Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19230


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Full Text
Ill

P.%Ri .4 CAPITAL E LUGARES 0\!>K tf.1 SE PAGA PORTE
Por ii-es znescs aditntados ...
Por 8sis ditos idem %
PJr am enao iden .....
Cada, numero avuluo, o meg di.
6,5000
12#000
23*000
0100
TBBfJi-FEfiA J M MAp D2
PA1A DENTRO E FR 1 DI PROVINCIA
*
Por ms meiea adiaotadof............... 13&00
Por novo ditos dem.................
Por um anno idetn .*'''."......... ^7^000
Cada numero avulao, de das juitcriores........... 100

proprii>ai>* to Mmo Jtftitoa t>t Jara & iilljos
.

L- -J
TELEGRAMAS
SERVlGfl PAKTICUL&H DO DiRID
RIO DE JANEIRO; 5 de Marco, a 5
Loros e 10 minutos da tarde (pela linba
terreelre.)
m vista do inqacrito feito pela polica
sobro a pnb.\o e rao trato dado ao capi-
to-tenento Leite Lobo, e do desrespoito
do alteres comonandante do poato da po-
lica, em que foi recolbido csse capillo-
tenante, cooronel Beaurepaire, foi o roes-
mo alferes demittido do respectivo posto,
indapenienteraente de qualquer oatra peoa
eui que tenba incorrido.
A cidado est ando puliciada pelo exer-

.eolliida
ao respecti-


cito-
A policia acha-se rec
vo quartel.
Nao obstante, tera se reproduzco os dis-
turbios as ras, e os asaaltos i algumaa
MU{8es policiaes.
Hoje, foi ass.ltada a estadio policial de
Botafog-, t-or.atando que csse assalto foi
dado por pravas do batalbo de engenhei-
roe.
Diz-se quo nease asslto houre ferimec-
tos graves c at duas mortes.
Reina inquietadlo na populacho.
-------


SEBYICO O AGENCIA HAVAS -
(Servico directo)
SAN REMO, 3 de Marco.
O principo GuilhTme, ebegado aqui
boje, quera faser voltar sera demora o
Kronprioz, sen pai, para Berlim.
A prioceza imperial recnsoa acceder ao
pedido de seu iuo. .
' Asoevera-se que o principe Guilberme
formulen este pedido instancias do prin-
cipe de Bisraarck.
TORIiO, 3 de Marco.
m eonsequencia de teram cabido al-
gumas massas do neves (aralaucbes) em
diverses lugares do Pieroonte, ha um gran-
de numero do victimas alm de muitos pre-
juiaos materiacs.
cansa que j desde a secuto XIII ebrinha ella vi-
iveit progressoe, e dava naacimento pouco tempo
depois a am especie da literatura.
Hrilh antas do todos VJIIeehsrdoiiiQ na prosa,
do C(>mpanhiu cotn os poetas de romances rimados ;
logo depois Joinville compinheiro e historiador de
S. Luis s Cruatiae, do secuto XIV, e por fina
Froisssrt dhs cbronic.e, tm qusnto umanavem de
poetas triohm cnticos mais ou menos apreeiaveis
porque a lingua vulgar era JA empregsda oficial-
mente, e a latina se reducir aos actos da igrija
e s ebras de controversia e doutrina cannicas e
theolcgicas.
Mesmo cm Inglaterra a lingua anp'o saxonlea
modificada polo Normanda conquistadur, que fal-
lava o wallon, logo que p-.b re Eduardo III. foi
mandada esorever e servir oficialcente, princi-
pios a sur cultivada litterariaincnte, e nos flus da
scoulo XIII j am poeta de merecan uto, Cbaucer,
o uuiro* nuti res de smenos nota, escreveram poe-
mas e satyraa, precedendo usuim estas litleraria-
neote i portogueza, como j a todas preceder a
Ctala com seus trova orea e coin a ebroaica de
Montander, que am monumento curioeo.
Mui'o se undiaaUra, todava, furtugal, porqac
creara c eusteniava a sua naciooalidadc, defen-
dendo-a com energa contra Castella, cada ves
mais poderosa. A pos a tomada de Toledo por Af-
fonso VI, ao findaro scalo XI, eis qie S. Fernan-
do, XIII, no de commum accordo com seu visiobo,
o rei de Arago, aportaran) por tal forma os ara-
bes c moriros que os reducirn) aos pequeos ter-
ritorios de Granada e Malaga. O Arago apoie-
rara se do Valonea, Murcia e Ibas Baleares, e de-
poie dominara igaaawDtc. em aples e Sicilia,
tornando oa catales na navegacio e commercio
rivaes loa vecciianos e genoveasea.
Castcllacurvou e subm< ttcua Extremadura, Jaeu,
Sevilla, Cadix, e Cor do va, recuperando para oa
Godos trras de um val-t immenso, e coagindo o
reino granadino, nico que reata va aos rabes, a
considrrar-se feudatario, rcpellidos para Fea, Mar -
roces a se lo da frica os sarracenos e raonros, que
de l sabidos, tantos si culos antes, baviam asal-
tado e subjngados d pennsula Ibrica. Nao al-
caucara igualmente bastante o reinle Portogal
dorante os seclos XII, XIII e XIV ecb 0 domi
nio dos onse soberanos da casa de Borgonba ? A
cuata doemoiros, Portugal, Castella e Arago se cs-
tcoderam e locupletaram em solo, populacio e ri-
qneaa, ao mesmo teospo quasi, seguindo todos o
mesmo nobre exemplo, e iuspirando-sa no senti-
mento da f catbolica, e no odto de raca, que so-
parava christoi de raussuljianos.
III
A nsorte de D. Fernando em 1384, ameacoa sab
mergir Portugal na Hnarcba, ou ex'ingair-lhe a
nacionadae do que goaava, e que se nio poda
considerar integramente solidificada diante do rei-
no do Castella que se accresceatava cada ves mais
em importancia e poder. D. Fernando fora cata-
do com ama bcspanbola, L:onor TVlle. Uoia-
filba resultara do matrimonio, e esta fora casada
com El Rei de Castella, Jco I.
Os portugueses odiavam a rainha, attribuiam-
Ibe crimes hediondos e propagsram que a filha
nio pertencia a D. Fernando.
Apenas deseen ao tmalo o rei partagaox, a
rainba tomou conta do gorerno do reino, que s
veaea djsii peitencer-lbo directaaeote, e ora se
proclamava apeuas regente em nome da filhi au-
sante e rainba de Castella.
OsDortnguesea dividiram-se em bindos, a maior
srte'da nobresa o clero em fi
Augustu, Julio Mauricio F.Tns, Adelioo KchO
4jelista dos Saatoi e Jos Casvmiro, por embria-
gue e disturbios.
A' crdern da do distric.to, Oonealo- da Cra
.Pinheiro, ciato indiciado em cr.me de difl raroen
parte'da nobreza e clero em favor da raiuba o
pvtu em gerar esrrtra CasWKt.
A nao se querer a raioha de Castella por sobe-
rana de Portugal, queso se elevara ao tbrono de
Alfonso Henriques ?
Doaa rmio restavam a O. Fernando, ambos
nataraes, fi.hos de D. Pedro e da famosa Ignta de
Castro. Ambos acbavam-se ausentes de Portugal.
Alm destes duas filbos iilegitimos, um terceiro
bastardo deixara aiada D. Pedro, o infante 1). Joia
devido a saas relaces Ilcitas com urna mulber do
pove, Theresa Lourenco, e conhecido pelo titulo
de Mcstrc de Avia Era um j. ven agradavel, cor-
tesSo, popular, estimado gerslmente.
tCmfma)


.;
SAN REMO, 5 de Margo.
O prineife bereiro da AUemanha a-ba-
se ligeiramen'.e melhor.
O Dr. Matkeazie de opioiio que Sua
Alteza anda pode existir fres mezes.
(Servioo pela vis Norte-Amerioa)
LONDRES, 3 de marco.
Lord Saliabury declarou que a Ingla-
terra est resolvida a repallir a eleiySo do
principe Miogrelio como principe da Bul-
ge ra.
ROMA, 3 de Mar5o.
A^abam de ser rompidas as negociares
entre a Russia e o Vaticano,"que tiubam sido
entaboladas p%ra oexercicio do ctdto catbo-
lico no imperio moscovita e para noraeayao
des bispos.
As exigencias do goverao do Czar nSo
permittiram que fossem adianto estas ne-
gcciajues.
SAN REMO, 3 de Margo.
Os mdicos recusam foraecer biletim de
informaclo da sale do Kronprins.
Receta se que o estado do principe se
ter.ha aggravado consideravelmeate.
' %
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
4 de Margo de 1888.
Repartlco da Pelleta relagOcs que ainda encontrou dos cus tenipos
2 seceso.-N. 18?.Secretaria de Pe de estudunle.
licia de Pernambuco, em 5 de Marco de (nautas vezes,. longo d'aqui, sctis amigos Ihc
1888 111 m. e Exm. Sr.Participo a V.' ouvinim a ma'nifesiafao dos desejos mais ardea-
Exc quo foram recolhidos Casa de De1 ,cg jc rever esta ciaa-le orno sun alma Iras-
tencao os seguint. s individuos : hVdou de jubilo no dia em que ogoverno im-
A'ordem do subdelegado da freguezia do Recifc.Tpo'ial conou a adrmnistracco d'esta provincia
Antonio Tbomas do Olivelraj Manoel Geral.to el a sua experiencia e aos scus tlenlos!
W'Anna. Verissimo do Espirito Santo JO'y-pl"! Quem sabe? Eque talvez aquello espirito su-
da Cos:a Monteiro, Aut,nio Arat, Antoiio Oy|-a ,
oeiro, Manoel da Rosa, Autonlo Gabriel da Cosw.ipertor, antevendo, depois d'esta vida, vula.uic-
Joio Ribeiro. Joaquim AU-es do Araujo, Praacis-^y^ sc rejubilava io aproximar-se do termo
rS. 2C dSio.X.i;SSi em-que devia despr^nder-se da malera em bus-
ral pubci. d-siiprcma Eclicldade.
D M. onalde Joha AsJuce a r^qnerimento d, ^ cffPC,ivarneiiie nVsla cidade que 0 Dr. Ma-
onsul ingles. r\ ,,, ,
A' ordem da io 1 diatricto de 8. Ja^, Joseph^-. -4.uplirasio nicio. cm I8b8, seus cstudos
to.
No dia 4 :
A' ordrm do sublegado da freguesii de Santo
Antcnio, Manoel Andr Pereira da Silva, por em-
briagues e disturbios.
A' ordtm do do 1 districto de 8 J s, Jos Au-
gusto Cavalcaute,conhecido por Jos Pechi'a. Mi-
nee! Francisco da Costa, Cypriaui Bapt3ta Caval-
cante e Paulino Alves da siivn, por embriagues c
disturbios.
A'ordem do do 2o districto, Alvaio Archanjo
Conrado de Mello e Antonio Julio Ribeiro, por,
disturbios.
A' ordem do de Apipucos, Jos Lourenco Cavsl-
cante, indiciado em crime de furto de cavallos.
Plodelegado do tormo de 8. Loarenco da Mat-
ta, forsm remanidas a esta Repartico 12 facas de
ponta tomadas a desordeiroa.
Durante o mts da Peveriro prximo fiado, fj*
rain remettidos por esta Repartico, para oH'spi-.
tal Pedro II, 31 desvalidos, para o da Santa Agai
da, Id para o A17I0 de Meadicidade, 12, e com
destino a Escola ae Apreadises Manaheircs 5 me-
nores abandonados
O Dr. delegado di 1* districto da capital
participcu me que no dia 2 do correte, 1 huta
da taris e no lagar B do 1* distric'o de Afo-
gados, Lenidas Mara di Espirito-Santo, por rao
tvoi de ciuinj. ferio om um tacada o braco ea-
qaerdo de Miria de tal, cvadindo se logo apa o
crime.
O subdelegado respectivo tomou conbecimeoto
do facto, fes transportar a otf andida psr o hospi-
tal Pedro II, e abril o competente m juerito po-
licial.
lioatem, s 9 horas da noite, na ru. da
MoeJa, da freguezia do Recife, Faustino Miguel
doa Aujos, de cor preta, carroceiro e oonbeeioo
torbu.eato, toi terido com urna facada na peito es-
qaerda por um individuo que se evadi.
Faustino dep.ua da ferido correa para o caes da
Cimpanhia Pcraambocaaa e abi cabio morto.
Condnsido o cataver para a igreja da Madre de
Deas foi vietoriado pela Dr. Jos Joaquim d
Basan, que deolarou ter o instrumento homicida pe-
netrado no ". jrac-o.
O respectivo subdelegado tomou coubeeimentp
superioas, na Faculdadc de Direiloi da qual se
ausenlou. depois de cursados os tres primeiros
annos, para ir formar-se om S. Paulo, deixando
de sua conducta e de seu talento a'raelhor copia,
e conquistando mujlos amigos.
To bem formado era o seu grande coraefio c
ao aberla a sua alma aos mais brandos e uilho-
ros seulimentos, que nunca esqueccu esta-eida-
dc, e, nsua vida publica, nunca enconlrou no
caminho um collega, um antigo companbeiro de
estudos, fosse qual fosse a difTerenga de posi-
CPes, fosse qnul fosse a divergencia de crciigas,
que seus bragos se nao abrissem para recebel-o
cora as mais expansivas demonslraccoes de pra-
wv e cora o mais amistoso acolhimento.
E' por isso que o Dr. Manoel Euphrasio leve,
em sua Ierra nalal, aqui e por toda a parle, um
grande circulo de amigos que o presavam com
Binceridade e sc honravam com sua amisado.
formado na Faculdadc de Direito de S. Paulo
em 1862. com 23 anuos de idade, voltou A ci-
dade de Paranagu, sua ierra natal, ondeas luc-
tas polticas o alraluran c desaliaram-llie a acti
vidade c os recursos de seu talento. As cner-
das o a Icnacidade de seu carador o flzeram
alvo dos odios o das pcrseguises dos adversa-
rios. Para conjurar os perigos a que se vio ex-
posto, leve necessidade de aparlar-se do tliealro
onde fez suas primeiras armas, voltando mais
tarde, quando urna mudanca de situago poltica
Ihc offereceu garantas do seguranca; dedicn-
dole ento, alera da poltica que nao abando-
nou, prolisso de advogado, que exerceu com
a maior dislinccao.
Espirito culto, advogado convencido e enthu-
siasla de urna crenga poltica, vio no jornalismo
a arena larga em que seu talento poda empe-
tnbar-se em lucias nobres e,renhida3 e ganhar
do facto e das diligencias procedida a *i *[,* brilliwtei; atirott.e a elle decidida e
paH waat -ser *-*tu> do ena= Haliodjfi^ Uvy TBj^g "^ -
PARTE 0FFI4L
Hlal(erl da 4uti?a
A' presidencia da piviocia do Para expedio o
Ministerio da Agricultura, em data de ante bon-
tem, o seguate viso:
Illso. e xm. Sr.Com o sea offieio de 7 deste
mea foram me presentes os mappas relatiros pi-
pulaco escrava e aos libertos arrolados nessa pro-
vincia, c examinados os meamos mappas, foram
considerados em forma regular e de accordo com
as prescripces do regulao,ento de 11 de Novem-
bro de 1885 na parte referente esUtistica da
nova matiicala.
Aguardo a remessa dos dad 8 complementa-
res a respeito dos qnaes providencie! -pela circu-
lar de 10 de Desembro, certo de que V. Exc. nao
faltar com aquella remessa no praao que tx- i,
tendo em atteocio a prxima reuno da Aasem-
bia Ge ral, qual destja dar conta exacta doa
algarismos da poputacSo escrava at Dexembro ul-
timo, s
Deas guarde a V. Exc.Rodrigo da Silva.
A' presidencia da provincia de 8ergipe :
lllm. e Exm. 8r.Recebi com o sea offieio de
10 do correte o mappa demonetratiro dos bitos
oeeorridvB na popalacio escrava dessa provincia
bem como das alforrias concedidas, a titulo con-
dicional oa incondicional, entre as datas de 30 de
Marco e 31 Deaembro, e por eate modo tica ple-
namente satisfeita a exigencia do meu aviso-eir-
cular de 10 de Deaembro.Deas guarde a V. Exc.
Rodrigo da Silva.
imperial marioheiro do patacho Ouararapt*.
Deus'guarde a V. Exc.ttin. o Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chete de polica, Francisco Domin
guet Ribeiro Vianna.
Thesoura Pro vi acial
despachos do dia 5 de makco
de 1888
Manoel Falca i de Meneies. Informe o Sr. Dr.
adminisirador da Recebedoria Provincial.
M nervina Francisca de Soma e Lanrindo Mar
qaes de Soasa.Pague-se.
Dioga Augusto dos Res. Satisfaca a xigeo
cia da coatadoria.
Prxedes d* Silva Goamo, Jua Joaquim de
Vasciocellos, Uirsscs C'tombo Simes e director
geral das, Obraa Poblicas. Iaforme o Sr. conta
aor.
Jos Candido de Moraes.Entregoe-sc a qusn
tia em deposito.
UlAKI fi PERMfanCb
fflSTHDCyiO POPOLiE
KCZ.81IDSS. imU G
LIIIESA17SA
DE
1'ORTliiU E BBAZIL
PELO -
C:uflheiro JoJo Manoel Pereira da Silva
ii
(Coa ac O)
A aapremscia de idioma Wallon sobre o proen-
oal, a anidase qoe oa reia de Franc t prestam
lingaa valgar, e qoe a igualmente fallada pelos
nrrmaiidos, coaquisUdore de Ingliterra foraas
Hiniaterio da Guerra
Foram tranttsridos para o 1 batalhio de arti-
Ibana o 2 o tsritate do 2. batalbo da mesma ar-
ma Domiogoa Jeanino de Albnqoerqae Jnior ;
para o i." batalbo de infantaria o 2.a cadete do
IOS Tibnrcio Marinbo do Reg Barrete; e para
o 4.* da mesma arma, o 2.a cadete do 7 batalbo
da mesma arma Henriqoe Carlos Ferreira.
Goverao la provincia
DESPACHOS DA PKEIDBMClA DO DIA 3 DE
MASCO DE 18o8
Abaixo assignado de operarios militares do Ar-
senal de Gaerra Deferido c-.m offieio de huje
ao director do Arsenal de Gaerra.
Antonio de Maneses Cysneiro Bandeira de Mel-
lo. Remettido junta medica provincial a quem
o enpplicante se apresentar para ser inspeccio-
nado.
Anua Zeferina Peixo'.o de Soasa Camargo.In-
forme o Rvd. 8r. regador do Gvmnasio Pernambu-
cano.
Basilio Lu x da Silva.Sim, pagando as come-
donas.
Julio Cesar Alves Piaeotel.Remettido ao Rvd
Sr. regador do Gyauasio Peroambucam para at-
teoder nos termes de sua informaco.
Msnoel Jos de Paiva Pinto. Concedo trnta
das, o- que declaro ao Thesoaro Provincial.
Manoel Jocelino de Soasa.Reqneira pelos ca-
naca eompeieotes.
Rajmoodo de Luna Freir. Remettido ao vice-
prevedor da Santa Casa de Misericordia do R-cifp
para prestar ao pedido a censideraeia qqt mere-
cer.
Secretara da Presidencia de Pernam-
buco, 5 de Marco de 1888.
Pelo portejro,
Arthur Machado Frtirt P. da Suva.
KB.U1KE, t ti MARCO UE IfjSS
Dr. Manoel JEuphrasio 4'orrcia
Realizaram-sc hontera na igreja matriz da
Boa Vista as exequias solemnes que, por alma
do liuado presidente desta provincia Dr. Manoel
Euphrasio Corroa, mandarara celebrar seus
amigos e correligionarios.
Mais de um mez j passado, depois do
infausto aconteciisento que delerminou essa tris-
te e sentida manifestarao do partido conserva-
dor, e anda este maulera viva a dolorosa ini-!
presso que experiraeutou ao ser-lhe dos bra-
cos arrancado pela mortc tao distincto correli-
gionario; anda todos se entristecem ao con-
templar urna sepultura fresca, juncada de lou-
ros murchos, as trovas da qual se sumi, na
pujanca da idade e do talento, urna preciosa
existencia ainda sangram de saudades os cora-
Goes dos amigos...
Como i cruel a lei fatal que impelle o braco
emmagrecido da virgem paluda dos tmulos,
essa ceifeira implacavel c fra cuja misso terri-
vel percorrer os campos da vida, deixando os
caminbos por onde passa juncados de folbas-c-
nidas e flores murenas !...
A essa pavorosa viajante, a essa inflexivel
cobradora do mais pesado dos impostes acaba
o partido conservador de pagar mais urna vez
doloroso tributo com a raorte do seu presado
confrade, o Dr. Manoel Euphrasie Correia \,.s
Mais urna cruz se levanta no meio da floresla
de muitas outras, que nos arraiaes conservado-
res attestam o repouso eterno de valentes lac-
tadores...
Capricho do destino, ou itinerario tracado
pelo dedo da Providencia, o Dr. Manoel Eu-
phrasio veio exalar o ultimo suspiro na trra
que maistimou depois daquella que foi-the ber
t;o, neata cidade onde iniciou seus estudos supe-
riores, da qual, longe d'ella, nao se esquecia as
palestras intimas com os amigos, e qual, depois
corajosamente, e dentro em pouco, sea partido
devia-lhe os mais assignalados servicos na im-
prensa e seu nome se'destacava laureado entre
os dos jornal islas de .sua Ierra.
Assim, pelo proprio esforco, e com a mais
louvavel constancia, foi conquistando, pouco a
pouco, palmo a palmo, a conlianca dos amigos,
e, em breve, moco ainda para posto lo el vado e
honroso, era no seu torro natal o chefe do seu
partido.
Para os que sabem dar o verdadeiro valop
semelhante conquista; para os que comprhen-
dem quanta lealdade e quanlos sacrificios sao
necesarios para que alguem se imponha natu-
ralmente como chefe de um partido; para os
que nAo confundem, nem collocam no mesmo
nivel,.os chefes que assim se fazem e os que s
vezes surgera, levantados por conveniencias e
convencoes, supporlados pela disciplina e manti-
dos pelo habito, podem bem ajuizar dos grande?
merecimelos do Dr. Manoel Euphrasio pelo
facto honroso e altamente eloquenlc de ler con-
quistado legitima e merecidamente o primeiro
logar entre os amigos policos de sua provincia.
Depois de ter atlingido do modo o mais hon-
roso a tao invejavel posico, continuando a pres-
tar bons servicos sua provincia e ao seu par-
tido na assembla provincial, e tendo exercido
com vanlagem para sua reputatjo o cargo de
chefe de policia de Santa Calharina, foi eleito
em 1872 depulado Assembla Geral.
A quem tinba lo boas disposieocs para sa-
liehtar se na vida publica, abria-se eto estra
da mais larga, Iheatro maior e mais apropriado;
e o Dr. Manoel Euphrasio, entrando no parla-
mento, nao desmenlio o conceilo que d'elle fa-
ziam, nao illudio as esperancas que n'elle depo-
silavam os que Ihe conhecam as aptidfies. '
Altivo, independente e escravo de suas opi-
nioes, quando se tratava destaa, nao transiga,
nem coraos correligionarios.
Os que tivcram a fortuna de tel-o por compa-
nheiro, quando elle estrou-se na carreira par-
lainonlar, devem recordarse da deciso, cora-
gem e independencia com que, novo anda, com
urna repuiacao por fazer, arcando com os ris
eos que corre 'aquella que aventura os primeiros
pasaos as iutas parlamentares, apenas confor-
tado pela consciencia do dever e pela firmeza
inabalavel das proprias opiniOes, manifestou-se
em opposigao a um ministerio de seu partido
cheio de prestigio c de forca. um dos ministerios
mais notaveis que, tem tido este paiz, o 7 de
Marfo.
O/ador fluente e correcto ; argumentador l-
gico e vaiente; pausado e methftdico na expo
sifio de suas ideias, erabora sera apuros e tor-
neras na phrase; dizendo o que tinba por ver
ade, dura que esta fosse, sem rebuco e sem
veos; mais intransigente se revelando, quanto
mais poderoso o adversario que combata; o
joven representante do Paran, logo as primei
ras refregas em que se o^penhou, lirmou para si
lo enorme de Rio Bi-auco nao o apavoroa; e
ao contrario, por isso rajsrao que este era o
maior, o mais notavel, o main temivel dos ad-
versarios, o joven depulado opposiciomsta nao
Ihe deu Ireguas, era latigou a imaginago'
pedindo-llie phrases amenas que suavisassem
a severidade dos ataques.
E' d'ahi que vem, a rcsix-ilo d'elle, o segra-
le conceilo do immorlal estadista brazleiro :
bastante agreste o tal depulado, mas tem maitu
talento !
Corao honroso ser se assim censurado e
elogiado, ao mesmo tempo por lo eminente jul-
gador!
Os que conhocera a histeria de gabinete de
7 de Marco, os diversos incidentes dossa lucia
homrica em que o grande ministerio e .seus
amigos andaranr empcnliados cora urna respei-
lavel opposigo, notavel pelo numero e pelo ta-
lento, nao ignoram quo os dous representantes
do Paran, Dr. Manoel Francisco Correia, hoje
senador do imperio, e Dr. Manoel Euphrasio
Correia, prenles prximos e amigos ntimos,
militaram em campos opposlos.
O Dr. Manoel Euphrasio, escravo so do sua
propria opinio, impoz silencio aos seus sen-
limcntos de hornera particular, para sor polti-
co com toda a liberdade; c conlra o do seu
prenle, seu amigo, mais adiantadq em idade
e na vida publica do quo elle, oppoz o seu vo-
to com teda a deciso o isenco de animo:
Em urna eleico para paesidenlc da cmara,
em que era "candidato por parte do governo o
depulado Dr. Manoel Francisco Concia, o Dr.
Manoel Euphrasio voiou no candidato da oppo->
siijo.
Mesmo, quando teve occasio de acompanliar
ministerios, mais de urna vez divergi das
materias que o sustenlavam.
Do respeito que Ihe mereciam suas opinies,
do quanto era intransigente, quando as quera
raanter firmes, deu mais de urna prova as ve-
rificaces de poderos cm que tomou parte, quer
no dominio de seus; adversarios, quer no domi-
nios de seus amigos.
Ha ainda um trago que de seu nobre carc-
ter deixou. na passagem pelo parlamento, o
Dr. Manoel Euphrasio, c que nao queremos
dejxar em esquecimenlo.
No nosso parlamente, infelizmente, como no
parlamento de quasi todos os paizes, algumas
vezes, palavras e phrases, escapadas sem a
precisa reflexo, no ardor da discusso, na ef-
ferwacenciada nietas, tem occasionado scenas
vivas e agitadas, porque teera determinado a
offfcnsa e o ressentimento d'aquelles contra quem
sao dirigidos. .....
Pois bem, mais de urna vez, dado o fado o
presente o Dr. Manoel Euphrasio, todos o viram
de pe\ indignado, imponente, ao lado do ofTen-
dido, protestando contra a offensa.
Aquelle grande coraco. aquella alma fran-
ca e nobre, qne eram capazes das maiores cx-
pancOes, que chegavam at a franquezas qua-
si rudos, nunca tivoram offensas para quera
quer que fosse, e, por isso mesmo, se revolta-
vam contra as offensas de que eram lestemu-
nhas. Seu amigo, seu companbeiro nunca li-
cou s, quando offendido em sua presenga,
0 minisle/io actual, que conhecia os mere-
cimentos do r. Manoel Euphrasio, e soube
aquilatar o seu valor moral, tinha o escollado
para presidente da provincia do Para, ao fln-
dar-se a ultima s?sso do parlamento- Antes,
porem, de sua partida, tendo pedido demis-
so o ento presidente dcsla provincia, Dr.
Pedro Vicente de AzcveJo, foi o Dr. Manoel Eu-
phrasio consultado e por lira, a 54 de Outubro
do anuo lindo, Momeado para subsliluil-0
E' que seus das estavam contados, eo seu
destino tinha designado esta cidade, que elle
tanto amou, como o termo de sua perigrinago
neste mundo.
O partido conservador desta provincia aca-
bava de soffrer um doloroso revez, acabara de
passar por urna dura provago com a nao ree-
loigo de um ministro da corda, correligiona-
rio distincto c pernambucano illuslre.
As paixss polticas e o atordoamento dos
primeiros momentos nao deixaram ver bem
claro os motivos c os elementos que deter-
minaran! o extraordinario facto; e a imagi
nago dos partidarios e dos commentadores,
que tanto mais irnquieta e frtil se mostra
quanto mais sorprendente o acontecimento
de que se oceupa, comegou a imaginar intui-
tos de represalia por parte do governo geral
e divergencias no seio do partido conservador
desta prorincia.
Foi debaixo- dessas imprasses que, no dia
6 de Novembro altirao, pz p nesta cidade o
i ir. Manoel r.uphrasio, e assuraio a adminis-
tradlo da provincia no dia 7.
Como o conheciam pouco o que pensavam
que alie seria capaz de prestar-se a instrumen-
to de odios contra os .adversarios e de fomen-
tar dissenebes no seio de seu proprio partido !
Mais propenso i benevolencia do que ao ri-
gor, mais susceptivel do sentimentos brandos
do que da fra insensibilidaJe de quem se pre-
poe a devastar, nao era o Dr. Manoel Euphra-
sio talhado para urna carapanha de vingangas
contra um partido. Correligionario leal, parti-
dario siucero, cheio de estremec montos o de
entbusiasino pelo futuro e pela gloria de seu
partido, nunca"seria capaz de quebrar o lago
' '. l."-i'__:' _. J. r,.
gavain todos, elle sabia^ quando era preciso,
arrancar das dobras de sen grande espirito uns
conselhos e uns brados que impunham a dis-
ciplina e a uniao.
Elle era assim, e assim proceden.
Sua administrago, de menos de tres mezes,
foi to rpida, que nao Ihe deu tempo para
traduzir cm factos suas ideias e seus planos.
Enlrctanlo, ainda assim, ah Qcaram, corao pro-
va de seu crjlcrio, do sua illustraco, de seu ad-
rairavel senSo pratico, e dosflouvaveis intuitos
que o animavam, a reforma da iustrucgo pu-
blica, estudos c Irabalhosniriados sobre iirirai-
grago para esta provincia e a execucao das
disposi'ges da lei n. ISr do 11 do Agosto de
1886 relativamente a engenhos centraes.
Os que cora ello |)ri\avarnera era limitado o
circulo d'osscs, por que eratnujiensa a sua fran-
queza o seu gabiuolo do trabalho era accessivel
a todossabiam que ello planejava reformas c
mclhoramenlos de que esta provincia baria do
colher assignaladis proveitos.
Seja romo fr, ]ielo que fez c pelo muito que
desojou fazer, ganbou bastantes dircilos grati-
do e s lagrimas desta provincia, que com ra,-
zo se debruca, hoje, em pranlos, sobre a sepul-
tura que guarda os restes de seu mallogradc
administrador.....
de longos annos, voltou com o Ivoroco e so- os crditos de vaiente hilador da tribuna e ca-
bre8altos de quem vinha iatar fundas saudades,
Iapressando-se san rever as casas em que habi-
tara acolbendo cara praker e affabilidade as
racter independeate e Hrme.
A sombra immensa que na cmara tempo-
raria, como por toda a parte,.projectara o mi-
da uniodos seus correligionarios, nem da, por
acto seu, dar consistencia a |discordias intes-
tiuas.
TuSo quanto fe em sua curta administrago
foi o contrario diaio ; nem persegu os ad-
vranos, era desuni os amibos ; e especial-
mente, com roiaga a este ultimo ponte, elle
posseia o segredq de saber cpnstituir-sa um
centro commum em torno do qual se congre-
No dia 23 do Janeiro uitiaio apparecerara as-
primeiras manieslages da molestia que levou '<
sepultura o Dr. Mttnoel Euphrasio.
Erabora accomnieltido de repelidos furnculos
desde poucdep#3 do barer aquichegado, o Dr
Manoel Eupnrasio,abusaiulo talvez da natuiezaro-
busta de quo era dotado, nunca interrompeu sua-
incansavel aclividado, quer nos trabalbos de seu
gabinotte, quer nos passeios e pequeas nagens
que fez repelidas vezes, no intuito de esludar as
condigoes o as necossidades da provincia confia-
da sua direego.
N'aquelle dia, porm, londo-se, na vespera,
aggravado a inllamago que j Ihc telina um lan-
o os moviraontos do p direilo, principalmente
pela circumstancia de ter ido bordo de um va-
por quo passou pelo porto desla cidade, o Dr.
Manoel Euphrasio guardotio leito, recbenlo em
torno desle os amigos, e abi mesmo despachan-
do o expediente do da. <
as niesmas condicOes passou-se o da seguin
te, 2C>. U illuslre enfermo despachou o expe-
diente, e conversou alegre e despreoccopada-'
mente cora os amigos, declarando at mais di-
urna vez e a cada um que. chogava, corao si st
empenjiasse em manter os crditos da robustez
physica de que se jactara, que o facto de adiar-
se de cama era apenas urna medida de cautela.
EITeclivamente al enio o Dr. Manoel Euphra-
sio nada mais soffria alera dessa inflammayao,-
a que j nos referimos, e que nao Ibe permitlia
apoiar-se com firmeza sobre o p direito, no
qual eslava ella localisada.
O dia 27 foi, por assim dizer, aquelle em que
se manifoslou francamente a molestia que o ma-
tou. Foi nesse dia que appareceu a febre, e to
altae.com taes tendencias para augmentar de
ih'tensidadc, que todos, se assustaram, c seu me
dico as'sistenle, o Dr. Lobo Moscoso, pedio con-
ferencia com outros collegas, sondo nessa occa-
sio ouvidos os Drs. Raymundo Bandeira o Joo
Paulo.
Os illuslrcs clnicos declararam em confian-
ga aos amigos que rodoavam o enfermo que o
caso era grave, embora nao desesperado ainda';
mas a molestia era de morte, como se exprime a
dscrenca popular em taes casos, e o tralamento
proscripto foi impotente para debelal-a, manten-
do-se sempre a fefire com pequeas alteragoes,
ora para mais, ora para menos. y
Era esse o estado do enfermo, quando sua vir-
tuosa esposa, boje a desventurada e inconsolavel'
tiara do nosso pranteado amigo, talvez pelo es-
forgo a que a obrigavam seus desvelos em torno
do leito de dores de seu idolatrado companbeiro,
foi accommettida do mesmo mal e, por isso, obli-
gada a tambera guardar o leito.
O Dr.Manoel Euphrasio tinha mllase since-
ros amigosMiesta cidade; j os tinba antes de
vir administrar esta provincia, o leve ultima
mente a fortuna de conquistar muitos outros :
elles souberam desempenhar sc da misso quo.
as circumstancias ento Ihc impunham,-' nm
nisso liouve virlude, seno o cumplimento de uta
dever sagrado; e todos a porfa se esforgaram
para dar pravas do quanto presavam o amigo o |
se compenelravam da situago difficil o especial
ea que eslava collocado o palacio do governo ero
que elle resida.
O Dr. Francisco Domingues Ribeiro Vianna e
sua distincta familia, mais tarde auxiliados pela
virtuosa viuva do nosso chorado amigo Dr. Joo
Thora, sogra do Dr. a lencar GiiimarSes, sobri-
nho do enfermo, e pela Exma. Sra. D. Mana
Neves, tomaram a si a direego do interior de
palacio, aqueHe lar perturbado por um tristissi
mo acontecimento, e despenderam nessa penosa
e triste tare'fa a mais louvavel fiolicitude e o
mais assiduos desvelos.
Os collegas e amigos do Ilustre enfermo nao
abandoiiaram mais o leito em que a enfermidade
o proslrare, e, alm do seu lilho mais velho Cjn>
Correia, seu sobrinbo Dr. Alencar Guiraares. Dr
Lobo Moscoso, medico assistente, e outros, foran
seus dedicados ei.forineiros os .Drs. Ribeiro Vian
na, chefe de policia, Manool Joaquim Silrcira,
ofjQcial de gabinete, Eduardo Augusto de Olivei-
ra. Jos4.Gkmaca_do Espirito Santo e capiao
Theolindo, ajudante de ordeus.
Por toda a cidade J onatara ento o estaco
melindroso da saude do presidente da provincia,
e todas as autoridades, os velhos representaates
do partido conservador e representantes'da tc4as
as classes corriara a palacio em busca de naticias
c levando all seus votos pelo restabetecimento
do enfermo. Nem disso se descuidarm, como
candas pastor, o virtuos" Prelado Diocesano, o
0 Exm. general, ommanilante das armas, qpo
com o presidente da provincia mantinha as aias
cardeaes e amistosas retagOes, c que'revtou-s^
ta aora- aaigo qaa,J sab ser. distincUssimo e
1 irroprehensivel funeciouario. '
I
ata


7


ibiHwTergp-'-fein) b Marpo de 1888

K

I
II
J
Ladecrasceutt da inoleati >Or.
Manoel Euphrcisio, como du sua Exma. tentara,
acotiit'ltavu todos os recursos e iinpellia os ami-
gos a se agarra reui a-todas as e.sperariQas', e suc-
cessivameiite f >ram ouvidos a consultados at o
fatal desfcho, ora era conferencias, ora eia vi-
sitas diarias, alm dos mdicos j mencionados,
mais os Drs. Pontual, Malaquias, l'itanga, Ar-
gollo, Carneiro da Cuna e Ferroira da Silv;.
No dia 29, tundo os mdicos rosolvido amel-
lar para a mu Janea de ares, communicada eeaa
resolugo ao enfermo, escolheu elle o eugentio
S. Francisco, alias espontneamente ollerecido
untes da escollia, um dos mais prximos a esta
cidade, de propriedade do Dr. Francisco do Reg
Barros de Lcenla, e oude j tiona estado urna
vez, de passeio.
Fonmi dadas todas as providencias cora a pos-
sivel proraptido, e no dia segrate, i. de Fe-
vereiro, pela uianh.eni doua carros, couve lien-
temente preparados, e era outros que os seguiam,
partirara os Ilustres enfermos, acompanhados
pelo Sr. Cyro orreia, Dr. cliefe de polica e sua
esposa, capito-ajiidaate de ordens, e Drs. Mos-
coso, Barros de Lacerda, Goncalves Ferrcir., Ju-
vencio de Aguiar, Silveira e Eduardo de Oli-
veira.
Ao atravessaretn a cidade os carros, que, para
evitar-seo abalo produaido pelo calcaraeut das
ras, seguiam a passo, agglomerava-se o povo
pelo caraiuao e encliiam-se as janellas de fami-
lias, e as pliisiouomias de todos se via desenlia-
da a coiisternaco geral que reinava na popu-
lacho.
Feito o trajocto cora a maior felicidade, che-
garamos doeutes ao termo da viagein as me-
Ihores coudicGes, e pareceudo at, ambos, ani-
mados e bem lispostos.
Esta circuaslancia, a ditTerenca notavel de
ares e a certeza de que no eugeulio S. Francisca
os doentes encontrarlaui, alera das inclhores ac-
comiuodaces e dos mais proraptos e desejaveis
recursos, a franqueza de ura cavalheiro e a de-
dicacao de un amigo, c os cuidados e carinlio,
de uraa familia da maior distinego, lizerara des-
puntar novas esperaucas nos coraces de todos.
Animados por ellas, redobraram os cuidados
e a dedicaco. Aos enfermeiros juntaram-se
mais o Dr. Barros de Lcenla e seu digno lillio
Dr. Joao do llego Barros de Lacerda, etos Dr3.
Juvencio d'Aguiar e Gutierres, sobrinlio do en-
fermo, e que, por lelegrarama, liavia sido cha.
raado do interior da provincia, onde exercia sua
prolissao de engeuueiro; eailluslrc familia do
primeiro destea cavalheiros multiplicava a soli-
citude e delicadeza cora que dava aos doentes e
a todos os seus hospedes o mais completo e ca-
rinboso agasalho.
Infelizmente, porem, estava prestes a voltar-se
a ultima pagina da vida do indiloso Dr. Mauot'i
Euprasio... Estavam irremissivelraente condera-
nados, sua desventurada corapanheira viuvez,
seus tilhos a orpliandadc, sua patria a urna gran-
de perda, seu torrao natal a seulidissinio lucto,
seus amigos dor profunda de perdel o, e a fa-
milia, que o acolhuu era seu seio, a ver trocadas
as alegras que iraaginou com o restabeleciraen-
to de seu illustre liospede pelos prantos amargos
quechorou ao vcl-o morto I...
O espirito superior, que se baria revelado
vantajosamenle em todas as circumstancias da
vida, ng desraentio ura s momento, duraule a
molestia do corno que le era involucro, as ener-
gas e a coragera de que sempre dera inequivo-
^cas pravas.
Emquanto Ihe foi fcil o uso da palavra uo
deixou de informar-* com interesse don negoi
cios pblicos; mais de uraa vez, por entre as
dores que o atormenta vara, os gracejos cora os
amigos Ihe irroraperam espontneos dos labios ;
1 dcil e resignado a todo o tratamento que Ihe fo
proscripto, uuuca deixou escapar um murmurio,
nunca arculou urna queixa.
Na vespera do dia fatal seu olhar eutriste-
ceu...Elletinbaantevisto a Jeteruidade, conhe-
<:eu que norria, ccora a voz notavelmente alte-
rada pe liu a js amigos que o rodeavam que o le-
vassera para palacio, repetindo depois o pedido
ao Dr. Barros de Lacerda.
Na expresso do olhar e na inflexo da voz
oJos perceberam que elle traduzia n'aquelle pe-
dido o petar que llie doia n'alma de ver sera
proveito o enzouiinodos" por amor d*elle toma-
dos, e o desejo de poupar ao lar era que tinha
sido to carioliosamente recebido o triste espec-
tculo de sua morte.
Era tarde, porem O para satisiazel-o... Algu-
mas horas depois, ao cahir do dia, tomando en-
tre as suas as niios de um dos amigos presentes,
tentou dizer-llie com Insistencia alguma cousa;
mas sua vo* j entao era iniulelligivel, e logo em
seguida os moviraentos do corpo tornarara-se
raros e difneilimos.
Estava perdida a ultima esperanza I ... De
vida s Ihe restavam a respiraco olTegante e
chista de quera est perdo da ultima agona e a
alma toda concentrada no olhar ainda intelli-
geote.
Assim se |iassou urna longa e terrivel noite,
assim amanheceu o da 4, que devia marcar o
termo de sua. peregrinaco nesta vida.
A3 8 1|2 horas da manh comecou a agona,
as 10 r|2, presentes seu lilho Cyro Correia, Drs.
Gutierres, Eduardo de Oliveira, Joao Lacerda,
brigadeiro Jos Clanndo, r. Moreira Alvcs,
Tenente-Coronel Pereira Lima Dr. Juvencio de
Aguiar, quefee resignaram a as-sistir ao tristis-
simo espectculo, cabendo ao ulirao deiles o
doloroso e fnebre officio de pr-lhe a Yela na
mo quasi gelada e recolher-lhe o ultimo sus-
piro, deixou de pertencer ao numero dos vivos
o Dr. Mano'l Euphrasio I
Tioha-se re alisado um desejo seu : Mt dare
por tmuto Jeliz de morra- naformosa tetra de
Pernambuco, caso mo me permita a torte fechar
o$ oboe no meu estremecido Paran. Sao pala-
vras suas.
Ifasceu a i6 d Agosto, na cidade de Parana-
fu, provincia do Paran ; casou duas vejes,
ceduas lillias do Visconde de Ncar, e deixa
por heranca a viuva e seis lilhos a recordacao de
un neme honrado e de urna vida de traba-
Um e sera mancha.
Com as precisas cautelas, porque o eotado me-
lindroso da inditosa viuva nao permittia que se
lbe annuuciasse o doloroso golpe que acabara
de dealecl.ar-lhe a fatalidade, o que s se
fe mais de quinze das depois, Coi vestido o
cadver com a farda de presidente, collocado
em custoso atadee conduzido aum rico coche,
Ucado por seis cavallos, que devia transportol-o
aaccmiterio.
A noticia do luctuoso acontecimento derra-
mau-se com rapidez por toda a cidade, f foram
geraes o petar e a consternacao.
Os Excs. Srs. Dr. Ignacio Joaquira de Soma
Leao, 1" vicepresidente, que assuraio iramedia-
tamenteaadrainistracoda proviucia, e o Dr. Ri-
beiro Vianna, chefe de polica, 6s quaes se ha-
viara retirado de junto do enfermo, quando
este j agonisava, apenas receblda a noticia da
morte, deramas necessarias ordens e tomaram
as precisas providencias atira de que se reali-
zasse o enterrolcon a pompa e honras devidas.
Fechadas as repartieses publicas je basteados
em fuueral os pavilhoes das fortalezas, quarleis,
palacio da presidencia, chefacturi de pjlicw,
caara municipal, consulados, telegraphos, na-
vios surtos no porto e diversas sociedades, se-
guio imme liatainenie para o engeulio 8. Fran-
cisco o piquete de cavallaria que devia acom-
panharo coebe, e, mais Urde, para o cemiterio
a brigada incumbida das honras militares.
As G lloras da taade a fortaleza do Brum sal-
vou com 19 tiros, e s 7, tendo partido o sahi-
me.itj do engenho S. Francuco quasi s 4, cora
mitos carros, cujo numero veio engrossando
cousideravelmente pelo caminuo, chegou no ce-
miterio da cidade. onde era tal a concurrencia
que dillicil foi o trajelo do prestito e a couduc-
co do ataude para a capella. ^ .
Alm de grande inassa de povo, de grande
parte do funecionalisrao da provincia, do corpo
consular, negociantes, mdicos c advogados, no-
tavam-se entre os que coraparecerara ao enter-
ramento :
Conselheiro Alvaro Barbalho Ucha Gavalcan-
t, senador ; conselheiro Luiz Fclippe de Souza
Leo, senador ; Dr. Antonio Goncalves Ferreira,
Dr. Juvencio Ferreira de Aguiar, Dr. Francisco
de Assis Rosa e Silva, desembargador Henrique
Pereira de Lucena, Dr. Jos Bernardo Galvo Al
coforado Jnior, Dr. Felippe de Figueira Faria,
deputados geraes ; Dr. Joo de S Cavalcante
de Albuquerque, Dr. Ignacio de Barros Brrelo,
vigasio Augusto Franklin Moreira da Silva, Dr.
Joao Clodoaldo Monlciro Lopes, deputados pro-
vinciaes; Dr. Prxedes Pitonga, leoenle-coroncl
Ferreira da Costa, Dr. Barros de Lacerda,
capito Antonio Saraico, vereadores da Cmara
Municipal do Recite ; Dr. Ignacio Joaquira, Io
vice-presidente da provincia ; Dr. Ribeiro Vi-
anna, chefe de polica : o Exc Bispo Dioce-
sano ; brigadeiro olarindo de Queiroz, comman-
dante das armas; desembargadores, Tavares de
Vasconcellos Pires Goncalves, Manoel Ciernen-
tino ; jirizes de direito, Dr. Oliveira Audrade,
Dr, Silva Reg, Dr. Domingos Pinto, Dr, Crrela
da Silva e Dr. Antonio Araorim ; juizes subs-
titutos, Dr Braz Florentino, Dr. Lindolpho His-
bello, Dr. Alraeida Pernaubuco e Dr. Marcolino
Cmara : promotores pblicos, Dr. Freitos
Henriques, Dr. Oliveira Escorel; Manoel Anto-
nio Cardoso, inspector da Thesouraria de Fa-
zenda, Dr. Antonio Witruvio, inspector do The-
souro Provincial; Dr. Francisco A mynthas, ad-
ministrador da Recebedoria Provincial; Dr. Joio
Barbalho, inspector da Instrucco Publica ; Dr.
Alvaro Ucha, director da Escola Normal; capi-
to-tenente Augusto Cezar, inspector do Arse-
nal de Marinha ; major Napoleo Muuiz, director
do Arsenal de Guerra; Dr. Apolligorio Leal,
director das Obras Publicas; Drs. Joo Vieira,
Correia de Araujo, Barros Guiraares e Portella
Jnior, lentes da Faculdede de Direito do Recife;
Affonso do Reg Barros, administrador dos cor-
reos ; Agostinho Bezerra administrader da
Casa de Detenco ; major Tamborira, secretario
interino da presidencia ; Dr. Miguel Pernambu-
co, procurador dos feitos dafasenda ; i>r. Gesj
Cavalcante, procurador fiscal da fazenda geral ;
conego Dr. Aicoverde, regedor do Gymnasio;
Dr. Arruda, sccretorio;da polica; Dr. Pergcn-
tino Saraiva, secretorio da Instrucco Publica ;
Dr. Celso Quintella, secretario do Gymnasio ;
tenente Mullo Filho, secretario do comraandanle
das armas ; Dr. Affonso de Albuquerque, se
creario do Thesouro Provincial ; Dr. Tolentino
de Carvalho. r. Jacobina, Dr. Moreira Alves,
Dr. Luiz Salazar, r. Jos Salazar, Dr. Eduardo
Correia, Dr. Alcebiades Velloso. Dr. Jos Flix,
Dr. Jos Diaiz, Dr. Henrique Moscoso, r. Eu
geuio'Moscoso, r. Lindolpho Carapello, Dr.
Joo Portella, Dr. Braga Torres, r. Anlouio
Pernambuco, Dr, Joao Baptista, r. Barbosa de
Araujo. r.'Jos Osorio, coronel Ernesto da
Silva, capito-tciente Nuno da Costo, Io teuente
Bandeira de Gouveia, Io tenente Azcvedo Costo,
1 tenente Schieffler, capito ajudante de ordens
da presidencia Theodolindo Reg, cirurgio-
mr do exercito e diversos olliciaes do corpo de
saude, commandante do corpo de polica, guar-
da cvica e companhia de borabeiros, crescido
numero de empregados geraes e provinciaes e
de todas as classes, c muitas outras pessoas cujos
noraes impossivel mencioaar de incmoria.
Pegaram as alcas do ataude, ao ser elle reti-
rado do coche, e successivamcute at chegar
capella e desto at ao tmulo era que foi sepul-
tado o cadver, os Srs. Dr. Ignacio Joaquira, i.
vice-presidente; Dr. Barros de Lacerda, 3.* vice-
presidente; brigadeiro Jos Clarindo, comman-
dante das armas ; Dr. Ribeiro Vianna, chefe de
polica; major Emiliano Tamborim, official
maior servindo de secretario da presidencia;
Dr. Jos Ozorio, inspector da colomsafio ;'sena-
dor do imperio, Alvaro Barbalho ; Dr. Goncalves
Ferreira e Dr. Juvencio d'Aguiar, deputados ge-
raes ; lenente-coronel Ernesto Silva; Dr. Gomes
Prenle, advogado; capito Samico, vereador;
e muitos outros cavalheiros.
O Exm. c Rvdm. Sr. Bispo D. Jos dignou-se
encorporar-se aos sacerdotes que na capella cs-
peravara o ataude, e officiou nos suffragios que
all foram celebrados, acorapaniaado depois o
cadver at sua ultima morada.
Foi esto o tmulo da familia do Sr. conselheiro
Joo Jos Ferreira d'Aguiar, que, nao sendo
anda, apezarlle alquebrado pelas annos, indi-
ferente s suas affeites e s alegras e s dores
do seu partido, o olTereceu graciosa e espont-
neamente para nelle scram guardados os restos
de seu discpulo, amigo e correligionario.
Antes da ultima p de trra segregar comple-
tamente deste mundo os restos mortaes do plan-
teado r. Manoel Euphrasio, como a morte j
tinha segredado eternamente seu espirito privi-
legiado, o Dr. Barros Guimaraes, um dos mais
brillantes talentos da Faculdade de Direito d'es-
to cidade, com palavras eloquentes e repassa-
das de sentimento, traduzio as saudades do
partido conservador, e, em nome delle, disse ao
finado o ultimo adeus.
Estava consumada a obra da morte I... Os
amigos do mallogrado Dr. Manoel Euphrasio,
seus coreligionarios e todos quantos souberam
apreciar-lhe os merecimentos, tinham-lhe ren-
dido as derradeiras homenagens junto sepul-
tura que guardou Ihe os restos I...
....- \
Ife sptimo dia tmmdarara rezar muitas mis-
sas, na igreja matriz da Boa-/isla, a familia do
finado e o partido conservador, tendo sido nota-
vel a coneoncftcte, e gwtfdando lucto ate esse dia
os empregados de aigornaa repartices, especial-
mente d secretaria do gowrno, e graada iu-
mero de seus amigos.
agora %-dar anta das caqata* so-
lemnes honte.celebradas, to rpidamente
quanto nos permitte o terapo de que disparaos.
Foi na igreja matriz da Boa-Vista que se reali-
saram esses ltimos suffragios por alma do Uado
presidente d'esta provincia, Dr. Manoel Euphra-
sio. x
O templo estova assim decorado : no corpoj
da igreja, abrangendo toda a largura da nave e
deixando livres passagens latteraes, una grande
base coberta de panno preto) sobre esto um lar-
go patamar, tarabem- forrado de preto, guar-
dado por quatro sentinellas, e sustentando
ura rico catafalco, aos quatro cantos io qual
se erguiara quato urnas, de onde se despren-
dan) chamas de lu; no centro, era frente
ao catafalco elevava-se urna elegante pilastra,
sustentando a figura da Caridade j na base d'es-
ta via-sc a corda otTerecida, era uorae do partido
conservador de l'aranagu, proviucia do Paran,
pela commisso por elle uomeada e composta"
dos Srs. conselheiro Aguiar, urs. Lucena, Barros
de Lacerda, Correia d Araujo e Barros Guima-
ries, e inmediatamente-abaixo, na parle mais
salieute do patamar, o retrato a oleo do illustre
finado, envoltoem crep, mandado tirar para ser
offerecido inconsolavel viuva, depois de figurar
n'aquelle acto. Na lateral esquerda la-se a
seguale inscripgo A reputoco um grande
patrimonio na direiti a seguinte : Mais va-
le um bom uorae do que urna grande opulen-
cia e, finalmente, no lado posterior: Nao
seno pelo caminho da virtude que se chega- ao
templo da gloria. O catafalco era cercado por
uraa serie de columnas cora entablamento, re-
presentando um elegante prtico, completamente
decorado de crep e gales dourados c prateados.
Na ala esquerda, sobre a extremidade do enta-
blamento lia-se a seguinte ioscripeo : Ma"
tricuiou se na Faculdade de Direito do Red
em 185S ua ala direito esto outra: Formod-se
em direito na Faculdade de S. Paulo era I8i.
No fundo do porteo rasgava-se uraa grande
porta, cujo coroamento corresponda altura do
cruzeiro do templo, cora a seguate uscripco :
Presidente da Provincia de Pernambuco por
carta imperial de 21 de outubro de W87, ten-
do aos lados, era plano inferior outras nos seguin-
tci termos Dr. M. E. C. nasceu na provincia do
Paran em 16 de Agosto de 1639 e falleceu
era i de Fevereiro de 1883.
Na parte posterior do referido entablamento
liam se estas outras inscripces: Ueputado as-
sembla geral em diversas legislaturas Tomou
posse da administracao de Pernambuco em 7 de
Novcinbro de 1887 e, filialmente, no centro :
Poltico, joruafisla, advogado, parlamentar.
A varanda do coro estava adornada com cinco
medalnes era que se liara as inscripces que se
seguem : I.* Chele de polica de Santa Catha-
rina 2. Auxilios agricultura, contractos de
engenhos centracs3. Me dare por muito feliz
de morrer na formosa trra de Pernambuco, caso
nao me permita a sorte fechar os olhos no meu
estremecido Paran 4. Incremento imrai-
graco e colouisac/io da provincia* 5'.* Reputa-
do provincial no Paran.
Todos os altares lateraes, portas, tribunas, pul-
pitos e lanteruas estovara vestidos de crep cora
galo de prata. Do arco-cruzeiro descia grande
reposteiro negro, decorado de gales de prata,
formando sanefa, e encimado por bambalinas em
que se deatacavam as seguiutes grandes ini-
ciaos prateadas : Dr. M. E. CAos lados,
correspondendo aotopo dos altores do Eyan-
gelho e da Epstola, grandes quadros negros
em que estavam escriptos os seguintes vers-
culos : Non proponebara ante oculos meos
rera ib justara, facientes prevaricaliones, odive.
Psalm. 100 v4e Superbo oculo et insa*.
ssiabile corde cura hoc non edebam. Psam.
100 v 7.
Na capella-mr, tarabem ornada de crep, des-
tacava-se no centro, era fundo iiegxo, a rmaera
imponente du Crucificado, e a um dos lados o
docel em que se sentova S. Exc. Rvdm. o Sr.
Bispo D. Jos.
A's 10 i|2 horas do dia coraccou o acto, tendo
sido antes executadasduas coramoventes marchas
unebres, uraa pela banda de msica do corpo
de polica e outra, no coro, pela orchestra.
Celebrado o oflicio fnebre, constante de ma-
linas e laudes, seguio-se a missa cantada, ofli-
ciando o Rvmo. vigario da .freguezia, que, por
flm, deu a absolvicc do tmulo. Nessa
occasio, quando o celebrante entoava o rquiem
eternam etc., abencoando o tmulo, o virtuoso
Bispo, o Exmo. e Revd. Sr. O.' Jos, dignou-se
tarabem de lancar sua bengo.
. A enorme concurrencia de assistenles, a pre-
senta das primeiras antoridades, o concurso ,de
pessoas gradas, a boa cscolhados cantores tan-
to sagrados, eorao proranos, a triste decoraco
do templo, e, finalmente, o recoihiraento de lo-
tos os espirito all presentes e a magua que se
lia era todos os semblantes, augmentavain a
tristeza d'aquelle acto j de si to somraovente.
Todas as classes da nossa sociedade estive-
ram representadas no acto ; diversas- associa-
yoes, e a imprensa desto cidade tambem|esttive-
rara alli dignamente representadas.
Seria to longo e dillicil mencionar os noraes
de quantos concorrerame de todas as coinmisses
que para isso Corara nomeadas por diversas lo-
calidades do interior da provincia, que nos abs-
tems desse trabadlo, significando a todos, .em
nome do partido conservador, os mais cordiaes
agradecimentos.
.E' tarabem to longa a serie de ollicios e telo-
grararaas recebidos pelo Exmo vice-presidente,
r. chefe de polica e amigos do tinado, proce-
dentes de diversos pontos do imperio, principal-
mente da corte e da provincia do Paran, durante
a molestia e depois da morte do r. Mauoel Eu-
phrasio, que foi resolvido em vez de dar-se-lhee
publicidade, remettel-os inditosa viuva, como
prava do senUmento geral causado pelo passa-
menlo de seu idolatrado esposo.
Tenniiiou o acto as 2 lil horas da tarde, fa-
jeado eotao as honras militares urna brigada de
linia, ao mando do coronel as, a qual desde
antea de 10 horas esteve postada em frente da
matriz..
E, boje, que essa pia e sentida manifestaco
esta feito, e que veio* mais avivar as dores pun-
gentes que ainda estao sangrando os coraces
dos amigos e correligionarios, mais triste se nos
afigura a dura realidade I...
i&Hoje... o nome do amigo idolatrado, do corre-
ligionario cheio de prestimos, do poltico que
symbosava as mais bellas esperaucas, do cida-
do prestimoso, do brasileiro j illustre, nome
que estar escripto no fundo de nossos coragfes
passa. a ser a inscrpeo de urna lapide turau-
lar!...
Bem raio tem a patria, a provincia do Para-
n, sua desventurada viuva, seus lilhos sera sor-
te e seus pareotes e amigos que chorara de sau-
dades.
Nos choramos tombem...
O preii leatrt da prjvincia pretenda fazer ama
exeurno ao Kio Braaeo, segaiado em urna lancha
da I>tilb>.
Na lugar Macuripary, do Rio Pura propriei
dade do negociante, Manoel p. de Oliveira, aa
iadividuj da uome Sabino Isidoro da Silva Per-
reir, aeoinpauhado de Raymando de tal e mais
algans outros, iuvadiram a casa do dito negocian- aquartelladas.
fortl6eadm na bairro da adaJe alta, faxendo dia-
riaiBente fogo cintra as ras do bairro b.iixo, es
peefslinente contra a casa qae serve de quartel do
destacamento.
O delegado de polica e commandante do mis-
mo destacamento espera de ordens do goverao,
teuvse conservado aova as pracas do seu comm'ando
9
Xmei o Mrto da iMperla
O paquete nacional Manaos, tronie ante-honteu
do norte aa segninta noticias ;
Datas atfWd* Farareiro ;
te, talvea com o fim da o ag^redir, e como nao o
eacontrasaein por ter embarcado negse mesmo da
para a capital, exercita.am oa seos mos inten-
tos, em um freguez da casa ue nome Ricardo, no
qual deram 10 tacad.
A victima fiuava em perigo de vida.
Urna carta do coanhjpdador Joo Gabriel de
Carvalbo de Mello dirigida, do Tauari, rio Puna,
ao uegjciante Manoel Fernandos do Oliveira, do-
Macuripari, no mesmo rio, o quai se acha na ca-
pital pusaaudo o invern, di canta do seguinte
facto:
Que as 11 horas a noute de 6 de Feveratro
o caizcuO Lopes, de Fernaudes de Oliveira, che-
gara .o Tauari para dar parto ao sundelogado,
que nesse dia, 4 tarde, depois da partida do va-
por Oyapjck >, Sabino L. da S. Ferreira, acoin-
pauhado de oito capanas, depois do esbordoarem
o fruguea du nomo Uicardo, duram-lli^novo pu-
ntmradaea tendo este corrido para se abrigar na
Joja, Sabino atira-sn sobre elle, o d-lho ainda
duas tacadas.
Que Sabino ia com a intencao de matar Fer-
n indos de Oliveira e o Sr. Martioa Corbacho, on-
carregado da casa A. Beroeaud 6c C. *
Pelo juis muaicipal do termo de Manico,efo-
ram pronunciados os roa Manoel Telesphoro Sal-
vatierra (boliviano), Franoisco de Barros Cardoso
(braxlleiro), Bapbael Bcnto Carolino (portugus),
louio mandantes o Domingos Jos do J'reitas tiui
maraes, Joo Franc seo Xavier e Francisco An-
tonio Franco, como mandatarios do horroroso cri
me e brbaro asaassinato do infelia comm'-rciante
Alvaro Cesar e seu caixoiro ; o allemSo Henrique
Uiedchmg e Aut mi Castaaheira, como incursos
uj art. 192 do cdigo criminal, < o r j Antonio
J Avelino, como inenrso no mesmo artigo, cam-
oi.m 11 co n o art. 5* do mesmo cdigo.
Urna carta do commendador Joo Gabriel de
-vaih j e Mell, escripta do liio Purs, refe
rsaf que s 11 horas da noute de 6 do crrante,
o caixeiro Lopes, de Fernaudes de Oliveir, cha-
gra ao Tauari para dar parte ao subdelegado,
quo nesie dia tarde, depois da partida do va-
por Oyapock Sabino L. da S. Ferreira, acom-
panbado do oito capauga.-, depois de esbordoa-
rem o fregus de uome Ricardo, deram Ib;nove
l>unhaladase tendo este corrido para se abrigar
ua loj.i, Sabino atira-se sobre elle, e d-lhe anda
duas tacadas ; que Sabino ia com a intencao de
matar Kernaudes de Oliveira e o Sr. Martina
(jrbacbo, eucarregado da casa A. Birneaud
ftC.
Lc-C na Provincia do Amatnos de 22 :
O MM amigo Jos Mara Kueiro Paraguas-
s, i roprittano e redactor dcste jornal, foi ante-
hontam, das 9 para 10 horas da manha, na ra
do Eapirito-Saoto; desta cidade, victima de um
atteotado aadacioso, de que ainda nao tivemos
exemplo nrsta capital.
Descia o Sr. Paraguass muito tranquillo, pe-
la dita ra, quando dona individuos de baixa coa-
dicio, armados de ccete e faca o aggrediram de
sorpresa e o teriam assassiaaito se nao consegms-
, in enerar em urna taverna, j com um grande
fertmeato aa cabeca e o dedo mnimo da mao es-
querda fracturado.
Apenas se espalhon a noticia do atteotado n
cidal.-, a opinia-o publica aem discrepanea iodi-
gitou como autor mandante detaa tentativa de
atsaasiuato ao bacharel Jos Tarares da Cunha
Mello Sobrinho juia municipal do termo desta ca-
r*t
Esta ophndo tinha por base acontecimentos
que se darain afguns das antes, entre o Sr. Pa
raguass e o dito juix, que estn no dominio po-
baco, sobre oa quaei a imprenaa muito de propo-
sito guardou silencio, para nao rebanar o nivel
da magistratura brasileira.
Jumpre, entretanto, tornar saliente, que es-
sea acontecimentos em que se firmou a opinio
publica se prendem orna qoesto de impren
sa |a .
Pr
Datas at 26 de Fevereiro :
Asaumira o exereicio do cargo de inspector do
Arsenal de Marinha, o capito de fragata Antonio
ieveriuoo Nunca-
Foi jaigado nnBo o prooisso que o corona
Antonio Pimanta de Magalhao intectoa coatra os
duectijres da Companhia de Boods Paraease, Ma-
noel Joaquia Machado de Fre tus, Aareliano Ei-
rado e Jos Cesar Das Gncrreiro, por crime de
iquviaa impresaM uo rotatorio d'sqnalta Compa-
nCT, apVoseatado respectiva aawoaola geral em
1- do Abril de 1897.
Lemoa no Diario do Grio Para de 25 :
Na villa de Chaves acaba de ser perpetrado
um assassinato horrororissimo.
c Julio Espindola, cjmmereiaote no rio Japi,
alimentava ostensiva e escandalosamente relajos
amorosas com um Fuo Cypnano, de quem tinha
grandes cramea, a posto da nao consentir que este
se retirasse um instante aiquer de sua companhia.
Achanto pesadoetec*ptiveiro,Cypriano, coja
reputacio n'aqueila villa a mais desgranada pos-
sivel, abandonou Espindoia, que jaron vingar-se,
como bem se deprchende do modo porque poz ter-
mo aos das do seu inteliz consocio de diesoluces.
A Provincia de boutera eonta assim o facto
do assassinato, perpetrado das depois d'aquelle
pm que Oypriuuo qnebrou a amisade illieita que
tinha estabelecido com Julio.
Pouoo tempo depois, no dia 15 de Janeiro
deste anuo, Cypriano, esta tres compambeiroa, vae
ao birraco de commarcio do Julio, que defarcan-
do seus reaentimentoa o recebe com agrado.
c Depcis de comprarem os gneros de que care-
ca n, e quando j estavam embarcados para se irem
embora, Julio chama Cypriano e offerece-lho nm
pouco de caxaca, que este beben, notando o mo
gosto qoe ella tinha e encommodo que Ihe causara.
Iinmediatamente sobreveio-lbe ama toase ter-
rivol, e em seguida vmitos de asngoe, sendo que
tres horaa depois era medoobo cadver.
Commettido o crime, Julio vende o barraco
por ll.000if.000, inclusivel as trras ; deixa nafa-
senda de criacio aeu geuro, Antonio Pereira de
Lacerda, e desapparece ; havendo entretanto fun-
dadas razes para se acreditar que se acha no
Ataapa.
O infeliz teve tempo de declarar ao inspector
de quarteiro o medo pelo qaai foi envenenado e o
motivo provavel de semelhante perversidade. Alm
disao, seas tres companheiros o teatemunhas ocu-
lares : nao s virain Julia) dar-lfeh a beber aquel .a
caxaca, que lbe causou to penosa morte, como
tambem o carregaram para a canoa e condusiram
casa em que morava e onde momeatos depois
morrea. Foi ama morte horrivel.
Caniram-ihe os dentes e acredita-ae, que tam-
bem a lingua
c Simplesmente bornvel
Mara.nb.to
Datas at 28 de Fevereiro :
(Jontinuava em seas trabalhos a Aasembla Pro-
vincial.
_ L-se no Pas de 20 :
. Iilin. Sr. Redactor do Pais .Rogo-lbe o
obsequio de publicar no noticiario de sea estimado
jornal as cartas que acabo de recebar do Qrajah
e Iraperatru, e que narram exactamente aa novaa
oceurrencias qae ae ttm dado n'aqueila comarca.
Maranho, 2 de Fevereiro de 1838.Manoel Jos
Ribeiro da Caoba.
Imperatris, 9 de Janeiro de 1888.Illm. Exm.
Sr. Dr. Manoel Jos Ribeiro da Caoba.O Qra-
jah est em sitio, segando corre por aqai, por sat-
as dos desorduiroa e sediciosos que todo anareni-
san-
Desta comarca j partiram para alli em auxi-
lio dos asaotinadores, os eapitaes Jorge Goncalves
da Silva, capiUneando 79 acelerados armados, Ven-
ceslao Qonoalvea da Silva capitaneando, des ou
doae, e o tenente Eatevo da Motta Silveira, Bup-
pleote municipal, frente de oito, e coatioaam a
estender a rede de convites por toda esta aomarca
aonde existe grande numero de vadioa e de ladros
e aasasainos que correr o presurosos em aaaocia
ram-se aoa seos ignaes na rapinagem e consequen-
cias qoe borroriaam, e trasem oa espiritas em agi-
taclo e sobresaltos.
t O tenante-coronel Silvano e os filboa foram
convidados, consta porm, qae nao se prestaram,
O vigario Balduino, est dentfo do entro
amotinador e revolneionario, no proprio quartel
Qrajah, 11 de Janeiro de 1888.Illm. Exm.
Sr. Dr. Manoel Jos Ribeiro da Cunha.Sinto en-
oommodar repetidas vaaes a V. Ese. com as tris-
te* noticias das saoesasivao oecarrenoias dadas
nesta aomarca.
Coutinoam ea Srs. Lelo e Luiz Leda, a can-
roa em nm atado aterrador,
que tem podido reanir bem
O padre Balduino Pereira Maya, tendo dei-
xado a "sua freguezia acompanhado pelos seus ami-
gos residentes na comarca da Imperatris capito
Jorge Qoncalves da Silva, teento Estevao da Motta
Silveira e da gente que poderam reunir n'aqueila
comarca, figuram entraos desordeiroa nesta cidade
to exaltados que causam horror.,
< Aquella miniatro do Chriato profanada das-
curaoa incendiarios, se tem tornado aro dos mais
notaveis nua desordena.
O J)r. Souza Britto, tam vivida, segando cons-
ta-me, em continuas conferencias com o Sr. Dr.
Isaac dos Rea, ora na Barra do Corda, ora no lu-
gar Sitiera d'esta comarca. |
A senhora do coronel Araujo Costa est falla-
mente restabalecida da oontnso e ferimento da
bala que recebeu no dia 26 de Dezembro ultimo.
Junto a copia de ama carta de Leo Rodri-
gues de Miranda L ida, da qual ver V. Exc. o
poder de que d*p5a Leo Leda. Nao mando em
publica forma por nao ter presentemente eacnvao
neata cidade.
Copia da carta que dirigi Lelo Lsda a um
negociante da cidade do Qrajah :
Illm. Sr. Desejo muito faltar-lhe e ni ma
sendo possivel ir a Sa casa, pee i-lbe o favor do
chegar at aqu. Garanto Ihe que minha gente
nao o offonde ; veaha pela ladeira, que agora
mesmo previno a miuha gente que nao faca fogo
em quem subir por urna ou por outra ra em di-
receo a ladeira. Com isto fac-me grande favor.
De V. 8., amigo attencioso e obrigado. LeSo
Leda. 10138. .
Qrajah, 30 da Janeiro de 1883 Illm. Exm.
Sr. Dr. Manoel Jos Ribeiro da Cunha. Conti-
nuara L 'o Leda e sea irmo Lnis Rodrigues de
Miranda Leda, acompanhadoa p-lo padre laldai-
no Pereira Maia e uutroa a mudaren diariamen-
te fazer fogo sobre os habitantes do bairro baixo
deata cidade, tanto con armas grossaa do muito
alcance, como com a peca de artilharia, como j
communiquei a V. Exc. em miuhas cartas ante-
riores.
No dia 25 do mez pasando subindo dona meni-
nos pela ra do Cajueiro, s 10 horas do dia, em
direceo a ladeira que sobe para c bairro afee da
cidade onde morara, Jos fundos da casa do capi-
to AlexaaJnno Ferreira Lima, asylo dos acelera-
dos, rec;b?rain nm ou dous tiros, de que rosulton
cabir um deJea d* r.: Flaviauo, de idade de 13
annos, ferido de bala, que entrando de um lado do
peito esquerdo tr&spasaou e aahio na p, teudo
mais outro feriaieuto tambem de bala deoaixo d >
brac> Como ji dei coobncimento a V. Er.o., o
Dr. Souza Brito, tem vivido em cootiouaa confe-
rencias com o Dr. Isaac Martins dos Res, ora na
Barra do Corda, ora nesta comarca ao logar Sibe
ria, tudo conforme teuho aido in ormado, das
quaes tem resultado a peraiateucia e animaco do3
Ledis e sena comparsas era suat'utarem ae ncata
cidade fazenio fogo diariamente, deaie 26 de De
sembr ultimo, nao n contra a fore i publioa como
aem diatincco ontra qualquer pessoa, que : ani-
ma a transitar peUs ruaa do bairro baixo desta
cidade aem o manir respeito ao governe, a lei e a
juatiea. Tul a couBaoca que tee.n n'aquellcs
seus montoiMa.
Tendo chegado ba dous diaa o Dr. Souza Bri-
to, da villa da Barra do Corda, foi tal a animaco
que produsio sua presenta no espirito dos Ledas,
pidre Balduino e ontroa que hoat-iu, como do-
brando de esforcos, fiaeram fogo to activo, pro-
curando as localidades maia prximas, qae chega-
ram convencer-ooa ie q-iu estavam diapostos a dar
combate em campo deacober*o felizmente essa
Valenta nao Jurou muito tempo.
A noite ouvio ae ama grita infernal de vivas
e morras, resaltado da embriaguez constante em
que vivem quedes ebefes e seus capaogas.
Nao se pode calentar o enorms prejuizo cau-
sado aos bab'tautes desta cidade.
a Dispersas as familias por toda parte, con-
triata ao c .raco mais doro o soffrimento deste
povo que sabinio deixa anas casaa abandonadas,
ujeitaa so roubo. Sao diversas as casas qae leen
sido arrombadas.
Oa Ledas podem sustentar pelo tempo qae
quisercm aos qae os acompanhasa.
Quem pode o asis, pie o menos ; mindam
pegar pelos campos tolo gado qae precisara, aem
proenrarem saber a quem pertenee, de forana qae
a propriedade em taes condiodes tornoa-ae com-
stsV
Oa Ledas esto convencidos de poderem re-
voltar tita comarca todas as vezes qae qniserem,
tal a conSanca qoe teem em aeuj protectores.
Qrajah, 1 de Fevereiro de 1888. Iilm
Exm. Sr. Dr. Manoel Jos Ribeiro da Cimba, -y
Esta tem par fim levar ao conhecimento de V.
Exc. o estado de conQagraco em qae se acha esta
cidade, devide a impunidade, de que sempre go-
mia Leo Leda, Luiz Lela e seas comparsas.
Poasj garantir a V. Exc. qoe esta cidade est
sendo bombardeada por urna peca, que muito dam-
oo tem carnada as nossas casas, e por tiros de
graoadeiras disparadas em quem quer qae passe
em qualquer das ras do bairro baixo.
A cidade est completamente deserta, ama
calamidade sem nome.
> Tem ohegado a perversidade dos desordei-
ros, capitaneados por Leo Lda, a matarem, dis-
tante d'aqni 6 leguas, nm pobre homem no lagar
Ip. betra do rio Mearim, s pelo simples facto
de ser aggrcgado do coronel Francisco de Aranjo
Costa. Aqnelle infeliz chamava-se Candido Gon-
calves de Oliveira, e sau maior crime foi ter jura-
do no processo aqui inataarado contra os fallados
irmos Ledas, por crime de tentativa de morte
contra o coronel Araujo Costa.
Foi victima tambem a malher do infeliz Can-
dido, atraveasada por ama bala, e para cmalo de
perversidade os assassioos lancaram fogo na cata
das pobres victimas, reduzinoo tudo a cinsaa.
Outro facto nao menos selvagem, foi o teri-
mento de ama pobre crianca qae aubia pela roa
do Cajueiro ; ahi foi alcancado pot duas balas,
qae no fondo do qaiutal do capito Aiexandrina
Ferreira Lima, lbe disparavam os acelerados pas-
tos alli, como guarda avanoada, por Leo Leda. >
Falleceu o capito Joo Baptista de Moraes
Rogo.
Plauhj
Datas at 11 de Fevereiro :
Nada refercm as folhas digno de mencoj
CearA
*- '* -
no caso de qualquer falta, ser transferida para
um dos .'primeiros das de Abril.
Uio Grande do Norte
Datas at 2 de Marco :
As noticias desta provincia constara da carta do
noaao jorres pon dente, publicada na rubrica Inte-
r.ior.
' Parabyba
Datas at 3 de Marco :
Diz o Despertador de 29 de Fevereiro que na
comarca do Pilar e em Campia Grande derara-
se diversas libertaces, e que a povoaco de Po-
cinhos, n meama comarca, j se acha livre da es-
cravido.
Uates at 1 de Marco :
A presidencia da provincia couvocou extraor-
dinariamente para 11 de Abril prximo a aasem-
bla provincial, qae dever fonecionar por 20 dias.
No dia 24 de Fevereiro assamira o exercicio
interino do cargo de chefe de polica, o Dr. Joa-
qun) Pauleta Bastos de Oliveira, por ter deixado
o exercicio do dito cargo o Dr. Ulympio Manoel
dos Santos Vital, no meado presidente de Sergipe.
A' este oltioso -foi dirigido pela Cmara Muni-
cipal da Fortaleza um voto de louvor pelo modo
como exerceu as funecoea de chefe de polica, Nes-
so pensamento era aecurde toda a imprensa.
Lemoa no Cearense '.
Em Batarit esto grassando com intensida-
de o sarampo e a catapra (bexiga branca),, ata
cando de preferencia as creancas, tendo j feito
victimas.
A febre amarella est tambem victimando.
Dessa grave molestia morrea ama creada do Dr.
Soares Beserra. Um alumno do collegio S. Jos,
filho do finado Dr. Joto Pinto, de Qnixeramobim,
est accommettido da meama molestia. Sea esta-
do grave. *
Em reunio da eommiaeo do monumento Ti-
burcie, dia o Libertador de 26, ficaram aseentadas
as bases do programma da testa inaugural do mo-
numento, qae ser dividida em duas partes. A's
11 horas do dia ceremonia do desvelamento da es-
tatua pelo presidente da provincia e membros da
eommisao-
Nessa occasio ser lido o discurso official
pelo Sr. major Joo Brgido, e a forea publica f ara
as oontinooeas de es'ylo.
a A's i horas da tarde ata grande prestito c-
vico, orgaoisado oa praoa dos Martyres, depois
de peroorrer diversas roas, ira desfilar em conti-
nencia perante a estatus.
Para tomar parte neste prestito sero convi-
dadas as diversas oleases e corporacoea, escolas,
collegios etc. Foram nomeadaa varias oommissdes
para organisal-o.
Para decoraco das roas e pracas fdram tam-
bem no meadas ostras commisades. i
A. salemnidade deveri realisar-se a 25 de
Mareo ; a commisso, porem, resolvea nlo deca
rar offioialmeote o da pore sperar-se ainda de Lis-
boa ama enoommenda para complemento da obra
e s no dia S de atareo se poderi marear definiti- g-
vamwte a teta srseisa da grande resacis* qae, Sa-telta rntmm (te
noticias do PaciQeo, alo da Pra-
ta e sol do Imperio
O vapor Argentina trouxe ante-hontem do aul
as seguintes noticias :
Pswilico
Datas at 3 de Fevereiro :
Nada adiantam as folhas.
Uto da Prata
Datas de Baenos-Ayrcs ate 17 e de Montevideo
at 18 e tolegraphicss at 26 de Fevereiro :
Na sua Revista Geral, correspondente primei-
ra quinzena deate mez, diz La Nacin, de Bue-
nos- Ayrea : ,
Ke>ilisju-s < ltimamente nesta capital e as
proviucias a eleico du dpputudos ao congresso
para a reoo7aco bienual do dito, corpo.
O povo em toda-parte se abateve de votsr ;
mas as autoridades pejaram os registros da elei-
co, e deata maneira foram nomeados os novos re-
presentantes, designados de antemo pela opiaio
e aem fiscaliaacao do presidente da repblica.
Oa eieit rea para aenador pela capital assim
nomeados reoeberam o mandato de votar no gene-
ral Julio A. Roca para oceupar o cargo, e breve-
mente ae rcuniro para efiectiiar a dita nomea-
e'O.
Diz ainda a Revisto. Geral > quo a actividade
eorainercial do paiz augmenta de dia para dia, e
por toda a prtese iniciara novas einprozaa ese
implantara uovas industrias.
A transformaci social se opera rpidamente.
A populaco, a riqueza, a instrucco, os ban-
cos, as vias-ferreaa, os vaporea, os telegraphos ad-
quircm deaenvolvime.oto consideravel, que creace
aem cea3ar.
A imraigracio ascende a nameros sorprenden-
tes e 03 eapitaes affijem, estab'elecendo-se assim
pela aeco propria dos elementos vitaes d > pais
urna correte permanente que adquirevntaiores
proporcoea lodosos dias. ^,
Emquanto a fioMeas do Estado, auas coadi-
cOea ao favoraveia.
As i':al.s excedem do calculo feito o se o go-
verno proceder com rigorosa eccnomia, poderlo
jaotar se.8obraa com que regulansar toda a divi-
da A i "a inte que at agora perturba seriamente o
anda aento administrativo do pais.
O estado sanitario bom era geral; accreseenta
a Revista Gtral.
Pie se atiinnar que n cholera nao ae manifes-
tar nesta capital nem em neuhum outro ponto da
repblica, exceptuando a-cidadj de Salta, onde se
mantl ainlt e aacrifici urna ou duaa vidas por
na, o que demonstra o seu carcter benigno ou a
iegeneraco.
E'muito satisfactorio consignar qie a scien-
eia sanitaria podo ianpsdir a propagacao do chole-
ra na repblica e limiTar oa seos estragos onde ap-
pareceu.
La Tribuna Nacional, diario addicto ao pre-
sidente da repblica, diz, na e Jico de 1 do cor-
rente :
Circulou hontera o boito de que o ministro da
fasenda, actualmente na aua estancia era Gremi-
ni, tinha enviado ao poder executivo aaua renun-
cia indecluiavel do cargo que oceupa na adminis-
tracao actual.
Nao sabemos que grao de verdade tem essa
vereo, visto que por maiores esforcos que uzese-
mos procurando fontes fidediguaa afimdeobter
sua confirmaco, nada conaeguimoa saber o que
leva a crer que se a renuncia existe eflectivamen-
te, ha iatereaae em que nao aeja condecida.
Embarcon para Montevideo, onde se demorara
poneos dias, o ministro dos negocios eatrangetroa,
Dr. Nofoerto Qoirno Costa.
O arcebiapo de Buenos-Ayrea recebeu um telc-
gramma do cardeal Rampolla, secretario de esta-
do da Santa S, annunciaudo-lhe que o papa
designara fre Reginaldo Toro para o biapado de
Crdoba.
Foi muito concorrida a manifestaco em honra
do aoniveraario do general Sarmiento.
O Dr. Rodrigues Peixoto, depurado aasem-
bla geral pela provincia do Rio de Janeiro, pu-
Uicoa ama carta, desmentindo a notieia de mo
tratamento no Brasil aos inmigrantes.
No dia 10 do corrate encerraram-seas seasoes
extraordinarias do 3 periodo da 15* legislatura
da assembla geral da repblica oriental do Uru-
guay, abrindo-se solemnemente, no da Ib, as
eesses ordinarias do 1 periodo da 16> legisla-
tura.
Da extensa mensagem spresentada nesae acto
pelo presidente da repblica, general Tajea, to-
mamos o trecho referente s relaedes internacio-
naes, assim redigido :
Se a pas e a ordem internas esto perfeita*
mente aasegoradas e garantidas sob o imperio da
lei e da jastica, me tambem grato aanunciar-
v-i8 que a repblica conserva aa teiacqes com os
demais Estados no p da maior cordial i dade.
Para apertar e fortalecer esses vnculos, teja con-
tribuido tanto o fiel e exacto cumprimento das
obrigacoes internaciooaes, como a observancia de
ama poltica de consideraba i e de reapeito rec-
procos, quai teem correspondido, folgo de o reco-
onecer, as nacoes amigas.
. Como veris do relatorio qoe voa apreseatar
o ministro respectivo, tiveram soloco acertada e
conveniente as diffieuldades" que Se suscitaram no
imperio do Brazil durante os primeiros meses do
anno passado, acerca daapplicaco naquelles por-
tes de medidas sanitarias prohibitivas da intro-
dueco de nossas carnea salgadas.
A rennio do congresso sanitario, no Rio de
Janeire, den em resultado a celebracao de urna
convenco sanitaria e do sea regalamente entre
as repblicas do Prata e o imperio do Brazil.
Nessa negociaco consnltaram-se as exigen-
cias da pygiene internacional e as conveniencias
do commercio e da navegaco dos tres estadoa
contratantes.
Tercis occasio de estodar esse importsuto
aaaampto no actual periodo de voasas sessOes, e
seja-me permittido desde j pedir para elle a vossa
iluatrada atteoco.
> Tambem tomareia cinhecimento dos novos
pactos internacionaes que a repblica celebroa
com algans paises amigos, dos que esto sendo
negociados, assim como dos demais aasnmptcs de
que se oceupou o poder execntivo no tecante aos
negocios externos. x
El Siglo, apreciando, em artigo editorial, a
mensagem do general Tajes, termina assim a sua
critica:
E', no nosso conceito, um bosquejo parecido,
mas muito melhorado, da situscio. >
Na corte foram publicados estes telegram- ,
mas :
Baenoa-Ayres, 26 de Fevereiro,
A bro-se a exposico industrial em La Plata.
Hoove festas esplendidas e banquete a que as-
sistiram as principaes notabilidades da repblica
e o corpo diplomtico ; sendo grande a concur-
rencia de cidadoa de todas as classes.
Urna epidemia de varila manifeatoa-ae no Ro-
sario.
Os estragos ainda nao sao consideraveis ; re-
eeia-se, porm, qae a epidemia tome grandes pro-
porcSes.
Montevideo, 26 de Fevereiro.
O general Santos recorrer commisso de
constituidlo.
a. PanlO
Datas at 2*) de Fevereiro :
O presidente da provincia suspenden, por acto
de 24, os vereadores da cmara municipal de 8.
V iceote, Jos Lopes dos Santos, Jos Farras de
Arroda Cama- s, Paulino Jos Ribeiro Ratto
Antonio Carlos da tutea Talles, pot terem appro-
vado ama in Jieaco afino de se reclamar a convo-
caco de ama constituinte, para se incumbir da
reviso do art 4 da conssituico.
Peta vteasaa razo, e na meama data, suspen-
deu os vereadores da cmara municipal ie Itati-
ba. Francisco Tame de Assis Pasaos, Gabriel
Rodrigues de Castro, Harculano Papo Noguijira,
Julio Cesar de Cerejueifa Lerte e Miguel Carioso
Rebollo.
A'quetles vereadores msrodou-S* nateerstf 0 rs
retivo prooeasa oriminaL
Do Corrtio AwsWrmt*:
a**. J>. mm tesja, ensMMio da
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Muri guir a*.
min JJ ^^^RurT' P*nri0 P*10 bairro de
Arer llanca t i margo do Iratibs.
Fot > o reeobeeimeuto est o Sr. Dr. Bar-
bota procedmdo nos necossarios esadas para le-
var ie a efleito lio importante melhoramento. *
__O Sr. presidente da cooselho receben 4 24
do presidente da provincia de 8. Paulo o seguate
telegramm :
as estacos da Pindamontaangiba e Tanbat
grapa* de doeordeiros ten invadido o tren* c>m
grandes voserias, Causando V'.xame moa passagei-
ros, offeodeado aos baeai de cor rar oa que Ibes parecen) escravos. Mandei 15
praons e 1 ffi:>al para reforc-ar destacamento Piu-
dam Dhangaba e hoatem e b je tem havido ordim
a ciitaco. Foica e autoridades locara tem pro-
cedido bem. Vou rt-forcar amaohi o destacamen
to.
O Sr. ministro da juatica receben do prndente
da de 8. Paulo oso?inte telcgrawiaa :
Os teiegrammas publieadcs pelo Pas, expe-
didos de Piodamonhangabs, nao sio exactos.
Mandei retorcer r. destacamento deisa cidade, em
consquncia de desorden* na estacio e inv sao
de trens pi r anarchi*t*a a pretexto de abolicionis-
mo. Frca porta-se bem.
Sobre as fastas da libertacao Ha capital, pu-
blico.! o Jornal do Commereio da corte este exteu-
S0 telegrama* :
a Paulo, 25 da FeverairJ.
Etta cidade revestio-sc boje da gula aem prece-1
dent. ....
Atiesar da chova continua deste* ltimos diss,
muit i gente do interior Alio para sssistir aos
festejos do anniversario natalicio do conselheiro
Prado, em bonra do brlibante xito da sua propa
ganda em prol da exti necio da escraviaio.
Oa amigos do eminente pauiista ni > e eflerc-
cerarr-lbe orna lembranca de ana ho uenigem sob
a frroa de um obelisco de curo solido, mas pro-
snove-am a libertacio tctal deeta cidade, olido 219
escravos tiveram hoja baixa na matricula. A
eomniiseio para o obelisco compuoba-e doa Srs.
Conde de Pernahyba, Drs. F. A. utra Rodri
San, 1.* vice-presidenie da provincia, Eulalto da
Data Carvalbo, J. Bernardo da Silva e Nabur
Jordao. A subscripedo exceden de 11:000 5000, e
anda chegam assignatoras do interior. O numero
dea sabscriptores exeeae de 00, ilaiva todo* os
epatados geraes e proviociaes, conservadores,
Marque dos Tres Rio, Bario da Breara*, ete.
O obelisco pesa qr: .si tdjn* kilogrammas de ouro
masaieo.
A commissio para libertacao da cidade compu-
erta se doa 8ra. Dr M. A. Ddtra Rodrigara, Costa
fon-ira, Nabor Jor: lo e Dr. Jagoanbe Filbo,
como seu presidente
' O commereio da capital Domeou varias commis-
toes para orna" ntar e Iluminar a rnaa e pra-
cas. Todo o din a cidade esteve embandeirada e
esta noite a tree principar* mas eato Iluminadas
com arcos de g>.- lut elctrica e fogos de bengala.
as pracas pri. cipaes ha bateras e gyrandoUa e
coaitas lantn: /, e no* pontos importantes he del
coretes onde to.-im oucrae tantas banda* de m-
sica, lilgumas Ata quaea vicram do interior. Em
toda a parte eiua a maior animacio e eothu-
siasmo.
A esmmissao do obelisco entregou emcna do
canse heiru Pr io. na roa de 8. B uto,o obelisco
e urna rica p. m com breve dedicatoria. O ora-
dor da conusit:'-) fot o Dr. F. A. Dutra Rodri-
gues, que disse .olgava honrar o eminente ebefe
conservador que tantas servicos teaa prestado e
prestar a '.atrs de se-ida medicina; o oommendad^r Jos entunes R*-
Jreir-i v (itigu.es de Olivehra Catramby, da biblioteca flu-
O conselbeiro PraJo disse que sat. eratidis nio
poda ser traducid por patavras e t dina que
era i.;ual genere i idado dos amigos, cuja estima
e eooSanca precia vi as setnaes eireumstaneias
de sua vida politic. A limado por eUes e pelo
patriotismo de to i 3 es pauiista*, quaesquer que
sejain as eventual. Jades do futura, redobrar de
elforcos, e eom o r 'imufo da lembranca deste dia
esperi tirar da sj i fraquesa foreas para a luta
em prol doi mais car >3-.interessea da patria coa-
subetanciados b je n. cansa da emaieipacio.
A commiso das bertacoe* entio den conta
das 219 hu"8 na b-.-.trcala d"s escravos da ci-
dade, alcn de 27 ero 8. Bernardo e Pcnha. Em
pencos dias epera-se a liberta ci completa da
fregeesia do O', ultimis Jc-se a**im a de todo o
municipio.
O Dr. Jagoaribe Filhi, em nome da commieso,
disse qne abolicionistas e liberto* viasn no conse-
Ibeirc Prado o amigo leal e guia seguro delle*.
O conselbeiro Prado respondea que a libertacio
a capital dreoonatrava a pajaaf* Ja inseiativa
particular do* paulistas as reaes necessidades da
lavoara. As n^vas coadicms do trabalbo agri
cola, j tio modificadas pela ben-fica immigra
cao, vxigem a promp'a extinecio da arvore secu-
lar da cscraridiu, que com ew sombra esteroiisa-
dora nio deixa medrar no sMo livre o trabalbo
livre que ft cunda e oobilita o bomrm, engraode-
cendo as gsti -s. Felitmeate, em 8. Paalo, qaere.
podero isto esta provado pela gloriosa cam -
pacta da libertac'o da proviocia, Da qual ricos
pobres formando um t ex*reto, caminhan'o sob
a meama bandeira, a-' victoria era victoria, procla-
mara a libertacio dos municipio*.
Aseociando-ie a toda* esta* manifestacoe* agr
decif. a lembranca do sea anniversario natnlicio
para solemnisar a libertacao da capital, cerro de
que ana propria iodrvi diante da gran i obra dos paalistas qu", assegu-
ravs, ser <-m breve a de todos os brasileiros.
O conselbeiro Pfado receben, am d- muitos
prtsi.'nti & de particulare grande numero de tele-
grammas. cartas e biibi'tes de felicitacaes, inani-
iestsfes das sociedades sllemi e italiana, dos cen
tros conservadores do Serra Negra, Pirassununga, 80a8 qae yi,,
llcgy d* Orase, Santa R.ta, Pasia Qiatro e dos os livro
muitos outros. Entre a* cartas ha orna do sen
dor Tauaey, mano congratulatoria.
O cjnaeineir.i Prado irauqu-ou o sea palicete
da roa de 8. Bento ao public qu- abi encontrn
.lau! mesa, e milbares de pessoaa visitaram a casa
da mote o dia.
A' coite, desos da manifestacio, as comm at.-
a es amigos pere< rreram as priocipaes ras em
brilbantr Marche aux flmbtaux c ui 450 los. a.
TuOo, em somata, Uv-ncorru para toror esto dia
memoravel na historia de 8. Paui.. qns urgulba
jaetamente do illustre coucidadiu que, em poueo
meis de eem das, tej conseguido cutaucipar vir-
tual mente a sua provista.
Blo de Jiiseiro
D*Ue at 27 d- FevnrM:
Lemos no Jornal do Commereio de 25 :
> A ote h nt m, ai otxto oa, a.b a presidencia
do Hr. Vise nde de Parauago, reuni se a com-
n.:iio oigamsadora da expuaivio sul-americaoa
de geagra^ihia.
O Sr. presidente maoitaatcu a oeceasidade de
estab le-.r-se um p!ni > ayat.Nn*li o de trabalbo
par, no mais bieve pr.iso, iaser-ae larga eoiheiu
dos elementos que deven int ejlo. Neste sentido diseatir.m : diversas li .3
presentada* pelo osembro* da commiso, ref-
rdutee maneira da degeiapeuliar a o Hrasil deasa
elevada tarea, que tan i si, cad.i qu-tl devein
piovir imoienaa vautagena para o eonbvcimeoto
gtcgrapbico do uosso cootiueuta, (J.-m'-i-nu se
nal diversa* provideucits a tomai para ubi-nca >
de valioso coucurso de t -das as provincia, de
a*B3c*%> v particuUr>e, e d-" ev> Iboros rio cu)is
biblio'beeas >ncoDtiam-sK imp >rrantes doc m n
t r<-laiivos ao couheeiaento do p-otos iioladn
t(, Brasil.
-todo cm d s ft da pr jactada expoS)(io
reunir easea elementos apartns d- II- s tirr la
d -eguros sobre a varios ramo* da geograpbia
drj noss'i P'i, form l>i pessoas a qae se Val d'riir a aociedadv de tiro
grtphi-t do Rio de Jaueiro, solicitando a cesaio
tt'iipurnrl* desses precios s documentus, lasis
biCiOS i 8 m-mbiOS lia (nnaif.) oremiinil t ii
eiV e 1; rom se c m es direct r s da repariica da
Cuite a ore a pesquisa a iaser-9e a,3 archiv s ol
caos, j para isso frauqueados p- lo goveroo.
a Esa incumbencia c-oube aoa ar* corooel An-
tcr.,ij Jo* V'aria P0 Jnior, oara a* repartieres
depeudentr do nuuisieno da guerra; cap>ts\->-
t nenie J e Mara o'o Naseimeut-i, para as do mi
ai; torio da marmba; Dr. Aut- ni de Paula Pri-
tafi, f** a do ministerio da agni-oltur* Dr
Joi List.sa da Caoba ParSOagui, para ..do
ministerio de estraogeiro* t da taseoda ; e 1.* t;-
tento Artbur Indio Jo Brasil, para as do miis
t Jiiv do imperio
| ^6m de igualm^B'h entesrimtb so c m os pre-
stc!:ntes das diversas ss*jeiaeft' exiieut. aa
corte, e.>carragaram se : o Dr Antonio de Paula
J'reita*, do instituto poljrteehaicu brasriiro ; o ca-
Ii:4i-teoente Frasreiscu Caiheir.is da -Qr.oa. aa
instituto histrico o geograpbica brstaileiro ; o i"1
t.ifDte Artbur Iadio do Brasl, di club dw oy*
ctana ; o Dr. Btayg* ^dolpl. ViatorM da C-
ta d- Ittsta. cm-i a nsarwcipji; o0r lsata Aga
mnense, da secoio da sociedade de g- graphia de
Lisboa no Brasil, da sociedade auxiliadora da in-
dustria nacional e ds associacio commercial do
Rio de Janeiro.
L-se na ssesnaa i olna :
Reunida a assemb a geral tivemos occasiio
de pugnar, mai de i mi ves, pela conveniencia
de serem isentados d< s direits* de expediente os
apparelhos e machinas que h mvessem de ser im-
portados para faadacio de engenhos destinados ao
fabrico de assuoar. Eta obvia a raalp do pedido.
Desde que o governo, por bem entendida pslitica
qae muas veces temo* loo vado, e para a qual pro-
curamos incital-o, fechoo a torneira da garanta
de uros, j para estradas do ferro, j para enge-
nhos contraes, seo tio naturalmente a aeeessidade
de fomentar, por meio de favores de outra nata-
resa, o melhoramento do imperfeitos apparelhos
da industria ssebarina, os quaes constitus.n ama
das cansas do constraogimento com que tem luta-
do este ramo do trabalbo nacional. Dahi provie-
rain aa coaeessde*, a agora infructuosas, para
fuodacio, oso e goso de engenhos oentraes sem
garanta de juros.
Era intuitivo que este plano B'ria contrariado
a ser onerada a impsrtsoio de apparelhos, ou
mesmo a nio ser desaggrsvada de qualquer lu.
Aps pequea desinte ligencia, que nao tardn a
ser composta, chegou-se ao accordo de autoiiiar
o governo para aquella issocao, faaendo- se esta
pplicavel ao* apparelhos introdnsidos para esta-
bleoimeoto de fabrica de qualquer natoress. Fol
em vii tu Je desta autorisacio que o ministerio da
fazend maodou agora despachar na Altaodega de
Pernambuco, livr-s de d.renos de expediente, o
apparelhos, machinas e outro* objectos importa-
dos por Manoel Antonio doa Santo* Dia* para
tuoducio de um engenho central destinado ao fa-
brico de assucar na comarca da Escada, d'aquella
provincia.
< Esta rrsolocio pan-ce firmar a regra que, em
caso idntico, observsrn a adm'nistrsaao, e temos
que isto coocorrerA, com relaeio industria do
assucar, para que asis, folgadamente posa refa-
ser-so o seu maebinismo ainda tio atracado. Tai-
vez dnas tercas partes da nossa prodcelo de as-
sucar sahem de apparelhos quasi rudimentarios,
que nio utiliaam da canna seuio pequea porcen-
tagem de riqoesa saecbarina. E' evidente que, se
este maebinismo fosse substituido em grande es-
cala, tanto bastara para que, sem neobom aug-
mento da torca actual, omito uiaior qnantidade de
assucar pmdessemos producir. Para este resultado
pod-r a administracio concorrer, de modo indi-
recto mas cffica, pelo meio cima indicado.
* A lei rc-ierio-sc i initallaoio de fabricas mas
tio rigorosamente nio ser ella interpretada que se
exclna do favor a introdcelo de apparelhos des-
tinados substituicio oa ao melhoramento dos
machioismos agora em actividade. Para p intuito
da lei o mesmo fuodar fabricas que malhorsr e
aperfeiooar as existentes.
0 tribunal da relaeio, por aecrdio de 24,
desclassificou o delicto para o art. 261 4" do c-
digo criminal, combinado com o art. 21 'o da
le de 20 de Setembro de 1871, (estnllionato) em
qae ficarsm pronunciados iacursos Jos Seares do
Amara! e Fortuna o Jos Siares do Amara!.
Em tudo o mata fieoj confirmado o despacho do
Dr. Macedo Moars.
Foram juiaes os 8rs. : Barros Pimentel, relator,
e adjuntos sorteados, Paria Lemos e Caraeiro de
Campos, que foi vencido, pois confirma va a deci-
sio recoirida.
A' vista desta decislo devem os acensados res-
ponder perante o tribunal do jury.
L4 se na meante f jWaa de 26 :
Na presenea do* 8rs. presidente do conselbo,
ministro da justtea, senador Barros Barreto, pro-
vedor interino da Santa Casa da Misericordia, al-
guna membros da administracio da mesms, presi-
denta da Cmara M'iaicipal, director da Paculda-
de de Medicina n diversos professor^s, muitjs me-
dico e representantes de ontras classe* saciaes,
inauguron-te bontem o Instituto Patteur, estabe-
lecido em um espacoso edificio na ra das Ltran-
geiras, singado pela Santa Casa da Misericordia
Reunidas as pessoas presentes na sala princi-
pal, pronuneion o Dr. Augusto Ferreira dos San-
tos um discurso, no qual, depois de lembrar que o
interesse que despert a cura da raiva nio tan
to pela mortalidad* qae ella predas, como pelo
tetror que inspiran as horriveis eireumstaneias
que a acompanham, e a angustia moral que oio
deixa um instante de aocego ao qae fo: mordido
por animal raivosoreferise a Pastear, es suas
expariencia*, Bisasp*diis esa 188, aa* resaltados
que obt -ve, tendo perdido at o fim do anno pas-
eado apenas 58 d'entre 4,4^0 inoculados. Con-
cloinde, referio-s* aos servioo* prestados pela
Manta Casa A humanidade, aos quaes serviooa
veio juntar o da creacio do IntliUUo Patteur,
agradecen a coufiaoca com que foi honrado e pe-
dio ao Sr. provedor interino para que declarasse
inaugurado o instituto.
b -poia de declarar o Sr. senador Barro* Bar-
reto inaugurado o I.istitat > Pasteur, o Sr. Bario
de Cotegipe, agradeeendo ao Dr. Ferreira dos San-
toe os servicos que prest, u e louvando o desompe-
nho da commissio que tio acertadamente Ibe tora
confiada, disse que se nio fosea elle no Rio de Ja-
neiro asi segando Pastear, seria coa certexa um
discpulo qae honrara o mestre.
c Em seguida as pessas presente* percorreram
todo o edificio e em cada una da* salas dea o Dr.
Ferreira doa Santos expheacio dos apparelhos que
uellaB havia, indicando o fim a que se destinavam
e eipoc minuciosamente os processos empregados
para abstenca* do vira* rbico
Ha no edificio salas para nscripcao das pes-
sub nett-r-se ao tratamento, com to-
ncetsarioi; para as inoculacSes,
para a extracclo da* medulas, trepanscio e inocu
lacio dos coeibos, e a do labiratorio, com lampa-
das, estafas, placas de Viguol, exeelleute* mi-
crosc >pios, filtros sjatfma Pasteur e muitos oatros
apparelhos, e por fim a sala do conservacio das
medulas.
' Em um dos lados da casa esto os viveiros
para < e coolbos, as gaitas para os inoculados, que
all ha em grande numero, usa* para cies e
forn s de -stirilisacij e cremacio.
a T re dameute do Inatitato Pas'eur, qae houra ni) e
aquellea que tiveram a idea d aua creaci > e para
ella concorr-ram cora iadispeasavsl auxilio, como
ao Dr. Ferreira dos Maatoa que, oe*Bsi**iunadu
para ir estudar com o illastre Pastear, dea cabal
desempedbo sua uoissio, e vo'-tando ao'seu psia
provuu na fuodacio deste Inatitato qaanto fdra
ucertada a saa ese.ibi, como dase, ao felicita!-o,
o Sr. Bario de Cutegip-.
Cumpre tamoem oio esqaeeer o nome do Dr.
S irane! Prrt'-oc-. que, tea sido c-justante o activo
aoxiliar do Dr. F.-rreira doj Sauces.
ama facaca no petto, de tal forma, qae o infelis
fallece a bi. meato depoi*.
Emqu-.nto entregava-*e a esta acea de sel-
vagara, o sea comptubeiro aocapava-se em apa-
nhar-lhe o bonet, que caba a cada movimentoqoe
faais.
Perseguidos pe* povo, indignado diante ds tio
brbaro etpeetaea'.o, continuaran aiada assim
os seas froses desacatos.
O mesmo soldado qae j tinha assassinsrdo om
e ferido mortalmente outro, ferio cm a mesma ar-
ma na rna do general Pedro Marcos Ferreira da
Costs, no braco esqaerdo, Jos de Freitas no lado
direito do peita, Domingos Ferreira da Silva as
costas e outras ptBsoas, que f-ridas, f igiram.
< Ainda com sede de sangue o assassms esfa-
queou om animal de om bond da companbia de
Carris Urbanos.
t Afiual refugaram-se no quartel do 1 bata-
Ibao de infaritsria, na prae da Acclamacio, onde
foram presos pelo respectivo commandante. *
0 facto foi levado ao cobhecimento do Sr. Ma-
cedo, subdelegada do 1* distrieto de Sant'Anns,
qae abri logo inqaerrto.
A deficiencia do nosso pesioal da polica fes
eem qae esta, como acontece maltas veis* em ca-
sos graves, comparecesse tarde.
Por ordem da autor ida Je policial o cadver
de Evaristo foi reeolhido ao Neoroteno, afim de
ser boje examinado pelos mdicos da polica.
Guimaries o dono da loja de ferragens, reco-
lhu-se i sua residencia no mesmo estabelecimen-
to. Hontem noite o sea estado era desespera-
dor.
< Marcos tambes reoolbea-se sua residen-
cia.
Os oatros foram recomidos ao hospital da Mi-
sericordia.
Foi apenas encontrada ama das facas.
Prestaran* socoorros aos feridos em ama phar-
mada da prac* da Acclamacio, os Drs. Nabuco
de Freitas e Campo* da Pas.
A autondade policial vai requisitar a prisio
preventiva dos dous crimiaosos, por estarem sa-
tisfeitos os preceitos le'gaes, isto os depoimen-
tos de testemunbas de vista.
-1'-------------------------- '"' "
PA.SSI^tO
CapUal 500:0IP*W00
Fundo de reserva 4:567*1184
Lacros suspensos:
Saldo de lucros nio distrrbaidos
no presente balaaoo 8:676'* 129
Emissio de Letras byaotbeee-
rias :
Da I Serie 812:100*V)00
Da 2 836;900i(K)
Garantas de bvpsifc. :
Roraes 2.912:401*000
Urbanas 7O4:3OOViO0
Depositantes 83:0004000
Ttulos em caucio 5O:0ti0iiiO0
Caacio de admistraeio e gerencia 16:00 (000
L-tras hypotbecanaa sorteadas 24:200J 00
Joros de letras hrp >th*ariaa 41:202x000
Premios de letras bypotbeaa'iaB
sorteadas 250*000
Dividendos :
Saldo anterior nio reclamado 525*008
Pelo 3- a rasio de* i. ou 4*800
por accio 10:000*000
Diverasjf, contas 4:756*912
T
BH
**** <* RersaasniiocoDamos em aegoida'.'omappa demonstrativo do iiiiislss>niili
da Alfanuega ae Pernambuoo, durante o mez de Fevoreiro de 1888, comparado com o de I goal-meando
.un i de 1887. ,
DEnosnaacZo das biisa*
6:008:377*476
8. E. e 9.
Recife, 3 de Fevereiro de 1888
O gnarda-livros,
Napole&o da Cotia Moreira;
INTERIOR
L se na mesma folba :
oi-ae bontem unt cidade ama vergoohosa
scena de sangu praticada por soldados do exer-
cito.
Sram 5 1/2 hora* da tarde, pouco mais ou me-
nos, quaido dous saldadas du 1* bataibio de in-
fantaria Francisco Pesa .a de A b iqa r^ue e Au
i nio fereira do NaS".i ferragons da rna < > S'iiador Eu* -oio n. SO. Di
rgiram-se a Aut-a o vi en les Guimaries, dono do
eatnCfcleuioi uto, e pexliram Ibe f.caa de pona.
ti Jim lies ssa'fou-lb'M al|{>imas facas, Cora o ca
b pratnrdlV Oepois Je bem exam'iual-as um del
r i. pe.guntoa e pt ou de e .la urna. Un maraes
i-.posMBU' jiie (jue cualaVa Cala Una 3*500 O
i I ..aiti efi* nio.-u Ihi 'a quantia de 3*0.0 ; Gui-
-n*^es La*, -ibe--qae dara a merca loria por
'.J4')U. mx diapalbi|.-se n eeul a pe i prc uffe-
ic Un ,*lo frogaesf^an.o que maud.u sea caixei-
i > embiulb'.I-
a Nansa eccaaiio o soldado tirou a taca da* mi i-
dn i'aIXeiro e'Vol^audo-ae para .i don do estab le-
Ciineuto, dep is ue cura pausa, disse Ibe que Ibe
dense o truco da nata de 10* 00 o,uc Iho tluba
dado.
G limara-s que nada tinba reerbido, neg u-*e
foruaMa ote ao pedido do sol lad >. Este, s-m
mais beaitar, leVaulou a arma e -.tima-ae autire
Guimariea, f'Dudo-o e ro a*Oa fae^da, que mi
re**oo-lbe o pu'inio direi'o. Umnari aja feri.lo,
lulas c in O sol ludo. N aa uoua>iio o comj-
ub no late ultimo pulon deutro do balcc airo,
a gaveta e aubtrahio todo O diubeiro eio papel que
alu neo itroa.

ssaido de terror, pela scena qu- acabsv
de pr-Seneiar, o c.ixeiro de eatabelecira lito, gri-
tando por soccorro, correa i ra a ebamar a p_.li-
oa.
-O* dous taaeiooras sahiram leotameut da lo-
j., deiion lo G rnaaias catudo e baubxdo cm san-
gae, .
Ratavam ambos aeasa*Wa; om delie*. ajada com
faca Huta do sanagan de (jVu'inaril^i, braa.ua te-
4 lorto a direito as pes-
iante.
Corre|OBJeaeIa do Diarle de
Peraaabnco
RIO GRANDE DO NORTE.matal, 2
de Mar$o da 1888
Mais un municipio da provincia acaba de liber-
tar todos os seas escravos !
E' o da cidade de Caogaaretama, para onde se-
truem no dia 4 do crrante, em trem especial, a
Sociedade Norte-Rio-Graodeoss com diversas e
distnctos cavalneiro d'asta cidade, para assistir
i grande fasta qae mili se prepara.
A cidade do Apo iy e villa de Toaros tambe
acabam de ficar livres de escravos.
Sio c instantes e repetidas estas mamfestaces
grande causa da sbolicio, que caminba com
passos de gigante, e qae registramos com praser,
por honra de nossa trra.
Como tivemos de communicar por telegram-
ma, falleceu a 25 do passado a virtuosa esposa do
Dr. Luis Mano.-! Fernaodes, D. Rosa Cmara
Fernn i es.
Ainda ao da 3 do passado festejava o sea 1
anaiverssri de casamento, qae o era tambem de
seas honrados e queridos pais, major Maooel Leo-
poldo Cmara e D. Antonia Cmara, que hoje
mergulhados oa mais eructante dor, pranteiam a
ausensia da filha extrsmecida, um modelo de bon-
dades e de virtudes, victima de om parto labo-
rioso e g-meo, que resisti a todos os recursos da
scieocia.
Hoj t ve lagar na igreja matris d'eate cidade,
a missa do 7* da, com oficio solemne, ooncorrendo
a este acto o Eira, presidente da provincia, Dr.
chefe de polica, Dr jais de direito, Exm. padre
Joio Maooel, qae foi o celebrante, e grande nn
mero de pessoas das mais gradas da cidade.
Foi um passameato sentidissimo por todos quen-
cos conhaoeram % iaditosa moca e especialmente
pela sua rrspeitavel familis, qae longo tempo sea-
tiri as .lauda lea do ente querido que faxia a ven-
tura de seu espeso e era a alegra de seas velhos-
pais. *
Falleceu tamb.-m, na cidade da Imperatris,
o estimavel padre Jos Modesto Pereira de Bruto,
que exercia as funecoes de eoadjuctor pro-parocho
d'aquella fregueaia.
Hontem a mocidade rio-grandense festejia o
anoiversario da installacio do A'hencu, qae
noite eslava vistosamente iltamiaado, havendo
orna eessio litteraria qae foi aberta pelo illustrado
director dos estados, Dr. Antonio Garca, pronun-
cian io n'esta occasiio om imprtante e eloqoente
discurso vivamente applaudido e em qae mais umi
ves revelou seus invejaveis dotes.
Pronunciaram tambem discursos, por parte da
mocidade, o Sr. Argemiro Tinoco, e pelo coipo
doceute do Alheen, o Dr. L. E-aistre, e o pro-
fessor primario Ensebio Beserra.
Fiada sessio e acompaohados de ama banda de
msica, percorreram as roas da. cidad, conrpri-
mentando so Exm. presidente da provincia, di-
rector da instrnccio e profeasores do Athenea,
reinando sempre muito enthusasmo e boa ordem
n'esta justa maniteatacio de regesijo.
No Thesouro Provincial, durante o m*i de
Janeiro, a despesa etfectuaJa foi de 38:567*675,
assim classificada :
Secretaria d' saemblea
Secretaria da Presidencia
Furca policial
anco de Crdito lie il de Per
aambnco
PARECES DA COM1IS8AO FISCAL
Em comprimento ao que dispoe o artigo 75 do*
nossos Estatutos, vimos, na qaalidade de membros
da commissio fiscal dar-vos conta de nossa missio,
apresentando-vos o nosso parecer sobre as opera
ces, durante o anao finio, em 31 de Desembro de
1887.
Examinamos com atteacio a escriptarscio e os
documentos qae nos foram apresentados, e confron-
tando os batneos e den onstracas da, conta de
Lucros ce Perdas, aehamss tudo exaeto, em boa
ordem e clareza.
Da conta de Lucros & Perdas verificase que o
resaltado do anno foi o segoiote :
Btcea
Saldo em 31 de De-
sembro ds 1886 .
Importando
Direitos de consamo .
Add'ccionaes de 60 /,. .
Augmento de 10 '/*.
Expediente de 5 '0.
Armazenagem.....
Capataxia.......
Imposto de 40 % sobre fumo.
Despachos martimos
Imposto de pharoes.....
Dito de dcas.....
1888
Exportac&o
Direitos de 9%.
dem de 7 /0. .
dem de 5/,. .
1.* Semestre .
2.o Semestre.
1." Semestre .
2." .Semestre .
Lacro liquido.
Da importancia d'este lacro liquida veritiei-se :
Fundo de reserva
l. Semeetre. 1.221*805
2.' Semestre 2.075*125
51.452*149
71.3^6*970
Despeza
. 1.668*638
. 54.071*963
,1.434*541
122.779*119
124.213*660
94.740*601
29.473*059
Semestre
Semestre
3.296*030
22s%saaaww
. 7.5O0*O'J0
. 10.000*000
29.473*059
Saldo em lacros
peosos
17.500*000
-
sos
20 796*930
8.676* 12i
Interior
Sello por verbas.....
Dito adhesivo.....
Imposto de transmissio de 5 %
Extraordinaria
Multas.......
Fundo de emancipacao. ,
Depsitos
DeposUos de diversas origens.
ContriSuicio de carida.de
.

Somma.
822:247*%
482*7
86*11.'
7:a56*5l
11:310**
3:381*73l|
*
6:460*000
1:312*470
2:447*875
17*6U
31:316*305
53*960J
128*000
847*382
42:670*250
1:842*607
3:290*244
1887
374:0S9*O94
186:22*4
37:384*498
4:453<:a7.
6:9H5A48
2:544*057
*
5:040*000
2:079*3 10:083*851
7*7*8!
45:004*70
UMPUUB9^9
935:702*291
627*83!
30:994*03'i
4:254*160
3:346*415
713.901*024
Para
448:158*867
*
*
3:403*139
4:375*416
837*674
* i
1:420*000
*
*
9*877
*
51*060
*
118*000
319*547
11:676*413
*
*
470:370*693
Parameos
186:490*410
37:298*083
* '
*
*
aV .
*
706*880
7i63SstTZo
V
l'V.fitiftislftfi

*
*

2:ll*l53
56*171
248:572*426
RECAPITULAQAO
v
V
Vi
DBaMIHACAO DAS BENDA8
Importacio.....
Despachos martimos
Exportadlo.....
Interior......
Extraordinaria .
Deposito8......
Total ....
846:315*593
7:772*470
33:781*785
181*960
43:517*63",;!
5:132*851
935:70-'*291
612:328*990
7:119*300
55:0^6*287
31:521*87*||
7:600*575
713:904*084
232:986*608
653*170
*
*
11:995*760
*
245:635*53
A
V
214314*502
65*040
V
2-A6?*Z24
23:&37*Jta
2 seccio da Aitandega de Peroambuco,
O escriptnrario, Oditon Coelho da Silva.
1* de Marco de 1883.O chefe, Cicero B. tkmmt* \
Sentimos muito praser em significar vos qae o
resultado do anno de qae se trata toi bastan tu fa-
voravel, mxime para ama uistitaicio como esta,
que apenas a dons anuos inioioa sua* opesaeoes, e
qae assigaalados serv?os vae prestando a lavoara
da canna de nossa provincia.
A administracio, em sea relatorio, vos orienta
minuciosamente o movimento do auno, e esta com-
missio, da conclasio da soas'observaces, termina
propondo-vus que approveis as contas relativas ao
anno fiado em 31 de Desembr* de 1887.
Banco de Crdito Rsal de Pernambueo, 2 de
Marco de 1888.
.Francisco ioeiro Pinto Ouimaraes.
Seguranca publica
Candade publica
lustraccio publica
Culto publico
Thesouro Provincial
Mesas e eollect .rias
Obras publicas
Juros de aoolices
H.-ssoal inactivo
Exercicios fiados
Juizo dos Feitos
Eveotuaes
Hospital de Csrldade
393*331
1:814*936
6:739*310
109*560
1:968*866
16:213*993
297*500
2:534*496
3:3944383
4i*iaj>
704* 0 l
3:936*116
1:276*220
61*126
44*838
50* 38:567*675
D'eata despesa pertenc m ao exercicio de 1886
1887 36:635*640, e 1:932*035 ao exereicio cor-
rente de 1888.
Por acto de 27 do passado foram nomeados
Epamioondas Tbebano Ferreira Lima e Joaquim
Cavaleante de Albuquerque, agentes do correij,
aqu-lle do distrieto de Flores, no Acary, e este no
de Vera-b'rus, de 8. Jos de Mipibu.
HViSTA D1AR1/
PERNAHBUCG
Transfi-renriaa (Isa *.-c*.-n ds M+neO
de l're.uio Real e Pernanilincn
ii> auno lie 18*9.
da Veiga, cofwnsoete p.ittfse* lastsjra,. rMmmut ,.^ f^.Iud
r,etro litlerano partaga^s, da tacul*aV sne l,.,,^ ocoatravs oai___
rfna do Bio de Janeiro da ieadstaianoparial | rjea esa um pobre preto de nomo Evaristo
10
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40*000 a 4<>*
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a 70*
> 8-1*
80*000 i06i

i J mu
Peruamuueo, 31 d Des^mbre le 1887.
Ntpole&o da Costa Moreira
(iuarda-livr.e .
Halanrn do B
ae HenniaiiU
brude le>M9.
ACTIVO
\i'i-ooistas
fcinorestimos bypothoeario* :
Kura- s
U ri-uos
V.iures hypotheeados
L iras hy uthm-a'iau
ttvio'tra i letras bvpoth.
JOsna* ii.rr-Ht.-s (raraiitidas
B.ueo I ii r.iaciooal ilO BiaSl
Ueira* oyp.iibeearias J.-p Hitadas
Val r a oauei aadoi
^efjosiio Ja administracio *jf ge-
rent-ia
VI.,veis e uteatiliM
Caixa
D>v<-(S caneas
ro ale redil.. Re I
u, em SI de llesem
8 0:00 *000
1.833:3i*iK)n
414: 700*-HK)
3.6l7:-'O-4i)00
136 no*' 0
10:70j*0
4i'HA* 1*000
6049180
H >:0 .>*0U i
fiO:000*lJv
Btcarsio presldeorlalNo intuito de
examinar alguna terrenos situados em Agua Pre-
ta, para s estab9lecimento ds um nuc i colonial,
parti para aquella loeasilat*, no dia 1 do cor
rente, o Exm Sr. vice-presideote da provincia,
acompanbado dos Drs. Jos Osorio, inspector de
trras <. colonisacio, Francisco do Reg Barros do
Licerda e Jos Manuel de Barros Weadecley.
A j chegar o trem, as 7 horas da noite, na esta
9 io, foi abi S. Exc recebido por um erescido na
mero de amigos, que o esoeravaes a o acampan ha-
rem at a villa, cujas casas se aohavam illamina-
das e onde um outro grupo de amigos tendo a
frente ama banda de msica aguardavam a sua
chegada.
S. Exc. hospedoa-se em casa do nosso pretti-
moso amigo o Sr. capitio Joaquim Verissimo do
Reg Barros, que toi incansavel em prodigalisar
todos os commodos possiveis nio s a S. Exc. co-
mo as pessoas que o a&.-mpanbavam.
No dia segoiote, em ompanhia de muitos ami-
gos, percorreu S. Exc. diversas propnedades e o
valle do Pyrangysiotn lugar destinado ao esta be
lecimento do engooho central ltimamente con-
tractado com a provincia, gastando n'esta excur-
sas qnasi todo o dia.
8. Exc. voltoa antehontem, no trem da tarde.
E' de esperar que de tio til excursio, resul-
te u os beneficios qae a provincia tem direito a
esperar d'aqueiles que se intereseam pela sua
prosperidade.
Prado Pernimbursuo A' 6" corrida
da aoimaes, realisada uo domingo 4 do crreme
pelo Prado Peruatabucano, caocorrrram muitos
expectadures, havendo graade annaeio, e forte
jogo na poule.
O resaltado das corridas foi este :
1 pareo-Dr. Boltrio.
Comparecern os animaos inscriptos.
Oanbaram os premios :
Pregoicosa Io ; Araa 2a. ,
2 pareoConaJIacAo 80) metros. Anintaes da
provincia que ainda nio tivessem ganbo. Premio
1005.
Por terern comparecido todos quatorse animaes
inscripto* foi dividido o pareo em duas turmas,
urna de n. 1 ao 7- e ratra de n. 8 ao d. 14, fa-
sendo-oe cfT etivo o premio de 100* para cada
nma das dnas.
O resultado du 1 foi o seguate :
Perylli:
L'epieier2.
C ndor3.
T-mno de corrida 73 segundos. Rateio da poule
10*900.
3* preoDr. Sonsa Res: Animaes da pro-
vincia. Premio 200*.
O resultad foi:
Faisca 1.
Zumby a.
Calino 3:
Tempo de Pooie de Faisea !*l00.
5* pareoClab lu. i nacional de R'gitas. 800
metros. ASomaes da provincia. Pr.-mio 150* :
C>mpareceram todos os animaes inscriptos.
R silt-de :
P.iy III.
Peiy$>.
Oeia3.
T-uipo de corrida 6 s-'gundo*.
Rateio da pool 10*5 t).
6 parcoDr Q.uc.ives Pinto, 1,600 metros.
Anm.e-t da piovmcis. Premio 2 10*
CompartCeram os animaes inscriptos.
R aoitado :
TallScnau l*.
Eom .
Terop de C rrida 140 segundos.
Rateio da poule 6*7 0.
7o pareo r. M r-.ra A1 ves, 100 metros. Ani-
maes ds provuici.. Premio (UU* .
N compareeea Taquaiy.
R aullado :
T'.'iop atada I*. i
V.yWell9.
T'or men .
Totopo d corrida 66 spguudos.
R.te.od. poole4**400.
Tlssuil du dnry do rrtistVHoo-
t.m deii-ude bavar jalgaoseatn oosss Vrbacal
por U mparacataas o prcstoaii o Trabas *i Dr
AutnioDoxiug s Pm'o, o<> plimsjta aoabiea.
Da O ive>ra Rauaveta o*o**in*o Mraatda Fran-
co, o depu da vvdBMdjs^aJaeaaa*'do assasaro'
Entradas de algodo e amucar-
Vieram por mar e trra para o mercado do Recife
no mez de Fevereiro :
Algodao
De 1888
1887
. 1886
1885
. 1884
Aassioar
De 1888
. 1887
. 1886
. 1886
> 1884
Barra de Jangada U a
16:000 S* mo
1 726*718
28trl*l5t
mXmmmmm
'------------i dos jetados pri
. 35.921 sacets.
36.811
16.029
13.082
13.822
285.727 saceos.
243.881 si
151.813 .
2i.-4.069
287.138
telegramma de
Una, datad i de h ut.euo e qae nos foi commani-
cado, dis o segointe :
Una, 5 de Marco.
O destacamento de Barra de Jangada foi ata-
cado. Duas pracas e um paisano t .rano martes
O agente da estacio est ameacado. *
Posto que esse telegramma nada diga sobre a
origem do conflicto, parece-nos que este se prende
urna questio de trras, qne desdo algurn tempo
tras alarmados alli os espiritos.
S. Exc. o Sr. presifjante da provincia e o Sr. Dr.
chefe de polica receberam tambem telegrammaa
noticraudo o doloroso aconteuimento e pediude pro-
videncias.
Estas foram dadas imme iatamente, seguindo
no trem da tarde da ferro- via de S. Francisco urna
fore* de 20 pracas de policio, que, commandada
pelo Sr. capitio Cordeiro, actualmente na Colonia
Orphanologica Isabel, dever dirigir se ao termo
do Bonito, ficando '.s ordena de delegado d'esse
termo, qne obrar de accordo com o subdelegado
de Barra de Jangada no sentido de restabelecer a
ordem e prender os culpados.
Matris da oa frtalaHontem tarde e
a noite esteve em exposicii o catafalco qae ervio
para o funeral do Dr. Manoel Euphrasio Coni,
u matris da Bdi-Vista.
Muitas p seoas foram vel-o e lou.vari.in o tra-
balbo executudo pelo Hr. Agr, sempre solicito em
desempeohar-se de taes incumbencias.
Hojc ainda estar em exposiuio o referido r-a-
tafa Ico.
Fsiu iludr d DireitoNa seccio dos
edita.s vai publicado, aa toi. a de hoje, um da
Faculdado de Direito, em qae se d couh cimento
aos intereseados de um telegiamma do Exm Sr.
Ministro do Imperio resolveodo acerca de exames
dos alumnos No ni- s-.noedital se declara alten 'o o hora-
rio dos actoaes exames pela seguinte forma :
1' anno de meio dia as 2 horas da tarde ;
2 anno das 10 horas a manbi ao meio dia ;
d* annodas 9 s 11 horas da manbi ;
4o annode meio da s 2 horas da tarde ;
5a annode meio di-, s 2 horas da tarde.
UcdlcloaDo Rio Orande do Norte nos toi
obseqaiosaineote remettido pelo Sr. Dr. .Vicente
Ignacio Pereira um folbeto, de que S- S. autor,
conteudo urnas Consideracoes p ticas s*bre o cho
lera morbos, aua pruptiilaxia e seu t atamento.
L' um guia para o tratara nt j do cru.i viajan-
te do Gaugrs, destinado as pessoas estranhas
arte de curar, e gaia muito seguro, pois foi coor-
denado p >r um medico hbil e com bastante expe-
riencia da vida.
Agradecemos o mimo do Sr. Dr. Viceote I. Pe-
reira.
Bssaaoameato e ferlmrulo-A'a 8
hars da noite de 3 do correte, em urna oeh- ira
sita na ra Marques do Herval, perleacentea Ma-
noel Jo&quim Filho, toram espancados e feridos
Severino fereira do Naseimento, alli empregado,
e sua mulher de nome Herealana Mara da Cn-
ceca., por tres iodividuos, que peaetraram no
estabelrcimento com aquello desiguio.
. D'eses individuos, que se evadiramaps o afren-
tado, sabe-se chamarse um dV-llea Pedro de tal.
A autaridade policial do 1 distrieto de 8. J s
tomou couheeimeoto do facto, e procede aos termos
du inqnerito.
aaaaslnataAnte>hontem, cerca de 8 ho-
ras da noite, na rus da Moeda, paroebia de 8.
Fre Pe'dro Oo'.calves do Recife, o creonlo Fausti-
no Miguel dos \nj 'S, foi assassinado cm ama ta-
cad, no peiioesqUTdo, penetrante ao auracao.
Osen assassino que evadio-se depoSstdo erime,
verificou-se ter sido um imperial marinheiro de
nome Be." Joro, qne fas parte da guara oio do
patacho 6rM rOTOpe.
Os dous lui-taraui sem que se saib t por que ;
e a victima sisas conseguio perseguir o crimino-
so at o cae* da Companbia Pt-ruambucaaa, oude
c.b u merlo.
L-vado n cadver para a igreja da Madre de
D.-us. a'li foi vistoriado. pelos Sr. Drs Suusa e
Costa (iones.
A polica abria ioqerito e deligcnia *capturar
O C'l < InoS l.
Karaiia No da 2 do crrente, 1 hora da
tarde, uo tugar Bu, do Io d'stncci policial de
Afogadoe, L-onidaS Maiia do Espirito Santo fetiu
com ama faca da no braco tsquei do a Maria de
tal.
Foi o demonio do cim que movea o braco de
Lenidas, que se evadi depo s do crimr.
A autoridad o reapocti va abri ioqerito res-
peito.
KsmasamenlaDea entrada bontem no
H sp-i'l Pedro II, afim de ser tratado, o pardo
Aintumo .aooel Uuilherme, que s gundo elle puo
prio informou, ficou com a perna esquerda i sma-
gada em cooaequencia de term paeaado sobre elia
as rodas ios vehculo* de om trem da fetro-via do
Rai-ife a 8. Praneiseo.
Er I empregado desta lioha frrea..
tlsuiiO-Houtem, s 7 horas da manbi, ama
pesaos que fui ao mercado de S. Jos faaer cour
pras, incumbiu do transporte destaa i om rndiv-
du) pardo, que sucode pelo nome de Cosme, e que
se oceupa no mist-T de ganbador.
Acompanbado por este, segua aquello potara
reguezia da Bia-Visfa, quando, de repente e-tal
C' ame dcsapparecea com a carga qae levavsu
Era um gatuno, e dos taes qae j sao cotsbe-
cidos
Compre, pcis, que todos se scerrterem d'elh.
Failecimenio Fallecen no domingo tu-
mo, s 6 horas da manbi, o antigo e conceitoade
prenssrio de algodao, Francisco Antonio do Aran
qu-rque e Mello.
Era natural desta cidade e contava 96 astro
de idade.
Dotado de urna alma grande, nimianMatevSit-'
gioso, e fervoroso adeptes das ideas liberara, tl-
uba as mios sempre a bertas para os neeesaftadea,
qu- a elle recorriam e impuuha se, pela firmes*de
suas creucas, so respeito e estima de seas sstsstr-
sarios polticos, em cajo numero etmtava nmttos
amieoe.
Fui o seu falUcimento de veras praoteaftj e
risso den prova o immenso prestito que tarde
seonio o sen cadver ao comiterio publico ds an-
to Amaro.
Nossas condolencias saa desolada vi ova e fi-
Ib.s.
atroTambem falleceu, na mesma uu'rte de
3 para 4 do c irrenre, o frraertrmario s^assjsjsjda
Francisco de Paula Ferteir da Annnnciaoio, vic-
tima de un,a htrnia inguinal extrangulad.
Tinba 75 annos de idade e foi um caraaxav-se-
rio.
O Miu i.. l'itori'Nio Para a Livraria
Fraoceza, ra Primeiro de Maree, che?aram os
fascculos de iis. 41 a 49 inclusive, dessa obra
publicada em L'aboa por Jos Augusto Vieira.
Bem i scripta e adornada com maitas gravaras
e varios c'ir ..-, obra ioteressante e cariosa..
Diccionario ContemporneoPara a
mesma livraria chegaram tam .em os f.-ciculos de
ns. 53 a 61 inclusive, do Graade Diccionario
Contemporneo francs-portugus e portagaec-
franees, obra do professor Domiogos de Azevedo,
impressa em Lisboa.
Os questiuuados f.,cica!ci abrongun nma parte
do diceonano pirtugues-frances.
Eacula publicaA"-ba-be funecionando,
ra d Lima ii. 44, a 1* cadc'ra de inafraeco pu-
blica priniiria paru o sixo femenino, de Santo
Amaro das Salinas.
Tneaire Manta IsabelFoi msito con-
corrida u eg'evu bnibante a testa artstica da Sra-
D. Izulmn M melar, realisada no sabbado ultimo
no Theatro Santa Isabel.
A illustre artista foi muito app'aadida e-mimo-
seada com diversas joiase linissimdus ramalbetes
de fiares naiaraes.
Todo o espectculo corrru bem, destingniado-se
como ora de esperar, a beneficiada e o br. Soares
de Mediros.
tiimineniiiinini do ft de Marco
Renlisa-se hoje, s 7 horas da noite, no theatro
Santo Amo io, a pcnai solemne promovida pelo
Cenlro Republicano para commemorar O TWan-
niv.-ra.to da revolucio de 1817.
Presidir a seseas o Sr. Dr. Albino Meira, e
oceupar a tribuna o Sr Dr. Izidoro Martina Jo-
niur.
iiraanark de tem' ranrsi-A Lsrra-
ria Frauuesa, rna P. un oro de Marco, acaba de
reci ber o Svpplemenio do Novo Almanack de
Lembranc a Lusu Broziltlro para o anno o. rren-
te, pelo Dr. Auuniu X.vier Uodrigues Cordeiro.
Esse i'ir. ui'tk. como se sabe, impresso em
Lisboa e gosa de merecido e bem firmado ron-
ceit.i. *
Tras o sopplemento em questio grande i
de charadas, tuygmas, Iogogripbo8, e urna '
da culi.- \-o de p esias, ancdotas, Cr t.s e histo-
rietas, alm das vanadas e ati-is informeaee.
Aitradecemia o mimo que de om ejemplar aos
fes a Livraria Francesa,
iiesordeiia no l*ar&OJornal do Com-
meci da seguiute :
> U Sr. ministro da jostica receben do presi-
dente do Pr os segointes telegrammas : Ba-
leos, 25 H je e 10 huras da manhi, tendo com-
parecido na oola das audiencias Ant. nio da Casta
Juni'-r, autor do frrimrnto de Veia Cabrai, cerca
de 200 peasoas roderam o palacete {forvm)' e gri-
tavam : mata o assassino, coa^indo sslm as tee-
temuubaa que. depnaham.
A' 1 hora da tarde, o juis summariaote offi-
cinu me r.quiaitandn 30 pracas para msnter a oi-
dt m e garantir a vida Co ro. Iramediatamente
uiaudei yr '0 pracas de liaba, e o chefe du p li-
ca, que C1 ciu.ig i se chava, ordenen pelo lele-
phonu ao official de estado do c. rpo p Mear man-
dasse mais 20 pracas e 14 de cavailaria. Bdnis
de apap-.de e apedr. jada a f rea, o a. mmaadsuste^
tendo teito previamente intimar o p -vo a,asado
desobedecido, mandn a oavallaria dispersar, la
hind kvemente terido um indi5rrno qae esmisa.
sobre es pe ras da calcada. F rum esgqtados
previamente os meios braodoa repetida* wxea
intimados os desord.;ir -s. Na sais das .tndieacits
acbava-ae erescido numero deliberis latnastaa-
tcs, inclusive o Dr. Assis e "o eonselbeira Tito-
F.aneo, que, croa garanta de que ee achaVa ro-
deado, deu o braco a Costa Jnior e sanie, inco-
i-lume da audiencia.
Bilm, i6 Depois do telegran-roa*
tana nada mais occorreu. Reina tranquil idade.
E do cb f de polica da provincia o aegiate :
> Baim, 26 Alm dos aconteciBH oto* mrn-
niaoado* n> telegramma do preeiilen*e, nio aa
oenhum outro. Apenas duas cusas ceiauturutam
nn largo- do Palacio fecbaram hontem as portas
por eausa d ajaaUmento. a
Daj tolhas qae tivemos do Pur t
~
I


Diario de Pernambueo Tcr^a- feira G de Mar^o de 1888
*
* provincia de K- Aoi alo, fwrm,
uiodo M inver motil as ojoorri
ao* telegrama- .a fupra, qae pro!
onac esa mi ratva, agaardndo
plo prximo paquete.
iwnmt naa aara* e dommwi-
cia elaa partoBoletia meteorolgico do
d 4 de Msrjo de (888.
atoa
Temperatura mxima30*,0U.
DiU mnima 24,25.
Evaporaoio em 24 nonti- n-> sol: 7,0 .
bes: 4",6.
Chavaaulla.
Direccio do vento: 8E de mra noite a' 8 hora6
e 19 minutan da manhi ; E at 8 hora* e 40 mi-
antos ; SE coou inte.-rupcoos de ESE at 5 horas
ia tarda ; SE bt mua noite.
Vatoeidade mdia do veata: 3*,16 por"eogundo.
ebatoadade media: 0,4).
(Nao fonceioriou o ntaregrapno) -
i.eiliealfiectuar-ae-bio.
H je :
Pata ageste Htepple, ia 11 horas, na roa Bario
da, Victoria n. 85, de movis, loncaa, vidroa, ete.
Pelo agente Pestaa, ao meo di a, na ra do
Vigario n. 12, fel agente Pinto, s 11 horas, i roa Marquea
de Oliuda n. 5i. de movis, lo-og-s, etc.
Pelo agmte (usmio, a 1J horas, na ru. Mar
quss de Olinda n. 48, de tecido* groasoa, ferra-
geaa e meraado/iaa.
Pelo agente Uodejto Bachata, s 11 horas, na
roa de Lomea Valentinas qf. 17, do csu.eleci
atento ah cito. I
Amanki: V
Pelo agente 3:epple, '.ia 11 horas, na ra do So-
ceg o. 33, d> estabrecimeuto ah aito.
Pelo agento Martina, is 11* oras, na estueio
de Cinco Puntas de msdeiraa de coostruceio.
Pelo agente Modesto Baptiata, a 11 horas, na
raa Direita n. 32, de moveia, lonjas, vidroa, etc.
Iaaa faaebreaSerio celebradas :
Hoje:
A'i 8 horas, na matriz de Santo Antonio,
ajota de Jovinia.no de Atevedo Bello.
Amanh :
A'a 8 horas, c matria de Santo Antonio,
alma de Ballarmino Francisco de Sonsa.
Sexta- feiru :
A'a 8 hora*, na (matria de Santo Aotooio, por
alma de Jos Gnncal ve* Peona; is 8 h >raa, aa
matria da Boa-Vista, por alma do deaembargador
Jos Qointino de Caatro Lio.
Paaaaajeln)*) Cbegadja do portoa do nar-
te no vapor brasileiro Maranhao :
Dr. Manoel Agapito Pereira, Americo L;na Vaa
oneelloa, Jos Carlos Vieira, Praneiaco Paulo
Pinhoiro, Carla Seheffier, Mara Jos Vaa Meudea
01 criada, padre Goitavo Lsite de Soasa, Sim-
plicio Coelbo da M. Besende, Luis Di .ge da Silva,
Aateoi j C. F. de Si, Antonio Gomes Veraa, Fran-
cisco da Bocha '.lbo, Dr. Justmiano da Serpa,
Antonio Luia D. da C'ata. J .- X cuoira Rabel-
lo, Joio Affonso Fernandos, Primeni) de Torres
Baneira, Joa Joaquim doa Sant.x Lima, Jote da
Crua Cordetro, Dr. Floripes K-j-s, Francisco
Cleto Toacano Barreto, Beroirdim de Millo, Joa
Severioo de Araajo Baoevidea, 11 -rmiuia L. Pea-
oh de Oliveira, 3 filhaa e 1 criada, Joio Domin-
go* dos Santos, Ber lardioo de Almeida e A.ba-
Juerque, Manoel Liemos, Dr. Frauklin Babello,
os de Araajo e ana aenbora, Estevio Veroe,
Antonio Car val bo, Francisca Jote da Rjcba e 1
criada, Antonio Al vea Pereira, F-ranciaco Mace 'o.
Cbegadoa coa portoa do aul no vapor alie-
talo Arqentina:
Jos Marquea A- Bibeiro, Candido Marquea da
Silva A, Thoodor Faatiog.
Cbegadoa de Macei no vapor ingles Oti-
lia* :
Tbomas Swift, Fre Caaaiano de Camachio, Fre
Fanatino de Grnmer, Antonio Goneslveo Fortes.
Sabidos para oa portoa do aul na vapor ba
aileiro Maranhio:
Amador Brandan Nogueira Cobra, Tbomas
-----'
por
par
cOMHEtr.in
fala coiu aneiil
v"OTAf OK8 OFPIC1AES DA JCNTA DOS COK
RECTORES
Redfe. 5 de Jarci de 1SS3
Nao houve cotacio.
O prca:d .:::,
Aoguato Pinto de Lemoa,
O secretario.
Pedro Joa Pinto.
Pauta da Alfoadega
MMAH4 DS & i 10 DB BASCO DI 18e8
CVide o D.ario de o* Marco
Mavimento nanearla
bbcits, 5 dbbabc) na 1888
PRAQA DO RECIPE
Oa bancoa eatabelcceram boje a taxa de 24 12
d. aobre Londres, a cuja taxa nio acharam di-
nheiro.
Foi paaaado al juma couaa cm papel particular
* 24 8/4.
O mercado fechn maia firme.
PRaA DO RIO DE JANEIRO
Os baaos, em geral, abriram buje a 24 3/4, re-
tirando lego para S4 5/8, fechando firme.
As tabellas expostas aqu toram estaa :
Do Loanoa Basa :
tjondrea. .
Parla. .
Radia.....
Bamburgo .
Portugal .
Sew-Tork .
Do IarmsJucioKAL :

90 djo vitta
24 1/2 24 1/4
388 31
. 391
486
219 <
2106'J
482
217
Gares Paranhj* Mo<. i, Orv Aarelio Tava-
res, Garlas Lope* MachadJ, Dr. Aaeriao de Sao-
a Guimariea, 01/aapia da Silva, Joaquim Bibei-
ro da Silva, Ao'onio Moreif\ de M.'Aguiar, Al-
fonso Joohi, D-. Joa Caaado la Cnnha Lima,
Antonio de Medtiros Mafra a ana leohora, Anto-
nio P. B. Montenegro. Luis Millry, Dr. Agaallo
Ribciro de Macrdo, Hareoiaoo de Preitaa, Igua-
cio de Aaaia, Oetaviano Bueno, Alberto mii,
Hamilton Thaodoro de Paula, ChemaDia F do
Aidrade, Joio Antonio da Onveira BjIIo, (Jarloa
Celao Oliveira, Aldravaade de Oliveira, Francis-
co Marcondea, J. M. Cesar da Amorim, Ignacio
da Aragio Buleao, Ildefonso Alvim, Antonio Fer-
oandea Jnior, Arthur de Caatro, Dr. Carloa de
Salles, ana aeubora e ana pupila Maria, Joe Va-
rado Santiago, Vicente Leovigildo Pereira, Dr.
Edaardo Silveira e ana aeahors, Francitco Diaa
de Caatro, Dr. Nicolao Totentino da C ata, aua
aenbora e 2 filhoa, Artbor de Caatro Lima, Joao
Baptiata de Carvalbe, Diogo Maranhio, Alvaro
R. da Parias, sanador Laia Felippa de Sansa
Lelo, Harineo Elyaio Ju'.nca, Mtria E. da Lima
Barro e 1 filh i, Victoriano Suaart, Alfredo Ma-
noel da C'Jats. Mano'.'l A'lguato Rodrigaba, Fran-
citco Machado Taixeira Cavalcaote, Julio Medei-
roa, Manoel Barbo*, Manoel da Silva Lemoa, Dr.
Agoatinho da Silva Leal e aua seohora, Antonio
Candido Vieira, Ripbael Correia de Oliveira, la
mael Evaristo da C. Gouveia, Franciaco Barbosa
de M-B8S9 e aua aenbora, Rodolpho Pedroaa, An-
tonio Guncalvea Forte, Vaogham, T. Snaft, Emi-
lia Podeato, Ligojaanis Domingos Bay Aona
Rasa, Amelia Mana doa Aujos, Daniel, Prxedes
Ribeiro Sdarcs, Manoel Eulalio, Zeferino Jos da
Rocha, Lucio, Aodrelinn, Job, Joio da Silva Lr
ma, Manoel T. da Silva Gumea, Manoel Antonio
de Mattoa, Felippa Mana de Jesne, Alvaro Gar
cia, Dr. Nstor Cavalcsn'^, vio Machado Tei-
xeira Cavalcante, padre Joio Estoves Vianna, Er-
nesto Bratherbood.
Sabidoa para o sal no vapor brssileiro Ar-
lindo :
Movta Pereira Vianna, Fredcrico Baatos, M.
Alivert.
Isas de UelrncaoMovimeato do* tr-
ios da Casa de DetencSo do Rcciic no dia 4 dr
Marco de 1888:
Exisliam 473 ; entraran 8 ; sahiram 8 ; exis-
'*m 473.
A saber:
Nacionaes 421; maibercr 9; slrangeiros 12;
escravo sentenciado* 8 ; i Jux de corr ceio 20
-ToUl 173.
Arracoado* 398.
Bon* 371; doeute -'I.
Movimento da enfermara :
Teve baixa :
Avelino Joa Jerooymo,
Teve alta :
Antonio Furrrira da Silva.
Foram bont m visitados
belesimento por 20J pesa >aa,
mulberea 113.
Uoatpltsal Pedro IIO movimeato deste
hospital no dia 4 de Mar(j, foi aeguinte :
Eatraram............... 11
Sabiram.................
Falleceram............... 3
Exiatem................. 667
Foram visitadaa ae enf rmarias p :1o* Dr*. :
Moecoao, is 8.
Cysneiro, is 9 3)4.
Barros Sobrnbo, as 6 3,4
Malaqoias, ia 8 1(1.
O pharmaceutico entrn is 8 1/2 e sahio
da tarde.
os presos deste rste-
aeodo booiena 87 e
ia 2
ae
Elvira f-eroambuc, 1 lies, B -a Vista ; con-
volaoer.
Umj creaoca, Periambuco, Bosv-IB ^a* nas-
Bras Pereira, P.-ntambuc?, ^s*|aVt saram-
Antonio, Pernambuco, 6 meses, 8. Jos ; gas-
tro eoterite gud*.
Joaepha Bandeira de Mallo, Pernambuoo, 83
annos, viuva, S. Joa; hemorrbagia cerebral.
Germana Mana da Uoneeicao, Pernambuco, 29
nnnos, casada, Boa-Vista; tubrculos pulmona-
res.
4
Aotooio Manoel de Mallo, Pernambuca, 18 an-
nos, solteiro, Boa-Vista ; esmagamento daa per-
nee.
Mara do O', Pernambnco, 70 annos, selteira,
Boa-Vista ; eaehexla senil.
Maio I Antonio de Beatos, leari, 43 aun
caaado, Boa-Vista; dyarrbea.
Joio Vicente Corroa daa Naves, Parabyba, 22
annos, solteiro, Graos ; anemia.
Ctaddioa, Pernambaco, 6 mesas, Boa Vista;
coqaelacbe.
Antonia, Pernambueo, 5 mesea, Graca ; con-
valide*.
Rcealioa Anglica de Oliveira, Peiuambueo, 14
anima, aolteira, 8 Jos; eardite.
Candida Mara do Rosario, frica, 10) annos,
Boa-Vate ; bomerrhagia uterina.
Julia Rosa de Almeida Barbalbo, Pernambueo,
47 auno*, casad*, 8. Jos; g**tro enterto-
Roberto Feitusa de Britto, 35 annos, viuvo,
Boa-Vista ; tnbercalose.
Rotaliaa Mara da'Cuoceifio,-Ceari, 40 innos,
viuva, Recite; tubercu'oae.
Francisco Antonio de Albuquerqae Maranhio,
Pernambueo, 59 annos, caaado, Boa-Vista ; cys-
tite.
Jeronymo do Coraoio de Jess, Pernambaco, 80
anno*, solteiro, S. Jos ; cachexia.
HS
O ajudante entrn a 7 1,1 horas da manhi e
sahio ia 12 d* tarde.
Lotera dat proa-i arla -A 3 parte da II*
lotera pelo novo plano, enjo premio grande da
100:000*000, em beneficio da 8anU Ca de M>-
aercordia do Recif", se extrahiri nidia .. d
correte ao mcio dia, o* igreja de Noaaa Seabors
da Con ce icio doa Militare*.
Lotera > Para A 3 parte da 17 <.
pelo novo plano, cuj i pretn'o granie 60:UO
aeri extrabida no da .. de Marco
Ceraallerlo publicoObituario do dia 3
de Marco :
Elvira, Pernambueo, 0 mes-a. Boa Vi ata; o
queluebe.
Joanna, frica, 7q annoa, aolteira, Graca ; t-
tano espontaneo.
U ui be I ino Francisco de Paula, Pernambnco, G5
anco*, solteiro, IjraC' : i tupir.
Amelia Rodrigue*, Pernambueo, 15 ancos, ca-
sada, S. J jo ; febre poiTua^al.
Um feto ; Graca
Via frrea deCaruar. . 1 i 29 13.393
Aniaiae*...... 1 i 29 9 836
Via-fcarea do S. Francaeo 1 i 29 121.888
Via-.'errea do Lirnteiro . 1 i 29 15.740
Somma 285.77
Em igual mez de 1387 . . 243.881
Difforenca para maia em 1883 41.816
algodIo
Entrada* Diaa Saccaa
Baicaca*...... 1 i Vi 4.3H7
Vapore* ...... IA & 2.206
Vi*-ferre de Caruar . 1 a 29 1.409
Animae*...... 1 i 29 11 506
V'ia-f. rrea de S. FranclcO . 1 i 29 4.518
Vi a-frrea do Limueiro. 1 i 29 9.915
Somma . 35.921
Em igual m?i de 1836 . . 36.811
PUBLICARES A PEDIDO
Grande lotera da provincia
AO PUBLICO
Tendo publicado urna defea i* aecusacj* que
me toram dirigidas por causa do adiam oto da
grande lotera d'eata provincia, nio poda eaperar
que o 8r. Torrea ma reapooaabiaaaae pela que nm
.uoayaio dissera a sea respeito, com oa sem fun-
damento ; e me jolgaria dispensado de urna rea-
posta, ae es*e enbur al j ti vase argido faetoa que
affectnm a miub honra e dignidade. Nio pni*, ao
Sr. Torre* que me dirijo, mas aimao publico t quem
devo eaclarecer, ara que o aieive e destacamento
de um bomem boje bem conhectdo n'esta trra nio
cheuem a faser opioiio entre os incautos.
O adiamento da lotera por des das, que o Sr.
Turres chama de escandaloso, nio obstante estar
no dominio do publico o motivo juato que o deter-
minou, nio ae campara com oa repelidos adiainen-
tos concedidos ao mesmo Sr. Torrea, e se n rasio
plauaivel, adiamentos que deram em resaltado a
empalmacao de cerca de qaiohento* cerno*, e o qae
inai* o descrdito da provincia.
O Sr. Torrea, entretanto, nio podeudo explicar o
desapparecimeoto d'aquella avultadissma impor-
tancia, aenio declarando como fes a pmidencia da
provincia, que o gastara na npreaaio de buhe
tea ( ) precisa faser escarceos quo deaviem de
ai a attenso o mesmo a animadveraio dos que lb
eotregaram o aeo diuhero.
Eu nada tent com laao : nem me eojait} a *er
objeclo dos derivativo* do Sr. Turre*.
Eu nio diiae que o Sr. Torres devia ettar em
Fernando, se o qniseaae diser lal-o-bia com a mi-
nba ataignatnra no artigo que publiqaei. Todo*
qae mi eonhecem sabem que nio ion habituado a
este* reeurao*.
.ne o Sr. Turre* deveria eatar dil-o a aua pro-
pria c.nsciencia.
O Sr. Torres explora a minba fallencia como ae
oio f-e ella muito eoubecida, principalmente de
nuaea pr*ca cnmmercial. E quem aaaim falla um
bomem que como negociante tallio mata de urna ves
tendo ate andado fsragido.
Feliamente poaao appellar do Sr. Torrea para a
opioiio de tu do a que nos conheceui.
O Sr. Terrea em aua verrina allude aem duvn
a venda de orna partida de sol de marcas Alie V
vinda de Sobral e pertcncente ao Sr. Antonio R---
gino do Amaral. Consta dos mena livros, oa quaes
ullereuo ao exame de quem queira obsequiar-me,
Difierenct pira menos em 1887.
>>90
HEZ UB MAC* J
ASSUCAR
Entrada* Dia* Saceo*
Barcacas...... 1 i 3 5.250
Va-frrea de Caraara . 1 i 5 1.581
Animies..... 1 i 5 1.076
Vis-frrea da S. Francisco . 1 i 2 4.925
Via-ferrea de Limoeiro . 1 i 2 1 830
Somn. 14.662
AI.G0DO
Eulrada* Diaa Sacca*
Barcacas...... li3 258
Via-terrea de Carua: . 1 i 3 117
Animaos...... 1 i 5 3.338
Via-teriea de S. Francisco . 1 i 2 liS
Via-ferica de Limoeiro . 1 i 2 471
l**n-X1Sa
Italia. .......
flaaaborgo......
Uakaae Porto.....
rineipae* cid a de i de Portu-
gal........
4ew.y0rk......
Do Eaauan Batm :
ixtadre.......
Pane........
Italia. .......
aaanborgo......
Lisboa e Porto.....
PrtBMipaes eidadca de Portu-
#*1........
Oba doa Acoras ....
Oha daMadeira ....
Soar-York......
W. ilj: A 1/4
58a
4b2
217
891
391
486
219
221
2060
Sorams.
4.372
80 djc vitta
24 1/2 24 1/4
388
482
217
391
891
486
219
224
227
224
2*106'J
Cata^aa 4a auaear
BM 5 DI SUBCO DB 1888
A Auodaoao Commeretal Agrcola, registrn os
presos abaiso, {.agua ao agricultor, por 15 kilo :
OaiaaPiato
Oolonia Isabel. .
rwbitMt pul verisado.
Stanco 8* wperior .
3." boa .
8.* retular .
^oamoao* .
Maaeavado oau-gailo .
broto. .
Rtame .
21700
2480J
21200 a 2C30U
2/700 a 21800
21500 a 2/600
1200 a 2*400
1/700 a U800
1/540 a 1/600
1/200 a 1/340
900 a 1/000
Caiatioaa le al/j;oda
am i> oa mxbco na 1888
Conttoa veadrs,com alguna reserva, do de V
aorta do aertia, 6* Batraala J. at
MM* e *l/rdAs
Eatnid
sareasti
UKiriTSUUO
I a S9
Sacco*
91.8,1
Irelamenl m
Foi reoluadu h ntem oda barca al'cuj J.
G. Ficbtc, para carregar aqii, c u> dcstioo a
Santo*, vario- ginero*, a 3 030/ A) j, qjaatia re-
donda
Vapores despachado*
Vap. naa Ailiodo. para :
Rio de Janeiro : 4 Oi'J saceos com asiocar bran-
co, 911 dito* com ditu inaacavade, 200 *aec*s com
algudio e 2 Rio Grande: 72 barricas o 2 724 aacco* com
aciacar brancu, !0> a.ccoa com dito maacavado,e
200 aaccna com ulgodao.
Pelotas : lb> aacco* o 600 barricas com aaau-
ear branc', e 10 pipa com agurdente.
Porto-Alegre : 256 aacco* com aaaucir branco
25 ditos com dito mascavado.
Garres;, diveraos.
Vrp. nae. Maranbao, para:
Babia: 5ib.rrica* o O/2 dita* com aaaucar
branco, 121 aaceaa com algodit", 2 bainca com
doce o 20 aacco* em t:* de caraaba.
Rio de Janeiro : 'iuO asco-, cjm milho, 28 ca
xa* com viuho de Jurubeba, 45 saceos com cocos
(frueta), 3 b.itris com peixc salgad j c 2 caixas com
dito i -co.
Cnrr.g. diversos.
Vap. nac. Estrella i, para :
Rio Grande do Su'. : 1.90') saceos com asiuor
branco.
Porto Alegre : 1 170 ssocoj e 200 barricas com
aasucar brauco, 530 aaesRO e 100 barricas com ai
aucar maaaavad.
Carreg. diversos.
Navles despachadas
Barca lueet Jacob'', pira:
Bltico: 153b farloa e 665 aacoai com
dio.
Carreg, Borstclmaan & l'.
algo-
Pat. nac. Fraocoliau, para.
Porto Alegre : 1 810 saceos e 150 barrica* com
aaaucar branco, 77 j eaccoa e 50 barricas com aa
ue*r-Tn> sea vado, 10 aaccaa com a'g)dio e 10 pi-
pas oom alciol.
Carreg. divcrioi.
Barca port. Novo Silencio, para :
Lisboa : 219 aacco* coin aaaucar brauco, 21 aac-
caa com algodio, 1.250 couroa salgados e 1 pipa
com agurdente.
Pino: 6C0 aacco* e 4/2 barrica* com asaocar
branco, 510 saece* com aasucar maacavsdo, 7 r
acca* com algedio, 1.100 sacca* com farioba de
mandioca, 696 couros salgado*, 8 pipas com agur-
dente e 50 paneiro* com goama,
Carreg. diversos.
\avios A caria
Barca portuguesa Lope* Daarte, para Litos e
Porto.
Barca noruegoenao Pro/atar Nordeuskiold, para
Estado*-Unido*.
Barca allemi Mitpah, para Estados-Unidos.
Barca norueguense Potykarp, para Liverpool.
Brigue ingles Admiral Tromp, para Rio Grande
do Sul.
Lagar allemao Da Capo, para Canal.
Lga nacin ti Marmho IX, para' Rio Grande
do Sal. fe
Li;ar americano Edieard Johtuton, para Estado*
Uuidos
Patacho portugus Dou* IrmSot, para Lisboa e
Porto.
Patacho nacional Lnsitano, para Pelotas.
Vapor ingles Waterloo, para Liverpool.
Vapor ingle* Birkhael, para Liverpool.
Vapor ingles Pitubary, para Liverpool.
.\av as a descarga
Barca norueguense Dux, carvio de pedra.
Barca noru guense Norge. carvio de pedra.
Barca aorueguente o'oitd, earviu de pedra.
Barca norneguenae Columbio, carvio.
Barca noruegaenae Progrest, carvio.
Barca iaglesa Curpasian, bacal hio.
Barc inglesa HtUn Isabel, bacalhlo.
Brigae allemio J O. Ficht, farelio.
L^ar ingles Preidig, carvio.
Lugar ingles Paragero, bacslbio.
Lugar ingles Lucy Siarch, carvio.
I'atacbo nacionil Ittoalt xarqne.
portacao
Lugar norueguense Helena, entrado de Suan-
sca em 3 do correte e conaigaado i ordem ma-
n fetou *
Carvio de pedra 315 toneladas a Great Wes-
tern if Braiil Bailway Compiny.
Barca inglesa Carpaitan, entrada de Terra
Nova na meama data e cooaigaada a J. Pater A
C manifestou :
Uacalbio 3,500 barricas e 2,040 mcias ditas i
ordem.
Vapor nacional Maranhio, entrado Jos portoa
do norte em 4 do corrate e consignado ao Va-
conde de Icaqui do Norte maeifeatou :
Carnario 5 encapados a Guimariea & Valente.
Barra vas>os 50 a Amorim Irmios & .C.
Pipas v*iiaa '0 aol mcsma),'26 a Pereira Car-
neiro ce C.
Tamancoa 3 fardoa a Almeida Machado & C.
Barca inglesa Heten Isabel, entrada de Terra
Nova em 4 do correte e consignada Ulickburn
Needbam & C, manifeatou :
Bacalbio 2,825 barrica* a 2,703 m?iaa ditas uoa
consignatarios.
a.
Kxgaartactlo
aacura, 3 00 MARCO DB1888
tara o txicrxortSA
No vapor ingles Birkhad, carregaram :
Para Liverpool, J. H. Boxwall 10,003 aaCcos
com 756,000 k oa oe aaaucar maacavado ; J. M.
O.aa 880 aaccoa com 66,000 kilos de aasucar mas
cavado.
No vapor inglea Fintbary, carragou:
Para Liverpool, M. J. da Rocha 455 aaccoa com
34,125 kilo* de aaaucar mascavado.
No Vapor ingles Mariner, csrrr-gou :
. Psra Liverpool, Laobino Lima 350 aaccaa com
31,941 kilos da algodio.
Np lugar a I lami Da Capo, carregaraa:
Para New-York, Julio Irmio 1,000 saceos com
75,000 kilo* de aaaucar ao a* cavado.
** No varpor ingles Argentino, carcegarsm ;
verificando oa qnj toi vendida a de mire* AR ao*
8*. Braga <* S e a do marca V toa Sr*. Arcelino
Lima & C. dono* da armasem aonde ae achave re-
colhd*.
Inoro por Unto qaem *>j. essa negociante que
declarou nio me ter comprado esse genero.
Aa compras que effectuei e a que ae refere o Sr.
Torres, foram a pedido, como o fia de oatraa mul-
tas veses, e conitam do* documento* em meu peder
que desde ji ponboa disposioio de quem o qaeira
examinar.
Foi uiraitado quaodo nio esprrava, depois de
vinte anno* e tros meses de negociante n'eata pra-
oa a auspendor os meas pagamentos pela* garan-
ta que prettei em letra* scceitaa por alguna doa
meo* committentea, o* qoes tendo-me promettido
atiafaser euot seua debito* no* respectivos veo-
cimeoto* nia o ficeram.
Fis pagamento* a alguo* do qoantaa nio insi-
gnificante, at o momento em que cochea nio po-
des continuar pela falta de outroa que me obrgava
loga a prompto pagamento.
Disso sabe muita gente e nio pori duvtda em
acreditar todo aquello que presa a honra e respeito
a dgnidsde albeia.
Nio fui um cavalheiro de industria, visto como
entrei muito moco para o octnmercio, e com capital
bem aoffrivel, beraocaqas me havia deixado meu
honrado pai, enjo nome me legou inmaculado.
Tinbo conacienca deque aempre proced horna-
da mente como negociante, e capero em Dena que a
pobreaa nio me fari recuar do caininbo da h ora.
Eu com certeaa aio trocara pjr mai* fracs que
foue a policio independento de negociante *e ti-
vesse ficado com recorso* para continuar no com-
mercio a meudigar nm emprego publico qu .1 o que
hoje oceupo.
Nio sei em qua crime baja acorrido neate
procedimento p lo qae nio poaso, nem devo accei-
tar a commioacio de estelhonitario que me itn
po i! o Sr. Torrea.
S. 8. parece muito preoecupado com e**e crime,
e dshi vem enchergar ettelliontato nos asa sim-
ple* a puro* aotoa do* oatro* querendo ver nolis*
a empalmacio do dinbeiro alheio e o abuso de
confianca que lbe peaam na conscencia.
Nunca me paaaou pela imrginacii aubstitoir ao
Sr. Torres na extraccio da grande lotera.
Limitava me a coadorr-ma de seua desastre*
dos quaes ella mesmo pareca nio condo-r-sc
Convidado pelo Exm. Sr. presidente da provin-
cia, para faser correr a grande lotera com outro
plano que exclutndo oa quatrocento* e tantos con-
tos engolidoa pelo Sr. Torrea d**e urna compen-
sacio ao publico ti* groraeirameute miatificado,
muito e muito heaitei a nio tera me incumbido
de tio melindro** tarifa se nella nio c-tive s a
aalvacio do* creditu* da provincia, e das lotera*
a meu cargo, visto como na corte e provincias,
quaai que ni) ha va maia quem qaiseaae um Di
Ihete da Pernambueo.
Dia sg ra o Sr. Tarrea que en lbe prometti aob
palavra dar-ibe todo o producto liquido dai lote
ria te fosee da extraccio dlas tacarr gado lato
, en ia ter todo o trabalbo e reapoosabnidade
com a extraccio das lotera* do Sr. Torre*, en-
tregando-lbe o producto liquido dellas, o fic&va a
ver navio*.
E' mmto sombar do espirito publico julgando-
me ao mesmo tempo um beoci', como ounea bou
vo n recuperar a gran le fort tna que di* ter perdidu,
e nada maia.
Como se atira ao publico um acert desta or-
dem I
A verdade eat*. O Sr. Torre* precuron-me
em minha cas, e diversa vese* no eacriptorio,
em preaeoca de. teitemunha* que apontarei e
for nece*aario para saber a aoiucio da propoata
que me hiera de, obtida por elle, do grupo liberal
da Aaaembta Provincial, a votacao do urna le
que traoateriaae para mim a extraccio da* lotera*
a *eu cargo, partindo o projecto de aeua aa>g>*
dentro o* quaes a txeluia u Sr. Virconde de l'a-
batinga, encarregar-me eu della* daudo-lne algn-
ma retribuiciq qae compensasae oe prt-jins'o* que
diaia ter aoffrido.
Respond como ultima palavraque ni) duvi-
daria entrar em aceorl correodo por couta delle
exclusivamente a oblenoio de urna Ui que me ga-
ranta a vitalieiedade.
V-sepois clarameate que oque me piopos o
Sr. Torres foi nem mai* mem ineno* a trabaferen-
cia de um emprego vitalicio cuja acquiaicio pa-
receu-me acceitavet, deade que em uada eompro-
metti* a minha dignidadr, e inteuaiaente precisa
va en de nm logar neasna condicoea para maia
tranqjillamente viver om minha anmeroaa fa-
milia.
Deagot3ndo-me porem de *ea procedimento
ulterior deelarei ao amigo a qaem allude quo
nia aceeitaria mai* a loa propoata em csao al-
guno.
O qae corto que aqaelle projecto nio foi
spresentado e o po ico dir tfa eu tenho com-
premisse algum com o Sr. Torres por me~ achar
boje interinamente encarrjgado da extraccio das
loteras a aeu cargo em cnsequencia da sna sus-
piosio, sccreacendo que. anda aio extraLi urna
della*.
E' ioiacavei e*se Sr. Torrea ; nio ha agua que
lbe mate a c le.
Alm da importancia com que fioa da grande
lotera] collou ama porcio de bilhetes troc.nlo
uns e vendendo outros, e nem ao meaos entregou
ao Tbesouro oa que declarou ter em seu poder na
importancia de cinco cont e tanto, alm dos
existente* as agencias daa outra* provincia*.
Fica por hoje aqu, e aaaeguro ao Sr. Tarrea
qae nio aeri a minha cuita que S. S. fari opioiio
propicia ante o* seua prximo jalgadorea.
Jos Candido dt Atoraes.
Grande lotera da Provincia
No Diario de domingo vim demonstran-
do que o comineo dador Jos Candido de
Moraes, n.lo tinha parte algum a com a pu-
blicagRo aaaigoada -o Imparcial.
Se o Sr. Torres lbe coraase as faces,
de certo nio tioha fallado em fallencia ;
se o commendador Jos Candido falli, foi
muito honrosamente, porque foi toda ca-
sual como provou, e tem quitajSo de avus
oradores, porm nao fez como alguem que
estando fallida, e cm presen; de s-us
amigos, laofou em um sopo uro pouco de
p branco disendo que ia suicidar-se. e
sendo temado o
copo,
verifi
ou aa qua
Para amborgo, Amorim Irmloa & C lO bar-
rica* com 1,104 kilo* de sanear maacavado.
Na barca portuguesa Lipet Duarte, carre-
gou :
Para o Porto, A. J. Ferseira Martin* 2 barra
m 80 litro* de a No patacho portugus Dout Irmiot, carre
gog :
Fara o Porto, P. J. de Ase vedo 30 couroa sal-
gados com 360 kilo* e 2 a*ccos com l0 dito*
de caf.
Para o interior
No brigue allemio A. Tromp, carreg a :
Para -o Rio Grande do Sul. J. si. Da* 50U bar
rica* com 39,612 kilos de asaocar branco.
No patacho ailemao D. Pedro, carrega-
ram :
Para Pelota*, P. Caineiro & C. 100 barricas
com 10,4i0 kilos de aasucar mascavado e l.Ok;
dita* com 88,600 dito* de dito branco.
No vapor nacional Arlindo, carregaram :
Para RiO Grande do Sul, J. ti. L.yo & Filho
800 saceos com 22,500 kilo* de aaaucar oraucO
Para Rio de Janeiro, J. S. Loyo Filho 2,000
aaccoa com 150,000 kiloa de atiucar branco.
No vap^r nacional MandaAu, carregaram':
Para Rio de Janeiro, Cost. i Fernaude* 2,000
coco*, frueta ; B. C M. Vieira 8,O0 cocos, frueta.
Para Baha, Aodrade, Lipea da C. 134 aaccaa
com 10,347 kiloa de agodu ; Amorim Irmaoa Aa
C. 50 barricaa oem 5,882 kiloa de aaaucar branco;
M. Lonas Sa C. 20 barrica* com 1,200 kilo* de
Besucar refinado.
Dinlielra
BBCBBIDO
Pelo vp. nac. Maranhio, do norte, para:
H. Nneavb ac C 3 467*500
Frauciaco Rbieiro Pinto Quimariea 2.815t6v 0
London & Braailiau Bank 1.366*7UO
Manoel Alves Henna ft C. l.OOUxOOO
Pernande* & Irmio 6S4i3'H'
Baga & Si 60.'j5U4U
Mendea Lima & C 56315U0
BXTEDIDO
Pelo meamo vapor, para :
Macei 22.100^000
Ro de Janeiro 1.00*UUO
Readlmeatas pblicos
atas oa iubco
Alfandeya
era
gommi, fazendo isso para os scus credo-
res compadecer-sa de s:u estado e como
nio alcancasse tal complacencia, fjge p-.r^t
Macei.
m quanto dizT que o ommendador
Jos Candido promettora os luor >s das lo
terias, eu digo qua negocio dessa ordam
s de pai para filho, e o Sr. cjmmendador
ainda muito moeo par ter um filbo de
sua idade.
Quem teve um procadimento como o da"
S. -S. axpjQ lo urna lotoria a venda e essa
nao -orr^nio, S. S. nSo prestou couta
Tbesouraria por ter S- S. podido ao pro-
silente para nio racolber e sendo concedi-
do, esso escaalalo o povo qie anda tem
bilbetea dessa lotera e sam ter de quem
baver ? O que me responde a isse '.' ba
de vir dizendo que foi muita honra.
Sr. Torrea coatouto-aa com os 490 coa-
tos e cale s-s, deize os outro3 viver em
paz.
Prometto nio voltar maia a impreca,
porque o publico em geral j conbece sua
ebronico.
Tcnbo dito.
O Imparcial.
Dcvancius
No artigo publicad) aote-huntem com o t.tilo
que encima eata liabas deram-se oa aegum'ea cu
ganos:
2o perodo, 1 linha, em vea de cae lt-e me;
3 periodo, 3* linha, em ves de horas ia-se li-
vros ;
dem, d1 liuha, depois de bal-tugada colloque-se
aspilavraa .p. Liento e sob copadas ar voces
que me repetiam baixioho etc.
Si periodo qae com c< : boa tem inteirameate,
na 3 linha, em ves de bebidas l-ae borbotetas e
na 10' linha em vez de stgredot leia-se regato.
2* cdnmna, Ia liuha, em lugar de vide de ver
i-ha ler voae.
6-3-88
J Th F.
Ilinbaroacoea suriaa na ,iorlo
eni 4 e & de Marca
NACIONAES
ha vi o* coHaiaHAXABios
Arlindo......... Pereira Carneiro c C.
Companhia Peroambucana.
Companhia Pernambucana.
Maia A Rezende.
Loyo di Filho.
Viaoonde de Itaqui do Norte
Amorim Irmio* A C.
GlqUli
Ipjuca...........
Luaitaoo..........
M^rioholX.......
* Maraoso.......
Rival ............
NAVIO*
# Argentina.......
Admira! Tromp....
Adeibeid..........
Antn............
Amor.............
Bertha............
B^lgen..........
Jonanxa ..........
Bjnjr lary........
Beatrice Uavener ..
BiJthael..........
Columba..........
Charle* Coi.......
Carpaaian.........
Chilian...........
D. Pedro..........
Doa* Irmio*.......
Daisy..........
Dux..............
Da Capo.
EdTRANGEIRAS
COBSiaHIABlO*
Boratelmann at C*
A' ordem.
II.-rinaun Lundgrin & C.
Pereira Carneiro & C.
Amorim Irmios i C.
Hermann Lundgrin & C.
Hermano Lundgrin ac C.
Johnston Pater k C.
Johnaton Pater 4 C.
A' ordem.
A' ordem.
Wilaon Sons < C-
N. J. Lidatone & C.
Johuiton Pater di C.
J. H. Boxwell.
Pereira Carneiro k C.
Silva Quimariea de C.
Heury Forster & C.
A' ordem.
A' ordem.
Emanuel.......... Hermann Lundgrin & C.
Renda eeral
Do dia 1 a 3
Mem te6
Renda provincial
Do dia 1 a 3
dem de 5
84:152*659
50:449*673
15:808*288
'8.1474403
134.6021332
c
23.9554691
Somma total
scelo da Alfaodcga,
Edward Johnaton
PritB.............
Freidig..........
Praucolim........
Finabarg..........
Orid.............
Glengarrr.........
liara onia.........
ilersilia...........
Helena............
rielen Isabel.......
J.G. Ficbte......-.
J. H. Cbadwib.....
Lopes Duarte......
Lucy Marcb.......
Miapah...........
Maud y-ammell ....
Merritt...........
A' ordem.
Hermann Lundgrin & C.
Bowman & C
Amorim Irmioa & C.
Lidiatone & C.
Hermann Lundgrin & C'
A' ordem.
Hermann Lundgrin 4l",
Amorim Irmio* & C.
Via frrea de Limoeiro.
Blaekburn Needhan &C.
Pe.eira Carneiro ft C.
Pereira Carneiro & C.
Amorim Irmio* & C.
Wilson Sons & C.
A' ordem.
A' ordem.
........ J. H. Boxwell.
Mariner........... Jqbntton Pater & C.
Norge............ Wlson Sons & C.
Olivia A. Csrringoo. Hermann Lundgrin & C.
P. N rdeuskiold.... A'.ordem.
Poiykarp.......... J. H. Boxwell.
Progresa......., Wilson Son* ft C.
Paragero.......... Johniton Pater ft C.
158:558*023
5 da Marco
Segunda
de 1888.
O thesoureiro Floreiic'.o Donnguet.
O chefe da seccioCicero B de Mello
Berebedorla (eral
Po da 1 a 3 9:836*315
dem de 5 4.276,1520
14:1121835
Becebedoria provincial
Do dia 1*8 1:098*922
dem d* 6 2:814*067
aterir aralaage
Da dia 1 a 3 7:470*784
dem d 6 5;178#74t
3:942*989
12:6194535
taduura publica
Foram abatida ao Mstadooro de Cabanga
reas* san o eonsasao do dia da
Hondo: 57 reae* pettencentatal ira Castro
ic C-, e 20 a diversos.
o aavanang*
* Pggy .........
Seqael...........
Solid.............
Sperdwell........
Solgran..........
Tbomaa C. Seed...
A' ordem.
A' ordem.
Li vi amento 6t* C.
W. W. Robilliard.
Hermann Lundgrin & C.
A' ordem.
Victoria.......... Amorim Irmios ft C.
Waterloo......... Wilaon Son* ft C.
Wiilie............ Hermann Lundgrin & C.
O agnal indica ter a embarcacio aahido.
Vanares a entrar
MBS DB HABCO
Europa........ Equateur.......... hoja
Sal........... AUtanea........... hoja
Para ............amanh
VMe de-Stm-Nieolas 8
Zaimar............ 10
CoBiuiandantBarvaliw
Tocou em uoa*o porto procedente de Pernambu'
eo com d stino ao Coar o vapor Pirapama no da
25 do corrente.
N'elle vioba de o;mmandante o noaso distincto-
amigo Sr. Francisco Rsyaundo de Caivalho, sobre
cuja cabeca passira a tempestada jurdica, que
o abalroamento do* vapores Pirapamae o Bakiu
motivar*.
Fetismente, o nosso amigo pode provar at
evidencia sua incnlpabilidade e a regolaridade do
aeo proceder n'aqnele desastre,.e ser restituido ao
aeu lagar com aa mesmaa honras e com a meima
confianca de oulr'ora.
Cumpre-nos agora dirigir urna trplice sauda-
cio ; ao nimio advogado da defeta pela sua p'o-
profieiencia na materia e dednooes lgicas doa
argumeotoa ; ao integro juix pela justca e.'rectidio
de sua sentones, e ao commandante do Ptrapamn
pelo esplendor do su trumpbo.
tDo Correio do Natal)


.
ileacmbaricadiir Joe aiiinliato de
tasn Lea
I. ANNIVERSARIC
Etelvno A. de Castro L ;. Manoel Joa Mar-
tina, Eufroaina de Castro Martin*, Manoel Joa
Fernaude* Barro* e Aona M. Fernandea Barroa
canvidam aoa parentes e amigos para aasiatirem
as missaa que mandum rezar na mttris da Boa-
Vata, a 8 boraa da m'inh do dia 9 do corrente,
1 anniveraario do fallecitnento de aeu presadsi-
mo pai, sigro e av deaembirgador Jos Qointino
de Castro Leio, confessaudo-sa desde ji summa-
mente agradecidos a toioi aqueilea que compare-
cerem a este act. de candado e religiio.
mwnmmnmmnmuWmWmmWmWmmnWsmmwmm
Pernambaco Hlsslon to Sea-
Men
A Meetiog of intereated in tha abive \v li (hose
be beld at the Sailora Home en Friday the 9i
instan: at 220 P. M. to consider the present po-
sitioo of tbe Institntion.
H. BeaumontJones
Cbaplain.
March 5* 1888.
/<3SaN / viva
X DI8TIHCTA ACTBI* B 1NGEKCA B8A9.-
LEIRA
ISOLINA MONCLiR
Na noite de aua festa arri- tiea. no
da 3 de Marco de 1838, no
the&tro Santa ls->bel
Um apreciador.
la exSretalaC'Joba, R. A-. 28 de Janeiro
de 1878Sr*. Lauman ft K oop, N-w-York.
Amigos e aenhorea Nao teuho palavraa com qae
manifestar a Vv. Sa. mea agrad cimento pelo im-
portante servig i que me bao prestado com o seo
Ole-' de ligado de bacalho.
Ha dous aunos qae padeca de ama doenca dos
pulm.'s, havendo sido todos os eat.ir{os do Dr. D.
Francisco Pelonti A'meda c. mpletamente inutc.a
sem conseguir melbora alguoia, por iaao me resol-,
vi a conaultar urna junta de facultativos compoata
doa Dr*. Roqud del Fue-, Arcenio Leyba, Joe
de Allende, Flix de la Sarria a Emiliano Garca,
oa quaes resolveram, como urna prova, adininig-
trar-me oOleo de ligado de bacalho com o p:i-
toral de Anacahuita. Tres mezea o bei tomado
rnente, e boje me acbo couopletumeotc bom e ro-
busto.
Me grato subscrevor-me De Vv. Se. muito
agradecido amigo e criadoGuillermo de Moya-
no.77.
$
v

-e

Bueno* Ayres
Eat.-Unido*.
Norte.......
Sul.........
Bueno* Ayres
Montevideo..
Havree esc..
Sal.........
Santo* e CSC.
Southampton.
Norte.......
Santos e eac.
Bordeanx ...
Sol.........
Bueno* Ayiea
Norte.......
Santo* e eac .
Soutbamptoo.
Bueuoa Ayrea
Vapares sah MEZ DB HABSO
Equateur..........hoje s 2 b.
.41 /tonca
Para..............
Ville-de San Nicols
Tomar............
Poto*;.........:..
V'.e de Macei....
Manaos...........
Advance..........
Tagut.............
Espirito Santo .....
Vtte de Pernambueo.
Portugal..........
Pernambuoo.......
Nevo.............
Maranhao.........
ViUe de Bahia.....
Etbe..............
Trena .............
I s 4 h.
8 s 5 h.
8 i 1 b.
10 a 2 b.
II is 2 b.
13 s 4 b.
14 *5h.
14' 4 h.
14 i* 12 b.
17 s 5 b.
19 a 3 b.
18 a 2 b.
21 a 5 h.
21 s 2 b.
27 s 5 b.
29 s 4 h.
29 s 12 b.
31 a 2 h.

:'


Bro..............
Constance.........
Cbristian Scriver ..
Coata Lobo........
Ferm.............
G. C. Stanford.....
Honor............
or..............
Persevera at........
Petunia...........
Rosin*............
\aviai 4 entrar
Rio Grande do Sul.
Terra Nova.
Ro de Janeiro.
Rio Grande do Sal.
Antuerpia,
New-Yoik.
New-Port.
Rio de Janeiro.
Liverpool.
Terra Nova.
Terra Nova.



Sul...........
Europa......
Europa .......
Europa.......
Sul...........
Norte.........
Estado*-Unido*
Sul...........
Sul...........
Europa.......
Sal..........
Norte.........
Europa.......
Sol...........
Europa. *.
Sal..........
Earopa .......
Pooi............. II
Vle de Macei.... 12
Mandos........... 13
Aavonce^ ..-.... 14
Taout............. 14
J&pirto Santo..... 16
Pili* da Pernambueo 18
Portugal.......... II
Pernambueo....... 23
Neva..............24
Maranhao......... 98
ViUe de Bahia...... 28
Elbe............., 39
ZYmf............. 81
Movimento do porto
Navios entrados no dia 4
Manoa e escalas11 1|3 diaa, vapor nacional
Maranhij de 1999 toneladas, commandante Pe-
dro Hyppolito Duarte, eqaipagem 60, eara va-
ri* genero*; ao viaconde de Itaqui do Norte
Santo* escala8 das, vapor allemio Argentina
de 1551 toneladas, commandante V. Reteike,
eqnipagem 48,'carga varioa gneros ; a Bortel-
man de C.
Buenoa Ayrea29 diaa, lugar ingles Peggy de
247 toneladas, capitio Gi.bert Proase, eqai-
pagem 8; em lastro.
Macui16 horas, vapor ingles Chihiam de 1415
toneladas, commandante ]E F. iirannieter,
eqnipagem 24, carga vario* genero*; a Boxwell
C.
Navios sakidos no mesmo dia
Hamburgo escala Vapor allemao Argentina com-
mandante W. Reteike, carga vanos genero*.
New Y ikPatacho americano Daisy, cap tio
F. S- Nasg, carga aasucar.
Porto A labrePatacho braaileiro Francoln, ca-
pitio Amaro Joa Ramoa, carga aaaucar.
Navios entrados no dia 6
Terra-Nova39 das, barca inglesa Ren Isabel,
de 249 toneladas, capitio J. F Olssoo, equipa-
rm 11, carga bcalho : a Blakburn Noedban
C.
Parabyba-4 das, hiate nacional Fiordo Jardim,
de 80 toneladas, ineatre Jos Bernardino Ban-
deira, eqoipagem 4, carga algodio; a Joa Lo-
pes Albeiro & \
Pelota8. das, barca norueguense Solaran, de
366 toneladas, capitio G. E Colbenaen, equipa-
gem 10. em lastro ; a H. Lunlgrea Fi^ueira38 das, patocbo portngaes Victoria, de
180 toneladas, capitio Joio doa Res, eqaipa-
gem 9, carga varios genero*; a Amona Ir-
mioa ft C.
Sahidos no mesmo da
Rio de Janeiro e eaealaVapor nacional Afara-
nhao. commandante Pedro Hyppolito Daarte,
carga vartoa genero*. .. .
Porto-Alsgie e ecalaVapor nacional Arixndo,
caamaudante Joa Francisco de Oliveira, carga
vario* gneros. ,
Quiniaton. Jamaica) Barca noruegaenae Pro/rea,
capillo E. M. Nielsen, em lastro.
| nWbadosLugar ingle* Peggy, capitio G. Proase,
i a iaatro. [5% '



-
.

.
Diario de PeraambiicoTersa
'MMJ
de Marpo de 1888
Todos mana, bu compre repetir, que ita ooi-
tes pasaseis s no theatro, do baile e out-as re-
unios, ft |;m o organmo delicado da niulher.
O unicc meio que *e ooabece pare comnater ee
caacaco 4 enpregar como p- rfuma pera o taneo o
Extracto de Kmanga do Jepao, da caa Ri
gan at ,i|ae disaipa oa ineommodos pro:;uido
pelo calor e xromatiaa o ar ambiente, t-o me-
mo tempo ligoal evidente de boa gito e dis-
ioceio.
Protesto
-a, O abaixo nssigaado, teodo arrendado por aub-
i*ai,io, em $8 de Saio de 1887 e pelo tempo agr-
cola de oito safras, o engenho Biachii do Norte,
aito n'este termo, a Jos Peixoto de Barros Reg,
a quem por eicriptara de 1 de Maio de 1882, com-
peta satrejar e gosar pelo periodo de doae aooos,
dos qaaes j4 havia goiado qoetro, acontece, que,
a despeito de expretsamente ter annuido a essa aub-
locaei o proprietario do engenbo Joo Pereira
de Arstbj > Ctrdojo, seos nada alterar naa condi-
.ses do arreadamento aublocado, mxime quanto a
integridade do* terrena que conjliiuiam o mesmo
ngenbo, drs qtiaes ettava de posee e referido
Jos Peixoto le Barros Reg, posse qae na raes
mas condicdi! e sea oppoeico' foi traspasada ao
abaixo asaigoado, a despeito de jA ter o abaxo-as-
aignado, seguro na verdade da escriptura, fundj
dossfra, contundo Umbem cum a leeldads daquel
les que com e le eontractaram; a despeito, final-
mente, de tu io isto, o referido proprietario Joo
Pereira de Arsojo Cordoeo, em ausencia e sem a
mnima sciemia do abaixo assignado, acaba de
desmembrar parte dos terrenos do ailudido enge-
nh} afim de serena anidos ao engenbo Risco.
Ora, alterando esse desmembramento as condi-
coes pelas quses bouve o abaixo asignado o ar-
rendamento d>> eagenbo Riach&o o Norte, desde
j e para sci.ncia de quem possa interessar, vem
protestar contra qualquer negocio qae Unha sido
feitocom as oito letras qne aceiten, do dito arreo-
damento, pola, como oobriga a propria dignidade,
nao pode cncampar semelbante procedimento.
Em juii) cot ptente asar de sea direito par
tornar sem effeito esse arreadamento e seo valor
os ttulos qae o representaos.
Sem oa terrenos desmembrados, por todo preco,
caro o tal BiaekSo it Norte
Escada, 1 fe Marco de 1885.
Mi. noel da Bocha Ferro* de Ata vedo.
Glit onnrfi
A i*. B.
Mar daaiaite
Sabbsdo, 10 do corrate
Ccnvjtes permittidos.
A Directora,
Su fe delegad* do t dialr rio du
Poce de Panelia
Nesta subdelegada acha-se depositado um ca-
vallo ruase, talbado, apprebendid em mi de
Maooel Ignacio da Silva, cerno suepeito de ter
sido furtado.
O subdelegado
Joaquim de Soasa Neves.
Molina
A insistencia com que os redactores do partido li-
beral, todo o proposita fasem alloaa s marte de
Vji% Chico, para malsinarem o integro Dr. Ribeifo
Vianaa, impelle-n>s a vir i imprens para arr-
ibes que se teem desejjs de informar-se da his-
toria do asaaseicato d'aqaelle ladro de gado, Com
todas as saas particularidades e pormenores, aprn-
veitein a occasio de acbar-se n'esta cidad o Sr.
Dr. Luz Joa da Silva Guarni e d'elle obterio
a noticia circunstanciada dos antecedentes da-
guelle crime, co plano e combnscocs qae proda-
z nm o lgubre destecho.
O Dr. Ousao, melaor que ningoem, poder
apeotar a ma) occulla qae guoa o braco homi-
cida.
O Cmbreme.
Pjr esta inspectora se fas publico que s 11
horas do da 7 do corrate mes, serio vendidas
em praca, i porta desta repartidlo, as mercado-
ra trgaintes :
Armasem n. 7
Marca DFSizC, 1 fardo sem num?ro, vinlo de
Liverpool no vapor iogl i Marina; entrado em
28 de fevereiro de 188V, cootendj 71 1|2 kilo-
grsmmts, peso liquido legal, de fljrcs de aabu-
goeiro.
Sem marca 280 kilogrammas de cordoalbaa de
esparto, em obra, viudos no vapor francas Niger,
entrado em 4 de Janeiro ultimo, abandooados aoa
direitos por Livrassento & O.
3* acceo da Alfandega da Pernambaco, 3 de
Marco de 1888.O ehcfe,
Domingos Josqaim da Fonscca.
Indenuiisadon1
Nos termos do 4* do art. 44 das estatutos,
convidamos oa senhores accionistas a reanirem se
em aascmbl* geral ao meio da de 9 do viadoaro
mea, na sede dasta companhia, a6m de lhea aeren;
spreaentadas as coates do anno social fiado em 31
\A* Oesembro de 1887, e bem assim dar se com*
primeoto ao qae dispoe o 1* do art. 21. Rec-
fe, 23 de Fevereiro de )888. P. Companhia Io-
demnisadoraOs directores
Joaquim Alves da Fouseca.
Antonio da Cnaba Ferreira Baltar.
C. C. E.
PPffllilMOW
EDITAES

O Dr. Jos Antonio Correia da Silva, oa-
valheiro da Imperial Ordem da Chnsto,
jais de direito de orpbiloa da comarca
de Olinda, por Sua Magostado o Impe-
rador, a que n Oeua guarde etc.
Fafo saber aoa que o presente editad
viren) t delle noticia titerero, que no dia
i do frrente, depois da audiencia, o por-
teiro interino dos auditj ios trar a publi-
co prgalo de renda e arrematacSo os bens
gguintes :
Um sitio de coqueiros, denorcinado S.
Jos do Rio Doce, desta comarca, no va-
so r de 800/5<)00.
Quatro letras aceitas por Jos Joaquim
de Almeida e Albuquerque. sendo a pri-
meira de 1:0)3^000 ; a aegunda de 720* ;
a terceira de 581*000 e a quarta do
500*000 ; bens estes p-rt ncentes ao es-
polio do fina io conego Firmino de Mello
Asedo, e vai a praja a requeriroento do
ioventariante e testamenteiro do mesmo
eonego.
Convido, pois, os pretendentes compa-
recerem no dia aci ia indicado, afim de
tes lugar a allodida arrremataySo.
para que ebegue ao conbecimento de
todos, mandei passar o presente, que ser
affixado no lugar do costume e publicado
pela im prensa.
Ddo e passado neBta eidade de Olinda,
em 1 de Marco de 1888.
Ea, bacbarel Francisco Lins Caldas, es-
orivao o subscrevi.
Jos AiUmi Correia da Silva.
0 eapito SebastiSo Manoel do Reg Bar-
roa 2 juis de pas da freguezia da Boa-
Vista em virtude da lei etc.
Fas saber sos qae o presente editsl virem qae
por este jaiso vio ser apregoadoe por 10 das para
aerem arrematados por quem ms*s der depois da
audiencia qae se effectasr no dia 9 de Marco os
bens que turam penhorados a Antonio Pinto Glo-
rio em fx:cuc/i qae lhe move Antonio Jos Fer-
reira Montcir os'qaaes bens vio abiixo mencio-
nados, e tem de ser arrematados em Insta pu'uli-
ea no predio n. 69 e 71 roa da Imperatris onde
ioi estabelecido o execntado :
Relacio dos bens : 1 fileiro de maieira de ama-
relio envidraoado avahado em 30 0), 3 frascos
grande com tampo de vidro avallados em 80X),
8 menores com tampo de vidro avaliadoa em bf, 4
ditos menores, avahados em 24000, 1 oatro balcSo
menor dojmadeira de amarello avallado em 8\000,
1 carteira de madeira de amarello avaliada 10/030. cadeiras de madeira de amarello ava-
lladas em 5J000,1 mocho empaibado avaliado em
15 pesos avallada em 44000, SO irascos aortidos ava-
llados em 404000, 1 relagio de psrede avaliado
em 4*000, 24 frascos com rolha de vidro avalados
em 154u0t, 20 baubeiras de poicellana avalladas
em 54000.
para qae ebegac ao conbecimento de todos
mandei passar o presente edital qae sera aturado
no lagar do costme e p-iblicado pela mprenaa.
Dado e passado naata freguezia da Boa-Vista,
em 24 de reverero de 18qS.
Eu Alfredo FrancIsCJ de Soasa, escrvo es-
crevi.
Fregaesia da Boa-Vista, 24 de Fevereiro de
1888 O escrivao. Alfredo Francisco de Sonta.
kbaili&o Manoel do Reg Barro*.
btLARACOES
r'-
Aoa Srs. accionistas tem a h nra de convidar a
direcel') para reanirem se em assembla geral or-
dinaria qae tanecionar na aegnoda-feira 19 de
Marco corren! 1 hora da tarde no sali da Aa-
gociacAo Commercial Beneficente.
E' object) dn eonvocaoSo :
Deliberar sobre as contas do anuo social do-
rante 1887 e eleger os tres fajaron membros da
commiaso fistul.
Pernamboco. 5 de Mareo de 1888.
O directores,
A: tonio Marques de Amorim.
Mhnoel Jos 'a Silva Gnimar2es.
Joaqoim Plinto Bastos._______^^
Coupanhia h edificare
Commauico sos senbores accionistas que a di-
tectoria em sassio de hontem, resol vea oreolhi-
mento da deeima e ultima praataeao do eapiul
dests corapanaia, e mareos o preso de 30 das,
coatados ee neje 9 de Margo vindoaro, para
dito rccolhimeeto.
Recite, 10 de Fevereiro de 1886.
3, Maurnct, Oereate.
cni Cotneaereiel Ealerpe
Sario em 31 dj cerrente
Tendo sido designado pela directora a noite de
31 do crreme para nm sario dansaob' neste club,
faco sber aes senhores socios qae desde ji pode-
rlo foroecer s notas de eonvites; assim como
procuraren) os seos ingressos em oiio do Sr. the-
soareiro, das 7 s 9 horas da noite, na sede social.
Secretaria dn Club Commercial Eaterpe, 3 de
Marco de 1688.O 1' secretario,
Froderieo Vieira.
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector geral da
iostruecio publica, faco saber aos proferssres coa-
tratados que fram recondasidos em cadeiras di-
versas das que exereiam, que fica- Ibes marcado o
praso de CO das, a contar de 6 de Fevereiro ul-
timo, afim de entrarem no exercicio de saos novas
cadeiras.
Secretaria da Iastraccao Publica de P>-rnam-
buco, 3 de Marco de 1888.
O secretario,
Pergentino S. de Araujo Gal vio
Companhia de bo u-
beiros
Esta companhia aceita propistas para o fornf-
cimetito de fardamento ate o dia 9 do correntr, s
2 horas da Urde, hora em que sei 5o abertas em
con seibo o em prese nca doi proponen tes.
Ciassificaeao:
Blusas de panno, brim era pardo 85
Calcas, idtm, dem 35
Lamais de morim 35
Oravatas de seda oa sarja 35
B-tinas O
Capillo Aguiar,
Commandante.
CifSlSSm e Ferro Carril de
Pemanibuco
HDaaaio na iuhi de rsaiasoBS viaiaa a oarvaoA
Aaaeelec*\ rertatsjaeae de BeeeO
eeasete eos Peraaeeaenoe
Servico medico
Do ordem da dir. ctoris. oommonico aos senbo-
res oci a quo tenrjro-o Illm. Sr. Dr. Barros Car-
oeiro pedido exoncracio de cargo de medico desta
aasociscia. echase nomeado para o referido cargo
o Illm. Sr. Dr. Cocido Licite, a quem os senboru
socios qae se achsrem manidos dos documentos
exigidos no i do art. 70, se poderlo dirigir em
sea consultorio 4 rae Duque de Caxias n. 57, 1
andar, da 12 As 3 horas da tarde, Oa em sua re-
sidencia 4 ma do hospital portugaes a. 4.
Recite, 5 de Marco dn 1883.
O 1- secretario
Ernesto Guimaraes.
Faculdade de Direito
De craem do Exm. Sr. conselbeiro director
interino taco publica a ultima decisio constante
do telegramma abaix?, e quo acaba de ser profe-
rida pela Exm. Sr. ccaselheiro ministro do im-
perio relutivameate a:s exames da presente
epoeba. ,
Reipondo telegramma dia 3 : le'stadante
que Novcmbroe D sembr iniciado prova eserip-
ta ou os q'i' havends completado essa comecaram
a oral si ongregacio nio t vor- resolvido entio
qae nao fisessem oa coocluissem exsme podem
ser admittidos, caso ella considere agora justifi-
cado motivo : 2*nio o poderlo ser 1 oral es que
anda nio a prestaran) e tiveram nota m oa
prova eacrpta : 3 -tambem nio o poderlo ser
os S)rpr mente nio o poderli os matriculados aunoa an-"
teriores, qao nio abriram nem encerraraui matri-
cula anno fiodo :5a -tambem nio de vem ser ad-
mittidos os qae tiverem proviu nallas.
Estas solucesesto de aeerdo com o aviso ai-
timo, cegando o qual so poderlo prest'.r eximes
agora os que nao o fiseram em Navembro e De-
sembr por motivo justificada nos termos do rc-
gulamento complementar dos" Estatutos e com o
de 26 de Fevereiro do 1887 em que se defeniram
oa casos de parda de exame. *
Faco rnaia pubeoqtie verificando-se ha ver in-
compatibilidade entre algunas horas marcadas
para os exames aetuaes em edital de 2 do cor-
rete, foi esto horario alterado do modo se-
guate :
BBS MBSSA4.E
LRITIHE8
MENSAL
0 paquete Equateur
Commandanto Minier ..
Espera-se da Europa at a
dia 6 de Marco e seguindo
depois da demora de costume
para
l

o co ce
papajpBpajcap.sptaptaaBp
ieioieacaiceo)>)>]>i^9>3)giAoi?i)>
03BC00i^O0^5crli^O9:r^3D^O91CDOi0
COO(O(0^tDQO9OQOCD*4*]*l-l3>AA3* i
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03 -
0a0tB03tBKfi!XSaStBf5Sl5p M
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ce S 5 $ Jo8K Oro*-o>oooao*-S oo*o
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a^f ^ia h* ui*i^*(aucot:ic-'--iai--oo y
cis-oycso'M-j'Bccoou '?* OAuaoil>oo>ue>xot9-j. SocAso >
co co
oBOBOHoaamoaasoBaaoBS
* 3 o s s 11 x -i i r. s r. '.i y y ? j * >
CDwU^AODOH^AX^OAkEQOtf.OOlia
< c 5
8iSS5Bi*.55x = Src=orf3iSa >
H. Heepieio. C.Canceici B-Bagagem.
Os carros levarlo as meamas lab-letaa e es
meamos phares da antiga linha de Feroandes
Vieira.
Carlos Alberto de Menetes,
Gerente.
Companhia Hienix Per-
nanibucana
Os senhares accionista aSo eonvidados para a
assembla ger.l ordinaria, qae deveri ter lagar
oo dia 13 de Marco prximo, 1 hora da tarde,
no escrip'ono da companhia, roa do Commercio
numero 38. A eoovocac&o tem por fim :
Deliberar sobre o inventario e eontai da adssi-
oatracii, e dar execucio 1' parte do g do
art. 30 dos estatutos.
Peraambneo, 27 de Fevereiro de 1888 =- Pela
companhia Pbenix Pernambueana
Os administradores
Luis Djptat.
Manoel G unes de Mattos.
Manjel da Silva Maia.
,^^aa^i-^ .i.. i
Obras publicas
De ordem do Illm 8r. eogeohero direetor geral
da repartilo das obras publicas e conforme a
autorisacio de 8. Exe. o Sr. vice-presidente da
provincia, de 22 do correte, face publico que no
da 10 de Marco vindoaro, ao meio dia, reeebe-se
propostss em cartas fechadas e competentemente
selladas, psra a exeeucio dos reparos do proprio
municipal qae serve de cade a na villa d Seri-
abiem, oreados em 1:5364409.
O orcamento e mala eoodtces do contrato ae
acoam na secretai ia desta repartilo, para serem
examinados pelos senhores pretendentes.
Secretaria da twparticao das obras publicas, 23
de Fevereiro de 1888.
O engenhetro secretario
Luis Antonio C. de Albuqoerqoe.



1* anno de meio dia as doas da tarde ; 3- anno
das des horas as meio dia ; 3 anno das nove as
onse ; 4' anno de meio dia as duas ; 5* anno de
meio dia as duas da tarde.
Secretaria da F*cuidado de Direito do Recife.
5 de Marco pe 1883.
O secretario,
__^________Jos H. B. de Menetes._______
Santa casa da Misericordia do
Recife
A Iilma. junta administrativa dosta Santa Casa
contrata, com quem melhores vantage'ns off to-
eer, o fornecimento dos gneros abaixo drclara-
dos, pa
eargo, dorante o trimestre de Abril a Junho do
correte anno :
Aletria, k. los.
Arres, idem.
Agurdente, litres.
Aseite doce, idem.
Araruts, kilos.
Assuoar turbinado, idem.
Bacalbao, idem.
Banha de porco, idem.
Batatas, id-, m
Cha, idem.
Caf em grio, idem.
Carne secca, idem. ,
Ceblas, ceoto.
Farinha de mandicca da provincia, litro.
Fe Fumo do Rio, kilos.
Gas, lata.
Milh), kilos.
Manteig francesa, idem.
Potases, idem.
Pi e bolacha, idem.
dem para o collegio dos orpbios em Olinds,
idem.
Rap, idem
Sabio idem.
Sal, litros.
Tapios, kilos.
Tuncioho, idem.
VVIhs de carnauba, idem.
Ditas stearinas, idem. *
Vmho branco, litros. ,
Dito da Figueira, idem.
Vinagre, idem.
As propostaa deverio ser apresentadss na sala
de susa sessoes, em cartas fechadas devldamente
selladas, at is 3 horas da tarde do dia 13 do
corrate, declarando os proponentes aujeitarem se
4 multa de cinco por cento sobre o valor total do
foroeciu ento, se no praao de 3 dias nio compare-
cerein a esta secretaria para aasignar os respecti-
vos contractos.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de Marco de 18S8.
O escrivao
Pedro Iloirigues de Souza.
Companhia de edift-
caf io
Aos Srs. accionistas, possnidores cas acedes de
nasaeros sbaiao, eommuoico que findou bontem o
segsxado praso de que trata o art. 8' dos estatu-
tos ajaa enanco a correr boje e termina no dia
M do Mareo viadenro o ultimo praso para 0 reco-
Ihimento da nova preataclo mediante o juro de
20/.-
633 1246 a 1256 1446 a 1455 1586 a 1595 1706 a
1715 1991 a 1999 1856 a 1860 1236 a 1245.
Kecife, 24 de Fevereiro de 1888.
B. Meneas,
Gerente.
Imperial Sociedade des Artistas
Mechanicos e Liberaes
De ordem do irmlo director, laco publico que
teodo a din ctoria desta sociedade de contratar a
arrematacio das obras das oficinas do lycen, re-
cebe propostaa em cartas fechadas no praao de 15
dias, a contar desta data, na secretaria da mesma
scciedade, as 6 horas da tarde, e encontrarlo a
planta, orcamento e as condices para serem exa-
minado pelo pretendentes ; assim como o material
para a mesma ser! de 1.a qualidade.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes da Pernamboco, em 28 de
Fevereiro de 1S88. O 1- secretarlo,
Paterniano Barroso.
Baha, Ro de laaelrt, Bueuos-
-lyres e Msasaet)video
Lembra-se aos senbores passageiro de todas
as classea qae ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se aos senhores recebedores de merca-
dorias qae s se attenderi a reclamacdes por Cai-
tas nos volumes que forem reconhecidas na oeea
silo da descarga, assim como deverio dentro de
48 horas a contar do di da descarga das airaren-
gas faserem qualquer reclamadlo concernente a
volumes qae paverntara tenham seguido para os
portos do sul, afim de poderse dar a tempo as
providencias necessarias.
Para carga, passagens, encommendas e dnhsir
a frete : tracta-se com o
AGENTE
(\8goste Labillc
9-RA DO COMMERCIO-9
ryaOTil muTTMiiT
GOIPANV
0 paquete Tamar
E* esperado da Europa no dia 10
do correte e seguir depois da
demora neceas ria para
Macci, Babia, Ri de Janeiro, Santos,
Montevideo e Renos Ayres
0 paquete Tagus
Cosnpaubia llravlielra de A'ate-
gaeSo a vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' esperado dos portas do sul at
0 dia 7 de alarcu, e seguir
depois da demora indispensvel,
jwra oa portos do norto at Ma-
nsos.
As eueommsodas sao recebidas na agencia at
1 hora da tarde do dia da sahida.
Para carga, passagens encommendas e valeres
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N 9
-4'-
lavatorio, 1 gaaraicio, 1 toilette, copo, eaiicea,
lonca, vidros e tnas pertenc do casa de fami-
TERCA FEIRA.. 6 DO CORREfJTE
-Vs 11 horas
Agente Pinto
iVo armazem ra Marque* de Olinda.
n. 52
LELOf
esperado do
slate odia 14 do
correte e seguir
epois da demora
nesesaaria para
n. Vicente. Usboa, Vlgo e Son
lh;nn|>lon
Redcelo de passagens
Ida Ida e ceta
A 'Sontbampton 1* classe 28 12 .
A' Lisboa 1*. classe 20 30
Camarotes reservados para os passageiros de
Peraambneo.
Para passagens, frotes, etc., tracta-se V, m *o
AGENTES
Amorim Irmos &C.
S. 3- RA DO 'BOM JESS -N.
Ele
ri
MARTIMOS
CKARIiELRS RELUIS
Companhia Francesa de .\ave*?,a
ci a Vapor
Linha quinzonal entre o Hvro, LU-
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
0 nw Tillo ii Si Has
Commandante Henry
Espera-se da Europa no dia
8 de Marcoe e seguindo de-
pois da demora necessaris
sneiro e Santos
Eoga-so aos Srs. importadores de carga pelos
vapores drsta linha, queiram apresentar f dentro
Je 6 das a contar do da descarga das alvarengas
qnaiqaer recamaclo concernente a volemos, que
porveotara tenbam seguido para os portos do sul
afim de se pjderem dar tempo as providencias,
necessarias.
Espirado o referido praso a companhia nio se
responseb'lisa por extravos.
Para cara, passagens, encommendas e dlnbei-
ro a frete trata-se eosso
Aflfe'Labille
9 -BA DO COMMERCIO-9
S es
a a.
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pa do Rio
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COVPAtH PKRnsMSt'Cillt
DE
%avegaco i ostel ra por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqui
Commandante Monteiro
r^-1^^^ Segu no dia 10 de
Marco pelas? 12 ho-
ras da manh.
Recebe carga at o
dia 9.
10 hars da manhi do da da
ESCRIPTORIO
da Companhia l*erantb*j
cana n. i
Paciflc Steam NavigaUoniompam
STRAITS OF MAGELLAN UNE
O vapor Potos
Terca teira 6 do orrente, deve ter lugar o
Icilio de bci.us movis, espelbos1! qaadros, jarres,
loa(i, vidros e mUtos outroa objectos entre os
quaes, um lido t-;ile". lbom guarda roupaa e boas
camas 'de ferio com lastro de rame, navas, na rus
Harqncz de Olinda n. 52.
* Qunta-feira 8, deve trr lugar o leilio de 17
volumes com algcdSes. chitas, baptisles, cortina-
dos e chales de i. tascadas novas e de gosto.
Sexta-feira 9, deve ter lugar o leilio da bar-
ca alierx Uouise, tal qual se acha no lagar
do sinistro, bem com j os demais objectos salvados
existentes no srmssem do Sr. Joa Luis, onde se
effeetuari o leilio.
Agente Pestaa
Leilo
Das partes das casas terreas, sobrado e
sitio.
le+qa-feira 6 d.o crvente
Aotneio dia em f> -uto
No armazem ra Vigario Ti noria n. 12
O agente Pestaa vender a quem Ssis der :
Urna parte da casa terrea sita 4 ra do Amorim
n. 36 : urna ditx n sobrado sito meania ra n.
l ; urna dita no sitjo travess da Casa Forte-
o. 6. Todas estas partes vendem-ac livres e
desembarazadas de todo e qualquer onus.
i
Importante
Leilao
DE MOVIS '
Terca feir, do correte
RA NOVA N 35
Entrada pe* raa das Floras n. 14, 2.
andar
O sfcenfe Stepple p~r mandado assistencia de
Exm. Sr. Dr. jais de direito privativo de orphiose
ausentes a requerimentc do inventarame do espo-
lio de Francisco Vieira Perdigio, levar a leilio
nma importante mobilia de Jacaranda a Luis XV
com 1 s >fA, 2 cadeiras de b.acus, 18 ditas de guar-
nicio, 2 donkerques cem esp.-lho, um par de espe-
Ihos grandes com moldara dourada, um dito oval,
um dito com pee, 6 ricos quadris com moldaras
doaradaB, jarres, tapetes, etagers, orna mesa de
meio de Sala, porta-A.res, escarr&deiras, 4 cadei-
ras americanas de bataneo, urna cama de Jacaran-
da, um grande e irxpcrtante toilette de mogno cem
espelbo, um lavatcrio de dito com espelbs e gaar-
aicio para o mesmo, um guarda-v stido, nm guar-
da-roupa de magno, com espelbo, urna bonita com-
moda de mogno e outra de Jacaranda, mesa de
amarello com gavetas,, cadeiras de junco de gaar-
nicio, 2 de dito de brsen, 1 cufre, 1 dita de resca,
um gaarda-louca de megno, 1 aparador de dito cem
pedra, 1 relogio, 1 mesa elstica, copos, garrafas,
clices, 1 faqueiro, facas e garfas avulsos, colho-
ree, diversos objectos de pbantasia, 1 bidet de
Jacaranda com taupo de pedra, caicas para me-
ninos, camas de vento, bacas, trem de cosinha e
grande quaotitlade de livros novos e usados e ou-
tros mauos objectos de casa de familia que seria
enfadsnho mencionar e que estaiio patsnteeno acto
do leilio.
EM CONTISAgAO
V.ndor-se-bh em cavallo rsso andador.
De ama porco de travetas, rnadeira de
construeco, cer.a de 230 Bancos com
carocas de aIgodo, um lote de rolos de
madeira para tamancos, sem maros, ama
sacca de algsdao, marca D.
. Cuarta feira 7 do corrente
.Vs 11 hora
X i establo das Cinco Pontas
O agente Martina, competentemente autorisaio,
far leilio, por eonla e risco da quem pertencer,
das mercadorias cima, em virtude do art. 7(3 de
regulamento da estrada de ferro do Recife ae.S.
Francisco, as qaaes foram abandonadas pelo
frete. ...
Os pretendentsa pocem examinar aa mercadoriaa
na referida estacjSo,
Leilo
De
Leilo
Agente Pestaa .
Leilo definitivo
Dj casa terrea sit* ra Duque de Ca-
xias n. 27, outr'ora ra das Cruzes,
em solo proprio, rendendo 25# meneaes.
Terea-felra. do correte
A> meio dia
Vo armazem rna do Vigario
n. 19
O agente festana, far, por mandado e asis
tencia do Exm. Sr. Dr. jais de orpbios e ausentes
e a reqaerimento do Sr. Joio Vctor Frsneisco da
Crus. leilao da cass terrea sita i ra Duque de
Caxias (outr'ora das O uzee) n. 27, podendo os
Srs. pretendentes examina!-a desde j.
Leilo
sabida.
raes
vapor
E' esperado da
Europa at o dia
11 de Maree, e
eguiri depois da
demora do costa
me para Valparaso eom escala por
Baha, Ro de laneiro e Monte
?Ideo
Para carga, passageires, encommendas e inhdei-
ro a frete, trata-se eom os
AGENTES
Wllson Sons J., Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO-N. 14
United Mates Brasil 1 8. & .
v 0 tiv Allianca
E' esperado des portos de sul
at o di 6 de Mareo depois
da demora necessaris seguir
para
Haraunio, Para, Barbados, t
rhoinaz e New-York
1 Para carga, passagens,e.io uimendaoB jdinber
frete, tracta-se com os
O vapor Advance
hspera-se de Ae+ r,jr -News.
te o dia 14 -e Marco o qual
seguir icpoia da demora ne-
i-asari" para
Baha. Hio de laneiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas traetat
Meemos
AGENTES
ieiry Forster i G.
ti 8 RA DO COMMERCIO^N 8.
!. andas
Em coBlinna$aO
Da armario, bhcga, pezos, medidas, can-
dieiros, urna carteira e tres depsitos de
iolha, da taverna n. 17, ra de Lo-
mas Valentinas.
Terqn feira 6 do corrente
A's 11 horas
Na mesma taverna
O agente Modesto iaptiata, autorido pelos ere-
dores de Leal & Braga, tara leilo do q'ie cima
se declara, para o sea producto ser rateado peca
mesmos credores : garantindo no comprador da ar-
macJj as chaves da casa.
ttnarta-feira 9 do corrate
A's 11 horas
Na ra Direita n. 32, 1 andar
O agente Modesto Baptista, autorisado per ornar
familia qae mudou de residencia, far leilao doa
aeguiutcs movis :
Sala la frente
Dias mobilias de junco, ssndo urna preta e ou-
tra branca, 1 piano, 1 espelho oval, 1 lastre para
gaz carbnico, 1 caadieiro de erystal, para kero-
sene, 1 mesa dourada com espelho, 1 jardiueira de
jac&rand, quadros, jarres, alcatifas e tapetes.
I* quarlo
Urna mobilia de pao carga, 1 toillet, 1 lastre e
1 alcatifa.
3 quarlo
Urna cama para casal, 1 guarda-vestido, 1 eom-
moda, 1 cabide, 1 lavatorio, 1 cama para menino
e 1 bergo.
3 quarlo
Urna cama para casal, 1 marquesao, 1 commada,
1 guarda roupa, 1 espelbo, 1 bidet e 1 candieiro
para kerosene.
4 qutrlo
Um marquezio, 1 cama psra menino, 1 banca, 1
estante e 6 cadeiras de junco.
Sala de Jantar
Um guarda-iouc*, 2 guarda-comidas, sendo nm
grande e um pequeo, 1 relogio, 2 aparadores, 1
rnrsa de Jacaranda, 1 mesa elast'ca, 1 mesa re-
donda, 24 cadeiras, 4 etagers, 4 figuras, 1 appa-
relho de electro-plate, 1 bandeja do mesmo metal,
1 apparelho de jantar, de porcelana, 1 reafriadeira,
2 jarras, copos, clices, etc.
. torrednr
Tres quadros e 12 cadeiras de mogno. '
Costaba
Urna mesa, 1 jarra e diverses objectos
sinba.
de oo-
Leilo
casas de moradia,
coqueiros e outros
De 2 sitios em Olinda, sitos na praia dos
Milagrt-s, com cinco
contendo 60 ps de
frnctos, e distante do ban'.io cerca de
200 palmos.
Sabbado, 1C do corrente
A'S 11 HORAS
No armazem da tua Mrquez de Olinda
n. 19
O agente Gusmao autorisado tari leilo dos dois
sitios cima mencionados, pelo maior lance que
obtiver, podendo os Srs. compradores irem ao Va-
radouro, venda n. 3, para mandar examinal os.
Leilo
Leilo
De t fardos] cem 9 $ 0 cortes de saceos para
aasucar, i factura de terrolbos de diversos tama-
oboa, perfumaras fiaas, novellos de fio para sapu-
teiro, moiirhos ebajan^as de diversos tamanhos,
1 prelo usado, cop'is, clices, garrafas, iruetei-
ras, cempoteiras, christars d ce; e brancas,
diverso objetes espelbss. jarro?. : .'.sdleiroa. maito &uircs arti-
gas aj'T estar .. : 'i !t lio leilo ff
'I cr^'^nm-'W^a'Corrente
A's ITi.raa
No armazem da rttf Mrquez de Olinda
n. 19
POR INTERYENCO O AOEHTE
Gusiuo
De terrenos, cesas e dividas da maasa fal-.
ida de Jos Joaquim Pereira da
Meodooca
A saber:
Na comarca de Garanhuns '
Um sitio no lugar Bm Ser.
Urna casa terrea de taipa, coberta de telba no
lugar Sambayba.
Urna armaco de casa na ra Relia da mesma
eidade.
Em Correntes
Urna casa terrea e 1 pedaco de trra que foi de
Kiymen Silbston.
Em Ctende
Um terreno com casa de vivenda e mais 4 pe-
queas casas, recebidas em pagamento do dere-
dor L. B. do Reg Barros.
As dividas da referida maesa quo importara em
cerca de 40 contos de ris, de conformidade cota
a nota qae ser encontrada no escriptorio do agen-
I te Pinto.
Qn'mta feira 15 de Margo
A's 11 horas
naa do Marques de Oltnda-a. St
- O agente Pinto, levar a leilao por autorisacio
dos administradores da massa fallida de Jos Joa-
quim Pereira de Mendonca, cao e as divi-
das como os terrenos e cisas cima mencionados,
pertencentes a referida massa, s 11 horas do dia
cima dito, no armazem da ra do Marques de
Olinda n. 52.
Ultimo leilo
Km continuadlo
Dos restos das mercadorias pertencentes
massa fallida de Hermana S'.clz Tbaab
&C.
Terca-fra 6 do crrente
A's 11 hiras
No armazem da ra Mrquez de Olin-
da n. 48
O agente Gutmao far leill, em conrioaaco,
por mandado do t)iai. Sr. Dr. juis de direito do
commerci, a requ-rimento di Dr. curador fiscal
da massa fallida de ermaon 8tolsembach de C ,
dos restos das mercadorias existentes no armasem
cima mencionado.
Grande e variado
gneros, armacao, pesos, bataneas e
mais utencilios da taverna n. 33, sita a
ra do Socego, freguezia da B5a-Vista.
Uuarta eir 9 do corrente
Xa mosma taverna
A's 11 horas
O agente Stepple competentemente autorisado'
levar a leilo a armaso, gneros e mais uten-'
cilios da taverna cima.
De um lindo toilette, 1 excellente guarda roupa,
espelho, 1 mobilia de Jacaranda, 1 piaa, qua-
dros, jarros para fl ires, 1 costureira, 1 cama de
ferro eom lastro de rame, nova, 2 camas de era
ble, 1 mesa de cama, bancos para jardim, 2 eape-
Ibos grandes doorados, 1 mobilia de junco, 1 gaar-
da-louca, 1 apparador e maquinas le costara.
Um repartimento psra escriptorii, 1 carteira, 1
secretaria, 1 eaaeira de rosca e i mobilia de Salba.
Um guarda-vestido de amarello, 1 commoda, 1
De cbitas modernas, baptistes, algodoeainhos,
certinados para janellas, colchas para cama, de
crochet o 100 dusias de chales,_de aigodo dese-
ubo da moda, 17 volumes conWfasendas de lei,
ebegados ltimamente e sshindo da Alftndega
nestes dias.
Quinta feifa 8 do corrente
A's 11 horas em ponto
0 ag-'nte Pinto levar u leilj por conta e risco
de qa>m pertencer, 10 fdoa marca diamantee
II dentro, 6 caixas marca triaogalo e J T dentro
e 8 embaixo e I caixa marca B B cem crochets
vinios dosul. fasendns novas, bonitos padies e
desenhos aa meda, de conformidadu cem as amos-
tras, que estnrao patentes no acto do leilo qae
ter lugar quinta-eira, i do Marso.
Os diarios do da diio onde deve ter lagar dito
leZo.
Le'lo
Do ca3C3, maatros reaes, vergas, 1 .virador, anco-
ras, correntes e maia pertences da barca ailrai
a Louise tal qual se ceba na praia da Con-
ecicao em I'amarao, onde eocallaa.
Sexta Cetra O do correaste
A's 11 horas
Bem come:
Chapas de cobre, 2 balances, 1 fugSo ga, 1
deposito para agoa, correntes, 2 botes c 1 ancore-
ra, ltimamente vinda d'alli.
Theodoro Bahlrus, espitio da barca alienta
L'juise, encalhada na noite de 21 do mea de
Janeiro oroximo passado, na praia. da Coneefeae
far lei!2o por ausaoaj e presenca do Sr. cn-
sul allt-mao, cosa liceoca do Nr. inspector da Al-
fandega, eom assistencia do empregado da mesma '
reptrticao, por intsrveneio do agente Pinto far
por conta e risco de qa m pertencer em um a lote-
do casco e mais pertajasni, tal qual se acha no la-
gar em qae enealasa; e esa differentes lotes oa
demais objectos salvados da mesma nares exis
tes no armasem aUaadVgado Joa Luiv
gaarda-moria da Alfandega.
\~sm. \-
-
>

v,.....



.


tH-'WmK/UmiyM
HMHII
^''*7y"' '<_fc_t',!fl
Mmmstmm,
likSr, junco do a
Imperatris n, 66.
8/OtO ae bocen dos Coe
ouaUc : a Wtw aa m di
Precisa-se com urgencia de uma perfeita co-
nheira ; a tratar na rna da Soledade n. 2.____
isa-se do ama ama de boa, eonducta,
la provincia : quein quiser diiiju-se 4
de de Goyanaa n. 161.
0 sobrado a. 46 a roa da Roda,
commodos e mnito frece? ', a tratar na

ru do Cabng o. 16, loja.
VENDE-BE a casa terrea a. 61 a roa do
Padre Floriano : quem pretender dirjate ra
Primeiro de Marco, leja n. 13.
' Aluga-ae o segundo andar do sobrado n. 73
ra do Sangcl, com muita baa eonjmodos e
muito fresen, tendo a vantagem de estar prximo
ao mercado publico ; a tratar na ra do Cabug,
loja n. 16.____________________________________
< Precian se de um- protetsora ja idoaa, que
iba a Itngua portuguesa e bem assim a francesa
em seas rudimentos, pura leccionar em um enge-
nto? da fregneaia de Jaboatao, distante 2 1|2 le-
gos da est.ci ; a tratar na rna do Imperador
n. 81, das 11 4 horas._________
Pcecisa-ae de um criado : na ra do Hos-
picio n. 3.
OfeoTlor&a
0 mcllior para o cabello ,
Oleo Floia
Atiendo
Cha pr to
O Carlos Sindeo receben nova remosta e vende
por menos do qoe ootro qoalquer ; na loja de al-
ai ate i rna Bario da Victoria n. 48.
perfei-
te Pe TercA-feira 0 de Marco de 1888
". i i i i*.
Preciw-e de urna
Matril da Boa-Vista n. 6
c:sinbeira ; na ra da
AMA Precisa-se para mgommad) ; na
ran do Srto n. 16._____________________________
__ Aluga-se um pequeo chalet cercado de
rinda* fr pessew idnea qae trate, sen i o so
menta a bornea sokairu, cono pensio. Na mema
eaaa foraece-se cat, papa e comida, como quic r ;
Ubrm se alaga orna sala e deus qoartcs ; no
Caminbo Novo n. 128._____________^^^
A cadeira mixta regida pela profesaora Dona-
tilta Julia G nimaros da Albuqnerque denomina-
da da rna de Mareilio Uias, est fuoccionando na
roa de Santa Rita Velhao. 89.________________
A tuga se nma casa de taipa, coberta de te-
na, com o fondo para o rio, no logar denominado
Caixa d'Agna em Beberibe : qaem pretender di
rija se 4 ru das Aguss Verdes n. 17, ou na dita
Os*-*-___________________________(____________
Alugam-se o 1' andar da ra O. Maris Cesar
ni. 3 e 5, com grandes commo os ; o 3- andar e
fffcbde sotio do sobrado n. 51 i ra do Bom Je-
l_ftr; a loja em armsstm 4 rna da Restaursco
ir. Jsj ;lo 2 andar rna D. Mara Cesar n. 18,
Codos Ihnpos ; o armasem do sobrado rna do
Bom Jera o. 51 : tratar na roa de Domingos
Jos Martiua n. 60.______________________
Pede-so ao Sr. Luis Gonzaga Barcellos qoe
appsreea amanbi sena falta, as 9 boraa do dia, no
Lssto Bratileiro, levando a encommend de um sen
ooU-________________________________________
AMA Precisa se de urna, para coainhar,
para casa de pequea familia ; a tratar na rna
Ottjuu de Canas n. 54, loa.
Precisa-se na esta ci da Jsqueira, sitio do
Dr. Valenca, de um bomem que cuide do mesmo
sitia. ____________________________________
Aluga se o sobrado da travesea do Livra-
otento n. 10 e o 1' andar da roa do Padre Flo-
rtMao n. 69 ; na ra do Pilar ti. 12").
Prafesser
Uma sen'nora com habilitacSes neeessarias-. pro-
poe-ss a ensioar a bordados e todo trabalbo de
agnlba, em col egios e eaeas particulares^Tkal? oa
capital como nos arrabeMes- pert i das liBhaa^er^
raaa e bonds. Na mesma casa existe ama senno-
ra que propoe-se a ensinar em algum eageobo
primeiras lettras e bardados : a tratar na ra da
Detenco n. 15.
Eiigomtnadeira
Precisa se de uma engomaadeira que lave e en-
gorme, para pequea familia ; no pateo do C.rmo
n. W, 2- andar.
t i
Cosinheira e criado
Pr.claa e de urna cosinheira e de um menino
at 14 annos para criado ; tratar na ra do
Mrquez de Olinds n. 32.
Cntelas do Mtnte de Noecorro
Compra-ae cntelas
lhaates, Baga se basa : na praca
cia n. 22, loja de relrj. eiro.
de qnalc. oer 1
I
da
oa en bri
ndepeoden
Gaulela do lonle Suecurrus
Compra se e pagase bem
26, das 9 i 3 1|2.
na ra Direita n.
Precha-se
De perfeitos officiaes
cigarreiros, na Fabri-
ca Dianna, rna Direi-
ta n. 17.
sjm
P4* OLCRY
reode-se em teda i sarta
Fabrica
PRODUCTOS ER0L06IC0S
fle LYSSE ROY, emPoitiers (Fringa)
LmHePOUST, Stcr- & Genro
ae enantlco doVinlio ou sobral
de Sleeioc............loorraaoos!
i. R-ncio i Eusencia Cognac o 10-j truco
X. Perrumesiiara'tod'jaosLicoreso* 100 frascos
1 Sa*encuideiUiumou>lTfia,oslOOraecas
200fc
500L-.
300 fc
tOOa,
T"osTT*l6* ji Prrnnrfum
$. .7.480
Na rn Larga/ do Rosario n. 25 preeisa-se fallsr
eim o 8r. Pi -.risco Ortelann, Je L'ntoeiro.
iy.ptX3Has .feppito
CHYPOPHOSPHITOS
30 D? QHUBCTT'HjL
O D'CharchilI, autor da d^m^oherta da
prni"i al > rnti.as d>>s Hypophos-
phito no tiaiim""to >i.i lisie* pulmonar,
ern a bajar i in |i i -. tutu* c Ilo-r
medic'jHTOoe ob suMh Hypophosphitsw
reconiKii.'ijos o recnmmendHilos |^>r olie
s~r> im 'Mi> prepara o Sr Swann pbar-
maorHrtiro I'.', rn.- O'-i-t-ono. Pariz.
O i;arores do Hypophosphiti d^
S<>da. CaU e Frro vondi-iiir*c em fra*"^
qwira-lnn tend o n i o! i u* Chnrchill
i. sua .Txif/na'' satir depaix*!eneam 'ibrearolha.
Cad i (r:iaa manca ^e (aoncatl Phariosvda Swsan.
-agm
-fe <*m lodat a P-Jtwm ei.
111111
Precisase de nma, qoe engomme com
ci ; na rna Mrquez do Hrval n. 10.
Loja de machinas
A' ras da Penba n. 9 A tem exposto i venda
relogios americanos e machinas de costara da doai
ospontcs, assim como concertam-ae, trocara-ae e
compra se. Ha om completo sortimento de bom-
bas novas, e concertam se tsmbem motores e ma-
chinas s vsfiui, por preo nn dieos.________^^^
"Criado
Precisa-se de nm criado para compras, manda-
dos e mais servifo de esas de familia, que saja
mati colado ; no eses da Companhia n. 2.______
Pao tcnteio
Mella A Biaet avisara ao reapeitavel publico
que todas as tercas e sextas teirss teem este sa-
boroso po ; 4 rus larga do Rosario n. 40.______
Criada
no Espinbeiro,
Preeisa-se de orna criada
de Santo Elias n. 12.
rna
nm hotel em
Aff jubo n. 36.
Vende-se
pequea escala, 4 ra
de Pedro
Peitoral de Cambar (3)
Descuberta, e preparare de Alvares de S.
Soares, de Pelotas
Approvado pela Exma Junta Central de Hygie-
ue Publica, auCtorisado pelo governoimperial, pre-
miado com as medathas de ouro da Academia Na-
cional de Pars e Exposiio Brasil-ira AHamS de
1881, e rodeado de valiosos attestados mdicos e
de muitos ontros de essoas curadas de : tos se,
simples, bronchites, ssthms, renqnidio tisica pul-
monar, coqueluche, esesrros de sangue, etc.
Precos as agencias : Frasco 2500, meia
dnsis 13*000 e ansia 24.S0C0.
Precos as snb-sgencias :Frasco 2(1800, meis
dusia 15|000 e dnsis 284000.
Agentes depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO M ANDEL DA SILVA & C, ra
Marques de Orinda n. 32.____________________
Aviso ais sentares de enge-
(j;ntrfs(hrBHteS*iftiTro
Spis I S*f-tr _%
s-iobu surte : _*-, \
ittsfi
,
fot
lll
urr
bc-
TheodnM Broeheton, unici representante ds
conbecida eass Manalle Pingaet, em Franca, ofle-
rece seas sereos sos sensores de engenbo psra
iDontsgem de engahos centraes, rvri'iacSeS, dis-
till-coes e tffWsaVwaacoes, p r precos os mais
commodos ; psra qaaeequer mformacoes on trato,
qaei-am dirigir-se casa do Sr. Augusto Labille,
roa do Com-aereto n. 9, ou ao Sr. Eogeoe Chs-
liBB.
SSo superiores a todos os que tm vind0 tanto
m qoaKdade como em tamanko ; vende-se na lo-
ja n. 1, i ra do Bario da Victoria, esquina
N; 93:800
Manoe! Carpiateira y Souza tem uma carta na
padaria de MoMo A Biset; rogs-sa o favor de pro-
cural-a.
Vnho verde
o mais pnro qaasspile cbter, recaben a fabrica
de cerveja Paalia yeto vp,r VUle do Ronrio,
porcio, qoe reatas eos barrs da 5 o engarrafado.
Precos rasoaveis.
Fabrftso de assucar
Machio*!_ rnhriranio- Dones.
ierss* C. < laaasr
C.nstrucfAo d ssars moderna e aperfeicoada e
de grande dursfSa.
Moeoda eoza yi*sSa bydraulica de Stewirt que
d a melbor ripesele canecida at h.je.
Caideiras com eosa-sateador, especialidade des
tes fabricantes.
Fornalhaa pasa troarmar o bagaco verde em di-
reitura da Barsss,
Os apparethoa da Vacno e Triplo sao de syste
ma modero*, tea tanrbem as turbinas ou cen
trifogo.
Orcamentos aassiis^formscoes em casa de
Browns & C.
Ra do <3ot_K riin n 1 andar
Precisa- se do I
33, hotel.
tMADl!
efKdo ; no larga da Penhs n.
Ariros nacional
Vecde-se na rae D(itra n. 26, a 160 rs. o kilo.
Cosinheira
Precisa-se do tm sosa para cojiohsr e com-
prar : na rus Jom tttit saralvra Penas
Jote Lua Gjn|BlKs f> nm. Jum r e sna irmlbi-r
cpnvid-o> ao> o-aeaaren'. a e amig s para assia
trrem a misSS q~nttkm celebrnr na matriz de
-!.t'. Antonio, As-dhc as da manb do di 9 do
correte, mVSJrarO do fallecum-nto de s-'U ex
trem so pai, ^w^M te c nfessam asss agrade-
cidos.
-. ;_aaaMjR
t
-issilrc ilVsraietaeo do oata
Os ojprrgadOO datan.-.r muoicipil do Recite
ci.ovidaui as aaig t f-1" --ido. s> u eompai>bei-
ro, Be'mro PranciMO de rios, p ra aasitmem a
uma minea Sjoe {KVtaa sluia uiaiid>ui celebrar na
matriz rj*iit Aofeaio, &e 8 h r.s da maobi
do da 7 do crrreEfi^- st>mo do s ta passarneuto,
[..I n" e eonf^sssm d*l> '* i>r-ii'Oi Sf. .Sltvlisaw _, Lnaa aaiiiu
1 sam i -.
Isabel de Limn SsBtot if J. aqnim Aurelio
A anrtri>y .-ovidaas a t dos ni yo par--nt>-s e
iiaoigos para cOvilt n mas que onanJn eele-
lirar oh eapelfc l^asasHeii 1-^ n'o Amaro, i.-u
da 10" jo obrtf rjt", Al 8 1\ ha. as da uiuntS, por
alla do seo 'TtttfWO e sembr i b rado mri<%o e
euro, Dr. CT*TBO > Lima Ssut f, 1 am.iver-
aariti He sev faMefmesto deade ja se eoof s-.m
tetn,n>eBte fiatoo a loo- que diguarenroe
i. esasadT'^S'' e liarte.

0 Remedie do Dr. Ayer
CONTRA SKZKS.
E* nm tnico forte puramente vegetal, e,
pelo conheciraento practico dos seus effei-
tos, Gauaxtido como remedio eerto para
as febres malignas. EstSBldcsordens de-
\ tul a sua origem a um veneno miasmtico
quepenetra no sangue pelos pulmoes, altera
o gado e motiva as dlfferentcs classes de
febres conhecidas por Terciarias e
Suatrenariaa, Internas, de Fri,
ialignas, Intermitientes, Remit-
tentes, Biliosas, e Typhoide.
O Bemedio do Dr. Ayer neutralisa o
veneno miasmtico c expele-o do systema.
Nao contem quinina nem ingrediente al-
pum mineral; seguro c inofensivo, e
nunca falla se se usa segundo as dlreccSes.
PREPARADO PELO
DR. J. C. AYER e CA.,
Lowell, Mass., E. A.
A' venda as principaes phannacias e
drogaras.
Aloga-sc barato
Ba Visconde de Itapf.rica n. 49, ana aa.
Boa de Bom Jess n. 47, 2. andar,
hoa de 8. Jos n. 74.
Irath-se na roa do Commereio n. 5, 1* andar
esriptorio de Silva OnimarSes & C.
4luga*se
as segnintes casas : a da roa do Lima n. 30,
grtnde casa com agua, gas e apparelbo ; a da roa
da Fandfeae n. 10; tratar na lytographia de
J. E. Paseell, 4 rna Marques de Olala a. 8.
Alugfa-se
o 1- andar de n. 27 i rna Vidal de Segreiros ; o
2- de a. 66 e o 1' de n. 18 4 rna deUareilio Das ;
o terreo de n. 27 e o 3- de n 3 4 rna da Penba;
o Ia de n. 27 4 rna de Lomas Valentinas ; o 1" e
2- de r. 16 4 roa de Hortss ; o terreo, 1- e 2
de n. 34 4 roa estreita do Rosario ; as casas de
ns. 35 4 ras da Vrracio ; 1 travessa da Hora
26 e 28 4 roa de Nunes Machado, no Espinbeiro,
com boos commodos ; a tratar na rna do Hospicio,
numero 33.
Aluga-se
por mdico aluguel a loja da roa larga do Rosario
n. 42 ; a tratar na travessa da Madre de Deus
numero 5.
7------
Alagase
urna casa em Sant'Anna, muito prxima da est-
cao, com bastantes commodos, jardim e sitio mu-
rado : a tratar na rna Bai io da Victoria n. 65
tegundo andar.
Alusa-se
a loja do predio 4 ra do Marques do Herval,
travessa do Pocinho n. 33, propria para estbale-
cimento commercial por ser de esquina ; a tratar
no largo do Cor'po Santo n. 4, 1- andar.
Aluga se
Oa vende-se a casa, sita em Cros das Almas
(Parnamerin) n. 10, confronte a casa do fallecido
Dr. Leal. Ailja-se limpa.e tem commodos pare
grande familia ; a tratar na roa do Appollo n. 30,
1* andar.
Ama
Preeisa-se de uma ama
c-isa de pequea familia : i
n. 64, segn io andar.
para cosinhar, para
tratar na ra Direita
\nifl
iaMttflI
Preciss-se de nms ama para
de Pedro Affmson. 70.
cosinhsr; na rna
Ama
Preciss-se de uma ama para cosinhar
na roa da Amisade n. 1, Capnnga.^___
a tratar
Ama
Precisa-se de uma ama para lavar e engommar
tasendo mais algons servicos, menos comprar e
cosinhsr, que darme em casa ; na roa Duque de
Caxiaa n 14, sobrado, se aira.
Ama
Precisa-se de uma ama para engommar, para
casa de pouca familia ; a tratar na ra do Livra-
ment n 21, loja.
Ama
Preeisa-se de urna ama para tratar de nm nffe-
nino de vt annos e meio, sem mi : a tratar na rna
Direita n. 49.
Ama
Precisa-ce de uma ma para cosinhar e c m
prar ; na roa larga do R istrio n. 18, p .meiro
andar.
AMA
Na roa de Santa Rita n 83, alad*
de urna ama para carregar ovnio^e.
se precisa
AMA
Precisa-se de uma ama de meia idade, qoe sejs
boa cosinbeiis edeendocta hfiancada, para casa
de familia romposta de dm.s ptsrjas ; na rea Vi-
dal de Negr.ir. s a. 134
Preoisa-se de urna asa- (ara cosinha e mais ser-
vico de casa de t> milia ; oa ma Bella n. 43-
Precisa se de uma
prar, para eata de
C>.mro n. 3, Boa-Vista
ama piin nsinbar e com
piucas ptsia ; na ra do
rViDH para engommar
Precisa-se do uma que bem desempa-
che este myat-T, tendo cadernetn, no 3
andar o. 42 da ra Duque .ie (Jaxias por
cima da typog-apliia rio Diario.
Cosinheira

Precisa-se de uma boa
Aurora n. 81, 1- andar.
cosinhiifs : na roa da
Prefessora
Urna aenbora com pete nt'eD-Dtu habilitada pro-
pe-s*- a leceivaar eui c(l>gios ir nsM> rii r'irn'u
ii-s as s>-gu-tes OnasjMas ; pdapMn, francos,
a-astea e -*aa-> ; a tratar aa raa Margues da
Herval n. 10.
1?*
AUenQo
Cofres prava de fogo
O Carlos Sinden, 4 rus BarSo da Victoria n.
48, loja de aUaiate, receben de consgaselo e
vende sem competencia.
Para cosinhar
Precisa ae de uma ama psra cosinhar,
sendo b8a ; no 3. andar do predio n. 42
da ra Duque de (.axisi, por cima do
Diario de Pernamhue*.
Liraria, escaileniaJo i tynogra-
loa do Imperador numero 9S
Livros de jurisprudeneis, direito, litteratura,
sciencia e religiio, livros para iustrucco primaria
e secundaria, livros em branco para escriptara-
cio commercial. tinta para copiar e para escrever,
de diversss cores, artigas psra escriptorio e diver-
sos objectos de gasto e pbantasia, papis pintados
para forro de salas, quartoa, restaurante, etc.
Encaderna-se com presten e segranos, marca-
se com nitides cartes de visita e imprime-se com
perfeico qnalquer trabalbo typographico.
Precos mdicos
Bu do Imperador n 93
Utnos affiton ii teirel
Na ra das Calcadas n. 4 se di. quem cura
radicalmente a erysipella e sus ocbaco jor mais
horrivel que seja.
Curso fte trancez
Boa Velba M. 30
O absixo assigoado abri em seu c.llegio um
curso de bancas, onde esmeradamente se dedica
ao adisntamento de seos alumnos
Mensalidade3/000, pagos adiantados.
_________ Bus Velba n. 36. ________
Professor ac msica
Jos Flix da Trindade cfferece-se para ensi-
nar msica, tanto vocal como instrumental, den-
tro on fra da capital, por prec commodo ; a tra-
tar na roa Vidal de Negreires n. 51, outr'ora Pa-
teo do Terco.
Ao comroerco
Os absixo firmados declaren) que nesta data
venderam o sen estsbelecimento de refinaria
rqa do Corone! Saassuna n. 7, livre e desembars-
cado de qoalquer onus. Recife, 3 de Marco de
1883.
___________________Vinva Barros & Filho.
Ao commrcio
Os abaixo firmados declar im que nesta data
compraran) aos Srs. Vinva Barros & Filbo o seo
estabele-'imento de refinaria 4 ra do Coronel
Susssuna n. 7, livre e desembarscada de qualquer
anas. Recife, 3 de Marco de 1888.
Joaquim Cavalcante 4C.
Tintura italiana
Para tinsrir instantneamente a barba e os ca-
bellos brancas e grisalhos da mais bella cor prets
e castanbo : vende-ee na botica francesa de
Rouquayrol Prercs
Roa da Crnz=
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Fabrica Apollo
Charutos Anos
Receben da Baha um grande sortimento das
aeguintts marcas :
(iasrsrspes
Fianrinos Delicias
Apollo JonquilhoB
Primaveras Iodigenaa
Se'ectos Primores
Pernambacanos Operas
que vender por precos sem competencia, no seu
deposito ra Marques de Olinda n. 49, oa na
fabrica 4 rna do Hospicio n. 79.
VENDAS
Vende-se a casa sita 4 rna dos Pescadores
n. 16, com bons commodos para familia ; qaem
prettnder, dirija se ao pateo do Mercado n. 7,
que achara com quem tratar.
b-8-
o
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a
t
XS1
I
r
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Soccorro a telha
A moradora do becco do Bernardo n. 51, ainda
se fas lembrar s almas caridosas, qne nao se es-
qoecam da prot< ccao que sempre lhe dispensa-
ran).
Empieza gem de JIu-
danija
Alugam-se carros de molas, proprios para trans-
porte de m >veis, marmores, espelhos e mais orna
mentos de casas de familia, botis e estabeleci-
.mentos pblicos, para toda e qu-. Iquei parte da
cidade e sens suburbios e arrabaldes, por preco
commodo ; a tratar na ra do Padre Nobrega,
outr'ora do Alecrim, n. 24.
Casa
Aloga-se ama casa em C*xang4, no luga Ser-
taosrnho, com commodos bastantes para familia, 4
tratar na roa da Concordia n. 57 ; s chaves es-
li na casa junto.
Griaaura, modista
Na roa Duqne de C-x>as n. 39, primeiro andar,
fas-se per figurinus vestidos para senburas e me-
nina, com promptidao e precos mdicos. Recebe
mentalmente da Europa j rna^s de modas.
PrWfoddora de plan* e tramen
\Jmti seuh r francesa, perfeitamentn habilitada,
se uffereee a easioar ees casas dg taoiiliaa as dis-
ciplinas cima mencionadas, por preeo mdico.
Para mformaedes na loja de mnsicas do Sr.
Asevedo, 4 rna do BaiSoda Victoria.
rrenda-sc
na secretaria da santa casa o sobrado n. 24 4 roa
do Imperador :
1- aodar e eotao 6O0OO0
Lija 4*10*000
Royal Blend marca VliDO
Este expeliente Whisky Eecocez pre-
ferivel ao cognae oa agurdenle de canoa,
para fortificar o corpo-
Vende-se a retslho nos melhores arma
1 zona de enalbados.
Pede Royal Blend marca Vlado,
cujo nomo e emblema sXo registrados pars
todo Brasil.
BROWNS & C, agentes.
Venda k sitio
Vende-se ou permuta se por predio nesta cidad*
um bom sitio con boa casa, moitas fructeiras,
excellente banbo do rio, boa agua de cacimba,
exteosao de terreno para baixa de capim, todc
morad ooa frente, Com portSu e gradesmente, con
caminbo de ferro e estaeao junto ao dito sitio, m
Porto da Madeira, conhecido pelo sitio de Jo&
Selleiro, junto ao Dr. Ernesto de Aqnino Fonae-
ca ; quem pretender dirija-se 4 praca da lnde
pendencia n 40, dea 11 horas s 4 da tarde.
Vinhos da Garrafeira
Fntjs
Caro vellos.
Madeira.
Moscatel.
Uva Bastarda e de Passas,
PARA MESA
Genuino do Lavradio a 500 rs. a eatrata.
Na mero-aria de Manoel Corris & C
Praca do Cos.e d'K a. s
FMSBABATO
l\a Loja das Lstras zoes
A' ra Duque de Caxiaa m. I
TolBUlioie 211
Vende fa sendas finas por todo preco e d des-
cont a qaem comprar de 20/ para cima Aa
Exmas. familias nao devem comprar em outra
loja sem primeiro ver enmendar buscar asamos-
tras que se dio sem penhor
Fazendas de nevidade
Teeldoa de linbo bordados com liafras oa
qosdros, fasenda muito larga e de lindas odres a
Ors.
Setlsa de Macan, preto e de todas as corea
liso on de listas a 800, 900 e 1/000.
Venado preto de seda bordado oa com lista
de setim a 4#0('0.
Mirlad infestado preto e de todas as cores
700, 800 e 1/000.
Eia_aiat3 decore c coa listas cor de ereoa
a500rs.
K gu Ido pardo infestado para vestidos a 360
e 400 rs.
Linoa bordado, nma so cor 4 240 rs.
Vsllndlnbo preto e de todas as cores coa
cenias a 1/800.
da bespanhola com bicco, preta on braoca
pe seda.
Cassaa Nansnc paoVSes miudinbos a 280 rs.
Cromet branco e de cor, deseofaos lindos
para cortil.ados a 1/000.
Grinalitaa com ricos veos de Blond a 8/.
10* e 12-000.
VBm de quadros, pa-troes novos a 320, 360 e
400 rs. *
Isa* des Alpes fasenda de listas assetinada
a300rs.
Melladas lavradss de lindas cores a 240 rs.
Fuaio branco a 3.0, 360, 400 e 500 rs. qua-
lidade superior.
Fazendas diversas
Bramante de 4 largaras a 700 e 1/000 su-
perior qualidade.
Maapuldo americano Listas azues com 4
e meio palmos de largara a 6/500 com 20 varal
garantidas.
Algo do americano muito large e superior
para lenco-, s a 5/500 a peca, mais estreito a 3/500
e4/000.
imin-s e cretones escuros, claros e fciudi-
nhosa 200 e 240 ra.
Cassas indianas de cores a 160, 200 e 240
ris.
Llnhon lisos e de qaadrinhos a 100, 120, 160
e200rs.
Br Im pardo para ronpa de meninos a 300 e
320 rs.-
Casinetas escaras imitacaa de casemiras a
500 rs.
Baria ara I encornada para ronpa de banbo a
700 e 800 ri.
Las de qaadrinhos, padroes novos, a 300, 3-0,
360 e 400 rs.
Creps de lindas cores a 500 rs.
teneos brsncos e de cores a 360, 1/200'el
I/ 0 a dusia.
Toa i as felpadas e alcoxoadas a 3/500 5/ e
6/000 a dusia.
telas de cores, brancas e cruas para Benito-
ras, homens e meninos desde 2/800 at 6/000
melbor qnslidade.
Knrhovaes para baptisados completos
10i 12/000.
Corilnadas bordados para cama oa janella
a 6/ e 7/000.
Panno da Costa, de quadros oa listas a 1/200
o es va do.
tealbado lavrado, lindos desenhos a 1/200
el/500.
aardanapos a 2/000 a dusia.
Leite puro
Especialidades
Lavas de seda oa pelica a 2/000 e 2/506. 1
Bless brancos cor de reme, e matisados a
2/000, 2/5C0 : 3/000 a peca com 11 metros.
Csalas lapidada para enfeite de vestidos pre-
tas e de todas aa cores a 500 e 800 rs.
Bordados, babadas e entrem<-io de fnstSo e
transparentes a 300 rs. a peca com 3 metros.
Bsaartilhoa coi rae- e aasericaaos a 3/56C
4/, 5/ e 6& 00. '
Brande qnantidade de chitas em retalhos qae
vende se por qoalquer preco.
agencia le ns anuncniB
l*la(adoa a oteo, com rica moldura e cordSe
por 25/000 ; estio expostos alguns retratos para
o publico e aa Fiaas. famiiias verem o qnantc
sao lindos e baratos e fcil a qualquer peesoa te:
um em sua sala de visita.
Para encornaseadar bastante mandar
nm pequeo retrato em carto de visita, nao im-
porta que seja andigo, diaendo a cor dos olhs e do
cabello Agencia de artigos americanos e carimbos de
borracha.
Na Loja das Lieiras Azues
Jos uffusto Dias
i\ovidades e phanlasias
21
socio catn
capital
loja de miu-
pa-a aesociar-se a uma imp irtante
dezas : a trt-r na rus N va n. 16.
Aviso
Na ra da Un A" n. 54, precisa-se fallar aos
Srs. Autonio Julio de 8euoa C nhn IrmSo C.
Svoicnt^ de carrapato
Compra se em grandes e pequeas quantidades;
un dr garia de Francisco M. da Silva & Q>, 4 ra
o Marques de linda o. 23
Cosinheira
Prrciea-sr de urna qoi-iinlM bm", para aas
de pequena fnimlia. que durina em casa ; ua rna
do tonda da B a-Viatn n. 24-P.
(ostras i'orfijrurinifs
Cose-te quotqiier ves'iro-. ia de b. nberas e me
nios; na ru do Pirean 8l, se indicar 4 a ses
Oa.
I'j
'di
Cbg. n u primeira reuieaaa d" p-wiuao- tiren
le carueo dr algodio, o auaia barato de Ktoant
aiimt-nti>s para aohnais de m%-. i.-avallar, vaceuir
mo, etc. O carueo di- aigi'dAo dep- is de e_
rahida a casca e tudo o olw^ o mais rico ali
aieirto qne- ee pode dar aos snrim .es p-ra oa furta
leeer e engordar cum admirave rapitea.
Nos Estado-Uniha da Am-riea du NoMe e n
(ngiuterrn elle ni i rfl)'d_tri'iiii mais relis re
sultado) de preferi-naMBB jHs-eoutn! tarcll t
que sao mui'o assia caro a 4| ^Hkde tanta sus-
tancia.
A rMar ao lse~r(X- coasFraaa Bscba
Vende-se no talho do coaaereio largo da Pe
cha n. 9 a 320 rs. a garrafa, das 5 horas da me-
nh em diaote, e pdde levar-se em rasa do fre-
gus a qoalquer hora, garntese ser paro e de
vaccas crionlas do bom pasto
4rtigs para acabar
21
Setioet.B decores miadinbaa a 240 ra o ca-
vado.
ortknento completo em 13a de cores, 4 320
360, 500 e 640 ra o covdo.
Qorgormas de cores, lindissimos padroes, 820
400 e 500 rs. o covado.
Metiin trancado, magnifieos padioea, de 360 rs.
o CoVado. i
Bramante de duna larguras para leocoes, 500
rs o metro.
Dito d qnatro largaras, muito bos fasenda, a
1/-00 o metro
Dito de linbo, francs e ingles, de 2# e 3/606
o metro.
At ia>hado Uvrado para mesa, desenhos lindos,
a 14HX) metro.
Huardanapos c>m franja, 2/500 a dusia.
Zefies 'i- core, neste artigo completo e va-
riaoo. de 200 800 rs. o covdo.
M' ri liso e de todas as core, a precos di-
versos.
Dito avr.ido, magnifica f i senda, 1/ o cavado,
M.-riii pre'o, 'Spleudd o surtimen'o e gran-
de r-dueoa.. n prse, de 800 rs.- 1/000, 1/.0",
1/5(0, 1/V00 e o covado.
W. uetas fraDcesss, hsas e de todas as cores, s
400 re. o -ovndo.
Bnptia'e de cores e nansoka, padrSes liodos,
2110 rs e 280 a cvdo.
SnreeMro de tuda.) as cores e preco redosido.
Criooline para turro, br mea e preta, t<.da de
quadrus
Oetc-ncs franra-i-s, brancos, dj Cores e escaros.
"I'.oi de giMade enrrim'-nt i de cairos artigo
que uos impissivel m.n.ion'.r, rime que se ven
el- m sem r*- rva de preco : na roa do Crespo n
21, InJH d. O iv, ir Campos C.........
Padaria e refinco
Vende s*- ^ ai'ieditKda pagara f r l.n co da
ru de <.>. mlteos J. t Minina n 84, cato tod>s
os pi-itfoc s, tniito paiaum coito p,ra 'outro es
tabelfcmi nto, garantindo-a^ a casa ao coa prad r
c m ioooo os diri-iins adqierid.B pelo antigo doaw ;
ijii.ni pirlendvr p6tr Oirie'r se a-. gnndo amar
a iua do Tigsriu T uorio n. zS, oa iuh da Ma-
dre de Di'V' u. 3, que aehaii cus quesa tr
anda uMsmo por preyo m itu inferior ao que
oustoO. 1
Vesites de seda, merino e eastmira, pretoe, en;
feitBdos a vidnlhos.
Sedas ae corea, padroes modernos.
Crep de cor para coberta.
Cambra i a bordada, branca e de cor.
Manteletes pretos.
Setim de todas as cores, finos.
Seda branca pars ca.amento.
Veos e capelina, novtdade.
Meias braucas, de cores e arrendadas, para ho-
mens senboras e criancas.
. Casemiras de cores e pretas, e patmo preto
asat.
Cortinados bordados e crochet.
Colchas dem.
Cortes de tuatl.3 para c.lete, eseda.
Bsteira para forro de sala, branca e de cor.
Alcatifa e tapetes grandes e pequeos : na ra
do Crespo n. 21, loja de Oliveira
Campos & C.
Para buhares
Vende-se por preo ratoavet uma peca de panno
de supericr'quaiidade, para forro de buhares; aa
raa da Floren.* n 16.
-----------------------------------------,
Mvramento & C.
v 'videro cimenta porfaod, marca Sobina, de 1'
ualidade ; no caes do Apollo o. 45.
Ch briolrt <* victoria
Wude se ma cabriole, e orna victoria em per-
feito es'ade; quem pret' ndtr dirija-se cuchein)
n. 27 4 nm dj ItfnM
Vcnde-se barato um braco R>m4o, osado, foroa
He 300 kilos, bahosea e pesos desde 00 kilos at
60 gramil'a, >e; m POkil.s, ateridos este snno ;
na ra da Praia a. 7.
Vende-se
ama casan ra da Bmi V r te (Capunga) tendo
2 talas, :* quartos,crsinba f>a, quintal e gas en-
caad ., fente a mod roa, u casa nova ; a tra-
tr na m-n.a mmi 10
Vende-se
um importaaK* est.b.-leaitnento de molbados, com
ramoi jt r*ra t>sailia, on, fa se-qoalqaer ngO-
K'O a tratar rm rna Conde d'En n. 18.
Vende-se
a r-oit > afregneuda tahfeara, sita 4 ra ds Soda
o. 4*> vre a diauatiatsun de tdo _fl^^H
; a rn-itivo dv venia t aW f-apriefat'fo ter
nrar-se pasa- Ara m sa as|p -estado de
satos.
*


;

.




-


IIHWI I


imtHicoTerca-feira 6 de ufarlo de
FORMULA
MGEUNO JOS DOS SANTOS ANDBADE
Approvada pela Inspectora Geral
da Hygiene Publica do Ro de Janeiro em
20deJulIode 1887
Esle depurativo de grande efficacia' as molestias sypliililic.is e impu-
reza do sangue. Para maior garanta da efficacia desle medicamento, publicou-
se .grande numero de atlestados de alguns Srs. mdicos residentes nesta
provincia e de muitos caralheiros que teera feito uso deste depurativo, em nu-
mero superior a 300; nolando-se 50 pessoas que se curaram da lerrivel beribe-
ri com esle poderoso depurativo.
O uso deste Elixir muiio recommendado no tralamento geral as mo-
lestias das senhorase a prova esl no bom resultada que tem oblido aquellas
das Exm". Senhoras que delle tem usado.
XWXODOO DOO TTS.A.K.
- Os adultos tomaro quatro eolheres das de sopa pela manh c qualro
noite. As creanejas de- i a oannos tomaro urna clher pela manh e outra
noite, e os de 5 a II annos tomajo duas eolheres pela manhe duas noite.
Devero tomar banhos, fri ou oiorno pela manh e noite. Resguardo regular.
Encontra-se venda na drogara dos Srs. Francisco Manoel da Silva
& C, ra do Mrquez de Olinda n. 23 e pharmaca Oriental ra Estreta do
Rosario n. 3.
MALTINA
Extracto de irigo, cevada caveia germinadas
Preparado pela Maltine ManufacturiDg O Limited 24 e 25 Hrt etreet Bloomsbuiy
Londres E. C.
pprovadas pela jauta do hygicue da Corte
A MALTINA equivule a 3 vezes o seu proprio peso era diastase e de 3 e
6 vezes em poder diastosieo a qualquer outro preparado deste geoero.
A MALTINA tem merecido 6 modalbas de ouro em diversas exposc5es e
tem urna aceitado enorme na Europa e nos Estados Unidos tanto que foi preciso en-
corporar urna companhu com grandes capitaes para satisfazer o consumo sempre
crescente.
Cbama-se a attenjo dos distinctos medaos fiesta cidado para os importantes
preparados da MALTINE Manufaeturng Company. Todos os proiuctos medicamen-
tosos sao ni ais fcilmente assimilados em combinacSo com a Alai tina, ainda mais sio
evados a torrente circulatoria o proraptamente sao absorbidos produzindo cffeitos
immediatos.
Lista dos preparados
t MALTINA pura.
MALTINA pepsina e pancreatina.
- MALTINA pbo8pbato de ferro quinina e strychniha.
Oleo de igado de b^calho com leite peptoniaado.
Oleo de ligado de b, calho com leite peptoniaado combinado com hypophosphi
to de soda.
Extracto de carne peptoniaado.
Alimento soluvel destinado a obviar a necessidade de digerir leite de vacca.
O leite contido neste preparado est digerido previamente pela pancreatina.
,00,00? So*-
D ARTRos, Ora vos
Virus, Ulceras
PILO
DEPURATIVO CHABLE.
i UdM ai Plumadas U OiItu
Onda sa encentra gratis t
Moticia Chabli.
36
T"G Vvie^e
HABl*
pAR/S
<0,000 DO07f
GoNORRHA.FLORESbrancas,
Pero* sehiihaes,
S60TAMEMT0, BtC, etc.
PSCO
CITHATO DE FERRO CHABLE
Em toda a boas
fe.X
Pharmaeias
o adresee
o
\>
.a?".
MARCA DE FABRICA.
MNM
VINHO
DO
Dr Gabanes
M

n rcuKS(M uwiiii uciowos'iuTf n wm
rilFOMlOilIK TITRE El UfCOHetD'OHHIIGB^aERrS
I
w
SI* wra'J EXPORTAT IQN^
I
NOTA. Para evitar as contra facetes, ii sa dere
acallar as garraf.is qui tirertm incrustadas no ridru
as pitarras : Vinho do E- Cabaoea, Paria,
sobre os rtulos, tiras de papel que ennlrem
gar, la a a marca de tabrioa,
a issifnatura do ~
baas e o sello de
da Unio aos FatirLantas.
i
KINAjCABANES
O Vtnbn do 9' Cabanc, submettido i
approvao da Academia de Medicina de
Parts, foi reconliecido como um toalco
energa por encerrar os principios consti-
tutivo* do Sangue c da Carnc\ que di ao
sangue forra, vigor e energa.
Os Snr D" Tronase ao, Onrard e Vel-
peau, prufessores da Faculdade de Medicina
de Paris. o re -eltam todos os das com O
mclhor xito as manieres enfranquecidas por
excessos de toda especie, trabalho, prauret,
menstruaro, edade critica e amamentofo
prolongada. E' extremamente eiuca contra
o Fastio, .Vis diuestes. Dispepsias, tiasirtiit,
Tonturas e Vertigens.
Da resultados maravimu&os nos casos de a nemia. Cblorose, Pauperismo do sangue, Bsteri-
Hdatle das luul/iem. Flores brancas. Perdis s-mimies. Impotencia prentatnra, Emmagreetmento
geral. Tsica. rdoon>r, Pebre turcas, Intermit, ote, Palustres, Endmicas e
BpidJmlcas.
O Vinin do x' Cabanes, pela energa de sua aci-.io cordial, desenrolve as torcas, activa a
drcuUtco do sc.igue C e muiio Tccouutcndavel para'as oonTaJescenoas.
Faz cessar os vmitos tao Iruqucntes durante a gravidez, augmenta a secrecao da leite nos
nutrizes e d extraordinario vigor as criaucinhas de mama; gracas a Influencia dos seus prin-
cipia js tnicos, soberano nos easos ce Diibetes, Alflaxo da'medalla, Hpsttria, gpilepst,
BacMtitmo e em aerat, em todos os casos em que predio recorrer um tnico poderoso, que
d vigor e restaure as forras dos doastes.
Cok.o aperitivo substitue com giamle vautagem os lquidos perniciosos cono ansintbo.
vermoutb. etc. E*um preservativo apreciado pelos viajante* e maritrtros, coano anll-enlde
mico e antidoto d? febre amarella, Vonilto c uutras Molestias tropicaes.
Deposito geral: TH0UETTE-PERRET..264. boilerari Yolire. PARS
Depsitos em Pernamouco : PRAN da STLTA O e as prlncipaes pnarmaclaA)
le tibrisa, Ja. jQ
Vende-se na pharinacia Central
38 Ra do Imperador 38
PERNAMBACO
Licemciados pela InspectoriadeHygien#|l Imperia do Brat.
Cttra rpida e eerfa plo
ARSENIATO 0UR0 DYNAMISADO
de Doutor AJJD:
ds Chloross, Anemia, todu u Molestia do Systesna nerrooo, mesmo si
nuds rebelln, BtoleaUas ohronicaa dos PnlmSea, ste, eto. _
Al mslore iastrsoDss medie tm stteetada o poder curanro deste medlosauato t docUnm-a'o
o primeiro e o man enrgico dos reconstituales.
O FRASCO : e FRANCOS (EM PKANJAl yj
Todo frasco que nao trouxer a Marca de Fabrica registrada e aauigndtsuvk-Zti"''1"' J**""
ssr rigorosamente recusado. /^^J deso
harmacla OBS, ras Kocnecbonart, 3S. ^S ProdiMto
Depositarios em JPrrnansbue t FltAXC" M. tUs BZLYA t> C.
DX
I dere
AmiS.Pharm
Q Depositara
undicao gera:
ALLAN PATEKSON ft
N.44Bna do Brum--N. 44
TINTUBAHIA
2S--Rua de IMatnias de Albuquerque--2S
(antiga ra das Floresjj
DE
CLEME1MS KUGLER
SCCESSOR DE
Otto Schneider

lingo e liropa com a maior perfeigao toda a quaJidade de estofo e sWtrsJM
em pega ou rm obras, chapeos de feltro oa de palha, tira o mofo das 2endas: todo
o trabalho feito por meio de n .cLiuismo aperfeigoado, at hoje conhecido.
Tinta preta as terjas e sextas-feiras o He cor e lavagem todos os dias.
ANTIGOS



m i..
!
\
i *
L
i

DF
WOLFF& C.
14-IBA DO CiOUA'-1.4
\>tc nant* hecid* estabeleclsnen-
to encontrar o respeitavel publico m*i
variado e completo aortimento de JOIA8
recebidaa sempre directamente don melho-
res rubricantes da Europa, quo primam
pelo apurado xoato do mundo elegante.
Reos derecsM completos, linda* pulael-
raa, alnetes, vollaa de ouro eravejadas com
brilhontea, ou perolas, anneis. eacoletaa,
bo(Sea e outroa muitos artigo proprio
dea te ge aerea.
ESPE ALIDADE
Kan relogie de ouro, prata e niekeladoa,
para henarma, aenhoraa e meninas dos mais
acreditados fabrieaates da Europa e Ai
riea.
rara todos os artigas desta casa gor.
te-se a boa qualidade, aaaiaa como a aodlei-
dade bom precoa que salo seso eompetnela.
Wcsta easa tambrm concerta-se qua!-
quer obra de euro ou prata e tambem elo-
gi* de qualquer quadade que seja.
e-
t
I
j
S ,

4-Rua do Cabug-4
&j
\mm\k umm
COGNAC BRAZILEIRO

UNTO A ES M^AO DOS B0NDS
Tem para vender, por pret_ o mdicos, as segoi *'u ferragesus:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivac.08 de diversos tamanhos.
Rodas de espora, dem, dem.
Ditas angulares, dem, idera.
Bancos de ferro com serra circu .r
Oradeamento para iardim.
Varandaa de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Vapores de forja de 3, 4, 5, 6 e 3 cayalioa.
Moendas de 10 a 40 pollcgadas de panaduxa
Redas d'agna, systema Leandro.
Encarregam-se de ooncertos, e asssntamcnto ((a macbioismo e exscutam auai
r 'balho com perfeicio e preste.
Vinio o aZarope de Dusart
A0 LACT0-PH0SPHAT0 DE CAL
Approvados pela Junta d'Hygiene do Ric-ds-Jaiieitj.
O Lacto-Phosphato *t cal, que entra l? coiipu-h.mo do VINHO e do XAROfI
de DUSART, o medicamento mais poderoso que se conbece hoje p.ra restaurar
as forjas de certos doentee.
Consolida e endireita os ossos das cranlas liachilicas, torna activos e vigorosos
os Adolescentes mulles e lymphaticos- e os qu e achao fatigados em consequencia
de rpido crescimento. Facilita a cicatrisagao das cavernas do pulmBo nos Teos.
Sendo administrado s mulheres durante a gravidez ellas atravessao todo o periodo
da gestaco sem a menor fadiga, sera nauseas, sem vmitos, e dao a le a; creancas
fortes e vigorosas.
O iMto-Phoepliato di al administrado s ama, a s maes qve cnao os Albos,
torna o leite mais rico, mais nutritivo, e preserva as creancas da diarrha e de outras
molestias, que se declarao disMnte o crescimento. A dehtico opera- se sem fatigar a
creanca, sem que apparecfte convulsOe?.
O VINHO e o XAROPK de Laeto-Photphate de cal de OUSART despertac o
appetite e levantio as forcas dos convalescentes e devero ser eupregados em todos
oa casos em que o corpo humano se achar fatig**: ou a&aaarid e fcC~-t.
Deposito om Pars, a, ra Vfvlenna
WWS I!*

SAN DALO de MID Y
Approrado jeto Jauto d'Hygiene do Rlo-de-Jtweiro
Snpprime a Ckipahiba, as Gubebas e as InJecoSes.
Cura coi 48 hora todo e qualquer corrimento. E' da maior
efficacia as affeccoes da bexiga, torna as urinas claras por mais
turvas que sejo. Deposito em Paris, 8, rme Vivienne.
PHiftlKlllKlIKl
38--Ra de Imperador
Nesta grinde pharmacia avia se receiUs e pedidos com promptid&o,
s preserp^es en Ungas estrangeiras sao fielmente
despajadas
O pbarmaceatico pernambucano JOS FRANCISCO BETTENCOURT
convida os clnicos desta idadn que queiram honral-o com sua confianca
para qualquer trlbalbo profssional e .o poblico. Garante se a mais atten-
ciosa e conscienciosa execucj(o.
Esta casa recebe seus productos chimbos e drogas directamente
das melbores casas da Europa, especialmente encommendadas para sea
receituario.
I
ESPEOALBDADE
li Cambar. Guace e Balsona ie Tolfi
S.'
DE

A. M. VERAS & C.
PERNAMBUC0
Esta exccellente bebida preparada com todas as regras da sciencia, de sabor
e aroma iguaes aos do cognac estraugeiro. O Csgaae Brazllcira tao feito
grande sae:esso pelas provincia do norte e tul.
Presos da fabrica
FBQUBBTA8 GRANDES
Una garrafa...... ]J000 14500
Urna dosis...... 9J00O 1Z|000
O Cognao Brasileiro encontra-ue na f a bros, em todos o botis, reataanats,
bdbares e vendas desta cidaie, e em'Beberisa no hotel do Joto e renda da Jsoinra.
----y.o:(----
Aloool 40* puriscado e deaufsetado, para perfumara homceopathii.
Preparado pelo pbarmaceutico J08 FRANCISCO BETTENCOITRT,
de urna efficacia verdaderamente maravilbosa as molestias dos orgaVs
respiratorios.
Brenehites, asthma tosse, coavulsa, etc.
:o:
CHA PRETO <*< pri eir qualidade.
DE MAMADEIHAS un granae sortia>eato.
SABONETES INQLEZES de ptima qualidade a procos sem compe
tencia.
Tinta preta para escrever -nalteravel, fabricada com muito cuidado
por urna formula inglesa, especial para escriptnracao mercantil e repartieres
publicas, seeca de pressa, perfectamente preta, sis corroe as pennas, nao
deposita e di opia.
E PARA ACABAR!!
Tecidos de phaataBa para vestido, a 200 e 240 rs., o covado.
Setinetns, idero, o que ha de mais novo, a 240 a 280 rs., o dito.
Renda da Cbins, branca e de cores, a 240 e 28Q rs., o dito.
Las modernas, a 320 e 360 rs o dito.
Nansoes de cores firmes, a 10 e 200 rs., o dito.
Merinos de cores, duas largaras, a 500 rs., o dito.
dem preto, a 800, 1000 e 15200, o dito.
Setins Maco, preto e de cores, a 800 e 1 Casacos pretos para senhora, ricamente enfeitados, a 25t)000 e 350000.
Mantilhas brasileirss, a 5500, ama.
i ebs pretos e de cores, a 4000, 5000 e 65000 ; sao grandes.
Tapetes avelludados' lindssimos, a 120000 e 160000, um.
rara as Binas, noivas :
Grinaldas e veos de sda, a 90000 120000.
Colchas de crochets, risas, a 90000
GaarnicSes de dita para sof e dadeiras, a 80000.
Laques e espartilhos baratissimos.
Setins finos, a 10000 e 10200.
Damascos e popelina branca, a 900 e 1^400, o covado.
Ouardanapos de linho, a 20000, 30000 e 50000, a duzia
Atoalhados bordados, a 102UO, o metro.
Pecas de esguiZo para casaquinbos, a 40000.
Midapolao americano, a 600c, 24 jardas,
dem pello de ovo, a 60500, 24 drtas.
Algonae superior, a 30000, 40000 e 50000.
Completo sortimento de oas^miras.
Cheviots preto e asul, a 30000, o covado.
C s"miras de cores para oostumes, a 20500 e 30000.
Camisas inglesas para bomem, a 360000, a duzia.
en ul-.s bordadas, a 120000, dita.
Ler eos e lindas caixinhas, a 10800 e 30000, a dita.
Meias inglezss para liomem, a 20500, 30000 e 50000.
E moitoB artigos que se vendem com grandes abatimentos.
As vendas em grosso teem o descont da praca.
O J % l> E
Pereira & Magalfaes
SCCESSORES DE
!
II
59 rna Duque
H
de faxlas
59

ADMINISTBACiO
PARS, 8,Boalsvard Montaartia, falg
PASTILHAS DI0-E31TVAS fibrtoadas SE
Vietay com os Soes extrohidos do* Fontes. SSo
de costo amoaTel e a sua aceto sarta con-
I ta a Asta e as Digestees difteeis.
' Pata UaHOS. om rolo para umiunla, pora as pessoas que nao
Mam evitar ai imUaeSes emitir em todos os productos a
atemUrna o-a. oompi x3 vichy
m rriSKnl mcim* .rhi-M > tut. U HAKI8MEJSPT > LASIUJ, M
. SUI/ER Jl KOECH* Sj.35. 'II ol Cre
grageas de Ferro Rabuteau
Laureado do Instituto es Frene. Premio de Tktrapeutiit
O emprego em medicina de Parro Rabuteau baseado na Scienelo.
As Verdad airas Grageas da Farro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
CWoros, Anemia, Plida* Coree, Corrimento, Debilidad, Esgotatnento, (U>nvaleeeneia,
Fraqueza d* criancas, Depauperamento e Alterac&o do sangue em consequencia de
fatigas vlglias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 a 6 grageas dor dia.
Nem CotUtipaeOo nem DUtftkea, Assimilaajao completa.
Elixir da Farro Rabuteau recommendado as pessoas que nSo podem engulir
engulir as gntgeas. Um calis.de licor aos repastos.
Xarope da rarr* Rabuteau espeoiahnerrts para ts criancas.
UM UtM sssWsmH dtuihtd teomoinh. ntti freno.
o Tardadairo Pana RsJMsssM de CLIN a C, de PARS, em w
fft**ftrf& IM cosa % Droguitta* PhorttieatiUU. _.
Ra do Cabug n.
aPDeDax^aAjaXBTcrca
Oa proprietarios deste estabelecimento, tendo-o teo pasear por urna grande
transformacao, e nSo tendo poupado esforcos nem despezas para o tornar um do*
mais elegantes e bem sonidos d'esta capital, participara s saas Exmas. freguesas, aos
seus amigos e ao publico em geral, que aoabam de receber pelos ltimos vapores um
completo e bem escoliado sortimento de joias de ouro, prata, brilhantes e relogios de
que ha de mais apurado gosto, novidade e barateas, tnndo sido esoolhido pessoalmente
pelo socio Augusto Res, as priucipaes fabricas da Europa, por isto julgam-se habili-
tados a fatisfaser o gosto mais caprichoso e exigente e por procos Bem competencia.
Confiados, pois, na bonnad de seus amigos e fregueses e na proteopSo que Ibes
tees) dispensado, tomara mais urna vez a liberdada de coevidel os a faser urna visita
ao seu estabelecimento para se certificarem da verdade.
MMaainiopeU Inspeetorlm dertde Byglae ie inferi
I>yap*-psi**e\
tftadalsMsa
mm is,SOO Ir. ^^ ____ UU
asa IiAftOOHE Pksrmaosrtrttco B* PARS, ftMSM, HIOS, sfa.
O Qtas>]Ar0CBe me um emiewr prtprvio, tottm e rmutatm) de i
i isas oiswviawiliida sV Eimh. O
.asis. a


Diario de Perambm*Ter^a
1

6 de Marco de 1888
=

DME POR DEYTE
EHILE3LA72T
XLIII
O DRAMA DA ItU.V DA POMPE
( C ontin n gelo)
- Eaz-mo calafrios I Exorno fizerara
cssa horrivel descoberta ?
NSo capaz de advinharl Dou lbe
-""uta roilho !
>
H
. I
I
V *
.i

>
-



- -

-

Nao me faga morrer de impaciencia
supplco Ihe.
Conhece o meu criado ?
-. Bob'... ebriamente.
__ Pos ha de acreditar que o denuncia
cor de R-ginaldo elle T!
Que me diz ?
A verdade pura I Quando tomei Bob
a meu ht rvigo, elle ebegava das Indias, on-
de, por um singular acaso, tinha sabido,
00, mais exactamente, visto, com os pro-
prios o;bos/ todos os detalhes do crime.
E' um hornera de bem, aquello Bob 1 Des-
de que soube do processo Wilmore, toroa-
rupulo de eor.sciena. foi
I do este entrou pamSPWrra^g^m, Sevari
, alo teria tanta confianza no futuro.
Chogundo ao palacio da avenida Mon-
taigne, San Stefano d ase a Bob, que o
esperava na escada
Veio alguem durante a minha ausen-
Perdo, Sr. marques, o homem a
quem vossa excellencia ascreveu, est-ahi
ha mais de meia hora. Segundo as suas
ordens, fil-o esperar no gabinete.
San Stefano nao ouviu o fira da pbrase,
|e com a rapidez da um mogo langoa-e
pela escada que levava aos seas aposen-
tos.
O homem do que baria filalo mestre
Bob, era o nosso amigo Guido.
A entrevista durou mais de ana hora.
Qae disseram o aoSo e o rasrqaez? Bre-
| vemente o sabereroos.
Mas, quando se separaran), pareciam os
melhores amigos do mundo, e Quido es
fregava as mans com.um ar de visivel sa-
tisfago.
No da seguinte, perto das 10 horas, Se-
verina rosndou aproraptar a carruagem e
transportou sa caaa de mestre Berthier,
na Oastiglion".
Poda presentar se de cahega levantada
em casa do tau.llo.
Como o marquez havh provisto, os or-
mes retactarara se o adoravsm naqu-lla
raanh o qua tinbam incendiado na ves
pera
O honrto serventuario julgou que davia
esbogar un coropriroento de peziraes.
Agrade^o-lhe os seus seotimentos,
ao de um escrpulo de cor.scien'ia,
procurar o magistrado formador da culpa, |
e, espontneamente, sem me prevenir, pe-; meu caro Berthier, disse Iba a priuceza-
diu-lhe que ouvisse como teatemunha.. ,A sympath.a e sobr^ tudo a estima de
Sara o prevenir? disse Severina compessoas como o sor.hor servara de consolo
um ar um pouco incrdulo. ">"' maguas. Deaprezj esses infames
' S*m me prevenir, affirmou o mar-'ataque*, mas o desgoste quo sent, nao
qjez.. Se me tivesss prevenido, tel-o-hi nada ao lado daquelle por que acabo de
impedido ta'vez Nao gosto de ver mea passar.
nomo aodar pela Gazeta dos Tribunaes. Um desgosto .. A senhora disse
Mas congratulo me agora, por ter elleguar- i com eroogo o honrado homem.
dado ssgredo, porque a sua intervengo| Um grande desgosto Saba, aquella
produziu, quanto senhora, o mais feliz | infeliz criang* a quem o principe deixou
*- Ra da Pompe, numero... E toca !
E o carro parta como ama fljeba, se-
guido muito de perto por um outro carro,
que estava parado, havia algara as horas,
vinte metros mais adianto, por dotraz de
ama carroga de saltirobancos.
De Vincennes a Passy longo, e, ape
zar de Barbo ter seguido ao p da letra as
Qatrucg3es de Lugrano, o trajete durou
perto de ama hora, durante o qual o ex-
padroiie nao abriu a booca
Tomando lugar ao lado de Andrea aper-
tou mais a mordaga e amarrn lha as ralos
atraz das costas, cora um dos bsus suspen-
sorios ; depois, nao receiando nenhum alar-
ma, empurrou a sua victima para a extra
midade do asseoto, e, estiran io-sa voa-
tade, oceupou-so d'elta tanto como o um
fardo
O honrado Lugrano tinha o sea plano,
um plano em enja realisago se podo di
zer que o acaso lbe tinha servido como
por milagro. E este plano rcsma-se
nisto :
Ser dono do thesouro, qtnra for so-
nhor de Aodri
Ora, para ser, ou, antes, para tornar a
sor senhor de Andrea, s tinha doas"meios
era prespeetiva : o araor ou a forga.
O-amor? Pensou o'isso a principio o s
riamente. ;Nao se italiano sera se ter
urna tita idea dos seas mritos; mai,.por
maito prevenido que o ex padrone' estivjs-
se em sea favor, por mais convencido que
estivease da sua fatuidade ingenua, essa
fatuidade nao ia at a cegueira.
Feehida aporta, oolh>cou a moca fin i XIII. O ptpa toma o
cima do divn coberto de estofas rien-1 lados, de pe, os dous.
taes, c, ajoelhando-se parto delU, tratoa
de Ihe retirar a mordaga e de lbe desatar
as raaos. x
O primeiro movimento de Andrea, logo
que se sentio Iivre, foi correr pira a ja-
nella. Mas Lugrano toraou-lhe a passa-
gem.
Um instante, rainba pombinha, disse
elle abrindo os bragos como pira a abra-
gar.
Que roe quer? perguntou ella em
tora feros o recuando com asoo.
ah I nao tenbas medo NSo quero
azer te mal, pelo contrario.
Tero uro raeio muito simples de o
provar.
Qu.l ?
E' abrir-rae aquella porta
E' o meu mais ardente desejo...
mas antes preciso...
E' preciso ? repeli ella com altivez
Que sejas minhas amante.
E, jlizendo estas palavras, oaminhou
para ella com os olbos infl tramados, as
nario's abortis, os labios cheios de espu
roa, todo o corpa abalado por igaobeis
{"desejos.
Andr vo-bo perdida. Lcrabrou se s-
bitamente da njita terrivel de Monto Car-
io e da tentativa anloga do Luciano de
Brecourt. Estava eutao esuripto que de-
via icffrer todos 03 ultrages ? loro um
movimento rpido, poz urna mesa entro
ella o o ex.padrone. Mas cora um penta-
lugar, tendo aos
principes romanos
Dizia comsigo, que ba mulheres o mu- p elle removeu o frgil obstculo e como-
resultado.
- Que quer dizer ?
- 0$a o escaudalo de bontem na teira
do Pao-Doce
- Abl sabe0'
metalo da sua fortuna T
A filba do duque d'Urbino ?
. Morreu-'
Santo Deus E cerno soube ?
N2o pode haver a menor davida.
Como todo o Pariz I Pois bem; aquel- Leia.
ie esoandalo tinha singularmente indisposto '; E Scvenna apresentou a Berthier os do-
a opiniio centra a senbora. Quando se icamentos do empadrone.
moca, bella, nobre e rica, como a senbo-: O notario pego n ellea ara a um, leu-
ra geralmente se.eeiamse ciumes e co-,os, tornou a 1er, o quando acabou disse :
ibera se odios A malignidade publica an-' Efectiva ment nao ple haver dav(-
da sempre cata de urna destorra. da I Todos estes documentas esto em re-
Julgava tela encontrado hontem e pre- gra e presentara todjs os caracteres da
paravK-se i para morder na sua censida-[mais perfeita atbenticigade.
rac2o. O *rminho faz mal vista, o al j Eil-a duas vezes rica, minba senhora.
-urnas nodoas, aqni e alli, descangam-a 1 Dus testemunha em como nao de-
nlas m;stre Bob vea langar urna ducha jsejava esta riqueza! suspirn ella hypocn-
sobre aquelle ardor devorante I Do tal rao- tamente.
do que, ao terminar a audiencia, se a seibo- i ABnal a ueahora nao conhecia essa
ra estivesse I, seria levada ero triumpbo. crianga! disse roestra Berthier com aquella
S ficfcrei muito sorprendido, se os jornaes,, pbilosopbia particular aos homen
que esta raanba tanto a maltrataran!, nao | Quando deseja que lbe aprsente
se retractarem aroanhS.
Iberes, e que cartas seducgbVs aefuam irre-
aistivelmente sobra certas creataraB, como
Tramraa, por exemplo, nio tendo, entretan-
to, nenbuma influencia Sobre outras, como
Andrea.
Se ha incompatibilidades que se dcstro-
em, ha recordagaes que nao se apagara.
E as recordacoes punham entra aquellas
duas crcaturas urna barreia insuperavel.
Lugrano, sar preciso dizel-o? tinha sido
para Andrea o mais se.vero, o mais cruel
o o mais brbaro dos senbores.
Durante o seu infame protectorado, ella
tinha soffrido sSie, fome, desespero, vergo
i
Severina estava radiante ; todas as suas
previsores realisavam-se.
Ob I roarquez, murmurou ella aper
tando as mos de San Stefano, comu lbe
sgradego
__ Princeza, respondeu elle eacusando-
se, se tem de agradecer a alguem, nao
a miro, a Bcb.
Entao, disse ella, seja portador des-
ta demonstragao para com mestre Bob.
E, por un movimento brusco, atirou se
?38 bragos do marquez.
San Stefano fez-se paludo ; com um ges
to quasi brutal, libertou se d'aqa^lle abra-
50, e, sem dizer urna palavra, dirigiu se
para a porta e retirou-se.
Severina ficou interdiota. Dacididamen
te, nao bo sabia bem com os avaugos que
fazia aquello, cujo amor cobigava. Mas
tinha rauita alegra na alma para se pren-
der com estes arranlSas do amor proprio.
Ora l disse ella, um timido, ha de
passar lbe !
Se tivesse podido ver a expresso
donba oue tinha o rosto do marques, quan
bomens d lei.
as suas
cuntas ?
Oh nao ha pressa, raen caro Ber
tbi N'este momento, o primeiro escreventi
entrou 00 gabinete e entregou ama carta
ao tabellilo. Berthier abriu-a, loa com Big-
uaes da mais viva sorpr-sa, e, langanlo
um olhar singular s>bre a princeza, disse
ao eacrevente :
Mande entrar.
E como Severina se levantasse para re
tirar-se, elle aecrescentou em toro secco.
Nao domis, minha senhora, tenha
a bondade de ficar.
EntSo no vao da porta appareceu a fi-
gura de Andrea, e por detraz dalla o rosto
de Joao e o troneo dbil de Guido.
Severina teve croo que ama verligem.
Aadra! murmurou ella. Oa mortas
resusctam ento '
Retrocedamos tres das, e vamos feira
ra do Pilo-Doce.
Quando o expadrone atirou Andrea
amordagada para dentro da carruagem,
_e. 'disse ao seu compatriota e cumplice, o co-
l ebero Barbo:
nha ; tinha sido mortificada no corpo, tor-
turada n'alraa, ultrajada na 3ua conscien-
uia, offendiia nos seus mais nobres instin-
ctos Providencialmente libertada dessas
torturas, podia telas perloado, mas nao
esquexsido: o carrasco podia esperar a ab-
solvigSo, nao o araor da sua victima.
Portento na, falta de amor, restava-lbe
a torga, e foi a ess: expedienta que atioal
elle se resolveu.
O carro parou sbitamente. O ex pa
drone levantou o store que tinha abaixa-
do por prudencia, .e viu qae tinbam che-
gado.
Quando abriu a portinhola, pegou na
moga quasi desmatada, e, tirando cinco
luizes do bolso, deu-os a Barbo, dizendo-
Ibe:
'Toma, c safa-te depressa.
A frescura do ar tinlia reanimado a pri-
sioneira. Quiz gritar, chamar por soccor-
ro : a mordaga nao o conseatiu. Mas se
Lugrano a tinha tornado muda, havia-se
esquecido de a tornar xga. Durante o
corto colloquio dos dous italianos, teve
tempo do fazer um reconhecimento. Oh 1
aorpreza 1 a ra para onde a tinha levado
o seu raptor, era a ra da Pompe ; a casa
diante da qual tinbam parado, era pegada
casa de mama Leyraod 1 Urna exclama-
gao de prazer subiu-lhe do coraclo aos la-
bios, e Andrea abengoou a mordaga, onde
ella veiu expirar. Sem aquel! obstculo,
tor-se bia trahido
Barbo desappareceu, e nao vendo alma
humana, nem sentindo o menor rumor, Lu-
grano introduziu na tachadura a chave que
tinha reoebido da princeza, empurrou a por
t, pegou de novo no seu precioso fardo,
fecbou de novo a porta, accenieu a lanter-
gou a perseguil a pelo quarto i
Aquella corrida louca levou-os para
unto da janeila. Andrs, vencida, exbau-
ta, senta j sobre o hombro as garras do
monstro : o seu balito queimava Ihe j o
rosto. De repente, uraa violenta pancada
fez estremecer a porta do toucador.
Algueos I murmurou Lugrano sobre-
saltado pela inquietagao.
E, largando a sua victima, fez face ao
inimigo.
Andrea aproveitou sa daquella direrso
para abrir a janeila e atirar no espago este
grito, que levou a morta ao coragao do ssu
noivo :
Joao 1 Quilo! Soccofro! A:u
dara rae !
Ao iues.no tempo que a janeila, sbric-se
a porta, e na solera erguia se terrivel,
ameagador, o vulto de urna mulher, cujos
olhos faiscavam e cuja rao brandia ara
revolver.
Essa mulher era Tramma.
Miseravel I grtou ella, miseravel I
E viando o seu homem, puxou o gall-
illo. O tiro parti, e Lugrano cabio como
urna maesa.
Assustada pela dstonagV. Andrea lar
gou o parapeito e cabio desmaiada.
Quando Trarama, cujos zelos tinbam
ebegado ao paroxismo, encontrou no bolso
de Lograno a chave dada pela princeza,
correu casa de um sarralbeiro, raandou
fazer ouira por aquella modelo, e pjz-se a
espreit .r tolos os pasaos do seu amanta.
(Contina)
assistentea do throno pontifical : o princi-
pa Orsini com a sua forraos barba branca
e a sua figura magistosa, assemelhaDdo
se a um dos seus antepassados do sesalo
XVI e o principe Colonna ; os prelados da
corte de p, nos degros do throno; os
cadeaes, da manto escarate.^Sentados em
circulo, os patriarebas orientaos, os arco-
bispss em numero detrezentos. Por detraz
delles o resto dos a'ssistentcs.
Leao XIII, do sbtaina e'solideo brancos,
trazia ao peito a ndroiravel cruz do brilhan
tes off-'-recida" pelo Estado da Colombia,
pendente do um colar magnifico de dia-
mantes. '
Logo qae o papa tomou lugar na tbro-
ao, a orctiestra execatou o celebra rao'ete
lu es Petriw. Em seguida o cardeal Sihiaf-
fino, presdante da exposigao, dirgio-ao a
Leao XIII n'um eloquante discurso, exal-
tando \a raaravilhas da oxposigo obra
da f, das artes o do trabalho -e coosta-
taodo face do mundo nteiro o triumpbo
monumental do passdo.
Lao XIII respondeu sentado, com voz
forte. O cardeal lera o discurso; Lao
XIII protrio a resposta sem consultar nota
aiguma, com um mixto de elegancia e dig-
nidade.
Seguio se o Hurrah do GouaoJ, ese
cutado pela orchestra.
Ergueu-so ent2o o papa, afim de visitar
as galeras da expsito. Um prelado eol-
locou-lhe n.i cabega o chapeo verraelho
com borlas de ouro, e elle, acompanbado
pelos principes, pelos cardeacs, arcebispos,
bispoa e cmbaixadores, pircorreu todas aa
galeras, coneg-ndo p*la Italia, iodo ter-
minar na secgo franceza. L^So XIII ti-
nha o ar jubiloso, embara so raostrasse fa-
tigado.
flxo de marfira de extraordinarias dimen-
8038 e de um trabalho soberbo ; ote., etc.
Agora alguna algarisnros a proposito do
jubilen :
60,000 peregrinos, dos quae& 25,000
italianos, 5,000 franeezes, 2,000 hespa-
nhes e 1,000 allemSes.
52 cardeae e 560 hispas.
Espasigo vaticana : 1,800 caLxotes j
abanos ; 500 ao Vaticano, por abrir ; 800
na gare ; e 900 a caninho.
Estava si construindo uraa nova sala
para receber 80,000 garrafas di vinho !
O valor dos objectos'recebidos e annun-
ciadoa era do 60 millioes.
A casa pontifical estava positivamente a
trasbordar.
Pondo aquolles algarismos era moeda
nossa, temos quo os GO milliSes de libras
correspoiidem a 24 mil conto3 I e os 14
milboes a 5,600 centos 1
&
1
i-r~. 'sr^-

F0LHET1H
TESTAMENTO 7EBMELH0
POE
XAVIKR DE MONTEPIN
PRIIEIRA parte
A.FAQDS SAL5USIHQS
(Continuagao do 53,
X '
Anda sempre murmnrou a pobre
moga, quando achou-se e f medicamentos
sobre medicamentos... Amanba o meu ul-
timo saldo desapparecer... Nao possuirei
mais coasa aiguma, se aquella carta lao
esperada nao ebegtr... e ha de ser pre-
ciso pagar a visita I 1 Isto de fazer per-
der a razSo i Minha n 2 vai melhor,
diz ella, e eu vejo-a sempre na mesma...
inerte, eem foreas, sem voz... Depois dan-
ta poeio vira urna outra, e assim por dian
te... Ah I se eu tivesse dioheiro... Pre
ciso arranjal-o... cuete o que ouatar !...
Amaabil, depois da hora do correio, so o
csrtiro nao me trouxer coasa aiguma,
vendere a minha medalba do conde de
Tbonnerieux, essa medalba a que miaba
mSi liga tao jjrande importancia, e que
nao tem para" mim se nao o valor do seu
peso em ouro... O conde de Tbonnerieux
pode ter tido a idea,- h* dezenove annos,
de enriquecer as ci i angas nascidas no raes-
rao di que tas filha ; po.m esta morreu,
segunco me tem dito militas veses minha
mi.. Perdeu tambero a roalber, eo des-
gosto, a soiido, fizeram-lhe cjw corte
esqueeer os prujectos formados outr'ora. ..
A medalba vale ceno e trinta francos...
com esta quantia poderei tal vea arrajar-me
al ao reatabelecimeoto de minha mSi, e,
deade qae ella fique boa, nao sendo eu
mais baorvida pelos cuidados de que pre
precian boje, poderei trabalhar para a nos-
sa subsistens-ia... Que me importa a fortu-
seja um sonho ? O que me preciso cu-
rar minha m2i !.. .
Martba pegou no frasco e foi pharma-
VARIEDADES
na, e subiu resolutamente a escada.
O nosso homem conhecia os cantos da
casa. Foi direito ao toucador da prince-
sa, o antro do monstro, como por gracejo
dissera Lcrd Wilmore ao infeliz Liooati.
nao pensava sequer em subtrahir-se ao sea
dever deKhomem honrado.
Aeabavam de sar V neidos os obstculos
cia para mandar repetir a pogao recaitadal materiaes de que fallamos.
Estavara publicados os banbos, e fixado
o dia do casamento.
Um afebre typhoide veio desgragada-
na vespera.
Quando voltou, foi bascar na coztiba do
estabelecimento a chicara de caldo que pe-
dir Ihe guardassem e um paesinho.
Foi o seu nico alimento do dia.
Tudo quanto o estalajadero bavia conta-
do a Pascal Saunier sobro a Sra. Grand-
champ e sua filba era a expresso litteral
da verdade.
A Sra. Grandcharop, depois da morte
de sea marido, querendo sabir de Genebra
e ir para Pariz, vender o sea estabeleci-
mento e confiara o dinheiro resultante des-
sa venda a um baoqaeiro que possuia toda
a sua confianga, e que nao a mereca.
Em caminbo, tendo-a a molestia accom
mettido quasi fulminantemente, vira se obri-
gada a desembarcar era Joigny, em vez de
continuar a viagem para Pariz, e em cami
nho, do wagn para a estalagam, perder
a carteira que continba algumas moedas de
ouro.
Devendo Martha Berthier, que passou a
chamarse Martha Gran Icharop, em virtu
de do casamento de ua mi, representar
um papel de grande importancia nesta ve-
ridiea narragao, completaremos em poacas
palavras, para es nossos leitores, as intor-
magSes dadas pela estalajadero a Pascal
Saunier.
Perin Berthier apsixonara-se aos vinte
e cinco4 annos par um mancebo, que ama-
va-a igualmente com todas asforgas da sua
alma.
Nao podia haver nada mais honesto do
que aquello duplo amor, que tenda mais
legtima*.das uni $, paseando pela m-iirie e
pela igreja.
Obstculos materiaes impedirn infeliz-
mente que essa una fosse immediatamen-
te celebrad.
Orpbi, tando por nica familia um ir-
mo que nao vi* desde longa data, e coja
aerada nao conhecia sequer, nao encon-
trando en parte aiguma nem spoio nem
eooselbos, Perin nao soube lutar contra a
sua propria ternura e contra a de bou noi-
vo.
Tsve um momento de fraqueea.
Commetteu um falta, lamentavel, cor-
to, porm desculpavel, porque o prximo
casamento devia apagal-a e absolvel.
O noive, paseando a amante, conserva
mente aniquilar os bellos sonhw j quasi
realisados.
Nao foi o leito nupcial, foi o tmulo que
recebeu o noivo.
Seis inezes dapois desta morte, Perin,
desesperada, dava luz 3Ua filba Martba,
no mesroo dia em que nasoia a filha do
conde de Tbonnerieux.
Apezar da sua falta, como sabemos, Pe-
rin era honesta e mostroa se cada vez
mais corajosa, mais enrgica.
Adorou sua filha e trabalhou com todas
as suas torgas para crial-a e edcala.
Decorreram oito annos.
A exposif." do Vadea ao
Inauguroa-se s 'exposiglo do Vaticano,
com urna concurrencia enorme de visitan-
tes e com assistencia do corpo diplomtico
e de toda a nobreza romana.
A' primeira badalada do meio dia, os
sons alegres aos sinos annanciaram a toda
a cidade a abertura da exposigao.
O surarao pontifico chegava pouco de-
pois. Era conduzido n'um cadeira forra-
da de. damasoo cor de purpura, escoltado
pelos guardas nobres, pela c6rte pontifi-
cia, cardeaes e numerosos prelados dos di-
versas paizes. A Guarda Palatina e os
suissos formavam alas, era grande unifor-
me.
N'ama saia vastissima, de columnas de
mar more, achava-se o tbrono, c6r de par-
pura, franjado de ouro, destinado a Lilo
A exposigao, no quo entao-se podia ob-
servar, sob o ponto do vista da diepisigclo,
revelava a .existencia de u.n vordadeiro
fiasco.
E' certo que a arfl icncia espantosa de
remeasaa ultrapassou todas as providencias
e todas as previsSas; nos jardins e as salas
do Vaticano iutroduziram-se raodifijagSes
extraorjinarias ; bouve actividade, mas o
metbodo falhou completamente.
Os objectos expostos foram collocados
por paizes. E' de rao efeito, porqua o
visitante tara assim occasiilo do ver repa
tig53S do objectos en dez, vinte o mais
galeras. E ainda assim, na disposigo or-
lada, ha um pi'e mile deploravel.
Uraa parte curiosissiraa da exposigao
a dos objectos une isto da origina-
lidades, por vezes pittoresoas e at mesmo
exticas. Citemos :
O Japao envin ara pagode coberto de
pinturas syrabolicas e munido de todos os
objectos de culto japonez ; Napols : um
throno de ouro; o patriareba de An
tioebia e oa bispes e as igrejas da Syria :
urna thiara de enorme valor, fabricada em
Alepo ; o clero polaco : urna pia d agua
benta, de consderavel valor ; as chrstan-
dades de Shanghai :ruraa mensagem bor-
dada ora damasco e desenhos, e encerrada
em nm cofre coberto de pedrarias ; Gene-
bra : um chronometro incomparavel, orna-
do de diamantes, e dando horas, meias ho-
ras, quartos e minutos ; Neufchatel : um
elogio cravejado de parolas e com as ar-
mas de Leao XIII esmaltadas ; as senbo-
ras de Sevilha : um clchete para o manto
pontifical, com 580 pedrss preciosas ; a
Andaluzia : ama Vrgem Murillo ; Grana-
da : um movel mourisco com incrustag5?a
d ncar, de prata, de marfira e de podras
preciosas, e urna reproduegao da Alham-
bra, em morraore branco, durado ; os ca
tholicos de Smyrna : um tapete admiravel,
no qual esto bardados sete desenhos, re-
presentaddo as sete igrejos de que falla o
Apocalypse ; o Per : urna rosa de dia-
mantes com urna reliquia de Santa Rosa
da Lima na corolla da fljr ; a cidade de
Bruxellas : urna pega de rendas maravi-
Ihosas; os oatholicos da India ^ um cruxi-
A vida Iniliiia do papa
O papa levanta-so sempre, invariavel-
mente, s 6 horas da rnanha. O sea cria-
do de quarto, qua natural da mesla al;
deia que Sua Sauttdade, vera ubrir-Ihe a
janeila, que deit* pura o jurdira do Vati-
cano, t deixa-o e. Entila Laao XIII le-
vanta-so a veste-jc sam auxilio de nin-
guara. Eraquant > ella nao chama, nin-
guem torna a entrar lhc no quarto.
A's 7 diz raima; o ouve lago em seguida
uraa outra raissa, chamada de gratis. Se-
guidamedte alraoga urna chavena de cf
cora leite o pSo sem raanteiga.
Dapois d audiencia : era primeiro lugar
ao secretario de Estado, que llie d coota
da todos oa documentos correspondencia
poltica importante, em segundo lugar, ao
cardeaes e chefes da congregaos e or-
dens religiosas
Leao XIII r.raraeate conceda audien-
cias publicas, o que d motivo a numero-
sas queixas das pessoas quo t n de au
sentar-so da Roma, sera conseguirem velo.
Po IX concedia audiencias ipai faedmen-
1

i i
res,
ne
sobretudo margem dreita do Yon-
na futura, admiltindo que esta fortuna nle Ta se maii apaixonado do que nanea, e
No fim desse tempo, Perin encontrou
ura rapaz muito de bm, filho de Genebra,
fabricante de caixas de relogio, que ia a
I Pariz para urna exposigao. Amou-a, pro-
poz-lha leval apara Genebra, casar so con
ella, pesar do pastado, e reconhocer sua
filha.
Em oito annos attanuara-se bastante o
desgosto de Perin.
Nao cborava mais, conservando do mor-
ro apenas urna recordago terna e melan-
clica.
Nunca lbe acudir ao espirite a idea de
casar-se ; nSo obstante, aceitn essa unio
em attengo sua filha, e desposou Carlos
Grandchamp, que proporcionoa-lhes urna
existencia modesta, tornou-as ambas felizes
e deixou Perin viuva oito annos aps urna
uniSo sem nuvens.
Os nossos leitores sabem o reato.
Voltemos aos dous bomens que deixmos
na occasiao em qae aeabavam de almogar
no caf daestalagem do Martinho Pesca-
dor.
Levantndose da mesa do alraogo, Pas-
cal poz ero pratioa o seu projeoto de escre-
ver urna oarta a Angela, pessoa de sua an-
tiga amizade em Pariz ; depois, daiundo
a cart no correio, deu o braco a Jacques
L igarde e diase-lhe :
Agora, meu velbo magano, vamos
dar um gyro pelo campo e admirar a bella
natureza. .
Estou tanto mais disposto a isso quan
to os passeios sao bygienieos depois das
refeigSes.
Oa arrederea de Joigny alo encantado-
Os prados cobertos de verde eameraldi
no, semeados de grupos de arvores copa-
das, estendem-se a perder de vista.
Os horizontes calmos, envoltos as bru-
mas matinaes ou nos quentes vapores de
Urde, offerecem toda a poesa das telas de
Corot.
Jacques, qua conhecia a fundo o seu
torro natal, conduzio o seu amigo por um
caraioho encantador, do lado dos grupos
de arvores.
Os dous coropanheiros acenderam charu
tos.
A um kilmetro de cidade, sentaram-se
sombra de tres magnifios olmos, e Pascal
tomou a palavra.
Meu caro jacques, comegou elle, de-
vo-te a explica jilo das palavras que nao
podiam deixar de causar te aiguma admira-
gao, e pelas quaee testemuobei a alegra
qae oausou-me a necessidade de demorar-
nos em Joigny mais alguna dics... dar te-
hei essa explicagao daqui a pouco e vers
quanta raso tinha eu de ficar satisfeito...
Acharias por aqui aiguma mina de
ouro 1
Urna mina de ouro, isto justamente.
Explica-me este enigma.
Explico-o j ; mas conversemos pri-
meiro sobre o nosao futuro e sobre os pla-
nos que conceb para chegarmos rpida
mente e sem casto fortuna por nos so
abada, urna fortuna ampia, que nos per
mittir satiafazer todos os nossos gastos,
todos os nossos caprichos, levar, erofim, vi-
da regalada, sem metter-no novameate
nos perigosos caminhos que conduzem
Nuraa com escalas pelo tribunal do jury...
Ora, j ouvi dizer quo o clima da Nuraa
dos mais insalubres. Nao tenho, pois, a
menor vontade de travar conhecimento
com elle.
E eu prefiro tambero qualquer utro
lugar para tomar ares .. disse Jacques La-
garde a rir.
- Admiravel, na verdade I Eis-nos de
aocordo, como sempre !... Vou ao aseump
o : tu s medico e medico distincto.. .
distinctissimo... dste provas disso...
E nao somonte medico, oontinuou
Pascal, como tambem cirurgio de primei-
ra ordem...
Ora esta 1 mas entao, mau caro ca-
marade, trouxeste-nae a asta lugar ermo
homenta para diwgtr-me coroprimentos ?. .
perguntou Jaoqsws.
Nlo dirijo-teoosaprimeatos, fallo aim-
te; mas limitava-se a attavessar a sala
onda o esperavara os visitantes, amquanto
quo Lefco XIII, qoando receb, flla com
todos que o procurara.
Jauta 1 bora antiga moda' romana.
Servigo modeatissirao: sopa, geralraente
de mas8a, ura prato de aarno assada, core
ou sera batata, e sebromesa de fructas
Nao como nunca guisados, carnes cozidas.
nem queijo. O sea vinho proferido o Bor
dus.
A etiqueta exige que jante s. Por for-
ma que, quando qu-r honrar algara princi-
pe estrangeiro, o papa convida-o apenas-
para o alraogc. E anda neste caso, o con-
vidado ha de ouvir a raissa que o precede,
e comrauogar. Foi assim que Leo Xill
obsequiou o pretendeute D. Carlos, a gr
duqueza do Toscana e a prineexa Bbr
ghese. Tnba se aberto urna exoepgo para
o cardeal Pacci, que, quando vivia no Va-
ticano, fazia sempre coropanhia a seu ir-
mao, n'uraa mesa parle, s horas do co-
mer.
De noite, La3o XU.I trabalba quasi sera
pra. A's 10 horas faz aa suas oragres; e
s 11, antes de se deitar, toma outro pratc
de sopa e uraa talhada de fiambre.
O papa muito nervoso e derme de or-
dinario mal. Quando escreve tem abstrae
gees to grandes, quo chega o vezes
limpar a penna manga branca, da batina.
Tambem por isso o criado particular tem-
lhe sempre urna outra batina de sobre-
salente.
Como se fatiga muito a escrever, tero
varios secretarios que o ajudara e Ihe pas-
sam a liropo 08 originaes. Sempre que
sahe do gabinete, deixando algum-secreta-
rio a trabalhar, o papa fecha a porta 0 leva
a chave comsigo, para que o secretario fi-
que inaoramunicavel. Depois, quando vel
ta, ao cabo do duas ou tres longas horas
mimosea sempre o seu ajudante com bis
boitos e um calix de Brdeos.

plesmente do teu mrito, que talvez nos
sirva de aiguma cousa qaalqaer dia..
Como ?
Nao sei ainda, mas cceio firmemente
qua para rapazes do nosso valor nao do-
vem existir torgas perdidas... Contino :
na tua qualidade de medico e de cirurgio
fizaste serios estudos sobre o coragao, ao
mesmo tempo que sobre o corpo humano...
Examinaste, dissecaste, por assim dizer,
os temperamentos e os caracteres, notando
oestes urna tendencia irreaistivel, naquelles
urna paixo dominante... e dessas mlti-
plos estudos resultou para o teu espirito a
certeza, segundo me disseste, de que a ou-
ra do pbysico de mutas pessoas era devi-
da ao profundo conhocimento que tinha o
medico do seu moral.. -
Disse-te isto, porque a verdade.
Affirmasta-me, alera disto, que na
creatur humanae designo por estas pa-
lavras tanto o sexo feminino como o oatro
existia em regra geral, cora muito raras
excepgSas, duas paix3es primordiaes, ori-
gem de lodos os vicios e causas princpaes
de todos os rimes
Sim, urna dupla febre; a febre dos
sentidos e a febre do lucro.
Em outras palavras : o amor e o jo-
ge.
Perfeitameate, e estas duas paixrjes
sao terriveis... O amor oonduz ao crime
e ruina, como o jogo, cuja accSo dissol-
vente sobre as almas to poderosa que
pode le7ar ,lououra .. O amor absorve
o homem, roas o jogo domina-o inteiramen-
te... A cura de um possivel; o outro
iocuravel... Em todes eB tempos tra-se
jogado, porm nunca a paixEo do jogo at-
tingio as proporgSes que aprsenla na nossa
poca... Hoje a febre do jogo, ou em ou-
tros termas, a febre do lucro faoii e sem
trabalho escalda as veias do todos... Fe-
charamsi aa casas de tavolagera, que ao
menos produziam grande renda para o Es-
tado ; tjlice 1... Os tapetes verdee, sao
Vastos prados e os cavallos substituiram as
cartas I Condemnou-.se a lotera, se con-
servara berta a Bolsa, essa grande ofici-
na de jogo, onde a gente enriquece au ar
ruina-se, segundo a vontade dos altos per-
sonagens da finanga e da agiotagera.. Aa
tascas sSo perseguidas, mas adtorisam-se
os clubs, que nao sao, durante a maior
parte de tempo, mais do qae tascas sob
etiqueta diversa 1.. O jogo, o dinheiro e
o amor, eis os dominadores do mundo I..
Sua Omnipotencia o Jogo !... Sua Ma-
geatade o Dinheiro !... Sua Alteaa c
Amor I...
Muito bem disse Pascal. Vai tudo
pelo melhor I... Vejo que mais urna vez
estaremos de accordo I..
Explica-ta de urna vez I... Fazes-
me morrer de curiosidade 1
E' preciso proceder por ordem I.. .
Vais receber vinte notas de mil trancos
que nos permittirao installar nos em Parir
e I vi ver grande at que comece a,exe
cugo do projecto que medito...
E do qual nao fallaste at agora se
nSo de modo muito vago... Trata-se, dis
seste-ma tu, de um negocio que deve ren
der-nos pelo menos trezentos mil fran
eos...
'E' isso justamente...
r Mas que negocio T
A coasa mais simples deste mundo...
Cont eavasiar durante a noite, e sem cor
rer grande risco, um cofre que costura es
tar maito recbeiado. Coohego os habito
do proprietario desse cofre .. E' um boas
velbote, extremamente maniaco .. Entre
outras manas, tema de conservar em casa_.
n'um sitio que coohego tao bem como a,
minhas aigibeiras, sommss avultadaa-
Como sabe de tudo isso ? -
Viv durante dous annos em compa-
nhia desse original, na qualidade seu se-
cretario.
Admitamos que os seus hbitos nao
tenhara mudado, e que o dinheiro esteja ^
tua disposigo no sitio em qaeato : trezen-
tos mil francos nao constituem a fortuna
dos nossos sonhos .. Com ella poderiamo*
viver eomo burguezes arranjados, e quere
moa roais do que isto... muito mais.. -#
De accordo I.. Tambem os cero
.mil escudo nSo serlo mais do qae um
ponto de partida, urna primeira entrada de
fundos para a minha grande eropreza....
Vais chegando finalmente I... Ape-
nas te resta dizer-me qual essa grande
empreaa...
Urna caaa de jogo, simplesmenle...
Jacques Lagarde oarregon sobr olho
dea de hombros.
Ora essa I.. maa, meu oaro cama-
rad, exoUmou elle, est ficando doudo !
NSo o oreio... #
Fundar urna casa de jogo 1 Mas isso
seria metter em vinte e quatro horas a po-
lica no nosso enoalgo o crear-nos novas e
deaagradavei relag&es com a magistra-
tura. .. (Continen- ee-hd

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Typ. do Diario ra Doque de Caxios a. 48


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