Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19097


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Full Text
UH LXIII NOMEfiO 148
PIRA A CAPITAL B LITCABR OXOE SAO *JE PACiA PHTK
Por tres mezea adiantados............... 6|J000
Por seis ditos idem. ....... ...... ii'fJOOO
Por um anuo idem.................. 23|JO00
Cada numero avulso, do mesmo da............ 'L'U
0
DO 2 BE JLHO BE 1881
PARA DEXTRO B PORA DA PEOFUCIA
Por seis meses adiantados............... 13(5500
Por nove ditos idem................. 200000
Por um acno idem................. 21fiL0G
Cada numero avulso, de diaa anteriores.......... #100
NAMBUGO
Pr0prtei>ai>* ^e iHatioel Xtgurira He Jara i Sfyos
Os Nm. Amede I*rlnee W C
de Par, ** os nossos agentes
exclusivos de annunclos e pii-
bltcacdes na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMAS
/

;savj50 ?ABTicuL..a so iiabid
RIO DE JANEIRO, 1 de Julho, s 4
horas e 15 minutos da tarde. (Kecebido
s 5 horas e 30 minutos, pelo cabo sub-
'"marino).
O Eim Sr. Baro de Cotegipe, mi-
nistro do negocios estrangelros e
presidente de connelbo, pedio boje
a demlHo do ministerio a S. A. I. a
Sra. n. Isabel, regente do Imperio.
S. A. I. nao acceden ao pedido folio.
e disse qae nao wla motivo para a
retirada do minlHterlo presidido por
8. Exc.
ACamara dos Oeputadoa approvoa
boje en *. dlscussfto o orcamento
do Imperio com as emendas da com-
misso respectiva. A menina Cma-
ra estft dlscutlndo os auditivo*, en-
tre os qnaes ba um. dos deputados
da provincia de Pernambuco. con-
cedendo com contos de rls para as
obras da Facaldade de Blrelto do
necire.
O conselbelro Joo Alfredo Cr-
rela de Ollvelra acaba de libertar
os seas escravlsados. com a condl-
ro de prestaeode servicos por um
blennlo apenas.
RIO DE JANEIRO, 1 de Julho, s 5
horas e 50 minutos da tarde.
O ministerio presidido pelo Eim.
Sr. Carao de Cotegipe pedio a na de
mlssfto conectiva. S. A. a princesa
regente do imperio rccuwoa-se a con-
cede I a
A Cmara dos nepalados rejeltoa
em primelra leltara a dolar do
Buque de saxe.
E* provavel qae o resaltado da
elelco senatorial que acaba de ter
lagar em Minas (eraea seja favora-
i el ao partido connservador.
LONDRES, 1 de Julho.
tA Cmara dos Commans adopton
em S.1 leiiura o coebmtion bil..
ROMA, 1 de Julho.
A Cansara dos Deputados adoptou
o crdito de vinte milbdes de liras
para a exped: o de Massoaah e vo-
ioi ama nova moni de conflanca
ao ministerio.
L0NJR1-:-, 1 de Julho.
Consta que a Turqua pedio ao go-
verno Ingle/, um novo praso alia de
dar urna decisu sobre a convenci
relativa ao Egvpto.
BRUXELL.\"S, 1 de Julho.
A Cmara dos Representantes ado-
ptou o pmji' ( do governo pelo qual
os direltos da Alfantf ega sobre o caf
esto diminuidos de **%
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
1 de Julho de 1887.
Nao nos pouparnos a cital-o tanto cania que se
refere fauna de Portugal.
' Hh, diz o sabio naturalista, na ilha da Madeira,
una colepteros quasi desprovidos de asas, e outros
munidos de azas muito desenvolvidas e vigorosas.
Este faci devido violencia do vento do
mar.
Os primeiros colepteros, renunciando a luctar
com as correntes do ar, occultam-se emquanto dura
a ventana ; e da falta de exetcicio das azas re-
sultou o atropharem-se.
Os outros, pelo contrario, persistirn! na lucta ;
e o ejercicio, provocando a reacco, originon o
dssenvolvimento e avigoramento dos orgaos do
vo.
O habito muitas vezes origina essa nova aptido
physiologica ou p> ychologica denominada o nstin-
cto.
Na lucta pela vida, muitas vezes o acaso offe-
rece sos organismos animaes urna salvacJo, quer
seja na fuga que lhes depare urna regulo amiga e
protectora, quer no somno hibernal ou estival
como m-io de se livrarem do fro ou da fomo e de
perseguidores inimigos.
Na repetico do facto, spparecendo peridica-
mente as mesraas necessidades e os meamos ou
idnticos recursos, gera-se o habito ; e este, trans-
mitido de p-es a nThos, fizado pela bereditarieda-
de e constantemente augmentado pelo czercicio,
produz o instincto.
Depois, differentes causas incidentes do meio
vem modificar os instinctos. O Cimpophilus pnn-
cipalis, levado para a America, perdenalli o instin
cto de subir s arvorcs para cafar os insectos ae
que se alimenta ; passou a cacal os voando.
Vemos que os caes, de caca, os pombos, etc.,
sao a nossa vista, constantemente nidificados nos
seus instinctos pela educaco diversa que recebem
e pelo czercicio obrigado de certas aptides ;
assim se forma urna preponderancia em favor das
organisaces mais solidas e mais inteligentes.
Temos a prova d'isto no contraste entre o ho-
rnera civilizado moderno e o das racas primitivas.
Urna outra causa da selecco natnral a lucta
pela pos se das femeas.
A victoria no combate depende ordinariamente
das armas particulares que o individuo possue.
Em geral sao os machos mais vigorosos que ven-
cem.
D'este modo, a selecco natural, permittindo
sempre ao vencedor o rcproduzir a sna raes, fa-
culta a accentuaco de certas qualidades.
Suponhamos, por ezemplo, que dous amadores
de pombos notara, em urna mesma especie, uns de
bico curto e outros de bico mais comprido. Se
exercerem sobre os filtaos, em geraedos successivas
das duas qualidades de pombos, a selecco artifi-
cial, acceitandi nicamente para a reprodcelo
aquelles individu s em qus se accentue mais a
qualidade que o amador pretende perpetuar e am-
pliar, e despresando todos os outros, ebegaram no
fim de um certo numero de anaos a obter duas es
pecies de pombos por tal modo diferentes nos ca-
ra"tes. que a primeira vista parecer incrivel que
ellas teuham sido provenientes de urna mesma ori-
gen".
Isto nao mera bvpothese. TVem u'o realisado
frequentemente os ingleses, nao s em pombos mas
tambem em cavallos.
Ora, isto que assim se obtem pela soleecio arti-
cial, em prasos de tempo relativamente pequeos,
muito melbor se adquirir na lucta da natureza,
em que todos os factores, que temos indicado.
tendera a acenctuar certas qualidades que po3-
sam em urna dada occasio, garantir ao animal
urna superidade effectiva, manifestada por maior
aptido para a.xia,-am+oanil>gflss aotnaasdo.meio.
Continua
?ARTE UFFlClil
INSTRCGiO POPULAR
BIOLOGA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
DRWIVISMO
( Continttafoo)
E7 urna nova lei que teremos occassiSo de repe-
tir, estabelecida pelo celebre gelogo inglez Ljell:
As formas orgnicas sao tanto mais persistentes,
quanto meaos elevadas na escala dos seres ; a mu-
tabilidade e varialidade crescem medida que nos
vamos elevando na escala dos organismos.
Urna outra cau a da variaco das especies o
habito ou o ezercicio.
D muitas vezes lugar ao exaggerado desenvol-
virarnto de um orgo, trazendo como resultado a
atrophia de outros menos empregados.
Onde ba raa or actividade de ezercicio, ba urna
aeco no svstema nervoso provocando o acto re-
iexo, e portaoto a actvaco da proliferaco dos
tecidos naquelle, ponto, forjando assim a seiva
alimentar a concorrer all.
O orgo que mais funcciona adquirir nm de -
envolv ment excessivo ; e, como em um o> gas-
mo a somma das energias constante, a lei do des
envolvimcato reciproco dic-nos, que, quando urna
dellas variar para mais, as outras devem variar
para menos ficando inevitavelmente atrophiados
os orgaos que lhes correspondem.
As modificacoes, obtdas nos organismos, perpe-
tuara-se pela beranca ;e a aeco continua do exer-
cicio trar urna differeneiaco cada vez maior ac
bando por produzir os orgaos apenas rndimenta-
res, testemnnhas oa documentos da organisseao
dos antepassados.
Darwin cita nm tacto carioso da aecSo do exer-
c'icio na Tariacao das formas.
Governo da ProTlncla
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 30 DE
JUNHO DE 1887
Abaixo assignados moradores em Bella-
Vista do Ex. Informe o Sr. inspector
geral da Instrucclo Publica.
Antonio de Vasconcellos Florencio.In-
forme a Cmara Municipal do Bonito.
Eroygdio da Costa Mello. Sirn, pagan-
do as come dorias
Francisca Lucio de Castro.Informe o
Sr. inspector geral da Inatruccao Publica.
Florentir.o Cavalcante de Albuquerque.
Sustento o despacho da Junta do The-
sou Provincial por seu fundamento.
Francisco Joaquim Antunes Em vista
do art. 49 das IostruccSes de 27 de Ju-
ibo de 1883, uSo pode ser deferido, por
ter suacedido, com a compra que fez, os
contribuintes anteriores em negocio da
mesma natureza.
Tenente-coronel Jos dos Santos Silva.
R'corra opportuntmente a junta classi-
ficadora-
Jos Joaquim Alves it C. Sim, cooi as
restric^'Ses do estylo,
Joao Rufino dos Santos. -Sim, com as
restric53es do estylo.
Jos Maris Soares.Como requer.
Luiz Paulino de Hollanda Valenca. -
Informe o Sr. inspector geral da Instruc-
clo Publica.
Tenente Luiz de Franja Andrade Li-
ma.Sim, mediante recibo.
Miguel Lina Rodrigues da Fonseca.
Tendo o cidadlo a que allude o supplican-
te sido multado pela inspectora de hygie-
ne por infraccao da disposiySo do art. 74
do regulamento que baixou com o Oecr.
n. 9,554 de 3 de Fevereiro de 1886, nada
ha que providenciar.
Oliveira, Castro d CInforme Sr. ins-
pector do Thesouro Provincial.
SebastiJo A. Peixoto Qadelha.r-Infor
me o Sr. Dr. juiz de direito da o marca
de Iguarass.
Virginio Horacio de Freitas. Sim, me-
diante recibo.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, Io de Julho de 1887.
O perteiro,
F. Chacn.
Repartlcao da Polica
2^2* scelo.NT. 579.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 1 de Julho de 1887.
Illm. e Exm. Sr. -Participo a V. Exc.
que toram hontem recolhidoa Casa de
Detenclo os seguintea individuos:
A' ordem do subdelegado da freguezia
do Recife, Jo5o Marcelino do Nascimentj,
Salustiano da Cruz Barbosa, como vaga-
bundos, e JoSo Jos da Silva por crime de
ferimento.
A' ordem do de Santo Antonio, Jos
Nogueira da Silva, Eduardo Hortencio da
Rosa, Silvestre Ferreira, Ignacio Jos da
Cunha, Matinas ou Matheus Pereira Cor-
reia e Jos Sabino Collho, por distur-
bios.
Ante hontem s 8 3[4 horas da noite, o
trem davia-ferrea de Caxang prximo a
estago da Casa Forte, esmagou o crneo do
menor Alfredo, filho do Maria Emilia de
Paiva, viuva e all moradora.
O subdelegado do 1* districto do P050
da Panella tomou conhecimento do fa 'to,
abriu sobre elle o competente inquerito e
mais diligencias legaes, das quaes se evi-
dencia ter sido o facto todo casual, devido
nicamente imprudencia do mesmo -
or
No dia 27 do mez prximo findo s 7 1 j2
horas da noite, o individuo d nome Lau-
rentino Jos da Silva, conbecido por Viga-
rio, gravemente com urna facada a Alfre-
do Gonjalves Maia, praca do 2o batalhao de
infantaria, ferio que fazia parte do destaca-
mento do paiol da plvora na Imberibeira.
O criminoso foi preso em flagrante, sen-
do aprehendida em seu poder a faca ainda
tinta do sangue da victima.
O ferido toi transportado por ordem do
Dr. delegado do Io districto para o hospi-
tal militar, onde comparec u o BUbtfelga-
do do 1' districto da Boa-Vista, que fez
proceder a competente vistoria e ra >is di-
ligencias legaes.
Ainda no dia 26 tambem do mesmo mez,
Raymundo Nonato das Cbagas, que con-
duzia pedras em urna jaganda, da liba do
Pina, aconteceu cabir n'agua e apezar das
diligencias empregadas nSo foi ainda en-
contrado, suppondo-se ter sido elle accom-
mettido na occasio de um ataque.
O respectivo subdelegado tomou conhe-
mento do facto.
Oeus guarde a V. ExcIllm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DIA 1 DE JLHO DE 1887
Prets e folhas do Corpo de Polica e da
Guarda Cvica.Examinem-se.
Jos Vieira de Oliveira Maciel, Francis-
co Cordciro FalcSo Brazil, Joao Francisco
Pereira e J. Walfredo de Medeiros. In-
forme o Sr. contador.
Urania Nympha da Silva*Facam-se
as notas da portara de Ucenca.
Dr. Pedro de Alcntara Peixoto de Mi-
randa Veras, Antonio Duarte Machado e
Maitiniano Rodrigo Jacome Martina Pereira, Fran-
cisco de Paula Ferreira da Annunciago e
Joanna Francisca da Cruz Braz Bastos. -
Haja vista o Dr.^procuradcr scal.
Pontos da Escola Normal, secretaria da
presidencia e do Gymnasio Pernambucano.
- Ao Sr. pagador para os devidos fins.
Prets o tolhas da Guarda Cvica e do
Corpo de Polica. Pague-se.
Catharina Marcan-lia. Entregue-se pela
porta.
Director da Escola Normal, Guilberme
Duque Bezerra e Luiz Jos de Mello Tei-
xeira. Informe o Sr. contador.
Francisco Antonio Tavares Fetas as
notas pela Contadoria, seja remettido ao
Sr. tbesonreiro para attender opportuna-
mente.
Jos Leo Vctor de Oliveira Lobo, Do-
natilla da Costa Guedes, Vicente da tilva
Monteiro e Jos Simplicio de S Estoves.
Registre-se e facam se os assentameo-
tos.
DIARIO BE PERMMBCP
Maufragio do Plrapania
Sobre o naufragio deste patacho publicou o
~oiz, da corte, urnas informales do 1. tenente
reformado Uollatino Marques de Souza, autor do
Roteiro da Costa do Norte.
Baseado nessis informacoes o senador Meira de
Vasconcellos apresentou no Senado una requer
ment, em que pedia esclarecimentos pelo Minis-
terio da Marinha sobre o naufragio.
Ao discurso do nobre senador deu resposta o
honrado -r. presidente do conselho, Baro de Co-
tegipe.
Esta resposta foi a seguinte:
< O Sr. Baro de CoCeglpe (presidente
do conselhe)- Sr. presidente, pelos termos do
requerimento, parece que o nobre senador ape-
as qais fazer censuras ao modo por que foi
desempenhada a commss&o...,
O Sr. Meira de VasconcellosNSo foi apenas
para foser censuras.
O Sr. Birlo de Cotegipe (presidente do con
t seibo)... dada ao patacho Pirapama; mas
S. Exc. apenas pede que se informe sobre o nau-
fragio desse navio. Ora, este simples enunciado
nao envolve censuras. S. Exc. sabe, melbor do
que eu, perqu mais modernamente servio na
reparticio da marinha, que o commandante de
um navio de guerra que naufraga fica sujeito a
conselho de guerra ; ahi que todas as circums-
tancias que podem justificar ou condemnar o
commandante sao apuradas; e si acaso houve
falla de previdencia ou qualquer outra que possa
ser laucada em culpa ao commandante, -He
conderanado na eonformidade das lea militares.
Nao possa dar como incompetentes os officiaes
que se achavatn a bordo do Pirapama, pelo me-
nos emquanto o contrario se nao demonstrar,
especialmente quando consta das informacoes,
que por ora sao muito vagas, que o patacho tra
zia a seu bordo um pratico da costa.
S- Exc. sabe que neste caso o pratico o pri-
meiro responsavel, embora o commandante o
seja, porm ubs'diariameate.
< Nao conheco particularmente esse comman-
dante, mas estou convencido de que nao se lhe
teria conferido um commandj desta importancia,
para instmecio de menores, sem qus elle fosae
digno de occupal-o.
Tambem t Exc, pedindo informacoes, ante-
cipa razoes que nao Um motivo para.proferir.
Como sabe S. Exc. que o patacho Pirapama nSo
tinha guaroico necessaria para navegacio?
Por que iam 11 menores a bordo? Esses me
ores nao constituan) a guarnicao do navio;
esta seria, sem duvda, corapusta de marinheiros
fortes e capases de manobrar o navio.
Tamb"m pergunta o nobre senador : qual era
a lotacao do patacho ? S. Exc. nao sabe que,
conforme a lotHclo, assim o numero de piac*.s ?
O Sr. Meira de Va9cncellos d um aparta.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do con-
selho)Mas S. Exc. j aecusa de que nao se
tomam providencias.
Senhores, ouco dizer que nao bsm nsvega
gador o crucial que nao perde algum navio, tai-
vez porque sao esses os que se ezpo;m aos
maiores perigos.
Segundo S. Exc, perigosa a navegaco do
norte para o sul ; no emtanto muito frequeote
' ntre o Maranho, Cear, Rio Grande do Norte
e Parabyba, para Pernambuco, costa costa.
Pela descrpeo qne fez o nobre senador e o
Sr. tenente Uollatino, pirece que a navegncio
no norte do Brazil mais perigosa do que a das
Indias no tempo de grandes cyelones.
Ao contrario; antigamente os nosso correios
foram embarcaces de vela que iam d'aqui a
Pernambuco e de Pernambuco ao Maranho e
ao Para; e os nossos navios tambem movidos
a vapor fazem esta navegaco vela, pois sao
justamente essas vagens um pouco mais d'ffi
ceis as que instruem meihor os marinheiros.
Esta urna desgraca sera duvida digna de
ser lamentada; mas nao pode se,- lancado ees
conta a nenhuma autoridade um facto casual.
Nao vimos que aqu dentro da baha o cruza-
dor Almirante Barroso encalbou sobre urna pe-
dra, e no emtanto quem estava a bordo? Eram
officiaes muito competentes de nossa armada,
i fficiaes generaes, e outros de elevadas paten-
tes, e o navio encbou em lugar conbecido e
demarcado. O seu commandante, como sabido,
um dos mais distiactos oflciaes da nossa ar-
mada.
Lsmbre-se o nobre senador qu o navio Grao-
Para, de excellente construeco e a vapor, au-
fragon entre Cear e Maranho, isto onde a
navega(o facilim, mesmo vela.
Sao succes808 que nao podem ser evitados.
Ha um meio nico de nao naufragar nao em-
6arcar.
- Nao me oppo.iho a que se mande pelir qual-
quer nformaco que, por ora, nao pode vir._ O
cummandante deste patacho, como eu j disse,
'< tem de resp'.nder a cooselbo de guerra, como
" poder confirmar o nosso collega Sr. almirante
< de Lamare.
O Sr. de LamareSim, senhor.
1 O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do con-
seibo)Nao devemos attribuir aos officiaes, que
nao coahecemos, falta de habilitares ; antes
pelo contrario, devemos suppor que elles as tm
tanto quanto bastem para o deiempenho das
commissoes que lhes forem confiada 1.
Eu desejava fazer estas obervacoes, a tira de
que nao se torne o governo responsavol pelo au-
fragio do Pirapama.
Em seguida a esto discurso foi retirado o reque-
rimento por pedido do seu autor e com o consenti-
mento do Senado.
INTERIOR
C tMAIt l DO OEPUTADOS
DESPEZAS DO MINISTERIO DA JDSTI9A NO
EXEBCICIO DE 1888
A commisso de orcamento procedeu ao exame
da proposta das despezas do Ministerio da Justica
com o mesmo pensamento dominante em seu pri-
meiro parecer sobre o orcamento do Ministerio do
Imperio.
as condices em que est a fazenda publica,
bastando para demonstra! as a simples confron-
ta^ o entre a despropoi^o no diminuto augmento
natural da receita com o augmento successivo da
divida consolidada, por convertirse nella peri-
dicamente a divida luctuante, que, em vez de
expediente financeiro para supprir o retardamen-
to da renda nos comegos de exercicios, toroou-se
providencia habitual para cobrir dficits orcameu-
tanoB ; emquanto, avolumada a perigosa divida
flucluante, promptamente exigivel, s decresce
por meio de emprestimcs, emisso de nplices e
em8so de papel raoeda, para logo recrescer ;
parece commisso que a economa na decreta-
co das despezas, par da fiel rxecuco dos or-
namentos, dever patritico dos poderes legisla-
tivo eexecutivo, para que o equilibrio dos orea-
meatos nao se difficulte cada vez mais.
Sabe a commisso que a tarifa de xito tar-
do ; mas a perseveran; ser bem succedida,
mesmo sem recorrer ao extremo de desorganisar
servicos creados.
Nao ba muitos anuos, o orcamento das des-
pezas do Ministerio da Justica chegou a elevar-se
a 6.825 0e-l0j> ; agora a proposta foi de......
6,471:7932U8 ; e, nao obstante, a commisso
pensa que convem reduzir esta importancia pela
eliminaco de duas verbas, a de auxilio forca
pjlicial das provincias, e a da creaeo de novos
termos e comarcas, a!m de pequeas alterares,
que indicar, sobre outras verbas
Distiuctos e separados, como s3, os patrimo-
nios do Estalo e das- provincias, se urge discri-
minar ss rendas geraes e jr^vinciaes, corrigindo-
se a le de 31 de Oatubro de 1835, le manca e
defeituosa, e por vezs alterada ; si a disenmi -
naco commettimento demorado ou impratica-
vel, com prjuiz 1 das provincias, mormente as
do norte, depois que o poder exectivo ordenou a
suppresso dos irapostos de importaco, qne
ellas eobravam por suas leis provinciaet ; si a
soluco, cuja tardanca est arruinando essas pro-
vincias, pode ser supprida pela adop^ao do sys-
tema, mais fcil de ser adoptado, de lanearem as
assemblas provinciaes impostos addicionaes sobre
a importaso geral, imitico do3 centesimos
addiciouaes da Franca e dos Estados Unidos, como
iodicou o Sr. ministro da fazenda no seu rela-
torio do anno passado ; certo que o auxilio s
provincias cora donativos em di, aeiro, fetos pelo
Estado, recurso anmalo e inefScas, alm de
humilhante.
O auxilio forca policial das provincias era de
600:000*000 A lei de orcamento do anno pas-
sado reduzio-o a 180:000*000, porque 20:000*000
foram destinados a auxiliar a guarda nacional;
e tsl a proposta produzida este anuo.
Ora, exposto o caso, nao ha outra concuso
seno esta : que dsquelles 180:000*000, dividi-
dos pelas 20 provincias do imperio, nao lhes ca-
bero seno diminutas parcellas, com as quaes sem
duvida nao contam quando procedem fixacao de
forca de seus coi pos policial s, com os quaea des-
pendem alias todas ellas 5,299:643*969.
;*Com cenosa as grandes provincias qne teen
mais de 1,000 pracas ou perto de 1,000 pracas
nos seus corpos policiaes, como Minas, S. Paulo,
Pernambuco, Bahia etc., nao os fixam naquella
proporco. pela espectaco de receberem
Particularmente as provincias que cultivam a
cauna de assncar, precisara, como de ar para os
ptihiiO's, que se suppriraa o anti-economico im-
posto de exportaco, que actualmente onera em
demasa o producto, i-ujo preco, pela concurren-
cia que soffre, nao da para as despezas de pro
ducc, de transporte, cummissdfs, trefes, etc.
Satisfeita essa grande aspiraco, as provincias
dispensaro auxilios, como o de que trata a com
misso, e cuja suppresso prope, porque illu-
sorio, menos conforme a ndole das relacoes das
provincias com o Estado, o inconveniente. .
A outra verba da proposta que a commisso
supprime a de 20:000*000 para o provmento
de novos termos e comarcas ; Importancia que
apenas ebegar para o provimento de tres comar-
cas, exiatindo, alias, cieadas por leis provinciaes,
51 comarcas e 41 termos.
Consignar verba para o estabe'ecimento de to-
das essas novas comarcas, assim como de novos
termas, elevara a despeza a .'(17:076*000, aug-
mento que nao comportam as actuaes conJicoes
financeiras do paiz ; aceitar a verba da propos-
ta, para a escolba de 3 d'entre 51 comarcas, ar-
bitrio que nao faz cessar a irregularidade da
existencia de comarcas creadas por leis provin-
ciaes, sem que o governo as proveja de juizes, por
falta de consignaco no orcamento.
A commisso nao encobre que < lisa-se de facto a attribuico constitucional das
assemblas provinciaes para legislaron sob e a
diviso judiciaria da provincias, dependente a
sua effectividade de meios que sijrao dados ou
nao pelo poder legislativo geral ; mas, alera de
que escapa sua competencia, na organisac.io do
orcamento de despeza, a cessaco do attrito cou-
stitueional, que ha as relacoes dos poderes pro-
vinciaes e geraes sobre o assumpto, reconhece a
commisso que realmente o numero de comarcas
providas de juizes j avultado, e que convm
parar no provimento de novas comarcas, por duas
razoes, urna orgnica, mais cabivel na reviso
que se estuda e prepara da nltima reforma judi-
ciaria de 20 de Setembro de 1871, e a outra irre-
cusavel, a dos apuros fiuanceiroc do Estado.
Maior economa que a resultante da suppres-
so das duas verbas j referidas, a commisso
nao a podo indicar, sem desorganisar servicos ou
sem ultrapassar a natureza e os lunites da le do
orcamento, como se, por exemplo, propuzesse por
via ornamentaria a diminuico da avultada des-
peza com a justica de primeira instancia, o que
perturbara a actual ergaaisaco e offenderia a
leis provinciaes e a direitos privados, consisten-
tes na inamobilidade constitucional dos juizes
de direito.
Indica, porm, algumas pequeas redueles as
verbas da propocta, no* termos breves da se-
guinte aprecinciio, que vai fazer.
A proposta do ministerio nao alterou 13 das 18
verbas de que se corapoe o orcamento vigente ;
soffreu diminuico urna ; foram augmentadas
quatro ; incluiaa mais urna, a u'e novos termos e
comarcas.
As verbas que nao foram alteradas pela propos-
ta actram-se reunidas neste quadro
o rain-
gnado donativo mximo de 18:207*126, que dis-
tribue se s mais favorecidas ; tanto assim, que
as duas primeiras indicadas, S. Paulo e Minas, e
mais quatro, Amazonas, Para, Rio de Janeiro e
Rio Grande do Sul, nem sequer entram na part-
Iba do inventario de pobreza.
Goyaz e Matto Orosso sao as duas nicas pro-
vincias que, tendo menores corpas policiae*, re-
cebem maior quita na diatribayao, por mero ar-
bitrio gracioso ; comtudo a commisso uo_as
uxceptua da eliminaco que propoe, pelas razoes
quejexpoz. .
Do que careoem as provincias nao e de dons
gratuitos, q se nao sao velatorios, sujitam-s'as
a dependencias de ceutraliaaco ou habituam-n'as
a fiarse em recursos alheios.
Carecem, sim, da discriminaco de seus im-
postos para que ellas conflem na sna autonoma
e avigorem.
Verbas
Secretaria de Estado
Supremo Tribunal de Justica
Juntas commerciaes
Justicas de 1' instancia
Despeza secreta da policia
Pessoal e material da policia
Casa do detengo da corte
Obras
Auzilio forca policial das pro-
vincias e guarda nacional
Ajadas de custo
Coaduco de presos
Presidio de Fernando de Noronba
Eventuaes
Proposta
141:070*000
164:812*000
85:O62*00J
2.799:6.10*878
120.000*000
677:075*00 i
78:8001000
20:000*000
200:000*000
90:008*000
5:000*000
244:987*500
5:000*000
Somma 4.631:417*378
J ficou dito que destas verbas nao id la-
tida pela commisso a referente ao auxilio para
a forca policial das provincias, 180:000*000, redu-
zida a verba a 20:030*000, para auxilio guarda
nacional, como est discriminado na tabella dis-
tributiva de semelhante verba.
Tambem na verbaJuntas Commerciaesda-
ve-se diminuir a importancia de 1:600*0JO de
gratificaces de decennios a empregados do extra-
cto tribunal do commercio da Babia, de cujo talle-
cimento se teve noticia depois da proposta do go-
verno.
Foram augmentadas as verbas seguiotes :
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1
9
O augmento de 12:560*000 para o Asylo de
Mendicidade procedo de contemplar-se a quantia
de 6:000*000 para os vencimentos de um poi leiro,
um escrev nte, nm guarda do material e oito guar-
das, na forma da lei 3314 de 16 de Outubro do
anno passado; e de pedir-se mais para o sustento,
curativo e vestuario de 30) asylados a importan-
cia de 6:560*000.
Provm o augmento de 43:360*000 para s corpo
de policia da corte da elevaco do uumero de suas
pracas, que, depois da suppresso da guarda ur-
bana, passou a ser de 1008, embora no seu quadro
actual s estejam engajadas 793 pracas, o que tor-
na imprescindivel o correspondente augmento com
as despezas de hospital, compra de cavallos, pecas
de corrame, equipamento, arreios, etc., como o de-
monstra o quadro explicativo.
Na rubricaReformados do Corpo de Polica
orcou-se para mais 1:748*, accrescimo resultan-
te das alternativas no movimento do pessoal de
reformados.
Tambem ha difierenca para mais no quantum
para a verbaCasa de (Jorreeoio, provindc a
d.fferenca da augmento no total dos veucimeutsa
rotados na lei 3314.
Sendo estes os nicos,accrescinos propostos, a
commisso nao os impugna, perqu um resulta da
propria natureza da verba, que cresce ou decresce,
si fallecen) ou reformam-sa officiaes do corpo de
* polica,] e os outros sao conseqoencias de disposi
ces legislativas reeentes, cujo histrico conbe-
cido.
A verbaKelacoes aprsenla a diminuico de
2:400*000, em consequencia de nao ser mais alu-
gada a casa em que fuueciona a Relacao de S.
Paulo, que voltou para o proprio nacional onde foi
estabelecida outr'ora; differenca esta demonstra-
da no seguinte quadro :
Verba Propona Orcamento Differenca
em vigor para menos
Relacoes. 616:182* 618:582* 2:400*
Resta a verba nova de 20:000* para novos ter-
mas e comarcas ; mas a commisso j disse que
propuoba a sua suppresso.
Do que tudo resulta que, adoptadas as altera-
coes precedentes, a proposta do governo que, como
ficeu exposto, elevari-se a 6.474:793*208, reduz-
se a 6.273:193x208, assim rcalisando-se a econo-
ma de 201:600*, e a differenca de 122:4120 para
menos sobre o i rdito de 6.395:605*408 votado
pela lei n. 3311 do anno passado.
Em coaclusao, a commisso de pan cer que
seja adoptado e convertido em lei o seguinte pro-
jecto :
Art. O ministro e secretario de estado dos
negocios da juatica autorisado a despender co
exercicio de 1888 a quantia de 6.273:193*.0S,
assim distribuida :
1. Secretaria de Estado 141:070:*0OO
2. Supremo Tribunal de Justica 164:812*000
3. Relacoes .616:182*000
4. Juntas commerciaes 83:462*000
5. Justica de 1 instancia 2.799:610*878
6. Despeza secreta da policia 120:i 00*000
7. Pessoal e material da polica 677:075*000
8. Casa de deteoco da corte 78:8100' t>
9. Asylo de Mendicidade 62:0J0*0j0
10. Corpo militar de oolicia da
corte 976:860*000
11. Reformados do corpo militar
de policia 15:532*800
12. Casa de correceo da corte 153:301*030
13. Obras 20:0 0*000
14. Guarda nacional 20:000*000
15. Ajudas de custo 90:000*000
16. Conduccode presos de justica 5:000*'00
17. Presidio |de Fernando de No-
ronba 244:987*500
18. E/entuaes 5:000000
Total 6.273:193*208
Em additamento segu a proposta d governo.
Sala das commissoes, 21 de Junho de 1887.
Henriques, presidenteTheedoro M. F. P da Silva.Mattoso Cmara. Rodrigues Alves. -
Loureoco de Albuquerque.Thomaz Coelho de
Almeida.
Propoita do gwerno
Ministerio da Justica
O ministro \e secretario de estado dos negocios
da justici aotorisado a despender, coraos servi-
dos desigoados oas seguintea verbas, a quantia
de 6.474:793*208
A Baber:
1. Secretaria de Estado
2. Supremo Tribunal de Justica
3. Relacoes
4. Juntas commerciaes
5. Justica de I* instancia
6. Despezas secretas da policia
7. Pessoal e mater:al da policia
fi- Casa de detenco da corte
9. fc."ylo de mendicidade
10. Corkio militar de polica da
corte V /
11. Reformados do corpo njlitar
de polici* |
i2. Casa de corro-cao da torte
13. Obras /
14. Auxilio forca policial das
provincias e guarda nacional
15. Ajudas de custo
16. Conducco de presos de j ustica
17. Presidio de Fernando de No-
ronha
18. Eventuaes
19. Novos termos e comarcas
111:070*000
164:812*000
616:182*000
85:062*000
2.799:610*878
120:000*003
677:075*000
78:800*000
62:000*000
976:360*000
15:532*800
153:301*030
20:00'J*000
2O0:O')0*030
90:0O*00O
5:U0:)*(:00
244:987*500
5:000i00O
20:000*000
SES3AO EM 22 DE JUNHO DE 1887
CONSEHTlMENTO PASA QUE SUA MAGESTADE
O IMPERADOR POSSA SAHIR DO IMPERIO
Entra em 2a diecussao a proposta de poder exe-
cntvo, convertida em projecto de le-, dando con-
sentimento para que S. M. o imperador possa sabir
do imperio.
(Entram no recinto e tomam assento os Srs.
presidente do conseibo e ministros do imperio o
da agricultura),
O Sr. Ferreira Htnos (profundo silen-
cio) :Infelizmente, Sr, prenidente, nao cstou suf-
ficieutemente instruido para dar o meu consent-
meut) sabida do imperio de sua mageatade o
imperador.
V. Exc. comprehende qual seria o men dee em annuir irameJiatamente a esta solicitiyo, que
a Constituico do imperio manda que se faca
Assembla Geral Legislativa.
O art. 104. em que se funda o pedido, exige o
consentimento previo da Assembla Oeral.
E' grave o assumpto, gravissimo, porque o
caso umico em que a le coramme pena ao impe-
rador si, independente de consentimento, sahir
do imperio.
O consentimento presuppe vontade em quem
pede e sobre ella assenta a de quem a concede.
Nao se pode dar sem que concorram estes dons
elementos substanciaes. Que o imperador queira,
imprescedivei para que a Assembla consinta.
Si um desses dous elementos faltasse, importava
em nulliHade radical, que em matoria de tanta
ponderacs, poderia trnzer no futura inquietacoes
e duvidas.
E' notorio que pouco ou nada sei do vai, nos
pasaos regios.
Nao tive a tortnna de ver sua magestade depois
que foi accommettido da molestia, cojas eonse-
qoencias carece restabelecer-se.
Sempre me julguei pessoa insufficiente ; entre-
tido nicamente com urna nova especie de sobe-
ranos, os eleitores, que aos meus ouvidot, a prin-
cipio, fizeram chegar duvidas ; depois, clamores, e
finalmente, exprobacSes, por supporem sua mages-
tade constrangido na sua liberdade. Em vea de
querer ir para a Europa, mandavam-no.
Nao pude acreditar.
O Sr. Coelho Rodrigues : E fes bem.
O Sr. Ferreira Vianna:Entretando, fiquei
de vigilancia sem aceitar informacoes, que nao
fossem officiaes, para aquietar o espirito aos elei-
tores e dar occasio ao governo de sua magostado
de destruir todas essas apprehensoes, que cabindo
sobre pessoa inviolavel e sagrada, viril, rea -etir
sobre o proprio governo e o paiz.
Mas em meu espirito, nao dominava a mesma
perplexidade.
Estava certo de qus o governo imperial n
ousaria constranger a voutade do imperador, ses
chefe, exactamente nos matante em que se lhe
deve a maior benevolencia sinocaiilaJe.
Aguardei os papis officiaes, fonte pura, oade
poderia beber informacoes escoimadas Je qualquer
duvida, e aebalde procure nelles o imperador^ do
Brazil; nao o achei. Debalda a vontade imperial;
foi supprimida Nem siquer essas formulas de
magsstade ; eulto exterior da monari-hia l
Foram preteridas, e se nao p^sso assegurar ao
eleitores, alguna testemunhas e outros descenden-
tes dos que ce-caram com dedicaco paternal o
throno do principe, orpho em 1831que elle nao
quer, tambem nao posso, em verdade, afirmar que
sua mageatade qur seguir vgem para a Europa.
Do papis que nos foram presentes, dedai-ae qos
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Diario dt? ^ernambocoSabbado 2 de Julho de 1887
*- _. > .' '

ana magestade nao quer; qne est constrangido
em bu liberdade.
A forma do projecto, o en contexto, despiden
doa considerando*, attribue jurdicamente A ana
magestade un vomade que bem pndera nao ter
tido.
Sobre catea dados estudemoa o caso.
Em 1871, quando eua magestade emprebendeu
pela primeira vez orna viagem fora do imperio, o
ministerio de entilo fallou A cmara dos Sri. depu-
tados, nos ceguintes ieim*s (l)r Atmmagt^mito
imperador deteja feotr
Declarada a TonUiie



V
i viagem i Mmopa.
d* .ana. tasjsatade par
esaa forma jurdica e caa*rtuciaal, nava o *-
jecto, iato o fundamenta par o eaassaitimatnk),
e a commissao rianartiv* da cmara toa (l) :
Foi presente A coansaasio de :e*un*tuieno e
poderes a proposta em ojae o poder e:;*enaivo eam-
mnnica AssembJea Geni Lagsalat a que Ha
magestade o imperadex imeja ta*.uiz*. aiag***
Europa por motivo do carado de seade de ana tna-
gestade.a imperatriz, limitando ana usencia at
ob primeiroB das do mes de Abril de. armo prxi-
mo futuro ; e pede qne, outorgado O conaentimento
de qne trata o art. 104 da conetituico, se declare
qne durante a ausencia do mesmo augusto senhor
governazemsea logar, a princesa imperial, a Se-
nboraO. Isabel, como regente, comas attribuicoes,
que competen ao poder moderador e lio ebefe di
poder executivo.
t A cammiMie deplorando o motivo qne deter-
mina justo detejo dx sao magestade o emperador,
aada tem que oppor propoata e acredita expri-
mir os sentimentos de todo* os braailetros mani-
festando os sinceros votos qne fas pele prosnpto e
completo restabelecimento da prenota sauda de
asm magestade a imperatriz.
Os dona elementos se combinaram: a vontade
do imperador o eomrotimento da cmara.
Em 1875, emprebendeu sua mageiitede a sna
segunda viagem cem destino a Earepa e aos
Estados-Unidos da America do Norte, para cele-
brar o centenario da independencia dac|nelle grande
povo e honrar a exposico internacional de Phila-
delpbia.
O ministerio exprimiu-se nos segu ates termos
Augusto* e dignisBimos senhorea representan-
tes da naci.
Continuando a nao ser boa, eomo fora de de-
sejar, a preciosa sade de Sua Mageatade a Im
peratriz, e havendo ella felismento aleancado
grandes melhoras na viagetn que fisera Europa,
neeeserta agora, repetil a.
Sua Magestade o Imperador deteja aeompa-
abar Su AugusU Consorte, aproveitando o en-
sejo de aasistir abertura da expisicao de Phila-
dephia, e conbecer e testemunbar os progreasoa
da grande naci.
A ausencia de Sua Magestade o Imperador
nao exceder a deso to meses.
A respectiva commissao da Cmara dos Srs. De-
potados, fallou assn : (l)
A' commissao de constituicao e poderes foi
presente a proposta do poder executivo em que
communica que, continuando a nio aer boa, como
Wra para desejar, a preciosa sade de Sua Ma
gestade a Imperatriz, e ella felizmente tendo al-
eancado grandea melhoraa na viagem que fisera
Europa, necessita agora empreheoder outra; e
Sna Magestade o Imperador deteja scompanhar
Sua Augusta, Consorte, aproveitando o easeju para
assistir abertura da expoaicao de Philaoelphia,
eonhecer e testemunbar oe progreasos da grande
naci norte-americana, nao excedeudo a 18 meses
a sna ausencia do imperio.
A commissao, em nomc desta angosta C-
mara, de que julga-se fiel interprete, e de todos
us brasileiros, cujos sentimeutos acredita expri-
mir, deplora o motivo em primeiro lugar exposto
qne determina o justo detejo de Sua Mageatade
Imperial, manifestando todos sinceros votos pelo
completo sestabeleeimento de Sua Msgestade a
Imperatris ; o, considerando que ao tempo de sua
paitida nao estarao reunidas as Cmaras, de
parecer que a proposu entre na ordem dos traba
lhos, convertida em projecto de lei, nos seguintes
termos :
Os dous elementos combinaram-se anda urna
ves : por um lado, a vontade munifesta e expressa
de Sna Magettede; por outio, o consentimento da
Cmara dos Srs. Oeputados.
Cora grande amargura para todo os brazileiros
e talvez devido aos penosos e longos trabalhos do
governo, Sua Magestade o Imperador cabio en-
fermo, no dia 28 de Fevereiro deste anno, e de tal
enfermidade que, ri foi possivel scieneia e ao
seto de aeus mdicos catar, de todo lhos foi impos-
sivel prevenir as fatae* conaequeaeias. As pes-
aoas, qne tem visto Soa'Mageatade de mais perto
e podem como tal ou qual seguran?* fallar do seu
estado, sio conformes em reconhecer a extrema
, debJiidae em que se acba e o muito qne carece
para se reputar interramente restabelecido.
De improviso, depois de boletn* os mais liaon-
geiroB; do acto solemne da -Cmara dos Srs. De-
potados : felicitando-o pelo seu restabelecimento;
da reeepco que se dsignon Sua Magestade de
faxer em seu palacio da commissao de resposta
ftlla do throno e outras em servia legislativo,
apparecen o pedido constante da proposU, que se
discute e sobre a qual a eommistao deu parecer.
O ministro actual diz (lendo):
Augustos e Dignissimo8 Sis. Representantes
da Nacao.Nao estando ainda Sua Mxgestade o
Imperador completamente restabelecido das con-
seouencia da molestia de que foi acctmmettido a
28 de Fevereiro do correute anno, entenderam
unnimemente os mdicos da Imperial Cmara,
enmo consta do parecer junto, que Sna Magestade
deve fazer, com brevidade, urna viagem Earepa,
pela cenvicco em que se acham dos bons resal-
tados que -pode ella trazer preciosa sade do
mesmo Augusto Senhor.
A' vista dette parecer, o governo vem solicitar
da Assembla Geral a necessaria licenca para que
Sua Magestade o Imperador possa sahir do lm
perio temooranamente, governaado em sua ausen-
cia, como Regente, a Serenissima Princesa Im
perial Senbora D. Isabel.
Sua Magestade Imperial canta demorarse
apenas o tempo necessario para seu restabeleci-
mento. ...
Tenho, pois, a honra de pedir que vos dignis
consentir na viagem de Sua Magestade Imperial,
approvando a segointe proposta : (l)
. A' vista deste parecer, sobre este parecer,
por causa deste parecer, o governo vem solici-
tar o c.nsentunento.
E' evidente qne falta o elemento essencial, a
vontade do Imperador. E' portento, de todo im-
possivel darraos tos o consentimento requerido,
l'retende-w da Cmara di s Srs. Deputados o
absurdo de consentir em um parecer, que s pode
ser apreciado vista do eufermo e por .juem tenha
instrueco e pratica da ai te de curar.
A Cmara dos Deputados, ou antes a Assembla
Geral Legislativa, est muilo alta para tomar de-
liberacao a convite de urna commissao, per mais
respeitavel que seja, do mediecs e sobre o seu
parecer.
A Constituicao ex-ge expressamente o consen-
timento da assembla geral resoluco de Sua
Magestade, a eua vontade e s a sua vontade.
Tanto mais que da observancia uu nao oeste
preceito resulta urna pena, nao menor qne a de
perda do Tbrooo ; e nao se pode applicar urna
pena a uingnem por culpa on vontade de tercei-
ras pesstaa. Esta resoluco do Imperador pre-
ciso que seja expressa, catbi'gonca, para sobre
ella prestar a Cmara o seu consentimento; mas,
o parecer de ama commissao de mdicos, r< unida
fra das condices regulares, da prxgmatica, na
residencia do Imperador ; a Cmara nao deve ad-
mittil o como documento sobre que delibere.
Permita me V. Ese., Sr. presidente, que o
primeiro fiscal dos nossos trabalhos e o guarda
da dignidade desta corporacao, que eu csiranhe
que semelhante documente figure na propos'a do
governo. Compre que V. Exc. on a Cmara o
mande desentranhar ; nao porque elle nio me-
rec* todo o respeito em iHso das altas capaci-
dades que o assignaram. mas porque o Imperador
do Brasil, perante as Cmaras, n precisa docu-
mentar as susb pretencoes e os seus desejos; a sua
palavra nm documtnio ; nac est no caso de um
empregado publie i, que t*nta justificar a sua pre-
tencao a subsidio ou accrescentamenfc> de auas van-
tagens, com attestedo de mdicos consultados para
% hypotbese dada. Nao ; o Imperador o symbolo
da monarchia, pela Constituicao do Icuperio o
primeiro representante da nacao e nao deve bai-
lar a condico de nm peticionario commam
A commissao da Cmara dos Depuados respon-
den pelo mesmo caso porque se Ihe fes a pergunta
A commissao de Constituicao e Legislacao
teve presente a proposta do Peder Executivo com-
munieando que .ua Magestade o Imperador anda
no se acha completamente resUbeleoido das coo-
eaaencias da molestia de que foi aeommettid.,
em Fevereiro d* correte anno, e o que os medico*
da Imperial Cmara unanimente tienden que Sua
Magestade dewfaer,com brevidade, urna viagem
Europa como necessaria ao restabelecimento de
sua preciosa sade.
Nesta circumstancia, a proposta solicita da
Assembla Geral licenca para que Sua Magestade
pnssa sshir do Imperio temporariamente, gover-
nando em sua ausencia a Serenissima Princesa
Imperial a Senbora D. Isabel.
A commissao profundamente deplora a causa
que tras a necetsidade dessa licenca e, fasendo
votos a Dens paia que a viagem de Sua Magesta-
de o Imperador prdnaa resultado que todos os
brasriieiroa 1 sujsi. regrasaando elle no vigor da
aaa saa, i da parecer fe a propoata entre em
Baaassay atnda alia aaawertida esa projecaa d*
la* pela fisas asgaiote.
O Sr. Easrasta Corraia Aaossmiasio nao paaaa
diser masa
O Sr. Perreia VianmaFea ella amito bem.
O Sr. Eatrasi* l.'orreaNao poda ir besa.
O Sr. sVrssara Tiaaasvk'm *U*t muito
()
Accentuo bem a sua reposta, porque nao psdia
ser outra.
A Cmara dos Srs. Deputados encentra o Im-
perador considerando oestes papis como sujeito
ou como objecto ? Como um agente ou como um
paciente ? Como Imperador ou como enfermo sub-
misao! T
O 8r. Alentar AraripeNa proposta do Poder
Executivo est enunciada a voatads da P *der Mo-
derador para esta pedido. (Anotados). Nio poda
vir aqu a proposta sein a sua aanuencia.
O Sr. Ferr ira Vianna Onde a vontade de Sua
Magestade o Imperador !
O Sr. Eufrasio CorreiaE*t no final da pro-
posta.
O Sr. Ferreira ViannaNio vejo aqui senio o
Imperador figuraod > indirectamente com> paci-
ente, e nio como agente.
Nio de crer, Sr. presidente, que o attestado
dos mdicos fosse annerado proposta sem orna
rasio muito funlada.
Porque este attestado ? Para que serve ? Por
ventura vem confirmar a vontade sapposta ou
attribuida do Imperador ? Vem dar maior auto-
ridade propesta formulada pelo Poder Execu-
tiro ? Enrfim, qual o interesae que justifica a
apn-seutsco deste abaix* assigoado? (Biso).
Nao posso julgar deste ssBumptc, s me resta
formular hypotheses e crear conjecturas. O do-
cumento autoriaa-me a fazer, com venia do Sr.
Piesidente do Coaseibo, estas pergunta* a S.
Exc: Os mdicos da Imperial Careara reuoiram-se
por ordem do Imperador, ou por autorida do go-
verno ? Fiseram-no espontneamente sem que o
Imperador ordenasse ou o governo autorisasse?
Que razio hiuve para ocesrltar a ordem, si foi
dada, para omittir a aotorisacio de que procedeu
a conferencia ? Estas perguntas, me parece, me-
recer resposta e e*elarecimentos, que servirio
para sustentar o juizo, que emitti, ou reformal-o;
a mioha disposicao fazer a vontade de Sua Ma-
geatade o Imperador, agora que vejo redosido o
seu reino e o numero dos adoradores.
O documento rompen com todas as tradic5es da
pragmtica ; preterio o respeit, a veneracio que
se deve a pessoa Augusta do Imperador e est
concedido em termos, que nao offrece seguran-
Ca, nem se quer de autentieidade.
Nio posso deixar de estranhar que na propria
residencia de Sua Magestade o Imperador, se cea-
vocasse um conseibo de medico, dsse parecer so-
bre a sua pessoa, o destino.a tomar, sem que antes
de tudo fosse expressamente declarado, que a es-
sa convocacao se furia por ordem de Sua Mages-
tade. Em vez de um abaixo assignado deveria
ser um auto, sendo secretario o Sr ministro do
Imperio e ueste auto devia ser declarado, como
em tantos outros exames mdicos feitos na pessoa
de soberanos, que era por ordem de Sua Mages-
tade, que os mdicos consultavam.
Deviam ser, Sr. eonselbeiro ministro do impe-
rio, estes os termos: Anno do Nascimento de
Nosso Senhor Jess Christc, no dia tal, as tantas
horas, no palacio da residencia de Sua Magestade
o Imperador, o Sr. D. ?edro II, muito Alto e Po-
deroso Senhor, forar por ordem Delle, convoca-
dos os medico* da Sr,a Imperial Cmara, e por Elle
encarregados de .onsultar sobre a viagem que
pretenda fazer Europa ; e ouvidos, foram una-
nimemeute de parecer... com o qual conforman-
do-se Sua Magestade, mandou lavrar esto auto
por mim mm.atro e secretario d'Estada dos Nego-
cios do Imf ario, etc., etc., etc.
Sr. pres.dente, V. Exc. que nao muito exiren-
te, estar, creio, satisfeito com as razoes que ti
va a temeridade de adduzir perante a autondade
dojpoder executivo, afim de justificar as mioha* ap
prehensoes, por causa dos clxmores dos eleitores
(riso), de que Sua Magestade nao querdecidida-
mente ir para a Europa, acha-se constrangido.
Elles clamam centra esta viagem, desde que
nao se assegura o resultado ; e receiam que os
incommodos do mar, a fraques* e debilida.de do
enfermo ; as saudade* de sua alma, tudo, cmtim
concorra para que nao correspondam talves a rea-
lidade as mais auspiciosas esperaucaa.
E seria, em verdade a espinho adunco, ferir
perpetua:nente o coracio, si por altos designios
de Deus o Imperador nao pudesse voltar patria;
a nos ficaria o remorso da rpcordaco amargura-
da, de ter consentido urna viagem eraprehe.idida
contra sna vontade. Em todo caso a alta digni-
dade do Imperador, os penosos trabalhos seus du-
raute perto de meio scalo, oa servaos que pres-
tou, emfim, a virtude que ha de refulgir sobre sua
memoria de aboegacio e desinteresas pessoal im-
p5e nua o rigoroso dever de nao consentir que elle
parta, por influencias de poderes estranbos.
E' preciso que parta com nosco; que v c*m
elle o imperio representado, que seja posto sua
disposicio um navio da nossa frota.
Como consentir que o imperador do Brasil, en-
fermo, seja cm navio mercante transportado para
a Europa?
Seria iogratidao
Sem prejuizo da discuesio, peco Cmara dos
Srs. Deputados, que aceite o requerimento qut fa-
co, e que V. Exc, Be dignar de receber em tuas
mos, para que a Cmara dos Srs. Deputados no-
meie urna commissao, que tenha a honra de ouvir
dos labios dolniperador, a declaracio de que de-
seja emprehender essa viagem, para que em todo
tempo nao stja inquinada de nullidadc a resolu-
co da Cmara dos Srs. Deputados.
Sr. presidente, nio era eu o mais proprio para
iniciar esta discusso, mas outros sobre cujae ca-
becas choveram beneficios, grayas e favores.
Um dia, Sr. presidente, desta tribuna, disse,
fallando do excessivo poder do Imperador com
prejuizo do governo representativo : sei qun me
reputam ad\ ersario sino inimigo, mas talvez o
destino ou as vicissitudes da vida me cfferecam
occasio de p.-ovar a sinceridade de minhas opi-
mO'S e o retpeito que tenho ao Imperador, i i -la!
Estou fatigado, nao pelo muito que disse, mas
pelo muito que senti.
Aquelle que ainda hontem era senhor do Impe-
rio, hije nao nem senhor do si! (Sensaco.)
Grande licio! (Muito bem ; muito bem.)
Vem mesa, lido, apaiado o posto em discus-
so coDJunctamente com o projecto, o aeguiu: e
Requerinunto
Requeiro, sem prejaizo da discusaio, que a
cmara, por seu presidente nomeie urna commis-
sao de 15 membros para pedir a Sna Magestade o
Imperador de declarar a sua v.ntade, indispiinsa-
vel no consentin nto que o governo solicita.
Paco da Cmara dos Deputados, 22 de Junho
de 1887.Ferreira Vianna. *
Nio bavendo qu-m peca a palavra d-e por
encerrada a discosso.
Posto a votos, rejeitsdo o requerimento.
Contina a discussao do projecto.
(Reentram no recinto os Srs. presidente do con-
selh i e ministro do imperio )
O Sr. Bsrao de Cotegipe (presidente do conse-
ibo)Peco a palavra.
O Sr. PresidenteTem a palavra o Sr. presi
dentf do ons lh>
O Sr. Ba ao de Coleslpe (presidente do
conseibo)- S nhores, compre reduzir o eloquente
discurso do honrado deputado,' que, acaba de oceu-
par a attencao desta augusta cmara, a sem ter-
mos preciaos.
Tudo quanto eonjecturou, todas as hypotheses,
que formulou o honrado deputado, tm por fim de-
monstrar qua Sua Magestade nao se acha m es-
tada de deliberar, esta coacto, ou, como que se-
q uestrado, sem poder coacerrer para a obra do
giveroo
Um Sr. DeputadoAasim parece.
O Sr. BarJ de Cotegipe (presidente do conse
lho)Trataremos depois deste ponto, sendo mis-
ter considerar alguna outros argumentos do hon-
rado deput.do.
Disse ella que duss condices devem concorrer
para qne a cmara possa dar o aeu consentimento
a sabida de Sua Magestade : primeira, que Sua
Magestade pee,* ; segando, qua a Cmara conce-
da. S-.m urna e outra nio poder ter lugar ap
rovacio do projecto.
A deliberacio da Camarade posterior ao pedido
do seu consentimento.|
Mas como se demonstra a vontade de Sua Ma-
gestade ?
Leu o honrado deputado dous pareceres que fo
ram dados em 1871 e 1875 pela commissao de con-
stituicao e poderes, em assumpto idntico.
No prembulo daquelles pareceres diz-se :Sua.
Magestade deteja : no prembulo deste padecer
diz-se:vem apresentar a seguinte proposta
O que urna proposta?
O art. 53 da Constitu fio dia:
O poder executivo exerce por qoalquer dos mi-
nistro* de Estado a propoaico que lhe compete na
formabas) daa Ma ; e o art. 102 accrescenta que
esae podas teas par ebefe o Imperador. Por cou-
aequenaia, a sanpaata em ai contm claramente a
ventada de Saa Magestade.
E' a aJanaatim dos ministros que fiseram as
anteriora* aropoatas, declarando que Sua Magea-
tade deasaaa aua*otar-*e do imperio, que toeaa
aarta a aaatada da Sua Mageatade ?
8a a aiatples iainitiva da propoata, aia as
termos do prembulo, basta para que a Cmara
dos Srs. Deputados considere o esnsentimento de
Sua Magestade como dado, pouen importa que oes-
te outro prembulo baja ou nio o emprego do ver-
bodetejo ; o que essencial que a vontade de
Sua Magestade esteja expressa na mesma propos-
ta. Tuio mais sio argumento* que podem alu-
dir a quem nio considera o assumpto pelo seu la-
do verdadeiro e real. Talvez o uobre deputado
usassa deaae argumento, coagido pelas exigencias
dos seas eleitores, certo de que nem todos elles
podem apreciar devidame te oa fundamentos des-
ta sua opiniao.
O Sr. Ferreira ViannaE' urna njnstica de V.
Exe. (Ha outraa apartes.)
O Sr. Bario de Cotegipe (providente do coase-
ibo)Tanta importancia d o nobre deputado aos
seus eleitores que S. Ex*, mesmo acaba de affir-
mar-nos .-nio sei por mim nada do que succede
a Sua Magestade ; nao o visitei, nao posso jnlgar
de scieneia certa do estado em que elle se acba ;
porm, os meus eleitores murmurara, o* meus elei-
tores quereai saber eomo isto se fas !...
Sennores, se os eleitores do nobre deputado nao
ta> couhecimento, por scieneia propria, do estado
de Sua Magestade, porque nio querem, por-
quanto Sua Magestade recebe a todos que tdm a
honra d<* procural-o. Se em certo tempo recusou-
se, conselhos dos mdicos, nunca esta prohibico
loi absoluta; sabemos que um enfermo nio pode
receber numerosas visitas, entre as quaes um-s
sao levadas pelo interesae da sade de enfermo ;
outras, por mera curiosidade ; outras, finalmente,
para formar numero
O Sr. Pedro Luiz -E os proprios jornaes da
Corte reclamaran!.
O Sr. Joio PjnidoSua Magestade foi visitado
por esta Cmara por estar restabelecido.
O Sr. Soares Por estar restabelecido, nio apoia-
do; pelas auas melhoras.
uuam no paco imperial, vista da Augusta Es-
posa de Sua Magestade, de toda a sua familia,
perante a Princesa Imperial, perante o aeu Au-
gusto Consorte, para lavrarera um parecer expon-
taneo, sem que Sua Magestade o tivesse ordenado ?
Isto est implcitamente contido no parecer, e si
o ministro que acensado de pretender sequestrar
Sua Magestade pode merecer algum crdito C-
mara, direi ao nobre deputado que a mim disse
Sua Magestade ter ordenado se fisesse a convo
cacao de todos os mdicos do paoo, para delibera-
re, sobre sua viagem. E foi em coosequencia
desse parecer enviado ao governo pelo medico aa-
tenta de Sua Magestade, e com o seu conaenti-
manto, qja* o ministerio deliberan apresentar a
propoata que se acba affecta Cmara.
PVitaa estas declaracoas nada vejo qaa psaaa
o 'Star i approvaco da proposita; e a nio. se jul
gar, sata o menor fundansaato, So* Mageatade in-
capaz, da deliberar, elle tasada aanccioaar a r*ao-
luco, a asta nao hade fioar pasa aer saneciooada
pela Princesa Imperial, que, ueste caso, poderla
ser considerada como usurpadora, de combinacio
com o ministerio, para privar o Imperador das
auas attribuicoes. Poder dtzer o nobre depu-
tado, que Sua Magestade aaucciona a propoata
sem ter couhecimento de causa... Mas, senho-
rea, entio sejaaxo* francos! O que o nobre depu-
tado devia propor era o recurso do art. 126 nio o
do art. 104. O honrado deputado tomara a si
eata misso ?
Nio, nio a tomara, nao s porque o seu espirito
de caridade o levara a nao promover um acto que
necesariamente teria de causar profuada magna
a Sua Mageatade, cono tambem porque nio se
acha inteirado do seu verdadeiro estado. Log),
s lhe resta votar pela proposta, apesar de seus
suppastos defeitos, tendo a canvieco de que voto
talvez peb mais poderoso recurso a empinar para
que a saude de Sua Magestade se resta bel ec.*,
como desejtmos nos e o nobre deputado. Em-
quanto Sua Magestade estiver no Imperio, oceu-
par-se-ba sempre com os negocios pblicos ; e os
mdicos mais de urna vez nos tem afirmado, e
disto tenho documentos, que Sua Magestade pre -
cisa principalmente de rep9uso. Este resultado
nao pode ser obtido oceupando se Sua Mageatade
dos negocios do Estado, como contaua a oceupar-
se, etnbora o ministerio so retraa, quanto ple,
para nao levar ao conhecimento papis que exijam
demorado exame.
Eu poderla ainda respsoder a urna parte, que
nada tem propriamsnte com o assumpto em si,3
sentuneato que manifeatou o nobre deputado por
ter o Imperador de apartar-se de nos sum ser a
bordo de um navio da armada nacional.
E' possivel que o nobre deputado tenha razo
neste ponto; pjrm, como Sua Magestade, por
duas vezes, tem viajado em navios mercantes, re-
jeitaudo para o seu transporte navios de guerra,
e estando doente, encontrar melhores cominodos
Sr. Bario de Cotegipe (presidente do conseja .bordo do grande vapor em que veio Sua Alteza.
lho)-Anda ba pouco a Cmara dos Srs. Depu-
tados envin Sua Magestade duas ou tres *om-
misses. Ora. si Sua Magestade nio se achasse
em estado de deliberar, era natural que o patrio-
tismo doa honrados deputados, qua nio somenos
ao do orador qae me precedeu, tivesse estremeci-
do, e de certo seriam elles os primeiros a querer
informaces e a procurar melbor fundamenta para
prestaren] agora o seu consentimento.
Sua Magestade, dizem, est incapaz de deliberar
est sequestrado... Quem entilo que est con*
pirando neste sentido ?
E' preciso que o nobre deputado o diga.
O Sr. Ferreira VianuaEu nao disse isso ; V.
Exc. est iavertendo.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do conse-
lhoSeria urna conspiradlo contra a seguranc
do Estado ; digo mais, seria um crime de alta
traicio.
Seohores, para ver-se que o ministerio nenhum
outro interease tem que Sua Magestade se ausen-
te do Imperio, seno o da sua saude, pelo qual o
aobre deputado tambem tanto estremece, basta no-
tar que, no caso inverso, o procedimento do ga-
binete seria obvio : bastara seguir a opinio do
nobre deputado, nao querer que Sua Magestade se
restabelecease, que contiuuasse no estado em que
elle o figura.
Mas, si o governo considera, conforme o pare-
cer dos mdicos, que urna viagem pode restabele
cer completamente Sua Magestade ; si na sua au-
sencia goveruar, com todo, os poderes, a Ser
nislima Princesa Imperial, que nao padece do mes-
mo mal, figurado pelo nobro deputado, claro que
o gabinete vai procurar aquillo que era do seu
maior ioteresse evitar, isto um fiscal constante
para todos os seus actos.
Ora, nao presumivel que bomens, que tm al-
guma experiencia e algum bom senso, queiram
praticar o inverso daquilio que nao lhea convm,
na opiniio dos proprios que fasem esta aecusacio
ao governo.
Chamo tambem a attencio do nobre deputado e
de outros para o procedimento que tem tido o go-
verno. Qual o acto de abuso, que temos prati-
cado e que se possa considerar arrancado a Sua
Magestade, prevalecendo-nos do seu supposto es-
tado mental enfermo ? Apontem.
Ao contrario, a molestia de. Sua Magestade, pea
de alguma forma a accio administrativa do gabi-
nete, inbibindo-o de apreaentar-lhe actos que exi-
jam grande attencio e estudo, porque os seus m-
dicos o aconselbaram a nao applicar-se, come dan-
tes, ao exame aturado e prolongado des nego-
cios.
Em vez de ser censurado o governo, como o foi
no fundo do discurso a que respondo, devia ser
elogiado por aquelles que entendem ser um abuso
e um mal para o paiz o poder pessoal.
O 8r. Pedro LuizApoiado.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do conse-
ibo)Sr. presidente, quando no Senado se fesuma
aliu8ao ao estado de saude de Sua Magestade o
Imperador, eu dtclarei que Sua Magestade eslava
no pleno uso de suas faculdadea, e que o minis-
terio seria o primeiro a vir pedir remedio as C-
maras si desgracad. mente assim nao fosse.
Incommoda-me, deve incemmodar a todos, urna
discusso desta ordem, que poe em duvida aquil-
lo que affirmam os membros da familia imperial,
ob ministros, os mdicos e todos quantos vio com
primentar Sua Magestade. E isto talvez o magoe
mais do quo a viagem a Europa, as circumstan
cas figuradas pelo nobre deputado
Tudo quanto se prat ca demonstra qua o impe-
rador nao delibera : nao est a palavradeseja
na propoata...
O Sr. Eufrasio CorreiaMas est o verbo
contar.
O Sr, Bario de Cotegipe (presidente do conse
lho)... ob mdicos que o mandara; as sau-
dades da trra em que nasceu, da familia que dei-
xa, faro com que seu estado se aggrave, e talves
(o que Deus nao permits!) nio tenha de voltar a
patria. Eis em resumo os argumentos e appreben-
ses do nobre deputado.
Mas Sr. presidente, o que dira tambem o im-
perio se por este < xcesso de zelo Sua Magestade
nio readqiiirisse a sua saude, deixando de fazer
urna viagem Europa fallecesse, como pede talle-
cer, nos seos paasos regios ?
Nao ficaria tambem o espinho adunco clava-
do na consciencia d-iquelles que apegando-se
meras formalidades, negassem o consentimento
para que o imperante, qif3 tantas servicos tem
prestado a este paiz (apoiados), que tem dedicado
toda a sua vida pesada missio de govprnar, dei
xasse de cebrar o seu restabelecimento?
Quem, a vista do parecer, de mdicos illus-
tres e dos mais diatinctos desta corte, patriotas e
amigos particulares do i-np rt.dor, quererla tomar
a responsabln'ade de negar seu conseutimeuto
para esta viagem? >
Sr. presidente, este abaixo assignado, assim qua
lificado pela nobre deputado, como si fosse um at-
testado gracioso a um empregado publico, no coa-
ceito de S. Exc. nao pro va de modo algum a vo >-
tade do imperador; devia ser um auto, e S. Exc.
ditou a forma pela qual cumpria fosse lavrado.
As circunstancias podiam, e isto nao se realisa,
exigir o auto lavrado conforme dictou o uibre de-
putado ; mas eolio nio seria o caso do art. HH
da Con8 ituicio, seria o do art. 126 que trata di
hypotbese de iocapacidade physica do imperante
para o exercicio de auas f uneces ; nessa hypo-
tbese-, sim -'odas as formalidades, isto o auto,
o mio'stro do imperio, os mdicos, haviam de ser
observadas.
O Sr Audrade FigueiraN'esse caso, ae c-
maras.
O Sr. Bario de Citegipe (presidente do conse-
Iho) -lito havia de principiar pelo governo tam-
bem, que, reunindo-se, tomara parecer, dirigir
e-hu s cmaras, e de accordo p-ouederia eontor
me a Constttuican.
O Sr. Pedro LuizApoiado.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do conse-
Ih ) Portento, para o caso actual, o simples pa-
recer dos mdicos aastava
Este parecer porventura digno de eredito?
Esta duvida urna injuria gratuita aquellas que r
o assignaram. Pob ha ver mdicos que se re- quer medidas que demaodassem maior attencio da
E' natural esta o preferencia.
Si n'isto nada iniue o governo, argido de nao
praticar aquehe acto de devido respeito pessoa
sagrada de Sua Magestade, estou convencido de
que hade ser agradavel S Exc. saber que, n*
modo de resolver esta questio, no modo de Sua
Magestade deliberar a aui viagem, nada tem o
ministerio influido. Sua Magestade viajar no
navio que escolher, j ou depois, na poca qua lhe
aprouver.
A Cmara deve recordar se de que quando der
o primeiro consentimento para "-ua Magestade au-
aentar-se do imperio, algumas emendas foram
apresentadas, abrindo crdito para que Sna Ma-
gestade pulessa despender na Europa mala de que
a sua dotaco, e que Sua Magestade regeitau for-
malmente semelhante recurso : ao que alias o
ministerio de ento tambem se oppos. O governo
portaato, nada tem que ver no modo porque Sna
Mageatade deseja proceder.
Sua Magestade, naquella occasio quis o mais
possivel, evitar que o Estado de8p;ndes3e com a
sua pessoa alm da somma coosiguada para h sua
dotacio.
Sr. presidente, parece-me ter explicado os mo-
tivos da apreseatac/io desta proposta.
Eu enlevo me sempre com aa palavras do hon-
rado deputa lo ; abstrahi completamente das ac-
cusaces que elle fez ao governo, admire a sua
habilidad*, em revestir um assumpto, de natureza
to simples, de roupagem tio brilhante. Mas nao
posso deixar de le mentar que S. Exc. tenha
deixado em meu esnirito urna certa tristeza com a
desenpeao que fez, com as hypotheses que figurou
e que todos nos desejamos venhsm a realisar-se o
mais tarde possivel.
Perdoe-mc o nobre deputado, ae dcixo de resp:n
der a alguna outros pontos do seu discurso ; mas
peco-lhe quo tranquillisc a sua conacieucja ; fique
tranquillo! O imperador est capaz de dar seu
consentimento, de discutir censas mais arduas do
que esta viagem Europa.
O Sr. Ferreira ViannaTeco a palavra.
O Sr. PresidenteTem a palavra o Sr. Ferreira
Vianna.
O Sr. Ferreira ViannaSr. presidente,
agradeco muito do noOre presidente do conselho,
as seguranzas que me deu para que tranquillisaBse
de todo a minha consciencia i o meu espirito.
Embora as palavras ni n jbre presidente do con-
selho sejam nma verdade da maior autondade,
eu nao precisava absolutamente de'la para ficar
como estou e sempre estive, tranquillo na minha
consciencia de que e imperador podia tomar co-
uhecimento de questps muito mais elevadas do
que esta, de dar consentimento ao pedido que se
disen e.
O nobre presidente do conselho, no set^ suave e
muito mais habilidoso discurso do que o meu, nao
teve o proposito de responder-me, mas exactamen-
te a esse clamor, que o persegue, a essa murmu-
rarlo constante, voz publica, quo nem sempre
fundada, mas quasi sempre tem as intuicea
do futuro.
Quando fiz o requerimento no sentido de se
mandar urna commissao a Sua Magestade, foi para
que sua vontade, que tinha sido omittida, tanto
na propoata como no parecer da commissao, e as-
discordava a mesma proposta das anteriores, sobre
que havia sido moldada, fosse expressamente de-
clarada para desvanecer qualquer duvida.
Desde que e nobre presidente do conselho de-
clara, com responsabilidade sua, perante o Brasil
e o mondo nteiro, que foi de ordem de Sua Ma-
gestade o imperador que ae fez esse exame e para
o fim de habilitar o pedido de sua viagem Euro-
pa, eu nio posso de forma alguma deixar de dar
o meu conseutimento, porque a minha questao foi
sempre esta : que o imperador v. mas com plena ('
vontade sem o menor coostra ngimento ; que elle
v, mas que v por impulso proprio, sem insina-
io, seno a do melboramento da sua saude, por-
que meia cura o ter esperai.ca na curt.
Estou peasoalmente satisfeiui, nao b com a de-
claracio do nobre presidente do conselho, como
tambem com a confissio que S. Exc. fez e nao
poda ter escapado Cmara, de que a proposta
tinha defeitos, o que deve servir para a justifica-
cao do meu discurso.
Sr. presidente, voto pelo consentimento, vista
da declaracio que fes o nobre presidente do coa-
seibo, tanto em relacio vontade de Sua Mages-
tade, como m relacio ordem que deu para que
se procedesse ao exame medico que se acha juuto
aos papis como attestado.
Tenho concluido. (Muito bem! muitp bem !).
O *r. Mtele!Sr. presidente, pela opposicio
liberal dev collab&rar neste debate com; a magua
que a sua causa a todos inspira
Escusado mam testar a V. Exc e Cmara que
acompauhamos todos os testemuuhos de respeito,
todas as homeuageua prestadas aos servicos, que
esta patria deve a Sua Magestade o iuipreador,
manifestados na tribuna pelo Honrado deputado
que iuiciou ste debate.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do conse
lho) Muilo bem.
U Sr. Maciel Collocado no fastigio do poder,
nio pode Sua Magestade abandonar territorio de
sua patria, sem licenoa do soberano legitimo de
i.a todos.
AppUudo este bellissimo aoroveitsineato, que o
nobre deputado goube tirar da aituacio em qu -
boje dos ene miramos, palo asaumpto que a Cma-
ra deve decidir.
S. Exe. rebaten todas aa razoes que o aobre pre -
sidente do coaseibo julgou conveniente oppr aos
aeus primeiros argumentos de duvida sobre a con-
veniencia da concesso da licenca que se pede.
Entretanto, da resposta do nobre presidente do
conselho vem naturalmente ao espirito considera-
uoes, que vou formular, afim de qae 8. Exc, sobre
o alcance e xtenso deste projecto de lei, dgne-
se dar a opiniio franca do governo.
O nobre p.-esidente do conselno no* declarou
que o cuidado nos negoci-a pblicos, o uso de suas
funeces constitucionaes, em toda a plenitude, po-
da ser fatal sade de Sua Magestade o Impe-
rador, e qu por esse motivo, para que aio im-
putaste ao governo abuso do poder propondo quaes
parte de Sua Magestade, o ministerio se abateve
sempre de as propr.
Na opiniio do governo, pois, e sobre este ponto
nio ins8tirel neste momento, certa lethargia foi
imposta ao movimento natural da alta administra-
cao do Estado.
_ Nestas condicss,. eu. duvido que as convenien -
cas da sade de Sua Magestade o Imperador se-
jam attendidas devidamentejno projecto qua esta-
mos discutiudo, e que este previna todas as hypo-
theses pjssi veis em relacio a ella.
O projecto, referindo-se ae art. 104 da Consti-
tuicao, permitte que Sua Magestade sia por tem-
po indeterminado e declara que, durante a sua
ausencia, a Serenissima Princesa Imperial assu -
mira a rege icia, com as plena* attribuicoes eons-
titucionva do poder moderador e do poder execu-
tivo ; mas o Sr. presdante do conselho mesmo de-
clarou que Sua Magestade o Imperador faria uso
d'este consentimento, quando a scieneia aconae-
Ihasse a melhor opportunidade ; qae podia faaer
uso do consentimento j, e podia adial-o.
Baseado em que o consentimento do parlamento
dado na conjectura de que a viagem pode ser
favoravel aade de Sua Mageatade, coma nio sao
infalliveis os juizoa humanos e muito frageis es
progaos ti eos da medicina, licito figurar esta hy
potheae : Se actea de Sua Magestade chegar ao
termo de sua viagem, a algum p.rto nacional ou
eatrangeiro, nao se realisando, o que deas nio
permitte, a hypothese da viagem ser benfica,
tendo de voltar ao paiz, e nao estando as C-
maras abertas, eu pergunto ao nobre Sr. pre-
sidente do conseibo : Sua Magestade, voltando,
assume ou nao de novo todo o seu podar magesta-
tico? Pelo* termos da proposta, sim. Ma urna re-
gencia exclusivamente durante a ausencia de Sua
Magestade o Imperador; entretanto, voltando elle,
embira nio restabelecido, obrigado a tomar im-
mediatamenta conta de sua altissima pasico ; e
assim, ou os negocios tero de continuar n'uma le
thargia que nao pode deixar de ser funesta ao
pas, ou Sua Magestade ter A de sacrificar o qua
restar de sua sade n* desempeuh i das funocoes,
de que agora privado por essa mesma causa.
O Sr. Araujo Ges Jnior Tem o direito de
adoeeer, como qualquer outro.
O Sr. Maciel Nao inteiramente verdade, as
relacoes publicas, o que acaba de dizer o nobre
deputado, e especialmente em relacio ao Impera-
dor.
ua Magestade est doente, entretanto nio po-
da passar a outrem os poderea que a constituicao
lhe outorgou.
A regencia nio entra de pleno direito, por dis-
posicio constitucional, na posse daquellaa attri-
buicoes e muito menos naquellas que o proj ;cto
lhe recoohece; necessario acto legislativo, que
recoobeca a opportunidade de entrar a regencia,
determinada no art. 126 da Constituicao, na posse
de seus poderes. E, se o acto da investidura da
regencia delimita condices, desde que as condi-
cea ceasam, a regencia desapparece tambem. E,
se s pude haver regencia estando o Imperador
ausente, ella desapparece com a volta do Impera-
dor.
O Sr. Andrade Figueira d um aparte.
O Sr. Mici -IComo bem diz o nobre deputa io,
o Imperador presente, vurifiea se a hypothese do
a-t. 126, e, assim, preciso a pluralidade de votos
de cafa urna das Cmaras para que a regencia en
tre as attribuicoes que a Constituicao lhe as? g-
oou.
Dous mez-s apenas restam para terminar regu-
larmente a sesso parlamentar.
Se, paseado este intervallo, a hypothese se veri*
ficar ; se Sua Magestade nao puder continuar na
Europa ou quizer voltar para o paiz, necessaria
mente o beneficio, que o governo visoo, querendo
afastar o Imperador dos negocios pblicos, nao se-
r conseguido.
Eu apenas lembro ao nobre presidente do con-
selho que o projecto do governo nao abrangeu
todas as hyp"'H"3es posaiveis, para dar-Ibes urna
oluco legitima.
O governo tomar como entender estas observa
coes, que sao anda urna homeoagem que a oppo-
sicio presta aos interesses da saude de Sua Ma-
gestade, que sao realmente interesses naciona-s.
O nobre presidente do conseibo responden ao
Ilustre deputado, que rompeu o debate, deca
rando que, si Sua Magestade nao esti vase em
condices de integridade inte lectual, que lhe per-
mittissem livremente deliberar, e si o governo qui-
zeases embora Commettendo um crime de alta
traicio, explorar esse estado tristissimo, entio o
governo coaservaria Sua Magestade e nao o faria
retirar do paiz.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente lo cnselho)
Refer me a urna hypothese irrealisavel.
O Sr. MacielEu fallo mesmo dessa hypothese
porque a ella liga-8e um voto, que dei, contrario
ao requerimento que o nobre deputado pelo Rio de
Janeiro apresenton.
A to* dm HueSre orador, arpit roa retiro, nao
tem urna forea condigna dos nobilssimos concei-
tos com que S Exc. Ilustra a tribuna; fraca,
nio perfeitamente ouvida, de modo que muitos
periodos do aeu brilhante discurso foram para nos
inteiramente perdidos.
Na rpida leitura, que ouvi fazer do requeri-
mento, por um dos membros da mesa, pareceu-me
que havia urna asseveracio, que me dizem agora
que nao ha, implcita, de que tudo quanto em no-
me de Sua Magestade se fazia era um enredo, por-
que Sua Magostada nao podia ter dado seu con
senti ment.
Em vista dos termos em que era teito o pedido
de noinea;ao da commissao d cmara, p&receu-
me ter ouvido que se maodava violentamente Sua
Magestade para fura de paiz, para mais a gosto
ficar o governo.
Acredito que, si tivesse esaa significacao o re-
querimento que foi votado, eu nao podia aceitar;
parque, para eatar Sua Mageatade sob urna prca-
sao dessa ordem, era precise que em certas pea-
soas, que sob seu tecto esto vivendo, se rompes-
sem os lacos do coracio humano, para consentir
que Sua Magestade fosse violentado pelo nobre
presidente do conselho.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do conse-
lho)Apoiado.
O Sr. Maciel O nobre presidente do conselho
lamentou que aquelles, que se queixam do poder
pessoal, se horroriaassem com a idea do governo,
isto o miniatorio governar s, com a idea de Sua
Mageatade nao influir directamente em todos os
assumptos, que ao poder executivo principalmente
cabem.
Mas cm primeiro logar, visto que o nobre presi-
dente do conselho se referi aos que se queixam do
poder pesaoal, e aasim exprimio-se, eu, que sou
daquelles que alguma vez estrauharam que o mi
nisterio se resignasse a eatar administrando ou
governando quasi exclusivamente pelo impulso do
aenado, eu fazia minha censura baseado na tara-
ra do partido ^ue o nobre presidente do conselho
est representando, e nao daquelle que tenho a
honra de representar. Para um partido que en-
tende que o re reina, governa e administra, tenha
um ministerio que reina, governa e administra por
si proprio. Era este o ponto de minha eatranhesu.
O Sr. Andrade FigueiraEasa era j. doutrina de
Guisct.
O Sr. Maciel.Uouve tempos em que esta theo-
ria, que o nobre deputado chama de Guzot, foi
homologada entre na ; ento o partido liberal,
que aqu esta va representado pelos mais distinctos
de seus talentos, sustentava doutrina contraria.
Eu tinha Sr. presidente, urna segunda razo de
estranhar a declaraco ou observacao do nobre
oreaidente do conselho. S desejamos que a in-
luencia da Cora nao seja decisiva sempre pre-
dominante... nos conselhos do governo, nao ae
pode tirar dabi, como consequencia, que queiramos
a suppresso desse elemento, que, pela Cinstitui-
cio, indispensavel para o jogo das nossas insti-
tuices.
O Sr. Araujo Goea Jnior.Ha de Ber ssmpre
predominante.
O Sr. Andrade FigueiraNao apoiado; quando
os partidos quiaerem nio o ser.
O Sr. MacielO dever constitucional de pedir
Sua Magestade, ou o governo em seu nome, c >n-
sentimeoto ao parlamento para sabir do imperio,
parece que forneee occa8o pr fra mesmo dos
motivos pelos quaes esta licenca pedida, o par
lamento iudagar da conveniencia- de concedel a.
Situacio pode haver, seuhores, em a qual, inde-
pendeutemente dos mais instantes motivos pelos
quaes este consentimento seja pedido, e parlamen-
to se veja na neceaaidade de negal-o. taes podem
Bar as complicado -s polticas que o alTiStameato de
uai monarcha pode trizer ao seu pas.
Nao indagare! agora ai se verifica este caso
excepcional, a que me refer; nao digo mesmo
que a ausenc a de Sua Magestado o Imperador,
ua occasio actual, traga males irreparaveis para
este pas.
Trataado-se da Magestade, que tem merecido
desta naci as provas mais sinceras de respeito
e aecto, nio posso negar meu voto lieenca que
nos pedida.
Si Sua Magestade necessita sabir do imperio, a
Cmara dos Srs. Deputados, creio eu, interpreta
fielmente o pensamento do paiz, declarando ao
governo que a nacao abre os braC9a e Sua Ma-
g-atade fiea lirre para' sahir, fazendo nos votas
para que o fim, que tem em vista com sua viagess,
seja preenchido.
Tenho ejocluido
Nao havendo mais quem pega a palavra, d-sa
por encerrada a discusso do art. 1.
Posto a votos, o artigo spprovado.
Entra em discusso o art. 2
O Sr. Xttanno Celao Jnior observa
que da mesma forma que jamis recusa seu voto
aos pedidos de licenca dos funeciooarios pblicos
que os baseiam em justo motivo, nao se oppor
concesso da permiaso impetrada pelo poder exe-
cutivo afim d qu* o chefe do estado possa sahir
do imperio; e, sem embargo da natureza de auas
conyieces poltica*, lamenta, cerno todos os bra-
sileiros, faseado votos para que desapparecan
a* causas do affaatameoto de Sna Magestade.
Quer simplesmente, no intuito de salvaguardar
principio-; esaenciaes e as bV,s normas do systema
representativo, externar alguna reparos que a
proposta snscita e em breves termos, pois compre-
hende a urgencia da medida.
A propoati da poder executivo de que se trata
copiada da lei n. 2677 de 20 de Outubro de 187,
a qual por sua vez reproduzio o texto da de n. lili
de 17 de Maio de 1871.
Taes precedentes, porm, nio a isentam de fun-
dada censura.
Em primeiro lugar ahi se diz que a princesa Sra.
D. Isabel governar, como regente, com as at-
tribuicoes que competem ao poder moderador e aa
chefe do poder executivo.
Esta especificacio das attribuicoes que exerceri
a regente i urna inutilidade que poderia passar
sem nenbuma observacao se nao eocerrasse um
perigo, nao para o orador e sua escola poltica,
mas para os que commungam com o gabinete e a
Ilustrada maioria.
E' urna inutilidade porque a regencia deferida
a Sua Alteza a princesa imperial em virtude do
preceito constitucional, porqaanto d-se o casa
previsto no art. 126 ]da le fundamental.
Ora, desde que mandando governar, verificado
este caso, o herdoiro da cora em'fugar do
rador, nao fet a Constituicao restrioaao alguma
faculdades e attribuiaoes de que nvestio o chefe
do Estado, claro est que eoocedeu-lbe esaas
mesmas faculdades e attribuicoes eu sua pleni-
tude.
Governando em lugar do imperador, o prineipa
herdeiro tem os meamos poderes, os meamos direi-
tos com que elle governava. Logo, era desneces-
r.aria sea declaraco da lei ; o que ella determina
j esta pieacripto pela primeira das noaeas laie,
pela lei fundamental.
Dado, porm, que ella fosse necesaria para
que a prioeeza imperial podesse fazer as vezes de
aeu augusto pai, tambem claro que a sua inclu-
ao no projecto de lei assumiria as proporQes de
verdadeiro attentado.
Com elfeito, a declaracio importa nada menos
do que legialar acerca dos limites de doia dos po-
deres polticos da nacao, o moderador, privativa-
meuta confiado ao soberano e o executivo de que
elle chefe.
Ora, esta Cmara nao receben para sao ob in-
dispensaveis poderes, porque pertence a una le-
gislatura ordinaria, em cuja competencia nao cabe
toca.- em taes assumptos.
S amt cmara investida de poderes especiaea
e expressamente convocada para tal fim, teria au-
toridade para tanto, segundo principios expressos
qua o orador nao carece recordar.
Por outro lado, o projecto manda quo Sua Alteza
pjsaa empossar-se do cargo de regente sob o jura-
mento prestado em 1871.
Esse juramento, porm, produzio ob seos efci-
tos desde qae, ao regressar Sua M gestade da sua
primeira excursao, restituio-lbe a regente o go-
verno do imperio e na sua ausencia aoube ser-isa
fiel,
J em 1876, quando pela segunda vez Sua Ma-
gestade foi viajar, devia Sua Alteza ter prestado
no'o, nao tendo sido regular que assumisse a di-
reccio do Estado sem preencher essa formalidade
to esaencial que a propria Constituicao do Impe-
rio expressamente exige.
Ao gabinete qu-; conhece e deve respeitar os
sentimentos profundamente religiosos de Sua Al-
t za Imperial, cumpria acoasclhar aos seus a nigos
que, corrigiodo a deacanida praticada em 1876, de-
via poupar oa eacrupulos que a augusta princeza
pode ter, vendo se obrigada a faltar a um dever
de christi e cortamente ter de refljetir sobre o
caso.
Mas, d8ae o orador que a declaraco envolva
um grande perigo em que a maioria uo adverta e
vai demonatral-o.
Deade que 8e reconhece em um legislatura ordi-
naria o direito de determinar que a princeza re -
^ootc gorei-oo coi mm aStrfbuiyOow So poiit *WJe-
rador e do chefe do estado executivo, manifest
que podia limitar, excluir algumas dessas attribui-
coes ou coarctal-as como entendesee mais acer-
tado.
Osa, pasae o precedente e nao ser impossivel
que, dada no futuro alguma eventualidade seme-
lhante a que ora occorre, urna cmara desconfiada
ou exigente reproduza tambem outro precedente :
-o da regencia que substitu o o Sr. D. Pedro I de-
pois de abdicar.
t, sabido que em 1831 promulgou-se o decreta
legislativo de J-t de Julho, conbecids em nossa
historia pela denominaco de lei do nao poder, o
qual negou regencia o direito de :
Dissolver a Cmara doa Deputados ;
Perdoar os ministros e conaeheiros de estado,
sobre a pena de morte, que seria commutada na
immediata ;
Conceder amnistia ;
Conferir ttulos, honras, ordena militares e dis-
tinccea :
Nomear conselheiroa de citado, alvo no caso de
haver menos de trea,"quantos bastassem para pre-
e ncher esae numere ;
Dispensar as garantas individuaes ;
Rectificar tratados ou declarar guerra sem pre-
via autoriaaco da Assa.ubla Geral. Essa lei, na
phrase de um publicista conservador, consideran-
do o poder como inimigo nato da liberdade e ani-
mado sempre do desejo de opprimir o cidado col-
locara a autoridade suprema na peaic > do lea*
apanhado em pequea, indefeso, a quem arrancam
oa dentes, limam as garras, ecobrem do correntes
para apresental-o as feiras em ridiculo espect-
culo.
Ao orador e aos da sua escola nessa lei ha um
bom exemplo a seguir-se nao exautorando-se com-
pletamente o poder supremo, como ella o fez, mas
coarctaudo-se algumas das attribuicoes que lhe
do tamanha inluencia nos destinos da naci, qua
deve ter nos seus negocios a principal ingerencia
e autoridade.
Mas, para o gabinete e o partido conservador
ella seguramente nao pode servir de norma. Admi-
ra, pois, que assim contribuam para que venham
novamente tona das ideas que ento negaram.
Ofacto explica-ae por um dos traeos caractersti-
cos do governo actual : elle nao toma nada ao se-
rio, nio examina, nem estuda as questes como lhe
cumpria. Vio-se na necessidade de pedir licenca
As cmaras pira o imperador auseotar-se ; nao quiz
ter o traoa.ho de refl -tir e copiou deacuidosamente
a propoata de 1875, lanzando asaim trra semen-
tes que p ideal fructificar de modo a aasustal-o.
Paaaa a outra ordem de conaideraooes.
O orador tem em muito alto conceito o melindre
e delicadeza de aeatimentos dos actuaes Srs. mi-
nistros pan. affirm-ir que, no momento em que Sua
A teza empunbar as redeas do governo, dejrorao
am suas mos as pastes de que foram incumbidos.
Est certo de que assim proceder* por sua
lealdade e pundonor. Para que, porm. cumpraa
os altos deveres JA para com o paiz e j para com
a augusta princeza, miater que o nao facam por
simules formalidade.
Gentil e graciosa como Sua Alteza natural-
mate responder Ihes-ha que continuem. porque
merecem a sua coofianca oa que a tiveram de seu
augusto pal.
Si tal acontecer, o patriotismo e lealdade de Ss.
Exea, exigem que sejam francos e lae digam :
< Senbora. Voss Alteza esteva ausente do im-
perio e ignora os acoutecimentos que n-lle se de-
rara ; o ministerio tem, certo, urna grande maio-
ria que o sustenta na Cmara dos Deputados,
mas em sua consciencia reconhece que tem des-
guatado os aeua mais graduados amigos e aer-
ara a coufianca nacional, desde o dia em qu*
mostrou-se impotente para salvar a ordem publi-
ca, diante daa exigencias de urna classe qae so-
lemueraeute ameaca sublevar-se. Em taes condi-
ces, nao o qae melhor pode servir a Vossa Al-
teza Imperial, que iniciando o aeu governo, deve
ter por seus ministros bomens que nao carregnea
com as mesmas culpas ou nao sejam victimas das
mesmas infelicidades.
O gabinete cumprir um dever de lealdade ten-
do esta linguagem e resignando peremptoriament*
as pastas.
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Diario de P^rnambacSabbado 2 de Julho de 1887

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Se o nio fiaar, arrastsra uro existeacia inglona
Car poaco tempo, e asaumir tremenda reapooaa-
lidade para com oa seos, porquauto preciso nao
esquecer que o projectado governo da regencia in-
fluir decisivamente no futuro da monarchia no
Brasil.
Adversario leal, o orador compre um dever de
consciencia, advertindo-o Fas votos para que a
regencia seja em tudo feliz e em todos despert
fagueiras esperances.
O proprio orador sente-se animado, porque do
excesso d) mal provir talves o remedio, emergi-
do a regeneracao da patriado meio daa appreh-n-
soes, das fraquesas, das inceitezas do actual mo-
mento poltico, da mesma sorte qoe do cubos sur-
gi a lu. (Muito bem : muito bem. O orador
felicitado.)
O Sr. Coelbo Rodrigues Sr. presi-
dente, nao me den.orarei muitos minutos na tri-
buna, porque comprebendeui V. Exc. o a casa
que est i urna medida q'ic nao comporta largas
discuasdrs. (Apoiados.)
A parte principal da proposta j foi approvada,
iat >, a licenca pura Sua Magestade retirar-se
afim de rostabelecer-se da molestia que ltima-
mente o accommetteu.
-' que esta em discussa > a reprodcelo de
dispoaico.s, urna semelbante, outra idntica as
que j foram consagradas pelo voto desta casa e
da outra do parlamento. Por consequencia o que
me resta dizer muitj pouco.
O nobre d< pita Jo, me parece, nao tem razio
quando nea a necessidade deste artigo 2 para
marcar as attribuicoes da regencia, parque elle
conhece, tilo bem como cu, que urna das attribui-
Cpes conferidas pelo 2 de artigo 15 da Consti-
tuido, era eleger a regencia ou o regente e mar-
car os limites da sua autoridade.
Esta diapoaicao foi derogada na primeira parte
pelo artigo 26 do Acto Addicional, que tirou a As
sembla Geral,.a competencia para eleger o regen-
te ; mas subsiste a a< gunda parte, e esta compe-
tencia ainda nos nao tA contestada, isto o di
reito de marcar os limites,.da autoridade do regen -
te. (Apoiados.)
Est assentada e, apezar de conservador, eu de
fendo contra o nobre diputado, liberal adiautado
a posse e o exercicio desta attribuico do corpo
legislativo. (Apoiados e apartes.)_
Mas, senhorea, isto e da Constituico, nao
creada por mim. Diz o artigo li (le :)
E' da attribuico da Assembli Geral :
...... 2o Elegir a regencia, ou o regente,
e marcar os limites da sua autoridade.
O Sr. M. Ribeirolato para o caso do re-
gente eleito. Ha outros apartes.)
O Sr. Oeibo Rodrigueslato diz o nobre de
potado. Quanto primeira parte eu concordo
com S. Exc, porque est derogado ; quanto se-
gunda eu sustento a sua continuaca e tenho
para mim o costume que e o melbor interprete das
eis. (Apartes.)
Agora, quanto a competencia da Asaembla Ge-
ral para dispensar do juramento a futura regen-
te nao tenho certeza ; pelo contrario me inclino
antes a duvidar que eaba na nossa competencia
conced-T-lhe casa iaeocao, cm face dos artigos 15
$j Io e 127 da mesma Cjostituicao.
Nao ponho, pori m, duvida em ceder de minba
opiniat*. individua I, nesta parte, em attencao ao
precedente e circumataneia de apoiar o governo
que fez esta proposta e a quem nio desejo con-
trariar aenao no que me for imposaivel concor-
dar.
Ha, com effeito, dous pontos, em que nao posso
ransigir, porque o meu voto a respsito dellea est
enhecido e manifestado, ha 16 annos nesta Ca-
ara : aao os pontos relativos attribuico de
dissolver esta Cmara e a do perdoar os ministros
condemnados pelo parlamento.
ftEm 9 de Maio de 1871, apresentei e justifique!
urna emenda nestesentido. Oa 16 aunoa que pas-
saram depois disso nio modificaran) no meu es-
pirito os motivos que tive para pensar naquella
poca desse modo.
Desde qoe da competencia do poder legislati-
vo marcar os limites das attribuicoes do regente,
nao abdicare o direito de vive* as maos desse
regente, ainda que elle seja o futuro successor do
throno.
O Sr. Joao Penido Eu quero saber 'se o nobre
ministro do imperio concorda com V. Exc.
O Sr. Coelho RodriguesEstcu expondo opinio
minha, e o governo ha de fazer-me a justic* de
respeitar o dever que tenho de manter a minha
coherencia, em materia de doutrina, sobre pontos
to importantes.
I)pois, a Ccnstituicao s admitte a primeira
dessaa medidas para o caso extremo de aalvacao
do Imperio, e eu pens qde o Poder Moderador
tem abusado mais de urna vez deasa meliudroaa
attribuico.
Pens mais que do abuso dessa attribuico vem
a posico relativamente secundaria que oceupa
esta casa em relaclo a outra do parlamento.
(Apoiados.)
O outro ponto em que eu divirjo, com muito
pezar, relativo ao perdi dos ministros condem-
nados, em caso de responsabilidade, pelo parla-
mento.
Sabe V. Exc. que pelo art 101 nao se distingue
os ministros dos outroa criminosos, que teuham
sido condemnados ; mas a Cinstituicao aervio-se
das expresaba londemnados por sentenca
e ella emprega, em Maaafts ua actos lo Poder
Legislativo, as expressoes resoluco,i ou de-
cretos. >
A pronuncia decretada por esta casa, a con-
demnacio dtre ser decretada pela outra.
Pee conaeguinte, esmo su eotendo a Constitu-
cao, nio est comprehendido nesses casos o da
condemnaoo do ministro pelo parlamento, na
competencia geral do $ VIII do art. 101 perdoar
e moderar as ponas imoostas 'aos reos condemna-
dos por sentenci tanto mais quando pelo art
135, nao salva os ministros da responsabilidade
ordena do Imperador, vocal ou por escripto, e si
essa ordem nio es pode salvar da responsabilida-
de tambem nao deve salval os o perdan, porque
de outra sorte urna disposico annullaria a outra,
o que nao se pode sustentar em boa hermenu-
tica.
Por estas razoes e outras que calo em atteocio
urgencia da medida, sustento as minhas emen-
das de 1871 e peco a V. Exc. que mande buscal-as
para submettel-as a apoiainento.
O meu desejo que a medida nao seja demora-
da e nio se regateie ao ebefe do Estado urna li-
cenca que se apresenta tio urgente e justificada.
(Muito bem.)
O Sr. M. RibeiroTem se discutido a forma e
nada mais.
Vem mesa, lida, apoiada e entra conjuncta-
mente em discusso com o artigo a seguinte
Emenda ao art. 2*
Accrescente-se : exceptuadas as de dissolver a
Cmara dos Deputados e perdoar as penas impos
tas aos ministros de Estado.
S. R.Sala das sesaoea, 22 de Junho de 1887.
A. Coelho Roirigncs.
Ninguem mais pedindo a palavra, d-se por
encerrada a discusso de artigo.
Posto a votos, salvo a emen-la, approvado.
Procede-se votaco da emenda, a qu -1 rejei-
tada.
Entra em discusso o art. 3.
Nio havendo quem peca a palavra, d-se a
discusso por encerrada.
Posto a votos, o artigo approvado.
O projecto adoptado em 2' discusso para
passar a 3*.
O Sr. Coelho Rodrigues requer dispensa de in-
tersticio para que o projecto antre em discosaio
aa acaso de amanh.
Consultada a Cmara, approvado o requeri-
HtviSTA DIARIA
idiamenio da eleteao muuirlptU.
Pela Presidencia da Provincia foi ante-hontem
expedida esta portara:
4a Seccao. Palacio da Presidencia de Pernem-
buco em 30 de Junho de 1887.
O presidente da provincia, tendo em vista os
otficios de 6 e 13 do corrente mes do Dr. juis de
direito do 2 diatricto criminal do Recife e do juiz
de paz da parochia de Santo Antonio, dos quaes
se verifica que em virtude da revisic de 1886 ha
necessidade da creucao de mais urna seccSo elei
toral n'aquella parochia, nos ternv s do art. 5 do
decreto n. 8213'de 13 de Ag sto de 1881,e atten-
dendo j nao ser poasivel esta alteracio com tem-
po e aproveitar el* icio de um ver ador da C-
mara V mieipal do Recife, marcada para 7 de Ju-
lho prximo, visto estarem expedidos os editaes de
conree-cao dos eleiteres, de accordo com o que
existe presentemente determinado, quando entre-
tanto ceito que a agglomeracio de eleitores em
numero excedente a 250 em cada ecco embaraca
e prejudica a regularidade do prncesso eleitoral,
e, outrosim, convindo a aubsti^uico de alguns dos
edificios actualmente designados para o mesma
servieo, como o do Instituto Arebeologico e Geo-
grapbico Peraambueano pilos motivos constantes
do otficio deata associacao de 9 do corrente, resol
ve adiar a suprameneioaada eleicio, qual si pro-
ceder no dia que eer, prximamente, de novo
desgnalo, depois de feitas as alteracdes referidas;
devendo, para iat i. ser requisitadas com urgencia
as reviso-s relativas ao 3 e 4' diatrictos crimi-
naes, visto s terem at agora chegado secre-
taria os dos I1, 2' e 5- districtos.
Gumpra-se e commuuique-se.Pedro Vicente de
Atevedo
Trl.iuaal do JuryHontem, sob a pre-
sidencia do Sr. Dr. Oliveira Andrade, e com o
coupaiecimento de 39 juizes de facto, installou
se a 3.* sesto do Jury desta cidade. Occupou a
cadeira da promotoria publica o Sr. Dr. Preitas
Bronquea, e a de esciivo o Sr. Reg Jnior,
escrivo interino do Jury.
Foram apresentados 18 procesaos para serem
submeUidos ao conhecimento do Jury na presen-
te sess i, sendo elles dos seguintes reos :
1.' Jos Flix, eacravo pron. no art. 269 do Cod.
Crim.
2. Manoel de Oliveira Mello, Conrado Fran
cisco de Oliveira, e Agoello da Cunha Souto
Maio, pron. no art. 269.
3." Joo Mendes dos Santos e Coriolano Paes
Barretto, pron. no art. 269.
4.o Fraoiiseo Beltro Gomes da Silveira, pron.
no are. 193.
5. Antoni i Bibiano, pren. no art. 207.
6.* Felicio Joaquim do Reg e Cassiano de Al-
meida Soares, pron. no art. 264.
7.* Joo Francisco dos Santos, Antonio Soares
de Oliveira, e Manoel Joo, pron. no art.
269.
8. Manoel Ferreira de Mello, pron. no art. 205.
9. Cecilio Antonio da Silva, pron. no art. 201.
10.o Lourenco Jos Francisco, pron. no art. 193.
li. Manoel Francisco da Nascimanto, pron. no
art. 257.
12. Jos Luis de Souza Lima, pron. uo art. 205.
13. Manoel Menelio do Naacimento, pron. no
art. 269.
li." Joo Francisco do Nascimento, pron. no art.
207.
16. Antonio Feliz de Araujo Lina, pron. no art.
201.
16. Mara Antcuia da Annunciaco, pron. n)
art. 193.
17.* Mara Francisca da Annunciaco, pron. no
art. 193.
18. Bento Mara Das, pron. no art. 201.
Foi submettido a julgamento o reo Jos Flix,
eacravo.
Poi-lhe dado como curaior o Sr. Or. Emygdio
Vianna, advogado dos presos pebres, e que pres-
tou o devido juramento.
Organisado o conaeho de sentenca comp3z-se
elle dos seguate!) Srs. :
Jos Ignacio Guedes Pereira.
Jus Rodrigues Passos Netto.
Elyaio Rodrigues M. Franco.
Eustaquio Z.-ferino da Silva Braga.
Hermenegildo Marcelino de Miran Ja.
Adolpho C. Guedes Alcotorado.
Dr. Alberto Julio Gjs Telles.
Miguel Antonio da Costa e Silva.
Bent i Manoel Viegas.
Manoel Antonio Rodrigues Pinheiro.
Joa Cordeiro dos Santos.
Paulo de Albuquerque Gama.
Sendo o reo interrogado respjndeu chamar-se
Jos Flix, eacravo de Jos Pereira dos Santos
Argemir.i Alvarenga, ser natural deata provincia,
de idade de 29 sanos, solteiro, analphabeto, oc-
cupar-oe da lavoura, residir aesta cidade e ha
um Huno, saber a causa por que est preso, s
conhecer urna teatemunha daa que contra elle de
puzeram nada ter a oppor contra as mesmas, es-
tar en Agua Fria quando se deu o tacto de qua
ac:usado, e que em sua defeza tem a allegar
que ni) praticou o critue que se dera na noite de
2 de Junho de 1885 ; conhecer urna das teste-
muahas que contra elle depuzeram, nada tendo a
oppor contra ellas ; nao ter mitive particular a
que poasa attnbuir a accuaaco que Ihe feita, e
que finalmente allega em sua defeca o nao ter
comm 'ttido o crime de que aecusado.
Feita o que nassou-se
Lnlura do protesso
D'ella ejusta, que o reo nanoite de 22 de Junho
do anno de 1885 arrombara um soto do sobrado
da ra do Apollo a. 4 d'onde subtrahira contra a
vontade do sen dono, Manoel Joaquim Magalhes,
diversas pecas de roupa, duas carteiras, urna para
dioheiro o outra para cbarutoa, e que conduzindo
e8tea objectas em um sacco os tora guardar no
becco da Lama em casa de um tal Espirito-
Santo.
Preso o reo foi conducido presenca do subde-
legado do Recife, e ah confessou a antora do
facto, declarando onde se acbavam os objectos rou-
bados. Seodo por esta autoridade feita busca em
com a propria declaracio do reo, que o autor do
roubo tora Jos Flix, cscravo.
Estendeu-be tonga e detidamentc aa analyse
das nefas do processo, e finalisou a acensado pe-
dindo a condeoinaco do reo no grao mximo do
art. 269 do Codito par ter occorrido a circunstan-
cia aggravante da noite.
O Sr. Dr. Vianna, curador do reo, expendeu a
defeza, que baseou-se em nao existir prova algu-
ma contra o seu curatellade. Oos depoimentos
das testemunhas v-ae que nao ha urna s, que
saiba do facto por ver, e sim por terem omvido ni-
camente o r declarar que fra elle o autor do de-
licio. O reo nao fez tal coofiaao, e nem dos au-
tos consta esaa confisso clara, livre, espontanea,
e feita em joizo competenta como quer a le.
Em falta destas provas peje a absolvicio do seu
curat--llado, cu ento, que reconhecendo-se nao ter
o arrombamento sido praticado pelo seu curatella-
do seja elle condemnado por crime de furto, nao
a: actendendo circumstaneia aggravante da
noite, que nao se acha provada dos autos.
Houve replica, e treplica.
Feito o resumo dos debates recolheu-se o conse-
no sala sacreta d'cnde vollou s 3 hiras da
tarde trazendo a condemuacao ao reo 8 annos de
gales e multa, mximo do art. 269 do Cdigo Cri-
minal.
O curador do reo appellou da sentenca.
Lber taroe*. Os Di a. Felippc deSousa
L o Sobrinhc e Antonio de Souza Leo, filhos do
Exm. Sr. Visconde de Campo-Alegre, seguindo o
exemplo de seu venerando progenitor, declararan)
tambem em 15 de Junbo ultimo, aos seus escravos
que os libertario a !5 de Junho de 1889, devendo
elles at entio prestar Ibes servicos, e tendo de-
pois da mesma data, casas, trras e salario os que
se mantiverem nos seus estabelecimentos agrco-
las.
O Dr. Felippe alistou 33 escravos aa ultima ma-
tricula, o Dr. Antonio 8, que com 139 alistados
pelo Exm. Sr. Visconde de Cam o-Alegro, prefa-
zem o numero de 180, contemplados todos naquella
resol ucio.
E' com a maor satiafaco que damos esta no-
ticia
toe igarloNo dia 27 do mez fiado as 7
1)2 horas da noite o individuo de nome Laurenti-
no Jos da ilva, condecido por Vigario ferio gra-
vemente com urna lacada a Alfredo Goncalves
Maia praca do 2" batalho de infantera, que fazia
parte do destacamento do paiol da plvora na Im-
biribeira.
O criminoso foi preso em flagrante, sendo appre-
beudidoem seu poder a faca, com que praticarao
crime, ainda tinta do sangue da victima.
O ferido foi transportado para o Hospital Mili-
tar onde su procedeu a competente vistora e mais
deligencias legaes.
DeNStppstreceta Raymundo Nonato das
Chagas costumava transportar pedras da liba do
Pina em urna jangada e em urna occaaio em que
atrsvessava a mar cabio n'agua e desappareceu.
As deligencias empregadas para descobril-o nao
produsiram resultado algum.
Suppe-se ter sido accommettido de algum ata-
que, quando cabio n'agua.
Punta-alaba de Fernaadea Vlelra
Ha algum tempo que recebemos constantes recla-
maedes contra o abandono a que se acba coniem-
nada urna pequea ponte de madeira que d pas-
sagem aos que 'ransitain da Capunga para Fer-
nandes Vieira
Nio sabendo contra quem dirigir as nosBas re-
clamacoes, procuramos saber do director das
Ooras Publicas a quem corra aobrigaco de con-
certar e conservar a mesma ponte.
Eis o que o director das Obras Publicas se dig-
nou intormar-nos :
A pontesinha de Fernaudes Vieira sobre a
camboa do Manguinho f.i construida pela compa-
uhia Ferro Carril quando pretenden prolsngar a
linha daquella localidade at Capunga.
Nio tendo conseguido ento levar a efi'dito
aqueHe prolongamento pela impoaaibilidade de
acesrdo com a companhia Braiilian Street, aban-
donou a dita pontesinha, parou a despesa com a
sua coost rvaco e depois fes doacio da mesma
municipalidade do Recife.
Esta ltimamente furtou-se obrigico de
mindar faser os concertos de que presentemente
carece a mencionada pontesinha e diligiuciou pa-
ra que a presidencia reeiminendasae execntar is
obras por conta da provincia. Oppuz-m-i como
chi-te da Repartico das Obras Publicas, e na in -
fsrmacio que prestei presidencia fiz sentir que
esta repartico s responaavel pela couservaco
das obras publicas provinciaes, em cujo caso nao
se acbava a pontesinha em questo.
Sem embargo raandei organsar o orcameuto
dos concertos reclamadoa e au imetti consilera-
co da presidencia para resolver o que eutendesse.
Agora conata que a companbia Ferro Carril
vai realisar o prolongamento projectado e a que
obrigada pelo seu contracto do 1879 ; isto por
que est a findar o prazo do privilegio da Braai-
lian Street, o. qual pela le n. 1726 de 1883 foi pro-
rogado por 10 ann >8 limitado para estradas de fer-
ro com traccio a vapor. Esse praso finda em
Outubro e a Ferro Carril ficar livre para ssaentar
linhas e fazer o servco de transporte com trac-
cio animal na zona servida por aquella.
Para ir Capunga ser prolongada a linha
de Fernandes Vieira e para esse fim ser a Ferro
Carril obrigada a reparar a p intesiuha da qual
precisar para assentar os seus trilhos.
Agora os reclamamos tieam sabendo, que s
devem esperar "ue a ponte seja concertada quan-
do a Ferro Carril tiver do prolongar os seus tri-
lhos, pois que da Cama.-a Municipal nada devem
esperar neste sentida, secundo a communicaco
que traoscrevemos
Moda lllustradsPara aLivraria Flu-
minense, ra do Bario da Victoria, j veto o n-
de 1 do corrente mez da Moda Illustrada, jornal
das familas, urna das melbores revistas no sen
genero.
O numero de que damos noticia traz urna es-
tampa de moldes e bordados, um figurino colorido
e muitag gravuras de modas intercaladas no
texto.
A Moda Illustrada est no seu 9 auno de exis-
tencia.
Agradecemos a offerta que nos fizeram de um
exemplar.
Fallerimenlo -Hontem s 2 hjras da ma-
drugada alleceu nesta cidade de molestia do co-
raco o alumno do 4- anno da Faculdade de Di-
reito, Joo Athanazio de Almeida, natural da pro-
vincia de Minas Geraes.
O cadver foi depositado na igreja do Rosario,
donde hontem a tarde foi transportado para o Ce-
mitero Publico de S&nto Amaro e all dado se-
pultura.
Os collegas do nditoso finado honraran] a sua
memoria, acompanhando-o a ultima inorada.
Paz a sua alma.
I(cticaPara a Livraria Franceza acaba de
chegar a 2 caderneta desta interessante revista
de direito publicada em Juiz de Fra.
A primeira parte contm um artigo de ddutrina
sobre dominio o p3S9e das aguas particulares e
consultas acerca de questoes procesauaes.
A segunda parte que se oceupa do dir dio es-
trangeiro contm a continuac) do coligo penal
allemo e da tradueco do Tratado de Direito
Romano do Savigny.
Assigna-se na Livraria Franceza.
Agradecemos o exemplar que recebemos.
Liiilerna MgicaDistrbuio-se honten.
o n. 193 deatc perisdico livre i: humorstico.
Sel* de OulubroPublicou-ae houtem o n.
11 deste quincenario, orgo da Aesociaco dos |
Funccionanoa Provinciaes de Pcrnambuco.
Eate peridico, sempre bem escripto, est no seu
5 anno de existencia.
Blsoa de AmorE' este o nome de urna
linda pslki para piano, compostapelo Sr. Claudio,
P. da Gama, e editada pelo casa do Sr. Vctor
Pralle Successor.
Aos pianistas recommendamos cata nova msica.
Agradecidos ao ciietor pelo mimo que nos fez
de um exemplar.
Keunicn ociaenHa amanh as se-
guintes :
Da Sociedade Philomatica s 10 horas da ma-
uho em sesso magna para solemnisaco do seu
1 aun i versarlo.
Da 10* conferencia abolicionista 1 hora da
tarde no theatro Variedades sendo orador, o dis-
tincto agricultor Dr. Francisco Rodrigues Car-
oeiro Campello,
Do Instituto Luterano OlinJense s 10 horas
da manh, em sesso de arsembla geral
eleicao da nova directora.
Da Veoeravel Contraria de S. Benedicto do con-
vento de S. Francisco, s 5 horas da tarde, para
cumprimento do art. 41 do respectivo compro-
mi aso.
Da Aa8ociacao dos Empregado1* do Commercio
dj Pernambuco, s 6 horas da t^rde, em assem-
bla geral, para eleicao.
Septenario do Sennor Bom aleaos
daa Cbaga*Teem .sido ,,muito animados os
septenarios do Senhor Bom Jess das Cbagas.
Hoje ao meio dia comecaram as vesperas pre-
cedendo-as urna salva de 21 tiros e diversas gy-
randdlas de fognetes, tocando n'esta occaaio as
bandas marciaes do 14 batalho o de polica. A
noite o septenario ser acompanhado de grande
orones ",ra sendo os versos de msica do maestro
Colas.
Pela madrugada de amanh haver msaa rezada
pelo mui digno irmo bemfeitor padre Valeriano
de Alleluia Correia.
Club O. afoaEsta eociedade abolicionista,
deixa por motivos eventuaes de realiaar a sua 2*
conferencia no prximo domingo (i) ficando adia-
da para o dia 10 do corrente.
Attendendo conveniencias locaes, as conferen-
cias de agora em diante realzar-se-ho das 6 as
9 da noite, no lugar da 1, emdomingossendo
precedentemente annunciadas.
teve em Oadurman, confirmau eta aotiaia e dis
que Mahdi teas na sua companbia um europeo,
jjraalista inglez, que falla a liugua franceza, al
gu:oa eousa a turca, e tem viajado miito pela Pa-
lestina e pela Asia menor.
E' urna especie de secretario do Mahdi, que o
consulta, especialmente em pontos que se refirem
s suas relacoea com os paizes eurap is e sobre o
effeito qua os seus actos produsiram na Europa.
Eate secretario, cuja descrip;o pliyaic; se parece
perfeitamente com a do intrpido uorreap indente,
veste moda rabe e adopt.ou uompletataeute oa
coatumes mouros, bem com > os dos soldados do
Mahdi.
Accrescentou o patriarcha que eate secretario
tem sobre o espirito do Mahdi urna infleneia enor-
me, Sir Eve'yn Baring, o agente inglez no Egy-
pti, est empregaado es torcos para se correspon-
der com O'Donuvan e r'eagata-lo, se fr poasivel ;
mas o recente combate ie Sarras iaterromp'U por
emqnaut'i as commuaicaces om o Seldo.
rVlkllIntaa por brlaquedo.Houve em
Messina, aa Italia, um incideme verdadeiramonte
dramtico.
Um rapaz de 10 annos achou na ra umobjecto,
que um dos seas pequeos compaaheiros, filh i de
um mineiro, reconheceu por ser um cartucho car-
regado com dynamite. Juutaram-so mais crian
$as e orgauiaou-ae urna brincadeira, fiagirem
de nihilistas. Ujx dos pequeos representava
ser o czar, e outros dous deviam diligenciar com-
metter um attentado coutrs a sua vida. Infeliz-
mente esse attentado foi realmente cortimettido.
Um dos Nihilistas atirou o cartucho aosj ps do
czar. O cartucho fez exploso, e o czar] ficou fe-
rido gravemente, morrendr algumas horas depois.
turi.ua incambenea. Conta um jor-
nal iu encarregou o Dr. Vircluw de investigar te : se a familia Hienzollern tem algum:, caraete-
ristica physica hereditaria como ha em ^uaai to-
das as familias reinantes.
Assim os Hap.iburgos (de Austria) tea o beico
sahido, e urna enfermidade que fas com que em
Vlenna se diga que de trarMcco na dymuastia
carregarem de gaz o estomago; os Romanos
(Russia) sao afreitos i congestoes cerebraea ; 03
Battemberg tem o nariz e a boca israelitas ; a
casa real de Inglaterra corpulenta e tm e. testa
pequea; os Stuarte e oa Biurbons nariz grande.
Creadaa imperlaes-A imperatrix Au-
gusta, da Allemanha. concede a cada criada que
baja servido a mesma familia durante um periodo
ninterrupto de 10 anuos, urna inedalba de ouro e
um diploma, com a assignatura da meama sobera-
na imperial. Durante os ltimos oito annos tem
galardoado 1,136 criadas.
Parece criada de mais : maa, ceta em lettra de
foros*.
Proclamas de casamealos Foram
lid -.a os seguintes no dia 29 na matriz de Afo-
gados :
Andr Al ves da Cruz com Amara Paes Bar-
retto.
Sergio Olympio de M'rauda Pinho com Auna
Candida de Aceredo Ciutinho.
Tambem foram lidos os seguintes no mesmo
dia na matriz do Corpo Santo :
Bernardino de Azevedo Maia com Libaoia Boa-
Vista.
No mesmo foram ainda mais lidos o- seguin-
tes na matriz da Graca.
Bernardino de Azevedo Maia com Cibania B ja-
Viata.
Directora daa obras de conaerva-
ao dos portosBoletim meteorolgico do
ia 30 de Junho de 1887 i
Horas i < Barmetro a Teaso do vapor o a "O
0* a
*
aa
6 m. 240-8 762m48 18,73 80
9 26'4 763")67 18,12 70
12 26"8 763>55 17,65 65
3 t. 26i 762>37 17,96 71
6 25'4 762"69 18.42 76
Oa bttbetos acham-se venda na Casa d For-
tuna roa t*rimeiro de Marco n. 23, de Martina
Fiu.a & C.
Tambem acham-se venda na Roda da For lu-
na ra Lirga do Riaario n. 36.
botera do Eapl'ito MantoEsta lote-
ra cujo premio gran le 6:0;X)#0\J0, ser extra-
hida no dia 8 de Juina.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fin-
ca &C.
Tambem acham-se venda na Rjia da Fortu-
na na ra Lirga do Risario u. 36.
KitteriM da provincia do Paran
A 17* lotera deata provincia, pe o novo plano, cu-
jo premio grande de 15:0004000, se extrahir
no da 5 de Julho.
Bilhtes a vouda na Casa da Fortuna, ra
i'rimeiro de Marco numero 23, de Martins Piu-
ca & C.
Tambem acham-se venda na Roda da Fortu-
na ra Lirga do Sosario n. 36.
Loleria de iagoasA 1S> parte desta
lotera, pelo novo plano, cujo premie grande
de 10:000)T0, ser extranida no dia 7 do cor-
rente s 11 horas da manh.
Os bilhetesacham-se venda na Casa da Fortu
na ra Primeiro de Marco n. 23, Martins,
Piuca 4 C.
Tembom acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Loterlada provinciaA 7 loterii em
beneficio da matriz da Boa- Vista d, Recife, aera
extrahida no da .. do corrente, s 4 horas da
tarde.
Os bilhetes garantidos acham-se venda n a
Casa Feliz na prca da Independencia na. 37
e39.
Tammbem acham -se venda na Casa da Fortu-
na ra Primeiro da Mareo n. 23 do Martis F.u-
sa & C.
Assim como ni Casa d > Or- na a n Bario
da Victoria n. 40 de Joo Joaquim aa Costa
Leite e na Roda da Fortuna na ra Larga dn Ro-
sario n. 36.
Lotera da Parahybacs'a lo.eria cujo
premio grande de 20:000*000 ser extrahida
no da 14 de Julho *s 3 horas da tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna rua Primiiro de Marco n. 23, de Martins
Fiuza csC.
Tambem acham-se venda na Roda da For-
tuua ra Lirga do Kosarie n. 36.
Ceniterio Publico Obituario do dia 30
de Junho :
Mana Joaquina da Conceicio, Pernambuco, 72
amos, viuva, Re.-ife ; anasarca.
Manoel Balbino da Ressurreico, Pernambuco,
22 annos, solteiro, Boa-Viata ; leao cardiaca.
Delmiro Laodegario Ferreira de Paula, Per-
nambuco, 31 annos, casado, S. Ja3 ; dilataco
da a irta.
Josepha da Conceico, Parahyba, 30 anno3, sol-
teira, Boa-Viata ; tubrculos pulmiaarea.
Mana Carolina do Amaral, Peraambaco, 50 an-
nos, casada, (inca ; epilepsia.
Julia Mara di Reg Barros, Pernambuco, 17
annos, solteira, Graca; beriben.
Manoel, Pernambuco, 1 dia, Boa-Vista ; spaa-
mo.
Joo, Pernambuco,3 Ui-izea, S. Jos; convul-
ses.
De BorburemaAppellante o juico, appellad*
Antonia Bertulina da Conceico.
DISTKIBigOES
Recursos enmes ,
Ao 8r. deserabargador Alves Ribeire :
Ds ParahybaRe-orreate o juico, recorrid
Joo de Mello Azevelo e Albuquerque.
Ao Sr. desembargadr Tavares de Vasconcellos :
De TaquaretingaR-.corrente o juico', recorri-
do Manoel Antonio de Lima.
Ao Sr. canaelheiro Qieiroc Barros :
Da Taquaretingaeeorrente o juizo, recorri-
do Joo Joaquim de Sant'Aana.
Ao Sr. desembargadr Buarque Lima :
De Porto Calvo Rc-rrente o juizo, recorrid
Joaj N'ine* Galvo.
Appellaces Crimea
Ao Sr. desembargadr Alves Ribeiro :
Da Palmeira dos IndiosAppellante o juiso,
appellado8 Jo8 Valerio Ja Silva e outro.
Ao Sr desembargadr Tavarea de Vasconcellos:
De Bom JardimAppellante o juiso, appellad*
Jos Pereira da Silva.
Ao Sr conaelheiro Queiroc Barros :
De Bom JardimAppellante o juico, appellad*
Manoei Muniz Falco.
Ao Sr. desembargadr Buarque Lima :
De IguarasauAppellante Manoel Pereira da
Silva, appellada a juatica.
Ao Sr. desembargadr Toscano Barreto :
De Goit- Appellante o juico, appellado Ro-
send de tal
Appellaco commercial
Ao Sr. conselheiro Queiros Barros :
Do RecifeAppellantes ^erreira Guimaraes
z C, appelladoa Nicolao Lireipjrte 6c C.
Encerrou-ae a aessao s 2 horas e 20 minutos
da tarde.
CHRNiCA JUDICIARIA
para
Temperatura mxima8,0.
Dita mnima24*,0.
Evaporadlo em 24 horasao gol: 6k>,1 ; som-
bra: 3,4
Chuvanulla.
Direcco do vento : SSB de meia noite at 6
horas e 59 minutos da manh; SE vriavcl entre S
e ESE at 10 horas e 13 minutos ; SE at aos 29
minutos da tarde ; SE variavel entre SSE e ESE
at 4 horas e 21 minutos; SE e SSE seguidamen-
te at 7 horas e 21 minutos; SE at meia noite.
Velocidade media do vento : 3m,96 por segundo,
(5m,16 das 6 horas da manh as 3 da tarde.)
Nebulosidade media: 0,56.
Boletim do porto
3 2
iJ 3
Dia
3
p. M. 30 de Junbd
II. M.
p. M. 1 de Julho

Horas
1221 da tarde
6-37
0 55 da manh
735
Altura
2,">31
0,">72
2, "32
0,-69
Tbeatro de OlindaNeste theatrinho,
realiaar se-ha no corrente mez um espectculo em
beneficio daescravisadaJoaqnina-om o drama
de apparato e propaganda Cora ou a filha de Agar.
O espectculo promovido pela directora
de sceoa da Melpomene Olindenie com anxilio do
corpo scenico e sob o patrocinio do Club D. Jos.
Bcnro de sinosDemingo, 3 de Julho,
ter lugar, na igreja de Nossa Senbora da Sande
do Po.o da Panella, a benco de dous novos sinos,
que a mesa regadora da irmandade do mesmo ti-
tulo resolv u alli eollocar.
O acto ser presidido pelo Exm. Sr. bispo dio-
cesano, concluindo com urna Ladainha a Santissi-
ma Virgem.
Estatlstlca Mortoarla No Cemiterio
Publico do Santo Amaro foram sepultados em
Junho:
285 corpos
301 >
374 .
390 .
287
en trra men tos em Junbo
De 1887
De 1886
De 1885
De 1884
De 1883
A media diaria dos
lindo toi de 9,15.
Foram, portante, sepultados os seguintes cada-
veres no referido cemiterio:
No 1 semestre deste anno 1745
No lo dito de 1886 1603
No 1 dito de 1885 1773
Bel que nao fuma.Sabe-se qoe o rei
Humberto ou antes era um fraude fumador,
abusando de tal modo do fumo que a sua saude
resentiu-se disso. Tinha contracepes nervosas e
aymptomaa de asthma, de maneira que dorma
pouco e era obrigado a por debaixo da cabeca al-
guns travesseiros.
Ha algumas semanas, o rei, seguindo a pres-
cripcio do seu medico, resol veu aba ter-se de fu-
mar.
D'ora avante, disse, nio fumarei nem mesmo
m cigarro.
E cumpriu a palavra, lucrando com isso a sua
saude, que tem melborado muito.
Nao morrenaUm syno e varios rabes
que, depois de terem passado alguns mezes em
Omdurman, quartel-general do Mahdi, regressa-
ram ao Cairo, foran portadores de urna extrsor
diara noticia.
Disem que O'Donovaa um dos i#ar correspon-
danta (correspondentes de guerra) mais celebres
da imprensa inglesa, e quand) os holdanezes pas-
saram a fio de navalba o exercito inteiro de Hi-
cksbaj, toda a gente deu por morto O'Donovan,
que acompauhava o exercito expedicciooano poia
nio havia noticia de que tivesse escapado com
vida um nico europej.
Os peridicos da Europa inteira publicaram ar-
tigos necrolgicos, narrando as heroicidades de
O'Donovan; na Inglaterra houve aeaaoea littera-
rias em sua memoria e e retrato delle figurava em
lugar de honra entre os dous jornalistas que mor-
reram no Soldio, no club da imprenaa de Londres
e no lbum de socios do Savage Club. Pois, se-
gundo contam os syrios e os rabes, nao s O'Do-
novaa est vivo, como at tem um cargo muito
elevado na corte e ao conselho privado da Mahdi.
O patriarcha syrio, que tambem ha pouco ea-
jellneaEttectuar-se-hio:
Hoje :
Pe agente Modesto Baptiata, s 11 horas,
ra do Leo Coroado n. 24, de movis louca e vi-
dros.
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, ra de
Pedro Alfonso n. 43, de piano, movis, bois e vac-
cas com cria.
Pelo agente Guarni, s 10 horas, ra da Im-
peratric n. 2, de urna armaco envidracada, e ao
meio dia ra do Mrquez de Olinda n. 19, de
bolachinhas em lata de diversos tamanhos.
Pelo agente Pinto, s 10 horas, ra do Mr-
quez de Olinda n. 52, de movis, vidros, quadros,
relogios, ete.
Segunda-feira :
Pelo agente Burlamaqdi, s 11 horas, ra da
Imperatris n. 65, de movis e variados objectos
de ouro.
Missas fnebres.Sero celebradas:
Hoje :
A's 8 horas, na igreja da S jledade, pela alma
do major Joaquim Appridio Rosa da Costa ; s 8
horas, na igreja da Penha, pela alma de Fran-
cisco de Paula Borges Ucha Filho ; s 8 horas,
na matriz da Graca, pela alma de Domingos de
Souza Barros.
PassagelrosSahidaa para o norte no va-
por americano Advance :
N. M. Munac, Marie Fontaine e Fose Cama-
re na.
Casa de DetencaoMovimento dos pre-
sos da Casa de Deteno do Recife no dia 30 de
Junho :
Existiam371; entraram 10 ; sahiram 12 ; exis-
tem 369.
A saber :
Nacionaet 337 ; mul.ieres 8 ; es'., u.-geiros 13 ;
escravos sentenciados 5 ; idem precessados ;
idem de correceo 4.Total 369.
Arracoados 325.
Bons 306; doentes 19.Total 325.
Movimento da enfermara.
Tiveram baixa :
Joo Francisco de Oliveira.
Joa Manoel da Silva.
Tiveram alta:
Luis Francisco da Silva.
Caroliuo Pereira Guimares.
Lotera do CearEsta acreditada lote-
ra cujo premio ma>or de 15:000/000 ser ex-
trahida no dia 6 do corrente.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 de Martins
Piuca & C
Tambem acham-se venda na Rodada Fortu-
na ra Larga do Rosario n. 86.
Lotera da provincia No dia ..
do corrente, s 4 horas da tarde, se extrahir a
7* loteras, em beneficio da matriz da Boa-Vista
do Recife e, no consistorio dn igreja de Nossa
Senbora da Conceico dos Militares.
No mesmo consisrorio estarlo expostas as ur-
ane as eapherasa apreciacio do publico.
Lotera da cdrleA 204 loteru da cor-
to, pelo novo plano, cujo premio grande de....
30:000*000 ser extrahida no dia .. do cor-
rente.
Os bilbe'.cs acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiuta & C.
Tambem acham-se venda na Roda do Fortu-
na ra Larga do Rosario n.
Lotera do tiro-ParaA3 seiiedalO*
lotera desta provincia, pelo novo plano, cujo pre-
mio grande 120:000/000, ser extrahida ao dia
2 de Julho.
Trlbuoal da Aela SESSO ORDINARIA EM Io DE JULHO
DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. SK. CONSELHEIBO
QINTINO DE MIEASDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's horas do costume, presentes os Srs. desem-
bargado rea em nume.-o legal, foi aberta a sesso,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e pasaadoa os feitos deram-se os
seguiutes
JULGAMENTOS
Habeas corpus
Pacientes .
Jos Joaquim de Carvalho Pitombo. Deu ee
provimento, contra oa votos dos Srs. conselheiro
presidente e desembargadr Tavares de Vascon-
celloo.
Recursos eleitoraes
De Bom JardmRecorrente Hercilio Lupercio
do Souca, recorrido o j izo. Relator o Sr. des-
embargadr Delfino Cavalcante. Nao se tomou
conhecimento, unnimemente.
De IngaceiraRecorrente o promotor publico,
recorrido Balduino Ferreira da Silva. Relator o
Sr. desembargadr Moateiro de Andrade. Ne-
gou-se provimento, unnimemente.
De S. JooRecorrente o juico, recorrido Ma-
noel de Amoria Freitas. lelator o Sr. desem-
bargadr Alves Ribeiro.Negou-se provimento,
unnimemente.
Aggravos de petico
Do ReciteAggravante 'Florencio Domingues
da Silva, aggravada a facenda. Uelctor o Sr.
conselheiro Queiros Barros. Adjuntos os Srs.
deaembargadores Oliveira Maciel e Moateiro de
Andrade.Deu-se provimento, unnimemente.
De IguarassAggravante Vicente Antonio
Novelino, aggravado Dr. Lycurgo Albuquerque
do Nascimento. Relator o Sr. desembargadr
Tavarea de Vasconcellos. Adjuntos os Srs. con-
selheiro Queiroc Barros e desembargadr Pires
Gouyal ves.Negou-se provimento, unnimemente.
Ag^ravo de instrumento
De Pao d'AlhoAggravante Jos Pinto Lapa
aggravados Marcoliuo Ferreira Lima e outros.
Relator o Sr. desembargadr Oliveira Maciel.
Adjuntos os Srs. desembargadores Pires Ferreira
e lavares de Vaaconcelloa.Negou-se provimen-
to, unnimemente.
Appellaces crimes
Da VictoriaAppellante o juico, appelladoa
Jos Francisco ledrosa de Carvalho e outros. Re-
lator o Sr. desembargadr Monteiro de Andrade.
Mandou-se a novo jury, unnimemente, man-
dando se responsabilisar o escrivo da 1' instan-
cia contra os votos doa Srs. deaembargadores Ta-
varea de Vasconcellos, Delfino Cavalcante e Tos-
cano Barreto.
De AssemblaAppellaate Antonio Alexandre
do Nascimento, appellada a juatica. Relator o
Sr. desembargadr Monteiro de Andrade.Man-
dou-se a novo jury pelo voto de Minerva.
PAS8AGENS
Do Sr. desembargadr Buarque Lima ao Sr.
desembargadr Tosoano Barreto :
Appellaces enmes
Do CaboAppellante o juico, appellado Joo
Serafim dos Santos.
De OlindaAppellante Manoel Goncalves da
Silva, appellada a juatica.
Da IudependenciaApp liante o juico, appella-
do Valdevino Jos de Barros.
Do Sr. desembargadr Toscano Barreto ao Sr.
desembargadr Delfino Cavalcante :
Appellaco civel
Oe Panellas Appellante Fernando Jos de
Barros, appellado Joaquim Alves da Silva Fer-
nandes.
O Sr. desembargadr Delfino Cavalcante como
promotor da juatica ad boc deu parecer no b-
guinte feito :
Appellaco crime
De GravatAppellante Manoel Magdalena da
Costa, apoellada a juatica.
Do Sr. desembargadr Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargadr Alves Ribeiro :
Appellaco civel
De BaoanciraaAppellante o pudre Cbristovio
do Reg Barros, appellada a juatica.
O Sr. desembargadr Pires Goncalves como pro-
curador da corda e promotor da juatica deu pa-
recer nos seguintes teitos:
Appellaces crimes
De TaquaretingaAppellante Manoel Sobreira
da Silva, appellada a juatica.
Do Pilar Appellante Francisco Pereira da
Silva, appellada a juatica.
Appeliaoo civel
De TimbabaAppellante Manoel Xavier de
Moraes e Vasconcellos e outros, appellado o juico.
Do Sr. desembargadr Alves Kibeiro ao Sr.
desembargadr Tavarea de Vasconcellos:
Appellaco civel
Do RecifeAppellantes Lua Goncalves da
Silva te Pinto, appellado Levy Hermano.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. desembargadr promotor da
juatica a seguinte
Appellaco crime
Do PilarAppellante o juno, appelladoa Jos
Antonio Rodrigues e outros.
Ordenou-se diligencia nos seguintes feitos :
Appellaces orimes
Do LimoeiroAppellante o promotor publico,
INDICARES DTEIS
Mdlcos
O Dr. Lobo Moscoso, de volt?, de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia n
oxercicio de sua prosso. Consltuas das
10 s 12 horas da manh. Especialidades
eperac5es, parto e molestias de senboras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra li Bario da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do B. de S. Borja n. 26.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
coes dos orgos genitourinarios do homem
e da mulher.
Dr. Joaqaim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1.-
and-ir, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
Consultorio Homceopatia o
O Dr. Miguel Themudo, medioe ho-
mceopatico, tem o seu consultorio ra do
Barao da Victoria n. 7, 1. andar, onde
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ras. Chamados por escripto a qualquer
hora do dia ou a a noite.
O Dr. Barros Cialmares
Pode ser procurado no es;riptoro deste
Diario da? 11 horas da manba s 5 da
tarde, todos os dias.
O Dr. Milet mudou seu esariptorio de
advocacia para ra do Duque de Casias
n. 50, 1. andar.
Drogara
Francisco Manoel da Silva ds C-. dopo.
sitai'ios de todas as especialidades pharma
ceuticas, tintas, drogas, productos cbimica
ejmedicamentos homceopatioos, ra do Mar
quez de Olinda n 23.
Drogara
Faria Sobrinho & C. droguista por atta-
cado, ra Mrquez de Olinda n. 40.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-se e vende-se madeiras
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta albeia, asbim como se preparan)
obras de carapina por machinas e por pre
co sem competenciaPernambuco.
PUBUC4C0ES A PEDIDO
appellado Manoel Francisco Tavarea.
Onde est o gato ?
At que atiaal appareueu o autor do
difficil problema, publicado no Jornal do
Recife de 24 do prximo passado, procu-
rando dar attributo ao verbo propor na
oracao, com que concluio o dito problema I
ou antes, nao dando ao alludido verbo,
attributo algum, pois affirma no Jornal de
hontem que tal verbo nao tem attributo !
Peior a emenda que o soneto !
Oh quanta specie. ..
Veja o publico, em resumo, o histrico
da questao
No Diario de 21 de Junho, e, em alia-
sao a um artigete publicado no Jornal
do Recife, a respeito da reforma do Con-
sulado formulamos um problema, que de-
nominamos difficil, e promettemos fogos
para o S. Joao, se o bobo, que escroveu
sobre tal reforma, o resolvesse.
No Jornal do Recife de 24 do mesmo
mez, e, sob a mesma epigraphe Difficil
problema o autor do tal artigo sobre o con-
sulado, e sem a mnima referencia ao pro-
blema proposto ni Diario, organisou tam-
bera um problema, sobrepomaaa em canu-
dos, e, concluio este, com os seguintes ter-
mos:
Se, o conhecido idiota que peo ?OZ, no
Diario de 21 do corrente, resolver o diffi-
cil problema, ganhar um pratinho de ca-
rur e algumas duzias de traques
Portanto, temos, que nos oflerecemos
fogoe para o S Joao. se o bobo resolvesse
o problema que propozemos ; e, nos ganha-
riamos Carurn' o traques, se resolvessemos
o que se nos propoz.
Perguntamos : qual era o attributo do
verbo propor na oracao com qua se con-
cluio o difficil problema do Jornal do Rt-
cife de 24 de Junho; e, eis que hontem
surge o seu autor, dizendo que o tal ver-
bo nao tem attributo, e, que, para nos en-
sillar o portuguoz se encarregaria de la-
zer a ordem grammatical da oraclo por
nos censurada.
Para que se metteu nisto s
Porque nao tomou o conselho de nao
escrever mais, afim de nao provocar a gar-
galhada, e tornar mais saliente o quanto
ignorante e ridiculo 1
Affirma, que o verbo propor nao tem
attributo I
Depois diz, que o dito verbo tem com-
plemento.
Dizer isto e nao dizer nada a mesma
coosa ; porque ha diferentes especies de


V

;
.!_



JL
Diario de PernambucoSabbado 2 de Julho de 1SS7

complementos; objectivo, ciroamstanciil,
terminativo etc. e o beodo nao diz a que
speoie se refere e allude.
Ignora o burrgo, que o verbo propor
de aceito transitiva, e, qu-, portanto, pede
depois de si, paciente, attribjito ou com-
plemento objectivo.
Quem propZe, propfe a alguem, algama
consa, mea camelo.
Vejamos, porem, a ordem grammatical
esta no Jornal de bontem.
t Oracao principal:
de carur e algumas duzias de traques
c Oracao coudiciouai : se (elle idiota)
restlver odifficil problema
< Oracao explicativa (ATTENylo) que
(ou o quI problema, elle idiota) propoz,
no Diario de 21 do corrate >
De modo que, ganbariamos o carur e
os traques se resolvessemos, nao o proble-
ma que se nos propoz, sobre pomada em
canudos, mas sim aquello que nos mesmo
formulamos / !...
ssa boa como se costuma dizer,
de arromb i I
' miit'-r ter muito sangue fri para
supporUr tmta san lioe !
Agora perguntaremos: e o que ganharia
aquello que resolvesse o problema sobre
pomada em canudos, proposto no Jornal
de 24 do prximo passado ? !
Ignorante quiz aizer o seguate: que,
se o conbecido idiota, que propoz, no Da
rio de 21 de Juabo, um uiffi.-il problema,
resol vessa aqu -lie que se lhe propunha, no
Jornal do Recife de 24 ,do meamo mez,
ganharia carur e traques, mas a lingua
nao o ajuiou, e, disse asaoira I
E muito mais compromettedora foi a
explicacjto, cono evidente.
Tome, pirtanto, o autor de taes essrip-
tos, os nossos conselbos : nao procure sa-
hir da lama p.ra metter-se no atoleiro ;
cons.rve-se envolvido as trevas a que foi
deshumanamente destiaado pela natureza :
procure o sen lugar, e nao ande a servir de
truao.
Tiahamos ibe ol -reei lo boas cousas;
depois, porem, da explicaco, no Jornal
de bontem, so lbe podemos dar: um rea-
lejo e um maca-o. para divertir o publico.
Quem diz e escreve tantas bellezas, pode
censurar a administrado provincial?
Eis o mal d^ rojeberem urna carta da
bacharel, quantos curs.im os cinco annos
da Facul iade.
Alguns poden* ser todo, menos bomens
de lettras.
Assim, por exemplo, o autor dos taes
artigos, poieria dar para um. .. bom me-
stre de assuw I
Ainia tempo...
das a fazer pedidos aos camaristas liberaos
para me demittir. at qu o Sr. Lourenco
de S pediu a minba demisso maa soffri
todas estas amarguras mas nao me ergui
a fazer pedidos aos liberaea sempre firma
as leiras conservadoras por que nao sou
conservador para ter duas caras, o pra-
zor que tenho de ser conservador.
Rcife, l. de Julho de 1887.
Francelino Ferreira da Fotueca
Recite, 28 de Juuho de 1887.
lim. Sr.Apreaeutado caadidato vaga aberta
Da Cmara Muuicipal pelo f illeciincntodo vereador
Antonio da S Ivh Renos Neves,cumpre-me solicitar
a V. S. sea voto e sua valiosa coadjuviyaj em
favor de miaba candidatura. v
A es'.reitexa do tempo torna iinpossivel que m
dirija, pessoalm-nte, a cada um do> Srs. eleiteres
como era incu desejo, por isso espero que, inda-
pendente disso, V. S. relavando ma tao justifica-
da taita, n) deizar de honrar-me com sea vot
e ap lio efficas.
Se tor eleito, asseguro que farei todo esforco
para bem servir o municipio, a causa do partido
e a do ab.liciouismo, trabaihando para que nc
mais breve tempo o municipio do Recife soja un
territorio livro.
acreditando que V. 8. aceitar a minba can-
didatura, manifest-lhe desde j meuprofundo re-
conbecimanto.
De V. S. attanto amigo e correligionario.
Alexandre Americo do Caldas Padilba-
Pharmacia Americana
Durante o prim"iro semestre do corrente anuo
aviar&in-ae 5,640 reeeitas ueste eatabeleciment.>
distribuidas pela seguinta forma :
Barros Carneiro 1,205, Coelbo L;ite70), C*r-
neiro da Cuaba 432, Adrii 280, Loureiro209,
Cysneiros de Albuquercfae 162, Jjo Pau'o 149,
Malaquias 133, A. Gaspar 128, Ferreira Alve
124, Santa Rosa 115. Maia 110, Mello Giui-s 102,
Teixeira 102, Andraia Lima 95, P mtual 88, B.
Sampaio 85, A. Velloso 85, S Barbosa 84, B*n-
deira (9, Carr -iro da Silva 71, Curio 66, Argollo
66, Pitaoga 60, Ser*61, Cerqu-ira Leite 57, Pos-
soa55, Jos Feliz, Coutinho, Bsrardo 53, Bar-
ros Sobrinho 49, Si Pereira44, Costa Ghmes, A.
Costa 32, Ferreira 31, Caraabi 29. Paula Lipes
28, tlatheus Vas. Carneiro L-So 27, Castro 25,
A. Beltrao 24, Maduro 23. Ferreira Velloso 20,
Domingaes 15, Imbassaby 13, E.Cavalcante, Cha-
teaubriand 9, Vascanceltos, B. Maraes 8, V. da
Cuuha, Bttencourt, Soares 7, Ti-istao, Mariz 6,
J. Barros, Taques, C Beltrao 5, Lagreca, C.
Jess, P. More ira, Botas, Cmara, Gama Lobo,
M. acose 4, Faria, Motta, Tnemudo, Nereu, Dou-
rado, J. Lopes 3, B. Fragoso, S. Araujo, F*i-
cao, A. Guimares, Aff jusi, Brito, Uzeia 2, Fi-
gueiredo, Cyrillioo, Balthaz-ir, Mascareabaa, P.
R-'go, F. Xtvier, Torres Homem, M. Brasil, Si-
che i Fel dos Santos, C. Laitao.
A. M. Veras & C.
Asna Florida de Marra; e
Llaman i

Grande

Servico do Matadoaro
Tedio lindado a exposifao que fiz para o publi-
co e especialmente p*ra aquelles que tendo tenso
commum nao esto obsecados por paixoes roin9,
aguardare qae a Provincia termine a ana tarefa
para reiponOer-lhe cabalmente, apreciando as in
ftrmacoes que teve e as autoridades quecita.
R-cif 1 de Julho d- 1887.
Jos Eleulerio de Azevedo.
Hu *rs. correligionarios con
servadores
Nao pude deixar de vir por este Jornal
pnblic -r, a miaha demissat em sessao de
28 de Junho fui victima de lugar que ex
ercia de guarda da Cmara Municipal mas
Srs. a minha demisslo foi pedida pelo Sr.
Faustino de Brito, que a dois annos, jurou
me que eii era demktiJo, e publico o se-
guinta em 1885 manda ella Brito urna cha-
fa-poT Q:n homem andador delle e man-
dan il-ire dizer si eu cao votaase naquelle
candidato que procurava minba demissSo
e dahi por diante cometa a perseguiglo,
como em Janeiro de 1887 elle Brito pede
ao commiasuro de polica qne me remo-
vase para S. Loureuyo da Matta. recebi
a portara e segui para o lugar que fui
destinado dala por diante era todos os
premio
Qi.-m encontrar por ahi (veja o Au'ele, diecio-
nirio coiitemporaueo-palavra-a/i) o bom m que
acbou a /Hidratara do circulo, d lhe urna surra
de caasaucao, que ser bem remuuerado.
Partido conservador
pro-
ve-
pelo

Mercado de neaot Arres
ULTIMA DATA14 DS JUNHO DE 1887
Na prim- ira quinz-oa do mes de Junho findo
nao te deu alterar > alguma no mercado de Bue-
nos Ayrcs.
Cuntinuava a calma relativa, entre a abundan-
cia de mercaduras em deposito, e a sabida, pou-
co activa, das mesmas.
Os precos m&ntinham-se quati invariavel, nao
obstante serem inferiores aos do custo da maior
parte dos artigo existentes.
jmente a alta do ouro, que coosa duvidosa,
podar faverecer ao mercado importador.
As tranaacc 's em artigos de ezporta9SO eram
regulares, mantendose ioteresaa para ot produc-
tos industriaes, tauto rural, como agrcola.
O Caf do Brasil obteve preco maia elevado do
que na quinseua anterior.
A existencia era pequea.
Os ltimos precos, por 10 kilos, despachado,
foram : Lavado, f m/n 8-40 8.50 ; Superior e
fino, i m/u 8.20 8.25 ; Bom c regular, 7.50
7.80.
Estes presos tendiam subir ainia mais.
B:-.,i eoonnerclal
COTA^OKS OFFICIAES DA JONTA DOS COB-
KKCTORES
Recife 1 de Julho de 1887
Nao bouve cotac&o.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeux.
MoTimealo liiniurlu
aECIFE. 1 DB JULHO DE 1887
PRAQA D RECIFE
H j-', pela manba, adoptaram os bancos a taza
de 22 l/ d. sobre Londres.
Mais tarde o Internacional estabeleceu a taxa
de 22 5/8 d., retirando- a em seguida para adoptar
de novo a de 22 1/2 d.
Em papel particular fueram-se transaecoes a
22 11/16 e 22 5/8 d.
PRACA OO RIO DE JANEIRO
Os bancos ingleses estabeleceram pela manbl a
taxa de 22 5/8 d. sobre Londres, manteado o In-
ternacional a de -2 3/4 d.
Mais tarde a taxa para os bancos, era a de 22
5/8 d., que foi depois. ao fechar, substituida par
todos pela de 22 1/2 d.
Ha menos escasees de dinheiro, notando-se, po-
rem, falta de papel particular.
Ten io de proceder-se no dia 7 do
ximo mez de Julho a eleicSo da um
reador para preenuher a vaga deixada
fallacimento do vereador Antonio da Silva
Ramos Naves, os abaixo assigaados resol-
vern apreseDtar ao eleitorado dcsta mu
nicipio o cidadao Demetrio de Gusmao Coe-
lbo, e pedem o concurso de todos os ami-
gos em favor dessa candidatura, ati.n do
que possa elli triumphar.
Recife 15 de Junho de 1887.
Francisco de Assis de^Oliveira Maciel.
J. J. Ferreira de A*uiar.
Francisco doR-go Birios de Licerda.
Igaacio Joaquim de Souza Lao.
Manoel Clementino Carneiro da Cunhi:.
Dr. Joaquim Carreia de Araujo.
Jos Oaorio de Cerqueira.
Olympio Marques da Silva.
Miguel Jos da Almeiia Pernambuco.
Dr. Antonio Joaquim deMoraes e Silva.
Jos da Sdva Loyo Jnior.
Mauoel Rodrigues Mauricio tendo de retirar-se
temporariamente para a Europa e nao podendo
pela presteza da sua viagem, despedir se de todas
as pelucas de sua auiizda, especialmeate d.s s 'us
compadres e afilh-ido-% o tat pelo presente, offe-
leceudo seus prestimos a toda* estas pessoas, em
qualquer lugar onde o destino o conducir.
Cidada da Victoria, Junho de 1887.
Italia. .
Uamburgo
Portugal
New-York
523
236
426
528
238
2J250
Alm da sua avantajada superioridade como um
perfume sobre ai mais valiosas oomposices es-
trangeiras, esta deliciosa quao deleitavel essencia
fjral, forma orna agradaval lavagem para os den-
tes e gengivas, servindo de conservativo para os
meamos e como applicacio suave e modificante pa
ra a p--Ile do rosto, depois de se ha ver feto a bar-
ba, diluida em agua.
Um lenco molhado com algumas gottas da mes-
ma e appiicado testa e as tontea, promptamenta
dissipa e faz desapparecer as dores de cabeca as
mais violentas; e as senhoras que presaos sobre
tudo urna compleicSo clara e transparente, acom-
panhada de urna pelle macia e avalludadi, acha-
rSo que ella extremamente til em remover ebu-
lico-j, espiuhis, lardas, sapinbo), maculas, asaim
como todas as mais erapcSes externad e descolor
dos que milit-tm contra a pureza, transparencia e
flexibilidad da p He.
Como garanta contra as falsificaco-ia, obsrve-
te bem que os nomes de Lanman & Kemp venham
estaoipadoa em l.-.ttras transparentes no papel do
livriubo que serve de envoltorio a cada garrafa.
Enc.-utra ae venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, flenry Fontor & C,
ra do Comioercio n. 8.
Lyceu de Artes e
Officios
A Imperial Sicielid-i dos Artistas Machanicos
a Liberaes de Pernambuco, que tem a seu cargo
o Lyceu de Arles e Officios, no intuito de Ilustrar
as classes artsticas e manofactureiras, mantin
com .i j bem conbecido am seu palacete, no
Cimp) das Princesas, aulas da diversas lingual e
scieucias, as qaaes fuaccionam em todos os das
uteis, das 6 ai 9 horas da noite.
Com o meamo utuita mantin ellt urna pe juena
o m-'desta bibliotheca, que com patriticos dona-
tivos, augmenta-se de dia para dia, e franqua i-
da ao publico em geral diariamente, s m -sui is
horas cima, o assim como nm pequeo muaeu
artis'ico.
Aatim. pois, com o mui applaaWSo atento de
tornar bem conhecid) o progreaso das artes e
officios entre ni, a perfaicao e utilidade de seus
productos, fazer onhecido seus autoras, bem
erno oa lugares de seus estabulecimcntof, afim de
facilitar a sahida e o consumo dellet, promove
todo os annos, para o dia de seu anniveraario,
segundo dispo-; o 6o do art. 2 dos seus estatu-
tos, urna exp-s'Caj dos trabalbos d'artea e officios
e manufacturas.
E' para a consecuco de to aperfeicoado quo
vantajos i fim, que a directora da Sociedade vem
pulo presente solicitar de tolaa aquella? pessoas
que possuem por pergaminho o trabalno, sua effi -
caz concurrencia expoiicao que em Novefltbro
licste auio te etl;ctu.ir em sua s la, Lyceu de
Artes e Officios.
Cimpre tambem a ella fazar conbacelores os
illuatres aanhires a tenhoras qu- o quizaren hon
rnr com seui productos, os seus direitoa e
Devere
1. Dcverao at 15 do dito mez enviarem as
amostras de leus ven lavis producto! para o dito
Ly ;en.
2.' Em todos os objectoa dev.irilo acompanhar
oaoste lo autor, ou proprietario da masmos.
3. Ser imprHsciniivjl em todo e qualquer
objecto a declarado dj preyo e lugar de sua f-
briea o deposito.
!. Q os obj-;cto8 para a exposi^o de?em ser
tal qual os costum i fazer e vendar.
Dlrelfo
Art. 8o do regulameuto da Ezposiclo Artiatico-
I i'liislria! :
Smente aos expwitores permittido abrirs
vitrin ts para mostrarem aos visitantes os seus
productos.
A directora, co isca de qua muito 83 esforct-
ra> para o faustoso resltalo Jaste certameu lo
provetoii e liaougoirn a todas as claasas ndus-
iriacs, autacipa seus devidos agradeniment n.
Secreiaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechaacos c Liberaes de Pernambuco, em 30 da
Junho da 1887.
O Io secretario,
Puer/uano Barroso.
Advogado
O bicbarel Jco Paei Barreta Lina, tem seu
eacriptorio de'advogacia na Villa de G>melleira ;
i. um J.i ter procurado em casa de seu pai, o Ta-
bellJ Baixa Lins.
Dr. Lopes Pessoa
Medico e operador
R-silencia Ra Lirg-t do Risario fl.
38 Io andar.
Consultorio Ra do Bom Jess n. 37
1* andar.
C insultas Dai 12 s 2 b?ras da tar
de.
Chamados -A qualquer hora, por es-
cap to.
Lanman & Kemp
Previnem o publico que exiitem nesta praca inuni-
taedesfraudulentas^io.seu OLEO PBO DE FI-
GADO OE BACALHAJ contra as quaes se de-
vem acautelar oa consumidora!, por iaso que o uso
deises LEOS FALSOS tara em jrejuizo djs do-
entes.
Entre easas falsificafdes ha umi que alm da
differenca na puresa do liquido qut a pode apre-
ciar-ie comparando o oleo verdadeiro com o falso
engaa fcilmente os iucautos, e por isso apre-
sentamos as differenaas qua ezistem nos frascos e
involucros:
A circular que acompanha eada tratco deve
ser asignada por LANMAN c KEMP-e nio
Lenman Kemp, como na falscicio.
OS NOSSUS FRASCOS Nos tres lados deico-
bertoi trazem em relevo no mesmo vidro as te-
guintes palavras- COD LIVER OIL, LANMAN
4 KEV1P, NEW-Y RK em quanto qu-- os falsos
vidroatem :REF1NED COL LIVSROIL NEW
YORK.
as nossas capsulas metlicas le su :Lanman
S Kemp, Droguistas Nueva York, m quanto as
falsas se l Cod Liver OU, Refined Nueva-York.
Recommendamos pois aosdoeates, qie quizerem
usar do nosso OLEO, e retirar os resultados ma-
ravilhosot pelos quaes se tem acreditado em todo
o mundo, tenbam todo o cuidado em examinar os
frascos que c 'mpran-m. para nao serem engaad -a
p>r infames falsificado -s.
TaoLem ha multas falsificacdes da nossa AGUA
FLORIDA DE MURRAY LANMAN, e TO-
NIC) ORIENTAL DE Kt 4P, falsificaces essas
preparadas geralmente com substancias prejudi-
ciaes pellu o cabello; cxij-iui poa oa consumi-
dores os verdadeiros e nao receb m outros.
lia en (I o rengiMlrado neale Inspe-
riu luilai a nut Irlaea. e roiuiua, prevlnlmoi un Imi-
tadores e fftiili-;ni.>!-<-,. que proce-
deremos contra elles noa trlbaaaesi.
em uroifci'ii de nanos ttlrettoti.
Pernambuco 28 de Juuhi de 1887.
Lanman 4b Kemp.
A Imprenta e o peltoral de Cam-
bar (4)
D entre ai muitas aprecia;\'a que este impor-
tante meJicamcoto tem continuamente merecido
do jorualismo de quasi todo o imperio, offerecemos
agora ao publico a opiuio insuspeita de um illus
trado orgao que v a luz da poblicidade na ci la-
do do Rio-Gr nde do Sul.
Ella:
Sabemos de um asthmatico, di* o Artist.-, que
regularmente, urna vez por mez, era accommettido
de ataques que o loutilisavam por aiguns das.
Entretanto, no esp ico de oito mezes que tem osa-
do do PeUoral de Cambar do Sr. Jos Alvares
de wws Soares, o seu estado de sade nao tem
continuando a soffrer os rudes golpes daquella iu-
cjmmodativa nfermidade.
Escrevendo eataa linbaa, o faz mos na crenca
de que prestamos um servido humanidada sof-
fre dora.
Apontamoi-lhe o PeUoral de Cambar, que
nao coutundo na sua prep-iracao cousa alguma no-
civa, tem produzdo curas admiraveis.
Cal de lagaarlbe e M. lcnl e
cal virgom
O abaixo assigoadoi avisa aos Srs. con-
sumidores da cal de Jagu^rib^ e S. Booto,
que o Sr. Vicente do Nascimeato contin i
a ser o nico que recebe a verdadeira cal
de Jaguaribe e S. Bcnto, e as tem expos-
to venda nos seus rmaz; s de mate
riaes Praga da Concordia ns. 11, 13 e
15 ; e toda a cal que nVi for vendida por
intermedio do mesaio -uli >r, nao ser
veriadeira.
Assim como : que a cal virgera, de que
contratante e receb'dor o mesmo Sr. Vi
c-mte, contina a ser vend la peio Sr. Ss-
o.stiio Bezerra ra do Bom Jess n.,
23, a 60000 a barrica.
Jos da Costa Per eir.
Collegio Prjtaneu
Travesa da ra
n. 13, Io
'tallista
Dr. Ferreira da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Advocad
(Foro civil c eccleslastieo/
Bacharel Amonio d Lellis o Sonza
Pont Ruado Imperador n. 37 !. andar.
da Concordia
andar
Do dia 15 do correte em diante acha-
se aberta urna casa de educacSo e ensint?
sob a denominadlo deCollegio Prytano
travessa da ra da Concordia n. 13,
Io andar.
Nella sao ensinadas as priraeiras lettras,
todas as materias que constituem o curso
preparatorio para a matricula nos estabele-
cimentos de instruegao superior do Impe-
rio, e mais aquelles que estao vulgarisa-
dos, como allemao, italiano, scien ;ias natu-
raes, etc.
Haver tambem urna aula de eBeriptura-
cao commercial, sob a direegao de um h-
bil guarda-livros desta capital, peb que o
director chama a attengao dos Srs. pais
de familias que queiram seus rilhos para o
commercio.
Os estatutos admittem quatro classes de
alumnos : atemos, setni-internos, externos
e semi-externos.
O professorade foi esjolailo dentre os
mais habis e conhecidos professores desta
cidade, cujos nomes vao abaixo indica-
dos.
A casa offerece os commodos precisos
para um estabelecimento deste genero, e
o director convida ao respaitavel publi :o
para dar-llie a honra de a visitar.
Professores
Portuguez -Dr. Jos Diniz Barreto.
Latim e francez Prederico Ulysses d'Al-
meida e Albupuerq ie.
Geometra e historia. -Dr. Ayres de Al-
buquerque Gama.
Rbetorica.Dr. Maooel Jos Rodrigues
Pinbero.
Philosophia-Dr. Artbur Orlando da Sil-
va.
Inglez, geographia e arithmeticaO direc-
tor.
Curso especial
Allemao e italiauoDr. Ayres Gama.
Silencias naturaes -0 director.
Escripturaco commercialFrederico U.
de Almei la Albuquerque.
Raoife, 10 de Juoho de 1887. -O
rector, o acadmico,
no de MelloLitao.
di-
Tranquillino Gradan-
Dr. Joio 'aulo
SIEOICO
Especialista em partos, m lestiaa de senhoras e
de enancas, com pratica oaa principaba enterni-
daes e hoapitaea de Paris e de Vieana d'Austria,
faz todas as operacoes obsttricas e cirurgicaf
concernentea as mus especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Baro ds
Victoria (antiga ra Nova) u. 18, 1- andar.
Cou8 Talepnonv u. 4G7.
Dr. M L8it8
Uodico. parielro e operador
Riudencia ra Bardo da Victoria n. 15, V andar
Consultorio a ra Duque de Caziaa n. 59.
D couau!taa dai 11 horas da manba a 2 dn
'.arde.
Atiende para oa chamados a qualquer hor>
telephone n. 449.
Oculista
J
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu
litta, ez-chete de clnica do Dr. de
WecWer, d conaultaa de meio dia s
3 horas da tarde, no l.c andar da casa
n. 51 ra do Baro da Victoria, ex
cepto noa domingos e das santificados.
Readencia ra Sote de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
Collegio de Nos>a Se-
nhorada 'enha
Pava o sexo feminino
Consultorio medico-
cirnrgico
O Dr. Castro Jess, contando mais de 12 anuos
de escrupulosa observaco, reabre consultorio nes-
ta cidade, ma do Bom Jess (aotiga da Gru
n. 23, l. andar.
lloras de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado no
sitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro por-
to esquerda, alm lo por cao do Dr. Cosme.
Medico
Dr. Silva Ferreira, de volta de sua viagem
Europa, com pratica nos hospitaes de Paria, Vi-
enna e Londres, onda dedicou-ae a eatudos de
partus, molestias de scnhiras e da pelle, oSereoe
os Beca aervieoa mdicos ao respeitav:l publico
nesta capital e ora d'ella, podendo ser procurado
do seu consultoriora da Cadea a. 53, de 1 s
3 horas da tarde, ou em sua residencia tmpora-
i* Pjnte d'Ucha 55.
m
MEDICO HOMEOPATHA
i
,l)r. Ballhazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
eriaacas, dos orgaos respiratorios e das
'enhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
fora da capital.
AVISO
Todos ns chamadas devem ser dirigi-
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra da
Barao da Victoria n. 43, onde se indicar
sua residencia.

Puncciona
Pormosa.
ra da Aurora esquina da ra
Do Eousu. Bavk
Londres ...
Parit. ...
Italia. ...
Uamburgo .
Lisboa e Porto .
Principaes cidadea
gal. ,
liba doi Acores
liba da Madeira
Sew-York .
90 djo vista
de Paxtu-
22 1/2
422
523
236
22 1/4
426
426
r>28
238
243
246
iH
2250
Mercado de aunear e algodo
BBC I PE, 1 DB JUBBO OB 1837
Assucar
Contina a ser cotado, para o agricultor, aos
algarismos abaizo, por 15 kilos :
Braoco, os melhores que
apparecem no mercado,
regulam de .... 2*200 a 2/400
3.' sorte boa..... U9(K) a 2/100
3. regular ... 1*700 1*8 K>
Sumidos e baizos lrtm 1Wi
rnenos...... 1*30U a 1*400
Mascavado..... 1*040 a 1*100
Bruto....... *900 a 1*000
Rtame...... *700 a *800
Algodo
A cotacao do de 1* sorte do sertao toi de 7*000
por 15 kilos.
Entrada de atracar e algodao
MEZ DB JOMO
Assucar
Entradas
Ai tabellas ezpostat aqui foram estas :
Do Intebnaciokal :
90djv
Londres .
Pars. .
Italia. .
Hamburgc
Portueal
New-York
221/2
422
523
236
4 vista
22 1/4
6
426
528
388
2*250
Do Lonooh Baxk
90 djv vista
Londres
Pars. .
22 1/3
422
22 1/4
126
Barcacas.....
Vapores .....
Via-terrea da Caruar .
Animaes.....
Via-terrea de S- francisco
Via-ferrea de Limoeiro .
Das Sacos
1 28 18.935
28
28
28
i 28
Somma.
1.671
746
22.578
871
44.801
Ciurinhos e pellas 167.8-37
Couros espichados ... 3
G'mroi salgados. 2.516
C-'uros verdes .... 55.792
i)oce....... 180 kilos
Parioha de mandioca 520 saceos
Ipecacuanha ..... 34 kilos
Uuro velbo..... 93.564 graos
Prata velba..... 219 160
Qucijo do sertao ... 16 k.lot
Para dentro do Imperio
Abanos de palha ds car-
uabi ......
Agua medicinal. ...
Agurdente .
Algodo ..*...
Assucar .
Azeiie de cojo ....
Cajumbeba.....
Carvo animal ....
Chapeos de palha de csr-
naba......
Cera de carnauba .
Cocos (fructa) ....
Courot salgados.
Doce .......
Elixir cabeca de negro. .
Eepana lares.....
Karin'ia de mandioca .
r.Xi......
Milno.......
Obras de marcineria .
Oleo de mocte ....
-Meo de ricino ....
Palha de uricury .
Peonas de em ....
Preparados de jurubeba .
Preparados medicinaes
Queijo do sertao
Rap.......
Sal.......
Sebo......
Sola.......
Taboas de louro.
Vaisouras de palha de car-
nauba ...... '2 atados
Vinho de jurubeba ... 18 volumes
recapitclaqj do assdcab
Para o exterior 6,0J.%->Q kilos
Para o interior 2,327.698 .
5.000
37 caixas
425-688 litros
171.979 kilos
2,327.698
110 litros
70 caixas
480 kilos
12 fardos
415 kilos
53.750
50
1.405 kilos
6 caixas
130 kilos
1.000 saceos
400 kilos
232 saceos
22 volumes
60 kilos
1.920 .
8% .
102
6 volumes
71 caixas
1U0 kilos
1/2 .
20.C00 litros
12.120 kilos
2.505 meios
21
Mavioa & carica
Esto sendo despachaos oa seguint.es :
Barca noruegueuse SUxidey, assucar, paia Mon-
treal.
Barca norueguenae Seros, algodao, para o Bal-
tico.
Barca ingleza J. B. D., carolos de algodo, pa-
ra Liverpool.
Lugar norueguense Christina Elysabeth, trigo,
para o Canal.
Lugar nacional Vieira, assuuar, para Montevideo
ts Rio Grande do Sul.
Patacho nacional Mara Augusta, assucar, para
Montevideo.
apor inglez As'ibroolce, assucar, para Liverpool.
Vapor inglez Orulor, aasucar, para Liverpool.
258
Entradas
Algodao
Diaa Saccat
1 28 18.366
Vapores ...... 1 28 4.598
Via-ferrea de Caruar . 1 28 151
Aoimaea...... 1 28 4.064
Via-teriea de S. Francisco . 1 4 28 2.219
Via-ferrea de Limoeiro . 1 28 2.581
Somma.
31.979
Despachos de exporlaco
No mez de Junho findo foram despachados na
Alfandega o artigos aeguintes :
Pura fira do Imperio
L Aguarden te..... 72.138 litros
Algodao......1,199.947 kilos
Assucar......' 5,005.820
Bagos de mamona 64.200
Borracha...... 5.517 a
Cajurubeoa..... 50 caixas
Carocos de algodae. 171.395 kilos
Cera de carnauba 3.240 *
Cocos (fructa) .... 7.020
Scmma
7,333.518
Fretamenio
Foi fechado o do patacho norueguense Kfraim,
para carregar aqu, com destino a Montevideo,
assucar a 6 1/2 reales.
Vapor despachado
Vapor americano Advance, tbido hontom, le-
vou :
Para Maranbo :
20 caixas com cajurubeba.
fiara o Para :
150/2 barricas com aasucar.
100/4 ditas com dito.
3.000 caixas com tabo.
40 pipas com agurdente.
Para New-York :
270 fardos com courinhos.
52 barricas com borracha.
Car.-egaram diversos.
Xavlo despachado
Lugar inglez flora, sabido bontem, levon para
New-York 6.250 saecot con assucar mxicavado.
Carregaram Jos da Silva Loyo & Filhj.
Navios descarga
Barca nacional Mimosa, xarque.
Escuna allem Fritt, xarque.
Escuua norueguense Reform, xarque.
Brigue inglez VidLam, bacalho.
Lugar inglez .ver-Sen, bacalho.
Lugar nncional Logo, xarque e gorduras.
Lugar ingles Vio'.a, bacalho.
Lugar nacional Marinho Vil, xarque.
Lugar inglez Bianche, bacalb).
Patacho nacional joven Carreta, xarque.
Vaper ingiez Autor, varios goneroa.
Vapor inglez Otseo, carvo.
Pauta da Allandeca
SfcHANA DB 27 DB MAIO A 3 DE JUNHO DI 1887
Assucar refinado (kilo) .... 145
Assucar brauco (kilo) .... 126
Assucar matcavado (kilo) ... 06
Alcool (litro)....... 1*0
Arroz com casca (kilo) .... 65
Agurdente e...... 05b
Algodo (kiloj...... 400
Borraeba (kilo)...... 1*066
Couras seceos salgados (kilo) 460
Couros seceos e pichados (kilo) 585
Couros verdes (kilo) .' 275
Cacao (kilo)....... 400
Caf restolho (kilo) ..... 320
Carnauba (kilo)...... 366
Cancos dealfodo (kilo) ... 01
Carvo de pedra de Cardifi (toa.) 16*000
Cal bom (kilo)...... 460
Cachaca (litro)...... 700
Farinha de mandioca (litro) 037
Pumo restolho em rolo (kilo) 405
Fumo restolho em lata (kilo) 5o0
Fum< bom (kilo)...... 720
Pumo em folha bom (kilo) 720
Pumo em folha ordinario (kilo) 400
Uenebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 040
Mimo (kilo)....... 400
Tabeados de amanillo (dozla) 100*000
Memorial
As notas do Theiouro de 2*000 da 5.' estampa,
5*000 da 7.a e 10*000 da 6.*, sero substituidas
na Thbsoobabia de Pazenda at o fim do mes de
Junho com o descont de 2 0/0,'o qual aera eleva-
do a 4 0/0 a contar do 1." de Julho a 30 de Se-
zembro do corrente aano.
Exporlaco
BJSCIPB, 30 OB JUNHO DB 1887
Para o exterior
No vapor inglez Orator, carregaram :
Para Liverpool, Julio & Irmo 57 saccas com
5,159 kilos d algodo e 203 laccoi com 15,225
ditos de carocs de algodo ; F. M. da Silva 4 C.
160 saceos com 4,820 kilos de carocos de algodo
e 15 ditos com 500 ditos de baget de mamona ;
Maia' 4 Rezeude 54 sacos com 3,210 k'loa de
s*M da carnauba ; J. H. Bozwall 480 saccas com
37.507 kilos de algodo ; A. Lipes & C 531
saceos com 38,000 kilos de sement de algodo.
No vapor inglez Ashbrooke, carregaram :
Par Liverpoo', R. Pesaoa 1,000 saceos com
75,000 kilos de asuscar mascavado ; J. S. Loyo &
Pilbo 3,0J0 saceos com 225,000 kilos de assucar
mascavado.
Na barca norueguense Stanleg, carrega-
ram :
Para New-York, J. Pater & C. 2,720 saceos
com 204,000 kilos de assucar mascavado.
= No lugar inglez Iflora, carregaram :
Para New-York, J. S. Loyo & Filho 500 saceos
com 37,500 kilos de assucar mascavado.
' No vaper americano Advance, carregaram :
Para New-York, C. Rabello 42 barricas com
2,520 kilos de borracha ; Julio & Irmo 4 barri-
cas com 309 kilos de borracha.
No lugar nacioual Vieira, carregaram :
Para Montevideo, Amorim Irmoa & C. 225
barricas eoin 21,593 kilos de assucar brauco.
Para o interior
3o vapor nacional Guahy, carregaram :
Para Babia, Amorim Irmos 4 C. 100 barricas
com 11,000 kilos de sebo.
No vapor americino Advance, carregaram :
Para o Para, A. R. da Costa 50 barricas com
3,068 kilos de assucar refinado.
Para Maranho, M. d s Santos 20 caixas com
cajurubeba contendo 240 frascos.
Todo o carregamento de assucar que J. S. Loyo
4 Pilbo haviam despachado para o Rio Grande
do Sul, foi transferido para o porto de Uruguay-
auna, pelo lugar nacional Zequ'nha.
Readimentos pblicos
HEZ DB JUilIO
Alfandega
Renda geral :
De 1
Dr. Csrpira L
MEDICO
Tem o seu escriptorio ra Duque de Caiias
n. 74, daa 12 a 2 horaa da tarde, e deata hora
em diante em &ua residencia ra da Santa
Cruz n. 1.
Especialidadesmoeatias de senhoras e crian-
cas.Tolephone a. 326.
Clnica medico cirurglca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
Especialidad*?.irCos, modestias Je .i: 'i ><
..-naneas.
Residencia Ra da Imperutriz n.4, segunda
andar.
Telephone n. 226.
Consultorio medico
O Dr. Silverio Lagreca tem aberta de
novo o seu consultorio medico, ra do
Imperador n. 14, Io andar, onde ser en-
contrado para os austeras de sua profissao
e dar consultas das 12 horas da manha
at s 2 horas da tarde em todos os das.
Leonor Porto
Ra do Imperador u 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figuriuos recebi dos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicode costura, em bre-
Ividade, modicilade em precoz e fino
[g osto.
Clnica medico-cirargica
DO
Dr. Fernandes Barros
Medico sggregado ao hospital
Pedro II
Consult is de 1 s 3 horas da tarde, roa do
Bom Jess (antiga da Cruz) n. 30 Residencia
ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
Renda proviueisl
Del
23:362*987
2:583*356
De 1
De 1
Da 1
Keceb'doria geral
Recebedoria p.ooxnciai
Recite Drainage
25:946*343
1:056*390
7:834*824
1.353*703
95 ditos de legantes a 400 ris 38*009
20 ditos de suino a 700 ris 14*00t
10 ditos de tressuras a 600 ris 6*09
10 talhos a 2* 20*000
9 ditos a 1* 9*000
A Oliveira Castro 4 C.:
54 talhos a 1* 54*000
Oeve ter sido arrecadada neste dis
a quantia de 09*280
errado Huulripal de 9< Jos
O movimento deste Mercado no dia 1,- de Jalho
foi o seguinte :
Entraram :
31 bois pesando 4,673 kilos sendo de Olivei-
ra Castro, 23 ditos de 1* qualidade e 8
ditos particulares.
649 kilos de peixe a 20 ris 12*980
33 cargas de farinha a 200 ris 6*600
31 ditaa de fructas diversas a
300 rs. 9*300
10 taboleiros a 200 ris 2*000
7 Sainos a 200 ris 1*400
Poram oceupados :
26 columnas a 600 ris 25*080
21 compartimentos de farinha a
500 rit. 10*503
21 ditos de comida a 500 ris 10*500
Precos do dia :
C'arue verde da 240 a 00 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 560 a 610 ris idem.
farinha de 20J a" 240 ris a cnia.
Miiho de 260 a 32J ris idem.
Peijo de 640 a 1*000 idem.
WslQ.il.Mlro PattilCO
JPoram abatidas ao Matadoaro da Cabanga 3t
rezes para o consumo do dia 29 de Junho.
Sendo: 67 reces pertencente a Oliveira Castro,
fe C, e 25 a diversos.
Vapores & sabir
Britanniaamanba, s 11 horaa da manha, para
Valparaso, com escala pela Baha, Rio de Ja-
ne ro e Montevideo.
Argentinaamanba, 1 hora da tarde, para Lis*
boa e Hamburgo.
Vapores e navios esperados
VAPORES
Elstonde Londres boje.
Argentinado sul boje.
Pernambucodo norte amanh.
Britanniada Europa amanh.
Nigerda Europa a 4.
Viile de Bahado sul a 5.
Ville de Santosdo Havre a 6.
Espirito Santodo sol a 7.
Financede New-Port-News a V.
Trentda Europa a 10.
Camillodo norte a 13.
Tamardo sul a 14.
Maoosdo sul a 16.
Santosde Hamburgo a 16.
Congodo sul a 19. s
Parado norte a 23.
La Platada Europa a 24
Pernambucodo aul a 27.
Neva do sul a 29.
avos
Armidade Londres.
Anne Mariedo Rio Grande do Sal.
Claudiosdo Rio de Jauciro.
Camoesdo Porto.
ratedo Hamburgo.
Guadiauade Lisboa.
J. O. Fichte-de Montevideo.
Petuniade Terra Nova.
Peggyde Terra Nova.
Poaitivodo Rio Grande do Sal.
Withelminede Hamburgo.
Mov incalo, do porto
Navios sahidos no dia lUe Julho
New York e eieala-vapor americano Advance
commandante Jamet Lord, carga varios gne-
ros.
Estados Unidos-Lagar ingles Flora, espitas
James Pike, carga assucar.
Observagco
Nao boa ve entrada no dia 1 de Jalho.
r
*

i
l
1


Diario de PernambucoSabbado 2 de Julho de 1887 *
c '
*


\
\.



Dr. Costa Gomes
MEDICO
34 -Ra do M Prlmeiro andar
Cenaultas de meij dia a 3 horas da tarda
ED1TAES
Perance o Sr. Dr juiz substituto dos feitos da
fazenda Lindolpho Hiabello Cirreia de Araujj do
dia 8 do riodouro mez de Julho pelai 11 horas da
manha depois da audiencia e perante o mesmo juiz
se vender em prac,. publica os bcns scguintes :
Urna casa terrea de tijoll.> e cal, u. 9, sita a ra
do Bario de Villa B<-lla (rregu.'iia de Santo An-
tonio) com porta e janella, perteacente a Antonio
Goncalves Ferreira C-iscS >, socio da firma Ferrei-
ra Caecio Filho, avaliada por um 1:2004000.
O domini > til dos terrenos de marinha ns. 67
DD e 67 EE, situad >a ra projectada do Hospi-
cio a Sete de Setembro, pertenecate a Francisco
de Miranda Leal S'ves avallados ambos por 800
Urna c-n-t coberta de conducir aguada para os
navios, cuja se acha no caes io Apollo, pertenceu-
te a Bernard.i J Rodrigues Pinheiro, avaliada
p?r 400*000.
solicitador da f*zenda nacional
Luiz Machado Botelho.
Perante o Ks:n. Sr. dezembargador juiz dos tei-
tos da fazenda J js Manuel de Proitas, no dia 8
do vindoaro mez de Julho pelas 11 horas da mi
nh depois da audiencia do mesmo juiz se vende-
r em praca publica a casa terrea n. 3, sita a ra
do Livrain nt > (freguozia de Santo Antonio) em
armazem oceupado p um rstabelecimenlo de mi-
Ihado c ni 3 partas na frent", pertencente a ca-
pelia dos Prazeres de Qjararapee, avaliada por
4:0X)0 0 e peuhorada para pagamento da impos-
to predial de suas casai e cu-tas, assim como ser
levado em praca os alugueia, annuaes do sobra-
do de dous andares n. 41, silo a ra du Bom Jess
(Recite) avahado por 20 '000 animal, e da casa
terrea u 24, ra do Cuinmercio, (Recite) avahada
por 4O0 aunual seudu p uhoradi ditjs alluguen
pagamento do imposto predial, debidos pelo Mos-
teiro de S. Beuto a azeoda nacional e cuatis.
Recite, 27 de Juaho de 1837.
O solicitador d.i fazenda nacional,
Luiz Machado Botelho
Companhia de Edificado
Assembla g^ral extraordinaria
A' reqoisicSo do 26 accionistas, representando
mais da quinta parte do cupital social, convoca-
mos a assembla geral para reunir se extraordina-
riameate no dia 18 do corrente, ao meio dia, na sede
social ao largo du Pedro II n. 77, afiui de tomar
c >nh- cimento da reclainaco que na ultima aessao
da mesma assembla levantaram alguna accionis-
tas sobre a elegibilidad do accionista Antonio
Carlos de Arroda Beltrao, que obteve maior nume-
ro de votos par o cargo de gerente ; questo sus-
citada quaod) j se tinham retirado dous tarcos
dos accionistas que constituirn! a assembla.
Recife, 1 de Julho de 1887.
Os directores,
Antonio Vicente Nascimento Peitosa.
QaBtavo da Silva Antunes.
Vicente Ferreira d'Albuqnerque Nascimento.
A. E. C. P.
BtLARAGOES
Atoolnci< da* Eiapregados doCom-
merolu de Peroambaco
ASSEMBLA GERAL
Por ordem do Illm. Sr. pr Bidente convido de
novo os Srs. associaios para comparecerem na
nossa sede, pelas 6 horas da tarde de domingo 3
de Julho, para ter logir a eleico que, por falta
de numero, deizou de se realisar no dia anterior-
mente designado.
Provino aos Srs. socios q te a assembla geral
se constituir com qu-Iqaer que seja o numero
que se reunir, segn dj foi resolvido na ultima ses-
sao bavida.
Secretaria do A^sociacio dos Empregados do
Commercio de Pernambuco, 30 de Jjnho de 1887.
lo gr-cretxro,
Francisco Cousseiro.
Conferencias abolicionistas
A 10' conferencia ter.'. lugar domingo, 3 de Ju
lhc, 1 hora da tarde, no theatro das Variedades,
sendo orador o distineto agr.cultor, Or. Fransisco
Rodrigues Carneiro Campeilo
Heguir-se-ba a parte recreativa do coJtume.
As commisses nt> bero esportulas em benefi-
cio dos escravisados.
Secretaria da SociedaJe Pernambucana con'ra
aEscravido, 30 de Junho do 1887.
Adolpho Quedes Alcoforado,
Secretario
I asi i i ii o Lltteraro OI mense
Domingo, 3 de Ju'h >, aa 10 horas da maiih,
ha ver sessao de assenibli geral, p.ri. eieic";j da
nova directora.
Secretaria de Instituto Litterario O inciense. 28
de Junho de 1887.O Io secretario, Samuel de
Lima Botelho.
Thcso tirara de Fa-
zenda
De ordem do Illm. Sr. inspector, coavid aos
senho'es negoci ntes Praga Rjch> St C, Manoel
Paulo de Albuque.-que, Maia o Silva 6? C, Bel-
tro Costa, Joo Rolrigu-.s de Moura, Rodrigo
Carvalh) da Cunha, Prancelinn Rolrigues de
Moura, Soares do Amaral & limaos, Manoel Joa-
quim Alves da Costa, B Itro ce Costa, Antonio
de Oliveira Mai-., Jos da Slva Loyo Jnior e
Fonseca & I mao, aiin de comparecerem nesta
repartilo at o dia 3 do corrente para as.-igna-
rem o termo de contrato para o fornecimeuto de
gneros c artig is para o presidio de Fernando de
Norooht no s mestre de Julho a Dezembro da
corrtote anu >.
Thesouraria de Fazenda de Peroambueo, de
Julho de 1887.O sc-retarij,
Luiz Emydia P. da Cmara.
inri
Sociedade Recreativa Javenlode
Solemnisacao do sen 23." annivcrsario
Communico aos seDhores asociados que no da
14 de Agosto prximo se solemmsa o 23 aam-
versario de nossa sicielade, com a installaci da
banda musical e um b.ile, par o qual se recebem
nesta secretaria notas para couvit js, at o da 7
do mesmo mez ; visto terem de ser entregues
pelas commisses p:ra essp fin nom^adas
Secretaria da Soeiedade Recreativa Juvcutude,
1 de Julho de 1887.
Jos de Mediis,
2o secretario
Veneravei confraria de Santa Rita
de Cassia
Messo de posse
De ordem d i carissiino irmo regedar, convido
os membros do novo coueelho admniatrativo para
o anno compromissal de 18871888, t bem assim
os que compoem o actual, afim de que, reunidos
em o n .'s-o consistorio, p das 10 horas da inanh
de domingo, 3 de Julho prximo, seja dada a pos-
se d'aquelle cooselho, de accordo com os arts. 82 e
84 do noEso compromisso.
Consistorio da Veneravei Confraria de Santa
Rita de Cassia, 30 de Junho de 1887.
O secretario interino,
Antonio Carlos Borrouteu d s Santos.
Prolongamento da estrada de
ferro de Peroambueo
De ordem do III.n. Sr. director se faz publico,
que no dia % de Julho prximo viudouro ser
:ib"rfa a trafego a estacao de 8. JoSo.
Secretaria do prolongamento da estrada de fer-
ro do Recife ao S. Francisco e estrada d-- ferro
do Recife i Qaruar, 30 di Junho de 1837.
O secretario,
Manoel Ju venci de Saboya.
Hs Wm
A direcloria faz sciente aos Srs. subscriptores
da nova emisao de acedes para o levantam nto
da fabrica na Torre, que fica marcado o prazo de
30 dias desta data, purs p.igamento da primeira
presta^i > de 10 por cento, e autorisado o Sr. 'he-
oureiro Jos Joao de Amorira Jnior, pa'ra o re
cebimento.
Recite, 27 d Juuho de 1887.
Os directores,
Manoel Jos da Silva Guimares.
H'-nriquc Sarniva,
Secretario.
Jos Joao de Amorim Jnior,
Tuesoureiro.
Secretarla da enernvel ranfrarla
de 8. Benedicto erecta no conven
lo do. rellg-iono* tVanciacanoi* do
onfe, S9 de lunno de 18S9
De ordem do ooso irmo presidente desta con-
fn.ria, s3o convidados t dos os no*>sos irmilos, ex
presidentes e tx -secretarios, para comparecerem
no capitulo desta confraria na disposicao do art.
41 do nosso compromisso, As 5 horas da tarde do
dia 3 do corrente.=0 secretario,
Francisco Solano da Costa.
Bi
DO
UtUAXDAIli:
DE
\ S. da S.iude do Poo
Panella
a
A msa regedor da irmandade de N S. da
Sadj do Po^o da Panella, t-ndo resolvido coilo-
car dous sinos novos em sua igreja, eonvida a
todos os carissim ie irm' icii pessoas que acei-
taram o cargo du parauymphos, a comparecerem
na dita igreja no da 3 de Julho, s 4 horas da
tarde, afim de asaistirem a bencao dos meamos,
a qual ser conferida po Ex n. Sr. D. Jos Pe
reir da Silva Barros, digoissimo Bispo Dioce-
sano.
Consistorio da mandada de ;\. S. di SaJe do
Poco da Panella, em 26 de Junho de 1887.
O secretario,
Herculano Herval d- M. Henriques.
Goijeiuia lie Tries Mis do
Recife a OlMa e Beneribe
DIVIDENDO
De ordem da direc'orta commonic-i aos 3ra. ac-
cionistas que no dia 4 do corrente craiecar a ser
distribuido no escriptorio da Conopaubia das 10
horas ao me'"* da o 25a dividendo da Cimpanbia
razio de 8',, e assim se farA at o dia 12, ex-
ceptuando o duinin^o. D'esse dia em diuute as
tercas e sabbadoa s mesaas horas. Idntica
mente sero pngos os juros das accoed preteien-
ciaes e das debeniure:
Eseriptorio na Companhia 1 de Julho de 1887.
0 director gerente,
Antonio fereira Simots.
Mili Rio la J
lilil
Capital do Banco....... 1.000,000
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200.00P
A contar deBta data e at ulterior reso-
luto, conceder-ae-ha juros de dous por
cento o acno, sobre os sal ios de dioheiro
depositado em conta corrente de tnovimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-se, tamban dinheiro em deposito
a jaros por p?rioloa determinados, ou su-
jeito ao aviso previo de triota das para ser
retirado, mediante as condic3*a de que se
dar conhecimento aos iiteressados.
Pernamcaco, 23 de Maio de 1887.
llenry K, Oregory,
Gerente.
BRASIL
Capital o.ooorooo
dem realtsado 8,000:000
A caixa filial d'es'e Banco fuuccionnndo tein .
poranamente ra do Commercio n. 38, saca,
vista ou a praz i, contra os s -guintes correspon-
dentes no estran^eir-i :
Londres......... s X. M. Rithschil & Sons.
Pars..........
Hamburgo.......
Berlim..........
Bremente........
Frankfurt 8/ Mainl
Antuerpia.......
Roma...........
Genova.........
Xapoles.........
Miiao e maia 349
cidades de Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Cdiz...........
Malaga.........
Tarragonr......
Valencia e outras
cidades da Hes I
panba e i.ras 1
Canarias....../
Lisboa.........\
Porto e mais ci-f
dades de Por-1
tugal e ilhas... )
Buenos-Ayres.... )
Montevideo......)
Nova York......
De Rotbschiid Frres.
Deutsebe Bank.
Banque d'Anvers.
Bans Genrale e i
agencias.
Banco Hypotecario de
Espaa e suaa agen-
cias.
Banco de Portugal
suas agencias.
Eng'ish Bank of the Ri-
ver Pate, Limited.
G. Ainsick & C.
Compra saques sobre qualquer praca do impe-
rio e do estrangeiro.
Recebe dinheiro em conta correte de n vi-
olento com jur"s a lazao de 2/o o anno e por le-
tras a prazo a juros convenciouadoe.
O gerente,
William M Webster
Companhia do Bebe-
ribe
Convida-se aos senbnres accionistas drsta com-
panhia a reunir:c -se em assembla geral ordina-
ria, no dia 1 de Julho prximo vindouro, como
dispoem o estatutos, afir de tomar conhecimento
da ge'to dos negocios da companhia no anno
social prximo find'". A reuoiao ter lugar no 1
andar da casa n. 71 da ra do Imperador.
Recife, 15 de Junho de 1887.
Ceciliano Mamede A. Ferreira,
Director gorente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Santa Casa de Misericordia do
Heeife
Xa secretaria da Santa Casa arrenda-sc os sc-
guintes predios :
Roa do Bom Jone n. 13, 3' sudar.
dem dem n. 44, 1- andar e ioja.
dem do Vigario Tbeoorio u. 22, 1 andar.
dem dem n. 25. sobrado.
dem do Mrquez de Oliuda n. 53, 3' andar.
dem do Apollo n. 24, 1- andar.
I le n da Moda n. 45.
Ipvm idem n. 47.
dem idem n 4H.
dem idem n. 37.
dem da Liogoeta n. 14, 1 andar.
Boceo do Abren n. 2, 2- andar.
Secretaria da Santa Casa de Misercordia do
Recife, 25 de Maio de 18S7
O escrivSo intarino,
Francisco Gomes Castellaa.
EMPREZ1 DO GAZ
Pede-se aos Senho
res consummidores que
queiram fazer qualquer
comunicado ou recla-
maco, seja esta feita no
eseriptorio desta endere-
za ra do mperador n
29, oi.de tambem se re-
ceben qualquer cont
que queiram pagar.
Os nicos cobrad jr.es
externos sao os Seuhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira, e guando for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
ttns Carvalho.
Todos os recibos
desta empreza deverao
serpassado em taloes
carimbados e firmados
pelo gerente sem o que
iio tero valor algumT
Ge>rge Windsor,
Gerente
COMPANHIA DE EDMGACfl
0 eseriptorio d'esta
companhia a c h a s e
funceionando no largo
de Pedro II, u. 77, I.
anda .
1 incumbe -se median-
te contrato c a paga-
mento em prestares,
de construc$oes e re-
construcfdes de pre-
dios, cujos projeetos e
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
No eseriptorio se en-
contraro sempre, as
amostras dos pro doc-
tos da fabrica vapor
do Taquary, tendo sem-
pre venda: ti jlos
massi^os de al venara,
ditos para ladrilhos,
diversos formatos, te-
lhas romanas, france-
sas, de capote com en-
caixe, de crista; canos
c curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e fijlos fora-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas e cn-
comendas. no eseripto-
rio central_____
NORTIIEIIX
Liiudou fc Brasllian ank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca-
sas do mesmo banco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas d. 75. No
Porto, ra dos Ingleses.
SEGUROS"
MARTIMOS contra fogo
Compauhfa Phenfx Per-
nambucana
fiua do Commercio n.
8
COXTRA FOGO
Cortil British & Hercanlile
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras sterllnas
AGENTES
idomson lio wie & C.
Companhia
[mperia i
DE
nei non contra foso
EST: 1803
Edificio e mercadorias
Taxas baixa
Prompto pagamento de prejuoe
CAPITAL
fia. 16,000:000*000
Agentes --
BROWNS &C>
N. Ra do CommercioN. i
de liondrr* e Aijerdeen
Powlctto llnMirch-tt (Ueiembro 1 8&)
Capital oubseiipto 3.000,000
Fundos acumuladoB 3.134,34tf
Becelta annuai i
O3 premios cor.fra fogo
De premios sobre vidas
De juros
577,330
191,000
132,000
O AGESTE,
John. H- Boxwell
BIA DO COMMBnCIO H. t(i 1* tiltil
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Etabelclda em l*i.>
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
4( 31 de dezembro de 184
Martimos..... .,I10:000$000
Terrestres,. 310:1)008000
44Una do (ommreo -
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESSN. 7
Negaro* maritlmoi e errealres
Nestes ltimos a nica compaubia nesta praga
que concede eos Srs. segurades iiempco de paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont annuai de cerca de 15 por
eento em favor dos segurados.
SEGUROS
CONTRA FOGO
l'he Liverpool & London & (Me
INSUR4NCE COMPANV
itbers & G.
CUARGELBS REOIS
i"ompanhla Franceza de IVavega-
co a Vapor
Linha quinzenal entre o H<"vre, Lis
boa, Pernambuco, Babia, Rio de J^riro e
Santos
0 rapar 71 e Sais
Com mandante Henry
E' esperado da Europ
at o' dia 6 de Julho, se-
guindo depoig da indir.pen
savel demora para a Ba-
bia. Rio de Janeiro
e Manto.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p *iot
vapores desta linha,nueiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng*
quer reciamacao concernente a volumea, qud po-
vcntu a tenham seguido para os portos do aui.ati:
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhijoa n se
responaabilisa por extravos.
Para carga, patsagena, encommendas e dinhniro
a frete : trata-se com o
0 vapor Vie de Baha
Com mandante Sebire
Espera-se dos oortos do
sul at o dia 3 de Julho,
seguindo depoia da indis-
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
Aa paafagens poderao ser tomadas de aatemo
Recebe carga encommendas e paesageiros para
oa quaes tem excellentes accommodacoes.
Para carga, paesagens, encommendaa e dinheiro
a frtte: trata-ae com o
AGENTE
Augusta Labille
9 RA DO COMMERCIO9
ras, filtros, jarroa, machinas de costura, pegoes
de ferro sendo nm novo e nik- lado, depsitos para
gas, rodelas para mesa e muitos omrou artigos
existentes no armazem da roa do Mrquez de
Olinda n 51
Sabbado fel ra 2 de lulho
O agente Pinto art leilo por conta e orden
de diversos, de muitus e differentes movis e on-
tres artigos existentes em spu novo armazem da
oua do Marqoez de Olinda o. 52, onde espera a
loncurrencit. de seua fregueses e aitigos.
O Ifiilao come9ar s 10 horas em ponto
Em continuaco vender o mesmo agente um
cofre prova de fogo, 1 caixa de ferro, 1 balcao,
1 repartimento de eseriptorio, papel pautado, pa-
pel forro de sala, 2 armarios-fiteiros, 1 mesa para
iazendaa, 1 armacu inglesa e 70 pares de botinas
para meninos.
Leilo
De 1 boi, 1 vacca com cria e urna vacca aem
eria,Jl piano, 4 bancos de amarello grandes, guar-
da-louca, guarda-vestidos, mobilias, secretaria,
relogios, malea novas, quadros, jarros, eapelbos,
mezas, commodas, marquezoes, quattinheiras e
outros artigos.
Agente Brito
armazem ra de Pedro Alfonso
No
ra de
n. 43
Sabbado 2 de Julho
Lcilao
II
DamplschinTahrls-GeselIschall
O vapor Argentina
THEATRO
COMPANHIA LYRICA IT1UIU
DE OPERAS E OPERETAS
KMPitiiz v N AGHEL
llrpf?a-U IZ NILONE
HOJE
Sabbado, 2 de Julho
A PEDIDO DE
9lf llflt flIILII
P,-Ib segunda e ni lima vez a milito applau-
did* op'T lyrica em 4 ctos, msica do immortal
maestro G. Duizetti :
FAVORITA
, horas.
Botids para todas as linhas e trem pari
Apipucos.
E' esperado dos por-
tos do sul at o dia 2
de Julho e seguir de-
poia da demora nece-
saria para
Lisboa e llaubnr^o
Para pasagens, tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO N. S
i* andar
COM. MI I I'KIIVAMHI tl\
DE
avegaco Costeira or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macdu, Mossor, Ara-
caty e Cear
0 vapor Ipojua
Commandante Monteiro
Segu no dia 5 de
Julho, a 5 horas
da tarde. Recebe
rga at o dia 4.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
as 3 horas da tai de ti > da da aahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemambueaia
____________________n. 12__________
Pacific Sleam Kavgation Companv
STRAITS OF MAQELLAN LDE
Paquete Britannia
De urna arma^ao envidrajada e candieiros
para gaz carbnico
Nabbado, 'i do corrente
AS 10 HORAS
Na ra da Imperatriz n. 20
POL INTERVENGO DO AGENTE
Gusmo
Leilo
De 64 latas com bolachinbas n. 3 de 4 libras,
42 ditas n. 2 de 2 libras, e 25 ditas de
n- 1 de 1 libra.
Sabbado 2 do correiite
Ao meio da
No armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 19
Em seguida
Serao vendidos i guarda-lcufaa, marquezfies, appa radores, lavato-
rios, mezas elsticas, pecas de panno piloto, sa-
patoes, ervilhaa, viiihoa. cognac, e outros objectos.
Por intervengao do agente
Gusmo
com escala por
Baha. Rio
E' esperado da Euro-
pa at o dia 3 de
Julho, e seguir de-
pois da demora do cos-
ume para Valparaioo
fflARiTIHOS
l'nued Sntes & Brasil M S. 8- G
0 paquete Finalice
Espera-se de N r ort.
News, at o dia H e Julho
o qual seguirA uepo'a da
demora uuc tejara pura
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens. encommendas tracta-
e com os
AGENTES
.1
Henry Fwsfer & C.
8 RA D'i COMMERCION. 8
/ anda
(-OMP IXIIIK DE HENNAVK
Klli >1 illl I ini S
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante Banle
Espera-se da Eu
ropa at o dia 4 de
Julho, seguin-
do depoia da de
mora de costume
para Rio de Ja-
neiro,tocando na
Baha
Lcmbra-se sos senhores passageiros de tudat
s classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se aos senhores recebedores de merca
dorias que s seattender as reclamaces por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas s dinheirr
a frete: tracta-se com o
AGENTE
Hugoste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Lisboa e Porto
Lugre portuguez
Jos EslevaO
Chegar brevemente do Rio de Janeiro, e rece-
ber carga a frete para os l'oteridos portos aabin-
do dentro de poucos dias ; a tratar com Amorim
Irmos & C.
de laneiro e Monte
video
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-^ecom os
AGENTES
Wilson Sons t ., Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO -N 14
Vapores nacionaes
(NORTE E SUL)
" ase
Aleare
Vapor Aymor
(Fretado)
Este vapor sahi
r para oa portos
cima indicados,
epois da indis-
pensavel demora.
Recebe carpa, encc.mmondas e passageiros para
os mesmos portos : a tratar con
PEREIRA CARNEIRO & C.
N. 6RA DO COMMERCIO N. 6
1- andar
Agente Burlamaqiii
Leilo
De movis, louga, espelhose joias
Segunda-felra 4 de Julho
A'Sll HORAS
No sobrado ra da Imperatriz n. 65
O agenta cima levar a leilo uji piano forte
urna mobilia de po-carga com pnuco uso teudo 12
eadeiras de guarnicao, 4 ditas de brac), 2 conso-
los com pedra, e 1 importunte sof, quadros, tan-
cas para cortiuadoa, eapelbos grandes com ps,
aparadores cem pedra, commodas, 1 toillet de Ja-
caranda com pedra, 1 guarda-vestido, 1 guarda-
louca, i secretaria de moguo, 1 cama de Jacaran-
da para casal, 1 dita de amarello, 1 meza elstica
de 4 tabeas e muito forte, 1 machina para limpar
facas, 1 batanea, div-in, 3 relogios de algibeira,
bons, cadeiraa avulaas, e outros muitos movis,
tudo
Ao correr do martello
Lcilao
Do grande botel denominado Centro Po-
pular sito a ra de Hortas n. 24 e di-
versos movis, loucas, vidros, e trem de
cozinha existentes no 1. andar da
mesmo sobrado.
Quarta-jeira 6 de Julho
A's 10 1]2 horas
CONSTAN uO:
Hotel
De 2 grandes mezas com tampo de pedra, 2 fi-
teiros, 24 eadeiras de junco, 2 etagers de colum-
nas, 1 relogio de parede, cabides, quadros, espelhoa,
2 anteparas, loucas, cepos, clices, garrafas, talbe-
res, colheres, trem de coianha, registro encana-
mento e candieiros de gaz.
1" Andar (moradia)
1 mobilia de Jacaranda mssaico, com 15 eadei-
ras de guarnicao, 4 ditas de bracos, 2 ditas de ba-
lando, 1 sof, 2 cooaoloa com pedras e eapelbos,
1 relogio de parede, 4 etagers, i lanternas e cas-
t i caes, 4 quadros, 5 par. a de jarros, 6 bolas de
vidro, 1 tapete para Bufa, 1 cama franceza, i bi-
det, 1 colzao, 1 cabide, 2 escarradeiraa, 1 commoda,
i aof, 5 mochos, 1 mesa para jantar, 2 apparado-
res, 3 quadroa, 3 pares de 'jarroa, 1 espriguicadei
ras, 1 quartinheira, 2 eadeiras de balanco, 1 la-
vatorio con. pedra, candieiros para k-rozene, ton-
cas para almoco e jantar, copos, garrafas, clices,
jarraa com torneiras para agua, mesas, trem de co-
zinha, e muitos outros objectos do uso domestico.
O agente Qusmao, autoriaado tara leilo psr
ronta e riaco do quem pertencer dos objectos exis-
tentes no hotel, 08 quaes serio vendidos em um ou
mais ltea; e assim como os movis existentes no
1." andar da casa de moradia.
Hoje, 2, contina o ag.nte Pinto o leilo de
movis, vidros, quadros e relogios, c imecado non-
tem no armazem da ra do Mtrquez de Olinda
n. 52.
De movis, crystaes, quadros, vasos para
flores, lus'res gaz, pianos, mobilias,
bilbar, oratorio, cofres, aran del is e mui-
tos outros movis.
A saber :
Um lindo lustre de crystajcom 8 bicoa, 1 mo-
bilia de jacarend com 1 sof,'2 c-ooaoloa, 2 ea-
deiras de bracos e 12 de guarnicao com lampos
de pedra, 1 piano de meia cauda, 4 caaticaes e
mangas, 6 jarros para Aires, 1 candelabro de
crratal, 12 arandelas de bronze com mangaa
para vela, 1 relogio, 4 redomas, 2 relogios de
meas.
Quatro lindos quadroa dourados, 1 mobilia de
gabinete, 1 piano de armario, 1 caixa com mu-
sica, 1 cadeira para piano, 1 estante para mnsica,.
4 eantoneiraa, 1 estrado pura piano, 1 relogio,
2 eadeiras da balanco de Jacaranda, 2 candieiros
4_Sft?> caaticnes e jnan^aa.
bilhar e pertencea, 1 caixa de msica,
1 mobilia de junco, 1 estante para livrs;.
cama franc-1* de Jacaranda, 1 toilette,
jo, 1 guards-vestido, 1 guarda-roupa,
a de Jacaranda, i oratorio de Jacaranda
Porto), 2 marquusos, 2 commodas, 1
banco k abrir, camas de ferro para meninos, 1
brc i
U::imesa elstica, 1 guarda-roupa, 1 appara-
dor grande, 1 relogio de parede, 24 eadeiras,
t sof, 1 guarda-comida, i moinbo, compoteiras,
copos, diversos objectos av electro pate, talberea,
colheres, 1 mesa com abas, quartinbas com ternei-
AVISOS DIVERSOS
Aluga-ati casas a 80C0 no becco dos Coe-
hos, junt de ti. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Oa abano aaaignados mudaram o seu eseri-
ptorio de advogado e solicitador, da casa n. 38
ra do Imperador para a de n. 69 mesma ra,
sala da frente.
Mancel Joaquim Silveira.
Joo Caetano de Abren.
= Precisa-se de am criado de 10 a 12 annos de
idade, para casa de familia ; a tratar na ra do
Baro da Victoria n. 39, toja.
O abaixo aseignado, procurador da Cmara
Municipal da cidade de Olinda, eonvida aos pro-
pietarios das mas Augusta (h je. Coronel Suasau-
na) e Imperial da cidade do Recife, cujos socios
sao foreiros a esta metma Cmara, para no praso
de 60 dias virom pagar os foros devidoa, bem
como declararem aa numeracoes que actualmente
teem suas propriedades. Olinda, 25 de Junho de
1887.
Francisco Velloso A.de Lina.
Precisa-ae de um caixeiro com pratica de
seceos e molbados ; ca ra o Visconde de Gov-
anna n. 60 a tratar na mesma casi..
Precisa-ae de urna ama para
Comprar ; na ra du H apicio n. 29.
coainbar e
A comaiis o encarregada da venheaco
dos crditos da massa fallida de Caetano Ramea
& C. roga aos senhores credores de apresentareas
os spus ttulos na prac,a do Corpo Santo n. 2, ar-
mazem de Tbeo. Just at sabbado 2 do vindoaro
mez, a 4 horas da tarde, afim de eerem conferi-
dos na firma da retoluco tomada boj-; pela ren-
nio dea credorea. Recife, 30 de Junho de 1887.
Luiz Antonio de Siqueira.
Bernet & C.
Tb-o. Just
Compra-se as immediaoea da igreja dm
Soledade, urna casa terrea ; a iraUr u.sia ty
pograpbia.
Precisa-se de urna copitbeira ; n* estsfi*
da aaqueira, sitio do Sr. Vale. ca. ______
Aluga-se por 8IO0O menaaea metde da
casa n. 99 ra do Visconde de Qeyannu, autiga
do Cotovello ; aatim cerno vende-ae aoi par de
cngolos, tres eadeiras e um marquezo, tudo em
bom estado por preco razoavel : quem preten-
der dirij-t-ae ceama que achara com caeos
tratar.
I

/


}


6
Diario **e Peruaiiibuco---Sabbado 2 de Julho de 1887
.
AMA
Precisa-se de ama imt para lavar e en-
ommar em casa de familia : ma roa do
riachuelo n. 13 se dir.
Compra-se
nm ezemplar de cada um dos romances :
Casamento e Mortalha.
Amor com Amor < Paga, de Julio Cesar Leal :
na encadernacio de Mauoel Josquim de Miranda,
roa Duque de Caxias n. 39.
Tijotos para assenlamento
Tende-se tijolos especiaes p*ra aasentamento
de engenho : na olaria da casa amaiella i ra
Imperial n. 322-B.________________________
Colarinhos e punhos de
selluloide
Cario* Linden recebeu pelo altimo vapor, e
veade baratissimo ; na ra do Baro da Victoria
numero 48.
Carlos Sinden"recebeu e vende barato por ser
de consignaclo tres cofres, prova.de togo ; na
ra do Barao da Victoria a. 4S.
Ch preto superior
Carlos Sinden recebeu pulo ultimo vapor e con-
tina a vender aem competencia ; na ra do Ba -
rio da Victoria n. 48, loja de altaiate.__________
~ I "
Roga-se pela segunda vea ao Dr. Paulo Caeta-
no de Albuquerque appirecer a ra do Impera-
dor n 81, 1- andar, afim de dar solueo ao nu-
mc o cima.
As Pilulas Catharticas
Do Dr. Ayer.
A experiencia do tempe-, applloado ** Pilulas iln
Dr. Ayer. *J d*'0 wrovao ooni o insultados
obtidos com as mmnia. Ha mais de quarenta annos
que estas Pilulas obtiveram urna popularidad uni-
versal, que nenhuma oiitra inodeclna purgativa tem
ttotlido rivalisax.
Aa FiuT^a no Dk. Ayer, purgain soaqitata-
mente o ventre com suavidade, e estimulan! e lor-
fia^m os orgftos digestivos e asimilativos.
As Pilulas do Dr. Ayer
curam indigestan e impedimento e c-vitam umitas
serias e a niiud.i ata.-s, eiiK-rmidades, motivadas
por aquellas deso
  • Para as doencas U" Batomi fit, Figado e Kins,
    cujos svmptomas sao as Knferinidacle ta IVIle,
    Ardor" e Peso no Estomago, Nausea, Males,
    liT.i de Oabeca. Hlito Ftido, I .lu Biliosa
    e <: InehiH'fies Hyclropiemi. ele.. nada as llivia
    com segurancae promptido eoiuo ai l'n.i i.as i>
    I>k. avek: as quaes sao de grunde utilidadc uo
    curativo .la- Hemorrhoidas.
    Como remedio domestico nao ten egual.
    PREFARAliAS PELO
    DR. J. C. AYER e CA.,
    Lwi'11. Mass., K. U. A.
    A' venda cas priucii*es pharmacias e drogaras.
    Jiistira
    Importantiss.Vna revista de direito theorico e
    pratico, estrangeiro-^patrie.
    Pr 'l^ramma
    Tradtuir os cdigos m(a notaveis do mundo.
    Traducir as mais profunda obras do direito.
    Tradceles qctuaes
    Tratado de direito romano,>le Savigny, cdigo
    penal allemo (resumo do oitofeg^lacoee).
    Assignaturas, 'OOUttpor anno
    Assigna-89 na Livraria Franleaa, de J. W. de
    Medeiroe, ra Io de Marco n. 9._____
    Aviso
    Carvalbo Silva & G. comprartm nesta data aos
    Srs. Soares t C. a mereearia da ra do Apollo n.
    13, cujo activa e passivo fiea a cargo dos decla-
    rantes. Recife, 80 de Junho de 1887.
    _____________ Carvalhn Silva & C._______
    Vinio de abacaxi a (340
    rs. agarrafa
    E' grande especifico para os que soffrem de
    anemia, etericia, obstruccio e opilaco, alem de
    ter eguintes casas : armazcm de leiloes do agente
    Gusmao, ra de Marcilio Dias 26, ra da Ponte
    Velha 41, casa do Sr. Lebato.
    Caraiuur
    Poema
    Acaba de receber a Livraria Econmica, rus
    Primeiro de Marvo n. 2.
    ajorJoaquim Appridlo Roma
    0 da Coma
    A viova, sogro, sogra, cunhados e concunha-
    das do finado saajor do corpo de polica, Joaquim
    Appridlo Rosa da Costa, agradecer penhcradis-
    aimos aquellas pessoas residentes na cidade do
    Limceiro, que aeoinpauh-iram os seus deapojos
    sua ultima morada. Sa igreja matriz da mesma
    cidade e na igreja da Sole^ade (Rocife) celebrar-
    se-hac sabbado, 2 de Julho, stimo dia de aeu
    passamento, s 8 horas da manh, misaaa pelo
    eterno repouso de aua alma. Rogara, poie, aos
    amigos e maia parentes do meamo finado em am-
    bas as localidades, o si.u bjadoao compareci-
    mento. ___________.___
    Joaquim Panialt-ao de narro*
    e Silva
    Mana da Penha Luna e Silva, Manoel Gomes
    de Barros e Silva e Amalia Eudocia de Barros e
    Silva, summamente penaliaadoa pelo fallecimento
    de seu marido, iranio e cunbado, Joaquim Panta
    leao de Barros e Silva, maodam resar miasas por
    aua alma no dia 7 de Julho, aa 8 horas, trigsimo
    da seu passamento, as matrizes de Santo Anto-
    nio do Recife e da villa de Gamelleira. Para esse
    acto de caridade e religio, convidam os seus
    amigos e patentes, protestando-Ibes o aeu reco-
    hecimento.
    ATKINSON
    PERFUMARA ingleza
    riamada ba man e om seclo; excede todas
    as owrajpelo asa frtotm delicado e exqtmto
    Tfutz Medalwas dk Ouro
    PARIZ 1678, GALCUTTA 1884
    pela extra-Boa excelencia de su ,u alidada.
    eiLD HEDAL BOQQIET
    ISS. BOWOET | WMB T10LI?
    TREVOL | CMTPRE
    oatroe moilos per turnea coobscidos pela so
    qualidade % odor deleitav| t exquiut*-
    ,IM M TSiLtTT M LOKDRtS K A TUR
    iDcomstraTel para refrescar e ioavtsar a pello
    e pela inexcsdiTsl escolbs de Perfumes
    para o lenco. Arstgs dovos preparados pelos
    laveotores exclosivaroeote.
    Iocoilri-ie Cata de Mu ti Re(ociate* r ti^ruastcl
    J. E. ATKINSON
    3t, Od flond Street, Londres.
    , Marcade Fabrica Urna" Hosa braoca"
    sobra ama ** Lyra ds Ouro. **
    A REVOLICAO

    e ^i>-
    QD
    llloiicii
    Precisa-se para casa de peqnena familia, de
    urna ama que lave e coainbe bem, dando flanea
    ana conducta ; a tratar no pateo do Collegio ou
    praca de Pedro II n. 6, 1- andar, das 12 as 3
    horas da tarde, nos dias uteis,
    Repblica
    Aluga-se barato o 1 andar da casa n. 9 ra
    do Hospital Pedro II (lu car dos Coclhos) com 5
    quartos, 3 salas e cosinba, cuja casa prestase
    para numerosa familia ou para estudantes, muito
    fresca, vista magnifica e prxima dos banhos sal-
    gados ; a tratar na casa immediata.
    Compras por atacado
    O Peltoral de Cambar
    tem precos especiaes para acuelles que compra -
    rem grandes porgues. Distribucin-se impressos
    qu m os pedir, contendo as condicoes de vendas :
    na ra do Mrquez de Olinda -;. ''.3 drogaria dos
    nicos agentes e depositarios geraes
    Francisco M. da Silva & C. ^ ___
    Al l'lllllllll'IT II
    Os abaixo assignadoa participara que neata
    data dissolveram amigavelmente a sociedade que
    tinham no estabelecimento de molhados a retalbo,
    sito ra Imperial n. 133, aob a firma de Gomes
    & Silva, retirando-se o socio Fructuoso Antonio
    da Silvu pago e aatisfeito do que lhe tocos na
    dita diasoluco, ficando o socio Manoel Gomes de
    Paiva de posse do activo e responsavel pelo paa-
    sivo da extincta firma '
    Recife, 21 de Jnnho de 1887.
    Manoel Gomes de Paiva.
    Fructuoso Antonio da Silva.
    Ffflllo
    a 400 rs. a arroba
    Chegcu a primeira remessa do precioso farello
    de caroco de algodSo, o mais barato de todos os
    alimentos para animaes de raca avallar, vaceum
    suino, etc. O caroco de algodo depois de ex-
    trabida a casca e todo o oleo, o maia rico ali -
    ment que se pode dar aos animues para os forta-
    lecer e engordar com admiravel rapidez.
    Nos Estados -Unidos da America do Norte e na
    Inglaterra elle empregado (com o mais feliz re-
    sultado) de preferencia ao milho e outros farellos
    que sao mui'o maia curo e nao sao de tanta sus-
    tancia.
    A tratar no BeclfeO Larjo do Cor-
    po Manto, i andar
    Precisase
    de urna senbora que saiba ensinar portugus e
    piano, para um engenbe que dista quatro leguas
    da estacao de Una ; a tratar na ra do Apollo n.
    28, 1- andar, scriptorio.
    Aluga-se
    Caixeiro
    um grande sitio contendo as principaes fructas,
    no daldeireiro n. 9, com boa casa de vivenda (que
    foi do fiuado Mamede). tendo agua e gai, a qual
    confronta com a easa do Dr. Alcoforado ; a tratar
    na ra do Apollo n. 30. 1 andar.
    Restauran! i de Julho
    rAmanh anniversario da grande restau-
    ragao da patritica Babia,os proprieta-
    rios Jeste estabelecimento convidam seus
    assigaantes, tregeles e filhos daquella he
    roica trra, para virem regalar se de bons
    acipipes e bons vinhos. A' travesea das
    Cruzes n. 2.
    Viva o 2 de Julho I
    Vivam os povos baliian) e pernambu-
    cano !
    Mello Silva A. C
    Recife, 1 de Julho de 1887.
    Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos, para
    praticar ; na fabrica Martina, ra da Imperatriz
    numero 1.
    NsSBSJU
    nomAism
    Pf* OaLRY en-se em toda a pirta
    Tinturara francesa no largo de S. Pedro
    numero 6.
    Tinge-se e ajpa-ae com a maior perfeieao toda
    H qualidade de estofo e taaendas em precos ou em
    oaraa, chapoa de feltro ou de palha, tira-ae o
    mofo das fazendaa, e todo o trabalho feito por
    meia de aperfeicoado machinismo.___^__^__^_
    Aviso
    O abaixo aasigaado aeientifica ao respeitavel
    corpo commercial deata pra^a e a quem maia ros-
    sa mteresaar, que deade o da 14 deate mez dia-
    solveu a sociedde que bavia dado em seu esta-
    belecimento de molbado sito ra de Marcilio
    Das n. 28, de canta a meio nos lucros, eu prejui-
    zo que podesse haver, ao Sr. Lui Mara Ribeiro
    GuiuiarSen, cuja oeiedade gyrou neata praca
    sob a razio social da Manoel Fernandes Masca-
    renhas C, fieaado a cargo do prsdite socio
    Maecarenhas todo o activo e pasiivo tendente
    mesma extincta firma, conforme consta do res-
    pectivo bataneo procedido e encerrado em 14 do
    referido mea, por acto de dissolucao social.
    Recife, 27 de Junho de 1887.
    Manoel Fernandes Maacarcnbas.
    Alug
    M-se
    o sobrado de um andar e sotao ra do Bartho-
    lomeu n. 67, est caiado e pintado de novo e tem
    bans commodos : a tratar na ra larga io Rosario
    u. 34, botica._________^__
    Domingo* de Noaia Barro
    Ravmundo Lino doa Santos Gooveia, aua mu-
    lher e filhos, maodam resar um miaaa na matriz
    ca Graca (Capunca), no dia 2 de Julho, s 8 bo-
    rs da manha, qnadragesime do fallecimento do
    S'u presado cunbado, Domingos de Souza Barros,
    ii Decido em Maio ultimo, em Minas Geraes. Pe-
    dan aa pessoas de sua amizade, como aa do falle-
    cido, o caridoao obsequio de assistirem a esse acto
    t religiSo e piedade, pelo que se confessam eter-
    Bi mente gratos.
    Franciwr-o de raala Burae*
    I rbiia l'illio
    Joaquim Francisco Borges Uchoa, aua mulber
    e sens filhos, mandam resar urna misaa por alma
    de seu irmo Franeitco dr Paula Borges Ucba
    Filbo, na igreja de N. S. da Penha, no dia 2 de
    Julho, s 8 horas da mauha, stimo do aeu paspa
    ment, e convidam aos pareutea e amig< s do fina-
    do para assistirem a esee acto de religiSo e ca
    ridade, pelo que se confessam deade j eterna-
    mente gratoa!_______________________________
    f
    Antonio Lope* ferelra de
    Domingos da Cunha Guimares e ana
    Mari a Pereira de Mello R cha, agrad
    pessoas e irmandades quo )e dignaram
    har sua u tima morada oa restos mo
    aeu aagro e pa: ; e de novo aa convidam ]
    iiatirem a misaa do aet.imo dia, que ter
    Segunda faira 4 de Julho, a 7 horas da
    aa igreja da Madre de l)eue
    ello
    mulber
    cem s
    usompa-
    rtaes de
    >ara aa-
    i lugar
    manha,
    Pilara: aria central
    Ra do Imperador n. 38
    Jos Francisco Bittenconrt, antigo pharmaceu-
    tico da pharmacia iraneexa ra do Baro da
    Victoria n. 25, avia* a sena amigos e freguezes,
    que ae acha na rjfcsrtnacia cima, onde espera
    continuar a mereerr aconfiaoca que felizmente
    depositaran) em aeua trabalh ib protessionaea.
    TV4 BEBID1
    (Cidre Moosseox de torntandie)
    Esta nova bebida, feita puramente de macaea e
    que inteiramente difiere da cidra commum, alm
    de ser a primeira vez que veas a eate mercado,
    recommenda-se eapecialmente pelas auas qualida-
    dea tnica, hygienica e refrigerante.
    Acha-se venda em casa os tka. :
    Paulino de Oliveira Maia, ra do Imperador.
    ! bares Pluym & C, Ces da Liogueta.
    Jos Joaquim Alvea ir. C, ra do Barao da Vic-
    taria.
    Alheiro, Oliveira & C ra da Imperatriz.
    Zeferino Valeute ft C, Caes 22 de Novembro.
    Nevea Pedroaa & C, largo do Mercado.
    Institnlion Franifnise de Deaoi-
    slles
    Aa aulas deste collegio coutinuam i funecionar
    ra do Barao de 8 Borja n. f)2.
    A directoru,
    I. AdoirJ
    Ateiu;ao
    A rifa de um terreno no Phtaameirim corre com
    1* lotera da provincia que ae extrabir._______
    Criada
    Precisa-so de urna criada que saiba coainhar e
    engommar, tratar na ra do Barao da Victoria
    n. 60.
    Pedido
    20 EUA PMMEIRO DE MAR (.lano ao Lonvre)
    Merinos de cores com duas larguias, a 800, o covado.
    Cachemires de listras para vestidos, alta novidade, a 400 rs., o covado.
    Percales de cores, a 240 rs., o covado.
    EsguiSo pardo de linho, a 380 rs., o covado.
    Cambraia bordada, a 5|J500, a pe$a.
    Cretones de cores, de 280 a 400 rs., o covado.
    Zepbyres de cOrea, a 200, 240 e 320 rs., o covado.
    Setinetas lisas e lavradas, a 360, 400 e 440 rs., o covada.
    Alpajss de cores, lisas, a 280 rs., o covado.
    Grande sortimento de 12s para vestidos, por barato prego.
    Bramante de linho, com 10 palmos, a 1&900, o metro.
    Bramantes de algodlo, a 800 e 101OO, o metro.
    Pao da Costa, a 1)5100, o covado.
    VelbutinaB de r-ores, a 800 rs., o covado.
    Pechinchaa em madapolSea, aproveitem !
    Atoalhado tranco, muito largo, a 1)5300, o metro.
    Leques transparentes, ultima novidade, a 2,-)00, um.
    Espartilhos para senhora, a 5|J0O0, um.
    Bordados tapados, fiaos, de 500 a 2000, a pega.
    Cortinados bordados, a 6500 e 8000, o par.
    Lenoes de bramante de linho, muito encorpados, a 3$000, um.
    Cobertas do ganga, forradas, a 3$000, urna.
    Chambres para homem, a 5)5000 e 6)5000, um.
    Toalhas felpudas para banhos, a 1500, urna.
    Ditas ditas para rosto, a 3<5500 e 5)5000, a duzia.
    Lindos fL-hs, de renda de linho, a 2)5000 e 2&0, um.
    Ditos, de la, completo sortimento.
    Camisas de linho para homem, sem punho e sem collarinhos, o que vera de
    melhor a esta mercado, a 54<50OO, a duzia,
    Ditas de la, a 5,5000, urna.
    Golletes de flanella com meia manga, a 3^500, um.
    Ditos ie dita sem mangas, a 3,5000 um.
    Completo sortimento de ceroulas, collarinhos, gravatas, meias para bomens,
    crian(as e senhoras, por menos precos que em outra qualqu-r parte.
    PARA OS SENHORES AGRICULTORES
    Algodoes do Rio, de 1." qualidado, a 320 rs., o metro, em porcao faz-se o
    descont.
    Ditos da Babia, brancos, a 320 rs., o metro.
    Ditos brancos, lisos, a 3,5000, 4,5000, 4^00 e 5?>000, a pega.
    PARA ACABAR
    Mallas americanas para viagem, a 10<5000 e 15)5000, urna ; baratissimo !
    Para lianlio do mar
    Costumes para bomens, a 8,5000, um.
    Ditos para senbora, a 10,5000 um
    Ditos para meninos, a 5,5000, um.
    Sapatos e boleas para o mesmo fim.
    Telephone n 158
    A]\IARAL & C.
    0 48 i Ra Duque de Caxas
    Chama a-enrao das Exids. familias para um espendido sortimento
    de fazendas Anas ijiie vendem por presos sem competencia
    Lionayse, fbzenda transparente, bordada, a 16)5000, pega.
    Organdis borbadas a seda, ultima moda, a 180000, peca-
    Etamine bordada a retroz, novidade, a 10,5000, peca.
    Guarnieres de velu iilho bordadas a vedrilho, a 6)5000, urna.
    Faile, lindo padres, a 500 rs., covado.
    Amor da China, fazenda de novidade, a 400 rs., dito.
    Cachemiras pretas finas, a 700, 900 e 1*200, dito.
    Cachemiras broche, ultima moda, a 1*500, dito.
    Lindos damasaes de seda, a 1500, dito.
    Ditos ditos de algodSo, a 320 rs., dito.
    Combraias bordadas, a 5*500, 6,5000 e 7*000, peca.
    Dita adamascada, a 12*000, peca.
    Setins lizos, finos, a 800, 1*000 e 1*200, covado.
    As Exmas. noivas
    Setim branco, fino, a 1*210, 1*400 e 2*000, covado.
    Alpaca branca lavrada, a 500 rs., dito.
    Setinetas lizas e lavradas, a 500 e 600 rs., dito.
    Grande sortimento de fazendas finas, chitas, madapoloes, algodoes e muitos
    outros artiges que se ven.Jem por precos sem competencia.
    Henrique da Silva DIereira
    i
    4/
    WOLFF& C.
    N. 4---BUA DO CABGA'-14
    Vi'*te muito conhecido estabelecimen-
    to encontrar o respeitavel publico o mais
    variado e cocspleto sortimento de JOI.1M
    rece?idas sempre directamente dos melho-
    res fabricantes da Europa, e qu- primam
    pelo apurado gosto do mundo elegante.
    Ricos iderecos completos, lindas pulsel-
    ra. alfinetes, voltat de ouro era vejadas com
    brilhantes, ou perolas, aunis, cacoletas,
    botSes e outros muitos artigos proprios
    deste generes.
    ESPECIALIADE
    En relogio de ouro, prala e nickelados,
    para homrns, senhoras e na nios dos mais
    acreditados rubricantes da l< rica.
    Para todos os ai-tigos desta casa garan-
    te-se a boa |ualidade, assim como a modici-
    dade nos precos que silo sm competencia.
    Vesta casa tambem concerta-se qual-
    quer obra de ouro ou prala e tambem relo-
    gios de qualquer qualidade que srja.
    4-Rua do Cabug-4
    -
    -

    i^
    fndico be sidos e bronze
    DE
    O Sr. Jos Barreto Paea de Melle, genro do 8r.
    Jos Ignaci de Avila, tenha a bondade de ir a
    roa da DetencSo n. 16, concluir o negocio de seu
    ioteresae com o abnixo aeaignado ; istojser
    cara dura. Recifr, 1 de Jalho de 1887.
    Jos Antonio Albuquerque Pedroaa.
    28$0W
    Alugaae 2- andar do sobrado ru* da Guia
    n. 62, com bastantes eommodns, caiado e pinta-
    da ; e per L6fV.03 a casa tt-rrea n 4 da travesea
    doa Goararapes ; trata-ae na ra da Guia n. 62.
    Doce superior de caj
    seceo
    Tem para vender ; aa ma do Bom Jess n. 35,]
    armasem.
    Jlil'll ki 111 & t
    Ra I de Marco n. 0.
    Participam ao respeitavel publico que, tendo augmentado sen
    estabelecimento de JOIAS com mais urna seceao, no pavimento terreo,
    com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convidam as
    Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
    cimenlo, onde en-. ontrarSo um rquissimo sortimento de oas de ouro e
    prata, perolas, brilhantes e outras pedras preciosas, e relogios de ouro.
    prata e nikel.
    Os artigos que recebem directamente por todos os vapor sao
    ejecutados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
    Estados-Uuidos. .
    A par das joias de subido valor acharao urna grande vanedade
    je objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
    basamentos, baptisados e anniversarios.
    Nem era relacao ao preco, e nem qualidade, os objectos cima
    mencionados, encontrarlo concurrencia n'eeta praa.
    -4 aOTUMH
    LOZ DA CRIZ MESOUITA
    66--Bua do Baro do Triumpho66
    (Antiga do Brum)
    Neste estabelecimento encontraro os
    Srs. agricultores e seus correspondentes
    todos os objectos tendentes a agricultura,
    como sejam:
    Machinas para fazer espirito, de destil-
    lar e restillar, alambiques do antigo v no-
    vo sjstema com esqueuta garapa, serpenti-
    nas e carapucas, tachas, tachos; bombas de
    bronze, de cobre e de ferro, de aspirante e
    de repuxo, para agua, mel e garapa, tor-
    neiras de bronze, de madeira e de todos
    os taroanhos, canos de cobre, chumbo, fer-
    ro, de todas as dimencoes, cobre picado,
    fundos para alambiques, repartideiras, pas-
    sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
    ro galvanisado rmelas, e lenoes de co-
    bre, bombas, continuas, sinos de 1 libra at
    110 arrobas, sola ingleza e do Rio, cadi-
    nhos patentes e de lapis.
    Fazem-se concertos de todas as qualida-
    des ecora toda presteza c perfeieao a precos
    mdicos,
    Vendem-se a prazo ou a dinheiro com
    descont.



    I

    I
    Diario de PernambucoSabbado 2 de Jaiba de 1887
    Alaga-sc barato
    Boa Visconde de Itaparica n. 4S, armasen!.
    * gas-
    Una Corosel Snaasnoa n. 141, quarto.
    Ra de Santo Amaro a. 14, loja
    Boa do Boiario n. 39
    Ra do Calaboueo n. 4, loja.
    IVaU-se na na do Coiomereio n. 5, 1' andar
    rio de Silva (JuimarSea A C.
    AMAS
    Precisase de daaa urna para cosinhar fe ootra
    para lava:- e engommar : na roa da UniSo nume-
    ro 13.
    Alaga-sc
    coro sotao, edificada a moderna, coai
    Ddaeao para familia, Mtio pequeo, entre
    aa daaa estacos Jaqueira e Tamarineira.
    OUTRt
    Unta casa nova em frente do Sr. Thcm, proptu
    para pequea familia, entro Jaqueira e Tamari-
    aaira ; a tratar na ra Primeire de Marco n. 25,
    laja de joiaa. ^^^^^^
    Amas
    Prectia-se de daaa ansas para serrino de qaar-
    ( e engommar, dorntindo em casa ; na Ponte de
    Ucbd, sitio de Luii de Moraes Gouies Perreira,
    em frente a estacSo.___________________________
    Ama
    Precisa-se de ama ama para coeinhar em cata
    de familia de daaa pessoa*, na ma Onque de Ca-
    nas n. 86, teroairo andar.
    Ataga-se
    grande sitio Tacaruna, ne Salgadinho, com bas-
    tantes terral para plantacoes e maitos arvoredos :
    quem pretender dinja-se fabrica Apollo, rna do
    A lasa-se
    1 andar da rna do Visconde de Inbama n. 73
    aoso boas courmodos para fumilia, perto d o mer-
    cado e com escolente vista ; a tratar na Ventu-
    rosa, rna do Cabuga. _^_^__^^__
    Alaga-se
    a casa terrea da toa do Coronel Sosanos n. 57
    e o Ia andar da rna do Fogo n. 35 : a tratar na
    rna da In.peratris n. 16, 1- andar.
    Engento Gutandy
    Arrenda se por cinco anuos o engenbo cima
    situado na comarca do Bonito, moente e torrente,
    com todas as suas pertencas, pode safrejar para
    maifl de 1,560 pies, dista da estaco de Catende
    legsa e meia; a tratar na rna do Imperador n. 61,
    segundo andar.
    Prepara se comidas
    com todo o asseio e por menos 20 0/0 do que em
    tmtra qualquer parte ; no pateo de S Pedro n. 6,
    primeiro andar.
    Cosinheira
    Precisa-se de um cosinheira pora casa de pe-
    Iaenr familia, em Olinda, paga se com generosi-
    sde ; a tratar no Recite, na eetscao da ra da
    Aurora, cem o 8r. Brito bilheteiro, ou em Olinda
    com o Sr. Mareolino na estaco do Carao.
    Ama
    Precisa-se de urna ama para coeinhar e ensa-
    boar : na rna da Ponte Velha n. 16.
    Ama
    Precisa-ae de ama ama que aaiba eotiabt r na
    rna das Cruaes n. 36, 1 andar.
    Ama de leite
    Preciaa-se de urna ama que tenha leiie bosn e
    novo, e nao traga filhos ; a tratar na ra do Im-
    perador n. 52, 1- andar.________________________
    Cosinheira es era va
    Precisa-se de um cosinheiro cscravo, tiara urna
    casa de pequea familia; a tratar no caes da
    Conapanbia n. 2, escriptorio.__________________
    Precisa se de um criado eneravo, para ama casa
    de pequea familia ; a tratar no caes da C'ompa-
    nbia n. 2, escriptorio.
    A quem interessar
    possa
    Previne-se a quem se julgar creder de .Francis-
    co de Souaa Duarte por qualquer titulo, para que
    no praso de 30dias, a contar da data dse, apr-
    sente suas contas ra da Uoio n. 54, para
    serem cenfendas. Recife, 11 de Junho de 1887*
    Antonio S. Duarte Ferren a.
    Seiiioiiles He carrapato
    Compra-ae grandes e pequeas quant dadei :
    oa drogara de Frrnciseo M. da Silva & C, rna
    do Marques de Olinia n. 23.
    VERDAOEIROS GRAOSqeS AUDE do DTRAHCK
    - V* LICENCIADOS PELA INSPECTORA GKMAL HE HYGIESB I-O IMPERIO IX) BRAZO,
    fitUUflS \ Aperientes, Estomachlcos, Purgativo!, Depurativo
    l*iontra a Falta de appetite, a Obstruccio, a Zaxaqut-ca, a? Vertlgcma,
    I# as Coaseatoes, ote. Dose ordinaria : 1, J a 3 eraos.
    '2 Desconfiar as ralsiuracocs Exigir o rotulo junto imprimido em franca
    '? da m^S^^'SniSete c 0 Selli da Uiii dos Fabricantes.
    Bm PAKIL Pharmacia LEROY Deaasilos em oiu u priaciaass Plareutai.
    Lotera da Provincia
    Ser breve annunciado o da da extrae?o
    a 7.a lotera em beneficio da matriz da Boa
    Vista do Rfife, no consistorio da i^rejade K
    S. da Conceifo dos Militares, onde se achara
    o expostas as urnas c as espheras arrumadas
    em ortlem numrica a apreciado do publico.
    Molestias Nervosas
    Capsulas do Doutor Clin
    Laureado di Ficuldade de Medicina de Pars. Pnmio Montytn
    As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
    as Molestias, as de Cerebro e contra as afleccOes seguintes:
    Asthma, Insomnia, Palpitacoes do Coraco, Epilepsia, Hallucnaco,
    Tonteiras, Hemicrania, Atteccdee das vias urinarias et para calmar toda
    especie de excitacSo.
    1122 Urna $xolicaco detalhada acompanht cada Fritco.
    Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN O*.
    de PARS, que se encontrad n casa dos Droguistas et Pharmaceuticos._______
    LOTERA do ceara
    15:000^000
    BXTRACCIO INSTR&NSFBRI7EL DO \i: SORTEIO DA 3.' LOTERA
    (fcuartafeira 6 do correte
    Os bilketes desta acreditada lotera
    acham-se venda as seguintes casas: Boda
    da Fortuna, ra Larga do Kosario n. 36;
    Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco
    n. 23; Casa Feliz, praca da Independencia
    ns. 37 e 39.
    Tetegramma e lista do dia da exlracco
    x % x x x.x x x x x
    X X X X XX XX X,9,
    EPILEPSIA
    HYSTERIA
    iCONVULSOES
    MOLESTIAS
    NERVOSAS
    ~>
    BeposlUrloa em Pernamtmew .
    Cura qu i s*mHT>
    AHivi" sempr*i
    solcoThteryosi
    Laroyenne
    PAR.S, 7, Bturovarn Daia, ?, MUS
    PHARMACIA POIIL
    W K. da lXf A O*.
    Fabrico de assucar
    Apparelhob econmicos para o colmen-
    te e cura. Proprio para engenbo* peque-
    nos, sendo mdico ni preco e ef-
    fectlvo em operaco.
    Pode-se ajuntar aos engenhos existentes
    do systema velho, melhorando muito a
    qualidado do assucar e augmentando a
    quantidade.
    OPERACAO MUITO SIMPLES
    Uzinas grandes ou engenhos centraos,
    maahinismo aperfeigoado, systema moder-
    no. Plantas completas ou macbinismo
    o.
    Especificacies e informac3es com
    Browua C.
    5-RUA DO COMMERCIO-5
    Precisa-se
    de urna menina de 10 12 annos de idade, para
    andar com ama criaociuba de 2 anrjoa, trata-se
    bem e di-ae de vestir ; precisa-ae tambero de urna
    senhora idos.i que possa prestar leves servicos de
    easa, mediante um pequeo ordenado, ambas para
    casa da familia ; a tratar na ra Velas n 36,
    collegio.
    MAMADEIRA-BOMBA
    MONCHOVAUT
    A. nica coca vlvula, ama que nunca
    o lelte torna a deacor
    OlMi K CITSTAL CON FAFUS0 TOtNEUI
    Medalhas
    de Ouro
    e
    de Prata
    Oplnlao do D' BOUCHUT, lenta
    arredilo da Vara Hade de Medicina de Pars a
    medien do Hosrulai daa rrianras enterlas, no US
    livro Mlygirxa da Infancia l
    a Urna Nunadelra bem acondiclonnada
    a deve ter urna vlvula onde o leite nunca
    torne a desoer : este o principio da"
    c MAMADEIRA MONCHOVAUT.
    siaarttai t*su anacisiN Piarmaciai a sraairlii
    Semeiues e arrpalo
    Compra-se na fabrica Apollo roa do Hospicio
    numero 79.
    Poro licor de jampapo
    Vende-as nos estabolecimeotua dos Srs. Albei-
    ro Oliveira & C, ra da Imperatriz n. 42, e
    Jos Joaquim Alves & C, ra do Baro da Vic-
    tea n. 69. Recommenda-se a perteicao com que
    feito este1 licor. _____ _____
    Tinta prela
    INALTERAVEL
    COHNIMCtTIVt
    PHARMACIA CENTRA I
    38 Ra de Imperador 38
    Pernambnco
    Serve para escripturaco mercantil e d tres ou
    quatre copias de ama vez
    Canella
    Compra-se em grande ou pequea porcao ; na
    ra larga do Rosario n. 34.
    Xarope de cambar guaco e bal-
    samo de Tull
    re parado pelo pharmaceutico Jos Francisco
    Bitteocourt
    E' um poderoso preparado para todas as affec-
    ;es dos orgaos respiratorios, como catarrho pul-
    monar, asthma, coqueluche, bronchite, paeumo-
    aia, tiaiea, etc., etc.
    Cada frasco 14000
    Deposito na Pharmacia Central, ra do Impera-
    dor n. 38. Pernambuco.
    VENDAS
    Livramento & .
    vendem cimento port'and, marca Robins, de 1*
    qoalidade ; no caes do Apollo n. 45.
    WHISKY
    ROYAL BLEND marca V1ADO
    tste ezcellente Whisky Escasees -erivt
    to cognac ou aguarden* de canna, para /ortifica
    > eorpo.
    Vende-se a retalho nos a> Ihores armasena
    nal hados.
    Pede ROY AL BLEND marca VIADO cajo n
    ne e emblema sao registrados para todo o Braai.
    BROWN8 t C, agentes
    Mus novidades
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    dos a 240 ris.
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    ou dt qualquer cor 2*000.
    Extractos franc.zts fin. s desde 2*000.
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    Baleixs pira vestidos melhor qualidade esco-
    Iba a300rs. a duzia.
    Leques a Joauita com enfeite lantejolss a
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    parn vestido.
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    Meias inglesas para homen aenborae a meninoB
    desde 3* 00 a duzin. cfnnft
    ( lia de fuotao brancas e de cores a *uuw e
    25I nan ,.
    Briui pardo para ronpa de meninos a 330 ris.
    Efffai-' de liobo intratado pardo para vestidos
    a4Ulrib. .. 4,
    Bi.rd>.dos tapados, trasparente, e de tastao
    desde 300 ;is a peca.
    E ouir8 muitaa fasendas que se d muito ba-
    rato na loja de
    Jos* ogiblo Das
    Cabriolis
    Vende-se dons cabriolis, seado usa deseobert*.
    e outro coberto, em. perfeito estado, para um oo
    dous cavallos; tratar roa Duque de Caxias
    . 47.________________________________________
    Casa para vender
    Vende-ss urna pequea casa contendo 2 salase
    2 quartos, ra do Alecriio n. 9 ; a tratar na ra
    do Bom Jess n. 38,1* andar, ou na travessa do
    Peixoto n. 55.
    Terreno
    Vende-se um terreno confronte a estaco do
    Principe, estrada de Jlo de Batros, com 90 pal-
    mos de frente e bastantes fundos, e com alicorees
    para 3 casas; tratar na ra d'Apollo n. 30, pri-
    iro andar.
    Leitura para senhoras
    Broches mkelados e domados a 2*000.
    Bonitos grampos douradus a 500 ris o maco.
    Esplendido aortimento d i galdea de vidrilbo.
    Grande variedade de leqaes de setim, a 4*000.
    Frisadores americanos pira cabello a 3*000 o
    maco.
    Setas de pnarntaeia para cabello.
    Bonita colleccSo de plisaos a 400 ris.
    Brincos, isaitacao de brilbante, a 500 ris.
    Aventaes bordados para crianess a 2*000.
    Chapeos de fusto e setim para enancas.
    Sapatos de naeriu e setim idem, idem.
    Metas brancas e de cores, fio de Escocia.
    Pomada de vaselina de diversas qualidadea.
    Babenetes finos de vazelina e alface.
    Extractos finos de Pinaud, Guerlain e Lubin.
    Lindas bolsas de couro e velludo.
    Pichs de 12 para sen hora a 1*800-
    Sapates de casemira preta a 2*000.
    Tesooras para costura, de 400 ris a 3*000.
    Pacotes de p de arroz a 300 ris.
    Fitas de todas as qualidades e cores.
    Immenaa variedade de botos do pbantaaia.
    E milhares de objectos propnos para tornar urna
    senhora elegante, e muitos outroa indispensaveis
    para uso das familias, tudo por precos admiravel-
    mente mdicos.
    Na Graciosa
    RA DO CRESPO N. 7
    Dwarte A C.________
    hobrado a vender-se
    Vende-se o sobrado n. 87 ra da Aurora, em
    frente a ponte de Santa Isabel ; quem pretender,
    pode entender-ae com o corrector Pedro Jos Pin-
    to, na praca do Com mere i o.
    Peehinchas!!!
    Slo as seguintes que se liquidam na anti-
    ga casa
    CARNEIRO DA CU HA
    CACHEMIRAS auomanaa, lindas fa-
    zendas para vestidos a 400 e 480 o covado.
    MERINO'S de cores lindissimas, duas
    larguras a 800.
    FUSTOES brancos e de cores a 240,
    320 e 400 rs.
    ETAMINES com palmas de seda a
    800 e 900 rs,
    SETIN maco de todas as cores a
    800 e 1,5000,
    CRETONES finos a 240, 320 e 360 rs.
    Ezcellente eacolha.
    FAUCES modernos a 400 e 440 rs.
    PANNOS para mesa, novos desenhos, a
    10200, 4^400 e 10800 o covado.
    SARGELINS diagonal, todas as cores,
    a 240 rs.
    BRAMANTES de 4 larguras a 9 00
    10200 o metro.
    IDEM de linho puro, 4 larguras, 20000.
    BORDADOS de cambraia a 10000 a
    pega. _
    MADAPOLOES pelle de ovo e ameri-
    canos a 60200 e 605CO.
    ESGUIES para casaquinhos, 12 jardas
    40000 e 40500.
    CASEMIRAS para roupas de cnangas
    a 800 rs. o covado.
    IDEM diagonal e de coreB, 2 larguras,
    a 20 e 20500.
    CORTES de fustao para coletea a 10 e
    10300.
    IDEM de casemira a 20500 e 30000.
    CAMISAS iuglezas a 360000 a duzia.
    GUARDANAPOS de nbo a 30000
    a duzia.
    LENgOS de setinetas, finos, a 20500
    a duzia.
    MEIAS cruas para homena a 20500, 40500
    e 60000 a duzia.
    CEROULAS bordadas a 120 e 180000
    a duzia
    CROCHETS, gurnicSo para cadeiras e
    sof 8SO0O
    GRINALDAS e veos para noivas a 90
    e 120000.
    CAMISAS para senhoras a 360 e 480
    a duzia,
    Sortimente completo de toJas as fazen-
    das proprias para uso doaiestico.
    Dao amostras.
    As vendas em grosso tm o descont da
    praca.
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    Vende se na retinara da ra do Coronel Suas-
    suna n. 7, em arrobas pur preco commodo, e em
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    DE
    ALBERTO HENSCHFX & C.
    i-Rua do Barao da Victoria-!>2
    Este acreditado estabelecimento photographico participa ao respeitavel publico,
    que contina a executar oa mais aperfeicoados trabalhos pelo systema mais moderno a
    ruis apreciado. Aoha-se. habirlitado a sasfazer as mais diffi :eis exigencias, quer em
    rabalhos photogropbicos, quer em pintura a oleo.
    Alm de seus trabalhos photographicos que sao por demais conhecidos encarre
    ga-se tambera de retratos a oleo para o que j se acha entre nos de volta de sua via-
    gom a Vienna d'Austria, onde visitou as principaes galeras,^ o eximio pintor Ferdinand
    Piereok, bastante conhecido pela perfeiclo de seus trabalhos, desde 1877, quando aqu
    esteve em nosBa casa e ltimamente o anno passado.
    Para satisfazer em goral a todos que honrarem o nosso estabelecimento com
    euaa eacommendas participa que alm dos retratos, seja qual for o systema, tambem
    recebe encommendas para qualquer vista ou paysagem, quer photographieas, quer pin-
    tadas a oleo, sendo o encarregado destas ultimas o mu conhecido paysagista o Sr.
    Telles Jnior.
    Roga se s Exmas. familias e mais pessoas o obsequio de honrarem com suas
    visitas nosso estabelecimento, onde sempre existe urna magoifiua exposicSo dos trabalhos
    que execntamos e onde tambem os senhores visitantes encontrarlo lhaneza no tracto,
    perfeicSo nos trabalhos e modicidad? nos precos.
    C. Barza,
    GERENTE.
    * m
    PH0SPHAT0 de CAL CEUTIN0S0
    de E. LEE.0Y, Ptarmaceutico de \" Classe, 2, rea Dannon, PARS
    OBTEOOE\:o aari stauTolvimiaio a ssaUfia taa Criutai, castra a Ricaitisme e a kWaiUa M Saw
    Recommcril2!i'os este Xarepe W >s Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslml-
    c lacio fcil e mil vezes superior a todos os xaropesde lactaphosphalo invenudps oela espeou-
    lacio. Todos sao cidos ao posso que o Phoaphato de Cal Gelatinoso nao o
    O Snr Proteusr BouCBUT. Mtitce ao HospiUl u Cnuju. ( VINHO PHOSPHATADO DE LEROV ..S^S
    knemiti, Coiwimpcio, tronchlte chronica,Tislc*, Fnquez organ/ca. Convalesceit
    Depositarios em Pernambuco : TRh.W~ M. da SILVA e C.
    A FLORIDA
    Kua Duque de Caxias n .0.
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    tes, a 200 rs., vende-se aqui.
    Bonitos quadros oleographicos, a 5000 o
    par.
    Um jogo da gloria, a loUO.
    Anquinhas a 1^500, urna.
    Lindo sortimento de cadea da plaqu ame-
    ricana.
    Lindas pulseiras americanas, de o.-). 7.-5.
    9)5 o par.
    dem de 14, M e 3 o par.
    Lindos broches de plaqu mericano a 4)5-
    dem desenliando urna thesoura, um peixe,
    a 2>$ um.
    Lindas guarnigoes para toilet, a 12$.
    Guarnicoes para camisa, plaqu americano,
    garantidas por dez annos, a 45 urna.
    Cartciras para dinheiro, com repartimen-
    tos, de lf$ a 10,5.
    dem para letras, marcando os mezes de
    aneiro a Dezembro.
    Lindas pastas de couro, chagrn, pellica e
    velludo.
    BARBOZA
    Espartilhos de liobo a 3<5.
    Lindas capellas com veos, para coiva, da
    8(5 a 15,5.
    Ramos de flores de laranjeira, de lo00
    | 26500.
    Boleas para menina, de 35, 45 e 6fi.
    Meias para senhora a 105 a duzia, co
    | palmas de seda.
    Len508 de linho em lindas caixas, a 35
    duzia.
    Chspelinas de setim para baptisado, a*65-
    Sabonetes de diversas qualidades.
    Para toilet :
    Agua Florida e Celeste,
    dem Divina,
    dem Osea.
    Pos de arroz Florida
    dem idem Osea,
    dem idem Regina de Gelle Fleres.
    Para o lenco :
    Essencia Rita Sanglay.
    dem Ixora.
    dem Aida Bouquet de ExposicSo.
    SANTOS
    i
    ?4w4+~^w**^^j**^^ni
    DE ARSENIATO DE ODRO DIHAHIZADO
    DO DR ADDISON
    0 MAIS ENRGICO 0 MAIS ACTIVO DOS fECONSTITUINTES
    O ARSENIATO DE OURO se impo a todo aquella que for cuidadoso do seu bom estado de sade. Com dous granulo por
    dia, volta o appetite, as forca* augmentao e urna sade ptrftita suecede rpidamente a um estado inquietador.
    ANEMIA, ESG0TAMENT0, MOLESTIAS NERVOSAS, MOLESTIAS DE SENHORAS
    O Arseniato de Ouro dynamizado do Doutor ADDISON, resultando da combinaco de dous medicamentos heroicos,
    combate^ctoriosamente a Tsica, Bronchites chronicas, Asma, Rheumatismos chxonicos e todas as Molestias que
    resiiltiio do Esgotamento do systema ervos.
    Nao toin riv. 1 aos EnfraquecimentoS que resultodo longaa molestiaa. Suas propriedadts tnicas e reguladoras da wmer-
    vacao tornao-no superior ao farro contra a Anemia, as Flores brancas a as Nevralgias.
    As Febres que rosistem ao sulfato do quinino cedem ao Arseniato de Onro.
    O Arseniato de Ouro torna as mulheres
    jovens e nutrida*. Auxilia podorosamente o
    atravessar a poca tao temida (L-i idade critica
    e communia urna novajuventude.
    -----------------xt-----------------
    Desconfe-ee das Contrafases
    eexija-seaVERDADEIRA ETIQDETTA
    como a MARCA DE FABRICA assim
    como a assignatura
    e a do Snr.
    NICO PREPARADOR
    AAAAAAA?
    Milhares de Doentes devem hoje sua
    cura aos Granulos de Arseniato de Ouro
    do D' ADDISON. Innmeras .-atestados fo-
    ro dados, citaremos aqui alguns.
    --------------------0OE--------------------
    O FRASCO t 6 francos, m Franca.
    EM VENDA NA
    Fliarmacia GSLI1T
    21. ru Roc&ectMian. a Farii.
    Uepositario geral que manda iVanco contra
    um mandato-postal.
    Dctosito* JVrnaai t
    rsAvcisce m. da su.va a V,
    a na prieipaa Phtmtctis ta Brasil.
    /


    8
    Diario de PcrnambiicoSabbado 2 de Julho de 1887
    ^
    w

    VARIEDADES
    O laceadlo da opera Cmica
    MSICOS E PARTITURAS
    Urna porta de soccorro que d entrada
    para o foyer dos msicos, situado egual-
    mente no sob solo, foi tambero arrombada,
    conseguindo se subtrahir ao fogo os ins-
    trumentos e os sobretudos dos msicos. Ne-
    nhum msico da orchestra foi victima do
    incendio ; poderam fugir fcilmente pelos
    corredores do sob-solo. Una s, o contra-
    bajo Graire, quiz entrar na orchestra
    para tirar o instrumento. Porm nlo con
    seguiu. sendo gravemente ferido no rosto
    e na cabeca pelos destrocos das travs in
    cendiadas.
    O DESFILAR DOS MORTOS
    Um espectculo horrivel,a sahida dos ca-
    dveres que na manhS seguate ao incen-
    dio, tinfoam sido encontrados dentro do
    theatro.
    Eram 4 horas da trde. Chegaram os
    carros fnebres porta do lado da ra
    Marivaux.
    Nos cirros iam cinco caix3es para se ru-
    nirem nelles os restos de cinco cadveres
    que estavam absolutamente carbonisados
    e feitos em pedacos.
    Em quanto se desempenha esae lgubre
    .rabalho, vio sendo transportados para os
    carros os cid&veres que esto inteiros e
    que pela maior parte tinham perdido a
    vida por causa da aspbyxia.
    Primeiro apparece, transportado por dois
    bombeiros, o cadver de um hornera anda
    novo, com grande barba pret, vestido
    elegantemente, A corrente de ouro do re-
    logio, detaca-se sobre um collete do setim
    claro, manchado de sangue. Atravessa o
    espaco que medeia entre a porta e o car-
    ro fnebre, pelo meio de compactas alas de
    espectadores, que se descobrem reverentes
    passagem da morte.
    Segu se urna mulher, vestida de setim
    O rosto est negro
    es
    4t

    preto.
    a face direita
    de cartlo que se cullooava sobre o cada-
    ver.
    Citase, entre outros, este dramtico in
    cidente :
    Urna senhora Pierca apresentou-se all
    de manhi para se infoimar se o seu mari-
    do so achava entre os morios. Fazia'se
    acompanhar de um seu filho.
    Apenas entraram ella sultou um grito, e
    o pequeo exclamou ; lavado em lagrimas:
    Alli est o pap. Pierceum
    machinista. jazia com effeito sobre o ban-
    co fnebre !
    Da ra Drauot tinham sido transporta-
    dos qu .tro cadveres de bailarinas semi-
    nas :
    M. Carvalbo nao pode reconhecel-as,
    tanto ellas estavam desfiguradas.
    OS DE8APPAHECID0S
    L' impossivel dar urna idea das soenas
    dilacerantes que se deram e dos desesperos
    que manifestava a inultdlo de gtnta que
    andava em busca dos parentes ou amigos
    que Ihes faltavam. As esquadras de poli-
    ca e os "omroissariados dos arredores da
    Opera, eram invadidos por una multidlo
    anciosn, febril, inquieta. Vinham pedir
    informales, indagar os nomes das victi-
    mas, e com a voz entrecortada pela emo-
    clo que produz a perda de um prente cu
    de um amigo, davam ao empregado as in
    caeoes necessarias. O secretario do com-
    missariado responda com apparente tran-
    quillidade a toda esta multido desvairada,
    tentando ser senhor da commoclo que o
    invada.
    No commissariado de polica da ra Ri-
    chelieu, a estada qao conduz ao escripto
    rio de Mr. Rolly de Balnigre estava cheia
    de gente. Faziam se entrar as pessoas a
    quatro e quatro, e na sala onde costumain
    estar os empregados eram feilas as decla-
    rares das desapparicoes.
    Eu venho, dizia urna rapariga, cho-
    rando, procurar minha rm. Cbama-se
    Mara Donnet. Tinha do ao theatro e nao
    voltou. Est na sua lista.
    E era quanto o agente coosultava os no
    mes das victimas, a pobre rapariga, que
    estava paluda como um cadver, eoxugava
    os olhos, d'onde cahiam abundantes lagri-
    mas.
    arrancada ; es bracos torcidos. A desgra-
    cada parece ter luctadocom desespero para
    sair do fatbl corrbidor onde a morte a sur
    preendeu.
    Outra mulher ainda. E' urna rapariga.
    O rosto est calmo ; s os olhos, arregala- j ^^ tomar mU -Ja sua declaraQao.
    dos, conservara a expressao da surpreza e D(,po8 entregou-lhe um passe para a de-
    do terror. | xarem entrar na esquadra da ra Drouot,
    Depois, o cadver de um hornera. l-onde e8Uvan 08 cadaveres nlo reconheei-
    ainda entre as ralos crispadas os restes de doa
    Nlo est respondeu o ageute, mas
    um chaile de mulher...
    E o desfilar continua.
    Mais tres homens e nove malhers !
    Em seguida entrou um hornera da ca
    bellos brancos, acompanhado de urna mu-
    lher velha e de um rapaz. Vinha procu
    Com o penltimo, o csd.-.yer de urna m-:^ r fi[h era fi uraDte.
    lher, deu-se um meidcn.e uopreuionador. Chama.se Mgra Nester, tinha 19 annos,
    Ao collocarem o no carro, um dos conduc-; e efa nova de um ffical d(J ourive8. E'
    tores escorrega, o carpo escapa e cae no q noyo aCampanha o velho, e a mu-
    chao, produzindo um baque secco, arn- lhe|i Dep08 do 8i8tro a rapariga nlo
    piador, um ruido de morte... j tornGU a aparecer em casa dos paes.
    . E l vio para os depsitos, onde o pu-1 D e uajg 8ennora de cerU idade
    buco vae reconhecer os restos dos amigos quQ veuj eclarar qUfc mademoiselU Barbe,
    ou dos parentes. costureira, desappareceu e, emquanto o
    O REC0NHEC1MENT0 DOS CADVERES enjpregodo eXamna a lista, agita-a um vio-
    No reconhecimento dos cadveres, tanto i ^^ traraor nerv080. p, ga convulsiva-
    na noite do sioistro como no da seguinte, mento nQ se 8e drigLr rua
    davam se as mas tristes o commovedoras j Doaot-
    scenas. Junto d'ella acha-se uma mulher elegau-
    No posto da rua Richelieu, prximo j te, de toilette alguma cousa espaventoso.
    bibliotheca publica, bavia, de manhS, dozt- E' estrangeira e declara que procura ura
    cadveres estendidos uns junto aos outros, iDglez que ebegou com ella, na ante -yes-
    Uto apertados que a cabeca de um estava pera, de Cannes. Elle tinha dito que ia
    apoiada sobre as pernas de outro. Opera Cmica e depois nao appareceu
    Outros, carbonisados, esto completa, i rnnis.
    mente desfigurados. Os atos dilaceradoss E' aborrecido, exclamou ella quando
    sania ; s <-'m Pars que succedem acci-
    dentes d'estes.
    Era a nota do trotoir n'esta scana de an-
    e crep
    deixam ver o corpo queiniado.Osmembro-
    torcidos, por um supremo soffrimento. Em-
    &m, apresentam,se os mais estranhos as
    pectoa. gustia
    Via-se junto parede uma bailarina,
    com fato de malha rose. Tinha o peito
    despedacado, vendo-selbe ainda um bra- nuadamente pparecendo.
    clete, completamente m ebucado e negro Nlo se poe, pois, anda
    nelo fego. Ao lado d'ella estava um co- certo o numero de; victimas,
    rista cora costume romano, csbelleira bran- ca s depois que poder
    ca. Causava horror ver-lhe os bracos e as
    Continuara os trabalhos de desentulho e
    de procura de cadveres, que iam conti-
    e sDDarecendo.
    calcular ao
    A estatisti-
    revesando se, estaciona da e noite, no
    boulevard e ras que circumdata as ruinas
    do theatro. Uma grande forca de linha
    est serapre de servico para conter o povo,
    de forma que fique espaco livre para o tra-
    balho.
    Todos querera passar, todos querem ir
    ver e a polica v-se douda para os con-
    ter. E' como em toda a parte I
    Dao-se episod:os tristissimos e catros cu-
    riosos, por exemplo :
    Ura hornera, bem vestido, condecorado,
    qu^r atravessar a rua para entrar no local
    do sioistro.
    A sentinella, um guincho de linha :
    Nao pode passar
    Mas eu tenho l que fazer.
    Mora l ?
    Morar... morar... propriamente...
    nSo. Mas... tenho interesaos na casa.
    Quera entao ?
    Gounod.
    h Gounod ?... Gounod ?... nao co-
    nheco. (Para um camarade.) O' 123,
    conheces um sujeito chamado Gounod?
    Nem visto, nem conhecido, respon-
    de o 123.
    Ninguem o conhece, amigo, pode gi-
    rar, aqu nao passa.
    Homem, mas o meu nome nao tao
    desconhecido 1... Gounod, ouvio bem,
    Gounod...
    Sira, sita, j sei. Ms. n3o
    com essas !...
    Ft-lizmente para o grande compositor,
    um ofBcial de sapadores, que passava, re-
    conheceu-o e Gounod teve livre passe.
    OS PREJIZOS
    Nao se podem ainda calcular os prejui-
    zos materiaes, mas sao considera veis, ape-
    sar do edificio estar seguro.
    Ha, porm, um prejuizo enorme, irrepa-
    ravel: o archivo do theatro, um dos mais
    ricos da Europa, que foi quasi todo des-
    truido.
    O edificio estava seguro ero um milho
    e cem mil francos, as companhias L'Ur-
    baine, Fenerale, Nationale, Providence e
    Union.
    O soenario, guarda-roupa e tudo o mais
    que partencia empreza estava apenas sei
    guro em cerca de 300:000 francos.
    UM INCIDENTE
    Madame Verbeyden, uma artista dis-
    tincta, que acabava de fazer a poca como
    primeiro soprano ligeiro, no Grande Thea-
    tro de Lyon, tinha ido a Paris, com seu
    marido, Mr. Ladritre, para passarem al-
    guna dias e visitar os seus amigos.
    S'este numero entrava o sympathico ar-
    tista da Opera Cmica Mr. Soulacroix,
    que jantou n'esse da com elles e lhes deu
    bilhetes para o espectculo d'essa noite.
    Como, porm, os bilhetes offerecidos pela
    direceo do theatro nao teem numero, ma-
    dame Verbeyden e seu marido, indo tarde,
    e havendo enchente, tiveram de se sujeitar
    a duas cadeiras de 2.a fita, n'una camarote
    de 4.* ordem. Estavam mal, roas... foi
    talvez a aso que devem a vida!
    Bastantes minutos antes de se saber do
    togo, vendo que Soulacroix, que estava em
    serna, se mostrava inquieto e diatrahido do
    papel, desconfiaran! que bavia o quer que
    fosse de extraordinario e sahiram. Foram
    ao guarda roupa buscar a capa e,o sobre-
    tudo, deseeram, receberam porta as se-
    nhas e sahiram para a rua- Ao atraves-
    sarem o hombral da pirta que principia-
    va o tumulto l dentro : tinha-se deseober-
    to o incendio e o pnico manifestava-se.
    Madame Verheyden, conserva as aenhas
    que receben no contiile e diz que as guar-
    dar toda a sua vida como recordacSo do
    felicissimo acaso a que ella e seu marido
    devem a vida.
    de todos os mais theatro, e quasi toda
    as corporacas importantes de Paris.
    Nos funeraes ofBciaes, bem como nos
    diversos enterras feitos pelas familias e
    amigos das victimas, o concurso de povo
    tem sido enorme.
    A CARIDADE
    E' espantosa a corrente de caridade em
    favor das familias das victimas e da pes-
    soal do theatro que se tem estabelecido
    em Paris, as provi icias e at no estran
    geiro.
    Todos os theatros annunciam especta
    culos em seu beneficio.
    A imprensa de todas as cores abre sub-
    scripcoes e organisa festas de beneficen-
    cia
    Formam-se, por toda a parte, commis-
    soes para angariar donativos e organisar
    concertos e bailes.
    Da toda a parte, tambera, chegara obu-
    los, alguna muito avultados, e offertas de
    artistas paratomarem prte as festas que
    se organisam.
    Levanta se, emfim a caridade, a philan-
    tropia que, honra a tola a Europa sem
    distincSo apparee sempre por occasiao
    de grandes catastrophes, que fazem des-
    apparecer fronteiras e opiniSes e que fa-
    zem de todos os povos verdadeiros ir-
    maos '
    Porece que a companhia da Opera C-
    mica ir trabalhar, durante o rssto da es-
    tajo, na Grande Opera, cuja direccSo of
    fere;eu a casa, ssenario e guarda-roupa
    em tres dias de cada semana.
    Esaa galharda offerta parece que ser
    aceita ; e que o governo continuar a dar
    companhia da Opera Cmica o subsidio
    que ella recebia.
    ENTRE AS VICTIMAS
    Entre as victimas ha nomes muito co-
    nhecido. Dos j sabidos extraamos os
    segnintes.
    Emilio Dessanier e sua esposi, han-
    queiros em Vienna d'Austria. Tinham ido
    passar alguns dias a Paris edeviam regres-
    sar a Vienna, no dia segninte. No bolso
    interno do casaco que Dessanier vestia,
    foi encontrada uma carteira com 150:000
    cncos.
    "Madame Ludwig Schefftel, esposa
    do corrector da bolsa de Berlim. Tinham
    chegado na vespera a Paris, para tratar
    d'uma operago financeira. ~
    M. Rey, rapaz de 21 annos, perten-
    cente a uma familia distincta. Estava a
    concluir o curso da Escola Polytechnica.
    M. Bovusier, grande proprietario em
    Chivrirea (Oise), commendador da Le-
    gio de Honra, e sua filha Luiza, formosa
    menina de 18 annos. Tinha ido a Paris
    passar alguns dias. Estavam hospedados
    no hotel Bergere.
    OS LADROES
    Na noite do incendio, na propria occa-
    siao em que tanta gente agouisava e que a
    multido, anchsa, nao attendia seno ao
    desastre, nlo procurava seno salvar as
    pernas to horriveis eram as queimadu-
    rcsl
    A' mediJa que o reconhecimento tinha
    lugar o nome era inscripto n'um pedajo
    F0LHET1M
    JOSLARONZA
    era Paris.
    No hospital teem morrido muiros dos fe-
    ridos e queimalos, que alli estavam em
    tratamento.
    Contina a anciedade da multido que,
    Seria to bom
    OS FUNERAES
    Os funeraes das victimas que nao foram
    reclamadas pelos seus, ou de pobres a
    quem as familias neo podiam fazer enter-
    ras pomposos, foram feitos a expensas do
    governo e com grande ceremonia.
    Nos funeraes uffi:iaes, appareceram ou
    fizeram se representor : o presidente da
    Repblica, a municipalidade do Paris, a
    empreza da Opera Cmica e as emprezas
    victimas, os gatuaos trabalhavam no seu
    officio com o maior cynismo, com o maior
    arrojo e at com a maior coragem..
    Com a maior coragem, porque alguns
    entraram no edifficio e no meio das cham-
    mas, arriscando as vidas, foraui aos carna-
    rios roubar as joias que os actores l ti-
    nham Um desses foi preso por um bom-
    beiro, dentro d'um camarim, arrombando
    um armario, no meio do fogo e do fumo!
    Na rua ento '... Foi uma limpeza de
    algibeiras !
    No dia seguinte ao do sinistro tinham-se
    depositado, n'uma sala do rezdechausie,
    que tinha sido mais poup?da pelo incendio,
    todos os obj actos de valor, que apparece-
    ram no theatro, para serem depois reco-
    nhecidos. Havia alli muitaa joias, dinhei-
    ro, etc. N'um momento em que do rescal-
    do se levantou algum fogo, prendendo a
    attencao do pessoal de servico, os ladiSes
    correram logo e n'um instante, quasi todas
    as joias desappareceram.
    Os gatunos, porem, foram perseguidos,
    conseguindo-se prender seis, tendo em seu
    poder a maior parte dos objectos rouba-
    dos.
    POR
    JACQES DiTFLOT E PEDRO MAEL
    C I A R T PABTE
    A PERSECUIfiO
    (Continuaclo do n. 147)
    VIII
    A noite, uma noite de verlo, passon ra
    pinamente. Ella vio nascer o sol.
    De repente a moga estnmeceu.
    Ouvio nm ruido.
    Abrise uma porta. Era a do cmaro
    te do prisioneiro
    Carmen voltou se. Maximiliano subia. a que os marinheiros vissem dos seus
    podia deixar ma morrer ?
    correr nos seus bracos I
    Ella murraurou essas palavras em um
    sopro, mais bella do que nunca na sua d5r.
    Arband sinti alguma cousa que lhe pare-
    ceu mais temo do que a compaixlo.
    Pobre menina I disse elle em voz
    que sabia lhe do fundo da alma, por que
    esto os nossos destinos tao separados ?
    Por que me ama, a mim, d'entre tantos
    outros, o nico a quera esse amor nlo po-
    de dar nem telicidade nem coragem ?
    Elle pronuncien essas palavras com vi
    bracSes singulares.
    Estavam perto um do outro.
    Sem prestar attenclo a isso, o doutor ti-
    nha-se sentado ao lado da moca.
    Carmen, palpitante, febril, tomou-lhe a
    mo, sem que elle se lembrasso de a reti-
    rar.
    __ Pobre menina repeli Maximiliano.
    Ella deixoa chir a cabeca no hombro
    delle, como o tinha feito urna noite em Sin-
    gapoor, como o tinha feito em Melbourno,
    no dia em que sea amante, seu senhor, ti-
    nha ido arrancs.1 a ao seu amor' E alli,
    1 sera dizer palaVra, feliz cora esse contacto,
    procurando perceber as palpitac5es des.e
    cordelo que nlo corresponda s suas, deu
    livre curso s lagrimas. Que lhe importu-
    NA MORGUE
    E' para a Morgue que vio sendo trans-
    portados e expostos os cadveres que nlo
    slo reconhecidos as estac3es de polica.
    No sabbado estavam alli 17. Alguns nun-
    ca puderlo ser reconhecidos, tal o estado
    em que se acham. Todos aquelles despo-
    jos tara sido photographados, e as photo
    graphias expostas porta do estabeleci-
    meoto, que uma multido enorme visita
    continuamente.
    Dlo-se alli scenas tristissimas. Pesso.-s a
    quem fata alguem da familia correm alli,
    desesperadas, a cada momento, para ver
    se no meio daquelles despojos mortaes re-
    conbecem os rastos dos entes que lhes
    eram caros.
    Eis a copia d'um pedaao do registro de
    entrada na Morgue, dos cadveres que
    alli vio chegando:
    N. 345Mulher- Espartilho gris com
    barbas da balea. Alguns pedacos de rou-
    pa queimada. Trea anneis e um medalblo.
    N. 346Mulher Corpeta do casimira
    com botSc-s de metal. Fulseira de prata.
    Annel de ouro com perolas. Relogio es-
    maltado de azul, com pedras formando
    um escudo, tem o n. 6,504 e a marca da
    casa Cartet, Paris, de cilindro com oito
    rubis.
    N. 347 Homem Rsloglo rs.nontoir
    de cylindro, metal branco, com o n, ..
    130,242. mo moeda de iO trancos em
    ouro com a efigie de Napolelo, cunhada
    em 1866.
    N. 348-MulherO p esquerdo calca-
    do com uma botina de pellica com botoea.
    N.349Mulher- Tres anneis, um de
    prata com a legenda Mary; outro de ouro
    com duas margaridas esmaltadas; e o ter
    ceiro com dous brilhantes e um rub ao
    centro. Um relogio de ouro, mostrador es
    maltado, com o n. 21,532. Corrente de
    ouro* Corpeta de seda preta com gilet de
    velludo. Camisa bordada, apparecendo s
    a marca que as lavadeiras costumam por
    na roupa. Espartilho branco. Meias cas
    tanhas com ligas de seda escarate. Sai
    de riscas de cores. Sapatos de setim cem
    botoes. Chapeo, capote, de palha branca
    com lagos de fita ciime.
    PARS, 30.
    Hoje, na igreja de Nossa Senhora, ce-
    lebraram-se as exequias de 22 das victi-
    mas da Opera Cmica, assistindo grande
    numero de pessoas uotaveis, entre as quaes
    o Sr. Goblet, muitoB senadores e deputa-
    dos. O Sr. Grevy, tambem estava repre-
    sentado. A ceremonia foi muito pathetica.
    Os Srs. Globet e Bertheiot proferiram dis-
    cursos beira das sepulturas.
    Ainda se nlo pode calcular o numera de
    victimas da catastropbe de Paris. Nodo-
    mingo ele va va se a 73 o numero dos cada-
    veres apparecidos, alera de dez ou onze
    que tinham morridu nos hosptaes cm con
    sequencia dos feriraentos e queimaduras
    que ali receberam.
    No entulho ha tantos cadveres que, pa-
    ra se poder trabalhar, foi preciso deitar
    poderosos desinfectantes, tal a infeceo
    que a decoraposielo dos cor pos desenvol-
    ve.
    Os trabalhos de desentulho proseguem
    sempre, mas com morosidade.
    Deante do monumento vagueiam muitas
    pessoas do feicSes contrahidas pela dor e
    olhos avermelhados pelas lagrimas. Slo
    parentes de algumas victimas ainda soter-
    radas, que espiara a descoberta dos corpos,
    e que, cada vez que apparece ura novo
    cadver, se approximam anciosos, a tira de
    ver se descobrem o ser querido que perde-
    rn. Cada decepelo que sofTrem arran-
    ca-lhes novas lagrimas.
    Entre esta multido de desvairados no-
    ta-se um rapaz de cerca de vinte e cinco
    annos, qua ainda nlo sahiu dos arrsdors
    do local da catastrophe, desde que ella se
    deu. Expulsam n'o de um sitio e appare-
    ce n'outro. O pai, a mai e a irml deste
    desgracado esto entra os mortos soterra-
    dos.
    sui mulher e de sua filha ; o seu desespe-
    ra oco, ella fez um
    Ao ver o
    eza.
    A senhora madrugou.
    Ella responden um pouco cansada, com
    tma especie de indifferenca :
    O senhor tambem nao faz o mesmo ?
    De p s tres horas da madrugada !
    Maximiliano quiz justificarse.
    Eu nlo podia dormir, respondeu.
    Como eu.
    E como a brisa da manba lhe dilatasse
    o peito, sentindo a necessidade de amor,
    murraurou :
    Ku velava por voc, Maximiliano.
    O -ico fitou-a.
    Poda er como em livro p.berto nesse
    standes olbos. Ella nlo menta.
    Velava por nm. Eu creio e agra-
    dece.
    Ella sorrio com tristeza.
    Nlo me agradeca. Eu o amo. Esse
    accor toda a minha vida. Vida cruel,
    accrescentou ella com amargor, e que- ac
    bar com o desespero.
    E, bruscamente, sem transicio, ella lan-
    ';ou-lhe esta exprobraclo :
    Porque salrou-me,Maximiliano? Nao
    gesto de jpostos ? Todos esses homens, piratas ce
    | profissao ou por necessidade, tinham visto
    muita cousa. Denais, ella ulo oceultava
    mais esse amor, ova. queimava lhe a vida
    Ella o tinha dito, cavia pouco, quera mor-
    rer aesira.
    A pouco t pouco, Maximiliano tamben
    sentio que a resistencia diminua.
    O amor de CaraeD, a principio odioso,
    depois digno de jistima, nlo era daquelles
    que deixam um iddfTerente.
    Esaa mulher, : joven e tao bella, que
    bastar- elle q ira que ella se lhe
    entregasae corpo y- Aj, o perturbava e o
    embancara. .-udir o encanto.
    __ Carmen, -fese elle com ternura, ma-
    me :
    Ella responda rollando para elle esse
    bello rosto, qHe ira sorriso illuminou atra-
    vi das lagrin.
    Aaa-me, ctinuou Maximiliano, e
    retera-nae aqu ?
    Ella murmura i t-om eaforco :
    porqus i)o posso viver sem vo-
    c.
    Elle fcbaixo\i-BS e rocou os labios nos
    cabellos da moca.
    Entao, fujamos juntos, quer ?
    Ella estremecu.
    Fugir 1 Oh eim, quero fugir 1 Mas,
    como V Aqu, no mar ?
    O moco hesitou um momento.
    Nlo vamos para Melbourne ? per
    guntou.
    Infelizmente, s para mudar de na-
    vio.
    Nlo importa Pasearemos vista da
    costa. Siga me. Eu me atirarei ao mar.
    Ella o interrompeu com vivacidade.
    Ella passou-lhe o braco pela cintura.
    Quer ? #
    Eolio, sem indagar maia nada, aem in-
    quirir se a proposta de Maximiliano nlo
    era devida nicamente ao desejo da liber-
    dade, obedecendo somonte louca espe
    ranea que brotara ao seu espirito, a moca
    respondeu :
    Sim, sim, quero. Eu o amo.
    Arband continuou as suas perguntas :
    Quando uhegaremos a Melbourne ?
    Ella hesitou ; depois, resol vendo se :
    Hoje aiesmo ; daqui a tres ou quatro
    horas.
    E entraremos no porto ?
    Nlo. Est tudo prevenido. O yacht
    ha de vir ao nosso encontr.
    Maximiliano calou-se. Ella e fitou, an-
    eiosa.
    E' impos8vel, nlo ? disse ella des.
    animada.
    Elle Borrio.
    Nlo, apenas estou reflectindo.
    Houve novo silencio. *
    Entlo, perguntou ella arfando. Que
    r esolve ?
    Elle abracou-a com eifuslo.
    Resolvo que dentro em tres horas es-
    taremos mortos ou livres.
    E, pela primeira vez, emquanto uma la-
    grima que lhe cabio dos cilios molhava a
    fronte da moga, elle imprimi nessa fronte
    um beijo longo e afFectuoso.
    Um grito de odio e raiva interrompeu s-
    bitamente a conversa.
    Ned Hobson tinha visto tudo da outra
    extremidade do convs.
    Caminhou para elles de punhos fechados
    e espumando.
    Ci de francez, bradou elle em uma
    especie de algaravia composta de todas as
    linguas, viste raiar o teu ultimo dia.
    Carmen, instintivamente, chegou-sa ao
    mojo, como para protegel o.
    Mas, Maximiliano, altivo, desdenhoso,
    afastou-a e, dirigindo se ao pirata ;
    ro commove.
    Foram encontrados mais dois cadveres.
    O primeira da uma mulher ; a desgra-
    nada tem o ventre completamente aberto.
    O segundo de homem.
    Na Morgue fizeram se mais de quatro
    reconhecimentos. Foram os dos corpos de:
    Victor Berteau, alfayate do theatro.
    Mlle. Bosby, ingleza.
    Gustave Euter, 27 annos.
    Lnngumier, esarevente de tabellilo.
    O numero dos mortos eleva-se, portaato,
    a 73; ios quaes foram reconhecidos 53 e
    4 morreram em conaequencia dos ferjlien-
    tos recebidos.
    Os iuneraea das victimas que pertenoiaas
    ao pessoal do theatro tiveram lugar hontem,
    [31) na igreja de Notre Dame. Tioha-se
    pensado primeiro em fazer as exequias na
    Magdalena, mas, para evitar ajuntamentos
    e facilitar o servico de ordem, resolveu 9
    que se realisassem em Notre-Dame.
    Dez caixSes, contendo os restos raortaes
    dos artistas e figurantes que pere serano no
    sinistro foram collocad's em carros, segui-
    dos de muito8 outros carros, cobertos, fe-
    chando os restos iutjrraes e calcinados dos
    desgranados cuja identidade nlo foi esta-
    belecida.
    O servijo foi de quinta classe. Gran-
    des armaeoes negras, bordados de prata or-
    navara a nave e os artistas dos theatros ex-
    ecutaram com os coros urna missa fnebre.
    Talazac cantou o Pie Jesu.
    Da igreja o cortejo dirigiu se para o ce-
    miterio de Pantin, onde a munieipadade
    ofTareceu uma sepultura.
    O bairro onde se deu o sinistro e*t in-
    fectado com o cheiro exhalado pelos cada-
    res.
    Primeiro recorreu se ao chloi'eto de cal,
    que por mmeraoes de acido clorhydrico de-
    senvolva grandes quantidades ; mas este
    gaz muito irritante e os operarios come-
    carara a seotir-se sufocados.
    Emprcgou-se depois o acido phenico.
    Por meio da bombas lanca-se de todos os
    lados este liquido desinfectante, sobretudo
    nos locaes onde os operariis esto mais oc-
    cupados.
    O acido phenico va i ser substiUifdo palo
    chloreto de zinco, cujo cheiro menos de-
    sagradavel.
    PARS, 31.
    O presidente da Repblica deu 10:000
    francos para as victimas do incendio da
    Opera Cmica.
    Lavanta-se agora urna gravissima ques-
    tlo na imprensa tranieza a respeito da ca-
    tastrophe da Opera Cmica : as responsa-
    bilidades.
    E ellas slo grandes, muito grandes,
    pois fra de duvida que os regulamentos
    de seguranga estavam absolutamente es-
    quecidos ; que os meios de defeza ou nlo
    existiam, ou estavam iautilisados pelo des-
    leixo a qua tinham sido votados.
    Aimprensa parisiense quasi unnime em
    exigir que essas responsabilidades sejam
    impostas, e que se faja um rigoroso in-
    querito para se averiguar a quera ellas se
    dev-ra impor.
    E o inquerito est-ae fazendo e nlo po-
    de deixar de ser rigoroso, porque a opinilo
    publica assim o exige.
    E exige-o com razio, porque fra de
    duvida que a catastrophe tomou to gran-
    des propor3es devilo negligancia e i
    incuria que roinava no theatro e que, pa-
    rece, se raanifestou tambem no servico dos
    soccorras, durante os primeiros tnomen
    tos.
    Nlo se sabe ainda, e parece que nao se
    ebegar a apurar o numero exacto de vic-
    timas.
    4" Slo setenta e seis os cadveres appare-
    cidos, mas diz o Soir (de 1 de Julho)
    o jornal que mais e melhor se tem oceupa-
    do desse triste assumpto :
    %
    Ha tambem um outro sujeito que espe-
    ra hi tres dias a descoberta dos corpas de
    Anda uepressa, bruto. Sabes que
    estou prorapto.
    O americano deu uma risada de demo-
    nio.
    Oh I Agora nlo Aqu nlo I Aqui
    eu obedejo, sou escravo. L no yacht se-
    rei senhor. Essas ala as ordena do chafe.
    Arband encolbeu os hombros.
    L, como aqui, nlo pastas de um co-
    varde, um assassino. Desuo-te.
    Uma colera suprema agitou as feic3es de
    Ned.
    Conteve-se e murmurou :
    Dentro em tres horas, eats ouvindo,
    dentro em tres horas.
    Estou ouvindo, replicuii Maximiliano.
    Nesse momento, o mar, coberto de pa-
    lbetas de ouro, reverberava a alvura leito-
    sa do cao.
    De repente o sol appareceu, ardente e
    magestoso, e dissipou as lamas brumas ;
    espalbaram-se peas vagas, aemelhantes a
    ama trama de gaze rota em muitos luga
    res. O globo incandescente suba.
    Entlo, atravs da cortina de neblina
    dissipad i, appareceu a trra a tres milhas
    de distancia, a sotavento.
    laximiliano a reoonheceu primeira vis-
    ta.
    Era a costa verde da Victoria, a ensea-
    da de Williamstowo, com a sua floresta
    de mastros, e, no fundo, como manchas
    brancas, as casas Iluminando se com fagu-
    lhas, sob os raios obliquos do sol.
    A oeste, pela proa do navio, appareceu
    uma masst escura, que creecia de instan
    te a instante.
    Era evidente o yacht dos piratas.
    Mas, ao mesmo tempo, ao norte, entre o
    navio e a trra, uma mancha apenas visi-
    vel sulcava as aguas.
    O coracio de Arband comenou a bater
    com violencia.
    S podia ser uma erabarcaco.
    Que era ella ? De onde vinha T
    Era chegada a hora decisiva, o momen-
    to propicio.
    Era um memento o moyo concebeu e
    amadureceu o seu plano de evasio.
    Havia de atirar se ao mar no momento
    em que o navio que o levava chegasse pa-
    ralelamente altura da embarcarlo que
    va
    Mas uma angustia apertava-lhe O cora-
    Se estivesse s, se salvara.
    Tinha promettido a Carmen sal val-a tam-
    bem.
    Ora, seria exequivel esse projecto ?
    Poderia a moga supportar essa immerslo
    perigosa ?
    Nlo havia tempo para reflectir.
    Era preciso agir.
    (Continua.)
    -
    IX
    Os ofHciaes do navio do registro inglez
    estacionad em Melbourne, perguntava
    uos aos outros que queran dizer essisidas
    e vindas de um esplendido yacbt de re-
    creio, que de raanhl e noite apparecia
    vista da ponte que fecha o ancoradouro.
    Tuilia um ar singular.
    Nunca chegava a tiro de peca das bate-
    ras do .molhe do lado do mar, e, quando
    virava de bordo, a manobra era feita com
    precelo militar.
    Esse manejo durava havia alguns dias,
    quando uma tarde o vapor, que corra pa-
    ra leste, uiudou bruscamente de rumo e
    foi toda forja para uma enseada distan-
    te algumas milhas.
    Os officiaes de Sua Magostado conclui-
    rn qua o yacht tinha largado ferro nesse
    lugar.
    Ora, os ofBciaes de Sua Magestade en-
    gaa vara se, o que talvez tossa melbor pa-
    ra elles.
    O navio mysterioso era com effeito o
    yacht de Lawis Jubb. Esperava a cgalupa
    que levava Arband, am de levar o dou-
    tor para outros climas, para Ora Linga.
    O capitlo nlo quiz despertar suspeita,
    ngia estar experimentando as machinas e
    a um signal dado punha se s ordens do
    pirata.
    Que aviso podia dar caca a esse admi-
    ravel yacht que, sem diffiouldade, detava
    dezoito milhas por hora ?
    Nao tinha elle no convs, o?cultas pela
    borda, seis portinholas, atrs das quaes re-
    luziaui seis tetas de quatorze cent metras,
    montadas em carretas aperfeicoadas T Fos-
    se como fosse, L wis Jubb, inquieto, nlo
    quiz dessa vez tentar o diabo. Estava nos
    seas dias de prudencia.
    Estava, pois, combinado que, logo que
    avistassera a ehJupa, o yacbt seguira era
    direcelo opposta que segua o navio de
    vela, afira de co despertar suspeitas.
    Depois que a chalupa fundeasse em uma
    enseada indicada de antaiulo, o vapor ae
    dirigira va entlo parar e mandar uma embarca
    co procurar o doutor, Carmen e Ned Hob-
    son.
    wtm
    Mas, comquanto L-wis Jubb tivesse es-
    pids em toda a costa e que, por conse-
    quencia, a sua polica fosse muito bem or-
    ganiaada, nlo tinha sido avisado de que
    uma estaclo de guardas da alfandega ti-
    nha sido estabelecida poucos dias antas,
    justamente na enseada em que se devia
    operar o transporte de Arband.
    Comprenendo-s que, em vista das ma-
    nobras dos dous navios, es guardas lan-
    cassem ao mar uma embarcaclo, recelan-
    do que as tripolares operassem nesse pon-
    to da costa a descarga de objectos prohi-
    bidos.
    O apparecimento dos guardas nlo tinha
    sido previsto.
    Nem o capitlo do yacht nem Ned ti-
    nham ordena a esse respeito.
    O americano, embarazado com este con-
    ti atempo, resolveu, todava, approximar-se
    do yacht. Em ra hora. O patrio da
    embarcaclo da alfandega, tendo entlo cer-
    teza de que os dous navios estavam de
    cooni/enca, manobran de modo a collocar-
    se entre o vapor e a chalupa. Esta ia fi-
    oar entre a embarcaclo do fisco e a trra,
    emquanto o yacht ficaria ao largo.
    O yaokee estava louco de raiva. Nlo
    tinba nenburaa peca a bordo para meter a
    pique o escaler maldito. Ah se estives-
    se a bordo do vapor, nlo hesitara em fa-
    zer fogo.
    O capitlo do yacht tinha ordem de ser
    prudente.
    Distingu* perfeitamente os ofBciaes in-
    glezes, que nlo largavam os oculos. O re-
    gistro estava de vapor feito, e de um mo-
    mento para outro podia fazer-xe ao mar e
    cartar a retirada dos dous navios de Jos
    Laronza. Communicou, pois, a Ned, por
    meio de signaos particulares, qde se dis-
    punha a afastar-se para leste a todo o va-
    por, afira de desvanecer as suspeitas. En-
    tretanto, o americano, virando de bordo,
    tentara passar a barlavento do escaler e
    fazer se ao largo.
    O yaeht voltaria entlo com a roesma ve-
    locidade, quinto visse que a embarcaclo
    da alfandega ficava atrs da chalupa. Pa-
    ruria a ama amarra da chalupa e despa-
    chara uma bale ira para buscar o prisio-
    nero.
    Essa tctica podia ser bam succedida.
    Infelizmente, o eacaler, vendo o yaoht fa-
    zer-se ao mar, agarrou-se chalupa.
    (Continuar te-ha)
    I Tjrp. do Diario rua Duque de Caxias wn. 42.
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    riasD
    /


    V.
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    --


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