Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19108


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Full Text
*r

.j
All) L1 1J lOIfillO 1S9
PIRA A CAPITAL K lUfiAnFH O^HK XA HE PAGA PORTB
Por fres meses adiantadot. ... ......... 64000
Por seis ditos idem.......... ...... 11/0000
Por um anno idem................. 23(5000
Cada numero avulso, do mes-no dia......-...... 0100
DIARIO

SfilT.'.-FilA 15 OH JDIEO JSB1381
PARA DENTRO FORA DA PROTEVCIA
Per seis mezes adiantadoa..............
Pi r nove ditos idem................
Per um anno idem................
Ci.da riumfro avulso, de dias anteriores..........
1305OC
200000
27010c
.5100
Proprtefra&f t Ulan o el Jguelra be Jada i Sfyos
TELEGRAMMAS
s:::i;: sicula.* so ouaic
UO DE JANEIRO, 14 de Julho, s 4
horas e ^-minutos da tarde, (ttecebido
s 6 horas e 15 minutos, pelo cabo sub-
marino) .
Fallecen na cldnde da Balita o Dr.
Feliiito Elyulo de Lunof" Clonxaaa.
depulado eral pelo 5. dlatrlcto da
provincia da* Alosons.
A Cantara dos DepntadoN naipea-
dra por ei* motivo a nna eSo de
boje, eonalananile na acta ana voto
de pesar pelo fallec ment do re fe
rio depoiado.
;ebv;::

HUl
KIO DE JANEIRO, 14 da Julho,
horas.
s G
Acaba de fallecer o Exm. Sr. depa
tado Fellnto Klvsio de Lemoi Son-
Telecrammaa do Blo ronde do
tul aonunciam que o paquete bra-
ilelro CAVOUR da llnba do nuI fol
adrado a ronla a '.Omii.n ao norte
da barra do Rio Grande do Sal onde
*e acba profundamente encamado.
O apar cala Julgado perdido, en-
tretanto penaa-ae malvar o carreja-
mente.
Xo ae lea a lamentar ontraa per-
da, pola r.ram aalvoa oa paaaagei-
r e a tripolar*.
navio braallelro EVORA fol an
bem atlrado a coala do Bla Grande
do Mal. onde eapedacoa-ae eoanple-
tanaenie.
O carrgaaienfo perdeu ae porm a
tripulara aalvon-ae.
enano* aqu aem nollelaa do pa-
quete braallelro RIO APA da llnba do
Sal.
BUENOS-AYRES, 14 de Julho.
Omlnlatro da guerra pedio um ere
dito de mllbdea de peaoa aflm de
aereas deatlaadoa exclualvamente a
arnaanaentoa.
Agancia flavas, filial
14 de Julho de 1887.
m Peroambaoo.
BIOLOGA
(Extrahido)
OA BIBLIOTHECA DO POYO E DAS ESCOLAS
EVOLHI') PHlli06E.\ETICt E
EMBH10L.OtiIC.
(C'oNltnuafao)
Vimos, cotntuJj, quu mullas toruna transitorias,
i3 quc liv raui rtipreseuUfo ctfectiv na phy-
lamaeriea, i i parcirrain u> evolucao oatogene-
tica ou einory ra. Eatu a-aipparecimento
uj)tiviJj p ir u ii i ia.iincuto na deseo, vjlvimeu-
(0 dj einbry.li, lu.i reaulta uma coat'uij appi-
reote, qaa (cu no; I val reco.ili-cer um grau le
numero J- f ui .3 iri ir torias.
alas, s ht !,: auoai,'i que uo se nota
aune* coniiai.ee; 11 guia entre as duna series
parallelas daevu'uvi-, Disto resulta a seguran-
es com que polen induzir dus phenoinenos em-
bryonarios os J.jdus para a evolucio das series de
typos orgnicos, antepasados do homem.
(Continua)
IARTE UFFIC1A.
RiBlaterlo do luipcrio
Por carta imperial de 30 do passade foi
elevada a Marqueza a Condessa de luira
raty.
Por despacho imperial de 8 do correte
fui agraciado com a gran-cruz da ordem
imperial do Cruzeiro o principe D. Pedro
Augusto.
O goveriio imperial, atton iendo |ao pre-
cario estado de sade do Sr. Dr. Carlos
Augusto de Figueiredo, presidente da
provincia de Minas-Geraes, concedeu-lhe
a exoceracao pedida, assumiodo o cargo
de Io vicepresidente, Dr. Antonio Teixei-
ra de Souza M-tgalhXes.
Ministerio d.i Agricultura
Foram nomeados os eogenhairos Fran-
cisco everiano Braga Torres para o lugar
de chefe de scelo na estrada de teiro do
Ricife a Caruar e prolonga ment do Re-
cite ao 3. Francisco, e Tbeophilo Benedic
to de Vasconcellos para o lugar de ajudan-
te de 1* classe da estrada de ferro do Re-
eife ao S. Francisco, ambos com os ven-
ciuientos que Ibes competirm.
Ministerio da drstica
Em 7 do corrente passou-ae diploma ha-
bilitando o bacharel Guilherme Caetaoo
da Silva ao cargo de juiz de direito.
Ministerio da tierra
Foram transferidos: do 2 batalbao de
iniantaria para o 8o da mesma arma o te
nente Tiburcio Pereira de Mosquita ; do
8* para o 10, tambem de infanUria, o te-
jiente Frederico Lisboa de Moura; do
21 batalho da mesma arma par o 7,
onde se achu addido, o Io cadete Antoro
Aprigio Gunlberto de Vlattos ; do 1" bata-
lbao de infantaria para a comptnhia da
inesm i arma, da proviucia de Sergipe, o
1 cadete Luiz Augusto do Oliveira ; Jo
7o para o 21 o particular Jos Mara
r\nnp?u de Barros, e para a companhia de
int'antariu da provin-ia da Santa Cathari-
na, qual se acba addido, o soldado Pau-
lo Fornanl-js do S-uza o Albuquerque.
Foram transferidos, para o 4o de arti-
lharia o 2" sirgento do Io da mesma ar-
ma Autonio Jos de Lima Cunan ; pira
o 5o de infantaria o 2o cadete Rozlino
Ferreira do Gouveia Pimentel Belleza, e
para o 9o o 2o cadete Arthur Alfredo Al
ves, ambos do 1 le int'anfaria ; para al
companhia do Rio Granie do Norte o cabo
do 10 Munoel Fernandos do Souz.
M.ndou-se desligar o Io tenento do 2*
batalb^o de art lharia Antonio Pedrosa
Pompeu de Barros, para se reunir ao seu
batalbto.
Mandou-so addir pjr quatro mozes
companhia de infantaria da provincia de
S. Paulo o alferes do 1* batalho de in-
fantaria, Artbur Parante da Costa.
Miudou-se addir a um dos corpos da
corte, at segunda oruem, o alferes Alfre-
do Fernandes da Silveha, ltimamente
promovido e designado ao 19 batalho de
infantaria
Ficou sera effeito a portara de 27 do
mez de Junbo ultimo, transferindo o te-
nante do 10 batalhSo de infantaria Auoe-
rico de Albuquerque Portoctrrero para o
batalbao de eogeubeiros.
Foi transt^riio para o 2o corpo de ca
vallara o tenente do 4o regiment da mes
ma arma Carlos Djltiu de Carvalbo, e
para a guaroicSo da provincia do Para o
2 cirurgio do orpj de aauJe do exerci-
to Dr. Jjapuim Mariano Biyma do Ligo.
Foi transferido para o 1* regimen-
t da cavalliria o tenente do 2o corp3 da
mesma arma JjIj N^pomuceno Peroira
Lisboa.
Concedou se tro;a de carp)8 entre si
aos alferes de infantaria Arthur Augusto
Fernandes L So e Arthur Prente da Cos-
ta, este do 21 bitaihao de infantarit e
aquell > do 10 da mesma arma.
Foi nomeido o alfares reformado o ex-
i-rcito L-iiz Antonio Pulcbario para o lu-
gar de encarregtdo do deposito de artigos
oellicos de Cirumb, em substituicSo, do
tenente do 12 batalho de infintaria ad-
dido ao 2 de artilharia Mtooel Jos Bran-
A&o, que fui mandado submetter a conse-
Iho de investigacaa.
Foi nomeaio commindante da 3* com
pauhia da escola de aprnd'zis artilheirja
oapito honorario do ex-sroito Alfrelo Leo-
poldo de Moura Ribciro.
Foi nomeado o capitSo do estado-maior
de artilharia Jj.1o Carlos Ljbj Bjtelbo
para auxiliar a fu:idac2o da escola de tac
tica e de tiro do Rio Gradee do Sul.
Dirigio-se em 6 do corrente, ao presi-
dente da provincia do Rio Grande ds Sul,
o seguinte aviso : Tendo os Drs. Jos
Ferreira de Moraes e Alvaro Bap'ista pres
lado gratuitamente na guarnicJo de S.
Borja os Servijos mdicos a qu i s; refera
V. Exc. em offi.-io de 3 de Abril ultimo,
baja V. Ex.^. de louvar, em noma do go-
verno imperial, os mencionados facultati-
vos e agrad-joer-lhes taes stvcis. b
Foi augmentada a penslo que tem o al-
feres reformado do ex-treito Isma-l Cesar
Paes Barrete
Foi submettido a conselho de investiga-
do o commandante do 4o batalh2o de in-
fantaria coronel Francisco de Lma e Su-
va.
Foram desligados para 63 rouairem aos
corpos a que pertencem os alferes Pedro
Caro'ino Piutj de Almeida do 3o, e JoSo
Rebollo da Rocha di 6o de infantaria.
Mandou-se contar a autiguidaie ao al
feres alumno, addido ao 14 batalhao de
infantaria, Mauoel da Silva Cmara de 11
de Abrir de 1885, data em que foi nomea-
do alferes-alumno o soldado Jos Carlos
Teixeira, que oceupava na relaco enviada
pela escola militar do Rio Grande do Sul,
lugar inferior em merecimento.
Transmittio se ao conseibo supremo mi-
litar os papis relativos ao ex-alferes com-
mandante do 40* corpo de voluntarios da
patria Antonio Ferreira do Couto, afim de
que lhe seja passada a patenta de alferes
honorario do exercito.
Permittio se que o alferes do 16 bata-
Ibo de infantaria, Clemente Jos Hermo-
genes, se assigoe d'ora em diante Ciernen
te Jobo Alves.
Ministerio da Marlaka
Por deoreto de 7 do corrente, foi no-
meado para o cargo de intendente de raa-
rinba o chefe de esquadra Joaquim Fran-
cisco de Abreu.
Foi nomeado Domingos Jos Dantas, es-
crevente das oficinas de machinas do ar-
senal de Marinha da corte.
Foi nomeado JoJo Ignacio Pareira da
Motta para exercer o lugar de almoxarfe
do arsenal de marinha do Para.
Foi nomeado para servir no batalhio
naval o 1 tenente Carlos Ayres de Faria
Veiga.
roram desligados do corpo de imperi.es
marinheiros o 1* tenente Carlos Ayres de
Faria Veiga e o escreveate Domingos Jos
Mantas.
Tiveram ordem de embarcar : na corve-
ta Nitheroby o capitSo tenente Anto-
nio Francisco Velho Jnior e 1* tenente
Luiz de Aaevedo Cadaval; na canhoneira
Maraj os 2 tenentes Augusto da
Cunha Gomes e Jos Maria da Fonseoa
Neves ; as torpeleiras, o i" tenente Jos
Lopes da Silva Lima ; no V^por Ama
zenas o tenento Manuel Ignacio da
Cunh i, que destacar para a escola naval;
na flotilha do Alto Amazonas, o 1 tenente
iVanoe! I Nobrega de Vasconcellos e na
canhoneira Traripa o tenente Af-
fonso Cavalcante Alves da Cmara.
Tiveram ordem. do desambarcar : do
cruza lor I Dperial Mariuheiro b, o 2- te-
nente Auguits da Cuoha G couracado Aquidaban > o 2- teneate
Jus Mari i la Foaaeca Navss, o do en-
couracado << SolimSes sol' tenente Ma-
noel I. Nobreg de Vascoaaellos.
i.overuo da B'roviucia
EXPKOIKNTV DO DA 28 DR MU DB 1887
Actos :
- O presidente da pro7incia, de cootraiidfrle
com a proposta do Or. ebefe de pjlicia em officio
de bontem, o n 491, resol ve exinerar, a pedi-
do, Alvaro Alfonso de Oliveira do lugar de 1.*
supplente do subdelegado d> 2.- dlstricto da fre
gaesia da Boa-Vista aesta capital ; e nomear
para substituil-o o actual 2.- supplente Jos Al-
Ves B ira.isa.
O presidente da provincia, usando da au-
torisacio c-mtida no art. 9. !. II c 3.- da
lei a. 1,884 de 30 de Abril do correte anno, re-
solve reformar o Consalado Provincial, transfor-
mando -o ein Keceb.'d >ri, e neste sentido ordena
que se observe o seguate ReguUmento
(JA foi publicado eai outra parte.)
OrBcios :
Ao inspector da Thesouraria da Paaenda.
De accordo con a informaci) prestada por V. S
em otfici* de 25 deste mes, n 310, aatoriso-o a
mandar proceder a indemnisaeo do Ministerio da
Pazenda ao da Guerra pela factura no Arsenal
de Guerra de 10 caizotes de pinho forrad >s de fo-
Ihas de Flandres para o servico dessa Tnessara-
ria, na importancia de 117450 ), conforme a conta
janta em duplietta, apresentada pelo director do
mesmo Arsenal.Comoiunicou-3e ao director do
Arsenal de Guerra.
Ao mesmo. Commanico a V*. 8., para os
fina convenientes, que o promotor publico da co-
marca de Tacarat, bacharel Tit) Ueiso Curris
Cesar, em 18 do corrente mea interrompea oexer-
cicio para entrar no goso de tres meses de licea-
9a que lbo conced em 13 de Abril nltimo pnra
tratar de sua aale.
Ao m ni. Commanico a V. ^., para os
fias conveniente*, que o adjunto Ladislao riery da
Costa e Silva, em 23 do corrente assumio o ezerci-
cio dj cargo de promitor publico da comarca do
Rio Porongo, por ter dado parte de doenie a ef-
fectivo, bacbtrel Oeom4es Tbeodoro da Costa.
Ao mesmo. Sirva se V. 8. de exigir da
ollectoria geral do municipio de Rio Pormoso o
motivo de nao constar da relacSo u. 121 a idade
e valor da escrava ah matriculada, sob o. 597.
Ao administrador do tbeatro Santa Isa-
bel.Tendo concedido com a centribuico do es-
tro o sali do fheatro Santa Isab<-I para ter lu-
gar um concert que pretende dar no 1.- de Ju
ubo vindouro Alb.'rt Priedentbal, assim o decla-
ro a V. S. para os devidos fias.
Mutatu m dandis a directora do tbeatro e
ao inspector do Thesuro Provincial.
A o inspector do Thesouro Provincia'. Tea
do em vista a informacao por Vmc. ptestada em
2b do correte, n. 637, aatoriso-o a mandar entre-
gar ao th'soureiro da Santa Casa de Misericordia
do Recife, commendador Joaquim Pelippe do Cos
ta, a importancia de 2:0164000, Tovenieute doi
beneficios da 15' e 16* partes de loteras em fa
vor da mesma Santa Casa. Communicou-se ao
procarador da Saota Casa du Misericordia do Re-
cife.
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronba.Devolvo a Vmc. o sea officio documenta-
do, de 20 do corrente mes. sob n. 231, para que o
pharmaceutico desse presidio informe sobre os fac-
tor de que aecusado.
Ao Dr. juis de direito da comarca de B >m
Jardim. -Inteirado pela cotnmunicaclo de Vmc.,
pir officio de 23 do corrente, de que uaquelle dii
se concluio a eleicao de vereadores e junes de paz
de Bom Jardim, sem a menor alteraco de ordem
e tranquillidade publica, agradeco aos bous auxi-
lios prestados por Vmc. para esse resaltado.
Ao juiz de direito da comarca de Tacarat.
Tendo ouvido o inspector do Thesouro Provin-
cial acerca do que Vmc. ezpoz no officio de 14 de
Abril ultimo, aatoriso a demolilo do]proprio pro-
vincial que servio de cadeia nessa couurca, por
estar prestes a desabar e nao poder mais prestar-
se ao fim a que destinado, de modo a ter sido
abandonado, enc&rregaado.se da demolicao o Rvm.
capuchinho que em Jatob tanta da consiruccao
de uma igreja, a qual serSo applicsdos es mate-
riaes da cadeia de que se trsoa.Commuuic:a-se
a* Thesouro Provincial e a rcpartco das obras
publicas.
Portaras:
O Sr superintendente da estrada de ferro do
Recife ao Limoeiro fac transportar at a cidade
do Limoeiro duas pracas do corpo de policia e o
criminoso Jos Francisco Pereira.
aXPBDIXHTE DJ D. SBCBETABIO
Officics .
Ao inspector da Thesouraria de Faacnda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda devol-
ver a V. S. devidamente assigoados, os 20 ttulos
de aforamentos de terrenos de marinha que vieram
annexos ao sea offi:io n. 313 de 2\> do corrente
mez.
Ao secretario da Assembla Legislativa Pro
vincial. Das soluco.s enviadas com o officio n.
55 de 20 do corrente, devolvo a V. 8. de ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, duas das
que foram saaccionadas sob ns. 1898 e 1899 e oa
tra que deixa de sel-o.
A resoluco referente ao orcameuto de receita e
despeza das municipalidades no exercicio finan-
cero vindouro foi pnblieada sob n. 1897.
As Dr. jais substituto do 1- districto crimi-
nal do Recito.De ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia commanico a V. 3. que nos seus
oficios de bontem e hoj-i datados proferio-sc o se-
guinte despacho :
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronha para satisfazer a requisic&o .
Ais membros da commisso liquidadora das
coutas da estrada de ferro do Recife ao S. Fran-
cisco.O Exm. Sr. presidente da provincia deu
hoje destino conveniente aos documentos que acom-
panharam o officio de Vv. Ss. de 26 do cor
rente.
Ao agente da Companhia Bahiana de Nave-
gacao a Vapor. De ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia acenso o recebimento do officio em
que V. S. participi que o vapor Sergipe ebegado
da Babia e escala, regres ,ar no da 1 de Janho,
as 4 horas da tarde.
Ao Dr. jais de direito interino da comarca
de Caruar. De ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia declaro a V. 8. qae nao pode ser
reprodazida na imprensa desta capital o edital,
qae aeompanhoa o seu officio de 18 do correte
mes, pondo em concurso o officio de escrivSo do
jury e execaces crimiaaes do termo de Altinho,
visto que o referido edital foi affixado na cidade
de Caruar e no termo do Altinho, conforme de-
terminara os arts. 150, | 3, e 157 do regala-
ment annexo ao decreto n. 945 de 28 de Abril
de 1S85.
Recommendo-lhe, portanto, que faca affixar novo
tdital de accordo com as disposi^oes citadas.
Arl.
leraroj
a niini E
fecctlo. Palacio d.i Presidencia de Pernambuco,
Junho de 1887
Mente da Provincia, usando da autorsacao que llie con-
'.." 5 i I. da Lei n. 1-84 de 30 de Abril do corrente anno,
tornar a Repaitic&o das Obras Publicas, determinando
rvt08eguinte:
reg i. i i i:\ i o
{Conchita^)
CAPITULO XI
DAS OBlUGiC' S DOS AllliKJI.VTAM-Eo DE OBBAS
. p artemataiite nao poder, sob pretexto algum, al-
-. apprnvadcs, sob pena de ser obligado a demolir
rcconslrui'-a siia-ciisia. de conformidade com os
ditos planos.
Em caso d recusa, Diandar o engeaheiro proceder dem-J
lijjao e reconstruir por coila du arrematante, se, aorem, no co-o
rer dos trabalhos, entender conveniente fazer qnalquer modifica-
gao, poder repiescutur a tal respeito ao director geral. qae re-
solver :o:no entender acertado, subinettendo sea acto approva-
gao do governo.
Arl. 90. 0 arrematan e dever tazer constar o da em que tem
de dar comeen obra, be ii como o lugar em que' se acham os ma-
lenaes que tem de servir, alim de podrem ser com aulacedencia
examiuailos.
Art. 91. Nao poderu ser empreados uas obras contracladas
os maieriaes que nao (ore u aceites pelos engenheiral que' as fis-
ealisarein, pudendo ocon raeiaute recorrer ao director geral. no
caso de julgar-se prejudieado.
Art. 9*. Quando o arrematante nao queira dirigir pessoal-
nieiile as obras, dever co.niiiuuar. |jor escripto, ao director ge-
ral, antes de lindar-sc o praso marcado para comeen dos traba-
lhos. nual a pessoa incumbida de sua direceo, eateadendn-se
como dadas dircclaineiite ao arrematante as ordens que forein in-
timadas ao seu preposto, que dever estar munido de todos os po-
deres para salvar qualquer duvlda ou questo que se suscite.
O arrematante, porm, ser o nico reaponsavel pela boa
eiecuclo das obras c por qualquer falta, erro ou abuso, que o
dito preposto commetter.
Arl. 93. E' prohibido aosa rremalantcs o fazer. sem ordem, por
e3cripto. do director geral, mais obras alm das especificadas
nos contractos, sob nena ae perderem u importancia deltas, anda
quano leuliam prouuzido grande mellioramento na execufo do
traballio contractado.
Arl. 9i. Se durante a execoco dos Iraballios se i-eonhecer
a conveniencia de modilicar-sc o contracto, augmenlaiido-se. alte-
rando-se ou supprimindo se alguma das obras, o arrematante ser
ohrigado a acccitar a alieraeo, logo que receber intiniago es-
cripta do director geral. urna vez que as obras supprimidas 00
aduitadas nao tacam variai o contracto de mais de um quarlo de
seu valor. A importancia da alieraeo ser calcula la pelos pre-
(08 do orcameata da obra cootractada, modifleando-se propjrcio-
Datmeate o contracto em un ter.no denovaco.
Arfc 9. Quando asob-as que se tiver djesupprimir, alterar ou
augmentar, imporlarein inaisdeuai quarto do valor do contracto,
ou quuudo o arrematante i tiver feito acquisi^o de maieriaes que
venliam a llcar inulisados, em consequencia das modilicaeoes
feitas. poder elle deixar de acceitar a attetaeao, excepto se, na
segunda hypothese, o governo quizer pagar os matenaes pelos
piveos crrenles.
Art. 9ti. Se os precoa das obras, de novo iulroduzidas.. nao
estivereai contempladas no orgatneiito que servio de base para o
contrallo, proceder-se- i suadetermlacao, por meto de accor-
do entre o engenbeirj autorizado c o arrema/aufe
Art. 97. Os arrumatanles uo lem direito indemnisaeo de
qualquer natureza, pelos prejuizos que tiverem na execuco das
obras.
Art. 96. O arrematante obrigado a seguir ecumprir Itelmen-
te as ordens e nstrucees k) engenheiro. a quem esliver incumbi-
da a iiscalisacao das obrar
An ia 0 arrematante, ou lever acompauhar
ii engenheiro as visitas de inspeccS quaailo esle o exigir.
Arl. 100. Sero feitas, custa do arrematante, todas as des-
pezas com o servigo v objeclos uecessarios para o tracamenlo e
raedicao das obras.
Art. 101. Quando as obras tiverem de ser ejecutadas em al-
guma via publica, o arrematante tomar todas as providencias ne-
eessarias para que o transito QOSCiainterrumpido.
Arl. 101 No caso de inorte do arrenatanle. poderao seus
berdeiros tomar sobre si o cumplimento do contracto, foseado
constar essa resoluefio ao director geral. dentro de vinte dias, con-
tados do da do faliecimento.
Entender-se- rescindido o Contracto, sempre que dentro
d'aquelle praso os berdeiros nada liverem requerido.
Art. 103. Nocasodarescisaoestabelecida no artigo antecedente
se aaalisaro as obras fekas, assim como todo material existente
no lugar da obra, queestiver as. coadiefies de ser aproveitado,
pidos precos do contracto, e sua importancia se pagara aos ber-
deiros, descontndose, porm, um dcimo a titulo de indemni-
saeo, pelos prejuizos que disso resultam provincia,
Arl. 101. Sempra que, como pena imposta ao arrematante,
foro contracto rescindido, so ter elle direito a exigir da pro-
vincia a a quantia equivalente vantagem que el a auferir das
obras feitas, que sero devidamente avaliadas.
Art l.. As ivaliaoOes, de que tretain os artigos antecedentes,
sero feitas por dous peritos, um nomeado pelo presidente da pro-
vincia, eoutro pelos amaniatantes ou seus herdeiros.
Art. 108. To lo oarrem itante estrangeiro renuncia o direito
de recorrer ao governo de sua na "u, s ibre qualquer duvida que
houver na eSBCUCo de seu contracto, sujeilando-se. como nacio-
uaes, decisao Jos triboaaes do paiz,
An. 107. \s dundas e cootesiaefies que se suscitaren; entre
a. directora geral e os arrematantes, sobre a intelligeacia e o
cumprinieiiio do respectivo contracto e das obrigacOes que Ibes
esto impostas, sero resohidas pelo presidente da provincia.
Arl. IOS. 0 pagamento das obras de construcedio, recons-
trueco. melhoramentOS OU reparos exentados por contracto, ser
feito em tres prestacOes : a pnmetra, da quarta parte do valor do
coatracto, quando estiver conciutda a terca parfe uas obras coatrac-
ladas; a segunda, de igual valor, quando esliver concluida a outra
terga parle das obras ; a terceira, do resto do valor do contracto.
quando as obras l'orein concluidas p recebidas provisoriamente
Arl. 109. De cada uma las prvstacOes, d. que trata o artigo
aiiiecedenie, deduzir-se- iO*/ti como garaatia de conclusao e
conservacao da obra. Bata porceotagem so ser paga depois de
eagptado o praso de conservae&o e recebida definitivamente
a obra pela provincia.
Art- 110 Logo que o arrematante der por promptatoda a'obra.
ou parte della, pela qual se ulgue eom direito ao recebimento de
qualquer quautia. o cominunicar ao director geral, que immedia-
mente designar o engenheiro que deva ir examinar os trabalhos.
verificando si o arrematante tem direito ao pagamento de alguma
prestayo, e lorneceinlo directoria geral informac5es minucio-
sas sobre a natureza. qualulade e valor do i trabalhos excutados.
Arl. 111. Quando se tratar de servico de mera conservayo o
director geral mandar examinal-os, inuependente de communica-
co do arrematante.
Art. Ui. Os pagamentos sero l'eilos aos arrematantes, sob
requisico do director geral, depois de informado pelo engenheiro
que tiver examinado os trabalhos.
Art 113. Depois de recebidas as obras provisoriamente, sero
os arrematantes obrigados a conserva-las em perfeito estado, du-
rante um certo praso que ser estipulado nos respectivos con-
tractos. Fiado este praso e estando as obras em bom estado, se-
ro recebidas definitivamente porengenlieiros da repartico
Art. 114. Os pagamentos das obras alimentes ao servico de
estradas provinciaes sero efectuados por trimestres, em prestaces
iguaes, respailadas as disposices dos arta. UO e 113
CAPITULO XII
DAS MULTAS E PEMAS A Art. 115. Aviolaco de quaesquer clausulas dos contractos
ser punida com pena de a i0 | de multa no valor total do
contracto ; ser, porem, de 5 a 20 j., quando se tratar de violaco
de contractos de conservacao de estradas provinciues, sendo a mul-
ta calculada sobre o valor das preslagoes trimensaes.
Art. Ut. 0 arrematante, que n3o acabar a obra dentro do
praso estipulado, tcorrer na multa de 1 i do valor do con-
tracto, por cada dia de demora na conclusao.
Art. 117. Logo que qualquer empreiteiro ou arrematante tiver
violado as disposices do respectivo contracto, o engenheiro que o
verificar dar immediatamente parte ao director, intormando-ode-
talhadameule, alim de poder ter lugar a unposico da multa.
Arl. 118. Imposta a mulla pelo director geral, este snjettara
seu acto deliberagao da presidencia, e. so, depois de approvado
por esta, se faro communicaco ao multado.
Art. 119. As multas sero descontadas do pruneiro pagamento
que dos cofres provinciaes tiverem de receber os multados, e,
quando nada tenham a reeeber, serSo consideradas como divida ac-
tiva da provincia, para o 11 n de serem cobradas judicialmente ao
arrematante ou seu fiador qi.ando houver.
Art. 12). Quando os coi .tractos violados forem garantidos por
caucKo eo multado nao quiz.-r pagar a multa amigavelmente, pro-
ceder-se- venda judicial dos valores caucionados ou sua h-
quidaco, quando a cauco for era dinheiro.
ao conbecimento do presidente da provincia, devidamente infor-
madas, para que com iguablade jiossam ser decretadas as o >ras
a fazer durante o exercicio, as forcas do respectivo orcamento.
Para os concerlos, reparos, construeces e bras accidentaes que
n puderem ser previstas na poca marcada no artigo anterior,
podero as reclamaces e reqmsicoes ser levadas em qualquer
lempo ao director geral, e este as far subir ao presidente da pro-
vincia.
Art. 143. As requisicoes, reclanmccs e pedidos subirao ao
presidente da prowncia j competentemente informados pelo di-
rector geral, que expor a procedencia, eiequibilidade, legalida
de, orcamento e conveniencia da obra reclamada, e quando forem
feilas directamente ao presidente da provincia, este os dirigir ao
director para informa*.
Art. 144. Nenbuma obra publica, quer seja de nova construc
cao. quer de repanc&o ou conservacao, ser exeeutada sem auto-
tisacao legal.
Art. 14o. Nenbuma obra publica lera comego de execuco,
sem plano e orcamento devidamente approvados pelo presidente
da provincia.
Para estrada de extenso consideravel pode o comego de
execuco ter lugar logo que parle do plano definitivo e devido
orcamento se achem fitos, regulando-se quanto ao tempo para
a respectiva despeza pelo que se adiar votado na lei do ornamente
ou na de crdito especial para ellas.
Art. 146. Nenbum empregado ou engenheiro da repartico
de Obras Publicas da provincia poder contractar ou tomar por
sua conta particular ou de associac&O que perlencer cnstruc-
co, reparos ou conservago de obra de qualquer natureza, e cuja
sealisaco esteja a cargo da directoria geral de obras publicas
Nao podem igualmente ser procuradores, ostensiva ou particu-
larmente, de quem quer que seja nos negocios que se tralarem na
mesma reparligo. .
Art. 147. Em casos especiaes, Iratando-se de obra de grande
monla, que exija conhecimentos especiaes, ou para a qual seja n-
sullicienle o pesoal da repartigOj poder o presidente da provin-
cia incumbil-aa algum engenheiro de sua confianca, com os ven-
cimeotos egratifleacoes que lhe designar, tirados oa vetba da
mesma obra.
Art. 148. Todos os entregados e engenhe.ros da directora
geral de obras publicas sao fscaes da fazenda provincial, e tem
direito de representar ao presidente da provincia contra tsdos os
abusos que sejam commettidos ou que se pretenda commetter em
prejuizo dos interesses de mesma fazenda.
As representaces de tal natureza seno apresentadas ao di-
rector geral, o qual sem peda de tempo as enviar com sua in-
formaco ao governo, que providencier como o caso pedir.
Arl. 149. O thesouro provincial, aulorisado pelo presidente
da provincia, rcquisigo do director geral, adiantar por conta da
verba respectiva, o necessario para o comego de qualquer obra
- n
ArL 11. Os multados podem dentro do praso de trinta dia.
contados da data em que forem intimados da mulla imposta, re-
correr para o presidente da provincia, que poder dtminuil-as, u
releval-as, cerno entender dejustiga, fcafido o arrematante inhibido
em quaulo nao for decidido o recurso, de receber quaesquer
garantas a que lhe de direito o contracto.
Art. 122. O director poder impor aos arrematantes a pena de
resciso dos contractos nos seguintes casos :
1. Quando, lindo o praso para a conclusao das obras, ellas
ainda nao tiverem comegado.
2." Quando as multas impostas aos arrematantes absorvam
mais de metade das quantias a que tiverem direito pela obra ar-
uiaaaila,
3.* 8r**violarein mais de lima vez a mesma condigno.
4." Si commettereiii na execugo das obra- alguma fraude
em prejuizoda provincia.
Art. t2d. A pena de resciso sujeita ao mesmo recurso de
que trata o art. 122. e nao isenla os arrematantes das mullas em
que tiverem mcorndo.
Art. 124. Sero mencionados uas clausulas geraes dos cou-
tractos. as penas e mullas a que por esl" regulamento flcam
sujeitos os arrematantes das obras.
CAPITfLD Mil
DA CONSERVACAO DAS ESTRADAS PROVISCfAES
Art. l'i. 0 servico da conservacao de estradas provinciaes .
ser feito por contraclo com pessoa idnea, mediante concurren-
cia publica, por praso nao menor de tres annos.
Art 128. As estradas piovintiaes. para o effeito do artigo an-
lecedeute e dos que se seguem, quanto sua conservag o, soelas-
silieadas em estradas de primeira ordem e estradas de segunda
ordem.
Art. 127. Sao consideradas estradas provinciaes de primeira
ordem as que mais interessam, ouvierema interessar ao desen-
volvimento dos principaes reiros agrcolas da provincia.
Art. 128. Sao consideradas estradas provinciaes de segunda
ordem as que forem de. igual utilidade para outros centros agr-
colas menos importantes, ou para os mercados consumidores.
Arl. 129. Esta classificarfio ser l'eila pela repartigoaie obras
publicas e approvada por aclo presidencial, para os effeitos deste
capitulo, e sujetti! s alterages que o lempo mostrar serem con-
venientes .
Arl. 130. Ser exeeulado, a expensas dos cofres nrovineuies,
nicamente o servico de conservacao das estradas classificadas,
sendo Asado previamente prego para a concurrencia segundo os
omites da despeza animal kilomtrica, que for orgada pela repar-
ligo.
Arl. 131. O servico de conservago das estradas compre-
hender :
| 1. O descortinamento geral das estradas, de modo que o
leito \ia\el seja o mais possivel batido pelos raios solaros
2," A desobstraccao e limpesa dos boeiros, para que as
aguas dos riachos corram desembaracadamenle.
J 3.* Aberturas de valletas transversaes e vallas longiiudi-
naes destinadas aoprompto escoamento das aguas pluviaes que
cahirem sobre o leito
4. Conservago em perfeito estado de seguranga de todas
as obras d'arte existentes na estrada, fazendo-se nellas todos os
concertos que se tornarem necessarios durante o praso do con-
traclo.
o. Limiieza ensada do leito da estrada, de maneira que
0 transito publico seja livree desr*mbaracado em toda a sua ex-
tenso.
6. Conservacao e restabetecimento dos postes kilomtricos
das estradas que os estiverem, ou collocago e conservago de
postos naqucllas que os nao tenham
7." Remogo de qualquer embarace, proveniente de cir-
cumstanciasextraordinarias, que iinpossiiiilile ou torne arriscado
0 transito na estrada.
Art. 132. O terreno oceupado pelas estradas, tanto em sua
largura, como de cada lado, ser regulado conforme a classe a
que pertencerem.
Art- 133. Uma vez determinada as zonas ou fachas de que
trata o artigo antecedente, a nenbum propriclario de terreno ser
permiltido restriugil-as em fechos.
Arl. 134. Reconbeceiido-se a neces.-idade de novas construc-
gOes de pontea ou pontbdes as estradas regularmente conser-
vadas, ou verificando-se a necessidade de reconslruir-se radical-
mente qualquer ponte ou poablhao existentes as ditas estradas,
as obras, depois de planejadas e oreadas pela directora geral,
sero postas em arremataban quando autorisadas pela jiresidencia
da provincia.
Art. 135. O contactante de servico de conservago de qual-
quer estrada provincial dever percorrel-a pelo menos duas vezes
por mez, devendo inspeccionar o estado da estrada com a neces-
saria frequeucia na estag > das chavas.
Arl. 13G. O arrematante de servigo de conservago de uma
ou mais estradas, que ueste caso devero estar situadas em zona
prxima, tica sujeito a lodas as disposiges deste capitulo e s
que estatu o presente regulamento cque lhe forem applieaveis-
Arl. 137. 0 arrematante, que infringir qualquer .disposigo
deste capitulo, tica sujeito s penas e mullas de que trata o
art. 116.
Art. 138. O pagamento dos servicos de conservago das es-
tradas far-se- segundo dispe o art. 114, capitulo XI.
CAPITULO XIV
DI8POSICOES OKKAE S
Arl. 139. Os cargos de engenbeiros da reparligo de obras
publicas so podero ser exerculos por aquellesque liverem o cur-
s de engenharia civil petas (acuidades ou e odas do imperio,
ou pelas estrangeiras manlidas pelos respectivos governos e que
tenham dous anuos de ortica na direceo, tiscalisagoe execu-
co das obras ou trabalhos de explorago no Brazil
Art. 140. As autoridades locaes. de qualquer categora que
sejam. prestarto aos engenbeiros e mais empregados da directo-
rio geral de obras publicas todo o auxilio de que carecerem
para o bom desempeidio dos servicos que lhe sao confiados.
Art. 141. O presidente da provincia poder suspender at
trinta dias os empregados e engenbeiros que locorrerem em faltas
graves, perdendo elfos durante o lempo da suspeiiso os venci-
rnentos que lhe compelirem-
Art. 142. Al ao segundo mez do anno Rnanceiroas cama-
ras municipaes, autondade ou particulares, que tenham de re-
diri-

i









A



r
Diario de fernambucoScxta-fcira 15 de Julho de 1887
que seja feita por administraco, cemlanto que na pnmeira folha
para pagamento, e que nunca exceder de trinta dias, venha jus-
tilicada a despea.
O adiantamento jamis exceder o mximo de dous cornos
Art 150. Fica salvo o direito de apost-ntadoria, nos lugares
upprimidos. aos empregados que por tempo de semco houverem
adquirido esse direito (Lei n. 1884 3 do art. 9).
Art. 151. Nao sao extensivas aos actualmente contemplados
no quadro dos empregado da directoria geral das obras publica
as diaposices do art. 20 to Capitulo IV e *39 deate capitulo, anu-
lando trae os engentoeiroa aejam tirados do quadro dos actines.
Art 191. KcarevogD o regulamento de S* de Fewreiro de
1874, com as disposic&es complelamentaies de 8 de Julho c- 8 de
Agosto do mesmo anno^e^oaesquer ootrae disposijes em con-
t m rio
Wedu- Vicmk tic g^malo.
Tabella do* venclmentoa los ajma>regaVs
da lrcciorla Ce ral de Obra*
FISSOAL
OXDSNADO
aSATIFICACAO
Emfrtgudu iuUrnos
Hiroctor 'Geral
Eugenliiro secretant
DeseobLta
L amanuense.
t* amanuense.
Porteiro arcb insta
Continuo .
Sement.
Empreados externos
Engenheiro.
jSiiiiuinistrador d!obras
i. Feitor dos jardins.
5'Peltor dos jardn s.
Serventes .
3:iO#980
2:4<>0*99
0MM8(r
rntcm,
600/000
1:000*060
86O0t
2.1)001000
1:600*000
oeoiooo
600*000
1^00*000
SOOOOO
mmtt
500*000
00*090
diaria 2*080
1:080*000
800*000
vWU*WU
900*000
A diaria cqqV
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bjrlhadores
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servigo.
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n
n
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5:000*000
3:600*000
1:500*000
900/000
900*000
1:500*000
1:200*000
3:000*000
2:400*000
900*000
900*000
Palacio
de 1887.
da Presidencia de Pernambuco, em tO de Junho
0|d6* %t0n4e (U fevedo.
DI8PAOBOS DA PRESIDENCIA, DO DA 13 DE
JULHO BE 1887
Arsenio Augusto de MagalhSes. Infor-
me o Sr. director geral das Obras Publi-
Hecmonegildo Eduardo do Reg Montai
roes The Great Western of Brasil fiail-
way Company Deferido eem o officio di-
rigido boje ao Sr. inspector do Thesoure
"Provinoial.
Jos da Silva e Laurentino Ignacio dos
Santos Informe o Sr. brigsderro coro-
mandante das armas.
Vigario Manoel Aotoniu Martina de Je-
ss e tenente Thomaz J >s de Mello.
Informe o Sr. Dr .chefe de polica
Secretaria da Presiden U de Peruara-
baco, 14 de Julho de 1887.
" O porteiro,
F. Chacn.
Josepb* Augusta de Caatro Eoaaeea,
professora publica.Encaminbe-Be.
Serviliano Corseia Mai, j^rofesasr pu
blico. Bncaminhc-ge.
Franceiina Vieira de Aramio, prafesaora
publica. Eucamiohese.
L^onoia o> .Lnoa Freir, profanar pu-
bli 'H. - 12
I ialioa Alie de Albuquerque, professo
ra publica. Justifico.
Francisco de Paula Lins de Carvalho,
professur publico. Justifica, vas >vrrtue
de autorisac3o da presidencia da provin-
cia de 12 do correante.
O mesrao.Justifico.
Secretaria da Iostruco Ptrblica de P.-r-'
Bambuco, 14 do.JuIhc de 1887.
O porteiro,
J. Augusto \de Mello.
BAR10 ES
PERMaiGCC
Repartidlo da Polica
2' scelo. N 613 Secretaria de Po-
sea de Pernambuco, 14 de Julho de 1887.
-Illin. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que frrrem bontem ruolbdos Cas* de
Dctenco os seguifltrs iniividuos:
A' miaba ordem Jlo Euaebi > de Fariaa e Ra-
hael Tavarea dos .Santos e Silva, por dstur
Isas.
A' ordein do subdelegado da freguesia do Re-
Bife, Antonio Francisco da Pal, como vagabundo, Folhas at 2 de Julho de Buenos-Ayres e Moo-
Antonia Maa dos Santos, por embriague*. i tevido.
A' ordein do do 1 diatricto da freguesia da fcm Buenos-Ayrrs affectuou se too numeroso
Boa-VisU, Romualdo Sebasto de Oliveira, por i concurso de cidadSog a projectoda manifestacio
embriagues e disturbios. i emjionra do general Bartbolcmen Mitre.
A' ordein do da Magdalena, Jos rVreira S .bie,
por disturbios.
RECIFE, 15 >E JULHO DE 1887
\iiH s do *i*i
O paquete isgh's Tamar trouze-nos as seguin-
res noticias, alm das offickies, que publican 's
secciio respectiva, e das do Rio de Janeiro, cons-
tante da carta do nosso correspondente e inserta
sob a Tubrica Inferior.
PaclOru r Rio da
A' ordein do de Bel i, Guilhermino eseravo de
Antonio de Araujo de B. e Albuquerque, por dis-
turbios, Tbereza Carlota da Eucamaca> e Mara
Jos das Noves, por embringu' z e disturbios.
A' ordem do do Io distncto da treguezia ds
Atogados, Pieaciliano Percira da Silva, por dia
lnrbiis e uso de armas defeza.
Uootem o subdelegad) do 2o diatricto da fre-
guezia d* Boa-Vista, fez remessa ao Dr. juiz de
direito do 4* districto criminal do inquerito poli-
cial procedido contra o individuo de nome Joo
Alves, conbecido por Joao Amarello, sobre c crime
praticado na pessoa de Jos Manoel de Sant'Anna,
a noite de 2 do correnre mez na Estrada do Ma-
duro d'nquelle diatricto.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exra.
Sr. Dr. Pedro Vicente da Aaevedo, muito
digDO presidente da provincia. O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto
Thesouro Provadal
DE6PACHOS DO DIA 14 DE JULHO DE 1887
Maria Ja; quina de Aloaeida Rangel,
Catharina de Souza, Jovinianc da Rocha
Pereira, Luiz Caetano Borges, gerente da
Companbia Santa Thereza, Amorim Ir-
nlos & C-, Gomes &C, Mendes Lima
& C, Joao Joaqun; de Siqueira VarejSo
t Henrique Dias de Farias. Hja vista o
SrV Dr. procarador fiscal.
Josi Paes da Silva, Clsmentino Lopes
Guimaraes, Joanna Francisc;. da Cruz Ro-
drigues Bastos e Jos da Silva Pereira.
Ao contencioso para cumprir o despacho
da junta.
Manoel Cardoso Jnior. Volte ao Sr.
contador.
Clementino de Faria Tavar^s, JoSo Fer-
nandes Viaana e Scphia Guilh -r.uina de
Mello. Certifique se.
Ponto do Gymnasio. Ao Sr. pagador
para os devidos fins.
Manoel Francisco Teixeira, Alex^nire
Amn-io de Caldas Brando, Flaviano
Ferrara Pinto Malbeiro, Martins Soasa
& C, e JoSo Francisco Pereira Barros.
Entiegue-se a quntia Frei Jos de SaDta Julia Botelho. -Ea-
tregue-se pela parta.
Francisco Campello Pires Ferreira.
A) Sr. admn'Strdor da receb loria fis
cal pai'a os devidos fins.
Clau lino Marques de Vasconcellos Ra-
aos e Jos Maria de Souza Araujo. -De-
ferido nos termos das iofoi tof^Ces.
Contas do ex tbesooreiro das Obras Pu-
blicas e da 12 tri< da lotera 24 doa iDg>-
nuos dt. Colonia Izsbrl.Approvads.
Antonio da Silva Jnior e Dr. Manoel
Ferreira da Silva. Rt-stiiua Be.
Uuilberme Duque Bf*"rra, Frei Jos d
Santa Julia Botelho e Luiz Jote de Mello
Teixeira.- Indeferido.
Jos Gteirana. Currpra-*e e lacam-se
aa notas da portara*de lkenca.
Inspectora geral da lastraecao
I lililes
DE8PACB08 DO DIA 8 DE JULHO DE 1887
Eduardo Maitina de Moura, professor
pnbbco. Justifico
Camilla do Carmo Torres, professora pu-
blica Justifi o.
11
J >U Jos Ribeiro ue Moraes, professor
publico. Encamiuhe se.
Maria da Conceieo Rodrigue! de Mello,
prof-ssora publica. Justifico. |
Em Montevideo trata va-31' de organnar ama ma-
nifestacio popular contra a persistencia no terri-
torio uruguayo do cz-dietsdor coronel Laurenjo
Litorre, quando c^t, por sutgestao do governo,
deliberoa embarcar immediatamente com dettlnu
a Buenos-Ayres.
O bincof nacional abri a subseripcao para. .
20,000 ceoes de 1(10 pesos.
Poi nomeado nresidente da aireetorm do mesm&
banco o Dr. Pedro 'Bastamente.
O Jornal do Cotrtmercio da Corte publicou es-
tes tlcgrammas :
Montevideo 30 d- Junho.
Eot) apparecend 1 protestos contra a perma-
nencia no territorio da repblica do ez-dictador
coronel Lourenzrj L^torre.
Falla-re em orgxnisar um meeiing de indigna
cito para pedir a su. 1 xpulsao.
Buen 18 Ayree, 30 de Junho.
O invern apres.nta-se com um rigor ezoes-
sivo.
Tem cabido novameote grande quantidade de
nev na regio andina.
Montevideo, 1 de Julho.
Foi h'je lido un Cmara dos Deputados um pro-
j cto de 1' i pedindo que sejam augmentados os
dirtitos de aifandega 8^bre os productos brazi-
leiros.
Montevideo, 1 d- Julho (5 berss e 15 minutos
Ja tarde).
O deputado pelo departamento de Montevideo,
Domingo Lamas upresentou boje a Camera dos
Diputados um prejeuto de lei, estabelecendo mo
difieafde-i na arricadaco e reparti?o dos impoe
tos.
Este projecto importa suppres'o das contri-
bun'ii-s directHS p>gas sobre o gado. Em com-
peu-aeao o Sr. Lernas propoe um augmento dos
direitos da aifaudega sobre os productos brasi-
leiros.
Em vista da indigoacao provocada pela pre
smci do ez-dictador cor. ni Lorenzo Latorre na
capital da repblica, o goveroo peoio-lhe que sa-
hisse d>'St territorio.
O eoiooel respondeu que, para n3o crear emba
mcoj sja governo. eatava prompto a voltar, hoje
mesrao, p ra Bu-nos Ayres
A epidenii. da diphteria tem diminuido con-
sidera velmente.
1 de Julho (7 horas da noite).
O coronel Lorenso Latorre parti hoje, tarde,
pira Buenos Ayres.
O projecto proposto pelo depurado Domin-
go Lamas importa um augmento de 8",. sobre
os segu ntfs pr. dueles brasil' ros : canna, agur-
dente, d6ws, fumos, assucar, caf, farinha e ber-
va-mate
Este augmento vigorar 30 dias depois da pro-
molgH(ao da iei proposta.
Os direitos de ezportaco sobre o gado tm p
serio tmbeai mieo ntndos de 10%
Buenos-Ayres, 1 de Julb?.
Attendendo is reelarntco a apresentadas pelo
giveroador e col-mna do d>-partaai< uto do Chico,
o mmi-ttr i_da guerr e da murinba, general Ka
codo, |-ri prou tau ezped c que partir breve-
mente para o Chaco, com o fitn de perwguir os
banu- s de indios qe ltimamente appareceram
neetrs lugares e saqueiaram diversas aldeas, e r.r
estee bwrbnros a imoi.ss bilidade de incommodar
novamente os sneleos colcniaes.
Buen' s-Ayies, 2 de Julho.
U iriV' rno ci ntiii.i rigoroso, sobretodo as pro
vincias do sol e na Patugonia. Teem cabido abun-
dantes ueves. Os viajantes vnoos do sul contam
que las um fro tenivel no canal, e que foram
vistas na entrada grandes massas de gelo.
Valparaso, U de Jubo.
Esta de volta a esta cidade o principe D. Carlos,
Duque de Madrid.
Buenos-Ayres, 8 de Julho.
O govruo da provincia de Sslta denonciou
nvaseme at governo nacional actos depossessS'
nereidos por agentes chilenos, em territorio ar-
gentino.
Cinsta que foram dirig das reclsmscdes ao
Clbiie pelo ministro dos negocios estraogeiros, Dr.
Quirno C> si a.
Buenos-Ayres, 4 de Julho.
O grneai Bacedo, Ministre da Guerra e d,
Marinba, pedio ao governo a abertura de creditcs
extrairdinanes para poder saldar diversas contas
atrasadas, dependentes da sua pasta.
O b*o pedid vai ser presentado ao congresso.
Eieetaarasn-se fewntim sa elei^oes rnubicipaes
na t-idade de Belgrano, correndo na melhtr ordem.
Montivido, 5 de Julho.
Foramvpresos hontem e rccolhidos ao carcere o
general Belm e sea filho, por tersm maltratado
urna pessoa.
6 ae Julho noite.
O Banco Nacional vai estabelecer filiaos no Salto
e Paysaod.
Poi aberta urna subseripcao de accoes do mesmo
banco no valor de dona rnilhoes de pesos. Os
muitos pedidos feitos at agora assjguram o bom
ozito da subseripcao.
Calcula-se que o imprestimo j foi coberto tr
veaes.
E' provavel que o general Belm seja elimi-
'nado do quadro de exercito.
Bsie nos-Ayres, 6 de Julho.
Asha-se restabelecida a ordem na provincia de
Tueasnan.
O sapresentastf0 do goverso Nacional dita ilveu
* joate insursacciona), rosAabelocendo as sima
funrcsSi o go*sjrnador e deseis empregados da
provineia.
Foi aberto um imquerito policial.
A populacho permanecen muito tranquilla, teste-
munhando nSo ter toaado parte no mavimeuto
insurreccional, que foi unieamente obra de alguna
caudilhoa
Ueve embarcar 00 vapor Bam, da Coapa-
nhia Fcanceza dos Transportes Martimos, o ca-
valheiro Eartucelli, que volta a tomar aosse ao
seu cargo de ministro da Italia no Rio de Ja
MBO.
Saatisga, t de JeUao.
9 gorernn prepara asi proj^eto de das costas.
O projecto e o pedidp do crdito aecessario para
p6l-o em execucSe serio brevemente submettidos
s cmaras.
Mootmd, 6 di Julho.
Consta que o Dr. Vaetjuec Sagastume, ministro
deeta repblica no Brasil, pedio demiasSo de seu
elevado -cargo, p-->r causa das diffi^uldadee postes
p 1<> foreros brasileiro i entrada daa antes-sal-
gad as.
O governo, porm, nao a aceiten.
Montivido, 6 de Julho.
O ministro argentino iniciou boje eom o Minis-
tro dos negocios Estraogeiros, Dr Julio Hatsej-a
y Obes, as negoeacC.-e pam fmnajrma conve.icil i
sanitaria entre o Brasil, a Repblica Argeatia-a a
rugaay
O govarno estada os meios de faeitttar e oisaar
a exporta-o das-carnes salgadas para a Europa.
O sead 1 autorisou o governo a contrastar -um
emprestno de viute milhSes de pesos.
No dia 85 de Agosto serio celebrados grandes
festejos.
Haver parada reriata das tropas pelo presi-
dente da repblica.
Guayaquil!, 6 de Julho.
As tropas do governo bateram-em diversos en
centros os revoltosos
Poram TCStabeiecidae as commuoieaces ntre
este,porto e a capital-
As forcanlos revoltosas estotSo red si das que
a inturreicao p"de aer consd nada.
Montevideo, V de Julho.
JE' futeirsraiexite falsa a-noticia -ae ter ido de-
mrttidoo Dr. Jos Vaaquee Sagasnore, nem rmnea
se trafou de lemelhante demissSo.
8. Exc. pedir, ha dias, deniesio do sen-cargo
por motivos de saude : o governo, porm insisti
em nao concedel-a. O Dr. Sagastume permane-
cer, portento, no Rio de Janeiro na qualidade de
mioiatro plenipotenciario o enviado extraordinario
da Kepubliea Oriental.
Buenos Ayres, 7 de Julho.
E,tSto perfeitamente encaminhadas aa negoeia-
goes entaboladas entre o governo argentino e o da
Repubiia Oriental, com o fira de firmar urna een-
veoco sanitaria.
Consta quo o Urazil vai ser convidado a tomar
parte neatas negociacoes.
Buenoi Ayres, 8 do Julho.
Foi posto em quarentena o paquete ioglz Ntva,
da companbia da Mala fiea.1, procedente d) Rio
de Janeiro.
A causa desta medida foi ter fallecido a bordo
um viajante embarcado no Rio de Janeiro e ha-
ver suspeita de ser a mor te causada pela fetnv
amarella.
'O medico da -junta de bygiene. Dr. Sussini,
encanegado do exime bactereologico dos intesti-
nos dos cadveres, vai proceder a autopsia.
Klo Grande do Sal
Datas at 2 de Julho.
A directora ''a praca do commercio da ci-
dade dn Rio Grande reunise no.dia 25 d> pre-
sado e resolveu representar ao govemo contra a-
disposico:s da nova tarifa das alfandeg-e, qus
obrigam ao pagamento de maiores tazas muitoe
artigos da tarifa especial.
R-'solveu-8e tambem convidar as asio.-iacoes
commerciacs de Pelitss e Porto Alegre a repre-
scutarem no n/im) sentido.
No Jaguario, foi condemnado a quatro au-
nos de prieo e multa correspondente, Anmb il da
Faaseca, proprietario de peridico a Grinalda.
Tendo o inspector da Alfand?ga prohibido a
entrada nessa reparticSo a nm negociante,-bouve
protesto p >r parte da Associaco Comnercial. A
directoria da praca 'o commercio contraprotestou
e a Tbesouraria da Fazenda negou por ser attri-
buicao do Tbesouro Nacional, a certidao pedida
pela Associaco Commercial, da portara que pro-
hibi a entrada do negociante.
A Cmara Municipal da capital representou
contra o decreto que declaren caduca a eonceesac
da estrada de ferro Pedro I.
Fallecern) : na capital Paulo Lesseigneur e
D. Perpetua Ferreira de Carvalbo: na cidade do
Rio Grande, Jo3o Antonio Pereira, antigo ompre-
gado da Santa-Casa de Misericordia; em ru-
guayanna, o tenente do 18 batalho de infanta-
ra Franco Bueno ; em Jaguario, Francisco Esta-
do de Belmaady.
Santa Camarina
Dates at 26 de Junho :
Tendo-se dado alguna casos de varila na
capital de Santa Catharina, foi establecida na
fortaleza de Sant'Anna urna enfermara provisoria
para tratamento dos indigen'es accommettidos do
mal.
Falleceu na mesma capital Francisco Anto-
nio (Junen.
Hoyas
Datas at 11 de Junh-j :
L-se no Goyaz: Entraran: na capital
procedentes do.Araguaya, algnns indios Caraj,
em trajes do pai Adi, e foram aboletar-se no
quartel do 20 batalho de infantaria Logo de
poi da chegada foram visitados pelo seu chefe o
brigadeiro Felicissimo, que segundo nos consta,
nio jlo tomar providencias sobre as reclamado.s
)ue elles vieram aqu faaer, porque nao entendeu a
lingua da sua gente.
Disem que os indios ficaram muito desapHi-
tados por nio terem sido comprehendidos pelo seu
Ilustre brigadeiro.
Consta va que ao atravessar o Rio Peixe, falle-
cer affjgudo o R vd. frei Jos Maria
Os Drs. Espinla e Campos Carneiro, encar
regados de ezumiuar o craneu do alferes Pacheco,
que morreu em S. Jos do Tocantins, depois de
destreverem scitntificameate o crneo, e de rela-
tar- m minuciosamente u exam 1 e as experiencias
que b'zeram, concluiram que a bala encontrada no
crneo de arma Spencer e foi de.pedida pir arma
deste tystem >.
F..Ihc-ra'n na capital : D. Maria Cornelio
Brom e D. Mara Corris.
projecto de reorgaaisaco do trabalho apresentado
peino Sr. Jaguaribe Filho.
Oraram 1 Srs. Afljnso Peuoa e Aodrade Fi-
gueira, sendo encerrada a discusso e rejeitado o
reauerimeoto.
Na ordem do dia foram approvados os parece-
res reconhecendo deputados pelos 1 e 4 distric-
tos de S. Paulo o Dr. Elias Chaves e conselheiro
Rodrigo Silva, que prestsu juramento e tomou as-
sen to.
Continuou a 2> diseuiso do orcamento da jas-
tica, ficando prejudicado o requerimento de adia-
manto do Sr. A Sonso Peana.
Oraram os Srs. Theodoro Machado, Alfonso
de Toledo Silva, rt Bidentes esa ato-. Oals Jnior, Rodrigo SU va, ArTonso Pcnoa e Coe-
lho de Rezende.
Formiga, o pharmaceutico Arthu R-drigues Tito
e em Noeaa Senbora da Piedade da Boa Espran-
os, o conego Agostinho Reieodn da Assumpoao,
que alli era vigano ha muitos aiinos, gosando de
geral estima e reapeit*.
m. Paula
Dates at 8 de Julho.
Reassumio no dia 6 a presidencia da provin-
cia o Sr. Viscon'e de Paraahyba.
Termiuou no dia 30 o concursa pira urna va-
ga de lente substituto, obtendo o priuieiro lugar na
classifi^acjo o Dr. Pedro Ldsaa e o segundo o Dr.
Frederieo Abranehes.
Qt laswwdoves Jos Maooel c.a Silveira e .a
jor JS A
gymirisB, tsbsateram condicioaalim-nte todos os aeus
escravos. ss Sorosaba o laarasjor Estanislao de
Campos, tasnaam deu liberdajsf canstsaal aos 40
seravos qas jspssuia.
No a V do passado. y jattsasV) tota,
pelas 9 hoM4a noite, foi dwpemis asi tiro
trao Sr. Joaquim das Dores, quands elle esteva
porta de sua residencia.
O maj/eltor diaparou o tiro cueims-roupa so-
bre o peito da victima, penetrando alguna grSos de
chumbo que s; alojaram ms c&rtilagens costo-
ataroaav
A autoridade policial procodeu immediatameote
a auto de erpo de delicio, sendo peritos os Drs.
Gusmo e Frontn, mentos.
O offendido hornera pobre e paralytico.
Na ra do Caracol, em Campias, na casa do
Se Manoel Joaquim de S Barreto, to lameutavel e contristador.
Estando um menor filho daquel.e senhor a brin-
cas* com urna caixa de phosphoros. auccedeu cabir
um acceso, dentco s urna Uta de kerosene, a qual
faeendo ezploso, eommunicou as chammas -is rou-
pas do meo ir.
Aos gritos da iofaliz crianoa, acudiram as pes-
soas da casa, que o salvaram da terrivel situacio,
eatendo porm, j bastante queimado no rosto e
nss mof.
O Sr. Dr. Kopfer prestau-lbe os primeiros aac-
corros.
No Rio Claro, Sitando o profesor Ernesto
Lopes a lecciooar alguna discpulos, desabsu sbi-
tamente usan grande porcao de reboco, deizaodo-o
bastante maltratado, b.-u coj a dous dos^us
almmnos.
v As.folbas da capitel noticiam que falleceu em
Santa Barbara o capito Belohior Fiancisoo da
Graga Martina, tio dos Drs. Martim Francisco e
Bruue de Audrada.
Tambam alleceram : na capital, o capitao Joa-
quim Francisco das.Chagas; no Rio-Claro, Samuel
KJeiner ; em S- Carlos do Ptohal Joo Paulo da
Cijuz Leite.
Na capital, falleceu ao dia 3, aa ilade de
47 anuo?, o Rvso. conage .Antonio Jos Googalv-is
chantre diS- cathedral e cbanceiser da cmara
eoclesustic. Foi coiud 1 es un canonicato da
cathedral asi 1870 e na dignidadn de chantre era
1877. Servia Uwbeqi ha aaaos como tb-iaourairo
da caixa pia e promotor do hspalo Sjiacmnbio
victima de leso cardiaca.
i No jaesmo dia falleceu esa Ju id ahy o vigario
respectivo, padre Joj Jja R^driguss, sacerdote
alli muito ousidecado e estimado.
" Tambem falleoeram : no Amparo, o negocian-
t3 Antonio Fcaucisco des Santos o em 1 t, Bene-
dicto-Rodsjguos de Avila.
Mina eraea
..tea at 8 de Julho.
Um telegramraa de 6, de Ouro-Preta, d esta
noticia:
Foi boje aberta a Aesembla Provincial. O
presidente da provincia, Dr. Figueiredo, leu um
importan t relatorio.
O Sr. minictro da justica receben o seguinte
te Ir gra ma, ezpedido no dia 2, pelo presidente de
Minas Geraes:
O delegado da Diamantina informou por tele-
gr mma So c-befe de polica que bouve conflicto en-
tre pravas do destacamento e peBSoas do povo com
ferimi-otoB d parte a gmte. Immediat;mei.te
mandei partir um offlcial que nao veio por ordem
minba, e o chefe de polica providencien sobre a
ida do destacamento do sierro, que era o mais pr-
ximo.
O delegado dis que a tranqniliidade ficou res-
tabeleciaa e est procedendo a inquerito. Officiei
ao promotor publico para auxiliar n delegado as
diligencias para punicio dos culpados. O presi-
dente da provincia, O/iveira Figkeirtdo
Na corte era e.nbecido o segointe resultado
da eleicSo senatorial :
M. J. S.iares 8716
Evaristo Vega 8581
C'serio Alnm 8572
Bario de Leopoldina 8348
Fidelis Botelho 8315
Carlos Afronto 8200
Fallecern-.: na capital, o pharmaatutico Ma-
noel Frederieo de Oliveira Jacquee ; na cidade da
lo Ir Jiwelr
Ditas at 9 de Julhj :
Eabaiearam no dia .30, no Oironde, SS.
\1\1. II. Si Revista Diaria puolieamis a dis -
cripelo do embarque.
. tis a reaeoba dos trabalhos do pai lamento :
No dia Io, no senado, foram epatados o projecto
e o requer manto apresentadas na aesso de 27 io
mea fiado .pelo Sr. Tauuay, relativamente loca-
ci de servidos. Sjbro o requerimiuto, que fj
approvado, orou o Sr. Bario do Cotegipe.
O Sr. Metra de Vasconeellos apresentou um re-
querimento, que sera debate foi approvado, pedindo
capia do orcamento apresentado pala ia^eceao do
Arsenal Ue Mari sha pai a a eonstruceio do cruza-
dor da classe B ; e que tambera se informe ae ao
orcamento acompanhau algutn plano.
Na ordein do da approvoa-se urna proposicio
da cmara doa deputados concadendopensio, e re-
j tou se outra, de 1887, relativa ao provin-mt> de
otfi;o3 de Justina.
Suspensa sesso por viote minutos, omquanto
se aguardava a chegada do Sr. ministro da mari-
nha, logo quo este chegou prosegua a 2* dacussio
do projecto de fiaco das forcas, de mar para o
20 semestre de^lS^.^Oraran os Srs. Silvjira,aa
Motta, Bario de Cte^lpe, Visconde de Pdlotas,
Meira de Vasc.oncellos-e Correia, e fijou a diseus-
sao adiada pela hira. .
Na samara, depois da liitura das actas e na
hoza do expediento, oraram os Ssa. -Araujo Gos,
Almeida Nogueira e Marcondes Figaeira.
Teve priraoira leituia-um projecto do Sr. Coelbs
Rodrigues sobre patrimonio das Cmaras Mnnici-
paes.
Na ordem do dia foi eoeerrad a discusso do
orcamento (despeza) do imperto, sendo approvada
a proposta como foi emendada pela commiBsao
respectiva.
Na discusso do artigo additiv > da mesma com-
misso suprimind 1 cursos da Escola f Polyt ichniea,
oraram os Srs. Aflboso Celso Jonior, Fraire de
Carvalho, Coste Aguiar, Pedro Luiz Ljurenco de
Albuquerque e Ritiabona.
A discusso foi encerrada, ficando a votacao
adiada por falta de numero
Na discusso do orcamento da justica orou o
Sr. Rodrigues Jnior, ficando a discusso adiada.
No dia, 4, no senado, depois de haver o Sr. Vi-
rialo de Medeiros pedido presidencia da casa
que nterpozosse aeu valimento, afim do que pe>
governo foasem remettiias as in ormacoes que ao
mesmo senado requerera, o Sr. Ignacio de Martina
justificou um projecto abolindo a lei de 10 de Ju-
nho de 1835.
O Sr. Jaguaribe justificou outro projecto, tam-
bera firmado pelos Srs. Ignacio Martina e Silveira
da Motta, derogando ao 2* Jo art. 1- do decreto
de 9 de Outubro de 1886, a parte que ioolue entre
os motivos de aposeoaco obrig&toria dos magia
irados a idade de 75 annoa.
Ambos os projectos ficaram sobre a mesa para
screm opportunamente apoiados.
Proseguindo, na ordem do dia, a 2* discusso do
projecto de fizaco de torca naval para o 2o se
meaire de 1888, oraram 03 Srs. 5:lvtir M irtius
Bario de Cotegipe e Taunay, fie-indo a discusso
adiada pela hora.
Na cmara, depois daleitura das actas, teve se-
gunda leitura e foi julgado objecfo de delberaci'<
o projecto apresentado pelo Sr. Coelho Rodrigues
sobre patrimonio municipal.
Fui lida urna interpellaco do Sr. Macicl ao pre-
sidente do conselho, para a qual ser opportuna -
mente murcado dia e hora.
Na dicussio do parecer da respectiva commis-
sio sobre o projecto do Sr. Jaguiribd Filho sobre
elemento s-rvil, oraram os Srs. Pedro Luis, Ra-
tisbooa, Aff-nso Celso Jnior e Fortella, ficando e.
discusso adiada.
Passando-se ordem do Sdia, foi reeleita a
mesa.
Foram approvados os d us additivos da commis
sao de orcamento ao orcamento do imperio qu -
entra hoje ni ordem dos trab ilhos por ter sido
dispensado c Intersticio a requerimento do Sr.
Coelho Campos.
Na discusso do orcamento da juatica, oraram
os Srs. Ratisbona e Rodrigues Jonior.
A discusso ficon adiada.
No da 5, no Senado, depois de haver o Sr. B1
rao de Mamar reclamado contra algunas proposi-
to -s do discurso proferido na sesso anterior pelo
Sr. Taunay, o Sr. Siqueira Mondes requeren
commisso de e nprezas privilegiadas e obras pu-
blicas fossem rem-ttidos diversos esclarecimeiitoi
r. lativos ao seu projecto approvands a clausula
17* do c utracto para a navegaco dos ros To-
cantins e outri'S.
O Sr. Cruz Machado justificou um projecto in-
terpretando a diaprea 1 do 2" do art. 1 da lei
n. 3,309 de 9 de Outubro de 188o; e o Sr. Candi-
do de Oliveira apresentou nm requerimento pedin-
do intoruiacdes sobre os procesaos instaurados por
occasio dos disturbios de Uoeraba, em Janeiro do
anno findo. Sobre a materia do requerimento,
coja discusso ficou adiada, orou o Sr. Ribeiro da
Luz.
Sibre a fizaco da forc naval para o 2 semes-
tre de 1888, materia que constitua a ordem do dia,
oraram os Srs Bario de Cotegipe, Taunay, Igna-
cio Martina (pela oraera), Candido de 01 veira e
Castrioto, ministro ds marinha e ficou a discus-
so adiada pela hora.
Na cmara, depois da leitura da acta foi lido
um projecto, apresentado pelo Sr. Coelho de Re-
seude, cieando urna relaco no Piaaby.
Proseguio a discuSsio, que ficra adiada, do r
qurrimento da commisso de constitoieio e legis-
A discusao fices adiada.
No dia 6, no Senado, o Sr. Bario de Batnela
justificou, sobre kesaeios 4 STgipe, um saqu-ti-
saaato de informacoea, o>a discuaao fices adiad,
peta hora.
Na ordem do da proseguio o debate do projecto
de fizaco de forca naval para o 2 semestre de
1888; oraram os Srs. Lamare, Vriato de Medei-
ros e Avila e fiaou adiada discusso.
Na Cmara, de oa da leitura da acta e do ex-
pedante, tese aagusda Ieitara e foi julgado objec-
ip de deliberaci) o projecto do Sr. t.'oeih> de Re-
eeode, sobre a creayo de umi Relaco no
Piauhy.
Duraste os tres quartoa de hora, fallaram o
Srs. Port-'lia, Joo Henrique, Montandoo e Carlos
Peixoto.
Na ordem io dia foi eacerrada a 2* diacu9sodo
orcamento da justica, a roquecisaauto do Sr. Por-
tugal.
A proposta foi approvada com as emendas da
commisso e a emenda suppreasiv-* de alguna de-
putados.
Na 3' diaeusao do orcamento do imperio ora-
ram os Srs. Lourenco de Albuquerque, Afionao
Celso Jnior, Almeida Nogueira, S.bastio Mas-
carenhas e Pedro Luiz.
.A diteussio ficou adiada.
No dia 7, no Senado, depois de urna reclamaco
do Sr. Vriato de Medeiros relativa publicaca-j
de seu discarao da vespera, o Sr. Si.veira da Mot-
ta justificou um requerimento, pedindo infjrma-
cos sobre aa cauaas que embarzalo a extraeco
das loteras da corte. Orou o Sr. F. Bdieao, e
foi approvado o requerimeata.
O Sr. Taunay pedio que se appiua^-'in as dis-
posico -s rogiipentaes ao projecto d aecularinac^o
dos cemiterios, cojj parecer anda ao foi dado.
Exphcaram a demora os Srs. presidente e Lio
Velloso.
Na ordem do da discut )-se o projecto de fiza-
cao da forca naval para o 2 semestre de 1888
Oraram os Srs. Castrioto, ministro da tnariuha,
Vriato de Medeiros e Correia, e -ficou adisousaio
adiada 'pela hora.
Na Cmara, depia da etura da ;acta,e do ex-
peJieut-, teve a primeira leitura um projecto de
lei, apresentado pslo Sr. Biro de Caniud, tor-
nando ascompaubias de boudse maia vehieulos de
traccao animada respoasaveis civilm -nte peloa
damaos que caasarem.
-O Sr. Rosa e Silva fuodamentou 011 tro projecto,
extiuguiudo o imposto geral de exportacao sobre o
assear.
Completou a hora do expediente o Sr. Soares.
Na ordem do da, proseguio a 3' diasuasao do
oicyimeato do imperio.
Oraram os Srs. Oiymoio Campse \raujoG-a,
fiaando a discussi adiada pela hora.
O Sr. Pedro Beltrb interpallou o Sr. ministro
d 1 fazenda sobre a execicio da nova tarifa.
Responden o Sr. ministro da fazenda, orando
anda os Srs. Bario de Guahy e Andrade Pigueira.
A d'scusao ficou adiada pela hora.
No dia 8, ao Sanado, depois de apilados os pro-
j-ctos ultimamaute apreacntados pelo Sr. Ignacio
Martina, revogaodo a lei de 10 de Janao de 1835,
e do Sr. Jaguaribe, relativamente a aposentavo
de magistra 1 j--, o Sr. Nones Uoncaives reclamou
c mtra alg imaa observaoo.-s que em sesso anterior
lisera o Sr. Taunay com referencia demora ua
apresentacio do parecer sobre o projecto desecu-
larisajo doa cemiterios.
O Sr. Viriato de Medeiros justificou um requer
ment pedindo'infortnacoea ao governo obre actos
do poder judiciario Oraram os Srs. SuWeira da
Motta, Ignacio Martina, Viriat) de Medeiros, No-
nes GonC/ilvea e Silveira Martina. Ficou a discus-
so adiada pela hora, e com a palavra o Sr. Meira
de Vasconcellos.
Proseguindo, na erdem do dia, o debate do pro-
ject> da fixaco da foroa naval para o 2 semetro
do 1888, orn o Sr. Avila e adiou-ee discusso
p-'la hora.
Na Cmara, depois da leitura da acta e do expe-
diente tiveram segunda leitura e foram julgados
objectoa de delib -raco os dous projectos aprsen-
telos hontem pelos Srs. Barao de Canind e Rosa
e Silva.
Teve primeira leitura nm projecto do Sr. Ratis-
bona e outros sobre furto de gad 1.
Fallaram na expediente os Srs. Caineiro da Cu-
nba, Portella, Theodoro da Silva, Araujo Gees,
Rodrigo Silva e Alfonso Psnna.
Na ordem do dia, depois de orar o Sr. Andrade
Figueira foi encerrada a 8* discusso do oreamen
to do imperio.
A proposta foi approvada e remettida com-
misso d-j redacto.
Na 2a discusao do orcamento de eatrangeiros,
oraram os Srs. Lonreuco de Albuquerque e Barao
de Cotegipe.
A discusso ficou adiada pela hora.
S. A. a Princea Imperial Regente d au-
diencia no imperial paco de S. Chratovo, s
quintaa-feiras das 5 s 7 hars da tarde.
S. A. Imperial e seu augusto esposo receben)
as peasoas que os queiram comprimentar, ni mes-
mo palacio, a segundas fuiras das 5 t/2 a 7 1/2.
ciavel meio de exhibir os seos trabalhos, eonstruc-
coes, machinas, etc.
E' tal ves este o raelbor n-odo de tronar patentes
a entendidos e profanos os nossos progressos em
viaco frrea.
A estrada de ferro D. Pedro II, por mais fa
cilidade que teve, ostenta urna exposicio comple-
tisBima.
Rodas de ferro fundidas, bombas, material
telegraphico, systema de signaes, meios de illumi-
nacao, um trecho de e.-trada ao natural, com e
leito formado de pedra br-tada ; escapbaodros e
muitissimas outras cousss que, juntas a que men-
cionamos, provam el oq o en temen te que e esta a
nossa primeira estrada de Ierro e urna des pri-
meiras do mundo.
A Leopoldina, alm das photographiaa, cartas
plantas, etc., aprsente urna bomba fabricada as
suas OjfacinHS e um vago de passageiroB e outro
de "araej. esa elegante e delicada redueco de di-
mpnsoes.
Miltiares de pessoas havam nos dias segnintes
visitado eaasa exposics.
Suas Altezas a princesa imperial regente seu
augusto esposo e filhos estabeieceram no dia 30
sua residencia no imperial palacio de S. Christo-
afSaa
Desde o dia 11 do passado seguem o curso do
externato do imperial collego de D. Pedro 2- os
principes do Grao Para e D. Luiz Maria, este as
aulas do 1" anno e aquelle as do 2o tendo sido em
Oezembro prximo passado approvado com dis-
tinecio em todas as materias do i".
Falleceu o Dr. Antonio Jos Rodrigues de Oli-
veira Filho, ex juiz municipal de Araruama.
Durante o mez fiudo rendecam o seguinte as
repartieres fiscaea:
Aifandega 8,463;214*674
Mesma data 1886 3,341:4504394
Recebedoria 1,911:990*003
Mesma data 1886 2,032:611*828
Mesa provincial 124:854*846
Mesma date 96:062*436
Eapirlto Sanio
Datas at 5 de Julho :
A Promi a do Eipiritaant* de 2 refere o se-
guinte :
A's 6 horas da manh de hontem 1 de Julho
na guarda de palacio, o soldado Amaro Gomes sa-
bio faxiua e voltou no seu posto s 8 3 3(4 ;
ebegando, o seu primeiro feto foi aggredir com o
sabr o commandante da guarda, o anapecada Lau-
rindo Francisco do Naacimeuto, ter indo em se-
guida a outro camarada ; sendo rebatido embalou
a carabina e tentou atirar no dito anspecada, 0
que nao coiseguio porque bouve quex interviesse
e conseguisaedesarmar a desenfreada praca.
Babia
Datas at 11 de Julho :
A proposito dos festejos do Dous de Julho, diese
a Gazeta da Baha, de 4 do corrente :
Nao com o esplendor de aunos passados, mas
anda asaiin ora animaco, que nao podia ser
maior viata do pouo tempo de que dispoz a
respectiva commias), reahsaram-se oa festejos
do Dous de Julho eate anuo.
Depoia da entrada dos carros triumphaes na
prac 1 Conde d'Eu, precciidoa de alguns batelbos
pitrioticos, de cavalleiros e carros, celebrou-.se na
cathedral o le-ftnm, a que assistiram S Exc. o
Sr. i-.juielu-iirj presidente da provincia e mais au-
toridades superiores, a Cmara Municipal, offi-
iaea do exercito, do corpo de polica e di guarda
nacional, e grande coucurao de povo.
Occupou a tribuna sagrada o Revm pregador
imperial frei Carneiro da Cunta.
as noites de 2, 8 e de hontem foi bastante
concorrida a praca Conde d'Eu, que foi bem Ilu-
minada, a
No dia 7 accrescentou o mesmo Jornal :
Cora alguma animaco, apezar da chuva, co.i-
cluiram-se aute-bontem os festejos do Dous de
Julho com a volta dos carros triumphaes para o
seu pavilbio ao largo da Lapinba, onde ebega-
ram ae 9 horas da noite, depoia de terem percor-
rido o itinerario anuuucado pela reapectiva c-m-
maaio.
Durante todo o trajete, reinou aempre a me-
lhor ordem entre o povj, que em grande massa
acompanhava os canos.
Vctima de antgoa padecimentos e na idade
de 78 annos, falleceu e sepultou-se no da 2 do
carreafi. no cemitcro do Campo Santo o couse-
Ibeiro E'ias Jos Pedrosa, lente jubilado da Fa-
cjldade. de Medicina deete provincia.
O finado era um cidadio respeitado e eatimado.
Nesta capital teve grande clnica e como inspec-
tor da saude publica prestou relevantes servidos
aa epidemia do cholera-morbus.
Era commendador da ordem de Cbrsto e Quicial
da ordem da Rosa.
Tambem victima de antigos padecimentos e
contando 87 annos de idade, falleceu O. Ray
inunda Porcina de Jess, geralmente eonhecida
por a ChnpaditUi.
Sob o titulo novo banco, diz o Jornal de Noti-
cias, de 11 do corrente :
Comecou a funeconar hoje, ra Conselhei-
ro Dantas, n. 20. urna caixa filial do Engluh Bank
of Rio de Janeiro Limited, autorisada por decreto
do governo imperial, n. 8610 de 23 de Junho de
1882, e por acto da presidencia da provincia, em
data de ante-hontem. O capital do English Bank
de 1.000 0W 0-0 de libras sterlioas oa........
8 888:88is880,.8ando o realeadode 5.000:080-0-0
de libras sterlnas, ou 4.444:444440.
O fundo de reserva de 20J.000-0-0 libras
sterlinas.
A dotaco ou capital da eaixa filial, que acaba
de abrir-se ne8ta cidade, de 500 contos de ris.
O novo banco, que est sob a gerencia do Sr.
Thomaz Ellis, aceita.
A Aifandega renden no mes prximo pis-
tado :
Direitos geraes 662:610*147
5 "/, para o tundo de emanaipaco 26:192li6
Direitob provinciaes 147:Oj1JJ901
INTERIOR
SuHMiBIO
laca, pedindo informacoea ao governo sobre o I tras, apreaent-ndo photographiaa como mais apre
No dia 3 noite reahsou-se no Lyeeu de Ar-
tes e Ofncos a inauguraco da exposicio de ca-
minos de ferro, asaiatindo 8. A Imperi .1 Regen-
tS e seu augus'o esposo.
Estiveram presentes os Sra. ministros da agri-1
cultura, do imperio da justica e da marinha, mem- I ------- --
broa do c rpo diplomtico, Mrquez de Tres Ros,r correspondencia uo Diario OC
Vizconde de Parnahyba, senadores, deputados, of-1 l'eruaillblico
ficiaes de trra e mar crescido numero de enge- j Rjq DE JANEIRO CORTE. 8 de Julho
nheiroa e imuatriaes, representantes de mnitaal 1 1887
outras classes sociaea e da :npreosa e multas se-
nhoras.
A's 8 lioras chegaram Suas Altezas, sendo rebe-
bidas porta pela directora da Sociedade Propa-
gadora das Bellas Artes, que as conduzo at a
entrada do sali onde sa acbava a directora do
Club de Eog. nhaiia.
Na mesa da directoria s^ntaram-se o Sr. minis-
tro da agricultura, presidente effeclvu ; c u.- ibe-
ro Alfredo Cbav< s, presidente honorario : os Drs.
Mello Barreto, 'presdent-' do Club de E-ig-nhana
e vice-presidente da commisso executiva : os Drs.
Parreiras H rta e Cockrane, vice-presidentes ; o
secretario J. Carlos de Carvalho e os membroa da
commisso ejecutiva.
O Sr. ministro da agricultura pronunciou uro
discurso.
Em seguida orou o Dr. Melb Barrete, presiden-
te do club de engenbaria, m-ostrando es progres-
sos da vi icio frrea no Brasil e lembrando nomes
dos que mais importantes servicos pre-taratn ao
paiz, promovendo ou consumado estradas de fer-
ro.
Fiado este discurso perc rreram Sais Altezas a
exposicio, demorando se duas horas no exame de
objectos expostos e ouvindo as ezplcacoes dadas
por raembres da commissio exe -utiv i
Aa 10 Doras n tiraram-se Suas Altezas cam as
meamaa formalidades con que foram recebidas e
entraran ns bond por traccao elctrica, que esta
va em frente ao edifL-io do Lyeeu.
O bond fui at o largo da arinca, mas descar-
rilbou ao passar dalinba de Bitatogopara a Vil-
la-Iaab'I.
Depois de pequea di mora collocadn nos trilhos
seguio at o Campo de ant'Anna, onde Suas Al-
teras passaram para seu carro e seguiram para S.
Cbristovio.
No edificio tocou a msica do arsenal de guerra
e uma f re 1 do 1 bata bao de infantera fez a
guarda de honro..
Era extraordinario dis o Jornal do Commer-
cio. o concurso de povo as immedia^oes do Ly-
eeu, recbenlo Suaa Altesaa multas aauacoes ao
OLtrarem ao bnnd.
O Lyceu, a typographia Nacional, e o theatro
estavam Iluminados.
O aspecto geral da exposicio d idi sofE-
ciente do adiantamento em que estamos, em mate-
ria de estradas de ferro ; inicuamente a abstenco
e ausencia de lgumas nao peimittiram que este
mostra da nossa viaco terrea fossu to completa
como podera ser e como ardentemente desejava o
club de Eogenharia que nao p upou esforcos nem
fadigaa.
Brilhm em todo o caso a tetrada defeiro D.
Pedro II, a Le poldioa, a Mogyana, e raaitas ou-
Promenorea sobro o rompimen-o Uo
Sr. Taunay com o Sr. Cotegipe.Como
cn.econ a divergencia. M Jificaco
propoeta pelo primeiro lei de lscaoao
de servicos Questojs que se ligam
immigraco. Discusso das forcas de
mar.Vo'acao do orcaonento do imperio
na Cmara. 1-rojecto de suppresso de
imposto de exportacc sobr pelo Sr. Rosa e Silva.Quatro parece-
res da commisso de conatituico e le-
uis-aco.Licencas a deputados.Uma
recordaa do que acerca de subsdi o
se passou na couatituinte. orno pen-
sava a geraco d'aquella epocha.
Tendo de tratar neata do que tem occorrido
nas Cmaras, coui-c .r.-i dando alguna promeuores
aobre o romp liento do Sr. Taunay com o Sr. C>-
tegipe,3 portento con o ministeriode q n fal-
iei ligi'irarnente na anterior, e a que ae tem queri-
do dar propi-rcoes que nao pode ter, embora seja
sempre desagradavel e penoso para qualquer mi-
n sterio a separaco com estrepito de um amigo
prestimoso.
Como sabido, o Sr. Taunay desde tempes
passados tem se constituido pregeeiro e propa-
gandista de certas ideas adiantada3, taes como
grande naturalista casamento civil, secnlari-
9o dos cemiterios, etc. profunda altcraca. na
lei d trras, registro civil, etc., medidas natas
iiue Ihe parecem iudispenaaveis, para que consi-
gamos attrahir imraigrautes ao paz Tambem
sua opnio que a lei sobre locaco de servics
seja alterada ; e neate sent io apreseatoa ni
sesso de 27 do passado um projecto probibindo
que nos contractos de locaco se posaa impor a
pena de priao. No mesmo dia e na mesma occa-
sio mandou tamb-m mesa um requerimento
pedindo que o governo informe si tem sido ap-
piicada a citada lei de locaco de servicos de 15
de Marco de 1879, embora eem regulameoto at
hoje, em quantas provincias e quaes ca resultadoa
que tem produzido.
Com um dia santo que se metteu ie permeio e
com o embarque do Imperador, s no da 1 do
corrente entrou esse requerimento em discusso.
Nao ie acbava na casa o Sr. Tauuay quaudo o
Si. Cotegipa pedio a palavra, tomando com exor-
dio a ; usencia do honrado senador, que lamentou
na occasio, notando que apresentasse elle e pro-
j cto e o requerimento ao mesmo tempo; proponha
revogaco da lei quando anda precisava informa-
coea.
Ou o nobre senador, disse o Sr. Cotegipe, nao
est habilitado para propor a revogaco da I. i
ou o requerimento de S. Etc. intil. Nao sa>
beodo como explicar esa ligaco de que reralt-
AL. .

-
1
I

I
HiflVH l
sazssss^ai-----^saianaar->^

1




,--------
------
T
Diario de Pernambar.ilScxta-feira 15 de Julho de 1887
'
orna contradicgio, paraoea-lbe que o fitn do hon-
rado leniidor Mrs pasear ama revista eos tado
quanto dii respeito a osmgragio, qw a a
atienda carthago, e ligando ao assomps reforma.
que sio (fe son nataresa soeiee* de legMaeao
efril.
Exponds o a medo de eaearar Ues qaestoes
e ffirmindo que aio ha no Brasil krtoleraaoia
religiosa, mostrou que outras e nio m apootadas
sao as causas a que te deve o mallogro da tenta-
tivas e gran les gastos que temos feito para o de-
sejadi fim, do qual nenhum ministerio se tem
quejido.
Passand) a outr* ordem de eonsid-'r'coes sobre
o aystemt que co ivn I ptar o prometiendo we.
lhor apreciar a questio na discussio do Ministerio
d* Agricultura, o Sr. Categipe termina* qnaade
. I- t-V. '!______ .. liurl (IB4U
commuoiea qae talvea nio possa assietir aos tra .os anna-'S daquella sessio, veuceu se que patsasse
fim do regiment, a formar o ultimo caoi-
entro no salo o Sr. Taunay, e, em aparte disse
sentir nio ter ouvido o orador.
Sinto, obscrvou este, mas nio podia de.xar
passar o requerimento aem protesta. Empraso o
nobre senador para a diacusaao propria dtste as-
sumpto que o orgamento do Ministerio da Agri-
cultura. Abi nos rremos qual a razio par*
querer separar-se do nos.
O Sr. Taunay .-Nao me separo, continuamos
bons amigos ; com V. Exc. hei do conseguir
auita oaisa.
O Sr. Bario de Cotegipe.Destas que dn, est
engaado ; pode mesmo desdo j desenganar-iu.
(Riso.)
O ir. Taunay : V. Exc. partidario do ca-
samento civil, apresentou ao parlamento uada me-
nos de dous projectos a esae reapeito. ()
O Sr. Bario de Cotegipe':Nense leinpo eu
tinba tanta inexperienea quanta tem o nobre se
nador agora.
O Sr. Taunay uvindo eutio o Sr. Ignacio Mar
tins que Ihe estava perto e advertio-lbe em re
aaixa de que se elle tivesse euvido o discurso d>
8r. Cotegipe uio daria uquelles apartes ainigaveis
poz-se de prevengioe mudou de tom nos apai-
tes que continuou a dar, aos quaes ia responden-
:. Cotegipe, at que fui traz-do. bada p r
apartes diversos de outros senadores, a libertagio
concedida pela tamilia Prado Aceres de quinhen
tos escravos.
Observando que se queria envolver na qm sto
da immigraga escravos do Sr. Prado, que ae-
nbor do que aeu, conc'nio o Sr. Cotegipe que
o nobre senador p >r Sauta Catbarina podia fa-
ler o mesmo so tivesas escravos, ou si os tem ;
que a isa > uio se oppunha e at achava maito lou-
vavel, e, se preciso fosse, mandara celebrar urna
missa em aegio de gragae.
O requenmento foi approvsdo, votando, por fim,
a favor delle mesmo Sr. Cotegipe, por tef esse o
desejo manifestado pelo Sr. Taunay.
No da 2 uo houve sessio, e 3 foi domingo.
Teve, portauto, o honrado senador por Sauta C-
tharina dous longos das para pensar, consultar e
ouvir amigos e adversarios, de todos os qua a af
firmou elle ter ouvido quo lhe nao era possivel
mcompanhir sem quebra de dignidade o actual
presidente do conselho, que lhe dera, por modo
tio injustificavcl passaporte para a opposicSo.
Aaa a discuaaio das forcas de mar rompeu desabrida-
mente com o Sr. Cotegipe, como naturalmente ver
0 leitor, pelo seu discurso, que bem provavel
seja transcripto nease Diario.
Ouvij-o o Sr. Cotegipe, e como foi no fim da
sessio, s no dia seguiute tomou a palavra, appel-
lando antea de tu o o para o presidente da casa,
para que diaaease si no seu discurso bavia injuria
ao nobre senador, ou se no que tinht dito havia
alguma oxpresso que .njtivaase a inesperada e
Violenta aggressao que lo i. s teste.ounharam. Nao
podia responler ao M)bie senador porque este
mesmo .nuiUa v zea r apondeu a ji proprio quao-
do se i icra m or jipe elle o aecusava de falta de aincern ic,
q .ido estava com a verdade, ae quanio o seoa-
aa\ i, so quando o elogia va, assim como d le
qoaodo descobnu os seus efeitos?
Qaauto .i aborrecimeiito que i supposto ptoce-
dii.u-no do orador tem acarretado as fileirss c a-
aervadores,e entre os deputados, accreacentoi :
J deelarei ni cmara doB deputadoa que
ap -:Co muito o apoi> do partido a que teuli; a
h -:ra de pertenctr desde longos anuos; mas (ue
u'l mendigo apoio de condescendencia. A'qU'ues
que apoiam o g>verm, embira tenham motivas de
nm ou uun-j dUO*tO que i-oireapeude a um u ou-
tro acto do gabinete, todavia devo faser a justiea
de qup, se sustentan) o gabinete achual, porque
entendem que elle representa ideas conservadoras
e de ve persiatir no poder. Deade que eu reconheca
o contrario, tstej certo o nobre senador que esta
cadena nao seoo ama cadeira de eapinhoa e que
neohum motivo, alm dos de ordem publica, pode
levar-me a supportar o peso do governo e ainda
mais o das injusticas.
O Sr. Taunay, em aeguida, e com maia brandura
procurou ustiricr o aea procedimeuto, e foi ah
que dase ter ouvido a gregoa e iroyauos qu- o Sr.
Cot'gipe o havia empurrado para a opposico.
E devo aqui accresceutar que o primeiru diaeur-
aa dj Sr. Taun y, depoia de reviato e corregido, e
boy: publicad j no Diario Official, nio conten aa
aaperetaa que ae encontrara nos extractoB drlle da-
dos pelo Jornal do Commercio e Oateta de Noticias.
Segando a Gozeta da Tarde o faci tem grande
alcance e pode produsir gpivea cous (jjouciae
para o gabinte, viato como o Sr. Tauay arrasta
coinsigo o Sr. Joo Alfredo, e o Sr. Prado taaabem
nio anda aatisfeito. Ao bom senso do Wtes deixo o
avaliar o mrito de semelhante pni3ar.
Nada mlis digno de m ocio tem oc-jrridono
senado depois d'aquelle incidente. Tem continuado
a discusso das torca de mar, que provavelmente
a aera encerrad i ni aabDado, d'pcis d'amanha,
mesmo porque da cmara, cnie smente boje ser
encerrada a 3 discussio do orcainento do imperio,
tem sido enviada para a casa dos velhoa materia
argente, como aeja o ornamento d? qualquer doa
mipiaterioa.
Na cmara foi votado em 2 discussio o cci-
ment lo ministerio dajuatica, cajo debate c, rreu
frioeem fferecer nenhum incidente digno de men-
cao. a nio aer que, por ter adoteid o Si. Mae
lKwell, e nao ter comparecido noa dou8 ultimo
dins, foi encerrad a dita diasusaio, c-m que o
respectivo ministro se tivesse feito ouvir, pelo
roenos para r. sponder na Igumaa da quea;5ea, maia
ou menoa de tarifa, propoaUa pela oppoaicio. Sub-
tituiu-o, porm, o collega da agricultura, o Sr.
Rodrigo Silva, que, por duaa vea. a, reepoudui com
brevea palavraa ao qne lhe pareceu nencial.
Deas* auatncia do honrado miniatro da justiea
r tem se querido inferire na imprensa foi dito
que ania alguma cousa no ar. Nao o creio, e
tanto que j hontem o Sr. Mac-owell compareceu
sessio.
Foi hontem presentado e jus a Jo pelo 8r.
Rosa e Silva um projeeto assignado i h depatacio
dessa e deputados de outras proviucia upprimin-
do o imposto de exportado sobre o assu i con-
tar desde a data da lei. Juatificuu o Si osa e
Silva e?sa clausula final, mostrando que t ido de
comecar a safra annuaria em Setambro, so l-r a
esperar se prla futura lei de orcamonto, que co-
is gara a vigorar de Janeiro por diante, para nelia
ceosignar-se a suppressao u'aquelle imposto, tica
ara a lavoura da canoa privada de gosar at entio
de um beneficio reconhecidamente argente e nico
por emquanto que pode dar lhe um p uco de aleu
t e trala do abatimento em que se acba.
PallauJo nos trabalh )8 da Camari d-a Deputa-
dos, permi'U-tne o leitirqU'", mesmo com preteri-
do d: outras, alias de somenoa valor, ea i>fferev
i sua aprtciacao os parece r.s abaixo, approvadus
na seaaio de 4 do corrate, e que sio caracterie-
ticoa.
1. a. 4datado de 12 de Maio.
A eommiss.io de conatituicio e leghlacao,
tendo preaeute a peticao (o gripho meu) do l-
putado I)r. F. Ideltonao Ribeiro de Men;ze, em
qae solicita liceuca para tratar j degiavein-
commodo de chde, de parecer que eata lhe teja
concedida. Aesignad >s : Aleocar Araripe,
Tarquiuio de S^uza, Eufrasio Correa, Silva Ta-
var. s, Manoel Porteila, Alves de Araujo, Jyme
Rosj, Ilenrique Salles, Leandro Ratiabona
Nio ae declara quem o relator.
.'a. 27datado de 26 de Junho.A infama
eemaoissio, tendo presante o requerimento em
a\xa. o deputado frVIioto E'ysio de L-mos (j-oma-
ga... pede licenca para conservar-se ausenta ia
cmara durante a presente sessio legislativa, vis-
to tercm-ae aggravado os incommodos de a ie
que motivaraui a licenga que Ibe conedeu a c-
mara o aano paseado, de parec-r que a-ja defe
rido o requerimento e concedida a liceuea vos
tfrmos da lei. Aa-ignados oa meamos aenhoies,
eodo relator o Sr. Heorique Salles, liberal.
3ao___ 2SJe 3 de Janho, dat i anterior ao
outro e iiumeracao posterior.
A mesma commisaio, a que foi presente um
ortici i d" Sr. deputado Bario de Diamantino, da-
tado ae 7 de Marceo do crrente aun., em que
balhos da MMri as- eosMoo da seaaio, visto
acbarsm-se iatsrrompidas as communica^oes pela
vis fluvial, desde o appareci ment do cholera-mor-
6i, de parecer qae se consideren) jiuti/lcadat sua
faltas, at que ceaaem os motivos do impedimento
allegado. Asignados os meamos aenhorea, aendo
relator o Sr. Jaym? Rosa.
Importo observar que,embora a data, esse pa-
recer a foi a presentado depois que o deputado a
que elle ae refere chegou a 7 ou 8 do paaaado.
i.'n. 46datado do 21 de Janho.
A m'-'sraa commiasio, examinando a peifo
do Sr. deputado Pedro da Cunha Beltro, aolici -
taudo a cooceasio de um mes de lieeoca, visto
nio poder seguir de Pernambuco para esta crte
por doente ; e porque a commissio considera que
o motivo allegado conatitue juato impedimento
p*ra a viagem, qua o peticionario, logo qae pode,
dirigio-ae para eata trte onde ao acba, apresen-
tando-ae a aeasea deata auguata oamara, de
pirecer que ae julgue justificada a ausencia do
mesmo peticionario. aaignadoa oa Sra. Aleo-
car Araripe presidente e relator, Tarquinio de
Soasa, Silva Tavarea, AlVra e Arauj > e Ratia-
bona
Nio faco cammentarioa. Qutsers, porm, que
me diBaessem qual a lei que permitte once 1er li-
ceQQa ao deputa !o para ti:ar em sua casa peren-
bendo o subsidio, ou que se lh abonem sa faltas,
pelo tempo que deixiu de corrparecer, como ae
fnsae joiuaieiro oa operario i officinaa mecha-
nicas?
Dar se licenc* ao deputado que adoece oa finge
adoecer acbaudo se preseute aos trabalhoa da c-
mara, vem j de longede 15 a 16 annns. Mas
esse aystema de fie ir na provincia e de I reque-
rer iieenca por doente, fe inventado pelo Sr. Pe-
lotas, que, quando ministro da guerra, tendo-ae
ido com Iieenca para o Rio Grande do Sal, de I
pedio demissio e depoia pedio anda ao Senado
lieeoca para u.i > perder o subsidio.
Com esae precedente, foi tambem arora oouce-
dila Iieenca ao Sr. Ju iqueira no mesma theor.
A tnica dispG8icao legislativa qae conheci so-
bre a materio, a que consta do art. 39 da con-
stituicio, uestes termos :
Os drputadoa vencerio, durante aa aeaaoea,
um subsidio pecuniario, taxsdo n fim da sessio
antecedente.
Durante as aeaaoes entende se bem que
emqusmto eatio em efectiva funecao de iegiala-
dcr. Mas a conaa tem sido entendida de entro
modo, e o abuso creace de dia a dia, quer por par-
te de conservadores, quer de liberaea.
E aqui seja-me permittido nma recordacio do
que ae passou em ama dss seasoea preparatoriaa
da conatituiote, em 1823, cjm relaco aos venci-
m- utos dos deputados.
O leitor, acredito, nio perder com essa digres-
sao, que uo dcixa de ser instructiva.
Antonio Carlos, aotando que a acta nio decla-
rava a que hora havia sido levantada a sessio,
acerescentava : deve-se aempre declarar quan-
do ae abrem e fecham aa aeaaoea, poia a moa as-
salariados do publico, e este tem direito de saber
o tempo que trabaihamos. >
Cameiro de Campos depois Mrquez de Cara-
vellaa-melindrado com o qualificativo d; assa-
lariado ponderou : Nunca em direito ae che-
mou salario ao que nos recebemoa por tio nobrea
e augustos trabalhoa. Em direitj sembr se dis-
tingui o trabalho brae. .1 do trabalbo mental.
N'aqutlle qua se d o n 'me de ulano ao que
por elle se recebe, e uio neste. Aquelle paga-ae,
e est nao recebe pagamento, mas aim urna grati-
ficarlo que se cnama honorario. Oqueuj re-
cebemos aio propriameut: aluneutos, e nio paga
de trabalbo, porque, sendo puramente mental, ae
conaidera lio precioso, queui) jle ser avaliado,
como o trabalho brazal.
M istrando que todo o cidadio como membro
da sociedade civil, tem o direito de servir segun-
da aa auaa t; culJadea, quando a afio o chamar,
sem qae por isso tenha o direito de pedir paga
pelo que de dever e de qae se nio ple acca-
aar, ccrescentava :
Mas como nem _todos tem seguro* e cei toa os
meioa de suajsu asistencia, de maoeira que livrea
de todos os cuidados da sua mantenga, possam de-
dicar-ae iuteirameute ao servico que a < patiia
Ibes destina por isso anaci, para nos desem-
barazar do cuidados, que nos distrahiriam e con-
sumiriam o t topo, que devenios empregar til
mente em seu aervic?, noa aasegura alimentos ,
maa n juca estes ae poderiam reputar paga dos
prestantes eervigos, que fizermos.
Replicou Antonio Carlos, admirsndo-se da
mrbida delicadeza dos aeua collegas : a palavra
salario, observeu elle, fere -lhea oa ouvidos, maa
a reali 'ade, isto a paga, certamsnte, nio Ibes
desagrada. Eu, pelo contrario, como admilto a
cousa nao me arre po com a expresaio.
Sustentando que, cegando os economistas, sala-
rio toda a paga de um aervico, ou aeja mental
ou bracal, cinbora os jurisconsultos deem difterei-
tsx no.nes ia pagas no que nio via razio, pois
todo o trabalbo maia cu menoa mental, e a dia-
liiiega j que querem fazer honrando com o nome
de honorarios nao tem baae na natureza, tendo
tido aua origem ne orgulbo e vaidade das classes
poderosas para nio a conluudirem com o povo,
ccrescentava o velho parlamentar, ex-deputado
eonetituinte portuguesa :
Si pois, Sr. presidente, todo o aervico que nio
gratuito, na realidade aaaalariado, bem que
mascarada venba a paga eom alcunbas maia sono-
ras : ai na nio servimos de graca, como noa cor-
remos de ebamarmonos de asaalanados ? A ver-
gunba e.-' na couaa e nio no nome : na ver-
da le pon o airoso que facimos por paga o dever
de cidadoj, e que nao ptasamos, como na Ingla-
terra e na 'ranga, representar aem paga oa inte-
ressea nacionaes ; mas ae aa circunstancias do
MM paiz ous eacusam, para que espernear com a
palavra, qufa nio taz mais do que exprimir o quo
? .
para
tolo.
Quio difieren te eram os sentiiaeat^i que aai-
mavam aquella geracio de patriotas qae fanda-
ram a independencia do imperio e iniciaram o
noaao reg.en parlamentar, doa qae aoimam a
actual!... O dinheiro era entio a ultima coua
para que o repreaeataate da oaci> olhava ; boje.,.
Diga-o o htor, que deve t.r notiea de atsem-
blas provincia, s que duplicara e triplicam mea-
ra >, o praso ordinario de auaa aeaidea aem outi o
motivo patente qae o ds fazerem reuder a diaria,
ou salario qa< psrosbein.
Dase que nio fazia commeutarios; ni) os fa-
rei
Voltando boj paiecere da eommisaio, devo di-
z r que o deputado a que se refere o primeiro,
apenas o vio lavrado, retirou-se, certo da aua ap-
pro vacio, que tardeu, mas nio faltn.
KtvLSTA DIARU
() OSr. Cotegipe, ha trinta anuos, quando de-
putado apreaentoa na Cmara eaees projctoa.
Ribeiro de Andr.de (Martm Francisco) confir-
mava do mesmo modo, quo salario o pagamen-
te, a recompensa de qualquer traialho. o paga-
mento ae fas aempre na mesma especie.
Voltou aluda Carneiro de Campos a sustentar a
sua upiuiii sobre a d'.stinecio entre salario e ho-
norario distinecio que nasce da n ilureza do
trabalho, ; uuiguem jmaia igualou, disia elle, o
trabalbo mental ao bracal ; nioguem dir quo
nio por ana natureza maia nobre o trabalho do
talento, meditacio e puro raciocinio, do que aquel-
le que depende maia das forcas pbysicas e exige
muito pequea intelligencia para o dirigir bem ;
pelo que nao tio su pe Sua a diatinccio, quando
dalla reaultam effeitoa tio diversas, quanto si i
bem diatinctoa oa salarios, do que se chama hono-
rario, gratiocacio, oa alimentos. (A' ordem. A'
ordem.)
Sr. presidente, nio sei era qua faltei a orderal
O S'. Lopes GamaSr. prndente Eu a
quero perguntar, viato qae todo aquelle que rece-
be subaidio asalariado, se o Imp-rador, porque
recebe, tambem astalariado?
O Sr. Audrade Machado (Ant nio CtrloB)
E qurm pode duvidar qne oeste sencido tambem 0
Imperador aaaalariado ?
O Sr. Preaidente () Pareee-me que esta
materia objecto de votacio.
i Um Sr. Deputado lato nio maia do qut
urna conversa, qae ni Ja tem eom a questio. (Es-
taa palavraa motivarais algara suasarro, que o
Sr. presidente fez cesssr, o nio continan o de-
bate.)
Tiauscrcvo este final, porque delle depreheode-
ae que a diatinecio eatabelecida por Csroeiro de
Campos nio era bem aceita.
Depois de inatallada a constituate, e trataodo-
se, na sessio de 3 de Junbo, da organisacao da
seu regiment interno, cajo projeeto continba um
artigo diapondo que se nomear por escrutinio
secreto e pluralidade relativa, utn Hetmtado qae
servase de iheaoureiro em cada legislatura, o
qual deveria recebar, noa ltimos das de cada
mez, do thesoureiro mor a aomma em que impor-
tassem aa diarias dos deputados, para aa diatri-
buir no primeiro dia do mes aeguinte na secreta-
ria ; Martm Francisco pedio a sussensio deete
arrgj, porjulgar iudecoroao nomear-se um
deputado par i tal fim, nao vendo mativo para que
oa deputados nio tiveaaem o aea procarador, como
todos ea fanecionarioa publicoa, para receber oa
aeua ordeaadoa ; ou mesmo qae se tizesae urna fo
Iba de todos e por ella se pagasse no tbesouro, ou
mandasae este um fiel f.zer os competentes paga-
mentos o a casa da assembla.
Regeitado artigo e aceito este ultimo alvitre
consignado em um substitutivo de Manoel Jaein-
tho Nogueira da Gamadepo marques da Bae-
pendy, lembrou Antonio Carlos qae a doutriua
da emenda passaaae para o fim do regiment,
para melbor ordem das materias, e at para
queae/'a o dinheiro a ultina cousa para que olha-
nos oonoluio elle.
Feita a proposta pelo Sr. presidente, disem
<*) Br
Coutiubo.
hispo capel lio- nar, D. Jote da Silva
tutoriJa le pullcltalPor ponina da
presidencia da provincia de 13 e propoaU do Dr.
chele do polica de 5 do correte, foi si meado 1
aupplente do delegado do O.iricury o ciJadi Ma>
ujel Marinh) Filco, em substituidlo do actual
que toi exonerado.
HuareatenaO n inistra do imperio expe-
dio ao presidente da provincia em 12 do corrate
o aeguinte telegramma :
Navios procedeutoa Catania a serio recebi-
doa depois de fazerera quirenteoa rigor Ma
Grande prosedentes outroa partos Sicilia, gojpho
Tarento, mar Jnico, eatreito VI. saina, mar Tyr-
rheno ule Saleruo. Sardeuha o regencia Tonis de-
vi rao faser quarenteua observacio dita Ilha.
Ministro do Imperio.
A Urpublica Cora este titulo eomegou
hontem a ser puolicadaa revista meuaal do o'en-
tro Republicano de Vernambuco.
Sio redactores da niva revista os Srs. Dra.
Isidoro Mirtina Juuior, Argemiro Aroxa, Albino
Meira, Pinto Peaaoa e o pbarmaceatico Martinia-
no Veras, membroa da commiasio executiv i do
Centro Republicano.
Agradecemos a finesa da reineaaa de nm ejem-
plar e desejamoa A Rtpublioa longa e prospera
existencia.
Tribunal do Jury. Hontem fanccionou
este tribunal com a presenca de 38 juizes de facto.
Foi suboiettido julgamento o reo Manoel Me-
n lio do Naacimento, pronunciado no art. 269 do
cdigo crimiual.
Nio trouxo defensor, foi-he dado o Sr. Dr.Emy-
gdio Vianna, adv gado dos presos pobres.
Formou -sa o conselho, que ficou compoato doa
aeguintea aenhirea :
Elyaio Redrigues de Miranda Franco.
Joaqun Claudio Monteire.
Julio Pirea Lobo.
Antonio Henrique Mafra Junicr.
Henrique Soarea de Azevedo.
Paulo de Albuquerque Gama.
Beato Manoel Viegaa.
Hermenegildo Marcellino de Miranda.
Juiio Alcino de Castro Oliveira.
Si I ver io Joio Nepomuceno Bastos.
J. a R. do Pasao Netto.
Manoel Antonio de Albuquerque Machado.
O conselho de aentenca prestou o juramento e
feito o que, passou se ao interrogatorio do reo.
Respondeu ch.mar-ae Manoel Menelio do Naa-
cimeuto, natural deata previncia, de 58 annoa de
idade, uaaado, morador neata cidade deade que as
ceu, sapateiro, analphabeto, eaber a causa porque
ae acba preao, ignorar onde eatava quando ae deu
o facto de qua aesuaado ; nio conhecer aa te ato-
munbas, que no proeesso contra elle lepuseram,
jada tom a oppor contra ellas; uo tez,motivo
particular que attiibua a aecusacio, e que alle-
ga em sua deteza o nio aer autor, e nem ter toma-
do parte uo crime de que o aceusara.
Findo o interrogatorio, passou-se lei tura do
processe. Eata foi demaia longa, porque os autos
conten para mais de 20 depoimeotos, quer de tea-
teinunhas. quer de informautes.
O inquerico, dcouncia, formagio de culpa e li-
bello foram una asaiatidoa e outros formulados pelo
Sr. Dr. Altino, que ae moatrou incansavel, como
promotor deata capital, em requerer diligencias e
pesquisas para descobrimento da verdade e puni-
50 dos delinquen tes.
Dj proeesso consta que na maubi do da 12 de
Maio da 1879 no Caes do Capibaribe o reo de par-
ceria cora Antonio Roaas de Arruda e Manoel
Marques da Silva, coohecido por Perninha, ataca-
rais e roubaram o italiano Jos Cusaato a quantia
de 1:6104000, }ue trazia elle dentro de um caizio
que servia para o mister de eograxar aapatoa.
Pi rniuha era, e muito couhecido di nosso pu-
blico e principalmente da noasa polica, que com
elle aempre tem andado s voltaa.
Na occasiio de perpetrar o crime um doa roa
tomou a frente do italiano quem com um lenco
taporj a bocea para nio gritar, 6 oa demaia toma
rara a miaaio de tirar do caixio dinheiro e feito o
que correram.
O prejudicado pos a bocea no maodn, como vul-
garmente ae diz, e correu atraz doa ladro.-a, maa
estes mais ligeiroa, que aquelle sumiram-ae.
Houve o iuquento, e bem assim o proeesso da
formagio da culpa, e o juiz processante pronun
cou Roaas e Menelio e despronunciou Perni-
nha. O Dr. Altino, pr imotur, interpos recurso
para a Relacio do districto quanto despronun-
cia de Perninha. e deste foi carador o Dr. Emyg-
dio Viauna. Este as razos, que fez incriminoa
os prenunciados Roaas e Menelio e innocentou o
aeu curatellado de entio, Perninha. A Relacio,
aceitaudo o recarao prouancioo l'erniuhi.
Tanto este, como Rosas, j foram submettidoa
julgaine ito, e ambos condemuados a 8 abnos de
galea. Pernitiba j cumprio a pena e Rosas fal-
lecen em Fernando de Noroaha uo cumprimeoto
da pena.
Menelio desde que praticou o crime, ausentou-se
desta cidade e foi para o interior, onde commetteu
um novo crime Ah requereu habeos corpus. Foi
solt por esse reeurao, maa apreaeotava-ae entio
com o nome de Menelio Ferreira de tal, e eate no-
me de Menelio attrahio a attencio da polica d ata
capital. Foi requiaitado e para aqui trasido. Co-
nheceu-ae entio, que era elle o Menelio do roubo
do italiuoo Cuasato.
Emfim, depoia de andar tomando rea por oito
annos, veio elle aer aubrxettido julgamento.
Fiada a leitura do proceaao, que como dissemos
foi longa, foi dada a palavra ao Sr. Dr. Freitas
Henriques, promotor, para desenvolver a aecusa-
cio.
Comegju elle declarando que nanea ae r.chou na
cadeira da aecusagio tio chelo de recursos como
no preaente^oceaao. Alm daa provas do p*o-
ceaao, isto "alm doa depoimettos das teatemu-
nhaa do proeesso, existia ah urna pega fornecida
pelo proprio defensor de Menelio o Sr. Dr. Viao-
na I H.jc seriam Jous oa aecuaadores de Mene
lio. Sio aa razoes de recurso, que foram presen-
tadas em fi\or de Perninha. Nesse arrosoado
moatrou trechoa em que o Sr. Dr. Vianna dizia,
que Rosas e Menelio eram culpados, mas que o
seu curatellado, Perninha, era innocente!
H.je, peruntou elle, o que dir o defensor em
relacio ao i>? Que elle innocente? Entio,
que ae dizer de auaa palavraa j'outr'ora perante
a Relacio?
Purtanto, diz elle, o r) deve siflrer duaa aecu-
sagsa urna que elle o faz em n>me da lei, e ou-
tra pelo Sr. Dr. Visnna, qne dever confirmar
auaa palavraa ditas outr'ora.
Peate ponto da aecusacio o Sr. Dr. presidente
do tribuna', achando-se bastante incommodado,
interrompeu a discussio, afim de ver se compare-
ca o Sr, Dr. Silva Reg, seu substituto, a quem
j tinha officiado. Paasados 10 minutos cantinuou
o julgamento.
O Sr. Dr. Freitas Henriques concluio a aecu-
aacio demonstran.! > a ertmiuaiidade do reo c
pedindo sua coodemuagio uaa penaa do grii) m-
ximo art. 269 do coligo crimiual, por se terera
dado circomstancias aggravantes, que justificou.
O Sr. Dr. Vianna apresentando a defexa justi-
ficou a aua p. ssaaaa alli como defensor de Me-
nelio. Baseou se no depomento, na exposic&o do
offeodido o italiano Cussaco. Este disse, que doas
iadividuos o tiaham aticado, e nio trea, como
dizia a proiu.toria. Um branco, e outro nio
branco. Dona j tinham aiio condemnadoe. Ro-
sas branco, e Perninha nio brauco, e portanto
era sem razio de ser o oondemnar-sa um terceiro
de quem nie tinha se queixado o oft-mdido. E se
se tivesse o direito de invocar aqu as anas pala-
vraa, direit", que elle negara; era forcoso confes-
aar-se. que suas palavra de entio nio eram
prestadas como testemunha e sob juramento.
Pouco esteodeu-se mais sobre a defesa, o pedio
a absolvigi) do aeu constituate, quo nio era cul-
pado, segundo atenda.
Nio houve replica.
Antes de haver o resumo dos debates apresen -
toa-se o Sr. Dr. Silva Reg, aias tendo o Sr. Dr.
presidente do tribunal m -Ihiraio dos seas incoa-
modos nio foi preciso haver subatitaicao.
Foreoao confessar, qua o Sr. Dr. Silva Reg foi
presauroso e solicito em acudir uo chamado do seu
collega, porque assim qae receben o oficio, qae o
chamava, immediatamente dirigise pan o tribu
nal.
Foi pelo Sr] presidente do tribuaal feito o resu-
mo dos debates-e apreseutadas js quesitos ao con-
selho, que recoineu-se ala aecreta. Fiados 50
minutos Voltou o conselho tras tai) a onde n li-
gio do reo 8 annos de galea e 20/ le multa so-
bre o valor roubado.
O re"o appellou da seateuga.
Hoje entra em julgamento o reo Joio Fran-
cisco do Naacimento couhecido por Joio Pe |ueno,
pronunciado no art. 207 do Cdigo Criminal.
xpaciio Imperial Ficou ssssntida
que oa deapachoa com S. A. I. a Sra. Princesa
Regente aejam s quiataa-feiraa, aa 8 boraa d*
noite.
Ferro ala Conde '-Por docrato de
7 foi concedido atiftiagia emoreza cesaionaria
da estrada de ferro Conde d'Eu para coustrucci>,
us>egoz>do prolongamento da liihi deade a
actual estagio inicial at o porto de Cabedello.
Foi, outrosim, concedida para eate effeito, oa for-
mada le a. 3,141, de 3 de Outuoro de 1832, ga-
rant i do juro de 6 / sobre o capital addicional
de 59,273, que fr empregado na omtrue a .
do referido prolongamento.
O privilegio vigorar por 80 annoa, de mineira
que haja de terminar com a liuhi principal, e a
garanta far-ee-ha effectiva durante o prazo que
reatar da garautia e fiai.Qi do Est* lo ao capital
empregado na eatrada construida.
Tranaporte aa cuma de asaacar
Aa pesa lia nio inmediatamente, interessadas
no transporte de productoa pelas estradas de ferro
terio talves parecido exagralas algumas das
obaervacoea que a tal objecto teraoa muitaa ves-s
dedicado. Pur istj nio ser iuopportuno trana-
crever aa aegiintos linbaa do relatorio ltimamen-
te apreacntado pelo engeuheiro fiscal do 1 da-
tricto dos engeuhoa eeatraes.
Aa tantas das estradas de ferro, qua ai) em
geral eleva jas, aobretudo para o tranaporte da
cauna, neceasitam de revisa i completa. A estra-
da de ferro de Recite ao Limosiro, por exemplo,
pretende cobrar pelo transporte de urna tonelada
de canoa o duplo do seu valor, o qae alm de ser
exagerado grande obstculo para aa fabricas
centraes. Saccede que para o engeabo Mauiope,
por exemple, a eonstruegio do tramway, partindo
do engenho central de S. Lomengo di Matta, te
r de seguir paralelamente estrada de ferro do
Recite ao Limoeiro, ou de construir segunda pon
te sobre o rio Capibaribe. Qualquer dessea dou
meioa por demaia dispendioao, ao pasao que, se
o frece de transporte na estrada de ferro do Li-
moeiro f lase razoavel, bastara coiatruir pequeo
desvio e eflectuar tod) o transporte por essa m*a-
ma eatrada.
Seria dffiiil diser melbor por tio poucas pala-
vraa. Quaud i urna estrada cobra pelo transporte
de materia prima o dobro do seu dever, toceu n-
contestavelmeute a meta d) desacert econmico.
N m verosmil seria o facto se o nio indicusse
testemunho offijial.
O ir. Miniatro da PaseadlaL-se no
Jornal do Commerci :
' Entre os negociautes u esta praga andam-se
colhendo assigoaturas para offertar um rico al-
bura ao Sr. couaelbeiro Beluario, como teatemu-
nho do aprego daa operagoes fiuanceiras de S.
Exc. como ministro da fazenda.
" A manifeatagio encabegada pelo Sr. Via-
conde de Figneiredo.
inipoMio a.- ; rxpurtaro do aisn
car e a nova tarifaPublicamos hoje na
8 pagina o diacurao do Dr. Koaa e S:|/a, pro-
nunciado por occaaiio de aprasentar o projeeto de
lei relativo a suppressao desde j do imposto de
expertagia do asaucar e bem assim a discussio
bavida a proposito da interpellacio do Dr. Pedro
Beitrio aobre a nova tarifa daa alfandegas.
Para estes discura.>8 ciainamos a attengio doa
agricultores e commerciantes.
VaaoresProcedente do sul chegou hontem
o paquete ingles Turnar e hontem mesmo adguij
para a Europa.
Telegramma da Fortaleza noticia ter d'aili
partido hontem s 10 horas da manbi o paquete
nacional Camilo, que de volta dos portos do nor-
te deve aqui chegar no dia 17 do correte.
Tambem por telegramma sabe-se que o vapor
braoileijo Mandos sahio i ontem as 2 horas da
tarde do porto da Baha, pelo que deve amauhe-
cer aqu ainauhi.
ConcertRealisou-se anle-hontem no thaa-
tro Santa Isabel o concert dado pelos Srs. Au-
gusto Miranda Jnior e Tito de Miranda, jovens
amadores e que brevemente tem de seguir para a
Europa com o fim de se aperfeigoarem l uo cul-
tivo da msica para a qual mauifestam j de mo-
do inequvoco especial aptidio e gosto.
Honra a estes nossoa jovens comprovincianos
a patritica resolugio que tomaram do ir ao en-
contr doa infelizes captivos para arrancal oa da
eacravidio antes de deixarem o aolo da patria.
Promovern) c realiaaram um concert em fa-
vor da socieiade pernambueana contra a eacravi-
dio e cortamente cooseguirain de modo brilbaote
o desidertum que tinham cm vieta, pois que deve
ter sido notavel o producto daa eaportulaa, que oa
o Mvidad is depositaram as mios da co nmisaio
da referida sociedade a avaliarmas pela concur-
rencia que havia no tbeatro.
O director do concert, o Sr. Marceliuo Cleto
deserapenhou-se bom das fuucgas de que foi ia-
vestido e artistas e amadores mereceram bem oa
applauaoa qua lbea prodigalizaram os espanta-
dores.
Conapaubia de etMIlcacAo Reca e-
m >a um exemplar doa estatutos desta cjmpauhia,
approvadoa em assembla geral de 8 de Junho
prximo findo.
4 lUluhancsMoradorea da traveasa
do Peixoto reclamam da polica de S. Jos provi-
dencias uo sentido de cohibir as inmoralidades,
que com ineommodo doa visiubos alli .praticam os
babitsntea de duaa caaas do lado doa nmeros
pares.
Ctiry*ialli*ac6enCom este titulo publi-
cou em Mace. um volme de versos o nosae com-
provinciano J. Duarte Filbo.
Agradecemoao mimo, que nos fez, remetindo-
nos um exemplar.
Paculdade de DireitoComees hoje s
10 horas do dia o concurso para provimento de
ama \aga de lente substituto.
O Dr. Oliveira Escorel arge hoje aos outros
candidatos.
Embarque de *. MU. Imperlaea
L-se no Jornal do Commercio de 1- do cor-
rente :
< Hontem, depois do almcgo. S. M. o Imperador
teve com S. A. a Princeza Imperial urna confe-
rencia que durou cerca de urna hora.
Em aeguida despedio-se de todos oa aeua cris-
dos, apertaudo-lhea aa maoa e diseodo que breve-
mente voltaria
S. M. a Imperatriz deu-lhis aa mios a beijar.
Ao sahirem os imperantes para tomar o carro, o
povo, que se achava reunido cm frente e as im-
medisges do palacio, prorotopeu em vivas e ac-
clamagoea, tendo ati:adaa flores aobre Saa8 Ma-
geatades e aobre Suao Alte saa. que os acaraps-
ohavam.
Oa carros pirtram s 11 e 20 minutos do Alto
da lia Vis'a, chegando Raz da Serra ao meio
dia.
Alli foram Suaa Majestades recebidas por S.
A. o principa D. Pedro, peloa Murquezea de It,
Bario e Baronesa de Teffe, Bario de Bociinn, co-
ronel Silva, commeuda orea Beraardes e Veiga,
uongregacio do collegio de Pedro II,1 Bario e Ba-
ronesa de Eicragnole, conselheiro Caminho, Drs.
Barros, Marques, Julio de Moura e Ferreira de
Araujo, directora da companhia Je S. Christovio,
representada peloa Sr8. conimendador Pimenta
Bueno, major Delgado de Carvalbo, gerente e su-
perintendente, representantes da impreoss e mui-
taa outras peasoas.
Suas Magestades foram vivamente reclamadas
pelo crescido numero de senhoras qae as guar-
da va e das quaes se despedirn) muito aftavel-
mente.
No bond imperial, qae parti ao moio dia, em-
barciram com Suaa Magestades Altezas, os
principes D. Pedro, D. Antonia e D. Loiz, Vis-
candes de Motta Maia e de i'.irapebua. Bardas de
Nogueira da Gama, de T>ff ede Ivinheima, con-
selheiro Miranda Reg e o director da companhia,
major Delgado.
Em tres bonds especiasj a:havam-ae, entre on-
tras pessoas, os Srs. Marqueses da It, Bario da
Bocaioa, commendador Veig* e sua familia, ma-
jor Archer, represeDtantes da impreoss, major Nc-
vaee, Dr. Telaaco U Gomemoro, con^regacio do
ollegio de Pedre II e coaraeudador Pimeota
Buen".
Seguiam-se carros da casa imperial.
Desde a Raz da Serra, em todas as roas pIas
quaes deviam passar Suas Magestades, era enor-
me a afflien.ua de pivo, que reoebia os Aoguatos
Imperantes com vivas e accliwnaces.
Oa alumnos do intrnalo de Pedro II, formad u
em alas, saadaram Sais Magstadei em aua paa-
aagem, e defroute do Club Athlutio a banda do
Instituto dos Cgos, que estava em ura bond, exe
cutou o byinu) aa.'ional.
Comprimeotaram inda Suaa Mageatalea aa
alamaas da 1* escola publicado Engeah)-V-lhi,
oa da escolado Senhor de M* tozijhis, da eseola
publica do Espirito-Santo e da l' esoolt di mis-
ma fregaesi que empiohi/.m giibarletes far-
del e amarelloa.
Em frente ao senado pirou o b nd irap3rial, s i-
hindo ao seu eucontro o e as Ih uro Simmb s
dezeseia sena lores qu> alli se a:havam.
O Sr. Sinimbii, dirigiad ae a Sra Magesti I \,
disse qua o senado prestava as sds borne ia^ un
de despedida, fazeudo votos pelo prompto rsstabe-
lecimjnto e rpido regresso de Sui Magosta I .
O Imperaior, despeiini i-s n>ininalmea;e de
cala um dos senadores, agradecen com aa segaio-
tea pa avras : O>rigado, muito obrigado a atea
volta .
Na pragt d AeeUmigi) osalu.uns doci.li-
gio Ital Brasil uro, c i-n o g ion professires, sau-
daram Suas It/estadas. O bud iasperial dngon
ai I irga d; S. Priueiscj s 12 horas e 5) aiau
tis, e com alg.jim dilSeuldade conseguiram SS.
VIM. e Altezaa e oa aeus seminarios ehogar at
aos carros da casi no r l, qu: m Ivu pin
Arsenal de Mirinhi. Prceilej o ci.to de S. M.
o Imperad ir um pifaste d< ctvallara.
Nj largo o ras adjaeeotes e a tio cjmpi;ta
multidio que ae toruava quasi de tolo imp;suvel
o tranaito. A' euih isi asaca i;:liaagio do povo
respondas Suas Mages'a les ora a maior b i i -
valencia.
A' 1 hora, a aentinella d > pirtii lo Ai .
Mariah* deu sig.ial di apprjximtgio do carro e a
Lo apetvam-se Sin \I i^-sti !;, prximo) d* s-
la .le espera dos ortkiaea li annida, a qua: t ih-1
a eutradaum g.-aude tjid i. laata i;:,sai a al-
gumas ptsaoas que ae app.oximtram para o i-
jar-lhe -i mi, pedia-lbas i ImTriijr que en-
trasaem. .
Dentro da sala, reeeb;u Boa Migestade o cor-
po diplomtico, miniaterio, seaadons, d -putalos
gerj.es e provinciaes, bsp) dioeesino vigariogi.
ral e altas summiJil s d) cloro, ch:fe di pilici i,
vereaiores, autoridades civis a militare), ea
olfieiildade d 13 cirpoa de gjarnigi), da p dicia e
de oacabelecimeotos militaras, m> consular estrangeiro, sapsaseatant.-s de todsa as
classes saciae, mu.taa se ah- it, me linos e meu-
naa de ollc^ius, eimmissoes da sociedades scien-
tifici8, litterariaa, beneficenfea o di aoceurros mu-
tuos.
N ,'sta oc; isijj p.-iromperam vivs e acclami-
;oes a Sua Mageatade, a Prine zi Regente, a Fa
milia Imperial e a Nagii B.-izilaira, qae foram
caloroaamente correapoadidos pda graaie rao de
gente reunida n) recio'o 1) ara nal.
A' l hora e 24 minutos diri^iram-ao Suas Ma
gestadea e a familia imperial pira o caea do arse-
nal. Era entio lio compacta a agglotneragi 1, que
S. M. a Imperatriz para )>Jer rompel-a aceicou
graciosamente o brag) dj Sr. D. Henrique More-
no, ministro argentino. Ac-ompauharam o augus-
tos viajantes nesse trajecto os membroa do orpo
diplomatici, o miuisrerio e muitaa pesaosgradaa.
Sua Mageatade, de urna daa jaoellas dagileo
ta, agradeca as aioceraa aeclamagoea que repeti-
damente lhe foram fetas.
Muitaa pesaoaa pretendi.nn embarcar nt galeo-
ta, aendo a iaso obstadas por p>ssoas da comitiva
imperial, que com razio receiavim algum d 'sas-
tre por cauaa da excessiva aggiomeraco.
Aiuda depua do fazer-ae a largo a galeota, aa
numerosas peasoas que estivam o caea do arse
aal continuaran) a saadar Sui Msgestade, dando
assim evidentes demonstracoes de amor e respailo
para com 03 augustos viajantes.
As honras militares foram fetas pelo batalhio
naval sob o commaado do Io teuente Lesas de
Vaaconcelloa, ten i) a respectiva banda executado
o hymno oacioaal eatrada a ao embarque da
Suas Magestades.
A bordo do Gironde era tambem quasi de todo
irapossivel o transito, tal era a inflo-uia de pes-
soas que em botes, bonda maritimoa e lanchaa ti-
aham ido apresen: .r a Suas Magestades as suaa
deapedidaa.
0 imperador, afivelcomo aempre, falla va in-
diatinctaraente a todos quantos =e lhe appmxnna -
varo.
Em seguida conversou alguns momentos com o
Bario de Colegipe, e depois de percorrer o vapor,
recebeu 00 sali especial os membros do,corpo di-
plomtico o ministerio e muitaa pessoas gradas.
A scena da despedida entre Suas Mageatadea e
Altezaa foi sobremodo commovente. Sua Magea-
tade o Imperador estreitou nos bracos por muito
tempo sua auguata fiiha, e a o beijar os principes
D. Luis e D. A Konio, nio pode conter o pranto,
retirndose logo para o sali.
A's 3 horas o Qironie levantou ferro aendo
acompanhado at Villegaignou pela galeota impe-
rial, de cujo borla Sia Altes a Princesa Impe-
rial, o Sr. Conde d'Eu e seus li h is aceaavam com
08 iengos
Oa navios eatrangeiros, fortuitos em linha, com
bandeiras n.s top.'s e t-nlo to.i. a marnbagem
as vergas, sal varara passagem do Gironde.
Oa aposentos prepralos par 1 Suas Magestades
sio os mesinos que ser virara o ira Suas Altezas.
Acham-se reunidos nelles o luto a todas as com-
modidadea poaaiveia.
No caes do arsenal cabio ao mar ura hornera, de-
centem-fitc trajado, que foi salvo pelos tripolan-
tea de ura escaler, e de bordo do Siroiide por ex-
cessiva agglemerago de gente, cedeu urna das
eacadas cahindo ao mar algumaa pesaoaa que tam-
bera toram aaUas.
Acompanbaram o Gironde at altara da Ilha
Rasa, os eacouragados Riachuelo e Aqnidabam e
alli chegadoa aubiram a ve.-gaa oa mariahoiros e
dorara vivas, salvando cda um deatea uavioa com
21 tiroa.
Sua Mageatade o Imperador recebeu estas sau-
dagoca em cima do tombadiiho.
A bordo do Riachuelo foram os Sra. presidente
do conselho e ministros da justiga, da fasenda e
do imperio, senador Barros Barretoe sua seuhora
a familia do uonselbeiro Adolpho Lisboi e outras
pessoas gradas.
Os encouragados, regressando, a narraram as
respectivas boias s 5 horas e 20 minutos.
lilbertacoeaCoinmunic*m-nos que em dia
dos apostlos S. Pedro e S. Paulo, a 29 de Junho
prximo paaaado, em hoineoagnm ao jubileu sacer-
dotal do Santo Padre Leio XIII, o Ravd. Daro
Nuues da Silva, vicario da freguezia de Noasa
Seuhora da Coneeigio de Pajt de Flores couce-
deu carta de liberdade aem onus ou cou ligio al
gama aos seos 3 nica escravos de nome Dioni-
sio, pardo, de 25 annoa, Jos, preto, de 19 annos,
e Juanas, preta de 18 jannos de dada, dando a
cada um (ios libertandos aa occasiio de entregar-
Ibes as cartas a qu.utia de 5;)*, offereceudo ao
mesmo tempo auas trras para uVlias morarem e
prometiendo I hes emfim todo apoio e proteegio de
que capaz aeu corseas humanitario.
HeunlAen aociaea -Ha hoje s segla-
tes;
Do Gabioete Portugus de Leitura, s 6 1/2
horas da tarde, era seaaio ordinaria, 00 lagar do
coatume.
Da Aseociagio dos Faoecionanos Provi---aes
de Pernambuco, s 5 1/2 horas da tarde, em sua
sede 4 iaa do Imperador, em assembla geral do
corren te mez.
. Amanha :
Do Club Protector da Indigencia, s 4 1/- ho-
ras da tarde, ru* do Rosario Larga n. 8, em as-
embia geral, para approvagio doa estatutos.
(rectora daa obra* de cwnaerva
cato doa portoaBoletim meteorolgico do
dia 13 de Julho de 1887 :
58 minutos ; E at 6 hira? e 25 minutos ; ES
at 6 horas e 53 minutos ; SE at meia noite.
Veloaidade media do vento : 1",74 por segundo.
Nebulosidade media: 0,34-
Boletim do
porto
i 2
lia
4 =>
VI.
M.
VI.
4.
Di i
13 de Julho
14 de Julh)
Horas
Altara
10 8 da manhi
432 da tarde
10-51 ,
4 -44 da manhi
lar-ac-uao
11 horas, ru do
2--

doras 0 s -3 182
H
6 m. ;o>-8
9 24*4
12 a78
3 t. $9
6 25'3
Barmetro
0
Ttasio
do vapor
763>5:
764^57
764^13
762""6l
763o31
16,25
18,12
19,07
17,50
16.62
o
a
a

3
M
91
79
70
66
69
Temperatura mxima28\OJ.
Dita mnima2'>,s&.
Evaporagio ero 24 hoces ao sol: 6",1 ; soin-
ora: 2-,6
Chavanal la.
Direccio do venfo: bE de meia u^itr at 8
horas e 58 minutos da manbi ; SSE at 4 horas e
26 minutos da tarJe {eoin inierrungoes de 3 mina
tos ESE o 45 minutos SSE ,) ESE at 5 horas e
jjeuaen ijee
Hoje:
Pelo age .te Martina, s
Bario da Victoria n. 16, d; mv/*i~a~'da*ra* alli existente.
Pelo agente Guimio, s U horas, ra d>
Bom Jasas a 18, di movis o ojtros div'ersj
objectos de as le f unilia,
AaaafaS :
Peb agente Pmt-, 4s II horas, ru* lo Mar-
ques i i Oliada. I- 1 ni.,. >, h aralloa ma-
lados.
saWM falobrdaa
H)je :
A's a or. uig ji 1.- i.Gjaoala, pala al-
o). d- D Framelini da Miran la Huriqu) Los3
Ara i.iha :
A'* 9 boraa, aa inUrix da lin-Vista. pala al-
ma de Doraiugos A ato aio ia Silva Beiris : i 1
l|2, na ig-e| 1 da S .le I. le, pula alo* de D. Fra-
eiscida Si!vi i: A. Wis;< icellos ; s 7 1/2, oa
matriz da Boa-Vistaens 1 Giraeller* s 9 hi-
ras, pela do Jo3 Cimillo p. da Siquera Caval
em e ; s 7 1/1 hras. no oaveatoda Gloria, pela
de Jos Edu.uJo .! SiuiLinlin ; 4? 9 horas
ua capella de S Jos di Extrema, pela alnu de
Jos Ci nelio Pasaos de Siqaeira Civalciu:e 5 a
7 1/2 bom., na o.dem 3 do Caroso, pala alma Ja
Jiaqiio Peeoaadea da Silva Manta.
s*aabstesraaClegados doj pirtos d) sal
no vapor inglez I'irn.r :
Ernesto Goulart Penhalo, II-r.nana Oeutsah,
Arseliuo, coraraenlador Joio Caetano Pinto, Fran-
cisca Mana da Coicegio, Suniel B. Civilainti,
Jos Novaos dos Sintos e Miuoel Jos ras.
SahiJos para a Eu.-opa no mesmo vapor :
D. Ardrav e 2 filhos, P.ieleraon Realice, Beroar
do Estevts. J. Esteves, Antonio Gongalv s de
Azeved-, su a senhora e 1 neto, D. Maria Hor-
ra mu Fre re, J. Ja Costa Mmteiro Tapaja, Fer-
naudo Seila, Manoel Das Meodouca, D. Florencia
Burus, Maooel Sotelini Blanco, D. Davir e 2
rilbos e Ildefonso Pedro de Azevedo .
Operacde* clrurulcaForam pratea-
das no hospital Peiro II : no dia 13 do corrate, a
seguinte:
Pelo Dr. Malaquas ;
Reaecgio do maxillar esquerdo superior pelo
proeesso de Geusul recUraida por .aarcomi da
stio maxillar.
Da 14 :
Pelo Dr. Estevio :
Exeisio pelo earaigiior do olla do tero, indi-
cada por epiteli'i.ui de in = no.
Casa de Oeteurao -Movmento dos pre-
sos da Casa dd Detencio do Recife no dia 13 de
Juiho :
Eiistiara 37d ; entraram 10; saturan) 10 ; exis-
:em 378.
A saber :
Nacionaes 336 ; rauiheres 21 ; eatrangeiros 11;
es--rivos sentenciados 4 ; dem processados ;
I lera de correccio 4.Total 378.
Arragoados 323.
Bous 30); doeatcs 18 Total 323
Movmento da enfenoaria.
Teve baixa :
Felicio Joaquira do Reg. ,.
Lotera do CearEata acreJiUda lote-
ra eujo premio mu' ir de 15:000000 ser ds>
trahtda no dia 18 do correte.
Oa bhetes achara se venda na Rodada For-
tuna rui Larga do Rosario o. 36.
Tarabea) acham-se a veuda ua Casa da For-
tuna ra Primeiro de Margo u. 23 de Martin
Piusa & C.
lole ra do Eapirlto Santo A 4* par-
te da 2a lotera desta proviucia cujo premio gran-
de 60:000/.OO, ser extrahida hoje 15 de Jo-
Ibo.
Oa bilhetea acham ae venda na Roda da For-
tuna na ra Lirga do Rosario u. 36.
Tambera achara se venda na Casa da For-
tuna ra Primairo de Margo n. 23 Martn Fiu-
za & C.
Lotera da provnola No dia 13
do correte, s 4 horas da tarde, se extrahir a
7 loteras, era beneficio da matriz da Boa-Vista
do Recife e, nj consistorio da igieja de Noaas,
Seuhora da Coneeigio doa Militares.
No meamo cousiarorio estarlo expostas aa ar-
ae aa eapheraa a uprecagio do publico.
Oa bilhetea garantidoa acham-se venda oa
Caaa Pelis ua pr..g 1 da Independencia us. 37
e 39.
Tamrabera achara ee venda na Caaa da Fortu-
na ra Primeiro de Margo a. 23 de Martis F.u-
zaft C.
As-iiuc.m; u. Casad 0 na 1 J > B-.ij
da Victoria n. 40 de Joio Joaquira a, Costa
Leitc o na Roda da Fortuna na ra Larga do Ro-
sario 11. 36.
Lotera do Carao-Para A 9 lote-
ra deata provine: 1, pelo novo plano, cujo pre-
mio grande 4U:ii0000,jser extrahida amanhi
16 de Julho.
Oa bilhetea acham-ae venda na Casa da For-
tuna roa Primeiro de Margo n. 23, de Martot
Fiuza & C.
Tambem acham-se venda na Roda da Fortu-
na ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera da provincia do Paran
A 19* lotera desta provincia.pelo novo plano, ca-
jo premio grande de 15:000^000, se extrahir
no dia 19 de Julho.
Iiilhtes a vonda na Casa da Fortuna, ra
i'rimeiro de Margo numero 23, de Martina Fia-
*a & C.
Lotera da Parabybaesta loieria cuje
premio grande de 20:000/000 aera extrahida
no dia 21 de Julho -'a 3 horas, da tarde.
Os bilhetea achara-ae venda na Caaa da For-
tuna i ra Primeiro de Margo n. 2, de Martn i
Fiuza &C.
Tambem acham-ae venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario o. 36.
Cemiterio publicoObituario do dia 13
de Juibo :
Maria Helena da Rocha, Portugal, 72 anoos,
aolteira, Alegados ; hepatite chrooica.
Igaacio Ribeiro, Pernambuco, 20 annoa, aolteiro,
Boa-Vista; febre perniciosa..
Ura hornera cujo nome ignora-se, Graga ; beri-
beri.
Levino.Peinambueo, 1 anno.e 8 meses, S. Jos*;
bronchite.
Miguel Arcbanjo da l'aixio, Pernambuco, 42
annoa, eaaado, S. Jos; erysipela.
Maria da Conceigii; Pernambuco, 26 annos,
catada, Boa-Vista ; lesio artica
Antonio Jo- Esteves Guimaries, Pernambueo,
39 aui.u solteiro, S. Jos ; nephrite intestinal.
Nicomedes, Pernambuco, 10 mezes, Boa-Vista;
couvulgioes.
Pl'BLfACOES A PEDIDO
oppotii o liberal e a actual
adoaloistraco da provincia
I
A primeira qoaldade de aa partido aer nso-
ralisade, e nio pode sl-o saos amar a verdade e
a justiea, qae se manifestara na tribuna e ua ira
prensa.
E' na imprenaa, o tribunal imparcial da opiniie
publica, e na tribuna, como diz Guisot, que se
conquista o poder, e o cidadio pode prestar Cada
da servicos de todo o genero.
Comprchcndemos a necessidade da manifestagid
das ideas poli'icaa por meio do jornal, qae tem a
su'ilime missia e doutrinar e dirigir a opiniio,
eaciarccendo a e guian io-a ; mas, a raz&o demons- s
tra tambem que essa irapreasa nio se deve des-
vairar, nemiabatiar-se.
Pde-se exprimir mal oa peosamentos, servir-se
de urna linguageu, chi; poroa, nio admissivev
ao j orna lista descer a questoea peasoaea, ae emms-
ranhar era sophi mas e intrigas com o intento de
offender aos adversaras, usando de termos ioe-
I e iujuri sis.
A iraprensa tem regras, nio admitte o desaforo,
a calumnia e a libertinsgem.








Q1D
!


Diario de VcrainbiicoSexta-feira 15 de Julho de 1387

O part lo libera desta capi.I, cateo leu repre-
sentar e u iinprensa peno-iica para advogar os
seas interesscs ; e como meio econemieo, alu-
gou urna ou du*s colamnas no Jornal o Re-
cife.
* Nada mais legitimo do que esse meio de oppi-
sicao, adaptado a um pas livre e regido pe o sys-
tema canstitaeiooal.
Cansn geral cootentamento, & liberaos e con-
servadores, essa resolucio d > partido oppoaiei.mia
ta nSo e porque se cjinpr.metti s.lemuem ote
ap'rec ar o Mi s I factos g ivernamentaes eom
criterio e iinpr.-iiriidade e oo intvre?sn di bem
geral, como porque a opposicio sempre foi o ser
nm meio seguro de fiscalisacio, ebrigaado bem
governar, o partido que eetiver no poder.
Infelizmente, porm, cedo, muito mais cedo do
que julgavamos, os factos vieram revelar pelos
desvarios de sens escriptores e m direccao de
opposi5o, que a promessa de politieo nao tem va-
lor ato 4, nao tem cotacSo.
Folgamos de faser justica : o partido liberal
contaemseu grexio caractres probo* e mpsr-
C'aa, qu- confesa m publieament a m direcc:lo
da columna alugada d i Jornal
A impreosa nao uw mercado, onde se vende
em altis vosea e barato us mercadorias.
Ni., mil vexes na).
Gatteinberg, quando legju i postendade o mais
precioso th-souro ; a idT que o immortaliaou:
quando revelo o luiiho de muitos anuos, Matis
pensara, que mais ttrJe, a sua filhi semdesv.r-
tuadi; o legado serven de um lutelii meio de
especuhco ...
A guarda vistate da moral publica, dasieis e
iostitucoea, dos diieitos e garantas iadviJuaea,
atrbonaappleada at a imraensidade. dj esp^co,
na phraae de Benjamn Constant, tem servid en
tre sAs, para macular-se a honra e digoidade d >b
nuia aatinctoa caracteres da sociedade.
A liberdaJ de itnpreisa tem limites, deve sr
regulada peles prucipio* inoraes, com: bem deve
saber a opposicao liberal .
Toda a liberda le que nao for contida na esphe-
ra do justo e do honesto, detestavel Orgia ; a
peior das oppressoes, porque nasce 4a anarchia e
da desordem.
E' por esse in sm) motivo que, sib urna talaa n
berdade, a honra do cidado upunetnenw ul
trsiada, e diariamente crease a audacia dos in
sultadorer pblicos, desaes vampir a (phisphi-
ricos *),qne t querem fama, emboa cuate .su
mnitas vezes a infelicidade do magistrado, a mi-
seria do pai de familia, ecopiosas Uginnaa a m:-
lber honesta.
H'j, da noite par o da, arvoram se m j >r-
calistas certos individuos que, nio podendo dis
tinguir-se entre gente sizuda e h mesta, fasem
torpeas, abusando da imprensa.
Assim adquirem a celebridade que nao obtenam
com urna virtude ambig i e seu meaquinhu ta-
lo** .... .
Esta vrdade. dita, ronco antes d fallecer, p lo
grande romancista brasilero Jos de Alencar,
de evidencia mathematica.
Kitre coso que vemoB ?
Em geral himens obscuros apoderam-ae, como
salteadores de urna columna de j ornal, e aob o ano
nymo, conveitem na im pelourinbo ; em terrivel
machina d guerra contra illibadas reputacoce;
sculam ruina pandes, com o fim de auf.rr gloria
e rencme Oinanlto, a mentir e a calumnia sao
preferidas verdade e 4 sinceridad*; as opmide*
e os disparates pessoaes sao- apadrinhados com k
opiniSo publica.
Se alguem procura o desajgravo ua le, na i n
contra pnnicio, e nem as autoridades, e o asBae
sino de ana honra, quasi sempre es. apa a *ta4ieta
qur legal, qur particular.
Essas consideraces urgirn ao espirito, ao Me-
ditar ua opposcao desbragada da columna alu
grada.
O publico tem lido e acompanhado a discuaeao
.ncun veniente que u timamente oa escriptorea I i
beraes inventaram na impreosa contra os actos
administrativos do Dr. Pedro Vicente, com o fim
nico de desprestigia! o (!)
Beprovamos e condemnamos essa maneira de
discutir e de opposicao.
Para defender-se urna causa, embora n nao
myater o emprego da injuria, dos sarcasmos, nem
manchar a vida privada de peaaoas in ff;nsivas
que eatao cobertas de glorias e de ser vivos ai> pal
O advogado que se encarregasae de urna causa,
e em luar de combate* os poutis controveit I -.s
Retrospecto commercial do mez
de Juaho de 188
Passsmus b je a apreciar o que ..ceorreu n> in. z
ce Juuho findo.
As entradas aasu^ar e do algodi em nngsa
prava, ContinuarHm i^Ja a ser vantajoas, com
piradas a m as de igual m z m 1836.
Entraran) mais no mex .le luuho findo 35.419
saceos om assu^ar e II .6"0 saucaa cam algodao.
No semestre findo, a en ir -da do assncar attin-
gio 984.121 saceos, cunt:.i 563.51u suecos em
igual semestre de 1886; a di algodio foi A.....
165.048 saccas, coutra 64.952 em igual semestre
de 1886.
Ha, portauto, urna differenfa, para mais, no se-
mestre findo, de 420.611 saces cora aaaucar e
100.096 suecas eeuj a'g>da".
A exportaco desees d us productos, pala Al-
iandega cm Junho findo, foi tamb.-m superior a
de igual mes em 1686. notando-se no assucar umn
diffrenva para mus de 3.949 293 kil.s e no al-
godao a de 694 530 k-los.
Relativamente ao semestre, rero s que no ulti-
mo toram xportados 77.417.285 kilos de assuc-ir
contra 45.870.790 no 1 aemeatre de 1886, ou
mais 31.546.495 kilos ; e 11.091.740 kilos de
algodao, contra 5.984.120 em 1886, ou mais.....
5.984.120 kilos.
Eis o desenvolvimeuto dos algarsmos :
*
O rendmento das repartices publicas no mex
de Junho findo, foi o seguiute :
Al/andega
Junho de 1887 741:374*380
1886 1,155:137*839
da direito, all- gasse banalidades e eobriase de
baldojs ao adverso, trvjran lo a d.ff^io-vio em
arma de combate, mostrara completa inepcia e
fraquesa a ontribuiria para a perda des direitos
de seu co.istituiute.
Os reductores dasolumna,-- se s3o cavalhai-
ros, dis-Mitain com criterio e imparuialidade t>dos
as actos diactntl administracito ; mostrem os seus
erres, ns ana faltas; respeitema honra e a pro-
bidade aibea ; e por Jpiter, nao mal- insulein
as au'ori Kiis constituidas ; nao derr>.mcm im
proueriis iiai prosigan no terreno"Snbroso da
d ffamaci'i, emprestando ao cidado que adminis-
t'i a provincia, qualidades e sentimentos ruina.
l\io us adversarios, osescrevnhadores da
cjlumna raxo e Justina para essa derabuaada
opposiva) ?
Amanha, com imparcialidade entraremos neata
apreciafS), esoerando que se mantenh* a dscus-
to aa altura de cavalheiros que se prexara.
Recife, Julbo 1887.
JuvtnaL
A.os abolicionistas
Enfcacadella ?
Quern vio 88 cartas de tantas libert.c3i:s
de esoravos, de que os jomaos di .riamen
trf dao noticia ?
Excpto a cart passada polo Exro. Vis-
conde do Tabatinga, cuj i integra foi pu-
b'icada, que outra j foi ter collecto-
ria T
NSo haver rasnlia en annunciar ber
tayS.'s cm massi, deizando a carta naga-
veta uu no tinteire?
Q.uem quer e faz as cousas seriamente
nito deixa ponta. E' publicar a carta, r-<
gistrai-a ni tabellio e entregal a colle--
toria. O mis ... para >b>li ionista de
boa j ver.
Outro-siio ; qu"5 diabo prornett'r que
alforriard d'aqui a 2 ou 3 anus ? Ora...
bolas.
Rscife, 13 de Julbo de 1887.
Desconfiado.
Os graiumatlces da columna
alagada
Ha dir.s lemas no Jornal do Rec'fe um
artigo sobre poltica, mui engracaJo <\
chus >u-nos irrislo.
Tratava algutiu, que es-rev ua culun-
r.a slugada lib ral) de aecusar e censurar
o Ezm Sr. presidente da provin ia peU
boa ou m reformadas tep.rtir;3e8 publi.as.
En lugar de argu uentos plausiveis que
attenu ssem m impressao do artigo
arenga, tsse alguem traosformou-s i tua
cpedagnuvi e di; pdmat'irii on punli >,
teil-o dar licr^ao gratis de graunuati-
ca ; especialmente, desyntax-, ao Dr. Pe-
dro Vueute, mas, fel o to desastrada
ment<, qije revelou s igoirantissimo, a
si riri-u tambe.n a concordancia.
S&o s-upr- assin es^es stbichSis di
grey lioeral, a qu no poier-se-ba applijar
stes Versos de Nicolao Tolentino :
c Tiimoso gr.trmaticao.
Em loigo chambre ernbru'alo
Co'a douta p na na milo,
Deu a luz grosso TRATADO
Sobr i as 1 -is d i COaTJDCf Zo !
Julho 1887.
Juuenal
A erlse assueareira
Os artigos qu estilo app.tre cu-i > no
Jornal do Recife cota este titulo, teri.ra
chamado a nossa U-itura com toda a atten
(Alm da quauta cima recaben mais o Bunio
Internacional 1.000, ao cambio de 21 7/8 d.)
Expedio em Junho da 1887 388:95-#740
1886 991:714*876
Menos em Junho du 1887
602:725136
Henos em 1887
Recebedoria geral
Jolino de 1887
1886
Mais em 1887
413:763*459
42:653*134
41:514*399
1,138*735
Janho da 1887 1886 1887 Correio 11:675*175 10:233*190
Mais em 1,441*985
Junho de Recebedoria Provincial 1887 218:261*401 1886 257:882*914
Menos em 1887 39:621*513
A expedico em Juuho fiudo foi para :
Rio de Janeiro 167:0 '0*000
Bahia 150:00*000
Alagas 50:989*740
Parahvba 1:000*000
Cear 20:0 0*000
O recebimento no semestre findo foi de.......
4.603:766*665 e mxis t 2 000, contra.........
2.845:145*511 no 1* semestre de 1886; a eip-
dico foi de 4.145:956*880. contra.........
4. .08:919*684.
*
Das indicacoes officaea da boUs consta qje os
descontos de lettras da praca, em Junbo fiuli',
r' gularam de 8 a 9 |a.

Seeu.idj os praxos, efl-ctuaram-se tr^nsaevoes
com as seguintes pravas do imperio :
Rio Grande do Sul ds 1 2 /
t. Paulo, I /
Rio de Janeiro, desde o par at 3 /
Babia, de 1/4 i 1 2 [
Maranh', 1 0|o
Para, de 1 2 /,.
cao, que o nasa coerce*, se o eecriptor nao acolher-se a sua tao valiosa proteccSo,
como medico distiuct) e caritativo e par-
teiro consummado.
A mim mesmo. j por 2 vezos me sal
vou a vida, em 2 catos desesperados de
iuflammaeSo da prstata e retoncao com-
pleta de urina.
Recife, 12 de Julho de 1887.
^4nonio Soaresde Carmino.
A' Jone Esjlevao Perelrs.
O COLLO
Minha senhora para descrver o cysneo cello stu
Nao preciso recorrer ao m) tboao idealismo :
Nao quero das Aspasias an tormas ondciantes,
Da velba mua grega pret :iado do lyrismo
Um eolio como o seu se sent, na> ee exp'ica,
Um que que nos seduz, que encanta o nosso obar ;
Um eolio como o seu to hranco, e assetinado
Tradux e das especies o jrande b.talhar.
Eu sei que a naturesa se bate fortcmente
Nessa lncta gigantea-chamada evoiuvio.
Em busca do prbgresso. E a geravu presente
Tem j deste probhma a grande solucio
Em vendo no stu eolio altivo e surpreheodenta
A obra da materia visando a perftiv&o.
F. Gomes Prente.
, A partida de Orpbelta
A meuamiqo ecollega Vicente de P. Veras
Era a tardmba. (Jootemprava os coa
Sorvendo o ebeiru de urna gentil camelia ;
Quando de sbito u.c apparece Orphelia
Uizendo eu parto, t um dia, ad- ua.
Trajava branco, seu olhsr to temo,
Seus labios pallidos'tradusiaio dor ;
E en patinando murmurei Ibe cb flor !
Te lembra aempre deste amor eterno.
E foi sahindo cada vex mais mais bella
Deixando um vacuo de meu peito a tela,
Sentindo as dores dos snpplicios mena.
Nao ful poaaivel resistir a tanto,
Segu depreasa, e anda vi em pranto
Quasi que louca, s duendo adeus.
Joii E. Pere'ra.
Recife, 14 de Julho de 1887.
Antonio Goncalves de AxeveJo e sua esposa re
tirando-se boje para Portugal e nao podendo, pelo
mo etado da mesma eua espona, deapedirem-ae
pesaoalinente das pesseasde sua amizude, O faaem
pelo presente, pedindo deceulpa desta falta e offe-
recendo seus servivos em Liaboa onde vio fixar
sua residencia emquinto es'iverem fra desta ci
dade.
Recife, 14 de Julio de 1887.
. Ignolus
Pede-se a este sc-
ohor que oceupe-se, de
preferencia, cora a
cuiupanliia Carabro-
e, cojo objecto
dilecto.
tivesse interesan algum no modo do fabri-
co, mas urna vez que ello aqui est para
fazer negocio em maqumismo de diffusSo,
-is artigos sao siraplesmtnte annuncios.
Confirmamos o que o articulista diz a
respeito do bom resultado do processo de
Jiffus5ii em beterraba. *
A canna substancia muito differente da
b-.t.-rraba, con tudo, sabemos que a diffu-
so da canna tem dado algunas resultados
satisfactorios mis a nossa opiniao que
Beata provincia, o processo o&o surve p la
simples razio da f^lti ic cumbustivel ba-
rato, i
Salvo erro da nossa parte, a diffuso
precisa de muita agua e rnuito combusti
vel,i e para competir com o processo ac
tual, preciso que ambas essas cous.s se
jam d<) pouco cust).
O que com>-r pira uns ple s-r vene-
no para outros.
Se o Sr. N. tem f oo resultado do pro-
cesso aqui, monte urna fabri.-a e mostr
o trabalho e custo durante certo tempo,
mas deixe de ohrecer nabos em s iccos
Recife, 10 do Julbo de 1887.
F.
Agradecimento
Venho por meio da imprensa agr.dscer
ao Sr. Or. Mello Gomes o muito que fez
caridosamente par* salvar miaba flha, j
nos ltimos momentos de vida, por occa-
sii do um primeiro pirro, gravissimo e
perigoso, uiiigiii lo as afBic3;s, de qu-? eu
toda a minha familia esUva pos possui-
dos.
A assistente, D. Mara lo Carmo, sen
Jo chamada no dia 5 do Bel de Junho,
s 11 horas da noite, prourou, por meio
de sua muita pratica e habilidade, ver se
era possivel, s com ella, a parturienta dar
luz; mas, nSo sendo isto possivel, do
outro dia, pulas < horas da manha, depois
de loog'S horas de trbalo pedij com ur-
gin.ia a assisten^ia de un medico. Cha-
ma o Sr. Dr. afollo Gomes, que de muito
bom grado, prestou-se, examinando a par-
t riente e dando-lh-i esperanza de vida,
baiu como d seu filho, e empregundo en-
to todos os esforcos cirurgicos, poude pe.la
sua alta inteligencia medica e pericia j
re ,'onhecidas salvar a parturiente e o filho,
qu foi extrabido quasi morto e todo r< xo.
Procurou entao reaniraal-o, empregando
todos os soccorros mdicos, o s depois de
urna hora que salvou o, sendo ajudado
p la digoa assistente.
E por que nenhuma som na pecuniaria
pagara gecerosainenn ao Sr Dr. M^llo
Gjmes, p>*lo grande trab. nhsi p;j alto da emprensa faz;r sciente ao
r^speitavel publico o quanto me vejo grato
a este moco tao cari loso o Sr. Dr. Mello
G-ims. Nao soment) este facto, de que
boje nos oceupamos, na ra em que mora-
mos consta-nes ter o Sr. Dr. Melio Gomes
salvo diversis parturienta, em perigo de
vida, na< mes as cndilo is extremas ere
qu i esteve minha filln, hoj compltame
te boa.
D.-us queira portanto dar llis vida, s .u
d>>, e elui lade para gloria do sua Kxm i.
familia, e mxime de sua Es na. mili ; e
ta.nb-m para todos aquellas que piocuram
V^se d'ahi que as duna principara reparti(5es
fiscaes aoflreram diwinuico em suas rendas no
mez de Junbo findo.
Cesa parando-se porm, o rendimenlo do semes-
tre fiado com o de 1886, \ se qne foi elle sup-
rior em todns as repirtivea publicas, cem excep-
co da Recebedoria Geral, em que ae nota uma
pequea differenv para menos.
0 rendimt-nto nos referidos semestres f este :
Al/andega
lo semestre de 1887 4.668:4184532
1886 4.581:676*621
!
Mais cm 1887
Recebedoria Geral
mestre de 1887
> 1886
86:741 911
831:649*575
346:655*143
ero 1887
1* semestre de 1887
\ 1886
Corre
15:0J5568
75:019*027
67:413*915
Mais
1887
7:636*082
Recebtdoria Vroviucial
1 a-mestre de 1887 1.131:794*786
1886 986:421*9' 6
Mais em 1887
, 145:372*880
Sob a reaponsabilidide das companhias de va-
pores que aervem prava do Recife, esta :
Receben em Junho do 1887 '256:690*042
1886 286:348*96(1
Menos em Janho de 18^7
29:658*92
Sobre as pravas estrangeiras, os prev >s extre-
mos do cambio, foram estes :
Londresde 22 3/4 82 7/8 d.
Pars418 4 435 rs. o franco.
Hau.burgo518 539,rs. R M.
Portugal134 143 /o
Foram eaccadas sobre Londres 4 230.000, sen-
do pelos bsneos S 80.OJO e por peliculares
iro ooo.

'o mercado de ttulos foram vendidas :
Apolices geraea: 11 do valor de 1:000*000, ju-
ro de 5 o,0, a 990*000.
Apolices provinciaes: 5 do valor de 1:000*,
juro de 7 (<> a 1:030*000.
L-ttras hypothecarias : 259 da I a re, ro v*.
or de 100*000, sendo 250 a 97*200 9 97*50 .
e 142 da 2> serie, do valor tambera de 10O*OJU a
94*0)0.
Acv&es de companhias : 343 da Compaohia do
Beberibe, valor de 100*, a 155* ; 145 da Usina
Pint), valor de 20ui, ao par : 15 da Companhia
de Seguros Ampbytritf, Valor de 200* a 180*000
#
Em Junho findo foi o seguinte o movimento de
nosso porto:
Entradas do Exterior
17 Vupores, lotando 26 542 toneladas.
1S Navios de vela, lotandc 3:380 *
Entradas dos portos do Imperio
26 Vapores, lotando 28:310 toneladas.
11 Navios de vela, lotando 1:468
Total das entradas
43 Vapores, lotando 54:852 toneladas.
23 Navios de vela, litando 4:848
Rcsumindo as entradas e comparando, tem-ae:
Junbo 87
66 embarcacoes, lotando 59:700 tons.
Junbo 86
71 mb.'.rcaodcs, lotando 59:253 tons.
Junho 87 ----------
M< nos 5 embarcages, lotando mais 447 tons.
Sahidas para o Exterior
19 Vapores.
3 Navios de vela.
Sahidas para os portos do Imperio
7 Vapores.
11 Navios de vela
Total das sahicui
26 Vapores.
34 Navios de vila.
Resnmindo as sabidas e comparando, tem-sc:
Junho de 87 60 tirbayfcac5je.
. de 86 68
Juuho de 87Menos 8 embarcado.a.
*
KXPOETAfAO
O mercado exportador, manteve-se ainda activo
no mes de Ja abo findo.
Os precoa conservarurc-se quasi que na recama
posivo do m; anterior.
Eotraram para o mercado :
Assncar :
Junbo de 1887 48:895 saceos
de 1886
Mais em 1887
Algodao :
Junho de 1887
. de 1886
Mbis em 1887
\guardente :
Junho de 1887
de 1886
Menos em 1887
Alcool:
Juuho de 1887
Conros:
Juuho de 1887, por mar
13:476
35:419
15:913 saccas
4:303 >
Sim?!
Mr, Pipa.
11:600
520 pipas
641
121
30 pipas
775
Itegalaratn as vendas:
Assucar (com cap)Por 15 kilos :
Uranco3 superior
3. boa
3.* regular
4 sorte
Somenos
Mascavado purgado bom
> regular
americano
BrotoRegular
Do canal
Algodo-Por 15 k.loe:
< 1.a sorte
Mediano
2. Borre
Agaardente Por pipa :
De
AlcoolPor pipa :
De
ConrosPor kilo.
' Espichados
Seceosde
Verdes
MelPor pipa :
2*700 4 2*900
2*400 4 2*500
2*200 2*300
2*100 4 2*200
1*800 1*900
1*5,0 4 1*600
1*350 4 1*500
1*150 4 1*250
1*075 4 1*150
*900 4 *950
6*800 4 7*300
5*800 4 6*300
4*810 4 5*300
48*000 4 50*000
! 4*000 100*000
650 ris.
5 \9 4 525 ris
3 0 ris
Courinhos e pellos--Ext.
DoceExteiior
Iuterior
Total
Expanadores Interior
Paiioha de mandioca
Exterior
Interior
Total
Graixa Iuterior
Melicamei tos e drogas
Ioteriur
MilhoInterior
Obra de uurcioeriaInterior
Ouro velhoExterior
Pennas de avesInterior
Prata velhaExterior
Queijo do sertoExterior
Interior
Total
RapInterior
SalInterior
SeboInterior
SolaInterior
TaboasInterior
Vassouras de palba de
carnaubaInUtior
167:827 180 kilos 50
230
65
520 sacess 1:000
1:520
400 kilos
293 vo'uraes 232 saceos r 22 voluin-:s 93:564 graos 102 kilos 219:160 graos 16 kilos 100 .
116 >
258 1/2 kilos 20:000 litros 12:120 kilos 2:500 meios 24
Precisamos fallar
Na abaixo asignados lancadores da Cmara
Municipal do Recite, deca-amos ao publico, que
nao se entende comnosco o annuouio que sob o ti-
tulo cima tem f-ito publior neste jirnal, um tal
Mercieiro da ra da Aurora n. 113.
Manoel Lyra.
Lu* Manoel Viegas.
*ua Florida de Mirrav e Lanman
OS
Nao dificultoso distiu;,'air-ae a aenbora de de-
licado c refinado gasto, pt-la qualidade dos perfu-
mes de que geralmeute uaa Tanto as seohoras da
moda como as seuboritas da America Central e do
Sul, dao uma indisputavel preferencia a Agua de
Florida de Murray e Laninni tin lugar de qual-
quer um outro periume para o lenv>, o teem-sr
aferrado ao mesmo para mais de 20 aunes esta
parte, 4 cuata do inteiro e cojapleto abandono do
extracto de Lubin, assim cixw de muitos outros
perfumes e esaencias europta, mais ou menos agr
daveia, maa em nenhura cso to aromticos e de
propriedades tio suaveis e r frigerantes.
As noasaa proprias b Ida le, e) hoje as primei-
ras 4 jus:i:icar a ajuizada sentenva passada pelo
publico da America do Sul, em favor dsta rquis-
aima esoencia flora', a pelo aun jo inteiro ..it.v. e tej, rival, adquirinio
oontinuadauDcnte novos triumph s.
Cono qabantia contra as faUificavS'a. obsrve-
se bim que os no.nea de Mnman Se Kemp veahiD
estampados em I ttras transparentes ni papel do
livrinho que serve de envoltorio a Cada garrafa.
Euc.utia se venda em todas aa pharmaciaa t
drogaras.
Agentes em P<-rnambuco, fleury Forater S C.
ra ao Cumuiercio n. 8.
Casa de educacao moderna
KM
Sciencias, lettras e bellas-arles
RA VELHA N. 36
O director e profeaeor deste collegio enaiua pri-
ineiras lettris pelo melhor sydtema dos principaee
collegios da corte do imperio, colheu escraf llosas
observacoes.
Recebe meninos n'.ernos por 35*0)0 men-
aaes.
Primeiras lettras 2*0.0 mensaes.
P r cada um preparatorio 3*030 urnsaes.
36 Ra Velba n. 36
Julio Soares de Azevedo.
Lanman & kemp
Previnem o p iblico que existem uesta pr im:tacoes fraudulentos do aeu oleo puhs db pi-
oado db bacaloocontra aa qu-n-s se devem
acautelnr oa consumidor'-, p. r issi que o u?o
d'esses leos falsos ser em preju ao dos
doeut' a.
Entre casas t iUI.mc"> -s ha uir.a quealm da
j'fferenv* u) pur"aa do liquido que t pode pre-
ciar ae coaip:ir..nJj o oleo verdadero com o fals,
en ana fncilin!iit'" os ioeaut a. e por isa > aornaen-
ti>moa aa d-fiircu$*a que existem Dos frascos e in-
volucros :
A circulnr que acompanhs ada frasco dtVi-
ser aaaign.d porLanm Kemp^a na >=
Lenman & K'inp -c mu n fnlsi6c.vo.
().- iiosaos tr.iscusas tres lados dcscobertos
tr.-.7.' in em relevo no o.esmo vidro aa seeuiutes
palavras : -C'od liver oil Lanman Si Kemp
Neto-York, em quauto qne os falsos vdros tem :
li'fined Cod Liotr Od=New-York.
as uosshs capsula* metallieaa l-ae : ca-
ima i Kemp, Droguistas, Nueva York, em quanto
as M*m s- :Col Liver OU = Reftn d = \ue
va Yjrk
Rec^um.eidMnoa, poir, aos doeniea que quizc-
r-m usar do u-sso ueo, e ntir~r is reaultsdoa
maravilhoaoa pelos quaea s* tem a< re litado em
todo o mundo, ti-uham todo o cuidado im enmi-
nar os Irseos que corop-arein, pra nao serete
enganad-'a por iiinii^s la sifi^ 1,5 e.
Tambem ha muitas f..nficavo a da nossa aooa
FLOKIOA DE MURBAX & LANMAN. E TNICO ORIENTAL
db -EMPj^falsficacoea essas preparadas geralmen-
te com substancias prejudiciaes 4 pelle e ao ca-
bello ; exijam, pas, os consumidores os verda-
deiroa e nao recebara outros.
HAVENDO KEOISTBADO NESTE 1MPEBIO TODAS AS
N08SAS MASCAS INDDSTBIAE8 E BTELOS, FBEVENOIOS
CS IMITADORES B PALSiriCaDOBBS, QUE PBCCEDEBEMOS
COMTBA BLLES NOS TB1BUNAEB, EM PSOTEOfAO DB
NOSSOS DIBEITOS.
Pernambuco, 28 Junho 1887.
Laouan 4 ki-mp.
EDITAES
50
O valor dessa exportacao, calculado pelas mr
dias dos precoa mensaes, o seguinte :
40*000
A exporUcao i i a seguinte pela Alfandega:
AssucarExterior
Interior
5:005:820 kil
2:327:698
Total
Em Janho de 1886
Alais em 1887
AlgodaoExterior
Interior
Total
Em Junho de 1886
Mais em 1887
AgurdenteExterior
Interior
7:333:518
3:384:225
3:949:293 .
1:199:947 kilos
171:979 .
1:371:926 .
677:396 .
694:530
Total
Em Junho de 1886
Mais em 1887
CourosExtcrbr
Interior
Total
Em Janho de 1886
Menos em 1887
Abanos de palba de car-
naubaInterior
BorrachaExterior
Caro v >s d'algodoExt.
CarrapatoExterior
Car vio aoimalInt.
Cera de carnauba Ext.
Int.
Total
Chapeos de palha de car-
naubaInterior
CocosExterior
Interior
Total
72:138 litros
425:688 .
497:826 .
322:368 .
175:458
120:266 kilos
60
120:326 .
174:994 .
Assucar
Algodao
Agurdente
Couros
Abanos de palha de carnauba
Borracha
Carovos de algodio
Carrapato
Carva) animal
Cera de carnauba
Chapeos de palba de carnauba
Cocos
Couriuhis e pelles
Doces
Espanadores
Farinha de mandioca
Graixa
Medicamentos e drogas
Milho
Obras de marcineria
Ouro velho
Pennas de aves
Prata velba
Qaeiji do serto
Rap
Sal
Seb
Sola
Tabeas
Vassouras
Total apprcximado
866:088*652
553:424*355
50:8454340
121:019*196
37*500
5:873*920
2: f 85*30!)
3:42J*000
79*680
1:176*480
480*000
4:861 *60J
138:457*275
230*000
65*000
3:800*000
117*450
4:395*000
5' 5*760
2:200*000
3:508*272
306*000
547*855
116*000
517*000
160*000
4:444*000
12:525*000
24*000
2*000
1.781:516*935
51:668
5:000
5:517 kilos
171:395 .
64:200 .
480 .
3:240 .
445 .
3:685 .
1:200
7:020
53:750
60:770
IMPOBTACAO
O mercado importador, no mez de Junho findo
esteve menos animado do que em igual mez de
1886.
Na rubrica Imprtamelo, o rendmento foi de
618:219*825, contra 1.186:912*401 cm igual mez
de 1S86, notando-se, portanto, uma differenca,
para menos, de 538:692*576.
Comparado ainda o rendmento do semestre
findo com o 1.* de 1886, nota-se ainda a favor deste
differenca para mais como se v:
I. semestre de 1887 4.030:166*518
. 1886 4.312:961*416
------ '
Mcncs no 1.* semestre de 1887 282:784*898
Os preosa das vendas de diverses artigos, em
seguida relacionados, salvos es descontos commuus,
loramjoa seguintes :
Albosde 180 a 200 ris a maunca.
Arroz-4 2*500 p r 15 kiloi.
Azeite de oliveirade 3*060 a 3*1(0 ogalo.
Bacalhode 18*000 4 20* a barrica.
Banha de porcode 913 a 915 ris por kilo.
Batatasde 4*200 4 4*VX) por meia caixa da
portuguesa.
Caf le 1 >*->0) 4 16* )X) por 15 kilos.
Caaba ie 1*460 1*50' por kilo.
rVbolaai- I240J0 4 14*00) p-r cxa.
C^i v iiJe 6* 4 10*50) por duzia de garrafaa
fu bot.j s.
Ch* ie 3*000 a 6* por kilo.
Comiuhosle 17* a 18*00J por 15 kilos.
Farinh* d-t mandiocade 2*200 2*500 por
aceo.
Farinha da trigoamericaua de 17* 1 18* por
barrica; e de Trieste de 21* 4 24* por barrica.
Feijo4 7*000 por saco.
Oomma de manlioca le 2*300 3*200 por
15 kilos.
Herva-doccde 17*00.) a 17*500 por 15 kilos.
Massas alimentares4 7*000 por caixa.
Manteigada franeexa, em latx, de 1*591 a
1*656 por kilo; e de Tri-atre, de 2*3)8 4 2*931.
por kilo.
Milho de 70 ris por kilo.
Passasde 11* 4 12* por caixa
1'.menta Ja.India-de 1*400 4 1*50* po. kilos.
Queijosde 2*700 4 3*500 cada u-n dos fl i-
mengos
Saldo nacional 4 800 ris por 103 litros.
Sirdinhas de 300 4 340 ris por lata de quarto.
T ucuhodo de Lisboa, de 9* 4 10*00) por 15
k los ; doamericano, de 10* a 12*500 por 15 kilos.
Vinagrelo de Lisboa de 165* 4 170* por
pipa ; e do nacioaalde 80* 4 100*000 por pipa.
Viubode Lisboa, de 230* 4 210* por pipa ;
do de Figueira, de 235* 4 245* por pipa ; do de
letra. 4 250* por pipa ; do nacnnal, de 125*00
4 160*000 por pipa.
Xirque-do nacional, de 4,1500 a 6*800 por 15
kilos.
*
Alpistede 4*300 4 5*000 pir 15 kilos.
Breude 10* 4 15*000 por barrica.
CarvSi de pedrade 12* a 22*000 por tone-
lada.
C-ra de carnaubade 3*800 4 5*800 per 15
kilos.
Cimentode 5*500 4 8*000 por barrica.
Courinhos e pellesde 40*000 4 125*000 o
cento, conforme a qualidade.
Fumo-de 10* 4 22*000 por 15 kilos, conforme
a qualidade.
Graixaa 4*500 por 15 kilos.
Kerosenede 3*550 3*700 por lata.
Louvade 80* 4 120*00) ror gigo.
Papel de embrulbo-de 600 4 1*500 a resma,
co: forme a qualidade.
Seb)a 5*500 por 15 kilos.
Velas310 ris um masso das nacionaes, e de
540 900 ris cada masoo das estrangeiras.

Foram importados os seguintes gneros al:men-
ticios, bebidas e condimentos:
Albos 226 canastras.
Ameixas32 caixas.
Arroz pilado917 saceos.
Areite de oliveira127 caixas
Azeitonas20 caixas e 3 barris.
Bacalhc13.202 barricas, 5 527 meias c 10
tinas.
Banha de porco 15 caixas.
Batatas 2.376 caixas.
Bscontos 46 caixas.
Caf1.501 saceos.
Ctmaid.'S 4 voluntes.
Canelln10 volumes.
Ceblas875 caixas.
Cerveja260 caixas e 180 barricas ou barra.
Cevada30 barric&s.
Cn464 volumes.
Chocolate5 caixas.
Cbouriva1 caixa.
Cidra175 caixas.
Cocos (frucia) -7.200.
Cognac170 caixas.
i~ominhos11 saceos.
Conservas192 caixas.
Cravo 2 saceos.
Doces -15 caixas.
Farinha de trigo12 737 barricas e 415 sacjOB.
Foll o de Luro 1 sacco.
Frucus2 volumes.
Genebra105 cnixas.
Gomma de mandioca22,volumes.
Grims 300.
Le.ire condensado10 volumes.
Licores 23 caixas.
L'nguas1 vo'ume.
Maizena155 caixas.
Manteiga155 barris, 928 meios e 279 caixas.
Massas alimentares16 caixas.
Juizo dos Feitos da Fa<
zonda nacional
O escrlvdo Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substituto da fatenda,
Lindolpho Hitbelb Correia de Aiaujo, se vender
em prava publica no dia 22 do corrente mez de
Julho, pelas 11 horas da manh, depois da audien-
cia e parante este juizo os bens seguintes :
Um sobrado de um audar n. 74 sito 4 ra do
Mrquez do Herva, avaliado por 3: .00*000, que
toi prrtencente a Pedro Antonio Tcixeira G'jims,-
r&es e h>jc a Matbiaa Muniz Tavares.
O dominio til do t-rreni de marinha n. 9, sito
em Motocolouib depois da ponte do mesmo nome,
ava'iado por 200*QX), pertencente aos herdeirof
de Luiz de Fram;a da Cruz Ferreira.
Uma berlinda de 4 rodaa, em bom estado, ava-
liada por 60J*.
Um carro denominado Presidente, em bom es-
tado, avaliado p;r 110*.
Um carro denominad) 15' i Ata, tambem em
bom estado, avaliade por 350*000, todos perten-
centes a D. An ia Ln-ii de Oliveira e se acham
na cocheira u. 3 sita la douVionde de Itapa-
. iea, que foi pertencente a B irtbizar Goncalves
Machado, e hoj; a v.uva D Aaua Lucia de Oli-
veira cujos b_ ns foram peuborados e sao vendidos
para pagamento da fszenda nacioaal c costas-
Recife, 12-le Julho de 1887.
O solicitador da fszenda nacional,
Luiz Machado Botelho.
Juizo dos feitos da fa-
zenda
i'NcTivo Cintra)
No da 23 do corrente mez e depois da audien-
cia do Sr. Dr. juiz substituto da fazeoda, se ha de
arrematar o seguiute:
Santo Antonio
O predio n. 2 na travesea dos Quarteis, com por-
ta e janella de frente, 4 metros de largura, 7 e 60
centmetros de comprimento, 2 silos, 1 quarto,
quintal e cacimbx, avallado em 500*, para paga-
mento do que deve 4 tazenda provincial Mantel
Marta Rodrigues do Nascimento.
A renda anoual d) predio u. 71 4 ra do Vis-
conde de Iuhbmi, avahada em 600*, para paga-
mento do q ie deve 4 oicsma fszenda Jorge Ca-
ro II.
Recife
O predio n 51 rua do Bom Jeaus, com 3 an-
dares, sotlo interno, 3 portas da frente, varandas
de ferro n a Io c 2 ondan-s e jane'las no 3, mede
5 id tros de lurg-tra e 15 metros e 65 centmetros
de comprimento,cm 2 salas e 3 quartos em cada
um dus andarea, avadado cm 5:00*, para paga-
meato do que deve 4 mesma fazenda Joa Pedro
Vtz de Oliveira.
O predio u 13 rua dos Guararapes, com por-
ta e janella de frente, 2 salas, quintal pequeo,
mediudu dito pr do 4 m?ti\s e 8 centmetros de
vio c 11 tnetros e 80 e i-tmetros de fundo, ava-
llado em 600, pra pagamento do que deve
a-sola lasauda F.mitasli i M ata Cabral.
A ieu.1) annu il 1 > predio u. 1 4 rua do Tuyuty,
avaliada em 12 >*, para pagamento do qus deve 4
mesma fazenda Jos Soares Pareira Braga.
S. J>
O predio n. 4 no lugar denominado Via-Frrea,
-le lijlo e cal, coberto a telina, CJin porta e janel-
la de frente, 2 aalas, 2 quartoa, cozinhi fra, e
modo 3 m tos e 2 ceatimetrja de largara e 4 me-
tros c 70 centmetro) de toado, avaliado em 2U0*,
Massa de tomate6 caixas.
Milho1.160 saceos.
Mus tai da2 caixaa.
Passas37 volumes.
Peixe de conserva20 volumes.
l'imenta da IoJia115 saceos.
Presuntos16 caixaa.
Proviso es14 caixas.
Qusijos520 caixas, e 5 tinas.
Sal145.280 litros e3O0 alqueres.
Salame3 caixas.
Salpic&es2 caixas.
Sardiuhaa3 caixas.
Touciobo83 barris e 2 caixas.
Vinagre13 pipas, 50 quintos e 99 barris.
Vinho371 pipas, 1 meia, 6 quartos, 427 quin-
tos. 470 decimos, 348 barra e 1.693 caixas.
Xirope1 caixa.
Xnrque-113.803 k logrammas e mais 20.647
tardos.
Wermoutb33 caixas.
Witkey '.6 caixas.
#
Entraram mais oa artigos seguintes '
Alpiste145 volumes.
Alvaiade10 barricas.
Azeite de peixe11 caixas.
Barricas a barns vasios2.016 e mais 121
volumes desmanchados.
Barrilhi94 tambores.
B-eu-0) barricas.
Borracha66 volumes.
Caboa32 volumes.
divides29 caixoas.
Carrapato11 s ascos.
Carvao de pedra1.234 tonelada*.
Curas180 volumes.
Chapeos76 fardos.
Charutos17 caixoes.
Chambodo de municao 105 barris ;^em lencoes,
7 rolo*; em canos, '55 barricas; e em folha, 16
rolos.
Cigarros1 v luine.
Cobre24 volumes.
Corda* 15a
Courinhos e pelles3 caixo:s e 538 fardo*.
Coaros1.026.
Drogas e medicamentos135 volumes.
Dyuamite3 volumes.
Eoxofrc60 barricas e 100 caixa*.
Eatanho-27 v-lo.oj.cd.
EateirasJ volumes e mais 50.
Estepa 45 fardos.
Farello-7.268 saceos.
Fenno40 saceos.
FerroEm &<;>, 2 caixas, oOcunhetes, 1 barrae
20 feixea ; cm ancoras, 4 ; em arcos, 568 feixea :
em rame, 3 v. lumes ; em barra, 1.144 e 191 ffei-
xes ; cm correntcSj 3 barrios ; em enxadas, 96
barricas; em lerragecs diversas, 602 volumes;
em foguea, fogareiros e chapas para elles, 100 vo-
lumes e pevas ; em folha, 66 e 50 volumea ; em
llandrea, 440 cunhetea ; em pregos, 226,~volme* ;
em laxas, 27; em trilhos, 1.982; em machinas,
apparelhos, etc, etc., 312 velme* e pevas.
Fio de linho e algodao165 volumes.
Fumo1.16o volumes e83 fardos.
Garrafas, botijas e garrafes vasios 6 vola-
mes.
Gsso2 barricas.
Gix2 barricas.
Graixa366 pipas e 10 barris.
Jangadas -26.
Kerosene51 caixas.
Lmhas104 caixoes.
Linhac3 barricas.
Lona18 fardos.
Lou$a-438 voluacs.
Madeiras60 Irire, 38 taboas, 271 euchams,
100 caibroa, 7.000 chas de lenha, 2.112 pecas
diversas.
Marmrea e pedras117 pedras de amollar.
Mercadorias diversas 1.494 volumes.
Movis51 volumes.
Oleo28 volumes.
Panno de algodao do paiz 597 fardos.
Papel101 caixas e 380 tardos.
Pennas de aves 1 volume.
Perfumaras97 caixas e 10 fardos.
Pbosphoros2 caixoes.
Pianos2 volumes,
Pipas vasias695.
Saceos vasios14 volaste*.
Salitre80 barricas.
Sebo954 barris e 1 caixa.
Sementes1 volme.

I
riMn






Diario de Pernambuco Scxfa-fcira 1 de Julho de 1887
para pagamento do que de ve 4 mesma faienda
Jos Francisco de Sonta Lima.
O predio n. 23 roa dos Pescidores, em com-
pleta ruina, com porta e janeila de frente, 4 me-
tros e 44 centmetros de largura c 13 metros e 30
centmetros de comprmento, aval ado em 3C0J,
para pagamento do que deve uieama fazenda
Benedicto Jos Duarte Odrim.
Boa-Vista
O prulio n. 13 em Santo Amaro das Salinas
eom 10 metros e 20 centmetros de largura, e 25
metros de comprimento, sitio com dous vivuros
para paire e mais de 100 ps de coqueiros, tendo
dito predio 1 porta e 2 jane I las nos oi.us, 5quar-
tcs, cosinha dentro e mais duas casas com 1 qoar-
to cada urna, no valor de 3:00/ para pagamento
do que deve mesma fazenda Joaquina Rodri-
gues de Amorim.
Poca
O predio n. 4, no lugar denominado Enea na-
mento, com 2 jautlias e 1 porta de trente, o qual
tem 4 metros e 30 ceutimetros e de fundo 7 me-
tros e 54 ceutimetros, com 2 salas, 3 quartos, co-
sinha fra e quintal, avahada em 504. para paga
ment do que deve a mesma fazeuda Joaquim Al-
ves Corre ia.
S. Lourenco
O predio n. 31 no largo da Matriz, com 2 ja
nellas e 1 porta, 2 salas, 2 quartos, coziuha fra
e mede 5 metros c 80 centimetios de tren'e e 8
metros de tundo, de taipa e em sol-.- toreiro, ava
liada em 1035, pira pagamento do que deve
mesma ..fazenda Jos Floriaio de Souza.
O predio n. 18 n> largo da Matriz (S. Louren-
co) com 2 janellas e 1 porta, 2 salas, 2 quartos, e
medindo 5 metros e 70 centmetros de largura e
8 metros e 80 centmetros de comprimento, ava-
hado em 10U4, para pagamento do que deve i
mesma fazenda Jos Salustiano Velloso.
O predio n. 2ti 4 ra d > R sario (S. Loureoc ),
de taipa, e em solo foreiro, com porta e janeila, 2
salas, 2 quartos, e medindo 4 metros e 40 centi
metros de largura, e 8 metros e 30 centmetros de
comprimento, avallado em 80 j, para pagamento
ds que deve a mesma fazenda Joo Maria Gomej
Barretto.
R.c.fe, 14 de Julho da 1887.
O solicitador,
Luna Freir.
Secretarla da veneravel confiarla
de *. Benedicto, erecta no con
vento dot> religiosos franciscano
do Beclfe. 14 de dalno de IS8
De crdem da mesa regedora desta confralia,
sao convidados todos os uossos irmJott qua eeti-
verem no goso de seus dusitos, a comparecerem
no capitulo desta confraria no dia 17 do correte,
s 10 horas da mauh. afim de se reunirem em
sesso de aisembla geral, e proceder se aeleicao
dos novos rleitos para o anuo compromissal de
1887 i 1888 O secretario.
Francisco Solano da Costa.
DtXLARACOES
. De ordem do ilhn. Sr. Dr. inspector, convido
aos seiihores possuidores ae apolices proviociaes
a virem receber os juros a ellas correspondentes,
cojo pagamento ter comeen no dia 18 do cor-
rente.
Secretaria do Thesouro Provucial de Pernam-
buco em 14 de Julho de 1887.
Pelo secretario.
Lindolfo Compeli.
IRMAXUADE
PO
Senhor Bom Jess das Cbagas
ELEICO
De ordem da mesa reged. ra, convido a todos os
irmos que cstejam no goso de teus direitos
comparecerem no c. nsistorio da m ata irmaadade
no dia 17 do correte, s 9 horas da inauh.i, afim
de reunidos cm assembla geral, proceder-se a
eleicao dos oovns funcciouarioe pura o anno com-
promissal de 1887 i 1888. R efe, 14 de Julho
de 1887.-0 secretario,
Theodoro da Silva Campello.
Estrada de ferro d Ribeiro
ao Bonito
Pelo presente fajo sab-r ao3 Srs. accionistas
desta empresa, que ja realizaram a segunda en-
trada de suas aeros, constantes das cntelas us.
18, 19, 26, 48, 55, 6!, 63 81, 83,| 85, 86, 90, 98,
101, 102 e 104 que em observancia do disposto
no n. 1 do art. i) dos estatutos, fica-lhes mircado o
prazo de 30 dias a contar de 13 do correte mes,
para realizaren] a 3> entrada de ditas acedes com
a multa de 20 /o-
Outro sim, o accionista qua nao realizar suas
entradas na forma determinada perder neficio da empreza as entradas que j tenba feito.
Recite, 13 de Julho de 1887.
O secretario da directora,
Jo Bellarmino Pereira de Mello
Estrada de ferro de Ribe rao ao
Benito
Pelo presente taco saber aos Srs. accionistas
desta empreza, que apenas realisaram a 1* en-
trada de 10 /0 de suas acedes, constantes das
cautellas ns. 16, 28, 32, 47, 59, 64, 66 e 69, 68,
70, 75, 77, 86, 101, 118, 120, 125, 126, e 127, que,
em face do disposto no n. 1 do art 9 dos ostatu
tos fica-lhes marcado o praso de 30 das, a contar
de boje, para realisarem a 2* entrada cjm a malta
de 20 o/0.
Outrosim, o accionista que nao realisar suas en-
tradas na forma determinada, perder em bene-
ficio da empresa as entradas que j tenha feito.
Recife, 15 de Junho de 1887.
O sccrctarioda directora,
Jos Bellttrmino Pereira de Mello
Gabinete Porluguez de
Leitura
Conselho deliberativo
De ordem do Exm. Sr. VUconde da Silva L yo,
convido os senhores m?mbros do conselho delibe-
rativo a reunirem so nesta secretaria u* rorexima
sexta-fera 15 do crreme, as 6 1|2 horas da
tarde, afim de ter lagar a aesso ordinaria do
conselho, como man lam os estatutos.
Secretaria do Gabinete Portugu-z de Leitura
eu> Pernambuco, 11 do Juihi de 1887.
Alfredo C Couss.ro,
2- secretario
Soda120 tambores
Sola1.531 meios e 32 voluntes.
Tamancos20 fardos.
Tecidos1.746 volumes.
Tijolos para facas50 caixas.
Tintas128 volumes.
Trapos4 fardos.
Tjrpos 1 caixa.
Velas10 caixas e 6 vo'umes.
Vidros67 volumes.
Zinco em telhaa, 10 Ciii ie.
Mercado ULTIMA DATA 8 DE JULHO DE 1887
CAFE'
O administrador da recebedoria provincial
em comprimento das instrneco s de 27 do Julho
de 1883, convida a associaco comineras 1 e todas
aquellas peszoas que Uivcrein existencia legal e
conhecida pira que, na forma dos arts. 24, 25 e
26 das mesmas instrueces, 8' incumbam da dis-
tribuidlo das tazas constantes da tabella dos im-
poatos de repartilo snnm a le n. 1881, de 30
de Abril do corrente anni : para o que Ihc-s tica
marcado O prazo improrogavel de 30 dias a con-
tar da presente data sob pena de ser este traba-
lho feito por eata recebedoria em virtude do art.
27 das referidas instrueces.
Recebedoria Provincial de Pernambuco 13 de
Jnlbo de 1887.
Francisco Amyntas de Carvalho Mours.
Veneravel ordem tercera do Car-
ino do Recif
De ordem ra mesa regedora, convido a todos
09 nossos carissimos irmos para comparecerem
em a uossa igreja, paramentadas com seus hbi-
tos, no dia 16 do eorrento s 10 horas da manba
e 6 1(2 d tarde, e no dia 20, s 10 horas da mi-
nh, para eocorporario?, irmos assistir na i :reja
do convento de N. S. do Carino a festae Te-Deum
em honra da mesma Virgem, e a festa de Santo
Elias, para o que tivemos convite do lt-vm. pa-
d.e provincial. Recife, 14 de jnlho de 1887.
O secretario interino,
Miguel dos Santos Costa Jnior.
Coiii|ianhia do Beberibe
Previne se aos subscriptores das aeces da no-
va emissao que o prazo pura o pagamento da ter-
cera e ultima prestaco de 40 % termina no da
6 do mez prximo vindouro, como foi previamente
annunciado.
Recife, 11 de Julho de 1887.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Tribunal da llelacao
P designada a sessao do dia 15 do corrente para ter
lugar o julgamtnto da revista crime n. 13,228 em
que recorrente a jjstica publica e recorrido
Libinio Augusto da C'inha.
Secretaria da Relae^U. do Recife, 12 de Julho
de 1887.
O secretario,
Virgilio de Guemo Coelho.
HA
iV
DO
BRASIL
Capital 20.000:00o*
dem realzado 8,000:000*
A caixa filial d'es'e Banco funcefonando tem
porariamente ra do Commercio n. 38, saca,
vista ou a prazi, contra os seguintes correspon-
dentes no estrangiirt :
Londres......... s/N. M. Rothschil* & Sons.
Pars
Hamburgo
Berlim....
Bremente.
Frankfurt i Main )
Antuerpia.......
Roma..
Genova
NapoU-s
Millo e mais 349
cidades de Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Cdiz...........
Malaga.........
Tarragonp......
Valencia e outras
cidades da Hes
panba e iihas
Canarias......
Lisboa.........
Porto e mais ci-f
dades de Por-/
tugal e ilhas... )
Buenos- Ayres.... )
Montevideo......)
Nova York......
De Rotbschild Frres.
Deutsche Bauk.
Banque d'Anvers.
Banc Genrale e suas
agencias.
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
Banco de Portugal
suas agencias.
English Bank of tbe Ri-
ver Pate, Limited.
G. Amsick & C.
Compra saques sobre qualquer praca do impe-
rio e do estrangeiro.
Recebe dinbeiro em conta corrente de movi-
mento com juros a lazo de 4% o anno e por le-
tras a prazo a juros convencionados.
O gerente,
William M. Webster
Deposito no da 1 de Julho.
Entradas de 1 a 6 .
dem em 7.....
Vtndas de 1 a 6.
20.200
4.904
Sircas
182.885
25.101
207.989
1.119
206.870
Deposito no dia 7, tarde.
Nao foram declaradas vendas no dia 7.
TELEGRAMMA
DA ASSOCIAVO COMMEBCIAL PARA HOVA-TOBH
(Expedido em 8 de Julho de 1887, de manha)
Cafi
Existencia verificada 215.000 saccas
Entrada no dia 7 4.000
Entradas em Santos 4.000
Estado de mercado Calmo.
B l*a coiomerelal
.JOTAyIM OFFICLAKS DA JOMTA DOS COR-
BKCTOKES
Recife, 14 de Julho de 1887
Cambio sobre Londres. 90 d|v. 22 5|8 d. por lt,
do banco, hontem.
Dito sobre dita, 60 d/v. 22 l[i d. por 1*000, do
banco, hontem.
Camnio sobre Pars, 90 dyv. 421 rs. o franco, do
banjo, hontem.
Dito sobre dito, i vista, 45 rs. o franco, do banco,
hontem.
Cambio sobre Lisboa, vista, 138 0/0 de premio,
do banco, hontem.
t) presiaente,!
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario.
Eduardo Dubeux.
Mowlmento nanearlo
RECIPE, 14 DE JULHO DI 1887
PRACA DO RECIFE
Os bancos abriram boj* o mercado de cambio
com a tasa de 22 1/2 d. sobre Londns, retirando
o Iiondon, ultima hora, a respectiva tabella.
Em papel particular houve transaeces a
5/8 d.
O mercado fechou frouxo.
Mercado de aaoacar e Altodo
RECITE, 14 DE JULHO DE 1887
Astuear
Os procos, pagos ao agricultor, manteem-se aos
algarismos seguintes, por 15 kilos.
Braueo, os melhores que
apparecem no mercado,
regulam de .... 2*200 a 2*400
3. sorte boa..... U900 a 2*100
i "regular..... 1*700 a U8 JO
Sumidos e baix s 1*500 a 1*700
orneos...... 1*300 a 1*400
tiascavado..... 1*040 a 1*100
Broto....... *900 a 1*000
icetame...... *700 a *800
Alqod&o
Nao houve transaccAo alguma, continuando,
portanto, sem cotacao.
Entrada* de aaanear e algodo
HEZ DE JULHO
Astuear
Entradas Dias
O pricurador dos feitos da Fazenda Provin-
cial, teudu recibido do Thesouro Provincial a re-
laco abaixo transcripta do imposto da ompa-
nhia Heeife Drainage, do exercicto de 1884 a
1885 das fiegoezias de S. Jos e Boa-Vista, que
deixaram de pagar o mesmo imposto no tempo
competente, declara aos mesmos contribuintes que
Ibes fica marcado o praso de 30-dias, a contar da
publicacao do presente edital, para recelherem a
importancia de seus dbitos ao consulado Provin-
cial, certos de que, findo o referido prazo, se pro-
ceder cobrnuca judicialmente.
Recife, 21 de Junbode 1887.
O procurador dos feitcs,
Miguel Jos de Alm.da Pernambueo.
Relac&o dos devedores do imposto da Recife Drai-
nage das freguezias de B a-Vista e S. Jos,
do primeiro semestre do exercicio de 1881 a
1885, que nao psgsiam no tempo competente.
Gervasio Prea n. 3. Jos Mara Seve 15*260
Dita n. 23. O mesmo 17*025
Coronel Lamcnba n. 30. Jos Martins
Barbosa 15*260
Rosario n. 43. Jos Martins do Rio 45*800
Mimosa, diversos artigns, para
Vil, assncar, para o
cauros, para o
Barcacas...... 1 13
Vapores...... 1 13
Via-ierrea d Carnar 1 13
Animaes...... 1 14
Via terrea de S. Francisco 1 12
Via-frrea de Limoeiro 1 12
Saceos
5.608
404
578
118
5.579
155
Soioina.
12.442
Entradas
Algodo
Dias Saccas
2
PRAQA IX) RIO DE JANEIRO
O Internacional manteve a taza de 22 1/2 .
sobre Liendres, o Lcndoo adoptou a de 22 3/8 d.
e o English nao sffixou taxa alguma.
Sem papel prrticular.
As tabellas expostas aqu
Do Ihtbjuiaciohal :
L-ndres.
Pars. .
Italia. .
Hamburgo
Portugal
Ne York
foram estas
yO djv vista
22 1/2
422
523
136
22 1/4
426
426
52S
138
2*250
Uo EaonsH Base
Londres.......
Pars........
Italia........
Hamburgo......
Lisboa e Porto.....
Principaes eidades de Portu-
gal........
liba dos Acores
liba da Madeira -
New-York......
90 djv vista
22 1/2
422
523
236
22 1/4
426
426
V,8
238
243
246
243
2*250
Barcacas.....
Vapores ...
Via-ferrea de Carnar
Animaes.....
Via- tenea de S. Fraucisco
Via-frrea de Limueiro .
13
13
13
14
l
12
Somma.
653
1.974
18
2.259
350
103
5.357
Despachos de exportaco
MEZ DE JULHO
Nos das 1 13 toram despachada na Alfande-
ga os artigos seguintes :
Pura fra do Imperio
Agurdente..... 49 litros
Algodo...... 405.297 kilos
Asaucax ...... 627.150
Bagos de mamona 15.982 -
Borracha...... 1.400
Cocos (fructa) .... 11.000
Couros espichados 167
Couros salgados. 4.105
Doce 4- 15 kilos
Mel....... 7.203 litros
Pranchoesde vinhatico. 31
Para dentro do Imperio
Agurdente..... 143.712 litros
Alcool...... 4.800
Algodo ...... 661 kilos
Assucar...... 1,161.208
Csjarubeba
Cera de carnauba .
Cocos (fructa) .
Cuinau ....
Doce.....
Espanadores.
Fariniia de mandioca
Oleo de inocot .
'leo de ricino .
Paos de jangada
Rap.....
Resina de batata
Sal.....
Sola .....
Vinho de jurubeba .
30 caixas
1.150 kilos
15*00
10 caixas
835 kilos
2 caixa*
100 saceos
60 kilos
5.720 .
42
529 1/2 kilos
1 caixa
27.000 litros
99 meios
92 eaixas
BECAPITULACAO DO A8SCAR
Para o exterior 627.150 kilos
Para o interior 1,161.208
Somma 1,788.358
Vapor daapacnado
Vapor ingles Tomar, sabido hontem, levou
Pi ra Lisboa:
1.488 couros salgados.
Carregaram Pereira Csrneiro & C.
ttavloa A carga
Esto sendo descaetndos os seguintes :
Barca naciona
o Porto.
Lugar nacional Marinho
Rio Grande do Sal.
Lugar portugus Jote Estevao,
Porto.
Patacho norneguense Efraim, assucar, para
Rio Qrande do Sol.
Vapor nacional Gamillo (A ebegar), varios gene
ros, para os portos do Sul.
Vapor ingles Paraease, assucar, para Liver-
pool
va vio a descarga
Brigue allein&o i. G. Ficht, farello.
Barca allem Hanvx, keroseoe.
Barca portuguesa Glaadiria, varios gneros.
Barca nacional Marianninha, urque.
Escuna allem FriU, xarque.
Escuna norueguense Reform, xarque.
Lugar sue;o Anuida, varios gneros.
Lugar sueco Im-t, varios gneros.
L;ar ingles Peggy, bacalbo.
Patacho ingles Echo, carvo de padra.
Pauta da Alfandega
SBMABA DE II A 16 DE JULHO DE 1887
Assucar retinado (kilo) .... 145
Assucar braueo (kilo) .... 126
Assucar maacavado (kilo) 066
Alcool (litro)....... 160
Arroz com casca (kilo) .... 65
Agurdente e 056
Algodo (kilo)...... 400
Borracha (kilo)...... 1*066
Couros seceos salgados (kilc) 460
Couros seceos empichados (kilo) 585
Couros verdes (kilo)..... 275
Cacao (kilo)....... 400
Caf restolho (kilo)..... 320
Carnauba (kilo)...... 366
Careces de alrodo (kiloi 014,
Carvo de pedra de Carditl (toa.) 16*000 I
Caf bom (kilo)...... 460
Caehaca (litro;...... 700 {
Faiinha de mandioca (litro) 037 |
Fumo restolho em rolo (kilo) 405
Fumo restolho em lata (kilo) 600
Fum? bom (kilo)...... 72
Fumo em foi ha bom (kilo) 720
Fumo em folha ordinario (kilo) 400
(Jenebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 040
Mimo (kilo)....... 400
Taboados de amarello (duila) 100*000
Uivideutlu
A CoHPANHIA DOS TrILHOS UbBAHOS DO ReCIFB i
Olihda e Beberibh est distrbunde o seu 25 di-
videndo, razo de 8 0/0.
* Os interessados devem se dirigir ao escriptorio
da companhiainas tercas e sabbados.
Memorial
Em 18 do corrente, ao meio da, devem reunir-
se, em assembla geral extraordinaria, os accio-
nistas da Cohpamhia dh EmriCAeio, afim da toina-
rem conhecimento da reclamacao que ra ultima
sesso da assembla geral levantaram alguna ac-
cionistas sobre a elegibilidade do engenbeiro An-
tonio Carlos de Arruda Beltro, que obteve maior
numero do votos para o cargo de gerente.
Com o descont de 4 0/0 esto sendo substitui-
das na Thesoubabia de Fazenda as notas do The -
souro do valor de 2*000 da 5. estampa, 5*000 da
7.* e 10*000 da 6.*
lmporta$o
Lugar sueco Armida entrado de Londres do corrente, < consignado a Fonseca Irmos & C,
manitestou :
AI valide 10 barricas ordem.
Arroz 200 saceos ordem.
Armacao para stllns 1 caixa a F. de Albuqner-
que Nuscimento.
Baldes 2 fardos a Samuel P. .Johnaton & C.
Canos de chumbo 10 barricas a Recife Drai-
nage Company, ditos de ferro 53 feixes a Samuel
P. Jobnsson 4 C, 26 Estrada de Ferro do Re-
cite a S. Francisco.
Cartuchos 1 caixa a Ferreira Guillarles & C.
1 a Samuel P. Joboston & C.
Cerveja 30 caixas ordem.
Chapas para fogio 70 a Ferreira Guimares ft
C
Baria de 8. Borja n. 10. O mesmo
Dita d. 30. O mesmo
Visconde de Goyanna n. 18. O mesmo
Cande da Boa-Vista n. 18. Dr. Jos
Nabuco Cesar de Araujo
' ita n. 35. O mesmo
rambi n. 9. Jos Pereira Teixeira
S. Gdncalo n. 32. Jos Pereira de Car-
valho
Travessa das Barreiras n. 5. O mesmo
Gervasio Pires o. 25. Josc P. Seve
Imperatris n. 3. Dr. Jos dos Santos
Nunes d'Oiiveira eoutres
Couce'co n. 39. Jos don Santos Oli-
reira
Praca do Conde d'Eu n. 4. O mesmo
Hospicio n. 44. O mesmo
Dita n. 46. O mesmo
Aurora n. 13 Dr. Jos Vicente Duarte
Brsndlo
Santa Oros n. 64. Dr. Jesuino Lopes
de Miranda
Dita n. 66. O mesmo
Hospicio n. 32. Justino Je s de Souta
Campos
Dita n. 34. O mesmo
Visconde de Albuquerque n. 96. Jos
Francisco de S Leito
Visconde Pelotas n. 43. LauriaDa de
Albuquerque L. de Barros
Ponte Velha n. 101. Luiz Eoa-Ventura
Salermo
RoBario n. 32. Luiz Goncal ves Agr
Gervasio Pires n. 8. O mesmo
Ponte Velha n. 7. Luiz Cesario do Reg
Principe n. 7 Luiz Pereira Raposo
Viscunde n'Albuquerque n. 9. Dr.Lniz
SaUzar .ia V iga PesBOa
iJita i, 13. Luiz Salazar da Veiga
Pessoa Lr.
Travessa de .loo Francisco n. 13. O
mesmo
Cam-.rlo n- 1. Luis da Silira Ferreira
Santa Cruz n. 44. Luir Maria do
No.>uuieuto
Imperatriz n. 31. Mauoel Antonio dos
Pasaos e Silva
Imperatriz n. 33. O mesmo
Visconde de Albuquerque n 68. O
mesmo
Dita n. 56. Manoel Fernandes Vel-
loso
Dita n. 42. O mesmo
Dita n. 108. O mesmo
Travessa do Quiabo n. 9. O mesmo
Visconde de Goyanna n. 55. Marco-
lino A. Dornellas (padre)
Visconde de Albuquerque n. 113. Ma-
noel Hermenegildo Goocalves da
Silva
Ponte Vilha a. 36. Mauoel Ferreira
Aotunes Villaca
Dita n. 68. O mesmo
Rosario n. 15. O mesmo
Ditan. 17. O mesmo
Ponte Velha n. 27. Monoel Meequita
Cardozo
Sete do Seteoibro n. 1. Manoel Joa-
quim Moreira
Dita n. 3. O mesmo
Oita n. 6. O mesmo
Rosario n. 52. Manoel Jsi Mon-
teiro
S. Goncalon. 23. Mauoel Gentil da
Costa Alves (Dr )
Coronel Lamenha o. 13 Manoel do
Monte Carmello Almeida (padre)
Alegra n. 10. Maria de Carvalho Soa-
rea Brando
Gervasio Pires n. 1. Msnoel da Trin-
dade Pirette Dr. e ontros
Imperatriz n. 34. Maria Rosa da Silva
Lemos
Dita n. 61. Maria Libania Mon-
te ro
Pr8ca do Conde d'Eu n. 24. A mesma
Dita n. 26. A mesma
Imperatris n. 77. Maria de Jess Tei-
xeira Franco
Dita n. 79 A mesma
Conceicao n. 3. Maria Isabel Viegas de
Moura
Dita u. 41. A meema
Visconde de Albuquerque n. 71. Ma-
ra das Dores Pirette
15*260
20*121
15*260
15*260
15*260
15*260
15*260
18*791
15*260
45*780
15*260
45*780
15*260
15*-i60
47*327
15*260
15*260
15*260
15*260
15*260
30*520
15*260
152G0
15*260
l-.tiu
15*260
'0*295
15*260
25*909
15*260
15*260
15*260
15260
31*266
15*2^0
15*260
15*260
15*260
15*260
15*260
15*260
15*260
15J260
15*260
15*260
15*260
18*137
34*923
15*260
15*260
15*260
15*260
15*260
15*260
30*520
64*898
15*260
16*360
29*430
15*260
15*260
15*260
34*923
15*260
Cimento 615 barricas ordem, 30 a Recife
Drainage Company, 10 a V. F. de Albuquerque
Nascimento.
Carvo de pedra 42 toneladas a Estrada de
Ferro do Recife a S. Francisco.
Chumbo de muoiclo 81 barras a Miranda t
Sous 50 a Ferreira Guimares 4 C, 50 a Res
4 Santos, 47 erdem.
Conservas 56 caixas a Ramos 4 C-
Cylindros.iO a Estrada de Ferro do Recife a
S- Francisco.
Ferageus 20 volumes a Ferreira Gujmaiaes &
C.. 2 a Samuel'P. Johnston Furia urna barrica a Ferreira Guimares 4 C.
Louca 1 barrica ordem.
Materiaes para estrada de trro 2752 volumes e
pecas a Estrada de Ferro do Ricifo ao S. Fran-
cisco, ditos para tel grapho 3 caixas a mesma,
ditos para esgto 999 volumes e pecas a Recife
Drainage (Joinonny.
Machinismo 2 caixaa 1 ordem.
Oleo de linbaca 50 tambares a Saandrer Bro-
thers 4 C.
Objeetos para escriptorio 2 caixas a Estrada de
Ferro do Recife ao S. Francisco.
Ph08phoros i ) caixoes a Prente Vianna 4 C.
Pedra hume 7 barricas a Ronqueyrol Freres.
Piche 10 barra a V. F. da Albuquerqua Nas-
cimento.
Plvora 60 caixas '. ordem, 300 1|4 a Saunders
Brothers 4 C 200 a Prente Vianna 4 C.
Salitre 50 barricas a Ferreira Guimares 4 C ,
20 a W. Haleiday 4 C 100 a.Parente Vianna 4 C,
60 a H. Nnesch U 100 4 Gomes de Mattos Ir-
ma.s, 20 a Antouio dos Sanies Oliveira, 30 a
Vianna Castro & C, 100,a Samuel P. Johnston &
C, 4t a Miranda 4 Sooza.
Sulpbato de magnesia 4 barricas a Ronqueyrol
Freres, dito de soda 5 barricas aos mesmos.
Trapos 10 fardos a Estrada le Ferro do Uecifa
a S. Francisco.
Te!has 7 barrica* L ordem
Tintas 3 barricas a Ferreira Gamarles 4 C,
a Nunos Fonseca & C, 5 Maia Silva &i C.
Kxportavo
RECITE. 13 DE JULHO DB 1887
Pora o exterior
No vapor ingles Pataeise, carregaram :
Para Liverpool, J. Lemos 4)2 caceos com 11,582 |
kilos de sement de mamona ; J. Pater & C. 600
saceos com 45,000 kilos de aunscar maacavado.
Na barca sueca Skanda, carregaram :
Para o Bltico, Borstelmuon 4 C. 20 saccas
com 1,497 kilos de algodo.
No vapor ingles Tamat, carregaram :
Para Lisboa, Ernesto Vidal 1 caixa com 15
kilos de doce ; P. Carneiro 4 C. 1,488 couros sal-
gados com 17,856 kilos.
Para o interior
No vapor nacional Camtllo, carregoa :
Para o Rio Grande do Sul, J. P. da Silva 4,000
cocos, fructa.
No liiate nacional Deas te Guie, carrega-
ram :
Para Mossor, S. Nogueira & C. 10 barricas
com 500 kilos de assucar brinco e 3 saceos com
25 ditos de dito.
No hiate nacional Iris, carregoa :
Para Mossor, T. de Moraes ttt saceos com
1,440 kilos de assucar branco.
Todo o csrregamento de assucar despachado
por Sebastilo Goocalves de Bnto, para o porto
do Rio Grande do Sul, no brigue allemlo Hoff-
nung, fsi transferido pelo mesmo para o porto de
Uruguayanna.
Gervasio Pires n. 13. A mesma
Dita n. 15. A mesma
Ponte Velba n. 110. Mari* Emilia da
Silva Manta
Hospicio n. 53. Mara Catharina L.
de Seixas Ferrlo
Santa Cruz n. 36. Maria Annunciaii
e outros
General Sera n. 14. Maria Joaqnina
da Cruz Valonea
Alegra u. 8, Mana Joaquina dos San-
tos Abreu
S. Borja n. 8. Maria Jos de Jess
Pirette
Dita n. 26. Mara B. Monteiro
Dita n. 28. A mesma
Visconde de Goyanna n. 38. Mara
Luisa do Reg Gomes Barros
Dita n. 99. Maria Florencia de Souza'
Pinto
Rosario n. 35. Marianna Thereza de
J. Petsoa
Sccego n. 32 Manoel Antonio Teixeira
Lelo Coreado n. 28. Maria da Luz e
outros
Hospicio n. 26. Dr. Nabor Carneiro
Bezerra Cavalcante
Dita n. 51. O mesmo
Praca do Conde d'Eu n. 14. Ordem
Terceira do Carmo
Visconde de Albuquerque n. 46. A
mesma
Riacbuellon. 6. Olympia C. de Moraes
e Silva
Dita n. 6 A. A mesma
Ponte |Velha n. 81. Porfira Rosa de
M. Guimarles
Imperatriz n. 78. Sympbronio Olym-
pioe outros
Conceicao n. 2. Sebastilo Jos Gcmes
Pennae outros
Ponte Velha n. 82. Siminario de
Olinda
Sete de Setembro n. 14. O mesmo
Conde da Boa-Vista n. 19. Dr. Sym-
phiooio Cezar Coutinho
Prncipe n. 3. O mesmo
Rosarion. 10. Silvana Mara de Lima
Imperatris n. 22. Tertuliano Ernesto
de M. C. e outros
Visconde de Albuquerque n. 132. Tho-
mas de Aquino Chaves
Riachuellon. 13. Thomaz Barbosa da
Cunha
Travessa do Veras u. 3. Thereza Ma-
tbeus
Ponte Velha n. 20. Umbelina Leoncia
Borges Dinz
Conceicao n. 60. Virginia Leopoldina
Goncalves da Silva
Visconde de Albuquerque n. 47. Viuva
de Z icarias Lopes Machado
Dita n. 53. A mesma
Dita n. 65. Venceslao H. da Paixlo
e outros
Auroran. 43. Dr. Virgilio de G. Coe-
lho
Conde da Boa-Vista n. 4. O mesmo
Dita n. 6. O mesmo
Uoio n. b. O mesmo
Riachuello n. 4. Dr. Vicente Pereira
do Reg
Hospicio n. 7. Vicente de P. Oliveira
Villas-Boas
Dita n. 9. O mesmo
15. O mesmo
17. O mesmo
19. O mesmo
21. O mesmo
23. O mesmo
Lao Cornado n. 6. O mesmo
Dita o. 8. O mesmo
Bario de S. Borja n. 37. Visconde do
Livramento e outros
Hospicio n. 11. Zeferino de A. Pinto
Principen. 12. Antonio Otto Martins
Dita u. 14. O mesmo
Dita n. 16. O mmo
Coeihos n. 6. *Un Ja P>rciuncnla
das Nrv- 8
Lelo Cor a lo a. 5 Mir.i Joaquina
dos Smt a A. e outras par -
Scelo do coutencioio do Thesouro I'r
18 de Juuuo de 1887
1 iffieial Mutioel do Nascimentj ti. B si i.
THE A TRO
15*260
18*9! 0
15*2C0
15*260
15*260
15*260
15*260
15*260
30*520
15*260
15*260
19*576
15*260
15*260
15*260
30*5i0
15*260
30*520
15*260
15*260
5*580
15*260
45*780
n*260
18*704
15*260
32*525
15/J260
15*260
15*260
15*260
45*780
15*260
16*380
15*260
15*260
i LYICA ITALIANA
ERAS E OPERETAS
EMPREZA NAGHEL
Directo LUIZ MILOM
AMANHA
Sabbado, 16 de Julho
E*lra do
Ditan.
Dita n.
Dita n.
Dita n.
Dita n.
15*260
15*260
15*260
16*464
39*022
15*260
15*60
15*260
20*295
18*137
15*260
15*260
15*260
15*260
1.''*.60
,_ .i
contractado pela empreza, na sua passagem por
eata capital, para dous nicos espectculos.
A importante e grandiosa opera lyrica em 1 ac-
tos msica do maestro F. Marchetti :
RY-BLAS
PERSONAGENS
Maria de Nennocr, rainha
de Hespanha........... Sra. T Rastelli.
D. Sallustio de Bo.an, 1'
ministro do rei......... Sr. A. Migliazzi.
D. Pedio de Guevarra,pre-
sidente de Castelha..... Sr. C. Crstefoli.
D. Fernando de Cordova,
ministro............... Sr. S. Peni.
D. Guritan. conde d'Onato,
gran-mordomo........ Sr. G. Cidri.
i>. Joaona de la Gueva, du-
quera, dama de honra... Sra. A. Naghel.
D. Manuel Arias, grande
escudeiro.............. Sr. F. Gani.
RUY-BLAS, lacaio de D.
Sallustio.............. Sr. A. Kavagll.
Casilda, dama de honra da
rainha................. Sra. M. Dalla Porta.
Um usciere.........,..... Sr. Orlandini.
Damas de honra, grandes, conselheiros, guar-
das e pagenp.
poca 169 S
* S liornN.
Rois para todas as linhas e trem para
Apipucos.
Lilei
Idou, de 14
Pe 1 a 13
dem d 14
4.192*280
--------------- 38.48S 978
Capital rio Binco....... l.OOO.OCO
Capital realizado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,000
A contar desta data e at ulterior reso-
luyau, conceder-se-ha juros de dous por
cento ao anno, sobre ns saldos de dinheiro
depositado em conta corrente de uovimen-
to no mesmo Binco.
Re ebe-s? tarnbem dinheiro em deposito
a juros por periodos uetermiuados, ou su-
jeito ao aviso pivio de tiiuU ui-.s para ser
retirado, mediante as '0nd<5'8 de que se
tiara conhecimento aos i .teressados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
llenry K, Oregory,
Gerente.
tieotOKdona geral
385.502i>5
12:863*043
972*0 9
De 1 a 13
Id"-m ao 14
De 1 a
I leo ;L
13
14
Reoebedoria p,vjinciai
Recife Drainage
13:8?5*102
81:6564764
1:283*846
82:940.610
5:022*105
1:821 329
6:843.434
Mercado Municipal de s. Joa
O movnnento deste Mercado no dia 14 de J olh
foi o seguinte :
Entraran) :
39 bois pesando 5,460 kilos sendo de Oliveira
Castro, 28 ditos de 1* qualidade e 11 di-
tos particulares.
316 kilos de peixe a 20 ris 6*30
72 cargas de farinba a 200 ris 14*400
43 ditas de frnetas diversas a
300 rs. 1290.)
10 taboleiros a 200 ris 2*000
7 Sainos a 200 ris 1*400
Foram oceupados :
25 columnas a 600 ris 15*000
24 compartimentos de larnha a
500 ris. 12*000
24 ditos de comida a 500 ris 12*000
63 '/z ditos de legumes a 400 ris 25*400
33 ditos de fasendas 400 rs. 13*200
19 ditos de suino a 700 ris 13*300
11 ditos de fressuras a 600 ris 6*600
10 talhos a 2* 20*OiX
7 ditos al* 7*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1*
Pelo vapor
para :
English Bank
IMnbelro
RECIBIDO
ingles Tamar, do Rio de Janeiro,
100:600*000
ReadJmeatos pblicos
MBS DH JCI 0
Alfandego
Renda Keral
D 1 a 13
dem do 14
Renda provincial
De 1 a 13
303:13CS521
38:885*736
34:29o1698
347:QJ6*257
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
Rendimento do dia 1 a 12
Foi arrecadado liquido at boje
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 560 a 610 res idem.
farinba de 200 a 280 ris a cuia
Milho de 260 a 32J ris idem.
Fcijo de 640 a 1*00 idem.
54*001.
215*520
2:833*520
3.-049*080
Maiaduaro l'uli.lc*
Foram abatidas nc Matadouro da Cabanga 65
rezes para o consumo do dia 15' de Julho.
Sendo: 46 reces pertencentea Oliveira Castro,
ft C, el9a diversos.
Cmb*rrar6cN sartas no porto em
t de Junio
H1C10KAES
Jaguaribe consig. Companbia Pernambucana.
Lamego(canhoneira de guerra).
Marianninhaconsig. Baltar Oliveira & C.
Mmcsa Baltar DI veira & C.
Marinho Vil Loyo & Filho.
Manlab Companbia Pernambucana.
Pira pama Companbia Pernambucana.
S. Barthnlomeua Bartholomeu Lourenco.
S. Francisco Companbia Pernambucan:..
E8TRAKOEIBAS
Armidaconsig. a Fonseca Irmaos < C.
Cbrislina Elysabeth4 W. Sons & C.
Claudina L .yo & Filho.
Efraim H. Lundgren & C.
Echo Wilson Sons & C.
FriU Baltar Oliveira & C.
Gacel le ordem.
Hoftoung& Pereira Carneiro & C.
Hanaa4 Fonseca Irmaos Se C.
Imes ordem.
J. G. Ficht4 F. R Pinto Guimares.
Jos Estevaoa Amorim Irmaos C.
Mario4 Amorim Irmos & C.
Oaseo4 W. Sons & C
Peggjk S. Brothers & C.
Paraense Johnston Pater & O.
Plato4 Saunders Brothers & C
Reform4 H. Lundgren & C.
Skandea4 W. W. Robillard.
Silver Sea4 J. Pater & C.
? Tamar4 Adamson Hjwe Se. C.
O sigual indica rer a embarenco sabido hoje.
Vapores ; entrar
DOS POBTOS DO SCI,
Manosamxnha.
Arl'ndoa 17.
Vil le de Pernambuco -a 18.
Araucaniaa 18.
Congoa 19.
Guahya 20.
Financea 23.
Pernambuco a 27.
Neva-a 29.
DOS POBTOS DO N8BTH
Cumuloa 17.
Par4a 23.
DA EDROPA
Ville de Maranboa 21.
La Plataa 24
DE IIAHBUBOO
Buenos-Ayas hoje.
Sant s-amanhl.
DB SEW-T0 K
Allianeaa 29.
Vaporen aahlr
Paraensehi je, ao m- io dia, para Liverpool.
Platoamanh, ao meio dia, para Rio de Janeiro
e Santos.
Buenos Ayresamanha, ao meio dia, para Rio de
Janeiro e Santos.
Manos 17, s 5 horas da tarde, para os portos
do norte.
Cimilloa 17, s 5 horas da tardo, para os portos
do tul.
Xa vio a entrar
Anne Mariedo Rio Grande de Sul.
Arielde Terra Nova-
Armandojo Rio de Janeiro.
Bella Rosade Terra Nova.
C'.mesdo Porto.
Clutade Terra Nova.
Erutede Hamburgo.
Emolatorde Terra Nova.
Florence de Terra Nova.
Faiwardde Liverpool.
Honb;rgsundde Cardiff.
Katalinale Terra Nova.
Leanderde Terra Nova
Ldadordo Rio Grande do Sul.
Mara de Terra Nova.
Marinho Ido Rio Grande do Sul.
Marinho IXdo Rio Qrande do Sul.
Meta Sophiade Hamburgo.
Msy Coryde Terra Nova.
Petuniade Terra Nova.
Positivodo Rio Grande do Sul.
noviineufo do porto
Navios entrados no da 14
Buenos Ayres e escala13 dias, vapor
iogkz Tatuar, de 1,716 toneladas,
commandante P. Rousclll, equipagem
'.'4, carga vario* gneros ; a Adamson
Howie dt C.
Londres-53 dias, lugar sueco Armida,>
de'264 tonelada, 'capitao O. L. Ander-
son, equipagem 8, carga varios gneros
a Fonseca Irmaos & C.
Sahidos no mes? o dia -
SouthauaptoD o escala-Vapor nglez Ta-
mar, s commandante P. Rpwsejl, carga,
varios gneros.
Falmouth Lugar norueguense Christina
Elizabsth. capitao J. L Thorsen, car-
ga trigo eiu grao.
Parahyba -Lugar inglez Silver Sea, ca-
pitao James Say, em lastro.
Observacilo
Procedente de Hiraburgo, fundeou no
lainarao urna bsrea sueca, portn nao com-
municou com a trra.


i
T5ATA INCORRETA |
[WJ



P
tt
Diario e feriMiuiiuc-o Scxta-feira 15 laliiri-SiBilaiBrilaiiisclii
larapfschiffnhrts-riisellschaA
O vapor Buenos Ayres
Espew-ae de HAMBURGO,
por LI8B0A, e AZORES at
o di 15 do corrente, seguin-
to depoia da- demora necea-
sari para
Para paaaageiros e carga a frete tratase com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & i\
EA t)0 COMMEWCIO N.
i* oadar ______
CMrMlA MMAMNMIAIM
M
Mavegaco Costeira or Vapor
PRTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
<} vapor Jayuaribe
Commmdante Jhptista
Segu no dia 22 de
Julho, a 5 horas
da tarde. Recebe
[carga at o dia 21.
Encommendas passagens e dinheiros afrete at
as 3 horas da taide do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae ''" Companhiu Pernamk'n-ytnn
n. 12
Uniied States k Brasil % % I C
0 paquete Finance
E' esperado dos portos di
sal at o dia 23 de Julho
depois da demora necesaaria
seguir para
Haranho, Para, Barbados,
Thouaarz e Xew-VorU
Para carga, passagens,eje msnenlaa ;dinher.
a S-ete, trsct;i-8P eom oa
AGENTES
rtMBipua *.?* ffravMelra de SHrr-
_** Vapor
PORTOS DOSOL
O vapor Camilla
Commandante Franclc Coddith
E' aperado dos ,rtoi do
norte at o dia 17 de Julho
e depois Ja demora indis-
pensavel, seguir para os
pc-tos do sul.
Recebe tainbem carga para Santo?, Santa Ca-
tharina, Pellas, Porto Alegro e Rio Grande d>
Sul, frete modic .
Para carga, passgena, encommendas e valore
trata-se na agencia -
PRAQA DO CORPO SANTO N 9
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandamte 1- rnente Ouilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 de Julho, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portee
do nort" at Manoi.
Para carga, passagens oucouwnenda u valares
traeta-ae na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN. 9
Leilao
De 'oov, ia louyas ictros
O agente Briiu u;ornado pela Eima. ara. D.
Olympia de. Canto Lina, que retirou-se para fra
da provincia. venJ- i em leillo o seguate :
Um > uiobiiia J- einarello, 2 espeihos, 1 cama
francesa, 2 marquesdea, 1 meza de jantar, 3 apa*
redores, meia commoda de Jacaranda, 1 dita de
amarello, 1 cade'.ra pan riann, 2 s,tas, 1 jardi-
neira, 2 consol, 1 marquei. I quartinheira, 1
cafeide de columna, 1 Mtante, 1 relogio de parede,
cadeiraa svulfse. 1 crrii ho, 1 ispinguarda, qua-
droe, jan s, candieiros ksrosene, 2 canarios de
imperio, l^uc*. vidron, ii-;m de cosinha e mnitoa
entro7 .ojeetc-s
Sabbado 16 do corrente
A's 10 i]2 horas
Na ra de Lo.as Valentiuas n. 98


*v*>VV
Leilao
0 ijor MU
Espera-9e de < ?
Revrs, at o dia 29 e Julho
o qual 8!-z'iiri p I
demora nees <' p i i
Baha, Rio de Janeiro e Mantos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se oom OP
AGENTES
ohpwhii: & hkm
res mahitiie*
lnha mensal
0 paquete Congo
Cora ir andante Lecuintre
E' esperado dos portos Jo
sul at o dia 19 do corrente,
seguinde, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-ae aos senhoree paasageiros de toda'
aa classes que ha lugares reservados para cata
agencia, que poden tomar em qualquer tempo.
QFas-ae abatimcnto de 15 % em favor das fa-
milias compoeta de 4 pesaoaa ao met.oe e que pa-
garen -4 paaagens inteiras.
Por excepcAo os criados de familias que torna-
ren bilhetea de proa, gosam tambem d'eate abati-
meojo.
O vales posfaes ae dae t e dia 17 pag08
de contado.
Para cargan passagens, eucommendaa edinheir
* frte: tracta-se com o
AGENTE
4upsle Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
De urna esplendido e grande collecjao de
crotoa (cerca de 1,200 pea) de toda* as
qualidades, e urna influidade de peia de
roeeiras.
Quinta feira, 21 do corrente
A's 11 horas
NA ra la Palma aa. 78
O agente Martina autoiisado (pelo Sr. {Filomeno
Joa de Souaa, tara leilao do importante calleccao
de crotaa e roaeirae de seu jardim ra da Palma
u. 23.
AO CORRER DO MARTELLO
Para acabar
c
y ^M,
Ama
AVISOS DIVERSOS
Preciea-ae de urna ama para coainhar e lavar,
prefere-ae que durma em caea ; no 3 andar da
trpographia do Diario. ^_^_____^______
\ma
Precisase de urna ama para cuidar de urna
crianca em urna casa nos arrabaldes deata cidade;
a tratar na traveaia do Corpo Santo n. 27, ar-
Heiry i>rs!er k C.
N 8 RTJ (I .OMMERCIO
/ mida
N. 8
HAKf.tRS REIMS
f onpanbla Franceza de Navega
cao a Vapor
Linha quinzenal siitre o I jvre, Lis
boa, Pernambuco, Baha, Rio do Janeiro e
Santos
0 vapor Tille de Pnto
Commandante Chancerel
Espera-ae dea Dortot. do
snl at o dia 18 de Julhi,
' seguindo depoia da iddia
, pcnaavel demora para o Ha
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As paseagens poderao ser tomadas de aateanu.
Recebe carga encommendas e paeaageiroa para
oa quaea tem excellentes aecommodacoes.
Para carga, paesagena, encommendas e dinheiro
frete: trata-se com o
AGENT:
0
CoT'marKi-nte Viel
E' esperado da Enrup
at o dia 21 de Julho, se-
guindo depoia da indipen
' aavel demora para a Ba-
ihla. Rio Janeiro
V Manto*.
Roga-se aoa Sra. importadores de carga p.-lot
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de <
dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclamaclo concernente a volumes, que po-
ventu a tenham eguido para os portos do sul.afin
de ae poderem dar a tempo aa provideuciaa necea-
araa.
Expirado o referido praae a companhiiea n ae
responsabilisa por extrav03.
rara carga, pai sagena, eucommen'lis e dinheire
a frete : trata se com o
AGENTE
Aoguste Labille
9-RA DO COMMERCIO-9
Companhia Haitiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, reuedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O vapor Guahy
Commandante Martina
E' esperado dos rxiriop aei
ma at o dia 20 de Julho,
' e regressar para os mee-
.moa, depoia da demora docos-
turne.
Para carga, paesagea.encooimendaaedinhe-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7 titia do Vigario 7
Domingos Altes Natheus
Paciflc Sieam flavigaonCoinpany
STRAITS OF MAGELLAN LDE
O vapor Aran cania
Espcra-ae dos portos do
enlat odia 18 de Ju-
no seguindo para
Europa depoia da
lemora do coatume.
Este paquete e os qne dora
en. janle seguirem locaro em
Phinoiith, o qne facilitar che-
garem os passageiros com mai
brevidaile a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete traeta-4eeotB os
AGENTES
Wllaon Mona ft c, Limiten
N. 14 RA DO COMMERCIO N 14
Vapores nacionaes
(NORTE E SUL)
Rio dB Jniro. Santos. 1 Gra-
de do Sil!
0 vapor \rlindo
Eapera-se no da
dia 17 rfo corrente
do Rio de Janeiro
e seguir depois
da demora do coa
turre para aa por-
toa cima mdicadoa.
Recebe Carga, enccmmendas e passageiroa para
os meamos portos : a tratar cosa
PEREIRA CARNEIRO A C.
N. 6.RA DO COMMERCIO-N. 6
- andar
Para o Ro Grande do Snl
Segu eom brevidade para o porto cima, o
lugar nacional MarinKo 7* : para o resto da car-
ga que )n falta, trato ae com oa conaignatanoa
Joa da Silva Iy>yo fc Pilho.
Lugar sueco Irnos
Tendo ch>'gsdo a tste porto procedente de An-
tuerpia, no dia 10 do corrente, com carga geral,
o at o presente nao ae tendo apreaentado o sen
consignatario, rogo-lhe pela presente que ae apr-
sente aem demora.
Reeife, 12 de Julho de 1887.
O capitSo, I. Hogatrom
Sabbado 16 do : rrente deve ter lugar um
luilo de moveij, annro, relogioa e 2 cavallca
mellados para calT. ______________
Aluga-se caiaa a <0 u. liecco doa Coe
ihos, junto de d. Gouvalio : a tratar na ra di
Imperatri n. 56.______________________________
Compra-se naa immediasdea da igreja da
Soledade, urna caaa terrea ; a tratar neata ty-
pographia.
Aluga-se k loja da traretia do Livramcnto
n. 10 e a caaa da ra do Bortbolomeu n. 58, na
ra do Pilar n. 125.
PERDEU-SE urna pulaeira de ouro, lisa, e
com a inecripcio Reeordavo, na igreja do Kapi-
rito Santo ; quem a acbou ser recompensado na
ra velha de Santo Rita n. 13, i- andar._________
Preciaa ae de urna coainheira; na eetaeao
da Jaqueira, sitio do Dr. Va'enea._______________
Urgencia
Preciaa-ae de bjaa coatureiraa ; na na da Au-
rora n. 39, 1 andar.
O Mr. *oo Rapllla Ferrelra
Pede-se ao ?r. Joo Baptiata Ferreira que ve
nha pagar a sua bypotheca, ssaim como entregar
o que em confianca se Ibe entregou, e cumprir o
que prometteu ao aDr. Fulano, iatj mais de
anuo.____________________
Preciaa-ae de dous criados e de urna ama
ara servico de urna pesaos, e vende-se tres vc-
nesianas quasi nov^s ; na ra do Imperador n.
31, 2- andar.________________________
Precisa-so He urna boa i 's'nheira ; na ra
da Aurora n. 81, 1- andar. __________^
Engeiilio (iulaudy
Arrenia-se por cinec annos o engenbo cima,
aituado na comarca do Bonito, moente e corrente,
i com todaa aa auas pertencaa, pode aaftejar para
i mia de 1,503 pSes, diata da estoca de Catende
1 legea e meia ; a tratar na ra do Imperador n.
61, 2- andar,
.Ao commercio
Oa abaixo asaignadoa participam sm commercio
que neata data compraram o eatabelecimento de
molhadoa de Carneiro A C sito ra do Conde da
Boa Viata n. 79.
Recite, 4 de Julho de 1887.
Jeronymo fc C.
Ao commercio
o.Qs abaixo asaignadoa participam ao commercio
que nestadata vender am ios Srs. Jeronymo.4 C,
seu est&belecimento de molbados a retalbo, sito
ra do Conde da Bo* Viata o. 79, que gyrava seb
a firma de Caneiro 4t C livres e deaembarado de
qualquer onua
Reeife, 4 de Julho de 1887.
Carneiro $ C.
Ao commercio
Retirando-me para inteiior da provincia por
motivo de molestia, declaro que deixo come meua
proeuradorea amen pa o Sr. ilexandre Americo
de Caldas Brando ; a meu s-gro o Sr. Man- el do
Carmo Rodrigues Esteves, e a meu irmo o Sr.
Julio A. de Caldas Braudao, na i rdem em que
eatao collccadoa. nwwifj. 14 de Julho de 1887.
I) im-trio BrandSo
Ama
Precisa-se de urna ama para todo servido de
casa de pouca familia ; na ra Vn'ha n. 96.
De diversos ujoveis, fiteiros envidraba
dos, balcSes de marello, 1 cofre prova do
fogo e carteras
S ndo:
Uib in.pjrtant'' guarda-vestidos de amarello, 1
grande rneaa elaatiea de 6 taboaa, 12 eadeiraa de
amarello, 1 sof, 2 consolos, 2 graudea fiteiros en
vidracados, 2 ditos para porta, 4 balcoea aendo 2
com frente envidrac^id, 2 grandes fiteiros para
balco, 2 carteiras, 1 candieiro de f>rro, psra gas,
1 cofre prova de fogo, 1 banco pira cofre, 1 grau-
de eapelba e mnitoa outroa movis.
Nexta-feira ? de Julho
A'S l HORAS
Na ra do Bario da Victoria n. 16
O agente Martina far leilao por conta de quem
perteucer dea moveia, lUjcctos de armaco e maia
rbjectoa exiatentee na loja n. 16 de dita ra.
De movis, louyae, vilroa e trem de co-
braba
Sexta feira 15 do corrente
A's 11 horas
Nn 2- and.ir ala siihraiio da ra do Bom
J-8U8 IH
(\Vlt\DO :
De 1 roobilin de jone. br*nco, eom 12 eadeiraa
de guarnir,-*, 2 dltaa de brt.$os, dilue de batan-
eo, 1 sof e 2 c.naolos com (ampo de pedra, 2
lanternaa e Chatigaea, 2 ea^arradeiras, 4 quadroa,
2 ctndieiros para gaz, 1 espelbo, 1 tapete, 1 ve-
nesiana ameritara, 1 relogio, 1 cama para casal,
2 bancas pi torneados, 1 lavatorio de ferro cem
gnarnii,o, 1 eabide de parede, 1 dito elstico, 1
marquezao, 1 banquioha cabeeeira de cama, 1
cama de Icnr, 1 eabide elsti"o, 1 cama para
crianca, 1 cadeira privada. 1 espreguicadeira de
junco, i cadeira para crianza, 1 mesa pira j .ntar,
3 aparadores, I machina de coatora de Singer, 1
guarda comidaa, 1 mar^i'za 2 c l-iraa de bra-
coa, cadeiras do amarello. c-stua para r.upa,
lou;as para almoao e jautar. copos, talberea, co-
Iberes, jarras para agua, mesa de eosinba, bacas,
trem de c aiuha e muitos outros r bjeetos.
0 agente Guamas, utoriaado por urna familia
que retira-ae para Macei, far leiio doa objec-
toscima msncion.id >> |Entreg'. e-n acti con-
tiuuo.
tel
ao
De dous cavflloi mclUdoa formando urna
linda parelba.
Sabbado 16 de Julho
Em frente ao arnnzera da ma do Marques
de Olinda
Por oceasISo e em coatlnuaco
rio lellio
De movis, qnsdrot, relogitta, objeetoa de majo-
'. lica, 1 flauta, lu'tre a gas, pianbaa com redomaa,
1 carnuho o cutr';: nhjte' S.
Coronel Antonio Marquen de
Hollaada Cavalraiaie
Um amigo de tinado Antonio Marques de Hol-
larla Cavalcantr, grato sua memoria, manda
reaar urna misaa por alma do Ilustre finado, ter-
ca-feira 19 do corrente, 8 1(2 horaa da minh,
na matriz da cidade da Eacada ; para eato acto
de caridade e religiao, convida a seus filaos, pa-
rentes e amigos.
O. Franrelina de Miranda Henrl-
qne Lope Hela
Joa Ferreira Lopes Res e aeua filhos, em bo-
menagem aquella que na vida Ihea foi tao extre-
mosa esposa e ma, mandam celebrar orna miasa
por sua alma na igreja de S. Goncallo, no dia 15
da corrente, a 8 borne da manb, I* anniveraa-
rio do seu fall a preaeopa de seus -niiaoi e parentea, protestan-
do-ibes diade j et-riia gratide.
Jos Camello Pesaoa de Siqaelra
Cavalraaaie
Anua Lurzi de Siqueira Cavalcaote, Arthur
de Siqueira Civolcaute, Jos Camello Peaaoa de
Siqueira Cavalcante Jnior e Nstor de Siqueira
Cavalcante, estes dous ausentes, mandam cele-
brar urna misaa por alma de aeu aempre lembrad
marido e pa', J.a Camvll) Peas a de Siqueia
Cavalcante, na capella de ti- Jote da Ust'-eina. s
9 horaa da maob de 16 do corrente, stimo dia
di aeu pas.a'nento Aos puente e amigos que
quiz-rem aasistir a este ac'.j de cari inde e nli-
giaOt desd j se ciifeatam agradecidos.
-
t
Jos Lopes de Miranda cordialmente agradece
a pessoaa que ae dignaram acompanhar oa resioa
mortai s sus ultima morada, de teu presado cu
nhade Joaquim Fernandea da Silva Manta ; e da
novo aa convidam para assistirem as missas que
pelo eterno repoueo de sua alma, mandam resur
na orflem terceira do Carmo, s 7 I|2 horas da
manhi do dia sabbado 16 do corrente, pelo que
desde j antecipa a aufgratidao. .
Ama
Preciaa-ae de urna ama ; na ra Bella n. 5.
0 PEITOKALdiCEREJA
Do Dr. Ayer.
A* cnfermii! V*'
ios pulMSM, ordltiai lamente deseuvolreDi-
do pir prn pequnniis, eujos
resulta.ins naV I rwnuta-
meutese tratlo o m rami ilioconvoniente. pon m
progresno pode e a demora- fatal.
jtTriad u i..- H dao reciprocan
rwultado de Laringitis, AHlhum, ItruiutaitlH,
AflVccSo Pnlmonnr e a Tlaic.
Todas a lamillas qu temer] i csr
0 Peitoral de Cereja do Dr. Ayer
em cara para o usar em easo .le .^.essidade. A
perdad.- am aOdia, pode era m .iccarre-
tar erla? consMoeoUs. I'"1 s8 fTe
i.. i-.i.- ; [mentando remeotol
anferml-
dades.: si arraiga profanda-
nente.e.ii'.i- aaaasssssataaiasai,
o remed mai-- certoara* : etTelto, e ste
remedio em duvids guns o Pi.itobal de
. i :.
PBKPARADO PELO
DR. J. C. AYER n CA.:
Lowell, Mass., E. U. A.
A' venda na pincipaes pnaniiaeia e drogaras.
(irurgiesdenllslas
Frederico Maia e Patricio Moreira, tendo a
associadn no mesmo consultorio, ra Duqpe de
Caiias n. 60-A, podera ser procurados as horas do
costume.
"Semeiues e eimpiito
Ccmpra-se na fabrica A pollo ra do Hospicio
numero 79.___________________________
Cosinheira escrara
Precisa-se de um cnsinri iro tseravo, rara ama
cas de pequea firadlAl ; a tratar tu caos da
Cumpanhia n. 2, escripton ____________ __
lio I
Precita se de um criado escravo. parii uiua casa
de pequea familia ; a tratar no caes da Compa-
nhia n. 2, escrB>tjrio.
Pende losme oa atolTrelo do peo >;
Uaai o melhor remedio, que o PEITORAL DE
CAMBARA', e vereia como vosao spffnmento des-
apparece. Vende-se na drogara dos nicos agen-
tes e depositarios geraea na provincia, Francisco
Manoel da Silva & C ra do Marques de Olinda
n- 23.
Aviso
Ama
Precisa-ae de urna ama para c isa de pouca fa-
milia; naiua do Marques do Herval, casa nu-
mero 182. _
Ama
ilug **' barata
riua V sci;nde sTa Itaparir-a n. 4 I, rmien..
as,
Sua Coronel Suassuna n. 141, quarto.
Ra de Santo Amero n 14, loja
Ra do Rosi.rio n. 39
Ra do Cslnb.'uco n. 4, loja.
Vata-8e na rila do Con up re<> n./,
< r'ptorio df Silva (nimariea ft ('
lar
Aluga-se
Precisa-ae de ama para todos oj ser vicos do ca-
sa de familia ; a tratar na ra di Bario da Vic-
toria n. 7, 2^ andar. _______________
Ama
Preciaa-ae de urna ama para cosinhar na ; ra
do Mrquez de O.inda n. 50.
Ama
Preciai-ae de urna ama para o servico d..- pe-
quena familia ; na ra di Hospicio n. 27.
Ama
Preciaa-se de urna ama que ttaiba cosinhar e
engommar ; na ra do Kangel n 44, 2- andar.
\ma de leite
Preciaa-ae de, ama ama de U ite ; a tratar na
traveaaa da Mangnoira n. 1.
AMA
Preciaa-se de urna ama para lavar e en-
gommar em casa de familia : na roa do
Riachuelo a. 13 se dir.

p
2.
B"
o.
p
5
S
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QB
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s
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o
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S' S- 5" S" *0
H W m k 7~-*-\
5 a a^^
o ^
Ul SS TX ^!
(3aixeiro
Na*
Preciaa-ac de um caixelro com pratica de mo-
ldados ; na ra Vidal {de Negreiroa n. 21.
Attenclo
Vende-ee urna caaa de gneros alimenticio?,
bem afreguesada, pr pria i ara principiante. 0
motivo da venda por te de a.j retirar o dono por
causa de soffrimentos, para fra da provincia : a
tratar na ra do Bartholomen n. 41, das 7 s 9
da maub e das 3 a 4 da tarde.
Peitoral de cambar
Agentea e depoaitarios gera<:a neata provincia^
FRANCISCO M. DA SILVA & C.
No armazem de drogaa ra do Marques de
Olinda n. 23.
Precoa : Frasco 2J50, 1/2 duzia
13|000 e duzia 4*000
AS
Enfermidades Secretas
BLENORRHAGIAS
GONORRHI-AS
FLORES BRANCAS
CORRIMIENTOS
recentes ou antigos sSo curados em
poucos dias em segredo, sem rgi-
men neb tisanas, sem cncer nem
molestar os Oivaos digestivos, pelas
I3L.UT3L-A.S
e injecgo de
DO DOUTOR FOIIRNIER
Cade Pilula ttm gravade Hamtu 9^vutiuu,
pilflas, 6 m. injec-'O, 4 rn.
PARS, 83, Placa da a Madeleina
Iredalka i* OURO, Paria 1885
Jos ramalo Peamoa de Siquei-
ra Cavalcante
Leocadio Al vea Pontual minda reaar urna mia-
sa ua capella do engenbo Aripib, s 11 horas
do dia 16 do corrente, pelo repens eterno de seu
presado amigo Jos Camello PessOa de Siqueira
Cavalcante, stimo dia de leu paslamento, e con-
vida a aeus parentes para anaiatil-a.
3 grande sitio Tacaruna, no Salgadinho, com baa-
"autea terraa para plantscoea e muitos arvoredos :
jiiem pretender dirija ae fabrica Apollo, ra do
Hoapicio.
luga-se
a loja do sobrado ra da Irop ratriz n. 20, mul-
to propria para negacio, tendo na meama urna
nrmacao, que o dono vende a p=r preco eommooo ;
a tratar na ra do Bom J-ena n. 11, 1- and r ^
Alu^a-
-sc
ua ra velha de Santa Rita, sobrado n. 14, as e
guintes casas :
Urna na ra de Lomas Valentinas n. 40, eom
bons comxodoa, quintal e cacimba.
Urna na ra Oa Amisade n. 32 (Capunga), oom
quintal, c urna pequea na traveata da Fundicao
o. 4 (Fra de Porta) ; a tratar daa 8 hor s da
manh ao meio dia, ou das 4 a 6 da tarde._______
ha para alugar
Aluga-^e urna casa com eommodes aufficientes
para familia, tem banheiro e porlao ao laao, e-t
bem conservada e limpa, perto do sobrado gran-
de ; a tratar na ra Imperial n. 42, e para ver, as
chaves esto no hotel da Paesagem, na mao do
Sr. Flix
Emilio Billion, Eugenheiro Mecnico, engarre-
ga-se de montar novoa apparclbrs, dos raelhores
fabricantes franceses, e os mais apperfeicoa ios,
pelas cndilo-a e pre^oe seguintes :
U assucar ser fabricado pelo systema Bro-
chetou e Billion igual ao da Ueina Pinto.
- Gnrante-ae no mnimo 9 % de assucar cris-
tallisado de todos de represas, augmentando oa precoa abaixo de-
clarados.
O trabalbo des apparelhcs fer por 24 ha-
ras, se aproveitaro os edificios existentes, com
pequeas reformas ; os propr elarics darao todo
material, como : tij les, cemento, cal, area, ma-
deira, etc. ficando por conta do empreitorio todo
maia trabalho.
Preco da* taina
Joa Camello Peaaoa de Siqael-
ra Cavalcante
Erneato G ncalves Pereira Lima e sua familia
mandam reaar urna uiissa s 9 horas da manh do
dia 16 do crrente, na matriz de Gamelleira, por
alma de seu muito presado compadre e amigo,
Jos Camello Pesaoa de Siqueira Cavaleaute ; e
convidam aoa parentea e amigos e aos do finado,
para ouvil-a.
:$>

Joa Eduardo de Souza i.anilim
Joaqaina das Mercas Ferreira Lindim, bacha-
icl Thomaz Landirn, Andr Avelino de Souza
Laodim, Eloy Nabum de Seusa Laadim, Geraldo
das Merr.es Ferreira Landirn, Pedro Secundino de
S^uza Landirn, Maria da Asccnciio Souza Landin ,
Mariada ExaltacSo Souza Landirn, hachareis Ma-
noel Csmillo Ferreira Landirn, Vicente de Leiriro
Ferreira Landirn e sua oenbcra Mara Bernardina
Cavalcante I .ndim (ausentes feridos do mais
dolcreso aoffrimento pela infausta noticia da pre-
matura morte de seu esposo, pai e sogro, Jos
Eduardo de Souza Landirn, professor do Bel Ir
Jardim, convidam a todoa es parentes, amigos e
conhecidos do finad'-, a asaistirem as missas que
por sua alma serio celtbisdaa na igreja da Gloria,
peLa 7 1|2 borae da man ha do da 16 do corrente,
stimo de seu passamento, confeaaando-ae deade
j snmmamente gratos.
;..:r^
Joa Camello P. de Siqueira
Cavalcante
Anua Luiza de 8iqueira Cavalcante, Arthur de
Siqueira Cavalcante, Jos Carneiro !'. de Siqueira
Cavalcante Jnior e Nstor de Siqueira Cavalcan-
te, { estes deua i-ueutts, agradecem do intimo
d'alma a toloa oa parentes e amigos que aeompa-
nb ram ao ceraiterio os restos mo taes de aen
aempre pranteado ispsoepai, Joa Camello P.
de Siqueira Cavalcante, e os convidam para a
missa, que ter lugar ni dia 16 do corrente, a 7
1|2 horas, na matriz da Boa-Vista, stimo dia de
seu paaaamento D.sde j ae c nfetsam agrade-
cides por este acto de caridwdw e religiao.
n Franrlara da Silva de A. Va-
concellos
Dr. Fabricio G. de A. lima e sua mulher,
Francisco Gomea de Sousa, sua mulher e filhos,
Francisco P. de Aodrade Lima, canbado, cuha-
das, irmo e sobnnhos da finada D. Francisca da
Silva de Andrade Vasconcellos, convidam aoa pa-
rentea e amigos da finada a asaistirem a urna
misan, que por alma da mesan, iranl-m reaar na
ign ja da Soledade, no di* 16, s 7 1(2 boras da
machi.
Domlnftoa Antonio da Silva
Beirla
A viuva e filhos do finado Domingos Antonio
da Silva Beiriz, agradecen; do ntimo d'alma a
todaa aa peasoaa que Ihea fiseratn o caridoao ob-
sequio de acompanhar A ultima morada 0 eadaver
de at u idolatrado eeposo e pai ; e de novo Ihea
rogain para asaistirem a missas que pelo repcuao
eterno do metmo finado, mandm reaar na matriz
da Boa-Viata, pelas 8 horas da manh do dia 16
do torrente __.
9.C00 k
11 250 .
13.500
18.000 .
4
Ja
110 EaeJUOiOOOOOO
140 1^0:000*000
168 150:000*000
225 IcO.OOOOOO
Para qualquer explcasio, dirigir se na
Aripib au Usina Bosque.
Colarinhos e punhos de
selluloidc
Carlos Linden recebeu pelo ultimo vapor, e
vende baratiseimo ; na ra do Barao da Victoria
nurrero 48.
A quem interessar
possa
Encontrando hoje com um artigo no Diario de
Pernambuco de hoje, sob a denominaeao (para
vitar duvidas). e que infelizmente envolva o
nome de meu irmo Antonio de Sousa Dnarte
Ferrtira, respondo que os Srs. Jobo Bulbos* & C.
e Jos Rodrigues Lima nao silo mena credoreg, a
ns serem liquidatnrios de mitra firin, wn quanto
aoa outroa, muu irmo reapooder quando julgar
conveniente. Reeife, 13 de Julho de 1887.
Francisco de Sonsa Duarte.
Phar.acia cenlral
Ra itolnificniloi as. 99
Joa Francisco Bittencoort, antigo pharmaeeu-
tico da pharmacia francesa ra do Baro da
Victoriii a. 25, avisa a sem i.mrgoe e freguezea,
que se cha na pharmacia e.eima, onde espera
continunr a meiecer a conrianca qu* ftlisaaent
d'-positaram ein si us trabalh-ia protesionaea
Semeotes h carrapate
C mpra-se grandes e pequeas quantida-fes :
o drugaria de Pfi ncisco M. da Silva & C, ra
do Mrquez d" OMn !a n. 23.
Hotel Lisbonense
A' ra de Santo Amar) n 40
Pn vine a seus numerosos fregueses que todos
es diaa encootraro papa e caf especial pela ma-
nh ; nes sabbados A n te m5o de vacca e canji
de gallinba. :issim como n33 demingos e dias san-
toa; fornecete c midus p .r assignatnra por
proco maia commedo do que em oiifra quelquer
parte.
Para evitar duvidas
Os abaixo aeaigua los declarara que apresenta-
ram as contas de aeu devedor Francisco de Souza
Ouarte dentro do praao que fram pedidaa pelo
Sr. Antonio de Souza Duarte Ferreira.
Reeife, 12 de Julho de 1887.
Araujo Castro & C.
Jo Barbosa de Cstvalho
Liau & Sampaio.
Criado
Precisa-te de um ra de Paysand n.
Pass; gem da Magdalena).
MOLESTIAS
C0RAC0
Asma, Catarro
QXTS.A. CERT-A.
COM O EafPUOO DO*
Granulos Antimoniaes
D PAPIL1AUD
Rilatari* Urtrml ai ie> Ipsrmaai sala Juta I lyiliin i BrulL
tVrs-S exigir sobre cadt Fritco o no*M ds
s. MOsniaa l. papzllas
Pfel'OMITO iJKRAL :
naraicia MI, 25, ra MtiiUlart. tktJX
Km Pernambuco : rill I. sa SILTi L P.
SAUNDERS BROTHERS & C, largo do Cor-
po S*nto n. II, teem para vender :
Cerveja preta e branca, de M. B. Forster &
Son.
Dita allem, Pilaru Be>r.
Vinh i Shury. Amentillado.
Dito B^rdeaux, St. Julieo.
Whisky, Thiste Blend Scotck Wisky ***
Dito *
Presiit.t-.is de Adamaon.
Maicena de Bkwos & C.
l'boaph-ros. Ameslosto Safe'y Matches.
Tintas em masan, branca de zinco, de. chumbo,
pn la e verde.
Zarca.'.
Plvora da muito conbecida e acreditada marta
EB.
SEM0LIM
e .Jroiis k C, de Glasgow
Este artigo, pieparado por um tic* proeesso
de trigo 'i melhor qnalid id>, posoe ,s>#'e
tos necessarios para nutrico de crine* d. en-
tes, e muito se recommenda por -er di-
gestao e goato muito agta avel ;a
fazer urna excellenfe papa, roistnrsdo em rartei
iguaea com a maicena dos resenos fabricante,
addicionandc-se-lh algum leite. nicos agentea
neata oraca, Sanndera Brothera & C, largo do
Corpo Santo n 11, prinxito andar.


nsfljmn



Diario de Pernaiubaeo---Seita-fcfra 15 de Julho de 1887
.Bt
0 FERRO
BMTJUS
A.e peeeoee eneeaicme a ao-
rraquacialaa por ua etapobsro-
cimonto do enaguo, a quem o
milico aconaaiLa o emprego
do ierro, aupportio eem oao-
encoeUgumas 60TTAS CONCENTRADAS
d. FERIO BRAVA, de
preferencia a qnneequer ou-
troa prapstretdoe lerx ugmoeoe.
0 FERRO
BRAVJUS
nio prsdoi caimbraa, .
Oaaonoaa tpmaa-o,!tar-
rbaa, naja oonat,ysoay .Nao
tssn aaoor alpam, la ohaire,
a nJto co/ninnk>a fcairo aaaa-
hom bague,nemB.ovinho.nem
a gaajqusr liquido oom ajee
pode aar tomado. JSVNCA.
ENNMORXCKat DsXNTXB.
0 FERRO
BR4TAIS
A* Cero pullUKse, anXffao
le oommnn entre aa mopaano
awaMDW da termaoBo, a i*
ntia, a Cfclaraaia, annunoia-
rlonaada n*5r parta da* eftei-
ooee atu-nicas.saooombatitfaa
oom a ma/or eSBcacie. paJo
aKK5rtor d#
0 FERRO
BRAVJUS
.ateaaaaaae no maetgtee m
coloradito qur perdeu
pela molestia.
NUMCROSA8 IMtTAOOES
Exigir a Ocma
R. BRAVAIS
Imprimida rermelba
Depoiito ia mar parta dai fb'u.
PHARMACIA PI\H0
VENDAS
a
>E
PIU K O &
51ftva do Baro da Victoria 51
C.
Esta pharroacl recentemente estabelecida aeha-se en condicRas de satiafascr
com promptiao e eae/upulosn fidelidad1* aa exigencias dos Sr. 'mdicos e do publico
T geral, que euco'-rara uMla um -ii.pl. lo e novo sortimento mentas, e productos cliiuiicos, phaririaceutios oacionaes o astringirse e garantir 'o-se
mo^ i cid a.de d



Molestias Nervosas
Capsulas do Doutop Clin
Uuretdo da raci/idaos d* Mtdicin di Ptrt. Prtmio Moatmn
As Capsulas do Doutor CLIN ao Broamreto da Campbora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccoes seguintes:
Asthma, Insemnia, Palpitacoes do Coraco, Epilepsia, Hallucinaco,
Tonteiras Hemicrania, Aeccoes das vas urinarias et para calmar toda
especie de excitacfio.
n Um tu dI i cacto dettlrtedi acompank* Ettigir u Vardadeiras Capsula ao Bromurato de Campbora de CLIN a C*i
de PARS. que ** etico*fro em m 4o$ Drofitieta i Phmrmaeeutico*.
Aproveitem
E para acabar es a ligos
segu Hiles:
4 lenlicli 1 i fiMJM
Madspolo americano de cutio de 124 a peca,
com um pequeo toque de mofo a 5500 64000.
Dito Boa-V.ata de 7J por 54000.
Algadioaioao marca T com pequeo toque de
a varia por 64000 a peca.
Fuile braocoa, largo, de uto de 500 e 600
ris a 240 e 320 ria o cavado.'
Ricos cortea de cambraia bordada, braocoa e
de corea a 44500 e 54000.
.Sara de liabo, novidades, com um metro de lar-
gura de prego de 800 a 320 ria.
Cretooe umericano e percaliaa a 240 ria.
Casimira ftlpou para veatidos de senhoras de
500 a 640 ria.
Toalbaa alcocboadaa e felpuda de itfi 54 a
24200 e 34500.
Armurea de quadroa, de 600 ra. a 86i) ria.
Muiaa ingleaae eem costuraa, para enfaora, de
124 a 6 tOO >.
ZapUroa de qaadroa a 120, 140 e 240 res.
Camiaaa inglesas par. hameos, de 604 364- 400 ria o dito.
Setine de t das aa corea a 14000 e 14'iOO.
muitoa ouir^a artigue que ae veadeui coro
igual abutisneato
O 4.H Ra do Duque de C'axlM
Tendo recebido .un grande sortimento
de fazeudas que vonck oom 2b "^ de e-
004 de que em outra qoalquer parte.
Venhau ver para em
Damaaa de seda a 1400 o ovado.
Setjua liara a 800, lt$000 e a H
Lionayae fazinda troapareuta a 15)5000
a peca.
Organdis bordados a seda, ultima mo-
da a 160000 a dita.
Etamiae bordado, alta us>vidadade a
ICaiOGO a dita.
Cacbomiras bordadan a seda 700 ris
o covado.
Ditaa pretaa a 70C', 800, 900, 10OO.
1^200, 1^400 e 1600 o dala.
Ditas de cores a 800, 44000 a 14200
o dito.
JTustBes braucos a 400, 440, oOO, 600
800 o dito.
Ditos de cores a 240, 320, 440 e 500
ris o dito
Amor da Chipa faseoda de novidade a

Lotera da Provincia
A extrae^ da 7* lotera em beneficio da
matriz da Boa Vista do Ri rife, ser no dia 18
do andante no onsistorio da i^reja de Xossa
8. da i oneei^ao o expostas asumas easespheras arrumadas
eiip urden numrica apreciado do publico
II
Loja das Estrellas
56 -RA DUQUE DE CAXlAS-56
Telephone n.210
Flos Sanctorum
Vende-ae esta obra em seis volumes, nova, e
p r (irrco conunaio ; na encuaVrnaoaa a C ngre-
gao, casa de Candido Simoce.
WHISKY
<' atfM tnoelieate Whiaky JUeaaaei .ociv
o uogiuu: ou aguardeiue de caana, para toitifiea
crpo
Vtr'idr a retadlo oca a. liiurea annazeni
nctbaao.
Peale KOVAL, BLEND marca CIADO aujoo
n- e -mbleuia tic regiatrados para udo o Braai .
UBfVWN'8 fi C, agemea
C.II'.ILLS
Vende-ae um cavallo de sella bastante goruo e
grande, castanbo andrino, andador de baixo a
mete : a tratar na roa da Roda, eocbeira de Jos
Ja,__________________________________
lijlos para assenlamento
Veude-ae tijotoa eapeciaes pura asaeotameoto
de englobo : na olaria du casa amaieila ra
Imperial n. 322-B.
Terreno
Vende-ae um terreno confronte a estacSo do
Principe, estrada de Joao de Batros, com 90 pal-
moa de freuto e bastantes fundos, e om alicereea
para 3 easaa-; tratar ua roa d'Apolle n. SO, pri
oiro andar.
Attenco
Vrnde-se a beta afragoesada taverna 4a ra
Vidal de Negrearas n. 2, pr. pria para principian-
te por ter p ucos fundo.' saca >-> da renda *
o dono tu- duas ; a tratar na ra do Ncgueirx
numero 1.
FNDICAO GURA
ALT,4NP,\TEHS0N K
f.44-Bii i do Brum-l. 44
n.i\ i
,--
> > -ender. or ire.i mod. ~^.
Ti "fidaa, Hatid^s -a
(;; divers- b n i"':
Rodas dV .spnTfi. idnm, i
Ditas angulares, idem, idein.
B."!^ob de ferro com serra circular
ftradearaeDto para jardim.
Varandsut de ferro batido. ------
Ditas de dito fundido, de Badas bu l->-
Portasd fomalba.
Vapores de forca de 3, 4, 5, t> e 8 uaf*"a! i
Mocndas de 10 a 40 pollegadas ^3 panador;
laa 'i'agua, systema Leandro.
Enoarregam-se deconjertes, .Asa-iotamanto de -aachimamo

trrhltip 'om prfeic.lo o presteza.
PHAIIMACIA CENTRAL

<
j, .sal .. p ttms
nua do liD|ierador-
ompluta
pforn-a ach>B' i otada i iafwT
pro ptidSo as'indioaS.s medicas, tendo par- sasefia meaicm. utos de primeira
lid; e e esoeciadadai pliarmacei-' J" primeiros fabricans.
00.
MARCA DE FABRICA
vmauo'caiwEsiaM
CTitFt >U QUIMA TITRt
CUNHSIAU l*CTO*ttSPHTEMEHX
rawttiroMNGts""
VINHO !
DO
Dr Calban.es
KINA-CABAHES
O ?lobo do B' Caballea, sulimettldo 4
approvao da Academia de Medicina de
Pars. fi rcconliecldo como um tnico
er.erirlco por oni-crrar os principios consu-
mitivos do sangue c da Carne), que di ao
sangue forca, rigor e energa.
ur" D" Trouaaeau, Onerard e Vel-
peau, profesores da Faculdade de Medicina
de Parts, o rereltam lodos,os das com o
meihor exllo s mulhcres enloquecidas por
os de toda especie, trabalho, prazeret,
menttruacdo, eiade critica e amamentacme
prolongada. E' extremamente efllcaz contra
o Pasito. Ms digettOes, Dispepsias, tastntU,
Tonteras e Vertigens
D rosuliados maravlllv,,. 5s de A nemia. ^^-p^,r^r^F^^''J!?t'0
Udade das , I,> feral. Tiatca pulmonar, robras tercas, Intermitientes. Falnatres, ndemlaaa 6
Spldemlcas. M
O Vlnbo do XV Cabanas, pela enerpla de sua accSo cordial, desenvolve as torcas, activa a
Circularan do sangue c c mu lavel para as convalescenas.
Faz cesan os vmitos to froauentes durante a gravidez, augmenta a secrecao do lelte nos
nutri -as e d extraordinario vigor as criaiicinhas de mama; grecas a influencia dos sous prtn-
cinio ; tnicos, aoujrano no casos de Diabetes, Aftccao da medulla, Hysterta Epilepsia,
cA -xsmo e em geral, om todos os casos em que preciso recorrer a um tnico poderoso, que
Ai vigor e restaure as / as dos doentts.
ce 10 aperitivo com grande vantagem os lquidos perniciosos como a&sInUio,
veri' >utli, etc. E" rvavo apreciado pelos viajantes e marinliciros, como anU-epie-
mlco e antidoto da lebre amarella. Vomito e otaras taolaatlaa treaicaaa.
Deposito geral: TROETTE-PERRET, 264. boileurd VolUire. PARS
Depsitos em PmuuMMco :FRaK-M. da aiLVA o C- e as prlncipaes pharmantoSj
HOft Para etP.tr as contrifaccees, '6 eie
acceilsr as garrafa qui tirerem tncrustattno ndro
as patarras : Vinho do D' Cabanas, Paria, e
toare o rtulos, lint de ptpel ae aovo/rm
garloea marca defadnea,
a s' D- c.:^V
baes o sello de srantla
da Ututo dos Fabricante:
^. ttt./.
RECLAME
tina experiencia
0 GRANDE AIUMZHM
DO
LOUVRE
A' EUA PB1MEIRO DE MAE^O 21. 20 A
(ESQUINA)
Reaolvendo liquidar grande variedade
de artigos por precos incontestaveis, ex-
p5em a apreciajao publica os seguintes ar-
tigos :
Popelines de seda a 500 rs. o covado.
Setins de cores a 800 rs. o covado.
Cambraias bordadas com salpicos de cor
a 65000 a peca.
MadapolSes de 1t% a pefa por 5,5500.
Meias francezas para homem a 7#00 a
duzu .
Bordados tapados e transparentes ue;500
a 1|5500, oom pequeo defeito.
Cortes de cretone por precos sem com-
petencia.
Leques transparentes, grande novidade,
2A000 um.
Ditos de 8-tim a 5*000, vale 80000
um.
Cachemira de duas larguras de 1(5000 a
1*400 o covado.
Em oonlinua^'o :
Zephiros de urna b cor tec-ido lgr
320 rs. o covado I! !
Brim pardo liso 320 rs. o covado.
Dito dito tecido de esguiao para vestidos
500 rs. o covado, grande pechincha I
Lencos abainbados 2* a duwa I
Algod5es lisos industria nacional
peca. .
Camisas de cretone com pequeo delei-
to 2*000 !
Esteiras americanas rom ligeiro toque
de avaria 1*200 a jarda e grande pe
chincha 1 I !
Artigos exclusivo,
Lindissimos cortes de casemira para cal-
ca padrSes de apurado gosto I 1
Especialidades em etractos como sejaro:
Ritta Sangalli, Porte Veine, Guarany,
Brisa de las Parops, etc. etc
Plastrn de rores claras e escuras
sui generis na especie e muitos outros
artigos recommeniiaveis pelo aprimorado
gosto e qualidade.
SEMHKE NOVIDADE8
No arnazem do l-ouire
DE
Francisco Gurgel & Irma
A' BA HUMEIKO LE MARgO N.20 A
Esquina
Lindas alpacas de cores a.320rs. o dito.
Lindas lans de quadriabos 400 rs. idem.
LinSes com salpicos a 640 ris o dito.
Lindos setins de damasss a 320 ris, o
dito
urgurinas d liatrinhas a 320 ris o
dito.
Zafiros escoceses a 200, 240 ria o dito.
Crotones para eoberU a 320, 360, 440,
e 500 ris dito.
Crep idem ilesa a 700 a 1*000 o dito.
Cambraia bordada a 5*500, 6*000 e
6*500 a paca.
Veludilbo uso e lavrudo a 1(5000 o co-
vado.
Dito bordado a retroz a 1*800 o dito.
Colchas bordadas a 2*, 3*, 4*, 4*500
5000 e 6000 urna.
Cambraia adamascada a 11*000 a peca.
Toilets para baplisado a 10* a 14*00G
ua.
Cortinados bordados a 6*, 7*, 8*, 9*000
o par.
Dito de crochet a 50*000 o dito.
Meias para homem a 2*400, 2*800 at
10*000 a duzia.
Ditas para senhora de 3* a 15*, idem.
Uuamicoes de veludilbo bordados a vi-
drilho a 6* urna (alta novidade).
Cobtrtas forradas a 2*800 e 3* urna.
Renda do Japad a 200 ris o covado.
Madaptiao Gema a P-lly de Ovo a
6*500 a peca.
Damasco de 12 a 2*000 o covado.
Pao da costa a 1*400 o dito.
Lencos brancoe e oom barra a 1*800,
2* e 2*500 a duaia.
Chales de cachemira a 2*000 e 1*400
um.
Anquiahas a 1*800 urna
Feahas a 2*. 3*, 4*, 5*. 6*, e 7*000
um.
Muiros 25 % i- iii-uos do que aa outra parte.
Henrique da Silva Moreira
Anquinhas a 1*500, urna.
Lindo .sortimento de cadea de laque ame-
ricana.
Lindas pulseiras americanas, de 5*, 7*,
9* o .par.
dem de 1*, 2* e 3* o par.
Lindos brochas de plaqu americano a 4*.
dem desechando uma tbesoura, um peixe,
a 2* um.
Lindas guarnices para toilet, a 12*.
GuarnicSes para camisa, plaqu americano,
garantidas por dez anuos, a 4* uma.
Cartearas para dinheiro, com repartimen-
tos, de 1* a 10*.
dem para letras, marcando os meses de
Janeiro a Deaemhro.
Lindas pastas de couro, chagrn, pellica e
velludo.
EspartilhoB de liabo a 3*.
Liadas capailas oom veos, para noiva, de
8* a 15*.
Rasaos de Adres de laraoieirs, ale 1* 500
2*500.
Boleas para menina, de 3*, 4$ e 6*.
Meias para senhora a 10* a duzia, com
palmas de seda.
Lencos de linbo em lindas caixas, a 3* e
duzia.
Chapeliuas de setim para baptisado, a 6*.
Sabonetes de diversas qualidades.
Para toilet :
Agua Florida e Celeste,
dem Divina,
dem Osea.
Pos de arroz Florida
dem idem Osea,
dem idem Regina de Gelle Fleres.
Par i o lenco :
Essencia Rita Sanglay.
dem litara.
dem Aida Bouquet de Exposicao.
BARBOZA & SANTOS
Pechnas!
Ka aflligj casa Carneiro da Giadia
Admirem!
Betinetas lavradas, lindos padroee a 280 u. a) ao-
vado !
Fustoea brancos, aovoa dcaenbos, a 520 e 400 rs.1
o dito!
Esplendido sortimento de liadas las para vestas,
a 400 e 440 rs. o dito .'
Cachemires felpudas a 1 s dito .' 2 larguras.
Mirina pretos e de cores a 800 rs. o dito! ideas.
Veludilhos de todas as cores, bordadas, a 1*W00 o
dito 1
Gretanea de cores firmes a 240 o dito! bom ve-
rem.
'Damasco de la, 2 larguras, proprio para capas
de piano, a 2/ o dito!
Pannos de lindos desenlio* para esas a 14*160 a
dito !
Coi tinados bordados, riquisaioana, a 61 e 11 o sari
Crusrnicoes de crochet par* sofs e cadeiras aCttl
Camisas brancas inglesas a 364 a dusia !
Ditas de cretoae finas a 241 a dita !
Seronlaa bardadas a 12* e 18/ a dita !
Lencos em lindas caixiohas a 3! a dita !
Meias arrendadas para senhoras a 6l a dita f
Chapoa para senhoras e criancas a 2#5C0. 5*1
6#000.
Espartilbos de cour.i;a a ii ; t.
Brim pardo loaa a 360 rs. o covado'.
Idena branco n. 6, de linho a 14500 o metro !
Tapetes aveludadcs a 12, 15 e 22#.
Superiores redes com 4 punhea a 12 e 14#.
Colchas francesas a 3*" urna.
Cobertaa de ganga, 2 pannos, a 3 !
dem de setinetas finas a 3 Lences grandes de bramante a 'i !
Cambraia Victoria de 10 jardas a 3 a pees I
Idean c m salpicos brancos e de cores a bt, bfbd
e 6**, 10 jardas !
MadapoloeB pelle de ovo a 652(0, 24 jardas.
Camisas e saias para senhoras por toda o prese.
Bordados de Cambraias finas alia peca.
Fk'hus e capas de la a 24, 44 e *V
h-riiuicnto de cn.-emii-.iF, cheviots e pannos por
precos baratissimos
Grande di-psito de f iscndia para os Srs. neira-
ciantt-s do centro, tendo descont as vendas sm
grasas,
59 -itUA DUQUE DE C AXIAS-59
PLANO
PAR A
\s loteras ordinarias dosla provincia
Em
kwwi D M. Sr- presite la miiia
8:000 BILHETEi (DIVIDIDOS EM QUINTOS) A 5*000
1
1
I
2
3
8
16
I-fimo
a

premios
*
a
Vende-ae uma padria c m suas pertenv -s, lo-
causada no meihor ponto da capital, o pro; rieta-
rio da aesma veade pos- ter de rerar-se para
lora da cidade ; a UUr ao cae* do Apollo aa-
mero 67.
Kiosque
Vende se um kii sque na roa Ii
(rada da traveasa de Raposo.
ifxriaJ,
(lofres
Carlos Sinden receben e vende barato por aet
de oonsignacao tres eelrea, prova de togo ; na
ra do Bario da Victoria a. 44.
Resumo para nao cahlr no es
qneef ment!!
I o vi ai vea com saiaaaugas donradaa.
Fitaa diaphanas a picote muitas outras de mo-
dernas cores em todas as larguras
Leques diaphauos 24500.
Bicos pardos, meeclados, ceme e branco beni-
tas colleccoes.
Caixas para costura 24500 e 34500.
Espartilbos para senhoras a preco de 44, 54-
74, 9* e 144000.
Ditos para meninas (petit-frmme) 44000.
Bonita variedade em uvas ie seda.
Nova coLecco de encarrugados para vestid< a e
plisaa.
E muitos outros artigas qut por nao fatigar s
amaveis leitorae, nao mencionamos, porm, lem-
bramoa tambem uma honrosa viaita a caaa Pedro
Antunea 4 C, n. 63 .ua Duque de Caxiaa. N v .
Eaperanca^l ^____________________________
liiyraniento 4 .
vendem ciment p ,rt'ar.d, niarcaltobins, de 1
qualidade ; nr. r-a*S do Apollo n.^______________
200.
80
80
800
^
2
2
appr.
a

>
500*
200*
100*
50*
30*
20*
15*
10*
S*
150*
95*
12:000*000
2:000*000
1:000*000
1:000*000
600*000
800*000
80U*0U)
270*000
180*000
l:200*Or0
800*000
4:80^*000
300*000
190*000
40:000*00i
( Para cx-mpietar a dezena do 1. premio
( (excepto a sorte grande).
( Para completar a dezena do 2. premia
( (excepto a sorta de 2:000*000).
I Piu < s dous ltimos algarismns finses
' .1a 1 nremi.i.
( r.tft oe -i uo uliin.^ olfln.l..".". tirina*
( do 2. premio.
( Par* todo o algarismo final do numera
( em que sabir a sorte grande.
Para o 1." premio.
Para o 2. premio.
PREMIOS NO VALOR DE 25:940*000
DESPEMS
Imposto geral e provincial, beneficio, sello
e couiniissao et--, 14:060*000
Os pramijs auprti-ic .. t'^OOO *' rjJio ^uj-itos ao n posto de 5 % e nao
15 % como era d'antts
Recife, 18 de Juh<- e 1887.
40:000*000
O THESOUREIRO,
Jos Candido de Maraes.
Cobrado a render-se
Vende-ae o sobrado n. 87 a ra da Aurora, em
frente a ponte do Santa laabe! ; quem pretender,
pode enteuder-ae coui o rrector Pedro Joa Pin-
to, na praca do Cirnmerclo,______________
Kn-i'iilio venda
D
Vendp-se o engeoho Murici, com safra ou sem
ella, situad- na Ii gutzin du Encada, distante di
respectiva enlacio um quarto de legoa, pjdendo
dar seis c im-nhos por da, ( moente e c irrente,
tem duas cisas grandes e duas pequ -as, r uma
casa para farinha com suac pertencas, tudo se
vende por mdico preco ; a ti atar na ra do Im-
perador n 61, 2- 1-iidi.r.
ajafJMtt
N0MA1S,
P<^ ^afkaERY Vende-se em toda a irta
BU*.a, rhmrtmmtwmtf,, rum toetiglione, *****' ,
OLEO FIGADO BACALHAO HOGG!
a atea, ronoMtU, OaaaaStaaaaaa, Toaaaaelu^nlcaa, Tnmoraa rlaadalano.
6 ssr 25? r^r^eTmro^^carnrucau^ n\
.arxso.
t/p rotmee SSBM
00:000^0(10
fkute a 15 do correntc
En beneficio da Instru Mlici da provincia
Esta ioteria dividida em partes
Extraccaoda i." parte da 1.a lotera
Bilhetes venda na Eoda da Fortuna, ra
Larga do Rosario n. 36^________
Vende-ce um rico piano de trea cordaa, quaai
novo, autor Blon, asaim como um toilet de mog-
no, tambem obra boa
69, junto do sobrado,
a ver na ra da Palma n.
daa 11 horas ao meio dia.
Ch prete superior
Carlos Sinden receben pelo ultimo vapor e con-
tina a vender sem competencia ; na ruado Ba-
rio da Victoria n. 48, loja de altaiate. i
ALCATnAO PE GUYOT
GOUDMN DE GYOT
^eSt2Sit ai aSa^ta?^"* ***** *-!* -*.
** BS. TSSi. mpo epldemi. um. HAS. kai .,-. >
o rotulo e com trez cores a assipnatura : tJi>.l,MM. *
Yenda a varejo na amar parte daa PbaraiKlas. rnUsIfs
atacada: Cm I MMiRK '' J^i


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nBflm~]
jm.



8
uio de PcrnambucoSeita-leira 15 de Julho de 1837
I
ASSEMBLEA GERAL
CMARA DOS OEPITADOS
DISCURSO PRONUNCIADO NA SES-
SAO DE 7 DE JULHO
O r. Rosa e Silva : -Traz-rae
tribuna, Sr. presidente, submetter Ilus-
trada considoragao da c iraara urna repre-
gentacao, em que tres ropo-tantes associa-
?Bes de roinha provincia, a-Associaglo
Jommercial Beneficent, a Aasociagao
Commercial Agripla e a Sociedade Auxi-
liadora da Agricultura, pedam an governo
e ao parlamento a suppressao do imposto de
exportacSo sobre o assucar, e a reducgSo
das tarifas, que vigorara as estradas de
ferro, para o transporta deste genero de
producto nacional. Ao mesmo terapa
fundara em rpidos termos, um projecto
relativo a esse assumpto.
A cmara sab2 que a industria sachari-
na atravessa entre nos urna phase angus
tiosa, est a bragos com urna crise aaaus-
tadora, que ameaga anquilal-a, se por
ventura a tempo nao ioterpizareiu os podo
res publicas, pira ao menas, minorar-lhe
os dsastrosis effetoa (apoiados).
E' bem conhecida a immensa compo-
tencia que o assucar da beterraba fas ao
assucar da canna; certo tambera que a
producgSo internacional do assuc r tem l-
timamente excedido e muito s necessida-
des do consumo.
D'ahi, Sr. presidente, a inevitavel bai
xa du prego; porque V. Exc. sabe, que
lei econmica qua baixa o prego de qual-
quer mercadoria toda a vez que a produc-
cao excede s necessidales do consumo,
toda a vez que a
ou, em outroa termos,
offerta superior procura.
Mas, senhores, esta baixa tem,
aem
Nao de hoje que, com justa causa, sa
corabate.ii os impostos de exportagSo, im-
postas que a seienoia financeira repella e
a pratica dos paizes adiantados formal-
mente condemna.
Mas, Sr. presidente, se o imposto de
exportacSo e em tbeae um erro econmico,
claro que este erro aggrava se muitissimo,
tratando se de ama industria que j nao
compensa os gastos da producto ; porque
V. Exo. sabe que o principio crrante, em
materia tributaria, a que o imposto s de-
ve recabir sobre o producto liquido de qual-
qu-T iadustria. (Muito bem )
Sai, que poder-se ha dizer que a sup-
pressao do imposto de exportagSo sobre o
assucar vira desfalcar a receita, augmen-
tando assim o desequilibrio, j tao notavel
dos uossos ornamentos ; mas permitta-raa
a cmara que, nao obstante reconheoer o
rigoroso dever que temos de equilibrar o
orgamento, eu pondere, em primeiro lagar,
que a receita proveniente do imposto de
exportacSo sobre o assucar tem diminuido
consideravelmente de anno para anno, ao
ponto de haver deacido, no exercieio de
1885 a 1886, quantia de 804:000*, con
forme se l no relatorio do honrado minia
tro da fazenda. Isto por si s muito
significativo (apoiados). Era segundo lu-
gar eu direi que, se a suporesaSo do im-
posto de exportacSo sobre o assucar ira
parta ura desfalque na receita, maier mal
ser nSo supprimil-o, e a prova a deca-
dencia do commeroio as proviuoias, que
tem par principal foote de riqueza a indus-
tria sacbarina.
Comprehende a cmara que o aui-
quilaraento dessa industria trar como
resultado a reduegao da mportacSo,
e a reducgSo da importadlo determinar
maior desfalque para o orgamento Feliz-
mente Sr. presidente, julgo poder conside
rar resolrida esta questSo J conheci-
pode deixar da ter ura limite econmico, e
esse limita o custo da producgSo, inclu-
das as despezas da transporta, venda ete., da a deliberagSo do governo de concordar
por isso que a ninguem dado produzir
por mais para veoder por menos.
Desde que, portanto, o prego de qual-
quer mercadoria descer quem desse limi-
te a consequencia economa i, mais ou me-
nos iramediata, ser a reducgSo da pro-
ducgSo pe > desapparecimooto dos produc-
tores mais desfavorecidos.
Tal era fesumo, a situagSo penosa a
que se acha coudemnada a nossa industria
sacharioa; o prego do assucar j nSo com-
pensa os gastos da producgSo (apoiados),
e os nossos productores sSo justamente os
mais desfavorecidos.
Na Europa, Sr. presidente, onda o fa-
brico est aperfeigoado e o aluguel do ca-
pital barato, os goVerooa concedein sen
tarifas
com a suppressSo do imposto de exporta-
gao sobre o assucar, e eu nao farei ao
parlamento a injustiga de suppor que ella
a nao approve.
Rstanos, paren, completar tao urgen-
te providencia. A cmara sabe que o or-
gamento que vaaaoa votar s comegar a
vigorar em Io de Janeiro de 1888, ao
passo qua a safra do assucar comega ordi-
nariamente em Agosto.
NSo preciso demonstrar cmara que
as mesraas razSes que militan para a sup-
pressSo do imposto sobre o assucar oin Ja-
neiro, actuam igualmente para a suppres
sSo desde j. Alera disto observarei qua a
suppressSo do imposto, aproveitaado ape-
nas metade da safra, pode dar lu-
atjgar a perturbagoes oommerciaes, por isso
cSo de impostes, tantas epeciaes e aie gr pe iui uvc0 huuioiu, J^V_ZT
Premios pnra a exportagSo do assucar. | que natural qu-, qu ir os exportadores,
Entre nos, onde tudo falta, onde o fabri- i quer os productores, demorem as suasre-
co se acha incontestavelraonte atrazado, messas com o fim ie gosarem do beneficio
onda o aluguel do capital era geral caris > da suppressSo do imposto,
mo. o averna opprme cora impsstos e Influenciado por todas estas razoes,, de
accordo cora distinctos collega3 desta Oa-
simo, o governa oppn
elevadas tarifas a exportagSo.
Coraprebeads a caraara qua em taes coa-
dig3;s irapossivel a luta aos nossos pro-
ductores.
Sob a impressSo desta verdade, certa-
mente dolorosa, temos visto a imprensa,
juer da Corte, e di-
mara, formulei ura projecto suppriminlo
desde j o imposto de exportagSo sobre o
assucar. Esse projecto, conforme disp5a o
o regiment tem de ser remettido com
raissSo de orgamento. Eu acredito qua a
ilUstrala com dsbS de orgamento ser
nuer das provincias q ------,
versas aasociacoes do imperio dirigirem-se ; favoravel ao projecto que tem de 8er sub-
ao eoverno pedindo com 'ouvavel zelo e mettida sua coosiieragSo. a\ possivel,
insistencia que volva as vistas para a in porm, que os d.goos merabros que a cora-
dustria assucareira do Brazil, ameagad* poem, julguem prefenvel, aceitando a idea,
de desapparecer. jar a providencia no proprio orgament.,
U n Sr Deputado : -E justo, porque i determinando que a suppressSo do imposto
r r ida publioagao daquella le.
'o^Sr Rosa (Silvia.: -J o anno pasado, Eu nao teria davida em concordar com
era representagSo que tive a satisfagan de semelhante alvitra, que coasidero justo, si
Bubmtter consideragSo da cmara, re-! porventura. os nossos trabalhos estivesse=
olamaram as patriticas assoc:ag5es da mi- aduntados atrazaios, porra, como se
nha provincia a intervengSo dos poderes; a :ham, receio muito que mesrao em betem-
nublcos e agora o fazera novameate, pe ; bro nSo esteja anda approvado o argamen-
dindo quanto antes a suppressSo do irapos- to da receita. Offerego esta ponderagSo
to de exportagSo sobre o assucar e a re consideragSa da honrada comraissSo, para
duccSa das t rifas, as estradas de ferro que interponha cora brevidade o seu pare-
E' rnenos, senhores, que se pode pe- cer sobre o projecto, mesmo parqua nSo
,. / j. v i ficarerao8 inhibidos de offarecel-o como ad-
dir. (Apoiados.) ____ ______
divo ao orgamento da reaeita, sa nSo for
possivol approval-o antes.
Sr. preside ite, o segundo pedido que fa-
zem as aaaociag3:s da ranha prov acia o
da reducgSo das tarifas das estradas de
ferro. Nada mais justo, senhores. O fim
principal que tero en vista qu.lqusr Esta-
do construindo estadas de ferro inques
tionavelmente desenvolver a produ:go,
pela facilidade e baratez da transpirte.
Intelizmsnto, era nosso palz tal nSo tem
acontecido, principalmente em minha pro
vincia. All as estradas de trro do Re-
cifa a S. Francisco e do Recife a Limoero
perteucara a companbiaa ingleza3 qua se
>bitinam em nSo reduzir as sua tarifas.
Entratanto, a tarifa da estrada de farro
do Recife ao Limoero, por exemplo, tSa
elevada, qua oa cargueiros compotera com
a estrada de forro. (Apoiados).
Eu oonhego, na comarca do Limoero,
negociantes importantes que remettem pa-
ra o Recife grande quantidade de algodSo
e outroa productoa, e fazera o transporte
de todas as raercadorias qua comprara, em
costas de aniaos, por ser mais econmi-
co Isto diz tudo.
Quanto estrada de ferro do Recife ao
Francisco, nSo obstante sua obstinagSo era
nSo reduzir as tarifas, depende do governo
fazer com que esta reducgSo seja ama raa-
lidade. Basta que o governo, attend.nl'>
aos interesses econmicos do Estado, rea-
lisa, o q?e urna aspiragSo da minha pro
vincia, o rsgate dessa estrada de ferro.
(Apoiados.)
O Sr. Affonso Peana :E una necesi-
dado.
O Sr. Theodoro da Silva :Decretada
desde 1871.
O Sr. Rosa e Sil*a : Por occasilo de
discutir o anno passado o orgamento da
receita, abordei esta importante questSo, e
entSo ouvi cora prazer do hanrado minis-
tro da fazenda a daclaragSo de que o go-
verno faria o resgate. Infelizmente slo de-
corridos muitos raezes, sem qui elle se te
nha effcctualo, da mes na forma que nSo
se realiosou no exercieio de 1885 a 1886,
nSo obstante figurar no respectivo orga-
mento a autorisagSo necessaria.
Presumo, Sr. presidente, e nSo para
mina urna sorpreza, porque da tribuna o
aununciei, qua a companhia ingleza, pou-
co disposta a largar tSo boa presa, tenha
creado embaragos realisagSo de3ae res-
gate, mas cumpre que o governo saiba ven
cel os, parque cima dos interesses de
qualquer companhia, por mais altamente
pr tegida que seja, eesta o estSo os in-
teresses nacionaes. (Apoiados.)
E' verdade demonstrada que o resgite
da estrada do R-'cife a S. Fran tisco ser
de grande economa para o Estado; aqui
mesmo j o confessou o honrado ministro
da fazenda. A ensampagSo dessa estrada,
segundo provou o enganbeiro em chefa do
prolongamento, em folheto que corra im
presso, importa exonerar se o Estado intei-
ramente do onus que Ihe eusta essa estrada
dftrro curaprindo ao governo ter em vis
ta que cada anno de demora, em effectuar-
80 essa operagSo, quer dizer para o paiz a
perda de muitas centenas de contos, porque
o prego do resgate ser determinado pelo
reniiraento liquido dos ltimos annoa, e
esse rendimento augmenta considoravel
mente de anno para anno, e agora aiada
mais augmentar vista do prolongamento
da estrada.
V, portanto a Cmara, que tratam-se
do iutcicBcB sitamente imprtanos, que O
governo nSo deve descurar.
A esta razio capital, juntara se nutras,
como por exemplo a da conveniencia da
uoidade do servigo, pois nSo razoavel
que o trecho primitivo de urna linha per
tenga a urna companhia estrangeira e o
prolongamento ao governo ; e finalmente a
razSo que j apresentei de urgente dimi-
nuigSo das tarifas, ao qua se recusa a cora
panhia ingleza.
J qua nSo podemos dar agricultura
tudo quanto precisa e ella merece, por que
a nossa principal fonte de riqueza, faga-
mos ao menos o que est ao aosso alcance,
alliviando-a dos muitos onus que a sobre-
carregam. (Apoiadrs.)
A estas duas providencias que conside-
ro de natureza urgentes, e qie podem e
devera ser tomadas desde j addicianarei
urna ter eir, que julgo da maior impor-
tancia e para a qual chamo t atteogSo do
governo.
Retiro me conveniencia de celebrar-
mos tratados com os paizes importadoras
do assucar da canna, principalmente com
os- Estados-Unilos, no intuit) de ampar.r
a nossa producgSo.
A Cmara, Ilustrada carao ,conheeedo-
ra da marcha dos negocios pblicos nos
diversos paizes do Universo, sabe que o
governo bespanhol, nSo ha muit >s annos,
no intuito de favorecor a agricultura da
canna na ilha de Cuba, celebrou urna con-
venci coramercial com os Estados Unidos,
pela qual obteve para a exportagSo de as-
sucar daquella ilha favores aduaneiros.
Pois bem, os resultados desse convenio
nSo se fizeram esperar o So bem conhe-
cidos : a expartagSo da itssucar, da ilha
do Cuba p*ra os Esta loa-Uaidos tera aug-
menta nuido l
Este facto grave, e deve ser conside-
rado pelo giverno. Desde que a Europa
produz mais assucar do que precisa, desde
que a producgSo internacional do assucar
suparerior s necessidades do consumo,
desde a qua grande Repblica Americana
o principal consumidor do assucar da
canna, o a ilha de Cuba o principal pro-
ductor, claro que, gosando a exportagSo
dessa ilha de favores aduaneiros, ainda
mais se aggrava a situagSo dos nossos pro-
ductores.
Convm, por consequencia, e urge que
o governo brazileiro promova a obtengSo
de favores idnticos p ra o nosso asaucar.
NSo creio qu seja irapossivel, nem mesrao
muito diffil conseguil-o, cSo s porque sa
bemos quSo prosperas sSo as finangas dos
Estados Unidos, ao ponto de constituir ob-
jcjto de cojjitagSo para os seas estadistas
a applicagSo que devem dar aoa avultados
saldos dos seus orgaraentos, como tara bem
porque est no interesse reciproco de ara-
bos os paiz 18 estreitirera e augmentarem
as suas relagSes coramerciaes. lito at po
der influir favoravelraente sobre o nosso
carabio, uraa vez que exportamos para os
Estados-Unidos muito mais do que impor-
tamos.
tismo do governo e do parlamento, e con-
fio que os poderes pblicos nSo serSo in
differentes ruina raramente de urna das
mais importantes e mais antigaB industrias
do paiz a lavoura da canna.
(Muito bem. Muito bem. O oradnr fe-
licitado.)
PROJECTO
A Asserabla Geral resolve :
Art. I.- Fica supprimido, da data da
publiclo d?t,ti lei, o imposto geral da ex-
portagSo sobre o assucar.
Art. 2.' Rivagara so as disposigSes em
contrario. = \ A Rosa e Silva. Gon-
calves Ferreira. Felippe deFigueiroa.
Jos Marcellino Pedro Muniz. Alfre-
do Correa. Padro da Cunha BeltrSo.
Juvencio di Aguiar. JoSo Manoel.
Guahy. Manoel Portella. Theodoro da
Silva Tavarea. Boto Rtraos.A Mil-
ton Alcoforado Jnior. Tarquinio de
ouza. Araujo Gea. Lacena. Coc-
ino e Campoa. Soriano de Sauz a. JoSo
Henriques.
ARIEMDES
F0LHET1M
JOSLARONZA
pon
JOQOES DU FLOT E PEDRO >UEI<
((inri PARTE
( AIIHHX
(Continuaglo do n. 15S
V
Elle inclinou-se sobra es3a rao, que co
brio de beijos.
E langando lho ura olhar cheio de amor :
Adcu?, ou ante3, at mais ver. Quasi
"fez de mira ura haraom honrado. Srei dig
no de voc. Deus a abenge. At logo,
Carmen, at logo, minha roulher.
Sabio do quarto.
De olhar sombro e peito oppriraido, ella
murmurou :
__Sua mulher I Oh ? nao Deus no
meha de castigar assim.
Fcando t>, Carmen entregou se s suas
r ti'.xSes
Estava na Franga, pisava de novu essa
i, onde menina, innocente a pura, tinba
cresciio sob a egide de urna parenta, sua
ta, mulher se:ca, iraplacavel, qie s coa
sentio em recebel-a por odie a Clanos ,
cunhado, ao qual exprobrava a morte
de sua irm2, a Sra. Jubb, qua casou em
segundas nupcias com o hcspanhel. Com
certeza nSo era da Sra. Jub'j qua Carmeu
tinhft saudades.
L^mbrava-se da sua infancia, da auaju
vratude, iufan'ria feliz pe hrabraoga do
pai erabeilezava, porque Goraez Clanos
semprs foi.para a *'ha o pai mais teroo a
amante.
Elle a idoiatrava, e Carmen nunca com-
prehende' por que, aaiaudo-a assim, nun-
ca a ehamou para junto de si em Panz,
onde elle morava.
Um dia, na soldSo em que passava a
existencia, chegou um hornera diatndo-ae
enviado pelo pai. Ella tinha detoito an-
no. O bomem pareceu-lbj bello, o ella
Para que sa reconhega a importancia,
que ter para nos um tratado commercial
com os Estados-Unidos, sob essa base,
basta considerarmos que a grande Rupubli-
ca Americana pode por si s dar consumo
a todo o assucar qua exportamos e a mui-
to mais que possaraos produzir. Portanto a
celebragaode um convenio commercial van-
tajoso com aquello paiz poder vir a ser a
salvagSo da nossa lavoura da canna. (A-
poiados.)
Porm, si, p3r qualquer circurastancia
que eu dosconhega, fr impossivel ou in-
conveniente a celebragSo de semelhante
tratado, volva o givera as vistas para a
Italia, que tambam nSo paiz productor
de assucar, e tem estabelecida para o Bra-
zil uraa forte correte immigratoria. E si
ainda isto nSo fr possivel, procure ao oie
nos o governo melhorar a situagSo do nos-
so assucar nos mercados das repblicas
vizintiA&* eorat&nto qua igaiss couss Be
faga, no intuito de auxiliar a nossa expor-
tagSo, pois asaim preciso, por amor da
industria assucareira e do proprio Estado.
(Apoiados.)
Limito rae por ora, Sr. presidente, a
estas consideragSes, como razSas justifica-
tivas do projecto e da r%prasentagSo que
vou mandar mesa. Opportunamente dar-
lhes-hei maior desenvolvimento, si por ven-
tura apparecer impugnagSo.
Conclao appelUndo, em nome da agri
cultura da minha provincia, para o patrio-
m
penaou que o umava. Sabe-se o reato. O
hornera era Jis Laronza.
Quando Caroien faliou-le em casamen-
to, elle reapondeu : t Eu estou fra da
le. S'u pai o sabe e havia de oppr-se ao
n quando o casamento esijver consummado,
elle ha de. necessariamente, consentir.*
E Carmen foi. A Sra. Jubb, mulher ve
lha e m, que oiiava a sobrinha, encolheu
08 hombros quando soube da fuga. Que
ae amnje, essa filha de assassioo. Foi
esae o nico brado do seu coragSo.
Ella tamben foi viajar, percorrendo a
Europa e a America. Quanto a Carmen,
Laronza a tinha arrebatado do convs do
Hindoustan, no ataque em que esperava
rehaver a amasia e desfazer-se de Maximi-
liano.
A principio a moga pensou em fugir do
poder do bandido, que j execrava. Mas
durante css.". ioolvidavel viage-m, ella tinha
dado o seu coragSo. Ella entSo amava a
Arband e quera revelo. Deroais, esse
amor tinha augmentado, conhecendo ospe-
rigoa que o mogo corra, perigos de que
tila tinba at eotSo podido livral-o, porque
ella sabia que Laronza anda a amava e
que mais cedo ou Jraais tarde, e3sa paixSo
havia de tornar a accender-se.
Eis por que ella nSo tinha aproveitado
as circumstancias, mediante as quaes po-
da ter reeuperado a liberdade. Ella ado
rava a Maximiliano.
Do fundo da Asia e da Australia ella
oviava as suas c-rtas ao pai, cartas que
uraa confidente recebia o expeda de Mar-
selha, afira de engaar o velho cora o ca-
rimbo (io correio.
DepoiS estavara dadas as ordens. Se
dsae na cabeg i a Clanos ir visitar a fi-
lha, a confidente estava encarregada de di
zt lhe que ella estiva encarregada de di-
zer-lue que ella estava viajando em com
panhia a Sra. Hob. Mas o bespanhol
nao t-.ve nem o tempo nem a vontade de
fazer esa* sorpreza filha.
Taca erara as refl -x5es que passaram
pelo espirito da moga, ao lembrar-se do
pancadas dis-
a arrancaram
Que quererSo
i ni pono o de phllosophia
.i O busills o porro unum necessarium,
o to be or not to be consiste no conservar
o que anda capaz de vida e destruir
tudo o que est raorto.
Nada de destruigSo da mnima creatura,
quando ella ainia capaz de ura palpite,
de ura perfume c do um moviraento.
Sepultura honrada e prompta a tudo que
est verdaderamente naorto c que ambara-
ga as ras pelas quaes paaseiamos vivos.
NSo tolhaes nem mesmo um minuto da
vida a um moribundo; mas nSo deixeis
entre os artificios da vida um s cadver
anda sequer o do urna mosca nSo lexeis
na ra por onde cttminha a familia huma-
na um tomo de materia morta, fosae mes-
mo o morto um micrococco, a mais pe-
quena das creaturas, condecidas e que tem
o dimetro de < cinco decimillesimos de
um millimetro.
Quera s quer conservar a3o v senSo
uraa metade das cousas, nSo percebe seoSo
motada da vida : quera s quer destruir
nSo v senSo a outra metada das cousas e
da vida, sera perceber a outra metade.
E' esU urna lei fundamental, que a acha-
raos confirmada na vida de um microcoeo
como na da um povo ; vemol-a repro-
duzida na respiragie de ura bacillo e as
revolugSes d'um seculo ; vemol-a trium-
pbar na respioagSo de uraa creanga, no
salto da ura grillo, como as reformas po-
lticas, as ei/olugSas das sciencias, das let-
traa e das artes.
Joveas que l.ucara tula da janella cora
as raaos abertas, e velhos qu> tudo reco-
llieai nos cofres das seles chaves ; sinis.
tra que corre e destra que est firme;
gante qua passa a vida no dourar e enver-
nisar as mumias e gente que caga o tri-
go apaas aemeado, antiquarios e ni-
hilistas, orcis o tartarugas, aguias e pa-
tos, sao todos sinonymos do conservar e
do destruir ; formas das dous momentos
insep .raveis da vida ; destruir e conser-
var.
Eu nSo sare mais deste mundo, diz
um eloquente e syrap?thico escriptor ita-
liano, quando chegar aquella santa reform i
dos estudos, que venha expellir as momias
das eseolas para nellis por professorea vi-
vos, vros vivos, e ar vivo ; mas easa re-
forma vira certamente no seculo prximo,
e os meas ossos trepidarlo aqueja alegra
bengSo dos tempos.
a EntSo como curso preliminar e neces-
sario a cada estado, como alphabeto de
cada liogua do pensamento se ensinar a
c biologa que dicta as moral, poli-
tica e rel'gilo ; s artes do bello como a
todas as scieacias do verdadeiro.
NSo sSo porventura todas estas cou-
sas nobres e bellas formas da vida ; o
quem raais pode pretander perceber a
viiae dirig! a, senSo conhece, o seu al-
pbabeto?
t Uraa cellula, ura protoplasraa, para que
viva, consorao ou transforma urna parte da
propria substancia para viver e conservar
uraa parte renovada de ai mesma para a
vida de araanhS. Eia o < conservar eis
o < destruir. *
t Uraa dona de casa previdente conso-
rao cada dia para as necesssidades da fa-
milia urna parte de alimentos, e canserva
urna outra para as necessidades do dia se-
grate e do dopois de amanbS. Convm
ter a uva e as m c's tambam quando a
vide tem perdido os cachos e a magS dei-
xou cahir na trra a ultima de suas fj-
lhas ; convm ter ovos em casa, tambem
quando as galinhas se interigam do fri e
nSo pozerem mais. Eis aqui e conser-
var e eis o a destruir .
Um povo sabio nSo destroe n'um dia
as paredes arruinadas da casa em que vi-
ve, parque muita gente ficaria sera tecto ;
um povo previdente fabrica primeiro os ti-
jollos novos, que devem ser substituidos
aos velbos, e nSo destroe a casa velha
senSo para ter outra melhor. Eis o < con-
servar eis o destruir .
E as cousas mais nobres sSo as mais
complicadas, as mais demoradas em fazer-
se, as mais diffi:eis de conservar se. O
granito permanece inalterado por seculos,
o carvalho dura mais que a baleia; a ba-
leia mais que o hornera e no homem o pen-
samento o mais mutavel e frgil dos phe-
nomenos hu nanos, porque o maia alto.
Os allumiaoides da vida sSo combinago'as
de muitas molculas ; emquanto que os
a tinha salvado do justo resentimento de
Maximiliano contra os piratas.
Ella tinha-se approximado da janella, e
apoiaudo a cabega contra o vidro, chorava
era silencio.
Nesse momento, duas
cretas que bateram porta
da sua meditagSo penosa
Aqu penaou ella,
commigo.
Foi abrir a porta.
Era urna das criadas do hotel.
Minha senbora, dsse esat, ah est
ura senbor que Ihe quer fallar.
Que me quer fallar ? perguntou Car
meo, admirada.
Chegando de manbS, ainda nSo tinha
sabido. Quem poda saber da sua presen
ga era Marselha ? No hotel ainda nSo sa-
bam o seu nome.
A criada respondeu affirmativamente.
A moga deu ordem que introluzissem a
visita.
Ella bera eonhecia o homem que en-
trou.
Ao vel-o, Carmen renou at o fundo do
quarto.
Jos Laronza I Jos dsse ella em
voz abafada.
NSo me esperava, nSo assim ? per-
guntou irnicamente o pirata.
Por certo que nSo, respondeu a mo-
ga com um suspiro.
O bandido encolheu os hombros. Depois,
sem esperar convite, toraou urna oadeira e
sentou-se.
Pouco importa, minha querida Car-
men. Mas, nSo nos zanguemos. Vamos
j nos entender, v*i ver.
Elle disse isso com o maior desemba-
rogo.
Carmen o olhava mais admirada
commovida.
Ella nSo poda acreditar em semelhante
transformadlo
Foi oeceasario todo o sea instincto femi-
nino e o longo conhecimento que tinha des-
asa feigSes aborrecidas, para deseobrir o
pirata do Pacifico nesse cavalhero elegan-
te e correcto, vestido ultima moia pari-
do que
primeiro passado tSo puro, do segundo tSo ziense.
profanado e tilo cruel e ao mesrao tempo
do futuro ameagador que se desenrolava
diante della. Porque o que havia de mais
horrivel Da su situicSoera dever favores
a esse miseravel, que se chamava Ned Hob
sod. Ah esse a amava ; amava-a como
um animal feroz e como cao de goarda,
8errindo-a, cercando a de cuidados. Elle a
tinba obedecido sem dizer palavra e ella
sabia por elle con, em Sydney, elle
Em vez do hrcules bronzeado, de bar
ba preta, via all um no rae::; cujas propor-
goes eram, sem duvida, as mesniaa que as
do bandido feroz, mas s as liabas du ros-
to relembravam o Laronza dos das de tor-
menta e de abordagera.
Este tinha nma cabelleira ruasa, um par
de soigas elegantes da mesma cor chega-
vara a um bigode sedoso.
Carmen nSo estava bastante familiarisa-
productos da putrefaegSo sSo corpos mais
simples.
difiieuldade de equilibrio sao leis de chi-
mica e phisica elementar; sSo lettras do
alphabeto da sociologa e da poltica.
Olhai para isto que destrus olbai para
o que deveis conservar.
Nem accumalagSo de mumias, e nem
tambem do creangas. A vida niic tem de
ser nem um ceoaiterio, nem um bre-
pho3trophio. Eis o conservar eis o
destruir .
Cmulos de contradiccSo
Ver urna mulher feia que mora na
ra Bella.
Soffrer se de cataratas nos olhos mo-
rando-se na Boa Vista.
Andar-se limponobecra da Lama.
Vender se carne assada no becco do
Peixe frito.
Morar um santo no becco dos Sets
peccados.
Passar sao e salvo pela ra das
Irincheiras.
Ver barulhos na ra da Concordia.
Ver as trevas na ra do Sol.
Vivar em guerra com a sogra mo-
rando na ra da Paz.
Viver alegre, e satisfeito nos Afflic-
tos.
Morrer falta d'agua nos Afogados.
Por gosto morar, e andar solt pelrs
ras da Cadeia e CaLaboucfl.
S)r pobre morando na ra da Mol-
da.
Ser judeu e morar na ra da Cruz.
Morrer de urna indigestSo de cear
no becco do Sirigado.
Ser republicano e morar na ra do
Imperador.
Viver em guerra aberta com os ere-
dores e morar no Largo do Paraso.
Ser cgo e morar aa ra da Au-
rora.
NSo gostar da porco e morar no bec-
co do Sarapatel.
Ser prese no largo do Livramentc
Morrer asphyxia Jo no becco .da Vi-
rac3o.
Ser cgo e andar com guia na ra
da Guia.
(Contina)
da com as rxaravilhas dos postigos para sa-
ber que os artistas espillares ebegam a
aperfeigoar anatureza.
O pirata leu o espanto nos sena olhos.
Deu urna risada.
Acha-me mudado, nSo assim V
Auno, disse ella lacnicamente.
Ha de babituar-se a este novo aspee
to da mimha pessoa.
Oh I e quando nao me habituasse.
E a moga sorrio amarga e desdenhosa-
raente.
Depois, com certa impaciencia :
NSo Ihe Jperguntarei como soube ds
minha volta Franga. Soube, e quanto
basta. Mas, poderei, sem iniiscrigSo per
guntar o que espera de minha pessoa.
Elle levantou ae e icou grave.
Soube da sua volta como sei de tu-
do, minha querida menina. Soube mesmo
que voltou a Franga, sftb a alta protecgSo
de um dos meus tenentes, homem qua ar-
ranquei do n corradio o que me recom-
pensa com a desobediencia e a infidelida-
de. Mas sei tambem que Nad assim pro-
cedeu iropelldo pelo amor que lho tem, o
que faz com que eu tambem por amor da
senbora consinta em perdoar Ihe a sua lou-
cura. Sei, finalmente, que esse Ned Hob-
son segu no trero expresso de Marseiha a
Pariz, com o fim nico de obter do digno
Sr. Clanos, seu pai, a honra de ser seu
genro.
__ Pois bem 1 disse Carmen, em tom de
mota, j que soube isso meu caro Lswis
Jubb, deve prestar-me um servigo.
Qual cara e bolla menina T
O de livrar-me da perseguigSo dessa
pobre rapaz, que decididamente oSo tenho
a coragem de fazer tSo feliz quanto mere-
ce, e sobretndo quanto deseja.
Laronza impertigou-se cora ar cmico.
Isso possivel, bella dama, muito
possivel.
- Ah 1 disse Carmen, nao amavel
vindo do senhor. Seria espaz de amalo
inda para agradeoer-lpe.
Laronza fitou-a com um olhar siogu-
Lr.
Carmen torno :
- Mas j que sabe tudo tSo bem, nSo
ejo nenhuma indiscrigSo en perguntar-
lho outra vez como o soube.
E eu nSo vejo nenbunra em lh'o di-
zer.
Eu poderia dizer-lhe,JCarman, que tenho
aqui, oomo em toda a parte, um confidente
encarregado de contar-me tudo. Mas pre
firo diier-lh, smplesmente, que adivinhei
e present a sua volta.
Ora I entSo feticero f
Para tSo pouco nSo neceasario fei-
ticeiro.
EntSo oomo foi ?
Elle a fitou, e sorrindo :
Parece, minha querida menina, que
n9sta ocoaiiSo voc nSo mostra a penetra
gSo, a perspicacia que Ihe sSo bahituaes.
Esqueeeu, entSo, que antes de sahr de
Sydney, o banqueiro Laavis Jubb escreven
ao Sr. Arband propondo Ihe trans;gir, me-
diante dous milhoes. Foi mesmo por con
seibo seu que fiz isso.
E dabi, que eonclusSo tira ?
Esta, que se o franoez aceitava a
transacgSo, porque nSo poda concluil-a,
e se podia fazer isso, parque tinha esca-
pado aos grilhSes do seu amor, bam como
vigilancia do &-d0<7]chamado Ned Hob-
son.
Bara mas... o resto ?
O resto ? Foi ira calculo de proba-
bilidades. Maximiliano, depois de transi-
gir, devia voltar para a Franga. Ora, Ma-
ximiliano voltava Franca, voc nSo po
dia deixar de seguil o, bolla Carmen. Essa
era urna consequencia fcil de deduzr, a
despeito de urna carta muito pouco expl-
cita do dito Ned Hobson, que se lmitava
a annunciar-me, muito sobranceir menta, a
sua viagem s trras da Franga. Eisahi I
__Com effeito, disse Carmen com um
sorriso de desdm, tudo isso est muito
bem argumentado, muito bem encadeado.
E accrescentan :
__ De modo que voc deu-ae pressa em
vir ao meu encontr para ralbar comoaigo,
segundo o seu costume paternal.
Laronza oppoz zombaria zombaria.
__ NSo isso exactamente, minha bel-
la. Vim traer Ihe boas noticias, e quiz
adiantar-me.
E que boas noticias podem me vir
de voc.
NSo graceje : as melbores que pode
esperar.
Devras ? NSo espero nenhuma.
Nease caso, vou causar-lae ama sor-
preza das mais agradaveis.
Estou ouvindo, disse a moga muito
admirada.
Laronza levantou se e paseando a mSo
familiarmente pelos cabellos negros da mo-
ga.
Ainda ama ao Dr. Arband ?
A mo.
Muito bam I Tudo vai a mil mara-
vlbas. Saiba entSo, minha querida, que
seu pai, o honrado Sr. Clanos Pacheco
pretende conceder a sua mSo ao Dr. Ma-
ximiliano Arband.
a fronte com as duas
Carmen arregalou tanto os olhos que o
banqueiro poz-se a rir.
Admira se? Que quer, assim mes-
mo. E' urna idea do digno velho, qui
nSo me quero oppr.
A moga corava e empallidecia.
El'a acabou por acbar a palavra
__laso uraa loucura, pura loucuraJ
Voc bem sabe que isso irapossivel.
Laronza respondeu sentenciosamente :
Irapossivel, palavra que nada sig-
nifica.
E accrescentou logo:
Tambem eu nSo tenho que verifi.ar
a cousa. Esse plano convm-me e ao mes-
mo tempo a felicito. Poupa-me um assas-
sinato, que se tornou indispensavel.
Um assassinato I o de Laximiliano !
Justamente, minha bella. Esse ho-
mem tornou-se extremamente aborrecido.
Se casa com voc, garante o seu socego e
o meu.
Voc bem sabe qua elle ha de casar com-
migo.
NSo sei.
Ella apertou
mSos.
Nio graceje. Voc nSo disse ha pou-
co que meu pai quer conceder a minha mSo
a Maximiliano ?
Dsse, nSo ha duvida.
Para conceder urna cousa, preciso
que alguem tenha pedido essa cousa- Ma-
ximiliano pedio minha mSo a meu pai ?
O bandido esfregou a testa.
Isso seria difficil, minha querida rae-
nina.
Ah! entSo por que t
__Porque o Dr. Arband nSo eBt em
Franga.
Carmen recuou dous passos, niiito pal-
uda.
Maximiliano nSo est na Franga 'i Eo-
tSo onde est ?
Laronza fez um gesto de ignorancia.
A moga, lvida, trmula, correu para
elle.
Diga a verdade ; Maximiliano mor-
rau ? Voc o assassinou.
Mas toda a sna colera cabio ante o olbar
estupefacto do bandido.
Assassinado 1 Para ausassnar alguem
preciso saber onde mora.
_ E voc nSo sabe ?
Nao, dase o bandido impacientado.
Se aoubesae nSo estara dessassocegado ;
ora na estou desaasocegado, estou .aquie-
to.
(Continuar sena)
1

Typ. do Diario roa Dwjae de Carica n. 48.


i-^"'''^
.-.


Full Text
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