Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19117


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Full Text
-i
A10 LII1J-- JDliliili
P15SA A CAPITiL JE IX'ttARK* *IB IV.IO B PAiA PORTIi
Por trea mezcs adiantados............... 60000
Por seis ditos dem.......... ...... 1^
Por uca.anno dem................. 23)JO0O
Cadajpmero avulso, do mesmo dia............ llOO
Ei&HEIM 26 DE JLEO DE 1381
PARA DENTRO B FOMA
Por 3e.is mezcs adiantad*
Por uove ditos idem. ^T. .-*
Por um anno idem.........
Cada numero avulso, do dias anteores.
TCMCIA
130500
200000
270COC
0100
DE
NAMBUGO
prprteftafct te Mmcei itflurirlta be iaria itUjo*
Oa r.i. Aaaoiie 'rase t: C
tte Parla, sil o nosss agentes
exclusivo.* de imitados e pu-
hllcacoes na branca e Ingla-
terra
('" i
TELEGRAMMAS
mw MnwLA3 sa sumo
RIO DE JANEIRO, 24 de Julho, s 9
horas e 30 minutos da inanb.il. ^Recebido s
8 horas e 50 minutos da noite, pelo cabo
aubnarino).
3o paquete ingles NEVA esulo bo-
je paira Pernambnco o sr. Antonio
Colbo Blbetro Ruma, gerente da
empresa braallelra de exploracao
dan Jazldaa de pboipnalo de cal da
liba de Fernando de Xoronba.
RIO DE JANEIRO, 25 de Julho, s 5
horas e 30 minutas da tarde. (Racebido s
6 hars e 50 minutos, pelo cabo subma-
rino).
Dio Senado nao boure boje aeaao
por falta de numero.
O Dr. Jone Bernardo Cialvao Aleo-
forado Filbo. apreaentou boje na
Cmara ios Deputadoa urna repre-
sentar da Liga Operarla em que
pede a crearan de um monte-plo.
A referida Cmara est dlacutlndo
o ornamento do Minlateilo da *-ner-
:;-S?I*y SA mmi 3A7A5
DUBLIN, 24 de Julho.
O ice-re da Irlanda acaba de pro-
clamar aa nava lela de coercido.
LONDRES, 25 de Julho.
Oa Jornaea Inglese* approvam ple-
namente a projeetada modlOcaco
mlnlaterlal A faaer no aentldo doa
partldoa llberaea.
PARS, 25 de Julho.
O minlaterlo da guerra val apre-
aentar ao Senado o projeclo de le
obre a moblllaaco completa de um
corpo de exercito no prximo ou-
tomno.
PARS, 25 de Julho.
Mr. Jalea treij. prealdenle da re-
pblica acaba de partir para Moni
aona-Vandrey.
Agencia Havas, filial sm Pernarobuoo,
25 de Julho de 1887.
consistencia das materias fecaes, o o errand) volu-
nte que a sua massa ebega s voces a adquirir
exigem quasi sempre contraccoes musculares enr-
gicas. U.-pjis aquelies msculos, couiprimiada,
carnada por carnada, oaorglosabdomines, t-udin
a expulsar as materias que estes canteen). Q lau-
do no estomago ha alimentos, a eontraccao d-< ori-
ficio cardiaco evita a sabida delles para o eaopha-
go ; a bexiga retem a urina pela resistencia de um
espbincter, de que dotada ; em taes condicojs,
b fie o recto sujeito acelo expilsiva d'aquellas
contraccoes musculares, acclo que ainda secun-
dada pelo msculo elevador do anus, o qual n'esaa
occasiao puxa para a parte superior o recto, ten-
dendo a deixar as fezes a descoberto.
Todas as contraccoes musculares involuntarias
que f roduzem o movimento do bolo alimenticio, na
direcelo normal, dentro do estomago e dos iutesti
no3, se cbamam contracco.'s peristlticas ; e os mo-
vimentos que ellas produzem, movimentos peristl-
ticos. Em circunstancias aaormaes, taes contrae-
toca e taes movimentos fazem-se na direccia op-
poata, dando lugar a sabida dos alimentos pela
bocea,-o que constitue o vomito. Em tal caso
teem a designadlo de contracco.s anti-perstalti-
cas e movimentos anti -peristlticos.
Phenomenos chimicos da digestaoAs aeces
chimicas que no canal digestivo se exercem sobre
os alimentos teem por fim ultimo transfrmalos
n'uma serie d i productos soluveis, e tornal-os as-
sim aptos para atravessarem as membranas intes-
ti-iaes e entraren! na massa sangunea. Os phe-
nomenos chimicoi da dgestlo resumem-se em tres,
que slo : a insalivacio, a chyuificacao ou diges-
tao estomacbal, e a ebylificacjio ou digestao intes-
tinal.
A saliva nao se limita a dissolver certas sub-
stancias ; contem (como ji dissemos) urna mate-
ria especial, chamada ptyalina, que um verda-
deiro fermento, anlogo a diastase. Pela acclo
desse fermento converte os alimentos feceulentos
em glyeose, ou assucar de amido, como a diastase
o faz uos ccreaei. Esta transformado, corneada
na b>cea, contini e conclue-se no estomago,
ficanJo asaiin os alimentos feculentos soluveis e
aseimilaveis. Tal a insalivado.
(.Continua).
MRTE OmClA.
JBSTRDCaO POPULAR
PHlL!Jili HOJim
fr hido)
Da BIBLIOTnKCA DO POVO E DAS ESCOLAS
I'KIUEIRA PARTE
l'l'M'i;dl> lK MliiH1
DIGESTAO
( Continuaco )
Concluida esta, passa o cbymo pelo pyloro para
o intestino delgado, ao longo do qual cammba
lentamente, por cffjito da con trcelo das fibras
musculares circulares que cntram na estructura
da parede intestinal. Em todo esse trajecto sof-
fre nova transformadlo, pela acclo cbimiea^de dif
ferentes lquidos, de que vamos fallar, esnverten-
do-ae n'um sueco branco e leitoso, que, destinado
a ser absorvido e encoporadona massa do sangue,
tem o nome de cbylo. Ao acto digestivo que as-
sim se effectua no intestino delgado, chama-se chy-
Kfia?!o. No mesmo intestino se faz a absorpcao
do cbylo, passando ao intestino grosso a parte
do bola alimenticio que nao soffreu cbylificacio,
isto os seus residuos, os quaes constituem as
fetes, que caminhando ao longo de todo o dito in-
testino grosso, tainbem por tffeito da contracelo
das Bbras musculares das paredes d'este, vio por
fim sabir pela abertura livre do intestino recto,
chamida o anus.
As fetes accumulam-se no recto, e a sua sabida
para o exterior fat-se com iatervallos variaveis,
e as vexes regulares. Chama-se defecacio o acto
da sua evaiuacao pelo anus. A retenco dellas
no intervallo das evaeuaeoea devida a dous mus-
culos pe existem na extremidade inferior do re-
cto, e que se cbamam esphinctercs (interno e ex-
terno.
O espbincter interno consiste n'uma por co de
fibras circulares da ornada muscular do intestino,
retornada cima do esphinctea externo ; nao per-
tence, peta sua constituido anatmica, classe
dos mu'culos voluntarios, mat representa um pa
pe activo na retencio d^a materias fecaes estan-
do situado abaiio da parte dilatada do recto na
qual ellas se accumulam.
O espbincter externo um annel muscular muito
espesa.', que cireumda o anus, e que sobe ao longo
do recto n'ama extencao de cerca de dous centi-
. metros. Este msculo, que pode contrahir se eob
a influeneia da vontade nunca est em estado da
relaxameoto completa At durante o somno, c i -
eerva se n'um edtado de tensio permanente e mo-
deradla, que alias cooomum a todos os msculos,
Ai potencias musculares que determinara *[de-
fdjco e que sao os msculos abdominaes e o dia-
pbragma, teem primeiro que tudo de vencer a re-
sistencia dos spbincteres, a qual nao grande,
bastando leves eiforcos para suplantar ; mas a
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA, DO DIA 23 DE
JULHO DE 1887
Abaixo assignados de Bom Jardim.
Sim, pagando os supplicante o porte no
correio.
Affonso de S e A'buquerque.Infor
me o Sr. inspector do Thesouro Provin-
cial.
Padre Francisco Adeliao de Brito Dan-
tas. Iafome o Sr. inspector da Thesou-
raria de Fazenda.
Bacharal JoSo de S e Albuquerque. -
Concedo tres aiezos, em vista do aviso cir-
cu'ar de 29 de Outubro de 1885.
Joaquim Martios de Moura. Informe o
Sr. inspector da Thesourari* de Fazenda.
Joao Felippe Nery NspoleSo. -Sellado,
volte.
Jos Ferreira de Menezes. Informe o
Sr. Dr. juiz de direito do 2- districto cri-
minal do Recife.
Joaquim de Sant'Anna. lotorm! o Sr.
Dr. juiz de direito do 2- districto orioninal
do Rocife.
JoSo Miguel Ferreira dos Santos.la-
forme o Sr. Dr. juiz de direito do 2" dis-
tricto criminal do Recife.
Jos Matheus de Sant'Anna. Iafonne
oSr. Dr. juiz de direito do 2- districto
criminal do Recife.
Loarenco Teixeira Palha. Informe o
Sr. Dr. juiz de direito do 2- districto cri-
minal do Recife.
Lunguinho. Informe o r. Dr. juiz
de direito do 2- districto criminal do Rj-
cife.
Manoel Felippe dos Santos. Informe o
Sr. Dr. juiz de direito do 2- districto cri-
minal do R :cife.
Maximiano lenrique da Silva Santiago.
Seja aposentado, com os vencimentos a
que tiver direito.
Manoel Joao de Amorim. Informe o
Sr. inspector da Tnesouraria de Fazenda.
O m?smo dem.
Mara Alcntara de Azevedo. Informn
a junta classifijadora de escravos do mu
nicipio do Recife.
Oliveira Castro & C Informa o Exea.
Sr. provedor da Santa Casa de Misericordia
do Recife.
Pedro Minervioo de Freitas Cavalcante.
Informe o Sr. Dr. juiz de direito do 2-
districto criminal do Recife.
Pedro Jos Qonjalves.Informe o Sr.
Dr. juiz de direito do 2- districto criminat
do Recife.
Conego Trajano de Figueiredo Lima.
Junte o ultimo relatorio do estabelecimen
to, pelo qual consta 03 servijos pblicos
que tem prestado.
Tertuliano de Mendonja Nunes Bandei
ra. Informe o Sr. inspector do Theaour-
Provincial.
Valdevino Jos de Souza. Informe c
Sr. Dr. juiz de dimito do 2- districto cri
rainal do Ricife.
Secretaria da Presiden a de Pernara-
buco, 25 de Julho de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Promocao do 1 Dr. promotor publi-
co no proceaap do Dr. Arlbur de
Barroa Falcao de laacerda.
NSo obstante o que disse-je nos autos por parte
do denunciado sobre a capitulaclo de sua crimi-
nalidade no art. 172 do Cdigo Criminal, como
reza a denuncia, e do que se tem dito na imprenei
desta capital a essa respeito, man'.euho como per-
feitamente jurdica a c'assilicacSo de seu crima
cm dito artigo d> referido Cdigo, e a competencia
do seu processo pelo foro commum, por isso u.esmo
que nao era elle empregado publico ao tempo da
perp;tracae do delicto, nem o praticou no exerc
ci do emprego para o qual antes ti veste sido le-
galcente nomeado, houvesse prestado juramento
e debidamente tomado posse.
Ccosideram-se empregados pblicos, como sa-
be-ie, aquellesque exercem funecoes de carcter
ou aurriga pjbllooconferidaipe'.ogovt n)onpodr
publico, tend precedido a nomeacio para o cargo,
juramento e posse do nomeado, o que nao acon-
tec*, com o querellado, sempre que illegalmente
sen? do mesmo delegado carregida por quatro
homens e acomaanhado d.; nma o arto do mesmo
Dr. Pedro AUjOso, no qual dizia quo o infeliz
havia sido presa en fltarante na occaiio em que
conduiia um cara tiro quo f.-a furtad) da casa do
engenho.
O infeliz nj) p<3 le ser iut3rro-.:ad > pela gravi-
dade do espaneaoiuuto o que se verificou da vis-
toria a que se pcocejeu.
Aqueile deleitado abri sobre esae tacto o com-
petente inquerito pilicial.
Di3us guarde)a V. Exc liirn. e Exm.
Sr. Dr. Pedfj Vicente do Azevedo, muito
digno presii-iaH da iroviat^a. -J} chefe
de polioia, Antonio Domingos Pinto
DIARIO BE PERI3I3UCO
RECIFE, 26 DE JULHO DE 1887
Noticias da Europa
O paquete inglezjLa Plata, ebegado ante-hon-
tom, foi portadjr das seguntes noticias, alm das
de Portugal, constantes da carta de nosso corres-
pondente de Lisboa e inserta sob a rubrica Ex-
terior :
Heapanba
O sopracitado correspondente escreveu-nos o
seguinte sobre este reino :
< O Jornal des Deba'ei fallando da unijo da
Italia com a Inglaterra, diz que a Italia uao podo
ter a pretenc-ao de ser guardada da neutralidade
do canal martimo de Suez ; se nina potencia ine-
diterraneana devesse ser incumbida do guardar o
canal, essa potencia nao piden ser senao a Hcs-
panha ; verdade que a Ilespanh i nao est neu-
tral isada por tratados mas neutral pela propria
vontade e pela sua situacao geogruphiea ; nunca
mostrou a menor velleidade de se eotremetter as
conlendas da Europa e nem siquer tem procurado
rocobrar acathegoria di grande potencia a que Ibe
dariara direito incontestavel a sua gloriosa historia
e n valor dos saus soldados ; a neutralidade da
ffesaauha est certamente mais garantida que a
da Blgica ou da Suiss i, porque Ibe seria difjicil
violal-a por si, e tari forca e coragem para a de-
fender fe ontrem: viu-se a propria Allemanha
ceder j ante um ouflicto com os hespaohoes,
dando-se por feliz em achar a mei;5o do Papa
aSqrds retirar saairosameute doosecoscm sahida
onde su mgttera; as tropas hespanholas sao as ni-
cas tr-ipas jhnsta cuja permanencia as pr-xi-
da les do canal de Suez ou as margens do Nilo
fe pide aceitar unnimemente como penhor de paz
dur:idoura. m
as ilbas Cmarias, rebentou ha tempo urna la-
auneieo, dirigida por um poderoso indgena, Ha-
ntet, contra a domnatelo bespaabola. *
A nsurreicao deve agora julgar-se sufocada,
tra o Thesouro Publico e a Propriedifle porque Hunet foi assassioalo ha das pelos seus
__----i:j-j_ .i_ _i.i.^a. proprios partidarios.
No dia 4 foi lido a cmara doe deputados o de-
creto que suspende as sessocs das cortes.
Nao occorreu nenhum incidente.
O segundo tribunal criminal de Madrid ordenu
que Galeote, o assassino do bispo de M-idrid, s?ja
transferido para o hospital provincial daquella
-corte, atim de ser examinado por urna commisso
nomeada pala real academia de medicioa de Madrid.
Partiram para liohdres mil peregrinos heapa-
nhoei, entre o quaes cem padres.
A commissao encarregala de celebrar o cente-
nario do insigne marinheiro D. Alvaro de Bigan.
primeiro marques de Santa Cruz, visitou sua ina-
gestade a rainha regenta e a infanta D. Isabel,
que applaud ram a ila com entbusiasmo, e pro
metteram todo seu apoio pira vela realijada com
a magnificencia que merece o graude homem, a
q-iem se dedica.
C >nferenciou ha dias largamente cojo o Sr. Sa-
gasta ministro do Allemanha, Sr. ^tunun.
Cbegou a Madrid, tendo gsido nomeado cnsul
geral di republici de Venezuela em lle.-panha, o
br. D. Carlos B. Figueiredo, secretario que foi da
legacio do dito estado em 1882 a 1881, e pessoa
muito estimada pela sua instrueco e altas quali-
dades.
Calcula se em 200 os syndicos dos gremios de
Midrid, reunidos hi poucos dias para tratarem da
futura exposico provinci. I, cerecendo ao alcai-
de, Sr. Abascal, tolo o seu valioso apoo, para qne
esta grande fasta de traba ho alcance toda a im-
portancia, que m rece.
O Sr. Nunes de Arce tm un asilo discurso, ex-
citju-os a que MtJrd prove d'uma maneira clara
o terminante, que nao s um pouco consumidor,
como se ci no estran ero, e anida na propria Hes-
pauh-i, s-uao que possue multas e a:ui variadas fa-
bricas e industrias que empregam .vultado numero
de operarios, e exportam os seus productos no va-
lor de muitos milboes de reales.
O orador foi muito applaudido.
Os Ilustrados mdicos alienistas Srs. Simonvo,
Vera, e Escuder, forain orneados para informar
acere do estado mtntal do sublito francea Luiz
Villeranl, qu; altentou contra a vid* de Bazaine,
e que parece manifestar indicios de loucura.
Franca
O gabinete presidido pelo Sr. Rouvier continua
a ter a hostililade de urna parte d) partido repu-
blicano, epu sua parte a direta, persista em nao
o guerrear, gusUutando-o raeemo no caso de neces
sidade.
Adireta;que]tantas vezes havia contribuido para
derrubar es ministerios republicanos, desde que se
juot-iva com umi fracca) republicana, agora por
sua pirtedesjmpenha o oapei nao de derrubar, mas
de amparar o governo.
Esta situacao causa estrauhez. por ser nova,
mas no fundo nao nos factos que produs como
nos que havia produzido, eeoo o esultad} de um
novo argumento d; foi e is.
No mundo physico objervam-sa muitos pheno
menos desti ordem e desde que a poltica seja
considerada como o resultado de um trabalho
scentifico, necessariamjnte hio de introduzir-se
n'ella os procesaos sceutificos.
A drcita na cmara franceza prosegue por isso
no sen eapenho, e parece mesmo que julgou dever
buscar a acquieseenca para elle, com um faeto
que as circumstanciao favoreceram ou que ella
preparou.
O ende de Paris foi para Jorat y, e dsqui co-
mef a urna romaria a visital-o, o que de resto na-
tural, e parees qje muito agradavel aos homens
da direta. Tem sido notado o cano, e nao admira
porque hoja lud se commenta, ora exagerando ora
apoucando.
E o mais qu-i o conda |do Par s foi consulta -
do sobre se Ihe era ou nao agr lave! a poltica
adoptada pela direita, e porque o coude de Paris
applandiuesse precedimento, logo iisfolbas fiV.ram
correr essa grata noticia aos bomeos da direita.
Por outro lado o novo nuncio do pipa o Sr- Ro-
talli foi a urra recepeo em',casa do Sr Machau, e
n'easa recepcJo estiveram os homens e em grande
numero, da direita parlamentar.
Estes factos eo objectos de reparo e de noticias,
mas escuaidi dar s cusas mai alcance do que
ellas tem. Por isso duis deputados da extrema
esquerda desejaram urna entrevista com o minis-
tro dos negoei > estrangeiros acerca o procedi-
mento do nuncio, o Sr. Rotell, t depois dessas
explieacoes, que tomariam ou nao a resolucao de
as provocar no parlamento.
governo do Sr. Rouvier vi asum vivendn
com o destgrado de muitos, e apenas revela a ba-
bilidade de saber vi ver em mares 5> encontrados
Mas como a questa) capital qua determinan a
queda do ministerio Giblet foi a das economas no
orcameoto, o governo parece ter proseguido com
empenho n'e'sse trabalho, e assm o telegrapbo nos
coinmunicou j a noticia de se torera feito oiteuta
miihO 'S de francos no orcamente crdinario, ascen-
substituia o thesoureiro da Thesouraria de Fazen-
da dasta provincia, seu paj, em tolas as suas fal-
tas e impedimentos, algumas vezes prolongaios._
E' fradetoda duvila, que os funceionai >s
pblicos pelos errjs de olficic ou crmes, que com-
mett m no exeroicio de saus empregos, sej in ditos
funecionaros previlegiados ou nio, devam ser
processados por ttes crimes, denominad:s de res-
ponsabilidada, confjrma as normas que a nsosa
legislarlo do processo criminal tem estabelecido
i essa respeito.
Mas, tambera sbese, que considerara-se crimes
de respoiisabi.dadt -guando commettidoa por em-
pregados pblicos,os da qu3 trata o tit. 5, parte
' capitulo 1 do Co4t^iaiajaab^ada tatlnuMrw
sob o tituloFrevaricacoes, abusos e omssoes dos
Empregados Pblicos.
Os de que trata o tit. G, captulo Ia parte 2,
que se insereve doa Crimea contra o Thesouro Pu-
blico e Propredade Publica, Peeulatoguando
praticadvs por empreados pblicos.
O de que trata a parte 3, tit. Ique se ina
creve-Dos crimes particulares, contra a liberda-
de individual,nos artiges cujas d'ttposicoes o re-
lativas aos empregados pblicos.
Os communs, finalmente, com os de responsabi-
l'idade, como sSo as or rasas phy3cs,guando
ellas sao o objecto de v'.olenc'a commett,dapelo em
pregado publ co no exercicio das funecoes do em-
prego.
Isto at j foi explicado pelo aviso do Ministe-
rio da Justica, n. 245 de 27 de Agosto de 1855,
posteriormente anda explicade pelo de n. 209 de
19 de Junho- de 1857 ; ambos doutrinarios, e do
cuja doutrina dedaz-sa, que ha crimes considera-
dos de responsab lidade, poim, cujos Rotores ou
cumplices devem ser processados pelo foro i om
mum, quando nao sao empregados pblicos, como
nao era o denunciado ao tempo em que ommatteu
o delicto pelo qual, est sendo processado.
Aqueile aviso est firmado pele eminente juris
consulto, Jos Thomaz Nibuso de Araujo, de
audo8a memoria, e foi expedido, leudo sido antes,
ouvido o procurador da cora da RelaaSo da cor-
te e a scelo de Justica do Couselho do Estado ;
consulta que deu lugar Resoluclo Imperial de
22 de Agosto do masan anno de 1855, a qual tem
for$a de decreto portanto, de obligar, como
qualquer outro acto do poder exacutivo de igual
natoreza.
O 2 aviso est firmado p-lo finado Francisco
Dioga de Vasconcellos, igualmente de saudosa me-
moria, ouvido tambem o pxicnrador da cor* da
Relacao da corte, antes ser expedido.
Eatandu o crime de peeulato inscripto de bai/
xo da epigrapho dos dilictos, qie ae podem coi
metter contra o Thesouro Publico e a Propried
de Publica, como cima j disse-se, conforme: _
principios da bea razao, conforme os principios-ds
nosso Cdigo Criminal, que nao sao nnicameote o
empregados pblicos, que podem eommetter pri-
mes contra o Thesouro Publico e a P~
Publica, na qualidade de piculatarios.
Esta iuterpeetaejio resulta anda da propria ox-
pressao do art. 172 do Cdigo Crimiual. qne em
sua integra nao cogita de empregado publico para
eommetter a crimiualidade expressada em dito
artigo' o que nSe acontece com a lettra e o espirito
do art. 173 do Cdigo, como o manifest.
No intuito de levantar lago esta questao, queja
ento agtava-sa nesta capital am favor do denun-
ciado, declarei no final do primeiro periodo da de-
nuncia, qne a offerecu para o querellado ser pro-
cessado pelo toro commum, jalgando-o sujeito
sanelo penal do art. 172 o Cdigo Criminal, por
ia?o que nao era empregado publico, firmado na
doutrina dos aviaos do Ministerio da Justica, n.
219 de 21 da Maio de 1860, n. 271 de 10 de Junho
de 1869 e de n. 359 de 6 de Outnbro de 1873, e
teria ioterposto recurso da nao aceitadlo da de-
nuncia, nos termoi do 2o do art. 17 da le de
20 de setembro de 18fl, se nlo fssae aceita em
taes termos.
O Ilustrado magistrado, pois, actual juiz de di-
reito do 2 disircto criminal desta comarca, j
implcitamente reconbeceu a competencia do foro
commum para o processo do denunciado pelo cri-
me de peeulato, embora elle o nlo commettessa
na qualidade de empregado publico.
O aviso de 21 de Maio de 1860, assignado p^lo
'lustrado conaelheiro Jlo Luatoaa da Cunba Pa-
ranagn, declarou quo um membro de commiaslo
de obras publicas que apoderara-ae de madeiraa
destinadaa taes obras, tendo commettido o crimo
de peeulato, segundo o disposto no art. 162 do C>-
digo Criminal, devia ser processado n> foro com-
mum, por isso que nlo tinha praticado o crime
como empregado publico.
O aviso de 10 de Juaho de 1869 declarou que
crime eommum o da venda de animaes pertencen-
tes ao Estado por um ajudante de ordens de pre-
sidencia e devia ser capitulado no art. 162 do C-
digo Criminal, por isso que nlo era attribuicao
desse funeelonario guardar animaes pertencentis
a Nacao Este aviso est assignado pelo conse-
lheiro Jos Martiniano de Alencar, de saudosa me-
moria.
O aviso, finalmente, de 6 de Outnbro de 1873,
assignado pelo ilustrado conselheiro Manoel Anto-
nio Duarte de Asevdo, declarou ser crime de pe-
eulato, previsto no art. 172 do Cdigo Criminal
para ser processado no taro commum, e nao crime
de respousabilidade, o apropriar-sc um vigario de
materiaes destinados obras de urna igreja, pjr
que esta nlo commetteu o delicto no exercicio das
funccjs propria* do emprege-
Sem duvida estes ultimes avisos nlo tem torca
de lei para obrigar como tem a resoluca i imperial
de 22 de Agosto de 1835, cima referida, poroi,
incontestavel que o governo imperial, tem compe-
tencia para expedir decretos, instruccoes e tegu-
lamentos adequados boa execucao das leia.
(Constituiclo do Imperio, art. 102 12, art. 495 a
498 do regulamento de 31 de Janeiro de 1842)
Asaim, pois, tendo sido bem classfiada na de-
nuncia a crimiualidade do querellado, no art. 172
do Cdigo Criminal, e tendo sido bem processado
no foro commum palo crime constante da denun-
cia, requeiro a sua pronuncia, como incurso no re-
ferido artigo do mesmo Cdigo, em vista de quan-
to consta dos autos.
Recife, 2 i de Julho de 1887.
J. J. de Freitas Henriques
lleparlvo da Polica
2* secc&o.N 642.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 25 de Julho de 1887.
Illm. e Exm. Sr. -Participo a V. Exc.
que toram recolhidos Casa dcDetencSo
os faeguintes individuos:
No dia 23 :
A1 minha ordem, Antonio Malaquias de Mattos,
viudo do termo de Qomelleira, como .pronunciado
na comarca de Barreiros, Fructuoso Bisps e Ma-
noel Sampaio, vind s de Fernando de Noronha, a
disposiclo do Dr. juiz de direito das execucoes,
afim de concluir na Casa da D..teuco, suas sen-
tencas.
No dia 24:
A' minha ordem, Emygdio Francisco de Carva-
Iho, remettido pela subdelegada da freguezia de
Saato Antoni, por crime de tentativa de morte.
Pelo subdelegado do 1 districto da freguezia
de S. Jos, foram reniettidas rata repartilo 10
facas de ponta, 4 caivetes, 6 navalhaa, 3 com
pasaos, 3 espatos e 1 perna de theaoura, armas ei-
taa tomadas a desordeiros daquella freguezia.
Por officio de 24 do torrente particpou-me o
delegado do termo de Palmaret, que no dia 22, em
trras do engenbo Japaranduba, de propriedade
do Dr. Pedro Aftonso Ferreira e pelas 5 horas
da maubl, dera se um brbaro espancamento na
pessoa de um pobre manomaniaco de nome Ma-
noel Ferreira de Mello, tiao foi condusido a pre-
dendo a economa a cento e vinte o nove mi.boas
nos ornamentos ordinario e extraordinario.
O Sr. Rouvier informou Ja commiaslo do or-
namento de que a commiaslo superior dos cami-
uhoa de ferro unnimemente li -.til ao projecto
de cusa'i > de mobilsaclo a'um corpo do exercito.
Suppoe-ee purtanto que o projecto' ser adiado.
A interpellacao di extrema esquerda sobre a po-
ltica gerai do ministerio devia effectuar-se na sea-
to de 11 de Julho.
A cmara dos deputados approvou na sessao de
5 por 467 contra 41 o artigo da lei orgnica mili-
tar qua estabelece d'aqui em deante o servido mili-
^em vez de 5
t^HHVViem qne a mtrif.'stacaS feita por
occasilo da partida do general Boulanger excedeu
todas as previsoea.
A multadlo que invada a qare calculada em
80:000 pessoas.
O general Bou'anger teve de sahir do compar
timento onde estava e subir para urna locomotiva
que parti solada, immediatamente.
A gare pode entlo ser evacuada, e o comboyo de
Clerm t Ferrand parti s 10 horas e quarto,
indo alcancar no caminho o general Boulanger.
A polica prendeu alguna rapases que andavam
nos boulevards e praca da Bolsa gritando : Viva
Boulange.r !
A imprenaa commenta largamente e cm grande
rigor e que occorreu no dia 8 em Paria na occasilo
da partida do general Boulanger.
Os peridicos moaarchicoa excitam o governo a
que empregue nma certa euerg'a para reprimir
taes manifestacoaa e taes cirrentea que impellem
a Franca guerra e dictadura declarada.
Alguna ebegam a annunc'ar qne dentn da re-
publica comecou a segunda revolucao. durante a
qual ae reproduziram muitos actos de 93.
A imprensa republicana moderada tambem ae
moatra seriamente aaauatada e ni) poupa aa uas
advertencias a opiniao nem as censuras a polica.
Os corredores da cmara doa deputados estive-
ram extraordinimente coacorridos. Censurava-ae
o procedimento governo, principalmente por ter
conaentido que oa manifestantes invadiasem a e3-
taclo de Lujou e se nterrornpjsse o servico publi
co durante duas horas. Oa proprios deputados da
maioria faziam coro nestas censuras.
O ministro mais vehemente aecusado era o mi
nis'.ro do interior, Mr. Fallieres e tanto era a una-
nimidade era o condemnar, que ae affirmava ser
inevitavel a sua demisslo, u que parece se verifica-
r, afim da evitar na cainua urna diacuasao escan-
dalosa.
A Clermont Ferrand, o comboyo, onde ia o
general Boulanger, chegou com duas horas de atra-
zo por causa dos incidentes da partida na establo
da Paris.
Centenares de pessoaa tandaram o general a aua
ebegada a gare.
Nao sa deu nenhum incidente.
No dia seguinte o general Boulanger recebeu o
Gondelho municipal e aa autoridadea civia e mili-
tarea.
O maire proferio umi aliocuclo, a que o general
reapondeu.
Em frente do hotel reunio-se grande mullidlo
dando vivas ao general Boulanger.
Terminaram aa reeepcOes otficiaea do general
Boulanger em Clermont Ferrand no dii 10.
A cldade conserva-se em completo socego.
Os jornaes inglezes alo unnimes em censurar
a demonstradlo do dia 8 i m Paris.
O Standard affecra crer que pode dar lugar a
um conflicto com a Allemanha.
Para a grande festa republicana da 14 de Julho
eatavam-se preparando mauifeatacoes analogaa,
receiando-se que tenham um carcter mais tumul-
tuoso, visto que sa realisam no proprio centro da
cidade. Oa radicaos e os oit-d sant patriotas es-
to em constante agitar;!), orgaoisando as maoi-
festaedea.
Circulara tolhaa e varios impressos chamando a
Boulanger o grande patriota. A ordem do dia
entra as maasaa para o dia 14 de Julho cantar a
Maraelheza de Boulanger, isto a msica da
Marselbeza :on letra applcada ao general.
Oa Srs. Pelletan e Revillon tariam na aesslo de
11 urna interpellacao ao governo sobre a agitacao
clerical e mooarcbicaem Franca, denunciando a
manifestaclo de aympathia em Jersey ao Conde
de Paris, aa viagens deste, oa trabalhoa doa circu-
ios catholicos c attituie dos mmarcheo nis de-
partamentos, como sigoaes d que existe latente e
muito avancada a conspiradlo monarchica. A dis
cselo seria ruidosa e a situacao do governo diffi-
cil.
O fim dos radicaes obrigar o governo a fazer
declarafoes que o iadisponbam com oa monarchi-
coa e o priv.-m do apoio parlamentar destes, apoio
que hoje constitue a forca do geverno.
Effecti va mente na sessao de 11, um* depstado da
extrema eaquerda nterpellou o governo acerca da
sua poltica geral, e aconselhou o a que entre no
camiuho da democracia e da repblica, ou no caso
contrario abandone o poder. O Sr. Rouvier re-
pondeu doclarando que o ministro quer governar
com a maioria republicana ; > se matade da c-
mara votar contra us, ^presentaremos a d. mis
slo.
O Sr. Lasant defendeu enrgicamente o general
Boulanger, levantando-ae na cmara grande con-
fuslo. O orador d8ae que o actual governo se
consttuiosobre a preaslo cstrangera. (Protestos
e interrupcoes). O Sr. Rjuver negou tal aaser-
clo, e iacitou o presidente da cmara a chamar
ordem o Sr. Laisant. O presidente assim o fez.
No meio do tumulto foi apprcvada por 382 yates
contra 120 a ordem do da pedida pelo governo.
Corre como certo que o Sr. Floquet dar a de-
misti) de presidente da cmara dos deDutados.
L) i-seque a formularia a 12 n'uma caita ao Sr.
Anatolio de L Forge, Io vico presidente da mes-
ma cmara.
O Sr. Spuller, minatro da inatrucclo publes,
doa cultos edas bellaa-artea, ao distribuir no do-
mingo 10 os premios da nssociaclo polytech lica,
pronunciou um discurso em ^ue, al.udiudo as re-
centes manifestaedas, dase :
Tudo pela Franca nada por dolos viva a
repblica !
Grandes applausos.
Noticias do Sal
O paquete norte americano Finance,
trouxe-nos ante-hontem as seguinles noti-
cias, alm das canstantos da carta de nos-
no correspondente do Rio de Janeiro, in-
serta sab a rubrica Interior.
itio da Prata
O Jornal do Commercio da Corta pub! i
cou o seguinte telegramma :
t Montevid, 17 de Julho.
a Abundantes chuvas cahem em todo o
territerio da repblica e causara grandes
prejuizos. As communicagS-s esto inter-
rompidas, todos os trabalhos parados e as
colbeitas seriamente compromettidas.
< O governo do Paraguay autorisou o
seu ministro nesta corte, o Dr. Brizuela,
a entabolar negociarles com o governo
oriental para firmar entr; as duas rep-
blicas um tratado de amiaade, commercio
c navegayao. >
Minan terses
O Paiz publioou o seguinte telegramma :
Itabira, 16 de Julho, s 5 horas e 15
minutos da tarde. (Rocebido 1 hora e
45 minutos da manha de 17.)
" Foi inaugurada a estecao de Itabira
com grande testa e regosijos populares.
A Cmara Municipal de Ouro Preto
fez sa representar por urna cammiss3o,
cujo relator, o Dr. Diogj de Vaseoncellos,
prouun iju un discurso, saudando o go-
verno. pelo notavei melhorani3nto -que a
inauguraglo annunciava para aquella capi-
tal. .
< O Sr..ministro da agricultflra pronun-
ciou discursos em LarTay4l-e em .Itabira,
saudanla por sua vez o povo mineiro e
prometiendo provincia todos os raelhora-
ment03 qua depenlessem do governo im-
perial. Saudou tambam os engenheiros
da estrada de ferro,
< Ser boje servido um jantar de 200
talheres.
' Os convidados passarao a noite em
Laffayette. partindo amanha para a cre.
x Em juiz de Fra ondo almocaro, se
prepara grande manifestarlo ao Sr. minis-
tro da agricultura.
O resultado conheciJo da eleijao se-
natorial de 417 freguezias, era o seguinte :
Soares 10,500
Veiga 10,368
Alvim 10,248
Leopoldina 10,"Q77
Fidelis 9,^45
C. ArTonso 9,850
Rio de Jane! ro
Datas at 19 de Julhi.
No dia 18, no senado,, depois da tsr '
orado pala ordem o Sr. Viriato de Medei-
ros, apr3sentnJo urna repre3entag3o dos
alumnos da curso de artes e manufacturas
da Escola Polytech ca e pedindo a im-
pressao do yarios documentos, o Sr. Sil-
veira Martins justioou um requerimeato
solicitando inforoiajo.'s relativas nomea-
qSo de commanlantcs superiores para o
Rio-Grande do Sul, violagao do cordSo
sanitario de raesma provincia e venda
da estrada de ferro de Cantagallo. Este
requerinoento ficou sobro a m9sa para ser
opportunamente submettido ao apoiamento.
Foi lido o parecer sobre o projecto da
lei do orcaraento do ministerio do impe-
rio.
Na ordem do da foram approvados os
arts. 3o e 4o do projecto da faxagao da forja
naval para o 2o semestre de 1888.
Na diacu3sao do projecto da classifica-
t;lo de comarcas da provincia de S. Pau-
lo, orarara os Srs. Siqueira Mendes e Igaa-
cio Martins, qua ambos apresentaram
emendas, as quacs foram apoiidas, Lean
Velloso e Silveira Martins. Foi encerra-
da a discussao e, por falta de numero,
adiada a votacao para a sessao seguinte.
Foi sem lebate encerrada a discussao e
adiada a votajao das proposijSes da cma-
ra dos deputados que entravam na ordem
do dia.
Na cmara, depois da leitura das acta:
antecedentes, continuou a discussSo, que
ficara adiada, da reda;c!o definitiva da
projecto da reforma municipal, procedendo
a do requerimento de adiamento apresenta-
do pelo Sr. Affonso Penna.
A favor do requerimento fallou o Sr.
Affonso Celso Jnior.
Encerrada a discussSo a requerimento
do Sr. Milton, foi elle rejeitado, prosegui-
do a discussao da redaegao.
Orou o Sr. Affonso Penna, ficando a dii-
cusslo adiada pela hora.
Na ordem do dia, da 3a discussao do or-
namento da justicia, oraram os Srs. Jola
Henrique, Americo de Souza, SebastiSo
Mascarenhas e Pedro Luiz.
A discussao ficou adiada.
Na 2* discussao do ornamento a marinhi
orou o Sr. Mareen 1e3 Figueira.
A Era conhecido o seguinte resultada
da eleicSo senatorial:
Thomaz Coelho 4.920
Andrade Figueira 4.817
Pcreira da Silva 4.714
Marecbal Deodoro 1.293
Mal vino Reis 1.073
No dia 17, pouco depois dss 11 ho-
ras da manha, manifestou so incendio nt
casa de saude do Dr. Eiras, na ra 9
Mrquez de Olinda.
O fogo teve origera n'um quarto do ho-
tel Balneario, onde resilem as creadas do
estabelecimento, que all estavam em com-
panhia de algumas crianccis.
Nlo sabem ellas dizer como se deu faeto attribuindo talvez a descuido quando
all estiveram preparando una iguaria; ape-
nas virara a furaacae chammasque se atea-
vam aos vest bs, que estavam dependu-
rado3 no quarto, sabiram precipitadamente
aos gritos 'de fogo I fogo Foi tal a con-
fus'to que houve cntSo no estabelecimenla,
que quando algunas pessoas im entrar
no quarto, era tar le para abafar o fogo
que lavrava cora violencia.
O Dr. Carlos Fern em s'us aposentos com sua senhora ; oa-
vinJo o alarma de fogo, correu ao quarto
afim de salvar sua filhinh?, que estava com
os creados c que.felizirente foi salva. O
O Dr. Manoel J03 Fernandes Eiras J-
nior, que habitava em um quarto prximo
ao das criadas, teve de fugir em trajea
menores. O D.-. Manoel Jos Fernanda
Eiras, dono do eatabelecira :nto, estar al-
morjando quando coroecou o inc nlio. Cira
coragem e saDgue fri deu immediamente
as ordens necessarias para que, antes*de
tudo, fossem stlvas as muitas vidas, que
estavam sob su1 responsabilidade.
O importante esUbclecimento do Dr.
Eir?s comp5e so de dous grandes ediHik,
Chalet Olinda, o o Hotel Balneario, ieaa-
rados um do outro pe) jardim. O pri-
meiro nada soffreu absolutamente.



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Diaii* te fermambucoTer^a-feira 26 de Jolho de 1887
No segando, onde se manifestou o fogo, para quclle, disparando um tiro, qie fe
xooravam alera de toda a familia do r-eute faitea ao alvo.
Eiras, algunB hospedes, .eetava installada
nferinaria dos doados, horoens e mulhe-
res. Era de dous andares, havendo ama
grande veranda no pavimento terreo. O
quarto onda teve origem o inendio est
ituado no Io andar.
Gracas s boas medidas toaaiai pelo
dono do estabelecioHato, as ttboi os
empregados que trabalbaran ca dasitoa
cao, foram salvos e removidos para o Cha
let Olinda os hospedas do Hotel Balneario
e os alienados era numero de 40. Nao bou-
ve felizmente nest mudarca desgraoa a
lamentar, apesar de ter ella sido feiu no
meio da maior agita;ao. E' realmente para
admirar que nada tivesse acontecido, prin-
cipalmente quando foi feita a remocho dos
loucos.
A enfermara das mulheres,, que est
longo da dos homens, nada soffreu.
Dado o alarma de fogo foi avisada a es
tacao de bombeiros da ra de S. Salvador,
cujo prssoal oompareceu cora urna bomba,
um pouco Urde, por nao haver perto da
casa incendiada urna caixa de aviso de in
ceodio, pela qual se pudesse estabelecer
prompta communicagao.
Chegado ao lagar do incendio nada p le
fazor cora presteza por estar a bomba apa-
gada e por nao baver registro d'agua as
proximidades. Eata falta rauito sensivel,
e fei a principal causa da inteDsidade do
incendio, que podia ser attenuido se hou-
vesse logo agua dispunivel. Felizmente
lembrou-se o dono da casa de mandar ar-
rebentar o encanamento d'agua do estabe-
lecimento, comecando entilo o trabalho de
extineco.
O aviso estaco central do corpo de
bombeiros foi dado s 11 heras e 31 mi-
nutos pelo telephone do Sr. commendador
Jos Ribeiro de Freitas, a pedido do Se.
Manotl da Canha Braga, estabelecido na
ra Bambica n. 2, que prestou bom auxi-
lio no servico de extiayao e remojilo de
movis.
O peasoal da est-cao central oompareceu
com presteza e trabalhou cora toda a acti
vidade, aob o commando do teneute-coro-
cel Neiva e major Girsrd, afim de impe
dir que se propagasse maU o incendio, que
tinha devorado parte do estabelecimento.
Tanto o predio como o esUbeleciiDento
sSo de propriedade do Dr. Manoel Joa
quina Fernandes Eiras.
O primeiro e segundo andares fcaram
destruidos; do pavimento terreo pouco se
lalvou; a sala de jantar, casa forte e co-
zinha nada soffreram.
Poucos foram os movis que se conse
guio salvar.
Todos os filhos do Dr. Eiras ficaram
penas com a roupa que tinham no corpo;
os 8' as movis e joias estao sepultados no
entulho.
A casa foi invadir'a por pessoas do pnvo,
que trabalbaram tambem na remocio de
aovis.
O Hotel Balneario est seguro as com-
pc-nliias Argos, Confi.mca e Allianya, sen-
do as duas primeiras por 50:0005000 em
cada urna, e na ultima por 30:000^000.
Neste seguro est comprehendido o de
5:0004000 dos movis.
No trabalho de extinccSo, que s t-r-
minou s 5 horas da tarde, foram feridoa
dous bombeiros, na occasiao era qua cahi-
ram duas paredes. Um outro Umbem foi
contundido em diversas partes do corpo,
por ter sido atropellado por urna carroca,
na occasiao em que sabia o pessoal do
quir1 1.
A turma de bombeiros que teabalo va
sob o commando do alteras Aguiar encon-
treu urna ciixa de joias, que entregou ao
Dr. (,'arlos Eiras.
O Dr. Eir^s, dono do estabelec ment,
alugou hontem mesmo urna grande casa,
sita, no Mundo Novo, por traz do ChoL-t
Olinda, onde installou os alienados, qu-
alli fcam ccnortavelmcnte accomuodados.
Cara paree er<>m no lugar do incendio o
Si. ministro da justas, Drs. Silva Mattos
e Hettor Cordeiro, 1 0 e 2. delegados de
poli.i_, o subdelegado da freguezia da La-
t F ugio.Timotheo pelo fundo da essa e
ueodo perseguido pelo sea inimigo s coa-
negaio evitar-lhe a sanha assassina atra-
yestando a nado o rio que separa o Cariry
da Lage.
c Eutao desesperado por ver-lhe escapar
a victima em cuj > sangue contava nciar-
m, tare o deaakaado a horrivel ida de
vingar ae na abre indefeza fkmili.i de
Timuakao, e eaat a maia cruel r**oiucao
voltos. abro a paasas e invadi a oasa do
outro.
t A acea que abi pasacu se foi das maia
uorraroaas que dar-te padem
A pobre mulfaer de Tiroottme eitava
grvida e nos dias de parto ; ae seu laio
a menina de 8 annos era a nica co npa
nheira que ella tinha.
O assassino f.-roz como a mais teirivel
das feras, foi surdo a todas as supplicas
da raullier o da filha. Atirando-ae para a
primeira varou-lbe o ventre com a cooipri
ia faca que trazia, immelando assim duas
victimas de um s golpe.
< Acto continuo atirou-se sobre a cran-
la, a infeliz de oito annos, e vibrou-lh re-
petidos golpes com a mesraa arma, produ-
ziado-lhe morte instantnea.
c Saciado no sangue das tres innocentes
crea turas, o assassiuo deixou 0 tbeatio de
to horrorosa carnitiiina, mas dagolimdo
ainda com ara golpe um gato que encera
trou porta d casi.
t essa a fera que vive no Cariry,
como altesta o Sr. Manoel Apolinario de
Gjuveia. digno subdelegado de Aldei e
que at hoe te-in consegudo,-gracas de-
ficiencia de forja para uma captura, vivr
i sent da accSo da justica
< O que ahi fija narrado a reprodc-
elo do que sabem e contaox todos os habi-
tantes da Lige e lugares circumviain ios.
t Por nfto dispr de forja a activa tiUto-
ridade a que nos referimos, vio mal ig.-o la
a sua tentativa de captura, quando ha tres
raezes o assassino com todo o seu arsenal
de armas de defeza visitou a freguezia de
Aldeia.
Ao digno Sr. Dr. chefa de polica en-
derecemos eesas liabas, que estamos cer
tos serao lidts cora attencSo por S. S.
Falleceu no dia 20 Jote Correia Dan-
tas, pai do Dr. Manoel Dantas, adjunto de
pbysiologia da facaldado.
O finado, que contava 85 annos da da-
do, era natural de Sergipe.
p asimos discursos, o traieoeiro assassino do rafe-1 Estes nio sao to resumido i como aquellas ; sao
lis Pereira, (cujo velho pai acaba de finar-se no | mais noticiosos e accresceotam pormenores. Mas,
EXTERIOR
goe, commandante8 das 11.a 9 12 a esta-
r,o 3 p' liciaes, capitao Vieira, 0 inspector
Pa^s Lame, que presten bons servidos, e
oui.i cutras autoridades civis cm lita-
res.
ram de previ-ncao porto do cdifiio
incendiad) urna boiub' e u:oa guarnicao
de 30 boneos, sob o commanio de um of-
ficial.
Babia
Datas al 21 Diz o Jornal de noticias I3 20 o se-
grate, sobo titub / n criminoso i 1 Apune :
t Ha cerca de tros meaej o subdeieg.^io
de polica da freguezia d Sant'Anna de
i>, do t-rmo de Naiaretb, (eotou
tur.r uta criminoso d- tres mortes, o
deixan io o asylo on ie vive homisi ido, f
ra qu' !Ie lugar na isperanc de naa ser
reconhecido.
< Eis como ss deu essa tripla"crTie, qu-i
at hojo des le a data da sua perp-tr.
ha quatro annos maia ou menos, iicou em
a puni'.'iio que merece.
.Mirava no lugar denominado Carty,
na Nova Lage, o individuo conhecido por
1, cabr ,
Manoel Chico, cabra, de mais de trint 1 an-
nos do aJe, o qual tinha criajao de p r-
cos. Era temido geralmente pela sua in-
dola grosseira e ares de v^l'ratia.
P lo tempo em que se deu o crims
morar para o Cariry o lavrador Tirao-
tbeo de tal, casado, e ora uma filha de 8
annos.
All chegando, tratou de avisar a Ma-
noel Chico que tendo elle de fazer planta-
do s convinha que os porcos tossem cria-
dos em cercado, sob pena de ser damnifi-
cada a sua lavoura.
* A essa advertencia responieu Manoel
Chica que os porcos continuariam solfa ;
e como essa resposta fosse dada em tom
azedo e grosseiro, n3o pode conter-se o ou-
tro que nao retrucasse por sua vez que em
vista de tal p opoto, elle se pro vera de
araia de fogo e atiraria nos porcos que lhe
estragassem a plantacao.
1 Assim de animo prevenido vveram
por algura tempo os dous visinhos, a' que
ama feita, tendo um dos animaos fossado a
roja de Timotheo, cumprio este o que ha-
via promettido, matando o a tiro.
1 Ao ter conhecimento disso, saltou Ma-
noel Chico para a ra, armado de enorme
faca de ponta e espingarda em. direitura
da casa de Timotheo.
f Alli ebegande encontrou a janella abor-
ta, e sem articular palavra fez pontana
Correspondencia do Diarlo de
ernanibiico
PORTUGAL Lisboa, 13 de Julbo de
1887
Esperava-sc na quinta feira 14 em Lisboa, S.
M o Imperador do Brasil e una Augusta consorte
para qutm j se acbam aposentes destinados uo
Hotel Hrag>.ncu. no cuso di preciosa sk Ij di au-
gusto vit>jante Ibe permittir desembarcar aqui.
No ci.sj cnitrano, SS. MM. II. segairiam no
paquete G'-ronde para Bord< ue.
No domingo, 10 do cerrente, o Gironde saio de
Dkr.
Ei-Rei tffercceuaeeus augustrs tos um don pa-
lacios re&es, mas o Imperadrr nSo quiz alterar os
sena antigos habitse,agradeceodo o (.ffereciincn-
to do Sr. D. Luiz I, determinon que se tomaiisem
quartos no Hotel Braganca, qu. sao es mea-
mos que da cutra x O te!egri.mma chegado de rkra 10 annuncia
que S. M. ttm pastado prrfeitamente durantes
viiigi m.
Vem, como abi sabido, com SS. MM. II. sea
neto, o principe Pedro Augusto, filbo do principe
Augusto de Sxe e da fallecida princeza do bra-
til D. Leopoldina.
El-Rei D. Lui logo quesoube da prozima che-
guia de seus augustos tios, d SS. MM. II. tivesstm aqui arec'pcao devda
sua alta jerarebia, o-deusestas que j foram tians-
mittidas s repartieres competentes.
Estao j distribuidos os convites para a ce-
Kbr(ao do cusamento da s>nhcra marqueza do
Fayul, filha dos Sis. duques de Palme lia, cm o
Sr. Luiz Borges da Cmara Medeircs, filbo dos
Sis. condes da Praia e Monforte.
O CKsameuto dever ser feito aiuda no mez actu-
al. Os noivos iro habitar urna temporada o pala-
cio do Laroiar, cuja quinta e jardins sao das 'nais
i'! uleutas de Portugal pela vnriedade e acerlada
escolhi das plantas que alli se ene ntram. Ni al-
fundega de Lisboa tem sido despachados riquissi-
mas toileties para a noiva. Prete que pasean de
100 os vestido de rtndis, 6' da, velludo, e. que os
rhapos eac 24. A rtportage excesivamente cu-
riosa e d f, no deeemptnno da sua misao inda-
gadora, de tedia estes prcmencres da corbeille
nupcial.
Ha pouecs dias o Sr. bario de Lhnalho
Bargas, ministro do Brasil em Lisboa, de*i um j li-
tar em leuvor do Sr. conde de S. Salvador de Ma-
thoaiubos sendo tambem eenridaU.s outras pessoas
d: distinccao.
Os Srs. I) r>i de Mathosinhos e o Sr. Nurci-
i M intriio rocebr. m no dia 10 uma alta prova
da symp .thia e da consider c-j dossetis nume-osjs
amig h, n foram prestar as honras fnebres
virtuosa me e sogra de Ss. Excs.
S >bre o fretro da finada foram ccllocadas duas
riquissimas coi:s pjr parte de seus filhos e gen-
r .
Tumaram parte no prestito fnebre o Sr. bario
. irvalho BorgeB e muitas outras p ssoas quali-
6 cadas.
Taubeui se fiuou em Llsb a o Sr. 3iitbizar d>
Regj C irdeiro, amigo e estimado neg ciaute da
Babia. O funeral s.i i hintein da ra Castiibo, pr-
ximo da Avenida da Lib-'idade oude o Sr. Cordei-
ro resida.
Vcio j deemintida a noticia espalbada por
algumia folbas de Liabju, d o Sr. Dr. Melie- n-
nba vendido, cu estado para vender ao Sr. mar-
quez de Fi:z, ni a quem qu- r que fosse, a proprie-
dade do Commercio d- Portugal.
Parece c.uaa assentaoa as fileiras do par-
tido regenerador que se nao trate prongar a da
;\ de ebefe para que a sciso nao enfrqut>ca
aquella rarcialilcde, que solidariamente se ufana
das suas tradifdes haurosas. A scisSu, c-hamam ua
regeneradores que Disto segucm a opiuio do Sr.
cuuaelheiro Barjona de Freitas, seria a destiaicSo
da obra gloriosa de Pontos P.-reira de Mello.
Neste sentido tem escripto vigorosos artigos a
Revoluf de Hetembro, que d todos os orgoa do
paitido regenerador, o mais antigo e autoiisado.
Mas observava huntem o r< ferid jornal, a subs-
cnprao contina liada a querer tornar as apparen-
cias de uro plebiscito. Promovel-a contribuir
para a div.so do partido. E' eerto que a crrante
dos que seguem o Sr Barjona vae engrosaando do
dia para da, tendo at, segundo o li em lettra re-
donda, alguna republicanos importantes reso>vido
.bendonar o seu platonismo democrtico e filiar-
se na parcialidade que tem a frente aquelle hornero
de estado, cuja thefia nao foi o resultado de uma
el<-ico, mais da sua propna e pessoal preponderan-
cia entre os seus correligionarios e amigos.
Mais vale nio ter chele, do que a sombra do um
ehefe, clamava hontem a Revolueao de Setembro.
E' claro que ueste caso a sombra era uma refe-
rencia epigrammatica 6 personalidade do Sr. con-
selheiro Antonio de Serpa, supposto chefo in par
tibus de um grupo a que os j rnaes progresistas
mais foigazosB teem chamado o coro dos vetoc
O acontecimento qoe desde amiuba un.ima
carta mais tem chamado a attenco publica sem
duvida, a absolvic) em conselho de guerra do al-
teres Marinho da Crus, aleivoso assassino do a ibo
Pereira, seu coodiseipulo na Escola do Exercito.
As cireumstancias eos que tora commettido o
crime e os tactos que acompanharam o criminoso
desdo que foi entregue justica, deram casia a
feicao de uma causa celebre, d'essas que os piulo-
lopbos e os criminalistas costumam apreciar pela
craveira das suas tbeonas. ,
O certo que aps numerosos depoimentoi e am-
Funchal, minado de desgoatos) fji declarado sem
responsabilidade ao crime .' Concorreu para esta
espantosa leoteoca, o depoimeato de tres mdicos
alienistas, que pela ua poncAo se [iodem j'ilgar as
maiorea autoridades seientificas do | ais.
Eis a seatenoa:
O primeiro conseibo de guerra permanente.
Visto o presente processo :
Mostra-ie do mesmo ser o reo Antonio Augus-
to Alves Martina Marinho da Cruz, aolteiro, de
ior idade e llares alumno no regiment de in-
ris n. 16, nenas ido do crime de homicidio vo-
io porqae..... dos salo rao e aaMbaat).
Paopostos as neeassarias qaesitos, o conseibo
de SMrra raapandeatJo pala forma indicada ao
art. SB1 do aattig > jut acbr-e provaSk o fmeto de que o rao argido
com ai circumsiancias constantes dos mearnos que-
sitos, mas c_ue nao era por iei sujeito a p ua aigu-
ma, dando tambem como provada a circumstancia
d'esse tacto ter sido praticado pelo reo no estado
de loucura, respostas estas que toram dadas por
maioria: assim
Attendendo a que, nos termos de diratto, a
loucura eonatitue uma das causal qoe dirimem a
responsabilidade dos actos praticadoi nesie esta-
do, nao podendo os mesmos ser por isso considera-
dos criminaes nem pun veisCdigo penal ordi-
nario, arla. 41, 42 e 43.;
Attendendo a que, segundo as respostas da-
das pelos peritos aos quentoi que lhe foram pro-
Kistos no exame a folba, o to padecs de epilepsia
irvada e alcoolico, e a que n'eata forma de
epilepsia que se maoifesttm as alterscoes men-
taes : e
Attendendo a que segundo as declaracoes dos
mesmos peritos, desde que um individuo n'estas
condifes platica um horuici lio se torna nocivo ao
convivio social, do qual deve ser seqve'strado : e
Attendendo a que, nos termos de direito os
loucos que praticando o lacro, foram sentos de
responsabilidade criminal, devem ser recolhidos
ou em um hospital de alienados, se a mana tor
criminla, ou le o seu estado assim o exigir para
maior segurauca, citado rt. 47 ;
Por isso o con seibo ja tetando improcedente a
aecusacao, absjlve o reo de tola a pena, mas or-
dena que o mesmo aeja recolbido em um hospital
do alienados, sendo para esse fim posto disposi-
cao da autoridade competente. Lisboa e sala das
sessoes do primeiro cooselbo de guerra em 6 de
Julbo de 1887, pelas 5 horas da manha. Ricardo
Xivier de Carvalbo e Lis TVixeira, auditor.Au-
gusto Pinto de Moraes Sarment, presidente.
He rique Cesar Rolin, major de iotantaria 5.
Ouilherme Carlos Lopes Banhos, capitao de arti-
Ibaria.Manoel Jos Ribeiro de Faria, capillo de
infantina (vencido).Theophilo Jos da Triada-
de, teneute de eogenbaria (vencido). Joo Rodri-
gues Chaves, alteres de cavallara 4.
Pinda a leitura d'eUa sentenc*, o promotor de
justica, o Sr. major J. E. de Moraes Sarment, de-
elarou que recorra d'ella para o triounal superier
do guerra e marinha por todos os fundamentos
constantes do3 ter nos de ag^ravo que opportuna
mete havia apresentado, pelos dos protestos que
lnvia igualmente apresentado contra dous dos
quesitss formulados pelo auditor e pelas mais ra-
zoes que expendera no termo de recurso que pas-
sava a formular.
Tendo terminado no domingo 10 do corrente o
pjaso designad), na le, subi no dia 11 ao tribo-
ual superior de guerra e marinha o processo do
alteres alumno Marinho da Cruz com recurso io-
terp>sto pelo promotor de justicd, o Sr. major J.'
E. de Moraes Sarment. Os fundamentos em que
esse recurso baleado constituem cfFonsa aos ns.
r, 3., 4., 6.o e 7. do Cdigo de Justica Mili-
tar.
A eurprrza gera), a indignaco produzida pela
absolv:co d'aquelle criminoso,a intervencio de in
decias theorias allienistas arrancando o justa
pumc'j de to affrontoso delicto, manifestaram se
por uma quasi unanimidade de protestos de que
nao me sobra tempo noi espaco para Ibes dar suc-
cinta idea. Bastar dizer-lhes que os jorna-s de
Lisboa quisi todos sem distinccjSo de cores polti-
cas, teem publicado series de artigos vehementes
sobre o assumpto. Recordo-me de ter lido os das
Novdades, Correio da Noite, Corrcio da ma
nh, Secuto, Diario de Noticias, Revclufo
de Setembrr* todos de Lisboa, mss parece-me quo
e Jornal da N ite, > Noticias da Noite e ou-
tres teem igualmente tratado d esta iniquidade
com justa censura. Naa folbas do Porto comeca
agoia a cruzada a cuja frente se collocaram as
mais importantes.
As gazetilhas e loenes dos peridicos de Lisboa
vem cheios de alluso s dos epiletieos larvados,
a proposito de qualquer crime commettido no paiz
ou l lora.
Em muitcs d'esses artigos, joim.es ba que es
esto pnblicindo s series, nota-se e com razSo,
que os alienistas s intervenhxm quando se trata,
c ii.n no caso em questao, de criminosos cuja posi-
cao social, cojos parentes se affastem do vulgo ou
da plebe.
Lntre os militares, t quando os crimes tao per
petrados por effieiaes que se recorre a loucura
pura es eximir dapenalidade ; entre os piisanos t
quando os parentes dos criminosos sao ricos ou in
liuentes c bem relacionados, que os alienistas
acodem c m as suas th-orias (speculativas de que
todo o crimin so um doente que s reclama pro-
teeco, t ral i ment e di velos da sociedade, que
as.-im fic:r sem defeza e exposta ao fatal iff-ito
dos seus acerases, que se nSo annunciam, que se
manifestam inesperadamente, que nao sao tudica-
dis por syuptoma algum apreciavel.
Repito, seria longo compendiar-Ibes os argu-
mentos e allegacoes com que a imprensa progres-
siota, repblica e regeneradora, sem divergencia
tem commeutado o veredictum do conseibo de
guerra permanente.
E' de crer que o tribunal superior de guerra e
marinha ponba o devido correctivo a uma anoma-
la que tem escandaiisado tauto a opiuio pu-
blica.
Na C-imara dos Pares contina a discusso so-
bre o projecto de le, approvado j na Cmara dos
Ueputados par* a creaclo el: uui banco omissor.
a Chinara popular discute-se o bil de in-
d mni-lad ', que aiuda promette extenso debate.
Foi adjud cado o iornecimento de gaz posto a
concurso pela Cmara Municipal do Lisboa, a uma
poderosa compai.hi.i belga. Ante-bontem ua C-
mara dos Pares houve grande tiroteio entre um
dos dinctores da amiga companhia do gas, o Sr.
Franzini, que par do reino, com o Sr. Fuschini,
m mbro da commiseo ex c-uliva da Cmara Mu-
nicipal, e que, pir eleicao, tambem par do
reino.
A antiga coupanhia do gaz, cuja existencia
conta mais de quar- uta annos, publicou em todos
os jomaos uma oxposicao dos motivos pi r que di-i-
xou de concurrer era praQa adjudieaco do con-
summo do gaz do municipio de Lisboa e ao mesmo
tempo declarando oa termos ventajosos para os
Cunsummidores em que poderia toroecor o producto
d*e suas vastas oficinas.
Es'a questao ameaca complicar-se.
Lisboa agora diverte-se ecm a zarzuella no
tbeatro da Trindade e com os e pectacul s do
urna c uipanhia lyrica no Colyseu, cuja de m I i cao
foi adiada por mais algnns dial comtanto que as
recitas lejam em benrficio dos seus empregados
que vao ficar sem trabalho certo por muito
tempo.
Tencono eecrever-lbes a 20 pele Magellan
da carreira do Pacifico.
no essenoial, sSo todos accordes em qve a saude
d Sua Magestade melhorou muito cem a via-
gem.
De taes telegrammas o que menos diz e mais
exprime, para mim, este da Imperatriz i. Prio
ceza Imperial, expedido apens.s fundeou o Girn-
de:
Chegamos todos muito'bem. Saude do Impe-
rador exeellente.tierbza.
Um ontro da Gaueta de Noticias expedido no
segando dis, dis :
Suas Mageitades foram hoje a S. Vicente de
Tora, depositaran) coras sobre oj tmulos de
D. Man. II. de D. Pedro V, da pnocasa Amelia
e de EI-R-i O. Fernando.
Decolla ao hotel, Suas ttagestades recabe-
ram as coramiasos da cmara dis pacas e da as-
mara di s depatados, que fizersm votos pslo proasp
to restabeleeimento de Sua Majestade, eongrsln-
lando-se p-lu melhoras que tem experimentado.
Sua Mageitade o Imperador asjistio a sesio
das citei.
El-rei D. Luis ea ranba D. Mara Pa jan-
taram no hotel Braganr;* com Suas Magestades
Imperiaes.
A'oanhi partem Suas Magestades Imperiaes, o
principe D. Pedro e sua comitiva para Paris por
Madrid.
Nada de m-ior importancia tem occorrido
as cmaras depois da anterior, que techei 14.
Na dos deputados, tem-se tratado na 1' parte
ds ordera do da do ornamento do ministerio da
jubtiea, ao qual mandou a deputacio de Pernam-
baeo uma emenda, aatoiisaodo o governo apagar
8 despezas que forem feitas nessa provincia com
r suitentaco e transporte para Fernando de No-
ronha dos seut nciados e suas familias.
O Sr. ministro da justica desobrigando-se da
divid em que se achava para com aquellas a quem
deixou de responder na 2a discusso p>r ter adoe-
cido e ter-io encerrado o debate, sem que elle ti-
vesse tomado a palavra, proouncioa agora um lon-
go discurso, tomando em consideraolo as queit-'g
que entao Torsm suscitadas.
Antes de S. Ex?, tomar a palavra, apreaentou
o seu eollega da pista do imperio uma proposta
por parte do pod Faculdades de Direito ; e o Sr. presidente do con-
seibo apreaentou outra, pedindo um crdito sup-
plementar do li contos para ua d-spezas com a
commisso de limites.
Na 2* parte entrou em discusso o orcamento
do ministerio da xarinba, orando os Sr. Jos
Pompeu e Mancio Ribeiro, c-da um dosj quaes
indicando melhoramentos e reformas que o servico
dessa pasta reclama, especialmente, ao entender
do segundo, ao que toca a certas necssiidades da
provincia d'i Para.
Nao devo eequecer o s un,:e parecer da eom-
miiso de coustituic) spreseatado hora do ex-
pediente :
. N. 58. 1887. Justificado das faltas do di-
putado Clarindo Adolpbo do Oliveira Chaves :
A commisso de eoastitaico o leislac,;ie, a
quem foi presente o officio do deputado (nem lhe
d o tratamento de Sr.) Clanado A. de O. Cba
ves, attendendo aos motivos polo mesmo allegados
no sen officio, de parecer que se hajam por jus-
tificadas as suas faltas. 13 do Julbo.Aleocar
Aranpe (presidente).Henrique Salles (r. Wtor).
L. Ratisbona. Jayme Ro>a.Ttrquinio de
Souza. Para tal pretendi, s tal redaeco !
Os motivos allegad 8,* segundme c insta, fo-
ram o tr o vapor Cear encaloado naa cost-ii do
Cear; acontecimenro este qu", quando muito,
teria demorado a chegala duque le diputado
corte, por 12 ou 14 das. Mas o tacto que de
vendo elle estar aqui 3 de Maio, s chegou nos
primeiros dias deste mes, o que quer dizer ama
dem Mas a commisso achou atteniivcis ns motivos
allegados, sem attender por outro lado a que,
quando as cmaras j achavam-se abertas, che-
gavam nos noticias da provincia do Amazonas,
duendo qoe aquelle sea representante duploge-
ral e provincialprefenndo o desempenho deste
ao daque'li' mandato, l se achava com assento na
assembla provincial, a frente le uma disaideucia
que ahi se h-via ma ifestado ao partido, em olio
ao respectivo ch^fe, o Sr. Clemeutino Ou>mares,
1' vice-presidente, que tinh i acabado de estar
frente da alministrac^o.
Concluidos os seus deveros do denotado provin-
cial, apressou-se ule em vir as carreiras; mas
por Jortuna o va par enea I hou e servio de motivo
para justifieafo das faltas
Na sesean do dia 15 o 9r. Rodrigo Silva apre-
aentou na Cmara dos Diputados um projecto re-
provando o metbodo de eleico de deputados pro-
vinciae--, sobre as seguintes bises :
Suppresso dos dictrietoa singular?, que actual-
mente elegem menos de 4 deputados. e neste caso
estao os das provincias de Minas, Bahia e Per-
nambuco, em que os uovos disrnctos serao forma-
dos dous s dous, pela ordem d-; sua numera cao e
cootiguidade, devendo o ultimo districto do Per-
nambuco compor-se de trez, fie-indo essa provin-
cia, Dortanto, com seis disrnctos ;
uppresso de voto uninominal, devendo cada
eleitor, nos districtos de 4 deputados, votar em
trez nomes, e nos demais districtos nos 4/5 da to-
talidade da respectiva repretenta^o ;
Suppresso do 2 escrutinio, sendo considera-
dos eleitos os mais votados em numero corres-
pondente aos dos que d-vem representar o dis-
tricto.
O Sr. Rodrigo, na justificaco do projecto, de-
claroa que o apresentava como deputado e nao
como membro do g'.v^rno, esperando o concurso
de todos em uma questao que nao deve tomar ca-
rcter partidario, tendo somonte por fia aperfei-
coar a Iei existente, retocando-a no que a expe-
riencia tem mostrado precisar ella de retoque ;
que o sen projecto era apenas uma base para, a
discusso e estudo h qua convidava os membro3
da casa.
No Senado fai, finalmente, encerrada, e b j
dsvc ter sido votada a le de txaco das forca
de mar, depois de longamente debatida ; e como
ainda nao veio luz o parecer da respectiva com-
misso sobre o ornamento do imperio, est a casa
dos velbos sem ter trabalhi d< importancia com
que oceupar-se. Por isso, ha de entr ter-so por
estea douj ou trez dias com projectos e materias
de pouco valor, salvo um ou outro requerimeato,
conceder a alguem o fayor de legislar em opposi- [ _..,.,. ,,
oio aos decretos dos concilios em vigor : uma 3" ,,' ,e V8""' qU8.a
uma Iei que vem par os bispos brasileiros ao dile- ae X *n. ficoa >nplal
.._*!' .- .. IJB nnrm tro* .,1 .-,.;
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernanbnco
RIO DE JANEIRO-Corte, 18 de Julho
de 1887.
sumtAiio :Telegn.mmas de Lisboi___Noticias
do Imperador. Dscusio dos orea
mentos da juati$a e marinha na c-
mara dos deputados.Discurso do
Sr. ministro da justica.--Propogta
para reforma das Faeuldadea de Di-
reito. Mais justificaco de faltas de
um d' putado. Returma do systema
de eleico provincial. -Diiouno das
forc de mar no Senado. Sioistros
martimos.Perds dos paquetes oa
companbia nacional do sul Rio Apa
e Rio Jaguardo.O qua se sabe a
reip-ito.Iucendio no estabelecimeu
to balneario do Di. Eiras.
Alm dos telegrammas da Agencia flavas que
o Diario tambem deve ter abi recebido, publica-
ran) os joraaes daqui mais outroi, dando noticias
da chegada do Imperador Lisboa.
que despert attenco, coma pie exemplo, algum
do Sr. Viriato de Medeiros pa-a mostrar o i fun-
damentos das censuras qu'-, na discusso d-.s
t qual, no meu entender nao s i cjlho o proveito que
se devera esperar, e pelo contrario tem leito die-
servico, como se v lo que disje sobre o porto de
commercio o seu director, o Sr. de Tef}, sem fazer
esiudos proprios e t fundado na opinio do almi-
rante trancez Mouebez.
E como o Sr. Tauuay o con'estou em diversas
apartes, affirmaudo u mrito e eervc->s do r.
Ti f, perguutou o ;-r. Viri i'o. t 0 que tem
fiit" ? Absolutamiiit'' nada, a 1S0 serem as obser-
va^oes do contractos de tOMK, e dt-pois clculos
d- ss' s coutractos, clculos que duram nao sei ha
quanto tempo e ainda nao se sabe delles : diz-s
que esto muito bem mprensos, mas nao sei
onde.
O sr Taunay :O director > muito dis; neto.
O Sr. Virt'o de Medeiros :O director qac
acho muilona' ilitad., mas cue nao fas nada.
E' um astrnomo muito grande-, nao bi ninguem
que observe melhor contactos de Venus, internos
e externos ; mas a repartico nao tem feito
nada
Nao deixou-se calado e quieto o censurado di-
rector, o Sr. Tefl, que, acudindo imprensa
com poucas paUvrai, estranhoua crassa ignoran-
cia de quem, sendo engenheuo, soppoc a passa-
gem de Venus um pben men cm cuja observaco
se pode pausar t-mpj a bel-prazer ; ou ento a
ptirase de que se servio o Sr. Viriato tem um
sentido,-acrescenta concluiudo o Sr. Tefftem
um sentido do baix pilheria, impropria da res-
uoiuvel tribuna em que foi proferida, e que qua-
lifico de insolente, por que nunca autansei o Sr.
senador Viriato de Medeiros a tomar taee liber-
dades commigo.
Nao creio que o honrado senador cearense enu-
che por se lhe dizer que insol neia indagar,
como representante da naca, do modo por que
feito o servico em repartico co estado.
E por tratar do Senado, caba aqui dizer que
o que abi foi votado a cerca de provimento de pa-"
rochias e congruas, de que dai opportunameute
noticia, rnotivou um officio Jo arcebispo da Baha
ao Sr. Cotegipe, que foi publicado no Diario O/J-
ciai
N. ise documento, o virtuoso prelado, agrade-
cido ao honrado presidente do conselho, a defeza
que, por occasiao da discusso tisera aos bispos,
injustamente atacados, prtesis mais urna ves
contra a doutrina do projecti votado, que,
inexequivel, alm de invadir a alfada do poder
espiritual e stfaitar-se completamente das dispo-
sicjocs tridentinas ; ajamis peder a Santa S
ma terrivel deou obedecer e sustentar as leis
da igreja, cerno juraram face de Deus, e torna-
rem-se por isso mos cidados ; ou cerraro os
ouvidos voz da cooscieacia e, para agradarem
aos poderes polticos, observarism a Iei civil com
despreso das leis da igreja, toroaodo-se perjuros
e mos bispos.
Abuodando em eonsideraces desta e outras
ordeus attinentei materia, pede S. Exc. Rivma.
ao Sr. presidente do conselho que poupe aos bis-
pos este roartyrio, que tanto importa a situaoo
esajque v;r collocal os semejante Iei ; e lembra
ae governo a oecessidade de entender-ae com a
Saata S a respeito da alteraco que se projecta
na forma do sacramento do matrimonio.
Muito penosa (em sido aqui aimpresaio cau-
sada pelo sinistro occorrido com o paquete Rio
Apa, seguido de outra do paquete Rio Jaguarlo.,
ambos da Companbi de Navegaco do Sul. Ni-
da ae sabe de positivo; nao ha oormonores, nem
pode haver, visto que a perda do vapor, que se tem
como certa, deu-se em alto mar, nao tendo elle
podido resistir ao temporal desfeito que tem rei-
nado em toda a costa do sul a do Rio da Prata.
O Rio Apa parti daqui a 5 do corrate, le-
vaodo a mala de Matto Qrosso, qua devia entre-
gar ao paquete da liaba de Montevideo a Corum-
&. Ao enfrentar com a barra ds Rio Grande,
era tal o estado desta que elle nao potando en-
trar, nem fundear fra, com o mo tempo que ha-
via, fes-te ao largo. At abi foi elle visto de tr-
ra, e de ento por diante nada mais se sabe.
Inquieto com o nao apparecimento do Apa .
telegraphou daqui s gerente da companbia ao
commandante do Rio Jagmro que se achava
em Montevideo e tinha de regressar para aqui.
que sahisse a procurar o Apa Foi tentando
des"mpenhar essa incumbencia que aquelle, divi-
do i grande cerrarlo e escurido da noite, au
frsgou em Maldonado. silvando-se os paasageiros
e a tripolaca i. Outros sioistros teem so dado as
costas do Rio Grande e Montevideo.
Eis alguna pormenores dados pelo Pais de
hoje :
Paquete Rio Apa :
O Sr. ministro da marinha recebeu hontem
um telegramroa do viee-presidente do Ro Gran
de do Sul, communicando-lhe ter o paquete Rio
Apa, da Companbia Nacional de Navegar;"u a
Vapor, demandado a barra da pr ivincia no dia
11, s 2 horas da tarde, mas que f.-a forcad) a
amarar-se, visto ter cahido um foraidavel tem-
poral de SE, ficando o temp> completara nte nu-
blado.
Aquella autoriladi, cumprio lo o seu dever,
erdenou logo ao Sr. capito de fragata, Carlos
Fredenco de Noronbn, commandante da barra,
que sabisse a bordo do rebiiador .. Lim Duar-
te, a explorar a costa, aastando-se depois at 2)
railhis da ro'smi.
Ao regressar, o Sr capitl) de fragata Noro-
nha participio ao vice-presid'hte que, log) ao sa-
bir da barra, encontrara eocalhal .3 na praia a
barca Emilia e mais quatro navios de relia, cu-
j s 11 >m -s ignorava.
A algumas milhis da C03ta Sjctuavam cm
todas as IflraeSas destrcjis d 1 navios, toes on 1
anteparan, m i leira.- solfas c u n 1 m .la com a cor
r-'spindcncia d.e Corumb, assim como urna cader-
neta de uaa prnca do 14" b.'alhio de iufantaria
de nira Jos Marcelino da Silva.
Infelizmente a ultima po.rte do telegram:na
official faz suspeitar que alguma cousa de extraor
dinario tenhi acontecido ao Ro Ap3
' Um respeitavel negociante dS noasa prac en-
viou-nos o seguate telegramma, d.tido dacidad.:
do Rio Grande, em 15 do Berrate, no te :
Cavour salvando malas, cisco considerado
perdido. Coofirma-se praia vestigios Rio Apa;
sabio vapor per correr costa: com nenhum cad-
ver tenha apparecido, ha esperanca.
A directora da C mpanhia Nacional de N ;ve-
gacoa Vapor recebeu tambem 03 seguiutes tele-
grammas :
Montevideo. 16 de Julbo.
Paquete Rio Apa nada! Jaguaro nau-
fragou Maldouado. Lavo vapor salvaoo.
(Assignado) Estacio Pcasoa.
Rio Grande, 16 de Julho.
Paquete Rio Jagnaro naufragou tfaldo-
nado, p. saagei'08 salvos. Apa nada
(Aseigoado) Moutinb;.
O nosso corrospondeute di cidade de Pe'ota?
traosmifto-no:. o seguinte e minucioso tel.g-am-
ma, que ainda nos leva a suspeitar ter acontecido
alguma desgrana ao paquete Apa :
velotas, 16 de Julho.
O Cavour naufragou 9 milb is ao norte da
barra. E' provavel que seja possivel safar o cae-
co, visto estar em secco na praia. A tripolaco e
carga esto salvas.
O paqu'te Rio Apa, depois de enfrentar
com a barra, sumio-se.
Reputamol-o perdido, pois appareerrara na
costa do Arac destrocos, como gavetas, portal de
carnarios, caderoetas de soldados, cachos de bana-
nas, e consta terem dado tambem ciata 70 ca-
dveres.
Os vapores da capitana do porto o da prati-
cagem da barra percorrem a costa, e pelas infor-
maji.'s dadas pelos respectivos patres, consta
terem parecido todos que vinham a bordo do Rio
Apa
Hontem naufragou na altura do Maldonado o
paquete Rio Jaguaro ; foram salvos todos.
Naufragaram maia a escuna Evora, subida
em lastro; o patacho D. Guilhermina, proce-
dente da corte para Porto-Alegre A tripolaco e
um passageiro do patacho desappareceram ; a car-
ga perdeu-se.
Reina aqui grande consternaco .
A bordo do Rio Apa embarcaran) nesta corto
os seguiutes passageiroi :
Para Matto Grossotenente-coronel Villela Ta-
vares, com 8 filhes e 1 criado; tenente Antouio
Pedro Pompeo de Barros e 1 irmo e Atila Fer-
nandes.
Para o Rio Grandetenento Carlos Delfim de
Carvalho, que ficou no Paran, Francisco Gomos
dos Passos Rodrigues, 3 cadetes, 18 pra;as, 2 mu-
Iheres com 3 filhos menores e 2 immigrantes pira
Pelotas.
cmara dos psaaageiros
mpletamente inundada
Min.e.,'I?'''? ft"*rei das e,eidM 86oriaes
de Minas e Re de Jaueiro, cujo resultado difini-
tivo JS pole ser previsto, com certeza, embera
talte votacao de muitos eollegios.
Hontem deu-se um horrivel incendio no im-
portsnte esUbelecimeuto balneario e enfermara
de loucos do Dr. Fernsndea Eiras, ra de Olinda.
A parte destinada especialmente a recebimento
de hospedes, como hotel, pouco soffreu.
A perda material no edificio calculada em
100:000V)00, nao cantando movis, roupa c uten-
silios.
Eise estabelcci ment muito conhecido dos
pernambucanos que teem viudo a esta capital.
FERHAMBDCO
Companhia do Beberik
Acta da sets&o de assembla geral ordi-
naria
Aos II dias o mez de Julbo de 1887, no 1
andar do predio n. 71 ra do Imperador, pre-
sentes vinta e oito senhores acaiouistaa, com 30H
acees representando 246 votos, o conselheiro Jos
Bernardo Galvo Alcoforado, presidente da as-
sembla gsral, dase, que nao se tendo reunido no
da l de correute mes, accionistas em numero suf-
ficente para se constituir a assembla geral ordi-
naria, como dispoe os estatutos, fra feita a se-
gunda eouvoeacao para hoje ; e, como disonaba
os estatutos declarava aberta a sesso com os
accionistas presentes.
Eu, secretario da assembla geral, li a acta da
assembla geral de 18 de Abril passado a qual
foi approvada, nao teudo bavido quem pedase a
palavra.
O director gerente pedio a palavia, disse, que
cumpria-lhe n'aquella occasiao dar conta da gesto
dos negocios da C impanbia ao anno social prxi-
mo rindo, e como o rotatorio respectivo est im-
presso em fdbetos e jornaes, propunha, que fosse
dispensada a sua leitura, acoando-se no entre
tanto, p-ompto a dar qualquor esclarecimento que
os seonores accionistas desejaasem. Posta em
votacao a pedida dispensa da leitura, foi conca-
Sata.
Era seguida foi pista ea discusso o parecer
da coaamissao fiscal concabido nos seguintes ter-
mjs :
O tenente-coronel Villela, qui commandava o
batalho do artilharia, estacionado em Curumb,
achava-se aqui desde o principio o anuo, e
java obter transferencia de commando; e como o
nao alcancaBse, tegressava, nao satisf.ito, p*ra
n unir so ao seu bitalhc levando a familia 1
toda composta de filhas. A' ultima hora j i
para bordo recebeu aviso do quirtcl general, de
que o Sr. ministro da guerra permittia-lbe demo-
rar-ae 1 partir no paquete de 5 do mez seguate.
Achundo que ma'or incommodo era voltar para
trra e iustalar se de novo, porm ainda proviso-
riamente, preferio seguir.
Commandava o Rin Apa o capitao de mar e
guerra Pereira FraDeo, a quem nao toca va fazer
essa viagem n'aquelle vapor. Fel-o, entre' 1
a pedido do agente, por motivo de urgencia. O
inmediato era o Sr. tenente da armada Autouio
da Souza Res, que ia com a senhora, por ter Je
tomar o commando de um dos paquetes da linha
de Curumb.
Ueterindo outros desastres, entre os quaes con-
ta-se o da escuna Evora, pertincente prar;.
dessa provincia, accrescenta o Paiz, que quem
d a respeito noticias mais minuciosas :
E' provavel que outros desastres mais t-mham
occorrido, provenientes do terrivel temporal de
SE, que por alguna das acoitou os mares do Sul
e as respectivas costas, inaccessiveis, especial-
meato a do Alabardo, e destitu las do mais nsi
lenificante abrigo, compr- hendida mesmo a barra
do Rio Grande do Sul, que fica medonha nestas
circumstanciaa I
Em qualquer outro logar de toda aquella re-
gio desde o cabo de Santa Marta (Santa Catha-
rin'.) at Montevideo nao ae encontra abrigo !
Em Maldonado mesmo impossivel procurar-
se refugio ou entrar nestas budicOs de mares
Pyramida-'s.
Em Baenos-Ayres chegam ir praia os Bivios
aos 30 e 40 ou mesmo mais, se mais bouverem all
fund-ados, aindadenlro das balizas.
P lo telegramma que se segu, enviado pela
repartico geral dos telegraphos, vero os oosaos
leitore* quanto foi tremendo o temporal :
Houve em Moutevido uma trovoada nunca
vista, interrompendo todas as communicaco s tele-
graphicas terrestres, causando grande d mora ao
servico .
Desde 1856 nao ha noticia de to impetuoso
temporal de SE como o que agora cabio nos mares
do sul .
O commandante de paquete francs Congo,
chegado ha dias do Rio da Prata, assegura nunca
ter visto borrasca to medonha nos mares em que*
navega ha mUs de 30 ancos. O seu navio, de
solida construccao. diffictlmente lutou contra a
forja desenfreada das vagas, embarcando tal
Srs. accionistas da Compaahia do Bsberlbe.__
No desempenho do honroso mandad) de fisces
desta Compauhia, com o qual b nevolaanute an-
da uma vez nos dietingustes, o em obediencia ao
que preceitua o $ 2 do art. 31 da noeaa le social,
ex .minamos a sua eseripturaco e as existencias
dos valores tendo a satisfaca de acbar aquella fei-
ta regnlsroMate e estes de accordo com o balaceo
techado em 30 de Abril prximo p.asado, e quo
nos foi apresent lo pela Ilustre directora.
Continu-indo esta Companhia a atravessar a pha-
M mais imprtante dusua lunga existencia parias o
le tom.u a c ;i exeeaco das imputantes obras
oara o n.vo ab.st- eiin uro d'agua a esta populosa
cidade, jalgaSkM do nosso dever, Srs. accionistas,
por vos a par dos mais transcendentes tactos com
reiaco a to ardua tarefa qua s poderia ser ven-
cidi, corno 0 est s-ndo, pr homens como 03 que
actualmente dirigen) o futuro deta Comp.ubia e
is quaes n) tem faltado forca de roataV. zelo
i dcJicaca, o que de todos vos vant josamente
orinecido.
Assim que apreciando essas obras sob um
ponto da fala cera!, pode-so dizer, estarca aea-
oadas, visto como o que resta a faser-se bem
piuco .
O reservatorio, esta peca collossal, est conclui-
da, e a sua solide*, a perfeico da structura, a
bjmogeneidade e a impermenhilidade de terrena
sao outr.is tantas garantas com que ple com se-
guranca, contar a .Ilustre directora quaodo
aqaeita grande obra d'artp tiver de funecionar :
o seu custo eleva-se a 232.-589445.
O encanamento c-sti .quasi todo asseotmtado,
fataud) o pequeo espaco que dista entre a casa
das machinai c o res.rvatorio, o que h^j-, aem
duvida, deve j estar terminado: com elle des-
penderse 438:0244899.
A casa das machinas, que como sabis, tam-
o.m um edificio importan-; nao s quanto a con-
struccao, como tambem quanto a belleza, est
prompta, faltando apenas o reboco interno e uma
pequea part- do guarnecido exterior : importou
ella em 144:od0j5655.
As bombas cct> todas collocadas, precisando
somente pol-aa em condicocs de funecionarem, o
que s se poder fazer as proximidades da inau-
gurar) do servico : esto pagas as prestacoes
vencidas ua importancia de 111:0124220.
A galtria ao lado do Acude di Prata, est pres-
tes a concluir se, sendo que j se acha em con-
dicoes de fornecer agua.
A directora cogita de mandar fazer algumas
obras complementares afim de garantir o mais
abundante f.rnecimento d'agua em tempo de
secca.
(J < a ella o o assentamontos dos canos pira as
bombas gastou Sl:434526.
Por tudo isto que exposto tica a larg:s traeos e
que minuciosamente vos ser relatado pela Ilus-
tre directora, vereip, Srs. accionistas, que breve-
mente ter lugar a inaugurado de to til me-
Ifioramento ha muito reclamado por esta cidade,
cuja populaco tem augmentad considcravel-
mente.
Isto posto, este desidertum, que pareca iui-
possive.1 aos pessimistas, brevemente tornar-se-ha
uma raalidade, com quanto seja forcoso confessar
que muitas foram as diffiuuldides qu- a cada
p.ss. surgiam p^ra leval-o a cfieito, nao obstante
a i'erB -veranea da Ilustre Jirectria em vence!-as
sempre.
Tratando das financas desta Companhia que
continuam a ser pro'ressivas, cumpre dizer-vos
que asna recolta no anuo social fi ido foi de.....
36:359*1910, e as ssa 13 de 63:7J1940
ri sultaudo um saldo di 16:624970, que permit-
tio que se fizeasc os dividendos semestraes na im-
ponancia de 112:8004 passando a crdito da con-
ta de lucras e perdas 19:8244970, cuja canta re-
ita boje 71:0884617.
Con as obras novas tem-se despend'!
; o444990.
I) 1 mprestimo em Landres pagaram-se aa prc-
taedes de juros de Junho e Dezembro de 1886, na
imporrancia cada urna de 3,000, e a quo s ba
de vencer cm 30 de Junho dcste anno, essim co-
mo a primeira da aoertisacao tudo na importan-
cia do 4,300, j o correspondente naquella ci-
dade se acha habilitado a satisfazer.
All os bonds do cmpreatimo de 100, tem sido
cotados a 106, e aqu as aceces do 1004 tem-se
vendido a 1
Tudo isto demnstra clara a pasitivamonte que
esta Companhia quer no estrang iro, quer aqui
ana a canter o sea elevado grao de confian-
ca e conecita publico, para o quo muito tem con-
corrido a re directora, nai obstante
aquellos que procuram a surdint crear embaragos
como fomos testemunhas quando ltimamente ella
teve de augmentar o seu capital emutisdo 3000
aec. s.
A trama nao vingou pois que no dia em que de-
via encerrar-30 a inscripejao do capital de......
160:000*1, equivalente aquellos ttulos, foi todo
subscripto, e h?j" 03 que pretenderam crear bi-
ces, empenhiin-sc pira obter esses ttulos.
Terminsad) e-c relatan' <. Srs. accionistas, so-
mos de opinio que as contas que vob serao apre-
seutadas esto no caso de ser approvadas, c ainda
ums vez solicitamos de voasa justica um voto de
r.cnhecimento na acta da prxima reuaio da
assi-mbli g ral s.oa Ilustres cavalheiros que
actualmente formara a directora desta Compa-
uhia pelo cabal desempenho do mandado de que
foram revestidos, a que por certo nenhum do vos
ignorar.
Recite, 18 de Junho de 1887.Assignadoi
Joaquim Alves da Fonseca.Francisco Gar re do
Atnaral.Antonio Augusto dos Santos Porto.
Ninguem pedind) a palavra foi posto a votos
approvado o parecer da coamisso fiscal. Os di-
rectores nao tomara m parte na votaco.
Foi apresentada a proposta do oecamento da
rpceita e despea, para o anno social de 1887 a
1888, assignado pela directora.
Em seguida foi posta cm disensoo i ninguem
pedindo a palavra poz-se a votos e foi .pprovada.
O Sr. presidente annunc-iou, que em eumpri-
mento da disposico dos estatutos ia se proceder
a eleico dos membros da mesa da assembla ge-
ral, c^mmisao fiscal, o convidou aos Srs. accio-
nistas a depositaren seus vstoa na orna respec-
tiva.
Feita a apuraco o resultado da votacao foi o se-
guate : presidente da assembla geral, conselheiro
Jos Bernardo Galvo Alcoforado por 217 votos ;
.


Diario de PeruambucoTerca-feira 28 de Julho de 188?
3

secretario Luiz Mansa Rodrigue! Valenea com
216 votos ; commissilo fiscal Joaquina Alves da
Fonseca, os Joaqun Sioreir Francisco Gur-
gel o Amaral cada ao com 230 Tatos, pelo que o
Sr. presidente procUmou eleito os cima votados.
JJPoi liiia orna proposta da directora pedindo
autorisaco nos termos dos esUtatoa para reor-
ganisar o quadro dos empregados de modo adop-
tal-o ao novo servico, hiendo as alterar/das a
proporcao que fosee sendo nec*ssario. Submettid
a discuasiio ninguem fallou a respeito e pesto a
votos foi approvado.
O Sr. presidente con video aos accionistas pre
entes a usarera da plavra sobre qualquer a*
sumplo que julgarem a bem dos iutereases da
companbia, ou a fazer qualquer proposta qne en-
tendeasen dever ser adiptaJa. ni tenJu n-ubuin
dos Srs. i.ceiouistus querido usar da paiavra.
O Sr. presidente deu p ir fin Jo os trabilhas c
encerrou a sessa. Eu, L'iiz Man el RiJngu-a
Valenea, secretario, lavrei a presento que (.asigno.
Jos Bevaardo Gilva) Alcoforada. Luiz Mu-
noel Kodriguea Valenca.
iVST DIARIA
LlrencAMPor portara da presidencia de 23
do correte forana concedidas as seguintes li-
cencas :
Ao jaiz de direito da comarca da noreste, ba-
charel Arconcio Pereira da Silva tres mezes com
os veuciaaeutos a que tiver direito.
Ao promotor de empellase residuos do Recife,
hachare! Joo de > e Mbuqueique tres mezes.
Corpode Poliriafe* p rtaria da meso
data e proposta ao cininaudante do Corpo de Po-
lica foi promovido ao posto de teueute da 4* coin-
panhia, vago pelo fallecimento de Antonio C irdeiro
Cavalcaute, o alteres Loureiro Goncalve* de Aze-
vedo, e para este ultimo (posto Tiburtioo Jos de
Oliveira.
luloridadcx pollclaePor portara de
* igual data e proposta do Dr. chefe de polica de
21, f i nomeado para o l'.gar vago de delegado de
Pesqueira o actual Io su iplente Andi Beserra^dc
fiego Barros, 1, i" 3*jsuppleota8 d^mesma dele-
gado, os adunes 2 a 3", Pedro da Arauj Albuquer-
que, J e Rodrigues Pereira de Freitas eo cidado
Jos Alexandre Uerreia de Mello, na ordem em que
80 acharo collocados.
Faculdade de Direito11 je aa mcio dia
e pranto a eongrrgaco dos lentas cjutinuar o
concurso, fazendo pre I ecAo oral sobre o ponto,
hontem sorieado, os Drs H nriquo Milet, AJol-
pho Cirne e Cas'ro Fonseca.
O p.nto sorteado foi o segaite:
Das execucSes no arrala.
Proin< rao Na Parte Orfial publicamos a
promedio do" Dr. Freitas Henriquea Io promotor
publico dada no precesso contra o Dr. Artbor de
Barros Falc.vi de Lacerda.
Iiieru 6 e dono iNa subdelegada do 1
diatricto da Boa-Vista avbam se diversos rbjectas
qne foram apprebendidos e serio entregues a quem
provar ser dono dos meamos.
Brbaro epanrameiHoPor officio de
24 do correte participou o delegado de Pal-
mares ao Or. 'ehfc fde polica, que no dia '22
em trras do e iD->Mh, Japaranduba de proprieda
de do Or. Pedro Affinia Ferreira e pelas 5 horas
da inanh dera-se um brbaro espancameato na
pessoa de um pobre maaomaniaco de nime Manoel
Ferreira de Mell >, que foi conduzido a presenta do
mesmo delegado, sendo carregado por 4 gomen*
acompanhado de urna carta do mesmo Dr. Pedro
Alfonso, na qul dina q ae o infeliz bavia sido
preso em fligrant-- na occasio em qoe conJuza
um caroeiro, que fra furtado da casa do eng'nho.
O infeliz nao poude ser interrogado por cauei
da giavidade do espancamento, o que so verifieou
da vistoria a que se procede*.
O delegado abri sobre o facto o competente
inqueiito.
FalleclraentoPor telegramma da corte
sabe-je ter all fallecidos eapito tenente Joaquim
Goncalve8 Mnrtins que aqui ezercia o cargo de
commanlaute da escola d- aprenJizes uminheires
e que com licenca tinha, ba ponco temp, se ret
rado para a corte, doente do coracao.
Era um distiocto oic'al |e geralmeute estima-
do pelo st-u carcter e cxcollentesqualidades.
Paz a sua alma.
Conde de Ma.ttoalnb.oaActe-hontem
no vapor La Platas passou pira a corteo conde
de Mattosinbo4, rieo e acreditado negociante Ja
praca do Rio, que voltara da Europa onde tinba ido
a passeio.
Oa seus numerosos amigos dosta cidade, prepa-
raram le con ligua recepcA, que deixiu de reali-
sar se por nao t r podido desembarcar o illustre
viajante em vista do mi tempo.
Foi comprimentado a bordo do paquete.
Estrada de ferro de Caruar Escre
vem nai o seguinte :
Teodo sido ltimamente interrompido o tra-
fego desta estrada entre as cstacoes de S. JoSo
dos Pombos e Cascavel, em virtode de se estar
proceleudo ao alargamento dos cortes entre tatas
duas estaco-a, foi o trif-go restabeleeido hootea
at estaclida Serra. cena de 3 kilmetros
aqoem de Cascavel, que tei ante-hontem s>lemne-
mente inaugurada.
O trena que sabio da estaeo do R:cife s 9
horas e 20 minotos da manhi, lavan diversos
membros da direccao da estrada e gran la numero
de convidados entre os quaes a banda marcial
do Club Cario Gomes. la tambem a banda mar-
cial denominada 14 de Julho.
Perto de orna hora da tarde chegoo o trern a es-
tacao da Serra, onde foram atacadas diversas gi
randolas ao som do bymuo nacional, tocado pelas
bandas que ara no t.-em.
Pouco depois foi servido um profuso almcco, ot-
ferecido pelo digno empreiteiro do alargamento dos
cortes e qoe tambem o de todo o asseutameoo
era linha, o Sr. Osmond Cox.
Foram neete acto distribuidas 11 cartas de liber-
dade, como commemoraeao daquella festa, obtidas
a estorcos dos dignos 'geoneiros da estrada e
empregados daquella see. me do empreiteiro Sr.
Lox, do Dr. Souza Reis, ogenheiro do mesmo, e
roeados diversos brin-
oramos dos aeguintes :
digno engenheiro che-
direcclo que tem dado
dos sena empregados.
Dorante o almoco fora
des, ntreos quaes nos I
Ao Dr. Anstides Galv
fe da estrada pala sabia
aos trabalhos.
Aos Srs. Osmond Cox e Dr. Souza Reis, os quaes
aquelle como empreiteiro e este como seo engenhei-
ro, teem dado fiel cumpriuiento execoco dos
trabalhos.
Ao Dr. Prea Ferreira distiocto e zelozo chefe
do trafego.
Aos libertos para qu facam bom uzo de sua
liber lade.
A todos os que coocor eram para as libertaces
havidas,
Ao velbo eapito Ma.oel Th imaz que muito
cjadjuvou a cbteocio das cartas de liberdade.
Ao Club Jarlos Gantes e a sua banda marcial
qoa veio abrilbantar esta feata.
Ao Sr. Dr. Faria digno chefe d'aqnella scelo.
Ao pessoal da va permaoeate representado pelos
Srs. Amoro Lima e Seve.
Ao Sr. Juvenci Cesar, o veterano do Jornal
do Kecife.
A banda marcial 14 de Julho tocou no final dos
brindes, ten lo o almoco comecado a 1 1/2 horas e
terminado s 3.
Depois do almcco foram os coovidados e s 2
bandas msrcia-s at as casas dos Srs. Drs. Figoei-
redo Rocha e Osmond C.x onde se demoraram at
a hora do regresso do trem.
Em casa do Dr. Rjcha onde se achavam os
libertos, foi pelo Sr. Bulco em nome dos meamos
agradecido o beneficio qoe Ibes acabava de ser
feito.
A's 5 horas da tarde, seohrras e cavalheirof, se-
guidos das bandas marciaes, atravessaram o pe-
queo povoado composto de urnas 50 casas e di-
rgiram se % estaca; onde tomaram o trem regres-
Bando para o R.-cife, onde chegaram perto das 9
horas da noite.
Na cidade da Victoria, onde o trem te demorn
cerca de mii hora, foram os paateiantea com as
bandas marciaes comprimentar o a>. Dr. Braga
Torre3 em sua residencia.
Tambem na cidade de Jaboato, onde bouve
idntica demora, foram comprimentadoa em soas
residencias os Srs. Drs. Aristides Gal vio e Dias
Faria.
Foi ama agradabilsima digressio de que
sempre sn recordarlo com saudade qoantos toma-
ram p.rte nella.
Ijlberilade O Sr. Antonio Meoelio Cordei-
ro de Gosmao acaba de conceder libordsde a aen
ercravisado Honorato de 55 aaoos de idade. Re-
gistramos cora sitisfacao o acto do 8r. GusrxSo.
EmbarqueSeguid a bordo do vapor Pa-
ra, com destmo corte do imperio em viagem de
recreio, o hoorado commerciante de nossa praca,
Antonio Aoaee Vieira de Soasa, qt e alli preten -
de demorar-ae pouco tempo.
Acompanha-o soa Exma. filha.
Nameroaos amigos a aoorapanaarum at a bor-
do d'aquelle vapar.
Deaejando Ihea boa viagem tazamos votos pelo
seo regresso ao seio de sua familia a dos amigos.
ecrl|>c6> e carian Um precioso e
iuteresaante livro, propno para os alomaos qae
teem de prestar o exame da lingu portuguezi,
acaba de ser publicado na c.-te p-jlc Sr. Dr. Al-
fredo Gom^a, sob o titulo cima.
Sao feitas as descripcoes e cartas de cootormi-
dade com o programma adoptado.
Desta til publicacao, que se eocootra venia
as priucipaes livranas deata cidade, editor o
Sr. B L. Garoier, a qu m agradoceioos a offerta
que noi fez de um exemplar.
EamolanUmprotesior primario diriginos
hontem a seguiote carta :
Sendo amanha i ti) o 1* anDiversario do pas-
samento de meu aempro chorado pai, tomo a li-
brtrdaie de enviar a Vv. Ss. a quantia de cinco
mil ris afim de que Vr. Ss. se digoem distribuir
por pessoas nocessitadas, rogandi-lbes que rezem
por lma de Jos
Desde j agradeco a Vv. Ss. este favor.
Estrada Nova de Bebsriba, 25--7- 87.
Sou de Vv. Ss mui attento, venerador, cria-
do e obrigado. Um professor primario, o
Distribuimos hontem mesmo as refe-idas esmo-
Iss di modo seguiote :
D. Joaquiaa Doailba da Silva Coelho, ra
de Santa Cecilia n. 7 1 i )
D. Joanna Francisca Pires, roa de Pedro
Aff .oso n. 76 1*0 JO
D. U -riiienJa Sette, ra do Viseonle de
Albuquerque n. <4 lJOO
D. Joviniana Leopjldina de Oliveira Pau-
la, ra do Rosario da Boa-Vistan. 9 1*000
O. Mara Candida Wanierley Autran, rui
do Marques do H-rval n. 137- 14000
Fneatro anta inabel-Realisou-se an
te-hontem ueste theatro conforme se annunciara
pela imprensa, a festa a tistica do iotelligeote
actor Sr. Luiz Mloae, to sympathisa io e justa-
mente applaodido pela nossa ?la:i, ilesde o dia
em que, encorp >rado companhia de que faiia
parte a proiigiosa Gcmmi Cutnb?rt, exhibi pela
primeira vea nesta cidade, os aeus incootestaveis
taleutos de actor cmico.
A opereta escolhida pelo beneficiado foi a Jua-
n.la, a cuja reproentacao 8guia-se a da Casa de
Campo, interessante cimedia em ura acto na qual
tomaram parte o beneficiado, o Sr. Fi :arra t- as
Sras. Adele Naghel c Regina Duraud.
O deaempenho da Juanita, apezar das mutila
VJes que, sem motivo justificado, Ihe fez a empre
zi, c irreu regularmente, encarreganlo se outra
vez do papal da Gaat&o o Sr. Bruschi.
Do papel da protagonista incumbi-ae iSra. Ro-
sina Beileerandi, que, pelos progressos que vae
cada di i realisando na sua arte como cantora e
como artista dramtica, tiroou se merecedora dos
applauaoa que a platea lbe tem prodiga1! .do.
O beneficiado dase mslbor do que nu ica o seu
papel le D. Pomponio, o fidalgo servil e traidor
qoe se presta vilm nte aos manej >s dos inimigoa
de sua patria, o velho baboso e fraacario que com
a sua ridicula paixao pela Juanita compiomette a
causa porque indiguameute conspira.
O Sr. Ficarra foi como das outras vezes O en-
giacido coronel inglez, t) completo e ebeio de ca-
taplasmas como o creoo a jocjsa phaataaia do li-
bretista.
QiantoiCa de O'am/oo, ni) temis elogios
bastantes para por em ro'ev.) o trabnh o do Sr.
Milone n
chismosa comedia.
Poderosamente auxiliado pdoSr. Ficiria, o ba-
neficiado andoo admiravelmeote ao ptpel do poe-
ta ,'yrico archi-seo!imeotal, no de comi ambo-
lan'e narrador de ama tragedia terrivelmente hy-
perbjlica, o principalmente no da empresario de
urna c impanh'a de. mirionnet'es, on-ie imitoo
com tida a perfeico, nos g.'itos que dava aos bra-
cos, pernas, tronco e cabeca ; os jjovimmtos bru3
eos e desengranados, propros dos booecoa de que
se constituir empresario.
A endiente, devido sem duviia ao mi i tempo
que temos tido ltimamente, nao foi das maiores
mas, em compeosaclo, o po'olico applaudio freneti
camente o beneficiado, qoe teve assim occasio de
verificar o quinto apreciado pelo nossa platea.
Baja, o em bulicio da emprezaria a Si i. Ais-
le Naghel, representa-se & Bella Md-nz agrada-
bdissima composico do maestro Offemback.
Attento o mrito da beneficiada e aos sacrificios
que ella tem feito para agradar ao publico, de
esperar que este concorra cavalheirosam.'n'e aun-
nba ao theatro Santa Isabel, nao deixando um s
lugar deaoceupado.
Hcaalao acadmicaPedem-noa a pu-
blicacao do seguiste :
Conforme toi convocada, tffectuou-se no sab-
bado ultimo a reuoio do3 Srs acadmicos afim de
deliberarem sobre o modo de solemoisar-sa o dia
21 de Agisto, anuivortario do Sr. Dr. Jos Joa-
quim Seabra, lente catbedratico da nossa Facul-
dade de Direito.
Para encarregar-se das festejos a referida data,
elegeram ellea a seguiote commisao :
5- anno : Esiquiel Pond e Heleodoro Caval-
cante ; 4- anno: Santos Moreira e Ramiro Mon-
teiro; 3- anno: Salvador Souia e Lima Ribeiro ;
2- anno: Eugenio Litnirtine e Guerreiro de
Castro; 1- aooo : Pedtera de Cerqueira e Fran-
cisco Filgueira.
Para oradores foram eleitos : 5- anno, Alvares
da Costa ; 4- anno, Sales Barbjsa ; 3 aooo, C>s-
ta Pioto ; 2- anno, Dioiz Fernandes ; 1- anuo,
Manoel Bittcucourt .
Club I.literario Ouae d<- Janeiro
Esta acsociaco funecionou ante-hontem (24) sob
a prasidetscia do Sr. Luis Lopes* Jooior.
Depois de lid*, foi sem debate approvada a acta
da sesso anterior.
Em segakra, depois de orarem os Srs. Augusto
8, Gui herme Medeiroa e Manoel Medeiros. foram
os estatutos approvados por unanimidade de vo-
Moaterido, 18 de Julho da 1887.Ni mal,
RioPeaseal e valores aa-ai.
O Jagoarao segua viagim a 15, procuran-
do tambem o Apa.
Cerraco intensa occasionou o naufragio na
ponta de leste de Maldonado.
i Activa-se asalvacao do navio, embora lacer-
ta.
Nada a reapeito do Api. Chsgamas de ma
drugada.
Fretaref um vapor para Matto Grosso.Esta
eio Pessoa.
O Sr. commaodoior Tota tem tele^raphado
constantemente aos agentes da companbia em
Santa Catharina, Rio-Grande e Miatevid), afim
de que empreguen todos os meios, p ira obter
qualquer inlicio do vapor Apa.
a O Sr. ministro da guerra rec-beu a 18, do
presidente do Paran o seguinte telegranaaii:
O commaulaote do paquete r'aran confir-
ma a prda !i< 'rtio-Apa. JaguarSo o dvour
o primeiro totalmente.
Conata ter-se salvado a gente do JaguarSo .
Faria Sobrinbo.
L i ce ii do Para Perinittio-ae que os se-
gundos teoeotes Eduardo Gmftlvea Rbein e
Marcos Fraoco Rabillo, esto do 4- e aquelle do3-
batalho de artilh rase inscrevam ao concurao de
qualquer vaga que se d no corpo docente do liceo
da capital da provincia do Para, deveodo pedir
demissao do servico do exercito, uo caso da serem
nomeados, e antea de prestaren! juramento e to-
maren! posse, e tendo-se em vista o disposto nja
artigos na. 218 e 257 do regulamento qua baixou
com o decreto n. 5,5 9 de 17 de Janeiro de 1874.
iMpljmai de habllttac Pela se-
cretaria de estado dos negocios da ju-tica, em 15
do correte, passaram sa diplomas habilitan I j
os bachareia Felippa Alves de Oliveira a Tobas
Osar de Andrade ao cargo de jaiz de di.eito.
inite rio da guerraO ministerio da
guerra communicon ao da fazenda que a reforma
emeediia ao 2- tenente Joaquim Luis Manoel de
Jesua, foi considerada com o aoldo por inteiro.
Expedio-se ordem ao marechal de campo Vis-
conde de Maracaj, que conciuio a inspeccio do
1' batalhao de artilheria. para que prosiga na do
batalhio de engenheiro', que I a suapansa.
Cartaa rogatoria*. O ministerio da jus-
ti?a tranamitto ao de estraogeiros a carta rogato-
ria espedida pelo juizo especial da comarca da ca-
pital de Pernainbuco s justicas da Inglaterra, a
requ;rim&uto do Visconde do Campo-Alegre e eu-
tros, para intimacSo do liquidante, nomaado Cen-
tral Sugar Factorie ot Brasil Limited.
O mesmo ministerio devolveu ao segundo a car
ta rogatoria, devi lamente cutnpriJ, expedida pelo
juiz da 1* insta.cia de Pontevedra, ua Htspinha,
afia de ser cotejada a certilio pissada pela e.cri-
vao di juiz cimnercial da 1* vara, a requeriinm-
to de Vlauoel Art, com os aatos da liquidar;io da
firma Art A C.
Toe Conde d'Gu Ballaaray. Acha-se
puolicado o decreto n. 9,764 de 14 de Junho ulti-
mo pelo qual foi concedido companhia cessiooa-
ria da ferrovia Qonde d'Eu, ui prjviucia da Pa-
rahyba, privigelio para construccao, usoe gozo do
prolong .ment da linha desde a sua estaco ini
ciai at o porto doCabelello, com garanta do uro
anuual de (i <>/, sobre o capital addicional de.. .
59,273.
Assim o privilegio como a garanta vigiraro
peio tempo uecessario a terminaren! c^m o privile-
gio e a garanta relativos linba principal, cora-
prebendando o sobre lito capital addicional ocusto
de um molhe provisorio de madeira que a compa-
nhia ser obrigada a construir no porto do Cabe-
dello em commuoicacao com a estrada de ferro, e
oa forma do projecto que a roseaton.
O capital garantido pela constncclo da linha
principal de ,000:0'X), tendo at aora des-
pendido o Estado, em virtode da mesma garanta,
a importancia de 2,273:303j254.
Ni plaoo geral da -viacao-ferrea, indicado pelo
ultimo relatorio do mioisterio da agricultura,
apontada a conveniencia de ligar, entre outras, as
estradas Crade d'Eu e Natal a Nova Cruz, as
"a !s, deseovolveodo-se em sentid s oppostos e na
mesma diroeco, mais parecer trechos do ui'am;
tronco, destinado a por em comnunic?l9 as capi-
taes da Parahyba e do RioGranle do Ndrte, Jo
qua estradas diffareotes. Esta Iigaco custaria
apeoas 50 kilmetros entre Nova-Cruz e Indepsn-
deacia, pontos termiaaes das duas liohas.
A esta respeito pondera judiciosamouta o rea-
torio qua a unio das duas liohas e a consequeute
tuso das euaprezas co.istituem oecessidade impos-
ta pelos tracados e c niieocs especiaes das zonas
a que servem, alna de que a faasvo determinara
immediata e importante economa pe'a suppresaii
do una das admioistracoas agora existentes. Se-
pralas as liohas quaes se achara, tem lutado e
ho de continuar a lutar com a concurrencia do
p ,rri. de Maoangtiape, para oode affl te a prodc-
elo da zona qua demora entre ellas. Eata concur-
rencia teria de cessar desde que a referida zona
fosse atravessada pelo trecho da unio.
Verdadeiro associado das duas empresas, qua'
o Estado em raso da garanta de juros, e co-
nhecida a si tune, i) pouco prospera de ambas as li-
nbas, principalmente a da estrada de ferro da Na-
tal a ova-Crus, parece-nos, dis o Jornal do Com-
mercio da corte, qne no seu mesma interesse o no
interease das companhias, deveria o governo pro-
mover aquella fusilo, pasto qua para este effaito
hauvesse de garantir o pequeo capital neceasario
construccao de 50 kilmetros .que tivesse de li-
gar Nova-Crus a Independencia.
Quinla-reira :
Peto agente Pestaa, ao msio dia, a. rna do Vi
gario n. 12, de predio), ma/eis, loucas, etc.
' raneares -Serio celebradas :
Hoje:
A's 7 1/2 na matri:: da Escala, pala alma de
Luiz de Franca Baptsta dos Santos ; s 7 1/2
horas, na matriz da Boa- Vista, pela alma de Joa
Joaquim Ribeiro; s 8 hins, na nutriz do
Corpa Santo, pela alm i de D. Carlota Joaqun i de
Carvalho.
Aaaanha :
A's 8 horas, na matnz da Bia-Vist, p:la alma
do majar Custodi Floio da Silva Fragiso ; s 8
horas, na matriz da Salto Aitiui >, pela almt do
capito Manoil Antonio de Jess.
Q liata feira :
A'a 7 1(2 horas, ni convento do Cama, pata
alma de Auna Fraucisci da Sil/a.
Paaaageirosi-Cliegados da Europ m va-
por ingles La Plata :
Henry W. Bidl.y, Gaorga Rancaga, Jos da
Silva, L'uo Lopes, Jos Joaquim, Tiioniz Fer-
nandas Pinto. Jos Per .'ira, Arualdo de Oliveira,
Jos Lopes Alhciro, Joaquim Lipes Albeirj, Hin-
que Pinto Alves, Elysic Pinto AUes.
Sabidos para o su. no mesma vapor :
Q. G. E. Schiraidc, Dr. Rtyrauudo Luatoaa,
Alberto Saudaval, J s Francisco, Mitheus Far-
reira, Manael Ferreira Qiintas.
Cbegado do aul no vapor americano i-
nance :
Jos M. Velho Barreto.
Sabidos para o sul no mesma vapor :
J. S. BUki, um filhi e um cralo, Mara G. de
Oliveira e um filho.
Sabidos para o sul no vapor nacional Guahy :
Themistocles de Barros Leite, Mana Rosa de
Moura e um filho, Jos Caetaua Mandes, Jesuino
Paulino Nanea Vercasa.
Operacea clrui'gicanForam pratica-
das.no hospital Pedro II no dia 25 do corrate, as
seguiutea:
Pelo Dr. Malaquias ;
Extirparlo de um kisto sebceo da face, com
anesthesia local da cocaia.
Pelo Dr. Estevo:
Ezciaio pelo tberm cauterio de excrescencias
syphiliticas da vulva e coudiloma do anua.
lamerla da Cearli-Eis os premios do 18
sorteio da 3* lotera da provincia do Cear extra-
hida em 25 do correte :
8672 15:000*000
6566 3:0)01000
721 1:000*000
91 SOOiOOJ
premidos com 200* oa seguintes nu-
rai. Ojoforaie as coaveoieacias ora a
aam, ora louvam, ora praticam oa mesmaa
factos a erro8 que anteriormiQte coadem
naran.
Respondara-aas os ALUGADOS : qual*foi o
ebefe do partido liberal qua em ponco tem-
po arranjoa toda a prole de rmaos, ao
brinhos cunhilos, primos e parantes?.
Na situacSo qui tiodou, qu ntoa su
bro3 da farnilii do Sr. senalor Ljz Filipp?
foram coitempladjs aos orr i n iotas |fer .es
e provinuiaes, e qmntoa obtivera u ttulos
de barao e visjonde ?
Da lista em uosso paler tem s nove ba-
rn atoa e 6 viscondaios 1> pr*ilentes de
provincia 4 deputados giraes 8 juizes
de direito e municipal -1 se retar io1
procurador rii-al g:m\ o em donmissao
na corte -3 ministros, oa fallando em
promotores pblicos, nos offijiaes do guar
da naciooal, e em outros empregos.
Esto
meros :
4G7, 3326, 60)6, 6699, 7500.
Esto premiadas com 100* os seguintes n-
meros :
384, 1292, 1614, 2120, 3157, 4440, 5420, 5935,
6769, 701}, 7418, 7502, 7647, 76J8, 8100, 9203,
9342.
Approximacoes
8671 300*003
8673 3O0*0JO
6565 150*000
6567 150*00)
720 100*000
722 OOOOO
90 60*000
92 60*00j
Todos os nmeros terminados em 2 esto pre-
miados com 5*0)0excepto o premiode 15.600*000.
Todos os nmeros terminados em 66 esto pre-
miados com 5*0.0 excepto o premio de 3:001*000.
Todos os nmeros termnalos em 21 esto pre
miados com 5*00) excepto o premio de 100)<00).
Todos os nmeros terminados em 91 esto pre-
miados com 5*000 excepto o premio de 800*000
Lotera do Cear Esta acreditada lote-
ra sujo premio maior de 15:000*000 ser ex-
trahida no dia 1 de 'Agosto.
Os bi'hetes achara-se venda na Roda da oFr-
tuaa ra Lirga do Rosario n. 36.
Tambem acbam-se a veida na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 de Martina
Fiuza & C
Lotera do Enplrilo Santo A.l" par-
te da 3 lotera desta provincia cujo premio gran-
de 60:000*000, ser extrahida no dia 29 de Ju-
lho.
Os bilhetes acham-se venda na Rods da For-
tuna na ra Larga do Rosario n. 36.
Tambera acbam-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fin-
ia i).
Lotera da provincia -A 8 lotera, pelo
nivi plano, cujo premio grande de 12:000*000,
em b.uecio da igr- j t de S Pedro da Recite, se
extruliir quanda for annanciada, s 4 horas da
tarde, a. no consistorio dn igreja de Nossa Senho-
ra da Couccicao dos Militares.
No mesmo consisrorio estarlo expostas as ur
nae as espheras a apreciaco do publico.
Os bilhet 's garantidos ticham-se venda na
Casa Felia na praa da Independencia us. 37
a 39.
Tammbem acham-se venda na Casa da Fortu-
na ra Primeiro de Marco .a. 23 de Martis F.u-
ia& C.
Assim cama na Casa d i Oar na -"a d1 Bario
da Victoria n. 40 de Joo Joaquim a Costa
Leite e na Roda da Fortuna na ra Larga do Ro-
sario n. 36.
Lotera do Grao-ParaA 7* serie da 11*
f Quem tem telluli de vi 1ro nao atira
pedra uo do vianbj, diz o rifaa.
Na verdade.
L'gairamente fazenda um retrospecta so-
bre o ntfotismt dos ebefes libertes o que
vemos ?
O conselheira Dantas consgaio e npre-
gar tolos os seus Slhos egenros; s nao col
locando aquelhs do seus tilh as que ao tampo
do ministerio aprenda n o A C, por nao
baver empregos adequados a meninos de
escola- Uq3 loram eleit03 deputados, ou-
tros nomealos preaideatafl de prjvincia, e
assim todos os deuaais membros de sua nu
merosa familia, nlo havenlo uenhu n en
pregado no cornmercio, as artes e na ia-
dustria; todos vivam e vivem largamente
a custa dos cofres pblicos da nagao.
OaSrs. Aflfjnjo Celso, Siuimbu, Martinbo
Campos e Paranagu legaram urna gran
de parte da renia publica aos seus tlhoa,
genros e parantes.
E'pois, bem certo o dttado: ninjuen v
a trave nos seus propviot olhos.
Ao passo que os nossos adversarios
assim procedem, e lavam acstt t;rr i o
santo amor de familia ao extrema, presea-
teando um diploma de deputa lo geral
um filho de proviacia estranba, a um 'le-; i
nbecido, sua servidos pilia : u ao partido
e a Pernambuca, qm s foi eleit) par ser
genro do cheje, como bera se dimonstrou na
Assembla Provinciil de 1830 a 18S1 e
consta dos respactivos annaos, acbam en-
tretanto digno de censura o facto do nos
so distincto correligionario Dr. Pedro Cor
rea ex roer com zelo, iatelligena o lugar
de secretario desta provincia I
Que oppoKi'yao! I que escriptores I !
Do alto da imprensa ac silbamos aos
cavalheiros que contribuim para a maau-
tencao da columua alugad do Jornal, que
dispensara esse kiscadob da colunna,
mandando-o passe^r, porque, do coutrario a
causa liberal ir a garra.
Rscife, Julno de 187.
Ju venal.
Por outro lado, segundo opinou o engenheiro lotera desta provincia, pelo novo plano, cujo pro-
I l _l !*.*?* *k W j* wbd^ % l in^rtA^Bf.l A^n Wtll.it.MIIA nAjtKAft "- .._J X % l \\ f\(~\f\ tf f\/ \\ -____t _a. __Av___t____J ___ M __ L_ 3
tos.
Sob proposta do Sr. Lua Lipes, foi concedido
o titulo de socio hoawaxio ao Sr. A C. C&rneiro
Leio.
Para a prxima sesso foi aorteado o periooa
gem histrico Julio Cesar afim de ser submettido
a jury.
E por nio ter mais do qnetratar-se o Sr. pre-
sidente i ncerrou a sesso.
Fabrica de Flaco Termina aaaanha o
praso de 30 dias marcados pela direccao da Fa-
bnea de Fiacao-e Tecidos para o recolhimento de
des por cento da nova emisso para a fabr.ca da
Torre.
Vaporea Apa. aguanto e Cavour
Alm do que a respeito des naufragios lestes
vapores escreveu o nosso correspondente, encon-
tramos no Jornil do Commercie da corte as se-
guintes noticias:
Montevideo, 17 de Julho.
O ministro dos negocios estrangeires Dr. Gar-
ca Ligoa receben do cnsul oriental na cidade
Rio Grande do Sul um telegramma, annuaciando
o naufragio do paquete brasileiro Rio-Apa da
C mo n'i a Navega;o do Sul.
Do telegramma deprehenle-se que perecerama
tripol&co e os passageiros.
i O numero das victimas deve ser mais ou mo-
nos de 2C0
O paquete 'Rio Jaguaro levava 19 passa-
geiros.
A carga constava de 25,000 fardos ou canas
de mercadorias diversas e achavam-se a bordo va
lores na somini de p'rto de 32,000 pesos.
> Embarcoj a bordo do transport i Trajano o
ministro do Brasil, o Sr. Ponte Ribeiro, que foi
examinar a lituaco do paquete e apressai os soc-
corros.
Parti tambem pra o lugar do sinittro a
canhoneira oriental General Rivera.
C nata que o naufragio foi devido
escurido da noite, augmentada por
voeiro.
Rio-Grande, 18 de Julho.
< At agora as pesquisas feitas para encontrar
o paquete Rio Apa nao deram resaltado al-
gn.
E' crenca geral r,ue este paquete perleu-ae
totalmente.
Logo que baja novidades avisaremos.
Do presidente do Paran receben o Sr. minis-
tro da guerra o seguiote telegramma ;
< O tenente Delfim de Carvalho desembarcon do
vapor Apa, e est aqui no 2 corpo.
Alm da noticia vaga da parda do_ Apa na
costa do Rio-Grande, nada consta aqui.
Pelo telegramma de V. Exc. sonbe da perda
do Jaguaro, e qualquer noticia que tenha trans-
mittirei.
O Sr. commenlador Tota, presidente e geren-
te da companhia Nacional de Navegaco a Vapoi,
tronxe-nos hontem, s 10 horas danoit?, esta tele-
gramma do agente da compaohia em Mcntevi-
do.
a grande
denso ne-
Silva Coitinho no seu iuteresaante relatorio eerca
das vas frreas do norte, co ivir ligar a capital
do Rio Grande do Norte ao vaile do Cear-Mirira,
zona mais frtil da provincia, pela estrada de
curto trajecto que a esto fina ae fas a cesaaria
Cumpre, emfiui, envidar esforcos para que nao se
prolongue o estado actual das cousas quanto a esta
espbera de importantes interesses econmicos.
Cardn sanitario Foi submettido a
conselho de investigaco e depois ao de guerra, se
do parecer d'aquelle se verificar criminalidad'', o
eapito do 3 batalho de infantaria Antonio Mo
reir Cesar e mais offieiaes que aerviram sob suas
ordena no cordo sanitario da fronteira de Jagua-
ro, ficando approvado o acto docommandantedas
armas da provincia do Rio Grande do Sul, pelo
qual mandn retirar daquella servico os aliudidos
aluciaos.
Olrectorla daa otaran de eoaaer a-
Sao doa porto*Boletim meteorolgico do
i a 24 de Julho de 1887 :
Horas S '5 o 382
6 m. 9 12 3 t. 6 22-1 24o3 254 25'9 249
Barmetro a
O
?6422
765n'27
765">25
7o3">74
7t3'"%
Teaao
do vapor
19,35
19,04
18,27
18,54
18,73
o
O
a
96
83
74
74
80
mi grande 100:000*000, terextrahida amanh
27 de Julho.
Os bilhetos acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiusa & C.
Tambem acham-se venda na Roda da Fora-
na ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera da provincia do Paran
A 20> lotera desta provincia,pelo novo plano, cu-
jo premio grande de 12:000^000, se extrahr
hoje 26 de Julho.
Bilhtes a vonda na Casa da Fortuna, ra
Primeiro de Marco nnmero 23, de Martins Piu-
la &C.
Lotera da Parahybaesta lotera cujo
premio grande de 20:0JO.SOJO ser extrahida
no dia 4 de Agosto prxima futuro Ib 3 horas da
tarde.
Os bilhetes acbam-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marfo n. 2, de Martins
Fiuza &.C.
Tambem acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
soro-
leraperatura mxima28*,o0.
Dita mnima21*,75.
EvaporacAo em 24 horas anaol: 5", 1
ora: 2",0
Chuva37,6.
Direccao do vento : SE variavel entre SSE e
ESE de meia noite at 10 horas e 13 minutos da
mauha; E e ESE alternados at 10 horas e 45 mi-
nutos ; SE at 3 horas e 51 minutos da tarde; 8
at 4 horas e 25 minutos; SE e SSE seguidamen-
te at 5 horas p 43 minutos; S at 7 e 25 minotos ;
SSE at 9 hars e 17 minutos ; SE at meia noite
Velo cidade media do vento : 2", 36 por segundo.
Nebulosidade media: 0,69.
Boletim
porto
Horas
1
120 da tarde
723 .
135 da manh
Altura
0,"40
2,">50
0,59
LelltlesiEttectuar-ae-h&o:
Hoje :
Pelo agente Burlamaqal, s 11 hars, rna do
Imperador n. 30, de predios e dividas.
Pelo agente Pestaa, ao meio dia, ra do Vi-
gario n. 12, de predios.
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, no palacete da
rna do Riachuelo, de movis.
AmanhS :
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas,
ra do Baro da Victoria n. 24, de dous pianos,
movis e outros artigos.
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, ra
de Lomas Valentinas n. 78, de movis.
PLBLICACOES A PEDIDO
Fllhoticmo
A coluuna alugada do serio Jornal do
Recite, na carencia de factos .e provaa
para opposicao ao presidente e a actual si-
tuaco poltica, nao podendo apresentar
um s acto censuravel do mui digno e po-
pular chefe do partido conservador, o Exm.
conselheiro JoSo Alfredo, leuabrou se de
Iranscrever um trecho do discurso desse
estadista, proferido no senado a 5 de Tu
nho de 1880.
Nesse trexo S. Exo. combatendo o i'i-
LHOTI9MO, os arraojos de familia dos che-
fes liberaes diss que sabia, como chefe
poltico collocar os interesses collectivos e os
interesses nacionaes, muito cima de seme-
Ihantes pretendes e arranjos.
N3, como sempre, nao deixaremos pas
sar sem um protesto as censuras e aecu-
8ac5es dos alugados do Jornal que vivem
matando o tempo, em falta de bons empre-
gos, meando na columna, escrevendo
essas e outras tolas e ridiculas accusacSes.
Onie est o flbotismo do conselheiro
Joao Alfredo ? 1
Os alugados, s encontraran! ua actual
situagao dez despachos para dez cidadios
de urna das mais numerosas e importantes
familias desta provincia, que a do illustre
senador ? I 1
Porque razao nao tazein antes um exa
me de consciencia, e nao indagam o modo
de procede.' do aenador Luiz Felippe
chefe do partido liberal, e nao confrontan
as duas listas T 1 '
Os nossos adversarios nao tem, nem
nunct tiveram urna s lgica e urna s mo-
Tribunal da Rela?5o
Referindo-nos em nosso artigo de 22 do
do corrente i questio entre DA C Gui-
mares e Aristides Duart?, dissemos : a no
incidente sobre artigos de preferencia, urna
das partes interpoz reaurso de revista, e
Bomeots depois do julgada esta, prosigui-
se na causa principal. i> Algu-m noe res-
pondeu, no Diario ue 2?: a n3o exa<:to;
antes de tudo respete-se a verdade. s E
depois de historiar o facto, diz : a pre-
ferencia s foi tratada depois de julgada a
accao principal. O nosso illustre con-
tradictor teria sido mais exacto, se decla-
rasse que o incidente que nos refsrimos,
den se na execucSo de Santiaga contra
Aristide Duarte. Dizendo simples neute
que o incidente da preferencia s foi jul-
gado depois de julgada a causa principal,
faz crer que houve' com iffdto, um inci-
dente na causa principal, o qua, manifes-
tada a revista sobre a causa incilento, pre-
cedeu ao julgamento desta o da causa
principal. Com melhor vonUde de respeitar
a verdade antes de tudo, o nosso contradic-
tor teria vBto que, por equivoco, dissemos
causa principal e nao execucSo, por quanto
s ni execucao tem lugar o concurso de
preferencia.
Devia, pois, para ser exacto, dizer : o
incidente, que se refere o articulista,
deu sa na execu^o, que fijou suspensa at
ser julgada a revista sobre o incidente da
preferencia. Com effeito, na execuo de
Santiago contra Aristide Duarta foi que
teve lugar o incidente que nos referimos.
Interposta a revista sobre o incidente da
preferancia, foi esta julgada em 23 de
Agosto de 82. (Voltaram os autos em 9 de
Julho de 83, e, s entilo, contadas as cus-
tas da revista, proseguio a execusap. V
se, dos mesmos autos que O. Anna C. Gui-
mares requereu que os autos baixassem ao
cartorio do escrivSo da execugao. Ouvido
o escrivao da appellasao, Cesar da Cunba,
disse este qua a execucao s polia prose-
guir, extrahindo se carta de sentenca ; mas
0 Exm. Sr. conselheiro presidente, Quin-
tino do Miranda, mandou que a exeenjito
proseguase nos mesmo autos, como se v
a fl. 318, e nelles proseguio a execugao
at ser adjudicado o be
cessionario do credor exequente, como se
v a fl. 334.
Agora, desfeito o equivoco s, nos rosta
agradecer ao illustre contradictor por nos
haver proporcionado occasiSo de apontar
um caso, na Rslacao do Recife, em que o
ineidente sobre preferencia de credores
snspendeu a execuc&o j iniciaia, como
acontdceu na execucjto movida por Santia-
go contra Aristides Duarte.
E quando nSo fosse exacto, era um ca-
so de menos, e e lei nio deixava por isto
de ser lei. Agora, duas palavras ao ami-
go que achou juizo antecipado, o que dis-
semos relativamente ao honrado Sr. des
embargador relator. N3o ha juizo anteci-
pado ; os actos de S. Exc. demonstram a
sua intengao de julgar a causa principal,
cuja inatancia j estava suspensa, antes da
Revista, pela mor te de um dos litigantes.
S. Exc, o honrado Sr. Relator, nada tem
que ver com a revista interposta, que nao
depende de despacho seu, nem para ser
tomada por termo e nem para seguir o seu
curso. Entretanto S. Exc. mandou que o
eserivo lbe fizesse os autos conclusos.
Conclusos os autos, S. Exc, abaixo do ter
mo de revista, fez entao o seu relatorio so-
bre a causa principal e pedio dia para jul
gamento. Pode S. Exc. julgar a causa
principal sem estar decidida a revista so-
bre o incidente que tem por fim verificar a
pessoa contra, oa em favor da qual deve
ser proferida a questao principal ?
E nao va o julgado de S. Exc proiu-
zir os seus effeitos contra urna parta nSo
habilitada, nao euviia, no convenctd5a ?
Pode S. Exc- desprezar a lai de 17* de
Fevereiro de 1838 que manda julgar a
cansa principal, depois di emendada a in-
justica, na acejto incidente ?
^ Na .Direito v. 19, pag. 281, Revista
Civel o. 9_4X), est firmiio o priacipiode
nSopodiro Trtbnwlda Relaca, proferir
despacho algum no feito, depois d* impe-
trada a revista. E por qua 89 faZ 0 con-
trario na Rdagaa do Rieif9? p03 sujeitar
o seguimanta da revista ao prreoer dos re-
visores, n3o fazar o [contrario do qae a
lei msn.a ? Pois havemas de deixar qua
nos matero para, entao, gritar, que nos es-
tilo matando ? Podera.
Nao estamos fra da lei e nem a Rsla-
c3o cima delia.
Os presos do camlnho de ferro
de Ollada
VI
Pela consideraba < dos factoi citados no artigo
auterior, claro est que precei inferiores aos ac-
J tuaes na estrada de forro de linda uio lh i deram
urna renda euffiiente para satisfaser os seus eom-
promissas, a ponto de se pensar cm liquidar a
companhia. Sendo que isto uo se dera par terem
sido elevados os mesmos pr.?c >s par u n eommai"
a?cordo entre o pub'ico, quo nao qaj-ia ficar pri-
vado da utilijade desse caminho de ferro; do go-
verno, que dev.ria par honra sua mant-l-o, e dis
accionistas, que tintura todo o interesas de salvar
os seus eapitaes.
As datas, porm, citadas de envolta com os mee-
mos factos muito mais anda deiiara vor ; pois que
ellas nos mostram que tanto ae dera justamente
quando nao estava esse caminho Jde ferro su-
jeito a desengaada concurrencia das linhas da
Ltads da Ferr-Carril, que Ihe desviaram muitas
passageiroa, da liuha dos Affl ctoa niejtrala de
Oaxan, queche tiroa muitos pasaadores de fejta.
das linhas do Limoeiro e de Uaruir qae un e
outra coua fizoram, e da casa de banh'.'S das arre-
cifes, para a qual ae diri^em hoj; maitas das pes-
saa3 que anteriormente tomavam banhoa salg.dag
em Olmda, transitando por cinae(ruinte na seu ca-
nmho de ferro, quejamiis leve, nemter, um com
peti lor que mereca atteocio nos transportes a
carro ou a cavado pela esburacad i estrada de Liir
do Reg e em cano .s por entre os mingues e as
nuvens de maroius do pereurso por agua.
Resumindo, direi, que pela consideracla dessas
datas e desses factos se v qae o precos baixas,
quando m.io.-e erarn as prooabilidalos da can-
cnrrcncia, a despeito da evocada principio ecoio-
mico, jmais proiusiram o que os precas aetuae3
couaecarain desda log a dar, permittinlo obter
um renda sunieente para cobrir as de3p>sa8 do
custeio, continuar com as obra, distribuir um di-
videndo, e pigar 5:0004050 de juro3 annuaes pela
empr<'stimo feito em aec/3ai preferenciaes .'
1) t uae-bao, talvez, os mous contradictores ; sem
que alias posaaua salvar a integrilade de seu pre-
dilecto principio economicoj sujeto irremeiiavel-
mente a urna capital ezeepco :
Mas, o caso de Ihe repetirmos o qu: nos
ti>m dito, s est encarando ag ira por uin lado a
quest >, ve o que se den com a renda da companhia,
mas nao v o que fra da despeza, da qual esta de-
pende tanti quanto da rece.ta, e que alias pader
ter sido mais improductiva e desacertada no pri-
meiro periodo de vida da companhia que no segun-
do, sendo coma se sabe que foram diffsrents as
administraco s !...
E tn aceito a objecjo, nao para fazer a apo-
theose das directoras do segn lo periodo sobre as
ruinas das directoras anteriores, porque afinal
aquellos e estas j i mais podero ser julgadas no
mesmo plano, quando sei que a lei orgnica da
companhia passou tambem ; or cabal alterarlo, e
muito dilTerentes sao em cada um desses perodos
a ordem das relacoes e attribuices de cada admi-
nistrador, o qu se pode dizer que tudo ou pelo
menos que quasi rudo; mas o aceito pira por
miuha vez perguntar :
Acha o contradictor qua a prosperidade da
companhia, que to necessaria aos passageiros
cama aos accionistas, tem sido um resultado exclu-
sivo da boa administrar;!> no eeu segundo periodj?!
Pois bent, esses bons adin ntstradores foram justa-
mente os qae pediram o augmonto dos pregas e
sao os que actualmente os sustentara, fazeudo ape-
nas as concessoes que desde a inan^nracio do ca-
minho de ferro sempre se fizeram no sentido de
beneficiar os moradores e passageiroj constantes
da liuha, nicos aos quaes, em justa medida se
deve neste caso, economicaicnte attender .'
E_ nao ire alera, parque tenha de deseer aqui a
considerado de alguns alearamos relativos ao
trafego de pessageiros na linha, e isto tanto bas-
tar para responder de um mido explcito e posi-
tivo semelhaute objaccao ; dando me ao mesma
tempo a opportumdaae de fazer com elles o termo
de tranaico entre estas consideracoes preliminares
e o cumpritnento de urna pramessa que fiz no fiaal
do artigo anterior.
Organisei um quadro, do movimento de passa-
geiros na linba de Olinda, to campleto quanto me
foi possivel, tirando para isso as indicaepes dos
livros respectivos no escriptorio da companhia e
delle tomarei os seguintes algarismos, deixando de
publica! o integralmente por ser ditfkile desneces-
aaro neste lugar e principalmente porque para os
sectarios de S. Thoaa o farei n'uma publicar-o
em avulso que esocurrentemente estou orgsnisan-
do com estes artigos para dar um exemplar a cada
accionista, a cada grevista, e a quem quer qoe 0
d.-seje; gratuitamente, j se v :
Assignantes : (lrJ85) 1.788
Avuleoa : 1 classe (187) -214.971
2 (l883)-930 300.
Indica o entre-paruuthesis o anno, e os algaris-
mos seguintes o mximo dos passageiros de cada
especie que transitaran! na estrada de ferro de
Olinda dentro do periodo considerado.
Pois bem estes algarismos multiplicados pelos
oreos propostos a directorio, segundo o desojo dos
grevistas, isto :
144000 para assignaturas na Ia classe
84000 para 60 viagens na 2a classe
dariain para a companhia urna receitade semilhan-
te verba igual
Assignantes : 25:042400)
Avnlsos : 1 classe : 42:2634298
Ditos 2* classes : 61:9574980
129:2634278
Pois qne sao osses os productos de 1788 por...
144 00. preca das assignaturas; da 214,971 pas-
sageiros de Ia classe par 196,6 ris pre?a pelo
qual ficar o bilhete ao portador da 2" classe em
cada secfo da linha, visco que a companhia ser
obrigada a recebel-o na Ia classe cobrando apenas
a differenca entre as passagens avulsas das duas
classes qne no caso desta estrada de 130 ris ; e
do 930,300 passag iros de 2a classe por 66,6 ris
preco Ja passagern avnlsa dessa classe por secfao,
visto qua nao de crer qua nesta reforma nao sa
beneficiasse os passageirts de todas as linhas, e
sim smente os de Olinda e B.beribe, e visto que
anda nao ha razo para que entre na tacs bilne-
tes ao portador deixem de abaorver os bilhetes
avulsos, sendo retalhados por cambistas que para o
seu lucro tero a grande margeiu de: 53,4 ris,
ou mais 20 *|0 de abate, sobro os precos d'aqoelles
bilhetes; e os podero assim francamente ven-
del-os:
Na Ia classe : 220 ris
Na 2a classe : 80 ris
com um lucro superior a 10 ",,.. no primeiro caso
e a quasi 15 ;0 no segando caso.
E como a rece.ta de passageiros menor que teve
a estrada nesse mesmo periodo f ai a de 1879 qne
snbiu 156:9354130.
Segu-ae que, mesmo na typothese alias plena
mente optimista de que o maxmo dos passageiros
havidos nos periodos considerados se transformas -
se uo termo medio do trafego desde enta, ter-
se-i a anda assim um dficit de : 27:6714352.
Dficit que affectaria grandemente as finanoas
da companhia, impossiblitando-a de concluir suas
obras, taes como a estadio do Principe e a do Va-
radonro ; de renovar todo o seu material rodas-ta;
e de ficar talvez as mesmas condicoes em que es-
tava na epocha em qae se viu fardada a pedir au-
torisaco para augmentar os precos de suas pas-
sagens.
Assim, pois, onde o erro econmico ?
Perdo, Sr. accionista, anda tem em la
frente um lad* oceulto da questa... Nota-se sem-
pre na historia de cada genero de transportes,
para nao diz t de cada invente novo, um certo ar-
refecititento no eomeci, que priva a manifestaco
franca da concurrencia ; ou aceitaco de todos...




I

S
-i-



4
Diario de Pernambuco---Ter^a-fcira 26 de Julho de 1GS7


Nio continu ; m disto ; e sel tambein que no
com? da estrada de trro de Olinda, principal-
mente porque *e davam constante e senos ac:i -
dentes nos trena que corr am sobre orna linha mal
preparada por incompleta,tilo mal preparada
que um do* gerentea suspenden acertadamente o
trafego de alguna trechosmuita gente boa lhe
fsiia erases e se abstinba de entrar nos carros
que eram puchados por um cavao endiabrado que
bufavafago e coma fogo.
Mas, boje, estimado contradictor, boje temo9
maja serlo inimigo : a falta de dinheiro.
mi eitado da fortuna publica e particular
Sque vai fazendo, por ezemplo,um pequea exea.-
"o com que cada vez no caminho de ferro de
linda fique a 2 classe mais concorrida do qu a
1*, e sejam aquellea que deaert im, por vi i de
regra, os mesu.03 individuos que j moraran]
em melhorcs predios do que boje, ja passaram
mais folgada vida do que hoje !
Nao fra esaa i tita geral de dinheiro, que iudu
bitavelmente ha de influir no preco de todas as
COU8U8, podendo por tal razio affectir a relaci)
entre a necessidade qua ha do caminho de
ferro de que me tenho oceupado e a utilidad
qne elle realmente presta ; isto podendo affectar
o seus prego, nio porque sejam ellos altos abso-
lutamente fallando, ou relativamente com os ou-
tros caminhos de ferro que entre nos existem,
mas porque estejam cima das pD3sesdes seus
estimados fregueses e carisaimos passageiros, es-
tes masm >s que na epocha da geral prosperidade
tanto abrilhantaram a sua 1* classe, tanto coucjr-
reram pira a sua 2 classe, da qual alias alguna
tambem teem desertado para andar a p ; nio
ra isso e eu nio addimittiria nem inesico t ten-
dencia que tem manifestado a directora de crear
ainda dovos favores em beneficio d.'s passa -
geiroa constantes da linha f rrea... Mas, a
coa:a aqu muda de figura.
Prosiguirei.
Ao publico
Departido com um artigo asaignado polo ba-
charel Miguel Archanjo Pereira do Reg, na
Provincia de hontem, apresso-me em responitl-o,
simplesmente para que fique tirada a limp>, por
urna vez, a verdade do facto, calculadamente de-
torpada.
Guarda-livros da casa commercial do Sr. Birio
de Nazareth, e procuraod -o, sobre negocios da
caes, na saladas audiencias, onde se achava de
pondo n'uma cansa, em que autor aquelle bacha-
rel contra o mesmo Bario, e para a qual tem chi-
nado a attencio publica, tive de demorar-ine ; e
porque, a proposito de urna pergunta a que devia
responder aquelle Bario, appellasse este para in
formacio minba, rxclamou aquelle bac-harel
ora, depoimento de caixeiro, quero depoimento
de pessoa qualificada.
Nada retorqoi, como cumpria-ne ; mas, aahindo
com o bacbare R-go, e sem arredarme do pro
poBto, que desde logo havia formado, propus me a
pedir lhe a satisiacio, qne aminba dignidade exi
gia, fugindo elle a dar-in'a, como fugira publica-
mente na audiencia a responder as perguutas di-
rigidas pelo advogado do Sr. Bario, por occasiio
de inqueril-o, entrando precipitamente nalojado
Sr. Julio Fuerstenberg. Ni) vi o Sr. Bario de
Nazareth ; minba attencio estava toda presa ao
bacharel Reg ; se tivfsse o vista, talvez perdes-
se a occasiio de dirigirme ao bacharel Miguel
Reg, como rctirei me obedecendo a chamado do
advogado do Sr. Bario de Nazareth.
Reeife,25 de Julho de 1887.
Arnau de HoHonda Cavalcinte e Albuquerq>ie.
f'GMMERCIO
Mercado de bomire
(REVISTA DE 9 DE SUMO i 8 DE JULHO)
ALQDAO
O mercado estivera firme "per alguna das, com
melboramento nos valoras. Nos meiados de Junh >,
porm, haveado notieiaa mais favorvea da celbeita
vindoura nes Estados-Unidos, toraou-se in nos
animado com alguma reaccio em precoa ; s eota-
coea em 8 de Julho mostraram smeute urna subi-
da de 1/16 d. por Ib. nos algadoes do Brasil, em-
qnanto nos americanos existia urna pequea
baixa.
As vendas eff;ctuadas no mes de Junbo subi-
rn; a 224,000 saccas, das quies 188,500 aac-
cas f.ram destinadas pura consumo, incluiudt
5,030 saccas procedentes de Pernambuco e M-
cei, de 5 3/16 d. a 6 1/2 d. ; 7,030 saccas de
Cear e Aracaty, de 5 3/4 d a 5 15/16 d. ; 3.350
saccas de Maraahio de 5 1/2 d a 5 16/16 d ;
2,960 saccas do Rio Grande e Parabyba, de 5 3/4
d. a 6 d.
A existencia es Liverpool, em 30 de Junh i.
era oreada em 807,490 sacis, inclusive 38,280
de procedencias do Brasil, contra 6i3,0i0 atecas
e 44,850 saccas no mesmo mes em 1886.
ASSUCAR
A eapeculacio no assucar de beterraba eonti-
anara com subida nos precos, valendj o de 88 /0
12 s 3 d.
Bavia procura regular para o de canna, ele-
vando se as coUcoes de 6 d. 9 d. por 112 Ib.
Forano vendidas 66,724 saceos de diversas pro-
cedencias do Brasil, sendo de Pernambuco 18,925
sacecs.
Os precos, para os de Pernambuco, regularam :
armaaenados, os de ns. 6 1/2, a 10j e 3 d ; 7, a 10a
e 9 d 7 1/2, a 10s e 6 d ; 8 l/2,a 11 ; 9 1/i, a
lis e 7 1/2 e 9 d ; 10, a Us ; e II a 12i e 3 d ;
no caes, n 7 1/2, a lis ; 8 1/2. a lis e 6 d ; e 9,
a lis e 6 d.
llenado do Blo de Jineiro
ULTIMA DATA 18 DE JULHO DE 1887
CAFE'
l"ma revolnrio no Iraiauaeiito
cata* r tico
4I
Milhares de pessoas consideran! as piluh a ape-
ritivas como urna especie de medicina que ilestre
a sua eficacia pela continuafio. Em outrau pala-
vrss, pensam que por mais pequeo que sej i o nu-
mero i tomar-se ao principio, el les ver-se-hio obri-
gados para o fim a tomar grandes dses. Porm
ai pillas assuearadas de Briatol, forma n urna
grande exeepcio neate particular. A dse aeic-
pre moderada, sondo quatro pilulas o nucae o usual
para um adulto, e seis a dac maior. C effoito
que ellas produsem permanente, e nio neces-
sario o repetil-as nfim de se evitar urna re-ahida.
Para a prisio do ventre, dr^s nervosas du cabe-
C'i, desordeis biliosas, calofros o febres, incom
modos do estoinag>, debilidade geral, clicas, irre-
gularidades do aystema feminino:ellas onsti-
tuem urna cura especifica.
Ellas se acham acondicionadas dentro de viJri -
nhos e por isso a sua conservadlo durac ora em
todos os climas.
Em todos os casoa provenientes ou -.iggi avados
por impureza do sangue a Salaaparrilha do Bris-
tol, deveri ser tomada conjunctamente coa as pi
lulas.
Eac.ntra se i venda em todas aa pharuacias e
drogarias.
Agentes em Pernambuco, flenry Forster & C,
ra do Oommercio n. 8.
Tliomaz Espuca
m in se
Ra do Imperador n. 67, primeiro andar.
Cal de alago-aribe e S. lenlo e
cal virgen*
O abaizo assignado avisa aos Sri. con-
sumidores da cal de Jaguaribo e S. .'3ento,
qaa o Sr. Vicente doNascioiento coutii-i
a ser o nico que recebe a verdadeira cal
de Jaguaribo e S. Beato, o as tem jxpoa-
to venda nos seas aroinzj s de mate
riaes Praga da Concordia ns. 11, 13 e
15 e toda a cal que nao for vendida por
intermedio do mesmo snhor, nao ser
verdadeira.
Assira como : que a cal virgen), de que
contratante e recebsdor o mesmo 6f. Vi
cente, contina a ser vendida pelo Sr. Se-
bastiio Bezerra ra do Bom Jess n ,
23, a 60000 a barrica.
Jos da Costa Pereira.
Dr. Cerpira Lsite
MEDICO
Tem o seu eacriptorio ra Duque de Casias
n. 74, das 12 a 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia ra da Senta
Cruz n. 1.
Especialidades-jucstfas de senhoras e crian
(as.Tolephone n. 326.
Dr. Costa Gomes
MEDICO
34 -Ra do Mrquez di O.ioda 34
Primelro andar
(Jensultas de meio dia s 3 horas da tt.rde
Consultorio medico
cirurgico
O Dr. Castro Jess, contando mais de 12 anno
de escrupulosa observacio, reabre consultorio ness
ta cidade, roa do Bom Jess (antiga da Crui
u. 23, I. andar.
lloras de consaltas
De dia : daal a 2 da tarde.
De uoite : dai 7 s 8.
Sas demais horas da noite ser encontrado no
sitio a t tvessa dos Remedios n. 7, primeiro por-
tio esquerda, alm lo portio do Dr. Cosme.
BEIIRE\S & M KAY
Nem- York
ESTADOS-UNIDOS, AMERICA DO NORTE
Caixa do Correio n. 1274
Agiotes exclusivos ujs Eatar'os-Uaidos da
America do Norte dos mais importantes jor-
naes e peridicos d'America do Sul.
Annuicios rm qualquer paiz ou en qual-
quer folba aos precos mais baizos.
Dio-se inform ico -a gratis relativas ao com-
mercio exportador dos Estados Unidos aos
commerciantes c outros nteressados.
Nio compramos nem vendemos mercadorias,
pir n diremes a V. onde se rxSle faser ambos,
sem expect .ci nem acceitafio de commisaio
por tal servico.
Daremos gratis, pagando tambem as despe-
na da sello, as propistas para qualquer es-
pecie de annuncioa.
Listas correctas, com o endereco dos fabri-
cantes d'America do Norte, os negociantes de
commisaio,agentes, banqueiros etc., aos mais
baixos precos.
Paria. .
Italia. .
tiamburgo
Portugal
New-York
422 4.'6
426
523 528
236 238
225'J
Do Eholisb Bamk
90 d/c vista
Londres....... 22 1/2 22 1/4
Paris........ 42-' 426
426
523 V28
236 238
l'rincipaes cidadas de Portu-
gal........ . 243
liba dos Acores .... 246
liba da Madeira .... , . 243
New-York...... 2*20
Dr. Ferreira da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Dr. Goiilio Leite
Medico> partelro e operador
Hiudencia ra Bardo da Victoria n. 15, 1 andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da mantii s 2 da
tarde.
Attende para os chamados a qualqner hor
telephone n. 449.
Clnica dj Dr. Silva Ferreira
Especialidades. molestias de Senb:ras e de
pelle.
Consultas d* 1 s 3 horas.
Hua da Cadeia n. 53.
Residencia temporariaPonte d'Ucba n. 55.
TELEPHONE417
BECAFITULACA'J DO ASSUCAB
Para o exterior 1,342.295 kilos
Para o interior 2,060.402 1/2 .
Deposito no dia 1 de Julho.
Entradas de 1 a 16. .
dem em 17.....
Vendas de 1 a 15. .
Dia 16 :
Diverso* portos....
Deposito no dia 17, tarde.
54.853
1.793
5.713
261
Saces
182 885
56.581
239.406
5.980
233.486
TELEGRAMMA
DA A8S0CIAC0 COMMERCIAL PABA NOVA- Y RK
(Expedido em 18 de Julho de 1887, de manbi)
Caf
Existencia verificada 241.000 saccas
Entradas nos dias 16 e 17 4.000
Entradas em Santos 4.000
Estado de mercado Firme.
lo -.a eoiBoierclal
COTAgKS OFFICIAES DA JUNTA DOS COR-
RECTORES
Recife. 25 de Julho de 1881
Cambie soDre Pira, 30 d/v. com 5/8 0/0 de des-
c nto.
Cambio sobre o Rio Grande do Sul, pagavel na-
Suella prava em 31 d Agosto prximo com 5/8
jO de descont.
') presiden:
Antonio Leonardo Rodrigues
U secretario,
Kduardo Dubcux.
Mercado de amarar e Alsodilo
ucn, 25 os jclho oe 1887
Assucar
Os i ricos, pagos ao agricultor, continan) a re-
gular aos algarismog abaixo, por lo k los i
Braceo, os melbores qne
apparecem no mercado,
regulara de .... 2*200 a 2*100
3. aorta boa..... 1>0 a 2*100
i- regular..... 1*700 a 18KI
Sumidos e biix.s 1*500 a 1*700
lmenos...... 1*300 a 1*400
Vlascavado..... 1*040 a 1*100
Bruto....... *90J a 1*000
Ketame...... *700 a *8.K)
AU/odSo
Ainda sem transaccio, cotaodo se, nominal, k
6*600 por 15 kiles.
Entrada*
de assacar
MEZ DE JULHO
Assucar
Entradas
e algodo
Dias
Barcacas...... 1 23
Vapores...... 1 23
Via-terrea de Caruar 1 A 2 i
Animaos...... 1 23
Via-terrea de S. Francisco 1 21
Via-frrea de Limoeiro 1 20
Scmma 3,402.697 12 .
Vapores* deapacliadosj
Vapor nacioual Arlindo. sahir b je, leva
carga segointe :
Para Hio d: Janeiro :
900 aacesa com algodo.
l'^ra Rio Grande do Sul :
395 barricas com aaiucar branco.
66 ditas com dito dito.
300 saccas com algod >.
231 pipas com agurdente.
Par* Pelotas : "
166 barricas com assucar branco.
3t ditas com dito maacavado.
62 saceos com assma- branco.
15 i pipas com agualde iie.
2 barris de quinto cjoi dita.
Para Artigas :
50 ,-ipas com aguardeute.
Cir:-esara-o divers>a.
Vapor americano Finance,
levou :
Para o Par :
''7.2 barricas com nssucar.
.'U/3 ditas com dita.
:;4J,4 ditas com dito.
2.460 canas com sabio.
45 pipas com agurdente.
5 ditas com alcool.
-00 fardos com xarqoe.
Para New-York :
365 fardos com courinhos.
25 blricas com borracha.
2/2 ditas com dita.
Carregaiam diversos.
sabido antehonem
Entradas
Somma.
Algodo
Dias
Barcacas.....
Vapores .....
Via-ferrea de Caruar
Animaos.....
Via-ten ea de S. Francisco
Via-terrea de Limoeiro .
1
1
23
Somma.
Vapor nacional Gitahy, sabido antchootem, c n-
duzio a carga seguinte :
Para Macei :
7u fardes com xarque.
11 caixas com geoebra naciona'.
130 ditas com sabio.
20 ditas com sabonete.
45 ditas cim velas stearinas.
Para Villa Nova :
-------------i 4/2 barricas com nssucar branco.
20.389110 garr ites com geuebra.
Para Peuedu :
25 fardos com xarque.
2 saccas com caf.
5 1 caixas com sanio.
10 ditas com velas stearinae.
Para Aracaj :
27(1 fardos com xarque. .
Para Eatancia :
100 barricas com sebo.
2 cnioes com do?e d goiabi.
iJarrfgir.nn dive*oi
ioaccos
9.602
404
764
252
9.131
236/
Saccas
2.528
3.236
5i
4.055
734
5
11.152
nilmento bancarlo
BECIPE, 25 DB JCLHO DE 1387
/ PRACA DO RECIFE
.Os bneos abriraui ainda hoje com'a taxa ic 22
1/2 d. (firme) sobre Loudres, iudicando, poroo,
dar 1/16 cima para dinheiro prompto
PRAg DO^BIO DE JANEISO
O dia foi sem movimento, man'.endo es bancos
taxa de 22 1/2 d. sobre Lmdres.
Deapacboa de exportaco
MEZ PE JCLHO
Nos dias 1 23 toram despachados na Allande-
ga os artigos seguintes :
Pura fra do Imperio
As tabellas expostas aqui
Do Internacional :
Londres.......
Pars........
Italia.........
Hambmr-.<......
Lisboa e Pcito.....
Principa-'a eidades de Portu-
gal........
New-York......
Do Loas os Bank :
Londres
foram estis :
90 dju
221/2
623
236
00 dje
22 1/2
t vista
22 1/4
426
496
528
-M
213
2 250
aisla
Agurdente
Algodo .....
Asaucar .....
Bugos de mamona .
Bjrracha.....
Caf......
Cocos (frueta) .
Cjuriubos e pelles .
Comes espichados .
Cu roa salgados.
lioce......
Farioha de mandioca .
Mel......
Pranctoas da amarello.
Prauchoes de vinhatico.
Para dentro do Impe io
Agurdente...... 381.592
Alcool...... 16.800
Algodio ...... 800.714 kilos
Assucar......2,060.4021/2 .
24.215 litros
534.772 kiba
1,312.295 .
15.932 .
4.187 .
3 sai eos
11.003
(15.050
167
7.657
15 kilos
1.111 sai-eos
9.12(1 litros
41
31
litios
Cajurubeba .
Cera de carnauba .
Cocos (fracta) .
Cumar.....
Doce......
Eapanadores.
Fariuiia de maudioca .
Fio de algodio .
Folhas de jaboranij .
Oleo d- mosot .
.'leo de rici.-io .
P>jde jangada
Peonas de aves .
('ranchos de amarello.
Preparados de jurubeba
Q icijo do serto
Rap......
Recia de batata .
Sal......
So'a......
Vinho de jurubeba.
80 caixus
l.loOkilos
17.150
10 cairas
l.840kil.s
2 caixa.
I'.tu saceos
975 kilco
8 veluin 's
l 0 kilos
5.720 .
42
20 kil.s
7
l saixa
40 kiKs
676
1 ca:.a
32.700 litrcs
99 mei >s
96 caixis
Navio deapacbado
Barca nacional Mimosa, sabida antchoiitcm, le-
vou a carga segointe :
Para Lisboa :
800 saceos com assucar branco.
7o0 ditos com dito masc-ivado.
1.80 couros slgalos.
75 barris de quinto com mi.
90 pranchoes de viobatico.
Para o Porto :
320 saceos c-m assucar brano.
180 ditos com diio nnsesvado.
144 saecus c~m algodio.
711 ditus com farinhi de m-inlioca.
Car.-i'garam diversos.
>avloi a carnK
Eotao eeui'o i Bpschslos os a-ruiri
Brigue nemilo 1. G. Fidtt, assucar, para o !vo
Grande do Sul.
B.itch iogleza Osseo, algodio, para o Baldo.
Barca portuguesa Claudina, diversos brtifos, pa-
ra o Porto .
Lugar portug'icz Jo-. ErtevSo, coarn, parn. o
Porto
Vapor nacional Bessel ( ebe/ar), sssucar e b r-
rachs, para Liverpiol.
Vapor nacional Pernimbuco ( chegai), diverecs
artig s, para os portos do norte.
Vapor nacional S. Francisco, diverses urtigis,
para os portos do sul.
.Varo* A oestarg
Brigjc portuguez ^rmanrfo, varios genero*.
Birca iug'i z i Mar a, bacalho.
Barca allemi Hanta, kerosene.
Birca nacional Marianninha, xirquo.
Escuna allemi Frilz, xarque.
Escuna Dorueguenss Reform, xarque.
Lugar Dglez Mary Cory, bucalho.
Lugar sueco Armida, vares genoros.
Lugar Bueo m>s varios generes.
Patacho allemio Norddeutsche Sedearte, varios
gneros.
Patacho inglez Echo, car.vio de pi>dra.
Vapor nacional Ipojuca, varios generoj.
Lyceu de Artes e
Officlos
A Impe ial Sociedade do Artistas Mechanicos
e Liberaes de Pernambuco, que tem a seu cargo
o Lyceu de Artes e OfBcios, no intuito de Ilustrar
as classes artsticas e man'ifactareiras, mantm
como j bem conhecido im seu palacete, no
Campo das Princesas, aulas de diversa* linguas e
scieuciaa, as qoaes funecionam em todos os dias
uteis, das 6 as 9 horas da noite.
Com o mesmo iutuito mantm ella urna pejuena
e modesta bibliotheca, que <:om patriticos dona-
tivos, augmenta-so de dia para dia, e franquea-
da ao publico em geral diariamente, s m-smas
horas aeima, o assim como um pequeno museu
artisic".
Assim. pois, com o mu applaudido atento de
tornar bem conhecido o progresso das artes e
officios entre n3, a perfeieno e utilidade de seus
productos, fazer conhecido seus autores, bem
como os lugares deseos estubelrcimcntoF, afim de
facilitar a sshida e o conuumo delles, promove
todos os annos, para o dia de seu annivirsario,
segundo disLe o 6 do ai t. 2 dos seus estatu-
tos, urna exposicao dos trabalhcs d'artes e officios
e manufacturas.
E' para a consecucio de to aperfeicoado quio
vantajoso fim, que a directora da Sociedade vem
pelo presente solicitar de todas aquellas pessoas
que possutm por pcrgaminlio o trabalno, sua efi-
caz concurrencia eipoicao que em Novembro
deste anno se efkctuur em sua sede, Lyceu de
Artes e Officios.
Cumpre tambem a ella tazar conhecedores os
Ilustres sei.hores e scaheras que o quizerem bon
rar com seus produetjs, es seus direitcs e
Devcren
1. Deverio at 15 do dito mez enviarem as
amostras de seus vendaveis productos para o dito
Lyceu.
2. Em todos os objectos deverio acompauhar
o nome do autor, ou proprietario dos meamos.
3.o Ser imprescindivel em todo e qualquer
objecto a declaracio do preco e lugar de sua fa-
brica ou deposito.
4. Que os cbjectos para a txposicio devem ser
tal qual es costuma fazer e vender.
Dlrelfo
Art. 8 do regulamento du Exposicio Artistico-
Iodustrial :
Somente aos expositores permittido abrir as
vitrinas para mostraren] aos visitantes os seus
productos.
A di rectora, conscia de que multo se esforca-
rio para o faustoso resultado desto certamen tio
prove toso e lisongciro a todas as classes indus-
triaes, antecipa seus devides agradecimentos.
Secretaria da Imperial Sociedade doa Ar'.istas
Mechanicos e Liberaes de Pernambueo, em 30 de
Junbo de 1887.
O Io secretario,
Pcterniano Barroso.
Clnica medico-eirorglei
DO
Dr. Fernandes Barros
Medico aggregado ao hospital
Pedro II
Consultas de 1 s 3 horas da tarde, ra do
Bom Jess (antiga da Cruz) a. 30 Residencia
ra da Aurora n. 127 ,
Telephone n. 450
Paula da airainiesa
StM.BA DB 25 A 30 111: JCLHO DB 1887
Assucar refinado (kilo) .... 115
Assucar branco (kilo) .... 12
Assucar maacavado (kilo) 066
Alcool (litro)....... loO
Arroz com casca (kilo) .... 65
Agurdente e...... 056
Algodio (kilo)...... 373
Borracha (kilo)...... 1*066
Couros seceos salgados (kilt) 460
Couros seceos empichados (kilo) 585
Couros verdes (kilo)..... 275
Cacao (kilo)....... 4U0
Caf restolbo (kilo)..... 320
Carnauba (kilo)...... 366
Carices de alfodio (kilo.l 014
Carvo de peora de Cardi (toi.J 16UO0
Cat bom (kilo) ...... 460
Cachaca (litro)...... 7U0
Fariuba de mandioca (litro) 037
Fumo restolho em rolo (kilo) 4"5
Faino restolbo em lata (kilo) j
Fuma bom (kilo)...... 72
Fumo em folba bom (kilo) ... 72
Fumo em folba ordinario (ki o) 400
Uenebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 040
Miino (kilo)....... 400
Taboados tie amarello (doxla) 100J0JO
Juros e dMideadoM
Estio sendo pagos os seguintes :
DIVIDA FBMBOA
Apolices ger..ea e proviuciaes.
Apolices uiunicpaes (es. 151 256).
. LBITBAS HYPOT1EC ARIAS
Do flanco de Crdito Rsal, 7 0/0, ultimo
mostr.
BANCOS
Crdito Real de Pernamouco, 2. dividendo,
tatio de 5 0/0 sobie o valor das entradas ra?H
zadas to capital, cu 34000 por accio.
Brasil, 67. dividendo, na lazio de 90J0 por
accio. Estio encarreg^doe desse pagaineuto os
agentes Pereira Carneiro & C.
CABBIL DE riltaO
Trilhos Urbanos do tecife Olinda e Beberibe,
25* dividendo, razio de t 0/0. O pagamento
faz-se no escriptorio da compauhia as tercas e
sabbados.
Memorial
Aos contribuintcs dos iuii estos de iodustria e
protisaio e predial, toi marcado o prazo de 30
lias, que terminar 22 de Agosto vindouro, para
apreseutarem na Becebedobu Gebal as reclama-
cues que porventura teuli un de fazer com relacio
1.0 ultimo lancamento.
Tcrmiua no dia 6 do mes vioJ joro o prazo
marcado para pagamento ea tnreeira e ultima
j reatacio, na razio de 4'J 0,0, das aceda ltima-
mente emittidas pela Companuia do Bebebib;:.
O Sr. Jos Joio de Atnorim, thesoureiro da
Confanhia de FiAfZo e Tecicos, est recebeodo a
primeira prestacio, na razio de 10 0/0, das ac-
toes ltimamente emittidas para o levautamento
da fabrica da Torre.
O praco marcado para tal recebimento termina
no dia 27 do corren te.
A directora da Estrada de Feuro de Ribeiro
ao Bon.to marcou o prazo di 60 Jias, que termi-
nar* a 4 de Agosto vindouro,
recoluerem a 6." entrada dt
CCU'S.
Clnica medico clrurgica
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de sanhjtaa
criancas.
Residencia Ra da Imperatria n.|4, segunde
andar.
Telephone n. 226.
(
:
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico OCU'
lista, ex-chefe de clnica do Dr. de
Weckcr, d consnltas de meio dia s
3 horas da tarde, no 1.* andar da casa
n. 51 ra do Bario da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias s intihcados.
Residencia ra Sate de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
1
Aos fumantes
sobre os charutos da
Fabrica Barrelto
PRINCIPALMENTE OS
Com uro annel designando o nomo
parisienses
Previoe-se ao publico que a fibrici BARRET-
TO dciioa de existir desde que morreu tirarla
do Barrelto. seu proprietario, e desde entao
anda por ah urna chusma de especuladores que
c mpr.iram em leilio urnas etiquetas que tinha
fabricante a empregal-as em quaesquer chiru,
para Iludir os consumidores ; e como taes charu-
tos sio vendidos quasi de graca, ba por ah muitoc
depsitos menos serios que os compram. Tome
bem nota o consumidor onde encontrar charutos
da fabrica narretto. esse deposito nio 6 serio,
porqu pactua com os taes especuladores custu
da ba l Jos incautos.
Estamos organisando urna lista desses depsi-
tos para informar o publico, a qual brevemente
ser publicada.
A Verdade.
(Do Jornal de Not.clas da Baha, u. 210.)
Fa' rica Barratto
Para prova do que disseinos, veio imprenaa
um individuo, com a asignatura d versos fuman-
tes, ^oufirmar as nosaas assercoes relativamente
falsifivacio dos charutos ParlleomeN. posta
em pratica p;r diversos cavalhe'ros de industr'.a.
Veja o publico com que sans facn o especula
d. r pr.-tendo ainda luatentar que o seu proced-
mer.to muiti regular !. .
Um mdiviluo d'ese^t. i pode comparar se com
um gatuno que apanhado com um furto na mi,
maa que naj tora, ii'.n quer I (gat a presa !
Cuidad i com os eavalaeiros de industria !
O dep'sit) quo pactua om ess^ ladroeira, nio
pode ser s"r", boj i principilment que a cousa
est esdaiecida.
A lista qu- vamos publicar s-^r e a dos depo-
8 tes em que ta-s charutos estiverem de h j em
diante.
A Ve dadb.
()j Jjr,til d-. X ti ca di Biha.n 21}
No vapor americano inance, carregaram :
Para o Para, Amorim Innaos 4 0. 5 pipas com
2,100 litros de alcool e 40 ditas com 19,200 ditos
de agurdente ; P. Alves t C. 30 birria com
2,400 litros de aguardeute o 30 barricas com 1,200
kilos, de asue-ir r fiawdu ; J. S. L yi 4t Filbo
400 harneas com 25,458 kilos de assucar branco ;
E Barbea 179 mineas com 8,10) k los de acu-
car brane : ; J. i. da Coata More:ra 30 barricas
com 1,477 kiloa de assucar branco.
Dinbelro
EXPEDIDO
Pelo vapor americauo Ftnance, para :
Pari 200:G0)(X0
Headimeato pubilcos
Beoda ceral
U 1 a 23
dem oc 25
HEZ DS JULHO
Alfanieya
603.85Si659
55.533.5J6
Reuda oruvincial
De 1 a 23
dem de 25
65.749i607
4.317.915
665:392 i 255
70 0671522
i>e I a 23
dem tseebedoria geral
735.459*777
23:149*743
389*067
Oe 1 a 23
dem do 25
Oe 1 a 23
dem a 25
Hecebedoria p. oojnota*
rVectVc Drainage
23:538*810
89:046*760
2:403*669
91:450*429
10:119;871
1:192*564
11:312/435
Charutus da Babia
Os verdade!ros
A' ra da Madre de Deus n. 38
O Calangro contina a vender de diversos fa-
bricantes, a saber :
Fragrancia : de J. F. de Simas.
Utilidade : de U. da Costa Ferreira.
Barretto : de Gracindo Aarretto.
Lavor : de Antero Chaves.
A Nova Allianca : de V. Bardoso.
Sirius : Je J. C. Magalh:s,
Alme.da Machado & C.
Pernambuco.
Dr. Bapilsta Fragoso
Medico. Consultas das 10 a 12 no i"
andar da Pharmacia Francesa ra do
BarSo da Victoria n. 25 entrada pela rus
de Paulino Caiiiar?, antiga Camboa do
Carmo. Residencia estrada de JsSo do
Barros n. 24.
Cal virgem de Jaguaribe
REGS (Jaguaribe
V. w
TRADA
Avisvs-3 aos seuhores de engenho o
mais consumidores dnata excellente cal,
que continua ser o seu deposito ge^al a
ru do Bom Jess n. 23. Perfeitamente
es:barricada e em pedras, como a que nos
vem do estrangeiro e em nada inferior*a
esta, continua a st vendida pelo prejo fur.0
de 6&QQ0 a barrica.
Alm do deposito gorol j indicado, sao
taiib-m vendedores della os senbores :
Guimares & Valents6 Pateo do Cor
po Santo 6.
Lopes & Araujo38 Ra do Livramen-
to-38.
Bento de Freitas Gairaaraes & CRa
do Viscondo do Itiparica -51, Recife.
Clinioa do Dr. *SimS ;s Barbosa, Espe-
oialidales : psrto3, molestias de senhoraa
e di criaijas.
Consultorio ra do Mar juez de Olin-
* n. ii4 consultas de 1 s 3 horas da
tarde.
II siileiici i ra da Soledade n. 78.
T-I^ohone n. 213.
Collcgio de Kos&a Se-
nhora da ?e nha
Para o sexo femimtw
Funcciona ra da Aurora esquina da roa
Formosa.
para os accionistas
10 0/0 de suas ac-
C-m o descont de 4 0/0 e
vindouro, serio substituidas
at 30 de Setemb-o
na Thesocrabia d
Fazemda as notas do valor de 2*000 da 5. estam-
pa, 5J0OO da 7.i e 10*000 da 6.
E*lior*U<,.o
BBCirB. 21 DE JL'LIKl DE 1887
Pora o exterior
N) vapor inglez Bestel, carregiram:
Para Liverp.ol, P. Carneii'.i com 225,000 kilos de assucar oranco.
No vapor americano Fmance, carregaram :
Para Niw Yoik, C. Ranello t C. 30 barricas
com 1,800 kilos di borracha : H. Nuesch Se C.
60J pelles de cabra ; A. Stein & C. 26,150 pelles
de cabra ; H. Lundgrin & li 38,00) palles de
cabra.
No lugar portuguez J. Es'.evo, carrega-
ram :
P.ra o Porto, J. M. Das 160 saceos com 13,500
kilos de assucar branco e ):'J ditos com 9,000
ditos de. dit.> raascavado ; A. C. da Silva U/0
suecos com 16,000 litros de farioha de mandioca.
Para o nter, or
No vapor nacional Permimbuco, carregon :
Para Manos, F. de Moraea 3 pipas com 2,2i0
litros de agurdente, 30 birncss "uoin 1,200 kilo
de assucar refinado e 30 ditas ;om 2,060 ditos de
dito branco.
ercado Municipal de 8. Jote
O movimento deste Mercado nes dias 24 e 25 de
Jalho foi o seguinte :
Kntraram :
81 1)2 bois pesando 11,1*20 kilos sendo de Oliveira
Castro, 59 1/2 ditos de Ia, 1 de 2 qualidade
e 21 ditos partieulares.
455 kilos de peize a 20 rea 9*600
72 cargas de farinha a 200 ria 14*400
59 ditas de fructas diversas a
300 r. 17*703
19 taboleires a 200 ris 3*800
36 Suinos a 200 ris 7*200
Foram oceupadoa :
. 49 columnas a 600 ris 29*400
44 compartimentos de arinha a
500 ris. 22*000
42 ditos de comida a 500 ris 2W000
127 1/2 ditos de legumes a 400 ris 50*800
59 ditos de fasendas a 1* 59*000
37 ditos de suino a 700 ris 25*900
22 ditos de tressuias a 600 ris 13*200)
20 talhos a 2* 4 )*0>.
16 ditos a 1* 16*000
A Oveira Castro & C.:
108 talhos al*
108*001
437*500
5:014*70)
5:452*200
Devc ter sido arrecadada ueste dia
a* quantia de
Rendimento do dia 1 a 23
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde de 28J a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 8J0 ris idem.
Sumos de 560 a 610 ris idem.
faniiha de 160 a 24 ris a cuia
Milho de 26) a 32) ris idem.
Feijao de 560 a 800 idem.
Uaiadonro Publco
Foram abatidas no Matadouro daCabauga 113
rezes para o consumo do dia 24 de Jalho.
Sendo : 87 rezes pertencente a Oliveira Castro,
fe C, e 26 a diversos
Destao pertcncentes a diversos. 1 foi para a cal-
doira propriedale de Jacintho Raposo.
Pirapama Companbia Pernambucana.
S. Francisco Companbia Pernambucana.
ESTBAHOF.IRAS
Armidaconsig. A Fonseca Irmaos & C.
Claudinaa Ly, i, Filho.
Echo Wilson Sons & C.
# Finance Heniy Forster & C.
Fritz Ualtar Oliveira & C.
Oeaini 4 Pereira Carneiro v C.
liaos a Fonseca Irmaos tic, C.
Iuies ordem.
J. G. Ficht F. R. Pinto GuimarScs.
Jos Estcvio Amirim Irmaos & C.
Mara Jth istou Pater & C.
May Coryi Saunders Brothers & C.
Norddeutsche Seewarte4 Heury Nuesch 4 C.
Oaaeo4 W. Sons & C
Pulsly rnen 4 Funseca Irmaos e C.
Reform4 H. Landgren & C.
SWRTAS HO LAHABO
Annaconsig. 4 Hermano Lundgrin.
Cluta 4 Saunders Brothers & C
* La Plata4 Adamson H.wie ic C.
O signa! w indica ter a embarcacao sabido.
Vapores a entrar
DOS P0BT08 DO SUL
PernambucoamanhS.
Neva-a 29.
Gamilloa 7 de Agosto.
Trenta 14.
Espirito Santoa 27.
La Plata-a 29.
DOS PORTOS DO N9RTB
Espirito Santoa 3 de Agosto.
Man4osa 12.
Pernambucoa 24.
da soaora
Magelana 31.
Senegala 3 de Agosto,
Mondegoa 10.
Taguaa 24.
DE LIVERPOOL
"cultorhoje.
DE JEW-IO I
Alliancaa '9.
Vapore* a aahlr
Pernambuco 4 28, as 5 hiras da tarde, para oa
portos do norte.
S. Fraucsco- 4 28, s 5 horas da tarde, para Ma-
cei, Penedo, Aracaj e Bshia.
Neva 4 29, 4 1 h ira da tarde, para Southamp-
teu, tocando em Lisboa.
Allianca4 cO, 4s 4 horas da tarde, para Babia,
Rio de Janeiro e Santos.
Giqu44 30, ao amanhecer, para Rio Formoso e
Ta mandar.
Magellan4 31, ao meio dia, para Valparaso.
>'ai ion a entrar
Arie!Je Ierra Nova.
Bella Rosade Terra Nova.
Emolatorde Terra Nova.
Fl jrence de Terra Nova.
Faiw.irdde Liverpool.
Uonb;rg8undde Cardiff.
Lidadordo Rio Grande do Sul.
Mariedo Rio de Janeiro.
Marinlio IXdo Rio Grande do Sul.
Postivodo Rio Gran le do Su!.
Veriti.8do Prto.
Withelminede Hamburgo.
Embarcares
* e
surtas no porto em
t de Jaliio
HACIOKAE8
Arlindoconsig. 4 Pereira Carneiro & C.
Armando4 Loyo <5 Filho.
Oiqui4 Oompanhia Pernambucana.
* (Ju'ihy4 Companbia Bshiaoa
Ipojuca4 Companbia Pernambucana.
Lamegc(esnhoneira de guerra).
Marianninhaconsig. 4 Baltar Oliveira Se C.
No vapor nacional Para, carregou :
Para o Rio de Janeiro, Jw A. C. Visnna 200}# Mimosa4 Baltar Chveira & C.
saccas cem 16,3(0 kilo* de algodo. Man tab4 Companhia Pernambucana.
Movimento do porto
Navios entrados no dia 24
Southamptone escala -15 das, vapor inglez La
Plata,* de 2,069 toneladas, commandante A. H,
Dyk, equipagem 99, carg varios gneros; a
Adnmson Howie ce C.
Rio de Janeiro e escala5 dias, vapor americano^,
Fii.mee," [de 1,919 toneladas, commandante
E. E'. Biker, eqaipagem 64, carga |varios ge-
neres ; a Henry Forster & C.
Sahidos no mesmos dia
Buenos-Ayres o escalaVapor inglez La Pla-
M, commandaute A. H. Dyk, carga 7arioi
genero*.
New Y. rk o escalaVapor americano Finance.
commandante E. C. Bsker, carga varios gene-
ros.
Baha c escalaVapor naoional Guahy, com-
mandante Joaquim Martina dos Santos, carga
varios genero*.
PortoBarca nacional Mimosa,* capitSo Anto-
nio Albino de Barros, carg* varios gne-
ros.
Navios entrados no dia 25
Terra-N.va36 das, lugar ingle* .Cinta,, de 43
t.ueladas, capito O. G. |Joyce, equipagem 10,
carga bacalho ; a SaonJers Biothers 4 C.
Observado
Nao houve sabidis.






I

.
I lama i
o
I



Diario de PernambueoTer^a-feira 26 de Jiilho de 1887
PODEMOS ASSEGURAR (2)
Infeiarnente bem comroum, nesta pro-
vineia, uia molestia terrivel, conhecida
pcZos nomos de Tysica, Consumpccto Doen
ga do peito, etc.
Nao pretendemos afirmar que o Peito.
ral de Cambar cure todas as tysieas, por-
que at boje tora sido irnpossivel curar a
tysica, quando cfiegada ao ultimo periolo;
porra, podemos assegurar que todos os do-
entes que usarcm do Peitoral de Cambar
ne primeiro e segundo psriodo, logo acha-
rSo, cosn toda a certeza, grande allivio
e depois a sua cura completa, por meio de
um trata ment prolongado e persistente-
O Peitiral de Cambar nSo limita a
sua aejao benfica, s doengas de peite :
cura, tambum, muitos defluxos, bronchites
e toss's que, 8s mais das vezes, quando
despresadas sao a causa desaffeegoes pul
monares.
O Peitoral d? Cambar acba-se a venda
na agencia a cargo dos Srs. Francisca
Manoel da Silva & C. ra Mrquez de
Olinda n 23.
Frasco 2#500, meia duzia 13f>000 e du-
zia 245000.
A agencia enva quem pedir condiySes
impressas paraos vendas por atacado.
MEDICO HOMEOPATHA
, i |)i'. Ballhazar da Siheira
}' Especialidadesfebres, molestias das
enancas, dos orgSot rispiratjrios e das
eah'jraa.
Presta-se a qualque: chamado para
jr di capital.
AVIM
Todos "0 chamadas devom ser d
dos pharmacia do Or. Sabino, i ra
Barao da Victoria n. 43, onde indicar
sua resi Jeuci*.
I
H
Hl livres :
laosab
qtiil
0 Dr. Joaquim Correia de Oli 'eir An-
drade, juiz de direito de orpbos o au-
sentes, nesta comarca do Recite e en
termo, por Sua Magestde o Imperador
a quem Deus guarde etc.
Pico saber aos que o presente edital virem ou
dplle noticia tiverem que fca marcado o prazo de
30 das paraos interessados a presentare ui perante
este juiso suas reclamacdes sobre a orde n de pre-
ferencia oa classificacao dos escravos jue teem
de ser lioertadot pelo fundo de emaucipaco, 7'
quota :
Escravas casadas com bomens livres
1 Joidhh, parda, 27 aunos, de D. U< nstantina
Ferreira da Silva.
2 Antonia, purda, 23 annos, de D. Mara Jos
de Jems Pirette.
3 Ernestina, prt-ta, 21 annos, de O. Lndovina
Uehoi Carneiro Campello.
4 Bendita, preta, 32 annos, de O. Delnira Can
dida de Sant'Auna.
5 Auta, parda, 48 annos, de Francisco Antonio
Correia Carioso.
Escravos citados com mulbres livres :
6 Silvestre, prete, 30 anno?, do Dr. Francisco
de Paul Cjrreia do Arkujo.
7 Emiliano, pardo, 39 anos, de D. Francisca
de Pauta Cabral.
8 Joo, preto, 31 ana is, de Manoel Correia de
Araujo.
9 Taeo losio, preto, 38 annos, do Silva & Alvaro.
10 Praocelino, 32 annos, do Barita da Soledade.
11 Quintino, pirdo, 24 anuos, de D. Mara do
Carmo Carneir? Campello.
Conjuges escravos de ditferentej senhores :
12 H?rculana, parda, 54 annos, de D. Joaquina
Emilia da Silva ViUaca.
Maes viuvas cu solteiras com filhos escravos
menores de 21 ancos :
13 Mara, preta, 41 annos, de D. Maris Militana
Monteiro.
14 Francisca, preta, 18 annei, da mesma.
15 Minoel, preto, 20 annos, da mesma.
16 Rita, parda, 37 ann?s, de Dr. Francisco de
Paula Correia de Ar.'.ujo.
17 Agostinho, par de, 20 annos, de D. Anna Mara
di Conceico.
C i juge- com filhos menores de 21 annos :
18 Marcolinn, pardo, 50 anuos, de francisco An-
tonio de Oliveira.
19 Mara, semi-branca, 55 aums, do mesmo.
Mais viuvas ou solteiras com todos es filhos
Corroo g$ral
Mala* a expedir-ie hoje
Pelo vapor nacional Arlindo, esta administra^io
oxpede malas para os portog do Rio de Janeiro e
Kio Orando do Sul, recebendo mpreseos e ob-
jectos a registrar at 2 hora? da tarde, e cartas
ordinarias at 3 horas ou 3 1/2 com porte duplo.
Administradlo dos correios de Pernambu :o, 28
de Julho de 1887.O administrador,
Afotuo do Reg Barro.
I
1
DO
iimi v\n\ii:
DA
Glorlaa Senbora Hant'Anna da Igre-
j da Madre de Den
ELEIQO
Em cumprimento aos arts. 7 e 16 di compra-
misso que r> ge esta rmaudade, sao de novo
convidados todos os irmoa a comparecerem no
consistorio da igreja da Madre de Deus qiarta-
fera 27 do correte, pelas 6 \ horas da tarde,
para se proceder a cleiyao da futura mesa rege-
dor que tem de iunecionar no anuo compromis-
sai de 1887 88, visto nao se ter < ffectuado no
da marcad j por faita de comparecimento legal.
Consistorio da irinaniade da Gloriosa Senhora
Sant'Anna da igreja da Madre de Deus, 25 de
Julho de 1887.U eserivao,
Luis Barbosa Ribeiro._______
Sania casa da misericordia do
Recifc
Pels secretaria da santa casa de misericordia
do Recife, sao chamadas as amas, a quem estilo
confiados eipistos, para, pelas 9 horas da manha
do da segunda- eir 1 de Agosto prximo, e em
companhia das respectivas enancas, comparece-
rem no salo do estabeleeimento, afim de recebe
rem o semestre fiado a 30 d : Junho ultimo.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife, 22 de Julho de 1887.
O eserivao interino,
Francisco Gomes Castellao.
Recebedoria de rendas internas
BRASIL
Capital 90,000:000*
dem reallsado 8.000:0004
A caixa filial d'esc Banco funecionaado tem-
porariamente ra do Coiomercio n. 38, saca,
vista ou a praso, contra os seguintes correspon-
dentes no estrangeira :
Andrs......... s/N. M. Rithschil & Sons.
s
Psrs
Hamburgo.......
Berlim..........
Bremente........
Prankfurts/Mainj
Antuerpia.......
Roma...........
Genova.......
aples.........
Miio e mais 343
cidades de Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Oadix...........
Malaga.........
Tarragonp......
Valencia e outras
cidades da Hes \
panha e ilhast
Canarias......'
Lisboa.........\
Porto e mais c-1
dades de Por-
i...)
Casa (le eu cacao moderna
EM
Sciencias, ledras e bellas-artes
RA VELIIA N. 36
O director e professor deste collegio ensiua pri-
mearas lettr.is pelo ralhor systema dos principies
collegios da corte do imperio, colheu escrup llosas
observago.-s.
Recebe meninos infernos por 35J0X) raen-
saes.
Primeiras lettras 20,'0 mensae*.
P-r cada um preparat>rio 3000 mensaee.
36 Roa Velha n. 36
Julio Sjares de Axevedo.
Leonor Porto
Ra do Imperador i
Primeiro sudar
45
Contina a executnr os mais ditficeis
figurines recebido8 de Londres, Paris
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicAo de costura, ca bre
vidade, modiuiJado em prego* e fino
gosto.
Dr- Lopes Pessoa
Medica e operador
Residencia-Rut L-rga do Rosario
3 Io andar.
Consultorio Ra do Bjm Jess n.
1* andar.
ConsultasDas 12 s 2 horas da tar
de.
Chamados A qu*lquer hora, por es-
cripto.
37
EDITES
Secretaria da Presidencia de Pernambueo, em
23 de Julho de 1887 2* secesoPor esta secre-
taria se faz publico de eonfirmidade com o art.
157 do reguiamento annex > ao decreto n. 9120 de
28 de Abril de 1885, o edital abaixo transcripto,
panda em concurso, com o praso de 00 das, os of-
ticics de eserivao privativo de orphos, ausentes,
proved.-ria, capellas e residuos, e p^r discribuico,
do civel, crimee commercio, e bem assim de l ta-
belliao do publico judicial e iotas do termo do
Bonita.
Pedro Francisco Coi rea de Oiveira.
EDITAL
Juizo municipal e de orphctos do termo do
Bonito
O Dr. Sebastio Ildefonso do Reg Brros, jais
municipal e de orphos do termo do B initc, etc.,
etc.
Faco saber a todos que o presente edital virem,
que, de conformidade com o decreto n. 817, d>- 30
de Agosto de 1851, art. 11, fi 'a marcado n praso
de 60 dia*, a contar desta data, par- o concuo
ao provimeuto dos ofle os do cscrivJo privativo
de orph>s, a'JsenN-s, provedoria, cap-Has e resi-
duos, epir dutribuica ', do civel, eriine e eomraer-
cio, e b-m assim do 1" t-ib.-linio do pubiieo judi-
cial e utas deste termo, creados de conformidade
com o decreto de 30 de Janeiro d 1834 e vagos
pelo fallecimiento dj respectivo serventuario, Ser-
gio Clementin) de Souto Maior e Albuqnerque :
os pretendentce deveri instruir suas peticoos com
os documentos tiguiutes, que sero apresentades
em original: auo de sxatM de suffijioncia, cer-
tificado d> ixune de lingua portuguezt e arith-
metica, fjlha corrida, certidao de dade, attestado
medico do capacidade phyica, certidilo no caso
de ser menor de 30 snms, de ter satist-'ito a obri-
gaclo da le n. 2556 de 26 de Setembro de 1864,
Drocuracao esp.cal, se requ-r p r procurador, se-
gundo o decreto n 9420 I 28 de Abril de 1885,
art. 203.
Este ser afiliado no lugar do eostume e publi-
cado pela imprensa na capital. D.ido e passado
nesta villa de Bonito, aos 13 d as r!c Julho e
1887.
Eu, Joaquim Roberto Pereira, eserivao interino
de orphos, o escrevi.Sebastiii Id fonso do Re-
g Barros.
Est conforme. Bonito, 13 de Julho de 1887.
Sebsstiao Ildefonso do Hego Barros.
Certifico que nesta data affixai na porta da casa
da Cmara o edital do Sr. Dr. jais municipal deste
termo, marcando o praso de 60 das.-a contar de
boje, para o preenchimento dos cfficios de eseri-
vao de orphos, ausentes, provedoria, capellas e
residuos, etc., do qus tudo dou f. Bonito, 13 de
Jnlhsde 1887.O ofEei.l de justica, servindo de
porteiro dos auditorios.Vicente Perreira da
Silva.
De ordem do Illm. Sr. rngenheiro director
geral, faco publico que ten lo S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provi c;a concedido autorisaco Im
perial Sociedade dos Artistas Mechanicis Libe
raes para desaprepriar o terreno cem seis peque-
as casas, existentes ao lado do sul do edificio do
Lyceo de Artes e Officios, pira o estabel?cim?uto
de officinas e aulas prat'cas annexas ao mesmo
Lyceo, so pelo presente chamados os senhires
interessados, para no praso de dous mcz's virem
examinar a planta respectiva quo foi approvada
pella Cmara Municipal do Recite e acha-ae nect-.
secretaria, e apresentarcm as reclamacoos que
tiverem, sob pena de proceder-se a arbitramento
Esra indemnisaco, na forma da le n. 129 de 2 de
laio de 1884.
Secretaria da repartico das Obras Publicas de
Pernambueo, 23 de Julho de 1887.
O engenhero secretario,
Joaquim Gomes de Olivei a e Silvs.
bina, parda, 21 annos, do Di. Antonio Joa-
m de Moraes e Silva.
21 Luisa, parda, 34 annos, doOr. Luis de Salazar
Moscoso da Veiga Pessoa e Mello.
22 Isibel, preta, 40 annos, de D. Mara Magda-
lena de Avelar.
23 Sebastiana, preta, 26 annos de Ignacio Alves
Monteiro.
24 Justina, preta, 27 annos, de D. Matia Clara
Cirneiro Machado Ros.
25 Joanua, pirda, 24 annos, de Antonio Jos
Duarte.
26 Silveria, parda, 31 annos, de D. Mara Gal-
dina da Silva Braga.
27 Leopoldina, preta, 35 annos, de D. Francisca
Leopoldina da Richa.
28 Vicencisf preta, 37 annos, de Joe de Sousa
Nuues Braga.
Escravas solteiras e sem filhos :
29 Felippa, preta, 27 annos, de D. Maris Euphra-
sa de Azevtdo e Mello.
30 Antonia, parda, 21 aunos, de Manoel Joaquim
Alves dos Santos.
31 Osminda, parda, 22 annos, de D. Guimaria de
Mendooca Alves e Lima.
32 Silveria, preta, 23 annos, de D. Josephina The-
mudo Lessa.
33 Francisca, pards, 25 annos, de D. Anna A.
Los Viitela.
34 Geralda, preta, 28 annos, da D. Mara Ceara
Carneiro Machado Rios-
35 Joanna, parda, 25 annos, de D. I-abel Emilia
de Oliveira Ferreira.
3 Helio lora, parda, 21 annos, de J.o Goncalves
Torres.
37 Loza, parda, 17 annos, de D. Anna Marques
Avila.
33 Guilbermioa, parda, 19 annos, de Jos da Silva
Iyy >.
39 Maris, parda, 22 annos, de D. Maria das Noves
de Miranda Oliveira.
40 Vicencia, preta, 24 annos, de Jol > Jos da
Silva.
41 Felismina, parda, 26 annos, do bacbsrel Ju-
ventino de Miranda Cabral de Vasconcellos.
42 Q nteria, preta, 20 annos, de Manoel Correia
de Araujo.
43 Athanatia, preta, 22 annos, do mesmo.
44 Maria, parda, 30 annos, de Man:el Joe da
Silva Oliveira.
45 Quiteria, preta, 35 an ios, de D. Mara Leo-
poldina Ferreira Leite.
46 Geoerssa, preta, 35 annos, de Manoel Corris
de Araujo,
47 Justa, parda, 39 annos, de Ignacio Ferreira
Tbemudo Lessa.
48 Antonia, preta, 43 annos, de Francisco Jcs
da Costa e Silva.
49 Komana, preta. 45 annos, de D. Mara das
Noves de Miranda Oliveira.
50 Cecilia, pard i, 45 annos, de Joo Jos da
Silva.
51 Antonia, preta, 49 aanos, de D. Isabel Emilia
de Oliveira Ferreira.
52 Luisa, parda, 40 annos, do Espolio de Fran-
cisco Vicente dos Santos.
53 Sabiuo, pardo, 17 annos, do mesmo.
Forsm excluidos do presente eiital os escravos
Rosa, Maria Rosa e Isabe1, psrtencetes ao Dr.
Joaquim da Costa Ribeiro, por se acharem liber-
tos, conforme a declaraco feilo a este juiso pelo
mesmo dontor.
E para que chegue ao conhecmento de todos,
mandei passar o presente que ser publicsdo pela
imprensa.
Dado e pss*do nesta eidade do R'cife, aos 21
de Julho de 1887. Subscrevo e aasigno.O es-
erivao interino, Tho i as Ferreira Maciel Piuheiro.
Joaquim Correia de Oltve'ra Andra.it.
O administrador da Recebedoria rToviucial,
tendo em vista o regulamento de 4 do corrrnte re-
lativo a cobranca do imposto por venda de bilhetes
de loteras de outras provincias, scieutifica as casas
do commercio cas pess/as que no municipio do
Recife, quizerem continuar a ctferecer venda
ditos bilhetes de loteras que. at o da 30 do cr-
reme mez, devero solicitar desta repartico a li-
cenca necesssria, satisfaseodo previamente o im-
posto decretado pela le n. 1884 e n seu art. 1
25.
Os refractarios ao pagamento do referido im-
posto sujeitar-se ho do 1" de Agosto em diante
saucedo dos arts. 8 e 9 do citado regulamento abaixo
transcriptos.
Recebedoria Provincial de Pernambueo, 7 de
Julho de 1887.
Francisco Amyntbaa de Cirvalho Moura.
Art. 8. A venda dos bilhetes de loteras de
cutr.is provincias em eatabelecimentos ou por pes-
soas que nao ettej-iin munil>.s da competente !
ecnea, constituc fLgrante. infraeco da le c de-
traudaco da renda provincia!, ficando se jeito o
infiactor perda dos bibotes encontrados em *eu
poder, que sero apprehendidos, e ao pagamento
do imposto com a multa de 2) /o que nao sendo
satist ito de proropto, ser cobrado judicialmente.
Art. 9. Sao competentes para iffectuara p-
prcheuso os empregados proviuciaes das reparti-
coos de fazt-nda, os fiscaes das esmaras municipaes,
hcs'.ureiro das loteras proviuciaes e suteridades
p.iliciaes, devendo estas, alm diste), prestar sem
pre o seu concurso, quando requerido pelo appre-
heasor.
geraes
O administrador da Recebedoria declara aos
seuhores contnbuintes dis impostos de industrias
e profissoes e predial, que lhes fica marcado o
prazo de 30 dias, de conformidade com o art. 27
do decreto 5690 de 15 de Julho de 1874 e 1 do
art. 20 do decreto n. 7051 de 18 de Outubro de
1878, para apresentarcm r.s reclamaces que por
ventora tenham de tazer com rclaco ao ultimo
lancamento.
Recebedoria de Rendas Internas Geraes, 22 de
Julho de 1887.
Alcxandre de Sousa P. do Carmo.
tugal e ilhas.
Buenos-Ayres.... )
Montevideo......)
Nova York......
De Rotbschild Prres.
Dutscbe Bank.
Bi nque d'Anvers.
Banca Genrale e
agencias.
Bar co Hypoteaario de
Espaa e suas agen-
cias.
Banco de Portugal e
sui.s agencias.
English Bank of tbe Ri-
vei Pate, Limited.
G. Amsick & C.
Compra saques sobre qualqucr praca do impe-
rio e do estrangeiro.
Recebe dinbeiro em conta correte de movi-
mento com juros a razo de !!% ao anno e por le-
tras a prazo a juros con vene ouados.
O gerente,
___________Wiiam M. Webster _______
Gompanhia do Beberibe
Previne-se aos subscriptores das acedes da no-
va emissao que o prazo para o pagamento da ter-
c?ira e ultima presta co de 4) % termina no da
6 do mez prximo vindouro, como foi previamente
annunciado.
Recife, 11 de Julho de 1887.
Jos Eustaquio Ferreira Jaeobins,
Directcr secretsrio.
Edificado das casas incendiada
A companbia Indemnisadora recebe propostas
psra a reedificaco das casas terreas ns. 6, 8, 10
e 12, sitas no caes do Ramos, at meio dia de 28
do corrente mez. Os detalbcs achim-s3 no es-
criptorio da mesma companbia, ra do Commercio
n. 44, que sero exhibidos aos seuhores concur-
rentes. Recife, 23 de Julho de 1887.
Os directores,
Joaquim Alves da Fonseca.
Antonio da Cunha Ferreira Baltar.
Santa Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Santa Casa arrenda-se os se-
guintes predios :
Ra do Bom Jess n. 13, 3- andar.
dem dem n. 44, 1- andar e loja.
dem do Vigario Thenorio u. 22, 1 andar.
dem dem n. 25, sobrado.
dem do Marques de Olinda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24, 1- andar.
Ideo daModa n. 4'.
Ipem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem idem n. 37.
dem da Lingeeta n. 14, 1- andar.
Beceo do Abreu n. 2, 2- andar.
Secretara da Santa Casa de Misereordia do
Recife, 25 de Maio de 1887.
O eserivao intrino,
Francisco Gomes Castellao.
COMPANHIA
MPERIA 1
DE
Thesouraria de Fa-
zenda
Pagamento de costuras.
De ordem do Illm. Sr. inspector, faco publico
que no dia 28 do corrente (quinta-foira), pagar-
se-ha no Aisenal de Guerra n< costuras teitas du-
rante a pnmei.a quinzena do andante mez.
Thesouraria de Fazenda de Pernambueo, 23 de
Julho de 1887.O secretario,
Luiz Emydio P. da Cmara.
Cmara Municipal
Pelo presenta sao convidados os possuidores das
a plices municpaes de ns. 151 256 a virem ou
mandar receber os juros das inesmas, vencidos
at 30 de Junho prximo findo.
Procuradoria d* Cmara Municipal do Recife,
23 de Julho de 1887.
O procurador,
Francisco de Paula e Silva.
Devofiio de S. Joo
Baptista
\o 9 diairleto da freeuezia de S.
J(' do Heelfe
De ordem do presidente, convido a todos os
no sos amsdis irmos para comparecerem no do-
mingo 24 do cerrente s 10 horas da manh, afim
de tratar-se do bem estar da metma devoco.
O secretario,
____________- Conrado da Fonseca Silvs.
Cla Garios Gomes
Este club dar no dia 30 de Julho vindsuro o
seu sarao ; os sonhores socios podem procurar na
mo do senhor tbesoureiro os sens bilhetes, a
contar do dia 25 do corrente em diante, das 7 s
8 1|2 horas da noite, na sede do ciab.
Secretaria do Club Carlos Games, 24 de Julho
de 1887;O 1- secretario,
Pompeo C. Cassnsva.
Club Gonce dia
Ordentliche Hauptversammlun?.
Freitag den 29. Juli 1897.
Alends 8 Uhr.
Trtktanden :
wie g 20 der Statuten
aufuahrne neuer Mitglieder.
Das directorium.
Club Concordia
Sarao dancante
Sab'oado 3) de Julho
Convites permittidos
A directora.
Estrada de ferro d Ribeiro
ao Bonito
Pelo presente faco saber sos Srs. accionistas
desta empresa, que j realizaran a segunda en-
trada de suas accC-s, constantjs das cautelas ns.
18 19. 26, 55, 61, [63, 81, 83,| 85, 86, 90, 98,
101, 102 e 104 que em observancia do disposto
no n. 1 do art. 9 dos estatutos, Ica-llies mircsdo o
prazo de 30 dias a contar de l. do corrente mez,
para realizarem a 3 entrada de ditas accoes com
a multa de 20 >/.
Outro sim, o accionista que nao realizar suas
entradas na forma determinad*, perder neficio da empreza as entradas que j tenha feito.
Reeife, 13 de Julho de 1887.
O secretario ca directora,
Jo: Bellarmino Pireira de Mello.
M o 1) de J
LiU
Capital do Banco....... 1.000,000
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,000
A contar desta data e at ulterior reso-
lujao, conceder-se-ha jures de dous por
cento ao anno, sobre ns salios de dinbeiro
depositado em conta corren e de rnovimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-se tambera dinbeiro em deposito
a jaros por peno ios determinados, ou su-
jeito ao aviso pivio de triol a dias para ser
retirado, mediante as condiVS'S de que se
dsr conbecimento aos ioterssados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
Henry K, Qregory,
Gerente.
SEGUROS contea FOCO
EST: 1803
Edificios e mercadoria*
Taxas baixae
Prompto pagamento de prejuisos
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agente
BROWS & C.
N. Sua do CommercioN. 5
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
lompanhia Phenix Per-
nambacana
Ra do Commercio n. 8
BA DO COMHBCICIO >. *8 1* AKD4B
Condn fc Brasillan Bank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vaporea sobre as ca-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n. 75. No
Porto, ra dos Inglezes.
CiMRGEURS REUNS
C'onipanhla Franceza de Navega*
?3o a Vapor
Linha quinzenal entre o H^vre, Lis-
boa, Pernambueo, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
0 m ti Je Hacei
Commandante Pancbvre
E' esperado da Europa
at o dia 4 do Agosto, se-
guiudo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
lita. Blo de Janeiro
e Sanios.
Roga-so aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng ,ual-
quer reclamafo concernente a volumes, qu po-
ventu a tenham seguido para es portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as previdencias necea-
sari as.
Expirado o referido pruso a compuahil-a n se
responsabilisa por extravies.
Para carga, patsag.'ns, encommendas e dnheire
a frete : trata se com o
AGENTE
Angoste Labilie
9 -RA DO COMMERCIO-9
NORTHERN
de Londres e Aberdeen
Pnnlrao finanreira (Ueiembro 18S&)
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
Beeelta annaal >
Da premios contra fogo 577,330
De premios sobre vic as 191,000
De juros 132,000
0 AGENTE,
John. H- Boxtoell
ia
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESUS-N. 7
SesrnroH martimo* e terrestres
Nestes ltimos a nica companbia nesta praca
que concede sos Srs. segurados isempcao de paga
ment de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont annual de cerca de 15 por
cento rm favor dos segurados.
THEATRO
l
DWLARCuES
Subdelegada de polica do 1' no-
li Irlo da Boa-Vista
Por esta subdelegacia fonm apprehendidos e
Siro entregues a qnem sobre elles provar ter
direiio, os segnintes objeetos : um erobrulho con
ten'l i fazendas, urna fronha fina, usada, duas
csizas de velludo contendo dous pequeos frag-
mentos de urna j lia de onrs. Boa-S'ista, 25 de
Julho de 1887.O eserivao,
D. Carneiro.
Arsenal de Guerra
Oe ordem do Illm. Sr. msjor director, distri-
buc-se costurae nos dias 25, 26 e 27 do corrente
mes, s costuren as de ns. 51 a 100, de conformi-
dade com os annuncios anteriores.
Secca} de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambueo, 24 de Julho de 1887.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto.
Estrada de ferro
DE
iibeiro ao Bou to
Por delib'raco da directora, sao chamados os
senhores accionistas desta empreza, para no prazo
de 60 dias. a contnr de hoj", recilherem a 6* en-
trada de 10 "/o de suas acees, nos termos do art.
9o 2" dos estatutos.
Keeife, 4 de Junho de 1887.
O secrettrio,
Jos Bellarn.ico Purcira de Melle.
Wauta Casa de Misericordia do
Recife
Por esta sei-retari* tao chamados es psrentes
ou protectores das menores abriixo declaradas,
par, at o dia 30 do corrente, apresental-as no
collegio des erphas, iifim e serem ahi admittidas.
visto acharcm-se inscriptas em primeiro lugar, no
respectivo quadro.
Liura, filba de Miguel de Souza GalvSo e Isa-
bel Miria da Silva Galvo.
Sydronia, filha de Cosme Damio Feiippe da
Silva e Constancia Maria do Carmo.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 16 de Julho de 1887.
O eserivao interino,
Prancisco Gomes Castellao
Fip e T
18 Feral
A directora fas seiente aoa Srs. subscriptores
da nova emissao de accoes para o levantara1 nto
da fabrica na Torre, que fica marcado o praso de
30 dias desta data, para pagamento da primeira
prest ac > de 10 por cento. e aulbrisado o Sr. onreirc Jcs Joo de Amorim Jnior, para ore-
cebimento.
Recite, 27 d Junho de 1887.
Os directores,
Manoel Jos da Silva Guimares.
Henrique Sareiva,
Secretario.
Jos JoSo de Amorim Jnior,
Thesoureiro-
Rna do BomJJesus n. 3.
DE OP
T
ETAS
4 LYRICA
EUS E OPEB
EHPREZA N AGHEL
irpcfo-Liiz mum
Ter?a-frira. 26 do crrenle
Festa artistia da a 'ti iz
Grande uovidade
Pela primeira vez nesta capital a opereta bufia
de Oftenbach :
SEGUROS
CONTRA FOGO
lie Liverpool k London & Globo
INSURANCE COMPAQ
H. .
(la Bella Hela)
em 1 prologo, dividido em dous quadros e 3 actos.
Prologo original do distincto eseripter e ac'or
Cesar Fi carra.
Describo do scenario
Prologo1 quadroO MONTE IDA ; os den-
se festejara o casamento de Tetis o Peleo; o jnizo
de Paride; protecco de Venus.
2o QuadroHABITACO DE PRIAMOre-
conbecimento de Paride. A estatua de Venus ec
mima e aconselha P-ride a partir immelia'amen-
te para a Grecia afim de fugir a pereeguico do
seu pai Priaino, pri mettendo o t.raor da mulher
mais bella que existisse sobre a trra.
lo Acto TEMPLO DE GIOVE ; Fo.t.Jpn-
b'ies.
2o Acto-HABITA<;AO DE MNEL.\0rea-
lita-se a promessa de Venus; (Dueto de Amor
entro Paride e Helena).
3 Acto-PRAIA DE BANHOSEV1 NAPLIA
Rapto de Hilen-..
APOTHEOSE
i
COMPAMBBA Dfi SECURQI
COMPiNHIA DE SEGBOS
CONTRA FOGO
Nortb Brilish k Mercantile
CAPITAL
|:OOO.OOo de libras sierliaa
A GEN 1 ES
idoinson Howie & C.
Illllli
Companbia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em t % S
CAPITAL 1,000:000
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Hariiuos..... l,il:0008000
Terrestres,. 316:000^000
4 Itua do 4 ominreio -
Hamtinrg-SaefiameriKanscnB
DamprschiflTahrts-GeselIschat
O vapor Valparaizo
E' esperado dos por-
tos di sul at odia 2
de Agobto e seguir
piis da demora ne-
asaria para
Lisboa e llamburgo
Para passageiros e carga a frete trata-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO N. 8
1' andar
COHP.4*; l'KlfHHBlttH
DE
\avegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Rio Fonw so e Tamandar
O vapor Giqui
Comandan te Lobo
Segu no dia 30 de
Julho, pelas 4 ho-
ras da manha.
Recebe carga ateo
'dia 29.
Encommendas, paasagens e dinheiros a frete
at s 4 horas da tarde do dia 29.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia PerMMtor
__________cana n. 1___________
BOYAL MAIL'STEAinSCBT
COMPAM
0 paquete Neva
esperado
do sul no dia 29 de
corrente segnindo
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Southampton
Reducccto de passagens
Ida Ida e volt
A' Southampton 1> claase 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambnco.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com os
Consignatarios
Adamson Howie & C.
J. 3- RA
DO COMAERCIO
1* andar
N. 3
K&9IMM
MARTIMOS
DeclaracSo de guerra entre trvanos e greges.
A'a H boras.
Dinds para todas as lindas e trem para
Apipucos.
Em um dos ntervallos a Beneltclada ir
sos camarotes agradecer as Exrni.s. familias que
Ihe dispensarem a sua valiosa proreceo.
( OHP %\ISIi: li^ MENMAVK-
R1ES ARITIMES
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Comuiandante Morea
Espera-se da Eu
ropa at o dia 3 de
Agosto, seguin
do depois da de-
mora de eostume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Motile
video
Lembra-se 803 senhores passageiros de todat
as classes que ha lugares reservados psra esta
agencia, que podem tomar em qnalqoer tempo.
previno se aos senhores recebedores de merca-
dorias que s se attender a reclam aces por fal-
tas uos rolumes que forem rcconhecidaa na occa
siio da descarga, assim como devero dentro de
48 hiras a contar do dia da descarga das airaren-
gas fazerem qualquer reclamaco concernente a
volumes que pwerutura ti-nh-m segu o para os
ortos do sul, afim de poder-se dar a tempo as
providencias necessarias.
Para carga, passagens, encommendas e dnheire
a frete : tracta-se com o
AGENTE
iuguste Labilie
9-RA DO COMMERCIO-9
COMIVtMIl t I'IBMIIIIHIM
DE
Navegacio costeira por vapor
fORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
\~~J^- Segu no dia 28 de
Julho, s 5 horas da
tarde-
Recebe carga at e
Idia 27.
Enc3mmendas, passagens e dinheiros frete at
4s 3 horas da tarde do dia 28.
ESCRIPTORIO
Ao Cae* da Companhia Pernambucana
n. 12
United SUtes k Brasil M- 8.8. C
0 jor Alliifa
Espera-se de Se-v-Hort
News, at o dia 29 le Julho
o qual seguir deprs da
demora nec'53irii pira
Baha, Rio de lanelro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
*e com os
AGENTES
HcHry Forscr k C.
:i 8 RA A) LOMMERCIO-N. 8
. anda
Paciflc steaai NavigaionCompany
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Magellan
E' esperado da Euro-
pa at o dia 31 de
Julho, e seguir de-
pois da demora do cos-
!tume para Valparaso
com escala por
Bahia. Rio de faneiro e Monte-
video
Para carga, passagens, encommendas e din-
Seiro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wllson Sons & C, Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO-N 14
Companhia Bra.ileira de Xave-
gaco a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Pernambueo
Commandante o captao de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
E' esperado dos portos do sul
at o dia 27 de Julho, e
if\ //Rhv seguir depois da demora n-
dispensavel, para os portoi
, do norte at Manos.
Para carga, passagens- encommendas valeres
tracta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9#


/







ti
6
Diario de PeroamlMicoTerya-eira. 26 Porto por Lisboa
Put os portes indicado* guiri brevemente
O brigue portuguf Armando; pera carga e paa-
sageiros trata-se cum o consignatario! Jos da
Silva Loyo ib Filho.
LElLUfcS
t. A's 10 horas e 20 minutos de hoje 26 deve par-
tir da estaco da ra do Brum o bond da linha da
Magdalena qoe dura paesageDS gratis aoi concur-
rentes ao leilo de movis na ra do Baro de S.
Borja pelo agente Pinto.
Terca-feira 26. o de bons movis, vidros, jarros
e i bilhar, na roa do Bario de S. Borja n. 55,
para onde partir o bod que dar paBBHgem gra
tis, s 10 horas.
Quarta-feira 27, o de 8 eavallos para carros,
formando parelha.
Quinta-feira 28, o de cotres, carteiras, armacoes
para farendas, estivas, carros para fasendss e
miudexss.
De mobilias, enstaes, jarros para flores, relogios,
objectos de electro-pate, 1 piano, 1 sera6na, 1
bihar, 1 assoalho (torro de ama sala apurafa-
sado, bancos de jardim e muitos outros movis.
CO*"TANDO :
De 1 piano forte, 1 mobilia de Jacaranda, 1 bi-
lhar e seus perteoces, 1 serafina, 3 quadros, 1 re-
logio, 2 jarros de alabastro, finos jarros psra
flores.
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca, z apara-
deree, 12 cadeiras, 1 relogio, 4 qaadros, 12 copos,
24 clices, 4 garrafas, 3 bandejas, louca e vidros.
Figuras de biscuit, porta biscuit de electro-pate,
fructeiras, jardineiras, geladairas, porta flores, cs-
lheres^ facas e garios tudo de fino metal.
Um assoalho forro do sala, 1 garrafeira enver-
nlsada, formando urna dispensa.
Andar superior
Urna mobilia Luis XV de junco preto e tampo
de pedra.
Urna outra linda mobilia com dunquerques, lin-
dos quadros, vasos para flores, 1 cama franceza e
toilet, movis ivos, 1 rico guarda vestido de car-
valbo e nogueira, 1 marqueso e outros muitos
movis de casa de familia existentes
Na chcara da ra do Barao de S. Borja
n. 55
Terca feira. 9B do corrate
A'S 11 HORAS
Agente Pinto
A's 10 horas partir o bond da linha da Mag
dalena, que dar passagem gratis aos concurrentes
ao mesmo leilo.
Entrega no mesmo dia por j se acbar dita casa
allugada. ________^____ __________
Em continuado
De meio dia ?m diante
LEILAO
De 6 fiteiros envernisados psra faienda, mindeaas
e roupa feita, 1 mes, 1 balco. 5 cabides, 1 tabo-
leta e man objaetos de loja de (lfaiate existentes
no armasem da ra da Cadeia n. 52. por oecasio
do leilo de movis, jarros, quadros e mnito en-
tres artigo.________________________________
Leilo
de 8 bons eavallos proprios para
carro, formando lindas pare-
Ibas
Quarta-feira 27 de Julho
A'a 11 horas
Agente Pinto
No largo do Arsenal de MariDha, em fren-
te cocheira do Baltazar
O agente Pinto, autorisado pelo testamenteiro e
inventariante dos bens deixados pelo finado Dr.
Manuel Francisco Teixeira, em virtude do alvar
de licenca do Exm. 8r. juis dedireite da provede-
ria de capetlas e residuos, l*>var a leilo, em dif-
fereotes lotes, 8 eavallos proprios para carro,
pertencentes ao referido espolio.
(Em HsiaiiiacAo)
vender o mesmo agente um c.ivallo de sella bom
andador. _________^_^__
Leilo
De 2 pianos quasi novos, mobilias, mesas els-
ticas, 2 fiteiros, 1 guarda-louca, secretarias, ca-
deiras de bracos de Jacaranda e janeo, espelhos,
relogios, qaadros, eamas, herfos, bancos de ma-
deira, ferragens, jarros, copas, talheres, colheres,
miudezas e outros artigos.
Leilo
En continiiaco
De mobilias, pianos, quadros, espelhos, camas,
guarda-vestidos, mesas, vidros, objectos de artes
e muitos outros objectos que deixaram de ser ven-
didos no 1. leilo.
Terca felra, do corrate
A's 11 horas
No palacete da ra do Riachuelo, que foi
do Sr. Jos de Vasconcellos
POR INTERVENgAO DO AGENTE
Gusmo
Agente Pestaa
Leilo
Das ruinas do sobrado incendiado sito a ra
do Mrquez de Olinda n. 42, outr'ora
ra da Cadeia do Recife.
Terca feira 26 do corrente
A'b 12 horas em ponto
Xo armazem a roa do Ylgarlo
a. I*
O agente Pestaa vender por mandado do Exm.
Sr. Dr. juis de orphos e austnte?, o terreno e
ruinas do sobrado incendiado sito ra da Mrquez
de Oiinda no dia e hora aiema mencionado a quem
meihor otferta fizer. _______________
Agente Pestaa
Leilo
De duas quintas partes da casa, sita ra
das Trincheiras n. 33, pertencente ao
espolio de D. Joaquina Rosa de Santa
Anna.
Te rea feira, SS do corrate
Ao meio di? em ponto
No armazem ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, vender por mandado do
Exm. Sr. Dr. juis de orpbos, e ausentes, de duas
quintas partes da casa sita ra das Trinchairss
n. 33, pertencente ao espolio de Joaquina Rosa
de Sant'Anna, no dia e hora cima mencionada, a
quem meihor i Serta fiaer. ^^^^^
AgcntBi Burlalapr
Leilo
Terca-feira 26 do corrente
A's 11 1/2 horas
3 De urna barcaca e seus pertences
O agente cima por mandado e assistencia do
Sr. Dr. juis substituto ro commercio, vender em
leilo no armasem roa do Imperador n. 30, urna
barcaca e sens pertences, cuja barcaca acbs-se
tundeada no Caes do Ramos, a requerimento de
D. Julia Apolinaria Pereira da Costa.________
Agente Burlamaqui
I: leilo definitivo
Terca-feira, 26 do corrente
A's 11 horas
JSo arnazem da rna do Impe-
rador a. 3o
O agente cima pjr mandado e assistencia do
Illm. e Exm. Sr. Dr. juis do commercio e a reque-
rimento dos administradores da massa fallida de
Moura & C, levar a leilo 3 casas terreas tra-
yesssa de S. Miguel, sob ns. 50, 52 e 54, todas
com porta e janella, 2 salas, 2 quartoa e quintal,
e a metade de outra dita sob n. 21 ra de Mo-
tocolomb, com os mesmo commodos, e mais uns
terrenos travesea de S. Miguel.
Os Srs. pretendentes de* de j podem ir exami-
nar as casas e terrenos.
Agente Burlamaqui
S: leilo definitivo
De divida activa na importancia de....
2:554J410 do espolio de Antonio Aires
Lebre Sobrinbo.
Ter^a felra, do corrate
A's 11 horas
NO ARMAZEM A' RA DO IMPERA-
DOR N. 30
O agente cima por mandado e assistencia do
llm. e Exm. Sr. r. juiz da provedoria e reque-
rimento do inventariante Jos Nogueira da Silva,
ds espolio !, levar a leilo as dividss.
Os Srs t.-ndrnte* desde j podero vil exa-
is : -idas dividas.
Leilo
De 'in o. prova de fogo 8 armario idracados, 2 armacoes inglesas, me-
sas para i. i ndas, enxams e trilhos para estiva.
DAS 10 AS 12 HORAS DA MAN HA
Quinta feira 28 do corrente
No armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 34
Alteice
Vende-se um sitio com boa casa de vivenda
com bons commedos e reconstruida de novo, bita
Eocrusilhada de Bolleos ; a tratar na ruado
Pogo n. 20. ^^__________^__
Em seguida
De 28 costumes de cachemira para meninos
saias bordadas, plastons, fronbas bordadas, meias
brancas e de cores para meninos, grande quanti-
dade de brinquedos, 2 temos de bandejas, resmas
de papel, maisena, vinho e cognac.
Quarta-feira 27 do corrente
A's 11 horas
Na ra Nova n. 24
f^O agente Modesto Baptista far leilo do que
cima se declara a alujar a mesma casa, enten-
dendo-se o pretndante com o Sr. Antonio Duar-
ts Carneiro Vianna.
CASA DA FORTUNA
Aos 12:1100S000
Hit he tes garantidos
23-RA PRIMEIRO DE J.ARgO -23
Da 7 lotera da provincia venderam
Martina Fiuza & C. os segui ites premios
garantidos: 1288 e 6892 com 300000
cada um.
Aubam-se venda os afo "tunados bi-
Ihetes garantidos da 8a luteri da provin-
cia em beneficio das instituidles de cari
dade e religiosas, que se exti-ahir quan-
do fr annuciada.
S sS
<
O


9 *
a 400 rs. a arroba
Cbegon a primeira remessa do precioso farello
de caroco de algodo, o mais barato de todos os
alimentes psra animaes de raca cavallar, vac:um
suino, te. O caroco de algodo depois de ex-
trahida a casca e todo o oleo, (i mais rico ali -
ment que se pode dar aos animuen para os forte
IcoT e engordar com admiravel rapidez.
Nos Estados-Unidos da Americn do Norte e na
Inglaterra elle embregado (com j mais felis re-
sultado) do preferencia ao milho e outros farelbs
que sao mui'o mais caro e nao sao de tanta sus-
tancia.
A tratar no aeclfe Largo do Cor
po Santo. 1" andar ______
CUIDADO COM
AS FALSIFICACOES!
de movis, limca. ele
Quartafra 27 do corrente
O agente Br'tlo, autorizada pelo Sr. Antonio
dos S. Martina que retirou se para fera da provin-
cia, vender o seguinte : 1 mobilia de pao carga,
1 cama francesa, 1 bidet e 1 mesinha para p de
cama, 1 mesa de jantar, 2 marquezoes largo e es-
treito, 2commodas, Ijardineira, 1 sof, 2 mar-
quesas, 6 cadairas de amarello. i cabide. 1 quar-
tinbeira de columna, 1 guarda-Iones, 1 bah
grande, i mala, 1 mesa com estante, 1 guarda-
camida, 1 espelho, l relogio de parede, 1 espre-
guioadeira, 1 machina de costura, quadros, jarros,
lanternas, candiairos para kerosene, louca, co-
pos, bandejas, trem de cosinha, 1 carrinho o ou-
tros objectos.
Ra de Lomas Valentinas n. 78, Io andar,
por cima do Caf Central
A's 10 1[2 horas___________
Leil
ao
DE
K M O Si
SENDO:
Um grande sitio de trras proprias, na estrada
do Arraial n. 5, fregnesia do Poco da Panella,
com grande casa de vivenda, cocheira, e quarto
de criados, dn&s cacimbas, um tanque, frente
murada e com arvoredos de fru.-tus.
Urna casa terrea da ra do Coronel Suassuna
n. 274, autiga ra Augusta.
Urna dita dita na ra Imperial n. 44, terreno
proprio.
Um terreno proprio com 30 palmos de largura e
130 1/2 de comprimento, sito na fundo da casa
n. 44 da ra Imperial.
IiiIn(a feira. 98 do corraete
A'a 11 horas
No armazem ra do Imper idor n. 16
O agente Msrtios, tar leilo dos predios e ter-
reno asina, per mandado do Ezm. Sr. Dr. jais da
provedoria em ena presenca, a reqnerimento do
testamenteiro inventariante dos bens deixados pela
finada D. Candida Rosa de Albuquerque Leisa.
Agente Pestaa
lelaO
Dos importantes predios sitos ra do S.
Jorge n. 13, com Bshida para a ra do
Pbarol, 1 dito ra de Domingos Jos
Martina n. 38, fregu detrs do Monte de Soccorro, o qual
rende 816^000 annual, 1 casa terrea no
Corredor da Bispo n. 18
Quinfa feira 28 do errente
A's 11 horas
\o anasem da Baa do viajarlo a II
O sgente Pestaa chama a attenco des Srs.
compradores pira virem examinar os referidos
predios, os quaes se tornara recommendaveis pe-
los seus rendimentos e grandes commodos, e se
acham livres e desembarazados de qualqaer otros,
es quaes serio vendidos sem reserva de precoa-
Leilo
De crotos
\h transferido para
Sexta felra do corrate
A's 11 horas
O leilo de 1200 ps de crotos e roseiras que
eero vendidos definitivamente no correr do nar-
tello em grandes e pequeos lotes.
No jardim da ra da Palma n. 23
PELO AGENTE
Martins
AVISOS DIVERSOS
Alnga-se casas a 8A0C0 no beceo dos Coe-
hos, junto de S. Ooncallo : a tratar na rna d
[mperatris n. 56.
a=> Precisa-se ds urna cosinheira e de um feitor ;
no sitio do Dr. Valenca, prsximo da estaciio da
Jaqueira, na estrada de Apipucos.
A osa de le te, offerece-se urna com bom
leite ; oa rna da Assumpco n. 74.
Pieeisa-se de um criacio
rador n. 31, 2- aadar.
na ra do Impe-
Alnga se por lOOO a casa n. 21 na Var-
ias, defronte da eetaco, com armaco ; a tratar
na ra da Imperatrir n. 56.
ALUGA-SE o 3* andar da ra do Imperador
n. 26, com bastantes commodos para familia :
quem pretender dirjase ra do Marques d"
Olinda n. 8.________________________________
AMA Precisa-se de urna de boa conduc-
ta e que saiba brm cosinbar e faser o servicj ''''
urna pequea familia em Olinda ; a tratar ni 11 i
da Imperatriz n. 15, 1- andar.
Na ra da Santa Cruz n. 10, precisa-ae lo
um criado para o servico domestico, trazando car-
ta de conduc'a.
Ama
Precisase de orna amar para lavar e engommar,
para casa de familia ; a tratar no hotel n 30
ra da Madre de Deus.
SAUNDERS BROTHERS 4 C, largo do Cor
po Santo n. 11, teem para vender :
Cervejapreta e branca, de M. B. Forster A
Sons.
Dita alenla, Plisen Beer.
Vinho Shury. Amentillado.
Dito Bordeaux, St. Julien.
Whisky, Thiste Blend Scotck Wisky ***
Dito *
Presuntos de Adamson.
Maicena de Brcwus 4 C.
Phosphoros. Amestosto Safely Matches.
Tintas em massa, branca de zinco, de chumbo
preta e verde.
Zarco.
Plvora da mnito conhecida e acreditada marca
ER.
SEMOLINA
De Broas & C, de Glasgow
Este artigo, preparado por nm novo processo
de trigo da meihor qualidade, posaue os elemen-
tos necessarios para nntnco de crianc-ts e doen-
tes, e muito se recommenda por sor de fcil di-
gesto e gosto muito agradavel ; tambem pode-se
faser urna excellente papa, misturado em partes
iguaes com a maizena dos meamos fabricantes,
addicionando-se-lh algum leite. nicos agentes
nesta praca, Saunders rothers & C, largo do
Corpo Santo n 11, primeiio andar. _______^_
0
i;rsilatel noticia
Este delicioso e to apreciavel vinh} de mesa,
acaba de chegar pelo Sally e acha se venda no
estabeleciment de Justo Teixeira & C. Successo-
res, ra da Peoha n. 8 ..nicos possnidores.
Attenco
Hotel Desoito de Maio
Cemidxs e bebidas especiaes.
Feijoadas a 240 rs. com sobre mesa boa.
Mocot 200 rs.. sarrabulho de leito 200 rs.
Mo de vacca 400 rs.
Qualquer prato com bife, lembo, com arroz,
320 rs tendo vinho e doce 500 rs.
Caf 60 rs., cha 60 rs, com tarrada 120 rs.,
sendo coberta d'ovos 200 rs.
Rna de Lomas Valentinas n. 60, Recife.
Semences e arrpalo
Compra-se na fabrica Apollo ra do Hospicio
numero 79.
.s da
Anna Franclaoa da Silva
Msnoel Jos da Silva liviira, Tbom J
Silva, Guilhermina Franeisca da Silva, Jeeuina
Francisca da Silva, Mara Francisca da Silva e
seus parentes, agradecem a todas ss pessoas que
acompanharam ao cemiterio publico os restos
mortaes de sua presada irm e prenla, Anna
Francisca da Silva ; e de novo convidam aos
seus parentes e amigos para assistirem as miasas
que por alma da mesma finada m-.ndsm resar na
ignja de N. S. do Carmo, no dia 28 do corrente,
s 71 [2 horas da manb, stimo do sen passamen-
to, por cujo acto ficam summamente agradec -
dos.
Caplto Manoel Antonio de
<*
Primeiro anoiversario
Manoel Antonio Ooncalves, Dr. Julio Cesar de
Castro Jess e D. Olympia de Jess Qoncalves,
convidam aos seus parentes e amigos para assis-
tirem as missas que por alma de sen presado so
gro e pai mandam celebrar no dia 27 do corrente
mea, na matriz de Santo Antonio, s 8 horas da
manb, pelo que sero eternamente gratos aos
amigas que comparecerem a este acto de religio
e caridade.
O bacharel Americo Feruandes Trigo de Lou-
reiro e sua consorte, seus irmios e i unhados, de-
sembargador Ovidio Femando Trigo de Loureiro,
Manoel Antonio Feruandes Trigo de Liureiro e
suas ternillas, D. Emilia Anglica Fdiciana de
Loureiro, D. Marianos Anglica de Loureiro Fer-
nandes e seus sobrinhes, D. Mara da Oloria Lou-
reiro de Almeida, D. Alice Augusta de Lo reiro
Fernandes, bacharel Antonio Feruandes Trigo de
Loureiro, D. Altira Trigo de Loureiro Lima e
seu esposo bscharel Francisco Corroa Lima So-
brinbo, ferdos da uv.ij profunda dor pelo fallec-
ment de sua presada mi, sogra e av, D. Um -
elna Luisa da Silva Fernandes de Loareiro,
rogam a todas as pessoas de sua amizade, que
dignem-se de assistir as missas que por alma da
mesma finada mandam celebrar na matriz de San-
to Antonio desta cidade, s 8 horas da manb do
da 27 do corrente mes, vigsimo do seu passa-
mento. Desdo j confes3amsse cordealmente re-
conbecidos a tedas aquellas pessoas que assisti-
rem a este acto de caridade e religio.
Precisa-se de um ra
(Pkssigem da Magdalena).
CHado
de Piysand
19
AlugA-se
V y para
O LCN^O O TOUCADO
E O BANHO.
Ama
Precisa-se de urna para todos os servicos de ca-
sa de familia ; a tratar na ra do Bar da Vic-
toria n. 7, 2- andar.
AMA
Precisase de urna ama para lavar e en-
gommar em casa de familia : na ra do
Riachuelo n. 13 se dir.
Ama
as casas ns. 22 e 24 da ra do Lima, em Santo
Amaio, caiadas e pintadas de no.-o, com 3 quar-
toa, 2 salas e quintal com cacimba ; quem pretn-
delas dirija se rna do Marquei de Olinda nu-
mero 8.
Tiimi nina
PARA TINOR A
barba eos cabellos
tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando Ibes urna >onita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Freres, tuccessores de A.
CAORS, ra do. Bom-Jesus (iintiga da Cus
n. 2?______________________________________
Xarope de cambdr paco e bal-
samo de Tol
reparado pelo pharmaceutico Jos Francisco
Bittsncoart
E' um poderoso preparado pai a todas as affec-
des dos orgos respiratorios, como catarrho pul-
monar, astbraa, coqueluche, bronchite, pneumo
aia, tsica, etc., etc.
Cada frasco 10
Deposito na Pharmacia Central, ra do Impera-
dor n. 38 Pemamhuco.

as
PASTILHA3
De AKGELIM & MENrRUZ
CP
1X3
S
tT!J
S9
W
02
^
5
S
sr
a
Precisa-se de urna ama para cosinbar e lavar,
prefere-se que durma em casa ; no 3 andar da
typographia de Diario.
Criado menino
Na ra de Mathias de Albuquerque n. 19, se
precisa de um menino para criado.
Cosinheira escrava
Precisa-so de um cosinbdro escravo, para urna
casa de pequea familia; a tratar no caes da
Companbia n. 2, escriptono.
Emulsao de Kepler
Preparado de Burongh, Well-
enme A C.
CH1MIC08 DE LONDRES
Azeite puro e fresco de figad) de bacalbo da
i Noruega m soiuco com o Extracto de Malta de
1 Kepler.
sta a mais perfeita Emulsao at hoje conhe-
cida.
Foi introdusida na pratca medica a alguna
' annos e desde euto o seu consumo tem tomado
' um incremento to extraordinario que nao ha um
i t dia em que se ja receitada pelos mais abahsa
' dos m( dices do mundo, com preferencia sobre
' todas as demais preparacoes de igual natureza, pela
certeza de sua tolerancia no estomago nao s das
I creancas como dos adultos, rebeldes muitas vezes
ao oleo de bacalbo e a muitas emuUSes mal pre-
paradas.
Assim, pos, a aossa Emulsio se recommenda
com preferencia para o tratamento da tsica em
todas as sues multiplicadas mamfestacoes e em
todas afiecces des orgos respiratorios, como bron
chites, raquitism enfermidades escrofulosas, tu-
mores brancos, pi-ocedimeuto supurativo e na den-
tico das creancas, na cax>xia sypbilitica, na
perda do appetitte e debilidade dos orgos diges-
tivos e em geral cm todos os casos em que se faz
preciso o levsntamento na nutrco.
t'niro depotilto
34 Ra Larga do Rosario34
Pharmacia
BARTHOLOMEU d C. SUCCESORES
Loja c armayao
Traspassa-se a chave de urna importante loja,
cujo local um dos metbores desta cidade, teudo
urna exce:lente armaco apropiiada a qualquer
genero de negocio ; a tratar na ra do Cabug
numero 6.
Remedio mais eficaz e B5
S3 Seguro que se tem desetterto tle 9
frfl Me/e psra axpe'lir as ior, brigas. a
BOQIAYROL HIERES
Fabrico Apparelboa econmicos para o cozimen-
te e cura. Proprio para .ngenhos peque-
os, sendo modlct* em preeo e ef-
fectlTO em operaco.
Pode-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, melborando muito a
qualidade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgAO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ma-shinismo apnreigoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
EspecificacSes e informajes com
inwns C
5RA DO COMMERCIO-5
t
Bsr3Bsar: -
(apiau Manoel Alexandrlno de
llbuqnrrquc l*itta
Maris Idalina da Albuquerque, Duarte Eatevo
de Olvelra, Antonio Eatevo de Oliveira e Ma-
noel Eatevo de Oliveira, agradecem profunda-
mente a todos os que se dignaran) acompanbar ao
cemiterio os restos j>ortaes de seu presado to e
primo, ocapito Manoel Al.xandrin de Albuquer-
que Pitta ; e pelo presente convidam aos seus
parentes, amigos e conocidos para assistirem a
missa de stimo dia, que ser celebrada na ca-
pella de Beberibe, pelas 7 1/2 da manb de 25
do corrente, pelo que antecipam seus agradec
mentos.
Mdfor Cantodlo Floro da Uva
fratese
Primeiro anniversario
A mi e irmios do finado major Custodio Floro
da Silva Fragoso, pedem a todos os seus parentes
e amigos lbe queiram faz r o ceridoao obsequio de
assistir as missas que, pelas 8 horas da manb do
dia 27 do corrente, mandam celebrar na matris
da Boa-Vista :. e s 7 horas na Madre de Deus, pe-
lo eterno repouso daquelle seu nunca esqoecido
filho e irmo.
vademernm do Hoineeoyatlilco
Methodo conciso, claro e seguro de obrar \
borroeopathicamente todas is molestias que I
affligem a especie humana, particularmente^
aquellas que nnam no Brasil pelo
DR. SABINO O. L. PINHO
*.' pillrriio
consideravelmente augmentada e annotada.
Veode-se nicamente err Pernambuco.
PHARMACIA HOMCUOPATHICA
"Pelo Dr. J. Sabinc L. Pinho
DR. W.%111 .O
43EDA DO.BARAO DA VICTORIA
-{I
281008
Alu;a-Bfc o 2- andar do s. Irado ra da Guia
o. 62, carado e pintado por '04; a casa v. B
ra do Riachuello, antiga do Destine a 20* (Boa
Vista) ; a de n. G no m smo correr por ItifOOO ;
em 8. Jos, travessa do Frei.is n. 4 por 16*000,
com 2 salat, 2 quartos, cosinbs, 1 soto, quintal,
est limpa ; a de n. 18 roa da Via-ferrea, com
2 salas, 2 quartos, eos nha e quintal, caiada e
pintada, por 120JC ; a chave acha-se junto, e
tiata-se na ra da Guia n 62
Luli de Franca Baptlnta dos
Satoa
Aquilino Porto e sua familia mandam celebrar
urna missa por alma de sen presado cunhado,
Luiz de Franca Baptista dos Santos, no dia 26 do
corrente, s 7 1/2 horas da maoh, na matris da
tacada, e para a qual convidam aos seus amigos
e es do finado.
D. (arlla Joaquina de Carra llio
Manoel Fernandes da Costa, Antonio Fernan-
des da Costa, Henrique Fernandes da Costa, Epi-
phanio Carvalho da Costa e Jos Ferreira da Sil-
va, agradecem a todas as pessoas que se dignaram
acompunhar ao cemiterio os restos mortaes de D.
Carlota Joaquina de Carvalho, e convidam seue
parentes e amigos para assistirem as missas que
por alma da mesma finada mandam resar na ma-
tris do Corpo Santo, no dia 26 do correte, s 8
horas da manb,. stimo do seu fallecimento, e
desde j se ontecipam em agradecer1 t ste acto de
caridade.
Profcssora
Urna senhora de boa conducta, habi itada em
ensinar primeiras lettras, trabalhos de agulha e
principio de msica 'piano), Jes^ja i mpreg-ir-se
em algum (ngeub > ; podendo, quem precisar, en-
tender-se no escriptorio ra lo Imperador n. 81,
sala da detras, que achara com quem tratar.
Compras por atacado
O Petiorai de Cambar
tem presos especiaes para a ruellos que compra-
ren! grandes porcoes. Distri3uem se impresaos a
quem os pedir, contendo as cnndicocs de vendas :
na ra do Marques de Olinda j y.'S drogara dos
aicos agentes e depositarios geraes
Francisco M. da Silva <& C.
JunO Jonquim Ribelro
1 auniversario
Joanna Mara Ribeiro, Jos Firmino Ribciro,
Caetano T. da Silva Ribtiro, Fructuosa F. Ribei-
ro Onttes, Rita M. de Amorim Rib.-iro e Antonio
O. Martina, viuva, filhos, ora e geuro de Jos
Joaqnim Ribeiro, mandam resar urna missa na
matris da Boa-Vista por alma de seu srmpre
lembrado esposo, psi e sogro, no dia 26 do cor-
rente, s 7 1/2 horas da manb, 1- anniversario
do seo passamento ; e para este acto de teligio
e caridade convidam oa seus parentes e amigos e
aos do toado, protestando Ibes seu reconheci-
mento.
As Pilulas Catharticets
Do Dr. Ayer.
A experiencia do tempo, applicado as Pllula Dr Vvor. i
Jerssl, ms nenlnimn outra medccina purganva tem
AS PlLLAS do DR. A !l conipleta-
..ventre com soavidade.e catlmulam e tor-
tilicamoioi- ..-nos.
As Pilulas do Dr. Ayer.
enram laHrSStBB e lmp I mnl'as
s.-rias c a miado tataes, cuforiuidadis. inotiradas
por aquellas desor:
ura .".s il tomafO, Fisatn a K'"*.
cujos ayinptoniaa sao as EnfermMadea da ivhp.
Ardor c Pego no E^tom.-nco. NaiiHen, ."l;ilc.
orea de Cabrea, Hlito 1 tii.lo. I-Vbr.' Biliosa
c Clica, I>r-s do esto .s|iaduas.
Indun6es Hydroplca, etc.,nada as allina
. :i promptl IJo como as PlLpxAS no
DB. Avkii: as qoaes sao ds grande ulilidiide no
curativo tas Hemorl-lioidaH.
romo remedio d< m tSBB egual.
PREPARADAS PEI.O
DR. J. C. AYER e CA.,
I.owell, Blas., E. U. A.
.,' nata >ias prim-Ipaes pharmacias e drogara.
Aluga-sc barato
ua Yisconde de Itaparica d. i\ armazem.
?az.
Roa Con nel Suassuna n. 141, quarto.
Ra do Rosario da Boa Vista u. 39.
Travessa do Carmo n. 10, leja.
Ra do Rosario n. 39
Ra do Calabouco n. 4, loja.
Tratk-se na ra do Con inercio n. 5, 1 andar
t-riptorio de Silva Guimares &. C.
4
.
Aluga-se
i grande sitio Tacaruna, no Salgadinhc, com bas-
tantes trras para plantBCocse muit'S arvoredos :
quem pretender dirjase fabrica Apollo, ra do
Hospicio.
Alip-se
um grande sitio, contendo as principaes fructas,
no Caldeireiro n 9, com boa casa do morada (que
foi do finado Mamede), tendo agua e gas, a qual
confronta com a casa do Dr. Alcoforado ; a tra-
tar na ra do Apollo n. 30, 1- and&r.
Aiii
a-se
a casa terrea na trav.'ssa Ja Ponte de Uch n.
12, com bastantes commodos para grande fami-
lia, com sitio murado e arborisado, b a agua po-
tavel para beber, deposito e banheiro de cim -nto
e bomba, fica a dita casa margem do rio Capi-
baribe, com banho doce temperado e salgado :
quem prefeuder dirija-se ao mesan sitio, das 6a
10 horas da manh, que encDntrar o proprie-
tario.___________________________.
Aluga-se
urna casa terrea em Santo Amaro das Sslinas, na
ra da Fundicao n. 25 ; nesta typographii, no
terceiro andar, achara Cosa qoem tratar. A casa
ti m 3 quartos bons, cosinha, 2 salas quintal com
arvoredos por 16000 mensi.es, est caiada e
pintada. ___________^_^__^___.
Ao commercio
O Sr. Secundino
Maurica nao mais
nosso empregado.
Francisco Manoel da
Silva 4r C.
Recife, 20 de Julho de 188?
-__-------------.
Tinta preta
INALTERAVEL
B
(OHH(\lllTIVt
PHARMACIA CENTR.A L)
38 Ra do Imperador 38
Pemnuibuio
Serr para escriptura^o mercantil e d tre
quatro copias de urna vea
f

Precisa se de um criado escravo, para urna casa
de pequea familia ; a tratar no caes da Compa-
nbia n. 2, escriptorio.
Aviso
Arrenda se o sitio da ra de S. Miguel n. 148,
com quatro meias aguas, urna cocheira, alguna pea
de coqueiros e mais arvores de frueto e capim de
planta, pronto a cortar, e tambero vende-se o
mesmo sitio e o capim : quem pretender dirija se
ra da lmperatriz n. 13.
Casas
Aluga se duas expelientes casas, com agua,
gas e bons sitios, ra dos Ouararapes n. 76, Re-
cife, e ra do Bemfica n 38, Passagem da Mag-
dalena : a tratar com Jos Antonio Pinto, ra
da Companbia Pernsmbucana n. 6.
MOLESTIAS
A familia de Jos Vicente Goncalves Torres,
agradecendo a todas as pesssss que acompanha-
ram ao cemiterio os restos mortaes drste seu in
ditoso prente, convida para ac missas, que pelo
eterno repouso de sua almh, manda resar no con-
vento dn S. Francisco, As v horas da manb de
26 do corrente, stimo dia de sr u fallecimento ; e
desde j confesss-se grata por mais ette acto de
religio > caridade.
C0RAGA0
Asma, Catarro
aTT.:R_A. CESTA
COM O EMPREQO DOS
Granulos Antimoniae;
D'PAPIUAUD
Mits* tiTsrml ii Ac>diMi di MMIdn Fsrft.
issrsniM stla mu st Iriim BruO.
fert-a* exigir sobre cada Frasco os nomee ds
B. 1C0T7S1-TIER St L. FAFZLLAT7S
D> PSITO OERAL :
Pairnacii BIGOM, ]S. rw Ctsiiluin. PUtB
Ka Pernambuco : WM" I. si SIlTi t C
Mudanza de escriptorio de advo-
cado
O advegado Luiz Lopes Castello Branco mndoa
seu escriptorio para 1 andar, segunda sala, do
sobrado n. 2 da rna estreita do Rosario, onde
pode ser procurado a horas do costante, das 9 lt2
em diante.
-----------------__________________________________ i
Caixeiro
Precisase de nm caixeiro que tenha bastante
pratica de taverna e> conduela afaneada ; a tra-
tar no pateo do Teroo n. 91.
I


Diario de PcmaiobucoTerfa-eira 26 ele Julho de 1887
0 FERRO
BRAVA1S
A peasam anmica a *n-
raquecidae por un etnpobre-
cimento do manme, 0. quem o
medico aoonaeha o emprego
do Ierro, eupport&o sem omn-
aacoalgnmas GOTTAS CONCt NTRADAS
de FERRO BRAVAIS, de
preferencia a qnaemquer en-
tro preparados err uginoeoa.
0 FERRO
BKAVAIS
nao prodnM colmbroa,
oanmaoo noestomago.nem CUar-
rhaa, nem conatipacoo. Nao
tem ambor algnxn, nem chairo,
a nto commnnica chairo nem-
hum agua,nemao vinho,nem
a qualquer liquido oom qoa
poda mar tomado. NUNCA.
ENNEORXCM01 DXNTB8.
0 FERRO
BRAVAIS
A Cera palUdoa, aOaigoo
too oommun entre aa mooaano
momento da ttjrmaodo, a Ano-
setio, a Chlaraaia, annnneia-
doraa da mor parta daa aTal-
ooaa ehrnloas.atocombatielas
oom m maior aOcacia palo
emprego regular do FERRO
BRAVAIS.
0 FERRO
BRAVAIS
Heetitue oto antigua a
eoloraeao que pordatt
pala molestia.
NUMEROSAS IMITAOOE
Exigir Arma
J. BBAVAIS
Imprimida vermelha
Dtpoiiw ia nr pin du ti'".
MARCA DE FABRICA
fSVWp*
m atunes* urrofNOsrmn
[t r w oumi Tim n Ltconcur onagre
Ere
ItXPORTATIONJ
VINHO
Dr Gabanes
KINA-CABANES
0 vintao do 9' c abane, submettldo i
approvai;So da Academia de Medicina de
Parts, fui ruconliecldo como um tanteo
enrgico, por encerrar os principios consti-
tutivos do Sangue e da Carne), que di ao
sangue tarca, visor e energa
Os Sur" D- Trouiieao, Onerard e Val
pean, professores da Faculdade de Medicina
de Pars, o receltam todos os das com o
melhor xito s mulleres enfraquecidat por
excessos do toda especie, t rabal/10, prazeres,
menstruacSo, edaae critica e amamentacao
prolongada. E' extremamente efflcaz contra
o Fastio, las digeitSe, Dyspepsias, Gastritti,
Tonturase Yerttgens
Da resultados maravillosos nos casos de Anemia. Chlorose, Pauperismo do tangue. Bs/eri-
Udadedas mulheres, Flores brancas, Perdas seminaes, Impotencia prematura, Smmagrecimento
geral, TUIca pulmonar, rebre tere, Zntermlttente, Palaitre, ndemioa e
pldemlcas.
O ?inho do X' Cabanes, pela energa de stia accao cordial, desenvolv as torcas, activa a
Circulacc do sangue c c multo rccommendavel para as conTaleacenoaa.
Faz oossar M vmitos Uo freijiientcs durante a gravidez, augmenta a secrecSo do lelte nos
nulrizes c d extraordinario vigor as crianciuuas de mama; gracas a influencia dos scus prin-
cipios tnicos, soberano Boa caaos de Diabetes, AtFecco da medulla, Hvsteria, Epilepsia,
Racialismo e em ni, em turtos os casos em que c preciso recorrer i um tnico poderoso, que
d vigor e restaure as furras dos doentes.
Como aperitivo substitue com grande vantagem os lquidos perniciosos como abslntho,
vennouth, etc. E" um preservativo apreciado pelos viajantes e marlnhclros, como anu-euide-
mico e antidoto da febre amarella, Vomita e outras Molestia troplcae.
Deposito feral: TROETTE-PERRET, 264, bonlevar* Veltiire. PARS
Deposito* em Pernambuco : FRAN H. da SILVA e C* e as prlnclpaes pharmaclaSi
MOTA. Para evitar as contrifacetos, ao as dere
acceitar at garrafas qui tirerem incrustadas no ridro
aa patarras : Vinho do D' Cabana, Para, e
otra oa rtulos, tiras de papel que enrolrtm o
lrgalo e a marca de fabrica,
a assignatura do D' Ca-
banas e o sello de garant*
da Untlo do* Fabricaatta. *j *
& *W* a.
le papel que enroirem o
DE

WOLFF& C.
N.4BA DO CABGA'-ll.4
i
Veste milito conhecide estnbelfcimen-
lo encontr> r respeiUtvel imiI-co o nial*
variad 9 ampielo sartiaaento de JOZ.%**)
receidas sempr di rectamente das mellio-
res f hricantes da Kurapa, e |ii > primana
pelo apurado nosto do mando elegante.
Ricos drrecits completos, lindas pulael-
ra*. aifinetea, volta i de ours eravijadas com
brilla antes, ou perolas anneis, cacoletas,
botdes e ontros mnltos rticos propria
dente generes.
ESPECIALIDADE
Eua reoslo de ours, prata e nickelados.
para lim n, senhara* e m* nios dos al.
u-r." til-ido fabricante da Kuropa e Ame-
rica.
ara todos os artigos desta casa garan-
t-s* a bd qual fade, avsim como a mod ci-
dade nos precos t|un mu* sena rompetaela.
Wsl casa tamb-m concertarse qnal-
quer bra I ouro ou prata e tambem rela-
glofi de qualquer qualidade que seja.
4"Ruj do Cabug4



Lotera da Provincia
EXTRAGCIO A.--DO HRRENTE
Acha-sc vci.da a 8.a lotera a ben -
flcio di rreja de S. Pedro do Recife, que
ter lugar no consistorio da igrej i de ossa
Scnhora da Concei^o dos Militares, onde
estar o expostas as espheras em orden? nu-
mrica, para seren examinadas.
Plian acia central
**
> pharmaceu
do Baro da
na ao lupealor
Joa Franciico Bittencourt, antigo
tico da pharmacia franceaa 4 roa
Victoria o. 95, avisa a eos amigos e fregueses,
que ae acha na pharmacia cima, onde espera
continuar a merecer a confianca que felizmente
depositaran) em seus trabalhos proteisionaes.
4 Revoluto
VENDAS

nOGG, Fhmi-tmmeeutiea, B, rmm CawMgHtma, PAM IB
OLEOFIGADO BACALHAO HOGG |
Sem chelro Bm gosto dos leos de Fig&do de Bacalhao ordinarios.
Este Oleo natural e poro de orna efflcacldade certa, contra as Molestia do Folto,
a Tlaioa, Brononltla, Oanatt>afa. Toe onrnleas, Tumor grlandalarlo 11
6 tamben efflcaz para fortiaoa as Orlanaaa fraoa e delicada.
Dtve-at exigir o norte de UOde, de mal o certificado do Sfir lesuluh, Cktft dos
TrabolMn Chimicas aV> FactOtUde de Medicina da Porit, em Osar vltre tHa#:lar.- o SUS ts B*U rondo-ae em todas as prmdpaes Pbnmnaclas.
ATIB0.-Mm*tm*n na ratwto Mil* awml da issino Wremaam.
= Vende-se as principaes livrarias desta d-
dade metbodos para plantar com vantagem cacao,
caf e tamo de Havsoa, e forma do benaficiamento
para ezportacSo, por Joao Pernandes Lopes
Preo-)1*000. ^____
Vende-se ama aimacao inglesa, toda tona-
da, assim como nm grande registro novo para
gaa, arandellas, encansmentos de cbpmbo e um
bom deposito de ferro : na roa larga de Rosario
onmrro 38.
7 Vende se ama bonita armacio, para qaal-
quer negocio ; na ra de t. Joio n. 17.
Vende-se nm piano bom : a tratar na roa
Direita, na loja do Sobrado n. 60.
CAVALsVt
Vende-se um cavallo de sella bastante gorao e
grande, castanho andrino, andador de baizo a
meie : n tratar na ra da Boda, coebeira de Jos
um.
RECLAME
Urna experiencia
0 GRANDE ARMAZBiM
DO
LOUVRE
A' RA PRIMEIRO DE MARCO N. 20 A
(ESQUINA)
Reaolvendo liquidar grande varedade
de artiges por prejrs incontestaveia, cx-
I pem a apreciajSo publica os seguintes ar-
I tigos :
Popelines de seda a 500 rs. o covado.
Setins de cores a 800 rs. o covado.
Cambraias bordadas com salpiuos de cor
a 60000 a pega.
Midapol3e8 de 7(5 a peca por 5)5500.
Meias francezas para horaem a 7J0G0 a
duzia.
Bordados tapados e transparentes de 500
a 1j5500, aom pequeo defeito.
Cortes de cretone por prejns sem com-
petencia.
Loques transparentes, grande novidade,
2^000 um.
Ditos de setim a 50000, vale 8,5000
um.
Cachemira de dina larguras de 10000 a
10400 o covado.
Em contlnoaco :
Z-phiros de urna s cor tecido lgr
320 rs. o covado I! !
Brim pardo Uso 320 rs. o covado.
Dito dito tecido de esguiSo para vestidos
500 rs. o covado, grande pecbincba I
Lencos abainhados 2(5 a duzia I 1 I
AlgodSes lisos industria nacional
a pec>.
Camisas de cretone com pequeo defei-
to 20000 11
Esteiraa americanas com ligeiro toque
de avaria 10200 a jarda grande pe
chincha I I !
Arlfgos exclusivos
Lindissimos cortes de case mira para cal-
ca padroes de apurado gosto 1 1 1
Especialidades em eatractos como sejam:
Ritta Sangalli, Porte Veine, Guarany,
Brisa de las Parop-, etc. etc
Plastrn de .-ores claras e escuras
sui generis na especie e muitos outros
artigoa recommendaveis p"l> aprimorado
gosto e qui.lidade.
SEMPBE NOVIDADES
\o armazem do l.ouvre
DE
Francisco Gurgel i rrmao
A' RA PRIMEIRO DE MARQO N. 20 A
Esquina
O 48 Rn.1 49 Dn<|ne de Caxlas
Tendo recebido nm grande sortimento
do fazendaa que vende 3om 25 [0 de me-
nos de que em outra quslquer parte.
Veuham ver para rer
Damass de seda a l Setins lisos a 800, 10000 o a 1 0
Lionayse fazenda tram prente a 150000
apeos.
Organdis bordados a eeda, ultima mo-
da a 160000 a dita.
Etamine bordado, alta novidadade a
100000 a dita.
Cachemiras bordadas s seda a 700 ris
o covado.
Ditas pretas a 700, 300, 900, 10000,
10200, 10400 e 10600 o dito.
Ditas de cores a 800. 10000 e 10200
o dito.
Fustoe* brancoa a 400. 440. 500, 600
800 o dito.
Ditos de cores a 240, 320, 440 e 500
ris o dito
Amor da China fazenda de novidade a
400 ris o dito.
Lindas alpacas de corea a 320 rs. o dito.
Lindas lans de quadriniios 400 rs. idem.
LinSes com salpicos a 640 ris o dito.
LindoB setins de damasiis a 320 ris, o
dito,
Orurgurinas de listrinbas a 320 ris o
dito.
Z tiros escocezes a 200, 240 ris o dito.
Crotones para coberta a 320, 360, 440,
o 500 ris dito.
Creps idem iiem a 700 e 10000 o dito.
Cambraia bordada a 50500, 60000 e
60500 a peca.
Veludilho liso e lavrado a 10000 o co-
vado.
Dito bordado a retroz a 10800 o dito.
Colchas bordadas a 20, 30, 40, 40500
50000 e 6000 urna.
Cambrai* adamascada 11 110000 a pega.
Toilets para baptisado a 100 e 140OOC
um.
Cortinados bordados a 60, 70, 80, 90000
o par.
Dito de crochet a 500000 o dito.
Meias para homem a 20400, 20800 at
100000 a duzia.
Ditas para senhora de 30 a 150, idem.
Guarnicoes de veludilho bordados a vi-
drilho a 60 urna (alta novidade).
Cobertas forradas a 20800 e 30 urna.
R"nda do Japao a 200 ris o covado.
Madap&lSo Gema e Pella de Ovo a
60500 a pesa.
Damasco de la a 20000 o covado.
Pao da costa a 10400 o dito.
Longos brancos e com barra a 10800,
20 e 20500 a duzia.
Chales-de cachemira a 20000 e 10-100
um.
Aaquinhas a 10800 urna.
Fechas a 20, 30, 40, 50, 60, e 70000
um.
Muitos outros artigos que vendemos cem
25 |0 de menos do que tm outra parto.
Henrique da Silva Moreira
A LOJA DAS LISTBAS AZI ES
61-A' RUa DUQUE DE CAXIAS 61
Telephonc ll
Receben as seguintes fazendas de novidade
Velludo de seda preto liso e com bordados de
setisa.
Velludilhos pretos e de cores lisos e lavrado
com contas.
Setins lisos e com matis de corrs a 800 e 1 000.
Renda de seda bespanbola preta, branca e creme
e com bico.
Cretone*, alta novidade, a 320 ris, cores se-
guras.
PercalesJulinha e Naninha a 240 ris.
Lis de quadrinbos escaras com matiz a 320 ris.
Meti de qnadrinbo imitacio de seda fazeeda
larga a 300 ris.
EsguiSo pardo infestado para vestidos puro linbo
a 360 ris.
Brim pardo para ronpa de mininos a 320
Bramante du quatro larguras a 800 ris.
Magdalena morim americano fabricado especial-
mente para aLija dss Listras Azues a 7000,
com 20 varas, (vale 10*000).
Lavas de pellica e de seda a 23 e 2*500 o par.
Bicos brancos e creme eom matis a 2, 3*, 4*
c 5000 a peca.
L"ques transparentesNovidades a 2*000.
2*500 e 8*000.
Baleias a 300 ris a duzia, melbor qaalidade.
Contas para enfeite de vestido, todas as cores a
800 ris o masso.
Oleo oriza verdadeiro a 900 ris.
Lencos brancas de Bretanha a 2*, 2*500. e 3*
a duna, em cairas de fantasa para presentes.
Extractos Ados, arrafas com inscripcoes para
presentes a 2|000 e 3*000
Amoatraa eia penbor
A FLORIDA
Jos Augusto Dias
Bom emprego de capital
Vende-se ama p*daria com seas perteoces, lo-
ealisada no melhor ponto da capital. O propie-
tario da mesma vend- per ter de retirar-se para
fora da cidade; a tratar no Ces do Apollo n. 67
AS
Enfermidades Secretas
BLENORRHAGIAS
GONORRHEAS
FLORES BRANCAS
CORRIMIENTOS
recentes ou antigos sao curados em I
poucos dias em segredo, sem rgi-
men non* tisanas, sem cncer nem
molestar os oreaos digestiros, pelas|
e injecgo de_____
KAYA
DO D0UT0R FOURNIER
Cada Pilula ttm gravade tbva, mn^,
PILLAS, 6 FR. INJECCiO, 4 FR
PAHIS, ga. Placo de la Madeetne
ledilha it ODRO, Pirii 1885
le'teine |
1
Rus Duque de Caxlan n. !
ADMIRE MI
Ciatos modernos a 10000.
Luvas de pellica a 2^500 o par.
dem de seda a 2,5000, 21500 e 3000 n.
o par.
Fitas de velludo a n. 9 a 6r000 r 5
400 rs. metro.
Albuns de 3000 at 85000.
Ramos de flores fina a 1-5500.
Luvas de escocia para menino, lisas, e bor-
dadas a 800 rs. e 10000 o par.
Porta retrato a 500 rs. 10000 1#500 e
20000.
Anquinhas de 10500, 20500, e 30000 urna.
Plisseis de 2 a 3 ordem a 400 ra. 500 rs.
e 600 rs. o metro.
Pentes para cc com inscripcSo.
Enchovaes para baptisado? a 80, 90, e
120000.
1 Caixa papel e 100 envelopes por 800
reis.
Capellas e veos para noivas.
Suspensorios americanos a 20500'
L3 para bordara 20800 a libra.
Esto] os para crochet a 10000.
Bicos de cores com 2, 3, 4 dedos de lar-
gura a 30000 40000 e 50000 a pega.
Lindos broches a 30000 10000 e 500 rs.
LequeB para menina a 200 rs.
Linhas para machina a 800 rs. a duzia.
Garrafa agua florida a 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs. um.
Bicos brancos para setineta, cretone e chi-
ta para correr baados a 10000 10500
a peca com 10 varas, e barato.
Albuns de chagrn, velludo e velbotina
para 50 e 60 retratos a 60 70, e
80000 um.
Meias de escocia para senhoras a 10500 o
par-
Lencos de linho um lindas caixas.
Bicos das ilhas muito fino proprio para toa-
lbas e saias.
dem brancos com 5 dedos de largura a
30000 a peca cora 10 varas.
Caixs8 com sortes de jogo de mgica pro-
prios para salao a 50000.
Sabonetes de diversas qualidades a 120
200 e 500 rs.
Boleas de couro para menina de escola.
! Grande pechincha era espartilbos de linho
! 30000 um.
Lindas pastas de 500 rs 10000 20000
30000 e 60000.
' Cartciras para guardar sedulas de 100000
a cem.
Ditas letras com os repartimentos de Ja-
neiro a D'-zembro.
BARBOZA & SANTOS
Cofres
Pechfnchas!
Ka antig casa Carneiro da Gunha
Admiren.!
t' finetas lavradas, lindos padro: a a 280 rs. o co-
vado !
Pustoes brancrs, novos desenhos, a 320 e 400 rs.
o dit' I
Esplendido sortimento de lindas las para vestida,
a 400 i' 440 rs. o dito !
Cachemires felpudas a i* a dito 2 larguras.
Mirins pretos e de cores a 800 re. o dito idem.
Veludilbos de todas as crer, bordados, a 1*000 o
dito!
Cr. t ne de eres firmes a 240 o dito bom ve-
rem.
Damasco de 13, 2 larguras, proprio para capas
de piano, a 2* o dito !
Pannos do lindos desenhos para mesas a 1*600 o
dito !
Cortinados b' rdados, riquissimos, a 6* e 7* o par!
Gusrnicoes de crochet para s fA' e cad<-iras h 8*!
Camisas brancas inglesas a 36* a duiia !
Ditas de ertoae finas a 24* a dita !
ti'roulas b rdadas a i2* e 18* a dita !
Lencos t-m lindas caixinbas a 3* a dita !
Meias arrendadas psra senhoras a 6* a ditn I
Chapeos para senhoras e enancas a 2*510, 5* e
6*000.
Espartilbos de couraca a 4* t 5*.
Brim pardo lona a 360 rs. o covado!
I em brnnco n. 6, de linho a 1#5 Tapetes avelbd;.d s a 12*. 15* e 22*.
Superiores redes com 4 punb-s a 12* 14*.
C lchns francezas a 3* urna.
C bertas de gangx, 2 pannos, a 3* !
Idean de setinetas finas a 3*500 !
Leofl) s grandes de bramante a 2* !
Cambraia Victoria de 10 jardas a 3* a pe;a !
dem c m salpicos brancos e de cres a 5*, 5*500
e 6*, 10 jardas !
Madap loes pelle de ove a 6*2(;flf24 jardas.
Cauisis e SHas para senh >ras por todo o proco
Bordados de Cambraias finas a 1* a peca.
Fi-hus e capas de la a 2*, 4* e 6*.
Sortimento de casemiras, cheviots e pannos por
preeog baratissimos
Grande deposito de fasendas para os Srs. nego-
ciantes do centro, tendo descont as vendas em
grosso.
59-HUA DUQUE DE CAXIAS-59
Cobrado a vender-se
Vende-se o sobrado o. 87 roa da Aurora, em
frente a ponte dt> Santa Isabel ; qnem pretender,
pode entender-se cin o corrector Pedro Jos Pin-
to, na praca do Commerclo.
Carlos Sinden receben e vende barato por ser
de consignacito tres cofres, prova de fogo ; na
roa do BarSo da Victoria n. 4".
Livramento & C.
vendem cimento port'and, marca Robins, de 1
qualidade ; no caes do Apollo o. 45.
WHISKY
KOYAL BLEND mar V1ADU
Este ezcellente Whisky Es(sses -eriv
10 cognac ou agurdenle de caima, para ortifici
3 corpo.
Vende-se a retalho nos tu lbores armaiens
ijolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cojo n
me e emblema sao registrados para todo o Braal.
BROWNS & C, .(rentes
HbOBBU
moflais^
Pi^ CLERY
60:000^000
Corre a '11 do crrante
Em beneficio da lostrucco Publica da provincia
Esta lotera diyidida em partes
Exlracfo da lm parte da Ia lotera
Bilhetes venda na Roda da Fortuna, ra
Larga do Rosario n. 36.
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade de Medicina de Pars. Premio Montyon
Vende-se em toda a oirta
Chalet para vender
Vende-se nm elegante e bem construido chalet,
sito tm Parnameirim em frente ae'tacao da via-
ferrea do Ap'pucos, com commodos suficientes
para qualquer familia, cm a,;ua e gis encana-
dos e um b m sitio, por preci ratoavel ; a tratar
na ra to Barihil'.meu n. 40. ______
Terreno
Vende-se um terreno confronte a estacao do
Principe, estrada de Joao de -atros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes feos, e com alicereee
para 3 casas; tratar na raa c.'Apollo n. 30, pri
eiro andar.
Ch prcto superior
Carlos Sinden recebeu pelo iltimo vapor e con-
tina a vender sem competenc a ; na ra do Ba-
rao da Victoria n. 48, loja de ultaiate.
Pos Sanciorum
Vende-se esta obra em seic voluntes, nova, e
por pre(c comm.ido ; na cnoatjernaco da Congre-
gacSo, casa do Candido Simoee.
rolariulios e pnnhos de
sclluloide
Carlos Linden recebeu pelo ultimo vapor, e
vende baratistimo ; na ra do Baro da Victoria
numero 48
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Gamphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccOes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitacoes do Coragao, Epilepsia, Hallucnaco.
Tonteiras Hemicrania, Atfeccoes das viar; urinarias et para calmar toda
especie de excitaco.
tt Urna explicado detalhada acompanha oads Fruco.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN Se Cu
de PARS, que se encontrao em casa dos Droguistas et Pharmaceuticos.
Vende-se um rico pao deties cordss, em per.
feito estado, antrr o mais mederno, por mdico
pre$o ; a tratar na ra da Palma n. 69, junto do
sobrado, das 11 horas ao meio dia.
LOTERA DO CEARA
15:000^000
BXTRACQIO INSTR&NSFERIVEL DO U.' SORTEIO D l' LOTEBIA
a 25 do corrente
Os bilhetes desta acreditada lotera
acham-se venda as seguintes casas: Roda
da Fortuna, ra Larga do Kosario n. 36;
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco
n. 23
Tele^ramnia o lisia no dia da extracto
ALCATRAO DE GUYOT
GODEON DE GUYOT
O Aietri le dnjmt serte para preparar nma agoa de alcatra6, muito etcazj agradatel ao>
mais delicados estmagos. Purifica o sangue, augmenta o apetite, levanta as forcas e efflcaz em toda, u
doencas dos pulmos, catarrhos da bexigoa e affeccos das mucosas. ^ hnqnitM de Franc*
O Aicairo de (Gaye* foi experimentado com vantagem real, nos principies nospitaes ae moca,
Durante ocalors e em tempo epidmico urna bebida higienice e preaerradore. m a fidre beata
nara nreparar doze litros (Puma bebida salutarissima.
0 Aicatrla e iuyoi Al lili \114 O vendidom ridro traxende
no rotulo e com trez cores a assignatura : _____
Vend a ?rej *a mumr parte daa Pharaaaclaa. Wmmnr^Bm ttm
: Ca*a L. FKLUE !, efmec a, rHa.
f^
4-;-




I
k


8
Diario de fernarabacoTcrfa-fcira 26 de Jullio de 1887
ASSEHBLEA GERAL
ClHlItl O* DEPl'TIDOS
SESSO DE 8 JULHO DE 1887
OBgAMEKTO DO MINISTERIO DO IMPERIO
(Concluao)
O Sr. Mattoso Cmara d un aparte.
O Sr. Andrade Figueira respondo que
O que a Cmara vot u nlo ple vingar
0 voto da Cmara pode ser ruuito respeita-
vel, mas, est sujeito a revisa, o para Uto
que ha tres termos de discuss.'oe votago.
O governo pede 500:000, dando des-
tino para todas as verbas, e a Cmara ap-
plicou deste 500:0000 250:G0lJ ; apenas
ficam 250:000$ para o governo, que evi-
dentemente nlo pode acabar as obras em
andamento, fazer os concertos de que ca-
recem os palacios do presidencias e os
episcopaes, secretarias e outros muitos edi-
ficios. A Cmara poda augmentar a ver-
ba, si quera attender Faculdade do Me-
dicina. Porm ba de sujeitarse corree
glo do papel Senado. A corrigenda ei
bem applicada e o orador ser o primeiro
a applaudil-a. (Apartes.) Entretanto, o Se
nado augmenta despezas, vota novas, abre
crditos, nlo faz caso desta Cmara, s ip-
prime economas qua sao fetas na Cma-
ra. (Apartes.)
O Sr. Carlos Peixo-to: Devemos r
protestando.
O Sr. Andrade Figueira diz que os pro-
testos nao valem nada; a questao o vo-
to do nobro deputado.
O Sr. Carlos Poixoto : O meu voto j
foi dado nessa mesma questlo.
O Sr. Andrade Figueira pede que seja
dado sempre.
O Sr. Carlos Paxoto: -V. Exc. propo-
uha a emenda suppressiva.
O Sr. Andrade Figut-ira nao propon,
porquauto nlo saba si passar. Si o no-
bre deputado quer ter com o Senado, a
Cmara telo ba qualquer da entao, o
orador conta com o voto do nobre depu-
tado.
Passar a considerar o ultimo grupo de
verbas.
Na verba Archivo Publico Nacinnal se
poderia fazer economa, porque em toia a
parte do mundo o Archivo Publico est en-
tregue Bibliotheea Nacional; ainda quau-
do nao bouvesse nos paizes estrangeiros
este exeuoplo a imitar, nada embaragava
essa medida. O Ar.hivo Publico nao tem
tanto desenvolvimento qua exija urna re-
partiuao especial ; poda constituir urna
sccglo da Bibliotheea Nacional onio se
guardassem os documentos do ar ehivo como
so guariam outras raridades de vros, es-
tampas o manuscriptos de autores nacio-
naes.
Ne.n por isso o a- chivo deixara de exis-
- tir, ao passo que a despeza diminuira
muito ; o pessoal seria o mesmo da Biblio-
tbeca, com un pequeo accrescimo de
iltMH cu tros eaipr-gaios. Foi urna daa
emendas do orador, proposta nesta casa,
rejeitada pela situado lber! e que espe-
ra violador.
O Instituto Histrico tem 9:O0O,-5 de que
no precisa, porque mais rico do que o
Imperio do Brazil; tem puucas despezas e
possua ura patrimonio m apolices,
Brazil deve os apolices que tem
Lyeeu da Artes e Offieios.
receia que este estabelocimento,
souro e tambem a respectiva commisslo fes mais do que remunerar urna despeza
da Cmara tomom essas contas. Entre- que at aqui era bem ou mal feita pelas
tanto, urna despoza que se vot* annual- cmaras mucicipaes.
mente, de que a Cmara nunca teve con- O que santa que a Ilustra opposigo
tas e de que nenbum ministro, pelo que nao achassa seulo motivo de louvor n'eate
consta, jamis as tomou igualmente. aseanhamento de despezas publicas. (Riso.)
Si o Lyoea quer se resignar a perfilar- O Sr. Aff jnso Calso Jnior: Nao
e o
emittido.
O orador
devido I
se nessas suecursaes do Thesouro, entao
tome posiglo, frmese (riso) ; mas querer
baptisar-so como instituiglo de iniciativa
indivilual, cantar isto em prosa e verso
e, entrotante, querer viver costa do Tro-
souro, sem dar contas, nlo, isto nao ple
ser. E' preciso qua o governo tome lhe
centas. (Apoiados.)
O orador pretendo votar contra essa ver-
bo, cuja suppressio j propoz por mais de
uma vez, emquanta as cousas nlo se escla-
recessem. Com o seu voto a mes:na ver-
ba nao sa aokha definitivamente no orga-
raento.
Paasa ao grupo das verbas da saule
publica.
Deplora profundamente que nao esteja
presente o nobro ministro do Imperio; pois
que queria fazer era sua presenca os elo
gios s suas intengoes, a que S. Exc. tem
pleno jus ; o as censuras aos sea actos, a
que tem igual dircito. A's sua iutengSes
porque o nobro ministro supp3a que con
as medidas (!> saneamanto afugentou c
cholera-morbus, a febra amarella, a diph
tera e todas quantas molestias epidemioai
ou pestes aprouvo Providencia soltar so
bro a humanidade.
A intengao muito ouvavel, porque
realmente o governo, qua, por forja do
decreto e avisos, tivesse afugontado i.
peste, seria governo digno de ser adorado,
como o das idades pagas.
Quante, porm, ao actos do nobre mi-
nistro, o orador tera censura a fazer-lhe,
p rque acha qua o qua ha de ouvavel ala
smente as ntengSes de S. Exc,
mais ; os seus actos esto sujeitos a
suras mais graves.
Primeiro que tudo aa inteng5eB
inuteis, porque apezar de S. Exc. acredi-
tar que, forca de decretos e de avisos,
afugentou o cholera, o f*oto histrico
que o cholera esteve 6 dias no Rio de Ja-
neiro, no vapor Perieo, qua o introduzo
depois na Repblica Argentina. O facto
histrico e dizem tambem (o que nlo
est bem averiguado, mas parece prova-
vel) que alguna cadveres de cholenco fo-
rra atirado3 por eiae vapor noasaa
praias, donde o orador infere que, si o
cholera nao espalhou no imperio, nao foi
por forca dos decretos e dos aviaos do no-
bro ministro, foi parque a correte dos
ventos o enoaminhou para o Rio da Prat',
deu-lhe aquella direcglo.
O nobre ministro pretendeu sustentar
doutrina diversas a respeito do lazareto.
No principio estabelece doutrina para com
bater aquellas que pedia m o fecbamenso
dos portos, em cujo numero cstavam raa-
di :os distiectos o quasi toda a imprensa (la
corte. S. Exc. resisti, estabelecendo o
systema quarentenario da experiencias, d ts
exposicoos, das umigagSes e de toles es
ses ingredientes, que custaram muito c'i-
nheiro ao Thesouro ; mas no dia do pan-
go, em meados de Dea nobro, quando as
victimas no Rio da Prata cahiam aos cen
tos, S. Exc. ainedrontou-se e abandonou
em um momento a sua doutrina, enviando
ao inspector do porto o famoso aviso em
nado,
cen-
torau
apoiado.
O Sr. Andrade Figueira nlo ouvio sa-
nio louvoras (nao apoiados); ouvio at loa-
vore da nobro opposigo s despezas que
ella diz que se ten feito com a imprensa
assalariada.
O Sr. Affonso Penna : A quem V.
Exc. ouvio isto ?
O Sr Andrade Figueira lembra qua o
Sr. Matta Machado, que iniciou este de-
bate, dsse qua o governo tinha o dircito
de gastar. O orador, porn, protesta, con-
tra semelhante theoria.
O Sr. Aflbnso Penna : -Eu declaro a
V. Exc. que censuro ogoerno polo muito
desperdicio quo tom feito dos dinheiros
pblicos pura desiompor a opposigo.
O Sr. Andrade Figueira accrescenta que
a censura tem lugar ainda quo fosso para
elogiar a opposiglo, porque realmanta o go-
verno nao tem motivo para descompor a
opposiglo, que se tem mostrado to acom-
modaticia que nao merece senlo louvores.
(Riso e apartes.)
Passando ao ultimo grupo de verbas
deste orcamento, diz que a de obras 6 ura
verdadeiro poema ; um poema de pedra e
cal, poema de marmore que recorda aquello
dito de Augusto, outro imperador romano
que tinha recebido urna Roma de tijolos e
deixava urna Roma de marmore.
V. Exe., Sr. presidente, diz o orador,
que parlamentar an'.igo, qua com o ora-
dor entrou, j l vio 20 anuos, para esta
Cmara, ouvio algn dia fallar n'esta casa
do um projecto de creacSo de universidade,
de approvaglo de planos, de despezas de
12. 003:OjO,JOOO para esta instituiglo V O
orador, p la sua parte, nunca ouvio. Ou-
vio fallar-se em creaglo do um estabeleci-
mento para meninos cegos, sto em 1876
ou 1877, se nao lhe falha a memoria. Ou-
vio tallar, depois, na compra de um ter-
reno, pertenconte Santa Casa da Mise-
ricordia, para creaglo de urna Faculdade
de Medicina, ouvio fallar em verbas para
essas obr .s. Foi assumpto de discusslo
em 1882, e o orador e seus co religiona-
rios bateram so como leSes, como entao se
batiam contra essas desperdicios. NIo ha-
via anno em que se discutindo esae as-
sumpto, o orador nlo viesse carga con-
tra elle. Mas que cstivessem planejadas,
com detalhes, obras para creacSo de urna
universidade, para o orador urna verda-
deira novidade. Pois bem ; v
stituir um ensino para educar os ouvidos.
Mas o orador nlo gosta dossas novidalea,
principalmente quando ellas custam tanto
dinheiro.
E' o maior a'.tentado qua se poda ima-
ginar, este ; de urna projectada Universi-
dade, de que nunca se fallou as cama-
ras.
O Sr. Mancio Ribairo : E o norte l
est abandnalo 1
O Sr. Andrade Figueira : -Mas V. Exc.
quer culpar o sul por essas tactos? trro-
ga o orador. Os ministros que ord^naram
as obras deste edificio sao todos do norte.
E mais : percorrando-se a lista das ooras
que mais dispendiosas ti n calo ao Esta
do nesta corte, vr-so-ha quo qua3 todas
Has sao devidas a filhos do norte.
Dir mais ; 03 ministros econmicos des-
te Imperio tan sido os fluminenses.
Na situagao liberal, o Sr. Eduardo do
Andrade Pinto ; na situoslo conservadora,
ninguem foi ruis econmico do quo o Sr.
Visconde de Iiaboraby (apoiaio3) e]masmo
?o miuisteiio actual, ain la que nlo seja tito
correcto como o orador desejava, o Minia-
tro da Fazsnda o raois econmico de to-
dos os seus collegas.
Deixemos, porm, diz o orador, estas
questces de provincialismo.
Em todas as provincias ba homens se-
veros o homens relaxados (apoiados); ha
verdaderos patriotas, e outros que site re-
laxados porque supp5em que com isso do
uma prova de patriotismo.
E' muito provavel que os autores dessa
univeraidade estejam na firmo convccao
de que metteram uma lauca em frica,
praticaram um acto de civismo concorren
do para Iluminar o Imperio com a aciea
cia. O orador est convencido de que
elles pensam assim. Quir, pora, arre-
dar a suspeita de sobre 03 fluminenses, por
qua fluminense e nlo quer participar
dola. Tem o devor de defender os seus
comprovincianos, que, si sao mais gastado-
res do quo deviam ser, todava ti n-so mos-
trado os mais econmicos dos estadistas do
Imperio. Ha outros prdigos, o orador os
conhece; mas esses nunca governaram.
Os que ten governado, e muito despm-
dido, sao todos do norte; sao elle3 o au-
tores das grandes obras na Corte.
O orador, quando ouvio o nobre depu
tado pelo Para fallar em uma das ultimas
SCSS0 3S a este respeito, indicando difieren-
gas entre norte e sul, dosejou desde logo
destinar lhe uma pasta, porque era o caso
do ter a corte mais um estabslecimento im
portante. (Riso.)
Ainda hontera o nobre deputado pelo 1
d8tiioto da Baha fez uma allusao alta
terse o governo pala despeza de.....
10.000:000$, sem scieaa do poder Le-
gislativo para uma uma universidade, qua
assumpto muito complexo, o sobro o
qual o governo nlo tinha o direito da re
solver por sua alta recreaco. (Apoia-
dos.)
Nlo negar, todava, verba aquellas des-
pezas ndispensaveis, que nlo entendem
com a famosa universidade.
Manifestando assim os sedimentos que
o dominara em relagao ao orcamento do
Ministro do Imperio, declara que, si o go-
verno quizer fazar economas serias, que
em nada desorganizara o servigo, e p lo
contrario o habilitarlo a fazer raelhor a
adinin8tragao, acha que pode econonisar
nesta ministerio nlo menos 2.000:000)5,
para o qua comprometa se a fazer a de-
monstraglo ; e, si o governo quizer levar
a sua pnixilo de economisar at o ponto
que pode ella ebegar, entilo poder econo-
misar uos 3.000:000/J; mas, si nao quizer
fazer nada, que aHo faga, porquesua al
mi, sua palma.
(Muito bem ; muito bem. O oador ga-
ramente compriraentedo palos Srs deputa-
dos.)
VARIEDADES
iniciativa individual, comece a atrophiar,
aninhado, corno so acha, no ornamento do
Estado. Quando se falla em iniciativa in-
dividual entre nos, vem logo collecgao
o Lyceu de Artes a Oficios ; nao se falla
em outra cousa ; raas nao exacto que se-
ja inantido pela iniciativa, mas ba muitos
annos que custa 50:000$ aos cofres pu-
l os.
U orador acha mellior supprimir a ver
ba ara honrar a obra da iniciativa indi-
viso.)
E' preciso concordar os nomes com as
cousas. Si o Lyceu passa por ser
ciativa individual, como qua
de ai
o Estada
despende cora elle unnualmente 50;000# ?
E' uma repartidlo publica ? Si entra
no orgament >; preciso que se tome coa-
tas da' sua despeza, preciso que o Tbe-
FOLHETIM
JOS LA RONZA
POii
JACi > FLOT E PEOB ) M
QU1XY. P.iBTK
que dizia que si nos vapores provenientes
dos porto3 infeccionados occorree, du-
rante a viageir, algum caso de morte por
effeito da molestia, o inspector consultasse
o governo afino do tomar uma providencia
que nao poda ser senao impedir o desem-
barque at mesmo no lazareto, e si o caso
fosse tao argente que n5o pudesse cons al-
tar o governo, o inspector do lazareto e o
inspector do porto tomassem as providen-
cias que cntendessem convenientes
Ora, o que isto senao o feeharaento de
portos para o caso de haver fallecimento
da cholencos a bordo T Pois isto exacta-
mente o que 30 pedia som ser necessario
fazer se esta enorme tnjommenda da ob-
jectoa para o lasante, que custaram ao
Thesouro muitos contos de ris.
O orior leeUra que aqui nlo houve
servigo re..!, porque o nobre ministro nlo
Pois bem v agora que' admnistraglo do Estado e a urna copora-
existe esse plano, que a obra forara ap gao fluminense, que ama verdateira in
provadas e qua a ellas j se deu comeQO, ustiga. S. Exc. disso qua o commerc:
tendo-se gasto mais de 1.000:000,5000 e 1 da corte nlo re lamou contra a tarifa
sendo preciso, para concluil-as a quantia I vamente posta em vigor, porque natural-
de 10.000:0000000.
Onde est o voto do parlamento para
creagao desta universidade ? pergunta o
orador. E mesmo se o governo consegus- Ba
so sorrateiramente fazer essa edificio de
marmore, se elle o mandasse fazei cuata
dos cofres publico, t5o depauperados,
dindo o Corpo legislativo por meio de ver
bas de 50 e de 100 contos annuaes, ain
da assim n2o poderia conseguir d'ahi ne-
nhuma utilidade. Que aulas poderia abrir t
Segundo uma organisagao preliminar para
diatribuigao das materias de ensino que
so poderia .dar ao edificio aa necessaria
acommodago'es.
N'um plano que o orador v diz-se que
menta tivera oonhecimento das suas dispo-
sigSes antes de serem publicadas, o qua
nlo aconteceu s provincia. Esta allu
sobie
injusta.
ser injuriosa, eminentemente
(iRHi:\
.0
lG)i
VIH
Na v ra, seria
singular que 1 o culpado. Se en
quiz 1 podi e- oa Aua-
i aa [odia, s dependa
wnhora U9ar do qo ['-' o
le energa e da voatadr. A
qa-! o amor era irop
: ao! Nao, alo Mm ? Ba nun-
. qaante ntureaa (ios mea
i', quo aa Frasea t :-
nu j ,.,, Eu t quena a vital-a e
a senhora procara-me e relembra ease pas-
0 que me causa horror. Isso equivale
raboseadas do hornera infame a quom
a sonbora pertenceu. Aqui, devo a meu
; assassinado, a minha familia ameacada,
vingar tolos os crmes do passado c pre\e
fiir todos aquelles que ainda meditara, sera
duvo!da, par3 o futuro. Afaste-so do m"u
caminho, porque, juro lhe, estou caneado
de a encontrar entra a minha legitima in-
acjlo e o miseravel que ella procura.
Os seus oinos rutilavam chararaas, a sua
palavra era breve, estava soberbo de cn-r
gia e de resolugao. Carmen o consierava
pilpitante.
Quanto mais o conhego, Maximilia-
no, rnais o amo. PerdGe-me. E' melhcr
eu morra s suas roaos do que as de
tro.
jile eucotheu os hombros.
Matal-a, eu 1 A senhora uao er nis-
so, para que eno continuar a represen-
tar essa comedia abominavel 7
Ella tomou-lhe a mo :
Calo se, Maximiliano, cale-se. Eu sof-
fri tudo, mas reoillo essa palavra horrivel.
Ei conatitae urar cobarda e voc nao
um cobarda.
Esta' nesse momento, longe de
todos os elharea, na escuridao de uma ga-
(er anv traeada.
A he?Danhola ajoelboa se.
-- PieJade, boIujou ella, pieiade. Nlo
me enlouqaega, Maximiliano, nao me im-
pillas para a rarte. tal vez para o crime.
Oh tudo, tudo, menos o teu deaprezo.
Vinte vezes arrisqaei a minha vida por ti.
, t'o exprobo, ma3 pego-te que te lera-
bres dis3o para alo rae tratares como aca-
b.is de o fazer. .
Ella solugavo, maravilhosamente bella
no aeu pranto, nesse santo escuro, ao lado
desses sj.'o .-.* iluminados onde a sua bc'Ie-
za liona offuscado toda as outras.
Arband lo es;.lar. Ls-
vanto
Po'urj irmoroa elle.
E ella asnl Ugrima cahir dos
cilios de 1 -sua fronte.
Maxim:! -;o chora exclamou ella
lembrau'l I 0 seu amor.
Elle fitos libar que as lagri-
mas turvava,.
porqie soifro e sei que
PCBOii coa um gesto ner-
voso :
Pobre mulher repetio elle. Pobre
menina !
Depois, repiindo-a por uma reacio sa
bita :
Val-te, -om violencia. Vai-
te >
E elle mBsmo sals do jsrdim de in-
vern.
Emquanto sta acea passava-se Da es
tufa, scana muito diversa representava-se
em outro lugar da fes
Clanos ticha atravesBado os s^lSes, de
obar desvairado, rosto contrahido.
Tinha ido direito a Roural.
O velbo s ouvira uma phrase trocada
futre Carmen e Maximiliano, mas essa
parase bastou lhe.
Como 3onbc..;.n-: o. doua mogos?
Elles conbe?iam-se.
O commercio da corte nao raclam-u,
u-' ma8 n^ *' Porque tivessa conhecimento
previo da tarifa, e sim porque ella foi ob-
servada na corte com a antecipaglo que a
lei marca. A lei estabelece o prazo de oito
dia ; a tarifa obaieceu a esse prazo; o
commercio nlo tinha qua queixar-se.
O Sr. Pedre Luiz :JJem o da provin
cas.
O Sr. Andrade Figueira observa quenas
provincias a le foi violada e ella tinham o
naquelle edificio deviam ser establecidos | direito de reclamaglo.
differentes cursos. O primeiro o cura- Oito das para a corte e dous mezes pa-
torum. Toma esta designaglo como um ra as provincias o que regula a Ordena-
epgramma : casa de curadores para os gao, o decreto de 1 7 e o decreto que re-
legisladores do paiz. Depois vem oaqua-
rium, que vai oustar muito dinheiro e que
era um lugar inadequado e inconveniente.
Ha alm disso diversas facultades, ca-
da uma das quaes com um nome novo,
porque nessas innovagoss ha sempre nomes
novos. A Faculdade de Medicina passou a
ser crateum. Chama-se Pinacotheca a
uma c isa de pinturas o ha tambem um
curso de xylographa ; emfira, uma quan-
tidade de nomes novos que parecem con-
^a^
A esse respeito nlo havia duviJa poSB-
vel.
Ora, Arband chegava de Melbourne e
Carmen de Marselha.
Alm disso, Arband tinha se servido de
uma palavra lmpida, lmpida demais e que
fez reviver as incertezas e as suspeitas
de Clanos.
Arband tinha pronunciado um nome ter-
rivel, que Clanos devia ignorar. Elle fal
Ion em Jos Larcnz*.
E o Yi-lbo, em indagar como o doutor
conhecia esse nome, s vio uma cousa ter-
rivel, uma injuria langada face do Car-
men, uma suspeita pairando sobra a honra
da sua tuba
A isto nlo pode resistir.
Nlo se lembrou que escutando m is lem-
po, saberia mais alguraa cousa. Nlo se
lembrou que a conversa podia ser cheia de
revelagSes.
Quiz interrogar o seu curoplice, pedir-
lhe conta desse nome, desse segredo di
vulgado, do passado da menina coropro-
mettido. ^
O agente do negocios estava conversan-
do com uma convidala joven e bella, mu-
lher de um funcionario conhecido.
C lanos cppareceu lhe to pallido, tSo
sombro, na ua phantasa de bandido ca-
labrez, que Rouval comprehendeu que ha-
via alguma cousa grave.
Rouval desculpouse com a sua ioterlo-
cutora.
Quer tallar coramigo, Clanos T per-
guntou elle.
Sim, disse o outro em voz offegante.
Ah I pronunciou o banqueire em tom
significativo.
E afastando sa com o sou acolyto, disae-
lho em lingua hespanhola :
Parece que ests muito commoviio,
Gmez. Que ha de novo ?
Cousa inesperadas e que ex'gem
uma conversa immediata.
Iminediata, dizea tu ?...
Immediata.
Ab musmurou Stephan, um pouco
perturbado, estamos em perigo ?
NSo I responden o velho, raegendo
os dentes de raiva.
EatSo I exclamou o outro impacien-
tado, por que vens me incommodar ?
__Porque preciso ; porque quero.
Como isso, Gmez ? que ten ?
gula a publicaglo dos actos officiaes. (Apar-
tes.)
Em casos especaos, a le dispoe em con-
trario, porque neste caso estabelece novo
prazo ; nunca, porm o que sa fez.
Deixando o incidente, declura qua pre-
tende negar seu veto a todas essas verbas,
relativas a obras, nlo porque nlo recoabe-
ca que algumas deltas alo ndispensaveis,
mas porque o nico meio que tem para
protestar contra esse abuso de compromet-
1 111 laceadlo em alto mar
O paquete la France da companhia tran-
satlntica, de 4,700 toneladas, coraraan-
dante Collier, dexou o porto do S. Naza
rio na tarda de 10 de Dezerabro de 1866.
Eramos bordo 250 passageiros, alm do
40 soldados de infantera de marraba, qua-
tro gendarmes ; ao todo, inclusiva a equi-
pagem, cerc de 400 pessoas.
Todas as carnadas sociaes e algumas
nagSas, principalmente a Italia e a Ameri-
ca Central acbavam se all representadas ;
os francezas porm, constituiam a grande
materia.
Havia empreiteiros do canal de Pana-
m, engenheiros, grande numero de traba-
lhadores que para all iam com suas mu-
lheres c filhos, muitos ecclesasticos, cu-
ras das Antilhas, um missionario, condem-
nado a fallecer durante a travessia, irm&os
de Ploermel e tresrrmls de S. Vicente de
Paulo; estas ultimas encarregadas da ar-
riscada misslo do tratar dos doentes nos
hospitaes de Panam.
A alta sociedade deParis e a carnada ele-
gante de Caracas (Venezuela) concorriam
tambem eos seu contingente.
Foasa o pezar de deixar a Europa ou a
apprehenslo que inspirava o clima mort-
fero do isthmo aos numerosos passageiros
qua iam affrontal-o, fossa um triste pre-
senilmente, alias muito natural por causa
do mau tempo dos dias precedentes, essa
sociedade to numerosa e mesclada, longe
de se distrahir por adeuses ruidosos como
sempre acontece por occasilo da partida
dos grandes paquetes, estava triste, reco-
lhida e silenciosa.
Depois de ar levantado o ferro, o navio
Darou no porto, e pudomos assistir ao im-
pre88onante espactaculo do carregamento
de 60 caixas de metal contendo muitas t>-
neladas, que me disseram ser 8.5C0 kilos,
de plvora destinada s guamigoes das
Antilhas e da Goyanna franecza.
Ao temporal violento da vespera, tinha
sucoedido calmara.
Mas, o s"l pallido e o fosco azul de um
ceu sem nuvens, salvo um veu de sinistra
apparencia que cobria o horisonte do mar,
me pareca de mau agouro.
E, com effeito, o La France nlo trans-
poz a barra do Loira sem soffrer um vio-
lento p de vento.
A partir desse momento, seguiram-se
quasi sem nterrupglo, temporaes que vi
nbam do nordeste.
Excepto perto do cabo da Boa-Esperan
ga e ao sul de Nova Zdandia, nunca vio
mar to temivel.
O La France, 'abarrotado, no porlo e
no convez, de morcadorias e ainda mais
de nove grandes cylindros de ferro, joga-
va de um modo horrivel, e muitas vezes
ameagava ir pique
E, como quem queria voltar, Rouval ac-
crescentou '
Fallaremos a respeito depois da festa.
Clanos segurou-o pelo punho.
Depois da festa, nlo. Nao posso es-
perar at l, suffoco.
Ah afinal de contas ests me abor-
recendo com esses modos.
Um tremor convulsivo abalou o corpo do
velbo.
Toma tente Ha em mim um lio
rae-a que tu nlo conheces.
Rouval medio-o com olhar insolente.
Que nlo conhego... cm ti ? Que ho-
rneen esse T
Pacheco impertigando se e respondendo
ao desprezo cora a colera :
O pai I dase ella com magestade sel-
vagem.
Stephan nlo quiz mais gracejar.
__Q p, ests ouvindo, continuou o ou-
tro com vehemencia, o pai, que tem con-
tas a pedir-te, e que as exige j.
__ Est doudo l disse o banqueiro, en-
colhendo os hombros,
__ Nlo, nlo estou doudo, mas sou ca-
paz de endoudecer, se recusaras a oxplica-
glo que exijo.
E, entretanto, so eu recusar ?
Clanos teve um riso raedonbo.
Cautela I Se recusares, entende-me
bi;m, se recusares, eu mesmo pronunciare!
a tua sentenga Te ju'garei e ta condera-
narei ; ficarei perdido comtigo. Denun-
cio te aqui mesmo nesta sala. Proclamo
em face de todos oa nossos crmes, as nos-
888 vergonhas e entregle justiga dessa
gente, que ae est divertindo aqui deboixo
do nosso tecto.
Elle estava to terrvel na sua ameaga,
que Rouval teve medo.
E' capaz de fazel-o, pensou elle.
Langou um olhar mo ao vi Iho, o olhar
da fra quo s prepara para atacar o cir
cnlo de ago do cagadores.
Mas, foi um relmpago.
Couteve-se.
Disse de ai para ai qua a colera era m
conselheira.
Meu velho Gmez, murmurou elle
em tom mais brando, felizmente estou ha
bituado ao teu modos e tanho sobre ti a
vantagem de poder conter-me. Se nlo fos-
se isso, onde estaramos nos ? Estou promp
to a dar-te a explicacao que exijes. Mas,
com os diabos, nlo fiquemos aqui, tu fai-
gero, impossbUitado de dormir noite,
pelos movi'nen'toa do navio, e ngglomera-
dos dMante o dia no grande sallo, na sala
dos fumantes, as escotilhas o popa, nos
raros intervalloa em' qae nlo eram varri-
dos pelas vagas.
Por caus do grande numero de passa-
geiros, era-se obrigado a refazer as mezas
para refeg5es ; os que ignorara quanto
Jifficil servil aa cora ura bitango de 33
graos, nlo pode fazar idea dessas difficul-
dades em iguaescirctiinstancias.
E a prova i que tera poucos das, a lou-
ga estava teda quebrada, nao obstante o
zelo e a boa vontado djs creados. Em
torno do paquete tudo era negro, excepto
as cristas brancas quo o temporal arranca-
va s en las. Todava o ar do mar, mes-
mo em furia, acta sobro o organismo como
ura elixir vital.
E a prova quo, em poucos das, a lou-
ga estava t da quebrada, nlo obstante O
velo e a boa vontade des criados. Em tor-
no do paquete tudo era negro, excepto as
cristas. Todava o ar do mar, mesmo em
furia, acta sobre o organismo como um
elixir vital.
A's vezes, quebrando osaa monotonia,
ros03 clarSes erravam, quaes ospectroa
sobre o sombro vu.
Nesses instantes fugasos, o mar de ver-
de cor, pareca um immenso lago de es-
meraldas.
Esse pesadelo durou oito dias e oito noi
tes consecutivas.
Os Agores appareceram r, e o vento
qua soprava agora de nordeste e o mar
sempre agitado, pareciam querer abrandar.
No da 20 de Dezembro, 10 de nossa
viagera, por ura vento nordeste bastante
violento e por um explendido, o quadro no
qual estava marcado o ponto ao meio-dia,
in licava 23a 56- latituie nortee 50- 13-
longitude oeste de Pariz. 880 milhas nos
separava da trra mais prxima : Pointe
Pitre (Gudelupe).
Erara os primeiros sorrisos doceu, os
prmeiros calidos lampejos dos Trpicos,
um verdadeiro dia de festa.
Apezar dos balangos consideraveis, po-
voava-se o convez, organisava-se uma rifa
de beneficencia, e as senhoras que esmo-
lavara conduzidas por cavalheiros, para
curaprirera sua misslo, tiveram a amabili-
dade de penetrar nos camarotes dos pas-
sageiroB.
Estas visitas j me pareciam demasia-
do frequeutes, mas, a verdade quo
si eu tivesse acceitado o conselho que sl-
guem me deu de fechar a miaba porta,
chave; conselho alias tao pouco delicado,
tel-o-ia pago com a propria vida.
Meu camarote, commodo e espagoso era
situado r, quasi por cima do hlice: a
luz coava pela parta superior.
Lia, deitado no meu canap quando de
repente fui sorprehendido por fumagas e
faiscas que penetravam pela claraboia e ao
mesmo tempo pela voz do meu creado que
me gritava fogo.
Si o meu camarote estiveasc fechado
chave, eu nlo teria tido tempo para me
salvar. Avancei para o corredor j inva-
dido pela fumaga e com as primoiras 1 .ba-
redas araeagando-nos as costas consegui-
mos custo ganh \r o salao, galgar a es-
cada e ebegar ao convez.
Ahi notei que as chammas sahiamj
pela claraboia de meu camarote assim como
que os demais passageiros me acompa-
nhavara.
Todos pareciam loueos : Corriam de
todos e para todos os lados, csbarrav..m,
pisavam-se procura de raeios, e appare-
Ibos de salvaglo enchiam-se os escalres
ainda suspensos aos turcos mas promptos
>
Pde-se imaginar as torturas dos passa-
ter commettido alguma
resraoneou elle.
t
las tao alto e eom tanta violencia, que os
nossos convidados comegam a mostrar-se
admirados.
Clanos, trmulo, conseguio dominar-sa.
Bem dsse elle, vamos para o tea
gabinete.
Sahiram, cada un por uma porta diffa-
rente, para nlo attrahir mais a atiendo.
O banqueiro tiuha coraprahendido que
baria algum perigo.
Adivinhou qua o velho tinha sabido al-
guma cousa.
Carmen devia
imprudencia.
Maldita rapariga
Sempre faz das auas.
E procurava descobrir uma fieglo qual-
quer, ou, pelo menos, alguma evasiva para
oppor s suspeitas legitimas do pai.
Mas, nada lhe occorreu.
E depois, qua podia ella resolver ante-
cipadamente ?
Nem sabia o que o hespanhol queria per-
guntar-lhe.
Presenta siraplesraente a natureza do
interrogatorio e o carcter das perguntai
Quando se acharara sos, na escurillo do
gabinete de trabalho, Stephan affectou in-
differenga e mesmo aborrec.nento.
Bem I aqui estamos. Quizeste me
fallar Falla D^ quo sa trata ?
Clanos pronunciou, lentameute, medrado
as palavras :
Trata-se da honra de minha filha, de
Carmen.
A honra de Carmen exclamou o
agente de negocios, fingindo espanto.
Sim, a honra de Carmen, a sua hon-
ra de menina.
Nlo comprehendo. Falla claro.
Ah l tu nlo comprehendes ? Bem,
serei claro. CarraeD, disseste, veio de Mar-
selha, de onde a trouxeste ?
Sim, eu o disse e repito.
Mentes. Isso falso. Ella nlo veio
de Marselha.
Rouval empallideceu, -mas a escurdlo
d. gabinete oc.ultou a sua perturbaglo.
Firmou a voz e poda responder tranquilla-
mente :
Pensas isso ?... Com effeito, pos-
sivel. Mas, entL de onde vem ella ?
Ello ouvic o v-.lho ranger os dentes.
Nlo procures enganarma. Sabes que
Carmen veio da trra onde esteve Jos
Laronza. Nlo novidade que te dou.
serem arriados ; triste recurso, quando
se pensar que nos acharaos acerca di 900
milhas de trra, emum vasto mar solitario,
onde raras vezes se encontra um navio
tora do rumo seguido pelos paquetes e em-
barcagoea vela, que percorrem do Sul a
Norte, o longo das costas da America, a
alm disto que os quatro escalres que
ainda nlo esta vana queimados poderiam
quando muito, contera terca parte das pes-
soas que o la France conduzia.
(Contina)
Esperando achar alguma cousa veros-
mil para dizer, Stephan limitou-se a nega-
tivas para ganhar tempo.
Ests doudo, Gmez I Como terfa
ella ido l.
Foi para saber de ti que exig esta
conversa.
Ests doudo, repito. Ha oito mezes
que aqui estou. Tua filha e8t de volta
ha ppenas quiazo dias. Que relaglo pode
haver entre ella o LaroQza ?
Clanos respondeu com a aua temosia
obtusa.
Tu me dirs. E s franco.
Elle expoz a Rouval o que tinha ouvido.
S isso ? perguntou Stephan calmo.
S isso. Nlo basta. Para mim
demais.
O banqueiro poz lhe as duas mos nos
hombros e dando uma risada replicou ale-
gremente :
Pela terceira vez, meu pobre velho,
perraitte que te diga qua ests doudo. Pri-
meramente, nlo a mim, mas menina
Carmen qua devias iu errogar. E' prova-
vel que ella te respon 1 a alguma cousa as-
sim : Meu caro pai, ha muito que tenho
o prazer da conhecer o Dr. Arband. E,
quanto a Jos Laronza, o senhor deve es-
tar lerabrado de qus elle foi capillo de
longo curso e quo nessa qualidade lavou o
Dr Arband nesta ou naquella viagem on-
de tive o prazer de o encontrar ha alguna
annos.
Rjuval fallava por Lllar, enfiando pa-
tarras ao acaso.
Aconteceu que o acaso o servio.
Clanos ficou um momento sem fallar.
Depois, como envergonhado e respon-
dendo a si mesmo:
-- Cora effeito, tal vez tenhas razio, dis-
se elle, lembro-rao que iizemos uma via-
gem dessa genero de Niga s Baleares.
Ah felizmente 1 diss3 o banqueiro
gracejando.
Clanos continuou, animando-se, instiga-
do pela necessidada de achar lima despul-
pa, urna explicaglo or ral a um facto
inexplicavel.
Sim, sim. E' isso, justamente isso.
Havia a bordo ura joven medico da man-
nha. Era o Sr. Arband, que estava cora
licenga. E eu qui nlo pene niaso I
(Continuar tena)
"TypTdo Diario ra Daque de Caxiaa n


v
>
12.


I
1 mam i


Full Text
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