
Meirelles que, ao S'U compendio de physica, ap-
provado tambem pelo cuna lho director da instrue-
co publica da corte, diz na pag. 11 : Um cor-
po pode ser dividido realmente, ou pelo pensa-
ment em -im grande numero de p. quenas par-
i. tes chamadas partculas, molculas ou tomos,
ou segundo o processo ou o p.rato de vista se-
gundo o qual a divis o operada. Ora cada
n urna deesas partculas pesada ; e chama-se
peso de um corpo o complexo das aeces que a
gravidade exerce sobre cada urna dessas parti-
cutas.
II
A segunda inexactide foi a asseveraci 1 feita
pelo Sr. P. Barros na pag. 34 de seu Compendio.,
de ser a turquesa urna pedra atul-escura.
nufim


Diario de PernambucoQuinta feira 15 de Abril de 1886


Em vez, porm, do defender-se de semelhante
arguicao, diz elle : N&o sou grado em pedras
finos, e portanto nSojulgo da cor da turquesa pela
que figuro ter no dedo, porquinto nao tendo ne
nhuma, a vejo incoUtr como o ar em pequeas ca-
rnadas,.... e eu afirmo ao Sr. Dr. At/res Gama
que, na ausencia da luz, ella perfeitamente da
cor do carvao pela mesmu formula do annexim de
que noite todos os gatos sao pardos.
lato nao se coinmenta ; eutretanto ponderarei
de passagem ao contradictor do parecer q'ie si
noite todos os gatos sao pardos, nem sempre sao
rendidos por lebres.
* III
CA terceira inexactido, annunciada no parecer,
refere se proposicao que emittio o Sr. P. Barros
na pag. 53 de seu compendio, afiiruiando que :
O gaz carbnico um gaz ccmponto de carvao e
tsyqeneo, quaiido devia dizer que o acido carbo-1
ico composto de carbono e oxygeneo.
Analysanio essc erro, disse o parecer que era
incorrecta aquella proposicao ; porq>ianto o acido
carbnico um compcsto binario, isto formado
pela combinacao de dous elementos ou corpos sim
pies. Ora, sendo o carvao composto por sua vez
de carbono com quautidades variaveis de diversas
substancias, segundo a sua uatureza, oiigem e
graduaeo de pureza, c evidente qae nao pode ser
o seguirlo elemento da forinaejlo do acido, a que o
autor chama em todo o seu compendio gaz carb-
nico, tlvez poique um corpo gazoso.
Certo de que justificarla essa incorrecto scien-
tifica., disse o Sr. B. Barros : Empregando a
phrase carvao em vez de carbono, o fiz figurada -
ment; por simplificasdo de linguagem ; pois da
braza do carvao se desprende o gaz que, em com-
oinacSo com o oxyyei^eo da atmoiphera, forma o
\i. >; expre&sao aquella que, para ocaso,
so approxima tanto mais da verdade scieni-fica,
quanto se sabe qae o carbono encontrado em ple-
na liberdade na natureza no atado de diamante
.ando de pedra, graphUe, etc.
E' o caso de lembrar-se que peior ficou a emen-
da do que o soneto. Antes este do que aquella
us veio acceutuar ainda mais o talso sopposts em
que labora o autor do compendio, acreditando que
o carbono existe em plena liberdade no carvao de
pedra, geaphite etc.
Todos os chimicos ensinam, una poce, que o
carbono s existe em completo estado de pureza
no diamante, ao passo que no carvao de pedra
est unido a diversos saCS, ao enxofre e algumas
materias terrosas.
i- Par nao centuplicar as ci tacos em abono
dessa parte do parecer, limitar-me-hei a transcre-
ver o que diz s Sr. Mari-Davy no 1." Vi 1. do Di
cionario geral das Sc:encias tbeoricas, applicc.das,
onde, tratando do carbono, se exprime nos seguin-
tes tenaos : Le carbone ne se rencontre dans la
tature l'e'at de puretf que dans le diamant:
niais il forme la presque totaltl des charbons, o
il s tnjuve uni quetques mtnranx, qui restent
l'elal de cendres aprs la combustin du carbone :
o que corroborado pdo que, no 2." volume da
mesma obra escreveu Ad. Focillon sobre o carvao
de pedra :La houille est uue subs'ance charbo-
neuse, connre phu commnnment sous le nom de
charbon de teire ou charbon-de pierre. Elle four-
nii, par la distillation en vano dos, des molieres
bitumi/ieuses, de l'eau, des gaz propre* l'rclai-
rage, souvent de iammoniaque et un rsidu connn
dans i industrie sons le non de Antes tivesse preferido o Sr. Paula Berros a
simplifleacao da linguagem ao euoprego gurado
da palavra carvao em vez de carbono.
Agres Gama.
{Contina)
Para a Ilustre beneficeut-; o imposto de consu-
mo mal to grande do corpo social, que ella ha
tantos minos contra elle litiga e e qua modo!.. -.
Tero ella visto como com a suppressao d'elle
alcanzada pela potente beneficente, tem ella ha
annos garroteado esta provincia, nao s as pea
sosa de seu funccionanos, (aos quaea certa gente
do commercio s tem odio) como as p-ssoas de
todos os credores da provincia ; tem visto como
tul) se tem emprehendido, at ae cruxificando a
pobre classe dos funecionarioa pblicos, e neiihu a
estada i. nenhum fianceiro do pa-lamento, dos
uiiuisU ros,[nem d'Assembla Provincial, tem acha-
do algum meio Je curar as nossas finanzas pro-
rneiaei. horrivelmentc miserandas pela supprtn-
sao do imposto de consumo ; e nao obstante, sera
propor ou indicar, ou mesmo mandar no seu tom
autoritario algum meio de salvacau para a provin-
cia, pnii que o corpo social nao podendo morrer,
nao pode ser votado morte. vem a senhorl bene-
ficente dizer a Assembla Provincial, pura e sim-
ple-mentesuppriuia o imposto de consumo que
contrario Constituicao !
Este zelo pela ; rea santa de nossis natitatQOes,
nao ae parecer com aquello solo dos pharseus
peina supersticiosas praticas pretextadas pelas iu-
stit iieo morysaaticas, ta itas vezes mudas por
Jess t hrstj
Em \erdade, este zelo que a Ilustre b2nefieonto
tem manifestado tilo instante, que nada tem pou-
pado p ra defender eata nossa guarda de todas as
liberdade*, e nua to qoeri la, a pinto de at sa-
bir do seo. serio, de seus hbitos pacficos, provo-
can lo tumultos, mandando fechar portas do
com nereio, e iutiinidau lo o governo provincial e
geral, t de espautar.
E' nuito amor, inuita dedicicao constitu-
cao, inuito zelo, dara muto o que pensar e que
Miaar...
No e ntanto, essa COastitalcSo que tanto se tem
lastmalo de ser tantas vezes ferida, nunca se
l mbf ai della a beneficente !
Ol .' beneficente, sim, se isto significa malefi-
cente, se urna irona para cobrir um interesse,
porque desde que este, imposto foi suppritniJo, que
a provincia est aerificada, caloteaudo a todo o
mundo, contrahindo todo o anno enormes dividas,
augmentand todo o anuo os juros a pagar, ma-
tando Come os seos servidores, eom o atraso de
seis pagamentos, cimbrando fiado muto mais ca-
ro, ven leudo ordenado e as apolices c >m qm sao
pagos, o anda m ns c; m o iinp >sto de 5 0/0 que a
beneficente quer que contino e que ec aug-
mente !
Km verdade a Ilustro beneficente te- feito
inuit' s benefi ios at corto tempo ; nao entro na
in laga.-o delles : mas de euto pira c, ella se-
minen e s se pode chamarmal' fie ente.
prestado es soccorros mdicos ; e depois de falle
cido.
Sr. doutor, desculpe-me ae offendo sua modes-
tia ; mas o ineu coracao nao pode calai-sc ante tio
nobre accao, e assioi nada ttnho para retribuir-
Ibes senSo a gratidao.
Olinda, 15 de Abril de 1886.
belmiro Antonio de Olivara.
Ao publico
Em nome da verdade, ein respeito le e em
bem da minha dignidade, peco aos Exma. Srs. vi-
ce-presidente da provincia, Dr. juiz de orphos,
promotores da capital, ch fe de polica e delegado,
3ue se informem do redactor do Rebate a respeito
a noticia que elle dru na folha de hontem, nar-
ando um crme em que envolve o meu nome. De
pois disto, em bem da Justina, estas autoridades
devem proceder como manda a le.
Recife, 15 de Abril de 1886.
O bacharcl, Joaquim Monteiro ile Seixas Dorges.
Para evitar duvidas
...O seademco de direito, Fclip
pe Carneiro Kodrigne Caiu
pello, deeliira que d'ora eiu
diaufe assignar se-ha Fclippe
%ii vi*la haver outro de Igual nonie.
Ilcclfc, i o de Ibrll de 1 -t-
Felippe Augusto C. Campello.
Pedida ao publico em geral
O abalxo assignado, pede ao benemrito povo
pernamaucano que se digne ler o annuncio de
sua escola, o qual se acha publicado neata folha
em lugar competente.
Educa e instrue a infancia, pelo systema dos
principaes collegios da Corte do Imperio, onde
estove por algum tempo a passeio, cujo systema
a paciencia e a vocaco, e nao numerosos casti-
gos sem resultado algum, como s: veem em va-
ras escolas desta provincia.
Espera, pois, que o povo brasilero saiba apre-
ciar o seu verdadeiro ensino primirio, em desafio
ao magisterio, onde as cranlas rpidamente com
santos conaelhos abracam de eoraeo os vros e as
lettras.
Julio Soares de Azevedo.
As flnancas provineiaes c os
funeeionarios da provnola
II
Depois que cscrevi o priraeiro artigo sob este
titulo, j ha alguns das antes de sua pubUeacjO,
que conh' ci d"onde vem a pretenvao de continuar
c anda mais apertado, o imposto sobre os venc -
ineutos dos funecionarioa provinciaes, e ato vi,
como todos tero visto, do que foi publicado na
Revista Diaria d'esta folha, daAssociac.ao Com
i:\ercial Beneficente, representando Assembla
Provincial a sua opposico ao imposto de consumo
pelo uuico fundamento que manifesta, de ser este
imposto inconstitucional.
Falla a Ilustre Associasao Beneficente As-
sembla Provincial com um tom tio autoritario,
que parece que manda n'ella como um seuhor, ou
como se n'elia tivesse instrumentos seus, como se
ainda fossem os bons tempos das patotas.
Descanse a beneficente associaQao, que nao en-
contrar na Assemblt Provincial, um C'aim como
encontrou na Geral, e menos que os cutros depu-
tados se lhe sujeitem. Entao era sob a situacao
liberal, nao quereudo os outros ministerios desfa-
zer o que fizera o Sr. Paranagu E ainda assim'
ainda sob a situacao liberal o garrote d'esta pro-
vincia j era to insupportsvel, que o Sr. f'araiva
permittio o consuaao sob o titulo degyro.
Agora vem a poderosa ou imponente Associacao
com o seu reto, n'esse tom de senhor ou de quem
pode, inculcando peder mais sob a situacao con
servadora do que sob a liberal. Nao sei d'onde
vecm as suas novas azas, quanda foi sob as situ i-
coes conservadoras que o imposto de consumo f >
creado aqu e as outras provincias e, contra o
gosto e instancias da beneficente, sustentado. S
com os liberaes, com esse partido entre nos, como
barco sem piloto nem bussola, asstltado por pira-
;aa que como taes, mal contentes nos arraiaes ini-
migos, o cxploram, com as praticas contrarias aos
principio?, foi cem este partido que a Ilustre be-
neficente poude conseguir seus benficos intentos.
Nao comprehendo, pois, d'onde vem agora a sua
potencia !
O medico que faz o diagnostico e nao indica o
meio da cura, nao medico; salvo quando o mal
incnravel.
O pretexto dcste furor coutr.i o imposto de con-
sumo c ue se encapa com o zelo farizaico pela
coustituieao, que as outras provincias de que o
nos-o eomm'Tcio o imporio, deixam de procu-
ral-o. Mas isto apenai un pretexto, porque to-
das ellas ti m h un e depois j tem do restaurando o
imposto de consumo, s sem obstculo dos poderes
geraes, que nao podendo adiar outra sabida, dei-
xam r considerando absolecta a disposieo eoos-
ttuciui al, pela wa impnteabiHdade, como por
sua isBuratieabUidade s I izem absolectas as leis
que, 011 desde a sua en cenlo ou pelo correr do
tempo, nao pidein mais ser praticadas. S ficou
ao patriotismo da beneficente, orno vestal em
frente da pyra, guardando o fogo sagrad, o zelo
far zaico p.'la disposicio constitucional que se tem
toruade impratieavel.
Bol**** commcrclal de Pernam
buco
Secife, 14 de Abril de 18-S6
As tres horas da tarde
Cotaccs vlficioes
Letras hypothecarias do banco da crdito real de
Pernambuco, de juros de 7 0 0, do valer
de 100 93JOOO "ada urna.
Carsbio sobre l, d-c K) d/v. 0 1|1 d. por
lOOO, do naneo.
Dito sobre dito, avista, 20 por 1O00, do banco.
Cambio sobre Paria, 90 d|v. 472 rs. o franco, -do
banco.
Dito sobre dito, a vista, 477 rs. o franco, do banco.
Cambio sobre o Porto, 90 d v. 164 0/0 ci premio,
do banco.
Dito sobre dito, avista, 167 0/0 de premio, do
banco.
Cambio sobre Lisboa, 90 d/v. 162 0/0 de premie.
Ka hora da tola
Veadeam-se :
120 letras hypotheca-ias.
P. J. Pinto,
Presidente
Candido C. G. Alcofoiado
Secretario.
ttENDIMEin OS PBLICi
Mes de Abril de 13oS
Nao podar p is \sscmbla Provincial servir
bem aos iuteresses da provincia, seuo sacrifical-
a cada vez mais cruelmente, se nao restaurar pu-
ra e simplesmente, com dantes, o imposto de con-
sumo. Todo outro meio intil, per |ue tu 10 inn-
tilmsnte se tem tentado Nem o imposto de re-
paitiea., pelo qual os viganos do commcrcio des-
car: egam sobre os traeos todo o peso, nem o ita-
pcfto nos ordenados, que s produz o cruxifici-
meuto dos funeeionarios j to sacrificados pelo
atrazo, c^in o que anida lucra o coinmercio. os
mais lieos que nao comprara as apolices do T e-
souro para e mpral-as cora abate aos pobres que
as recebem em pagamento, nada salvar, cada
vez tul, ser mais sacrificado.
Se a Ilustre beneficente tem algum m>'o. sl-
guaia lembranca que nos salve sem tocar na arca
santa da sua patritica dedicacao, que o traga ;
como p< r exemplo, os meios de evitar que os con-
trabandistas despachera ci m nomes apocriphos as
mercaduras de cujos mpostos se qnercm furtar.
Isto na o se'' de interesse da provincia, aos
quaes iliustre beneficeute se tem tanto dedica-
do, como do interesse de todos os commerciantes
honrados, porque os eontr.- b indi: ta-, nao pagando
imposto das fazeiidas, vao desigualmente cjncor-
rer com os outr s que o pagaram.
Assi n, sim, far'. a beneficente servico a e c a
provnola ; de outno modo nao poder mais mere-
cer o titulo honroso e benemrito com qne se qua-
lifica, i. se podendo merecidamente chumar:na-
leficen e, muito mais apro riadamente pelo rau.to
mal que tem conduzido provincia, com sua obs-
tinacao contra o imposto oue to mal lhe si.
12Abril1886.
Affonso de Albuquerque Mello.
Ven 10, por meio destas linhas, agradecer ao
Sr. grente dos trilitos urbanos do Recife a
Olinda e Beberibe, Dr. Autonio Pereira Simoes e
sua senhora D. Rosa Amelia Coeio Simoes, as
maneias Ihanas e delicadas que se dignaram dis
pensar ao meu. fallecido pai, Manoel Autonio Bel-
miro ce Oliveira, o modo candoso p"r que presta-
ram-se na occasio do ataque de congesto de qne
foi flli aeeoinmettido na tarde de 10 do corrente,
na e-taco do Carmo desta cdade, recolhendo-o
aua e8a por cspatjo de 17 hor:.s e trem-lho
ALTASUISIDe 1 13
''icio di H
RagauMiHoaiA Di 1 A 13
l-io ie 14
ClBSLXAO,- BOVIlCUL-
Herr He 14
'-". 1 13
218:465^988
19:490,275
332:945*958
21:3504952
3:824577
25:175/529
2:3298O0
2:707/604
KOir I.RINAOR Dp 1 13
Mvn de 14
f-5:037/4t4
9:591*741
418 888
10:010/629
DESPACHOS DEIMPORTACAO
Patacho nacional Luiza de Vicenti, entrado do
Rio Grande do Sul no da 13 do corrente e con-
signado a Pereira Carneiro & C, manfestou :
Xir^ue 883:840 kilos ordem.
II.a o nacional Santa Rila, entrado do Aracaty
no di. 14 do corrente e consignado ordem, ma-
nifcsti u :
Cer 1 de carnauba 307 saceos a Maii & Rezen
de, lO a Prente Vian' a & C.
Chapeos de palhade cirnaba 52 fardos a Fer-
nandi 1 a Irraao.
Sal 12,800 litros ordero.
Vapor nacional S. Francisco, entrado da Baha
e escalas no da 14 do corren'e e consignado
Companhia Pernambucana, manitestou :
Algodao 50 saccas
Azeite 20 ponches.
Bar is vasii s 12.
Charutos 1 aixao.
Couros salgaoos eoccos 752.
Pipas vaeas 16.
Piansaba 696 molhos.
Sola 300 meius.
Taan;osl fardo ordem.
Vajior iuglez Maranhense entrado de New-York
e escalas no dia 14 do corrente e consignado a J.
Pater & C, manfestou :
Amostras 2 volumes ordem.
Boiiibas 3 volumes a Ferroira Guimares & C.
Bacha 150 barris ordem, 60 a Fraga Rocha
& C, 2o a Guimiies U > !ia & C.
Bre 1 0 barricas a Maia Vianna Castro & C.
Bacalho 384 tin s a Browns 4 C.
Candit-iros 12vcluuies crdem.
Chnrutos 1 caixa a II. Lundgren & C.
Estopa 3 fardos ordem.
Par 11 ha ie trigo 600 barricas a Matheus Aus-
ti 1 & C, 666 a Machado Lopes & C, 334 a Lo-
pes Ir nao.
Fer agens 2 volumes ordem.
Fogos da China 25 volumes ordem.
Fumo 1 caixa a II. Lundgren & C.
Kerosene 10,000 caixas ordem.
Meicartorias diversas 1 volume a Browns & C,
3 a Mendes & Oliveira, 8 a A. D. Carneiro ViaD
na, 1 t Reis & Santos, 1 a Jco W. de Medeiros,
-' 1 Mi noel Cardoso Ayres, 12 ordem, 1 a II.
Stolzeinback & C.
Machinas para descarocar algodao 19 a Reis
& Santos.
Oleo do sementcs de algodao 10 caixas a Faria
Sobrkho & C.
Toueinho 40 barris a Fraga Rocha & C, 50
ordwn.
Vid-os 5 volumes ordem, 1 aViauaa Castro
&C.
DCSPACH08 oTEXPORTAgAO
Em 13 de Abril de 1886
rara o exterior
-'a bsrea portuguesa Noemia, carregaratn :
Eiisino particular
Felicidade Perpetua de Vasconeellos A-aeao,
compc-tcntementc habilitada para o ensino prima
rio, participa ao respe tavel publico que t< m aber-
to o s 11 internato na cdade do Espirito Santo,
em Santa Thereza (l'o d'Alho) ende j ha um
auno tem tido a honra de receber alumnas inter-
nas e externas, cujos pais acham-se sinceramente
satisfeitos Animada por este anspicioso acolhi-
mento contina a t.flvrccer o seu prestigio a aqu 1-
lesquc Ibas qiiizurem honrar, confiando suus fi-
llias, certoa de que nao poupai cstorfOS para o
bora desenvolvimento intelUctual e moral, apar da
delieadeaa e bnn tatnmeuto; assim como tam-
il 01 offeiece-se para < nsiuar meninos externos de
4 a 7 anuos, tudo por presos razoaveis ; achaudo
se semre prompto a dar quaesquer esclariciinen-
tos pessoalmente ou por cscripto a quem Mtligr.
Oleo puro 1:1 <-ilicinl le lidelo de
bnvullio, de Lmuiinii A Kemp,
N. 3Wi
Parece rea'mente que a tysica estava predesti-
nada succmnbir s qualidades balsmicas c cu-
rati '3 da secreeilo do figado de bacaio. O oleo
puro medicinal do fijado de bacalho, de Lanman
ic Kemp, o qual em virtude da sua reennhecida
pureza e cxcel'cncia, obteve a supremaca em to-
dos os mercados do mundo; produz resultados s-m
precedentes. Ditos senhor. s trero em seu poder
ma multid 1 iic attestados mdicos-era seu favor
(alm dis infinitas cartas dos convalescentes), o
que tolo formara um grosso vebime. Ditos a ten-
tados foram recebidoe de quasi tedas s partes do
mundo civilisado. Alguna des coses acham-se rx-
t'nsamente escriptos em forma de diario, cora os
piogreasos da cura de din em da.
As asser^os authenticas. sao aem duvida algu-
mn, mu extraordinarias e provam de um modo o
ni;'i incontestavsl, que as priores molestias dos
orgaos da respirafo, sao susceptiveis de cura.
O oleo puro medicinal de figado de bacalho, de
Lt.nman fiz Kemp, nao contera nt nhuma substan-
cia estraiiha, e sim, absolutamente puro e comer
vate frescal em todi s os climas ; circumstancas
estas que se devem ter eempre presente.
Acha-se vends em todas as priucipaes bo icas
e 'jas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C
ra do Commercio n. 9.
Collegio de Sania Lucia
sexo fe mi ib! no
fuocciona sob a orcccjXo
das tras. D. Anna do llego Alraeicia c D.
Luzia Nepomuccno Duirte, no 2o andar
do sobrado situ ra Duquo do Casias n.
59. Alcen das pruneiraa letras, e todo o
tiabalho Ce agulba, ensina 8* tambem fran-
cez, (escrever c fallar), inglez, portuguez,
gcographia, nritbinetica, desenho, miuica,
piano, e flores arlitciaes do todis as espe-
cies etc.
Avisa-so ao publico, esperando todo o
acolhimento e protecjito, certo de que era-
pregarao todo o esmero no adiantatnento de
suas alumnas; funeciona todos os das
uteis exceptnos domingos e dias santifica-
dos.
Recebem-se alumnas internas e meio
pencionistas e externas por preyos razoa-
veis.
Ra Duque de Caxias n. 59, (antiga do
Queimado.)
Para o
Este collegio
Beneficio a patria
O professor part'cular Julio Soares de Azevedoi
abri em seu collegio ua da Matriz da Boa-
Vista n. 34, um curso gratuito para 25 orpUoa
desval dos, tornoceiido aos alumnos os utensilios
necessarios so ensino.
Para tal fim, ja o ineansavel protessor Linde-
lino ocha, enviou gratuitamente, diversos livros
primarios de sua propriedade, coadjuvaudo assim
o progressodo ensino. e servindo de cxcmplo coino
Um verdadeiro pernambucano.
Esto, portanto, uberta3 as matrculas, pira as
cranlas que quizerem fre'quent;vr o curso.
E' mais um beneficio de caridade digno de lou-
vor, dedcalo a erpliaudade e a infancia desva-
lida.
Horariodas 6 horas da tarde as 9 da noite.
Julio Soares de Azevedo.
N. 9. A Emulsao do Soott fortifica e
desinvolvo o systema osseo c nervoso das
enancas debi-'is e rachiticas, e nilo ha na la
que possa se comparar ;i este remedio tilo
agralavel o recoustituinte para a cura das
doencas devidas a m condicao de sangue
e debilidado do corj>o
Escoli particular
De instriicco princirla para o
se\o inascul no
31RA DA MATRIZ DA UOA-VISTA01
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta e ipital, que abri sua es-ola particular
de instruccao primaria para o sexo masculino,
ra da atriz da IJoa-Vista n. 31, onde esmerada-
mente se dedica ao ensato de seus alumnos.
O grao da escola consta : ler, es.'rever, e contar,
desenhj linear, hstori 1 patria e nonies de fran-
cs.
Garante um rpido adiantamento im s nsalnm-
nes, pelo seu syster.ia de ensiuo, o qual um* pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviouvel e nma es-
merada dedieaco ao ensino, fizendo eom que os
seus discpulos abracara e amera de eoraeao as l> t-
tras, aos livros e ao estad, gaiando-os no cariii-
nho di iiitelligciicia, da lunra e da dignidade,
afim de que venlmm a ser o futuro sustentacnl 1
da patria, da religlo e da lei, um Verdadeiro
cidado brasilero.
Efpcia, pois, merecer a confisnoa e a proteccao
do distiucto povo pernainbuean c era psrtlCOlar
tera t robusta em to li s os paes e tutores de mi -
nios que queiram aproveitar 1 m rpido adianta-
mento de seus filhos o tuteladoe.
Comquanto onsada s-ji pata tentativa, todava
espera que oj seus iucansav is esforoos, e os m a
puros desejos, sejara corlados Coai a feliz nppro-
vaeao do todos os filhos do linperie da Santa Cruz.
Meosalidade 20X) pagos adiautados, 110 acto
da matricula.
Horario das 9 horas da manb3 s 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meio-peusionistas
por mensalida es razoavvis e leccioua por casas
particulares a ainb >s os sexos.
inlro loares de Azevedo
34 Ra da Matriz da Boa-Vista 34
Despedida e reclame
Urna vez quo me raudei,
Deixando os visiuhos raeus,
Venho agora do minh'alma,
Enviar-Ibes temo adeus.
Me offerejo aos seus servigos,
Na casa que agora habito,
Cuja ra, e cujo numero,
Abaixo vero uescripto.
Aos meus antigos freguezes
N'um forte aperto de lulo,
Lhes peco qne nao se csqu'-ciiu ;
ijtn-me sempro a protecgio.
Na casa que agora oceupo,
Sempro prompto eu estarc,
A cumprir as snas ordens,
O que muito abnejarci.
A todo publi o Ilustra,
O artista Zacaras
Se faz lembrar, pois ti nho
Suas boas .-yinpatliias.
Em Coronel Su
Antigarua do llorn,
Xo numero oitenta c seis
Casa que tem duas portas.
Subindo ama eecadinho,
h) bater no sobrado
Onde por certo acharSo,
Baixo pre;!, fin > agrado.
nho
O bucharel Jos Vicente Me ira de Vasconeellos,
de volta de sua viagem ao Par, declara ans seus
amigos e constituinies que do lia 20 do corrente
mez em dianta, quando pretende tomar conta do
.-eu escriptori>, continuar no ixcrcicio de .ua
profissao de advogado, podendo ser procurado na
praca de Pedro II (outr'i ra pateo do C llegio) n.
ti, priraeiro andar, das 10 horas da manila s 4 da
tarde.
R- cife, C de Abril de 1*86
- ------
Ah sempro pi\;s^n!eiro,
AcbarSo to los o- dias,
A s Tvir os seus
Seu criado o
'/. i'- trias.
fivgu
SG ("oroncl Suissuna 8
(Antiga da HortasJ
Dr. Cos Lete
iietiioo. pnrteiro i> operader
Consultorio ru-i Du ,'i de Caxias n. 59,
Io ai
Residencia ra lo i'.iyj.m gem).
D consultas das !! horas da manhS as 2 da
tarde.
Atiende pira :, : a :. los le sua pr
qu ilquer hora.
Ediial !.. 15
O administralur di C'nsulado Pravineial faz
publico a qii'in i' ressar p ssa 1 m vista da
portara sob n. 693 exped Ja p-lo llhn. Sr. Dr.
inspeetor do Thesouro em '1 do More. ultimo, fica
uroroga lo por in ii- 15 dias o praxo concedido para
pagamento, li?re d' malta, do imposto de re larti-
yo relativo ao l' semestre do exereicio corrate
de 188586.
Coisnl 111 Provincial ce Pernambac >, 3 de Abril
de 1S86.
Frueeo Amgnlas deCarvalho Movra.
Para Lisboa, P. Carneiro i C. 313 couros
salgado* com 3,756 kilos.
Para o Interior
No patacho norneguense Dagny, carrega-
ram : ^,
Para Porto-Alegre, P. Carneiro fe C. 100 bar-
ricas com 10,510 kil is de assuear branco e 14
ditas com 1.480 ditos de dito musca vado.
No vapor belea Brabo, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, J. 8. Loyo dr Filho
3,400 saceos com 210,000 kilos de assuear branco
e 600 ditos com 36,000 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Mandos, ctrregarara :
Para o Rio de Janeiro, J. C. Pina 4 caixas
com 252 kilos de doce ; Dr. C. Bittencourt 4 cai-
xas medicamentos ; J. A. de Miranda 1 dita com
10 kilos de doce ; J. da Silva Pereira 1 dita com
15 ditos de dito.
No hiate nacional Ires, carregou :
Para Mossor, J. de Castro Medeiros 100 saceos
com farinha de mandioca.
Na barcaca Gracinda, carregaram :
Para Mamanguapo, P. Carneiro & C. 3C0 sac-
eos com farinha de mandioca.
Na barcaca D. Isabel, carregaram :
Para P. de Alagoas, Maia di Rezende 25,000
litros de sal.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 14
Babia e escala6 1/2 das, vapor nacional S.
Francisco, de 382 toneladas, commandante Joa
quim da Silva Preira, cquipagem 30, carga
var os gneros; a Companhia Pernambu-
cana.
New York e escala32 dias, vapor inglpz Mara-
nhense, dd 060 toneladas, commandante P. B.
Fregarthen, equipagem 31, carga ranos gene-
ros ; a Johnston Pater & C.
Buenos- Ayres-49 das, escuna hollandeza Adrtatic
de 158 toneladas, capitao J. G. Boon, equipa-
geni 6, carga xarque ; a Pereira Carneiro
Aracaty15 dias, hiate nacional Santa Rita,do
48 toneladas, mestre Manoel Joaquim da Sil
veira, equipagem 4, carga varios gneros ; a
Antonio da Silva Campos.
Navio sahido no mesmo dia
Para Brigue inglez Maid of Glanuern, capito
E. F. Chaddock, carga varios generes.
A aula mi\tu particu-
lar
Francisca Marlniana L. Carneiro participa aos
pais de familia, que sua aula abrir se-ha no dia
19 do corrente : qnem de seus prestimos precisar
pode dingir-se ra do Visconde de Goyanna u.
21, que entender- se-ha com a mesma.
COLLEGIO
OE
\ossa Senliora das Victorias
RIJA DO HOSPICIO N. 10
Directoras :
Mme. Blanc-he d'IIerpent Crgo.
Baroneza V. ci'Herpent.
Este coll'gio tem ptimas accommodacoes para
lunillas internas c um corpo docente de reconhe-
cida capacidade.
-----------------iS-----------------
. Lycfitt TriaflelDbico
Continuara a iuneciouar as auh.s desti lyceu
ra do Hospicio n. 30.
A directora,
Mana O. de Mello.
Dr. Mello Gomes
MUDICO PARTEIBOEOPEUADOlt
'Ra do Bario da Victoria (antigaI
ra Nova) n. 37, Io andar I
Dediea-se com especialidade ao curativo j
!de febres, molestias de peito e das senhoras. 1
sypbilis e estreitamento da tirethra.
Consultas das 10 a 12. Chamados pere1
escrpto qnalquer hora do dia ou da noite. (
Telephone n. 259.
il
i
VAPORES ESPERADOS
Juca de Trieste hojo
Clbe do sul amanh
Baha do sul aman ha
Paranagu de Ilamburcro amanh
Advance de New-Port-News a 17
1 Ule de Victoria da Europa a 19
Ettephania de Trieste a 20
Espirito Sanio do norte a 23
La Plata da Europa a 24
Mariner de Liverpool a 24
Equateur do sul a 25
Para do sol a 26
Neva do sol a 29
Dr. Fcrreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Di. Mn Lit
HUDIL'O
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
a Cruz n. 10. Especialidades, moletass de se-
nhoras e enancas.
OCULISTA
O Dr. Brrelo Mampato, medico oculis-
ta, ex-chefede clnica do Dr. de Wecker, d con-
sultas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do BarSo
da Victoria n. 45, 2o andar, excepto nos domingos
e das santificados. Residenciara do Riachuelo
n. 17, canto da ra dos Pires.
Dr. Perreira Velloso
d consultas das 10 s 11 1/2 da manhS, em
quanto funecionar a assembla provincial, ra
do Marqubz de Olinda n. 47, 1 andar.
0 Dr. Hermogenes Scrates Tavarea de
VuscoiiC IIds, juiz do direito do civel da
comarca do Olinda, por Sua Magostada
o Imperador, a qu m Deas guarde, etc.
Faco saber aos quo o presente edital virero, c
di lie noticia tiverem, que no dia 15 do corrente,
1 hora di tarde, depois da audiencia, o porteiro
interino dos auditorios, ha de trazer de novo a pu-
blico prego de venda 9 arrematoco, a quem mais
der e raelhor Unto offeieeer, com o abite da
quinta parte da respectiva avaliaco, o bera se-
gointe :
Urna parte do sitio no lugar Salgadinho, ava-
1 ado em 835j'954 e por l>5)>74, com di veis is
nrvuredos de frueto, entre elles alguns ps do co
quotros, eom casa de vve*nd:i, teudo esta 2 janel-
las de frente, 2 salas e 1 gabinete. 4 quartos, cosi-
nh 1 externa, medindo dita cas 1 30 palmos de lar
gura e 58 de fun 'o, sotao, terraco e eoebeira e mais
2 casiuh.'is de taipi junt ao poito, tudo cm mo
estado, tendo sido todo sitio avahado por 2:00 '.
E vai a pra^a a requermento de Antonio Joaquim
CJasca", ua exeeneio que move contra D. Alexnu-
drina Mi.ria do Sacramento Pereira.
Convido os pretendentes a comparecerem no dia
cima indicado, afim de ter lugar a alludida arre-
mataco.
E para que chage ao conhecimento de todos, man
dei passar o presente que ser aflixa o no lugar
do costume, e publicado pela imprensa.
Dada e passado em Olinda, aos 10 de Abril de
1881!.
En hachare! Francisco Lius Calda?, cscrivo o
escrevi.
Hermogenes Scrates Tavares d' Vasconeellos
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
offi -.al da Imperial Ordem da Rosa, com'
mendador da Real Ordem Militar Portu-
gueza de Nosso Senhor Jess Christo e
juiz de direito privativo de orphaos e
ausentes nesta comarca do Recife, por
Sua Magestade Imperial e Constitucio
nal o Sr. D. Pedro II, a quem Deus
guardo etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
dalle noticia que depois da audiencia do dia 20 de
Abril do corrente anno" e preenchidas as formali
dades da lei ir a praca publica para 6er vendido
a quem mais der servindo de base o pre^o da ava-
liaco 1 sobrado de 1 andar, no lugar denominado
Caboe, com 10 metros de frente e ti de fundo, 2
salas de frente, 2 quartos, 4 janellas de cada lado,
menos no do norte, onde collocado, no laio do nor-
te, onde est collocado no lado de fora, urna cscada
de tijolo e cal, que d entrada para o mesmo so-
biado tendo no andar terreo 2 quartos de cada lado,
isto sul e norte, e 1 sala no centro, 3 janellas e 1
porta de frente e 2 portas e 2 janellas de fundo,
sobrado, que situado no centro de um pequeo
sitio com diversas aivores fructferas, 4 pequeo,
quartos no fundo, servindo um desees de cosinhas
em pessmo estado, avahado em 2:000.
E vai a praca a requerimento do invenariante
Manoel Antonio A. Mascarenhas para pagamen-
to de cUstas do referido inventario,
E para constar maudoi passar o presente que
ser publicado pela imprensa e ailxado no lugar do
costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 10
de Abril de 188C.
Eu, Olavo Autonio Ferreira, cscrivo, o fiz es-
crever e subscrevo.
Adelino Antonio dt Luna Freir.
A Cmara Municipal do Recife fal saber a q icm
interessar possa que no da 21 do corrente ser
arrematado era hasta publica o servido da limpeza
municipal por esoaco de um anno, sob as bases e
condieoes sbaixo mencionadas :
1* O eontratante conservar varridas e limpa3
as ras, poites, traveasas, beccos, largos, pateos,
caes, latriuas e mictorios das qoatro treguezias da
cidade c remover todo o lixo das referidas fre-
guezias, proveniente ou nao de varrimento, para
os pontos locaes determinados por esta 'Jamara
dentro do permetro da cidade, de vendo conservar
em cada latrina uin guarda para abril-a, l':chal-a
e conserval-a sempre lunpa.
2" O contratante obrigado a conservar neste
servico o pessoal necessario, nao podendo ter me-
nos de 40 pessoas. para que rique-o trabalho do
varrimento concluido dentro da h iras indicadas
por esta Cmara, alm das carracas precisas para
a condnceo do lixo, nao sendo o numero destas in-
ferior a oito.
3* O contrtente 6 obrigado a fazer o servico
as horaj tjiie ton m designadas pelos fiscaes das
quutro fregnesias, s deven lo em geral ser feito o
varrimento noite, podendo sel-o de dia nos dias
ehuvosos, sendo o contratante: obrigado a dar sa-
bida s sgnas plnvi i< -.
i' O contrataate reeeber por esse servico an-
nualmente a quantia de 31:869^120, que ser
pago em 52 prestado :i Iguaes iato, por semana.
0 contratante incorri r na multa de M5000,
sempre que for ene intrata sem indicios de ter
sido limpa qnalquer ra, ponte, travessa, becco,
largo, pateo, ou c
>>' A multa sei imposta p-lo e.nuiii
limpeza publica, eom recorso para a Cmara, nao
idi
  • nara qnalquer antoridade administrativa oujudi-
    eiaria.
    7 O contractanto que houver ncorrido era 5
    1 consecutivas, s ra proviracnto interpojto
    pera ote u Canino, perder o contrae! rijo
    de limpeza publicaqm passar a ser feito pela
    ira, sem direito a ser iudemni'tadn de qaal-
    quer inti r sse ou 1 r la que provier d 1 mesmo con-
    tracto.
    S tero admttidas a licicitar as pessoas que
    boeverem lep stadtem poder do procurador da
    ra a quantia de 500ffi0 em diobeiro, a qual
    11 rd lance i'"i > vierem assignar o
    .... bo du 8 das, c ntados da
    lo n do, pnlo presidente da provin-
    . vi n I hab taca 1 ser ar o da S '.
    '. 0 contraetante entrar c- m a quantia de...
    1 1 tn dioheii 1 ou fin:.-t idnea,
    2 r.mtia d d c infracto ao assig.
    Dar .1 n Bp ctivo ti rio, cuja qpa iti 1 p rder, se
    lonar o con) 1 nterromper o servico
    em ;; lq r 1 isfreguez j.
    10. Terminado ou nterrompi lo t praso do con-
    . ni tei 1 o contraetante direito a ser in-
    t I ir '! m iteriai qae ti-
    vi r em euj 1 :nat. rial, fin 1 > o
    contraetante.
    11. Ser preferido iqu lie que se propuzer a
    servico p r meu -
    da Cmara Municipal do Recife, 1 de
    Ibril de 1886.
    Dr. A Siqueira C-nneiro da Cuitha,
    .te.
    V u .'- ie Astis Pereira Rocha,
    Secretario.
    O Dr. II rt-i! i Peregrino da -Silva, juiz
    substituto 'i 1 eo-narca d. Olinda, por S.
    M. o Imperador a quera Deus guarde
    etc. < te
    Fae-o saber aos que o presente edital d 1 prac
    viren que o porteiro das audiencias ha de trazar
    te n iv 1 a publico prega 1 de ven la o arrematoslo
    no dia 15 do corrente 0 bem seguinte :
    Urna casi terrea a ra di Aijube, n. 4 cem 2
    portas de frente, co 1 sala. 1 quarto, corredor, co-
    staba interno, quintal em aberto, m lindo 21 pal-
    io w de largura, e 50 de comprimento, avhala em
    _'|)|H)0; pertneente dita casa ao patrimonio de
    N si 1 enhora d..s Morci, e vai a prafa por exe-
    cneao il 1 fazeada nacional contra o mesmo patri-
    icono. Couvi to portant-: na prttendeutes a con-
    parecerem 110 da aeira indicado 111 sala das au-
    dieneias, afim d. ter lugar a alludida arrematacSo.
    E para que chegue ao conhecimento de todos
    mandei pasear editaes que serio anindo3 nos lu-
    gares do costume e publicados pela imprensa.
    Dado passad i nesta cdade do Olinda, aos 0
    de Abril de 1886.
    Eu, Manoel N ral Fernandes Soares. eserevente
    juramentado, o escrevi.
    Eu, bacharel Francisco Lins Caldas, escrivSo o
    subscrevl.
    IIirtenc:o Peregrino da Silva.
    O Dr. Hortoncio Peregrino da Silva, juiz
    substituto da c^narca de Oadi, por
    S. M. o Imporador a qu-sni D/us guarda
    etc.
    FafO saber aos que o presente edital de praca
    virem que o porteiro das audiencias ha de trazer
    de novo a pinlico pregao de venda e arremata-
    ra) no da 15 do corrente o bem seguinte
    Urna case terrea na Ladeira da Misericordia n.
    3 desta cidade com 18 palmos d largura e 54 de
    fundo, 2 salas, 2 quartos e cosinha interna com l
    porta e 1 jandla de frente, avahada por 3)0000,
    pertneente dita casa ao patrimonio da irmandads
    de Nossa Senhora do Guadalupe, e vai a praca p' r
    exrcuc'i da fozenda nacional, contra a mesma ir
    maadade,
    Convido portanlo os pretendente comparece-
    rem no da cima indicado na sala das audieicia
    afim de ter lugar a alludida arrematacao.
    E para que chegue ao conhecimento de tolos,
    mandei pissar editaes que serio affiados nos lu-
    gares do custume e publicados pela imprensa.
    Dado e pissado nesta cidade de alinda, aos 9
    de Abril de 18SG.
    Eu, Manoel Naval Fernindes Soares, eserevente
    juramentado o escrevi.
    Eu, baeharel Francisco Lins Caldas, escrvao o
    subscrovi.
    Hortencio Peregrino da Silva.
    O major Antonio Bernardo Quinterno, juiz
    de paz da freguezia de Saiito Antonio,
    em virlude da lei, etc., etc.
    Faco saber aos que o presente edital virem que
    por parte de Jos Duarte Pereira me foi dirigida
    ama petijo requerendo que o admittsse a justi-
    ficar a ausencia para Ingar acert do Dr Gasto
    de Arago o Mello e que justificando-o quanto
    bastasse lhe concedesse CNrta da editos oara ser
    elle citado, afim de vir primeira audiencia desto
    juiz>, fiado o praso de trinta dias, para s; conci-
    liar a resiieito do pagamento de cento e cuaren'a
    e nove mil ris de sustento de um seu cavallo e
    estada de seu carro no estabelecimento do justifi-
    cante.
    E tent exhibido prova sufficiente do quauto alle-
    gava, lhe mandei passar o presente edital de trin-
    tr da?, pelo qual cito ao m- ncionado Dr tiasto
    pai a vir primeira audiencia deste juizo, depois
    d'aqnclle praso para dito fim.
    E para que chegue ao seu conhecimento man-
    dei passar o presente que ser amxado nos luga-
    res do costume e publicado pela imprensa.
    Dado e passado nesta freguezia de Santo Anto-
    nio aos doze dias do mez de abril de 188G. Subs-
    erevo e assipno. Recife, 12 de abril de 1886.O
    eBcrivo, Coriolano de Abreu.Antonio Bernardo
    Quinteiro.
    Edital 11. 92
    (1 pracs)
    De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, se faz pu-
    blico que s 11 horas do dia 16 do corrente mez,
    sero vendidas em praca no trapiche Conceico,
    as mercad > ras abaixo declaradas, apprehendidas
    a bordo do patacho norueguense Gordon, no dia
    26 de Fevereiro do corrente anno.
    Guarda-mrria
    12 duzias de collarinhos de papel, 18 camisas
    de tecdo de algodao com peito de linho.
    17 ditas lilas, 70 camisas de meia de algodao,
    18 ditas de tecdo de algodao, lisas.
    10 ditas de flanella de l, 6 ditas de panno de
    la abaetado.
    6 ceroulas de flanella de l, 8 ditas de meia de
    algodao, 5 gorros do tecdo de algodao, 10 pe-
    damos de flanella de la entrancado.
    2 1/2 kilog^ammas de roupa feita, de brim de
    algodao estampado.
    o 1/2 kilogrammas de cobertores de algodao la-
    brados.
    3* seccao da Alfandega deTernarabuco, 13 de
    Abril de 1886.-0 chefe,
    Cicero B. de Mello.
    DECLABACOES
    A* commercio
    As companhias de seguros d'esta praca avisara
    que, em consequencia do pequeo numero de se-
    guros para o Para, e do grande valor dos riscos
    dessa respomabilidade, que as expoe a. graves
    prejuizos, teem resolvido, a contar do dia 15 do
    corrente em diante, elevar as tasas dos prc mos da
    sua tabella.
    2 /o contra todos os riscos as condi.'es de
    suas apolices, para cargas em navios l vella,
    levando pratico da costa com carta, e mai: 1/4 0/g
    se nao levarein pratico.
    1 % dem, dem em vapores.
    Recif#8 de Abril de 1886.
    Pela Companhia Innemnisadora:
    Os directores,
    Joaquim Alves da Fonseca.
    Antonio da Cunha Ferreira Bailar
    Pela Companhia Phenix Pernambucana,
    Os administradores,
    Luis Duprat.
    Manoel Comes de Mattis.
    Pela Companhia Amphitrite :
    Os directores,
    A. M. de Amorm.
    M. I. da Silva Gmmi raes.



    - I




    I'



    I
    Diario de PernambucoHuinta-fcira 15 de Abril de 1886
    /
    Associafo Commercial Agrcola
    de Pernambuco
    Assembla je ral
    2a convocado
    So novnmente convidados og senhores ass cia-
    dos couiparcciTL'm Da sede desta assiciucaV, s
    12 horas do di 15 do corrente, afim de se pnce-
    dcr a eleicao d.\ nova directora e da cornmiisa
    de came de coutas, e ser lie o relatorio da ac-
    tual directora e o pareeer na commissilo de con
    tas. Ein virtudc do art. 7 dos estatutos a pre-
    sente reuniilo funecionanl com qualqaer najnero
    de ass ciados quo cemparec- r.
    Dual otara da Associaco Commercial Agrcola
    de Pernambuco, 7 de Abril de 8(5.
    S. de Barros Barrito,
    Beoretario.
    Compaiihia dos Iriios urbano:
    do Recife Olinda c Rek
    ribe,
    Por ordem do Sr. presidente di MMmbM* g< ral
    convido os senhores accionistas para a rsnniio
    que se t'tctuar na dia 1G do coi rente, no lujar
    do costme, &s 11 horas do di:i, afim de senra
    presentados t relatorio e contal do semestre de
    julho dezembro prximo pissado.
    Eseriptorio da companhia, 12 de Abril de 86
    O secretarlo,
    Jos .Antonio de Almeida Cui.ha.
    Cl*i!) de Renatas Per-
    namb t cano
    Sao convidados os Srs. patro.-s das emba iCCOI
    ue qniaerem i miar parte m prxima regata s 2
    de Haio vindoiiro, virem inscrcver suas tripula-
    res e embarcares, na sel- deste club, das 7 s
    9 !i iras da noitd at o da 2U do rorrete niez.
    Recife, (5 de abril de 8 >.
    Os directores,
    Ernesto Leal.
    Jos Guimarf.ei.
    Arihur de Mello (int-rin o
    I
    Faco publico que em ses.-ao do conEelho admi
    u'strativo de liontem, ficon deliberado haver na
    terceira retrata deste club, de 2 de Maio vindnuro,
    dous premios para dua corridus ; stiido um te
    30SO0O para o pareo de escaler* se quatro remos,
    tripolados [ or profissionaes, c outro de4"2(<)0
    para o de escalen s de '! remos as mesuias con-
    dicocs d;i Jiulle. Para ss paros da m imilla de
    gaerrt e mais conconentes os premios serao ma-
    dalhas.
    Secretaria do Club de Regata! I\rnarabucat;0,
    cm 13 de Abril de 1886.
    Osear C. Uooteiro,
    I'1 secretario.
    ia
    BOYAL MAIL STEAM PACKET
    O Sr. Francisco Alves 'da Costa, commandante
    de un des vapores desta compauh'a rogado
    vir a ra do Marques do Olinda n. 50, afirn de
    coacluir certo negocio que niio ignora.
    R
    fie Lisboa
    AGENTE
    Miguel Jos Alves
    N. 7-RA DO BOM JESS-N. 7
    krian aarilimon e lerreatreM
    Notes ltimos a nica cotnpaoliia nesta praca
    que concedo aos Srs. segurad' s senipeo de paga-
    mento de premio un cada se timo auno, o que
    equivale ao descouto de cerca de 15 por ceuto em
    favor dos segurados.
    i
    fioinpanliia de Seguros
    martimos e terrestres
    12stabclcc!da em 1*55
    CAPITAL 1,000:000
    SINISTROS PAGOS
    As 31 de dezceubro de 0 8 84
    Martimos..... M10:000$000
    Terrestres,. 3.6:00000
    11 lina do 4'onimerelo
    "SiiROS"
    MARTIMOS contra fogo
    Per-
    0 paquete Elbe
    do su! no da 16 de
    marco, seguin o
    Idepois da demora
    necessaria para
    , Lisboa. Vigoe Sou
    t hampton
    t"ara passagens, frotes, etc., tracta-se com c j
    CONSIGNATARIOS
    Adamson Howic & C.
    Vicente
    4 ovaa\!\iiii* :* mknm.u;k-
    IIII. KIAIIITI.1IR
    LINIIA MENSAL
    O paquete Equateur
    E' operado dos p-irtos do
    su] at o di:; 25 do o. nenie,
    lo, depois da demora
    do eostume, para Bordeaux,
    tocando cm
    Dakar. Lisboa e Vigo
    L'inbra-se sos Benhores passageiros de todas
    us elasses que ha lugares reservados para esta
    agencia, quo podein temar en qiialquer tempo.
    Paa-se abatunento de 1*> em favor das fa-
    milias coniposta do D nos e que pa-
    garem 4 pas.'iigen; int- ii
    Por excepcao os i familia* que toma-
    rem bilhetes de p: i, a u'este abat-
    ment.
    Os vales posta- Al o dia 23 pagos
    de contado.
    Para carga, pas- inanias edinheiro
    a frete: tracta-se com o ag n'c
    \ugiisle Labille
    9 RA DO COMMERCIO
    AVISO
    0 patacho iiiglcz
    Carrie Dingte preten-
    de seguir viagem bre-
    vcnicmtc para Para-
    liyba, recebe carga c
    ene o ni Hiendas para
    aquel le porto, por frete
    mdico, tratar com os
    consignatarios Jolins-
    ton Patcr & ., a ra do
    Commercio n. 15.
    LEILAO
    Companhia PbenSx
    nambncana
    Ruado Commercio n.
    s
    I
    f[-
    i
    n

    Scssaj da a^eembla geral
    De ordem do Sr. presidente, convido a todos es
    senhores sssoeiados comparecerem a sessao da
    assembl geral, que ter lugar no dia 15 do cr-
    lente, s 5 hora8 da tarde, na qual te ter ce
    tratar de negocies urgentes e do nis.ior interesse
    para a eliise.
    Secretaria da AMO*ac3o, 11 de Abril de 85.
    Alfredo des A. jos,
    Io secretario.
    ro.vrii.t foco
    British & Mercantile
    CAPITAL
    2:000.000 de libras sterHnas
    A 0 E N 1 E 8
    AdomsonIIowie& C.
    De ordem do Illm. Sr. eng'nheiro chefe, fa^o
    publico que no dia Vi do corrente, no meio dis,
    reetbe-se nesta secretaria propostas par* a exe-
    eutao do3 reparos urgentes da ponte sobra o rio
    Pirapama, no engonho Juniueira, oreados em
    2:530i.
    O orcamento e mais condivoes do contrato, se
    icham disposi(ilo des senhores preteudentes
    para seren ex minados.
    Secretaria da reparticao das obras publicas de
    Pernambuco, em 10 de Abril de 1886.
    O secretario,
    J. J. de Siqucira Varcjio.
    London aud Elrasiliaa Sank
    Umlted
    Ra do Commercij n. 32
    Sacca por todos os vapores sobre as ca
    xas do mesrao anco em Portugal, sendo
    em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N
    Porto, ra dos Inglezeii.
    (JOMPANHIA
    Imperial
    DE
    THEATRu
    DE
    VARIEDADES
    XA
    A.
    Companbia lvrico-comico-
    (I rain a lien
    DIRIGIDA PELO ARTISTA
    LU1ZMILONE
    EMPREZA
    BOLDRINI E L. 3IILONE
    hojh:
    Oainla-feira, 13 de Abril
    Ma primeira vez nenie thcalro.
    subir scena a importanto e esplendida opera-
    omicacra 3 actos do immDrta! maestro ROSSINI:
    0 Barbeta) de Seviltia
    l'eisoinicii-.
    Beaiaa...................... Sra. Cortks^
    Conde da Almaviva.......... Sr. Pocchettfr
    Bertha, governante........... Sra. Darand.
    Fgaro, barbe;ro............. Sr. Dominiai.
    I). Bartolo, tutor de K'sioa...
    D. Basilio, maestro de msica..
    Fiorello............:........
    Um olliciaI...................
    1 Jm tabclliao.................
    MsicosPovo Soldados.
    A pega est montada e ensaiada a
    pricho.
    NEGl ROS contra FOCiO
    EST: 1803
    Edificios e mercadoriat
    Taxas baixas
    Prompto pagamento de prejuizos
    CAPITAL
    s. 16,000:00000o
    Agentes
    BROVVNS & C.
    5 N. Rita do Commercio N. 5
    SE
    CONTRA FOGO
    The Liverpool & London & ti lob
    INSURRAME COMPAQ
    Sanirs Brotas & C.
    Companhia Haitiana de navega
    eao a Vapor
    Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
    Estunci.a e Babia
    O VAPOR
    Marinho Visconde
    Commandante J. J. CoeOto
    Segu impreterivcl
    mente para os portos
    cima no dia 1G do cor-
    rente, s 4 horas da
    tarde. Recebe carga
    at ao meio dia do dia
    Par.i < .ug.i, passagens, encommendas e dinheiio
    a frete >racta-se na agencia
    7ttua do Vigario 7
    Domingos Alies Malheus
    tOHt'A.VOIt C-KR^AIIAIC i A
    DE
    Xavcgaco Costeira por Vapor
    PORTOS DO SUL
    Macei, Penedo c Aracaj
    0 vapor Mandahu
    Segu no dia 15 de
    Abrli, s 5 horas da
    tarde.
    Recebe carga at o
    _ dia 14.
    Encommendas, passagens e dinheiro a frete at
    s3 horas d* tarde do dia da partida.
    ESCRIPTORIO
    Ao Caes da Companhia Perr.ambucana
    n. 12
    LEIL0BS_
    Hoje, 15, (tan ter lugar o leilao dos gneros e
    movis da taverna da estrada de Joao de Barros.
    Sexia-feira, 1G, o de 1,500 chapeos de palha,
    ca teiras, cofre, balciio, armacSo para baendaa e
    outros movis no caes da Alfandega, armazem
    n. 17.
    Terca-ieira, 17 do corrente, o de bons mo-
    vis, pinturas oleo, brouzes, crystaes, livros,
    plantas, vinhos, e mais objectos da casa de resi-
    dencia do Sr. G. A. Sclunidt ra da Saudade.
    r'abbado, 17, o das dividas activas da massa
    fallida de Mnre.ee & Rocha, hotel Oritntal.
    Lello
    Da armacao, balco, gneros, louca e mais objec-
    tos da t averno da estrada de Jc-ao de Barros,
    perto da estacSo do Principe, esquina do Olho
    do Boi, em um ou mais lotes.
    Quiuta-feira lo de abril
    s 10 1/2 horas
    AGENTE INTO
    Em continuar
    9. sofs, 2 consolas, 1 jardineira, 1 lavatorio, 1 toi-
    lette e outros movis.
    Do grande e importante sitio
    de trras proprias da Estrada
    de Joo de Barros, conhecido
    por Sitio da Capella.
    Tendo urna grande ca com cinco jauellas de
    frente, janellas nos oitoes, por'a de entrada pi la
    parte do norte, com 2 salas, 1 gabinete, 1 saleti,
    5 quartos, cosinha fora e 2 quartos.
    O sitio tem muro na frente, portao de ferro e
    urna capella ao lado, diversas arvores de fructo,
    cacimba, baixa de capin e 2 viveiros.
    :;abbado 17 do corrente as 11 horas
    No armazem da ra do Imperador n. 1G
    O agente Martins, autnrisado por mandado do
    Exm. Sr. Dr juiz de dir^ito capidlas e residuos,
    e com sua assistencia, iar leilao do sitio cima
    requenmeuto do testamenteiiv inveu'ariante
    dob bens do finado Franciaco Ci. valcaute de Al-
    buquerque Lins.
    GRANDE EIMPORTANTE
    I.F.II.AO
    Dt mobiliada sala. (Jacaranda), piano, harmo-
    niuns, pinturas a oleo e gravnras, brouzes de ar-
    te, figuras de bieenir, alcatifas e tapetes, lustros
    para gz carbnico.
    Livros e estantes para os mesmos, spheras geo-
    graphicas e a tronomicas, urna mportaute [loneta
    astronmica, espingardas e secretarias-
    Mobilia completa de sala dejantar (nogucira),
    guarda- prata envidracado, crystaes, porcelanas,
    objectos de electrc-plate, vinhos finos, cognac,
    pratos chinezes ernamentacs, plaHtas, artigos de
    cosinha, quadros, relogios e etagers.
    Guarda roupa e guarda-vestidos com espelbos
    camas de bronze e de Jacaranda, commodas e nrai-
    toc outros artK' s para uso domestico.'
    Terca-feira 27 de abril
    O agente Pinto levar a leil", por conta e or-
    dem do Sr. G A. Schmidt, < s movis e mais obje-
    ctos da casa de sua residencia ra da Saudade,
    propriedade da viuva Guimaraes.
    Na vespera e dia do h ilao ser destribuido pelo
    mesmo agente cathalogcs mpressos e numerados.
    ) leilao principiar s 10 huras cm ponto por
    serem muito3 c differentes os lotes.
    A entrega cffectuar-se ha us 24 horas preci-
    sas.
    Protesto
    Os abaixo aesignados deeh.ram ao publico que
    ninguem faca negocio cora tris letras no valor de
    l:0(K)f cada urna, aceitas pela firma Barreto &
    Irmo, proveniente do arrenc amento de tres an-
    uos do o i^enho Aguas Claras, situado na comar-
    ca di Eseada, pertencente ao: Sra. Franciaco An-
    tonio de Oliveira Man n-1 Praicisco de Oliveira e
    Antonio Francisco do Oliveirn, pnocipiando-se o
    dito air ndan.eiito cm agosto de 1884, cuja firma
    que j se acha eztinets, enfretaram amigavelmen-
    te o dito eogenho aos arrendatarios em dizembro
    d > mesmo anno, fieandj elles certos de entregar
    as ditas letras, e como at o presonte nao o tives-
    sem falto, os mesmos abaixo assignados previnem
    a qu.m qaer que si ja, que as letras acham-se de
    iienhum valor, vi.il -i os loeadon s terem arrendado
    o respectivo eogenho no cspac-i de dous ou tre3
    mezes, como consta da esciiptura publica do
    mesmo. Reeife, 14 de Abril i.e 8>.
    Al lpho A l'ans Barreto.
    Jo*o i: Birreto.
    Salsa noFa A Negro
    Vendc-3e na n a
    andar.
    do Boin Jess n. 7, primeiro
    Pasini.
    Pozzi.
    Tirelli.
    Tirelli.
    N. N.
    ca
    X. B.N'esla peca aceitn o papel de D. Bar-
    tholo o artista Sr. PASINI, que tanto agradou en:
    outras pocas, e que fez do papel urna verdadeira
    creacao.
    Preyos do eostume.
    Am entradas coraos do direito ao
    mmeato na platea.
    Nao se transfer o espectculo anda que
    chova, salvo forca maior.
    A vino. Depois do espectculo haver trem
    para Apipucos e bonds das lincas de Fernacdes
    Vieira e Alogados. Os bonds no largo de palacio.
    O bond de Magdab-ua t haver quando o es-
    peetteulo acabar depois do horario do ultimo que
    passana na Nova, s 11 horas e 42 minutos.
    No trem at Apipucos nao ha bilhetes de 21
    claase, e nao teem valor as series da companbia.
    Principiar <* s i 2 brax.
    *anta Casa de Misericordia dr.
    Recife
    Na secretaria da Santa Casa de Misericordia de
    Recife arrendam-se por espacb de um tres an-
    uos, as casas abaixo declaradas :
    Ra da Moeda n. 45, 240JOOO
    dem -dem n. 49 24OOO0
    Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 3 0*000
    dem n. 29, loja -l6*008
    dem idem n. 29, V ai. dar 240*1 (K
    Ra dos Burgos n. 27 216*000
    Ra da Madre de Dcus n. 10-A 180*00u
    Caes da Alfandcea armazem n. 1 1:600*000
    Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2<>
    andar O7*0CO
    Ra da Guia. n. 25 200*005
    Becco do^breu n. 5, loja 48^000
    Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
    pavimento terreo, l'e andar, por 1:600*300
    Ra das Calcadas n. 32 200*000
    Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
    Recite, 6 de evereiro de 1886.
    O escrivao,
    Pedro Jiodrigue de Soma
    MARTIMOS
    tOHI't\lllt
    i't:nvtHict\.t
    DE
    ftaTegaco Costelra por Vapor
    PORTOS DO NORTE
    Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
    caty, Cear, Acarahu e Camossim
    0 vapor Ipojuca
    Segu no dia 20 de
    Abril, s 5 horas
    da tarde. Recebe
    carga at o dia 19.
    Encommendas passagens e dinheiros a frete at
    s 3 horas da tai de do dia da sahida.
    ESCRIPTORIO
    Caes da Companhia Pernambucana
    n. 12
    I"
    DamprschiriTalirls-GeselIschal
    O vapor Paranag-u
    Leiio
    Em continuHCao
    De mobilias de jacaran i e mofrno, pianos, ca-
    mas franceza, aparadores, mesas, cabides, jarros
    finos, caixascm charutos, 4 ditas com pacotes de
    fumo, ditas com cerveja Tivoly, ditas com cognac,
    latas com ostras e outros inuitos movis avulsos e
    perfumaras.
    Quinta feira 15 do corrente
    A's 11 horas
    No .rmazem da ra do Bom Jess n. 49
    Por inervenfao do agente Gusmc
    Agente Pontana
    LEILAO
    loue,a; vidros c outros objectos de uso
    domestico
    Quinta Ieira, 15 do corrente
    segundo andar da ra do Mrquez de Olinda
    (outr'ora Cadeia do Recite) n. 58
    A's 11 horas em ponto
    O agente Pestaa, bastante autorisado pelo Sr.
    Antonio Correia da Silva, que se retira para o Rio
    de Janeiro, com sua familia, vender no da e hora
    cima mencionados, os movis abaixo declarados,
    urna mobilia de jacaraud, com pedra, quadros,
    jarros, relogio de cima de mesa, cama de Jacaran-
    da, guarda-vestido, commoda, cadeira de balanco,
    c-andieiro a gaz, cama de aman-lio, um marqueso
    estieito, cadeiras avulsis, guarda-louca, aparado-
    res, mesa elstica, apparelho para almoco e para
    jantar talheres, copos, garrafas, e muitos outros
    objectos que se tornam enfadonho mencionar e es-
    taro patentes ios senhores compradores.
    Ue movis,
    No
    AVISOS DIVERSOS
    Na engenboca de Bemfica, estrada real da
    Tcrre, compra- se vacias touriuas. b"a3 leiteiras :
    a tratar na mesma, todos os dias; das 6 ao meio
    dia.
    na
    Piecis.i-sc de tima ama para cosinhar
    ra Nova, pharm&cii n 51.
    Aluga-se urna ama perita para todo o ser-
    vico ; a tratar na ra do Livramento n. 'S,. >
    andar.
    Aluga-se a casa da ra do Coronel Suassu-
    na n. 150, com quintal e bastan'.es commodos
    para familia : a tratar na ra Direita n. 100.
    Cobranza de impostos
    Galdiuo dos Santos Nunca de Oliveira declara
    que pagou em 12de Man.-n c is74 a qnantia de
    29*840, sendo 25vllO do 1 seme-tre do passeio
    da casa n. 28 da ra da Madre de Deus, e 4*400
    de eust-is. Pagm tambera nom-smo dia 25*640,
    sendo 25*140 do 2 semestre dj mesmo passeio, e
    <00 rs. da guia.
    Estes pagamentos esto laucad .i .i il. 11 do li-
    vro de calmamente. Os conhecimentos tem os ns.
    120 o 121. Houve engao no dital publicado ha
    pouco.
    Engeiih (loiabeira
    Traspassa-ec o arrendamento do engenho cima,
    distante da cidade de Jaboato raeia hgoa, ven-
    dendo tambera a safra, boiada, alambique, carros
    e raaii utensilios aertncentea ao mesmo : a tra-
    tar na ra nova de Santa Rita n. 49, serrara
    vapor.
    Vende-se um c rro americano de quatro asse-
    tos, um bom cavallo de carro e arreios para o
    mesmo : vei e tratar na taverna Victorio de
    P;:ysand, junto da p. nte pequea da Passagem.
    Leilao
    Espera-se de HA BURGO,
    va LISBOA, at o da 16 do
    corrente, seguimlo depois da
    demora necessaria para
    Rio de Janeiro e Sanios
    Para carga, passagens, e encommendas, t i-acta-
    ee com os
    CONSIGNATARIOS
    Borstelmann & C.
    RUADO VKxVRON. 3
    1* andar
    COM PAN IIIA l'KKVtlfa! CA-V4
    DE
    .\"avesaco costeira por vapor
    Fernando de Noronha
    0 vapor Giqui
    Segu no dia 15 do
    corrente, pelas 12 ha-
    rs da manb.
    Recebe carga at o
    da 14, e passagens at
    ia 11 horas da manb
    Inited SUtes & Brasil Mail S. S. C.
    O vapor Advanee
    Espcra-se de New-Port-
    News.at o dia 17 de Abril,
    o qual seguir depois da de-
    mora necessaria para a
    Baha e Rio de Janeiro
    Pira carga, passagens, encorara, ndas e dinheiro
    a frete, tracta-se com os
    AGENTES
    llenry Forster & C.
    N. 8. RUADOCOMaifcKOlO N.8
    / andar
    CHARtiElRS HEIMS
    Companhia Franceza de ftavega
    V>a Vapor
    Linha quiuzenl entre o Havre, Lis-
    aoa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
    Santos
    esperado da Kuropa at
    20 d Abril, se-
    o depois da ndispen-
    1 demora para a Ba
    Klo fe Janeiro
    nton.
    Roga-se aos Srs. impJrtadores de carga polos
    vapores desta linha,queirain apresentar dentro de 6
    das a contar do da descaiga das alvarcng ,.. i -
    quer reclamacao concern^ute a volumes, que por
    ventura tenham seguido para os portos do sul.arim
    de se poderem dar a tempoVs providencias neces-
    ssrias. j
    Expirado o referido prajo a companhia n5o se
    respoosabilisa por extrav
    Recebe carga, encommenas e passagein par
    os quaes tem exceUentes acomodacoes.
    Augusto*, de veiniC
    42-RA DOOO]
    IEROIO -42
    do da da sahida.
    ESCRIPTORIO
    faca da Companhia Persa
    cana n. 12
    ifcn-
    Rojal Mail Sloam nickel
    Company
    Reducgo de passagens
    Bilhetes cspcciacs se*
    rao emittidos desdi4-14
    de mareo at o fim de
    julho offerecendo faci
    lidades ans senhores
    viajantes para visitar
    a exposieo eolonial
    em Londres, de 1886.
    Ida e volta de Per-
    nambuco a Southamp-
    on, primeira elasse,
    com o prazo de 0 me-
    zes libras sterlinas 36,
    150.
    De impoi -tanlen minis. eNpelbo
    oval, lout i, lidioi c diversos ol
    JectoN de pratn.
    Constando de 1 linda mobilia com encost de
    paliaba, com 12 cadeiras de guarnidlo, 2 ditas de
    bracos, 2 ditas do balanco, 1 sof e 2 dunquer-
    ;uea ; 1 conversadera de Jacaranda, l espelho oval,
    1 tapete grande parasof,2 pares de jarros, 2 figu-
    ras finss, 1 divau,2 ricos guarda-vestidos de ama-
    relio, 2 toiletts de mogno, 2 bidets de dito com
    lampo de pedra 1 cama franceza de Jacaranda
    com colxao, urna dita dita de mogno com dito, 2
    ditas de ferro com ditos, 1 commoda de mogno, 1
    berco de faia e 1 marquezao.
    Duas bancas para advogado, 1 cadeira de pa-
    rafuso para as meemas, 4 estantes abortas para li-
    vros, 1 cadeira de viagem, 1 cabide de parede, 2
    banquinhas, 8 cadeiras de Jacaranda, 3 ditas de
    bracos, 1 mesa redonda com pedra e 2 consolos
    com dita.
    Um importante guarda-prata de amarello, 1 ri-
    co aparador de armario com pedra, 1 mesa elsti-
    ca de 5 I a boas, 18 cadeiras de junco, 1 guarda-
    louca de amarello, 1 mesa redonda de ferro, 1 ca-
    deira de balanco americana, 2 lavatorios de ferro,
    1 dito de parede, 1 resfriadeira, 2 vasos para agua
    servida, apparelho de porcellana para jantar e al-
    moco, vidros, duzas decidieres para sopa e eh,
    (ehristefler) diversos objectos de prata garios,
    facas e muitos outros movis de gosto.
    Sfxta-teira 1G do corrente
    A's 11 horas
    Na ra da Unido n. 53, defronte do Gymnasio
    O Exm. Sr. Dr. Tarquinio de Souza tendo se-
    guido para o Rio de Janeiro com sua Exma. fami-
    lia, far leilao por interve co do agente Martins,
    dos movis da casa de sua residencia roa da
    Umo n. 53. os quacs se recommendam pelo gosto
    e pouco uso que tiveram.
    O bond da linha da Tacaruna que parte da es-
    tacao do ruin s 10 horas e 40 minutes, dar
    passngi'm'grtis ao concurrentes do leiio.
    Aluga se um eseravo paia criado ou outro
    sorvico ; na estrada de Joao de Barros ou trav>ssa
    da Soledade n. 41.
    Aluga se o 2- andar e sotao ra estreita
    do Rosario n. 38 ; a casa terrea e sotea no pateo
    do Terco n. 82 ; ra da Gloria n. 108; Santa
    Cecilia n. 19 ; tratase na ra de S. Jorge n. 5t,
    Pora de Portas, at as 11 horas da manha, ou
    depois das 4 d. tarde
    A-uga-se o sobrado com sota ra do Ce-
    oiiel Suassuna n. 139, tem commodos para grande .
    amiba, ciado e pintado ha pouco temp ; a tra-
    tar na ra da Imperatriz n. 50.
    Precisase de urna cosinheira para casa de
    familia : a tratar na ra do Baro da Victoria
    n. 39, loja.
    Pede-se ao3 abaixo assignados o favor de
    virem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
    51, a negocio que nao ignoran.
    Pedro Siqueira, d'Alfandega.
    Arthur Dantas.
    Luiz Carvalbo.
    Jos Guimaraes, caixeiro de Loyo & Filho.
    Frederico Vieira.
    Augusto Goncalves da Silva.
    AUeiCaO
    Vende-e urna rotula, assim como um balco :
    na ra de Mircilio Das n. 12, pavimento terreo.
    Ama
    Preeisa-se ae urna boa cosinheira
    Mrquez de Olinda n. 6.
    na rus do
    Hajor Paulino Pire fr'alco
    I TheO'.:oro Just, sua mulher Isabel Pires Falcao
    Snel e seus filhos, Joaquim Ci stodio Duarte de
    Azevedo, sua mulher Oalliope tires Falcao de
    Azevedo e seus filhos, Rita Pires Falcao de Loyo-
    la e seu filho, genros, lilbas e netos, veem muito
    reconhecidos, agradecer a todos os pareotes e
    amigos que se dignaram acompanhar at a estacao
    das Cinco Pontas os restos mortaes do seu presado
    sogro, pai, av e bisavo, o rcajor Paulino Pires
    Falcao ; e de novo rogam aos mesmos e aos de-
    mais oarentes e amigos a caridude de assistirem
    as missas o stimo din, que mandam celebrar
    pelo eterno repouso do mesmo finado, no dia 19
    do corrente mez, na matriz de ;>anto Antonio, na
    da Boa-Vista, na da Cabo, em Ipfjuca, e na ca-
    Pede se ao r. Manoel Pereira da Cunba,
    que v ou minde resolver o negocio d03 movis pe]]a do engenho Mas^an^ana. to'ds as 8 horas
    que alugoti. da manha._____________________^^^^^^^^^
    O hygienieo vinho de janipapo, fabricado no "^"^^^^^^^^^^
    Arriial por um particular, aeha-se venda na
    raze de 8/ a duza, no deposito de gneros do
    Sr. Jos da Silva Pereira, ra do Imperador nu- '
    mero 45.
    Caixeiro
    i
    Precisa-se de um caixeiro de 12 14 annos de
    idade, para taverna, e que d fiador de sua con-
    ducta ; a tr ,tar no Porta da Madeira de S. Bene-
    dicto.
    ISSOOI)
    Aluga-se
    Afogados),
    teiras : a tratar na ra Direita n. 106.
    o sobradinho do beceo do Quiabo
    com quintal e diversos ps de fmc
    PILULAS
    JURUBESA
    BARTHOLOMEOSC*
    Pharm. Pernambuco
    ICurao as Sestea, e todas s rebres J
    lntermittenteB.
    15 ANNOS DE SUCCE8S0!
    ,^^x-J-r m. aasijnutura,
    Leilao
    Lisboa c Porttr
    A barca portugoeca Isolinn recebe carga a tre-
    ta ; tratase com Silva Guimaraes & C. ra do
    Commercio n. 5.
    Tic i' burros c 4 cavalloM proprion
    paracarroM
    No largo da ruadoCoinmeroio, defroate da
    cusa quo foi hotel do Universo
    Wexia-fcira, IB do corrente
    A's 11 horas
    O agente Gusma >, far leilao, por conta e ris-
    co de quem perteneer, dos auunaes cima mencio-
    nados. Em um ou mais lotes vontade dos com-
    pradores.
    Leilao
    De movis, lougas e vidros
    Sesl Trii-a. !. lo corrente
    A's 10 1/2 horas
    No 2." anaar ra do Mrquez de Olinda n. 37,
    entrada pela rita do Bispo Sardinha n. 37
    O agente Silveira, autorisado por urna familia,
    levar a leilao os sc-guintes movis, ccdis em bom
    estado.
    Urna mobilia de junco, consoles com pedras, ca-
    deiras coa encost de palha, 2 rspelhos, 1 jama
    franceza, 1 toilette de faia coai pedra, 2 commodas,
    1 guarda-vestidos, 1 bastidor, cortinado para cama,
    mesa elstica, 1 appara I. r, cadeiras de guarnico,
    I marqueza, 1 marquezao. 1 cabide, 1 bi ier, lan-
    ternas, jarros, candieiros, tapetes, loucas o mais
    movis patentes no neto do leilao.
    Sexta-feira, 16 do corrente
    AJs 11 1/2 horas______
    Lello
    Sabbado, 17 ne Abril
    A's 11 horas
    lina do Ukiii J- sus n. i:
    O agente levar a Icilau requer ment do Dr.
    curador fiscal da massa fallida de Moraes & lio-
    ha, por mandado e'em presenca do Illm. Sr. Dr.
    juiz especial do coo.inercio, as dividas activas do
    Hotel Oriental, pertencente a referida massa : s
    II horss do da cima dito, na ra do Bom Jess
    u.,43, escriptorio do mesmo agente.
    LEILAO
    De 1,500 chapeos de palha de carnauba, de um
    cofre com 2 portas, 2 carteiras, 1 armaco para
    fazendas ou generns, 1 bomba, 1 prensa e eutros
    movis existentes.
    No armazem do caes da Alfandega n. 7
    Sexta feira, 16 de Abril
    .*' II Horas
    AGrLNTE PINTO
    28BA BARAO DA VICTORIA28
    G. A. FRANCISCO
    Tem a honra de apresentar se ao respeitavel publico desta capital, e offerecei
    os servifos do seu estabelecimento, que se ba de abrir no dia 15 do corrente mez.
    Este estabelecimento oli'erece aos seus freguezes comidas gosto e precios
    rasoaveis.
    Fornecer lmoc/is, lunch*, jantares e ceias franceza, com sobremesa de
    differentes qualidades, o glo a toda hora que for procurado.
    Os freguezes serio servidos cora a mxima attencao e esmero.
    Ha mais n'este estabelecimento grande variedade em bebidas, como sejam :
    vin'ucs, licores, champagnes, cognacs e cervejas.
    Espera do respeitavel publico quo haja por bem honrar com a sua presenta
    seu estabelecimento, e des le ja promette servir bem.
    Grande e bem montada oflicina k alfaiale
    DE
    PEDROZA & C.
    N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
    Neste bem conhecido eatabeleciraeato, se encontrar um lindo variado sor-
    timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, eolUrinhos, meias, gravatas.
    tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha; o para bem
    servirem aos seus amigos o freguezes, os proprietarios deste gran'.'e estal)eleciraento
    jra na direccSo dos trabalhos da ofBcina habis artistas, e que no curto espado de 24
    bons, preparara um terde roupa de qualquer fazenda.
    Ra do Barao da Victoria n. 41
    ___________________^PREgOS SEM COMPETENCIA)____________________
    TINTURARA
    SCCESSOR
    25 Ra de Malhias de Albuquerque 25
    (mil.A lili DAS FLORES)
    Tinge e limpa com a maior perfecto toda a qualidade de estofo, e fazenda em
    peQss ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo o
    traball o teito por meio de machinismo aperfeicoado, at hoje conheoido.
    Tintura preta as terjas e sextas-feiras.
    Tirata de cores e lavagem todos os das.


    1
    1


    V
    -**-.
    w*
    -
    tumi'

    Diario te FiTiiamhun>--i(iiiiita--teira 15 de Abril de 1886
    i
    cU
    iluga-se barato
    1 casa da ra ao Visconde de Goyanna n. 79
    4 tratar no Lar^o do (Jorpo Santo n. 19, 1" an-
    Alnga-se
    o 2* e 3' andar do sobrado ra do Brum n. 62
    a tratar no mesmo, padaria.
    laga-s
    Sor barato prcco a cas i da ra Imperial n. 286,
    e no andar e luja, com frentf d- azulejo, tem
    bons commoiiof, agua encunada, e muito fresca ;
    a tratar na ra do Crespo n. 18, luja.
    A Juga-
    se
    na estrada da Turre, ra Real, urna boa casa com
    muitos commcdo- para grande familia, tem 3 sa-
    las de frente, sala de jantar, 6 quartns, cosinba,
    despensa, copia e qu. ros fura para criados, sitio
    grande, p rio encarnado, passa o tr-m e bond :
    a tratar na meema.
    \ luga-se
    na travessa do Pi-im-ipe n. 7 C, urna casa com 2
    salas, quartos. cosinba fra, quintal e cacimba :
    a tratar na ra do Atalbo n. 7.
    lua para cozinhar
    Na rua do Bem-fica
    sitio que fi<*a em fren-
    te da entrada dos Re-
    medios, se precisa de
    ama nulher forra ou
    escrava para ama de
    cozinha.
    Ama
    Precisa-so de urna ama para engoraraar|
    e outros servicos domsticos : no o* andar
    do predio n. 42 da rua Duque de Caxias.
    por cima da typographia do Diario.
    Ama
    Precisa-fe de un a ama de meia idade, para
    ecsinhar e lavar ; na rua JJuque d Caxias nu
    meco 2.
    Amas
    Precisa se de duas ama?, sendo urna que com-
    pre e cosMihc btm, e outra pura cngvmmar e fa-
    zer servic i interno, d. casa de pequea familia :
    a tratar na rua do Bario da Victoria n. 69, se
    gando andar.
    i%M
    Precisa-se de urna ama para andar com duas
    crianzas, lavar e engommar para as mes mas : a
    tratar na rua da Roda n. 16.
    Ama
    Precsa-se de urna a tratar no pateo da Colle-
    gio n. 8 Io andar.
    Ama
    Precisa se de urna a> : na rua Bella n. 35.
    Ama
    Precisi-sc de urna i ma : a tratar na rua do
    Ccudc d> II a-Vista, Caninbe Novo p. 13'.)-A.
    Amas
    Prceisa-se de una ama para cosinhar e outra
    para cuidar de urn CriftDCa : na rua do Mrquez
    do Herval n. 28.
    A.ma
    Precisa-se de urna ama para cosinhar, que dur-
    ma em casa do erepr- go : n rua da Conceicao
    n. 4, 1 andar.
    Ama
    Precisa-fe de urna ama para engomen relavar;
    a tratar no rua de Pedro Aohso n. 4t-A.
    Precisase de duas amas, sendo urna para en-
    gommar e outra para comprar : na rua do Impe-
    rador n. 17, 2- andar.
    Amas
    Precisa-se de urna ama para cosinhar, c outra
    para lavar e ing> minar ; na rua do Bario da
    Victoria n. 9.
    Ama que cosinhc liein
    Precisa se de urna b<>a cosiuheira para casa de
    urna familia na rua da Matriz : a tratar na rua
    Nova n. 13.
    *
    i!
    l
    Leonor Porto
    Rua do Imperador u. 45
    Primeiro andar
    C-.ntina a ejecutar os mais difficeis
    figurines recebidus de Londres, Paris,
    Lisboa e Km de Jaiwiro.
    Prima em perfeicao de costura, em bre-
    vidade, modicidade em precos e fino
    gosto.

    Precisa se de urna criada para cosinhar : na
    rua do Barao da Victoria n. 9, 2 andsr.
    Massa fallida de Joaquim Montei-
    10 da (miz
    Diogo Augusto dos Keis, a.-rematante das di-
    vidas pert ncentes esta mase, pWe a seus de-
    vederes o favor de virem saldar seus dbitos at
    o. fin docorrente mez, evitando assim que seja
    toreado a pruceder esta c< branca judicialmente.
    Outrosim, nesta data tem deliberada que seu se-
    ci Ca tao de Aducida Campos va ao interior
    tratar deste negocio com alguns dos devedores
    da releridhmassa.
    Kecife, 8 de Abril de 186.
    Drogo Augusto dos Reis.
    PILULAS
    Ferruginos as
    JURUBEBA1
    BAfTHOLMEO
    Ptirm. Pernambu.
    Oirao a Anemia, Flores branca*, /*
    Falta de MenstruacSo,
    l Debilidades I Pobreza le mangue)
    ^scisir a a.asicriiEit'ursi.^
    NICO
    i

    %
    Preoaraco de Productos Vegetaes
    extinvo1as caspas
    e outras Molestias Capillares.
    JvlARTINS & BASTOS
    JPertuimbiifo >
    Chnelo turco
    l.oja de oolcatfoN entrangcIroM
    DE
    Thomaz de Carvalho C.
    Estegrauie estabelenmeatu acaba de receber
    p.'his duus ltimos vapores da Europa Orator o
    VUle de Pernambuco uro importante sortimento de
    que ha le magnifico em calcados para senhoras,
    bomens e meninos, nao s<5 pelo modernismo e ele-
    gancia das formas, como pela excedencia do ma-
    terial, perfeicao e solidez do trabalho.
    Conscios de que sahirSo plenamente satisfeitos
    pedimos s Exmas. familias, ans Ilustres e respei-
    taveis corpos acadmico e cominercial, e a ditti:ic-
    ta classe arrisnca, a bunra de nma visita ao nosso
    estabel'-cime ito As venias sao lcitaj a precos
    os mais -azmiv^is.
    Rua do Baroda Vhlorla n O
    Capsulas
    IYIathey-Caylus
    Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
    >
    As Capsulas Mathey-Caylns com Envolucro delgado de Gluten nao fatigao nunca
    o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
    os Mdicos- dos Hospitaes de Paris, Londres e New-Ycrk, para a cura rpida dos :
    Corrimentos amigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
    da Collo, o Catarrho e as Molestia da Bezigas e dos orgdos genito urinarios.
    lili Urna txplioaoio delalhada acompanha cada Frasco.
    Exigir tu Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & O. de PARS,
    que se achao em casa dos Droguistas e Pharmaceuticoi.
    @oengas gervosas **
    RADICALMENTE CURADAS COM 0
    'BROMURETO LAROZE
    XAEOPE SEr).A.TIVO
    de Cascas de Laranjas amargas
    com BROlVIURETOd POTASSIO
    APPROVADO PELA JUNTA DE HYOIENE DO BBAZIL.
    Cabello
    Ayer
    (Aycrs Ilair Vipor)
    CRSA1M0 SUA
    VUISADEECRNOUUtS
    TOPAS**) S.ilCu*.
    fA 0 CABELLO,
    TORNANOO-0
    MACIO. REXIVEL E LUSTROSO
    WMo tttottJCA-EmOA,-.MLKiciX.l J
    fc
    /
    #
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    \
    >
    \9*/S <&
    > /
    v
    F.
    Bste rimadio pwcioso tem forado da accHTa>
    Jie publica duraate cincoenta c set anns, com-
    eyando-fe a sua manufactura e venda em 1837.
    8ua popularidad e vanda nunca forao ;o exien-
    mb como ao presante; isto, por si mesmo,
    fferece a mclhor prova da sua etfiacia maravil-
    hosa.
    Nao hesitamos a dizer que nao tem dcixado
    m caso algxun de extirpar os vermes, quer em
    cranlas quer em adukos, que se acharo afflio-
    los destes nimigos da vida humana.
    Nao dcixamos de receba constantemente
    attenaccs de medicos em favor da sma efficacia
    admiravel. A causa do successo ohtklo por este
    femedio, tem npp?.recido varias fatsificaces. de
    sorte que deve o comprador ter muito cu.dado,
    examinando o nomc inteiro, que devia ser
    torito b U IlIRSnCL
    f
    4oMepba id rciiij de Amorim
    Antonio Felisardo de Amorim, Joao P.lisardo
    de Amorim e J -.s. phi.ia de Paula Amorim, tendo
    recebido de Portugal a triste noticia do fallec-
    monto de. sua mai e s>gra, D. Josepha Fcrreira
    de Amorim, convidara aos -"us parentcs e ami-
    gos para aaaiitrrcm a nina nssa que mandam ce-
    lebrar por alma h mesma. ni dia 17 do oorrertc,
    no convento do C'armo, s 8 horas da mandil, agra-
    deeendo a t. dos por este favor
    1
    Dr. Manoel Antonio Moreira
    Carolina Isabel Lins de Barros, O'ynpia Lins
    de Barros Seve, irajor Thomaz Barreto Lins de
    Barros (ausente) e capitao Jos Candido de Bar-
    ros (ausente), tendo de mand r celebrar missas
    pelo 'terno repouso de sru presado genro e c-
    ndalo, Dr. Manoel Antonio Moreira, cnsul geral
    do Brasil na B< gica, fall.cido em 10 do corrente
    em Bruxellas, eonvidam a todos os parentcs c pes-
    soas de sua amlzade para nssistirem a este acto
    de religiSo e cari lade, sabbado 17 do cr.rrente, s
    7 1/2 heras. na igreja d,. Paraizo. Apradecem
    desde j m ti-.do.a que se rlienar< m cnmprrcer.
    I, tima Luiza Ferrelra de
    Hnu-nl liats
    Sergio Evergiste Ferrcira Magalhaea e o alfe-
    rrs Francisco de Assis Ferreira Magalhaes eon-
    vidam a todos os seus parentes e amigos para
    assistirem s missns que mand.im celebrar s 6
    1/2 horas da manh.l, na matriz de S. Jog, no dia
    lf>do vige ite. pelo 5 anniversario do lallecimcn
    to de sua 1 mprc charada e earinhoaa mai, pelo
    qu- desde j anlecipam suaa eternas grafidoes
    O Bromureto de Ptaselo de
    Lairoze, como todos os productos
    feitos n este estabeleciment, de
    urna pureza absoluta, condicoo indis-
    pensavel para que se obtenha eflieitos
    sedativos e anodynos sobre o sys-
    tema nervoso.
    Dissolvido no Xaropc Laroze de
    Cascas de laranjas amargas, este bro-
    mureto uaiversalmcnte empregado
    No nnsmo deposito acha-se venda os seguirte Productos de J.-P. LAROZE:
    XAROPE LAROZE JZ&S&a TNICO, ANTI-NERVOSO
    Contra as Gaatrites, Gastralgias, Dyr.pepsia, Dores e Calmbras de estomago.
    XAROPE DEPURATIVO' r^ria10DURET0 DE POTASSIO
    e exclusivamente receitado pelos mais
    celebres medicos de todas as facul-
    dades para combater com certeza :
    as affeccoes nervosas do coracSo,
    da vas digestivas e respiratorias,
    as ncvi algias, a epilepsia, o hyste-
    rico, a dan?a de S. Guy, a insomnia
    das criancas durante a denticSo, em
    urna palavra, todas as aeccSes
    nervosas.
    Cootra as Afte-(Oes escrolulosas, cancerosa. Tumores brancos. Acide
    Accidentes sypuiliticos secundarios e teroiarics.
    de sangue.
    XAROPE FEPiRUGINOSOeiS^S.PROTO-IODURETO-eFEBRO
    Centra a Anemia, Chloro-Anemia, Cores paludas, Flores brancas, Rachitismo.
    Qtpotito ;m todos u bits gntttiu dt nztL
    Pars, J.-P. LAROZE e O. Pharmacr-atlcos.
    I^t. 2, ME OS LWNS-SAI.IT-PHL, 2
    m
    SAUDB PARA TODOS.
    As PHulas purlflcao o Sangue, corrgem todas as desordems de Estomago a
    dos Intestinos,
    Fortalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades
    peculiares ao seno feramiao em todas as edades. Para os meninos assim como tambem para as
    pessoas de idade avancada a sua elflcacia e incontestavel,
    Ktsas medicinas so preparadas tmente no Estabetcdmento do PlaSaaet H01 loway,
    78, NEW 0XF0ED STBEET (antes 633, Oxford Street), LONDRES,
    E vendemse em todas as pharmacias do universo.
    O compradore *o convidados respeitosamente a examinar os rtulos de cada ealxa e Pote se nko teeni a
    direcsao, 3J3, Oxford Street, sao falsificasoes.
    se

    oe
    Chapeos e ehapelinas
    ^2
    5T5
    (La
    3
    ZS2
    - 36 A 40PBACfA DA MEE]
    38 A (01
    se
    rt
    Q
    OQ
    e
    as
    B. S. CABVALHO & C.
    Propietarios deste bem conhecido estabeJecioiento partecipam
    as Exmas. familias e ao publico etu geral, que mensalmente recebem
    das principaes casas em Paris e Manchester o que, de raclhor e de
    apurado gosto ha era chaprlmas e chapos para senhora e meainas
    e da3 primeiras fabricas de IL.mburgj o que ha de nvcHior era cha-
    peos para hemem e enancas, e muitos nutres artigos concernentes
    chspelaria.
    Flores ari In'N jsvs oraamento de salas.
    V2
    S3t
    3TJ

    INJEGTION CADET
    Cura certa m 3 das sem outro medicamento
    &AMIS V, Boulevard It+turttu t &A.JU&
    iXEDALHA DE HONBA
    i 0 9LE0 CHEVRIER
    \\ deunfectado ;.-;_ Alcatro.
    u xomco a t>$lam co, e Que muito
    j-grrtent* as Drooriedadei de
    I 9feo.
    0 OLEO de FIGADO
    DE BCALAO FERRUGINOSO
    inlct prtparaclo ua perm lio
    mmiatrtr o Ferro ttm pro.
    tul PnsJo de Ventre, mm
    U i
    lncommodo.
    D1T0S1TO Til riKB
    2!, ra rinj'-asiitmartK, 21
    DEPSITOS EM TOmS

    DIPLOMA DE HOm
    aicKiTADo roa todas as
    Celebridades Medicas |
    CA FRANCAS DAECBOPA
    wolesias"do peito,
    affecqOes escrofulosas I
    CHLOROSIS,
    ANEMIA, DEBILIDADE,
    TSICA PULMONAR,
    IRONCHITES, RACHITISMO
    Os propnetarios do muito conhecido estabeleeiraento denominado
    MUSEU DE .101 AS
    sito a rua do Cabug n. 4, communicra ao respeita* el PUBLICO que receberara ura
    grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gestos, como I
    bem relogios de toda3 as qualMades. Avisa:n tambem que eontiuuam a receber poi
    todos os vapores vindos Ja Europa, objectos novos e vendem por muito menos que ote
    outra qualquer parte.
    MIGUL WOLFF & C.

    N. 4RU\ DO CABUG
    Oompra-se ouro e prata velha.
    \
    . 4


    557w5tS*'c* Vinho de Coea
    PHINCII'ARS PHARMACIAS DO BRAZIL.
    OPPRtSSAO
    TOtBC
    ClTAKF.HO-I'F.iLOXO
    Vsplra-se a f'jinaca qua penetra no ytuio i___
    a expectorado e fvorlsa as funecoes dos oreaos
    ?ataeaa am eaa u de J. i..
    _ Df9tttanot em P*rmmtbuc* J?H
    NEURALGIAS
    Pek Citiai BMC
    FAZENDAS PRETAS
    PE CHINCHAS
    , miai rciti uij.':. j to -.l STSivi 11
    caima o syinptoma nervoso, faciiiU i^rvrwl
    rifaos resi-L'atorlos. K\ j JiI
    E. t *>, rua *>-I,iuiirt. eaa Paris '*\ \Jl
    *>rrX>Vir>rVr>r>r>r%r>r^r>rVVVyV^i^rVVVVy^^
    VINHO MARIANI
    ^^^ DE COCA DO PER
    O vinho mariaivi que foi experimentado nos hospitaes do Parlz
    e proscripto diariamente cum xito para combater a Anemia, ciiioroae'
    Xtt^estde.s mas, molestias das vias respiratorias e Entraquccl-
    mento do orgo vocal.
    O* Medico recommcndam.no d Pcftoagfracns e delicadas, exhausta pela molestia.
    aos Velhos e Crinncns.
    E' o Reparador das ParturbacSes digestiva!
    O FORTIFICANTE por EXGELLENCIA
    O VINHO MARIANI HE KCONTI1A EM CASA DE
    Sur. MiBIflWl, Pt'Parlz, 41,btjleiarj Hau ,smani:; Iew-York,19,list,il".Sri.
    Em Pernambuco : Francisco U. da SILVA & C".
    GORGUROES-ii **. pm 2^000, 2620G e 2^600 o covado !
    GRANADINAS de teda a 4( ris o dito!
    SETJM MACA'O a 1<)600, 1,$600 e 2:j:)00 omais largo que tem vindo !
    MERINO'S-a lr$000. U2O0, 1)100! e de todas as cores para 1,^000! para
    acabar.
    VELLUDILHOS a 800, 900 e 10000 lisos e bardados.
    CREPsuperior a 10U0 o corado !
    SETINETA frai-eza a 560 reis o dito!
    MANTILHAS e fichusgrandes a 40500 e 5#0U0 !
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    naes, etc., encommetidas para lucio
    EM 24 HORAS
    IV A ACREDITADA CASA DE
    XAROPE
    BWOrlOSlWH]
    - molestia! tu
    Icflueneia dos Hyp^l
    orn.x) -.i vjr, tu suor
    e o (lo; ule goza t!n tira b-
    Os hjpopkotpkitos /'!- /,
    de 'aorta iia pftai
    12, : ;hone. '.tru.
    c-. ( j '.: prop t- (ai j
    r Preco : 4 frji'cvs por fr
    J fsmitm-st s f\
    -?*--------'.....
    Aamlnlsirtco : PARIZ. $, Soulnsr llantint'r-e. &
    GRANEE "^HTrTf ilrlirrjIrUllE'irnllKi.iliiii i 9
    Bt*daiTiMdigMUTU,ob ti
    CfibCSItMS.A.....
    HAlT.-ERlVK.-~
    5JRua Duque de Caxias59
    .
    '-
    C VJGJ3ME.V Y te _,rt!!.L'.:, 0, r_ o CotaiJ;
    . HULI'.rt tOUillUK, U, res da Cu.
    **-,-,----------------------c i iiiiMPtr
    Alimentacio raciojitl
    das M.ES, CHIANCAS, AMAS A CONVLESCENTE5
    Por uso di I'HOprn.iriXA tllete*.
    PARIZ, S, Avenue Victoria, 6, PARIZ.
    CeposiUr'us m Pernambuco : FKAN" M. da SILVA k Cu.
    ilhi (i, B: inte;
    ftocue-
    foi't : MeffAO re K
    - I8S5,
    Expo?:caode irabalho:A
    Alimentago Rica
    em pnttt|IM azotados i pbosplia'artos.
    A FMiIHHii MT S3W b o inollior auKiliar
    da ama de IciU' na alin. crlanciniias.
    nitada ro i rechea,
    i"-I1- \sylos, .i u.venancas.
    I o aa que soffreuj de
    Oastritl tr vltia, Molestias d Intes-
    t.uos. rlio de Ventrc rebeldes, o todas.
    ' |ue lUetti ao estomago
    ii oen ssana paraa pro-
    i 'la torca o da saiMe.
    EU6IH AMlICi RCGIST1UDA : A TIB6EM
    htiriim. i,i lit.l.lX,t Itordeatuc (Fri.nct)
    la Pernambuco : Fran B. da Salva 4s, CS
    COMVIT
    JOSEPH KRAUSE a .
    Acabam de augmentar o sen j bem conhecido
    importante estabelecimento rua Io
    de marco n. 6 com mais
    ni saino no Io andar luxuosamente pepar-
    rado e prvido de urna exposi-
    fl## dirs de prata k Porte Mr#fhir
    dos ouis afamados fabri^ii^ do
    mundo inteiro.
    Convida, fiis, as Exmas. familias, seus nume-
    rosos amigos e freguezes a visitaren,
    o seu estabelecimento, afim de
    apreciaren! a grandeza e bom gosto com que
    nao obstante a grande
    despeza, o adornaran., m honra
    desta provincia.
    GM-Sl ABITO DAS 1 A'S 8 Di BOITB
    D B 1W W I 'V
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    rittM~v
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    IHario de Pm.iiniliw.w---tyuinta--feira 15 de Abril de 1S*6
    f
    tttttClO
    Alaga se o sobradinho da ra di- Fogo n. 45, e o
    de n. 26' run do B .rao de S. Buja, coin com
    modos para nmeros i familia : i tratar na mes-
    Ka ra n. 28.
    Ballia
    Thom Augusto da Silva Villar ou algucm por
    elle, mande restituir s movis que estilo em seu
    poder, na ra dos Marfynos n. 148.
    Manca oe escrirtorio
    L. E. Rodrigues Vianna mudou .seu eacriptorio
    de advogacia para o 1 andar da ra larga do Ro-
    sario n. 10.
    TWlhas para bapti-
    sado
    Vende8e de 2 28*000. ra a Madre de
    Deus n. 5, armazt m, ou largo do Corpo Santo n.
    19, 2- andar, importantes t 'alhas de labyrintho.
    Engenho
    Tr> spassa ss o arrendamento do e'ngenho Sania
    Rosa, na freguezia da Luz, perto da estaeo de
    S. Loureuco, na via frrea do Liinceiro, assim
    como de Jaboaro, na via frrea de Cmaro. O
    terreno da para safrtjar-se animalmente de d'ius
    tres mil pVs de assucar. Alem de omitas var-
    ieas tem mata virgeni pira abrir-sc novos parti-
    dos, mc a vapor, rondo urna machina nova, de
    muita f u-ea, e ie cu ias novas e grandes : quera
    prctendel-o dirija-se ao mesmo cngcnbo ou a ra
    do Imperador n. 79.
    ~T
    Sem dieta csem modifi-
    ca#oes de costmues
    i* as i Ibas Vermfugas
    DE
    As nicas infalliveiseqiie nao
    repugnan! as crianzas. (liego
    nova rcuiessa e vende-se na
    caso de
    FAMA SOBRINHO 4 C.
    o o 5 K
    c M
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    o^: SO
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    3 S o S-a
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    "E o D
    o-r O
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    O -i 1 p
    ieciC"S pre arados ha
    macentico En genio
    O Muzi u de Juias, ra do Cabug n 4, rece
    bru pelo ultimo vapor fraueez um esplendido sor-
    timento. Precos muit moderados.
    frelios baratos
    Icrnaeio Barroso, autorisado por um amijo que
    se muda para Euio u. v-ude sem commiesito di-
    venaa casa; terrea, sobrados as ciuco freguc-
    .sias da cidade ; ra do Capibaribe n. 3).
    Silio
    de llollanda
    Approvados pelas juntas de hygienc da Corte,
    Repblicas do Prata e academia de industria de
    Pariz.
    Elixir de imbiribina
    Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
    tdes e promove as ejeceoes difficies.
    Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
    Para os chloro-anemicos, debella a bj poemia
    intertropical, rconstitue os hydropicos e benbe-
    ricos.
    Xaropo de flor de arueira e mutamba
    Muito recommi ndado na bronchite, na hemop-
    Sse e as tosses agudas ou chronicas.
    leo de testudus ferruginoso e cascas de
    laranjas amargas
    E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
    nismo, na tysica.
    Pilulas ante peridicas, preparadas com a
    pererina, quina e jaborandy
    Cara radicalmente as febres intermitientes, re-
    mitientes e perniciosas,
    Vinho de jurubeba simples e tambem fer-
    ruginoso, preparados em vinho de caj
    Efficazes as iuflammaccs do figado e bacc
    agudas ou chronicas.
    Vinho tnico de capilaria e quina
    Applicado om convalescencas das parturientes
    urtico antefebril.
    Deposito : Francisca Manoel da jSilva & C.
    N. l.E' maravilhosa a rapidez com que
    os tsicos, os anmicos, oses:rofu'osos, os de-
    bis e os que padecer do peito e da gar-
    ganta restabelecem-se depois de terem to-
    mado a Emdso de Scoit.
    Este i. portante estabelecimento de relojoaria,
    fundado em 1869, est fuoccionando. agtra rua
    larga do Rosario n. 9.
    O seu proprietano, encanvgado do regulamen-
    to dos r elogies do arsenal de marinha, da compa
    nhia dos trilhos urbanos do Recife Olinda e Be-
    beribe, da do Recife Caxang, da estrada de
    ferro de Cama da companhia ferro-carril de
    Pernambueo, da associaco commercial beneficen-
    te e da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
    intelligeates e habis auxiliares, concerta e fa-
    brica qualquer peca para relogios de algibeira,
    de parede, de torres de igreja; ehroaometros ma-
    rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap
    parelhos eleetrieos telegraphicoe.
    O mesmo acaba de receber variado sortimento
    de relogios .americanos que vendo de Ti a 20
    par parede, mesa e despertadores de nikel.
    Contina a exercer a sua profisso com elo e
    nteresse de que sempre deu provas ao respe i-
    tavel publico e aos seus collegas, e vende forne-
    eimento de qualquer qualidade.
    Em frente de seu estabelecimento se acba col-
    locado um relogio, cojos mostradores tambem po-
    erao ser vistos pelos paseageiros da farro-carril,
    tendosempre aHORA MEDA DESTA CIDADE,
    determinadas pelas suas oDservacoes astronorm-
    oat. Ra larga do Rosario n 9.
    Antonio da Costa Araujo.
    Sitio
    Arrenda-se na estrada da Icr.berimbeira um s-
    1i ideeoqueiros, "om viv.iros, muito bom de plau-
    ticoes. com abundante pat-to p ra gado e excel
    lente casa de vivenda : a tratar na ra do Bario
    da Victoria n. 58, 24 andar.
    Precisa- se de um rapazinho criado : na ra do
    'Sebo n. 31____________________________
    Cautela perdida
    Perdeu-se a cautela n. 12,4G0 do Monte de
    Soccorro desta cidadt-, tomada or emprestimo de
    19^080, capital e jur >s ; pede-se a quera achala
    c favor de levul-a a ra da Lapa n 8, que ser
    i< compensado.____________________________
    AttenQo
    Pedc-se ao Sr. Epiphanio da Rocha Waoderley,
    chefe da estafa* de Pao d'Alho que venha ou
    cande ra dos Martyiios n. 148, 2" andar.
    En^ommadeirp
    Precisa-se de urna, na rna d' isconde de
    o y a ni.a n. 207.
    Engcnho
    Arrendase o eng-'nho Estivas, sito na comarca
    do Cabo ; a tratar no escriptf rio de Sebastio de
    Barros Barreto, ra do Commercio n. 15.
    Oueo lem?
    Oure o prata : [compra se ouro, prata e
    >dras preciosas, por maior pre?o que em outia
    i ia quer parte ; no 1 and-irn. 22 rua larga do
    Rosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
    :>..rde, dias uteis.
    i eiat
    !
    Recebemos neste ultimo vapor voadores para
    menines aprenderem a audar, assim como, diver-
    jas obras de Vime.
    Ciideiras
    Cestas de diversos tamanhos para com pras
    Balai.'S para papel.
    Assafates
    Condecs.
    Roupeiros.
    Sementes de hortalicas e flores, amores perfei-
    (03 e diversas qualidades.
    Vio tambem o especial bacalbo de Noruega,
    Ssando cada um 6 libras: em casa de Pocas
    endes & C
    fina estreita do Rosario n, 9, junto a iqreja
    Alaguel multo barato
    Com casa para familia (na arz.a) e tem 4
    salas, 4 quartos e cosi ha, muitas fructeiras dan-
    do fructo, junto excel lente ba bo do Capibaribe, e
    perto d) trem : a tratar na r la de Santa Thereza
    n. 38, e na Varzea com o Sr. Estevo Jos Si-
    moes, confronte o dito sitio._________________
    Caixeiro
    Precisa-se de um menino ; na ra da Detonis
    numero 35.
    "TolrS. Miguel
    CHEGOli
    Nova remessa, vendem Amaral Primo & C, ra
    Larga do Rosario, e Borges na ra do Amorim.
    E' PURO E BARATO
    Cos nh eir
    Pr cisa-se de urna boa cosinhuira e que seja
    nsscad. a tratar na ra de Paysandu n 19
    Passago n da Magdalena,
    Caixeiro
    C e ; 11 se de um ineuino com pratica de taver-
    na, de 12 14 annos ; a tratar no beceo do Poci-
    nho n. 7.
    Boa acquis.o
    Aluga se a melbor casa de negocio ra Impe-
    rial n. 94 antiga Thomaz Coimera), c ra comino-
    dos bastantes e urna ba armacSo para qualquer
    negocio tratase na mesma ra n. 147, padaria.
    Mobilias de junco
    Vende-se mobilias de junco de encost com pa-
    Iha e sem palba, mais barato do que em outra
    qualqu. r parte, assim como mesa elstica de 3 e 4
    taboas, gnarda-vestido e guarda-louca, e outras
    peyas avulsas : na ra estreita do S sario n. ''i.
    WHISKY
    ROYAL BLEND marca VlADO
    Este excellente Whisky Escossiit preferivf
    ao coguac ou agurdente de eanna, para fortifica
    o corpo.
    Vende-se a retaiho nos tu ihoies armazens
    nolhados.
    Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo no
    me e emblema sao registrados para todo o Braii
    BROWNS t C, agentes
    Vapo es para Engenhos LIQIDOSO DE CHAPEOS PARA
    Vende-se
    urna Uve ra
    principiante :
    numero 14.
    bem afreguezala e propria para
    a tratar na ra larga do Rosario
    h f*r~^
    /..
    u
    /ti
    1b1$ft>
    Vende-se um vapor de forja de 4 cavai-
    los, com moendas apropriadas, assim como
    um outro menor que faz trabalhar urna
    serra circular e um pulverisador de assu
    car.
    lem pouco uso, e acba se tudo em per
    feito estado.
    Para informaySes Mrquez de Olinda,
    38, loja.
    .
    VENDA
    Bom empi'cgo de capi-
    tal
    Vende so o muito bom estabelecimento de roo-
    Ikados, muito be o afreguezadn pr vender muito
    a retaiho, e tambem pa o mat, sito rna Vidal
    de Negreiros n 157, esquina do beeco do Lima.
    No mesmo se acha com quem tratar.
    Cabrio Ict
    Vende se um era perfeito estado e por preco
    eommodo; tratar na ra Duqu>: d^ Caxias n. 47.
    Msica novas
    Acabare de chegur da provincia do Para para o
    ettabelecimento de pianos e msicas de Vctor
    Prealle, ra do Imperador n. 55, as segointes
    ntvidades, que tornara se recommendaveis pelos
    seus autores :
    Hilaridade, galope, por H. E. Gurjo, 2|j000.
    dem a quatro mitos, idem idem, 3.
    A Viuvinha, romance pa'a canto, idem, 2f.
    Urna Lembranca, idem idem, 24.
    O Desejo, idem idem, 3.
    A Ausencia, idem idem, 2J000.
    A Partida, canzonne para canto, idem, 2f.
    La Partenja, bacarola para canto, por V. Ruis,
    2:>00t'.
    La Nanna, do para messo soprano e contralto,
    para canto, por H. E. Gurjao, 25.
    A Valsa, poesia para canto, idem, 34.
    Pensa, meloda, por V. Ruiz, 2*.
    Marcha Triumphal, marcha, dem, 2.
    Idalia, phantasia brilhante, por Eurico Ber-
    nirdi, 24000.
    dem, reminiscencia, idem, 3f.
    Les Hommes de Clace, valsa, por M. J. Mon-
    fciro Prach, 21.
    A Alvorada. valsa caracterstica, por Eurico
    Bernardi, 24000.
    A Estrada de Ferro de Braganca, galope, ide>n,
    24000.
    Saudade, valsi, por Feruandes A. da Silva,
    2*000.
    Ricordarza, mazurka, por V. Ruiz, 24.
    BMULSAO
    DE
    SCOTT
    DE OLEO PURO DE
    Figado de bacalho
    COM
    llypopbosphitos de cal e soda
    Approvada pela Juota de Oy-
    giene e aulorisada pelo
    governo
    E' o roelhor remedio at h. je descoberto para a
    llisira bronotoltei. ecrophpla. ra-
    i-hilt*. anemia, onllirtadc m ral.
    ileflnxoM. lowwe rhrunica e affecefies
    lo pello e da garicania.
    E' muito superior ao oleo simples de ligado de
    bacalbo, porque, alm de ter eh iro e sabor agra-
    daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
    tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas e
    i econstituintes dos hypophosphitos. A' venda as
    drogaras e boticas.
    Deposito em Pernambueo
    Francisco Manoel da Silva k C.
    23-RA MRQUEZ DE ('LINDA 23
    UenQo
    O puro vinho verde e o sabsroto cha preto pon-
    a branca, esoecialidades sem competencia neste
    mercado, rec bidos pelo ultim. vapor, encontra se
    venda em casa de P*ul Jo? Alves & O.
    60Rna do Baro da Virtoria--60
    Caixeiro
    Precisa-ee de nm citixeiro : a tratar no pateo
    do Paraizo n. 18.
    Filelas maduras
    Ven^c se diar:mentc especiaes laranjas para
    mesa, mangabas, sapotas, e outras muitas : no
    largo de S. Pedro n. 4.
    Buhar
    Vende-se um bilhar cm perfeito estado : a tra-
    tar no armazem de movis' ra do Imperador
    numero 49.
    Barra da Jangada ~
    Vende-sc urna casa detijolo, com muitos cem-
    iijodos, tem cocheira ao lado, bota es fundos para e
    rio Pirangy, sita ra do Commercio n. 36 : a
    tratar com Lopes Alheiro & C, & ra larga do
    Rosario n. 21.
    CoQfederarjo" o Norte
    Em vista dos grandes propressos da idea de que
    se gloriam as nacoes civilisadas, o commercio
    deve acompanhar esse pro^resso, visto que rile
    o mais poderoso elemento do engrandecimento das
    nacoes : em rsta do que annuiiciam
    MART1NS CAPITAO & C.
    1 Ra estreita do Rosario 1
    Grande sortimento de gneros alimenticios, es -
    coiha dos quaes, os annunciantes teem sempre
    maior cuidado, para bem servir os bous numerosos
    fregueees. Lembramos, pois, o proverbio :
    Quem nao experimenta, nao sabe.
    Venham ver, pois :
    Queijos, flamengo e de Minas.
    Fiambres inglezes.
    Chocolate francez Menier.
    Dito do Maranho.
    Fructos seceos, como :
    Passas, ameudoas, figos, etc.
    Ditas nacionaes.
    Doce de todas as qualidades.
    Bolachinha inglesa.
    Sementes novas de hortalicas.
    Especialidade em
    Viuhos finos do Porto, Madeira e Shery
    Ditos da Figueira e de pasto.
    Cognac de diversos autores.
    Viubos tnicos, como :
    Absintbo.
    Vermouth, etc.
    Licores de todas as qualidades.
    Champagne.
    Cerveja de diversas marcas.
    Bem assim :
    Araruta fina em pacotes.
    Cha verde e preto.
    Dito per >la.
    Especialissimo matte de Paran, em p.
    Ainda mais :
    Ovas de peixe.
    Sardinhas de Lisboa em Saimoura.
    Vendem Martins Capitaj & l'., ra estreita d>
    Rosario n. 1.
    AOS AGRICULTORES
    Formicida eapanema (verdadeiro) para extinc-
    cao completa da formiga saura. Vendem Martint
    Capitao & C, ra estreita do Rosario n. 1.
    Cabriole!
    Ve ide-se por baratissimo pre^o e em muito bom
    estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro-
    das e arrcios para um cavallo ; a tratar na co-
    cheira do Candido, ra da Roda.
    O 48 da ra Duque de Caxias est venden Jo
    fazendas por menos 25 / de seu valor.
    Ver para acreditar
    Setins macaos de 14400 por 800 ris o covado.
    Merinas jrotos de 14, 14200, 14400, HCO
    148(10 e 24 o covado.
    I v;etineta preta a 500 e 600 ris o covado.
    Ditas do cores a 4O0 rs. o covado.
    Fustoes braocos e de co es a 400 e 500 n. o
    ' covado.
    Sedas de listras de cores de 2 por 14 o co-
    vado.
    Merino de bolmhas a 901 rs o covado.
    Mariposas fi ias de cores a 240 rs. o covado.
    Renda aberta da China a 240 ris o covado.
    Liiihos cscosscze3 de todss as cores a 240 ris o
    ' covado.
    : Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
    rs. o covado.
    M.ntelctas de seda .le 164 por 74.
    ; Fichus a - Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
    Dito de quatro larguras a 14200 a vara.
    Atoali.a Ij de linlio bordado a 24 a vara.
    Collanuhos e puuh .s para scuhora, modernos, a
    24000.
    Brim pardo liso de 300, 400 e 50U rs. o covado
    Toalhas velpudas a 44 6g a duzia.
    Ditas, alcochoadas de 204 por 124 a duzia.
    Gobertas 'forrfc.das a 24800 urna.
    Lencos de bramante 14800.
    Camisas para senhora a 2450C urna.
    Casacos de laia bordados, moderuos, 1?4-
    Dams co di algodao de cores, largura de quatro
    palmos a 500 rs. o covado.
    Camisas bordadas e de linho a 304000 a duzia.
    Madapolo casca de ovo e pelle de ovo a 64500.
    Enxevaes para baptisado, novidade, 9J.
    Timoes para menino, boidados, 4,5.
    Chapeos de sol de seda para senhora, de 164
    por 84000.
    Meias para homem e senhora. de 34, 44, 54 e
    64000.
    Redes hamburguezas, 10J.
    Colchas a 14800, 54, 64 e 74.
    Ver bu tinas da todas as cores a 14 o covado.
    Cortes de casineta 14, e 1J*00.
    Ditos de casemira a 3 1, 5, 6 e 74.
    Lencos abaraados com barra a 14200.
    Camisas de u.ei t a 800, 14, 14500 e 24
    Casemira de cores de duas lai guras a 24.
    Cortes de casemira para vestido de senhora, de
    404 por 204. baratsimo.
    Zefiros lisos a 120 rs. o covado.
    Cambraia preta para f erro a l(200a peca.
    Casa na Varzea
    Vende-sc a taverna da ra do Sol n. 17, na
    Varzea, cora pequeo capital, tendo casa aoW
    para f milia, tendo esta casa a vantagera de fieai
    fronteira & estacio da ferro via, que deve fiear
    prompta at 3 de Outubro deste anno. O nego-
    cio vantajoso, ees preteudentes pedem dirigir
    se ao local da taverna, na Varzea.
    Miudezas har ias
    Loja Camacan
    Ra Duque de Caxiae n. 66
    Chamamos a attencao das Exmas. familias para
    este estabelecimento, que estarnas vendendo mui-
    to barato todos os artigos de miudezas, e temos
    um bom sortimento.
    Franj com vidrilho, larga, a 800 rs., 14000 e
    14200.
    Galito com idem idem, a 14400, 1J600, 24000 e
    24500.
    Luvas pretas de seda, a 6C0 rs.. 800 e 24000
    o par.
    Leques finos pretos e de cores, 8fi e 104-
    Ditos a 54, 54500, 64 e 74.
    Ditos hespanhoia, de custo de 14500 800 e
    1J000.
    Bicos finos com vidrilbos e baratos.
    Espartilhos finos pira senhoras e m'ninas.
    Bordados finos, que estamos vendendo barato.
    Perfumaras finas e sabonetes finos a ICO e
    200 rs.
    Barra de saboneta fino, de custo de 14000
    800 rs.
    Brinquedos para crianza.
    Lencos finos e meias finas para senhores e se-
    nhoras.
    S se vendo para poder crer estes pregos.
    Xa loja Caaran
    Ra Duque de Caxias numero 60.
    Camisas nacionaes
    A SfeOO, 3*000 e 3450O
    32= Loja ra da Imperatriz = 32
    Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
    de sortin>"nto de camisas brancas, tanto de aber-
    turas e p.mhos de linho como de algodao, pelos
    baratos precos de 24500, 34 e 44, sendo tazenda
    muito melbor do que as que veem do estrangeiro e
    muito mais bem fritas, por serem cortada por
    um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
    se manda fazer p>r encommvndas, a vratade dos
    freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
    3 ., de Ferreira da Silva.
    Ao32
    Nova ioja de tondas
    4* Ra da imperatriz = *;
    DE
    FERREIRA DA SILVA
    Neste novo estabelecimento encontrar o res-
    etavcl publico um variado sortimento de fazen-
    as de toi.18 as qualidades, que se vendem por
    reco3 bir.t tissimos, assim como um bom sjrti
    ment do rcupas para homens, e tambem se man
    da tazer por encommendas, p r ter um bom mes-
    tru alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
    casemiras e brins, etc
    39Ba da Imperatriz
    Loja de Pereira da Silva
    Kcbte estabelecimento veude-se as rr.up.s aba
    xo mencionadas, que sao baratissimas.
    Palitots pretos de gorgorio diagonaes e
    acolchoado3, sendo fuzendas muito en-
    cordadas, e forrados 74001
    Ditos de catemira preta, de cordao muito,
    bem fcitos e forrados 104001
    Ditos de dita, fazenda muito melhor 124001
    Ditos de fianella azul sendo ingleza ver-
    dadeira, e forrados 124001
    Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
    sendo fuzenda muito encorpada 5450<
    Ditos de casemia de cores, sendo muito
    bem feitas 6450i
    Ditas de fianella ingleza verdadeira, e
    muito bem feitas 840W
    Ditas de brim de Angola, de muleskim e
    de brim pardo a 24, 24500 e 340W
    Ceroulas de greguellas para homens,
    sendo muito bem feitas a 14200 e 146'."
    Colletinhoa de greguella muito bem fcitos 140o.
    Assim como um bora sortimento de lencos de
    linho e de algodao, meias cruas c collarinhss, etc
    Isto na loja na ra da Imperatriz n. 3i
    Riscados largos
    a 'oo rs. o covado
    Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem s<
    riscadinhos praprios para roupas de meninos <
    vestidos, pelo barat preco de 200 rs. o covado
    endo quasi largura de chita franceza, e ssi v
    como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
    do,e ditas s curas a 240 rs., pechincha
    loj do Pereira da Silva.
    KuNiicN. * ra. o covado
    Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-
    um grande sortimento de fustoes brancos a 50t
    rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-cores
    fszenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade
    e setiuetas lisas muito largas, tendo de todas ai
    cores, a 500 rs. i covado, pecbincha : na loj
    do Pereira da Silva.
    Merinos pretos a l?
    Vende-se merinos pretjs de duas larguras pan,
    vestidos e roupas para meninos a 14200 e 14601
    o covado, e superior setim preto para enfeites s
    I45OO, afsim como chitos pretas, tanto lisas com
    de lavoures brancos, de 240 at 320 rs. ; na novt
    laja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
    mero 32.
    Algodozinho francez para lence*
    a mmi r.. 1* e 1*300
    Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-st
    superiores algodozinhos fraucezes com 8, 9 e 1(
    palmos de largura, proprios para lences de un
    s panno pelo barato preco de 900 rs e 14000 (
    metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, as
    sim como superior bramante de quatro largura:
    para lencoes, a 14500 o metro, barato ; na lois
    do Pereira da Silva.
    Koopa para meninos
    A l*>. iHr.oo e r.S
    Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, s
    vende um variado sortimento de vestuarios pro
    prios para meninos, sendo de palitosinbo e calci
    uba curta, feitos de brim pardo, a 44000. dito*
    de molesquim a 44500 e ditos de gorgoro pretc
    emitaudo casemira, a 64, sao muito baratos ; n>
    oja do Pereira di Silva.
    leude se pelos seguintes pre
    eos de o at 9oooo,
    rua do Crespo u. 19 Madama
    Hequeliiia.
    Fazendas brancas
    SO' AO NUMESO
    4O rna da Imperatriz == !
    Loja dos baraieiros
    Alheiro & C, rua da Imperatriz n. 40, vo-
    dem um bonito sortimento de todas 'jstos fazemdas
    abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
    A SABER:
    AlgodSoPeca-" godozinho cora 20
    jardas, pelo iprecos de 34800,
    4J, 445i0, 44 (,5S, 54500 e 6|50
    MadapoloPegas de madap-jlo oom 24
    jardas a 44500, 54. 64 at 12/000
    Camisas de mcia com listras, pelo barato
    preco de 800
    Ditas branc ts e cruas, de 14 at 14800
    Creguclla franceza, fazenda muito encor-
    pada, propria para lencoes, toalhas e
    ceroulas, vara 4()0 rs. e 900
    Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
    a 14200 c 1450
    Colldtinhos ('a mesma 800
    Bramante francez de algodao, muito en-
    corpada, com 10 palmos de largura,
    metro 14280
    Dito de linho ingle, de 4 larguras, me-
    tro a 24500 e 2,J80<,
    Atoaihado adamascado para toalhas de
    mesa, com 9 palmos de largura, metro 1|800
    Cretones s chitas, claras e escuras, pa-
    drees delicados, d 240 rs. at 400
    Baptista, o que ha de ma3 delicado no
    mercado, rs. 200
    Todas estas fazendas baratissioia?, na conbeeida
    loja de Alheiro & C, osquin do becco
    dos iVrreiros
    Algod* entestado pa-
    ra cales
    A OOo MU e 1$000 o metro
    Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
    algodao pura lencoes de um s panno, com 9 pal-
    mos de largura* 900 rs., e dito com 10 palmos a
    1J000 o i/ietr assim coma dito trancado para
    toalhas de misa, com 9 palmos ue largura a 14200
    o metro. Isto na leja de Alheiro ce C, 3qoina
    do becco dos Kerreiros.
    MKRINS PRETOS
    A 14200,14400, 14600, 1*800 e 24 o covado
    Alheiro & C, rua da Imperatriz n. 40, ven
    dem muito bous merinos pretos pelo preco cima
    dito. E' peehincha : na loja da esquina do boc-
    eo dos Ferreiros.
    Espartilhos
    Na loja da rua da Imperatriz n. 40 vendo-se
    muito bons espartilhos para senhora, pelo proeo
    de 54OOO, assim como um sortimento de roupas
    de casimiras, brins, etc isto na loja da esquina
    do becco dos Ferreiros.
    CASEMIRAS INGLEZAS
    A 24800 e 34 o covado
    Alheiro & C, rua da Imperatriz n. 40, vn-
    dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
    sas, de duas larguras, com o. padroes mais deli-
    cados para costume, e vendem pelo barato preco
    de 248OO e 3g o covado : assim como se encarre-
    gam de mandar fazer costumes de casemira a
    30?, sendo de paletot sacco, e 354 de fraque,
    grande pech ncha : na loja dos barateiros da Boa
    Vista.
    BRIM PARDO LONA
    A 320 rs. o covado
    Os barateiros da Boa-Vista vendem urna gramde
    porcao de brim pardo lona, por estar com priaei-
    pio de toque de mofo, pelo barato preco de WO
    rs. o covado, grande peohincha ; na loja da es-
    quina do becco dos Ferreiros.
    Bordados a OO rs. a peca
    A rua da Imperatriz n. 40, vende-se peca ie
    brdalo, dous metros cada ptea, pelo barato pe-
    co de 100 rs., ou em cartSo com 50 pecas, sorti-
    das, por 5J, aproveitem a pecbincha ; na loja da
    esquina do beceo dos Ferreiros.
    Fustoes de setlneta a oo rs e
    covado
    Alheiro & C. rua da Impcratri voa-
    dem um bonito sortimento de fustSes brancos polo
    baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
    setinctas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
    ovado ; na loja da esquina do b-ceo dos Fer-
    reiros.____________
    Pinho 'eriga
    Vende-se em casa ae Matheus Austin & C,
    rua do Commercio n. 18, 1 andar, da melbor
    qualidade c diverjas dim'naoes.
    Engenho Recanto
    Vende se ou arrenda-se o engenho Recanto, si-
    tuado no termo de Serinhaem, moente correte
    d agua, com boas trras, etc. a tratar com Ma-
    noel Ferreira Bartholo, rua do Bom Jess n. 4.
    LOTE
    DO
    Casa
    Alnga-K o Andtr superior da casa ns. 90 e 92 4
    roa da Palma, tem bons commodos, pera familia ;
    tratar na rua Duque de Caxias n. 47.
    EXTRACTO NO DA 17 DE ABRIL
    .........__. RIVEL
    O portador que possuir dous vigsimos desta importante
    loleria est habilitado a tirar 2o:o 12#>ooo.
    Os bilhetes acliam-se a venda na Casa da Fortuna rua
    Primeiro de Marco n. 23, e mais cazas do costume.
    CORRE A 17 DE ABRIL SEM FALTA. .


    i
    8
    - -- .
    Diario de PcrnanAucoQuinta-feira 15 de Abril de 1886




    SCIECIAS
    Projco de le sobre as sbre
    as sociedades por acedes
    (Extrahido)
    Tantas vezes criticamos actual Ici so-
    bre sociedades que bem possivel toba-
    mos contribuido pira prorogar a idea de
    que convra niodifical-a. Do feito, a le
    tolera grandes abusos e prescreve muitas
    combinago'es uteis, niuitos exames efficazes,
    mais pu menos legitinios.
    Singularmente delicada a tarefa do
    legislador sobre r.ssociagoas tanto de ha-
    mens como decapitaos. Nesta materia duas
    opinaos fundamentaos se enfrentam : os cs-
    piritos gneralisadores repeliera toda equal.
    quer regularaontagto particular das sojic-
    dades commeroiaes, preferinlo apenas col-
    local-as sab os artigos do cdigo civil que
    tratara das sociedades em geral. Outros,
    pelo contrario, mais eivados das tendencias
    legistas, desejariam regularaentar, quic
    excessivameote, as sociedades por acgoes :
    estes vera nellas urna poderosa arma posta
    as raaos do forte e do esperto para ex-
    plorar o fraco e o inexperiente.
    Nao faltara legistas aos olho3 dos quaes
    toda a soaiedado suspeita; a verdade
    qua um exima rigoroso sobra a origem c
    desenvolvimento das sociedades por aoges
    convencera que bem pou.-a3 ha que se
    possam raanter e funecionar.
    Um jurisconsulto que oceupou em seu
    tempo posigao proerainente, mais como ta-
    lento pratico do que tlieori 10, o Sr. Tro-
    phraso cstranha *0
    tencas proferidas sem bases (fizas e preci-
    sas, heridas em urna especie de inspira-
    dlo initinctiva ou intuitiva. Semelhante
    justiga, indispensavel s sociedades primiti-
    vas e que tao bem corresponda s combi-
    nogfes simples e elementares dessas ida-
    des, jin que os interesses humanos erara
    ainda ,5o pouco complicados, otFarece gran-
    do margem ao desconhecido e ao arbitro
    do magistrado.
    Por outro lado a segunda opioiao, que
    pretenle afivellar as sociedades em um for-
    malismo estreito, minucioso, que penetre
    era todos os detnlhes, com a pretengao de
    adivin lar e de reger, da raaneira ni lis es-
    pacial, todos os casos particulares, que
    quer prever c solver tidas as hypothesas,
    esta nilo leva em linha de con'.a a plastici-
    dadesicial, e nao deixa liberdade hu
    mana o quinhao que de direito pertence ira
    indivicuo. Trata o hornera como se fra
    uiu monor, impoa lhe um tutor irapessoal,
    irrespcnsavel, automtico, cujas sentengas
    e injucg3es silo todas rigorosas, pedantes-
    cas e nao consentem o menor desvio do
    camin!io tragado.
    Um.i das mais importantes funecocs do
    Estadc sera contostagao, a do definir M
    contractos e determinar os typos geraes de
    cada ura.
    Cuuipro, porcra, que, no desempenho de
    tilo deicada tareta, elle se haja com cir-
    cuoisp cgaO, com o sentimento do que 6
    susceptivel de enganar-se e de quo lie c
    mpossivel tudo prever. O quo principal-
    m-!nte deve esforgar-se para trans -rever as
    leis .i ordem natural das cousas, sem a
    estulta protencuo de corrigil-a e omito mu-
    plong, escreveu cs.a
    hornera forte nao se associa. Inquestio-1 nos de transfrmala.
    navelraentc esta observagao de todo pon- Q p^j^ de le 8obre s0Cctlale8, que
    foi preparado
    lo exacta boje. A nenhura hornera dado
    associar-se ou nao a seu arbitrio e confor-
    me o impela a phantasia. A associago,
    em vista das novas eondigoe3 do produc-
    to, um tacto inteiramenta obrigatorio.
    Todos so forjados a recorrer a ella,
    queirara ou nao queirara ; nao ha qtiHD nao
    seja meiubro de mltiplas associagoas, for-
    ncaedor de varias outros, credor ou dcw-
    dor de diversas sociedades A
    por urna coraraisso extra
    ! parlareentar, que o senado vocou e s es-
    para a sancgilo da cmara, inspirou-se nos-
    sas ideas ou, pelo contrario, fez desmasia-
    ds conaessoes a urna das duas opiaioos
    exagei *das que acabamos de desarever ?
    j Diversos juizes, qu< alias o sao bons, eri-
    ! ticara j projecta adoptado pelo senado por
    nao te- sabido guardar essa justo raeio :
    nos segura, quera de ordinario nos hospo-; uma fe. de occa8gj0 e de reacc;io.
    da e, nao raro, quem nos alimenta, e aqua- Des3ejj aeveros apreca,lore9i um 0 Sr.
    ce-nos; as viagans, e quasi serapre[ Mathtu Badet outl.-ora ministro dasfioan-
    olla quera nos aloja e afinal recebe as nos- e fo ge universal mente es-
    aas economas e as emprega. D da em
    da mais se aperta a rede inextricavel de
    RMOciaySoa na maio das quaes vivemos.
    E' por isto que admirano.3 hiver e3crip
    limado.
    t A coraraissilo extra-parlamentar, diz
    ello, tleu extrema importancia s queixis
    ores que raciocinem como si a associ agao I dessa parte do publico quo entenio poder-
    fjsse, nos tempos quo correra, um tacto so suppnr sabedona e aprudencia bu-
    da soaiedades auonymas. Mas. toda socie-, locro, irapadir as promMtaa fallazes, pre
    le hoje anonyraa e a que aiuda nio for \ <
    fiel-o-ha araanh. Os que disertam tara
    bem sobre o individuo e o Estado e acre-
    ditan! que fra deste hff apenas ieraa so-
    lados, posiras de hoiuen3 na sociedade,
    So justamente 03 qua sa nSo dloaotraba-
    !ho do abrir os olhase compralieodar qua ha
    entre o estado e o individuo ier.es indefioi las
    deagruparaentos, uns voluntarios, outros for-
    gadoS", uns fixos, outros passageiros, cons
    o as ruinas
    privadas. Foi buscar, as obras dos es-
    criptoiti que se tara constituido orgos
    dessas reclaraacoas e as legislagSes euro-
    ropas menos liberaes, as mais omplica-
    das o severas formalidades; juntou-lhos
    novas prescripgoes. innmeras causas de
    nullidade, um grande numero de penas,
    principal ment de priso, por urna raiilti
    dao do casos.. O gov- rno reconhece que
    cientes uns inconscientes outros. Cada ho- projecto de le 6 mais severo do quo to
    mem pertence, nlo a ura s grupa, mas a
    dez, a cera, a rail outros. Quanto inaior
    r. sua actividade social, tanto inaior a
    importanaia de que gosa, quanto mais ele-
    vada for a sittiagao tanto mais preso ser
    par numerosos agrupamentos. A assooia-
    cito tornou-se at certo ponto o ar que res-
    pira e era cujo ambiente se raove o hornera
    moderno. Segue-o para toda parte.
    Ambas as opinioss fun lamentaos qua in-
    dicamos relativamente s soaiedades aora-
    merciaes sSo igualmente inexactas : a pri-
    meira, a que n3o qu-ar legislagao
    das as legislagoes estrangeiras, mas tom de
    si par. si que esta severidaie necessasia
    para tranquillizar o publico. Em vez de
    dar satisfago opiniSo, fra antes mais
    acertalo que ella sepremunissa contra os
    enlevos della. 1
    O Sr. Mathieu Boiet igualmente seve-
    ro contra os que so mostram taes a res-
    peito das sociedades por aegocs. Elle
    cxaggera, sen duvida, quando, por sua
    vez/ parece diz;r que n^o era mister dar
    satisffgao opinilo. Nlo somos dos que
    querera que o legislador curve se docilraen
    particulir-8obre esta categora de socieda- te a todos os caprichos e a todas as enlo-
    des, qua se sujeita uoicmenti aos pru-IcSes, as maia das vozes passageiras do pu-
    pios geraes do cdigo, fiando tudo da equi blico. O legislador, atinal de contas, devs
    dade e das luzes dos magistrados, pecaa. repu't.r-s^ cima das impressoas variaveis
    por ex:esso de confianga na sabedoria hu-' e em rogra excessivas da multido. To-
    raana e na apreciago dos juiz?s. Afinal, davia, no tocante lei das sociedades, o
    essa maneira de pensar avizinharnos-hia', nosso lugar tera sido entre os escriptores
    da justiga do Cadi, quer dizer, das sen-ida qu falla o Sr. Mathieu Bodet, oa que
    FOLHETIM
    ANGELA
    POR
    (Continuadlo do n:^Uo )
    XII
    As3m, balbuciou cora palavra en-
    trecomadas, aquella raulher minha irm?,
    e por causa disso recusa-raa o auxilio que
    me conceda antes de o saber. Irapo-
    nho-llie o seu fillio! disso-rae ella e se a
    erianga nao viesse ao mundo, denunciar-
    me-hia Siria a prisao Seria o tribu
    nal I. .. Nao Nilo Isso n3o podo ser I
    Isso nio pode ser. .. e portanto o que hei
    do fazer ? Em poucosjdas meu pai vai
    voltar... Nao poderei oceultar o raeu erro
    por nsuito tempo e entilo o que acontece-
    r?. Oh! como en odeio este filho que
    trago no ventro I
    Por causa delle, minha vida ficar per
    dida e sem recursos Vou ser rica... Te
    ria podido pretender a tudo. As aspira-
    coes ambiciosas de raeu pai seriara realisa
    das .. A sociedade abrir-me-hia as suas
    portas, prorapta a reconhecer-mo por urna
    das suas rainhas.. e tudo se desmoro-
    na!... Em lugar desse radiante futuro, a
    vergonha! No primeiro impeto de furor
    raeu pai talvez me mate !.. M*tar-me 1
    Com que direito ? "KSo foi elle tambero
    clpalo ?... Seduziram-rae, mas nao se
    duzio elle tambem a mad de Angela !...
    Besponderei s suas censuras, censurando o
    abandono de sua iilha... Expulsou de sua
    casa a bastarda.. nSo poder expulsar a
    filha legitima Prohibe lh'o a le. .. Alera
    disso, estou disposta para a luta, no podi-
    rei graca, resistir: de cabeja erguida, de
    face a face.
    Cecilia ievantou-ie.
    As reflexoas que acabamos do reprodu
    zir fizeram re vi ver a sua eaergia, por ins-
    tantet desfallecida.
    Atrancou o chapeo e atirou-o sobre urna
    L-adeia, depois desembaragou-so do regalo
    que urna fita prenda ao pesaogo o tirou a
    aapa.
    - Ah !
    ella
    regalo
    o raeu dinheiro.... disse
    de repente, tornando a agarrar no
    para delle tirar a carteirinlia de raarfira.
    Inl'oduzio a mio e estreraeceu.
    0 regalo nao continha seno o lengo de
    assoar.
    Deoos esquadrinhou os bolsos do ves-
    tido. '
    E os nossos leitores sabera j que ell
    nada poda encontrar alli.
    XUI
    NSo... murmurou a moga, foi com
    certeza no nnu regalo que metti o agen la
    contando a carta de meu pai c os qninhen
    tos francos com os quaes contava pagar a
    tal Angela...
    1 J l nao est.
    1 Com a perturbagilo o com o susto
    natural que a duixa'sse cabir era casa della,
    sera c perceber.
    Ella me mandar tudo... Nao quere-
    ra cjcs'rvar nada que me perwnga. .
    Es.-a nulher.. minha irra.
    t E por fim do cantas, que me importa
    urna perda to diminuta ? Meu pai volta
    cora fortuni... Fica-rae o necessario para
    esperar a su* volta, e o agenda encerrava
    apenan a carta, que nao era compromette-
    don.
    Era seguida Cecilia Bernier, inteiramen-
    ta socogada, porqua era sumraa (excepto
    raoraentOB passageiro) a indifferenga era o
    fundo lo carcter daquella creatura sera
    comgSo e aera alma, despio-sc, detou-se e
    nao levou rauito tempo que adormecessa,
    emquanto procurava meios do oceultar ao
    pai os resultados da falta coramettiia e de
    escapar vigilancia do que a bella herma-
    nara a havia araeagado.
    Voltamos duas horas atrs e tratemos de
    Angele.
    Dep >is de ter apanhado no pasaeio o
    agenda, perdido pala moga, havia-so met-
    tido por urna ra lateral quo o devia con-
    duzir li casa.
    Cabemos que mora va na ra Brooant.
    ------------------- 11 -----------5-
    tra censurado a le 'existente)^ Pedimos
    reformas precisas sobra pontos determina-
    dos ; em parte derim-nos ganho da causa,
    era parte uSo.
    E' certo que o legislador deve evitar
    ura grande defeito : o de multiplicar ao
    infinito os casos de nullidades das socie-
    dades por acyoas, e accumular ameagas e
    penas contra a irainistradores que era geral
    apenas coinmetterara faltas sera intengao
    fruudalenta. Sa urna serio de artigos na
    lei das sociedades, p5e um administrador
    de boa t o de mediana honestidade (por
    quanto nao licito, era asauraptos dcsta
    ordem, fazer questto de santidade ou de
    ascetismo), em face de constantes amea-
    gas do prisao ou mesmo da responsabilida-
    des civis illimitadas fra dos casos de
    fraude, corto quo nJto se oncontrar ura
    horaem rico ou considerado quo a:oite o
    cargo de administrador de'qualquer socie-
    dade anonyraa. Com estos rigores desar-
    razoados e iraprevidentes, a lei far cora
    que a administragSo de taos soaiedades v
    cahir em raaos de homens de palha, irres-
    ponsaveia de facto, attenta a mediocridado
    de 3ua situagSo. Longe de dar aos accio-
    nistas e aos quo so acharara por qualquer
    forma obrigados para cora a sociedade,
    mais garantas effectivas, a lei priva-os in-
    directamente da que melhor teriara ; a sa-
    ber, a elevada posigao social o fortuna co-
    nhecjda dos q o dirigissem oficialmanta 03
    seus interesses.
    fia ein Franga o mo vezo do conside-
    rar susp'itos todos quantos ao associara
    para a fundagilo do urna sociedade ou de
    11 na erapreza qualquer ; chamamos espe
    euladores, sera notarem quo a cspeculago
    era si cousa perfeitaracnte licita e que,
    apezar das suas taitas o dos seus desvos,
    ella o grande orgao do progro3so das
    nossas soaiedades inlu3triaes ; nao falta
    at quera de anteraao consi era como se
    fossera salteadores os homens emprehende-
    dores qua recorrem Kassociag3o, fra da
    qual nada sa poda hoje fazer. Tal o
    vicio da democracia, que, como so sabe,
    synonirao de inveja e de suspeigo. A
    nassa poquena irapransa franaeza tera d'is-
    to dado ultima nente innmeros exeraplos,
    cobrindo de baldo as as passoas que faziara
    operagoes tao naturaes, corao sao as que
    consistem era reque.-er conaessio de minas
    ou de viagao frrea ora paiz novo. Si este
    defeito, j tilo grande, chegasse a desen-
    volver-so, o rasultado fra ferir de anorte
    o espiri'o de erapreza na nago ; ora, toda
    gante sabe quo era Franga essa tendencia
    nao de presante tao activa que convenha
    guarreal-a.
    Oatro severo apreciador do projeao de
    lei a Cmara do Comraeraio de Lyito.
    Sabemos todos qua esta alta corporag.lo
    gosa de grando concoito. Sem que isto
    importo quebra da consideragao de que
    82o credoras as outras Ca naras de Cora-
    mcrcio da Franga, taraos o direito de di-
    zer qua a de Lyilo de entr 1 todas a
    mais animada ao espirito liberal, a quo,
    pela naturoza dos negocios quo sa realisara
    cora o estrangeiro, po3suo maior dse de
    exposienca cosmopolita o mais largos hi-
    rizontea. A cmara de Lyio tera por ho-
    bito -profundar os a3suraptos de quo trata.
    Eis a razo par qu> consagrou ao projecta
    do lei sobro as sociedades por aegoas um
    longo trabalho de 45 paginas 11 4", o qual,
    ambn aprese uta no sob a responsabilidade
    collectiva da Cmara de Comraeraio, en
    trotanto obra do sau relator, o Sr. Jac-
    quond. A cmara ds Lyao critica em
    termos que nada te n da ambiguos o pro-
    jecto em questo: c As reformas uteis
    que elle introiuz na actual legislagao sao
    de sobejo compensadas por um oxcesso de
    formalismo o por um aspecto geral de des-
    confianga que dilo-lhe o cunho caractersti-
    co de urna lei da reaegao. Em suas
    concluso s, a Cmara de LySo nao ainda
    meno3 explcita. Quando bastava com'
    pletar o direito commura, diz ella, surge
    uraa lei de excepgSo mais severa do que
    quantas vigoram era outros paizes civlisa-
    dos, clrea de nullidades o do rigores Ilu-
    sorios, esterilisadora forga de ser prote-
    ctora, destru lora era muitos casos a pre
    texto de moralidade.
    Eis o que se chama accumular censu-
    ras. N3o quer, porra, isto dizer qua a
    CimaradoLyao rejeite integralmente o
    projecto de lei: ella adraitte-o em p;.rte.
    Aceita : qio as acg3as conservem-se libera-
    tvas at ao pagamento total das entradas;
    que 03 possui lores do ttulos, subscriptores
    e portadores intermediarios sejara obriga-
    dos pelas entradas anda nao effa-.tuadas,
    e que ura processo da falleoeia apropriado
    o conveniente facilite assim a effeetividado
    d semelhaQto responsabilidade, como os
    recursos de quo uns a outros carocerem ;
    qna a prescripgilo biennal aproveito aos
    qua alienarcra seus titulos. E' fra da
    duvida que toda3 essas reformas fciio ne-
    oessaras ; por vezes j as reclamamos. .
    E' absurdo reemittir as aagoes incursas
    era coraraisso corao aegoes ao portador : a
    consequancia sera toinar nullas as chama-
    das di fundos ulteriores, ou forgar a so-
    ciedade a despender saramas coasidcraveis,
    cora prejuiza dos accionistas o dos credo-
    res, para artificialmente sustentar a cota-
    gao na bolsa, durante a periodo das cha-
    madas correspondentes s acgSes ao por-
    tador. Per outra parte, absurdo quo a
    responsabilidad soja indefinida, e qna o
    liquidante ou curador de ura fallencia tenlia
    o- direita de, apenas rcgulaodo-so pela
    propvia phantasia, escolher entre os suc-
    cessiros possuidores de un tituto era cora-
    misso, aquelle a quem reclamar o paga-
    mento da entrada.
    A Cmara do Comraercio da C1j, ad-
    mita ainda que as entradas era especie
    possara sor representadas, por aegoes era
    parte remidas, o que hojo contestado
    pala jurisprudencia; que seja Ihito esta-
    belecer quinho.is de fundador com direi-
    tos clararaonte definidos, o que de facto,
    ainda hoje as sociedades franceses, d
    motivo a controversias; que se permita
    ais accionistas e a peritos verificar a subs-
    crpgSto e o pagamento do capital, assim
    como apreciar as ontradas era especie.
    Approva tambem, o que mais grave, que
    03 proprios administradores sejara derais-
    siveis, e que sa abstenhain de votar para
    a nomeago dos coramissarios.
    Parece igualraente acertado a Cmara
    de Lyao que, sob determinadas condigoes,
    a a.'gSo venga juros durante o periodo do
    primeiro cstabolecimento ; o que, era ver-
    dide, frequentes vezes necessario, em-
    hora seja rauito de desojar qu 1 as soaieda-
    des reduz'tssom ao minino, a 3 lj ou 4i",
    por oxcraplo, essa juro qua nao raro as
    arruina. Mu razoavelmente opina a Cma-
    ra quo s sociedades que tenhara continua-
    do a pagar juros ou dividendos de titulos
    sorteados nao caiba o direito de conside-
    rar esses pagamentos como reembolso do
    capital: pretengSo compltame ate inad-
    raissivel quo desojam ira por ao publico al-
    guias sociedades e algun3 govcrno3. A
    Cmara do Lyao ainda admiti que as for-
    malidades previstas pela consttuigito da
    Sociedadu ao appliqu-sra a qualquer aug-
    mento do capital soeial; que, fra dos ca-
    sos enumerados pala lei, sejara as socieda-
    des interdictas de resgatar as proprias ar
    goes (quanto a nos, dever se-hia perraittil o
    como emprego das reservas ou dos benefi-
    cios) ; que a responsabilidade dos cora-
    missarios seja determinada pelas regras
    geraes do mandato.
    Na parto attinente s clausulas de nulli-
    dade o de responsabIKdade, eis as que adop
    ta a Cmara de Commercio da Lyao: oa
    fundadores e administradores s incorre-
    riain, era relagao aos tercairos o aos asso
    ciados, na responsabilidade do prejuizo re-
    sultantes da annuliagao da soaiodad ; as
    sociedades declara las nullas, o accionista
    ficar sujeito obrigagao do remir seu ti-
    tulo para fazer faca ao passivo; a3 de an-
    das por nullidade ou responsabilidade, que
    ahi proririara, nlo seriara aceitas, decorri-
    do o prazo de i.es annos, salvo, entretan
    to, certos casos especialmrnte indicados;
    as sociedades de capital variavel, o accio-
    nista deoiissionario ou excluido nao pede-
    ra provocar a dissoluglo da sociedade, e
    por dou3 annos seria pessoalmente respon-
    savel pelos compromissos soeie.es contra-
    bidos na oceaaiilo de sua retiradn. Era caso
    de liquidagao ou de fallen'ia, o portador
    de obrigagSes reembolsa veis com premio,
    por sorteio, faria do modo equitativo regu-
    lar seus direitos. Sobre este ponto, que
    taro, suscitado diversos prooe3sos recentes,
    seria necessario um pouco da precis3o : im-
    portara principalmente distinguir o caso
    de fallencia, que caso d forga maor, e
    o de liquidagao, que rauita3 vezes vo-
    luntario. A Cmara de Lyio nao nsen-
    8vel aos soffrimentos e s raallogradas e3-
    peranga dos possuidores do titulos de obri
    gagao : nao desapprova que elles tenham
    a faculdade de reunir-sa para deliberar,
    do aggreraiar-so afim de exercer aegao
    collectiva, de noraear coramissarios aom
    poderes para tratar de todos os actos re
    lativos s garantas particulares que lhe a
    foram proraettidas. Finalmente, a Cmara
    deseja quo as sociedades anonymas s pos-
    sara dividir seu capital era acgOas de valor
    igual.
    E3 j bastante ampio subsidio de me-
    Ihoramentos actual lei das sociedades :
    nSo ha rauito quera esteja disposto a cora-
    batel os, pois quo nada soffrer a liberda-
    de individual, e os ontractos serao sim-
    plesraente melhor definidos. Falta nos es-
    tillar, o quo faremos era prximo artigo,
    a parto mais contestavel do trabalho do
    senado c que contera clausulis que devem
    ser ouendadas ou rajeitad is.
    I'aul Leuot Beaulieu.
    VAfiEMDES
    ftinille
    A' M. A.
    Maria, aquella fiar tilo delicada
    Qua traz no seio puro o pura extracta,
    Resumo em suas pet'las teu retrato :
    Como tu, nao est desabrochada !
    Feliz da ti,creanca, que, ao 'stenderes
    A mito alva o gentil, por ura minuto,
    Podesto neste terapo diminuto
    Ten retrato-me dar, sem pretenderes !..
    Emquanto de outras virgens apparecera
    Seus bustos, qua mais tardo desmerecen!
    Gravados em cartoes duros, queiraados.
    Tu tens naquclla llar vivo o fiel
    Teu rosto desenliado cora o pincel
    Da Deus, que fez retratos perfumados I !.
    O italiano nao tinha por habita recolher-
    so tito cedo, por sso a porteira, veodn-o
    passar diante do cubicula, abri rpida-
    mente a porta e exclaraou :
    Como ? o senhor, Sr. Proli I Ora
    esta I Os meus olhos nem acreditara o quo
    estilo vendo O senhor que me fez sem-
    pro abrir a porta l por alta noite Estar
    por acaso docnte ?
    Doente, por modo nenhura...
    Ainda bera, tanto melhor... Emfim
    isto calhou racstuo ao pintar, vir hojo mais
    cedo do que de costurae.
    Entao por que ?
    Veuha ao neu quarto ura bocadi-
    nho... Tenho alguma cousa que lhe di-
    zer.
    Angelo fez uraa careta e entrou.
    - Alguma cousa qua me dizer ? repe
    tio elle. DeVe ser por farga desagrada-
    vel... Deve ser negocio ;om relagao ao
    proprieta rio...
    Exactamente... veio c esta noite o
    proprietario.
    - Reclama os alugueft quo lhe devo ?
    Demonio !,. o hornera est no seu
    direito I Ponha-se no seu lugar. Quando
    se tera casa pira rceber alugucis, nilo
    verdade ? Emfim, elle encarregou rae do
    dizer-lhc que, se nao paga o atrazado at
    o mez de Janeiro, ver-se-ha forgado de o
    por na ra e mandar-lho vender a mobilia.
    Para elle mo negocio replicou o
    italiano, com riso forgado. Vou dever qua-
    tro alugueis, isto duzentos o cincoenta
    francos, o a mob,: 1 'lo os vale, o o pro
    prietario s podar apanhar dinheiro para
    pagar as custas.
    L isso verdade, e elle bora o sa-
    be. .. M is poder alug r a casa, por mez,
    a inquilinos que lhe paguem... e, aug-
    mentando um piuco o alugual, chegir,
    pouco a pouco, a recuperar o quo o senhor
    lhe fez perder
    E' muito justi e rauito lgico; mas
    que eu ainda nito' sahi de casa.
    O que devo responder de sua parte
    ao proprietario ?
    Que d'aqui at 8 de Janeiro, ha mui-
    to tempo.. mais de ura mez I e que an-
    tes dessa poca terei meios do lhe pagar.
    Isso certo ?
    Sira, minha cara senhora, inteira
    ment certo.
    E' queja tera pfomettido dinheiro
    por diversas vezes.
    - 188G
    Ateneo Rocua.
    Concordo ; mas desta vez cura prirei
    a minha prom%ssa.
    Entilo espera entrada de dinheiro ?
    Positivamente, espero.
    Entilo serio ?
    Tenho, perventura, cara da hornera
    qua est brincando ? perguntou o italiano
    cora azedume, pensando na sua posigao
    sen sabida e no que lhe havia acontecido
    na ra Papillon. Repito, por um modo ou
    por outro, pagarei antes do da 8 de Ja-
    neiro.
    E, dexando o quarto da porteira, enfiou-
    so pela escada.
    O quarto, de que elle nao pagava o alu-
    guel, havia perto de*Um anno, era um sex-
    to andar, debaixo do telhado e era um cor-
    redor que nenhuma luz de gaz Ilumi-
    nara.
    Abri a porta s apalpa .Mas, com
    urna chave que tirou da algibeira, esfregon
    um phosphoro contra a parede e accendou
    urna vela mottida em ura velho castigal de
    cobre, carcomido polo verdete o collocado
    em cima de ura fogilo de ferro fundido, ra-
    ramente acceso, por falta de corabustivel.
    Uraa fresca claridade illuminou entilo o
    miscravel albergue daquella hornera, de
    quem ouviraos Annibal gabar, na cervjaria
    dos Adrets, a brillante intelligeneia e o sa
    ber fra do vulgar.
    Urca cama de nogueira supportava ura
    enxurgao elstico, ura colchilo tico, len-
    ges, eujo longo uso tinha feito desappari-
    cer a alvura e ura cobertor de la.
    Uraa mesinha de cabeceara, s;m porti.
    Uraa ra coraraoda. Urna mesa de raa-
    deira branca, tres cadeiras e o fogao de
    ferro fundido em que j fallamos, eis do
    que se compunha a mobilia, quo posta era
    venda, n<> teria rendido ao proprietario
    da casa cincoenta francos.
    Parece-nos superfluo affirmar que una
    fri terrivel reinava naquelle quarto.
    Outro qualquer quo nao fosse Proli te-
    ria tiritado de fri ao entrar no quarto;
    mas o habito impedia o de perceber o en
    torpecimento que se apodera va delle.
    X'in um pedaeinho da tabaco I mur-
    murou elle, explorando ura potesinho de
    barro, j em parte quebrado, que se acha-
    ra em cima da mesa a era ura sold para
    o comprar! Quando se pensa que ha
    quando rauito, uraa hora, eu estava rico !
    sira, rico I porque vinta cinco rail francos,
    na minha posigao actual, erara uraa fortu-
    1 iu escndalo em Berllm
    Referem do'Berliin a segrate poucc edi-
    ficante historia, que as osphefas mais
    elevadas d'aquella sociedade est produzin-
    do um verdadeiro escndalo:
    N'ura dos ltimos bailes dos mais seleets
    da cstacao, a^condessa X .. apresentou-se
    com urna toilette verdaderamente mgica,
    rematada por ura diadema do brilhantes de
    ura valor fabuloso. Aquella obra prima de
    joalharia representava Jura pombo, altiva-
    mente pousado na loira caballeira da con
    dessa, csraaltando-a cora deslumbrantes
    claries.
    Aquella joia phantastica, que attrahia
    todos os olhares, tornou-se inmediatamente
    alvo da admirago geral e da muitas cubi-
    gosas.
    Terminado o baile, a condc3sa X... re-
    tirou-se para sua casa, muito satisfeita pelo
    xito obtido. Com sorriso triumphante,
    approxiraa-so de ura espelhinho, para mais
    urna vez se admirar. Eis que de repente
    empalidece a solta ura grito do terror : a
    maravilhosa joia tinha desapparecido.
    Despertam-se os criados, precedo se s
    buscas mais minuciosas por todos os cantos
    da casa,nada Na carruagem que tinha
    trazido a condessa, tamberanada.
    No dia seguinte, uraa das criadas da casa
    encontra urna amiga, servigal em casa da
    Sra. d'Y, e conta-lhe o que succedera a
    sua ama.
    A outra, surprchendidn, exclama de re-
    pente :
    II- 1 r TI I lilil iiimii 1 I i
    na I E' mesmo o diabo que se mette nos
    meus negocios I Ah a vida... que lgu-
    bre farga era mesmo tabaco !
    O italiano approxiraou so do fogao, onie
    raergulhiava o tubo de urna pequea cha-
    min.
    Era cima da tabaa, fingndo pedra mar-
    more, vase um espelho radiado, gravatas
    velhas, a panto de mostrarom o tio, dous
    ou tres cachimbos do barro o ura copo e
    urna garrafa.
    Proli agarrou na garrafa e coll'ocou a
    entre a vista e a luz.
    Nada dsse elle, tornando a por, cora
    violencia, a garrafa onde a tinha tirado
    Nem urna gotta do absinthio !... era ab-
    sintbo, era tabaco, nem dinheiro Se ao
    menos tivessem restado alguraas pegas de
    prata no bolso. Mas nada I Tudo puz
    diante de mira, e o eommissario tudo levou
    comsigo &> Ah sempre sou rauito es-
    tupido e muito bruto Como hei de alrao-
    gar araanh '
    Urna idea repentina atravessou o espiri-
    to do italiano.
    Cora efl'eito, achei uraa cousa qual-
    quer. .. pensou elle. Ora vejamos o raeu
    achado...
    E, approxiraando-sa da vela quo ardia
    era cima da mesa, tirou do bolso o agen-
    da, apanhado por ella na ra das Damas,
    e disso comsigo, examinando o objeeto:
    Marliiu... raarfira da raaii tina qua-
    lidade !.. Isto vale vinte francos, e ven-
    del o-hei por vinte sollos...
    Tudo caro, quando se compra...
    Tudo barato, quando ae vende !!....
    Ainda nlo isto quo rae dar de alraogar
    amauhil.
    Proli tirou o lapis qua, passando pelas
    duas azelhas de velludo, mantinha o agen-
    da fechado.
    Abri o.
    A prmoira cousa qu9 lbe deu na vista
    foi urna carta fechada por cinco carim-
    bos de lacre vermelho.
    Voltou a carta.
    No enveloppe ao lado do sello, a rubri-
    ca postal tinha escripto em letra vermelha :
    registrada cora valores.
    O italiano gento um calor repentino
    queimar-lhe a epidermo.
    Com valores exclaraou elle.
    Mas, quasi logo depois accrescentou aom
    um riso sardnico :
    - Ura pombo, diz a menina? Bem sai
    j o vi.
    Onde?
    Isto que ou nao digo.
    Sabedora a condessa d'esta inci lente,
    deu parte do caso polica. O respectivo
    eommissario encarregou da diligaaein dous
    dos seus rnelhores agentes, e pouco depois
    a servigalcra detida e interrogada.
    A principio negou.
    - Eu dissa aquillo por brincadeira, vol-
    va ella.
    Mas, tao instada foi, que por fim decla-
    rou :
    Pois bem, eu vi e3se pombo que di-
    zem.
    Onde?
    Na s; retrin de minha ama, primei-
    ra g*veta direita. Tenho o mo costurae
    do esquadrinhar tudo, e por isso. ..
    O eommissario ficou abysmado.
    Na secretaria da Sra. d'Y... mur-
    murou. A esposa de ura dos nossos m3
    altos digutario! E' irapassivel! E' in-
    comprehensivel!
    Apesac d'estas duvidas, d'alli a 1 hor ,
    ura agente superior da polica bata c porta
    da Sra. d'Y.
    Diga que est aqu Z..., capto re-
    formado, reeommendiu elle ao criado.
    Este ultimo voltou, dizendo quo 1 Sra.
    d'Y no recebia pessoa alguma na ausencia
    da seu4inarido, quo andava era viagem por
    causa de negocios do Estado.
    Entilo o agente manduu o seu lilhetc,
    mettido n'um biibrescripto, e foi recebido.
    ^Encontrou a Sr3. d'Y recostada n'uraa
    chaisc longuera de muito mao humor. Assim
    que o agonte lhe deu a entender, com mui-
    tos rodeios, o quo a ma casa o levava, ella
    crgue-se paluda e trmula. No mesmo
    instante, levaota-se o agente, corre se-
    cretaria, abre-se a gaveta indicada pela ser-
    vigal e tira o famoso pombo era diamantes.
    A Sra. d'Y cahe desmaiada e o agente
    retira-3e coin a joia.
    Mas de repente acode-lhe uraa dea. En-
    ganou-se talvez: traria alli ura objeeto que
    realmente pertencesse a Sra. d'Y... ? Te-
    ria assim comproraettdo horrivela: ente a
    esposa d'ura funecionario dos mais podero-
    sos, cuja vingaoca dara para sempra cabo
    da sua carreira ?
    Cbegou a prefeitura, entregue o objeeto,
    e pouco depois a Sra. d'Y ora visitada por
    ura eommissario das delegagiies judicaes,
    que ia levantar o respectivo auto. Foi en-
    tao que a criminosa se decidi a fazer de-
    claragoas.
    A minha intengao, disse ella, nao era
    coramettor um furto. Cegou-me a ir.veja.
    Eu s quera tirar a urna rival a jia que
    tantas adrairagoes lhe valera. .
    la terminar o baila. Estavara sahindo
    os ltimos convidados. N'este cmenos,
    encontr a condessa X... n'ura gabinete
    de toucador. Eslavaraos sos.
    A pretexto do lhe prender urna rosa nos
    cabellos, passei a railo pelo reluzenta para-
    bo e tl-f) cahir sobre o tapete. Deseemos
    juntas. A condessa, qua nao de;:a por
    cousa alguma, metteu-so na carrugem e
    parti. Eu subi. A joia l estava no chao.
    Apanhei a. Quando cheguei a casa, es-
    cond a onde sabe. ..
    O Sr. d'Y... j voltou da sua viagem
    official. Foi para logo informado do sin-
    gular procediraento de sua esposa. Soube
    tambara que o summario estava terminado e
    que o processo fora j entregue ao minis-
    terio publico.
    O Sr. d'Y... coneultou immediatamente
    um advogado.
    Xiio lhe paree a, interrogou elle, que
    o ministerio da justiga poderla abafar este
    escndalo ?
    E' mpossivel !
    E o imperador ?
    Mais mpossivel ainda 1
    Mas, entilo, produz se ura escndalo
    extraordinario 1 Estou deshonrado.. .
    S se o procurador geral adquirir a
    conviegao do que sa trata da ura caso de
    alienagao momentnea, e quo lhe permit-
    tr deter o andamento da justiga.
    E n'isto est o famoso escndalo de Ber-
    lira.
    Ou, antes, sera valores.. Foi aber-
    ta ; isso v-se perfeitamente.
    Pegou na carta e palpou-a cora os de-
    dos.
    Mas nao, proseguio ello, sacudido at
    s entranhas por urna viva coramogaa, ha
    aqui dentro alguma cousa mais do que urna
    folha de papel de cartas. Sinto o sora do
    pcpel Garat.
    E cora mao trmula abri o enveloppe
    rasgado por cima e exhibio-lhe o coutede.
    As notas cahirarc sobre a mesa.
    Notas I notas do banco. Nao me en-
    gao 1 dissa elle, contando as. Urna, duas,
    tres, quIsVo, cinco.... Quinhentos fran-
    cos Quinhentos francos E eu, que me
    queixava do destino! Eu, que dizia mal
    da minha estrella Qna feiicidade Poie-
    ria de novo tentar a sorte e desta vez an-
    da estou certo que ganharia 1
    E calou-se instantneamente.
    Mas estas notas nao me pertoncem,
    pensou elle, perderam as, o quera as per-
    deu talvez que tenha mais urgente noces-
    sidade dolas do qne eu !
    O italiana deu urna gargalhada nervosa.
    Necessidade repiti elle. N3o te-
    nho eu necessidade tambem ? E mais ne-
    cessidade do que ninguera ? Quo rae im-
    porta os outros ? Que me impo-ta o resto
    do mundo ? A vida urna batalha. Ca-
    da ura por si. Achei-as, guardo-as A
    quera se dirige esta carta ?
    Lavantou o enveloppe e leu :
    - a Mlle. Cecilia Bernier.
    Ra das Damas 54. 1
    < Batignolles Pariz.
    A urna moga I disse ello em seguida.
    Eis aqui o que me tira o meu derradeiro
    escrpulo. Esta menina tem meios de
    obter dinheiro, sem grande difficuIdade,so-
    bretudo se for bonita.
    Vejamos quem que lhe escrevia.
    Proli desdobrou a folha do papel a leu.
    Parece nos indispensavel reproduzir in-
    tegralmente esta carta.
    {Continuar se-ha)
    Typ. do Diario, ra Duque da Caxiaa n. t%

    \

    \

    '


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