Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19262


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Full Text
*

ANNO LII -~ NUMERO 85
IAtA A 1APl'AJL K LliAKK ONDE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantados ... ........ 6500
....... 120000
.......... 240000
Por seis ditos dem. T-..
Por um anno ideai......
Cada numero aruiso, do meso o da.
DIARIO
,J100
QRTA-FEBA 14 DE ABRIL CE 1
PARA DENTRO E JFORA DA PROVINCIA
Por Beis mezes adiantados.
Por nove ditos dem......
Por um anno dem.....
Cada numero avulso, de diaa anteriores.
130500
200000
270000
0100
Proprirtad*. ttt JItanoel Jtgurira >e aria & -lilljos

TELEGRMMAS


i

i



SEfiVICO D A&2NCI.1 2A7AS
o
(Especial para o Diario)
BERLN, 12 de Abril.
4* Landntag -si lisf'uiiiKi -< a roi-
o das ii-is do Malo referente* ao
loro oailiolico.
LONDRES. 18 de Abril, de roanhil.
A Cmara los Comman dovo ter-
minar boje a iliruao, em 1.* lel-
uira. do projeclo de le relativo u
Irlanda.
Agencia (lavas, filial
13 do Abril oe 1886.
em Pemambuc-o.
IBSTBCCAO POPULAR
ECON03HA POLTICA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHSCA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Continuafo)
CAPITULO IV
Bepar'loo da riffuoza
Qcinhao do capii.u.. Juno.A palavra juro sig-
nifica muito menos do que realmente tica as
inaos do capitalista. A industria geralmente em-
prchendida p r um capitalista que arrenda urna
porclo de terreno, edifica urna fabrica, compra ma-
chinas e enana homeus no trabalho, pagando-
lhes salario. Este capitalista militas vezes o
propvio director do trabalho e trabalha todos os
dias, quasi tanto orno os operarios. Quando os
productos cstao completos e sao vendidos, guarda
para si todo o dinheiro da ven la : mas uessa oc-
easiao te! elle j pago urna sarama consideravel
em salarios, cmquauto as mercadorias se f.ibricam ;
outra paite do dinheiro recebado destinada ao pa-
gamento da renda do terreno que alugou. Postas
estas quantias de parte, deve restar-lhe um corto
lucro do qnsl urna certa parte destinada sua
subsistencia. E este lucro deve comprehender,
nao s o juro do capital enopregado, mas tambem
a remuueraeao do trabalho consumido em dirigir
a mdiistr'a O director de urna impresa industrial
muitas vezes nao pij i me ns machinas, nem as
mateiias manufacturadas ; mas nao t^ab.illia por
isso menos, cora a intelligrncia e com a penna,
em calcular o preco por que pode vender os seus
artefactos, onde e quando pode mais vautajesa-
mentc comprar as materias primas,cscolhendo os
operarios, dirigindo a cscrpturacao, etc. O tra-
balho mental assiduo muito mais dilficil e fati-
gante do que o trabalho manual e, para fundar e
manter urna boa imprensa, para atravessar epochas
de crise torna-sc necessario empregar grande cui-
dados c suflrer grandes fadigas do espirito. E'
pois, necessario e justo que, se a empresa produz
resultado, o director d'ella receba urna parte con-
ideravel do producto, para o seu trabalho lhe ser
compensado. Essa parte denomina-se despeza de
administraco e, comquant) seja de ordinario u.ui-
to mais uvultada do que o quiubao do simples ope-
rario, comtudo um salario da mesma natureza.
Tambem deve considerar-se parte outra frac-
ci do lucro do capitalista, como seguro contra os
riscos, la sempre incerteza maior ou menor no
commercio, o o director mais hbil e mais pruden-
te pode sotrer perdas, de vidas a circunstancias
independentes di sua vontade' e dos seus cuidados.
A's vezes, p>r exemplo, construida a fabrica, di-
minu ou cessa a procura das mercadorias, que
ella pro'lnz : Mitra Vtttl torna-ss impjssivel a
acquisi'. das materias primas; outras sao os
op a osam a trahiihar pelo Salario
que o e*j e Jar. Sej i qual for a causa
do mo succv'SJO dos negocios, sempre C3te quem
perde mais, porque perde grandes sommas de di
iheiro qm, se nao estive^sem all ornpregadas, lhe
podiatn ptoporci u j .:.;..des ominodidades. Nao
sao raro9 os cxoinplos de bomens que teera traba-
lhado toda a sua vid*, e que se teem tornado gra
dualmente ricos mas qce no fim perdera toda a
sua riqueza, por um acontecimiento desastroso de
que nao sao culpados.
(Contina)
ARTE TFIL'lAL
Governo la Provincia
EXPEDIENTE DO DA 27 DE MARCO DE 183 6
Actos :
O presidente da provincia, de conformidade
eom a proposta do director do Arsenal de Guerra
em ofiicio n. -'72, de hontem datado, resolve no
mear o escrerente de 1 classe, Napoleo Olympio
Prates, para exercer interinamente o lugar de es-
crivao chele do escriptorio do ajudante do mesmo
Arsenal, que e aeha vago por ter sido exonerado -
per decreto de 3 do corrente, Gregorio Tarjino provincia, transmita V. _o-_pa_ 9 Jiw con
/
Aceioly.Commnnicou se ao director do Arsenal
de Guerra e Thesouraria de Fazenda.
O presidente da provincia resolve nomear o
major Sebastio Antonio do Reg Cavalcante para
exercer o lugar do delegado do distcto litterario
de Pao d'Alho em substituieao do Rvd. Antonio
Oomingues de Vasconcellos Aragao que nao acei-
tn o referido cargo.Communicou-se ao inspector
gerul da Instruccao Publica.
O presi lente da provincia, attendendo ao
que requereu Joao Jos Pcreira, aiumno mestre
titulado pela Escola Normal, resolve de accordo
om o art. 50 da lei n. 1860, de 11 de agosto de
1685, nomeal-o professor publico da cadeirad
ensino primario de Baixa Grande.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu Jos Eduardo de Soasa Landim,
professor de ensino primario em Bello Jardim, e
tendo em vista a int irmacao n. 78. do inspector
geral da Instruccao Pnblica, resolve conceder ao
peticionario dous mezes de licenca para tratar d
gaa saade oado lhe convier.
Oficios :
Ao presidente da provincia das A'agas.
Pelo officio a que respondo de hontem datado,
fico inteirado ds a haver V. Exc. na mesma data
prestado juramento e aesumido o exercicio do
argo de presidente dessa provincia.
Aprsenlo a V. Exc. os raeus protestos de dis-
tmeta estima e consideraco.
Ao commandante das armas.Devolyendo a
V. Exc. a peticio boje despachada, do major gra-
duado Estevio Jos Perraa, tenh i a deelarar-lhe
em resposta ao seu officio n. 161, de 24 do corrente
oue a inspecco do corpo de polica de que fes
parte o mesmo major ficou terminada a 31 de Ja-
neiro ultimo.
ve ieutes. o orcamento da receita e despeza para
oierclcio de 1886 a 1887 da Cmara Municipal
doRecife.
Ao agente da ComPann'a Brasileira. O
Extn. Sr. conselheiro presidente da provincia,
manda aecusar o recebimento do officio cm que
V. Exc. par.icipi que o vapjr Espirito Santo,
ch gado hoje as 6 horas da manha dos portos do
su), seguir para os do norte arnanh as 5 da
tarde.
A Companhia Pernambucana.De ordem do
Exm. Sr. conselheiro presidente da proiincia, ac-
cui o o recebimento do officio de hontem em que
V. 8. declara que expedir esta manhS para os
poitos do Rio Formlo e Tamandar o vapor
Mcndahu em lugar do Oequi, que se ha demora-
do na viagem do presidio de Fernando de Noro-
nhi..
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DA 12 DE
ABRIL DE 1886.
.CapitSo Alberto Moreira Lopes. Re-
mettido ao Sr. commandante superior da
guarda nacional da comarca do Recife, pa-
ra mandar passar a guia de que trata o
art. 45 do decreto n. 1,130 de 12 de Mar-
co de 1853.
Anizia Augusta do Amaral. Informe o
Sr inspector geral da InstraccSo Publica.
Amaro Jos Dias. Def rido com o offi-
cio desta data ao brigadeiro commandante
Jai armas.
AoDr. chete de polica.Transmiti a V. 3.,
por copia, os oficios do commandante do Corpo
de Polica enviados a esta Presidencia em 22 e 23
do corrente, sob ns. 274 e 283, para que deligen-
cie rehaver os objectoa subtrahidos do mesmo
corpo, confirme se v dos sobreditos oficies.
Ao commandanto do Curpo de Polica.
beeute do que V. S. expoz nos seus oficios do 22
e 23 do corrente, sob ns. 274 e 283, declaro-lhe
que approvo a deliberacao por V. S. tomada, man-
dando submetter a conselho de investigacao o sar-
gento quartel mestre Henrique Jorge Paea Bar-
reto.
Nesta data rccommeudo ao Ur. chefe de polica
as necessanas providencias, para que se diligen-
cie rehaver os objectos deque tratamos sobreditos
oficios.
Ao mesmo.Providencie V. S. para qne
com a possivel brevidade destaquem oito pracas
na villa de Boa-Vista.Commuuicou se ao Dr.
| chife de policia-
Ao mesmo.Ao Dr. chefe de polica mande
V. S. apresontar a 2S) do corrente mez, ao rocn
dia, urna escolta de duas pracas e um cabo de es-
cuadra para conduzr um criminoso at o termo
io Buique.Cuminuuicou-se ao Dr. chefe de poli-
:ia.
Ao mesmo.Mande V*. S. um oficial de con-
fianza substituir no commando do destacamento de
Floresta, ao tenante Joaqukn Flix Bez:riu Ca-
valcaute, que se acha doente.
As im tica respondido. o seu oficio de hontem
datado, n. 290.
Ao mesmo.=Mande V. S. destacar qaatro
pracas na Pedra de Buique, tirando trez do desta-
camento de Garanhuns, e urna do de correntes.
Communicou-se ao Dr. chefe do polieia.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Declaro a V. S., em resposta ao seu officio de hon -
tem, sob n. 201, que a ajuda de custo, de que trata
em officio de 93 do corrente, deve ser paga aos
hachareis Jos Marianno Carneiro da Cunha, An-
tonio Francisco Corrcia de Araujo, Joao Juvcucio
Ferreirade Aguiar, Pedro da Cunha Beltrlo, Hen-
rque Marques de Hollanda Cavalcante, Barao de
Arbcagy, bacharel Jos Bernardo Galvao Alcofo-
rado Jnior, Dr. Francisco de Assis Rosa e Silva,
hachareis Bento Ccciliano dos Santos Ramos c An-
tonio Goncalves Ferrcira, visto que estes ci iadilos
reetberam das respectivas juntas apuradorasss di-
plomas de deputados a Assembla Geral Legis-
lativa.
Ao mesmo.Remetto a V. S-, para seu co-
nhecimento, copia do aviso expedido pelo Minis-
terio da Fazenda, em 16 deste mez, acerca do re-
querimento em que o fiel de armazem da Alfande-
ga, Antonio Fernandes de Albuquerque, pedia
para ser adinittido a prestar exama das materias
exigidas em concurso de primeira e segunda en-
trelas.
Ao mesmo. Remetto a V. S., para seu co-
nbecimento, copia do aviso expedido pelo Minis-
terio da Agricultura, Commercio e Obras Publi-
cas, em 10 do corrente, soh n. 6, acerca do aug-
mento de 57:OOO aos crditos abertos nessa The-
souraria para occorrer as despezas com as obras
de conservacilo do porto do Recife e sobre reduc-
eao das respectivas despezas.
Ao mesmo.Kemetto a V. S., para os devi-
dos lias, copia do aviso expedido pelo Ministerio
do Imperio em 1 de Fevereiro prximo findo,
eontendo autorisacilo da crdito na importancia de
1:1378190 verba Soccorros publicas, exerci-
cio de 18851886, pira pagamento de diversas
d;spezas.
Ao mesmo.Sirva-se V. S. de mandar pa-
gar ao eoronel Manoel Juvencio Bezerra de Car-
vallo, depois de findo o prazo do art. 44 do regu-
lamento de 13 de Novembro de 1872, a impor-
tancia de um scravo libertado no termo de Boa-
Vista, por conta da quinfa quota do fundo de
enaucipacio, de ac ordo com a relacao jnuta.
Cammunicju se aojuiz municipal.
Portaras :
O Sr. agente da Companhia Brasileira faca
transportar provincia do Cear, por conta do
Ministerio da Guerra, no vapor Espirito Santo,
procedente do sul, ao anspecada Telesphoro Por-
firio Freir de Arena, e o soldado Roberto Frei-
r dos Santos, do 11." batalhiio de infantaria, que
d'alli varam escoltando um desertor. Communi-
cou-se ao commandante das armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
m indo dar passagem r, at a Parahyba, no va-
por que segu para o norte a 5 de Abril prximo,
a Lauro Soares de Pinho e Gustavo Soares de Pi-
nl, por conta das gratuitas a que o iroverno tem
dirrfto, providenciando sobre a volta dos meamos.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana,
mande conceder passugem proa, at o Cear, a
Atouio l-'elicissimo dj Reg, sua mulher Francis-
ca Mara Psrera de Andrade e um filho menor,
per conta das gratuitas a que o governo tem di-
reito, ficando sem effeto a portara de 19 do cor-
reate.
O Sr. s iperintendento. da Estrada de Ferro
do Recife ho S. Francisco faca transportar, da es-
11 ,o de Cinco Pontas at a de Una, por conta
d-:s paases gratuitos a que o governo tem direito,
seis pracas da corpo de polica, e at a cstaco.dc
Gimellcira, quatro criminosos requisitados pelo
rcipectivo juiz municipal para seren submettides
a julgamentos.
O Sr. superintendente da Ebtrada de Ferro
do Recife ao S. Francisco, faca transportar da
esUcao de Cinco Pontas at a do Una, por conta
des passes gratuitos a que o governo tem direito,
un criminoso, duas pracs e um cabo de esqua-
dra do corpo de polica.
O Sr. encarregado da estacao de Una, do
prjlongamento da via-ferrea de S. Francisco,
mande transportar pnr couta da provincia, d'ahi
at; Canhotiuho em carro de 3.' classe, a um cri-
m noso, a um cabo o a duas pracas do corpo de
polica qIP O escoltara.
EXPEDIWiTE DO SECBEIAB10
Ao 1." secretara da Assembla Provincial.
De ordem de Exm. Sr. conselheiro presidente da
Antonio Manoel dos Santos. Ao Sr. mes.
Dr. juis de direito das execugSos crimi-
naos da comarca do Recife, para to-
mar o objocto deste rsquorimcuto, na con-
8eraio que merocer.
Antonio Jos Machado.Deferido com
o officio hojo dirigido ao couuuan.laut: das
armas.
Antonio Barbosa de Aguiar. Aguarde
requiac3o do juiz competente.
Custodio Gomes do Brito. Informo o
Sr. commandaate do corpo do polica.
Francisco Fernandes de Farias. Infor-
me o Sr. inspector do Th?souro Provin-
cial.
Bacharel Jos Gomes Coimbra. Enca-
minhe-se.
Josepha Augusta de Castro Fonsoca. -
Remettido Junta Medica Provincial, a
quem a peticionaria se apresentar para
ser inspeccionada.
Dr. J. J. Tavarcs Belfort. Deferido
com officio ao Sr. inspector da Thesouraria
de Fazenda.
Joao Lopes da Silva. Informe o Sr.
Dr. juiz municipal do termo do Goyanna.
Joao Emiiiano Ferreira Lima Dirija
se ao juiz competente.
Joao Ferreira da Molta e Antonio Pe-
reira da Silva. -Aguardem requisicito do
juiz competente.
Joao Gomes da Silva.A' vista do que
informa o Dr. chefe do polica, o suppli-
cante opportunamente ser attendido.
CapitSo Joao Ribeiro_Montarroyos.In-
forme o Sr. inspector geral da Instruccao
Publica.
Jos da Silva. D^erido com o offi ;io
desta data ao brigadeiro commandante das
armas.
Sebastiiio A. Peixoto GadelEa.Sim,
pagando o supplicante as comedorias.
Tenente Sebastio Francisco de Siquei-
ra.Remettido ao Sr. Dr. juiz de direito
da co.marca de Garanhuns, afim de que se
sirva de informar o que lhe constar a res-
peito.
Sirailo Francisco Gomes. Doferido com
o officio hoje expedido ao brigadeiro com-
mandante das armas.
Secretaria da Presidencia de Perna mbu
co, em 13 de Abril de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio F. da Silveira Carvalho.
Repartlec da Polica
Secao 2.' N. 379. Secretaria da Po-
licia de Pernambuco, 13 de Abril de 1886.
Illra. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos na Casa do
Detenyao os seguintes individuos:
A' ordem do subdelegado do Recife, Jo-
s Mariano dos Santos c Paulina Ferreira
do Souza, por disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Joao Ro-
drigues da Silva, Auna Senhorinhi da Con-
ceigao, Jos Alves dos Santos, Caetano
Correia Lima e Sabino Jos da Costa, por
disturbios.
A' ordem do do i" districto de S. Jos,J
Jos Franeisco Carlos e Antonio Candido,
por disturbios.
A' ordem do do 2o districto de J. Jos,
Joaquina Cahu, JoSo da Costa, Joao Ma-
noel dos Santos e Manoel de tal, conheci-
do por Bebe-agua, por disturbios.
A' ordem do do 1* districto da Boa-Vis-
ta, Maria Joanna da Conceiyo, Joanna
llra da Conoeicao e Veneranda Maria da
Conceigao, por disturbios.
A' oriem do do 2o districto da Boa-Vis-
ta, Bemvinda Maria da Conceigao e Anto
nia Maria Joaquina, por offensas moral
publica.
A' ordem do do Io districto de Afoga-
dos.Jos Theodo3o Carneiro da Silva e Ru-
fino Theodosio Carneiro da Silva, por cri-
me de ferimento3.
A' ordem do do 2 districto da Gra ;a,
Jos Carneiro, miuha disposicao.
-- Communicou me o delegado do ter-
mo de Buique, em officio de 3 do corren-1
te, que se apresentaram voluntariamente
para serem recolhidos prisao, os reos Jo-
s Theotonio da Silva Crespo, Francisco
Carlos da Cruz, Joao Bezerra da Silva,
Jos Antonio dos Santos c Victalino Seve-
rino de Oliveira, dos quaes o primeiro es-
t pronunciado om crimo de homicidio e os
demais no de ferimentos, sendo que o de
nomc Jos Antonio dos Santos consta es-
tar tambem pronunciado na provincia das
AIago8, por haver assassinado a um indi-
viduo de norae Jos Maria.
No dia 29 do mez fijdo foi captura-
do no termo de Floresta, por urna escolta
do destacamento alli estacionado, o indi-
viduo de nome Juvenal Gomes de Novaes,
pronunciado naquelle termo no art. 192
combinado com o 34 do Cod. Crim., co-
mo uin dos mandatarios do homicidio pra-
licado em 15 de outubro d anno findo na
pessoa de Pedro Barbosa da Paixo e por
haver tentado contra a existencia de Jos
Lima Cardoso.
O referido individuo est igualmente
pronunciado na provincia das Alagoas, no
art. 205 do God. Crim., por haver em
dias do mez do junho do anno de.....
r883, espancado o Dr. Antonio Cicero Fer-
nandes Bello, quo exercia o lugar de jaiz
municipal do termo de Agua Branca.
Pelo subdelegado do districto da Var-
zea foram tomados a diversos dosordeires
e remettidos a esta reparticao, uiua espin
garda Menier, um bacamarte duas facs
ponta.
Em data de 5 do corrente, fez o de-
legado respectivo a visita da cadeia do
termo de Panellas, na qual foram encuarta-
dos dons reos appellados, quatro senten-
ciados e quatro indiciados em diversos cri-
Conununicou-mc o major Thom Cor-
reia do Araujo que no dia 8 do crente
assumio o exercicio da delegacia do termo
rao do Nazareth.
Pelo delegado do termo de Limoeiro,
foi remettido ao juiz cornpjtente o inque
rito policial a que procedeu oontra Fran-
cisco Forreira da Silva, pelo crime dedeflo-
ramen'.o praticado em urna menor de nome
Francisca, filha de Joanna Maria da Con-
ceijo.
Tambera pelo delegado do termo do
Bonito foi remettido ao juiz competente o
inquerito a quo proceJea contra Francisco
Barbosa da Silva, por haver, om 20 de
marco findo,- abatido na feira do povoado
Bem-te-vi, contra a vontade de s?u dono,
urna rez pertencente a Vicente Pacheco
Raposo e furtad urna outra, que foi appre-
hendida, de propriedade de Vicente Quin-
fSo.
Deus guarde a V. Exc. -Illra. o Exc.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim do Souza Leao,
muito digno vice-presidente da provincia.
chefe de polica, Antonio Domingos
Pinto.
DIARIO BE PERSAIOOCO
RECIFr.14 de MARCO DE 1886
\ollelas do .\ortc de Imperio
O paquete nacional Mandos, entrado hon-
teni do norte, trouxe as seguintes noti-
cias:
tmiiDiias
Datas at 1 de abril :
No dia 25 do passado te ve lugar a
abertura da Assembl Legislativa Provin-
cial, cuja me3a ficou assira constituida :
Presidente, capitao Deodato Gomes da
Fonseca ; vice presidente, Luiz M. L.
Mare; 1" secretario, Manoel Miranda
Leao; 2" dito, Joaquim Rocha dos San-
tos.
No mesmo dia comecou publicar-se
em Manos um periodo cora o titulo O
Puiz, o qual declara-so neutro entre os
partidos, o diz :
Um partido n3o nos merecer menos
quo outro. Os actos praticados, venhara de
pontos diversos, terao nossa critica desa-
paixonada, severa e franca, nao sa enxer-
gando jamis em nossas aprociacoes odios
ou affeifSes.
a Seguiremos o processo dos navegado-
res cautelosos, e oxal que com espirito
affeito as escabrosidades da trilha a per-
correr, sojamos compensados, "sabendo evi-
tar ventos contra os do contrarios interes-
ses.
Sob o titulo Finanzas e Orgamento
diz o O Commercio do Amazonas de 30 :
Do balano provisorio do primeiro se-
mestre do corrento exercicio org.inisado
pelo Theeouro Provincial, v-se que a re-
coita arrecadada n'elle de ris.......
973:898^674, o a despeza realisada.....
731:S56^628, passando para o 2 semestre
corrente 242:042,-)046.
De Io de novembro de 1885 at heje
periodo da administraco Chaves, des-
per.deu-s:i pela caixa geral 820:303^354,
assim distribuida :
Exercieios findos 343:314^169
Exercicio de 1883-1886 476:489^185
Calcula-se quo esso resultado obtido
no primeiro semestre, e secundado pela
vantajosa receita arrecadada nos mezes de
Janeiro e favereiro, possa attingir a receita
or$ada para o exercicio, que de.......
2.075:495)&000 (lei n. 697 do 13 de junho
de 1885) ; e que concorror grandemente
para regularisar nossas finanjas.
i O orcamento da receita para o futuro
exercicio do ltf861887, baseado na me-
dia dos tres exercieios anteriores, de...
1.516:440$000 ; e da despes?, corrente
as prescripcSes em vigor, subvencoes con-
tratadas etc., etc., elevou-se a. .~"......
1:617:867(5863, a indicar um dficit de
141:2080024.
Nesta despesa oreada nao figura ne-
nliraa quantia com applicayao s despe-
sas do contracto para
c Febre3 de mo caractor e de resulta-
dos soinpre fataas tara ospalhado o terror
e a dissolugSo om lugares tacs como Mua-
n, Boa Vista, Curranho, ete.
Aquellas populayojs, abandonadas e
sem recursos mdicos, cahem disiraadas
pela epidemia, sem que possam suster, por
si, a taudal de males, que as arrastam ao
fundo do sepulchro.
S.to to aasustadors as noticias que
temos recobido, que fazemos nossososseus
clamores e pedimos ao honrado Sr. conse
lheiro presidente da provincia e aos Srs.
racinbros da. asserablc providencias ur-
gentes no sentido de serem enviados
promptos soccorros quelle3 lugares.
No Mimaos embarcara com destino a
corte, o Dr. Cantas, deputado geral pelo
1* districto..
- Estivera gravemente doente o Dr.
Flix de Figueira Faria, director geral
da instruicao publica. Ficara, porera, 1-
vre do perigo e era cometo do convales-
cenca do incomodo de que fora asfal-
tado.
Renderam em liaio:
AAlfandcga 709:072(^467
A Recebedoria provincial 193:162-S747
abastecimento d'a-
gua-
Em Parintins foi barbara e cobarde-
mente espancaio o conferente da mesa de
rendas, na propria repartido, por sequa-
zes do Dr. Clarindo Chaves, segundo di-
zem os jornaes da capital.
Os raesmos valentes invadiram a casa do
Dr. juiz tle direito da comarca, Dr. Fran-
cisco Caetano da Silva Campos, o teriara
espancado o tenente-coronel Joao Wilkens
de Mattos Meirelles, capitao Conrado Con-
stancio Nicolao e Luiz Martina, se esses
cavalheiros nao tivessem tido coragem bas-
tante para repellir os audaciosos.
Lemos n> Commercio do Amazonas,
de 30 de marco :
Sabbado, pelas 7 horas da manha, na
travessia do SoliraSa para o rio Negro,
sossobrou urna canoa e raorreu afogado seu
proprietariO) mais conhecido por Jos La-
vrador, quitandeiro no mercado publico.
O occorrido foiparticipado polica, quo
deu as necessarias ordena para recolher o
expolio do fallecido.
Para
Datas at 5 do Abril:
Prosegua em seus trabalhos a assembla
provincial.
Era mo o estado sanitario de Be-
lm.
Tambem no interior a sjtuacSo era gra-
ve, a julgar pelos artigos da imprensa da
capital, depois de 30 de Maio, em que o
Diario do Qro Para deu esta ocal:
Maraliao
Datas at 7 de Abril:
A presidencia da provincia em 29 de
Margo recobeu o seguinto tel^grararaa, de
Caxias:
Exm. Sr. presidente da provincia. -
Por carta do capitao Silverio Ferro, do 20
do corrcn:e, sou informado de quo nada
mais havia occorrido no Mirador.
Chegara alli o tenente Ayres o pra
gas. A requerimento do promotor proce-
dalo a inquerito sobro o conflicto Bora-
fim!29 do Margo de 1886.Chaves,
delegado de polica.
O Paiz do 2 do corrate escreveu
Segundo leraos em urna foi ha de Ca-
xias, as obras da fabrica do fiagilo o tecj-
dos, que alli so est montando, acham-se
bastante adantadas no que re3peita ao
edificio onde tem de funicionar o raaaui
uismo, que j contera todas as thesouras
na parte que falta ser coberta de telha
para receber o encaibramento.
Da mancira que se acha o mesmo
edificio, apresenta um aspecto magestoso,
o pelo lado de seguranga o que se pode
desejar.
No interior j v se algum trabalho
executado: a caldeira do vapor collocada
no lugar competente, assim como o tanque
de ferro para deposito de 'agua o eneana-
mento para todos os compartimentos do
edificio e trab.lha se activamente na mon-
tagem do diversas pegas do machinismo a
vapor.
Logo que cheguo dos E tados-Uni-
dos o engenheiro mechanieo que se espera,
serao montados os apparelhos da fibrica
quo se acham recolhidos no edificio.
Fazemos votos para que seja isso rea-
lisado breve,
No paquete Mandos seguiram para a
corte 03 deputa.los geraes pelo Io, 4o e 6o
districto, Drs. Gomes de Castro, Vieira da
Silva, e Manoel Jos liibeiro da Cunha.
Pl a ii n j
Nao temos folhas desta provincia. En-
contramos, porm, no Paiz, do Maranhao,
de 29 de Margo, o seguinte que transerc
veu do Telephonc de Therezina :
* Sao contristadoras as noticas que nos
chegara de algumas localidades do interior
da provincia.
Lavra a forae intensamente <;m S.
Joao do Piauhy, S. Rayraundo Nonnato,
Oeiras, e principalmente era Jac3, onde
todos os horrores da miseria se manifes-
tam de um modo assombroso.
o Dizera nos que j se contara victimas
desta cruel calamidade.
O ^ue certo que a emigrago j
comegou dos pontos cima ndieados para
esta capital e outros lugares, onde o mal
ainda nao lez sentir tolo o rigor do seu
pernicioso effeito.
.-. A falta do invern, reproduzida de
alguns annos para c em quasi todo o cen-
tro da provincia, nao poda d'ixa:- de dnr
o fatal resultado, quo ora presenciamos,
contristados.
Inteirado officalraente do3tes desagra-
daveis acomecimentos, o Exm. Sr. Dr.
Menezes Prado acaba de mandar que pela
collectoria respactiva srja'entregue urna
comraissSo, que nomeou em Jaies, cou-
pos'a dos Srs. Dr. juiz da direito da co-
marca, presldonte da cmara, promotor
publico o coroa?l Rayraundo Jos de Car-
valho e Souza, a quantia da um cont de
res, para soocorrer os desvalidos.
pplaudimos o acto de S. Exc. Pa-
rece-nos, entretanto, qu a medida ade-
piada devera ser mais ampia e estender-
se aos outros lugares perseguidos pela ea-
lamidade da forae.
Para sOccorrer o povo era suas affli-
cgo3 nao licito ao governo escropulisar
era langar mao dos meios que estilo ao seu
alcance, ainda os raaia extraordinarios.
humanidade de B. Exc. em prol dos nos-
sos patricios, perseguidos pela peior de
todas as calaravdalesa fome
Cear
Dates at 10 de Abril:
Chegara a 9 o desembargador Joaqnim
da Costa Barradas, prosiJento ultiinamen--
te norneado, o qual prestara juramento e
assumio o exerci jo do cargo.
No paquete Manis embarcou com
destino corte, o ex presidente desembar-
gador Miguel Calmon du Pin e Almeida.
Escreveram do Ico ao Cearense:
. O invern tem sido o melhor possivel,
e em breve estarao seguras todas as plau-
tagoes.
, At esta data (18 de Margo) nao.hou-
ve ainda sessao de cmara no corrente
anno ; contina feito presidente, o do anno
passado,, que so sent derrotado, e n^o
quer largar a cadeira, que a maiora dos
vereadoras nao lhe dar mais.
( E nao az cmara e nao ha de fazer,
a nao sor aisso coagido por um poder su-
perior.
Denuncie cate facto, que estsu cert*
ser providenciado.
Rendeu a Alfandega ero Margo. .
81:479^053.
Rio-Cirandc do %> !<-
Datas at 11 de Abril :
Continuava em seus trabalhos a assem-
bla provincial.
Nada mais que inerpga menjiio.
Parabyba
Datas at 12 de Abril :
Appareceram na capital notes falsas do
The30uro do valor de 10-i.
noticias do sul do i upe rio
Pelo vapor costeiro recabemos as se-
guintes :
Scrgipe
Datas at 8 de Abril:
No dia lh comegaram a ser publicados
dous novos peridicos O Neto do Diario e
o Diario de Noticias.
Prosegua era seus trabalhos a as,
serabla provincial.
Assumira o cargo de thesoureiro da
Alfandega o Sr. Augusto Lobo.
4lagoa*
Datas at 12 de Abril:
Ao ancorar no porto, a 5, o paqaete
Cear, falleceu o 2o piloto Jos da Costa
Guerra.
Coraegarara no dia 12 as sessoes da
assembla provincial.
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
PARAHYBA,12 de Abril de 1886
Continuara a ser agradaves as noticias do inte-
rior. Em toda parte considerase o inv-'rno j co-
raecado, e nada por e nquanto deixi suppor que
nao se prolonguem as chuvas. Se cuta que do
desappareceu a miseria nos lugares que mais t-
nham sido prejudicadjs pela secca, tambem nao
se pade negar que a espeanca de melhoramento
immediato tem animado a populacho para o tra-
balho.
Foi marcado o da 2 Je Maio prximo, para
so verificar no 2" districto a el-icao de um mem-
oro da Assembla Provincial, em conaequenca do
fallecimento do eoronel Issumpcao Santiago, elei-
to em 1' escrutinio, e cuja vaga nao foi preenchi-
da no 2'. O presidente da provincia, competente-
mente autorisado polo governo, tomoa aquclle al-
vtre apoiando-se no decreto de 1881.
En um dos nmeros d>'sse Mneeituado Dia-
rio, ultimameute aqui recebidos. veio transcripto
um artigo do Monitor, onde aecusada a admi-
nistraco da provincia por causa da .iCtivdade
que se tem imprimido cobranza da divida ac-
tiva. A' proposito de tilo singular aecusacao, ta-
zem-se naquelle artigo manifectatoes sentimen-
t?cs sobre os devedorea insolvaveis, e a'.tribue-ae
ao presidente a culpa do atraso dos meamos e das
difculdadcs porque agora r.assam !
Os lcitores do Diario tiveram assim o eusejo de
verificar qual a especie de opposicao que feita
ao Exm. Sr. Dr. II m leira pelo orgilo conservador
dissidentc. Inventain-se factos extravagantes, al-
teram-se as circumstancias que revestem outres
verdadeiros, e critcam se com azedume actos da
administraQao, de onde tem resultado vantpgens
reaes para a provincia.
Agora mesmo passou o Monitor p ir urna des -
agradavel tituaco. Em artigo de fundo, declarou
fallar em nome do partido conservador em peso,
quando condumna a admiBistracao do Sr. Dr. 15 m-
deira. Nao tardaram a apparecer em contestacao
os dous velhos J3rnae3 conservadores, que repre-
sentara as tiadiccoes do partido, e 'eduziram a3
devidas proporijoea o procurador sera pricur.icao.
Queremos fallar dj Conservador e do Jornal da
Parahyba, os quaes manifestaram-se por tal forma
que o Monitor vio-fe forcaio a enumerar os seus
dous amigos na provincia: o ex-delegado do Pilar,
e o ex-promoter de Alagoa Grande, isto dous
empreados demittidoa pelo pre/ente actual .' E'
a trindade da dissidenci, como dsse o Conser-
vador.
Por aqu passou, em viagem para o Para, o "
Exm. Sr. conselheiro Freitas Henriques, presi-
dente ncmeado para aquella provincia. S. Exc.
desembarcou com a familia, e esteve hospedado no
palacio da presidencia, onde foi visitado por mu-
tos amigos.
Tambem aqu chegou, e acha-sc oa capital,
o Sr. Dr. Ulysses Vianna.
O engeuhero II tumba enviou da comarca
de Independencia diversas amostras de ferro, que
encontrou alli. Ficou do remetter infornwcoes
circumsanciidas, que ainda nao foram recebidas.
e que devem ser interessantcs. D'ellas darei co-
nhecmento, quando forem publicadas.
O Jornal da Parahyba publcou ne dia 9
um regulamento creando nos diversos termos os
lugares de ajudantes do procurador fiscal, com a
condic > de fiscalisaiem o servico das coltectorias
e promovere.n a cobranca da divida activa. E'
urna providen-.-ia indispeusavel, em vista das irre-
gularidades que teem sido verificadas no servico
da arrecadaca Justa ou injustamente os exac-
tores da fazenda p;ov)ncal sao aecusados de fac-
tos, de que cites por sua vez defendem-se allegan-
do as difliculdades com que lutam. O certo que
raros consegueiu completar o processo das flaneas.
Nao ha ve a lo ao lado d'elles nenhum fanecioua-
rio que possa auxilal-c s, e acompanhar de perto
o desenvolvmanto do respectivo servico, irapossi-
frf ser formar juizo exacto sobre 03 recursos fi-
naneeros da provincia c o modo de espindel-os.
Na provincia j4 existiram aquelles cargos, como
existem na de Pernambuco ; po n foram Tuppr-
raidos em 1883 com detrimento do servico. O
actual regulamento manda dar preferencia na no-
mea^o aos promotoree pblicos.
Continuando-se, por esse e por outros meios, a
cobranca da divida activa, de ef perar que vao
pouco a pouco-melhorando as c n lito .? da pre-
vine i a. O coito que, com a rigorosa economa
que se tem observado, o Thesouro ha podido er
regularmente o pagamento dos empregados pbli-
cos e dos fornecedores das cadeias, e sSo as des-
pezas de carcter mais urgente, e que mais m-
commodam a administraco. Se circemstancias
extraordinarias nao vierem perturbar a marcha
regular da arrecadaca, muito provavel que al
o principio do anno haja quantia suficiente para
amortizar parte da grande divida de juros de apo-
lices. E' esse o eiupenho da administraco, que
tambem se oceupa actualmente dercatisar com o
Banco do Brasil a navacao do contrato da divida
coutrabida em 1870.
-


nnn*nsnn*i
Diario de Pcrnambiii,o--.([uarta-feira 14 d*. Abril de 1886


__ Em consequeoeia da reforma por que pas-
gou o consi'lho superior do enaino provincial, o
rm nomeadus membros do meemo os Drs. Anto-
nia da Cruz Cordeiro, Miguel Peixoto de Vas-
concellos, e o professor Joo Lieinio Velloso. Dos
ouiros quatro membrus, uin cleito pela congrega-
cSo do Lyeeu. e os outros s o o director geral do
onsm > primario, o director do Lyceu e o director
do Externan Soria ti.
A couipanhia da estrada do trro Conde
d'Eufoi multada pela presidencia em 1:0004 pela
inobservancia dos contratos na parte an que se
obrigara a camprir o regulaniento de 1857, que
madda resguardar o leito das estradas cora cr-
eas ou vallados. A falta deseas precaucoes
itn dado lugar a frequentes accidentes, que
podera vir a tornar se graves. A estrada atra-
vessa fazendaa de creacao, e constantemente a lo-
comotiva encontra animaes ua linba. A compa-
nbia entende que aos criadores que corre o de-
ver de af ster aos bois da estrada ; e por isso,
tambem entendeu que ch pelo seu desejo revo
gada aquella salutar displaci, que obrigatona
para todas as estradas.
- Est-ve algana das na capital c segnio para
o interior, afim de asumir o exereicio de juiz de
dir.it.. na comarca de Catle do Rosita, prm oude
tai ,.lti namente nom. ado, o Dr. Venancio Augus-
to de Magalhics X.uva, uosso comprovinciano.
PERHAMBWCO
Asseiubla Provincial
11. SE8SAO EM 29 DE .MAlg> >; 1885
IDE.NCIA
.si. sa. dk. amonio rsAUcnco
CjKKKIA I>K AIIAIJ '
[O i
O *ir. Conti Hibeir diz que N propon 1 i
eombatar o projeeto, nan .'ni juiz. firmado
pcir. : Uei tejam aarasoea qa l abaos aipi
o seu signatario qae tafo-i t rpot
el a : nana psfrece que tratand se da V di
oec. aliar a utilidade
da iun iv.ic-1'. prop 'al i.
a da o sujeit ir a 8*ul i Casa de Miseria r-
dia de Q y iona 1" B
Na i preeiaa diaer roe forma o menor c s<
aeerea da man lira p a qa Santa C
q'A' tem sido administrada; Iminietracoo!
sempre pr leedi i c un k
> 8r. J i i Uves(Teste oaao est joatiScad i .-I r,r\,
pr.1!'1
O Sr Costa Ribeiro d qa istanteisto.
0 Sr. ) >fto Aiv.s na) aparte.
gO i C iti RibeiroPondera qae o assumpt)
nioi >lee como a algn parece; qae se lu
outra Santa Casa instituida e.u ana das eidadea
la provincia B in a li je a mais iui
portante d p >is di capital; se .-.-.si astil
pode ter recebi lo lega ios pin n outi aae
tslv >i lii na" i t sen deis a in-
tcuci de ser liaejki de Goyanna aq tella
que na admiaistrasse, que arreeadaase scua reodi
nteatos, e Ihe desee applieaee, nao parece qae
seje muito acertado paaaaf essa administra",-1 > a
outra corporaei i, embra da mesma natureza d'a-
queila. .....
Alm disto a Sali Can do 11 tcOH j est muito
sobrecarregada. e "8 uobrea depotados nao saben
se ella aceitar de boa ventade eSSC uovo encargo
que ae qaer atirar sobre sua8f costas.
Xi i tem juizo formado; pode ser urna medida
muito til aquella que o projeeto consagra ; eat
fallando de boa f, e reconheeendo que- ba boas
razo-s a exigir a providencia, nao Ihe negar o
seu voto; o qae deaeja, que na estejara a vo
tar-se me li i s de certa orden sem que se conhe-
cam as razes que as determinara.
O Sr. Padre JulioEu i me expliquei.
J Sr. Costa Ribuiro pede desculpa ao mbre de-
putado : nao esteve presente quaudo o nobre de-
putado falln, nem foi publicado o que S. Exc.
disse. Eutretanto as difterencas que tributa ao
nobre deputado o levam a nao concorrer desde ja
com o seu voto para que o projeeto caia; at sua
definitiva adopeo ou rejeicao, ter ensejo de rae-
lhor firmar o seu juizo.
Vem a mesa lido, apoiado e entra conjuucta
mente em discusso aeguinte requerimento :
Requeiro qu- seja ouvida a junta da Santa
Casa de Misericordia, sem prejuizo da 1* e 2a dis-
cussao do projeeto n. 5 deate auno.Julio da Bar-
ros.
O Sr. JullO de Barro-(Nao devolveu
o seu discursoi.
9 Hr. Prxedes PitanzaCommecarei
a render preito de bomenagem aos sentimentos hu-
manitarios de que dotado meu Ilustre amigo e
clica, o Sr. padre Julio de Barros ; mas pedirei
permisaao para, entrando na queato, eomecar or
ventilar a competencia deata Assembl* na sujei
eao da Saota Casa de Misericordia de (Joyanu* A
Santa Casa de Misericordia do Recife.
Como se sabe, aa associacPea religiosas, quando
nao estao bem constituidas e nao podem ser admi-
nistradas pelas orp>rac5es que as regem, ficam
ajeitas ao pader administrativo; o presidente da
provincia ou jais de capellas tesa competencia
nara nomear urna adminiatracao k Santa Casi de
Misericordia de G .yanua desde que reconheca que
ella, ou por falta de compro nisso, ou par mi admi-
aistracao nao lirige bem ns bens a seu cargo.
Um Sr. DeputadoV. Exc tem certeza disto?
O Sr. Prxedes PitangaEu creio que V. Exc.
no i,'iiora que o poder acmimstrativo pie nv
meiar admimatradore para as capellas e igrejas
que teem b^ns e que nao teem assoeiaeu.-s reli-
giosas que as obrigue a essea encargos. D -sde
ene a Santa Casa, ou parque o sen compronisso
nao est em eaeeoeac, ou p qae ella o nao tem...
t) Sr. Julio de BarrosNao ha cimprunisso.
O Sr. Prxedes Pitanga Nao pode fiear
sujeita a adramistraeao da Santa Casa do BeeM,
(Apartes).
Portanto, falta eompeteneia i esta Asiembla
para SBJeitil-a a esas rgimen; a Asae nbla exor-
bita desde que entra na parte administrativa; ella
pdc legislar, ntonsando A Presidencia da Pro
neia a mover de regulamentos e noinn.- aimi-
oiatra lores aba bens da Santa Casa de Misericordia
de Cuy nina, desde que slla nao tem regulament ..
MW razo de que ao po-1er administrativo compete
a adm-nistracao dos bens de capellas e icsiduos
que nao tem contrarias a sen cargo; e tanto iato
assiut que ua vemos agora meaON Presidencia
de Alag a de Baixo, que mude a administra*.-i i.
Sarque n;i l t-ndo irmaudade e tendo bena, Presi-
sueJa ou juiz de capel a compete ncraear admi-
aidem desees bans.
D sde que' a Sauta Casa nao cuida de seu com-
prnmis o... a nao aer quu approve algum com-
oromisso, que vem a ella, c qe suie.ite admiuis-
traeSe os bens da Santa Casa, nos nao tem s
eompeteneia para entregar a adminiatracao da-
qjellcs bens a Santa Casa de Misericordia do Re
cife. E' urna exorbitancia de poder chamar nos
a administraco dos bens que pertencem a Santa
-Jasa de Misericordia de Goyanna.
O Sr. Julio de BarrosAcho toda a compe-
tencia.
O Sr. Drnmmond Pilho -A Assembla legisla.
O Sr. PitangaA Assembla eat no caso de
tazer gerir oa bens da Misericordia de Goyanna,
que diz o nobre deputado que nao tem administra-
do, que nio tem compromisso? Acho que a nossa
competencia nao chega at ah. Desde quo a Santa
Casa nao tem compr misso, o que cumpre apre-
entar a Santa Casa um compromisso aobqual-
nuer foima, sujeitaudo-o a Assembla, mas nunca
annexar aquella instituicao Santa Ca-a de Mi-
sericordia do Recite, para que esse regule o modo
de gerir aquelles bens.
O Sr. Rodrigues Porto -Ou ha Santa Casa ou
ao ba.
O Sr. Visconde de TabatingaEm nome.
O Sr. PitangaMas o nobre deputado, signata-
ria do projeeto, acaba de dizer bem claramente :
a Santa Casa de Misericordia de Goyanna.
O Sr. Julio de Barros Oque pteciso sal.
val-a das ruinas do nautragio.
O Sr. PitangaMas ella existe ; O que falta
o msdo de a dirigir. Disse o nobre deputado que
ella, sem compromissr, havia nomeado um prove-
dor...
O Sr. Julio de BarrosElegeu.
O Sr. Pitanga... para tomar contas. Ella
nao O podi fazer, porque ao juiz competente cum-
pra tomar contas desses bena. Desde, porm,
que ella, sem consaltar a lei, tomn o encargo de
nomear provedor ; se nao ha compromisso, se nao
ha lei qae dii ija o movimento da Santa Casa, como
que ella tomou a si seinelbante encargo?
O Sr. Julio de BarrosTem sido sempre aesim.
O Sr. PitangaV. Exc da oomo nm tacto rea-
lindo a existencia de ama irmandade. Seha ama
irmandade a ella nao est regalar, porque nao tem
o sen compromisso, o qne compre organisar e re-
gularisar esse; necessano chamal-a a contas.
O Sr. Julio de BarrosQuem chama?
O Si. PitangaO juiz de capellas.
O Sr. Julio de BarrosTodas as outras ieenvas dessa formalidade.
O Sr. Costa RibeiroAt a do Recife est su-
jeita.
O Sr. PitangaNli pode estar ia-rnta.
O Sr. Julio de BarrosEat isauta a'. da auto-
r.dado epi opal.
0 Sr. PitangaOu sujeita o seu compromisso a
Assembla Provincial, ou ao juiz de capellas. aa
tiridade competente para tomar cantas do movi
memo da Santa Casa da Misericordia. O neto,
parfanto, a seguir nao com certeza, sujetar
aqueda instituic administrado da Santa Casa
de Miaericordia do Recife.
O Sr. Julio de BarrosE o que U03,impede
disso ?
O Sr. Pitanga -O que impele ? !
Antea de tuda est* Assembla nao tem compe-
tencia para eujeital-a administrara.da Santa
Casa do Recife, porque esta, par sua vez, so pode
s"r administrada par seus taalos, par aqaelles
qae fazem parte da confraria daqu-'l -a iuatituicao
quaai todos os qu- Easem paria d i Saata i asa
de Misericordia da Reeif', n. num-r > doa quaes
estou en, nao alo irmaoa da Santa Cisa de Mise-
ricordia de Goy-inn i.
O Sr. Julio de BarrosNao obata.
O Sr. PitangaNos ac p dem 'S sujeitir por urna
lei a Santa Casa de G yanna alminiatraija > da
Santa Caaa do Recife, seriaos inania a r*con-
mendices da lei reguladora da mi' ria. Porque
motivo se ha de tirar a autonoma de OUU eorp >
r.Hjl.? Que direito tonos aos par invalidar .
exiatea"a autaoomica de ama iOciedade consti-
tuida ?
Um Sr. Depata lotaso )\ 6 r iz'i i de .au'r i or
I -ni.
O Sr. PHangaSe, p>rm, a Santa Gasa do
G yanua un est c mstitaida, o qae nos cumpre
eeasttail-a. O qae nos del se
Santa ("asa tem Igna eemprnuiissa na cena pi-
n ira atii "ital-o i ooia .---fonn i. '-.* rolari-
m o m i lo de dir H b -m, s qae
M p i
6 a ibre depnt 111, tratan i daqaella tnstlto
deixa ver maito :n I daqnelles |>...... em
ioc u- >. S -. i-e i'm nt eeans qae eoas-
pS oii a ni ni asa xtiaed i ineap I rir
a Santa (.'.'. I M 're r 1 .. .
O Sr. Viao.il' I TabatingsOu porqne nio
qnerem, *
(> Sr. Pitonga... e "iv im to r aatra me li I;.
cuo o presidente <11 provinci i pnearn
na ref rmi que Issembla '.c-. de no
m ir os membros d i i ial a e irp ir .el i. em
serum feitos por eleeaio, com acontece cuna
-'Hit i Casa 'l. Recife, s acn caso le preenmir
qne u presidente elcolha individa-ts qne possam
bem _''iir os seas teas. O compromisso vindo a
esto Basa, a Assembla pide antortsar ao presi-
denta da provincia a nomear an-t al ninietraaio
provisorio, at qoeaSanti "an consiga reunir
iinraer i suftieiente d- cilalan qae sejam capasA
dejtiinar a si o encargo dessa adminiatraca >
(Apartes). Pe > m 11 > p irque est re ligido o pr >-
i ct-i n ^ vamis tirar o lirer > da S-inta *sa de
Mis-ricor lia de 'ioyinn>, pira sujeital-a qne
existe a | n na R'eite laso seria o rae-*mo qa-' sa-
bor linar un vigario de urna fregnesia a um viga-
r0 de outra, deitand) ver assnn a incapici 111
do primeiro, pira b-ra dirigir oa negocios da igre-
a. A-sim, Sr. preaidente, a Santa Cande Mi
sericordia de G yanna tem > dir -ito de a Ng ir
por si, com reforma dos s^us estatu 13, de modo a
poder gerir os b3ns que poisue, se que os possue,
e suj -/tal -a a outra da meami especi-, aera, p>r
tanto, excluil-a da sua existencia, fazer desappa-
recer a sua autoridad autonmica e constituir
um ser ficticio com o nom- estabalecido sem que
tenha existencia propria.
Portanto. eu nao conheci a conveniencia do pre-
jecto, neu; mes na cora a anuencia da Santa Casa,
da qual faco parte. Bem sei qu- a Santa Casa
cip iz d adminictrar ; mas nao de sua compe-
tencia o fazer, ao/que ella dirige-se pelo seu regu-
lamento que a obriga smente a administrar oa
seua bens, mas n5> a autorisa a tomar encargas de
outras corp iracoes, erabora do raesrao genero, em
Incalidade diversa.
Eu creio, portanto, que o que devenios fazer,
procurar trazer ao recinta da casa os rudimentos
do seu compromisso, afim de que possam. s estabe-
Itcer o modo de eleger ou nomear urna administra-
cao provisoria at que se possa reconstituir de for-
ma a dirigir por si o seu estabelecimento.
Creio, portento, que o projeeto est dealoc'do, su
jeltan lo a administraco da Santa Casa de Goyan-
na do Recife; no emtanto cata assembla, que
pode tu lo tazer, pod> r tambera ainda desta vez
mandar at que a cmara municipal daquella loca-
lidade, v dirigir a Santa Casa, e ento teremos
ua tima completa adminiatracao estranha.da tr.es
ma forma que estranha a administiaclo da San-
ta Casa do Recife a de Goyanna.
O Sr. Jallo de Barros(Na devolveu
o 3"U discurso).
Vem mesa e lido o segu ote requerimento :
u Requeiro que ae 0119a, acerca do projeeto, o
Sr. Dr. juiz de capellas de G yanna, e a irmanda
de da Santa Casa de Giyanoaerreira Jaco-
bina.
E' igualmente enviada mesa a seguinte emen-
da, que entra era discussilo com o projeeto:
Em lugar desem pr-juizo da l" e 2* discus-
sa 1, digi-aesem prejuizo nicamente da Ia dis-
cusia do projeeto Ferreira Jacobina.
O Sr. Ferreira JaroliinaSr presi-
dente, ouvi attentamente nao s a juitificativa do
projeeto em discuaaao. orno ouvi a conteatacao que
se Ihe .iflereceu, e qae o digno autor do raesrao
projeeto qualificou aqui de capciosa.
Sr. Julio de BarrosNao dase que era cap-
Co>a.
O Sr. Ferreira JacibinaQual foi o termo de
qu- V. Exc. usou?
O Sr. Julio de B irrosEspecian.
O Sr. Ferreira JacobiuaB'ui; comprehende
V. Exc. que eu ergu ud"-ra v>u incorrer ua re-
peticao da qualifica^ao que S. Exc. acabou de dar
ao digo 1 collega, e isco por um aVfeito apenas, de
nao DOS t-rmos conv ncid ., nao s da u'.iliiade, do
project) ornen aneoslo, oa da competencia
desta assembl 1.
Poudid- parte 03 uobrea e elevados intuitaa do
autor do pr-jecto, q le eu respeiti, na s pir s-r
esta a raanifestacJo do sen oraco, oran pelo ca
notar que representa. fazni> votos para que ve-
ja Malutadas ado a em Goyanna, conu era todas
h n'i 1 .j e.,,inarcia da provincia, instt0fe>3ea l.'u
ut"is e to humanitarias; mas diga que nao basta
isto, Sr. presid rnte, para que se possa couaiderar
o projeeto em discussao sem que se Ihe oSer. ca
alguraa impugnac*io.
v Exc. sabe e a casa, oqu-- urna irmandade,
e eu me dispenso de descreve* e dizer aquillo que
tod>a n.'ii conhecemos.
E' ou nao urna inatituic.Io, urna pereonalidade
jundiia c religioia uraa irmandade?
O -'r. Julio de Barros Sem compromisso
mesme?
Casa de Misericordia do Recite fot p -ato era exeeu
cao em Goyanna, nao podia ser pasto sena > par
approvae.10 desia m -ama iriuaudado que l existe
e com modificaodes, porque sem moditica^oes
impossivel que o compromisso da santa Casa de
Misericordia dn Recife regule a irmandade da
Sauta Caaa de Misericordia de Goyanna.
O Sr. Julia de R-irrua Instaran! jomg) para
que fosae proved>r da Smta Casa ; eu como nn-
rava no lugar aceedi, ped, instei m-smo que me
dessem o compromisaa da irraa idade daaeram-me
sempre nao ha e o provedor diss", a lei regula lora
desta caaa a mesma da Santa Caaa de Miseri-
cordia d 1 Rucife.
O Sr. Ferre-ra Jacobina Camprehende V. Exc.
que razio de 111 lia ha para ser ouvida eaaa ir
ni 1 id ide ; e varaos por eeae meio ver cen se
cieou a Santa Casa de Misericordia de Goyanna,
que titules tem. qual foi a acquisicao do patrimo-
nio e em que condicoes.
O Sr. Julio de Birros Djacoes regias.
O Sr* Ferr ira Jacobin E doaces particu-
torea padenter eoniicoes de permanencia at de
adiniiistracito na I icalidade.
O Sr. Julio de Barros Certamente, e a casa
nio sahir da l
O 'r. Ferreira Jacobina Perdi, mas desap-
pir'ce a uitmomia ea aim'n8tritc:1o laeai ; i
destruir aquillo que oa t-ata I res fiz rara, faaer
d 'a inparecer um 1 snti I le le ral p .r um 1 lei d
ta Ass -mbla que nao tem para mira oampeten
cia.
Or 1 est ah a que eu qneria chegar.
un i|'i d r ir 1 .1 \ -=-"!.')'.' 1 podo fizer isto V
8 1 1 de faaer I- j eom relae.a. rutan lad-
11 S mt 1 (.' is 1.11 Misericordia de Goyanna, ara 1
ud pode f.z'l o tanib'tn c >m relaco a iustitu'
. '. pi 11 1 -i la le do Recife a earg > de qoalqoer
i n i.-mand i
o Sr. Jt io de Barros E |oe iovida
0 Sr. Ferreira Jacobina Vamos por partes. In-
conteatav luiente A questSo de compromisso
urna qii'-ato at quo preced, a organisacao de
urna irmandade.
Senhorea, os nobres deputados sabem que a ir-
mandade da Santa Casa de Misericordia de
Goyanna secular, se boje ella est decadente, se
hojeos seus rendimentos sao applicados improduc
tivaineute contra a espectativa que ella visava,
nao quer isso dizer que ella nao tiveaae paginas
brilhautes era un passado remoto, sim, mas que
urna realidade aa nossa historia.
Portanto crivel que nos tempas idos em que a
lei sobre o assumpt a era a mesma que hoje, e.sa
irmandade que den m tao bonitas paginas naquel-
lc lugar, urna das mais importantes cidades desta
nossa provincia, nao tiveaae compromisso?
O Sr. Sulio de Barros Nao ha compromisso.
O Sr. Ferreira JacobinaV. Ex. asieveraque
nao ha compromisso ; eu vou mostrar com as pa-
lavraf de V Exc. raesrao que ha compromisso.
O Sr. Julio de Barrosltimamente, isto nao
ha; garanto que nao b 1; disse-me que existia
para cohonestar.
O Sr. Ferreira JacobinaV. Exc. comprehende
que a irmandade existe, e o nobre deputado nao
pode contestar, quaodo disse qae bsvia urna ag-
flomeracdo de homens qae se reuniam e proce-
am eleico de provedor e mais funeciona
rios.
Ji v pois S. Exc. qua isto o que constitae a
irmandade.
Ea ainda ms record de ter visto doentes na
Santa Casa da Misericordia de Goyanna.
O Sr. Julio de BarrosEm 1882 e 1883.
O Sr. Ferreira Jacobina r'ortaato tenha da-
vidas de qne tudo ino tenha- desapparecido, e que
a irmandade exista sem nma lei regaladora.
O 8r. Julio de BarrosPosso ganantir a V. Exc
qae nio ha.
O 8c Ferreira Jacobina -Mas aceitando a de-
claraoia de V. Exc, a qaem maito respeite, ainda
aisim digo: desde qae o compromisso da Santa
0 Sr. Fenvira Jacobina O mbre depal
11 mis t ;ju se po 1 I"!*: o- ieso, en digo qti'" nao tem
p 1 ler nem ") o i r e.-el -s os o pod r ci-
vil pin di erque non mandada perca a sui
exi-teneit legal o que s ms bens pissem a pi-r n-
c -i- i 't oa 1 laell -.
Jnlga qae 1 Vw-mbla Provincial pode decre-
tar qae A irmandade da 01 lem terceir de 8. Froto.
. li os a pi- irt '-
cer i 'ante Casi le Miserietrdia ?
i' ie 1 A-s smblea Pr ivlncial qae pelo ad i a I
lici un! te n ip 'as > direitd de approv irasompro-
1 i-' 1 I .1 1 lee '
;i tentet o os legados feitis
lira ?
Bal qoe n po il 1 p'ioeipal para mira.
(ia 11 ai a t irte d 1 Sr lu d Btrros.)
Ea ac ito o principio 3o projeeto declarando o
mea ni' o .! pensare ouvi 11! as intori lados e m-
1 entre as qoaes est a irmandade oa resto
la irmandade da S mta Caaa d Misericordia de
Giyaun 1, p irq 1 pean ia 1 se ella b im inspi-
rada, mas mil sattado ligalmente constituida, ,!
ni Inoceioaan lo reja rmente pir certa acular
1 m li la d i projeeto...
O Sr. Juli) de larras Ivi ndo s'i.
O Sr. F i- i-i 1 lijobina ..... pirque a Smta
Casa da Misericordia do Recife e q'ie fi tu ulid
f. tr uuform 111 para oatar coate est hije, porque
tamo.-ni estova quasi talvez como eat a d" Goyan-
na, conforme nos descreveii o mbre deputidn.
prepanuae para ato, refonn m o seu compro nisso
S t IVC a approvacii do Estado ; mas acto de ini-
ciativa propria.
E' p>3 po-isivel que em Goyanna j nao existam
homens, nem mesrao ricos, que qu'rara levantir
aquella ~autiCaaa d estada de abatimento cm
que se ncVa ?
O Sr. Julio de Barros At hoja nao tem ha-
vilo
O Sr. Ferreira Jacobiua Eu desejaria que ella
prop"rasse milita c esta casa jais de urna vez
tem feito doacs a S nta Casa de Miaeric irdia
de Gayanna.
Se o nabre deputado compulsar as nossas legis-
laces pa-.s 1 i is, ba da ver em mais de um anno
repetir-se a doaco e comprehende que eu nao fe-
ria gasto nenhura em metter as mios nos cofres
i 1 Theaouro, para fazer preseates era nome da hu-
nidade.
Nao digo que o nobre deputado nao teuha muito
bons sentimentos, mas bam nio pensar que aos
outros faltara estes sentimentos. O que desejo li -
quidar apenas urna quest) de direito; uesse
ponto pens era oppisicao ao nobre deputado
A Assembla Provincial nio poda por si d 'ere
tar a divisio e suppresso de irraandades E' urna
questio para mira de direito que ella nio pade re-
so1 ver.
O Sr. Julio de BarrosSer controvertido.
O Sr. Ferreira JacobinaIsso, ao menos para
mira, clarissimo.
O Sr Julio de BarrosJa consultei a advoga-
dos tambera de nota, e esses sao de opiniai intei-
ramente contraria a do V. Exc.
O Sr. Ferreira Jacobina A irmandade da Santa
Caaa ainda existe, se existe, se elege seu pessoal,
ahi est o juiz de capellas a quem cumpre tomar
as devalas, contas que nos informar. E por isso,
Sr. presidente, que eu mandei a mesa una emenda
r-. 1 lerendo que a ja ouvida essa autoridad.1, por
que antlu far-se-ha nascer a verdade. Me pare-
ce porein que nao convem estabelecer um princi-
pi 1 p ira um caso especial, principio que mais tar-
de p >de ser invocado, at pira o exereicio de ca-
prichos.
O Sr. Julio de BarrosNio existe aemelhaute
capricho.
O -r. Ferreira JacabinaCreio pamente que
nio exista ; mas em todo caso convem que a As-
nembla nao pr iceda de modo a estabe o -er um
precedente sera audiencia d'aquelles a quera cabe
o direito, ou pelo meaos presume-se de quo estio no
goso desse direito parque nessu caso se elles convem
ii'sso, eu sou o primeiro que acceito o projeeto d
nobre deputado, porque ach que o reculhimeuto
de Goyanna pade prestar alguna beneficios a hu-
manidade soffredora 'do lugar. Creio mesrao que
quella nstituicio vai em decadencia, pela facili-
dade que tem esta capital de admittir doe-ites de
toda a especie e de todos os lugares. D'ah resul
ta que para Goyanna nio afHuara hoje, como em
outras epochs.
Ni-saaa circumstancias creio que o nobre deputa-
do approvar a miuha emenda, requeren lo a au-
diencia do juiz de capellas, de raoio a nao haver
o mnimo prejuizo no oeneficio cora que o nobr.-
deputado pretende dotar aquella instituicio.
Era 11 eaaaa, Sr. presidente, as considerares que
eu tinha de tazer. Louvando muito os seutimen
toa do n >bre deputado. pens todava que a maio
ria nai deve reaolver essa questio cora o assoda-
meuto cora que parece querer resolvel-a, e sera
audiencia das autoridades competentes na materia.
Tenho concluido.
Encerrada discussio, o projeeto approvado
bein cera-a o requerimento do Sr. Julio do Barros,
p.ra ser ouvida a junta da Santa Casa de Misen
cordia do Recife, fieando empatado o requerimeit 1
d Sr. Ferreira Jacobina para serera ouvidoe o
Dr. juiz de capellas de Goyanna e a Santa Caaa
de Misericordia d'alli, caso exieta ; e regeitado o
requerimento da mesmo Sr. deputado para que a
audiencia Santa Casa do Recife fosae sem pre
juizo smente da Ia discussio.
Procede-se votacaa era 2* discussao do projeeto
n 6 deate anno (creaco do municipio e termo de
N. enhora do O' do Altinho).
Sendo posto a votos o requerimento de adiamen
to em primeiro lugar, este regeitado.
Tendo sido regeitado o requerimento, o Sr. pre-
sidente canaiiera encerrada a discussao de pro-
jeeto n. 6.
O -. Jos Hara (pela ordem) declara que
tendo sido regeitado o requerimente, reabre sea
diacuasio do projeeto.
O Sr. Presidente diz que o requerimento nao
um requerimento de addiamento ; um requeri-
mento que tem por fim ouvir a Santa Casa e que
portanto mantm a sua deciso.
O Sr. Joa MariaDiz que nao ha precedente
algum n'eate sentido e portanto espera que a dis
cuasia do projeeto se reabra.
O Sr. fio acal ves Ferreira (Nao de-
volveu o seu discurso).
O r. Jow Mara (p^la erdem) di que o
Sr. presidente nao pode deixar de considerar o re-
querimento, que acaba de ser votado, como de
adiaraento e que tendo elle sido posto a votse re-
geitado, deve, na forma do regiment, reabrir a
discussao do projeeto.
O Sr. Presidente declara que nao considera o re-
querimento como sendo de adiamento, tanto mais
quanto pelo regiment nao ha adiamento indefi-
nidos e portanto tendo sido regeitado esse reque-
rimento est encerrada a discussao do projeeto.
Sr. lionrenco de SaSr. presidente'
V. Exc acaba de declarar em aparte que o re-
querimento do nobre deputado pelo i" districto
uro requerimento de adiamento, o Ilustre leader,
quaodo oceupou a tribuna fea idntica declara-
cao.
Ora, se se trata de um requerimento de adia-
mento, V. Exe. nio pode ten ferir o artigo 74 do
regiment deixar d reabrir ? discussio do projee-
to, urna ve2 que a casa rejeitou o adiamanto.
Diz o artigo 74 :
A propoaioio de adiamento, senda motivada
.i pelo autor, eapjiala por tres deputados na pri-
m-ira ou segunda discussio, e pir elles na ter-
c-'ra, ser recebid* coma em io la lis tutida jua-
tameute com a materia, e no fim da diseussSo
votada ant-s della, continuando, porm, a dis-
n sao principal, caso seja rejeitada o adiamen-
to. >
V. Exc, Sr. presidente, podo recorrer aos Au-
naes, e nio encoutrar um s precedente em que
po-sa apo''ar-se para firmar a doHberecao que
acaba de turnar, iato nio eucantrar nina a de-
ciso idntica a que acaba de ser tora ida por V.
Exc.
Encerrada a discussio le qualquer materia su-
jeita a nossa deliberacia, tendo sido aumentado
e apoiado um requerimento de adiamento este
votado autes da materia principal, sa for sonto
tereraos o adiamento, se, porm, a casa rejeital-o,
cuta 1. de acord cora aa praxes estabeleei las e
segundo a dispoaicio expreesa !. artigo 74,por
miin li la, a discussao da materia principal ser
novamente reabseta.
O Sr. PresidenteAcho que nio.
O Sr, Loureucu de SiAcha quo nao, coma ?
Eunaoest'U fallando pirque desojo tmente
liacutir, mas estou m istran lo qa V Esc aS > tem
0 dir.iti de res ihrer am 1 qoesta afastan 1 .-s do
regiment e dos precedentes des a caaa.
nos que preteodiamos fallar sobre o projeeto,
m is qne necenitamoa d>.- esctoreeimentos soliei-
t idos n> requerimento de audiencia, nao pedimis
a palavra cantando que, aceito .111 ua 1 > meam >
requerimento de adia 1 nfr, na prevente li lu
pide copar a tribunae ronquillos aguar
lames adeliberaco desta assembla; tre
r-'itrio e no acaba de ser o Mqueriment 1 !
1 li .to, V. Exc, Sr. prraidente, unge de rea-
brir a diae-.iaaao to projeeto, aeaba di declarar
io.- vii snontettel o (i vol "-\ >.
O Se. (i meives Ferreirs -Os nabrea lepata-
1 discutil-o de nutra vez.
O Sr. Loareneo de Si\I i-, sabe n a ibr
patade qne era a la o os la 13, > regi-
da -n' 1 1 1 11 u 11 I n a tri
ii.i'i 1 daas 9 /.'(. e I
ac iba 1 er I una la ist se opr -
beodo V. Exc. que fijaremis privadm la rerc-r
o n >es 1 direito.
Bu, pirtauti, Sr. pres le.ite, eonfiadi :n li-
nt 1 le i is'i.; 1 le V. Ex i:-p ir 1 qa
B ll '
Consalte os anaaes, pergante meemo ao nobre
depatad > o Sr, 1" a eretario, que mnitas v-z
osoa e abosoa [esse recars na tereo proxirr-a
p ..s-ida.
O Sr. Bdaa e Silva -Nio 6 exacto.
O Sr Loiircne de Si Posso afirmar que o no-
bre deputado juntamente eomiga eonfecciou'Hi li-
>a reqaeriowntos 1 a liana mt 1 qa inda disco
(araos o pr ijeeto de earnes v rdea.
O Sr. Kisa e SilvaSempre tivemos o cuidado
le escrevel-os aasim :requeiro adiamento.
O Sr. Lourenc) da SV. Exc. fazentai ques-
to de forma ?
I) Sr. Ros 1 e Silva S 're duvi la.
O Sr. Liureno) de S Se o n iljr denotado
enarenen ate de que o requerimento apresentad >
pela ^r. Jos Mana, pe lindo nif irinaces Ca
in ira Municipal de Caruaru sobre aa vantagens 11
projeeto, nao importa um ili inulto, ni) hesita-
rei um momento em confessar que o illuitre colle-
ga tem toda* razao.
M..3 nj 1 pie S. Exc. deixar de reconhecer que
um requerimento plindo a audie icia d 1 ''amara
Muni ;ipal sobre qualquer mirria, isso imparta
um adiamento, pirque o projeeto submettida a
nassa apreciad-lotera de sel-o a inesma Cmara, e
para isso ficar ,desde loga, suspeusa a discus-
sio.
Muito embora, Sr. presidente, o requerimento
nao tenha sido formulado nos termas de que fallou
o nobre Sr. Io secretario, em todo caso ella dever
aer considerado de adiament), s;guud 1 resa o ar
tigo 74 do regiment.
Tanto importa diz nr para a hyp ithese : re-
queiro adiamento, comorequeiro que aeja ouvida
a Cmara Municipal sobre as vantagens Jo pro-
jeeto, porquanto para ser esta ouvida ecansulttda
necessario interromper a discussao ate que che
gera a>| n^ormaco. a pedidas.
Coosegmntemente, Sr. presidente, fazer-se ques-
tio de palavraa ou da redacel j do requ riinento,
nao me parece razoavel.
O Sr. Rosa e SilvaUse do recurso que Ihe fa-
culta o regimenco e eu comproraetto-me a discutir
com V. Exc
O Sr. Louren$o de SNio posso meu collega
us ir do recurso que me concede o regiment que
appellar da deciso da mesa para aasembli.
Appellar para que ?
Pois se be poucos das, quando cu solicitava a
palavra pela ordem, para requerer votafo nomi-
nal acerca de um parecer importante, pois trata
va se de reconhecer o candidato derrotado as
urnas, excluindo-se desta casa aquelle que havia
oblido a confiauca do eleitorado ao 2-> districto...
(Trocam-se diversos apartes.)
O Sr. Lourenco da S -... quaudo eu pedia a
palavra pela ordem, nao para interromper o pro-
longar 03 nassoa trabalhoa, mas para s licitar vo-
ta^ao uomiual, esse direito, alias garantido pelo
regiment, mu foi toibido pelo presidente de ento
o Sr. Antonio Correia .'
Na sesaio seguinte usei do recurso que acaba
do ser lerabrado p-lo nobre depurado repreaentin
te do 10 diatricto.
Entretanto, todos nos vimos com surpreza o
modo par que a maoria procedeu, approvanda a
delib-raco estravag inte c arbitraria, fasendo
sentir que o presidente nio poda ter dado a pa-
lavra pela ordem a um deputado, despeito de
tratar-se da votacio de urna materiaj encerra-
da.
Eu, portanto, Sr. presidente, nao recarro di* de-
ciso de V. Exc. para que esta as .embica firme o
precedente a seguir-se, parque, procedenda de
qualquer modo, a sua deliberacio aera em todo
ca>o aceita pelos nobres depuUdos da maoria.
Fico satisfeito era lavrar o meu protesto para
que todos possam apreciar e j ligar a inauei-
ra por que vio sendo dirigidos os nossas traba-
Ib .a na presente aituaco.
V. Exc. Sr. presi lente, resolver a queatao como
quizer e entender
VozesMuito bem.
O Hr, Presidente -O nobie deputado nio
em razio as arguieoes que dirige mesa. Es-
tando a questio mais ou menos debatida, fui apre
3.-ufa io um requerimento de adiaraenta c que foi
rejeitado. Um uovo que se offereceu teve por fim
ser uu.'i la a amara Municipal sobre a convenien-
cia do projeeto. Posto que o fim do nobre deputa-
do fose adiar a discussio, entreunto do seu re-
querimento nao se denrehende iaso. S. Exc. Dera
ao menos raquereu que fosse suspensa a diacuasio
do projeeto, cm (ii uito ae raandasse ouvir a muni
palidade, e o art. 75 do regiment prohibe fot-
malmente os adamentos indefinidos ; assim pois,
mautenho a rainha deciso.
Posto votos o projeeto, app"Ovado, sendo da
pensado da intersticio a requerimento do Sr. Rosa
e Silva.
Entra i.m 2* discussio o projeeto n. 2 d'eate
auno
una u3tricto judiciario, quer se cogite de um sim-
ples districto de paz ou de ura term ou de urna
c imarca, em trese ae pe le dizer que essa divisio
til, porque facilita a adnvnistracao da jastic,
augmenta o numero dos serventuarios, doa juizea,
e eutio po 1 a iustica mais perto da porta do cid 1-
dio. Mas nio acontece o mesrao quando temos de
trinaferir a ade, princioalmente se a mudanca
tem de eftectuar-se de lugar a que o povo j est
de muito t-mpo acostumado, para outro qualquer.
N'este ponto devemis ser summamente escrupulo-
8 is, nio podemos proceder sem exame.
Para mim este projeeto tem mais importancia,
I n ni I 1 mais exame do que aqnelle que acabamoa
do votar relativam nte a ereacio de um termo n 1
Altinho Aq 11 os inconvenientes p dem 3er raaiu.
rea. II j muitos anuos que existe creada a co-
marca de 'faqaaretinga tendo a sua ade m Ver-
tentea. Qual o motivo, qual a razio que deter-
mina essa mudanca ? Qual a necessi lade que
noa obriga a tranalerir a sede da comarca do pon
to em qne se a .-ha boje para a serra de Taquare-
finga Eu lescoobeco esse motivo e deaejava qu^
1 otea d llega m dissesse qual a rasao pela qual
ipre.-euta aera da inte idea. Que ioconvenientos
result-am da o insorv 108 1 J 1 s 1 1 da comarca onde
boje ae acha? Sao est, os povos satisfeitos ?
li ic .mam a mu i inca M u i' 1 1 le couata B re
ciamaci ?
O a itor I 1 pr j to, coi 1 discui 91 ouvi, al]
duaa r .zoca : a primeira t qae Taqitaretinga li
ea B>e ntro 'li comarca, qne mais central 1>
que Vertentes. A nutra r.i/.o foi que Taqoare
toigi lu.rir mais aaiitivel e que -al*i li 1 uielli ir
agua par 1 ae beber.
ir. p -
pira qu-varan mntar a sede de nasa coma
m'di esta que nao no; i: pedida, medida
1 po illa local i-
111 -. o 1 i esp -it 1 d 1 ij 1 i c-- \- (i j 1 ate ii
1 itronosito d prescindir de [uaesqnir iufor-
n ig'.e C 1 o se le cala late moali '.' S .'
p r 1 1 VOS ppo ule. s nil'irm i<-~> -i ? E*
I 1 ur^' ate r Ic-
ol ira em eacl ireeer a a 1
O Sr JiSoAives1'.' medida reclamads
1 da p i,Hll .eo.
O ^v. Pr ne lea Pil
.. I -sto.
O Sr .1 :! 1 Vive di um ap irte.
0 Sr. Coat liben -Perdoras o noh
tada; i> serios motivos para davidar de
qO m 1 i ni.'.i O nobre 1
:. m m 'reo 1 ti. a e
pinto S Exe engaase B'Jims apreciando erro
n a q ie faz.
Tenho rasio muito seria pira duvi lar do que
diz o nobre depata 11
1 il uin apa-'" d Sr. J0S0 AlveS.]
V.-rtentes tem maior popolaco do qual
retinga, i' iqoaretinga ama serra cuja p .pu
muito diminuta em r.-l.ci. .U c un irc.-i que
1 :'. 11 lud Um .s e mes no em re icio a Ver -
lentes. N> easo pare..'-rae capital a raza 1 de
achar-se a s io da cunar. 1 111 ponto em que
maior, mais densa a populaci ; conteata-se pir ven-
tura esta c 111 liceao a V'-rt -utes era re lacio a q'ia-
qu t "Utro pinro da cora irea ?
Disse o nobre deputado qu Taquaretioga
m lis central e salobre; mas Taquaretinga eom
povoado muito mais antigod 1 que Vertentes. Ora,
c un 1 que o nobre deputado. explica que a popa -
lacio teuha crescido s 3fl desenvolvido com rauita
furg de 'tro de piuca tempo em Vertentes e Ta-
quaretinga nio tenha medradoe crescido?
(Apartes)
Pois, a- me diz que a maior parte da populaci 1
reside em Vertentes, como quer abrigar essa popu-
lacho a ir procurar jusfva uuma serra?
Q lando o pobre prec3ar de ir procurar o tabel-
lio, o escrivo, o juiz municipal ou de direito,
qu-r o nobre deputauo obrigal o a subir aquella
O Mr. Cuota RibeiroSr. presidente, sen-
t que nao me tivesse achado presente sea sao era
que este projeeto foi votado em 1 discussao Eu
tinha ouvida attentamente na sessio anterioi aa
conaideracoea com aa quaes um doa aeua signata-
rio pre'.e deu austental-o, demonstrando a sua
conveniencia; raaa, apeaar do que disse o nobre
collega, ap-sarde t.r se exprimido com bastante
clareas, nao pude deduzir das conaideracoea que
fez S Exc. motivos valiosos que determinassem o
meu voto em favor do projeeto. Entretanto, pela
publicaco dos trabalhoa vi que na sessio seguin-
te esta Asaembla dm se pr.aaa em votal-o era Ia
diacuasio e dispenaar Ihe o intersticio do rgimen
to, intersticio que entre parentbesis, ponderare!
que nao urna formalidade estabelecida pelo regi-
ment, sem motivo plausivo I.
Dizia eu; vi que a Assembla em dous dias vo-
tou o projeeto e dispenaou Ihe o interaticio, depoia
de ouvir outro de aeua signatarios, que o meu
nobre amigo deputado pelo 1 districto, e que ae nao
r presentante do 12 o na Cantara dos Deputa-
aos. Devo crer, portanto. que o nobre deputado
pelo 1 districto produzio raaoes tio poderosas que
levaram a Assembla a votar desde logo este pro-
jeeto ; entretanto, Sr. presidente, contino a pen-
sar que nenbum motivo de interesse publico de-
termina a mudanza que se pretende eSectuar e por
iaso digo qne senti nao estar presente a sessio em
que fallou o meu amigo. Deaejava conhecer as ra
ades justificativas do projeeto, com as quaee nao
poseo atinar.
Senhorea, devoraos ser summamente escrupulo-
sos n'estaa diviaoes de termos e comarcas e prin-
cipalmente as mudencas das respectivas sedes.
Ainda quando se trata de dividir, de crear mais
serra, cuj 1 accesso muito inli _-I, levando-se mais
de urna hora para subil-a ?
(apartes.)
J v portante o nobre deputado que nio pode-
moa acreditar que cata miiJanc 1 seja exigida pela
maior parte la populaco.
A maior parte da populaco da comarca tem hoje
a justica ao p de casa, tem as autoridades, o juiz
de direito, o juiz municipil, o tabelliio e o escri
va 1, e nao pode desejar que tudo isto se mude para
a serra, que todas as vezes que precisar de justica
tem de subir, serra cujo accesso ditfi.-il e que
em cartas estacoes do auno quasi intransitavel.
(Ha um aparte do Sr. Joao Alvea.)
Mas o nobre deputado, ainda outro dia coufes-
sou iato dizendo que nao era muito dirfieil, mais era
difficil. Com iato concorda, iato confesas o nobre
deputado.
(Ha um aparte do Sr. Joai Alvea.)
Eu declaro ao nobre deputado que eaas infor-
maeea nao rae forana dadas por pessoas do lugar,
era por pessias partidarias; achei-as em publica-
coes que ha na provincia relativas s nossas co-
marcas; ahi encontrei que a serra de difiicil ac-
cesso, cuitas vezes iutransitavel, accesso que s
se pode realisar em mais de urna hora.
Mestas condiesoes como se quer tazer esta mu-
da ac?
O que que a justifica?
O que que a exige?
O nobre deputado disse tambem qne serra a era
um ponto mais central do que Vertentes.
Peco li,-.'11.; 1 a V. Exc. para contestar i-to.
Estou informado que em relacao maior parte
da rea da comarca, Vertentes at mais central
do que Taquaretinga; e depois sabe V. Exc. que
essa razo de ser o ponto mais central nunca jus-
tificara a raud m$a, desde que nos nio trata moa
de crear urna comarca nova, mas tractamos de ef-
tectuar uraa transferencia muitoa anuos depois da
crear o la comarca.
O Sr Goncalves Ferreira -A antiga sede foi Ta-
quarotinga, depois que se mudou.
O Sr. Costa RibeiroMas porque ae mudou?
O Sr. Goncalves Ferreira Por motivos polti-
cos.
O Sr. Costa RibeiroEssa razio nio pode aer
trazida para esta caaa. V. Exe. eo aeu collega
nio podem ter aqu uraa lnguagem que importa
raenospreso a esta instituicio. V. Exc. nia pode
diser que a lei que tranaferio a sede da comarca de
Taquaretinga para Vertentes foi feita com fins po-
lticos.
O Sr. Goncalves Ferreira d um aparte.
O Sr. Costa Rb'iroSe esta assembla enten-
deu que d^via mudara respectiva sede, devemoa
acreditar que toi isso determinado e exigido pelo
interesse publico.
O Jr. Praxe les PitangaE reclamacio de
muitoa habitantes
O Sr. costa Ribeiro- Era natural que na erra-
cio da comarca ee Ihe desae por cabeca a ade da
paro"hia; ma3 se l-.go depois o poder legislativo
transfeno-a para Vertentes e a mudanca tem per-
manecido portanto tempo, sem reclamacio de
ninguera, issa s fornece argumento coutra os no-
brea deputados.
E nio parecer bem que esta assembla tire ho-
je a sede da comarca de um certo ponto para ama-
11 lia collocal-a em outro e depois em outro.
Um procedimento dessa ordem certamente nao
abonara muito o criterio desta casa.
(Apartes.)
E d--pois. Sr. presidente, consta-me que quando
em 1876 ou 1379 esta caaa mudou a ade da co-
marca de Taquaretinga para Vertentea, onde se
acha, assim procedeu em virtudo das reclamacoes
dos habitantes da comarca, que (orara trazidaa ao
coub'cimento doa legieladorea da provincia, por
meio de repreaentasoea que aqu vieram e depois
de ouvidaa aa competentea authoridades; entre-
tanto que hoje oa nobres deputados querem fazer
essa mudanca a-pretexto de que de interesse pu
blico, quando nao apresentam um s documento
prova .do que os habitantes daquella comarca de-
sejam essa transfencia, quan lo a tal respe-to nem
um s artigo tem apparecido na imprenaa.
Um Sr. DeputadoAcha que qualquer de nos
nao tem competencia para propor aquillo que jul-
gar mais conveniente ?
O Sr. Costa RibeiroCada um de na tem com-
petencia para propor aquillo que julgar justo ;
mas todos ns temos o dever, se quizermos bem
servir a provincia, de fiscalisar e procurar conhe-
cer da utilidade, conveniencia e razoes que deter-
minara os projectea aqu apresentados.
Por consequencia, a razio de ter competencia
nao basta para justificar o projeeto.
(Apartes dos Srs. Goncalves Ferreira e Jlo
Alves.)
t. presidente, os nobres depotados argumentare
por modo, que entilo seria escusada ata a existen-
cia das commisso.'B especiaes nesta casa.
Ss. Excs. disem : qualquer deputado tem eom
petenca para apresentar qua'quer projeeto e por-
tante a preiumpyo de conhecer as neceseidades
da provincia.
Nao Ihes contesto a competencia-
Mas se porveotura os nobres denotados preten-
den alargar esse principio, para chegarem con-
sequencia de que nao teem valor as representa-,
edes e informaoes de pessoas estraobaa a nta
casa, devemoa entio concluir mais quo essa3 com-
misaes sio inuteis, que ni)-levemos pedir iufor-
ma^oea cara 1 todos 08 diaa aqui se pratica, que o
rolatorio que o preaidente nos vera ler, tudo isso
urna inutilidade !
A considerado de que cali um de nos tem
competencia e habilitacoes para conhecer as ne-
cesidades da provincia, se serve para justificar O
ac 1 un nto com que se quer iazer pasan.- este pro-
jeeto, iulependente de qualquer reeUm i?ao, de
qualquer informaijao ou esclarecimento, serve
tambera para autorisar aquellas cancluaoe.
Sr. preaid-nfe, reapeita muito o n ibres d ^puta-
dos, m 13 peco a Ss. Excs. que tenbara cuidado
com as exigencias doa aeus amigos.
N' 1 quero fazer iujustica a quem quer que
seja. nem tio pouco quclles |U confeccio.-iaram
o projeeto. Acredito que Ss Excs. procederam
com a inelho- intencio. Mas o que digo que,
sera ter ido Taquaretinga, sei que existe l al-
guem que dizia : quando subir o partido conser-
vador hei de mostrar Ihes que aqu em cima, on-
le -too, que ha de estar a ade da comarca.
A verdade Sr. presidente, que o (acto respon-
de ao i i- 1 -!> ; v- j qae uini das primeiras
ni li 1 is apr nntadas nesta sealo foi justamente
eai projeeto.
B sp o.ou.ti ai itencSo loa nobres d.-putados,
mas p 1; 1 11 Ss. Exea, qne proc-dam aqui dentro
a 1111 legisladores, eoma tmigos da provincia, nio
ix n arrast.r pol is pedid 13 d)3 seua correli-
gionarios. N -asas |i;i mea de mudanca p diuca f-ir-
-.s exigeneiaa d mas nem a 'odos
Li fra todos somos partidarios,
mas aqu dentro, onde est representada a pro-
vincia, ule lu alguma c le e elva-
lo, ou x ir de p irte o se itim mto pirtida-
0 da que tenha em cm si du ac-
ubs I' e raen n ,1
N'.. viso, Sr. o- bidente, nciih'tm interease po
Utico 1 creta.
Ao contrario, ai vea n a iseum
a calar, do qa pro-
1111 ocio 1 .r i; se m 111, parque tenh plena con-
. .I j-i -ate projeeto am ra de ser til,
vai e 1 1 i- v--i 1 iran 1 S p d'a-
j'i -II
P n 1 camprido o ra
o Hr. Jos- Hara faz diversas C oai lera-
Vem -i mesa, lido, ap tado e 1 ntt 1 e mjunta-
-
ii [ueiro o adianento do projeeto a -'. em
O Hhiras.
S. liPerreiraJacobina. 1
Nmguem mais p dindoa palava, 6 encerrada a
diacuasio, deixando de votarse por falta I; nu-
mero.
itra i-m diifiaasao c fica adiado o projeeto
11 8 leat'-anno fantorisa&do a permuta de duaa
cadeiras 1 inetracca 1 primaria).
O Sr. presiden! levanta a sesaao, designando 1
nte ordn ao dia : coutioi ici > da antece-
dente 6 mais l.S discussao da projeeto n. ) e 3.a
do de n. 6, ambosdeste aun .
dtVSTA DRII
tH<*mlticit Provincial Funccionou
bontem, sob a presidencia do Exm. 3r. Dr. Jos
Man 1 de llirros Wanierley, tendo comp .recido
3.' Srs. deputados.
Fian l'das e appravadas sera debate 05 actas
da sessio de 10 e da reuniio de 12.
O Sr. 1 secretario procedeu a leitura do se-
guinte expediente :
Urna pet ci de Joao Gomes da Costa, propie-
tario da casa ra do Pharol n. 7b, presentemen-
te e outr'ora n. 68, reclamando contra a elevacio
do imposto da decima, laucado sobre o refendopre-
dio.A'cimraisaa de ornamento provincial.
Outra de Antonio de Burgos Ponce de Len,
escrivo do civel e crime do Recite, requerendo
consiguaco da quota de 1:4814350 para paga-
mento do que Ihe deve a Cmara Municipal, de
custaa de procesaos decabidos. A' commissio de
ornamento municipal.
Outra de Christovo de Hullanda Lyra Caval-
caute, requerendo ser nomeado para o lugar de
porteiro desta Assembla.A' commissio de po-
lica,
Outra de Manoel Marinho Cavalcante de Albu-
querque, profesaor publico da 2a cadeira de Goyan-
na, requerendo Consignado da quota de 122580
de seus vencimentos quando profesaor de BomJar-
dim e Anglicas. A' commissio de orcamento
provincial.
Outra de Clem'ntino de Soura Diniz, arrema-
taute de impestos muuicipaes da cidade do Trium-
pho, requerendo ura abate as arreraataees que
fez.A" commissio de orcamento mu icip .!.
Outra de Jos da Cruz e Silva, tambera arre-
matante de impostes da mesma cidade, requeren-
do um abate.A' mesma commissio.
Adiaram se 01 seguintes pareceres di commis-
sio de petieoes : um, indeferindo a do majar do
14 batalbio de infantina Estevio Jos Ferraz,
teodo pedido a palavra o Sr. Prxedes Pitanga ;
um, idem, a de Thomazde Aquino Btptista, tendo
pedido a palavra o Sr. Fereira Jacobina : um,
com voto era sepatado, sobre o requerido par Al-
fred Best Fugraan e ura, finalmente, tamb -m com
voto em separado, sobre o requerido por Jos Au-
gusto Alvares de Carvalho ; considerando-se os
duus ult- nes adiados pelo disposto na ultima parte
do a t. 168 do reg. int.
Forana approvados quatro pareceres da mesma
commissio, indeferindo as petieoes de Camilla do
Carino Torres, Walfrido Barrete d Mello Reg,
Manoel Jos de Almeida Soares e Flavio Goncal-
ves Lima.
Foram a imprimir 03 seguintes projectos, sendo
o primeiro precedido de parecer d 1 :oinra3sio de
estatiatica e divisio civil e ecelesiastica :
X. 86.Mandando pertencer fregaezia de S.
Jos de Bezerros o sitio Serra Grande.
N. 36. Autorisan o a construeco de urna pon-
te de madeira sobre rio Ipojuca, ua cidade de
Coruar : deapenden lo se at 15:00 11
N. 37. Marcando o subsidio e aj 1 .a de custo
dos membros in Assembla Provinciil na viudour..
legislatura.
N. 38.Creaudo um escola mixta na ua do
Ju da cidade de Naza eth e reatauriil a de
Passaasnnga.
N. 39. Creando urna lotera de 120:000
obras de diversas matrizes e eapell a.
N. 40.Cancedendo seis raezes de licenoa,
todos os vencimentos, a Francisco Augusto
Ba rreto.
Oraram, pela ordem, os Srs. Joa Maria,.
conde de Tabatinga, Barros Barreto Jnior c Coe-
iho de Ma-!.
O Sr. Barros Barreto Jnior podio e obteve dis-
pensa de membro da commissio de petieoes.
Passou-3C urde.11 do da.
Aoprovou se em 2a discussao o projeeto n. 9
deste anuo (aasucar das fabricas ccutraes'i.
Aliou-se oor 24 hor>s, a requerimento do Sr.
Jos Mara, a ii discussao do projeeto n. 27 deste
anuo (iacao da torca policial).
Approvou se em 1* diacusso, sendo dispensado.
do intersticio a roquerimento do Sr. Joao Alves, o
projeeto n. 25 deste anno (emprestimo de 500:0004)
tendo orado oa Sis. Vise rade de Tabatinga, Joao
de Oliveira, Gomea Carente e Casta Ribeiro.
Em Ia discussao foi approvado o projeeto n. 50
deste anno, (declarando que a prehibifio da lei n.
1,320 nao se entende cora as collectorias).
Approvou se em 3a discussao, sendo remettido
oouimiasao de redac$o, o projeeto n. 18 ) do 1884
(pro posta da Cmara Municipal do Brejo da Ma-
dre de Oeus/.
Em 2a dscu aao, com ditas emendas, foi appro-
vado o projeeto n. 120 de 1885 (fabrica de cr-
teme).
Approvou se, em Ia discussao, o projeeto n. 18
deste anno (posturas da Cmara Municipal de N .
S. do O' de Ipojuca) sendo regeitado um requeri-
mento do Sr. Jos Mara, de adiamento por 24
horas*
Encerrou-se a 2' discussao do projeeto n. 3
deste anno (permuta de cadeiras) orando o Sr. Jo-
a Maria.
A ordem do dia : contiuuaco da antecedente
e mais : Ia discussio dos projectea ns. 14, 30 e 33
e 2a dos de ns. 23 e *5 desse anno.
Deputados sersten -Ao bordo do paque-
te Mandos vo de viagem para a corte os seguin-
tes deputados geraes :
ParaDr. Joa Ferreira Canto.
Maranh&oDra. Augusto Olympio Gomes de
Castro, Joao Henriqoe Vieira da Silva, Francisco
Dias Carneiro, Manoel Jos Ribeiro da Cunha e
Luiz Dominguea da Silva,
PiattftyDr. 8ia>plicio Coeibo de Rezende.
lokirnero pmltlica0 Sr. Dr. inspector
geral da inatroccao publica dnta provincia oboe-
quiou-nos com nm oxemplar impreaso do novo re-
giment das escolas de instruccio primaria, recen-
para
com
Paes
Vis-
1
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ario de PernambHcii(Jo rta-feira 14 de Abril de IHHQ
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3



. 1
teniente publicado. E' um volume de 97 paguas,
cm 8 francs, no qnal eatio apensionados inuitot
modi I09 e formulas para ujappus, etc.
Agradecemos o mimo.
DinbelroO paquete Mandos trouxe do nor-
te para :
Divi-WB 90:7193(500
I..i -- le Aipk Odlrioiv K'-unem-BP
hoj.-. pi'l s t 1/ horas da tarde, em c -u os profesa >rea do Lyceu d Artes e Oficios, uo
resp c'ivo pal cete.
Inftlittifo \rrhi-ftlogic" A maulla, ao
meio da, fuicciomi en sesso ordiuaria, o Insti-
tuto Areheoloirieo eG togrutphi^O.
Annlteriario Fiz-m li-j 51 annos que
rompeo em Pnnambuco a evolta chamada el is
Cabemos.
Caniai a lo* art. 1." do r-giui-nio da cmara dos depurados,
dcveui iuiiii\-ar manh as sesseea preparatorias
da aicsma i-ainara.
Cnlri'.'ii'iii *e Mandaram dizer de Bui-
qne que apr-nenlaram-se voluntariamente afim de
seren roeollulos pns.i, os rea Jos Theotoni o
da Silva Crespo, Francisco Carlos da Oruz, Joo
B.'zerra da Sirva, Jos Antjnio dos Santos e Vic-
taliuo Severiuo d'Oliveira, o primeiro dos quaes
est pronunciado em crime da homicidio e os de-
ntis no de ferimentos, sendo que o de nome Jos
Antonio dos Santos consta tambem estar pronuo
ciado, as Alagoas, em crime de mor te.
Paonamenlo-Pelas duas horas da madru-
gada do houtem fallecen, nesta cidade, onde se
achava em tratamento ha cerca de um mez. o hon-
rado cidado Paulino Pires Falco, abastado agri-
cultor ua comarc do Cabo.
De um carcter correcto e coraeo franco s ex-
pansVs do bem, o finado conseguir captar as
diversas rela^oes da vida social, poltica e domes-
tica a considerativo e os affectos daqueliea, com
03 quaes cinvivei.
Filiado ao partido conservador, desde os pri-
meiros anuos da mocidade, preeuchera urna larga
existencia poltica assignalando-a por valiosos ser-
vicos causa do partido que abracara, muitas ve-
zes prestan lo os com detrimento da saie altera-
da por antigoa padec cuentos physicos. Isto va-
leu-lhe o reconheeimeuto dos seus correligionarios
polticos, que constituiram-no ebefe do partido,
cuja palavra de ordem e couselhos eram recebidoe
com actninento.
Por vezes eserceu varios cargos policiaes
e outros de eleieo popular, dos quaes desempe.-
nhou se sempre com inita proficicncia, desenvel
vendo na causa publica as eminentes virtudes c-
vicas, de qae era dotado.
Era condecorado como habito de Christo e o effi-
ciaiato da nrdem da Rosa, por servidos prestados
quaudo 8 M. o imperado visitou o norte do im-
perio, majar reformado da guarda nacional, moco
fidalgo com exercicio no paco e socio de varias so-
ciedades philautropcas, seientificas e Iliterarias
nacicnaes e estrangeir.-is, entre as quaes a da
Cruz Vermelha da Blgica, de que era presidente
honora.io.
Tendo naseido 10 de Abril de 1820, suecura-
bio na idade de tG anuos, quando o seu vigoroso
organismo vencera existencia mais duradoura. se
por ventura nao houvesse de ceder marcha da
cut'ermidade que o avassalou morte.
O traspasso do major Paulino Pires Falco
urna per la irreparavel pira a familia de que era
chefe, abre no seio do partid conservador da co-
marca do Cabo um claro ditScil de preencher e
para os amigos imp irta o desapparecimeoto de
lima dedicaco pura e desinteressada.
Beu cadver, conduzdo por vanas pessoas at
estadio das Cinc Puntas, seguio em trem ex-
press, ao meio da p ira o Cabo, de onde ser
transportado para o engenho .Massangana, em cu-
ja capeda ser depositado, depoia dos otleios e ce-
remonias fnebres.
A' Exma. fa < llia do finado, e com espe-dalidade
ao seu digno genro e nosso amiga, capitn Joaquim
Custodio Duarte de Azevedo, nossas condoleu- Impossivel! lucrivel !
De Joo Tertuliano Bispo com -Lucia Mara do
Nisci ment.
De Jos Bernardo Flix de Souaa com Adol-
phina Bezerra de Bnto.
De Primitivo Rodrigues de Freitas Albuquer-
que com Aun Alexaadrina Caluete.
De Manoel dos S-ratos Cavalcante de Barros
com Ad-terina Candida de Mondn;* Ribeiro.
De Oabino de Leaos Duarte c m Mara Loo-
pe ldina de Albuquerque.
Riiulm por clones Preoccupa ueste
m tinentos nos circuios aristocrticos de Berln um
fa?to summnmente original, de que casualmente
en enderam os tribunaes. e que comproinette de
modo grave o nome de urna e evadissima senhora,
cuja posie.So Ihe c incide o frequeotar at o pala-
cio do imperador (uilberme.
Eis-a^uireferido em pouca3 palavras un suc-
ceis, que mais parece um cipilul de romanee.
Nao ha muitas n otes, cm um baile celebrado
u'um dos mais elegantes saldes da capital da Al-
lemanha, a condessa X.. chamou a attenco pe <
admiravel trajo que trazia, e principalmente por
um riquissuno diadema de brilhantes Est* obra
mestra dajoalheria representa va urna ave, um
ponbo, que, ao di stacar-sc sobre a loura cabellei-
ra da condessa, despeda deslumbradores relie-
xas. Cortamente urna joa de tal mrito devia ser
invejada por muitos e ser objecto de todas as coa-
versacoes, durante as horas da festa.
Quaudo terminou o baile, a condessa se retirou
sua casa radiante de jubilo : o xito d'aquella
noite a enlouquecia.
Querendo admirar urna vez mais quelle formo-
so diadema to admirado por suas amigas, suas
inimigas e suas nvaes, se approximou de um es-
pe ho, ostentando no seu rosto seu mais encanta-
dor sorriso. De repente a condessa empallideceu,
tremen e deu um grito indescriptivel. A joa que
adornava sua fronte tinha desapparecido.
Chamou-sc os criados que dorma m, fzeram-se
as ma9 minuciosas buscas nos lugares mais recn-
ditos da casa, examinou se cuidadosamente a car-
ruugera em que tuha regressado a condessa...
tudo foi intil. O diadema de brilhantes tinba-
se indubitavelmente perdido.
No da seguinte, urna das amas ao servico da
coi id si, encontrn urna amiga sua, aia denda-
me de T... e lhe contou a desgrana que tinha
succedido a sua senhora.
i aia nao pude reprimir um movimento de sor-
presa.
Um pombinho dizes tu ? perguntou : J
appareceu : eu vi.
Onde ?
Nao posso dizel-o.
Poneos momentos depois a condessa, que tinha
sido inteirada do incidente, deu parte a polica.
O chefe de seguranca determinou inmediata-
mente que dous gentes vigiassem a porta da casa
habitada pela madameT... Pozeram-se es-
priit.i, e com cffeito, nao tiveram que esperar
muito tempo. A indiscreta aia fo sorpreheudida
ao sahir da casa pelos dous agentes, que com a
maior cortezia a convidaran) a entrar n'um carro
que a couduzio prefeitura.
Interrogada ceca da conversacao com a ama,
pretendeu negar redondamente.
Limitei-me, dsse ella, a fallar com a ranha
amiga.
Nao obstante, a sua perturbacSo, mais visivel
cada instante, provava evidentemente que menta.
O eommissano, que se tinha proposto averiguar
a verda le, repetia as perguutas.
- Pois bem exelamou por m vencida a aia,
eu vi o pombinho.
Onde ?
Na se retara de minha senhora ; no primei-
ro eaixo da direita Tenho o mo costume de
espionar, e o vi esta mauh.
Ao ouvir a precedente declararn, o coramissa-
rio permaneccu absorto durante alguns momentos.
Na secretaria de madame T... a esposa de
um dos mais elevados dignitarios,murrjrou :
Tredo L ipes t limares, Manoel toneilves Tel-
lea, Augusto Pessoa, Joo B. de Aiidrade Espi
ola, Ursul na M. de Albuquerque, Jos H
Pinto de Carvalho, Tarquinio to oes Barbosa,
Antonio Macelli, Miguel Grix, Joaquim Antonio
de Lima, tetulio Gomes, B-rnardo Gomes, Dr.
aero de Moura, Aristid^s Villar, Jos A. da Sil-
va Martina, Krutono e 2 pravas de polica-
Chegad >s dos portos do sul no vapor naci
nal Marmho Visconde :
Al'Xandre Minrieioo Luiz Joo da Silva.-
Operaco 'irurnica Foi pratcada no
hospital Pedro II no da 13 do corr-nte a ss-
guinte :
Pelo Dr. Malaquias :
Amputadlo por desarticulaco a retalho palmar
da phalaugo do dedo esquerdo, reclamada por es-
magaicento.
ta Oeit-nraiiMovimento dos pre-
sos no dia 12 de A'ril .
Existiam pr-sos 25, cntraram 21, sahiram 15,
existm 301.
A saber:
Naciouaes 273, mulhcres 7, estrangeiros 7, es-
cravos sentenciados 3, dem processados 3, ditos de
correccio 8T.ul 301.
Arracoados 255, sendo : bous 211, doentes 11
total 255
Movimento da enfermara :
'['ve baixa :
Autouio Jos Barbosa de Lima,
Tev alta :
Victoriano Chrysostorao de Lima.
Cata da FortunaPor esta casa fo ven-
dido o bilhetede n. 7557 com o premio de 20-OOOJ,
da lotera de Alagoas, extrahida boje, assim como
toda a centena.
Cana FelI -As sottes de 40:0004 e 5:00 >
h loteia de Macen que cuube aos ns. 2765t e
4977 da 3a pirte da 12 lotera, extrahids hontem,
13 do corrente, f.ruin vondidas na casa do Sr.
.-antos Por tO.
liOteria le Macelo Por telegramma re-
cebido pela Casa Feliz, sabe se que, na 3a parte
da 12a lotera extrahida em 13 do corrente, foram
premiados os seguintes nmeros :
23 anus, solteira, Sanio Aut-uio; tubrculos pul-
monares
Lourenca Maria da Conc icio, preta, Pernam-
buen, 21 annos, ssltera, Boa Vista ; tubrculos
pulmoiiarea.
Marciano (esciavo), pardo, Rio Graode do Nor-
te, 23 aunns, solt-iro, B >a- Vista ; entur-colite.
Mari i, parda, Pernambueo, 9 in -zea, Boa-Vis-
ta ; convulson,.
Manoel, Pernambueo, Boa-Vista ; ttano.
CHRONIA JDDIGIARIA
4.877 200:11004000
27.656 40:000*000
7.557 20:li005'KX)
22.870 10:0004000
4.997 5:0005000
3 951 2:0.104000
4.647 2:0004000
6.296 2:0004000
9.192 2:0005000
11.868 2:0005000
13.570 2:0<>05000
18.905 2:0005000
27.708 2:0005000
99.918 2*0005000
o da
Cas.
Comit l.itu-rario AcadmicoSob
esta d iioinin ico tundou-se ultimameute nesta
eidade, nroa tociedade composta exclusivamente
do inor.es estudautes da uossa faculdade de d-
reito.
Na sua primara rcuniao, que compareceram
mitos Srs. acadmicos, foram acclau ados para
compr-'m a mesa provisoria os Srs : Thiago da
Fouteca, para presidente; Julio Pires Ferreira
Sobrinho e Mantel Lopes Ferreira Pinto, sucre
tari os.
Procedida a eleieo. verifiecu se O seguinte re-
sultado :
Prei .cute, Joaqun Thiago da Fonseca.
Vice-pr.sidente, Julio Pires Ferr ra Sobrinho.
Io secretario, Paulino de Souza Mello.
2o secretario, Jos Antonio Gonealves de Mello.
Adjunto, lunoc-ncio Serpa.
Orador, Manuel Lopts Ferreira Pinto.
Vioe-orador, Pi.ulu Julio de Mello.
Thesourciro, Joo de Barros Neto Jnior.
Amanb havera tesso s 11 horaa do dia,
para o qw. sao convidados todo6 aquellcs que se
uuereveran.
A ordem do di v a seguinte : posse da direc-
tora, dMoaaSo de estatutos e eleieo decommis-
soes.
ti'.ci ninio Ixta Redemptora don
Caplivose Protectora don Ingc mus
Esta ass >ciaco reune-se amanb, s > horas da
tarde, em sua sede, 4 ra da Uuio.
CapturaNo termo de Florista foi preso,
u dia 29 do iiicz prximo passado, pela escolta
all e-taci mala, o individuo de u me Juveual to-
mes de Novaes, que se achav pronunciado como
iucurs > na sanec: penal do art. 192 c mbinado com
o art. 31 docidigo criminal, como um dos manda
tarios do h. inicid o praticado em 15 de Outubro
do auno fin lo, na pe.-soa de Pe Ira Barbosa da
Paixo, c por haver tentado contra a vida de Jos
de Liira Cordeiro Passos.
O referii.o criminoso tambem se acha pronun-
ciado na provincia de Alagoas, no art. 205 do al-
ludido cdigo.
Cabo Niiiim irino do norteDesde 3
horas da tarde de hontem que esto restabelecidas
as communicacoe8 telegraphicas pelo cabo subma-
rino entre Maranho e Para.
Memana anta na Peana Em add-
tumeuto ao que j annnueimos a este respeito,
tc-mos a dizer que a Si-mana i-anta na igreja de
Nossa Senh ira da Penha constar dos seguintes
setos religiosos :
Domingo, 18 do corrente, pe s 8 horas da ma-
uh. b- no de rames, procisso, missa solemne
com o Tassio cantado.
'"arta feira, M, officio de trevas, s 5 12 ho-
ras da tarde.
Quinta-feira. missa solemne s 11 horas, com
Uiuulio g-ral, precedida do um discurso anlogo,
en. seguida exposicao do Santissimo Sacramento
no sepulchro. Pelas t horas da tarde desse dia,
oifiuio de trevas.
Sexta-frira, s 8 da manh, missa de paixo,
lindo se a adoraco da cruz, a procisso com
c Senhor mdrto, no interior da igreja, e o s-rmo
da paixo. A's 6 horas da tarde Via-8a<;ra, of-
fivio do trovas, sermao de lagrimas e cnticos.
babbidode Alltluia, s 8 horas em ponto, ben-
io (I : >_' >, cntico do Exuitet c das Prophecias
. solemne a grande oreliestra.
ENpectaculonfit hoje os seguintes :
Ho Thcatro das Variedaieg, da Nova Hambu -
ge. con e opera cmica de Rossini O Brbaro de
ha. naaj
No iheutro Santo Antonio, com o drama sacro
i ni aeolhido io dia 11, Vida e Milagres de
s il'n'dicto.
P 'iiiele Elbe-Smente a 16 do corrente
tocar em Ptrnambaca, Pn viag m para a Euro-
pa, o paqn -te ingles Elbe, da Mala Ri-al.
iioc'iaro Comnerciai Aercola
Em assemola geral reun- se amanh, ao meio
da, a AsamdaoM <-ommercial Ancoli, na n-s-
pectiva sede, para lei'ura do relaiorio e exame de
coutaa do auno findo, e eleieo da n iva directora.
Mim \ ioiiiliosNao se eutende com os
moco- i|ie n jc.un no pie lio n 2t da roa do Vis
le de AHiuquerque, an.iga da matriz da Boa-
Vist", o que li n'i-ui, sob informace, disse.noi
debaixo da <-p'graph- supra.
Villa iie Canaceira* BseMvetn-npi
dessa vida, da vi.-iuha provincia da Harahyb
JO do passad", dicen lo que, depois de 3 annos d--
secca cruel c quando ja nao haviam ospi-raucaa
de chuvas, cahirnni nos das 27. 16 i 29 copiosos
aguac-iros, abrangeudu todos os terrents devas-
tados pela secca ; de serte que era gerul o eontcn-
tair.entu e saMefa^o dos comrcaos, que nao ces-
saram em duni.nstraccs festivas.
P o< lasaax de calamento Na ma
tris de Atogadi.s fo.am lidos uo dia 11 do corren-
te os segunr
De Jn > Carneiro da Fonseca com Izidia Mari i
da Cunceicao.
De Jos Manoel da Hora com Maria Luiza Ca-
bra!.
Isto nao foi obstculo a que em viitude dos da-
dos que se tinham colbido se tratasse de seguir a
pista. Detcrminou-se que a aia, a qnem preve-
no se que nada lhe succedera, fosse conduzida
sua casa
Urna hora mais tarde um agente superior da p -
licia achava-se p rta de mdame de T. ..
Annuncie M Z, capitn r-formado dsse
elie ao criado que vuo a abrir-lhe a porta.
C criado desappareceu ; dous segu ido* depois
volt o. dizendo qae madame de T... nao quera
reci-ber ningu-m durante a ausencia de seu esposo,
que viajava a p oposito de um negocio do Estado.
0 agente inettt-u entilo um bilhete n'um envol-
ton >, que feehoa e mandou que o criado o entre-
gare a madame de T. ..
O agente foi introdnzido sein demora na habi-
tado de madame de T ... que estava de um hu-
mor de todos os diabos, e nao disponsou ao repre-
tan'e da autoridade a mais cordeal recepcao.
A scena, porin, inudou mm-diamente. Assim
qae o agente exooz -m termos cortezes o objecto
de ma visita, a condessa principiou a trem-r e se
fez lvida. Ao v;-a em tal estado, o ageute se
dirigi secretaria, puxou o eaixo indicado e ti-
rou delle o diadema de briihantes. Ao ver isto
madame de T. cahio m -ia mor ti sobre urna pol-
trona. O agente, depois de ter guardado a joa,
t atou de sabir.
Euto pa-sou pelo sen cerebro urna idea que o
tez >;streinecer dos ps '. cabeca.
Tei-8e ia equivocado? Ter-se ia apoderado de
um ubjecto que pertencia real e efF-divamente
madame de T..., a esposa de um dos mais pode-
rosi s fuuccionarios do imp> rio, cujo aggravo po-
di-ria causar-lhe em suacarreira irreparaveis pre-
juiz s ? Pensando nisto chegou prefeitura, on-
de depositou, quasi tremendo, a joia encontrada
em c isa de madame de T.. ., a qual i>o tardou
em ser visitada p .r um funecionario das delega-
ci-tf judeme-. Em presenca deste em -regado,
madame de T. lhe confessou tudo.
Eu nao tive, disse elia, a intencao de com-
metter um roubo. Eslava zeiosa. Meu tim era
unicsmtnte privar a minha rival de urna joa por
meio da qual foi admirada de todos.
O baile estava a ponto de terminar e os convi-
dados tratavam de sahir. Neste momento nos
ach irnos sos. Sob o pretexto do prender urna das
rosas de seu toucado, passei a mo sobre o ruti-
lante objecto, que fiz desapparecer por um jogo de
c.-ci.m .tcc.io. A condessa, que naiperceb-u na-
da, eutrou na carruajera e parti. Eu voltei
sala, apanhei o diadema que estava no soalho so-
bre o tapete, guardei-o... e voc sabe o que se
passou depois.
Alguns dias, mais tarde, Mr. de T... tinha vol-
tado de sua Viagem official. As prim-iras noti-
cias qua lhe i.-uiumiinicaram ao regressar referiam
se a estrauha conducta de sua esposa e denun
ca que acabava de ser enviada ao ministerio
publico.
Mr. de T... se dirigi immediatamente a casa
de um advogado.
Julga o senhor que a justicia poderia evitar
este escndalo ?
Impossivel; rc3ponieu o advogado.
E o imperador ?
Mais impossivel anda.
Quer dizer, que o a to irreflexivo de minha
inulher vai a s r pasto da voracidade de todo o
mundo; que estou perdido, de-honrado. .
Ai-sim opinoconcluio o advogado, a nao
ser que o procurador geral chegue a convencer-
se de q'i se trata de um caso de loueura momen-
tnea, que lbe permita deter a acc-lo da justica. .
LcilAeft.Efi' cluar-se ho :
Hoje :
PeZc agen'e Pestaa; ao meio dia, na ra- do Vi-
gario n. 12, ce portas, rotulas e ferragens.
Amanh :
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, ra do M ir
[Uta ,de Oliuda n. 58, de movis, loucas, vidros,
-te, etc.
Pelo agente finio, s 10 1/2 horas, estrada de
Joo de Barros, di arinaclo c mais objectos da ta-
verna ahi sita.
Sexta-feira :
Pelo agente Martins, s 11 horas, na ra da
"oi.i i o. 53, de movis, luucsu, vidros etc.
MiMMan fnnenre.Sero celebradas:
Sabbado :
A's 7 \i horas, no Parsizo, por alma do Dr.
Manuel Antouio Moreira; s 8 horas, no Carmo,
por alna de D. Josefa Ferreira d'Amorim.
PawNageiroMChcp-adc 3 dos portos do norte
n \apor naci oial Manos :
Visco ide de Itaqui c sna familia, Manoel F. da
Silva e sua familia, O Clara de Goes, 4 tilhos e
1 criada, Anteuio U. de Moura, D Moreira da
Silva, I. Morci.-a da Silva, Dr. Jus Pendra da
(iraca Aranh i, Fre-lerico P. Sampaio, Joaquim F.
Franco de S, Jos de A. Moreira, Alexandre
Collares Moreira. Joo Diogo de Fr itas, Elias F.
de S'mza >lartins, Dr. Augusto O. t. de Castro
1 i nado, Antonio F. da Cunha e sua familia,
Antonio Jos da Silva, Submo C. Lisboa, Manuel
Carpinteim, Francisco de P. Lima, Francisco De-
PremiON de ltOOOa
220 2.182 4.153 5.455 6.623 9.125
9 183 11.510 11.905 12.7.'2 18.691 20.023
23 35 84.W 26.157 29.554 29.828 29.841
29.965 31.346 34 389 37.674 39.566
pproxinariei
4.876 40OO5O00
4.8"'8 4:0005000
27.655 2:0005000
27.657 2:"005000
7.556 1:3505000
7.558 1:3505000
Os nmeros de 4.801 a 4.900, excepto
sorte grande, estn premiados com 4005-
Os nmeros de 27.601 a 27.700, excepto o pre-
mio de 40:000500J, esto premiados com 2005.
Os nmeros de 7.501 a 7.600, excepto o que
sahio i premio de 20:0005000 esto premiados com
1005.
Todas as centenas cujos dous algaliamos termi-
narem em t, esto premiadas com 1005, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminarem em 1 e A
esto premiados com 205.
botera da prolaclaQuinta-feira 15
de Abril, se extra oir a lotera n. 49, em bene-
ficio da igreja de Jaioato.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se acharo expostas as
nrnas e as espher arrumadas em ordem nume-
ri ca a apreciaQo do publico.
I.olera da corleA 1 parte da 196 lo-
tera dMcCor-e, cujo pri-inio grande de 100:0005,
ser extrahida brevemente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Felis,
prava da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se aeham vendana Casa da Fortuna
ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do Uio A 2' parte da lotera n.
363, d> uovo plano, do premio de 1 00:0050000
ser extrahida h >je 11 do correte.
Os bilhe'es acham-se venda aa Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
cia ns. 37 e 3b.
Lotera Extraordinaria do Ypl-
ransaO 4o c ul'imo sorteio das 4 e 5 series
dcsia importante lotera, cujo maior premio de
100:01105000, ser extahida a 12 de Junho proxi
mo.
Acham-se exposto a venda os restos dos bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Man;
n. 23.
Lotera do Ceara de SOOiOOOftOOO
A 3> serie da 2' lotera, cujo maior premio de
200:0005000, pelo novo plauo, se extrahir impre-
terivelmente no dia 17 de Abril,s 2 horas da tar-
de.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de arelo de SOOiOOOAOOO
-A 4* parte da 12 lot.'ria, cujo premio grande
. de 200:01104000, pelo novo plano, ser extrahida
impret'rivelmente no dia 20 de Abril s 11 horas
da manh.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependa ns. 37 e 39.
Haladour Publico. Foram abatidas
no Matadonro da Cabanga 74 rezes para o consu-
mo do dia 13 do corrente mes
Mercado Municipal de ti. fos.O
movimento deste Mercado no dia 13 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entrarain :
31 bois pesando 4.003 kilos.
776 kilos de pcixe a 20 ris
49 cargas de farinba a 200 ris
18 ditas de frustas diversas a 300
ris
10 suinos a 200 ris
20 tabolcirop a 200 ris
Foram oceupados :
21 columnas a 600 res
30 compartimentos de faiinha a
500r is
25 compartimentos de comidas a
500 ris
781/2 ditos de legumes a 400 ris
17 compartimentos do suino a 700
ris
12 ditos de tressaras a 600 res
44 talhos de carne verde a 15
9 ditos de ditos a 25
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
Debi'os dos dias 25 de Marco a 13 da
corrente, recebidos
Tribuuul dd aela<.o
SESSAO OlDINARI v KM i;j DE AUKIL
DE 1886
HBESIDECIA DO EXM. SR. COSSELHEIKO
Qonmvo db MntANDA
Secretario Dr. Virgilio Coe'ho
As i i. as do costume, pernete* os Srs. desem-
bargado1 es era numero legal, foi aberta a sesso,
depois de lida e approvada a ac.a da intecedeiite.
Distribuidos e passados os falos, deram-se os
seguintes
JULGA.MENTOS
Haboas corpue
Pacientes .
Antonio Pendra da Silva. Mandou-se ouvir o
juiz de direito de Hezerros.
Alexandre Pereira da Silva.Mandou se ouvir
o delegado de polica do Bouito, por intermedio
do respectivo juiz de direto o > juiz de direit Je
Flores.
Manoel Procopio B.indera.Indeferio se.
Recursos eleitoraes
De Itamb -R corrente Antonio Rufino Montei-
m, recorrido Joo da Cunha Civalcante Sobriuho.
Relator o Sr. couselheiio Araujo Jorge.Nao se
toraou c niiiecuieiito do recurso, unnimemente.
De Salgueiro Recorrente Dioracdes Pereira
Fileueira Sampaio, recorrido Antonio Jos Be-
zerra. Relator o Sr. consolli iro Queroz Barros.
Nao se toraou conheunnento do recurso, unni-
memente, por estar fra do prazo.
De .-'algueiroReeorreute Jo Elias Ferreira
da Cunha, recorrido o juiz. Relatora Sr. couse-
heiro Queiroz Barros.Negou-se provim:nto ao
recurso, unnimemente, e maudou-se processar o
recorrente por ter usado de documentos falsos.
De SalgueiroRecorrente MuoeI Automo do
Nascimento, recirrido'o juzo. Relator o Sr. dea-
embargador Buarque Lima.Negou-se provimen-
to, unnimemente.
De Salguein Reeorreato Antonio Mathias
Dantas, recorrido o juizo. Relator o Sr. 1 m-
bargador Toscauo Barreto.Negou-se Drovimen-
to, unnimemente.
De Salgueiro Recorrente Joaquim Leandro
Ferreira da Cunha, recorrido o juizo Relator o
Sr. desembargador Pires Ferreira.Nsgon se pro-
vimento, uuanimein-nte
De Salgueiro -Recurrente Romo Pereira Fil
gueira Sampaio, recorrido Anselmo L >pes de Bar
ros e Silva. R lator o Sr desembargador Pires
Ferreira.Nao se tomou coiihecimento por estar
fra do prazo.
De aruar Recorrente Joo Nicomedes Pon
tes Sobrinho, recorrido o juizo. Relator o Sr. des-
embargador Mo.iteiro da Audrade. Nao se to-
mou conheemeuto por uo estar devidamente pre-
parado.
Da SalgueiroRecorrente Raymundo d s San-
tos e Silva, recorrido o juizo. Relator o Sr. des-
embargador Monteiro de Audrade. Converteu-
se julgameuto em diligeucia.
Do Rio Formo joRecorrente Jos Lopes Ma-
chado, recorrido o juizo. R lator o Sr. desembar-
gadoi Pires (ioni-.ilvi-s. Negou-se provimento,
unnimemente.
Aggravos de petico
Do juizo do commercio Agravante Ernesto
Jos Feuppe Santiago, ag.-ravado Jos de Oli-
veira Castro. Relator o -r. desembargador Pires
Gonealves. Aijuntos os Srs. couselhuiro Queiroz
Barros e desembargador Buarque Lima.Negou
se bruvmento, uniiiimi-iijent-.
Do juizo do commercio Aggravante Dr. Ma-
noei Coelh dos R:is. ag^ravalo Jos de Az-vedo
Braga. Relator o Sr. desembargador Buarque
Lima. Adjuntos os Srs. deserabargadores Tos-
cano Barreto e Monteiro de Audrade.Negou-se
provimento ao aggravo, unanimeineote.
App llacoes crimes
Do RecifeAppellaote Joaquim Ferreira Lima,
appellada a jnaiiea Relator o Sr. desembar-
ga lor Al ves Ribeii-o.Julgou-se nullo todo o pro
cesso, unnimemente.
De S. Joo Auprllant-t Joo Pereira da Silva,
appellada a justica. R Utor o r. deseumarga-
dor Pires Guno.alvi-3.Ccnfirmou se a sentenca,
unanin-emente.
Do RecifaAppelUnte Joiquim Ferreira Lima-
appellad.. a justica. Re ator o Sr. des mbargador
Pires Gonealves.Cunlirinou-se a smtenca, uua-
nim- mente.
Appellaco ommerci il
De JaboatJoAppellante Antonio Luiz de Mel-
lo Marques, appe lados Rodrigo Carvalho e C.
Relator o Sr. desemb rgador Mon'eiro de Audra-
de. Revisores os Srs. desembargadores Pires
Gonealves e Alves Ribeiro. Juigou se nullo todo
o processo, unnimemente.
PA88AGEN8
Do Sr. conselheiro Araujo Jorge ao Sr. consc-
lheiro Buarque Li na :
Appellaco commercial
Do Recife Appellaote Francisco Gonealves
Torres, appcllado Augusto Labille.
O Sr. conselheiro Araujo Jorge, como procura-
or da cor6i e promotor da justica, deu parecer
nos seguintes feitos :
Appellacoes crimes
DcTimbabaAppeliante o juizo, appellado
Francisco Carapcllo da Silva.
Da IndependenciaAppellante o juizo, appel-
lado Candido Thomaz da Silva.
De Campia Grande Appellante Francisco
Gome' de Almeida, appellada ^ justica.
De Bom Jardim Appellante Manoel Muniz
Falcan, appellada a justica.
Ue tneio dia s 3 horas da tarde ser
Dr. Mosoozo encontrado no torreo pra
;* do Commercio, onde f'uncciona a ms
pee^Jo de sade do porto. Para qualquer
l'estes Jous pontos podero ser dirigidos
chamados por carta as indicadas huras
Dr. Miguel Themudo rou tou seu cnsul
torio m lii) e resi 1 euei-i par.i a ra Nova
n. 7, 1. audar, ond" d consultas das 12
hons s 3 da tarde e rce e chmalos a
bualquer hora. Especialidadesptrtos fe-
bres, syphilis e molestias do pulmo eco
rnco.
Dr. Brrelo Sampaio d consultas do 1
s 4 horas da t.rin, ra do Barao da
Victoria n. 45, 2a andar, resitencia ra
!o Kiachunlo n. 17, canto da ra do Pires.
Idvocailo
O bachirel Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. hd lar.
Henrique Milet. Ra Ho Impera eor n.
22, 1. andar. Eticarreg.i-se de questo.-s
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Oliveira Escorel. 2.a promotor qu
buco, tem sel esoriptorio de advogacia da
ra Pritn iro ilc Marco n. 2.
Jas Bandeira de Mello -advogado
ra do imperador n 37.
Orostarla
Francisco Manoel di Silva <& C, dep
-otarios de to l,.s as ospeciilidades pharmi.
ceutioas, tintas, drogas, productos chimico
e medicamentos iiomceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Faria, Sobrinho & C, drogusta3 poi
attacado. Ra Mrquez de Olind a 41.
ferrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapino
do Francisco do3 Santos lacedo, caes de
Capibariae n. 28. N'cs;e gnnde estbale
cimento, o primeiro da proriaaia a'este ge
ero, corapra-se 6 ven'le-sa maieiras de
todas as qualidaJcs, serra-se raadeiras de
conta alheia, assim como sepreparam obras
de carapira por machina e por presos sem
ompetenci a.
sentido praticado por to Ilustre quanto indepen-
dent: magistrado.
Se o desembargador Jos Manoel de Freitas vi-
sasse evitar a critica dos interessados na perma-
nencia da pena de aaoutas, applicando a tenaafLis-
tado de si esaa critica acrimoniosa, mandando, fir-
mado em urna dispnsi^o caduca e barbara, lacera.i
o corp ile um h ene a 1 Mis e desembargador
Jo- Man il ile Pr itas, quando applica a lei, es-
qu-'ce se da critica e leinbra =e to somante do
cuinpriiceiit > do d ver, e qual nasa aproveitar a iufraetfo da lei, lerabran-
do-se sen n' do cu.npri neiit da nobre miseo do
mngistralo, ainda quando assim procedendo ga-
ruit. a iudividuilid-nie humana na pessda de um
e=eravo.
Um 'iist'ict> magistralo cujo nomi nao temos
autiris iC pura miiear. sob o pse I mimo Un
ex mng'Strid), e.n uini serie de i.rtigos, que
vieram a luz ila publicida le no Jornz/, do Recife,
em alguns nmeros dos nena de Ag uto e S-.-te:n-
bro do aun passado, pr v u saciedade que era
correcta a dou'rina Constante da sentencia aliudida,
com a qual o desembargador Jos Manoel de Frei-
tus laoou a nodoa e rasgn- esse documento de nosso
anligo al'aso.
aeria motivo de orgulho para a magistratura,
para o poder judiciario, se todos os magistrados,
eomo o desembargador Jos Manoel de Freitas,
fizessem do direito, em seu complexo, um toda har-
mnico, no intuito de salvaguardar os interesses
sociaes, que sao os dn justic-i, cuja mxima snbli-
u.e csuum cwque iribacre.
Palmares
PUBLIGACOES A PEDIDO
furlspriidencia
Fazem parte de um trabalho a que nos entrega-
mos, acerca do col. cr., as observacoes qu, em
seguida, ofiferecemos ao criterio ds entendidos,
como um protesto, respeitoso sim, ao accardo do
.Superior Tribunal da lielaco, pelo qual foi con-
firmada, com modificado s, a seotenfa eondemna-
toria commutando em avoites a pena de priso que
devia ter si lo applicula a eerto reo escravo.
Kecife, 13 de Abni de 1886.
Um maoistrado.
ART. G0 DO CDIGO CKIMISAL
Xas oOserva^oL's ao t" art. 14 mo-tramos que,
seudo oacouteuma pena,era criminosoo seuhor que,
sob o prct-xto de castigar a um escravo, usa va de
1 icalho, iustrumentp aviltantc que felizmente j
foi tirado das mos dos carrascos e nao pode con-
tinuar as dos seuhores.
Em taes observacoes limitara-nos aprovar que o
senhor uo poda ae.oo.tar a seu escravo, aguar-
dando-nos para, as considerae.o'3 a est-t artigo,
precisiruns que a pena de acoutes nao podo raaia
ser applicada. e que continuar smente a sel-o te
os juizes, aos quaes cabe a a;>plcac.ao das leis aos
casos oceurrentes, das dednecoes legitimas e neces
sariasdo quanto e t disposto ein o direito novo,
attendendo as conveniencias e aos interesses mal
entendidos dos proprietarios de escra-'os esquece-
rem os pnncipios que devem actuar Ibes no espi-
rito, os motivos que os deven) dominar na appli-
e.ieo das mesmas leis.
A revogajo de urna lei d'-s' sem que outra
p 'St- ri -r a nrecise, bastando que tenham desappa-
reeid > os motivos da mesma, existentes ao tempo
da promulgaba ', que eram prximos e objectivos.
Os motivos prximos e objectivos da decretaco
no c id. cr. da pena de acoites, abolida pela con
stituico, teve por fundamento a termiuacao do
trafi-o de africanos, em virtude dos efFeitos da c.n-
ven?o realisada entre o lir isil e a Inglaterra,
como m<-dida de terror para conter os escravos en-
to existentes.
Esses motivos sao, no presente, remotos e sub-
jectivos, nao tem mais razan de ser, dar pelos mes-
uios, para o fim de considerar-se com for9a de obn
gar o disposto oo art. (JO do col. cr os motivos
prjximos e objectivos que devem ser attendidos
pelo julgadnr sao os exist -nt -3 ao tempo da appli-
eni; io da lei.
A razo de ser de taes motivos nao prevalece e
nem pode prevalecer, no preseute, para que se
considere cm vigor urna disposico penal atteata-
ria do estado actual das con 1 e.is sociaes, em pr. i-
veito de uma instituic caluma, esphacelada e
apenas galvanisada pira amparar smente o va-
lor do ei-crtvo depreciado de modo tal, que em
pouco tempo pelo depreciamento, caducara : nao
tend i o escravo valor a iustituico, a continuaco
de hrasileiros e estrangeiros no captiveiro, seria
urna iuutilidade, nao satisfiria aos proprietanos de
escravo;, cuja reluctancia contra o termo da escra-
vido era o receio da perda dos valores represen-
tados nesta.
A lucta por parte dos que se oppunham a de-
cretuco da hberdade dos escravos de 60 e mais
aunos sem a improficua obng if-o da prestars de
ser ricos, tinha esse nnico Fundamento ; tanto que,
eessou essa lufa, dado valor fixo aos escravos, o
que trouxe. dous prov-itos, d- Oo BrejoAppellante Manoel Vicente Montei- escravidoe garantir a satisfaclo de compromis
ir5o
98U0
51400
2*0U0
4*000
12*600
15*000
12*500
31*400
11*900
7*200
44*0011
18*000
189*320
4J800
194*12;
dem at 13 do corrente
Foi arrecadado liquido no da 13
corrente
do
7J700
18t*40
Precos do dia :
Carne verde a 560 e 400 ris o kilo.
Suinos a 560 e 81 ris idem.
Carneiro a 600 e 1*000 ris idem.
Farinha de 320 a 560 ris a cuia
Milbo de 400 a 410 ris idem
Fcijo de 900 a 1*5(10 ris idem.
A carne do contracto aeabou s 11 horas da
manh.
Cemiterio publicoObituario do dia 12
de Abril :
Ursulina, parda, Pernan buco, 14 annos, soltei-
ra, Recife ; encepbalite.
Jos, branco, Pernambueo, 1 auno, Santo An-
tonio ; convultoes.
Jesuino Jos do Sacramento, pardo, Pernambu-
eo, 43 annos, casado, Boa-Vista ; tubrculos pul-
monares.
Alfredo Francisco de Paula Muchado, pardo,
Pernambueo, 28 annos, solteiro, Boa-Vista ; bron-
chite.
Virginio, pardo, Pernambueo, 6 roezes, Recife;
convulsoes.
Joo, pardo, Pernambueo, 2 meses, Boa-Vista ;
i pasmo
ro, appellada a justica.
De Pedras de FogoAppellante o promotor pu-
blico, appellado An ocio Joaquim de Sant'Anna.
Do >r. conselheiro Queirox Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellacoes crimes
De IngazeiraAppellante o juiz de direito,
appellado Prxedes Jos .oineu.
De PalmaresAppellante o juiz de direito, ap
pellado Manoel Viceute Ferreira Filho.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Audrade :
Appellacoes crijies
De (oyannaAppellante Francisco Flix dos
Santos, appellada a 'ustic/i.
De Bom Conselho Appellante o juizo, appel
lado Luiz N'elli's Mangabeira.
Do Bre"Appellante Jos Couto da Silva, ap-
pellada a justica.
Do Sr. desembargador Pires Gonealves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appellacoes crimes
Do Pianc Appellante Antonio Correia da
Silva, appellada a Justina.
Do Recife Appellante Jos Maxim ano dos
Santob, appellada a justica.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro promotor da jus
tica :
Appellaco crime
Da Palmeira dos Indio-Appellante Bernardi-
no Alves do Souza, appellada a justica.
Appellaco civel
De Macei Appellante Francisco Vaz Pereira,
appellados Ciceio, Davina c Jaeintho.
DISTRIBOIt;OE8
Recurso crime
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do Recifj Recorrente Amando dos Passos
Barros, recorrido o juizo.
Appellaco civel
io Sr. desembargador Toscano Baireto :
Do Recife Appcllantes Carvalho Jnior &
Leite, appellado Antonio de Souza Braz.
Enccrrou- se a sesso a 1 1/2 hora da tarde.
INDICARES UTE1S
Medico
Conoiillorio medico cirnrffico da Dr
Pedro de tlinlijile Lobo Monelo a
ra da Clorla n. 89.
O doutor Moscozo d consultas todos os
dias atis, das 7 s 10 horas da manfaa,
Este consultorio offerece a commodida
de de poder cada lente ser ouvido e exa-
ourk Augusto Cohem Manoel de Azevedo, Al-' Balbiaa Maria da Conceico, parda, Alagoas,' minado, sem ser presenciado por outro
sos, cuja indemnisaco dependia ae senclhsnte
estado de cousas.
Nao domiuando os principios, os mitivos qne
autorisavam a decretaco da pena de acoutes,
quando o escravo nao tiuha direito ate a sua con-
servaco pessoal ; vigorando, no presente, uma
ordem differente de motivos, quando a le extin-
gui oser escravo por cendo no escravo actual o direito a posse da liber-
dade, in lemuisando o seu valor com o contracto
de prestaco de servie-os, por tempo precisado, ou
pela indemnisaco : nao ha razo de ser ia pena
de acoutes.
Ento o homein escravo, nem ao menos tinha di
reito perfeito a readquirir a sua liberdade, s a
consegua a p.'so de ouro, quando o sen'ior nisso
concordava : no presente o homem escravo meio
livre, pode contractnr a pr .-tneo de servidos,
para libertar-se, ple formar peculio com o mes-
mo intuito, chamar a juizo aquelle que o tem no
captivein, collosado em igu 1 p de dependencia
as relaees jurdicas, ideutieas as dos Glhos li
vres para com os paes livres ; em tal situaco,
muaadas as condico-s, como exposto fica, um
attentado jurdico coiisiderar-se vigorando o dis-
pisto no art. 60, a appiicafo da pena de acoutes,
por cimmutaco, o que nao pode ter lugar.
Os motivos prximos e objeerivos de euto, dessa
epocba coberta pelo pesado p dos temp -s, nao sao
idnticos aos motivos prximos e objectivos da le-
gislaco actual : ento o v negro da escirido
cobria geracoes que se suceediam ,- no presente,
esse veo, j esfarrapado e em pedacos, apenas en-
volve as geracoes a exiinguirem-se, parte das quaes
j aure a doce, brba da liberdade.
Nao uma aspiraco, a inapp'ieabilidade da
pena de acoutes, na pratica, est dado o rxemplo :
pelo integro e illustre magistrado Sr. desembar-
gador Jos Manoel de Freitas, foi decretado, em
vista de deciso do conselho de jurados, haver ca
ducado a pena de acoutes, pela revogi^co implig
cita do art. 60 do Cod. Crnn. e deduziao do espi -
rito da lei urea de 28 de Setembro de 1871, em
virtude da qual o escravo deu.nu de ser cousa, no
sentido do antigo direito, livrando semelhante de
ciso a popul ic.o desta -idade do triste espect-
culo, que anda se observa em muitas propriedades
ruraes, onde os proprietarios dos escravos sao mais
humanos, com as ilhargas de seus rocinantes de
estiraaco, nao emprogando esporas, com reeeio de
feril-os, ao passo que feron e cnsanguentam todo
o corpo do escravo, sem defeza possivel da parte
deste, sob o pretexto de que custou-lhes dinheiro e
como uma ueeecsidade para a couservacao da dis
ciplina no pessoal do qual o direito escripto lhe
garante a posse, e a usufruico do producto da ac-
tividade de dito pessoal.
Dado o exemplo pelo desembargador Jos Ma
noel de Freitas, cumpre a magistratura segnil-o ;
mas infelizmente, at no parlamento foi levantado
o brado de alarma contra a applicscao da lei no
Nunca appareci na imprensa, nem liti-
gue! emjuizo, quer para acensar quer para
defender vas, ejulguei qu pacificamente
rao corressem os dias sera qua tivesae ou
neccessidade de provocar talvez luctas e
dis':uss3es que serapreprocurei evitar, por-
que inais precioso me o tenpo emprega-
do em meu trabalho e nos meus affazeres
cumprindo cora es deveres de agricultor e
os encargos de pai de numerosa familia:
factos na, porem, que excitam e qu ; nos
levan muitas vezes a explicac-ijes publicas,
para que sejam conhecidas as boas ou ms
intenco?s de seus auctores e sejam estes
julgados pelos espiritos desprevinidos e im-
parciaes, nSo obsecalos pelo egosmo, pelo
interesse, pela presumpgao, pela vaidade e
pela inveja; factos ha que evidentemente
manifestara o traduzera as inten-'oes, per-
versas e sinistras de cerebros desvairados,
de houens qua no reflectem, nem ao me-
uo pensam na grande responsabilidade
em que so envolvem e no conceit > que ad-
quirein pela i suas f .cmlias se vandijas, e
que serapre os levara ao poste da ignominia
e do despreso; almas sorbidas, espiritos
fraco3, que provocara, mas recua a, que ag-
gridera, mas fogera, e fogem espavoridos
de si mesmo, como se negro phantasma
lhe surgissn n.imMit) : a vergmha das
negras aeyo s qu: comraittem, o remor-
so dos proprios a,-tos que pratica n.
Sou agricultor, nao quero aecusar, e sim
il-f'ender-me .hoje que sou aggredHo, e
trazer ao conhecimeato do publico e prin-
cipalmente dos habitantes da comarca de
Palmares, as vexaces e violencias qu? l-
timamente me tem feito o Sr. Ignacio Arae-
rieo de Alirauda, consenhor e ren leiro do
engenho Couceiro.
Arreudei o engenho Penderaca, o nelle
estou creando safra, e querendo o Sr. Ig-
nacio Americo approveitar-so da mudanza
de ren leiros para estender e augmentar os
terrenos do engenho Couceiro, mandou
edificar urna casa em trras do engenhi
Penderaca, a isto me oppuz empreando
todos os meios conciliatorios, isto dirigi-
me por carta ao Sr. Ignacio, c aiuda no
satisfito fui pessoalmente entender me com
este Sr., fazinlo-Ihe ver que aquelle ter-
reno pertencia e pertence ao engc.nho Pen-
deraca, que sempri foi respeitado pelos seus
antecessores, inclusive o seu finado pai,
alera de que podia-se verificar em vista de
documentos e papis existentes ; nao alten-
di'io porem pelo Sr. Ignacio que proposi-
talmente continuou ou mandou continuar
cora o trabalho, proeurei a intervengao de
amigos que ainda fo intil, nestas circums-
tancias e de vendo defender e zelar a pro-
priedade que me foi arrendada e confiada,
dei despej t ao morador que j havia Suda-
do a casa e nella estava, e a raandei dei-
tar abaixo ; isto foi suffi jiente para disper-
a colera, inflamar os mos inslinctos do
Sr. Ignacio, qu i reunindo grande numero
de capangas assalariados, fornecendo-osde
armas da f.go, balas, plvora et.t. nspe-
ra lara ;nte invadi o engenho Penderaca,
derrubou casas sem ao menos resp<-itar
aquellas que tinham moradores, os quaes
por um feliz accaso nao foram vi-timas da
desenfreada gente do Sr. Ignacio, que vic-
torioso e triunphante voltou pelo povoado
Mutuos ostentando grande coragem e mui-
ta valenta ; e este acto estupendo pratica-
do por um moco que se devia presar, por
ura moyo que devia ser edcalo 9 instrui-
do, muito me iudignou e ingnari a todos
s hoiuens serios e critenoaos quando sou-
berem que o Sr. Ignacio Americo de Mi-
randa um baoharel formado em direito li..
Tudo porem se v, se observa e se ex-
plica na nossa sociodade :
O Sr. Ignacio quer sahir daobscurilade,
quer ser conhecido, o nSo podendo sel-o
pela scieneia para a qual tem horror e
negacao, confia na fora bruta, na forca
material, para adquirir foros de valento,
o que para elle constiue grande gloria;
renunciando assim os previlegios da razao
e di humanidade.
Fique porem corto o Sr. Ignacio ja mais
o provoca ei e insultarei ; mas nao abando-
n irei a defeza ila prupriedado que me
confiada, e saberei defender tambem 03
meus direitos pessoaes.
Engenho Penderaca 10 de Abri! de 18->6.
Vicente Ferreira da Silveira.
(Est reconhecida e sellada)
As (iiiinojis provinciaes c os
fnncclonarios da provincia
De todos os recursos tnauceiroj o in lis brutal
e mais iniquo, o chunadi imposto sobre os vea-
ciincntos dos fuuccionarios pblicos.
E arada maio iniqui cate chimado inpost so-
bre os fuuccionarios pr ivincines, ncsta.iaocha d
iiiLii cnsc artificial, produzida em bei>>Wio da
ciassedj commercio, e promovida pelos c intraban-
distas que, abusando da b ia f dos outros, de pu-
blico pagaram < fiz- ram os innocentes pagar a
quem to bem os servio para nos enforc .rein.
E nimia mais iniquo, o digo, nesta ciiH em
que os fuuccionarios provinciaes tem os seus pa-
gamentos atrasados de tres, quatro e cin;:o raezrs,
unieo recuno de vida de quasi todos !
E que quando fcebem em apolices que vn-
delo a esse mesmo commercio com o aba e de 5 /#
para pagar o que comerain durante ess s meses,
por procos cam-gados de mais de 20 e 30 */
continmnfo a viver assim do fiado, n-cebendo
sempre atrasado para de tal modo pagar m.
Mas isto pouco para saciar o odio contra os
funecionanos provinciaes; preciso qu este
imposto, este garrote sobre os outros continu ; e
para aliviar o commercio, que tira do consumidor
tudo o que paga, preciso ainda augmeutal o, at
chegar- seao ponto de darse uma enchada aosfunc-
cionarios provinciaes e mandal-os plantar batatas,




Diaria de Pernambucoguara -feira 14 de A
para a arrecadacao ser feita por esse meimo com-
mercio, como o dizem gente delle, que a farao mais
Ostfanses crueis e dolorosos porque esta infeliz
elasee tem pasando durante estes anoos de to
longo a'.raso de se as pagamentos, bem o conhe^'in
aquellas cujas cntranhas nao Ibes doem para dei-
sar continuar e anda agora mais pretenderem
aggravar tao dolorosa situacao, como pretendem e
j as intrigas e manejos de certa gente do com-
mercio o planejam.
A guerra tez o estado laucar este imposto iniquo
obre os empregados g6raes de 5 / mas commo-
veram se um tanto desta iniquidade, at que o
redusiram a 2 /o. no emtanto que elles nunca
deixaram doreccber em dia souj vencimentos.
Noemlanto esta provincia que s tem estado em
apuros porque querem satistuzer a vontade do
ommercio a quem a vendeu um Caim, a provincia
que conserva este brutal imposto sem necessidade.
porque o tem d'onde tirar com igualdade para to-
dos e nao s o conserva como se pretende aug-
mental-o sobre empregados que vencem mais de
tres contos de res e em progressio at oito, ou
mais por cento.
A provincia que assim tem contnaado a pro-
ceder e mais cruel pretendem que ella se torne,
porque preciso servir os interessadoa contra o
imposto de consumo; porque, alm do q le mais
lmcram, anda lucrum com a miseria dos funcciona-
rios, coraprando-lhe as apolices com abatimento.
Com oa funecionarios provinciaes que assim
se procede, sem piedade nem misericordia, esgo-
tando-se a ultima gota de sangue depois dos sa
orificios que Ibes silo impostos, das torturas crucis
porque p:tssam ha tantos anuos com estes longos
atrasos cm seus vencimentos, com prejuizc na
moeda em quo o reeebem s para alguna persona-
gaos do commercio metter na algibeira mais al-
guna mil contos de ris repartidamente.
Quantos sao dos funecionarios pblicos, de ven-
cimeotos maiores ou m.ores, que nao vivem sem-
prc em atraso, quantos sao os que pasean com
luxoe mesmo com tartura, quantos sao os que no dia
seguinte ao de sua morte, nao deixam a familia
pedindo estnolas ?
Nao sao todos estes maiores vencimentos pela
cathegom da cargo, sua responsabilidade, aptidao
necessaria do funecionario ? Quasi sempre nao
se ebega a esses cargos quando es'.i o funeciona-
rio adiantado em idade, carregado de maior fa-
milia o de pencio depois de muitos annos de
servico ?
E nesta epocba em que todos os das, tudo enca-
rece, nao havendo dinheiroquocheguepara viver?
E nesta crise creada pelos maiores 'nteresses de
certos commerciantes, que tem reduzido os fune-
cionarios a desesperadora miseria ?
Sao es funecionarios pblicos contra quem ha
uns teuipo3 se tem levantado tanta od osidade,
principalmente os provinciaes, em adulacao aos
commerciantes contrabandistas, d'onde ella parte ;
sao estes unccionai ios o bode emisaario que de va
carregar com os peccados da situacao financeira ?
Se 6 um imposto sobre a renda, como se fosse
de equidade, se fosse lgico que os vencimentos
dos funecionarios pblicos soffram imposto, se
um imposto sobre a renda, e se aiuda lgico que
este imposto v na progresso de 5 a 8 ou 10 %
para os vencimentos de um a irais de tres contus
de ris, a lgica, a equidade exigida que todas
as rendas, e as dos commerc'antcs portanto. que
sao as maiores, o pagassem e na mesaia progres-
sao ; e assim os que teem mais de seis contos de
renda deviam pagar uns 12 ', e eubindo os que
teem dez contos uns 20 /> e os que teem 20 uns
50 ",' at chegar a 100 / oa 'Ia6 teem ^> ou
100 coutos je renda.
Esta c a lgica, que raostra pelo absurdo do
consequente, o absurdo do principio da progres-
sao da porcentagem do imposto na razio di qvan-
tidade da renda.
Mas como se lancar sobre a gente rica, que
principalmente a do commercio, um tal imposto, se
d'ella que vem essa odiosidade contra os fune-
cionarios pblicos, odiosidade que tem ganhado o
espirito das outras classes ?
No eut anto em todas estas classes quasi que nao
ha urna pes3oa que, quando nao pretenda um car-
go publico para si, o pretenda para um filho, p-
rente ou afilhado.
E nao ha nisto toda a razio ?
Como nao, se o nico meio de vida que cabe
ueste paz a03 filhos desta trra ?
Mas, este recurso finauceiro, disse eu em prin-
cipio, iniquo e brutal.
E nao aera assim ?
O Ertado cobra impoatos dos habitantes para as
duas diversas despezas, e a principal, a de seus
funecionarios, que o que constitue a machina da
govsrnaco.
Arbitra os vencimentos que devem competir a
cada cargo, tirado esses impostos. Como, pois, j
tirar imposto d*aquillo que elle mesmo paga ?
Entio paia que arbitrou em tanto, porque nao ar-
bitrou cm menos V
Para que este niechanismo, esta escripturacao
de dar e tomar, de figurar em receita e despeza.
aquillo que ja est como receita de outra fuute V
Toda a contribuicao, todo o imposto, facam l
o que quizerem, sabe do consumidor ; mesm. o im-
posto sobre a renda chega a este re3ultad, se nao
logo que hncalo, pelo correr de pouco tempo.
O que paga o imposto da industria u da fazeuda,
de produccao qualquer, vai o cobrar do consumi-
dor, no preco. de sua produccao ou producto, ou
aeja era materia ou em servico.
Se este o principio invariavel econmico, como
laucar i posto sobre o que o estado paga ao fune-
cionario, tomando o que deu ?
De que consumidor vai o bode emissario co-
bral-o ?
Nao se fiem os tortea, se nao grandes e podero-
sos, na sua posicao de independencia, nem os que
se fazcm tortee e iniquameute arbitrarios na pro-
taccao de maiores, de quem muito esperem, da pro-
teccao d'elies : que os clamores das victimas da
iniquidade, sobem ao co, e um dia vem a hora da
justica e do tardo arrcpendimentft.
E' s o odio aos funecionarios, o que predomina,
porque ertes, quasi todos dependentes, nao ha ris-
co de se d<.Bca*regar sobre elles toda a presuo.
E sobre esses funecionarios provinciaes, u repi-
to, terminando, que to crueis transes tem e esto
suff rendo com o lon.ro atrazo de seas pagamentos,
a ce ni inuae&o deste bruta), absurdo e iniquo im-
pon o, como dizem aa sagradas letras que se nao
faca, augmentar a afficcio ao aflicto.
Eecife, 7 de Abril de 1886.
Affonso de Albuquerque Mello.
A. Caphedorio,aseas (redorse
atiigos de Palmares
Agora, no antro do meit escondrijo, acho-
rae robustecido com'documentos authenti-
cos da pblicacao que fia no Diario. E
ainda mais provarei : Que os livros da lo-
ja foram visto3 no dia spguiute ao da mi-
nha partida, e como por encanto deseppa-
reeeram no tiut de dous das. Quo Torres
iraprovisou um livro caixa, e continuou
n'elle a escrever a seu modo ; laucando
gmente menos da metado dos apurados
diarios. Quo o balanco pelo qual os cro-
dort-.s recebaran! a loja foi de 8:25G?S000 e
depois da loja vendida, T rres proeedendo
novo balanco achou perto de H:000000.
Que os demais livros que elle fez desap-
parecidos, acham-se hoje na loja-. Quo a
maior parte das p^cas de fazendas entra-
rain no balanco com raetade das medidas.
Que um ajudante do balanco, conduzio
rauitas fazendas para sua casa, (nao sei si
compradas), mas sei que as medidas foram
a sua vontade (elsticas) porque assim con-
veio a Torrea. Quo s feiras, que fazia
sempre, vcndja com grande prejuizj do
custo, e achava fazer bom negocio.
Estando tanto roysterio agora desvenda
do preciso apresentar me com as provas
as maos, porque se ainda existe o co
digo do commercio neste paiz, e era Pt-
narabuco os seus provectos e honrados jui-
zes, quo app.rega a verdade, e o pezo da
lei seja descarregado sobre a eabeca do
verdadeiro culpado.
Imperatriz, 30 de marco de 18J.
A. Cafedorio.
Aliento
COMMERCIO
os- commerclal de Pernain-
buco
Seeife, 13 de Abril de 1886
Aa trea horas da tara*
'.'o/ace* olficiau
Accoes da companhia de teguros Phenix Pernam-
bucana, do valor de 2CO/000 335*000
cada urna.
ApoUces provinciaes de 7 0/0, do valor de 1:000/,
ao par.
Cambio sobre u .. ir., I d/v. 20 d. por 1/000,
do Dae), hontem e hoje.
Sa hori da bola
Ve-dei am-se :
10 accoes da companhia Phenix Pernambucana.
4 apolice3 provinciaes.
i*. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. G. Alcof jrado
Secretario.
O dono do mataJouro da Cabauga, o Sr.-
J. Eieuthcro de Azev.edo, nao quer entre-
gar os couros de bois, abatidos por Valen-
tiuianofc o assi^nalados com os respectivos
ferros.
J ha dois raezes requereu-se Cmara
Municipal; mas os -couimissarios maudam
infirmar com urgencia ao grao senhor do
matadouro e este nada responde !
Nao ha ura poder para acabar com abu-
sos tilo escandalosos e quo tanto desacre-
ditara o nossa municipalidade f
O prejudicado.
Oleo puro -medicinal de Asado de
bacalbo. de Lanonan A Kemp.
N. 303
Tasto o figado com os pulmojs acham-se ex-
postos c aujeitos screin consuiuilo? por urna en
fermidade, e osles orgaos, podem ser curados me-
diante o mesmo tratamento.
Os jornaes d9 medicina nos ajscveram que na la
ha como o oleo de figado de bacalho pira us mo-
lestias do ligado. Porra dado mesmo que a auto-
ridade medica se couservasse muda, 03 fictos fil-
lariam por si mesmos. Dentro do espaco de mi
pouco tempo, muitos casos de consuinuiiya 1 do fi-
gado, assim qualificadjs pelos principaes medieos
for-.m curados com o oleo puro medicinal de usa-
do de bacalbo de Loiimnu & Kemp.
Nao nos cabe nos, o decidir se nos casos men-
cionados, o figado se achava ou nao ulcerado. O
certo que 03 mdicos assim o certificaran! e tam-
bera que oa docntes se pozeram bous. (Comtudo,
acoDselharinmos a todos, que nao deixasaem para
a ultima hora o toinarc-in este remedio, em consi-
dcraco das suus grandes virtudet medicinaes :
sempre e todas as vezes que se apresentem os
symptouius de dcsarranj pulmonares ou hepati-
tieo, deve-se immediatamente fazer uso d'cile.
Obraado assim, pie-sa afianzar n salvaba o do
doeute, e a cura ser rpida. O oleo puro medi-
cinal de figado de bacalbo, de Lanraan & Kemp,
nao se det riora dcbaixo de clima algum.
Acha-se venda em todas as priucipaes bo:icas
c lujas de drogas.
Agentes em Peruambuco, Ilenry Forster & C
ra do Commercio n. 9.
O bcharelJos Vicente Meira de Vasconcello3,
de volta de sua viagem M Para, declara aos seus
amigos e constituintes que do dia 20 do corrente
raez em dianta, quando pretende tomar conta do
seu escriptorio, continuar no exercicio de aua
profisso de advogado, podendo ser procurado na
praca de Pedro II (outr'ora pateo do Collegio) n.
6, primeiro andar, das 10 horas da manha s 4 da
tarde.
E cife, G de Abril de 1886.
Ao eorpo commerclal
Tendo-me retirado, n'esta data por prescripeo
medica em virtude do abatidissimo estado de mi-
nba saie, da casa commercial dos Illmi. -n. Amo-
rim Irmloa & C, venho hoje manifestar por eate
meio a minha eterna gratido a aquellet Srs-, j
pelo favor que me prestaram admittindo-mo em
sua casa, j pela canfianca que em mim deposita-
vam e assim tambem pelas maneiras cavalhoirosas
com que sempre fui tratado e distinguido.
Outrosira, venho agradecer aos ineus dignos
compauheiros de trabalbo o -modo affavel eom que
sempre me tratarais, particularisaudo os meus
charos amigos os .->rs. Joaquim Jos Gomes, Fran-
cisco Joo d'Amorim, Alvaro P. de Meneiea e An-
tonio Pinto Mo.-i-ira.
A todos, como tenha de retrar-me para a cidade
do Limoeiro, onde vou em procura de melhoraa de
inm'ia sa le, um grato adeus e um ciferecimento
pelo ijqe possa servir- Ihes o meu diminuto prestimo.
Recife, 8 do Abril de 1886.
Julio Porto Carreiro.
Ao E\m. Sr. Presidente
.da Provincia
Una empresa que ae propSo a fun-
dar os engenhos centraes. de que tra-
ta o edital publicado no Diario de Pernam-
buco, deseja saber si, nos quatros engenhos
chamados a concurrencia, comprehende se
o do val* do Pirangysinho, de accordo com
o que prescreve o art. 17 da lei n. 1860
de 11 de agosto de 1885; ou si, constitue
esso local objecto do contrato differente, a
realisar-se em pocha posterior e mediante
nova concurrencia.
A F. Correia de Araujo, nao tendo po di do des
pedir-se de seus presados amigos, pede- Ibes des
culp dessa falta, participanao-lhes ao mesmo
tempo que hoje partir para a corte, onde o en-
contrarlo sempre dispisto ao cumprimento de
suas ordens.
Re.ife-Abril 9-86.
A aula mixta particu-
lar
Francisca Marliniana L. Carneiro participa aos
pais de familia, que sua nula abrir- sc-ha do dia
TJ do corrente : qnem de seus prestimos precisar
pdedirigir-se ra do Visconde de Goyanna n.
21, quo entender- se-ha com a mesma.
COLLEGIO
DE
\ossa Scnliora das Victorias
R JA DO HOSPICIO N. 10
Directoras:
Mne. llaneho d'Herpent Crgo.
Baroncza V. d'Ierpent.
Este collgio tem ptimas accomraodacoes para
Blumna-i internas e um eorpo docente de recoohe-
cida capncidade.
LyceaTrioflelpnico
Continuam a tuncionar as aulas deste lyccu
ra do Hospicio n. 30. '
A directora,
Mara O. de Mello.
aos seus
freguezes
R. de Druzina&C.
scientfica (ti
amigos e
que transferiramo seu
armazeme escriptorio
de commisses da ra
do Booi-Jesus n. 18
para a ra do Mr-
quez de Olinda n. 13.
Dr. Mello Gomes
MEDICO PAUTEIRO E OPEUADOK
Ra do Barao da Victoria (antiga
I ra Nova) n. 37, Io andar i
) Dedica-se com especialidade ao curativo!
(de febres, molestias de peito c das senhoras, l
syphilis c estreitamento da urethra. I
Coasultas daj 10 a 12. Chamtdos per/
i escripto qualquer hora do diaou danoite. 1
Teiophone n. 250.
Para evitar duvidas
O acadmico de direits, Felippe Carneiro lio
drigues Campcllo, declara que d'ora em diante
assignar se ha Felippe Augusto Carneiro Cam-
pello, vi-ito haver outro de igual ame. Recife
10 de abril de 86.
SNDMIENIS ^BLIC
JtSi
Mea de Abril de ISri
_ij*aoo*O" 1 a 12
178:65(421
34:805j562
UaotnmooBiA* 1 12
l.i.e-u de 13
CissLAtx.' aovutoiu. Je 1 12
ae de 13
213:455/983
19:089292
2:26U66U
21:350*962
51:011/696
1:3184101
Raera db*iapDe 1
<-**m de 13
12
52:329/800
" 7:673 627
1:918.114
9:591/741
DESPACHOS Di IMPORTAgO
Vapor nacional Vanaos, chegado. dos portos do
nrte no dia 13>do cerren'e e consignado a Ber-
uardino Pontual, mauifestou :
Camaro 5 encapa os ordem.
Sebo 2 barricas a Joaquim da Silva Carneiro.
Vapor nacional Marinho Visconde, entrado da
Babia e escala no dia 13 do corrente e consigna-
do a Domingos Alves Mathens, manifestou :
Couros salgados seceos 313 a Pereira Carneiro
&C.
Cera 5 bsrrioas a Gomes de Mattos lrmaos.
Pelle 16 amarrados a Domingos Aires Ma-
theus, 1 ao Dr. J. H. B. de Menezes.
Tainancos U fardos a Almeid t Machado &c C, 1
a Antonio Pinto Lapa & Irmo.
Sola 224 meios a Domingos Aives Matheus.
Barca ingleza Alaria, entrada de Terra Nova
no da 12 do corrente e consignada a Saunders
Brothers & C manifestou :
Bacalbo 3,721 b irricas e 558 mciag ditas aos
consignatarios.
Lugar inglez Orinoco, entrado de Savann i uo
dia 12 do corrente e consignado a Pereira Car-
neiro & C manifestou :
Brru 1.500 barricas.
Madeira de pinho 1,934 pegas aos consigna-
tarios.
B
Patacho nacional Marinho YI, entrado uo dia
12 do corrente e consignado a Jos da Silva Loyo
[ Filho, manifestou : /
Xarque 197,940 kilos ordem.
Patacho nacional Urano, entrada de Santa Ca-
tharina no dia 12 do corrente c consignado a Bal-
tur lrmaos <& C, manifestou :
Farinha de mandioca a granel 8,400 ulqueires
aos consignatarios.
Hiato nacional S. Ambrosio, entrada de Mossor
no dia 11 do corrente e consignada ordem, ma-
nifestou :
Sal 180 alqoeires ordem.
Barca norueguense Try, entrado de Cardiff no
dia 12 do corrente e consignada a J. Pater & C.
manifestou :
Carvao de pedra 643 toneladas oriem.
Barca ingleza Bejsie Mours, entrada de Swan-
sea no da 12 do correte e consignada a J. Pater
& C, manifestou :
Carvao de pedra 583 toneladas ordem.
Barca noruegnenBe Producen, entrada de Car-
diff no dia 12 do corrente e consignada ordem,
manifestou :
Carvao de pedra 491 toneladas ordem.
Athencu Brasileiro
O ahaixo assignado communica aos pais dos
seus alumnos e mais pessoas interessadas, que o
Sr. Jos Francisco Baudeira de Mello, deixou de
ser empregado do seu collegio'
Atbeneu Brasileiro, 9 de Abril de 1886.
Jos Marques A. Ribeiro.
Collegio de Santa Lucia
Para sexo fcuiiniu
Este collegio funeciona sob a direcco
das Sras. D. Anua do Reg Almeida e 0.
Luzia Neporauceno Duarte, no 2 andar
do sobrado sito ra Duque de Casias n.
59. Alm das pntneiras letras, o todo o
tiabalho de agulba, ensina se tambem fran-
cez, (escrever e fallar), inglez, portuguez,
geographia, arithmetica, desenho, msica,
piamo, e flores artificiaes do todas as espe-
cies etc.
Avisa-se ao publico, esperando todo o
acolhimcnto e proteccXo, certo de quo em-
pregarao todo o esmero no adiantamento do
suas alumnas; funeciona todos os dias
uteis excepto nos domingos c dias santifica-
dos.
Recebem-so alumnas internas o meio
pencionistas e externas por prayos razoa-
veis.
Ra Duque de Caxias n. 59, (antiga do
Queimado.)
Escola particular
De instriicco primaria para o
sexo njaseul no
34RUA DA MATRIZ DA BOA-VIST A31
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua essola particular
de instruccao primaria para n sexo masculino,
ra da atriz da Bca-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensino do seus alumnos.
O grao da escola cousta : 1er, eserever, e contar,
desenlia linear, historia patria e nocoes de fran-
cez.
Garante um rpido adiantamento em suw alum-
nos, pelo seu systeiua de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolvel e urna es-
merada dedicacao ao ensino, fuzendo com quecos
seus discpulos abracem e nem de coracao us ret-
tras, aos livros e ao e>tudo, guiando-os uo cam-
nho da ntelligencia, da licura c da diguidade,
afim de quo venham a ser* futuro sustentacul)
da patria, da religiilo e da lei, um verdadeiro
cidado brazileiro.
Efpea, pois, merecer a confianza e a proteccTio
do distincto povo pernambucano, e em particular
tem f robusta ero todos os paes c tutores de me-
ninos que queiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhos e tutelados.
Comquauto nttsada taja esta tentativa, todavia
espera que 03 seus iucansav is esforpos, e os seu3
puros dejejos, sejam coroados cim a feliz appiw-
vaco do todos 03 filhos do Imperio da Santa Cruz.
Meusalidade -20JO pagos adiantados, no acto
da matricula.
Hurao das 9 horas da manha s 2 da tarde.
Beeeba meuinos internos c moi-i-penaionistas
por mensalida les razoaveis e leceiona por casas
particulares a ambis os sexis.
Julio Noarcs de Azevcdo
34 Ra da Matriz da Boa-Vista 31
C, Heckniann
Usinas do cobre, tatito e bronzo ee i
Golitzer Ufer a. 9 Borlun S. O.
B2specalla(lc:
Construcf ao ile machi-
nas e apparellios
para lamicas de assucar, destillaceE e re
liniiroes com todos os aperfegjameutos
modernos.
INSTALLAgAO DE^
Engenhos de assucar completos
Estabelecimonto filial na Havana sob l
mesma firma de C. Heck-nann.
C. e San Ignacio n. 17.
Inicos representantes
Haupt Gehru'der
EIO DE JANEIRO
Para nformacocs dijij.imse ai
Pohlnian &C
1.10
Pedid ao jubileo em geral
O abaixo assignado, pede ao benemrito povo
pernamtueano que se digne 1er o annuncio de
sua escola, o qual se acha publicado nesta falla
em lugar competente.
Educa e iustrue a infancia, pelo syatema dos
principaes collegios da Corte do Imperio, onde
esteve por algum tempo passelo, cajo syatema
a paciencia e a vocacao, e nao numerosos casti-
gos sem resultado algum, como s; veem em va-
rias escolas desta provincia.
Espera, p >is, quo o povo brasileiro saiba apre-
ciar o seu verdadeiro ensino primario, em desafio
ao magisterio, onde as cranlas rpidamente eom
santos conseihos abracam do coracao os livros e as
lettras.
Julio Soares de Azevtdo.
Beneficio a patria
O professor particular Julio Soares de Azevedo,
abri cm seu collegio ua da Matriz da Boa-
Vista n. 34, um curso gratuito para 25 orphaos
desvalidos, tornecaudo aos alumuos oa utensilios
necessarios ao ensino.
Fara tal fim, ja o iiicansavel professor Lande-
lino Rocha, enviou gratuitamente, diversos livros
primarii.; de sua propriedade, coadjuvando assim
o progressodo ensino, e servindo de exemplo coino
um verdadeiro pernambucano.
Esto, portanto, abertas as matriculas, para as
creaucas que quizerem frequentar o curso.
E' mais um beneficio de caridade digno de lou-
vor, dedicado a crphandade o a infancia desva-
lida.
Horariodas horas da tarde as 9 da coite.
Julio oares de Azevedo.
SEGURO COSTRA 0 FOtiO
C'ommercianlei responsaveis e outras pes-
soas que des'-jar;'.ra segurar as mclnores
Comjxinkibs Britnicas c Europeas dive-
rilo uirigir-se aos Srs. Atkinson & C, cor
rotores d'i seguros, -N. 23, Cornhill. Lon-
dres. Inglaterra.
As ordens deverio ser awmpanhadas do
plano doj e uncios, radicando a clisse d<
materiae?. du que sao constru los e taui
bem ;is spf'iites particularidades : a das-
se de propriedade proposta para o seguro-
ro valor total do mesmo e detalhes do ou
dos seguros sobre propriedudes da mesma
cscripcao.
N 8. Ni tsica pulmonar a potencia
da Ivnulsi'O Scott como remedio m:ra-
vi i liosa. Restaura o sangue ao sea esta-
llo normal. Saca as inflaramacSjs Dr. Goelno Leite
- Medico, pnriciro e operiiUwr
Consultorio ra Duque de Cazins n. 59,
1 andar
Residencia ra do Paysand o. 15 (Passa-
gem).
D consultas das 11 horas da manha s 2 a
tarde. >
Attende para os chamados de sua orofisso a
qualquer hora.
ED1TAES
q.uta
e i
rouqui a i.
carne c as
03 pultUO 8.
DA cior
forjas.
Calma a toase o
; faces c aumenta
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio,
Larga do "Rosario.
n.
20
ra
13ESPACHUS )E EXI'UKTAgAO
Em 12 de Abril de 1886
'ara o exterior
N. barca portugueza Isolina, carregou ;
Para o Porto, J. M. da Costa Carvalho 2 barris
com 80 litros de agurdente.
I*ara o interior
No lugar nacional Juvenal, carregaram :
Para Porto-Alegre, P. Carneiio 6c C. 385 vo-
lumes com 24,410 kilos de assucar branco c 365
saceos com 27,375 ditos de dito mascavado.
No patacho norueguense Dagny, carrega-
ram :
Para Porto-Alegre, 350 barricas com 30,206J
kil is de assucar branco e 100 ditas com 10,610
ditis do dito mascavado.
No lugar norueguense India, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, P. Carneiro & C.
300 barricas com 31,49'"> kilo3 de assucar masca-
vado.
No vapor inglez Besstl, carregou :
Para Santo -. F. A. de Azevedo 50 saceos com
3,00!) kilos de assucar branco e 350 ditos com
3,000 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Afanaos, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, T. A. de Souza 800
saceos com 48,000 kilos de assucar branco; A- B.
Correia 70 caizas c-ijurubeba ; Fr. Venancio Fer-
rara 1 caisa eom 5 kilos de doce.
Na barcaca Carauna, carregou :
Para Macei, I. i. Rodrigues 20,000 litros de
sal.
Na barcaca Divina Providencia carregou :
Para Bebedouro, 0. C. de Azevedo 40,000 litros
de pal.
Na bareaca Sympathia, carregou :
Para o Natal, N A. da Fonseea 1,100 saceos
com farinha de mandioca.
Na barcaca uarany, carregou :
Para Villa da Penhs, N. A. da Fonscca 450
saceos com tarinba de mandioca.
Na barcaca D. Anna, carregon :
Para Villa da Penha, M. Amorim 150 saceos
com farinha de mandioca.
No hiate nacional /res, carregou :
Para Mossor M. Ramos 10 taceos com
nba de mandioca.
Br. GeroBfra Lete
HI2DICO
Tem o seu cscriptgrio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e dests
hora cm diante em sua residencia ra da Saa-
a Crus n. 10. Especialidades, moletiass dse-
nhoras e enancas.
fari-
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 12
Manos e escala 12 dias, vapor nacional
Mandos, de 1,999 tsneadas, comman-
dante Guilherme Waddinton, equipa-
geni 60, carga varios gneros: a Ber-
nardino Pontaal.
Babia e escala7 dias, vapor nacional
Marinho Visconde, do 400 toneladas,
commandsnte) Jos Joaquim Coelho,
equipogom 27, carga varias gneros ; a
Domingos Alves Matheus.
Santa Catharina 30 diai. patacho nacio-
nal Urano, de 16"> toneladas, capitilo
Paulino Jos da Silva, equipagero 8,
carga farinha do mandioca; a Baltar lr-
maos.
Terra Nova-32 dias, barca ingleza Ma-
ra, de 227 toneladas, capitilo John
Snow. equipagem 11, carga bacalho; a
Saunders Brothers & C.
Rio Grande do Sul32 dias, patacho na-
cional Marinho VI, de 286 tonelalas,
capitilo Francisco Liborio Dor-'S, equi
pagera 10, carga xarque ; a Maia Re-
zende & C.
Swansea 41 dias, barca ingleza Ressie
Morris, de 486 toneladas, capitSo W.
M. Thomas, equipagem 11, carga car-
vao de podra; ordem.
Rio Grande do Sul31 dias, patacho na-
cional Laiza de Vincense, de 242 tone-
tadas, capitao Manocl Gomes, equipa
geni 9, carga xarque ; a Peroira Car-
neiro dt C.
Navios so/ti los no mesmo dia
Rio de Janeiro e escalaVapor nacional
Manos, commadante Guilherme Wad-
dinton, carga varios gneros.
Sant'S e escalaVapor inglez Bessel, com-
madante C. James Waton, carga va-
rios gneros,
VAPORES ESPERADOS
Licor depurativo vegetal odado
1)0
Medio (luiitclla
Este notabilissimo deparante que vem precedi-
do de tao grande fama infallival na cura de todas
hs djencas syphiliticat., escrofulosas, rhcuioaticas
e de pelle, cima tumores, ulceras, dores rlicumati
cas, ost<"ocop-;s e nevralgicaa, blennorrhagias agu
las e chronicas, cancros syphiliticcs, inflauina
toes viscerac.=, d'olins, ouvidos, garganta, iotes
tinos, etc., en?, todas as molestias de pelle, simples
ou diathericns, assim como na alopecia ou quila
do ab-'llo, e as doencas determinadas por satu-
racao mercurial. Dilo-se gratis fblbetoS onde se
cncentram numerosas experiencias leitas com este
especifico noa bospitaei pblicos r. muitos atiesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Faz-se
descont para revend r.
Depisiti em casa de Faria Sobrinhj & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Ao publico
Os abaixo assigaados, tendo registrado e depo-
litado as suas marcea indu3triae3 e rtulos das
suas prepara^oes na junta commerciai do Rio de,
Janeiro de c.aif rur.dade coiu as prcseripces das
leis do imperio do Brasil, diclaram e participam
aos ioteressaJo?, que como nicos proprietarios,
tem direito exclusivo de osar as marcas iudus-
triaes e rtulos relacionados com manufactura,
fabricacao e venda das s-guines prepara;o;s ;
Agua de Florida de Murray e Laman.
Tnico Oriental.
Peitoral de Anacahuita.
I'attilhas Vermfugas de Kemp.
Oleo de figado de bacalho de Lanman 4 Kemf.
Emulsao de oleo de figado de bacalho com hy-
pophosphitcs, de Lanmam & Kemp.
Siilsaparnlha de Bristol.
Extracto duplo de aveleira mgica de Bristol, e
ungento de aveleira mgica de Bristol,
e que, portanto, perseguirao a todos os falsificado-
res ou imitadores das ditas marcas industriaes e
rtulos, procurando que sejam castigados com teda
a severidade da le.
Tambem acautelamos o publico contra todos
aquello que tentam substituir as nossas prepa-
racoes cima mencionadas com artigos falsificadas
que Ievam rtulos ou marcas industriaes que irai-
tatn as nossas.
Lanman & Kemp.
Despedida e reclame
Urna vez quo me mulei,
Deixando os visinhos meus,
Venho agora do minh'alma,
Enviar-Ibes temo adeus.
Me off-reco aos seu3 servicos,
Na casa quo agora habito,
Ciya ra, e cilio numero,
Abaixo verao ucscripto.
Aos meus antigos freguezes
N'um forte aperto de mSo,
Lhes peco qne nao so esqueam ;
Dm-me sempre a proteccao.
Na casa quo agora oceupo,
Sempre prompto en estarei,
A cumprir as anas ordens,
O que muito almejarei.
Juca
Maranhense
Klbe
Advance
Baha
Paranagu
Ville de Victoria
Estephania
Espirito Santo
La Plata
Marinee
Equateur
de Trieste hoje
de New-York hoje
do sui a 16
de New-Port-News a 16
do sul a 16
de Hamburgo a 16
da Europa a 19
de Trieste a20
do norte a 23
da Europa a 24
de Liverpool a 24
do sol a 25
A todo publico Ilustre,
O artista Zacaras
Se faz lembrar, pois tenho g uho
Suas boas sympathias.
Em Coronel Suassnna
Antigarua de Hartas,
No numero oitenta e seis
Gasa que tem duas portas.
Subindo urna escadinha,
Irao bater no sobrado
Onde por certo acharo,
Baixo preso, fino agrado.
Ahi sempre prasenteiro,
Acharao todos os dias,
A servir os seus freguezes.
Seu criado o
Zacaras.
86 -Coronel Suassuna 86
(Antiga de Hartas,)
Dr. Ferreira Velloso
d consultas das 10 s 11 1/2 da manha, em
quanto funecionar a assembla provincial, ra
do Marqubz de Ohnia n. 47, 1 andar.
Edital n. 15
O administrador do Consulado Prev ncial faz
publico a quem interessar possa que, em vista da
portara sob n. b'J'.i expedida pelo Illm. Sr. Dr.
inspector do Thesouro em 31 de Marco ultimo, fica
prorogado por mais 15 dias o prazo concedido para
pagamento, livre de multa, do imposto de reparti-
eio relativo ao Io semestre do exercicio corrente
de 1885-30.
Consulado Provincial de Pernambuco, o de Abril
de 1886.
Irncisco A myntas de Carvalho Honra.
A Cmara Mnnipal do Recife, faz saber a
quem interessar posna que no dia 14 do correte,
ser arrematado em hasta publica o firvico da
harneas municipal por espaco de 1 anuo sjb as
bases e condicoes abaixo mencionadas :
1- O cont actantc c-mservar varrida: o limpas
as ras, travessas, beccos, largos, pateos, caca, la-
triuas c mictonos Jas quatro freguezias (.a cidade,
e remover todo o lixo das referidas fieguezias,
proveniente en nao de varrimento, para os pontos
loeaea determinados por esta Cmara, lentro do
permetro da cidade, devendo conservar era cada
latiina uui gualda jura ..bril a, fechal-a c conser-
val-a S'-mpro liinpa.
% O coutractante 6 obrigad i a 00IU< rvar nesse
servico o pessoi.1 necessario, n.lo podendo ter me-
nas de 4') pessoas, para que fique o tr-ballio do
varremento concluido dentro d horas indicadas
por c.-t i Cmara, a!6m das carrosas precsas para
eondoccao de lixc, nao sen lo o numero cestas in-
B 8.
3* O contraetante obrigado a fazer o stvcj
naa horas que -rcn designadas p los ficaes das
1 (regnezuiB. s llvenlo em gcalser feito o var-
remento a noite, poaendosul-o de dia ios dia3
ebnvosoa, sendo o contractante obrigado n dir 8,-
bid i s aguas aluviaes.
I- O cut ac tan te receberi pireate servico an-
nabnentd a qnant de v'-" 19 (120, que ser pa-
_r s.;maua.
5- O contraetinte moriera na multa de 10f,
sempre que for n mtra la sem indicios de ter si-
do lmpa qu ier ra, travsssa, bece >, largos,
patcoa e c -.
ii i A mnlta serlimposta pelo eommi^sario de
lintpesa publica, e-ifa recurso para a Cmara nie
ndo di decsao ilcsta, recorrer o eontraetanta
para qualqu r autoridade administrativa ou yi-
deiaria
1." O coutractante que houvcr incor ido em
cinco multas consecutivas, sen provimei'o de re-
cu so intcrposto perante a Cmara, perder o con-
tracto do servico de limpeza publica, que passar
a ser f-ito pela Cama-a, sem direito ser indem-
nis do do qaa'.qner nteresse ou peda que provicr
do mesmo contracto.
8 S serao admittidos a licitar as pessoas que
hiuvcrem depositado; em p der do procurador da
Cunara a nhero a qual perderao se aceitando o lance, nao
verem assignar o coutracto dentro do pras de oito
di-.s contados de approvaco do mesmo, pelo presi
dente da provincia, devendo a habilitaco arate o
dia 13.
!)0 O contractante entrar coma qmntia de
4:'KK)000, em dinbeiro, apolices ou fimci idnea
para pagamento da xscacao do contracto, ao as-
iignar o respectivo termo, cuja quantia perder
se abaldonar o contracto ou uterromper o servi-
co em qualqu-r das fregaeaias.
10. Terminado, ou interrompido o praso do
contracto, nao ter o contractante direito a ser in-
demnisado de qualquer valor ou material que tivcr
empregaio uo servico, coja material udo o con-
tracto, pertencer ao contractante.
11. Ser preferido aquelle que se propozer a
exeeutar o servico por menos.
Paco da Cmara Municipal do Recife, 7 de
Abril de 1886
Dr. Antonio de Siqneira Carneiro di Cunhi,
presdeute, Dr. Francisco de Assis Pere.ra Bo-
cha, secretario.
0 Dr. Hermogenes Scrates Tarares do
Vasconcellos, juiz de direito do nivel da
comarca de Olinda, por Sua Magestade
o Imperador, a quem Deus guarde, etc.
Paco saber aos qua o presente edital vrem, e
delle noticia ti ver ui, que no dia 15 do corrente,
1 hora da tarde, depois da audiencia, o porteiro
interino dos auditorios, ha de trazer de novo a pu-
blico pregao de venda e arrematoco, a quem mais
der e melhor lanco ofFerecer, com o abate da
quinta parte da respectiva avaliacao, o bem se-
guinte :
Urna parte do sitio no lugar Salgadiuho, ava-
llado em 835S954 o por 668674, cora diversos
arvoredos de trueto, entre elles alguns ps de co-
queiros, com casa de vivenda, tendo esta 2 jaael-
las de frente, 2 salas e 1 gabinete, 4 quartos, cosi-
nha externa, raedndo dita casa 30 palmos de lar-
gura e 58 de fun lo, sotao, terraco e cocheira o mais
2 casmhas de taipa junto ao portao, tudo era mo
estado, tendo sido todo sitio avahado por 2:00lo.
E vai a praca a requeriiuntode Antonio Joaquim
Casco, ua execuso que inove coutra D. Alexnn-
drina Mara do Sacramento Pereira.
Couvido 03 pretendentes a comparecercm no dia
cima indicado, afim de ter lugar a alludida arre-
matadlo.
E para que chage ao conhecimento de todos, man-
dei p -saar o presente que ser afExaJo uo lugar
do costume, e publicado pela imprensa.
Dada e passado em Olinda, aos 10 de Abril de
1886.
Eu bacharel Francisco Lns Caldas, escrviio o
escrevi.
Hermogenes Scrates Tavares de Vasconcellos
O Dr. Thomaz Garces Parsnhos Montene-
gro, commendador da imperial ordem da
Ros3, juiz de direito da vara especial do
commercio d'esta cidade do Recife e seu
termo, capital da provincia de jPernam-
namoueo, por Sua Magestade Imperial e
Constitucional o Sr. Pedro II, a quem
Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
d'elle noticia tiuerem que, por parte de Manoel
dos Santos Villaca me foi dirigida a peticlo do
tbeor seguinte :
* Illm. E>m. Sr. Dr. juiz de direito do commcr
ci.Manoel dos Santos Villaca, sendo credor de
Severiauo de Siqueira Cavalcante pelas lettras
juutas ua importancia de 5155110, alera dos juros,
e estando ditas lettras a prescreverem, vem o sup-
plicante protestar pela interrupciio da prescripcao
hs mesmas, pelo que requer a V. Exc. se digne
de mandar tomar por termo o seu protesto, e como
esteja o supplicado ausente em lugar incerto a nSo
sabido, requer o supplicante a V. Exc. se digne
admittil-o a justificar dita ausencia afim de que
seja intimado o referido protesto por meio de edi-
taes, na forma da lei: entregando-se-lne afiual as
lettras.
Pede a V. Exc. deferimento. E. B. M.
Traba collada urna cstampilha da tasa de 200
res innutilisada do modo seguinte:
fiecife, 9 de Abril de 1886.O solieitalor, Ale-
xandre Americo de Caldas Padilha.
E mais se nao continba cm dita petico aqui mu
bem e fielmente copiada na qual profer o despa-
cho do tbeor seguinte :
Destribuida. Como requer designando o es-
crivo dia. Recife, 9 de Abril de 18M6.Monte-
negro.
Em virtude deste meu despacho aqui transcripto
o respectivo describuidor a quem emfrm*foLa
mesma peticao presente a destribuio por caber ao
escrivo desfe meu juizo que o presente subsereve
e lavrou o termo de protesto do theor, forma, modo
e maneira seguinte:
Aos 9 dias de Abril de 1886, nesta cidade do
Recife de Pernambuco, em meu cartorio, veio o
supplicante Manocl dos Santos Villaca represen-
tado por seu bastante procurador o solicitador
Alexandre Americo de Caldas Padilha, que di.se
perante mim e as testemunhas infra assignadas
qne reduzia a termo de protesto o contedo feito
em sna petcao retro, <(ue fica fazendo parte do
presente, afim de ser intimado ao supplicado.
I alEffll \


-
f
I
Diario te Pernambuco--- E da como sesim odisse e protestou lavrou-se
eBte termo, cin que assigna com na test, inimhas,
depois de lide por mim, Jo Fraukn de Akncar
Lima, eserivio que o eaerevi e dou f.Alejandre
Americo de Caldas Padka.Joaquim E. Ribero.
Joaquim Lmente de Lentos uarte.
Nuda idi so continhn em dito termo de pro-
testo aqu mol bem e fielmente transcripto, depois
do que se via o moatrava tur sido pelo supplicante
produzida a prova testeuiuuhul acerca de sua peti-
co transcripta u-> comeco deste, e eui seguida o
respectivo escrivo me fez os autos conclusos, sel-
lados e preparado?, e nelles dei e proteri a sen
tenoa do theor seguinte :
Vistos liei por justificada a ausencia em lu
gar incerto c uSu sabido do justificado e maudo
que elle sej i intimado por edilaes com o praso de
30 dias de protesto de fls.
', Custas ex-eausi Recife, 10 de Abril de lSSt.
Ihomnz Garea Paranhos Monten-gro.
E Dada inais se continha ni dita minha sen-
tenya aqni mui bein e-fielmeuto cjpiada, em vir-
tude da qual o respectivo es-rivao fez pissar o
presente edital, pelo qual e sen theor chamo, cito
c hei por intimado ao justificado Severiano de Si-
queira Cavalerate para que no praso de 30 dias
ontadi.3 da data di. publicacao d'cste, compare;
ante este juizo afim de allegar o que for a bcui e
sen dircito.
E para que chogne ao conheciuicnto de todos,
se passou o presente, >|ue ser publicado pela im
nrensa e outro de igual theor afim de ser ailada
no lugar do costunie, de que se juntui certidao
aos auteg.
Dadj c pusado n'esta idde di iecife d Per-
nambuco, ;.os 12 dias de Abril do auno de Nosso
Senhur Jesus (arista de 188l:.
Eu, Js Frankliii de Alenear I-ioia, escrivao, o
subsen \ i
Tliomaz Garcez Paran/ios Montenegro.
O nffejor Antonio Bernardo (uinteiro, juiz
de paz da treguezia
em rutada da le, etc
Faco caber aos que o presente edital virem que
por parte de Jos Duarte Pereira me foi dirigida
urna policio reqaerendo qoe o adaaittiaae a justi-
ficar a : usencia pira Ingar incerto do Dr. Gastao
de Aragio e Mello e que justificando-o quanto
bastarse Ihc coacedesse carta de editoa para ser
elle citado, afim de vir priraeira audiencia deste
juiz', fiado o pi uso de triuta dias, para se conei-
i respeito d > pagamento de cento e quaren a
e nove mil ris de sustento de um seu cavalio e
estada de seu carro no cstabcleciirento do justifi-
O.nt \
E tonto exhib jo prova sufiiciute do quauto alle-
gara, lhc inandei pastar o presente edital de trin-
ar diae, pelo mal cito, ao m neionado Dr Gasto
ni a vir primeira audiencia deste juizo, depois
d'aqncilo praso para dito fim.
E para qoe sen conhecimento man-
dei patsar o presente que ser affixado nos luga-
res do costuir. o pubiieado pela imprensa.
Dado c passado uesU freguezia de.Santo Anto
DM aos doze diaa do mez de abril de 1886. Subs-
erevo e assiguo. Recite, 12 de abril de 1880O
escrivao, Coiriolano de Abreu.Antonio Bernardo
J'iintciro.
- -Jl--'.X....l-
Visctnde (Je Albuquerque
N. 2. Joae Maria- c Amelia, *fiI bes do
Jos Alves Lima 257*760
Aurora
N. 26. Mnnoel Pereira de AraujoVian-
na 415/120
Ra da Santa Cruz
N. 1. Francisco Pereira da Silva 63*200
Pateo da Santa Cruz
Irmandade da Santa Cruz (igreja) 3.7995120
\. :?. Herdeiroa de Pedro Ignacio Bap-
tiata e Joo Lina Ferreira 240/000
Praca do Conde d'Eu
Ns 13. Candido Quedes Cavalcanti I.' 96
Rita Formosa
X. 14. Eduardo Candido de Oliveira 613/600
Hospicio
K. 1. Francisco dos Santos Nunes e
outros 161/760
N. 3. Dr. Jos liernardo Galvan Aleo-
forado 181 jMiQ
N. 11. Zeferinode Almeida Pinto 29*770
K. 25. Theieza Carolina do Fonseca 67/200
\. 23 Clara Carolina da Fonseca 101/280
N. 31. A inesma 103/720
N. 35. Thereaa Caroliua da Fonseca 106/120
N. 39. Manoel Gomes Vicgas Jnior 5GJ880
X. 96. Dr. Nabor B. Oarueiro Caval-
cantc 125/760
K. 32. Justino Jos de Souza Campes 06/160
X. 84- O mesmo 70/000
Conceicao
X. 15. Ilerdeiros de Joao Pacheco de
Queiroga 30/860
X. 17. Os mesraos 63/370
Club Concordia
Ordentlicbe Generalversammlung am Samstag
dem 1 7 ten. April Abenda 8 uhr, Wahl dea Se-
cretaos.
Daa directorium.
ia
O Sr. Francisco Al ves 'da Costa, commandante
de um dos vapores dcsta comnanh'a c rogado |
vir ra do Mrquez de Olmda n. 50, afim de
coacluir certo negocio que nao ignora.
Arsenal de guerra
De ordemdo Illm.-Sr. major director, distribue-
se costuras nos dias.-12, 13 e 14 do corren e mez,
s costureiras de na. 119 236, de coaformidade
com aa dispos'coes dos anuuncios anteriores.
Sec^So de costuras do arsenal de guerra de Per-
oambuco, 10 da Aoril de 1886.
Flix* Antonio do Alcntara,
Alferes adjunto.

(Contina.)
DECLARACES
de Santo Antonio, ADMINI8TRACAO DOS CORREI08 1
Bi etc_ NAMBCO, 10 DE AltUIL DE
sent edital virem que ^','''"'.^" da cofrapondencia registro
Edidal n. 11
O lilm. Sr. Dr. iuspector, em vista do result-
lo do traballio da couimissao encarregada nos ter-
mos do art 6 da :ei n. 1860, de liquidar os debites
provenientes do imposto de calcamento e passcios
DE PER-
1886
''< (sem
vtor) ame existe neeta repartido, por
n3o terem sido encontrados seus destina-
tarios.
Alezandriaa Carolina da Silva Paula.
Amalia Keseky.
Ausencio A. Cavalcante Viii lia.
Albino Goiicalvts Fernandcs.
', Americo Jos Lino de Albuquerque (2).
Antonio Diogo de Alenear.
Antou:o Firme D. Oardoso Jnior.
Antonio Lourenfo da Silva.
Antonio Jos Pereira da Silva.
I Antonio da S'lva Gusmao (3).
' Antonio Gonc ilves Correia Amorim.
Ernestina Amelia da Silva.
Francelina Maria dos Prazeres.'
Francisco Agostinho Maduro.
Francisco Cnrreiu Lima
francisco Furtad de Meodonca.
Francisco Jos Dias Louro.
Francisco Marques de Oliveira.
Francisco Rib-iro Vilella.
Francisco de Sa Leitao.
Fiancitco Theophilo da Rocha Bezerra.
Galdina Ma: ia do Livramento.
Gcraldo Ferreira Maia.
JI iiiiqueta Maria Jesur.
Honorio li< nto ZidaDes.
J. M. Maraillon (21.
Joscpha Torres Gallindx
J.jvin.i Delmira da Concci;ao.
Jesta cidade, manda convidar aos Srs. proprieta- ,' ^"^T"- .
;os dos prelios distantes da r,-lacio ffifra, pera t ^U3'08a d- XT sg"eira-
dentro do prazo de 30 dias virem este Ti.so^ro JIR1u!'n ^1'C'3C0 **a a.Cruz-
prazo
vccolher a importancia do3 passeios que de accor-
do com odisp-isto no art. 4? 5' 8 da lei n. 754, fo-
i-oin executados pelo emprciteiro do referido cala-
mento ; sendo que esgitade aquelle prazo sero
oxtrahidas as cootas para se eftectuar a cobrauee.
udicialmente.
Secretaria do Thesouro Proviusial de Pernam-
buco, em 10 do Abril de 1880.
O secretario,
Ajtunso de Albuquerque Mello.
Freguezij de S. Jos
Vidal de Xegreiros (Cioco Pontas)
X. 63. Maria Theodora da Assuinpcao
N. 126. Autouio Al.xandrino de Sal-
les Dutra
X 128. Maria Jacintha do Carmo
S. 124. Joaquim Fernandcs Vianna c
Guilhermino Francisco do Carvalho
X. 102. Luiz Francisco de Macedo
X. 47. Manoel dos Anjos Ferreira
X. 48. Anna Lourm? R'al
X. 49. Francisca Thomazia da Conc-
cao Cuuh i
X. 52. Ordeui Terceira do Carmo
X. 58. Bent > Eleuterio de Souza (,'a-tro
X. 59. Os menores Mariano, Maria e
Candido
"X. 62. Jcs Joaquim Pereira de Men-
donga
X. 64. Antonio Joaquim de Souza Ri-
beiro
X. 66. Antonio Jos Silva do Brazil
N. 69. Julia S. da Costa e Eduardo G.
Costa
X. 71. Antonio Jos Arantes
X. 73. Francisco Jos Dias da Costa
X. 75. Luiz Ferreira de Almeida
N. 74. Joao Jos de Carvalho e orpbaos
de Rosa Thereza Machado da Costa
X. 78. Filhos de Manoel Jos Baptista
X. 81. Custodio Antonio Soares
X. 83. Jos do Couto Guimaraes
X. 6'). Jos Goncalves de S
X. 84. Benedicto Jos Duarte Ce irim
X. 85. Custodio Antonio Soares
X. 87. Padre Luiz d'Araujo Barbosa
X. 91. OS mcn< res Mancel, Francisco
2 3 e Vicente Moreira da Silva 1/3
X. ''':. P'ilh M de Joo Rodrigues da
Moura
X. 110. Atina rsula de Olivei-a
N". 110. Dionisio Goncalves Maia
X. 134. Manoel Joaquim da Motta
X. 150. Jovino Kandeira de Mello
X. 154. Antonio Jos de Souza Ribeiro
X. 150. O mesmo
Ra d'Assumpclo
X. 78. Ignacia Josefa ae Jesus
:S, 40. Galdino '1 hemistoclcs C. d-Vas-
concellos
X. 50. Padre Joaquim Pereira Freir
X. 48. Antonio d Azevedo Villarouco
Calcadas
X. 2. Monica Lniza Goncalves Franca
S. b. IITm-neado Jos d'Acantara
X- 28. Ilerdeiros de Joao Pedro da Ro-
cha Pereira
X. 42. Os mesmoe
X. 44. Joanna Maria da Trindade
\ 52. Geralda dos Santos Menlonca
X. 56. Jos Verissimo dos Santos e
Macieira 4c Duarte
X. 21. Jeronymo Jos Ferreira
Becco do Sengado
S'. 5. Hospital do caridad i
Becco da Carvalha
X. 1. Joao Jos da Silveira
Xogueira
SI. 1. O.Jem 3" de S. Francisco
X. 46 Irmandade de -. Pedro
Travessa de S. Jos
X. 4. Francisco de S-iuza Reg Mon-
te i ro
X. 6. O mesiio
X. 8. Seraphim Clemente de Souza e
Silva
X. 10. Franciso da Souza Reg Mou-
teiro
rf, 12. mesmo
X. 14. Miguel Francisco de Souza
Reg
X. 16. O mesmo
X. 18. O mesmo
N. 22. Francisco de Souza Reg Man-
teiro
Padre Floriano
X. 3. Anna Joaquina da Suva
N. 5. Jos Antonio Fradique
Freguezia da Boa-Vista
Imperan z
X. 88. Herdeiros do Visconde de Lou-
res.
X. 15. Felippe Xery de Barro Wan.
derley
X. 17. Marcionillo da Silveira Lina
Ponte Veiha
X. 22. Chriatovao dos 8antos Caval-
eanti
Ra Velha
X. 2. Dr. Sympbronio Cesar Conti-
nuo
N. 92. Joaquim Francisea Aaevedo
Campos
53/520
56/64T
55/920
50/610
47 i2m)
72/000
40/800
37/920
IS54S-)
40800
50400
\8fm
190/800
50/400
132/900
109/200
37920
32/160
50/400
45/000
76:
38/400
96/00vi
lOOO
57/840
33/360
44640
56/600
Joaquim Goncalves de Gusmao.
Joaquim Moreira.
Jos Francisco de Vasconcellos.
Jos Joaquim de Azcvcdo.
Jos Lino de Albuquerque Maranhao.
Jo Monteiro dos Santos.
1 Jos Pereira e Rocha.
Jos Tavares Carneiro.
Jos Themoteo Pereira Bastos.
i Jos Therencio de Barros Arraojo.
I Jos Vieira Dantas.
1 Joao Bcnevides.
i Joao dos Santos Feitosa.
, .1 lio Machado.
' Ly lia da Costa Siqueira.
Leopoldina de Souza Amaral.
Laureotiao GoDcalves Senna.
Licinio de Maga Iliaca Tunis.
Liurentino de Vasconcellos Callaca Brito.
Mana Catharioa Meggcr-
Maria Carlota de Vaeconccllos do Abreu Reg.
Maria K ni lia Ribeiro Feitosa.
Maria Freir de Lima.
Monteiro Corrcia.
Mallaquia Pereira de Mello.
Miguel Joaquim do Reg Barro
Marcelino Abal.
Manoel Adeodato de Souza Junicr.
Manoel Francisco Ferraz.
Manoel Jos Gomes (2j.
Manoel Macario.
Perpetua Maria Vianna.
Primo Glanz.
Paul Guelphe.
I Viro Afi'onso Mayrink Monteiro de Audi a le.
Silva. '
Totloli Aamado.
Umbelina Maria da Conceigio Ferraz.
Vicente Ferreira da Cunha.
Wenceslao de Oliveira Guimaraes.
O 1 ofncial,
Deodato Pinto dos 'autos .
Associafio Comniercial Agrcola
de Pernambuco
Assembla ;rci'l
2 canvocacao
Sao novamente convidados oa aenhores associa-
do3 oornparecerem na sede desta associar/o, s
91/360 112 horas da di 15 do corrente, afim de se proce-
113/280
56/640
111/880
78*000
49*925
21/480
21/360
108000
21/120
101/280
30/000
18/000
20/400
4Z/240
2U12U
50/640
18/400
317/200
158/400
22
19/920
21/6W0
21/000
21/120
20/400
38/240
38*240
158/400
106/560
05/280
393/040
36/960
53/460
293/280
128J860
225123
ier a elvicSo 4a aova directora o da coromissio
de exane de coutas, e ser lid* o relatorio da ac-
tual directora e o parecer oa commissao de con
tas. Em virtude do art. 27 dos estatutos a pre-
sente reuniSo funecionar com qualqacr numero
de ass ciados que comparecer.
Secretaria da Associacao Commcrcial Agrcola
de Pernambuco, 7 de Abril de 86.
S. de Barros Barreto,
Secretario.
Massa fallida de Antonio Francis-
co Corga
Os Sr-. credores da referida mase fallida sho,
por este mcio, chamados para, no prazo de tres
dias, apresentarem os ttulos e documentos justi-
fi( itvos de seus respectivo": crditos no armazem
n- 18, ra da Madre de Deus, afim de procede-
rem os abaix> assignados a verifica^o legal dos
mesmos, conforme Ihes foi orden ido pelo Exm.
Sr. Dr. juiz especial do eommercio. Recife, 12 de
Abril de 1886.
Fraga Rocha k C.
Fonseca IimSo ft C.
Jos Faustino Porto.
Companhia dos Irilhos urbanos
do Recife Olinda c Belie-
ribe,
Por ordnm do Sr. presidente da assembla geral
cenvido os senhores accionistas para a reunio
que se effectuar no dia 16 do corrente, no lugar
d<- costunie, s 11 horas do dia, afim de serem
apreaentarios i relatorio e conts do semestre de
juiho dezembro prximo passado.
Escriptorio da companhia, 12 de Abril de 86.
O secretarlo.
Josa Antonio do Almeida Cuoha.
Chb de Regatas Per-
nainbticano
Sao ernvidados os Sra. patroes das cmharcacoca
3uc quizercm tomar parto na prxima regata a 2
e Maio vindouro, virem inscrever suas tripnla-
cea e eaibarcacoes, na sel- deate club, das 7 s
9 horas da noit at o da 20 do corrente mez.
Recife, 6 de abril de 85-
Os directores,
Ernesto Leal.
Jos Guimarei.
Arthur de Mello (interino)
A coiumercio
As companhias de seguros d'esta praca avisain
que, em consequencia do pequeo numero de se-
guros para o Para, e do grande valor dos riscos
d'essa responiabllidide, que as exp5e a graves
prrjuizos, teem resolvid, a eentar do dia 15 do
corrente em dkntc, elevar as taxas dos premios da
sua tabella.
2 o/o contra todos os riscos uas condicoes de
suas apoiiees, para caigas en navios i ve I la,
levando pratico da cosa com c irta, c roais 1/4 0,-)
se nao levarcm piatico.
1 "/ dem, idem en vap
Recife, 8 de Abril de 1'
Pela Companhia InnCranisador.:
Os ('rectores,
Joaquim Alves da Fonseca.
A.nfinio da Caoba Ferreira Bailar
Pela Companh::! Pnenix Pernambucana,
Oa adoainitradores,
Luiz Dupi-at.
Mai I mes de Mattos.
Pela Companhi-: Amphitrite :
Oe directores,
A If. de Amorfbr.
M. I. lia Silva Guimcraes.
MARTIMOS
CttMF.tXlll.t PEBNAMBI CANA
DE
VaTega^o < oscia por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parhyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
eaty, Cear, Acaraku e Camossim
0 vapor Ipojuca
Segu no dia
Abril, s 5
da tarde,
carga at o
20 de
horas
Recebe
da 19.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamluejina
n. 12
iiii;
DE .
VACIEDADES
l'nited SUIes & Brasil MailS.S.C.
O vapor Advance
COMPAVnr.4 PUR.ntHBl'CAAA
DE
Xavegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
laeei. Penedo e Aracaj
O vapor Mandahu.
Segu no dia 15 de
Abrli, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
'dia 11.
Encommendas, passagens e dinheiro a frete at
4s3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Perrsambucana
n. 12
lia, far leilao por interve ci do agente Marina,
dos movis da casa de sua resideucia ra da
Cniao rir 53. os quaos se rocommendam pelo gfslo
e poucousoque tiveram.
O bond da liuha da Tacaruna que parte da 68-
taco do Brum s 19 horas e 40 minutos, dar
passagent grtis ao concurrentes do leiiao.
LEILAO
DaiiipfschiUTahHs-GeselIschaft
O vapor Paranagu
Espera-se de New-Port-
News.at o dia 16 de Abril,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
A.
Companhia lyrico-eomico-
dramatica
DIRIGIDA PELO ARTISTA
L1ZMILONE
EMPREZ'A
BOLDRINI E L. 3IILOJNE
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Ilenry Forster 4 C.
N. 8. RUADOOOMMERClO N.8
/ andar
Esperase de HAVIBTJRGO,
via LISBOA, at o dia 16 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro c Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se cora os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIOARfON. 3
1' andar
Onarta-feira, 14 de Abril
Pela primeirn vez ueste tbcalro.
subir secua a importante e esplendida opera-
coinica em 3 actos d-j immortal maestro ROSS1NI:
0
(le Sevillia
PerMonnucenM
Rosna...................... y.
Conde da Almaviva.......... S
ra. Cobtesi,
Bertha, governante...........
Fgaro, barbeiro.............
D. Bartolo, tutor de Resina...
D. Basilio, maestro de msica..
Fiorello.....................
Um oicial..................
Um tabellio.................
Msicos Povo Soldados.
A peya est montada c
priclio.
Boschetti.
Sra. Darand.
Sr. Dominici.
Pasini.
Pozz.
Tirclli.
. T.relli.
. N. N.
ensaiada a ca-
** B.N'esta peca aceitou o papel de D. Bar-
tholo o artista Sr. PASINI, que tanto agradou em
outras pocas, e que fez do papel urna verdadeira
creacao.
Pregos do costunie.
A eneradas geraea lo direito ao
aaaealo na plan-a.
N.1o se transiera o espectculo anda que
chova, salvo forja maior.
AvtHo. -*9epois do espectculo baver trem
para Apipucos e bonds das linhas de Pernandes
Vieira e Afogados. Os bonds no largo de palacio.
O bond de Magdalena s>> haver quando o es-
pecticulo acabar depois do horario do ultimo que
passana ra Nova, s 11 horas e 42 minutos.
No trem ^at Apipucos nao ha bilhetes de 2
classe, e nao teem valor as series da companhia.
Principiara &m 19 inoras.
THEATKO
CHAKGEIRS RELMS
Cooipanhla Franceza de Wavega
cao a Vapor
Linha quiuzcnal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Baha, Ro de Janeiro c
Santos
steamBF Ville de Victoria
E' esperado da Europa at
o dia 20 de Abril, se-
guindo depois da iudispen-
savel demora para a Ba
tala. Rio le Janeiro
e Mantn.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p?loa
vapores desta linha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng.. i ..,i-
quer reelamacao cofteernente a volumes, q-;e por
ventura tenham seguido para os portos do sul.aim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sa-ias.
Expirado'o referido praso a companhia uio se
responsabils por extravos.
Recebe c rga, encommendas e passegeiro* para
s quaes te' excedentes accomodajcs.
Augusto F. de Oliveira & t,
' .*. K.vruN
42-RIJA DO COMMERCIO -4
BOYAL MIL STEAM PACMET
(MPANY
O paquete Elbe
esperado
do su! no daa 16 de
marjo, seguin lo
depois da demora
necessaria para
*. Vicente, Lisboa. Vigo e Son
ihampton
Para passagens, freles, etc., tracta-se com c 3
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
COHIMMll.t l'i:it\tVUlCt\t
DE
Navegaco coste!ra por vapor
Fernando de Xorn lia
0 vapor Giqui
Segu no dia 15 do
corrente, pelas 12 ho-
ras da mauha.
Recebe carga at o
dia 14, e passagens at
s 11 horas da manha
do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
faes da Companhia Peraaatou
cana n. ia
~~AVJS~
0 patacho
Carrie Dinyh
de seguir viagein bre-
veincmtc para Par-
hyba, recebe carga e
encommendas para
aquelle porto, por frete
mdico, tratar com os
consignatarios .lohns-
ton Pater & C, a ra do
Commercio n. 15.
Do grande e importante sitio
de trras proprias da lastrada
de loSo fie Barros, conhecido
por Sitio da i apella.
Tendo urna grande casa com cinco fanellae de
frente, janellaa nos oitoes, por'a de entrada )&la
parte do norte, com 2 salas, 1 gabinete, 1 saleta,
5 quartos, eosinha fora e 2 quartos.
O sitio tem muro na frente, portao de feaao e
urna capella ao lado, diversas arvores de tracto
cacimba, baixa de capim e 2 viveiros.
Sabbado 17 do corrente as 11 horas
Xa armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Martin?, antersado por mandado do
Exm. Sr. Dr juiz de dii-i.'o eapellas e residuos,
e com sua assistencia. tara leilao do sitio cima
4 requerimonto do test-imcnteiro inven'ariaate
dos bens do finado Francisco Cavalcante de Al-
buquerque Lins.
' GRANDE ^IMPORTANTE "
I.KIL.O
De moblia de sala i (Jacaranda;, piano, huao-
niuna, pinturas a oleo e gravaras, bronzes de ar-
te, fiuras de bisenir, alcatifas e tapetes, lustros
para r&z carbnico.
Livros e estuntcs para as inesinos, spkcras geo-
graphcas e a-tronomcas, urna importaute fluoeta
astronmica, espingardas e secretarias'
Mobilia completa de sala dejantar (nogueira),
guarda-prata envidracado, ertaea, porcelanas,
objectos de electrc-platc, viuhos fiuos, cognac,
pratos chinezes crnainrn'tacs, plantas, artigos de
eosinha, quadros, reloyies c etagers.
Guarda roupa e guard-i-vestido3 com espeibos
camas de bronze e de Jacaranda, commodas e nui-
toc outros artigos para uso domestico.
Ter^a -feira 27 de abril
O agente Pinto levar a leilae, por eonta e,er-
dem do Sr. G A. Scbmidt, os movis e mais obye-
ctos da casa de sua residencia ra da Saudade,
propriedade da viuva GuimarSes.
Na vespera e dia do leilSo cr destribuido pelo
mesmo agente catbalogcs impressos e numeradas.
O leilao principiar s 10 horas em ponto por
serem muitos e diferentes os lotes.
A entrega effectuar-se-ha as 2i horas
sag.
preei-
inglez
prcten-
AVISOS DIVERSOS
Naengenhoca do Bem tica, estrada real da
Torre, compra- se vaccas tourinas. boas leiteiras :
a tratar na mesma, todos os dias, das 6 ao weio
dia.
Piecisi-sc de urna ama
ra Nova, pharm&cia n. 51.
para cosinhar : na
LEILOES
Aluga-se urna ama perita para todo o ser-
vico ; a tratar na ra do Livramento n. 33. 2-
andar.
Aluga-se a casa da ra do Coronel Suassu-
na n. 150, com quintal c bastan ees commodos
para familia : a tratar na ra Direita n. 106.
Aluga-se um escravo para criado ou ukro
sorvioo ; na estrada de JoZo de Uarros ou travesea
da Soledade n. 41.
Alaga seo 2- andar e sotao ra estreita
do Rosario n. 38 ; a casa terrea e sota no pateo
do Terco ji. 82 ; ra da Gloria n. 108 ; Santa
Cecilia n. 19 ; trata-se na ra de S. Jorge n. 56,
Fra de Portas, at as
depois das 4d.. tarde.
11 horas da mauha, ou
Amas
Preeisa-se de urna ama para cosinhar, c oatra
para lavar e engonmar ; na ra do Barao da
Victoria n. 9.
Caixeiro
Precisa-se de um menino ; na ra da Detone^
numero 35.
Espeetaculo dramtico
SOB A DIRECt'AO DO ACTOR
Aug*listo Peres
HOJE, 14 DE ABRIL
2." representacao nesta epocha do importante o
apparatoso drama sacro, que tantos applausos ob-
teve na 1" representacao a ponto de causar suc-
cwso, em 4 actes o 9 quadros, ornado do iiros,
marchns, mutacoes, transforma c5es, fogoa e visua
lidadec
Vida e milagres
DE
S. R; lid do
PBEQOS
Camarotes de fundo 10JO00
Ditos de becca SiO'.tO
Cadeiraa de 1. classe 3*000
Ditas de 2. 2000
Gilerias de 1.a 25000
Ditas de 2. 15500
Plateas numeradas lfOOO
Geraes 500
Trem para Apipucos c b>nds oa do costume.
Principiar s 8 V2 em ponto.
THEATRO
SITO Muro
QUINTA-FEIRA, 15 DO CORRENTE
Sorprehendente csjieetacnlo!
EM BF.SEFICIO DOS ARTISTAS
Malbilde c Pedro \unes
Subir a setna |ie!a pnm ira e nica vez n'esta
epocha a espirituosa peca cm 3 netos do Ilustre
escriptor poituguez RANGEL DE LIMA.
e Vellios
Finalizar o espectculo com a a fabrica de gar-
galhadas em 1 acto, representada pela 1." vez
n'esta capital.
Jft Hit espirar este ariz
Oa beneficiados gratos a este hospitaleiro publi-
co, espera mais urna vez a sua valiosa proteccao
para este espectculo.
Principiar s 8 1/2.
Companhia IBra> ileira de Xave-
e::co a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Baha
Commandante 1- tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 do corrente, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valorea
tracta-sc na agencia
46Ra do Commercio46
res ti ah tii i:*
LINHA MENSAL .
O paquete Equateur
E' esperado dos portos do
sul at o dir. 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando cm
Dakar. Lisboa e A'igo
Lembra-se aos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar era qualquer tempo.
Faz-ae abatimento de 15 /0 em favor das fa-r
milias composta de 4 prssoas eo menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por ejeepcao os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosain tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dao at e dia 23 pages
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
\ugusle Labille
9 RA DO COMMERCIO
Agento Pestaa
Coinpaahia Badiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baha'
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 16 do cor-
rente, s 4 horas da
tarde. Recebe carga
t ao mcio dia do dia
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete rracta-se na agencia
7iiua do Vigario7
Domingos Alves Malheus
----------------------------------------------1-----------------------------.-----------------------------------------------------------.
Lisboa e Porto
A barca portuguesa Isolinn recebo carga a fro-
ta ; trata-se com Silva Guimaraes & C. ma do
Commercio n. 5.
Lcilo
De portas, rotulas, caixilhos, janellas, dobradii^as,
ferrolbos, remos americanos
e muitos outros objectos para edificacao
QUARTA FEIRA 14 DO CORRENTE
AO MEIO DIA
No armazem da ra do Vigrio Thenorio n. 12
Leliuo
Da armacao, balcao, gneros, louca c ftais objec-
tos da t averno da estrada de Joo de Barros,
perto da estacas do Principe, esquina do Olho
do Boi, em um cu mais lotes.
Quinta-feira 15 de abril
s 10 1/2 horas
AGENTE INTO
Em contlnnaro
2 sofs, 2 consols, 1 jardineira, "l lavatorio, 1 toi-
lette e outros movis.
Leiio
Em continuado
De mobilias de jacaranl e mogno, pianos, ca-
mas franceza?, aparadores, mesas, cabides, jarros
finos, caisasc in charutos, 4 ditaa com pacotes de
fumo, ditas com cerveja Tivoly, ditas coih cognac,
latas com ostras e outros muitos movis avulsos e
perfumaras.
Quinta-feira 15 do corrente
A's 11 horas
Nj armazem da ra do Bom Jesus n. 49
Por inlervenfao do agente Gusmao
Precisa-se de urna criada para cosinhar : na
ra do Baro da Victoria n. 9, 2- andar.
Alugu-se
na travesaa do Principe n. 7-C, urna casa com 2
salas, 2 quartos, eosinha fra, quintal e cacimba :
a tratar na ra do Atalbo n. 7.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro de 12 14 annos de
idade, para taverna. e que d fiador de ana con-
ducta ; a tratar no Porta da Madeira de S. Beae-
dicto.
.tgenie Pestaa
LEILAO
De movis, louca, vidroa e outro3 objectos de uso
domestico
Quinta-feira, 11 do corrente
No segundo andar da ra do Mrquez de OlinJa
(outr'ora Cadeia do Recife) n. 58
A'a 11 horas em ponto
O agente Pcetana, bastante autorisado pelo Sr.
Antonio Correia da Silva, que se retira para o Rio
de Janeiro, com sua familia, vender no da e hora
cima mencionados, os movis abaixo declarados,
urna mobilia de jacaraud, com pedra, quadros,
jarros, relogio de cima de mesa, cama de Jacaran-
da, guarda-vestido, cjmmoda, cadeira de balanco,
cadieiro a gaz, cama de amarello, um marquesa.)
estieito, cadeiras avulsis, guarda-louca, aparado-
res, mesa elstica, apparelbo para almoco e para
jantar talheres, copos, garrafas, e muitos outros
objectos que se tornam enfadonho mencionar e es-
taro paternos a03 senhores compradores.
Caixeiro
Precisa-se de um menino com pratica de taver-
na, de 12 14 annos ; a tratar no becco do Poei-
nho n. 7.
?
Estar na direefao da vcaeravel ordem terceira
aL'nm oficial de jusrica, ou ella est cm estado
to precario que nao possa txpr vista dos fiis
os passos do Senhcr ? Bem se diz : se queres ver
o vilo d-lhe o bordo. Ah meus fid&lgos f
_________ O calvo das companhias.
LEI LViO
De importantes movis, espelho oval, loi en e
vidros
Constando de 1 linda mobilia com encost do
palinba, com 12 cadeiras de guaruieo, 2 ditas de
bracos, 2 ditas de balanco, 1 sof e 2 dunquer
?ues; 1 conversadora de Jacaranda, 1 espelho oval,
1 tapete grande para sof, 2 parea de jarros, 2 figu-
ras finas, 1 divn, 2 ricos guarda-vestidos de ama-
relio, 2 toiletts de mogno, 2 bidets de dito com
tampo de pedra 1 cama franceza de Jacaranda
com colxao, urna dita dita de mogno com dito, 2
ditaa de ferro com ditos, 1 commoda do mogno, 1
berco de faia e 1 marquez.
Duas bancas para advogado, 1 cadeira de pa-
rafuso para as mesma?, 4 estantes abertas para li-
vros, i cadeira de viagem, 1 cabide de parede, 2
banquiuhas, 8 cadeira8 de Jacaranda, 3 ditas de
bracos, 1 mesa redonda com pedra c 2 consolos
com dita.
Um importante guarda-prata de amarello, 1 ri-
co aparador de armario com pedra, 1 me.ia elsti-
ca de 5 laboas, 18 cadeiras de junco, 1 gnarda-
louca de amarello, 1 mesa redonda de ferro, 1 ca-
deira de balanco americana, 2 lavatorios de ferro,
1 dito de parede, 1 restriadeira, 2 vasos para agua
servida, app^relho de porcellana para jantar e al-
moco, vidroa, duzas de colherea para sopa e cha,
(chrietofler) garfas, facas e muitos outros movis
de gesto.
Sexa-teira 18 do corrente
A's 11 horas
Na ra da Unio n. 53, defmnte do Gymnasio
O Exm. Sr. Dr. Tarquinio de Souza tendo se-
guido para o Rio de Janeiro com sua Exma. fami-
D. Anna l.ui/a Ferreira de
Masaltae*
Sergio Evergiste Ferreira Megalhes e o alfe-
res Francisco de Assis Ferreira Magalhaes con-
vidam a todos os seus parentes e amigos para
assistirem as missas que maadam celebrar s 6
1/2 horas da manh, na matriz de S. Jos, no dia
15 do vige ite, pelo 5o anniversario do fallecimen-
to de sua sempre chorada e carinhosa mi, pelo
qm flesdo j anleeipam suasetemas gratidoes.
Dr. Hanoe) inloaio Moreira
Carolina Isabel Lins de Barros, Olynpia Lins
de Barros Seve, icajor Tliomaz Barreto Lina de
Barros (ausente) e capito Jos Candido de Bar-
ros (ausente), tendo de maadir celebrar missaj
pelo eterno repouso de seu presado genro e cu-
nhaio, Dr. Manoel Antonio Moreira, Cnsul geral
do Brasil na Be'gica, fallzcido em Kl do corrente
em Bruxellas, convidam a todos os parentes e pe3-
soas de sua amizade para assistirem a este acto
de religio e cari lade, sabbado 17 do corrente, s
7 1/2 horas, na igreja d.> Paraizo. Agradecem
desdo j a todos que se Hignar-'in comparecer.
loHepha Ferreira de tiaorim
Antonio Fesardo de Amorim, Ji ao T. liaardo
de Amorim e J >sephina de Paula Amorim, tende
recebido de Portugal a triste noticia do fallec-
monto de suajni e sagra, D. Josepha Ferreira
de Amorim, convidam aos seus parantes e ami-
gos para assistirem a urna raissa que maadam ce-
lebrar sor alma d mesma, no dia 17 do oorrertc.
no convento do Carmo, s 8 horas da manh, agra-
deeendo a todos por este favor.



Diario de Fernajiitiiini--(luarta--feira 14 de AbrifUTl^if
Aliiga-se barato
O l. andar da travesa do Campillo ri t.
V cua da ra ao Viseoade de troyanna n. 79
\ tratar no Lar^o do Corpo Santo a. 19, an-
dar.
All!
jga-se
o 2* e 3- sudar do sobrado ra do Brum n. 62:
a tratar no mesmo, padana.
Alnga-ss .
por barato preco a ca i da ra Imperial n. 286,
de uto andar e loja, com frente de azuiejo, tcn
bono commodos, agua encnuadn, e muito fresca ;
a tratar ua ra do Crespo n. 18, loja.
\iiia iiiraco/iiiliiir
Na ra do Bem-fica
sitio que fica em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
urna mulher forra ou
escrava para ama de
cozinha.
Precisa-so de urna ama para engomuiar
e outros servifos domsticos: no 3* andar
do predio n. 42 da ra Duque de Caxias.
por cima da typographia do Diario.
Ama
Precisa-se de un a ama de uaeia idade, para
eosinhar e lavar ; na ra Duque de Caxias u
mero 2.
Amas
Precisa se de duas amas, sendo urna que com-
pre e cosinbe bem, e outra para engommar e fa-
zer servico interno, df casa de pequea familia :
a tratar na ra do Bario da Victoria n. 6>, se
gundo ardar.
#
P %. vi
%
% mm
Precisa-se de urna ama para andar com duas
enancas, lavar e engommar para a9 mesmas ; a
tratar na ra da Roia n. 16.
Ama
Precisa-se de urna a tratar no pateo do Celle-
gio n. 2 Io andar. _________________
Ama
Precisa se de urna a rm ; 3a ra Bella n. 35.
AIS
Preciss-s de urna ama ; a tratar na ra do
Conde da Boa-Vista, Caminbo Novo p. S'.'.-A.
Vinas
Prtcisa-se de uma ama para cosinbar e outra
para cuidar de um crianca : na ra do Mrquez
do Herval n. 28.
Ama
Precisa-se de uma ama para cosinbar, que dur-
ma em casa do empn-go : na ra da Conceicao
n. 4, 1 andar.
Ama
Precisa-fe de uma ama para er.gouiin r e lavar;
a tratar n.i ra de Pedro Alfonso n. Itt-A,
Ama que cosinhe km
Precisa = de uma bu cosiuheira para casa de
uma familia na ra da Matriz : a tratar na ra
Nova n. 13.
)
i
PrenariQo de Productos Vegetaes
EXriNyiol'iS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NS&BASTOS
Pernnmbitco *
Chmelo turco
i.ojo, ile caleaifoa e.rangelro
na
ihomaz de Carvallio k C.
Este graidc eslabrleoimeoto acaba de receber
pelos dnus ltimos vapores da Europa Orator e
Vt'te de Pcmanibuco um importante sortment do
que faa Je nagnifieo em calcados para senboras,
bomens e meninos, nao s pelo modernismo e ele-
gancia das Formas, como pela excelleneia do ma-
terial, perfeicoe solidez do trabalbo.
Conscios de que sabirao plenamente satisfeitos
pedimos s Exmas. familias, aos Ilustres e respei-
taveis c jrp s acadmico e commercial, e a distii'.c-
ta classe ar isnea, a honra de orna visita ao nosso
estabelfcim ito. As venias sao eitaj a precos
os maiu -azoaveis.
Ra do Baro da Vlclorla n O
GAS4BaOII16
4(is 4:00$000
BU BETEo lBAiraiS
Boa do Baro da Victoria o. 4 O
e casas do costante
O abaii.o assignado acaba de vender
em seus fi lizas bilhetes quatro quartos de
n. 564 con a sorte de 100)5000 e dirersos
premios de 32?000, 165000 e 80000.
O mostr ab.-i.ixo aasignado convida os
possuidore virem receber na conformi-
tlvie do O'Stume, sem descont alguro.
Ach&m-ne venda os felizes bilhetes
garantidos da 18.a parte das loteras a
De acucio da matriz Je Jaboatao, (49*), que
se extrahii quinta-feira, 16 do corrente.
Presos
Intoiro 45000
Meo 20000
Qu.irto 15000
Eai porco de 100*000 par;.
cima
InKiro 30500
Meio 1*750
Quvrto 5875
Joto Jon/yuho da Costa Leite.

s
i
Leonor Porto
a 45
Ba do Imperador
Prim^irn -tildar
f rimeiro
C-ntina a ejecutar os mais difficeis
figurinos ri-cebidus de Londres, Pars,
Lisboa e Kn> de Janeiro.
Prima em perf.'igao de costura, em bre
vidade, modicidad' en prefos e fino
g08t<>.

ISS000
Aluga-se o sobradiuho do tveco do Quiabo
(Afolados), com quintal e diversos ps ie irse
teiras ; a tratar na rua Direita n. 106.
Hassa fallida de Joaqun Nonlei-
10 da Cruz
Diogo Augusto dos Res, arrematante das di-
vidas perteni-entea esta niassa, pede a seus de-
Tedcres o favor de virem saldar seus dbitos at
c fim do corrente mez, evitando, assim que seja
toreado a prwceder esta 'branca judicialmente.
Outrosim, nesta data tan deliberad) que seu se
cioCat-tiino de Almeida Campus va ao interior
tratar deste negocio com alguns dos devedores
da rete> iduniassa.
Becife, 8 de Abril de 1886.
Diogo Angosto dos Eeis.
Viflho de S. Miguel
1II 11.01
Nova remessa, vi ndi in Aniaral Primo & C, rua
Larga do Boaario, e Borgtes na rua do Amorim.
E' PURO K BARATO
Viagens ao ceolro
De Olinda parte todos os sabbados, s 4 horas
da tarde, par Itan.b p>r Iguaras^t c G' yanna,
uma diligencia; passagens a Mtai na rua 1 le
Marco n. 1, no Kecifn. Viagens avulsas em qual
quer dia, e para qualquer parte a trata no mesmo
lugar.
os 4: .:000S000
BlIiETES GARANTIDOS
16-Kr a do Cabug-16
Acbam-s; venda os venturosos bilht
tes gan ntidos da loteria n. 49a em beneficio
da matriz ce Jaboatao que se extrabir na
quinta i'eira l'- do correnta.
Presos
Integro 4^000
Meio 25000
Quarto 15000
Mendo qnaatidade superior
a 1 11:000
Inteiro 35500
Meio 15^50
Quarto 57 5
Joaqulm Pires da tiilva.
sTTl
4o$4:000$000
r^racj
Precisa-se alujar um sitio que tenba terrenos
para plauta<,-es ce eapitn, v.-rduras, etc., etc., que
seja :i margem das estradM dit f-rro cu bonds :
quem ovar Ueixe carta ejea os iiciaes B C, BCata
tjrpegraphia.
Boa acquisi^o
Aluga se a melhor c^ ,(io rua Impe-
rial n. >4 antiga Thinriaz Coimbra), c >m commo-
dos bastantes e urna boa annacAo para qualquer
negocio : trata se na mesma rua n. 147, nadara.
Mobilias de junco
Vende se mobitias de junco de encost com pa-
lba e sem palba, mais barato do que em outra
qualqu r parte, assim como mesa elstica de 3 e 4
taboas, guarda-vstio e guarda-louca, e outras
pecas avulsas : na rua es trota do Rosario n. ''.
bil.mi:tk .%t< \%iiiMt
;a daIndependen
cia ns. 37e 39
O sbaxo assignado vendeu entre os seus
felizes bilhetes garantidos da 48a loteria
a sorte de 4:0005 em 4 quartos n. 1700,
* sorte de 1005 em 4 quartos n. 3541,
aim de outras muitas de 325, 165 e 85-
Convida >s possuidores a virem recebe
sem descon:o algum.
Achaoj se a venda os fezes bilhet<-s
garantidos d.i 49a parte da loterin a beneficio
da matriz qo dia 1') de Abril.
Precos
Bilhete inteiro 45000
Meio 25O0U
Quarto 15000
m porcio de 1005000 par
cima
Bilhete inteiro 35500
Meio I575.O
Quarto 5875
Autouio AuqiuUi (Lin,.S'an/- Pirto.
AMAS
Prec8a-e de duas amas, sendo uma para en-
gommar a : rador n. IT, '! andar.
Ama
Precisa-se ce uma arda para casa de Inas pes-
soaa ; na rua Formosa n. 21), esquina do becco
des Ferreiros, loja
Aluga
se
na estrada da Torre, rua Real, ama boa casa com
inuitos commoc o^ para grande familia, tem 3 sa-
las de frente, isla de jantar, 6 quartos, cosinha,
despensa, copit e quartos fra para criados, sitio
grande, p-rtiio encarnado, paesa o trem e bond :
a tratar nu usna.
I
15151515151515151S15151515151
VINHO E GRAGEAS mm VIVIEN
EXTRACTO NATURAL DE FIGADO DE BACALHO
Premido com mrdallaas de Ouro e Prala
PELA ACADEMIA NACIONAL
Ordenados nos hospitaes de Franca, Anteriea, Inglaterra, Rusata, ato.
A imuii-trar sob forina mui fcil e agradavel todos os elementos curativos do oleo
evitando assim o cheiro e sabor nauseosos d'este; alero d'iseo esia preciosa preparacio
ti'in urna sii|>eriorilate incontestavel sobre o oleo porque pode ser usada durante os
grandes calores em quanto o uso daquelle impossivel, tal o eminente servico prestado
pe.o Doutor VIVIliN; a experiencia tem confirmado o bom xito d'este producto.
Exigir a firma do inventor H. VIVIEN em duas cores ao redor do gargalo de oada
garmll com o Sollo de uniao dos Fabricantes o, boulevard Slrasbourg, em PARS.
r
\
A BELLEZA ETERNA it PELLE obttda pilo ua 4a
PERFUMARA-ORIZA
de L. LEGRAND. Fornecedor da Corte da Rusta.

CRME ORIZA
in^yON^LENCl^li
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C$U CHtm: amtci*
1 bnnquelt t PiLLt
U-UI A
I ruisriRi htu ruic
O* OClD*O
nMM M mi JrAatfa idade
mtABtxaonttoitttsiM,
toi urds du rifu
>TOirrtSiSmRfWB!l*
'2
ORIZA-LACT
LOfAO EIIULSIVA
Branqui'iae retreicaa palle
F41 desapparacr aj ardas.
0RIZA-VE.0UT
SaOJo pela rxotitt do
D'O.MVEIL.
0 mais UTe pon a palle.
ESS-ORIZA
Ptrfumu d tziht oa
nmlhtK na #4rea nttu.
Adoptadoa pala nu4a.
ORIZA-VELOUTE
PdtFLiSd'AKROZ
adherente pe/'.
"Ndaaudoo aiaaado
ORIZA-OIC, Oleo pra om O*toelloa.
CK600iTFIAB IDAS rALSOTOA-QlS ITUMEROBAB.
Deposito principal 3Q7. rua Saint-Honor. Pany.

Cuidado com as FalaificacSe^.
AGUA de MELISSA1
ios Carmelita:
BO
nioo Sucoessor dos Carmelitas
:R_A.RIS, 1*, Rua de l'Abbaye, 14, PAEIS
I Contra a Apoplezla, o Cholera, o Enfo do mar, o- Flatos, as Cccas, Indi-
I geaites. a Febre amareUa, etc. ter 0 orseect< ro qual tai nnliido cadi iidro.
IXve-se exigir o lctrelro bPnco e preto, em lodos os vdios,
seja qual fdr o tamanho, como ta::iim a asti'jnatiu-a:
Depsitos em todas a. Pfaanmcias das Americas.
mvmjMS^kTxmkamzmmmwmmmmHmmmmmmmmm
Gotta, Rheumatismo, Dores
SoLugo do Doutor Clin
Lauretdo da Facilidad de Medicina de Pars. Premio Montyon.
A Verdadeira Solacio CLIN ao Salicylato de Soda emprega-ae para cTirar:
As Affecgoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
1123 Um explicacio detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Soluc&o de CLIN & Cie, de PARS, que se encontra em
___________casa dos Droguistas e Pharmaceuticns. t
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pilulas puriflcao o Sangue, corriem todas as desordems de Estomago 0
dos Intestinos.
Fortalecer a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos assim como Umbem para as
ptssoas de idade avancada a sua efficacia e incontestavel.
Estas medicinas sSo preparadas tmente no Estabelccimento do Professo^ Hoi.lowav,
78, NEW OXFORD STEEET (antes 533, Oxford Street), LONDRES,
E vendemse em todas as pharmacia do universo.
tW Os compradores =4o convidados respeitosamente a examinar o rtulos de cada caixa e Pote se nao i
direcsao, 553, Oxford Street, sio falsificaroca.
UTAKRHO-rFn.nO l-r^MmmyVrl p,fc, CICIROS ESMC
Vsplra-se a f'i:uaca que penetra no pello acalma o symptoma nervoso. faclUts .
a eipectore^o e favortsa aa runeces uos r lo;. "^
Tcala coa aletada em eauMt ale 3 EI>IC flH.ru '-l,us<.rc. eii Pan la
Xt.**ttunoiem Harwataafetieo Jt49C- M. *t_H*LVA V. _
'perfumara do hundo elegante^
DELETTREZ
54-, 56, Rua Rlcher, 54, 56
\ '-?:^; i^.-T^jyejrs/. i 25*v
CREAgAO
SEM
PARIZ NOVA
(j|XY)5sta
SUAV1DADE
Concentr-iQao
CREME OSMHEDIA
SARO.VtJTf, EXTRACTO
AOVA DO TOUCADOR
ROS DE ARROZ
COSMTICO, BIULHANT1NA
OL.BO, POMMADA, VINAGRE
-- * A Perturaaria OSMHEDIA assegura aos
pLIEKTES f IEI5
isvnlv.it ittrua i Cor sea igual
os em Ptnuimtuco FRAN" M. da SILVA
?!
$j de I0DURE70 de FERRO t it gl'JrSi 1
PILULAS do Dr CRN
r
B
G
i

Dfltloxot Unppe. Uro "-chitas
: trrlf noaa Jo Palto. < XAHOPrj e PATA (I-/
toral Nirr da OELaNCRlJNIBB ao da
lattaaeaa carta a rarmeada p^ir Urainroa da- Aoaitnafo
>da UadlriB d* rruva.
S 8a Opm, Mnr,,lnm oeio UatMaa a-a> aam iab"
fia urlaavaa affaatadaa To.'iaa os Coqaalacbe.
Pil M, raa IriuH II"-' HAh, .
IBWr.l 9WrvOS.'b-:uExltt t .
I 'nteatnve daaM IPU
todos o* tletntntoi pr*H* ranal o -~jrw
Palas a.iaa prc^rle/.adea ttmc.u c .*; cmlrui,
o roatTRKTo ib renset c;
o m^dicaraett/ ^uu OSrw da Ustoiram Ohiorov* **.
Pwaa oa itpoete
UHt'.'QErnpibrtr'iirijnP r. I:.,ja
MficQOc escofulota, eU
935lt inl: 9, raa m G-:oell-S'iH-8'naa. tUO.
k%Hrntritm : FRAM' 10. rta SO.Va> ft O
QDHIEI
Admlalttrteso : PARII a, Soulntrd Uontrnirirt,
ORANTE flRItXE. Affaecfilvinpaaticas.doen-
eudasTiaadigaativaf.obatrQt Jes'J(iiajedi, ba\-o
cbiro'xiiaa tnocnei, emvracasi ra leu I osas di bile.
B'PITAL. AffeCoesdaiTiaidlrritiviaineomDX-
.loa dn ^.vomaco, diguatao dilonl, iuappataocia,
fl Iralg.ai ii(;pepsia.
CLE37N3 AUinvoeiidosriiu, i'ii_,airei.i,
eoBCraenaiidasoariiia,t ta,,liibii^.^bumint'-ia.
HADTER1VE.Alie ;' "los n. dalwtigaarolas
cjncifi'asji-orin.. ,..) t,t belo-, aUjuuKiaria.
EXUA-SEBBOlflaFMlBlLTO.
La Po,/nOc,- FuiiUm d Vi.ii,
x ,-' no aai l.ao-ia eai cttaa o
VJKR2SMEN V fc L/llilLLC, 9. ru> do Csxcaraj
SLlkJ 2 ROIXULIH, SS, roa da Croa.
f-v^. ~^-a^.-^----~^^>t>>aWBa^tWaattg
CUIDADO CO%
AS FALSIFICACE3;
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/tJ^
LULAS [oawn
'A rO0AS OS
Purgante as Familias.
Planta ata Or.J C aVBiClA Im^LMinini

rUi'
O LENCO O TOUCAM8
E O BANK,


5
T5

Chapees e chi|ieliiia$
36 A 40PRAQA DAIMF1PCIA-----36A<0
B. S. CARVALH0 & C.
Proprietarios deste bem conhecido estabeJeameoto partecipam
as Exaias. familias e ao publico em geral, que menaalmente receben
das principacs casis em Paris e Manihester o que de melhor e de
apurado gos'o ha em chap linas e chapis p.ira seoboraa : tr.eniaas
e das priinoiras fabricas de H-roburg-i o qui ha de melhor m cha-
peos para horneras e enancas, o mtts outros arlig is ton mentes
chapelaria.
Flr'-s artificiaos p^ra ornamento de salas.
O
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SELECTOS
-------------------y*?"',ya>-' -------------------
NOVA MARCA DE CIGARROS
De <|..ali a contentar o mais difficil unante!


N0SESTABELECIMENT0S DO C0ST
FABRICA AFOLLO
Fornecedor
privilegiado da Casa Real de Epanha
e de S. M. a Rainha de Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
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Ozea Pomada.
Ozea Fixativo.
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cnld Cream

Estas exquisitas preparaces sao muito apre
ciadas na mais distincta sociedade pela deli
cadeza do seu perfume.
W7 RIEGER'S
TRANSPARENT GRYSTALS0AP
(Sabao transparente cristalino)
recoahocido corno o maia perfeito de todos os sabaos de toilette pelas suas
propiedades hyirienicas, "pelo seu aroma e pela sua larga duraeao.
2#e[isto as principacs Perfumarlas, Farmacia, dea.
Oa (-ereltrea fichnaprn Aromateoa de Reliiedam de ruolpr.oivolfa Mo raoneMlns tV a
de Cerada da primelra qualidade, cuMadosamcntt eacoIMda dos melhores producios dos <*?
mam ajamados pela qualidade do mo. como tamhem do fructo do fragrame Enebro, e sSo purificados not oro
pnruculas acres.
> especial que expurga do esprrit toda
BO meio de vitar e corri-iroa efcitos __
aos intestinos por aguas estraahas,o que acontece aos viajantes e s pessoas nao accmatadas,
C*"!?^^~^!^T^.^Jj^?,^'valf.ui,a,.vezes Peosos produaidos no toraago ,
OS "SCHNAPPS"-AROMTICOS,DE SCHIEDAM
acham-se absolutamente UFALLITEI 8 e nos casos de HYDROPSIA, FEDRA, OBSTRC
JAO nos RIN8, MOLKSTIA da BKXIGA, ESTRICTURA, DY8PEPSIA e OKBILll
DAIJE GERAL ato recommendados com instancia pelos membros mais tsanctoada profisso medical,
Saoi preparados em garrafas de meio e de quarto, encaixotadas com o nome do abaixo assmadn em ^.
garrafa e com a marca da fabrica c uma fac-aiinile da sua assignatura no etiqueta ou rooilo
Vi-ndem-ae em todas aa Pharmaclaa e Lojaa do Campo. Tem sido auge tola anaW rl.
churucos os mau afamados e por eUcsforam declarados ser o mais puro espumo jamis (Ul acado
Tendo assim vereficadp soa purcaa e suas propnedades ens iou-se amostras a dea m,l mdicos incluindo
todos os man celebres clnicos dos Lstadoa Unidos fim de que elles a eapenmentassem COS' 1Dcllundo
Uma circular pedindo urna rigorosa prova e uma informacio exaca do resitado accomnanluv r,A,
amostra. Quatro md dos cbnicos mais eminentes dos Estado* Unidos promptamente i^Zr^T s
opinuo do artigo era imanimemenae faroravel. Tal preparaco, diaiam e'fe hi mtritn .,^2 f ^II J ~
mente ceaaana porque nemhuma confianc-.se podia depositarnos productos com,?S Uxa '*"&
mais Ol menos adulterads e por tanto imitis pVao. jio^^^aedS^ A eS5T? "TT' "^f'
oleo do Enebro que um io/ngredien.es prinSp-e. l^^^w^^^o^^lSogl
fr^ratto01"1'"0 d0S medlCS "^ 'u'*norid^ *. of^^l^SatTdia^ iSiS
exP^s,^eP!uao^^^e,M,^e^~^"^^
D0LPH0 WOLF^S SON &*C0., 9 BEAVER STREET,
HlW-YOEK.F'" A
noistri

*


Mario de Pernamhiico(|uarta--feira 14 de Abril de 1S86


AttsncSo
Aluga se o sobradinho da ra di- Fogo n. 45, e o
de d. 26 ra no B rao de S. Buja, coro com
modos para nmeros i familia: i tratar ames-
. ma ra n. 28. ___^_____ ____
Baha
Thom Augusto da Silva Villar on algueni por
elle, mande restituir s movis que estilo em seu
poder, na ra dos Martynos n. 148.
Mafica u escrirtorio
L. E. R-drigues Vianna mudou seu escriptorio
de advogacia para o 1" audar da ra larga do Ro-
sario n. 10.
T^oahas para bapti-
sado
Vendt'se de 25* 28*000. ra da Madie de
Deus ii. f). armaz-m, cu largo do Corpo Santo n.
l', 2- ;rii lar. importante* t alhaa de laorrintho.
Ao commereio
Os abaixo assignad: s declara qn i nesta lata
dissolveain a s ciedadc que, sor. a firma de L"pcs
i Btsga, I nliaui no eetab) ecimcnto lie mi ha
dos ao largo do (>rpu Santo n. 2, retirando-je. O
socio Looreoc i Feraandes Braga pago de sen ca.
ital o lucros soriaea, ficando o socio Mainel Lo-
pes (le S de BOSM (lo aetivo e re.-p >ii.-a\ol pelo
pas.-i leciinento. Recife, 10 de
Abril de 1
MmiO-'l Lop S de S ',.
LoureiN,- Fernandes Braga.
Eiianlio
O
Tr.spn.-sa se o arrendameni > do engenta Santa
Rosa, na ficgnezi. da Luz, perto da estsejtode
S. L.,]in i! na via frrea du l,iin eir.-, assim
como de J i vi i fintea de Carnar. O
terreno di p N annu mente de d u*
tres mi S. Alem de muitas \ -ir
zeas ten mata virg m pira abrir ..- | -. parti-
dos, me a vapor, ten! urna machina n iva, de
muita 1 re, e m en laa novas e grandes : qni D
pretende!-o dirija-se ao nu'siiio engenho ou i ra
do Imperador n. 79.
r
i'astiIhas Vermfugas
DE
As micas infalliveis e que nao
repugnan) as mancas. Chegon
nova remessa c vende-se na
caso de
FARIA SOBRIIO k C.
Cos nh eir
Pr. "cisa-Ee de urna boa cosinheira e que seja
astead. a tratar na ra de Payuandu n 19
Passago n da Magdalena.
Jo as de prata
O Muz-u de Joiae, ra du Cabugi n 4, rece
bi u pelo ultimo vapor fraucez um esplendido sor-
tun- uto. Presos muite moderados.
*'retios baratos
Ignacio Barroso, autoridad o por um a mizo que
se muda para En- o a, Vende sem commiso di-
versas casas terreas, sobrados as cinco fregu-
zias da cidade ; ra do Capibaribe n. 34.
Ao commereio
M. F Cunha declara ao corpo commercialqu e
vendeu, livre e desembarazado do qualquer oous,
o seu estabelecimento de molhados sito estrada
do Arraial i 2S. ao Sr. Francisco Al ves de Bar-
ros ; quem se julgar credor do dito estabelecimen-
to, queira present r suas e-utas no prazo de
tres das, sol peua de iiullidade. A'Taial, 8 do
Abril de 86.
VENDAS
Sido
Arrendn-se na estrada da Iir.berimbeira um s>-
tio decoqueito, -on viveiroa, muito bom de plan-
I ii-'>. com abiin-luiitu parto p ra gad i e ezei-1
vivenila : tratar na ra do Bario
da Victoria n. 58, andar.
l
Sem dieta csc.ii modifi-
ca roes de costumes
o
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2
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ha

Especiics piwiarados
maceutico Eugenio n
de Hollanda
Approvudos pelas juntas de bygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de irabiribina
Restabelece os dyspeptieos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccoes difficies.
Vinbo de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicoe, detalla a Irj poemia
intertropical, rtconstitue os hydropicos e bcribe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommi ndado na bronchite, na hemop-
tyse e as toases agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
' o primeiro reparador da fraqueza do org
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinbo de jurubeba simples c tambem fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes as inflammaees do figado e bacc
agudas ou chronicas.
Vinbo tnico de capilaria e quina
ApplicHGo Das convalescenyas das parturientes
urtico antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
N. l.E' maravilhosa a rapidez com que
os tsicos, oe anmicos, os escrofulosos, os de-
bis ,e os que padecem do peito e da gar-
ganta restabelecem-se depois de terem to-
mado a Emulsao de Scott.

Mi

R guiaflor da marintia
Este i i portante estabele cimento de relojoaria,
fundado em 1869, est funccionatido agora ra
larga do Rosario n. 9.
O seu proprietano, encanvgado do regolamen-
to dos r elogies do arsenal de marinha, da compa
nhia dos tnlhoa urbanos do Recife Olinda e Bc-
beribe, da do Recife Casanga, da estrada de
ferro di Carua da companbia ferro-carril de
Pernambuco, da associacao commercial beneficen-
te e da estrada de ierro do Limoeiro, cercado de
inteUigcates e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira,
de parede, de torres de igreja, chrouometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap
parelhos elctricos telegraphicoe.
O mesmo acaba de receber variado sortimento
de relogios americanos que vende de 7* a 20*
para parede, mesa e despertadores de nikel.
Contina a exercer a sua profissao com elo e
nteresse de que sempre deu provas ao respei-
tavel publico e aos seus collegas, e venda forne-
eimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu cstabelecimento se acha col
locado um relogio, cojos mostradores tambem po-
derSo ser vistos pelos passageiros da ferro-carril,
tendosempre aHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas ooaervaces astronorai-
m, Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio da Costa Araujo.
Sitio
Alagael nalto barato
Com casa para familia (na arsea) e txm 4
salas, 4 quartos e cosinha, muitas fructeiras lian-
do fructo, junto excellente ba bo do Capibaribe, e
perto do trem : a tratar na roa de Santa Tbereaa
n. 38, e na Versea orno o Sr. Estera Jos Si-
moes, confronte o dito sitio.
Precisa se de um rapazmho criado : na ra de
Sebo n. $H.
Cautela perdida
l'crdeu se a cautela n. 1^,4'O do Monte de
Soeeerro oe.-ta eidade, ti nada jor mprestimo d--
li'ydSt). capital ajara ; pede-as a quem achala
o favor de leval a ra da Lipa n 8, que ser
ri-compeusado. ___
Atenqao
Pede-se, a i Sr Epipbanlo da Bocha Wanderley.
de P-i d'Alho que venha ou
u.ande ra dos Mariyrios n. 1 i8, 2o andar.
E
Prccisa-se de um
iy anua n. 207.
-omma rer/
d<- v iscoude de
na ra
Engenho
Arrenda-se o engenho Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a tra'.ar no escriptorio de Sebastiao de
Barres Barreto, ra do Comuiurcio n. 15.
Oii'iii tem?
Oors e prala : [compra se ouro, prata e
cedras preciosas, por maior preco que em outia
ma.quer parte : no 1 andar n. 22 a ra larga do
tesarlo, antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
arde, dias ufis.
Vende se um importante sitio do coqueiro
com Loa cusa de vivenda, armazem para eposito
de cocos e estribara, no lugar dapraia do Janea,
da comarca de Olinda : a tratar ua ra do Sol
numero 21.
Vende se vina armaco envernizada e en-
vi(irae..da, propria para qua quer negocio ; a tra-
tar ra do Livramento n. 35.
Bom emprego de capi-
tal
Vende se o muito bom estabelecimento de mo-
lhados, muito be o afreiruezadn pr vender muito
a retalli-, e tamb-ni p rae mato, s:tn ra Vidal
de Negreiros n 157, isquiua do beceo do Lima.
No mesoto se acha eom iintin tratar.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escssses preferivf
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifics
0 corpo.
Vende-se a retalho nos tu lhores armazens
nolhadoa.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo a>
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BttOWNS At C, agentes
Vapoes para Engentaos LIQIDOSO DE CHPEOS PARA
se
urna taverna bem afreguezaia e propria para
principiante : a tratar na ra larga do Rosario
numero 14.
A 8
r*
Calu'iolet
_.:..
O 48 da ra Duque deCaxias est vendendo
fazeud is por meuos 25 / de seu valor.
Ver |>ar;i nereditar
Setins macaos de 15400 por 800 rie ocovado.
Merinos jretoi d- li, UzOO, *400, 1S6C0
l&Kle i o cva-lo.
etiin ita ,.1-ta a 500 .: tOO ris O covado.
Dirs de cores a 4lK) rs. o covado.
Fustes brancos e de co es a 400 e 500 ri. o
covado.
Sedas i: lit-tras de cores de '# por 1 o co-
vado.
Menii de bolinhas a *0-' rs o covado.
Ma-pisas fi a.:- n a 24 Renda aborta da China a 240 ruis o covado.
Lisboa esioBsezo de tocias u cores a 240 ris o
COVado.
Vende-se um vapor de forga de 4 cavai-
los, com moendas apropriadas, assim como
um outro menor que faz trabalhar urna
serra circular e um pulverisador de assu
car.
lem pouco uso, e acha-so tudo em per-
feito estado.
Para informacoes Mrquez do Olinda,
38, loja.
Camisas nacionaes
A 6OO. S^OOO 3500
32= Loja ra da Imperatriz = 32
Vndese neste novo estabelecimento um gran-
de sortiipato de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodSo, pelos
baratos pn-gos de 24500, 3$ e 44, sendo tazenda
muito melhor do qu" as que veem do eatrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer p ir encimm'.ndas, a v .ntade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3., de Ferreira da Silva.
lo 32
\ova loja de fazendas
&9 liu.t da Imperatriz = 3-
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o rea-
eitavel p ublico um variad sortim nt i do buen-
as -lo foi s as qualid.m p-:
baratissimos, assim eumo um bom s irti-
Vende so um no perfeito estado e por prego
eomni.ido; tratar na ru i Dugfli- (# Caxias n. 17.
Ducra-'
Chitas finas a 200, 210, 80, 3?0, 360 e 400 T''l'' '' r "p'li p:"'' '' "'"'"S' e ,iUnDim Sl' mH"
. ,.>,.,!,. da lser
Friidas induras
Vendc-SO diariaiin ule rrfrsitjr laranjas para
m-3a, mangaba?, rpitas is umitas: no
largo de S. Pedro n. 4.
Bilhnr
Vende-se um bilhar en perfeito estado : a tra
tar no armazem de movis ra do Iinperador
numero 49.
Barra da Jangada
Vende-se urna casa de tijolo, coin muitos cem-
modoo, tem cocheira ao lado, bota i a fundos para o
rio Pirangy. sita ra do C-mm-rcio D. 38 B
tratar com Lopes Alheiro & C. roa burga do
Rosario n. 21.
s tulla li!!!...
Recebemos neste ultimo vapor voadores para
menines aprenderem a andar, assim como, diver-
s--s obras de Vime.
Cadeiras
Cestas de diversos tamanhos para compras
Balai.-s para papel.
Assafates
Condecas.
Roupeiros.
Bementes de hortalizas e flores, amores perfei-
s e diversas quaiidades.
V-io tambem o especial bacalho de Noruega,
Ssando cada um 6 libras: em casa de Pogas
endes & C.
Rna estreita co Rosario n, 9, junto a iqreja
Musirs novas
Acabam de chegar da provincia do Para para o
estabelecimento de pianos e msicas da Vctor
Prealle, ra do Imperador n. 55, as eeguintes
aovidades, que tornam se recommendaveis pelos
seus autores :
Hilaridade, galope, por H. E. GurjSo, 2/000.
dem a quatro maos, idem dem, 34.
A Viuvmha, romance pa-a canto, idem, 24.
Urna Lembranga, idem idem, 2i.
O Desejo, idem idem, 34.
A Ausencia, idem idem, 24000.
A Partida canzonne para canto, idem, 24.
La Partenja, bacarola para canto, por V. Ruiz,
24001'.
La Nanna, do para messo soprano e contralto,
para canto, por H. Gurjao, 24-
A Valsa, poesa para canto, idem, 34.
Pensa, meloda, por V. Ruiz, 24-
Marcha Triumphal, marcha, idem, 2.
Idalia, phantasia brilhante, por Eurico Ber-
nardi, 24000.
L'eui. reminiscencia, idem, 34.
Les Ilumines de Clace, valsa, por M. J. Mon-
teiro Pragi., 24-
A Alvorada. valsa caracterstica, por Eurico
Bernardi, 24000.
A Estrada de Ferro de Braganga. galope, ide-n,
24000.
Saudade, vals, por Feruandes A. da Silva,
2J000.
Ricordanza, mazurka, por V. Ruiz, 24-
GMULSAO
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
Hypophosphitos de cal e soda
ipp i-ovad a pela finita de II;
glene e autorizada pelo
goveroo
E' o melbor remidi at hi-je descoberto para a
tnica broneliie*. escrophnlaa, r-
ihiii*. iiiK-mia. enllldadc em geral,
dellaxo*. loe>iie ihrunlca e afTeccAesi
do pello e da garfcania.
E' mnito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinis e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas e
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda as
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Francisco lanoei da Silva k C.
23-RA MRQUEZ DE OLINDA 23
Attengo
O poro vinho verde e o saberoso cha preto pon-
te branca, especialidades sem competencia neste
mercado, recibidos pelo ultime vapor, encontra se
venda em casa de Paule Jos Alves & C.
60-Roa do Baro da Yictoria-60
Caixeiro
Precisa-ee de um caueiro : a tratar no pateo
do Paraso n. 18.
Casa
Alega-se o andar superior da casa os. 80 9S
rna da Palma, tem boas commodos para tamilia ;
tratar na rna Duque de Caxias n. 47.
urfrtrp b Norte
Em vista dos grandes propressns da idea de que
se gloriam as naves civilisadas, o commereio
J"ve acompanhar esee projresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; cm /ista do que annuneiam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es -
eolha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueres. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venbain ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Mcnier.
Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Passas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as quaiidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates novas de hortalizas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as quaiidades.
Champagne,
eerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em p<5.
Ainda mais :
Ovas de peize.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martins Capitao 4 l\, ra estreita d>
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Foi.ncida capanema (verdadeiro) para extinc-
(ao completa da formiga saura. Vendem Martins
Capitao & C, ra estreita do Rosario n 1.
Cabriolet
Veide-se por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro-
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
cheira do Candido, ra da R >da.
rs. o covado.
M.-ntcletai de seda e 164 por 74.
Ficlius a g, 44 e 64-
Bramante ds ires largaras tOO ris a vara.
Dit.i di quatro larguras a 14200 a varo.
Atoalbadu de linbo bordado h 24 a vara.
Collariuhos c punir s para senhora, modernos, a
24000.
Brim pardo liso de 300. 4'-M) e 5(Kj rs. o covado
Toalhaa VeJpadaa a 4#>- Ditas, alcochoadia de Mi por 124 a duzia.
(libertas (orradas i200 uina.
Lencos de bramante 14800.
Camisas para senhora a 2450C urna.
Casacos de laia bordados, m alemos, 1?4-
D .mi co de algodo de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 304000 a duzia.
Madapoln casca de ovo e pHle de ovo a 6500.
Enxovaes para baptisa-to, novidade, !).
Timijes para menino, boidados, 4.
Chapeos de sol de seda para senhora, .de 1&4
por 84000.
Meias para homem e senhora, de 34, 44, 54 e
64000.
Redes hamburguezas, 10.-
Colchas a 14800, 54, 64 74.
Verhufinas Ai todas as cores a 14 o covado.
Cortes de casineta 14, e lg&OO.
Ditos de casemira & 3 1, 5, 6 e 74.
Lencos abamhados com barra a 14200.
Ca misas do mei i a 800, 14, 14500 e 24
Casemira de cores de duas larguras a 24-
Crtes de casemira para vestido de senhora, de
404 por 204. buratit-simo.
Zefiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para firro a l{200a peca.
Casa na Yarzea
Vende-se a taverna da rna do Sol n. 17, na
Varzea, com pequeo capital, tendo casa aoo<
pura t milia, tendo esta casa a vantagem de fieai
froneira estacao da ferro via, que deve ficar
prompta at 3 de Outubro deste anno. O nego-
cio vantajoso, e es preteudentes pedem dirigir
se ao local da taverna, na Varzea.
Miudezas baratas
p ir encommendas, p r ter um boin mos-
tr allaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e bros, etc
32
ns
740a
10400
124001
12 4
54501
645"
84001
34(XK
1460<
140U
Ba da linnei-airix
Imju de Pereira da Sva
Nef.tc estabelecimente veade-ae as roup^s aba
xo mencionadas, que, sao baratasimaa
Palitots pretos de gorgoro diagonaes e
acolchoados, sendo faze-idas muito en-
corpadas, o forrados
Ditos de casemira preta, de cotdao muito,
f--tos e forrado*
Ditos de dita, fazeml.i muito melhor
Ditos de tiauella azul sendo ingleza ver-
dad-ira, e forrados
Caigas ilu gorgoro preto, acolchoado,
sem! fnz-uda muito encornada
Dito de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de mulcskim e
de brim pardo a 24, 24500 e
Ceroulas de gr-iruellas para omiais,
sendo muito bem feitas a 14200 e
Colletiohoa de greguella muito bem feitos
As-jirn como um bom sortimento de lencos a>
nho e de algodo, meias cruas e collarinb-is, etc
Isto na loja aa -ua da Imperatriz n. 3i
Riscados largos
a ZOO r, o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem st
riscadiuhos pr-prios para roupas de meninos <
vestidos, pelo barato prego de 200 rs. o covado
endo quasi largura de chita tranceza, e sai
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas f s curas a 240 rs., pechincha
loja do Pereira da Silva.
Fusles, Mmelas e lBlnbaM a 50
rn. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-*
um grande sortimento de fustdes brancos a MX
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-coret
fkzenda bonita para vestidos a 500 re. o covado
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
con s, a 500 rs. 1 covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merino* preto* a 1*2"
Vende-se merinos pretos de-duas 1-rruras par
i
Loja Camacaa
Ra Duque de Caxiae n. 66
Chamamos a attenco das Exmas. familias para
este estobelecimento, que estamos vendendo mui- vestidos c roupas para meninos a 14200 e 14b0f
to barato todos os artigos de miudezas, e temos co1^do> e "oerior setim preto para enfeitas 1
um bom sortimento. '^00. arsim como chitzs pretas, tanto lisas com
i-ranj com vidniho, larga, a 800 rs., 14000 e de. lavoures brancos, de 240 at 320 rs. ; na novt
I42OO. '9Ja de Pereira da silva a ra da Imperatriz nn-
Galo com idem idem, a 14400, 1J[600, 24000 e a1 82-
245OO. Alffodaoxinho francs para lenre
Luvas pretas de seda, a 6C0 rs.. 800 e 24000 a OOO rn... I* e I 200
0 pari Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-si
Leques finos pretos e de cores, 8J e 104. superiores algodaozinhos francezes com 8, 9 e 1(
e74.
de custo de 5500 800 e
Ditos a 54, 54500,
Ditos 4 hespanhoia.
1J000.
Bicos fins com vidrilbos e baratos.
tspartilhos finos para senhoras e meninas.
Bordados finos, que estamos vendendo barato.
Perfumaras finas e sab metes finos a ICO e
200 rs.
Barra de saboneta fino, de custo de 14000
800 rs.
Brinqucdos para crianei.
Lencos tinos e meias finas para scnbores e se-
nhoras.
S se vendo para poder crer estes precoa.
Na loja (amaran
Ra Duque de Caxias numero 66.
palmos de largura, proprios para lences de un
s panno pelo barato prejo de 800 rs e 14000 i
metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, a*
3im como superior bramante de quatro largura-
para lengoes, a 14500 o metro, barato ; na lo
do Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A I*. IS50H e A
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, s>
vende um variado sortimento de vestjarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calc
nha curta, feitos de brim pardo, a 44000, ditoi
de molesquim a 44500 e ditos de gorgoro preto
emtando casemira, a 64, sao muito baratos ; ni
oja do Pereira di Silva.
Vndese pelos m ulules pre
eos de i5*o at oooo,
ma do Crespo u. 1?-Madama
Mequeliua.
Fazendas brancas
SO' AO NUME0
AO ra da Imperatriz = 4
Loja dos baroteiros
Alheiro it O, ra da Imjieratriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estes fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de preces,
A SABER:
AlgodoPe?0 godozinho eom 20
jardas, p ipreyoii de 34800,
4i, 445'tO, 44 <-, iS, 54500 e 6J50C
MadapoloPefaa de madap,:lo eom 24
jardas a 44500, 5. 64 at 124000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas biancis e cruas, de 14 ut 14800
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para leneoes, toalhas e
c-roulas, v. ra 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muiti bem fetae,
al42O0u 14500
Colletiuhos >'a me3ma 800
Bramante francs de algodlo, muito cn-
corpado com 10 palmos de largura,
m- tro 14280
Dito de linho nglez, de 4 larguras, me-
tro a 24500 o j|8O
AtoaihaJo do para toalhas (le
mesa, C im il palmos ('- metro 1J800
Cretones chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 24(> rs. a" 400
Bapfista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazeuias baratissimae, na conhecida
loja de Alhi ii i & C, esquin do becco
do3 Perreiroa
Vgoda entestado pa-
ra eiifoes
i 'Jilo n. e IOOO Vende-se na luja dos barateiros da Joa-Vista
algodo p i 1 DCoes de um s panno, com 9 pal-
mos de art-uraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
18000 o metr assim eom dito trancado para
toalhas de n- sa, c un 9 palmos oe largura a 14200
do becco dos r'erreiros.
MKRINS PRETOS
A 14209, 14400, 14600, 1*800 e 24 o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora, pelo preco
de 54000, assim como um sortimento de roupaa
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 24800 e 3* o covado
Alheiro & C, roa da Imperatriz n. 40, ven-
dem um elegante sortimento de casemiras ingie-
ras, de duas Urguras, com o- padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 24800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30-', sendo de paletot sacco, e 354 de traque,
grande pech nena : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porjo de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr- co de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a 100 r*. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
borda jo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto eom 50 pecas, sorti-
das, por b$, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fustes de setlneta a 500 rs o
covado
Alheiro & C. ra da Impcratri ven-
dem um bonito sortimento de fustes brancos pelo
baratinho preco de 400 e 500 tb. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
Pinho
eriga
Vende-se em casa ae Matneus Austin C.
ra do Commereio n. 18, 1- andar, da melnor
qualidade e diversas d'm n.-5e.
Ei.gci.lio Recanto
Vende se ou arrenda se o engenho Recanto, si-
tuado no termo de Serinhera, moente corrente
I d agua, com boas trras, etc. a tratar com Ma-
' noel Ferreira Bartholo, ra do Bom Jess n. 4.
TERII
DO
EXTRACCAO NO DA 17 DE ABRIL
INTRANSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tirar 2o:o 12$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Gasa da Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23, e mais cazas do costume.
CORRE A 17 DE ABRIL SEM FALTA.



Diario de FcraanibucHQuarta-feira 4 de Abril de 1886
INDUSTflA E AKTBS
lastalia^So da Sq>ciedade dos
Artistas
(Do Vinte de Agosto)
OUBO PEETO, 26 DE MA.B0 DE 1886
Segnndo noticiamos ora o nosso nurae
ro anterior, realijou-se honteai na sala de
honra do palacio da presidencia desta pro-
vincia, a installagao da SOCIEDADE DOS AH-
TMTAS DA IJIi'KRIAL CIDADE DE OUBO l'BE-
TO bemerao a inaugurado do LYCKU DE
artes e okficios por ella creado, e que
tem de funcaionar provisoriamente no pre-
dio adjaceuto ao inesmo pelacio, o qual pa-
ra esse fira o Exea. Sr. Dr. Portella poz
saa dieposigao.
Foi urna fasta imponente, onde, sam dis-
tiaego de classes nem do opinioas polti-
cas, reinou a mais entlmsiastic'a aordiali-
dado e animagilo.
Reunidos all a directora da sociedade,
que ticou eomposta dos Srs.:
Director -Miguel Antonio Tregellas ;
Viea-directorEmilio B lena;
1" Secretario Antonio Nicolao de Pau-
la Felicissimo;
22 dito Adolpho Julio Ty mburyb ;
Tli6soureiro L'.idovico Ferreira Vel-
loso ;
Procurador Fiaren aio Jorge do Car-
Estevas do Sacra-
m;
Orador Honorio
ment ;
ConselheiroJos Joaquim Gongalves
Sbucs.
DitoJos Piuto di Sauza Jnior, e
mais os mcinbros da mosma sociedade, en
numero de 65, depois de torem ouvido
inissa na capella da irmandade de S. Jos,
celebrada pelo Revd. tenente capaNao do
exercito, Antonio Cyrillo de Oliveira ; toi
S, Exc. o Sr. Dr. Manoel do Nas.imeoto
Machado Portella, convidado, por urna
commissao de 7 membros da sociedade,
para honrar o acto cora a sua presera.
A convite da so.iadade. achavainse
tambera presentes os saguintes Srs., aim
de outros de divarsas classes soeiaes, cu-
jos nome3 nao nos l'oi possivel tomar : Dr.
Frankliu Washington da Silva o Almeida,
secretario da provincia; Dr. Antonio Go
nes da Silva Chaves, lente r.judante de
ordens da presidencia ; Conselheiro Dr.
Francisco Leite da Costa Balera, presiden-
te do Tribunal da Relagilo; Dr. Jos Anto-
nio Alves de Brito, desembargador da mes
ma Ieiaoao ; Dr. Frederica Augusto Alva-
res da Silva, idem dem; Dr. Aurlio A.
Pires de Figueiredo Camargo, idem idem ;
Dr. Jos Ignacio Gomos Guimanes, juiz
de diraito da comarca da capital; Dr. Tris
tao Pereira da Fonseaa, inspector geral da
instruccao publica, Dr. Barnardino Augus-
to de Lima, director da fazenda provincial;
Dr. Jos de Costro Teixeira de Gouveia,
director geral Jas obras publicas; Dr.
Ilenriquo Gorceix, director da Escola de
Minas; Coronel Jos Bcnto Saares. ad-
ministrador geral dos Corrers ; Major Jos
Mari i de Siqueira Cesar, commandantj do
corpo de polic-ia; Dr. Francisco Luiz da
Veiga, redactor da Provincia de Minas ;
Dr. Cesario, dita do Liberal Mmeiro; Dr.
Camillo Augusto Maria de Brito, idem
idem; Dr- Francisco Araaral, idem dem ;
Capitao Pedro Coelho de Magalhilas Gi-
mes, representante do Vinte de Agosto :
Commendador Antonio Luiz Maria Soares
de Albargaria, delegado especial substituto
da inspectora geral da in3trucg3o publica da
torte ; Dr. Antonio Carlos Soares de Al
bergaria, promotor publico interino da ca-
pital; Major Antonio Francisco Junqueira,
collector das rendas geraes da capital; Dr.
Domingos Jos da Bicha, lente da Escola
da Minas; Dr. Antonio Olynto dos Santos
Pire3, idem idem : Dr. Laoni das Damasio
Botelho, idem; Coronel Francisco Ferrei-
ra Alves, juiz municipal snpplente da ca-
pital ; Commendador Francisco Teixeira
Amaral, presidente do conselho fiscal da
caixa econmica ; Joaquim Manoel Bran
ii-";). on :al raaior da secretaria da Assara-
rOLHETIM
ANGELA
POR
:a?:s3 h mnm
(Continua cao do n. 8 4 )
XH
Fez era seguida dous paqueno3 pacotes
do mesmo volume que, fechou cora la-
cre vermelho; poz os frascos no tnesmo
lugar, feahou a vidraga o veio ter com a
nwja.
dous
ver-
mostrando os
lhe evitar urna
- Isto, disse eila,
paeotes, bastar pira
jenha publica... Far aozinhar o con'.c-
do de um desses pacotes no contedo de
urna garrafa de vinho branco e tomar, eie
qualro vezes. de duas era duas horas, o
liquido, que ficar muito reduzdo em con-
sequencia da ebuligilo* Far o mesmo com
o segundo pacote, raa3 depois de ter de-
xado decorrer um intervallo de vinte e qur-
tro horas. Comprehendeu bem ?
Sim, minha senhora.
E nao esquecer nada ?
Oh Fique descansada.
Cec'ilia estendeu a mao para os paco-
tea, mas a bella hervanaria nao lhes dei-
xou tomar.
Rstame anda dar-lhe as minhas ul-
tiuas inatruegoes.,. disse ella.
Estou a eseutanio, minha senhora.
Duas horas depois de ter tomado duas
dses da segunda garrafa da bebida pre-
parada, tomar um banho muito quente,
durante perto de cincoenta minutos.
Sim, minha senhora.
Tomar o banho em casa, porque
voltando da um estabeleci ment de bannos
por este tempo de grande nev, arriscar-
ae-hia a apanhar algum... ar, o que seria
mito perigoso.
Tomarei o banho em casa.
bla ; Capitao Joaquim Jos dos Passos,
commimdante interino da companhia de
ap'rracizes militares ; Dr. Joaquim Augm-
to de Oliveira Santos, secretario do Tri-
bunal da Relagab do Ouro Ereto ; Pedro
Qaeiroga, ofHuial do gabinete da presiden-
cia; Lauro Arthur do Lima: idem, Capitao
Rayinundo Caetano Barbosa de Oliveira,
thesoureiro da fazonda provincia ; Dr. Jos
Euphrozino Ferreira de Brit ; Dr. Manoel
Menelio Pinto; Francisco de Paula Horta
Lima, profaasor normalista da capital; Au-
gusto Pereira Rocha, lenta do lycoo m-
neiro; Toncte Augusto Marciano da Cos-
ta Lima, chefa de sec<;ao da secretaria do
gavera); Francisco Gongalves das Nevos,
Franc. :o Jos Soares Moreira, Joilo da
Daus \!agalhae* Jacques, Zoroastro Pires,
Antonio Pereira da Faria, Antonia Lbj
Lopes da Cruz, Camillo da Costa Braga,
Aiucleto Quairoga Martins Pereira, Osear
Augusto Silva Bessa.
Comparecendo S. Exc, que tomou no
topo da mesa o lug.tr que lhe estava des
tinido, direita do Sr. director da socie-
dade, teado aos lados os outros membros
da directora, o inpector gral da intruc-
5?to publica o 03 r '.presentantes da impren-
sa da capital, o Sr. 2o secretario, Adolpho
Julio Tnnburyb, obtendo a palavra, pro-
nunciou em nonas da directora o saguinte
discurso:
n Extn. Sr. conselheiro Dr Portdla.
Meus sinhores, a vida, a prospsrid ide, o
o engrandacimento moral de um povo de-
pende essencialmenta da elevajao de sua
montalidade.
a Do indivi.lu) familia da familia ao
Estado, vc-se a verdade desse asserto.
Pobre, pequ3no e humilde, vena o ho-
rnera ao mundo, vido da pretec5ao de
seus progenitores. Sa lhe incatom n'alraa
os exo nplos da sa virtude e do amor pelo
trabalho, tornar se-ha em pouco tempo
o amparo, o arrimo dos autores de seus
dias, e mais tardo um cidadSo til sua
patria, p3la qual sacriliar o sangue, o
mesmo a propria vida, sendo mistar.
o Ao contrario, se nao lhe formara o
propro corayao, sa nilo lhe educara o es-
pirito ; vol-o-hemo3 era breve um homem
intil, um fardo da sociedale, um malfo-
tor e quic um assassino I
<; TrazcnJo comsigo a scsntelha do bem
e estampado na fronte o sello da Divinda-
de, preciso nao deixal-o curvar-se para
a trra; mas, altivj, erguer a fronte para
o firmamento. E' forjoso que elle abra o
granda iivro da mtureza que tem diante
dos ollios ; que procure estudar o seu prin-
cipio, para conhecer o seu tira ; que parta
do subactivo para a posse do objectivo.
c Mas, como consaguil-o ? Mui fcilmen-
te : pela instruccjto mora! ; pela leitura dos
bous hvros.
Dianta dcstes, s.;u espirito nilo par-
manecar as travas, com a simples com-
proheusao da3 nejessidales da vida ma-
tead, de par e ao contacto infamante do
bruto.
a X.lo ; pelo estulo das eou3as, pelo cs-
tudo de si raesmo, ella compreliender o
seu tima parfactibildadc ; e, conheeido
o En, volttr-sa-ba para o mundo externo,
procurando o Bello, o Bem, a Verdade.
s Chegado a este ponto, ella saber
coneretisar o Bailo em suas obras, e a
II irmonia apparecer em todas ellas. Sur
ge entilo a Arte.
i Onde esta mais se desenvolve, ahi
ferrosamente tem de campear a industria
a fonta mais abundante das riquezas de
urna Nacao.
potencias ; que o repitam, pela voz dos s-
calos, os proerainentss estadistas que tra
balbarara pelo desenvolvimiento, fuzendo :
i Deura Linnoo, simples aprendiz de
sapateij'o -o creador da Botnica ;
< Da Fox, que exercera o mesmo
officio -o fundador da seta dos Quakers ;
De Miguel Buonarotti, artista fa-
vorito de Julio II o grande cmbaixador
de Toscana, mais tarde cncarrogado da
defeza de Florenja;
Da R iphael Sanzio, o priinero ar-
o grande
card al do
Nao se assuste com as dores que vai
experimentar... Tenha coragem.
Considerar ma-bei feliz soffrendo...
Sara a minha libertaeao.
E' araanha que cornejo a fazer uso
do medicamento ?
Sim, minha senhora. Estaraos hoje
a 2 de Dezembro... Tomar o seu banho
no dia 5, do raanba. Desejava vela imme-
diatamente depois.
E' fcil.
Mas eu prohibo-lhe que saia.
Entao como que ha do ser ?
lrei sua casa.. Faca o possivel
para afastar a sua criada.. .. pelas onze
horas.
Eu afastarei.
Eu raesmo lhe levare, nessa dia,
urna pojao que nSo pode ser preparada an-
tes. D<*-me a sua morada.
Moro nessa mesraa ra. perto d'a-
qui. no numero 54. '
- 54. Nao me esquece... Como se
chama ?
Cecilia Bernier.
A blla hervanaria estremeceu em todo
o corpo, r?cuou dous passos e a cara tor-
nou-se-lhe lvida.
Cecitta Bernier !repetio ella com
voz suffocada.
Sim, minha senhora,disse a moca,
muito sorprehendida e quasi aterrorisada
pela extranha attitude da Sr. Angela.
A menina filha de Jaymo Bernier ?
continuou a bella hervanaria.
Sim, minha senhora.
De Jayrae Bernier, antigo armador
em Marselha.
Me i pai era armador om Marselha,
com effeito, minha senhora.
A bella hervanaria pregou em Cecilia
nm olhar de urna insustentavel fixidez e
de urna expressSo verdaderamente inquie-
tadora.
Ella.. aqu em minha casa, dizia
ella comsigo Ella pedindo-me que com-
metta um crime para a salvar !. O acaso
tem por vezes formas terriveis !.. ,
A Sra. Angela sentio um arrepio correr-
lhe todo o corpo.
Um silencio reinou durante alguns se-
gundos.
Cecilia rompeu este silencio.
Conlieee raeu pai ? parguntou ella
com visivel medo.
Estas p.tlavras parecern! despertar re-
^ntinamente a* Sra. Angela.
Uanheco Oh! Conhejo respon-
deu ella com amargura.
intelligoncia
a nossa
tista do seu secul
papado de L^ao X ;
. De Rubena, simples pintor de um
talento raro -o encarregado de altas m3-
soes polticas as cort :h do Duque de
Mantua, da infanta Isabel, de Paris, Lon
dres, etc.
i E tantos outros, meus senhoras, de
cuja Ilustra biographia nos d a historia
centenares d quo o trabalho, alliado ao talento, e a ins-
trumao, podo levar o homemdo maU
pobre tugurio ao mais excelso throno I
a E assim, raeus senhores, nos que,
em nossa modesta posicila de artistas, nos
orgulhamos de ser os homens do trabalho
hvnesto, varaos encontrar, de boje era dian-
te, mais alguraa cousa de qua precisava-
mos para o complemento do nosso bem es-
tar : Depois da labutaco da todos os dias
-a satisficao intima qua resulta do po-
dermos entrar pelo mundo dn desconheci-
do, coraacando por conheecrrao3 a n<'a mos
nos.
Alora do pilo para a sustentngSo da
materia o pilo do espirito para a alimn-
tacao e cultivo de nossa
esse sopro divino bafejado sobre
cabeg .
Mas, raaus senhoras. quera se encar-
regou do preparar-nos tSo momentoso de-
sderatura '?
Vs o conheaeis tiio tem como eu.
a E' aquella em cuja coralito pulsa o
mais alavantado amor da patria o dos saus
conterrneos.
A elle, e s<5 a elle, ao Exm. Sr. con-
selheiro Dr. Portella, em tao abenaada
hora mandado a estas montanhas, vilo de-
ver os filaos da pobreza, descalzos e semi
us, poderem araanhS levar, depois das fa-
digas lo da, um podayo do p3o a saus
velhos pas, que tremem sob o galo do
avaocads can3.
Do seio desta #instituao, "que acaba
elle de inaugurar, surgirao era breve, nos
o esperamos, ho.niesde espirito cultivado,
artistas decididos, que honrarao o nomo do
bra8lairo. *"
MU bengaos, pois, caa sobre a vene-
ronda cabeya diquellc que aoncebeu, creou
e roalisou tao grandiosa idea 1
Honra a louvoures mil ao grande pa-
triota, honrado c provecto administrador,
que'nilo poupa trabalho3 e sacrificios" para
o engraudecimonto moral desta heroica e
grandiosa provincia.
Viva o Ilustrado a magnnimo con-
selheiro Sr. Dr. Manoel do Nasciment
Machado Portella."
Findo este discurso, quo foi entusis-
ticamente applaudido, declarou 9 Sr. Dr.
Portella, em no.ne da directora : Est
solemnemente inskdladn a Sociedade do<
Attist's da Imperial Cidade de Ouro
Preto.
O Sr. Dr. Tristao Pereira da Fonsaca,
inspector garal \ instrueyao publica,
usando tambera da palavra. disse, cora
aquella linguagera o hbitos do tribuna que
Ibes silo peculiares :
Senhores I
Feliz o paiz que solcmnsa os fasto,
de sua historia com festjos verdadera-
mente populares.
Artistas !
A sessSo quo hoje se celebra, prorao
vida pelo representante do poder publico,
e formada por vos, operarios, um att.es-
tado vivo de que no Brasil o hornera do
trabalho como deve ser, o typo do ho-
rnera honrado, o principal motor dos ele-
mentos economi ;o3, basa da tola riqueza
e bem estar socil.
a Sabis que o trabalho, lei do mundo,
tudo produz, tudo faz perdurar, c a hu-
raandade, em sua contingencia, procura
alargar os los que a encadeiam ao impe-
rio absoluto dessa lei.
< Qaanlo o homem combina as nor-
mas de obedecor lhe, a intelligenaia sn en-
riquece de raers para tornar brandas as
mais arlua3 tarefas; notase entab] que a
industria se desenvolve, quo os productos
sa multiplicam e o gozo segu iampre a
mesraa marcha ascendente; cada individuo de seus sentimentos de- gratidilo
trabalha menos e produz mais.
A associacSo, _sub3titundo a acyao
solada do individuo pala accao colectiva,
na ordam ntejlectual e moral o que a
alavanca na ordam physioa.
* A associajilo, Srs., o man pratico
da rea3agao #o* dogma da igualiade pro-
mettida pelo Christianisrao o garantida
entre u3 pala lei fundamental. Ahi a
applieayao ia.elligante do trabalho faz do
mais humilde operario um vulto praemi-
nente da sociedade.
Ahi estula-se, combina-si, exalta-
se, por me03 l'a:es. a lei suprema do Uni-
verso.
Artistas I
i O duplo fira qua hoje vo3 una -pro-
teccao o iastrucyao a vos3os irmao3a
aperoicoamento de vosso trabalho, a ac-
ta sublima dasta sassio.
Quan lo coliierdas os benficos resul-
tados la vossa associagio, agradieei aquel-
lo que, merecidamente chamado benem-
rito em Pernarabuco", veio plantar suas sa-
hitares idis entre nos, e per.notti que
compartilha de vossos prazares o contorra-
neo e amigo qua ora v js dirige singeia,
mas leal saudaylo.
Urna salva de palmas respondeu ao di
gno Sr. inspector geral da iastrugaa pu-
blica.
O Sr. Dr. Francisco Luiz da Voigs, il,
lustrado redactor da Provincia d- Minas,
como um do3 representantes da imprens i
tomou timbem a palavra, o profiri ura
eloquante discursa, enaarojeado, em phra-
sas elefantas e correctas, os iins ta insti-
tuiyao creada pelos artistas de Ouro 'rato,
por iuiciitiva do Jzin. Sr. Di-. Portilla,
que no seu nuaca desmentido amar pola
causa publica o esfarcas pelos raalhora-
mentos desta prsvineia, quiz ainda ura a
vez, transplantan lo para o ?oh mineiro r
smente qub fizera me Irar proticuamon'.e
as trras de Pernambu:o, dar-nos raais ama
prova do quanto se interessa pelo ensioo
profissional desta provincia sontimos nao po-
der ser tomado todo o discurso do illustra-
do redactor da Provincia ds Minas, que,
interrorapido por vez^s, com entusisti-
cas palmas, conaluio conjuran lo a patrio-
tica sociedade dos artistas a persistir nos
seus esforyos e dedicayao para quo possa
attingir aos fine da sua creaylo, corres-
pondando assim s patriticas vistas do
Exm Sr. Dr. Portella, que, longe ou p:r-
n que seja desta capital, jamis deixar
de inquirir e interessar-se pelos resultados
da instituicSo que inaugurou.
O digno socio pintor, o Sr. Jaaquim
Emyglio da Recha Couto, pedindo p-r-
misso, proferio por sua vez a3 seguiutes
singcku palavras, que muito agradaram,
pela natural commocuo cora qui foram di-
tas :
Exra. Sr. conselheiro Portella e mais
senhores. Pretendia fazer algumas con-
siderayies a proposito do grnde facto que
aqui nos rene hoje : mas reservo-me para
occasiao opportuna.
Limoto-me, meus senhores, a agrade-
cer, era poucas e sngalas palavras, ao ci-
dadao eminente, patriota o Ilustrado, o
Ex n. Sr. conselheiro Portalla, a attenco
que se dignou dispensar dasse artstica,
e o interesse que acaba de tomar pelos
seus destinos.
Bem inspirado foi o governo imperial,
Lquando conliou a administragao desta vas-
ta provincia a um homem da ordem do
actual presidente, a quera nao indiffe-
rentc sorte do pobre artista.
i Obrigado, pois, Exm. Sr., obrigado
en norae da elasse artstica, que em seu
coragao guardar semprc um lugar para o
nome do aou grande bemfeitor.
Curapre-nos, agora meus eompanhei-
ros uo trabalho, correspondera expectati-
va de tao distinjto cidadaoj c para esse
fira neesssario que tenharnos per divisa
uniao o persoverauya em favor do
engrandecimento desta nossa Associagao.
S. Exc. o Sr. Dr. Portclli, manifestan-
do aos oradores pracedentes a sincarid.ule
pelas b'.
nevlas oxpiessSaa da que sa sarvraca
com ralagao sua pessoa, bem co no agr .-
decendo a to les os membros da Sociedade
dos Artistas o modo satisfactorio como cor-
re sponderara ao seu appello, fz a apolo-
ga da instituijo dos lyoeus de artes o
officio3, que em outras provincias, como a
do Pernarabuco, quo conta rauitos annos
de existencia, tem dado os melhores re-
sultados, desl-' que 03 instituidores o on-
carregados de sua raanutencao so compa- nhado nesse merecido brinde,
netrein dos deveres e encargos quo tomara | OT gibndolas de fogos.
sobre os horabvos.
Declarando-se intimamente panhorado e
satisfeito, por ver reunidos 03 homens da
arto e do trabalho, para um fin to no-
bre, tila olevado, tilo patritico, fez ver
quo indspensavel, para colher os frutos
da boa vontade, uniiio e patriotismo da
sociedade, nilo de8acorocoar ura i asante,
fazar frente a qualquer contratampo que ,-,,.. .r
se antolhe no caminho encelado ; redobrar Da Palac, saguiram os manifestantes a
da esforeos para que a so.iadade, tao so- \ P^orrer as ras da capital, no meio da
lomnemente inaugurada -ra dia tao mamo-, raaw curJlul W e s r^ jovial.dade,
di.igio lha o Sr. Z>roastro Pires, em
da referida Saciad ida o dos ouropretanos,
protestos de 3nccra agr aciment por mais
utu benaficio, de incalculaveis resultados
praticos, com quo S. Exc. acabava do do-
tar a provincia; finalisando por levantar
um viva ao honrado e incansavel presiden-
ta da provincia.
Foi por todos os ciroumstantcs aeompri-
subindo ao
S. Exa. agradeceu, comraovido, mais
essa nova manifestacao dos sentimentos d
povo ouro-pretaao, correspondendo ao viva !
com outros sociedade do3 artistas da ca-
pital, aos iuinairos c S. M o Imperador,,
disvcllalo protector das artes.
ravcl p.ra o Brasil, passa d'aqui a pau-os ?asa,do ca.da um d3 ^rabros d*
annos, de to modesta quo hoje 6, oatea-1** da sociedade, para lgualmente.
tar em todo o naia a oaianca de suas for-1 *bcital-os pelos cargos cora que foram re-
vestidos.
em toilo o paiz a pujanca de suas
(ai c os Iaureis de suas victorias e con-
quistas no mundo das letras o das artes.
O exemplo, dis3e S. Eso., quo, em 19 i A's 11 horas da noite, estava terminada
de Marco da 1870, dea S. M. o Impera-1 a passeiata, e reaolludos a seus lares os
dor, quando raandou applicar-s nacessi-1 pacatos e honrados operarios da cnpital.
dadas da nstrucQaa publica o resultado da!
subscripyilo que o povo raconhocido quera | __
abrir, para levantar lhe urna estitua, ser-1
vio ele nobre estimulo para que todos .,
tenham esforzado pela idaa de erigirera-se! A &. Exc. c noiso devor do iornal casas e monumentos para o ensino popular. ,nmciro !,r,Sir (1 aflm os a0S30S ma,s S1?"
Terminando S. Exc, no meio de pro-1cer03 .".gradccimcatos pelo muito que j
longados applausos o entusisticos vivas, tetD felto e acaba aS<>ra do frtZ3r eal bet*
o Sr. director da sociedade convidou-o, de3ta provincia qua estremecemos, pro-
bem como a todas as pessoas presentes, "iovcado um ds maiores comraetiraentos
para dirigire-m-sc ao predio destinado ao "ornea da poca o ensino profissional ar.
Lyeeo do Artes o Odiars. !clas8e d3 artistas.
Ahi reunidos, c com as mesina3 forma-
lidades da nstallacao da sociedade, deca- j A03 artistas e operarios desta capital
rou 3. Exa.: 1 Est inaugurado o Lyceu'os louvores a que fizerara ju3 pela boa
de Arte3 e Otnaios da Imperial cidade de ; vontade, dodicacao e harmona era que se
Mas isso nilo rapado que rae praste
o seu auxilio ? Nao recusar salvar rae ?
Ouca-ine e julgar ero seguida o que
posso, o que devo fazer.
0 accento, a inflexilo em quo foi pro-
nunciada esta phrase levou ao cumulo o
terror de Cecilia.
Angela proseguio com voz ofiegante e
que sibilava por entro os dentes cerra-
dos.
lia trinta annos, minha mili, orphl e
pohrc operara, que ganhava difficilraente
sua vida, habitava em Marselha.
Apezar das privagoes de toda a espe-
cie qua dovia supportar, apezar das noites
perdidas no trabalho, era bonita, tao bonita
como a menina.
As bonitas raparigas nao pasa m des-
apercebidas aos homens, e minha mili todos
os das tinha qua lut?r contra emprehendi-
mentos amorosos de numerosos seducto-
res.
1 Era honrada. As brilhantcs proraes-
sas nilo a ofl'uscaram, as offertas do dinhei-
ro indignavam-a.
Em resumo, nao tevo! difiieuldade ne-
nhuma era resistir at ao momento era
que pela primeira vez lhe failou o cora-
gao 1 Amou entao, e araou como se ama
aos vinte annos, com todas as forcas do
seu coragilo virgem e de sua alma pura,
mas ardentc. Confiada no homem que di
zia amala, entregou-se.
Pobre mili I L'esto abandono as
ceu urna filhaeu !.. .
O seductor estava bem certo da que
sua amante nunca tinha pertencido seuo
a ello. Nao poda duvidar da sua pator-
nida le... Dau-m a csmola de seu nome,
reconhecendo-mc ; mas esse nome teve a
erucldade de o recusar pobre opararia
qno elle tinha perdido e que com certeza
era digna do o usar.
* Durante todo o primeiro periodo da
minha vida nilo soube nada do que lhe aca-
bo do di ser. Julgava quo minha mili
era viuva.
Foi nicamente hora da sua morto
que ella rae revelou a sua verdadeira si-
tuayo e o nome de meu pai.
< Tinha eu entao dezescis annos.
< Tarobam eu tinha sido seduzida e (ra-
zia no seio a prova viva do meu erro.
c Achando-me s neste mundo, perto da
sepultura que acabavam do fechar, resolv
ir direito a meu pai e pedir-lhe auxilio e
protejan-
1 Era rico e casado.
< Nada lhe eccultei.
Deixaste-te seduzir, repli.:ou elle
brutalmente, tanto peior para ti Nunca
poderei interessar-ino por urna filha perdi-
da / Tens um amante, dirgete a elle que
te d o seu nome crianca de quem
pai.
Ura sorriso ou antes ura rictus sinistro
crispou os labios de Angela, eraquanto que
o olhar so lhe tornava cada vez mais som
brio.
Angela continuou :
- Era bera irrisorio e bam odioso, nao
verdade ? Aqueir horaera nao quera
recordar se quo eu era sua filha o que ti-
nha fcito de minha mui o que haviam feito
de mim Esque.-ia a sua infamia I. E
urna cousa t5o fcil de esquecer I Era ca-
sado, repito... e tinha urna filha prove-
niente dessa uniao legitima... urna filha
educada perto delle, querida por elle, ani-
mada por elle. urna filha que gozava de
tudo quanto me recusavam a mira e que
tomava o lugar que eu devera oceupar na
casa de raeu pai I... A ella as alegras
domesticas e a ponugera de umjninho bem
queme !.,. A mim, nada !...
Mas, se suecumbi, disse a meu pai,
porque nao tinha para me suster, para
me guiar na vida, sonao urna pobre raulher
enfraquecida, doante, moribunda... por-
que o senhor, o protector natural de am-
bas, abandonou nos em lugar de nos es-
tender a mito.
Nao tondo nada que responder a isso,
meu pai tomou o partido mais simples :
raandou rae sabir o prohbio-me que nunca
mais entrassse porta da sua casa, sob
qualquer pretexto que fosse.
Afastei-me de cabeca curvada e com
o.coracilo dilacerado.
Aquello homem causava-rae horror, o
comtudo nao ousaria amaldicoal-o. Era
meu pai !...
Toria podido, baseando-me no meu ac-
to baptismal, feito em devida regra, recia-
mar-lhe legalmcnte o pilo quotdiano at a
minha maioridade.
t Nem um instante rae passou isso pela
cabaca... repugnava-me dever alguma cou-
sa aquello que me renegava, depois de ou-
tr'ora me baver reconhecido.
Chamando a mim toda a coragem, tra-
balhei para vi ver, e juro-lhe que nem
urna vez s durante a minha gravidez me
assaltou ao pensamento de matar o filho
que trazia no seio... Teria estrangulado
com as raaos o primeiro que ousasse acon-
selhar-rae tao cobarde infamia I... A mi-
nha filha veio ao mundo.. Seu pai, um
Ouro Preto.
E seguida, S. Exc, com a sua pala-
vra fcil, estylo correcto e fluente, dirigi
louvores e agraleaimentos, era seu noma
o no da sociedade installada,a todas os Srs.
a presiar desi otero bsa
achara para levaren! ao cabo a ideia
louvavelmente aventada por S. Exc.
tilo
Fazoraos os raais entranhado3 votos para
quo um longo futuro de prosperidades e de
contingento
; rc3ultado3 praticos cora a obra,
do sau3 conheci-'
sob tao
bons auspicios em tao boa hora encerada.
quo se otfaraceram
daciante o
ment* e luzes para formar o aarpo do
cante do me3mo Lyeeo, cora o quo davam
ura prova exhuboranta do acrisolado pa- i
triotismo e amar pala causa da instruejao
popular e do futuro dos artistas brasileiros.
Terminou S. Exc, levanttudo vivas
S. M. o Imperador, Familia Imperial, '
Constituigao Poltica do Imperio, elasse '
dos artistas de Ouro Preto, Provincia de |
Minas c Naglo Bra3leira.
O Sr. director di sociedade e muitos ou-
tros socios levantaram tambera vivas ao
illustrado presidenta da Provincia de Mi-
nas, o distincto e patriota deputado Per-
nambucano, o bemfeitor da sociedade dos
artistas de Ouro Preto.
Foram todos edarosaraante correspondi-
dos, tocando durante elle3 o hymno nacio-
nal a banda de msica do corpo de polica,
que se achava postada om frente aj edifi-
cio, elegantemente decorado o embandai-
rado.
Voltaram todos ao palacio, onde foi la-
vrada a acta da sessilo soleran1-, sendo
assignada pelas autoridades, socios o pes-
soas presentes, que retirararaso satsfetos
da festa e penhon-dos com as maneiras ca-
valheirosas, francas o polldas do S. Exc ,
o Sr. Dr. Manoel do xVascimento Machado j Quem atravez dos f? da Pr'sa0
Portella. lacrimante se volta Magestade,
,, ., -ij .-a i supplicando-lhe a gi-aca do perdao ;
A noite, reunida a sociedade no edificio 1 rr r
dj Lyeeo de Artes e ofiLios, que se acha- i
ra vistosamente Iluminado, tendo saa, poeta sonhador a inquidade
frente a banda de msica do corpo policial,' da 80rte nao lhe embota a nspiracao,
e sendo acompanhada de grande numero para cantar a patria e a liberdade !
de cidadiios de todas as classes e matizes |
polticos, dirigio-sa novamente a palacio a
cumprimentar o Exm. Sr. Dr. Portella. I
Em phrases elegantes o enthusiasticas,
O Perdo
Q iem deende 03 desgraeados ir-
rita os vefnturosos
(V. Hcoo)
Ao indiloso e distincto poeta Gustavo Adolpho
O coraco e a luz, o amor o a crenca
n'nraa fusilo de aurora scintllante,
Ilumina te a fronte a cada instante,
n'um latente esplosir de magoa immensa.
contra um acto provado inaonsciente 1
resta ainda o perdao de ura Re clemente ;
cerre-se um manto na impensada oilensa.
J. Duaete Filho.
maerav<.'l qua usava mu grande nome e
Cecilia faz urna exclamagio surda de
que mo havia promettido que seria sua desespero e de raiva.
aiulher, recusou comproraetter-se raconhe- Angela, fulminando a com o olhar, dis-
cendo a 1. A injuria deslsou sobra se-lhc cora vez amea^adora :
mim I Que rae mportava isso Era mili !! E nao v tentar em outra parte, e
a Eduquei minha filha... Viv nica-, que se lhe frustrou aqui !Prohibo-lhe qua
caraente para ella. Resolv instruirme, | v a casa des3as matronas, com as quaes
crear a torca de trabalho urna pasico,
afim de lhe preparar co futuro, senao a
fortuna, ao menos urna mediana.. E ho-
je considero-ma feliz.. Feliz por ella, por
que a amo. .. porque a amo.. ou antes,
porque a idolatro.
a Eis aqui o que fiz, menina.
Faga como eu.! Guarde o seu filho e
a sua vergonha, e se Jayrae Bernier ex-
pulsar a sua filha legitima, como expulsou
a bastarda, ser justo... Minha mili e eu
fijaremos vingadas I
Angela calou-se.
Cecilia, como louca pelo que acabava de
ouvir, replicou :
A senhora balbuciou ella com voz
suffocada.A senhora I... minha irma !...
Sim, sou sua irma1 IA rainha vin-
ganja esplendida e nunca ousei imagi-
nal a rao completa I -A filha legitima, a
honra da familia, sobre a qual velavam sera murou :
me confundi. -Previno-a qua ser vigia-
da.Iraponho lhe este filho !Se eu sou-
ber que o impedio de nascero sabel-o-
he entregal-a-hei sera piedado justica !
' preciso que haja um bastardo na
nossa familia. .. E' habito e prohibo-lhe
qu rompa coma tradicglo Seu pai, que
o meu pai, expulsou-mo I... Com cer-
teza o exemplo bom para segur-se...
Vamos, minha irraS, ponha-so fra de rai-
nha casa I
E a Sra. Angel, deixendo a sala em
que tinha havido a conversa que acabaraca
de assistir, abri a porta da ra.
Cecilia aterrorisada, com a cabega per-
dida, meio louca, obedeceu ao gesto im-
perioso de sua irma e sahio cambaleando.
A bella hervanaria fecheu-lho a porta
as costas, dcixou se cahir em urna cadei-
ra, segurou a cabeca com as raaos e mur-
ce6sar, que ceraavara de carinhos e de
amor, teve o mesrao destino qua a bastar-
da, desprezada e abandonada I ? E a bas-
tarda dedicou a vida sua filha, eraquan-
to que a filha legitima, afira do escapar
sua deshonra, pretende matar o ente que
traz as entranhus I... E a mim que ella
se dirige para ter na meios de realizar tao
hediondo projecto Mulher sera alma, o
pensamento do crime nSo lhe mette medo,
comtanto que o mundo a julgue pura I
E sem hesitar, a infanticida ra igreja,
polo brago de ura homem honrado, osten-
tando com impudor, no vestido, a flor de
laranjeira engaadora I
o Pois bem Cecilia Bernier, minha ir-
ma*, agora que sabe tudo, ousnr ainda pe-
dirme que seja sua curaplice ?...
Graja, piedade... balbuciou a mo-
ga como louca.
Tambera eu pedi graga e piedade a
mea pai... e nao era para ajudar a matar
meu filho, que eu aa implorava.
NSo me abandone... Esses erabru
lhos j estao promptos... D-m'os.
Aqui os tem disse Angela.
E ao mesmo tempo, atirou-os para o fo-
gao, em cima dos carvoes ardentes onde se
inflaramaram e em breve ficaram reduzi-
dos a cinza.
Ah I Que miseravel I Quando se
pensa que ella teve quasi meios de mo
commover, jurando me que ia nutar-se e
que seu paj cora a raorte della porrera 1...
Estava luuca !... Mas por felicidade disse
o nome e voltou-rae a rszao.
Cecilia Bernier, sustendo-3e apenas, en-
costndose s paredes para nilo cahir, che-
gou casa.
Brigda esperava-a.
Assustou-se com a pallidez da ama.
quiz interrogal-a.
A moga irapoz-ihe silencio.
Estou um tanto incbmmodada, disae-
Ihe ella, mos isto nilo ha de ser nada.
Va-te deitar; por minha parte vou fazer o
mesmo.
Brgida retirou-se, abafando um grande
suspiro de nquietagao.
Cecilia fechouse no quarto e, alquebra-
da no moral e no physico, deitou-ie sobre
a cama.
(Continuar se ha)
Typ. do Diario^ ra Duque d Caxias n. 42.
i



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