Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19261


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Full Text
m
:0 lili ---- NUJUUQ 84
. ,. ^-
RA VATITAL iU H4.AH1) O^UU MO
Por tres mezo adantados ... .
Por seis ditos dem......
Por uia anuo :dem.
Oada numero avuiso, do maimo dia.......
-
SE PACA PORTE
60000
120000
240000
100

IHJA-FEIRA 13 OE ABE CE
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiamados.
Por nove ditos idem.
Por um anno dem.
Cada numero avuiso, do das anteriores.
13^500
200000
216000
01JO
DIARIO DE PERNAMBUCO
})xQptbalt>t fce IBLmod -ftptrira be Jara & -ftlljos


>
4

TELEfiBAIIiS
ARTE FFIC1AL
5S7I3 AS3S:ii U7A3
(Especial para o Diario)
LONDRES. 10 do Abril, noite.
O sis. Cbaniberlain e Harqoei de
nrtinglon combntcram. boje, na
Cmara don CommuiM. o projeelo de
}ei acerca da Irlanda, aprenentado
pelo sr. CUadMtone.
A iIh<-iisno prosegu*** na irgan-
da-feira.
For omquanto duvidooo o resal
lado loss;i .lisciissii.).
BERLN, 10 de Abril.
O BeickMiag enlrou en feria. A
.ossai mr reaberla a 19 de Malo
prximo.
ROMA, 10 de Abril, tarde.
A Camaru don Deputados appro-
tou o i rulado de comnaerclo celebra-
do com o ('rugaaj .
PARS, 11 de Abril, de manha.
ebcnlou urna Insurrelco no Se -
neg 11 man na se pode ainda Jitl-
gar da gravldade do moi Imeilo.
Backer fol atacado e leu r um a
baialba encarnicada*
Diversa aldeias e. agguas esc rip-
torios forana incendiad.
LISBOA, 12 de Abril, tarde.
O Banco de Portugal baixou f />
a tasa do descont.
lie; a / ao ainiK.
ROMA, 12 de Abril.
Assegura-se que as espberas -
vernamentaes ba nma certa beslta-
ro entre urna dissoluco da Cma-
ra dos Deputados e a aceitaco da
dcmisso conectiva dos naembros do
gabinete.
TTIENAS, 12 de Abril.
Na Cmaro dos Deputados fol di-
rigida urna interpcllac&o ao gover-
acerca da poltica externa.
A discussao dessa Intei-pellaco
terminou pela votaco de urna or-
dena do dia de conOanca. approvan-
do a poltica do goterno.
Agencia Havas, filial cm Pernambuco,
12 de Abril de 1886.
INSTRUCgiO POPULAR
O VER NO DA PROVINCIA
'Vi-i. % que o presidente ta provincia, o conselheiro Jos Fer-
nn tlcs da Costa Pereira Jnnior. dirigi Assemblca
Legislativa de Pernambuco, no da de sua lnstallacao a
O de Rareo de 18 MI.
(Continuaqo)
CAXXA ECONMICA E MONTE DE S0CC0RR0
Estas uteis instituiroes continuam a prestai bons servigos.
O respectivo raoviraento no anno prximo fiado, comparado com a de 1884,
foi o seguinto :
CAIXA ECONMICA
Activo
Thesouraria de Fazenda :
Era o saldo por depsitos effectuados e juros abonado
at 31 de Dezenbro de 1884......866:683^655
Recolhido no 1. semestre.....171:4045500
2. i ...... 153:4900500

Ni 1."
7 2.
Juros abonados pela Thesouraria de Fazenda:
semestre.......25:4500330
.......24:2330060
------------------- 324:8950000
No 1.* semestre
> 2.
ECON03IIA POLTICA
(Extrahido)
DA BI1SLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Conttnuacao)
CAPITULO IV
Repar*lco da riqueza
Qcinhodo tbabalhadoe. SalarioEm eeono-
mia pulitica as palavras salario, renda e juro nao
leem t-xaetamente a mesma significcao que teem
na vida ordinaria. Os salarios pagos aos operarios
sao muitas veres mais do que salario ; levara inclui-
da urna parte do juro. Na renda tambem muitai
vezes se contera urna parte dellc ; e o que se chama
juro pode, at certo ponto, ser um salario ou urna
renda.
Em liaguagem scientifica, entende-se por sila-
rio o que realmente paga o incommodo do traba-
lho. Muitos operarios teera ferramentas suas e
utensilios, que a vezes sao de custo avultado.
Estes objetos representara um capital fixo, e a esse
capital e devido um certo juro. Salario propria-
nentc dito o que fica depois de separado este juro,
ainda das quantiaa recebidas deveria subtrabir-
te o que o trabalbador paga de irapostos ao go-
verno.
Qranio no pnopsiETABio be-vda-A renda, ou-
tra parte no producto, representa em economa po-
ltica o que Be paga pelo uso de um agente natu-
ral, quer stjn um terreno, qner um jaaigo mineral,
B moinho, etc. A renda que se pag* pelo alugucl
de urna fabrica nao pois, toda ella a renda, no
sentido em que aqu tomamos esta palavra. Para
se edificar a casa on parase montara fabrica, em-
pregou-se capital, a que devido um cerlo juro ;
devenios, por isso, deduiir esse juro do que trivi-
almeute so chama a renda, para termos liquido o
que realmente constitue a rerdadeira renda. Se-
parada do referida juro, a verdadeira renda de nina
asa a somma paga ptlo aluguel do terreno em
que a casa est editrcada. E' o que, no modo de
ser da propriedade em Portugal, ae chama o foro.
Do mesmo modo a renda ordinaria de urna quinta,
ou de urna herdade, zoroprebende o juro do capital
emprcgdo as edificafoes, aos muros, as portar,
mo ncanamento de aguas e n'outras bemfeitorias.
(Contina)
49:6830399
1.2J 1:2620054
Retirado da mesma Thesouraria :
196:464(5094
242:6240264
------------------- 439:478->35S
Saldo em 31 de Dezembro de 1885 ....--------------------
que se acha discriminado do seguinte modo :
Thesouraria de Fazenda:
Corita de depsitos..........575:5300300
juros ..........226:253,5396
'
Total
Monte de Soccorro conta de passagem :
Era o saldo das quantias transferidas da Caixa Eco-
mica para o Monte de Soccorro na conformidade do
aviso do Ministerio da Fazenda de 14 de Outubro
de 1879, e aos juros abonados at 31 de Dezem-
bro de 1884 ...........
Quantias transferidas em 1885
No 1." semestre.......15:963^100
2. .......6:429,}800
No
Juros abonados no mesmo anno :
1. smetre.......1:629182
2.
2:038720
Saldo em 31 de Dezembro de 1885......
Caixa
Era o saldo em 31 de Dezembro de 1884 ....
Entrn. Jurante o anno de 1885 pof depsitos
effectuados e outras de origens :
No 1. semestre....... 452:9775582
> 2. .......552:996^894
60:293^240
22:3920900
3:6670902
9520200
1.005:9640476
.Sabio por depsitos pagos, recolhimentos dia-
rios i Thesouraria de Fazenda e outras origens :
No l.o semestre.......451:9790582
2. .......553:0090094
Saldo em 31 d Dezembro de
1885
1.006:9160676
1.004:9880676
Total do activo ....
Passivo
Deposito em conta corrente :
Era o saldo era 31 de Dezembro de 1884 pordepositos
effectuados e juros abonados pela Thesouraria de
Fazenda e pelo Monte de Soccorro por passagens
de fundos............
Depsitos effectuados em 1885 :
No 1. semestre.......256:432500
.2.0 .......246:3950000
Juros abonados pela Thesouraria de Fazenda :
No 1. semestre.......21:2080616
.2. > .......20:1940215
No
Juros abonados pelo Monte de Soccorro :
l.'semestre.......1:6290182
2. .......2:0380720
923:6170801
502:8270500
41:4020831
------ 3:6670902
No
Retirados por pagamentos de depsitos :
1. semestre.......260:6250841
1.471:5160034
2.
:.:
324:8030300
Saldo em 31 de Dez?mkro de 1885. .
Monte de Soccorro conta de juros :
Era o saldo cm 31 do Dezembro de 188-1 .
Juros abonados pela Thesouraria de Fazenda:
No l. semestre.......4:241 M23
- 585:4890141
4:3110294
2.
-
4:0380845
No
No
FraccSes por liquidares de contas correntes:
1. semestre t...... 4470441
2. ....... ;5
8:2800568
Retirado da Thesouraria de Fazenda :
1. semestre.......4:3110294
4470441
2.
4:68i'0164
Saldo em 31 de Dezembro de 1885
* Total do passivo
9:0000458
801:7830696
801:7830696
86:3540042
1:9280000
890:0650738
886:0260893
4:0380845
89O~O650738
MONTE DE SOCCORRO
Activo
Emprestimos sobre penhores :
Era o saldo em 31 de Dezembro de 1884 ....
Effectuaram-se por novas transaccoes e reformas no
anno de 1885 ..........
Liquidacoes e reformas no mesmo anno. .
Saldo em 31 de Dezembro de 1885......
Vr.lores depositados:
Era o saldo dos valores em caujao em 31 de Dezem-
bro de 1884.............
Depoaitaram-se por novas transacc3es no anno de 1885
En .regaram-se por transaccoes liquidadas no mesmo anno
Saldo em 31 de Deaemoro de 1885......
97:4490380
107:2960380
204:7450766
84:6050590
120:1400176
123:0020377
138:6730000 -
261:6750377
109:4520000
.Movis :
Era o saldo em 31 de Dezembro de lo84 .... 3:6310227
Dispendio com os gradeamentos, com-
partimentos e mais obras neceasarias
no pavimento terreo ra do Bom-
Jesus n. 32, para funecionar oa dous
estabclocimeutos com as accommo- .
dajSes precisas......1:6900000
Concert no cora oltimamento com-
prado......... 7000000
--------------- 2:390:000
Salda em 31 de Dexembro de 1885......----------------
Cadernetas:
Era o saldo em 81 de Deaambro do 1885 .... 611)804
Forara amortisadas por......... 2040400
Saldo em 31 de Dezambro de 1885......------------
Caixa Econmicacor.ta de juros:
Era o saldo o 'l de Dezembro de 1884. 4:3110294
Juross abonados pela Thesouraria de Fa-
zenda......... 8:2800568
FraccBe* por fecho do conta correte no
anno......... 4470441
---------------- 8:7280009
Retirado da Thesouraria do Fazenda..... 9:0000458
Saldo em 31 de Dezembro de 1885...... -----
Thesouro Provincial:
Importancia do imposto de 2 % d8 10 % 80Dro a ex"
traocSo das loteras da provincia (lei n. 1.810, art.
1. 50), relativos aos mezes do l.de Abril a 30
de junho ultimo, que o mesmo Thesouro n3o pa-
gou ainda........ 2640000
Importancia do auxilio mcnsal de 500->000 (lei n. 1.860,
art. 1. | 24 e art. 12), relativos aos 6 mezes do
1. de Julho a 31 de Dezembro de 1885, idem, idem. 3:0000000
Saldo em 31 de Dezembro de 1885...... ---------
Caixa
Era o saldo em 31 de Dezembro de 1884 .... 7370589
Entrn nos cofres do Monte de Soccorro no anno de
1885...........- 124:7380789
125:4760378
Sahio no mesmo anno.......... 120:3110877
Saldo em 31 de Dezembro de 1885......
Total do activo.....
Passivo
Capital:
Ficou em 31 do Dezembro de 1884 na importancia de 12:3940444
Augmentou se com:
Recebido do Thesouro Provincial, conforme o disposto
na lei n. 1.810, art. 1 50, relativo aos mezes do
Julho de 1884 a Marco de 1885 7980000
Debitado ao mesmo Thesouro, idem dos
3 mezes de Abril a Janho prximo
pasudo........ 2640000
dem, idem, lei n. 1.860 8 24 e art. 12
de Julho a Dezembro de 1885. 3:0000000
Por 34 saldos prescriptos de cautelas
Tendidas em leilo, reeulamento
art. 49........ 5130418
Absorvido pelos gastos do anno de 1885 ....
Saldo em 31 de Dezembro de 1885......
Cautelas de penhores :
Era o saldo em 31 de Dezembro de 1884 ....
Expediram-se, por novas transaccoes, cautelas no
valor de.........
Archivaram-se por liquidares a roformas no anno .
Saldo em 31 de Dozemoro de 1885......
Thesouraria de Fazenda, conta de eraprestimo :
Era o saldo em 31 de Dezembro de 1884
pelo emprestimo de 25:0000000
Juros capitalisados at aquella data de
6 y0 ao anno.......7:0360724
dem em 30 de Junho e 31 de Dezembro de 1885.
Saldo em 31 de Dezembro dito.......
Caixa Econmica conta de passagem :
Era o saldo das quantias passadas da Caixa Econmica
para o .onte de Soccorro na conformidade do
aviso do Ministerio da Fazenda de 14 de Outubro
de 1879 e dos juros abonados at 31 de Dezembro
de 1*84 ............
Quantias passadas em 1885. 22:3920900
Juros abonados no mesmo .... 3:6670902
4:5750418
16:9690862
1:2090815
123:0020377
138:6730000
26T6750377
109:4520000
32:0360724
1:9510034
60:2930240
Saldo em 31 de Dezembro de 1885. .
Saldos de penhores vendidos era leilo;
Era o saldo em 31 de Dez ;mbro de 1884. .
Augmentado eom os saldos dos 31. e 32. leilSto de
joias............
Prescriptos no anno e encorporados ao
capital, Reg. art. 49..... 513041S
Pagos a diversos mutuarios no anno. 8630232
Saldo em 31 de Dezembro de 1885. .
Gastos cora leiKJes, quota parte de annnuncios de leilo
---------- 26:0600802
2:8370930
1:4700666
1:3760650
6:0210227
4070404
4:0383845
3:2640000
5:1640501
91:2590530
15:7600047
152:2230377
33:9870758
86:3540042
. 2:9310946
20360
Total do passivo
291:2590530
Passsando S demonstraegao da conta do lucros
e perdas, cuja verba especial de receita a conta de
juros, obteve no anno :
Por emprestiraos sobre penhores. ." .
Do 1/6 dos juros abonados pela Thesouraria de Fa-
zenda Caixa Econmica para o respectivo
cuBteio........
De fracgo"es da Caixa Econmica por HquidagSes de
contas cerrentes..........
12:5720967
8:2800568
4850284
Somma ....
Deduz-se: *
Retornos de juros.......
Jures abonados Caixa Econmica pela
passagem de fundos.....
dem, idem Thesouraria de Fazenda
% pelo emprestimo dos 25:0000000 .
21:3380819
9260250
3:6670902
1:9510034
------------------ 6:5450186 14:7930633
Foram os gastos:
Aluguel de casa........
Ordenados e gratifieacoes......
Livros e objectos de expendiente .
Publicares de balancetes e gastos diversos.
Fraccoes por liquidares no .anno .
Capital absorvido pelos gastos
152:2230377 I
1:4280000
13:6660885
6780520
1920200
370843
_______16:0030448
1:2090815
(Condiifia)
DESPACHOS DA PREfilDE.VCIA DO DIO 10 DI
ABRIL DE 1886
Antonio da oosta e Silva Maduro.Pro-
rogo por mais seis mezes a contar da data
em qua expirou a que lhe foi concedida
em 27 de agosto do anno passado.
Antonio Pinto Lapa <& Irraao. Sino,
com as restribes feitas na relacao annexa
a portara d< sta data.
Affonso Loyola. Informe o Sr. inspector
da Thesouraria de FzeDda.
Francisco (.'arneiro da Fontoura Pinto.
Informe o S.. Dr. juiz do direito das
execucoes criminaes da comarca do Re-
cife.
Francisco Silverio de Farias.Informo
o Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Iriuandade do Divino Espirito Santo.
Informe o Sr. director interino da Facui-
dade de Direito do Recife, dando logo as
providencias que estiverem ao seu alcance.
Jos Narciso da Costa Cabral. Conce-
de se.
JoZo Marinho de Souza Lsao.Relevo
a multa imposta ao supplicanta pela collec-
toria geral do municipio do Cabo.
Luiz Bernardo Castello Branco da Ro-
cha. Informe o Sr. inspector do Thesou-
ro Provincial.
Luiz de Oliveira Lima Jnior.Certifi-
que-se o que constar.
Leonel de Carvalho Alencar.No es-
tando sellada a representacao e bem assim
um dos documentos annexos, curapre que o
representante satisfaga essa formalidade
afim de poderem ser todos os papis sub-
mettidos ao ccnsdho litterario.
Landelino Manoel de Azevedo. -Com
requer.
Manoel Figueira do Nascimento.Sim.
Pedro da Cunha Pedrosa. Justifico as
faltas Depois de notado na saegao com-
petente da Secretaria do Governo, remet-
a se este requerimento ao Sr. inspector da
Thesouraria de Fazenda para os fins con-
venientes.
Ruis decreto n. 9356 de 10 Janeiro de 1885.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
o, em 12 de Abril de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio F. da Siheira Carvalho.
Repartido da Policia
Secgao 2.' N 374. Secretaria da po-
lica de Pernambuco, 12 de Abril de 1886.
Illm. e Exm. Si. Participo a V. Exc.
quo nos dnus ltimos dias torA recolhidos
na Casa de Detenyao os seguintes ihcl'.vi-
duos :
A' minha ordem, Manoel de tal, vindo
do termo de Pao d'Alho, como alionado,
at que possa ter d-atino para o asylo da
Tamarineira ; e Maximino Francisco de
Assis, por disturbios.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Jote Antonio da Silva, por orime do
ferimentos.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
Miria Laurinda Bezerra Cavahante, Fran-
cisco Raymundo de Mello, Elias Pereira da
Silva e Pedro Alexandriuo da Silva, por
disturbios.
A' ordem do do 2o districto de S. Jos,
Herculano Rayrann lo Alves das Neves,
por crime de ferimentos graves.
A' ordem do do Io districto da Boa-Vis-
ta, Jos MilitSo Malaquias Soares e Feli-
zardo, escravo de Hemeterio M. de Car-
valho, por uso de armas defezas ; Joao
Eneas Bapista, por disturbios o uso
de armas d<-fczas ; Salusliano Braga, Ocia-
no Mcyss Peixoto, Joito Manoel Ferr ira
e Eloy, escravo de Antonio Martins d
Carvalro, por embriaguez e disturbios,
disposicao do Dr. delegado do 2- districto
da capital.
A' ordem do do 2- districto da Boa-
Vista, Amando, escravo de Joaqunn de
Brito e V-isconcellos, minha disposiySo.
A' ordem do do 2* districto da Graca,
Jos Moreira dos Santos, por disturbios o
uso de armas defez s.
A' ordem do de Apipucos, Carlos Mag-
no Santiago, Sevfrino Manoel de Sant'An-
ua, Adelino Jos da Silva, Lau "entino de
Souza Santiago, Jos Telino de Souza Li-
ma, Autonio Francico dos Santos, Mrti-
nho Jos dos Santos, Jolo Francisco da
Arruda, Jos Antonio da Silva, Manoel
Francisco Leitao, Antonio Jos dos San-
tos e Manoel Henrique 1 ereira de M'-llo,
por uso de armas defezas e jogo prohibido.
Hontem, s 5 horas da tardo e no
becco do Padre, freguezia do Santo Anto-
nio, travaram se de razoes os individuos
de nomes Jos Leocadio de Oliveira e Joao
Antonio da Silva, foram a vias de fact) o
ieriram-se reciprocamente.
Os delinquentes foram presos era flagran-
te e conduzidos Ia estaco da guarda c-
vica, onde -tompareceu o subdelegado, que
fez lavrar t termo de flagrancia, mandan-
do em seguida rocolher na Casa de Deten-
jao o do nome Joao Antonio da Silva e
poz em liberdade o de ora" Jos Leoca-
dio de Oliveira, p-r ter prestado fianija.
A tal respeito i brio-se inquerito.
Tambem hontem, s mesmas horas
cima, ara individuo de nome Jos Cear,
depois de altercar, na ra Tbom de Sou-
za, da freguezia de S. Frei Pedro Gon-
jalves, com Adriano Feroandes Vctor, fe-
rio a este com dous golpes de navalba.
Contra o delinqu -nte que evadi se, pro-
ceden se nos termos da lei.
Tendo hontem, por volta de 5 hora*
da tarde, recebido aviso de que no 2a dis-
tricto de S. Jos ae estava pr..tieando les-
ord ns, ordenei ao commandanta da 1* es-
tac&o da guarda cvica, que sem demora
para all seguisse com a forca de que po-


N
n----r-

Diario de Pernambiin^-T^rfa-feira 13 dft Abril de 1886
desse dispor e procurasse pieaaer os des-
ordeiros ou quetn estivesse era crime.
As desordens eram praticadas por ara
individua de nome Hen alano Raymundo
Alves das tevcs, que temi terido, cora
ODze estocada', a Numeriano Jos de. San-
t'Auna, tentara evadir se e sendo perse
guido pelo guarda cvico n. 76 Leoncio
Amaro de C rvalho, fora afinalpreso, junto
ponte de Aligados, peioe de ns. 68 Bar-
tholoineaDjiningues Vianna ed' Joao Bar-
reto da Cruz, que vinharn em sentido op-
posto.
O delta juente que veio ba pouro uo pre
gidio de Fernando, ondo cumprio sent'-nea
por cine de homicidio, fui recolhido Ca-
sa de Detepciio e "ontra o mesrao proce-
deu se nos termos da le.
A's 11 huras da manlia, de hontem,
fallecen repi-utin "mente na casa n. 45 da
ra da D< tenc'o, a pard i de nome Balb-
na Alalia da Con :-icSo a sendo o cadver
vistan do p.-lo Dr. Augusto da dista Go
mes, verijouse ?ar sido a morte resulta
do do tubrculos pulnonari-s.
No lugar denominado Catar-a, perten-
cente a tr-guez11 de Afog los, foi hontem,
s 4 hora* la Urde, trido com duas fe-
C'd s, o individuo le n- ne Manoel Jos
P< _-i. conheciilo por M ooel do O'.
Forana autores de tal crime os rniSoa
Jos Theodoro Carneiro d.. Silva e Ru-
fino Tli doro Carneifo da Silva, ou- fo-
ram pre js em Sagrante.
O subdelegado no .lis.'eto abri inque-
rito.
Anta boQten, pov volta de 7 Ij2 horas
da noite, ao as>ar o trem da vj fer. de
C v a pea curva >la To ic, ah : pre-
scnt-iii te An'oiiii do C;irmo Damaueno,
armado de t) a e taca e tr ven 'i la
coin o ehefj do reto, de nonti Joao Gruai
berto de Sons qu- e a sua defeaa dupa-
rou u i revolver e*a sen i v-greaeorj cuja
b.J.i nao o attingio.
Entretanto Danaeeno fi ferido cmame
finada, na- e Babeado,pon a, qa a dera.
A tal r. -,j ito pro. e eu se na forma da
lci.
P lo 'elegido do termo da C*m>Bt3 ,
foi reroetti lo .o juiz > competente o nqu'-
rito polii-i I a qu proceded contra o reo
ausente io nome Av-lim de tal, autor do
ferimeiiio grve !.- ijU' f-: victima, mu 28
do m. Z fin lo, un individuo de nome L; i-
ado.
Ai 'a pelo subdelegado do termo de Li
moeiro foi remetli lo at comp"t-nto juiz o o
inquerito a que p'o-edeu contra Joaqaim
Luurenyo dardlva, preso em fl.giante no
dia 'S do mez ulti no, ni oauasiao em que
furtava un cavul'o pertencetue a Joao
Baptist Gomes da Silva e que se achava
amarrado no quintal -I. casa em que mora
0 subdito portugi'ez Frau-3co de At.uida
Cabral.
N> 'i> 5 do eorrento proeedeu o dele-
gado do termo do Br jo da Madre de Deus
a visita da cadeia daquella cidade, na
qual foram encontrados 28 presos, sendo
16 entenciados appelc'o; e 3 indiciados
em diversos criraes.
D-us guarde a V. Exc. IHm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquina de Souza LeSo,
muit> digno vice-preaidente da provincia.
O chefe de polia, Antonio Dom'r.go
Pinto.
The so uro provincial
BSPACHOS. DO DIA 9 DE ABRIL DE 1886
. G/ldino dos Santos Nunes de OHveira.
Junte conhecimento de decima do ultimo
semestre.
Fi-dden Brothers, vigario da freguezia
do Triumpho, Carlos Jos de Siqaeira,
aarteiros e serventes de diversas reparti-
a8-8. Informe o contador.
Vi tor Neesen, Antonio Pedro de Sou
2a Soases e Antonio da Silva Loyo. Cer
tinque-e.
(Jonego Luiz Jos de Oliveira Din>z.
Kegistre se e fa^am-se as devidas notas.
Dr. Laurindo de Morara Pinheiro. -In-
lorroeoSr. L)r. administrador do Consulado.
Natali i Mara Benedita de Souza. Cm
vista da informacio da commissao liquida
dora e dos d-icumentos a que se retere
a supplkante, acha-se eff-ctivamente pago
debito relativo casa n. 51, a ra do
Apollo ; o mnsmo no d-ae, porm, qu Hi-
to a de n. 64, a ra da Re8taura9ao, cuj
pasaeio do oitao importando em 4025 20,
se l.i paga a qi-antia d'- 78-5720, riat.ndo
a snpplicante a de S'2ifil) 0, que constitue
a deb.to ora exigido. Neates termos fa-
aam-ec as rectiti-aeoes em deferimento a
implicante.
l'olilman & '!. Volte ao Sr. Dr. admi-
aiatralor do Consulado para que aejam
jnnto esta, processados, oa docuraeatos a
que se ref re n os recorrentea e allegara
ajue acham-se n<-ssa rep-irti^So.
10
C osme Jos Gucdes, Jos d. Araujo
T: Pedro Jorge da Silva Ra-
mos, Antonio Joaquim CascSo, H-rdeiro
Bownann, Francinco Ferreira Baltaf, Jo
s Mara Coelho da Silva, Fielden
thers e Hermenegildo Joaquim de Oliveira
Baduem. Informe o Sr. contador
Ignez Marqus do Espirito Santo. Re-
neira ao Sr. Dr administrador do Consu
hdo.
Carlos Antonio de Araujo. Prove a des-
ee cupaeao da easa e junte conhecimento de
dcima do ultimo semestre.
Philomeno Rayn.undo Nunes de Lima.
Facam se as notas da portara de li-
enyn.
Junta da Santa Casa, DjT- Gervasio Ro
irigues Camp' lio e Clemente Gonc^lves
Metto. Entregue-se pel<* porta.
Dr. B uto Jos da Costa, frrtifique-ae.
Oflicio do txm. Sr presidente das Ala-
goas. Informe o Sr. Dr. administrador
do consulado.
Padre Lourenfo de Albuquerque Lnyo-
la, Joaquim Jos de Avila, senador Fran-
cisco do Reg B rros brrelo, Victorino
domingos Alvos Maia e Be,nardiuo da
Silva Ramos. Ao contencioso s para
eemprir o despacho da junta.
- 12
Jos Paulo Botelho e Silva GuimsrSes
d C. Informe o Sr. Dr. administrador
do Consulado.
1 ret do corpo da polica. Exaroine-se.
Antonio da Costa, e Silva Maduro.
Campra se a portara rte licenya.
Fran-isco Das R drigues Saraiva, Dr.
Feliato Jos da Costa Ci ero Tercio Ta-
rares e Cardillo Lins do Amaral Aragao.
Certifique-se.
Officio do director do Arsenal de Guer-
ra, SebastiSo Antonio de Albuquerqu-
Mello, Fran-'.isco Sverio de Faria e Ma
noel Frmoiaco Pereira. Informe o Sr.
contador.
Joaqu m Jos de Mello Jnior, Perminio
Francisca de Paula Mosquita, Jos da Sil-
va VillaeNova, Mara Beta, Frei Jos da
Santa Julia B-b'lho, Jos /intonio Alvares
de Carvalho, Joao Antonio de Almeila,
Mancel Lydio Alva es dos Prazeres o Dr.
Praxadeu Gomes .le Souza Pitang*. Sim
Hermenegildo E iuardo do Reg Mon-
eiro. Ao Sr. contador para seu conheci
ment e ao contencioso para lavrar ter .:o
de finiti"o de contracto.
Osear Dealibeaux.Velte ao Sr. con-
tador.
Nathalia Mara Benedicta c Silva. En
'regae-ae pela a porta.
Pret do corpo de polica. Pague-se.
C ousulado Provincial
despachos do da 10 d: abkil de 1886
D. L que-se o quo constar dos hvros reipe.;tivos
tes nesta reparti^lo.
Ja ob Martios da PaisSo. Informe a
1* seeeJb.
A erioo Alves de Mondonga.Dsferido,
em vista da infrmenlo.
Carlos Antonio de Araujo.Dirija se ao
Tlie ouro Provin i il.
Prente Viaona & C. -I forme a 2' sc-
cefto.
M tliiaf Pinta da Oliveira. Satisfaga a
e.-:!^ n( ia i- 2a s 'eil >.
Paira Vilente & C. Sim, de ac orlo
eom a int r uaco.
Bernardino Du^rte Campos e "DiomziO
Pa -ht-co da Silva. Informa a 1^ seeeao.
Rolriguea da B'atia A C. Infolmc a 2*
seeeao.
Julio do3 Rois Pi ia. Certifique-SO 0
que constar. .
DESPACHOS DO DIA 12 DE ABBI DE 1886
Par ule Vianna & C.Sim, de aciorio coin a
lonnseio,
Ani tiii IrmiOS o' C Informe a Sa sfc^a >.
Jo 'i|iini Franei oj R'beiro.C- rti.ique-sc S que
C3nstar.
Fia iciseo Manoel da Bilvs & C.Inferate a 2."
seccJUi.
Couio Baatea & CA' 1.a scelo para os deri
dos fi s.
Viuvs Barros & Filan. Infirmes 1 seccio.
Rodrigues a Paria fe QK .i vala da infirma-
cao nao prevalec eui as all*gac8**g dos prticioiaiio.-.
me deven Mtnhwn o dsspscbo aob o n. 6,470 de
25 de Janeiro do correte auno.
Poli man S C.Informe i 2. seccio.
Bar:!o d Maitisialms. Informe a I.' secco.
Man n"l i*Aojo*Infir ne a l.1 seccao.
Francelino Barbjsa d'Oliveira.Certifique-se o
que c -nsti r.
Ap- zar desta ultima collvgaco de crer que,
depoia da eleicao, Sa^asta nii soja logo obrig'do
a largar a sua pasta de presidente do cons Iho,
nem a rainli i Chrislina o seu lug-ir de rebute ;
ma8 o que nao cert i que um ou outro pronun -
ciamento nao faca mudar a faee situacao
A questo sabi'r quem ba de fazer oproaun-
ciamento rm primeiro lu;;ar.
' O principe Valore fez publicar no igaro urna
carta ein qu ii.it te ridiculo s d'-puta^ao dos
broncos de Hetpanha, que foi a t-inlz I) clara-
se abs latamente xlraaho a eta igrejinha que re
na diante de tabernculo vatio ; man, taz grandes
elogios \> D. Callos de Bnurbon, como sendo a su
prema i speranca da nac-u hespaiiboLi.
i Parece que no s o baiao d Sanprarr. n o
que tencin-i sabir d-putado pelas carlistas, i ois
diz-se que Navarro Filloslada, director do jornal
tradiecionalista La t, aspira a ser eleito senador
por Guipzcoa.
Falleceu o Ilustre medii-oi D. Joao Cuesta y
Cherinr, director que era do jor al scientifico La
Correspondmeia M edica.
Cheguu de Inglaterra o uffijial de marinlia
Villamil, apres,itau lo-se immediatamente ao mi-
nistro para Ihe dar cinta dos frab-lhos de cia
LraeeSo da c ra-'orp aira Destructur
Dentro em pouc-i deve a rainha D. Isabel
deixar Madrid, diri Frane., e depois .Mi nicb
" A rainha regente assigncu no dia 29 ns actas
de ratificscla tlus acoordos tomados no cougresao
inteinjciunal postal de Liaba-,.
Fraara
A Cmara do Dt-putadi- saabon a 2:i a discus-
sao da ioterprllacl i sibre as tarifas dos camiuhos
d f'iro, e !ippr ordem do di i tomando nota das declararoes do
ni i e pnearracaado utna commissao de 44
tiifinb- s de propr as medidas legislativas pro
prisa pira fortalecer os direitos e secSo do Estado
em m iterta da caminh >s de ferro.
O Duque d'Audiffret-Pasqaier a uterpellar o
govorno ceres das procidencias qne teuciona to-
mar para impedir qu- o innviinuuto socialista da
B igioa imada os departamentos franceses di
fr ocira
O Borenia belga decidi mandar reconduzir
frunteira o 8r. B.sly, deiiut.ido socialista do S ina,
se elle evar a effeito a sua projectada visita a Bel
git-a
01AK10 DE PERAiUBuCn
llI^CI^E, 1^ DE ABRIL DE 1886
Noticias da Europa
O piquete iuglez Patagonia, jue passou
ante-
hon'>m para o sul, trouxe datas de Lipbia at 31
de Maic.o lindo, adiantando tres das s trazidas
pelo Trent.
Alem di.s noticias de Portugal, constantes di
cai i do n is80 correspandente, publicado na ru-
brica Exterior, eis as espSDba
Escreve o nos30 alludido correspondente em 31
de Marc3 :
S chigou a AnJarra a 27 d de Marco a dele-
gacao fraaeefee. O Sr. Papinava continua a ser
muita. acclamado. Reina conp! t,i tranquilli-
dada
A coalisao republicana resolveu votar por ac-
cumulacv em Pi y Margall, e por Madrid em Sal-
mern e Figuerola (progressig'a) e no marques do
Santa Maria e Sorai (federaes).
Em vista do telegramma de Rniz Zorrilla,
approvaudo a coalisao e aconselhaudo que se in
sista nova mente coin Castellar para que entre
nella, vai r"zex-s am ultimo esforco pelos colli.
gados para c nvencer, ma, p nicas eaperancas ha.
" A commifsao de coalisao republicana t abalha
com grande empenbo e euthusiasmo, o >rm as lis-
tas eleitoraes estao feitas de tal forma, e as auto-
ridades di Madrid e provincias praticam arbitra-
nedades taes, que o xito ser nullo.
Os esnovistas poucas esperaneas'tem nu ne-
nhuinas de vencer em Madrid e as provincias.
o Os ro neristas, que sao dos monarchicos os que
mais trabalham, aecusam os esquerdistas de os ha-
ver enginado, duendo que contavam com f oeaa
que nao t -m.
proceder do Sr. Castelar julgado com igual
criterio tanto no estrang. iro como em Uespanha.
A Frunce diz que elle quer ser um grande euro-
peu q ian.,0 nao passa de um mi hesnanhol.
Em Saragoca e varias uutras pontos os cas-
telar.f t ia man 1 mam o seu chefe para entrar, m na
Coa 11 lo.
t Parece que os Srs. Salmern, Tiguerola, Por
tunudj ; Iguns nutros republicanas, tratam de
p .rtir par. as provincias para fazerem grandes
rciiuies eleitorae8.
" Come ;aram a 18 do correte as eleieoes dos
secretario! e escrutiadores das mesas para elei-
cao de di putados. A maio ia dos secretarios e
e8crutindiires eleitos, tanto em Madrid como as
provincia*, affecti ao ministerio.
I're8i me-se que Madrid ele^eri 5 deputados
m'uis-eriaes, o ex-iniuistro canse.vador, Sr. Ro-
mero R >b io, e outro conservador do partido do
Sr. Cnovas.
No circulo de Huesca estao em maioria os
amigo* do Si. Casr llar sobre os do candidato da
colligagio. Suipo se que os rjeputaitos repabli -
cano* das diversaa gradaed^-s na > passarao d>- 20,
e que os conservadores de 20 e que os conserva
dores can 'Vistas s- rao nns 50.
O multado das eleieoes das mesas eieitoracs
d 3.118 /otos aos imnisteriaes, 1,268 aos monar-
chiotas oolligadoa, 63 aos republicanos.
--a i jiouco animad'ires para os republicanos
3ro- os ul'imoa telegrammas recebidos de Uespanha,
noticiand i a f iibnOhi dae mes s eleiioraes.
Segunrlo o tiailieei nal uso hespanhol, O go-
verna tra s cortee urna g ande maioria. To-
dos os go.'eraos o fazein ; assim, poia, nao ha io
tivo liara que Sagasta, que vale tanto como outro
qualqner, nao op> re como os Seat autecsaoreg.
A a' Inmiiiia eleit iral h apanhola t-m recei
tas t.ffici zes que todos os gavernos seguem
risca.
'i fiasjiata propor um certo numpro de nomes e
as urnas ier" complacentes, como costume.
l), ta Vez nao eeja piecisa para esae resultado
una grand presso oficial, visto que a discordan-
cia dos ai versarlos assegura a vieiona do gabi-
nete.
Julg >u se a principio que as dift rentes frac
Oes do p rtelo republi sino teriain toreo basta te
para calaa-m odios velhos, e olvidar.-m ..rigas in-
tentin .s, <|U" esqu-cenara tudo quanto s div de
para -i lembrarem do que as devia unir o eou-
gracar em face do inimigo commuin.
Eng> no.
Os f. deralistas rom Pi y Ma'gall, os progrps-
sii-tas com Salme.oa, os antigoB radicaos com Z ir-
rus conoUuram um tratado de alliancagL mas
Castellar lecusou-se terminantemente a anni
egse tratado, porque a sua repuoca
blica excljsiva para seu uso particular e dog ami-
gos do. Sagasta.
Alu desta divergencia dos republicanos,
urna outru vrio favoreeer -agaata.
Per i mrte de D. All" nao XII. Cnovas aconse
Ihou a rainha a que appellasie para os conselhos
de Sagast. Uometo Hobledo, que esUva amar-
rado a pasta como a ostra ao rochvdo, no vio coa,
boas oltioi esta manobra do ehete conservador, e
dsclarou ,;uerra de i orte ao seu antigo chefe.
Por tutro Indo a esquerda do partido liberal,
que d'-Doii da morte do geueral S-rrano, anda a
reboq le de Lpez Domiogues, fez-se de lado.
Suspeitt-se, porem, que o s>u chefe anda tra-
mando en favor da ex ra nha Isabel ; e cmo se
prestm ai mesmas aympathias a Romero Robledo
nao pan. admirar que estes dous bomepa, partin
do de poli s oppostos, se encontrem um Oello dia,
com o fim le organisareui urna campanha contra
asa:i:uaee inuiituicoes.
nuir a
urna repu-
A OoodetM de Ch:tr'ior.l, nltiaMmente talleci-
da succii libia a nina doeoCS de COraO&i aggn.vada
por um rastriSBCnto. > estove um ia de cama
Segundo as disp iSOC i t' m idas depoia da morte
d.- seu marido, ha de ser sepultada no jarign de
Castagna-Nissa, junta do Coa le de i.h imbord, de
Carlas X o a Duqu"za de I'arma.
A fortuna da eondessa avahada m cincuenta
rnillio.'S. A eondessa ap iquentava se inuit.) de ver
que com ella se extingua o ramo BMVIS velho dos
B mrboBs, e por sao. enqoanto sei marido vivo
foi, minea aasaoa de pedir D-us que a lev
pan si, ifiu de que sm marido fieaudo viuvo, p-j-
' tornar a caaar o perp-tuar a sua raca.
A proposito da morte d'esta senhora, escre-
ve Naeqneric nu liapprt :
O qu- foi at este lia (o da morte do marido)
a Condessa de Chambord cantiuuou a ser at A
sua ulrima hora.
o Nunca se consegua obter d'ella urna palada
de alh-sai a casa realeza de pouco raiis ou ine-
oo, que accende urna vela ao diabo revolucionario
e outra a S. Migue legitimo.
. Por mais irrevogav luiente bostil que sejamos
s preten^oes d'aquelles e d'squellas que cuidan
que povos sao rebanhos que se passam de pas a
filhos, no podemos deixar de nos descobrir per-
ante esta mulhcr que, incapaz de urna capitulaban,
manteve durante a sua vida toda o que julgava
ser o seu direito e expiron A gitimidade extinguio-se com ella. C un
ella terminou definitivameRtc- a verdadeira reale
aa. Houtem tinha merrid o direito divino; hoje
fieou enterrado, a
O Sr. d" Freycinet recebeu a 28 de marco o ge
neral Blanco ministro de Venezuela, encarregado
de ratificar a converta recentemente celebrada.
Brevemente ser enviado um representante fran-
cs para Caracas.
Por 11,651 votos contra 10.410 foi approvada a
lei que da ao clero catholico romano, no canto do
Tessin, todas as suas immunidades e privilegios.
Blgica
Tero assumido proporcoes graves a agita^ao so-
cialista, que ltimamente se desenvolveu na Bel -
gica. Continuara all em grande extensao asgrhves
acompaabadas de alteraco da ordem publica e de
airgrsssoes. Por avenguacoes a que se tem proce
dido, tem-se verificado quo aqu.-Ue movimento
promovido por agitadores estrangeiros, principal-
mente allemes.
As greves teem se propagado por toda a bacia
de Lige. A' populacao estA alli muito excitada.
F rtes destacamentos de tropa oceupam todos os
pontos em qae se rec da que rebentem desorlens.
No enterro de um chamado Jacob, que havia ca-
bido mirto por urna bala, estando jane.lla, re-
ceiava se grande tumulto, provocado por um dis-
curso que devia pronunciar o presidente dos clubs
auarchis-as, mas devido s providencias enrgicas
tomadas pelas autoridades, a ordem no foi alli
alterada.
Em Herstal, n'uina das ultimas noitea, um gru-
po de auarchiatas divagou pela commuua de Wan-
dre, com bonets phrygios, ai vorando urna bandeira
ver m. Un e cantando a Marselheza.
O tribunal correccional de Lige, n'um dos ulti-
m is das, condemnou 22 de>ord. iros A penas, que
vanam de 3 6 im-zes de priso.
us ios acensados foram absolvidoa.
Rt'ceiavt-se que se repetissiem a 29 de Marco
manifestacoes socialistas em Antuerpia. Em Bru
xellaa urna proclamaban affix ola nns lugares pbli-
cos da cidade e feita pela f deracao do partido
op-rario, convidava os traba hadores para um
grande meeting, destinado a protestar contra a at-
titude do governo as grves de Seraing.
Na bacia de Charleroi ha poi emquanto o Jem.
e tem continuado o trabalho; mas as autoridades
reclain un precaueo--8 e a aresenea de tropas.
Em Lige os grevistas quebraram muitos can-
diein a da illuminacao publica* e arremeasarara po-
dras contra a pocia.
Dous gr.-vistas all mus ficaram gravemente fe-
ndoa.
Um correspondente de Bruxellas afnrma que
a m .or parte dos individuos presos em Seraing e
em Tii'eur sao 8 icialistaa de naeionalidade all.ana,
entre os quaes figura um Vou Bredencamp, que a
polica de Berln procurava desde muito tempo.
Foi elle o promotor das desordens de Tilleur.
Foi elle tambem qu--m deu signal para o ataque
contra a fon^t armada, disparando tires de re-
volver sobre os solalos que lhe embargavam
o caminho. Diz o ,n- smo corresp miente que a
iusti ucea do proeesso judicial, que foi instaurado,
provar com toda a evidencia a parte de culpabi-
lidade que pertence a..a sucia ist-is allemes das
grves as deaordens de Lige e de Seraing.
I' o jornal de Lige diz que no Ministerio dos
Ei-traiigeiros, em Brux- llaa, recbou-ae urna nota
do gabinete de lie,lo, pedindo inform.eoes pre
cisas a respeito da situafo dos anarchistas na
Blgica,
Affinna-se que a mesma n da prope urna espe
e o de aliiane i int' rnaciooal dos governoa para
vigiar o manejos das acitas socialistas e anar
CblsthS. *
Longe de se apasiguar, a.grve qu" acaba de
exaltar a populacao da provincia de Lige e do
Barinage, tom pelo contrario pr porQO -a assusta-
Joras. Se as detnoostracoes dos desorneiroa nao
se revelaram nos ltimos das por conflictos com a
tropa e a polica, no emtsnto no i.en a venia-
de, que os espirito- se cooservam u'u n estado de
sobre excitaco externa.
E' necessano conf-ssar se comtndo, que no
A populaca i minrira, como sta de operarios honra-'
dos e laboriosos, que se deve imputar a reeponaa
bilidade dos sueees-os occorridos, mas sim aos ma-
nejos dos excitadores ostrangeires, pnnci|smente
allemes.
P^ra o di 28 de Marco annunciavain se mani- j
festaces ero Antuerpia, e em Bruxellas foram affi-1
xados crtazes, por parte da Federacao Bruxelleza
do partido operario, convidando todos os operarios
para um grande metting. reunido com o fim de se
protestar contra a articule aasumida pelo governo,
as rvis de Seraing.
Em varios ponios do paiz as desordens ten sido
grandes, e por esr-e facto reforjadas as tropas
Em Auinoircrie e em Marguerrth, os directores
r. cuaaram-se terminantemente a aceitar as pro
post-iB dos grvigtas.
En M mtegnes, estes atacaran) a casa do bul-
gomestre, sendo as tropas insuficientes para os re
primir.
Em Sain-Nicolas os anarchistas pregam aberta-
mente o saque das habitacoes dos burguoses. Em
Guasn os operarios abandonaram completamente
as oficinas.
Em Herstal, onde tora convocado um meetting
e.iin e fim de prot star c mira a condema ,cao de
WjMr*'"-r, huuve serias desordena.
Teve qu- fazer-se evacuar a p mtp.
Em Liintmrgs, aa gare, foi encontrado uu, cm-
brulh i de dynainit--, que a machn i afastou com o
limpa-c.irri aein que aquella exploaisae. O ma-
chiiiiRta, porin. ao abril-o para couhecer o cou-
tcdo, fieou sem tres dedos.
As ultimas noticias dos fictos occorridos na
ba'-i bulheira de Charleroi mos.ram que a situa-
cao muito grave. As autoridades tomam alli
tolas as pr-eaucoes pissiveis.
No da 27, ein Uoux, houve outro coohVcto entre
os grevistaa e o 2" lia'illi io le caladores, que deu
duas descargas Ficofam dez hotnena mortis e
m u i tus feridoa. Est iva a arder um convento dos
arredorea. O pnico augmeutava. Chegaram
4,1 lOO h mena da retorvo.
Na occasiao do saque da fabrica de vidros de
Bandonx, 52 laucaros deram urna descarga sobri-
os grevistas; mas foram postas ein fuga por. est-s.
que feriram o tenente e alguns sida tos. Coot-
nu im a circular bmios de am talos que fazein
por toda aparte cesaar o trabalho e aaquiun
tudo.
No m"smo da os greviat.is quizar im escalar
urna fabrica i :n Gainilhct. As tropas fueran) f
go 8 br* os grevistas que fuiiram ; mas am mi; i
rain voltar.
A cidade est oceupad* militarmente fazen lo-se
muitas prisScs. Aos habitantes foi dada ordem
para nao sahiram ra.
Oa grevistas da harluroi saqu iaram sobre tu
do as adegas. Dizem que hao de deitar fbgo a to-
dos os palacios, e que o governo deve cahir dentro
de 15 dias. Corra que no eutulho de um dos edi-
ficios inc lidiado- ficaram s pultados dous turbu
ciif >8 ebrios. O aspecto das minas lastim .so.
Em Liege as prisoes estaoebeiaa de gente, ha
vendo muitos alleinaea cutre os presos.
Houve, a 29, confl c o aan^r ufo em Casoleras.
Como os gicvi'st.is iiiipods:om o trabalho, aecudio
a tropa, que fui por ellea ap;d"jada. En a os
soldados izeram togo sobre .'3 tur"ulentos, ma-
tan I 3 e f rindo 14 ; os outr >s fugiram.
Em Charleroi eram a iS muitos os actos de pi-
Ihagsto Cimir.ettidus inte ino, e havia varias quin-
tas amenjadas da perto pelos turbu Cutos.
Partirn) patrulhas en todas as diraecSes. Os
dos e a guan i ci vi i reeeberam ordem d.-
las o- f go sem hesitacao sobre os aoaferaados, e a
todos foram distribuidos um mente cartuchos com
bala.
O general van 1er So Di ien pablieoo urna pro-
clamafo diz.-ulo qoe a teprasau ser. implaca-
vcl.
In ;lalerra
Ein Inglaterra c uitiiniarain at ao da 28 de
MarC), no m.-si o p as ditficuMad'a creadas no
seio d igabinetj pelos projectpj do Sr. Glalst relativos a Irlanda. O^ douvftiaist os qu fazein
opoosieSo a pr.jct. s, os Sis. Chamberlaio e
lyaii. na i a.- t ... demover da sua at-
titudt- pelas cono Sses qi lhes tem feito o Sr.
Gladstoue. Apena-: tem consentido cm nao dat a
na i'S"iii'i- f'; antes |Oe sejam auuunciadas A
cmara os prajectos, afiui de p iitpar aasbasaAna ao
governo.
Entretanto o part lo nacional irlandcz eifirca
se ror ir pr-pariodo a opiuiao publica en fiVOT
das suas reivindicacS I8, 0 Sr. Danitt uercorre a
Inglatcira em romana or.toria. Ha dias, f*il u-
d.. sos e-tudantes de Oxford e ao Club Liberal de
Manchesti-r, expnz as joiugo s reclamadas pelos
/* me ralers, c mostrou-se disposto a todas as con-
cesso a compativis com o reconhecimento da au-
tonoma.
O Sr. Parnell mostia-s^ tambem muito modera-
do e fez saber ao Sr. CbamberLin que, se este,
com os seua planos radcaes e com a sua oppcsi
e,'..- '.g projectoa do ->r. Gl-dston julg*va con
quistar alli.idos no partido nacional irlandcz, estA
perfeitameute engaado, visto o abysmo que ge ha
de abrir entre elle e o referido partido, do caso em
que chegue a pr-iduzir-se o sciama no partido li-
beral
No da 28, S. M. a rainha Victoria havia
aceitado a demisso dos Srs. Chamberlain e Tre-
velyn, nomeando para seus successores o Sr.
-tanlield o lord Dalhonaie.
O Sr. Gladstone annonciou que a cmara no dia
8 de Abril pedirA perunsso para apresen ar um
bil emendando a lei relativa ao governo da Ir-
landa, e no dia 15 proporA outro bil para emendar
a lei sobre a venda e compra de trras na Irlanda.
Applausos dos parnellistas.
Allemiialia |
A commissao da cmara dos senhores da Prus-
sia formulou, de accsrdu com o governo, um pa-
recer sobre a lei poltico-religiosa.
Seguudo esse parecer, serio reabertoa os semi
narios que estao fechados desde 1873 ; os estudos
qne alli se professavam serio substituidos pelos
que ae professam n->a universidad s
As dioceses de -'osen Gresca e de Kulm no
aproveitario dessa oonceasaoj mas ; um decreto
real poderA nellasautorisar a reabertura dos se-
minarios.
~er permittido As autoridades ecclesiasticas
fundar institutos de insirucco para o clero, coma
condico de communicar ao governo os seus esta-
tutos e regulamentos, b--in como os nomes dos pro
fesa .res que devera ser todos allemes.
Quanto aquelles estab-leeimentos de discipliuae
correccao, i m quetejam detdoa padres por haverem
delinquida, sera obngatoria a participaco ao go-
verno, tanto dos estatutos respectivos, comj dos
nomes dos delinquentes, da duraco de suas penas
e das datas das suas entradas e sabidas. _
Ser Bupprimido o t.ibunal eccleaiastico, que
havia sido creada pelo governo.
O minii tro da cultos, DO Seio da commissao,
declama que, se se disser que a reapeito daquella
lei houve um accordo entre o governo e a curia
romana, poderA responder que nada houve que
produzisse quebra, nem da independencia da le^ia-
lafo prussiana nem as resolu^oea da curia.
Na obstante os esforcoa do principe de Bis
marek o parlamento imperial regeitou por grande
maioria o pr je.-lo do moaopolio de a co 1.
A Gazeta Libera de li.rlun mantem, apezar do
desmentid i da Gazeta da Altemanha do Norte, que
o Sr. de Bisinarck procura o raeio dj modificar o
systema eleitoral do reichatag, 6 de se desenbara-
5r asaim do sufFragio universal, que lhe par-ccu
um tanto ou quauto in -ominad .
iiiani.irra
Continua a profunda div.rgeueia que ha muito
se manifestou entre a coma e o par unento.
E-ta divergencia de receiar que termine por
uma revoluta em que o re pide deixar de ser o
mai< afortunado doa contendores.
O rei proinuigou a 26 d Marco o orcamento pro-
visorio pura 18861887 ; visto que o parlamento
se tinha recusado a discutil o.
O i; i -ei n ., p r det rmiuaco re la, fieou aut i-
risado a cobrar os impoat .s que forem necessarios
para fazer face As despezas ; man no deve ul-
trapasaar aa previsoea do orcamento.
HiiNMla
Aa forjas de iutantaria e de cavallarta, que
estavaiu conceulradas em Athenaa, receoeram
ordem para marcha'- para a fronteira, e u m
niatrp da guerra, na data daa ultimas noticias,
m p inlia-se a ir razer uma inapei-;ao peaaoal ao
ex. rcito.
O gov.rnador conaeguio coutrahir em Loudrej
um emprestiino, cujo pr iductu ob.blita a fazer
face par muito tempo despezas di mobiliaacio
do exer -ira.
As difficull ..des que surgiram pira a ratifica-
e j lo ice mi a tnrco-bulgaro t.-em animado aquel-
las tendencias bo,licas*s, pira aa qu n s tem con-
corrid.i t imbein a cooatar que a pr,j.;etada de-
moiiiirae i naval das poteucias no' poderla del
xar de ter effeitos puramente platnicos, haven lo
siguanas naedes como a Russia e a Franca, qu ein
ncalium caso se aasoci iriain a urna ac^aj coerc
tiv pratica.
Dizcm us pssaoaa das rela^oca do principe Ale
xandn: de II-.iie. pii do pnnepe li Bulgaria,
i|i o Sr. de Bismarck deiteja ardeateawote ver
resolvid i o c inflicto bu'garo-russo ein aeotid ta-
vor. vel ao soberana dt Bu g ria
O chanceller alleina i dosoja sata resolocio por
dous motivos: prim iru pir ciuaa d c
Dameasad, depoia poraae -. inssreMa p*'tieular-
mente pelo principe Ai xauire. eoja pipulanda-
d muito gran le ua Allemaulia
Oa representantes das poteoeas deelararam a
priucipe Alexmlre qae pasaario diante, se ePe
persistir na gas resos*. Oconaelhi de miaistrea
leliberara no dia leguinte-
Conui, pois, o prioeips Alexmlre, a mantee
a su i r.-eu-a de adherir ao renov m ito diN
nu T.iilordi U iiHiel i O.ieatii ni
ti n de cilla ; aii s. A ii'n u,- i c 1,1 I i ge tea-
i. N i o a i; peniu, en nova si; ;.:j'jo eollectiva
d.s potenciag pirque pr ivavclineut: seria intruc-
lifera.
A i-in. :.t dn leput doi de Athen a foi convo-
nadu pasa 2 I: Abril, aii.n de votar os uovoi pro-
j -etoa lio i.i i. is e Dgilitaf
A i.npr. osa grega eootiaa s moi.ti-.ir-3. b -lu-
c- s. o parqce coas, loar a guerra in-vtivd.
B"gaa 11 .-i iiiiii ii n teegramma le Congt-.u-
tnopla pira o Daily New, en 2.1, a Grecia noti-
fican -'3 potencias que declarar. I i guerra i Tur-
qu dentro de 10 di is, se oso obtiveaa i a itidfaco
As suas recia.n:u 8 -.
Bf>tdiM-UaildoN
As qreves nos Eit-. I n Un loa assamem mu
ract r asaiutad >r p-la aua tena ri i i le e extfin-
sSo.
Em -I di crrante, eu Xew-Y.rk, gete miloge-
rarioa que tr iballi iv.un na industria du copos,
eansti'uir im-aa em arene
Oiide, por.o, i li n ie;) miis melindrosa em
S. Luz.
Um eonseqoi ocia da ordem dada pela aoiedad
do Misc'ri Pacific Rai'wty. de facer pirtir om
tr.in de m readonas, ia : -. tas oof1g>"am .
macninista e o fogueiro a ibandatar os seus lu
gai-es. Depiis deu-se un aseacam a* otra a
polica e os grevistas ; eonsegaiodo-ae tnalmeme
fiz r partir ooonbno ese.talo por um gran le
destacamento ne indicia, eapgvasttineate chmalo
p ra maiitor a ordem. Aa grevs -X orgaaisada
pela vasta uss.-ciaijo operara O cavalleiros do
trabalho. Exige, cm i primeva cmiici). que
as companhias de caminhos de ferro trat.-in direc-
tainent com ella e no com si empr gados in livi-
dualmente.
As companhias resistero, como seu direito, e
os Caoalltiros do habalho docidiram que, p >r
emquant no deixariam aeuo circular oa trena
da carreira. Se lato ii-l bastar, farao parar o ser
vico em t;.lm -s linhaa dos Est. i a l*..id s.
Ameacad i en seus iutereasea, a pipulaco ameri-
cana comees a acentuar cada ve: maia a sua -xal
taco cjntra os taes Cavatleiros do trabalho.
EXTERIOR
A Petersburger Zeitung noticia que o governo
rusa re-olv. u c-iear um novo porto na costa de
leste do mar Caspio, de Kraanowodok, para dar aahida ao caminbo de
ferro d Asia central
Kraauow .dok Com efl ito duplamente desvn -
tajoso : e-ta milito matante de Mikliailow k jura
ser o .lleca de uma linlia de caminho de ferro, e a
travesaia da baha de RasuoWodak e iinpossivol id
invern, porque nesta epocha os gelos impedem a
navegaca >.
Anda no estA definitivamente resolvido o pon
to mida lia de ser construid:, o novo porto.
Antonio iibinateio foi Horneado para roestre da
msica da lia- -i i.
Este titulo, cieado para elle pela imperador, dA
ao grande pianista as h airas de marechal de exer
cito.
Oriente
Anda nada ha es .Ivido a respeito do accordo
turco bul ro O prineip Alexa idre contina a
P'otestar contra a clausula que lhe limita a cinco
annos a durac i aos poderes, cjmo governador da
Kumelia.
Parece que a Porta aubmetteu ao parecer do
euibaiador da Russia urna nova redaccao com o
atento de satisfaz.r at certo ponto aa objeccoes
daquella potencia.
O emb .ixador pedio a tal respeito instruccdes ao
seu governo.
O governo italiano, segundo consta, propoz ama
nova ormula daquella clausula de accordo, com o
fim de conciliar quanto possivel. aa exigencias do
principe Alcx.uidrc cun i s deciaoea interiores daa
potencias. Por esaa formula, as funeyoes de en-
vernad ir da Romelia seriam sempre desempenha
sb pelo individuo que oceupar o throno da Bal-
gana.
O gabinete grrgo continua a man ter se em at
titud e bellicos, e pouco disposto a obedecer Ai
imposices da Europa.
A eua esquadra, commandada pelo almirante
Cavsns, lar^ou o fundeador de Calamina, nave,
gando com destino deacouhecido.
Correspondencia do Diarlo de
Pernambuco
PORTUGAL Lisboa, 31 de Memo
de 1886
Hontem noit-reuno-se o conselho de ministros
para deliberar Acerca do adiamento ou prorogaco
dos curtes.
E' possiv I que nao sejam adiadas, como se dase
e lhes transmitti na miaba de 28, e parece que
oV aero encerradas A 2 de abril por causa da
diieussao na camaia alta do projecto da dotacao
do principe real, queameaca prolongar-se naquella
casa do parlamento,
A griat attraction -dos debates na cmara dos
parea tem sido o discurso opposicionista do digno
par republicano o Sr. Latino Coelho, ministro de
estado honorario e do L-onaelh j de Sua Muges
tade.
E' realmente uma posco poltica singularsima
e excepcional a do Ilustre procero, mioistro com
a mo laichia, pois fizer.i parte de um gabinete
presidido pelo bispo do Vizeu, n cansiderou mais
tarde e agora, p-ir dever da aua chefatura repu-
blicana v-se obrigado a atacar nao s oa pro-
j-'i-to. de le que autoriaam o giverno a dar 100
eolitos de res ao rei para aa testas do consorcio
do aeu h- rdeiro, bein como o que duplica a dota-
i;iio de S. A. R., mas o governo progreaaiata por
ter apresentado as cunaras eatas propostas, qu
a cmara dos deputados JA apjrovou, temi all oa
tres votos contrarios, oa dos Srs. Jos Elias Gar-
ca e Cooaiglievi Pe Iroso, republicanos e do Sr.
c ins ib-iro e ministro d-i Estado honorario Jos
Das Kerreira, chefe do microscpico partido cons-
tituate.
O discurso do Sr. Latino Coelho, secretario
perpetua da Academia Real das Sciencias e aba
li.-ado a estadista tem estado a toda a altura da
sua i-.-pn.tac.Io litterar.a
Os proprios jurnaes piogreststas, cu jos chef.-s
elle tem hostilisalo em -eua raptos oratorios, cur-
vura A cabeca A auperioridade de decao, ao apri-
morado da pbrase e A delicadeza daa aggreaaes
temperadas sempre por finissimas precaueoca ora-
torias.
Quanda S. Exc. entrou na sala para tomar parte
na discusso, j estaya votada a generalidade do
projecto e m p-udc uaar da palav ra na esp-ciali-
dade.
Isto pela simples circumstaacia de que o Sr.
Latino C 'Iho nao manda os seus hbitos d'arriver
loiijours trop tard.
Pouco ames o Sr. Viaconde de Moreira do Rei,
par do reino que ae declara cabralista, isto par
titano de um partido que \k na existe, como o
Sr Jos Dias chefe de uu partido que nunca
chegou a enatir, propoz que ae pagaas.m A cuata
do Estado todas aa dividas da casa d Braganfa ;
que se elevus'ae, nao me lembro a quanto a somma
qne ha de ser entregue a*el-rei para as festas do
ca.-ameot i do pr ucipe real e que a dotaban deate
principe subase a uma quantiajanaual nao infer r
i que recebia o nefunto re D. Fernando.
O governo no esta va presente, deelarou loga
pela voz do Sr ministro da fazenda que o miu -
terto no r.-commendava nem ac-itava aquella
emeo la do nobre par Moreira de Reig.
A verdade que eate qjjiz, do pao do nosso com-
padre dar grande tatia ao atilna lo e qu taes pr .-
digalidades, a aerem aceitas pelo governo e votadas
pelo parlamento, augro-ntavain ao principe real o
numero dos acasos dirainuindMhe o d>.s oympa-
hias e prestigio d que a naca evo rodeal-o ob
servava bootein n'um artigo frisante de critica
parlamentar um jornal p.ogressita.
Eaper i se que aejam muito briloantes os fes-
tej s que ss prnjectaio fazer oa Braca do Principe
li-a ( i' tiga Patriaren d Queiinada) p ia occaaia .
d> coiisoco do principe D. Carlos com a priuceza
Maria Am ia de Orleans.
JA estA organiaada uma commissao dos morado-
res daquel a prava, um dos maia bellos aitioa da
cidade, toda arborisada e KJardmada com um re-
puche ao centro sahindo um vaa'o lago, para a
grande illnminaei i que alli ae hade efectuar oa
noite do casamento e as tr. 8 seguiutes.
A' frente da couunissao vc-m a- oa nomos de
alguna opul ntos capitalistas que all teem oa seus
palacios.
Comecaram os trabalbos de reparaban e limpezas
as galeotas reaes que se acharo arree dadas ua
Gora**ria.
E' grande o numero de fidalgos e mocos fidal-
gas que teem ido ltimamente vinar os seua as-
acntameotoa no livro de registro do real car-
torio.
Consta que o cootracto esponsalicio do Sr.
D Carlos que foi ou vai sor aa-igindo em Franca
pelo Sr. conaelheiro de estado Antonio de Serpa
Pimentel oso contm clausu.a alguna que precise
de saoeco parlamentar.
Diz-se que a familia Orleans tem procedido com
muito desinteresae e bizarra as negociacoea
previas do casamento
h. A. n principe real termina o seu oame na
qualidade de conselheiro de Estado, ao resto doa
procesaos crimea que devem ser presentes na pro-
'I xiioa reunio do conaelbo, para se decretarem os
1 per loes e commutacous cuocedidas plo rei na
Semana Santa, como ebefe do poder m iderador e
uo us i de uma daa suas inais bellas prerogativas
cjnstituconaea.
Ou procesaos foram recebidos no ministerio da
juativa eom a assignatura de S. A. eenviados em
seguida ao r. conselheiro Fontes Poreira de
Mello.
Hi dias o conselho da Escola ?olytechnica
puni u.u estudante Joaquim Lima, alias muito
intelligente, A perda do auno em t idas is aulas
que frequeota por delictos disciplioares.
A Associacao Acadmica de Lisboa tocou logo a
capitulo.
Os rapazes pronunciaram vehemeute discuraos
aa sala qu- Ih.is e nprestara a redaccao do Com-
mercio de Portugal ua ra Iveoa, e s rapazes sa-
bir, m para a ru oa maior ebulico do enthu-
siaami dando vivas e soltando h/irraks!. ; uns
p u ta outros.
Houtem foi a commissao tos estudantcs ao paco
entregara el rei a representaaao un qae pode ma
readmiasO do estunante expulso.
Chegou hnitem uma deputacao dos estudaatcs
da uoiv. rsi id : de Cjonbra que tain cu v.-m so-
le t. M. smodifiataoda derisaodo cen>
s io da asela polytecaaies de Lisbot. A aca-
demia Ilcrcitlaito, do Po to, vai mandar ign lmente
urna depuacao para interceder pelo estudante rs-
cado das Hulua. E' sabido e eate caso nao nova.
<) enfadantes asesinen) m ou dous lent.-s, mais
excntricos, cinbora de firmad -a crditos e rena-
tseo gcieotifica, par souffre doulenvs da uaa tr
as maia ou menos mansas. .>e as corpoi-tces
locantes pugnan p-la disciplina a prestigio dos
instituto ai ntiueos, castigan Ion is I i ni ti-a legaes
a quem lci n |uio, oa delinqu mtes acli.m Inga
adv.giloa na imp ni lerio lica, as depataOOM
e empenh a f.rv.-in, el -rei coiamovc-s-. porque tent
tmu coiavo : nunca StUrOD rapases alien .-:. a tt
nao manda que ge modifiquen) is rig r -i i en-
tender an iniuiatro que eatiinm-i poder ai.r'izvr
oa pe I idos que o ee.ui liado i.i iiar aa las-
timas d que se c ai lo ii, a o ro->ult id i c que se
fiz a vontaJe aos e tudantes e o prestig i '.~
plinar vai decabindo qu masmo um r.-gdo.
\:i) i c >m se pr ata Vez, mas pos-
givel qm- aaaim v.'iili a -ucceler.
0 Dr. Lo i.neo, qu rege a i asela p ilyt-clin-
ca a cadeira de anaiyse cbimica, i. ,r:l
sen i lionas com oaealu.laut .,. E' b uidoso
de mais ; depoia n'um m ment, que m \ a espera,
quer r.aa uaa- a aut ri lado ab la 11, ralba em
a asi indiano e qilasi IrancuZ, eos disC-
pulos n-jiibilain.
E eotn tant o Dr. Lour.m o um aabio a valer*
- No lumingo pioximo r'aliaar-ae ha na S
Patriarchal a sagrario doltv'. >. Frunc-co da
Soasa Prado d* Lic^rd-i, coadjutor e futuro suc-
c-ssor do bispo de Angra. Ser agrante o Sr,
caroVal patriarcas assistentes os Srs. arcebispos
de Porga e Mjtene.
O car leal patriorcha adions sua ida a Roma
para depois do cas unento do principe real.
A c.lonia portugust em Shangae roandou
celebrar na igreja de S los, daquella cidade,
exequias goterones por alma d'el-rei D Fernanda.
AasiStiram oa ministros italiano e hespiohol, os
cnsules de todas as naces, officiaes dat arm idas
americana, trancezaaiapinesa, o Testal de -han-
gue coro toda a sua comitiva, os presidentes e
roe nbros das cmaras municipaes ingleza e fraa-
c za, grande numero de convidados estrangeiroi,
bem como senhuras estraogeiras e poituguezs.
Uma g'jarda d honra da GJ companhia de VS-
luntarii a (composta de macaenses.) commandada
por um teneute, foi tambero assistir Aquelle acta,
formaodo alas na igreja. A banda de muaica
executou ,-ilgumas je^aa fnebres c na occaaio da
elevagao tocou o hymno da Carta.
Es rev o Mercury que os mandarna- estiveraai
presentes p-r ordem do vce re de Naoking, por-
que Portugal ia em breve ser recoiihecido come
uma das potencias do tratado, que o Taotai dis-
sera que foi a pnmeira ves que tinha estado em
urna igreja assiatindo a um officio dvioo.
No preseote estado das nosaas relacoea com a
China, a prca -oca do Taotai eotre os repreaeotan-
tes de nutras naeoes em occasiao to signific itva
como aquella, de facto uma garanta da dispo-
sio.io amigav. 1 que a China nunca deixou de mos-
trar para com a oacao portuguesa.
Hontem reuniram-se no Porto a companhia
do Caminho de trro da Povoa e a -ompanhia car-
bonfera industrial do Tejan, approvaudo os rela-
toroa, cootaac pareceres dos conselhos fiacaes. A
direccao da companhia de carril americano da
Porto A Foz de Mattosinhos propSe dividendo de
3 1/2 o/o em accao.
Commemoraado o a.miveraario do desaatre na
ponte por occaaio da invasao franceza em 1808,
sahio da capel!, das Almas, de S. Jos das Tul-
pas, a costuro ida procisso, indo A Ribeua, at'.t
estA o pouce representando o desastre, cautando-se
ahi o libera me.
No Diario do Governo JA vieram publicadas
as portariaa em virtude das quaes fo'am nortea-
dos os Drs. Eduardo Burney e iuardo de Abreu,
o primeiro para acompanhar aa cean^as de 8.
Thyrao, que foram mordidas por caes damnados a
o s-gundo para eatudar com o celebre Paateur a
prophy axia da ra va.
O Sr. Eduardo de Abreu vai a expenaas suas
conforme se declara oa portara. El-rei, que agra-
ciou Mr. Paateur ltimamente com a gr cruz de
S. Thiago, egcreveu Aquelle aabo uma carta au-
tograph ofFerecendo-lhe aquella horoenagem aa
seu talento e philantropia e ao mesmo tempo lhe
recommeoda as pobres creancaa nortuguezaa amea-
cadaa de bydr iph ibia, uma das quaes anda da
peito. E-tas creancaa tazem a viagem a cuata de
S. M. a rainha.
Sempre as capitaes ha excentricidades!
N'uma tuina de houtem la-ae o seguate anoua-
cio :
CENTRO PSYCHOLOGICO PORTUGUEZ
AMOB E .N'IAO UNIViCKSAL
19 Por ordem do r. presidente sao avisados as
socios deste centi o q-i na quarta-fer .'31 do cor-
rente, pelaa 8 \/2 hora., da nuite, tera lugar a seg-
-o solemne comroemorando o passam uto de Ailaa
Kardec.
Sala das 8. ssoes, ru doa Dourador 72, 2 .
8- cr.-tario,
Je'onymo Daptista Ros
No sei se o numero d..a socios avult i ou
no. Aqu h* annos, anda era vivo o grande
actor Joao Anaatacio Risa, a r voada do espiri-
tismo cstava no seu auge, sobretudo no tuyrr da
fheatro de D. Maria, sendo Rosa um dos roai- afer-
vorados crentes naquellas theonao. .. cu myjtifi-
eacees.
S. A. o Sr. infante D. Affmso com o sea
ajudante de ordena esteve ha tres dia no forte da
Duque de Bragauca e ua praCa de S. Julio da
IJarra, afim de examinar a n .va batera de costa,
rmala de pecas Kiup, construccau do Sr. maior
Tiles.
S. A. foi recebido A entrada )iolo governador,
estado-maio de engenharia, comroandaute de ar-
tilhana e roais otlicialidade.
A' entrada h eave a salva do eatylo, que se nao
repeta por .A u dispensa'- qu.mdo sanio
O Sr. Ileiiri ue de Mac Uo, ministro da ma-
rinha, teve a :t. -li ntem larga con erencia com os
dlustrea exploradores C.pello e Ivens, sobre as-
sumptoa qu- ae ligam aos intereaaea de Portugal
ua frica Oriental.
Reuni a aaaembla Leral da Ass*ciaca
Comm-rcial de Lisboa, afim de proceder A elcice
dos seus corpos g rentes, que ficaram asaim con-
stituidos :
Mesa da ass-inhla gera'Presidente, Poljcar-
pi Jos Lop-s d.is Auj i., ; vice-presi lente, Theo-
doro Ferreira Pinto Basto ; thesourero. Ernesto
Dneael S hroeter ; aecretaros, Antonio Adi ano
da Costa e Jos Adolpho de Mello Souza
Direccao Abrahao Beneaada, Antonio Fran-
cisco Ribeiro Ferreira, Antonio Joaquim GooQidves
Maci.ira, Antonio Joa O .mes Nerto, Canos Fer-
reira dos Santos Silva, Angu to Fran iaco Tiei
ra ; James hV.wa, Jos Carlos Desterro, Jote
Mariinh i da ilvaGuun ira a, Luiz Di go da Sil-
va, Luiz Eugenio Leito e Polycarpo Pecquet
Farree-a dos Aojos, etfectiv.is; Fern .ndo Jos< Ri-
beiro, Fred.ric i Auiiuat i Ferreira, Guilhernn da
Silva Gumares, Il-nriqu Dahonhardt e Jos
Luiz Pi reir Crespo, suplientes.
T rabero reuni a assembia geral da (om-
paubia Real Promotora da Agricultura Portugue-
sa na au. s le na ala do po-nte do Marcado Vin-
te e quatro de Julho (Ribeira Nova).
Presid i o Sr. Conde da Fox, aervindo de secre-
tarios os Srs. Hez ni le a veiino Rodrigues c Do-
mingos Pedro Rezeade de Castro C aislando. Fo-
ram una um.-mente approvadaa as concluaSca da
relatorio da direccio e o parecer do conselho fis-
cal, aeodo votado louvor A direccao no s peln sua
Doa gerencia, mas tambem por ter adquirido para
a coiopaahia as minas de phosphontos em Caitells
de Vide.


I
-
I


Diario de PernamimuTerqfeira 13 de Abril de ISS6



y
Foram eleitos para os encargos vagos nos cor-
pos gerentes os seguintes accionistas :
Director effeetivo, sr. Jayme Arthur da Costa
Pinto.
Director substituto, Si. Joaquim Pires de Soaza
Gomes.
Membros effectivos do coaselho fiscal, Srs. : coi -
selbriros Antonio Augusto de Aguiar e Lupo Vaz
de Sampaio e Mello.
Em seguida proc-deu-se disesao du refurm
doa mi tintos, -e i lo sta approvad s e a assembli
gem po* un ni ini.Ude.
A sceeao de histeria da Academia Real das
Bmcucias denji parecer muito favoravel para po-
di'n-m ?er Imprusaoc por cunta do listado os i ir p i
tar.;e.< esta ios que acerca dos renados de D. Af
fbaao VI c il I). Pedro I tem f oto o Sr. Zeb rin t
Branda ; s .-'io correspondente da raesma Acade-
mia.
Continuam as representacoes da Pati. Foi 'non-
tem guada, repxtindo o -Barbeiro de S.iih
c m o tenor Ifasini (ostra eelcbndade tainlieui
c (.'(i gal, i. ryi
Tumbo a corretpondencia me privn do i
avil-a desta vez,
L.
1
sjaai
PERHAH8UG0
Assembla Provincial
U. SE ikO E\I 39 DE MARQO DE 18?
PBE5IDEXCIA DO EXM Sa. DB. AHTONIO FBAN
i'iillllLIV DE ABAJO
Ao mcio dia, feta chamada e ve'ificando-se
estarca presuntos os Srs. Katis e Silva, Ant< dih
Vctor, Rodrigues Porto, Antonio Correia, B.
W* uderley, Berealaa i B.mieira. Julio de Barros.
Joo de S, Juo Alves, Soares de Am.nui, Ju-
vencio Marta, Constantino do Albuquerqui Au
gust.. Frauklin, G. Ferreira, Reg Barros, Co. Iho
de Moraes, Viscoade de T.ibatinga, Barros Batre-
to Jnior, Ferreira Velloso, Lourenc de S, (Jo
mes .'arante, Luiz (le Andrada, Costa Gomes,
Jos Mara e Sophrono Portella, o Sr. presideute
declara aber'a a sessao.
Comparecer depois os Srs. Joao de Olivei.a,
Baro df Itupissitma, Urummond Filho, Prxedes
Pitanga, Rosa o Silva, Ferreira Jacobina e Costa
Ribeiro.
Falram os Srs. Rogoberto, Andr Das, Dotrin-
gues da Si'.va, Amara! e Regueira Costa.
Nao estando sobre a esa a acta da sessao an-
tecedente, deixa de ser lida.
O Sr. l. secretario procede i leitara do se-
gjinto
EXPEDIENTE
Um officio do Exm. Sr. Dr Ignacio Joaquim d vergrncia nos incmbma da commissao, ser el e
Souza L-o, commuuicandj baver sido convidado lido muito brevemente.
pelo Exm. Sr. conselheiro Jos Fernudes da Costa Sao estas as informaooaa que tenho a dar.
Pereiru Jnnior para assutnir a admiuisirnco da O *ir. Praap PitaiigaSr. presidente,
provinci i,c rcra-'tteiido a carta imperial de 20 do qiiando enviei mesa o requ riinento de informa-
eorrente. que o n<>meou para o cargo de Io idee- ca<', ainda nao havia S. Exe. o Sr. presidente da
presideute, atiin de que a Assembla designe dia pr vineia remettido esta Asaerobla aquella solu-
. e hora em que deve comparecer para pre-tar ju- cao. O requerimento tinha cabellos brauecs, mas
ramento.Foi designado o da 30 1 hora da anda que os nao tivesse, estava ein sou direito de
tarde. ser lid-., pela mesa, por que te idia a questao de
Outro a orcamento da receita e despeza Kara o exercicio tricto.
de 1880 a 1S87 da Cmara Municipal do Recifc. O meu amigo e collega o Sr. Gomes Prente, pa-
A'CJinmissio de oren ment municipal. rece que fiera em pouca,;hiuho incommodado por
Urna petioao de Aiheiro, liveiia i C, neg- j haver sido lido pela mesa o requerimento que pede
aiantes desta praca. requerondo, cm additanvut-- que a commissao declare se rereh u as Betas do
de outros mercieims, que a tua ?ollecta, alm do 13 districto... e no caso contrario entilo se as
abate de 25 o/, teja n duzida metade.A' cm- .-olicitou. S. Exc, respondeu por um modo que en
miis.io de orcamento provincial. desennheci, diz.-ndo que a couiiuisso nao tiuha
Outra de Thoniuz de quino Baptista, roque- reeebide as actas, netn .inlr qne ae sdi-itar.
rendo um privilegio por 15 minos para fabrica Cahi das nuveus, Sr. presidente, e ni sein.lhante
vinbo de caj ; obriifando se a doar i Santa Casa revelacao do nonre relator da commissao de pode,
de Misericordia a quautia de 1:000000.A' com- i r- s, Sr. Exe. ve Iho patrico, couhecedur dos praticas
misso de peticocs. par amentares, saoe que as commissoes verifica-
Ontra de Joao Tbeodomir da Costa Mouteiro, d ras ae poderes teem obrige.cao, para dar pare-
cscrva-i do erime cjury de Olinda, requerendo c-er acerca de qualqnr elei^o, ile solicitir da in. sa
con.-i^nacao da verb-i de H05-J800, qne Ihe deve a pmt que essa solicitude da presidencii da provn
O Sr. PitangaN. disie o porqae V
O Sr Gomes PrenteNilo declaran lo no mes
mo officio o motivo pelo qual tiuh-t si la lo este
faeto.
Ora, a casa, portanto, ja est scieat de que
no existetn na secretaria desta asser bla ; nem
na secretaria da presidencia as actas das eleieoes
de Jelinonte e de Tacaratu'
De queui, pois, deve a commissao s leitar autiu
ticas de eleieoes ? Se no 6 da presi leucia, se na0
da Secretaria desta Asscmblt, nao sai de quein
a Comnissai aa possa solicitar.
J tenho dito muitas veaes n^sta casa que ni i
me demorarei na el \b ira<,- do parsjpw M-bre a el-i-
eio do 13 distnet >. Niu ha pr ) 'te aem a >a,
neui da commissao em deinori r o tem ulic.monto
d'3 deputad-s p ir aquello districto.
Mas a ausencia daquellas autiutie.i'- 8 a neees
sidade ile e.-tud.) e exaine mus serio s >lne .diurnas
eleicoaa tem dado lugar i um i p quena demora na
apiesente. lo do parecer.
O que extranh-el aea a fifreg ii lao loa no-
bros depatados, que mo queiem itt-uder as j |
ailegacoru que tenb t'eito no sentido de juaUBOar
a co nuissa.' por nao ter inda apreaentado a > i
reeer relativo a eleico d> 13 dlMrhtO Sao ate
contradictorios pasque ain la liont-m acouiarain
a commissao por nao ter examiu ido minu.iosa
mente e com cuidado as eleieoes de diversos dis-
tricto.-, e entretanto agora que ha motivo pira re
t ir.iaiii -uto. pretendem que a commissao de pare
cer setn rame, sem estudo e at aem authenti -as
de d> us eollegios. cujo numero de eleteraa influe
no resultado da ''leivi '
Entretanto, Sr. presidenti, para trar.q ilisur og
nobles ilepu'sdca, declaro que o parecer com grao
de sacrificio nosso eladorado esta noite sem audien.
cia de collegas da c.-ininissao, e teudo-o trazido
tioje, succe le que o Sr. Bego-sira i.'osta mo se
ach na ca-a e que o Sr. Luiz le \ndrada, na. ha
de aisignaro trabalhi, que eu fiz, se n o examinar.
J v quanto injusto o n ibre depatado para
com a commissao, que ten; sido irreprelicnsivel
Eu, Sr. presidente declaro que nao ve o motivos
que justifiquen] o requerimento do uobre deputado,
a ni i ser que qnizesse ouvir di! inim boj nesia
tribuna aquillo que estou dzendo e queja parti-
cularmente Ihe havia dito.
Eu me tenho em conta de ser). ..
(II idi versos apartes da bine da liberal).
Nao cedo as intimaces ; cumpro o meu dever
como o entendo.
O Sr. Prxedes PitangaComo entender nao,
como a lei Ihe m indar.
O Sr. Gomes Prente .. sujeitando o meu pro-
cedimento censura publica mas, repit", nao pos-
so attender lis soliei'avocs do n ibre deputado sem
ser nos termos legaes e convenientemente.
Meu juizo esta feito, e ja elaboiei o parecer de
aecurdo com elle ; acredito que, se nao houwr di
int-, requerendo ser mineado parn o lugar d-
irteiro desta Asscinbla. A' commissao de po-
k-
Camara Mu dcipal d'alli, de cu-tas.A'commissa i
de ornamento municipal.
Outra de Jos Severino de Almeida Pedro9a,
alferes honorario do exercito e ex-tnente do car-
po de polica, requerendo a sua refirma ou apo-
sent'.dona com todos os vencimentos de teuent-
depolica ou relativos ao tem o de servico pres
tado. A' cominesao de prtifoea.
Outra de Gaudcncio Anastacio do Espirito
Sa:
carteiro
licia.
Ontra de Jos Auirnsto Alves de Curvalho, coin-
mcrciante matriculado desta praca, requerendo
in p-ivilegio pir 25 annos para montar nesta ei
dad" una fabrica de chumbo de muuicao. A'
commioa > de peticoes.
Contina a diacuao adiada do requerimento
do Sr. Jos Maria, pelimo infonnac<'8 s-bre o
feriinento do guarda municipal Manuel refreir
Ciuz, na fabrica de crveja Nova Hainburgo.
Ningue n ma'S pi-dnd a palavra encerrada a
dsenasio, e postu a votos o requcriinento rejei-
tado.
K' lido, apoiado e entra em discusso o seguin-
te requcrimei to :
R. queiro que se declare se existem a tas dos
oollegios de Belroonte e Tacarutu', e no caso con-
trario, se a commissao as solicitou.Prxedes Pi-
tanga.
O ir. Praxedem Pian&ra Sr. presi-
dente, estamos a cnmpl-tar um mvz de sessao e a
commis-ii) de constituica e poieres ainda nao se
julgou habilitada para dar o parecer acerca d > 13
districto.
A eleicl i fez se no dia 2, todas as actas exis-
tan) ni presidencia menos as dos collegios onde
nao se deram eleieoes.
Creio, portanto, que a nobre commissi) tem tido
lempo de sobra para compulsar ua> s as actas
como para emittr c >m franqueza o seu juizo acer-
ca da materia.
Nao razoavel que dous collegas, qne dous ami-
gos estejam privados de tomar parte as discus-
s5es d' sta casa, oeede que elles teem direit, des-
de que elles foram eleitos e receb> ram o sen diplo-
ma, e que contra a sua eleico nada se diz.
Urna voz da baucada liberal Entao V. Exc.
nao sabe que sao libera-s?!
O Sr. Pitanga Mas eu creio qae o caractei do
liberal, de que elles sao dotados U iBa sitiados,
nao deve influir para apresentacol i do parecer, por-
que a commissao contando com a maioiia da tor-
ca bu com a forca da maioria, nao teria receo de
apresental-o desd q le a eleic o uo si-j i liquida.
Eu, poim, faco justica nobre commissao, qie
nao poderia crear entraves para excluir desta casa
aquelles que com direiio obtivessem o seu titulo e,
%} contrario pens que circunstancias independen
tes de sua volitad' terao feito com que a n ibrc
Commissao nao tenha apresentdo o seu parecer.
O Sr. Viscone de Tabatinga A commisslo
estava manca, um memoro deila estava fra da
t I de.
O r. PitangaHa pouco se disse que a aoen-
cii.i de um de iiosnos amigos, o Sr. Luiz de Andra-
da tinha dado motivo a essa oemora ; posterior
mr-n'e, pum, se disse que tinha sido encarrega-
do do trabalhu n Sr. Dr. BegaHra Costa, nao me-
nos digno m mbro da commissao, mus que ufe
lizmeute uo comparecen.
Creio, porm, Sr presidente, que ncm pnr isto,
por aquillo se justifica a -'(mora: a couimissi.0
deve "ser solidari ; desde que um de si us mein-
brjs se retira, os seus traba'hos devem p-ssar a
outrein, iquelle que ihe compete.
Portanto, pens > que nao e razoavel qne conli
ne e-ta casa a fiear seoj ter o etnheeimento dan
razoe< p >rqoe a nobre -o nmissao de constituirn
e poderes at h'je indi na> deu parecer ad-rca
di 13 distrieti, cujas actas se achavain na presi
dencia da provincia iied o da 10 do crtente, e
ha 19 dias esperamos que a nolite commissao diga
algum. causa a reapeito, de tnaneira que pnssamns
ao inen is a reditar que Ss. Exes. nao teem preven
eao cerca d s i kaito* por aqueile districto.
O Hr. UuiarK PareleSiuto, Sr. pre
aid-nte, diz r qne ja me iucounnoda a iusistencia
don nubres debutados.
O Sr. Pitanga Sao tem razo.
O Sr. G imea Par nteNao sei o fim que o no-
bre deputado t ve em v.sta, fazendo o requerimen
to que se acba em dis'wsso.
Diz o requerimento () :
Ora, Sr. presidente, eu nao sei mesmo a quem O
B0 r I oii'a le fez esta p.-rgunta. .
OSr. PitangaA eosnasicaio
O Sr. Gomes P-ucnte p irque o nobre de-
putado sabe que estas autbeutieas nio vie'am a
esta secretaria, tantcaasnn que o nobre deput. o
fez hi pouco das uji requerimento qu foi appru-
Tado, soliciUu lo-s- da presidoocia a lejnessadcs-
sas mesmas *- uthenticas.
A presideuea inform m em officio que f^i entre
gue a commissao no Babbado, declarando nao po-
der saiistaz r a requiaico po- nao terem sido ain
da recebidas aq-.ellas authentieas.
ca as actas de qualqucr collegio, onde por vem li-
ra se tenha dado eleieoes. Se porem essas actas
nao se achato em poder dos nobres deputados ou
pelo menos em poder do nobre relator da commis-
s >, urna de dua3 : ou S. Exc. (em coiihecment de
que em Belmonte e Tacaratu na > se realisaram
eleieoes 0 por esse uioiivo nao tem de quem solicitar
as actas e n-'sse cas > corra Ihe obrigaco porque
a commissao nao faz o que quer, mas siin o que
d termina a lei, linhi obrigac i, dig i, de apresen-
t..r pirecer, ou preseindiudo da actas porque Babia
que nao se havia dado el. icio, e nesse caso devia
j as ter solicitado do presidente da provincia.
O Sr. Gomes PrenteV Exc. ji ouvioa rainha
explicaco.
O Sr. Prxedes PitangaSe V. Exc. pr<-cisava
das actas repito, o canal competente era a mesa a
q em a commissao cumpria solicitar as actas que
nao tiuha em s-u p ider afin de c-nseguir dar o
seu parecer sobre o diploxado.
Prtan! >, S. Exc. nio t m r.zao pira dizetqae
naos be de quem ha de solicitir ess-s ocumen
tos. E com effeito pasmoso e i xtranhavel, que a
commissao verificadora de pareceres, ha 19 dias,
porque ha tanto que as actas 8- acham ua se-
cretaria da presidencia, e porttntn tambe D nesta
casa, -nao tenha podido dar ainda parecer.
O Sr. GoncaUes Ferreira Ha 19 dias?
O Sr. Prxedes PitangaHa 19 dias, pelo me
nos essa a data que eu aqui tenho
E' extrunhavel, dizia eu, que a commissao ain
da nao podesse apresentar o eu trabilho, sob o
ftil pretexto de que um dos seus m-m'iros se acba
ausente
Essa proposico, porm, Sr. presidente, nao pode
ser aceita ; desde qi:e a maioria da commissao
est presente, est perteitamente no caso de apre-
s-ntar seu parecer. Nos sabemos que as commis-
soes compoem se de tres membrus, e desde que
dous sao uniformes a commissao est completa.
O Sr. Gom-s Prente E como qu V. Exc.
.abe dessa uniformidade ?
O Sr. Pr> xedes Pitanga Se por ventura nio
houver uniformidade, cada qual tem o direito
de apresentar o seu parecer. Depois, pertencen
do os nobres deputados ao mesmo credo, tend a
aesma crenca, nao possivel que procuren di-
vergencia. Couvenca-se portajto S Exe. de qae
ro demasiado injasto tomando em m c.nta a oci-
aba reelamaeao.
O Sr. Gimes PrenteV. Exc. que injusto
com a commissao.
O Sr. Prxedes PitangaNao se admire o no-
bre deputado que insista hoje, como insistirei ama-
nh, emquanto uo fr elaborado o parec r.. por
que vejo que se est prejudicando c pret-rindo o
direito de dous oeputados eleitos, sotnente com
urna diHcul a que nao teo cabimento.
0 Sr. Gomis Prente Na opinio do nobre de-
putado.
0 Sr. Prxedes Pitaa V. Exc. tem o direito
de apresentar as duvidas que entender acerca da
olriQlO, mas uo tem o direito de piotellar inlefi-
nidamente um parecer que j devia ter sido dado.
O Sr. Gomes PareuteO noore deputado ainda
uo est satisfeto com as explicaQoes dadas V
O Sr. Prxedes PitangaV Exe. nao se d.fen-
deu ; V. Ex-. disse que esja noite por si tinha
elaborado seu parecer, e que nao o tiuba apresen-
tado porque Sr. Regueira Costo, nao estava ua
casa.
O Sr. Gomes P renteE' exacto.
OSr. Pr.xedes PitangaEntretanto o Sr. Re-
gueira Custa disse-me particularmente, que hivia
elaborado o parecer, e que s esperava pela sua
assignatura. Nesse dia achuva-s- presente o Sr.
Regn i ira Costa, assun como V. Exc.
S -ese portanto era o pena*m>nto do seu colle-
ga .'a tusmainsai. \. Exc. nao deve extranhar que
um meml-ro da oppisivo venha tri pelo direito dos eleitos, venha indagar daa razo -r
jorque os direitos desses eleitos anda nao foram
rec nhecidos. Pois o nobre deputado que teve a
faciudado <. a bondade de dar parecer sobre 12
iistric'os, runindo em um t trabalho diversas
1)1 |Bca, S. Exc Ilustrado como o eu o tW-
nbeQo, u ioha le agiua -ncalhar em nm pequeno
baixio, pelo facto de no fe achar presente um
memoro da commissao. O que desojo coinpreheu -
de bem o nobre deputado, que o parecur venha
mesa, afim de ser discutido, ou venham as dilfi-
euldades eucontradas pe
honra lo relator da
C .ntnusao, p >is que esses dous nossos collegas
ii< podem ficar indeinidamente tolhidos de tomar
parte nos nossos traba, hos.
Nao foi sem motivo que a lei marcon o numero
de 39 deputados, nao foi isso por dentis. Eu pas-
te mesmo que esta casa, emquanto nao ea'ivesse
completa, nao se poda constituir, porqne nio bas-
ta que a lei diga que s necessario haver meta-
d- e mi um para abrir se a sesao. Desde que
a lei deteruiin u 39 deputados, nao poda querer
< ue a casa fosse apenas constituida por 21- Esta
tasa s podia ser mstallada, quand > nos tivesse-
mos sciencia de que a eleico em toda a provincia
. sta va terminada, porque se assim nao fra, esta
casa poderia perfeitamente compor-ee de 21 depu-
tados apenas, 'ato do uuin -ro sutfieiente para
abrir-ai a sessao.
Entretanto, Sr. presidente, a elelcao do 13" dis-
tricto teve lugar no dia 2 do corr nte e a instal-
Iiipin deata Assetuol, tev lugar no dia 6.
O Sr. Goocalves Ferreira Creio que V. Exc
est engaado.
O Sr Prxedes Pitanga Se ha engao da
parte de V. Exc.
O 13" distriero dista desta capital LOO fogata,
e, tendo-83 re ilisa I > a el-ci' ao da 2, b-:in v o
nobre deputado que era impoiaivel satarem aqu
as a tas no da 5 ou 0.
O Sr. Gomes P irenl i d in < so t;:,ncila isso que
0 nobre deputado eati duendo gemeos o que
e?
O Sr. I'nx'les Pitanga-Di in 11 omiis om-
pieto poevel : la miaba parte nao lii im.la'a-
meute eontradieeio. Se ao da 6, por ox-:npi i
uo era possivel esfaroin sqai aa .rlniln ,-lei-
no 13" diatrieto, no i i in m II
era iss> pei-i'-.itaii|ente t .saivel. Oque cu
poro, que ua i .o liarnos ter noticia* no dia 0.
p rque Tacurat 'lista d sta cipi'al 160 leguas, v
portanto devia a Aosembla .ser aber a qu nido es-
tiftasea fei as as i4aie6es.
O Sr. G.iiiealves P.-rreira Nao h ponto da
provincia em que se nio va em 15 lias.
O Sr. Prxedes Pitanga') argmneuto do no-
bre depntu.io vem em meu favor, pois que a elei-
co realisoo H no da 2.
O Sr. Goiiijalves Fei reirV. Dxc. est enga-
ad*.
O Sr. Prxedes Pitang .N.ioesrou til ; a apu
rai;i i realisou se no da 2 c as actas j dcviam,
ha muit estar em poier da commis- i.
0 Sr. G mes Par. nte Assim V. Ex-, faz dus
aosaaaooes pelo mesmo ficto : censura a coauaia-
so e ao prcsid'nte da provincia.
1 > Sr. I'rax'de. Pitanga Si) z c nsuras ao
presidente da provincia, nao p .rque e le nao as
merece, nao por es-" facto, mal or outros de que
teuho noticia. Hei de ton ir contas disso maii
t-'rde a seu tt-inpo. Os desmandos commc ti i w
por S. Exc. sao m nUi_ero tal que se eu cune-
Casse agora a uarral-os na tribuna nao acabara
seno qu nulo S. Exc. 'me avisasse du que a hora
estava terminada. Nao me faltar porm occa-
sio para ocupar-me desse objecto.
QinndoS. EUcdeclaren e.nachiavc'icam'nte que
ua secretaria da presdenci nao havain as act is de
Tacaratu e Belmonte, S. Exc. que tinha conheci-
m. n'.o nao aecrescentou, o de uo ter havdo elei
cao.
Eu creio que o Diario de Pe*mmb'tco, Orgio
offieial da administraco de Ss. Exes. nao tomara
u arroj i de declarar que nao tinha havid > aleieao
em Tacar"t e B-lmonte, se offid tmente S. K\
uo tiresse conheciinento disto.
Um Sr Depu'a I N'a i wi i officio de ninguem.
Outro Sr. Deputad iO juiz de p.z tinha obri-
gaco de comuiuiiiciir
O Sr. Prxedes Pitan -a -A quem ?
O Sr. Gouralves FerreiraAo presidente da
provincia e junta apura loura.
O Sr. Prxedes PitangaAss vero a V. Exc ,
que Ticarat pode terjnia de piz; mas s" elle nao
do credu do Sr Cavalcante, nao exise em Tac i-
rat n m juiz la paa, aem jais municipal. E' pis-
sivel que tenha liavdo, mas sto no razio.
N aab inos que a mesa apuradora, procede a
apurar;lo por meio das actas que recebe dos di
versos collegios; e desde que a junta apuradora
emirtio deploma a dous cidados, nos t.'inis uina
eoaehuao carta. Hoave ou nao houve eleico ? Se
hoive nao inri le n resultado, desde que as actas
nao ebegaram. Se nao houve, razo de inais para
se na i retardar.
Um Sr DeputadoNoadmitte a junta abasan-
do ?
O Sr. Prxedes PitangaN> argumento com
abusos; )eus rar lirre de tomar por bate do mi
nhs arguin"ntaco abusos. Pois S. Exc. quer que
eu acredite que a jauta apurad ira seda composta
1 i I: ni na t) ordinarios que abusetn ?
Eu nao os couheco; mas os reputo hons, capazes
da dizer a verdale. Eu faco fimpre boin c nc itn
de qualquer magistrado, c portanto devo acreditar
ana quem preside m"sa rievu ser semprc um ho-
mem c uiceitn ido.
O nobre deputado sabe que um juiz de direito
tem urna rejiutacao segum e nao joga em carta
falsa, nao se leixa levar somante p >r um ca richo
pire, taaer mal a um pleito eleitoral.
Eu parto de um priucioio : todo o funceionario
justi eiro c hornero de bem, Zfila sua reputadlo.
A junta reuni as actas, apurou os votos e ex-
p. dio diploma a dous cidado-, e devo crer que essa
jiint i coinp sfn de diversos credos, por que na
s-i se todos sao lib-raes; creio que ha eouserva-
I res. horneas conscienciosos, e poitauto uo d"
suppor, nao devo acreditar mesmo que fizess in l
apurayo de nina el- ico, faltando votos capazes
de cninpr imett T a mesma el (II i um a art<*.)
l)-ad- que a junta apreciando as diversas actas
reuni votos que deu a um cidado para elle repre
s"u ar o districto, eu devo crer que esses votos nao
podem ser contestados.
(Apartes)
Eu creio pirtanti que a commissao de verifia-
i, i tend i, cm seu p ider o depl ma e actas conc r-
ii.nr a uo m.-smo diploma, nao podia se siccorrer
da falta de actas de Tacaratu, ainda mesra > quau-
do se tivesse dado a eleico, porque dovia concluir
a commissao, que o numero de votos nao p di-,
nflair no resultado da eleic ; no entretanto eu
espei'-que a commissao nao perdurar, netn me
tomarj por importuno, por que advego a causa de
dous amigos que representan; um districto.
Assiid. pois, espero que S. Exc. hade ser gene-
roso; apreseutaudo o parecer, qualquer que a-ja a
diffieuldade que tenha en -o itrado, por que, se a
eoinuiiss nao resolver a diffieuldade, a assembla
resolver por que teem competencia pura isto.
O Hr. Prxedes Pilan (pela ordem)
requer que se cousillte a casa so concede a ret-
rala do seu requerimento.
Consultada a casa, esta resolve pela a (firma-
tiva
Vem mesa, lido apoiado e entra em dis-
cusso o seguiute requerimento :
Requeiro que peles cauaes competentes se in-
forme :
.." se o Thesonoo Provincial tem pago a certos
e determinados funecionarios pblicos os respecti-
vos vencimentos dos mezea de Janeiro e Fev reiro.
2. Se outros ha que ainda nao receberam dos
mez s de Novembro e Dozembro.
3 o Quaes os motivos dessa preferencia em fa-
vor de mis com prejuizos de outros. S. R.
Jos Mana.
O Sr. Jo Mara Ten I, ouvido queixas
e queixas amargas, partidas do grande numero d>-
einpregados pblicos, o que quer dizer de conserva
odre i, p irquanto boje V. Exc sabe, e foi sempre as-
sim, rarissimo o liberal que faz parte, que te n
um lugar o mais modesto mesmo, na mesa do ct
(amento. Eu tenho ouvido quenas amargas con-
tra o modo porque se fascn os pagamentos a
csse fuucci narios.
Ha classes prevegiadas ; ao passo que os em-
pregados do Tbesouro, os da Secretaria do Go-
verno e os de nutras reparticoe, ja ?e acham em
bolsados dos seus vencimentos do mez de Janeiro
e muitos del es do mez de Fevereiro, outros exis-
tem que a n la nao receberam o mez de Novem
bro. Os profe isores pblicos de 2. e de 3." en-
fruicia ainda esto para receber os seus venci-
iii- utos daqueile mez ; entretanto que os empregi-
dos da presideuea, ja se acham embolsados dos
seus vencimentos do mez de Janeiro.
O Sr. Prxedes PitangaE' possivel que S.
Exc. oSr. presi lente da provincia tenha manda-
do ordem especial a respeito.
O Sr. Jo3 ManaA iniuha reclamaco nao
contra o The30uro, sim cutitra o Sr. presidente
da provincia.
Sr. presidente, a injustica vai muit alm ; ji
nao se limita S. Exc o Sr. pre3i''ente da provin-
cia a autorisar o pagamento de diversas repart
yes com pret'-rico de outras ; nao, seuhores,
manila bilhetinhos ao Thesouro Provincial para
ser pago particularmente este ou aquello funceio-
nario, um tanto protegido...
O Sr. Prxedes PitangaNaturalmente o ins-
pector do Thesruso.
0 Sr. Jos MariaSim, senhor,... para que se
pague a este ou aqueile funceionario o seu venci-
mento do mez tal ou qual.
O Sr. ltoucalves FerreiraNao cm ha bilhete do
Sr. presidente da provincia a esso respeito dirigi-
do ao inspector do Tbesouro.
O Sr. Jos MaraPois affirmo que ha, porque
S. Exc. mesmo me disse que tinha mandado pagar
a diversos empregados pblicos.
O Sr. 3oncalvea FerreiraMas nao por meio
de bilhete.
0 Sr. Jos Maria ; Pois aoja 8' m bilhete ; V
Exc. concorde em que pode nao haver bilhe-
te do presidente da pr*vinci<, mas que pode
havel-o do offieial de gabinete, porque S Exc nao
pode por officio dizer ao inspector do Thesouro
que pague ao individuo A ou B, mas, desde que o
tas e eu alfirin i que o faz, por meio de bilhetcs
de ordeos particulares. (Apartes).
Fquem certos os nobres d putudos, do quo eu
qu ando levantar aecusacoes desta tribuaa e afir-
mar o facto porque o posto f,zer. N se per-
sudaos os nobres deputad is, de que sou to I
viauo que venha para aqu fazer aecusaces so
bre minlia affirma iva, sem ter povas pira isso ;
qu nido nao tiver provas levautard a aaenlaato,
ni.s diaendo semoreotrvi dizer conata-m*.
Qu ni ouvisse o aparte do nobre deputado, po-
len a supp ir que eu eat av i aqui ar'ieuland o una
falsidide ; m-iia dea que smrmei a S. Exe. qa
eu o diss- pirque o illustre Sr. presideute di pro-
vincia in'o havia declralo, rlleprop'i >, S. Exc.
sahio-se can o anbtarfnao de qu i nao havia bt
ihatea do omino do proaidente. ( i Importa
que nao baj-t bilhetes do puuho d >> Bi i, ae o
na do piuihu do offieial de gabinete ou de quem
qu r que seja.
O S.-. G me ilves Ferreira O 'iu poaso affirsa ir
n i b lulo 'te-, c ,u .> Ex | le entend r
que tal ua qiltl t'uu !OU MC Iic3
oer a i s -us v -o atenl is e I ii raa ta que alle-
gar, como par acempl > nort-. d peas >a aa f imi -
lia, ate ; e de mus dadam apoca nao muito re
mota to los os prnfassorea de um districto recebe
run os seus ordnalos com preterida i de tolos os
outros r lataatea,
( Ha oiitr .s ap irtes).
U Sr J .< Mari i Mis, seuhores, pouco impor
taque os bilhete* aejaia caenpt s peta proprio pu-
uho lo pres. lente ou pelo do su olfioiil de gabi-
n"te, que saja eacripto em papel meis grosso oa
lio i, enn naelhor ou petar talbo d lattra; ou
ni M.iio que na h-ij i brlhote, mas que a ord-in se
t. nha d .do. A qu.'sti si se d ou nio a abuso,
e eate ain est constantemente aa reproJuzindo.
Este que o ficto, e sibre isto que preciso
tom ir provide leias.
O dr. preai I-ato li provteeia nao tem o direito
de julgarse ni funceionario tal o qual dere ter pre-
l -raa ia, p irqua nos vivemos e r. ucn pais, cij i 1 i
tnuil luieutal preacrere qaa os cidados sao iguaes
entre si e que u iibuin p lo gosar de preferencia
>obr i outro; todos s i tunceion;nos,todos cun pre ji
os sus dceres, to I >g teem direito a rec -b ir*. B
ai'us veneuneutos, devem, partaat >, recebel-03 ua
mesma poca.
E eu n' eouipr-hendo, Sr presideute, esta su
i erior la-lt; dos emprega-Jos da Secretaria da Pre-
sidencia, porque es o mais pnximos ifoqo, para
recber m os oe'13 veucnn-ntis antes d is nutrs
assim como nao posso comprebend-r o m itivo p ir
que a c'asse dos professores pblicos seja aquella
.pie tratana eom menos sannho, aquella que
in iis prejudicada, quau 1 > nos sab unos, qae urna
eiasse qne mais l've receber a aaimacaj e o livor
publico, se que se ple fazer alguma distinceo
entre empregad 's.
O Sr. B Barrete Jnior di um aparte.
O Sr. Jos M iraPara que veo: o nobre depu
tad> com accii-acocs Testa mtureza ao partido li-
li rl ? .N io v quo caie aparto vem fra de pr 'p-
sito? ( ipartea).
Vas, p .rque o partido que vuha trazer a sal
vaca i da patria e enefaer as arcas do 'liesouro, na-
da t-m c mis'gilo, a d'speito de estar no p ider
ha cerca de 8 mezes- f
Pois o nobre depurado nao sab--?, q le quando o
partido lib ral foi apeiado do poder, os emoregalos
pblicos estavam atraza los um mez apenas, e hoje
e-to atrasados cinc ?
Eu ueste momento ni i eitou discutilo urna
questao poltica; a occasio ni pripria; mas o
n .bre deputado quer >or torca arrastar-me para
esse t rr.no *scorregadio n penaos i. D.iixemo-nos
d'essaa ret.liic-s; vaaha 8. Exe. aecusar o ar-
tel i liberal, q laudo eu tiver de aecu-tar o partido
conservador pe is seus desmandos.
A oeeasijo hi de chegar, e quando se discutir
o oreameato pr ivincal e forca p diciai, entao nao
a!) ni 1 ni.. re i .ata cadena c tallarei q lautas vezes
o regimentme permittir.
Para ah empriso o nobre deputado, afim da
discutir n uso pr ee-iiinento do partido liboral ni
p i ler e o do pirtid conservador tamb'tn ni pi-
der, nio s ua ultima d minacao liberal como na
actual dumiuHco cinservadora, mais era todas as
dominaces ;" t liberaes, quer couser'adoras.
O Sr. Presid-uite Peco ao nobre deputad) que
discuta a materia para qu- -pedio a palavra.
O Sr. Jos HaraVio V. Exc.'quvii discuta
a questao para que tiuha ped lo a pilavrj, oto
curando resumil-a o mas pissivel, porque quera
fug'r desta discusso incandescente que nao de-
via ter lugar ag ira, c uno pirq 11 preiu tica grau
demente ininba salle ; mas o uobre deputado ar
rastou-ine para ella.
Ha, Sr. presidente, classes du empregalos p-
blicos desfavoiecidas.
S. Exc, o Sr presidente da provincia man la o
inspector do Thesoum que pague certas repirci-
(fi -s, e mais do qu< isso, m ind i que pague d iu-,
tres qua'ro m'ze, a individuos cercos e deter
minados, a ess-s que sao p irta lores dos bilhetes
de S Exe e at dos bilhetes do seu oficial d gi-
bi nete.
O Sr. Brrete ionioFrova3.
OSr Jos Mirii0 nobre deputado quer pro
vas?
O Sr. Barr-to JniorDe certo.
O Sr. Jos MafiaO nobre deputado tel a3 ha,
approvaudo o mu requ Ttineuto, para que o Sr.
ios lector do Thesouro, que homein incapaz de
meu'ir, assevere s-- verdade ou nao aquillo que
estou dizen lo. V. Exc. approvo meu requer n uto,
porque estou certo de quo o Sr Witruvio ser n
capaz de dizer que nao r-cebe bilhetes de S. Exc
o Sr. presidente da provincia, mindando que pi-
gue de preferencia a certos e determioados indivi-
duos.
O Sr. Viseonde de Tabatinga -Sedisser a ver-
lade, ha de dizer que receoe bilhetes de mais al-
guem.
O Sr. Jos MariaE' exacto; quero crer que
alen de presidente da provincia, o secretario tain
bem os manda, e uo sei mesmo se at V. Exc, Sr.
presidente, que tem poder paramas di que isto
Eu affirmo a V. Exc, Sr. presidente, que ba
funecionarios pblicos pagos at o mes de Janeiro,
ao passo que xiattra outios, e isto em gran le
numero, que nein ao menos receberam o de No-
vembro.
O Sr. Viseonde de TabatingaEu pens que ha
alguns pag >s at o mes de Fev reiro
O Sr. Jos MariaE' um escndalo este que
nos uo devemos acobertar.
Nao tem o governo o direito de tratar com mais
cari ho um individuo, por que pertence a esta ou
aqu lia arcialidade pclitica, do que a outros que
commetteram o grande crinn de resistir as ulti-
mas eleico s pressa-i guvernamental.
OSr. Goncalves FerreiraNao foi esse nunca
o movel da presidencia.
Isso naturalm :nts devido a certas circumetan-
cia3.
O Sr. Jos MariaNao sei quaes sejam essas
circunstancias. Na iniuli i opiuio todos os fune-
cionarios sao iguaes, todos sao pobres, todos devem
aos neg, antes, que Ibes fornecem os gneros, ne-
cessarios a vida. Na minha opinio todos elles es-
to sob o cutello do vinagre, e, portanto, todos de-
vem ser traeUdos igualmente.
O Sr. Viseando de TabatingaApoiado.
O Sr. Jos MariaNao comprehendo, senhores,
porque certos e determinados empregados, mais
felises, pessoas do peito aos potentalos da trra,
sejam pagos do mez de Janeiro, ao passo que os
outros sao esquecid 8.
Se nao se ivesse adiantado a uns, todo? cata -
riam pagos, pelo menos, at o mez de D.-zembro;
mas com esse systema, ao passo que uns recebe-
ram j o mez de Janeiro, grande numero ainda es
t por p gar d i mes le No 'embro.
O Sr. Viseonde de l'aoatingaHa outros que
receberam at o mez de fevereiro!
O Sr. Jos Mara Aquelles que souberam ser-
vir ao partido dos nobres deputados, quo dersm
seus vot" Boa candidatos conservadores, sao tra-
tados com toiss as deferencias: aquellos, porm,
que souberam resistir presso do governo, resis-
tir a intimaco, esto pifando, morrendo a fome,
a sua inteireza de carcter.
E por este modo, Sr. presidente, com o tarror,
com o espectro da fome, que o partido dominaute
luer firmar dominio.
E' necessario notar, Sr. presideute, que esse pro
ceiimento tem um fim; um preparo para o futu-
esde que boje esses empregados souberam re-
sistir utimacao, preteoie se reduzil-os miseria
para que amauba, acuelles que por sua inteiresa
de carcter agora deixaram de acompanhar o carro
de Apollo, com a lembranca doa sofFrirartiitos por
que o fizeram paasar, amoldem-se voutade su-
p ma.
O Sr. PresidenteObservo ao nobre deput do
que est fioda a hora.
O Sr. Jos Mara-Eu sou obediepte a V. Exc ;
est linda a hora e eu dou por terminadas as mi-
abas consideraooes. Cont qae a nobre maioria
conservadora approvaro meu requerimento, mes
mo porque assim poder ter a prova do que eu
vcuho de diier. Se, porn. elle for regeitado ne-
nbutn deputado ter o direito de pedir me provas.
0 Sr. Barros Bsrreto Jnior. Venham essas
p ovas. V. Exc. que faz aecusaces to graves de-
ve ter provas.
O Sr. Jos MariaAh V. Exc quer provas?
Quer a confirraaco do que eu acabo de dizer?
0 Sr. Barros Barret Jnior (Jertamente.
O Sr. Jos M.riaE itao osea.
0.Sr. 15.iros Barieto JniorBstoa ou/indo.
O Sr. Jos Maria -S Exc. o Sr. prndente na
provincia mi disso que .tiuha miniado pigar a
m e Jetermiu.dos empregados. V. Exc quer
mais eselareciinentos ? Approv.i o m'"U requeri-
inento e tei-os-hi; mas -vi sei que o nobre depu-
[ I nao capaz do lar-me o seu voto.
Uu Sr. I) ipnl i I i "oderia o presidento da pro-
vinci i tem m tu l id i pagar a certos empregado que
i em certas couliceoes.
O Sr. Viseonde de Tabatinga -laso urna his-
toria.
O Sr. Jos MiaAs de todos sai
as mesmas.
Assim, Sr presidente, se os nobres denutado3
querem a prova c ; .al, certa, incoacussa do que
acabo de dizer iprove n o man requerimento por
que estou aarto de que o Sr Witruvio h'. de mau-
lar diser que tem hsito tudo isto que venhu de ex
por e por autorisaco do Sr. presi lente da provin-
cia.
II is estou cert) repito de que os nobres deputa-
dos nao teem coragem de votar pelo meu requeri-
meuto e nao votarl.
(Apoiados).
A discusso foi adiada \> 11 hora.
ORDEM I>0 DIA
Entra em dfocnasao o projeeto n. 5,deste nano
(suputando a Santa Casa de Misericordia de
Groy tona a do Becrfe).
Vem mesa, lido, apoiado e entra conjuncta-
mentc era discusso o seguate requerimento:
n Requeiro o adiamento da discusso por 10
dias at que veuhm as nformaoS -s d* Santa Ca*
sasa. Jos Mara.
Niagoem mais padindo a palavra, encerrada a
discusso do requerimento e posto 3 votos, re-
geitado, continua a discusso do projeto.
(Continua.)
KtviSTA DIARIi
ivurmliicii Provincial Nao h .uve
hontem sessao por terem comparecido apenas 19
Srs. deputados.
A reunio foi presidida pelo Exm. Sr. Dr. Jos
Man ,el ,1- 15 irroi W.m lerley.
O Sr. Io secretario procedeu Ietura do seguin-
te exoedientc :
Um officio do secretario do governo, commuui
caado que teve o cmvenieuto de3tino o officio n.
92, relativo ao contrato celebrado c itn M 10 mi de
Pigueiri Paria & "ilhis para a publicico dos
debates dcita assembla.Interada
Umi petioolo de Anna Francelina do Reg Bar-
ros, proiessora publica de Te^ipi requerendo que
seja .lvala il 2* entrela a ref rila cadeira.
\' commissao de instraeeo publica.
Outra de Francisco Bezerra di Palmi, offerc
cen lo por 4:0J0J um sobrado em Jaboato para
cadeia e casa de c uara.A' commissao de orca-
.nento provincial.
Outra de Jos da Silva Castro, requerendo um
privilegio por 20 anu is pira inoatar urna fabrica
drejadores, nao mais 8e rsproduzindo o violenta
desacato, que m is visava os paisageiros do treta,
do qne a companhia, conra quem pared que era
diri 'ido o ataque.
TlM-utr ae Variciluil M No sabbada
deu-n'8 a empresa Boldrini & M loas um v.riado
espectculo, em cuja ultima pane re ippare-'eu em
s o ., depois da grave enfermid ide que o ucaom-
metiera, o Sr. Mimne.
Este fest-jilo iti ta fui alvo de ruidosas ma-
ii 11--tagnes ile apaeCo, a i n i asioinou a o proscc-
ll.
NaqneHa occasio foi brndalo pir alguns d
seus admira I irea, sendo oobrto par militas flores
gados pjr peesoas la pwta ga-
leras.
Apraz-nos noticiar ana, dama vez, a concur-
rencia f-ii mais numerosa.
Onisi' eNtocailaxTantas kvou ante-hon-
tem 1 horas la tarde, no lugar'} unll-ir i, per
teoeeiite a districto da f .- ie :i du S. Jo-i,
o ni liviano de noine X i n ri mo J le S'at'An-
ni, sendo Ihe dadas por H erculau i RiyinuuJo Al-
ven das Neves.
Haveudo ambos poucos minutos antea lutado
comeac8*ea, erculano, que fra cosido de bor-
doad.s, espjrou com urna grande agolha de coser
saccoi ''O seu conten loe e ento... coseu-o de es-
tocadas.
Os ferimentos de Numtriano, que foi re?oihido
ao hospital Pedro II, >3o graves.
11 erisaraoso foi pres i < m flagr.- ato delicto.
NavaltoaUa-Ante-ho.iteio, s5 1(2 horas
da tar le, no becco da Eingue'a, ireguezia de S.
Fre Pedro Goncalves, foi erido i oin urna iiava-
Ih^da no b un bro direito, Adriano Fernaadea Vc-
tor por Jos Ci irense.
O f-rimento foi considerado lev?.
0 criminoso cvadio-3-.
Calieran quelirailn* Ante hontem no
pateo d (Jarmo, Ireguezia do Saa:o Antonio, qua-
iro individuos, por questao de ci un -s, ortgi lada
no becco do Sarapitel, donde sahi ram para aquei-
le pateo a Intar, inimosearain se cem cacetadas re-
sultando 'lillas cali um sabir culi soffnv-is bre-
chas ua cabeca. Dous d lies, que menos corriam,
foram presos pela uut irdade, e t lo Jos Antunio
da Silva e Jos Leocadio de Oliw 'ira, este brasi-
leiro e aqueile portuguez.
Foram viatoriados ambos pelo Sr. Dr. Mello
Gomes, qu-? considerou leves os ferimentos.
ItouboUuraut! a noite de Jomiugo pAra a
de seguuda fera, os da companhia do Olhu Vivo,
serviudo se de cordas, subiram ao tecto do irina-
znm de farinhi de trigo d is Srs. Jos'a Carvalho
& C, no caes do Apollo n. 'i, e, depois de o dea-
telh.urein rontade, aelle enetraram, arronb in-
do enti urna maca, onde baria b-stante diuheiro
em cobre em pacotcs de 1J000, B < ondoairam 453
dos taca pic-ites.
Nao per leram o tempo.
Q ma sao elles nao so pdde ainOa descobrir.
Dnao farailatAnto-h da tarde, no lu^ar Catuci do disticto d: \figa-
dos, Jos Theodosio Carneiro da Silva e Rufino
The.idosio Carneiro da Silva aggr idiram o crioulo
de nome Manuel Jos P.-reira, con lea io por Ma-
noel do O', e, travan lo urna dispui a, pase ir am a
vias de facto, tendo o primeiro ferido a Mauoel
com duas tacadas na fa--e esquerda
Ambos os criminosos foram preso".
A vistoria foi pr icedida pelo Sr. Dr. J. J. de
Souza. que declaran seren leves os ferimentos.
liotcrao du biftpndoD z a Aurora de
de fazer luvas d^ diversas quali ladea, obrig-iudo- .
Ihea aldmentaco e vestuirios.A commissao de Pronato d-vigano para a fr guez.a do Bom
peticoas
Outra de Jo iquim Bezerra Terres, arrematante
das impostos tuuuicipaes do 1" districto de Buique.
requ-rendo um abate de 3014100, metade do va-
1 ir da dita arremitaoo.A' commissao ic orea-
mento muoicipil,
Outra de Francisco Joaquim Paiilha, 2o tabal
lio do publico, judicial c notas, de Buique, reque-
rendo qu se reun ac seu cartorio o outro officio
idetico da c imarca.A' commissao de justica ci-
vil e criminal.
Outra de Rita Maria Gromes da Soiz-i, proles-
aura contratada, requereodo ser contemplada no
quid-
publ
Outra de Maria Candida d> Figuoredo Santos,
professora da Casa Forte, requerend i qu i se crie
ni. escola nirmal um i ciieira do desenho de figu
ras, naisagem, fl-res, etc., sendo nella provida.
A' commissao lo rnstxosfio publica.
Em segu la liaaolvu se a reuna;
Conselho de Papacaca, nesta provincia, p>r tem-
po de mais de uui anuo, a favor do Rvd, Manoel
Candido das Chagaa Gon lim.
dem, para a freguesia de Pan illas, nesta pro-
vincia, por t inpo de mais uta auno, a favor do
Rvd Geuuino Walfrido de S juz i Gurjo.
dem, para a freguezia de S. Beuto de Marago-
gy, em Al aguas, por mais um auno, a favor do
Rvi. Jos Pereir. dos Santos Silva.
Ilem.de coadjutor para a freg ieiia de Santa
Luzia do Norte,em A'.agoas, por iraia um anno, a
favor do itvd. Jos de Souza Barbosa.
dem, do cipello d.. Cathelrah de Olinda a fa-
ina iiuiih mana, t iiijit- i* *J 01. vi^uvwu.,y.i* ^ tTt
u*dro das eff.-ctivas.-A' commissao de instruc?ao vor do minor.sfa Joao Pacifico Peieira t reirc
ublic-i. ** ursil -R-c bemos o n. 113, de 2o de
M >reo, deste peridico parisiense. Sis o sen sum-
La politique de soldarit amricaine.R. Bal-
lestas. Tl-gramm-3. Eehos de p irtout. Notes
sur Paria.Charles Mainard. L'iisrruction pri-
maireau Brs.l.Lnnc ule Carvalho. La Fran-
Companhia Beclfe DratnagcEm 2 ce/t IVmigration
lo pisa ido a presid uicia da provincia dirigi o
seguiute o ffi.'io a> engenheiro Francisco Apoli
ginu L'i! :
Sen lo mais conveniente que o cargo da fiscal
da companhia Recfe Draiuige seja exclusiva-
ip.nte les mpenhadn por um s fuuccionario, re
solv ame ir Autoui o Vctor de Si B arreto para
acercar o lito cargo, aojando d-spens-tdo Vrac,
cujos bons seuvic'S, alias, reconheco e teuhina
darida cuita
M. Haeckel et la science cou-
tcmpaine. Osear de Antojo- L"3 victimes-
Bourr. auxr=.j-.>y de M*6dJV, Le rJrsil et les
erreurs de M Lamas.A. F. Slm-^Sin nt^jJiplo-
matiqsn. Lemutratien altemandc. Covrnera '
mriqne. Brstl. Nouvilles des provine-s. (Rio
de Janeiro, Bahia, Rio Grand.- do f-ul), Hait, Me-
xique, Prou, Rpubhqne Arcn due, U uguay,
Venosa la. Imini'iatiou. Servic? i'eragration
daos les prorincea bresili nnea. R-vue financie-
re.J. Gef. Revue coinmerciale.D. Noel. Es-
, .i i _.._ --ti-
Kezoi'ios to CanliutliUioEm seu nu- pectacl-s et eoncerts. Mouvement mantims. Mai-
son3 recomman lees. Auiionc-s, etc.
tioenal de uucrra-0 -r. mijor Villcls,
director do Arsenal de Guerra, nos r.-metteu para
publicar o s"guiut offi -io :
Copia.N. OQoartel do commaado do
2 atalho de infantana as Cinco Pontas, em
Pernimbuco, em 10 de vbril de IS86.Dlm. Sr.
-Respoud ndo ao fficib de V. S, n. 299, de 9 do
correute, cu-np.-e-rae declarar co o tuda a impar-
cialidad e juitica, que o fardaraeuto dos officiaes
e pracas do bitalho, fornecido pm essa_ reparti-
ca i, tem sido bm manufacturado e de boa quali-
daie, nao dando lugar a reclamaco alguma, con-
formo se v da nfonnaco junta ministrada pelo
major fiscal di s'e batalbo.
Deus guarde a V. SUm. Sr. major Anto-
nio Vilella de Castro Tavaraa, mu digno director
do Arsenal de Gu-rra.Manoel de Azevedo d
mero dedo ningo.'ll do currante, voltou a l'rov n-
cia oceupar se do acontecimento de 31 de Ja-
neiro ultimo -m Grota-Nova; mas nenhuma pro-
va adduzo en apiio das suas aecusaces, que nao
pas-aram de ua.a reprodueco das que anterior-
mente havia formulado, e que ji foram por nos
destruidas.
A' mais trouxe a Provincia a a resumo, de cuja
"Xactid >, por falta di elementos, nao podemos
julgar, de um discurso proferido em 7 do crrente,
na assembla onvineial, pdo -o., depurado coro-
nel Antonio Victor Correia, sera duvid um ho-
n-in de oem, maa que nao foi t.'Steinuuha presen-
cial dos factos.
Na sessao de 10 o Sr. deputado Regueira C >sta.
respon leudo qu lie seu cdlega, disse-lhe que se
ella dava sua palavra de honra de saber de scien-
cia propria dos alludidos factos, taes quaes os re-
ferio, desistira da palavra e tena por verdadeira
a narrativa.
O Sr. coronel Antonio Vctor, em aparte, res-
pondeu que sabia doa factos por informaces. Nao
disse, entretanto quaes os seus iuformintes. Tam-
bero, a Provincia nunca decliuou o nome dos seus,
nem adduzo umi s prova em relacao aos factos
que iiai-r ei.
Con, pois, tel- us por verdadeiros? Q i-m ga
rante que os taes informintes merecam f? e, se
a merecem, por que nao foram ell -s autoridade
com etenti f-tzer as suas declaracoes?
Tudo isso sybillino, tudo iiso uo merece pois
as honra de ser equip irado ao documeuto que pu-
blicamos.
Demais, o Sr. Dr. Regueira Costa destruio a
argumenta-,;o do Sr. c ironel Ant -n'o Vctor, e
debate prnseguo ua assembla proviucial.
Nao pr tanto, fra de proposito, aguardar a
publicacao desses debites. E' o qnefaremos: e
opportuuamente v^ltarem is ao asaumpto.
Conflicto e ferimenlosQuando, no
sabbado ultimo, p ssou pelo Porto do Lasserre, na
Capunga, otrera la fero-va do Caxang, que lar-
gou do Recfe a G horas e 18 minutos da txrde,
all entrarara Antonio C isme Jos de Luna e dous
comp.inhciros de nones desconbecidos, os quaes
entenderatn que n leviam pagar suas passagens;
e sendo isso nnpellidos ocio chefe de trem, de
nome Joo Gualberto de Suiza, fizi-ram n'o con-
tri gosto, prometiendo vingar-se desse chefe, ao
qual dirigiram insultos, ao se apearem no lugir
Zumb.
O trem segua sua viagem ; e no r'gresso, c rea
de 7 horas e 15 minutos da noite, quando paaaoa
pelo dito lugar Zumb, Antonio C ism-', armado
de faca e espada, pul-ou para um carro de 2" classe
onde se achava o referido chefe Souza, e o aggre-
dio.
Travou-se um connoto, em o qual intervieram
ura,conductor appelhdalo por Timhh e "m Ore-
quista de norae J-on ; resultando sahir ferido An-
tonio Cosme com urna bal de revolver no peito
c uina fie ida no anua.
O chefe do trera, vendo-se aggredido, fez uso
de um tavolverque levava, disparando dous tiros,
um dos quaes acert m em Antonio Cosme, em
quem fez um ferimeuto leve, pois a bala, b .tej lo
n'uma costella, nao peuetrou, resiVI m.
Dos dous outros empregados do trem, que foram
em auxilio do sen chefe, nao se sabe qual foi que
deu era Antonio Cosme a tacada no anua, fazeado-
Ihe um feriinento grave.
O f rido foi vistoriado pelo Sr. Dr. Cosme de
S Perera, e est reclhido casa de suaTesi-
dencia.
Souza, Timba e J03 evadiram se.
t|ii'ilrt'j pelo lugar Cordeiro, da farro-via do Caxang,
passou o trem que largou do Recite s 7 horas e
18 minutos da-noite, um grupo de pessoas all reu-
nidas pedrejuu o mesmo trem, nao feriado, feliz-
meute, a ninguem.
Inteirado do facto, o Sr. Dr. chefe de polica,
fez logo seguir par ad algumas pracas da guar-
da cvica, cuja presenca afogentaram-se os ape-
Natcimento, teueute-corooel, coatmaadante.
Conforme.Eu, Jos Francisco Ribeiro Ma-
chado, secretario, subacrevo.
TorreDo povoado deste neme nos pedeai
para solicitar providencias, de quem direito for,
que evitem uina desgraca imminente.
Diz o nosso informante que all reside ama ye-
Ihinha pir norae Eugenia, geralmen'e conhecida,
em urna casuiha que est prestes a desabar, tal
o estado de desapr imo e ruinas desse mond ; e
que um tal desastre ple e deve ser fatal essa
infeliz, que nao t^in quem por ella vigi.
A Torre faz parte do municipio do Recife, e
n specti va Cmara Municipal cumpre dar as provi-
dencias.
EmbarqueSo vapor Sergipe seguio aute-
houtera para Alagoas o. Sr. Mi.{jel Fernandes
Barros, que, como ja tivemoa occamo de dizer,
vai em commissao do ministerio da agricultura,
examinar a escnpturaco da ferro-va de Paulo
Affonso.
Bous venf03 o leven.
I all-- imeiiio -Telegramma particular que
n s foi cominunieadn diz ter falleeid na Blgica
Mauoel Ant.nio Mreir, cnsul geral do Brasil
em Bruxellas*, e que recent-mente esteve nesta
pr ivincia, onde veio passeio.
O fiuado era hornea maior de )0 annos de ida-
de, intelligente, algum tanto Ilustrado e rcuits
tr balhador
Era offi -ial da imperial ordem da Rosa e cava-
llieiro da real ord-in 15 Iga de Lo mi lo. _
Km tratsMitoO paqoete PaUgonia ljvou
ant-noutein 303 passageirns para o sul.
Diuheiro O vap >r Sergipe levou para :
Mic' 26:001 *00t
Penedo j56?,1?
InduMtriaw e proO correte, termina o pr.so da cobrat <;., sem multa
dos imposto de in lustnas a pro&aoas, ef"'"ltes
i<> 2 s raestre do ejercicio correute de 188a-
Os interessadus va. satisf .2-d-n na reparticie
arrecadadora-a recebedona de ren las geraes.
iioiaeiilnin- e farintir de *-
A palana da V.uva d- Constantino P. F. da Sil-
va & C, ra de Marcho Das u 4, ^*-
nos dtu. amostr .8 de excllentes bolachinhas all
f.bnc-das e .,." san credoras de apreco ; e maa-
dou-nos mais u.na amostra de farmoa de triga| pa-
re, de "p'im quadd.de, vlnda dos Estad-s ui-
,1 m em p.e d libra, que all sc re'aihadoS a
240 ris ca la um.
A^ralecein. s. ,
Poquese Hnnos-Cste pnqnete nacional
tendo s laido BO .t m da Parahyoi, deve tocar h-je
no Recite, em viagem para o sul.
Hiio vll unos -Alguns moridores Ja.rua
doViscnde d'Albuquerque, outr'oia Matriz da
B.a-Vi8ta, nos p-daun para chamar a atmncao da
subdelegado do 1 districto d.quela parochia para
uns mocos estudautea, residentes na mesma ra,
os quaes paasara os das a darem vaias nos tran-
sentes e praticar outres actos dignos de cen-
8 Taes factos vio se repetindo, e de rigor que a


1


Diario de PeruambucoTerpa-feira 13 de Abril de 13 6



?olicia fa^a comprehender esses mocos, faltos de
pducaco, que vivero no meio de um cidade civi-
fiaada e nao as brenhas de onde talver teuham
?indo. ... ,.
E' caso mesmo do publicar-Ibes os nomes pela
mprensa, afim de que os eeus pais tenham scieneia
o que por aqu vio elles praticando eui vez se en
tregarem sos estudos para que foram mandados.
Para a EuropaAraaoha, ao bu-do do
paquete inglez Elbe, esperado do su!, embarca
para a Europa, "'m procura de mi Inoras su* al-
terada sade, o Sr. Autonio Pinto Mendes, eo-pro
prietario deste Diario e empregado no estabeleci-
aento. Acoinpanha-o sua familia.
Facemos ardenta votos pela sua feliz vigem,
prompto restabelecimento e regresso ao seio dos
nigos. ..
Proclamas de calamentororam ll-
aga na matriz daaGracas os teguintes no dia 11
do correte :
Manoel Pacheco CGm Anna da Conceicao Perei-
ra Duarte.
Ladislao Ferreirt Gomes -com Valeriana Ra
riguea do Livramento.
Joo Goncalves da Fonseca com Isabel Carpin-
teiro Peres.
Augusto Jos Rarbosa com Candida Jovina
Mana da Conceicao.
Guilherm Ferreira Ramos com Francisca Fer-
reira Ramos.
Na matriz da Boa Vista no mesmo da lo-
ran> lidos os seguintes :
Eugenio da Silva Regadas com Emilia Fiock
Pinto.
Hacbarel Andr Lourenco Rodrigues com Ma-
ra Bontzem.
Gabiuo de Lemos Duarte com Maria Leopoldi-
na de Albuquerque.
Antonio Ferreira Braga com Isabel Julia da
Silva.
Felippe Benicio das Neves cam Geralda Maria
Brasa. .
Vicente Severino Mariuho com Antonia Mana
4a Conceicao. .
Guilberme Ferreira Ramas com Francisca rer
reir Ramos.
Bernurdino de Senta Santiago com Clara Ame-
lia de Azevedo Leite.
Affonso Domingos da Silva com Maria Francis-
ca A y res.
X matriz do Carpo Santo, no mesmo dia
foram lidos os seguintes :
Raymuudo Soares da Silva com Cordolina Bar-
Wosa da Silva.
Jos Pino de Araujo Castro com Maria Agri-
pina da Cunha Brandao.
Antonio Jos Muniz com Eduwiges Alves Pe-
dir.
Francisco Fernandes de Assis Maia cora Maria
Candida da Silva.
Ka matriz de Nossa Senh.ra da Paz, foi 1-
do o scgbiute no mesmo da :
i Jos Finto de Aranjo Castro com Maria Agri-
pina da Cunha Brandao.
lieiloe*.ES'.'ctuar-se ho:
Hoje :
PeZo agente \lartins, s 11 horas, na ra da Im-
peratriz n. 6.a. de movis, loucas, vidros, etc.
Peo agente Piafo, as 10 1/2 horas, ra do
Paysandi n. 1 G, de maveis e loucas.
Velo agente Modesto Baptisla, s 11 horas, na
ra do Bain Jess n. 19, de predios c movis.
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na na do
Bom Jess n. 49, de puno e diversos movis.
Amanba :
Pec agen'e Pestaa, ao meio dia, na ra do Vi-
gario n. 12, ce portas, rotulas e ferragens.
Quinta-feira :
Peo agente Pestaa, s 11 horas, ra do Mr-
quez de Oliud* n. 53, de movis, loucas, vidros,
etc., etc.
Missa fnebre*.Sero celebradas :
Hoje :
A's 7 1(2 horas, na Corpo Santo, por alma de
Antonio Izidoro Freir de Aidrade : s 7 l|2 ho-
ras, na c pella da enfermara militar pir alma de
. Carolina Aurora de Medeiros Marques.
PaNwagelroiiChegadas da Europa no va-
par inglez Trenl :
Mr. Lieoctesse, James Johonson, Mr. Bird, miss
Stark. Mr. Fanstovne, J. Tezeira Sarment, Car-
los Medicio e Jos 'ereira Mouteiro.
Sahidos para o sul no mesmo vapor :
Dr. Jos Ferreira Tinoco, conselheiro Jos A.
de Moura, Dr. Joao Ju/encio Ferreira de Aguiar,
Dr, Pedro Correia de Oliveira.e 1 criado, Dr. Jos
Marcelino da Rosa e Silva, sua senhora e 2 cria-
ioa; Dr. Gcnealves Ferreira, Dr. Rosa e Silva, sua
senhora e 2 criados, Mariano J. da Mata, Dr. An-'
tonio Correia de Arauj >, sua senhora, e 2 criados,
\iAn;>i/.n i ,,;*.*.- z.- An n-a__i.. n_ t--x
Sania Cata de Misericordia.Pes-
soal'dos enfermos e educandos existentes nos di-
versas es abelecimentos a cargo da Santa Casa
de Misericordia do Recife, no mez de Marca
findo :
Hospitil Pedro 1T 523
Dito dos Lazaros 3u
Dito de S.inta gueda 5
Hospicio de Alienados 200
Asylo de Mendicidade 175
Collegia das Orphas 200
Casa do i Expostes :
Em croaciio Em educaeao 136) 210) 346
Total
1.479
Casa de Uelenrio Movimento dos ,pre-
ioa no lia 11 de Atril :
Ezistiam presos 287, cntraram 16, sahiram 8,
cxistem 295.
A saber:
Naciouaes 269, mulheres 4, estrangeiros 7, es-
cravos sentenciados 3, idem processados 3, ditos de
correccio 9.Total 2'.1").
Arracoados 255, sendo: bons 241, doentes 14
total 255.
Nao houve alteraeao na enfermara.
Lotera ta pro laclaQuiuta-fuira 15
de Abril, se extrauir a lotera n. 49, em bene-
ficio da igreja de Jaaoato.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conccico dos Militares, se achanto expostas as
nrnas e as esphem arrumadas em ordem num-
rica a apreciadlo do publico.
i.i'H i'ia da corleA Ia parte da 196 lo-
tera da.corre, cujo pr.'inio grande de 100:000/,
ser extrahida brevemente.
Os billiet 'a acham-se vonda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 c 39.
Tambem se achara vendana Casa da Fortuna
tua Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do RioA 2' parte da lotera n.
363, do novo plano, do premio de 100:0030 'JO
ser extrahida no dia .. do correute.
Os bilhetea achim-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se vendana praca da Indc-
eia ns. 37 e 3b.
Lotera Extraordinaria no Yul-
rangaO 4 e ultimo sorteio das 4-> c 5> seres
desta important lotera, cujo maior premio de
100:000*000, ser extahida a 12 de Junlio proxi
mo.
Acham-se exposto a venda os restos des bilhe-
tea na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marca
n. 23.
Lotera do toar de 800:000g00i>-
A 3 serie .da 2' lotera, cujo maior premio de
200:000/000, pela novo plauo, se extrahir impre-
terivelmente no di i 17 de Abril,s 2 horas da tar
de.
Os bilhetea acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de OOiOOOjlOOO
A 3' parle da 12 lotera, cujo premio grande
e de 200:0004000, pelo novo plano, ser extrahick
impraterivelmente no dia 13 de Abril s 11 horas
da manh.
Bilhetes venda na Ca3a Feliz da praca da In
depeneia ns. 37 e 39.
Halntlouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro di Cabanga 74 rezes para o consu-
mo do dia 13 do corrate mex.
Mercado Municipal de S. miviincnto deate Mercado nos dias lie 12 do car-
rente, foi o seguinte:
Eufraram :
70 bois pesando 9.806 kilos.
1.069 kilos de peixe a 20 ria 21/330
7S cargas de farinha a 200 ris 15/600
15 ditas de fructas diversas a 300
ris 1 .5 )0
30 suinos a 200 ris 6/OO
36 taboleirop a 200 ris 7/00
Foram oceupados :
41 1/2 columnas a 600 ris 21/900
&) compartiment'aa de faiinha a
500r is 30/000
48 compartimentos de comidas a
500 ris 24/000
10 J 1 2 ditos de legumes a 400 ris 60/2 h)
31 compartimentos de suino a 7u0
ris 23/800
22 ditas de tressures a 600 ris 13/200
88 talhos de carne verde, a 1/ 88/0 21 di-.oa de ditos a 2/ 42/000
Damio, ardo, Pernambuco, 10 meses, Boa
Vista ; detitico.
Iguacia Maria da Coneei?ao, parda, Pernam
buco, 40 auno?, viuva, Bor-Vista ; tubrculos pul-
monares.
Ragerio da Rocha Pires, preto, Babia, 39 an-
nos, solteiro, Santo Antonio ; bTberi.
Jos Autouio do Santos Freitas, hranco, l'er-
nambu^o, 24 anuos, solteiro, Graca ; tubrculos
pulmonares.
Marianno, brnnco, Pernambuco, 18 mezes, Boa-
Vista ; febre tj phica.
11
Balthazar, purdo, Pernasiuco, 15 mezes, Gra-
ca ; convulsoes.
Mana Trin.lade Ritpbael Monteiro, parda, Per-
nambuco, 25 auno-. s.ilteira ; brenchitC3.
Maria Quiterii, prcta, Pernambuco, 45 annos,
sclria, Boa-Vista ; cancro no tero.
Antonio Quiutno de Suus, braaco, Pernambu-
co, 54 annos, cacado, Graca ; naralysia.
Ermelindx, brancx, Pernaaibuso, 48 horas, Boa-
Vista ; traqueza congenita.
Joao Segundo, preco, Hio de Janeiro, 28 annos,
solteiro, Recife ; asphixia par submersao.
Luiz, pardo, Peruambuco, 13 dias, Boa-Vista ;
Cunvulsoes.
CHRONCA JUDICIRIA
luuta Comuiercial da cidade do
Hcclfc
ACTA DA SESSO EM 8 DE ABRIL
DE 1886
PUBSIDENCIA DO ILLM. SR. C0SIME1IDAD0B ANTONIO
UOUUS DE UIBANDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimaraes
X's 10 horas da raanli declarou-so aberta a
seasSo, catando presentes os Srs. deputados Olin-
to Bastos, commendador Lopes Machado, Beltrao
Jnior e suppleutu ermiuo de Figueiredo.
Ljda, foi approvada a acta da precedente,sessao
e tez-so a leitura do seguintc
EXPEDIENTE
Ollicio :
De 31 do mez prximo passado, da Junta dos
corretorea desta praca, dando BCientia do numero
de transaccoea eff 'ctuadas por cada um dos corre-
teres no mez prximo passado.Seja archivado.
Do o do crrente, da mesnia junta, remettendo
0 bjletim daa eotacoes (IHcraus de 23 de marco a
2 do present! mez.Para o archivo.
De 5 do correte, do Dr. juiz do coinmercio
desta ciia ie, pedindoque se informe quaes sao os
avaliadores comrnerciie3 proviaionados Satisfa-
V-H-se.
Diarios officiacs de ns. 83 a S7.Sejam archi-
vados.
Deve ter sido arrecaiada nestes dias
a quantia de
Menislo B.iptisU, Gaspar de Andrade, Dr. Jcs I Debi'os dos dias 25 de Marco a 13 da
n.___i ..__ i._r___j. i__i__.i __ j. ______.._ -____ui.
Bern i.idu uaivo Akoforado Juniar e 1 criado,
.'W. Enunmack, Justino da Silva Torrea e Thamaz
M. Campebell.
Sabidos para o sul no vapor francez Ville de
Rio de Janeiro :
Aruubio Marques, Constantino F. dos Santos,
Manoel Joaqun, de Macedo Q sua senho a, Vicen-
te Bianco, Thom Goncalves, Carvalho Raniop,
Miguel J. de A. PernamWuco Filha, Jos Antonio
de A. Pernambuco, Manoel Medeioas, Thom-az de
Carvalho Sobrinho, Candido Rosa oe Barros e 1
criado, Dr. Jos Soriano de Soara, Dr. Tarquinio
di Souza, sua seuhora e 5 filhos, Al (redo V. da
Rocha Pasaos, Dr. Alvaro Farii e Antonio Faria.
Sahidos para a Europa no vapor fraacez Vt-
e de Baha :
Dmaso K aiquayro!. sua senhora e 2 filhos, Al-
phonse Caboret, Jean S. S. Werson, sua senhora
e 5 filhos.
Hospital PorluinezO movimento das
enfermaras deste hospital du ante a semana finda
foi o seguinte :
Existiam em tratamento...... 16
Eutraram................... 5
Existem.................... 19
Entrn de exercieio na semana que corre de 12
a 18, o Sr. mordomo Manael Cardosa Jnior.
corrente, recebidos
dem at 12 do correte
Foi arrecadado liquido
correte
no da 12 do
360/780
8J100
363/880
6J000
362/880
COMERCIO
Precos do dia:
Carne verde a 480 e 401 lis o kilo.
Suiuos a 560 801) ris idem.
Cameiro a 700 e 1/000 ris idem.
Farinha de 320 a 6 JO ris a cuia
Milho de 320 a 440 ris dem.
Feijo de 900 a l/5',)0 ris idem.
Cemlterio publico Obtuario do dia 9
de Abril
Maria, branea, Pernam bu, 9 mezes, Recife ;
convulsoes.
Juo, preto,'Pernambuco, 10 dias, Recife; t-
tano.
Olympia Maria C. Pinheiro, parda, Pe nambu-
co, 55 annos, casada, S. Jos ; tubrculos pulma
nares.
- 10 -
Francisca Maria, parda, Pernambuco, 7 mezes,
Santo Antonio ; espasmo.
Sois* comuiercial de Pernam
buco
Secife, 12 de Abril de 1886
As tres horas da tara
('otaces ujir.iaet
C*mbi& sobre Para, 30 d, v.^om 5,8 0.0 de des-
con:..
Cambio sobre Uai 1/OO, do nanea. ^
Dito sobre dito, avista, 19 5/8 d. por 1/000, do
banco.
?. J. Pinto,
Presidente
Candido C. G. Alcof..rado
Secretario.
&ENDIMENTUS 'UBLICi
Mez de Abril de 158U
4t*ASDBQAD 1 10
'em U>' 12
lsoBooai L)j 1 10
lu :w ie 12
Cissulxo BivitctM. Le 1 10
Idee- de 12
160:871/877
17.771 824
178:643/701
17:266 i 600
1:822 632
Bi
crf ?BVIRa.OR.') 1
Idfim de 12
lO
19:089/292
44:962223
5:768^073
50:730/296
5:682/925
2:272 102
7:9551027
DESPACHOS DE IMPORTAgO
Hyate nacional D. Julia entrado de Maeo no
-.ourenco, manitcstua :
Sal 500 alqueires ao consignatario.
Vapor belga Brabo, entrado de Liverpool e An-
dera, no dia 11 do correute, e consignado a N. J.
Lnastone, manifestou :
CMrga i Liverpool
Arcos de ferro 3 feixea a Albino Hilva C.
Arroz 100 sacos a S. Bustos, Amorim & C.
Ac 14 teixes a Miranda & Souza.
Barras de ferro 30 a Prente Vianna & C, 95
c 40 fexes a Albino Silva & C, 80 feixes a Mi
snda z Souza.
Cabos 3 volumes a C. C. da Costa Moreira A-
C. .
Calcado 1 eaixao a Prente Vianna & C, 2 a M.
de Barros Cavalcante.
Canos de ferro 11 feixes a Samuel P. Johnston
& C, 90 a Miranda & Souza.
Conservas 11 caixas ordem.
Chapeos 2 caixoes a Augusto Fernandes & C. -
Chap*8 para fogao 50 a Samuel P. Johnston &
C, 50 a A. D. Carneiro Viann i.
Enxadas 31 barricas a Prente Vianna & C, 45
a Samuel P. Johnston & C, 9 ordem, 3 a Miran-
da & Souza.
Estunha 30 volume3 a Samuel P. Johnston &
C.
Enxofre 10 barricas aas meamos.
Ferragens 13 vulumes acs meamos, 5 a A. D.
Carnriro Vianna, 5 a Prente Vianaa & C, 15 a
Miranda & Souza, 18 a Vianna Castro St C, 1 a
Saunders Brothers & C, 1 a Maia & Silva. 1 a B.
D. Campos te C.
Fio 3 fardos a Vianna Castro & C 3 a Prente
Vianua ot C.
Folhas de chumba 10 volomes a Prenle Vianna
&C.
Louca 1 gigo a V. F. A. Nascimento, 47 a B
D. Campos & C.. 4 barricas ordem.
Linba 11 caixoes a Netto Campos & C, 40
ordem.
Machinisaios e ferragens 49 volumes e pecas a
Cnrdozo & Ii-mo, ditos e ontros artigas 12 volu
mes a Companhia de Fiacao e Tecidos de Per-
& imbuco.
Mereadoruis diversas 1 volume a Prente
Vianna & t;., 3 a F Lauria & C, 1 a Maio k Sil-
va, 1 a A. D Carneiro Vianna.
Oleo de linbaca 50 barris a F. M. da Silva & C.
Taxaa de ferro 31 a Cardazo 4 Iruio.
Tenidos diversos 232 volumes ordem, 52 a Ma-
chado. & Per ira, 8 a Narciso Maia & C, 2 a F.
Lauria & C, 15 a A Vieira & C-, 8 a J. Agopt-
uho 3t C, 23 a Gmcaives IrmSo do Amar .1, 2 a Wuerra Si Fernandes.
Tintas i65 bjricaas a F. M. da Silva & C, 1
eaixa a auU'-l P. Johnstsn & C.
Vidros 4 barricas ordem.
Z.nco 1 barrica a Samuel Johnston & C.
Carga de Anvers
Armas 1 c .ixa a Samuel Johnston & C.
Agua mineral 30 caixas a R. de Drusina & C.
Batata 50o caixas a Samuel Johnston & C.
Chumbo 50 Harjis aos mesmoa.
Drogas 8 voiaines a Rouquayrol Freres.
Fumo 1 c-iixa a Joaquim Bernardo dos Res
& O.
Mercadorias diversas 4 volumes a T. J.
Papl 4 fados a J. B.-rnardo dos Res & C, 2
cuitas a L Abaecht.
Distribuiram-sc rubrica os seguintes livros :
Diario de Sauza Pinaeiro & C, prjtocollo da
cerretor Augusto Pinta de Lemos, d"U copiadores
do Eoglish Bank of Bio de Janeiro, limiced, um
dito do Baro de tfaaareth.
DESPACUOS
Peticoes:
De Jos Joiquiui Roirigues Guimaraes, para
que seja archivado o distrato de socied-ide que ce
lebrara com os representantes lega<-s de sen falle-
cido socio Antonio Cont.A soeiedade ora domi-
ciliada cidade do Peucdo, provincia das Ala-
goaa, sob a firma Antonio Couto ; e pelo pres^ n-
te instrumento (lea o supplicante Guimaraes de
poaae do activo e do cstabelecimento e obrigad
pelo passivo da ixtincta soeiedade, com plena
quitaco dos herdeiros do socio fallecido, como
cousta do reciba que est annexo ao dito distrato.
Aichive-ae, na forma da lei.
Do ujesino, para que se fafiyn as competentes
annatacoe-s em sua matricula de commerciante,
que abri novo estabeleciinento de fazendas, fer-
ragens e outros ariigjs por gioss? e a tetalho,
cidade de Pcuelo, em successa extincta firma
Autonio Coute, de cuja s.ciedade collectiva fazia
parte o auppcante como socio capitalista, adop
tando para as transaccoea deste o*0 ctabeleci-
mento a firma de Jna Guimaraes,Deferida, nos
termos do parecer fiscal.
De Aff.nao Oliveira .* C, para que se di* baixa
na registro da naineacao de seu ex-caixeiro Fran-
cisco Angelo Cesar, e se registre a que passara a
Cleudou Tuomaz de Aquino. Na forma reque-
rida.
De Loureuco de Souza 4 C, para que se d bai-
vi no registra da marca n. 185 doa cigarros de
aeu commercio, da qual poder usar Santes 4 C.
I)-seabaixa pedida.
De -antos C, para que se d baixa no regis-
tro n. 163 da marca dos cigarros d- aeu commjr-
cioD ae a competente baixa.
Do mesmo Santos C, para que se ordene o
registro da marca de seu commercio de cigarros
aob a donominaclo -Cara duraque pertencera a
Lourenco de S >uza 6c C, sendo o estabelecimento
dos suplicantes sitiado ao arco da Couceicao n.
406.Regiatre se.
De Antonio Carlos Ferreira da Silva, para que
ae reg'stre o canhecimento do impasto de inter-
prete de commercio desta praca. Seja regis
trado.
Do comm ndador Joaqum Lopes Machado,
Carlos de Paula Lipes, Antonio Domingos dos
Santos c Bernardo .loaqu m Gomes, para que seja
archivado o diatrato da firma Santos Gomes 4 U.,
da cidade di Parahxba, Meando desligado de diti
soeiedade o ex-socio Bernardo Joaquim Gomes, e
continuando ella suas transaccoea sob a responsa-
bilidadc dos outros associados.Archive-se, na
fr a da le. Nao tomou parte na votacao o Sr.
cammendador L pos Machado.
De Cuuha Santos & C, da cidade da Parahyba
do Norte, para que seja archivado o diatrato de
dita firma, da qual eram socios Alexandre de Fa
ra Gocliaho Cunha, Jos Joaquim dos Santoe
Lima e urna coicmanditaria. ficando o ex-s icio
Alexandre de posae do estabelecimento, eem res-
poasabilidadc nem c<>mpr.misso de qualquer na-
tureza seno os que resultara da compra do mes-
mo estabeleci neuto aos demais associados.Ar-
chive-se.
De Alexandre de Faria Godinho Cunba, para
que se faca nota em sua matricula de commer-
ciante, que o seu nome ser de hoje om dianie
Alexadre de Faria Godiuho.Facam-se as anna-
taces pedidas.
De D. TherezaChristina Barbosa da Silva, para
que se registre a noineaco de sen caixeiro Auto-
nio Ribeiro da Silva.tegistre-se.
De Rodrigues Fragoso & C, para que soja ar-
chivado o distrato da dita firma, da qual eram so
cos Domingos Jos Fragoso e Jos Rodrigues
Fragoso, ficando este de poase do activo e do es-
tabelecimento, om a faculdade de continuar a
usar da mesma firma e obrigado pelo paasivo da
extincta soeiedade.Archive-se.
De Dmaso Rouquayrol e Hyppolto Rouquay-
rol, para que se archive o concrato de soeiedade
em nome collectivo que ecl.-braram sob a firma
Kouquayrol Erres, com o capital de 1( 3:000/
Pedido: ao publico emgeral
O abalxo assignado, pede aa benemrito pavo
pernam aueano que so digne ler o annuncio de
sua escola, o qual se acha publicado nesta folha
em lugar competente.
Educa e instrue a infancia, pelo eyitema dos
principaes collegios da Corte do Imperio, onde
esteve por algum tempo passeio, cojo syatema
a paciencia e a vocicao, e nao iiumeroaaa- casti-
gos sem resultado algum, coma s vecm em va-
rias escolas desta provincia.
E-pera, p lis, que o pova brasilero saiba apre-
ciar o seu verdadeiro ensino primario, em deaafio
ao magisterio, onde aa creancas rpidamente com
santos conselhos abrac im de eoraeio os livros e as
lcttras.
Julio Soares de Azeoeio.
Beneficio a patria
O pr''f''a30r part:cular Julio S0ares *|e Azevedo,
para a continuaco do comm-rcio de pharmicia e j cm sen cdlegi i |Ua da Matr,z da Baa-
drogara no estaboieciinento denominadoBotica \ijsfa n. 31, um curso gratuito pan 26 orphaos
ra do Bjm Jess n. 22.Seja ar-
Fraucezai.
ehivado.
De Luiz da Fonseca Oliveira, estibelecido com
padaria ao largo do Pilar na. 16 e 18, pira que se
registre a marca que adoptara para os productos
de seu ommercio.It-'gistro-se.
E por nao haver ma-i o que tratar foi levanta-
da a sesao pelo I Una. Sr. camineadudjr presi-
dente, s 11 1/4 horas.
PUBLICARES A PEDIDO
S. Benedicto
Pregos 28 barricas ordem.
K lili 13 1 fardo a Rouq'iayrol Freres.
Tecidos 2 caixas a A. Vieira & C.
Tinta 1 barrica a Rouquayrol Freres.
Velas 3 taixas ordem, 7 a Joo F. de Al-
meida.
L,'ar nacional Eduard A.' Sanche,, entrado de
Baltimore no dia 12 do correntc e consignado a
Henry Forster & C-, manifestou :
Alcatro 10 barris.
Breu 200 barricas.
Farinha de trigo 6,636 barricas aos consigna-
tarios.
Patacho inglez Trenl, entrado de New York no
dia 18 do crreme e consignado a Pereira Car-
neiro 6 C manifestou :
Breu 200 barricas.
Kerosene 16,105 caixas aos consignatarios.
DESPACHOS DEEXPOUTACAO
Em 10 de Abril de 1886
Par o exterior
Na barca portuguesa Noemia, carregou :
Para o Porto, S. G. Brito9 saccas com 690 kilos
de algodao.
Para o Interior
No vapor inglez Bessel, carregarara :
Para Santo-: F. A. de Azevedo 200 saceos com
12,000 kilos de assucar branco e 400 ditos com
4,000 ditos de dito mascavado; Burle 4 C. a
saccisom 510 ditos de dito branco e 300 ditos
com 18,000 ditos de dito mascavado.
= No vapor nacional Mandos, carregou :
Para o Rio de Janeiro, M. N. A. de Almeida
10,00') cocos, frncta.
No vapor nacional Sergipe, carregou :
Para Babia. M. J. Alves 80 barricas com 7,650
kilos de assucar branco.
Ni tairmci i). Antonia, carregou :
Para Villa da Penha, F. -la Costa 4 C. 25 bar-
ricas com 1,500 kilos de assucar branco e 2(J0
saceos com furirfna de c.andioca.
Na barcaca Paquete do filar, carregou :
Para P. de Alagoas, D. Gouveia 15,000 litros
de sal.
O autigo theatro de Santo Antonio, era
cujo palco j tivemos oecMe do apreciar
os talentosos artistas A. Podro, Is.nenia,
Dias Braga, B .liia, Combra e outros, a a
1) i dcpjis do urna nova reforma de abrir
festivo as suas portas, nao para aprei-entar
ao publico uro ncleo de primeiros artis-
tas, uuia companliia de operetas cu um
grupo de bailarinas, mas para di ascordo
com a moral, com a distr iccao que intrue,
com harmona einvejavel forja do vont.i
de, atlendcndo as p chas, facer realc.r o
nosso j quasi moribundo theatro nacional,
fazendo reappareeer o bam gosto polo que
provocando o riso, danlo o deleite, nao nos
c arrompa os bons coitumes e o paladar.
O prograrama adoptado digno do apoio
publico e ello pare e qui Msim pansa an-
te as cxplosoea de palmas, e imiii aeras
Muda$8e8 com que souba victoriar a Ia
recita de S. Benedicto, que, com a de vida
franqueza o mxima lealdade devenios '-
zer, obtevo par parte do bo n grupo do ar-
tistas qu3 se encarregaram de. seu desea-
peulio um fi-liz desenvoK'iiiienlo.
Nos que tivemos occ'asSo du assistir o
S. Benedicto deseaipcnliada pelo prantea-
l) Peregrino, Anjo wo pela tambem pran-
teado De-Giovani c o Gabriel pela disno-
to ac:riz Jesuina Mantani, diante da repre-
scntac3o ultima ticimos duviiosas di Uis
tribuir a palma a est?* o.i aqoellus para
nao commettermos urna injuitica
Os novos machinismos1 de que ornaran
o drama, o lindo quadi'D dos Passos e
os retoques c acom nodaco 's que fizeram
iiltimamentc, deram ao ti. Benedicto maia
re: Ice.
Em pegas deste genero ain-ia nao tive-
mos occasiao de ver um guarda roopa to
rico :
Os scenarios, comquaato niiotivesse sido
trabalho de mestre, com'udo d-nas um
bo n effeito ptico, prim.trido tudo a see-
i.a do inferno.
A msica a do distincto maestro por-
nambu.ano M Olto eco quan'/a basta
lizer
Erafira, o S. B nedicto satisfez im menso
ao publico que j vai comprehendendo que
preferivel assistir se ao theatro dramtico,
ondo se v artistas de talento, apivcia-su
boa litteratura c v se a moral, do que gas
tar se urnas duas horas em estrenitosas gar-
galhadas, sem nada ver-s! de ul e morali-
aada.
SSo estasas impresses qui recebemos ao
assistir a 1' recita de S. Benedicto, que esta-
mos certos far urna rprise com grandes fes-
tas do publico.
Un amante do theatro dranntico.
N. 7. A EmuUaodn Sott o inolhoe re-
medio at hoje descoberto para a cura da
tsica, bronchites, escrjfulas anemia, ra-
chitis e debilidado em geral ; tambem c
um curativo infallivel pira os deuxos,
tosso ebronica e afFec^oas da garganta.
gratuito para 2o orp
t irn"cendo aog alumnos os utensilios
Vista
d svalidos,
necesarios o .
Pnra tal Cm, ja o incansarel profess-ir Lande-
lino liocha. envin gratuitmneiit, diversos livros
primarios d" sua proiri"dade, coadjnvando assim
o prorre-iST do ensino. e STvindo de rxemplo C3/DO
um ver lad"iro pernambncano.
BotSo, portant, abei'as as matrieulas, para as
creancas que quizerfm fr,quntar o curso.
E' mai? um benefi"io de caridade digno de Iou-
vor, dedicada a crphandade e a infancia desva-
lida .
Horariodas 6 hiras da tarde s 0 da noitc.
Julio Soares de Azevedo.
A" ella
A' luz dos teus ribos minha alma se electrisa:
A' vista do ten todo vacilla-ra" a rnsa !
Tu l o m''U favonio, a mais fagueira brisa,
A flir mais perfuinosa aberta no verao.
S." minha, me idolatre, m" ame ardenfemente,
*)li! vem rpcompensar-me. so qner, um 6(5 momento,
ineu alV-cto inmenso, sublime, vehemente ;
Nao tires-m", raulher, siquer do pena uacnto.
Se tua santa mai vivesse, te dizia:
Oh ama, recimp^nsa cr^an^a, aquello amor,
Amor que nSo se cifra em pora phantasia,
Oh, filha nao llie causes assim tamanba dar.
K (u, a qticn adoro, mi '.: r. i.1> lmieam'nte
Terias camp ixS> do nu'U ardente afl-ero.
F, como em devan'i.a. teus labios doc> incute,
Dro : S('> fu s o meu amor dilecto!
E en, me,, Deas, cu ereio morreria de delirios
Morrena de alezni, do jisis. de mixto,
lieij ti lo tuas fices en cniapria i lylios,
E me transporhuia da co i_
i: -: :
Aviso s tule* le f.im!li:t.
A mu aotig-i e merecida reputaQao dos
Col! .r is i: iy r pontra as convulsSes c pira
faeilitar a dcntieSo las crianzas t mi sido
leade muito tempo objeto de invejapar
parte de indostriaes s m escrpulo e sem
titula a denttfico 03 quaoa nada acharara
de m lliT do que coutrafazerera e imita-
ren! grosseiramente aoaaa produ 11.
lo im a sau le das cri
e
nome ida dos nossos
collares, prevenimos s mes d; ftmiiia.
qu ellas devem exigir qic cala Collar
ttoyer eateja contido dentro de u na caixi-
nlta Ion ..)juadr.ida,abrii lo s camo g ivet i,
em tras lados da quil se acham appostos
rtulos impressos em Praueea, Portaguez
H-spanlid e decorados com urna Vir-
c:r, o a nossa marca de fabrica uo
piarlo lado cora las medalhas e minlii
assigoatura. fiada caixinha fechada eora
urna inedalba de latSo, em ambos os lados
da quilse 16 aseguiati inscripcli. Cal-
lier liiycr, 2b, ru- 8t-Martin, Paria.
Muito preoccupato com a
ao; is qne po ie assim sor comproraettida
ieinais zeliso da li > i
Liverpool e escalas -19 dias, vapor inglez Palagt-
nia, de 1798 toneladas, commandante James
Barr, eqaiptgem 71, carga varios gneros ; a
Wilsou Sons 6c 0.
Sahidos no menmo dia
Valparizo por escilisVio ir iair'-z Patajonli ,
commaudante James Birr, carga varios geue-
ros.
Babia e escalas Vapor nacional Sergipe, e >m-
ii -.n lmte Pedro Vigma, carga varios gneros.
BarbadosBarca ingleza Ciribon, capito W.
Blckitork, em lastro.
GuanaPataeha inglez Ripid, capito B. Dikcn,
em lastro.
GuamBrigue allemao Aead'ix, capito U. Tbeis-
sing, em lastro
Entrados no dia 12
New York40 dias, patacho inglez Trust, de 521
toneladas, commandante Alex. Dougar, equipa-
eem 9, carga keroseae; a Pereira Carneiro
le
Mossor10 dias, hiato nacional jS*aio Ambrozio,
de 8 > toneladas, mestre Manoel P. de Mello,
eqninagem 4, i arga sal; a Manoel Joaquim da
Rocha
MOVIMENTO D ) PORTO
Navio entrados no dia 11
Antuerpia e escalas22 dias, vapor belga Brabo,
de 812 toneladas, commandante H. William,
equipgem 21, carga varios gneros; a Lids-
fone Mnco-9 dias, hiato nacional D. Julia, de 75 to
peladas, mestre Manoel F. de Ar njo, cquipa-
5, carga sal; a Bariiiolomeu Lourenco.
Cardiff52 dias, barca naruegnense Fru, de 472
toneladas, capitao T. II rasen, equipagem |10,
carga ca vilo do padra ; ordem.
Balt more28 dias, lugar americano E. A Sn-
chez, de 468 tanclad is, Capita i W. N. "osks,
equipagem 10, earg varios generas ; a llenry
Furs'er C.
CnrdifF52 dias, barca norueguense Producent,
de 338 toneladas, capitao P. P. Jensen, equi-
pagem 9, carga carvao de pidra ; ordem.
Savana (Estados- Unidos) 38 dias, lugar inglez
Orinoco, de 2% toneladas, capito A. W.
Aphaw, equipagem 8, carga varios gneros ; a
Pereira Carneiro & C.
Observacdo
Nao houve sabidas.
VAPORES ESPERADOS
Ole.) puro medicinal de Usada de
*>;(. iiit. de unuiaa <& Kemp.
M< 391
Tosse affliotiva e fatigante. A tese c o signal
pr.cursor .i-> perigV S-! pira logo n> se atalha,
maia tarde ae turna ineuravel. omtu lo, existe um
especifico precioso M>a os pulmes irritados e aba-
ladas pela tosse Este o oleo d-; figada le btt-i-
Ihdo Por'n este rem 'dio nao deve conter mistura
algama. Perguntareis tal vez. onie se poder en-
cmtrar, neste s'culode adulteragao, urna prepara
cao seinelhante 1 A respistaao uos3a, mas sim
a da faculdade int.di :a que o oleo de figido de
bacalho, de Lavutao & Ke np, extrahida dos figa-
dos frescos, e ofFercido debaixo da garanta do
seu id nu, e como pretenie Si-o, absolutamente
pura.
Saus effeitrs, segundse ach compro'ado om
centenares de attestados, demmstram sua ezcel-
leuci* ; pirque 03 leos diluidos e alterad is uao
teem iieuhumas qualidades curativas, s produzera
nauseas, emqaauto que nenhuma pessoa, mesmo
nao estando doente, comando esta preparadlo legi-
tima, naa deixar de ganhar eaines, de serte que
as suas qualidades nutritivas sao tai evidentes
como o a sua ac;aa medicinal.
Recommeuda-se, pais, ii todas que padecem mo-
lestias dos pulmoes, do figado ou da garganta, co-
mo um remedio j bem experimentad > e seguro.
Achi-se venda em todas as priucipaes bodcas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C
ra do Commercio u. 9.
ED1TACS
Juca de Trieste hoj n
Mandos do aorte ho e
Maranhense de New-York hoj 1
b,lU do sui a 14
Advanot de New-Port-N ews a 16
Baha do sul a 16
Paranagu de Hamburgo a 16
Ville de Victoria da Europa a 19
Estephania de Trieste a 20
Espirito Santo do norte a 2.1
La Piala da Europa a 24
Equateur do sul a 25
Para do sul a 26
Neva do sul (S 9
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
offi nal da Imperial Ordem da Rasa, com*
mendador da Real Ordem Militar Portu-
gueza do Nosso Senbor Jesus Christo e
juiz de direito privativo de orphaos e
ausentes nesta comarca do Recite, por
Sua Magestade Imperial e Constitucio
nal o Sr. D. Pedro II, a quera Deus
guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
d dle noticia que depois da audiencia do dia 20 de
Abril do correute anno e preenchidas as formali-
dades da lei ir a praca pubdea para ser vendido
a quem mais der servindo de base o preeo da ava-
lia^io 1 sobrado de 1 andar, no lugar deiwmimdo
Caboc, com 10 metros de frente e 6 de tundo, 2
salas de frente, 2 quartos, 4 janellas de cada lado,
menos no do norte, onde col locado, no lato do nor-
te, onde est collocado no lado do fora, urna escuda
de tijolo e cal, que d entrada para o mesmo so-
biado tendo no andar terreo 2 quartos de cada lado,
isto sul e norte, e 1 sala no centro, 3 janellas e 1
porta de frente e 2 porras e 2 janellas de fundo,
sobrado, que c situado no centra de um pequeo
sitio com diversas ai vires fructferas, 4 pequeos
quartos no fundo, servindo um desees de cosinha,
em pessima estado, avaliado em 2:000.
E vai a praca a requer ment do inventarame
Manoel Antonio A. Mascareuhas para pagamen-
to de cUstas do referido inventario,
E para constar mand >i passar o presente que
ser publieado_pela imprensa e affixado no lugar do
Cstume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 10
de Abril de 1886.
Eu, Ulavo Autonio Ferreira, escrivao, o fiz es-
crever e subscrvo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Edital n. 15
O administrador do Consulado Previncial faz
publico a quem interessar possa que, fm vista da
portara sob n, 593 expedida pelo Illm. Sr. Dr.
inspector do Thesouro em 31 de Marco ultimo, fica
prori.gado por mais 15 dias o prazo concedido para
pagamento, livre de multa, do imposto de reparti-
cao relativo ao 1 semestre do exercicio correte
do 1885-86.
Consulado Provincial de Pernambuco, 3 de Abril
de 1886.
Irncisco Amyntas de Carvalho Moura.
A Cmara Munipal do R -cife, faz saber a
quem interessar possa que no dia 14 do correte,
ser arrematado em hasta publica o servica da
limneza municipal per espaco de 1 anno sob as
bases e condices baixo mencionadas :
1 O ennt actante conservar varridas e lmpas
as ras, travessas, beccos, largos, pateos, caes, la-
triuas e mictonos das quatro freguezias da cidudu,
e remover todo o lixo das rtferdns freguezias,
proveniente ou nao de varrimento, para os pontos
locaes determinados por esta Cmara, dentro do
permetro da cidade, devendo conservar em cada
latrina um gualda para -bril a, fechal-a c couse-
val-a s' mprc limpa.
2- O coutractante obrigado a conarvar ness
servico o pessol necessario, nao padendo ter me-
nos de 4o pessoas, pura que fique o trabalho do
varremento concluido dentro das hora3 indicadas
por esta (amara, alm das carrocas precisas para
ooaduecao de lixc, nao sendo o numero destas in-
ferior a 8.
3- O contractante obrigado a fazer o servic
as horas que f'rem designadas pelos fiscaes das
4 friguczias, s deven ij cm ge. al ser feito o var-
remento a uuite, poaendo sel-o de da nos lias
chu vosos, sendo o coutractante obrigado a dir s-
hida s aguas pluviacs.
4- O centraetaate .eceber pir este servico an-
i.ualmente a quantia de 34:869 a 120, que ser pa-
ga em 52 prestacS s iguaes. isto por seinaua.
') O contmet .uto laeorrer na multa de 10J,
sempre que for eoeontrada sem indici js de tr si-
do limpa quaesquer ra, travessa, beeco, largos,
pateos e caes.
6 A multa ser imposta pelo commiFsario de
limpjesa publica, t'.im recurso para a Cmara nao
odo d i decsao desta, recorrer o contractante
para qualquer autoridade administrativa ou JB-
dici^iri i
7. O coutractante que liouver ncorrido ca
cinco multas consecutivas, sem provimento da re-
cu so interposto petante a Cmara, perder o con-
tracto do servieo de Innpeza pnblica, que passar
a i' feito pela Cama'ii, sem reito ser indem-
nis'do de qua'quer interesse ou perda que provier
do mesmo contracto.
8 o S scrilo admittidos a licitar as pe3sois que
hoaverem depositado em p der do procurador da
Cmara a quanotia de (jninhenfos mil reis em di-
uheiroaqual perderao s1-' aceitando o lance, nao
vitri m assignar o contracto dentro do praso de roto
di .s contados de appravaco do mesmo, pelo presi
dente na pro\ inci;'., deveudo a habilitarlo ser at o
da !';.
l O cutract.tntc rntrHi coma quantia da
I, em dinheiro, updiees ou fianea idnea
para pagamento da execucaa do contracto, ao as-
io respectivo termo, cuja quantia pi rder
s: abandonar o contracto ou itit> rromper o servi-
eo em qualqu'r das Iregu zi:.s.
10. Terminado, ou interrompido o praso do
contracto, nao 'era o contraetainte direito a ser in-
deiunisado de qu ilquer valor eu material que tiver
empregadj nos rvico, coja material anda o con-
. perteneca ao contractante.
11. Ser preferido sqnelle que sa propozer a
exe atar o servico p>r menos.
Paco da Cmara Municipal do Recif.-, 7 da
Abril de 1886
Dr. Antonio de Biquaira Carn?iro da Cunli i,
presidente, Dr. Francisca de Assis Pereira lo-
cha, seeretari i.
0 Dr. Adelino Antonio de Luna Freir, ollieial da
impenal ordem da Rosa, e mmendador da Seal
Ordem Militar Partugu za d? Mosao Senhcr
J' -os Christo e juiz de. direito privativo de or-
pli.Ios n-sta eomarea do R cife, par S. II. impe-
rial e consiituciuiiil o 8mhor D. Pedro II, a
quem Dcus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem, ou
dell tiverem noticia, que, na audiencia de 13 de
Abril do correte anno, na respectiva sal, irao a
pregue para serem arrematad is por venda,
quem mais der, servindo de base o preca da ava-
liacSOj e vio a praca a requerimento de Antonio
Anucs Jacom" Pires as tres quartas partes do si-
tio c cusa edifica ia rm terreno proprio sob n 8,
estrada de JoSo de Ilirrns freguezia de Nossa Se-
nh'ira da Grafa, tendo a casa cinco quartos, duas
sals, cosinha fra c cacimba d'agua potavel, eo
sitio, diversos arvoredas e mil cento e quarenta o
cinco palmos de frente para a mesma estrada de
Joao de Jarros, uclusive o direito adquirido por
cscriptura privada de 1 de Julho de 1876, meia-
co do muro e oito da casa c mtigua do la lo da
pecnte, ra de Nones Mchalo, jiert'nentes
Antonio Jos de Souza, e outr'o.-a de Manoel da
Costa Maogerico, cujo valor de tres cantos o
seiscentos mil ris. Cujas tres quartas partes vo
a praca PDr ordem deste juizo para pigamento de
dividas e custas de inven'a/io.
E para constar, lavrou-se o presente, que ser
publicado pela imprensa e afiliado no lugar do
costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 27
de Marco do 1886 Eu, Olavo Antonio Ferreira,
escrivao, o fiz esjrever e subserevo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
0 Dr. Hermogenes Scrates Tavares de
Vasconcellos, juiz de direito do civel da
comarca de Ojiada, por Sua Magestade
o Imperador, a quem D^us guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem, e
delie noticia tiveren, que na dia 15 do corrSnte,
1 hora da tarde, depois da audiencia, o porteiro
interino dos auditorios, ha de trazer de novo a pu-
blico prego de venda e arrem&toco, a quem mais
der e melhor lanco offereeer, com o abate da
quinta parte da respectiva avaliaco, o bem se-
guinte :
Urna parte do sitio no lugar Salgadiuho, ava-
l-ado era 8353934 e par 663^674, com diversos
arvoredos de tracto, entre ellos alguna ps de co-
queiros, com casa de vivenda, tendo esta 2 jaael-
das de frente, 2 salas el gabiuete, 4 quartos, cosi-
nha externa, medindo dita casa 30 palmos de lar-
gura e 58 de fun lo, soto, terraco e cocheira e mais
2 casmhas de taipt junto ao portao, tudo em mo
estado, teudo sido todo sitio avaliado par 2:00.').
E vai a praca a requerimento de Antonio Joaquim
Cascao, na execuco que move contra D. Alexnn-
drina Maria do Sacramento Pereira.
Convido os pretendentes a comparecercm no dia
cima indicado, afim de ter lugar a alludida arre-
ma tcito.
E para que chage ao conhecimento de todos, mau-
dei p.ssar o presente que ser atlixa o uo lugar
do costume, e publicado pela impreusa.
Dada e passado em Olinda, aos 10 de Abril de
1886.
Eu hachare'. Francisco Lins Caldas, escrivao o
escrevi.
Hertmogenes Scrates Tavares de Vasconcellos.
DEGLARACOES
An commercio
As compaahias de seguros d'esta prae avisara
que, em consequencia Jo p -queno numen, de se-
guros para o Para, e do grande valor dos riscos
d'essa responaabilidade, que a3 expoe a graves
prejuizos, teem resolvido, a contar do dia 15 do
corrente em diante, elevar as taxas dos premios da
sua tabella.
2 >/ contra todos os riscos as condices de
suas apatices, para cargas em navios vella,
levando pratico da costa com carta, e mais 14 G/)
se nio levarein pratico.
1 / dem, idem em vapores.
Recife, 8 de Abril de 1886.
Pela Companhia Innemnisadora:
Os directores,
Joaquim Alves da Fonseca.
Antonio da Cunha Ferreira Baltar
Pela Companhia Phenix Pernambucann,
Os administradores,
Luiz Duprat.
Manoel Gomes de Mattos.
Pela Companhia Amphitrite :
Os directores,
A M. de Amorim.
M. I. da Silva Guimaraes.
CHb de Regatas Per-
nambncano
S5o envidados os Srs. patroes das embardces
3ue quizercm tomar parte na prxima regata a 2
e Maio vindouro, virem mscrever suas tripula-
coes e embarcacoes, na si deste elub, das 7 s
9 horas da noita at o da 20 do corrente mez.
Recife, 6 de abril de 86.
Os directores,
Ernesto Leal.
Jos Guimarei.
Arthur de Mello (interina)

D
]
rM


Diario de PcrnambucoTerca feira 13 de Abril de 1886
ADMINISTBACAO DOS CORREIS DEPER-
NAMBUOO, 10 DE AiRIL, DB 1886
JRdayBo da con i ida (sen
ador) que exist tutta "<>, por
nao terem sido encontrada seus diin-
tarios.
Alexandrina Caruliua da Silva Paula.
Amalia Kes-.-ky.
Auxencio A. Cavaloauto Vilella.
Albino Goneahre Pcraandi a
Amereo Jos Lia i de Albuquerque (2).
Antouiu Dogo de Al.-ncar.
Autou:o Fina* D. Hardoao Jnior.
Antonio Lonrenco Antonio Jos l'orciri cJm SilMk
Antonio da Silva QosmSo (84.
Antonio Goucilves Corbw Amorim.
Ernestina Amelia da Silva.
Francolina Maria dos Prazeres.
francisco Agostinbo Maduro.
francisco Crrela Lima
Franci.-c- Portado o> Mendonci.
f'ra Das Louro.
Frm :isc U .rques de Oii.'tira.
Francisco Rib-iro Vilella.
Francisco de S Lealo,
Fianoiseo Theopbiw da Rocha Bezerra.
Galdina M i ia d" Livranicnto.
Gi-ralJo F n b a liaos,
II niiiju-,ti alaiii ,i
! I jn ni i H ni i Zidanes.
J. M. M raillon u'i.
Josepha Torres G.illind>.
Jovina. Delmia da QonenieSo.
Julio Lustosa do Amaral Nogueira.
Joaquim Francisco Ramos a Cruz.
Joaquin Q .uc ilves de Gusino.
Joaquim Moreira.
Jos Prancisco de Vascmcellos.
Jos Joaquim de Asevedo.
Jos Liuo de Albuquerque Maranhao.
Jo Monteiro d is Sautos.
Jos Pereir. e Rocha.
Jos Tavares Carneird.
Jos Th'inoteo Pereira Bastos.
Jos Thereueio .le Barros Arraujo.
Jos Vieira Dantas.
Joao lifinvi i-s.
JoSo dos Santos Peitoaa.
Joo Machado.
!.V ia da Costa Siqncira.
'IJina de Sonsa Amaral.
Laurentino Goucaives S. una.
Liemio de H iga hits Tuiis.
Laurentino de Vaseoucellos Callaca Brito.
Harta Gatharioa Magger-
\ria Carlota de Vaseocellos de Abren Reg.
liara Eoilia Rio-ro Peitosa.
Maria Freir de Lima.
Monteiro Corris.
Mallaquiat Pi reir de M II i.
Miguel Joaquim do Sega Barran.
Uarc Jino Ab il.
Manoel Adedalo de Sonsa Juuicr.
Ifaaoel Prancisco Farras.
Manoel Jos ( mies ("2j.
Manoel M icari ?.
Perpetua Maria Vanos.
Primo Oaos
Paul Guelphe.
Podro Affbnao M yrink Monteiro de Andrajo.
Silva.
Toflili A.-ini id i.
Umbcliua Alaria "'a Conceicao Ferias.
Viceute Perreira da Conha.
Wenceslao de Oliveira Guimaraes.
' I 1 oficial,
Dcodtto Pinto dos Smom .
pOMPANHlA
Jmperial
MARTIMOS
!SI<:c,l-|fOM contra FOCiO
BST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixat
Frompto pagamento de prejuizos
CAPITAL
Rs. 16,000:0004000
Agentes
BROVVNS & C.
' N. Ra do Commercio N. 5
sisosas
MBA FOfiO
& London k ftoli
a Liverpool
COHPAMHt Pf;fl\tMatC*\4
DE
&avega$&o Cos eir por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
o'ity, Osar, Acarahu e Camossim
O vapor Ipojuca
Segu no dia 20 de
Abril, 5 hor-ie
da tarde. Recebe
arga at o dia 19.
Enenmn
s 3 horas
iii.- passagens e dinheiros afrete at
da tolde di dia da --iihida.
E3CRIPTOE10
Caes da Companhia Pti-iaiahucann
n. 12
COMPA VIII* PtH1IHttlt< A
DE
Wavegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
lacei, Penedo e Araeaj
0 vapor Mandahu
Segu no dia 15 de
Abrli, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 14.
Encommendas, passagens a diuheiro a frete at
is3 horas da tard>" lo dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucana
n. 12
H,
CO.\TI8A l'OKO
Norlb Brilish Mercantile
CAPITAL
.ooo.ooo de libras sterliua
AGENTES
Adomsoii Howie & C.
.ondon aii Uuiifed
Ra do Commorcia n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
sas do mesmo anco em Portugal, sendo
ra Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
i:niMSU!s i Brasil fcHUC.
O vapor A.dvance
'..-pcni-se de. Netr-Port-
>'.ws.at o dia 1G do Abril,
''o qual seguir depois da de-
mora ueci ssaria para a
Babia e t\la* Pancarga, i mateadas e diuheiro
a frete, tracta-. i ai os
AG3
Henrv Forsler & C.
N. 8. BADOOOMm^RCIO N.8
/ andar
Arsenal de guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distriuue-
e costuras nos das 1:2, 13 e 14 do corren e mez,
is costureira8 de ni. 119 286, de conformidad'?
eom as disjposicel dos annuncios auteriores.
Sec^ao de costuras do arsenal de guerra de Pcr-
umbuca, 10 de Airil de 188t5.
Fuz Antonio do Alcntara,
AlVres adjunto.
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Esfabelcida era 1-..
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Minios..... 1.110:000^000
Terrestres,. 510:000^000
44 Ra do < oitiuerelo
IflEATRw
DE
VARIEDADES
NA
ciiARGEtRs mm
Companhia Frauceza de navega
cao a Vapor
Linlia quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pcrnambuco, Baha, Rio de Javciro e
Santos
Danpfschifirjihrts-Gesellschafl
O \ apor Paranag-u
Ebpera-se de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia li do
corrente, seguindo depois da
di mora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passag-iis, e encommendas, tracta-
tre'com os
CONSFNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADOVIOARfON. 3
1' andar
LEILAO
De I importante pia o forte, urna mo'oilia de Ja-
caranda, camas francesas novas dejacarand, di-
tas de amarello, guardas-(nucs, guardas-vesii-
dos, aparador com pedra, eommodas, bancos para
jardiin mapp is g. ogrxphieos, quadrus, sofs, ber-
(o de jacaraud, jarros, espclhos, diversas caisas
com fino oguac, ditas com Vermoutb, ditas com
mi'ias garrafas com cervejaTivoly, ditas com coa
servas de pimentas, latas com ostras, d tas com
arenques e oulroi muitos objectos que sero ven-
didos sem limites.
Terca feira 13 de Abril
4' IX horas
No armszem d: ra do Bom J-sus n. 49
Por intervencio do agente Guarni
Agente Pestaa
Lello
De pirtas, rotulas, cailhis, janellas, dobradicas,
ferrolhos, remos americanos
e muitos outros objeelu NUra eiljcacao
QUARTA FEIRA 14 DO CORRENTE
AO MEIO OA
No armazem da ra do Vigario Thcnorio n. 12.
Agenle Palana
LEILA< I
De movis, Iouca. vidria e tros objectos de uso
domestico
, Quinta-feira, 11 do correute
No segundo andar da ra do Mrquez de OlinJa
(ontr'ora Cadeia do Recite) u. 58
A's 11 horas em pjnto
O agente Pestaa, bastante autoriaado pido Sr.
Antonio Corrcia da Silva, que se retira para o Rio
de Janeiro, com sua familia, vender no da e hora
cima mencionados, os movis abaixo declarados,
urna mobilia de Jacaranda, eom podra, quadros,
jarriis, relogio de cima de mesa, cama de Jacaran-
da, guarda-vestido, cuninnda. cadeira de bataneo,
candieiro a gaz, cama de amarillo, um marquesao
Jos fle prata
O Muz.'ii de Juias, ra do Cabng n 4, aaae-
beu pelo ultimo vapor fraucez um esplenda* ssr-
timento. Precos muit moderados.
frcios baratos
Ignacio Barroso, eutorisado por um ai
se nuda para Euro: a, vende sem commi.-a di-
versas casas terreas, sobrados. na> cinco laanste-
zias da cidade ; ra do Capibaribe n. 34.
li.-S*
se
urna taverna bem afreguozala e propria tara
principiante : a tratur na ra larga do Desasi
numero 14.
Bom enipreg de capi-
tal
Tende se o muito bo:n eslabelecimeuto da sio-
Ihados, muito be n nfregaezado per veeder waito
a retalhn, e tambem para o mato, sito raa Vidal
de Negreiros n 157, e quiua do beceo do *n.
No mesmo se acha com quom tratar.
Ama
Precisa-se de urna a tratar no pateo do OnHe-
gio n. 2 Ia andar.
Silio
Arrenda-se na estrada da Irr.berLubeira as si-
tio de coqueiroj, eom viveiros, muito bom de plan-
ta coes, com abundante pasto p ira gado o exael
'ente casa de vivenda
r?I>e ordem da Illm. Sr. engenheiro chefe, fa?o
publico qu" no dia 10 do corrente, ao meio da,
roc?bc-se uesta scretaria propostas par* a exe-
cu?ao dos reparos urgentes da ponte sobrs o rio
Pirapama, no cngeuho Junpicira, oreados em
2:580$.
O oreamento e mais condiees do contrato, se
:cbam disposicao dos seuliores prcteodentes
para screm cximinados.
Secretaria da repartidlo das obras publicas de
Pcrnambuco, em 10 de. Abril de 188b\
O secretario,
J. J. de Siqueira Varejao.
Associafo Commercial Agrcola
de Pernamhueo
Asseiubla coral
2* Cjnvoca5o
Sao novamente convidados os senhores associa-
dOg coinpareccrsm na sede dcsta associacao, s
12 horas do di., 15 do corrente, afim de se prace-
der a eleico d nova directora c da commissao
de czame de contas, e ser lido o relatorio da ac-
tual directora c o parecer oa commissao de con
tas. Km virtude do art. 27 do3 estatutos a pre-
"iie reumao fonecionar com qualqacr numero
le ass ciados que comparecer.
Secretaria da Associacao Commercial Agrcola
ie Pernamb'.ico, 7 de Abril de 86.
S. de Barros Barreto,
Secretario.
Club Concordia
Ordentlichc Gcneralversammlung nm Samstag
dem 1 i ten. April Abends 8 uhr, Wahl des Se-
;retaors.
Daa directorium.
Hassa fallida de Antonio Francis-
co Corga
Os 8r. credores da referida massn fallida sho,
por este meio, chamados para, no prazo de tres
das, apresenturem 08 ttulos e documentos just-
lic itivos de seus respectivo; crditos no armazem
n. 18, rila da Madre de Deus, afim de procede-
rom os abaix i astignados a vorificacio legal dos
mesmo?, coaforme Ihes foi orden ido pelo Exm.
Sr. Dr. juiz especial do eommercio. Recife, 12 de
Abril de 1886.
Fraga Rocha fe C.
Fonseca Irmao & C.
Jas Faustino Porto.
ataa Casa de Misericordia dr
Recife
Na secretaria da Santa Osa de Misericordia de
Recife arrendam-se por espato de um tres an
os, as casas aSaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 2400O0
dem 'dem n. 49 24 Ra do Bom Jess n. 13, 1- sadar 3 OiOOO
dem n. 29, luja 216*009
dem idem n. 29, 1 andar 240- O.
Ra dos Burgos n. 27 216*XX.0
Ra da Madre de Deas n. 10-A 180JOO<>
Caes da Alfandeea armazem n. 1 1:600000
Ra d i Mirquez de Olinda n. 53, 2
andar 507*000
Ra da Guia n. 25 200*005
Becco do Abreu n. 2, loja 48fO00
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavin nto t- rreo, 1* e 2o andar, por 1:600/000
Ra das Calcadas n. 32 200/000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de teverciro de 1886.
O escrivSo,
Pedro kodriaties de Soitza
AGBCTK
Miguel Jos Alies
N. 7 -RA DO BOM JESS-N. 7
Seguro* martimo*) c ferrentre*
Nc lea ltimos a nica companhia tiesta pca^a
que concede aos Srs. segurad' s isempcao de paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por ceuto em
favor dos segurados.
Companhia lyrico-coniico-
dramatica
DIRIGIDA PELO ARTISTA
LUIZMILO.NE
EMPREZA
4. BOLDRINI E L. JIILONE
AMH
Ouarla-feira, II de Abril
Pela primeira vea nemle theatro.
subir scena a importante e esplendida opera-
comicaem 3 actos do immortal maestro ROSSINI:
0 Sarbeiro de Sevilha
Pemonagen
Resina...................... Sra. Cobtesi,
Conde da Almaviva.......... Sr. Boschetti.
lertha, governante........... Sra. Darand.
Fgaro, barbe;ro............. sr. Domnioi.
D. Bartolo, tutor de Rosna... Pasini.
D. Basilio, maestro de msica.. Pozzi.
Fiorjllo..................... Trelli.
Um official................... Tirell.
Umtabelliao................. N. N.
MusicosPovo Sjldados.
A peja est montada e etmiada a ca-
pricho.
3*J. B.N'esta pe^a acetou o papel de D. Bar-
tholo o artista Sr. PASINI, que tauto agradou em
nutrs pocas, e que fez do papel urna verdadeira
essaclo,
Prc90S do costuroe.
A entrada* gerae* do direilo ao
a*eio na platea.
Nao se transfer-- o espectculo anda que
chova, salvo forya maior.
Avos, Depois do espectculo baver trem
para Apipucos e bonds das linbas de Fernandes
Vieira e Aiogados. Os bonds no largo de palacio.
O bond de Magdali-na e haver quando o es-
pedculo acabar depois do horario d ultimo que
passina ra Nova, s 11 horas e 42 minutos.
No trem at Apipucos nao ha bdhetes de 2
elasie, e nao teem valor as series da companhia.
Prlnripiaru s i hora*.
.E' esperado da Europa at
0 dia 20 de Abril, se-
guindo depois da indispen-
savcl demora para a ila
nia. Bio (ie Janeiro
e Manto*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p^loa
vapores dosta linha,queram presentar dentro de 6
das a contar do da descarga da alvareng,
quer rcclamaciio coneernente a volumes, que poi
v-iiUna teuham seguido para os portos do sul.atim
dse poderem dar a tempoaa providencias necea-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nSo se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas c passageiros par*
ia quacs tem excellentcs aceomodaeocs.
Augusto F. de Oiiicira & i
ACEITE
42-RIJA DO COMMEROIO -2
ROVALMAILSTEAM PACKET
COMPAQ
O paquete Elbe
E esperado
do su! no dia 16 de
mar$o, seguin lo
1 depois da demora
necessaria para
Vicente, Lisboa, Vigo c Son
t hamplon
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com 3
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
Companhia Bra* Ileira de ^ivc
sseSo a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Baha
Commandante 1'tenante Aureliano Izaac
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 do corrente, e
seguir depois da demora in-
' dispensavcl, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas s valores
tracta-se na agencia
46 Ra do Coramercio 46
Lisboa e Porto
A barca portuguesa Isolinn recebe carga a fro-
to ; tratase com Silva Ouimares & C. ra do
Commcrcio n. 5.
estieito, cadiras avulsis, guarda-ouc, aparado-1 'e,,t.ca!a.c,e viIv*nf* : a tratar na rua do ***>
rea mt-an olacf.xo a...,o..ii, .i___._____ da victoria n. 58, 2 andar.
Rojal Nail Steam Packel
Company
Reducgdo de passagens
Billictes especiaes se-
ro emit i (I os desde 14
de niai-fo at o fin de
julho offerecendo faci
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a expsita o colonial
em Londres, de 1886.
Ida c volta de Pcr-
nambuco a Sontliamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 0 me-
zcs libras sterlinas 36,
150.
res, mesa elstica, apparelho para almoco e para
j intar talhores, copos, garrafas, e muitos outros
objeetos que se toruam enfadonho mencionar c es-
tarn patentes aos senhores compradores.
liElIViO
De importantes moveU, cspulho oval, lou^a e
vidros *
Constando de 1 linda mobilia com encost de
paliuha, com 12 cadiras de guamicSo, 2 ditas de
-::h-
Precisa-se de um rapazinho criado :
Sebo n. 3>i.
Us
Cautela perdida
guarda-
relio, 2 toiletts de raogno, 2 bidets de dito com
tampo de^ pedra 1 cama franceza de Jacaranda
com colxao, urna dita dita de mogno com dito, 2
ditas de ferro com ditos, 1 commoda de mogno, 1
bergo de faia e 1 marquozae.
Duas bancas para advogado, 1 cadeira de pa- |
do Monta at
mprestioM de
em acbak-a
que sss
10
Precsa-se arrondar urna grande propriedas ie
rafus'o para as mesmas, 4 estantes abe-tas para terrts> com casa de vivenda, estribara, casa i.
vros, 1 cadeira de viagem, 1 cabide de parede 2 farlnna> ditas para moradores, e mais beafeitori&s,
.. parede,
banquiuhas, 8 cade-ras de Jacaranda, 3 ditas de
bracos, 1 mesa redonda com pedra e 2 consolos
com dita.
com acude ou abundancia d agua torrente, san
cercado para vaeeas de lcite e animaes ou pro-
porcocs para isto e para nlantacoes de toda agri-
cultura em grande escala, e que nao diste de isn
povoado com feira e cstafao de caminho de ferro,
quando muito de urna legoa, ou mesmo um bam
engenhosinho productivo e bem montado as aau-
dicoes cima, exceptuando a comarca de Pao i'A-
Iho : quem tiver urna ou um as condicoes qae
se precisa, annuncie para ser procurado e eaasa-
nar-se, preferindo-sc a liuha do sul da provinoia
e prolongamento.
Um importante guarda-prata de amarello, 1 ri-
co aporador de armario com pedra, 1 mesa elsti-
ca de 5 tabjas, 18 cadiras de junco, 1 guarda-
lou^a de amarello, 1 mesa redonda de ferro, 1 ca-
deira de balanco amcrican-i, 2 lavatorios de ferro,
1 dito de parede, 1 resfriadeira, 2 vasos para agua
servida, apparelho de porcellana para jantar e al-
mo?o, vidros, dusias de eolberea para s'ipa e ch,
(christofler) garf.s, facas e muitos outros movis
de gosto.
Scxla-teira 16 do corrente A-tteilCclO
A's 11 horas
Ka rua da Uniao n. 53, defronte do Gymnasio Pede se ao Sr. Epiplianio da Rocha Wanderlcy,
O Exm. Sr. Dr. Tarquinio de Souza teudo se- coefe da cstacao de Pao d'Alho que venha a.;
guido para o Rio de Janeiro com sua Exina. fam mande rua dos Murtyrios n. 118, 2o andar.
lia, far leilo por interve cao do agente Martina, -------------
dos ^movis da casa de sua residencia rua da i
Uniao n. 53. os quaes se recommendam pelo gosto
e poucousoque tiveram.
LEILOES
THEATKO
Espectculo dramtico
SOB A DIKEC AO DO ACTOR
Augusto Peres
AMANH, 14 DE ABRIL
2." reprcsent&Qao nesta epocha do importante a
apparatrso drama sacro, qne tantos applausos ob
tevi; na l1 representacao a pinto do causar suc-
coio, em 4 actes a 9 quadros, ornado do 'oros,
inarch .s, mutacoes, tr?.n8forma5oes, fogos e visua
lidades.
Vida e milagres
DE
S. Bneddo
PREt.'O.S
Camarotes de fundo 10JOOO
Ditos de becca >*0 K)
Cacleiraa de 1." classe 3(XX)
Ditas de 2. 2*000
G*lerias de L 2*000
Dina de 2.= 1*800
Plateas numeradas 140OO
Geraea *500
'J'rem para Apipucos c bonds os do costme.
Principiar s 8 112 em ponto.
Companhia Uahiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Ar acaj,
Estancia e Babia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
E' esperado dos Dortos ci-
ma at o dia 13 de Abril,
e regressar cara os mea-
mos, depois da demora doeos-
turne.
Para i arga, passagens, encommendas e dinheo
a frefe racta-se na agencia
7tiua do Vigario 7
Domingos Alies Matheas
mi:i LiRiTinEK
LOCHA MENSAL
O paquete Equateur
E' esperado dos portos do
Bul at o die 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para- Bordeaux,
tocando em
Dakar. Lisboa e Vigo
Lembra-se -03 seuliores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimcuto de 15 /0 ero favor das fa-
milias composta de 4 pissovs ao m nos e que pa
garein 4 pas^HgCQa intriras.
Por cxcepcSo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem ueste abati-
mento.
Os vales postaos s^se dSo at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinhcirt
afrete: tracta-se com o agen'c
iiiguslc Labille
9 RUA DO COMMERCIO
COMPA>Hlt PEB.\.lHR| DE
Vivesaciio costeira por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Segu no da 15 do
corrente, polas 12 \y
ras da manlia.
Recebo carga sA& o
dia 14, e passagens atp
ia il horas da manha
do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
caes da Companhia Per tambo
cana n. ia
lerga-feira, 13, o de moveia, quadros, jar-
ros, porcellana, finos crystaes, da casa da rua do
Paysand n. 1 -G, para onde partir, s 10 horas
e 6 minutos, o bond com os concurrentes ao mes-
mo leilau.
I.eilo
DE BONS MOVIS
Sendo :
Urna mobilia de mogno, com 12 cadiras de
guarnicao, 2 ditas no braco*. 1 sof e 2 consolos
com pedra, 1 bonito caadieiro de electro-plate para
gaz, 1 dito de porcelana. 2 cscarradeiras, 1 tapete
para sof, 1 oculo grande de alcance, 1 cadeira
para piano, 1 cspelho para cima de consolo, 4 ca-
diras de diario, 2 ditas de phantasia, 1 banca
para cacriptoro, 1 estante de louro (aborta) para
vros, 2 etagers torneados para livios, 3 cabides
de molla e 1 oculo de alcance.
Urna mesa elstica de 6 taboas, aparadores, ca-
diras de amarello para sala de jantar, marqueza,
marquezes, 1 maquina para costura (perfeita,) 1
banquinha redonda, lavatorios, camas para crmi-
ca, bcrgo, arandella com reverbero para gaz, 1
carro de vime com quatro rodas para criauca,
Iouca, trem de cosinbi. 1 graade vveiro para pas-
saros, diversas gaiolas.
Terca-felra, 13 do corrente
A's 11 horas
No 1." andar do sobrado n. 66 da rua da
Imperatrz
O agente Martina, autorisado por urna familia
que se retira Dar o sul do imperio, far le lao Ue
todos os moveia, loufn, vidros e mais pcrt-;nccs de
casa de iamilia.
Ao correr do martello
O bond da linha da Tacaruua que parte da es-
tacas do Bruin s 10 horas c 4') minuto:, dar
pa3sagcm grtis ao concurrentes do leiiao.
AVISOS DIVERSOS
Vende -ec um terreno sito em Sant'Anua de ,
Fra, com arvoredos de tructo e cacimba comeen-1
to, e peucos palmos (le frente e 150, mais ou me-
nos, de fundo, frente para o nascente e fundo para
o sul : quem pretender dirija se ru i da Impe-
ratrz n 67.
Alngiicl muito barato
Com casa para familia (na h arzra) e ten 4
salas, 4 quartos e cosinba, umitas ructeiras dan-
do fructo, juato excellente ba bo do Capibaribe, e
porto do trem : a tratar na ra de Santa Theroza
n. 38, e na Varzea com o Sr. Estevao Jos Si-
mos, confronte o dito sitio.
Aluga-se o sobrado com 8ota rua do Cj- i
onel Suassuna n. 139, tem commodos para grande '
a mili a, s>.iado e pintado ha pouco tempo ; a tra-
tar na rua da Imperatriz n. 50._______________ luioiiiu Izitloro Freir de
Precsase de urna cosinheira para casa de Andrade
familia : a tratar na rua do Barao da Victoria 1-'uiz "eire de Andrade, seus filhos e gensos
n. 39, loja. agradecem snecrameate a todss aquellas peassas
----------------------------------------------------- I que se dignaram acompaah. r os restos moraos
Pede-se ao.3 abaixo assignados o favor de de seu presado filho, irmao e cuuhado, Antonio
yirem ou mandar a rua do Mrquez de Olinda n. | Izdoro Freir de Aadrade, sua ultima morada,
51, a negocio que nao ignora n.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho. ^
Jos Gruimares, caxeiro de Loyo & Flho.
Frederico Vieira.
Augusto Goncalves da Silva.
Na engenhoca de Bemfica, estrada real da
Torre, compra-se vaccas tourinas. boas leitei ras :
a tratar na mesma, todos os das, das 6 ao meio
dia.
1 e de novo as convidara aasstirem a miaaa qne
mandam celebrar por alma do finado, na matriz
do Corpo Sa to, terca feira 13 de Abril, a 7 1/2
horas da manha. stimo dia de seu passamento,
antecipando ceus agradeciment03 por mais esta
obra de caridade.
Precisa-se de urna ama
rua Nova, pharmacia n 51.
para cosinhar : na
Lciliii)
t9
Ter^a-fea, 13 de Abril
A's 11 horas
No armazem da rua do Bom Jess n.
1 Cusa terrea na rua de S. J >rge u. 5.
1 f nsa terrea na rua de D- Maria Cozar n. 31.
1 Casa terrea na travesea do Bom J'-sus n. 2.
1 Casa terrea n i rua da Cadcia Nova n. 9.
(Km conlinoaro)
O agente
Modesto Baplisia
Mobilias de Jacaranda, guardas-loucHS, fit^'iros,
eommodas, se-.-retarias, camas, e outros muitos
obji'Ctcs que estarn vista dos enneorrent' s
Aluga-sc urna ama perita para todooaer-
vii;o ; a tratar na rua do Livramento n. 33, 2-
andar.
-5"?
wr
O tenente Joaquim Candido de Oliveira Mar-
| ques multo agradece aos seus camaradas de ar-
." ^-T'* ""^ IUaKdt Cr0nel SU8T" i toda* ai Pssoas que fizeram o gran-
na n. l.w, com quintal o bastan'.es ommodos -
para familia : a tratar na rua Direita n. 106.
Ama
Precisase de urna ana : na rua Bolla n. 35.
km
' de tavor de acompanhar os restos mortaes de sua
presada esposa, D. Carolina Autora de Medeirc
i Marques, sua ultima morada ; e de novo roga
l aos mesmos senhores o favor e caridade de assis-
I trem a missa de stimo dia, que ser celebrada
j nj dia 13 io correute, na capell-i da enfermara
militar, s 7 1/2 horas da manha.
Precisi-se de urna ama; a tratar na rua do
Conde da Boa-Vista, Caminho Novo p. 189- A.
Vinas
Precisase de urna ama para cosinhar e outra
para cuidar de um criauca : na rua do Muqu z
do lerval n. 28.
Leilo
De movis, louc.i. finos -ryttacs, quadros e jarros
para fl ires
A saber
Um piano forte, 1 mobilia de Jacaranda com um
sof, 2 consoloj e 1 jardnem com pedra, 2 cadi-
ras de bracos e 12 de guarnicao. 2 cadiras de ba-
taneo, 4 quadros e 4 jarros para flores.
Urna cama lraucrza, 2 (m ps, 2 lavatorios com
pedrs, 1 guarda-vestido, 1 guarda-roupa, 1 cm
moda, 1 meaa de cama, 1 marquezo, 2 marque-
z.is, 2 cubijes c 1 cama para menino.
Urna machina do preguiar, 1 maquina de costu-
ra, 1 coatureira de mogno e 1 mobilia de junco
preto.
Urna mesa de jantar, 1 guarda-Iouca envidraba-
do, 2 aparadores grandes do armios, 2 ditos tor-
'neadoa, cadiras avulsas, louc* e pnrcelana para
eh e jantar, apparelho dessert, 1 porta licor, gar-
rafas, compoteirns, eop"8 e clices de fino crya-
tal, clices para viuho do Reino, 1 galheteiro, fl ,n-
dres, p^tes, bal ,i.n, abafadores para bules, colhe-
res, b'uideijas, 1 f -gao americano novo c mais ac-
cessoros de cafa de familia.
Terca-feua 13 de abril
AGENTE PINTO
Na casa da rua do Paysaml n. 1-G.
/'s 10 horas c 6 minutus partir o bond da
linha da M;.g lad-n que dar paisagem gratis
aos concurri'.mcs.
O leilo pti cipiar a 10 e meia horas,
Leliw
De 1 caval'o andador haixo, 1 nelim e 1 silho
, Terca-feira, 13 do corrente
A' 1 hora da tarde
AGENTE PINTO
Por occasio do leilo de movis na casa da rua
do Parsdand n. 1 G.
Ama
Precisase de urna ama para cosinhar, qu1 dur-
ma em casa do emprego : na rua da Conceicao
n. 4 1 andar.
Precisa-se de umi ama para engommar e lavar;
a tratar na rua do Pedro Airona i n 4'i-A.
Amas
Precisa se de duas amas, sendo urna que com
pre e cosinhe b -m, e outra para engommar e fa-
zer servico interno, d casa de pequea familia :
a tratar na rua do Barao da Victoria n. 69, se-
gundo andar.
%!
Precisa-so de umi ama para andar com duas
eriaiic-<8, lavar v. eng nnmar para ai mesmas ; a
tratar na rua da Rola n. 16.
Ama que cosinhe bem
Precisa-se do urna b >a cosinheira para casa de
urna familia na rua da Matriz : a tratar na rua
Nova n. 13.
18$000
Aluga-se o sobradiaho do b~ccn do Quabo
lA'ogadoa), com quintal e diversos ps ie frne
teiras ; a tratar na rua Direita n. 106.
till^eillll)
Arrendare o eng'-nho Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a tratar no escript Barros Barreto, rua do Commorcio n. 15.
0S 4:0003000
2IL2EIES immim
iaa Prineiro de Marfti n. 23
O abajxo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 11U5 com a sorte de l:0O0j)DOO,
4 quartos n. 890 com a sjrte de ^(H'fSOOQ, 4
quartos n. 3819 com a sorto do 1005000,
aim de outras eortes de 32&, 16J e 85, da
oteria (48.*), que se aoabou de extrahir,
convida aos possuidores a viren?, receber
na conformidade do costurnc sem descont
aigura.
Achaiu-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 18.a parte das loteras
a beneficio da matriz de Jaboato, (49.a),
que se excrahir quiata-feira, 15 do cor
rente.
PREIJOS
Inteiro 4,$000
Meio 25000
Quarto 15000
ni qnantldade niaior d<; 100*$
Inteiro 35500
Meio 1575O
Quarto 5S75
Manoel, Mar*>.ns Finta.
ptimos engenlios
No dia 16 do cor-ente ir praca p r trienna,
arrendamento ob engenh '8 : Flor du Lima, Caiias
Linda Flr e Fbr do Dia, confo. me o edital da
juiz de orohos dJ Gamelheira, trras muito boas,
ptimos motoivs, grandes e sendo rrodico, tuda
concorre para que nao percam a uceas .ao aquelles
que querem adquirir nm botn engenho.




I

DiBn


6
v
Diario !c PemaiiiiMicn--T<-rya--feira 13 de Abril de 1886
1
lnga-se barato
O 1.* andar da travesea do Campillo d 1.
K caa da ra do Vsconde de Goyanna n. 79
k tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1 an-
dar.
Alnga-se
o 2" e 3- andar do sobrado ra do Brum n. 62:
a tratar no mesmo, padaria. _^____
AIio-h
por barato preco a cast da ra Imperial n. 286,
de nm andar e loja, com frente de azulejo, tem
bous commodos, apoa encanada, e muito fresca ;
a tratar na ra do Crespo n. 18, hja.
\ma para roziuhar
Na ra do Bem-fica
sitio que tica em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
ama nulher forra ou
eserava para ama de
cozinha.
Vina
Precisa-so de uraa ana para cngomiuar
e outros servieos domsticos : no 3* andar
do predio n. 42 da ra Duque de Caxias.
por rima da typographia do Diario.
Ama
Precisa-se de un a ama de meia idade, para
eosinhar e lavar ; na rua Duque de Caxias nu-
mero 2. _____
Ama
Precisa-sc de urna ama qne saiba bcm co inhar
c eng >m nar e mais serv? jb ; na rua do Visconde
d Pelotas n. 15.
Ama c criado
No largo do Corpn Santo n. 19, 2a andar, prr-
eisa-se de urna ama boa cosiuheira para pequea
familia e um criado.
IMIOO
-V-T-


Cr.snheira
Pr-eisa-se de urna boa cosmheira e que
asacad. a tratar na rua de Paysandu n
Passagc :i da Magdalena.
seja
19
Oiiciii lem?
Onra prala : Jcnmpra se ouro, prata e
pedra preciosas, po- tnaior preco que em outia
qua.quer parte ; no 1 andar n. 22 rua larga do
Sosario. antiga dos QuarteU, das 10 horas s 2 da
tarde, das uteis.
P/enaracao de Productos Vegetaes
BXTINytfDAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTINS& BASTOS
JPernamhiu'i.
Casa
Aluga-se o andsr superinr da cnaa ns. 90 e 92
rua da Palma, tero bons commodos para familia ;
tratar na rua Duque de Caxias n. 47.
Chnelo turco
lioja de calcatfoN eMrangciroN
DE
Thomaz de Canalho & C.
Este grande estabele rimento acaba de reeeber
pelos duus ltimos vapores da Europa Oralor c
Ville de Pernambuco um importante sortimento do
que ha de magnifico em calcados para senhorns,
homers c meninos, nao s pelo modernismo e ele-
gancia das formas, como pela excellencia do ma-
terial, perfeicao e solidez do trabalbo.
Conscios de que sahirao plenamente satisfeitos
pedimos s Exmas. familias, aos ilustres e respei-
tiiveis corpoa acadmico e commercial, e a distin.c-
ta claxse arris'ica, a buii-a de nina visita ao nosso
estabelecimeto. As venias sao feit.it a preces
os mais -az:>aveis.
Rua do Baroda Victoria n. 1
Feitor
Prcoisa-ee de um da ilha de S. Miguel que
saiba lavrar trra com arado ao systema de l ;
papa te bero, dando se casa para morar cr.m com-
| mudidade para familia se a tiver. A tratar no
! Largo lassa fallida de Joaquim Montei-
(o da Cruz
Diogo Augusto dos Reis, arrematante das di-
vidas |>ertencentes a esta masea, pede a seus de-
vedi res o favor de virem saldar seus dbitos at
o nm do coi rente mez, evitando assim que si-jn
forjado a proceder esta cebrtuct judicialmente.
Ourrosim, tiesta data tem deliberad que seu se
cioCaetauo de Almeida Campis va ao interior
tratar deste negocio com alguns dos devedores
da reteiidamassa.
lecife, 8 de Abril de 1886.
Dngo Augusto dos Ri is.
|j Leonor Porto


II iia do Imperador u 45
Primeiro andar
('ntina a executar os mais difBceis
fifrurii'os neebid.ig de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janviro.
Prima em perf. i^ao de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos c fino
gosto.
II
II
Engenhos para assucar
NOTE BEM
A canna de assucar j cortada e preparada para
meer bem subido qne centem por termo medio
!*v pur ceuto de b-u pezo em suco.
As .iioeudas ordinariamente usadas aqu, nao
ecprimem mais do que 50 60 por cento por con-
segumte ai- ver a grande perda que os cultivado-
res mcorrem smente p>r esta causa.
Os cebbres ngenlniros Srs. George Buchanar
t C. de Londres, recommendando as suas moen-
das, garantem que pr>duzirao, com bnacanna com-
miin de lo 80 p'/r cento do seu peso.
O material das suas uixchuias o mrlhor, e de
excelli nte. -luulidade, a obra de mao acubada com
tada a perfeicao.
Diiin s o costo d'uma m> en :a que tem provado
muit< b m. seudoconvruuaie, eonomica e de fu-
sil c II' ocio
Moetida com machina a vapor u'uma s bate de
ferro, ludo oomplelo
Tamanho ... A D G
Forca d>- cavado. U 25 50
Peno de caima moi-
dn, por hora qts. 90 200 400
Pruduzmdo por da
10 hi r-i.-. A.- -
sucor, qts. 65 110 150 210 290a 400
. reco.-Hostoabordo. 860 1,700 3,260
N. B. A furca de cavnlloi* actual o dobro do
qi- se indica xciina.
. ara i-uiros tauar.bos, como para moeodas e
machiniamo complt-tos para engenhos centraes, in-
eluindo tri hos portaieis da eyetema aperfeicoado
dirijam-ae h Biownn 6c C
N. 5RUA DO CMMER' IO
ISL
Recebemus ueste uit mo vapor voadores para
meninos aprenderem a andar, assim como, diver
es obras de Vime.
Cadtiras
Cestas de diversos tamanhos para compras
Balai s para papel.
Assfales
Condecas.
Roupeiros.
Rementos de h.irtaQas i A.res, amores perfei-
k)8 e diversas qu.ilidades.
V-in tambem o rpei-ial bacalho de Nomega,
esand oada um 6 libras: em casa de Pocas
end.s &C.
Una estreita do Rosario i, 9, junto a iqreja
x\tlenQo
O puio vinho verde e o saboroto cha preto pon-
ta branca, especialidades sem competencia nesre
mercado, red bidos pelo ultinv vapor, enenntra se
vend i em casa de Paul Jos Alves &. C.
60Rua do Sarao da Vicloria-60
~ Pao iYWU
O novo promotor de Pao d'Alho, Dr. Francisco
Xavier Paes Barreto, p' la sexta vez rogado a
vir rua do Mrquez de Olinda n. 50, dar cum-
priraento ao que nao ignora.
13 MU L SAO
SCTT
DE OLEO PURO DE
Figado de ae*dho
COM
!l):Mijlins|il)iliis de cal e soda
Ippi ovada pola inuca de H> -
giene e autorizada pelo
governo
E' o melher rem- din al h je descnhe'to para a
Mica bronrhileH. eac ophula*, ra-
rhlttM. anemia, ehillxadr em (eral,
defloxo. lotrne elironlra e aiTeccaent
do pello e da saricanla.
E' muito si'perii.r ao ol-o simples de figado de
bao Iho, porque, alm de ter ch iro e sab>r agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinara e nu-
tritivas JO oleo, alm mis prop ledades t nicas e
reconstiiuintis dos hypophosphitos. A' venda as
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Francisco Manoei da Silva & C.
23 RUA MRQUEZ DE < LINDA 23
Eii
Precisase
c y anna n.
"'omina-ter
de urna, na rua dr isconde de
207.
Mushh novas
Acaban; de ches r da provincia do Para pura o
stabeleeimeiiro di- pi>,n s e mCsiciis de Vi'-t r
Preallu, rua do Impe d r n. 55, as se^uint-s
OTidades, que toman te r. comuieudive 3 pelos
seus aut 're* :
Ililiiriuade, galope, por H. E. Girjao, 20U0.
LI in a qnatro na idrm dem, 3#.
A Viiivinlia, roin-nce pa'a canto, idem, 2^.
ma Lembranc,". dem idem, 'i.
. 0 Di scj. id 'A Aua ncia, id. m dem, 2J000.
A l'arli :a caiizimne para canto, idem, 2.
La Parleiiia, bacarola para cauto, por V Ruiz,
9#ooi.
La Nanna, duo para misso S"prano e contralto,
para canto, por II K. Gurjao, if.
A Valsa, Bwaia para t DtO, nlem, 34.
Pensa, mel idia, r Marcha Triuiiiiihai, m; rch, idem, 2.
Idalis, ph'>ntas-a brilhnnte, por Eurico Ber-
nardi, 2*0').
dem, reiniiiisi.ei.cia. ideas, 34.
Les Houinii'S de ClaW, valsa, por M. J. Mon-
teiro Frac, 24-
A Alvorada. valsa caracterstica, por Eurico
Bernardi, 241*0.
A Estrada de Ferro de Braganca, galope, idenj,
240(*. r
Saudade, vals,, p ,r Fernandes A. da Silva,
2/000.
Rieordarza, mi.zurka, por V. Ruis, 24.
\ iiilio (le S. Miguel
mm
Nova remesas, v- mli-m Auiaral Primo & C, rua
Larga do Rosario, e Borg. na rua do Amoros.
E' PURO K BARATO
\mm o eeniro
n
De Olinda parte todos os sabbados. As 4 h ras
la tarde, par I'ainb por Iguaravi- e G yanna,
una d ligencia ; passa^en-i a Irati.r na rua 1 -Je
Marco n. 1, no ttecif'. Viagens avnlsas cin qual
quer d a, e para qur.lquer parle a trata no mismo
lujar.
Caixeiro
Precisa-ee a nm cuxeiru
do Paraizo n. 18.
a tratar no pateo
Precisa-se alujar um sitio que reiiha terren'-s
para plantiieoes e eapim, verduras, etc ere., qm
s-ja a niiii.'iin das estradas de f iro ou bonds :
qu"m tiv.-r deixe carta aasa as iuiciucs B C, uea
typwgraphi i.
Boa acquisi\'ao
Aluga se a melhor cmb aVs nagniiin rua Impe-
rial n. i'4 antiga Th m.z Cuimbra), c in comuio-
dos bastantes e nina boa arnmcao para qu-lqinr
negocio : trata se na mesuia rua n. 147, nadara.
Ulobilias de junco
Vende se mobilaa de jnuco de encost com pa-
Iha e sem palrr, mais barato do que em ntra
qualqu r paite, assim cuino mesa elstica de 3 e 4
taboss, gua:da-vestidii r. guarda-lou^a, e nutra
pecas avalsss: na rua estrellado Rtsario n 23.
1 HIGINICOS para T JCJOR da PlLLE e para FAZER a BARBA
gistes gabenetes ^ $ollaid perfumados,
ob m&ia fnoa do Mundo sao excellentea contra as ATeccoe*
da peile e as Picadas
I>E MOSQUITOS.
Oppondo-se a acQaO dos Miasmas c lcrobloa do ar e das aguas
so necessarlos contra as molestias contagiosas c epidmicas.
LEASE a br o chura explicativa
Exije-3e a Marca de Fabrica &. MOliaan
TENOE-SE LH TUDA i PASTE HAS DROGUERAS, PBAKIACIAS E ClKFUMIKiAS
A* JOUBERT, Sticcesor, Pliarmaceutico de 1* Clusse
8, Rua des Lombards em PARIZ.
2 MEDICINAOS. crme u barses p^ fhicqoes mm
1 '
S
GRAGEAS
de Copahiba, Cubeba
HaUmhia e Ferro, Bismulho
l/catrio, Tcreoent/ina, *
FORTI
INJECQfO
Hygienica e Preservadora
sem causar
accidente algum.
As GRAGEAS rvORTIN, forao as prmeiras queohtiveram a a\ifrnvacao Academia
de medicina (1830) e que adoptaram-se nos Hospitaes. Curan aa molestias secretas.
mais rebeldes sem fatigar os estmagos oais delicadoa.
A NJECCAO F2RTIN sonipro recommoiulada como o complemento da medicae-o.
Dw. -iiimxii Frrrembtico ; FRAN" M. 4a SILVA C. e na prlnoipaas PHirmtwU.
e85Z5SEE5ZSi5iSZ5ZSeS&esaGtr4
GOTTAS RE6ENERADCRAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
' Tratemento efcaz contra todas as affec-Oes provenientes do enfra-
queclmento dos org.ios e do systema nervoso, ou das altcraedes do
sangue rraqvtu do* Klns, Esterilldade, Palpltagoc, Snfra-
[ qaeclmentc eral, longos CooTaiBiccncm. Este tralamenlo e. tic lia multo, recODiicaao
e recommendado como o sualor recenermdor do organismo.
O FRASCO : 8 FRANCOS Todo fruce ou* nao trouxer a Marea de Fabrica registrada e a aMtnatura^^jf^
dovo ser rigorosamente recusado.
rABIB, Pharmacia GSLIH, roa Xochei bouar, 38
Deposito em Pernambuco FRAM M. da SILVA &
nico Ftbriointe
dsifs
reducto
C.
SZ5Z5Z5i52SZ5Z5E5E5Z5ZSZ355il5ft>iZSZ525Z525i5i5ZZ52525BS?^
I
16,600 RECOMPENSA NACIONAL 16,600
A Ouina-Laroche contcm todos OS
principios da quina, tem um gosto muilo
agradavel. e superior aos outros vinhos
e xaropes de quina; contra o descai-
mento das forcas e da energa, as afecces
do estomago, as febres inte eradas, etc.
FERRUGINOSO
O MESMO|
ElIXIR
a feliz combindco de um sal de ferro
com a quina. E' recommendado contra
a pobreta do sangue a Moro-anemia, as
onsequencias do parto, etc.
Paris, 22, rua Drouot, a as principias Phirmacias do Mundo.
PH0SPHATINA
Falires
AIIMESTAglo MCIOKAL
DAS
Mes, Criangas, Amas,
Conualescentes.
Este alimento, de un sabor agradavel, precioso
sobretudo :
Para as Mes, durante a gravidez;
Para as Crianzas, na occasiSo de demamal-as;
Para os Velhos e Convalescentes.
A PHOSPHATINA constitue o verdadeiro alimento
Criabas alimentadas no seio ou na niamadeira. Nenhuma
Fcula, Conserva ou Pos ditos de alimentario para a infancia,
pode competir-lhe.
E a adininistragelo fcil do Phosjyhato de Calcium, que fortifica as
Crianzas durante o seu crescimemto.
PARIZ, 6, Avenue Victoria, 6, FARXZ
leposiUrlos em Pernambuco : FRAN H. da SILVA C"
a
A L^i. REUSB JJJ^S Fl: Th
Ramalhetes Novos
L T. PIVERjm PARS
I Mascotte
PERFUMF PORTE-BONHEUR

Extracto ae Corylopsis ao J apc \
PERFUMES EXQUISITOS
Eouiuet Zamora nona da Bengtuc
C dona de Chit-ie
Stephania d'Austra-ie
Helio trove bl nc a 'denia
Bouquet de 1'Amii.iWhite Rose o Kezanl k i?oly:lor orientii.PI
Brise de Nice Bouquet de Reine des Prs. etc
--------------------SO&-----------------.
FSSFNWS CONCENTRADAS (^r) OUAUDADF FXTRA
Depoaito as pnnciji?es terlumarias, Pharniacias e v.al)eii.euos uO mnenca.
Df YI\H0 E GRAGEAS do VIVIEi\|
P
J
i
El
EXTRACTO NATURAL DE FIGADO DE BACALHO
Premiado com ninlallins de Ouro e Prata.
PELA ACADEMIA NACIONAL
Ordenados nos hospitaes de Franca. America, Inglaterra, Huala, ato.
A Imini-trar sob forma mu fcil e agrailavel todos os elementos curativos do oleo
avilan lo assim o cheiro e sabor nauseosos d'este ; alem d'isso esia preciosa preparacte
i-ni nina supuriori la !( imontejtavel sobre o oleo porque pode ser usada durame oa
g'un le- caloras i-m ip:anio o uso daquelle impossivel, tal o eminente servico prestado
pi' o Diiutor VIVIliN; a experiencia t<>m confirma 10 o boro xito d'este producto.
Exigir a firma do inventor H. VIVIEN em duas cores ao redor do ffarsalo de cada
ga raa com o Sello de uniao dos Fabricantes jo, boulevard Strasbourg, em PARS.
S1H151S1S151S151S1515151S
i EXPOSIQO V^ UNIV' ,878
j Mdaillc d'Or ^ J|*CroiXdcCheTalier8
US PLUS HAUTES RCOUPtHSiS
ITova Creagao
PSiaVERA
E. COUDRAY
PERFJH R!A eFpEC'AL de LACTEIHA
Tao apreciado do alio mundo.
Saboneta........ PRIMAVERA
Oleo............ PRIMAVERA
Agua do Toncador PRIMAVERA
Essencia........ PRI AVERA J
P de Arroz...... PRIMAVERA "
FABRICA E DEPOSITO :
PARS 13. Ru d'Lnghicn, 13 pars ;
Achi-s- y u'i rm tidas aspriuifiut Perfumaras
Acabaro-se as Cas
< ommmiicn aos .'aef.lo c a Hurlm
a t'tir 'mili
C3 ; m n as A"' cacees sera Lragn e aPq
33 ANNOJ DE EXiTO
E. SALLES tils; J. MONEGHETTI. sucoessoi-
Fer ia T, rbgo. PASIZ
K/itf-n-ia %m t dji as principas. Perfuma'-,'8 a Domaras

m f*~
r-^n-c-" ."ic-yv A- C
NA EXP0SICA0 UNIVERSA
VINHO de CATILL0N
de QLYCERIKA e QUINA
0 ma- potlemxo tonira eeonstitiiinta proscripto
noscixo- tic Dores 'estomago. Langor, Anemia
Diabetis, Consumpcfio. i ebres,
Convnl secnca, Rezultaclos dos partos, etc.
0 mesmo vinho rom fe ro. V NHO fif UGIN0S0 D
CAT-LL- N rc.-enera.ior (inr ^tceltenca tfo uugue [M>bre
e decor o* estomago e nao ocrasi na priio >le ventre.
pAPIS. 23, ru Sait-Yiftnt te P* I. Em Pernambucot
rrancM.dailWaeC'.onaijrDoipaw* i'binmuiai.
UNICfT-A/INO QUINADO OUE OBTEVE f STA
Exlrado Composto
SALSAPABBLHA



I
|inneiiPi.li'M"lisrpara
Dar Vigor ao Corpo
Purificar'o Sangue.
Tnico
Oriental.
///
FAZENDAS PRETAS
PECHINCHAS
GrORGURESde s^rla nura a 2-50UO, 25200 e 20500 o covado!
GRANADINAS rlc s.vl:,' a 41K) ruis o 'lito!
indo !
pari i (JOOO par
SETIM MACA'O a 10300, I600 e 20500 omais largo que tem vii
MERINO'S -a I(000. 10200, [0100! e de todas as cores para L0
acabar.
VELLUDILIIOS a 800, 900 e 1:>)00 lisos e bordados.
CREPsuperior a 10000 o covado I
SETINETA franeza a 5S0 ris o Hito!
MANTILHAS e fieMugrandes a 05OO e -SOOO!
Casemiras, panaos, cheviots, merinos, diag-o-
naes, etc., encommendus para lucio
EM 24 HORAS
.V \ ACREBIT A 1 A CAS A DE
. MU II C
5JRua Duque de Caxias59

as
2
5
Chapees e chapelioas
3^5
2C
^2
jy:
36 i *0MCA DA INDE:
36 A ^0 i


B. S. CARVALHO & C.
Proprietarios deste bem conhecido cstabclecimcnto partecipam
as Exm.as. familias c ao publico em geral, que mensalraente recebem
das principaes casas em Paris e Mancheser o que de melhor e de
apurado gos'.o ha em cliap linas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Hiraburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e criancas, e muitos outros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artificiis para ornamento de salas.
^2
^2
13
5
SELECTOS

as3f*^
NOYA MARCA DE CIGARROS
**fS5-
Dc qualidade superior
a contentar o mais difReil fumante!
NOS ESTABELECIMENTOS DO C0STUMI
FABRICA APOLLO
Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a rua do Cabug n. 4, ommunicam ao respeita'el PUBLICO que receberam un>
grande sortimento de joias Jas mais modernas e des mais apurados gostos, como tam-
bera relogios do todas as qualHades. Avisam tambem que continuara a rereber por
todos os vapores vindoe da Europa, objectos novos c vendem por muito menos que en
outra qualquer parte.
MIGUL WOLFF & C.
N. 4 RUA DO CABUG----N. 4
Oompra-se ouro e prata velha.
/


T


"rrx*

* SI
Mario de ProamhuiwTerfa-ftrira 13 te Abril de ISS6
Por 221000
Aluga-S' a casa n. 21 da ra de S J
bons coininodos, bom qtishM, cacimba ;
na ra Duque de Casias u 85.
o, c-m
a tratar
Atfoacio
Aluga se o sobradinlio da ra do Fogo n. 45, c o
de n. 26 .i ra no B rao de S. Buja, cun com
modos para nmeros i familia : i tratar na mts-
ma ra u. 28. ______________'_______
Babia
Thom Augusto da Silva Villar ou alguem por
elle, mande restituir rs movis que eatiio em scu
poder, ua ra dos Marfynos n. 148.
ijili escrirtorfl
L> E. K drigoa Vianna mudou seu escriptorio
:i para o 1 andar da ra larga do lio-
ario n. 10.
Toalhas para hapti-
sado
Venderse de 25* 28*000. ra da Madre de
Dos n. 5. arinazi ni, ou lrg> do Corpo Santo n.
19,2- andar, iinportantea t alhas de labyrintho.
WHISKY
ROYAL BLEND marea ViAOO
Este excelleute Whisky Sscasses pretenv
au cognac ou agurdente de canoa, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu inores armazena
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo n
me e emblema silo registrados para todo o Brazt
BROWN8 V C, agentes
12UM
Cabriolet
Vende se um era per Jeito estado e por preco
eouimudo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47
Fructas maduras
Venc-se diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, tapotas, e outras muitas : no
largo de S. Pedro u. 4.
Bilhar
Este remedio precioso tem gozado da aeceifa.
t'io publica durante cincoenta e setc annos. com*
ojando-sc a siia manufactura c venda cm 1827.
Sua populardadc e venda nunca foro to exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerec a melhor prova ('.a ola efficacia maravil-
hosa.
unos a dizer que nao tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creaseis quer cm adultos, que se achirdo aic-
los desle inimigos da vida humana.
Nao <'.ei.\anios de receber constantemente
attestaees de mdicos cm favor da sua etncacn
admiravel. A causa do successo obtido por este
', tem apparecido varias falsificantes, de
sorte que deve o comprador ler muito DO
examinando o nomc inteiro, que devia ser
Vimfti4eB.A,FAHffi?T0ri
Vende-ac um bilhar in perfeio estado : a tra
rar no armazem de movis i ra do Iinperadcr
numero 49.
Engenho
Tr. spassa se o arrendamento do engenbo Santa
Rosa, na freguezia da Luz, perto da esta cao de
8. Loureneo, na via forrea do Limoeiro, assim
tomo de Jaboatao, na via frrea de Garuar. O
terreno d;i para t-afrejar-se annualmente de di na
a tres mil pa-s de assucar. Alem de muitas var-
seas tem ma'a virgem pira abrirle novo* parti-
dos, me a vapor, tendo urna machina nova, de
muita :'](. 1. ementas novaa e grandes : quem
pretendel-o dinja-se ao mesmo engenbo ou ra
o Imperador n. 79.
Ao commercio
M. F Cunha declara ao corpo commercial que
vendeu, livre e desembarazado de qualquer onus,
seu estabeleeimento de molhadoa aito estrada
do Arraial 1 2H. ao Sr. Francisco Al vea de Bar
ros ; quem se julgar credor do dito estabeleeimen-
to, queira a presentar suas con tas no prazo de
tres das, so pena de nullidade. Arraial, 8 de
Abril de 86.___________________________________
Ao commercio
Os ab.iixo assignadi a declarara que nesta data
-aisaoiveram a s ciedade que, gob a fimade Lopes
i Braga, t'nlia.n no estabeleeimento de molba
dos ao largo do Corpo Santo n. 2, retirando-ae o
socio Lourenc-i Fernandes Braga pago de aeu ca
ital e lueros aoeiaes, ficando o socio Manoel Lo-
pes de S de poase do activo e responaavel pelo
assive d mesmo estabeleeimento. Recife, 10 de
Abril de 1886.
Manoel Loppa de S.
Louren^o Fernandes Braga.
VENDAS
Vende se um importante sitio de coqueiro
com Loa casa de vi-'enda, armazem para epoaito
de cocos e estribara, no lugar dapraia do Jan ira,
da comarca de Olinda : a tratar na ra do Sel
numero 21.
Vende se urna armacao enverniaada e en-
Tidracada, prnpria para qua quer negocio ; a tra-
tar rua do Livramento n. 35
Barra da Jangada
Vende- se urna casa de tijolo, Com muitoa com-
inodo.-. tem eocheira ao lado, bota 1 s fundos para o
rio Pirangy, sita na do Commercio n. 38 : a
tratar com Lopes Alheiro al C, ra larga do
Rosario n. 21.
O 48 da ra Duque de Casias est vendendo
fazendas for menos 25 7o de seu valor.
Ver para acreditar
Setius macaos de 14400 por 800 ris ocovado.
Merinos jretos da 1, 14200, 1*400, 1|6C0
11800 e 2* ocovado.
-etiueta preta a 500 c 600 ris o covado.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fustoes brancos e de co es a 400 e 500 r. o
covado.
Sedas de listras de corea de 21 por 14 o co-
vado.
Merm de bolinhas a W rs o covado.
Ma'posas fi .as de socas a 240 rs. ocovado.
Renda a berta da Cbinu a 240 ris a covado.
Linbos 1 seossezes de todas as corea a 240 ris o
Chitaa finaa a 200, 240, 280, 3,20, 360 e 400
rs. a covado.
Manteletas de sda 1*164 por 74.
Fichus a 2g, 44 e 65.
Bramante de 're9 larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro largura? a 14200 a vara.
Atoaibodo de linho bordado a 24 a vara.
Collaruibofl e punh'8 para seuhora, modernos, a
26000.
Brim pardo liso de 300. 400 e 500 rs. o covado
Toadlas velpudas 4 6J a duzia.
Ditas. ..lcochoadas de 204 por 12* a duzia.
Coberlaa orrada a280<> urna.
Lene is do bramante 148()0.
Camisas para senhora a 2150C urna.
Casacos de l*ia bordados, modernos, 1?4-
Dami co aV algodao de corea, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 304000 a duzia
MadapolSo casca de ovo e pelle de ovo a 64500.
Ensvaes para baptisado, novidade, 9J.
TimO'-s para meeino. beldados, 44.
Chapoi de sol de seda para senhora, de 164
por 840(10.
M.ias para bomem e senhora, de 34, 44, 54 e
64000.
Redes liamburguezas, 10J.
Colchas a 14800. 55, 64 e 74-
Verbutinas Cortea de casineta 15, e lJoOO.
DitoB de casemira a 3 4, 5, 6 e 75.
Le neos abatnhados com barra a 15200.
Camisas de ic-ei* a 800, 14. 1450 e 24
Casemira de cores de duaa laiguras a 24-
Crtes de capemira para vestido de senhora, de
404 por 204- baratsimo.
Zefiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para forro a jj200a peca-
Casa na Varzea
Vende-8e a taverna da ra do Sol n. 17, na
Varzea, com pequeo capital, tendo casa aoW
pra t milia, tendo esta casa a vantngem de fieai
fronteira 4 estacao da ferro via, que deve ficar
prompta at 3 de Outnbro deate anno. O nego-
cio vantajoao, e ae ao local da taverna, na Varaea
54501
655-
84001
34001
146W-
15UX
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro preto, tcolchoado,
sendo fssenda muito encorpada
Ditoa de casemLa de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskiin e
de brim pardo a 25, 25500 e
feroulas de gregucllas p>.ra homena,
sendo muito bem feitas a 14200 e
Colletinhus de greguella muito bem feito3
Assim como um bom aortimento de lencos dt
linho e de algodo, meias cruas e collarinb. cu
Isto na loja aa *ua da Iuipcratriz n. ''
Kisea dos largos
a SOO rsj. o rotad
Na loja da ra da Impc-atriz n. 32, vendem s
riscadinhos prwprios para roupas de meninos
vestidos, pelo barato prreo de 200 rs. o covadi.
endo quasi largura de chita franceza, e asi
como chitas brancas miudiuhaa, a 200 rs. o
do,e ditas < s curas a 240 rs., pechmcha
'oja 3o Pereira da Silva.
Fumldes. HCtinctan e IcinbaN a SO
rn< o covado
Na loja da ra da Impt-ratriz u. 32, vende-s
um grande aortimento de funtoes braneos a &A
rs. o covado, lazinhas lavradas de turta-cores
&zenda bonita para vestidos a 500 ro. o covado
e setinetaa lisas muito largas, tendo de todas af
cores, a 500 rs. 1 covado. ptehincha : na loj
do Pereira da Silva.
MerinM preton a 1^9
Vende-se merius pr-t >s de duas larguras par
vestidos n roupas para meninos a 15200 e 15601
o covado, c suiierior setim preto para eaCsitas 1
15500. aesim como chit.-.s pretas, tanti lisas aoasi
de lavoures bramos, de 240 a* 320 rs. ; na novb
loja de Pereira da Silva ra da lu, eratriz nu-
mero 32.
AlKodozinliu franees para lenrar>
a OOO rN.. ite lASOO
Na loja da ra da Imperatnr. n. US, vende-s
su| eriores algodozinhos frauc-'zea com 8, 9 e 1*
llltlljl
palmos de largura, proprios para It-uces de uu
b panno pelo barato preco de q00 ra e 15000 1
metro, e dito trancado pa a toa I has a 15280, at
sim como superior bramante de quatro largura
para leucoea, a 14501) o metro, barato ; na Iqi
do Pereira da Silva.
i |>;ir. meninos
A "-*. 4A&00 *
Na nova loja da ra da Imperarriz n. 32, s-
vende um variado aortimento de vestiarios pro
prios para meninos, sendo de pa'itosinho e calo
liba eurta, feitos de brim parj ., a 45000, ditot
de molesquim a 45500 ditos de gorgoro pr :i<
emilando casemira, a 65, silo muito baratos ; n>
oja do Pereira d 1 Silva.
LIQUIDADO Iffi CHMM
i
Vende se pelos segiiintes pre
eo de 1 .* O at ouoo,
na do Crespo n. 15 11 a dama
neqiicllna. ____
j Fazendas brancas
SO' AO NUVIEJO
lo rua da Imperairiz == 40
Loja dos barateiros
A'heiro & C, rua da linperatriz n. 40, ven-
dem um bonito b- rtiuicnto de todas est'is Eascndu
ab.iii' mencionadas, Bem competencia de prec^is,
a saber :
Alii'diloPee*' godaoainh eom 20
jardas, pe'f.' J tprevos de 34800,
4i, 445'O, 45 I. bS, 55t>0e 6E50
MadapoloPeQas de madiipilao oum 24
jardas a 45500, 54 6 ate 12500<
Camisas de uu.ia com listras, pelo barato
pr>-e;o de 800
Di'as branc a e cruaa. de 14 at lfflOO
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoee, toalhas e
c-'roulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
a 14200 o 1450"
Colletiuhoa < a meama 800
Bramante fraucez de algodao, muito en-
corpada com 10 palmos de largura,
m.tro 14280
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 25500 e 2,0800
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones c chitaa, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissima^, na conhecida
loja de Alheiro & C-, esquin-. do beceo
dos Vrreiros
Algodao entestado pa-
ra icn^oes
% 90o rt. iXOOOo metro
Vende-se na loja dos baratoiros da .Joa-Vista
algodao p*r l'-ncoes de um s panno, com t pal-
mos de ardura* 900 rs., e dito com 10 palmos a
I.-(KK) o o.elr assim com- din trancado para
toalhas de m- bb, ci>m 9 pa mm oe largura a 15200
i. motr .. Isto na lja de Alheiro C C, esquina
do becco dos Kerreiroa
MBRINSPRETOS
A 14209, t440O, 146t 0. 1 8(K) e 24 o covado
Alb iro <\ C, rua da Imperatris n. 40, ver
d-m nanito boos merinos pretos pelo preco ac-ima
dito. E' peebineha : na loja du esquina do bec-
eo dos Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da rua da Imperarrii u. 40 vende-se
ininto bons t-spart.lhos para senhoras, pelo preco
le 54000, ,'Min c> mo um sortimentu de roupas
de casimira?, brius, etc isto na loja da esquina
do b"eco do3 Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 24800 e 35 o covado
Alheiro 4 C, rua da Imperatriz n. 40, ven-
dem um elegante sortimento de casemiras ingle
zas, de duas l-rguras, com o padroes mais deli-
cados para costume, c vendem pelo barato pree
de 24800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30", sendo de paletot sacco, e 35 de traque,
grande pech ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOO ra. a peca
A rua da Imperatriz n. 4b, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada pe^a, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto eom 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aprovitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreirca.
FhsIcs de setlneta a 500 rs
covado
Alheiro 4 C. rua da Imperatri ven-
dem um bonito sortiu ento de fustSes brancos pe*
baratinho ^revo de 400 e 500 rs. o covado, asalta
setinetas Haas, tendo de todaa as corea a 500 rs. 0
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros. ______^____
Pitillo c riga
Vende-se cm casa oe Matncns Austin & C,
rua do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
qualidade e diversas dimensoes.
Eiigcnho Recanto
Vende se ou arrenda se o engenho Recanta, si-
tuado no termo de S'-rinhaem, moente corrente
d agua, eom boas trras, etc. -'. tratar com Ma-
noel Ferrara Bartli 1", rua do Bom Jess n. 4.
GuDMirao o Norte
Em vista dos grandes proerressos da idea de qne
se gloriara as naces civilisadas, o commeren
deve acompanhar esse proijresso, viito qne elle
e mais p ler su elemento do engrandecimento das
aacoes : em .ista do nnt annuijciam
MART1NS CAP1TAO C.
1 Rua ^atreita do Rosario 1
Grande s Ttimento de gneros alimenticios, es-
toma dos .^uaes, os annuneiantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os aeus numerosos
fregue'es. Lenibraiiio8, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao saoe.
Venb .m V' r, p-18 :
%ie ijos, flamentro e de Minas. -
Fiambres inglezes.
Chocolate fraucez Menier.
Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Passas, ameudoHS, figoa, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidadea.
Boiaehinha ingl- aa.
Seuif ates novas de hortalizas.
Espe< lalidaile em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Kigneni e de pasto.
Cognac de div. rs is autores.
Vioboa toncos, como :
Absiutho.'
Vermi'U'h, etc.
Licores de todna aa qualidades.
Champigne.
ervej de diversas marcas.
B' m as"im :
Araruta fi m em pacotes.
Cha verde e pret >.
Dito per >la.
Especialifsimo matte de Paran, em p.
Aind mt. s :
Ovas de peixe
Sardinhas de Lisboa em Kaimoura.
Vendem Martiua Capita i & ., rua estreita d >
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
For.nieida eapaneina (vurdadrir ) para extinc-
aSo completa da fumiga saura. Vendem Martin
Capito & C, rua estreita do Rosario n 1.
Mili sLoja Cauacao
Rua Duque de Caxiae u.66
Chamamos a attencao das Exmas. familias para
este estabeleeimento, que eatama vendendo mui-
to barato todos os artigoa de miudezas, e temos
um bom sortimento
l-ranj* com vidrilho, larga, a 800 ra., 14000 e
*Galo com dem idem, a 14400, 10600, 24000 e
" Luvas pretas de seda, a 660 rs.. 800 e 24000
o par.
Lequea finos pretos e de cores, 8| e 104-
Ditos a 54, 54500, 64 e 74.
Ditos bespanhoia. de custo de i4500 800 e
IfOOO.
Bicns fin is com vidrilbos e baratos.
dspartilhos finos pra senhoras e m minas.
\ Bordados finos, que estamos vendendo barato.
Perfumaras fiuas e sabonetes finos alOe
200 rsi
Barra de saboneta fino, de custo de 15000
800 rs.
Brinquedos para crianca.
Lencoa tinoa e meiaa finaa para s<.nborea e se-
nhoras.
S ae vendo para poder crer estea precoa.
Na loja Cantaran
Rua Duque de Caxiaa numero 66.
Vapo es para Engeiibs
Vende-se um vapor de forya de 4 eavai-
los, com moenda8 apn-priadas, assim como
um outro menor que faz trabalhar urna
serra circular e um pulverisador de assu
car.
lem poucou80, e acha-se tudo em per
feito estado.
Para informacSes Mrquez de Olinda,
38, 1 -ja._______________________________
Camisas nacionaes
A *SO. 300 e 3 5500
32= L ja rua da heperatriz = 32
Vende-se neste novo estatieieeimento um gran-
de sorum-nto de eamioas brancas, tanto^de aber
turas e l mhos de linho como de algodao, pelos
baratos pircos de 24WK), 34 < 44. sendo tasenda
muito melhor ito qu as que veem do eatrangeiro e
muito mais hem fitas, D"r serem cortadas por
um b m artista, especialm-nte camiseiro, tambem
e manda fazer p ,r encmin-ndas, a ntade dos
fregueies : na nova loja da rua da Imperatriz n.
3 de Ferreira da Silva.
Ao32
Nina loja de fazendas
EXTRACCAO M DA 17 DE ABRIL
INTRANSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tirar 2o:o 12#>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna rua
Primeiro de Mareo n. 23, e mais cazas do costume.
COBRE A 17 DE ABRIL SEM FALTA.
DAS
8 Rua da Imperatriz =
DE
FERREIRA D\ SILVA
Neste novo estabeleeimento encontrar o res-
eitavel publico um variado sortimento de tasen-
as de tod s as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom 8 >rti
ment de r, upas para h miens, e tarooem se man
da tazer por eneommeodas, p r ter um 'bom mee-
tre altaiate e completo sortimento de pannos finos
casemiras e brius, etc
CORRE NO DA 13 DE ABRIL
Cabriolet
Ve ide-se por baratsimo prepo e em muito bom
astado um cabn-.l-t de dous assentns, quatro ro-
das e arruioa para um cavallo ; a tratar na co-
beira do Candido, rua da K ala.
aHua da Imnerairls S*
Loja de Pereira da Suca
Neste estabeleeimento vndese as ronpas aba
10 mencionadas, qne sao baratissimas
Palitots pretos de gorgoro diagonaea e
a'olchoadoa, sendo fazendas muito en-
c jrpadas, < forrados
Dina de casemira preta, decotd&o muito,
bem feitos e torrados
Dit >s de dita, fazenda muito melhor
Dit ib de fianella asul, sendo inglesa ver-
740a
1040W'
12400t
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os )ilhetes acham-se a venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 13 de Abril de 1886, sem falta.
OPD
> _


Diario de Pernamboc--Tcr^feira 13 de Abril de 1886
JURISPMJDmiA

nrt do Cdigo i r i taina!
ach: se en vigor
SENTENCA
Em conforraidade coin adecis&o do jury,
jpigando o reo Jcao Francisco, escravo de
Jo&o de Siqu-ira Ferrto, incurso no grao
mximo das penas establecidas no arl.
2t do Cdigo' Criminal, o tando em at
tegao o que dispoe o art GO do mesmo
Cdigo, o eondemno a seffnr cein agoites.
Pague o senhor do reo as custas em que o
oondeuino. Recife, 29 de Siembro de
4884, ua sala das seseos do jury.
Joaqun da Costa Ribdro
RAZOES DO CURADOR
Senhor. Para V. M. I. appella JoSo
Francisco, escravo do JoSo de Siqueira
Ferro, da decisSo do Tribunal do Jmy
desta cidade que o condomnou no gr.
mximo do art. 20> do Cdigo Criminal,
o, vista das consid -rages quo passa a
expor, espera qu V. M. lo maade sub-
mstt. r a novo julgamonto.
Senhor o appellante julg* desnecessa-
ri entrar na analyse do presenta processo
e ia decisao do Tribunal do Jury, pan
provar que essa deciso ibi nanifestameu
te injusta e injustaraenta rigorosa
Liniitar-se-, portanto,
salientar
ceseqiienuas, que para si decorrera,
wredictiim do conselho de jurados, o a
asetrar quo, em fa:odos principios de liu
mauidade, em face da magostada do Di-
re'its, em face da honra nacional o nesrao
em face do Direito escripto ou da le po-
sitiva, a sua sentenga nao pode ser connr-
uaada.
Por urna rpida inspeccao lestes autos
ver V. M. I. que, em virtuda da disposi
gao do art. 60 do Coligo Cri uinal, a p. na
imposta ao appellante pelo presidente do
Trbutial do Jury fot a de UBCEBU CBM
AfITES 1
Sabe V. M. I que o ominoso c iufamante
artigo do Coligo, que acaba de ser cita lo,
maula condeinnar na pena do A<. ITES
com o castigo sn'tsi'quente do ser trazido
cosa um PBBBO, pelo tempo e maneira que
o juia designar, todo red ESCBAVO, que in
correr eui pena que nilo seja a capital ou
de gales I
Mas V. M. I. sabe tambera que essa
disposigao nao se coaduna mais hoje com
a condigno dos escravos, e com o espirito
da teuipo.
So em 1831, naepocha em qua foi sauc-
cisoado o Coligo Criminal, quando ainda
nio havia apparecido a primeira le re
prsssiva do trafico de africanos, quando
Eazebio do Queroz nao tinha ainda ap-
poeto scu norae lei de 4 de Setembro de
1850, so podia comprehender o quasi jus
tificar o alludido art. GO; nao assim hoje,
em nosso tempo, dep >is da evolugito ope-
raia as ideas e nos sentimontos da col
lectividade brasileira, depois da lei n.
2,040 de 28 de Setembro de 1881, cujo
espirito liberal revogou iraplicitamente cer-
tas iastituicois obsoletas c barbaras.
Nem se diga que isto simples theoria.
Mo ha ainda muito tempo que u o juiz do
faro desta cidade enriqueceu a jurispru
dscia criminal com urna decisao fundada
nos consideragoes que acabam de ser fei-
ba.
O appallante d.;xa de pnrticularisar as
cireumstanoas de pessoa e da tempo qu
rsdearara e3sa docis2o, porque o facto
rocentissinio o deve estar ni memoria de
V. M. I.
Ora, nessas conligo.'s, e reconhecendo
em V. M I, n5a s um grande sentimeu-
tissento de humanidad;, como tambem
usa clara otuigao da instiga e da equida-
de, o appellantepobre e miserando es-
clavo que ainda t-m bastante pundonor e
di^-nidado pessoal para preferir a prisao
cara traballio a acoite ousa esperar que
V. M. I analysando a deeiso do jury e a
set raga s. GO, considerando o rigor
desmesralo do conselho de sentenga e ao
mtiiuo tempo a natureza infamante da
pena qua lhe querera impor, d provi-
mento ip recurso do pp-idarte, mandan-
do-o subinetter a novo julgameqto, pois
que i; so de to la justiga.
Ricifa, 5 de Outubro de 1885.
O curador : Jos Izidoro Martins Jnior.
R^ZES DO PROMOTOR
Senhor. O Ilustrado curador do appel-
laito, assignatario das allegigSes de fls.
70 fls. 7J, vendo-se nos mores apuros
para combater com raz;Xo a leg*IH*de e a
justiga la q -una imposta ao seu curatella-
do, limitou se a salientar ns consecuencias,
como fll proprio 1-telarou as mesmas al-
l.'g (">;, quepra si ducorriam do ver
dictum ooiwuate dos autos, como se tra
tasst--so de legislar sobre a hypothese em
questSo, attetidendo-sn uaicam-nt-i a priu-
oipios p ilosophi -os o humanitarios.
M lio s foram anda as diffi uldades,
em que te?e de achir se o primeira cura-
ilor do .ippfllanti', assi^nat irio do t ;rmo
de jura nauta a fia. -"i, por queiu foi in
terposti a appellagilo, poqiunto, devolveu
os aitoi para o cartorio sem razoes,
tendi ot. conservado em seu pj 1er, desdo
.'51 te outubro ilo anno p.issado ate o dia
22 de Agost> ultimo, como dil-o a cer-
tidac a fls. 64, e isto mesmo em virtu le
de representagio do escrivilo fls. 65,
para a (pial p go a attengi j de Vossa J t-
gst ide I nperial.
E uquan'o existir, S -nhor, o estado da
esciviv ao no paiz, orno infeliz nmtn suc
cod'-, eubora ella esgoto a passsos largos
os s'US derradi-iros lujmnutis do Vida, o
seja ominosa o afamante a disposig&o do
art. GO Jo nos^o Co ligo Criminal, como
sustentou o Ilustrado ptrono do appcllan
le; ser injuridicn toda sentenga, que nilo
impozer ao es ravo a pena d') acoites, urna
vez que nito tenha ello incorrido om pena
capital au de gales, omquanto nJo fr re-
vogado aquella artigo do mesmo Codito.
N-st.s condigo'8, o Alustrado e hones-
tissimo juiz presid'-nte do jury, assignatario
da snt'mga app"llala, cujos sentimontos
hum nitarios e philantropicos nao podem
Io Quanlo a ant'ri.r exprssamento te pundonor o dignidalo para proferir a
se toma incora-
rovega la pela posterior;
2o Quando tcitamente
pativel com a antorior ;
3 Quando torna sa nao observada pelo
desuao ;
4o Qjando, finalmente, lem eejsado a
razio della ou snu motiva (Coelho da Ro-
cha Tom. Io pag. 4*, y0Borgea Carneiro,
Direito Civil, Tora. T p ig. 51, | 13).
N -nhuma destas hypotlmses, Senhor, da-
se com ar(. 60, do co ligo crimin d e as
1-is posteriores cita laa sobre o elemento
servd, inclusive a de 28 de setembro
prximo pafsado, e os magistrados nao po-
dem ser mais benignos do que as leis (Pe
reir o SkmM, Linhas Crimiuaes, 2\2,
nota 3'.)
Se neubuma lei posterior revogou ainda
o artigo referido do aosso cdigo criminal,
nanhuma revogou aiuda tamb-nn o % do art. 14 do mesmo coligo, que permuto
os senhores castigar corporalmonto seus
escravos, urna vez quo osses castigas se-
jam moderados, e nilo contrariem s leis po-
naes.
Assim, finalment, nonhuma lei revogou
a lei de 10 de juaho de 1635 e outras, que
punem igualmente com acoute certas cri-
mes praticados pir es ravos.
Na verdadn, S ralior, corno allegiu o no-
bre orgito da defeza as suas allegacoes,
nao ha muito tempo, um digno ju'z da pro-
pria comarca desta capital, julg >u no sen-
tido das razoes da appellagao, ma3, o Ilus-
tro curador do appellante, citando esse jul
gado, esqueceu-so de que ello sausou pas-
mo geral n'essa capital, como om todo o
imperio, e tem dado lugar a grande dis-
cussao na inprensa nesta provincia e fra
della, pirque, sem duvida apartoii-so, s^m
uraa razo legal, da interpretagao doutri-
naria dala pelos juizos e Tribunaes a esse
ponto de nossa legislagilo.
Tanto isto c verdada que at no sio da
Cmara dos Deputados, na sesiiio do 1" do
agosto prximo passado, d3corronlo o con-
selheiro Candido de Oliveira sobro o ulti-
mo projacto do elam-.nto servil, ex-raiuis-
prisao com trabal io ao cpstig> de agoutes ;
de esperar da iudefe itivel justiga da Vos-
sa MigesUde I nperial a confirraa-lo da
sentenga ppellata, em vista di prova dos
autos o da nossa lagislag^o a respeito, com
pletando se a sentenga na parte em que
ella defectiva.
O humilde orgao da justiga publia nes
ta comarca, 1" promotor pub'ico, assigna-
tario desta3 allegagoH, tem tambem smti-
mantos hunanit wios e a^ompanha as ideas
elvilisadoras do se ralo, por u, 6 do seu de-
ver pugnar, como representante de inters-
sos sociaes muito importantes, pilo fiel
curapriinento das leis criminis, embora
isso o oantraria em seus seutiimntos hu
manitarios, muitas vozes, como succodo a
todos os magistrados, em inuitis casos, o
al Vossa Magostado Imparial.
Recife, 9 da novembro do 18S5
O Io promotor publico,
Joito Joaquim da Frcitas Henriques.
Accordilo em relaglo etc.
Que,, vistos, relatados estos autos o dis-
cutida a materia da nppdlago interposta
pelo curador do reo Jo'.o Fr.in tisco, ese ra-
no, condeninado no mximo do art. 205 do
cdigo crimind p-lo jury desta capital, jul
gam improcedente a -nesrn i app dlagao pa-
ra confirmareru como confirmam a e:isao
appell&da ; alterando se, porm, como al
t-ram a pan alidada -decretada, que tica re-
duzila a raetado: isto a 50 agones,
sen-io o reo obrigado a trazar ferro ao po3-
cogo pelo tompo de oito dias : castas pelo
senhor do dito reo. Recife, 2G de margo
de I88G. Quintiao de Miranda, Alv s Ri-
beiro, Quciroz Barros. Ven ido quanto
reduego da pana imposti de cem agiites,
visto ter o reo incorri lo no mximo da pena
do artigo 205 do Jod. Crira., tendo sido
assim, em meu concoito, muito bera im-
posta a pana alludida. Buarque de Lima,
Pires Ferreira, Monteiro do Andrade, Pi-
ras Conc alvos.
outro lado, nJo a dasaontou Isto vai em
quafro palavras, pira evitar detalhes mas
sadores. M irro o amigo: encontrase a
letra no espolio. Vn os herdeiros sobre
mira, como endossante., E nSto tiva outro
remedio : Paguai p'r'alli, limpos c seceos,
dois contos de reis, por urna letra de que
o meu defuncto amigo nilo se tinha apro-
veitado
res
sera
ser postad em duvi la por ninguom; nilo tro da guerra do ultimo ministerio liberal,
podia ter nutro procedimento pira com o I e um dos maiores abolicionistas na actuali-
appellaute, em vista das respostas dadas jdaie (Diari- Oficial do 3 da agosto), sof-
pelo conselho aos quesitos, quasi todo, ifreu o Ilustre magisrrado, que proferiu a-
respondidos por unaniraidade de votos. quella sentenga, nilo s gr.ve3 censuras
A' sentenga appellada apenas faltn de- ( por parta d:aquella leader liberal na ultima
clarar o tempo, que n reo deve trazer um: Cmara, como d outros deputados de to j
ferro em si, como complemento della, nos dos os credos politicos.
termos do citado artigo do Co ligo, o que i N'aquelle d3.iirso sustentou o Ilustro
nilo compete ao executor designar, como j p irlamentar achar-sa em pleno vigir, nem
declarou o Auiso do ministerio da justiga i preci3aVa que ella o dissess*, a lei excepcio-
de 9 de Margo de 1850. nal do lv>5, as disposigo;s do coligo cri-
Combine u-se ou nao, Senhor, estas dis- mnrii referentes aos escravos e outros, nilo
posigoe; lega3s com o espirito humanitario | 0},stante as leis sub3^quentes sobra o ele-
dos terapos, que correm, devein 03 magis- ment0 Beruil.
Pretender o contrario, disse elle, em um
dos tracho3 do scu discurso, em face da
nossa tegislacSo vigente urna aierracSo
dos bons principios, embora a pena de~mor-
te, a de acoutes, a negativa de recursos, e
tantas outras, sejam verdadeiras exceproes
aos principio* ihilosophicos do direito pe-
nal.
A sentenga do juiz de direito do Reci-
cife, disse ainda aquelle chofe liberal, ten-
do elle deixudo de conmutar a pena em
a^outS, urna violacao da lei, porque, a
disposiedo criminal do art. 60 do cdigo
est de p, a le de 1871 no revogou a, e a
MAGISTRATURA (7o ttm o poder de innovar
na lei, pelo que era ixjckiuica aquella sen-
tenex.
Na mesma sessilo, antes do Ilustre de-
putado findar seu discurso, dizendo o nilo
menos Ilustra parlamentar Andrade F-
gueira, que o juiz do Recife, que prof liu
dita sentag.i, devia ser responsabilizado,
VARIEDADES
trados por isto raes no applical-as,
xcepoao, porqua o contrario seria ODIO-
SO ; e para que sejam taes dnposigoes
quanto antes Tevogaias pelos poderes
competentes.
Se em lb3l, na poca em que foi pro
mulgalo o Cdigo Criminal, quando ainda
nilo ha1-ia apparecido a primeira lei repres-
siva do hediondo traficj dos africanos, Eu-
zebio da Queiroz, nilo tinha ppo3to seu
norae nova lei da 4 de Setembro do
1850, se podia cvnprehinder e quasi jus-
tificar o alludido Codig) Criminal, como
disse o digno curador do appellante as
rasSa* da appellagao; s Rio Brauco, nao
havia f.iu la promovido a reforma do ele
ment servil, com a proraulgagilo da lei de
28 de Setembro de 1871, estadistas ambos
de saudosissiraa rae noria ; certo, Sa-
nhor, que nenhura desses grandes horaens,
verdadeiras glorias naciooaes, nSo enten-
derara opportuuo e conveniente a revoga
cao do art. 60 Jo Co ligo Criminal, apezar
das i Jis cvilisadoraa e humanitarias dos !^3se o nao mecos Alustre epatado, Joa
tempos qua carainham e sempre hilo de,quim Nabuco, que o juiz havia assim pra
caroinhar. ticado por -humamdade porem nilo de-
Nao, tambora exacto, que as leis de \ fcadeu seu aato, pelo lado da legalldade.
4 de setembro de 18o0 e 28 de setembro Em todo caso, Scahor, por maior que
de 1871 revogaram implcitamente o art. seja o sontimento de humanidade o equi-
60 do cdigo criminal, porquanto, ninguem dado, que domine o espirito de Vossa Ma
ignora, qua nenhuma lei pode-so conside-1 gesta le I nperial, por mais infolia qua se-
rar legalmcnte revogada senao nos seguin-,ja a condigao do appellante era rasao de
tas casos : sua qualidade de escravo, e tenha bastan-
Caijiorlsino
(AO DR. 1'. H. DA SILVA FERltAZ)
(Da Gazeta de Noticias da corte)
(Conclusilo)
Instalados na iniscravel careogem, ar-
rastada, aos trancos e aos solavanaos por
um interessan:e par da esfoladas malas,
entrou o Miranda a lastimar o seu caipo-
rismo.
Va v*r : ebegamas depjis do en-
terro. E eu que, para evitar isto mesmo,
aluguai hontem a carroca\ Mas o ciflpado
o Dinia : urna coaheira tilo respeitavel !
Contou-rac depois o meu consternado
amigo a causada synalepha do carro. O
cocheiro foi de facto postar-so cora elle no
lugar combinado, mas nao s tres horas da
tarde: s tres da madrugada l o burro!
FOLEETIM
ANGELA
POR
lT.n n wnmi
(Continuac.o do n. X' )
XI
A bervanaria devia estar de volta s
dez horas e meia da noite.
Cecilia dirigio-se casa della e arran-
java-se de raancira que chegasse alli antes,
mais eedo do que mais tarde.
A loja ainda nil estava fechada.
Urna fraca claridade passava pelos v-
dros, que o suor interior tornava opacos.
A moga nao hesitou, como fizera de ma-
ct.
Abri a porta e entrn.
Ao ruido da campainha, posta em mo-
vimento pela abertura c i porta, a criada
da rfra. Angela appareceu.
Logo primeira in3pccgao, raconheceu
a visitante.
Ah I 6 a senhora... disse illa. Pen-
sei que n2o vinha esta noite. Faz tanto
fri !
Queme importa o fri... replicou
Cecilia Era preciso vir e eis-me aqui. ..
A sua ama j vokou ?
Sim, ininha senhora, ainda nao ha
um quarto de hora que chegou. .. J a
avisei da sua visita...
Entilo poaso fallar-lhe?
Com certeza... Queira esperar um
minuto.
A criada abri urna porta de um quarto,
onde a bella bervanaria estava assentada a
urna mesa fasendo contas e veriticaado fac-
turas ; interrompeu o trabalho e perguntou :
O que ha de nova ?
Minha senhora, aquella mog de que
lhe fallei ainda agors, que veio de dia pro-
cural a.
Bam...
Mando a entrar ?
vida... prosigui Cecilia. S* tenho es-
Manda-a entrar j. Ponha, depois, peranga na sanhora... sera a senhora es-
os taipaes e v se deitar... Hoje fieo de p tou perdida
para conferir as miohas contas.
A criada voltou loja e disso :
A Sra. Angela espera-a, minha se-
nhora.
Cecilia ontrou com resolugSo e achou-so
era preseoga da dona da ca-a, que se ha-
via levantado para a receber.
A p..rta acabava de fecharse atrs da
ilba de Jayme Bernier.
Esta levantou os olhos para a Sra. An-
gela e ficou presa de adrairagilo pela belle-
za da cara, da qual, no comego* desta
narrag3o tragamos um esbogo rpido.
E' que ella estava extraordinariamente
seductora naquella noite Iluminada pelo fo-
co luminoso de un lampeao de petrleo,
com os seus grandes olbos de esphinge, os
labios purpurinos e a touaa Carlota Cor-
day, que ella trazia sobre o cabello louro
de relexos acobreados.
Nunaa ella merecer mellior a alcunha
qua puzaram no burro.
Emquanto examinava a moga com cu
riosidade, fez lhe sigaal para que se as-
sentasse, sentando-se ella tambem.
- Veio ainda agora para me fallar, mi-
nha senhora '?
Vira... respondeu Cecilia, mais com
o gesto do qua a palavra.
Lamento tanto mais nao estar em
casa para a recber, quanto a sua segn
da visita a hora tao aiiantada prova que o
que tem a dizer me ou a pedirme cousa
muitr importante.
Maito importante, mi.-ha senhora...
murmurou Cecilia, levantando o veo.
Entilo, minha senhora, ou minha me-
nina.
Angela inteirompeu-se.
Solteira... acabou Cecilia.
Pois bera, minha menina, estamos
sos... Estou disposta a estatal-a... Quei-
ra explicar me o motivo que a trouxeaqui...
Cecilia, apezar da sua energa, hesitou
por um ou dous segundos; mas dominou
depressa a coramogao que a constrangia e
balbuciou cora voz quasi ndistincta :
Venho, minha senhora, padir-lha que
venha em meu auxilio... qua rae salve...
A bella hervanaria franzio o sobr'olho,
as narinas palpitaram-lhe e uraa nuvem
passou-lhe pelos olhos,
Slvala ? repetio ella cm tom inter-
rogativo.
Salvar-me a honra... salvarme a
O rosto de Angela tornara se glacial e
&s sobrane,elhas, juntndose, formavara
urna linha sombra por cima dos olhos.
Comprehende, disso ella com violen-
cia.
Cecilia curvou a cab^ga.
Est grvida ?
Estou, ruinha senhora.
Que idade tem ?
Dezenove annos.
Naturalmente a sua familia ignora o
seu estado ?
Tenho apenas meu pai, e se elle ti-
vesso conhecimento do meu erro nao teria
piedade do mira.
O seu amante casado ?
Nilo minha senhora.
Esse amante entao tilo desprezi-
vel, qua seu pai nilo consinta que apague a
sua falta, casando com a senhora ?
O hornera de quam fallo v honrado,
porm a sua posicilo molesta... mais do
qua modesta... E actor e meu pai nun-
ca consentira que fqss3 mulher de um co-
mediante. A honra tudo para elle neste
mundo.
Um longo minuto seguio astas ultimas
palavras, depois a bella hervanaria conti-
nuou :
Reflecto bem no pedido que acaba de
fazer-me V
Pensei que a senhora teria piedade
do meu desespero c vira aqui confiada na
senhora... *
xn
Quem lhe deu a idea de vir ter cora-
migo ? perguntou cora vehemencia a se-
nhora Angtda.
Ouvi fallar da senhora vagamente...
raunsurou a moga.
Como capaz de prestar o meu con-
curso a manejos abortivos ?
Sim, minha senhora, pelo menos jul-
guei comprehender isso.
Assim, eis a minha reputagao no
bairro exclamou a bella hervanaria. E
que fiz eu para a merecer ? Mas, desgra-
gada crianga, proseguio ella cora animagab,
um crirae que quer commetter.
Um crimo... repetio Cecilia.
E do qual mo vem pedir que me tor-
ne complico 1 Quer que eu provoque um
aborto I Ignora, pois, que prestando-mo
ao que espera de mim, ficarei debaixo da
Olha continuou o Miranda nao
imaginas o quo me tara succedido ultima-
mente. Silo desastres sobra desastres, fias-
cos sobre fiascos Um caiporisrao hedion-
do Por isso que eu tenho este genio so-
rumbatico, arredio e concentrado. Pensara
que egosmo: tedio, cansago, re-
sigaagao.
Ests quasi as condigas do outro
que recciava fazer se chapleiro. ..
... porquo as criangas nasceram
sem cabega.
Exactamente. Ora, ouve l. Decidi-
damente era noste carro que Mathusalera
aaarap inhava enterros.
Daixa a caranguejola. Vamos ao
caso.
Ao caso nao, aos casos. A alguns
somente, porque se eu fosse a contar-t'os
todos, nao faria outra colisa nestes dez
aanos mais prximos. Vai um ao acaso,
p'ara coraegar.
Ura do inous amigos precisava de di-
nheiro : pedio o meu endosso para urna
letra que ello descontara. Endossei-llio a
letra; mas olle, tendo-se arranjalo por
, nem eu era ello. Dois contos d*
para o bandulho de un3 malan-
dros! Qua a rabo de gato lhes saibam I
Canalhas-!
Ri ma a perder cora o caso.
Ouga outro. Fiz o enterro, quero di-
aer: paguei o enterro uo um sujeito rico,
que eu nunca vira I
E' uraa historia longa- S lhe direi que
nilo morando o horaetn com parentes e ten-
do morrido na sua fazenda, que era muito
distante da villa, e sen lo preciso entorral-o
decentemente, porque era abstalo, dei or-
dam, como juiz de direito, ao vigario que
fizesse o enterro, quo depois lhe saria pago
pelo inventario. Fez-se o enterro. Depois
nes raaroscas arranjaram os herdeiros (os
taes herdeiros raatara-rae !) que eu, para
nao ser desi'.utorado, desmoralisado e pu
blicamente coberto do ridiculo, paguei ti-
llas as coutas do enterro. E eu nunca ti-
uha visto o hornera mais vivo !
Esta agora realmente lamosa Safa !
Caiporisrao molestia contagiosa I
Sei l! o quo eu sei que pcior
que a febre amarella.
Dibos levem esta carro com todos 03
seus burros, inclusivo o cocheiro. lia urna
hora que nos sacodo os intestinos e ainda
est a meio carainho I
- M lhor; ters tempo do me contar
ainda outro caso de caiporismo.
Vejo qua ellas tedivertem. Pois olha,
a mira nilo me divertem nada. Mas emfim,
v l outro. Esta ainda mais engragado.
Foi ha cerca de tres mezes. Estava eu era
casa e recqbo um bilhete a lapis, sem as-
signatura, dizendo me:
Fulano, vera j, e j. Salva-me !
NJo assigno por prudencia, pois o bilhete
pode extraviar se.
Conheci, porm, a lotra. Era do Trin-
dade. Engoli s pressas o cale, cntiei o
palitot e voai a ra do Leste. Eniontrei o
meu amigo agitadissimo. Atirou se -me aos
bragos: Salva-rae, salva- rae j> Trata va-
so do uraa pnhora immnente, para paga-
mento da qunhento3 mil res.
- Empresta-roe os quiahe.itos rail reis
ou eu suicidme. Antes a raort; que a
vergonha.
E solucava o desgragado !
Nao' tenho mais do que cento e dez
mil; dos cem terei de dispor depois de
araanha, nfallivelmente, para pagameuto
de urna ordera, a que nilo posso faltar.
lias vou procurar os quinhentos mil reis.
Espera-rae; dentro de uraa hora estarc
de volta. Sah!. Eram mais de cinco horas;
nilo pude arranjar o dinheiro. Voltei peza-
roso. O Trndade, a ouvr o mo resultado
das roinhas pasqu'zas, arrepeliou-se con-
victamente.
Depois, estucando ao meio da sala como
ferido do uraa dea salvadora, alongou o
brago para mira, dramticamente, e ex
clamou com voz trmula :
D-rae csses ce mil res.
- Mas filho, silo para pagar urna or-
dera depois da amauba, urna ordem a quo
nao posso faltar !
- Dar t'os hei depois de araanha. Ju-
ro te pela minha honra I Cora esse dinhei-
ro entreterei por alguns das a fora3 cani-
na (b? racu feroz credor.
Mas...
Ah I nao 3 mea amigo I
Pareceu-mo que o pobre diabo, depois
d'aquelle arranco tcrrivel, ia fazer saltar os
propros milos... Cedi. O hornera abys-
raou os meu3 cem rail ris na sua algibcira
profunda, e, era vez de dar-me recibo da
quantia, abragou-me commovido, enterrou
o chapeo na caboga e sabio triumphante,
regougando:
- Vou araordagar aquello cSo !
Eu fui dar um gyro no Passeio Publico,
com dez rail reis no bolso e uiia grande
paz na consciencia. Estava a tinir ; mas ti-
nha salvo um amigo. Ouvi urabocadids
msica allemS, tomei por quatrocentos
reis I -- ura datestav-d srvete, iuraei dous
ou tre3 cigarros e voltei a p, devagarinho,
digerindo beatificameute o roas-tbeef do jan-
tar e a generosa acgla.
Depois dei comraigo em face do thea-
tro Sant'Vnna. Coraprai urna entra 11, pen-
sando : Conversare! at s dez horas com
algum amigo. Eram quasi nove. E itro.
Era uraa gran'ie rodaem torno da una las
mesas, quera tiavia eu da encontrar ? Trin-
dale! Estava entra duas momentneas es-
tupidas e pintadas como port is... de tin-
turara. Pasraci. Mas o safar daa, mal avis-
tou rae, poz-se a chamar rae.
Vera c, oh Miranda, vem c !
Aproxiraei-me. Disse-raeao ouvido:
Temos hoja urna cd.ua esplendida
para fest jar o anno novo.
(Era a noite de 31 de dezambro).
Sim? hein ?tartaraundeei.
E' no Continental, s 11 e meia. O
que ha de mi-lhor em coc ttes; apenas tres,
porque o cobre esc isso, mas o qua ha do
mellior ; vais ver. Nao falt -s, sim ?
Nao f dtarei. Por cmquauto vou pul-
sear por aqui.
Estivo para indignar-me, para ir cara
do Trndade e pd-a em cacos. Ufas o pa-
tifo tinha acara tSo alegre, tao risonha-
tSo dura, tao deslavada que, apezar dos
pesares, puz-rac a rir. A's onza o meia es-
taba eu na ceia, no mt/ntimental.
Quo ceia, meu amigo Com c beb i
fartar, com appetito de cavouqueiro.
Pudera I Se ella era paga cora o me
dinheiro I consderei.
Ah 1 era esse e nico raeio de me
embolsarao menos, era puto iosmeus
ricos cem mil riinlios. E o bonito que
me diverti, moa*..
Corao f lia ainda ura ? Sempre 1 A minha vida um rosa-
rie-de conjunegias adversativas.
Diverti-me na tal ceiata, paga por mim ;
mas... apanhei uraa indigestSo tremenda,
que a dan lo com migo no Caj'I
N'isso chegmos asa do morto : o en-
terro havia meia hora qua tinha partido :
VALENTTM M\r;Al.U.\l->.
Margo 1886.
regab da le ?... Ignora que a minha cum-
plicidade poderia attrahir sobro mim um
hornvel castigo. a prisilo ?
- NSo, minha senhora, nao ignorava
isso... Mas o perigo nili existira sera que
alguera o fosse denunciar justiga. .. Ora,
s eu o poderia fazer ; e o meu interesse
nao calar-rae ?... guardar segredo para
sempre do auxilio quo a senhora me pres-
toa ?
E nao mette em linha de conta o pe-
rigo que a ameaga pessoalmente ? Poderia
morrer do remedio.
Pois bam, minha senhora, que eu
morra, replicou Cecilia, mas que meu pai,
estando eu viva, nao duvida da minha hon-
ra I...
Nao ama o seu amante ?
S lhe posso responder isto : tudo es-
t era confusao no meu pensara-nto, uraa
s cousa sobrenada neste cbo3, o medo
que me causa o furor de meu pai... Pre-
firo antes morrer, do que expr-rae a elle.
Entao nada lhe diz : que seja forto,
que seja corajosa, que deixe viver seu fi-
lho, que traz no seo?... esse filho do
amor ?
Esse filho, respondeu Cecilia, quasi
feroz, aborrego-o... nao quero que nas-
ga... Tenho dezenove annos, senhora...
Julguei amar sinceramente o hornera a
quera inspirei um amor insensato,.. entre-
guei-rae a elle inconscientemente, sem mes-
mo suspe.itar onde isso rae urrastava e
qupes poderiam ser as consequen.das da
minha fraqueza. Hoje vejo quo meillu
diara, o que eu tornava por uraa paixab,
nao era senSo ura capricho passageiro.
A voz da moga enfraqueceu, as lagrimas
comegaram-lhe a correr.
Ella proseguio :
Infelizmente esse erro de um mo-
mento a rainba vida toda perdida... Pa-
ra tneu pai, como j lhe disse, a honra es-
t antes de tudo. Pobre pai, ama me ou
antes adora-me.. Nilo tera senilo a mim
neste mundo... faz projectos ambiciosos
a iLeu respeito, quer que o meu casamen-
to, um casamento bullante, seja a alegra
e o orgulho dos seu3 derradeiros annos...
e a minha deploravcl fraqueza aniquilou
todas as suas esperanzas... Estou deshon-
rada para sempre. .. o futuro fahou se
para mim. .. Sim, o que eu lhe venho pe-
dir horrivel, bem o sei... coraprehen-
do... Mas existe porveotura ontro meio
de me arrancar do abysmo ?... Sa recu-
sar vir em meu auxilio, meu pai matar-
me-ba e serei a causa Ua sua morte, por-
que elle nao me sobreviver... E' a mi-
nha honra que lhe pego. a minb^ vi-
da. .. a de meu pai I Pagar-lhe-hti, mi-
nha senhora... Fixa a senhora. mesmo o
prego pelo servigo que presta... eu o acoi
to de antemao.
E eu nao aceito se maulantes nego-
cios dissa cora animagilo a bella herva-
naria. Ua raulheres, bem o sei, que fa-
zem profissao de seraelhantc crirae... Fe-
lizmente nSo sou dessas. Dirija-se a
ellas
Entao recusa salvar-rae ?
De a salvar dessa raaneira, recuso.
A senhora nao tem d de mira ?
Tenho d da senhora ; porm nao
aceito a responsabilidade de um acto, que
repugna rainba consciencia e que me po-
deria levar aos tribunaes.
Cecilia solucava.
Mau Dcus 1 meu Deus disse ella,
extorcendo as raaos de desespero, nao en-
contrarei palavras para a sensibilisar, para
a coramover ?...
Prostrou se de joelhos e continuou, dir-
gindo se a Angela de raaos postas :
Pego-lhe, conjuro-a.. .salve mo ahon
ra I Slveme da raerte I.... Sou ainda
muito moga, para morrer I... Se nSo vem
era racu ausilio, nilo esperarei pela vinda
de meu pai... Sahindo da sua casa, juro
que rae mato.
- Levante-se, minha menina... disse
a bella hervanaria, agarrando as duas raaos
da moga ajoelhada diante della.
Nao, nilo me lovantarei antes de ter
commovido o seu coragSo, antes da haver
obtido o meu perdi; porque emfim urna
condemnada que a implora. .. Saberei ca-
iar-me... O segredo do servigo que me
presta ficar sepultado no fundo da minha
alma. NSo ter na consciencia o romorso
da minha morte. Se me dexa sabir sem
esperangas, nilo para minha casa que
irei, mas sim para o Sena.
Cale-se, cale-se, disse a Sra. Ange-
la, estremecendo.
Dame o que lhe pego ?
Se lh'o recuso, verdade quo sahin-
do d'aqui vai matar so ?
Se verdade ? Ah I Juro-lhe pela
vida de meu pai 1
Angela pensava:
Essa infeliz crianga diz a verdade. Se
persisto na raiaha recusa, desvairada como
est, mata-so ou dirige se a urna destas
parteiras quo fazem profissao do i pfantiei-
Doi' perenne
A 3 "'
E como a flor no clice de praift
Sustenta a lavra que a lestroe que mafcft
Eu vou nutriiido a dor que me devora-'
(Luiz Gli.mahaes Jnior!
Soffro por que te idolatro,
por que nao posso dizer-ta,
at se procuro ver-te,
mais se augmenta o raeu soffrer ;
entre nos ha o mpossivel
ameagador, profundo,
que faz me odiar o mundo
por que o nilo posso vencer !
Ah derrama no meu peito
a luz do teus olhos bellos 1
inspira nos meus anhelos
feliz orientagao ;
d-me so quera esperanga
de ser mais ditoso um dia,
arrania a melancola
que trago no coragao.
Privado do teu3 ea.inhos
de que me serve a existencia ?
nao este amor a essencia
que me anima a proseguir ?
so me" f dtas, delirante
irei esquecer na mortc,
o que nunca quiz a sorto
q'eu podesse conseguir.
E emquanto, raulher querida,
no fogo de teus clhares,
eu olvido os meus pezares,
eu aquego o coragao ;
nilo me abandones s niagoas
de urna deicrenga intinil-as,
por que s tu, acredit',
me accandes n'alraa paixao !
J.' Dcarte Filho
dio... Convm fingir quo consinto, por
esta forma ganharemos, ao menos, tem-
po... poderei tornar a vl-a... aconse-
lbal-a e slvala tal vez
Depois era voz alta :
Pois bera, cedo I... mas infame !
murmurou ella com voz despegada.
Cecilia levantou-se, soltando um grito de
alegra.
Obrigada I obrigada de todo o meu
coragao, disse ella, agarrando as mitos da
Angela e levando-as bocea.
Esta retirou-as inmediatamente.
Nilo me agradega, replicou ella, por-
que a curaplicidade que me irape faz-me
horror ; ma3 nilo posso evitar de ter d da
menina 1... As consequencias da ininha
recusa amedrontara-me ; visto que essa re-
cusa traria a sua morto e que seu infehs
pai nilo lhe poiia sobreviver. Comiuette-
rei a aborainavel aceito que espera de mim...
Era que poca percebeu que estava gr-
vida ?
Ha dous mezes e meio.
A sua sahida desta noite prova quq
goza na sua casa de completa liberdade. ..
Completa, por agora, minha senhora,
meu pai, ausente ha cinco mezes volta d'a-
qui a cinco dias... Vivo s com urna ve-
lha criada, cheia de dedcagSo, que me amt
extremosamente e qua nunca pensara en
ter suspeitas a meu respeito.
Entao ser-lhe ha fcil seguir um *e-
giraen .
Oh I facilimo...
Previno a que ha do soffrer muito....
Teroi forgas para supportar os sof-
frraentos... e por mais violentos que se-
jam nem uraa s so me escapar da bocea.
Espere nra pouco.
A Sra. Angela accendeu urna vela e en-
trou na loja, qual a criada havia pestoos
taipaes.
Ahi abri urna das vidragas, com urna
chavo que trazia sempre comsgo ; porque
essa vidraga encerrava frascos cheics de
substancias perigosas.
A Sra. Angela tirou a rolba a diversos
desses frascos.
De uns, tirou hervas seccas, de outros
p e, cora auxilio de balangas de extrema
sensibilidade, pesou meticulosamente o p
e as hervas.
{Continvnr-seha)
i
i
Typ do Diario, ra Duquo d Caiias n. 12.
-'i


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