Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19256


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Full Text
amo un ionio n
I
)
PARA A CAPITAL E 1.1 JAB OSDE AO SE PACA PORTE
Por tres mezcs aiantados ... ........ 6*000
Por seis ditos idem....., ..... 12*000
Pof um auno ideai..............\ 24*000
Cada numero avulso, do mesmo dia............ 100
""l-IHA 7 BE ABE CE
---------
Wjjll PARA UE.\THO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados..............
Por nove ditos idem................
Por um anno dem................
Cada numero avulso, de das anteriores..........
PERNA
13*5OG
2O*0fjO
27*000
*1J0
proprieirate t Jaiwel Xifiuetra t>e Jara & Mto$
TELEGRAMAS
T
sss7:: s ::-:.\t::a un
(Especial para o Diario)
BERLN, 5 de Abril.
O RcicbMng votou o projecto de i ni
paulo Kobrc o ainurar.
LONDRES, 5 de Abril.
O gencrHl A. Cus ni a a Illanco "oi
pleito providente da Repblica de
Veoeiarlla.
ROMA, 5 do Abril.
>ns eiplieraw parlamentare cor-
re o boato de que cnIu prxima a
iissoiiii .i'> la Cmara don Depula-
lo. e |ue vo dame modillcace
ilui*ti*riae*.
BELGRADO, 5 de Abril.
Acaba de formar se um mlaiNterio
nervio *ob a presidencia do r. 4.a-
racbanine.
LONDRES. 5 de Abril, i noito.
Fallecen r< i: ForMer. nolabil Ja-
de do partido liberal.
MADRID, 5 de Abril, tarde.
Os rcsullntlu conbecldow dan elel-
ocs que acabam de ter lugar para
a Cmara tos UeputadoN podem ater
assiui remolido) :
3IO deputadow raveraveia a mi
niwterio.
121 fia oppoMiro.
Agencia Hars, filial ejj Pemambuco,
6 de Abril de 1886.
da Cunha, Juvonoio Nogueira de Moraes e
Jos Egydio Garjez Palha com ogro de
cavalheiros da ordera do S. Bentode Aviz.
Foram noneados :
Inspector de bygiene na provincia do Pa-
ra, Dr. Augusto Thiago Pioto ;
Inspector de saudo do porto da mesma
provincia, o Dr. Fernando Ferreira da
Josta ;
Inspector de hygieno da do Pernambu-
30, o Dr. Cosrao de S Pereira ;
Inspector do saude do porto, o Dr. Po-
1ro de Athaydo Lobo Moscoso ;
Inspector de bygiene de Matto-Grosso,
3 Dr. Augusto Novis.
mesma Alfandega. Manoel Gomes da (ins-
ta Nunes; procurador fiscal da Thesoura-
ria de Fazenda da provincia do Espirito
Santo, o bacharcl Ernesto Vieira do Moli.
Por decretos da m?sma data foram apo-
sentados :
O guarda mor da Alfandega do Rio de
Janeiro, Gervasio Nuqs Pires.
O procurador fis:al da .Thesouraria de
Fazenda do Espirito-Santo, bacharel Jos
Camlo Ferreira Rabello.
-----------------sSQSs*----------------
Ministerio da Agricultura
Por portara de 26 de Marco foi nomea
Por portaras, tambera de 27, foram ido o engenheiro Antonio Lupicinio Buar-
aoraeados : que para o lugar de conductor da linba
Membros da inspectora da bygna da da estrada de ferro de Paulo Affonso, per-
jrovincia da Para, os Dr3. Pedro rbacu-
le dos Navegantes e Joaquina Marques Re-
g-
Secretario da mesma inspectora, Jos
Jansen da Silva Paco.
Ajudante do inspector de saude do por-
o da provincia do Para o Dr. Mecenas
?acundo de Lima Salles.
Secretario, Severino Ferreira Dias Por-
tugal.
Membros da inspectora de bygiene da
provincia de Pemambuco, os Drs. Matheus
Yaz de Oliveira e Augusto Seraphim da
Silva.
Secretario, Frederijo Augusto de Siquci-
i a Cavalcante.
Ajudanto do inspactor do saude do por-
to da mesma provincia, o Dr. Jos Julio
Fernandes Barros.
Secretario, Riginaldo Inojosa Lustosa
c o Menezes.
Por portara de 23 do mesmo mez
f) nomeado Luiz Marianno de Azevedo
Marques, para o lugar de secretario da in-
spectora de saude do porto da provincia
ce S. Paulo.
~-i-.^,- .
INSTRDCCIO POPDLAR
ECONOMA POLTICA
(Extrahido)
DA BIBLOTUEC.V DO POVO E DAS ESCOLAS
(Conlinuaco)
CAPITULO III
Troca e circulaco da rlqueaa
Papel rapsESBarubO moedaMuitas vezes as
trausaccoes, em vez de se usarem verdadeiras
inoedas inetalliCiis, empregam se papis que repre-
sentan! determinado*valores, expressoseu: moeda.
Os papis p-ra tal fita osados eao : as notas dos
bancos, os cheqiu a, o papel-moeda e as lettras de
cambio.
'Notas do banco so promessas escripias em que
o banco i". > :s etnitte se obliga a pagar, vista
de las, i> valr q te :cim declarado.
Chequ b s-> ord m a um banco, em que nm in-
dividuo qu nelle tea dubeiro depositad oidena
,.-> | tase dinheiro urna qaantia de-
terminada ao p >rtador qunlquer que elle sej* (che-
ques ao portador), o:i a pissoa designada (cheques
nomin
O pap 11 nao orno as nota3 e como os
Cheques, o signa! de um valor monetario, depen-
dente do ere-dito qne esse sign\l merece c da fa-
eilidade que ha em realisar o mesmo valor; a
prop .:m papel, com valor arbitrario fiza-
do pelo gaveras embora nao seja pela lei, mas pela
estimacio publica que o referido valor regulado.
Nao re^uer, como as notas eos cheques,nm fundo
do moeda metallica qne lhe sirva de penbor, e por
tanto pode, substituiodo completimente o servici
dos metaes em tjdas a3 transaccoes, dispensal-oa
para usos diferentes e ott'erecer assim vantageos
superiores .':s netas : mas,enquanto a anpera-
bundacia d;i moeda metallica se corrige, fondindo
se a mesma moeda, quando oseu valor desee abai-
o do do metal em barre,a superabundancia do
pspel moeda nao pode ter C3se correctivo e tem
todos os inconvenientes da de urna moeda de valor
arbitrario, f m cuja emissSo pode o governo prati
car abusos. Alm d'isso o papel moeda prejudica
muito o comrnercio da nacao que o emitte com as
pracas extrangeiras, pois que os negociantes d'es-
tas, quando recebem ou ajustam receber papel em
saldo de coutas com 03 da nacao em que-til espe-
cie de meeda circula, nao sabendo o agio ou des-
cont que elle soft"rer,"aeguram se sempre contra
o risco de perda, acceitando-o por um valor muito
inferior ao do metal correspondente.
(Contina).
2ARTE OFFICIAL
Ministerio do Imperio
Por carta imperial de 20 de Marco foi
nomeado o desembargador Francisco de
Faria Le,mos para o cargo de presidente da
provincia de Minas-Geraes, sendo concedi-
da a exoneracao que pedio o Dr. Manoel
do Nascimento Machado Portella.
Por despacho imperial de 27 de Mar-
S '
Foram agraciados :
Adriano Jos de Mello com o officialato
da ordetn da Rosa; m
Os capitaes tcnentes Jlo Carlos da Fon-
seca Pereira Tinto e Jos Antonio da Sil-
va Guimariles e os primeiros tenentes Pe
dro Gon^alves Perdigao, Cario Augusto
de Furia Vega, Francisco Ignacio Pereira
no-
.11 i ui*(crio da lustica
Por decreto de 21 de Margo foram
meados :
Juizes municipae8 c de orpbaos :
Dos termos de Camet e Baylo, na pro-
vincia do Par, o bacharel Adrio Rozen-
do dos Santos Tocantins ;
Do de Caoaceiras, na Parabyba, o ba-
eharel Graciano Xavier Carneiro da Cu-
n.ia ;
Do do Rio Forraoso, em Pemambuco, o
b.icharel Thomaz Caldas Lins ;
Do do Capim Grosso, na Baha, o ba-
charel Raymundo Ignacio da Silva ;
Do du Piumby, em Minas-Geraes, o ba-
charel JoSo da Silva Meirelles;
Do de Baependy, na mesma provincia,
o bacharel Miguel Pinto Ribeiro;
Foram removidos os juizes municipaes
e de orpbaos :
Do termo de Panc, na provincia da Pa-
rabyba, bacharel Flix Joaquina Daltro
Cavalcante ;
Do do Cajazeiras, no mesma provincia,
bacharel Francisco Claudno de Araujo
Guarita.
Foram nomeados, a pedido, os juizes
raunicipaes o de orpbaos ;
Bacbar-1 Santes Estanislao Pessoa de
Vasconcellos, dos torraos de Camet e
Bayao, na provincia do Para, para o de
Patos, na Parahyba ;
Bachsrel Luiz Ignacio da Silva Filbo,
do termo de Capim Gross, na provincia
da Baha, para o do Petrolina, em Per-
numbuco.
Foi concedida a demissao que pedio oba-
bharel Joao Coelho Gomes Ribeiro, do lu-
gar de juz municipal e de orphos do ter-
mo de Baependy, na provincia de Minas-
Geraos.
Foram feitas mercs das serventas vi-
talicias dos offioios :
Da contador e distribuidor do termo de
Sintarm, no provincia do Para, a Antonio
J( s Rebollo, nomeado pelo respectivo pro
si De contador e partidor do termo da Ca-
cl.oeira, na provincia do Cear, a Jos Vi-
d.l Pnheiro.
Por portara de 26 de Marco:
Foi nomeado Alfredo Henriques da Ser-
ra Aranha Jnior para o lugar de araa-
nuense'da secretaria da junta commeraal
de Bclm
Em 26 do mesmo mez permittio-se,
nr conformidade dos arts. 129 e 131 do
decreto n. 9,420 de 2S do Abril de 1885,
qi.e voltem ao exercicio de seus oflcios :
O 1." tabllalo do publico, judicial e
n('tas, e escriv2o de orphSos e ausentes e
ds provedoria de capellas e residuos do
termo de Paulo Affonso, da provincia das
A .aguas, Manoel Joaqnira Satyro.
0 1." tabelliao do publico, judicial e no-
tas, e escrvSo de orphiios e da provedoria
de capellas e residuos, do termo de Pao de
Aisucar, da mesma provincia, Baldomero
Pereira de Carvalho Gama.
Ministerio da Fazenda
Por titulo de 24 de Margo foram nomea-
dos para a Alfaadega da Parnahyba, pro-
vincia do f iaahy :
2 escripturario, Antonio Augusto da
Rocha Tote.
Offi'.'ial do descarga, Raymundo Virgilio
da Rocha Tote.
Por decreto de 27 do mesmo mea
foram nomeado3 : guarda-mr da Alfande-
ga do Rio do Janeiro, o gusrla-mr da da
Bihia, Adolpho Fortunato Hasselman ;
guarda-mr da da Baha, o da de Santos,
Jos Marcos Inglez de Souza ; ajudante
do guarda mor da Alfandega da Babi >, o
3* escripturario da mesma Alfandega Luiz
Antonio Vianna; .guarda-mr da Alfande-
ga do Msranhlo, o 3o escripturario da
cebendo os vencimentos qae lhe competi-
rem.
-. Foi expedida a soguinte circular ;
Circular. Ministerio dos Negocios da
Agricultura, Commeicioe Obras Publicas.
Gabinete.Rio de Janeiro, 27 de Mar
50 de 1836.
. Illra. o Exra. Sr. Declaro a V. Exc.
para qne coiumuniquo aos juizes de or-
phos :
1.* Que o ministerio a mea cargo far
distribuir opportunamente os livros espe-
ciaes a que se refere o art. 11, 4 do
regulamento approvado pelo decreto n.
9,517 de 14 de Novembro do anno prxi-
mo passado, c nos quaes ter.ao de ser Ja-
rrados os autos de declaracjio judicial da
lberdade dos escr^vos que houverem attin-
gido a idade de 60 anuos.
2. Q e, attendendo ao fim a que s3o
destinados, e na forma do art. 13 n. 10
do regulamento annexo ao decreto n.
8,946 de 19 de Mato de 1883 o aviso n.
624 de 30 do D^zembro de 1875, sao
isentos de sello os msmos livros.
Deus guarde a V. Exc. Antonio da
Silva Prado. Sr. presidente da provincia
de...
^n7'S^s#S'S^w ""
Ministerio da Cinerra
Por decreto de 20 de Margo :
Foram transferidos na arma de infanta-
ra:
batalhao o capitlo daquella companh ia,
Zoferino Jos Teixera Campos.
Foram tarabem transferidos para a 2"1
classe do exsroito, de con/jrmi lade cora a
inmediata eiraprial reaolucjto do I de
Abril de Ii7i, o Io eirurgiSo do corpo do
sade do exercito, Dr. JoSo Gualboro
Ferrara dos Santos Reis, e o alferes do
19" batalhao do infantaria, Daniel Ferrei-
ra Vaz Junio^ ficando aggrogados ao cor-
po e arma a que pertencera, visto terem
silojulgados ncapazes do servico do mes-
mo exercito, em inspeegao de saie a que
fora o subraettidos.
Concodeu-se reforma, nos termos da Ia
parte do Io do art. 9o da lei n. 648 de
1 8de Agosto do 18-52, ao capitao aggre
gado arma de infantaria, JoSo Francisco
Duarte de Oliveira, visto tarabem ter sido
julgado incapaz do servico do exercito em
inspeegao de sale a que foi submettido.
Por decreto de 22 do mesmo mez foi no-
moado coiuraauJant: das armas da pro-
vincia do Amazonas o coronel do corpo
de engenheiros Carhs Frederico de Lima,
l'or portara de 24, tamhem do dito mez,
foi nomeado coadjuvanto do ensino da Es-
cola Militar da curto o capitao do mesmo
corpo Antonio Antio Ribeiro.
Por decreto de 20 do dito mez conec-
deu-sc reforma, de accordo com o disposto
na 1' parte co art. 94 da lei n. 64S de 18
de Agosto de 1852, ao brigadeiro gradua-
do Antonio Martina de Amorim Rangel,
commandante do 5 batalhao do infantaria,
visto ter sido julgalo incapaz de continuar
no 8ervigo^do exercito.
For decreto de 27 do mesmo mez foram
transferidos de uns para outros corpos, as
arma3 de cavallariae infantaria, os segura-
tes ofBciaes:
Arma de cavallaria. Para o 4o regi-
ment, capitao do 5a Antonio Adolpho da
Fontoura Alenna Barreto, para a 1* com-
panha; para o 5 regiarnto, capitao do
4" Lydio Purpuraro dos Santos Costa,
para a 8" companhia.
Arma de infantaria. Para o 3o bata-
lhao, capitao do 8 Affonso Firmo Pereira
de Mello, para a 1* companhia; para o
6a batalhao, capitao do 14 Joo Domin-
gos Ramos, para a 7a companhia; para o
12 batalhao, capitao do 6 Aurelano Au-
gusto de Azwedo Pedra, para a Ia com-
panhia.
Foram transferidos para a guarnigao do
Rio Grande do Sul, do 10' de infantaria o
A carga transportada foi :
Para o interior 87.424 vola, pesando
Do interior 252.239 vols. pesando
A receita attingio.....
E a despeza.......
Relago entre a receita e a despeza
E em 1884.......
A receitta e despeza desde a inauguragao do trafego (24 de Outubro de
1831), sao representados pelos seguintes algarisraos :
6:290.292 kil.
21:0.12.216 ..
359:850..> 580
376:117/1170
104,52 /
95,46 %
Para a 6* companhia do 19 batalhao, o
capitao do 6 Horacio Vieira do Souza.
Para a companhia da provincia do Ro
Grande do Norte, o capitao do ^ bata-
lhao, Claudino Marinho de Oliveira Cruz.
Para a companhia da da. Alagos, o ca-
pitao do 17 batalhao, Capitulino Cesar [anspegada Jjs Martins de Sjuza e o sol-
Loureiro, e para a 6a companhia deste dado Joaquim Jos Amador.
(IOVERKO DA PROVINCIA
FALLA que o presidente da provincia, o conselheiro Jos Fer"
nandes da Costa Pereira Jnior, dirigi Assembla
Legislativa de Pemambuco, no dia de sua installaeo a
e de Marco de 18 se.
(Continuaqao)
PROLONGAMENTO DA ESTRADA DE S. FRANCISCO
Acham-se era trafego 103 kilmetros, que so estendera do Palmares at Ca-
nhotinho, comprehendondo as estaco ;s de Palmaros, BGi-Sorte, Calende, Jaqueira,
Marayal, Barra de S. Benedicto, Quipap, Agua Branca c Canhotinho.
Est muito addiantada a construegao dos 42 kilmetros que se prolongam at
o ponto terminal, em Garanhuns.
O raio mnimo das curvas einpregadas de 150"',0 e a mxima declividade
0'",018 por metro.
Foram abortos dous tunis, o de Marayal conflGO metros de extensao e o
dePiloes com 200. >
Durante o anno prximo findo foram transpjrtados 23.380 passageiros, sendo
1.222 de 1.a crasse, 6.076 de 2.a e ,'6,081 de 3.*
Devdamente habilitado pela le n. 1.953 do 17 de Julho de 1871, o Cayer-
o Imperial contratou, a 19 do Junho de 1876, com o cidadao Francisco Justiniano
de Castro Rabello as obrus do prolongamento da via-ferrea do Recite ao S. Francisco,
sendo de Palmares at Aguas-Bellas, com 2")6 kilmetros de extensao.
Tendo o decreto n. 1,055 de 25 de Outubro de 1878 autorisado a alteragao
d'aquelle tragado e determinado a lei n. 2.340 de 3i de Outubro de 1879 a construe-
gao, por contado Estado, da linha frrea do Rscife a Caraar, foi a- l de Miio de
1880 celebrado accordo com o empreit ;lro Castro Rabillo para o fim de ser substituida
a parte do prolongamento compreheodidj entre Garanhuns e o ponto terminal de
Aguas-Bellas por igual extensao n'aquella nova linha.
Importarara em 126:348.0.:0 kilogrammas as bagagens transportadas no mes-
mo periodo o era 14:116:305 000 kilogrammas as mercadoras, alm de 936 animaes.
A receita nao excedeu a 107:14L5853, ao passo que a despeza attingio a
215:251 -S483.
ESTRADA DE FERRO DO RECIFE A CARUAR'
Estao abertas ao trafego as estag-'s de Tigipi, Jaboatao, Morenos Tapera
e Victoria na extensao de l kilmetros.
As quatro primeiras foram inauguradas em 1885 e a quinta em Janeiro do
corren te anno.
N'aquelle anno foram transportados 76.666 passage!ro3, sendo 5.577 de 1.a
classe, 27.912 de 2.a e 43.177 do 3.a, e beu assim 149:367.000 kilogrammas de ba-
gagens e 5:314:658.000 kilogrammas de mercadorias, alera de 410 animaes.
ESTRADA DE FERRO DO RGCIFE A OLINDA E BEBERIBE
Do relatorio apresentado pelo Engenheiro fiscal Felippe de Figueiroa Faria
vc-se que nanhum facto importante occorreu com relagao a esta via frrea.
Transitaran! nos respectivos trens durante o anno prximo findo 185.500
passageiros do 1.a classe, 930.300" da 2.a c 1788 com bilhetes de assignatura.
A receita n'aquelle periodo, attingio a 17G:044r$790 o a despeza......
118:492,^861.
Classificadas por annos, a contar da epocha em quo comegarara a funecionar
a linba principal e o ramal de Baberibe mostrara o seguintc resultado:
Anno Receita Despeea
1872..... 185:060*020 131:788*120
1873..... 194:980*475 131:541*592
ls74..... 166:095*106 137:852*107
1875..... 177:949*880 lf.'9:667*3l9
1876. .... 169:80;;>i60 128:314*862
1877. 178:2405610 137:9645296
1878..... 170:920*300 129:025,5804
1879..... 171:262*180 ,122:539*980
48SO..... 175-273**70 119:387*144
1881 .... 180:138*6^0 115:336*482
1882..... 170:705*680 126:768*000
1883..... 184:4625890 135:603*735
\ 1884..... 19->:S25*30O 140:494*130
1885 .... 176:044*790 118:492*861
ESTRADA DE FERRO DO RECIEE A LIMOEIRO
' Transitaram nos carros d'est estrada, no anuo de 1885, 1.256 1/2 passa-
geiros de 1.a classe, 16.903 1/2 de 2a, 57.072 do 3.a e 7 de periodo.
Foram transportados : .
Mercadoras, em 1885.....27:322.508 kil.
ora 1884 47:872.261
Bagagons 8818 volumes pesando i 161.346
Animaes......... 4,602
./Inno Receita
1881..... 59:8255690
1882..... 268:6705110
1883..... 478:2690250
1884..... 573:618*980
1885..... 359:850*380
Cabe a fiscalisagao por parte do Estado ao engenheiro Luiz Jos da Silva.
TRAMWAY DO RECIFE AO CAXANG
Esta via frrea est sob a fiscalisagao do engenheiro Paulo Jos do Oliveira.
A sua receita importou no anno do
18.&5era........
E no de 1881 cm ...... .
Despeza em 1885......
1884 ......
No anno que acaba de lia lar se foram
geiros, e em 1884 729.500.
Foram tambera transportadas n'aquelle anno pelos tren3 d'esta linha frrea
920 toneladas mtricas de mercadorias, e em 1884 apenas '30
Tcudo havido reclamagues no sentido de receberem os carros da mpreza, no
lugar denominado Torre, passageiros quo all se agglomerara invadindo as respectivas
plantaformas, com offensa do privilegio de zona concedido Ferro Carril do Recife,
officioi aos respectivos engenheiros fiscaes para proraoverem ura accordo, com que so
regularisasse aquello facto.
Aguardam-se para este fira instruegues da directora da Ferro-Farril, domici-
liada na capital do Imperio.
Interpretando nos seus rigorosos termos o art. 7. da innovagao do contracto
autorisado por portara de 3 de Outubro de 1883, exigi, em 25 de Janeiro prximo
findo que fossem construidas de ilvenaria todas as estagujs ia empreza.
Em seguida vos apresento o quadro do numero de passageiros e da receita e
despeza d'esta via-ferrea do 1871 a 1885:
Despeza
42:4335080
249:8465810
373:845*680
519:3900*70
376:117*170
256:6455790
261:3095820
179:233-v'i'l
161:8215278
transportados 774.016 passa-
ANNO Bilhetes ordinario i Ida e volta Assignatura Receita Despeza
Nestes 2 annos
1871 632.048 nao estavam 3.815 267:212*451 152:284*447
1872 648.581 qiu vigor -Oc bilhetes de ida 4.134 248:415*860 233:671*405
1873 686.246 c volta 3.604 5.206 256:051*009 222:0005000
1874 667.153 4.239 4.068 236:8095000 1)9:516*000
1875 642.013 4.120 4.209 212:3335000 190:431*008
1876 603.022 3.908 4.225 203:787*H0 176:2005000
1877 574.810 6.356 4.050 194:5315000 154:320*713
1878 508.068 38.833 3.388 191:014*990 1)8:316*228
1879 428.291 190.919 1.996 195:5345410 151:967*883
1880 368.404 215.419 2.510 218:135*960 155:501*942
1881 389.827 214.330 2.606 234:141504o 164:8205820
1882 457.253 187.802 2.874 255:8495820 1^3:327*281
1883 514.000 187.430 3.060 258:55758JO 1:4:7135629
1884 540.945 162.423 3.182 261:3095890 161:8215278
1885 583.324 184.024 3.698 256:645*790 179:23359-24
(^^r^ij. (Contina)
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA O DE
ABRIL DE 1886
Antonio Ferreira Nobrega.Sin), com as res-
triegues feitas na relaco annexa portara desta
data.
Antonio Jos de Miranda Falcito. Remettido
ao Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda para
os devidos fins.
Companhia Ferrc-Carril. Certifique-se o qne
constar.
Ignacio Vieira de Mello.Ao Sr. Dr. juiz de di-
reito da comarca de Nasareth para informar.
Capitao Joao Ribeiro Montarroyos. Informe o
Sr..regedor interino do Gymnasio Pernambucano.
Joaquim Manoel de Oliveira e Silva. Iuforrae
o Sr. inspector do Thesoujo Provincial.
Maria do Rosario de Oliveira Mello.Sim.
Maria Cavalcante de Albuquerque Rocha.Con-
cedo dous mzes com oruenado.
Mirandoliua Borges Pestaa. Informe o Sr.
inspector geral da lostrucco Publica.
Protogenes B. Marcos Cordoiro.Informe o Sr.
inspector do Thesouro Provincial.
Secretaria da presidencia de~"Pernambu-
co, em 6 do Abril de 1886.
O ortero,
J. L. Viegas.
Reparflcao da polica
Secgao 2<".N. 349.- Secretaria da Po-
lica de Pemambuco, 6 de Abril de 1886.
- Illrn e Exra. Sr.Participo a V. Exc.
quo foram hontem recolhidos na Casa de
Detengilo os seguintes individuos:
A' ordem do Dr. juiz de direito do 3" districto
criminal, Jos Francisco Soares, que se apresen-
tou voluntariamente, por te achar pronunciado noi
art. 269 (Je Cod. Crira
A' ordem do subdelegado do Io districto de S. j
Jos, Joao Jos dos Santos e Antonio Francisco
de Oliveira, por disturbios. |
A' ordem doo 3 disftieto da Boa-Vista, Cy-1
priano Francisco Martius dos Santos e Adelino |
Antonio de Oliveira, por embriaguez e disturbios.
Hontem, s 11 horas do diieno caes Vinte
e Doii3 'le Novembro, Florencio Francisco dos
Santos tiavando luta com Manoel da Costa, terio
levemente a este, conseguiudo em seguida eva-
dir-se.
O i'F--ndido foi conduzido pura urna phannacia, |
onde foi vistoriado pelo Dr. Antonio Bruno da Sil-'
va Main.
A tal respeito proceden se nos termos da le.
Anda hontem, s 8 horas da noite, era um
batequim, ra de Marcilio Dias n. 27, perten-
cento a Joaquim Goncalves, foi ferido casualmen-
te na perna direita, por Augusto Pereira do Rs-
go, o individuo de nome Jos Luiz da Paixio.
O ferimento foi considerado leve, sendo o de-
linquente preBO.
Comiminitou me o delegado do districto de
Canhotinho, que no dia 3 do corrente, hiera pren-
der a Antonio Miguel da Silva, por te achar con-
demnado pelo crime de turto de cavallos no termo
de Pesqueira.
Deus guarde a V. Exo. IUu?. eExm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Lo5o,
muito digno vicepresidente da provincia.
O chefe de pelida, Antonio Domingos
Pinto.
Coniuando das Armas
QUARTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AR-
MAS DR PERNAJIBCCO, 6 DE ABRIL DE
1886.
Ordem do dia n. 85
Fago constar a guarnigao que apresen-
taram-se boje a este quartel-general, o Sr.
I* cirurgiao do corpo de saude do exerci-
to, Dr. Francisco Ja:intho Pereira da Mot-
ta, que por portara do ministerio da guer-
ra, de 25, communicitda em oft:L da re-
partigao do ajudante-general, 2,203, de 20
tulo de Margo, foi transferido da guarnigao
da provincia do Espirito Santo, por troca
com o Sr. 1 cirurgiao capitao do mesmo
corpo, Dr. Francisco Borgcs|de Barros ; e
vn los da curte os Srs. alfares do 14" ba-
talhao de infantaria Uroicino Augusto Vil-
las Boas, que por portara do mesmo mi-
nisterio, do 20 do citado mez, toi mandado
recolher ao referido batalhao, a Olympo
Agobar de Oliveira, que e:a considerado
nao apresentado.
(Assignado). O brigadeiro, Agost nho Marques
de S, commandante das armas.Conforme.O
tenente Joaquim Jorge de Mello Fiiho, ajudante
c ordens interino e encarregado do dotalhe.
Thesonro provincial
DESPACHOS DO DU 6 DE ABRIL
Vigario Liurenc de Albuquerque L>yola, Fre
Jos de Santa Julia Bstelbc, Joaquim Jos de
Arla, Jos Gomes Ferreia Maia, Dr Antonio de
Parias Neves, Guimariies Fonseca & C. e thesou-
reiro das loteras do fundo de emancipadlo.Ilaja /
vista o Sr. Dr procurador fiscal.
Adolpho Targino Accioli, Manoel da Silva Fa-
ria, Francisco Jos Alves Guimares, Modesto de
Albuquerque Carneiro da Silva, Laurindo Mar
ques de Souza e vigario Trajanj de Figueiredo
Lima.Informe o Sr. contador.
Coronel Sebjstiao Al ves da Silva c Seuhorinha-
Mana de Oliveira Mello.Certifique-se.
Manoel Alves Guerra.Ao Sr. thesourciro para
attender opportunamente.
lomes de Mattos & Irmaos e Jos Augusto
Alvares de Carvalho. -'asisfica a exigencia ds
contadoria.
Ferreira Cruz & C.Ao Consulado para at-
tender.
Antonio da Silva Ferreira Jnior. Deferido,
pro edendo-8! de accordo com a i iformacao, afim
de substituir-se i# responsabili lade, D. Rosa
Gnncalvos de Jess, a quem pertenee as casas ns.
69 e 71 do caes do Apollo.
Antonio Pedro Jos de Mello. Ao Consulado
para attender.
Pontos do Consulado, guardas da illuminaca
puMicu e das Obras Publicas. Ao -.'r. pagador
para os devidos fins.
Silva & C.-Vltc ao Sr. contador para infor-
mar, tendo em vista o ofticio do colleetor.
Protogenes Berneveleno Moraes Cordeiro, ofli-
cio do Dr. chefe d polica e Joaquim Manoel de
Oliveira e Silva.Informe o Sr. contador.
Consulado Broviocial
DESPACHOS DO DIA 3 DE AIIRIL
Hilarno Jos Rodrigues Lopes.A Ia seeco
para attender.
Amorim & C. e Antonio Jos Ccimbra Guima-
raes. Informe a Ia seccao.
Joaquim Lourenco dos Reis Ferreira.Sim,
visto a inforinaeOn.
Jos de.Maeedo. Sim, de accordo com a infor-
ma gao.
Pa i va Vale ate & C. Satisfacam a exigencia
da 2 seeco.
Ferroira Cruz & CA' 1* secciio para atten-
der.
5
Antonio Francisca Duarte.Informe a Ia te-
Cao.
I
Jl


Diario de PernambncoQnarta-feira 7 At Abril 1886
f" Heliodoro Cavalcaute & C. Proceda se a col
lecta de accordo coto as ioformacoes.
Miguel Arcbanjo de Mattos.Indefendo em
vista das inforaisgoes.
Anna Isabel Caroero Lias Mello. Deferido de
accordo com as infcrmaeoes.
Sancho interno dos Passos. -Indeferido, em
vista das inforaiacoes.
Mara Pulcheria de Jess.Deferido, em vista
das informacoes.
Ignacio Baptista Fundador. Deferido, em vis-
ta das informacoes.
Vicente Alves Pereira.Deferido, em vista das
informagoes.
Ferreira de Souza 3c C.A' 1 seccao para os
devides fins.
Silva Guimares & CCertifique-a- o que
constar.
Silva Guimares (S C.Dirija-Be ao thesour.
protincial.
6
Francisco Dias Rodrigues Saraiva. Certifiqe-
se oque constar.
Francisco Ramos da Silva.Sim, de accordo
com as informacoes.
" Mathias Pinto de Abreu e H. Nuesch(S C.In-
forme a 2* seca/'.
Manoel Francisco de Almeida.A' 1* seceo
para proceder de accordo com a lei.
DIARIO DE PERMJSBCn
Retrospect** poltico do an.no
d> IN'S
IIK>PANHA E PORTUGAL
iCo nt i ii u a do)
tmmente a difidencia luvrava geral e
funda oas lucirs do partido progresaste. No
Porto os Bchismas Moroeoados e dirigid.i.s pelos
Srs. Adriano Machado e Correia de Barros ame*
eavam perder a ignja publica deque era ehefe
giipreiuo o Sr. Anselmo Braancamp. Osdissi-
dentes portuenaes Irvaruin u sua indisciplina ao
extremo de maltrataran aos mas Mtna aqnetle
estadista e bonesto adadao pelo modouiais Irre-
vcrcnie e cruel.
O Ealtecimenlo do illostre chele progressista,
em 13 de Dexembro, eleven o Sr. conselbeiro
los Lueianode Castro presidencia da cbnunis-
sao execuva do partido, daqualj era vicc-piv-
dente. Parece t{ue depois dfeso Rcoaesn par-
enlidade mais intUDamente unida.
Em 2 de Dozembroprocedea-se eleifao dos
botos pares do reino,de accordo comas dispo-
sHjes do recentissimo acto addkional Carta.
A opposicdo progressista absteve-se do pleito.
E Bee nao Rzesscdisseram alguna oroaea go-
reraistas -os candidatos officiaes triumpharian
do raesuio modo. Nao bo em Portogalque o
governo, qualquer ejae sea, tem esaa Brme coa-
scicncia ila sua I' nra Iterante as urnas.
A grande maioria doseleitos compos-se, com
efieito, de regeneradores, Alm de cinco inde-
pendentes ou nao defnides em poltica, quatro
progressistas, dous constitointea e um republi-
cano, todos es parea de Besembro foran esco-
Ihidos entre os amigos inais prestantes e decidi-
dos do ministerio Fontes.
O republicano guindado as eminencias do pa-
ralo foi o Sr. Jos Harta Latino Coetho. Este
uolahilis.-iiiio escriptor, que servid a corda como
ministro cun o btspo de Vizeu, boje um dos
gemais do exercito anti-monarcbico em Portu-
gal. Temoscoohecidooutros pobtieoa que poze-
ram na cabera o barrote plirygio, no intuito de
altraliirem mais depressa sobre -i as vistas e at-
teugOes do poder moderador.
Pela nova lei constitucional, as corporales
scieutilieas do reino elcgein quatro senadores.
Foran essaa corporaces que mandaremoSr. La-
tino cmara alta.
as eleicoes rnunicipaes de Lisboa Ibraai an-
da mais felizes os republicanos, porque conquis-
taran] Beis lugares, nao obsUnte*a lisia composta
nes oppoz. V-se que nem os espaUwatoa do
eonselhi'iro Arrobas, nein os mais recentes do Sr
de Car val to, nem as espectaculosas con-
s por abusos da nprensa, poderam
I duinuir em Portugal o ardor da propa'
poda contra a realeza, em que andamalliem-
seaha los ci lada do mms eleva lo meraomeato
tuja voz convicta val na annos endo sympatni-
aamente ouvida em todos os p paiz.
Entretanto, o actual rei n ra menos
nram conservar o amor dynastia do cora-
aaode seua subditos Provou-o por occasio daa
spien lidaa lestas oacionaes eos honra de Capel-
lo e Ivens, estas em que s. M. tomoa parte -a-
brente. So dia anterior quelle em que deriam
ebegar capital do remos heroicosplorado-
D i. iz dase em Cintra a urna
eommissao da lade le geograpbia de Lia
boa. que all liaba ido convidar o monarcha para
a ii\ usas solemnidades que se preparavam :
Bavemos de ir ouvil- saos nossoa benemri-
tos asao solemne. Des
R ,, e ire i unbet i amanba, com meas li-
lesembarque, como toda a
io devem irte i
isa resoruO espontanea do rei deVia agra-
i profundamente ao seu povo. QuandooSr.
li. Luiz-escreve um chronista,ladeado pelos
dous principi u o do gabinete da soper-
inteadeocia. I i a pon e do Arsenal encontrar-
.,. ous esforeados exptoradores, abra-
cando-os, bouve un movimenlo decommogao
.: queem seguida setraduzioem muitaapal-
vivas por parle la enorme multidao que
seaeeumulava na paaaagem. Completava-se per-
leitamente a tnanifestacSo nacional -digamos a
palavraa manifstacao genutna e cloquate-
mate portuguesa. Rei e povo. poderes pubti-
lodos os cidadaoa lurearam aquellos don
veu m tempos idos a muitos representantes il-
lustn 8 da monarchia em Portugal.
Ma.- como contrastaran! essas demon3trac6es
de sympathia e reconhecimento pela pessoa do
actual monarcha com a expressao indignada do
p aiz ante o testamento do linado ei D. Fernando!
REPBLICAS AMERICANAS
No dia 4 de Mareo tomou posse do cargo de
presidente dos Estadcs Unidos o Sr. Grover Cie-
v eland. Foi esplendido o cortejo, e enorme a
multidao que se apinhavanas ras por onde elle
tinlia de desfilar Mas de ISOniil pessoas oceu-
pav am a frente do Capitolio. D'ahi fallou o novo
presicente ao povo ancioso porouvil-o. Rcsu-
m inde o seu discurso, diz o BoUtim Americano :
Na applicacao dos principios democrticos,
c oui idelidade e sem temor, achou a mais segu-
ra garanlia de um bom governo; porm para cen-
se guir todos os seus resultados creio indispenxa-
vel a deriiln limitanio do zrlu dos horneas de par-
tido e uiiiii apreaarao exacta do momento em que
M im/ lu iln tosMM ''-' partido devem ceder ante
o pati iotismo do cidudo. Dcclarou anda o pre-
sidenti :
O governo 6 transferido boje a novas nios.
porm continua a ser o governo de todo o povo.
Por isso devem esquecer-se ueste dia as animo-
si ilade i da lula poltica, as amarguras da derrota
e a exallaeo do tnumpho para unirem-se todos
no ac lamento da vontade popular. S assira
nos facemos dignos de realisar todos os benefi-
cios que dimanamda Masa afortunada forma de
governo. A justa solicitud pelos Iteressese a
prospei-idade do povo, exigem dos que o serven
a limitacao das despezas publicas s estrictas ne-
cessidades do goverdl econmicamente adminis-
trado, porque es6a 6 a limilaro dos uireitos
go vernativos para a exigencia de tributos ao pro-
duetodo trabalho e prosperiilade do cidadao.
Jamis d.'venamos envergonharino-nos ila-iu-
gele/.ae da prudente economa que Uto de accor-
-lo com a forma republicana do governo. e
que sao as mais conipativeis com a mi.-sao do
povo nuile-ainericaiio.
(Continua).
BEOIFE, 7 DE ABRIL DK 188G
*oii<*ia.s do Pac!fleo, ftio da
rata e sul do imperio
O pacuete nacional Cear, enTrado honiem do
sui, trouxo as sfguintes noticias, e as que coastam u.Poco estav
das rubricas Parte Oficial e Inte-ior : asph.x.autes. ^ _
Parifico
Datas telegraphicas sit 19 de Marco :
Noticia um telegramma de Valparaso, expedida
a 19, que no Equador bonve um combate ern Mon-
te-Christo entre tropas goveruiftas os revolucio-
narios, ficando murtcs 15 d:is ltimos.
O gencjsi Salazar che^ra a Guavaquil c. se a
revolarSo tomasse coipo, tomara o c minando do
exercito. seiiao ira como ministre para o Chile ou
para o Per.
As f Ihas chdeuas da opposicao, confiinavam a
noticia do mal!, gro dos arranjos d.s partidos inde-
pendeutos.
Rio da Prnla
Datas de Buenos-Ayres at 22 e de Montevideo
at 23 de Marco :
Mallograrara se as negociaeoes da unio dos
partidos c>nservadcrcs com a allianca liberal-ra-
' para apoiar a candidatura presidencial <*
qual precipitou-se vista das pessoas que o per-
seguaos, cahindo de urna altura de 35 palmjs e
esmsgando o crneo em urna raiz, de maneirs a
Ihe saltarem os milos.
Foi arrebatada pela enchente a ponte sobre o
rio Parnahybs, na estrada de Qoyaa, calculndo-
se em 2:0004000 o prejoizo causado aos em-
prezarios, os quaes m mostram muto desanima-
dos.
Urna carta escripia do Brejo das Almas, em
data de 17 do passadn, refere o seguinte com re-
laco ao f'amigerads aesassino eoDnecido pela al-
cunba de Picttamba :
Esta manha a reolta cercou urna casa oade
esta va o Picoamba ; mas foi mal succedido, por-
que elle escapou depois de ter dado um tiro contra
os soldados, reeebendo quatro. O disparado por
elle nao fecdeu as pracas : corren e nao se sabe
se foi ferido. Os soldados seguiram no encalco
dcllo, e aindanao voitaram. E' o que se sabe por
era : o que depois se souber Ihe communicaci. >
Em Ponte-Nova, a 7 do corrente, no lugar de-
nominado Boa-Vista, distante legua e meia
daquella cidade, Eeydio e Fidelis, escravos de
Francisco Cos a, estaquearan] Candido Moreira,
que velo a falle.er das facadas poucos dias de-
pois.
s. Paulo
Datas at 29 de Mar$o :
Deu-se no dia 23, em Camp as, um borrivel
desastre de que result/ a morte de Antonio Go-
mes Pinto.
O Correio de Campinus Burra assim o occor-
rido :
- 11-ivia dias um visinho extinguir um formi-
gueiro pelo antigo progresso do folie, o quil con-
sisto em piicher as covas dos tormigueiios do va-
pores sulphorosos at a completa cxtincco do
damninhn infecto.
Os irmaos Mam.i-1 e Antonio Gomes Pinto,
tinhain um poco no quintal de sua casa, poco que
exiga liinp'z, e nu accordando no preco pedido
por san eervico, resolveram clles mesmo fazel o.
" Combinaran! fazer esse servico hontem.
< Antonio Gomes Pinto desceu por urna corda
ao fundo do poco, ficando seu irmaa bocea do
mismo. Passados .momentos, sem que Antonio
dsse signal de si, o irmao suspeitando alguma
desgrana, pedio soccorro.
Acudiram cinco visinbos que atiraram flardun
par i o fundo do poco, julgando soccorrer o primeiro
que descera.
Fj tudoem vio. Manuel Gomes Pinto r'sol-
wu-so a ir cm soccorro de seu irmao e, por sua
vez, desceu ao poc/>, montado em uro pao seguro
por urna corda.
" Chegado ao fundo gritou que o guindassem e
cendo suspenso cahio no tundo, do meio do poso.
Ncste momento o -"r. A exandro Maitins, visi-
nho das victimas, pedio soccorro.
Appareeea Apngio que se offereceu para des-
ctr ao funda do poco.
Aaisrrado peta cintura desceu e cinsegu)
amarrar M ni e1, que alm de quasi aspbixiado, ti-
nba um grande ferimouto na cab aja.
Ninguem rnai quiz descer. ,
O poco cstava eheio de gazes sulphuroso',
Se isto se der, entao teremos perdido toda a
esperanca do soccorro, porque ambos juram nao
deporem as armas senao quando virem extermi-
nados os ltimos cidados pacficos da locahda-
de.
Renderam em Marco :
A Alfandega Geral 866:017488
Provincibl 119:783586
A Recebedoria Geral 71:779^816
tlagcN
Datas at 5 de Abril:
Assumio o exercico do cargo de secretario da
presidencia o Dr. Joo Diniz Villas-Boas.
INTERIOR
dical
opposiy,3>. ste resultado divi la torgas oppo-
stora e deixava duvidosa a candidatura Vergara,
dando vida ao candidato llieial. Assim, Halma-
ceda recebia bom contingente moral com o desac
cerdo dos seus adversarios.
Segundo telegramina de Buenos Ayres expedido
a 18 e publicado no diario de Montevideo El Siglo,
no trans; orto Bosetli embarcaram 200 homens sob
o mando do commandante Sosa, com o intuito de
desarmar os grupos revolucionarios orientaos, que
eram dados como existentes na costa argentina do
Uruguay.
Accrescenta o telegramma que era desmentida a
noticia de ter havido espingardeamentos ordena-
dos pp|o general Arredondo.
O partido catholco j se tinlia pronunciado a
favor da Candidatura Cimpo, mas os tochistas e
os irig'iyeuistas nada t nham resulvido anda.
El Telf/rafo Martimo publicou o seiruinte te-
legramma de Buenes-Ayris, datado de 22:
Entre o ministro dos negocios tstrangeiros e
o representante em Roma trocram-se estes tele
gramir.as:
Bucn;i:-Ayres. Marco, 16. Ao ministro ar-
gentino em Roma. Peco explioacoes pelas pala-
vras i nVnsivas Itipublca, pronuiiidas 20 de
Pevereiro, no parlamento, po ministro dos nego-
cios estrangeirop, Ortiz.
Hoina. Marco, 21. Ao ministro Ortiz. JA os
tinha pelido eai acto c ntinuo e vao cm camiuho.
Bao ro sen jalao. i'el Viso.
Pi ri^t'a telegraiomaa m v -ue Ortiz julgou
digna3 de suscitar reclalBacSO as icilavra. do mi-
nistro italiano.
. Ao Dr. Del viso, p rm, nao preoocuparam a
ponto de merecer um despacho telegrapbJca un-
nuneiando-n.is a tspecie de explcntes dadas pulo |
minist o i'aliano.
a E^se silencio tanto mais sorprendente, qcn-1
fo basta va urna palavra r.ccrescenti:da ao sen te
! gramoaa -resposta para acalmar a agitacao que i
;>i irkiziram os terinoj do discurso de Ro'nlanr. j fe dc'policia
El Siglo, no sen noticiario do di; 23, prammtu officiaes.Bontoa eiretriaram em
bolctim estes di spachos:
Buon"3-Ayres, 22 de Margo -Mioistr > Ortiz
a ministril Osear Ord. nana. (Ofiicial) i
Antonio Gom-fs Pinto foi tirado com um gan-
cho e ierra atado a urna corda. Estava inorto.
Os peritos Dr. Braulio Gom -s e lt. Salles certifi-
caran! o bito.
Em Arara?, por questoes de jogo, Jos Flo-
rencio ferio mortaknnate Frederieo Grumnel.
Sob a epigrapheViajante audaso Correio
Pau/istano transcreve do Corr'io de Campina.- :
Vindo de Goyaz, passou hontem p-,r esta ci-
dade com destino corte, o Sr. capito Castro, que
uaquelln provincia estivera por muito tempo em
servico do governo.
Segundo as informacoes que podemos colher.
o velho militar pereorreu quasi toda a provincia
de G 'yaz, em viagea de exolorafCo, tiendo se-
guido pela colonia militar de Itpura e regres-
.-un i i agora por entro ponto.
Para se fazer idea dos perigos a que se ex-
poz o ar.daz viajante, basta se dizer que, sahindo
de Itapura ha deus annos, acompanhado por 20
pragas, regressou agora apenas acompanhado por
urna ordenanza.
As outras 19 morreram atacadas de febre in-
termitt.entes e outras causas.
N'a cidade da Fraaca foi preso no dia 20 do
corrente pelo commandante do respectivo destaca-
mento o escraxo Julio*, ru em Campias tentara
:.ssassinar ara senhor Feliciano Jos de Camargo,
apoderando-se em seguida de um cinta em que a
victima trazia a quantia de 5:1)00,8000.
Ero poder de Julia o, que foi rccolhido cadeia
de Franca, encontrou-se a quantia de 3:966000.
Rio de Janeiro
Datas at 30 de Marco :
Alm do que consta das rubricas Parle Oficial
e Interior, nada mais referem as folhas digno de
nencao.
Eis as noticias da ultima data :
Pi, 29 de Marco de 1886. O mercado de cam-
I bio abri as mesmas condicoes de sabbado, com
taxa de 19 1 8 d sobre Londres, em todos os ban-
eos, pideudo obter-te letras contra a caixa ma-
triz a 19 3/16 d.
As tabellas no Commercial e no do Commercio,
e as eaxas no London Bank e English Bai k, sao
as seguintes :
19 1/8 d., a 90 d/v.
49 rs. por fr,, a 90 d/v.
614 n. por m., a 90 d/v.
505 rs. por lira, a 3 281 e 280 /,. a 3 d v.
24610 por dol., a vis'a.
O inovimento do diik foi pequeo sobre Londres
a 19 1 S d., baneano, 19 3, li d., dito, caixa ma-
triz, e a 19 5/16 e 19 3/8 d., papel -particular.
Iiepassou-se papel bancari a 19 1/4 d.
Na bolsa o movimcnto f i regular.
EMplrlto Santo
Datas it 23 de Margo :
O presidente da provincia recommeniien ao che-
a expedigo das neceo ris* r4-mi
dades poliejaes respectivas, para que
Correspondencia do Diario de
l'ernanibueo
RIO DE JANEIRO-Corte, 29 de Marco
de 1886
Summabio :Incert'za de numero de deputados li-
beraes que compor&o a opposicSa.=0
que se sabe a renpeito.Pr>vinciai
em que ha eleicoes contesada.-Fun-
damento das contestace.'.O minis-
terio e a verifleacao de poderes.
Abstenc&o dos ministros =0 que se
pode esperar das proprias inspira-
cues da cmara. Como pensa o de-
putado quando parte da provincia e
como procede no momento psychoto
gico. Queixas d varios deputados
de Hias O que sucerdeu- nos 1,
16 e 20" districlos.boatos do em
prestimo interno.
Comquanto seja ja interamente conhecido o
resultado ds ultima eleigao, nSo possivel ainda
sber se qual o numero de que se compara a op
posicilo lio* ral na cmara dos deputados. Ha, ao
que consta por ora, nada menos de 15 eleigoes
contestadas, que di reo lein da verificagao de po-
deres.
O quo aqui sabemos e tido como exacto, mas
que ainda nao pode ser alterado, segundo ulte
riores reeiamaeoes que possam apparecer, o se-
guinte :
eleigoes reputadas liquidas vas diversas
provinihas
De conservadores
Amazonas 1
Para G
Majanhao 5
Jii.uhy 2
Cear 5
Rio Grande do Norto 2
Par hy"a 4
Pernambuco 10
Alagoas 3
"ergipc 4
Baha 13
Espirito Santo 2
Rio de Janeiro 12
Minas 7
S. Paulo 7
Rio Grande do Sul 3
Paran 1
Santa Cithanna 2
Goyaz i
Matto Grosso 2
92
De liberaes
Cear 3
Parahyba i
Pernambuco J
Alagoas i
Minas 9
S. Pau'o 1
Paran i
17
Eleigoes contestadas
Amazonas 1
Fiauhy i
Maranho 1
Pernambuco 2
Alagoas 1
Babia 1
Minas 4
Goyaz i
Rio Grande do Sul 3
se p deria calcutnr; accrescendo que o min sterio
mesmo nao teria cer:eza de tirar de sua interven-
gao o resultado desejado ; porque basta que as de-
piitugoes das 9 provincias em que ha elxidoes
contestadas se ligcem consti'uiado um ncleo e
queiram reunir se os votos de affeicao e de senti-
mento partidario obtidos pelos contendor conser-
vador, para que seja difficilimo ao governo fazer
approvar o diploma de liberal.
Si ria preciso um esforgo hercleo, alias sem
e 'inpensugio. e porUnto insensato. O negocio,
pois, ser reaolvido como a Camtra entender e com
a sua nica respousabilidane moral.
Mas o que far a Cmara ? Haver ah t m-
bem o teiceiro escrutinio, que os conservadores
tanto exprobaram aos liberaes? perguntar me-ba
talvez o leitor. Nao affirmo que haja esse ter-
ceiro escrutinio, mas acho-o muito provavel.
Em regra, os nossos partidos polticos S<5 tem
boa memoria para recordarem-se do mal que soffr-
ram em opposicao, nao para deixarem de prati-
cal-o quaudo s< bem ao poder, mas pura fazerem
exactamente ao adversario a-iuillo de que se quei
xaram; ao passo que os que descem, vendo segui-
das os exemplos por elles dados, erguem lamen-
tosos brados e esgotam toda a sua iudignago ante
factos que sao apenas a co sequencia d>s que elles
pra'.carcm.
Iufelizm nte para os liberaes na verificagao de
poderes prxima nao tem os conservadores que in-
ventar nenbuma solngao para as qnestoes de que
a Cmara vai tomar conhecimento, Nao ha liy
potheseqae tenha de ser considerada nova. Para
ferir os liberaes nao p'-ecisain outras armas que nao as proprias de que se ser
virain os liberaes, uem recorrer a outra jurispru
dcia que nao a atSrraada por.este eai materia de
veriticagiio de poderes, as duas anteriores legis-
laturas: e nem ser de admirar que algum dos
que agora pretendem ser reconhecid' s seja vl.-tima
de opimo sua escripta e registiada no.) Annaes.
Tambem, por esse ado os lib raes, para sas-
tenfauri m a legitmidade de suas eleigoes nao pre
csam mais do que recorrer aos argumentos de que
ento serviam-se os conservadores.
Nao digo qu a coasa tenha de ser assim ; seria
temeridade affirmal-o, mesmo porque sabido qu'
quindo o deputado reeem elei'o parte da provincia
para a corte, vena animado das melbores intengoes.
disposto a julgar com rigorosa jusfig, adiando
mesmo que se deve ter tolerancia no reconhecimen-
to dos adversarios, menos nos de sua provincia,
se por ventura tiver ah havido easo de el
contestada.
venho occapar-me cjra o fac'os passados na ses-
so do dia 19 do corrente e contra os qaaes a mi-
noria vio-se obrigada a formular urna manifesta-,
gao, como que um protesto. Neste onto conten-
to rae cora o que disse em nome da miaorin o meu
collega pelo 2 districto e se alguma cousa eu ti-
vesse de aerrscentar s-ria para queixar-me de urna
expressao que o nobre Sr. 2 secretario, fallando
depois do n isso collega pelo 2a districto, ei pregou
em relago ao nosso procetimon'.o.
S. Exc. disseque a minora proceda como quera
nao tem pund mor poltico (ha um aparte do Sr.
Barros Barreto Junir). ou parecia-lhe que na
tnha pundonor poltico. (Apartes).
Bem, nao osistirei n'isto aiesmo porque recla-
mamos na occasio eu e outros collegas desta ban-
cada, e pareceu-mj que Exc. declarou que nao
tinha tido intencao de nflender-nas, isto de di
rigir se ao nosso carcter pessoal.
Pela minlia parte dou por aeceita a explicagao.
Nao passo suppor que o nobre Sr. 2 secretario ti-
vesse o proposito de dirigir aos seus collegas urna
expressao que seria um insulto.
Minhas observagoes versara sobre um outro tre-
cho daac'a.
Consta da acta que tendo V. Exc. pisto em ais-
cussi) a 2a parte do parecer n. 4, que tratava da
ebigito do 2 districto, a que se procede em 2*
escrutinio, e tendo sido approvado o parecer, V.
Ex. coiisiderou prejudicadas as emendas de ns. 1
a 3.
No fenho que contestar a verdade da acta n'cs-
ta part', nem poderia fazel o, fallo francamente a
V. Exc-, porque pesar de ter me aehado no re-
cinto, nao p>ss> absi lutaraeute dar testemunho do
que delib rou a casa; pisso sim, dar tcsttmunho
de alguma cousa que vi e mesm do muito que ou-
vi; mas d'aquillo que a casa deliberou, nao, por-
q"c nao sei quaes os pontis que foram postos em
v tacSo, o | H foi approvado ou rejeitado. Portan-
t nao estou habilitado para dizer se a acta ueste
ponto exacta ou na); mas, aceitando o que est
ni acta, me parece que nio se pn edn regular-
mente.
Sei que nao na occisio de su discutir a acta
que se protesta contra qualquer irregulandade da
meca em relagao aos actos de que a acta a nar-
ragao, desde logo se deve reclamar; mas, 3c como
acabo de dizer. nata ouvi, nada pude saber Ja que
se di'liberou, cumpre me : proveitar esta occasio
para fazer minhas observagoes.
Digo qoe na) ue procele regaUrmente b para
isto basta que examinemos o assmnpto das emen-
Esta toleranca para os adversa- I, (| ( ^ As tres cmendi.s>ratav-arn dis
nos as outras provincias, Unto mais quanto re- | (Q omB ha nu|Hdade d conheeem a conveniencia de que haja um certo nnllldaie de duas seegSea em virtode de
numero regular de oposicionistas naturaes. As ^ 9i,n in-(. u acta n0 livra (1o t ibel-
camaras unnimes, u quasi unnimes sao um L.^ _, liiulln,.nt. ;l't,.c,ira, q.. se m n,ivesse a
apurago do modo porque foi Celta pea unta apu-
Londres
Patis
Hamb'ro
Italia
Portugal
Nova York
abrain rigoroso inquerito, afim de verficarcm a
exactiilo do faeto pratieado pelo padre Eugenio
Martnell, .! contra elle fe proceder na forma da
egislagao criminal, visto constar que este saccr-
15
1
125
resposta ultima nota de V. Exc, tr nserevo o ] dote, apezar de nao ter proviso do diocesano pa-
segnintc t- legramma, que acabo de receber do go-
vernadef heroicos rapazes. rommungavain nasjtieUa gran-
le affirmaco patritica. Xerji una s notu dis-
joaaute. Era a naci que fellava.
Si-,n durida, era a rejrdacSo dempssado
grandioso que naquellr iDOmentp rrompia da
alma portognesa as expansdes de um enihu-
asmo magfico.
Houve quem alludindo a preseoga do Sr. D.
Luiz I naquella grande solcninidade civica, ci-
ssse o exemplo deD. Joo II quando noseufor-
ssmm rol lora da bar-a ao encontr de um
daquelles muitos agente- que enviara explora*
ao dos caminhos do oriente, ehein de urna nobre
impaciencia pelas novas qve llie traziam. Essa
aitacSo erudita explica a v^va satisfago causada
pebis demonstraces publicas que o actual re
deu do seu aprego pelos novos exploradores do
continenle africano, ora cujos cora^oes vive certa-
mente urna grande parte do nobre herosmo dog
portuguezes de outras eras.
Ka famosas epochas da historia de Portugal
a realeza andou constantemente associada nos
intuitos nacLonaes, Bastara o activo e grandioso
papel do infante D. Henrique as glorias mar-
timas de oulr'ora, para que o patriotismo arden-
te dos portuguezes nao esquecesse n'um dos mo-
KMitos de sua maior expanso oque o reino de-
Oficial urgente)Recebo ueste momento
parte du ehefe poltico de Cacerrt, coinmunicao'to-
ine que Arredondo acatou as oidens e que pass\
do o dia de amanlia estarao dispersados os d ni?
mil homens que prximamente o acn panliavam.
A dissolucao nao sir eSeetaada siinultanei-
mente para evitar desordens que grandes BOBO*
poderiain produzir. Ordeno ao chife poltico que
ssista dissolugo para que os g. upos nao saiam
armados e torne effectivo o desiirmainento. As
autoridades dos departamentos estao prevenidas e
vigilantes para completar a dissolugo dos giu
pos.
Transioittirts'. a V. Exc. ludo quanto occor>-cr.
Si.lo a V. Exc. com toda a considcragao.M.
Derqui.
SaJo a V. Exc.Francisco J. Ortiz.
Lemos no Jornal do Commercio da corte :
O commandante da canhom irrParnahyba, es-
tacionada em Montevideo, tclegraphcu hontem ao
luartel-general de marinha, coramunicando cons-
tar que o (,-eneral Arredondo com 2,500 homens se
apossou de qoatro vapores mercantes que se acha-
vam na Concordia, e nelles embarcando a sua
gente invadi o territorio da Repub i Oriental,
onde j houve um encontr sanguinolei.to com as
tropas do g,v rno. Na capital bav i grande mo-
vimento de tropas.
Hinns (.finc
Datas at 25 de Marco :
O Decim) stimo districto de Diamantina diz o
seguinte:
Com o fim de determinar o local mais apropria-
do da fazenda de Santa Barb'.ra, em que deve s .r
1 yantada a fabrica de tecidos projectada por S.
Exc, e, ao mesmo tempo, estudar os cencertos da
estrada que unir esta cidade aquella faxenda,
para all parti, do da 4 do corrente, o Exra. Sr.
conselbeiro Matta Machado, acompanhado do dis-
tiuuto en' nhairo, Sr. Dr. Catio Gomes Jardim e
dos Srs. Dr. Pedro Jos Versiani, tambem enire
nheiro, Dr. Joo Antonio L. de Figueiredo e Au-
gusto da Matta Machado, socios da futura fa-
brica.
Phlleceu D. Joanna Mara do Nasciraento, mai
do Sr Justino da Silva Ribeiro.
No Carmo do Paruahyba, em caininh) de S.
Francisco das Chagas para o arraial da Confusao,
o Sr. Joo Francisco de Abreu foi assassinado por
um rapazol i de nome Jos Flix.
Muitas ressoas daquelle arraial, precedidas do
subdelegado de polica, do padre Miguel Kerdole
e do negoc inte Theophilo Augusto de Araujo, di-
rigiram-se ao campo em qoe se achava o crimino-
so ; mas este, qoe estava montado, fagio pelo c.nn
po, e chegaido a beira de um mato, antranhou se
por elle a dantro e sabio a urna grande arvore, da
a Pereer as suas fuucgdes, c-ntina a celebrar
matrimonios e outros actos de. jurisdiegao piro-
cbial pelos nuele s coloniaes de Santa Leopoldina
e (,'onde d'Eu, sem attender que taes actos enra-
p t ni aai pirochos das respectivas freguezias, e
o ellea millos e rritos como o casamecto, c ou-
tros Ilcitos, como o baptUtnoe a penitencia.
Ftlkceu na capi al o fficial da 2* secgao da se-
cretaria do g.v. rno, o alferes Manoel das Neves
Xavier Jnior.
Bnhla
Nesse dia abrio-se com as solemi.idades do es-
tylo a 1 sessao da 25a legislatura da Assembla
Provincial.
Coutiuuava a dsr-se casos fatnes de feore
amarella.
K.-cieve ain de Chique-Chique Gozetta da
Baha :
Annal cessaram o cerco da 'illa e o fogo,
com a chegada do capito Castell > Branco.
O tenente-coronel Manoel Martiniano retirou-
se com um grosso da oapangagem para o Liraoei-
ro, ue fica rio abaixo e-n trente villa do Re-
manso, c deixou a maior parte dos criminosos na
fazenda Malbada, sob o commando do afamado
criminoso Bento de Btito.
. Propalam que em breve ferio de atacar no-
vamente a villa, e para isso j nandaram vir urna
e.ondacgo de pjlvora em Jacobina.
Estamos mais desaseombrados, porm todos
esto convencidos do que, emquanko nSo se dis-
persarera os criminosos, quaesque.r garantas que
tenhamo?, serao precarias.
O capito Castillo Branco julga imptescindi-
vel vir urna pega de artilhuria para se poder ba-
ter a serra de Santo Ignacio, onde os eri u ieosos
se n 'ngiam para, em occasio azida, renovaren!
os seus assaltos.
O liberaes, representados na pessoa do ma-
jor Reginaldo, cap to Avelino, Gustavo de Ma-
galhaes, Fernando e outros, nicos qoe dispoem
deeleitores, esto resolridos a dospresar o teen-
te-coronel Manoal Martiniano, arradando-o da
chefia, porque estao coovencidss, de que, emquan-
to ii fluir elle na poltica local, nao haver paz na
localdade ; e dizem que, se o partido liberal nao
se dispuzer a sustentsJ-oi com exclaso d tenen-
te- coronel Martiniano, se retiraro da poltica.
E' bom que os propros liberaes reconhegam
que esse homem sanguinario o nico motor das
desordens aqui. '
A retirada d'esse para o Remanso de pes-
srao agouro para aquella villa, e se all se demo-
rar, governo ver que em breve estar ella anar-
cbisada.
< Dz-se por aqui que voltar o Dr. Adalberto,
6orque assim o exige o tenente-coronel Maaoel
lartiniano, com quem foi eeontrar-se no Limoei-
Falta por S. Paulo
Somma total
Como se v, por emquanto o que os liberaes tem
de certo sSo 17 deputados. Admittindo que dos
15 diplomasTcontestados possam elles obter 8 ou 9
isto na melhorhypothese -a oppsbigao nao can-
tar mais de 25 a 26 votos.
Sobre o qu? occorreu no Amazonas, Piauhy,
Maranhao, Pernambuco e Alagoas, e quaes sejam
os fundamentas com que sao contestadas as elei-
goes que cima menciono, nada direi, porque o
leitor ah melhor o sabe do que eu.
O que se deu no 3* districto da Baha cousa
muito parecida com o que se passou na eleigao do
auno passado em I-^marac ; mas questo mais
ditScil de esolver, por sir tambem mais diffieil a
prova da falsficagao da authentica do pequeo
collegio do Umburanas, do maioria conservadora,
e onde o_Sr. Miltun obteve 19 votos e o Sr. Priso
Paraizo 7. No lavrar da acta o secretario, 'que
era da parci-.lidale d' segundo*escreveo precisa-
mente o contrario, dando 19 votos a este c7
squvdi" 5 mais pr.cedendoa leitura, para que to-
dos conhecessem o que estava Jescripte, leu, nao o
qu^ escr veu, e sim o que devera ter escripto.
Na boa f ninguem foi examinar e verificar se
a leitura era del, e todos assignaram a acta, e,os
jomaes da capitai publicaram o resultado real 3a
votagao, s"in que o Sr, Prisco Paraizo reclamasse
a'assados das e estando o Sr. Milln muito co i-
tente e satisfeit1, rrcebendo os parabens e emboras
pilo triunipho, que d,-se pelo caso, e o Sr. .Pa-
raizo telegraph.u p.ra a corte ao Sr Dantas, di-
zendo que_ em frente das authenticas estava
e'eito por 5 votos quando taha perdido por 15
e toda a imprensa o havia annnnciado.
As eleicoes contestadas em Minas sao : no 7
districto em que contendem dous liberaes, um dos
quaes ser :econhecido, naturalmente o Sr. Silles;
no 10, rm que o Sr. Penido, liberal, teve na real-
dade maioria, embora pequea, sobre o candidato
conservador, o Sr. Rodrigues da Silva, a quem a
junta aparadora expidi deploma, por nao ter
apurad ) a eleigao de um collegio. com o tunda-
m uto do que a respectiva mesa nao fora organi -
sada nos termos da le; no 15, em que o caudi-
dato conservador, o Sr. Joo aetauo, e o sciH
competidor que teve deploma, i.llega diversas nul-
lidadca e fraudes, sem as quaes, dis elle que o
legitimo deputado ; no 16, em que a eleigao do
Sr Matta Hachado contestada por he terem
sido contados vetos di eleitores qualifieados na
ultima reviso de setera1 ro, o que excluidos taes
votos, o eleto o Sr. Perrna, conservador.
As arguigoes formuladas contra a eleigao do Sr.
Marcondes Figueira, por Goyaz, tem por funda-
mento os acontec nen tos de S. Jos de Tocantim
e de Jaguan,, oudc tambera nao houve eleigao ;
mas o ficto que ainda mesmo que o Sr. Bulhoes
obtivesse nesses dous collegios vetago igual, on
mesmo superior a que teve Da eleigao passada, fi
caria menos vetado do qne o Sr, Figueira. Alle-
gam tambem violencias ; mas oto, quando nao se
tem por si as autoridades locaes, cousa muito
djfficil de provar.
Quanto ao Rio Grande do Sul, acho que o Sr.
Silvera Martins deveria reputar-se muito fe-
liz se censegusse salvar dous dos tres que elle
reputa deputados. Ha quem presuma que elle nao
salvar nenhuin.
Nao digo tanto, at porque cntendo que, pelo
mtjrics, um delles est eleitc.
Sendo e?te o estado das cousas, bem se v, que
nao possivel prever o que ter de acontecer. Si
o governo quizesse intervire estou certo que se
o fisesee seria pasa conter os amigos e aconse-
Ihar-lhes moderagao tolerancia- poder-se hia
contar com um maior numero de approvagoes de
eleicoes liberaes o que as eleicoes contestadas,
porm julgadas segundo as proprias inspirag s da
maioria, ou antes, segundo o interesee partidario,
que em ultima analyse o (,ue ha de prevalecer.
Mas posso affirmar que resolugo j tomada,
nao intervir o governo de modo algum na veiifi-
caco de poderes, mantendo-se estranho s dcli-
beragoes que a Cmara tiver de tomar em qual-
quer sentido, abstendo-se at os ministros depu-
tados de tomar pato as votages de eleigoes
contestadas.
E, realmente, outro nao deve ser o procedntento
do ministerio. Dispondo elle de grande maioria e
nao tendo, como o ministerio Dantas, necessidade
de recorrer tramoias para; augmentar mais si-
gnas votos aos obtidos legtimamente na eleigao,
a intervngalo dos ministros ser necessariamente
em favor dos adversarioe. Isto causara profundo
desgasto aos amigos e desde logo enfraqueeeria a
ceheso da maioria, que dentro em pouco estara
fraccionada, com urna dissidencia cujo valor mal
Isto pansa cada um. Mas o faeto que, em
chegando aqu, comega a cuvir que possa conseguir o que acha qu i muito justo
para o sua provincia, preciso que faga cunees-
sftVa aos das outras e entre em accordos e concha-
vos. Repugna-lhe isto ; elle remas, mas as cou-
sas vo se aper. ndo, a situacao compliea-M.....
chega o momento psycho ogico do Sr. de Bistnnk e
o h imem a tira-se onda, e ineonsci>ntem"iitc
l vai amatado por ella. uto o que' tenho
obs-rvad i. Xo se pode, porm, considerar ama
regra que tenha de ser rigorosamente seguida
E' p'-ssivel que ueste aono a cus corra por mo
do diverso. Veremos.
Ha uns tantos conservadores de M'nas que
vem muito descontentes com o ministerio e o pre-
sidente da provincia, ambos os quaes attribuem
o infuccesso de a'guraxs candidaturas consrv.Ji-
ras, por falta de bafejo oficial.
Para que se posa julgar do funlamento das
queixas que a esse respeito oe tem feto, inenco-
narci apenas o que occorreu no Io e 2o distrctos
daquella provincs :
o Io districto. nos importantes collegios le En-
tre Ros e. Queluz, dous baluartes conservadores,
teve o Sr. D< go de Vasconcellos, na eleigao pas-
sada 132 votos no primeiro e 145 no segundo. Nes
te anno teve rm Entre R>os 26 votos, e em Que-
luz 111, o que di urna differeuga para menos de
106 votes cm um e 34 em outro. As influencias
desees collegi s sao pessoas de fortuna, prestigio
real e independencia' e sobre as quaes o governo
nada podena influir.
No 2o districto o Sr. Affinso Celso Jnior ven-
ceu por 12 votos, e urna influencia conservadora,
o Sr. Francfort, declarou pela Provincia de Mi
as que approvava o -roceamento dos seus ami-
gos conservadores que baviain votado no mesmo
Sr. Celso Jnior em Itabira. Si esses votes, que
torain mais de 40, tivessetn recahido no candidato
conservador, de certo seria este o eleto. Mas que
culpa tem o governo e o seu delegado, de que elei
tares conservadores votassem no candidato libe
Assim tambara no 16 districto foi eleito o Sr.
Montan l>o. por ter tido mais de 100 votos de con
servadores. Mas preciso dizer que o Sr. Mon-
tandon, como medico de vasta clnica naquelles
sertoes, onde chamado por todos, dispe de mui-
tas relages e goza de estima e conaideracao de
muitos conservadorrs, que Ihe devera attenvocs e
obsequios, pelos quaes se. julgauo obrigados a es-
quecerem a disciplina partidaria. Si ontro fosse
o candidado liberal, elles votariam no do seu par-
tido.
Nao obstante a declaraco mandada fazer
pelo governo de que nao trata de realisar um em-
prestimo interno, eontinua-se pensar na praga
que o Sr ministro da fazenda cogita alguma c ro-
as, c um grupo de capitalistas importantes prepa-
ra-se pnra concorrer operacao que houver de fa-
zer-se.
PERifflRUCO
Assembla Provincial
8 SESSAO EM 24 DE MARQO
PRESIDENCIA do exm. sr. db. astonio francisco
CORREIA DE ARAUJO
Ao meio dia, feita a chamada e verifiesndo-se
estarem presentes 03 Srs. Ratis e Silva, Julio de
Barros, Rodrigues Porto Amara), Soares de Amo-
rim, Antonio Correia, Lourengo de S, Hercul. no
Baudera, Barr s Wanderley, Antonio Vctor, Do-
mingues da Silva, Joo Alves, Augusto Franklin,
Barros Barreto Jnior, Reg Barros, Andr Dia,
Rogobcrto, Jos Mara, Guigalves Ferreira. Ferrei
ra Velloso, Joo de Olivera, R sa e Silva, Gomes
Prente, Barito de Itapissuma, Costa Ribeiro, Pr-
xedes Pitanga, e Costa Gomes, o Sr. presidente
declara aberta a sessao.
Coraparecem depois os Srs. Juvencio Hara,
Visconde de Tabatinga, Regu ira Costa, e Ferrei-
ra Jacobina.
Faltam os Srs. Drummond Filho, Luiz de An-
drada, Joao de S, Sophronio Portella e Coelho de
Moraes.
S j ldas o sem debate approvadas as actas das
reunioes de 21 e 22 do corrente mez.
E' lida, apoiada e entra em discusso a acta da
sessao de 23.
O *r. Joi<- Maria (pela ordem) Venho
simplcsmente fazer urna ligeira observ-go sobre
a acta.
Diz cll que eu orei duas vezes sobre a acta da
sessao de 1?. EflFjctivamente assim succedeu,
mas : V. Exc. sabe que a segunda V''Z em que
fallei foi pela ordem. Ped a palavri pela ordem
o rx-la ordem fallei.
O que se passou foi o seguinte : mandri mesa
um protesto assignado pela minora ; V. Exe. dis-
se que nao poaia aceital-o porque era contra o
vencido, eu precisava demonstrar a V. Exc. que o
protesto nao era contra o vencido mas sim sobre a
acta.
Para isto nao devia usar da palavra sobre a acta ;
era um incidente interamente alheio a discus-
so desta ; era urna contestacao razas que V.
Exc. dava para nao aceitar o protesto.
Eu deixaria passar sem reparo esta omsso da
acta senao ficasse prejudieado no direito qne tenho,
do qual careco talvez de usar, de fallar ainda urna
vez sobre a mcsmi acta Senao fora isto, se nao
fora a necesaidad' que eu terei, talvez, de o ecu
par-mo ainda d'aquula acta, com certeza nao fa*
na esta reclamagao.
Urna vez, porro, que se pode dar esta neerssi-
dade que venho de referir, fago estes ligeros re-
paros e mando mesa urna emenda no sentido de
acr scentar-se as seguintes palavras : sendo que
urna vez fallcu pela ordem.
O Sr. Presidente Tenho perfeita lembranca
disso ; o nobre deputado fallou a segunda vez pe-
la ordem. Portanto, o nobre Sr. 2o secretario at-
tender a reclsm ico do nobre deputado.
Ninguem mais pedindo a palavra encerrada a
discusso e approvada a acta.
Continua a discusso adiada da acta do dia 19
do corrente com a emenda do Sr. Jos Mara.
O Sr. Costa Ribeiro Peco a palavra.
O Sr. Presidente Tem a palavra o nobre de
putado.
O Sr. Cosa Ribeiro Sr. presidente, nao
ra lora a que fosse reconhecid) eleito o outro can-
didato que compet i con aqaelle qoe aqu toraou
aaaento
Ora, d'estas cm nas nao poda sel o osiderada
p rj i .lie i la, porque o assumpto della estava em
opposicao formal com o parecer, senao urna, que
naandava proceder a nov\ eteicao. M is, as outras
ni) Gcari>mprejadieda9, alo podiam ter sido con-
sideradas como taes. pois que at o s u assumpco
siippi.inha reeonhecido e votado o principal do pa-
recer.
Eu, por exemplo, cm r 1 icio a eate negocio, ti-
nha o meu modo de entender difieren te do da maio-
ria; miaa opinio era que se reeonhecesse valida
a el'.igao a como deputado o OOtlo candidato cujo
diploma fui aqu invalidado. Desnecessario de-
.1 irar qne e.-ta minha opinio nao tem i.ala com
03 merceim nto3 pessoa s que raeonbeeo em nosso
collega, a qiioui a maioria d'esta casa julgou eleito.
Mas, eu apesar de entender que o outro era o elei-
to, segando as prescripgoes da lei...
O Sr. Jos Ma/aSem duvida nculiuma.
O Sr. Costa Ribeiro...quando o Sr. presidenta
pozesse ere votagao o parecer, tinha necessidade
de votar a favor, porque s depois de approvada a
eleigao procedida no 2o disfruto, ..ssumpto princi-
pal do parecer, que se poderia resolver sobre os
poderes de um ou de outro candidato.
At nao se compren mde que se delibere sobre
emen la sera que haja algum projecto, parecer ou
re=olugo j approvada. Portanto, duas das emen-
das nao podiam ser votadas sem que approvasse-
mo3 o parecer no seu ponto esfltAl, a validado da
I eleigao. A nossa divergencia foi smente em um
ponto, foi no ponto relativo a eleigao de S. Louren-
go da Matta; quanto, porm, a ."afilado da eleigao
em geral, estavamos todos de accordo, os que vo-
taram em t ivor do Sr. Lopc3 Machado e os que vo-
taran) cm favor do Sr. Velloso. Portanto, a appro-
vago do parecer nao importou o prejuizo das
emendas.
Paseado estas observagoes, nao tenho por fim
mandar emenda alguma a acta, porque, como aca-
bei de dizer, o faeto se acha consumado : apenas
as fago, porque parecc-me que tenho razo no que
digo.
O nosso colleja j est reeonhecido: mas, as
pouderagoes que tenho fjito serviro talvez para
que en casos idnticos procedamos mais regular-
mente.
acredito, Sr. presidente, que isso nao acontece-
ra se porventura tivessemos procodido com mais
calma.
O Sr. Barros Barreto JniorE' bom que V.
Exc. reconheea isso.
O Sr. Costa Ribeiro. dgj todo3 nos, por-
que calma par>c -me que taltou a todos e se por
a deixou de existir, foi porque a minora vio que
o seu direito era prxjndieado torturado, como que
aeintosamente, sou muito moderado e proeuro re-
vestir me sempre da maior calma possivel, mas
tambera sou daquelles a quem a injustiga doe mui-
to, e nesses momentos seu fcil de in -itar-me, o
que acantecc a todos.
.Mas de taes scenas. como aquellas no meb das
que se pr.cedeu com a irregularidade que assig-
nato, seuipre responsavel o autor da injustiga que
as provoca.
Batas, Sr. presidente, sao as bservaoSes que
eu tinha a fazer.
Como j disso, na) m ind > em aida a'guma, por-
que nao ataco a veracidide da acta, nem rnesmo
estara habilitado rest ibelecor a ver .de, caso
nostivess-' exacto, porque, com franqueza, nao
se o que foi que su votou, nada ouvi.
O Sr Barms Barreto JniorAceito a declara-
gao do nobre deputado.
O Sr. Cista KibeiroV Exe. bastante cava-
Iheiro para aceitar as declarages que se f.izem,
sempre de um modo completo, nao em parto.
Sr. presidente, permita V. Exc. que aproveite a
occasio, para dizer agum i censa em rrlaeio ao
modo por que votamos aqu sobre a verifieaco de
poderes.
V. Exc. sabe porque depois da reforma eleitoral
teve sssecto aqui e na cmara temporaria, qual o
modo de proeeder-se nestas circumstaLcias.
Os pareceres da commisto verificadora de po-
deres sempre toram profei idos em relagao a cada
um dos districtose assim se procede tambera na
cmara dos deputados.
E' es'a a ordem nat ral. isto que a corarais-
- i \ criticadora verifique os podu-es dos eleito,
segundo a crcumscripgaj que elles pertencem.
S" urna provincia que elege os deputados, tor-
na-se natural quo se taga um s trabalho, apre-
sentando-se um s parecer.
Mas dado que a provincia csteja dividida em
distrctos, o parecer deve ser relativo a cada um
destes distrctos ou circcmscripgoes.
Tem havido 3 ou 4 legislaturas provDciaos de-
pois da reforma de 1881, e em todas os nobres de-
putados ou si us amigos tireram assento porque
apezar do fallado ostracismo a que foram condem-
nados, a verdade que, os senhores conservado-
res que governararo tempre comnosc, obtiveram
maioria nesta casa e emjoutraa assemblas, deram
quasi a metade da representago na eara.ra tem-
poraria ; emfim o partido de Ss Excs. coltaborou
sempre comnosco no governo.
Mas, dziaeu, que de accordo com a lei as as-
semblas sempre verificara os poderes de seus
merabros era relagao a cada um dos distrctos em
que est dividida a provincia.
Esta doutrna foi a principio seguida pelo nobre
deputado pelo 13 districto relator da cemmissao.
Mas nao sei porque retiraram-se da mesa pare-
ceres j formulados e despreaou-se aquelle e3ty!e
sempre seguido.
Appareceu aqui um parecer que nem enchia meia
folha de papel, sem mais explicagoes e at desam-
parado de todas as actas.
Foi assim que se verificaram os poderes desta
assembla, naquella sessao celebre, as 10 em pon-
to !
O Sr. Gomes Prente Alas nao se depenooo
ninguem.
O Sr. Costa RibeiroNa" minha opinio j ae
depennou alguem, mas esta nao a questo.
O Sr. Gomes PrenteDa hoje por diante en
terei mais cuidado em dar pareceres.
Um Sr DeputadoIsso urna ameaca .'
O Sr. Costa RibeiroMas eu pens que V. Eie.
devia ter procedido d? outro modo.
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Diario de PernambncuCuarta feira 7 de Abril de 1886
*
O nobre deputado conteccionou um parecer em
7 liuhas !
Diga-me o nobre depntado : auas actas, ape-
zar dos deputados estarcm eleitj^io beuvc por-
ventura alguma questo ou incidente a respeito do
qual a commissao devesse dar urna soluoo ao me-
llos para firmar precedente.
O Sr. Gomes Pnrente d nm aparte.
O Sr. Costu Ribero O nobre deputado sabe
perfeitamente que ap 'zar do urna eieicao ser con-
siderada de modo a na prejudicar os poderes do
eleito, ci.-cuuistaii-i i.- p idein oecorrer quo exijara
um exame detido 13 minucioso, afirn de se estibe
lecerem rogras para o futuro, o m ida de resolver
essas qucst's quandode novo occorram.
Posso dizer ao nobre deputad 1 que mesmo no
districto quo represento h >uve questoes, a consi -
derar, einbora nao aflvctasscm os poderes dos el i-
tos, e entretanto >. commissao nao tratou disgo !
Sr. Gomes Paneta E porque V. Exc. nao
referi essa circumstancia em tempo opportuno ?
O Sr. Costa liilieiroMas quera o nobre de-
putado reclainacoea mais nergicas, de que as fei-
tas por todos nos da bancada liberal, quando re-
clamamos a presen?i das actas 1
O nobre relator tem bastante intelligencia e a
ateribuo o procedracnto quecritico a zelodemasiado
pela causa poltica, que o nobre deputado segu.
Mas letnbre se S. Exc. que deputad-i por um da
trelo do serto e o sertan-jo, liberal ou conserva
dor, quasi serapre um bomem bom, leal, \erda-
deiro. Talvez seus committente nao lhe approvem
tanto zelo.
Sent-me, Sr. presidente, por qua vej 1 ns casa
o collega que na sesso passada havia fieado com
a palavra sobre a acta.
O Sr. Ferreira Jarobina-iN'ii devol-
veu o seu discurso).
Verr a mesa lido, apoiad j e approvado o ee-
guintc requerimento :
Requeiro pror. gacilo da hora por 30 minutos,
afim de continuar a discusso da acta do dia 19
G .me, al ves Ferreira.
Continua, portanto, a discusao da acta do dia
19.
O ir. Rosa e Silva (Nao devolven
discurso).
A discusan fica adiada pela hora.
Pussa-ae
ORDEM DO DA
O S3U
-Sr.
O Sr. Rali e Silva p-la ordera
presidente constando-me que eiiat'in varias leig
d'eata Assembla que nao hiram sanecionadas pelo
Sr. presidente, requeiro a V. Exc. que se digne
de manear urna c iinnin para dar parecer tobre
ellas, afim de que seja ai discutida?.
O Sr. Presidente O pedido do nobre deputado
ser tomado na devida considoraeo.
Entra em discuso o projecto n. 180 de 1884
(modificarlo do art 1 d* le u. 1,195.)
Ninguem pedindo a palavra encerrada a dis-
cusso c posto a votos o projecto approvado.
Eutra ein Ia diacoaso o projeito n. 2 desto
anno (tiansferindo da villa de Vertentes para a
de Taquaretinga 11 sede do termo e c imarca do
mesmo nomc.)
O Sr. Fraxedeo PilancaSr. presiden-
te, nao pense V. Exe. e a casa que assumi tri-
buna systhemitieanente para oppor-rae ao proje-
cto, nao ; a sua ap'escntac > imp irtava a mesma
subida tribuna, nao s para dar una explicacn
aresp'iti da sua c>nstruecao com igualmente
pvra pedir aoi n ibres deputados que viess"m tair-
bem dizer o porque baviaea provocado esse proje-
cto s<'m que 111 tivessein onviio a respeito de loa
conveniencia, a rain um dos representantes daquel-
le districto perante a provincia, procurando ao
contrario fazer que f isse signatario d'elle aquel-
le quo pretende repres nt ir o districto na Cmara
dos Srs. Deputados.
O Sr. Gonc/alves Ferreira d um aparte.
O Sr. Prxedes- Pitanga V. Exc. no est
ainda roconhecido. o como tal apenas O considero
to candidato cora 1 foi S. Exc. o Sr. Lepes Ma-
chado, que apezar do titulo conferiilo pela junta
a] urada, foi retirado des ti c>.sa.
Portanto permtu-m anda que o considere
com> simples candidato.
A constrnecao e exclusivamente do projecto
importava a obrigicilo de subir tribuna para vir
perguntar aos nobles signatarioa do mesmo pro-
jecto o porqn h avia s lo en nefanda de f*ser par
te do mejmo projecto urna "ez que a materia era
de interesse peral
D -i dilemra 1 p (deria estabeloeer, e ora ou que a
Batera nao COOV niiicii geni, ou que cu
alo concorda va cora ella.
E' milito provavel que par 03 nobres deputados
leja a 2' parte do dilema) 1 a q ie inaislhes agr ide:
eu por. 111 procararei most-ar que nao concordo
CODi clles parque estahclcci a prinieira parte do di
lemma a materia nao conveniente, ella n.
fonda em razo. ella nao se funla em dir>it 1.
Senhores a villa de Taquaretinga aepaada da
de Limoeiro de tal Datarn que por si s con
derai a a transferencia da ede da comarca pira
essa localidade.
A sua col loeaai* em nina asolanada entre agre
mes se-ras afug-nta de i nao s us proprios ha-
bitantes como aquelles que preciaam onviver com
elles e que moram fra. Era 1801 fra este reco
nhecido pelas comraerciantes d'aquella localidade
que fnviarara a esta casa um abi'xo assignado pe-
dindo que fosse trnsf--riila a sede da freguezia
para nova localidade, h ratera na3C.iite c hoje fl>-
resceote villa de Verti-ntes
NI 1 foi, senhores, comp sta somtnle a represen-
taciio de individuas que adlvrerp s pol'tica libe
ral, nao; foram os cominerciantes. entre os quaes
se distingue um que, se mo ebefe, sub ch fe
do partido conservador, cainmerciantc importante
e de trrandes canitaes que alli se acha ettabel>c
do. Esta representa;ao foi enviada a um distinc-
to deputado, que^mitli' o seu parecer dU' ndo :
A povea^ao de Vertentea para onde se trata de
remiver asede da treguezia, situada a margem
da estrada, que partilo dessa capital se interna
pelo centro da provincia, tem elemento de pros-
peridade que faltam a povoaco d.' Taquaretiu:.
alli ha moviment ha commercio l ha f-ira que
abastece aos lugaies visinhos de vivires e gne-
ros, ao pac que Taquaretinga jaz em um valle
formado por mon'es, quasi inaccessiveis, povoa-
co pequenina, acra commercio e sem off.-recor ole
incnt .3 de prosperidade.
J se v, senhoici. que desde 18-56 fra a fie -
guezia transferida para a povoacSo de. Verteotae,
ade da comarca de Taquaretinga, isto a s le
do t:rmo da comarca, pjrque mente, e isso, senhoras, porque Taquaretinga,
como todos nos sabemos, de difficil asese! i,
coma acontece n;is comarcas de Cimbres e Trimn
pho. As ladeiraa de S-ssa Senbora de Cimbres e
as que dao passazcm para Triumpho ou a do Bri-
cot, nao so mais ingremes do que aquella que
d passagem para a villa de Taquaretinga.
O Sr. Goncalves Ferreira As de Cimbres sao
mais extensas.
O Sr. Prxedes Pitanga Nao sao mais exten-
sas.
O Sr. Goncalves Ferreira Eu conheco tedas
O Sr. Prxedes Pitauga Como eu tarabein. No
in-erno essa ladeira inacessivel, a popnlaco,
nem -ncamo a p, p 1 rauitas vezes chegar aquel-
la localidade, sem difficuldade.
Portanto, Sr presideute, eoniideran lo a sua po
sicio topographica, ella por si mesena repelle, isto
, demonstra a imp.'ssi'oilidade de ser cscolhida
para sedo da coma' cu. Po esss motivo, Sr. pre
sidente, esta Assembla recunheceu e reconbeceu
em vista de um parecer da cemmissSo da meiuia
casa, que devia fazer a transferencia da s le. da
treguezia para Vertentes, ondo sempre tem exis-
t Jo. Mas ainda so ato tu lo : a transferencia
da sede, feita em vista de um abaixo assignado
dos moradores da eoina-c, teve em seu favor o
parecer do vigario d'aquella freguezia.
Esse vigario, manifestando a sua opiniao, dizia
assim : (I.el
Examinando attentamente tndo qnanto "llegam
os supplicantcs em su reprcsentagSo, e vendo a
granie utilidade que resolta aos fregu-?es quasi
em geni, p rtaal) sao justissiraas as razes pelas
mesmos apiesentadas, e no todo verdadeiras, ach
que a perd- r de vista est mais bem collocada a
matriz desta fregueaia, oude se acha p-ovis rif
mente, do que ni povuacXo de Taquaretinga
O Sr. Joo Al vesFaz- me o favor de dizor-me
o nome desse vigarm ?
O Sr. Prxedes PitangaCrr-io que era um F/ei
1/ urenco, um franciscano que 1 xiste aqu nesta
cidade, mas posso affirmar ai nobre deputado que
n'aquclla occasiao era o vigario d'aquella fregu -
z'
sej i elle regular ou secular, secular ou nao, a pa-
lavra urna s.
II* pois o mesmo vigario quem est de perfeito
accordo com a preteuco dos commerciantes d'a-
quella localidade, aobando-a dd todo a justica.
Vm pois os n ibres deputados, j que n'aqoelle
ten po o preprio vigario era de parecer qu t a sede
da comarca e freguezia foss transfer la para a
villi fl ireocenta de Vertentes, porque nao s ha-
via facilitado de mmter-so urna fcira, que hi.ia
desippare.cido ha 8 ou 10 anuos, como fioibra
pir jue, em Taq laretinga era inuiti mais ilil.ol a
dwribuicjlo do pasto espiritual, tanto assim qu-
por esse motivo estabeleceu se a sedo em Ver
ten.
h. ainda ir.i fica al Sr. presidente, o pioprio
governo d'aquella pica reconbeceu a impisaibili-
dace de manter em Taquaratinga a s le da co-
ma ca, tanto que antes de a transferir, fez o tue
fez o Sr. deseinbargador Qjeiroz Barro?, mandou
mudar de cima para baixo o collegio eloitorxi que
alli estava co Iojii 1.
O governo ordenou que o collegio eleitor A se
reu nsse em Verteates, como se v dos anuaes.
C' Sr. Goncalves Ferreira Mas attenda V.
Exi que nao se tratava de mu lauca da sede da
piricba.
C Sr. Prxedes Pitanga Digo isso para pro
var a desvantagem topigraphica qu pjssue Ti-
quaretinga. Tanto isjo verdade queja em 1863
o p oprio governo mandou transferir as eleicoes
para Vertentes, e o vigario capitular a sede da
treguezia, ainda que provisoriamente como se v
O governo da provincia cm 1863 ordenou que as
eleieoes e qualificacois fossem procedidas em Ver
trates, atteudeudo a inconveniencia de seren ellas
fetis em Ta iiiaretinga.
Portanto, j em 63 se reconhecia que a ade da
comarca nao poda ser em Taquaretinga; porque,
senhores, entremos n'uma analysa minuciosa, pro-
cun raos proceder a urna anatoma da conveniencia
juntemos as razes do um e outro lado, c nos s
vemos de um lado a vontade de um politizo, e o
mai explica se perfeitamunte a decadencia: ha-
ven 11 esta assembla creado urna cadeira de me-
nino para aquella localidade, nunca encontrou
um protessor que a quzesse aceitar.
O "r. Jos MaraTem cadeira para ambos os
sexos.
O Sr. PitangaIsto agora.
Est' tempo, para mostrar que Taquaretinga est no
progresso do regressoe au tem andamento algum.
Eu couhec/1 perfeitamente aquello logar; posso
dar o meu testemunho e indicar a marcha ascen-
dente da villa de Vertentes e a marcha regressiva
da villa de Taquaretinga.
Sr. presidente, para que havemos de insistir
mi i 1 tempo n'uma materia, que est resol vida a
pri^ri? Eu nao venho canveacer ao nobre depu-
tado nem solicitar dos nobres depuUdos i> conces-
silo de seus votos, porque aqui nao impe a a razao
a conveniencia, o dreito, aqui imptra a vontade
de tim homeai, a vontade do um governador de
localidade, quo tari com o mesmo desprazer de
vel-a ser removida, a proporco que a poltica faca
sua evoluco. Nos vivemos ueste mundo percor-
rendo um circulo em que um dos arcos orno roda
de cogenho, submdo e deseen Jo a pancada d'agna
exp ca o vai e vcm. Nos ni vemos a convenien
ci, parque s-nhores, se alguem couh.'ce a situa-
co do Vertentes, villa fl irescentes, estab decida a
margem la otrada que d carainho para as pro-
vincias da Paraliyba, Rio Grande do Norte e Caa-
r, onde exsteui casas de commercio, cujo fundo
cao: tal excede a 40 coutos, como urna pertenc-n-
te a nra dos amigos do nobre deputado, nao pode
diaer quo baja conveniencia cm querer levar pa-
ra tima da cerra a sede da comarca qne j foi re-
coiilr.cida desvantajosa quando ella exista, pelo
reg esso daquella localidade. Pois possivcl que
na alto serto, onde a vida se pissa com a maior
lifficuldade em urna lacilidade que tenha progrei-
so. nao seja possivel estabelccer se urna feira ?
Quer-se, Sr. presidente, transferir a sede da
coraarc.i para Taquaretinga, na 1 por que haja con
v 11 .'ncia. nao 01- que tenhain essas industrias e
agricultura assoberbado a ponto do lUtrabir a
coir.'euiencia dos m<*rcantea para alli, nao; a ques-
to apunas caprichosa, a vootado do quera go
venia a localidade que predomina.
Eu lamento de eoraeaoqoe o raeu amigo, o Sr.
vigario daB a-Vista se tonba se congregado a seus
amigos, com os quaes entretcaho rclaeioVs, para fa
zeriin transpirtar a sedo da comarca sera neuhuin
mot 1.
(Apartes.)
E-taia i-in Taquaretinga ej ouva dizer que o
padre Tejo havia dotorraiiiado que a sle da co
rea havia de (Apartes.)
Portanto, era materia resolvida a prior quo nao
poda ter demora, porque a vontade nao poda o-r
con'Tari ida por milito teinp i, porque o cuor da
vida nao se abata a beira das firnalhas, mas sira
as margena dos ros.
l^u nao quero me referir ao Sr vigario Tejo.
.v quero referir me pessoalmente ao Kvdra.
vig irio padre Tejo, poltico intransigente, e de
urna torca tao elevada, (ha um aparte) que sem
duvida, c ino diz o meu ci llega nao assenta n'a-
quelle que tem a obrig.cande dividir o pasto es-
piritual. S S gastao inaioi tempo s e cxcUisi'.a-
mente no goso e na recreaco da poltica, porque
pino ,-ah- da sua localidade, muitem sacerdoics
roda de si, nos diversos povoados para que es-
tea se prestera ao servido das mesmas localidades
L'assim.que em Vertentes tem capello, tem
ont.-o era Cravat, tem outro em lugar que nao me
lembro agora. Sr. presidente, por que o tempo nao
lhe testa para o ser vico da freguezia.
Os Srs Goncalves Ferreira e Joo Alvis dito
apartes
O Sr. Prxedes PitangaEu estve l piuco
t ir po e at posso dizer que fui visital-o e quo fui
reo ibi'io perfeitamente, mi sua mesa e sabi sem
nci huma contestado; mas nem por isi deixo de
rec raheccr que S. S. domina e doirSiua com urna
vio enca e forfa...
(1 Sr. Goncalves FerreiraViolencia, nSo,
O Sr. Prxedes Pitanga .. cora violencia doce
cora urna furea do attraccao que as suas ovelhas
acudemao bter do chaealho; como o pastor a
tac ir a campa tudo chega, e chega sem ditfi;ul-
dade
o reverso da raed tilia aor o ra-3aio refljro com
que V. Exc. me procura acenar.
Portanto coutuuando a sustentar a desvanta-
gem da remocao da s Jo da c omarca de Vrten-
os para Taquaretinga, eu diroi que Vertentes
um povoado qu>> foi creatura e creado pelo pro-
pri 1 vigarie de Taquaretinga.
Foi olisquee como capello daquella localielei*
coinecou a c instruir a oapell t, que ho.e matris
da Villa de S. Joa5 do Vertentes; foi elle quem
rec mhoceu a diffiju dtHe que tinha do mantor-se
no alto da serra o como capello procurou dar
nascimeutoo aquello povoado quo entretanto pro-
gredo e progrido cap intosamente.
A sua extensivo aupori n aquella que oceupa
todo o povoalo do Taquaretinga; pir ella pas-
sim as eitradas qu da 1 e > nram une iyo para
todo o centro do norte ; por al i quo e faz a
viacilo o ua sabemos qne as localidades que do
passagem gran le vac,ao so enriquecem s por
este principio, e vice-versa; aquellas que ao con-
trario nao permittem que por ellas passem eBses
viandantes do centro empobrec -m como empobreceu
Cimbres, como empobreceu Flores : Flores quo
ha de ser sempre. reconhecida pola villa velha, ao
pasao que Triumpho fl iresce e fl iresce espantosa-
mente.
r*erguata-se: qual a railo porque se do estes
factos ? pirque a ladeira bastante ingreme, os
'andantes abandonara aquello carainho e vo
procurar um outro pela povoaco de Ingaceira'
dando assim vida a Triumpho.
E' o que acontece com Taquaretinga e com Cim-
bres, que est morrendo lentamente pelo aban-
dono, por causa da tu 1 posiclo topognphca
O Sr. Goncalves Ferreira'Jom relaco a Cim-
brea, creio que o nobre deputado tem raao.
O Sr. Prxedes PitangaDig isso para mos
(rar a difficuldade que oflvrece a ladeira.
O Sr. Goncalves FerreiraMas o caminho do
serto nao polo Triumpho,
O Sr. Prxedes PitangaO mesmo acontece
com Taquaretinga : retirada um tanto, vive urva
vida de pobre; tm apenas 3 ou 4 casas de com-
mercio, sem grandes capitaes, onde so encontran
pequeos sortimentos de gneros alimenticio, para
aquella pequea populaco que existe alli, popula-
co que quasi toda vive s expensas de pequeo
trabalho, porqus, senhores, digamos a verdade: a
pobreza tal, que o eleitorado, que hoje predo-
mina, nao fez a sua p'ova de renda. O eleitorado
quasi que composto d'aquelles que servram no
jury de 1878 a 1879. Esses formara a base do elei-
torado Eu appello mesmo para o nobre deputado
o posso dizer mesmo, sem med < de errar, que quasi
a terca parte da populaco nao poude fazer prova
de renda.
O Sr. Gony-tlves FerreiraIsso no interior
acontece em toda parte.
O Sr. Prxedes PitangaOutra raza, senhores,
c muito poderosa : o eleitorado do Taquaretinga,
talvez a quarta parte, reside na serra, todo o mais
eleitorado reside em Vertentes e cm seus arre-
dore?.
O Sr Goncalves FerreiraV. Exc. nao aprr
senta os ricos quo nao sej.ira eleitores.
O Sr. Prxedes PitaugaNao tenha de prompto
urna eslatistica para offerecer ao nobre diputado;
mas posso asseverar, que tve occasiao de apreciar
alguus p'oprirtarios, que se exiiuiam da qualifica
;o, porque
Art. 1 Fie!i fixado era 970 o numero de pracas-| irmandade de Noasa Snhora da Conceico dos
da forcapolicial para o exercico de 1886 a" 1887,
sendo 80O para o corpo do polica e V0 para a
guarda cvica local, que passa a ser augmentada
com mais 20 prajas ao numero de que se compo
actualmente.
Art 1* Os offieiaes subalternos e inferiore 1 da 7.'
Vie sjrpprimi la em virtude do daposto no
rt. > da le n. 802 de 1834, coniiouaro addidos
ao eorpo nos ra'sinia postos, ar que ocenrara va-
gas, para as quaes devero ser nojieaios.
Art. 3." Sob protesto ou motive algura poderao
ser destacadas pravas da guarda cvica local para
fra da capital e sais suburbios.
Art. 4.* C mtinuaro a ser os mesmos 03 venci-
raentos do carpo de pjlicia e da gaarda cvica.
Art. 5." Picara revogadas as dioposicoos em con
trario.
Sala das commis33."3 da Assembla, em 5 de
Abril de 1886.
Gaspar de Druramond Filbo.
Luiz de Andrada.
Pedro Gauliano de Rats u Mlva.
Engllsb iiauk of Itio-c e Janeiro
(Unted)
Capital do Banco em 50,000
aegoes de 20 cada urna 1.000,000
tapital realisado...... 500,000
Fundo de reserva...... 180,000
BALANiJO DA CAIXA FILIAL EM PEEN AMBUCO,
em31 de M\ago de 1886
Activo
Lotras descontadas....... 42:89728C
Emprestimos e contas caucio-
nadas.............. 281:584/1910
Letras a receber......... 289:4i!><5700
Garantas e valores depositados 403:990J9!)O
Mobilia, etc. do banco..... 1:4280880
Diversas contas......... l,479:167#09(i
Caixa............... 592:3870410
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
flxo com aviso
e por letras .
Pasaivo
419:116^340
1,758:632*180
Rs. 3,090:9050260
Letras a pagar........
Ttulos em caucao e deposito .
2,177:7480520
1170590
403:99009!) I
Diversas contas......... 5O9:O480UiO
O Sr. Joo AlvesQuero que fique consignado,
que n'aqoelle tempo era vigario d'aquella fregae-
zia um religioso franciscano.
O Sr. Prxedes Pitanga Creio que a verdade
tanto pode ser dia por um sacerdote de ordena
regulares, com > por outro de ordens seculares :
creio que as palavras do primeiro devem merecer
tanta aceitaco como as do segundo, porqnanto, se
a igreja quem falla pela bocea do seu vigario,
l'ortanto, -r. pre3dentv o projecto nao se tuada
ein r izoes.
A mu lanc, i da sede do termo do Vertente para
Tnquiretinga, onde existe a treguezia nao tara
bus fundara, utos cu esperava que um dos no-
bres signatarios do projecto atiranda o sobre a
me ja, nao dciasae de vir mostrar a conveniencia
delle, pirquunto praxe quo aquilea que api -
sentara qualquer projecto o jiutfiquem.
(Trocam se apart.s).
r? costiime nesta casa eem todos os parlamen-
tos que se d era publico e em reuna) as razes
Sea quo levaram ;. comaiisso a aceitar qualquer
prejeeto ; nao se espera que venha urna argu-
uieataoo extrauba para dalla tirar argninento,
qu'zera que argumentas se tivessem add'izido
pn vando a conveniencia do projecto e eu fiearia
satisfeiti porque subira tri nina para impug-
na a, como hoi de fazel-o na Ia, na 2" e na 3a
diecussao lavrando assim um protesto contra a
videncia que se quer fazer a um magistrado, re
movendi a s lo da comarca som sua audiencia.
O Sr. Joo Alves d um aparte q le nao ouvi-
m-is.
O Sr. Prxedes Pitanga Peco ao meu nobre
collega e amigo que seja gen> roso para cora esse
mngistrado que me mereca toda attenco o tem
o (.ireito de expar os motivos pirque se o procura
re lover desta comarca, contra sua vontade.
Aceito a discusao nesse terreno.
i Sr. Goncalves Ferreira d um aparte.
I) Sr. Prxedes Pitanga -Drijo-mo ao seu col-
lega que me iisse com certa ardor que nao era
pretieo ouvr ese magistrado.
I Sr. Joo AlvesEu disse, para que V. Exc.
a respeito dej'o projecto falla nesse magis-
trado ?
{Hi outros apartes).
O Sr. Pitanga -O magistrado a quem rae retiro
oceupa muito dignamente a sua cadeira.
(Apartes .
Eu nao pretendo encarrerar a discussao no ter-
reno pessoal, porque reapcito e respeito amito as
questoes individuaes, mas nao as recuso, nem del-
tas me arr ceo.
l'onanto passarel a expor as razes que teiho
para impugnar a remociio da sle da comarca
quo se ptetende conseguir desta casa, sem que so
.;.,,..-> riHiiTirln urna razio de cinvoniencia es-
nao queriam earregar cora o onua de
1 .lein voto. Essa razio muto poderosa, para
nao removerse a sede da comarca do Vei tente
para Taquaretinga Se na serra estivesse a mm
parte do oleito'ado, poder se-hia daor : a con-
veniencia dos povos. para bem dellos.
Mas o contrario, posso al miar iss>, porque
ti ve o cuidado de tomar a oont.amentos, por saber
que se aprea"litara esse prijecto. O eleitorado
composto de 110 eleitores e talvez a quarta part-
uo habita na serra.
No entretanto que, sem urna razo justificavel e
contra o parecer do um magistrado distincto, foi
transferida a reunan dos eleitores de Vertentes
para Taquaretinga, s;m que S. Exc. o Sr. Costil
I'eroira dsse a raza em que se fundara para
re.nover o eorpo elei'oral do Vertentes para o alto
di Serra.
O Sr. Gongalves FerreiraNao foi o Sr. Costa
Pereira, foi o Sr. Queiroz Barros.
O Sr. Prxedes Pitangaloase quera foase, o
facto easc.
O Sr. Goncalves FerreiraJ em 1878 isso se
dera.
O Sr. Praxed' s PitangaJ4 em 1863 o governo
havi; transferido de Taquaretin ;a para Verten-
tes, mas all se di a a razo ; nao foi urna remocSo
Da fundamento e contra a intor nu,-) do um ma
gisbade, que dirige a justi9a publica.
Parece que praxe em toda parte mo se fa2er
remocao de comarcas, sem que ella se base em
razes definidas.
Isso temer estabelecido quando se tem de
proceder a actis 'essa ordem. Eu pens p >rtanto
que esta Assembla, criterioaa como uo de
x ir de ouvir (para o que eu mando um requer-
monto) as autoridades lcaos, isto ao juiz de
direito o ao juiz municipal, acerca di convenien-
cia il'essa transferencia, e a Cmara Municipal.
O estado re^ressivo de Saquaretinga tal, que,
visto priia facie, nao pode deixar a menor du-
vida sobre qualquT espirito. Basta fazer-se por
ura momento o historie" da villa, para verse que
ello vai a dosapparecer, pois j existe, hi mais de
um seculo.
o Sr. Goncalvea FerreiraRuzlo para ella nao
dosapparecer : se secular...
O Sr. Prxedes PitangaMas retrograda, 0MN
dizer, amnha para traz cada vez innis. Ao pasao
que Vertentes, que novs, por assi.n dizer, filha
do proprio vigario, prospera a olhos vistos. Tea
urna casa de cmara...
O Sr Goncalves FerreiraTaquaretinga tem
mclhor.
O Sr. Prxedes PitangaTem urna casa de ca
mar, larga, onde o corpo elcitoral pode com fa-
cilidade reunir se a'm grande trabalho. Ao paseo
que Taquaretr>g.i tem apenas ura sobradinho, cm
cuja sala mal pode reunir-se o eorpo do jury
E' eaaa urna casa construida para servir de casa
de caraMr...
O Sr. Joo AlvosV. Exc. est exagerando.
O Sr. PitangaAfianco aos nobres deputados
que un pequeo sobrado, rade ha um pequeo
eompart ment dividido en duas salinbas, e tem
um corredor tao estriito que cara difficuldade po-.
dem pausar dois individuos,-por mais magros que
sejam.
O Sr. Joo AlvesV. Exc. est engaado.
O Sr. JitangaPois so cu estive la e vi.
O Sr. Joo AlvosE' exacio ; mas subimos os
dois juntos.
O Sr. PitangaSubimos juntos, mas de nesga,
e quando entramos na saliuha, era tal o numero
de pes-o.is talvez urnas 25, que pareca urna gran-
de, reunio.
O Sr. Joo AlvesTinha muito m is gente.
O Sr. PitangaO raesuso, porem, Sr. presidente,
nao acontece oom a casa da Cmara do Verten-
t "
E' melhor pagar aquillo de quo se carece, do
que tomr como favor aquillo de que se nao pre-
cisa. Pagar um aluguel, cora) se paga ordinaria-
mente o da Cmara de Vertentes, muito menos
pesado. Houve tempo era que em Olinda se dava o
sobrado ao individuo para passar a feta, e com a
obrigayo de o fazer caiar e piutar.
O Sr. Joo Alves Quem paga o alague!, nS
est sent de fazer os concertos.
0 Sr. PitangaOrdinariamente o iono quom
faz concert*. Alera da casa da cmara, tem Ver
tontea um cemiterio j murado, fra da cidade, em
distancia ondo se observa os preceitos hygienicoa ;
ao passo que em Taquaretinga, nao est n'estas
cundico s; o de Vertentes s taita o porto. epos,
quem v i:ma bolla sttuaco, ura povoado n'uma
esplanada, cora torr.no para tod sos Jados por
ondo corre a edficacao, nao pode proferir, som urna
razo plausivel, a sua remocao para o alto da
inontanha, onde a subida, nao digo no invern que
quasi impoesivel, mas no verle dificulta a vida.
O commercio com maior diUiciill .d pode levar
para alli urna Carga. So ella quando i ra sede de
comarca e tiuha o dominio alli, uo poude conservar
una f.-ir i, ac urna cadeira creada por *sta Assem-
bla n'aquelle temp>, nao encon'ron quem quzesse
exercel-a, isto em 1869, de l para ci anda nao se
pou le conseguir outra feira (Apartes).
Portanto, eu pens que este projecto que j est
assentado do ser sanecionado, de ter passagem
n'esta casa, nao o deve ser, sem quo tenha eu ja-
vrado o meu protesto tm cada urna das discussoes
pira o que me emprnzo, aguardando que os nobres
deputados veiiham tribuna provar a convenien-
cia d'essa remocao, para que d'essas suas argu-
Rs. 3.090:9054260
S. E. & O.
P*rnambuco, 3 de Abiil de 1886.
Chas. J. Helton, actg managor
Fred. Goodchild. accountant.
u
l.omlvn Se Brasillan B.iak
niited
Capital do Banco
do pago
Fundo de reserva
BALAN90 DA CAIXA FILIAL EM PEKXAMBCO,
KM 31 DE MASCO DE 16
Activo
Lestas deaecatadas
Letras a receber
Emprestimos, contas correntes
outras
Garantas por contas correntes
diversos valores 612:587510
Caixa em moeda corrente 1,442:7045740
6,676:648*1890
Passivo
Depsitos
Era conta corrente 1.422:5594230
Fixo e por aviso '',075:166*180 3,497:725a 110
Garantas por contas correntes e
diversos valores 1,592:1981950
Diversas contas 1,585:57G?.i
Letras a pagar 1:1424740
6,676:643^890
S. E. & O.
Pernambuco, 6 de Abril de 1886.
W. J. Haynes, manager.
Wm. Hill, accountant.
Banco de Crdito Real de Per
niioibnco
Hai'fc de 19 86
ACTIVO
Accionistas 450.00040 X)
London and Brazilan Bauk, Limited 40:00 OOH
Caixa 1:5214221
Eraprestimis byp ithecaros 48 50000i)
Valores hyp ithecados 101:0000i' I
Letras hypothoeanas 5:000000
Aluguel do eseriptorio
Deposito de adrainistraco e gerencia 16:00i000
Ordenados 2:28.1 XM
Despezas de installacao 2:4<7281'*
Movis e utensilios 1:8154001
4 gerencia 4'iO4000
B-raes 77.JS.sii
Militares.
Adiou se de novo pela hora, que foi prorogada
por 10 minutos, a pedido do ~r. Antonio Vctor, o
requerir.nto do Sr. Jos Mara, que orou, pedin-
do informajoes sobro acontocimentos de Canho-
tinho.
I'uaaou se ordem do dia.
Approvou se, era 2* discussi. a en 01 i 1 ao
pr ojecto n. 6 deste anuo (crearn do termo da N
S. do O'do A'lnho) o era 3* o mesmo projecto,
ni 11 ooaunfsaVi do radrafiaj
Approvou-se m Ia diacuisi o projecto n 3
deatc anno (concossi) pora permuta de cad oral
sendo regeitado o requerimento de alamento d>
Sr. Jos Mana e approvalo o do Sr. Drummond
Filho.
Votou-se e foi approvado" em Ia, o projecto 11.
120 de 1885 (previiigio por 20 minos a us Ma-
ra de Andrado pira ramtar urna fabrica do cos-
tume.
Tiunb-m em 1" discusao foram approvalos os
projectos ns. 3 e 10 deste anno, o Io uoucedendo
loteras e o 2o acere 1 do' qtial orou o Sr. Ratu e
Silva, sobre a incorporadlo de ura* comp inha
para fornecer agua potavel cidade da Victoria
Eutrando em 1* discusao o projecto n. 16 deste
anno (diviso da freguezia do Muriboca em tres
districtos) approvou se um requerimento do Sr.
Lourenco de S. pedindo o adiamento p>r8 das,
para serera ouvidos os juizes da direito e subs-
titu o do Jaboato-
Eucorrou-se, nao so votando por falta de nu-
mero, a Ia d 8CU38.Y) do projecto n. 8 deste anno
(creaeio da com irca de Gam dleira) orando o Sr.
Coelho do Moraes.
Addiou-se a 1 disoussao di projecto n. 3 deste
anno.
A ordem do dia : continuacao da anleee lento
e mais, 1* discus=ao do proj'cto n. 27 e 3a dos de
ns 2, ambos desto anno, 180 do 1884 a 70 de 1885.
Innti ornarloFazm hoje 55 annos que o
primeiro Imperador do Brasil abdicou em sou fi-
lho o Sr. D. Pedro II. Por esse motivo haver
salvas 1 hora da tarde.
1'roriwMilo Araauh, s 6 horas da tardo,
ser trasladada em charola a iraagem do Bom Je
sus dos Pasaos, da igreja do Corpo Santo para a
do Carmo.
Xo dia segrate, sexta-feira, s 5 horas da tar-
do, regressar a inosm 1 imagera em Rolemne prc-
cissilo, da igreja do Carmo para a do Corp> Santo.
EmbarqueAo bordo do paquete nacional
Cear segu buje para o Para o Sr. Dr. Democri-
to Cavalcante de Albuqueraue, que all vai exer-
cer o car^o de secretario da presidencia para o
qual foi nll i mam- uto nomeado.
Alicejamoa ao nosso amigo boa viag-'m.
CheBiaDo Para chegou no domingo ul-
timo, ao bordi d> paquete Pernambtieo, o Sr. Or.
Jos Vicente Mer.i do Vasconce los, que alli fra
passee.
Cumprimentamol o.
Ferimenlo taxiial Ante Imiten s 8
horas da note, no botequira sito no pavimento ter
reo do predio n. 27 da ra llarcilio Dias, paro-
chia do Santo Antonio, Jos Luiz da l'aix loi
casualmente terdo na perna dircita pir Augusto
Ferera do Pego.
O ferimeuto foi considerado love. O delinquen-
te foi preso.
Caplnra- Era 3 do corrente foi preso em
Cunhotiubo Antonio Miguel di Silva, por e adiar
condemnado por criuio de furto de cavallos no tr-
ra 1 de Peaqoe'
Lnra|ilo Manoel Francisco doa Bantoa,
lionteui, s 11 horas do da, defronlan lose corn o
Sr. Aloriano do Souza L a, na ru:. do Vsconde
lo Iiiliauma, 'la paroehia de -auto Antonio, deu-
Iho um ene oit mni'o de industria, par^ podet
sorripiar lh' o relogio e cadeia do ouro, que elle
traziu no bolso dianteiro do palifot.
O Sr. Le'il pereeben o passe c agarrou o larapio
como roub) na mo, o o entregou aos agente da
polica.
Laviado o termo de flagrancif, foi o larapio le-
vado paria Casa da IMencai.
A Il'uilrncaoDesti excellente revista de
Portugal e Brasil recebemos ho-item o n. 5, do 3o
anno, qne, como oe anteriores, n fi remettdo
pela casa David Corassi, do Ltabo 1, agente da
eraoreza em ambos paizes.
O indicado numero tiaz, alera de bons artigos
sobre artes e scioucias, finas gravuras entre as
quaes s ibresahera .3 retratos da prima dona Ade-
lina Pstti a do malogrado actor San'os, e urna vis
ta da ntrada do castello de Chantilly.
A paufarra E' o titul 1 de um novo sema-
nario, que c iiip^ou a s-r publicado no Rio ie Ja-
neiro em 24 do Marco, e cuj 1 1" numero temos
vista.
Diz se orgao da academia, promette ser scien-
tifico < litteraro, e ocoup.r-se do todas as ques-
toes do dia, e est bem escripto.
Vida longa e feliz lhe desojamos.
l.itiaiia M>*quiln PineiHel Esta
casa eJitora, do Hort >, em Pi rtagal, recommenda-
se pelos bons lvros que publica o po a grande co-
pia do outros que recebe do todos a pazcs.
E' seu correspondente nesta cidad- o Iivra. Sr'
Jos Alfonso do Lima e S, que reside no palacio
06245O0 I episcopal da Soledado.
1.000:000
500:000
240:000
199:6904940
1,280:47*4570
r3,141:1824100
Despo
PASSIVO
Capital
Deposito do p-'did .s bypotbecarios
Em'ssi de letras hyp .thocarias
Wa.rnntiae de hyp ithecas
Mutuarios <*n contt corrente
Juroe de hypoth cas
OiMsaiaaies
bmeras a peadas
Cauoao de adaiuistraco e gerencia
669:7674384
500:0004000
2:810.40 0
48:5004 00
101:0004000
4034187
8564762
107*135
904000
16 0004000
669:7674384
S. E. e O. ======
Pernambuco, 3 de Abril de 1886.
Os administra 011' .
Manoel Joao de Amorm.
Joe da Silva Loyo Jnior.
Luiz Vuprat
O gerente,
Joao Fernandes Lopes.
HtViSTA P1ARU
tivosse adduzido urna r.izao do conveniencia es-
perando-Be que passasse o projecto sem impug- mentarles, eu mais tardo venha tirar outras con-
sideraees, que produzam no espirito dos nobres
deputados en- ito a nao darem o seu voto a ama
Continuare! piia dzendo que a Villa de Ver-
tentes, onde des le 1886 est a sede da comarca
progride e progride espantosamente.
O Sr. Goncalves Ferr ira d um aparte.
O Sr. Prxedes PitangaOra, V. Exc. sabe
quo a questo arithemetica se resolve pelas cifras.
Eu diwi a V. Exc. que em urna outra occasiao
causa que realmente revolta.
(Continua).
8S6-Projecto n. 27
A' Assembla Legislativa Provincial do Per-
nambuco resol re :
tnKi'inbla Provincial Fuuccionoa
hontem, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel do Barros Wandeiley, tendo comp.recido
33 Srs, deputados.
Foi lida e approvada, sem debate a acta da ses
sao antecedente.
O Sr. Io secretario procedeu Untura do seguin-
te expediente :
Uuiapeticao do Jo8 Joaqnm de Sant'AnnaLeal,
requerendo ser matriculado no 1' anno do curso
normal e isen^o das faltas dadas de 3 de f.-vo.
rciro at hoje.-V commissao de mstruccao pu-
blica.
Outra de Manoel de Fretas barbosa Cordero,
ex-capito da 5 companhia do c rpo de polica,
requerendo pagairento de 15 dias dos seus venci-
mentos, assim como a ajuda de custo a que tem
direito.A' com nisso do orcamento provincial.
Outra de Antonio Teixera Pimentel, requeren
do ser nomeado para o lugar de carteiro desta
Assi mbla.A' commissao de polica.
Outra de Manoel Soarea de Albergara, pro
fessor contractiido da cadeira de Olho d'Agua da
Ouca de XaguareHaga, requerendo a transieren
ca daquella cadeira para ra da Estaco da ci-
dade daJEscaila, seraprejuizo delle.A' commissao
do ustruccii publica.
Oii'ra de Beliarmiuo Feruaudes da Cunha Al
meida, requerendo urna tuivenco par* publicar
poesas suas, offarecendo 500 exemplares a So-
cielade Ave Liberta.A.' commissao de peti-
coea.
Outra de Cleoim nes Lopes de Squera, major
de polica, requerendo que o seu ordenado seia
elvalo a 1:9604 nnuuaes, e a consgna^o da
verba de 2404 paro o expediente da casa da or-
dem A' commissao do oTCam-nt- provincial.
Foram approvados doue pareceres da commiss 1
do orcnme.ito municipal, um indeterindo a peticao
do Bellarmino dos Santos Buleo Filho e outro
pe lindo infosmatfo acerca do requerido por Joo
Baptista da Bocha Baixa Lias.
Foram a imprimir os seguintes projectos, sendo
o de n. 27 dispensado da irapresso em avulso, a
r:qnerimento do Sr. Ratia e Silva :
N. 21 Filando a forca policial para o anno de
1886 a 1887.
N. 28. Coocedondo urna lotera de 120:0004
A casa Mesqaita Pimentel remette francos do
porte os seus cathalogos quem lh'os pedir. !{-
eolie assi^natnras para todos 03 jornaes estrang--i
r.'S. Tem bons correspoodenles em Hespanha,
Fnnca, Italia. Inglaterra o Allemanha.
Qualquer remesa de diuheiro po lera lh ser
feita em vales iiiterniicionaes ou ordoiis sobre Par
tugal, Franca ou Ingl 1 trra, como melhor conver
aos iuteretsados.
O pedidos sero satisfeitoa cora prestesa e cui-
ado.
A casa merece o auxilio dos noss s loitor e.
Ffiii(lail' de OireiloEis o resultado
dos actos havidis na Faeuldado de Direito, no dia
6 do correute :
4' anno
Antonio Xavier de Carvalho, plenamente.
Altred i Alv s de Carvalho, dem.
Eduardo Gulherme Studart, idem.
Manoel do Alencar Guimares, idem.
Marcionillo da Bocha Perras de Azevedo, dem.
Manoel Lipes do Carvalho Ramos, idem.
Jos Joaqum Sarment Belf ir', idem.
Flix Fernandes Barros, simpl.smente.
Olyinpio do Si Albuquerqne, idom.
Augusto dos Pasaos C-rdos>, dem.
Eduardo Alfredo Jos Serafim da Costa Faria, idem.
Cinzeia Medica da Babia On. 8 dea*
ta revista, corr spondente Feverciro nltimo, e
hontem chegado, traz este summario :
I. Hygiene hospitalar.
II. Chmca pathologica. Ptomanas da f bre
amarella Pe. Dr. Domingos Freir.
III. Pa-hologea geral. Iiieonsequencias o con-
tradicoes das doutrinas parasitarias. Pelo pro-
fessar Peter.
IV. Revista da imprensa medica.1. O Jequ-
1 ity. 2. T-atamento da tebre typhoide pela naph-
taliua. 3. Vaccinaco cholerica.
V. Bibliograpbia. Clinique obstetricale, par le
Dr. Rodrigues dos Sant'8.
VI Necrologa.-jgJulesGuerii.
VII Higiene ouoliea. Decreto que reorganisa
0 servico sanitario uo imperio.
VIII. Variedad".Singular caso de irresponsa-
bilidade por embriaguez.
IX Noticiario1. O Dr. Jos Ignacio de 0-
veira. 2 Inspector central de hygionc publica. 3.
Faeuldado do Medicina da Bahia. 4. Mdicos da
Imperal cmara. 5. Inspectora de hygieno e sau-
de do porto da Btliia. 6. Saude publica. 6. Ne-
Cl 'logio.
Tliewuro provincial H >j no thesou-
ro provincial, paga se aos professores de 3a 1 ntran-
cia os seus vencimentos de Novembro do anno
p issado.
Diuheiro O paquete Iernambuco levuu
para :
Alagoas 2:^)04000
O paquete Cear trouxc d 1 sul para :
Companhia Pernumbucana 3:69144*6
Bernardn 1 Lop-s Alheiro 3:000.000
A A. dos Santos Porto 2:0>04000
Companhia de cdicacoe*-II jo,
1 hora da tir ie, reuuem-su ns acc-nistas desta
coinpauh.a no 1 anda/ da ra do Imperador n. 38
afim de installarem a mesma assocac^o e el go
rom es respectivos administradores.
Promotor publico P. r telegramma que
nos foi ba-qniosamenln mostrado, sabemos que foi
nomeado promotor pub'ico da comarca de Jauua
ra, em Minas Goraes, o bacharel Manoel Joaqun)
de Andrade Luna, que recentemente receben o
grao de bacharel em scencias jurdicas e socua
pela uossa faeuldado.
Alagoinba* Escrevem-nos no 1* do cor-
rente :
Este povoado, de aspecto tao elegante e tao
prospero ha dea ou doze annos paseados e to de-
cadente de eato para c, devido s continuadas
seccas qorqtie tem passado, hoje ostenta-se riso-
uho e pra-enteir 1.
o Seus tanques e lagoas trasbordando de lmpi-
das aguas, seus pequeos regatos, chegaodoa pro-
por^oes quosi nansa vistis pelo3 habitantes ; os
criadores, vendo fugdr da momento o mal que ia
extngoindo o resto de seas gados ; os agriculto-
res, nao mais privados de verem germinar as se-
mentes plantadas pela tere ora ou quarta vea; fi-
nalmente, o que se no* autolhava de funesto, hoje
se acha t anstiirraado em um mar de ro::as, gracas
s chavas abundantes quo t m cabido n :ste jovoa-
do, e talvez militas leguas alora, desde o dia 27 do
preter t,.
o A atinosphora, que se t-m conservado bastante
cairegada, promettja continuadlo de raas chuvas.
So assim, acontecer, com confiamos na Divina
Providencia, a miseria desapparecer do serta 1.
o Ma tarde do 23 lo pa-sado, ehegou a este lu-
gar o illustr. engenheiro Dr. Pinti, que a man-
dado do goveruo, veo t uar as dimen^iies da la-
gia a parede do tanque aju! existente, retiran-
do-se a 25 pelamauh. O servido nao teria sido
feito, se tivosse chegado 3 ou 4 dias depois, de7do
as aguas que toraarara.
i As escolas publicas vo funecionando regu-
larmente, seml > limitada a frequencia de ambis,
devido nao s a caligrafo, como a indigencia de
nraitoa.
Os gneros teem subido de pre^o, porm do
presumir que btixera com a continuacao das cha-
vas.
o A ordem pubblica continua coa o s inipre, sem
alteraco.
As cabeceiran do imaiouasVerte-
mos de urna f'olha franceza :
A seccao do geigraphia di AssocaQao Brit-
nica teve comrauncaco de um trabalho do Sr.
Tirara, habitaste da Guyana ingleza, o qual foi o
primeiro que escallou o Koraim inontanha eleva-
da qu jamis f ira explorada por n rahura mortal.
Os naturacs do p z procuraram em vo des-
viar o viaianfo do sou projeito. Os lmeos do
Rora m 1 parecern] sempre inaccessiveis. Diver-
sos exploradores que procuraram galgal-os, volve-
ram desanimados p las difficuldadea dessa ascen-
co. A face do sul inteiramento despida e to
poldaque o sol ah so refl-cte como n'uin esp Iho,
ao passo qne a face norte a magem perfoita do
elins- Enormes porcoes de rochas, umis .super-
po>tas As outra?. se ach".m cm equi ibrici dos u ais
instavea cima do abyamoi iusoudives ; leste
0 ocate, mpeii'travets florestas de arvores p3-
quenas c vegetaba 01 tu'.os servm de abrigo
animaea ferozes e reptis venenosos.
0 O Sr. Tliura parti quasi s, bom resolvido
attingir 9 plato quo cor 1 o vrtice da raontanha,
era torno do qual v -c plainarora nuvens de pas-
saros to numeroso que s vezea o co lica obscu-
recido. Ao cabo de dous lonyoa meze3, o intrpi-
do Sr. Thura atingi o seo fim, e ah foi recom-
pensado de todos os seos soffrimentos o de todoa
os seos trabalhos.
Urna vegetago singular, desconliecida ao
resto do mundo, ros de urna limpidez completa e
flores das mais brilhantos doslumbraram seus olhos.
N. boria mte il. ji nrolava-30 panorama s :n limites.
f O explorador aehou-so borda do urna espe-
cie de lago qii". cercado do roche Jos, formava urna
como baca, ('..curando por onde a agua se es-
eapava, vio quo o diminuto fill ie argentino, que
deaapparaen por entro as hervas fluidas pira
reapparecer mais longo, dirigia-st para o plaino.
N opinio d 1 Sr. Thom, o Amazonas.
Resta agir saber se a cescoberta das cibe-
ceiras do Amazmas, que tanto cimo u do Ndo
t ra impressionado os sabios, se confirm .r no fu-
< Se isto se realisar, o Sr. Thura conquistar
nm d s prioaeiros logares entre os expliradoies do
seculo
Itibliolbera de (lojanna-O movi:nen-
to d'est. bibiirtheci no mez de Marco do correte
anno, foi o segnint
Frequontare.m 203 leitores, sahiram para leitu-
ra dos mesmos 182 v> lum-s.
H ave us siguintes offertas :
Pelo socio Manoei Antonio Tavares de Gouvea,
Vixen, |it Hiaa Rranddon, 1 volume brochado.
Pe Sr. Fortunato Coelh) Pinheiro, o Erro do
Imperador, per Joaqum N .buc um folbeto.
P. lo socio Joo G mes Oarner 1, o Seis ie Aar-
fo, jornal eommera ir-tivo, pub icago iinnual, em
born nagem aos ra^rly.-cs da revolucao de 1817.
Pelo socio Manoc! P'lycarpo Moreira do Aze-
vel a Lanterna Mgica.
P. lo Sr. Antonio C rloa Soares de Avallar, di-
r-1 t r do Club Litterario do Palmares, os estata-
domesmo lu, reformados as sesso's extraor-
dinari is de 25 d- Janeiro, 1 e 22 de Feverciro, 1
e 22 d' Marco de 1885.
P. lo Sr. Manoel Torquato da Araujo Saldanha,
Primicias, poesas do mesmo offerfante, os ns. de
la 5 do bolhetm do Circulo Catbolco do Rio de
Janeiro, os ns. 1, 2 e 3 da revista mensal do Club
Littora:i' Jo? Bonifacio, era Alag'as ; o n. 5 do
segundo anno da Revista d 1 Club Litt Tirio Jos
de Alencar em Macelo o o Incentivo
P.lo Sr. Dr. Autonio Alv-s Per ira do Lyra,
Dona Branca, pelo vsconde de Almcida rwrett,
1 volme encadernado ; poesas de Ant no Pi-
nheiro Caldas. 1 volme b-oehade ; Primeiros
v is, p esias por Manoel Alfrcdi Ceyllo.
Pelo Sr. Vicente C -rneiro do Moura Costa (da
provinciada Para) o CosmopAHa e Ga:.e!a de r-
hcias.
Pelas respectivas redaeces :
Po Recife, Diario de Pernambacc, Jornal do
Recife. A Provincia. Seis de Oatubro e Reoatl.
1 ).i Parahyba, o Monitor.
Das Alagoas, Diario das Alagoas.
Do Rio de Janeiro, a Distraccao.
Leiloe*.Etf c*uar-ae bao :
Hoje :
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na ra do Com-
mercio n. 2, do Hotel Universo e urna vacca de
leite com cria.
Pelo agente Alfredo Guimares, s 11 horas, aa
ra do B"in Ja3us n. 45, do um terreno n.. estrada
de Luiz do Reg.
- Am mili :
Pelo agente Bnrlamaqui, s 11 horas, na ra a
Imperador n. 21, de movis, tacas, vidros tic.
Pelo agente rinto, s 11 horas, no la -go do Cor-
po Sinto u. 9, do movis, vaccas e garrotes.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11. horas, na
roa estreita do Rosario n. 15, do estabeleeimento
ah sito.
Pelo agente Sdveira, s 11 hrras, rita do Bom
Jess n. 19. de urna casa terrea.
Hmmmm fnebre. -Serio cele iradas :
Hoje :
A'8 7 1/2 horas, no Livramento, por alma de
monsenhor Jos Joaqum Camello de Andrade ;
s 8 botas, na matriz da Boa-Vista, pir alma de
Flix H- rmogenes Ferreira da" Silva.
Sexta-feira : .
A'a 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Mathilde LibaniaMontoiro Pentti; s f
1/2 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma do
Bario do Parima ; s 8 horas, na matriz de S.
Jos, p ir alma de D. Calixta Francisca de Quei
roz.
Lotera da provltul Sbba''o 10,
de Abril, ee extra.n'r a lotera n. 47, em bene-
ficio da groja le Maricota.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se aebaro expostas as
urnas e &i espher arrumadas em ordem nam-
ri ipreciaco do publico. ,
I.olera da corteA 1 parte da 196 lo-
t.ra diecone, cujo pnrao grande de 100:000^,
1 r extr.liida brevcmfjpte.
Os bilhetes acliiim-so venda na Casa Felii,
i praea da Independencia ns. 37 e 39.
Tainbem se achara vendan Casa (ia Fortuna
1 un Primeiro do Maro,o n. 23.
Lotera do RioA 2' parto da lotera n.
363, do novo plano, do premio de 100:00#0000,
S'r extrahida no da .. do correute.
Os bilhetes acham-se venda ua Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na pra^a da Inde-
3ia ns. 37 e 3\>.
I.olera Extraordinaria co Ypi-
uinin -O 4o e ultimo sorteio das 4a 5* series
ttaata importante lotera, cujo maior premio de
!50:0iK)000, ser eitahida a 9 de Abril.
cham-so oxuosto a venda os restos d s bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro do Marco
n. 23.
Molerla do Cear de SOOCM**oeO--
A' 2a Si re da 2' lotera, cujo maiur p eraic, e de
200:000*000, pelo novo plauo, ae extrahir mpre-
terivelmente no dia 10 de Abril.s 2 horas da tar-
de.
s bilhetes acham-se venda na Caa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do Macelo de *0>iOIM>*00
-A 3' parte da 12 lotera, cujo premio grande
k de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impretrrivelmente no dia 13 de Abril a 11 horas
da manh.
J


4

Diario de Pcriianibucotyuartafeira 7 de Abril de 1SC6

Bilhetea venda na Casa Feliz da praca da In
depcncia ns. 37 e 39.
Maiadonro l'utolieo. Foram abatidas
o Matadouro da Cabaera 8) rezes para o consu-
mo do dia 1 do corrente mei.
Mercado Municipal de S.
jov3 ment deste Mercado no dia
rsnte. ti i o oeguinte:
Entiaram :
32 bois pesando 4.350 kilos.
767 kilos de pcixe a 20 rea
17 tabolcirop a 200 ris
115 cargas do farinha a 200 ris
18 ditas de fructas diversas a 300
ris
15 suinos a 200 ris
Foram oceupados:
201 J columnas a 600 ris
44 talhos de carne verde a 14
6 ditos de ditos a 2 J
29 compartimentos de faiinha a
500r is
25 compartimentos de comidas a
500 ris
73 ditos de legumes a 400 ris
17 compartimentos de auiuo a o0
ris 11*900
11 ditos de treseuras a 600 ris 6*600
Jone-O
6 do cor-
15*340
3*400
23*?00
5*400
3*000
12*300
44*00(1
12*000
14*500
12*500
29*200
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
Precos do dia:
Carne verde a 400 e 560 is kiic,
Suinos a 560 e 800 ris dem.
Carneiro a 700 e 1 'JOO ris idem.
Farinha de 320 a 560 ris a cuia
Milho de 320 a 400 ris idem.
Feijo de 700 a 1*280 ris idem.
Debidos dos dias 25 de Marco a 'i d j
corrente, recebidos
dem at 6 do correte
Foi arrecadado liquido ne da 6 do
corrente
193*140
8400
193*540
lOfMO
1S3*280
Cemilerio publicoObituario do dia 5
do corrente :
Reginalda do3 Santos, parla, Pernambuco, 35
annos, solteira, Boa-Vista ; aneurisma.
Luiz Jos do as limen to, pardo, Pernambuco,
30 annos, solteiro, Roa-Vista ; anemia.
Feliciana, parda, Pernambuco, 60 annos, soltei-
ra, Boa-Vista ; extasa da aorta.
Mara, branca, Pernambuco, 1 hora, S. Jos ;
espasmo.
Simplicia, parda, Pernambuco, 6 mezes, Santo
Antonio : convulsoes.
CHRONICA JUDICIAR1A
Tribunal da Hela fio
SESSAO ORDINARIA EM 6 DE ABRIL*
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. COS8ELHEIRO
QINTIXO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As hoias do costume, presentes os Srs. desem-
bargador s em numero legal, loi aberta a sessao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos c passados os fetos, deram-se os
3eguutes
JDLGAMENTOS
Habeas corpus
Paciente :
Flix Gomes da Silva Calassange. Concedeu-
se a ordem, contra os votos dos Srs. dceembarga-
dores Pires Goncalves, Monteiro de Andrade,
Pires Ferreira c Oliveira Maciel.
Recursos crimes
Do ReciteRecorrente o juizo do commereic,
recorridos Moraes t Rocha. Relator o Sr. dcs-
embargador Pires Goncalves. Adjuntos os Srs.
desembargadores Oliveira Maciel e Alves Rbciro.
Negouse provimento ao reeurso, unnimemente.
De Pao dAlboRecorrente o juizo, ecorrido
Francisco Antonio Brayner. Relator o Sr. des-
embargador Alves Ribeiro. Adjuntos os Srs.
desembargado es Monteiro de Andrade e Pires
Ferreira.Xegou-se provimento, unnimemente.
Appellacao crirae
Do Alaga do Monteiro Appellante o juizo,
appellado Joao Antonio do Nascimeu'o. Relator
o Sr. desembargador Pires Ferreira. Mandou-se
a novo jury, unnimemente.
Appellacues civeis
Do_ Recife Appellante bacharel Manoel do
Nascimento r/ontes, appellados o conselheiro 811-
vero Fernandes de Araujo Jorgo e outros. Re-
lator o Sr. desembargodor Buarque Lima. Reviso-
res os Srs. desembargadores Toscano Barreto e
Pires Ferreira.Foi confirmada a sentenea. con-
tra o voto do Sr. desembargador relator.
Do Recife Appellante Manoel do Amparo Ca-
j, appellado Manoel do3 Santos Araujo. Relator
o Sr. desembargador Toscano Barreto. Reviso-
res os Srs. desembargadores Oliveira Maciel e
Pires Ferreira.Coufirmju-se a sentenea, unni-
memente.
PASSAGEXS
O Sr. conselheiro Araujo Jorge, como procura-
dor da cora e promotor da justica, deu parecer
nos seguintes fetos :
Appellacoes civeis
' De AreiaAppellante Antonio Gomes de An-
drade, appellado Francisco Antonio Casullo.
Do RecifeAppellante a junta administrativa
da Santa Casa de Misericordia, appellado Joao
Anselmo Marques.
Appella'.Oes crimes
Do RecifeAppellaate o promotor publico,, ap-
pellado Bernab, escravo.
DcOlindaAppellante Francisco Xery Perei-
ra, appellada a justica.
De Nazareth Appellante Joaquim Ignacio
Goncalves da Luz, appellados Rufino Jos da Sil-
va e outro.
De GoyannaAppellante Francisco Flix dos
Santos, appellada a justica.
Do BrejoAppellante Jos do Couto e Silva,
appellada a justica.
Do BrejoAppellante Jos Ferreira de Barros,
appellada a justica.
Revista crimo
De Fo d'Alho -Recorrente Jos Antonio de
Saut'Auna, recorrida a justica.
D Sr. conselheiro Quciroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Liaia : .
Appellacao crimo
Do Recife -Appellante Joaquim Ferreira Li-
ma, appellada a justica.
Appellacao civel
De Porto CalvoAppellante Jos Autonio de
Olive ra Senna, appellado Francisco da Rocha
Hollanda Cavalcante.
D) Sr. desembargador Monteiro do Andrade ao
Sr. disembargador Pires Goncalves :
Appellacoes crimes
Do CollegioAppellante o juizo, appellado Ale-
x'iivii Francisco L-ite Machado.
De li un Ja'dinAppellante o juizo, appellado
Jot iileuterode Sant'Anna.
Dj Sr. desembargado!- Pires Goncalves ao Sr.
desombarg idor Alves Ribeiro :
Appellacao crime
Do RecifeAppellanto Jo.iquiu) Ferreira Li-
ma, ajipelladj a justica.
DISTRIBI^UES
Recursos eleitoraes
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De CaruarRecorrente Jos Nicodemos de
Pontes Sobrinho, recorrido o juizo.
De SalgueiroRcco rente Raymundo dos San-
toa e Silva, recoirido o juizo.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Dj Rio ForaofORecrrante Jos Lopes Ma-
chado, recorrido o juizo.
Ao Sr. desoinbargudor Alves Ribeiro :
Di SalgueiroRecorreuto Braailiuo Ferreira
Leite, recorrido o juizo.
Ao Sr. conselheiro Araujo Jorge :
De SalgucirOi= Recorrente Av;.-lino da Fonseca,
recorrido o juizo.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Do Salguciro Recorrente Joao Elias Ferreira
da Cunha, recorrido o juizo.
Ao ^r. desembargador Buarque Lima :
De SalguciroRecorrente Manoel Antonio do
Naseiinento, recorrido o juizo.
Vo Sr. desembargador Toscano Baireto :
De Salguciro Recorrente Antonio Mathias
Dantas, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De Salgueiro Recorrente Francisco Barbosa
de Lima, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Pirca Ferreira :
De Salgueiro Recorrente Joaquia Leandro
Ferreira da Cuuha, recorrido o juizo.
Aggravo de petieao
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Do c-oinmereio do Recifo -Aggravaute Dr. Ma-
noel Coelho dos Reis, aggravado Joto Azevcdo
Braga.
Appellacues crimes
Ao Sr. dessmbargador Monteiro de Andrade :
D.i Palmea-a dos Indios-Appellante Joao Cor
reia da Silva, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Da Palmeira dos Indios-Appellante B ruardi-
uo Alv'3 de Souza, appellada a justica.
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
De AssemblaAppellante Autonio Henrique
de Paria, appellada a justica.
Encerruu-se a sessao a 1 hora c 15 minutos da
tarde.
COMERCIO
PUBLICARES A PEDIDC
A. Caphedorio, a seus e-redore*
e seus amigos de Palmares
Em virtule da pcreguieoostcu3va e descom-
munal, promovida por alguna de meus credores ;
eccorre-me o dever de vir do alto da irapren-
sa, explicar os motivos que me collocaram em
to excepcional posico.
Visto a tremenda crise que temos atravessado
em Palmares, resolv de accordo com o ineu socio
Manoel Torres, mudarmos de domicilio; tendo rea
Usado 30 de Noverabro passado' todos os paga-
mentos mensaes como era de co itume. A 20 de
Dczcmbro seguinte, resolv fazor urna viagem em
procura de um lugar que com mais facildade eu
camiiihasse no meu negoco,'cuja viagem devia
durar at o dia 6 de Janeiro deste anno, vi ito ser
tempo de festa e de pouco negocio.
Assim procedendo, entregu< todo o expediente
da casa a meu socio Manoel Torres, assim como
um cinto do ris em dinheiro e 200* duas irdens,
do meu amigo o Dr. Cornclio, cujas quantias jun-
tas ao apurado do 21 a 31, serviriam para pagar
ssi)i-o| seinn aos Srs. Sonza & Carneiro, Fernan-
das da Costa & C, Jos Pereira Carvalho e mais
algumas contas pequeas, e isto rcalisado, e meu
socio com todas as instruccOcs, part para a villa
de Imperatiz,.aonde cheguei acomettido de beri-
be'i, o que obrigcu-nie a ir a Macei em procura
de melhora de siude e como o mal progredis e.
foi-me preciso viajar, pelo que depois de ter dado
sciencia a meu socio do meu estado e resol ucao,
parti para o Riode Janeiro, e o mal progredindo
apesar de usar da Manipoeira diariamente, foi me
preciso ainda viajar, por sao estive as cidades
de Macah e Campos, aondefiquei restaoeelcido.
Quando preparava o meu regresso, recebo a no-
ticia que visto a minha ausencia, es meus credo-
res arbitrariamente haviam se apossado da loja,
porque mo julgaram em fuga, e procedendo o ba-
taneo, esto s montou cm 8:300000! o que
nao se pode acreditar; quando devia existir na
loja : arma cao e dividas 2:000*000, cm fazendas
10:000*000, em varios pontos do prolongamento
algumas fazendas dcixadas por meu socio Manoel
Torres, das fciras que flz at 10 de Dezembro e
que deviara estar na loja 2:000*000; por isso v-pe
que devia existir na loja 14:000*000 e nao.....
8:3O'*000 !
Esse balanco assim procedido, mo-tra que,
glm das tazendas espalhadas por meu socio cm
differentes pontos do prolongamento, foi subtra-
hido da loj em fazendas, quantia superior a....
4:000*000.
Do dia 2 de Dezembro a 20 o apurado foi. ...
4;tj00*000 como coasta dos laucamente, e a im-
portancia em meu ptder era 3:600*000. Ainda
que eu me tivesse apoderado desaa importancia
em oeu proveito, como se propala, anda assim fi>
caria na loja 3:400*000 a meu favor, porque o
meu capital era de 7:000*000 ; e nao era poasi-
vel a supposta fuga, quando eu era o mais preju-
dieaPj "ao s no meu crdito como no meu ca-
pital
Aconteceu que eu sen do ignorante do dtreito
commercial, mm a notieiu da triste liquidado de
minha loja, fiquei vxn um estado mrbido de per-
turbacio mental, nao podeudo por isso deliberar
com acert.
Chogando li Macei, julguci nao poder apresen-
tar-me a meus credores, visto o mnu eoneoito quo
deviam fa^er do mim, e pelo rriimipAo de. meu
socio Mauoel Torres. Nestas circumitancias fiz
vir minha familia para esta villa, onde fizando
minha residencia, promova es meios de minha
da minhi Eiibpstencia, quando chega no dia 4
do corrento mtz, um caixi iro dos Srs. Olinto Jar-
dim & C, o qual depois de conversar commigo
amigavelmcnte, fez circular pelas autoridades
competentes um mandado de detenciio pessoal
contra mira, o que me obrigou a oceultar-me.
Urna vez a policia em acciio, o oesmo Cftixetro
propalava vir prender um lalrao, quo havia rou
bado muitos coitos de ris da carteira de seu pa-
trio, c mediante 50*000 a cada soldado (!), fez
com que elles alardeassem, cada um, um motivo
mais rep'ovado e pavoroso.
Fez gritar en altas vozes e a horas mortas da
noite : 300*000 a iucm prender o Caphedorb e
50*000 a qaem eabordoal-o 11-
A falta de diRnidade c grande cynismo do tal
caixeiro, o impelliram a offerecer a urna respeitavel
autoridade 500'X)0 para minha captura, o tendo
em reuposta a honradez daquella autondade, i3to
tanto atemorsou-o que fez a sua retirada no dia
no dia seguinte.
Observe o publico, observem os demais credores
col lecas, como so procura inorasar a classe
eommercial em urna poca de provaccs. Que sou
cictima de minha boa f. Que a minha ausoncia
estimulou Torres pratica de um crime. Que
sobre Torres qm p?sa o prejuiso de meas credo-
res, est provado: porque Torres teve scencin e
concordou na mudanca de domicilio Porque Tor
res ficou com todo o expediente da casa e 1 :S0O/>
em dinheiro. Porque as fazendas dcixadas por elle
em differentes lugares, nao Oguraram no balanco.
Poraue foi snbtrahido da loja mais de 4:00"* de
fazendas. Porque cimprnu a loja por 4<0;K)*000,
nuaado eu ulgava elle nao ter um coitil de sen.
Aind* est provado que Torres sempre andou
de ma f, o que se explica pelo iuxo e conforto de
que vive cercado, e pela despeza ostensiva que
tem tidocom sua amasia, que vive em casa par-
te. Porque Torres aproveitou-sc da occasiao por-
que foi a nica que enconfreu.
Do procedimento passado do Torre3 poder in-
formar meus credores o honra lo negociante Car-
valho, da iua do Livramento, genro do Sr. Meu-
donea e cunhado do respeitavel negociante de
Palmares o Sr. Gouveia. O Sr. ( arva ho sempie
que me cncontrava niio deixava de avisarme :
que a conducta de Torres era reprovada, que tu
seria, assim com elle foi, victima do sua boa f
Que Turres nunca foi Isal o serapr. de ma fe,
est privado, porque dias depois de minha partida
elle nao quiz dar mais dinheiro p ra aa desp-zas
liaras de minha familia, o que obrigou inmha mu-
Iher a recorrer seu pii.
Ainda es-A provada a m\ f, porque lorresno
mez iu1"o que de Julho, comprou urna casa para
si en nome de sua cunhada; e ainda quando mi-
nha familia reirou-ae, elle offoreceu 300*000 pola
mobilia. T(rres venda fazendas pelas rtas e mu
tas vezes o di nunciaram que elle da va vestidos e
roupss varias pessoas, assim como o que venda
fiado nao fasta lancamento nem entiava com u di
nheiro. Torres vendia fazendas as feras, como o
meu caixeiro Manoel Cavalcante; Torrea vendia
sempre mais que t)dos os foiristas e quando pres-
tava contas sempre tinha menor apurado quo o
caixeiro, do que muitas vezes este ficava admirado.
D) exposto, que a verdade, avaliem os meus ere
dores o collejas, as delapidaces de qnd eu era
victima lentamente.'o que chegou ao extremo com
a minha ausenoia.
Sempre que me denuncavam o Torres, ou e.on-
ferenciava com elle, e suas respostas eraoctaes
que cu o julgava innocente. Agora, ja tarde, que
tudo acreaitoi.
Venho respeitoatmente pedir a meus credores
que facam cessar os eff'itos da detencao pessoal,
porque do antro do meu escondrijo nao e que ha
de sahi' a luz de meus negocios.
O reprter do Diario da Manlt, que be publica
em Mace, apreciou e coaimentou o procedimento
do mea perseguidor.
Imperatriz, 20 de Marco de 1886.
A. Caphedorio.
tres realisaveis na 2a quinzena de Janeiro e julho
de cada auno.
Em vista destas condic^oes por meio das quaes
a provincia o Cear se propunha a obt-r dinheiro
para recorrer as suas neceasidades. diversas pes-
soas, acreditando na seiiedade da promessa. acoei-
taram o contracto e forneceram scus capitaes em
troca das taea apolices.
Entretanto, logo no 2" anno dcixoa a provincia
de cumprir a obrigacau, que tai ecpressa e clara-
mente havia co^trahdo, deixando de pagar nao
s o premio eomo a importancia da amortisacao;
falta que tem continuado a commetter at o pre-
sente.
Nao smente isto. O actual presidente da pro-
vincia _propo>-ao a l!qui 'ar cs:a divid, conver-
tendo em apolices de 6 0/0 o principal e juros
atrazados, pagando apena um semestre em dinhei-
ro; e tem-se negado a deap-tchar os requerment is
em que ob credores pedem o pagamento na ferma
porque foi contrastado o e.nprestimo!
Que se pretendosse substituir as apolices pri-
mitivas por outras de 6 7o (u de menos at), no
ceso de nSo preferirom os respectivos possuidorea
recebe a importancia dellas em moeda corrente,
e de nJo ha ver naquellaa prazo estipulado e forma
determinada para o pagagamento seria admiravel;
mas n'um caso, como o vei tente, era quo se esti-
pulou o tempo c a forma do pagamento, ter o dc-
vedor (a provincia) s t ruado remisso no paga
monto, nao s do premio como querer impor ao creder o recebiinento por forma
diversa e premio menor d> quo lora eontractado,
couaa que so nSo pode tolerar cm um governo
moralisado
E que valor poderiam ter as novas apolce3 cm
foco de um tal precedente ? Amanha a pr. vincia do
Cear atrasa-sc Bovamente, e impori da BMAn i
forma aoa aeus credores a conversao das novas
apolices por cutraa de 4 cu 2 /j, e afinal at sera
premio. Sifl voto gic jubeo.
Era resultado, o que ficar valendo a provincia
do Cear, quer entre suas irraas, quer no estrau-
K' '"''
E' de esperar que a a--sembla groviacial, que
brevemente ter de reunir te, t nio em coi'.side-
racilo esta qnestao, de mxima importancia, e pro-
videncie de modo que aquelles quo contractram
com dita provincia nao Stjam forcados a dar maior
publicidade transgressao do contracto hlludido.
Cinco Chagas
DE
Deiis .\osso Neahor iesus
hri o .
(Continuadlo dos ns. 61, 62, 64, 65, 67 69 e
71).
Bol*;* commercial de Pernam-
buco
3ecife, 6 dejAbril de 18S6
Ab tres horas da tarae
Cotacbet officiau
Cambie sobre Para, 60 d, v. com 1 1/4 0/0 de des-
cont.
Candido C. G. Alcoforado
Pelo presidente.
Augusto P. de Lemos,
Pelo secretario.
SEINDJMENTOS PUBLICO*
'Mea de Abril e 188
ALFA50EOADe 1 5
'acia iK 6
^ig'u.imioaiADa 14 5
Wea ie 6
CiKsuLj,ni' novjacuL' ue 1 5
I iec de 6
71:090,872
26:5031(614
37:594*486
:014*170
1:958758
9:972*928
25:058*979
6:280798
Sjcii DB*IRAOBDo 1
T^em de 6
31:339*777
3:3664995
627;849
3:994*844
DESPACHOS DE IMPORTA^O
Vapor francez Ville do Rio de Janeiro, entrado
Jo Havre e Lisboa, no dia fi do corren'.e e con-
signado a Augusto P. de Oliveira 4 C, mani-
estou:
Carga do Havre
Apparelho electro-medicinal i caixa a Sann-
drea Brothres & C.
Agurdente 1 caixa a G. Laport & C
Accessorios para machinas 1 caixa a Cardoso &
Irmao.
,. AJ??a ?ineral M cairas a Sulzer Kauffman &
O., 10 a Rougnayrol Freres.*
Amostras 5 volumes a diversos.
Batutas 150 meias caixas a Silva Guimaraes &
C, 50 a P. de Oliveira Maia.
Brinquedos 1 caixa ao Dr. Segismundo Antonio
Goncalves.
Cerveja 10 barra ordem.
Champagne 20 caixas ordem.
Couros 1 caixa a Antonio Jos Maia & C.
Chocolate 2 caixas a Paulo Jos Alves & C, 1 a
F. Guedcs de Araujo.
Chapeos 1 raixiio n Maia Irmao & C. 1 a Au-
gusto Fernandes & C, 2 a Samarcos & C.
Charutos 1 caixa a Sulzer Kauffman &t C.
Cachimbos 1 caixa a Sodr da Motta & Filho, 1
a 11. Xueseh&C.
Cartas para jogar 3 caixas a Prente Vianna
& C.
Calcado 1 caixao a Cezar Lopes & C, 1 a Go-
mes de Ma-.t i s 11 mos, 2 a T. de Carvilho & C,
1 a F. 11. da Silva & C.
Cidra 10 cairas A ordem.
Droga 38 volumes a F. Mancelda Silva & C,
26 a S. Levy & C, 2 a Bartholdfceu & C, 2 a
Martina Viegas & C.
Enxoval para enanca 1 caixa a E. G Cascao.
Espelbo 1 caixa a A. D. Carneiro Vianna.
Instrumentos de msica 3 caixas a Antonio J.
de Azevedo.
Ferragens 1 caixa a Vianna Castro & C, 5 a A.
Silva & C, 2 a Antonio dos Santos Oliveira, 3
ordem.
Limalha 2 caixas a Vianna Castro & C.
Livros 1 caixa a A. Santos.
Mantoiga 15 barris e 50 meios ditos ordem,
60 e 70 a Paiva Valente & C. 16 e 30 a Pereira
Carneiro & C, 20 e 25 a Rosa & Queiroz, 70 e 110 a
Au 4 C. 25 e 25 a Joao Fernandes de Almeida, 50
caixas a Amorm Irmaos & C, 19 a Pereira Car-
neiro & C, 9 ordem.
Moinhos para caf 1 c u'xa a Antonio dos Santos
Oliveira.
Mercadorias diversas 8 volumes a Salazar &
C, 7 a II. Nuesch & C, 2 a Petrocelli & Irmao,
9 a Nunes Fonseca te C, 3 ordem, 2 a A. D.
Carneiro v"ianna, 3 a Otto Bohers Succetaor, 1 a
J. F. da Silva, 1 a T.ixeira Coimbra & C., 15
a F. Latira & C, 3 a Antonio J. Maia &
C., 1 a E. G. Cascao, 4 a Gomes de Mattos Irmaos,
7 a Carvalho &. C, 1 a Manoel Joaquim Ribeiro
& C, 2 a Maia & Silva, 2 a Oliveira Basto & C,
4 a Sulzer Kauffman & C, 4 a Albino Cruz & C,
1 a Medeiros & C, 1 a F. Monteiro & C, la A'
D. Lima & C, 3 a Samuel P. Johnston & C, 3 a
Netto Campos &. C, 2 a Ferreira Barbosa & C.
Malas 2 caixas a A. Vieira & C.
Pedras de fogo 6 barricas a A. D. Carneiro
Vianna, 1 crdem.
Perfumara 9 caixas a F. Launa & C.
Papel H caixas ordem.
i; stado OnanceSro da provln
eia do Cear
A provincia do Cear, que to ufana se tem
mostrado por haver extinguido de seu territorio a
escravidao, esse cancro da sociedado brssileira,
nao satisfaz entretanto os scus mais serios eompro-
mi330s; e ao contrario procura impor-se aos seus
credores, failtando assim a f dos contractos, e
pondo cm decadencia, se nSo fazendo desappare-
eer completamente a confianca que deve inspirar
os emprestimos feitos ao governo.
Es um tacto bem si nificativo do que fica dito.
Em 1817, a assembla dessa provincia autori
sou, pela lei n. 1762 de 28 de julho, o respectivo
presidente a contrahir um emprestimo mediante
certas condicces, que foram declaradas as apo-
lices emittidas para realisaejo desse emprestimo.
Foram ccndicces principaes ser a amortisacao
feita no perio io de 5 anno3 h contar da data da
apilices, (25 de junho de 1881,) e o premio a ra-
zao de 8 "/ annualinente, pagos em dous semes-
Queijos 11 caixas a Paiva Valente & C, 51
ordem, 25 e 1 tioa a Jos Joaquim Alves & C, 2
tinas a Paulino de Oliveira Mata.
Rolhas 1 fardo ordem.
Tecidos diveisis 1 volurae a Btrnet & C, 4 a
D. P Wild fe C 1 a Jesuino Alves Fernandes,
1 a J. de Oliveira, 2 a J. Basto, 2 ordem, 3 a L
A. Sequera, 3 a A. C. de Vasconcellos, 2 a An-
drade Lopes & C, 2 a F. G. do Amaral, 2 a P.
de Azevedo i C, 1 a Narciso Maia ec C, 3 a
Cramer Frey & C, 1 a Goncalves Irmb & C, 2
a Rodrigues Lima & C. Ditos e chapeos 2 caixas
a Guimariica Irmao A, C, 2 a J. Basto.
Vinho 4 caixad a G. Lapjrt & C, 2 ordem, 5
a B. D. Campos & C.
Velas 30 caixas a F. Guedes de Araujo, 2 a
Rosa & Queiroz, 1 a Vianna Castro & C.
Carga de Lisboa
Azeitc de oliveira 130 caixas a F. R. Pinto Gui-
maraes, 15 e 10 barris a Souza Basto, Amorim
&C.
Batatas 20 meias caixas a J. F. de Almeida,
40 a Domingos T. da Silva & C, 50 a Guimaraes
Rocha k C.
Bagas 1 caixa a A. A. Lebrc Sobrinho.
Ceblas 100 caixas a Silva Guimaraes & C, 50
a Paiva Valente & C. 50 a Guimaraes Rocha &
C, 25 a M. T. da Costa Ribeiro, 20 a J. B. de
Carvalho.
Carvao animal 10 barricas a Joaquim Salguei-
ral.
Carne e conserva 1 caixa a A. P. Dias Torres.
FejSo 17saccas a Cunha Irmaos & C.
Massa de tomates 12 caixas a A. A. Pereira
Machado Falcao.
Passas 2 caixas a Guimaraes Rocha & C.
Rolhas 1 sieco ordem, 3 a Soares do Amaral
Irmaos, 2 a Abrantes & C.
Sabio 5 caixas a Jos Fernandes Lima & C.
Vinho 10 pipas a Fernandes da Costa & C, 20
a J. F. de Carvalho. 25, 35/ e 50/10 a Souza
Basto, Amorim & C, 2 e 12/5 a J. G. Ganchos, 3
e 10/5 a J. i. dos Santos, 3, 10/5 e 10/10 a Joa-
quim da Silva Carneiro, 12 o 15/5 F.1, Pinto
Guimaraes, 60, 60/5 e 50/10 a Domingos Cruz &
C. Dito branco 15/5 e 10/10 a Souza Basto, Amo-
rim & C.
Vapor nacional Cear, entrado dos portes do sal
no dia 6 do corrente, e consignado a Bernardino
Pontual, manifestou :
Carga do Rio de Janeiro
Chapeos 2 caixes a Augusto Fernandes & C,
1 a Rodrigues Lima & C.
' Cadeiras 12 amarrados a Martins Cordeire.
Caf 100 saccas a Fernandos da Costa & C 105
a Manoel T. da Costa Ribeiro, 100 a Fonseca Ir-
maos & C, 110 a Joao Moreira 8c C, 101 a Soares
do Amaral Irmaos, 100 a Paiva Valente Se C. 110
a Augusto Figueredo & C, 103 ordem, 90 a Do-
A commodidade do proco da aforico fez com
que oncommeudassc ma3 dez medidas, quiltro
para cada navio ter a seu bordo ; a iibiindaneia
do medidas facilita va a descarga, porque cmquan-
to urnas suban, as outras se assentavain com gei-
tinho e te enchiam devarjar no porio, para nu
fatigar a gente...
Quando apauhava duas medidas proioptas cm
casa do tanoeire. ia logo com ellas para e larg i
de Sant'Anna, cinquanto os empregados da atini-
cipalidade estsvam de bons humores e Ihui ara
afferiudo ; no fi:n o doutor cangiQ-M o i i nao loe
quera permittir a iifforiea) d-is duas ultimas por
serem muita?, mas o proprietario tinha se preve-
nido, fazendo designar nos recibos 03 nonios dos
navios, o s faltavam essas para bordo do luar
Dar'io de Muribeca, e elle conceden.
Antis de reseguir com o conflicto dado as
priineiras medidas, cumpre dizer que liouveram
mais tarde outras desintelligeneias com a rica ca-
sa dos Vieira6, no mercado moa foram rcolvi \n
com dignidade para o p'eprietari", porque o dnc
to sempre diroito quando bem definido o susten-
tado ; e ainda deu-se um ultimo conflicto qu^ foi
resolvido entre prepotencias na repartilo muni-
cipal, em Sant'Anna :
A bor'oo do Corga III, o Dr. Sodr, dignissiioo
sccio gerente da casa Francisco Clemeute & C,
(consiguataria do navio o carga na ultima viagem)
com o Azevedo, socio da opulenta casi Azevedo
Be nardi a & C por nao terem 03 nix -iros acei-
tado as medidas do navio, vicram aquelles; e de-
pois de nao se conformar com as medidas o repre-
sentante da casa compradora, resolvcu-se serem
c .uduzidas municipal iade no dia BOguinte, s
10 horas, onde haviam de comparecer o propriota
rio e os niesmos.
A' hora designada esfav.im as molidas do navio
Cor^a /// em Sant'Anna e seu proprietario, onde
ehegaram pouco depois aquello socio gerente da
distinctissima casa de Francisco Clemente & C. e
o austero, chefe da casa compradora do carrega-
mento.
Este chefe da titu'ada casa Minciraconfian-
do nos ostumes adoptados no commercio do Rio
de Janeiro e fambem na sua preponderancia de
grande capitalist-i. censurou o Dr. chefe da repar-
ticao de nfferi(o, por ter permittido a afforicao do
medidas para sal a bordo dos navios ; parm o
doutor, que j eatava bem instruido pelos muitos
deb.tes que teve com o proprietario, achava-fe
habilitado a combiter com inmensa vantagem o
aggressor dentro do sua repartcao.
A energa com que o Dr. chefe da repaiticac
combateu os abusos que se praicavam a bordo
pelos compradores de sal, f z calar ao chefe da ca-
saMneirae nilo deu lugar s demais partes
dizercm urna nica 1 alavra ; e, logo esse chefe da
firma compradora do carregaineuto disse : eu
mando receber o sal pelas medidas, vamo-nosem-
bora.
Nao era de costume os capitaes dos navios mer
cantes escrever nos diarios nuticos dentro dos
portes ; livros e diarios s serviam para marcar
derrotas e acontecir-ientcs da viagem, desdo que
suspendan) ancora at que as largavain
1 proprietario quera obrigar os capitaes fa-
zer diariamente os lancamentos e bem definidos,
de tudo que occorresse a bordo dentro dos portos,
como se cstivessem navegando, porque pura isso o
livro se chamava Diario.
Nao agradava esta determinadlo aos ca itles,
porque, demittir por datas, esclarecendo nomos de
tripulantes e admittir pela mesma forma os que
entravam, desiguando as condicoes, os prejudica-
va muito ; mas ai ida era piejudicial declarar o
numero do volumes que se recebiam cu descarre-
gavam diariamente, designando-so embarcaces
que conduziam, e bem assim os nomes dos artistas
que viessem trabaihar, indicando o servico, e da
mesma forma os misterea que se comprassem. nao
esqueccado a hora de tocar ou sondar as bom-
bas.
Promptas as medidas, fea o proprietario da barca
Corga I o seu capitn lavrar o competente assen-
to no livro Disrio, e urna partiipacao para a casa
consigna'.aria, oxtrahindo desta copia e ir pes-
sjalmoute leval-a ; a casa conaignutaria maudou
logo faaer communicai;ao casa compradora, por-
que mandaram immcdiatamenta os mesmos caixoi-
ros a bordo examinar as medidas afloradas : eates
nao as acharam certas, nao se conformaram, ret
raram-so.
Eslava cumprida a missao do capital, competa
ao proprietario do navio e da carga assuinir atti-
tude per .uto a casa do Jacomc N. dn Vincenze ;
& Filho; dirigise a estes consignatarios c Ihcs
disse, quo s a re partilo municipal eslava habi-
litada a aflcrr medidas, e nao 03 caixeiros das ca-
sas.
Antonio Francisco Cor a.
Rectifica fo
Por engao foi publicado no Otario do da 19
de Marco, na eleiciio da contraria do S. Bencdict 1
oa uoines errados de divertas pessoas, pelo que
deve ler-se :
Presidente por eleclo
A Exma. Sra. D. Mara, esposa do Sr. Dr. Fran-
cisco do Rogo Baptista.
M jrdu:no3
Os Ilims. Srs. 1
Luiz Aprigio do Nascimento.
Jos Luiz da Aquiuo.
Barceu Antonio doa Saatoa.
Manoel Venancio do Goes.
M.inu 1 dos Sautos Barros.
Jos Martins do Almeida.
Atlianasio Das dos Santos.
Jos Paulino Ramos de Saut'Ann 1.
Mordomas
As V..a ..-. Sras. :
D. Emilia Maria da Conce.ao Siqueira.
D. Jacintha Mond s, esposa do 5?r. Jos Mendos
Salvador.
D. Josepha Maria Engracia do Carmo.
D. Simplicia Joaquina Mina, esposa do Sr. Jos
da Cosa Mina
D. Marianna Joaquina do Carino.
D. Mana Carlota da Conceicao.
D. Joaepha Mara da Conceieti \
i>. Mari. l.iin 1 o S mi S.
D. Eufe sina Maiia di Cunceicao.
D. Ignez Mara da Conceicao.
S creanos
Os films. Sis.:
Marcellin 1 O rreia de Lima.
Flor i ano Coelho da Silva.
Cantiibo Cesauo das Novis.
Gllcerio Vctor Pereira.
Jos Pereira .i 1 Porciuncala.
.Silvio., "lii'i'i >a d 1 Silv 1.
Frederic i M tn I dos Santo?.
Manoel Ae 'i .: s l'r.izeres.
licto Fi I.x Jo Espirito Saut).
Firmino Y. '.. itiin de Almeida.
Nstor Jos de Boinfim.
J il 1 Nefants Baia.
Ma 1 le -o:irl Pequeo.
Iloleoloro 'OM1C3 da Silva.
Capitulo da confiara ds '3. Benedicto do con-
vento de S. Francisco do Recife, 6 ic Abril do
1886.
Tltom (t Xicas do Espirito Santo,
Secretario.
mingos Cruz & C, 50 a Ferreira & C 75 a Costa
& Medciros, 59 a Ferreira de Carvalho & C, 50
a Domingos Ferreira da Silva & C, 55 a Araujo
Castro 4 C, 50 a Joaquim Duarte Smes 4c C,
29 a Antonio Jos Soares & C.
Fumo 125 volumes ordem.
Farinha do mandioca 730 saccas a Marcellioo
Goncalves.
Fazendas 7 voluntes ordem.
Mercadorias 15 volumes ordem.
Machinas de costuras 3 caixas a Julio & Irmao.
Panno de algodao 10 f irdos a A. Vieira 4t C,
10 a Andrade Lepes & C.
Sola 4 rolos a Mondos ci Oliveira
Vinho 1"/10 a ordem, 5 a Joao F. da Costa.
Xarque 496 fardos ordem, 45 a Gomes c Pe-
reira, 50 a Firmino Gomes Leal, 30 a A. Soares
F. de Oliveira, 30 a F. J. Rodrigues Fracs, 20
a Jos D. Pereira & O, 20 a Bernardino da Silva,
15 a Antonio da Silva.
Carga da Bahia
Charutos 2 caixcs a Costa Lima, & C, 3
ordem, 1 a Joaquim Bernardo dos Reis & C.
Fio de algodao 93 .-aecos a Jlo Francisco Lei-
te, 35 a Gomes de Mattos Irmao.
Mercadbrias 1 volume a F. M. da Silva & C.
Piassava 39 molhos aC. G. da Costa.
Panno de algodao 10 tardos ordem, 5 a A. Vi-
eira & C, 20 a Ferreira < Irmao, 20 a Machado
& Pereira, 10 a Narciso Maia & C.
Sabonetes 2 caixas a Sulzer Kauffmam & C.
DESPACHOS lEEXPlVTAgAO
Em 5 de Abril de 1886
'ara o exterior
No vapor inglez Orator, carregaram :
Para Liverpool, J H. Boxwell 1,000 saceos
com 75,000 kilos de assucar masca vado ; P. Car
neiro & C. 602 ditos com 45,150 ditos de dito; J.
N. Lidstone 70 toneladas de ferro velho.
No patacho inglez Mosse Rose, cnrregaram :
Para New-York, H. Forster & C. 3,2C0 saceos
com 240,000 kilos de assucar maseavado.
Na barca nacional Nova Sympathia, car-
regaram :
Para Haroburgo, B. Oliveira & C. 351 couros
salgados com 3,012, kilos ; O. Boheies Successores
2 barricas com 50 kilos de assucar branco e 1 sae-
co com 120 kilos de caf ; H. Stolzenbach & C.
74 volumes differentes objectos.
N barca portugueza Itolina, carregon :
Para Lisboa, J. F. de Sant'Anna 189 couros
salgados com 2,260 kilos.
Para o Interior
No vapor francez Vle de Rio de aneiro,
carregon ;
O Dr. Damocrto Cavalcanle, dovenlo
seguir li"jc para a provincia to Para, onie
pretenda demorar-so alguna mezes, no
poda por falta de tempo, despedir se dos
seus amigos; por isso pede lies desculpa ;
e, aproveitando o ensejo, off-roco lhes os
seus servidos.
Para tratar dos scus negocios, fica n au-
to: isados, alm de sua familia, na cidade
do Olinda, os Srs. Jos Thales de M0H0,
Horacio Pire3 GalvSo, ra do Impera-
dor n. 4', e Folix Cavbante do Albu-
querque na secretaria da Santa Casa.
Rocifc, 7 abril de J88.
Carta a non y ma
A p3ssoa que me mandou, enganou se ;
o quo relata era sua carta nao verdade e
so assim fisse mereca o castigo que n'ella
indica : Hospital Tamarineira 1 Griiheta!
Presidio I
Nao v, que eu ia mandar carta cora
sigaal meu! para que festa o melbor que
acharara foi eu paga o justo pelo pecador;
a sentenja foi logo de morte.
Obrigado Pe5 perdo a Deus, e a
mim tambem. S enanca pratica disto
Entende ?
N. 2. A Emulsao de Scott n5o um
remedio novo, pois ha longos annos que
est se usando na Europa, nos Estados
Unidos e muitos oufros paizes e tem sem-
pre dado os relhores resultados na tisica,
as molestias d? peito e da garganta e as
bronchtes chronicas.
Sob a epigrapbePolicia que ferepublcou a
Provincia de boutem urna noticia sobre o facto
havido no caes Vinte e Dous de Novembro, entra
Augusto de tal e Floreucio do Carmo. Tornando
saliente que Augusto inspector do Monteiro, es-
queceu-se dizer que exerce esee cargo desde a gi-
tuacab linda, e que Florencio um dos Lraviot da
Poco.
E porque Augusto procurou o Sr. Jos-i Mara ?
Tamben a Provincia niio diz ; porm los vamos
dizel-o : foi'porque o Sr. Jos Mara ci-u anliq
conhecido e j tomou muito a peito d>-feadel-o no
negocio de um tiro dado dentro de um vagn da
estrada de ferro e em que Augusto achon-se coa-
plicado e era inspector uesse tempo.
Augusto nao deve continuar a ser inspector de
quartoirao, verdade ; porm a Provincia deve
dizer as consas como ellas sao. e nao adiar hoja
mo o quo hontem era bom, s pelo faeto de nao
poderem cortos patriotas engolir inquentr>3.
O viga.
O bpeharel Jos Vicente Meira de Vasc Micelios,
do volta de sua viagem ao Par, declara aos seus
amigos e constituintes que do dia 20 do corrente
mez em diant quando pretende tomar aonta do
tea escrptori">, continuara no exercicio de -ua
pn.fissao de advogado, podendo ser procurado na
prsca de Pedro II outr'ora pateo do C llegio) 11.
li, primeiro andar, das 10 horas da maahS s 4 da
tarde.
Beeifo, 6 de Abril de 1886.
1
:
los dignos primos o amigos
Etelvino A. do Castro Lcao e
\ Guido W. de Castro Lean, /
P I que seguem hoje para a pro- ?
rinda do Para, doiijamos-
V / lhes feliz viagem.
/ Hecife, 64-86.

/
\
M. I. Fernandes Barros.
/
Oleo puro medicinal !< i t de
liftccliio. de Lantuan A tti-siij.
.-V. 389
Os d utores de medicina rcconhccerprn, faz al-
gutis sanos, sem oocnltar o su assombro, que as
ni ilcstiaa pulmn ares e bepatieas, com nenhuma
mitra c asa se podiam curar, mas sim poderua
ser completamente extirpadas com o oleo de liga-
do do baeallio. Apenas se annunciou um tal suc-
cesso, quando p ira logo o m rcado se vio inundado
de teda a casta do eoniposicoes de azeitc do ba-
loia, d: plijci', do maos de vacca, de toneinho e um
s 'in numero de outras, as quaes se ojuntou o nome
do especifico legitimo, porm sem passuirem nea-
humas le suas reaes virtudes Porm agora tomos
no oleo puro medicinal de figado d o baca'h i o, de
Lanman & K-mp, um artigo cuja porfeita logti-
midade de exeelloncia, so ach comproyada, pjla
Faooldade Medica.
Nos hospitaes militares, navaea a civis dos Es-
tados Unidos da America elle to bom conhecido
como na pratica particular dos principaes mdi-
cos. Nenhnma datce de tosse, resfriamento, afiec-
cSo dos br uehii s, mslestia dos pilines o do tga-
do ou affeccocs escrofulosas, podem resistir a sna
maravlhosa aeco medieiiial.
Kem rcbaixar o morecimento do cutras pr'para-
i;oos legitimas da mesma natureza, pde-so afian-
oar quo aquelie superlativamente e.t-ollontc.
Garanto ee a s-a boa couservaeao ?m todos os
climas.
Tudo3 03 p-incipaes droguistas t'.e.n venda
esta admiravel pro araco.
Agentes em Pernambuco, Ilenry Forster & C,,
ra ilo Commercio n. 'J.
Ci\- ----- "----------------V---------------------"
(i Dr. Mello (ionics

UZ'JICO PAETEIKO E OPEIADOtt
Ra do Barao da Victoria (antiga1
Noval n. 37, 1" andar
I i ra
{ ) Dcdica-se com cspeoialidado ao curativo {
de fobres, molestias de peito e das senhoras,
'iyphilis e estreitamento da urethra.
Consultas daj 10 a 12. Cham&dcs per
escripto qualquer hora do dia ou di noite.
Tclephone n. 259.
EDITAES
Para Snntos, F. A. de Azevedo 400 saceos com
24,000 kilos de assucar branco e 603 ditos com
36,000 ditos de dito maseavado.
No vapor nacional Pernambuco, carrega-
ram :
Para o Rio de Janeiro, H. Burle & C. 450 sae-
tas com 450 kilos de algodao.
No brigue nglz Siaid, carregaram :
Para o Para, P. Pinto & C. 20 pipas com 9,600
litros de agurdente ; B. Oliveira & C. 15 ditas
com 7,200 dit03 de dito ; F. de Macedo 400 barri-
cas com 20,210 kilos de assucar branco ; J. S.
L..yo & Filho 800 ditas com 48,149 ditos de dito.
= No vapor nacional Jacuhype, carregaram :
Para Babia, P. Pinto & C. 139 cascos com
22,200 litros de mel.
= No vapor nacional Sergipe, carregaram :
Para Bahia, P. Pinto & C. 100 barris com 4,803
litros de mel.
= No vapor nacional Cear, earregou :
Para Manos, II. Oliveira 20 barricas com 1,020
kilos de assucar branco e 20 barris com 1,920 li
tros de agurdente.
Para o Para, H. Oliveira 603 meios de sola.
No vapor naeional Pirapama, carregaram :
. Para Aracaty, J. M. Dias 8 caixas com 171
kilos de rap
Para Maco, P. Alves & C. 11 barricas com
998 kilos de assucar maseavado.
Na barcaca Nazinha, carregaram :
Para Mamanguape, Amorim Irmao3 & C. 400
saceos com farinha de mandioca ; J. G. Coimbra
150 150 ditos com idem. '
Na barca ca Flor do Norte, carregaram :
Para Villa da Penha, Fernandes & Irmao 200
saceos com farinha de mandioca.
No hiate nacional Ires, carregon :
Para Mosaor, F. de Moraes 2 pipas com 920
litros de agurdente e 5 barris com 2^0 ditos ae
mel.
Edita! d. 90
(2.a praea)
De ordem do Iilm. Si. Dr. inspector se faz pu-
blico, que s 11 horas] do dia 8 do cor ente mez,
sero vendidas em pr-iya, uo trapiche Conceicao,
as mercadorias abaixo declaradas :
Armazem n. 7
Marca FliC, 8 caixas ns. 30 32, 34 38
viudas de Ilamburgo no navio allemao Hero, en-
trado em 9 de Marco ultimo, abandonadas aos
direitos por Alfre lo B. Tugman, contendo o oras
impressas de urna s cor, posando liquido legal
3,6SO kilogrammas.
Marca FJ&C 1 caixa n. 33 idem idem, conten
do obras impressas de urna s cor, .pesando liqui-
do legal 438 kilogrammas.
12 caixas us. 1 12, idem idem, coutendo pa-
pel ordinario para embrulh), pesando lquido le-
gal 2,565 kilogrammas.
3' seccao da Alfandcga de Pernambuco, 6 de
Abril de 1885.
O chefe,
Cicero B. do Mello.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 5
Ro di Janeiro20 dias, patacho norueguense
Dagny, de 151 toneladas, capito A. Cellengsen,
equipagem 7, em lastro ; a H. Lunngrin & C.
Rio Grande do Sul20 dias, lugar norueguense
Carreo, de 295 toneladas, capitilo O. Iversen,
equipagom 8, em lastro ; H- Lundgrin t C.
Navios saludos no mesmo dia
Rio de Janeiro e escalasVapor nacional Per-
nambuco, commandante Pedro H. Duarte, carga
varios gneros.
Cear e escalasVapor nacional Pirapama, com-
mandante Antonio F. Ferreira Baptista, carga
varios gneros.
CearHyateh nacional Deus te Salve, capitao
Antonio Jorge do Nascimento.
Lisboa o PortoBrigue portuguez Soberano, ca-
pitao Jos dos Ssutes Sabrincba, carga varios
gneros.
T< rra NovaLugar ingiez Corisan, capito D.
Thoinas, em lastro.
Navios entrados no dia 6
Rio de Janeiro e escalas7 dias, vapor nacin A
Cear, de 1,099 toneladas, commandante Gui-
lherme Pacheco, equipagem 59, carga varios
gneros ; a Bernardino Pontual.
Havre e escalas-19 dias, vapor francez Ville de
Rio de Janeiro, de l,r,08 tonelada?, comman-
dante Fouesnel, equipagem 88, carga var03 g-
neros ; a Augusto F. de Oliveira & C.
Rio Grande do Sul32 dias, patacho norueguense
Idale, de 167 toneladas, capito II. Helme Ri-
sen, equipagem 7, carga varios gneros ; a Maia
Resele & C.
Navios sahidos no mesmo dia
BarbadosLugar americano France Lambera,
capito Robert M. West, em lastro.
Marva, jRussia)-Barca norueguense Navigator,
capito E. S. Sivendsen, carga algodao.
PelotasPatacho nacional Rival, capito Fran-
cisco Jos Fernandes, carga assucar.
Minatilland Lugar norueguense Schiller, capito
O. P. Larsen, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Bessel
Vie de Bahia
Juca
Trent
Manos
EOe
Advance
Bahia
Paranagu
Espirito Santo
La Plata
Equateur
Para
Nevo.
de Liverpool
do sul
de Trieste
da Europa
do norte
do sul
hoje
hoje
a 9
a 9
a 12
a 14
de New-Port-New3 a 16
do sul a 16
de Hamburgo a 16
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 26
do sul a 29

i
<






1


I'
.
Diario de PernambiM otyu rta--fcira 7 de Abril de 1886
1
L I
Edital n. 89
(1 prci)
Doriiim do Ulm. Sr. r. inspector, m $t pu-
blieo que s 11 horas do da S do uoiroim wl.
Ber vendida cm praca no trapiche tMrfMtf&*,
a mercad ra akaixo declarada :
Arraazera n. 7
Marca JWM, 1 cnisa n. 23, vin ia de Lisboa no
vapor ingli-z Oralor, ntralo em 2l de Mar; q1-
timo, abandonada aoa diroitoa por Jlo Wat ido
de Meder '9, contcndo livroa iinpreasos brchadvs
e cncnd nados com capas ds papclo, pesando li-
Suid > legal 94 kilcgraminas, tcudo avaik 'agua
o mir. .
3 aeceSa da Alfandega de Pernambueo, 5 de
Abril de 1888. O chefe,
Cicero B. de Mello.
O Dr. Antonio Hcnrique de Almeida, juiz
de i!ir"ito ca comarca do Jaboale, jor
Fu Mag stadc o Imperador, et\
Facj sabor aos que o presente edital virem, que
no da 21 do ez de abiil dj crrente anuo tein
de ser arrematados por quem maior lance ofl' recer
aa II horas do dia na salla >i;s andieneaa, :is ca-
sas n?. ', GIA, liilJ, tit.ts a ra do Iuip rador
desta cidkde, pettenccnles a Jna,UHa ni ira
Borges e su nmlher, s;b as eonaiceSaa svaarVafct:
A cata ii 64, avaliada nn 7000; a s
n. 64A. avaliada cm i'M: ca casa o. 94M., ra-
liada lamban em-100$.
E mando portante no ofliciul portei o 4a Jaiio
que atlise o pn sate edital no lugar do costume.
Dad i o p>saado nesta eidnde de JabaatAa, aoe
34 d u ?. deMareode I8ti.
En. J ao Evangelista de Souza, escrivao aataii-
no o escievi.
Antonio Hcnrique de AlnaMa.
BECLAIACOES
Gorrcio geral
Alttias a expedirse ha je
;,or n icional l'.ear, es'.a ac1
eipede malas para os portos do norte, reaafcwndo
imprestos e objtetJe registrar at 2 horas da
tarde, e 'A8 ominarlas at U horas ou 81/2
De ordem do irmo juiz convido aos nossos cha-
tksimoi irmaos a comparecerem na igr- ja matriz
do Corpo Santo, s 3 horas da tarde do dia 9 do
crtente, afim de encorporados acompaubarmos a
procissao do Senhor Bo aahe do eonv da matriz, para o que fomos eonvidado pela res-
pectiva irmandade.
Secretaria da irmandade das Almas do Recife,
de Abril da 188<3.
O bscrno,
Jo-ii: Alves Cavaleante.
i enerare! ordem 3' do Nra-
phleo padre Francisco no
llecife
De orden) do charissimo irmo mini-tro convi-
do a todos os nossos chari simes irmaos em geral
a eompareeerem, pelas 3 horas da tarde do dia
srxta-feira, !) do corrente mea, em nossa gfeja,
para revestido com seus hbitos irmos todos
ucompauhur a procissao do Senhor Bora Jess
dos Pasaos, que tem de sabir da ereja de Nossa
Seniora do Carmo para a do Corpo Santo no Re-
cite, c para cujo fim tivemos convite da respectiva
irmandade.
Secretaria da Veneravel ordem 3* do Scraphieo
Padre S. Fianeiseo, G de Abril de 1886.
Joaquim Jos da Costa \ alent,
Secretario.
Chb de Regatas Per-
ita Dibii cano
3" retrata
Por deliberacao da ultima assemblea geral, est
designado o dia 2 de Maio prxima vindouro, para
ter lugar a tercetra regata deste club, em solem-
nisneo ao seu 1* annivernario.
Secretaria do C'ub de Regatas Pernambucauo,
em 2 de Abril de 86.
Osear C. Monteiro,
l- sccretirio.
Olinda
Pelo
Massa fallida de Antonio Fran-
cisco Corga
Os Srs. credores da referida .nassa fallida sao,
por este meio, chamadrs para, no prnso de 3 dias,
apresentarem os ttulos e documentos justificativos
de seus respectivos crditos no armazem n. 18.
ra da Madre de Deus, ufim Jo procederetn os
aliaixos assign idos verificado legal dos mes-
mos, conforme Ibes foi ordenado pelo Exm. Sr. Dr.
juiz especial do commereio.
Uecife, li de Abril de 1886.
Friga Rocha Se. C.
Foiiic:a Irmao C.
Jos Faustino Porto.
Cartorio do escrivao Dr. Ca'das
Xu ia 8 de Abril vindouro vai praca peran
te o juiz i substituto da comarca de Olinda, por
execucik) da Fazenda Nacional, contra o patrimo-
nio de N. S. das Merccz. urna casa terrea ra
ao Aljube, sob ii. 4, com duas portas do frente,
com 1 sala, 1 quarto, corredor, cosinba interna,
quintal em aberto, medindo 24 palmos de largura
e 50 de comprimeuto, avaliado em 2M$.
Oliad, 18 de Marco de 86.
BOYAL MAIL STEAM PACKET
COMPANY
0 paquete Trent
Olinda
tarde,
com porte duplo.
Administrac2o ios correios do Pernainbu ro, 7
de Aoril de 1888.
O administrador,
Affonso do Reg Barros.
Hospital Portuguez de
Beiiefiecneia
Afseuibla geral
De or.lnn do Sr. viee-provedor, convido os se-
uhores s'eios a reuuirem-se em asamblea geral
no domingo 11 docorr. nte, s 10 horas da ua-
nba" na t le ucial, afim de pioceder-se a kdtora
do relat rio da adninistracao de 1886 e parecer
da CQtnmiaiao de ex ime do contas e dnr pone
nova admJnistracSo.
A rcuiiiilo ter lugar com o numero de senhores
socios qne npareceren-
Heoretaria do Hospital Portugus de Beneficen
-ia em Pemamboco, 6 de abril de 86.
O 2 secretario,
Manuel Msrtmi
Weere Terccira do Careno do llecife.
de Abril de !".
De ordem da mosa rofredora, convido a todos os
nossos iharissimos irmiios a c rnparecerera cm
BOtso consistorio, paramentados, no dia 9 do cor
reate, pelas 3 horas da tarde, afim de encorporados
acompanharmos o regresso da veneranda imagem
do Senhor Uom Jess dos Passos de convento do
Carino para sua sede, matriz do Corpjjjanto, para
o que fomos previamente convidados pela irman-
dade do mesmo Senhor.
O secretario,
Adulpho Coel/io Pinheiro.
"lulo Mil AljSlliiP
Sao convidados todos es cidados, que se iuscre-
veram como socios fundadores d'esta sociedade, a
comp ireccrem na ra do Imperador n. 77, 1." an-
dar, de meio dia s 2 horas da tarde, em todos os
dias uteis, e as quintas-feiras, tambom, das 7 s
9 da noite, para preeneberem as formalidades exi-
gidas pelos nossos estatutos.
Dr. Barros Subrinho,
l. secretario.
Cartorio do escrivao Dr. Caldas
No dia 8 le abril vndoure vai a praca perante
o juizo substituto da comarca de Olinda, por exe-
Oncio da Fazenda Nacional ontra a irmandade
de N S. do Guadalupe, uina casa terrea & ladeira
da Misericordia n. 3 da mesma cidade, eom 18
Dalmos do largura e 4 de f indo, 2 salas, 2 quar-
tos, cosinha interna, com urna port e urna janella
de frente, : valiada por 200J. Olinda, 18 de Mar-
co de 1886.
' esperado da Europa no dia
8 ou 9 docorrente,seguindo
depois da demora necessa-
ria para-
Maceiv, Baha, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Bucnos-Ayres
0 paquete/Elbe
esperado
do sul no dia 14 de
mar^o, s
depois da
neeessaria
sgu
den
Pacific Sieam l^avigaUon Conipanv I
STRAITS OF MAQELLAN LINE
Paquete Fatagonia
E' esperado da Euro-
pa ate o dia 11 do cor-
rente, e seguir para o
sul depois da demora
'do costume.
Para carga, passagens e eucommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se co'm os
AGENTES
Wilson Kods A C Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
emora
para
TIIGVTRO
DE
VARIEDADES
NOn-HaiiiRD
Companbia lyrico-comico-
dramtica
DIRIGIDA PULO AKTISTA
LU1Z MILONE
EMPRE ZA
A.. BOLDRIIVI E L. 3IILONE
tciieravrl irmanilaile lo Senlior
Bom JrsUH i'i.s urlnw. da Ifcreja
la la De ordi'in da mesa reexdora desta irmandade
io convi lados todos os nossos irmaos a compare-
cerem sexta-feira 9 d corrente, pelas 3 horas da
tarde, na igreja da Madre de Deus para encor
porados, acompinhannos a proeissao dos Passos
de Nosso Senhor Jess Christo, para o que tive-
:nos convite.
Secret-.ria daveneravcl irmandade do Senhor
.5om Jess das Portas, 6 de Abril de S6.
O secretario,
Luiz Barbosa Ribeiro.
Club Carlos (ornes
ResoluciLo do conselho
Fa^o sciente aos senhores socios deste club que
cm sessao de 5 do corrente o conselho administra-
tivo resolveu que, para que os senhores socios te-
nham direito as licencas que tem sid> costume
eoncedercm-se, isentando-os do pagamento de
inensal irados, 6 neecssarij :
lo Que o socio solicitante csteja quite para com
o club.
2o Que o mximo do tempo da licen^a de tres
mezes.
3 Que nao ser lenovada seuao por uwtivos
ustifiea'lo-i juizo do conselho.
Recife, 6 de Abril de 86.
Joaquim Alves da Fonseca,
1" secretario.
1) crdeis do Ulm. Sr. Dr. engeoheiro chefe da
reparticTio das obras publicas, fac publico que,
em virtude da autorisaeao do Exm. Sr. consc'.heiro
. presidente da provii.cia, no dia 8 do mez de abril
[prxima vindouro, ao meio dia, recebe-se nesta
secretaria propostas para a exeeucjo dos leparos
de dous pontilhoes do aterro do Porto de (alii-
nliss c os da ponte sobre o rio Ipojuca, no enge-
nho Limoeiro.
Os o eamento6 e mais coulicoes do contrato se
i acham nesta secretaria para serem examinados
pelos senhores pretendentes.
Secretaria da reparticito das obras publicas de
Pernambueo, em 26 de. Marco do 1886.
O secretario,
J. J. de Siqucira Varejao.
IRMANDADE-
r>->
Scnlior Bom Jesn* Iom 1'umhis da
man ,- do Corpo Sanio
, Pelo presente convido trdos os n'cssos caros ir-
maos para comparecerem no convento de N. S. do
Carino, sexta-eira 9 do corrente, pelas 3 horas la
farde, afim de incorporados, acompanharmos em
solemne procissao a sacrosanta imagem do nosso
Divino Padr;eiro, para sua sede matriz do Cor-
po Santo.
Consistorio da irmandade, aos 3 de abril"dV86.
O escrivao,
Francisco Antonio C. Cardoso.
OiiiiFa-fera, 7 de Abril
GRANDE OVIDADB!
p *iiu;a
DO 1 TENOIi ABSOLUTO
Eduardo Boschelli
Representar-se-ha pela primeira vez nesta po-
ca a magnifica opera em 4 actos, do maestro
Verdi :
SI. Vieeute. I.Uhoa. Vigo c Hon-
Champion
Para passagens, fretes, etc., tracta-se come;
CONSIGNATARIOS
Adanison Howie & C.
tOMPA\UI4 PK&SIMUiU
DE
.\'avcgaeo Coste!ra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaj, Estancia e Babia
O vapor Jacuhype
Segu ao dia 3 de
Abrli, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 6.
Eucommendas, passagens e dinheiro a frete at
s3 horas da tardd do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Perrambucana
n. 12
Lisboa c Porto
A barca portuguesa Isolinn recebe carga a fre-
ta ; trata-se com Silva Ouimaraes & C. ra do
Commereio n. 5.
Ao commereio
O abaixo assiguado declara que venden tm ir,
Antonio Jos de Carv dho Jnior seu ostab]eci-
menfo de molhados, sito ao becco do Campello u. 4
livre e desembarazado de qualipjer ouas ; quem se
julgar seu credor, aprsente suas contas, no aao-ao
de 3 das.
Recife, 7 de Abril de 1886.
Miguel Carvalho Nejes.
LycfiMelpMco
Contiauam a unecionar as aulas deste Ijrse-.i
ra do Hospicio n. 30.
A directora,
Maria O. de Mello.
-LE1L0SS
Companhia Bratileira de Kare
ftf to a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Manos
Commandante 1' tenente Guilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do
norte at o dia 12 de Abri
e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, eucommendas a valores
trata-se na agencia
N- 46 RA DO COMMERCIO N. 46.
A
Club Carlos (Jomes Club Sarao mensal
De ordem do conselho administrativo deste clnb
.lommunico acs senhores socios que o sarao deste ;
mes dever ter lugar na noite lo dia 10. Os in-'.
-ressos se acham no poder do Sr. thesoureirc, que
os entregar na sede do club todas as noutes, das
7 s 9 horas.
Recife, 6 de Abril de 86.
Joaquim Alves da Fonseca,
1 secretario.
Irmandade
eN, sra. Mal do* II ornen erecta
na Igreja da Madre de Den
De ordem do irmo juiz convido a todos os nos-
IM irmaos pira comparecerem no consistorio da
nossa irmandade no dia 9, s 3 horas da tarde,
afim de acompanharmos a trasladacao do Senh.r
Bom Jess dos Passos da igrfj* do Cdrmo para a
matriz do Corpo Jauto, para o que fomos convi-
dados.
Recita, 7 de Abril de 1SG.
Alfredo Francisco de Souza,
Escrivao.
Preiskegelen Sonnabend 3 April 1886, Abends
7 1,2 Uhr.
Das Direclorium.
Associafo dos Funccionarios
Provineiaes de Pernambueo
Sessao do csnselho deliberativo
Nao se havendo r unido o conselho deliberativo
no dia 1* do corrente, por falta de numero, e ten-
i dc-se de tratar de negocios que reclamam promp-
ta soluc'o, afim de serem submettidos asexbla
geral do i ia lf>, determinou o Sr. presidente, que
a si'seao do mesmo conselho que devia ter lugar
quinta feira prxima, se realise na quarta-feira
7 do corrente, s 5 12 horas da tarde, o quo
scienlifico a todos os senhores conselheiros, pe-
i dit.do o seu compareeimento referida sessao.
Secretaria da Associacao, 5 de abril de 86.
Alfredo dos Anjos,
1 secretario.
S. Jos d'Agonia
De ordem do irmo provedor convido a todos
os nossos irmaos desta veneravel irmandade a
jomparecerem em nosso consistorio, no convento
Jo Carine, nos dias sexta feira 0 e no domingo 11
do corrente, pelas 3 horas da tarde da cado um
los dous dias, alim de paramentados e encorpo-
rados companliar-mos as solemnes procisaoe
dos passos e encontr, que se tem de realisar nos
nredilos dias.
Consistorio da veneravel irmandande de b. Jos
.i Aginia erecta na convento do Carmo do Recite,
; de Abril de 1886.
Palmeira de Freitas,
Secretario.
Thcsouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
e*, taco publico que no dia 7 do corrento paga-
se a classe de professoras de 3 cntrancia, relati-
vamente ao mez de novembro prximo findo.
Outrosim, declara se, que o mesmo Sr. inspec-
tor man ia scient.ificar que aquelles, cuja classe se
chama para receber vencimentos e qn nao com-
parecam, ficau predicados e s podero receber
en ortra chamada. .-..
ragadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
bueo, cm 6 de Abril de 86.
O escrivao da despesa,
Silvino A. Rodrigues.
lo
De ordem da mesa regeao.a crvido a todos os
nossos charissimos irmaos para sexta-feira, 9 do
corrente, s 3 horts da tarde reunirem-se em
nossa igreja, afim de encorporados irmos acompa-
nhar a solemne procissao do Ser.hor Bom Jess
dos Passos, que ter de ser trasladado do conven-
to de Nossa Senhora do Carmo para a sua sede,
matriz do Corpo Santo, para cujo acto tivemos
convite da respectiva irmandade.
Consistorio da Lrmandade do Divino Espirito
Santo do Recife, 6 de Abril de 1886.
O escrivao,
Julio Ferreira da Costa Porto.
S. R. J.
uociett Sentir JraMe
Sarao bimensil em 25 de abril
Participo a todos os senhores socios que o sa-
rao principiar as 7 horas da noite.
Os ingressosencontram-se em poder do Sr. the-
soireir-', e 03 convites no do t>. presidente. Pe-
de-se toda a simplicidade [as toilettes e prevno-
se que nao slo admissiveis ngirregados.
Recife, 31 de Marco do 1886
Luiz Guedes de Amorim,
2- tecretario.
r olrid
De ordem desta subdelegada, chamo
a quem pertencer a vir buscar urna poryio
do carvao animal, que fura Furtado e ap
prehendido as immedia^ues da praia de
S.t:ta Rita em poder de individuos que so
evadiram na ocessiao cm que eram perse-
guidos, cujo carvao ser entregue provan-
do.
6 do Abril de 1886.
O escrivao,
Glicerio C. do E. Santo.
Companhia de EdiOcacao
Os fundadores da Companhia do Udifi-
caclo, convidam os respectivos Srs. accio-
n.stas para se reunircro, na quarta-feira,
7 do prximo futuro mez, 1 hora da tar-
de, na ra do Imperador n. 38, Io andar,
aiu de se proceder, de accordo com os
arta. 27 e 28 do Reg. n. 8,821 de 30 de
E>ezembro de 1882, installacito da mes-
ma companhia, e eleicilo dos administrado-
ra, conselho fiscal, bem como a de pr?si
dente e secretario da assembla geral.
Recite 31 de Margo do 3880-
Anlunes & C.
Persioiiageiiti
Violeta......................Sra. Springer.
Flora....................... Cristani.
Allredo...................... Sr. Boscheti.
Germout,................... Dominici.
Gasto.. ................... Tirelli.
O Bario.................... Pozz!.
O Mrquez.................. Repossi.
O Doutor................... Pozzi.
Anilina..................... Sra. Durand.
Um criado de Violeta......... Sr. Michelluzzi.
Coros de ambos os sexos.
A empreza com motivo de agradar este respei-
tavel publico, contratou o distincto tenor-Sr.
EDOARDO BOSCHETTI, que tem [cantado cm
muitos theatros de Italia e estrangeiros, como con-
tratou a cantora Si a. Cbristaui, que estri na
TR A VI ATA
Preos do costume.
entrada* gerac* dtio direito ao
aMNeato na platea.
Nilo se transfere o espectaoulo ainda que
chova, salvo forja maior.
tuno. Depois do espectculo haver bonds
das linbas de Fernandes Vieira e Afogados. Os
bonds no largo de palacio.
O bond de Magdalena s haver quando o es-
pecticulo acabar depois do horario do ultimo que
passa na na Nova, s 11 horas e 42 minutos.
No trem at Apipucos nao ha bilhetes de 2a
classe, e nao teem valor as series da companhia.
Principiar n l/ hora.
t Olll'Wllll 1-tKMUHlC AM
DE
Vavpgaro costelra por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Segu no dia 12 do
corrente, pela8 12 ho-
ras da manila.
Recebe carga at o
dia 10, e passagens at
s 11 horas da manh
do dia da sabida.
ESCRDPTORIO
caes da Companhia ff*eraaartn-
cana n. ia
THEATRO
S.WITI ANTONIO
Espectculo dramtico
SOB A DIKECCXo O ACTOR AUGUSTO
PERES
Domingo, II de Abril
Extraordinario successo quarcsmal !
Vfla emilagres fie S. Beneflicto
ou
o ibamaiue:od szcilia
Peca sacra em 4 ?ctos e 8 quadros
RepresentacSo correcta
Guarda rpupa de luxo
M3e en scene brilhante
Machinismo perfeito
Msicas lindissimas
Cures acertados.
Annuncio ditalhado nos programmas.
Encminendas por especial favor cm casado
Sr. Tenente Paula Mafra, ra do Impera-
dor n. 41 c ra da Florentina Fabrica Saturno
*'* H limas.
ttmsm
DampfschUTTahrts-GeselIschal
O vapor Paranagu
Esperase de HAMBURG0,
via LISBOA, at o dia 16 do
corrente, segu ndo depois da
dimora neeessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIGARMN. S
1' andar
Companhia Uahlana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baha
O vapor Sergipe
Ccmniandante Pedro Vigna
Segu impreterivq
mente para os portos
cima no dia 8 do cor-
rente, s 4 horas da
tarde. Recebe carga
.t ao meio dia do dia
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7tiua do Vigario 7
Domingos Alves Matheas
United SUtes & Brasil MailS.S.G.
O vapor Advance
Espera-se de New-Port-
News.at o dia ltj de Abril,
o qual seguir depois da de-
mora neeessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
P.-ira carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Ilenry Forsler k C.
N. 8. RUADOCOMiiERClO N.8
V andar
Royal Hail Sieam Packet
Coiiipaiiv
Reducido de passagens
Bilhetes especiaes se-
nt emit i (I os desde 14
de ma rf o at o fin de
julho offcrcccndo fac
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a exposifao colonial
era Londres, de 1886.
Ida e volta de Per-
nambueo a Southamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 mc-
zes libras sterlinas 36,
150._______________
Para Aracaty
Segu por estes dias a barcaca Aurora de Ma-
co, por ter parte e seu carregamento prpmpto :
para o resto, a frete mdico, trata-se com o mes-
tre a bordo, caes do Loy.
Qninta-teira 8, deve ter lugar o leilio de miu-
dezas, faxeadas, quadros, relogios de parede e pe-
dras para mesas ; cm continuadlo de duas vac
cas tourinas, um garrota e urna carroca com ar-
reiis para um ca vallo.
Ultimo lello definitivo
No Hotel do Universo, ra do Commereio n. 2
Quarta-feira 7 do corrente
A's 11 horas
Constando :
De 1 mobilia de Jacaranda com tampo de pedra.
1 piano do fabricante Gaveau, 2 guardu-vestidos,
1 guarda-louca, camas francezas de Jacaranda, di-
tas de amarelo, maiquczas, 1 mobilia de mogono,
'2 pianos de Jacaranda, mezas grandes de ama-
relio, arteiras, secretarias, diversas qualidadcs
de bebidas, candieiros, registro c encanamento de
gaz, loucas, vilros, caldeiroes novos e muitos ou-
tros artigos.
i.iii conlinoaro
De 1 ca vallo alazao sellado e enfreiao, andador
de baixo a meio e esquipador.
Em Ncguida
Aluga-se o importante predio com grandes
commodos.
Por intirvencao do
AGENTE GUSMAO
Chnelo tureo
l.oja tic (F.lnu'os
et.(rnnieiro*
Thomaz de Camho C.
Este grande estabele-mcata acaba d s4*wcr
pelos dous ltimos vapores da Europa Ormttr e
Vi le de Pernambueo um importante sortimento do
que ba de magnifico em calcados para tenderas,
homens c meninos, nao s pelo modernismo ele-
gancia das firmas, como pela occellenoia o ma
terial, perfeicao e solidez do trabalho.
Ccnscios de que sahirilo plenamente satisintos
pedimos s Exmas. familias, ans Ilustres rjiei-
taveis corpos acadmico e commercial, e a distkcc-
ta classe artstica, a honra de urna visita aa noaso
estabelecime jto. As ven las sao feitai a pr*os
os mais razoaveis.
Ilua do Baroda Vicioria n. i O
Ama
Na ra da Aurora n. 149,
ama que lave e cosiohe.
precisa-se w wna
Al
Precisasse de urna ama para cuidar 4 urna
enanca : na ra do Mrquez do Ileival n. 28.
LEILAO
De urna vacea de leite com cria
Quana feira 7 do corrento
As 11 boris
Por occasio do leilao de movis e eavallo no
Hotel do Universo, ra do Commereio n. 2.
Por intervencao do agente Gusmao.
LEILAO
Quarta-feira 8 do corrente
As 11 horas
RA DO IMPERADOR N. 91 2 ANDAR
O agente Burlamaque, autorisado por urna fa-
milia que retirou-se para fora da provincia, leva-
r a lei o urna mobilia^de Jacaranda com tampo
de pedra, um piano, cama para casal, toilete,
guarda-vestido, guarda-louca, cspelhos. cadeiras,
mesa elstica, lou^a para jantar e almoce, jarros,
quadros e outros artigos que estarao patentes no
acto do leijao e tudo ses vendido ao correr do
martello.
Ultimo lelliio
do terreno na estrada de Luiz do Reg, com fren-
te de cerca e diversos ps de cequeiros, bananei
ras e cajueiros, medindo de frente 12 metros o 10
centmetros, e de fundo at os fundos das casa da
ra d'Aurora.
Quarta- feira 7 de Abril
As 11 horas
O agente Alfredo Guimares, requerimento de
Manoel Pereira Lomos, inventariante dos bens
deixados por seu fallecido pai, por mandado e in-
sistencia do Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos, levar
a leilao o terreno cima mencionado, em sua agen-
cia ra do Bom Jess n. 45.
" LEIL.V~>
de miudezas, fazendas, relogios do parede, qua-
dros oleo e pedras marmore.
Quinta-feira 8 de Abril
No armazem do Largo do Corp.i Santo n 9
Km conllnnaoo
vendr o m'smo agente duas vaccas e garrote
tourinos, urna carroca e arreios para eavallo e
doze podras pollidas.
Lello
Quinta-feira 8 do cerrente
A's 11 horas
Rus tstreita do Rosario n. 15
O agente Modesto Baptista, autorisado pelos
Srs. A. Ferreira & C, far leilao de urna armacao
envidracada, contendo 7 armarios a moderna,
propria para qualquer negocio, um baldo, tres fi-
teiros, dous mostradores, urna grade nova de
ferro, um trip, um lampeao de porta, diversas
mercadorias, quinquilbarias, harmnicos e outros
muitos objectes, que estarao vista dos concur-
rentes. .
Ama
Precisa-so de urna ama de boa conducta, para
casa de pouca familia : na ra doCoode da B:a
Vista (Caminho Novo) n 139 A.
2." LEILAO
Da casa terrea travessa do Principe n. 14.
Quinta feira, 8 do corrente as 11 horas
A' ma do Bom-Jesus n. 9.
O agente Silveira por mandado e com assisteu-
do Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos e a requerimento
do inventariante do finado Joo Cardoso Barrete.
levar leilao a casa terrea, a travessa do Prin-
cipe n. 14, com terreno proprio com as seguiDtes
dimenses ;
Porta e janellatle fente 2 salas, 2 quartos, ce-
sinlu fra, cacimba com boa agua, tanque, gran-
de quintal todo arborisado.
Os Srs. pretendentes pode.-n examinar.
AVISOS DIVERSOS
Pede-se aoi abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
51, a ni gocio que nao ignoran.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
Jos Ouimaraes, caixeira de Loyo Filho.
Frederico Vieira.
Augusto Goncalves da Silva.
Odilon Coelho da Silva.
Aluga-se o 1- andar da casa n. 19 ra da
Penha. o Io da de u. 66 mesma ra, o 1 da de
n 35 travessa de S. Jos, o terreo de n. 26 ra
Duquo de Caxias, c a casa n 26 ra de Nunes
Machado, no Es^inheiro, com bons commodos ; a
tratar na ra do Hospicio n. 32^_________________
Preeisa-se de urna cosinheira para casa de
familia : a tratar na ra do Baro da Victoria
n.39, loja.__________________________________
Aluga-se a casa com sitio, do Dr. Castello
Branco, prxima ao povoado do Beberibe ; tam-
bem aluga-se. urna boa casa terrea novamente re-
construida, sita ra de Mathias Ferreira. em
Onda : tratase ra Duqae de Caxias n. 23.
Quem precisar de urna proftssora para pri-
meiras lettras, principios de francez e italiano,
msica, piano o flores, para casas particulares oo
nos arrabaldcs, dirija-se ao Caminho Novo n. 128.
Na mesma casa se precisa de urna mulher de ida-
de de bons costumes, que faca companhia a urna
familia e preste alguus se-vicos.
Aluga-se o sobrado com nota ra do Co-
ronel Suassuna n. 139, tem commodos para grande
familia, criado e pintado ha pouco tempo ; a tra-
tar na ra da Imperatriz n. 56.
Precisa-se de urna cosinheira para casa de
pequea familia ; a tratar no litio do Dr. Valon-
ea, na estacao da Jaqueira (linha de Apipucos).
JJma senhovA propoe-se a ensiuar portuguez,
nocoes de francez, msica, piano e trabalhos de
agulba, em engenhj prximo a esta capital : a
tratar na rita do Baro da Victoria n 46, segundo
andar.
Precisa-se de urna ama
tina n. 32.
na ra da Fluron-
Compra se livros do Io anno de direito : no
pateo do Terco n. 18, taverna.______________
Precisa so de um caixeira com pratica de
molhados c d onhecimento de sua conducta : na
ra de S. Joo n. 12. ________^_^_____
Casa na Capunga
Aluga se urna cora grandes accomodacoes, ten-
do jardim e sitio, a tratar na ra das Pcrnambu-
canas n. 42.
Franco Ferreira & C, vendem a verdadaira
manteiga ranceza em latas de qua quer Umann i
por 900 ris cada libra.
PATEO DO PARAIZO N. 16
Esquinada ra de*. Francisco
Yapo es para Eogenhos
Vende-se um vapor d<: forja de 4 aval-
Ios, com moendas apropriadas, assinj como
um outro menor que faz trabalhar urna
serra circular e uu pulrerisador de assu-
car.
Tem pouco uso, c acha se tudo em per-
feito estado.
Para nfortnacoes Mrquez de Olinda,
38, loja.
Casa
Aluga-se o ander superior da casa ns. 90 e 92
ra da Palma, tem bons commodos para familia ;
tratar na ruaJDuque de Caxias n. 47.
Barro
O sitio c casas n"este lugar, annunciadoe para
irem praca no dia 3 de Abril, achain-se aypo-
tbecados por urna escripura publiea, legalmenta
registrada, com o que deverSo contar os preten-
dentes; quem quizer, pois, que cia na esparrella,
que estilo armando os eredores. segundo parece.
EfiTGranfle floSnloaPelotas
E' esperaio" do sul nestes dias o patacho na-
cional Maia 2, e desde j engaja carga afrete
para os portos cima : a tratar na ra do Mr-
quez de Olinda n. 6
Calala Francimca de feaclroz
Augusto Pinto de Queiroz, Pedro Pinto de
Queiroz, Joo Pinto de Queiroz, Laura e Ernes-
tina de Queiroz, filhos e filhas. penhoiadissimos,
multo agradecen) s pessoas que se dguaran
acompanhar ao cemiterio publico os restos mor-
taes de sua prefadissima mi ; e de novo as con-
vidam para assistirem algumas missas no stimo
dia de seu fallecimento, que por sua alma se tem
de celebrar na matriz de S. Jos no dia seita-fei-
ra 9 do corrente. pelas 8 hon s da manh.________
Baro le Parlma
Gregorio Thaumaturgo de Axevedo manda ce-
lebrar urna missa a 9 do corrente, trigsimo do
infausto passamento do seu mostr e amigo, o
coronel de engenheiros, Brao de Parima, e roga
aos seus amigos e companheiros, o aos do finado,
se dignem de assistir a esse acto, que ter lugar aa
matriz da Ba-Vista, s 7 1,1 horas da manila.
IOS 4:000*000
SILSSIES BASTIDO!
(loa Primeiro de Marco n. 23
O abaixo assignado tem exposto ven-
da os seus afortunados bilhetes garantidos
da 2.a parte das loterias a beneficio da
igreja de Maricota, (48.a), que so extrahir
sabbaeo, 10 do corrente.
RECOS
Inteiro 4,5000
Meio 24OOO
Quarto ltJOOO
Em quantidade maior de 1006
Inteiro 30500
Meio 1^750
Quarto 0875
Manoel Martina Finta.
XdedTisITcT
Bu flo Bqb-Jbsu i. 18
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de cominissoes
Grande e Taado sortimento de amos-
ras e catlogos de produccBes da Alterna-
dla, Franca, Inglatera, Austria, Hespanha,
talia e Estado-Unidos.
N. B.InformajSes sobre machinismos
igricolas, ditas para engenhos centraes-
b)mbas, etc. para incendio outras m,
binas e utensilios
A
?id


6
**"*
Diario Aloga-se barato
0 1.* audar da travessa do Campillo u l.
O armasem da ra do Bem Jess n. 47
a. caa da ra do Visconde de Goyanna n. 79.
A nh terrea do becco do Tambi n. 21.
A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
dar.
Aluga-se
, terrea da ra de S. Jorge n. 40, com 4
qaartos, 2 salas, coeinba, quintal com cacimba, to-
da pintada e caiada, por preco coinmodo, a tratar
na sua do Amorim n. 66.
Alug-a-sc
una boa casa em Sant'Anaa de dentro, com 2
salas, 4 quaros, cosinha fra e mais 2 quartos,
quintal mitrado e portao para um grande terreno,
ama casa ra de Santa Thereza n. 30, cora ar-
macdo de taverna ; a tratar com Jorge Tas o, uo
sen to cstraia de S. Jos do Manguinbo.
Aluja-
se
, preta cscrava, cosinha, lava e engomma por -
feitamente : na ra 24 de Maio n. 24. Nao sabe
ra.
Aluga-se
o > 8- andar do sobrado ra do Brura n. 62 :
tajajfu' no mesmo, padaria.
Ama
Precisa-se de urna perfeit t engommadeira : na
do Riachuello n. 57, porto de ferro.
Ama
Precisa-se de urna ama que saiba cosinbar e
comprar na ra do Viscondede Goyanna n. 139.
AMAS
Na ra de Paysand n. 20, precisa-se de urna
boa cosinheira e de urna engommadeira, paga-se
bem agradando.
Ama
Piecisa-se de urna ama para tratar do servico
de casa de familia ; a tratar na ra do Baro da
Victoria n. 7, 2- andar. _________
NTICO
/

%
PreoaraQo de Productos Vegetaes
EXTINyiolAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JV1ARTI NS&~BASTOS
JPernumbtiff. '
Recebemos neste ultimo vapor voadores para
meninos aprenderem a andar, adsira como, diver-
ses obras de Vime.
Cadeiras
Cestaa de diversos tamanhos para coaipraa
Balai.s para papel.
Assafates
Condenas.
Roupeiro8.
Senientes de hortalicas e flores, amores perfei-
*>a e diversas qualidades.
Veio tambem o especial bacalho de Noruega,
Ksundo cada um 6 libras: em casa do Pocas
ende a & C.
Rna estreita do Rosario n, 9, junto a iqreja
Ama
Precisa-se de urna para coainhar ; tratar na
travessa dz Fernandes Vieira (Becco do Padre
Ingles) n. 8.
Vina para cozinhar
Na ra do Bem-fica
sitio que fica em fren-
te da entrada dos Re-
mediOvS se precisa de
unir, inuiher forra ou
escrava para ama de
cozinha.
Ouero lera?
Onro e prala : gcompra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que em outi a
quaiquer parte : no 1 andar n. 22 ra larga do '
Rosario, autiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
'rde, dias uteis.
UenQo
O puro vinlio verde o saberoso cha preto pon-
ta branca, especialidades un competencia ueste !
mercado, recibidos pelo ultim> vapor, encontra se
venda ein casa de Paul Jo- Alees i C.
60--Rut i tirito da Yidoria-60
\ inlio de S. Miguel
C1IE.0L
Nova remessa, vendem Amaral Primo & C., ra
Larea do Rosario, e Borges na ra do Amoriai.
E- PURO E BARATO
i
..;-..
Leonor Porto jj
II)
il. tA

Rna do Imperador
Primeiro audar
C-ntina a executar os mais difficeis
figulinos recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janviro.
Prima em pcrficao de costura, em bre-
vidade, modicidade em presos e fino
gosto.
Para quaiquer fabrica
Aluga-se um dos melhores edificios, tendo gran
des accommodacOes at para familia e emprega
dos, muit > boin porto de tmbar le, sito ra
Imperial ns. 330-A e 330-D : a tratar na mesma
rna n. 236.
Casas baratas para
alugar
Ra de S. Francisco n. 56.
1 andar ra de 8. Jorge n. 74.
Io c 2 andar e loja ra de S. Jorge n. 23.
1" audar ra da Guia n. 55.
Andar terreo il ra do Pharo! n. 32-A.
A tratar na ra da Assuicpco n. 58.
Engeiilios para assucar
NOTE BEM
A canna de assucar ja cortada e preparada para
incer bein sabido que conten por termo medio
90 por cento de si u pezo em suco.
As uioendas ordinariamente usadas aqui, nao
exprimem mais do que 50 60 por cento por con-
seguinte se ver a grande perda que os cultivado-
res iucorrem sement por esta causa.
Os celebres tngeubciros Srs. George Bucbauar
& C. de Londres, recommeudando as suas moen-
das, garanlem que produziro, com boa canna com-
mun de 70 80 jrir cento di> seu peso.
O material das suas machinas o melhor, e de
excclKute quolidade, a obra de mao acabada com
toda a perfeico.
Damos o custo d'uma inoenda que tem provado
muito b m, seudoeonvcuiente, cejuomica e de f-
cil c II' cacao
Mocada vo,n machina a vapor u'uma so bate de
ferro, tndo completo
Tamanho ... A D G
Forca de eavallo. .11 20 50
Peao de canna mol-
da, por hora qts. 90 200 400
Pruduzndo por da
d 10 horas. -As-
sucar, qts. 65 110 150 A 210 200 400
- reco.-Pustoabordo. 850 1,700 3,260
N. B. A Lrca de carvallos actual o dobro do
q se indica cima.
: ara outros tainanbos, como para moendas e
machmim<> coti.plctos para engenhos ceutracs, in-
cluiudo trilboa prtatela de Eystema aperfvicoado
dirijani-tc 1 Biowns C.
________N. 5;rua DO COMMER IO
A quem interessar
O nbaixo asaignado, pelo presente declara que
dissolv u a eociedaiie que fiaba com o Sr. Gene
roso Alaes, no eatabelecimento de molhvlos silo
no largo .';. Casa F r;e n. 1", retirando-se o mes-
mo pago de si'U capital e lucros, ticar do a seu
cargo a c< branca Osus dividas da extincta socie-
dad. Rcif-, 5deAb.il de 86.
Aiitoni i Arco eide de Mello.
}{
Fruelas madnras
Vende-sc diariamente especiaes laranjas para
moea, mangabas, sap< tas, e outras umitas : no
largo de S. Pedro n. 4.
Ensino primario c secundario
Urna pessoa habilitada, propendo se a ensinar
primeiras Miras, portoguez, Granee a, arithmetica
e utras materias, abri urna aula : ua de S.
Jarge n 35, onde pode ser ocurada.
Taverna
C >mpra- se urna taverna em boa localidade, que
retalhe bem : a tratar na ra da Moda n. 29, Ca-
verna.
Feitoi
Precisa se de um da liara de S. Miguel que
saiba lavrar trra t :n .rulo ao systema de l ;
paga M b> b, dando casa para moiar cr.m com-
modidade p ira familia se a tivir. A tratar no
Largo 'e ^. Jote u. 28.
' IILI
osinlieira
Preeia se di urna b'.a ctsinheira
ua Duque de Caxias n. 90
a tratar na
Gosinheiro
PraeM-M de um eoufaeiro : na ra da Aurora
inmtru < i
Criados
Precisa-se de um criado eopeiro c deunfa eu-
gomuiaileini ; na roa Du ne de Caxias n. 86.
ptimos engeiilio
lllencio
Qaem tiver predios grandes, >m l>;-.s ras, nes-
ta ciijade, c queira permutar, lecebcndo aictade
em dmheiro e outra em predios p quenos, edifica
dos tambem n ta edade, ijn-se rna do Vi-
gario Tenorio n. 12, armasen), que achara com
quem testar.
Humorismo
Panlo Pereia.
Nem vem e nem manda.....
Airianl.
s
So di 19 do cor sote nao ii praca p r (ritnnal
arrcndameiito <>s engenh s : Flor do Lima, Caxias,
Linda Fl,-r e Fl .r do Da, cinto me > edital do
juiz de orpMos d GamHhera, teriiis muito boas,
ptimas ni .to.Ts, grandes e sendj u.odico. tudo
concorre para que nao percam a occatiao aquellcs
que qm r :n idq 'irir um l> ni engenho.
m i
De eonductu affianeail;:. que dS i i i ver meios de
vida, qnerend > fazer companfaia i 4 triaucas, ter
casa, o mida, alguma ropa, etc. A casa ti ui
criados para cosinbar e ontros misteres, a ra da
Roda n. 54.
Flix llernioiiene Ferreira da
Wilvu
EsterSo Semiogenea Ferrerra dn Silva, Aun
Angelina Pwri i, B alia Oenuina F., -
reir da bil.'ii. M: ri Emilia Ferreira da Siha
da SilVa c Amelia Bem-
viiiu da Silva .^'rLdecem todos os
seus parente) e amigos que se dignaram acompa
Bnai cmu !i mpre lembrado
pai, lermo enes Ferreira da Silva, o de
:ioio us eon.iJam para a'.sistirim a missa do se-
iiii) da, que lera lugar na matriz da Boa-Vista.
pelas 8 lo a i m inhZdu da 7 do correute, pelo
~ u" iif'1'ji'; .-o ir...f'ssan) eternamente grate.
llaihilcle l.ilina Nmileii n
l'.-relll
Manrel daTrindade Peretti, sua mulher D. Ma-
rianna di: Modeiros Reg Peretti c suas irmaes
D. Mana J. de J. Peretti e D. Maria das Dores
Peretti, muito reconhecidos todas as pessoas qoe
se dignar im a :ompnhar aj cemiterio o corpo de
sua presada mil, vcem anda pedir o cardoso
obsequio do compare cimento s miscas qne, pe'a
sua alms, se. 3o resadas na matriz da Boa-Vista,
no dia 9 do eorrente, exta-feira, is 8 horas da
( :ii'ha e de n&vo agiade'cm.
FUNDA HERNIARIA ELECTRO-MEDICAL
INVENCAO COM PRIVILEGIO POR 15 ANNOS
Det luute KaJUE, rasdicos inventores para curar radicalmente as Hirnias, mais ou ainoi csras-
5*M>-Ata agora u fandas-bersitrisi teera liso apenas um .imple msio para eoiter as heriiai. Ot
* MARIE, resalvsrio o problema de canter e curar por meio da Funda-herniaria eltctro-meriieai
contralle narros, nrtihca-m Bem abalo nem dores e ; rame a cora radical en peuco tempo.
PARS, 46, riia db l'Arbrb-Sbc. -- Deposito em Pernambuco : A. CAORS.
Le Monde Potique
"". pT Aune
REVISTA i% FlESIA UNIVERSAL
1-KlMElEl ANNO
t SCRIPTORIO :id, ra Squler, P/tRIS
ASSIGNTSA .
1 3 U. por Auno
O f,1SM9E POTIQUE APPARECF. NO DIA 10 DE CADA ME?.
(O pmaalro Nj.-n-r-. mam i lo de Jaclro lo ir."
O Monde Potique fl&?e_ o cu yoiule e rpido sveceno iMOencia dt
sen rcdavflo, eacoUiajudiciosa dos Eitttdot accompanhados de texto* em todm
m ienorfCM, pofim dcvnlo que te firope, permitlindo aosmoco de futuro d*
artremrem attlatlo dos escriptore mais V'nutres de hoje. Cada me;, ata maorti-
/Se publMcLo Ira i os saos leitorea o tsho fiel do mouimento pi etieo de toda a
jytrie. O seuprecit n^iieo torna-a a^cesaiuel toda* as bolsas
D'ora em dianie o Mondo Potique ser um orfSi i.eeemario t;A'<
*fuefM que se inereesam t estu filha sublime da imaginando : m /.;:*.
$
tOTABIO DO H- 1
O* poete* tnaravx crritaarporenens (Le -oot
de Lisie) : ok. TirretUn D*M falr lgsr .
liorna it UHt. CenoOoi endalusu ..'mi
i.'&ria e 'Itrtdra A poesa roreemporane
BAAUern ia m m :-./ /. ?.,, -^ r;. -Bi3rna-
t|enM BjSraaifC ln ra' ttrtm tbrt-q. Ohro-
:u-3. h -sal, arUatlaai tteriat
biuilugiHJ;i.i, Kolljs.
STJJaARIO ao N* !
O .'rior.i-.o poetlw>: Emtlr HUmota (etauvic
Bdjjar Po<>). Fin ot Re flux : PrantouCjippt.
X; pectaj ^.^^cee^ eoateap utooi incote
e Lale]. co:;'l.io/.*n : ,i iii 1% leelto. En-
fnaaala /i.-i S*u?b. }t.\ '.;, -<\, Maiata
Artillar H:.-r<. '"inilw iraaialhe. riim
^!ca mnii.1, Kaerolt :t. (Loe V.. I
Ecrfcan NWVit'ranhtai. Kchc ..
SKSiRlO DO ( I
Os poetas franrfjes oetempomn?oj ( 1*bo"~
de Ui\A m : louU Titrctttn. A \". j;~
cabio : Amm;-i SUiairt. Calarua 55re-
pnwn'o): TxUr Aubmul. CancAes ^., \ < -
da Boheaia : Valmiin KUbr. A sombra
de Coraeille : fr+ttic /bufa. Mi.tr:
(t>^roi'io autroo premio Vitt : S. Lton-rt
ila AoademU Frauaaa. VhTomb*. o.
soKstAaio non
O poetsa f ^novase eoctemnoraaaoe (Su!X
rradL-.-zii* : WA-PKre. Aipcro. OtMtsmWSjftH, A poesa do Eigreda :
P.-E. /v'rfif.frt-oitsaordoCoi'eiciode Fran;;-
Lagriraaj : urriatn. Kol : Alcidt unmt.:.
A pofe>i:v portaSMBB : A'arano lita. Ctr^-
aicu ai-li-i-.ica, P,.itbU bibiicgrapoa. Sebos.
*--------|a>?
To-H. :-.fl-ros sio IKatradcocoai tIo'jbm. florOes, IMtrw cfE.daa. ato., com-
jia posUa i*vlal.ncuu para o monde POtriQUE pelo Snr. Taxila DOAT vtlata da
JJ" tlanalacitira de Sarros, Orand Mdilba do Ouro da OnMo de Artos Mcorat!*re.
Jja e9, 9 B5SDE PQETE formar um aaguBlco voira m ti.J e ig asm" te tsa Mw.
Oir*^ ar oes a. aw.Snafura i tlministraeio do Monde Petiawe
4A, nua sfc^u.-R. rm r*"uc:
^. Mi p*M dt astiriitan *t wr cceafjaajd ao ste ?ilw i
^plVERem ^
*^ Vowi PERFUMARA Extru-tn* K
JO
OOpYtOpSISDojAPAO'
, ai CORYIOPSIS do JP j f p h iuoz... CO R YLOPSIS r JiPlg
muen.....loCORYLOPSISdoJiFAU i BRiuimu.. .CORYLOPSISdoJAPlO
aCU<.TODCUMaoC0RYL0PSIS>:aJAP0 | ou........aa C0RYL0PS1S do JAPlO
vmm.......-.COHTLOPJilS da JAPO 4 posa......nCORYLOPSISaiJAPAO
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PARIX. tBonleTard Montaartre, PARI2
PASTiLHAS DIOEBTIVA8 fabricadas em I
Vohy com os Sa:s extrahidos ias Fontes. bSo- I
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SoLugo do Doutor Clin
Launtdo da Fa$uld$d$ d$ Medicina da Paris. Pramio Kontyon.
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A Verdadaira Solu?o CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Affeccoes Rheumatismaes agudas e chrotticas, o Rheumatismo gottosa.
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os'
sofirimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Soluco CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
H3 Um explicaoio dttalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Soluco de CLIN & Cie, de PARS, que s* encontr em
^_______________________casg_do^Droguistasre Pharmaceuticos. u
a^frjajasaaqhwe^^v*. Xi .:*^^^^
$mnm
f S'>ba}r:*aa.!'INHOdc)B.,OKA
araaantls par .^eiroca de I-sc, uru'
6CMan>eBH>qaetarm :.>n>r:aue [ara fea-
aitarasAuaceM loestoaisgo, e rafslsrifa a<
*dKsto, iioic o eie Jb xiocu t,itizvfri
de^dounte. *
Sm&umer; pr*eBt'toi tttv pato
aais nfaaieios m hcos 4t Psrii e autrof f
&.itcsdemcnst.ara,r aefnnavadoVlfrHC'
>DE 'EPTONA DBFRiSIfSi na iro-
ft pcss;>ilidade em que stares de roprodaiir
j todiB as suas cartas, lin-.iiarno-.io a apra-''
T aetrdar aani aearU diriji-ia .o Sftr Defrasr.* '
R pur oai facviraiivo, cu jo uome u a tema -vx.
C.bena couliecios pelo mundo aiedlkal.
Dis o aiaet ao fcr Deft raaa:
tlenlii, s U3 ^e fila-co da 1S9S.
|f|JI* ^ '
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^BsanBafnpaaiOKr-
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(

' 1 .-uj o gosto e loe uai jfastar a _
j-sfeeo qac tire cera t/ Piiptona, ph
tr tem resultado-i o;afi eoa ella skancc css
-crios gravas em Serjjnre quando tire e li^ um erte-I
.rcgo cansado, dtala ou com \ias rufa; ',
ktCes a sas preparar-k voo o
? dje>ile. 'aihorai.c-lhe as funceftn digeati-
?*aa> <, jisoitaa clhores idosai, oatrs
?tonifcM t sr anio racii'tcos de.ra aj
saod r- ja Pcptoni. ?or ;s^. iqaa.?
zaoaaidara c<-i o um v;rdadeiro ienet or j
f, ornmendej-o. os m^u s do r.rrea h'o n eranda A
A pum-r.i de cas:;
t T^;oprat!caaocom')meAiK:i.raticodu-i
?riio oa aanoa de 1851 j 188, oerodo asa .
'-'ate a nec-ssidade de igjrir cu" alimentos, *
tdr,nje . aarioaa do que hoje; enUo ( constit aicces <
*'tu taais vigorosas, sanguneas, ens-gscdi J
i- dciada: -d'um robusto ipnebia!. avor< rida
; trice* ,fc profoom a prompta iransfoiina-
co aos 'iHT.entos reais refractarios.
3 Hoje, por.n, i que os estomago rtlMB
t.-los carocem de ecTga, 4 convnnieata
Uttpsv i.'Jo d todas ar substancias ;,"ue <-
cilltaa a di gestas, como, >ar exarajio, de
sua Psacre'iaa.
Opreceltodc hjgi6M mris importrate,
; orem rcals despreiar'a este : Gustar
muito para reyrcr hu. esto a ee
gnc'o aa saude, e du; inte muita ternj i
man/ estf>*)s tiverara esto assninpto |jir
principa, objecto; alero d'isso. t u-nhi j <
tifjcao de medico na Repai Licio de Benefi-
cencia (feata cidade, em que os tscrofuloaos
e ljmphitieot sbundam fora de ssiedida me *.
permit'.em faicr muitu feUxes ipplKScti a
de seus excelentes productos. i
Acha-se o deposito de tto vsricao edl- f
camenfo m Pharmaciti e Orogarits J'eaai
cidade E' j*ueho (sudar era recowhecel-e
e no iceirar as imitacoas, axiginio uu<.
*^rfadarpVT WQ a#BTM%9
.
teafeiu!.- i ;
5 O ClUI ..nill, J
ladea Btirtlvaa m as-.l
'f.hltor no tratnrocr.to a tia r:t pallB0na?,i
tem a i. !nr;i do parfrcfpar aos seus c->li-
medico:, qce os ui iooa Hyp f>hcsjuitc3
lisciuoe o recoiTuc" i-i.'o-, por elle
Ja5o os ;ur; wepKd o Sr. EiWaUn, nbai-
':rjaceni;o. U', ruA C.--'.!^::ci'', Pr.-..
i Oh Xaropes de Hypt.piiosphitos de
Noda, Cal e Ferro vendan-so era frascos
qtiadraio* Ui >e iorrt( io D' Chur-chM
' 'K; vitfio, sea metk/naturt ao envoltorio e'
loa tira d papel enc'-.rna lo ^uc cobre a rolho J
1 Cadn f'aaec verdideo *-'v& aleia- jmsxc* tfa fabrica di Thariaaiift Bwautjuf
Vendan -ae ?r.i totfae as Ptu'tm ca.
NIMENTO SNEAU
Para 03 CAVAXX.OP
Q SUPPRE3SA0
J do FOSO
e aa
QUELA
do PELLO

SBSTITiJi
o FOGO
em
todts as nai
>'-?LICACES
i <:i-f. fat-se I .i f.luutoH.
sem aor e sem cortar, ne.. raspa* o pello.
Pharmu GNEAtr^B. R-jb St Honor.PARIS |
K EM TODA S P'SRMACIAL
kaasa
tm
P >3
dio ao nosto
a bella alvura vapo-
rosa que fez a reputacao
das Bellezas tfa Antiguirfe.
L. PANAFIEU C
Paria, rus Rochmhouart, 70.
BepasitariiMdiPernaniDViw : Frase"M.dlSILVA t
iaaesi
CUIDADO COM
AS FALSIFICACCes.
w

-v
P/RA
O LENCO O TOUCACC
E O BANH.
Extracto Composto
SALSAPABRILHA
oe Ayer

Ksrrofulas e todas as Molt'slias
provejiicnlcs d ellas: e para
Dar Vigorao Corpo
Purificarlo Sangue.
ttnci
As ac^oes entre amigos, relativamente a um
piano de Herz, que tinbam de correr com a segun-
da lotera da provincia do inez re abril, por falta
de recebimento das respectivas importancias, dei-
xam de correr com aquella e correrao impreteri-
velrnente com a ultima do mesmo met.
D. Amerina Maria Rosa de Souza, chegando da
Babia faz scienfe s Exilias senboms, que jalea-
se habilitada a fazer ves "idos dos mais modernos
figurines, com gosto c p<-rf. icao, e r.n. :ieida le nos
precos : na ra du Itnperatriz n. 43, aonde pode
ser procurada -. quaiquer hora do dia.
E]. Precisa-se de urna,
Goyanna n. 2(17.
t lacoaada da
Cosinheira
Precita se de urna o sinhelra que trabalbe com
asseio : a tratar na piafa do Corpo Santo n. 6,
primeiro andir.
Cosinheira
Pr -cisa-te de urna boa cosinheira e que seja
assead. a frutar na rui de Paysand n. 19
Passagc :i da Magdalem.
i'astilias Vermfugas
d::
.ira. JcL>Jr\* _;. .! a_
As (inieiis in'alliveis e que mu
repugnan} as crianzas. Chegou
nova remessa e vende-se na
caso de
FARIA SOBRINHO & G.
Viagens ao ceoro
De Oiinda parte todos os sabbados, s 4 horas
da tarde, par* Itamb por Iguarass e Goyanna,
urna diligencia ; passagem a tratar na ra 1" de
Mareo n. 1, no Kecifo. Viagens avulsas em qual
quer dia, e para quaiquer parle a trata no mesmo
lugar.
VENDAS
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Bate excellente Whisky Escess.'x prefurtT*
ao cognac ou agurdente de caima, para fortifioai
o onrpo.
Vende-se a rrtalho n a u. Ihores armar ena
nolbados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujono-
me e emblema sao registrados para todo o Brasil.
UROWNS ot <;., agentes
Em vista dos gifldes progressos da idea da qae
se gloriam as nacoes civilisadas, o comncrcie
deve acompanhar esse pro^resso, visto que ella
o mais poderoso elemento do engrandeciment) das
na;oes ; em ihtn do que annuijciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, ea-
colha dos quaes, os annunciantes teem sempra
maior cuidado, pura bem servir os seus numeroso!
fregueies. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venh.iin ver, pois :
Queijoe, flumeago e de Minas.
Fiambres inglezee.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranho.
Fructos seceos, como :
PaBsas, amendoa8, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semrates novas de hortalicas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho-
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cervej:t de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cb verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo m&tte do Paran, em p.
Aiuil. mua :
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capitj & ''., ra estreiA d
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Foiinicida capanema (verdadeiro) para e tinc-
cao completa da furmiga saura. Vendem Martina
Capitao & C, ra estreita do Rosario n 1.
Camisas nacionaes
A 2*500. 3SOOO e 3500
32= L ja ra da Iinperatriz = c>2
Vende-se neste novo cataheieeimento um {^an-
de sortim-uto de camisas brancas, tanto da lber-
turas e p inhos de linho como de algodao, ;>els
barstae precos de 25U0, 3 v sendo tazenda
rauito mdhor lio qu- as qne vecn du estrangeiro a
muito mais htm f itas, por sercm eortadau por
um bon aitis'a. esp cialin no camieeiro, tambera
se manda fazer pjr enC'tiiin.mlas, a v aitade dos
freguezes : n nova loja da rita da Iinperatiis n.
3 de Ferreira da Silva.
Ao 32
Nova loja de fazendas
as Ra da luipcratriz = *
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o ree-
eitavel publico um variado sortimento de tazen-
is de tu l..s as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom fru-
mento di- r upas para hoiucns, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom nes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos fines,
CBsemin.s e brins, etc
32
32
7000
E inaivcl
Largo de S. Pedro n \
Tndo e vende pelo menos pos
s vel
Neste estabelecimento srmpre ha venda o es-
pecial '-iilr de mararuj, em linda* garrafii has,
propriai para 'otlrt, competas de u.angnba e
manga.
Tamben aeene utra um e np t rtimento de
guilas d'' t idoa oa fabricantes para toda diversi
dade de passares. al propriaa para viagem, por
terem cinco .compartimentos ca la u a.
Encontra se anda nm grande i rtimento de
passaros nacional! c i etrarigeir ?, entre elles ca-
narios a K-mitcs naseidos aqai no Brasil, rolas de
todas aa qualidades, ;-.t cruzadas, propr as para
viveiros de iardiua.
PILULAS x,
Ferrugi liosas
fJURUBEBA\
BATKOLMEO & Ca
Pliarin. Pernambuco.
Curio a Anemia, Flores brancas, .
, rauta de acenstrna^ao, /'
/Vis BebUlilail'ii fobrea de sangue/'
*\ Eacic/ir ai sissicrnatura /*
Kua da Imperairlz
Imjo de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai
xo mencionadas, que sito baratissimas
Palitots pretos du gorgorao diagouaes e
acolch lados, sendo fazendas muito en-
corpadas, i- forrados
Ditoj de casemirs preta, de cordilo muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, faz-'nda muito melhor
Ditos de flanel.'a azul, sendo inglesa ver-
dad-ira, e forrados
Calcas de gorgorao preto, icolehoado,
sendo fnzenda muito enorpada
Ditos de easemitS de cores, sendo muito
bem fritas
Ditas de flniella ingleza verdadeira, e
muito bem fritas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2, '500 e
Ceroulas de gr*guel!as para homens,
sendo muito bem fetas a 120(J e
CoIIetiuhoa de greguella muito bem feitos
Assim como nm bom sortimento de I
linho e de algudao, meias cruas e collarinhos, et.
Isto na loja aa na da Inperalriz n. Si
Kiscados largos
h 900 r*. o rosado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem ae
riscadinbos prapnos para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covada,
endo quasi largura de chita francesa, e ssi!
como chitas brancas mindinbas, a 200 rs. o o/
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincba : a%
loj do Pereira da Silva.
FunIcn. airtineln o in/iniiiis a a o
rs. o fovntlo
Na loja da ra da Imperatriz u. 32, vende-a
um grande sertimento de fustoes brancos a 500
ra. o eovado, lazinhas lavradas de furta-corea.
ffczenda bonita para vestidos a 500 r. o eovado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ar
corea, a 500 rs. eovado. pechincba : na loj.
do Pereira da Silva.
Herinoa pelos a I$S -~>
Vende-se merinos pret ia de duas larguras para
vestidos o roupas para meninos a 1200 e 160(
0 eovado, e superior setim preto para enfeitea a
1 500, a-sim como chitas pretas, tanto lisas come
de lavoures blancos, de 240 a* 320 rs. ; na nova
loja de t'ereira da Silva ra da Imperatriz na-
mero 32.
Igodozinlio franrez para lenrea
n OOOrst.. I* e lA00
Na loja da ra da Imperatriz n. Sii, veude-e
superiores algodozinhos fraucezes com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lences de na
6 panno pelo barato preco de '00 rs. e 1000 t
metro, e dito trancado pa a toulhas a 1280, as
6im como superior bramante de quatro largura
para lcneoes, a 15500 o metro, barato ; na lojt
du Pereira da Silva.
para meninos
iS. i^oo e e
Na nova loja da ra da Imperatriz. n. 32, 8
vende um varido aortimentj de vestiarios pro
prios para meninos, sendo de palitosiuho c calci-
uha curta, feitos de brim pardo, a 4CG0, di.tot
de ntaletquim a 4500 e ditos de gorgorao pr.)to,
emitando caaemira, a 6, sao muito baratos ; na
oja do Pereira di Silva.
LQIAUO DE "CHAPEOS PIA
Vende se pelos segiiintes pie-
eos de .!*0 at OAOOO,
rna do Crespo n. 15 Madama
Meqnelina.
fabriolet
Vende-se um < iu j erfeito estado e por pre?o
eommodo; A ir t r na ra Duque de Caxias n. 4 7.
Vende-se
urna bem localisada casa de molhados, propria
para um principiante por ter poucos fundos : a
tratar na ra nova de Santi Rita n. 5.
'-


OOOO 12000
12,1000
5*500
6J50C 3JO0C 3,1000
1.1000 ncc*da .

-tf


MMMMMMMMVMKMMIPMMMMI
a
Diario de Pcrnambucotyiarta~feira 7 de Abril de 1886
Pinenta em consena
F Vende-se benitos frasquinhos com pimcnta en
eonscrva, preparada na Europa, e que m un
mlho muito aaboroso, pelo barato prego de 160
ra, cada um, isto para acabar, por haver grande
porcao : no largo de 8. Pedro n. 4.
Bom negocio
Vende-se om> das melhores tavernas, propria
para principiante, em Jaboato, confronte feiri,
Den] afregueada, e commodos para familia,
rante-se as chaves a tratar na mesma.
Vendem-se em casa
do Bar' da Victoria.
Guardap
de Rodrignes & C, ruu
O JSda ra Duque deCazias est vendendo
fazendas por meaos 25 */0 de seu valor.
Ver para acreditar
Setins macaos de 1J400 por 800 ris ocovado.
Merinos sretos de U, 1200, 1*400, 1(>C0
1*800e2* ocovado.
Petineta preta a 500 e 600 ris o covado-
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fusloes branoos c de co es a 400 e 500 ri. o
covado.
Sedas de listras de corea de 2* por 1* o co-
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs o covado.
Mariposas finas de cores a 240 rs. o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Linhos cscossezea de todas as cores a 240 ris o
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. d covado.
Manteletas de seda Fichus a 2J, 4* e 6*.
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro larguras a 1*200 a vara.
Atoalbado de linho bordado a 2* a vara.
Collarinhos e punbos para senhora, modernos, a
2*000.
Brim pardo liso de 300, 400 c 500 rs. o covado
Toalhas velpudas a 4 e 6J a duzia.
Ditas alcoc-hoadas de 20* por 12* a duzia.
Cobertas forradas a2*800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*50C urna.
Casacos de laia bordados, modernos, 1.*.
Dama.co do algodao de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30*000 a duzia.
Madapolao casca de ovo e pel!e de ovo a 6*500.
Enxovaes para baptisado, novidade, 9J.
Timos para menino, boidados, 4.
Chapeos de sol de seda para senhora, de 16*
por 8*000.
Meias para liomem e senhora, de 3*, 4*, 5* e
6*000.
Redes hamburguezas, 10J.
Colchas a 1*800, 5*, 6* e 7*.
Verbutinas de todas as cores a 1* o covado.
Cortes de casineta 1*, e 1J800.
Ditos de casemira a 3 4, 5, 6 e 7*.
Loncos aba-.nhados com barra a 1 *200.
Camisas de iteii a 800, 1*, 1*500 e 2*
Casemira de cores de duas larguras a 2*.
Cortes de cacemira para vestido de senhora, de
40* por 20*. baratissimo.
Zcfiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para l'orro a 1j200a peoa.
A. SABER:
AlgodaoPecas de algodozinho com 20
jardas, pelos baratos presos de 3*800,
4|, 4*500, 4*900, 5J, 5*500 e 6J50.
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Camisas de meia com listras, pelo barata
preco de 800
Ditas branos e ernas, de 1* at 1*800
Creguella franceza, fazenda u.uito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
ga- Ceroahuda mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e 1*500
Colletiuhos c'a mesma 800
Bramante francoi de algodao, nuito en-
cornada, com 10 palmos de largura,
metro 1*280
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 20801
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J8O0
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
j droeg delicados, d' 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mai delicado do
mercado, rs. 200 |
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
luja de Alheiro & C, eequin.i do becco
\ dos Forreiros
Vende-se
urna armacSo e um balco de amarello, propria
para qualquer negocio, asiim como um torno de
Casa na Yarzea Engenho Recanto
Vende-se a taverna da roa do Sol n. 17, na | Vende se ou arrenda-se o engenho Recanto, si-
a, com pequeo cap.tal, tendo casa ao p tnado n0 teriD0 de SeriabSem, moente correte
d agua, com boas trras, etc. a tratar com
Cabriole!
. ~- i> ii ~ i
pira t milia, tendo esta casa a vantigem de fiear
pesos de ato, de dous kilos at dea gramma, fronieira estacJo da ferro va, que devo ficar noel Ferreira Bartholo, ra do Bom Jess n. 6.
ropno para bobea : a trtr m nrann d Pdm promta at de Outubro deste anno. O netro- '
I n. 4, loja.
Pinito
eriga
Vende-se em casa oe Matneus Austin & C, i
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
qualidade e diversas dimensoes.
ci vantajoso, e os pretendentes poden dirigir-
se ao local da taverna, na Varaea.
Bilhar
Vende-se um bilhar em perfeito estado : a tra-
tar no armazem de movis roa do Imperador
numero 49.
Ve ide-se por baratissimo prego e em mnito (om
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro-
das e arreios para um cavallo ; a tratar m w-
cheira do Candido, ra da Roda.
Vaccina ingleza
< begada pelo ultime vapor
Vende se na ra da Cruz n. 22, botica franceza
e Rouquayrol freres Successorcs de A. Caors.
Taverna
Vende-se a taverna sita ra de Lonup Va-
lentinas (antiga ra de Aguas-Verdes) n. \",
muitos commodos,
doenca.
e o motivo da venda
eom
*Jor
Algodao enfestado pa-
ra lenpoes
A 90o r. e i < Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodao para lencoes de um s panno, com 9 pal- j
mos de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a .
1J000 o metr.-', assim coma dito trancado para
toalhas do m o metro. Isto na U-ja de Alheiro c C, esquina
do becco doB Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dom muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pecbincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
OTEIUI
DO
spartllhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 5*000, assira emo um sortimento de roupas
de casimiras, brins, ele isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C, na da Imperatriz n. 40, ven
dem um eleganto sortimento de casemiras ingle-
zas, d cados para costumo, c vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como so oncarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pech ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
'._.Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcSo de brim pardo lona, por estar com princi-
' po de toque de mofo, pelo barato proco de 320
rs. o covado, grande pee-hincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a IOO ra. a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pocas de
bf rdaJo, dous metros cada peca, pelo barato pre- .
(o de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
, fes, por 5f, aprovoitem a pecbincha ; na loja da
'. quina do becco dos Frreiros.
Fusloes de setffneta a 500 rs o |
covsd
SO" AO NUMEXO Alheiro & C. ra da Impcratri ven-.
I"ll;i da Impera!rlZ -40 dem um bouito sortimento de fustea brancos pele
Loja dos barateiros baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim j
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven- setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
dem nm bonito sortimento de todas estss fazendas ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
abaizo mencionadas, sem competencia de precos, reros.
Fazendas braucas
EXTRACTO NO DA 10 DE ABRIL
R.VEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tirar 2o:o 12$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Mareo n. 23, e mais cazas do costume.
C0EKE 10 DE ABRIL BE 1886, SEM EALTA.

1 1 ICT 1 P CU AI #' 7A
/ Ll lo 1 A ll Eli AL N B.O premio preacrever / *ti 1 m
^Wi um anno depois da oxtrac^ao.
DOS PREMIOS DA \j PARTE DAS LOTERDAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 1401 EM BENEFICIO DA MATRIZ DE NAZARETH, EXTRAHIDA EM 6 DE ABRIL DE 1886.
SS. PREMS. * NS. PREMS. H8. F*EMS. NS. PREMS, NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMi > NS. PRMfS.
1 4* 230 4 459 *4 682 u 993 4 1232 4 1436 43 1675 43 1945 43 2170 43 2407 43 2624 43 2^72 43 3101 43 3335 43 3528 43 3819 43
9 33 76 86 1017 37 S* 44 87 48 76 24 34 78 3 36 30 22
16 37 82 96 18 - 38 4^ 46 89 ' 49 82 33 ' 37 _ 87 _ 4 __ 39 35 _ 25 29 32
18 39 8d 86 709 21 41 53 96 52 87 37 42 93 12 43 36
36 41 1 87 19 - 32 43 - 57 - 1706 53 90 40 - 48 98 - 13 . . 44 _. 49 .
37 43 93 30 33 49 58 18 oo 91 41 . 59 99 22 ... 55 _ 51 34 35 39 41 48 51
43 48 97 l 36 ... 34 50 I 61 20 57 92 - 52 63 2900 23 --- 60 56
44 56 99 *i 40 ^__ 39 56 40 70 28 59 96 56 __ 66 2 24 70 64 67 68 78 89 93 98
45 47 50 57 67 75 519 22 33 44 46 49 41 47 50 69 74 75 73 74 78 29 42 43 64 67 75 98 99 2200 58 64 68 ^~ 71 76 78 t?3 43 5 6 -7 tO 26 30 38 ~^ 72 77 84 -
64 82 34 51 ^_ 57 ^ 84 90 44 78 1 72 __ 90 - 18 43 39 _ B5 __
67 84 36 61 58 __ 88 92 45 79 - 6 - 73 _ 99 20 S3 43 B8 __ 04 59 70 74 77 83 43
68 87 38 - 64 __ 60 _. 96 1514 48 86 . 9 74 83 2706 22 43 46 _ 90 83
70 4* 313 41 65 64 M 97 8 16 59 88 10 77 43 9 28 - 50 ^_ 92 43 99
79 18 42 71 66 _ 98 43 19 62 -- 94 *3 13 79 20 __ 38 - 52 _ 97 3609 **3 43
86 - 22 49 75 75 1301 i> 24 67 - 2000 43 17 1003 85 ^_ 21 40 53 1 99 3 15
94 26 54 92 ~ 86 8 2 43 32 74 15 20 43 92 .^ 27 41 - 57 43 3400 43 21 84 85
100 84 31 - 58 802 m 88 43 4 42 76 - 18 21 93 28 43 - 68 26 25 .
2 U 41 62 6 92 5 44 79 21 52 96 38 53 71 --- 29 -- 27 _ 90
10 42 64 tl$ 7 95 13 48 80 22 55 99 40 83 5 75 35 28 _ 91 92 97 3900 4 6 7 10 11 19 22 23
22 47 65 40 19 - 1108 18 57 82 3 32 78 2502 49 43 56 - 77 38 __ 33 _
24 54 70 29 20 21 83 61 83 43 34 84 4 _ 60 67 97 , 39 .^_ 34
25 44 ,__ 60 66 __ 72 78 30 41 25 26 - 24 27 43 69 71 163 43 88 99 83 43 48 62 91 92 14 15 - 72 74 7U 71 3210 15 41 43 - 38 47
46 8<5 67 79 __ 53 31 28 74 __ 1800 74 95 19 81 __ 72 18 _ 46 __ 64 .
47 U 71 93 1W 62 33 30 78 - 2 80 2303 23 82 75 23 48 __ 66
48 73 94 * 71 41 _ 32 3*3 84 8 86 13 25 86 76 - 24 __ 49 75 _
56 77 97 4> 73 48 37 83 87 9 1003 92 14 26 _ 90 __ 80 - 32 __ 50 83
58 78 98 u 77 50 _ 38 43 91 15 43 93 15 28 _ 97 __ 82 - 33 __ 57 "03
59 85 Jk 600 4& 81 - 51 ,__ 39 _ 96 16 94 24 32 *"" 2801 '3 88 _ 36 _. 63 3700 .
63 83 - 10 - 88 - 55 __ 41 99 ' 20 96 26 33 .- 5 43 3005 _ 39 --- 67 3
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83 16 30 19 82 64 22 42 9 _ 46 70 24 ^ 47 77 __ 89 _ 40 43 41 ,.-,
86 17 39 21 86 68 25 __ 46 16 __ 50 1003 72 _ 25 __ 50 - 80 __ 90 __ 58 - 50 ^^
88 22 42 29 88 69 28 83 58 20 __ 60 43 77 29 56 84 mm 94 60 - 51 __
91 23 46 32 ... 91 78 31 43 61 24 64 83 83 30 57 87 wm 95 65 - 52 4
99 32 48 36 _ 92 75 48 81 83 26 65 - 85 43 43 59 99 __ 3500 69 - 53 S*3
206 39 50 50 94 79 ' 54 82 43 29 67 89 44 60 3304 __ 4 92 - 55 43
9 45 66 58 ^ 95 85 tm 57 92 35 69 91 S3 45 65 7 M 5 98 56
18 47 . 67 63 1216 93 43 58 - - 96 __ 38 73 __ 2601 43 46 81 8 _ 10 3803 - 60
23 48 68 64 17 1400 60 _ 1906 _ 42 83 84 __ 4 - 53 82 10 . 12 6 . 61
24 51 69 - 69 20 5 63 8 44 43 86 7 56 84 11 --- 14 9 63 _
25 52 74 72 ^^ 25 21 St3 71 12 47 88 12 60 85 15 --- 17 13 65,
26 8 53 76 78 27 26 43 72 18 67 r 2400 \ 21 61 92 i-.eoot 19 --- 19 14 78
f 28 H 56 S 79 89 t 30 35 74 I3 23 68 1 22 65 3100 43 29 20 18 90


_


8
1
Diario de Pcrnambuco-- lOTJP PUBLICA
KBBTA AO PARECER DADO PELO II.LM.
SK. D .AyKES DE ALBUQUEBQE GAMA.
SOBRE O COMPENDIO DE PHYSICA PARA
LEITURA, POR FRANCISCO DE PAULA
BARROS
( Continuado )
Siiu, meu senhor, nao a declaro que co-
nhego, como affirmo S S.oa primeira sec-
cfit do Consdho que tratei, por diflfi rentes ve-
zo e per .Iiu"-,reutesmolo3 dessa qualidade
do som, no meamo iivro que S. S. atirou
AO limbo to cegaiuente que nao deu por
. *
Foi nessa questilo que eu vi melhor
ded do gigante.
Diz f iua Vidal : A intensida-'e do
som a qualidade que faz cero que elle
se* ouvido a mmor ou menor distancia e
que depende da amplitude das vibragoe3
E como sao differentes as causas o
inaaera para sua intensidade, tratei dest i
qualidade do som apreciando a influencia
deesas causas nos casos mais nataveis,
como no reforjo do som o na agitaeao do
ar, tratando daquella caso nao s no sen-
tido g. ral, como no particular, fazendo ap-
pliacito do porta-vQ* e da corneta acsti-
ca, como tudo ver-se-ha das paginas 87,
88 o 89, cui os artigos aqui transcrevo
para raaior confusto do relator do paro
cer :
Rejorco do so-n. O som c serapre ro-
lorsado pela viziouauga de um corpo sono-
ro se fizer vibrar urna corda disten-
dida no ar, longo de um corpo sonoro, ella
dar um som muito fraco : si, porem, lor
distendida em cima de urna caixa de pare-
violao o:i a rabeca,
obter a iss'gnatura dos Srs. Silva Frago-
so e Franoo de S ; e agora sent vexame
em responder ao publico, quo JA o premiou,
que lha paga para que bein o sirva, a que
lhe perganta : Porque, e para que, fizes-
tC3 isto, senhor ?
Dexo S. S. diante desta seria intorro-
gagao o posso ao dcimo supposto erro.
E' S. S. quem falla :
10. Sa raesma pagina e logo em se-
guida a essa falsa nogo de accordes for
obrgou S. S. a antepnl-o ao seu imperioso
dever de homem publico.
Pode S. S. ter eliminado o livro de que
so trata das escolas publicas de Pernam
buco, com prejuizo da mocidade que as
frequenta, o que, porem, nao conseguir
eliminar a liberdado que tem o autor de
advogar o seu direito parante Daus que
a Moral, e perante a justiga dos homens
de bein, que ou deve ser Impessoal.
Firmado mais este protesto, passo a oo
mados par diversos instrumentos tocando' cupar-mc do dcimo primeiro supposto erro
una vOd-, presenta o citado compendio e ultimo da serie inventada por S. S.
urna def;nigilo intimamente falsa do diapa-1 Eis o que diz S. S. a proposito do que
sao por quanto dizer que esse instrumento \ chrismou de dcimo primeiro erro :
>>
que
produz semprr um som correspondente uo
l da 2' da corda da rabeca dizer justa-
mente o contrario do quo deve.
Apezar da desafinaqao em que cabio.
S. S. fas anda desta dscima eiva urna
que3tilo de msica e.. feata acabada,
msicos a p... .
Ha aqu, em todo o pelacnho citado
por S. t., e do qual fez o seu deci r.o erro,
apenas um descuido de reviso, mas do
11. -Tratando da chuva diz o mes
rao autor na pagina 107 : quando as got
tas da chuva sao grandes que ella cahe
de muito alto. Mas isto n3o exacto ; o
que est demonstrado apenas que, ao
atravessar cam idas de ar hmido, as got-
tas augmentara de volume antes do cncon
trar o solo; ao passo que estando o ar sec-
co e quente, o volume destas diminuora
porque urna parto se vaporisa.
qual S. S. aproveitou-sc do modo sempre [ Como se v, S. S. quiz concluir a serie
igual em relagao ao seu procediraento inventada dos seu pontos de accuBagilo com
apaixonado e dispoato a tudo inventar, vi- \ questoes pueris, mas eivadas da malicia.
rar pelo avesso, aparar aqui e augmentar Depoia de me ter posto, a mira, mopftt-
acola, al chegar ao seu precioso tira quo [ sico msico, a caminho ea p, sera pieda-
: transformar para combater ; mas cora-
bater, com aqudla denodo dos lieroos do
Cervantes, os moinhos de vento que levan-
ta. Ha aqui nesta eiva, disse, apenas um
simples lescuido ole revisti, fcil de conhe-
cer se ; mas mesmo para evitar de ser coi
des delgadas, como o
o som ser muite mais intenso, porquero ar
contido nestes instrumentos vibra unisono
com a corda, t
Agitado do ar. -A direegao das cor-
rentes de'ar ii.il.i! muro sobre a vensi-
ts do som ; sabe-sc que, igual distan-
cia, ouv.:-se raelhor o-son na direegao do
vento do que contra elle.
i PorUt-voz. -Serie aporta-voz, quo c
um tubo de folba de Flandres, muito mais
aberto era ama extremidade do que n mi-
tra, para transmittir a palavra a grandes
distameias. Os oflB iass de raannba utili-
sam-se muitss vees desta instrumento
para dar suas ordens de comroando, as
quaes sao ouvidas at m^srao ns mais
violentas tempestades. *
, Corneta aeastm. As pessoas que ou-
vetn piuco, ou t."ra ouvi o duro, s-rvem
ae da cometa acstica para concentrar no
..anal auditivo as ondas sonoras d i palavra
. poder 0UTr melliur. j
K' notavel a paao com que b. b. tez
rvmnastica de .- do quilate da-
quelU em que diase que tal peusamento
odias, entendei >r tal modo, (fazendo
Uito um erro', e d3 ) ucontrou e ate m-
gou artigos orno os que acabo de traa-
screv-r artigos distinetos, esenptos com
titulo especial e lettra maiuseula, perto de
urna graciosa gravar.-.. Pois o livro tem
eravnraa NSo p:.re:e, tal a profunde
sadosileno da sua cri'ica sobre este
ponto. Mas, co a i '-:zia, esses artigos
Vm perto de urna graciosa gravura era a
qual um galante rapaz e urna menina-moga
conversara pelo telephone.
E quando inesra:. ta?s art.gos nao liou-
vessem sido escriptjs, mereca eu ser con
aado par s3j ?
G o fui.
E agora que provo qtw ellcs fazem par-
te do livro, que n&Q foi aceito por um cer-
to numero de faltas imaginarias, sendo csta
una dellas ?!
M.sS. S., reeeiand) o confronto do
sc-u livro doutrinario cora aquellas liroes
deleitara to ( te oa nuatres viessera
a saber menoi do que 03 discpulos, tez o
rbno de nao adptalas, custasse o que
custasse, sen fcil ~*'" '"1IlhanM'
de langou-rac na chuva.
E' adrairavel, o espanta o espirito me-
nos sonsato, que S. S. se abalangasse a
discutir theorias physicas b^lbuciadas n'um
livro de leitura para meninos, n'um livro
pratico, quando as prineipaes deltas, como
hecido que S. S., tratando da definigao de o quo sega a materia, n2o do como ella so
diapasao, dada por mira, nao transcreveu define, mas o que sija em si, parecem cs-
toda ella, c mostrou ao publico smente a tar as faxas da sciencia, ou sotfrem cons
tantes modificagoea; sendo corto que as
rovistas sdentificas da turopv todos 03 dias
descutem opinioes de homens sabios quo se
contrariam
S. S., porem, vae mais longe, por que
em seu livro para alumnos mestres o pro-
prio que se coutradiz, pois, tratando da
dilatacao, depois de haver dito quo a theo
apara que lhe convinha, mas de modo
que nao fosso pos3vcl avaliar-se do enga-
o, afira de qualilical-o como erro scien-
tifico.
Eis o que se aclia cscripto no livro
pagina di :
Diapasao. E' un instrumento pelo
qual se afinara todos os outros instrumen-
tos musicae3, e produz serapre um sora
correspondente ao la da segunda corda da
diapasao no mal, adoptado
ra das ondularles a raa3 provavel (?) e
seguida, chama, nao s ah como repetidas
calrica era vez de calor; no era-
o
vezes,
rbica. O
para os estabeleeimentos de msica era tent, quer levar evidencia, em sentido
Franca pro luz 870 vibragoes simples por I contrario, urna aflirmativa dedusida de
segundo. factos experiraentaes, ladiando a queseo
Ora, desde que eu digo quo o diapasao \ para batel-a mais a seu geito; psU eu nao
um tMStruminto pAo qual se ajinam todos j tratei, nao disso urna palavra s sobro o
08 outroi instrumentos mnsicaes claro que, augmento de volume das gottas de chuva
o la da segunda corda da rabeca que ao atravessarem carnadas de ar hmido,
lhe corresponde, porque ella, a corda, nera da sua diminuigao ao passarem pelo
que se afina pelo diapasao. ar secco e quente, o muito menos sobro as
E, pois, ntc a reoislto dea causa a que qll0 Se evaporara antjs do chegar ao solo.
S. S., tito fcil em decapitar orag3es de Tratando da chuva, quando pode o seu
uns autores e a .ympathisar t'io intima- volume ser apreciado pela que eheg 8
mente ora as de outros, qaa at as faz superficie da torra e nao pela que se eva-
suas, nlo perdoasse tiio simples descuido ; pora antes do Cahir no- solo, eis o que eu
vapor contid nesaa carnadas, augmentan-1 tanto, papa eampleta con fusilo de S. S.
do-lhe8 o volume o que d lugar a quo auspender no ar, vista de todos os ra-ru-
bros do Conselho, da sociedade Pernambu-
caoa o do toda a r-publiea das lettras, os
defeitos mais volumoso3 quo apent u e an-
da vae apoDtar e vduzil os a um punha-
do de poeira, apresentando era seguida o
seu justo peso especifico.
E' fcil comprehender como S. S., pa-
ra nilo fazor abortar o seu plan), e dar
mais brilho sui reputagilo seienttfida, se
despoziS3c a soltar 03 lentos das suis tem-
pestades e ailo d<'ixar pedra sobre pedra;
pois nao poden lo inventar mais d3 onze
erros, da forca dos que j estilo conhejido-
e aniquilados, pela sua rodu gao a menos
zcro, tinha dianto di si o meio de agitar
e confundir alhos corabogillios para a crea-
g) do cahos !
Eu^ porm, garanto a S. S e a 1* sec
gil o do Conselho Litterario que h'.'i de mos-
trar cora rigorosa preciaSo toda a enorme
qoantidade de joio em que o Ilustre Sr.
De. Ayr.s Oa.ua pretendeu fazer des.p-
parecer o trigo.
Si S. S. tez prodigios do habilidade
par;i provar que os erros inventados erara
realmente palpareis, o que nao faria,
para conseguir 03 seus fins, tratando das
inatrias a, b, c, d, etc., cujo sabor achou
diffrente do sea livro para alumno* mes-
ti es.
O 'ontrar'o seria, si S. S. r.o acido ci
trico que jingiu ter encontrado no in u li-
vro de leitura, quiz-isse juntar um pouco
de a^ua frasca c duas colheres da assucar
da sua boa vontade, obtendo assim umi
saborosa limonada; ao em vez deS3e tilo
apreciado refresco, S. S. juntou ao acido
Oitrco, citrato de magnesia o obt-sve assim
ura laxante era tal quanti lada que depois
de rae ter dado a beber esta fazendo U30
delle.
Disse S. S. cora palavra arrogante que
a materia a devia estar depois da materia
b ; d era segui la a a ; que a materia c,
desasadamente cneaixada e sem o menor
interesse, toi tratada tongamente, ao passo
que para ponto tio importante como o do
calor s tivu seis linfaas.
Sihi, verdade, forado moldo talhado
por S. S. no seu coMpendio mestre, (tai-
vez porque o niio conhecia) c eis porque
lhe parec corcunda.
Verdadeiro leito de Procusto, ora S. S.
quera que eu ene ilhessa, ora quera que
pois no original assim est escripto. .
e produz tempre um som a que corresponde
o la da segunda corda da rabeca.
Eis a que se reduzio a definigao intima-
mente falsa : a ura simples descuido de re-
visito, e nao erro, porquanto logo as pri
rae-iras palavras da definigao, palavras qu
3. inteneionalmente oceultou, se diz que
o diapasao era um instrumento pelo qua
I
se afinavam todos os outros instrumentos
musieaes.
Esta parcialidadd do tudo alterar, lo
vada at a paixSo de ahijar a verdade em
escrevi pag. 107 :
Chuva. A chuva c quasi sempre
mais abundante nos montes do que as
planicies: ella provra da condensagilo dos
vapri-53 existentes na atmospliera: Geral-
mento sao as nuvens nimbas quo d5o chu-
va proporgio que so v5o formando; as
vezes os cumulus tambera so transformara
em chuva, mas preciso para isto quo o
ar se achc muito hmido.
a Quando as gottas de chuva silo gran-
des, que ella cahe de rauito alte.
i Medo-se a qunntidado do chuva que
nao declarar que o vro est todo interca-, cahg cq um u aUura a quc sc
lado de gravaras, qua lnc augmenta na deva q evc, da qu(j g0 recol|ie em uta
o nive
vaso. O instrumento que serve para rae-
dil-a chama-se pluvimetro.
Ora, todos os compendios registrara que
os udmetros un pluvimetros fe nao ]nd-
viometro como S. S. escroveu era seu com-
pela contianga,
comprehensao da leitura do texto, o sao
como qien sua demontracao palpavel;
Esta parcialidade quo se pronunciou ir-
rtadiga ilo raolo a nada, nada at-har de
bo.u no livro nilo lhe valendo sequor as
recommendftcoes scientificas, offieiaes, do
raaior quilate, em que elle se apoia. para: pendio-mestre) recolhera tanto maior quan-
dar lagar a S. S. decepar lhe at as ora tidade de chuva quanto mais perto do solo
goes, afira de rae'.hor deformal o e dar lhe sc achara os respectivos instrumentos ; con-
ura todo de raaravilhoso aleijilo ; i sequentcmentc, de quanto mais alto ella
Tal parcialidade, assim to afo?ueada I cae rnaiores sc tornara as suas gottas. Nao
de colera, s podo ter sido impulsonada I tratei das outras hypotheses, pdenlo mes
pela forga cega do interess pessoal, que mo estar coraprehendida nesta affirmativa
ura raodo de ser directo do egosmo, que aquella em que, sendo mais fras a3 got-
por ma vez a oveja; interesse que teve'tas de chuva que cahem do que as cama
tanta forga que, em questao de moral,, das de ar que atravesara, condensa-so o
FOLHSTIH
AN
JS.L A
POR
EM2B s: imim
( Conl i Ion 7
VIII
co.n-
A primoira vista un observador
prehendia logo que hara qualquer cousa
e deaiquilibrado. 30 --ral daquella moga,
proiigiosamente -.eduetora cm suraraa cora
basto cabello e:n desordem, cora o roupilo
de 13 branca o 1 talo, dexando adivi
nfaar-lhe turmas sjberbaa c com os pa
us raetti O carteiro inha eolloeado o seu caderno
abert, em cima di mesa e ao lado le urna
pmina c do u-n tinteiro, quo trouxera Br-
gida.
Conservava na mSo a a*rta lacrada.
-- Onde preciso q eu assigne, per-
guato u Cecilia.
Aqui, menina, nesta Inha e nesta co
luuna.
A moga raolhou rpidamente a penna no
tinteiro, assignou o nomo c receben a
corta sjbre n qual fixou os 0II103.
De raen pii. uurmurou ella.
L'cpois, corapriinentando o carteiro com
uns pequeo movimento de cabega, voltou
para o quarto, despio o roupao, enfiou se
orno urna dobia na cama que nao tinha t-
do tempj di esfriar, e agarrando n'uraa
tesoura que estava collonada na raesiaha
da flabeceira, cortou a parte superior' do
enveloppe e tirou a orta que elle conti-
nba.
Urna nota do banco dobrada era ouatro,
cakio-lhe de dentro da carta.
Cacilia tratou logo de a desdobrar, para
lhe ver o valor.
- Mil francos, disse quasi em voz alta
c ora movimento de aorpreza.
' Meu pi teria ganho o processo.
As sobrancelhns franzirara so e urna nu-
vem passou lhe pela pbyionoroia.
caia mais chuva rjaiperticio do solo do que
a urna certa alMra a iraa delle- E' essa a
theoriacorrente.
Ve so, pois, por esto simples enunciado,
como so aproxima do ura ovo do aran!*a a
grandeza d :stc erro, figurado pelo muito
parcial Sr. Dr. Ayres do Albuquerqm
Gama.
S. H. j aborreeido de nilo ter encon-
trado ou podido inventar mais eivas, rao-
Ihado n'uma chuna Jo suir, feehou a porta
dos phantastieos erros folhaa 107, tendo
d'ahi era dianto de 1er 31 paginas ou SG8
linhas sera enoontrar mai3 ura arguiiro, um
s, que pu loase faaer delle ura cavalteiro ;
entao nova direegao to nou o espirito do 8.
S. Fui urna infeliz resjlucao, corao o Ilus-
trado leitor vai ver.
Si at aqui, disse S. S. cora os seus bo-
lues, toi-me prociso inventar erros, decapi-
tar ou eliminar oragSes, e:nb -ra me pesas-
se sso na conseien -ii, ou si ti ve do ag.ir-
rar-rao a frageis soj>hismas ou a sabtUesas
rrails o primas d'aquellas do pode so en-
tender, por quo afinal me era pre.:iao pro-
var cora provas que havia erro nos erros
apontados, o mesmo niio acontece cora a
apreciagilo do methodo seguido pelo autor,
isto ,' a ordera na disposigro dos diversos
assurapt03 do que trata, por que si alli
eu consegu tudo b iralhar, nesta segunda
parto da mnha Critica Litteraria, -a a
preciagito do distribu./ilo da materia me
facillimo crear o cahos l
Assin que, encorajado por ter de tratar.
cora berdad-'*, de materia cuja ordem lhe
seria fcil inver'er, nOr e transpor a seu
gosto, por assim dizer j affeito ao paladar
do seu "Compralio, comega o Ilustre Sr.
Dr. Ayre3 Gama, em tora dogmtico, todo
ancho, j apoia lo pelos seus araaveis cal
legas Srs. Silva Fragoso e Franco do S,
a engazopar, desculpe-me o termo, o Con-
se?/to Litterario do seguiDte modo :
o Alera do erros apontados que sao gra-
ves o nao convm por forma alguma que
figurera em u n compon lio de pbysca,
scioncia boje tilo necessaria, que o seu es-
tillo faz parte de tidos 03 prograraraas de
ensno desde a escola primaria at os cur-
sos superiores, o livro, que escreveu o Sr.
Paula Barros, ros3ente-sc principalmente
da falta de methodo senlo completa dcs-
ordera na disposigao dos variados assiru-
ptos do que trata. Xi verdade o nmittin-
do 03 phenomenos e as invengocs mais es-
senoiaes, o quo raaiar interesse ou curiosi-
dade deve despertar as intclligencias n-
fautis, a que destinado, o compendio de
que se trata, parees ue, pelo contrario, s
procurou desenvolver as theorias menos ao
alcance da comprehensao de urna erianca
como sejain : o calculo das alturas pelo
quadrado do tcmp gasto na queda dos
corpos; (pagina 29 e 30); os quadroscom
pirativos da densilada cu peso especifico
dos corpos solidos e liguidos (pagina 48),
e o da graduagilo das temperaturas, obser-
vadas pelos aeronautas as differontcs ca-
rnadas atmo3phericas, (pagina GO) ; o va-
lor da cinco extensos documentos probato-
rios da prioridade da Fr. Bartholoraou de
Gasrao na invengilo dos aerstatos, cora
o quo sc o-cupou desdo a pagina 13'.) at
76 ; a theoria arada por ora parhdoxal da
direegao dosjraesraos aerstatos, que preen-
chera as paginas T8 at 82; os mappas
comparativos da temperatura media do nos-
so planeta era suas dift 'rentes latitu-
des (pagina 99), o do grao da tempo-
ratura do. fusilo do alguns corpos, (pagina
100.1, finalmente a influencia do estado es-
pheroidal ou globular da agua para o ro-
tardaraento da sua vaporisagao, (pagina
104).
E por ahi vae S. S. n'uraa colheita do
disparates encontrados, paraos quacs, dian-
to do Conselho Litterario, admirado da sa-
bedora de S. S., nao ha raaos a medir 1
E a mira, nao rae dado acorapanhal o,
palavra por palavra nessa carreira vertigi-
nosa do tanta erabrulhada, secdo-mo bas-
VARIEMBEK
:spi hasso.
Que cegos, (segundo o Sr. Dr. Ayres Ga-
ma) nilo s&o os mombros da conselho direc-
tor da lostrucgilo Publica da Corte, 03 de
nove Conselhos de Instruccao d igual nu-
mero de provincias, os membroa de tres
municipalidades e perto de sessenta colle-
gios quo tfim adoptado a Physiea pira
Leitura !
Era todas essas adopcSes figurara lentes
de Pliysea tie Academias, des imperaes
collegios de Pedro II (intrnate e extrna-
te), das Escol-i3 Normaos da nove provin-
cias e prolessores especiaos di diversos
collegios, formados nessa mater:a. Todos,
todos silo cegos e s quera v o Sr. Dr.
Ayres Gama 1
Os que aporovaram o raeu livro
MuiiBcios em Inglaterra
De urna inforraag3o do nosso cansul em
Liv-rpool extrahiraoa o seguinte curioso
periodo :
Para se avahar o alcance que tem aqui
os annuncioa om relacSo aos interesaes dos
ndustriaes quo usara d'esto meio eu larga
esc ua, coavra ter conhecraeuto da urna
proposta, q la se diz fra feita por ura fa-
bricante, cojos f.nnun ios se encontrara af-
fixados por toda a parto, c talvcz aquella
quo mais explora este meio de publicidade
ara toda a Inglaterra. Diz-se-qae elle pro-
pozera ao gov-rno iuglez, e este nilo ac-
coitou, fornecer ltic elle gratuitamente todas
as formulas irapressas destinadas cobranga
de todos os impostos era todo o Ii-dao Unido,
nolonias e mais dependencias da cora da
loglatorra, sendo-llie concedido inserir era
ura canto dos meamos irapraasoa o annuncio
dasaa fabrica. Ora a importancia d'esta
despeas, que o goveruo poupara em vr-
tude d'esta offertn, so tivesso sido acceita,
monta, segundo 03 orgamentos do Estado,
a lbs 500:000, isto so ai ente era rclagao ao
Reino Unido ; c, ao ajuntarraos a este al-
garismo a despeza feita as colonias o mais
dependencias, a soraraa qna o tal industria!
sc propunha fazer oreara por cerca de um
inilhao de libras esterlinas.
,uc sc comparo ato procediraento com
o que ae usa entre nos, onde, a parte raros
iadostriaes e commerciantes, raro que so
gaste por anno quantia superior a un3 ma-
gros tostos era annuneios o pbUoidade
------------oes3*i'-----------------
Nap*tc!ros celebres
Linneu, o creador da sciencia botnica,
foi aprendiz de sapateiro na Suecia.
Jos B radru, II, que raorreu ha poucos
annos era Lou Ires, foi sapateiro, cstudou
depois, c acabou por ser ura sabio.
David Pereiu, celebro professorde theo-
logia na Albraanha, foi aprendiz do sa-
pateiro.
Huans Lank, un dos poetas modernos
mais celsbres, era filho de ara sapateiro,
e exerceu o mesmo officio.
Benedicto Balduioo, um dos homens
raas sabios dj seculo XVI, foi sapateiro,
cono seu pai: eacreveu ura tratado sobre
o cagalo do3 antigos, e n s suas investi-
garles vai at AdSo e Eva, provando que
desda entao so usou calgado.
Koleroft, foi sapateiro, autor do varias
obras a critico distiucto.
GiFord, sapateiro, escriptor elegante do
presenta seculo.
Goofreld, sapateiro, foi
obr'.s rauito apreciadas.
Vink draam, sapateiro,
quario allomao.
John Draaet, sapateiro,
secretario da SocreJade do Antquarios do
Londres.
Fus, sapateiro, fuudou uraaseita notavel.
si gfrio Sherman, sapateiro, fui homem
da estado na America.
autor de varias
e celebre anti-
chegoa a ser
que appr
tara
Dcsdobrou a carta, corao havia desdo- tss horas e triota e d-ous minutos da ma-
brado a nota do banco e leu as seguintcs nh.
linhas, das quas alguraas j passaram pe- Durante o da tratare dos meus ne-
los olhos dos noasos leitores ar> comecar es- gocios o tornarei a tomar sera falta o ex-
ta historia, na est^go do caminho do ferro presso da noito que me conduzir a Pariz,
de Diion. onde devo chegar no dia 2 de Dazembro,
< Marselha, 2 de Dezeuibro de 1883.
Minha cara Cecilia. -Algrate.
1 O que tu consi leravas uraa illusilo,
transfur/nou se era b !la e boa realilade.
Ganhei o meu proeesso e ganhei-o era
todos os pontos. 9
a Ha oito dias o tribunal d'Argel, ju*
"ando cm ultima instan- ia, condemnou as
companhia3 quo tinhara segurado o mea
navio a pagar integralmente as soratnas
estipu adas as apolicea de seguros.
o Ora, o total Jcssas somrnaa attingera o
algari.smo de um nihao quinhentos e cin
co rata mil francos
Cecilia Bernicr interrompeu a leitura pa-
ra passar a mio p la testa.
Urna chamraa illuminou lha as pupillas,
mas depreasa ae extingui e a cara tornou-
sa cada vez mais sombra.
Cecilia prosigui :
Cora certeza, nao umi grande fortu-
na, inaa as difSeuldades ranomicn3 nao
existrao mais para nos, cara filha.
Por esse quarto mais que modesto, on-
de a tua belleza acabara bera depressa
por falta de ar o de sol, poder-to-hei dar
das cncan'adoras ahur s de Passy ura pi-
lacete no meio de un gran lo jardira cheio
de flores.
ic 2Suu:a taais entrars nera em mnibus
ne n em bond. Tesas o teu coup, quo te
levar -s lojas de modas e aoj theatros. .
Ters un carrinho puxado por doua pc-
quenos poneys, que tu raesma guiars.
Parece-ine j ver-to nssa nova vida
e o coragilo de pai palpita de alegra s
com este peusamento.
Guardo trezentos rail francos qu; tc-
nho na carteira o que logo quo cheguo nos
servirlo para coraugar a fazer face s pr-
m ira ; despezas de instalIagSo.
O milho e duzentos roil francos que
restara da soramo total acabara de ser de
positados por raim no raeu banqueiio de
Miraclha. Trago comraigo o recibo.
Sou obrigado a passar anda alguns
das era Marselha depois partirci para Pa-
riz, a:im de te dar o bem estar e o luxo
que t tu pr I'art rei de Marrclha, no dia 10, s
duas horas e quarenta minut03 da tardo,
para Dijon, onde oa meus negocios me
forgaiu a demorar. Chegarei a Dijon a
s sete horas c vinte c cinco minutos da
raanhil.
Voa, pois, poderte abrigar emfira
minha vontade, querida filha, e depoia do
cinco ruezes de ausencia. Vou ver os teus
graudcs olhos contemplarera-nio cora ter-
nura, vou ver os teus labios sorrirera para
rcim.
Qrnoas a Dcus, cm todas as mnhas
r.ttribulagCes, era todos os meus dssabores,
consegu salvar a honra Acabamos do re-
adquirir fortuna. Que nos falta mais ago-
ra ?
A sociedade, cora a qual fui forcado a
iatorrompor relacSes. nos tornar a abrir
as suas portas o tu brilhars cora o triplo
esplender da juventude, da belleza o da
tua reputacilo sen macula.
a Podes agora, deves mesmo aspirar a
um casament> que to tornar urna das
rainhas do Pariz.
o Provino-te que sou excessiramente arr-
bicioso para a minha querida filha. Quero
un genro, do qual me possa ensoberbe-
cer. um genro que fag de Cecilia Ber-
nier uraa encantadora conlessa ou p lo
menos uraa delicada baroneza.
Dentro era poucos das estar! perto de
ti e te abragarci corao ta amo, isto rail c
mil vezes. .. e mais rail aiuda.
Teu pai
J.\y.\ie EtoBHIBR. i
a A minha morada : Grande Hotel
Beausijuur caes da Fraternidade, cm Mir-
aelbs.
Post Scriptum. Per e.ta carta regis-
trada envite uraa nota de rail francos.
Avisa-rae da sua reccpgilo.
IX
Depois de haver -lelo at a ultima linha
a carca quo acabamos do reproduzir, Ce-
cilia deixou pender a cabega sob o peito.
Alguraas gotas do suor fro raolhavara
lhe a testa o as fontes.
Agarrn no lengo para limpar o rosto
paludo e ao qual a cor serabria dos cabel-
los tomar anda raas srprehendentemen-
te palli io.
Elle volta, murmarou ella cora voz
urda. Volta, e volta rico. Ah nilo cui-
d7a que a rosolugan daquello proeesso 'ro .
podesse ser 1S0 rpida. Idavia rae dito na
sua carta precedente que seria preciso an-
da mus de seis mezes para obter quo a sen-
tenca,lhe fosse inteiraraente favoravcl. Seis
mezes! I Isto dava-rae terapo para formar
ura partido qualquer. IVrmittia-nio dar
alguns passos. Emquanto que este vgres-
so boje ura raio I
Cecilia B-rnier ficou, durante alguns ins-
tantes, abanta em um profundo scisraar,
depois csntinuou
-- Falla rao dos seu3 projactos.. do3" cas.
seus desejos, das suas ambiges a raeu r-'a
peito. .. qu3r-me introduzir na grande so-
ciedade. pensa n'um grande casamen-
to. quer me dar ura marido titular.. .
ura marido t
Una espeeeie do rictus convulsivo fez
tremer os labios da moga ; passou lhe um
Ofllafrio pelo corpo o apertou a fronte en-
tre as suas raaos febris.
Eata volta espntame... raata-me,
contiuuou ella. Tulas as mnhas previso'u
ficam transtornadas... A ausencia de
raeu pai dava-m a lberJade. Que
ser de raiin agora ? Que lar. i ? A que
resolugo rao (levo apegar. Se meu pai
sabe, sua chegada, quo cu nilo tenho o
direito d*trazcr a cabega erguida... que
todo e qualquer casamento mo d'ora
avante impossivel, excepto ura, qual nao
S2r a sua ndiguagilo ? Para elle a honra
est adianto de tudo... No primeiro mo-
mento de colera capaz do mo matar.
Matarme repeli Cecilia, cujos dentes
ranoiara de temor. Mas eu nao quero raor-
rer Sou anda muito moga para inorrt r !
Nao quero deixar este inundo sera tar go-
zado aquella fortuna que meu pai traz.. .
desse luxo que ella rao prometto e r.o qual
aspiro desle muito tempo... -Ura inilhao
e quinhentos mil francos I Ha ahi o ne-
ocasario para me dar todos csses bellos so
nhos que evoquei para esquecer a realida-
de nua c fra. o acordar desse so
nho, morrer I !
t Ah I maldito seja esse amor nsensato;
que niio era no fundo, bem vejo, senlo ura
capricho. senao urna pliantasia I
Maldita soja a minha fraqueza, ou m-
'es a minha loucura
Maldito seja o homem que me possuio e
que me tornou mili I Ah esse hornero,
que cujulgue amar, que odio rae inspira
hoje Se cu o pod<:s80 esmagar I
De novo Cecilia ficou absorta.
Oa olhos tornaram 8e-Jho desvairados. A
febre que lhe quslraava o sangue das veas,
parec-u provocirlhe ura repentino deli-
bera forara reprovados por S. S. com as
espheras pretas dos seus dous collegas !
Toda a imprensa do p .iz, (como o pro-
va o folheto junto ao livro de leitura) lou-
vuu esse modos:o trabalho, s a i1 seego
do Conselho Litterario de Pernarabuco co-
briu-o de bald*. I !
O rainiaterio do imperio preraiou-o ; o
Jury Pedaggico preraiou-o ; mas do qu
valora todas essas distnegues, todus esses
juizos do prolessores eininontes que sao
glorias da patria, como o grande chiraico
Dr. Doraingjs Jos Freiie, de quera recebi
muit03 parabens ; de que valcra todas essas
distinegocs diante dojulgamrato da sabedo-
ra do Sr. Dr. Ayres de Albuquerqui Ga-
ma !
(Continuar se-ha)
Os labios raoviam se-l!ie, phrases sen
nexo so dtsprendiam delles entre as quaes
se poderiam distinguir estas :
Dez dias 1 Em dez dias estar aqui.
E' neceasario qua antes desses dez dias a
prova de minha deshonra tenha desappare-
cido. Brgida eme dedicada... Confiar-
lhe hei o raeu segredo... n3o capaz de
me trahir. Auxiliar -mola. Auxilia,
mas nao poder oceular a rainha falta.
Ella nao lhe pode esconder as consequen-
Mas de
rae pres-l
A quera me hei de dirigir ?
Bera aei quo posso ser salva,
quem mo vira a sa'vagiio. Qacm
tara o seu auxilio ?
Um moiico ra'o recusara... talvez mes-
mo qua rao denunciasse. e al 11 disao eu
nunca ousaria dirigirme a ura medico.
Certis muflieres, bem o sei, fazera pro
fiaailo por dinheiro, de tirar de difiaculda
dea as infelizes loucas que, corao eu, nao
souberara resistir. Quando sc sabe de
casa dellas, nao restara mais vestigios de
um momento de erro.
E' uraa dessas muflieres que eu rei pro-
curar. ..
Aqui no lairro ha uraa. Ouvi Brgida
fallar nella em meias palavras, raas eu bem
a comprchend'.
Irei procrala. O dinheiro que recebi
esta tnanha da meu pai, servir para a pa-
gar.
- Eraqii; n'o a cjle, acerescentou Cecilia,
cora voz sibilante pela colera e pelo olio,
emqnanto a elle, causa da minha desgraga
o a quera tive a estupidez de confassar o
meu estado, -dir lhehei que rae tinha en
ganado. Quer me acredite., quer nao, pou
co rae importa. E' preciso que tudo fique
acabado" entre nos. Adatar de hoje j
nilo o conhego. Tornar a velo, seria cora-
proraetter me, e isso quo nao conven.
Dentro era dez das meu pai volta....
Quero que nesses dez dias tquem apaga-
dos todos 03 tragos do un passado que
nunca mais 'enaseera
Cacuja dobrou a carta, collocou entro as
dobr s do papei a nota de ral francos que
tinha recebi lo, introduzio a carta no en-
veloppe o poz esta era cima da raesinha de
eabacira.
Era seguida tocou a carapannha, cha-
mando Brgida.
A criada veio logo.
- A menina tara preeisaa de mim ? per-
guntou ella.
Sira, minha boa Brgida.
Quacs silo as suas orden?, minha me-
nina ?
O coiumcreio francez cm 18S5
A direegao geral das alfandegaa publicoa
a sua estatistca respectiva ao anno lindo,
la qual extraarnos os esclarecimentos
seguintcs:
As importado es el-evarara se a 4.01G rai-
lhes de francos, e as exportagues a fran-
cos 3.ix.").n;)i.00), menos 1.030.S4G.OOO
francos que aquellas.
Este3 nmeros, comparados cora 03 de
1884, d.ao ama diminuigao na iraportagSo,
il- 827 railhoes, a na exportaglo de 47
lilhoes.
Aquella dillarenga na iraportagao pro-
vra da uraa consideravel diminuigao na
iraportagao dos genero3 alimenticios.
Este syraptoraa nao todava, des-
animador, porque, dado o augmento, que,
corao sabido, houve ni populagao, signi-
fica, do preferencia, que a Franca vai en-
contrando no sob recursos para a sua
sustentagao.
- Pegote que nos faga almogar mais
cedo quo de costtirao... -Quero sahir...
tenho voltas a dar.
- A que horas quer a menina que es-
teja o alraogo prorapto ?
Entre as dez e dez e meia.
No ha nada raas fcil.
Vou-mo levantar e vestir.
A menina recebeu noticias do Sr.
Bcrnier ?
Recebi e boa3 noticias
O senhor volta ?
Daqui a uns des dias estar aqui...
Fallaremos disso logo... Tenho que te di-
zer cousas.. cous. s que estavas bera lon-
go de esparar. fallaremos seriamente...
Mas o essencial esta raauhil apressares
o alraogo.
J vou tratar delle, menina.
E Brgida sabio logo do quarto de cama
para obedecer sua joven ama.
Cecilia levantou se e, do seu
vestido ( superttuo dizer que estav.a mal
fornecido) esoolheu o vestido mais escuro.
Est' va completamente vestida, miando
s dez horas e ura quarto, Brgida veio
avisal-a de quo a esperava o alraogo.
A moga nao ficou mesa raas de meia
hora.
A'a onza horas menos ura quarto, puz
uraa capa o um chapeo, cujo veo espesso
puxou para o rost, calgou lavas, poz a
carta do pai n'uraa pequea agenda que
introduzio no regalo o sahio do quarto o de-
pois da casa
Urna vf z na ra, subi a ra das E'amas
corao sc quizesse ir ; avenida de Clichy.
Depois de ter dalo alguns passo pa-
rou o entrou u'ura grande armazero de
mantinv'nto, onde Brgida tinha habito de
ao fornecer c ende conheeiam a ella pro-
pria.
A dona da casa estava sentada perto do
bul-So.
Cecilia sc dirigi para ella. Foi recela-
da com um sorrim coraraercial e por esta
pergunta :
Que manda menina ?
Minha senhora, poderia me Irocar
urna* nota de rail francos?
Com todo o gosto, menina Bernier,
porra era notas de com francos. Nesa oc-
casiao nao tenho ouro.
As notas do cera francos serve n-rae
r>erfitamcnt(.
{Continonr-seh a)
Typ do Diario, ra Duqua ds Caxiaa n. 42.
guard-




Full Text
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