Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19257


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Full Text



AMO Lili NOMBRO 80
PAHA .i,CAWTAiL 113 LIUAIK'1 0\IK MO SE PAtiA PORTE
Por tres aiezes adiactado
Por seis ditos dem.....
Por um auno ciein.......
Cada numero avulso, do metmo dia.
6000
120O0
240000
100
-MBA 8 DE ABRIL CE
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adianUdos......... ....
Por nove ditos idem.................
Por um anno dem................
Cada numero avulso, de dias aateriores..........
20,5000
27^300
1J0
PERNA
|)ropriet>alie He itauocl .iRaucir'a 5c Jrta -lilijos
TELEGRAMMAS
1
).
r

sesvco mmm so :::.::
RIO DE JANEIRO, 7 de Abril, s
11 horas e 30 minutos da manh. (Recebi-
s 12 Loras e 30 minutos da tarde, pelo
cabo submarino).
i oi removido do cargo de cnsul
geral do Brasil cm Mbnugliai para
igual car
dador Joao Antonio Rodriguen Mar-
lins.
Fallet-eu o Dr. RodrigueM Tor-
re, depulado provincial do llio de
Janeiro.
Argera ra Guilhermina Fetosa Erekinfidd.
Informe o Sr. inspector geral da instruccao pu-
blica.
Antonio Jos Corrcii. Ja ten Jo sido rcmettido
pelo Dr. juiz das execucoes do Recite ao direc'or
do presidie, copia do decreto de coinrautaco a q^e
Ilude, nao ha que deferir.
Capito Blahrtok. -Siai, mediante recibo.
Fielden Brothers.Informe o Sr. inspector do
Thcsonro Provincial.
O mesmo.dem.
O mesmo.Informe o Sr. inspector da Thrsou
raria de Fazeudu.
Ferreira Silva <& C.Sim, com as restriccoes
feitas na relaco ttnnexa i portana desta data.
Flix Ferreira..V vista do estado precario da
provincia e nao exis tinto quota especial na le do
ornamento em vigor, para a comprados livros a
n- e^uer6 "*" 8Upp,icante al ^" Iu" ,,;
JoSo Marinho Falco.Remettido ao Sr. bri
gadeiro commandantc das armas para mandar in-
speccionar de snude o filbo Jo supplicante, de-
volvendo opportunamente estes papis, com o re-
sultido da inspeccao.
Joiquim Martina de Moura.Informe o Sr. in-
spector da' Thesouraria de Fazeoda.
Jos Travs de Menezes.Siin, median :e recibo
Jo'o Gomes da Silva.Informe o Sr. Dr. chefe
de polica.
Jos Francisco de Vasconcellos.Aguarde o
resultado ;das diligencias, a que procede o Dr.
uiz das execucoes do Recifc, para verificar o
rompo de pena imposta ao peticionario.
Joo Francisco do Nascimento 2.Informando
o Dr. juiz das execucoes criminaes do Recife, que
ai requisitar o peticionario, nada ha que deferir
Joilo Cruvello Cavalcante. Certifique se.
Jco Emiliano Ferreira Lima.Ao Sr. Dr.
uiz de dircito do 2o distrieto criminal da comar-
ca do Recite para informar.
Joo Lopes da Silva.Ao Sr. Dr. juiz de direi
to das execucoes criminaes da comarca do Recife,
pura informar.
Jos Joaquim Aires & C. Sim, com as restrie-
gues feitas na relaco anuexa portaria desta
data.
Leonel de Carvalho Alencar.Informe o Sr.
inspector geral da instrueco publica.
Teen te Manoel Gumaracs. Venha pelos ca-
caes competentes.
Miguel Azevedo de Andrade. -Informe o Sr.
Dr. ebefe de policia.
Maria Antonia da Costa.Indeferido.
Manoel Rodrigues de Freitas.A guia do pe-
t cionario j foi requisitada, segundo informa o
Dr. juiz das execucoes criminaes da comarca do
Recife.
Xicacio Ferreira de Vasconcellos.Informe o
Sr. juiz de direito da comarca deGaranhuns.
Nuno Alves da Fonseca.Informe o Sr. com-
ii andante superior da guarda nacional da comarca
d > Recife,
Scbastio Antonio Peixoto Gadelha.Informe o
Sr. Dr. chefe de policia.
Vicente Nogueira Ramos.Informe o Sr. enge-
nlieiro ebefe da Repartico das Obras Publicas.
Pedro Ramos Lieutier.Concedo.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
DIARIO DE PERfiAMBCO
(Especial para o Diario)
BELGRADO, 0 do Abril.
Foi di*olvidn a Mkuptciiina er-
vla.
ROMA, 6 de Abril, tarde.
Paro de Kpezxia com deilno &
Montevideo urna canhoneira italia-
na.
Agencia Havas, filial em Parnambuco,
7 de Abril e 13SG.
hstrccio POPULAR
economa poltica
(Extrahidv)
DA BIULIOTHECA DO POVO li DAS ESCOLAS
ICo?i!inuaido)
CAPITULO III
Tioca e circnlacao da riqueza
I.-tira de cambio urna ordem que um indivi-
duo expede a putea para que pague urna determi-
nada quaut'.a, a vista ou praso fixado ni mesma
ordem, a um portador, tambem declarado na lettra.
Figuremos um exemplo. Um propietario do
Porto manda para Lisboa a um n-gociaute urna
porcao de viuho do ouro, de cuja venda o encar-
ret-a. O negociante vende o vinhu ; mas, em vez
de envir ai proprietario o dinheiro, para o que
teria de pagar frete e seguro, cono tc-o um cor-
respondente no Porto que lhe deve urna somma
igual ou superior aquella que tem a remetter, enva
ao proprietaeio urna ordem, para elle apresentar
ao tal correspondente na qual diz a este que pague
quelle, depols de um certo praso, o valor por que
vendeu o viuho. O negociante que assigna ou
aacca a letra charoa-se saecador: o correspondente
que tem a pagar, saccado ; e o proprietario que a
receben, portador. O correspondente, quando lhe
apreseutada pela primeira vez a lettra, se jul^a
dever fazer o respectivo pagamento, declara nelta
que a acceita : por esse facto fica-se denominando
acceitaute e tieaobrigado, tm conformidade le,
a realisar o pagamento, findo o prazo designado.
Tambem s retes a moeda excepcionalJiento
substituida na tr.nsaccoes por fundos pblicos,
que sao os ttulos que o estado.d aos a us crede
re para representarem os respectivos crditos, e
que sao transraissiveis. Estes fundos sao acceitos
pelo scu valor no mercado, valor que e sujeito a
variaces.
Cbeoit o -Imp< rta muito a qum> pela_ primeira
vez estucla economa poltica ter a noeao exacta j^rie-se nquerito.
do que se entende p it crdito. O individuo A d
crdito ao individuo B, quando lhe confia o uso de
una parte da ana proprUdade, com a Condico de
que m'a restiro.* depois de um eerto prazo. A
palavra ere ito significa lonfianca : A entregando
a sua propriedade a B, O nfia em que este lh'a res-
titna no temno Je vi do, o que infelizmente ncm
sempre se r. aira i, A diz se credor, e B "redor.
Esta 6 a sigmiieaco mais lat da palavra ere-
dito em economia poUtca : mas tal expressao nao
M eir.prega em t;dos os casos de cmprestimo.
Quando um individuo confia a cutro c usa de urna
casa, um cavullo, um navio urna machina ou qual
qner objecto por cujo uso o eeguno lhe paga um
certo preco diz-?.; este contracto aluguel ou arren-
damcuto segundo os cas s, e ao preco estipulado
chama-be kluguel ou renda.
Era todos os paizes c'wilisados, e tso imprestar-
se dinheiro. Se nam pessoa precisa de comprar
urna machina para o txercicio da sua industria e
nao tem dinheiro para i iso, pode ir pedil-d*empres-
tado pessoa que cm melhore3 condicoss 11 o im-
preste e comprar depois a machina. Multas ve-
ps o vendedor d crdito pelo valor do objecto
vendido, isto vende a prazo, o que equivale ao
mesmo que empr. star ao comprador o dinheiro ne
cessario para a compra.
O crdito de urna grande iifluccia na preduc-
cao da riqueza, porque quando bem appheado, col-
lona a propriedade as maos dos que melhor a po
dem fazer valer. A propriedade pertence multas
vezt s a pessoas que sao incapazes de a aproveitar
por si e de tratar de negocios, como algumas mu-
lheres, as creancas, os invalido, etc. Outras ve
acs individuos ricos posEucm tantas propriedades,
que nao quercm incommodar- se com a sua geren
cia, se encontram ontrem que mtlhor o faca por
elles. Aquelles mesmffs que administrara as suas
propriedades posauem s vezes aommas de dinheir*
de que nao teem immediata necessidade, e que de
boa vontade emprestara, a praao maior ou menor.
Por outro lado ba rauitcs homens habis e com amor
ai trabalbo, que poderiHm gerir industrias rendo-
sas, se tiressem dinheiro para comprar os mate-
riaes, os edificios, os terrenos, utensilios necessa-
rios. A estes dia muitas vezes os primeiros cr-
dito, para podercm montar qnaiquer industria,
quando n'ellcs teem coufianca.
(Ccntina).
Reirospectu poltico da auno
de 18s&
lli;i'IHI.ICAS AMERICANAS
1 Cont inuar.ao )
l'oslo que as ideas do novo presidente fossem
geralmente conhecidas, a iftanifestardo oiDcial
dolas era esperada com curta cunosidade. O
inaugural arets, o discurso obrigado dos que
van entrar na posee da Casa Branca, pernnttij
ao 8r. Cleveland o BatisEazer amptamente esse
desojo. Como 6 sabido, a eteigao do ex-gorer-
nadoi' iln estado de New-York, fui devida ao coa-
corso dos mdepmdeitte*, isto dos republicanos
reformistas, justamente desgostosos com os ante-
cedentes polidco-fioanceiros do eandtdato prefe-
rido pela inaioiiado scu anligo partido. 0 ac-
tual presidente deve por igual o seu trinmplio a
csses republicanos dissidentes e aos demcratas
de reina tempera, aquelles aquem os erros com-
inetiidos pelo presidente Bacbanan e pelos sec-
ie-ioinstas da convenro deCbarieston tiveram
por espaco de Si annos afestados do poder. O
Sr. Cleveland aclia-se. por consequencia, nas con-
diees mais i'avoraveis para levar as cousas de
modo a impedir que a victoria do seu partido
degenere em cega reacoo contra os resaltados
legtimos da grande lula sustentada desde 1861
a 1865, em pro) da causa da Oniao.
Nesse ponto o discurso do Capitolio foi corre-
iiisslmo, como se v do resumo acua transcripto.
o Sr. Cbevela id prometlia nao ser um presidente
disposto para os infrenes combates partidarios.
Das suas patarras dedoiu-se que nao seguira
os exemptoa de lodos OS sena antecessores, desde
o dia em que um dos mais illustres delles, o ge-
neral Jackson, fonnulava lacnica e um tanto cy-
nianiente o principio da adjudicaeio iiiiuie,lala
de todas as funoeos do governo federal ao par-
tido vietonoso nas elen.Oes presidenciaes.
co, em 7 do Abril da 1886.
O orteiro,
J. L. Viegas.
Repartico da polieia
Seccao 2a.N. 366. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 7 do Abril de 1886.
Illm o Esni. Sr.Participo a V. Exc.
que foram liontcm recolhidos na Casa de
Detengo os seguintes individuos:
A' uinia ordem, Manoel Menelio do
Nascimento e Cosme, escravo do' major
Simplicio Tavares do Mello, o primeiro
como criminoso nesta cipital e o segun.'o
para ser eutregue a seu senhor, amhos re-
inettidos palo delegado de Ipojuca.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Manoel de Souza Barros, Jurino Al-
bino de Souza e Americano de Souza
Barros, por disturbios ; Manoel Francisco
des Santos, por haver hontem s 10 horas
da manhi e na ra do Viscoude do Io-
bauma, tentado furtar um relogio de pra-
la pertencente a Valeriano de Souza Leal,
cujo crirne foi pre30 eia flagrante e
A' ordem do do 1* distrito de S. Jos,
Jos Eufrazino Soares das Chagas, por
disturbios.
C Corninunicou-tne o delegado do termo de
Olinda, quo em data do 3 do corrento pro-
cadeu-se a visita da cadeia daquella cida-
de, na qual foram encontrados 7 presos,
sendo 1 appellado, 2 pronunciados e 4 in-
diciados em diversos crimes.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
muito digno vicepresidente da provincia.
O chefe de poli :ia, Antonio Domingos
Pinto.
c'ominando das Armas
QU.VBTEL GENERAL DO COMMASDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBUCO, 7 DE ABRO. DE
1886.
Ordem do dia n. 86
Fcco constar guarnicao que apresentou-se
hontem a este Quartel General, vindo da provin-
cia das Alagas, o Sr. tenente do 14" batalbao de
infantaria, Jos Joaquim d'Aguiar, que era con-
siderado nao aprceut do.
(Assignado). O brigadeiro, Agostmho Marques
de S, commandante das armas.Conforme.O
tenente Joaquim Jorge de Mello Filho, ajudante
de ordens interino e encarreirado do detalhc.
MRTE 0FF1CML
I
Governo da Provincia
DBfiPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 6 DE
ABRIL DE 1886
BAnttnio de Souia Oliveira.Informe o Si. in-
gpsetor da Thesouraria de Fazenda.
Antonio Barbos i de Aguiar.Ao Sr. Dr. chefe
tle'policia para informar.
Mesa regedora da Via-Sacra da Santa Lru
Remettido ao Sr. commandante das armas para
dai urna guara de 20 pracas.
i men
Thcsonro provincial
DESPACHOS DO DIA 7 DE ABRIL
Antonio Luis de Almeida e Phitis Adelino da
Costa Doria.Iolormc o Sr. Dr. administrador
do Consulado.
Joao Antonio de Almeida, thesenreiro da lotera
do fundo de emancipaco, Amonm & C. e Jos
Augusto Moraes Carvalho. Informe o Sr. con-
tador.
Commendador Antonio Jos Rodrigues de Son
za,Entregese pela porta.
~~Jos da Silva Cysneiros GuimarSes, Julio djs
Keis Pires e Joseph L^tham.Certifiqese.
Offieio do Dr. procurador dos feitos.Informe o
contencioso.
John-Bexwcll, vigario Joao Evangelista dos
Santos Lima o Guilherroina Jovina Pinheiro.-
iaiii vii ta o S. Dr. procurador fiscal.
Pontos doGymnasio.Ao Sr. pagador paraos
devilos fins. .
Jtao Francisco Paredes Porto.-Junte conbcci
men'o de dcima do ultimo semestre.
M inoel Joaquim de Mello.Ao Consulado psra
attender.
M iriauna Augusta da Rocha Bastos.Informe
Sr. contador.
Ao vencedor os despojos disse Jackson.
Essas palavras imprudentes, esse incompudecido
ra esetu, proncmeiado pelos beroesda guerra
aiiglo-amerieaua de \Mi. marca nos Estados
lidos o comero da invaso dos empregos p-
blicos pelos polticos de profiss&o. Ha alguna
anuos, a presso moral daopini&o publica indi-
gnada obrigou um presidente republicano a sanc-
cionar una le votada pela maioria demcrata do
Congresso, c tendente a reprimir os nloleraveis
abusos desse funesto costume. Essa lei deno-
llllliou-se-(/-/ f'/ornn do mntfO riiil.
Era de recelar que no dia em que a maioria do
tlongrcsso pertcncesse ao mesmo partido do pre-
sidente, se fi/.esse rpida volta aos anligos crios.
O Sr. Cleveland allirmou que tal nao acontecera
por sua vontade:
Os nossos compatriotas disse elleteem
direito a ser protegidos pelo que respeita in-
competencia ile funceionarios pblicos que oceu-
pam lugares 'por mero titulo de recompensa de
Borricos partidarios. Tambuui devenios preser-
val-os da iulluoncia corruptora e das pralicas
deshonestas, tanto dos que promeite;n. cmodos
que procuram seniellianles recompensas.
(> Sr. Cleveland esplicou-se igualmente com
umita clareza acerca dos direitos adquiridos pelos
negros libertados.. Estes nada teeai que temer
a tal respeito. As emendas da coiislituico fe.
deral que consagraran] aemancipagao civil vjio-
ptica desses libertos serao, segundo as palavras
do novo presidente, eserupulosainenlerespela-
das.
Veiu a proposito notar que a aceo do tempo
Tnoslrou j o seu benelico ell'eito na pacilicaco
do sui da poderosa repblica. Haj annos que
os negros deixaram de constituir um partido
compacto, dirigido por alguns polticos do norte,
osini/iH Imgtjersn cujas violencias os brancos
dos autigos estados confederados se julgavam
com o direito deoppor outras por ignal Uegaefi
e pengosas. A communidade de interesses eco-
nmicos acabou por triumpbar dos estultos pre-
conceitos de raga : as desillusos dos lberlo-
no tocante aos cousellios de seus prfidos men-
tores, completaran] a obra. De modo que no dia
i de Margo j se pode ver avultado numero de
nomens de cor no longo cortejo das depotaedes
democrticas que acclainavain o novo presidente.
CJAs deelaragoes do Sr. (leveland sobre poltica
externa foram mais ou menos eouivalentes a re-
Iba formula dos pacs da repblica nofte-anieri-
cana:
Paz, commercio e ainisade honrosa com to-
das as nages ; nada, porm, de alliangas com-
promcttedoi-as com qualquer deltas.
Desta tradicional poltica aiidavain de annos a
esta parle um tanto divorciados, os leaikrs do
partido republicano. 0 presidente Arthur, se
nao ordenou, consen'io pelo menos, que dipl-
malas americanos tomassem nas negociages da
conferencia de Berln urna parte que a opinio e
a imprcnsa dos Estallos luidos acharam exces
siva.
A situago geograpliica da famosa repblica
permitte-lbe seguir poltica internacional acon-
selhada pelo actual presidente, ncm se pode com-
prehender que especie de inleresse nacional aclia-
riam os estadistas americanos em nao pratical-a.
As eleiges ullmamenle realisadas em alguns
estados nao alleraram de modo profundo a situa"
go respectiva dos partidos. A victoria foi muito
disputada por toda a parle ; mas, em geral, li-
cou pertencendo eos que j eslavam acostuma-
dosaotrumpbo, segundo as localidades.
No estado de New-York -o estado imperio,
como lbc chamain os bairristas,os demcratas
reelegeram governador ao Sr. Hill.aqucmapas.
sagem do Sr. Cleveland para espliera mais alta
da Casa Branca, tinlfa, navia alguns mezes, levado
Casa Executiva-ndc AlbaoY- Todava, em-
qnanto as grandes cidades davam scu contingen-
te ordinario de sutlragios ao partido que, princi-
palmente do norte, tema sua liirea nos irlanile-
zes e nas populagOcs urbanas, os campos reta-
vam com certa unanimiiUe ao partido republi-
cano c lhe asseguravam, eam a maioria na pr-
xima legislatura, a cscollia do senador queden"
tro de poucos mezes linba de ser enviado ao
Washington.
Na l'ensylvama a maioria republicana foi to
importante, quanto nos lempos j longinquos
diz um escriptor- cm que a dyuatia dos ("aineron
nao encontrare diantede siaminima resistencia
envernando to automticamente como o czar os
seus subditos do grande partido liberal do estado
qualur.
O Ohio. celebre pelas ariscas variactes que
all sollie ip barmetro eleitoral. Ora, republi-
cano, ora demcrata, o grande estado de oeste
nao se decide definitivamente por ueubum dos
partides militantes. E' forga todava memorar
que os republicanos dessa parle da l'nio j clc-
geram successivaniente imh residentes seus, e
que foram os Srs. Ha yes c liarlield.
Presentemente, as qnestOea polticas nesse es-
tado sao complicadas, pelo problema da repres-
sao do alcoolismo. Os inimigos da embriaguez
coustitniram-se em grupo independente, resohri-
dos a nao distinguirem con seus sulfrago- ge
nao aquelles que se comprometieren! a votar as
leis prohibitivas que formara o principal artigo
do programmada nova uarcialidade. Na ultima
elcico os resultados foram indecisos : se a maio-
ria da legislatura, maioria alias fr.ua. licou per-
tencendo a um dos partidos em lula, o poder ex-
ecutivo estnaposse indispntada do outro.
Sem levarmos mais longe esta resenlia summa-
ria das eleiges dos estados, devenios i-omludo
notar a influencia que esses escrutinios devein
exercer na poltica do novo presidente da grande
repblica federal.
A cleigo do Sr. Cleveland tintn, sido para al-
guH.s espiritos observadores o alvorecer de urna
era nova, impacientemente desojada por todos os
amigos da pureza poltica c da sinceridade do
setf gODenunent das democracias. Os incidentes
desea eleico pareciam justilicar taes esperangas,
e as deelaragoes do novo presidente, no seu dis-
curso de Margo, como que vieram conlirmal-as.
A lodos se aligurava que a distinego entre re-
publicanos e demcratas corresponda mais a
questes resolvidas no passado que a problemas
vivos e ardentes do presente e do futuro nacional.
A derrotados republicanos foi pormuitos aceita
como presagio de nova organisaco dos partidos'
entre os qnaes existcm reinos odios e rancores,
mas nao verdadeira divergencia de principios.
(Continua).
INTERIOR
(Da Evoluqo)
Rio, 24 de Marco de 188G
Nas vespcras'da abertura do parlamento, que
breve comecarA a trabalhar, os espiritos inquietos
e vidos de decifrar os signaeo.dos tempos, inquirem
a ordem de i leas, a somma de interesses pblicos,
qae oceuparam a attencao das duas casas legiila-
tivas.
O gabinete de 20 de Agosto-, presidido por um
estadista provec >, j tem assentado nas medida!,
que deverao str propostas delibcracao dos re-
presentantes da naca o.
Sem duvida o onus, que pesa sobre urna situa-
5lo, que succede outra de crencas e ideias diffe-
rentes, rcraiver as dilficuldades legadas.
Cada urna obrigada a resolver os problemas
sociaes. polticos o linanceiros conforms as conve-
niencias socia's, que julgam dever lazer prevale-
cer.
Entre as questes peudentes, a mais ardua c
cheia de perigos, era do eaiancipaco do elemento
servil.
Se nao est definitivamente qoncluiJa, pelo me-
nos adiou-se por longo periodo, esperndose da
aeco do tempo e de outras circumstancias a sua
completa solucito.
Foi es'a a preoccupacSo do Ilustre antecessor
do benemrito Sr. Baro de Cnegipe.
A orJem publica e a estabilidade das nossas
iustituicoes nao passaram par nenburaa crise,
mesmo durante os agitaces do ministerio do se-
nador Dantas, um dos mais audazes e dos mais
intell'gentes ministros da situacao liberaltalvez
o nico, que, como ebefe de um gabinete, soube
comprehender a lgica e es exigencias de suapas:-
cao.
Essa justici a historin lhe far, embra ni
outros, seus adversarios, entendamos que, no in
teresse dominante do presente, a sua poltica de
reforma social deveria ser combatida, como infensa
e prejudicial aos interesses vi taes dos elementos
mantcnederes da prosperidade do Esta lo, da for
tuna publica e particular.
A preoecupa^a do bonrado antecessor do digno
Barao de Coiegipe cifrava-se exclusivamente eui
serenar os nimos e esttuir a tranquilizado ao
espirito conturbado da lavoura.
N'este intuito o Sr. Saraiva operou decisiva re c-
coe at n'xplicaveV,contra o seu predeceaor.
E' notavel que o Sr. Danta?, cuja poltica es-
tamos l^nge de ipprovar e menos de applaudir,
commette^se err. s.
E' certo, porm, que elle nao mentio a fe de seu
partido e teve o mrito singular, n'esta quadra de
apostasias rpidas, de dizer alto e bom som, o seu
pensamento e o que pretenda fazer o governo do
Estado.
Os representantes da naco, em feu pleno di-
reito, lhe recusamm o seu apoio, condemnaram lhe
os planos de reformas, da mesma sorte que a Coroa
retirou-lhe a confianea. _
A illusao dos dedicados sectarios do distincto
senador Dantas est:i em tomar a agitacSo feita
par elles mesmos, como manifestacao da opiniao
nacional.
Touas as demais questes quer de ordem po-
liticn, social, administrativa, quer finalmente as
finameiras acarara at agora inta-itas.
Os honrados ministros do imperio e da fazenda
j revelaran], por actos, as suas intencoes um
reformando algons dos ramos do servico adminis-
trativo, alias de mximo alcance ; o outro inician
do urna operacio financeirn de mxima importan-
cia com o mais felia xito e incontestavel pericia.
O Sr. JunqucTi, consumnado admiuistrador,
tem continuado na pasta da guerra a bem mere-
cida nomeada.que fes del e um notavol ministro
do gabinete Ro B anco.
O Sr couselheiro Prad) toma a p.to os asuin
pos da immignicao.
Si lhe for posaivcl conseguir realisar os seus
planos, poderi regosijar-ss de haver bem servido
a principal causa do engrandocimento nacional.
Todos estes deUlhes da admiuia*raco, por ora,
nao enstituemum systema de ideas, que posea
caracterisar urna situacao uova, destinada a re-
parar os males, originados durante um periodo de
7 annos, no qual a poltica era urna illusilo de al-
guns espiritos indecisos, ou urna irona no sorrho
zombeteiro do Sr. Lif lyctte.
Rio, i'i; de Marco de 1886
O governo imperial, julgando que chegou a eon-
junctura, deliberou mandar organizar, nas frontei-
ras da linba do Estado Oriental, as diversas guar-
nicoes de tropas existentes e da guarda nacional,
no Iiio Grande do Sui.
Estas tropas formarao duas divisoes sob ocom-
mando cm chefe do marechal de campo Manoel
Deo joro da Fonseca, militar, que tanto se assigna
lou pela sua bravura na campinba do Paraguy.
Cada um das duas divisoes ser commaudada
pslos brigadeiros Eneas Galvo e Angelo de Mo-
raes Reg, qae recnberam ordem de partir para
aquella provincia.
O Ilustre ministro da guerra, o Sr. senador Jun-
queira, com a pericia c aetividade que se lbe re-
conheccm, | expedio terminantes ordens para que
todas as pracas addidas aos corpos da guarnicao
da corte, se iucorporassem s da alludida provin-
cia.
Mandou que a ala direita do batalbao de en-
genheiros se fosso all reunir csqueidn.
Bem se v que tinbainos razao quando affir-
mavamos que o governo imperial, sciu sahir da li
nha da neutralidade, que tem sabido prudente-
mente manter, nao dorma e espreitava attento os
acontecimientos das duas bandas do Prata.
O governo argentino tem revelado pela sua ni-
mia tolerancia a sua cuinpcidade eoin os revolu-
cionarios do general Ai redondo.
Fingindo-se neutro na contenda, s resolveu-se
a impedir a passagem das phalanges da reolucao
e ueste sentido mandou um vaso de guerra obs-
tal-a, depois que vio que ellas tinham transposto a
outra margen) di rio.
Ao contrario do governo brnsileiro, explora as
colerai argentinas em odio do imperia, assacando-
Ihe nerveis aleives.apregoando-o como protector
da causa do gener .1 Santcs.
Era prudente que o governo imperiil, quo nao
quer suscitar e menos crear um conflicto cjin as
duas repblicas, aguardarse os acontecimentos :
isto elle fez.
H je orientado pelos factos com;cou a sahir da
obsevagao e da espectactiva iuerte e pretende
apenas fazer i.cto de presenca.
Assim tiiiliamos motivo para pensar que ein-
quanto os factos nao jnstificassem, o gabinete do
benemrito Sr. Baro de Cotegiae nada faria era
relajo s luctas intestinas da repblica do Uru-
suay-
A attitude que o ministerio de 20 de Agosto pa-
rece querer assumir no estado actual do conflicto,
em que nao tem parte alguma, nao passa do urna
providencia de raer cautela.
As fronteras do Rio Grande podem servir de
theatro de urna excursao, ou provavelmcnte dj re-
fugio dos revolucionarios.
Si, pois, por um lado o governo imperial ampara
as suas fronteiras, por outro quer levar o s-u es-
crpulo de neutralidade at ao ponto de nao faci-
litar ans revolucionarios um abrigo, ou centro de
operacoes em territorio da soberana brasileira.
Essa conducta de todo o ponto isenta e justa ;
contrasta com a injustificavel parcialidade da Re-
publica Argentina.
Emquanto a lucta for intestina no EstadoOricn-
tal ; emquanto Buenos Ayres nao se fizer parte na
contenda ; emquanto, finalmente, a. independencia
do Estado do Uruguay nao for ameacada, o go-
verno imperial mostrar-se-ha completamente neu-
tro.
Apesar desse firme proposito, na Repblica Ar-
gentina aecusa-se o Brasil de proteger os iuteies-
ses e :ausa do general Santos.
Este antgo presidente no tem que esperar do
governo brasileiro auxilio e proteccao cansa de
seus designios ambiciosos.
A revolucito parece que ser vencida ; mas seria
temerario affirmal-o desde j.
Esmerilhadas as causas do revoluco, verifca-se
que o general Santos nao pode contar com o con-
curso ou dedci?.ao do povo oriental.
A sua presidencia foi um repulsivo escndalo,
que durou quatro snnos, affrontou o pudor publico
c ainda mais aviltou a dignidade nacional.
Poi urna administracao; sobre a qual pesara ab
jectas suspeitas, simio provas aeprevaricagao.
Accusaram-u"o de haver defraudado as rendas
da naci em cerca de 30 mil contos de res.
Comprehendo se agora que o governo brasi-
leiro, altamente moralisado, deve ter passado por
muitas besitaces e de certo nao tomar a si urna
causa repel ida pelo pevo oriental]
Ninguein ha ah mais sagaz e prudente, do que
o nebro e benemrito presidente de corselho.
Homt-m dotado de feculdades eminentes e
bem equilibradas, eonhecedor das alicantinas da
diplomacia platina nao ir comprommetter o jeu
nome, ou de seu paiz por amor das ambicoes, que
se gladiam nas duas margena do Prata.
A neutralidade, e s a neutralidade o que dos
factos praticados pelo gabinete de S. Christovao,
se iaferi qu pre\lese r.
As medidas preventivas, ora tomadas em r la
cao s fronteiras, cao importara nem bostilidade
iiem proteccao causa revolucionaria.
A Repblica Argentina, compenetrndose do
in-i proceder, que tem tido, se ver toreada a
absti r-se de intei vir nas lutas civis da sua vi-
i lili -1 .
Estamos persuadidos de que o Sr. Barao de Co-
teg'pe tem duas grandes qualidades, que sobre-
uujam esta melindrosa situaeo a rpida e lu
miosa ntuicao dos acontecimentos e as energ-as
do patriotismo para sustentar a causa do. Brasil,
quando ella reclamar a aeco do seu governo.
PERHAIBOCO
Assembia Provincial
8a SESSO EM 24 DE MARQO
PUESIDEXCIA DO EXM. SR. DB. ATOSIO FBASCISCO
COBBE1A DE AKAJO
(Conclusao)
O Sr. Joo AlvewSr. presidente. Accs-
tumado, ha alguna anno?, a con vi ver com o nobre
d putado que acaba de deixar a tribuna, um 0s-
tintt' amigo 9 ornpanheiro de dstri.to, tenho tido
sempre por habito respeit-r o seo juzo, acatar
suas opinioes, porque compreheudo que ellas, em
geral, sao filhas de urna convkclo que tem por si
a vautagea de longa experienc a e praca de ne-
gocios que entendera cm a vida publica e parti-
cular. Alera d'isto son eu o primeiro a dar teste-
muuho do criterio e bom senso com que S. Exc.
costuma manifestarse en negocios que lhe sao
affectos, nao se affastando nunca do rgimen de
honestdade a que se impos.
O Sr. JoSo de CliveiraOra, j vi um liberal
cntei060 e sensato!
O Sr. Joo A.ves-Isto pos:o, Sr. presidente,
comprehende se qne tenho hoje necessidade de
pedir licenea ao nobre deputado para recnsar o
juizo que 6. Exc. acaba de externar a respeito di
projecto im discussSo, declinando de sua conpe
tencia na materia, em face dos dados de qne dis-
ponho, e do conhecimento perfeito que tenhs das
localidades de que trata o menino pro;ecto_e da
eircumseripcS) territorial de que se compoe a
comarca de Taquaretinga, onde nasci e onde
resido
Isto ieito, responderei ao nobre deputado, come
c^ndo pola preliminar que S. Exc. estabeleceu,
direndo-lhe que forraulei e sasignei o projecto sob
n. 2 sem ouvtt o, e sem pedir para elle a sua va-
liosa as signatura, nao s porque ce raprchendia que
o projecto nao lhe devera ser muito agradavel, coms
porque acaba va de ver S. Ex. mandar mesa um,
de sua propria lavra, referente taiabem a comarca
de Taquaretinga, sera ouvir-me e sem consul-
tar-rae.
Nao de hoje que tenho procurado nesta As-
senula estar de aceordo com o nobre deputado a
respeita dos negocios que dize.ni respeito ao dis-
trieto, que ambos representamos, e at mesmo dos
que se referera ao bem geral da provincia, toda
vez que elles nao envolvem inte -esses de ordem
poltica, em cujo campo temos estado sempre divi-
didos e separados.
i la bem poucos dias recordo-me de que dirig me
aj nobre deputado, como conhecedor do municipio
e termo de S. Jo do Egypto, para pedir-lhe que
fo.mulasse um projecto no sentide de melborar a
divisao daquella freguezia, afim de conseguir-se o
s^u proviraento cannico, que ainda nao pode ser
realisado, :>pezar das muitas e repetidas reclama-
cues que tem sido dirigidas pelos seus habitantes
record me ainda de que assegure a S. Exc. todos
os raeus e=forc,os no sentido de tornar urna reali-
dade a freguezia e parochia de S. Jos do Egypto.
J i \ pois, que o meu acto nao deve importar urna
disconsideracao sua pessoa, -jue a s muito res-
peito e acate, nao tendo, portanto, razao de ser a
ligeira censura que nos dirigi.
O Sr. PitangaEu nao fiz sensur i ao nobre de-
putado, apenas quiz estabelecer um dilemma e dar
as raziies porque subi tribuna.
O Sr. Joo AlvesAcabando de ver, como j
disse, Sr. presidente mandar o no're deputado
mesa o projecto sob n. 1, creando um distrieto de
paz em Vertentes, s?m que eu d'elle houvesie tido
previo conhecimentn, entend que me era licito
proceder do mesmo modo, e assim o fiz.
O Sr. PitangaOs projectos foram mesa con-
junctamentc ; esta foi que os nuraer >u. Se o meu
tem o n. 1, poda ter o n. 2.
O Sr. Joao AlvesO nobre deputado dar-me-ha
lice ica para dizer-lhe que isto e apenas supposi-
^o de S. Exc., porquanto eu sou testemunha de
que quando chegou mesa o projecto u. 2 j ae
chava em poder do nobre Sr. 1J seerecario o que
V. Exc. havia formulado. (Apartes).
Julgo ter respondido satisfactoriamente preli-
minar estabelecida pelo nobre deputado, e passo a
demonstrar que o projeoto sob n. 2. que transtere
da vida de Vertentes pava a de Taquaretinga a
sede do termo e comarca do mesmo nome nao mere-
ca a impugnaco vehemente e forte que acabsu
de levantar o nobre deputado, porque elle, o pro-
jecto, est de aceordo com o pensamento da maioria
dos babitantes daquella comarca, e tem assento
no iuteresse publico, reconhecido por todos quan-
tos cslao bem ao facto das mita^oes do termo,
pontos de residencias dos seus babeantes, condi-
^oes sanitarias de suas letalidades, '.opographia e
fertilidade d'aquelle solo, e mais circumstancias,
cujo conhecimento uecessario para que se possa,
com justica, designar o loc.il cm ^ue deve ser col-
locada a sede da mesma comarca.
Qucm conhecer, Sr. presidente, como ei conheco,
todos estes factos e circumstancias ha de iorcosa -
mente confessar que a villa de Taquaretinga a
loe iliJade mais central de toda a comarca, e por-
tanto a sua sede natural.
O Sr. PitangaTem sido sempre contestado.
O Sr. Joo Alves Ha de confessar tambem que
as suas condicoes hygienicas, sao, de todo o ponto
superiores s de Vertentes ; que o seu clima Ba-
lotar, beneficio; ao contrario do de Vertentes, que
pestifiro e contaminado de miasmas que constan-
temente produzem febres endmicas e outras epi-
demias.
E o meu nobre collega, que por l andou, pode
dar lestemunho da verdade que estou annun-
ciando.
O Sr. PitangaO que se: qe em Vertentes
receitei a mais de mil pessoas que arlluiam de um
c outro lado.
O Sr. Joo Alves Po3 bem ; e >-u aiHanco a
S. Exc. que dos habitantes da Berra de Taquare-
tinga nao chegou a receitar vinte; essa alluvio
de enfermos foi toda de Vertentes e lugares cir-
cnmvisiiilios, a baixo da sorra.
E nao c somonte isto, Sr. presidente. Taquare-
tinga um lugar frtil, abun aute, de magnifica
agua potavel; ao passo que Vertentis lugar
secco, rido, e de una esterilidade que tem cau-
sado o/ror uestes ltimos anuos. Taquaretinga
contem um creicido numero de pequeos engenhos,
cuja produccao chega para abas;ecer todo o muni-
cipio, e at para exportar; contm diversas fa-
zendas de caf, sofFrivelmente desenvolvidas; o
milh--, o feijao, a mandioca, e ontros muitos pro-
ductos da nossa lavoura medrara all admiravel-
mente: matas seculares rodeiam a villa e um
grande numero de regatos permane ites banha to-
dos aquelles terrenos Vertentes, ac contrario,
alm da urna pequea industria pastoril, pessima-
mente constituida, nada mais contm : nao possuc,
si quer agua potavel capaz de ser- bebida, por-
quanto, ao vento compra se urna carga p-ir 500 e
liOO reis, sendo, ainda assim inferior de Taquare-
tinga.
O Sr. Pitanga d um aparte.
O Sr. Joo Alves E comprebende-se, Sr. pre-
sidente, que sendo a agua um elemento de pri-
meira necessidade, nao pode prosperar e desenvol-
vei-se urna localidad quetein t'a.t i della, ou, pelo
menos, falta della de inedriocre qunldade, caso em
que se acha Vertentes, que, de certo, nao o lu-
ga; mais apropriado para t Je da comarca de
Taquaretiuga.
O Sr. Pitanga. Isto nao razao para que Ver-
tentes nao possa ser sdi da comarca, e sim Ta-
quaretinga, p .rque Triumpho t mbem tem muito
boa agua potavel e perto de 00 engenhos, sem
que todava tenha podido ser sede da comaroa.
O Sr. Joo Alves Pois eu entendo que isto
deve dar sempre n-otivo para a elevaco de um
lugara sede do seu termo, porque nesta que
tem lugar, quasi sempre, a reunio dos municipes
p&ra diversos fins ; e estes precisara de cert..s
commodos, sem os quacs nao se podem instatlar
com vantagem.
Por exemplo : na sede do termo rcuncm-se os
conselhos de jurados,e-quatro vezes por anno, nas
comarcas geraes : reune-se o corpo votante na
epochas eleitoraes ; renen) se os vereadores da
Cmara Municipal ; all vao ter peridica e suc-
cessivamente todos aquellos que tratam de nego-
cios forens>s tu sao chamidos como auxiliares da
justica publica. E todos nos comprehenderaoa
quanto til e agradavcl aos povos um pouto de
reunio que offereca os commodos do que elles
precisara.
O Sr. PitangaMas no invern esses commodos
tornara se neo nmedes, pe dificiencia de accesso
trra, que torna-se iutransitautd.
O Sr. Joao AlvesA serra nao to medonha
CJmo se ffigura ao nobre deputad', quer no verao
quer no invern ella offerece soffrivel passagem.
e alera disto o pequeo incommodo que se expe-
rimenta ao subil-a, logo suavisado pelo pr.zer
que se goza quando se tem attngido ao alto das
montanhas.
O Sr. Jos MariaPelo qne diz V. Exc, a
serra de Taquaretinga um novofiaraiso terreal.
O Sr. Joao Alves Nao, nao mas aesevero ao
nobre deputado que ella asteinellia-se a um oasis
no meio do deserto ; tal a sua verdura o fertili-
dade, e tal a aridez dos campos que a circum-
dam.
Taquaretinga ainda o ponto de refrigeracao
de animaea dos diversos pontos da conjuren, que
nas epochas de seccas prolongadas eueontratn lli
agua em abundancia e aufficiente pastaeem.
Agora mesmo l est a industria pastoril soft'rin-
do grandes estragos, por nao aer poasivel trans-
portar tudo para a serra, onde a agricultura Um-





*p
Diario de PernamhncoQuinta--feira 8 de Abril 1886
bera nao permittiriu urna invasfto completa nos
seus dominios.
E se todas estas razoea, Sr. presidente, nao fo-
rero bastantes para autorisar a mudanca de que
cogita o projecto, eu nao oei mesmo quaes os ele-
mentos neoessarios a uina localidade do serto
para constituil-a na altura de poder ser conaide-
rada cede de ama comarca, Se a ana ceutralisa
cSo e salubndade; se a sua ferti idade e abun-
dancia; se a amenidade do seu clima, desenvolv-
maito de suas industrias, commodidades resultan-
lea de sua boa cllocacao, e tudo quanto de vun-
tagem possue Taquiretinga, e tem sido per mim
referi do com a maior fidelidade, se todo- isto, re-
pito, o o mais que de momente me nao occorre,
nao autorisar a transferencia consignada no pro-
jecto, entao eu direi que previlegio exclusivo da
Villa de Vertentes o ser a sede da comarca de
Taquaretinga.
O mcu Ilustre companheiro, procurando depre-
ciar esta ultima villa figurn a toda decadente, e
di sao que em 1866 foi at removida para Verten
lentes a sede daquella freguezia, juntamente eom
a sdc do municipio.
Ha equiveco, nesto ponto, per parte do nobre
deputado, ou entao erro da estatistica que S.
Exc. recorreu.
A creacao do municipio e comarca de Taquare-
tinga data do anii > de 1877.
Nesta epocha fol decretada essa creaoo, por
lei provincial, que elevou Taquaretinga a cathe-
goria de villa, e sede do respectivo termo, a qual
foi depois transferida para Vertente* por conve-
niencias partidarias dos liberaes daquell: lugar
A reapeito de freguezia o que se deu foi o se-
Sinto; nao em 1866, mas sim em 1863 : achan-
-se arruinada a igreja matriz, que contav; mais
de um seculo de existencia, o respectiva parodio
fallecendo
lho
rio de
Nao de boje, Sr. presidente que os gratuitos
adversarios desse digno sacerdote procuram todo
o transe deprim I o, sem que tenharn at hoje. no
curs> de urna longa vida de 68 anuos, encontrado
urna culpa, um defeito com visos de gravidade,
para le ser lancado em rosta
Precuram-no com todo o empenho e por fira
aeham-ie sempre com as mana vasias, contentan-
do-s em dizer : elle poltico, adbere as ideas
conscrv tdoras, e intransigente.
Este ';eho acabou de repercutir no recinto detta
Asserab a eeu por miaba vez, vou rep til-o, dizen-
do que offeotivameute o Rvm vijraro Tejo po-
ltico, adhere as ideas cous-rva loras e intransi-
gente. Mas peigunto : onde est o def.-ito;onde
est a culpa ? Por ventura os nobrea diputados
negam aos padres a qualidade de cidados ? O.i
pretendan que tiles nao devam intervir na politi-
ce desta patria, que de todos no*? h u nao
pisso suppor semelhante ecusa !
Os nobres deputados devem reconhecer que os
p >drca t uubein sao cidados, e cidados activos,
uleitorus e elegiveis por isso mesmo que riles pos
suem um titulo bc.cntifico que Ibes d esse direito.
Os paires nao oo simplesmente coveiros, meus
nobna collegas; e les tem nutras iniss s rap.r
tant .-', cvivn representar outr>3 papis ninoasa
socieda' e. O Rvm. padre Tj> sabe o quinto
vale eccnheue perfeitainente os devercj que lhc
sao inberent-s. Elln poltico, intransigente,
mas ningtiem dir que elle se emprega smente
em negocios polticos ; ninguem dir :iiie elle dU
tr-ilie se de seu sigra lo ministerio pira somonte
cui.l ir em p.litica ; ninguem dir finalmente que
a poltica do Rvm. pi le Tej > preiudique a cura
das almas que elle est obrigado ; nao, ninguem
o Jir, porque elle poltico, mas ten tido bastan -
demoli-a para, de novo levautal-i
antes disto, foi reger a freguezia um religioso te temp para distribuir com a m or pontualidade
francisca 10, de nome Frei Loureneo, o qual j o pasto espiritual a iodos os seus fregn ; elle
baria residido em Vertcntes, onde possuia casas I 6 politicn, mas tem tiJo lempo bistaute par excr-
e sitios e tiuha cutros interesses deordem part- ar a caridade de mido Ilimitado ; poltico, mas
cular ; influenciado por elles, e aproveitando-ae j teve ttrapo para libertar gratuitamente todos
da circunstancia de falta de gruja cin ofaqaare- ns seus escravoa. alguna dos quacs comprados por
tinga, promoveu e conseguio que a sed i da fre- pgac >s elevado ; j teve ternpi pira construir uini
gqeain fosse mudada, temporariamente, para Ver- igrefa de grandes proporcCes em Vertentes, para
lentes. abrir um grande acude na mesma localidide, e
Pouco teuipo rege Frei Loureneo aqulla fre- outro em Taquaretinga, para afuinoaear a gr. ja
guezia, porque nella fo: logo collado o Rvd. padre matriz, oompear Ibe importantes vas M e oruainen-
Tito de Barros Corre, o qual permutou-a com o' tos, quasi tildo sua casta,.pirque a'li os r-cuis ta
actual vigarioo Rvd. padre"Tej". Este, tendo en-
contrad o a igreja de T.quaretinga ja caberte, em-
prchendeu a sua limpeza e cons. gi-io-a a cuate
suae do incansavel povo da turra. lato feito, le
vou ao conheciinent do poder ecelesi.-.stico com-
petente, que ordenou o restabel. cimento da sie
de Taqua'retinga, o que teve lugar no anno de
1816. segundo creio.
O Si". Costa RibeiroMas boora posteriormente
urna lei ana revogon este teto; tenho idea disto.
O Sr. J ao Alve3-No, tanto a mudanca pro
.visoria do que tallei, como o restableeimeni fb
'r;.:n actos de S. Exc. Rvma. o Sr. Biapo Dioce-
sano, sem iijtervencio do poder civil.
O memo Sr. DeputadoNao senhor, boflvt
urna lei desta Assimbla ueste sentido, cu me re-
ooedo
O Sr. ioao Alves -E' exacto, houve urna le ul
timamente, no dominio da situacao palada, trans
fasriado a sede da freguezia para Vertcntes ; mas
essa lei nunca foi executada e nem ser, porque a
isto se oppoe, e cem muita justca e razan, o Sr.
Bispo.
Isto foi o que se deu Tm Taquaretinga a res-
pcito de transferencia de sie, de freguezia e de
termi. Nao compreliendo como sao invocados
estes precedentes pura justiScir-se a desvantagem
do projecto actual. Ees em nada podeai ii.fluu
contra a villa de Taquaretinga : ao contrario,
demonstran) que all existem direitos adquiridos
no correr de mais de um secuto, direitos que fo-
ram ltimamente conculcadas pra satisfaco de
interesses individuaes...
O Sr. Jos MaraNao npoiado.
O Sr. Joo Alves... de alguns habitantes de
Vertentes. que outro seutimento nao alnentam
sinao o sentimento doegoismo.
Nos, porm, que nao temos outros Intuitos que |
nao sejam os de bem servir a causa publica^ ;
da i virtudes que caracterisain o actual viga-. ordenado correspondente ao tempo deexercicio que
e Taquaretinga, o Rvd. padre Tejo. tiver.
2. O que con 25 anuos compleos de ser-
vico e provar com altala lo dos mdicos, que nao
tem miis a actividad* precisa para bem servir a
seu emprego, t-m direito a ser aposentado com o
ordenado por int.'iro.
3 O que contar 30 annos de servico e du-
rante elles nao tiver iaterrupeo do exercicio, pro-
veniente de suspensa o, licenca ou auseacia, exes-
dente a 3 anuos, ser aposentado com o ordenado
p>r intero e sobre esta mais 20 >/*.
| 4. Nao serio contadas no tempo de servico
as fluse licencaa de que gosarem os empregados
embora sem descont sk* vencimento.
5* As sugpensocs administra'ivas que tiver
soffrido o empregalo, nao s nao se levarao em
eonta, como amb m reduxiro metale o tempo
de servico prestado anteriormente
S 6 Uontinuam m vigor os arts. 54 da lei
n. 1,179 e art. 2 2 -da lei n. 1,1*4, e 8 1 2"
do art 1* da lei n. 1,HK
g 7." Servir d* base para a aposentadora do
empregado que percebe* vencimento, composto de
ordenado e gratificar o, dous tercos nicamente
embora nao seja esta a proporco da divisao do
ordenado e gratifieaofto.
Se porm o venciiaent i constar Je ordenado e
porceiitag'in a base do dous tercos servir tanto
para o ordendado, com pira a porceutagem
8 A bise proscripta no piragrapho ante
se lente sera applicada ao caso de melhora de apo
senta lorias e a todo empregado que pereeber ven
cimcnt'is dos cotres proviuciaes, seja qual for a
sua elasse.
9.9 As apo.'entadorias concedidas nos termos
di. le n. 1,108 3 do art. !', empregado de veu-
cimeutos, c>n- ,ntes de ordenado o porcontagera,
regularn doas tercos de ordenado o porcentag-in,
contanto que nao exceda ao triplo d'aqaslls e sen-
il i os vencim 'Utos smeatn de porcentag-nn a pro-
por;ao ser sobre toda ella, comtanto q .e o orde-
nado nao exceda em cas > algum dous tercos da
inesmi porcentagem
Esta dispasico regular as apasentadorias
dos empregad is do Consulado Provincial e callee-
tonas, sem pr^j jizo do disposto no | 1 do art. 40
da lei n. 1,179.
Art 2" O empregado aposentado, que aceitar
ernpr'go provincial, perder durante o exercicio
do emprego o ordenado da api.'entadoria, se nao
fizer opea .
Art. 3." O cmprgalo da fizenda ou da Se-
cretaria da Iiistruee/io Publica, Bibliothsea, Obras
Publicas e outrxs rcpirticoes provinciaes, que nao
-ja n a Secretaria do Govcrno, nem tambmn otfi
eial do corpo de pilicia, ou chefe de repirtic i.
firmada a respfeito dsi. vantagens que hao de re-
sul.ar da realisaeo da medida contida neste pro-
jecto. nao temos duuda em approval-o, rmbera a
alguem posea parecer que somos levados por sen-
timentos de ordem diversa. cima de tudo a
onsciencia.
Um Sr. Deputado-Mas V. Exc. nao demons-
rou essaa vantagens.
O Sr. Joo Alves V* Exc. quer que cu repro-
duza a demonstraco que fiz ? 0 satisfarei em
ynthesc. Taquaretinga o centro do municipio.
Um Sr. Deputado E de fcil aseenco V
O Sr. Joo".Uves Nao de muito fcil asee i-
porque quem tiver ele l ir precisar subir
um'a'serra, em ojo frajecto tem de gastar meia
hora de v'agen., pou :o mais ou menos. Eu e o
nobre deputado o Sr. Dr. Pitonga, subimos juntos
eai cerca de meia hora. Melhor serime naohou-
fesse ladeira. ^
E eu not< i que o semblante de S. Exc. ao che-
gar <-.m Taquaretinga, demonstrava satisfayo, na-
turalment' por se ver livre do calor sxphichianfe
.i- fas i m Vertentes, e ver-se collocado sob una
athaospliera benfica, em tudo differente da que
pesa sobro 03 habitantes de baxo, onde tudo
ecco, tudo triste e aborrecido.
Taquaretinga. como ia repetindn, o ponto mais
central da comarca; de urna salubridade ailini-
rv agua; magnficos banh >.-: muifa fruca ; mnita
proi:: cao agrcola : 'em um pessoal morigerado,
resp-itador da lei e da justica, qualidades estas
que Vi rtentes nnnea, em temp> algum ha de pos-
suir. porque a natureza all eve pregan,'s de
brar. O que alli tem medrado bastante tem sido
a diseolneSo.
O u gnn como motivo principal para sua rejeicao a
falta de feira, e pouco dcsenvolvimento coramer-
cia irettnga.
S. Exc. tem duvida desconliece (pie a teira le
Vertentes em grande parte, allimentada com os
productos da serra de Taquaretinga. os qnaej sao
ainda exportados para as feiras visinhus, tanto
d'aqin lia, com i de nutras enmarcas.
Pois eu 11. i affirmo, e digo Ihe. mais que lima
vez iostallada a nova villa ser alli creada urna
{c.i -. nisto na i lia nenhuma difficuldade.
Os lagares aljacentea a ella possucm os el-t-
mciitns n para constituil-a, e a ppula-
iis iesej is c torca de vuntade qunndo
I i brar.
O mais tem em Taquaretinga bastante para o
sent dos poves alli residentes.
da iniii ci-cunstaneia vem auxiliar a pass-
gem i te pr ject i, a saber: falta de cadeia, quar-
tel, mar c jury que m Vertsntea sao
de propriedade particular, mantida a custa dos co-
fres pblicos de modo bastante oneroso, cem toda-
va prestar-se. nem s quer soffrivelmente ao fim
que se destinam.
Serve de cadeia mu sobradinho velho, arruina-
do sem acemodacao para urna dusia de detentes,
sem nenhuma seguranca, fora de todas as condic-
hygienicas, pelo quai paga a provincia 2400
de singue] annualmente.
Serve de quartel o corredor do mesuio edifl :o,
com 5 palmos de largara e 12 decumprimento.
Paga a cmara municipal/, pela sala em que
funeciona, tambem a quantia de 240/ annualmcn
te, prertando- eella igualmente para aa seseeesdo
jury. Esta quantia tirada das minguadas rendas
manicipaes, das quaei absorve a quinta parte pelo
menos.
TaquaretiDga ao contrario, posauc um solido edi-
ficio, construido de pedra e cal com dous grandes
compartimentos bej> seguros e arejados, destina-
dos para pr3o no pavimento terreo, comportando
folgadamente mais de 20 detentes cada um delles.
Tem ainda este predio no andar terreo um
quartel para destacamento eom cerca de 40 palmos
-de extenso e 15 de largura, pouco mais ou me-
nos, tarimbas, etc.
O andar superior dividido em dous vastos sa-
ines, send. um estinado as sessoes da Cmara
Municipal e outro para jury e audiencias ; ambos
bem decorados e em condicoes de bem servir ao
f m que sao destinados.
E huver, Sr. presidente, quem conheceudo as
proporcoea que offerece Taquaretinga para ade
daqaelle termo, duvide concorrer para que isto se
torne nma reolidad j ? De certo que nao ; pelo
menos eu nao o creio.
Tomo a contestacao oppoeta pelo nobre deputa-
do, que me precedeu na tnbnna.como nm a.-to par-
tido de quem se acha mais ou menos estranho ao
qne Vertentes e ao que Taquaretinga.
Julgo haver dem.onstri.do clara e evioent -mente
a utiiidade da raedida contida uo projecto qne
aasignei, e daua por te minado o meu discurso
e nao veste neceasidade de embarcar ama voz
que aqui se levanteu como que para marear o bri-
p ciiniarios sao mingnadns, e os podores pblicos
nunca olharam para l ; tem tidu tempo para am
parar orphos pibres e desval idos, e finalmente
tem tido tempo at pira auxilar a forja do gover
n > qoando este tem precisado da aecao do seu
bree i potente. Ja ven os nobres deputidos qu '
a pelitica do vigario T-jo nina p ilitica toda be- ; que contar mais de ID anuos de servico, s pider
uefica, commedida, que perfeitinente se conciba ser dumittido depois d< um proeesso administrnti-
com os seus encargos parochiaes. vo, Orgmisado por um conselho, imposto do chele
Resta-me agora dar ai nobre deputade, impo-lde repartica do proenrador fiscal da fazenda
gnador do proj-cto, urna ligeira explicatio. S. provinci :l e de sasia am outro empregado uomca
Exe., temi fllalo accidentalmente nejis de di-: do p'la Procidencia, ni qual seja considerado ae-
reito de Vert ntea, eu obaervoi-lbe, sem nenhuma ( gligente ou inapt insubordinado ou pouco issi-
uxaltaco, que julgava prudente Calar 0 nobre de- do.
putadou nome desse magistrado. S. E c. rece- Ar'. 4 O proeesso de que trata o artigo an-
beu como off nsiva essa minha phrase, mostrando- tuc-dentu ter iniciativa a requisito do ehefe i l
se Dgo magoado ]) o-ella. Eu porcm 4 i ni > !iv respectiva repartico 00 pe1 ) presile ite da pri-
inteiico malvola approveito a opp irtunidade para viuein, todependeate d'aqaella reqaisicXo.
dizer-lhe que, nao entrando no meu plano dejus Art. 5. Fica o presidente da provincia :iut>-
t ificaco do projecto cecupar-me dessu juiz, tema risado a esta bel ct aa formulas do proeesso e ca-
que S. Exc. me arrastasse a isto com a ordem de sea em que devora ter lugar pr mcio de regula
consideraeoe,- que a fazendo. Fn a razio que me ment.
levou a observar-le que eutrasse em outra ordem Art. 6 Fietiu revogadas as disposici 's em
de argnsoentacio, 1 contrario das leis anteriores, que n'esta nao esto
Dada esta explicaban, eu sent me convcncidudc comprehendidas e sem effeito o art. 160 do regu-
que o proj' cto ser approvado, porque outra cousa lamento de 30 de Junli 1 de. 1874. S. R.
Paco da A?smbla, 20 de Abril d". 1876.O
deputado Barros Guimares.Ileiu'ique Marqnea.
Morcara Alves.
1877 Projecto n 43
A assembla legisla"!va provincial ie Pernam-
buco resolve :
> Ast. 1 A ia euipregadoa pblicos proviuciaes
que foiem nomeados do ora em diante e aos ac-
tuaes, qne contarem at 5 annos de exercicio, nao
se conceder aposentadoria.
Art. 2 Estea empregados vencero, alm do
ordenado que tivurem um acciessimo de 10 % so-
bre os seus vencimentos, o qual ficar mensalmen-
te depositado no theaouro provincial, at que por
sua mortc, inhabilitarn, demissao ou complemento
nao de esperar desta illustre e patritica As
semblen.
Tenho concluido.
Vem mesa, lido, apoiado e entra e:n diacus
sao o seguinte requerimento :
Requeiro o adiamento da diacussopor 21 horas.
Dr. Pitanga.
Kinguem mais pedindo a palavra, encerrada a
dscusso, deixaudo-se de votar por falta de numero.
Entra em dscusso e fica adiado o seguate pa-
recer da como-.isso de leis nao saucci n ,da.-; :
A' commisso de petices, foi presente o ruque-
rimen'o que a Companhia de Bahiana de Ntvega-
tando/como'estemos, com a nossa conviccao bem ao 11 Vapor dirigi a esta Assembla, cm c
pede a concessao de urna aubvenco pecuniar a,
para dar ao servico que ella presta ao coramerci 11 de lempos, que devem servir em virtude desta le
d'esta praca um carcter regular e permanente, seja levantado por elles, ou por seus herdeiroa com-
enviando meusalmente ao porto desta capital um l petentemeute habilitados.
de seus vapores, como tem feito desde 1867 e j o g Uaico. Este accrcscimo de que tracta o artigo
fazem as provincias da Babia, Sergipe e Alagoas. 2o constituir um monte pi que ae denominar
A commisso reconhece a importancia da nave Monte pi dos empregadoa pblicos proviuciaes
gacao a vapor entre esta provincia e as demais o Art. 3" Oj referidos empregados servro por
mencionadas na peticao da Companhia Bahiana, tempo de 30 annos, lindos os quaea terao direito a
e que tem essa havido se nease servico de modo a levantar o seu monte pi accumulado na forma do
art. 2".
Art. 4o Antes deste tempo s podero levantar
o monte pi accumulado :
I 1* Os que por molestias incuraveis ficarem
impossibiltados de servir.
2o Os que forem dimettidos, ou pedirem de-
missao dos empregos que oceuparem.
Art. 5 Os en.pregadoa pblicos que pedirem
demissao antes d" haverem completado o seu tem-
graug.-ar constantes proras de coafianca e anima
cao do co craercio do Recife, cuj 1 Ilustre Aasocia- '
cao Commercial em seu rclatorio ultima dispensou
Ihe palavras honrosissimas em sua dita petico
Attendendo, porm, haver a Compe.nhia Ba-
hiai.a a Vapor inaugurado o servico iue presta a '
esta provincia por su?, propria iniciativa o inde- |
pendentemente de qualquer auxilio dos cofres desta I
provincia nicamente para .promover interesse seu
tendo realisado esae servico por forma tal at po s torio dveito a d->us tercoa do monte pi ac-
agora que tem tido a felicidade de conquistar a
cnnfiaiica e auimaco do commcrcio desta praca, j
sem onnus algum pira as arcas do Theaouro Pro
vincial :
Attendendo u. allegar a companhia peticiona
cumulado; revertendo o outro em beneficio da
provincia
Art. 6 O monte pi ds cada empregado, ser
ni fim de cada anno convertido em apolces da di-
vida publica, as quaes Ihe devero acr restituidas
rio prejuizos occasionadoa pelo aecrescimo de 11a-' com os respectivos juros a todo tempo que o em-
vugaco a vapor ateo porlo des"a capital, servici pregado, na forma desta lei, rvquerer o sen lvan-
que expontaneaininte encutou em 1877 e do qual tauvut .
parece ter aoferklo grandes vauta'iia para a em- Art. 7 Os empreganoa pblicos, que depoa de
presa, sem o que rtSo mantiuha esse servici visto I 30 anuos de exercicio poderem e quuerera conti-
nuo ser ella obrigada por contrato algum :
Attendendo ser a companhia j subvencionada
para e6se servico entre as tres provincias referi-
das 11;. sua peticao, como nella declara, alem da
subv ncao que pir esse meamo SCrviCO percebe
dos cofres geraes ;
Atienden io que os cofres d- sta provincia sub-
vencinala j uini outra companhia de uavegiulo lativas aaposentadoriaa.
miar a servir, percebero maia urna gratificar 1
correspondente a 4* parte do seu ordenado.
Art. 8 Os actuaea empregados pblicos provin-
ciaes que contarem mais de 5 anuos de servico te-
r 1 direito a apo.-cuta lm 1. correapondeute ao tem
po que contarem snente at a data da publica-
r" desta le, na conformidade daa leis vigentes re-
a vapor para o norte at o Cear e para o sul al o
rio de S. Francisco, e o aecrescimo de uina sub-
v 1. ,-\ B s cas > p ira esta ultima llnln de nave-
gar" imp otar o mesmo qne uiri^ dupplicata de
pagamento [ara esse servico, dupplicata sem
man r uecessidade ou ut lidade publica ;
Attendendo, fin .lioentc. nao ser lisongeiro o
estado dos cofres provinciaes, a commisso de
parecer que seja indefinida a petiro di compa-
nhia BQpplicante, confiando a cjuiinisao qu a
companhia nao esmorecer por isto na continua-
r ao imp rante servico que tem prestado com a
viuda de seos vaporea ao porto do Recito, estrei-
tau lo por este modo cada vez maia oa lacos com-
mireiEes entre s provincias da Babia, Sergipe e
Alag as com a de Pernambuco, e aufenndo para
si maiorca vantagens.
Sala das ceDimissoea da Asaemb'a Provincial
de Pernambuco, em 30 de Marro de 1882.J. J.
de Freita Hinriqnea.G. de Drummond Fi-
lmo.
O S.-. presidente nomeia oa Brs. Amara I, Ratis
e Silva, Seare8 de Amorim, Reg Barros c Do
miugU'.'o da Silvu, para a commisso de exame de
lea nao sanecionadas ; e para a que tem de ir assis-
tir a collocnco da primera pedra do edificio para
as ofliciuas do Lyceu de Artes e Officios, aos
Srs. Barres Wanderley, visc^-nde de Tabatioga,
e Don.ingues d. Silva ; e tendo dado a hora le-
vanta a sassBo, designando a seguinte ordem do
da : continmcao da antecedente e maia 1= ds-
cusso dos projectos ns. 1, 3, 5 e 6 deste anno
e 55 e 111 d: 1885.
Requerimento apprcvado em sesso de 3 do cr-
reme :
Requi iro qu" seja nomeada urna commisso
de cio membros, para que estudandoos projectos
n. 5 de 185, n. 30 de 1876, 43 e 58 de 1S77, 60,
185 e 190 de 1879, 95 de 1883, 15, 78 e 133 de
1884, 27 e 29 de 1885, e 15 deste anno. aprsente
projecroa referentes aos assimptos nuiles consig
nados, isto tobre estabelcc'mento de um monte
po, v.taliciedade, de nisaibilidade, licciiraa e apo
sentadoriaa doa empregadoa pblicos provinciaes e
municipaes.Ratis e Silva.
Para a cnmmisaao de que trata o requerimento
cima, foram Horneados os Srs. Ferreira Jacobina,
Augusto Franklin, Drummond Filho, Ratis e Sil-
va e Domingues da Silva.
Os projectea a qne se refere o mesmo requer
ment sao oa eognintes :
1876 Projecto n. 30
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambiico, 'esolve :
Art 1. As aposentadorias dos empregadoa
publico* provinciac3 serio reguladas do seguinte
modo ;
1." 0 que contar mais de 10 annos de servi-
co e ]x>r cieio de inspeccao medica, ordenada pelo
presidente da provincia, se mostrar pbysica e ab-
soluti.men e impossibiltado de continuar no exer
cieio do s.'u emprego, dever ser aposentado com annos de servico, s poder ser demittido depois
Art. 9 Fica o presidente da provincia antoras-
d a confeccionar o regulamento para a execujo
dista lei.
Art. 10. FicaTri revogadas as disposcoes era cun-
ti '.--M. P. de -iqueira Campea. -P. G. Bata
e Silva. I. Moreira Alves
1877 Projecto n. 58
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buei resolve :
Art. Io A3 aposentadorias dos empregados pu-
blic s provincial s seja qua! for a aua claaae, aero
reguladas do seguinte modo :
1" Com ordenado pro, orcional ao tempo de
servico, quandocate lor de mais de 10 annoa.
S 2" Com 01 denado integral, quando o tempo de
ser. rn attingir a 25 aun s.
S 8* Com todos os vencimentos quando tempo
de serviQO for de 30 annoa.
% 4 No primeiro caso preceder o reconheci-
ment, p >r mspecro medica ordenada pelo presi-
dente da provincia, da impossiblidkde phiaica ou
moral para continnaco do exercicio, ao funecio-
nario que requer ou a quem convenba ao servico
pablico conceder-se aposentadoris.
No segundo caso preceder prova com attestado
medico do nao dispor mais o fuinccionario de acti-
vid ule bastante para o desempeuho do cargo.
Po tercei'0 caso, preceder igualmonte prova
de que nao tivera o funecioaario nterrupco de
exercicio proveniente do suspenso, licenca ou au-
sencia.
Sern aproveitadi-s, porm, at 8 annos de ser-
vicos geraes do funecionario que antes de servir
em roparticoes proviuciaes, tenha exercido empre-
go g- ral, bem come os servifos gratuitos ou pres-
tados em repartiejio publica provincial ou geral
sem titulo de nomeaco pelo aposentando, que te-
nha ao tempo de aposentadoria adquirido as rega-
bas de empregado publico provincial, limitados o."
servicos geraes nesta especie mesma regra, e
eendo contado em duplo os servicos em campanha
prestados por empregado provincial, com licenca
doa poderes competentes.
5 Para a base da peoco de aposentadoria
sern tomados de todos os vencimentos 4/5 partes
sem distincro danaturesa eformaco dos mesmos
vencimentos, e calculados estes, quando se compu
serem de porcentagem, pelo anno anterior.
Esses 4/5 aero ordenado para estabelecer a pro-
porcional ida de de penso do 1 e para constituir
a do | 2o regulando-se a do 3 pelos vencimentos
em caja conferencia estiver o funecionario.
6' O empregado provincial que contar mais
de 25 annos de serviros, ter direito a urna grati-
ficaco correspondente a 4/5 dos sens vencimentos,
provando principalmente que nao tivera licenca,
auspenao ausencia ou demiasao.
7 O ompregido aposentado que aeceitar em-
prego provincial, continuar a pereeber o seu or-
denado, e urna gratificarlo nunca superior a meta
de do ordenado marcade ao lugar que tiver de ex-
ercer.
8 O empregado provincial, da ordem dos aua-
ceptiveis de sposentadoria, que contar mais de 10
de proeesso administrativo, deque resulte ser jul-
gado cegligente nu inapto insubordinado ou pouco
asaduo.
Exceptuam se desta regra o empregados da se-
cretaria do governo e officiaes do corpo de polica.
9 0 proeesso de qwi trata o | precedente,
ser iniciad > a requisico do chefe da respectiva
repartico. ou de ordem do presiden'e da provm
cia, sem dependencia de requisico, e correr pa-
rante um conselho. presidido pelo inspector do the-
souro ; rovmcil, composto do mesmo chefe, do
procurador fiscal, e um outro empregado, desig
nado pela presiiencia da provincia: se o proeesso
for relativo ao cheve de repartirn, ser o conselho
presidido pelo juiz dos feitea da fazenda.
Art. 2o E' o presidente da piovincia autoriaado
a estabelecer as formulas do procesan, e oa casos
em que deva elle ter lugar, dando para iaao o com-
petente regulamento.
Art. 3 Ficam revogadaa as lea na. 82, 276, 486,
565, art. 4 611, 683, 768, 1,108, 1 2 e 3 do
art. 1". 1,114, art. 2 e 1,179, art. 40 1, art. 54,
e art. 56, e maia diapoai.-oea em contraro.S. R.
Paro da aaaembla provincial de Pernambuco, 7
de Maio de 1877.Virgilho Coelho.Francisco
Jos de Medeiros.
187.9 -Project n. 60
A Assembla L'gistava Pr.>viaei*l de Por-
nambuco resolve :
Art 1.'As aposentad'>r i ai doa emoe.'gados pu
blijoa pravinci es serlo reguladas dosegninta
modo :
l." O qne eoatir miis de 10 anuo) de serv-
roa e por meia deinspecr de cinco mdicos, per-
anta o presidente da provincia, so mostrar physi
ca e absolutamente imp is^ibiltado de continuar
no exercicio dosel empregJ, tem direito a ser
apoaentado com o ordeuado correspondente ao
tempe de exercicio que tiver.
5 2. O que cootar viuti e tincoannos comple-
tos de serviros e provar com a nspecrao do 1
qu* ni pode continuar no exercicio do lugar,
tem direito a ser aposentado com o ordenado por
int"iro
3. O que contar trinta anuos de servir'3 to
r direito a ser apoaentado com o ordenado pir
inteiro, n sobre cate raaia 10 0/0, provanlo por
mcio de inapecro medica oque tracta oS l1
que ae eha physicamente imposibilita !o de con-
tinuar a exercer o empreco.
5 1" Nao ser) contados no tempo do servicos
na faltaa e lieeucas que goaar-'m 03 empregados,
ainda que sem descont de vencimentoa.
5 Aa auspensoes administrativas que tiver
s iffri io o empregad nao aero contadas as apo -
sentadoriaa.
6." Seri contados as aposentadorias oa an-
nos de serviros prestados pelos empregados as
repartibles geraes, somonte na meta le do tempo
qne tiverem servido, c isto mesmo provando elles
que exerceram bem os lugares c que nao foram
(R-mittilos p ir falta ou omiasao commffttidas.
Art. 2." Os empregidos aposentados dep lis da
presente le soSrerSe o seguint descont : 4 0/0
aobre oa vencimentos at lUK)') : 8 0/0 nebr-' na
vencimentoa de 1:000* at 2:0Q0 ; de 12 0/0 so-
bre oa venciim-ntos de 2:000 it 3:000/5, e 160 >
aobre oa vencimentis alm de 3:0005
Art. 3. Os empregadoa que forem nomeadoa
para preeucher oa lugares d ia empregadoo apo-
sentados cm vil tu le da presente le, durante a
vida do emprega 11 aposentado quem substitu-
rcm, sujeitar-se-ho a reducro ou de,e nto de
ordenados j eata leleeidds ao art. 2o, exsepto
aquellea que forem nom'ados para dito preenchi-
mento por SCOeSSO, quando se verificar que com
essa reducr o seu ordenado ser interior ao que
j percebia.
1 Ficam exceptuados dos deacont03 cm aeua
venciment.is, quer quando ae apo8Pnturein, quer
quaudo forem nomeadoa para lugar em virtude
le apoaentadoria do bcu antecessor, os profeasore8
publicoa.
Art. 4. Oa empregadoa aposentados qu* tive-
rem de retirar ae para fr.i desta provincia, nao
podero fuzel o sob pena de perder o direito que
tenhain aposentadoria, sem que consigam na
frua do presidente da provincia, que far ai
perda de tempo constar Theaouraria Provinci al,
nao s a ausencia do empregido como tambem a
provincia para onde se retira. Nao podendo o
presidente da provincia ne?:ar dita guio, desde
que seja impetrada pelo empregado aposentado.
Art. ." Oa empregados qu* polos anuos de ser-
viros eativerem coroprehendidoa ns 1", 2 e 3o
do art. l.o, sendo demittidos ea que tal de
miaao tenha sido motivada por falta oa omis
sao no cumprimento de seus deveres, tero direi-
to a aposentadoria que ser regida pelos S$ ci-
ma citados.
Art. 6." Tero direito a aposentadoria, cons
tante dos Io, 2" e 3 os empregados, cujos lu-
gares forem supprimidos, desde que provarem que
bem exerceram seus lugere9.
1. Neste caso podero ser nomeados quand i
se ifferecer occasio, ticando prejudicados de per-
ceberem a aposentadoria durante o tempo que
oxercerem dito lugar, e s podendo tornar a go-
8*r aquelle direito quando provarem pela inspec-
cao do art. 1" 5 1" que se acham physica e abso
hitamente impossibiltados de continuar no exer-
cicio do seu novo eroprtgo.
Art. 7." Ficam revogadaa aa disposicoea em
contrario.
VI. Importancia do juro de apolicea qje cora oa
dinheiros do monte-po, sero negociadas semes-
tralmente e Ihe ficaro pertencendo, aaaiatindo ao
monte-pioo direito de reagatar apolicea da divida
provincial aob condico de aubatitui-a por outras
da converso d'aquella divida.
VII. Importancia dos saldos que ae verificaren!
das conaignacoea do orcamento provi icial para aa
deapezaa ordinarias com a peaaoal daa reparticea
publicas.
VIII. Importancia de duas loteras annuaes de
500 cantos que eorrero semestralmente isen'aa de
imposto provincial e independente de classificacc
na lei do orcamento.
IX. Donativos e legados que porventura sejam
teitos ao monte-po.
X. Importancia de 3 por cento deduzidoa das
pensos.
2. A escripturaco do monte-po e todo o seu
expediente se far no Thesouro Provincial. Para
as primeiras deapezaa com o estabeleeimento e
servico respectivo a quantia de 500 aera empres-
tada pela provincia por adiantamento ao fundo
do monte-pi, que a reatitui no prazo de doua
annos
3." Oj negocios do monte-pio sero decididos
por um ccnseiho composto dos membros da junta
da fazenda do Thesouro Provincial e de tres func-
ciouai ios escollados de entre 03 chetes de reparti-
co-.'s por eleico dos contribuintus do mesmo mon-
te-pio ; e em quanto estes nao forem eletos, ser-
vro tres fuuccionaros deaignadoa pelo presiden-
te da provincia.
4 Das dreisoea do conaelho ha ver recurso
para o preaidente da provincia, podendo aer nter-
posto por qualqu-r daa conaelbeiroa e pelos inte-
reasados no negocio de que ae tratar.
5." As contribuido 'S de que trata esta le co-
meraro a arrecadar se no Thesouro Proviucial a
contar do exercicio fiuanceiro que se abre em Ju-
lho do corrente anno.
6.0 Para se fazer effeetiva a penso mistar
que o coutribuiute tenha feito durante des anuos
is entradas a que c obrigada na forma do Io.
^ 7." Se n ompregido fallecer antea deasa po
ca, fica livre a aja familia o receber a importan-
ca daa entradas fcitaa.
8." A penso ser paga mediante habiKtacio
perante o conselho de que trata o 3." e na or>
dem disposta no 9.", paasando por mortc da viu-
va a ser percebida repetidamente pelos filh ia 6
ilhas naa coudircs declaradas no mesmo para
grapho,
$ '.." O um nte-pio pagar urna penso igual a
mi t ele dos vencimentoa que tiveraufe-rilo o fune-
cionario, observando-ae aa seguintes regraa do
aucceaao.
I. n.' viuva, cmquautj se conservar no estado
vidual, vivendo com honestdade.
II. As filhas solteiras que viverem honesta-
mente.
III. Aos filhos menores de 1S anuos.
IV. Ao pai ou ra1, quando em est td 1 de inva-
lides, oa decrepitado, teulo sido sustenta 1. indo
funecionario eu delle tendo sempre rec-bdo auxi-
lios annuaee 0 que nao baja outroa recursos.
V. A's iras solteiras.
VI. Tratando se de profeasonu :
A). A's filhas solteiras, vivendo honesttm nt',
s irms solteiras e aos filhos menores.
B). Ao pai ou ini naa condicoes do u. 4.
3 10. O empregado que o quizer poder no pr i
tnno entra- eom toda a quantia que pelo u.
do 5 1.", obrigada durante o prazo ahi fizado,
Sala das s-sses, 5 de Fevereiro de 1979.Joo
de S c Albuquerque.
1879Projecto n. 18
(2.a sesso)
A Assembla Legislativa Proviucial de Per-
nambuco resolve :
Art 1. Todos oa empregadoa publicoa provin-
ciaes sern couaid'.radoa como armando um 1 cor-
poroeSo deservidores da provincia.
uuico. Comprehendcm-ae ne3ta cathegoria to-
dos os empregados, creados por lei provincial, nos
diversas ramea da administrarlo, ecujo provim.'n-
to pertenee ao presidente da provincia.
Art. 2." A provin i. reconhece e garante o di-
reito doa 8eus servidores pala uoaneira seguinte :
1." Os empregados publicas provinciana nao
podero ser demittidos pelo preaidente, em quanto
bem aervirem, e nao houver centra elles argirn
e demonstradlo regular de fact. s que imputem a
necessidade de sua demissao, daud,.-se Ibes, em
todo cato, lugir a defeza
S 2- Assim, excepto aquelles funecionarioa, cu-
ja immediata sujeicao ao preaidente da provincia
ae ache determinada par lei geral, ueuhum outra
31 r destituid 1 do seu cargo, mediante a totasnla
vaga e deponate bem do servir publico.
3. O empregado que, no vigor da presente
lei, fr demittido, sem as formalidades aqui pies-
criptas, ser reintegrado pela Assembla Protin-
cial, se esta fr o caso proposto, por raeio de re
presentado do proprio demisaionari >.
Art. 3 Esta lei i-w confcsr a vigorar qu airo
mezes depois da sua publicarn.
Art. 4." Ficam revogadaa as dispasicea em con-
trario.
Paro da Aaaembla Provincial, 9 de Abril de
1879.Antonio Justino.Austerliano C. de Cras-
to.Cysneiro8 de Albuquerque.Loureneo de S.
Eudoxio de Brito.Cunha Barreto.
. 1879Projecto n. 190
A Aaaembla Legisla'iva Provincial de Per-
nambuco re8olve :
Art. 1. Oa empregados provinciaes, que antea
dadei n. 1,108 de 29 de Maio de 1873, j ae acha-
vam no goao a. gratificarn conced ta pela se-
gunda parto do art. 5 da le n. 683 de 5 de Maio
de 1866, ti m direito mesma gratificado em auas
aposentadorias, segundo o diaposto no art. 6 da
mesma lei n. 683.
Art. 2." Ficam revogadaa as diapoaicea cm con-
trario.
Paco da Aaaembla, 17 Je Abril de 1879. Ci
cero Peregrino.Antonio Juatino.Baro de Na-
zareth.
1883Projecto n. 95
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. l.o Fica esiabelecido um monte-pio em be-
neficio dos empregados pblicos provinciaes e de
suas familias, sob as seguintes bases :
1." O fundo desta instituirn constituir-ae ha
da seguinte forma :
I. Contribuido de 5 por cento dos vencimentos
de cada um dos empregados durante 10 annos.
II. Jaia de 10 por cento paga durante um anno
pelos empregados que forem nomeados, e calcula-
da sobre a tetalidade de seus vencimentos. Esta
joa ser de 10 por cento, quando deixar de sub-
sistir o imposto sobre vencimentos.
III. Importancia de 10 por cento de qualquer
melhora de vencimentos, comprehendidos os ac-
cessos, gratficafes extraordinarias, sendo esta
porcentagem paga somente durante um anno.
IV. Importancia dos vencimentos que perder o
empregado por faltas e licencas e das multas em
que acorrer, em virtude de leis e regulamentos
provinciaes
V. Deducco de 5 por cento do que arrecadarem
como emolumentos todas as reparticoes provin-
ciaes.
finando habilitado a gos-ir um anuo depois das
vantagens do monte-pio, mas obrigido tambem a
continuar fazer effeetiva a contribuirn do art.
1. g 1-"
11. Ao empregado demittido licito retirar B
imp irtancia de suaa prestara 'a aem juro algum.
S 12. A funecionario que por molestia verifi-
cada pela junta mlica provincial se invalidar
para o servico publico, e nao tiver outros recursos
para a sua subsi.-tenci 1, ae pagar umipenao
equivalente a metade doa vencimentoa, ae nao ti-
ver mais de 12 anuos o 6 mezea de aervicoeffect-
?o, depois desse prazo a pensio pessoal ser con-
cedida proporciiiualments de mane ira a aer equi-
valente ao ordenado quaudo o fuuccioaario tiver
25 annos de servico effectivo.
A penso tambem ser augmentada proporcio-
nalmente quaudo o tempo de servico exceder de -5
annoa.
13. So deeorridoa 15 anuos da fundarlo do
monte-pio, verificar-se que pode eata pagar aa
punsoea na proporco do vencimento devido em
virtude de reforma, apoaentadoria ou jubilaco,
coraecaro taes pens -s a ser pagas nossa razio
aoa successores doa empregados q e a ella8 tive-
rem direito c a elles proprios no caso do 12, fi-
c indo a provincia desonerada de pagar-Ibes vea-
cimentoe; e abolidas as reformas, jubilac.'s >u
aposentadorias.
14. Quanto aoa collectorea e eacrivea daa
eollectoriaa provinciaes, a arrecada rao daa cont.-i-
buicea de que faz menea o o paragrapho antece-
dente, ae far effeetiva uo fira de cala mes naa fo-
lhao daa mesmaa collectorias, sendo recolhida a
sua importancia ao Thesouro Proviucial conjunc-
tamente eom a renda das mesmas collectorias.
15. Quando se tiver de fazer effeetiva a dis-
posiro do 9, relativamente aos collectores e es-
erivaes do collectorias, sommar-se ho as porcen-
tijens que esses empregados liverem percebido e
depas aero ellas divididas pelo tempe que o em-
pegado houver servido, constiluiodo o quocicnte
acbado os vencimentos annuos ueases emprega loa,
os quaes por aua vez aero divididos um trea par-
tes, da3 quaea duas aa re potarn ordeuado e a ter-
ceira representar a gratificar 1.
Art. 2." Ficam revogadaa aa diapoairea em
coutrario.
G. de Drummoul Filho.Dr. F. A Roaa e Sil-
va.Regueira Casta. Metra de Vasconcellos.
J. Moreira Alves
1885 -Projecto n. 15
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam
buco resolve-:
Art. 1." Sao vitalicios os empregados
ciaes ou municipacs :
Qundo forem ou tiver.m sido uom"ados em
virtude de concurao :
Quando houverem bem servido o emprego du-
rante cinco annos completos.
Art. 2. .Tambem sao vitalicios os empegado-
da Secretaria do Governo e os officiaes do corp > de
polica, que ti ve re n dez annos completos d- bons
s-rvicos uo corpo e na secretaria mencionada.
Art 3. O empregado vitalicio s perde o lugar
por effeito de aectenca condemnatoria, pasaada em
julgado.
Art. 4 Naa diapoaicea doa arta. 1 e 2 nao se
comprchendem oa inspectores, directorea e admi-
nistradarea de reparticea provinciaes, nem tam-
bem a cominandante do corpo de p ilicia.
Revogadaa as disposiccs em contrario.
Paro da Assembla, 14 ds Marro de 1881. Ea-
tcvo de Oliveira.Jote Mara.Ari&tarcho La-
pea.
1884-Projecto n. 78
1884Projecto n. 133
A Aaaembla L-gialativa Provincial de Peruam-
buco resolve :
Art. 1." Nenhuma aposentadoria ser concedida
ao eroprrgado provincial seno depois de ter exhi-
bido certida de idade, provando ter pelo menos
50 annos.
Art. 2." Para que se conceda aposentadoria
ser em todo o caso preciso, pelo menos, que o em-
preado tenha exercido o Beu emprego durante 2
annos.
Art. 3." As licenras, aa faltas nao justificadas e
as interrupres, que por ventura teuham soffrido
o empregado proviucial duranto o exercicio do seu
lugar, nao sero cnntadaa ou incluidas como tem-
po de servico para fazer jas apoaentaderia.
Revogadaa aa disp siies em contrario.
Paco da Aaaembla. em 30 de Abril de 1881. -
Loureneo da S.Torrea Grangeiro.
1885projecto n. 5
A Aaaembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resolve :
Art. 1. Fica creada o Monte-Pi dos servidores
da provincia.
Art. 2." O fundo do Monte-r'io dos s'-rvidures
da provincia compe-se :
1 Doi 5 % deducidos dos vencimentos dos em-
pregados provinciaes, que deixam de portencer a
receita da provincia :
2." Daa quotas com que os empregados provin-
ciaes quizerem subacrever, pagas por annuida-
des.
3." Do producto de quatro partes de oterias ao-
uuaeg, iseuts di imposto 1 provinciaes.
4." Das quotas que forem marcadas nos orea
mentoa provinciaes.
Art. 3." Faro parte da diiecto.-ia do Honte-Pio
dos servidores da provincia o regedor do Gyinnasio
Pernambicano, inspector do Theaouro Provincial e
o secretario da lastrucco* Publica.
Art. 4 As aposentadorias doa empregados pro-
vinciaes somonte aero concedidas por iucapicda-
de phiaica 011 inora1.
Art. 5." Ficam revogadaa aa dispoaico.os em con
trario.
Sala daa aesaes, em 9 le Marro de 18S. Ama-
ral e Mello.
1885Projt to n.27
A Assemul 1 Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. 1." Os pmf ssores de, natrcucco publica,
nomeadoa anteriormente ao regulamento de 6 de
Fevereiro de 1885 rSo considrales vitalicios.
Art. 2." Os professores contractadoa antes do
referido regulamento ficaro sendo cffeetivos,.per-
cebando 03 respectivos vencimentoa.
Art. .'!." Fica n revogadaa as dupisicoes em
con tritio'
S-la das sesaoes, < Abril d 1 1885.Cios
Cavalcante.Antunea Pinheiro.Fiel Grangeiro.
18* '> n. 29
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resolve:
Art. l.o Nenhum empregado publico provincial
ou municipal ter direito a ser aposentado, jubili-
alo ou reformado ainda qne cont quarenta oa
mais'annoe de se.
Art. 2.' <)3 empregados publicoa de que trata o
art. 1* que tiverem dez atines de effectivo exerci-
cio e provar em que durante esae tempo tiveram
oda c 111 iucta civil c moral, sero considerados vi-
talicio!.
Art. 3.' O empregado pubiieo effectivo que re-
quer t ou pedir augmenta dos seus vencimentos
e o aposentado que pedir melnor deapaseuta-
doria, se Ihe far descont dos vencimentos na
razo d 1 sea pedid .
Art. 4 Ficam revogadaa aa diaposiees em
contrario.
Sala das sessoes, 6 de Abril de 1875.Santos
Piubciro. Pereira de Lyra.Juvencio Mariz.
1886-Projecto n. 15
A Aaaembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resolve :
Art. I. Oa empregadoa pblicos provinciaes e
municipaea a podero aer demittidoa de seus em-
pregos por falta de cumprimento de deveres ou
por'iinpossibilidade physica ou moral, que os inha-
bilite para exerel-03.
Art. mJ." Quando qualquer doa referidoa empre-
gadoa publicoa corametter faltas na cumprimento
doa acu3 deverea sero primeiramente admoeatadoa
em particular pelo reapectivo chefe c pela me3mo
reprehendido publicamente, se na se corregir.
Art. 3." Quando ctes meios caercitivoa nZo
farem sufficiuntea para chamal-o ao cumprimento
doa deverea, poder ser demittido do emprego, me-
diante representara > do respectivo chefe para ser-
vir de baso ao proeesso.
Art. 4. Neste caao ser instaurado o proeesso
de responrabilidade no3 termoa da lei; e smente
depoa de sentenc condemuatria, passada em
julgado, poder o empregado publica aer demittido.
Art. b.' Tambem poder o emp'egado publico
provincial ou municipal ser demittido mediante
proceaso de reaponaabilidade e aentenca cendem-
na:oria, quando desobedecer ao a- u superior em
materia de servico; ou quando o injuriar, e desres-
peitar dentro ou fra da repartiedio.
Art. 6." Ficam revqgadas as disposieoes em
contrario.
Paco da Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco, 27 de Marco de 1886.Ratis e
Silva.
KbviSTA DIARI
A Assembla Legislativa Provin ial de Pernam-
buco resolve :
Art. 1 As liceocas s podero ser concedidas
aos funecionarios provinciaes, que forem effecti-
vos e estejam no exercicio de seus cargos, ou por
molestia prevada, ou por qualquer outro motivo
justo e attcndivel.
I. A licenca concedida por motivo de moles
ta d direito percepcao do ordenado at 6 m 'z.'s,
e da metade do ordenado par mais d 6 mezea at
12, e d'ahi em diante sem vencimento algum.
2." A licenca concedida por outro motivo im-
porta o descont da 4.* parto do ordenado at 3
mezes, da metade at 6 e das 3 quartas p irtes par
mais de 6 at 9 metes.
I 3." Em nenhuma hyjothea; a licenc dar di-
reito percepea da gratitieaca do exercicio.
4." Ao funecionario que s pereeber, ou gra
tificaco, ou cuja veucimento fr de urna s natu-
rezi, sero applicadas as regraa antecedentes, con
siderando se ordenado duas tercas partes de seus
vencimentos.
Art. 2." Eagotado o tempo de um anno mximo,
dentro do qual poiem as liceocas ter concedidas
com ordenado, nos termoa dos 1 a 4, s se cen-
ceder nova licenca com ordenaao ou parte delle,
depoa que tiver decorrido um anno contado do
termo da ultima.
Art 3 Ficar' aem effeito a licenca, se o fue
cioaario qua a tiver obtida nc entrar no gozo
deila dentro do praso marcado na respectiva por-
tara.
Art. 4. Ainda quando aprsente parte de len-
te, nao tem direito a vencimento algum o funecio-
rio que depois de fiudo o praso da licenca perma-
necer fra do exercicio do lugar, embora sejam
juatificadaa as faltas que der.
Art 5. Ficam revogadas as disposicos em con-
rario.
Sala das sesses, em 14 de Abril de 1884
Ariatarcho Lopes.-Jos Maria Loureneo de S.
Pereira de Lyra. Amaro Fonseca -Juvencio
Maris.Baro de NasarethA. Falcao.
tsxenibla Provlierial Fuuccionou
hontem, sob a presidencia do Exm. -r. Dr. Anto
nio Francisca Correia de Arauj', tendo comp.re-
cido 32 Srs. deputados.
Foi lida e appravada, sem debate a acta da sea
ss antecedente.
O Sr. 1 secretario procedeu leitura do seguin-
te expediente :
Urna petiro de Camilla do Carmo Torrea, pro-
ft-aaora de Pao d'Albo, requerendo que Ihe 8cja
provin- concedida a gratficiro por 15 annos de efivetivo
exercicio, logo que oa tenha completado.A' com-
miaao de inatrucro pu lica.
Outra d Clementino dos Santos L'niiu Se-
ment, propondo se a tomar a seu cargo inspc-
co do algolo mediante certas con .A'
commisso de petiroea.
Outra de Jos Marinho Je Hollanda Fa 1, es-
crivo do crrae e jury de Bezer.os, reiii'rendo
cousignaro da qu ota de 200 para pagamento do
que Ihe deve a Cmara Municipal d'alli, de cas-
tas de procesaos.A' commisso de orrment
municipal.
Foi a imprimir aob n. 29 um projecto, mandando
perteucer freguesia da Graca o povoado-da
Torre.
Foi lido e approvada, sera debate, urna proposta
di commisso de polioia, prarogando por mais 2
annoa, com Manocl Figueiia de Faria & Filhoa, o
contracta para a publicarlo do8 dabutes.
Ali in s de novo, pela hora, que foi prorjgada
po.- 25 minutos a pedido do Sr. Gomes Prente, a
dscusso do requeraient > do Sr. Jos Maria pe-
dindo informaroea sobre acontecimentos de iJa-
nhoiinho ; tendo orado os Srs. Antonio Vctor e
Joo Alves.
Pasaau se ordem do dia.
Approvouse em Ia dscusso o projecto n. 27
deste anuo {'xaco da farca policial) sendo dis-
pensado do infera tcio a requerimento do Sr. Luz
de Andrada, travando se pela ordem um debate
em que tomaram parte oa Sra. Ljurenco de S,
Drummond Filho, Joo de Oliveira, Prxedes Pi-
tanga e Ferreira Jacobina, e tendo pedida o Sr.
Joo de Oliveira, mas naa obteudo, que tosso no-
minal a volarn sobre a dispensa do intersticio.
Encerrou -se a 3* dscusso do proieato n. 2
deste anno (transferencia da sede do termo e co-
marca de Taquaretinga da Villa de Vertentes
para a de Taquaretinga) orando o Sr. Joo de
Olivoira c sendo apoiado um requerimento do Sr.
Laurenra de S, de adiameato da dscusso par
48 horas.
Adi 1 se a 3* discuaao do projecto n. 76 de
1885.
A ordem do dia : coutinuaca da antecedente
e mais 1 discusso doa projectos ns. 26 de 18>36 c
50 de 1881 e 2' dos de ns. 10 de 1883 e 27 de
1886.
Negocio* de (nulioiinho Ponen te-
moa reflexionar sobre o que eacreve.i a Provin-
cia Jde aote-hontem, relativamente ao lamentavel
facto que se deu 31 de Janeiro em Canhotinho,
at porque o contemporneo nenhuma novidade
trouxe para o debate que emprehendeu, e limitou-
ae a reproduzir, em outroa termos, o que preceden-
temente havia escripto.
Releva entretanto dizer que, se de preferencia
nos oceupamos com o alludido facto, nio o fizemos
seno porque foi nelle quo principalmente se etri-
bou a Provincia para as suas mais acres censa-
ras, luerendo tornar por elle responsavel o honra-
do Sr. conselheiro Costa Pereira, que nem podia
prever nem prevenir esse acontecimento deplora-
vel e deplorado.
,
,
,->


*mp
Diario de Fernaiobflcotyuiiua--eira 8 de Abril de 18N6
As eleicSet de 15 de Janeiro com ai quaes ne- plica dos no conflicto, nao te ido sido ffectuada em
nbuma ligaco teve o faeto de Grata Nova, corre- flagrante, porque nio podia ser, visto terem cahi-

ram calmas i pacificas em Cauhotinh >, como em
toda provincia; e nada poda autorisar a suspe.ta
de que 16 das depois se dara um conflicto ori ;i -
nado de ioteresses privados, postos em alarma p -la
proprietaria do sitio deGrota-Nova, conforme con-
lesa.u mus tarde Autoni > Caetano da Silva.
N Maaa condi^-oes, etenao se dado o confli.-to de
improviso, eem tolo caso antea que da sua possi-
bidade se tivesse scii.'ucia no Recite, que dista de
do prostradas as pravas, como effectual a depois,
e antas da culpa formada, antes da requisicao da
autoridade judiciaria ?
A intiinacao que a tal respeito faz a Provincia
poeril, p >i nao consta que liosa Mara, eeus fihos
e apaniguados jesttjam pronunciados. E releva
ponderar que pela demora no andamento do pro-
cesso deve q leixar-se Provincia do juiz munici-
pal de 3. Bento, que tendo reoebido o inquerito
Canhotiuho curca de 130 kilomitrog, evident! policial antes de 2li de Fevereiro, al agora nada
f'E, que conste.
Porque raza", se a pilicia de Canhotiuho nio
cumpiio o seu dever, aqu-dle juiz municipal nio
tm procedido nvestiacoe8, nao tem procurado
colher p'ovas, nao tem proeelido como lhc man-
dam suas attribuico's ?
J o devia ter feito ; c se assim tivesse prati-
eado chegaiia o couheciuvuto de que I. turrutn >
Pimntel nenhu.c v. lor poltico tem na localidade,
que induzisse a p ilici i a patrocinal-o.
Demais esse Liurentino, em tempos que nao vao
lniii.". era um santo, como aUestar alguem do seio
que t a cega paixo partidaria poda tornar ]tor
elle responss veis as priineiras autoridades da pro-
vincia, qoe 6i post factum tiveram conhecimeuto
do caso.
Quera, entretanto, a Provincia que logo e l'go
fossoin deinittidas as autoridades policiaes de Ca-
nh'tiiibo, sem maia indagaco, tem que fosse apu-
rada u verdade acerca da gran ie responsabili ia-
de que Ibes foi imputada pelo conflicto, sem que
essas au'oridaJes tossem ouvidas, e s<5mente em
face das allcgacoes do iuteresse poltico da oppo-
sieao.
Era querer muito, era pretenler mais do que riU Provincia,e como fazein prova cartas que elle
era razoavel ; e nenhuma administraco criterosa tem desse alguem. Hije, porque mud M de ideas,
e seria praticaria por esse modo leviano e preci- passou a ser um mo h>mem. Porque ? S o
pitado. explica a paxlo partidaria, que cega e desvair.
S. Esc. o Sr. conselheiro Costa Pereira, bem E' a meama cousa que acontece quem v o
eomo o Sr. Dr. chefe de polica, aguardou o resul- ac ntecimento de Canbotnho por esse prisma ; e
tado do inquerito, esperou que fossem esclarecidos nao outra a razao porque a Provincia quer tornar
os tactos para resolve entao. responsavel pir esse aconteeiraeuto o honrado Sr.
Vieram as int uinacoes, vei > mesmo o auto de conselheiro Costa Pereira.
perguutas feitaa ao indicado Antonio Caetano da Descance, porem, que nao lograr esse intento.
Silva, e urnas e outro dcstearam positivamente Essa administrace recominendoa-se por gnitos
das allegacoes feitas contra as autoridades, nao a ttulos ; foi benfica como dissemos ; e o publico
porque mos.raraui que o conflicto nao teve es pro- y\ |he fez justca. O Sr. Costa Pereira fez em 5
porgos nem a gravidade que lbe deu a Provin>a, mezes de governo o que era humanamente possi-
maa tambem pirque pozeram claro que os pro- vel fazer em bem da provincia : foi moderado, jus-
motores do conflicto forain Rosa Mara, seus filhos ticeiro, ecoioinicoe rritcrinsa. Se mais uo fez,
e seus apaniguados. foi porque, as p-ecarias condices uanceras da
O que fazer em vista disto? Sera iniquo de- provincia, condices que datam de 18S, uiais nao
mittir as autoridades de Canhotiuho sem mais podia fazer, e nem om 5 mezes, sem asiembla pro-
tirle nemguarte; c o Sr. conselheiro Costa Perei-
ra nao as demittio ; o que alias nao quer diier que
nao possain ser illas exonralas se novo docuiren
tos vierem provar su* respousabilidade pelo con-
flicto.
Diz, porem, a Provincia que o tcstemunho de
Antonio Caetano da Silva nao tem valor, porque
estando aquelle individuo para casar se com urna
filha de Roaa Mara, a quem procurou na fazei.da
do I! na i de Buique, como confessa, as suas dela
racoes ao delegado e em casa deste sao suspcitas
de parcialidade por mcdo de comprometter-ae no
processo de aua futura sogra e cunha los
E' singular esae modo de qu .liliear o dep amen-
to da testemunha! Se Antonio caetano toase les-
affeeto de Rosa Maria, o seu depoimcnto seria sus-
pctado pela Produca ; Autouio Ca-tano nni-
go da familia de Rosa Mana e est pira cisar
com una filha desta, a diz a Provincia que o seu
depoimcnto nao tem valor !
Nao ha entao ueunum meio de fazer prova tes
teminihal ?! Itto d bem a medida do dcsr.ira-
monto di paixo partidaria.
0 testeauiho de Antonio Caetano da Silva, l i.
os bomens imp ireiaes. valioso, pois nao se com-
firehende que, estando rile para casar com uina fi-
ha de Roaa Hara, procurarse desagradar aua
nova e sua sogra por medo de compromett-'r-si
no processo desta ultima A> contrario, quem co
uhece o coraco do hornera e sibe o que si'.o o
seus affectot. compreh'nde que, S" alguin inters
setinha Antonio Caetanc, era oeeoltar, se podesse.
a verdade,, para nao coinprometter as suas c.-'rei
tas relacoes com a f imiln. de sua futura sogri.
Portanto, o que elle depoz no interrogatorio qu>:
lhe fez a autoridad- policial de S. lientonote ac
bem, de S 1 Hit l leva m til i eomo a pura ex
presaao da verdade. E desae interrogatorio r -sul
ta o que deixamos dito no Diario do 1 do corren-
te, c que a ; rovincia de ante bontein assim re-
sume :
1 Que o conflicto de 31 de Janeiro, em (irota
Njva, foi provocado pela viuva Rosa Mara e anu
auxiliares, que receberam a tiros a forca publica.
_' Que ella e sua 6iba Pelirrpa esto de per
fpta sade.
3." Que, i'Jn seus filhos tfaooe) e Victoriano,
eo individuo .'o nume Mauoel Cypriano. reside u i
Poco,faseada do Sr. Bario de Buique.
n 4 o Que a casa de Ii >s i M -na nao foi violen-
tada, nem aa partas derrabadas a machado.
.").' Fmilinente, que deasa caaaaMMU se que i-
mou o teetO, que era de palha.
Diz entretanto a 'rovincia, que Roaa Maria na i
fura a provocadora 8 que nao tinlia eri ninosos en
sua casa. Isto contrasta nao t com os factes sa-
bidos como c im o depoim'-nto de Antonio Cae-
tano.
Rosa Maria viva intrigada com Laurentino Pi-
montel, e por todos os mei'S de que podia lancar
mao o contrariara. Nada ha, pois, que straabar
no ficto, detilar.ndo por Ant-iuio Caetano, decerri
bar ella os cercados, para, dando azo que os gi -
dos do vizinho peiielrassem aas suaa rocas, pedir
m.ital-os.
D'abi a nocessidade de qu-irar se Laurentino a
polica, tanto mais qoanto vira caras NSpeitaa em
casi de sua vizinh, caras qj^ pareciam de cr
mnosos, iffirmando se que taee eram os ndivdui s
all apaniguados.
Sendo assim. nada maia natoral do que all
a polica. Efectivamente para all foram slgnaaae
pravas : e, ante- qo e-itas tiveaaem agido, parti-
ram oa tiros do grupo de Roaa Maria, seus dons
filhos e mais os taes sn'peitos, que eram Joao Cy
pri-.uo, Joao R>y iiundo Mariano d tal. Tra-
vou-se o coaflicto. Das pneaa atorren urna e
tres nutras f.rara feridxa gravemente. Do gru.io
de Rosa \Iaria apenas f irain feridoa, esta ligera-
mente no de lo p .legar da mao iireita, e sen fil 10
M'inoel. D-'p >s do conflicto os do grupo evadi-
vinclal, sem medidas legialativas, poda S. Exc.
levantar as finaucas, emprehendimento que outros,
d 'speito dos seus estreos nao podeiam reali-
sar em 4 annos.
E basia.
DepuladoN Bornea Ao bordo do pique-
te Trent, cvp irad i di Europa hoy: ou amauha.
embarcam para a crteos nossos amigos Drs. An
tonio Francisco Correia d Araujo, J >ao Juvenco.
Ferrera de Aguiar, Jos Bernardo Galvo Aleo-
forado, Francisco de Assis liui e Silva e Auto
nio lioneilves Ferrei'a, deputados pelo 3o, 4o, 9o,
10 e 12 diatrictos desta provincia.
Boa viagem lhes dea jamos e muitos louros pir-
lamontares.
S"cr"Irio ala preaideneino refe-
rido paquete, e com licenca,cnbarci. tambem nina-
nha o Dr Pedro Francisco Correia de Olveira,
digno secretario da presidencia da provincia, a
quem aeimpanha a.u innao o Sr. aeaicmico Joao
Bapt8ta Correi i de Olveira.
Ponte ila Boa ValaDo ptsaeio de
penes, dj lado n irt di ponte di Boa Vista, mao
perversa arrancou um dos prancbdei do soallio,
di>ixando all um buraco, que bem pode ser fu-
ees'i B algu.n tranaeunte, principalmente n lite
O Sr. director das obras geraes deve m n lar
reparar quuiti an'ea ea pranchao no locil d"onde tiraram o antigo.
Club Cario* Com'N'a uoire de 10 do
c rrente o Ulub Carlos 3 im's d.4 o seu sar mu-
sical daante desta m s.
iliraa l*ubliraaHoje. ao ojeio da, a re-
parricao de Uoras i'ublicaa Pr.vincaes, rcceie
propostas para ex.eeucao dos reparoa dos duu3
poi tilhoes do aterro do purto das Gallinhaa, e da
porte s ibre o rio [anjoCH, no engnho Limoeiro.
la Durnpu Dev tocar boje em P. rnam-
buco, ib vi-gem da Europi. o paquete ingles
7Ve/ir, da Real Malla, o qual, depjia dos gran les
reparos que soffreu e dos notareis melhoretnentoa,
a priineira viagem que faz.
ItilisenriaM para Inimli T.-loa a
sabbados. pelas 4 horaS da tarde, p irtem para
Iguaraas, Goyanna e Itambc boas diligencias,
que para all conduzem passageiros. Alm disao,
por ajuste particular, partir, em qualquer da as
que forein pedidas na ra 1" de Marco n. 1 nesta
cidade do Recife, conforuic o anuuiicio u'outro lu-
gar inserido.
Os interesa ajos dirij-iin-se a miicada casa, q ie
lhes serio dadas tilas as nfirmacea. que deae-
jarem.
A'ambos igualmente desojamos feliz viagem.
Banliow no rio Algiimas lam.l.as mora-
doras inargein d; rio Capibaribe, na Torre, e
pessoas que transitim noa botes que la> pisaa-
gem para o arrabalde deaae nome uos pedem para
leclamir di subdelegad) d'aquelle dtstrieto que
torne effectiva a orJe.n dada para .ju-i uenhu na
pessoa t'me banhos ero trajis d- Ado.
Nao obstante <>a reclamantes siberem que a mi
torida ie tem silo activa na repressao deas' abu-
so, o auduzes e os'que se jii'gam cima da lei
coutinuam a pratical-o.
E' o caso de impr-inea a multa cominada
as poatnras da Cmara Municipal d Recife.
ItonuiiciaPor despacho do Dr. juiz de di-
reitn do 2" districto criminal o Dr. 1 promotor
publico denunciou i.s cidaiiioa Felppe Caineiro
Bodrianas('ampollo Maniel dos Passsos Miran
da, Francisco Pereira d- Brito, Angust Jos
Martina nrdova, Serapiao B>rges de Meneze?,
J lio Francisco Coelho da Silva, Joiii Fraga de
Olveira, Joao Xavier de Olveira, Fraociseo Fer-
rera Pinto, Fran isco Solano da Costa i Clemen-
te Martinho Ferreira da Silva, como ocursos na
ine.'iinin eio do --*rt. 167 do cdigo crimintl com-
binado com o i parte final do ai*. 29 da le n.
8.029, 1' 9 da Janeiro de 1881.
< onrerenrla pollllra No domingo, 11
Paaaagei ron Sabidos para o sul no vapor
Jacuhype :
Drs. Severano Lsite e Evangelino Jos de Fa-
ro, Leandro Vieira Dantas Maciel, Je s Braga e
gueda M. da Conceicao.
peraroeii clrura;ioanForam platica-
das no hospital Pedro II, no da 7 do correte,
as seguintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Extirpacao de kisto sebceo da face.
Dilataca de kisto tuberculoso da iegi3o dorsal,
resec?io de G centmetros da parte dorsal aa oita-
va costella esquerda. indicada por carie da
inesma.
Posthotomia pelo thermo cauterio, por paraphy-
moss e cancros.
Casade uetenro-Movimento dos pre-
sa* no dia 6 do Abril :
Exstiam pi-sos 282, entraram 1 sahiram 6,
existom 283.
A saber:
Nacionaes :*>9, mulheres 4, eatrangeiroa (i, es-
cravos sentenciados e processados t, ditos de cor-
reuoSo 8.Total 283.
Arracoados 253, sendo: bous 238, doentes 5
toul 253.
Movimento da enfermara :
Teve alta :
Antonio Tenorio < 'avaleanto.
Tiveram baixa ;
Firmino Lopes de Oliveira.
Joo Vicente de -unza.
IjOleria de AlagdaisDa 2a parte da 12'
lotera de ALgas, extrabda ante-hontem, foram
vendidos na Hoda da Fortuna, aaaa lotrica da
ra Larga do Rosario n. 36, os seguintes pre-
mios :
Ss. 37,184 200:000i000
17,347 0:0000t)0
.. 26,439 5:000/000
Lotera de MaceloPor telegramma re-
cetado pela Casa Feliz, sabe se que, na 2a parte
da 12* lotera extrahida em 6 do co-rente, foram
premalos os seguintes nmeros :
7^
37.184 200:n00<000
17.347 40:000 s.000
13.615 20:( 00i HX)
2.821 10:000*000
26.489 5:0004000
45 2:0 K 1*000
824 2:000*000
9.011 2:0004000
26.601 2:000*000
31.613 2:000*000
33.913 . 2:0"04000
37.092 2:0004000
38. '51 2:0004000
88.685 2:0004000
Prensin i!e litfOOS
2.671 3.418 0.09.' G.730
d"estes ious pontos poderlo ser dirigidos
03 chamados por carta as indicadas horas
Dr. Miguel Themudo mudcv s u cnsul
torio medico e residencia para a ra Nova
n. 7, 1. andar, ende d consultas das 12
horas as 3 da tarde c re.ce'ie chamados a
bualquer hora. Especialidades partos fe-
bres, Byphilis e molestias do pulmao e co-
racao.
Dr. Barreta Sampaio d consultas de 1
a 4 horas da tarde, ra do Bar.lo da
Victoria n. 45, 2. andar, resiloncia ra
lo Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O bacharel Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. aD lar.
Henriqut Milet. Ra do Imperador n.
22, 1.a andar. Encarrega-se de questScs
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Oliveira Escord, 2. promotor qu
blico, tem sen es"riptorio de advogacia da
ra Primeiro de Marca) n. 2.
Jos Bandeira de Mello
ra do imperador n 37.
n rosarla
Francisco Manuel da Silva fe ., dep-
stanos de tod.is as eafXMaiidadea pharma
ceticas, tintas, drogas, productos chimic
o medicamentos homosopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Faria, Sobrinho <& C, drogaatas >o
attauado. Ra Mrquez de Olitiu u. 41.
Herrarla a Vapor
errara a vapor e officina de cara-pino
de Francisco dos Santos BCaoedo, caes do
Capibariuo n. 28. N'este gran i i Datbale
cimento, o primeiro da provincia a'este ge
ero, compra-s 6 venda-so maiciras de
todas as qualidades^ serra-se madeiras de
conta allieia, assim como se prcparaui obras
de carapira por machina e por precos sen
competencia.
advogado
9.015
9.447 U.889 12.869 13.578 13.652 16.795
17.057 17.973 24.801 20.752 27.687 29.895
30.587 8J.S0 83 946 36.352 37.979
t|i|iiii\iiua(ii",
37.183 4-000*000
rain se, prova plena de que nenhum moireu mmj 0 correntc ao meio dia, o Sr. Dr. Jos Izidoro
foi gravemente ferido.
Pois crivel que, se as pracas fossem asa^grrs-
soras, estando armadas, fossem trucidadas. e dei-
xassem evadir-te os dngrtipo de Rosa Mara?
Pois crivel que, tendo se dado as mortes o fe-
rim-ntos graves que annunc ou a Provincia < ni
pessoas do grupo de Rosa Maria, nii fossem en-
contrados os caJaveres, e os feridos grav mei te
Martfne Jnior far4 urna conferencia poltica, no
theatro das Variedades, na Nov Ilamburgi.
Cirammnliea- Para a Livraria Indu3tri.aldo
Sr. M. J. d Braga, chegaram diversos exempla-
res da grammatica synoptica da lingua tr.ineeza,
qua all se aoham a venda pelo pr^CJ de 14200
cada exemplar.
Agradecemos o exemplar, que nos foi offere-
podessem todos tugir para longe, indo Rosa Mar a, cido.
seus filhos e Joao Cypriano houisiar-se na fazm- PaaaamenloCommunicam-nos de Vcen-
da Poco do Bario de Buique ?
E' preciso torturar a lgica, dar perros a ina-
ginacao p ra admittir semelhantes probabilidad ;s," cado.
ca que alli fallecen o honrado agricultor saxe-
genario Bnnto Franco, homem lab.irio30 c dedi-
I
somonte creadas pela uaixao partidaria ; e, p cl.ro qu-3 uesse nauta os factes confirmain pie
mente o depoimento de Antonio Caitano da
Silva.
Dis, entretanto, s. Provincia, que nes-a lufa
desigual anda que lies ^p rada, nao era possi?el
0 pequeo inommodo que o interrogado Antoiio
Caetano altrib ie aquella mulher varonil. Se i i i
era pessivel, nao se pode acreditar na boa sande
em que est, sendo mais certo que tivesse rrorri lo.
dep lis dos graves ferimentos recibirlos, determi a-
dos e descriptos pelo nisto correspondente. >
E nos dizemos que tudo sso tanto foi possivel
que se deu e a propria Provincia o confessa qu in-
do assevera que antes de Antonio Caetano i ffirinar
que Rosa Maria estava rridindo na fazenda do
Sr. Bario de Buique, j e!la P.ovincia) o hnvia
dito.
Se saba disao, se o affirmou, como depois ai ida
asseverou, 31 de Marco, \ue Rosa Maris, roor-
rera?
Essa contradic?io bem mo-tra a origein da ar
guico e o fim (lie se teve era vista em tod i a
campanha levantada proposito do facto de G ota
Nova, que, repetimos, foi provocado pela tf.l Ros.
Maria.
Domis, se esta nao tinha mos instinc-os por
que dava guarida em sua casa Joao Raymnndo,
Joio Cypriano e Mariano rie tal ?
Para evitar a diffieuldade da explicacao, dis a
Provincia que, t-n lo files acabado tarde os oeus
negocios na feira, foram aormir em casa ce 1'osa
Mana. Esa explica^io, porem, 6 nacceituie',
porque, sendo a feira diminuta na localidade, sem-
pre acaba antes da noite e boiras de todo* os
feirantes poderem ret ar-s" para suas casas por
mais lon^e que sejam ; e depois os taes suspi itos
foram viato em cas* de Rosa Maria em diasaite
ores 30 ie Jn"iro
Isto denuncia a int' ik, i malvola de Rosa Ma-
ria, que nao se e intentan lo com seus dout fi.hos
homens, chamou para saa companha mais tres
csp.tzes de tud'i, como provaram as conjequen-
cias do cj fl et i.
Se estas foiam funestas pa.a aa pessoas do ;ru-
po de Rosa Maria, porque fu^iram ellas ? poique
nao foran apresentar-se s autoridad-s judiciarias
da comarca, e espeeialment ao ]u;z municipal de
S. Bento, insuspeto Provincia'?
Se Ro*a Maria morrou, f^cil a prova ; aore-
sente-se a certido d bito della, e dos den ais que
suecumbiraru no conflicto ou em resultado ie leri- ~^7 8 g horas, no 0
das nelle rerebid-s. Nncuem acrediUra que o Antonio Vctor da Silv
Sr. Bario de Boiau. tensa feito sepultar as :or-
pos deesas victimas s escondidas.
Quanto prisao de fioea Maria e dos demais im
Paz sua alma.
Septenario Amauha, s 5 e 1/2 horas da
tarde, na igreja de Nosi Senhora da Penha, ter
comoco o solemne septenario de Nossa Senhora
.las Dores, sendo a orchestra dirigida pe > prufes-
sor Joao Polycarpo Soares Rosas.
No ilia 16 do correte tc lugar a festividade
da rr.esma Excelsa Senhora, Rsinha dos Mar'yres,
constando de missa cantada orchestra pelas 7
horas da manha, la lainha tarde, prejeliHa do
sermae anlogo, e bencao com o Santissimo Sa-
cramento.
Semana manaTambem na igr-jada Pe-
nha celebrar-se-hio este anuo os actos da sema-
na santa, taes como costtimam fazer os religiosos
capuchinboz : isto officio de tr vas as qnarta,
quinta e sexta-feiras ; communhio geral s 11 ho-
ras do dia de quinta-foira santa ; officio .la pai
xio na apxta-reira, s 8 horas; e missa re Alleluia
no sabbade, s mesmas horas.
Beunie* aoviae* Ha boje as seguin-
tes :
Do Instituto Arcbeologico, ao meio dia, na res
pectva sede.
Do Club Jurdico Tobas Barreto, s 10 horas
do dia, em assemb a g.-ral, na ra do Bom Jess
n. 43, 2 andar, para discussan dos estatutos.
Da Dramtica S, te de Setr-mbro, s 10 horas
do dia, no 2o andar do predio n. 10 da ra larga
do Rosaiio, para p->sse dos novos funccionarios.
Leilea.Eff c'uar-se hao :
Hnje :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 21, de movis, loucas, vidros etc.
Pelo agente > inlo, s 11 horas, no largo do Cor-
po S into n. 9, de movis, vaccas e garrotes.
Pelo agente Modesto Daptista, s 11 horas, na
ra eatreita do Rosario n. 15, do estabelecimenti
abi sito.
Peto agente Sdveira, s 11 he ras, ra do Bom
Jess n. 19, de urna casa terrea.
Sabbado :
Pele agen'e Pestaa, s 11 horas, na ra do Vi-
gario n. 12, de predio.
MiNn fnebre. -Serio celebradas :
Amanbi :
A's 8 bo-as, na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Mathilde Libania Mooteiro Pretti; s 7
1/2 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma do
Bario de Parala ; s 8 horas, na matriz de S.
Jos, p.r alma de D. Calixta Francisca de Quei
"'armo, por alma do coronel
va Vieira.
Segpnda-feira :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Maria Alexandrma Torres.
37.185 4:0005000
17.346 2:0005000
17.348 2: OOtJOO
13.614 1:3505'O
13.166 1:350000
Os nmeros Jo 37.101 a 37.200, exeepto o da
sorte grande, esta-, premiados com 4005.
Os nmeros d- 17.301 a 17.400, excepto o pre-
mio de 40:0005000, estio premiados com 2005.
Os nmeros de 13.6 Ii a 13.700, excepto o que
sabio > premio de 20:0005000 estio premiados com
1005-
Tolas as centenas cujos dous algarsmos termi-
naran em 84, estio premiadas com 1005, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminaren) em 4 e 1
estio premiados com 505.
Lotera da provincia Sabba-'o 10
de Abril, se extra.lira a lotera n. 47, em bene-
ficio^da igreja 10 Marcota.
No consistorio da igreja do Nossa Senhora da
Conoeicio dos Militares, se acharan expostas as
urnas e aa esphem arrumadas em ordem njm-
riOh, apreciacao do publico.
l.iiieiia ila corteA i' parte da 1% lo-
tera 'la. cor-e, cujo pr. mi grande de 100:0005,
ser extrahida brevemente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
prava da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se aoham vendana Casa da Fortuna
ua Primeiro de Marco n. 23.
Lotera 363, do uovo pUuo, do premio de 100:0050000,
ser extrahida no dia .. do correte.
Os bilheies ach im-se 4 venda ua Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem ac'iam-se venda na praca da Inde
a ns. 37 e 39.
Lotera Extraordinaria uo v.i
rangaO 4o e ul'imo sorteo das 4a c 5a serias
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:0005000, ser extahida a 9 de Abril.
-.chara-se exposto a venda os restos d.s bilhe-
ies na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marca
n. 23.
Lotera do Cear de ftOOtOOOSOOO-
A' 2a serie da 2' lotera, cujo maior premie de
200:0005000, pelo novo plano, se extrahir impro-
t-Tvelmente uo dia'10 de Abril,s 2 horas da tar
de.
Os bilhutes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de OOtOOOAooo
-A 3' parte da 12a lotera, cujo premio grande
de 200:OlK>5000, pelo novo plano, ser extrahida
unpreterivelmente no dia 13 de Abril s 11 horas
da manhi.
Bilhet. s v-'iida na Casa Feliz da praca da Iu
dopeneia ns. 37 c 39.
atadoarn 'alteo. Foram abatidas
ni Matadouro di Cabanga 8 > rezes para o consu-
mo do dia 1 do corrate mei
Mercado Municipal de H. Joo
:n Aumento desta Mercado uo dia 7 do cor-
rente, foi o seguinte :
i.otrnraiii :
25 bois pesando 3.624 kilos
1.054 kilos de pcixe a 20 res 215080
17 taboleirop a 200 reis 354'H)
44 cargas de farinha a 200 ris 85800
"0 ditas de fruotas diversas a 300
res 65000
10 suinos a 200 res 25000
Foram oceupados:
21 columnas a 600 res 125600
44 talhos de carne verde a 15 4450OII
5 ditos de ditos a 25 105000
30 compartimentos de faiinha a
fXHir is 155000
26 compartimentos de cernidas a
500 ris 135000
73 ditos de logurnes a 400 res 295200
17 compartimentos de suino a 700
ris 1159':0
11 ditos de tressaras a 600 res 65600
Deve ter sido arreeiada ueste dia
a quantia de 1835580
Debi'osdos dias 25 de Mareo a 7 dj
correntc, recebidos 2J300
1855880
dem at 7 do corrente 11J560
Foi arrecadado liquido no da G do
corrente 1745320
Procos do dia :
Carue verde a 280 e 560 is o fcc.
Suinos a 560 700 ris dem.
Carneiro a 600 o 900 ris dem
Farinha de 320 a 560 ris a euia
Mlho de 320 a 400 ris dem.
Feijo de 900 a 15280 ris dem.
INDICARES aras
Medico*
Conaoltorio medico cirurglco do Ur
Pedro de Atlanyde Lobo Hoscoso 6
ra da Gloria n. 3.
O doutor Moscozo d consultas todos ob
dias uteis, das 7 s 10 horas da manhi,
Este consultorio otfereee a eommodida
de de poder cada doente ser ouvido e ex*
minado, sem ser presenciado por outn
De meio dia s 3 horas da tarde ser a
Dr. Moscozo encontrado no torreSo pra
ca do Commercio, onde funcciona a ms
peccSo de sade do porto. Para qualquer
PUBLICARES A PEDIDO
Resposla em lempo
O Binocolo de 3 do corrente, no seu ar
tigo de fuado sob a epigraphe cousas e
lousas fallando do decrescimento da
causa abolicionista, ven dizo.u lo que a so-
ciedade Ave Libertas sdeuinisou o dia 2>
de Mar;o, alforriando smente 4 escravos ;
e a Injirando-s*, conclue deste modo Ora!
Esta sociedade s ple alforriar 4 escra-
vos! O que fazern os seus socios? Ara-
na, rene^ariam a santa causa da abolido? I
A 80ciedade Ave Libertas nao fez ne-
nhuma fusta no dia 25 de Slaryo, como
diz o Binculo, mas sim assoeioa-se cc/m-
raiaaSo Kedemptora que entregou nesse
dia 50 cartas de. liber.iad', pela quota of-
ferecida p"lo Exm. Sr. visjonde de Mece
jana; esforyau lo-se aquella sociedade para
conseguir quatro cartas de alforria -
:om os fundos sociaes.
A sociedade Ave Libertas compce-3e s-
mente da aer:hnras, a ic:.ior parte dellas
q .e nao dispoe de fortuna. Para que essa
associayilo podesso ter sempre em caixa
uina grande somma, seria prciiso prono
ver beneficios e festas abolicionistas, que
rendossem ilgum pejulio ; porque a men-
saliilade de l;j, estiplala nos estatutos da
sociedade, para cada soeia, nao forma em
pouco tempo quantia BOffieiflnte para alfor-
riar senipre muitos escravos, contando a
Ave Libertas numero inferior a 50 so
cias.
Ora, depois que d.'SiBnchou-se o part
do liberal, o movinvnto abolicionista retro-
ceden o passo ; (o que nao reconhece o
Binculo, pois diz que o desanimo da pro
paganda aboli donista pela falta do uniao)
os emiaanmoa lo g.iwrao, que julgam a
abolicio um roubo ao direito de propria-
dade, um mal ao paiz, procurain abafar a
consoienoia nacional, cheg.indo ao ponto do
Exm. Sr. conselheiro liosta Pereira ne-
gar o theatro Santa Isabel para qualquer' ^J
tendera alm do seu nariz, que a gente virase em
bicho? Vira so em lubis homeme depois torna ao
sen natural qnando gente da mea borholta,
responda o patriarcha da Taqnara, cuja floren-
te prole, assuz numerosa, tambem pecca por ex-
cesso de habilidades e de malvadez. Viva o pro-
gresa) !
O retirante da Beocaj ti iba seguido sua via-
gem para as mattas do sul, levando do Altinho as
mais agradaveis impresso s. Homem judicioio,
elle tudo quiz oLservar e notar na sua cadernera
d'algibeira. Fercorreu as ras da n.bre villa al
i Boa-Frcxa. E parando com o sachri.stao J. A.
Pitia, qae lhe servia de cicerone, ao p do nosso
vcoso e estimado brazil, rvore que nao veg. ta na
Beocia e nem se parece com o cam eche, o retiran-
te lhe peri^untou : que arvore esta, Sr. I'itao,
tao bella ? O saehriso respondeu : chama-se
brazil. It. Mas nao campeche. S. Nao seuho ;
o nosso ex vigario Guit. rres, o qual de tudo sabe
um pouco mais de nada, dizia que na sua hstiria
de batauie e natural couvier nao fez meucao des-
ta planta ; porm, que zoolgicamente fallando,
ella deve ser da especie andrina, e perteucer
familia de barros correia. It. Entilo ella toca
nos dous reinos : vegetal e animal. S. E' assim
mesmo. R. Ella ser medicinal V S. Muito: o ex-
professor Vilella tendo cahido do alto Cedro, veio
curar-se no Altinho ; e aqui teve urna reoahda
que lhe a seu lo fatal ; mas i sombra desta mo-
l elle experimentava allivio, e com o remedio da
raiz benfica, temperado pelo dito vigario, elle es-
capou de morrer para o magisterio.
Viva o progresso !
R. E' muito bella arvore. S. E j perdeu
dous ramos muito guapas. R. Diga-me onde foi
aqui surrado Braz de Sant'Anna ? ?. Alli para
banda do rio, e j morreu desse mo trato. R. E
Sabino Machado aonde foi elle baleado 'i S. Aco-
la, e tambem morreu do tiro com o p no tronco.
R. Sabe dizer-me aonde morreu de punhal o ve-
Iho Souza ? (nao sabia que fallava com o filho na-
tural do dcfunlo e neto materno do assassino in-
justamente provocado). R. Sabe dizer-me, Sr.
Pito, onae mora aqui o celebre Dii-nizio, neto pa-
terno do infeliz marinheiro furioso de Olinda 'i "v
O ecuhor est vendo aquella catraia e curral jun
to passagrm do Cravello? R. Vejo. 8. Pois
l mora o Sr. alferes da reserva, Dionizio Rodri-
gues Jacobina ; e ao lado daquella casa existe a
tapeta da extincta fazenla de Altinho, donde es-
tabula herdou o nome. R. E' exacto qu* elle
costuuia pegar no a heio ? S. Nao sei : disse o
mo?J enfastiado, parecendo-lhe indi-creta tal per-
giiuta ; mas tenho ouvido dizer que elle s nao
furta as estrellas do co, porque nao pide l che-
gar cem a mo. R. E' verdade que o Sr. Cam-
boim do Foco fez restituir cavallos a certo senhor
de vngenho do sul ? S. Nao sei disso : apenas
OU90 por abi dizer que amigo de nossos aaahore
tcnente coronel e captao (juilheraiino, talvez por
serem ambos seus padrinh is ; muito camarada do
vilho Tico, de Chico Sabino, etc., etc., socio do te-
nante a reserva que su:cedeu ao B irao das Gua-
ribas, vulgarmente couheeido por Izidoro Fura-
gado.
Todos daqaisabiin que dito Dionizio en'ivgou
a Lucio da Uros Cordeiro tres eguas, faltando um
oavall'i, que, aptuhadas na passagem d) Cruvello,
mandara veuder em Posqueia por seu fiel Casi-
miro das Grossas
R. Bem : coute-me agora a historia de um mar-
co que o vigario Guterres maudou arrancar DO
da 13 de Agosto de l>-ii. S. Esse mareo es'ava
entre aquellas duas casas, alfiucado havia pouco
tempo. A esse vigario vendeu elle um puldro p.r
vinte mil ris, que Autouio Dulmiro, notorio la-
dro de eavallos, seu camarada, trouxera de Espi-
nhara com a mi do mesmo poldriuho, affianoan-
do-lho que era bem poasaido.
R Elie ainda nutre a boa esperanca de liaver
10:0005 do vigario procesando ? S. Essa q eslo
contra o paire Guterres f,. julgada improceden-
te ; porque o vig.rio Guterres nao disse que Dio-
nizio um ladro, mas sustentava que c ladrao
todo aquello que pega c retem o alheo maneira
dos finados A. Brando. V F. de Sforaee, etc. Ii
Este terreno de Diouiai: '? S. Ello diz que sim.
at o oito da cap-Ila ; mas falso : p> que per-
t-nce ao patrimonio do Nossa Senhora, e se delle
est apo3saio e.cobra foros djs moradores (menos
dos cmplices) porque uo tem vergonha, e se
prevalece de um tituli que tem, doloso, de v.n
da e compra taita por elle e seu pa -o Sr. Brasi-
liano. R. Entao a boa esperanca do alferes va,
e nao tem razo p3ra dar se por injuriado s al-
guem disser que lalr.io;e muito menos para
proceder em juizo con:ra queo lhc irrogar s-.-mo-
ib inte injuria, tendo j decorrido vinte mezes.
Vamos, Sr. Pito, pura a ra : quero comprar
as lojas alguns objectos de que preciso. Viva o
progresso !
Ao voltar de B->a-Frexa, elle ntrou em diversas
casas decommorc', admirando a bella disposico
do# objectos mercantes, gar-afis. frascos e garra-
foes, etc. com preciosos rtulos impressos no Por-
te (do Peruainbuco), ciieios de vanad. s l'cores,
com genebrasde Hollanda temperadas o an pimen
ta do Reino e cascas de lar.injas verdes da trra,
e viuhoj nao de parreira, mas de figueira, para nao
dizer d'agua fluvial alooicado com assucar torra-
do ou mei de turo, e alguns rispidos- por c tusa dns
fitas de pinho ou folhai de gamelleiro amargosas,
cutros ingredientes que Ibes d
poco da Un, onde vo homena e milheres (estas
mitinha) tora ir seus banhos a ]ualquer hora
sem ceremonia e nem atteneo moral publica.
Viva o progresso !...
I. uvoa a nossa ndole, o nos agradeceu a boa
hospital idade, prommettendo-nos de fallar bem do
Altinho nos levantaram affirmando que temos c muitos
ladres o assas'in>8.
Viva O progresso !
O dito bracio pareca um doutor nao pouco Ils-
tralo. Elle sabe de tudo : at de muitas cousis
que certos royeren los por abi fazen, O padre A.
M. Silva, disse o beoc 1 qu* pai de numerosa
prole, e qu 1 a me de seus afil hados compa-
ulieira nseparavcl desse reverendo.
Disse que um 1'lustre sacerdote ex-benedetino
vive eomo David antes de ser sa ito rei, na com-
panha da jovein que raptara ua vspero de seu
casamento, c que por cansa de mcommodos muda-
ra m de ares para as panes de (_' iruar. Disse
que na fazenda de 15 qaeirao diatricto de Altinho-
residia corto rtgario di buI >>. iinn: F. F. d,; Car
valho, o qual, imitando raelhor ainda o pescador
prophi'ta, descasou (mas nao matou. a dous L'rias.
e (ue icgeitadi pelas duas Bersabs sj aueontoa
do dito lugar, couduzindo cunsigo a filha mais
moca de certo Quincas do O' (meu prente) a troco
de porcao de gado que autorisou se ferrasse para
a dita moca Chica de tal... e ficou sendo vaquero
da filha o mesmo safado Quincas do O', o qual lhe
despulpa a cff;nsa, porque julga sut filha bem do-
tada.
Viva o progresso !
Disse mais o beocio quu sabe lii ttoi as de ou-
tros padres, v. g., do padre Aatoaio Teixeira de
Albuquerque, o qual para viver mais livremente,
nao esperou pelo sasamento civil, ipostata do ca-
tholcis-no, nao se e.ivr-rgonha de jir seus talen-
toa a disposico dos heteges.
Disse que trazia os 11 ornes de outros, escriptos,
mas que nao podia contar suas historias pir ex-
tenso na '.ccasio : disse apenas que conhece o fa-
moso escriptor Saldanlia Marinho, c outros 1) lustres
fidios bastardos, nutridos com o pao e leite da santa
igreja, oriundos do sacerdotal respeitavais por seu
carcter o posicao social, vivos o fallecidos : os
quaes adoptando uao as tliconaj, ras a pratica do
seu tao decantado e encarecido calamento civil, o
dispensara do trabalho de orgauisar as formalida-
des pava legalisar c infractos naturalmente esta-
belecidcs, e lhe pedem de couformar-se com as lu-
zes da n. sa idade, sem procuiar laeioa de coho-
nestar a liaixeza da eoa mtividade.
Viva o progre -
Disse '.iinbem que nao lhe eram desconbecidas
as caronicase bi igraphiaa dos nossos padres Joo
Soares e Vaz Gui'erres.
AfB mou que sao dous vaientSes cada qual mais
destimido, e que o man forte oss : o mais pru-
dente. Que o padr.- Soares adptala orphos aban-
donados para cral-os e tel-os por servos em sua
casa, e STvir-lhes de pai (que caridade!); que
usa va, disse, de bacamartes e de eangaceiros tra-
zidos do Pomb.il, monos para su:, defeza do que
para sua desgrac -.
Viva o progrdsso !
, Contima.)
-------^ygsesQg----------------
Despedida e reclame
Urna v-z que me mu lei,
Deixando is visinhoa meus,
Venho agora da iniih'alma,
Enviar-lhes teroo adeus.
M ffereco aoa bbus servijos,
Na .-asa que agora habito,
Juja ra, e cojo nu ero,
Abaixo v rao d".cripto.
Aos ipeus antigos freguezes
N'um forte t perto de mao,
Lh''s peco que nao se esquecam ;
Dme sempre a proteccao.
Ni casa que agor oceupo,
Sempre prompti cu estar.-i,
A cumprir as suas ordens,
O que muito almejarei.
testa de abolicionismo. O que fazer nes-1 gj8to e cor; e cuj ,3 rtulos apragoam por vnhrs
saa eonJiySes precarias, sem a animacao el brancos e tintos genuinos do Termo, do Porto, etc.,
sem fallar das aguas chocas que por ah so ven-
deas por subido preco com os cascos bem arrolha-
dos. Viva o progresso !
Comprou madapoln, cearii, caf e rssucar, etc,
para viagem, nao tanto por neeessidade como
para comparar os seus, que trazia na malla, com
os nossos "Zos e m adidas: e aehou que, ex-
cepeo de alguns honrados cidados, v g., F. X. de
Barros e J. r. de Freitas, todos uo medir c p zar
oeccam por deleito : porqnanto confuud m a vera
cora o metro, e pezam por libra de 400 e kilo de
750 grammas mais ou menos, e assim do resto.
E o retirante dizia l consigo : que g-mte de con-
scieucia !..
E3 a razao porque ap larccera s vezes 03 qae
bra-kilos, pirque entendera melhor o grego.
Viva o progresso !
S. -E que fazem n 3 seus termos as cam tras
municipaes ?
R. Fazem b-,ns reguau.entos. as posturas 8o
demais. Te m para tudo c immssarios, almuia-
ceis o fiaeaea : ladroes que a ladros previuem :
s< q-iasi todos venaes. Fingindo que nao enteu-
dem de carnes e p-xes podres, que seus amigos
nos rendara, a tudo fechim ot olhos. Dissimulam
o mo cheiro dos objectos que os demonios f me-
cem ao consumid r: cha mofad', ium Cite, tudo
vendein por corrente dittheiro a qualquer freguez.
E13 > pirque de reponte Deus permitte lignina
vez que o diabo leve a fortuna do negociante In-
consciente, adquirid sem tiabalho custa de
tanta guto.
Viva o progresso !
Depois ell- visitn a c.i pella e a matriz, servio-
d -llie de cicerone o m ';in 1 sachri-ti que satisfez
todas as suas pcigitntas. Disse-lhe que a raatr z
pobre, e a eapella muito mais; que tem a ina-
tiiz un pe pieno patria.mi" mal a q'iirido, o qu
anda receude dita greja do oleo de carrapato que
a rmandade do Santissimo Sacramente foraeeia
para sua lampada, mas que j foi substituido esse
oleo fedorento por ;.zete doce, apenas o nosso ex-
vlgario (uitterres tomou conta da freguezia. O
vigario um conservadorpelo ontranoliberal
ei diado nao gosta do progresso, e a irman lade
sim ; portauto viva a irmandade e viva o pro-
gresso I
Subi eom elle ao campanario donde se deseo-
brera lindo, hoisontos, e o variado pittureseo pa-
noiaiiia das noasas c ndilheiras a oom'car da serra
do Mendos atea Sorra V*. rincllii, 1 d'alli pelo alto
da Verteute, e de Muro-Verde, ao S. Audr, Bu-
queiro, Mootevidy >! Boa-Vista no Garrote, fre-
guezia do Altinho.
Aduiir. 11 "s e.ul ia que pastara uestas Catingas
embora dizimados pelas cobras, e bastante redu -
sidos pela secca de tro- anuos, que nos reza. Foi
ver o Lfttreiro Hieroglyphico e a g'uta natural na
serra da Chata, no cantinho desta fregneaia e
diatHet.
N'.iou a fertilidade do solo, em partioilar bei
ra da Um : a riqueza d -s orwjos, que servein de
retrigerio a todo o vvente.
Visitn aeng-'nhiea da Mcia Libra, que lo Ve-
nes e admirou as planfacoes do lavrador Ja ven-
ci Correia do Barros, que, absoroem no tempo de
estio as aguas do a-?nde publico com grave prejuizo
destes puvus.
Viva o progresso !
Corren e gostou das nossas laranjas, pinhas e
coudessas, do acetse umb, das jaboneabas, etc,
e sobretudo das aguis doces e crystalinas jo n-
beiro Taquara, que tempera no Altinho a txlsa
Una e fazem ambos a principal regala dos habi-
tantes.
Invejon para a Beoeia o theatro, illnminaco e
cadeia do Al'inho, a bondade do nosso clima, a
pureza don ares, a ealubridade do lugar, a bica e
o apoio popular?
E, si a sociedade Ave Libertas prorao-
vesse um beneficio aos escravos, che-
garia a arrecadar esmolas que satistizes
sem, ao menos, s despezas ?
A redacyao do Binculo nao lhe lispn-
saria um obulo, orno naaca lhe oflfsreceu
um numero de sua fullia ; entretanto ach i
que poujo na po.'a actual alforriar
qaatro escravos!
A redacclo do Binculo parece que nao
esa par do movimento abolicionista do
R'-cifo, ou entilo esqueceu se do que tim
f-ito a sociedade Ave Libertas.
No dia .8 de Setembro do anno prximo
pasando (p>ca era que j estava no poder
o partido conservador) esta sociedade, so
lemnisando o Io annivorsario de sua ins
tillaco, concedeu 19 cartas de libvdade ;
tepois, quando chegou esta provincia o
Dr. Joaqun) Nabuco. offereceu ella mais...
cartas : no di 1 22 de Janeiro do corrente
anno, por oocariXo d.' offertar, a sociedade,
ao mesmo doutor os retratos da dir toria,
concedeu tambera 3 cartas de alforria; e
agora, ainda prova ella o seu esf >rco al-
forriando 4 escravos. Pois no decurso de
G m'zes, a contar de Setembro a Mirco
urna sociedade que alforria mais de 30
escravos, tem renegado, como da o Bi-
nculo, acausa da abolicio ? Qual o
club abolicionista que tem f ito tanto, e
em tao pouco tempo, quanto osta distinc
ta.assoeiacjlo Av LibertasT !
Responda a redaeco do Binculo.
A dirodoria za, pela sua sensa'ez, nao deaesf a res-
ponder s perguntas do Binculo ; mis
a justig.'i, que nao dorme nos corachas
generosos, nSo pode d ixar de levantar um
br.ido de defeza a essa heroica pleiade de
mogas, quo fazem honra provincia de
Pernambuco, trabolhan lo com ar.lor e de-
nodo pela causadlos .aptivos.
A redaoeS do Binculo -eja mais cri-
teriosa, e indague das factos, quanlo qui
zer cita! os; mas nao venha como utor-is-
sada n'uma qu1 -tao, na qual nunca deu
um passo, off.ndendo e censurando a qu;m
tem jus gloria.
Ajustica.
Recife, 7 de Abril de IS86
O juiz de classe.
Altinho
(Continua cao)
Viva o progresso I
Nos escrevem daquella villa.....
A historia do bicho hornera, que nada tem de
inverosmil, tornou-se entre nos cbjecto de geral
convereaeio,
Como, dizia Menard, cujas vistas pouco se es-
A todo publico illustre,
0 artist 1 /.icarias
Se taz lembrar, pois tenho jranho
Suas boas sympathias.
Em Coronel Suassuna
Antiga ra de Hartas,
No numero oitenta e seis
Casa que tem duas portas.
Subinio urna es adinha,
Irao bater no sobrado
1 Indo por certo acharSo,
Baixo proco, fino agrado.
Ahi sempre pr.isenteiro,
Achanto todos os dias,
\ si rvir os seus fregueses,
Seu criado o
Zacar'as
S6 Coronel Suassuna -86
(Antiga de Horas)
Dr. Demoorito Cavalcante, dnvendo
seguir hoje para a provincia do Para, onde
pretende demorar-se alguns mezes, nao
pode por falta de tempo, despedir se dos
seus amigos; por isso pede-I ios desculpa ;
e, aproveitando o ensejo, offorece lhes os
seus servidos.
Para tratar dos seus negocios, ficam au-
to isados, alm de sua familia, na cidade
de Olinda, os Srs. Jos Thales de Mello,
Horacio Pires Galvo, ra do Impera-
dor n. 4!, e Flix Caval ante do Albu-
querque na secretaria da Suta Casa.
Rooife, 7 abril de 1886.
Lto Mlico
Continuara a tunecionar as aulas deste lyeeu
ra do Hospicio n. 30.
A directora,
Mana O. de Mello.
O bacharel Jos Vicente Meir 1 do Vascoucellos,
de volta de sua viagem ai I'an'i, declara aos seus
amigos e constituimos que do la 20 do corrente
inez em diant.?, quando pretende tomar conta de
>-eu cscriptori', continuar 110 ejercicio de ;Ua
profisso de advogado, p >dend< ser procurado na
praca do Pedro II (out.'era piteo do C llegio) a.
, primeiro andar, das 10 horas da manb s -1 da
tardo.
!i oife, 'i de Abril de ISt.
3)r. Mello Gomes
HBDIO JAKTE1K0E IPEBADOR
liua do Birito da Victoria (antiga
( ( ra Nova) n. 37, Io andar
( ) l>dica-se com espeeialidide ao curativo (
de febres, nxdestias de peitc e das senhoras. '
-yphilis e estreilainento da urethra.
Qonsaltas da- 10 a 12. Chamados p.-r
escripto qualquer h"ra do dia ..u dmoife
Telephone n. i'59.
X. 3. Mais, se tendes lilhos debis que
por alta dj appetite estS doentios, dae-
lbes a Emuls.ao de Scott.
"5' raaravilhoso como n pouco tempo,
ao tomarem-na, restabelecem-se e como
recuperam a energa e a anude.
5-----------^aaoc------------
JoviS BfV .;M||1|
c n'ina a ensioar direito natural e romano, ,roa
da Matriz n.36.


i___


Diario de PcruanibueoQuinta -feira 8 de Abril de 136
M


Barro
O annuneio publicado hontem nesta Dia-
rio sob a epigrapbe supra tere em vista
afastar os licitantes da praca a que se
acham subrnettidas as casas de Manoel Jos
da Costa Cabral, praca que ter lugar hoja
perante o juiz do coraraercio desta cidade,
Abaixo vai publicado o documento legal
que prova nSo haver nenhuma hypotheca
sobro ditas casas e sitio.
Recife, 8 de Abril de 188G.
Illra. Sr. Dr. offioial do registro de by-
pothecas. JoS'j de Azevedo de Pereira,
a bem do direito seu precisa que V. S. lho
de por certidao se o sitio e casas na fre-
guezia de Affogados (lugar Barro) perton-
centes a Manoel Jos da Costa Cabral se
csto ou nao hypothecadas, e no caso affir
mativo a quem e qual o seu valor e bem
assim a data da bypotheca. t. R. AI. Re-
cife, 7 de Abril de 1886.
Joao de Azevedo Pereira.
Certifico que, revendo os livros deste re-
gistro geral das bypothecas, delles nSo
consta achar-se inscripto em nome de Ma-
noel Jus da Cost i Cubral, titulo algum de
Lypotbeca ou ouvO qualquer onus aom e-
lacXo s casas o sitio sitas na povoacao do
Barro, freguezia de Affogados desta co-
marca.
E por me ser pedido pasaei a presente
nesta cilade do Recifo aos sete de Abril
de mil oitocentos e oitenta e seis. Em fe
de verdade.
O sub offiu'al do registro geral das
bypothecas,
Argcmiro 1\reir da iilveira.
mmmmm
i u % LIGRIMA
Depois de tenaz enfermidade, que o fez soft'rer,
por espado de mu tus dias cruciantes dotes, auc-
curabio em casa do r. Antonio Francisco Correia
de Araujo, a cujo serricose achava desde alguna
annos, o desiitoso Benedicto Venancio Guedea,
quando anda se achava na primavera da vida.
O finado _r .-.iva da estima de todos que o co-
nheciam pelas suas maneiraa e conducta irrepre-
henaivel.
E' raro encontrar-ae n'um rapaz de eondigo hn
milde, como era o finado, tanta nobreza de scuti-
mentos e tanta .'ealdadc.
Durante o tempo que estere ao aervico do seu
Ilustre patrio o Dr. Corre a de Araujo, nao Ibe
deu o menor motivo ie descontentamente, saben-
do, pelo contrario, conquistar-lhe, dia a dia, maior
estima.
Como prora disto vimos oa dia' ello8 que lhe
cercaran! o leito de dr curante o periodo da mo-
lestia.
Nos que o conheciamos de perto e que aprecia
vamos suas qualidades selectas, fazemos votos ao
co pelo repouao eterno de sua alma, depondo so-
bre a tria lago de seu tmulo urna lagrima de sau-
dade.
Oleo puro medicinal de finado de
bacalbo. de i.anuan A Kemp.
N- 381
Urna tosse pertinaz c fatigadora que de vez em
quando arranca sangue, com dr e oppressao no
pcito. pulso alterado c febril, extraordinario rubor
ou rcrine-lhido daa facea, suo^es nocturnos, ma-
greza edebilidale crescente, annunciam ao docnte
tysico, que a sua vida ae acha em peiigo.
Oa anodyaos, oa expectorantes, os tomos e xa-
ropes e at meamo a mudanga de rea, sao geral -
mente em vao. Abandone, poia, o doente todos
eaaea meios paliativoa, e experimente o oleo puro
medicinal de figado de bacalho, de Lanman &
K-'mp. E' urna prnparagao preciosa da nica cou-
sa que a experiencia tem demonatrado, que ae p
de em to loa 03 caaos depender e confiar d'ella; e
oa seas bous efteitos nunca falham.
O oleo de figado de baealbo, lmpido e puro,
o remedio mais poderoao e offieaz para as enfermi-
dadea dos pulmoes, garganta e bofes, de quantos
se teem descoberto at agora. Depositai, p>8, in-
teira f n'elle e experimental o aem austo. Porm
nao vos esquecais de pedir a preparacJo nica e
verdadeira de Lanman & Kemp, porque o mercado
infelizmente acha-ac inundado de composigoea
fraudulentas em ai to ms como inuteis. Exami-
ne-se, pois, o letreiro e a capa afim que possa v r
a marca coramercial da cas::.
Todos oa principaea droguistas teem venda
esta admiravel pre aragao.
Agentes em Pernambuco, Heury Forster & C
ra do Commercio n. 9.
Conuilorio Diedico-eirurgico
O Dr. Esteran Caralcante de Albuquerque con-
tinua a dar consultas medico -cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia as 4
horas da tarde. Paras? demaia consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar.
N8. telepbonicoa : do conaaltorie 95 e reaidencis
126.
Eapeciadadea Partoa, molestiaa de creagss
d'utero e seua annexoa. '
Facise- nao palavras
ie se desejam tratar aem compront
lude com preparados mineraloga
typographia e na ra Diroita i
andar vndese tinturas homeopathicas para ino-
fensira cura das aeguintes molestias : asfhmatico,
anda Liesmo brondiitico; erysipela, enxaqoecas ;
intermitentes (sem o emprego do fatal qunno);
tosse convulsa, falta de raenstruago ; cmaras de
sangue : esfricos ou uietnte ; dores de deutes ou
nevialg na, metrorraga ; vermifugoa, denticao o
convulsas daa crianzas ; tudo marapa lado de her-
vas do paiz.
Aisin como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e ommatosos.
ISpiLiii
n&Diio
Tem o seu escriptorio a ra do Marques de
Olinda n. 53 das 12 a 2 horas da tarde, e de6ta
hora em diante cm aua residencia ra da San-
a Cruz i.. 10. Especialidades, milustias de se-
uhoras e cr aneas.
OCULISTA
Dr< Brrelo Sampaio, medico oculis-
ex-ch.t de clnica do Dr. de Wecker, d Consul-
tHS ile l s 4 horas da tarde, na ra do Bar3o
da Victoria n. 4o, segundo andar, excepto nos do
mingo < dia< sanctificados. Residenciarui> de
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pirea.
COMMERCIO
Bols* commerclal de Pernaoi-
buco
Recite. 7 de Abril de 1886
As tres horas da tara
Cotaces offieiaes
Accoes da companhia de seguros Indemnisadora,
do valor realisado de 2C0/000 335
cada urna.
Cambie sobre Para, 3 d, v. ao par.
Dito sobre dito, 90 d/v. com 1 5[8 0|0 de descont.
Cambio sobre Santos, 00 d/'v. com 1 1,4 0,0 de
descont, hontem.
Dito sobre diu, 30 d/v cora 5/8 0/0 de des-
cont, hentem.
Ka li ti da bola*
Veudei ara-se :
15 aegOes da Indemniaadora.
P. i. Pinto,
Presidente,
andido C. G. Alcof irado
Secretario.
SEDIMENTOS PUMjfci:
Mcz de Abril de 18o6
6
Licor depurativo vegetal iodado
no
Medito (tu inte I la
Este nitablissimo depurante que vem precedi-
do de tac grande fama nf.illiv 1 na cura de todas
as docngns ayphiliticas, escrofulosaa. rheumaticaa
e de pelle, como tumores, ulceras, dores rheuinati
cas, osteocopaae nevralgica8, bleuuorrhagiaa agu-
daa e chionieaa, cancros syphilitieoa, inflamma -
coes vsc^raes, d'olhos, oavidos, garganta, ntea
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou dii.tbericoa, assim como na alopecia ou qa.da
do cabello, e naa doencaa determinadas per satu
racilo mei curial. Do-sc gratis folhetoa onde ae
encentran numeroaaa experienciaa feitaa com eate
especifico 1104 hosptaes pblicos e muitos attosta-
dos de mdicos e documentos particulares. Faz se
descont para revena- r.
l/i') -it > em casa de Fara Sobrinho & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Dr. Ferrcira Velloso
d consultas das 10 s 11 1 2 da manb, era
quanto fe accionar a asaembli provincial, ra
do Mrquez de OlinJa n. 47, Io andar.
\arope de Mdlmat
O Hul-mal (leeyth's idatimon) com o
qual se prepara este xarope um vegetal da flora
brasileira.
E' ura agente therapeutico poderoaisaimo con-
tra aa molestias do peito e da asthma.
Os nraierosos aneciados que delle toi feito iisj
conseguir n um reanltado inuiti satisfactorio, ala-
bando por ae reconhe :er que at boj i a melhor
preparado para a cura da a*(bmn bron
eliiie aMllimaiiea. e antiga e opprew
men, d.-peusado o emprego do araenio, folbas
de eatr.unnio e plantaa narcticas que acabain
quas aempie p.lo abuso querelles ae faz e inej-
mo pelo use prolongado por proliizir effditoi d-g-
astrosos sobre a sa le e em g'Tal cutorpeciuicato
do cerebro.
Vndese no Botica Franceza de lijiitaayrol Fie-
res, euccessores de A. Caors
K. -. una da Crmmn. 93
RECIFE
Escoli particular
De instrueco primaria para o
sexo inascul no
31RA DA MATRIZ DA BOA-VIST A34
O abaixo aasignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua escola particular
de instruzcao primaria para o sexo masculino,
ra da atr z da Boa-Viata n. 34, onde eamerada-
mente ae dedica ao ensino de seua alumnoa.
O grao da cacla consta : 1er, ea'rever, e contar,
deaenh} linear, historia patria e nocoes He fran-
ccz.
(arante uin rpido adiantamento ".m a'usaluin-
no8, pelo seu ayatema de ensino, o qual uin i pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviokvel e una es-
merada dedicacao ao ensino, fazendo com que os
geua diacipulea abracem e ameni de coracha aa le-t-
tia^, aoa livros e ao eatudo, guando-oa no cami-
ulio da inteligencia, da honra e da dignidade,
afim de que veubam a ser o futuro austentaculo
da patria, da rcligio c da Ici, um verdadeiro
cidado brazileiro.
Espea. poi:i, merecer a confianca e a proteccao
do distinct} poro pernambucano, e em particular
tem t robuat i em todo8 oa paea c tutores de me-
ninos que queiram aproreitar em rpido adianta-
mcato de seua filhoa c tutelados.
Comquanto ouaada 8eja esta tentatira, todava
espera que os seua incansaves esforgos, e os seus
puros deeejos, aejam coroados com a feliz appro-
vacio do todos oa filhos do Imperie da Santa Cruz.
Mensalirade -2j0J0 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horario das 9 horas da manh s 2 da tarde.
Recebe neiiinos iuternos e meio-pensionistas
por mensalida es razoaveis e lecciona por casas
particulares a nnbos oa sex.ia.
Jul'.o Moars de Azevedo
34 Ra da Matriz da Boa-Viata 34
O bacharel Francisco Crrela
Lima S clirinho
partecipa aos Srs. estudantes que mudou
o curso do Arithraetica, Algebra e Geo-
metra, para,ruaco Viaconde de Albuquer-
que anliga da Matriz n. 7,
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Coilegio de Santa Lucia
Para o sexo feuinino
Este collegio funeciona sob a direcco
daa Sras. D. Anna do Reg Almeida eD.
L'jzia Ncporauceno Duarte, no 2o andar
do sobrado sito ra Duque de Casias n.
51). Aleim das pnmeiras letras, e todo o
tiabalho de agulha, ensinas tambem fran-
cez, (escrever c fallar), ioglez, portuguez,
geographia, arithmetica, desenbo, miuica,
piano, o Hires artificiaos de todas as espe-
cies etc.
Avisa-so ao publico, esperando todo o
acelhimenfo e proteccao, corto de que ein-
pregarao todo o esmero no adiantamento de
suas alumuas ; funeciona todos os dias
uteis excepto nos domingos e dias santifica-
dos.
Beacbam-M aluumas internas e meio
pendonistas o externas por preeos razoa-
veis.
Boa Duque de Caxias n. 59, (antiga do
Queimado.)
--------------@es^-------------
Ao publico
Oa abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado as auaa marcas ndustriaes e rotul .a daa
auaa preparajoes na junta commcrciai do Rio d,
Janeiro de conf. rnvdade com aa prescripeoes das
lea do imperio do Brasil, declaram e participam
aos iutcreaaado?, que como mucos proprictarircs,
tem direito exclusivo de usar as marcas indua-
triaea e rtulos relacionados com manufactura,
fabriea.ao e venda daa anguines preparado'8 ;
Agua de Florida de Murray e Laman.
Tonicj Oriental.
I'eitoral de Anacahuita.
I'attilh'is Vermifugaa de Kemp.
Oleo de figado de bacalho de Lanmn & K- m:
Emulsiio de ole > de figado de bacalho com hy
pophoaphites, de Laninnm & Kemp.
Salsaparrilha de Bristol.
Extracto duplo de areleira mgica de Bristol, c
ungento de areleira maeiea de Bristol,
e que-, putanto, perseguirao u todos os falsificado
rea ou imitadores das ditas marcas industriaes c
rtulos, procurando que sejam castigados com teda
a aereridade da lei.
Tambem acautelamos o publico contra todos
aquelles que intntam substituir as nossaa prepa-
racSeg cima intncioaadas c.m artigna falsificados
qiM levan rtulos ou marcas industriaos que imi-
t.iin ai nossaa.
Lanman & Kemp.
murado e cacimba meeira, tudo em bom estado,
avahada em 2:000*000.
Urna casa terrea de tjelo e cal, edifica a em
aolo proprio, sita ra do I'rogrea-o n. 23, na
mesma freguezia, com duas janellas, entrada por
um peque ao portito de taboa, mediodo quatro me-
tros o oitenta centmetros de largura e treze me-
tros e oitenta centmetros do coinprimento, duas
salas, dous quartoa, coaiuha fora, quatal mirado,
com tres arvoredos de fructos e mas nm pequeo
terreno ao lado direito, car'cendo de um pequeo
rep iro, avaliada por 1:800*000.
Vo a prafa por exeeucao que move D. Ale-
xandrina Guilhermina dos S-intoa Dias, represen-
tada pelo seu curador Manoel Francisco doa Sau-
toa e S Iva, contra oa herdeiros Cysno Rodriga i
da Silva Campna ; e ni i havendo lancador que
cubra o preco'do avaacito, a arremataco ser
feita pelo preco da adjudicajao, com o abatimento
da lei.
E para que chegue ao eoobecimento de todos,
mandei pasear o presente edital que ser publica-
do pela imprensa e anisado no3 lugares do costu-
me-
Dado e paisado nesta cidade d Recife tapital
da provincia de Perntmouco, aos 0 de Abril de
1886.
Subscrevo e aaaigno. O escriro interino, Sa-
lustio Lamenha Lina e Souza.
Thomaz Garcez Paran/tos Montenegro.
Juizo dos I;oil<.s da Fazenda
Nacional
ESGRIVAO HIJOO BARUO
Perante o Sr. Dr. juiz substituto dos Feitos da
Fazenda, Francisco Al ves da Silva, no da !> do
vindobro^nez de Abril pelas onze burus da ma-
nila, de*pois da audiencia, ae vender em praca pu-
blica oa beua seguintea :
l'.n armacao de amarello, cnvern:s:da.
Um pequeo fiteiro envdracado,do ratabele-
cimeuto da casa D. 7 da ru.i de S .uta Bita N .va,
que se acha tm poder de Francisco Marcelino
Munteiro, dniio do do in.sino eatabelcciinento, ava-
liada p-ir 3(^)Si)00.
A casa terrea n. 111 sica .i roa de S. Jorge
(Recife,) pertencente aos herdeirufl de Joaq inri
Rodr guea de Almeida. avalia-la por 1:0301000.
Urna carroca de duas rudas, C'm a numeracao
do 222, cuir boi bastante gurdo d;^ cor eaatanha
pertcneente a Manoel Pacheco da Asanmpe.lo,
cujoi bens se acbam cm sen poder no ChuiioId
Novo, lugar de sua residencia, avahado tufo p r
1504000.
O dominio til do terreno da m.irinha n. 07 C,
aito ra da Unido e de Sete de .-etembro per-
fencente a Aiexaudrna Mara do Esplrto-Bant i
Heve Leal, avaliado pr 2000lX), sendo tudoa 08
bena cima moiuiouados peuhorados e vendidos
para pagamento da Fazenda Nacional e custas.
Recife, 29 de Ma.c i de lSSIi.
Francisco Alces da lea.
EDITIS
O Dr. Antonio Henrique de Almeida, juiz
do direito da comarca de Jiboatao, por
Sui Mag.stade o Imperador, et:.
Paco saber aos que o presente edital virem, que
ni da 21 do ues de abril do corrente auno tem
de ser arrematados per quem maior lance of> reecr
as 11 horaa do da na salla das audiencias, aa cu
sas ns, Gl, (J1A, G1B, sitas a ra do Imperador
desta cidade, pertencentca a Joaqnim Pereira
Borgea c sua inulher, sob as condicco-'s seguintea:
A casa n. 01, avallada rm 701.1*000; a esa
ii. OA. avaliada em 400*; ea casa n. 61B., ava-
liada tamb'm em 400*.
E mando portanto ao ofiicial portei o do juizo
que atiixe o presente edital no lugar do costume.
Dado e pissado nesta cidade de Jaboato, aos
24 do mez de Marco de 1886.
Eu, Joao Evangelista de Souza, escrivfw interi-
no o escrev.
Antonio Henrique de Almeida.
O Dr. Thomaz Garcez Paranbos Montene-
gro, commendador da Imperial Ordcm
da Rosa, juiz de direito especial do com
mercio desta cidade do Recife. de Per-
nambuio, por S. M. o Imperador, a
quera Deus guarde, etc.
Faz saber aos qne o presente edital viiem ou
delle noticia tiverem, que se ha de arrematar por
renda a quem mais der, em praca publica deste
juizo, depois da respectira audiencia do dia 13 de
Maio do correute anno, o seguinte :
Urna rasa terrea de tijolo e cal edificada em
solo proprio, sita ra da Conquista n. 14, fre-
guezia do Boa Vista, com porta e janclla de fren-
te, medindo quatro metros e seteuta centmetros
de largura, deze metros e trinta ceatimetroa de
comprimento, duaa aalas, doua quartoa, urna pe-
quena sala para engommado, cosinha fora, quintal
ALTABOBdADe 1
era d 1
RacttBBDoaiADs 1 a '
Uiew de 7
5,7:584*O
21:811; 119.39tjl07
9:972*928
3.143/C50
13:115*978
31-339*777
4:280461
35:620*238
3:994/844
173J986
4:168*829
DESPACHOS DE IMPORTAgO
Patasho noruegense, Idaie, entrado de
O iaSl'1 IK* aov!ci4LUi 1 (!
lia de 7
va dbufaohDe 1 C
dem de 7
Porto Alegre no dia 6 do corrente, e con
signado a M< iadi Rescnde, manifestou :
Ceblas 10,214 resteas.
Fariuha de mandioca 400 saceos.
Tainhas era salmoura 40 barris aos con-
signatarios .
DESPACHOS DE EXPORTADO
Em 6 de Abril de 1886
Kara o exterior
No vapir inglez Orator, carregaran :
Para Liverpool, U. Forster i C. 342 gaccoa
com 2.0,650 kilos de asaucar mascavado ; J H.
Boxwell 275 ditc-e com 20,625 ditos de.dito ; C.
dos Santos Villaca 8 volumes com 628 kilos de
metaes velhos.
No patacho inglez Alosse Rose, oirregaram :
Para Rer-York, II. Forster & C. 1,069 saceos
com 80,175 kilos de asaucar mascavado.
Na barca nacional Nova Sympathia, car-
regaram :
Para Hamburgo, C. P. de Lemos 20 fardos com
1,800 kiloa de trapoa ; B. Oliveira & C. 10C pellea
de cabra : H. Stolzenbach 180 ditos de dito.
No nario allemao Delfino, carregou :
Para Hull, C. P. de Lemos 100,000 kilos de
sement de algodiio.
Para o interior
No vapor fraucej Ville de Rio de Janeiro,
carregaram :
Para Santos, L. J. S. Guimarea 300 saceos
com 18.0C0 kilos le assucar branco 1 J. J. M irel-
ra 200 ditos com 12,000 ditos de dito ; II. Burle
& C. 400 ditos com 24,000 ditos de dito masca-
vado e 400 ditos cora 24,000 ditos de dito branco.
Para o Rio de Janeiro", F. A. de Azevedo 500
taceos com 30,000 kilos de assucar mascavado.
Para Bahia. P. O. de Azevedo 10) saceos com
7.500 kilos de a me branco.
= No vapor nacional Sergipe, carregaram :
Para Babia, M. C. Lopes VUnna 70 cascos com
10.50J litros de mel ; P. Pinto & C. 7 pipas e 1
barril eom 3,500 ditos de dito.
No briguc inglz Maid, carregaram :
Para o Para, J 8. Loyo & Filbo 200 barricas
com 7,697 kilos de asaucar branco.
= No vapor aachnal Cear, carregaram :
Para Manos, Maia Se Rezende 20 barra com
1,920 litros de agurdente e40 volumes com 2,221
kilos de assucar branco ; B. Gomes & C. 7 barri-
cagjiom 478 ditos de dito B 10 barrig com 960 li
trog de agurdente; M. J. Alves 35 ditos com
3,360 ditos de d to e 109 barricas com 8,602 kilos
de assucar branco ; A. Monteiro 20 barrig com
1,920 litros de agurdente, 25 barricas com 1,U>4
kilo de aasuear branco o 25 ditas com 1,223 ditos
de dito mascavado ; P. Piuto & C. 50 barris com
4,800 litros de agurdente ; F. A. de Azevedo 2C
ditos eom 1,920 ditos de dito e 40 barricas com
2,400 kilos de assucar branco.
Para o Para, V. T. Coimbra 200 barricas com
13,855 kiloa de assucar branco ; Maia & Rezende
300 volumes com 16,572 ditos do dito ; F. A. de
Azevedo 400 barricas com 25,320 ditos de dito;
Baltar (raos 4 C. 200 rolumes com 12,128 ditos
de dito ; V. da Silreira 400 ditoa com 28,827 ditos
de dito; L. J. S. Guimares 350 barricas com
19,122 ditos de dito: S. G. Brito 39i volumes
com 26,000 ditos de dito.
Na barcasa Sol-Fixo, carregou :
Para Mamanguape, M. da Costa Oliveira 50
sa:coa com fariuha de mandioca.
Na barcaca Espadarte, carregou :
Para Parabyba, A. R. Branco 50 saceos com
fariuha de mandioca.
Na barcaca Para o Natal, M. Amorim 50 saceos com fari-
i'ha de mandioca.
No cter Colralo, carregaram :
Para o Natd, B. Oliveira & C. 3\,0 saceos com
farinha de mandioca.
Xa barca?a Flor do Norte, carregaram :
Para o Natal, B. C. Beltro & Irmao 20 barri-
cas com 1,055 kilos de assucar branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 7
Liverpool e escala19 dias, vapor inglez Dessel,
de 124 toneladas, commandante C. J. Waton,
cquipigem 30, carga varijs gneros ; a Saun
dera Brothers & C
Navios sahidos no mesmo dia
Manos o escalaVapor nacional Cear, com-
mandante Guilhcrme Pacheco, carga varios g-
neros.
Babia e escala -Vapor nacional Jacuhype, com-
mandante Jos Joaqaim Esteves, carga varios
gneros.
O Dr. Thomaz Garcez Paranho Montene-
gro, ofjical da Imperial Ordem da Boeo,
juiz de direito especial do commercio desta
cidale do Recife, capital da provincia ds
l'( rnambuco, por tuu Alar/estada Impe-
rial e Constitucional, o Sr. D. Pedro II,
a quem Deus guarde, etc.
Faz saber aos que o presente edital virem ou
dVlle noticia tiverem que s<- h i de arrematar em
hasta publica d'cote jin/.o depois di respectiva au-
diencia do dia 8 de Abril d corrente auno C m in-
formalidades e pregues d> estylo, os bens s gara-
tee :
Ulna casa terrea e sota, de tijoilo e cal, n. 44,
a ra dos Remedios em AfogaduS, com porta o ja
nella de frente, duna galas, doua quartos, cos
nha externa, me lido 4 metroa e 10 centmetros
de frente, 12 me:ros e 50 centmetros de fundo,
com Dortaa e terreiu ao ludo, parte murado, ten lo
a casa trea raea-aguas de tijoilo e cal, contienas
a cosuha. solo fureiro, avaliada em OOOjOOO, Ten-
do dito terreno um viveiro de eue funecionan io,
ao lado da mesma casa encontrar a linhi frrea
de Camar, avahado por 200*000.
Um boi amarello e urna carroca com pipi pan
agua, encampad >s em in" de Manoel Martina de
Medeirm, avahados, o boi en GOj'000 e a carroca
precisando de eoneerto, por 40$000
Barro
Urna casa terrea n. 80, d tijoilo e cal, 1 porta e
2 janellas de frente, 2 sa'as, 2 quartos e eoainba
interna, medindo 5 metros e 70 cantimetroa de
frente, 7 metros c 70 centmetros de fondo, a cuja
caga pertenee todo terreno do quintal eom cerca
de !)0 metros de fundo e cerca ce 100 metroa de
largura, solo fjreiro, eom diversas arvorea fruct-
feras, tudo avaliado por 3O0J000.
Urna casa terrea de tijoilo e cal, cem cornija,
u 8:, 2 portas, sera repartimento, medin lo 5 me-
troa e 40 cenimet-os de frente, 10 metros i* fundo,
com nina estribara de tai ja, pequeo quintal em
abr to, aolo foreiro, avaliada por 250JOO).
Urna casa terr- a de taipi, n. 86 com 3 portas,
2 satas c 1 quarto, medindo 4 metros e 30 cent-
metros de frente, 7 ui"tros c 70 ceutiir.etroa de fun-
do, icqueno quintal em aborto, solo foreiro, era
mo eatade, avahada em 30*000.
Urna esa terre de taipa, contigua a de n. 86,
sem numero, porta c jauella, 1 sala c 1 quarto, co-
sinha interna, rm ruinas, medindo 5 metros 70
centmetros de frente, 7 metros e 90 centimetroe de
f nulo, pequeo quintal em aborto, solo foraeiro
avaliada por 2.i*000.
Uma casa terrea de taina, dividida, aem nume-
ro, 3 portas, 1 sala, 1 gabinc e e 1 quarto em mo
estado, medindo 3 rnetjos a 30 centmetros de
frente 6 metroa de funde-, pequeo quintal era
aberto, solo foreiro, avahada por 20j0;W.
Uma casa terrea ele taip sera numero, cora 3
portas, 2 salas, 1 quarto e 1 gahin te, medind > 5
metros e 90 cntimo-.ros de frente, 8 metroa e 30
centmetros e tundo, em m estado, com pequen >
quintal cm aberto, soL foreiro, avaliada p r
30000.
Uma casa terrea de taipa, sem numero, com 3
portas, 1 sala, 1 quarto e cosinha, niedin i > 4 me-
tros e 60 centmetros de frente, 6 metros c 20 cen-
tmetros de fundo, era mo estado, cora pequeo
quintal em aberto, solo foreiro, avaliada por
30000.
Una casa terrea de taipa, sem i uiuero, com
porta c jauella, i sal, 1 quarto e coaiuqa nterin,
medindo 4 metros 20 centim"tros de frente, 5
metros e 40 centmetros de fundo, em mo estad..,
com pequeo quintal tm aberto, solo foreiro, ava-
liada por 30C00.
Lina casa terrea de taipi, sem numero, com
porta e jauella, 2 sala, 1 quarto e cosinha externa
em bom estado, medindo 3 metros e 8 i centme-
tros de frente, 7 metros e 40 centmetros de fundo,
com pequeo quintal em aberto, solo foreiro, ava-
liada por 30000
Uma casa terrea de taipa, sem numero, com 2
portas e 2 janellas, dividida ao meio, i salas, 4
qnartos, cosiuha interna, medindo 8 metros e 60
centmetros de frente, e 10 metros e 60 centme-
tros de fundo, cm mo estado, eom quintal cm
aberto, solo foreiro, avaliada por 505000,
Um cavallo castanho pequeo c inteiro, depo-
sitado em m.io de Joao da Slotta Botclbo, avaha
do por 304000.
Cujos bens vo a praca por exeeucao que move
Joo d'Azevedo Pereira contra Manoel Joi- da
Costa Cabral, e nao havendo laucad..r que cubra
c preco di avaliacao a arreaiatacao ser feita
pelo prct,') da adjudicado com o abatimento da
lei.
E para que chegae ao conhecimonto de todos
mandei passa o presente edital que aei publicado
pela imprensa e affixado no lugar do costume, de
quo se juntar certidao aos autos.
Dado e paseado nesta cid ide do Recife de Per-
nambuco, aos 15 diaa do mcz de Marco do anno
de Ncsso Senhor de 1886.
Eu, Jos Franklin d'Alcncar Lima, o subs-
crevo.
Tliomaz Garcez Paranhos Montsnegro.
100000, e vai a praca para pagamento -da exe-
eucao que move Francisco Flix Goncalves contra
o dito ejecutado Henrique Honorato de Miranda,
e nao havendo lancador que cubra o preco da ava-
liacao a arrematacSo sei feita pelo preco da ad-
judicacao com o abatimento da lei.
E para que chegue ao conbecimento de todos foi
passado o presente, afim de aer publicado pela m-
preiisa e affixado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambico, aoa 17 de Marco de 1886.
Eu, Jos Franklin de Atcncar Lima, eacrivo,
subscrevi.
TJraz Florentino Henrique de Souza.
VAPORES ESPERADOS
Ville de Bahia do sul boje
Juca de Trieste smanha
Trenl da Europa amanh
Mandos do norte a 12
EZbe do sul a 14
Advance de New-Port-News a 16
Bahia do sul a 16
Paranagu . de Hamburgo a 16
Espirito Santo do norte a 23
La Plata da Europa a 24
Equateur do sul a 25
Para do sal 26
Neva do sal 29
O Dr. Braz Florentino Hennques Souza,
juiz substituto da vara especial do com-
mercio desta cidade do Recife, capital da
provincia de Pernambuco, por Sua Ma-
gestado Imperial e Constitucional o Sr.
D. Pedro II, a quem Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem que se ha de arrematar em
hasta publica deste juizo depois da respectiva au-
diencia de dia 8 de Abril do corrente anno, cora
as formalidades e pregues do estylo uma parte do
sobrado de nm andar aito ra do Hospicio n. 71,
treguezi da Boa-Viata, com 8 janellas de frente
e uma porta larga no pavimento terreo, o andar
com aove portas de trente e varanda de ferro e a
I porta do centro larga, cujo predio foi outr'ora oo-
cupado pela academia e avahado por 15:0005000,
sendo a parte que toca ao wxecutado avaliada por
O Dr. Tboraaz G-arcez Paranhos Moniuae-
gro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do com-
mercio desta cidade do Rocife, capital
da provincia de Pernambuco, por Sua
Magestado Imperial e Constitucional o
Sr. D. Pedro II, a quem Deus guarde,
etc.
Faz saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tive.'cn, que por parte dos negocian-
tes desta praca, Silvcira & C, me foi dirigida a
petiza; do theor seguinte :
Ilim. e Exm. Sr. Dr. juiz do coaimercio. Sil-
veira St C, eatabeleeidoa nesta praca, sendo ere-
dores de Pedro Pachaco & C, da quantia (ie
2:0005 ; de Joao Alves M.'ii les da Silva, da quan-
tia de 1995850 ; de Manoel Lina Carueiro de Al-
buquerqu..', da euant.a de 396 5550 ; de Graci-
ciliano Machado Pedroaa, da quantia de' 26
de Manoel Archanjo da Silva Antones, da quan-
tia de 589/850 ; de Targino G mealves de Ami-
da, da q-jaotia de 1:7825510; de Pedro Pacheco
de Courxi, da quantia de 5025930, cujas letras es-
lo a veocer-se em 22 de abril prtximo; sendo
tambem credorea de Jol> Olavo de Souza, da
quantia de 569/300, vencida em R de outubro de
1881; de Pedro Eneas Rapizo da C.mam,da qnan-
tia d. 2:00 l, vencida em 21 de fevereiro de 1882 ;
e de Graciano Machado Pedroaa, da quantia de
258 160, vencida em 30 de d z moro de 1882, es-
tando ditas letras a prescreverem : vem iquerer
a V Ex.c. se digne de mandar t. m ir por termo o
piotesto de interruDcSo de pr Bcrpcao, que oa
npplicantcg p la presento uzeen, intimados os
sn3pliead0s.de dito protesto por ediitaes, visto a 'hi-
r. 1:1 ;e en lugar ineerto e n.lo sabiio, admittiodo
V. Exc. para iso ajastificac3o necessaria no dia
e ho .|: se dignrr marear.
Os guppcuntea reqnerem tamb.-m que d"pois
do proteatj julgado, Ihcs sejam eutr gueg os ututos
ortginaee fie indo copia nos respectivos aut .=.
P lea a V. Ex defermento. E. R. M.
'Filil 1 collada uma es! 11 pili-i de 200 r.-., inu-
tllisada p lo m .do segointe :
Recife, 21 de marco de 1886.Silveira & C.
E mais se nao cou:inha em dita peticio aqni
mu bem e fielmente copiada, na qud profer o
despacho do theor c foro a Eeguiute :
f> gpacno.D stribuida. Com p:dcm, dosig
nando > esenvao o da.
R cife, 24 de marco d 1886 Moni
Ivn virtudu dcatu meu despacho o respectivo
destriboi l-r, sendo-lhe a mesmo peticio em forma
aprea;*utada a d&tribuio r tocar .1* escrivao
desi.' meo juizo, que lavroa o tfrmo de prol Bt-j
d^ forma o theor -. / i te
Tem 1 de prote I >
Aos -' de marco de 1886, nesta cidade do Be-
L-ife, em mcu eaFturio, veio Antonio Rodrigues
Gomes c Silva, representante da firma Silveira
^ C e diss parante mlm c as testemuoqas abaixo
assignadss qn redusia 4. termo de protesto o con-
tendo feito cin sua pctic0 r. tro qne fi.-a f.zen I .
parte <1. preseute para ser ntima-o aoa sappli-
ea los"
E d i como assim o das e prctestju, lavro este
t.rino, em que aesigna cora as testemunlias.
En, .Jos Frankn de Alenear L'ma, escrivSo o
escrevi.Antonio Rodriguoa Gimes e Silva.
.loc Antonio Pinheiro Lyra.Maniel L?pc-s de
Oarvalh 1 Chavea.
Nada mais se continba em dito termo de pro-
testo aqu mu bem fieimentc transcripto,
E tendo os 'npplieantea justificado eom teatc-
raunhas o al'c^al em sua petigio, o respectivo
escrivo me fez as tatos conclusos depiis de sel-
lados e preparados e nelles profer a aeutene do
theor seguinte :
Sentenca.Vistos. Julgo provada a ausencia
em lugar ncerto dos jusldicodos c mando que se-
jam elies intimados pir editaes co^o praside O
dial do proteeto de fl. 13 para interrupca da
preseripeo dos ttulos de ni. 3 12. Custai ex-
causa.
Reeifc, 20 de mareo de 1880.Thomaz Garcez
Parauhos Montenegro.
E.n rirtudo desta minh 1 sentenga aqu trans-
cripta o respectivo escrivSo fez pa=jiir o presen'e
edital, pelo qual e seu theor chaui cito e bel pir
intimados os justificados Pedro Pacheco & C,
Jato Alves Mendes di Silvn, Manoel Lina Cor-
ueiro de Albuquerque, Graciano Machado Pe-
droza, Manoel Aichaujo da Silva Antune?, Tar-
gtno Goncalvss de Arrud, Pedro Pacheco de
Cut, Joao Olavo de Souza, Pedro Eneas Rapozo
da Cmara, para quo 110 praso de 30 diis compa-
rte un ante este juiz> afim de allegarein o que for
de ustica.
E para que chegue no conhecimento de todos,
ser o presente affixado no lugar do costume e
ontro de igual theor publicado pela imprensa, de
que se juntar certidao aoa autos.
Dado o passado nesta cidade do Recife de Per-
nambueo, as 30 diaa de mar$o de 1886.
Eu, Jos Franklin de Alenear Lima, escrivo o
escrevi.
Thomai Garcez Paranhos Montenegro.
O Dr. Ad- lino Antonio de Luna Freir, ofiicial da
imperial ordem da Rosa, commendador da Real
Ordem Militar Portuguesa de Nesso" Senhor
Jess Chriato e juiz de direito privativo de or-
phaos nesta comarca do R-cfe, por S. M. impe-
rial e conititueion.il o Senhor D. Pedro II, a
quem Deus guarde, ete.
Faco saber aoa que o presente edital rirera, ou
delle tirerera noticia, que, na audiencia de 13 de
Abril do correte anuo, na respectira sal, iro a
pregao para serein arrematadas por venda,
quem mais der, servindo de base o prego da ara-
liacio, e rao a praca a requerimento de Antonio
Aunes Jacomo Pires as tres quartas partes do si-
tio e casa edifica la em terreno proprio sob n. 8.
estrada de Joo de Barros freguezia de Nossa Se- I
nli ira da Graca, tendo a casa cinco quartos, duas
sals, cosinha fra e cacimba d'agua potavel, e o
sitio, diversos arvoredos e rail cento c quarenta c
cinco palmos de frente para a meema estrada de
Joao de Sarros, inclusive o direito adquirido por
escriptura privada do 1 de Julho de 1876, & meia-
co do muro e oito da casa cmtigua do laio do
poente, ra de Nuues Machado, pertcncentes
Antonio Jos de Souza, e outr'o.-a de Vlanocl da
Costa Mangeneo, cujo valor de tres contos e
seiscentoa mil res. Cujas tres quirtas partes vao
a praca por ordem deste juizo para pagamento de
dividas e custas de inventario.
E para constar, larrou-se o presente, que ser
publicado pela imprensa e affixado n lugar do
costume.
Dado c paseado nesta cidade do Recife, aos 27
de Marco de 1886. Eu, Olaro Antonio Ferreira,
escriro, o fiz esirerer e subscrero.
AdeJino Antonio de Luna Freir.
O Dr. T/ionaz Garcez Paranhos M-mtene
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
oio d(.tta cidade do Recife '6 seu term i
capital da provincia de Pernambuco, por
t. M. o Imperador a quem Deus guar-
da, etc.
Faco saber aos qu* presente edital vinin ou
d'elle ntidas tiverem que se acha designado o dia
dezesete de Abril do anno futuro, ao meio dia, na
sala das audiencias, para ter lugar a reuniao dos
credores da massa fallida de Rabello Sobrinho
afim de tratar-se da verificaclo dos crditos, de-
liberarse sobre a proposta de concordata (ae fr
apresentada) ou formar-se contracto de unio, no-
.mendose administradores na forma da lei; fi-
cando certos 03 credores de que s ser admittido
como procurador, aquelle que exhibir procuraco
especial pira o acto, nao podendo ser esta confe-
rida a deredor ds fallido ; e ainda de que, prera-
lecer a resolucao da maioria, que dever repre-
sentar dous tercos do valor dos crditos, sujeitos
aoa effeitos da concordata, para assim ser va-
lida.
E para que chegue ao conhecimento do todos
mandei pasear o presente edit.l que'aera publica-
do pela imprensa e affixado no lugar do costume,
de que se juntar certidao aos autos.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 18 dias do taet de Dezembro de
1785. Eu Jos Franklin de Alenear Lima o
aiubscreri-
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
O Dr. Joaquim da Cosa Ribeiro, ji.iz de
direito do civel desta cidade do Re< ife da
provincia de Pernambuco, por Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital vire n, que
por parte de Antonio Luiz Baptista, por si ; come
curador da interdicta D. Francisca Bernardina da
Conceico Carvalho, e tutor nato de aua filhi D.
Candida de Jess Baptista, sua mulher D Urba-
na Josephina da Silva Baptista, me foi dirigida a
otj5})d do theor seguinte :
Ihm. e Exm. Sr. Dr. juiz do civel. Autonie
Luiz Baptista, por si e com'. curador da interdicta
. Francisca Bernardina da Conceigo Cairalh
e tutor nato de sua lllia, D. Candida de Jess
B4ptista, sua mulher D. Urbana Josephina da
Silva Baptista, reqner a V. Exc. que se digne
mandar citar a D. Justiua Mara do Espirito San-
to (com venia), seus filhos Joo o Joaqun, D.
Sebastiana Cusma da Silva, D. Emilia Joaquina
da Silva Braga, seu marido Pedro Ferreira de
Araujo Braga, D Isabel Martina G >m?s da Siva,
e seu marido Francise Juaqui-n Gomes da Silva,
os menores Mxima Mara daa Dor-s, Francisca
Mua das Dores, Florencio, Urbano, Janiiario,
Jos, e tutor destes Jos Francisco de Figueiredo,
para, na primeira do juizo, depois de aecuFuda a
ultima eitacSo, fallaran aos termos de nmanoeSo
ordinaria, afim de ser declarado nullo e insubsis-
tente o tertamento aberto public, I. ".ad. na.
notas do tabellio Apclinario Florentino de Albu-
queique Maranho e auriboido a D. Francisca, a
qual, cm face de dous exames feitos por profissio--
naes e o depoimeuto daa tcsVinunlias que foram
inquiridas no juizo de orpbaoe, h 1 maia de um
anuo acha-se privada de suas faculdad.-s meritaea,
pelo sea estado valetudinario s por demencia se-
nil, e por sao ni 1 poda testar, us termos d;i Or-
di nacao livro 1 ttulo 81 S 1--
Oa dous filhoa de D. Justina rhamanvse Joo
Nunca da Sil/a e Joaquim X mes da Silva, os me-
nores Januar'oe Jjs sao impberes.
Achando-se ausente D. Emilia Joaq 11111 da
Silva Braga, Pedro Ferreira de Araujo Braga e o
menor Flore icio, retine* qne sejam citados e tal-
mente, com o prazo de 30 das, depois de justifi-
cada a ausencia, amanba, s 11 horas do da, eia
carforio, dando se curadores li le a m-'ior e in-
t.o, aut )res, e aos menores reos. Para aprc-
aenl ir libel o na audiencii em que for pr -pos a a
ai.;"..), que fuuda-se nos documentos annexos, pro-
va tetenniiihal e depoiraeutjs doi rjs, sob juma
de- confessos, sendo reveis, protestando, outrosim,
p le examC no livio dotabelliaO A olinario e laas
provas qu; se fier mister : sendo as eitaco a dos
ijs para todos os termos da accSo at sentenca
fiual e sua execucsto, sob peni de revelia. Dis-
tribuida.-E. M. Com 15 documentes. Re-
cif-, 16 de Mh .. 1886.-Dr. Ferrcr.
Estavam 1 ; mi illias do valor de 200 tis
cada Dina, i- i.ti inutilisadas.
Nada mala continba cm dita petieSo, na qual
profer o segn inte despacho :
Distribuida, como requer. Para curador *"
' n da interdicta e do meu r, autore3. noineio o
11 Silreira, < para carador m li'.cm dos reos me-
nores o Dr. Costa Ribeiro. Recife, 17 de maro i
! 1--I. Iibeiro.
Depois dc3te meu dcs_ acbo fj apresentaoa a
egninte replica :
.. Illm. c Exm. Sr. -Achando-se na provincia da
B.hia o Dr. Silreira, o sipplicant-i reqner ue
senomeie peesoa que o sibititua. Era. supra..
Dr. Ferrer.
Nada mais ae cootinha cm dita replica, ua qual
profer o seguitte despacho :
. Nomeio o Dr. Vaz. Recife, 17 de Maree de
1886.Ribeiro. *
En virtude do meu despacho, tendo s-.do Justi-
ficada a ausencia dos supplicados, profer a s;n-
tenca do theor seguinte :
Procede a justifieaco : expeca-se o edital de
citacao can o praso de 30 dias. Recf?, 19 de
Marco de 1886. Joaquim da Costa Ribeiro.
Nada mais se Centinba em dita sentenca, p r
forca da qual o escrivo aba:x) assigaado fez pas-
i sar o presente edital, pelo qual cito e hei por cita-
dos D. Emilia Joaquina da Silva Braga e seu ma-
rido Pedro Ferreira de Araujo Braga e o menor
Florencio para 03 termos de acelo de que trata a
pet;gi aqu transcripta.
E para que chegue ao conhecimento doa nte-
ressados, mandei pasear o presente edital, que
ser publicado pela imprensa e anisado ujs 'ugl-
res do costume.
Dado e passado n?sta cidade do Recife, aos 22
das do mez de Margo de 1886.
Eu, Antonio de Burgos Ponce de L.'on, escri-
vo, o escrevi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
Cerreio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor Ville de Rio ie Janeiro, es.a admi -
nistragao expede malas para oa portos da Bahia
e Ro de Janeiro, recebendo impres^os e objtctje
registrar at 1 hora da tarde, e caitas ordina-
rias at 2 horas ou 2 1/2 com porte duplo.
At'ministragao dos correios de Pernambu 'O, 3
de Abril de 1886.
O administrator,
Affanso do Reg Barras.
Clib de Regatas Per-
nambucano
Sao convidados os Srs. patroes das embaicagoei
que quizercm tomar parte na prxima regata a 2
de Maio vindouro, virem inscrever suas tripula-
goe8 e embarcagoes, na sie deste club, das 7 s
9 horas da noita at o da 20 do corrente mez.
Recife, 6 de abril de 86.
Os directores,
Ernesto Leal.
Jos Guimarei.
Arthur de Mello (interino).
Associaran Comiuercial Agrcola
de Pernambuco
.lsciubla geral
2" conrocagao
Sao novamentc convidados os senhores associa-
dos coinpareccrem na sede desta associago, s
12 horas do dia 15 do corrente, afim de se proce-
der a eleigao da nova directora c da coramissao
de exame de contas, e ser lio o relatorio da ac-
tual directora e o parerer aa commisso de con-
tas. Era virtude do art. 27 dos estatutos a pre-
sente reuniao funecionar com qualqaer numero
de ass ciados que comparecer.
Secretaria da Associago Commercial Agrcola
de Pernambuco, 7 de Abril de 86.
S. de Barros Barreto,
Secretario,
Veneravel contraria do Senhor
Bom .irsus da Via sacra da
igreja da Manta Cruz
Da ordem da mesa regedora, convido a todos os
nossos irmos comparecerem em nossa igreja,
paramentados com seus hbitos, nos dias sexta-
feira 9 do corrento, pelas 3 horas da tarde, afim
de cncorp nudos, acompanharmos a proeisso do
Senhor Bom Jess dos Passos, que tera de sahr
do convento do Carmo para sua sede na matriz do
Corpo Santo, para a qual tivemos convite ; e no
domingo 11 do corrente, pelas 2 1/2 hjras da tar-
de, para acompanharmos a no si proeisso do
Senhor Bom Jess dos Passos ao encontr de sua
santissima Vrgein da Soledade, que tem de sa-
hr de nossa igreja e faser o seu trajecto da con-
fraria.
Consistorio do Senhor Bom Jess da Viasacra
da igreja da Santa Cruz, 7 de Abril de 86.
O escriro,
Jos Francisco de Figueiredo.
Devofo deN. S. das
Mercez
De ordem do nosso irmao presidente, convido a
todos os nossos irmos comparecerem em nosso
cr-nsistorio sexta-reir 9 do corrente, s 3 horas
da tarde, afim de encorporados, acompanharmos a
pr iciaso do Senhor dor Passos, da igreja de N.
S. do Carmo para a d > Corno Santo.
Secretaria da devogao de S. das Mercez,
erecta na igreja de S. Jos ds Riba mar, 8 de
Abril de 86.-0 aecretario,
Antonio Soarcs Pinto.
'* 1
:
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I
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I

Diario de Pcrnambucutyuinta-feira 8 de Abril de 1886
Correio ge ral
Eapediro de malai lerraMret
E.a administracSt) f-tz publico, que tendo sie
nstailad* a ngenci i do correio na unvoajS > e
Riacho Don, outr'ora de Coropots, comare*
Brejo, do da 5 destj aiez coineca a expedir uiaas
paia dita agencia nos dias 1, 5, 9, 13, 17, ti, 6
e 20.
Repartieao doactr.eios de ernambuco, 3 de
Abril de 86.
O administrador,
Affonso do Reg Dsurri.
Hospital PortugocE de
Beneficencia
Asae aibla ff-ral
Dj ordfm do Sr. vice-provedor, convido m se
nhorcs socios a reunimn-se cm asamblea eral
no dominar 11 do coir nte, As 10 horas da dmi
nh na t.ie sjeiul, afim de p-.oeeder-ae a liitara
do relatore da admnstrncuo de 1886 e perecer
da cniumsjo de eximo do cootas e dar poise
nova administracao.
A reuna ter lugar coin o numero de acnbores
socios que comparecen m.
Secretaria do Hospital Portuguez de !! n-fie. n
cia em Pi mambuco, 6 de abril de 86.
O 2 secretario,
Manoel Martina
De ordem do irmo juiz convido aoa nossos cha-
/asimos irmos a cornparecerem na igr> j matriz
lo Corpo Santo, s 3 horas da tarde do dia 9 do
corrente, afim de cncorporados acompxnharmos a
procissao do Senhor Bol Jess dos Passos que
sahe do convento do Carmo em regiesso referi-
da matriz, para o que tomos convidado pela res-
pectiva irioundade.
Secretaria da innandade das Almas do Recife,
C d* Abril da 1886.
O esornao,
Jos Alvcs Cavalcante.
(JOMPANHIA
mperial
DE
Venera* el irniandatle do Senbor
Bom aewiiw da ruii*. da igreja
da lladre de lleno
De orden da musa re^cdora desta irnmade
sao convidados tolos 03 nossos irmos 8 compare-
cerem sexta-feira 9 do correte, pelas 3 horas da
tarde, na igreja da Madre de Deus para encor
..los, scomp inharuios a pr^cisaao dos l'assos
de Nosso Senli ir Jesos Cbristo, para o que lve-
mos convite.
Secretaria da venCravel irmandade do Senlur
!}jm Jess das Portas, ii de Anu de
o aeretarin,
Luiz liarb isa R licito.
Club Carlos (Jomes
Veneravel ordein 3 do Sera
H>hleo padre S. Francisco no
Ulccife
De ordem da charissimo irmao miri-.tro convi-
do i. todos os nossos chari aimos roaos em geral
a cornparecerem, pelas 3 horas da tarde do dia
sexta-feira, 9 do correte mez, em nossa igreja,
par revestidos mu seus hbitos irinos todos
acooipanbar a procissao do Senhor Bom Jess
dos Pasaos, que tein de sahir da igreja de ossa
Scnhara do Carino para a do Corpo Santo no Rn
cite, e para cujo fim tivemos convite da reap ctiva
n mandado.
Secretaria da Vcneravel ordem 3' do Se;aphice
Padre S. Francisco, G de Abril de 1880.
Joaquim Jos da Costa V alent,
Secretario.
Massa fallida de Antonio Fran-
cisco Corga
Os Sis. ciedores da referida .nassi fallida sao,
por este meio, chamados para, no preso de 3 dias,
apresentavem os ttulos e documentos justificativos
de sena respectivos crditos no armazem n. 1.
ra de Medra de Deoa, nfim de proeederem os
abaixos assign idos verficaeo legal dos mes-
moa, conforme Ibes foi ordenado pelo Exm. Sr. Dr.
juiz especial do eommercio.
Recite, de Abril de 18S6.
Fraga Rocha &. C.
Flautee Irmao < C.
Jos Faustino Porto.
SECil'ROS contra FOCO
EST: 1803
Edificios e mcrcadoria*
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuitos
CAPITAL
fia. 16,000:00000b
Agentes
BROWNS & C.
i N. Ra do Commercio N.
ROYAL MAIL STEAM PACKET
COIPANY
O paquete Trent
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia Pucnix Ier-
nambncana
Ra do Commercio n.
Secretara da vcneravel Ordem
'Ferceira do Carino do llecifc.
de Abril de 1S.
De ordem da mosa regedora, convido a todos os
nossos charissimos irmos a o opa recerera em
norso consistorio, paramentados, no dia 9 do cor-
rento, polas 3 horas da turde, aiin de mcorporadoa
lo Que o socio solicitante cstn-a quite para cok j ac.mpanharmos o regresso da veneranda i.n.gem
,' j ai' f i do Seuhor Bom Jess dos Passos de convento do
2 Q.e o mximo do tempo d.i licenca e de tres -
Resolucao do conseTJa
Favo BCiont9 aoa senhores socios deste club que
em aeaaSo do 5 do crreme o conse'ho administra-
tivo reeolven que, para que os senhores socios te- '
Bhem direito ea liceneaa que temsid coatume j
eoncederem-se, sentndoos do pagamento de i
teneelidados, necesaano :
w
CONTRI FOCiO
Norlb Brilish & Mcrcanlilc
CAPITAL
.OOO.OOO de libras s. rlinas
A G EN 'I /: S
Adomsoii Howic & C.
E' esperado da Europa no dia
8 ou 9 do corrente,seguindo
depois da demora necessa-
ria para
Macei, Bnhia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paruete Elbe
esperado
do sul no dia 14 de
marco, seguin lo
depois da demora
necessaria para
U. Vicente. Lisboa, Vigoc Nou
Ihamplon
Para paasagens, fretes, etc., tracta-se com c i
CONSIGNATARIOS
Adainson Howie & C.
Para Aracaty
Segu por estes dias a barcaca Aurora de Ma-
ceo, por ter parte de seu carregamento prompto ;
para o resto, a frete mdico, trata se com o mes-
're a bordo, caes do Loya.
ToGriielFritaT
E' espralo do sul nertes dias o patacho na-
cional Maia 2', t desde ja engaja carga a frete
para os portos cima : a tratar na ra do Mr-
quez de Oliuda n. ti
t
LEILAO
de miudezas, fazendas, relogios de parede, qua-
dros oleo e pedras marmere.
Quinta-feira 8 de Abril
No armazem do Largo do Corp.) Santo n 9
i:m eontiiiuaeao
vendr o m 'smo agente duas vaccas e garrote
tourinos, urna e.irrocs e arreios para cavillo e
doze pedras pollidas.
liOadao and Rrasilian Bank
Limited
Ra do Commorci n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezeu.
aiezes.
3" Que nao ser lencv.ula senao pormitivos
iustifiea Ij- juizo do couselbo.
Recife, 6 de Abril de 8(3.
Joaquhn Alvos da Fonacca,
1-j secretario.
Carino para acia sede, matriz do Corp i Santo, para
o que fomos previamente convidados pela irman
dado do mesmo Senhcr.
O secretario,
Adolpho Coelho Pinheiro.
Sao convidados todos os cidadiios, que seinscre-
veram como socios fundadores desta s-'ciedade, a
f1ub Carlos Gomes
Sarao mensal
De ordem do conselh) administrativo deste club
nunico aos scnlnrrs socios que o sarao deste
mez devora ter lugar na uoite greaaoa ao aeham no poder do Sr. theaoureirr, que j 9 da noito. para preencherem us' formalidades cxi~
tis entregar na sede do club.todas as noutes, da* ; gidas pelos nossos estatutos.
os, que se ir
ista aoeiedi
cornparecerem na ra do Imperador n. 77, 1." au
dar, de meio dia s 2 horas da tarde, em todos o
dias uleis, e as quintas-foiras, tambera, das 7
R
Dr. Barros Sobrinlio,
1. secretario.
7 s 9 b. i
Reeifo, de Abril do 86.
Joaquim Alves di Fonsecs,
1 secretario.
Iriiianuadc
De\. Srn. H; na uieja iln Hailre il<> Dean
De ordem do irmao jais couvido a todos os nos-
:3S irmaos pira cjinpirecerjm no consistorio da
nossa innandade no da 9, s '! horas da tarde,
ifiui de aceinpinbarmos a traslada^ao do Senli r
liom Jess dos l'assos da igreja do Ciirao para a j nho Limoeiro.
matriz do Corpo Jauto, para o que foraos convi- Ds ornamentos e mais con lices do contrato se
:ladca. achara n^sta secretaria para serem examiuadoa
Rceilo, 7 de ibril de 18% pelos aenhores preteudentes.
Alfredo Francisco de Souza, | Secretaria da repartieao das obras publicas de
Escrivo. I'eruambuco, em 2ti de Maryo do 18SG.
O secretario,
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N. 7
Seguro* martimos e le 're tren
Nc;tes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurad' s sempeo de paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
De ordena do Illm. Sr. Dr. engeaheiro chefe da
repartieao das obras publicas, fac.i publico qu-,
em virtude da autorisacao do Exm. Sr. conselheiro
presidente da provii cia, no dia 8 do mez de abril
prxima vindouro, ao meio dia, recebe-se- nesta
secretaria propostas para a execuco dos reparos
dt dous pontilhoes do aterro do Porto de Galli-
nhas e os da pjute sobre o rio Ipojuca, no enge -
S. Jos d'Agona
J. J. de Siqueira Varejao.
IRMANDADE
da
De ordem do irmo provedor convido a todos ,
os nossos ii mos dosta vcneravel irmandade a om Jeatu doi Pao*
comparecer, in em nosso consistorio, no convento I metrla do Corpo Kanlo
^relj presente convido trdoa os nessos caros ir-
mos para comparecerem no cjnveato de N. S. do
Carmo, sexta-feira 9 do corrente, pelas 3 horas la
(arde, afim de cncorporados, acompaiibarmos em
solemne prociasao a sacrosanta imagem do nosso
Divino r*adr po Santo.
Consistorio da innandade, aos 3 de abril de 8o.
O eacrivao,
Francisco Antonio C. Cardoso.
do Carme, nos dias sexta-feira 9 e no domingo 11 i '
do corrente, pelas 3 horas da tarde da cado un
dos dous dias, afim de paramentados e eucorpo-
iaios acompai.har-mos a3 solemnes procissoes
dos passos e encontr, que se tem de realisar nos
nreditos dias.
Consistorio da veneravel irmandande de S. Jos
d'Agenia erecta n< convento do Carmo do Recite,
6 de Abril de 1880.
Palmeira de Freitas,
Secretario.
IB
lo do Recife
S. R. J.
Soceflade Becreatira M
Sarao bimenstl em 25 de abril
Participo a todos os aenhores socios que o sa-
o principiar as 7 horas da noite.
Os ingressos encontram-se em poder do Sr. the-
souroii-i, e os convites no do >. presidente. Pe-
de se toda a simplicidade [as toilettes e prevno-
se que nao sao admissiveis aggregadjs.
RecUe, 31 de Marco do 1886
Luiz Quedes de Amorim,
2- leeretario.
Snble]egacla flo 1 districtodafre-
iira de s. Jos
De ordem desta subdelegada, cbamo
a quera pertencer a vir buscar urna porcSo
de carvlo animal, que tora furtado e ap-
eojuizj Bubitituto da comarca de Olinda, por prehendido as iramediaceies da praia de
De ordem da mesa regedora crvido a todos os ro prricip,ar a8 7 hora8 da noite
.ossos charissimo* irmaos para sexta- teira, J do
corrente, s 3 horas da tarde, reunirem-se em
iwssa igreja, afim de cncorporados irmos acompa-
nhar a solemne procissao do Senhor Bom Jess
dos Passos, que ter de ser trasladado do conven-
to de Nossa Senhora do Carmo para a sua sede,
.natriz do Corpo Santo, para cujo acto ti vemos
convite da respe-tiva irmandade.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santo do Recife, 6 de Abril de 188ti.
O escrivo,
Julio Ferreira da Costa Porto.
0 linda
Xa
Carturio do escrivo Dr. Ca das
ia 8 de Abril vindouro vai praca peran
juintal em aborto, medindo 24 palmos de largura
j 50 de comprimeuto, avaliado em 20.
Oliada, 18 de Marco de 8C.
Olinda
Cartorio do escrivo Dr. Caldas
No dia 8 le abril v ndoure vai praca perante
o juizo substituto da comarca de Oiiuda, por 2ie-
cucilo da Facen da Nacional cintra a irmandade
de N S. do Guadalupe, urna casa terrea ladeira
da Misericordia n. 3 da inesma cidade, com 18
palmos de largura c 4 de f indo, 2 6alas, 2 quar-
tos, cosinba interna, com urna port* e urna janella
de frente, evaliada por 3"X)J. Olinda, 18 de Mar-
yo de 1886._____________________________________
Veneravel irmandade da Gloriosa ^Senbora
Sant'Anna da igreja da Santa Cruz do
Recife
De ordem do irmo juiz couvido a todos os nos-
sos irmos a comparecerem em nosso consistorio
no domingo 11 do corrente, s 2 horas e meia da
tarde, afim de acompanhiuvm a solemne procissao
do Senhor Bom Jess dos l'assos ao encontr com
a Santisslma Virgem, que tem de sahir desta
igreja, e para o que tivemos convite.
Consistorio em 8 de Abril de 188U.
O scretario,
Manoel Jos do Sant'Anna Aranjo.
Companhia de Edilicaco
Os fundadores da Companhia do Edifi-
c^icao, convidara o? respectivos Srs. accio
nistas para se reunireo), na quarta-feira,
7 do prximo futuro mez, 1 ora da tar-
de, na ra do Imperador d. 33, Io andar,
afim de se proceder, de a^cordo com os
arts. 27 e 28 do Reg. n. 8,821 de 30 de
ezembro de 1382, installajao da mes-
ma companhia, e eleicao dos administrado
res, conselho riscal, bem como a de presi
dente e secretario da assembla geral.
Recife 31 de Marco de 3886-
Antunes & C
6 de Abril de 1886.
. O cscriv3o,
Glicerio C. do E. Santo.
?aoi. Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Santa Cnsa de Misericordia do
Recife arrendam-se por espaca de um tres an-
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45,
dem -dem n. 49
RuadoBcm Jess n. 13, 1- andar
dem n. 2!t, loja
dem idem n. JJ9, 1 andar
Ra dos Burgos n. 27
Ra da Madro de Deu3 n. 10-A
Caes da Alfandcca armazem n. 1
Ra do M irquez de Olinda n. 53, 2*
and ir
Ra da Guia n. 25
Becco do Abreu n. 2, o;a
Sua do Viscondc de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2* andar, por 1:600,8000
Ra das Calcadaa n. 32 20O0O0
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de So/iza
2400O0
240*000
3.05000
216*000
240*< Ot
216*000
180*000
1:600*000
50**000
200*005
48J000
(iniiijiaiiliia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em t *..
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
At ai de dezembro de 1S4
Marianos..... 1,110:00(^000
Terrestres,. 516:000^000
4^1 -Rna do Commerelo
Monte de Soecorro de
Pernambuco
Os possuidores das cautellas de penho-
res dos nmeros abaixo, silo convidados, a
resgatal-as at o dia 15 de Abril vindouro.
10,U70 10,116 10,118 10,136 10,137
10,667 10,784 10,786 10,807 10,811
10,817 10,828 10,828 10,830 10,831
10,833 10,83-i 10,835 10,836 10,837
10,839 10,841 10,342 10,843 10,844
10,846 10,853 10,851 10,855 10,857
10,865 10,867 ] 0.869 10,885 10,887
10,889 10,891 10,901 10,905 10,910
'0,914 10,921 10,922 10,930 10,932
10,939 10.940 10,842 10,943 10,946
10,956 10,962 10,970 10,974 10,987
10,997 11,003 11,000 11,015 11,016
11,017 11,022 11,023 11,032 11,044
11,060 11,061 11,062 11,064 1,068
11,092 11,107 11,108 11,117 11,118
11,128 11,129 11,138 11,139 11,146
11,153 11,164 11,168 11,177 11,187
11,192 11,193 11,194 11,198 11,209
11,210 11,211 11,212 11,216 11,226
11,242 11,243 11,217 11,250 11.256
11,257 11,260 11,261 11,263 11,273
11,275 11,280 11,283 11.294 11,299
11,303 11,309 11,321 11,326 11,327
11,33'J 11,332 11,334 11,345 11,346-
11,352 11,353 11,356 11,372 11,377
11,379 11,380 11,383 11,334 11,386
11,388 11,392 11,401 11,406 11,409
11,412 11,413 11,418 11,419 11,429
11,436 11,437 11,438 11,443 11,450
11,452 11,453 11,454 11,458 11,465
11,451 11,472 11,475 11,485 11,489
11,492 11,497 11,507 ll/'09 11,511
11,512 11,513 11,521 11,523 11,524
11,534 11,538 11,544 11,548 11,549
11,551 11,552 11,553 11,554 11,555
11,557 11,562 11,563 11,566 11.572
11,573 11,579 11,583 11,587 11,589
11,590 11,593 11,600 11,601
Rscife, 23 de Marco do 1886.
O gerente interino,
Felino D. Ferrsira Coelho.
Companhia Bra gsco a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Manos
Comnmndtmte 1- tetunte Guilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do
norte at o dia 12 de Abri
e depois da demora in
dispeusavcl, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, encommendas e valor es
Irata-se na agencia
N- 46 RA DO COMMERCIO X. 46.
(UHI'tMIIt l'KRMimiAM
DE
tfavegaco costelra por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Segu no dia 12 do
corrente, pelas 12 hp-
ras da manha.
Recebe carga at o
dia 10, e passagens at
^SEiS^ZIs :--^.:-iS3HPs II lloras da inuiba
do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
caes da Companhia Peraaabn-
cana n. 1 a
Lelldo
Quinta-feira 8 do emento
As 11 horas
Ra estivita do Rosario n. 15
O ageute Modesto Baptista, autorisado peloa
Srs. A. Ferreira & C, far leilio de urna arinacio
envidracada, couteudo 7 armarns a modern-i,
propria para qualquer negocio, uui balcao, tres ti-
teiros, dous mostradores, uina grade nova de
ferro, um trip, um lampeo de porta, diversas
mercadorias, quiuquilbarias, harmnicos e outros
muitos objectos, que cstario vista dos concur-
rentes.
AUenfo
Prepara ae com todo gosto e perfeofia na|il i
para senhoras, cnchivaes para casamento* kp-
tisados, assim como para meninos at V aMMs*>pcr
prteoa commodo : na ra Augusta n. 190.
Medina
O Sr. Dr. Mello Gomes tem cartas pana Ve sor
entregue pcssoalu.cnte ; na ra Jo Martpwa do
Olinda n. 50.
Massa fallida de Joaquioi km-
ro da Cruz
Diogo Augusto dos Reis, a.-reina4aa dea-di-
vidas perteneentes a esta mas&a, pede a svae de-
vederes o favor dovirem aaldar seus aWaaeat
o iim do corrate utC7, evitando assim apea saja
toreado a proceder esta c( branca judiaialaaeaUe.
Oatrosim, nesta data tem deliberad) qas seu sa-
cio Caetauo de Almeida Cumpas v.i iiaetwor
tratar deste negocio com alguns dos devaderes
da referida massa.
Recife, 8 de Abril de 18 -
Diogo Augusto dos R>.-s.
Companhia Uahiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Babia
2. LEILAO
Da casa terrea travessa do Principe n. 14.
Quinta f.'ira, 8 do corrente as 11 horas
A' ra do Bo:n-Jess n. 9.
* agente Silveira por mandado e com assisten-
do Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos e a requerimento
do inventar'ranto do filiado Joao Cardoso Barreto,
levar leilito a caaa terrea, a travesea do Prin-
cipe n. 1-4, com terreno proprio com as seguintcs
dimeneoes ;
_ Porta e janella de fente 2 salas, 2 quartos, ec
sinha fra, cacimba com boa agua, tanque, gran-
de quintal todo arborisado.
Os'Srs. preteudentes podem examinar.
L.E1L.AO
Aa II horas
RA DO IMPERADOR N. 91 2" ANDAR
O agente Burlamaque, autorisado por urna fa-
milia que retirou-se para fora da provincia, leva-
r a lei ao urna mobilia^le Jacaranda com tampo
de psdra, um piano, cama para casal, toilete,
guarda-vestido, guarda-louca, espelhoa, cadeiras,
mesa elstica, louca para juntar e almoco, jarros,
quadros e outros artigos que e3taro patentes no
acto do lei(o e tudo ses vendido ao correr do
martello.
hr oOSOOO
Aluga-se a casa n. 41 da ra de 24 d
com agua e muitos commodos, est limptv
tar na ra Duque de Caxias n. 85.
Ama de leitc
Preci3a-e^3 de una a tratar ra Nava a. 50,
loja.
Precisa se de urna a tratar no pateo do CaJtogio
n. 2. I- audaz.
Leilo
0 vapor
Ccmmandante
THEATRO
Espectculo dramtico
SOB A DIKEC(,AO UO ACTOR AUGUSTO
PERES
Domingo, II de Abril
Extraordinario succeaso quaresmal !
Vida e milaeres e S. Benedicto
OU
::s:is::dsi:li
Peca sacra em 4 petos e 8 quadros
Rcpresentacao correcta
Guarda roupa d<: luxo
Mise en scene forilhanto
Machinismo perfeito
Msicas lindissimas
Coros acertados.
Annuucio dctalhndo nos programmas.
Enccmmendas por especial favor em casa do
Sr. Tenente Paula Mafra, ra do Impera-
dor n. 41 c ra da Florentina Fabrica Saturno
f ft liornw.
MARTIMOS
rniled Siales & Srasil Msiil S. S. C.
O vapor A-dvance
Eapera-se de New-Port-
Newa.at o dia lti de Abril,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Pan carga, passagens, encommendas e dinbeiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henrv Forster & C.
N. 8. RUADOCMMtilO N.8
! andar
rgipe
Pedro Vigna
Segu impretcrivc[
mente para os portos
cima no dia 8 do cor-
rente, s 4 horas da
tarde. Recebe carga
at ao meio dia do dia
Para carga, passagens, encommendas e dinheho
a frete tracta-se na agencia
7ttua do Vigario 7
Domingos Alves Natheos
Harntourg-SneflamBrikanscB
DampfschilMrls-GcselIschaft
O vapor Paranag-u
De duas caixas com 90 latas de arenques,
57 caixas com massas para sopa o mui-
tos outrjs gneros do estiva
AMANHA, 9 DO CORRENTE
A's 11 horps
Por iiiii'rvriinii do agente
Alfredo Guimares
NO ARMAZEM DO SR. ANNES CON-
FRONTE A' ALFANDEGA
Espease de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia li do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIOARION. 1
1' andar
Pacic Sieam Navigaon Companv
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Patagonia
E' esperado da Euro-
pa at c dia 11 do cor-
rente, e seguir para o
sul depois da demora
'do coatume.
Para carga, passagens e encommendas e dinbei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wilson Sons A Limited
N. 14 -RA DO COMMERCIO -N. 14
Agente Pestaa
Leilo
Sanbado lo do corrente
A'S 11 HORAS
No armazem da r.ia do Vigario Tenorio
n. 12
De urna boa casa terrea sita ao Corredor do
Bispo n. 18, em terreno proprio, com 2 salas, i
qnartos, boa cosinha, quarto para apparelbo,
quintal e cacimba com boa agua de beber, ren-
dendo 25 mensaes.
Um pequeo sitio eom urna pequea casa, em
terreno proprio, com 2 salas, 1 gabinete, 3 qnar-
tos, grande cosinha, '> quartos fura para criados,
banheiro, cacimba com escolente agua ae beber e
diversas arvorea fructferas, na estrada de JoSc
de Barros n. 0, limitando o fundo c_m a ra de S.
Joaquim, no Espinheiro, cuja casa pertence ao
Sr. Pavao, os quaes serao vendidos livres e des
embarazados e a quem mais dr.
Tcnente Francisco (tabello da
Silva
Francisca Ferreira Rabel lo da Silva e sua fa-
milia, (ausente no Amazonas e Paral e o profcs-
sor publico Joo Jos Rodrigues, viuva, aogra, u-
nhados e padrinho do fallecido tcnente Francisco
Rabello da Silva, chegado do l'ai no dia 6 e falle-
cido no dia 6 do correte, em Iota com a mais
cruciante e indizivel dr, pirtao inesperado a in-
fausto succes80, nao encontram expre36ooe aain
que agradecer a todas aquellas pessoas que ae di^-
naram acompanhar a deposito no cemiterio pWi-
co o cadver do fallecido e assistir o seu subse-
quente enterro. Nao sabtrj, sobretudo, como ma-
nifestar o seu reconhccimciito ao Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, Dr. Ilenrique de Atheyde
Lobo Moscoso, empreados d secretaria daprtsi-
dencia, officiaes e pracas da guarda de honra, An-
tonio Augusto dos Santos Porto e veneravel Or-
dem 3-' de S. Francisco: pela premptidao e boa
vontade com que a tudo se prestaram. Convidara
de novo a todos os seus parentes e amigos para,
na eegunda-feira, (12 do cerrente) a 8 horas da
manha, 7' da do traspasso. assistirem s missas
que por alma do fallecido mandam rezar na Or-
dem .'i de S. Francisco, por cujo acto de caridade
desde j.i antecipam os seus agradecimentoa.
(C^klHHHHMnBan^a^ana^aVHala^aV
lose Cavalcante de Albn
qnerqne
Antonio Franco de Liuia Buarquc, collcga e
amigo de Jos Cavalcante de Albuquerquc Lins,
fallecido no dia 3 do corrente, ua provincia das
Alagoas, convida a tudjs os suus amigos e colle-
gas para assistirem as missas que manda resar
na igreja do Espirite Sautj. s 7 1/8 horis da
manha, do dia t) do cirrente. stimo de seu fal-
lecimento. Desde j se confesa peuhorado por
esse acto de religiao e cari i ide.
AVISOS DIVERSOS
Lisboa c Porto
A barca portuguesa Isolinn receba carga a fre-
te ; trata-se com Silva Guimares & C. ra do
Commercio n. 5.
Rojal Mail Slcain Packet
Companv
Heducgdo de passagens
Bi I hete* espeeiaes se-
rao emit i (Ios desde 14
de ma i ro at o fin de
julho offerecendo fac
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a exposi(o colonial
em Londres, de 1886.
Ida c volta de Per-
nambuco a Southamp-
on, primeira classc,
com o prazo de (> ne-
zes libras sterlinas 36,
150.
Pede-se ao3 abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
51, a negocio que nao ignoran.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
Jos Guimares, caixeiro de Loyo & Filho.
Frederico Vieira.
Augusto Goncalves da Silva. <'~
Aluga-se o 1- andar da casa n. 19 ra da
Penha, o Io da de n. 66 mes.na i ua, o 1 da de
n 35 travessa de S. Jo8, o terreo de n. 26 ra
Duque de Caxias, e a casa n 26 ra de Nuues
Machado, no Espinheiro, com bons commodos ; a
tratar na ra do Hospicio n. 3.
I'recisa-se de urna eosinheira para casa de
familia : a tratar na ra do Baro da Victoria
n. 39, loja.
Aluga-se a casa com sitio, do Dr. Castello
Branco, prxima ao povoado do Bcberibe ; tam-
bein aluga-se urna boa casa terrea novamente re-
construida, sita ra de Matbias Ferreira, em
Olinda : trata-se ra Duqae de Caxias n. 23.
Quem precisar de urna professora para pri-
meiras lettras, principios de francez e italiano,
msica, piano o flores, para casas particulares ou
nos arrabaldes, dirija-se ao Caminho Novo n. 128.
Na mesma casa se precisa de ama mulher de ida-
de de bons costumes, que faca companhia a urna
familia e preste alguns se.-vicoSj_______________
Olindina Candida Vieir- de Mello, Wenceslao
de Carvalho Paes de Audrade e Mara Candida
Paes de Audrade, viuva, genro e filha do teneu-
te-eoronel Antonio Vctor da Silva Vieira, man-
dam celebrar urna missa no dia S do corrente, s
8 horas d j dia, no convento do Carmo. Convida
aos parentes e amigos do finado assistirem a
este acto de caridade, c desde j se confessam
gratos.
Mara do 'Carino Rodrigues de
Siqueira Lins
Hcrmino Rodrigues de Siqueira, tendo de man-
dar celebrar missas pela alma de sua sempre lem-
biada esposa Maria de Carn Rodrigues de Si-
queira, no .'O- da de seu tallecimento, roga a to-
dos os parentes e amigos que |se dignem de assis-
tir a esse acto que ter lugar na igreja de N. S.
do Carmo, a 8 horas de sabbado 10 do corrente,
confessando-se desde j eternamente grato por
ma3 essa prova de religiao e caridade.
Auga-se o sobrado com sota ra do Co-
ronel Suassuna n. 139, tem commodos para grande
familia, ci.iado e pintado ha pouco tempo ; a tra-
tar na ra da Imparatriz n. 56.
Precisase de urna cosiuheira para casa de
pequea familia ; a tratar no :itio do Dr. Valen-
ca, na estaco da Jaqucira (linha de Apipucos).
Urna senhora propoe-se a ensinar portuguez,
nocoes de francez, msica, piano e trabalhos de
agulha, em cngenhi prximo a esta capital : a
tratar na ra do Barao da Victoria n 46, segundo
andar.
Preciaa-se de urna ama
tina n. 32.
na ra da Floron-
Compra se livros do 1 anno de direito : no
pateo do Terco n. 18, taverna.
Precisa ae de um caixeire com pratica de
molhadoa e d c nhecimento de sua conducta : na
ra de S. Joao n. 12^_________________________
Veade-se um importante sitio de coqueiros,
com boa casa de vivenda, armazem para ceposito
de cocos e estribara, no lugar da praia do Jang,
da comarca de Olinda : a tratar na ra do Sol
numero 21.
Vende-se urna cabra de excellc.te qualida-
de, que cria menino ro peito, e quando ouve a
crianca chorar corre a balangar o berco com a ca-
bec'i, esperando qne venham tirar a crianca para
botar-lhe no peito, d duaj garrafas de excedente
leite, est prestes a parir. Vende-se tambem um
carneiro grande proprio para trabalbar por aer
muito manao e carrega muito peso, ou para sella
de crianca, por estar affeito a isso, est muito
gordo ; a tratar na Magdalena sitio n. 8.
Vende se urna armaco envernizada e en-
vidracada, propria para qualquer negocio ; a tra-
tar ra do Livramento n. 35.
-tlSS
Mara -llexandrina Torre
Innocencio Antunes de Farias Torres, aeus fi-
lhos, agradecem do intimo d'ahua todos os i>mi
gos e mais pessoas que se dignaram acompanhar
ultima morada os restos morfaes de sua mui
presada consorte, ma e madrasta, Maria Alejan-
drina Torres, e aproveitam a opportunidade para
convdalos a assistirem a missa que mandam ee-
lebrar na matriz da Boa-Vista, s 8 hora3 da ma-
nha de segunda-feira 12 do correnee, stimo do
seu passamento, pelo que lhes serao eternamente
agradecidos.
Pao d'Alho
"O novo promotor de Pao d'Alho, Dr. Francisco
Xavier Paea Barreto, ptda sexta vez rogado a
vir ra do Mrquez de Olinda n. 50, dar cum-
primento ao que nu ignora.
ASA IILI1
ks4:000S000
1:0005000
BILUETE .IRtVTIOO
^ra^a daIndependen*
cia ns. 37e 39
Acham-se a venda 03 feiizes bilhetes
garantidos da 4S1 parte da lotera a beneficio
da igreja de Maneota, que eo extrabir
ao dia 10 de Abril.
Precos
Bilhete inteiro 4^000
Meio 2^000
Quarto 1,&000
cima
Bilhete inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 875
Autonio Augusto dos Sanies Porto.





-
w
m**<<

Diario e PernambucQuinta-feira 8 de Abril de 1886
Alaga-se barato
O 1.* andar da truvesaa do Campillo ia 1.
O grmazem da roa do Bom Jess n. 47
i cas da ra do Visconde de Goyanna n. 79,
A casa terrea do becco do Tambi o. 21.
A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
das
Alugj
;a-se
terrea da ra de S. Jorge n. 40, eom 4
qoartoa, 2 salas, cosinba, quintal coro cacimba, to-
da pintada e caiada, por preco commodo, a tratar
na Ma do Amoro) a. 66.
Alu
ga-se
i boa casa cid Sant'Anna de dentro, com 2
sala, 4 quar'os, c.isinha fr.i e mais 2 quartos,
quintal murado e por tilo para um grande terreno,
urna casa ra de Santa Therena n. 30; com ar-
iia^lo de taverna : a tratar com Jorge Tas o, no
o;* sitio estrada de S. Jos do Manguinbo.
A luga-se
uta* preta escrava, cosinha, lava e engomma per
feibunente : na ra 24 de Maio n. 24. Nao sabe
irt.
MTICO
r

%
Aluga-se
o 2 andar do sobrado ra do Brum n. 62 :
a awtir no mesmo. padaria.
Ama
Precisa-se de u.na perfeit engemmadeira : na
do Riachuello n. 57, portao de ferro.
Ama
Precisa-se de urna ama que saiba cosinbar e
couajnir na ra do Visconde de Goyanna n. 139.
AMAS
Na ra de Paysand n. 20, precisa-se de urna
boa coBinheira e de urna engommadeira, paga-se
besa agradando.
Ama
pjecisa-se de urna ama para tratar do servico
de casa de familia ; a tratar na ra do Barao da
Yctcna u. 7, 2- andar.____________________
Ama
Precisase de urna para cosiuhxr; tratar na
travesea da Ft mandes Vieira (Becco do Padre
Ingles) n. 8.
-- ----------------------------------------------------------------'^-
\ma para eozinhar
Na ra Jo Bem-fica
sitio que fiea em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
urna mu lie r forra ou
escrava para ama de
cozinha.
Ama
Na ruadaAunra n. 149, precisa-se de urna
ama que lave e cosiuhe.
PreoaracSo de Productos Vegetaes
extinoTas caspas
o outras Molestias Capillares.
JV1ARTI NS&~BASTOS
Pemambiu-c
GASA RIH
Aos 4:0008000
BILHETE3 n4BAHTI3S
Ruta do Baro da Victoria n O
e casas do costume
O abaixo assignado acaba Je vender
en seus felizes bilhetes quatro quartos de
n. 399 com a surte de 4:000;$, quatro -utos
de n. 2217 com a sorte de 100)5 e di -ersos
premios de 325000, 165000 e S000
O mesmo abaixo assignado oonvida o*
poesuidores virem receber na conforrai-
da'le do costume, sem descont algum.
Acham-se venda os felizes bilhetet
gaiantidoa da 2. parte das loteras
3eL.efcio"da igreja .! ricota, (48a), que
se extrahirA ooatto, 10 do corrate.
Precos
45000
25000
15000
de i OO^OOO ,.ar
cima
35500
16750
*75
E:a
Inteiro
Meio
Quarto
porca
Inteiro
Meio
Quarto
JocLo Joaqwm fia Costa Leite.
os 4:0003000
Ama
Preci^asse de urna ac para cuidar de uma
emuca : na ra ds Mrquez do llerval r>. 28.
Ana
Precisa-s' de uma ama de boa conducta, para
casa d<' ponca familia : ua ra.do Conde da Boa
Tista (Camiuho rovo) n 109 A.
Quera It'iii,'
Onre e prata : rcmpra se ouro, prata e
pedras preciosas, por m.Tior preco uue cm outia
.ruaiquer parte ; no 1 mil >r n. 22 a ra larga do
Sosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
'Arde, dias uteis.
18-Eua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilbe
tes gar; ntidos da loteria n. 4->a em beneficie
da igreja de Maneota que se extrahir na
terca t'eira 10 do corrent.
Precos
Integro 45000
Meio 25000
Quarto 15000
Sendo qnantidade superior
a 1 f 0:000
Inteiro 35500
Meio 150
Quarto 5785
Joaquim Pires da Silva.
Barro
0 sitio e easaa ueste lugar, anuunciados para
rem :i pra^a no dia 8 de Abril, acham-se hypo-
thecados per uma escripura publica, legal meo te
registrada, cem o que devero contnr os preten-
di u tes; quem quizer, pois, que cia na esparrella,
ijo estao armndoos credures, segundo parece.
De conducta amaneada, que nao tiver ineios de
vida, querendo f*zer companhia a 4 ermneas, ter
casa, o mida, lguma r..upa, etc. A casa tim
criados para cosiuhar e outros misteres, a ra da
Roda n. 54.
Leonor Porto
n. 45

Ra do Imperador
Primeiro andar
C'vntina a ezecutar os mais ditficeis
figurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Jaie iro.
Prima em perficao de costura, cm bre- )
vidade, modicidade en precos e fino
gosto.
&
II
JfrlU.Umit
\m 4:0 SXLHSTSS UEtfTlSOS
toa Primtiro de Marfo n. 23
O abaixo assignado tein exposto ven-
da os seus afortunados bilhetes garantidos
da 2.a parta das loteras a beneficio da
igreja de Maneota, (48.';, que se extrahir
sabbaeo, 10 do eorrente.
mw
Inteiro 45000
Meio 25000
Quarto 15000
Km quautldac luaior de 1004
Inteiro 35500
Meio 15750
Quarto 5875
Uanoel Martill Finta.
Este remedio precioso tem gozado da accrila-
t'io publica durante cineonta e sete annos, com-
ecando-se a sua manufactura ir venda em 1827.
Sua popularidade c venda nunca forao t.10 exien-
as como .-10 presente; e isto, por si mesmo.
ofterece a melhor prova da sua efficacia inaravi]-
hosa.
N'.in hesitamos a dizer que nao tem deixndr.
em caso algum de extirpar os vermes, cjuer cm
rreancas quer em adultos, que se achanto afflic-
tos destes immigos da vida humana.
Nao deixumos de receber constantemente
aitestascs de mdicos em favor da sua effii.
..dmiravel. A causa do successo obtido por este
'cmedio, tem aj)parecido varias falsificayMes. de
sorte que dere o comprador ler nuito cuidado,
examinando o nomc inteiro, r;ue devia ser
JrtCeB.A.FAlBlSTBCl__
Ensino primario e secundario
lima pessoa liabilitHda propoudo se a ensinar
primeiras leftrae, porteguez, franctz, arithmetica
e autras rnaterins, abri uma aula ; ua de S.
Jorge n 35, oada pode ser rocorada.
EjrMMiiina leir
'' Frecisurse de n>, isa ra d' uceude de
Goyaona n. 207.
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O Proio-Iodnreto de Ferro,
bem preparado, be ni conservado, prin-
cipalmente no estado liquido, de
todas as preparaces ferruginosas, a
que produzos melhores resultados.Sob
a influencia do principios amargo c
tnico, da casca de laranja e da
quassia amarga, o ferro assmiilado
fcilmente e produz effeito prompto
egeral restituindo ao sangue, a forca;
4 carnes, a dureza; aos differentes
tecidos, a activi dade e energa necee-
sarias s suas funeces diversas.
Porsso. o Xarope Ferruginoso
de J. P. Laroze, 6 considerado pelos
mdicos da Faculdade de Paris,.co.Tio
o especifico mais acertado para as
Doencas de langor, Chlorose. Ane-
mia, Chlori-Anemia, Fluxos bron-
cos com dixestoes demoradas, Mo-
lestias escorbuticas e escrofulosas,
Rachitismo, (to.
o mesmo deposito aoha-se i venda os seguimos Productos d /.-/>. LAROZE :
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' i -s i J e niU vezes superior a todos os xaropes de laclo-phosphato Inventados pela especu-
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UN IV"* 1878
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Julzando ser de grande milidade dos negociantes da
-mcrica do bul, lerem fius de seda e retroz prepara-
dos em maten.il mais leve do que sejai: c irctcis de
pao, estamos promptos a fornecer para c^portaciio
fios de seda, retroz de seda e seda de bordar, de
toda as cualidades, pteparadas ero lancedeiraj de
pap^l de pennas como cima representado.
'I eraos todos os tamanhos de fio preto e mais de
quinhentos cores. a
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retalhe berr. : a tratar na ra da Moda n. 29, ,.
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de um andar e loja, com frente de azulejo, tem
bous commodos, agua enennads, c ( rauito frsaca ;
a tratar na ra do Ciespo n. IR, l.j.
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2! Ra ilc Malhias de Albuquerque 2o
(NTICA R DAS PLORES)
Tinge > limpa com a maior perfeifSo toda a qualidaJe de estofo, e fazendat em
pe trabal o teito por meio de machinismo aperfaicoado, at hoje conhecido.
Tintura preta nas tercas e s'-xtas-feiras.
Ti":ta de '-ores e lavagem todos os dias.
f k
w,-V
_______.....'.,'' I
ALBERTO HE3SSCHEL C.
'y>-\\[\ DO B\K\ D4 ViT0RI\-32
0_b tar as suas galeras no gosto das mais sumptuos n casas d'este gcneio, como de Paria,
Londres e Berln, onde o respeitav! publico en ntrar os re ais apr rfeicoados irabalhoa
pelo systema mais moderno e mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa e ssnn melhor si.tisfazor as mas difficeia
exigencics, acaba de cootractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado re-
centemente da Corte do Imperio, onde adquiri grande nome, alm do bom crdito que
j gozou cm ''"" n aqu estece na mesraa casa.
'1.0.. ~~ iw -.jus. l'amiiias e mais pessoas o obsequio d". honrar cora suas
visitas a este grandioso estabeWirnento, onde existe uma magnifica exposiclo de suas
produ.'Qoes artsticas e onde mcontr;.rao llianeza no trato, perf^icao nos trabalhos o
modicidade nos precos.
C. Barzo;
Geien'.e.
Os proprietarios do rauito conhecido estabelecimento denominado
MTJSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, coinmuniccm ao rcspeta^el PUBLICO que recaberara usa
grande sortimento de joias las rois modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bera elogios do todas as qualidades. Avisam tambein que continuara a receber por
todos os vapores vindos la Europa, objectos novos e vendera por muito meaos que em
outra qualquer parte.
MIGL WOLFP & C.
T*. 4 RA DO CABUG----N. 4
Oompra-se ouro e prata yelha.
L JL
?1
2
B
[HADES
Fiizendas Tinas e modas
A Eua do Cabug 2
J. BASTOS &C.
Para este estabelecimento acaba de chegac nm primoroso sortimento de arti-
gos do modas destacando se os que aqui indicamos :
Vestidos meio preparados, de cachemira, ricamente enftlados ao rigor da
oda.
Fantasa rica, bordado a raissr.nga.
Filo e roissfiiga, alto riesenbo em Ule seda e la, bordados a retroz, etc.
Cortes de vestido, la florettes unie, combinacSo de fazenda lisa e bordada e
que modernissima.
Cortes de vestido em toile d'alsacc com bordado a an-ulha, cores lindas a de
gosto apurado.
Lindissiinos cortes de restado .le etnnione, com berdado a seda, novidade pal-
pitante. r
Etamines, snratos, f.illes, tedas, setins, cachemiras de todi.s as cores
n"s, setinetas e toile d'alsace, sortimento grande.
ireto-
Leques transparentes especialidades e os primeiros cheg^dos aqui. Recom-
mendamos ao bello sexo.
Di'08 de setim, opulentosortimcnt.
Ditos de madrcpcrola, brancos e de cores.
Para as Exn rs. ncivas :
Setim branco Duchcsse.
Surato e gorgurSo.
Ouipour branco de seda. ti4 e rea i. s pan mfeite.
Capellas de cfa c de pellica.
Veos de blond, ampios o lirios.
Mcias de seda e saias bordadas.
Colchas de damasco de seda o de crochet.
Cortinados de crochet e -auibraia.
Lenjos de cambraia de Linho, lisos e bordados.
Sedas, sotins a merinos protos do todas as qualidades.
Para todos os art'goe que referimos, es prejos silo sem competencia.
(Telephone n. 359)
<



-
DMD



k ?
Diario de PernambocoQuinta-feira 8 de Abril de 1886
7
Vinlio de S. Miguel
CHEGOl
Nova remessa, vendem Amaral Primo & C, i na
Larga do Rosario, e Borges na ra do Atnsrim.
________E' PURO E BARATO
Cosinheira
Precisa se de urna cosinheira que trabafee cim
aiseio : a tratar na praca do Corpo Sanao n. 6,
jiriuii'iro andtr.
Cosinheira
Pr cisa-se de urna boa cosinheira que seja
asscad. a tratar na ra de Paysanda a. 19
Passage i da Magdalena.
Attencao
As aecoes entre amigos, relativamente nm
piano de Herz, que tinham de correr com a a*ynn-
da lotera da provincia do mez de abril, ni falta
de rrcebimento das respectivas importancia, d< i-
xam de correr com aquella e correrao impreteri-
velmente com a ultima do mesmo mee.
Viagens ao centro
De Olinda parte todos os sabbados, na 4
da tarde, para Itamb por Iguarass e Goyanna,
urna diligencia ; passagens a tratar na ra Io ale
Mareo n. 1, no Recife. Viagens avulsas eu qaaL
quer dia, e para qualquer parte a trata no aun
lugar.________ ______________________
Casa na Capunga
Aluga se una com grandes accomodacoea, ta-
Jo j'irdim e sitio, a tratar na ra das Pernambu-
canas n. 42.
i'astilhas Vermfugas
DE
3CK3B.XONrG-
As nicas infalliveis e que nao
repugnan as crianzas. Chegou
nova remessa e vende-s na
caso de
FAIi SOBBMO & C.
Ao commercio
O abaixo assignado declara qus venden ao 8r,
Antonio Jos de Carv .lno Jnior seu estabeleci-
mento de molhados, sito ao becco do Campello n. 4
livre e desembarazado de qualquer onus ; quem se
julgar seu credor, aprsente suas contas, no praso
de 3 das.
Recife, 7 de Abril de 1886.
Miguel Carvalho Heves
4 VENCEDORA
Loja de mladezas, perfumarlas
e qninqallharlas
Vende-se
DE
urna armacao e um balco de amarello, propria
para qualquer negocio, asaim como um terno de
pesos de lati, de dous kilos at dez grammaf,
pro jrio para botica : a tratar na praca de Pedro
II o. 4, loja.
s inga misl
Recebemos neste ultimo vapor voadores pan
meninos aprenderem a andar, assim como, diver
aes obras de Vime.
Cade i ras
Cestas de diversos tatnanlvs pura com pra-;
Balai s para pip 1.
Mantea
Condenas.
R'upeiros.
Sementes de hortalizas e flores, amores perfei-
tos c diversas qualidades.
V io tambem o especial bacnlho de Noruega,
Gemido cada um ti libras: em casa do Pocas
endes & C.
Rnn eetreita do Rosario n, '', junto a igraja
Casas baratas para
alagar
Raa di S. Francisco n. 56.
1" andar ra de 8. Jorge n. 74.
1 e 2" andar e loja a ra Je S Jorge n. tt.
I andar a ra da Guia n. 55.
Aml ir terreo a ra do Pharol n. 32-A.
A tratar na ra da Assumpcao 58.
Attenco
O puro vinho verde o o saboroso cha preto pon-
a branca, esoecialidades sem competencia neste
mercado, recibidos pelo ultim.. vapor, encontra se
i venda cm casa de Paul Jos Alves Se. C.
80-Rua do Baro da \icloria-60
Casa
Aluga-se o and: r superior da casa n9. 90 e 92
i ua da Palma, ten bons c< mmodos para tamilia ;
tratar na na Duque de Caxias n. 47.
Ohinelo turco
l.oju de M
Thomaz de carvalho & C.
Este granie estabile ment acaba de receber
polos duus ltimos vapores da Europa Orator c
Ville de Pernambuco um importante sortimento do
que ha Je magnitie em calcados para senhor&s,
homens e meninos, nao s pelo modernismo e ele-
gancia das formas, como pela exeellcucia do ma
terial, perfeicSo c solidez do trabalbo.
Conscios de que sahirao plenamente satisfeitos
pedimos s Exroas, familia-, aos Ilustres e respei-
taveis oorpos acadmico e coinuierfi.il. e a distiic-
ta classe anis'iea, a hoii'a de urna visita ao nosso
eBtabel'eimeito. As venias sao leitai apresos
os mais azoavtis.
IKna do Baro da Viciarla u lo
Jos Mara de Lemos Duarte
s* ra da in pi:ii a i ii vi. s Pinhn p riff-a
O proprietario deste bem montado estabe-' IMIIU %j 1 !-, lecimento convida aos seus amigos e fre- Vende-se em casa oe Matneus Austin & C
.- t L- < f_- rua do Commercio n. 18, 1- andar, da melbor
guezes e em particular as Exm'. fami- qnaJidade e diveraas dinntei.
lias, afim de certincarem-se do bom gos- ----------------------------------------------------------------
to com que acaba de colleccionar urna (.|Si flil V ll'ZCil
infinidade de artigos, que satisfarao Ver,de-se a Inverna da rua do bol b. 17, na
com certeza, a quem dlgnar-se darlhe a Varzea, cora pequeo capital, tendo casa ao p
preferencia, e para prova do que deixa P^ra familia, tendo esta casa a vantagera de fiear
dito, Menciona entre outros, os seguintes *t* *- etacto da ferro via, que deve ficar
, .. .11 i c. prompta at de Outubro deste anno. O neg
objectos que toram escolluJos com o uto ___
de saiisfazerem ao mais apurado gosto.
Engennos para assucar
NOTE E\I
A eaiaia de assucar j cortada e preparada para
moer bem sabido que contein por termo medio
90 por cento de seu pezo em suco.
As aioendas ordinariamente usadas aqui, nao
exprimem mais do que 50 60 por cento por con-
seguinte se ver a grande perda que os cultivado-
res ineorrem somentc por esta causa.
Os celebres engenheiros Srs. George Buehanar
& C. de Londres, recommendando as s:as maen-
das, garantem que produzirao, cora boa canna oam-
muii de 70 8<> por cento dn 6eu peso.
O uiaterial das suas machinas o ni'lli r, e de
excell'-nte quoltdade, a obra de mo acubada com
toda a perfeigo,
Damos o custo d'uma inoen ,a qus tem pwrado
muito b til cillocao
Munida com machina a vapor u'uma M Ijam de
ferro, ludo compUlo
Tamanho .... A D G -
Forya de cavallo. .11 25 50
Peso de canna moi-
da, por hora qts. 90 200 400
Produzindo por dia
da 10 horas.-As-
tucar, qts. 65 110 150 210 290 400
reco.-Postoabordo. 850 1,700 3,260
N. B. A forya de cavallo* actual o dobro do
r se indica cima.
. ara outros tamacbos, como para moendas e
inachinismo completos para engenhos centraes, in-
cluindo trilhos portateis de systema aprrfeiyoado
dirijam-se a Bronni & V.
N. 5;RUA DO COMMER 10
A quem nteres ar
O "ibaixo assignado, pelo presente declara que
diss'-lvru a sociedade nie tinha com o Sr. Gene
.oso Alves, no estabelecimento de molhadoa stlo
no largo da Casa F.rfe n. lr\ retirando-se o mes-
mo pago de seu capital e lucros, ticardo a seu
vargo a cobranca das dividas da cxtincta socie-
dad. Recife, 5 de Abril de 86.
Antonio Arco veide de Mello.
VENDAS
WHISKY
BOYAL BLEND atarea ViAfX)
Este excellente Whisky fiscosset preferiv<
ao ci'trnac ou aK"Hr(ente de canna, para ortifict
o corpo.
Vende-se a retalho m>a ,. ihcres armazens
iisl ha dos.
Pede BOYAL BLEND marca VIADOcujon.
me e euiblui:a sito registrados para todo o Brasi
BROWNS \- C, Mentes
Cabriolct
Completo sortimentoJJ de perfumaras e
artigos de toilete, dos melhores fabrican-
tes.
Bordados e entremeios de fustao, trans
parentes e cambraia Victoria
Bicos de crochet francezes, de seda etc.,
etc., etc.,
Focos de couro e de velludo para crean-
cas.
Leques de seda, setineta e papel etc.,
etc.
Boleas de velludo e dopalha.
Espartilbos e suspensorios os inais finos.
Grande sortimento Jo pliss e talugarca.
Meias para seuhoras, homens e meninos.
Estojos para crochet.
Cintos para senhoras (ultima moda).
Baleias cobertas para vestidos.
Sortimento de l mesclada do todas as
res.
Estojo para barba.
Bengalas para hornera e raeninof.
Sapainhos e toucas para baptisados.
Lenyos e luvas de seda
cris.
Gravata8 para senhoras o para homens.
Grande softiraento de carteiras para di-
nluiro e para fumo.
Punhos e'eollarinhos de todos os moldes
deste anno. O
ci ventajoso, e es pretendentes pedem dirigir-
se ao local da taverna, na Varzea. .-,
IiIQDIDiCO DE CHAPEOS PARA Engenho Recanto
Fazendis branca
s
lo
lo
os taiiiauhos.
chapeo, cabello,
Vende-se um ero perfeito estado e por preco
eommodo; tratar na rua Duque de Caxias n. 47.
Bilhar
Vende-se um bilhar cm perfeito estado : a tra
tar no armazrin de movis rua do Iiaperador
numero 49.
Fructas maduras
Venir so diariamente especiaos laranjaa. para
mesa, mangabas, rapetas, e outras muitas : no
largo de S. Pedro n. 4.
rimarla cm conserva
Vende-se bonitos frasquinhos com pimenta em
cons' rva, Dreparada na Europa, e qne faz um
ireMlin muito saboroso, pelo barato preyo de 160
re. c ida um, ist-o para acabar, por baver grande
porcao : no largo de !S. Pedro n. 4.
Taverna
Feito
i
Precisa se de um da illia de S. Miguel qne
eaiba lavrar trra com arado ao systema de l ;
paga se bem, dando se casa para morar com com-
modidade para familia se a tiver A tratar no
Largo le 5. Joscn. 28.
Cosinheira
Precisa se df urna boa coainheira
ua Duque de Caxias n. 90.
a tratar na
Criados
Vende-se a taverna sita rua de Lomas Va
leutinas 'antipa rua de Aguas-Verdes) n 17, com
muitos commod >s, e o motivo da venda por
doenca.
utupr
R0,.q
Galo^
Preeisa-se de um criado copeiro e de urna en-
goomiaeira ; na raa Duque de Caxias n. 86.
\enclo
Qnem tiver predios grandes, em boas ras, nes-
;a cidade, e queira permutar, recebendo metade
em dinheiro e outra em predios p quenos, edifica
dos tambem nosta cidade, dirija-e rua do Vi-
gario Tenorio n. 12, armazem, que achara com
quem tratar.
Calixta Franfinra Ir Queiros
Augusto Pinto de Qui iroz, Pedro Pinto de
Queiroz, Joao Pinto deQieiroz, Laura e Ernes-
tina de Queiroz, filhos e filbas. penhoradissimos,
multo agradeced i p.ssois que se dignaram
acompanbar ao cemiterio publico os restos mor-
taes de sua pret&dissima mai ; e de novo as con-
vidara para assistirem algumas missas no stimo
dia de seu fallecimento, que por sua alna se tem
de celebrar na matriz de S. Jos no dia sexta-fei-
ra 9 do corrente, pelas 8 hon s da manh.
Malhilfli- l.ilt-ii HoiHeln.
Pfrettl
Mancel daTrindade Peretti, aua mnlher D. Ma-
rianna de Medeiros Reg Peretti e suas irmaes
D. Mana J. de J. Peretti e D. Maria das Dores
Peretti, muito reconhecidos todas as pessoas que
se dignarim a lompanhar aj cemiterio o corpo de
sua presada mai, vcem ainda pedir o caridoso
obsequio do comparecimento s misas qne, pa'a
sua alma, sero resadas na matriz da Boa-Vista,
no dia 9 do corrente, sexta-feira-, s 8 horas da
manha e de nevo *gr*ecem._______________^_
A I*i-'tlilM'lu liquida per todo preco, por
ter de acabar at o fim dente mez. os objectoe dos
seus lindos m^stradares. Entre muitos artigos
nao deixa de mencionar os abaixo, que tudo vende
r quasi nada
oes pretos, laigos, para vestidos e cnsaoos,
metro por 300 ris.
Bicos e rendas largos, para ditos, ditos com vi-
drillios, metros por ljOOO.
Escovas elctricas para limpar cabeca. de 46 ca
da urna, por Ip500.
Quadros c ra aro de nik'-l p ra re'tratos, um 200
ris.
Massinhos com 30 grampos polidos. um 40 ris.
Duzias de lapis de Faber de 1200, por 700 ris.
Pares de suspensorios para meninos, um 800 ris.
Supcrioras < scovas para roupa, urna por 1.
Pentes de inarfim para caspa, um 300 ris.
Ditos da Irlanda p ru desembarazar, um 600 ris.
Ditos de tartruga para coques, um 400 ris.
Botijas com tinta Bluo Blackurna 360 ris.
Trancas de palha para chapeos, urna pe^a com 10
metros por 300 ris.
Caixas imitando tartaruga, urna 8J0 ris.
Agulhas de osso para ebrochet, urna 60 ris.
Rices espartilbos americanos, um 4500.
Tabeadas de multiplicaban, de cores, de 3, isto
joro, por lilXKK).
Bolsao, as melhores, de veludo, de 10 cada urna
por 5*000.
Collares Royer, contra convulsoes, verdadeiros
anodinos, um por 2fl0 '.
Hice estojos com dua th''8ouras finas 2000.
Pe^-as de tranca grega, padroea muito modernos,
urna 50 ris.
Pecas de galo branco, urna 80 ris.
Borlas grandes para pos de arroz, urna 200 ris.
Lindos fichs i* retrez, um 400 ris.
Voltas de coral fino, com croch de plaqu, urna
por 400 lis.
Pulseiras com tres ordeni de coral, urna por lf.
Urna caixi com superior papel amizaae 400 ris.
Baleias para vestioss, polidas e muito fortes, n
duzia por 360 lis.
Grosas de Uotoes de madreperola fina pnra casa-
eos, urna por 500.
Macos de mignsrdisse para crochet 200 rs.
Carriteis com 200 jardas, linha superior, de qual
quer numero, um 80 ris.
Meas ei uas para homens, superiores, urna duzia
por 3 000.
Leques de lindas cores, grandes, um 400 ris.
Ditos chinezes, um por 100 ris.
Frascos com verdadeira agua de colonia 500 ris.
Vasos e porcelana, cores matisadas, com banha,
por 1/000.
Agua dentrifica do Dr. Pisrre, um frasco, pechin-
cha! por 1/000.
Um pacote de pos de arroz verdadeiro 300 ris.
Urna caixa com tres sabonetes por 500 ris.
Urna iiuzia de sabio Huds< u por 600 ris.
e qualidades para scnhor.i c para homens.
Benecos finos de todos
Escovas para roupa,
unlias e dentes,
Canotilbo de diversas qualidades.
Sortimento de grampo para cbnpo.
Espelhos de diversas quali iades c ta-
manhos.
Botoes de todos os tamaitos o quali
dade-s.
Fitas de tulas as eorea e qualidades.
Quadrcs do velludo para retrato.
Gr.inde exposi^o
De brinqued' 08 i ais finos, liuhas de to-
das as cores eiu novellos e era carriteis
e outros muitos artigos de moda quo se-
ria enfadonho mencionar.
CIPETEM
82-Rhu da Imperatriz-82
ll H\ %1IIH < O
SO' AO NU.MEXO
rua da Imperatriz
Loja dos barataros
Alheiro & C, A rua da Imperatriz n 40, ven-
dem um bonito sirtimento de todas est^s fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABEK :
AlgodaoPecas de algodiozinho com 20
jardas, pelos baratos prei.os de 3/800,
4#, 4/5, 4/9( 0, 5S, 5*500 e
MadapolSoPecas de madupolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* ate
Camisas de muia com listras, pelo barato
preco de
Ditas brancis e cruas, de 1* at
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pa la, propria para lencoes, toalhas e
ceronlas, vara 400 re. e
Ceroulas da mesma, inui'n bem feta;,
a 1*200 e
dlletinhos r*a mesma
Braiiiaiit fraocez da algodao, muito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
nutro
de todas as i ,)i"' de l"^'nSlez' ,!e 4 '^uras, me-
tro u 2*o0 e
A toa.ha lo a 'amascado para toalhas de
o i-, i, e m 9 palmos de largura, metro
Cn Iones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha do maia delicado no
mercado, rs.
Todas estas fazendas baratio=inas, na cenhecida
loja de Alheiro & C esquin
dos r'erreiros
do becco
Als'od&i entestado pa-
Pechineha
Franco Ferreira & C, vendem a ve-dadeira
manteiga iranceza em latas de qua quer tamanho
por 900 ris cada ltbra. .V
PATEO DO PARAIZO N. 16
Esquinada raa de S. Francisco
Yapo es para Engenhos
Vende-se um vapor de forca de 4 caval-
lo8, com moendas apropriadns, assira como
um outro menor que faz trabalhar urna
serra circular e um pulverisador de assu-
car.
Tem poucouso, e acha-so tudo em per
feito estado.
Para informafVs Mrquez do Olinda,
38, loja^_______________________________________
Vende-se
urna bem localisada casa de molhados, propria
para um principiante por ter puucos fundos : a
tratar na rua nova de Ssnti Rita u. 5.
ra ienfocs
90o m <* 1AOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Uoa-Vista
algodao pira lencoes de um s panno, com 9 pal- !
mos de larguras 900 is., e dito com 10 palmos a |
18000 o rretr", assim eom,> dito trancado para
toalhas (t< m- sn, eom 9 paiarag e largura a 1/200
<- metr lbto na 1 ja de Alheiro O C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1/2CJ, 1/400, l/6('0, 1.8(X) e 2/ o covado
Alheiro & C, rua da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco achm
dito. E' peehineha : na loja 9a csq"ina do bec-
co dos Ferreiros.
Espartilbos
Na loja da rua da Impeatriz n. 40 vende-se
muito bons egpartdhos para aenhoraa, pelo preco
du 5/000, assim amo um sortimento de roupas
de casimiras, brius, etc isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2/800 e 3 o covado
Alheiro & C, rua da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas larguras, com o padrdes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
vende se pelos seguintes pre
eos de .#* rua do Crespo u. 19-Madama
Hequelina.
o
O 4S da rua Duque de Caxias est vendendo
fazendas por menos 25 / de seu valor.
Ver para acreditar
Setins macaos de 1/400 por 800 ris o covado.
Merinos oretos de 1*, 1/0O, 1/400, 1/6CO
1/800 e 2/ o covado.
Setineta preta a 500 e 600 ris o covado-
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fustoes braceos e de co es a 400 e 500 ti. o
covado.
Sedas de liotras de cores de 2/ por 1/ o co-
vado.
Merino de bolinhas a 90:> rs o covado.
Mariposas fi las de oores a 240 rs. o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Linhus escossezca de todas as cores a 240 ris o
covado
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. d covado.
M.iiitel- tas de seda da 16/ por 7*.
Fichus a 2f, 4/ e 6/.
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro larguras a 1/200 a vara.
Atoalhado de linho bordado a 2/ a vara.
Collarinhos e t.imh s para senlior.i. modernos, a
2/000.
Brim pardo liso de 300, 400 e 500 rs. o covado
Toalhas vclpudas a 4/ e 6J a duzia.
Ditat alcochoadas de 20/ por 124 a duzia.
Cobertas torradas a2/800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*50C urna.
Casacos de l.ia bordados, modernos, l'/.
! Oanateo d algodlo de flores, largura de quatro ,
1/280 palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linbo a 30/000 a duzia.
Madapolao casca de ovo c pello de ovo a 6/500.
Enxavaes para baptisa lo, novidade, 9J.
Timoi s para menino, bordados, 4.
(,'liapos de sol de seda para senhora, de 16/
por 8/000.
Meias para hornera e scbhjra, de 3/, 4/, 5/ e
6/000.
Redes hamburguezas, 10$
Colchas a 15800, 5/, 6/ e 7/.
Verbutinas il todas as cores a 1/ o covado.
Cortes de casineta 1/, e lJoOO.
Ditos de casemira a 3 4, 5, 6 e 7/.
Loncos aba:nhados com barra a 1*200.
C l( irri > a 800. 1/ 1*500 e 2*
Casi ufira de cores de duas larguras a 2/.
Cortes de casemira para vestido de senhora, de
40/ por 20/. barfttissimo.
Zafiros liaos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para forro a l(200a peca
Vndese ou arrenda-se o engenho Recaa
| toado no termo de Serinhaem, moente
j d agna, com boas trras, etc. a tratar com
noel Ferreira Bartholo, rua do Bom Jess
6.
Cabriole!
6f50
12/000
800
1/800
500
1/500
800
2$8U
10800
400 j
200
Ve ide-sc por baratissimo preco e em muia bom
estado um cabriolet de dous assentos, quatt* so-
das e arreics para um cavallo ; a tratar tm sa-
che ira do Candido, rua da Rjda. _^_
Camisas nacionaes
A **r.oo, Sftooo e S/500
32= Loja rua da Imperatriz = 92
Vende-se neste novo estabelecimento un) bu-
je sortimento de camisas brancas, tanto deo>r-
turas e pjnhos de linho como de tdgodao, jalos
baratos precos de 2/500, 3/ e 4/, tiendo taHMa
muito melhor do qu" as que veem de estrangjSs e
muito mais bem feitas, por serem cortada* jpor
um bem artista, especialmente camiseiro, tamaoai
se manda fazer p r encommvndas, a vmtacw dos
freguezes : na nova loja da rua da ImpeaaWz n.
3-, de Ferreira da Silva.
Ao32
ttva loja de fazendas
%9 Kii da Imperatriz = 31
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento -encontrar res
eitavel publicj um variado sortimento de raaen-
as de toi..s as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tamben se Blan-
da tazer por eneommendas, p r ter um bom rnes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
S*-
0!
Em vista dos grandes progressos da idea de que
se gloriam as naces civilisadas, o commercio
fn afl mpanbar eaae pro^resso, visto que elle
o mais i iderosj elemento do engrandeeiraento das
, uacots : Cui /iota do que annuijeiam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ba estreita do Rosario 1
Grande s rtiniento de generes alimenticios, es-
' eo'ha dos quaes, os annuncisntes teem sempre
| maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregu es Lieuibramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sare.
Venham ver, pois :
Qu'-ijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
j Dito do Maranhao.
Fruct08 seceos, como :
| Passas, ameudoas, figos, etc.
Ditas
nacionaes.
de"280 e"3J o" co'vdo';' assm como'se encarr- I Doe d.e ^^ aB qualidades.
gam de mandar fazer costumes de casemira a ; Bolachinha inglesa.
30*. sendo de paletot saceo, e 35/ de fraque, bemeates uovss de hortalicas.
grande peeh ncha na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
CjOs barateiroa da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr. co de 320
rs o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOO na. a pera
A rua da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Furreiros.
Fust5es de setineta a 500 rs o
corado
Alheiro & C. rua da Impcratri ven-
dem um bonito sortimento de fustSes brancos pele
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
Especial idade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cervej de diversas marcas.
Bem assim :
1: Araruta fiua em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perila.
Especialissimo m&tte do Paran, em p.
Ainda mais :
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capio & ''., rua estreita d>
Rosario n. 1.
AS AGRICULTORES
Rua da Imperairlz-St
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas aba
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgorao diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados /G#*
Ditoa de casemira preta, de cordo muito,
bem feitos e forrados 1
Ditos de dita, fazenda muito melbor 12
Ditos de flanella azul, sendo inglesa ver-
dadera, e forrados lfl/OOt
Calca* preto, acolchoado,
sendo fzen 11 muito encorpada 5/60(
Ditos do eatemj.a le cores, sendo muito
bem feitas 6/6<
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8/O0(
: Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de hrim pardo a 2*, 2*500 e 3/0
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem foitas a 1/200 e 1/600
i Colletiuhoo de gregoelta muito bem feitos 1/00*'
Assira como um boni sortimento de lencos d*
linho e de algodao, meias cruas c collarinhaa, etc
Isto na loja aa -ua da Imperatriz n. 35s
Kiscados largos
a *00 ra. o covado
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, veadeaa se
riscadinhos prprios para roupas de neniaos (
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o cevadt
endo quasi largura de chita iranceza, e sai:'
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas (s curas a 240 rs.. pechincha
loja do Pereira da Silva.
FnMlAe*. elineiaM e lazlnhas a BO
ru. o covado
Na luja da rita da Imperatriz n. 32, vende-s
um grande sortimento de fustoes brancos a 501
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-ooret.
fi>zenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado.
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas at
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na laja
do Pereira da Silva.
Merino* preto a l% "-:
Vendc-se merinos pretis de duas lrguras aar
vestidos e roupas para meninos a 1/290 e 1/601
o covado, e suoenor setim preto para eufettes s
1/500, afsim como chit.s pretas, tanto lisas eomt
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na novt
laja de Pereira da Silva rua da Imperatriz nu-
mero 32.
AlKodozlnho franecr. para leaf*e
a mmi r i < iSeoo
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vena-st
superiores algodaozinhos francezes com 8, 9 e 1(
palmos de largura, proprios para lencoes de na
b panuo pelo barato preco de 900 rs. e 1/000 i
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1/280, as
sim como superior bramante da quatro largura
para lencoes, a 1/500 o metro, barato ; aa tojt
do Pereira da Silva.
Roupa par meninos
A l*>. I500 e 6&
Na no%-a loja da rua da Imperatriz n. 32, s
vend,e un. variado sortimento de vestuarios pro
i prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
j nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, dtot
de molesquim a 4/500 e ditos de gorgorao pritc.
For.aicida capanema (verdadeiro) para extinc- emtand.;casemira, a 6/, siio muito baratea-, as
gao completa da formiga saura. Vendem Martn*
Capitao & C, rua estreita do Rosario n 1.
! oja do Pereira di Silva.
.4Praga da Independencia.6
Signal
Banfleira eicamia con Miras
EXTRACTO M DA 10 DE ABRIL
INTRANSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importan
loleria est habilitado a tirar 2o:o 12^ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna rua
Primeiro de Mareo n. 23, e mais cazas do costume.
, COHKE 10 OE ABKL DE 1886, SEM FALTA.
QlO ~---------:---"




Diario He Pernambnco.uinta--feira 8 de Abril de 1886

INSTRBCQAO PUBLICA
LLLJTI rl PARECER DADO PELO ILLM.
SE. DB .AyRES DE ALBUQUERQUE GAMA.
SOBBE O COMPENDIO DE PHYSICA PARA
I.BITGRA, POR FRANCISCO DE PACLA
BARROS v
( Continuado )
I
S. S. entendo mais de Physica de que
todas as notabilidades, nessa materia, que
t odoptado o mcu livro. O volunie o o
poso io seu saber sao maiores, muito maio-
rea *" qu do todas ellas reunidas, e pro
va-e a estrella cadente do seu compendio
par* tmlumnosmetli '
Mas. por fallar en estrella cadente, re-:
eoaio-me, por assoeiago de ideas, do que
S. 8. osyaveu a pagina 78 do soa cora-
pwali, resuniindo o que dissera acerca de
auMras polares.
DiaS. S.:
Nem sempre as auroras polares silo
taf aflatas, pois "eduzem-se s vezes a
um mr luminoso ou si pies claro etc.*
N'um livro de hitara, nao so dizer coli-
sa alguma em pegamento, nao se expri-
mir oiaraincnto. urna idea, dcsculpavel
desde qua as leis da grammatica tenham
sido fielmente observabas; mas n'um com-
pendio doidrinrio, n'um livro modelo,-em
o qaal a ssencia e a forma deven apre-
sestar todo o relevo de verdade, a menor
al* i iraperdoavel
Assim, nSo se sabe o que S. S. quer di-
zc* tabre auroras polares, cuja descripgao
resane nesta parase :
! Nem sempre as auroras polares sao tilo
tom/kttm.
Completas como o que, senhor *
Ao adverbio tito S. S accrescenta o ad-
t^f<> ompktas, sem milis um til, deixau-
do, ena pertuguez o em physica, tudo por
cosoplatar, tudo s escura*, diaate de um
pheoieno luminoso I
Mas explicando P- I3 nm *emfn as
avMsram polares sao ido completas, ceres-
censa S. S.: pois reduzem-se s vezes a
um mreo luminoso ou simples clara* etc.
Este etc., magnifio neste caso.
As auroras polares redoran se
a wb arco luminoso ou simples
si, senhor, vamos suppor que assim seja ;
mas quando mitra oatet, nao se redasen,
co>o se mostrara ; qual c o estado do pne-
noweno ?
- Ora, diz S. S., para isto que escre-
vi etctera.
Va isto com vista aos seus dous colle-
gas, solidarios na Critica Utteraria.
Ninguora, que tenha ligeiras nogoas de
trn albos didcticos, ignora que certas ma-
terias disciplinares, oara satisfazerem a pro-
grammas, esto desloadas do lugar que
lhas destinara o autor.
Ganot, por exemplo, no sen Tratado de
' Physia, adoptado as Academias, traz os
artigos acerca de chuca, orvalho c nev na
parte denominada mcttoros aquosos, ao pas-
so que no seu Curso de Physica. trabalho
mais elementar, de balde se procurara en-
contrar aquellas materias sob tal titulo, per
isse que ellas se achara subordinadas a
epigraphe Calor higrometra.
Ora, se essas deslocayoas se fazem para
satiafazer a programmas de ensino, o mes
mo nao se pode exigir de um livro pura-
mente de. leitura, onde indiffercute que o
ment d, hoje ou amanha, a sua Kcao so-
bre este ou aquello pheDomeno, sobre on
das sonoras ou sobrea/ormrtcao das uten*;
laca elle idea do que c urna machina a va
por do que sao mores, o que s; de-
seje.
No emtanto, apesar do ser o livro de
que se trata exclusivamente destinado a le-
tura, e, por tanto, nao estar subordinado a
certas leis de ordem, exigidas nos metho-
dos doutrinarios, Begoi quinto pude o pe-
ni Ganot na distribuigSo da materia;
portanto, sein am-nor razao de ser nra-
y.ffmda Inventada por S. S.
Nota o Ilustre Sr. Dr. Ayres Gana, em
pri meiro caso, que nHo est ao alcance das
crianzas o calculo das alturas.
Un tal reparo que autorisa a alarmar
qua S. S. pouco conhecedor da trabalhos
elementares desta ordem, pdrquanto a mui-
to conhecida Physica e Cosmographia, pa-
ra meninos, escripta por Perier trata des-
te ponto desenvolvidamente ; Garrigaes em
seu livro, timbera para a natruoQfto pri
ranria^ intitulado Breves Leituras sobre as
Sciencias, igualmente o contempla ; a b3m
assim o faz Balfour Htewart, era suas Nocoes
de Phjsica, para a infancia.
Mu S. S. acho'i defeito nisso por que no
seu compendio mestre nada diz a tal respeito;
o para fazer crer que nao ostavat al conhe
cimento ao alean .e das crianc is (e dos
alumnos mestres ?) falla gongorilamente em
tcaloulo das alturas pelo quadrado do tem-
po gasto na queda dos corpas ; quaudo, ao
contrario, isto ura conheciraento de gran-
de utilidade e que pira adquiril o basta qne
o alumno saiba a simples operado de mul-
tiplicar.
E para que ore3poitave Ititor julguepor
si mesrao aceisajao de desordem e falta de raetho-
do, pago ao Ilustrado Sr. Redactor a gen-
tilesa do trauserever do roeu livro esta t2o : um navio todo de ferro
1 carregado dest metal.
i'czes
claro :
simples quanto engenhosa lei, urna das ue
forara descobertas pelo imraortal Galileo,
acerca da queda dos corpos :
A velocidade na qu a dos corpos
tanto raaior quanto mais alto o ponto da
onde elles se precipitara.
Desde o instanti em que urna bola de
raartira comeca a cahir, a velocidade da
queda vai sempre crescendo at que a bola
encontr o obstculo qne a faga parar.
E' por isso quo urna pequea pedra
pode prodazir um feriraento grave, cahin-
do te muito alto.
Foi Galilea, eminente professor de phy-
sica, mathematieas e astronoma, o uina
das moiores glorias da Italia, quera primeiro
recenheceu que ura corpo quo cahe livre-
feito, que a pedra gastou quatro segundos
do alto da torro ao chito ; neste caso te-
mos:
4 4=16, qua o quadrado de 4 ; por
que o quadrado de um nuirsrj o pro-
ducto da multiplicacao desso numero por si
mesrao ; depois multiplica-so ainda o nu-
mero 16 por 4m,9, o que d:
t6x4,u,9=73m5, qu*, como disse-
iiios, 8r a altura da torre ou o e-p k;o
p^rcorrido pda pe Ira era quatro segun-
dos.
Achou S. S. tamben intil a nocilo los
qua Iros comparativos do peso especifico
dos corpos; e a primeira razao porque
uao a deu no seu uorapen lio para mestres,
e, no cuso de ter silo aceito o raeu liro,
po Ic.-iam os meninos das escolas primarias
ensinar ao3 futuros profeasores formados
na Escola Normnl. que a agua salgida,
em ignaldide de volume, pesa mais que a
gua doce e o vinho ; o leite mais qiu o
alcool e o ouro muito raais que o forro o
o clin nbo, etc.
Nojo utihasiraa, qu^ apenas ociupa no
livro enze linhas, (qu'i birra con o nume-
ro 11) e d idea e explica u:n phenomeno
admiravel: a razao pela qual um prego
nagua vai ao fundo, no emtanto Jluctua
e completamente
Achou tambora S. S. desnecessario que,
fallando o livro de leitura sobre ditferentes
ascensoes de aeronautas, dsso agraduaclo
das teup?raturas observadas por elles,
quando essa noticia abrange, apenas em
seis linhas, no o a temperatura como os
metros de altura a que subirara essej n -
vegantcs do ar. Condemnou rae S. S. por
essa noticia porque no seu compendio mes-
tre cousa de quo niio se trata.
Censurou-rae ainda o Ilustre Relator
por haver eu dado, n'um Uro de leitura, a
integra dos documentos sobre a prioridade
do padra Bartholomeu de Gusmao, na n-
venc,3o dos aerstatos, cora o qua diz, para
phrisar bera o desperdicio do tirapo e do
monta no espajo percorre,.durante 03 se- papel, e a desnecessidado de serera vulga
gundos successivos de sua qu la, espagos
representados pela serie dos nmeros ira
pares :
1, 3, b, 7, 9, 11, etc.
Assi Oj ura corpo que cahe percorre :
risados taes documeutos, o que mo oceu-
pe disso desdo a pag. 69 at 76.
No juizj do S. S, o Brasil j bastant-j
opulento de glorias o invenjiles, para ca-
recer reivindicar para si mais a dos(aros-
No primeiro segundo, 4 metros e 9 cen-' (atas, a que os francezes dio como delles,
tinutros; no segundo inmediato, 5 metros o com tal sentimento de verdade quo os
multiplicados por 3 ;no terceiro segundo, irm2o3 Montgolfier tiveram, a 5 de Junho
4 metros c decmetros multiplicados por de 1883, um centenario em que o enthu-
5; no quarto sogundo, 4 metros e 9 de- siasmo nacional figurou como primeiro ele-
FOLHETIM
ANGELA
POR
247135 23 3UIT TIH
(Con t i n a a c&o do n 7 9 )
IX
A moja tiroi da ageada a carta do pai
e desta a nota do banco que al encerrara
o pl-a em cima do balcao.
A dona da loja abri a gaveta, do di-
nheiro, collonada diante della, e de dentro
de urna velha carteira tirou dez biliietes
de cem francos e os trocou pela nota de
mil.
Destas notas do banco Cecilia fez duas
partes igures.
Metteu cinco no enveloppe da carta pa-
ternal.
As outras cinco foram collocadas entre
duas folha3 do seu agenda.
IstJ feito, agradeceu obsequiosa dona
do arraazem e continuou seu carainho na
mesma direceo.
Emquanto caminhnvf, ochava para a di-
rei*a a para a esquarda e examinara como
so procurasso urna taboleta.
' Quando chegou avenida de Clichy p-
roli de repente.
Em frente deiU via-se urna loja, cuja
frente era pintada ce preto cora filets ama-
rellos.
Por cima da porta e n'uma t.iboleta pre-
ta liase em grossos caracteres amarellos
cst palavra nica :
llervanaria
Atravcz os vidro3 tornados quai opacos
por aque la temperatura glacial, divisavam
se vagamente frascos de bocea larga, vi-
drinos, plantas sebeas, etc., etc.
Cecilia teve um curto momento de inde-
cisSo; mas muito curto.
Urna vez resolvida, atravessou a calca-
da, poz a mao no fecho da porta e entrou.
J dissemos que um espesso veo lhe co-
bria o rosto o lhe oceultava as fei^oes.
Sem este veo a sua pallidez teria se
moarado vordadeiramente assustadora.
ciratros multiplicados por .
E assim por diante, multiplicando so
ment de patriotismo.
Achou S. S. que para um
livro de lei-
aerapre 4 metros e 9 decmetros pelo nu- tura nada valia dar a integra de documen
mero impar seguinte, tera-se, deste modo, tos que vulgarisam a gloria do Brasil por-
o espac.0 percorrido duranto cada novo
segundo.
Supponharao3 que se trata de raelir a al
essa invengao, documentos cuja pubcida-
de n'um livro popular me tez rocolhcr
como flores elogios do toda a mprensa bra
-Kp
pedra do alto da torn, e observa se que
para chegar ao chSo ella gastou quitro se-
gundos ; ent3o se diz (enunciando ura sira
pies calculo de multiplicar, ou praticando o
na pedra ou no papel, tendo o alumno o
cuidado de separar, por urna virgula, u
ultimo ilgarisrao do producto para indicar
a frcelo decimalJ :
No Io aeg. a ped. porcor. 4'n9
No 2" > i i) 4",)m3=I4",7
No 3 o 4"',9>4 5 :24'",5
No 4o * t 4m,9 x 7=---34"',3
Total... 78"',4
(Setenta o oito metros e quatro decimetro3)
que srr aaltura da torre. Deste modo,
podc-se medir igualmente a profundidade
de un pojo, a altura de urna montanha ou
de um sobrado.
Tambera se faz este calculo por outro
molo, multiplicando por si mesmo o nume-
rle s'gundoi gastos pala pedra no es-
pago percorrido ( o que se chama tomar
o quadrado dotempo), e, depois, o produc-
to desta multiplieagao, per 4"',9.
tura de urna torre : Deixa-se cahir urna sileira, particularmente da de S. Paulo, de
onde era filho Bartholomeu de Gusmao;
que motivou exp-essoas de louvor da sua
Assembla Provincial, que autorisou a
compra de 2000 exemplares ; quo me fez
receber parabens da notaveis escriptores
entro elles o lxm. Sr. conselheiro Costa
Pereira, Ilustrado o dignissimo presidente
da briosa provincia de Pernambuco. S.
Exc, que ura dos nossos homens da le-
tras que dispoe de raaior cabcdal de illus-
tragao, e tem o mais delicado gosto litto-
rano, fes rae a boira de escrever una no-
ticia sobre o apparecimento do triumplio do
livrinho de que se trata, ao terapo em que
a Gazeta de Noticia, da curte, iriava se no
talento do Dr. Ferreira de Menezes, de
sempre saudosa memoria.
Perdoe-me, pois, S. Exc, com aquclle
bom coragSo que lhe conhego e a sua vida,
se lhe pego rae defenda nesto ponto com
a eloquencia de saa palavra, consentindo
que eu transcreva todo o seu bellissimo
e autorisado artigo, era vez de o fazr s-
mente quanto ao ponto rerca de Bartho
' meu da Gusmao.
As palavras de S. Exe. tora tanto mais
, valor quanto partera de ura distiucto litte-
Assim, supponharaos, do mesmo modo, ,rato, que havendo feito suas primeiras ar-
para verificar a exactilao do calculo j mas para graduarse com o badiarelado
A porta, quando se abri, fez resoar
urna campainha.
Ao ruido da campainha urna mulher de
cerca de cincoenta annos, sahis de urna sa-
la situada no fundo da loja e deu alguns
passos ao encontr da moga que acabava
de fechar a porta atraz de si.
Cecilia estacou, presa de grande pertur-
bago e sem saber so devia avangar ou re-
cuar.
Deseja alguma cousa, rainha senho-
ra ? perguntou a mulher que acabava de
apparecer.
Cora voz tremula-a recem-chegada bal-
buci u :
A senhora que a dona da loja de
hervanaria ?
NSo, rainha senhora... Sou apenas
a criada da Sra. Ang.di ; mas substituo-a
muitas vezes e posao servil-a.
Era mesrao Sra. Angela que dese-
ja va fallar.
A criada olhou cora curiosidade para Ce
tilia, procurando ver-lhe a cara oculta
pelo veo, e dias :
Entilo para negocio particul?r ?
Sira, senhora, para negocio particu-
lar.
E' que a Sra. Angela sabio.
Mas, sera duvida, nilo so demora ?
Pelo contrario, nao volcar tilo ce
do.. Deve ficar todo o dia fra. Nao jau-
ta em casa e nao estar de volta antes das
dez horas da noite.
Entretanto, preciso vela, murmurou
Cecilis.
Tratase de alguma cousa argente ?
Urgcntissima, sim, senhora.
Entilo, tenha a senhora a bondade de
voltar aqui s dez horas.
Voltarei.
Cora certeza ?
Con corteza.
Ncso caso, previnirei a rainha ama
da sua visita e se olla chegar mais cedo,
< aperar pela senhora.
-Pois sira ; pego lho este favor.
A senhora qner ter a bondade de me
dizer o s m norae ?
E inu:.il. .. A sua ama nao mo co-
nhece.
Cculia sabio da loja de hervanaria.
Eraqn.nto tomava o carainho inverso do
quo havia antes seguido, pensava :
E' ama demora... e eu tenho na-
cessid de de nao perd r terapo !
A moga fui direita para a casa era que
raorava.
J de volta, menina diase-lbe cora
um, pouco de admiiagSo Brigia, que a nilo
esperava to cedo.
E' verdade.. a pessoa que eu pro-
' curava nSo cstava era casa. .. Vulto l
esta noite.
A menina parece contrariada.. .
Estou ura pou ;o, por ter dado urna
caminhada intilmente.
Ora adeus I fazer exercicio muito
boin e a senhora nao o faz quanto devo.
Cecilia depois de entrar no quarto, tirou
a capa e o chapeo, extrahio do agenda os
cinco bilheles de cem fran?03, qua alli ti-
uha collocado a que fecliou n'uma gaveta;
deixando os cinco bilhetes reatantes na car
ta que havia recebido horas antes.
O fogio acceso pela raanh por Brgida,
pjr falta do combustivel, estaba se apagan
do.
A filha de Jayrae Berner detou carvao
de pedra na grclha, abaixou a chapa o o
fogo pouco tardou era atear-se.
Ento Cecilia arrastou para perto do fo
gfto urna grande cadeira de bragos na qual
se dcixou cahir corao que prostrada p--Ia
fadiga o cntregou-se ao sombro scismar,
scismar que achaiLOS superfluo explicar lhe
a natureza.
Deixemos a moga com as suas raedita-
g3es.
Deixemos tambera a casa da ra das
Damas, volamos ao centro da Pariz, era-
brenhemo-nos pelo boulevard Saint-Martin
c ruguemos ais nosses letores que nos
acompanhera cstalxgem dos A.trcts.
A estalagera do3 Adrets urna cerveja-
ria restauraut, installada exactamente no
lugar outr'ora oceupado pelu caf do thca-
1ro. da Porto Saint Martin.
E n Pariz, essa basbaque por excellen-
c a, onde tudo quanto novo parece en
cantador durante certo terapo, mais ou rae-
nos lon,'o, o estabeleciraento creado pelo
actor Mousscau nao po iia aoixar de obter
rpida voga, gragas sua originali lade.
O aspecto da estalagera dos Adrets nilo
lembra em nada a physionomia dos cafs
deslumbrantes de espelhos dourados, dos
restaurants luxuosos, nem mesmo as ta-
vornas de tapessarias flamengas, com vi
dragas de cOr o raobilias de earvalho es-
culpturado e qua prctendera fazer r'viver
a idade media e a renascenga.
Gragas a un pintor decorador, a quora
u\o faltava era gusto era talento, as sol
das parados de cantara nham tomado por tora e por dentro a ap
parencia de paredes velhas, roeio barro,
meio madeira, taes quaes poderiam existir
em Lettras, formou se em s:iencias J-
ateos, e Sociae8, a com e3sa preparo tem
Iluminado o seu elevado espirito, cultivan-
do cora amor, na mais enrequacida biblio-
theca particular que se conhece na corte,
e lhe portence, nSo s<5 as sciencias abs-
traas o philosophicas, como todos os ramos
das sciencias physicas e naturaes qua ira
mediatamente entandem com o progresa)
da vida social ; circumscrevendo todos es-
se8 nvejaveis conhecimentos no gran-
dioso e Iluminado circulo Iliterario de sua
capacidade intellectual, muitas vezes pro-
vado.
Eu o que disse 8. Exc, naquella jor-
nal, a 27 de Janeiro do 1881, sobra o
meu pequeo trabalho :
o Gomj>endio elementar de physica para uso
das escolss primarias, por Francisco de
Paula Barros..
c Dos prelos dos Srs. Pinheiro & C
acaba de sabir, ntidamente impresso, este
livrinho, de extrema utilidade pratica.
Nao ha duvida, no estado actual da
nossa ivilisagao, quo o conheciraento dos
principios elementares da physica consti-
tu, em vez do simples ornaraentag.lo do
espirito, a satisfagao de uina necessidade
que entende com o progresso c bera estar,
astiin dos individuos como da socio lade.
Fa:il comprchender qua o estado e
explcago"38 das leis geraes a que obede-
cen os phenomeno3 manifestados pelos
corpos, quando nao soffrem altergao em
aua natureza e coraposigao fornece ao ho-
ra era o mais proveitoso ensino, nilo s para
praservar-se de innmeros perigos, mas
ainda para utilisar-so das frgas da nature-
za, no intuito do seu desenvolvimento e
prosperidade.
A importancia de tal conheciraento tem
levado os paizes onde raelhor se distribue
a educagilo popular a incluir esti discipli-
na no prograraraa das escolas de e .sino
primario de grao superior, c ainda no dos
de inferior cathegoria, sob a forma da no-
gi">e3 elementares no curso geral di lei-
tura.
E' o que so observa nos diversos es-
tados da Alleraanha, na Hollanda, Franga,
Blgica, Estados Unidos, e entre nos aca-
ba de ser cnsaialo ora referencia Esoola
Normal da corto.
Neste intuito, quer para o ensino as
aulas primarla?, quer para instruegao das
classes que se nao applicam especial ou
prufissionalmente ao estudo desta materia,
deve prestar o mnis valioso servigo um li-
vro como o do que sa trata, em qus se
achara comsubstanaiados com extrema cla-
reza o a concisao observada p >r Brewer e
outros benemritos vulgarisadores, os prin-
cipios geraes da sciencia, quaes os ensi-
nam Ganot, Langlebcrt e Benevidos.
Vinhatas, perfaitaraento adequadas,
completara as explcagoe3 do texto, alias
formuladas em termos qua as poam ao al-
cance do vulgo.
O livro do Sr. Paula Barr>s, traluz
ao mesmo terapo urna idea felicissiraa, e
um bom servigo prestado educagilo na-
cional:
Escrovendo o, o autor teve sempre
presente ao seu espirito aquclle patritico
intuito.
a Disto testegtunho a solicitude cora
que reivindicou para o nosso conterran-'o
Bartholomeu de Guemilo a gloria de ter
inventado o aerstato, adduzindo documen-
tos, por ventura geralmente deaconhecidos,
nilo obstante havel os j publicado, ha cer-
os de trinta annos a utilissima, mas por
iufortunio quasi nao lida, Revista do Insti-
tuto Histrico e Geographico Brasileiro.
Fechado esto ponto cora chave de ouro,
como (ica, continuo no inglurio carainho,
quasi intransitavel. pola aegito densolidora
do martello do Ilustra Sr. Dr. Ayres Ga-
ma. S. S. muito pouco t=ra construido,
que eu sai ha, e por isso que se esclare-
ce risonho luz pavorosa do incendio que
ateia era seara albeia.
Todo os que tiverera em si urna unida-
de para servir do termo de comparagilo
quantidale de trab4!io,da intelligencia dos
ha ce n annos n'uma estalagera da provin-
cia.
Dahi lhe veio o titulo, tirado do uraa
pega outr'ora famosa, tornada a represen-
tar com inmenso xito, e na qual Frede-
rico Lamaitre o Scrros crearam os papis
nolvidaveis o tornados legendarios de li-
berto Macairo e de Bertrand.
Mesas de madeira, escabellos rsticos,
buffetes aotigos, faiangas velhas e velhas
gravuras pregadas por toda a parte, uten-
silios do terapo passado, pichis em lugar
de garrafas, tudo emfira lerabrava a esta-
lagera dos Adrets.
Alli nilo falta absolutamente nada ; era
mesmo Rbberto Maestre c o seu fiel Ber-
trand.
Duas figuras de cera, de taraanho natu-
ral, r presentando Bertrand e Roberto Ma-
cairo vestidos cora as roupas tradicionaes
da pega de Saint Aman 1 Antier o Benja-
mn, flanqueados por uraa criada de touca
e saia curta, formara um grupo no fundo
da sala em frente de urna larga e alta cha-
min.
Criados vestidoi de caraponezes do ulti-
mo scula, de calgoes, meias listradas, sa-
patos de fivella, de camisa do borel e ves-
tajcr clara nilo scriam, por acaso, compar-
sas sera eraprego substituom os criados de
caf, do gravata bransa, jaqueta prata o
suissas Julio Ferry.
Ao entrar daquella pittoresco restau-
rante, dir-se hia que tiuhamos voltado ao
scculu passado.
Tudo quanto a< abamos do dizer nao era
domis para justificar a voga o fizer cor-
rer alli toda a cidada de Pariz ou palo me-
nos o Pariz curioso destas cousas ?
Na estalagera dos Adrets succede se um
publico que varia conformo as horas. Da
dia silo os transentes e curiosos.
A hora de jantar, grande nu raer i do
gen-e decidida a assistir no espectculo da
Porte Saint Martin.
Durante os entre-actos os bebedores de
bocLs.
Finalmente, depois do espectculo por-
que o cstabelouiraento fica aberto grande
parto da noite, pandegos, noctmbulos, mu
heves da roda de corteza de todas as mar-
es, comediantes, comparsas, cantores e
cantoras de caf-concerto.
Nao ha gabinetes perticulares.
Salas livres, onde reina a mais completa
so u ceremonia, onde cada ura Lila alto,
r o canta sua vonlado e onde se cruzara
o encontram as interpellagoes.
A alegra a mais gaulean, aconipan,hada
de um barulho in^rail.
outras, respeitam na ondo quer quo ella
apparega, qualquer que seja a sua forma,
desde que traga em s o signal caractistico
do bem.
A pratica do contrario, a rjvelagao de
qua se desconhece essa poderosa unidade
de sabedoria ; o o egosta, que um ele-
mento perturbador da organsagao social,
nao a tem nunca, por querer tudo para si,
nada concedendo aos cutros.
Censura-rae ainla o Ilustro critico por
rae haver oceupado da pag. 78 at 82
com a theoria por ora paradoxal, na phra-
83 de S. S., da riirecglo do3 balocs.
Quatro paginas escripias n'um livro de
leitura sobre tilo intoressnnte assumpto,
ser virara de motivo para que S. S. au-
gmentasse mais pe:o sua voluir.osa ao-
cusacilo.
Quatro paginas, sendo urna deltas tola
oceupada, com cxccpgao de duas linhas,
por urna gravura da ascenso do b.l.Io Vi-
ctorin, do Julio Cesar, com agrupabas de
Ilustras pessoas quo assistiram a experien-
cia, tac3 como S. M. o Imperador, minis-
tros do imperio e da agricultura, etc. etc.
Mas si 3. S. achou muito que eu oceu-
passe quatro paginas cora esse assumpto
a paradoxal por quo nilo foi leal, ver-
dadeiro e honrado, corao curapria sel o,
f do seu juramento de hornera publico, do
profc3sor da raocidado, diante de quem s
deva ser ura espelho de moral; por que,
digo, nSo foi i;al verdadeiro o honrado
declaran o que uraa dessas quatro paginas
ero oceupada por urna gravura? 1
Ah que S. S. nunca disso e era lhe
convinha dizer, quo o livro, qua entenieu
atirar fogueira da sua sabedoria, est
todo intercalado de gravuras, alertas em
madeira ; esto ura dos seus mereciracn-
tos ; raas S. S pareca sempre ura crime
dizer que havia no livrj alguma cousa que
prestasse.
No"eratanto7 parece-me cabido aqui um
reparo : Quando S. S- escreveu o prefacio
das S2 paginas do seu Tratado de Physica
para alumnos mestres, disso:
* Conhecenlo que o ensino da p'iysica
nSo pode ser fructfero sera o auxilio das
figuras, que'sao como qua a demonstragilo
palpavel, augmentamos a clareza da ex-
posigilo cora 03 desenhos dos instruraontos
mais essenciaes.
Isto oscreveu S. S. para sra prove
to. Mas ponsa o Ilustrado publico que no
correr do livro de S. S. o Icitor vai com-
parando a loutrina quo vac sanio oxposta
com o seu respectivo desenlio, de modo a
ir claramente comprchandenio o texto,
sem esfurgo nom inaora.nodo?
Qual I S. S. collocou a emonstraech i d-
pavel de suas figuras, no fira do livro, de
modo que o leitor, ou para nilo neoramo
dar-se, nilo as v, e, neste caso, nada ti-
car saben lo, nenhuraa idea ter do qua
leu, por que S. S. nilo so oceupa do por
que matkematico, nada demonstra, e era
e-cemp'ifica, ou ir consultal-as a cala pa
lavra do texto, e, neste vae vera, do dse
nho theoria, da theoria ao desenlio, per-
de pelo menos raetade do que, com utel
ligencia aguda, poderla comprehender,
quebrando se-lhc o fio do ideas entre o
balancear da cabeca e o movimento dos
dedos.'
S conhego outro livro oeste gosto, o
Manual de Phys'ca Div rtida publicado em
Paris, ora 1837, ha quasi 50 annos, por
Fontenelle.
No emtanto, S. S. que conhece o poder
dos gravuras para a boa comprehengao
das theorias da physica ; quo sabe dar ao
desenho ura colorido to escarate, augraen
tando-lhc o valor, teve ura silencio pro
fundo, uraa mudez da esphinge quanto
s gravuras que intercalam todo 9 meu li-
vro, as quaes nilo sao estampas Utthogra
phteas, mas gravuras ylographicas, isto ,
abortas era ex -.ellente buxo o por bom di-
nhc.iio.
J se v quo a Critica Litteraria de
S. S., tendo por contra forte os nomes dos
seus dous condesceadentes companheiros
de secgao seguio carainho contrario ao da
orientagao dos tres ra magos, smente
para nao fitar o brilho da estrella da ver-
dade ; raas os raios desto astro de primei-
ra grandeza conseguirara clarear a penum-
bra onde so acocoravam as sombras das
inexactidoes do Parecer; o o respeitavel
publico do Pernambuco, principalmente,
fica conhecendo o valor m >ral desta questae,
peda succulenla Crit'ci Litteraria do S. 9.,
apreciada por mira, sera o raonor brilho,
raas cora toJa a franquasa o sinceridade.
Achou muito S. S. 4 paginas, menos
urna, igual a tres, escripias a proposito da
directo dos bddas. No emtanto, as aseen-
aSss que diariamente se fazam no mundo
civilisado, enchein livros e livros do3 raais
curiosos e arriscados ipisodios de via'jren3
areas. No emtanto, a n?, raais do quo a
uenhu na nago do mundo, deve interes-
sar a resolugSo pratica des3; rearavilhoso
problema, por quanto j nes3a to glo-
riosa iuvengao, quo augmentar das mais
vivas cores no dia era quo for tirado, por
quem quer quo seja, o verdadeiro valor
do X.
Emquanto na Europa publicani-se quasi
lodos os dias revistas scieutiticas censagra-
das electricidade e historia dos aers-
tatos, tendo esta serapro o mesrao epilogo :
ternd os dirigiveis ; em quanto era Pars
os irraos Tissandier o os capitiles Ranard
c Krcbs no3 seus balo*as elctricos mor-
gulham sa, a todas as horas, nos nevoeiros
dos quatro pontos card 'ae3 da bella capi-
tal da Franga, precipitando a marcha para
rovolugao de tilo grandioso problema, a
Allemanha gista montes de ouro em con-
tinalas tentativas, e Bruxellas tera, come
n'um frequentado porto de mar, constan-
temente navios no3 ares; no em tanto, era
Pernambuco, ao Brasil, a patriada in7en-
gjlo dos aerstatos, nilo se admita as es-
colss jaUieas ura livro de leitura por que
vulgarisa curiosos documentos dessa gloria
toda nacional, c ura do3 seus defeitos
apostados contar tres paginas escripias
obre esse ponto 1
E' caso do levantarse um viva brava-
gente Basiltira I
(Continua)
VAUEPABES
Dilo accesso estalagem dos Adrets
duas entradas.
Urna, a quo d para o boulevard de
Saint Martin, sendo conhecida do todos,
deixaremos de a descrever.
A outra, estabelecendo coramnnicagao
com a ra de Bondy, fechada por duas
pequeas portas, quo se abrera sobra duas
escadazinhas, da quaes uraa conduz s
cozinhas do estabeleciraento.
No momento em quo entramos a porta
do restaurante cervejaria que acabamos de
dejerever, os freguezes erara era pequeo
numero.
Algun3 bebedores de cerveja enchuga-
vara bocks, jogando o basigue chinez e o
domin.
Urna certa quantidade de curiosos visi-
tava as salas o examnava as gravuras co-
loridas da poca, contribuindo por sua par-
te ao caracterstico do conjuncto.
A uraa pequea mesa estava sentado ura
hornera, solitario, dianto de ura copo de
absinthio.
Cora o cotovello encostado mesa e uraa
das fontes apoiadas na rnilo direita, pare-
ca reflectir.
O olh. r, ura tanto vago, pareca attrahi-
do pelo liquido cor 4B "pala quo enchia
approxiraa lamente duas tergas partes do
copo.
Era um rapaz bastante bonito, de vinte
o oito a trinta aunos, muito trigueiro e to
paludo que e diria quo o sangue nao lhe
circu vv.i por djbaixo da pelle.
01ho3 encovados, cercados de um circu
lo azlalo, biilhavara lho com um fulgor
singular, febril, inquietante.
Usava a barba tod fina, ondulada e
de um preto azulado.
NSo erara menos negros os cabello*, di-
vididos por urna risca em duas massas
iguaes e eraraoldurando-lha a caa cora o
seu annellado natural.
A testa alta, de soberbo dosenho, an-
nun.'iava intelligencia deseavolvila.
As raaos, sera luva, erara finas, brancas
e tratadas. ,
Os ps, muito pequeos, anda parece-
ran) menores so nao fosso o mo estado
das botinas que calgava o enjo aspecto tra
hia um longo uso.
A roupa, do bom corte, asseiada, mas
gasti", e no fio, provava i t a evidencia,
que o seu propriotario se achava n'um mo
ment diffi il da vida.
Estava na pininhyba, corao diz o povo
na sua linguagem imaginosa.
Ncsto moracnto soaram quatro horas no
relogio rustico, acerrado n'um longo esto-
Escaadalo na opera de Lon "icv
Dizera de Londres ao Fgaro, era da-
ta de 7 do corrente :
Produziu-so hontera noite, na opera
italiana, no theatro do Her Mage3ty's um
escndala monumental, e tilo monumental
que toraou as proporgSos de uraa extraor-
dinaria partida de Carnaval
Depois do 1" acto do Fausto, os msicos
da orchostra, que estavam era atraso, re-
cusaram-so a contiuuar com os seus servi-
gos. Em seguida a quarenta minutos gas-
tos em combinagues, accordes, esperas tran-
bigencias, etc, raetade da orchestra tomou
os sus lugares e prestou se a tocar.
Vera o 2" acto, os maaliinistas imitara
03 msicos, o contra regra insta, roga, sup-
pliea, exora para que elles ponhara o sce-
nario no seu devido jog1, raas a nada sa
moverara 03 brutos.
Lcmbrou-se en'.ilo o atarantado coatra-
regra do propr ao publico a substituigao
do espectculo pela exocugSo do hymno na-
cional. Ura tumulto indescriptivol, ura in-
fernal charivari, urna herrara ensurdecc-
dora, acolharara esta proposta : fizerara-se
era estilhas cadeiras, fauteuils, pareca O
acabaracnto do mundo.
Mas o raais extraordinario do caso foi a
invasilo na sala de todos os coristas e bai-
larinas, implorando a caridada do publico,
dizendo-ie que raorriam de fomo. Alguna,
cobres bragados para o raeio da sala forara
disputados a murro, a socco o a aropelliilo
bravio.
Esta sceHa probngou se por urnas duas
horas. No appareceu nem ura polica o o
dirsusqr safou se cora a receita bruta.
jo sarapintado da cores vivas, a que vu!
garracnte so chama cuco.
O bebedor de absinthio levantou a cabe-
ga c olhou para a porta que d para o bou-
levard.
A poita abrise para dar passagem a
um sujeito, quenteraente envolvido n'um
paleto com golla do pelles.
O recera chegado nao tinha ainda trinta
annos completos.
Nilo exista nenliuma semelhanga positi-
va entro elle e o bebedor le absinthio,
raas a cor parecida da tez e dos cabello
e uraa especie de affinidade na physiono-
mia, denotavam qua ambos pertenciara ao
rnesmo paiz, a Italia.
O recein-chegado detou ura olhar rpido
era torno delle.
O homem de roupa no fio fcz-lhe sg-
naes.
O outro vio e dirigise para o seu lado.
Trocaram ura aperto de rao, quo p trs-
cia cordial.
Escravcste-rae para que viesse, o aqui
estou, disso o bebedor do absinthio. Anda,
assenta-te aqui o a bara vindo. Trazes-rae
a fortuna ? Era uraa cousa que vinha a
proposito.
Estas palavras que acabamos d escre-
ver eram pronunciadas no mais puro ita-
liano, lingua materna dos dous homens nas-
cidos ura o outro era Florenga.
Emquanto so sentava n'um banco, o re
cera-chegado vplicou :
A fortuna ? Iuftlizracnto nao, meu
pobro amigo.
- Ao menos esse eraprego de que mo
dste esperanga.
Ainda urna decepgSo ; niio o conse-
gu.
Pudra! J estava certo disso, an-
tes, disso o primeiro int'rlocutor, raas des-
ta vez era francs o sem que a menor ac-
pcentuagao trahisse a sua origera ostrangei-
ra. E' l possivel que qualquer cousa tenha
bom xito, quando se trata de mira ? Na-
guc.il me quer !
Todos te querem a ti, a quem nin-
guem contesta o marito ; ir.as a tua repu-
tagSo mette medo a todos.
E' verdade. .. charaara-me o baba-
dor do .ibsyathio... bem o sei.
E infelizmente te o razSo. Tu era-
briagas te
(Contiiwnr seh a)
Typ. do Diario, rus Duqon de Casias n. 42.
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I
1

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MUTIIUO 3


Full Text
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