Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19104


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Full Text
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*
*3

All. LIII MMEJIfl 155
,-
PARA A CAPITAL E MC1RRN OIBB SAO SE PACA PORTE
Por tros mezes adiantados............... o^OGO
Por seis ditos idem.......... ...... li'tJOOO
Por uno asno idem.................. 23)5000
Cada numero, avulso, do mesmo da............ 100
DIARIO DE

SOIDN 10 DE JLSO BE 15
PARA DENTRO FORA DA PROTIMCIA
Por seis meaes adiantados..............
Por nove ditos idem................
"Por um anno idem................
Cada numero avulso, de diaa anteriores..........
1350C
20*000
27,}l(
5100
ENAMBCO
Propticirafce i>* JtlaiMel S\%atvcoa "bt aria i Styos
TELEGRAMMAS
sssvi:: pabticulas so szabid
RIO DE JANEIRO, 9 de Julho, s 3
horas e 5 minutos da tarde, (ttecebido
as 5 horas e 20 minutos, pelo cabo subma-
rino) .
Mi honre boje o no Senado
nem na Cmara dos Depaladoa. por
falta de numero.
Fot condecorado con a gran cruz
da Imperial ordenado Cruzeiro S. A.
o Sr. principe D Pedro Augusto.
Fol Horneado Intendente da mari-
mba o ctaefe de esquadra loaqulm
Francisco de Abren.
Fol concedido um privilegio para a
eonstrucco de una ramal de estrada
de ferro que. partlndo da powoaco
de Cabedello. v terminar na capi-
tal da provincia da Parabyba. sen-
do pelo governo geral garantido
juro de 6 o ao anno.
tivada pelas forjas incidentes do me;o, se t.ccen
tuou ama ou mais das anas propriedadea ae,;undo
as modificajes que lha imprimi a acjo accial ;
em resaltado final ba urna perteita corr laclo
entre o pheaomeno vital que elle pro luz e o sea
proprio mechanismo.
O orgo de boje, fo sempre individidao ; e
constituido por nm oa mais individuos modificados,
mas que podem. ap-esentar anlogos represe atan-
tes, vivendo autnomos e isolaios. A to preco-
niaada harmona exiatente entre a funcjo e o or-
go, nao mais (como se v) d> que o resoltado
physico da accao das energas externas que pro-
vocara o apparecimento do orgao capas de actuar
por modo que estabelecido fique o equilibrio entre
as forjas do ser e as do meio ambiente. Ainda
aqu convem exarar urna oatra lei orgnica. E'
quea funccao precede sempre o orgo.
{Continua)
ssan;s sa ks:: satas
TIRNOVA, 9 de Julho.
A resposta do Duque de Cobourg
relativamente a sssa elelcao de prin-
cipe da Bulgaria ainda nao -orine-
cida, entretanto corre o beato que
nao acceltarA-
ROMA, 9 de Julho.
O general Saletta commandante
em cbefe da expedirn de Massouab
estima em trinta mil a guarnirn
necessarla para esta cldade.
Ag<-n:ia Ha vas, filial em Femambuco,
9 de Julho da 1887.
INSTRCCiO POPULAR
BIOLOGA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
AS LEI* DA OBGAXISACAO
( Continuafao )
Vemos n'isto ama certa forma de commensalis -
no, ou antes, a creajao de fanccionarios receben -
do a alimentajio fornecida por outros, mas garan-
tindo ao individuo colonial, um maior poder, que
Ihe aasegura a victoria na laeta pela vida.
A vida social determina, pois, qaer a producto
de racHS e variedades modificadas at ao infinito,
qaer nos individuos ligados em polymorphismo a
evolujao geral dos seres.
A colonia conservase sempre em jasta propirjo
com o meo ambieuto : e, ou o individuo fundador
po3sue a propriedade de deslocamento ou locamo-
cao ; ou a perdeu, e temde sajeitar-se a viver fixo
e immavtl.
No primeiro caso formam-se as clonias liuea
res, dando o* miel .dos, allaseos e vertebrados.
No segunda cs > pr uxem ao as colonias irregu-
lares, coai asf.rinia indeterminadas das esponjas,
polypos, bryor anos ajctdias.
Esta individua f 11 I > r que tera na colonia nao
a a infl lencia di Ih A temioar a forma e modo
de vida, mas tmb ; a de conservar durante toda
a extenso da vida dis colonias lineares urna pre-
ponderancia phhsioiogica bem accentaada, deno-
raia-seprotomeridio. Cinstitue a cabeja ou
chefe da estada.
Portant >, todos os organismos estao redolidos,
no momento em que nascem, a um nico meridio
a cabeca. "J .
as colonias irregulares, a colonia, xa emum
esqueleto ou estojo exterior, fax o grupamento dos
seus elementos em arboriaajoes verticaes (como
nos hylrarios, coralle-.ros, etc.) ou sob a forma ra-
diada on espiral (como as medusas e ecbinoder-
mes) ; de igual modo se forma, nos vegetaes pha-
nerogamicos, a flir pela approximacao das folhas
dispostas em esoiral sobre a baste.
Em animaes tjvegetaes a disposija arborescen-
te precede a radiada, e devida coniijo de fixi-
des do organismo.
As semelbanjas entre os vegetaes e as colonias
arborescentes dos polypos saa reaea e devidas
semelhanca das condijoes de existencia e foi com
justija que Pallas dea aos polypos e animaes pr-
ximos o nome de soopbytos, ou animaes plantas.
Estas colonias ebegam a apresentar verdadeiros
organismos, a que se di o ame de cormas, tendo
por condijo necessaria a libertajo previa da
colonia. Esta, pode ento adquirir formas rega-
lares e symetria, em substitu jo da formas ca-
prichosas das colonias fixas.
Portante tendencia de toda a colonia origina-
riamente livre, oa que adqaire a liberdade em um
jiomento dado da saa existencia, tomar rpidamen-
te os caractersticos de individuo.
Temos visto, na evolucao dos seres, urna exten
as sene de individuos differentes ; importa deter-
minar os sea caracteriscos. Vimos em pnmeiro
lagar, a indivHualidade dos plastidios, ou elemen-
tos anatmicos, vivendo vida propria e independen-
te. 82o individaos physiologicos,isto execu-
tam Pr lancc0e8 completas do vitalismo.
Muitos plastidios setnelhantes grupam-se nos
organismos superiores formando os tecidos que re-
presentan), em maior escala, as propriedades do
elementa que os forma, e anlogamente vivem vida
nropria e indepeedente, comporUndose como ver-
dadeiros individuos, segundo a idea de Vircbow.
Nos organismos superiores grapam-se os tecidos
diversos em orgaos.
Estes nao sao mais do que a degenerajo de pn-
snittivos individuos assocadis em colonia, e nos
ases, pela diviso do trabalho, se accentuaram
urna oa mais propriedades da materia protoplaa-
matica ; o orgao teto decerto urna individualidad!;
que abstractamente se pode considerar, e qae
atil para o rxedco, do mesmo modo que a dos te-
eidoa mas sem ter realidade effectiva,
O orgia o individuo ou reaniio de individuos
limpies, em qae por torca da saa aisociajo, mo-
MRTE OFFICUI
(.orcrao da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA, DO DA 8 DE
JULHO DE 1887
Abaixo assignadoa proprietarios e mora-
dores na travessa dos Remedios.Em vis-
ta da informaco fiscal e do contracto do
governo com a companhia de Beberibe,
dirijam-se directamente a esta, propondo
as condicSes em que pretenden o forneci-
mento.
Fielden Brethers. Informe o Sr. ins-
pector do Thesouro Provincial.
O mesmo. Agua.-de o augmento de cr-
dito solicitado pela Thesouraria de Fazen-
da.
Dr. Jos Joaquina de Souza. Infor-
me o Sr. inspector do Tnesouro Provin-
cial.
Padre Dr. Jeronymo T/hom da Silva.
Informe o Sr. inspector do Thesouro
Provincial.
Jos Teixeira Bacellar. Concedo a pro-
rogacao de trinta dias.
Manoel Gjncalves Pereira Lima. A'
vista da informacao do Thesouro Provin
cial, nao ha que deferir, por nao estar ain-
da encerrado o exercicio.
Mara da Natividade Ferreira.Gonce
do um mez com ordenado por inteiro e dous
por metade.
Sebastin Asterio Peixoto Gadelba.
Informe o Sr. Dr. juiz de direito da co-
marca de Iguarass.
Tenente Thom Jos da Mello. Infor-
me o Sr. Dr. chefe de polica.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 0 de Julho de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Repartios da Folela
2'seccao. N 601.Secretaria de Po-
cia de Pemambuco, 9 de Julbo de 1887.
- Illm. e Eam. Sr. -Participo a V. Exc.
que loram hontem recolhidos Casa de
Detenc&o os seguintes individuos:
A' minba ordem, Jos Barboza da Sil-
va, remettido pelo subdelegado da Varzea,
por crime de furto.
A' ordem do subdelegado da freguezia
do Recife, Manoel Pereira de Licena, oo-
mo vagabundo ; e Mano-1 da Paix2o Pires,
como alienado, roinha disposicao, at que
tenha o conveniente destino.
A' ordem do subdelegado do 2' districto
da freguezia de S. Jos, Clara Mara da
Conceicao, Mara Thereza da Cjnceic3o,
Euzebio Manoel d'Aasumpcsto, Joaquim Pe-
reira da Silva, Francisco Xavier do R'go,
por disturbios : e Agostinho Birboaa da
Silva, como alionado.
Comrounicou-me o subdelegado da Var-
zea, ter nesta data feito remessa ao Dr.
juiz de direito do 5- uiatrieto criminal do
inquerito policial procedido contra Jos
Barbosa da Silva, por crime de furto de
lavoura no engenho S. Francisco.
No dia 23 do ">ez prozimo ndo, no
lug*r Criminoso, dotirmo de Oravat, fo
ram presos em fligrante, quando tentavam
furtar dous cavallos, os individuos de no
mes Aotoui Jos Barbosa, oonhecido por
Antonio de Cosme, e Clementino Jos da
Silva, conhecido por Yoyo, sendo que este
est pronunciado por igual crime no termo
de Bom Jardim.
O respectivo delegado abri o competen-
te ioquerito, que j teve o destino conve-
niente.
Partiaipou-me o delegado do termo de
Caruaru', em officio datado em 2 do cor-
r mte mes, ter naquella data, acompanhado
do Dr. promotor'publico, do escrivio e do
respectivo carcereiro, feito a visita na ca-
deia publica naquella cidade, onde encon-
trou 7 presos, sendo 4 sentenciados, 2 in-
diciados e 1 pronunciado.
Neahuma reclamacSo fizeram.
O delegado do 1* districto da capital
communicou-me ter nesta data feito re-
messa ao Dr juiz de direito do 1" distric-
to criminal do inquerito que proceden ex-
offijio contra Antonio daCunha,G:umar2es,
por ter, com o nome de Antonio Ribeiro de
Souza Guimaraes, eommettido o crime de
bigamia e falsidade, e ao Dr. juiz de di-
reito do 2- districto criminal do precedido
contra Jos Francisco da Silva, pelo crime
previsto no art. 201 do cdigo criminal,
por ferimentos feitos na pessoa de Libanio
Lopes Morra.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provinoia.O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto
s trazidas pelo paquete
carta do
DIARIO DE PERMBiBDCD
QRECIFE, 10 DE JULHO DE 1887
X o (lelas da Europa
Eis a resenta das principaes noticias fraudas
bontera pelo paquete ingles TraU :
Porlncsl
DaUs de LisWa at 28 do mes passado, cinco
dias mais adiantadas
francs Niger.
Sob a rubrica Exterior publicamos a
nosso correspondente de Lisbi.
Bespaoha
Eis, segundo o supracitado correspondente, a
resenta do que de mais importante occorrea neste
reino :
< Affirmou-se e fi agora confirmada a noticia
de ter fallido a empreza de Terremolinos, que
abasteca d'agua a cidade de Malaga. Diz-3e
qae este acontec'tnento dar lugar a maitos e mui
ruidosos incidentes.
Em todos os circuios do paiz visioho se fazem
darissimos commenrarios acerca d'este successo,
que veio aggravar a situacao critica de Malaga.
Parece que no conselho de ministros, que ha
dias foi celebrado, o gabinete resolveu fazer appro-
var o orcameoto cem tempo sufficiente para que a
lei seja promulgada antes do 1. de Julho; se as
oppasico -s adoptarem meios de obstrucca>, o go-
verno propor a prorogacao das sessoes pelo es-
pago de tempo que entender conveniente, decla-
rndole mesmo a cmara em sessSo permanente
at obter o resultado desejado.
Calcula-se qae o orcameoto das receitas oceu-
par Cmara dos Deputadas tres sessoes.
O debate sobre as reformas militares j comecou
na Cmara dos Deputados.
Manifestou-se urna profunda divisSo no par-
tido zorrillista de Barcelona.
Depois de se terem reunido ha dias, os amigos
de Ruiz Z irrilla para constituirem um comit,
mutos dissdentes retiraram-se capitaneados pelo
Sr. Mirabel.
Os dissdentes propo?m-se fundar um centro e
um jornal.
A situacao agrcola em Arago ameaca-
dora.
Cbegaram a Madrid commissoes de Carpe, Ta-
marite e ontraa villas de Arago, afim de sollicitar
recursos com qie fseam frente crise, que os
ameaca.
Sao verdaderamente horriveis os promenores
que se contam a respeito da situacao dos agricul-
tores as provincias araqonez is.
O govern> hespanhol j comecou a Decapar-se
d'esta questaa, e de esperar que se tornera pro-
videncias tendentes a saavisar a situacao doa la-
viadores aragoneses.
Gireulou, ha poucos dias, o boato que se es-
palhara as Cunaras, de que varias tribus do in-
terior do Rio do Ouro estavam decididas a atacar
a feitoria bespanhola, unindo-se para isso s tri-
bus da baha de Argium. Foi assim que nol-3
transmittia a Agencia Havas.
A troca de urna lettra, observa o Commercio de
Portugal, transmudou em nma paragem desconhe-
cida, urna designaco marcada as cartas em tres
pontos distinctos (bahia, ilha, baixio), algn d'elles
at de bem triste e ruidosa recordaco-
Esta babia de Argium nao com cSeito, ontra
seno a bahia de Argium, para nos, os portugue-
ses, de tal oa qaal notoriedade na historia dos
noesoa descobrimentos na costa de frica.
E' tao patritico e digno de ler-se o que esta
jornal escreveu sobre o assampto, me permitte a
transenpeo. com a devida venia :
Foi em 1413 qae Naao da Cunha e Gnenlo
de Cintra, descobrindo a costa para o sul do cabo
Branco, deram com a ilha de Arguim, de poseo
animadora catadura, asaente na ponta da babia,
anda menos convidativa do mesmo nome, e guar-
dada pelo temeroso baixio, de encontr ao qual a
celebre fragata francesa La MeduM foi esphacc-
lar-se em 1816 e cuja jangada immortalisou o pa
cel de Gricault.
E' certo qae o cemmandante dVssa miseranda
fragata, pela saa impericia na menos do que pela
saa covardia perante o perigo, contribaio para a
horrorosa catastrophe que a Franca, pouco lida na
nossa historia trgico martima, tanto e o rui-
dosamente lamentou. Nao porm, menos ave -
riguado que os numerosos e traicoeiros escolhos
dessas paragens ainda boje andam mal cenhecidos
e imperteitamente soldado.
Apezar dos trabalhos de^Givrj, Lefebvre e
Roussin, aquelle mesmo almirante Rouasin, que,
forjando a barra de L'sbia em 1831, transpex
vinte e quatro horas depois levando comsigo a es-
quadra portugaeza, o qae nos resUva do tempo dos
franceses;apezar, disiamos, dos trabalhos desses
offijiaes apesar da saccessiva dominacao de ingle-
ses, hollandese e franceses, a posico da ilha de
Arguim e da sua haba, assim como a hydrogra-
pbia de toda a costa visioha, ainda boje se nao
acham atistatoriamente estudadas.
Ainda se nao conhece, par exemplo, a c iu;a
do phenomeno q-ie se observa as aguas do in-
famado parcel que victimou a Medusa, as quaes
por e9pac i de cineoenta milhas para oeste apre-
sentam urna cor pardacenta, que faz parecer que
se navega par cima de baixios, quando certo que
a sonda protunda neasas paragens mais de cento
e sessenta metros, na contribuindo para esta sin-
gularidade nem o estado da atmasphera, nem a im-
pureza das aguas, as quar-s nesta carnada oceni-
ca, sao pelo contrario, transparentes e crystalinas.
A ilha de Arguim e a sua babia constituem
para ni o primeiro ponto desse marco niilliario
que andamos assigualando por tres compridos se-
r-ulos, desde Lisboa at s extremas do nosso im-
perio oriental, par meio de fortalezas, levantadas
para proteger as innmeras feitorias que seme-
mos ao longo dessa interminavel e aborrecida
costa da Arries e na Asia.
Foi na ilha de Arguim que se ergueu a prmei-
ra fortaleza qae as adustas plagas africanas viram
levantar-se por mos de pnrtugnezes. O castello de
Arguim, fundaao por Soeiro Mendes, data de 1149.
Quatro anuos antes tora assassinado, com mais seis
ou sete companheiros, pelos habitantes da baha
de Cintra (a actual Ira Barra) um dos descobri-
deres de Arguim, Goncalo de Cintra ao qual, per
ter achado a morte n'essa bahia, perpetuaram es
seas contemporneos compatriotas a memori por
esse modo.
Anda ha pouco um Ilustre explorador estran
geiro verberava com sentida eloquencia perante o
sea numeroso auditorio, e em urna das salas da So-
ciedade de Geograpbia, a especie de conspirs$lo
adrede forjada para varrer de todo da face dos
oossos descobriment:s e conquistas, os nomesori
ginaes das varias regioes que fomos devassando,
afim de que os testemuahos da nossa gloriosa
prioridade, venham por fim a fallecer-nos.
Nao sejamos nos tambem a contribuir para
esse damnado intento, deixando indiferentemente
passar quantos lapsos o telegrapho e a imprensa
transmitiera e imprimem na ana presea fornida,
mas descuidadosa e desattenta.
Se nao formus sempre mao, como nos cum-
pre, a estes aeatti, seremos nos proprios a radicar
os proposito, e acabaremos nos proprios por ensi-
nar a nossos filhos qne MageUan f.i um Ilustre
circum navegador Jrancez
Morrea em Madrid o tenento general P. Joan
Acosta J. Manos, qae foi ministro da guerra do-
rante a repblica e director geral dos engenheiros
e da guarda civil. Morreu to pobre qae toi pre-
ciso qae a ministerio da guerra Ihe fisesse o enter-
ro.
Franca
O nuncio Rotelli, ao apresentar, no dia 23 de
Jnnho, ao presidente da repblica as snas creden-
ciaes, maoifestou a predileccao do papa pela filha
primognita da Igreja, e o sen paternal affecto
pela nobre e generosa nacao de que elle Rotslli
poude apreciar a ialuencia e os beneficios quando
foi nuncio em Constantinopla.
Expressou o desejo de osanter e consolidar a rada
harmona entre a Franc e o Vaticano para a
verdadeira salva guarda dos seas interesses com-
amos.
O Sr. Grvy agradecen estes bons sentimentos
mtnifestadss e afirmoa o nuncio que pode contar
com a eordeal cooperac > do s a governo para a
manutenerlo das boas retacSes existentes entre a
Franja e o Vatieano.
Na discusBo da lei militar, no parlamento
francs, ha dous pontos que onv n especificar ;
o ser rica obrigatorio e igual para todos, e a du-
raja delle reduzida, a tres anuos ; pantos essen-
ciaes, a favor dos quaes o ministro da guerra te.n
a sua palavra empenhada desde a prim ara ses-
so a que assistio como membro do gabinute, mas
que a direita nao ple, de certo, apoiar. Alguna
oradores j abriram o foga contra essas duas dis-
posiedes.
O servlj) igual para todo vai redusir muitas
iseucoes at aqai concedidas, e principalmente a
dos mancebos que seguem estudos eeclesiasticos
nos seminarios. Os devotos realistas, que teem
lugar na direita do parlamento, nao votaro nunca
em artigo de lei que autorisa o ministro da guerra
a ir bascar os seminaristas s suas santas oceu-
pacoes para oa metter as casernas, onde se faz
pouco uso da agua-beata. N'uma das ultimas ses-
s5es manifestaran) j a sua iudignaco como bons
catbolcas, contra um projecto que tira aos aspi-
rantes a eeclesiasticos o privilegio de nao servi-
rem ao pais.
E, todava, quem n3o sabe pelas vclhas chroni-
cas, que os prelados e superiores de ordens mo-
nsticas usavam por a armadura por cima do ha-
bito talar, oa do burel, e combatiam ao lado dos
mais aguerridos cavalleiros ? !
O Viacoade de Mun, tambem u'uaa grande dis-
curso, alias eloquente, cambateu a relueco do
servico militar a tres annos, reduccala qae o ora-
dor realista attribue a um plano de democratisa-
cSo do exercito.
O projecto do general Baulanger, pelo que res-
peita aos postes, situacao dos offieiaes inferio-
res e redueco do tempo de sarvica tem par fim,
efectivamente, dar ao exercito urna organisajo
mais democrtica.
O Vieconde qne velhi aristcrata nao admitte
exercito seno cam as distinecoes de hierareba
bem definidas, quasi coufuodidas com os antigos
privilegios ganhos, como elle dase, por- aquel es
que durante mutos secules timbravam em derra-
mar o seu sangue pela gloria e grandeza da
Franja.
Parece a maita gente que a lei militar vai can -
correr para a dissoluco do pacto feito entre o
governo e os grupas manarebicos.
O senado trances approvou ltimamente um
projecto p ira que, em caso de separaeo de mu-
Iher e marido, a esposa seja reintegrada nos seus
direitos civs, sem que precise d'ahi para o futuro
recorrer autorioaco do marido, seja para
que acto fr.
Blgica
Um jornal belga publica urna carta de Stanley,
na qual se l :na os seguintes periodos, que bem
mostrara as diffi.'uldades com que os belgas latam
para sustentaren! e seu famosoestado livre do
Congo :
r Ha 25 dias (desde o 1- de Abril) que estou
aqu, e os meus homens teem se caneado em me
Srocurar algurnas bananas, parque tenbo comrago
50 homens e apenas alcancei alimento para 200 !
O estado, as misses inglezas, e os trafican-
tes (os qnaes aqai sao muitos) experimentam e pa-
decem difficuldades aquellas com qae latamos.
Para bem se examinar a carencia de alimen-
tos que aqai ha basta diser-vos que o estado, man-
dando buscar praviaoes a todos os districtos, nao
eoosegue arranjar vveres se nao para nm terco
dos soldados que oeste paiz conserva !
< Os outros dais ter jos v:m-se forjados a ali-
mentsresc-se com o qae alcanjam na caja.
i O mesmo tive que fazer para sustentar o?
meus homens, e, maadanda alguns caja, apenas
conseguiram matar um hyppaptana. E' com elle
que hei de alimentar, por cinco das, 750 h.--
mens *
calla
O governo italiano orieuou qie se activassem
as obras de canstraeja do navo arsenal de Ta-
renta.
a bahia deste porto ser alargada, afim de po-
der abrigar os maiores courajados.
O pirto de Tarento destinado a servir a es-
quadra italiana, como base de operajdds na Me-
diterrneo.
Acha-se gravemente enfermo o Sr. Depre-
da.
No dia 20 effectuaraij-8e em Roma as elei-
coea de 13 conselbeiros municipaes e 6 provinciaes,
cando eleitos todos os candidatos clericaes,
A Italia notificou Franja que nao tomar
parte officialmente na exposijSo de Pariz de 1889.
O Sr. Cavalloti, diputado radical e outros mem-
bros da cmara italiana annunciaram urna in'.er
pellajo ao governo, afim tueste dar explicajoes do
modo como respondeu ao convite do governo fran-
cs para se fazer representar n'squella expo-
sijSo.
A cmara dos deputados approvou a mojo de
ordem apresentada pelo Sr. Salaris, a qual con
cluia assim :
Toma-s nota das declarajoes do governo e
passa se votaja da sua proposta para elevar a
3 lyraa o direito de entrada doacertaes -
Esta proposta foi depois approvada em votajao
nominal por 252 deputados contra 46.
Diz um jornal italiano que o ministro da
guerra vai organisar um corpo de exercito de...
5,000 borneas do infantaria, cavalla ra e artilha-
ria, recrutado, parte no exercito activo e partes
as reservas, afim de ser enviado a frica um for-
te carpo expedicionario, sem haver necessidade
de alterar profundamente a orgaaisajo dos qua-
dros do exercito activo.
Parece, com tffeito, que este projecto seria bre-
vemente posto em exeenjo, porque no principio
do ou tonino o governo quer intentar urna acjo
decisiva contra os abyssinios.
tUatta-S*
Acaba de formarse em Roma ama grande com
misao patriotics, que ter delegajes em toda a
Italia, com o fim de obter assipoaturas para ama
representajo dirigida a Leao XIII, no sentido de
urna approximacao entre o Vaticano e o Qai-
rina''
O papa em quaato manifesta par ama forma
to significativa o seu respeito pela rainha de In-
glaterra, enviando um embaixador extraordina-
rio, o cardeai Slita para o representar as testas
do jubileu, procara igualmente satisfaseros catho-
licus irlandeses. Dois prelados do Vaticano parti-
rn! para Dub'.in, com o fim de camprir certas ios-
truejoes do papa, relativamente questo irlan-
desa.
Inglaterra
A palitica inglesa foi, durante alguns dias, ab-
aorv aa pelas extraordinarias testas do dia 21 de
Junho.
Celebrara-se o jubileu da rainba Victoria, um
anniversario, que tem para a Inglaterra a mais li-
songeira significajio, porque o governo da rsinha
Victoria, como ha dias ponderava indiciosamente
o Sr. Lemoine, do Jornal dos Debates, corresponde
manutenja da liberdade em todos os ngulos do
mondo. .
Eliminassem a Inglaterra da historia poltica
d'este seculo, e ninguem sabe onde iriam parar os
ukases da Russia e o cesarismo allemo, e at on-
de se teria alastrado a demagogia que ameaja os
pavos da raja latina.
O jubilen da rainba Victoria nao foi urna testa
de familia, foi urna feata nacional, ou antes urna
festa universal, porque a ella se associaram os
ebefes das principae* najes e o espirito de todas
as nacionalidades cultas.
A propria natareza parecen associsrse s fes-
tas.
Londres, a cidade dos nevoeiros, vio amannecer
claro e magnifico o dia 21.
Desde s 6 horas da manhil, c povo apiubava-
se as ras para admirar as decorajdes e tomar
lugar as pontos onde bavia de passar o cortejo
real.
O grande templo de Westmnster descerren-se
s 9 horas para dar entrada a quem tivesse bilh. -
te de adinisso.
A rainha, depois do almojo passeou nos jardins
com a princesa Beatriz e mostrava-se muita satis-
feita com a profuao de tdegrammas e felicitajocs
que recebia.
Ao meio dia aa salvas de artilheria annnnca-
vam a ebegada da raii ha ao templo de Westmns-
ter.
O cortejo era de um cff'-ito deslumbrante; so-
bretudo a cavalgada dos principes ingleses e es
trangeiras ladeando o coche da rainha.
Numerosos arcos triumphaes se encontravam no
percurso do cortejo.
O enthusiasma era geral. O povo levaotava a
mais olorosas acclamajoes na passagem da rai
nha.
O arcebispa de Canterbury e o seu clero vie-
ran) receber a rainha e a sua comitiva porta do
templo.
Depois do TeDeum e da benjo do arcebispo os
principas e as princesas desfilaram diante da rai-
nha, que estava na sua cadeira real, e beijaram-
Ihe a mi. A rainha beijou as faces todos os
principes de sangue real.
Foi urna ceremonia deslumbrante e commo-
vente.
O prncipe imperial da Allemanha tambem toi
alvo das maiores acclamajoe, no trajecto do cor-
tejo.
A rainha voltou processionalmente para o seu
palacio de Buckingham.
Nao obstante a enorme agglomerajo de jaovo
nao houve incidente alguna que perturbasse a or-
dem, apesar de ter havido muitas passoas aspby
xiadas pelo apertao, outras accomm -ttidas de inso-
lajes, braja e pernas qnebrad-is, fracturas de al-
guns crneos, resultantes de coices de cavallos,
etc., sendo logo recolbidas as que ainda po-
diam ser socesrridas aos numerosos postos-medicos
e ambulancias que, de prevenjo, se tinbam esta-
belecido de eapaj > a espajo A euriosdade to
feroz como o medo. Ninguem perturbau a ordem.
verdade, mas apesar de cerca de nove mil agen-
tes de polica, espalhados pelas ras e prajaa de
Londres, os encontres, o aperto, as suffocajoes da
massa enormiesima de pavo multiplicaran! e eacce
deram-se fatalmente, sem qae ao lusido cortejo prin
cipesco chegassem mais do qae as acclamajoes
enthusiasticas da multido embevecida por todo
aquelle fausto grandiosissimo.
O povo o mesmo em toda a parte.
A rainba deixou nesse dia o luto pela primaira
vez, depois da morte do principe Alberto.
Uui correspondente rtsime assim as impres-
soes que lhj deixou a festa religiosa em West-
miaster :
Foi imponente. Assistio a rainha Victoria,
principes e familia real ingleza no cruzeiro. So -
beranos e principes estrangeiros na capella mor.
Na igreja tinbam sido dispostos lugares e tribu
as especiaes para as cmaras legislativas, corpo
diplomtico, comitivas estrang' iras, etc. Esta-
vam ao todo 10,000 pnssoas. A orchestra tinha
um corpa choral de 300 exeeatantes. Celebrou o
arcebispo de Canterbury e o deo de West-
minstar.
Cinco cortejos, com os respectivos esqaadroe
de cavallaria, successivamente cbegaram a West-
minstrr. No primeiro, os chefes e deputaco-s in-
dias ; no segundo, duques e principes ; na tercei-
ro, a raioh de Hawai e os principes do JapSo,
Sia e Persia ; no quarto, soberanes e principes
estrangeiros europeus ; no quinto, a rainha Vi
ctoria e a sua real comitiva. O serv jo religioso da-
roa 1 hora. As roas faustosamente ornamentadas.
Multido enorme. Muitas acclamajoes rainha.
A' noite recepjao em Buckingham-pataca. Oa
chefes das misses diplomticas e comitivas es-
trangeiras foram presentados rainha Vic-
toria.
Illuminajoes em todas as roas.
No dia 22, grande festival infantil em Hyie-
Park, onde f ji a rainha Victoria de passagem
para VVindsor. Era imponente o desfilar de....
30,000 creanjas das escolas de Londres. A' noi-
te, recepjao na ministerio dos estrangeiros, onde
toram os principes inglezes, soberanos e principes
estrangeiros. C ocurrencia enorme.
No dia 23, revista militar de 15,000 homens err
Aldersbot e manobras de divisa. Assistiram os
principes ingleses, os soberanos e principes es -
trangeiros, respectivos ajudantes e offi:iaes s or-
dens Cbegaram s 10 horas da manb estajo
prxima, a 7 kilmetros. Aldershot, percorrendo
a cavallo esta distancia. Chegalos ao campo,
onde estava formida a divisao e pausada a re
vista, desfilaram as tropas em continencia.
A infantera duas vezes, por batalboes e por
brigadas ; cavallaria e artdharia a cavallo e a de
campanha a passo, trote e galope. Seguram-se
manobras da diviso activa contra outra de mi-
licias que oceupara a posjo defensiva, desen-
volvendo ataques em todas as differentes phases.
Fndas as manabras hauve lunch rea em Al-
dershot. Os principes reaes de Portugal e mais
alguna outros principes estrangeiros e respectivas
comitivas, fjram jantar ao soberbo castello de
Windsor, a convite da rainha Victoria, que alli
fica esidindo.
Foram brilhantissimas as illuminajo '.a em
Londres na noite de 22. Eis como as descreve
um telegramma para o Inaparci.il > de Madrid :
i As illuminajoes desta noite constituiram o
espectculo mais bello e mais sorprendente qu< se
tem visto em Landres. Nao hava urna casa, por
pobre que fosse, que nao estivesse Iluminada.
A's 8 horas da noite a polica fes ioterromper o
transito de carroagem em toda a City e na graade
arteria qae vai de Oxford-Street at a City. A
essa hora estavam j accesas as illuminajoes e a
multido era de tal torma compacta as ras, que
s muito lentamente se poda caminhar.
Todos os grandes edificios, es bancos, monu-
mentos pblicos, clubs, companhias de segaros,
botis, estajoas de caminho* de ferro e grandes
casas de commercio ostentavam illuminajoes to
brilhantes e de to grande valor que nenbuma po-
derla ter castado menos de duas mil libras.
Vista das partes altas das mmediajoes da ci-
dade, Londres pareca ama fogueira enorme, cujos
resplendores cobnam o co.
Das embalsadas, tinbam illuminajoes notaveis
aa da Turqua, Franja e Cbiaa.
As illumiuHves qne mais chamar&m a attenjo
foram as do Banco de lohlaterra, a da Cmara
Municipal, a do Kaiser-Hotel e a do edificio onde
est installada ama companhia de segaros inglesa.
A's 2 horas da msnh era ainda enorme a mul-
tido que enchia as ras.
O numero de accidentes foi, relativamente, pe-
queo.
Emquanto Londres se illuminava, o campo offe-
recia um espectculo nao menos curioso e pitto-
resco.
A'* 10 horas da noite sabrsm so ar, as alturas
do Great Malvern, grandes girndola de fogue
tes, que serviram de aignal para que em todas as
coliinas e pontos culminantes da Gr-Bretanha se
accendessem fogueiras enormes, em signa! de re
gos'jo. Meia hora depois, os pontos altos dos ar-
redores de Londres appareciaui coroados de fogo,
emquanto outro tanto mecedia em toda a Ingla-
terra.
Notou-se bastante em Londres qae em nenhama
das festas do jubilen comparecessem nem o lord
mayor de Dublio, nem qualqaer das corporajoes
irlandeses que tinbam sido convidados.
Oa Irlandeses quizeram assim protestar contra a
promulgaco do bul coercivo, a qaal coincida
quasi cora as festas do jubileu da soberaos.
Allemanha
Um decreto imperial de 23 de Junho autorisa o
emprestimo de duzentos'e trinta e oito milhes de
marcos para abrir as d^spezas da accessao do
Bremen e Hamburgo Uuio aduaneira, da con-
struejio do canal do Bltico ao mar Negro, e da
administrajo da gnerra e da marinha.
O principe de Bism-irck continua sera melbe-
rar dos seus encommodos, em consequencia do qne
Ihe foi ordenado pelos mdicos qae nlo trabalhe, se
quizer recobiar a saude.
Um despacho de Friedrichsruhe, diz que a via-
gem do grande chanceller se t-ff -ctuar com gran-
des difficuldades. O principe de Bismarck soffreu
muito durante a vagem, sendo preciso amparal-o
quando se quera levantar.
Durante o tempo que eetver ausente de Berlim,
o chanceller nao m ocenpar de negocio algum ;
seu filho, n conde Herbet de Bismarck, fica encar-
regado de gerir todos os negocios do chanceller.
O ehanceller demorar ae-ha em Friedrichsruhe
at que o seu estado de saude Ihe permita fazer
vagem para Kipingen, Baviera.
No Daily News de 17, veio publicada ama
correspondencia de Berm, na qual se affirma ter
sido presa em Breslau um estudante acensado da
ter tomado parte n'uma conspiraja contra a vida
do imperador Guilherme.
Como o imperador se vai achanda melhor de
saucl: e a sna va em a Enus negocio decidido,
a imperatriz Augusta parti de Badn Badn para
Coblentz.
C imperador tem j dormido bem e no dia 23
deu um passeio de carruagem.
A doenja do imperador da Allemanha e a sna
avanjada idade esto dando lagar a interessantes
eonjecturas,
Nao obstante as noticias optimistas dos crculos
polticos e ds corte de Berlim, evidente que a
Allemanha e a Europa revelam natural anciedade
ao pensarem no ciminha que seguir a palitica
allema, fallecido que seja o imperador Guilherme
Neahuma najo e nenhum ch-fe de estado alna
com iudiffcrenja para os resaltados, mais ou mo-
nos prximos, da morte do soberano.
Esta anciedade expliea-se nao s pela alta im-
portancia do papel que elle reproseatou na arena
poltica deste seculo, pela enorme influencia que
exerceu e exerce, mas tambem, e sobretud pe-
las incertezas que dominara a hora presente qne
talvez urna das mais indecisas e das mais som-
bras da historia.
Neate sentido, o imperador tem sido, na Europa,
e perante as paix s desencadeadas e contrarias,
um elemento moderador e conciliador.
A Allemanha que hoje a primeira potencia
militar da Europa, engrandecen-se com a guerra,
exactamente por amor da paz. Por isso, mutos
receiam que, faltando imperador, o imperio seja
arrastado pelo seu successor, ou pelos seas conse-
lbeiros, a novi.s guerras e aventuras, que fajam
retrogradar a civilisajo sem proveito de nin
gaem.
Entretanto, nm correspondente de Berlim, refe-
rindo-ae a esses recejos e preoccopajes, declara
que os nao compartlha. E d as rszes seguin-
tes :
Por morte da imperador a cori passar aa
rincipe imperial, que extremamente affeijoado
s lettras e s artes, desadorando profundamente
os trabalhos da guerra.
Admittiodo, par n, que s*o fundados os boatos
acerca da doenja do principe imperial e dada a
possibilidade de que o nnico herdeiro do impsrador
na sobreviva a eu pal, quem reinar o filho
mais velha do principe imperial.
Ora, o neto do imperador, o principe Guilher-
me, am mojo de 28 mus qae conhece e aprecia
os melbores vinhas do mando ; qae adora sua
mulher e quantas mulheres bonitas ba no imperio ;
que nao tem principios, nem f, nem Deus, par-
que... amigo ia:imo de Bismarck.
Nao r.os nada provavel qne o principe deixe
o culto de Venas pelo culto de Bellona, pondera o
alludido correspondente ; e, pelo meaos, emquanto
for vivo Bismarck, nao pader fazer muitas toli-
CCS.
Este discretear folgazo do correspondente ber-
lins nao desveneee comtulo as graves appreben-
:5"s que suscita a falta, provavelmente prxima
do imperador Guilherme.
As ditfieui iades. porm, que seguiran este acon-
tecimento scra porventura araenas ds interesse
interior, e nao se r fl 'etiro, segundo se er, nos
negocios internacionaes.
No da 18 tai encerrado o parlamento fede-
ral.
O Sr. de Bjetticber, miniat.-o de Estado, dase
que o imperador o encarregara especialmente de
manifestar ao reichstag o reeonbe 'imento que Ihe
deve pelas suas resolujes dando ao exercito e
fazenda do imperio a forja e a solidez, que sao
garanta da manutenjao da paz.
Accrescentoa que o parlamento fed.-ral justifi-
cou assim a confianja do p vo allemo.
A Gazeta da Allemanha do Norte fallando do
eneerramento dos trabalhos parlamentares, dis
que a obra do novo reicbstig deu para a manu-
tengo da paz garantas, cujos rebultados satisfac-
torios e fazem j sentir de todos os lados.
O parlamento allemo adoptou em terceira
leitura, 03 projectos de lei conceruentes a nomea-
ja dos maires e adjunctos na Alsacia Lorena, e
approvou tambem algnmas modificajes as eis,
que actualmente regem aquella provincias.
Oa allemes redobram de perseguijes con-
tra os alsacianos e esse proceder to violento e
iniquo, que os jornaes russos e at mesmo algnmas
folbas austracas verberara com severidad^ o pro-
cedimento do g.verno allemo, procedimento im-
poltico e desgrajado, que s consegu augmentar
o odio daqaelles de quem devia procurar adquirir
as sympatbias.
'.ssim, o Nouveau Temps, importante folha de
S. Petersburgo, consagra um dus seas ultians ar-
tigos apreciajao do nudo como o gaverno alle-
mo tem procedido para com os habitantes da Al-
sacia Lorena, pois que, diz o referido jornal, mes-
mo por terem lido annexados, que deviam mere-
cer as maiores attences e cuidados mas nunca
perseguieoei injustas e acintosas, como aquellas
de que teem sido victimas.
Os allemes, procedendo assim, contina o m&s-
mo jornal, podem, certo, reprimir a msnifosta-
j -8 externas de sympathia pela Franja, mas, e
isso o mais importante, no fondo reolisam
exactamente o contrario do qne deviam degfjar,
morque qaanto mais violento forern, mai o ha-
bitantes da Alsacia Lorena os odaro, e mais
energiesmente se pode trabalhar para que a Fran-
ja readquira agellas provincias.
E o mesmo jornal, comparando a sitaajo da
Alsacia Lorena am 1870 com a poca actual tas
notar qae o dominio allemo s tem conseguido
empobrecer aquellas provincias, as quaes em de-
zesete annos teem perdido, maitissimo da sua im-
portancia agrcola e industrial.
E isto expliea-se fcilmente, porque maitos in-
dividuos habis e habilitados muitos brajoa robus-
tos, muita inteligencias prestantes abandonara
diariamente a Aisacia, porque nao podem nem que-
rem supportar o jugo omi< oso doa allemes.
Terminou em Leips g o julgauento dos indi-
viduos acensados de per;encerem Liga dos Pa-
triotas e de terem conspirado contro a integrida-
de do imperio allemo.
Oc eos Bleck e Schiffmaker ,foram coodemna-
doa a dous annos de priso em urna fortaiesa ;
Trappe a um anno e msio de priso ; Kieclia s
m; Jordn, Reybel, Frenad e Humbert toram
absol vidas.
O partido socialista allemo aeaba de publi-
car o seguinte manifest, que, apesar das diligen-
cias da polica, canseguio destribur profusamente
em todas as cidades do imperio.
^
fTtiiiO


.^.~
*
Diario de fernambncoDomingo 10 de Julho de 1887
Companheiros." 86 os estados despticos
aneacam perturbar a pai, lanzando o povo em
guerras e aventura..
A Rutel asa estado desptico mas o nihilis-
mo e um cancro tcrrivel, que Ihe dilacera as en
tranhas u a impede da procuiar aventuras no ex-
terior.
Emanante a Franca foi goveruada por des-
postas, ella era um perigo para a Allemanha.
Mas agora a Franca ums reraanliatye aquel -
les que boje a insultas, procuxande fsssssnt'-1-
como provocadora e eeatil,. *lDa* f6r"L "4U
lembrasaem das aggsMsies ssjBSta qne
sido fitas.
O manifest prosega neste termos desame e a -
rando completamente o jog m Bismarck^asanBe
i aa
em
ital-a
10 8*
tee
par

lhando ao povo que a alo desee illudir
palavras do chancellar, e qsa> kmge de
guerras, busque ante 80i>8e [ unia
melhor resistir ao espitase aoe dspota.
Ametra Muirla
Realisaram-se agora na Hungra as eleicoes
deputados. Os resultados conhecidos davam, __
gundo as ultimas noticias, 224 liberaes, 33 mem
bros da opposico moderada, 59 independentes, 9
antisemistas e 15 sem poltica definida.
t;nw no etreolos maia autorisado Vien
na qne a Austria Hungra ha de oppor-se por todos
oa meias A abdicaco do. rei da Servia, para evitar
a segeaci da rainha Natalia, cujas sympathias
saa notoria. _
E'- reoonhacida a dificultosa situicao da Servia
en consequencia da sua hoatilidade Austria.
Nao se acredita muito em que o re Miln ten-
ciona abdicar.
Snecla
Hbuwe agora crise miaisterial na Suecia.
parlamento nao quis votar o crdito de 150,000
coias para as ebraa da defesa do pais, e o minia
tro. da guerra apreaentou immediatameote a sua
demias io
Roseta
Circulou, ha dias, em tola a Europa, o boato de
ama prxima entrevista dos tres imperadores.
Ua correspondente, porm, de S. Petersburgo
itrbra. poder afirmar que tal entrevista nao se reali
ara, por que no m>manto actual seria tal vez a ex-
citacao a espirito poltico europeu, visivelmente
tranquillo n'esta hora.
Ao mesmo tempo, a probabilidade da entrevista
desappirece tambem desde que se annuncia que a
familia imperial ruasa vai faser urna excursao pelo
gTio-iucado da Flandia e depeis urna viagem
Dinamarca. .
A colonisaco russa vai progr^dindo extraor-
dinariamente na Asia central. S no anno findo,
na. regio das steppes, fundaram-se 83 povoacoe.
Como o Afornino; Post disse ltimamente que
a Russia se desinteressaria da questao da Egypto
lera Inglaterra aceitosse a candidatura do prin-
cipe de Mingrelia para o throno da Bulgaria, o
A'erd de 25. declarou categricamente nao haver
nenauma counexo eutre s duas questoes : aceita-
cao ingleza do principe de Mingrelia, em nada mo-
dificara a attitude da Rossiaa respeito do hgyp
to; a Russia. faz poltica e nao trafico.
O Nord declara mais que a ratificaco do con-
venio anglc-turco invalidara todos os tratados que
gaiaatem a integndade do imperio ottomano, e
abrira urna era de complicacoes orientaes.
O Nord, como sabido, orga do governo russo
e publica-se em Broxellas.
E-ypto
O marques de Salisbury tel"graphou para Una-
tantioopia ao agente da convenci anglo-turca,
Henry Drummond, reeommendando-lhe que em
pre asse todas as diligencias para que a convenca
fosse ratificada at 20 de Juuho. A oto continuo,
Drummond tratou de evitar qualquer conferencia
com o sulto, e recusando-se a apparecer-lhe,
quaaao o mandava convidar, sob qualquer pre-
texto. Seguidamente fez-lhe constar que, se nao
ratificaase a conveneo, elle pedira o seu pasea
'^Entretanto, a Allemanha, a Austria e a Italia
teem contribuido quauto poder para essa ratih-
cacao. Ao mesmo tempo a Russia o a Franca,
ccntmuam a oppor-se, e o sallo recea muito a
Russia. Nos centros religiosos musulmanos, prin-
cipalmente entre os rabes, a opposico tambem
vigorosa. Anda, ha das, as conferencias reli-
giosas do Ramadan. um chcik. geralmente consi-
derado, pronunciou uVsse sentido um energxo ais-
curso, em que riesenvolveu a mxima, de que o
Alcoro se oppoe alieoaco des paizes musulma-
nos em favor de infieis, que como os musulmanos
denominam os ehristos.
Cr-se que este discurso impressionou muito o
sjala.
rlenle
Deu-se agora na Servia urna transfi-rmacao mi-
nisterial, que sobre maneira interessa poltica
europea.
A Russia readquirio o seu prestigio n aquella
naeo em detrimento da Austria e a monarchia
daServia, que ebegeu a periclitar uo ministerio
Garacbanine, pede diser-Ee salva com a eleVBcao
de Bistiteh aos conselhcs da cor.
Historiemos.
Durante s ministerio Garaehanine, a influencia
russa tinha decrescido extraordinariamente na
na Servia, ao passo que o partido slav* philo, acau-
dilbado pelo antigo ministro e notabilsimo esta-
dista Ristiteh, recrutava novos adeptos e lancava
raizes profundas em todo o paiz.
Arrastado por estas duas cerrentes oppcstas o
re Miln besitava, Btm se determinar a seguir
um psrtiiio.
Por um lado nao Ihe ccnvinha esquecer os be-
neficies que bavia rrcebido da Russia e por entro,
nao poda resistir s promessas que Ihe fazia a
Austria. Por isso, procurava cr.ntemponsar, vol-
tando-se, era paia S. Petersborgo, ora para Vien-
na, e sentia-se heonjeado por lh^ disputarem as
boas gracas duas grandes potencias.
De rep.-nte, a Aubtria consegnic dominal-o cem
pletamente : e, desde esse momento, nada se fa
iia r.a Servia, srm approvacao previa do gabinete
austraco.
O ministro Garaehanine comprazia-se em it
pedir ao gabinete de Vienn e mot d'ordre da po-
ltica do seu gabinete. ......
Esta excessiva submissao vontade da Austria
na tardn em iradispor e indignar a populado da
Servia, profundamente dedicada a Russia.
A revolta manifestou-se, e o goveino mandou
prender os ebefes ao movimento.
Desde entao, Garaehanine torn e odiado ; mas, sustentado pela proteceo rea!,
conservava-seno poder, a deepeito das manifes-
tscois da maicria da nscSo, e corseguio anda ti-
rar da urna um pai lamento submieso, que o accm-
panbava i m todos os sentidos.
A sna estada no peder prolongar-se-na anda
mais, se nao rebentaese a desastrada guerra entre
Servia e a Bulgaria. .
Todos sfcbem que foi a Austria quem inspiron
sssa guerra fratrecida, prometterdo Servia urna
ifficaz intirve ca, se necessaria fosse.
DepoiB d.sso, Viecna r.flecto, e o exercito da
Servia cabio desastraasmente sob sb armas da
Bulgaria. ,
Desde entao, o minterio Garaehanine estava
eondemnsdo sem app O re Miln cemprehendeu emfim qne era pre-
ciso ceder, e fel-o, pondo 4 frente do gabinete o
botnem mais notavel d'aquella nscao, Kistiteb,
ebefe do pai tido slavophilo.
Ristitcb ja foi ministro por tres veres, as po-
cas mais difficeis porque tim passado a Servia ; e
a sua ele\acao ao podrr, na ccnjurieturB actual
representa nma direc-cio ntva na poltica nacional;
o resta bel ecimenfo da iifiuencia rntsa na Servia
e talvez a sa vafo da coia.
Os correfponskntes estraDgeiros, assignalando
uansformacao que te operen assim na Servia
em favor da hnssia, pondersm, com todo funda
ment, qne isso um claro pietsgio di prxima
.oluco da questo da Bnlgana no sentido na-
^1 O re Miln, da Servia, pretfnde novsmente
divorciarte de fus nulher, a rainba Natalia. O
presidente do etnsebo de ministros cpj.6.-se, po-
rm, por considerar a ra.nba o uuico tustentacnlo
da pepulardade da oynastia. seegnia-se que o
rei sr julga inverenado, e que ba indicios de elle
Btffrerde slienaca. mental.
No da 24 de Juuho o re Miln partira para
Vienn d'Austiia.
U correspondente do Times ip Vienna ern-
sidera verosimeis es bcaUs de abdicacao do rei da
Os iornaes rsdicaes de Belgrado pedem para
aue seis proc essado o antigo ministerio, qni teja
deparado o ptssesl da acn-mistracao c que os es-
irangeiro sejam excluidos do setvico dos cami
nhos de ferro.
Jnlga-se que a Grande hkeopstchina apresPn-
tar om irejecto para revtio da ccostitoicio.
Cetria nltim*m elretra para foberno Ca Bulgaria o principe de
Baxe-Coburgo-Gotha. OSr.Stoilsf, qne ji re
gressou a Sofi, sustenta qne o principo aceitar
cor#a, mesmo stm assentiaento da Russis.
FatadoN I aislo
Na igreja cathelica dos santos Innocentes de
Nova- Yor foi celebrada no dia 21 de Junho urna
m issa de rquiem pelas almas dos qne teem pere-
c do nrartytes durante o reinado da rs
toria.
A questao mxima a Ameno do Norte e
actualmente a eleico presidencial dos Estados-
Unidos.
A eleicao do futur presidente da grande rep-
blica, teso de realisar-test prximo Norembro.
Sasertosa psjsssipaes^aatidatofc
ano est dividd em dous seu
Oe pssrtids rep
grussss: uavHO'
puteas elei?* 1884, qoe perdan apeo
a o caaidato Blin, que dis
isa, parque essa regiao das mais
lis* asBKveta*, < piar aso masmo qne possue condi-
nss ea para ser csasassasa, e porque ao sul d'Afri-
lllaine ves agosm taxer oss viagem Franca,
gupaaado-se t e interesa da Mustio est li
ga,0B intfi tus asiB 0>8r. Sbeiman, esse pabftecm forr-B mam-
festo violento, em que recorre aos velhos furores
da guerra civil de 1861, e em que declara que os
Estados do sul sao inimiges dos Estados do Nor-
te, accrescentando que mister a formacio de
um governo como o que houve nos Estadoe-Uni-
du ate 18*5, mb que o actual preaidaate se ius-
t .llou na Cas Branca.
Este extraordinario manifest, laucando a di
tso no partido republicano, fas rejubilar os de-
mcratas que na prxima eleicio hio de lucrar
porventura com a divisio dos teus adversarios.
Entretanto, o actual presidente, Cleveland, dei-
xa corier os factos, e, segundo a pttoresca ex
preaso de um correspondente americano, deixou
agora o aeu palacio da Casa Branca, para ir com
sua joven esposa pescar trufas as ribeiras de
Adivondack.
EXTERIOR
CorrespoleueIa do Diarlo de
l'crnambuoo
PORTUGAL Lisboa, 28 de Junho de
1887
Reuni se ha pancos dias o conselho de estado
poltico, o qual approvou sob a presidencia de el-
nsi a proeogacao das cortes at 15 de Julho pr-
ximo.
Parece que anda haver maia ama ou duas pr--
rogacoat.
Ji eutrou em discussao chamad, le de meios
isto a autorisaco para o governo cobrar as re-
ceitas|publicas e despendel-as nos termos legaes, o
que fez crer imprensa d* opposico que o orea-
ment geral do Estado nao seria discutido, procu-
rando o governo aquelle expediente para fagir a
essa discussao.
Com a prorogacao que se resolveu ltimamente
e com as mais prorogacoes em pertpeetiva, nao
de presumir que talte o tempo para, discutir o or-
camento as duas cmaras.
Consten em Lisboa que Sus Magestade e
imperador do Brasil j sabio do Rio de Janeiro
vnolo a Portugal para fazer uso das aguas do Ge-
rez.
Oxal que Ibe seja eficaz este trstamento.
A familia real portuguesa tenciona ir para
Cintra nos primeiros d>as de Julho, donde, na tem-
porada dos banhos ir para Cascaes.
A 20 do mea prximo ser celeb-ado o con-
sorcio d Sra. marquis deFayal, Riba nica dos
Srs. duques de Palmella, com o Sr. Luis Borges
de Medeires, filho dos Srs. condes da Praia e
Monforte.
Esta sotemuidade realisar-se-ha na capella do
palacio dos Srs. condes no largo do Rato.
E' celebrante sua eminencia o cardeal patriar-
cha.
A allianca auspiciosa de que se trata reunir de
futuro n'uma s casa as duas maiores fortunas
deste paiz.
A 19 do corrente foi aberta, sem sessao so-
lemne, a exposico industrial do Porto-
Tanto a nave central como os annexca esto to-
dos oceupados con artigos e productos bem dis-
psstos em vitrina e pavilhoes apparatosos.
Qussi todos os productos da industria esto bem
representados, especialmente machinas agrcolas,
fundices, leuca, lassamanerias, calcado, papis
pintados, eurivesana, saboana, movis, etc.
llou ve bastante concurrencia de visitantes.
O encerramento da exposico dev no da 21 de Agosto.
Parte no da 6 de Julho para Llanda o Sr.
Augusto Cesar de Oliveira, arrojado sportman da
nossa sociedade elegante.
Este cavalheiro, apoz alguma demora em Loan-
da, tenciona dirigii-se ao interior, e faser, talvez,
travessia da frica.
Desprotegido completamente dos poderes pbli-
cos, nao rendo sequer o auxilio da Sociedade de
Geograpbia, espera, comtudo, poder levar a cabo a
sua aventurosa empresa.
Barracas de campanh, armamentos dos melho-
res, aerstatos, machinas photographicas, de tudo
vai prevenido o audaz viajante.
Chegou a 25 do corrente s Caldas da Pai-
nha o primeiro comboyo.
Houve grandes festejos c iiluminscoes na villa.
Entre outras manifeBtacoes, publicou-se um nu-
mero nico do Progresso das Caldas com o croquis
da locomotiva ao chegar a estacao e parte Ilitera-
ria saudando o novo emprehendimento.
Para Torres Yedras j est o caminbo de ferro
aberto ba muitos dias ;circulac5o publica.
A concurrencia a Cintra, pelo caminbo de ferro
te-m sido muito consder&vel, sobretndo nos domin-
gos e as vesperas dt dias santificados.
A eompanhia real dos caminhos de ferro
portuguezes foi, ltimamente, autonsada a cons-
truir com duas vas o ramal de Santa Apolinaria
a Bemfiea, ligando corr. a linha de leste no senti-
do ascendente as'immediaces do Poco do Bispo
ou Oiivaes, e com a linha de Lisboa a Cintra e
Torres Vedras e ramal da Marceana as proximi-
dades do seu entrone-amento nesta linha.
Tambem Ihe foi prongado o praso marcado na
clausula 11 do alvarde 7 d Julho de 1886.
Cbegou ha poneos dias a Lisboa no vapor
Bri'onnia do linba do Pacifico o Sr. Pedro Ro-
drigues de Mello, inventor de um novo hlice para
os barcos a vapor, que lhes d o dobro da veloci-
de. al agora obtida com o hlice ordinario.
O Sr. Rjdrigues de Mello fez experiencias do
seu invento em Paris com xito completo, segnndo
contam os principaes jornaes franceses. Depoib
tsteve em Londres assistindo construccao dos
modelos com qne vai fazer as pxperienc-ias defini-
tivas no BraBil, sen paiz natal, para onde parte
dentro de poucos dias.
Corre n s circuios polticos de Lisboa, que,
nada mci.os de 12 deputados regeneradores acom-
panbam na sua evoluco o Sr. Barjona de Freitas.
Sao elks. segundo se affirma, os Srs Guilherme
da Abren, Marcal Pacheco, Augusto Foschini,
-outo Rodrigues, Pereira dos Santos, Wenceslao
de Lima, Estevao dt Oiiveira, Jos Mara dos San-
tos, Ferreira Freir, Matheus Teixeira de Arevedo
e Jco de tScuia Machado.
A est s consta que ir juntar-se o b'r. Henrique
de Sam'Anns, que deve lomsr assento em cortes
dentro em poneos dias como deputado pela Madei-
,8, e que igualmente affecto ao Sr. Barjona.
O novo partido, que se denomina liberal, como
Ibes refera na micha de 23. o resoltado da scisao
do partido regeneador. V se, pois, que ao Sr.
Antonio de Serpa, eleto chefe do partido por sete
votos apenas, dos magnates regeneradoras da ve-
Iha guarda, v3o ceriendomal as coosas. A fraeco
disiidente presidida p'lo Sf. Boijcna de Freitas j
tem casa, na prsca do Loreto, onde far as suas
reuuioee.
As picoinhas dos joniaes progretsistes ao des-
smpsro do Sr. Serpa, anda cao cesearam. A ver-
d"de que a corrente da opinio parece favorecer
o Sr. Barjona. Dos pioprios sdversarlos, eviden-
te o auxilio, porquanto e s periedicet progressistas
e es republicanos estao,pirassmflser,fasendo-lhe
rdame a todo o memento, aggravando intencio
nalmente a sitnavao do ten infeliz competidor, o
Sr. Antonio de Serpa.
Foi publicada na folha tfficial a carta de lei,
saocciinando o decreto das ertee geraes, que rec-
tifica a avaliscao das reeeitas do Estado no txer-
cicio de 18861887, efixando as espetas no mes-
mo exereieio.
Tambem o Diario do Governo publica a carta
de le qne antoras o governo a auxiliar a Cmara
Municipal do P- rio com um subsidio para juro e
smortisscao do emprtstimoqne contrabir, destina
do constrnecao de nma grande avena em voita
da cidade.
Foi votada na Cmara dos Deputados a con-
venci celebrada coro Allemanha acerca da de-
lia.itaco das nossas pottetsois ns frica nn-ri*
dional.
Ha niuita gente que reputa est conveaco uso
evidente attentado contra os direitos e interesses
da nscao portogueza. Eis os tntivos em que se
fundan :
O lisaite at gor estabelecido para termo da
nossa provincia de Angola ao sal era o parallelo
18, 24', de latitude meridional. Chegava a Cabo
Fro e foi isto reconbecido pela propria Allema-
nha, quando em um nota diplomtica, ella com-
municou s potencias qne tinha tomado posse dos
territorios, que juleou desoecupados, e que, com-
prehendendo Angra Pequea, sao limitados ao nor-
te pelo parallelo de Cabo Fri ao sul pelo rio
Orange.
E' claro que, se a Allemanha nao reconhecesse
oa nossos direitos entre o rio Cavene e o parallelo
Cabo Fra, oseaparia desde logo, tudo isso. Er
por i ,200 vettss ; o utrOi apoi.e aensslor Sher-' cs^^ue as nifH luaasas melhor te fixam e ad.p-
mas. ,al5L .^.
Paadad wm noaan isssntestveis direitos-d
dessssaast.s o IttDrasW M^aasa d S qa mw
geofwaho aatavere m eaasdisa-* nj* mmmmtm
todas nos devemos homenagem, marcou as suas
cartas o parallelo 18*, 24 como limite da nossa
provincia de Angola. E cesto que, em outra carta
anterior vinha designado como limite o parallelo
18", designando-se por um erro, que nesse ponto
matbematico estava o Cabo Fri, qu: em totea os
lempos foi considerado como limite ns costa da re-
gio da nossa soberana.
Este erro em nada affectou, porn, o noss do-
minio, por isso mesmo qua te designa?* o noms do
lugar onde terminava o districta de Mossatnedes.
E tanto astim qne ot mais importantes ins-
titntos geographicos da Allemanha reconheoeram
as suas cartas de frica que ffectvamante nin-
guem poda contestar os nossos direitos de posse
at ao ponto da carta que realreente corresponde
ao parallelo 18", 24'.
Mas o governo portugus, que principion as ne-
gociagoes com o gabinete de Berlim em bases ra-
sos veis ceden ante as seclamaco.;s do governo al-
lemao, e, sem compensacao alguma, acceitou os
limites por este prapostos e que forans truduzldos
nos artigos l' e Ir* da convenci, que disem assim;
Artigo 1
A trontera entre as poBsessea portuguesas e
allema no sudoeste de frica seguir pelo curso
do rio Cunene, desde a sua embocadura at as ca
taratas que aquelle rio forma no Sul do Humbe,
ao atravesaar a serra Cann. ^^
Deste ponto em diante seguir o parallelo
at ao rio Cubango, d'ahi o curso deste rio at o
lugar de Andar, que ficar na espacra dos inte-
resses allemSes, e deste logar seguir a frooteira
em linha recta na direceo de leste at os rpidos
de Calima no Zambese.
Artigo 2
A frentera que a sudueste de frica tica se-
parando as possessoes portuguesas das alenlas,
seguir o curto de ra Rovuna, detde a sua fs at
a confluencia do rio M'sinje, e d'ahi para o oeste
o parallelo margem do lago Nyassa.
Ao que nos tinhamos incontestavel dir ito, era
a que a nossa provincia de Angola ficasse limte-
la ao sul por urna linha que, parlando do Cabo
Fro, fosse direita a Schomahahi, e que segaindo
pelo cordao orograpbco do lado do nascente fosse
a Otymorango continuando para a margem septen
trional do Etocha e rioOvanpo at s lagoas An
san do Bery Dancara.
A partir deste ponto, a liaba de separaca de-
vera seguir o rio Orr>aramba at cortar o pararel-
lelo 18o, dirigiudo-se liepois a Ma-Iui e pela mar-
gena norte de Tlhobe, prosegundo at a coDien-
cia do Zimbeze.
Isto deveria ser o mnimo das nossas reclamacoes
e nunca a Allemanha, ou qualquer outra naco as
dasattenderia se o governo de Portugal tivesse sa-
bido manter-se firme na defesa dos nossos direitos
Iradicionaes.
Mas o caminho seguido pelo governo foidiver-
so, e logo depois de se fazer echo da nossa justica
ceda milhares de hectrea quadrados de terreno,
qne a Allmanha cubicava, porque para ella sao
da maior utilidade, como o podiam ser para nos,
*e os governos da metropole pensassem a serio no
problema da nossa administrado colonial.
O governo nos primeiros instantes anda te ve
receio de qne a opinio publica se insurgisse con-
tra esto trstado leonino, qne se aproveitou a Al-
emanha ; mas d'ahi poueo cedia tndo, incluindo a
importante posico de Andar, que anda assim
Sea enersvada nos nossos dominios.
A mprensa republicana censura que os Srs.
Barros Gomes (ministro dos estraugeiroB) e Anto-
nio Ennet (relator do projectoda lei) fossem para
a cmara sustentar que nenhum diieito nos assis-
tia a dominar alm do limite agora estabelecido,
o que nao exacto, por quinto at o governo con-
tra isto protesten quando as negociaces se enta-
bolaram.
A verdade que a Allemanha nao nos d abso-
lutamente nada em troca dos vast8Smo8 territo-
rios que Ihe cedemos e que ella tinha reeonhecido
.orno nossot !
A discussao foi breve, pois que o governo reco-
nhecia o falto terreno em que re encentrava sen
do os debates sbafados pressa tendo ficado va-
rios dpntados da opposico privados de fallar so
lire o assumpto.
As maioriss eutre nos dominam como cm toda a
parte, mas fatem o que o governo quer que ellas
fneam, por que o governo que as faz eleger.
Nao snecede o mesmo na Franca actual, mait
aqu, s nao passa as cmaras o que o governo
nao quer que passe.
Ai nda assim neste debato o Sr. Serpa Pinto
mostrou a sua muita competencia as questoes
ultramarinas e combateu os oradores do governo
:om bons argumentos.
Trabalho baldado.
0 Sr. infante D. Augusto, irmo de sua Ma-
gestade El-Re, parte no dia 1 de Julbo para
Mondaria (Galliza) para fazer uso das aguas ther-
inaes daquella localidade.
Foi nomeado vice-eonsul de Portugnl em Pelo-
tas o Sr. Joaquim Teixeira da Costa Leite.
Vai dissolver-se a Associacao do Jornalismo de
Lisboa.
Hontem heuve urna reuniio parase tratar da
venda dos movis, livros etc. e para deliberar
acerca do destino que devetn ter os objectos offe-
recdts associacao. |
A associaS dos jornalistas do Porto, sustenta-
re, apezar de lutar com diffi.'uldades.
Vai temando incremento a ssociaco ltima-
mente iniciada para proteger o promover o ensino
los cegos.
Est se procedendo setivamente elaboroco
dos estatutos.
Sua Alteza o prncipe real D. Carlos foi investi-
do por Sua Magestads a rainha Victoria no capi-
tulo especial da ordem do Banha que_ acaba de
reunir em Londres, por occasio do jubilen, no
grao de commendador da mesma ordem (orden of
Bath).
Ettrve em Lisboa apenas 24 horas e parti logo
para L>ndres c opulento banqueiro ingles Fre-
ler i cu Yonle.
L.
mas prximamente ser rpido o seu desenvolv-
meato.
A maior preoccupaco do presente, iaaugura-
co do novo abaatecimento d'agua, inicio da nova
empresa, dentro de pouco ter lugar.
Esse facto por certo que ys4 regosijar e que
o prenuncio da nova vida social, reclama bastante
wssa attencao para que nao surjan tropeos ua
organisaco do aovo service, e para se desenvol-
ver nossa empresa.
Como de costume, vou dar-vos os esclarecimea-
tos detalnados sobre cada assumpto.
DIRECTORA
O 8r. Aurelio dos Santo Coimbra, adjaate d
direstarisV' ojae tinha ida 4 Europa quande vos
reuniste n anno prximo passado, pouco depoi
voltou a reaaaumir o exercict' d sen esrg.
Tenbo hojea lamentar o taHestuanat doSr. Au>-
tonio IgaMia do Reg MMieiroe, ojete estes" n
xeiccioi-s'argo de dirae*Wr a assaenaaiMssij*
Srs. Auisrlt e Coimbra, piutSaae atu o vattia*
concurso de suas luses e experiencia.
ESTATUTOS
A reforma que fizestes nos estatutos com o fino
de elevar o capital social de 1.200:000*000 a
1.500:000*00J para lser face s despesas com a
coucluso das-obras, j se acha em vigor, tendo-se
preenchido todas as formalidades legaes.
A 3.000 accoes novas, apesar de ter-se adop-
tado para ellas o preoo da praca, premio de 50 /.,
foram todas tomadas nos cinco dias em que esto-
ve aberta a subscripcio, tendo sido os 79 subscri-
ptores.
NOVO ABASTEC MENT D'AGUA
A exposieio que vos faz a esse retpeito quando
vos propuz o augmento do capital social, dispnsa-
me de entrar em psrticularidades do que ocoorreu
at aquella data, cumprindo-me boje mais propia-
mente descrever-vos o estado actual das obras e
diier- vos o que resta a faser.
Como cima vos disse, prestes est a ter lugar
a> inauguraefio do novo service, e conseguiote-
mente vencida a parte mais ardua daB obras.
Algum tempo anda necessario esperar para
que tudo possa entrar em regular funecionamento,
ser estabelecido o rgimen normal, e deve-se em-
prear a mxima prudencia, usar-se das cautelas
que a experiencia aconselha em taea casos.
Desde- alguns meses quasi todos os encaoaiaen-
tos novos estas ebeios d'agua, sujeitoa pressSo
actual, e o resultado tem mostrado nao terem se
dado os defeitos considerados cemo maja salientes.
Lago que trabalhem as novas bombas' gradual
mente, e par lengos intervallos se ir augmentan-
do a pressao de modo a se poder ir se corrigndo
as faltas qoe tiverem-se dado, sem grave pertor-
baco no fornecimento d'agua oidade.
Por maior que seja o cuidado que se tenha, por
mais praticoa e exercitados que sejam os artistas,
mesmo nos pases mais adiantadot, nao se pide
evitar qoe passe desapercebido algum cano Ta-
chado, muito emb ira o assentamento seja no pro-
ptio paiz do fabrico, e com mais vraa deve-se dar
essa eventualidade aqu depois de um longo trans-
porte e varias baldeacoes ; no entretanto contoque
pouco tenhamos a soffrer par esse lado, quer pela
boa qualidade do material empregado, experien-
cias feitss sobre a resistencia, quer pela dodrada
vigilancia empregada, mas nao me surprebende-
rei se prannos o costumado tributo.
Outrosim, nos primeiros tempos de qualquer ser-
vico de abastecimento d'agua alta presso, como
ser o novo, sao inevtaveis darem-se fracturas
nrs encanamentos, por diversas causas, o que an-
da mait aconselha a providencia de ir aos poucos
aagmentando a pressao d'agua nos mesmos enca-
mentos.
Para obviar a estes inconvenientes, mandei
adaptar aos encanamentos, nos lugares aprapria-
dos, vlvulas automticas que feeharo os enca-
nameatoe as occasioes de ru atura, diminuindo
sssim os damnos causadas, e facilitando ot con-
certos.
Tambem j temos urna bomba manual, assen-
tada em carreta e puchada por dous burros, para
mais rpido e f cil esgotamento dos terrenos em
que o encanamento tiver partido.
Terei viv i satsfaco ae nunca tiver occasilo de
usar destes aprestos; mas de modo algum devo
ezpr a companhia a nao estar habilitada a pro
ceder convenientemente em eventualidades com
que se deve esperar, e de que tem sido sempre
victimas as empresas similares.
Outra rasSo de ordem elevada aconselha a se-
guir o plano que tenho trabado. As pinnas d'agua
existentes, antigs, foram teitas com material fraco
e naa apropriado.
O chumbo puro ou de composicao, assim como o
ferro sem algum reTestmente protector, sao ata-
cados pela agua dos mananciaes desta companhia,
e frequentemeate, quasi todos os dias, vejo-me tor-
eado a mandar fechar pennas d'agua por causa do
alsgamento de ras e estradas.
Muito fraca a resistencia do material, o qual
mais adequado ao uso do gaz do que d'agua, e
us lugares em que a presso mais forte, tem se
dado rupturas.
Nessas condijoes, dar logo alta presao d'agua
aos encanamentos causar um repentino esbanda-
Ihamento nos encanamentos das pennas d'agua, des-
perdigando agua intil e extraordinariamente.
A' proporco que se for augmentando a presso,
esta companhia ir fazende a substituidlo dos en-
canamentos de derivaco das pennas at a parta
da casa, e dando tempo aos proprietarios a fazerem
a mudanca no interior de suas casas, conciliando-se
assim todos 08 interesses.
Se nao der-se algum transtorno, se nao appare-
cer algum caso de forea maior, na reunio do anas
prximo futuro poder vos ser sonancia la ter sido
j completa a inauguracao do novo abastecimento
d'agua.
PESSOAL TECHNICO
Nenhuma alteraco houve no pessoal technico
superior.
Consta do Sr. Owald Brown, engenheiro consul-
tor e inspector do material comprado na Ingla-
terra, e do Sr. J. H. Whieldon, engenheiro encar-
regado das obras, que continuaram as mesmas
condicoea de que tratei em meus relatnos an-
teriores.
Um dos requisitos para que qualquer obra seja
executad* com presteza, sem interrnpcao, a esta-
bilidade do pessoal.
Campanilla do Beberlbe
BELATORIO APRKSENTADO A ASSEMBLA GE
BAL DOS ACCIONISTAS EM JULHO DE 1887
Srs. accionistas da Con panhia do Beberibe.
A misso que tenho boje a cumpnr de relatar-
pos a gesto dos negocios desta companbia noanne
social prximo findo, de 1 de Maio de 1886 a SO
de Abril ultimo, descrevendo vos especialmente o
progresso que tiveram, e o estado em que achara-
se as obras do melhoraroento do abastecimento
d'agua a esta cidade.
A actual directora contina a estar animada
do mesmo espirito de qne vos tem dado provas, e
espera consrvalo at terminar a incumbencia de
qne a encarregastes.
Os embarace s qne surgirsm no anno passsdo fo
ram de ordem superior, como testemunbastes, e
muitos delles reproduzir-se-bo at que entre-se
na vida normal.
De facto, durante o periodo da vida da compa-
nhia cuja gestio me coube, teem sido duplos os
servicos, negocios, obras, etc., como se fossem
duas empresas distinctas, tendendo, porm, em
breve s confundirem-se, simplificando se ento
todo o mechanismo.
Ao passo qne preciso corar dos interesses de
ama antiga empresa, cuja ultima hora j soou, mas
que necessario snstental-a at o ultimo momento,
fasel-a enmprir restrictamente com seus devares,
ero-se que estebelecer em bases solidas, firmes e
nabalaveit a nova empresa, garantir lee o futuro,
i faser a traasformaco d'aquella para esta, bem
iervindo ao publico e sen prejudicar nossos inte
restes, o qne fslismente tem sido conseguido.
Folgo en dizer-ves, annanciando- vi i os resul-
tados do anno findo, qne esta companhia nao es-
acn en. sua marcha progrettiva, eo-bora lenta-
mente, por ora, pela cansas que vos assignalarei,
MANANCIAES
Est-te cancluindo a canstrneco da galera ao
lado do acude do Prata, e ella que vai nos for-
necer a agua para a inauguracao do novo servico.
Tendo-se encontrado, em nivel inferior ao da
galera, urna toalba d'agua maia inundante do
que a superior, enfincaram-se, no fondo da galeria.
diversas canos de ferro, turadts lateralmente, com
0 fim de aproveitar maior por?o d'agua, tanto
mais qnanto a agua do strsetum i.iferior tem prei-
so bastante para elevar-se at a galeria. Alm
dos canos, perturaiam-se tres pocos, revestidos de
alvenaria, n'aquelle intuito, e os resultados foram
satisfactorios.
Actualmente perfuram-se dous outros pocos, em
seguid* s galeras, para apanbamento d'agua em
outros lugares e conduzil-a para a galeria. Esses
pocos, um de experiencia e oatro definitivo.
Deste modo pdese obter toda a agua precisa ao
lado do acude do Prata someute, o qoe milita
preferivel para o trabalho das bombas.
Esta obra de especis difficil e dispendiosa, quer
pela natoreza do terreno, qaer pela profundidade
em que se obrigada a trabalhar, quer pela qusn-
lidade d'aga que indispensavel esgotar cons-
tantemente, exigindo cada um destes embarazos
poderosos e caros meios de vencel-os.
Nao me tenbu deixado dominar pela ideia de
conseguir urna certa quantidade d'agua que na
occasio da medica corresponda quillo a qte so-
mos obngado8, minha proecupacao foi a de obter
agua que as peiores occasioes nes pozesse sempre
garantidos de tornecer agoa sofficiente popula-
co. Pode ser qoe me ten ha engaado, mas fiz o
possivel para qe assim nao fosse; v com certeza
uotro tona rednsido as precaocoas, diminuido
obras, mas na me arrependo do modo por qoe pro
ced, garantindo melhor nostot intercales.
Em pouco tempo estaro concluida todas estas
obras.
ENCANAMENTO DAS GALERAS
Est terminando o assentamento do encana-
mento da galeria para ai bombas, quasi prompto
nara o funecionamento.
CASA DAS MACHINAS
Acba-se concluida a construccao propriamente
dita deste edificio.
Alguns rebocos, ladrilhos e assertamento das
portas o que falta faser.
Alm de offerecer todas as desejavis condicoes
de solides, aprsente um aspecto magaatoso, digno
de ser apreciada.
Pretendo ao depois mandar nivellar e preparar
o pateo que enfrecta com o edificio, para melbor
harmona da disposic" geral
J foi callocado o para-raio que faltava.
E-t prompta para entrar em esercicio.
BOMBAS A VAPOR
Dentro de poneos dias serio experimentadas as
bombas e cemecaro a trabalhar.
Ha algumas pegas a substituir, porm que fo-
ram assentadas paia nao retardar a inauguracao,
tanto mais quanto o fabricante far a troca no
anno de resposabildade a que obrigoo-se.
Somente depois de ter completa a experiencia,
ajustado o funecionamento de todas as pecas,
que o fabricante pintar o macbinismo, e far o
qoe se denominaacabado da obra.
Espero que o trabalho das bombas corresponda
i reputaco de qne gosa o fabricante.
Em addiciooaaMBto mandei faser e collocar um
Mparelho registrador do nivel d'agaa nes cases
da galeria, assim como da oscillaco do nivel d'a-
gaa no reservatorio, d asedo que combinando-so
9 ultimo resultado com trabis das bombas co-
aaece-se o consume d'agaa n cidade em qual-
eaer occasio.
OBSERVATORIO
Depois da exposico que vos apresentei conjun-
ctamente cm a proposta da augmento do capital
social, apenas se tem continuado no planto de rel-
va nos taludos para mais consolidal os, e empe-
drimento das valletas da estrada.
ENCANAMENTOS DE DISTRIBUYA i
Apenas falta assentar urna pequea parte dos
encanamentos qne ligam as bombas a vapor ao
reservatorio, o que ficar concluido cm poneos dias.
A tabella seguate mostra os comprimentos dos
encanamentos novos, dos sntigos limpos, qoantas
torneiras foram assentadas, com indicaco dos
respectivos dimetros, como tambem qoantos hy-
drantes ou torneiras para incendio esto promp-
tos:

%
oooooooooo
3 S .8 _S _3 _3 _3 3 S 3
e5--i'-ci)ilien
tatemen o ~iao, o c 0300
3
B
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Sl = 333EI = 3
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3 = E 5 S = 3
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Torneiras
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i 3 o-^
9 5-
a, 5
2 3
"So
m ra
s.
D O o
o m
a
va
Depais de inaugurado o novo servico deveuios
anda abseatar algans pequeos encanamento',
como um complemente indispensavel ; coma tam-
bem impreecindivel substituir alguns dos anti-
go?, como o da ra do Bom Jess que est aasen-
tado deutro de urna estreita galeria de esgoto. Sao
obras de pouaa monta, eqae nao devem nos dis-
trahir a attencao agora.
Os encanameotos antigs que tem de ser apra-
veitados, esto quasi todos limpos, substituidas
as torneiras. ligados aos novos, funecionando
coniuuatem-.nl'. O principal est definitivamen-
te limpo at o Manguinho, nao se tendo prosegui-
do, porque era necessario dar maior presso para
faminhar a raspadeira mecnica automtica, o
qui causara o estouranaento das penas d'agua,
pelo que me aguardarei para depois da substitui-
co dos encanamentos de derivaco a que cima
me refer, tanto rnaiB quanto nenhum inconvenien-
te, e s vantagens do adiamento.
Os encanamentos antigos na cidade que va
ser urilisados, esto limpos e em grande parte
unidos aos novos. As unioes que falta fazer sao
as que dependem da augmento de presso para
que se pessa abandonar certos eucanamentos an-
tigos e mudar delles aa penas d'agaa ; sao traba-
lhos que lentamente fasem-se, ao mesmo tempo
que transformara-se aa pennas d'agua.
Como j vos disse oa encanameotos novos esto
ebeios, d'agua desde meses, e teem provado bem
com a actual pressao.
O trabalho de cortar os antigos encanamentos
par* limpal-os, collocar bydrantes ou torneiras, e
ligal-08 aos novos foi muito penoso nesta cidade,
por cansa do trinsito as ras e ao mesmo tempo
para que fosse a menor possivel a interrupeo d'a-
gua na cidade.
Em todos os lugares em que fizeram-se excava-
coes para assentamento de encanamentos, cuida-
dosamente repoz-se tudo no antig: e muitas ve-
zes em melhor estado, mxime com o calcamcnto;
e tenha a satisfaco de dizer-vos que nao ba um
lugar que se me possa apontar como tendo o cal-
camento estragado por esta companhia.
CHAFARIZES
O feio aspecto doa antigos cbafarizes comeca a
desapparecer.
Cinco dos novos cbafarizes foocciooam bem,
marcando com exacttdo o numero de baldes d'a-
gua vendidos.
Todas as casinhaa de alvenaria esto edifica-
das, promptas com os apparelhos par i comecarem
a fonce ionar logo qoe a agoa augmente de pres-
so.
Nos logares em qoe nao foi possivel edificsr ca-
sinhas esteu collocando pequeos pavilho de fer-
ro, proporco que os respectivos apparelhos pos-
sam fonecionar, e quatro j esto promptot, e con-
tinoa-se na collocaca dos outros.
Provavelmente dentro de tres mczrs estar
completo o novo servico dos cbafarizes, tendo-se
certeza da arrecadaco, do qoe advir notavel
vantagem para a coinpanhia.
PENNAS D'AGUA
J est organisado o regolameoto para este ser-
vido, como determina o contracto com a provincia
e de accordo com o novo systcma de fornecimento
d'ngoa alta presso.
Dentro de pouco tempo, quando forem inaugu-
radas as novas obras, iniciaremas os trabalhos
deste servido que vai-se tornar importante, mesmo
vital para a regularidade d abastecimento d'agua
a esta cidade.
Tenho me limitado acqoiaico dos materiaes,
aos preparativos geraes, e outra cousa mesmo nao
se poda fazer ; e as occasioes dos cortes dos
antitros encanamentos geraes para ligado aoa
novos, quando se inutilisava qualquer encana-
mento de derivaco de peona d'agua, mandei fa-
zer a aabstitoico logo de accordo com o novo
ayatema.
Com o fim de ir creando e adestrando o pessoal,
tenho mandado assentar encanamentos de deriva-
co para diversas casas, ficando a effectividade
do fornecimento d'agua dependente da inaugura-
cao do novo servico.
Em cumorimento disposico do contracto com
a provincia, o com fim de aumentar o numero
das pennas d'agua, ter ma>8 consumidores d'agua.
mandei buscar urna grande porco da material
para as pennas d'agua, e trato da organisaco de
um pessoal habilitado para esse fim, de m ido que
qualquer pessea possa ter em casa urna peona
d'agua com um dispendio muito pequeo, pois as
tarifas que apresentei a approvacao da presiden-
cia da provincia apenas addicionei urna coronis-
sao sos presos do costo e s despazas de mo
d'obra.
Os bydrometros s podem ser assentados depois
que se acabar cosapletameote a lioapesa dos enca-
namen'os t fr augmentada a presso.
O Uniform, by irometro preferido por esta com-
panhia, leve melh ramentos no anno passado que
o tornam anda mais recommendavel. A cidade
de Sautos, em 8. Paolo, tambem o adopiou, e
coosta-oos que n* Rio de Janeiro, as experien-
cias mandadas faser pelo governo geral, dera bjns
resaltados.
Realmente nada mais justo e racional do qoe o
uso do hydrometro, pois cada um deve pagar n
proporco do consumo que fiser, com a vantagem
de regular o consumo e o pagamento na razo das
necessidades.
Actualmente o pagamente, em thc.se propor-
cional ao consumo, mis nada significa.
Se em consequencia de factos conhecidos e qoe
nao necessario referir de novo, o service de pea-
nas d'agaa nao tem expresso, isso nao p le nem
deva continuar : a Agr cada um pagar ama
certa quantia p r 15 baldes d'agaa, a companhia
nao obrigada a dar mais, nem o consumidor tem
direito a exigir mais, o que afasta-se disto 6
abuso.
A admittir semelhante systesaa e a dar a cada
consumidor somente os 15 baldes contractados,
sahir-lhe-ha omito caro, alm de qoe, se em al-
gum dia tiver sobras, em ostros a agua Ihe ser
insuficiente, obrigaado a ter erfl casa um reser-
vatorio para as oscillacSes do consamo.
Com o uso da bydrometro o consumidor, mesmo
antigo, melhora de condico, pois a agua Ihe ser
dada por um menor preco, poder restringir ou
augmentar a quantidade d'agaa quando Ihe con-
vier, a sen arbitrio, sendo a economa o verdadei-
ro regalador do consamo.
Sem bydrometros nao as pode ter agua com
terneira livre, agua de jorro, nos sitos andares
das easMs, nem ae poder maeter a agua nos en-
canamentos em alta presso.
Ateitn a agua fica como deve estar ao alcance
de qnalque- coica, apsoveitando mito s casas
pequeas onde reside a populaco pobre.
A pequea detpesa da installsfo pelo novo
systema oatro incentivo para o augmento do
numero de pennas d'agoa.
Contina a procara de concessoes em larga es-
cala, e por mais pessimistas que sejamoe, nao po-
demos deixer de esperar nm grande desenvolv-
ment desse servico.
Se em pouco mais de 3 anuos deu-se um aug-
mento de 60 /<>, bavendo encanimentos em pou-
CB8 ras, em menos da decima parte e sendo dis-
pendiossimas as despezas de derivaco, alm
desta companhia acooselhar sempre qoe se aguar-
dassem para o novo servico, at qoe recusou con-
cessoes, fcil de avaliar em que proporco se
dar o augmento.
Um exemplo frisante nos offerece Lisboa, e em-
bora nao esperemos o mesmo resoltado, comtudo,
o apresentamos meditaco de algum pessi-
mista.
Consumidores
Annos Total Augmento
1869 1.860
1870 4.00* 2.149
1871 6.613 2.604
1872 8.326 1.713
1873 9.370 1.053
1874 10.00
621
OFFICINAS E ARMAZEfS DE MATERIAES
Tem se feito t Iguns accrescimos nos armazens,
proporco das necessidades do servico ; porque.
como fcil de julgar, esta companhia nao pode
deixar de estar prvida de muitos materiaes para
seus trabalhos ordinarios e para qualquer emer-
gencia.
As machinas continan na grande offioina pro-
visoria em Dous Irmacs, junte s obras d'alli ;
officioa da cidade occopa-se em fazer e concertar
ferramentas e as obras da* casas-dos cbafarizes.
EXTINCCAO DE INCENDIOS
Quasi todos os bydrantes esto collocados, nao
ha ra qoe nao oa tenha, e como todos os encana-
mDtos novos esto cheio ^d'agoa, em-qualquer
ponto da cidade pode-se ter agoa para a extineco
ci incendios, coma j se tem fornecido, embora
sem presso
Urge a orginisaclo de om corpo de bombeiros,
devidente habilitado, nesta cidade e tenho en-
vidado os esforcis ao meu alcance para esse fim.
Para satiafazer o des?jo dos directores das com-
panhias de segaros, apresentei-lhes um projecto
de organisaco de um corpo de bombeiros, c dei-
he3 todos es esclaiecimentos relativamente ao
modo de agir ni extineco de qualquer incendio,
de accordo com o novo eystema de abastecimento
d'agua, coma veris do oficio annexo por copia.
Tambem torneci aos mesmot directores des com-
panhias de seguros um orcamento dos apparelhos
e mais aprestos precisos para o referido servico.
Na ha incendio que nao sofframos estragos em
encanamentos ou torneiras.
Consta-me que cogitase de levar a effeito um
corpo de bombeiros official, e faco votos nao s
para qoe isto se realise, como para qo'.scja devi-
dameute habilitado o corpo de bombeiros, pois nao
basta tel-o, porm que seja apro a prestar ser-
vicos.
DESPEZAS
Na Assembla Geral extraordinaria de Abril
deste anno vot prestei detalbadas ioformaooes a
este respeito, c boje s tenho a apreseotar-vos o
balaneete do fim do anno social.
As despezas propriamente ditas com as obras,
conforme o projecto adoptado, foram as seguintes:
Canos da tomada das aguas 51:036^950
Assentamento dos mesmos e con-
struccao das galeras 91:434525
Casa das machinas, caldeiraa e ar-
mazens de carvo.....144:6601655
Cbamin e cano de psssagem. 13;6'5355
.Machinas, caldeiraa e accessonos. 111:012(2220
Reservatorio..... 232:586/445
Canos de distribuido .... 353:830^206
Assentamento dos canos de distri -
buico........ 84:694*693
Indemnisacao de terrenos. 1:141*500
Cbafarizes e controcoia de casas
para os mesmos..... 62:393*600
Machinas e ferramentas para as
obras........ 52:418*935
Oficinas na cidade .... 17:289*990
Mac limas e ferramentas para as of-
ficinaa.......13:185*756
Direceo technica das obras e em-
pegados ....... 88:171*518
Hydrometros...... 22:917*425
Apravisionamento de material para
pennas d'agaa..... 12:435*936
Eventaaes....... 65:378*640
Despezas anda nao classificadas. 5:7u6*900
1.422:926*24
As effectuadas durante o anno sommaram.....
501:0 3*040.
Tivemos tambem outras despezas qoe embora
nao fossem com as obras, entretanto Ihe sao rela-
tivas, como sejam direitos de importaca, organi-
saco do projecto, ramses de estradas de ferro,
etc.
O total dessas despezas foi de 109t918*741 ris.
Actual abastecimento d'agaa
Soffreu varias perturbaces o servico do abas-
tec nanto d'agua a esta cidade, urnas vezes por
cansas previstas, outras imprevistas, mas sempre
extraordinarias.
Da feito nao era possivel limpar os antigos en-
canamentos, substituir as torneiras de parada, li-
gal-os aos novas encanamentos, e ao mesmo tempo
fornecer agoa por elles a esta cidade. Par: obviar
a esses ioconvenientef s tazia-se o servico da lim-
peza dos encanamentos em das alternados e as
hars de menor consoma, e realmente fazia-se o
trabalho sem qoe moitas vezes a popolaco sou-
besse da interrupeo momentnea, pais o outro
encanamento satistaxia aa exigencias da occasio;
mas quando dava-se qualquer fracasto ou algum
re'.ardamento na concluso da obra eoto tornava-
se perceptivel o facto.
Felizmente porm muito poucos foram os inci-
dentes oocorridos.
On embaraco de outra ardem appareceu-nos ao
misino tempo causando-nos diL-uldades.
Em alguus dos antigos encanamentos que vo
ser abandonados, uscapou a ospecco varios ca-
nos rachados, e nao tinham sido ainda descobertos
na s por ser fraca a presso d'agoa como por
causa do eoferrojamento iotenor que servia de re-
vestimento protector. Depoia que se augmenten a
pressa tem se desprendido um pouco a ferrugem,
e, quaado se fecha o encanamento em qualquer
parte, torna se maior a presso na part auperiot-
e ficando apparente alguma rachadura, caso que
se tem repetido diversas vezes. Desses casos
qau tona, u vulto fe i o dado no dia 3o de Novem-
bro, no Menteiro, porque no dia anterior tinha-se
dado interrupeo por limpamento de encanamento,
quando em seguida appareceu um grande vasa-
mento d'agua n'aquelle povoado. Promptas pro-
videncias foram toaaadas de modo que a falta
d'agua ficou limitada a um ponto da cidade, e s
4 horas da tai de estava concluida o concert.
Fra deases casos extraordinarios toi sempre
regalar e constante o fornecimento d'agua ci-
dade, baixa presso, como nos annos anteriores.
Mautive o s'atu quo as obras e nc s rrioa, fa-
zendo somente ot concertos iodispeusaveis sem
adoptar melborameoto algum, e na sei que de
outro modo podesse-se proceder em vista da si-
tuadlo da cempanbia.
MANANCIAES
O acude do Prata estove com o nivel muit
baixo, quer pelo vero rigoroso e prolongado qn
tem assoiado esta provincia, quer pelo facto ds se
loe ter dado esgoto para mais a aguas e facilitar
as obras das g*lerias.
No entretanto os mananciaes deram sempre a^as
bastante para as necessidades do a bastec asento
desta cidade.
As maltas qie estendem-se pelos terreos visi-
uhod aoa acudes ontinuaram a ser bem conserva-
das, o o acude do Prata est limpo.
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Diario de Prnambico--4)oiiiDgo 10 de Julho de 1887
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FILTRO
e realmente j era tempo
Obatroio se o filtro,
de limpal-c.
Depois de limpo mandei eollocar residuos de
escvo naa cansadas filtrantes, daodo ao filtro mais dado.
ama utilidade, a que tem o car vio de parificar a I A tabella seguinte moatra o resumo c o tra-
agaa. balbo.
BOMBAS A .VAPOR
Varios reparos ligeiros soffreu esse macb nismo.
Muito bom tem sido o trabalbo feito poi elle, e
tem resistido cima do que podia-se observar
conforme o carcter de provisorio qae se Ib e tinha
DATA
HOKAS DE
TRiSAI.Hu
POR II EX
ROBASDE
TRABALHO
poa DA
1886
Maio .
Junho
Julho .
Agosto .
Setembro
Outubro. .
Novembro .
Desembro .
1887
Janeiro .
Fevereiro
Marco .
Abril .
414,20
436,15
453,75
447.7o
435,75
468
444
466
440.30
417
451,75
442,15
GOLPES
DOS MBOLOS
POB HEZ
J5,3
14,5
14.6
14,4
14.5
15,6
14.8
15,5
14,6
13,9
15,0
14,7
QUANTIDADE
DAOUA BU LITBOS
POB HEZ
2.425.764
2.264.440
2.370.696
2.328.792
2.326.216
2.435.320
2.545.736;
2.842.800
2.555.216
2.377.508
2.758.424
2.703.516
109.169.380
101.899.800
106.681.320
104.795.645
104.979.72d
109.589.400
113.558.120
127.926.000
114 984.720
106.087.860
124.127.880
121.659.822
9.AKTIDADE
d'agaBM L-
TEOS PJR
DA
3.521.592
3.396.660
3.441 332
3.380.504
3.489.324
3.535.145
3.785.270
4.30.193
3.709.184
3.820.995
4.004.170
4.055.327
i:
36
36
36
36
36
36
36
36
3t
36
36
36

37.780
33.821
5.500
{4.800
14.540
14.780
15.520
.19.820
37.660
:4.820
;;9.5&o
08.760
A quantidade d'agua da tabella cima nao re-
presenta o conjuro. exacto, apenas mostra o for-
necimento, p>is muitas vezes foi disperdicada nos
cortes, fracturas, limpezaa dop eneanameutos, etc.
ENCANAMENTOS
Xo que j vos refer, quando" tratei do servico
em geral encontrareis tudo o que a respeito poda
vos dizer.
CAIXA D'AGUA
Nenhuma alteracao teve, e bom o seu estado
de conservadlo e seguranca.
CHAFARIZES
Cada vez tor a-se mais necessaria a substitui-
co dos antigos chafarizes pelas razoes que vos
tenho apreseotado em meas anteriores relatnos.
A conservacio consietio smente cm substituir
as torneiras quebradas por malvolos durante a
noite, e alguns pequeos concertos nas guantas
dos guardas.
J comecei a desmanchar alguna del les, a pro-
porco que vo sendo inaugurados os novos.
PENNAS D'AGUA
No primeiro semestre anda fiz coacessoes de
pennas d'agna, como ontr'ora, mas sempre acon-
selhando ser melhor esperar pela inauguraco das
novas obras, a bem dos propnos concessionarios.
Era urna poslo falsa em que se achava a compa-
nhia em consequencia de factos anteriores, e desde
que a situacao estava completamente mudada, que
a posijao dos negocios e os intuitos estavam cla-
ramente definidos, devia-se proceder em tudo com
metbodo, franqueza e resolucao, e entao nao per-
mitti mais concesso de peanas d'agua.
As razoes j tenho as apresentado mais de ama
Tez, e me parece conveniente repetil-as.
Esta Compaobia nao devia consentir em conti-
nuar na concesso de pennas d'agua : 1." porque
tendo certeza das irregularidades do fornecimento,
por causa da limpeza dos encanamentes antigos e
iigacao delleB com os novos, nao podia nem devia,
nao era moral tomar compromissos de iazer regular
oforaecimento d'agua tendo certeza de nao poder
cumpril-os; 2. porque o fornecimento d'agua
quasi ao mximo com bombas actuaes, e a con-
tinuar c m as eoncesaoes ira ficar rcduzida s
mesmas condicoes de quatro annos paseados, acc-
earem-se os chafarizes, nao cumprir os compro
missos com as pennas d'agua; 3. porque sendo
diverso o novo syatema de penuas d'agua, nao
bavendo no mercado material apropriado para re-
sistir a alta pressao, os concessionarios teriam que
perder suas obras de derivaco quando se tivisse
de augmentar a pressao, factos que j se tem
dado. Quanto a ultima razo poder-se-hia diz-r
qae a Companhia se provese de material para esse
nm, e orgaDisasse turmas de operarios para fazer
taes trabalhos ; ao que promptam'lite responderei
que o material j o temos em quantidade a agir-
nos em larga escala, como mostram os batneos
juntos, e que o pesso.il tambero ja trabalha nessa
faina, embora em pequea escala : primeiramente
devemos acabar as obras de abastecimento d'agua
para ao depois cuidarmos de derival-a para as
casas, e nao causar embaracos ao primeiro ser vi.
50 com o prematnro adiantamento do segundo.
QuanJo chegar a occasio opportuna mostrarei
em como esta Companhia est preparada para
apresentar a mesma actividade ",ue desenvolveu
nas obras principaes.
Sei perfeitamente qne essa medida causou des-
agrados, mas incontestavel a justica de seus
fundamentos.
As pennas d'agua existentes sao as seguntes
6
54
3
1130
22
1
36
2
1
65
1
1
12
9
1
2
2
1
1
1
1
1.352
Baldea diarios
de
10
10
12
15
21
24
30
33
36
45
49
51
60
90
105
120
135
150
180
250
60J
Vi
Balde ou
60
567
36
16.950
462
24
1.080
66
36
2.925
49
51
720
810
105
240
270
150
i 80
250
600
25.631
Li'ros
1.S00
1.701
1.D80
508.W0
13.360
720
31.300
1.900
1.080
87.750
1.470
l.->30
21.500
24.;t00
3.130
8.500
8.100
2.550
5.400
7 OO
18.CO0
751.691
Ha 35 funeciohando com hydrometros.
Fecharam-se 48 pennas.
RECEITA E DESPEZA
A receita ordinaria do anno findo f"i esta :
Pennas d'agua 114:768/230
Chafarizes 99:214/990
Rendimentos diverses 12:3713690
Total 226:359/910
A despeza ordinaria foi de 63:734/940.
O saldo attingiu a 162:624/970.
Comparados os resultados sacima aprsenteos
com o do armo anterior, nota se urna diminuan
de 1:359/140 na receita devido ao desappa: eci-
mento de certas iontes de rendimentos diversos.
Nos annos anteriores tinha a Companhia gran-
des qua .tas no Banco que rendiam-lho jures, o
numero de pennas d'agua augmentara no ultimo
quinquennio. assim como chafarizes nao soffVeram
as interrupcoes do anno passado, durante o qual
alguna estiveram at sem funecionar por bast.nte
tempo, emquan'o cram reconstruidos.
Nao obstante isto o resultado foi muito liiicn-
geiro, comparado com es annos anteriores, como
veris da tabella abaixo.
A despeza diminuio de 11:312/870 e o saldo
augmentou de 9:953/730.
Quando entrarmos uo psriodo normal enti.o o
augmento ser sempre progre3sivo, e seguras serao
as bases para comparaco.
A despeza dj anno findo representa am min mo
porque se o novo servico proporciona muito mais
vautagens de reeeita tambem exige maior pess .al,
convindo nessa emergencia ter o preciso coid ido
em manter sempre urna relaco vantajosa Ca-
panhia entre os augmentes da receita e despt za,
porque a economa am dos poderosos esteios las
companhas. >
As doas tabellas seguntes mostram a receitt e
despeza nos ultimes des annos, e faz o parallelo
por decennios, e por ellas r-ae que a despeza do
anno passado foi to diminuta que igualou-ae de
annos em que nao bavia o custeio de bomba? a
vapor nem se remunerava a directora, assim como
a relaco da despeza para a receita foi mnima :ui
comparaco com a do ultimo decennio.
11 a sabida do vapor que tinha de seguir htntem
para Fernando de Noronha.
Tribunal do Jury Com assistencia de
38 jaitas de factos foi hontem aberta a tessj
deste Tribunal.
Foi submettido a julganento o reo Cecilio An-
tonio da Silva pronunciado no art. 201 do cdigo
criminal.
Nao tendo defensor foi-lhe dado o 8r. Dr. Emy-
gdio Viaana, advogado dos pobres.
Formou-se o conselho dos seguntes aenhores :
Joaquim Claudio Monteiro.
Bernardino de Oliveira Coragem
Francisco Paula -de Albuquerque Maranho.
Francisco Mauricio de Abreu.
Dr. Julio Augusto de Luna Freir.
Alexanire Americo de Caldas Brandad.
Elysio Rodrigues de Miranda Franco.
Jos Luiz Csrreia de Oliveira.
Joo Demetrio Farnaudss Vianna.
Gregario Targino Accyoli.
Manoel Antonio Rodrigues Pinheiro.
Antonia Jos de Castro Araujo.
O conselho prestoa o juramento.
Sendo o reo interrogado respondeu chamar-se
Cecilio Antonio da Silva, natural das Aiagoas, 31
annos de idade, solteiro, morador na ra da Con-
cordia, onde reside ba pouco tempo, jornaleiro, que
sabia porque se achava preso visto ter recebido a
copia da libeilo, nao se lembra onde estava quan-
do se dea o facto de que acensado ; que nao co-
nhecia as testemunhas, que depuzeram no proces-
so, nada tendo a oppr cont a ellas ; quo em sua
defeza declara ter commettido o crime de que
aecusado em estado tal de embriaguez, que a no
dia seguinte foi que deu accordo de si; qae j
cumprio urna pena de seis mezes de prisao.
O reo aecusado de ter na noite de 14 de Julho
do anno passado pelas 8 horas, na ra da Concor-
dia, di freguezia de S. Jos, ferido levemente a
Severo Jos Francisco. Preso em fligrante foi
processado e pronunciado
O Sr. Dr. Fre tas Henriqaes desenvolvea a ac-
cusavao e em visca dos argumentos qae apresen-
toa bascado nos depoimentos das restemunhas, pe-
dio a condemnacao do res nas penas do gre m-
ximo do art. 201 do cdigo criminal por se terem
dado as eircuinstancias aggravantes da noite e da
reincidencia.
O Dr. Vianna, obtendo a palavra para apresen-
tar a defeza, comecou-a analysando o termo de
flagrancia. Ao iniciar a sua exposico foi inter-
rumpido pelo presidente do Tribunal, que pergon-
tou-lhe se apresentava a nao flagrancia, ora j ex-
ceptu, ou como materia de defeza, porque si a
apresentasse nesta ultima hypotbese declarava -
lhe qae nao fazia qaesitos a tal respeito, porque
como questd da' direito csmpetia-lhe decidir, e
nao aos juizes de tacto.
Em vista deeta declaracao o Sr. Dr. Vianni
proferio mais algunas palavras negaudo a auto-
ra do facto ao aeu constituinte.
Nao houve replica e nem treplica.
Feito pelo presidente do Tribunal o resumo dos
debates foram apresentaJos ao conseiho os que-
stos.
O conselho condemnoa o reo a am anne de pri-
sao com trabalbos, mximo do art. 20! do cdigo
criminal.
O reo appellou da sentenca.
2o julgamento
Foi submettido julgamento com o mesmo con-
selho o reo Bento Mara Dias pronunciedo no art.
201 do cdigo criminal. Veio acompanhado do
seu advogado a Sr. Dr. Silveira.
Bento era aecusado de ter praticado um feri-
11. A.NNOS RECEITA DESPEZA BELACO 1>A BECEITA 1 ABA ADBSPEZA ~24 /. 32 /. 40% 29 0/. 28-/. 46 / 47 /. 35"/. 32 /. 28/
CHAFABIZES PENNAS D'AOUA TOTAL
1877-1878 78-79 7980 80-81 8182 8283 8384 84-85 8586 86-87 81:405/1K) 91:428/960 86:659/410 87:624/32.. 92:81/900 96:326/500 101:757/96) 102:764/820 99:932/950 99:214/990 60:199/4< ) 66:716/8 0 54:095/530 72:881/750 83:405/380 85:122/020 89:187/760 97:929/180 113:833/400 114:763/230 155:146/980 170:745/100 8:397/720 172:610/950 191:221/990 196:577/060 207:547/460 215:852/960 227:719/000 826:359/910 36:825/298 55:669/200 59:286/870 50:874/270 55:194/520 91:834/650 98:2304540 76:214/240 75:047^810 63:734/940 14:843/040 19:633/662 39:504/440 63:734/940 118:321/632 115:075/900 89:110/800 121:736/630 136:027/460 114:742/410 109:316/920 139:638/410 152:671/210 162:624/970
18561857 18661867 1876-1877 18861887 79:374/992 93:473/550 99:214/990 22:557/816 74:401/200 114:763/230 63:146/680 104:469/336 172.-P47/250 226:359/910 23 / 18% 22 % 28 % 48:303/610 84:835/674 133:442/810 162:624/970
* (Joimcaram a tuocciouar as boniOan a vap.r.
Alm das despezas ordinarias tivemos ontras,
algumas j referidas, como as das obras novas, na
importancia de 501:063/040.
Os dividendos pagos foram no valor de.......
105:575/>00, e os joros do emprestimo no valor
de 68:658/110.
Gastgu-se 878/030 com as propriadades, e....
1.272/ com a adquisicao de movis.
O servico de substitoico das pennas d'agua
antigs importou em 975/.
DIVIDENDOS
Como de costme distribuimos dois dividendos
nas datas determinadas nos estatutos : em 15 de
Maio o de n. 76, e em 15 de Novembro o de n. 77.
ambos na razo de 4,400 por aeco, ou 8,8 % do
valor nominal, importando cada um em 52:800/
Do saldo do nltimo semestre distribuimos em 15
de Maio deste anoo o dividendo n. 78 de 5/ por
aec i ou 10 % do valor nominal, somatando....
60:000/.
ACQOES
Tem-se maotido o bom preco das nossas acedes,
com tendencia para a alca, e sempre com pro-
cara.
O pre^j foi de 150/ cadi urna, ou 50 /0 de
premio do novo vulor, mis em o novo anno tem-
ae efectuado vendas a 155/.
As transferencias realisadas no anno passado
foram de 1,153 accoes, sendo 552 por venda e 601
por ovolucio de heranca.
EMPRESTIMO
Tem-se conservado em boa posico, na bolea de
Londres, os nossos ttulos de emprestimo, tendo
mttin^ido os pregos das vendts a 106 %. ou 11
de premio sobre a emisso.
O joros teem sido pagos nas pocas ajustadas,
e eai 1 do correte mez devia ter sido paga a pri-
aeira ainortisaco orno autonsamos aos Srs.
Knowles & Foatr, honrados correapindentea des-
ta Companhia e a gen tea do emprestimo.
Sao factos de bom augurio para a Companhia
e que demonstrara caminbar ella sempre com pas-
to firme.
DIREITOS DE IMPORTAQAO
Felizmente estamos no goso da iaempco de di-
remos de importaco de que nos garanta a lei,
embora um tanto limitadamente.
Anda nao consegu a restituidlo de todos os di-
reitos pagos antes da urdem do Tbesouro Nacio-
al apenas obteve-te ama parte, e prosigo eo.
promover os mi oj para que se bos faca jastica,
ara se nos pagar o r-stante.
PROPOSTA DE ORQAVIENTO
Apres^nto-vos a proposta de o-rcamento da re-
ceita < : iez% para o novo anno social, como dis-
poe o 5 7 do art. 31 de nossos estatutos.
ESTADO FINANCE1BO
Os batneos e bataneles annexos do anno findo
e os esclarecimentii qae vos tenbo prestado vos
habilitara a julgir do estado financeiro da Com-
panhia, o quanto prospero, e bem garantidos es-
tao seus ha veres.
QUESTES JUDICIAES
Sempre fui aveaso as quettes, quer pelos desa-
grados que dellns resultam e outros inconvenien-
tes, alm de dislrahir a atteoc, roubar certa
somma de trabalho que mais preveitosamente )
de ser empregbdo em outro mister, mxime na si-
tuacao presente desta Companhia, quanda o tempo
sempre escasso ; mas com isto nao quero dizer
que devemos abandonar todas as questies, abrir
mo de direitos, deixar passar irregularidades, ou
a Companhia prejudicaJa no que quer que seja ;
lamentare! o tempo perdido, porm jamis re-
caarei.
Trez turara os litigios : um embargo de obra
nova feito pela municipalidade em obra do enca-
aamento, o que terrainou-se per ter a proprla em-
bargante desistido do embargo reeonhecendo nao
ter razo; urna precaloria do juzo do commercio
da Babia para fater-se urna transferencia de uc
coes sem as formalidades legaes, ao que apresen-
tei embargos, por dever do cargo, e o digno juiz
d'aqui devolveu en to a precatoria ; e urna acr,o
de esbulho sobre urna casa desta Companhia situa-
da no engenho Dois Irmaos, e que anda est nos
tnbunaes.
COSCLUSAO
Srs. acci nistasA resenha que vos acabo do
fater prova de sorjejo os esforcos que a directora
empregou no cumprimento de seus deveres, prol dos interesaos desta Companhia e os resalla-
dos colhidos attestam o progresso da empreza o
futuro qae a aguarda.
Se mais nao se fes foi porque mais nao se podia
fazer, disto tem cooscieucia a directora, e vo -o
afiir.na subraettendo a vossa apreciacao este rea-
torio, o parecer da commisso fiscal e o mais de
que carecerdes pira formardes um juizo seguro a
respeito.
Met votos sao pela prosperidade desta til s-
sima empreza a que dediquei-me quasi exciutiva-
mente no periodo da transformacao porque pas-
aou ; e desejo ardentemente qne sejam sempre
acertadas vossas iscolbas dos futuros mandatarios
para snatentaco desta Companhia na posicio a
que tem direito.
Recife, Julho de 1887.
Ceciano Mamede Alves Ferreira,
director -gerente.
tviSTA DIARIA
ment leve em Antonio Francisco de Figueiredo
na ra do Rangel.
A defeza baseoa-se em justificar o crime.
O conselho absolveu o reo.
Amanh entrar em julgamento o reo Lourenco
Jos Francisco, pronunciado no art. 193 do cdi-
go cminal.
'.' lmiiiiliode InfanteraPor decreto
de 7 do corrente, communcado por telegramma
de hon'em. fai o tenente coronel Monoel d'Azeve-
do do Nascimento, transferido deste batalbo para
o 21 de infantera que se acha estacionado na
provincia de Matto-Grosso.
Senador ChicborroE' amanh o tri -
gessimo dia do fallecimento do senador Chicborro
da Gama e no convento do Carmo se realisar a
ceremoniafnnebre,|que comomauitesta;o de pesar
por este infausto acontecimento promoveu a com-
misso que para esje fim foi nomeada por alguns
correlligionarios e admiradores d 'aquello illustre
senador.
Tbeatro de Sanio AntonioO Con-
gresso Dramtico Beneficente(solemnisa boje o su
3o anniversario neate theatro com ama sesso
magna, precedida da execucao do hymno social
pela orchestra dirigida pelo consocio Antonio Mar-
tina, aeguindo-ae a lindi ouvertura For$a e Von-
tade e a repreaeotaco do drama Maldigo Paterna
o da comedia Urna Noite Perdida.
Tanto na recepjao, orno nos intervallos tocar
a banda marcial do Corpo de Polica.
Principiar s 7 horas.
Achamos-ns convidados para esta festa e muito
agradecemos o gracioso convite,
Paquete IngleProcedente da Euroqa
chegou hontem o vapor ioglez Trent que hontem
mesmo seguie para os portos do sul.
As noticias de que foi portador sao publicadas
em oatras seccoes.
Segredo proflBulonal No parlamento
francs acaba de ser apresentada a seguinte pro-
posta de le, que tem por fia prevenir a divulga-
gao dos segredos profissionaes coufiados aos func-
cioiiarios civis ou militares :
Artigo I*.Todo o funecionaro de ordena ad-
ministrativa ou judiciaria, todo o ot&cial ou asi-
milado dos recrutas de trra e mar, recouhecido
culpado de ter, aem autorisacao do governo, di-
vulgado n'um jornal, n'um livro, ou qualquer ou-
tro meo, factos, correspondencias, ou instrucces
referidas a menos de trinta annos, e qae s fossem
couhecidas por elle em consequencia do seu cargo
ou da sua patente, punido, segundo as circum-
stancias, com a degradago cvica, ou com a de-
gradago cvica e militar aggravada com prisao
de 2 a 5 annos.
Artigo 2\As mesmaa penas serao applca-
das aos herdeiros ou cessionarios que, tornados
detantores dos referidos documentos, se tornera
culpados da mesma divulgago.
Artigo 3-.Sao considerados cumplices, e pu-
nidos com as mesraas penas, os redactores, na sua
falta os gerentes dos jornaes, os impressores ou
editores, culpados de terem facilitado as divulga-
res comminadas pelos artigos 1' e 2*.
Companbla Ferro CarrilEm oatra
seeco damos publicidade ao horario provisorio
dos carros desta companhia, quo fasem o servico
da linha da ponte de Santa Isabel.
Esse horario cessar logo, que estiverem promp-
tos os concertos a que se est procedenda na pon-
te da Boa-Vista.
BinculoRecebemos o n. 16 d'estc peri-
dico critico e luterano.
Reunisteis SuclaeHa hoje as seguntes :
Da Instituto Litterario Olindense. s 10 horas
da manh em Assembla Geral, com o numero qae
comparecer, para a eleico da nova directora.
Da Associac i Portuguesa de Beneficencia, s
4 '/2 horas da tarde, em Assembla Geral extra-
ordinaria, para tratar da revogaco dos auditi-
vos, anteriormerte approvados.
- Oo Club Litterario Ayres Gama, as 10 horas
da manh em tna sede, para a 5* conferencia, sen-
do orador o Sr. Rotilio de Oliyeira-
Da Irmaudade de Santo Amaro das Salinas em
O Sr. Rodrigues pretende faser a experiencia
definitiva ao Brasil, para onde parte brevemente,
e onde, de certo, os seus patricios lhe faro o
acolhimento qae ie deve a qusra procara por em
pratica asa idea, a cujo servico tem consagrado
todos os seus esforcos, em que poe toda a sua con-
fianza.
Estimaremos qae a veja tealisada.
InqueritoPelo Dr. delegado do l'distrieto
da capital, foi remettido ao Or.'juit de direito do
Io districto criminal o inquerto ieito a Antonio da
Cunha Guimares, que sob o i uspeito nome de An-
tonio Ribeiro de Soaza Guimaraes onrmettera o
crisae de bibamia e fahidade.
Vasorea trannrerldoa Por ordem su-
perior foram transferidos de hoj* para 11 do cor-
rente as sabidas dos vapores Gqui e Jacu-
hype, o primeiro sahir ao meio da pira o pre-
sidio de Feroundo de Norouha e o seguado s 5
horas da tarde para os portos do sul ata a Baha.
Bezerro*Desta localidade nos commuui-
caram ter all fallecido no dia 2 do corrente e na
idade de 44 annos o capito Manoel Jovno Bray-
ner.
Era nm cidado geralmento estimado pelos seus
conterrneos, que por mais de ama vjz coufiaram-
Ibe cargos de eleico popular.
Mire Assim ficaram os cinco escravos do
Rvm. padreTrajaao Eatevo da Procidencia, re-
aidente na villa de Iguaraas, que boje aasignar
a earta de liberdade de todos os escra"s, que
possue.
Pessoa que merece intima confianca, transmit-
tio-nos esta noticia.
Ie-Brll Recebemos o numero 158 deste
jornal, que se publica em Pariz.
O summario do presen.e numero o seguinte :
Tlgrammes da 15 au 25 juin.
Notre courrier do Rio de Janeiro. (Coirespon-
dance partieulire).
Echos de partout.
Le Clmat rel du Brsl (suite) Alfred
Marc.
Chronique parisienneAn ir.en Desprez.
Compaguie de navigation de l'Amazone. --A.
F.
Emigration ita!lenne en Arrriqae.
Le rseau des voios frrea r.a Brsil.
La compagnie du gaz de Rio do Janeiro.
Nonvelles des provinces (Ccar, Piauhy, Pai-
nambuco, Espirito Santo, Sao- Paulo, Rio-Gran-
de do SjI).
Nos livres--Durvlle.
Le Chemin de fer Leopoldina.
Revue commerciale--!). Nod.
Revue financ.re.
Monvement martimo.
Reistosi de TbleraNo dia 8 do mez passa-
do! rara exhumados de auajaepultura primitiva, co
cemiteno do tre-Lachaise, os restos moriaes de
Thiers e sua esposa, transportados para o novo
tmulo, sito na 55a diviso do mesmo cemiterio.
Principe de SlaoDittm varios jornaes
estrangeiros que em breve visitar as principaes
cidades da Europa um principe de Sio que d
pelo bonito neme de Kromlquaucdwawonpse.
Mas isto nao principe, ... um abecedario.
Collecclonador de nellonEntre os
famigerados calleccionadores de sellos, conta-sa o
Sr. Felippe de Ferrari, resident em Varanes, qae
possue um milho e meio de sellos, em caja con-
servarlo e classificago empregidaus secretarios.
Carruagem de .opoleoA celebre
carruagem que a cidade de Pars olfcrecer a Na-
poleo I e dentro da qual elle passou o dia da ba-
talha de Waterloo, va ser prximamente posta
a* fnebresero celebradas:
AmaobS :
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, pela
alma de D. Genoveva Manas Das ; s 7 1/2
horas, na igreja da Cooceico dos Militares, pela
alma do alfares Satyro Ros de Oliveira Porto.
PaaaagelroB Chegadc da Europa no va-
por ingles Trent :
Edward G. Eroest Schmit, iatic Crark, Edward
James Lynch, Jos Luiz Sodngues, Antonio
Ferreira.
S ihido* para o sol no mssino vapor :
Dr. Joo Paes Barreto Lias. Jos Joaquim
Dias Ferreira, A. L3te. A. E. Wilson.
Sabidos para .norte ni vapor nacional Es-
pirito Santo :
Manoel de Manra Cavaloanre, Mara Francisca
de Souza, Jos Joaquim de Soaza, Jos Duarte
Leal, Fraacisco Maaoel Domitig es, Vicente Ca-
labria, Vicente, Domenico SoUstra Sassno Pa-
gani, Nicola Cantazeui, iguel ttandella, M guel
Fueeo, Antonio Agada da Carvalho Ferreira,
Ezeqael Profeta Paraizo, Mara Guilhermina do
Sacramento, francisco Cirdoao Rodrigues, Jos
dos Santos Peroira, Joo rere ra, Joaquim Perei-
ra da Cunha, Miguel Luis dos Santos, Pedro dos
Santos Incogaito, Beaigno Codiceira, arydio Al-
ves da Silva, De. Joaquim Ri:o Lima, Jos Va-
randas de Carvalho, Seba3tio Pereira Gaimares,
Serapio de A;uiar Mello, F;lippe Bezerra da
Costa, saa seahora o 3 filhos, Aitoaio Teixeira
Pequeo, Ephizio Cunha, Antonio Marques da
Fonseca, Dr. Eduardo R. Machado, Cismjate Ma-
galhes da Silveira.
Chegados do Para no vapor inglez Paraense :
Mara Eugenia, Jos da Coila Mon.eiro Lipa-
jos.
Casa de BetencoMovmtato dos pre-
sos da Casa de Detenco do Recife uo dia 8 de
Julho :
Exstiam 380; entraram 24 ; sahiram 22 : exs-
tem 382.
A saber :
Nacionaes 346 ; mnlheres 12 ; estrangeiros 12.';
escravos sentenciados 5 ; idem processados ;
dem de correceo 5.Total 362.
Arragoados 338.
Bons 325; doentes 13.Total 338.
Movimento da enfermara.
Tiveram baixa :
Antonio Bernardo da Silva.
Luiz Jas da Soledade.
Manoel Velloso Wanderl-'y de Mello.
trande lotera do Pura Eis os nu-
serie la 11a lotera ei-
que
foi
que
e, depois de
, por
soneto,
meres premiados da 4a
trahda em 9 de Julho :
2644
3385
5762
1099
5357
49
2123
2174
100:01)0/000
15:0)0/000
5:000/000
2:01)0/000
2:0110/000
1:000/000
1:000/000
1:000/00 J
venda, em Kneblowitz.
Quando o marecbal Blacher su apoderou d'ella,
no campo da batalha, acbou dentro o chapeo e a
espadando grande imperador.
Immlgrario Durante o mez de Maio en-
traram no porto do Rio de Janeiro 3,065 immigran-
tes, sendo 48 allem&es, 22 austracos, 1 america-
no, 19 belgas, 203 hespanhoes, 26 franceses, 7
iugltzes, 1.680 italianos, 988 portugueses, 71 de
diversas nacionalidades ; procedentes de Antuer-
pia 44, Bremen 14, Bordeaux 11, Genova 1.643,
Hamburga 7, Havre 34, Lisboa 1.000, Rio da
Prata 107. V'go 188, di /ersos portos 12 ; homens
2.272, mulheres 793 ; 2 731 maiores de 10 annos,
334 menores idem ; 493 casados, 1.253 solteiros,
7 viuvos, 1.312 de estado desconaecido ; 3.065 ca-
tholicos, 45 agricultores, 35 artistas, 1014 de pro-
fiseoes diversas, 971 idem desconbecidas.
Ns mesmo periodo sahiram 1005, sendo para S.
Paulo 1 007, Rio Grande do Sal 59, Minas-Geraes
154, Paran 9, Santa Catbarina 17, Rio de Janeiro
218, Espirito-Santo 6, Para 1, Baha 1.
PoealaSob o ttulo Vernos e Versoes acaba
de publicar o Sr. Raymundo Correia urna collec-
co de boas poesas, capazes de abalarem a con-
vieco em que tantos poetas temposto a gente de
que em se tratando de poesa, ferve por forca a
parvoice, como sendo da essencia della Nao po-
demos resistir ao prazer de dar aqu urna amostra
e para que se nao diga que esco.hemos, tomamos
logo a primeira :
Ser moca e bella ser, porque que lhe nao basta ?
Porque tudo o que tem de fresco e virgem gasta
E destroe ? Porque acras de urna vaga esperan}a
Factua, aerea e fugaz, frentica se Unca.
A voar, a voar ?... Tambem a borbotas*,
Mal rompe a oympha, o estojo abrindo, vida e
inquieta,
As antennas agita, ensaia o vo, adeja :
O finBsimo p das asaa espaoeja ;
Pouco habituada luz, a luz logo a embriaga ;
Boia do sol na norma e rutilante vaga :
Em grandes doses bebe o azul; tonta, espairece
No ether ; vda em redor ; vai e vem ; sobe e desee ;
Torna a subir e torna a descer ; e ora gyra
Contra as correntes do ar ; ora incauta se atira
Contra o t jo e os sarc>es ; nas pas lucinantes
Em pedacos faz logo as asas scintillantes ;
Da tenue escama da ouro os n quicios mesquinhos
Presos lhe vo fieaudo s pontos dos espanos ;
Urna porgao de si deixa por onde paasa,
E, emquaoto ha vida anda, esvoaca, esvoaca,
Como tm leve papel solt a mered do vento ;
Pousa aqu, v5a alm, at vir o momento
Em que de todo, emfim, se rasga c d'lacera...
Oh I borboleta, para Oh mocidade, espera !
Algum joio fiooa todava entre este trigo ; para
que nao nos taxem de parciaes, citaremos apenas
este verso impossivel :
Que a Harald Harfsgar sedaz.
Directora das obras de conserva
cao dos portosBoletim meteorolgico do
da 8 d Julho de 1887:
Esto premiados com 500/
112 505 627 1347 1722 2853 3079 3121
3605 4214
Approximagoes
1.-OCO/000
1:0.0/000
300/000
300/000
a 2650 esto premiados
3393 esto premiados
a 5770 esto premiados
oremiados

Horas Barmetro a 0 Teuso do vapor a a o "I 9
6 m. 21 -9 76398 16,16 82
9 24'3 765n>27 17,68 77
12 278 765">07 17,80 63
3 t. 272 76410 18,42 70
6 254 764<40 17,50, 72
IslceneaPor pertoria da presidencia da pro-
vincia de 8 do corrente foi concedida a licenea de
20 dias professoia Julia Maria Caldis Rocha,
para tratar de sua sde onde couvier.
Para Fernando de NoroabaS. Etc. I dina ba dias qae o Sr. Rodrigues tem obtido xitos
o Sr. presidente da provincia transfera parao-dia | ootaveis nas experiencias que tem feito.
tea consistorio t 10 1/2 horas da manh para
eleico do juit do anno compromisssl de 1887
1888, em substituico do anteriormente eleito qae
nis acceitou o cargo,
Do Recreo Lramatico Familiar s 4 horas da
tarde em sesso da Assembla Geral para tractor
de negocios importantes.
Da Conferencia Abolicionista a labora da
tarde no Theatro de Variedades para ter lagar a
11* cenferencia, asado orador o illustre Dr. Albino
Meira.
De Club Recreativo Econmico s 3 horas da
tarde em sesso de Assembla Geral em sua
sede.
Amanh :
Dos Accionistas da Companhia de Beberibe
ao meio da no 1" andar da cata n. 71 a ra do
Imperador em Assembla Geral, que funecionar
Com o numero de accionistas qae comparecerem.
Do Monte Po dos Voluntarios da Patria s
5 horas da tarde em sesso ordinaria e no lugar
de sua ede.
lo Inventor braslletroAcha-se em
Lisboa, vindu de Londres, o Sr. Pedro Rodrigues
de Mello, natural do,Brasil, que.foi capital|bnton
nica construiros modelos aperfeicoado* dos belices
de navios a vapor, por um aystema, pelo qual elle
pretende imprimir aos barcos actuaes ama voloci-
dade dupla da qae boje teem.
Q Fgaro, de Pars, referindo-ie a este inventor
Temperatura mxima2Ci*,oO.
Dita minima21",50.
Evaporaco em 24 horas ao sol: 5,7 ; som-
bra: 2-,7.
Chava0"i,3.
Direcco do vento : SW e WSW alternados de
meia uoitr at 1 hora e 4 minutos da manh ; SW
at 3 horas e 23 minutos da manh; SW at 8
horas e 41 minutos ; SSW al 9 horas e 5 minutos;
8 e SSE variaveis at 10 horas e 20 minutos ;
SSE variavel entre 8 e SE (com intermittencias
de SSW) at meia noite.
Velouidade media do vento : 21,16 por segundo.
Nebulosidade media: 0,68.
Boletim do porto
i!. Jjg a, o B. M. P. M. R. U. P. M. Dia Horas Altara
8 de Julho a 9 de Julho 1232 da tarde 6-40 0-41 da manh 74 0,>46 2,>23 0>66 2,"28
LeiioesUtlectaar-se-nao:
Amanh:
Pelo agente Martina, s 11 horas, ra do
Bom Jess das Crioulas n 30, de movis, louca e
vidros.
Pelo agente Garca, s 11 horas, na provincia
do Natal, da polaca brasileira Pharao.
Pelo agente Gusmo, s 10 1/2 horas, ra do
Mrquez de Olinda n. 19, de movis, vidros e
mu tus outros artigos.
Terca- fera:
Pelo agente Pinto, s II horas, de chapeos de
palha avariados.
Quarta-feira :
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, ra 24 de
Maio, de movis, louga e vidros.
2643
2645
3384
3386
Os nmeros de 2641
com 200/.
Os nmeros de 3331 i
com 100/.
Os nmeros de 5761
com 100/.
Os nmeros terminados em 44 esto
com 100/.
Os nmeros terminados em 85 esto premiados
com 100/.
Todos os numeres terminados em 4 esto pre-
miados com 60/ excepto os terminados em 44.
Todos os nmeros terminados em 5 esto pre-
miados com 50/ excepto os termiaados em 86.
A seguate lotera corre no dia 16 de Julho
pelo plano de 40:000/.
Lotera do CiarEsta acreditada lote-
ra cujo premio mi'or de 15:000/000 ser ei-
trabida no dia 13 do corrente.
Os bilhetes acham-se venda na Rolada For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36 .
Tambem acham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 de Martins
Fiuza & C.
Ijoteria do Espirito-Santo A 4* par-
te da 2a lotera desta provincia cujo premio gran-
de 60:000/000, ser extrahida ao da 15 de Ju-
lho.
Os bilhetes acbam-se venda na Rola da For-
tuna na ra Larga do Rosario u. 36.
Tambem achara se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fiu-
za & C.
oterla da provincia No dia 18
do corrente, s 4 horas da tarde, se extrabir a
7a loteras, em beneficio da matriz da Boa-Vista
do Recife e, nj consistorio dn igreja de Nossa
Senhora da Conccico dos Militares.
No mesmo consisrorio estarlo expostas as Br-
oas; as espheras a apreciacao do publico.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa Felit na prca da Independencia us. 37
e 39.
Tammbem acham-se venda na Casa da Fortu-
na* ra Primeiro de Margo n. 23 de Martis F.u-
sa&C.
Assim como na Casa d > Oar~ na a d Baro
da Victoria n. 40 de Joo Joaquim a Costo
Leite e na Roda da Fortuna na ra Larga do Ro-
sario ii. 36.
IsOterla da corteA 204* lotera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande do....
30:000*000 ser extrahida no dia .. do cor-
rente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tana ra Primeiro de Mareo n. 23, de Martins
Fiuza & C.
Tambem acham-se venda na Roda do Fortu-
na ra Larga do Rosario n.
Lotera do ro-Para A 9 lote-
ra desta provincia, pelo novo plano, cujo pre-
mio grande 40:000/000, ser extrahida no dia
16 de Julho.
Os bilhetes achum-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiuza & C.
Tambem acham-se venda na Roda da For.u-
na ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera da provincia do Paran
A Ib* lotera desta provincia,pelo novo plano, ca-
jo premio grande de 15:000/000, te extrabir
dia 12 de Julho.
Bilhetes a vonda na Casa da Fortuna, roa
Primeiro de Marco numero 23, de Martins Fu-
sa & C.
IiOlerta de Aiagoas A 19a parte desta
lotera, pelo novo plano, cajo premio grande
de 10:000/000, ser extrahida no dia .. do cor-
rente s 11 horas da manh.
Os biloetesacham-se venda na Casa da Fortu
na ra Primeiro de Marco n. 23, Martins,
Finta C.
Lotera da Parabybaesta loleria cajo
premio grande de 20:000/030 ser extrahida
no dia 14 de Julho >'s 3 horas da tarde.
Os bilhetes acbam-se venda na Casa da For-
tuna roa Primeiro de Marco n. 23, de Martina
Fiuza &C.
Tambem acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
PIBLICACOES k PEDIDO
Onde est o bode > (j
Provado como ficou, em o nosso artigo an-
terior, que o verbo propr- tem attri-
buto, quer se tome esta palavra, no sentido
rigoroso ; porque, neste caso, tem o attri-
buto concentrado na propria expressao ver-
bal, como todos os verbos concretos, quer
se repute a palavra attributo, como signifi-
candopaciente, complemento oa regime,
por ser tal verbo transitivo ou relativo ;
examinemos, hoje, a ordem grammatical,
que, fez o autor do problema publicado no
Jornal do Recife, de 24 do prximo pas-
sado, do periodo com que concluio o mes-
mo problema.
Para que bem se avalie a ignorancia do
pretencioso problcmeitcista, mister at
tender as seguintes considerarles :
(#) Repele ce o presente artigo por ter havido
deslocamento na numeraoo das provas.
Os Ir.
Ta. Diario de 21 do prximo passado.
e, alludiado as censuras infundadas, fiUs
a respeito da reforma do Consulado, for-
mulamos um problema, que, em summa,
era este : um bomem teo'k 10 filhoa, 6
gastando com elles Rs. 20:00041, e, depois,
passando a gastar somente lO ou 15 oon-
tos, fez ou nao urna eoonomta? E tal
problama foi concluido assim : se, o bobo,
que escreveu sobra a reforma.do Consula-
do, resolver este problema, ganbar fogoa
para o S. JoUo.
No Jornal do Recife 4e 24 do mesmo
mez, o autor do artigo sobre o Consulado,
offereceu tambem um problema solucao,
o qual, em substancia, o segainta : um
hornera gastando Rs. 20:000)? de pomada
em canudos, e dpois passando a gastar 10
em pomada e 10 em banba cheiroza, ficou
ou nao na rae3tna posijo ? E este pro-
blema terminou assim :
Se, o c nhecido idiota que pkopoz
* no Diario de 21 do corrente, resolver o
d'fficil problema, ganhar um pratinho
de carur.' e lgumas duzias de tra-
t ques.
Como se v, nenhuma referencia fez o
autor de tal problema ao que foi publicado
no Diario.
Tendo nos perguntado :
o conhocido idiota propoz ?
muito trabalho, appareceu o autor do tal
problema, e para mostrar que o periodo
com que coucluio o alludido problema es-
tava correcto, incumbio-sa de fazer a or-
dem grammatical do mesmo periodo, no
Jornal do Recife de 1 do crrante.
Antes nao se tivessa mettido n'isto
que peor foi a emenda que o
como vamos provar.
Vejamos a ordem grammatical.
Oracao principal :o conhecido idiota
o ganhar um pratinho de carur' e l-
gumas duzias de traques.
(i Oraco condicional:Se (elle iiiota
resolver o diffiail problema.
o Oragiio explicativa : -QOK (ou o QCJAL
problema, elle idiota) propoz no Diario
de 21 do corrente.
Ainla bem que foi o autor do tal pro-
blema, quem se encarregju de mostrar a
sua crassa 'gooranjia.
Antes da tuio, preciso observar, que
tendo-se propostj um problema e sem que
nanhuma referencia se houvessa faitj a
outro, publicado no Diario, tras di is an-
tes, concluio-se o mesmo problema (segui-
do a ordem grammatical feita, palo seu
autor, do ultimo periodo com que cou-
cluio o tal problema) padiado 30 a soiuco,
n2o do problema que se propoz, mas de
um outro qua absolutamente se ignora qual
ja!!...
Da modo qua, a promesaa feita do caru-
r' o dos traques, nao foi para quam resol-
vesse a diffi;uldad3 que se aprasantava,
mas para quem resjlvesse urna diffi;uldaie
completamente desconhecida!
Para conseguir se este desidertum, n5o
si tornava preciso apparentir um problema,
sobre pomada em canudos, bastara, que;
simplesmenta se dissesse : ganhar carur
e traques, o autor do probl-mi publicado
no Diario do 21 do prximo pascado, se
resolver o seu proprio problema !
Portanto, a ordem grammatical eita
do periodo com quo sa concluio o proble-
ma do Jornal, se fosse verdadeira e cor-
recta daria em resultado a seguinte asnei-
ra : alguem propor um problema e pedir a
solucao da outro diverso, cujo3 termos sao
absolutamente deseonbecidos.
A asneira, porm, resulta de nao poder
o autor do t-l problema, encontrar, no pe-
riodo, paciente para o verbo propor.
Alraittamos, tolavia, que hajSo idiotas
que formulera problemas, e, depois pecam a
solucao, nao dos que propoam, mas de ou-
tros, de cujos termos so ignora ; e, exami-
nemos a ordem grammatical, que, do pe-
riodo com que foi concluido o problema do
Jornal, fez o seu autor.
Eis o periodo:
Se, o conhecido idiota que PROPOZ
* no Diario de 21 do corrente, resolver o
difficil problema, ganhar um pratinho
de carur e algumas duzias de tra-
ques. s
Eis, a ordem grammatical, que se fez no
Jornal de 1." do corrate :
OrajSo principal: o conhecido dio-
i ta ganbar um pratinho de carur e al-
f gumas duzias de traques.
a Orac3o condicional : Se (elle idiota)
resolver o difficil problema.
Oragao explicativa : que (ou o qual
i problema, elle idiota) pbopoz no Diario
i de 21 do corrente.
O periodo comega : se o conhecido idiota
que pbopoz ; esteQUE, na oracSo, pro-
nome relativo ou adjetivo domonstratiro
conjunctivo, e, portanto, refere-se necessa-
riamente ao substantivo que lhe est junto,
e ao qual substitue, e nunca pode referir-
se a um nome que lhe est posterior e
muito distante.
Nao ha quem ignore 3to!
OQuepronome relativo, resolve-se
emo qual, a qual, os quaes, as quaes,
e vem de qui quat quod, referindo-se sem-
pre ao nome que Ibe antecede.
Faz o offieio de sujeitodo verbopro-
porna orarlo que examinamos.
Assim no ex: o a casa QOE Pedro con-
struio urna das mais bellas d'aquella sitio *;
o pronome relativoQUEretere-se a casa,
e serve de sujeito ao verboconsruo.
Outro ex : a encadernaedo do livro qk
me diste muito elegante ; eis oQUE
referindo se a livro, e servindo de sujeito
dedeste.
E, assim, em muitos outros exemplos e
casos, sempre o QEcomo relativo ree-
re-se ao antecedente.
E' urna regra que nao tem excepeb;
porque todas as vezes que houver ambi-
guidade no sentido da phrase, empregando-
se o conjunctivo QOEde**e esta ser subs-
tituido pelo adjectivoo qual.
Ex: t a desobediencia dos Israelitas s
ordens de Deus, A QUAL materia continua
das queixas de Mrnjss. d
Aqui, como oquese refereria a
desobedienciae nao aDeus,se empre-
ga -a qal, em vez deque.
Isto sao rudimentos que todos sabem.
Assim, no periodo que examinamos, o
Queda oracao do verbopropor ai
pode referir-se aidiotaque lhe antecede,
e nunca aproblemaque lhe succede e
est algumas rnilhas de distancia.
No entanto, o sabio autor do problema,
na ordem grammatical que fez de seu pe-
riodo, reputou oQErelativo, mas (isto
horrivel!) referindo-se a problema II...


Diario de PernambucoDomingo 10 de Julho de 1887




Talvez urna crianca de primeiras lettras
nao commettesse semelhanto erro I
O que, porm, mais admiravel, que,
segando a ordem grammatical feita, o
quesendo relativo e referindo-se a pro-
blema, reprsenla o papel de paciente do
verbo propdr!
Eis a oracSo, segundo o autor do proble-
ma : que (ou o qual problema, elle idiota)
propoz no Diario de 21 do corrente.
EUe idiota, para o sabio, o sujeito do
verbo propoz fijando para servir de
regime ou paciente do mesmo verbo, que
transitivo, o pronome relativo que ,
que na hypothese, equivale ao qual pn-
Mema.
Esta nSo se atura 1
Com 10 tuzias de puchado bolos, o
autor do tal problema nao paga semelhan-
e asneira.
Se, se queria pedir a aJu(ao do proble-
ma que se propunha, indicando ao mesmo
temp > que outro havia sido proposto, a ora-
cao seria correcta se sedissesse : o coohe
eido idiota que propoz ura problema no Dia
rio de 21 do corrente, ao bobo que escre-
veu sobre a reforma do consulado, ganhar
um pratinho de carur e urna duzia de tra-
ques, se resolver o que acabamos de pro
por.
Se se pretenda dar curur e traques, ao
conheuido idiota, se resolvessa o problema
que elle mesmo propoz, entilo se tornara
desnecessaria e ftil formular qualquer
problema, e bastara dizer: < ganhar um
pratinho de carur e traques, o conheoiJo
idiota, se resolver o seu pruprio problema,
publicado no Diario de 21 do prximo
passado.
Ora, depois do que tem>3 dito e prova
do -ex abundantia responda-nos o autor
do p-obluma do Jornal do Racife, quem
se tem tornado merecedor ou antes care-
ced or de tirantes e oculos de sola T
Estavamos neste ponto, quando lemos o
que (screveu o sabio no Jornal de hontem.
Coitado! faz d; leu e nao entendeu
o que escrevemos no Diario de ante hon-
tem. Leyere et non intelligere est... E,
vem dizendo que fugimos da questSo, e
queremos engasopar o publico '
O sabedolente fz urna idea magnfica do
publico desta cidade, que se deixa engaso-
par com tanta facilidade !
Contina a dzer que o verbo -propor
a3.it tem attributo E' o caso : errare hu
manum est, sed perseverare in errorem, dia-
bolicum!
O que escrevemos, ante-hontem, e, que
nao entenleste, foi, em substancia, o ss-
guinte, meu sandeu:
Nos verbos concretos, como, propor, e
todos os mais, excepto o verbo ser qun
abstracto, o attributo est concentrado
na propria expressSo verbal; sendo que,
racin dente considorados, todos os ver
bos concretos conim a idea exprimida
COMERCIO

TELEC.RAH1IA9
Ser vico da Agencia Havas
LIVERPOOL, 8 de Julho.
ASSUCAB : Calmo, proco* auftten-
tadoa.
O de Pernambuco n. 9, vende *e
II; por quintal.
ALGODO .Mercado pouco activo,
precoa aem ariariio.
O FAIR de Pernambuco vende ae
a J1J18 d. por libra.
Veoderain-ie noje durante o dia
cerca de ttiOOO fardo*.
NEW-YORK, 8 de Julho.
ASSUCAR:Calmo, precoa auaten-
ladoa.
O FAIR REFimNGde Pernambuco
vende ae a i 9/10 cent, por libra.
Agencia flavas filial em Pernambuuo
9 de Julho de 1887.
B i su eommerclal
f.OTAgES OFFICIAES DA JUNTA DOS COR-
KECTOKES
Recife 9 de Julho de 1881
Cambio soore Para, 60 d/v. com 1 5/8 0/0 de deS-
ContO.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeuz.
BECTlFICTcio
No boletim de hontsm foi cotado cambio sobre o
Rio de Janeiro a 3 d/v. com 1/4 0/0 de descont e
nao a 30 d/v. como por engao sabio publicado.
Doiimcnio bancarlo
RECIFE, 9 DE JCLHO DE 1487
PRAGA DO RECIFE
r Os bancas mantiveram hoje no balco a taxa de
22 1/2 d. sobre Londres, offjreceudo todos Baccar
a 22 9/16 d.
Para quantias maiores o London daiia a 22 5/8.
Em papel particular fi-;raio pequeas transac-
coes a 22 3/4 d.
PRAQA DO RIO DE JANEIRO
Foi mantida pelos bancos a taxa de 22 1/2 d.,
Irme.
O mercado de cambio esteve paralysado, de vi do
isso a ser boje dia de mala.
As tabellas expostas aqu forana estas :
Do IsTBBHACIONAL
SO djv vista
Londres....... 221/2 22 1/4
Pars........ 422 426
Italia........ 426
Hamburge...... 523 52S
Portugal...... 136 138
New-York...... 2*250
Do Lokooh Baxk :
90 djv vista
Londres....... 221/2 22 1/4
Pars........ 422 46
Italia........ 426
Hamburgo...... 523 528
Portugal...... 236 238
New-York...... 2*250
Do Eaousa Bae :
SO djv viita
Londres....... 22 1/2 22 1/4
Pars........ 422 426
Italia........ 4i6
Hamburgo...... 523 0:8
Lisboa e Porto..... 236 238
Priocipaet cidades de Portu-
gal........ 243
liba dos Acores .... 246
liba d^Madeira .... 243
New-l.ik...... 2*250
pelo verbo ser combinada mentalmente
com um attributo.
Quando se diz: Pedro ama, se tem dito:
Pedro amante ; Paulo propZe; Paulo
proponente ; e assim por diante.
E, como por isto mesmo que os verbos
concretos tem os seus attributos contidos
na mesma exprselo verbal, se tem adinit-
tido, que a palavra-attributo, perdendo
a sua sgiiidc&o rigorosa seja tomada
a em pregada, como significando paciente,
complemento ou regime, nos verbos relati-
vos ou transitivos, que sao, os que nao t j)
um sentido completo; e, neste caso, est o
verbo propor.
Ptjdro propoz: o que ? um problema.
Um problem o complemento,) regime,
paciente ou attributo do verbo propor
tomada a palavra attributo, nao no sentido
rigoroso, mas no de paciente.
Comprebendeu agora ? !
Apostamos que nao ; e, desde entilo, nao
ba meio seno empregar ostirantes e os
oculos de sola.
O bobo diz no artigo de hontem, com
ares de triumphador : camelobipede, es re
ve-so cora avalt
Nao contestamos, e, isto deve correr por
conta dos revisores de provas do Diario.
Se se tivesse o cuidado de examinar os
artigas anteriores, em que temos empre-
gado esta palavra, verse bia ella sempre
escripta com um l.
E outros descuidos de impressao se en-
contram no mesmo artig; assim que
estmunirmos-n'os, em vez de mu-
nir-m'o-nos.
E, aqu que haveria erro de granara ti
ca, que poderia ser allegado, se o toleirSo
enchergasse alguma cosa.
Ainda assim que est: oh oh 1 oh I
em vez de oh ah I eh !
Isto, porm nSo para admirar, tratan
do se de um artigo longo, como foi o nos-
so, onde possivel que os revisores dei-
xem passar estas pequeas coisas.
Se quizessemoa argumentar neste terre-
no^ e com vantagem, por serem os arti-
gos qm escreve o bobo de quatro linhas,
apenas) notaramos que, em seu artigo de 3
do correute est manjadoura em vez de
manjedoira ou manjaioira.
E, no de hontem : Entretanto, apezar
da repugnancia que nos inspira o TAL SAN
DEU, dar-LHES-hemos r^sposta Orao
pronomeIhes refere-ae, na oracjto ci-
ma, a sandeu ; e, entilo temos; que dar
resposta a ei.i.ks saxdel*.
J fallar bem o portuguez 1 !
Nao escreva mais, ou pega a alguera
para escrever por si, conlorme nos consta
que est re-olvido a fazer.
Antes de tormnarmos a questo, con-
sinta o SABIO, que Ihe demos um s lutar
constlho : se fjr possivel, procure receber
tudo o que pagiu aos que lho se~v:ruu
de mestres de pirtuguez, e, novaraente,
a^^m
Mercado de aaaucar e Algodao
BICIFK, 9 DE JCLHO DE 1887
Assucar
A cotaco regula ainda, para o agricultor, aos
algarismos abaixo, por 15 kilos.
Branco, os melhores que
apparecem no mercado,
regulam de .... 2*200 a 2*400
3. sorte boa..... 1 900 a 2*100
3. regular..... 1*700 a 1*8 <()
Hmidos e baixos 1*500 a 1*70(1
ijmenos...... 1*300 a 1*400
Mascavado..... 1*040 a 1*100
Bruto....... *90D a l*l>10
Rtame...... *700 a *8!)0
Algodao
Nao bouve vendas b ,je.
A cotnct para o de 1' sorte do sertao contina
a ser de 6*800 (namiual) por 15 kilos.
Entrada* de aaaucar e algodao
HEZ DE JULHO
Attucar
Entradas Dias Saces
Brcaca...... 1 8 3.257
Vapores ...... ... ...
Via-terrea de Caruar 1 9
Animaes...... 1 9
Via-tnrrca de S Fraucsc3 1 ti
Via-ferrea de Limoeiro 14 6
.Souima.
881
60
3.113
80
7.391
Entradas
Algodao
Dias Saucas
Barcacas.....
Vapores.....
Via-fenea de Caruar
Animaes.....
Via-fenea de S. Francisca
Via-frrea de Limoeiro .
Somma.
42
8U7
16
2.227
161
45
3.298
Deapacboa de exportaro
HEZ DB JULHO
Nos dias l 8 toram despachados na Alfanje
ga os artigos seguintes :
Pura fra do Imperio
Agurdente..... 49 litros
Algodao...... 396.324 kilos
Assucar ...... 522.150
Bagos de mamona 4.400
duros salgados. ... 42
Pranchoes de vinbatico. 31
Para dentro do Imperio
Agurdente..... W6 913 litro*
Alcool...... 4.SUO
Algodao ...... 661 kilos
Assucar......858.222 1/2
30 caixas
Cera de carnauba . 850 kilos
Cocos (fructa) . 6.000
Cumar..... 10 canas
Doce...... 630 kilos
Farinia de mandioca . 100 saceos
Oleo de moclo . 60 kilos
.'leo de ricino 0J .
Paos de jangada . 42
529 1/2 kilos
Resina de batata . . 1 caixa
2.000 litros
Vinbo dejurubeba . . 92 caixas
RECAPITULADO DO ASSUCAR
Para o exterior 522.150 kilos
Para o interior 858.222 1/2 .
Somma. 1.330.372-/2 .
Vapores dcapacnadoa
Vapor nacional Espirito /Santo, sabido hjntein,
levou a carga seguinte :
Para o Cear :
5 culotes com rap.
1 caixa com calcado nacional.
Para Mnranbao :
50 fardes com xarque.
2 pipas com agurdente.
1 caixa com calcado nacional.
Para o Para :
60 sacecs com assucar branco.
50 latas com dito dito.
647 barriquinbas com dito dito.
5 barricas com dito dito.
1.701/2 ditas com dito dito.
26/3 ditas cin dito dito.
1.390,4 ditas com dito dito.
15 pipas com agurdente.
50 bairis de quinto com dita.
10 voluntes com doce.
1 caixo com dito.
5 barricas com dito.
32 caixas com vinho de jurubeba.
4 caixas com calcado nacional.
entre para a escola, comejando peloa
b-c.
NSo lbe declinamos o nome, expondo-o
a risota do publico, com a condic.Ho de
nunca mais se metter a escrever artigos.
Receba as nossas prudentes admoesta-
;3es, que nao se dar mal com ellas.
A defesa do inspector da Th e
.ounirla de Fazenda.
O Sr. Antonio Cae tao da Silva K.l-
ly, denunciado p-lo Dr. Io promotor pu-
blico desta comarca, pelo crime de preva-
ricado previsto e definido no 4 do art.
129 lo coiigj criminal, apresentou sua
resposta escripta, segundo se diz, em d z
cadernos de papel, e convicto, talvez, de
ter se defendido cabalmente, ou affagando
a conviccSo segura de ter espalhado a luz
serena da verJade em roda dos tactos, que
serviram de apoio s presumpc5B ergui-
das contra si, nao quiz que tao monumen-
tal deftza fi jasse ignorada por todos quan-
tos se interessam pelos negocios pblicos,
e est transcrevendo-a no jornal A Pro -
vincia.
Nos, que o temos lido, nao podemos ti-
car silen.iosos, autorisando o Sr. K"lly a
suppor que basta o arrojo da philaueia p a
ra apagar os vestigios de sua deslustrada
:arreira publica ; nos o conhe jemos, e,
por aso, vamos off-recir alguns esclareci-
mentos s all-gajSis do denunciado.
Antes de entrar na apreciado dos pon-
tos que sarviram de base a denuncia, o
respjndente defini todas as phases de sua
vida publia, enumerando as mltiplas
commiss5es que desempmhou, para tornar
coohecido pela investigado do seu passado
o conceito que soube conquistar em favor
de seu nome : eis o que diz elle, desenro-
llado aos olhos deste povo maravilhado um
catalogo de decretos, sendo o ultimo o de
sua remocho da Babia para esta provincia,
com o qual completou o fat'dico numero
de 13 1
Mas, a simples citacSo de datas das no
raeafjSes, pode s.ssegurar que foram bem
deserapenhadas as commissScs e firmar a
reputagao d empregado honesto, zeleso e
exacto no cumprimento dos deveres de seu
cargo ? Nioguem responder afirmativa
mente, tanto mais reconhecendo pela suc-
cessao conjueta das noraeacS:-*, q1 e o Sr.
K lly nSo se demorou por mais de dous
annos as inspectjrias que lhe foram con-
fiadas em thesourarias e alfandegts, cir
cum8tancia bera notavel para presumir se
que no se tem sahido bem de taes com-
inissSes, e como S. S. Dada tenha dito e
provado semelbauta respeito, dirigimos
lhe as seguintes perguntas :
Como se sabio da commissSo da alfan-
dega de Albuquerque, hoja de Corumb,
em Matto-Grosso ?
Porque tora obrigado a retirar-Be d'alli
poucos mezes depois de sua chegada ?
Para Manos :
10 latas com assucar branco.
10/2 barricas com dito dito.
35/4 ditas com dito dito.
1 pipa com agurdente.
102 barris de quiato com dita.
4 canas cura vinbj de jurubeba.
Carregaram diversos.
Vapor ingle Trent, sibido hontem, levou
Para Mout video :
50 pipas com agurdente.
50 saceos com teos (fructa).
Para Buenos-Ayres :
58 saceos com t^os (fmct).
Carregaram diversos.
\aiio a carga
Edtao sendo despachados os seguintes :
Burea nacional Mimosa, diversos artigos, para
o Porto.
Barca sueca Skinda, algodaV, para o Bltico.
L^nr nnciuual Loyo, atsucar, paia o Rio Oran-
de do Sul.
L^ar noruegnense Christina Elysabeth, trigo
para o Canal.
Vpor am ncano Fininee, a ebegar, algodao e
outros rticos, pura os partos do sul.
Vapor allemo Hoffnung, assucar, pa.a o Rio
(iraude do Sul.
vivi a deacarga
|{ u-ea allem Nauta, keroseae.
Barca portuguesa Claadina, varios gneros.
Barca nacional AfarianninAa, urque.
Escuna allem Fritt, xarque.
Escuna noruegnense Reform, xarque.
L^ar ingles Peggy, bacalho.
Lugar ingles A'iwer-iSea, baealho.
Lujar nacional Marinho Vil, xarque.
Vap jr ingles Atice, carvio.
Vapor ingles Paraense, varios gneros.
Vapor nacional Sergipe, varios gneros.
Vapor nacional Maadah, varios gneros.
Vapor ingles Osseo, carvo.
Pauta da .Ifandeg
SUMABA OB 1 1 A 16 DE JULHO DB 1
Assucar retinado (kilo) .
Assucar brauco (kilo)
Assucar mascavado (kilo)
Alcool (litro) ......
Arroz com casca (kilo)
Agurdente e.....
Algodao (kilo).....
liorracna (kilo).....
Couros seceos salgados (kilo)
* uros eecco e>pichados (kilo) .
Coui^j vei Jes IKjI ....
Cacao (kilo!......
Caf restolho (kilo) ....
Carnauba (kilo) .....
Careces de alfodo (kilo)
Carvo de pedra de Cardift (tos.)
Caf bom (kilo).....
Cachaca (litro).....
Farinha de mandioca (litro) .
Fumo restolho em rolo (kilo) .
Fumo restolho em lata (kilo)
Fuun bom (kilo).....
Fumo em folba bom (kilo) .
Fumo em folha ordinario (kilo) .
(ienebra (litro).....
Me! (litro)...... .
Mimo (kilo)......
Taboadoe de amarello (duzia) .
887
145
126
066
160
65
056
400
liOtio
460
585
275
40
0
366
014
16OO0
460
700
037
405
50
720
7*0
400
200
040
400
lOOOJO
Divideuilo
A Cohpasiila dos Thilbjs Ubbasos do Recifb i
Olikda e ebeuibe est distribuinda o seu 25 di-
videndo, razio de 8 0/0.
Us interessados devein se dirigir ao eacriptorio
da compaubia at o dia 12 do crrente, e desee
da em diante as tercas e sabbados.
Memorial
Em 18 do corrente, ao meio dia, de era reunir-
se, em assembla geral extraordinaria, os acciu
motas da Cohpamuia db Edifica?o, afim de toina-
rem conhecimeoto da reclamacu que na ultima
sesso da assembla geral levantaran] alguns ac-
cionistas sobre a elegibilidade do engenbeiro An-
tonio Carlos de Arruda Beltro, qu< obteve maior
numero do votos para o cargo de gerente.
Ainanh, 11 do corrente, os accionist.s da Con
pashia do Bebekibe se leuuiro em assembla $e-
ral ordinaria para tratarem dos aesumptos d-.-sig-
nades nos respectivos estatutos.
A asaembla funecionar com qualquer numero
de accionistas presentes.
Com o descont de 4 0/0 esto sendo substitui-
das na Tbxsocbabia de Pazenda as notas do The
souro do valor de 2*000 da 5. estampa, 5*000 da
7.a e 10*000 da 6.
' verdade que por seu procedimento re-
provado pelos homena maia qualificados
do lugar, fora desfeiteado em pleno dia e
em am urna das ras mais i'requentadas de
Corumb ?
Porque retirou-se de Cuyab T
' verdade que S. S. fora suspenso do
exf rcicio de inspector da thesouraria para
ser responsabilisado por crime de prevari
cagSo, em vista de denuncia acompanhada
de documentos comprobatorios de actos d
in.probidade ?
E' certo que o processo foi julgado im-
procedente porque S. S. ebedeoera a inti
ma^So que receberapara retirar-se imme-
ditamente da provincia, prom;ttendo oe lbe
aquello resultado ?
Becorda se das escravas Esmeria e Au-
relia e do italiano Tortorolli ?
E' verdade que S. S. quanto inspector
da thesouraria de Santa Oatharina obteve
um crdito de 7:( UUr> para obras na re-
partigo, e que apenas fez construir, sob
sua administrago e fis^alisacjio urna latri-
na, que poderia custar 400 ou 5(J0-> e um
retrato a oleo do imperador, entretanto que
foi despendida a totalidade do crdito ?
E' verdade qua S. S. commissionado
para inspeccionar a thesouraria da Para-
hyba aconselhuu, ou ordenou a venda de
urna rica mobilia de grande valor perten
cente mesma thesouraria e fabricada
na Babia, e mandou arremat.l-a p- r.i si
por interposta pessoa por prego relativa
mente insignificante, ftzcndo, depois, pre-
sente deila a um ex-ministro da tazenda ?
E' verdade que S. S. quando foi inspec-
cionar a thesouraria e Alfandega do Ma-
ranhao, oceupou se exclusivamente em pre-
judicar a reputacjlo de empregados dis-
tinctissimos por sua prtbidade, zelo e
exaccSo no cumprimento de seus deveres,
promovendo perversamente a demissao de
uns, aposentadoria forjada e remoco de
outros, que mais tarde o goveroo reco-
nhecendo a falsidade das accusac.5es feitas,
em reservado, pelo seu delegado, teve de
annullar ?
Em quanto o Sr. Kelly nSo responder
esa es perguntas, nao tem direito a ser jal
gado pelos seus precedentes, .como empre
gado digno.de respeito c consideracao con-
quistados pela pratica de bons exemplos.
a' circumstancia allegada por S. S. de
ter durante toda sua vida sido b.ifej ido
pela confianza dos governoa em todas as
aitUbcSes pollinas e de ser acompanhado,
por toda a parte, pela syrapatbia e reco-
nhetiuiento de sius subordinados, oppo-
qjos os embargos seguintes :
Todos 8bbcm que ha conan^a adquiri-
da pelo sab.-r, dedicado, zelo, probi lado,
etc.,, com que o funecionario deseoipenha
os deveres de seu cago, be:s como ba con
fianga (?) adquirida pelos agachados de
podre servilismo aos ps de qualquer his-
po do thesouro, ou p-la mallealidade com
ImporlUico
Vapor nacional Mandah, entrado de Arcaj
e escala tm 8 do coi rente e consignado a Com
panbia Pemambucaua, manifestou -
Algodao '200 sacc-as a Percira Cr.rneiro & C 21
ordem.
Couros salgados seceos 895 ardem, 873 a Sil-
va Guimarea &C
Barca allem llama, nitrada de- N. w-V.ik em
8 do carrente e consignada a Fonseca Irmos 6
C, manitesl u :
Ktroiene 17 l!8cam.s a ord m.
Vapor ingk-z Ireat, entradg dus portos da Eu-
ropa em 9 do corrente e couaiguado a Adainson
11,\tc & C, manifestou :
Amostias 7 volumes a diversos.
Appareibos para telephune 1 caixa a Antonio
do Cal mu A'uii Ua.
Cano de Uno 1 a Compaubia de Beberibe.
Calcados 'i caixoes a Perreira Barbosa & C-
Drogas 1 euxa a Mnoel Alves Barbosa suc-
eesaor.
Esteiras 1 fnrdo a Francisco (iurgel & Irmo.
Estopa 10 faidosa liveira Basto & C.
Ftrragt ns 3 volumes a W. Halhday 4 C, 1 a
Francisco Launa 4C, 2a Manuel Vieira Neves.
Fio 3 fardos a Prente Viauna & C.
L iuca 1 barrica a Tbeo. Just.
Mercadorias diversas 3 volumes ordem, 1 ao
London idraxilian Bank, 1 a Francisco Gurgel
t Irmo, 7 Braziliau Submarino Telegraph
Coropany, 1 a iogu A dos Keis e. C
Objecios para chapeos de sol 1 caixo a Fran-
cisco Xivinr Perreira.'. C
Plautas 1 volume a Coupauhia de Beberibe.
Presuntos 3 caixas Saunders Brothers i C.
Pimenta da India 15 saceos a Sauz* Basto,
Amorim & C, 10 ordem.
Queijos 10 caixas ordem, 7 a Albino Oliveira
4 C, 25 a J. B. de Carvalbo, 10 a Fernandes da
Costa & C, 10 a Medeiros & Soares, 5 aGuima-
les Rocha de C.
Kuupa 1 volume a Saunders Br ,tbers & C.
Tinta 1 caixa a Companhia do Beberibe.
Tecidos ai versos 10 volumes a Luis Antonio
Sequeira, 143 ordem, 73 a Machado ct Pereira,
2 a Bernardino Maia & C, '2 a Silvtira & C, 2 a
Alves de Brito se C, 2 a Francisco Launa & C
13 a Narciso Maia C, 2 a Leiie Basto & C 17
a Albino Amorim & C, 13 a Gonc-lves Irmo i
C, 13 a Guerra & Fernandes, 8 a Audrade Maia
C 3 a A. L. Guimares, 3 a Loureiro Maia &
C, la A. Vieira ct C, 11 a Joaquim Agostiuho
ot C, 7 a Rodrigues de Carvalbo o C, 2 a Cuu-
to, Santos & C
Zarco 15 barricas a Saunders Brothers &. C.
Exportaco
aacirB, 8 DB JCLHO DB 1887
Para o exterior
No vapor Dg'.ez Ashbroohe, carregou :
Para Liverpool, J. H. Foxwell 18 saccas com
1,414 kilos de algodao.
__ Na barca nacional Mimosa, carregaram :
Para Lisboa, Baltar Oliveira fc O. 42 couros
salgados com 291 kilos.
Para o interior
No lugar nacional Logo, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, J. S. Loyo 4 Filho
510 barricas com 36,839 kilos de assucar branco
e 300 ditas com 32,417 ditos de dito mascavado.
__ No vapor nacional Espirito banto, carrega-
ram :
r*ara o Para, A. R. da Costa 10 eaixas com 150
kilos de doce ; Maia &l lies, nde 75 barricas com
2,689 kilos de assucar branco ; A. R. da Cosai 35
oarricaa com 2,447 kilos cacos com 3,000 ditos de dito refinado ; M. J.
Alves 6 barricas com 404 kilos de assuear refina,
do ; V. de Itaqui do Norte 500 volumes com
37,611 kilos de assucar branco ; R. fessoa 100
barricas com 7,798 kilos de assucar branco;
Eduardo Barbosa -<)) barricas com 12,560 kilos
de assucar branco ; J. J. da Costa Mureira 26
26 barricas com 1,1S4 kilos de assucar branco ;
J. J. Fernandes Jnior 1 caixo com 80 lulos de
doce.
Para Manos, F. A. de Asevedo 5 barricas com
180 kilos de assucar branco ; Amorim limaos 4
C. 50 barris com 4,800 litros de agurdente.
Para o Cear, J. M. Das 8 caixoes com 173
1 (2 kilos de rap ; L. T. Alves da Silva 2 caixoes
com 91 1(2 kilos de rsp.
__ Na barcaca Ftli* Soctedade, carregaram :
Par Mamanguape, P. Alves 4C. 6sacc(8 com
360 kil os de assucar branco.
Dlnbelro
EXPEDIDO
Pelo vapor nacional Espritu Manto, para :
Parabyba 2: C^r 45:546*650
Pri 500*1100
que elle ae presta ao servigo de todos os
partidos.
Ora, pelos sena antecedentes nSo se
acha o Sr. Kelly no Io caso, e nao quere-
mos encrtalo no 2o, porque, talrez que
S. S. tenha conseguido todo o cabedal cora
que se apresenta tao laureado, por outro
meio de que se tem utilisado constante-
mente : isto : dos reservados e das con-
fidencias segredando aos ouvidos dos mi-
nistros sonbados, faltas e mesmo crimes
por elle descobertos, mostrando assim o
seu zelo e construiudo sua reputaco com
03 destrozos da alheia: abater os muros
para levantar os monturos.
Como exemplo desse meio igoobil tan-
tas vezes por S. S. empregalo, citaremos
o facto recentemente explicado, na Pro-
vincia de 28 do expirante mez, em I ar-
tigo assignado pelo Sr. Dr. Ceciliano Ma-
inode, qu3 convence-nos de que, ainda
urna vez, o Sr. Kelly quiz impor-se con-
fianga do ministro, servindo-se dore-
servado -para prejuiiear os crditos do
inspector da alfndega e de urna compa-
nhia, denunciando ter encontrado nma fal
ta grave, urna defraudadlo das rendas do
Estado. Faltou impudentemente a verJade
para satisfago de seus iujonfessaveis pit-
aos, e v-83 boje esmagado pda fori pro-
bante de urna certidao exhibida I
.. Km nenhuma das repartieres em que o
Sr^K lly tem entrado como chcf-, conse-
guio ainda conquistar a sympathia e roco-
nbecimento de aeus subordinados, como ga-
lhardamente affirma.
E poder conquistar sympathia e reco-
nhecimento quem s experimenta prazjr
quando pratica o mal ?
N'este caso est o Sr. K-dly, asss co-
nhecido p^lo seu genio iirigiio pela per-
versidade de perseguir, ainda mesmo sera
motivo algum plausivel, e muitas vez<8
pelo facto uuico de ruto sympathiaar com o
empregado, alias digno de estima de 3eus
chefes.
Si houver quera duvide da verdade que
garantimos, dirija sa a Thesouraria de Fa
zen la, inquira cada um dos empregados,
que sito e o numero superior a 40, e ti;ar
sabndo que apenas dou3 ou Ires nutrem
aquellts sentimentos a respeito do inspue-
tor suspeosi : os outri.i uto sito seus mi-
migos, por-D nao Ib* votara syrapath'a c
in-:ii03]:iinda recoubecim-^nto.
Entretanto, outro chefe as cond<;3-8
em que se acha actualmente o Sr. Kdly,
choran lo sua desgrana, aprescutando en-
canecimnto precoce, pesar dos 60 Ja-
neiros que lhe pesara e definhamento phy-
sieo, e cora 42 annos de servQ is prestados
ao paiz, teria seu lado todo o fun.'ciona
Uslo de sua r^particSo e das que lhe sao
8ubordo..d*8, desdi que estivessera ligados
por syinpathia e reconhecimento, ou entilo
todos convencidos dos precedentes honro-
sos do companheiro ferido pela fatalidade I
Readiuieutos publico
Renda reral :
U' la8
!dem c 9
llllZ DE JL'LUO
Alfandega
196:0444915
16:166 697
Renda provincial :
De 1 a 8 2o:860i776
dem de 9 1.931 326
212:2114642
22.77U121
e 1 a .-
dem de 9
Oe 1 a 8
ld---m dt 9
Recebedoria geral
234:9824763
8:1614821
1:4364565
-lab
lie o u 9
Recebedoria p.ojvndai
Reeiff. Drnage
9:5284386
66:8014363
5:4164381
72:2174741
3:9614248
2394518
4:200i766
Mercado Municipal de JO*
movimento deste Mercado uo da 9 de Jalho
foi o seguinte :
Entraran! : .
39 boia pesando 5,645 kHos sendo de Olivei-
ra Castro, 27 ditos de 1 qualidade, 12 ditos
particulares. ..,,a
T22 kilos de peixe a 20 ris 124440
98 cargas de farinha a 200 ris 19600
40 ditas de fructas diversas a
300 rs. 124000
10 taboleiros a 200 ris 24000
24 Suinos a 200 ris 4*800
Foram oceupados : ^^
25 columnas a 600 ris 15400
25 compartimentos de farinha a
500 ris. 124500
24 ditos de comida a 500 ris 124000
97 V ditos de legumes a 400 ris 384800
19 ditos de suino a 700 ris 134300
11 ditos de tressuras a 600 ris 64<>00
10 talaos a 24 20MUU
9 ditos a 1J 104000
A liveira Castro 4 C.:
51 talhos a 14 544000
Deve ter sido arrecadada neste di
a quautia de
Rendimeuto do dia 1 a 8
Foi arrecadado liquido at heje
Precos do dia :
Carne verde de 280 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Suinos de 560 a 640 ris dem.
Parraba de 200 a 280 ris a cuia
Milno de 260 a 320 ris dem.
Feijao de 640 a 1*00 idem.
aiadooro Publico
2334040
1:7364840
1:969>880
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 9
reses para o consumo do dia 9 de Julho.
Sendo: 66 reses pertencentea Oliveira Castro,
fe C, e 27 a diversos.
Embarcacoe* nurtaa no porto em
9 de Junio
NACIOIAES
* Espirito Santoconsig. Companhia Braziieira.
Giqui t.'omranhia Pemambucana.
Jacubype (Companhia Pernambueana.
# Joven Correia Amorim Irmos & C.
Loyo Loyo Marianninha Baltar Oliveira 4 C.
Mimosa Baltar Oliveira 4 C.
Marinho Vil Loyo 4 Filho.
Manlab Companhia Pernambueana.
Pirapama Companhia Pernambueana.
S. Bartholomeu Bartholomeu Lourenoo.
S. Francisco Companhia Pernambueana.
Sergipe Cjmpanhia Bahiana.
ESTRANOEIBAS
Alice consig ordem.
Blanche S. Brothers 4 C.
Chrielina Elysabeth W. Sons 4 C.
Claudina L .yo 4 Filho.
Efraim H. Lundgren 4 C.
Elston Adamson Hcwie & C.
Frits Baltar Oliveira 4 C.
Gaselle ordem.
Honnng Pereira Carneiro 4 C.
Fa J Fonseca Irmos 4 C.
E' que o Sr. Kdly n2o saba inspirar-sa
nos elevados sentimentos de justiya para
com os seus subordinados, que o temem
por conhecerem suas disposifjSes para o
mal, e que, ainda mesmo em condijSes
criticas para si, ainda procura aoastellar sa
em accu3ac3es que levanta contra todos
como recurso para sua salvadlo.
Assim que o presidente da provincia,
chefe de polica, promotor publico, conta-
dor, procurador fiscal e empregados da
Thesouraria slo abusados como persegui-
dores, desleaes, negligentes, etc. : preten-
de o Sr. KMly fazer acreditar que todos
sSo in.s, senio elle o nico bom.
Proseguiramos na analyse da deteza logo
que forera publicados, como indispensa-
vel, os documentos que lbe servem de
prova.
Jlmotkeo.
Contracto do Uatadouro
ii
Chama antes que te chamem exprime urna ver-
dade vulgar que se realisa a respeito da Provin-
cia cum urna constancia montona.
A prorogacao do cjntracto, cujos documentos j
publiquei por extenso neste Diario, censurada
porque fui concedida a despeito do voto divergen-
te de um vereador que tem grande autoridade
para a Provincia.
Refiro-me por demais aos motivos da proroga-
cao qu o legal e regularmente f--ita.
Durante o periodo das funcco-'S da cmara paa-
sada esta conhecia peritamente o estado do ma-
tadouro e o modo porqua executei o meu contrac-
to ; e por isso nao era de estranhar que rejeitasse
um voto nico de opposicAo inepta prctenjao
pela supposta neceasidade de examinar obras des-
de muito recebidas conforme prove tamben por
documentos j publicados e hoje corroborados pela
publicaco do honrado ex vereador, o Sr. Cussy
do Rgo, ri'spondendj a mesma folha.
Depois a cmara nao defer.o a minha prtten-
cl > nos termos em que a tormulei.
A cmara por proposta do muito digno or. Dr.
Jos Osono restringi o prazo da prorogico pe-
dida, salvou qua'quer vantagem alm do contracto
e sujeitiu me a fazer melboramentos que ella iu-
dicasse de accordo commigo, pois que se tratava
de firmar esse ponto para evitar conflicto entre as
partes contrastantes.
O voto dissidente que a Provincia trauscreve
se reduz consideradlo madmissivel de examinar
obras fcitus j examinadas pelo engeaheiro e re-
cebidas en <-xecuco do contracto.
E tem a Provincia a coragem de affi-ontar este
publico que conhece-nos a todos ui par-- oppor
aquelle voto ao do Sr. Dr. Joa Osorio e aos doff
ou'ros m -moros da cmara municipal !
E v coutradieco entre o procedimento do dig-
no vereador < a opinio que antes externara de
uo votar pela prorogacao do prazo de factura de
obras (e cujes motivos dare depois) que afiaal
foram feitas antea de expirados os respectivos
prazos Je prorogacao e o do mesmo contracto.
Das raioes coucumitautes dessa negativa c nao
da discusso do melhor systema de servica do ma-
tadouro, isto pjr adunnistracao ou contracto,
conclue com a sua lgica a Provincia que ha cou-
tradieco entre o procednento e um incidente de
discusso muito anterior aos faltos de que se
trata !
Acha ainda contradicfo em haver o Sr. Dr
Jos Osorio depois de meses da data da proroga-
cao e por insistente peticla minha cmara para
declarar os melhoramntos que prefera, lavrar
Nurseman Comoanhia Telegraphica.
Osseo W. Sons 4 C
Peggyh S. Brothers t C.
Paraense Johnston Pater 4 C.
Reform H. Landgren 4 C.
Skindea W. W. Robilliard.
Silver Sea J. Pater 4 C-
Trent Adamson Uowie 4 C.
O signal indica ter a embarcar] sahido boje.
Vapore* & entrar
DOS PORTOS DO SUL
Tamara 14.
Priucipe do Grao Paraa 14.
Manosa 16.
Arlindou 17.
Aconcaguaa 18.
Araucaniaa 19.
Congoa 19.
Pernambuco a 27.
Neva-a 29.
DOS P0BT0S DO NeSTB
Camilloa 13.
Paraa 23.
Di EUROPA
Sullyamanh.
La Plataa 24.
DE HAMBUROO
Buenos-Ayresa .15.
Santosa 16.
DE LIVERPOOL
Plutohoje.
DB SEW-PORT
Financeamanh.
Vaporea aablr
Sully a 12, s 3 horas da tarde, para a Baha,
Rio de Janeiro e Santos.
Sergipea 12, s 4 horas da tarde, para a Bahia,
tocando em Macti, Villa Nova, Penedo, Ara-
caj e Estancia.
Financea 12, s 3 horas da Urde, para a Bahia
e Rio de Janeiro.
Camilloa 14, s 5 horas da tarde, para os portos
do sul.
Tamara 14, 1 hoia da tarde, para Southamp-
ton com escala por S. Vicente, Lisboa e Vigo.
Nota Foi transferida para amanh a sabida
dos vapores Jacvhypc, para Macei, Penedo e Ara-
caj e GioTi, para Fernando de Noronha.
Navios a entrar
Armidade Londres.
Anne Mariedo Rio Grande de Sul.
Arielde Terra Nova.
Armandoo Rio de Janeiro.
Bella Rosade Terra Nova.
Camoesdo Porto.
Clutade Terra Nova.
Erntede Hamburgo.
Emolatorde Terra Nova.
Echode Cardiff.
Florence de Terra Nova.
Faiwardde Liverpool.
Honb.rgsundde Cardiff.
J. G. Fichtede Montevideo.
Jos Estevodo Rio de Janeiro.
Katalinaie Terra Nova.
Leanderde Terra Nova ,
Lidadordo Rio Grande do Sul.
Marade Terra Nova.
Marinho Ido Rio Grande do Sul.
Marinho IX-do Rio Grande do Sul.
Meta Sophiade Hamburgo.
May Coryde Terra Nova.
Osearde Santos.
Hovimento do porto
Navios entrados no dia 9
Southampton e escala14 1/2 dias, vapor aglet
Trent, de 1707 toneladas, commandante A.
E. Bell, equiDagem 88, carga varios gneros;
a Adamson Howie & C.
Falmouth e S. Vicente31 dias, vapor ngk
Alice, de 35 toneladas, commandante Tho-
mar. Ennew, equipagem 10, carga carvo de
pedra ; ordem,
New-Y^rke escala-31 dias, vapor inglez Para-
cuse, de 1086 tonelada?, comenandante U. T.
Sidebsthan, equipagem 35, carga varios gene-
ros ; a Johnston Pater & C
Sahidos no mesmo da
Buenos-Ayres e escala-Vapor nglez Trent,.
commandante A. E. Bell, carga vanas ge-
TenrraNova-Lgar inglez Blanche,. capitao
Robert Palfery, em lastro.
Porto e LisboaPatacho nacional Joven Lor-
reia, capito Mauoel G. Piedad-, carga varo
8antosVapor ingles Elstow. < oanmaudante
Thamas Robertson, carga vanos gneros.
Manos eescalaVapor nacional Espirito-Santo
commandante Carlos Gomes, carga vares g-
neros.



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1

f
Diario de PernambucoDomingo 10 de Jiilho de 1887
-
nm parecer, que a commissSo anteriormente nio
dera, impoado-me onaa e nao vantagena.
Esse parecer, segundo agora estou informado,
foi apreaentado ao ontro membro da commiasao
que declarou que em aeaao da cmara o tomara
em consideracao.
Esta seaso e a aeguinte foram as ultimas da
cmara passada e o parecer ficou assignado pelo
Sr. Dr. Jos Osario com os mais papis do ex-
pediente da seaso, nao tendu comparecido aquel-
las duas sesades o Sr. capito Autonio da Silva
Neves.
O parecer aceitava clausulas por mim propos-
tas, propunha outras alm das do contracto pro-
rogado, menos a do empedramento do curral, pro-
posta pelo mesmissimo vereador Dr. Barroa Reg.
Tratava-se de chegar a accordo aubre os melh >-
ramentjs preferive's que nao podiain estar previs-
tos no contracto ento prorogado.
Entretauto a Provincia fai de questlo secunda-
ria grande escarcj especialmente pelo empedra-
mento do carral da Cabanga que seco, nao tem
nece.'sidade Ce ser empedrado, pie ser at me-
dida prejudicial ao gado ; quando o do logradouro
no protuudj atoleiro, ondo se enterra at o veo-
tre as reos que passam alli a ujite e adoecem,
e contra o qual nao se reclama e delle nao ae
lembrou a autoridade respeitavel em que se fun-
dou.
O Sr. Dr. Barros R"gJ, ex vereador, foi com-
mtasario do logradourj e tal ves por equivteo lem-
brou para alli aquillo de i'io se devia lembrar
para aqu.
Pertenceu a primeira oramisaao nomeada que
nunca deu parecer sobre os melhoramentos a que
se refere a prorogaco.
O Sr. Dr. Barroa Rgo por cujos testemunbos
jura a Provincia como o maia digno dos vereadj-
res da cmara pussada foi por vezes aecusado :
De requerer por partes que tinham pendencias
na cmara e com sua propria letra ;
De dar em urna seaso parecer contra o finido
Joo do K"go, administrador do cemiterio e na
seguinte em sentido diainetralinente opposto ;
De perseguir a empreza de limpesa publica, fa-
xer reseindtr illegalmente o contracto, expr a c-
mara a um letigio que den lugar a ndemniaaco
polos cofres municipaes raesina empresa e a ta-
zer-se o servido de modo muito peior, passando a
verba de 30:000/ a 40:0J e afinal dispenden-
do-se cem e'le cerca de sessenta contos de ris sub
a direceo do honrado commissario !
O Sr. Dr. Barros Reg t pode ser urna autori-
dade respeitavel para.... a Provincia na faina
de insultar os mais serias e honestJS caracteres,
pretendsndo ridiculamente re'oaixalos e oivelal-os
com os que a auxiliaos em semelhante empreitada
inclusive a autonJade de que se valeu. ^
Fechado o pareoih'sisa Provincia v na peti-
cao que em 17 de Njvetnbra de 1886 dirig ca-
Previdencia enrgica
poli-
Pedimos providencia ao Sr. Dr. ebefe de
ca sobre o facto que pasaamos a narrar :
Na ra da Gloria passeiam diverso] 'apangas
armados de ccete, f-> sen Jo-nos provocares afi-n
de travarem um conflicto, e isto elles fezem por
mandado do Sr. Jiaquim Teixeira Pe i oto, por
ter se tornado inimig i gratuito nosso pele simples
facto de firmarmos eom o nosso punho un abano
assignado sobre o procedimento e compo tomento
de ama viainh* lossa de nome Adelaide de Vas-
concellos incrigada do m-smi Sr. Peixoto ; de sua
familia.
E eomo nao pedemos supportar tantos insultos,
viemos pela imprensa responaabilisar o Sr. Joa-
quina Teixeira Peixoto por qualqaer desacato que
poasamos soffrer.
Recife, 9 de Julho de 1887.
Jos Antonio de AlbuquerqU" Mello.
Manoel Jos de Albuquerque Mello.
Monte de Soicorro de Pernam-
bnco
aranlldo pelo gorerno Imperial
Tendo de verificarse no corrente mes a pros-
cripeo dos saldos da penhjics vendidos, corres-
pondentes s cautelas de ns. 4685, 4706, 4722,
4801, 4813, 4826, 4848, 4866. 4370, 4879, 4887 e
4389, na forma do art. 40 do Reg. de 2 de Abril
de 1887, convido os posadores a virem receber
ditos s Idos, antes de dvr-se cumprimento dis-
posico do artigo citado. Reeif 2 de Julho de
1887.O gerente.
Felino D. Ferreira C>elho.
Porque me sinto en tan
mi.ser a ve I ?
To fraco e to lnguido ? Qual ser a
causa do tal azi* e dures de estomago, de
tal acrimonia e de tal sabor desagrjdavel
na bocea ? Porque ser que algmoa ve-
zes sinto um apetite devorador e dep>is um
dissabor tal por tudas as comidas? Porque
que o meu animo tao frequentemente
irritavl, desesperado, melanclico e aba-
tido? Porque que s vezes nos persua-
dimos de algn perig> imaginario e nos
amedronta qualquer ru-oor inesperado, tor-
se urna grande
calamidade estivesse imminente ? O que
significis estas des.igradaveia mel ncoli-
eas dores de cab'Qa; estas palpitados vio
lentas do coragao, este desasoseg febril,
estes suords nocturnos ; este inquieto e
imaginativo simno que nao nos d repou-
80 refrigerante, mas apen is lamentables e
palavras inarticuladas e os horrores do > -
sadelo ? A resposta : Estes silo apenas
os symptoraas de indig.-stao ou Dyap;psia,
o corneeo e prognostico de quasi todas as
doencas humanas. Indigesta > a fraqueza
ou falta de poder dos fluidos digestivos do
estomago para converter o alimento em
substancia SAudavel para o proprio al men-
t do corpo. E' causada a maior parte
mar urna innovacao da proregac/io S'b o falso | das vezes pela irregularidad de dieta ou
alimento improprio, falta de ejercicio sau-
davel e ar livre puro. Pode ser derivada
por alfli-gao mental, o choque de aljuma
grande calamidade. Tambem p.le ser, e
muitas vezis aggravada e intensifiaada,
se nao originada, por fraqueza conse-
quente de applicacao mental intens, de-
masiado trabalho pbyaico, apoquen! ayes
domesticas, anciedade em negocios, ou dif
ficul iades fimneeiras. Se o estomaga po-
desse conservar se sempre em ordeno nao
seria a morte jamis um assumpto d s ter-
rivel anciedait tanto para os novos como
para os adultos, mas 3.n seria contemplada
como visita de um amigo que se espera ao
lindar urna idade feliz e pacifica. Oomtu-
do, o primeiro invasor hostil no dominio da
sade telicidade a iudigestao
Ha por ventura algn alivio, algn re-
jiedio, alguma cura ? E' esta a pergunta
que faz o infeliz padecente de dyspepsia.
O que se requer urna medicina que re-
no vi completamente o estomago, entranhas,
ritis, e que preste assistencia prom )ta e
tgados e efficaz aos orgaos digestivos, e
que restaure) aos systemas nervoso e mus-
cular a sua energa original.
Tal medicina felizmente obtivel. Nun
ca na historia de des;obertas medican, co-
mo o evidencia a prova de urna duzia de
annos, se encontrou remedio contra indi-
gestao to rpido, tai seguro e tHo sur-
prehendtnte nos seus resultados cono o
Xarope Curativo da Mi Seigel, porm
boje um remedio modelo para aquel.a af-
fliecao quasi que universal em todos os
paizes ci/ilisados da Europa, Asia, frica
e America. Pblicos testomunhos e cartas
particulares de officiaes de exercito, ban-
queiros, negociaates, capitaes de navios,
mechanicos, lavradores e suas mulheres e
filhas, todos contrmam os seus poderes cu-
rativos.
Acha-s'. venda em todas os bo.icas,
lojas de medicina em toda a parte do mun-
do e em casa dos proprietar'os A. J.
Wnite, Limite!, 35, Farrindon Koad, Lon-
dres, C.
Depositarios na provincia de Pernambu
co por atacado : Francisco M. da Silva
d C na cidade do Recife.
Vendedores a retalho, na cidade do
R-cife, Uir'.holomeu A C, J. C-, Levy
C, A. M. Veras & C, Rouquerol Fr-
res, Faria Sobrinbo & C. e T. S. Silva ;
em Palmares, A. Q- de Aguiar e em S.
JoSo da Igreja Nova, J. A. da Costa e
Silva.
presuposto de que eu nella propuuha novas clau-
sulas.
Ora as clausulas da prorogaco eram e sao as
do contracto qu < j estiva prorogado e em execu-
co desde Fevereiro anterior.
Cu que nao desejava seoo manter o melbor
sccordo com a cmara caneado de esperar que
a commisso a que pertencia o Sr vereador Bar-
roe Reg desse parecer, instei por elle naquclla
peticu indicando melharamentos que me pare-
ciam convenientes e uo intuito de f icilitr o ac-
cordo adiado pela commissx
is a supposta inuovac i de que a Provincia
procuron tirar argumento para justificar o rom
pimento da prorogaco desUtratwn dos que a ro
deiam nesta questo.
Centinuarei.
Recife, 9 de Julho de 1887.
Jote E'.euterio de Azevtdo.
Opioio da imprensa
Asaim como censuramos o que u:j presta reria-
moa injubtos, se nao Ijuvassemjs tambem o que
bom.
De fronte erguida, podemos diser que tem sido
esta nossa divisa na imprens, e jamis nos des-
viaremos de taes principios, po assim nao proceder estar sugeito a cabir no de-
sagrado do publico e ser tacb ido de especulador,
e o que nao desejamos.
Quando dizemos como agora vamos dizer, que oa
cigarros Iraji da fabrica Camacam, dos Srs. An-
drade Lima & Irmo sao bon?, aereiitem que
ama verdade.
Somos muito exigentes com relaco a urna b .a
fumaca ; t turnamos o que bom, e afirmamos
que anda nao encontramos cigarros melhores do
que os taes Irajt.
Elles sao fabricados com oa melhores fomos, aem
compoaico aigum i agradaveis ao paladar e de
urna fumaca aromtica.
Sao iuoff -nsivos ao estoma^'), como nao aconte-
ce com muitos que temos turnado, devido s mistu-
ras com que sao confecciaados.
Quem quiser, poia, saborear urna excedente fu-
maca, compre os cigarros Irajt dos Srs. Andrade
Lima & Irmo, que ter a prova de que urna
verdade oque acabamos de dizer.
Taqnaretinga
Resposta ao escriptor de Ver
lentes
Na parte noticiosa da Provincia de bontem l-se
o aeguinte:
U juis de direito est luctando com difiicul-
dades para reunir o jury em Taquaretinga.
Esto, poia, sendo col hilos os tactos da pre-
potencia, que determioou a mudanca da sede da
comarca para alli, ete., etc.
Tudo isto nao passa de iuverdades. Assistimcs
alli as seaso-s do jury, o qual tenao sido convo-
cado para o da 26 de Juuho funecionou logo no
dia 28, como se v da noticia inserta no Diario de
bontem.
quando se v a difficuldade que houve para
se reunir o jury u'esta capital, nao para admirar
que no serto nao comparecessem os jurados nos
dous primeiro* das.
O motivo bem o sabe o noticiarista; proximi-
dades de S. Joo e de .S. Pedro, em cujos das todos
desejam estar em casa saboreando os bolos, a can
gica, e consultando sorte sobre o lugar para onde
esta o querer b"tar
A serra de Taquaretinga onde est a ndc da
comarca hoje de tacilimo accesso, ha comm>dos
suficientes para quem quer que l vai, e princi-
palmente para os juizes de tacto, o que nao acon-
teca era Vertentes.
Alm disto a provincia lucra com a sede da co-
marca, alli nao paga a cadea nao paga a casa da
cmara tem sala para o jury e para as eleicoes,
tndo de graca, por offereeimento do vigirio Tejo.
S urna cousa est prejudicando o loro de Ta-
quaretinga, o juiz de direito nao residir la, com
o que prejudica as partes.
E' que o noticiarista soohou com a subida do par-
tido liberal e trata de preparar o terreno para a
ren oco da sede para Vertentes, afim de ficar
perto de casa, mas nao se lembra que d'aqai at
la muitos mudaro de aposento.
Ditas estas palavras para restabelecimento da
verdade, voltaremos ao assumpto, se aisim fr ne-
cessario.
10Julho87.
* *
A illha notha
a' oeraldo lasdim
(w. w w)
Em vendo a riqueza e o brilho do ouro,
Que o lempo aniquilla, desfaz e consom,
Te julgas senhora de um grande thesouro,
Mas onde teu nome ?
Se contas nobreza q>ie vem nao sei d'onde,
To cheia de orgulho qusl outra uo ha,
Tambem ergulhosa mulher me responde :
Ten pai quem ser ?
Bem vejo a tristeza, que lava-te, immensa,
Se aeasj procuro quem sao teus avs ;
Eu nao sou aasm ; reparo a diff'renc*
Que ha entre nos !
Parece baixeza jogar-se n > r
De Bl;uem o defeito qu' fac daer;
Eu sinto, acredita, com isto um deagosto,
Poin que fazer ? !
Em vendo a riqueza e o brilbo do onro
Que o tempo amquilla, destiz e consom.
Te julgas senhora de um grande thesouro,
Mas onde tea nome ?
Tbe (real Ventero of Branll Hall
miij Company Limited
Aviso
Do dia 11 de Julh> em diante s-.-io postas em
exfcucao, previsoriamente, as seguintes modifica-
co.a aas tarifas, assim approvadas por S. Exc. o
presidente da provincia.
1KeroseneDevidamente acondecionado em
latas de metal em caixas de raadeira, ser clasi-
ficado na taiifa 2 classe 3*-A, gosando do abali-
mento de 20 O.'O quando a remsasa for de 3,000
kilos ou mais.
2 Tarifa especial Esta ficar supprimida,
sendo as mercadonas da mesma, classificadas na
tarifa 2 classe 4.
Irmandad^ de santo
Amaro das Salinas
Pelo presente, convido pela segunda vez a todos
os nossja cariasimos irmo, eomparecerem em
nosso consis orio, no domiago 10 do corrente, pelas
10 1/2 horas da manh, :.fim de em numero legal
procedermos a eleico para o cargo de juiz do
anno compromissal de 18871888, visto nao ter
aceitado dito cargo o irmo eleito.
Consistorio da capel la de Santo Amaro das Sa-
linas, 5 de Julho de 1887.
O escrivio,
Henrique M. da Silva.
Companliia do Beberibe
Nao se tendo reunido os senhores accionistas
em numero suficiente para constituir a assembla
geral ordinaria no dia 1 d > corrente mes, sao de
novo convidados para a reunio do dia 11 deste
mez, ao meio dia, no 1 andar da casa n. 71
roa do Imperador. Essa reunio ter lu^ar com
quslquer que si ja o numero de accionistas pre-
sentes, e nella se tratar dos assumptos designa-
dos nos estatutos. Recife, 4 de Julho de 1887.
Ceciliano Mamede Alves Ferreira,
Director gerenie.
Jo.c Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Conferencia Abolicionist
Commando das Armas
E' convidada a apresentar-se na secretaria do
quartel general, D. Jauuar a Carolina dos Anjoi,
afim de receber o espolio e o titulo de divida de
seu filho, o Sr. 2 cadete 2 sargento do Io bata-
Iho de artilharia a p, Alfi edo Hemeterio Ribei-
ro, fallecido na corte a 25 de Janeiro ultimo ; do-
cumentos que foram remettidos pela repartico de
ajudante general para Ihe nerem entregues.
Secretaria do Commando das Armas de Per
nambuco, 8 de Julho de 1887.
O alteres Jos Eiisiario dos Santos,
Secretaria.
"tHeatro"
COMPANH
DEO
TAL1ANA
D
1 LRICA
ERAS E OPERETAS
EHPREZA N AGHEL
Direcfo-LUIZ ILOM
Domingo, 10 de Julho
4 mimo da
CLASSE COMERCIAL
THEATRO
SANTO ANTONIO
Congresso Dramtico Beneficente
DOMINGO
j
DO CORRENTE
Depois que a orchestra da sociedade dirigida pelo insigne maestro, o consocio Antenio Mar-
tina, tiver execatado o hymno social, o presidente abrir a sesso magna, finda esta a orchestra toea-
r a linda overtara denominada FORCA DE VONTAOE, escripia e sfferecida pelo distincto profes-
sor, o consocio Joaquim Gonzaga, mesma sociedade, segaindo-se a representaco do drama em 3
aetos, intitulado
Malditja Paterna
Finalisando o espectculo com a espirituosa comedia em 1 seto
Urna noite perdida
A graciosa opera mgica
ReeifeJalhi
-1887.
A. J. Hexsiqcbs Lima.
Domingo 10 do corrente a 1 hora da tarde, no
Theatro de Variedades ter lugar a 11 conferen-
cia, das promovidas pelas sociedades Uuio Fe*
deral e Pernarabueana contra a Escravido
sendo orador o ilustrado Dr. Albino Meira.
Hsvei a parte recreativa do costume.
As coinmissoes recebero esportalas em benefi-
cio dos escravisados.
Secretaria da Sociedade Pernambucana Contra
Escravido 8 de Jnlho de 1887.
Adolpho Guedes Alcoforado,
Secretario.
Companhia Ferro Carril de
Pernambuco
Por deliberadlo do Exin. Sr. presidente
da provincia fca estabebecido que, do dia
11 do correte ero diaote at se que concla
a reparacao da ponte da Boa-Vista, o carro
especial da linha da Ponte de Santa Isabel
far ponto na squina das ras da Au-
rora e Princeza Isabel, em frente a entra-
da lateral da Estujao de Olinda, observan
do o horario publicado abaizo.
Recife, 9 de Julho de 1887.
Carlos Alberto de Menezes,
Gerente.
HORARIO PROVISORIO
Viagem La
Mise-en-scene deslumbrante, cemparsaria, fogos
de crystal.
8c^liarlo tudo novo
ezpreasamente pintado pelo diatincto scenographo
brasileiro Dr. Carneiro Vlllela.
O espectculo terminar s 11 1/2 horas.
Tanto na recepeo como nos intervallos tocar a banda marcial do corpo de polica as me
lhores pecas do seu repertorio.
Principiar s 7 horas.
Pede-ae aos Srs consocios, que ainda nao receberan as suas assignaturas, que tenham a
bondade de procura! as roa Duque de Casias n. 24, toja.
filHGO INTERNACIONA
DO
BRASIL
Capital 20.000:000,:
dem realisado ,000:0004
Acaixa filial d'este Banco fuoccionando tem-
porariamente roa do Commercio n. 38, saca,
vista ou a prazo, contra os seguintes correspon-
dentes no estrangeirs :
Londres......... s/N. M. Rothschil & Sons.
Bonds para
Apipucos.
1 8 lloras.
todas as linhas e trem para
Terfa-feira, 12 do corrente
Alta novidade!
JUANITA
Opera cmica em 3 aetos, em que tomam parte
lados osj artista* dA companhia.
No 3 quadro, entrada triumphal das tropas
francesas e em que cantar-se-ba por toda a com-
panhia
A Marsellesa
O ventilar lo todo nevo e riquissimo, confec-
cionado na casa VICI SELLE, de Milo.
O scenario todo novissimo e em parte pintado
pelo scenographo italiano Fontana.
Grande comparsaria 60 pessoas em scena.
/K'm 8 hora.
Trem para Apipucos e bonds para todas as li-
nhas.
Quarta-feira, I*, de Julho
A'm 8 I horas da nolte
Paria.
Hamburgo.......i
Berlim..........I
Bremente........i
Frankfurt s/ Main j
Antuerpia.......
Roma...
Genova.
aples.
Uilo e mais 349/
cidades de Ita-1
lia......
Madrid....
Barcelona .
Cadis.....
Malaga. ..
Tarragonp .
Valencia e outras (
cidades da Hes
panba e ilhas I
Canarias .
Lisboa.........\
Porto e mais ci-f
dades de Por-/
tugal e ilhas... J
Buenos-Ayres.... )
Montevideo......)
Nova York......
De Rotbschild Frres.
Deutsche Bank.
Banque d'Anvers.
Banca Genrale e
agencias.
Banco Hypotecario de
Espaa e saas agen-
cias.
Banco de Portugal
suas agencias.
agua Florida de Marrar e Lanmsn
soe
Na verdade cousa estranha e para a Imitar
que este delicado e precioso perfume, tendo sido
manufacturado ha mais de 20 annoa, ezclusn amen-
te para os mercados da America do nul e dis Ao-
tilbas, e estimado por toda a populacho da Ameri-
ca Hespanhola em preferencia a todas as mtia ea-
sencias e aguas de ebeiro, s ha pouco viessi a ser
finalmente introdusido pela ves primeira ueste
pas, depois de lo largos annos de existencia!
O afiiuce e louvavel promptido que as nosaas
bellas patricias mostraram na adopeo da m-ama,
prova que aa senhoras sul-am-ricanas, as iuaea a
preferem a propria Eau de Culogne, nao do mais
que um justo apreco delicada puosa do artigo.
(Jomo oakautu contra as falsificacoes. obsrve-
se Oem que os nomes de Lanman Se. Kemp veubam
estampados em lettras transparentes no papel do
livnnho que serve de envoltorio a cada garrafa.
Ene utra se venda em todas as pharmucias t
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra ao Commercio n. 8.
Clnica do Dr. Silva Ferreira
Especialidades. molestias de Senhoras e de
pe le.
Consultas de 1 s 3 horas.
Ra da Cadeia n. 53.
Residencia temporariaPonte d'Ucha n. 55.
TSLEPHONE417
BtULARACOES
A. P. B._
issocafo Porlngueza de Bene-
ficencia
ASSEMBLE'A GER\L EXTRAOR-
DIARA
Em face do que preceita o art. 87 dos estatu-
tos, convido os Srs. socios a eomparecerem na sede
social domingo, 10 'o corrente s 4 1/2 horas da
tarde, afim de tratar-se da vevogaco dos additi-
vos approvados em assembla geral extraordinaria
de 23 de Novexbro de 1884.
Secretaria da assembla geral da Aesociacao
Portuguesa de Beneficencia, 5 de Julbo ca 1887.
O 1. secretario,
B. de Agwiar.
PABA A LISHA DA PONTE DE SANTA ISABEL
Ida V.illa Ida folla
5.45 6.00 12.45 1.00
6.45 " 7.00 1.15 1.30
7.45 8.00 1.45 2.00
8.45 9.00 * 2.15 2.30
?.45 * 10.CO 3.15 3.30
10 45 11.00 4.15 4.30
11.45 11.30 * 5.15 5.30
11.45 " 12.00 * 6.15 6.30
12.15 12.30 7.15 7.30
*Viagens em correspondencia com as
chegadas pela manh e partidas tarde
dos trens de Olinda.
Recife, 9 de Julho de 1887.
Carlos A'berto de Menezes,
Gerente.
Circular n. 13
Tbesoorarla de Fase da de Per
nambuco. 8 deJalhode 1887
0 contador, servindo de inspector, tendo em
vista o que ponderou a csutadoria na informaco
prestada em 27 de Junho recentemonte lindo a
proposito de um otlicio do col lector de Bom Con-
seih, declara aos aeuhores ollectores das ren-
das geraes da provincia, para sua intelligencia e
devida observancia :
1 Que os juizes, quaesquer que sejam, nao
teem competencia para dar- Ibes ordena, podendo,
porm, nicamente faser-lbes requiaicoes em ter-
mos, por meio de otficior, para pagamento de pe-
culio de eacravos e emprestimos do cofre de or-
phos e juros respectivos.
2* Que neases casos, devem os meamos juizes
declarar o nome e a filiaco do orpho, a data do
emprestimo, a sua importancia, quanto pertence
ao orpho e a quem se deve entregar.
3 No es > de maioridade, casamento ou bito
do orpho, devem declarar a data de qualquer
destes acontecimentos, afim de se contar os juros
at a vespera ; devendo-se considerar que, a ez-
cepcao disto, os juros s se pagarlo de annos
completos e j vencidos ;
4 Que os peculios somente vencem juros at a
vespera da emancipaco do cscravo, e s devem
ser entregues a este quando se libertar ou ao seu
ex-senhi r :
5 Finalmente, que quaesquer diligencias a que
as autoridades queiram proceder as collectonas
devem eer prviameute 'lutorisadas pela presiden-
cia da provincia (a quem as mesmas autoridades
se dirigiro) por intermedio deata Thesouraria,
na forma do decreto n. 512 de 16 de Abril de
1847.
Manoel Antonio Cardoao.
Eilisli Bank o 1 fls Janeiro
Ui iBu
Capital do Banco....... 1.000,000
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,00(?
A contar desta data e at ulterior reso-
luto, conceder-se-ha juros de dous por
cento ao anno, sobre os salios de dinheiro
depositado em conta corrente de movimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-se tambem dinheiro em deposito
a juros por perioios determinados, ou su-
jeito ao aviso ptvio de triota das para ser
retirado, mediante as condieSss de que se
dar conhecimento aos iateressados.
Pernarocuco, 23 de Maio de 1887.
Henry K, Qregory,
Gerente.
GMNDE CONCERT
DADO PET-O
Srs. Augusto H. de Miranda Janor
Tito Hioo de Miranda
EM FAVOR DA
Sociedade Pernambucana Con
tra a Escravido
com o valioso concurso de distinutos ama-
dores e artistas
Director -Sr. Sfarcelllno Cleto nibelro
Programla
PRIMEIRA PARTE
1 Hunvadr Lnal. grande ouvertura
hngara a 2 pianos a b mos, pelas Exinas.
Sras. DO. Francisca Ca la, Julia Piuheiro,
Luduvioa Lobato e o Sr. Alfredo Scbiappe.
T. Eikel.
2 Jerunalm (J. Limbardi) fantasa bri-
lhante para violine, com acompanbacoento de
pian, p- loa Srs. Augusto de Miranda Jnior
e Tito Hygino de Miranda. VerdiJ. B.
Lingele.
3 Huaica proibllfi. canto com aeompa-
nhameuto de piano, pela Ezma. Sra. D. The-
reza L.-vy e o Sr. Amaro BarretoGastalden.
4 4roldo, fantasa para piano a 4 mos, pe-
las Limas. Sra. DD. Eulalia da Ciata e Dina
Miranda.VerdiF. Billema.
5 Galope a o mos, pelos meninos Joe de
Miranda, Kubem de Miranda e Tito Fiock.
Desseaux.
6 O patria O cara patria : Aria da
opera I Veaperi Siciliani, canto com acompa-
nhamento de piano, pelos Dr. Antonio Carlos
Beltro e Amaro Barreto.Verdi.
7 Africana, fantasa para violino com acom-
panhamento de piano, pelos Srs. Tito de Mi
randa e Clcudij Leal Filho. Meyerbeer
Singele.
8 firande dno do Fausto, para flauta e
clarinelo com acompanbamento de piano, pe-
los Srs. Joo Alves da Silva, Manoel Bandei- I
ra Filho e Claudio Leal Filho. Gounod
Cavallini.
Intervallo de 15 minutos.
SEGUNDA PARTE
1 Tambauner. grande marcha a 2 pianos a
8 mos, pelas Ezmas. Sras. DD. Gruilhermina
Porto e Luduvina Lobato, Francisca Caris e
o Sr. Alfredo Schiappe.WagnerFasanotti.
2 A) Lled obne Wori n. I O. Mende-
losobu.(Ad. Grcnwal).
B) Andante da sonata Op. 14 n. 2.Bee
thoven (dem).
Trios para violinos, pelos Srs. Paulina de
Mello, Tito de Miranda e Augusto de Miran-
da Jnior.
Vaina em do para piano, pelo Sr. Amaro
Barreto. Rail.
4 Dlvertimento para flauta, violino e vio-
loncello com acompanbamento de piano, pelos
Srs. Joo Alves da Silva, Brito Novaes, Go-
mes Ferraz e Tito de Miranda Michelli.
5 Bobert tol que J'nlme. Rober le Dia-
blo. Cauto com aeoinr. anuamente de piano,
pela Ezma. Sra. D. Vher-sa Levy e o Sr.
Amaro Barreto.Meyerbeer
6 Allegro da sonata ;m f para violino e
piano, pelos Srs. Marcellino Cleto e Amaro
Barreto. B?ethoven.
7 A) Allegro do 1 qnartetto para 2 violinos,
viola e violoncello.Filippo Filippi.
B) Garotta instrumentada para 2 violinos,
viola e violoncello, pelos Srs. Brito Nunes,
Paulino de Mello, Marcellino Cleto e Gomes
Ferrer.H. Braga.
8 II Guarany. tanta; a dramtica para flau-
ta, violino e piano, pelos Srs. Joo Al'es da
Silva, Marcellino CletJ e Miguel Fuleo.
Carlos GomesBezzonico. ___________
C. C. E.
Club Commerclal Enterpe
.Sarao em 30 de Julbo de 1887
Convido aos senhores socios, quites com o cofre
soeial a enviaren) a esta secretaria todos os dias
uteis, das 7 s 10 horas da uoite, as sus notas de
convites para esta festa. Os Ingresaos sero for-
necidos pelo Sr. thesoureiri.
Secretaria do Club Commercial Euterpe, 5 de
Julho de 1887.O i' secretario,
F. J. de Amcrim.
English Bank of tbe Ui-
ver Pate, Limited.
G. Amsick & C.
Compra saques sobre qualquer praca do impe-
rio e do estrangeiro.
Recebe dinheiro em conta corrente de movi-
ment com jurns a razo de 2% ao anno e por le-
tras a prazo a juros convencionados.
O gerente,
William M. Webster
MARTIMOS
< OJIPAMJIl. DES HESSACiE
RE 11AKI 11 ni '*
IJNHA MENSAL
0 paquete Congo
Commandatitc Lecoiutre
E' esperado dos portos do
sul at o dis 19 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em .
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
C^Faz-se abatimonto de 15% em favor das fa :
miliaa composta de 4 pessoas ao mehos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que torna-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abat-
ment.
Os vales postaca s se do at o dia 17 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir
a Yete: tracta-se com o
AGENTE
CHARGEIRS RELMS
Companhia Franceza de .avega-
eo a Vapor
Linha quinzenal entre o H,vre, Lb-
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
0 fapor Sully
Commandante Viel
E' esperado da Europa
at o dia 11 de Julho, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia. Blo de Janeiro
e Santo*.
Roga-se aos Srs. importaderes de carga pelos
vapores desta linha,aueiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarenga.-. qual-
quer reclama^o concernente a volumes, qne po-
VPntu a tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderein dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhioa n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, patsagens, encommendas e dinheirc
a frete : trata se com o
AGENTE
Aagiislc Labille
9 RA DO COMMERCIO9
Vapor inglez Plato
E" esperado de Liverpool at
o dia 14 de Julho, seguindo
depois da demora necessaria
para
Rio de Janeiro e Santos
Recebe carga, encommendas _e dinheiro a frete
tractar com os
AGESTES
Sauoders Rrolhers & G.
Praca do Corpo Santo n. lt
/ andar
H0VALMAILSTE4 PACkET
COIPAS
0 paquete Tamar
esperado
do sul no da 14 de
corrente seguindo
depois da demora
necessaria para
m. Vicente. Lisboa, Vlgo e Sou-
thampton
Reduccao de passagens
Ida Ida e volta
A' Southampton 1 classe 28 42
Camarotes reservados para os passigeiros de
Pernambuco.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se cem o
Consignatarios
Adamson Howic & C.
S. 3- RA
DO COMMERCIO-N. 3
! andar
Angoste
9 RA DO COMMERCIO 9
Diued Slales & Brasil I8.H
0 paquete Finance
spera-se de Ne*-i-ori.
News, at o dia 11 e Julho
o qual seguir uepois da
demora necessaria para
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
ic com os
AGENTES
Henry Forster 4 C.
M 8 RA .A) COMMERCIO-N.
/ anda
DampfschiMrts-GeselIschafl
O vapor Buenos Ayres
Esperase de HAMBURGO.
por LISBOA, e AQORES at
' o dia lf> do corrente, seguin-
,do depciis da demora neces-
saria pura
Rio de Janeiro e Santos
Para passageiros e carga a frete tratase com os
CONSIGNATARIOS
BorstelmairiD & C.
RA DO COMMERCIO N. S
1' andar
Vapores nacionaes
(NORTE E SUL)
Rio ion Saltos, Rio Gran-
de ilo Sol
0 vapor Arlindo
Espera-ae ao dia
dia 17 rfo corrente
do Rio de Janeiro
e seguir depois
PaciGc Sieai Navigalion tompany
STRAITS OF MAGELLAN LTNE
O vapor Araucania
Espera-se dos portos do
sul at o dia 18 de Ju-
lho seguindo para
a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante seguiris locaro em
Plymonth, o que facilitar che-
garem os passageiros commai;
brevidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wllson Sons & .. Umited
N. 14 RA DO COMMERCIO-N 14
Companhia ilahiana de navea
eo a Vapor
Macei, Villa Nova, 1-enedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Sergipe
Qcmmandante Pedro Vigna
Segu impreterivel-
rnente para os portos
cima no dia 12 de
Junho, as 4 horas da
tarde. Receba carga
nicamente at ao >)2
dia do dia 12.
Para carga, passageus,encommendasedinhe-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Hathens
Para o Porto por Lis-
boa
Segu brevemente para os portos iadieadVs a
barca portuguesa Claudina ; para carga e passa-
geiros trata-se com os consignatarios Jos da Sil-
va Liyo & Filho-
Missor
turne para es por-
tos acuna indicados.
Recebe carga, encommendas e passageiros para
os meemos portos : a trati.r con
PEREIRA CARNEIRO & C.
N. 6.RA DO COMMERCIO N. 6
1- andar
Segu com teda brevidade para o porto cima
o hiate Deut te Guarde, recebe carga ; a tratar
da demora do eos na ra da Madre de Deas n. 8, oa no caes do Loto
a bordo.
Aracaly
Segu para o porto cima no da 9 do corrente
o hiate Deut te Salve ; para o completo da carga,
trata se na roa da Madre de Deas n. 8, oa no caca
do Loro a bordo.

\
-----v-



Diario 46 F3ruttiiiNicoiuigo 10 4c Julho de 1887

.

Para o Rio Graide Segu com brevidade para o porto cima, o
logar uaeional Marineo 7' : para o reste da car-
ga que Ihe salta, tapa m ou o *ossja''trio*
Jos da Silva Laye fc filho.
UlMffi*
Leilo
PROVINCIA DO RIO GRANDE DO
NORTE
\ATAL
O agente Garca competentemente autorisado
levar Uilio no da 11 do crtente a polaca bra-
aileira Pbara, com todos os salvados, nau-
fragada na provincia do Rio Grande do Norte.
Grande leilo
DE
Movis, loufa. vidros e piano
Constando de urna importante mobilia de jaca-
randa. 1 dita de junco, 1 meia dita dita com pa-
lha no encost, 6 lindas cadeiras a imitacao de
tartaruga, 10 cadeiras de junco, importantes
guarda-vestidos e guaida-Ioucas, marquesas e
marquexoes, sofs, 1 piano, 1 mesa elstica de 6
taboas, 1 dita de 8 e 1 de 4, cadeiras de balanco
e de braco, 1 commoda, 1 toilet, 1 lavatorio, 23
pedras de loasa, escarradeiras de porcellana, ditas
de ferre, mesas graudes e pequeas, ditas redon-
das, espelbos dourados, 1 par de lanternas, leuca
para si moco e juntar, jarros para flores, compo-
teiras, facas e garlos, colchas de croch, e muitos
outros objectos, pertenceates a urna familia que
retirou-se para fra e foram transferidos para o
armazem da ra do Mrquez de O!inda n. 19.
Segnsutak-relrs II le corrate
As 10 1/2 horas.
POR InTERVENQAq DO
Alaga-se a casa terrea i ra de Luis do
Reg n.#3, com quintal grande murado, e grui-
das osan andas para familia ; a tratar no largo do
Pombal n. 1.
Peco ae 8c. r. L. t a> A* segsate: ta-
sem 18 meses que V. t>. *f*i sabia, deixando- ne
j nessa apoca em attribsuacies qae nao ignora,
e calcule sjue martjrio aaho pasando devido ao
aeu inditferaatiaina ; ni* wna fatqaana quant a,
e sim 1:1161, quantia easa que servio para V. 8.
goiar ter peaifta ; eatjstasto astou sonre) do
ainda mais at des nessos correligionarios ; nao
candiz com es sentimentos de um homem cao
umbem psi de fasuilia.
Roga-se ao Sr. capitao F. A. S. B. digne-se
mandar restituir aquillo que servio para fim So
sagrado, e nao o fasendo declarar-Be-ha a histo-
ria desee negocio depois da aceito em juiso, pura
conheeimento do publico.
Alaga-seo 31- e 3- andares da casa iua
larga do osario n. 37, esquina defronte da igre-
ja, juntos ou separados ; a tratar no pavimento
terreo.
Aluga-se a casa de 8. Pedro-novo, em Olin-
da, muito grande e fresca ; a tratar na ra do
Marques do Herval n. 23, loja. 4a mesma c isa
precisa-se de urna muitwr eapaz para faier al-
guna servicos, dando-se comida e algum o de la-
do ; vende- se cinco quadros da historia de Roma,
coloridos, e alguna livros ; e tambem se offenice
um moco deezemplar conducta para guarda-livros
ou caizeiro de aigum armasem. escreve, la e c ju-
ta muito bem.
Aluga-se barato
ttoa Visconde de Itaparica n. 48, assnasem.
Ra Coronel Suassuna n. MI, qnarto.
Ra de Santo Amaro n. 14, loja
Ra do Rosario n. 39
Roa do Calaboueo n. 4, toja,
rrate-se na ra do Coumereio a. 5, 1* andar
criptork) de Silva Guimarftes & C.
Aluga-se
o grande sitio Taearuna, no Salgadinho, com bas-
tantes trras para plantacoes e muitos arvoredos :
Snem pretender dirjase fabrica Apollo, ra do
[ospieio.
Alus-a-se
o 1* andar da ra do Viacoi.de de Inrj&oia n. 73
com bons commodoa para familia, perto d o mer-
cado e com i xcell'-nte vista ; a tratar na Ventu-
rosa, ra do Cabog.
Seiienies e empato
Compra-se na fabrica Apollo i. ra do Hospicio
numero 79.
Engominadeira
Preeisa-se de nma ama que ergomme com per
ieicio ; na ra do Mrquez do Ilerval n. 10.
Agente diismao
Leilo de predios
Do sitio do Becco do Espiuheiro, n. I, com casa
de pedra e cal, com frente para tres roas, tendo
3 janellas de frente, portad nos oites, com duas
salas, 4 quartos. cozinha externa, cacimba, medin-
do 300 palmes de frente e 375 ou 385 ditos de
fundos, terreno proprio com algumas arvores; em
3 minutos chea-se estaco do Espinheiro.
De duas meias-aguas travessa do Principe
na. 2 e 4.
Da casa terrea na estrada do Casanga junto a
estaco do Zumb, com 2 portas de frente em ter-
reno proprio e oceupada por urna tsverna.
Da casa terrea sita a ra D. Maria Cesar n.
31 (Recife), com 2 salas, 2 quartos, quintal, ca
cimba, cosinha fra, terreno proprio, renda 205
mensaes.
Da casa terrea sita a ra dos Guararapes n.
53 (Recife), com 2 salas, 4 quartos, quintal, cosi-
nha fra, terreno proprio, rende 30000.
Fernandes Vieira ns. 54 e 56 com 14 casinhas
nos fundos, rende 1244000 mensaes, terreno fo-
reiro.
*eganda feira 11 de lulho
AS 11 HORAS
No armazem da ra do Mrquez de Olio-
da n. 19
O agente Gusmao, autorisado, far leilo dos
predios cima mencionados, podendo es preten-
dentea ir examinal-os, e para mais informaeoes
o meemo agente dar.
[ eiao
De movis, loun e vidros
Constando de urna mobilia de amarello, entalha-
da e com tampo de pedra, 1 eapelho oval, 1 cama
franceza com colzSo e cpula", 1 meia-ccmmoda, 1
lavatorio, 2 aparadores, 1 mesa elstica, 1 dita
para jantar, 1 sof de amarello, caudieiros, louca
Sara jantar, copos, garrafas, jarros, bahs grandes
e couro, diversos Flandres e um trem de cosinha.
Terca feira, 12 do corrate
A'S II HORAS
Na casa terrea da ra do Major Agostmho Bi-
zerra c. 30, antiga Bom Jess das Crioulas.
O agente Martin, autorisado pelo Sr Jos Luiz
de Franca, vender em le.o os movis cima, ao
correr do martello.
Precisa-se de urna boa eosinbeira, que dur-
ma em casa, para casa de familia ; a tratar na
ra Nova n. 39, loja.
AMA
Precisa-se de urna ama para lavar e cn-
gommar em casa de familia : na ra do
Riachuelo n. 13 se dir.
Ama
Precisa-se de urna ama para todo servico : na
ra Duque de Oazias n. 26, 2- andar.
\ma
x
QPrecisa-sc de urna ama para cosinhar e la\ar,
prefere-se que durma em casa ; no 3 andar da
typographia de Diario.
Aluga-se
Pedido justo
Pede-se ao Sr. administrador das obras publicas
o favor de mandar collocar o lampeo que se tiiou
do predio n. 13 do pateo do Carino, que faz esqui-
na para becco da Bamba, pra collocar na s-
quina n. 1, afim de Iluminar aquelle becco e parte
do referido pateo, pois que estando em coustruc-
cSo o predio n. 13, torna-se aquelle lugar urna
emboscada, a poato de viverem os moradores ca-
que] le lugar asaustados por cans dos moleque i e
vadios que all se agglomeram. Avista do ezpoi to,
esperamos ser attendides.
A vizinbanca
Casa para alugar
Aluga-se urna casa com commodoa suficientes
para familia, tem banheiro e portao ao laao, e t
bem conservada e Iimpa, perto do sobrado gran-
de ; a tratar na ra Imperial n. 42, e para ver, as
chaves esto no hotel da Passagem. na mo do
Sr. Feliz.
a loja do sobrado ra da Imperatriz n. 20, mui-
to propria para negacio. tendo na mesma urna
armaco, que o dono vende a por preco commodo ;
a tratar na ra do Bom Jess n. 11, 1 andar.
SAUNDERS BROTHERS & C, largo do Cor-
po Santo n. 11, teem para vender :
Cerveja preta e branca, de M. B. Forster &
Sons.
Dita allema, Plisen Beer.
Vinho Shury. Amentillado.
Dito Bordeauz, St. Julien.
Whisky, Thiste Blend Scotck Wisky **
DitO r #
Presuntos de Adamson.
Maircua de Brcwna & C.
Phosphoroa. Amesosto Safely Matches.
Tintas em massa, branca de zinco, de chumbo,
preta e verde.
Zar cao.
Plvora da muito conhecida e acreditada marca
EB.
SEM0L1M
De Brons & C, de Glasgow
Este artigo, preparado por um novo proeesso
de trigo da melbor qualidade, possue os elemen-
tos necessarios para nutricao de enancas e doen-
tea, i muito ae recommenda por ser de fcil di-
gesto e gosto muito agradavel ; tambem pode-se
fazer urna ezcellente papa, misturado em partes
iguaes com a maizena dos meamos fabricantes,
addicionandc-se-lbe algum leite. nicos agentes
nesta oraca, Saunders Brothers & C, largo do
Corpo Santo n 11, primeiro andar.
Cosinheira
Precisa-se de amt eosinbeira pora casa de pe-
quear familia, em Olinda, paga se com geoerosi-
dade ; a tratar no Recife, na ettaco da ra da
Aurora, cem o Sr. Brito bilheteiro, ou em Olinda
com o Sr. Mareolino na estaco do Carmo.
liiri wm
PAR.A TINGIR A
barba e os cabellos
O Vigor
do
Ca,bello
do
Dr. Ayer.
Preparado Sob
Bases Scientiflcas
E Phyologicas,
para o
Toucador
0 Vigor do Cabello
Do Dr. Ayer.
Esta tintura tiuge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando-ibes urna bonita cor
e natural, inofensivo o scu uso simples e
rpido.
Vendc-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
(JARIA de Rouqueyrol Freres, cuccessores de A.
CAORS, ra do Bom-Jcsus (antiga da Cruz
n. 2?
t>S>
furo licor de janipapo
Vende-se nos estabelecimentos dos Srs. Albeiro
Oliveira.dc C., ra da Imperatriz n. 42, e Jos
Joaquim Alves & C, ra do Bar Jo da Victoria
n. 69. Recommenda-se a perfeicao com que
feito este licor.
Leilo
Da arra?.5ao, gneros, utencilios e dividas/
da taverna sita a ra de S. Joao n. 1
na cidade de Olinda.
Terqa-Jeira, 12 do corrente
A'b 11 horas
O agente Gusmao autorisado pelo Sr. Jos Te-
zeira de Farias far leilo da armayo, gneros e
tlivida da taverna cima mencionada para paga-
mento de credores.
engarre-
melhores
de ama mobilia, 1 piano, jarros e vasos
para ores, rices quadros para oleo,
objectos de majolica, cadeiras, mesas, e
muitos outros movis
Terva feira 19 de dalho
Agente Piulo
Ra do Mrquez de Olinda n. 52
Por occasio do leilo de chapeos e calcados
avariados, e um carro para menino.
Emilio Billion, Engenbeiro Mecnico,
ga-se de montar, novos apparelbcs, des
fabricantes franceses, e os mais apperfeicoados,
pelas condicfs e preeos seguintes :
O assucar ser fabricado pelo ystema Bro-
cheton e Billion igual ao da Usina Pinto.
- Garante-se no mnimo 9 % de assucar cris-
tallisado de todcs os jacios, e 10 /, com moer da
de represso, augmentando os preeos abaizo de-
clarados.
O trabalho dos apparelhcs ser por 24 h:-
ras, se aproveitaro os edificiis zistentes, esm
pequeas reformas ; os proprietarioa daro todo
material, como : tijolcs, eemento, cal, i.rea, na
deira, etc. ficando por conta do empreitorio todo
mais trabalho.
Prero das I ina
PASTILHA3
De ANGELIM&MENTRUZ
5
=
Vi
B9
as
cT5
?i
so
30
aq
de assucar
Leilo
De movis, loucas e vidros
Hu ra felra f S dio corrate
A's 11 horas
O agente Gusmao. autorisado por nma familia,
que mudou-se para fra da provincia, fnr leilo
dos objectos abaizo menoiouados :
Urna mobilia de Jacaranda a Luiz XIV, com 12
cadeiras de guarnico, 2 de braco, 2 de balanco,
1 sof, 2 consoles com pedra, 1 espelho dourado, 1
candieiro patente para kerosene, 1 tapete para
sof, jarros para flores, figuras de biscuy, 1 ez-
cellente guarda vestidos de amarello, 1 impor-
tante commoda a Luiz XV, de Jacaranda, 1 mar-
quezo para solteiro, guarda-louca, 2 apparadores,
1 mesa elstica, 1 sof de jacarando, cadeiras de
janeo, louca para almoco e jantar, copos, garrafas,
compoteiras, facas e garfos. colberes, trena de co-
sinha e muitos outros objectos eziste-ntes na casa
n. 2 da ra Vinte e (uatro de Maio, antigi Praia
do Caldeireiro.
X
1
S
N
s.
150
200
o m 1 ce S 2
i* B Sg s
3 8 98 2
I 5 n 3 S s g a2
s c a S
g < CO
tonnel. J. 000 k. 110 sae. 110:0004000
11.250 . <*0 lO.OOOOOO
13.560 . 168 150:000*000
i 18.000 1 225 180:000*X)
Apparelhob econmicos para o cozimen-
te e cura. Proprio para engnho peque-
nos, sendo mdico em preco ef-
l'ccilvo em operacio.
Fode-se ajuntar aos engenbos existentes
do systema velho, melhorando muito a
qualidade do assucar e auguentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ma^binismo aprfeicoado, aystema moder-
no. Plantas completas ou macbinismo
separado.
EspecificagSes e inform.icoes com
BrovD r.
5RA DO COMMERCIO5
O Remedio mais efficaz e
Seguro que se tem ttexoberto ate
hoje para xpeJ/ir as o/r.br/gas.
ROQLAYROL FRERES
4
V
c
tu
-
Prfcisa-se
DovMve, com o brilbo c frescura ila juTentude. ao
calK?llo ffriHalho 'u branco urna rica cor natu-
ral, c.'istauho ou pret >, ciniu sr dttsojft. Pelo seu
uso, ao cusco claro <>u r\<> [khIc car-so urna cOr
escura, t; ^-rssur,i ao cabello fino, cinquanto que
frequeiitcmeiitccuraacalvi'-ic, porea i non sempre.
Jmpede a queda do cabello, esliwiilaudo o dbil e
aBflvmo -i reaoer wigpn tBinente. ItoprinM o pro-
jrrei*e e cura a tinba e caspa, curando quasi todas as
doencas pt euliaret do |< nermneo. Como Cosmeti-
co para aforiiiosear o rabfllo d: s s.-nliora-; o
Vigor nflo tem rival: nao eoBtem an ite ou tinta al-
puin;i. i'n i fu bollo :-ua\-, brilhante c sedoso na
apparencia, o coininunica-lbe um perfume delicado,
agradwe! poiiiHiinntn,
i:; i i' .\::.vi"> PELO
DR. J. C. AYER *: CA.,
Lowell, >Ia>>.. I\ I'. A.
A' venda nos principaes phanuaci^ e drogara*.
iMMADEIRA-BOMBJ
MONCHOVAUT
A ixnica com vlvula, em que nunca
o leite torna a descer
I0LHA DE CRTSUl COM PAIAFUSO TOHEADO
VENDAS

Livramento & C.
vender cimento port'aod, marca Robins, de 1
qualidade ; no caes do Apollo n. 45.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Sacessos .arrrw
no cognac ou aguarden^ de canna, para ortiSear
o corpo.
Vende-se a retalbo nos t-. Ihr.rcs armazene
EoihadoB.
Pede ROY AL BLEND marca VIADOcujoar*
me e emblema sao registrados Dar todo o Braai'i
BROWNS fe C, acentes
(IVAI.LO
Vende-se ucn cavado de sella bastante gordo e
grande, castanho andrino, andador de baiso a
meio : a tratar na ra da Roda, coebeira de Jos
de M.
assenlamenlo
Oplniao do Dr BOUCHUT, lente I
laitrerado da Facultada do Medicina de Paris 0]
medico do Hncpitil das rrianras en'ermas, no seo/
I liro Hygiena da Infancia :
a Urna Xamadeira bem acondicionnada 1
a deve ter urna vlvula onde o leite nunca
torne a descer : este o principio da I
MAMAOEIRA MONCHOVAUT. >
Dtiesitos en todas as principaes Pbarmai .a e Dragarlas
Charutos baratos
Em'milheiros cu a retalbo
Amadores de J. P. de Simas.
Perols de J. F. de Sima9.
Exposico de Francelioo H. dos Reis.
A venda ra do Commercio n. 8.
Colarinhos e punlios de
selluloide
Carlos Linden recebeu pelo ultimo vapor, e
vesde baratissimo ; na ra do Buro da Victoria
numero 48.
de urna menina de 10 12 annos de idade, para
andar com nma criancinba de 2 annos, traia-se
bem e d-se de vestir ; precisa-so tambem de urna
senbera idos qae possa prestar leves servicos de
casa, mediante um pequ?no ordenado, ambas para
casa de familia ; a tratar na ra Velha n 36,
collegio.
Cosinheira osera va
Precisa-ise de um cosinheiro <> eravo, para urna
casa de pequea familia ; a tratar no caes da
Companbia n. 2, escriptono.
Pedido
Para qnalquer explicacao, dirigir se na Us na
Aripib a Usina Bosque.
Aula particular
Maria Julia da R. Cruz, alomna ntestra Uto a-
da pela Escola Normal, tendo aberto um curso de
primeiras lettras para ambos ob sexos, oflerece os
aeus servicos aos senbores pais de familia. En-
sinar tambem trabalbos de agulba, etc, por
preco commodo : na ras eetreita do Rosario n. "3,
primeiro andar.
Leilo
Sexta feira, 12 do corrate
A's 11 horas
O agente Pinto levar a ltilao por conta e risco
de qaem pertencer, cerca de 50 chapeos, parte da
caixa A O A C n. 7,204, e O H A G em biixo, des-
carregados de bordo do vaper Ville de Pernntn-
buco, com a varia d'agua do mar.
Km runliiiiiai. i>
Diversos moveii, quadros, jarros e vasos para
lates, caudieiros a gaz e calcados avuriados.
O Sr. Jos Barreto Paes de Melle, genro do Sr.
Jos Ignacia de Avila, teuba a bondade de ir
ra da Deteneo n. 16, concluir o negocio de seu
interesse com O abaixo assignado ; istojser
cara dura. Recife, 1 de Jnlho de 1887.
Jos Antonio Albuquerque Pedrosa.-
PIANISTA
Luiz de Britto toca em reunioes e partidas :
tratar na roa Seta de Setembro n. 16.
Precisa-se de om criado escravo, para nma casa
de pequea familia ; a tratar mi caes da Compa-
nbia n. 2, escriptorio.
Pendes to*e ou aolTrelN do pello 4):
Usai o melbor remedio, que o PEITORAL DE
CAMBARA', e veris como vosa) sofFrimento des-
apparece. Vende-se na drogara dos nicos agen-
tes e depositarios geraes na provincia, Francisco
Manoel da Silva & C ra do Mrquez de Olinda
n- 23.
Aluga-se
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 96UU) no neceo uon Uue
ihos, junto de S. (oncallo : a tratar na ra d>
Imperatriz n. 56.
Os abano assiguadus mudaran, o seu eterr
ptorio de advogado e solicitador, da casa n. 38
roa do Imperador para a de n. 69 mesma roa,
sala da fre te.
Manee! Joaquim Silveira.
Ji o Caetano k- Abreu.
Precisa-se de umsjtteosinbeira ; na estaco
da Jaqueita, si:io do Sr. Valeaca.
Preeisa-se de uta ama para todo servicj de
urna pessoa : na roa do Padre Floriano n. 40
segudo andar.
Compra-se as iaunediacen da igreja da
Soledade, ama casa terrea ; a tratar nosta ty-
pographia.
ums> boa casa sita na Tamhrineira, junto da a-
laco, completamente nova e com bom sitio ; a
tratar na roa do Amoriin n. 43, ou na ra da
Amisade n. 10, Cspaqga. As chaves es'ao cte-
frocite, na taverna tfo-?r. Antonio Arco verde de
Mello.
Ecgeiiho Guian y
Arrendase por cinco annos o engeobo aciu.a,
situado na comarca do Bonito, moente e correte,
com todas as suaa pert-ness, pode safrejar para
mais de 1,500 paes, dista da estaco de Caten de
legoa e meia ; a tratar na ra do Imperador i.
61, segundo andar.
LEITE NATURAL
(Selva)
DE
ALVELOZ
CONSERVADO LIQUIDO 3EM ALTEBAB-SB
O ALVELOZ, planta da familia das < uphorbia-
Cfas, qae habita os o aseas sertoes, hoje reconba-
cido como um verdadeiro especifico para destruir
as epitbeliomas on cancroides, facilitando a reno-
vacao dos tecidos atacados, e frazendo afinal uuia
cora completa, sem outro tratameutu que a appli-
cacao tpica de sua iciva (vulgarmente leite) corso
caustico.
Sao numerosos os casos de cura, alguns d >
qoaes j levados ao conhecimeato do publico, em
diversas publicacJes, pelos iliuttradcs clnicos
deita capital o no estungeiro, os Srs. Dry. Alci-
biades Velloso e Baattttra, e optioios resaludes,
Umbem foiam obtidos as ferida e stas tceras
chronicas de carcter (yphiliticas.
DEPOSITO OERAL
rbarmaeia e Drogara de Bartho-
looieu X C. Successores
34, Ras Largado Rosario- Pernambuco
Fliar;acia ceulral
Roa do Imperador n. 3s
Jos Francisco Bittenconrt, antigo pbarmacen-
tico da pbarmacia franceza ra do Bario da
Victoria o. 25, avisa a seu3 amigos e fregueses,
qae se acha na pbarmacia cima, oude espera
continuar a merecer a confianca que felizmente
depositaran) em seus trabalhos protessiooaes.
Cria lo
Precisa-se de dm
ra n. 9.
na ra do Baio da Victc-
HfcCUBMTl
H0 HltlS,
P** OLERY
Vendi-tt era toda a oarts
Banco rio Brazil
Pagase o 67 dividendo a razio de 9*000 per
accao : no escriptorio de Pereira Carneiro 4t C,
ra do Ccmmercio n. 6, 1." andar.
Semeiiles k earrapato
Compra-se grandes e pequeas quantdades :
na drogara de Fnncisco M. da Silva z C, ra
do Marques de Olin la n. 23.
Tinta preta
INALTERAVEL

(OMIII.MCU'IVt
PHARMACIA CENTRA
38 Roa do Imperador 38
Pernambnco
Serve para escripturacao mercantil e d tres ou
quatro copias de urna vrz
\arope de cambar. guaco e bal-
samo de Tol
re parado pelo pharmaceutico Jos Francisco
Bittencoart
E' uro pr)deroi>o preparado para todas as affec-
_-es dos orgaoa reapiatorios, como caUrrho pul-
monar, ssthraa, coqueluche, brenebite, pueumo-
aia, tisies, etc., etc.
Cada frasco 1*000
Deposito na Pbarmacia Central, ra do Impera-
dor n. 38. Pernamonco.
Chf prete superior
Carlos Sinden recebeu pelo ultimo vapor e con-
tina a vender sem competencia ; na ra do Ba-
rio da Victoria n. 48, loja de altaiate.
Vinho do Dr. Fqrestier
v Sato taniglMio e de Cacai le Lamias amargas.
TOlfICO RECONSTITTJINTE
Remedio soberano
IOS rRA A
CHIOROJS, ANEMIA. CARIE DO< 05SCS.
F^jcpS M0 VAS iCESliVAS,
DIARRHCA CNnONICAS, RACHIT"SMO,
BjttCaOrUt.AS, OErfiLIOAOE,
S0'.ileecf.h: i.z de rrr p.ls typkoioeas
CS, r.TC.
Ion
lAfifi,
A?.'" ? LZjTa -fe rj-
IJ1
Estabelecitnento de Cantos no
pateo do Carmo n, 26
O proprietario de ase estabelecitnento
achondo se cora sua sado aggravada e
uio podendo por isso continuar com o pe-
gado trabalbo que tem tido a 22 annos em
procurar a ele val o ao estado em que se
acha em offerecer t'.das as vantngeDs que
se pode desejar. O estabelecimento ligado
com o andar superior que tambem ofle-
rece as melhcrrs proporcoes para casas de
pensoes ou de sade Os pretendentes a
compras do referido estabelecimento diri-
jam-se ao seu prcpriet*rio na mesma casa.
Sem dieta e sem ..odifi-
ca?oes de eostumes
Laboratorio central, ra do Visconde
Rio Brsnco n. 14
Esquina a ra do Regente Rio de
Janeiro
Especficos preparados peo phar-
maceutico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de bygiene da
Corte, Repblicas do Prata e Academia de
Industria de Paris.
Elixir de Imblribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccoes difficeis.
* lobo de ananax ferraginoNo e
quinado
Para os cbloro-anemicos, debella a bypoemia
intertropical, reconstitue os bydropieos e beribe-
ricos.
Karope de flor de arneira e ma-
tamba
Muito reccmmendado na bronebite, na bemop-
tyte e as toases agudas ou chronicas.
Oleo de i< sindus ferraglnoiio e ra*
ca de larnnjus amargaN
E' o primeiro reparador da traquesa do orga-
nismo, na fysica.
Plala* ante peridica, preparada*
com pererlna, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, 'e-
milfentes e pernieiosas.
% iniio de Jurobeba imple* e lam-
u'iii ferrusrlnoNO, preparado*
em iniu de caj
Efficazes as inflamacoes do ligado e baco agu-
das ou chronicas.
\ iniio tnico de capilaria e quina
Applioado as convalesctufas das parturientes,
retico ante febril.
para
Vende-se fijlos especiats para assentamento
de engenho : na otaria da casa amaiella ra
Imperial n. 322 .citura para senhoras
Broches mkelados e dourados a 20(,'0.
Benitos grampos dourados a 500 ris o maco.
Esplendido sortimento de galoes de vidrilho.
Grande variedade de leques de setim, a 40GO.
Frisadores americanos para cabello a 3000 o
maco.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita collecco de plisss a 400 ris.
Brincos, imitacilo de brilnante, a 500 ris.
Aventaes bordados para crianzas a 2000.
Chapeos de fustao e setim para criancas.
Sapatos de meriu e setim idem, idem.
Meias brancas e de cores, fio de Esc cia.
Pomada de vazelina de diversas quaudades.
Sabcnetes fiaos de vazelina e altace.
Extractos finos de Pioaud, Guerlain e Labio-
Lindas bolsas de couro e velludo.
Fichs de 13 para senhora a 1800.
Sapatos de casemira preta a 2000.
Tesouras para costura, de 400 ris a 3 jOOO.
Pacotes de p de arroz a 300 ria.
Fitas de todas as qualidades e cores.
ImmeDsa variedade de botoes de phantasia.
E milhares de objectos propuos para tornar una
senhora elegante, e muitos outros indispi-nsaveia
para uso das familias, tudo por preeos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
BA DO CRESPO N. 7
Dnarte A < .
Vend" -e um piano de tres cerdas, tstado, quasi novo ; a ver na ra da Palma n. 69,
junto do sobrado, e a tratar das 11 horas ao meio
dia.
Engeuho a venda
Vndese o eogenho Murici, com asir ou sm
ella, situado na fre:uezia da Escada, distante da
respectiva estaco um quarto de legoa, podando
dar seis camiobos por dia, moente e corsete,
tem duas casas grandes e duas pequeas, e ama
casa para farinba com suas pertencas, e tudo se
vende por medico preco ; a tratar na ra da Im-
perador n. 51, 2- andar.
Attenpao
Vende-se um bem estabelecimento de mol hados ;
para informar, ra de Marcilio Dias n. 14, com
os Srs. Teizeira & Miranda, fabrica de caf.
Flos Saiictoriiiii
Vende-se esta obra em seis volumes, nova, e
por preco commodo ; Da encaderoacaa da Congre-
gaco, casa do Candido Siiudes.
um grande tanque
do Rosario n. 38.
Vende-se
de ierro, novo ;
na ra larga
isc6 lafloei i Silva & G.
RA DO MRQUEZ DE OLINDA
RECLAME
Urna experiencia
0 GRANDE ARMAZEM
DO
LOUVRE
Francisca Honorina de Rali* e
Uva
Pedro Gaudiano de Ratis e Silva, seu genro e
sobrinho Elias dos Santos Azevedo e Silva, agra-
decen cordiaimeote aos amigos, que caridosa-
mente s.coinpanharam ultima meada o cadver
de sua muito presada filha e esposa, Francisca
Honorma de Ratis e Silva, e Ihes avisam que na
seeunda-feira 11 do corrente serao celebradas
missa por sua alma Da igreja ae Santa Rita,
pelas 8 horas da rnanha ; para o que ainda os
convidam.
aaaWWsasaWWasTiaa^MVHliV'll'lasT tiln1
Alten-cao
4:000,000
Lembro so Sr. J. G. dos S. J., que tenbo espe-
rado muitos annos depois do sen dia.........j
a muito est Vmc. na pal, reerbeodo nos tbesou-
rrs provincial e gcral, como na pagadoria, vcnci-
mentos, e oceupaudo boa posicao, po se lembran-
do dequem sakou sua vida !... Hodi mi cras-
tibi.
Cofres
Carlos Sinden recebeu e vende barato por ser
de coosigoacao tres cofres, prova de togo ; na
roa do Baro da Victoria n. 48.
Antonia Senhorinna da* Virgen*
Antonio Fernandas de Carvaiho agradece a to-
dos os amigos que acompaDharam os restos rnor-
taes de sua sogra ; e de novo os convida para
assislire m as missas que manda tesar pelo trig-
simo d'a do Scu passameito, na igreja do piveado
de Ja toba do Brrjo da Madre de Den*.
D. eniiieii Martin* Olaa
Jos Maitins Dias, seu filho e filhas, agradecem
aos seus parantes e amigos o obsequio de terein
acomp nhad ao cemiterio publico os restos mor-
taes da sua presada filha, D. Genoveva Martina
Dias ; c de novo os couvidam para a mia^a di
stimo dia, na matris de Santo Antonio, s 8 ho-
ras da manti de segunda-feira 11 do correte,
ficando-lhes eternamente agradecidos.
A' RA PRIMEIRO DE MARCO N. 20 A
(ESQUINA)
Resolvendo liquidar grande variedade
de artigos por prejos incontestaveia, ex-
pem a aprcciacSo publica es seguintes ar-
tigos :
Popelines de seda a 500 rs. o covado.
Setins de cores a 800 rs. o covado.
Cambraias bordadas com sslpioos decor
a 6)5000 a peca.
Madapoloes de 7$ a pe ja por 55500.
Meias francezas para homem a 7^000 a
duzia.
Bordados tapados e transp arentes de 500
a 1)5500, com pequeo defeito.
Cortes de cretone por prejos sem com-
petencia.
Leques transparentes, grande novidsde,
25000 um.
Ditos de srtim a 5^000, vale 83000
um.
Cachemira de duas larguras de 1)5000 a
15400 o covdo.
E muitos outros .irtigo? que serSo bre-
vemente annunciados.
Casa de confian? de
FRANCISCO GURGEL & IRMA
Terreno
Vendo-se um terreno confronte a estsejo do
Principe, estrada de Joo de Batros, com H) pal-
mos de frente e bastantes fundo?, e com aliccrcei
para 3 casas; tratar na ra d'Apollo n. 30..pri-
ro andar.
hobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 ra da Aurora, em
frente a ponte de Santa Isabel ; qoem pretender,
pode entender-ae coui o corrector Pedro Jos Pin-
to, na pcaca do C-Mamercio.


rT

-.


/ :
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I
.

>
I !


-
Diario de Pemainbnco-- Dtmrflgo 10 de Julho de 1887
*
"COMPRAS DIRECTAS EM PARS E LYON
50 $ de reducpo
A casa de modas de J. Bastos & C, nica que tem o melhor e mais
completo sortimento em sedas e setins.
ijtyvu u ufiinniH. mi i J t __
Riquissimas sedas de Lyon, de todas as cores, combinaco veours.
Sedas de todas as coresgorgorees, cortes de 20 metros.
Setins brancos prateados para noivas.
Setins Duchesse, largos; mais de cem cores.
Damass de seda pretaespecialidadades.
Setins pretos, largosbaratissimos.
Gorgorees brancos e velludogrande moda.
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Cortes de gorgorees e velludos de seda a 90$000.
J. BASTOS & C.
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ANEMIA, CHLOROSIS, CORES PALLSOA
AcconseJbadocom ptimo xito spess&sfracas e adoentadas predispostasao empobreoiaonto do sangra. Toma-se
com doae de oito a doze gottas cada refeigao. Numerosas imitaces. Exigir a firma U. ESA VAIS,
imprimida veimellia. Deposito na mor parte das Pharmacias.

PLANO
PAR4
As loteras ordinarias (Testa provinria
Em
Apnft po Em. sr. presidente na prcia
8:000 BILHETES (DIVIDIDOS EM QUINTOS) A 5*000
40:0000000
1
1
1
2
3
8
16
premio de
i
>
premios
i i
>
SO
80
100
2
2
appr.
i

12:0005000
. 2:000^000
1:0000000
5000 1:0000000
2000 6000000
1000 8000000
500 8000000
Vil 270,5000 ( ^ara C0lDple'8r a denena do 1." premio
( (excepto a sorte grande).
90A 180A000 ^ ^ara comP'etar a 4ezena do 2." premio
( (excepto a aorta de 2:0000000).
,-k 1-200A0C0 ^ *>ara os t'0U8 u^m0B algarismos finaes
w ( do 1. premio.
10* 800J5000 ( Bara os dous ltimos algarismos finaes
( do 2. premio.
fiA 4-800A000 Para *d algarismo final do numero
( em que sabir a sorte grande.
1500 3000000 Para o 1." premio.
950 1900000 Para- o 2." premio.
PREMIOS NO VALOR DE 25:9400000
DESPEZAS
Imposto geral e provincial, beneficio, sello
e commissSo etc, 14:0600000 40:0000000
Os premios superiores a 2000000 s estilo sujeitos ao imposto de 5 % e D^
15 '/o como era d'antes.
Recife, 18 de Junho de 1887.
O THESOUREIRO,
Jos Candido de Maraes.
PILULAS s GUILLI
PILLAS Jl <$*ncto do (Elixir borneo An-Catarrhal
do
Molittiat
do Figado
e do Estomago
DESCOFlAlt
Dei
PAUL GAGE
Pbir de 1* clase, D'em Medicina de la FacnltdeAPirtf
TICO PltOPRIETAFIO D'ESTE HED1C1MEIT0
PARS, 9, ra de Gre/ie//e-Sf-Germa/n, PARS
C adrstoni-purgativas do Elixir Gullll. o qml remedio cnberido.
ha mais '' 'nos, por ser ubi dos mais eoonomicos,C(,mo
Purgante e Depurativo
ai FAtSIFICiQOES, exigir as LEGITIMAS PILLAS GUILLIF frrparada por
Mj-iUrio.- em J'enuim ,w:o : FRAN M. da SILVA e
PAOL C-A
C.
LOTERA do ceara
15:0008000
Gotta, Rheumatismo, Dores
Soluqo do Doutor Clin
Laureado da Fatuidad de Uedicina de Pars. Premio Nontyon.
i
A Verdadeira Sologao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Aff ecces Rheumatismaes ayudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soffrimentos occasionaoVvs por estas molestias.
A Verdadeira Solucjao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
1123 mi explicado detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solucfio de CLIN & Cie, de PARS, que -se eneontra em
\_ casa dos Droguistas e.Pharmaceuticos.

11 SORTBIO DI 3.a
Quart-a-feira 13 do corrate
Os bilhetes desta acreditada lotera
acham-se venda as seguintes casas: Roda
da Fortuna, ra Larga do Jiosario n. 36;
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco
n. 23
Tetegramma o lista no (lia da extrajo
PHARMACIA PIMO
DE
S.PIHHO <& C.
51Ra do Bar i o da Victoria 51
Esta pbarmacia recentemente estabelecida adiase em condicSes de satisfazer
con promptiiao e escrupulosa fidelidad*: as exigencias dos Sr. {mdicos e do publico
era geral, que encontrar n'ella uro completo e novo sortimento de drogas, medica-
mentos, e productos chimicos, pharmaceuticos nacionaes o estrangiros e garantindo-se
rcodieidade de precos.
A LA REINE DES FLE'JRS
Bamalhetes Hoyos
L T.PIVERem PARS
\ Mascotte
PERFOMF PORTE-BONHETJR
Extracto de Corylopsis do Japo |
PERFUMES EXQUISITOS
Bonquet Zamora -- Anona dn Bengale
Cydonia de Chine
Stephania d'AuBtraflb
riiyiH Helltotrope blanc Gardenia
Bouqnet de l'Amiti TVhite Rose o Kczanlik Polytlor oriental I
Brise de Kice Bonquet de Reino dea Prs, etc.
ESSENGiAS CONCENTRADAS CWST) QUALIDADE EXTRA

Jepetoi i4i pnacipaei Pertnana, Pharmaiaf e Cabellereiroi d '
Perfumara- Oriza
L. LEGRA NO, PARS, ra Salnt-Honor, 207_____
ESS.-ORIZA SOLIDIFICADA
PERFUMES CONCRETOS
WVKNCaO SCIENTIPICA. COM DIPLOMA DE IWVENQaO BM PRANCA E NO ESTHANGEIRO
Os Perfumes solidos da Esa.-Oriza
PrevradM por meio de om processo doto, fmsm un gra di concentratao e saaTidadt at eoto inMinlt
Sio encerrados, debaixo da forma de Lipis ou Pttittillian, dentro de frasquinhos du
vidrinhos fcis de levar comsigo. Esses Lpis-Perfumea nao se evapro e pdem ser
substituidos por outros, quando estirerem gastados.
T:n a enorme vantagem de cemmunicar o cheiro aos objectos p6stos em contacto com elles,
sem OS molhar e sem OS estragar. BASTA ESFREGAR LEVEMENTE PARA PERFUMAR INSTANTNEAMENTE
h mar. -vK>.AxnnxcoB*
COLLARES EOTER
letro-KagnticM
OONVUL8ES
i mu riouMi i inrr^ ias ouifis
'OsCOLLARES Rr",MhMido ha mais
Ide 25 adorno*, mk> oa iucot que pr I realmente m crecaOM 4aa oOHVULSdEh
'ajidrio o MfiM ttmpo m dem'fao.
Para vitar a* reimmooooee au Jxait . _.___ ,_..mc*lmiUa tttUw tarea ta fabrica -atnrjti eo vtrdatb'r-j
~
f
J?
&

^
e toda e qraalcnier Boupa Branca, Papel, etc., eto.
DEPSITOS EM TODAS AS PRINCIPAES Hndt-t. i quem o pedir, Franco de Porte
PERFUMARAS DO MtJNDO
PHARMACIA CENTRAL
38Riia Imperador38
Tcndo passsdo por uma completa reforma acba-se montada a satisfazer coa
proroptidr as indicares medicas, tendo para esse fim medicamentos de pnmeira qua-
idade e especialidades pharmacer*' ''os primeiros fabricantes.
/
4*yg**$.
o Catalogo dos Perfumea, com oa procos.
&TA& LEA DE HONRA
DIPLOMA DE BOW}
l'JD CHEYRIEB
(* ItflttoiUSo pelo AlCJtrflo,
torneo 6j'i*.7i'C0, o Que muito
augimmta aa proortedadet de
aao.
0 OLEO de FIGADO
K ACAIAO FERRUGINOSO
4 a nica prtpafacSo qua permita
^ministrar o Torro atm pro-
uir F.iaAo da Vorntro,
lacomaudo.
UTOBITO feral ai PA1B
ti.tu ti riif-Intaurlit
,_BRANCO.LOIR0' ,
[EFFRRlGINOfOj^
- 40--ALCKW&
chemn:

CHITADO POS TODaVt M
Celebri&aAes Medicas |
DK Fl. .M,'.* K DAKUROTA
aae
molestias do peito.
'affecqOes escrofulosa:;
chlorosis,
anemia, debilidad!:.
tsica pulkohar,
bronchites. rachitismo
Vinko de Coca
LICKNCIADOS PJH.A I^SPBCTOaiA DE HYGIKNE DO IMPERIO DO BRAZ!!-
lPamii85.iiedaib*r
CAPSULAS TAETZfPf%
ir./
BREVETES (PATDTTADAS) 8. O. D. O)
Offereddas debaixo da forma de Ddoesmi Goneltoa de fractas,'
iH-rmittindo aaaiaa aos doente os oaais delicados c k* criancas de
tomar sem eajo todo e qoalqaer medicamento.
OEPOtlTOIEBAL* EM PAR 13,36. r+ de ;a Verrrio
_______15m Pfirnamtrurn FWAM^ M. da SILVA fc C.

EipoticioJt rerpool \
fll
Exigir o
ilz SOLUCAO COIRRE
AO CHLOFttfYDRO-FWOSPHATG DE CAL
ala patao f_ntltnliitaa adoptado por todos oa Medico* Oa :
a bbbbbbbbbb> ("""* "* > ww aai'[iiQViu lyvi wuw ** auynnna a"
f ftM feral, AnemU, ChlorotU, Tsica, Caduxta, BscrOfUUu, RzchitUn,
ai tas*. Cresctmentt MfUcU Sai crimeas, Futto, DfsptptUU.
faru. COIRRE, re, TI, ru fltOaMMHa-JaaataBa '
Fkanudu.
nsiiiri


-
8
Diario de PernaidbacoDomingo 10 de Julho de 18S7





y

ASSEMBLEA GERAL
S ES-
SENADO
DISCURSO PRONUNCIADO NA
SAO DE 9 DE JUNHO
CONGRUAS AOS VIQARIOS ESTRANGEIROS
O Sr. tiqieira Heniles (continu-
ido). Senborea, queai abre o concuso o
_ispo; elle quedeve calcular que tempo se-
r preciso para poder fazer sua proposta
depois de concluidos os esames e reunidas
as provas todas. Propor, um parodio, nao
nicamente ver quem fez melhor exa-
me, quem est habilitado em theologia ;
preciso tambem um exame a respeito de
sua vida, si est ou nao no caso de edificar
com seas exemplos as ovelhas a quem
vai servir de pastor ; e os senhores sa-
f.bein qae nao se pode fazer com tanta bre-
vidade como exige o projecto, nem muitas
L Vezes em mezes, urna syndicancia que
possa por a salvo de qualquer escrpulo a
consciencia do bispo
O concurso ser annunciado dentro de
um mez de prazo, continua a emenda do
Senado. Eu j disse que no direito can-
nico expresso que, vaga urna parochia,
o bispo p3e um vigario para rejel-a inte-
rinamente e no prazo de 10 das abre o
concurso ; por conseguate, essa disposigo
da emenda absolutamente desnecessana,
intil, e, anda mais, o deito cannico
a permitte que um padre sem provas de
habilitagSes reja a parochia por 10 das,
e, entretanto, que a emenda d-lhe poder
para rejer por 30.
Diz o paragrapho seguinte : i bi decor-
rido o tempo necessario para que a pro-
posta chegue ao conheeimento do governo,
nao fr esta recebida, poder ser expedi-
da a carta de apresentago ao sacerdote
que estiver servindo de vigario encomraen-
dodo, considerndose neste caso como
proposto.
Este paragrapho foi victoriosamente com-
batido pelo nobre presidente do conseibo,
mas sobre elle principalmente que os au-
tores da emenda tra-se tambem esforgado
afim de ver si conciliam essa doutrina com
aquella que nossos pais, nessos antepassa-
dos, decreta vam para observar moa.
Diz-se que o presentado pelo governo
nao deve ser presentado ao bispo porque
a o vigario eneomroendado, nomeado por
elle; si est no caso de ser vigario encom
mendado, parocho interico, pide ser paro-
cho vitalicio, pode ser collado na igreja
E' preciso, seahores, para proferir urna
propoaigo dessas, nao medir a distancia
que vai entre um empregado provisorio,
em todas relacfos, e um empregado effec-
tivo ou vitalicio.
O empregado provisorio, nos todos sa-
bemos, o individuo de quem se langa
mi de momento para supprir urna falta,
omquanto nao ha um empregado habilitado
para exercer esse cargo ; e, si tratamos
de funcgSes parochiaes, do exercicio de
parocho, ento ainda mais, porque >ua
principal misso sobre o espiritual, e a
este respeito preciso quo baja todo o es-
crpulo na esaolha daquella que em de
ser pastor, pai e espelho do rebanho in
teiro.
Mas demos o caso de que, aberto o con-
curso po* espago de 60 dias, esse padre,
que foi designado para regor a igr.-j, nao
se aprsente a concurso porque nao se jul
a habilitado para concorrer com outros,
ou n:esmo porque nao se julgue habilitada
para soffrer um exama vago como esse;
se ha de dar ao governo o direito de apre-
sentar essa parocho e ao bispo o dever de
collal-o ?
Leu-Be urna consulta do Conselho de
Estado sobre se a collagao ou nao lvre.
Ni sabemos que ha tres espacies de pro-
vimeoto de beneficios, por tres molos po-
dem ser pro vidas as parochias, por elei
gao, por apresentago e por collagao. A
apresentago adroittida onde, como ero
nosso paiz, ha direito de padroado, porque
o padroeiro da igreja, ou seja porque a
tenba dotado ou constituido fundos para
ustentagao do culto ou edificado-a,
direito de concorrer para a escolha daquel-
le que deve gozar dos fructos da renda
dessa igreja -patronum Jacit dus ozdifica-
tio, funda, e o beneficio o direito per-
petuo, (notem bem para verem que nlo
concordo em que as parochias estejam pro-
vidas interinamente), direito perpetuo que
tein a pessoa ecclesiastica de receber fruc-
tos da igreja peLs servigos religiosos, es-
tabelecido esse direito pela auteridade clesiastica.
Essa collocago ou esse provimento por
apresentago que se fazem em todos os
paizes onde ha direito de padroado, cha-
raas com effeito nao livre, e um dos no-
bres sanadores queme procedern baieou-
8e nesta expresso que se encontra ao
compendio do finado bispo conde de Iraj
para vr dizer que o bispo sempre obri
gado a collocar o padre, que fr apresen-
tado, quando preciso que elle seja id-
neo e na apresentago se guardem as for-
mas ou prescripcoes legaes.
Lause at um parecer do Conseibo de
Estado aconselhando como medida recor-
rerle a outra autoridade para ser cellado
o padre .presentado, quando o hisp dioce-
zano recusa fazel-o.
O bispo, coa effeito, desde que o pa-
droeiro tem o direito de propor o padre,
tem o direito de collal-o; mas nao se se-
gu dabi que elle o colla sempre, cato que
j se deu em nasso paiz antes das leis de
1828. O Imperante nomeou parochos, e
como os bispos entenderam nao dever col-
lal-os, nao obstante ser nao livre a colla-
gao, nao o fizeram, porque o concilio de
Trento iasinuou o meio que tinba o bispo
de livrar parte do seu rebanho de um
pastor que viesse servir de lobo insnuou
que neste caso deve o bispo chamar o
apresentado a exame e si elle fr indigno
de ser parocho, recusa-o, nao o colla.
Neste caso, nao ha recurso para nin
guem, porque espiritual o acto da colla-
gao instituigao cannica.
Nesse parecer o Conselho de Estado de-
clara-se que o poder da parochia vem das
ordena.
Senhores, do preciso desconhecer o direi-
to cannico para dizar-se que este poder
vem das ordons. Os poderes que o indi vi-
dao recebe quando se ordena sao em rea
gao ao corpo real de Jess Christo, ou em
reiagao ao seu corpo mystico, que a
igreja. Sao poderes de ordem aquelleB que
dizem respeito ao corpo real, como a ben-
go, a eucharistia, et;.; e sao poderes de
rgimen de jurisdiegao, os que dizem res-
peito ao corpo mystico, como sao os de
regencia e administrago, e que estes alo
os poderes que o bispo confere ao vigario
no acto da collagao.
O bispo pastor de toda a sua diocese,
o rebanho seu e a elle que compete en-
carregar a este ou quelle coadjutor urna
parte dete rebanho, para dirigil-o, e elle
deve ter todo o escrpulo em procurar um
auxiliar que com effeito o auxilie, e nao
lhe venha dar maior trabalho, encaminhan-
do mal essa parte do seu rebanho.
Ao ordenarse o prasbytero, recebe tam-
bem o poder de presidir, de administrar,
mas diz o proprio ritual, que na qua.ida
de de auxiliar do bispo in adjutorium epis-
copai-um; e, portanto, nao direito pro
prio do padre, nao poder de ordem ou
de ministerio ; mas de rgimen ou juris.
diego, o exerciciodas funegoes parochiaes-
S recorrermos instituigao deste sacra-
mento, veremos que Jess Christo commu-
nicou aos seus diacipuloa eates podere8 um
antes e outro depois de sua resarrego :
elle instituiu o sacramento da ordem na
noite da ceia, quando conaubstan 'iando o
pao ao seu ver ladeiro corpo, disse seus
discpulos : tomai, meu corpo, e todas as
veze8 que assim fizerdes, fazei-o em minha
memoria; no entretanto que o poder de
jurisdiegao, elle s transmittiu aos aposto
los depois de sua resurreigo, quando p-
parecendo lhes, disse : accipite espiritum
Sanctum quorum remisritis peecata, remit-
tuntur eis, et quorum retinueritio, retenta
sunt, e enviando os seus apostlos por todo
o Universo deu-lhes o poder de pregar, de
ensinar a sua doutrina, baptizando o povo
em nome do Paire, do Filho e do Espiri
tem i to Santo.
J se ve, portanto, qua at meamo quan-
to instituigao os pelares de ordem sao
ud3 e os de jurisdiegao sao outros. Os pa-
rochos racebem o poder, a jurisdiegao do
bispo porque tendo de ser os seus auxilia-
res, tm de praticar todoa os actos que o
bispo pode celebrar, excepgo dos que
sao proprios da ordem episcopal, como o
de aagragao, de ordenago.
Si, portanto, quam deu este parecer a
que me estou referiado nao tivesse tomado
urna fonte diversa desses poderes, ai tives-
se attendido a que o poder que exerce o
parocho da jurisdiegao, de rgimen, e
nao poder propriamente de ordem, nao fe-
ria dito que era mera formalidade porque
o padre j tinba todos aquellos poderes, e
que por conseguate qualquer pessoa poda
collal o, visto como era acto accessorio.
E' indubitavalquenaose p le sustentar,
nem presumir qu o parocho, que est re-
gendo, interinamente urna parochia por 8,
15 ou 30 dias, esteja sempre no coso de
ser seu pastor perpetuo.
Mas figuremos a hypothese de que um
vigario encommendado tem habilitagSes,
tem moradade, est no caso de ser paro
cho collado, mas elle nao se apreseata a
concurso porque empregado no Semina,
rio ou na curia episcopal, onde o bispo pre-
cisa dos seus servigos; mas aendo seu
commensal, nao tendo outro padre du sua
confianga, o manda regar urna parochia por
oito on mais dias...
O governo aprsenla este padre, elle ha
de sor forgado a acceitar e o bispo a col-
lal-o, quando presta tao bons e melhores
servigos no emprego que est exercendo.
Ainda mais : supponha-se que o paro-
cho a quem foi encommendado a parochia
collado em outra freguezia visinha. Isto
dase todos os dias. Nao havendo a pro-
posta do que trata o projecto, o governo
pode apresentar este padre e collal-o na
parochia B, quando elle collado na paro-
chia A e smente por falta de padre foi
encarregado pelo bispo da regencia desta i
Si foaaemoB continuando analyae, ve-
riamos quantos absurdos se poderia dedu-
zir desta opiniao.
Quando na 2a discusso do projecto, jus-
tificando eu em pou^as palavras, as emen-
das que apresentei, tomei em considerago
o facto de se querer forgar os bispos a
proporem parochos para serem aprese nta-
dos- Eu disse que nao concordava, nem
poda concordar em que as parochias esti-
vessem providas interinamente, por que
nao ha beneficio que nao Beja perpetuo,
pois, como ha pouco diaae, este o seu ca-
rcter e o Bendo perpetuo, nao pode estar
a vontade de quem o possa destituir quan-
do queira, mas que, devendo respeitar as
intengoas dos bispos sem maior exame des-
ta procedimento doixaram de cumprir urna
disposigSo cannica; me pareca ser nao
somante por falta de padres para regerem
todas as parochias da diocese como, para
no caao de ser preciso arredar este ou
aquelle padre desta ou daquella parochia,
poderem fazer sem escndalo, visto como
poder ser transferido para outra parochia,
aem que ninguam ao menos saiba o mot
dito, porm, aue nao
que tem 200 alumnos para estudaram pre-
paratorios, porque a casa mais. acredita-
da, onde ha muitos e bons lentes, mas raro
o que se ordena. Que nSo ha falta de
padres nao exacto.
A minha provincia tem 70 parochiaa e
ha 32 ou 33 padrea apenas, descontados
smente os empregados na S e no semina-
rio, e na do Amazonas ainda e nota maior
falta. Quanto a aecusag') que se tem feito
aos Dispos por desacreditarem seu clero,
entregando as parochias a padres estrang ;i-
ros, eu j disse na segunda discusso, que
nao acreditava que ellesassimprocedessem
por considerirem os padros estrangeros
mais hahilitados e mais moralisados do que
os brazileiros; pirn, smante porque nao
tm padres nacionaes em numero suffidi-
ente para regerem as parochias.
Diz o 2.- (L.)
Primeiramente ; o prazo marcado sendo
de 60 dias, urna inutilidade, porque esse
mesmo prazo j est marcado em nosso di-
reito ; em segundo lugar, observo que o
projecto, quando quiz coagir os bispos,
neste artigo d-lhes urna autorisagao que,
a serem os bispos o que se tem dito, ple
trazer consequencias que nao estavam ao
alcance da commiaso.
Si nao apparecer concurrenta on nenhum
for approvado em exame, o bispo propo-
nha tres padres que quizer, sem concur-
so. Ao mesmo tempo que sa procura to-
dos os meos de obrigar os bispos a fa
zerem propostas de parochos, dispensa se
o concurso, que o direito cononico nao per-
mitte que se dispense Dispensase a pro-
va de moral i la le do padre 1
O biapo presentar tres padres, muito
embora nao tenham requerido cousa algu-
ma. Colloque-os em primeiro, em segundo,
em tercoiro lugar, d as razSes por que o
faz, porque o governo nomear o primeiro.
E' urna contradicglo manifesta em que
cahiu a con:misso, que quera ser to r
gorosa, e atina! toraou-se to relaxada,
bispos podessem ser considerados como a
commissSo os considerou.
O | 1* diz que, si o bispo nao propuzor
dentro do prazo que lho marcado, o go-
verno nomeie quam quizer.
Quer dizer que, si, annunciado o con
curso, ninguem sa apresentar ou nenhum
concurrente fr approvado, e por conse-
guinte o bispo nao fizar propo3ta, o gover-
no nomear o qu? estiver servindo interi-
namente, logo que expire o prazo marcado
para apresentago da proposta.
O bispo annuncia o concurso por edital
pelo prazo de 60 dias em todos os lugares
pblicos ; o edital chega ao conhecimento
dos padres da diocese, mas passam-se os
60 dias sem que nenhum concurrente se
aprsente, e portanto nao faz a pro posta
O governo sabe que passam-se os 60 dias,
e nao tendo recebido proposta do bispo,
uomeia um padre ? Ora isto cousa em
que nao se pode pensar.
Como admittir que o goverco aprsente
e mande collar um padre que nao appare-
ceu ao concurso, e que o bispo nao poda
propor por esse motivo ? Entretanto o
governo arma-so desse poder de apresen-
tar um padre ; e segundo ouvi hontem s: o
bispo se recusar a dar a essa padre a ins-
tituigao cannica, chama se um sujeito e
manda-se que colle um padre que o bispo
nao quiz collar! Isto, porque sendo a
collagao considerada nao livre, pensa-se
que o bispo obrigado a todo transe a
fazer a eollacao.
Chamase nao livre a collagao, no caso
da apresentago, para distinguirse da li-
vre que quando o bispo por si mesmo
nomeia um padre e o colla, como quando
nao ha direito de padroado.
Temos ainda o 3."
Eu j disse alguma cousa sobre este
paragrapho na 2' discusso, e apresentei
urna emenda eliminando-o.
Diz este paragrapho que, si o governo
nao se conformar com a proposta do bis-
comose est vendo.
No entretanto, eu nao
combateria este
muitas vezes indigno de ser parocho, por
que ordinariamente, quanto menos habili-
tagoas tem um individuo para um cargo,
mais pretectores conseguir.
| 4. Nao plem servir como vigarios
encommendados sacerdotes estrangeiro?.
Propuz tambem na 2a discusso urna
substituigo t este paragrapho, e a razio
que dei foi que o bispo o nico compe-
tente para nomear parochos.
O bispo o pastor universal da sua
diocese ; todos os catholico3 que habitara
essa dio;ese sao ovelhaa de seu rebanho e
por consequencia o nico que tem direito
da entregar na sua diocese parte deste re-
banho a este ou aquella, e ninguem pie
ter mais zelo pelas suas ovelhas do que
elle.
Como pois. que vamos tirar ao bispo
o direito de eucarregar da cara das almas
desta ou daquella parochia um individuo,
porque estrangaro ?
A religio nao tem patria. Dizem que
porque elle tem tunegoos civis, mas por
qu se diz entao parochos encommenda-
dos ?
Da leitura deste paragrapho ae deduz
claramente que o estrangeiro nao pode ser
parocho encommendado, mas pode aer pa-
rocho perpetuo ; entretanto isto que elle
nao pode aer, porque para aer parocho
perpetuo, beneficiado, precisa da interven-
gao do governo, precisa da apresentago
feita pelo poder civil, e senlo elle estran-
geiro nao pie sor apresentado, aaaim como
nao pie um estrangeiro ser nomeado,
para qualquer emprego, pelo governo des-
te paiz.
Eu tinha, como disse, apresentado urna
emenda que os parocho3 encommendados
que tio fossem brasileiros, nao tinbam di-
reito congrua. Nao obstante isto a emen-
da nao passou.
[Conclusao)
P
arbitrio do bispo propor quem quizer, si
porventura pudesse adoptar alguma cousa
de emenda.
Ainda ha um outro arbitrio ampio dado
aos bispos, e to parigoso ou mais perigo-
so ainda do que o primeiro, si porventura
pudeasemoa considerar os bispos como os
considerara oa membros da commiaso do
Senado.
Refiro-me dispoaigo que diz que, em
casos especiaos, o biapo pie propor um
b ou dous concurrentes.
Pois ento concorram seis, oito ou dez
candidatos a um beneficio, e dase ao bis-
po o arbitrio do propor smente um ou
dous, sem fallar nos outros, justificando o
seu procedimanto nicamente para com o
governo ?
Ento onde est zelo pelas propostas,
p?la regularidaie do concurso ?
Oode a severidade que a commisso ma-
nao nifestou contra os bispos em todos os ou
ha falta de padres : que temos Seminarioa, e tros pontos, se permitte que elleB escolham
por consequencia nao ae pode allegar tal! de 10 ou 12 concurrentes apenas um para
f dta, e nunca ae deu o facto que d ae o governo m ndar presentar, prejudican-
boje.
do o direito dos outros ?
Si o governo tem at o direito de man-
dar collar, invicto episcopo, um padre que
FOLHETIM
JOSLARONZA
POR
JACQUES DU FLOT E PEDRO MAEL
til :vr i PtBTE
< AIIHI.\
(Continuagao do n.
IV
Ibl)
Elle
para
dou-
0 honrado presidente do conaelho j rea
pondeu que noa tempos para que 8e appel
la hoje, o numero das parochiaa, doa bene- por este nao foi indicado, nao ple deixar
ficioa nao era talvez nem um dcimo do ao arbitrario do biapo propor um a, des-
que existe hoje ; entretanto, o numero dos de que haja mais concurrentes,
que ae ordenav era exceBsivamente maior Hoje nao se pratica assim ; hoja o bispo
do que equelles que ainda hoje procurara o propSe trea, 8e os ha, tendo o <
estado ecclesiastic i. A que attribuir ? claasificago em Io, 2o e 3o lugar,
nheiros que queri in apanhalo vivo, foi
Pouliguen quem o segurou nos brajos te-
miveii, e apartando o, paralysou o conple-
tamente. Na luta, s que se podo cha-
mar luta a presso exercida pelos bceps
do marujo uos fljncos do pirata e os es-
pasmos dest-% Pouliguen tava tempo de
tirar o retrato da sua presa, dizia elle
O tenente, antes de sahir, perguntou ao
marujo :
Diz> c, Piarrck, lembras-te bem
dos signa- s de J >a Laronza, o tratante
que agarraste perto de Singapoor ?
Ah sm, Sr. commandante, lerabro-
me bem de todos oa signaos dessa enguia ;
por sigoal que tinba uns luzios que eu ha-
via de conhecer melhor do que es pharas
de Pieres Noires e Camaret.
Vamos i, tanto melhor I Solta o pan-
no, meu velho Piarrick, e, com vento em
popa, para a casa do advogado. S'~; deli-
cado cora elle, que tem e/itad muito dea-
gosto s m-nina* d'Iaaie e Bertha Arband.
Cont commgo, Sr. commandante.
Tildo que toca a essas meninas negocio
meu. Eo s las. Versiios se depois da dansa, alies
anda ho qO<: '-- *'az"r mal a essa* crea-
turas. Ah cora os diachos, quanlo me
levan-
Ea nao tenhe duvidsa es3e respeito.
quer haver a heranga de Arband e
conseguil-o quiz fazer desapparecer o
tor e obrigar Bertha, essa pobre quenii
nha, a casar com elle, las, emfitn, ni >
tenho provas c preciso dellas. Quando eu i.enbro que b pentras que querem
tiver establecido a concordancia entre as i tar mo contra es*aa tetas 1...
idaa e vindas de Lrwis Jubb e as de Jos Bo ,i. Soo .;*rrick, por eraquan-
Ltronza, que na minha opinuo sao urna e t, =, ,: trtd i -o Sr. Darmoilly ana
mesma pessoa, nlo era difn.ii con o aax deecripelo miso ) 'os contecicaentos
lio d polica colber as provas. en que tora i Portanto, cm ca
Essas reflexoea assaltaram o espirito ilminhi, vai r lo e d-nos um depo-
Darmailly emquanto descia para o caes de men:o em re.
Orsay pela ra de Rennea, o bouevard Coorden:i. er.-.os 'de um depoi-
Saint-Germain e a ra do Bac. ment. Uw serio para o bom
Quando ille chegou ao hotel d'Orsay, | marujo.
Joio do Treguern ia aahir justamente pura | Cora car: p-eferido achar ae a
ir casa do joven advogado, roa !e Kan- bracoi 60 ni, i lade de qualquer
nes. Elle tambem quera conversar com outra naturesa.
Darmaly sobre as revela',.' da vespera. laracad ; virando o bon en-
Por precaugo, Pouliguen, barbeado ie,tre 03 dedos, qu nlo Darraailly surgi na
cot una camisa inuito ava, o gran- 'paga q ls uls di gabinete de
de col. ibo admiravelmente atiraio sobre trabaliio ac
os s'- ..oaibros largos, devia acorapanhar Ao ''' o, j ,1 iraa exclamado.
o seu i-ommaadanw. Oh o ?"nb: ? Tiveraoa a m *a
O leitor ha de estar lembrado que foi o ,1 ,. n: sua casa e uva
; que poz o harp.u em Jos La-ou- y4 lhe o rae i bara ouligaen.
aa, po o;casiao da aborlagem dos janeo.-:. Dizenii) it>'>, o ofioiaf indicava o tiarujo,
Quaado o bandi lo, tendo j matado ou | rx* alli eslava 'i; -abeja baixa ante o re-
o crios raarinbeiros eo:n -.andados peo eem-che^a'! j, Par ese excellent natu-
iroi.- iatu de Joan Tre^uern, fazia fren:e,! reZa, Darraa:. y era am peraonagera, um
posto que ferido, a m?u '.tza de rt asas, depo a que
O nobre Presidente/io Conaelho o dase
de alguma formaj^prineipdlmente edu-
cagao da familia.
Todoa oa pais desejavam ter um filho
8acerdote, io o encaminhando deade me-
nino paraiato; boje encaminham seua fi-
lboa para o bscharelado em direito o a
educago tudo : j Sneca era aeu tempo
dizia : homines quanti quanti sunt educationi
deber.
Alera diato os seminarios hoje sao pro-
curados, como disse um Sr. senador, s
mente para estudar-se preparatorios, por-
que ainda onde melhor se os aprende.
No seminario do Para, por exemplo,
BBBBBBBBBBBBB^8W$
soube que Juliano interessava-se pela aorte
das meninas d'Isaac.
Joo da Treguern e Juliano tro aram
um vigoroso perto de mo.
Depois, o advogado respondan :
De facto, meu caro amigo, tivemos a
mesma dea. E' de bom auguro, e eu es-
timei muito ter-me adiantado. Attribua
isso minba insomnia. As suas narragoes
foram to interesaantea, qua resolv esta
manh pedir-lhe que me cont por miudo
oa seus feitoa.
Joo Borrio.
Diga aventuras, meu caro, simples
aventuras- Bem se v que nao sabe do aeu
Pariz.
Razo de maia para queeu aeja asp-
tico, respondeu o mogo. E accrescentou,
olhaodo para Pouliguen, que estava ainda
na mesma posigo :
Aqui o senhor, aeu irmo uolla-
go .. o here em quem j me fal-
lou?... Cora effeito, raeu caro Treguern,
qua bello spe:iraen RapagSes desta tem-
pera nao se fazem por encomraenda.
Pouliguen empertigou se Nao estava ha-
bituado a ser cuamado csanher. Mas os
elogii a dirigidos sua estatura herclea
nao o comraoveram tanto.
lacn-aoiava-o muito ser um senbor.
Por isso o seu bon gyrava-lhe entre os de-
dos com a forgae a velocidade de um eixo
de locomotiva.
O commandante foi em aeu aoccorro.
Sim, meu caro amigo, Piarrick Pou-
liguen, meu irmo colago. E*t vendo que,
gragaa sua natureza, elle reconbecivel.
Nao tem igual na marinha. -Sem ex>gera-
go, Piarrick vale dez horaena. Maa nao
o trata por i senhor, elle fica perturba-
do... e sabe qna tem de interrogal o.
Treguern assim trazia discusso o ob-
jecto da aua visita.
Darmailly oondescendeu logo. Antea, po-
rm, quis aportar a mao do colosso. Em
m hora o fez.
O marujo, que depois de tantas erao
g5ea precisava de ezpanso, esmagou-lhi
os ossos.
Ai I gritou-lhe Juliano. Nao me es-
tropie, faga favor.
Confuso, o gigante largou a mo do ad-
vogado, que Treguern pedio que se sen-
tassa.
E agora, Sr. juiz, ccreaaentoi o te-
nente, estamos s suaa ordena. Proceda
direito de
maa dan-
do a razo da preferencia, afim de qua o
governo, quando queira marchar de accor-
do com elle, convencendo-ae daa razoes
que o bispo d, e tando em vista tambem
as provas que acompanhara a proposta,
aprsente o primeiro proposto.
Esta faculdade que tem o bispo de fazer
a cl8Sficago dos concurrtones, admitie-
se, mas dar-lha o direito de propor apenas
um concurrente, quando ha mais de tres,
eu nao esperava qua a commisso, to se-
vera para com oa bispos, o quizosso !
Este direito poda prejudicar completa-
mente aos concurrentes, e contrariar os
direit08 do presentante, si porventura os
mandar abrir novo concurso, devendo
dar sua deciso dentro de dous mezes de-
pois do recebiraento da mesma proposta.
Aqui, Sr. presidenta, eu poda uizer
latet anguis in herbis, onde est toda a
habilidade da commisso.
J eu ouvi interpretar-se esse artigo do
modo por que todo e qualquer hornera que
lar o projecto interpretar ; j ouvi dizer
aqui que quando falta proposta alguma
formalidade que a lei exiga. Mas nin-
guem que 1er esse projecto pensar as-
sim.
Aqui o que se encontra, quer se tome
isoladamente este paragrapho, quer, como
se deve tomar, em reiagao aoa outros, o
que salta aos olbos, um direito discricio-
naro ao governo de regeitar in totum
proposta do biapo.
E, senhores, quem d ao bispo o direito
de propor tres padres sem concurso, esco-
lhendo um s, quando muitos concorreram
e exbibram provas de habiltagoea, tem
direito de dizer : si nao me conformar com
a proposta do bispo a nullificarei, mandan-
do que proceda a novo concurso ?
Esta foi a razo por que apresentei a
emenda pedindo a eliminago deste para
grapho.
Ninguem est mais no caso de conhecer
os padres de urna diocese do que o pro-
prio pastor. Si o governo alguma cousa
sabe por informagSes e infarmagas sem-
pre dadas conforme o desejo dos informan-
tes, hoje principalmente em nosso paiz em
que tuto se est decidindo por meio de
empenhoa. A poltica tem invadido tudo ;
nos todos temos amigos e muitas vezes fe-
chamos os olbos ao que ellas fazam.
Portanto, o governo, longa, como est,
desta ou daquella diocese, nao pode saber
melhor das habilitagoes e qualidades de
qualquer padre para reger urna parochia
do que o bispo, que esta era contacto com
elles, fiscalizando diariamenta os seus ac-
tos.
Entretanto, d-se ao governo o arbitrio
de dizer : nao aceito nenhuma dos propos-
tos, faga-se novo concuo. Ainda mais,
d se ao governo o direito de, quando o
bispo nao se conformar com a recusa, no-
mear ou aposentar o padre que quizer,
VARIEDADES
a seu interrogatorio. Por minba parte
estou persuadido de que elle ha de dar os
esclarec mantos necessarias.
Lisongeado pela confianga do offidal,
Darmailly comegou sera hesitar :
Declareilha hontem, meu caro Tre-
guern, que me diffiail acreditar que o
pirata que o senbor aprisionou no golfo de
Ornan fosse Jos Laronzi. Vou explicar
por que.
Apenas um mez antea da poca em qua
encontrou o seu pirata, Jos Laronza esta-
va era Pariz. Diriga em pessoa urna ar-
raadilha preparada para o aeu amiga e
meu, Sr. Maximiliano Arband...
O tenente o interrompeu :
Quer fallar do aasalto que Maximi-
liano soffreu, depois do qual acbou-sa a fa-
ca cora as iaieiaes L. J.
Perfeitamente. E iniciaes L. J. nao
sao seuo as iniciaes dos nomes Laronza
Jos.
Maa, tornou Treguern, ao qual esaa
explicago bria novo horizon'e, quem lhe
diz que Laronza nao parti logo para as
[odias *?
Isso nao possivel. O vapor daa
Messagerie8, que levou Maximiliano Ar
band, s sanio de Mirselha doza das de-
pois da tentativa de assassinato. Ora, tu
caloulei qua a abordagem, cujas peripecias
nos coatou, deu-8e tre8 ou quatro diaa an-
tes da ebegada desse piquete vista de
Ceylo.
Muito bem disse anda Treguern.
Mas esquece que ha urna compaohia ingle
za que segu exactamente o meamo cam-
nlio que os das Meaaageries Maritimes, a
nao ser a escala em Brmdisi, e os vapores
dessa companhia iogleza partera para as
Indias oito dias antea dos da companhia
francesa. Laronza, pois, teve muito teui-
po para ir embarcar em Brindisi, e ae a
viagem foi calma, podia muito bem estar
as aguas de Ceylao vinte e oito dias de-
pois. Isso est fra do d-ivila. Infeliz
mente receio que aeja o aenhor quera ae
engaa, a qua o acelerado nao estava em
Pariz e qua nao foi ello quera tentou fazer
deaapparecer nos3o ara go Maximiliaio.
Darmailly contestou :
Quanto a isso, oieu caro, permita
que estou certo que Jos Laronza pesso l-
mente atacou o Dr. Arband ara uioz e das
antea do aeu apparecimento na altura de
Poota de Gallee. Ha um certo Sr. Rou
Cmulos
Da gymnastica : dar urna carreira pela
ra do Sebo e... nao cahir.
Da infelicidade : viver em ca8a em guer-
ra aberta com a sogra, e mulher e morar na
ra da Concordia-
Do caiporismo : viver perseguido pelos
credore8, e residir no largo do Paraso.
Da myopia : ver as estrellas na ra do
Sol.
Da contradiego: ser republicano e mo-
rar na ra do Imperador, ou da Impera-
triz.
Da resignago: viver triste e morar na
ra da Alegra.
Do bello horrivel: ver urna mulher faia
na ra Bella.
Oo mo palladar : nao gostar de peixes
e morar na ra do Bispo Sardinha, ou no
boceo do Sirigado.
Da agilidade : andar aem cahir na ra da
R da.
Da firmeza: andar sem essorregar no
Becco do Quiabo.
No lbum de Dell a
VBRSlO DO HESPANHOL
Eu te perdo o mal que me tens feito
Em juntar o cruel ao innocente,
Pois nao tua a culpa se, demente,
Dei morada a um spide em meu peito.
Maia rendido, talvez, que aatsfeito,
T hontem vegetava indiffarente ;
Mas como ae poe diques torrente
Que encontra, ao pasaar, canal eatreito ?
Por ti eu devo a Deua algara peccado
Que s cheguei a conhecer agora
E j me turba o aomno aocegado,
Pois vi a tua face encantadora,
J aei qua a outro o teu amor tens dado
E ainto que a inveja me devora.
M. Rosendo
val .. que poderemos consultar mais tar-
de, e que nos dar informagSes ampias so-
bre a cilada.
Joo de Treguern pareceu reflactir.
Ento, tornou elle, tem razSea para
crer que Laronza cobiga a heranca do ir-
mo da menina Bartba e que quer apode-
rar-se della a todo o custo ?
Razoas muito serias, e por isso que
quero ter os signaes exactos desse aven
tureiro.
Pois bem O que lhe posso dizer
que o pirata, que quasi mandei enforcar e
que dizia ser Jos L tronza, era um rapa-
go de seis ps de altura, construego de
atblea, testa saliente, ar de commando.
Agora, se quer saber as particularidades
do seu exterior, Pouliguen, que o teve nos
bragos, pode communicar-lha as suas ob-
8ervag3as.
Juliano, assim instigado, arriscou urna
pergunta ao irmo colago do commandante
da Treguern.
Como trazia elle a barba ?
Oh 1 Sr. coraraissario, eu creio que
elle trazia n barba toda, mas estava cober-
ta de sangue, quando ei segurei o sujeito.
Ah I exclaraou Darmailly. Elle es-
tava ferido t
Sim, Sr. coramissario, tinha um fe
rimento d-biixo do queixo
- A cicatriz deve existir, disse de si
para si o advogado.
Dapois accrescentou em voz sita, diri-
giodo-se ao marinbeiro :
E reconheceria esse chefe de bandi-
do T
Sim, senhor. Elle tentou mordar-me,
maa nSo pola, eu aegurei-lhe no queixo e
sera querer rachei lhe o beigo.
Maa, perguntou elle, tem cabellos
claros ou eacuros ?
Ora, reapondeu Pouliguen, creio que
devia ser louro e cora certeza a pello era
branca.
Darmaly voltou se para o lado de Joo :
Sabe, meu c ro cora mandante, que
todos essas inforraagoo* sao preciosas para
mira. Acaba de inforraar-rae qua possi-
vel ir era viata e oito dias de Brindisi a
Singapoor. Demais o 3enhor e seu iraSo
colago pio'aram-me o retrato do homem
que eu sopponho ser Laronza. Creio que
d'ahi posso concluir que o meamo perao-
nagera que tentou aasaasinar o nosso ami-
go em Pariz e que mais tarde quiz aorpren-
del o a bordo do Hindoustan.
Ento, interrompeu de Treguern,
communique as suas suspeitas polica.
E' o que pretende fazer, mas nao j.
Espero que Laronza ha de trabir se. Pe-
go-lhe mesmo que nao diga a ninguem que
tiveceos esta conversa. Procedamos sem
barulho ; assim teremos mais forga no mo-
mento dado.
Dizendo isto, Darmailly levantou-se pa-
ra despedir se de Joo.
At depois, meu caro commandante ;
havemos de nos tornar a ver brevemente.
Prudencia a, sobretudo, esse bom Piarrick
deve moderar 8eu appetite.
Isso perdeu se em urna boa risada.
Depois de dous rigorosos apertos de mo,
Darmailly sahio do aposento do tenente e
tomou o caminho da ra de Rennes.
Quando entrou em casa achou urna car-
ta da Sra. Francs chamando o a toda
pressa ra da Boulainvilliers.
L ebegando, encontrou a tia muito agi-
tada.
Ella correu ao encontr da sobrinha, ten-
do na mo urna carta aberta.
Que ha, minha ta ? perguntou Dar-
mailly.
Temos noticias, meu caro.
Noticias I Boas ou ms ?
Boas, porque annuncia a volta de
' Laximiliano.
Ah 1 exclamou o mogo, ento chega
afinal ?
Sim, e vais ver que elle ter muito
que te contar.
Mas, erafim, s iaao que essa car-
ta contm ?
Nao, cortamente. Por to pouca cou-
aa eu nao teria mandado chamar te.
Deu a missiva ao mogo.
Era longa ; nao tinba menos de dezeaeis
paginas.
Darmailly olhou para o enveloppe.
Esta nao veio da Australia I excla-
mou elle.
Com effeito, o carimbo tinha estas pala-
vras : oCeylon South India postaga.
Logo s primeiraa palavras o mogo teve
a explioagao.
Era de Ponta de Gallea que o doutor es-
cravia.
(Continuar- te na)
T/p. do Diario roa Uuque de Cuxiwi n. t.
L. mano
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