Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19096


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Full Text
'
i^n-nm-- nuu n.
'ARA A CaPTAMa E IXCJARJKS OSIE Wf^.ftfc JptttA PORTE
i1* tres mezes adiantadoe........ 6000
Vor seis ito idem..........'..-.... 120000
Por um anno idem.................. 23,5000
Cada numero valso, do mesmo dia............ #100
jjropricirai* i* Mwxoti f\$nck& He* ia
/ asi
XELE6RAHHAS
mm ?Lzmm so jiasic
RIO DE JANEIRO, 30 de Junbo, s 2
horas e 05 minutos da tarde. (Rccebido
s 4 horas e 55 minutos, pelo cabo sub-
marino) .
SS. hh. if. aegnlram boje para c
Rampa no paquete francs GIRON-
DE.
tMumio hojea regencia do Impe-
rio S. i. I. a ira. princesa D. Iaiabei
i-'oi elevada a marqueta a condet-
a de Itamaraty-
Segulo para Pernambuco eim o pa-
quete nacional ESPIRITO SAN lOoOr.
Oemocrlto tavairaiiic de Albuquer-
qrue.

ikjW Ji*
i'ARIS, 29 de Junho.

-X W I, r.
r. e*Xni,

f
O general Boulanger, ^
da guerra, acaba de ser nomyean0
commandante em chefe do iImi...
tercelro corpo do eserclto.
ROMA, 29 de Junho.
O Mr. de Calroll est gravemente
doente i o seu estado inspira serlos
cuidados.
RIO DE JANEIRO, S9 de Junho.
Os ehtudantes das escolas: de Me-
dicina* Polytecbnlca. Militar e Na-
val nierau urna grandiosa re- -peo
ao lllustre medico O gulngsw
M qu. aeaba ue ebegoj,,.
ropa.
tara o aprovetamento das menores variacoes ou
adapatacoes orgnicas.
Assim se distanceiam as differentes especies,
destacando-se em granos bem caracterisadi'S, e
por assim dizer independentes, por isso que dtsap-
pareceram na iucta as espacies intermediarias.
Pelo atastamento nos carateres, atastam ai:
igualmente as necessidadt'8 ; e torna-se Ibes pos-
sivcl a vida, ao lado anas das outras, podendo
aproveitar-se cada urna do que, s outras, com
pillamente intil.
Vivem todas em harmonia : diminue t> lucta
pela existencia, e diminue tambem a tendencia
variabilidade das especies.
Disto resulta o escacionamento de algumas t r-
mas, que sao geralmentc as elementares, e em que
o rudtmentansmo da organieavo torna impossivel
alucta.
Continua
a En-
V
-I
r
RIO DE JANEIRO, 30 de JnnAp, s 5
horas e 20 minutos da tarde. ^
TABTE OFFICiAt___
ministerio do Imperio
Fui exonerado o Dr. Joaquim Marques
Redig do lugar de raernbro da inspecto-
ra de hygiene do Pargjphorneado para o
raesmo lugar o Dr. Cypriano Jos dos
Santos.
S. M. o imperador ordeoou. que alm
dos camaristas que j esto ao servico de
S. A. imperial, fqueni tambem ao mesmo
servico ,os Srs. chefea de divisao Jo5o
Mendes Salgado e tenente general Baro
da Perjha. {
Foi elevado a visconde, com aonras
de grandeza, u Baraj da Motti Maia, e fi-
lzeram-se rnerc : do titulo de Baro de
'^Salvador de Campos, com as honras de
grah.-jez8) 80 coDselheiro Albino Rodri-
gues a\, Alvarenga e de Baro de Lessa a
lloy Breado Varella Lima.
Foi not
Por ttulos da mesma data foram nomea-
ilos : 3 escripturano da thesonraria de
fazenda do Rio-Grande do Sul, o p^ati
cante Jos Pinto de Azarabuja ; prstican-
te da mesma thesouraria, Horacio Pedroso
da Silveira ; 30s escripturaiios da alfande-
ga, o 3o da de Porto Alegre, Antonio
Augusto Xavier do Valle e o oficial de
descarga Joaquim Saturnino dos Santos
Pava Filho ; o escripturario da de Porto
Alegre, o pratcante Arthur Napoleo Fer-
raz Teixeira; official de descarga da do
Rio Grande, e praticante Joo Guslberto
Silrino Vidal, praticante da de Porto Ale-
gre, Luiz Quintino do Azevedo.
3o escripturario da alfandega do Cear,
o praticante Francisco Crnico
2 Escripturario da Thesouraria de Fa-
zenda da Parahyba, o praticante Manoel
Tertuliano de Sobres de Avella : pratican
te Francisco Justino Carneiro de Vascon-
cellos.
.Official de descarga da alfandega do
Espirito Santo, Annibal do Souz* Castn.
2 escripturario da alfandega t Vmazo
as, o < fflcial de descarga Feli Eli-
siaoio dos Santos Banh .
3* escripturario da alfirtidp
nambuco o ex-Io escripturario _
rahyba Joaquim Emygdio de Sou P*^.
Francisco Cordeiro FakSo 3ra
forme o Sr. inspector do Thesour>
cial. ,
Felippe Cavbante da Albuquerqut..
Informe o Sr. inspector do Thesouro ~fo- \V.
vincial.
Jos Joaquim da Silva Santos. Infor
rae o Sr. inspector da Thesouraria de Fa
zenda.
Joe Vieira de Olivira Maciel. Infor-
me o Sr. inspector do Thesouro Provin-
cial.
Major Luiz Antonio Ferraz. Forue-
9a-se. ,
CapitSo Manoel Duarte Vieira Informe
a Cmara Municipal de S. Agostinho.
Miguel Dias de Araorira Estoves.In
forme 10 Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda.
Tenente-oorenel Thomaz Jos da Silva
Gusraao. Informe o Sr. director geral das
Obras Publicas.
Vicente Ferreira Raposo.Sim, satisfei-
tos os direitos fiscaes.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
budp, 30 de Junho de 1887.
O porteiro.

/
F. Chacn.
HH. MM. o imperador e a Imperatrls
" do Brasil em companhia do principe
Pedro acabam de partir pura^a f*-
ropa a bordo do paquete tt jee
GIRONDE da Companbla Mesa grles
Marltlmes.
ss A*, impi-riae. todos os
bros do governo. as principa
toridades civls e militares, o
diplomtico assim como urna
me multido asslstlram ao e
que de *s MM. Imperlaes.
A despedida de HH. MM. eom seus
augustos Albos foi coamoved.
LONDRES, 30 de Junho.
O Dr. MarKensle especialista Ingles
molestias da larynge acaba de
pralicar com bom exitn asna ova
operara na pessoade H. A. o princi-
pe berdeiro da tllcmanba.
DJLIN SOjto-JttSkfc-..
Mas eloii'f r";iripiK
am de ter luiMr. ootar
s abstencde!. ^;:un, g
governo foioi ou\,i,
o.
veada dama de palacio a Viscon-
dess* de ^a-ppebs.
.MiaUi ,rIo da rfast|?a
Pela secretaria de eaUdo ({oa 0,
da )U8ti$a, ea l do pa88Bdo p88sou-se
d.ploma habilitando c bachare, Marnoel Le.
te de Cabargo ao carge rfe juz de dreto
Expedio-se na mesma ,,ata ^ den.
te da provincia do Rio U\^nd( do Snl 0
Seguinte aviso : v
_. Confirmando ornen ,le,ramraa e
ID do corrente, de :Iaro a .
* 1." Queaperda do lugar
te de juiz municipal s se V
casos restrictos do art. 6o Io
ment n. 4,824 de 22 de No<
i871, um dos quaes o de ser
deranaoria.
2> QlS>4> ne8ta ^yR1'1"
correr na perda de
lido, que o exerce
suspenso das respe
mos do art. 165 d
for prouunciado e
2a ou 3' especie d
commercio.
3.* Que jul
nSo fica por este
nuar no exercici-
de juiz municips
do, por isso que
duzida do art.
mitada adrai
bens e b3lo su
polticos.
Covm,
de sentenja (
no exercicio.
municipal de
ciante cuja
.'jal
iai
3er
.i nos tor-
l processo se
qualifijada na
H8 do ::o ligo do
asual a fallencia
inhibido de conti-
rgo de supplente
ociante assim fall-
ipacidade civil de-
mesmo cdigo, !i-
o e dHposi^ao de
o goso dos direitos
to, que independente
>bilit%40a) seja mantido
go de supplente de juiz
o de Jaguarao o nego-
a foi julgada casual. 1
ONDRES, i de JUoh
rre a bo o que na
e argauauJo grai
ocieda! decretas.
PARS, 3ie Junho. ;
As negocies enii'e,|
a Turqu "x*net ,]
*<

te
lotenel
LONDRES, ifv tfe jiAho:
O governoingles arceita em adi
1 prako, cosforme pedio o gv, .er:
da Parta Oitomana a respeMada ce
Uali.
enro rotativa ap Esypto.
Os principes Alberto e Georg*/.
s 9. Albos do principe de
rliexaram boje a Oublln.
*'esrjia. flacas, hal
Jtiabo de 1H7.
f/ernsmbuoc
POPULAR
DA
BIOLOGA
(Esct?ahido)
BLLIOTHECA DO 4k* D*8 K8COL-
D.IHWIKMMO
{ Co-k t inuac a o )
ado'a'sss mesmas regioe, aemptp frent.
expogl os mecos perigoo, a vida
vida doo cutros.
prtiursoa forem, maio fcil lera -
llar e a ourte sos que, por n>
.i/i vrimdJos sobejos dos oui
jisdo ?
s eta victoria de una sobre oatrot,
l
rio da Fazenda
de 18 do passado foram
da alfandega do Para: o
fandega do Maranbo, Jo3o
ra, o 1* escripturario Felinto
ra de Brito, o 1 escriptura-
0 Mondim Pestaa, o conta-
uraria do Cear Leopoldo Leo-
; 1 escripturarios: os 20s
.ncisco da Silva, Vctor Alves
o 1 escripturario da thesou-
3dro Baptista Gongalves ; 2,s
s : o 1 escripturario da al-
Parabyba JoJo Baptista de
guarda mor da alfandega do
Dias Peroira : Io escripturario
ria de fazena, o conforente da
Jberto Jos Pereira Lomba.
da alfandega do Maraobao : o
la do Para, Virgilio Nanea de
ion da recebedorii de Pernambu
asTpturario da thesouraria, Fran-
iotp Emerenciano; 2 escriptura-
jeiurara, o 3 da alfandega, Joao
esj de Barros.
eripturari da thesouraria se fazen-
pe : o conferente da alfandega
tonio Jeronymo de Olivoira.
da thesouraria de fazenda do
chefe de secgSo Ja alfandega do
0gU8to Joaquim de Carvalho; 1*
,rsfio o conferente da alfandega do
rt*:8co de Paula Albuquerqae Ma-
; conferente da alfandega, o 1 es-
*Ki Francisco Fontenelle Bezerril:
pt irario, o 2* Antonio Cavalcante
.qj4 i 2 escripturario, ,0 3 Antonio
0 imenta.
crpturario da thescumria t fazen-
ri vincia de Minas Geraes o 2 Do-
F ancisco Monteiro; 2* dito o 3-
o imbo Teixeira; e Antonio Ro-
) mes Sobrinho para o lugar de
I ral das heranjas jacentes e bens
e ei da capital da provincia do
Alentado, por decreto da mesma
iipnferente da alfandega do Cear
tinte Murinelly.
_1_ ^
vea.
3o escripturario da thesouraria de Minas
Geraes : o praticante da alfandega do Cea-
r Arthur Moreira de Barros Oliveira Li-
ma, e Fernando Jos da Silva para o lu
gar de correio da R'.cebedoria do Rio de
Janeiro.
inlsterlo da Cnerra
Foram transferidos : para o 13 bata-
lhao de iofantaria o alferes do 7o da mes-
ma arma Victorino Franco, e para o 2
da mesma arma o alferes do 6* tambem
desta arma Francisco de Salles Brazil.
Foi nomeado o alteres-alumno Honorio
Vieira de Aguiar para auxiliar o servico
da fundacao da escola do tiro do Rio
Grande do Sol.
Mandouse conservar na guarnigo da
provincia das Alagoas at segunda ordem,
o 2* cirurgiao do corpo de saude do exer-
cito Dr. Pedro Delfino de Aguiar, o que
por telegramma se communicou ao presi-
dente da mesma provincia.
Foram transferidos para o 3" regiment
de cavallaria o tenente do Io regiment
Carlos Delfm de Carvalho e para a com-
panhia da mesma arma da provincia de
Paulo o alferes do 3o regiment Gusta-
Ramalho Borba, con/"-"* ^ediram.
-j T*o*v-k'-tn >puoii,o Uu -trmiiiniiim
da Escola Militar o capt3o de estado-maior
do srtilharia Alexandre Carlos Barreto.
Foi approvada a nomeacao feita pela
presidoncia da provincia de S. Paulo do al-
teres honorario do exercito Severiano Ve-
rissimo de Lima, para com mandar interi-
namente a fortaleza da Bertioga em Santos.
Officiou-se ao ministerio da marnha ro-
gando se sirva dar suas ordens para que
seja fornecido e collocado um pharol na
fortaleza deve correr por conta deste mi-
nisterio, a exemplo do qne se pratica com
o da fortaleza da Barra da mesma pro-
vincia.
Dirigio-se no dia 20, o seguinte aviso
so ajudante-general do exerc'to:
* Sendo ne:essaro que as informscSes
que tem de ser presentes a este ministerio,
por occasio do preenchiments do posto
de segundos tenentes e alferes, venham o
mais completa que for possivel para que
haja toda a justic na escolha e se evitem
reclamacoes da parte dos interessados,
convm que V. Exc. especam as mais ter-
minante ordens pera que este trabalbo
seja executado pela forma cima dita, exi
gindo-se dos commandantes dos corpos os
precisos esclarecimentos e recommenda-
jSes, e que seropre que se der alguma
Iterabas acerca de qualquer prac,a que
esteja as condicSes de ser promov
da e que possa influir na sua promo-
5S0, communiqnem immediatamente re-
partic3o a cargo de V. Exc.
As modificagoes propostas pelo capitulo
de mar e guerra Henrique Antonio B ip
tista, director de artilharia, sos canhoes
Whitworth, foram julgadas aceitaveis pelos
respectivos fabricantes, e consideradas me-
lhoramentos no systema.
Ministerio da Agreullura
0 Sr. Cimon Bjerke registrou na se-
cretara da agricultura o seu titulo de en-
genheiro civil passado pela real academia
polytechnica de Stack^olm, fieando assim
habilitado para exercer a engenharia civil
no imperio.
"Ministerio da Marlnha
Teve ordem de embarcar na canhoneira
Traripe o 1* tenente Henrique Alves Pin-
to Bastos.
Hepartleo da Poilcia
2* secc2o.N 576.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 30 de Junho de 1887.
Illm. e Exm. Sr. -Participo a V. Exc.
que toram recolhidos Casa do Deten-
5S0 os seguintcs individuos :
No dia 28:
A' minha ordem, Adriano Antonio da
Silva, remettido pelo delegado do termo
de Agua Preta, como alienedo, at qne
tenha o conveniente destino.
A' ordem do subdelegado da freguezia
da Boa-Vista, l_distrcto, Antonio de Bar-
ros Neves da Silva, por crime de furto.
A' ordem do da Varzea, Henrique Go-
rfes dos Santos e Antonio Manoel Fran-
cisco de Paula, conhecido por Caboclo,
como indiciados em crima du furto de ca-
ballos.
No dia 29 :
A' minha ordem, Laurentino Jos da
Silva, por crime de feriraantos graves;
Ignacio Alves Monteiro, Manoel Jos de
Oliveira, Francisco Nnnes de Oliveira,
Jo3o Baptista Bezerra, Joaquim Jos da
Costa Coelbo, Francisco Bertino da Costa
Medeiros e Francisco Mendes da. Silva,
vindos do termo de S. Bant >, com senten-
ciados. *
A' ordem do subdelegado da freguezia
do Recife. Mano' Tomt.m J- PiV?n
jse Alaria do Noscimento, Chrspioi Alves
da Silva, Luiz Jos Hypolito, Mathias Ho-
racio dos Santos, Francisco Jauuario Ri-
beiro, Manoel Lopes da Silva, Lonrengo
Alves da Silva, Manoel Silverio Ferreira e
Daioio da Costa, por disturbios e uso de
armas defezas.
A' ordem do do 2o districto de S. Jos,
Apolinario Pereira Brito, por disturbios o
Domingos Jss do Espirito Santo, por cri-
me de roubo.
A' ordem do de Io districto da fregue-
zia da Boa-Vista, Benedicto Antonio Gon-
calves de Oliveira, pres3 em flagrante por
crime de roubo.
Ante-hontem, pelas 8 horas da noite,
foi preso em flagrante o individuo de
nome Benedicto Antonio do Oliveira, na
occasiac que subtraliia um queijo do esta-
belecimento de Alheiros Oliveira & C,
sito ra da Iraperataiz do Io districto
da f eguezia da Boa-Vista.
O subdelegado respectivo abri o com-
petente inquerito sobre o facto.
Pelas^ 8 horas da noite daquelle dia fa!-
leceu repentinamente Galdino Dantas de
Andrade, foguista da estrada de ferro de
Caxang e morador no quadro n. 48 da
ra do Hospicio, pertencente ao mesmo
districto.
Aquella autoridade fez proceder a vis-
toria pelo Dr. Gama Lobo, que declarou
ter sido urna pericardite a causa da marte.
Anda no dia 29, na occasiSo em que o
trem da va frrea de Caxang descia a
ladeira de Apipucos, esmagou o individuo
de nsme Luiz de tal, pardo, raaior de 60
A\
Re
DESPACHOS
Ferreira Casca
Guimares, Jas
Maia & C., Fildem"
uiinacao a gar, e
nhot.-Informe a Ia seec,.
Ernesto Demetrio da Coa ^fc.
Forater & C Deferido de accoraV Q<*a h
inaces. '
Joaquim tiu Silva C*rvaib<>.Dsf i Jo ,.,, 'i*
ta das informticoea. .
Francisco Luiz Calvacanti.Em vista das in-
frmacos nada ba que deferir,
Falmeira & U.C.-rtifique-se.
Luis Marques da Cuuha.A Ia secjo para at-
tender na forma da lei.
Francisco de M. Cavalcanti de Altaiquerque.
A Ia seceo para os devidos fins.
Duarte Antonio de'Miranda.Indeferido em vis-
ta das informacoes.
Viuva de Antonio Baptista Noguera e Jos de
Azevedo Pereira.A Ia seccSo para os devidos
fins.
Maris de Lins.Informe a Ia secc&o.
Inspectora geral da InstruceSo
Publica
DESPACHOS DO DIA- 17 DE JUNHO DK 1887
Francisco Procopio do Valle.Deferido.
23
Gaspar Antonio dos Res, professor publico.
Encaminbe-se.
Manoel Candido Fermndes Pires, professor pu-
blico.Eocaminhe-se.
Manoel Ferreira Guedes, professor publico.
Encaminhejse.
Luiz Eustaquio da Conceicao Pessoa, professor
publie..Encaminhe-se.
Mara Joaquina Barbosa Magalbes, Liberata
Mara da Conceicao, Joaquim Rufo Bda, proles
sores pblicos. Encaininhem se.
25
Mtnoel Torqnato de Araujo Saldanba. Jasti-
fico.
27
Ricardo Fonseca de Medeiros, professor publico.
Encaminhe-se.
Jos Lej Vctor de Oliveira Ledo e Vicente da
Silva Montiro, prpfessores pblicos.Cumpra-se
e registre-se.
Loorenco Goacalves Aleixo e Maria dos Santos
Moreira, protessores pblicos.Cumpra-se e re-
gistre-sc
30
Ernesto da Silva Miranda, professor. publico.
Encaminbe-se.
Pedro Alves la Costa Coato. -Deferido.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro, professor pu-
blica.Deferido em vista do atiesta Jo.
Franrisco Pereira Lima.Deferido em vista do
disposto no srt. 172 do regulamenco de 6 de Fe-
vereiro de 1885.
Donatilla Julia da Costa Guimares, professor a
publica.Cumpra-se e registre-se.
o____..' ."*. -
carabuco, 30 de Junho de 1887.
O porteiro,
guiar .
Afim
DIARIO DE FEREAMuliCV
, que morreu instantnea-
^8
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA, DO DIA
DE JUNHO DE 18*7
Dr. Arthur Esperidilo de Carvalho Cha-
ves.Informe o Sr. inspector da Thesou-
ria de Fazenda.
Antonio Ovidio de Souza Ramos.In-
forme o Sr. commandante superior da
guarda nacional da comarca de Pao d'A-
Iho.
Antonio Goncalves de Azevedo.Infor-
me o Sr. fiscal da Companhia Recife Drai-
nage.
Augusta.A' junta classficadora de es-
cravos do municipio do Recife para tomar
em considerado, devolvendo com a classi-
ficayo, quando este estiver concluida,
Jfccaarel Caetano Maria de Faria Neves.
Sim.
annos de idade
te.
O subdelegado respectivo abri o com-
petente inque.'ito sobre o facto, e diligen-
cia descobrir se houve ou no criminalida-
oe por parte do machinista e foguista que
se evadiram.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia.O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 30 DE JUNHO DE 1887
Elvira Amalia de Moraes e Silva. In-
forme o Sr. Dr. administrador da Recebe-
ddria Provincial.
Jos Cordeiro dos Santos, Rodrigo Car-
valho & C Ioforme o Sr. contador.
Eduardo Res Gomes de Mello.Prove
o que allega.
Farry Egalon.Ao contencioso para at
tender.
Jesuino Dorang&es Carneiro o offico
do Dr. procurador dos feitos.Informe o
contencioso.
Francisco de Paula e Reg Barros e
offico do Dr. procurador dos Feitos.Ha-
ja vista o Si. Dr. procurador fiscal.
Felippe Cavalcante de Albuquerque.
Certifique te.
Contas daa 13a e 14a seres-da lotera 24
dos ingenuos da CoIods Isabel e da 13*,
da otecia da Santa Casa. Approva-
das.
RECIFE, lo DE JULHO DE 1887
Imposto de exportaco
Ao noticiarmos a patritica resolucao do governo
imperial de acceder justa pretencao da lavoura
da canna acerca da supprcssSo do imposto de ex-
portacao do assucar, promettemos voltar a este as-
sumpto com o intuito de continuar a cruzada
em defeza das aaplracoes de nossa principal in-
dustria.
Comecamos hoje a ddsobrgar-nos do honroso
compromisso, que por dever e justica conr*himes.
Nao suficiente, nem ha motivo para se julgar
completa, a medida, que o governo projecta tradu-
zir em le do Estado.
Collocada, como ha de ser, a uppressao do im-
post de riportaco na lei de orcamento da receita
geral do Imperio, a sua execu$ao e consequente
obrigatoriedade s encontrar ocensio de ser pra-
ticada em Janeiro do prozimo futuro anno.
Se assim fr, pouco ou nenbum proveito retirar
a agricultura do estorbo empregado e despendido
pela representadlo nacional para a cousecuclo de
to momentosa medida.
E bem consideradas as circunstancias ora que
se acha a nossa industria agrcola e o estado do
commercio desta praQa, devi Jmente apreciadas as
vantsgens e desvantagens da tarda execucSo des-
ta medida, talvez se dova esperar, senao prejuizo.
ao menos taea difficuldades e embaracos as trans-
ac(es mercantis, que aSnal o proveito, por gran-
de que seja, ha de ser iusufficiente para compen-
sar os inconvenientes, que podem ser maiores.
E' urna verdade geralmente sabida, que os nos-
sos productores da atsacar se aeham oberados de
compromissos antigos, -jue em vez de amortisados
por meio do producto da ultima safra, continan) a
ser ezigiveis do mesmo modo e pelo mesmo, seno
maior valor, por causa dos juros do capital.
Por outro lado a caiza do commerciante, depau-
perada pela falta de pagamentos com que conta va,
abalada pelo retrahimento do crdito,consequencia
da natural desconfianci do capitalista, reclama
embolsos promptos, como condicao essencial do mo-
vimento commercial das transaccoes.
Accreseeate-se anda a circunstancia de ser a
prxima safra tanto ou mais productiva do que a
anterior, que foi de notavel mpo-tancia, e eviden-
ciar-se-ba, qne tudo concorre e se combina para
anticipar, tanto quanto permittam a estacao e o
estado de amadurecimento das plantaces, a co-
lbeita da prxima safra.
O agricultor anciosamente preoecupa-se em
adiantar o fabrico do assucar, cono meio nico de.
fcuer dinhro para occorrer a sua subsistencia e
para solver os seus compromissos.
O commerciante, simples commissario do produ-
ctor, cem igual anciedade aguardar a remwsa
dos productos agrcolas para serem vendidos e re-
colher sua caixa a importancia produzida.
D'abi a quasi certeca de que no Altims semestre
do corrente apa as entradas de assucar serio em
avaltada qoantidade, o que alm de verificar-se
ordinariamente, agora sur motivado abMla pelas
necessidadea instantes j referidas.
O exportador, contaudo com a aapencii de im-
dorias .. __
eteriora^o, immobilsando
e dan iu em reauflado a eseas-
aiquilibrarae o movmento.re-
procura no mercado,
tas o agricultor ser prejudifcado
e, coua notavel!, justame.ite por causa da medi-
da adoptada em seu favor ou ara rmlhor,.. ,
as condicSes econmica; de mo Jo que nta-
gem que elle poderia retirar da alca do prejo, qu
cer lamente ha de trazer a suppreaso do intpoBto
no prximo anno, j fiear descontada com a diaTe-
reuca para menos do corrente semestre.
Para se negar as conseqnencias previsiva pre-
ciso desconhecer-se os mais elementares principios
da scienci* e os phenomenos qne constaute^ej,^
se repioduzem por meio do jogo caracterisfici g
especulares mercantis.
Para cortar de urna vez a possibilidade de rv
lisarem-se os faetos que antevemos s ha.o m-'
ser incluida na lei de orcamento da recei?
urna disposico especial, que determina ai
sao do imposto de expjrtacao desde j. \
Pjr este modo a suppreaso serAexecrit ia loge
qne for dada a sinccao imperial lei da receita
publica. i
Picar ento completo o deferimento pretenco
da agricultura, relativnments aos direitos adua-
neiros.
Aj.az-nos esperar, qne ogovtyou e a repred
tscao nacional acceUeao a to justo desidertum-
J agora nao sao nicamente os interesies do
commercio e Ja Uvoura, qu? r.-clamam^o comple-
mento da medida, que se projecta realisar, sao a
lgica, o bom senso pr'mo do legislador e os prin-
cipios da sciencia econmica.
Se suppresso do imposto servio de eausa e
fundamento o desesparado estad > da nossa agri-
cultura, se ha, como acreditamos, franco e sincero
desejo de soceorrel a, nao se compreheude, ucm
tem explicaco plausivel a domora e o adiameuto
do salvaterio adoptado.
Se graves e aaaustadoras sao as eoudico^s da
lavoura, enrgico e proihpto d;ve ser o soccorro.
do contrario sr improficuo ou pelo menos j fru
d' tero j>o o mais proprio e o mais opportnno.
ejiBiiJ o^!Jl*J nem 8 g^rk-nUnra .-wo'V^i^),
a cobranja deste continuar a ser feita no corrate
semestre, em cujos ltimos mezes se verificara as
maiores entradas de assacar em nossa praca.
Proseguiremos.
, ". o povo,
e de feri-
\o 11 Os pequetes inglez Tagus e norte-america-
no Advanee > ebegados, este hontem e aqaelle
ante-bontem, foram portadores das seguintes po-
ticias, alm das offioiaea, publicadas na nnaflifo
competente e da carta do nosso cor responden'i da
corte, inserta sob a rubrica Interior.
Hepublicas do Paciflco
U Jorn do Commercio da corte pnblicou os
seguintes telegrammas :
Santiago, 21 de Junho :
As chuvas abudantes cabidas na regiSo do-.
Andes llqvcausado grandes innudae'a na plani-
cie : os prejnizos sao i.vultadis; j muitos luga-
res as colheitas esto quasi nteirHmect" perdi-
das.
Lima, 21 de Junho :
Cbegot a esta cidade a principe- D. Carlos de
Bourbon, Duque d-.' Madrid. Sua alteza pretenda
visitar toda a America Hespanhola.
Quito. 21 de Junbo :
As eleices para presidente da republie ; vio
correado ao meio de grand-s desordena e umitas
difficuldades. Em d' veris lugares as urnas t.ram
inotilisadaa, havendj luta entra a tro
sendo j avultado o numero de mortoi
dos.
uso da Prala
Folbas de Buenos-Aj-rt-s e Montevideo, do dk
18 do passaio m-z.
A ornara dos deputados ou coagresso argenti-
no concedeu ao podeV exceuti vo auterisaca > para
ntervir Da urovineia de Tucuman, nos termos dos
artigos 5 e 6 da consttuco nacioaal.
Nada de importante occorreu na Repblica
Oriental do Uruguay, depois das ultimas noticias
que dalli tivetnos.
A snpraeitaaa folha pablicou os seguintes tele-
grammas :
Buenos- Ayree, -0 de Junho :
Melborou sensivelmente a sitna(o sanitaria. A
imprensa contina a ped.r ao governo que se oc-
cupe briam-rnte eo mais breve possivel enm os
trabalbos de sanearaento da cidade.
Entre os projectos de reforma e augmento
da esqoadra nacional que o ministerio da guerra
e marinha deve apresentar ao congresso acba-se
um plano de'reforma e de augmento da esqnadri-
Iba de torpederss.
Montevideo, 21 de Junho :
O Sr. Thomas Gomensoro foi nomeado theaou
reiro do Banco Nacional.
Chegou hoje a esta capital cavslbniro de
Martusceli, ministro plenipotenciario da Italia, no
Rio de Janeiro.
Urna socieda.de de capitalistas projecta a
edificarlo de um grande tbeatro.
A colonia ingleza celebra o jubileu da rjai-
nha Victoria. Pbi, enviado um telegramma de re-
licitaco soberana.
Montevideo, 22 de Jcnbo :
Produzio-se urna acissolio partido blanco. Al-
guns dos chefes deaia partido inostram-a- tavora
veis A um aecrdo t>m o partido colorado usa
prximas elev5'8 ; outros, perm, cppoi-m-ee a
qualquer acc$rdo.
Bnenos-Ayres, 22 de Junho :
Foi demittido o thesooreiro do correio por cania
de importante desfalque.
Hontem deram-se desordena de certa impor-
tancia no theatro Colon.
Representava-se a opera La Juive, no correr
da qual o tenor 0rti3i foi alvo de asna ruidosa
pateada. Foi necessaria a intervencio da polici
para restabelecer-3e a ordem.
Santos, 28 de Junho :
Entrou boje peste porto o paquete francea Baru,
d* Companhia de Transporte Martimos, tras-ndo
850 immigrantes italianas, qne seguiram hoja mes-
mo para S. Paulo.
Buenos Ayres, 23 de Junho :
O governador da provincia, Dr. Mximo Paz,
decidi a yenda das estradas de erro nerUacra-
tes provincia de Buenos-Ayres.
MELHOR FXFMPIAR FNCONTRAnn I
./

-.


11
A MUTIIADB


RRRRRRHRRRRRRRRRR0RRR1
ik


.fl
exta-feira 1 de Jullio de 1887
uerra
.utia em
\
.. .*iet aliares a .
Noticiando que falle
vinci o capitn de frsgat
nsrdino de Araojo, natur
Grande, accreseenta o citado
Je Paraguay distingui se p.
sais de un situaco arrnscadv.
. No combate naval do Riachuelo fe.-ia a bor-
do do. Mar z Barro, e Port ^J 1**"
conjanctura como un. verd.de.ro i oUtado.
Na passagem de Humayt fot tamben um dos
boamtridor d pama. _,-. ,
. N armada era cunhecido eono cfficial disci-
piinador, t disso den innmeras prevaa .
No da 14, diz o Correio Mercantil de Pe
Iotas, toram apprebendidaa algamaa carreta* que
eoaduaiam par a cidade da Bag grande quanti
dadejde aaeeoa de farinha de trigo, que, coin pro-
ncia do Estado Orien'al, pretendan entrar
nell praca como contrabando.
Ignora-se quera seja o dono ou consignatario
cargas, visto que nenhoma goia aa aen-
ubav pela qual se podesse \enficar a qnem
rTMi dirigidas.
O contrabando, que se compe de 100 saceos
-elle artigo, acba-se depositado pelo Sr. Jcio
Gantes de Melio, administrador da mesa de
'"'"'/fias geraea, u casa, commercial do Sr. Aniceto
E* do meimo diario, edicio de 18, a seguate
not; a :
Annibal da Fonscca, proprietano de um pe.
Sino demingueiro que se publica con a deaignacao
Grinalda, na cidade de Jaguario, oi ha d as
convidado h comparecer perante os Srz. delegad*
de polica e Dr. promotor publico da comarca,
afirn de aer reprehendido pelo desbragamento de
linguagem de que usa no referido pasquim.
Fonecca promettfu modificar a eua demtsi e
ao sabir da repartieo de polica entrn a amea-
car. i-m altas veces aquelles fuoccioaares, disendo
que pan a semana lies lbe pagariam.
A' vista disso, o Sr. Dr. Luoa, promotor, re
quisitou ae delegado a prisio do pasquineiro, que,
logo d'alli, foi para a cadea, sendo-lbe instaurado
procesan por cffensa a moral publica.
O Dr. Luoa foi no dia seguinte alvo de urna
estrondosa manitestacao de apreco, por parte d
po plselo jaguarense, sobre a qual pesava de ba
muito o desgasto occasionado pela publicscao
daquelle papelucho.
Fonseca requereu "meeos-eorpu, mas o jia
de direitost comarca negou-lb'o e mandou que
seguase ojprociaso da tormacio da culpa.
Se en/toda a parte onde .pollulam, se tratasse
assim es fue ganbam & vida dinai*tC*ido e insul-
tando a todo e a todos, os chamados jor." serio nc-abanam como por milarrs.
cadeia civil da villa de rWrWo'quaW'pretos,
todos implicados em crime de raorte, e que estavaro
combinados com o cabo e a sentinella, que tam-
ben os aeompaiiharam na fuga, apreseotando se,
porm, no dia 3 ao subdelegado de polica.
- Pelo suddelegado do 4 districto d'aquella
lilla, Sr. Cypnauo Simas, em urnas carreiras, foi
morto um castelhano que oppos resis.encia pri-
aio e tentn ferir a antoridade, depois de querer a
galpes-de tcito matar una pobre ensaca.
__ Ero Urugunyarra. um criada do engenbeiro
iaglez Patrick O'Mcra, de nome Santiago Chi-
flord, irlands, 25 asnos, de moito bom eomporta-
oento, disparen dous tiros de revolver em su mu
lher Mana Das, natural de Concordia, ferindo-a,
mi, gravemente, no baixo votre. A causa do
crime, como se sabe, foi o ciurav.
O casal tem 5filhinboe. O crirainssoentregou-
ae prisio, sem relutoncia.
_ Enveoenon-se n cidade do Rio-Grande urna
filha da vi uva D. Mana da Cucha Ferreira so
por lbe tercm dito que o bomem de qaem gostava,
tinhs nmordoiem um baile outra moca.
__ Fallecern : na capital o pastor evanglico
Wolkenfr Kolefs^nn Livramento D. Emilia Bap
tista de Carvalho^ro Pelotas Alfredo de Paula
Couto e e-n Jaguifrio o teneDte Faustino Florencio
Correia. ,
__ Tjm te egramma para a corte noticia naver
fallecido em Porto-Alegre a 21, o tenente do 6
batalho de infantera, Franco Bueuo.
Manta Camarina
Pnblicou o Jornal do Ccmmereio da corte o se-
guinte teligramma :
Desterro, 21 de Juubo :
Parti boje s 8 1/2 horas da manba para esse
porto o encouraesdo Baha. Todos a bordo bous.
O tempo est magnifico.
Paran
Tambem publicou a cupracitada ftlba estes tele
gramn- :
Curitiba, 2! de Junio :
O engenbeiro C'auoido Abres, director das
obras publicas, tei do cencluido os respective* es-
tudos, regr-esou do valle do r>> Ivaby, onde tinba
ido por ordrm dogoverno ; *incial estudaro tra-
tado de um estrada, que, partindo (lo Ypirsng,
v col dade espantosa. A estrada prcjectatla de grao-
de alcance para a provincia e para a immigrscao.
Por falta de vas de ccmmuDicaco niio se desen-
volve a mitiga colonia Tbereza, onde alias se oo-
t&m benficos resultadcs, demonstrados por gran-
des plantac5es de canna, caf, arros e outros pro-
ductos, bem como por 4* pequeas fabricas, tendu
por nico mercado actualmente Guarapuava, atra-
vs 80 kilmetros de pessimo saminbo no ser-
tao.
Paranagu, 24 de Junho :
InaUkjUraram-se, bi.je, as obras da casa esco
lar que a cmara municipal est mandando con-
struir em terrenos doados pelo Viscoude de Ncar.
A cas* escolar servir para duas escolia ; est or-
eada em dessete contos denomina se Paria So
brinbo. Hcuve feata esplendida qial asaieti-
ram o presidente da provincia, o director da in
strnecao, e inspector da tbesouro provincial, a c-
mara mun'cipal, autoridades, os representantes d
Gameta Paranneme e da jmprensa local; sendo
grande a concurrencia de povo. Em seguida, no
salo da enmara, distribuirn-so prenios offereci-
dot pela Humanitaria Paranaena sos alumnos
ue maii se distinguirn dos exanea do anno
ndo- >
H. Paula
Datas at 24 de Junho :
En aasembla geral, resolreu a companbia Bra
srantin prolongar a su via-ferre s divisas de
Hias paseando pelo bairro da Mi dos Horneas e
ela cidade do Socorro.
Para isso augmentar a companbia o seu apital
eom maisl.000:00#CVi0.
A directora foi autorisada a tratar con a con-
iohia Mogyaua conatroeeio de un ramal que,
a partir d Amparo, procure a linh bragarrtina,
resguardados os direitos do zona deste ultima.
No bairro das Pedreiras, monicipio do Am-
paro, na faieoda do Sr. Antonio Rodrigues, re-
nde Joaqun da Costa, que etnta 108 anuos de
idade.
ateen en 1779. E' relativamente robusto, pois
trafcgo at
A
Joaqnim P. Nobre,
j calabres Pietro Fer-
^pingarda em sea compa-
.'jJtaSj-o instantneamente.
.- se s autoridades policiaca,
.c'cO'*' 'prisao.
_ Do to de Abril renden a estrada de ferro
do Rio-CUro 64.922*580 e despenden 31:797#730,
sen Ao o mido de 33:124*851.
iTii o Independente, de Mogi-mirim, que o fa
zendeiro Pedro Americo de Canargo libertara
60 escraves com a clausula de servic: por tres
anuos.
Noticia o mesno jornal que outro fazendeiro,
cujo nome nao revela, libertara 46 escravos tam-
bem com a clausula de servicos.
Anda nessa cidade, o lavrador Ignacio R. de
Almeida Lima concedeu liberdade a 11 escravos,
com a condicao de lbe prestaren servicos ate 7 de
Setembro de 1890; o Dr. Antonio Pinbeiro de
lb6a Cintra deu liberdade completa escrava
Rosa ; e a Ezma. Sra. D. Auna Rita Soares e o
Sr. Jcao Tbeodoro de Alvarenga, aos escravos 8e-
bastio e Julio, oam a clausula de servicos por
dona annos.
Em Campinaa fsrsn concedidas as aeguin-
tea:
O Sr. Antonio Gnedea de Godoy a seas escra-
vos, casados, Jos e Urania, que Ihesevirio an-
da tres nnns; Dr. Aaguato Xavier Bueno de
Andrade, sem condicao algoms, a Desiderio de 34
anuos de idade; D. Auna Candida de Campos a
seis escravos seue, dos quaes o naia velbo ten 38
annos e o nais moco 20, com servicos obrigados
por dous annos.
Constou a Tribuna do Oeste que e commenda-
dor Jos Verguelro, para festejar o aea anniversa-
rio natalicio, libertou 12 escravos.
Fallecern : em Casa Branca, o negociante
Antonio Hoita; em Borocaba a sexagenaria D.
Mara Magdalena de Almeida; em Tatnby, D.
Mara Jacintba da Rosa e Anacleto Prestes ; em
Sorocaba, Joao Eleabao da Costa e Silva; en Casa
Branca, Mane el Marques Soares; em Atbaia, o
tenente Isidoro da Silva Brrelo, escrvio da or-
phos e ausentes.
lo de aanetro
Datas at 25 de Junbo.
Sobre a saude de S. M. o Imperador encon-
tramos no < Jornal de Commercio as seguintes no-
ticia :
Sua Magestade passou bem hentem (20). P*-
seou a p antes do almoeo. Das 11 heras da ma-
nta a 2 horas da tarde passtou hentem a p e de
carro, acompanhado dos Srs. senador de Laare
e Barao da Motta Maia. Visitaran Sua Magesta-
de os Srs. coDselheiros Torres Honem, Ribriro de
Almeida, Viscoade da Nioac, conselbeira Doria e
sua seuhora e destmbargador losta e sua se-
nhora.
Para o caso de obter do corpo legislativo li-
cenca de ausentarse do imperio, resolveu S. M. o
Imperador partir a 30 do correte do paqaeto
-- .** o,rrr.^A n~~' *c M 'rnceratriz e o
o projec-
rf fe 1988
o da La e
Jlabosa.
da kitura
,- diente, sobra o
. da Silva, Alfredo
. Junior e Sebastio
erdem do dia.
e tomou assento o Sr. Pedro
asa, denotado eleito pelo 5* dis-
Janeiro,
e adaptada en 3* discusso a
ao coavsrtida em projectode le
aval pasa o 2 semestre da 1888.
pasta do poder execotivo, solici-
a> S. I o Imperador au
. e adaptado
aMMpsftfl
a da despees do ministerio do impe
ci de 1888, oraram os Srs. Matto
aciel e Maltoso.
lo ficou adiada peta hora.
22, no Senado, justificou o Sr. Meira de
ilos um requererimento pedindo infor-
abre o naufragra do patacho Pirctpama.
Sr. Bario de Cotegipe, e o reqoerimento
.ado a pedido de seu autor.
'guindo na orden do dia o debate do pro-
. Sxacio de forcas de torra para|o 2" sames-
^e de 1888, foi encerrada a diacussio do art 1,
J*i- j^S/Bal f|i approvado com todos oa seus paragra-
;onto,^pi,pB Sobre o art. 2o oraram os Sra. Avila, Ri-
beiro da Lux, Candido de Oliveira e Avila, pela
2' ves, A discusso fican encerrada e adiada pa-
ra a segainte sessio a votacio que nao se effec-
tuou por falta de numero.
Foi encerrad tambem a discussis' e adiada a
votacio da* proposicio da Canara dos DepuUdos,
mandando que seja sanecionado um projecto da
Aasembla Provincial do Para, que concedeu au-
xilio pecuniario a estodantoe, e da proposicio re-
lativa ao pro vienen to dos offieioa dejustica as
provincias.
Sobre o projecto do Senado approvando a clau-
sula 17* do contracto para m navegacao do rio To-
cantins e outros, fallaran os Srs. Candido d'Oli-
veir, que apresentou un reqoerimento de adia-
mento, Correio e Barros Bsrreto. O autor do re-
querinento requereu a sua retirada, fioando para
a primeira sessia, adiada a consulta ao Senado
sobre tal retirada.
Orou anda o Sr. Correia sobre una proposicio
conceden do liienea a un desembagador, ficaudo
encerrada esta discas9o, bem como a di outra
proposicio sobre anlogo assumpto.
Na Cmara dos Denotados, depois da leitura
da acta e do expediente foi a imprimir o parecer
da commissio de oonstitmcio e legialacio sobre a
licenca a S. M. o Imperador. I
Foi approvada a redaccio definitiva da proi\s
ta do a-overno, conve tida em projecto de '
xando a forca naval par o 2* sanastia de i
O Sr. ministro da fasends, durants os 3 qu
tos, respondeu ao disourso do Sr. Liureoco de A'i-
buquerque sobre o ultimo eoprestimo.
Passando-se ordem do dia, ooiitinuou _'.'
discusso da proposta do governo coavertida em
projecto oreando a despeca do ministerio do im-
perio para o anno de 1888.
Oraram os Srs. Mteiel e Araujo Goes.
A dhcussio fioou adiada.
No da 23, o Senado approvou em 2* discussio
a proposta de fixacio de forcas de torra e dia-
pensou o intersticio para a 3> discussio.
Nio foi approvada a proposicio mandando sanc-
eionar om projecto de lei da Aasembla Provin-
cial do Para.
Passou em 3* discussio a proposicio a respeito
do provimento dos oficies de justica.
Foram approvadas em 2' discussio as proposi-
cors autorisando a concessio de lieencas ao des-
embargador Seraphico Euzebio de Assumpcio e
ao juiz de direito Jos Jaos en Ferreira ; sendo
dispensado o intersticio pura a 3a discussio.
Depois das observaco.'s dos Srs. Siqueira Alen-
des, Barros Barrete, A. Prado, Viriato de Medei
ros, Franco de S e F. Belsario,"foi approvado um
requerimento do Sr Barros Barreto, para ir com-
misaio de obras publicas e empresas privilegia-
da o projecto que approva urna clausula do con-
tracto para navega cantins e Vrmelo.
Na Cmara, depois da leitura da -otae do ex-
pediente, o Sr. Simplicio de Rezende fundamen-
tou um projecto reformando a legialacio eleitoral,
o qoal ficou sobre a mesa para ter boje 2' leitora.
Durante os 3 qaartos de hora, fallaram os Srs.
Paulino Chaves, Loureoco.de Alhuquerque, Af-
fonso Celso Junior e Luis Freir.
foi destinada memoria do finado, dia o
eeguinte :
De aneurisma falleceu s 12 1|2 horas
da noite de 22 o nosso proetimoso chefe e
amigo M. S. L ipes Cardoao.
t N'aquella mesma noite estove elle at
s 11 horas no escriptorio da redaccSo da
edieco da manha do Diario de Noticias,
como sampre forte e laborioso, sem quei-
xar-so de incommodo algum que desper
taasesa cuidados pela sua vida preciosa a
dignasnaate votada ao bam deata torra qao
eatrpesa como um bo*a lho, a deato
povo que amava cora dsnello de um ex-
celisaia irmao.
f A' 9 horas da ratita asa quanto aessa-
panMana no original a leitura de tima pro
va, sentio urna leve e ligeira tontioe, pe-
diodo a um cavalheiro que all se achava
para contiouar a leitura da prova coina-
piBa,
fiata paqueo iaoonsBoaa desappare
ceu de todo.
a A's 11 horra seguie ella plcidamente
em companbia de um nosso collega, a
quetu mauifeatava o enthusiasmo de que
eslava possuido ante a limpidez da noite,
e pela ultima vez contamplava o oo que
achava admiravelmente bello o sereno.
t Tomando em seguida o bond, parti
para sua residencia, ao Corredor da Victo-
ria, ondo chegou ainda sem incommodo
semsivel.
J eslava no leito, quando sentio urna
uffoeacio que augmantava aos poneos e
que, 10 minutos depois, faaia vergar aquel-
lo colo8so de ac ti vi da.le, de energa, de
coragem, aquello svmbolo de virtude, de
patriotismo, de puro e verdadeiro al-
truismo.
Ainda hontem vigoroso e forte, aquel-
lo cerebro, que era um vuic&o enorme con-
ceba mil planos grandiosos, mil idat gi-
gantescas I...
< Anda hontem aquelle enorme cora-
cao, on 'a agitavam-se os bons estimuloa
as no ocano, pulsara enrgica
como
roetit

^...1 II.H.I
pi 1.1^1 ui- 1/ [CU1V, ecu OUgom ncw. .:
SS. MM. Imperiaeso Srs. Viscondes de Nioac,
de Csrapebse familia, e da Motta Maia.
Como criado particular levam SS. MM. Impe-
rises o commendador Pedro Paiva.
Se nio bouver quarentena em Lisboa tencionam
SS. MM. Imperiaea all desembarcar, alias segui-
rs par Brdeos *.
Soa Magestade contina a passar sem novi-
dade. Hcnten (21), sabio a passeio antes do ai-
moco, acompanbado dos Srs. Visenos da Motta
Maia e cooselbeiro de Lsmare, regressando a pa
lacio s 11 1/2.
Recebeu a cemmissio dos empr'gados da Casa
Imperial que, precedidos da banca de msica da
resma casa, foi ao palacio dar urna prova decon-
sideri.c3o e estima ao Sr. Visconde da Motta Maia
cfferecendo-lbe em nome de todos os empregados
um rico tintefro de prata e una caeta de uro.
Orou en nc me des empregados o Sr. Pereira de
Scnza, dignbndc-se S- M. o Imperador declarar
que approvava a resolucio que tomaram os seus
empregados.
En seguida o Sr. Visconde da Motta Maia agra-
dece u .quella manifestaco.
O Sr. Je s Francisco Pereira expoz a Sua Ma-
gest ade as raides que metivsram nio poderem,
como tenciooavam, entregar una carta de lber-
dade, o que se tara Ao terminar a festa a banda de msica tocou o
bymno nacional e em argida percorreu o jardim,
aubindo ao sr neesa oceasiio grande numero de
gyr ndelas de fognr-tea.
O zelo e dedicscio de Sr. Visconde da Motta
Maia, durante a enfermidade de S. M. o Impera
der, bem merecan) a justa demenstrscio de esti-
ma e spreco, que recebeu doB empregados da casa
imperial >.
Sua MsgeBtade continna a passar sen novi-
dade. Paseeou (em 22), anteado almcco, acompa
nhado dos cimtnaiicr, e cepiis cm compinhia da
Princesa Imperial e dis meemos semanarios, re-
gressando a (-alacio, s 2 bcras da tarde.
Reevben os Srs. senadores DaDtase Franco de
S, Visconde e Vitcondetta de Tamandar e ou-
tias pessi as
Sua M> gestade continua a passar sem novida-
de. Passeou bentem (V3) botes do almoeo e dai U
horas s 2, s pee d carro, indo acompanbado pe
10 Bario de S. Salvador de Campea e conselneiro
Tito de Mattus, Floresta, Lagoa das Fadas e
CC8tinhs. Entie as muitas pessoas que visita-
ra m Sua Magestsde, este ve o Dr. Garca, cen
quem ce nt< lencicu duas boraa, o ministro argen-
tino e o Bario de Cantsgallo .
Sua Mugesiade paBscu bem o dia de hontem
(24). l3opbBB'cu for causa do mo tempo. A's
1 biras assistiram Suas Magestade* e Alteaas
Ja.penses nieta, scompanhados do senador La-
ma re, Visconde da Motta Maia e ccnselbeiro Tito
de latios. Sus Mageetades receberam de Entre
Ros, Batcneza de Ivinheim, Eduardo Leusinger,
su senbora e ennbado, D. Matbilde Machado,
Pim-nt Bueuo, general Mcraes Ancora, Bario
Nogueira da Gama, Drs. Ve ho de Avellsr, Bu-
"lhoea Ribeiro, Otear Bulbes e Lopo Diniz. Suas
Altezas sahiram a passeio a cavallo.
Nio ha ainda programma exacto para a via-
*
' En a resenba dos trabalhos da aasembla
geral legislativa :
fio di 21, no senado, foi apoiado e, a reqoeri-
mento de seu autor, remettido s comrnisades de
iegilcao e de fazenda o projeeto do Sr. Teixei-
ra Junior, sobre beos de enicsio.
Proseguio a discussio do requerimento do Sr.
Dantas, obre demissio de empregades de faseu-
da na provincia da Baha, orou o Sr F. Belsario
e fo1 approvaclo o requerimento oom o additamen
11 que em sessio anterior apresentra o Sr, Dan-
ta*.
Continuando a discussio do reqoerinento do Sr.
Ignacio* Martins, relativo a acdUt-meotu de es-
cravos e danssio de exactores da fazenda publi-
ca n provincia de Rio de Janeiro, erou o t. P
B. lisano, e foi approvado o requerimento.
O Sr. Meira de Vaseoncellos justifica e apre-
sentou un reiiuerinento pedindo infurnaed s ao
ministeri do imperio sobro a eleieio municipal do
Para. Oraran os Srs. Bario de Mamar, Siquei-
ra Mendes e o autor do requerimeato, que ku ap-
provado.
poder executivo, solicitando lieenca para S. M. o
Imperador, oraram os Srs.-Ferreira Vianoa e Ba-
rio de Cotegipe, presidente do conselbo.
Euccrrada a discussio, prooedeu se votacio
do art. 1* da proposta, que foi approvado
Foi approvado o art. 2, depois de fallaren) os
Srs. All'jnso Celso Junior e Coelho Rodrigues
para apresentar urna emenda, que toi rejeitada.
A proposta passou 3* diacuasio.
Coiitinuou a 2* discusBio do orcamento (despe
za) do Miniaterio do Imperio.
Orou o Sr. Bario de Mamor (ministro do itn
perio) ficando a discussio adiada pela hora.
No dia 24, finalmente, no Senado, o Sr. Viriato
de MedciroB justificou um requerimento pedindo
iaformacoee sobre esmpanhias subvencionadas.
Oraram os Srs. Silveira Martins e Ribeiro da Lus
e foi approvado o requerimento.
Na ordem do dia entrou em 3' discussio o pro-
jecto de fixacio de torcas do torra, e oraram os
Srs. Afionso Celso, Ribeiro da Luz, C. Ottoai, Igna-
"io Martins, Silveira Martina, llennque de Avila
Ribeiro da Luz, pela aegund vez, ficando a dis-
cussio adiada pela hora.
No correr da sessio foi lido o cfficio do secreta-
rio da Cmara des Deputados, remetiendo as emen-
das pri poBta do poder executivo, outorgando
consentimento para que S. M. o Imperador possa
sabir do Imperio. Pouce depois leu-se o parecer
da commisaao de constituicio do Senado, e a re-
querimento do Sr. Barao de Cctegipe esta materia
entrou na ordem do dia para a sessio seguate.
Na Cmara, depois da leitura da acta e do ex-
pediente, o ministro da fazenda deu as explicacoes
pedidas pelo **r. Alfonso Celso Junior em relacio
as novas tarifas.
Nos tres qusrtos de hora, fallaran os Sra An-
drade Figueira, Tarquinio de Souz e Affjnao Cel-
. so Junior.
Fei encerrada sen debato a 3J discussio da pro-
posta do poder executivo, convertida en projecto
de le, solicitando licenca para S. M. o Inperador
ausentar-se do Imperio.
O projecto foi approvado, sendo dispensada a re-
daccio e approvada a requerimento do Sr. Bulhoes
Carvalbo.
Continuou a discussio do orcamento da despeza
do Ministerio do Imperio.
Crram os Srs. Araujo Ges, ministro do imperio
e J ao Henrique.
A discosaio ficou adiada.
Fallecer no dia 20 s 11 horas da naite e se-
pultoii-se no dia seguinte no cemiterio de S. Fran-
cibco Xavier, antigo magiatrado e muito cooheci-
do advogado Luiz Fortunato de Britto Souia Mu-
eses.
Nasceu. nesta cidade, em 11 de Fevereiro de
1812 diz o Jornal do Commercio e em 1832 confe-
rio-Ihc a academia de S. Paulo o grao Je bacharel
em acisnciaa aociaes e juriiicaa. Exerceu nesta
capital o cargo de chefe de polica.
> Na segn la legislatura (I83 e 1839) tomou
parte nos trabalhos da Aasembla Legislativa
Provincial do Rio de Janeiro, na qualidade de sup-
plente.
Durante muitos annos foi dos mais reparados
advocados as causas crimes, sendo numerosos oa
tnumpbos que entio obteve oa tribuna do jury.
Era commendador Ja ordem de Christo e ca-
valheiro comnrendador da de S. Gregorio Magno
de Rom, a
Falleceram em 24 na orte :
A Sra. D. Anna Xavier da Veiga, esposa do Dr.
Evaristo Xavier, da Veig, vereador da Illma.
Cmara Municipal.
O Rev. padr Antonio Ferreira da Silva Crus,
que exerceu o oar* de procurador da irnandade
du S. Pedro, e era capellio aposntalo da veaera-
vel orden terceira de S Francisc de Paula e
prioste da collegiada do cero da Candelaria, oade
servio durante 27 annos.
O concrituado negociante Antonio Lourenoo
Vieira Lina.
Balita
Datas at 26 de Junho.
- Falbweu o gerente e proprietario do
Diario dt Noticia, M-noel da Silva Lopes
Carioso.
Oando noticias de tal acnteoimeoto a
mesma folba de 25, cuja primeira pagina
nitureza inconsciente e cruel!
ije inerte, deaanimado, sem vi-
ivos da saudade, e ao contacto
glac. o urna lapida solitaria 1
< A's 4 horas da tarde sahiram os san-
tos despojos do nesso emineute ebefe,
acorapanhados de grande numero de ami-
gos leaes e cinceros, que carregaram-no
mao at o Corredor do Canalla, onde foi
o cadver depositado no carro mortuario
seguindo para o cemiterio do Corpo Santo,
tomando as pessoas que o levaram ao t-
mulo oa carros para este nm destinados.
< Cbegando ao termo final, no momen-
to em que desapparecia para sempre aquel-
lo que tanto bem fez a esta trra, era con
tristador o estado de abatiraento, a dor
protunda que dilaceravam todos os oora-
c5es, dor que se traduzia pela lividez de
todos os semblantes.
< No sen tmulo foram depositadas 11
grinaldas fnebres com as seguintes inser
psoe: O Jornal de Noticias a Lopes Car-
dos'j; Da redaccio do Diario de Noticias;
Ao nosso amiguinho Lopes Cardoso; Ao
nosso estremoso Pa ultima prova de a mi-
sado; Ao meu bom amigoSaudade ter
na ; Ao nosso querido ToDescanoa em
paz ; Gratidao e saudades, Dos caixeiros e
typographos do Diario de Noticias ; Juli
Fortunata da Cuaba a seu querido irmao,
e urna bella e ezpreesiva grinalda do Sr.
Dr. engenbeiro liamos de Queiroz, faita i
veludo e eoniw-o de ouro cam esta ins
yau.uu .acaDSaVe UluaiiK! ^
amigoSaudade do engenbeiro Ramos de
Queiroz. Mais urna cruz de vidrilhos e
unta cora de suspiros.
< Todas as redacooes se fizeram repre-
sentar.
c Profundamente commovilos agrad-
ceos do fundo d'alma a todas as pessoas que
levaram a ultima morada o corpo bemdito
do nosso grande chefe e amigo. >
A Oazeta da Baha disse relativamente
ao tinado o seguinti :
Acaba de cabir no campo de combate,
ferido por roorte repentina, um dos bata-
lhadores da imprensa nesta capital, nosso
collega o Sr Manoel da Silva Lopes Car-
doso, fundador o redactor proprietario do
Diario de Noticias.
a Sem se destacar no jornalismo, como
escriptor de nota, salientava-se entretanto,
como um trabalhador nfatigavel as lides
da imprensa, e pelo tino peculiar e nio
commum oom que diriga a sua empreza*
t Urna homenagem lhe deve a impren-
sa, nao desta cidade aumente, mas do Bra-
sil inteiro. Foi elle quem acclimou entre
nos o jornal do genero do seu, que, pela
venda avulsa naB ras e pela natureza da
leitura, contribuiu sem contestado para
tornar muito mais desenvolvido o gosto pe-
la imprensa jornalistioa.
t Depois de fundado aqui o Diario de
Noticias.oi que, despertada a idea, fundou-
so na corte a Gaztta de Noticias, dissemi-
nande-se entio o genero pelo Brazil in-
teiro.
c Como bomem particular, o Sr. Lopes
Cardoso tinba qualidades que o tornavam
estimadissimo de qnem o conhecia de per-
to, sobresahindo entre ellas a bondade de
corceo.
< Era de urna aotividade rara e o traba-
lho constitua o seu apa ungi.
t Lutou quasi toda-a vida contra a ad-
versidade da sor te, a qual affrontou sem-
pre com adrniravel coragem e grandeza
d'alma.
Chegou extremidade de nao/ ter re-
cursos para a propria subsistencia, mas
nao sucourobn. /
Foi em oircumstancias tae que elle,
depois de ter tentado em vio outros meios
de ganhar a vida, eraprehndeiia fundac&o
do Diario de Noticias, e grasas sua for-
ja de vontade e ao seu tiao, const>guiu
vencer todas as difficuldades, facis de
imaginar, e collooou no p om quo se acha,
a empreza, que lhe dava para passar com-
modaruenta, para ser u'il aos seus e a es-
tranuos.
f Quem sabe lutar e vencer, digno de
applausos. Estes applausos inorejb-os a
sua memoria.
c ltimamente emprebendera urna edi-
ao da manha do seu jornal. Depois d >
soltar ante hontem do trabalho da edic&o
da tarde, achava-se a trabalhar na da us-
aba, no respectivo escriptorio, quando sen-
tiu-se iueoinmudado s 1 i boraa da noite,
retirando-se para a casa de sua residencia,
Victoria, e suooumbindo a 12 Ii2 bo-
de urna lesao oardica que sof
" Morreu, pois, no seu posto de honra
trabalbando sempre at ultima hora!
O nosso finado collega era natural de
Fao, em Portugal, e tinba de idade 53 an-
annos incompletos.
c Enche-nos do mais profundo pozar es-
se infausto passamento.
< Ao nosso estimavel collega o Sr. Edu-
ardo De-Vicbi, digno enteado do finado, o
a Exma. familia dirigimos as expressSes
de nossa condolencia.
Deu sa no dia 22 aa 3 horas da tar-
de, em urna republita de estucantes que oc-
cupam o sollo do sobrado i ra do Areial
de Baixo, n. 14, cuna scena tristiseima.
Alm dos eatudaotes Jalo Alaria Correia
de Lyra, Jos Aires de Oliveira Fufen,
Herculano Bandeira de Mello, Adolpho
Duarte da Silva e Jos Varella Sant'Iago
morava all tambem Cornelio Vctor de Oli-
veira Barraca, estudante como elles e que
ouraava o segundo anno da faculdade de
medicina.
t Tinha apenas 20 aunes esta desveatu-
rado moco.
A' hora que cima indicamos, diz o
Diario de Noticias : Achava-se em casa a
sos e, eremos, pelo que noa dizam e por
indicacSes fornecidas policia, levado por
urna paixao amorosa mal correspondida,
concebeu a fatal idea de pr termo a exis-
teoeia.
" esgrayadamente realisou a louoa
idea, disparando no cerebro um tiro de re-
volver.
A morto oi instantnea.
Momentos depois, entrando em casa
um de sene oollegas e vendo o estendido no
soalho, verificou que estava morto e cor
reu a oommunicar o triste successo ao Sr.
Dr. delegado de polica.
Aato continuo dirigio-se o Sr. Dr.
Fretas para o Areial de Baixo, levando
em sua companhia o Sr. Dr. Climerio Car-
doso, que casualmente encontrn no caini
obo.
O cadver estava estendido no chao e
rodeiado do sangae, parte do qual j coa-
lhado.
t Polo exorne a que proeedeu o Sr. Dr.
Climerio, verificou-sn que a bala ainda
existia no cerebro, oecaiioaando abundante
homorrhagia
Aborto o babu do desditoso moco, fo-
ram ah encontradas duas cartas, urna, des-
pedindose dos seus collegas e declarando
quo se suicidav por lho aar impoasive! sup-
portar a vida cruel que at alli o roortifica-
vn ; outra fuchada o sabssriptada a V^g,
senbora, pertencento a urna familia /desta
capital. r
t No subscripto desta havia a recom-
mendac3o de ser entregue pes-.oalmente e
fechada, conforme se achava.
Oliveira Barroaa era jattiral do Rio
Grande do Norte e filbo t 3ra. D. Mara
Barroca, residente no se;^ enganhoVerde
Nasceprximo viH/a de Cear-Mrim,
daquella provincia. '
O Sr. Dr. delegado fechou no bahu
toda a roupa e B,a4 objectoe do pobre mo-
co o guardou a t/aave> ^a de a entregar
pessoa quo a j do suicida determinar.
< A quanti e 63000, que foi tambom
enco*' i0'*Da entregou-a o Sr. Dr.
F <- aag de Oliveira Barroca
// as despezas do enterro,
carta com que o Sr. Oliveira
despedio de seus cellegas e oom-
\e casa :
.migos, adeus, suicido-me por-
aiiado de sunportar ama vi-
j o que me leva a
Estes embrulhos
, da mesa mandem
m pela... e pego
'mperador pelo seu restabelecL
posto, nio exiga a etiqueta qu,
no paco imperial. O lugar, qi
'
isto, gUi.
que encoL
levar a ca
que nao os abt
Adeus, soja
c P. S.Reo.
guiu cuidado, F.
A supraoitat
tulo Manifestaco
ca :
Realisa-se ama
dida manifestaco c,
mica prepara ao sab
mingos Freir.
A's 7 ho:as da
ponte da Companhia
nbo embanderado, ati
do do Nova o gran
brazileiro.
< Vimos o magnifico >
vai ser offsrtado ao illust
< No centro do cartao
lavras : < Ao Dr. Domi
alumnos da faculdade med
e n'um canto do mesmo : a
genio.
< Um bravo a esta msc
e boa, quo sabe coroar devi
lho do glorioso mestre.
* Cornelio.
sta carta oom al-
.rregar disto.
, em 25, sob o ti-
d esta noti-
;randa e esplen-
oocidade acade-
sleiro Dr. Do-
achar se-ha na
1 um vaporzi-
razar de bor-
perimentalista
de ouro que
em que m achasse o augusto 1
apropnado ao caso, pois apenas t
acto de cortesa e deferencia pes
sava a assistencia de qoalquer min
Quauto s outras commisiSes que
doras de pecas, urna de carcter poli,
pondente as vistas e intuitos do governo. ex
ao parlamento pela corda, embora por deleg
e outra que urna resolaco do corpo legislativo
sobre a qual tein o imperado! de interpor seu modo
de ver, negando ou dando saneco ; quanto s
outras, podenam os rigoristas as questes de
pragmtica reparar que sanio observaase a pratie
da 47 annos, durante os quaea taes commiss
fsraia sempre reeebidas no pica da cidade. Mas
a estado do imparadjr, cono observei na anterior,
nao I ha parmittia vir da Tijuea cidade sem par
en risco a melboras que ten experimentado ; e
quando se sabe que por elle nao estar completa
mente restabelecido, vai emprebender a viape*
de que o parlamento tera conbecimeoto em poLco
das, nao oecasio para se estar apurando forma
lidades; tanto mais que nao ha lei que determine
o lugar en que o chefe do estado deve receber as
deputacoes do parlamento.
O resposta de S. Mageatade a deputafdes da
Cmara, estas s daro centa em sesso de ama-
nh. Da resposta commissao do Senado, j deu
couta o Sr. Diego Velho, qu regressou a hora em
que ainda nao estava terminada a seaso. To-
mando a palavra pela ordem, quando o ultimo
oradoro Sr. ministro da guerra, que responda ao
ar. Candido de Oliveira, na discusso das forcas
de trrao Sr. Diogo Velho disse que tendo a
commissiu se dirigido ao palacio imperial da Ti
juca e ah sendo admittida presencia de S. Ma
gestade cumprio a sua misso, dignndose S. Ma-
gestade responder que agradeca a manifestaco
dos sentimentos do Senado.
liepois de reeebidas pelo imperador, foram as
deputacoes admittidas presenca da imperatris,
que recebeu-as com a sua costumada amabilidade.
Nao ba muitos das que o- Pniz publicou un te-
legramna de Buenos- Ayres noticiando que na im-
prensa daquella capital eatavam sendo atacados
o virulencia os Srs. Conde d'Eu a Bario de
Cotegipe. Causou admiracio semelhante noticia,
porque nio se poda atinar com o motiva que a ti-
vesse determmido.
O mesmo Paiz, porm, acaba de esclarecer-no
a eese respeito, transcrevendo das folhas d'alli re
cabidas, trechos de artigo*en que aehan asa*
cusacoea e os suppostos motivos.
O primeiro jornal a dar o moteinmediata
mente glosado por outros, inclusive o ud-Ammmek.
importante diario de grande influencia, que passs
por ser orgo do presidente da repblica, tendo sid
eipieasHineute fundado para sustentar-ihe a elei-
?ofoi o Censor, que passa por folba seria e goai
daa sympathias do governo, facto este que sobre
levou de importancia a n^,a que eir ^ _ofl
causou tal mprcs^ nos circu|oa poi.ticoa e com-
morciaes, que uctUBU Da Bolsa, segundo observa
o mesmo fo^ fl3eQao baixar o ouro 5 /,.
Anotiei. esta:
* ..eraos oecasio de ver urna carta de pea-
80a 'Bpeitavel resnente uo Rio de Janeiro e di-
rigida a um cavalheiro desta capital, e que veste
f-trda com charlateiras aa qual mauifeata, com
fundadas bises, 1 teanr de que surjam serias di-
fficuldades entre o Brazil e a repblica Argentina,
pelo motivo da proxim regencia da princesa Isa-
bel, o que equivale deixar o reinado ao conde
d'Bo.
O barao de Cotegipe, no coaceito dt cavalheiro
alludido, est dificultando a questaoxaxquepor
insinuafio do conde, cuja poltica segu aberta-
mente.
Assegura tambem que o genre do imperador
einb r ii ini que selevem a cabo os estados do ter-
ritorio de Missoes, para mais accentuar as suas
ideas de antagonismo para eom o nosso paiz.
Parece que o conde d'Bu lembrou ltimamente
Uoti-gipe que cada anno do paz que uesfrusw a
Repblica Argentina equivale a quatro bstalhac
ganbas sqbre o Brazil.
El noticias pouco traoquilisadofB "r
transmttidas, como disaemos, por pessoa serta .
r -speit-ivel, nao ten lo nos duvida em cntregal-as
publcidade. a -
O Censor contina dizendo que o gabinete bra-
zileiro nio pode ver com b na ulbos o progresso e
proaperidade assombrosa da republie e por isso
procura perturbar a paz, nao reflictiodj que se
elles argentinos podem ceder alguma cousa em
interesa -s. j-uais oedeio em dignidade ; mas que,
felif tneute, era de esperar que com a prxima sa-
bida Bario de Cotegipe da presidencia do con-
aelho, solvera a tranquilidade aos espintos.
Ima^jiuem q que, com esse ihema, nao disseram
as outras folhas, cada urna contou mais convencida
e dando ares de conhecedoras dos planos e clculos
dos politieos brazileiro da vulha escola, de o ac-
tual pti sid-ute do cjnselbo o ultimo dos seus re-
pret otantes, os quaes teem achado obstculo no
imperador que qu-r a paz, por estar convencido
de \ jectos.l O conde d'Eu, pelo contrario, accrescen-
taro aojuelles eacriptores, nio coaiprebende o impe-
rio t>i qual est constituido; sonha com a aune-
xacao oe territorio oriental, e desde que Santos foi
senUMse no solo brazileiro, parece que as suas
veleidades se fizerau maia vivas.
0 Sud Amerita, todo irritado contra o velbis-
simo membro da imperial chancellara, que vi con
receio felino o bevn estar e o progresso da Kepu-
I ica Argentina, encontrando nellea o principio de
um preponderancia incommodativa e a inferiori-
j. e desconsoladora do Brazil, affirma que o
biro c o eoade, eujos espiritos estio fundidos no
mesan molde, vio soffrer urna decepcao acabru-
nbadora; as aspiracoas do conde se deamoronam;
erapara-se o decantado reinado. Como consequen-
c* d singular poltica do bario e do conde surge
naturalmente s hostilidade por elles frequentemente
"' ^tra a r^ablica.
wr aonselbo do conde, est obstru-
do assumpto-carnese diz-se olue
o propositone dificultar o accoJiio
j Slissoes. \
% regencia diprinceza Isabel
ras, vtetina
fra.
sseatado ao
. sem l'"11"61
aacJo da sus
roia-se nos t
ar as suas
,coes com as
ro, a qaen
INTERIOR
vez que
trat
de no nais
um obstculo
litica de puras
a do bario, de
cas e de robus
cas e pretenoSi
menta a seci
combiter a
MEIHOR ENEMPLAR ENCONTRADO I
1
Corretipoadeacia do
Pernanbuct
RIO DE JANEIRO Corte
de 1887.
Sgmmakio :Proposta do governo p
da licenca ao imperado
to das commiBsoes de s
ras no palacio da Tij
do imperador commi
A imprensa do Bi
Srs. Conde d'Eu e C
estes por ella aecuaa
da carne socea.Parec
superior de saude-l^ec
commercio do Bio Grarfde
Na sessio de ante-hontem, sexta-fi
na Canara dos Diputados um oficio di
tro do imperio pedindo designaca^ dt
para apresentar urna proposta do poder
Comquanto, como de costume, nao O
mesmo oficio o objecto da proposta,
que era o pedido de licenca para a vi.
perador ; e como o da seguate era >
que a (Jamara tera o habito de nio re
designada a segunda fera. amanhi,- dt
ae S. Magestade ti ver de partir no p*q
eez do dia 30, ser preciso que haj1
pello na 'votacio ,da lioenca usa dukse
de que nac^uell data ja eat> ja a le.
PoJia-se ter ganhado dous das se o
veaae tomado as devidas providenc
con que na sexta- feira fosse pedida a'
orden do dia de sabbado, e previnir *
para que bou 'esse sessio, afin de ar l>
posta. Bemettid esta commissao i'
ci, ao mesmo dia seria apresentad '
dado p.ra a ordem da dia de amanbi.
vea que assim se nio fas, deve crer-se1
preciso, porque, em ultimo caso, ha
fazer duas sessoes por da, sendo um
ao domingo que se metter de permeio
ilontem foram reoebiaas por S.
mesmo na Tijuca, aa deputaooes do
Uamara que foram felicital-o pelo seu
nenio, e os da segunda, incumbidas o
a resposta tlU do throoo e a lei de *
para o prximo exercicio.
J
para as oonnissisa que iam
Aea nao ti-emedio e serio
reunidos dsVoea e condes p
reba, proade segura.
todas esaijurgatorias abs
que tudoi a dar n que.-
> nosso ^no ainda nio
Jomf raba 6 reTtor, o Sr. misfftro do impe
onformando se con o parecer drJonselbo super
le sade, subte p-_opoMa -do ftspector de ase
'os porros, expediu" ordem para que o xarque
trocedencia platina s fosse adoittido tres mez
.ep>is de declaraia oficialneite a extinecio 1
holera n'aqnellas regioea.
Tem^ido aqui mcessantd os esforcos, quer 1
lnistro oriental, quer do ariontino, junio ao S
Vitegpe, para qae seja semejante deliberacio
.gada, ou quando menos rtdusido aquelle pn
i,tau no mxime. O Sr. Cotegipe inclina va
essAul ira hrpothese, mas nada poda resol?
nem pronetter, sem ouvir o conselho superior
sade, e bem asain o inspector de salde dos po
O ministro oriental apoiou as suas reclama;*
tta um relstoro da antoridade supetior 'ant.
de seu pai*. que depois d repetidos e cuidad^
exames e experiencias tinha chegado a ejuel
de que a earne secoa, longe de ser vehculo A*
roso, como a consideracio a medicina offlci|
Brasil, do microbio... (nio lbe sei o nome u
appellido) constitue um meio em que elle nio yjjs
viver. *g^
Convocado eoaatlbo superior da sade, expos
o Sr. Mamor o motivo da reuno, e oinspectot
do porto, o Dr. Nun-a de Andiaae, encarregado
por aquelle de estudar e relatar a questao nio so
moatrou adverso ,i idei da redueco do praao,
tutes propenda pira elle. Todos os outros mera,
bree do conaelb<< porm, foram de parecer con-
rtrio, inclusiva que quando a medida foi sasci-
_da e discutida perante o mesmo onselho, tinha-a
julgado inntil.
O sr. Mamor deu por rinda a sessio, deca-
ado que apresentana em conferencia de minis-
0 parecer do conseibo; consta que alli de-
clarara aoi oollegas que visto do occorndo, elle
"t> tomara rospooabilidado de propor a S>-
ncoao do prio e nuito menos a sua suppresso
bedidas polas recUmaeOes da diplomacia platina'
ada qae persuadido como esteva de que ojio ha'

l NimBD-"


JL
Dltt ^ <* e Juiti
-*.
t
rern't risco da que
lera i na presente ea
0QWm eircaaiBtarJ
v -s erae ceder df
ar o fwreeer
gar da materia.
Por ootro lad
Sal e ama parte
vam para que na>|
o praso j fixa
Un do com eHe,
negocios e effec
tariam Mies gran1
vado o mesmo pr;
Baatou s a no
por telegrama, d
vernos oriental i a;
para que os pr
tablada em Pelota;
retrahiudo-se os si
torear os seas de:
baratos.
Urna cnusa uniJif a oatra levoa o Sr. Cotegipe a
nao acceder a reclmaco,.g platinas. Isto irritou
08 negociadores, pincipalmente o ministro argen-
tino, o Sr. MoreuLty'Vae andou por aoi a queixar su
e a dizer que esta* I resolvido a pedir os seus pas-
saportes e retirar-a I Curren depois, que nao pedira
paasapnrtes, para 'lo dar questio o carcter de
rompimeuto de relPlea entre oa dous paizeg ; mas
que asara de m''l. Hcenca que tinba do seu go-
B.
al, o Sr. Sagastune, nao tem
is taes.
em a irritaco da imprensa ar-
Srs. Conde d'Ea e Cotegipe
dado.
letra como somos julgados pelos
boa t com que ulles tratam do
n o xrque nos vwsse o ch >-
,-io, nao duviiana fazel-e em
s. O Sr. Uotiegipe teve tam-
e Mas mi'siDis razoes, tasto
falta competencia moral para
oorporacio a quem cabe jnl-
o eommercio da R*o Orando do
p d'aqui a elle ligada, reclama -
osse aupprimido nem redor i do
pelo governo, c visto que con
avian encatninhado os seus
transaccojs, de que resul-
prejuizo, se oio fiase obaer
dada para o Rio da Prata,
que as reelamaodes dos go-
ntino lata em bom caminho,
dos gados, que chegavam a
baixassem immediatameote,
rqueadores, nao quereudo re
>aitos seno com gados muito
verno para retirar
O ministro n
manifestado azedu
Se d'ab que
gentina contra o
nada ba menos fu
Mas tudo isso
noaaos viainhoa e
qne aqu se pase;
Viaaaa, discurso Jrdeado de ironas ferinas e Bar-
caemos, ora transparentes, ora velados por na
respe*) poatici e interesse fingido pete pesia
do Imperador e eecrupsloe de eonseieneia ante
ee prinetpios cosstitsxionses.
O seu requeriineoto, iido e apoiado, toi rejeita-
do sen diseussao, votando por elle aooteate m
Srs. Peaido, Affooso Celso Jnior e Andrade Fi-
gaeira.
Continuando a diseussao da proposta, teman a
palavra o Sr. Cotegipe. O seu discurso foi o
que era de esperar de um dos nossos mais ame. -
Irados parlamentares qae ao traquejo da tribuna
rene talento particular de etcarvar as questes,
deapregal-as dos atavos da rbetorica e feril a a
no ponto capital.
Reduzindo o discursu do Sr. Ferreira Vianna
aoe seas termos precian, qae nao teem por 6 ai,
observou elle, seno demonstrar qae S. Magesta
de nio esta em estado de deliberar, est coacto,
ou, como que sequestrado, sem poder concorrer pan
a obra do governo.
Mas como se dnostra a vontade do imperador?
O honrado deputado lea os dous pareceres dados
pela comroissio de constituicao e pideres em 1870
e 1875, em assumpto idntico, os quaes referen tu
ao protesto do governo repetindo que Sua Magos-
tado dse ja f.izer urna viagem a Europa, e dismdi
no prembulo:vem apresentar a seguinte pro
posta.
PERNAIBCO
Assembla Provincial
Crte
Summario :Disif
mar <
no Se
A sessio de
dispertou vivo
En ti a va em I
convertida em
miss-lo, o outh
O que ama proposta? O art. 53 da constitu
cao o diz ; opider executivo exerce pir qualquei
dos ministros de estado a prop >sigao que Ibe com-
pete na formacj das leis; e o art. 102 accrescenU
que esae poder tem por ebefe o imperador.
Por conaequencia, a proposta em si conten cla-
ramente a vontade de Sua Mageatade.
as anteriores propostas nao foi a afirmativa
dos ministros que tornou certa a vontade do impe-
rador, e pouco importa que baja oa nao o verbc
dtsejar o que esaencial que a vontade de Sua
Magestade esteja expreasa na mesma proposta.
Tudo o mais sao argumentos que podem Iludir
a quem nao considera o assumpto pelo seu lado
verdadeiro e real.
Se o imperador nao eativesae em estado de deli -
berar, se eativesae sequestrado, seria urna cons-
piradlo contra a se_rurani,'a do estado, seria um
crime de alta traicao fazel-o estar a frente do go-
verno.
Mas as commiasdes da cmara que o foram cun
primentar vieram sem fallar-lhe.
O tacto moa,
rado represen
nifeston de
mente a liceD
instruido t>J
nao sabia si
23 de Juaho de 1887
ssao da licenca imperial na Ca-
u Deputados.Interesse que dis-
pertouf -Discurso do Sr. Ferreira Vian-
na.I .auenmeoto apreaentado por este.
Rea (ita do Sr. presidente do coose-
lho 'bservacoes doj Srs. Maciel, At-
fouso j^iao Jnior e Coelho Rodrigues.
Voijjo da proposta em 2.* discus-
sio.-Jl)spensa de intersticio para a 3.'
disctalo.Diseussao do orcamento do
Minii|erio do Imperio.Falta de inte
resseldag sessoes, tanto na Cmara, como
ido.
lontem na Cmara dos Deputados
Interesse e toi muito coucornda.
discussio a proposta do governo,
irojecto de lei pela respectiva com-
irgando o consentimento necessario
para qae o Jrnperador possa sahr do imperio, a
e determinajpdo no art. 2 que a ^aa Im-
perial govprdar como regente, sob o juramento de
8 e C~,*s attribuioea que competem ao chefe
de poder exeeal^/O.-
Sabase desle a vsperi que o Sr. Ferreira
Vianna tomaril a palavra, e diz'-se que elle ia
propor qne, eui vez Je licenca, fosse o Imperador
dado por impotesibilitado para governtr, e se pro-
cedesse oelo nodo estabelecido no att. 126 da
Constituieo.
O debate pe lia tomar carcter muito seria e o
Sr. presidenti do conseibo julgou de seu dever
acbar-se pres ate a elle, em compauhia do ses
collega do in lerio, por caja pasta corra a ques-
tao.
r'oa qae si ease era o intuito do hon-
inte do 1." districto, elle nao o ma
ido claro e nem impuguou directa-
Por nao estar suficientemente
la escrpulos de votar por ella;
era o desejo do Imperador, si elle
quera facer pioelhante viagem, qae, segundo os
eleitoresdo i-ador, perante os quaes quer justi
ficar-se, nao e gosto de Sua Magestade, que de-1 amigos partica'area do i-np -n.dor, quererla tomar
cididam<'ote > quer ir para a Europa, e acba-se
consttmngido oneluiodo, apresen tou jm requer-
ment para c sem prejuiso da disonssao, fosse
nomeada pe ireaidente da casa urna commissao
de 15 memb para pedir a Saa Magestade de
declarar a si 'ontade, indispensavel ao consenti-
mento qae ojverno solicita.
Para chet a esse resultado e fundamentar os
seus escrupu-nascidos do receio de que espinho
adunco lbe nse perpetuamente o coraco, si por
altis design.de Deas, o Imperador nao pudesse
voltar 4 paf> comecou o Sr. Ferreira Vianna
por notar aipoitanca do assumpto grav-
simo, porqno caso nico em que a lei cornelina
pena ao la-ador, si, independente de consenti-
mento, gahira do imperio.
O conseiento presuppe vontade em quem
pede e sobna asaenta a de qnem conceae ; sSo
dous elemd substancies, faiprescindivel
Trnr*-: n'ieira paMrqii'i Asaembla
Se faltasse om desses doua ele-
va nulldade radical, que em mate-
deracio Doderia trazer no futuro
ttafdes. O orador tem ouvido cla-
exprobrseoss dos seua el->itorea,
ue o Imperador est coustrangido
le. Aguardava as palavras offi
r o seu juizo, e de balde procaroa
e imperial, nio achou ; nem se-
llas da magestade, culto exterior
A tnna do projecto attribue
Sua Magr atade ama vontade qne
ter tido.
indo o Imperador empreheodeu a
i, a proposta do governo dizia :
e e Imperador desrja fazer nma
a ; a commissSo respectiva da
do-pe ao seu parecer ao desejo
ie e deplorando o motiva qae de-
lesejo, devido so estado de sade
inanitestou os seos-sinceros votos
cento de Saa Mf gustado a Iiupe-
' Iacommoda-me, dase o Sr. Cotegipe, conti-
nuando, incommoda-me, deve incommoiar a todos,
urna diseussao desta ordem, que p5 em duvida
aquillo que affirmam os membros da familia im-
perial, os ministros, os mdicos e todos quantoe
v;I> cumprimeuiar Sui Magestade.
E isto tal vez o magde mais do que a viagam
Europa, as cirenmatancias figuradas pelo nobre
deputado.
" Tudo quanto se pratica demonstra que o im-
parador nao delibera ; nao est a palavradesejo.
na propista, os mdicos que o mandam ; as sau-
dades da trra xa, faro com que seu estado se aggrave, e tal vez
(o que Deus nao permita! j nao tenha de voltar a
patria. Eis em resumo os argumentos e apprehen-
foes do nobre deputado.
Mas Sr. presidente, o que dira tambem o im-
perio se por este excesso de zel.i Saa Magestade
nao readquirisse a sua saude, deixando de fazer
urna viagem Europa e fallecesse, como pode falle-
cer, nos seus passos regios?
I Nao ficaria tambem o espinho adunco crava-
ds n eonseieneia dtqaelles que apegando-se
mrai formalidades, negasaem o conaentimento
para q'ie o imperante, que tantos servicos tem
pri.tadc a este paiz (apoiadoa), que tem dedicado
toda a soi vida pesada missao de governar, dei
xasae de obrar o sea restabelecimento ?
Q iem, a vista do parecer, de mdicos Ilus-
tres e dos mais distinctos deata dj.-te, patriotas e
a responsabilitfade de negar seu consentimento
para esta viagem?
1'
sal i
a, re
.d Sua Magej
terminava esi
da Imperatri
pelo restabel
ratriz.
Em 1875,
ministerio na
tando-se da segunda viBgem, o
a proposta dizia que, ontinuando
a nao ser sat ,etorio o estado de sade da Im-
1
erador dse java acompanhar sua
e em urna viagem Europa, apro-
j) pira assistir abertura da
Inladelphia. Anda a commiaso
da cmara, aj ciando o justo motivo dease ese-
;'o, deu parece tdoptando o projecto.
s dous elementos combinaram-se
zea : de um lado a vontade ma-
a do Imperador, do outro o con-
mara dos Deputados.
com grande amargara para todos,
reba, de improviso, depois dos
lisongeiros. e do acto Jda ca
o pelo seu restabelecimento, e
peratriz, o
augusta cona
veitando o e <
expoai^ao de
Como se v
em ambas as
nifeata e expn
sentimento da
Agora, tei.d
sdoecide o m
boletins os m
mar, felicitan
posta falla d
do recebiment< Ja commissito que foi levar a res
hrono, appareceu o pedido con -
atante da pro )gta, di*en-1o que por nao estar
lo o Imperador das corutquentias
ideram os mdicos da imperial
Magestado deve fazer com bre-
as Europa, pela con.-iccao que
soltados que pode ella trazer
te, etc. A' vista deste parecer
licenca; e a eommissao, atten-
dicos da impeiial cmara enttn-
lestade deve fazer, com brevida-
parecer que se converta a pro-
de lei.
a vontade do Imperador, que
anda restabe'
da molestia, ei.
cmara que Sd
vidade urna vu
tem dos boos
preciosa sadi
o goverao ped.f
dendo a que oa
Aem que Sua M
da viagem,
posta em pr je
Nao se v -i
deve ser expre-J
o parecer de nni
fra das condii,
reside.icia do li
pela cmara cor
re. Como figui
mo agente, ou c
para qae a cmara delibere ;
eommissao de med'coa reunidos
i regulares da pragmtica, na
;rador, nao deve ser adaittid >
documento sobre que se t-111
Jesses papeiB o Imperador ? Co
o paciente ? Como Imperador,
oa como enfernx ibmis j ? Por ordem de qu^m
90 reaniram os i j,c ,3 da imperial cmara ? F-
zeram n'o espon -eamente, sem que o Imperador
o orlenasse, ou jovern i autonsasse ?
A diaposifo orador fazer a vontade do
Imperador, agor- ine v reducido o seu reino e o
numero dos ador ores, e por isso nao ple dei-
xar e estranb a forma daquelle d -cumeuto.
qne roopeu eor. odis as tradi^e.a da pragm-
tica, preterio O peito, a venerafao que se deve
pessoa auguatu o Imperador, e est concebido
em tensos que fi offerecem seguraanca, nem sa-
qaer de aathenl 0 lude.
Em coadaso^daquella tribuna disse um da
o orador, fallau 1 do excessivo piler do I-a;:e-
jjsrador, cobo pre^Iiso do governo representativo :
Sei qae me epjtam adverso, se uao inimigo ;
mas talvez o destino ou as viciasitudes da vida
me uff-recam occasjio de provar a sioceridade de
miuhas opinVa e 'o reipeito qae tenho ao Impe-
rador. Eil-a !
Est fatigad \ Inie pelo muito qae disse, mas
pelo muito que setito. Aquelle que anda hon-
tem er senhor do Xnperio, bjje nao nem senbor
de si Grande lrj|o | >
Tal a sumir | do discurso do Sr. Ferreira
A duvida levantada sobre o crdito qae deve
merecer o parecer domedicoa, no entender do
orador ama injuria atttita quelles cidados.
Pois haveri milicos que se reunam no paco
imperial, vis* da augusta taposa de Sua Mages-
tade, de tod/^ua familia, perante a PrincezaIm-
perial, parante seu augusto consorte, para levarem
um vjxectr expontaneo sem que Sua Magestade o
tiv^sse ordenado ?
E se a palavra do orador pode merecer algum
crdito a cmara, dir qae a elle disse Sua Mages-
tade ter ordenado que se fizesso a coavocacj > de
todos os mdicos do pace para deliberaren) sobre a
viagem.
Tranquilizo, pois, o nobre deputado a saa eons-
eieneia : o imperador eat capa de dar o s-'u as-
sentimento, de '.".. itir couaas mais arduas do qae
esta viagem a Europa.
Voltou o Sr. Ferreira Vianna a tribuna, agra-
decendo, em poucas palavras, aa aegarsncas que
acabara dedar-lhe o nobre presidente do conseibo
e declarando nio foi o sea intento negar a licenca
pela qual votara desde que S. Exc- sob a sua res-
ponsabilidad?, dec'arava perante o Brasil e o mua-
do ioteiro qne foi por ordem de Sua Magestade o
imperador que se tez o exame, e que aem constran-
gimento mais por impulso proprio que ello vai
fazer a viagem ; vota va satiafeito depois daa afir-
mativas de S Exc, tanto em relac,o a vontaie
de Sua Magestade, como em relaco ordem que
deu para o exame medico que se acha junto aos
papis como attestado.
O Sr. Maciel, por si e pela opposico liberal,
declarou que votava pela resolucao, fasendo diver-
sas oneiderac^jes sobre o modo de entenderse o
art. 104 da constituieo, visto dizer o nobre presi-
dente do cooselho qu3 Sua Magestade faria aso
do conaentimento da cmara qaando bem Ihe aprou-
vease; entretanto nao admissivel qae estando
presente o impera lor, possa a princeza imperial
assumir a regencia com a plenitude das saas at-
tribuic's no poder executivo; nota que pelos ter-
mos do projecto nao pode Sua Magastade ao vol-
tar ao imperio, assumir todo o sea poder magis-
tatico, se nao estiver restabelecido. mas se as c-
maras nao estiverem abertas, nao v meio de rome-
diar essa difSuldade.
Vetado o artigo Io, o Sr. Celso Jnior fez ob-
jeccoes sobre a especificacao do artigo 2, poia a
c instituido ni) taz nenhuma restricto s attri-
coes que passam em toda a plenitude para o prin-
cipe que assume a regencia, e taes restriccoes s
podem ser fetas por urna constituinte ; e, notando
a fraquezado ministerio, disse que espera qae este
deponba o poder as moa dojregente e insista em
retrar-se.
O Sr. Coelhi Rodrigues, coherente com aopi-
niao que sustentou quando em 1871 tratou-se da
primen a licenca fez algumas observacoas em favor
de urna em-ma que apresen tou, exceptuando das
attribuicoea conferidas regente a de diasolver
a cmara dos deputados e de perdoar as penaa
impostas aos ministros de Estado.
A preposta foi approvada em todas aa suas par-
tes, e sendo disp -nsado pela cmara o intersticio,
foi dado para a ordem do da de boje,ea esta hora
ja deve ter sido adoptada em 2' diseussao, e re-
mettida incontinente ao Seuado, onde nao baver
demora. Ser negocios para duas sessoes, como
foi aa cmara, e assim no da 28 poder eJtar a
lei saucciooada, e ter lugar a partida de Suas
Magestades a 30.
Depois da vota^ao da proposta, tem a cmara se
oceupado com o orjimento do ministerio do impe-
rio, teado sido votada antes a reforma eleitoral,
c m aa emendas apresentadas pela eommissao por
pane do governo.
Nao se ple fazer urna idea exaela do qae fi-
oon prevalecendo em ultimo resultado, e nem vale
a pona indagal o, pirque, como j.tive occasiSo de
dzer,; o senado que ba de fazer a reforma, e nao
de suppsr qne o faca na presente sesso, quau-
dj dentro de poucos das ter de oceupar-se todo
com os orcameatos dos diversos ministerios.
a cmara, excepQio de ama ou outra qaes-
tao fora da marcha ordinaria como a da licenca e
a militar as sessoes i n corrido mornamente, sem
dispertar nao ji interesse ni publico, mas a pro-
pria attenco dos deputados. Qaesto de reque-
rimentos, pedidos de informacoes, reforma muni-
cipal e agora o orcamento do imperio. Os discur
sos pronunciadoso alguns de mrito e revelado-
res de eatudo de seas autoress serreta para ser
lides, pois sao pronunciados com as cadearas de-
sertas, embora o final s.-topre o cbavo : mui-
to beca, muito bem ; o orador cumprimeotado.
No senado tambem as sessoes nao teem desper-
tado mai ir interesse. Tem-se disentido torcas de
trra, que questo de qae poneos se occapam.
Na diseussao s se empenharam alem do Sr.
Candido de Uliveira e o respectivo ministro, os
tres tena-dores rio-graudenaes. Mas nio adianta-
ram Man digna de especial mencio qae me obri-
gue'atoai)ar esta, mais do queja est.
ISCR808 DO SB. t'.PDDIDO JOS HaBIa PHO1TO8CIAB0S
ha sessIo db 24 na mabc )
O Sr. alcxi UsarlaEn desejava, Sr. pre-
sidente, que V. Exe. me dissease se nesta oasa se
trata dos negocios pblicos com aeriedad, oa se
isto ama casa de pagodes, ana casa de imrao
ralidades.
V V. Exc. qae me asaiate toda a razio. V.
Exc. propoaitalmants colloca oa 2> parte da ordem
do dia o projecto mais importante, quando no diser
do deputado arrohhador, a Aasembia est fatiga-
da, quando, se qualquer deputado pede a palavra
para discutir a materia, os membros da maioria
se retirara, o recinto fica vasio.
Eu pergunto a V. Exc. qual o fim da diseus-
sao: aclarar as cousas, esclarecer. Mas para
quem se vae fallar ? Quem que vae ouvir ? As
cadeiras ou as galleras? Coinprehendc V. Exc.
que oa temos sobejaa raz.-j para nio discutir o
projecto de orcamento quando a casa est deserta.
Por consequencia procedemos com acert, q'ianrlo
pedimos o adiameuto da diseussao desde que os
deputados se retiram.
Nio se persuada V. Exc. que me incommoda a
ausencia desses Srs. deputados. Nio, Sr., se V.
Exc. acredita que eu eatou persuadido de que elles
se retiram para nio me ouvir, engana-se ; eu nio
eatou disto convencido, porque aei que nio sou
orador, nio tenho vastos conhecimentos, nio tenho
urna palavra attrahente, nio sai agradar na tribu-
na, mas, em compensacao, diz me a conaciencia
que valbo muito mais, atellectualmente fallando,
do que grande numero de pascnos que vm para
esta cas fumar e votar confirme lbe ordenam.
O Sr. PresidenteV. Exc oio pie ofen-
der os seas collegas: prohibido pelo regi-
ment.
O Sr. Jos MariaNao eatou offendendo indi-
vidualmente a nenbum, estou dizendo urna verda-
de, que alias tenho onvido externada por muitos
deputa los da maioria.
O Sr. PresidenteV. Exc. nio pode con-
tinuar neate terreno.
O Sr. Jos MariaOra Diz-se com muito es-
pirito e com inui.a verdade que ha duas especies
de deputados na bancada conservadora.
O Sr. PresidenteSo V. Exc. contina a
tallar por essa forma, ha-de permittir-ma qae lan-
ce mi do recarao qae me d o regiment.
O Sr. Jos MariaLance mi do que quizer ;
estou enunciando ama verdade. Dizem depata-
dos coaervadorea, eu nio oa nomeio porque nio
me corfvm, que ha duas especies de deputados :
deputados cousciente-, c deputados inc-macieatea,
deputados que fumam e votam e-diputados qae
mandam votar.
O Sr. PresidenteSe o nobre deputado confiaos,
suspendo a sessio.
O Sr. Jos ManaV. Exc. faga o que quizer.
Eu nio posso disentir o orcamento-quando a.casa
est deserta,
O Sr. PresidenteSe V. Exc. quices uiscu-
tir francamente estou certo que seus collegas oc-
cupariam as cadeiras.
O Sr. Jos MariaE quem disse a V. Exc. que
eu nao quero discutir francamente ? *
O Sr. PresidenteTem dado provas.
O Sr. Jos MariaTenho dado proaa ? Eat
engau-ido Nio tenho dado absolutamente provas
d'isso ; provas t n daJo...
O Sr. Presidenteest suspensa a sesaio por 5
minutos.
O Sr. PresidenteTem a palavra o Sr. Jos
Maria para continuar o sea discurso.
Sr. Jos Mara Dizia eu, Sr. presidente, se
nio me engao, aa occasiio em que V. Exc. sus-
pendeu a sessio, qae oio'me iacaiimodava a ausen-
cia dos senhores deputados conservadores, pois que
nio se podia traduzir como falta de consideracio a
mim, desde que esses deputados em grande parte
sao entre os proprisa conservadores conhecidos
como inconsciente?.
O Sr. PresidenteEn oio posso consentir qae
V. Exc. continu a exprimir-se dease modo.
O Sr. Jos MariaTenbo visto nesta casa tudo
quanto ha de absurdo e irregular ; V. Exc nessa
cadeira procede caprichosa e arbitrariamente.
Quando foi requerido o encerramento peloSr.
Joio Alves estavam sobre a mesa diversas emen-
das raiuhas que nio foram lidas, nem apoiadaa,
nem submettidas a diseussao, como V. Exc. de-
via fazer.
O Sr. PresidenteForam todas lidas, apoiadae,
e depois submettidas diseussao.
U Sr. Joa MariaNio, senhor. E-i appello p ira
o Sr. 1 secretario que as leu depois de vo ido
o requerimeoto do Sr. Joio Alves e por coase-
quencia depois de encerrada a diseussao. (Apar-
tes).
En tinha '.presentado emendas qae se acbam
sobre a mesa, e qae nao tinham sido lidas pelo
Sr. 1 secretario ; o nobre deputado pelo 12 dis-
tricto requereu o encerramento, V. Exc. submet-
teu o requerimeoto votacio apesar da insisten-
cia com que eu ped a palavra pela ordem para
que fosaem lidas essas emendas. S depois de
encerrada a discussio foi que V. Exc. mandou
lr essas emendas e apoial-aa De sorte que sen-
do a consequencia lgica depois disto submettel-as
discussio V. Exc. nio o fez, porque nio podia
tazer, desde que a discussio esta va encerrada.
(Apartes).
Ora, en pergunto aoa meus illustres collegas,
que nao sao dos inconscientes: Pelo facto de ba-
ver um requerimeoto de encerramento, que ainda
nio toi votado, fico inhibido de annuaciar que tenbo
emendas para mandar mesa ?
Pergunto ao meu nobre amigo deputado pelo 1
districto o seu modo de pensar sobre esta qaesto;
e faco-o propositalmente porque S. Exc. j ex-
teroou aqu esta opiuio, que coasta do* annaes.
O Sr. O/aspar de Drummond V. Exc. sabe
qual .
O Sr. Joa MariaA ratio nos diz qae pelo
facto de ter um deputado requerido o encerramen-
to de urna discussio, nio est outro qualquer de-
putado inhibido de, antes de ser votado o encer-
ramento, annunciar que tem emendas para man-
dar mesa.
Ao que se oppe o Regiment que, apresen-
tado ojrequeninento de encerramento, se abramais
discussio sobre a materia, mas, nio se oppoe a
que sejam apresentadas emendas, para serein
lidas e apoiadaa...
O Sr. PreaidenteEm que que V. Exc Be
funda para dizer isto ?
O Sr. Joa Maria Fundo- ane no principio de
direito : odiosa restringenda, benigna amplan
da >. Desde que a lei nio prohibe a apresenta-
(io e lei'ura de emendas ella permittida.
V. Exc. v, pois, que me fnudo ueste principio
de direito, que da mesma forma que en conhe^o
V. Exc. deve conhecer porque como eu bacha-
rel.
Mas agora pergunto eu a V. Exe. por minba
vez i Em qae se fon te V. Exc. para sustentar
essa opiniio ?
O Sr- PresidenteNo decreto.
O Sr. Joa Maria O proprio decreto prohibe
apenas a diacnasio ; o decreto o que nio quer
que se abra a discussio, nss nio se oppe a que
o deputado possa mandar emendas. V. Exc. sabe
que esta tneoria foi aqoi sustentada pelo mea
amigo deputado pelo 1. districto, pelo Sr. depu -
tado pelo 2." districto na legislatura passada, o
Sr. Meira de Vasconcellos, sendo aceita pelo Sr.
Bario de' Itapissuma quando nessa cadeira. Con-
sta isto dos Aunaes ; mas que naquelle tempo
o direito da minora era respeitado; naquelle
tempo nio oceupara essa cadeira um homem qu^
timora em oppor-se letra do regiment para fa-
zer valer sua vontade, como procede V. Exc.
VozesNio apoiados.
O Sr. Jos Maria (com forcO Nio apoiado
como ? Pois S. Exc o Sr. presidente desta Aa-
sembia nio tem procedido violentamente todos
os das desde que assumioaquella cadeira ? Nio
apoiado como ? Se acabo de mostrar luz da
evidenea que S. Exc. couspurca um direito meu
de apresentar emendas e os nobres deputados
nao serio capazes de justificar essa arbitrarle-
dado !
O St. Goncalves F.-preiraE' urna questio de
inteligencia.
O Sr. Jos Maria Na outra sesaio, porm,
quando presidia o Sr. Bario de Itapissuma isto
nio aconteca ; quando qualquer deputado an-
nunciava ter eutendts para apresentar mesa S.
Exc. esperava.
Um Sr. Deputado Autes de e- requerer ?
O Sr. Jos ManaAntes o depoia
O Sr. Presidente V. Exe. nio prova com os
Annaes da Assemb a.
O Sr. Jos MariaProvo, aim, senhoi.
V. Exc. nio tem urna norma segura de proce-
der ; V. Exc. interpreta boje o regimeato de urna
forma e amacha do outra; o Sr. presidente tem
direito, tem meios de abafar nossa voz ; nio
o preciso eaaes meios ; abafem nii-sa voz, acabem
com a diaoaasio do ornamente, mas o fa.-.am ao
menos as raas da decencia, titcam ao menos
apparentando ama especie de garanta aos nossos
direitos
O 8r. Barros Barreto Jnior V. Exc. est
diicutindo o orcamento!
O fcir. Jos Maria Pois V. Eic. qae me sus-
penda a palavra.
Eu estou dando as razea por qua nio tenbo
discutido o ornamento com aa caieiraa vasias ;
o nobre deputado sabe que quando foi anauocia-
da a discassio do ornamento, os Srs. deputado*
todos se ratiravam.
Um Sr. D-putadoNao hoave proposito.
O Sr. Jee -ateraNio quero saber disto. O
que sei que nio fiquei incomm>dado ; quiz ape-
nas justificar uosso procedimento nao discuti-
mos, porque nio discatimas para cadeiras vasias.
A discussio do ornamento urna diieussao
ampia, oeila-como na diseussao de forct policial,
permittido tesar ae oousideracea geraea, alm
disso nio sou obrigado em qualquer discussio
restringirme somonte ao assumpto, tenbo esse
direito como teem todos os nobre deputados.
O Sr. Gaspar de Drumm nd d um aparte.
0 Sr. Jos MariaNio saccedeu com V. Exc. o
qae acaba de succeder coinmigo.
O Sr. Gaspar de Drummondbembra-me que
urna vez tallamos ambos juntos.
O Sr. Jo MariaE' exacto.
Naquelle tempo esta disposfeio do decreto de
encerramento era tao liberalmeate interpretada, e
appello para memoria de V. Exc, era tio liberal-
mente acoeita essa disposoao que nmhum depu-
tado podia requerer o encerramsato estando outro
deputado oom a palavra, tendo-a pedid auterior-
mete.
A'im se dea por diversas vezes.
l-ieade que um deputado antecipadamente pede
a palavra e que aguarda a occasiio opportuna
dar fallar, um outro deputado iurrusam;ute, nao
pode pedir a palavra para requerer encerramento.
Esse direito era respailado ; einquanto havia di-
putado com a p ilavra, nio se conceda a outro para
requerer o encerramento.
Ditas estas patarras com o fim de protestar
contra e procedimento qae tem tido V. Etc. n'esta
sessio declaro que nio posso discutir a materia
para deputado. qu* nio me quarem ouvir, o p ir
isjj vou mandar mezaura requenmento de. ada
monto.
DISCURSO DO SR. DEPUTADO COSTA RIBEIRO
PRONUNCIADO NA SES3AO DE 30 DE MAR^O
DE 1837.
O Mr. Coaita Rlbelro Sr. presidente, o
art. 3 do projecto de oroamaato que discutimos
acba-se concebido do seguate modo (l):
Cootiauam em vigor os arts. 13, 14, 15, 24,
25, 26 e 40 da lei o. 1810 de 1884, es arts. 27 e
28 da lei o. 1713 de 1882. o art. 4 da le n. 1360
de 1885 e o art. 8 da lei n. 1597 de 1*81, rehoga-
do o art, 23 da lei n. 1713 de 1882.
Esta disposicio complexa e alguns dos pre-
ceitos qae a'ella se cootem, nio me parecer dignos
do approvacao desta casa.
E' assim que o art. em diseussao manda vigorar
entre outroso art. 24da lei a. 1810 di 1881, se-
gundo o qual os profesaoros do nstruefio secun-
daria, cujas escolas nio tivereui frequencia maior
de 10 alumnos, oio perceberioas gratificadojs das
repectivas cadeiras.
Pergunto aos nobres deputados, so na> ternas
lei que regule o servico da Istruccio Publica,
primaria esecundaria e pergunto mais se anobre
eommissao no mesmo projecto que discutimos, que
tem de regular o ornamento para o exercicio futu-
ro, tem ou nio de consignar autorisacio ao preai-
dente da provincia para reformar o serv?) da
instruccio ?
Pens que a nobre commiaaio oio pode deixar
de responder afirmativamente; ao manos nos
considerandos de que fez preceder seu projecto
encontra-se a promesas de tal autorisacio.
Nio vejo razio alguma para semelhante disposi-
cio na lei de or^r.meato.
Se temos lei que regula o servifo da IastrucQio
Publica; se o projecto de orcamento que estamos
elaborando ha de conter ama autorisacio ao Sr
preaidente da provincia para reformar esse servir;j,
porque havemos de coasignar ao mesmo projecto
urna diaposicio especialmente regaladora do ser-
vico daa escolas? Pergunto se estas duaB dia-
poaicO's nio se contradizem; pergunto so nobre
presidente d'esta casa se esta ultima disposicio
nio contraria ao regiment, que nio permute
iuser r no projecto de orcamento senio disposicoes
relativas cobranza dos impostos e satisfacao
da deapeza da provincia.
Nio incorre esta disposicio na censura que a
esta Assembla fez o Sr. 1 vice presidente da
provincia, quando dexou de saucciooar o orna-
mento que frmu'amos aqui o anno passado?
Outra disposicio carecedora de reparo a do
art. 25 da lei n. 1810. Esse artigo diz o seguate :
Os coaros seceos, salgados e espichados que
d'oatros municipios vierem cidade do Recife para
serem exportados!! >
Tambem nio ba motivo para que no orcamnto
fique sabsistiodo esta disposicio, pirque no pro-
jecto nao existe o imposto de 10 % sobre as cotros
que forem exportados por esta provincia vindos de
outra. Ease imposto existia, com effeito no anno
de 1884, mas nio existe boje; e, ss do existe
hoje desnecessaria a disposicij do art. 25 da lei
n. 1810.
Outra disposicio da lei n. 1810 qae o ore amento
manda vigorar o art. 40. (L)
Fica prohibida a concessio de licenca com
todos os vencimentos, sendo permittida at 6 mezes
com ordenado e d'ah por diante com metade do
or leado, nio excedeado a licenca de 12 mezes.
Faco disposicio que discutimos, n'esta parte,
a mesma censura, a mesma critica que fiz ha
pouco relativamente disposicio que entende com
a Instruccio Publica. Pergunto se nio ba le re-
gulando a concessio de licenca aos empreados
provinciaes ; pergunto se os nobres deputados, na
autorisacio que tem de dar ao Sr. presidente da
provincia, que segundo suas palavras e isto com
applauso dos nobres deputados parece ter vindo a
Pcrnambuco para dar ura exemplo de moraldade
a todos os conservadores d'esta trra, oio o au-
torisam tambem, quando S. Exc. ti ver dd reformar
as reparticoes a attender a este objecto, a regular
o servico das liceocas a empregados ?
O Sr. Goocalves FerreiraSem duvida.
O Sr. Costa RibeiroPorque entio havemos de
consignar no ornamento urna disposicio relativa a
esse ser vico?
Depois, este assumpto de licencas a empregados
deve ser regulado em nina lei permanente, e a lei
de orcamento, como sabemos, nio tem vigor senio
durante o exercicio para o qual feita.
Portante, at muito ineonveniente ao servido
publico que, em assumpto d'esta ordem, estejamos
legislando annualmente e a proposito do orca-
mento, alias contra o que preeeitua o regiment,
que determina que no orcamento nio se disponha
senio sobre as despezas da provincia, oa difieren tes
impostos a lancar e o modo de saa arreeadafij.
O Sr. Goncalves FerreiraEu concordo com
V. Exc. em que melhor regalar este assumpto
em lei permanente.
O Sr. Costa RibeiroDiz tambem o art. 3, em
discussio, que fica em vigor o art 8" da lei
n. 1597 de 1881.
O art. 8 da lei n. 1597 dease anno diz que fica
autorisado o presidente da provincia a innovar o
contracto com a Companhia Pernambucaaa.
Sr. preaidente, nio sei ae j est acaoado a
prazo do contracto qae a provincia tem com a C>m-
panhia Paruambucana; mas creio que est a ter-
minar, poia que a nobre eommissao inclmo em sen
projecto de orcamento esta disposicio.
O Sr. Prxedes PitangaEat a concluir.
O Sr. Costa RibeiroNio aon, em theae, intenso
ao principio da subvencio a Coinpaubia da na
tureza da d'easa, reconheco qne a navegacio cos-
teira deve ser auxiliada, por necessana, mas digo
qne nm contracto por tres anuos de um prazo
muito curto.
O Sr, Rosa e SilvaE preciso qae a Cumpa
nhia faca jas subveocio.
O Sr. Costa RibeiroContractando por prazo.
tio curto, o governo nio tem direito de fazer
Companbia exigencias em bem do serval, em bem
do publico, nem ella pie por si mesma fazer con-
cesedes a custa das seus iotereasea e em favor da
popolcio.
Por outro lado, devo chamar a atteocio dos no-
bres deputados para o que se diz em relami ao
Bervico ddsempenhado por essa Companhia. Nio
quero aqui fazer aecusaco ;a; nao tenho aff-ic is
nem desaff-icoss a reapeito dos senhores da C>m-
panbia Pernambucana e, quando aa tivessu jamis
as tnria para esta tribuna; mas estou iuformado
de que o servico d'eesa Companbia pessiinamente
feito.
Agora mesmo tenho ouvido alguns attribuirem o
procedimento do commaodaute. do vapr Pirapama
cala
esta
cla-
ao facto de ser o peas sal qae trabilha nos navios
d'eesa Companhia, em geral, inhabilitado. Estou
informado ie qae teem servido de commaudaates
dos vapores d'easa Companhia individuos que nio
entendim absolutamente de nutica. Oa mari-
nheiros, segundo me consta, sio tambem bomena
inaptos, qua nao couhecem absolutamente o sr-
vico e a vida de bordo, sio meninos, rapases sem
nenhuma pratica, sem as precisas habilitacoes, e
que se empregam a troco de barato.
Do mido que, u'um caso como o qua se deu ha
pouco, o com.nan lauto pode er am homem apto,
eateodedor do oficio, mas, sem pessoal que o au
xilie, est exposto a desastres como o que agora
lamentamos.
Parees que s este tacte, qua publico, que
notorio, qua est vista de todos, urna demon
straciu de que a sua gerencia at hoje nio tem
sido a m-ilh.r. (Apartes).
A companhia est (em ms circunstancias, mas
eale estado devido m gerencia, e preciso
que a provincia nio continu a subvencinala,
sem que ella molifique o seu servido.
Finalmente, Sr. presidente, o are. 3 ainda de-
clara revogado o art. 23 da lei n. 1713 de 188J.
O art. 23 da lei n. 1713 de 1882peco a atten-
oio dos nobres deputados para esta pontodiz o
seguinte: (l).
c K-n caso algum podorio ser arrematadas aa
casas penhiradas as execucoas da fazenda pro-
vioc'al para pagamauto de decima e imposto addi
cional a esta, quando o valer das execuco's for
inferior metade do valor do predio, davendo
neste caso correr a execue,Ii sobre o aluguel com
o abatimento neeasasrio da 5* parte em
praso. *
E' urna disposicio qua foi adoptada pir
Assembla em 182 em virtuie de gran las
mores da populaoio.
Os nobres deputados, que sao como eu forma-
dos em direito, sabsm que um priu:ipio de le-
gii>lacii do proc asi em gerai que o baai un-ni-
vel nio levado praca, nio alienado para pa-
gamento de divida seaio quando eata exc -d-
metade do valor do mesmo immovel. E' ana
disposicio muito bem entendida ; a lei vem em
auxilio de quem eojnimico, trabilb.ad.or ; a ac-
qutsica de um immovel suppo; e3cnomia, accu
muii,-11 de trabalhi, a lei nio qnr que por pmc
seja alienado o bem que custa de muito sacrifi-
cio adquire as vezea o pobra para ser-lbe o mi-
desto pitriim iii, amparo seu e da familia.
Se esta a disposicio da lei geral, para todo3
os casos, excepgio di caso nico < privilegiado
da hypitboca, porque esta j um prioeipia de
alieuacio, digo eu, quiuio este o principio gj-
ral adoptad i pela le^islajao para tolos oa casos,
excepci i do caao do crdito hypotbecario, e
quando elle esta va tambem aimittido em nosaa le-
gislarlo de fazenda provincial, qua rizii nova
existe para que revogueaus esta dispisico, que
I vem muitas vezas salvar da miseria paaaoas >>
brea, viuvis, malhers desvalidas qu; aai Botan-
dem da le^ialacat, qu?, por motivo de torca maior,
ou por lhea faltar um pircar i ou conhecido que
eurasse da sius nngjcios, oi> poieram pigar en
tempo o imposto ?
Nio veji au, il-ir im:i razli pira isto.
Favor i fazeula pioviu-ial, interesie de faeili-
tar a arrecadajai dos montosnio poli ser
allegado como mitivo que justifique esta disposi-
cio, porquo os ubres daputadit sabem qua a le-
gislacao de fazenda j dea a esta m utos privila-
gios.
A divida nio demandada pir umi accii ;
demandada por um prjcesai executivi, qua c>-
meca nnm liatam mt -, antes de tuii, paia pi-
nhora, pala apprehensio do baoa, o qu; impiJ- o
devedor de alieaal-o e a-mi da apropriar-ae dis
seua reudimeutos, porque, daade que o imnivel
peahorado, reputa-n-aa ta-nbam p nhoraJos os ala-
guis.
Isto muito bastante para garantir 03 interes-
aos da fazenda proviucia!, alm de qae ella tem
am juiz especial, tem os seua prasoa todoa limita-
dos e accaierados, tem procurador especial, qae
nio pago senio para isto, para promover a -1-
braoca e arr caia.ai da divida activa. Nio ha
necessidade do meio vexatario que o projacto quer
leit iiirar eque as vezea na pratica seri iniquida-
de clamorosa. A fazenda eat maia qu-i garantida
pelas disposicis vigantea ; o que compre que
eatas se executem.
E j que toco neate pjnti, davo dizer aos no-
brea deputados que se a arreca laca i da divida
activa nio a m-'lhir, se eata creace todoa oa das,
e eu devo chamar a atteuc,! > dos nobrea deputa-
dos para a circunstancia notada no ralatorio ul-
timo, do Sr. inspector do Theaouro Provincitl e j
no anterior da que a provincia est pagando com
pontualidade as contas da companhia Drvtinag. e
limpeza publica da cidade, entretanto que nao ar-
recada annualmente quautia correspondente a
somma que paga, fica sempre em debito e eate
debito est todos os annos crescendo, de modo que
a divida activa, resultado do imposto addicional
da decima, j se eleva a mais de 6JO contos !...
Porque acontece isto, Sr. presidente ? lato acn
tece porque o servico de extraccio das contas que
teem de ser remettidas para o juizo, nio aei se de-
vido ao Thajouro, se ao Consulado, feito pasai-
mamente.
Tanho onvido aecuaacoea aos empregados do
juizo, ao procurador dos feitos, escriviea, etc. ;
mas nii assim, aos empregados do juizo nao
falta zelo e diligencia, masmo porqua elles teem
interesse na arrecadacio ; as difficuldades desta
proveem de outro motivo ; sio remettidas aa coa -
taa para juizo 6 e 8 annos depois do exercicio a
que pertencem. Impostos sobre estabelecimentos
comm -reiaes, s vezc.s sobra pequeas tavernaa es-
taoalecidts noa arreiires da cidade, coatas rela-
tivas a elles teem sido tiradas no fi n de 6, 7 e 8
annos, de modo que, chagada a occasiio de ir o
oficial de justija com o maulado procurar o de-
vedor, j este nai tem mais-o eataoelecim:nto, nio
encootrado.
Tem-se dado o mesmo, isto demora na extrac-
Co at em relaco a contas do imposto da decima,
que am imposto laaoadtre a reapeito do qaal a
extraccio das coatas devia -ser f tcil e prompta.
Entretaato, pnmeira vista, parece que o aug-
mento da divida activa devido desidia, ne-
gligencia dos empregados do juizo ; quando em
grande parte proven do ratardamento na remesa a
das contas. Nio quero aqui aecusar a ninguem.
O Sr. Visconde de TabatiagaE por quem deve
ser feita essa ratneasa ?
O Sr. Costa SibairoPelojThesouro Provincial
O Sr. Viscoale de TrbatiugEntio a culpa
do Tbesouro.
O Sr. Costa RibeiroNao quero aecusar oio-
guem, nem dizer qae baja nease facto qualquer
proposito reprovado; fui levado a tratar disso
para deixar accentuado que os inters es da fa-
zenda provincial nio exigem medidas v^xatorias
para apopulacio contribuate, como aquella qae o
projecto quer restaurar, antorisaudo que por urna
divida de O e aa vezes de menos, como nm
auno de dcima de urna p-qaena casa, seja eeta
vendida em praca, que nem sempre o meio mais
apto a achar melhor preco-
Se a arrecadacio da divida activa nio tio
prompta e eficaz, como enveramos desojar, nio
porque fazenda provincial faitem privilegios, j
os tem de sobra. Outros devem ser e sio os mo-
tivos.
Portanto, a nobre eommissao p opondo a revo-
gacio dessa disposicio da lei de 1882, nio proce-
deu com jutica eeqaidade. A revogacao que a
no re commissio pede nio se funda em principio
nenbum de conveniencia publica.
Sio estas as observacoes que tinba a expender
em relaco ao artigo que se discute. (Muito bem).
StviSTA DIARIA
Tlieooiirn Provincial S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, atten ienio ao quereque
reo o b achare! Caetano Maria de Faria Nevos, 1
escripturario do extincto Consalado, addido Re-
cebedoria Provincial, resolveu, de accordo com o
disposto no | 3o art. 9o da lei n. J84 de 30 de
Abril e art. 7 di regulamanto de 28 de Maio do
correte anno, 'a qae se r fere a idformacio do
Tbesouro de SI do correte, o. 679, permittir que
o sapplicaote paaae a er addido ao mesmo The-
aouro com os vencimentos inhareotes ao citado
emprego, devendo fiear sempre por pre.naher urna
vaga emquanto for o auj'p'icante considerado ad-
dido, r'guiando a reparticio o servio, n'cate eu--
tido.
Tribunal do#sry Antea debontem e
bent'-m nio bouve sessio oeste tribunal por falta
de numero legal de juizes de facto. Autes de
houtem U'ndo comparecido 14 foram sorteados oa
seguales :
Fteyuezia de Santo Antonio
Beraldo de Lima Meades.
Elpidio de Vaseoneelles. /
Fran'isco Augelo Pereira. /
Jos Maruniano de Soasa
Dr. Leonardo Coat*. de Albuunerqua.
Pregueaa da Boa- Vista
Agnello.fi. Seiersa.de Manases.
Antonio Anuas Jacome.
Antonio Pereira Ramalho.
Joaquim Albino de Guarni.
Juaquim Claudio Monteiro.
Jos Affinso dos Santes Bastos.
Jos Gimas Leal.
Joa M i.-tiniano de C. Amara!.
Dr. Joa Joaquim da Alouiuerque Guimaries .
Dr. Jos F'rancise / G. Cavalcanta.
Manuel Antonio de Araujo Livrameato. i
Dr. Miguel Figueiroa de Faria.
Miguel Pereira Giraldes.
Manuel Autouu R. Pinheiro.
Thaophilo de Mattos.
Prtguezia da Graca
Jos Augusto Rodrigues.
Vfauoal Filgueira de Menezes.
Dr. Pedro Cirraia de Oliveira.
Freo-neiia do Poco
Arthar Casimiro de A. Mallo.
H^rculauo H de M. Haoriques.
VI a noel Jos Affouso.
Romero Antonio da Costa.
Vicente de Moraes M'llo.
Freguaia de S. Jote
[gaacio Ferreira dos Santos.
Mamel Podro Alvares.
Maaoel Gomes F. da Silva Jnior.
Pedro Ridrigucs de S mza.
Freffuezia de Af o gados
Can lid] Albarli Sidr da Motta.
cizaando Carlis d'Arca.
ootern teado campar ici lo 31 jaiast de facto
foram orteados oa seguintes ruppleutas :
Fregueza do Recife
Jos Alvea Btrbisa Juuior.
.-. Maaiei Gimas de Arcillo Ferrio.
Frtgaezia de San o Antonio
Aleixi Riinguaa deMiura.
Freguena di S. Jos
Dr. Antonio Ciolotido da Suiza.
rS'injiinin Pereira da Qiairoz.
Emilio Fraaciaco da Silva Magalbies.
Joaquim Nicolao ferreira,
Mantel Machado Das.
Fregiiezia da B02- Vista
Antouio Vicente di Silva.
Joii Fransisai de Alm -ida.
Joii Baptista di Niacimanto.
Joa Bislio de Ferias.
Jos Ci'reia d: L n S ibriohl .
Manual Joa ds Almila S'aras.
E' provavil qie hij: onptracan jura lis en
aunan sadisiente pira a; ina altar o tnbiuil.
O paqjueto rancez Giroatle Bit.-
paqnete, em que seguirn houten da corte para
a Euro ia S. S. M. M. 1.1., sihio d'alli, s 3 ho-
ras da tarde, pira Lisbia e Birdoj. Tioar so-
mante em Dikir.
E' un dis nsihores ^aqaites da Cinoinhiadis
M-saagories Maritimea.
E' ci-n naiiiai 1 pal o Sr. Miniar.
Arente; da crrelo Foran nomaados
pir portaria de 28 do passi-iu ageitaa dj correio
de :
CorrentiaJoanna Dslgantioa da F'iitas.
S. Lourenco da MattaAitoaio P.nro Gomas
Pinheiro.
Estaci Je Tina*Luz Ernesto de Franja
Casanova.
BevlilaO'iiist4-iio3 que em Agosto prxima
comee ir s ;r publicada nesta ciiade una revis-
ta nensal de 48 paginas em gran le tormati e di-
rigida pjlos Dra. Clovis Bevilaqua e Joio Alfredo
de Freitas
A nova revista que ae denominar Archivo Bra-
sileiro ter por objecto asaunptoa de philosophia,
jurisprudencia e litteratura.
A assigaatara ser do 30JJ por trimestre.
Confiada a tio habaise taleutoso3 direetores,
certamento ha de ser bam recebida e aceita a no-
va revista.
Santa CasaEutram hoje de mes nos di-
versos estabalecim?nto3 a cargo da Santa Casa os
seguiatea Sra. mirdomia :
D. Juan Buaaoa, ai hospital dos Lizaros.
Manual Autooio Cardoso, na Casa da Bipos-
toa.
Francisco Augusto Pereira da Costa, no hospi-
tal de Santa Agaeda.
Dr. Alexandre de Ssuza Pereira do arm, no
Asylo de Mendicidade.
Continuando oaSra.
Dr. Praxodas Goaaa da Suiza Pitanga, no bos
pital Pedro II.
Dr. Pedro Affonso de Mello, no Asylo de Alie-
nados.
Commenlador Joio Vicente ie Torres 15 nlau-
ra, no collegio da^Orphis.
Concert vocal e lnsjtramentai
En beaaficio Associacio Peraambucaua contra
a es." -.vidio, brevemeuta realisar-se-ha um va-
riaJissiu) coacerto vocal e instrumental,, cajo
pro^ranna hrevem-ate publicaren, ni thestro
da Santa Uabel, gracioaanente cedido para tao
humanitario fin pelo Exn. Sr. Dr. presidente da
proviucia.
Oa priucipaea artistas e anidores deata capital
tonario parte no concarto. e entra os ltimos os
jovens Augusto Hygino de Miranda Jnior e Tito
Hygino de Miranda, 'noss ia conprovincianos, que
oronoveram eate certamen musical e esto a se-
guir para Vianna d'Austria, onda vio apertei-
Coar-se n 1 estudo de violioi e piano.
EBia(amentosO trem que daacau de
Apipucos s 6 horas e 15 minutos da tarde de ter-
Ca-feira, ao desear a ladeira d'alli esmagou ao
crioulo Luiz, de 60 anuos de idade, que, embria-
gado, vinha em sentido contrario, e desviara-se a
tempo da locomotiva. Teado se porn abaixado
para apanhar ama padra e atiral-a sobre ana in-
dividuos, que com elle eat*van a eacur, pardea
o equilibro, pas.andi-lhe as rolas da be unitiva
por cima e dando-lha m irte inataotaaea.
No da s -guiute, o trem que da Casa Forte des-
oa s 8 horas e 45 minutos da ooite esmagoa
tambem ao manor de non: A'fredo Jos de Pai-
va, de 10 annos de dado, e filho da viuva D. Ma-
ria Emilia de Paiva.
Ia o menino em p. ni eatribi da um dos carros,
seguro nos ferros da portinhol a e antes ds trem
-.-.arar em Santa Anua, pulo 1, mas com tanta n-
falidade que as rodas do wagia passaram-lha 31-
bre a cabaca e elle murreu iastaataaeamante.
Otreltos sobre o assacar Lamos no
Jornal do Comnercio da corte de 21 do pas-
sado :
Sabemos qae o Sr. ministro da fazenda eat
resolvido a aceitar qualquer emenda qae aa c-
mara temporaria for presentada sentando devdi-
reitos a exportaci} do assucar, caso a daspazapu-
blica nio seja augmentada consideravelmente, o
que tornara impissivel aquella tio necessana re-
duccio em favor de ama industria que desfallece
i* Vlaconde do Rlo-Branco L-se aa
mesma tolba de 24 :
Do caroeiro o. 2,133 do caniterio do Caj
onde em 1880 foi sepultado o Visconde do Rio-
Branco, taran houtem exhumados os osaoa do emi-
nente cidadio, da menora tio saniosa, sendo re-
culhidos a una urna qua s -liada e lacrada ficoa
depositada na capella do cenitero a.
Condecorac&es estrangeirasO Sr.
Dr. Domingos de Aadrade Figaeira acaba de ser
agraciado por S. M. o re dos Belgas com o grao
de comnendador da ordem de Leopoldo.
Pelo governo de S. M Fideliasnna foram con-
decorados : con a conreen la da orden de Nosaa
Senhorada Cmaecio'e Villa-Vicos* SalvadorPe-
res de Carvalbo Albuquerque, subdito brazileiro e
Audr Henry Brianthe, negociante nesta praca :
cavalieiro da mesma ordem Jos Ropsy Cbandroa
director da companhia do gas aesta corle e-d>oa
S. Tbiago Julio Casar Machado, escriptor publico
em Lisboa.
Commiaaio de limites No < Di arte
Oficial > foi publicado em 24 do passado o se-
guinte telegramma :
Palmas, 22 de Juohi -A 16 chegaram ao Pe-
pery as duas turmas. A do Chapec perdeu ter-
ramentas e vveres por virar urna canoa, a do Pe-
pery perdec ama canoa com rombo ; pessoal sem
novidade. A turma do Chopim a'nda est para-
da. O eommissario argentino s hoje deu parte
de prompto, mas chovaBario de Capanema a.
Medtru le terrenos Declarou se
presidencia da provincia do Amazonas que no con-
flicto manifestado entre o jmz eommissario de
Manos e o juia municipal, acerca da medicao de
terrenos pertencentes a Raphael Bento Carcliso,
cabe ao segundo a quettionada competencia.
Vlagens maravllliosas. le fallo
VersePara a Livraria Corazzi, dos Srs. Boa-
res Quintas & C, ao largo do Conselbeiro Salda-
aba Marinho n. 4, antigo da matriz de Santo-
Antonio, cheirou a 3* parte do bellissimo roman-
ce A liba Mysteriosii, intitulada O Segredo da
ha a.
E' o 16 volame da edicis popular das obras
completas do eximio -scriptor franoez.
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MELHOR EKEMPLAR ENCONTRADO l
c>
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ertuuif acocila-Heira *1 "de sumv .
Agradecemos a offerta que not foi f-ita pela
Livraria Coraszi de um ejemplar.
sale Po los Tjrpographoa de Per-
kMbneo.Ante-hontem rcalisou esta socie-
dade a cleicio de sua nava directora, aqual fieou
assim compasta:
PresidenteJob Piro ira Bastos
1" Vtce-preaidentr Severim Regia.
2.* DitoCcsario Ayres.
1. SecretarioManoel Blanda.
2." DitoMachado Quintar."
TheaoureiroJoo Francisco Dures.
OradoresBelmiro Cadaval, Gloriado Taylor e
Hotnrio Silva.
DepotadosAntonio C. Ferrcira da ui, Joo
C. Lisboa, Adoipbo Quintil Galhardo, Antonio
Salles Dutra e Antonio Po'ycarpo de Sousa.
Tlieatru Santa Izabel. -Foi na tere*
feira 28 do corrente, cantada pela companhia de
operas e operetas e da qual empresaria a actris
A Nighal. a bella opera dramtica do maestro
G. Dansatti a Favorita sem necessidade de en-
careci-rmos do ment da partiruia, por ser elle j
algum tanto coiiheeijo ao aosso publico, fallare-
mos do desempeoho que foi dado t cada urna das
partea.
A di re D. Aff.ns foi distribuida ao Sr.
Garbiui qu- 'l'esta ves nos fes eoohecer que nao
un b m baricono suneuto cantando trechos des-
tacados, polo quo foi merecidamente applauii lo.
A Sra. Dalla P.^rra apez ir de nos parecer qu?
ja voz nao tem a ext-nso n^cessaria para can
ir a parte .le Leonora, fez todava esforcos para
-ahir-si bem, e quasi que se poderia diier que o
tinba coiisuguilo, Sd n> fossem alguns senos
co:nm-ttidog.
O Sr. G. Cidri nao desagradou n parte de
Baldoasore e pode-se dizer que foi felii em sua
estra, pois, mostrando ter urna bi voz, conse-
gu i bastantes applau os.
O 8r. Bruaehi ctntou a sua parto, de Feraado
eout expresso e sentimento, agradando tambem
como os seas eompaoheiros.
Os coros, nao estlveram totalmente maos, mas,
devem ser melhor ensaiados.
Caotaonelra Lamego Por telegramma
de capito do p :rt i do Cear dirigido a S. Ere.
o Ins-ctor do Arsenal de Marinha foi coimouni-
ca 1o r-r edegado ao porto da Fortaleza a conho-
ieira Lamego que por o.-dem do ministro da mt-
rinba vem estacionar no porto desea cidade.
Prolongamenlo. Amanb ser aborta ao
trafego roais urna i-staco no prolongamento da
estrada de ferro de P> i nambuco.
E' a estaco de S. Joo
Rendlmento* pblicos Al seguintes
esUco's arrecadaram em Junbo :
Alfandega :
741:374/780
1,155:137*839
681:116*205
De 1887
De 186
De 1885
De 1884
De 1883
Recebedoria Geral :
De 1887
De 1886
De 1885
De IS84
De 1883
Renda Provincial :
De 1887
De 1886
De 1885
De 1884
De 1883
779:333*930
620:912*643
42:653*134
41:514*399
43:963*937
53:879*641
60:283*916
218:261*401
257:382*914
19S*:091*269
165:370*710
178:925*559
A IllusitraeaOP< la filial da casa edictora
David Coraszi, do Rio d Janeiro, e de que ge
rente oSr. Joe dii Mello, recebemos o n. 8 do 4o
snna d.-sta bein escripta revista do Portugal e da
Brasil, cujo director propietario em Paria o Sr,
Mariaono Pina.
As estampas sao, omi sempre, ixcjI entes.
Agradecemos.
IniHo MedicaRec-bemis o 6' fascculo
deste archivo internacional de sci. ucia: medicas,
publicado no Rio de Janeiro pelo Sr. Dr. V'icira
de Mello.
O eummario esic :
l',i;nica ophthalni>log;ca.Di tuberculosa ocu-
lar, pelo Sr. Or. J. C- de Bittencourt.
S'tpbiligraphia. O processo auti-rabico de Pas-
ppiicdo inductiva e relativamente ao trata -
0/ da syphilis, palo Sr. professor P. Gambe
C/if^nsido do italiano por Vieia de Mello.
d a cirurgica.Oba rvaco de um caso de
. da partida por instrumento cortante e fis-
a salivar consecutiva, pelo Sr. Dr. Tiberio de
. meida.
Via armaras.D cystite namulher, pelo Sr.
professor Guyon.
Revista critica. M. Pastear et la rage, par le
Dr. Lutand. A vaccina da raiva. Re tono
presentado ao couselho da escola medico-cirurgi-
ca do L sboa pelo professor Miguel Bombara,
pelo Dr. Vioira de. Mello.
Noticiario. -O Dr. Sousa Lsite.
Club Dramtico FamiliarEsta so-
ciedade proceden uo dia 29 do .passade a e.eico
da sua aova dieec'ori.i, que tem de dirigil-a du-
rante o aem-stre de Jutiho a Desembro, a qual r-
cou assim organiaada
Director
Commeadador Antouio da Silva Girio.
Vice-director
Major Cleomenrs Lopes de Siqutiri.
Taesoureiro
Geremias de Ase vedo Mello Jnior.
1* eecretario
Professor Augusto Jo: Mauricio Wandurley.
2 secretario
Frederico Luis Vieira.
Orador
Dr. Alfonso Olindense Ribeiro de Souza.
Vice-director
Rodoipbo Lima.
CammiesSo de contaa
Capito Jos da Costa Reg Lima.
Teneute Adoipbo f'avaloonte.
Major Sebastiano Lopes Guimares.
Wocledade Recreativa Joreaiode
Durante o mes nudo a bibliotheca da sociedade
Recreativa Juventud- foi frequentada por60 so-
cios que consultaram 68 obras em 71 voluntes.
Sabiram para a leitura dos socios 34 obras em
38 volumes.
Pelo socio Dr. Ferrer :
ilou, gr iphia do municipio da cidade de S. Pau-
lo pelo Dr. Joo Mandes Almeida Jnior, 1 volu-
me em brochara. A'gum&s notas genealgicas,
livro de familia pelo Dr. Joo Mendos Almeida
Jauior, 1 volumo em brjebura. Maxinilien em-
pereur au Mexique par A. Liurnt, 1 volume en-
cadernado GanganelliA igreja e o estado, pe-
lo Dr. Joaquim ^aldanha Marinho, 4 volumes em
brochara. Dictionmire latn trancis, par L.
Quiseral, 1 volume enea lernado. L^s Mariua ce-
lebres de la Fiauco, par A. Lemereier, 1 voluin
encadernado. Queen Mary A. -'remue, par Al-
fredo Teunyjon, 1 vsium i encadenado. Seres
de S. Miguel, por C. C. Branco, 1 volume em bro-
chura. Miscelnea, 1 vo ume encadernado.
Pelo socio Arthur Furias :
O Martyr do Golgothj, por H. P. Escrich, 4
volumes encadernados. A volta do mundo em 80
das, 1 volume encadernado, por J. Verne. A ro-
da da la, por J. Vern", 1 volume encadernado.
O cosinheiro completo, 1 volume encadernado e
mais 4 folhetos.
Pelo socio Francisco de Sousa :
8 folhetos.
Pelo socio Mano-.'l Caetano de Andrade :
Cartas escripias da India e da China, por Jos
I. de Andrade, 2 volumes encadernados.
Pelo bojo Jos d- Mediis :
Impressoes, versos por D. I. S. Pinbo Msid, 1
volume em brochara.
Pela Exma. D. I Sabino Pinho Maia :
Impressdes, 1 vo u'n'om brochara
Pelas n-daccocs:
Diarto de Pernam'iueo, Jornal do iiecife, Pro-
vincia, Joio Fernanits, Lanterna Mgica, Era
Nova e a Gazet nha,
Ulrectorla das obras de conserva
fo dos portosBoletim meteorolgico do
da 29 d- Junho de (887 :
Velocidade media do vento : 3">,62 por segando,
(de meia noite s 6lloras da aaanh 5,92.)
Nebulosidade meda: 0,53.
Boletim do porto
* i 3.2 j. ^ > 2. -P. M. B. M. P. M. B. W. Di. lloras 1124 damanhS 555 da tarde Altura
29 de Junho u J> a SO de Junho 2,n>24 0,>73
Esto premiados com 500* :
5830 5676
Estilo premiados com 200* :
255 4581 7381 7117
Esto premiados com 100* :
881 1612 3228 4957 5895 6577 6841 7075 7314
7399 9175 9534
Esto premiados com 50* : '!
1048 1475 1720 1995 2189 2698 3769 3868
3916 4433 4641 4810 5294 5567 620j 6394
6472 6646 7834 9712
Approximacoes
C5MIERCI0
loras 2 -^ Barmetro a Taso do vapor
t- V *" IODO 0

6 m. 24 _9 6262 18,57 77
9 26-3, 7ti2>68 18,57 71
12 260 763">35 19,19 78
3 t. 27'3 762i01 19,54 71
6 255 76250 18,58 74
tiellAenKtfecruar-se-ho .
Hoje :
Pelo agente Pinto, s 10 horas, ra do Mar-
ques de Olinda n. 52, de movis,crystaes e vasos.
Pelo kgeaM Burlamaqui, s 11 1|2 horas, no
Caes do Ramos, da barcaca Ja*> Alfredo.
Polo as>nte Sr-p.le, ao 11 horas, ra do Im-
peraa r n. 30, da um sobraio de 2 andares.
Pelo ageute Brito, s 10 1/2 horas, ra de
S, Joo n. 5. da arraacio o utensilios da taverua
ahi sita.
Amanb :
Pe- agente Modesto Baptista, s 11 horas,
ra do L-oo Coroado n. 24, de movis louca e v-
dros.
Pelo gente Britp, s 10 1/2 horas, roa de
Pedro Alfonso n. 43, de piano, movis, bois e vac-
cas com cria.
Pelo agente Gu3mo, s 10 horas, ra da Im
peratriz u. 2, de urna armaco envidracada, e ao
meto dia ra do Mrquez de Oliuda n. 19, de
bolachnhas em lata de diversos tamanhos.
- Segunda -feira :
Peio gente Burlamaqui, a 11 horas, ra da
Imperatriz u. 65, de movis e variados objectoi
de ouro.
ttisaas fnebres.Sero celebradas .
Hoje :
A'b 8 horas, na matriz da Boa-Vista, pela al-
ma de D. Hark Jorge de Meaezes.
Amanb :
A'a 8 horas, na igreja da Soledade, psla alma
do major Joaquim Appridio Rosa da Costa ; s S
horas, na igreja da Ponha, pela alma de Fran-
cisco ue P,ua Borges Uchi Filho ; s 8 horas,
na matriz da Gia^a, pela ..lina de Domingos de
Souza Barros.
PassagelrosChegados dos portos do sal
no vapor inglez Tagua :
VV. Giambon, G. Wtlliam, J. L. dos Santos e
sua tensn, a Lainb-rt, J Araritc, William.
Sahidos para a Europa no mesmo vapor :
Htknosl Rodrigues, sua senhora e um filho,
Joo Lus da Co.ta, Koat Taraldsen, Thomaz
Dellef=en, Frednk Larsen, Jos Autonio Teixei-
ra Bastos, Domiugos da Silva Torres, Jos dos
Santos .Yloreira, Manoel Joaquim Lopes de Aze-
vedo.
Chegados do sol no vapor americano Ad-
vance :
A. Pereira Carneiro e sua senhora, D Leopol-
dina Fonseca nao filbo, S. Brander, F. G. de
Qieiro, M A. Roesch, Misa Blai.l Roesch, uiaa
fiiha e ama criada, Antonio M. Pinheira, T. de
Paula Kioeiro Jnior, Victorino H. de Simas,
Jane fi\ontan, J. Camarca, Manoel de Moura
Cavalcc-nto, Max.miao At}'miso Moura, Dr. Joo
de Barros Silva, Alfonso Fraga, Dr. Fernando
L. Con'inho, Francisco Dias da Costa.
Sabidos para o sul no vapor nacional Guahy:
Celestino Pedr da Costa, Manoel Adriano da
Suva, Dr. Cesta Maia, padre Antonio Soares de
.Vleo.
5370 125*000
5372 125*000
3258 100*000
3260 100*000
165 40*000
167 40*0J0
Oj nmeros de 5301 i 510U esto premalos
com 15* excepto o da aorte gran la.
Os nmeros de 3201 a 3300 esto
com 10* excepto o da 2:000*.
Todos oa numerna terminados em 1 esto
miados com 5* excepto o da aorte grande.
A 8eguiute lotera ser extrahida no dia
14 de Juiho.
premiados
pre
Temperatura mxima8,0
Dita mnima24*,75.
Evaporaco em 2i bores aosol: 5",0 : asom-
bra: 3,0.
Chuva0">,e.
Direcso du vento : vriavel entre ESE e SSE
de meiauuiP at 11 boras e 46 minutos da maub;
SE e SSE alternados ate 4 boras e 52 minutos da
tarde ; variavel eatre SSE e SE at meia noite.
Mercado do Ki< de I neiro
BLTrMA DATA -23 DS JIUKO DE 1887
CAF' v
*
gal. .
liba dos Acores
liba da Madeira
N'ew-York .
l#ep jsito no da 1 de Junbo
Entradas de 1 a 21. .
dem em 22.....
Vendas de 1 a 21
Dia 22 :
Estados-Unidos .
Europa .
140.366
10.457
71.212
Saccas
78 486
150.823
229.309
3.653
1.223
Deposito no dia
22, tarde .
As cotacoes sao nominaes.
4.876 76.088
153.221
TELEGRAMMA
DA ASSOCIAC,O COMaEBCUL PARA BOVA-Y0BK
(Expedido em 23de Junbo de 1887, de manh)
Caf
Existencia verificada 161.000 saccas
Entradas no dia 22 10.000 >
Entradas em Santos 8.000 *
Estado de mercado Calmo.
Prec s nominara, sem negocio.
11 v>muierelat
QftTACdM OFPICIAE8 DA JCN'TA D08 COH-
HECTORES
Recite 30 de Junho ambio sobre o Rio de Janeiro, 15 div. ca 3i8
0/0 de descont.
Camoi acore Par., 60 d/v. com 11/2 O, de des-
cont.
Cambio sobre M iranuo, 10 / com 1 0/0 de des-
cont.
O preeiaente,
Antonio L.onardo Rodrigues.
U secretario.
Eduardo Dubeux.
tf mmenlo liauarin
KBCIFB, 30 DE JBKHO DB 1887
PRACA DO RECIPE
hoje sem
2i:
244
241
2*220
Casa de DetenctaoMovimeoto doa pre-
ioa da Casa de Deteuco do Recife no dia 29 de
Junbo :
EsiasMBl 354 entraram 23 ; sabiram 6 ; exis-
tem 371.
A saber :
Naciouaej 339 ; inuiberes 9 ; estraogeiros 13 ;
escravos sentenciados 5 ; dem processados ;
i It-iii de correccao 3.Total 371.
Arralados 325.
Boas 306; doentcs 18 Total 325
Nao houve alteraco na enfermara.
l...i.-1-i; da l'arubybaEis oa nmeros
!i 1 lotera da Parahyba em beneficio da Igreja
matriz e Santa C ** da Miseric >rdia extrahida
em 30 de Junho.
5371 20:000*000
3258 2:000*000
166 1:000*000
Boda da Fortuna Por esta casa fei
vendido o bilhete de n. 2399 com o premio do
15:000* da lotera do Cear, extrahida aute-hou-
tem.
Lotera do CearEsta acreditada lote-
ra aujo premio inaior de 15:000*000 Ber ei-
trabida uo da 6 do corrente.
Os bhetes achain-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 de Martins
Fiuzu & C.
Lotera da provincia No dia ..
do (torrate, o 4 oras da tarde, se extrabir a
7 loteras, <.m beneficio da nutrs da Boa-Vista
do Recife e, no consistorio dn igreja de Nossa
Senbora da Conccico dos Militares.
No mesmo consisrorio estarlo expostas as ur -
anu as esplteraaa apreciayo do publico.
Coserla da corteA 204* (olera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
30:000il000 dar extrahida no dia .. do cor-
rente.
Osjbilbetes acham-se venda na Casa da For-
tuita ra Primeiro de Marco n. 23, de Mart us
Fiuza & C.
Lotera do (irao-Par -A 3 sei ie da 10'
lotera desta provincia, pelo novo plano, cujo pre-
mio grande 120:000*000, ser extrahida ao dia
2 de Julbo.
Os bilhetos acham-se viuda na Casa da For-
f.uaa ra Primeiro de M-.rco n. 23, de Martina
Ftuza & C.
Lotera do Espirito-Santo Esta lote-
ra cujo premio grande 60:000*000, ser extra-
hida no dia 1 de Julhs.
Os bilheics acham-se 'veoda na Casa da For-
tuna roa Primeiro de Marco n. 23 Martin Pin-
za & C.
Loieriu da provincia do Paran
A *e i ia doata provincia,pelo novo plano, cu
jo premio t nde de 15:000*000, se extrahir
no da 5 de Tlulbo.
Bilhotea a vooda na Casa da Fortuna, roa
.'rimeiro de Marco numero 23, de Martin Fiu
za & d.
IjOlerla de .tlasroas A 19' parte d-st-t
lotera, pelo novo plano, cujo premie grande
de 10:000*000, ser extrahida nu dia .. do cor-
rente s 11 horas da manh.
Os bilhet-sacbam-ae venda na Casa da Fortu
na ra Primeiro de MarfO n. 23, Martiu3,
r'iuza & C.
Lotera da provincia A 7 loterir. em
beneficio da matriz da Boa-Vista d> Ricife, ser
extrahida uo da., do correute, s 4 boras da
tarde.
Oa bilhetea garantidos acham-se venda na
Casa Felis na pr,.<,-a da Independencia us. 37
e 39.
Tautinbem ach.tai se a venda na Casa da Fortu
na ra Primeiro de Mrvou. 23 de Martis F.u-
za & C.
As-un como na Casa do Oor a d" Baro da
Victoria n. 40 de Joo Joaquina o ^osta Leite
Lotera da Parahybaesta loleria cujo
premio grande de 20:0'J0* ser extrahida ama
ubi 14 de Junho 'a 3 boras da tarde.
Oa bilhetea ae.bam se venda na Caaa da For-
tuua a ra Primeiro le lai\o -i. 28, de Martins
Ftuza t C.
Cemlterlo PublicoObituario do dia 28
de Junho :
Mara Amelia, Pernarnbuco, 2 mzes, Santo An-
tonio; meningo encepbalite.
Mara da Gloria, Pernambueo, 12 annoa, soltei-
ra, Recife ; tubrculos pulmonares.
Candida Mara das Merced, t'ernambn o, 30 au-
no, solteira, Boa-Vista; anemia palustre.
Jos Marianno, Pernarnbuco, 1 auno, Santo An-
tonio ; rachitismo.
Mara Wajfredo C. Pessoa dAlbuquerque, Per-
nambueo, 24 anuos, casada, Afogsdos ; febre per-
niciosa.
Delphina Mara dos Prazeres, Pernarnbuco, 65
annos, viuva, Santo Antonio ; diarrha.
Maria, Pernarnbuco, 3 aunos, Boa-Vista ; bron-
cbjte.
Aatooio, Pernambueo, 7 anuos, S. Jos ; fsbre
paludosa.
Lydia, Pernambueo, 8 dias, S. Jo? ; espasms.
29 -
Jos, P rnambuco, 6 meses, S. Joa; convul8oea.
Galdino Dautaa de Andrade, Pernambueo, 34
annos, aoltein, Boa-Vista; r'p-n'inamente.
Jos -iu R-tf>. Pe-i i-uouc.", 36 a ni.', viuvj,
Baa-Vista; luiecyao pucul uta.
Manoel, Pernarnbuco, horas, S. Joa ; fraqueza
congenita.
Joo, Perntmbuco, 18 mezes, Boa-Vista; tubr-
culos pulmonares.
PlBLltiMOSS A PEDIDO
Recife abrir l
iaro fazendde
tres annoai\
icer, nao po- *
* ser feito por
al.Rodri-
ii apresentada
la :
:ente-ae :
lo durante a
approvada.
Servifo
do Hatadouro
VI
Mercado de aaasacar e alsrodao
EBClFI, 30 OE JOHHO DB 1887
Astucar
Contina a ser cotado, para o agricultor,
algarismos abauo, por 15 kilos :
Branco, os melhores que
apparecem no mercado,
regulam de
1.* surte boa .
i. regular .
Sumidos e baixos
<- neuos .
Mascavado .
Broto ....
Rtame .
2*200 a 2*400
1*900 a 2*100
1*700 a 1*8)0
1*500 a 1*700
1*300 a 1*400
1*040 a 1*100
*900 a 1*000
*700 a *800
Alfjodo
O de Pernambueo e boas procedencias, em tr-
ra, fot hoje cotada a 6*900 por 15 kilos.
Empinadores. .
Pariu.ia de mandioca .
GraXa.....
Milho.......
Obias de mar.-inena .
Oleo de utocuto ....
-'leo d-i ricino ....
Palha de uricury '.
Penu ia de em ....
Preparados de jurubeba .
Preparados ineiicinaes
Qieijo do serto
i i^e......
Sal.......
Sebo......
Sola.......
Taboaa de iouro.
Vassouras de palha de car-
nauba ......
Vinho de jurubeoa .
130 kilos
1.000 saceos
400 kilos
232 saceos
22 voluui-i
60 kilos
1.920 .
80 .
102 .
6 volumes
71 caixas
100 kilos
258 e 1/2 .
20.000 litros
1.120 kilos
2.505 meioa
24
Cariis de alrodo (kiioi
Carvo de pedra de Cardtfi (toa.;
Uat bom (kilo).....
Cachaca (litro).....
Parinha de maudiuca (litro) .
Pumo reatollt.o em rolo (kii.i, .'
Fumo restolho em lata (kilo)
Fuun bom (kilo).....
Pumo em folha bom (kilo) .
Fumo em folha ordinario (kilo) .
Genebra (litro).....
Mel (litro).......
Mimo (kilo)......
Taboadoa de amarello (duzla) .
14
16*000
460
700
037
Alm do que j diase sobre o aasuinpto releva
justificar a legalidade da prorogaco, ainda que
ella at agora nao ti vesse sido posta em la vida,
bastando o mesmo f^cto da proro^agio constante
de deliberar > da Cmara par produzir din-.it,s
e obrig.coes entre as partes anda quanJo lbe fal-
taasem formalidades com o tem decidido oa tribu-
naes.
O.servico do matadouro contractado commigo
constitue urna simples locaco de ajrvii;oa que
para ser ajustada independia qu :c de autorHacao,
quer de approvaco da preaideucia da provincia
ou Assembla Legislativa Provincial.
Nao se tratav* de empreifada de obras, pois
que as obras que ae tiuham de fazer era asau npto
secundario, antes um meio de melhor cumprir a
locadio de servicos.
Nem se tratava tambem de obras de grande
importancia que devessun ser hvadas a effeito
por meio de urna empreza que se iudemnisasse de-
pois mediante urna taxa eoorada dos ioteressados
ou fregueses do estabelecimento caja Constrocco
se realisasse assim, com > por exemplo trata ido-se
de urna casa d-1 marcado.
Na pnmera bypothes.? haveria necessidade de
preceder certas formalidades, no segundo de au-
tonsaco da Assembl ou pelo menos da uresi-
dcucia da provincia.
Nao se tratava tambem de arrendamento de
beua municipaes.
A Cmara recebe por intermedio de seua emore
gados a renla do ntatadouro a psla verba orca-
montaria esp.-cial piga ,n a taxa estipulada pelo
servico locado.
Ao caso pois nao r-uo applieacao e menos con-
tra miui as d8posiv6:8 doo arta. 41 e 47 e uenhu-
ma outra da le dj Io dt Outubro de 1828
Os actos repetidos de approvaco de contractos
mpus com a Cantar*, qu rpir parte da Ais) oblea,
quer por paite da presidenta, da provincia tem
sido por m-m promovido* snao girantias a m-n
favor pirante por a cobert., da ins:abilidade dj
actos muni-.-ipies teitos u desfeitos sempre injui-
tamente e coat o maior veame e prejuizo pira
mim, partee idoque eu s poderla servir a eojteu-
to sujeitanlo-me a tolos Os oaus e reuuuciajdo a
todas as vautagene, o que seria o que se chama
contracto leonino s nulio p ir si mesmo.
Isso peioque resoeita odireiti eit geral que
me assiste na priKoruAo conced I .
Qiauto, por'ia, au facto dsta te nha a mcu fa-
ur al o oo ii'ic j .-xpuz estn ln i., ,-,z., della
ha in.ns ae aun i, a uo.i iderayo de q,l 4 opiuio
da Assembla L.-gisU:iva Provin-a| me fa fa.
vuravel.
projec o doTjsxamrntio munioip;
guinte eneuda em\23 '.'.e Abril
- < N. 79. A Cmara Municip.
concurrencia para o servico io
contracto cujo prazo nao exced
com quem melhorea vantagena
dendo em caao algum ease ser
administraco.*-ft.-go Barros
gue8 Porto.
Na aesso di 25 do mesm i mez
aquella emenda a seguinte subeniq
N. 126. A tmeuda n. 79 a
Esta disposico nao ter
promgaco do actual contrato qu
Katis e Silva.
Na sesso de 26 do mesmo mel) approvada a
emenda foi tamben approvada ki subemenda por
20 votos contra 10 em votaco fecainal.
I-" certo que dias depois nskeganda votaco
das emendas ao projecto foi coijiderada prejudi-
cada a mesma subemenda, porqar a emenda por
ama dessas manobras muito cokians em corpos
cnlleet;vo8 foi r-jeitada sem se sljlsr bem o que se
vota va !
Mas o voto da Assembla fi
pressivo pelo numero e pelo reS'
l." porque entendeu que o ser1.
ro s poda ir de novo praca em'virtudc de-uma
dispoaico de le.
2 que eSSB dispisico nao ntt agina o contra-
to actual cuja prorugc,j ficava .pprovada.
Entretanto a cmara actual qi brando a soli-
dariedade administrativa com a pe a procedea,
revogaudo arbitrariamente as deli'aiiracpes da pas-
sada que firmram para inim direitos adquiridos,
jul^audo-se cima da Assembla qujo voto Ihe foi
coutrario e de cuja autorsaco mostrou que pre-
cisaya, porque ella foi proposta col|re8tricco ga-
rantindo o meu direito e mesmo iiHiin rejeitada,
nestas circumstancias aaltou portejiima de tudo,
rompto o contrato, maudou desorit|.iisar o servico
sem indicar a quem seria eutregu
baver eu imterpobto recurso para I
presidente da provincia na turma i
do 1. de Outubro de 1828 e mlt
haver sido eu manuteuido por maai
innocou inslitamente a decis-o rei
(CU aceitosamente coutra o decret
tente e expedio a ordem desjommun
pagar as t olhas dus despozas do serx
altamente ex-
,do:
o do matadoa-
e depois de
Exc. o Sr.
art 73. da le
io depois de
.do judicial,
vida, atten-
juiz compe-
de nao me
que ad-
ctivauv-nte a o temp > em qu ^ Cmara te:-
conava romper a prorogaeo eouctfuiU requer a
Asseutbla a approvaco da prorogago^-'omi um
meto nico de me garantir coutra a voIt-io do
meu direito por parte da Camira.
A commisso reop-ctiva nenhum parecer a..
sobre a minha petico; mas na 3 discusso do
auto par me seren pagas por quinfa conforme
clausulaa expresaaa do contrato proTgado !
A Cmara assim obriga-me a adiafcjar deapezas
por tempo indefinido em vez de 15 dn.|s e dspen-
der adiantadameote en vez do que despenda o
decuplo talvez, porq-ie ea nao posso (prever at
quando diBpenderei avultadas sommas por adian-
tameuto em um servico do qaal a Cankara aufere
rossa renda, a maior das suas verbas) de receita.
Nao aei mesmo ae meu pagameuto, a Cmara me satisfara prompta
e integralmente as folhaa vencidea que equivalem
urna porceuta^em correapouden:e i ai-rfecadaco
da renda.
-Se eu nao sendo obrigado a adiantar rinsoew -
por mais de 15 Uias, abnudonass.- -t -uuirc o ser-
vido, tarta o direito de retanrr iudsrrt'iisa^to por
pendas h damaos, luiros cessantes e dajmnos emer-
gentes, pois qui eaou sob a pcesso de'rvexame il-
legal, s itisf.iz-jiutt todos os ouus do coltrato pro-
rogado sem ueiOuma vautagem, nao otistante as
garantas bgae3. administrativas >. jo'ictaes de
que procirci valer-m.- proiaovendo o.aetos em
direito neeessaris. *J
A cmara a nadaatteudee decide (3 calhedrA
e jjbcranament) tudo, rendo como nAa nica a
'sua m vontade a mim ombora injtistgl ; gratuita.
H-sta-rne o grande e ellicaz recursc t/ valer-me
do mea direito diante dos Tnbunaeslt'.da admi-
nistraco que estou certo nao se daji+ao levar
por euggcatea apaixonadas de queml^r que seja
e vendo que ofijr-cendo a pa me fafk >' guerra
sabero rectobecer ccmpletameute a ptica evi-
dente qae me assiste.
Recite, 30 de Junho de 1887.
Jos Eleu'erio de .Iz^do.
Izifl
O acto de philaatropia d Gxm,
Visconde de Campo alegre
Pelo3 Joruaes de 6 1 o cor ite ragz
consta quei o 'i Ti. Vis Mil 10 (i Campo
fio
720
70
400
200
040
400
100*0J0
*y5-- ,.^r^o vapar^ameiicauo Aduanar arregaram :
New^York, Abe Stein az C. 8^3dT pefTes
2 atados
18 volumea
BECAPIIlTLAgaO OO ASSUCAB
Estiradas de
murar
xaz DI JUmo
Aisucar
Entradas
Barcacas......
Vapores ......
Via-terrea de Caruar 1
Animaes......1
Via-terrea de S. Francisco 1
Via-ferre de Limoeiro 1
e auodao
Diaa
l 28
"28
28
28
28
Entradas
Somma.
Algoddo
Saceos
18.935
1.671
746
22.578
871
44.801
Diaa Saccas
Barcacas...... I
Vapores...... 1
Via-fenea de Caruar 1.
Animaes...... 1
Via-fenea de S. Francisco 1
Via-ferrea de Limoeiro 1
28
a
28
28
28
movi-
do 22 3'4 d

O mercado ie cambio esteve
ment, maniendo os bancos a tax 1
sobre Londres.
Nao houve transaccoes em papel particular.
PRAQA DO RIO DE JANEIRO
A taxa dos bancos foi a de 22 /< sobre Lon.
dre (nominal), menos firme.
Nao houve movimento algam, p0r ser dia de
maia do paquete francas.
As tabellas expoetas a^ui foram estas :
Do Intouucional :
90 djv vitta
Somma.
18.366
4.5.IS
51
4.064
2.19
2.!>81
31.979
Para o exterior
Para o interior
4,442.727 kilos
2,324.630 >
Despachos
l^ondres .
Paria. .
Italia. .
Ham burgo
Portugal
New-York
223/4
418
518
234
22 1/2
422
422
523
236
2*220
'Lo
Do Loaooa Bak
90 d/v vitta
de exporiaco
HEZ OB JCSHO
Nos dias 1 28 foram despachados na Alfande-
ga os artigos seguintes :
.Para fra do Imperio
Agurdente..... 72.138 litros
Algodo......1,157.281 kilos
Assucar......4,442.727
63.700 *
2.688 .
50 caia
113.350 kilos
7.020
167.827
93
2.516
55.792
180 kilos
520 sarcoi
34 kilos
93.564 graos
219 160 >
16 kilos
nares .
Pars. .
Italia. .
Hamburgo
Portugal
New-York
22 3/4
418
518
234
22 1/2
422
422
523
230
2*220
Uo EaausH Bunr. :
Leares......
Psris.....
lUU.......
Hamburgo......
Lisboa e Porto.....
Principaes dados de Portu-
90 djv i vitta
22 3/4
418
518
234
22 1/2
422
422
523
236
Bagos de mamona
Borracha ....
Cajurubeba .
Carocos de algoda.
Cocos (fructa) .
Courinuos'e pelles .
Couros espichados .
Couros salgados.
Couros verdes .
Doce.....
Farinha de mandioca
Ipecacuanha. .
Ouro velho .
Prata velha .
Qaetjo do eerto
Para dentro do Imperio
Abanos de palha de car-
nauba ...... 5.000
Agua medicinal. ... 37 caixaa
Agurdente..... 425.688 litros
Algodo, ...... 171.979 kilos
Assucar'......2,324.630
Azeite de coco
Cajurubeba .
Carvo anim
Chapeos de
naba
Cera de carnal
Cocos (fructa)
Coaros salgados.
Doce......
Elixir cabeca de negro.
110 litros 50 caixaa 480 kilos
12 fardos 445 kilos 53.750 50 1.405 kilos
6 caixaa
Summa 6,767.357
Vapor dsspaefcmdo
Vapor nacional Guahy, sahido hontem, levou a
carga seguinte :
Para Macei :
20 fardos com xarque.
30 caixaa com sabo.
20 ditas com velas.
Para Peuedo :
30 fardes com xarque.
Para Villa Nova :
20 f irdoa com xarque.
Para Babia :
ll-O barricas com aebo.
2 caixas com doce.
tJarregaram dive'sos.
Wavios a caria
O-ril, sn*d i-suachados os seguintes :
laica iijruegucuoe Stanley, assucar, pata Mon-
treal.
Barca norueguense Seros, algodo, para o Bal-
tico.
Barca inglesa J. .1. D., carocos de algodo, pa-
ra Liverpool.
Lugar norueguense Chriitina Elysabelh, tritio,
para o Canal. '
Lugar nacional Vieira, assucar, para Montevideo
e Kio Grande do Sal.
Ltrar ingles Flora, assucar, para os Estados-
Unidos, -c
Patacho nacional Maria Augusta, assucar, para
Moutevido.
vapor ingles As'iroofee, assucar, para Liverpool.
Vapor ingles Orator, assucar, para Liverpool.
navios a descarga
Barca nacional Miosa, xarque.
Escuua aliem Fritt, xarque.
Escuna norueguense Heform, xarque.
Brigue ingles Willam, bacalho.
Lugar ingles Sisver-Sea, bacalho.
Lugar nacional Layo, xarque e gorduras.
Lugar ingles Viola, bacalho.
Lugar nacional Marinho VII, xarque.
Lugar ingles Bianche, bacalho.
Patacho uaeionai ^oven Correia, xarque.
Vapor tngiez Autor, varios guueros.
Vapor ingles Otseo, carvo.
% -----
cauta da alfandesa
SLSAKA DB 27 DS MAI0 A 2 DE JHHO DB 1887
Acaucar refinado (kilo) .... 145
Assucar brauco (kilo) .... 16
Assucar mascavado (kilo) 066
Arcoo! (litroj....... 150
Arroz com casca (kilo) .... 65
Agurdente e '. 056
Algodo (kilo;....... 400
Borracha (kilo) \ 1/Q66
Couros seceos salgados (kilo) 460
Couros seceos erpiebados (kilo) 585
Couros verdes (kilo) ..... 275
Cacao (kilo)....... 4O0
Caf restolho (ko)..... 320
Carnauba (kilo;...... 336
Memorial
Est marcado para hoje, 1 de Juiho, a reunio
da assembla geral da Compakhia do Bebebibk,
que tem de tomar conhecim-uto da gesto dos ne-
gocios da mesma companhia no auno social fiado.
As notas do Thesourn de 2*0 Ki da 5.* estampa,
5*000 da 7. e 10*000 da 6., aero substituidas
na Thesoubabia ds Fazenda at o fim do mez de
Junbo com o descont de 2 0/0, o qual ser eleva-
do a 4 0/0 a contar do 1." de Juiho a 30 de Se-
zembro do corrente r.nno.
Importadlo
Vap9r americaro Advance, entrado do
Rio de Janeiro e escala, em 30 de Junho
e consignado a Henry Forster & C, ina
uif.-stou:
Carga do Rio da Janeiro :
Amostras 3 volumes a diversos.
Fumo 230 volumes a Xa/ier de Simas &
IrrnSos, 32 a Costa Lima & C 3 a Sul-
zer Kaulffmano. & C, 8 a Silva Marques
& C, 12 a Joao Victor Alves Matheus
& C, 13 a Bailar Oliveira & C
Feao 30 fardos a Costa Lima & C.
Mercadorias diversas l volume, a Xa-
vier de Simas l Irm&os.
Panno de algodo 12 fardos a Ferreira
& Iruios, 20 a Rodrigues Lima & C,
27 ordem, 2 a Luiz Antonio Siqueira.
Vinagre 8 pipas a Alberto Rodrigues
Branco, 10 barra a Augusto Figueirede
C.
Xarque 888 malas a Amorim IrrnSos
dt C, 637 a Saunders Brothers & C, 250
a Pereira Carneiro & C, 250 a Baltar
Oliveira & C, 203 a Hermano Lundgren
& e.
Carga da Baha
Drogas 1 volume a Francisco Manoel
da Silva & C
Laranjas 1 cesto a Domingos Alves Ma-
theus.
Pelles" de cabra 22 fardos ordem.
Panno de algodo 92 fardos ordem.
Para New-Yoik, J. Pater C. 8JO saceos com
60,000 kilos de assucar mascavado.
Na barca norueguense Heros, carregaram
Para o B iltico, Borstelman & C 225 saccas
com 16,353 kilos de algodo.
.par
Para New^V
de cabra ; H. Stolzonbach 61 0. 23,200 pelles de
cabra j H. Lundgrio & C. 29,400 pelles de ca-
bra ; Jallo ce Irmo 6 barricas com 360 kilos de
borracha.
Para o interior
Nopatscho nacional Rival, carregou :
Para o Rio Grande do Sal, J. L. de Azevedo
1,000 cocos, fructa.
ISo vapor nacional Guahy, cirregaram :
Para Babia, A. Oliveira C. 2 caixas com 150
kilos de doce.
No vapor americino Advance, carregaram:
Para o Para, Amorim Irmoa & C. 40 pipas
com 19,200 litros e agurdente ; T. de Azevedo
8ouza 200/2 barricas com 12,900 kilos de assucar
branco.
No vapor nacional Par, carregaram :
Para Manos, H. Bur:e & C. 50/4 barricas com
2,161 kiloa de assucar branco.
Para o Para, J. M. Dias 120/4 barricas com
4,329 kilos de assucar branco.
Para o Cear, Baltar Irmos & C. 5 barricas
com 502 kilos de aaaucar branco ; F. M. da Silva
& C. 5 barris com 480 litros de agurdente.
flnbelro
Pelo vapor nacional Guahg, para :
Macei 120*00
Ueadiineato pblicos
Alegre Ltsrtara tolos os seus
sob condico de lne prestaremjervicos
por dous annos.
E', sem duvida alguna, umfato de
pltil ititropiu do Ilustre agrisulto e so-
M ditos de tressuras a 600 ris
Ji talaos a 2*
20 ditos a 1*
A Oliveira'Castro C.:
108 talboa a 4*
era vos,
-Jcve ter sido arrecadada oestes disa
a quautia de
Ueudimento dos das 1 a 28
Foi arrecadado liquido at baje
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 400 ris o kil
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Sainos de 560 a 640 ris dem.
'anuba de 201 a 249 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idnm.
r'cijao de 6.l a 1*000 dem.
12*000
40*000
; 0*090
|08*000
Senda geral
O 1 a 29
dem e 30
lienda proviuciai
De 1 a 29
dem de 30
HEZ DE JUNBO
Alfandega
688.471*834
52:S02846
97:761*919
6:747*656
741:374*780
104-509*655
ie 1 a V29
dem de 30
el a 29
Id-m <- 30
Recebedoria geral
845.884*435
36:563*625
6:089*L69
42.653*134
Recebedoria p.uvinda
10J:295*018
13:456*698
Hiate nacional Deus te Guarde, entrado
de Mossor em igual data e consignado a
Bartholomeu Lourenr>, manifestou :
; Algodo em rama 374 saccas.
Pipas vasias 6.
Sal 300 slgueires ordem.
JBmortaco
aaciri, 28 oa jcnuo de 1887
Para o exterior
No vapor ingles Orator, carregaram :
Para Liverpool, J. Pater & C 1,500 saceos com
112,500 kilos de assucar mascavado ; J. H. Box-
well 200 saccas com 14,794 kilos de algodo ; F.
M. da Silva & C. 294 saccoa com 11,700 kilos de
bages de mamona.
= No lugar inglez lora, carregaram :
Pata New-York, J. S. Loyo fe Filho 3,850 sac-
eos com 288,750 kilos de assucar mascavado.
Na barca norueguense Stanley, carrega-
ram:
Oe 1 a 29
dem de 30
Recife Drainage
113:751*746
7:441653
1:934*954
Haiauuro Pubilc
Foram abatidas no .vlatadouro da
rezea para o consumo do dia 29 de J
Sendo: 67 rezes pertencentea Ol, u,
V C, e 25 a diversos.
Vapor a ahlr
Advance hoje, s 3 horas da tardajara New-
York, cem escala por Maranho, (^Barba-
dos e S. Thomas.
Vaporen e uavloa eupeidon
VAPOBB8
Elstonde Londres hoje.
Argentinado sul aamanh.
Pernambueodo norte a 3.
Britanniada Europa a 3.
Nigerda Europa a 4.
Ville de Bahado sul a 5.
Vilie de Saniosdo Havre a 6.
Espirito Santolo sul a 7.
Financede New-Port-News a t.
Trentda Europa a 10.
Gamillodo norte a 13.
Tamardo sul a 14.
Manosdo sul a 16.
Santosde Hamburgo a 16.
Congodo sal a 19.
Parado norte a 23.
La Platada Europa a 24.
Pernambueodo sul a 27.
Nevado sul a 29.
hav:;-
Armidade Londres.
Anne Mariedo Rio Grande do
Claudinado Rio de Janeiro.
Camesdo Porto.
Ei atede Hamburgo.
9;376*608
Mercado Municipal de Jos
O movimento deste Mercado nos dias 29 30 de
Janbo foi o seguinte :
Entraram :
79 boia pesando 11,575 kilos sendo de Olivei-
ra Castro, 54 ditos de 1* quaiidade 1 de
2* e 24 ditos particulares.
472 kilos de peixe a 20 ris 9*440
47 cargas de farinha a 200 ris 9*400
25 ditas de fructas diversas a
300 rs. 7*500
19 taboleiroa a 200 ria 3*800
25 Sainos a 200 ris 5*000
Foram oceupados :
48 columnas a 600 ris 28*800
42 compartimentos de farinha a
500 ris. 21*000
42 ditos de comida a 500 ris 21*000
183 /2 ditos de legumes a 400 reta 73*400
40 ditos de s'uino a 700 ria 28*000
Hoviuienlo ilo p lo
Navio entrado no dia 9
Buenoa-Ayrea e escala11 e 1(2 i a, vapor in-
glez Tagua, de 1,964 tonelada commandan-
te W. Gilliea, equipagem 107, ct> -a varios g-
neros ; a Adamaou Howie & C. .*
Navios sahidos no met. > dia
Sontbamptoa e escala Vapor i ,tat Tagua,
de 1,964 toneladas, commandant (S-ilIies, carga
varios gneros.
Rio Grande do Sal-Patacho na nal Rival,
de 241 toneladas, capito Fram o Jos Fer-
nandes, carga assucar.
Navios entrados no d 30
Rio de Janeiro e escala5 das, ,-)t america-
no Advance, de 1,902 tone s, comman-
dante James Lord, equipagem 1 carga varios
gneros ; a Henry Forster ft C
Mossoi13 diaa, hiate nacional )eua te Guar-
de, de 120 toneladas, mestre J io Antonio de
Moura, equipagem 4, carga var 13 gneros ; a
Bartholomeu Lonreoco. .
Rio de Janeiro14 dias, barca suJea Skmd,
de 324 toneladas, capito Fortiberg.-. equipa-
gem 10, em lastro de pedra ; a. Vf. W. Kooil-
liard & C.
Navios sahidos no mesino dia
Baha e escalaVapor nacional Guahy, cora-
mandante Joaquim M. dos Santas, carga varios
gneros. I
Tamandar e Rio FormoaaVap: nacional Gi-
quii, commandante Sousa L 'b o, em lastro.
/ I
EXEMPUR ENCONTRADO
1
r hbtsh
V



Diario de PernarabocoSeita-feira 1 i Julho i
lhe dsvi ios iodos os encomios da inprdnaa
jornalistiea aasta provincia.
Niuguoin goora os apuros, em que se
acha a lavoura do nort y%\il do imperio.
Leia-se o que por mui'.as vezes ten es-
cripta o Jornal do Commercio da corte,
que nao deva ser suspeito an abolicionis-
mo, e ver se h com toda a evidencia o
estado de desanimo, e quasi desespero, a
que t:: chegaio os ngricultores.
Entretanto, por una iuexpli';.:ve! con-
tradiegaj, ou antes pir una irriaao cruel
da sor;e, quiado p>r tola pirte os agri-
cultores dao exemplo dos seus sentimentos
humanitarios, quutdo a lavoura geme
do norte o oul sob a mais tremenda crise,
que jamis a teui nttingid neste paia,
quanio tudo Uta presencia nos, que inais
so assanha o exacera.* a furia dos abol
^ eioi.istas contra os pobres e paginos agri-
cultores.
Hoje, pode-Ba ilizer, todos aquellas que
h tin seguro o futuro d-> sua fnili >, j li-
bertaram na seus escravos. Conhecemos
alguns, que, 1-vados por um entbusiasmo
de ruoiueut >, iibert .r.i.u UiJua us acorara,
que possuia n, e hoje se achato quasi na
miseria, seui os valerem os abiicionistas,
nem o governo se lembrar delles para
cous alguma. Eites lo os veriudeiros
mariyres da i lea.
O nobra Viseon le de Campo Alegre
est no numero dos pri.ueirus.
Liburtou os seus s.-ravos, quanio pie,
depois de saguro o futuro de seus fainos,
sendo elle o uiaior propriotario rural desta
provincia. Mas, ..nula assiui o felicitamos.
S Ex. podit deix-ir de tizcr o quj f-z
E S2o fea, fu de su i 1 i v r, c espjntauea
vontade.
Para nos, que o coubecemos, o nobre
Visconde foi gemprc utj honradissirao
agricultor, de iiis iiiuauitarias, untes,
muito antas do di* 15 do corrento mez
Se o Ilustra titular enteudeu, p>rem,
que desdi essedia satisfez a foma huma-
nitaria dos patriotas do abolicionismo ic
transigente, < nganou-ss redondamente
EUcs nao des 'aug .ra i einquanto lhe res-
tar um uuico escravo nos ecgenbos. Ho
de arrancal os to lor se podercm, sem ea-
pervrts.p .ocio praz'. mar jado para a coa
pleta libertayV) d< sses infelizes.
Razao teve \o coaselheiro Saraiva,
quando, ha poucos \dias, no sealo deca -
rou que a aboliyao d,o elemento servil es-
lava sendo feita pelos) proprieiarios de as-
cravos. Disse-nos a, il'ustrada redaccSo
dest9 jornal.
Do que nos tem ser vido isto ?
Tein censado a porsdguicu atroz contra
os pr^prietarios ruraest
VNo continuam os aqoli
i parao^roubarem 08 escravos ? Porque
razao a itnpTvaaa seria, que lio a peito
parece tomar a cuTNi da lavonra agn i
sante, nao stygmatisa^\^.o reprova todos
esses actos injustos e violentos, exercidos
contra os senlior a de escravrif, at por
Ponta ou cabera?
Comp.tnhia Brazilelra de Nave
gaeo a Vapor
AO AZA NEGKA
O ie entras vao comtigo a desgrana e
O infortunio.
Quem nao se lembra :
Da lacanda da ra da Quitanda ?
Da Companhia Campos a S. Sebastiao ?
Da Companhia de 8. Christovao ?
Agora cliegou a vez a ento florescenta
Co npanhia B. de N. a Vapor.
Eotraste e l foi comtigo a macaca.
Tras vapores eocalbalos, dos quaes dous
total un! per iidos !
O fundo de reserva absorviio e a baixa
oas accSis, eis os seus triumpboa I
Deixa-noa com todos os diabos, senao s
nos resta a sepultura bb propria ruina.
Um accionista.
(Dj^Jornal do Commercio.)
Por causa das duvidas
Sob a epig'aphe cima fez a Eimt. Sra. D.
Oelpbiu-i Mara d* Ciaceicao, dee!aracJ:>, na tro-
vtncia de luirein, 29, do nSo haver a Socieinde
Keoretiva da Pra;i d'S. Jjao, ga&to dinh iro
ali^u a com a liberdade de sua cscrava nasa, visto
nao a ter propoai taimen te dado matricula.
A -S icieiade uj contest i Sra. D Oe'phina,
ii sua boa e geaeroja utencao ; m-i, o que ceno
que Ii>i i aadou p;lir a diverus pessoaa di-
uheiro para sui liberdade, a ten-1 > a Sociedade
c inh 'cunea; j d'istj accordou em libartal-a dis-
pitil'i-e gastar a quantU prec n, ter.do, porm,
sciencia da na n lint mitric lia la, limitJU-Be a
d:ir os paa- a i (ii?r a dsi)-:sa8 necessarias
para que a lb-jrd-de e Raa iom uina reali-
dade.
Eta (|ii- a rerihde, e d'clla no fa:; alarde
a SociedaUe.
A Sjciedada p-PVnl^ce-se da 'ipportunidadc para
agradecer ao Iilu-tre Pasaaiante, a noticia de aua
humilda fasta, p.ir S. S. to briln-tatementcmente
dada ni Diario de 28.
Prac* de S. Joao 30 de Juuh. de 1887.
A Sociedade.
as noasas canaulas metlicas l-ta :Lantnan \ f ustitllrfO Utterario OlindeQSe
it Kemp, Droguittas Nueva York, rm quinto us Domingo, 8 de Jud. 10 horas da mauha,
falsas se l Cod Liver OU, Refined Nueva-York.
Kecommendamoe p )is aoa doentas, q ie quiserem
uaar do noaso OLEO, e retirar oa resultados ma
ravilboau* pelos quaea aa tein acreditado em todo
n mundo, tenhara todo o cuidad j em examinar oa
frascos que omprarem. para ua-j gerem engaadjs
p.ir infamas falaificacoes.
Taml.em ha multas f>ilai6caco-s da noaaa AGUA
FLORIDA DE MRRAY LANMAH, e T-
NICO ORIENTAL DE KEHP, falaificacoea easaa
preparadasgeralmente com ann>tanciaa prejadi-
ciaes pelle ao cabello; exijam poia o dorea os verdadeiroa e n5o recebam outroe.
Havendo re*viMtrado nemle Impe-
rio lodaa a noiaat marra* Indas
irin-. e roalo*), previnlmo om Imi
tadorea e ralalflcadore*. que proee -
derrmoi contra ellea non irlbanoea.
em protecro de nutrno dlrettoai.
Pernambuco'28 de Juuh de 1887.
Lanman baver sessao de aaaeuibla geral, para elei^o da
oova directora.
Secretaria do Instituto Literario Olindense, 28
de Junho do 1887.0 1" aecrtiario, Samuel de
Lama Botelho.
Munoel Rodrigues Mauricio tendo de retirar-sa
temporariamente para a Europa e nao podeudo
pela prestexa de aua vagem, despedir-se de todas
as pes.-cas de sua amizda, e8pecialmcate du8 seus
compadrea e afilhido-, o faz pelo presente, off--
lecendo seus pwaiiitoa a todas estas pessoas, mu
qualquer lugar onde des-io o c-uHuzr.
Cidade da Victoria, Junh > de 18S7.
Advogado
O bacharel Joio Paes Barren Lina, tem seu
eacriptorio de'advogacia na Villa de Gamelleira ;
p.iicndo ser procurado em caaa de aeu pai, o Ta-
bellio Baixa Lina
Eicife 3 Olafla e BoDeribe
(uararapes
Porque ser que o actu d distincto con
structor naval, deixa qai o Jornal ataque
os crditos scientif^os do hahilissimo con-
stru;tor Brazil e dos operarios do Arsenal
de Mari.i'ia?
Porque o Sr. constructor n5o explica ?
ConHr nar se ha o que se diz de S. S.
que satn o Figueredo e oThamaz non plus
ultra em construccao, e que foi exportado
do Rio cobo materia de encher ?
E' pira ter entre nos tao entendida
entidade, que paga-lha o governo 6:200)5 ?
Oilvaz.
Nao continuam os abolicionistas a em-
fgar todos oa mcios ill^g.es e immoraes
Lyceu de Artes e
Officios
Importante declarac&o (3)
As virtudes do PEITORAL DE CAMBARA
de J. Alvares d S. Soares, de Pelotas (Rio Gran-
de do Sol) vantajosamente empregado em todas
as molestias do apparelbo respiratorio, naa sao
h je postaa em duvida por muitoa illastree filhoa
da sciencia.
O hbil medico Sr. Dr Car'oa Marchand, de S
Gabriel, eacreveu ha psuco o seguinte ao antor
do preparado :
O seu xarope peitobal de cambaba' tem-me
feto muita falta, porque quaai nunca o encontr
no sen deposito d'aqni. Tenho-a aconselbado na
minha clnica e cum elle tenho tirad') resultados
amortantes no trataroento das molestias bronco-
pulmonares.
Outraa declara^oes importantissimas de mui
tos distintos mdicos, comprovam valiosamente as
virtudes de to precioso medicamento.
O leitor poder sprecial-as no opsculo que
acompanha cada frase* e que vende-ae na agen-
cia a cargo dos Srs. Francisco Manoel da S>
& C ra Marque de Olinda n. 23.
Frasco 2*500, raeia duzia 13000 e dusia 24*
A agencia enva n quem pedir condicoes im-
preesaa para as vendas por atacado.
UCLARACOES
Almpeiiil icielid-' dos Artiatas Mechanicos
i Liberaes de Pernambuo, que tem a seu cargo
o Lyeeu de Arles e Ufficitta, ni intuito de illuatrar
as classes artsticas a manufuetureiras, mantm
com j bem co-ib,ci.: Cmp> das Priiic-zi-, u' szieuciaa, as quaes faj ifmi laiaa em todos os diaa
daa 6 a
otheci, que com p.trioticos dona-
tivos, aug nen'a-se de iia pira dia. e franqua i-
ai pub'ic i eji g-ral diariamente, s in-smis
horlMaeima, ; tssim cjmi um pequeo museu
artis'iSo. v
Assim. p.^g, com o mui applaadido atento de
tornar bem o progresso daa artea e
officioa entre n3|V p^rfaicio e utiiidade de seua
product is, fazer cmhecid) seus autores, bem
c >mo us lugares de seus estabelecimcnto^ atim de
f..c-i!i:,r a sabida e o consum delles, promove
:od03 os annoa, para o da de seu anniv- rsano.
segundo dipo- o 6o 11 art. 2 d is seas estatu-
tos, ana exp .sica> dos trantlb. js d'artes e ufficios
e mauufacturas.
E' para a consecucao de to aperfeicoad i quao
vtntajos i fim, que a directora da Sociedade vem
p^lo presente solicitar de tolas aquellas pesaoaa
que possuem por pergamiabo o trabalno, aua ei-
caz cuncurraacia exporci qu em Novembro
deste anno ae etl-ctuar em su lie, Lyeau de
Artes < Officioa.
Cimpretambam a ella fizar coabecalores os
Ilustres s -uh i'es a senhoras qu i o qnizerem boa
nr(M| seus jiro (netos, os seus d i re tos e
Diveren
1. Denw&a .t 15 do diti mez enviarem as
amostras de seus ven lavis productos para u dito
Lycen.
2." Em todos O', objjetos devarilo acompinhar
o n om lo auor^ o-i propriatano dos masmos.
3..Ser impreacinlivsl in todo e qualquar
objecto a leciaracii di pree,i e logar de aua f-
brica ou deposito.
i..* Qun os obj.'ct js para a r xpoaifo devem ser
tal qual us cr.stmni fuer e vamfv.
Dlreilo
Art. 8 do ragulamento da Exposicao Artistico-
I'idastrial :
Smente aos expositores permittido abrir as
vitrinas para mistrarem aos v sitantis os seua
productos.
A direetorM, eo laaia de que muito se esfor9a-
Correias para capotea, temos 58.
rao para o faus'oso res-iltalo deste certamen to i Crrelas pata marmitas, parea 58.
proveitoso e liaougeir > a todas aa classes iodus- I Canecos .ie uiat 1 .or i: > ^ .r tirar a-'U i, 3.
triae, antecipa seus devid >s agradeeimentos.
Secre aria da Imperial Socieliie ilos Artistas
Mechanicos o Libera-i le Peruambu-o, em 30 de
Jiinli j de 1887.
O Io secretario,
Patemiano Barroso.
iua Florida de Marrar e Lanman
A verdadeira prova d genudade t pureza de
qualquer um perfume extrahido das >rea consiste
na sua duradoura existencia, qaindo axposta 4 in-
fluencia do ar. O aroma lerivada de leos chirn-
cos OJearaaaea em breva e deixa ajis de si um
chairo por certo mui pouco agiadavel, mas aquelle
que nbtido medanto a destlac) Je frescas e
odorfera flir 8, se ap ira e aprtele po c intacto
do ar, a por conseguate a sua durico da maior
espaco ae tempo E' por isso que a agua Florida
de Muir i y & L minan, formando nina concentrada
pi-dacco das mais raras flores do sul, apianadas
durante o Malta da sua floresc -nc i e inamr fra-
grancia, nao s pas ie a fresquidao da u.n fresco
ramalhete, mas ta:n*>*m m iestru rtivel e inextin-
guivel. a nao ser a exeepcao de lavageui do lenfo
anteriormente hamadicido na rn-sma.
Como garanta contra as falsilieaco's. obsrve-
se ocui que os nones de Ijinman c. Kemp venham
estampados em l'.ttras transparentes no papel do
livrinbo que serve de envoltorio a cada garrafa.
Ene ntra se venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentea em Pernambuco, flenry Eorater t C,
ra uo Commercio n. 8.
Lanman & Kemp
Previnero o publico que i-xiaO-m neata praca immi-
lacoesfraudulentas'-.seu OLEO PUR ) DE PI-
GADU E BACALBAO contra as quaes se de-
vem acantelar os consumido.-" i ir ia*o que o uso
desees OLEO FALSOS sera emprejuizu d^s do-
enf*a.
Entre essas falsifi -avoes ha urna que alm da
diflerenca ni puresa do liquido que > pode apre-
car-se comparan'' o oleo verdadeira com o falso
engaa fcilmente di incautas, e por isso apre-
sen tamos as diff.ren;js* que existis ni s frascos p
involucros:
A circular que acompanha cada traaco deve
ser asaignada por LANMAN & KEMP -a nao
Lenman i Kemp, como na falsificaco.
OS NOSSOS FRASCOS Sos trea lados deseo-
bertos traxem em relevo no mesmo vidro as se-
guintes palavraa- COD LIVER OIL, LANMAN
4 KEV1I, NEW-YORK em quanto que oa falsos
vidrostem :REFINED COD LIVER OIL NMW
YORK.
ateta, daa ti a 9 horas da aila.
autoridades constituidas Porque aaVpug Com o uvamo wniteaMatda ei| uum pe|uena
na pelo cumplimento int-oira e leal d!tr-|a, m d sta bib'ioi
de 28 da Setembro do anno passido, feita1
pelo aonaethlro 8araiva ?
Sim, u-na verdad ncouhecida por
todos, fio os agricultores os qua mais es-
era vos te t libertado.
Iafelizmeote muitos que libertaram os
seus eacravos nao puJer.ua solver os seus
compromissos cois os bracos livres, e nao
08 solver1) mais em sua vida.
Libartem oa seus escra" >s aqu'-lles, que
o podara, aquelles qua nlo tm compro
missos a solver, aq.f.lles qua nao ten ia-
teresses caros a attender.
Os que nao estiverem neste caso, tm a
lei em 8en favor, em quanto nao for ra-
vogada palos representantes da naySo
Nao se acobardetu. Sigam o exemplo do
Exm Deao Faria, nao se deixaodo lavar
por in8nuacSo de quem quer que seja,
nem pelas suggest5es das8s Clubs e So-
ciedades, que por ahi and t u.
Em quanto a laj na> nos coagir, liber-
temos os nosssa cscravos, quando po i r-
mos e quizermos. S ui pile no* siber o
qua nos convra
Cada um sabe si, e Deus de todos
Um agricultor.
30 de Junho de 1887.
Recite, 28 de Juobo de 1887.
Illm. Sr. Apresentado candidato vagjaaberta
n Cmara Municipal pelo fallecimentodo vareador
Antonio da Silva Rirnos Neves,cumpre-me solicitar
a V. S. seu voto e aua valiosa coadjuvac&o em
favor de minha candidatura.
A est re teta do tempo torna impossival quame
dirija, |ie:8oalmeote, a cada um dos Srs. eleitares
como era m mi desej >, por isso esparo que, inda-
pendente disso, V. S. relevando me to justifica-
da falta, nao deixar de bonrar-me com seu voto
e apoio efficas.
Se tor eleito, asseguro que fare todo esfarco
para bem servir o municipio, a causa do partido
e a do abolicionismo, trabalbando para que no
mais breve tempo o municipio d > Recife seja um
territorio livre.
E acreditando que V. S. aceitar a minha can-
didatura, maofeato-lhe 1-sde j muprofundo re-
conhecimanto.
De V. S. attento amigo e correligionario.
Alexandre Americo de Caldas Padilha.
p artido conservador
Ten io de pro jeder-se no dia 7 do pro
ximo mez de Julho a eleicao de um ve-
reador para preeo-bar a vaga deixada pelo
fallecimento do vere.idor Antonio da Silva
Ramos Neves, os abaixo assigoados resol-
veiam apresentar ao eleitorado deste mu-
nicipio o cidadSo Demetrio de OusmSo Coe-
lbo, e pedem o cono irso de todos os ami-
gos errf favor dessa caadidatura, afim de
que possn ella triumphar.
Recife 15 de Junho de 1887.
Francisco da Assis de^Oliveira Macial.
J. J. Ferfeira le Aguiar.
Francisco doK;g3 Barios de Lacerda.
Ignacio Joaquim de Souza Leao.
Manoel Clementino Carneiro da Cunh.
Dr. Joaquim Cjrreia do Araujo.
Jos Osorio de Cerqueira.
Olympio Marques da Silva.
Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Dr. Antonio Joaquim deMoraes e Silva.
Jos da Silva "Loyo Jnior.
A' II.
Hoje que o meu coracao devia exultar
de alegra, sinto-me triste, porque o dia 1
de JultK marca urna data fatal para si ;
nao obstante eu o felicito pelo seu anni^er-
sario natalicio, e praza a Deus que de bo-
je em diante a sua vid i hj transforme em
um ocano de venturas
Recite, 1 de Julho de 1887.
o
Conferencias abolicionistas
A 10' conferencia ter.'. luar domingo, 3 de Ju
lhe, 1 hora da tarde, no thcatro das Variedades,
sendo orador o distincto agricultor, Dr. Franaiaco
Rodrigues Carneiro Campillo.
Heguir-se-ha a parte recreativa da costme.
As commissoes rea bera i esportulas em benefi-
cio dos eseravisadoo.
Secretaria da Sociedade Pernambucana contra
a Escravidao, 30 de Junho de 1887.
Adjlpho Gedes A'coforado,
Secretario.
Prolngamelo da estrada de
ferro de Pernambuco
De ordem do Illm. Sr. director se faz publico,
que no dia 2 de Julho prnximo viudoaro ser
aberta ai trafago a estacao de S. Joo.
Secretaria do prnlongamento da estrada de fer-
ro do Recife ao 8. Francisco e estrada d- ferro
do Reoife ^aruar, 30 di Junho de 1837.
O secretario,
Manoel Jnvencio de Saboya.
Arsenal de Guerra
O cooselho de compras recebo propostas no dia
8 de Julho do corrente rnioo, at s 11 horas da
inanha, para a compra dos arrigos seguintes :
Algodaozlnho, metroi 21,680.
Algodo nescla, idem 216.
Algod&o em rama, k los 122.
Amageui, nietr .s 1 100.
lpica prer.a, i.letu 18.
Bandeja para copo, urna.
Bacia e jarro da louy ., par u n.
Brim branco liso, metros 7,000
Bnm escuro traocado, idem 2",0-=>2.
Baeta encarnada para forro de poncho, idem 100.
Bonets para sargento jirlante a quartel mostr, 6
Bandas de l par inferiores, 3.
Bonets de servico interno, 1,114.
Bonets de servico interno para cavallaria, 51.
Bonets de servico interno para a companhia de
operarios, 27.
Bonets de servico externo para a mesma campa
ohia, 40.
Bonets eum listra e lyra par* msicos, 41.
Bornacs de brim para vivares, 58.
Colleccao de traslado de calygraphia, 1 .
Cneco de ferro e.-tauha (o para tirar aeua, 1.
Centuioes com farragena, 58.
Cartncheiras de couro para centuroes, 68.
Canudos de folha, pintados, para inferiores, 4.
Cordoes de l para canudos, 4.
Caotis da folha pintado-, 58.
Correias para cantia, 58.
Serien menanea de auna iluitein
de' iIm < volta na I clamae
Semelhantes series, que cemstituem um novo
meio de viajar nos carros da Companhia a que por
conaeguinto em nada alteraran) os bilhetes de as-
signatura hoje em vior, estilo sujeitas s seguin-
tes condicoes especiaes as quaes t mar o com-
promisso de obedecer todas aquellas peas'as que
acceitarem de preferencia tal classe de bilhetes :
1.* Ccstarao as series de um taln com 28 ou
29, 30 ou 31 paginas, coniorme o mez para o qual
for emittido. Ter esse talo a'capa impressa, ten-
do oa frente o nomedo portador a deaignaco do
mez. a indicacoio dos pontos entre os quaes ser
feita a viagem, o preco pago e a rubrica do ge-
rente. Ser cada p igiua carimbada com a data
do dia e do mez a dividida em quatro bilhetes,
caso seja entre os extremos da linha, ou em dous,
caso seja para urna s de suas seccoes. O carim-
bo apanhar todos os bilhetes de cada pagina.
2." O portador da serie nao ter o direito da
transmitid-a a terceiro para della fazer uso, nern
to pouco poder pretender srvir-se de bilhete
de data anterior ao dia em que viajar, devendo
considerar perdido aquelle do qual nao se servir
us condicoes nelK: estipuladas, sob pena de per-
der o dir.it" de usar de semelhantes series.
3. Dever o portador de semelhantes taloes
trazel-o sempre comsigo quando viajar, cosfiando-
o quando lhe for pedido ao condnet >r do trem que
lhe extrahir em cada seceo da linha o bilhete
corresponden t-.
4." Custario taea series 16000, perto de 50 %
sobre o pr*c> dos bilhetes avulsos, se forem entre
os extramos da linha, a tero valor tanto entre
Recife a Olinda, como entre o Recife e Beberibe.
ou entre Olinda e Beberiba, sob a nica condico
de s si r.feita no dia indicado urna viagem de ida
e volta entra os pontos preferidos. Custaro....
8000, c idnticamente valero, se forem entre
cada extremo da linbi e a estacao da Encruzilba-
da, fino da primeira seceo, e vice-versa.
a,0 O portador da semelhantes series, successiva
e noiniualmeote, durante 11 meses ter direito de
viajar naa meamas condicoes o mes seguinte de
graca recebende para isso gratuitamente o respe-
ctivo talo. Equivale isto a ficar a viagem annu-
almente por 17ti0 0 ou cada mez a 14666; e
importa n'um abate superior a 50 /u sobre os pre-
cos das passagens avulsaa.
6.0 Idnticamente aoa as&ignantes de bilhetes
de periodo, determinados segnado a forma eatipu-
lada no contracto da Compauhia, e que por tal
razao nao ficaio suprimidas e c mtinuarao a vi-
gorar, tara o portador das series de talo o goso
de tsdas as concesscs espontaneas que a respeito
dos mesmos ho sido feitaa pela directora.
Eacriptorio da Companhia dos Trilboa Urbanos
do Recite a Olinda e Beb-ribe, 27 de Junho de
1887.
O director gerente.
J. Pereira Simoes.
Secretar, da venpravol confrarla
de H. Benedicto, erecta no canten
to du rellgloaoa fraaolscaooa do
Beelfe. 99 de Janno de 1SS9
De ordem do nosso irmo pn-.-i lente desta con-
fraria, sao convidados t .dos os uossos irmos, ex
presidente? e ex-secretarios, para comparecerem
no capitulo desta confraria na disposic do art.
41 do nosso compromisso, s 5 horas da tarde do
dia 3 do corrente.=0 secretario,
Francisco Solano da Costa
DO
BRASIL
Capital 30,000:000{&
dem realisado 8,000:000
A caixa filial d'este Banco fuuccionando tem
porariamente ra do Commercio o. 38, saca,
vista ou a prazo, contra os seguintes correspon-
dentes no eatrangeiro :
Londres......... a/N. M. Rotbschil &, Sons.
Parii.....
Hainburgo.......
Berlim..........
Bremente........
Frankfurt s/ Main'
Antuerpia.......'
Roma...........\
Genova
aples
Miio a mais 340
cidades de Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Cdiz...........
Malaga.........
Tarragonp......
Valencia e outras/
cidades da Hes I
panha e ilhas 1
Canarias......I
Lisboa.........\
Porto e mais c- (
dades de Por-?
tugal a ilhas... ;
Buenos-Ayres.... )
Montevideo......)
Nova York......
. De R(*hschild Frrcs.
Deutsche Bauk.
Banque d'Anvers.
Banca Genrale e
agencias.
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
Banco de Portugal
suaa agencias.
English Bank of the Ri-
ver l'latc. Limited.
G. Amsick & C.
Compra saques sobra qualquer praca do impe-
rio e do eatrangeiro.
Recebe dinbeiro ata conta correte de movi-
mento com juros a tazan de 2% ao anno e por le-
tras a prazo a juros convencionados.
O gerente,
William M. Webeter
Aviso
diarias aos
diarioi aos
Cadeiras de braea, de Jacaranda, I.
Cadeiras de guarnico, ^e j.caranda, 4.
Casemira braoca, metros 2,40.
Caldeira de ferro batido, catanh .da, para 50 pra
cas, 2.
Coturnos de couro de becerro, pires 192.
Esteirad da palha 17.
Espadas com balabas para msicos 3.
Planella alvadia, metros 14.
Guara feixos para arma a C' inblaim 6.
Ganga encarnada, metros 58,40.
Galo dourado de um frizo, metro 1,92.
Grvalas de Coaro en venus .0 i 1,030.
ilul.aada de forro, metros 6,80.1.
Livros impresaos de taln de vales
fornecedores, modelo E, 10.
Livros imoressjs le t-Ji de vales
forueceUores, modelo F, 20,
Lavatorio da farro pintad \ 1.
Luvaa de algodo, pares 89.
[rMCM de chita 5,200.
Latas de folha para aparar eaf. 2.
MochiliS o.eid.acom iaminas de priso 58.
Meias de algodo, parea 5,8'JO.
Marmitas de folha de ama pra;a, 58.
Panno a io meada para msicos, metros 66.
Palas de cintures, 58.
Patrn* s, 58.
Panno fino para fardamento de sargento ajudante
e quartci mestre, metros 31,68.
Fauno c-Carlate francez, metros 139,09.
Panuo azul para poncbos (igual a amostra do Ar-
senal), metros 41.
Perneiras da sola pira cavallaria, pares 32.
Relogio americano, 1.
Saceos para marmitas de 8 pracaa, 48.
Sapatoi de couro de b.-zerre, pares 5,580.
Sargalim da cor, mearos 18.
Tamaos, paree 65.
Tal lia de barro com tampa, 1.
Talha de barro com tora-ira, 1.
Previne se que na seru tomadas em consi ie-
raclo as propostas que nao ttem fetas na forma
do art. 64 do ragulamento e 19 da Oatubro de
1872, ato em duplicata, com referencia a um
a artigo mencionan lo o nomc do proponente,
a indicaco da caen cumin.-rcial, o preyo de cada
artigo, o numero c marca d is amostras declara-
cao expreesa de sujeiiar-oc multa da 5 "/ no
caso de recusar assignar o contracto bem como
aa de que tratam na arts. 87 e 88 do citado re -
gnlamento.
Outro s;m, previne-ae raaia que ao improroga-
veis os prazos eatabelecidoa uo respectivo termo
de contracto.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernam-
buco, 30 de Junho de 1887.
O secreiario,
Jos Francisca Ribeiro Machado.
ASSOCIAgiO
Medco-Pharmaceutica
Pernambucana
Sao convidados oa eenh >res mdicos e pbarma
ceuticos que quizerem faeer parte da Associacao
Medico-Pharmaceatica Pernambucana a asaigua-
rcm os estatutos que ae achun na pharmacia tr.au-
ceza do Sr. Alfredo Ferraira ra do Baro da
Victoria, e a comparecerem no dia 1 de Julho, s
i horca da noite e na sede da inspectora de Hi-
giene Publica ra do Baro da Vittonaa n 32,
afim d eleger-se a aaministraco. Recife, 27 de
Junho de 1887. O secretario interino.
Dr. J. M .Curio.
i O
Lll'tB
J
1.000,000
500,000
2OO,00C
Capital do Banco.......
Capital realisado.........
Fundo de reserva.... ...
A contar desta data e at ulterior reso-
lucSo, conceder-sola juros de dous por
cento ao nno, sobre ns salios de dinbeiro
depositado em conta crrante de movimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-sa tambe n dinbeiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso pivio de trinta das para ser
retirado, mediante as -'nn'licS's de que se
dar conhecirnento os iitaressados.
PernamcU'to, 23 de Maio de 1887.
Henry K, Oregory,
Gerente.
>;*tgS*fc
Estrada de ferro
DE
ilibeirao ao Bou to
Por delibraca da directora, sao chamados os
eenboies accionistas desta empieza, para no prazo
de 60 dias, a contar de boj", r c Iherem a 6* en-
trada de 10 */o da su<.s accoee, ur.a termos do art.
9 2* dos estatutos.
R-cif", 4 de Junho de 1887.
O secretario,
Jos Beilanr.no Pereira do Mello.
Jaizo dos Felos da Fazenda
Nacional
Eaerlvfto Reg Barros
Peran'c o Exm. Sr. desembarca 'o juiz dos fei-
tos d t'.zeuda, Jos Manoe! de Freitas, se ven-
der em praca publica, no dia 1- de Julho pr-
ximo vindonro, pelas 11 horas da manh, depois
da audieocin, os bens seguintes :
A casa terrea de tijoli e c*l, sita ra do
Tambi a. 25, ireguezia da Boa-Vista, tendo a
mesma porta a janella na frente, 2 salas, 2 quar-
tos, cosinha fra, quintal murado, e mais 1 qua-to
coutiguo a casa, e cacimba meieira, uvaliada por
1:200/000.
Urna ontra casa terrea de tijolo e cal, sita ra
Imperial u. 292, freguezia de S. Jos, com porta
e janella na frente, 2 salas, 2 quartos, cosinha
fra, e mais 1 quarto eontiaiio. quintal am aberto,
avaliada por 1:2004000, todas purt. ncentes
maesa fallida de Joo Francisco Paredes Porto, e
penhoradas para pagamento de impostos devidos
fazenda nacional pelo mesmo fallido e custaa-
Recife, 18 de Junho de 1887.
O solicitador da fazenda nacional.
Luis Machado Botelho.
m n Macao e
i PlIHlllCIJ
A directora fas scente aos Srs. subscriptores
da nova emisao de acedes para o levantamt nto
da fabrica na Torre, que fica marcado o prazo de
30 das desta data, para pagamento da primeira
prestacao de 10 por cento, e autorisado o Sr. fhe-
soureiro Joa Joo de Amorim Janior. para o re-
cebimento.
Recite, 27 de Junbo de 1887.
Os directores,
Manoel Jos da Silva Guimares.
Hanrique Saraiva,
Secretario.
Jos Joo de Amorim Jnior,
Thesomeiro.
O London & Brasilian Banck, limited,
recebe dinbeiro em couta corrente simples
com os juros de 2|0 ao anno, capitalisa-
dos de 6 em 6 mezesJunho e Dezem-
bro.
Receba tambera dinheiro ern deposito,
com aviso previo de 30 dias, ou tixo a pra-
zo de 3, 4, 6, 9 e 12 mezes, as taxas de
juros, que forem convencionadas entre as
partes.
As cenias j existentes, vencendo juros
por difJeretites taxas, fcam sem alteracSo.
Recife, 24 de Maio de 1887.
__________________W. H. Bilton.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
De oidem do irmo director, convido a todos os
irmos que se acham uo co de seus dircitoa, a
reunirem-se em nosaa sede sexta teira 1 de ju-
lho, pelas 6 horas da tarde, afim de ter lngar a
assembla geral do mez prximo passado, que
deixou de funecionar por taita de numero, deven-
do esta ter lagar com o numero qoe comparecer.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes do Pernambuco. em 9 de
Junho de 1S87. O 1 secretario,
Patemiano Bar- so.
Companhia do Bebe-
ribe
Convida-se aoa seuhnres accionistas .-sta com-
panhia a reunirem-se em assembla geral ordina-
ria, no dia 1 de Julho prximo vindouro, como
digpem os estatutos, afim de tomar conhecirnento
da gesto dos negocios da companhia no anno
social prximo fiudr. A reuoio ter lugar uo 1
andar da casa n. 71 da ra do Imperador.
Recife, 15 de Junho de 1887.
Ceciliano Mamede A. Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
A ssoeia y a o Cemmer-
cia' Benefieenie
Concert de predio
A direeteria desta associacao recebe propostas
para a factura dos concertos de que precisa o
predio em que ella tem sua sede, cuj is concertos
constata da planta que se exhibir aos pretenden-
tes. Aa propostas sero ftitas em carta fechada
a devero ser enviadas mesma assciaco at o
meio dia de 30 do corrente mez. Recife, 21 de
Junho de 1887.O tecretario,
Joaquim Alves da Fonaeca.
Vapores nacionaes
(NORTE E 3UL)
Mniftlo SU. Pelotas b Por lo
Atoro
Vapor Aymor
(Prelado)
Este vapor sabi-
r para os portos
cima indicados,
iepois da indis-
pensavel demora.
Recebe carga, enccmmendas e pasaageiros para
os mesmos portos : a tratar cosa
PEREIRA CARNEIRO & C.
N. 6.RA DO COMMERCIO N. 6
1- andar
llBiied Siales k Brasil I 8. % C
0 paquete Finance
spera-sc de N.' r ,r.
News, at o dia 11 e Julho
' o ijual s.'guiro -p i s d
demoranec.-osaii. p-i.-.
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
te com of
AGENTES
Ilenrv hnkr & C.
N 8 R1J- \, > uOMMERCIO-N. 8
/ anda
on i> % mu i: as .w kwwawk
re nA(iTinF%
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
c 'ommandante Banle
spera-se da Eu-
ropa at o dia 4 de
Julho, seguin-
do depois da de-
mera do costume
para Rio de Ja-
neiro, tocando na
Baha
Lembia-se aos senhores paasageiroa de todas
as classes que ba lugares reservados para rst
agencia, que pndem tomar era qnalrjner tempo.
Previne se aos senhores recebedores de merca-
dorias que s se h tender as reclamaces por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa-
sio da descarga.
Para carga, passagens, encommendas a dinhei r-
a frete: tracta-se com o
AGENTE
4opste
9 RA DO COMMERCIO P
DampfschinTahils-GeselIschaft
O vapor Argentina
i
RITIMOS
CHARGEl'RS REL'MS
< ompanhia Franceza de Xa vega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Hvre, Lia-
boa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
0 vapor filli lie Sais
Commandante Henry
E' eaperaao h Europa
at o dia 6 dr Julho, se-
guindo depois da indkpen
aavel demora para a Ba
iiia. Klo '** Janeiro
e Manto.
Roga-se aos Sra. importadores o:r carga p loa
vapores desta iinha,queiram apreseiu..-.r centro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng.
quer reclamcco concerncntc a volumes, que po-
ventu.tenham seguido paru os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo aa providencias necea-
sariaa.
Expirado o referido prasv cjuipanhilt-a n ae
responsabilisa por extravos.
Para carera, parsagens, cncotr.mendxs e dinbeiro
a frete : trata-se com o
0 vapor Ville deBahia
Comtnan iante Sebirc
Espera-se dos normo do
sul at o dia 3 de Julho,
seguindo depois da indis-
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens podero ser tomadas di- auteuiV.
Recebe carga encommendas e parsageiros para
os quaes tem excellentes accommouaces.
Para carga, paasagena, encommendas e dinaeire
a frete: trata-se com o
AGENTE
Aopste Labiie
9-RA DO COMMERCIO-9
E' esperado dos por-
tos do snl at o dia 2
de Julho e seguir de-
pois da demora nece3-
jxriu para
Lisboa e llainhur~o
Para pasa^rens. tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO H. S
1* andar
ntHPt^lllt PEB\.I*
a.-iTesa^.'io tos teira or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty e Cear
0 vapor Ipojua
Commandante Monteiro
Segu no dia 5 de
Julbo, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da aahida.
ESCRIPTORIO
Cae d/i Companhia Pernambucana
n. 12
Paciflc Mean Navigaon Gompany
STRAITS OF MAGELLAN UNE
Paquete Britannia
E' esperado da Euro-
pa at o dia 3 de
Julbo, e seguir de-
pois da demora do cos-
tume para Valparaso
com escala por
Baha. Rio de Janeiro e Monte-
video
Para carga, passagens, encommendas e din-
beiro a frete tracta -ie coro os
AGENTES
Wilson Nons & .. IJiniied
N. 14 RA DO COMMERCIO-N 14
Lisboa e Porto
Lugre pprtuguez
Jos Estevo
Chafara brevemente do Rio de Janeiro, e rece-
ber carga a frete para os referidos portos sahin-
do dentro de poucos dias ; a tratar com Amorim
Irmos & C.
i!
Il
ElLUM
Sexta-foira, 1 de Julho, deve t-r lugar o
primeiro leilo no armazem da ra do Marques
de Olinda n. 52, constando de um variado aorti-
mento de moveia, vidro^, jarros, candieiroa a gaz
e outros artigosque estaro patentes ao exame dos
concurrentes.
Leilo
De urna bsresca denominada Joo Alfredo
a qual se acha no caes do Runos
**c\ta felra I de alalho
Ra do Imperador n. 30
A;s 11 1/2 horas
<) agente BurlamHqai, por mandado e seiaten-
tencia do Illm. Sr, Dr. ju;3 substituto Uo commer-
cio, levar a leifao n dita bnreaca tal qual se acha
no caes do Ramos, execuco que move D. Julia
Apolinaria Perena da Costa, contra Antonio Ma-
chado dos Sautos.
Os Srs. pret-ndentes desde j podem examinar.
Leio
Do sobrado de dous andares, ra de
Santa Rita Velh n. 4>, em solo foreiro
Sexta feir 1 de Julho
No armazem da ra do Imperador n. 30
A'a 11 horas
MunuBTl

J uetva
..f


^
/
.-'
"aaBBaaaaBaaTBBBjw


*.-

6
Diario ce Peroambuco-- Scita-tcira 1 S
O agente Sceppte, competentemente antoriiado
aelo cnsul de Portugal levar a leilo o obrado
cima, perterrcente ao espolie de Jos onjalvea
da Crua.
Desde ja os Sre. preeudentes oodem examinar
ko sdkrato o qM De fazendas e calcados (araados)
t Je Inlhe
A's 11 horas
Agente Pinto
Ra do Marga? de Olrada n. 52
Leilo
De 1 piano, bons movis, louca, vidros,
crystaes, etc.
No sobrado n. 24 ra do LeSo Coroado,
antiga Mangueira, na Boa-Vista
Salada frente
Urna mobilia de junco preto, 1 bom piano com
cauda, e capa, 1 mesa redunda, 2 eadeiras de bu
lanco de janeo, 1 dita dita para menino, 3 can-
dieiroa para kerosene, i pares de jarros, 4 qua-
dros, 4 escarradeiras, 1 tapete grande para sui,
1 dito menor para piano, 6 ditos para portas, 1
relogio, 2 jarros com palmeiras, 1 espertador, 15
guar.cdes de estopa para safa e eadeiras, 10 ta-
petes de estopa para jarros.
1 quarto
Um santumio, 1 commoda para o mesmo, 4 cas
ti caes de dtto e 1 columna para lamparina, 1 cofre
de ferr.
2o quarto
Urna cama de casal de pao carga, i toillet,
1 cpula, 1 tapete grande, 1 quadro, i commoda,
jan os, 1 lanterna, 2 eterivaninbas, litros de ro-
mance, 1 revolver, 1 porta cigarros.
3* quarto
Tres camas para meninos, 1 lavatorio, 1 moinho
com gaveta, 1 esp<-lho, 1 quadro.
Sala de jautar
1 mesa para jantar, 2 npparad -res simples, 1
dito com portas, 1 gnarda-conida, 1 mesa de
abas, (i eadeiras de junco, 6 ditas assento de
madeira, 2 espraguicadeirat, 2 mochos, 1 quar-
tinheira, 1 eteger, 1 relogio, do parede, 1 cau-
dideiro de metal, 1 dito de parede, i vistas
(escolares), 9 quadros, 1 resfriadeira, 2 fruteiras
de metal, louca para almoco e jaotar, doceiras,
garrafas para vinbo, copos, clices para. Cham-
pagne, vioho e Hcor, 2 bandejas, talberes, colbe-
rea para sopa e cha.
Costn
Trem de cosiuha e outros artigos proprioe de
casa de familia.
'ferraco
Desoito vases com cretona e outras diversas flo-
res, 2 aguadores e 1 balde.
Sexta-feira 1 de Julho
A'S 11 HORAS
O agente Modesto Baptista, aatorisado pelo
Sr. 1* teneote Ernesto Leal que se retira com
sua Eima. familia para o sal do imperio, far
leilo ao correr domartello do que cima se deca
ra, fazendo entrega dos objectos e o respectivo
recebimento, logo depois de findo o leilo.
Leilo
De movis, crystaes, quadros, vesos para
dores, lustres gaz, piaoos, mobilias,
bilhar, oratorio, cofres, arandelas e mui-
tos outroa movis.
A sabar :
Um lindo lustre de crystal com 8 bicos, 1 mo-
bilia de jacareada com 1 sof, 2 consolos, 2 ea-
deiras de bracas e 12 de guarnicSo com txmpos
de pedra, 1 piano de meia canda, 4 casticaes e
mangas, 6 jarros para rbree, 1 candelabro de
crystal, 12 arandelas de bronze com mangas
para vela, 1 relogio, 4 redomas, 2 relogics de
mesa.
Quatro lindos quadros donradoe, 1 mobilia de
gabinete, 1 piano de armario, 1 caixa com m-
sica, 1 cadeira para piano, 1 estante para mnsica,
4 cantoneiras, 1 estrado para piano, 1 relogio,
2 eadeiras de bataneo de Jacaranda, 2 eandieiros
gaz, eastigaea e mangas.
Um bilhar e pertences, 1 caixa de msica,
4 cofrfJ. -' 4e junco, 1 estante para livrsj.
Uir,_ eza de Jacaranda. 2 foiletts,
1 lavatorio, 1 gusrda-vestWo, ] guarda-roupa,
1 commoda de Jacaranda, 1 oratorio de Jacaranda
(obra du Porto), 2 marqoetoes, 2 commodas, 1
banco de abrir, camas de ferro para meninos, 1
heno.
Urna mesa elstica, 1 guarda-roupa, 1 appara-
dor grande, 1 relogio de parede, 24 eadeiras,
i sof, 1 goarda-eomida, 1 moinho, compoteiras,
copos, diversos objectos de electro pate, talberes,
colheres, 1 mesa com abas, quartiohas com ternei-
raa, filtros, jarros, machinas de costura, pegoes
de ferro sendo um novo e mkelado, depsitos para
gaz, rodelas pura mesa e inultos outros artigos
existentes no armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 52
Sexta feira l de Inlho
O agente Pinto tari leilo por conta e ordem
de diversos, de amitos e difl'ereotes movis e ou-
tres artigos existentes em sen novo armazem da
oua do Mrquez de Olinda n. 52, onde espera a
jonenrrencik de seus freguezes e amigos.
O leilo comear s 10 boras em ponto
Eta continuadlo vender o mesmo agente um
cofre prova de fogo, 1 cana de ferro, 1 baleo,
1 repartimento de scriptorio, papM pautado, pa-
pel forro de tala, armaras fiteiroa, 1 mesa par
fazendas, 1 sntmeo imrteaa e 70 paree de botinas
para meninos.
Leilo
Ultimo e definitivo
Da armaeo e utensilio e resto de gneros da ven-
da bu ra de 8. Joto n. 5
(Ao correr do martello)
Agente Britto
Sexta feira 1- de Julho
A's 10 1|2 horas
Leilo
I De 1 boi, 1 vacca com cria e urna vaeca em
cria, 1 piano, 4 bancos de amarello grandes, guar
da-louca, guarda-vestidos, mobilias, secretaria,
relogios, males novas, quadros, ) mezas, commodas, marqueioes, quartinheiras e
utros artigos.
Agente Brito
No armazem ra de Pedro Alfonso
n. 43
Sabbado 2 de Julho
leilo
De ama armacao envidmeada e eandieiros
para gsz carbnico
Mabbado, AS 10 HORAS
Na ra da Imi'ratriz n. 20
POli INTERVE>gAO DO AGENTE
_________itism<
Agente Btir.aniaqfli
Leilo
De movis, lou^a*, espinosa joias
Segunda feira 4 de Julho
A'S 11 HORAS
No sobrado ra da Imperatriz n. 65
O agenta cima levar a ledo u.n piano forte
ama mobilia de pao-carga com pnuco uso leudo 12
eadeiras de guarmc>>, 4 ditas de brac i, 2 conso-
les com pedra, e 1 imp .rtxr.te Sifa, quadros, lan-
cas para cortinados, espelbos grandes com ps,
aparadores cetn pedra. commodas, 1 toillet deja
caranda com pedra, 1 guarda-vestido, 1 guarda-
lonca, 1 secretaria de mogno, 1 cama de Jacaran-
da para casal, 1 dita de amarello, 1 meta elstica

de 4 tabeas e muito forte, 1 machina para limpar
facas, 1 balrfnoa, div.a, 3 relogios de algibeira,
bons, eadeiras avahas, e ostros muitoe movis,
tudo
Ao correr do roaftelh
Leilo
De 64 lataa com bolachinhas n. 3 de 4 libras,
42 ditas ii. 2 de 2 libras, e 25 ditas de
n- 1 de 1 libra.
Sabbado 2 do eorrente
Ao mel da
No armazem da ra do Mrquez de
Oliadan. 19
En sepida
SerioVendiios mobilias, camas, guar 'a-vestidoa,
guarda-loucas, marquezoes, apparadores, lavato-
rios, mesas elstica, pecas de panno piloto, sa-
patoes, ervilhas, vinhoe. cognac, e outros objectos.
Por intervenciio do agente
Gusmo
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 80U> no becen dos Coe
ihos, junto de S. Goucallo : a tratar na na dt
Imperatriz n. 56.______________________________
Os abano assigoados mudaram o seu iecri-
ptorio de advogado e solicitador, da casa n. 38
ra do Imperador para a de n. 69 mesma ra,
sala da frente.
Mantel Jcaquim Silveira
Joo Caetauo de Abreu.
= Precisase de um criado de 10 a 12 annos de
idade, para casa de familia ; a tratar na roa do
Baro da Victoria n. 39, loja.
O abaixo assignado, procurador da Cmara
Municipal da cidade de Olinda, convida asa pro-
prietarios das ras Augusta fhoje Coronel Suassu-
na) c Imperial da cidade do Recite, cujos socios
sao foreiros a esta mesma Cmara, para no prazo
de 60 das vircm pagar os foros devidos, bem
como declararem as numeracoes que actualmente
trem suas propriedades. Olinda, 25 de Junho de
1887.
Francisco Velloso A.de Lina.
Precisa-se de urna ama para cosinbar ; na
ra do Mrquez de Olinda n. 50.
AMA Precisa-se de ama, para casa de fa-
milia, para cosinbar e outros servicos internos :
na ra do Cabuga n. 2-C.
proprietario do estab Ihados sito ra de Luiz do Reg n. 19, em Santo
Amaro, tendo de retirar-se para o mato, deseja
vndelo ; quem pretender dirija-se ao mesmo
estabelecimento.
Precisa-se de um caixeiro com pratica de
seecos e molbados ; na ra do Visconde de Goy-
anna n. 60 a tratar na mesma cas,.
Precisa-se de urna ama para coBinhar e
comprar ; na ra do Hospicio n. 29.
A commis.ilo encarregada da verificacao
dos crditos da massa fallida de Caetano Ramcs
& C. roga aoi senhores credores de apresentarem
os seus titalos na praca do Corpn Santo n. 2, ar-
mazem de Theo. Jast at sabbado 2 do vindouro
mez, s 4 horas da tarde, atm de serem conferi-
dos na forma da retolucio tomada hoji pela reu-
Bio dos eredores. Recife, 30 de Junho de 1887.
Luiz Antonio de Siqueira.
Bernst & C.
Theo. Just
I.
Roga-se pela segunda vez ao Dr. Pauio Caeta-
no de AlboqJierque apmrecor ra do Impera-
dor n. 81, 1' andar, afim de d(.r solucao ao ou-
me o acirna
Importantissima revista de direito tbeorico e
pratico, estrangeiro t patrio.
Programma
Tradnzir os cjdigos mais notaveis do mundo.
Traduzir as mais profundas obras do direito.
Tradoccdes actuaes
Tratado de direito romano, de Savigoy, cdigo
penal allemo (resumo de oito legielacoes).
Assignarrrras, 2O00O por anno
Assigna-si na Livrarbt Praneeza, de J W. de
Mefeiros, ra Io de Maico n. 9.
LEITE NATURAL
(Selva)
DE
ALVELOZ
CONSERVADO LIQUIDO SEM ALTERAK-SE
O ALVELOZ, plunta da fam'li* das cuphorbia-
ceas, que habita os hossds sertoes, boje reconb^-
cido como um verdadeiro especifico psra destruir
as epitheliomas ou cancroides, facilitando a reno-
vacao dos tecidos atacados, o trazendo afinal urna
cura completa, sem ou-ro trafamento que a appli-
cafo tpica de suaciva (vulgarmente late) como
caustico.
Sao numerosos os casos de cura, alguna dos
Soaes j levados ao totiheciraeiito do publico, em
iversas publieajoea, pelos Ilustrados clnicos
desta capital o no estrangeiro, os Srs. Drs. Alci-
biades Velloso e Randeira, e ptimos resultados,
tambem foram obtidss as ferida* e as ulceras
chronicas de carcter sypbiliticas.
DEPOSITO GERAL
Pharmacia e Drogara de Barlho-
lomeo l C. Snccessores
34, Ra Larga do Rosario Pernambuco
Ataga-se
um grande sitio centendo as principaes fructas,
no Caldeireiro n. 9, com b a casa de vivenda (que
foi do finado Mamedti. tendo agua e gas, a qual
confronta eom a easa do Dr. Alcoforado ; a tratar
na ra do Apollo n. 30. 1 andar.
iMAIWADEIRA-BOMBAi
MONCHOVAUT
A nica cora vaJwl&, em que nunca
o leite torna a dcscer
ItLHA I! CIITSTAL COM PARAFUS0 TORNEADO
Uedalhas
de Ouro
e
de Prata
Opinlao do D' BOUCHUT, lentel
1 rreifado da FarnlUde medico do Hospital das enancas enfermas, do eenj
| livrn llygirtu da Infancia :
u TJma BCamadeira bem aoondicionnada 1
I dera ter ama va) vota onde o lelte nunca i
l torne a descer : este o principio del
I < MAMADEIRA MONCHOVAUT.
ttiMitis im Usas M priscltMI Pbrmelas e Drajirlat
Aviso
Carvalbo Silva & C. compraram nesta dafa aos
8rs. Soares ft C. a mereearih da nm do Apollo n.
13, cojo activo e passivo fica a cargo dos decla-
rantes. Recife, 30 de Junto de 1887.
Ca.valbo Silva & C.
Precisa-se
mom
Aluga-se a 2- andar do sobrado ru da Guia
n. 62, com bastantes commodos, eaiado e pinta-
da ; e por 16#<.0J a casa terrea n. 4 da travessa
dos Goararapes ; trata-se na ra da Guia n, 62.
Doce superior de caj
seceo
Tem para vender ; na ra do Bom Jetas n. 35,
armazem.
Viiilio de abacaxi a 64*
rs. agarrafa
E' grande especifico para os que soffrem de
anemia, etericia, obstruccSo e opilaco, alem de
ser ezccllt nte e aaboroso vinbo. Depsitos as
seguintee casas : armazem de leudes do agente
Gusmao, ra de Marcilio Das 26, ra da Ponte
Velba 41, casa do Sr. Lobato.
Puro licor dejanipapo
Vende-ae nos estabelecimentos dos Srs. Albei-
ro Oliveira & C, ra da Imperatriz n. 42, e
Jos Joaquim Alvns & C, ra do Baro da Vic
teria n. 69. Recortimenda-se a perfeico com que
feito este licor.
Atten$o
A rifa de um ter>-no no Parnameirim corre com
a 1* lotera da provincia que se eztrahir.
Criada
Precisa-se de urna criada que saiba cosinbar e
engommar, tratar na ra do Barao da Victoria
n. 60. ________________________^^
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar em casa
de familia de duas pessoas, na tus Duque de Ca-
sias n. 86, terceiro andar.
Os bens annunciad s em praca, por execuco
da fazenda geral, por impostos commerciaes con-
tra a m<.ssa fallida de Paredes Po to, pertencem
aos filhos tutelados do meso, nao esto sujeitos
ao ptBsivo deste e daquella procedencia.
' Pedido
O Sr. Jos Bar reto Paes de Melle, genro do Sr.
Jos Ignacie de Avila, tenha a bondade de ir &
ra da Detencao n. 16, con luir o negocio de seu
interesee com o abaixo assignado ; istojser
cara dura. Recife, 1 de Julho de 18S7.
Jos Antonio Albuquerque Pedrosa.
Semenes e arrpalo
Compra-se na fabrica Apollo roa do Hospicio
numero 79.
Caixeiro
Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos, para
praticar ; na fabrica Martina, ra da Imperatriz
numero 1.
. 'OY
Major Joaquim Appridio liona
da Costa
A viuva, sogro, sogra, cunhados e concunha-
das do finado major do corpo de polica, Joaquim
Appridio Rosa da Costa, agradecer penheradis-
simos aquellas pessoas residentes na cidade do
Limoeiro, que acomp.nili-iram os seus despojos
sua ultima morada. Na igreja matriz da mesma
cidade e na igreja da .--oledade (Rocife) celebra--
se-bac sabbado, 2 de Julho, stimo dia de sen
passamento, s 8 boras da manh, missas pelo
eterno repouso de sua alma. Kogam, pois, aos
amigos e mais parentes do mesmo finado em am-
bas as localidades, o seu bondoso compareci-
mento.
O EXTRACTO COMl'OSTO DE
Salsaparrilha
do Dr. Ayer,
F: um alteniiio tS) illicaz dos extirpa completa-
ment'' antecedes que ten ailinidude 001 '^ eiitennidades
contagiosas, e as oucasionadas pelo mercurio. Ao
mcsin tenfpo rltalMk e euiiquece o sangue coin-
muDtcando urna acso saudavel ao organismo e
n-j ireneSDendo o systema intelTO. Ksta grande
Medecina Regeneradora,
romposta com a verdnueira Salsaparrilha de
HunduniH, dos lodo- do i K.rro.e
rateos Ingrediente do (tramle potencia e virtudes
eurntivas. ealdadon iolentlftcamente preparados.
A formula 881 tmente conheclda 'la proflssao
medica, e os memores motlioos receitio a Salha-
|-ai:kii.iia DO Du Avkic OOIDO um
Remedio Absoluto
para ai enfeimidades occaslonadas pelo estado
. do sangue.
Est concentrado ao grao mais alto nraiticavcl,
nmit.i malsone qualqner outra preparaeflo da sua
k OBepreteode prop.irei'iunr iguaes effeitos, e
i por tanto* medeeina mais liarata, assirn como a
melhor para purificar o pangue.
KSMUM PZ40
DR. J. C. AYER hs CA.,
T^owell, Mass.. E. V. A.
A' renda as principaes pharn arins.
Garntese a chaye
Liquida-se a leja n. 16 da ra do Barao da
Victoria, e garante-ae a chave a quem comprar
os fiteiroa.________\________________^^^^^^^^
Emiilsao de Kepler
Preparado de Hiiroii-h \\ cll
come & C.
CfflMICOS DE LONDRES
Azeite puro e fresco de figad i de bacalho da
Noruega m soiuco com o Extracto de Malta de
Kepler.
Esta a mais perfeita Emulsao at boje coohe-
jyda. J
FOp- introdusida na pratica medica a alguus
annes e desde ento o seu consumo tem tomado
um incremento tao extraordinario que nao ha um
s dia em que seja receitada pelos mais abalisa
dos m< dicos do mundo, com preferencia sobre
todas as demais preparacoes de igual natureza, pela
certesa de sua tolerancia no estomago nao s das
creancas como dos adultos, rebeldes umitas vezes
ao oleo de bacalho e a multas emultoes mal pre-
paradas.
Assim, pois, a nossa Emulsao se recommenda
com preferencia para o tratamento da tsica em
todas as sucs multiplicadas manifestacoes e em
todas afleccoes dos orgaos respiratorios, como bron-
chites, raquitism:, enfermidades escrofulosas, tu-
mores brancos, prucedimento supurativo e na den-
ticSo das creancas, na caxexia syphilitica, na
perda do appetitte e debilidade dos orgaos diges-
tivos e em geral em todos os casos em que se faz
preciso o levantamento na nutricio.
nico deposito
34Ra Larga do Rosario34
Pharmacia
BARTHOLOMEU & C SUCCESORES
de nina senbora que saiba eosiour portugus e
piano, para um engenbo que dista quatro leguas
da estaca) de Una ; a tratar na roa do Apollo n.
28, 1- a dar, escriptorio.
Kngenheiro Ricardo de Menezes (ausente),
Jaciotbo Pereira do Reg e Mana Albertina Pe-
reira do Reg convidan aos sus parentes e ami-
gos para assistirem as missas que mandam cele-
brar por alma d- sua esposa e mi, D. Mara
Jorge de Menezes, na matriz da Boa-Vista, no
dia 1 de Julho, s 8 h..raa da manh, 1' aniver-
sario de seu passamento._______________________
Joaquim Pantaleao de Barro*
e Hllva
Mara da Peoha Luna e Silva, Manoel Gomes
de Barros e Silva e Amalia Eudocia de Barros e
Silva, summamente penalisados pelo fallecimento
de seu marido, irmao e cunliado, Joaquim Panta
leao de Barros e 8ilva, mandam resar missas por
sua alma no dia 7 de Julho, s 8 horas, trigsimo
do seu passamento, as matrizes de Santo Anto-
nio do Recife e da villa de (amelleira. Para esse
acto de caridade e religiXo, convidam os seus
amagos e patentes, protestando Ibes o seu reco-
nbecimento.
racr>
3*
Domingos de Houta Barros
Raymundo Lino dos Santos Gouveia, sua mu-
Iber e filhos, mandam resar um missa na matriz
da Grata (Capunga), no dia 2 de Julho, s 8 ho-
ras da manbS, quadragesime do fallecimento do
seu presado cunhadu Domingos de Souza Barros,
tallecido em Maio ultimo, em Minas Geraes. Pe-
dem as pessoas de sua amizade, como as do falle-
cido, o caridoso obsequio de assistirem a esse acto
de religio e piedade, p lo que se confessam eter-
namente gratos.
Aliene*
Tinturara fraDCeza no largo de S. Pedro
numero 6.
Tnge-se e limpa se com a inaior perfeico toda
- qualidade de estofo e tuzeudas em precos ou em
obras, chapeos de feltro ou de palha, tira-se o
mofo das fazendas, e todo o 'rabalho feito por
me 11 de aperfeicoado machinismo.
Aviso
O abaixo assignado scientifica ao respeitavel
corpo commercial desta praca e a quem mais ; os-
ea interessar, que desde o da 14 deste mz dis-
solveu a socied.de que bavia dado em seu rsta-
belecimento de molbadoe sito ra de Marcilio
Das n. 23, de conta a meio nos lucros, en prejui-
zo que podesse haver, ao Sr. Luis Maria Ribeiro
Guinoare?, cuja sociedade gyrou cesta praca
sob a razo social de Manoel Fernandes Masca-
renhaa & C, ficando a cargo do predito socio
Maecarenbas tedo o activo e passivo tendente
mesma extincta firma, conforme consta do res-
pectivo balanco procedido e encerrado em 14 do
referido mez, por acto de dissoluco social.
Recife, 27 de Junho de 1887.
Manoel Fernandes Mascarenhas.
Alug
a-se
Fronclsro de Paula Borges
I tiioa l/illio
Joaquim Francisco Borges Ueha, sua mulber
e seus filhos, mandam resar urna miasa por alma
de seu irmo Francisco de Paula Borges Ucba
Filbo, na igreja de N. S. da Penha, no dia 2 de
Julho, s 8 horas da manh, stimo do seu paspa
ment, e convidam aos parentes e amigts du fina-
do para assiBtirem a esse acto de religio e ca
ridade, pelo que se confeseam desde j eterna-
mente gratos. ___
t
Antonio inopes 1*erelra de Mello
Domingos da Uunha Guimares e sua mulher
Marra Pereira, de Mello Rocha, agradecem s
pessoas e irmandades que so dgnaram acompa-
nhar sua u tima morada os restos mortaes de
seu sogro e pa: ; de novo as convidam para as-
sistirem a missa do stimo dia, que ter lagar
segunda -feira 4 de Julho, s 7 boras da manh,
na igreja da Madre de Deus.
Mk
f"m.
ft
A

y%f/'->
Ama
Precisa-se para casa de pequea familia, de
urna ama que lave e cosinhe bem, dando flanea
sua conducta ; a tratar no pateo do Collegio ou
praca de Pedro II n. 6, 1- andar, das 12 s 3
boras da tarde, nos das uteis,
Repblica
Aluga-se barato o 1' andar da casa n. 9 ra
do Hospital Pedro II (lujar dos Coelhos) com 5
quaitos, 3 salas e cosinha, cuja casa prestase
para numerosa familia ou para estudantes, muito
fresca, vista magnifica e prxima dos banhos sal-
gados ; a tratar na casa immediata.
y^s**^s^P*^y
IPILLA
***o
sane""
PILLASoD'CBKKn
TRINTA AMN08 O bom xito tea demoart t
a eScula Ltxola.-rt- d'Mtu PUnlai, qaaaisatSB
lott m tttmniM prtcUc* para nye**qd* ftfS*
Tetas na* proprladadM lottuu mnmrmt*.,
o zosraxTo a raaao t a mTtawa
o amdicamenK an \attn eoatn m
Mrw st> Kstoraoo fhunm Anwtt
Psrtfa de Mrpetltt
rssi|H rnijnhri r'ir nTr *o 3aaaw
iflbccoet sse-ofa/oaat, e*t
UtMli fel: 9, m W G-3ll4ailt-trSX toa
IBrsnminii rri--"'-""4*
i aa-aura -" t- -J- r>->t>.i
i
a 400 rs. a arroba
Cbeg^n a primeira remessa do precioso farello
de caroeo de algodao, o mais barato de todos os
alimentes para animaes de raca cavallar, vaceua
suino, etc. O eareco de algodao depois de ex-
trahida a casca e todo o oleo-, o mais rico ali-
mento que se pode dar aos animaes para os forta-
lecer e engordar com admiravel rapidez.
Nos Estados-Unidos da America do Norte ena
Inglaterra elle emoiegado (com o mais feliz re-
sultado) de preferencia ao milho e outros tarellis
que sao mui'o mais caro e nao sao de tanta sus-
tancia.
A tratar no Beclfe Largo do Cor-
po Manto. 1 andar
Compras por atacado
O Peitoral de Cambar
tem precos especiaos para acuelles que compra-
rem grandes porces. Distribnem-se impressos a
qutm os pedir, contendo as condicoes de vendas :
na ruado Mrquez de Olinda .3 drogara dos
nicos gentes e depositarios g' raes
Francisco M. da Silva & C.
Alimentagao racional
das MES, CHIANCAS, AMAS & C0NVALESCENTB8
Por uso d.i P1OSPHA TiXA Falii-rea.
P7.BIZ. 6. Aer i Victoria. 6, PABIZ.
SeposiUris ea Parnambuco .'BAN" M da SILVA k CfK


20
EUA PRIMEIR0 DE MAR(?0
(Janto ao Lonvre)
h
20

--''
o sobrado de um andar e soto ra do Bartho-
lemeu n. 67, est catado e pintado de novo e tem
bons commodos : a tratar na ra larga lo Rosario
n. 34, botica._____________________
Mais novillada
Na loja das lislras azues
ORoa Duque de CasiasOt
Telcphone 211
Leques transparentes lindas cores a 2j 2*1500 e
3<000.
Cretones da Regata ultima novidade a 320
ris.
Setinetas lavradas todas as cores, desenhos lin-
dos a 240 ris -
Cortes de cambraias bordadas e com salpicos a
54500 a peea.
Setim de Macas, preto e de tedas as cores a
900 e 1*003.
Tampos de fruuhas francezas, grandes e peque
nos a 150J o par.
Cortinados bordados e do crochet desde 6 at
2OC00.
Grinaldaa com ricos veo de Blond, desde 8*.
Espartilhos couraca ou com fita de borracha
todo preco.
Luvas de seda 4 boto.'.-, ou arrendadas, pretas
ou de qualqner cor 2*000.
Extractos franceses fiuus desde 2*000.
Oleo oriza verdadeiro a 900 ris.
Baleiaa para vestidos melbor qualidade esco-
lba a 300 rs. a duzia.
Leques a Joauita com enfeite lantejolas a
500 ris.
Madapolo americano camiseiro a 6* a peca.
Chitas muitotfinas e cor segura a 240 ris.
Nargelin trances fino qualquer cor a 240 ris.
Renda hespanboia preta a 3*('0J a guarnicao
para vestido.
Miriua pretos e de todas as cores a 800 e
1*1)00.
Camisas inglesas para menicos a 35*000 a
duzia.
Meias inglesas para homens senhoras meninos
desde 3*500 a duzia.
Colxa de fusto brancas e de edres a 2*000 e
2*500
Brim pardo para roupa de meninos a 330 ris.
Esgu'o de linbo infestado pardo para vestidos
a 400 ris.
Bordados tapados, transparente, e de fusto
desde 300 ris a peca.
E outras muitas fazendas que se d muito ba-
rato na loja de
Jos' Augusto Dias
lustitulion Franifiiise de Deaoi-
slles
As aulas deste collegio continuara a funecionar
ra do Barao de 8- Boiia n. 52.
A directora, '
I. Adour. '
Merinos de cores com duas larguias, a 800, o cevado.
Cachemires de listras para vestidos, alta novidade, a 400 rs > n cJvado.
Percales de cores, a 240 rs., o covado.
EsguiSo pardo de linho, a 380 rs., o covado.
Cambraia bordada, a 5j55O0, a peja.
Cretones de cores, de 280 a 400 rs., o covado.
Zephyres de core-, a 200, 240 e 320 rs., o covado.
Setinetas lisas e lavradas, a 360, 400 e 440 rs.. o covade*
Alpacas de cores, lisas, a 280 rs., o covado.
Grande sortimento de las para vestidos, por barato preco.
Bramante de linbo, com 10 palmos, a 14900, o metro.
Bramantes de algodao, a 800 e 1|5100, o metro. \
Pao da Costa, a 1#100, o covado.
Velbutinas de cores, a 800 rs., o covado.
Pechincbas em madapolSes, aproveitem !
Atoalhado branco, muito largo, a 15300, o metro.
Leques transparentes, ultima novidade, a 25500, um.
Espartilhos para senbora, a 55000, um.
Bordados tapados, finos, de 500 a 2$000, a peca.
Cortinados bordados, a 6500 e 85000, e par.
Lenj^eB de bramante de linho, muito encorpados, a 35000, uro.
Cobertas do ganga, forradas, a 35000, urna.
Chambres para homem, a 55000 e 65000, um.
Toalbas felpudas para banhos,- a 15530, urna.
Ditas ditas para rosto, a 35500 e 55000, a duzia.
Lindos fi;h8, de renda de linho, a 25000 e 255C0, um.
Ditos, de 12, completo sortimento.
Camisas de linbo para homem, sem punho e sem collarfnbos, o que vera de
melbor a este mercado, a 545000, a duzia,
Ditas de 13, a 55000, urna.
Golletes de flanella com meia mango, a 35500, um.
Ditos ie dita sem mangas, a 35000 um.
Completo sortimento de ceroulas, collarinhos, gravatas, meias para borneas,
criancas e senhoras, por menos precos que em outra qualqu-r parte.
PARA OS SNIORES AGflICuLTOBES
AlgodSes do Rio, de 1.a qualidado, a 320 rs., o metro, em porgao faz-sea
descont.
Ditos da Babia, brau os, a 320 rs., o metro.
Ditos brancos, lisos, a 35000, 45000, 4500. e 55000, a peca.
PARA ACABAR
Mallas americanas para viagem, a 105000 e 155000, urna ; baratissimo !
Para lianlm do mar
Costumes para bomens, a 85000, um.
Ditos para senhora, a 105000 um
Ditos para meninos, a 55000, um.
Sapatos e boleas para o mesmo fim.
Teiephone n .:8






AMARAL

00:000^000
Em beneficio da Instru Publica da provincia
Esta lotera dividida em partes
Extracto da V parte da I." lotera
Sexta feira 1 de julho
Bilhetes venda na Roda da Fortuna, ra
Larga do Rosario n. 36.
biatkt vigor psra todoi
ESTOMAGO, FIGADOe INTESTINA
VINH0 E XAR0PE DE JURUBEBA
BARTHOLOMEO & C*
I'H.ikM. PERNAMBUCO
(Juicos preparados de Turufceba approvados pete academia e Medicm, el
recommendados peles Vedtcos contra as Molestias do Estomaga, Pera da Appe-
ttte, DigestSes dlrDcels. Dyseeasia e todas as Wolesttss do Asado, e do Baeo,|
[ na Diarmea chroniea, na Hydropesla, etc.
OTJ33DA.DO COM .A.S PALSIWO AQ5E81
[ CXI6W -*..* j**'&x2&



Diario de Pemambuco-- Sexta-feir 1 de Julfao de
Alga-sc barata
Boa Visconde de Ianparica d. 4S, araaanonri.
Bu Corse! Suurana n. 141, quarta.
Bu de Santa Amaro n. 14, loja
Boa do Rosario n. 39
Baa do Calabooeo n. 4, loja.
frab-ae na na do Commerei n. 5, 1* anear
lio de Silva Guimaraes C.
AMAS
Prcciaa-se de duna una para cosiobar ( oatra
para lavar e angommar : na ra da Uniao nume-
ro 13.
Amas
Aluga-se
Precisa-se de doas ama* para aervico de quar-
rss e engommar, dormindo era caaa ; na Ponte de
Uch*, sitio de Luir de Moraes Gomes Ferreira,
eos frente a estacio. ________
I caaa coa sotao, edificada a moderna, con
nmodacao para familia, sitio pequeo, entre
as doas estacos Jsqueira e Tamarineira.
OlTat*.
Usa casa nova eos frente do Sr. Thom, propr
para pequea familia, entra Jaqueira e Tamari-
S; a tratar na roa Prioseiro de Marco o. 25,
laja de joias.________ _______
Aiuga-se
grande sitio Tacarina, no Salgadinho, com baa-
taantri trras para plantscoes maitos arvoredos :
i pretender dirija-se fabrica Apollo, ra do
picio.
Alus-a-se
Ama
Precisa-ae da urna ama para o servico interno
de urna easa de pouoa familia ; a tratar na roa
Velba n. 75.
Ama
Precisa-se de ama ama para cosinhar e easa-
boar ; na roa da Ponte Velba n. 16.
Ama
Precisa-se de urna ama que saiba cosinba r na
ra das Craaes n. 36, 1 andar.
11* andar da ra do Visconde de Iahaiiman. 78
coas bous commodos para familia, porto d o mer-
ando e com excellente vista ; a tratar na Ventu-
rosa, a ra do Cabug.
Ama de leite
Aluga-se
Precisa-te de ama ama
novo, e nao traga filhos ;
perador n. 52, 1- andar.
qae tenha loite boro e
a tratar na ra do Im-
Fabrico de assucar
Apparelbob ecouoinieos para o cozi/nen-
te e cura. Proprio para epgebo peqae-
noa, sendo modk-o en preco e ef-
feclvo em operaeio
Pode-ae ajuntar ios engenbos existentes
do systema velho, melborando muito a
qualidado do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou ongenhos contraes,
ma :hD8mo aperfeicoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinisroo
separado.
EspecificagiSefl e infoxmacSea om
Browns C.
5-RUA DO COMMERCJO-5
Frrclsi-se
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo ara dtsaaoben
e ostro coberto, em perlelto estado, |>ara uva ot
o'oub cavallos; tratar run Duque de Cai~>
n. 47.
**
Grande sorlimenlo
Fogos
os das nc
Pedro.
Ultima IFB
para os festejos das noites de
Joioe S. Pedro.
sortes
Santo Antonio, 8.
Vende-se por precos muito
grande differeacaem porco.
ei.Kuado flsrfto da
rajoaveis e fas-se
Victoria I
de urna menina de 10 4 12 annoa de idade, para
andar com ama erianeinha de 2 ancos, trata-se
bem e d-se de vestir ; precisa se tambera de ama
senhora idoaa qae possa prestar leves servieos de
oasa, mediante um pequeo ordenado, ambas para
Cosinheira escrava
Precisa-se de um eosinbeiro escravo, para ana
sa de peqoeoa familia; a tratar no caes da
Compaabia a. 2, escriptono.
___I terrea da i a do Coronal Kuassuna n. 5T
e o 1- andar da ra. do Fogo n. 35 : a tratar na
rae da Toiperatris n. 16, 1- anaar.
bugenli bulanily
Arreoda se por oinco annus o eogenho cima de pequea familia ; a tratar no caes da Compa-
d* na comarca do Bonito, moente e cosiente, nhia n. 2, escriptorio.__________________________
pode safrejar paca a ,
A quem mteressar
possa
Previne-se a quem se julgar crsder de Francis-
co de Souza Duatte por qualquer titulo, para qae
no prazo de 30 das, a contar da data deate, apr-
sente snas cantas ra da Uoio n. 54, para
serem conferidas. Recite, 11 de Junho de 1887*
Antonio 8. Duarte Ferreira.
Senientes de earrapato
Compra-se grandes e pequeas quantidades :
aa drogara de Frrncisco al. da Silva & C, roa
do Marques de Uliuia u. 23.
caaa de familia
collegio.
Molestias
a tratar na ra Velha n 36,
Molestias
OLHOS
PALPSBfoS
i todas as suas perteocas, pode aafrejar paca
mais de 1,560 piles, dista da estaco de Catende
legw e meia; a tratar na raa do Imperador n. 61,
segando andar.__________________________
Prepara se comidas
aera todo o asseio e por menos 20 0/0 do qae em
oatra qaalquer parte ; uo pateo de S Pedro n, 6,
priraairo andar.
Cosinheira
Precisa-se de umt cosinheira pora casa de pe-
nir fassilia, em Otinda, paga se con geoerosi-
e ; a tratar no Recite, na estacad da raa da
Aurora, cera o Sr Brito bilheteiro, ou era Ulinda
eom o Sr. Marcolino na estaco do Carmo.
n
SAUDB PARA TODOS.
UNGENTO H0LL0WAY
C ungento de HoIlowaT e id remedio infallivel para os males de peraas e do peito ; tambero pira
as lridas sarigas bagas e ulceras. E lamoso para a gota e o rheumatismo e para todas os enfermi-
dades de peito ni se reconheci; egual
Para os males di garganta, bronchites resfrlamentos e tosses.
Temores as glndulas e todas as molestias da pellc nao teem semelhante e para os BMnbros
contrahidos e juncturas recias, obra -orno por encanto.
SaWal Medicinas sao preparadas lmente no EstabetaeiaMnco do Profesor Hollowav,
. T8, SEW OXFORD STKEEI (aatss 538, Ocfenl Strse), LQKDSES,
veodemse em todas as pharmacias do universo.
UT O comprada slo convidadas Kcpeiloamaieat* a i-ramiaar os, rot Jos de cada caca e Pote, se nao teem
duecsaa, 533, Oafard tmet, sio falsinV ajoa.
Pomada Anti-Ophtalmica
da Vkjva FARNIER
Kst. POMADA, coiihecifla detde o aunoUf 1764,
adquiru e lt*m ronserrado o primoiro Inffar na TbrM>oil- '
tica t-iilar. Em % irtude de um telalono Ja K*<'<'1* de >Iedi-
I ana de Par", loi AUtori/ada a venda por un Decroto
apecial eq 1S07.
L'm eeculn dexMria*eiM r.ivoraTein (em cunfinnado soa 1
I < ia ii.cmii.....um a O**** i u,*/A *.! KMTA
I das Crean-;5S. p/i**an44 vmiv*'*' MUU-f----O seu
bom oailo v inlaliivci bu o&tttultnim* oMrm.ra<,
Dtt- se exigir
a Attigaatura
em tr.nt* *
Deposite (jaral em THIVJEaS Dordogoe), Fraac*.
em oam de THUVUBa.
F.b Pvnmmbuco: Fran W. ta SUf \ 9*
B SA4 PIllNrlI'AEa PHAIUi*' m
rOHaHeMOMOHOrs
loja do Soma
Livraujctito & C.
venden eimeato port'aod, marca Robins, de 1
qualidade ; no caes do Apollo q. 45.
Terreno
Vende-se nos terreno confronte a estaco do
Principe, estrada de Joao de Batros, com 90 pal-
moa de frente e bastantes fundos, e com aliceroee
para 3 casas; tratar na raa d'Apollo n. 30, pri-
eiro andar.
Leitura para senhoras
Bfoches nikelados e doarados a 2/000.
Bonitos grampos doarados a 500 ris o maco.
Esplendido sortimento de galilea de vidrilho.
Grande variedade de leqoes de setim, a 44000.
Frisadores americanos para cabello a 34000 o
ma
HumiaiiaMd*
UITIIM 0I0DE PREPAB10 COHFSIIME OS PSOOtSSOS SCIENTIFIC0S OS MIS PESFEICWOOS
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FrodaetM
SUPERWBE8
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A JO Ni Perfumista, 62, B'de Strasbourg, PARS
fcpmltirb m Pemambuco : FBit H. da SttVi k V a as principars casas db PBRPUiiJius
iftinnrmnini..............i.......miim


^GRAPHIA Muta
Phar;, acia
central
..i.
A
Lotera da Provincia
Ser breve anuuiieiado o dia da e\trac(o
a 7-a lotera em benetieio da matriz da Boa
Vista do R ife, sio consistorio da i^reja de \;
S. da Conccifo dos Militares, onde se aeliar
o expostas as urnas e as espheras arruma das
en? orden, numeriea apreciado do publico.
*P*
IBA DE HONRA
DIPLOMA DE BOWRJ
0 fc.9 CHEYRIEH
4 iaiiiui| fftie Aloatrto,
aonico t b!um\>. o Que mu t
oAm.
0 OLEO de FIGADO
BCALO FERRUGINOSO
8 nica orcpsrzcSc Que pormittt
mimiflistrar o Ferro $tm pro-
duzr Pr-ao de Veattre, />*
Ucomnudo
DEPOSITO cen PiUS
21. mi de Faib -'-iMtaartre. 21
MCn .. -
efER^^JNOSO)^

BBCBITADO POa TODAS AS
Oelc'bridaaas Medicas |
DA FRANCA DA EL ROTA
MOLESTIAS DO PEITO,
AFFECpES ESCROFULOSAS |
CHLOROSIS,
ANEMIA, DEBILIDADE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES. RACHITISMO
Ba do Imperador
Jos Francisco Bittencourt, antigo pbarmacen-
tico da pbarmacia francesa roa do Bario da
Victoria a. 25, avisa a seus amigos e fregueses,
qae se acha na pbarmacia cima, onde espera
continuar a merecer a confanca que felizmente
depositarais em seas trab&lhos protassiooaes.
MU BEBIM
(Cidrc Monsseax de \ormandie)
Esta nova bebida, feita paramente de mages e
3ue inteiramente differe da cidra commum, alm
e ser a primeira ves qae vem a este mercado,
recommeoda-se especialmente pelas suas qualida-
des tnica, aygieoica e refrigerante.
Acba-se venda em casa dos Srs. :
Paulino de Oliveira Maia, ra de Imperador.
Charles Pluj-m & C., Caes da LiDgueta.
Jos Joaqaim Alves ce C, ra do Baro da Vic-
toria.
Alheiro, Oliveira & C raa da Imperatris.
Zeferino Valeute 4 C, Caes 22 de Novembro.
Neves Pedrosa & C, largo do Mercado.
Tinta pretu
INALTERAVEL
B
COHMIMCATIV.
PHARMACIA CENTRA l
38 Ra de Imperador 38
Peroambiiro
Serve para escripturaco mercantil e
quatre copias de urna ves
'9
da tres ou
Canella
Compra-se em grande ou pequea porcSo ; na
ra larga do Rosario n. 34.
Vinho de Coca
BGXOBIA Jt. hv .;i:..i: 1,0 Ul'EBIO DO BRAZIL.
ctrut di Honr*--7" '
PIIARMCLV PLVHO
DE
s. fznho 51Ra do Raro da Victoria 51
Esta pbarmacia recente rente eatabelecida acba-se em condicSea de satisfazer
ton promptidSo e escrupulosa fdelidade as exigencias'dos Sr. mdicos e do publico
m geral, que encontrar nVlla um coropl-to < novo sortimento de drogas, medica-
entos, e productos cbimicos, pharmaceuticca nacionaes o estrangeiros garantindo se
modicidade de precos.
CAPSULAS
M ATHEY- CAYLUS
Preparadas pelo DOTJTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus cora Enoolucro deVjao de Gluten nao ratigao riunta
0 estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos HospiUes de Pars, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos amigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystit*
du Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgot genito urinario.
iUt Urna tiplioifo dttalhada acompanha cada Fraioo.
Exigir ai Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & CIa, de PARS,
que m acho em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
de pfaantasia para cabello.
Bonita collecoflo de plisss a 400 ris.
Brincos, imitacao de brilbante, a 500 ris.
Aveutaes bordados para criancas a 2<000.
Chpeos de fuato e setim para criancas.
Sapatos de merino e setim dem, idem.
Metas brancas e de cores, fio de Escocia,
Pomada de vaselina de diversas quaUdades-
Sabenetes fiaos de vaselina e alface.
Extractos finos de Pioaud, Guerlain e Lubin.
Lindas balsas de couro e velludo.
Fichs de 13 para senhora a 1800.
Sapates de casemira preta a 2O0O.
Tesouras para costura, de 400 ris a 3/000.
Pacotes de p de arros a 3C0 ris.
Pitas de todas as qaalidades e cores.
Immensa variedade de botoes de pbantasia.
E milbares de ebjectos propuos para tornar urna
senhora elegante, e maitos oatros indispensaveis
para oso das familias, tudo por precos i.dmiravel-
meate mdicos.
Na Graciosa
RA DO CRESPO N. 7
_________Piarte at C._________
Cobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 ra da Aurora, em
frente a ponte de Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se com o oorreetor Pedro Jos Pin-
to, na praca do Commercio.
Peehinehas!!!
S3o as seguintes que se liquidara na anti-
CARNEIRO DACUNHA
CACHEMIRAS auomanas, lindas fa-
zendas para vestidos a 400 e 480 o covado.
MERINO'S de cores lindissimas, duas
larguras a 800.
FUSTOES brancos e de corea a 240,
320 e 400 rs.
ETAMINES com palmas de seda a
800 e 900 rs,
SETIN maco de tudas as cores a
800 -. 10000,
CRETONES finos a 240, 320 e 360 rs.
Excellente escolha.
FAILES modernos a 400 e 440 ra.
PANNOS para mesa, novos desenhos, a
1^200, i 6400 e 10800 o covado.
SARQELINS diagonal, todas aa cores,
a 240 rs.
DE
ALBERTO HENSCHEL & C.
S2--Rua do liaran da ViciaraS2
Este acreditado estabelecimento pbotographico participa ao respeitave publico,
que contina a ezecutar os mais aperfeicoados trabalhos pelo systema mais moderno e
mais apreciado. Aeha-se habirlitado a satisfazer as mais difficeis exigencias, quer em
rabalhos pbotogropbicos, quer em pintura a ole->.
Alm de seus trabalbos photograpbicos que sSo por domis conbecidos encarrS"
ga-se tambem de retrato a oleo para o que j se acha entre nos de volta de sua via-
gem a Vienna n7Austria, onde visitou as principaes galeras,J o eximio pintor Ferdinand
'ierek, bastante conbecido pela perfeicao de seus trabalbos, desde 1877, quaudo aqu
esteve em nossa casa e ltimamente o auno passado.
Para satisfazer em geral a todos que honrarem o nosso estabelecimento com
euas eacommendas participa que alm dos retratos, seja qual for o systema, tambem
recebe encommendas para qualquer vista ou paysagem, quer pbotographicas, quer pin-
tadas a oleo, sendo o encarregado destas ultimas o mui conhecido paysagista o Sr.
Tellea Jnior.
Roga se s Ezmas. familias e mais p^ssoas o obsequio de bonrarem com suas
visitas nosso estabelecimento, onde seropr" existe urna magnifica exposi$ao dos Uob.lho
que executamos e onde tambem os senhores vieitantes encontrarlo lhaneza no tr :to,
perfeicSo nos trabalhos e modicidade nos precos.
C. Barza,
GERENTE.
ooooooooooo ooooooooooooooo
larguras a
90 0
Xarope de cambar guaco e bal-
same de Tola
reparado pelo pharmacentico Jos Francisco
Bittencourt
E' um poderoso preparado para todas as affec-
;6es dos orgaos respiatorios, como catarrho pul-
monar, astbma, coqueluche, bronchite, pneumo-
iia, tisiea, etc., etc.
Cada frasco 14000
Deposito na Pharmacia Central, ra do Impera-
dor n. 38. Pernambaco.
BRAMANTES de 4
10200 o metro.
DEM de linho puro, 4 larguras, 20000.
BORDADOS de cambraia a 10000 a
PeSa- -
MADAPOLOES pello de 6vo e ameri-
canos a 60200 e 60510.
ESGUIOES para casaquinbos, 12 jardas
40000 e 40500.
CAS EMIR AS para r Dupas de criancas
a 800 rs. o covado.
DEM diagonal e de cores, 2 larguras,
a 20 e 20500.
CORTES de fusto para colotes a 10 e
10800.
DEM de casemira a 20500 e 30000.
CAMISAS inglezas a 360000 a duzia.
GUARDANAPOS de linho a 30000
a duzia.
LENCOS de setinetas, finos, a 20500
a duzia.
MEIAS cruas para homens a 20500, 40500
e 60000 a duzia,
CEROULAS bordadas a 120 e 180000
a duzia
CROCHETS, gurnicao para cadeiras e
sof 85000
GRINALDAS e veos para noivas a 90
e 120000.
CAMISAS para scnboras a 360 e 480 I tos, de 10 a 100.
a duzia dem para letras, marcando
Sortimente completo de todas as. fazen-1 aneiro a Dezembro.
das proprias para uso domestico. ; Lindas pastas de couro, chagrn,
DE
MELISSA dos CARMELITAS
BOYER
TJxxico Successor
dos Carmelitas
11, Ra de i'Abita ye, 14
CONTRA :
Apoplexia i Flatos
Cholera Clicas
Enjo do mar Indigestos i
Febre amarella, ote.
Ler o pruapeoo no qual tai envolvtfo
oada mdro.
Deve-se exigir o letreiro branco a preto,
em todos os viaros,
seja qual fr o tamanbo.
DEPSITOS KM TODAS AS VHAi'.MACIAS
DO 1'niverno.
OOOOOOOOOOOOOOOOOvOOOOO
\
A FLORIDA
Kua Duque de Caxias n ,0.
ADHIREH
A Chave do Futuro, novissimo livro de sor- Espartilhos de linho a 30,
tes, a 200 rs., vende-se aqui. i Lindas capailas com veos, para Doiva, de
Bonitos quadros olpographic-', a 5000 o 80 a 150.
par. Ramos de flores de laranjeira, de 10500 a
Um jogo da gloria, a 1*000. | 20500.
Anquinhas a 10500, urna. Boleas para menina, de 35, 40 e 60.
Lindo sortimento de cadea de plaqu ame- Meias para senhora a 100 a duzia, com
ricana. palmas de seda.
Lindas pulseiras americanas, de 50, 70, Lencos de Hubo em lindas caixae, a 30 a
90 o par. (iuzia.
dem de 10, 20 e 30 o par. Chapelinas de setim para baptisado, a 65.
Lindos broches de plaqu americano a 40. Sabonetea de diversas qualidades.
dem desenhando urna thesoura, um psize, Para toilet :
a 20 um. Agua Florida e Celeste.
Lindas guarnieres para toilet, a 120. dem Divina.
GuarnicSes para camisa, plaqu americano, dem Osea.
garantidas por dez anuos, a 40 urna. Pos de arroz Florida
Carteiras para dinheiro, com repartimen- dem idem Osea.

os
VENDAS
VINHO MARIANI
^^^ DC COCA DO PER
O ?XaTalo BTftlAin que fol experimentado nos hospltaes de Pars,
presciipto diariamente cora xito psra combater a Anemia, Cbieroaa,
Bf*ataV mata, oloetla Ama vinm raaptnatorlaa e aUirraujueol-
mento do oralo a-ooal,
Ot Medico reaum*undatt-*o d* Poot /rmetu e delicado, exkaiulo ptta ao
oo Vellos e Cranea*.
V o Reparador di rartorbacSaa dlgestlTaa
O FORTIFICANTE por EXCELLENOIA
o VINHO MARIANI aa bmcomtr* em casa mi
tu. MAaUAJri, f b Pavrla, 41, awlertra lausmiM; ITew-Tork, II, hat, i I", rSaV
Em Pernambuco .- afraaolaoo X. da SZXjVA A O1*.
a^^r^r>r>A^^A^A^aAi^rV<>AFV>aM>r><
Vende-se por 804 00, na ra Imperial, ama
armacao completa e em perfeito estado, para ta-
verna, com bala oca EomSo e prsos, gas encanado
e canteiros, ptima para quom se quirer estabe-
leeer alli ou meemo mdala para qualquer outra
ptirte, esta istnta de qualquer imposto que a casa
esteja a dever ; a tratar uestes tres das na roa
do Imperador n. 31, armasem do gas.
Casa para Tender
Vende-as ama pequea casa contendo 2 salase
2 quartos, ra do Alecrim n. 9 ; a tratar na ra
do Bom Jess n. 38, 1* aadar, ou na travesa do
Peixoto n. 55.
WHISKY
KOYAL BLEND marca VlADo
Este excellente Whisky Escaesea ,eriv>
10 cognac ou aguardenve de canoa, para fortifica
' corpo.
Vende-se a retalho nos su lheres armasen
(ralbados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO onjo n
ae e emblema sao registrados para todo o Braai
BROWNS & C, agentes
D3o amostras.
As vendas em grosso tm o descont da
praca.
49Ra Duque de Ce Caxias59
Assncar refinado
Vende se na retinara da ra do Coronel Suas-
snna n. 7, em arrobas por preco commodo, e em
kilos, Ia sorte a 240 rs., 2* 200 rs. e 3a 160 rs.
Teleqbone348.
velludo.
dem idem Regina de Gelle Fleres.
mezes de Para o lenco :
Essencia Rita Sanglay.
pellica e dem Izora.
dem Aida Bouquet de Exposicao.
BARBOZA & SANTOS
??????>?>.???< ?? i .

Piano
Vende-se um piano de tres cordas,
uso : na roa dos Pires n. 83.
com poueo
na Cambas do Caimo n.
bolo, secca e molbada.
Vende-se
10, especial icassa para
TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOooStorJOHANNO
DO
'DOTORI
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
Kecommendo-no nos casos que necessltao tnicos para reconstituir e rea-enerar
o organismo arruinado por molestias, excessos, natureza do clima, Anemia, Cbloroals,
AmeDorrneav, Cachala, Plazo branco, que tanto arruino a saude das mulheres.
Pobreza de Sanroe, Fraqaea f-eraU, Debllldade, etc.
H. VIVtBlT, Dreffnlata, 80, Boulevard da Strasbourc, em PABIA
APPROVAgO
">*>
P.\ \CAI>1 MA E MtUlCINA DE PARl
O quintum Labarraque um Vinho eminentemente tnico et febrfugo destinado a
i preparaces de quina.
O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com vantagem aos eonvalescentes de doencas graves, as parturienta e
k todas as pessas fracas ou debilitadas por tima febre lenta.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Vallet, sao rpido effeitos que produz nos casos de ckioroM, im-
ams, cores paludas.
Em razio da fficecia do Quinium Labarraque, preferivel S/s Q^P jS
IO em copo de licor, no fim da refeico e as pilulas de Vallet antes. ^J&ftj ~ni^T* anaOTMaT fr*/^t
Vende-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatuf: *r J?^
Pabrloaoao e ataoado : Caaa L. FRERE
10, roe Jacob,
Munuinn
j jimii i



Diario d FerinbucoScAta^icira 1 de Julho de
J*

VARIEDADES
/
*
O Incendio da Opera Cmica :
* (Coutinuaco)
__ Um incidente cnico a notar: Na
roa d'Amboi.se, a dois pasaos da Opera Co
,mica, existe urna caaa de toleradas.
O fogo paresia ameacar essa casa.
Entao as desgraciadas raparigas, para
se porera a salvo, sahiam para a raa apenas
com penteadores de gaze e chailes muito
curtos aos hombros!
M. Sarbourg, morador na Ba Vi-
vierone n. 2, entrou por meio da urna esca-
de para urna janella da sobre loja e trauxe
tres niulheres que encontrn j mortas e
pisadas no corredor do rez chousse. De-
pois voltou de novo para ajudar a salvar
os archivos e cofre.
N'esta occasio ficou gravemente ferido
em urna das miios.
Un homem dedicado, o cocheiro Ta-
vrot, que guiava o carro n. 3, 457 da com-
panhia geral abandonando a carroagera, su-
biu duas vezes, com um seu colloga, pela
aseada da fachada at ao segundo andar,
conseguindo ahi por a salvamento urna senbo
ra e um velho, que estavam quasi as-
pbyxiados. Quando o bravo co-'heiro che-
gou estacao, com o fato todo queiuiado,
encontrou a seu cavallo e a carruagera nos 'iu ^am'jias.
respectivo* lugares!
__, M. Lacointe, hefe dos porteiros, aos
primeiros gritos da alarme, subiu aos an-
dares superiores para fazer^trbfir as por-
tas. Por duas vezes j tinha conduzido
mulheres desfallecidas. A' terceira vez,
porm, recebeu um grave ferimento n ca-
bera, que o ensanguentou. Foi a curar a
urna pharraarcia prxima.
__}}a occasio de incendio um compar-
sa saltava de urna janella do primeiro an-
dar da ra Favart, para urna marqueza
que logo se daspedacou com um forraida-
vel ruido. O comparsa morreu.
A esta terrivel catastrophe vera juntar-
se um incidente dos inais commovedores.
M. Vron, o commissario de polica do
quartier, estava de servico na Opera Co
mica, ao mesmo tempo que nos Buuffes.
Achava se justamente aqui, quando re-
bentou o incendio-
Prevenido tardemente do sinstro, com-
pareoeu immediatamente no theatro do hor-
rivel acontecimento. Vendo a importancia
delle, e desesperado de se nao achar no
seu posto no momento em que o incendio
se. deu, teutou suicidar-se.
Segundo uns, dava-se a morte abnndo
urna vea n'um braco; segundo outros, pre
tendia lanzar se s cbammas.
Em qualquer dos casos o que e certa e
que mr. Vron pratendeu punir-se de urna
falta que nao comraetteu, urna vez que es-
tava no seu posto tanto nos Bouffs como
na Opera Cmica.
Foi neaessaria a intervenco de M. M.
Gragnon e Taylor para restituir a cora-
gem e o sangue fri ao sympatbico com-
DMSsario de polica.
03 ARTISTAS
O procedimento dos artistas foi raaravi-
lhoso. Foi devido ao seu sangue fri que
a maior parte dos artistas se poderam por
a salvo, logo ao primeiro alarme. Fallamos
j na serenidade de M. Taskin. Eis agora
o que diz outro artista, Mr. Soulacroix :
scenas da
aos seus carnarios, que ficam no 1* urdi-
mehto, mas muitos coristas -e quasi todas
as bailarinas sahiram para a ra como es-
tavam em acea.
Pouco depois, os artistas tiveram de
abandonar os diaras e sahiram do thea-
tro p.ra sj recolherem nos cafs e casas
prximas.
M- Saulaoroix eseapou-se pela janella
do seu camarim, servindo-aa d'uraa corda
ebeia de qs, que estava no camarim de
M. Talasac. No salto fario-se em uns vi-
dros, tendo da ser pensado no caf Riehe.
Madeuioiaeile Merguillier foi a primeira
a salvarse.
Mademoisello alaria Asa lilly, primeira
bailarina, u sendo vitim* de aspbyxia.
Foi salva.
M. Moulierat, que fazia o papel de Wi-
Ihem Meister, veado que os seus cmara
das Faskin e Bernari trata va m de tran-
quillisar a multi iao, s se retirou da ace-
a quando as chammas crepitavara rae-
donhamente.
Salvou-sa, em costum, pela escada da
administraga.
Foi urna felicidade estar todo o pessoal
do theatro no palco. A nao ser assim os
comparsas, bailarinas e coristas, que teem
os seus carnarios nos urdimentos super o-
yres, nao poderiam ter fgida voragom
Mais de duzautas martes haveria hoje a
lamentar.
AS VICTIMAS
Todas as ph<.nnacias das circumvisinhan-
cas se transformaram, por esta circumstan-
cia, em verdadeiras ambulancias.
As primeiras victimas foram transporta-
das para a casa de M. M. Mialbe, ra
dos Panoramas, n. 9 e pharmacia nor-
mal, ra Dronot.
Por toda a parte, tanto mdicos como
suas casas. Julga-sa que b numero de
mortos augmentar consideravel mente.
[flavas)
PARS, 28.
O sanado votou os 200,000 francos, e
votados p.la cmara, para as victimas da
Opera Comi..
O desantulho da Opara Cmica muito
difEail. Nao ha esperan;-.s da retirar to-
dos os cadveres autos da tere* ou quarta-
feira.
(Havas.)
E' medonha esta catastrophe. Talvez
a raaior de todas as que os lgubres fas-
tos tra consignado.
Nao so sabe, nao se podo mesmo calcu-
lar aioda o numero Ja victimas, to gran
de elle A todo o momento vo appa-
recendo, entre os escombros, ns cadave
res, mais ainda, aos dois, aos tres e at s
dezenas I
Pelas reclamaeSas que ha, pala gente
que falta as familias e nos hoteis, parece,
infelizmente, que o numero da victimas se
eleva a mais de 300.
E' horrivel /
E mais horrivel ainda tar sido o des
leixo da polica e da administracao do thea-
tro a causa da catastrophe tomar tao gran
des proporcSes.
A tela metlica, cstab 1 :j 1 > a bocea do
palco, para solar a sala em caso de sinis-
tro, nao funcaianou #
As portas de salvacao estavam tv.las fe-
chadas e trancadas !
As lanternas e prevenco, todas apaga-
das !
dar. Ahi, Os camirias ha artistas forana
relativameote jjouco coniorod^s pelo in-
cenifo; as chanta** 8& destruirm aa par
tas. Pelo ootfStWfM salas dos draseos,
no tecaeiro ^ndar. tao am ruina. Nao
se v<| seno, aqui aeol, vestidos que fu-
raegam ainda, oa i airas viradas, chapeus,
guarda-chuvaa, spelhos quebraios, e gran-
de abundancia de vidros. Quanto mais se
sob.i, tinto mais s constata a xtenso
dos ilestroQis do in:enli>.
No quinto andar, a vartigara domina-nos
quando, do alto da cornija, se contempla
- *--J?j-J- J.....i. _:_______i.i. j.i...
Emfm, todas as garantas de seguranza
pessoal, todas as precaucoes, tao apregoa-
das depois do incendio do theatro de Vi**n-
na, de nada valoran, porque o desleixo,
que vence sempre, as tinha neutra3ado,
feito desspparecer.
Quem .aatou pois a maior parte dessa
gento, nao foi o fogo : foi a negligencia
da empreza, a negligencia das autorida
das.
Sirva nos isto de licao.
E... depois fallaremos. Por agora con-
tinuamos com os detalbes do terrivel si-
nistro.
O DESENTLHO
No dia seguinte ao da catastrophe prin-
cipiou, logo de madrugada, o servido de
desentulho, qua feito com a maior or-
dem.
Nao pie, porm, ser muito rpido, pe-
las precaujSas que preciso tomar por cau-
sa dos cadveres que estao envoltos nos
esjombros.
O servico faito dia e noite sem inter-
rupcao. O pessoal revesa-se s turmas, de
qua tro em quatro horas.
A' noite trabalha se luz elctrica, cu-
montados logo no
que
Cantavam-se as primeiras
Todos os artistas estavam em
Mignon.
scana.
Jl. Soula-.roix, que representava o pa-
pel de Laerte, vendo dois coristas com as
cabecas levantadas, olhou, por acaso, na
mesma direc^o e viu urna bambolina a
arder, por efferto de lhe haver pegado fogo
urna gambiarra.
M. Soula'.-roix nao quiz dar o grito de
alarma j tratou apenas de fazer sahir de
s-ena mademoiaUc Merguillier.
Nesse mesmo instante, M. Tasnin, avan-
Sando, dirigio-ae *o publico nos seguintes
termos :
< Miabas senhoras e meus senbojes, nao
se assustem, por que n5o ha perigo .
vendo cahir sobre o
Mas os espectadores
palco pedasos de tela ii.*mraada, come9a-
ram a fugir.
Foi um mom-nto indizivel I Us acto-
res M Moalierat, .liaiemoiselle Simonuet
e M. Beroard, abandonaram a scena, e to-
do O pessoal, coristas, comparsas, bailari-
nas, fugiram espavoridos.
M. Soulacroix e alguns artistas subiram
pharmaceuticos, deram pro vas da maior j
dedicarlo.
Nao se pode ainda calcular o numero
exacto dos mortos, porque numerosas vic-
timas estao com certeza sepultadas no en-
tulho.
Eis aqui, todas as nformacoes que ae
tinham podido obter at s 2 horas da tar-
de de 26 :
Jarrus, costumier, morto, transpor
tado sua casa om Beleville.
OharbomBat, corista, saltou por urna
pequea janella e cahio sobre o balcao do
2o andar da ra Marivaux. Triturou as
pernas, morrelo em 83goida.
Mademoiselle Varnoux, dancarina,
teve um cometo da asphyxii e veio mor-
rer no quarto do porteiro.
Quatro danzarinas loram encontra-
das, meia niite e meia hora, aspbyxia-
das u'um camarote da 4a ordera.
M. Meverfreez, fiscal do theatro, fi- jos apparelho3 ficaram
cou ferido na cabeca, quan lo salvava urna primeiro dia.
senhora. Calcula-se que sao precisos, pelo menos
__ M. Arinam, chefe dos machinistas, cinco dias para remover todos aquellos
cou com o rosto e as maos queimadas. destracos; o por isso s no fim desse tem-
__ Mdame Musalin, mulher do alfaiata : p,5 que se poder constatar exiitament
do theatro, queiraada em differentes par-
tes do corpo.
M. Hubert, habilleur, o rosto quei-
mado.
Mademoiselle Assailly, danjarina
morta.
M. Fkin, queimado as maos.
Um chefe de esquadra, de nome
Blazet muito ferido quando prestava soc-
corros a um rapaz. Esta escada conduz ao terceiro andar,
__ Jlr. Tierce, comparsa, morto em re- [ para onde abram as portas de soccorro
sultado de graves ferimentos. [para os corredores reservados ao publico.
M. Cbambraul, Edmond, ferido, Apenas tinhamos subido alguna degraus
transportado ao posto da ra Drouot e quando urna grande fenda na parada nos
depois ao seu domicilio. ieixou entrever a siena. Poder-se ha de-
Mademoiselle Courtois, dancarina,' signar ainda com esto nome a grando ar
jjjopJjj cada abobadada qae subsista, como um es-
- Madame Camille Vialot, costureira queleto de pedra, no me o destaa ruinas 1
na ra Le Peletier, n. 25, morta. Logo que se penetra no interior da sala
Mademoiselle Gillet, dangarina, distingua-se urna espeaie deabysmo. 'que
,. ta_ na destruijlo causada pelo incendio, o re-
Alm destes ha mais 17 cadavarea que | cinto oceupado pela orchestra foi reduzido
anda nao foram reconhecidos. a cinzas, as frisas com os seus fauteils e
O numero dos faridos e contusos e quei- \ cadeiras cahiram por trra, e as galeras
mados eleva-se a 200, alguns de muita i superiores calcinadas, quebradas, apresen-
era vidade. |taai a9u' e 8"' corno destrogos de caria
o numero das victmass.
A8 RUIKAS
Diz urna tastemunha ocular que visitou
1 as ruinas no dia seguinte ao incendio :
Eram quatro horas quando ahi entra-
mos. Impossivel subir pela escada da ra
Favart. Sobe-ae apenas pela escada da
i ra Marivaux.
a a
pr.ifjodidado da ala, circumdala de]mu-
ros com largos buracos, cuj > aspecto nos
traz iraiginacSo as ruinas d-'algum circo
romano.
AS GALEBIAS SUPERIORES
E' tiesta parte do theatro quo se devera
ter passado scenas de um carcter perfei-
tamente horrivel, porqm ahi qua se en-
contra o maior numero de cadveres. Os
espectadores de l'orchestre, da plateia, fau
teus e cadeiras, poderam, com effeito, al
cancar a tempo as sai las ; mas os desgr-
nalas que oceupavam as gaieiias superio-
res nao tiveram o mesmo recurso. Uns,
estooteados e'cegoa pelo furai, que, segn
do as declarajSes de um* tesreraunha pre-
sencial, encheu tuda a sala 'ora urna me-
donha rapidez, nao souberam encontrar as
portas de sahida e eahirara portante asphy-
xiados ; outros, allucinidos pelo terror, qui-
zeram precipitar-se pdaa oseadas e, na
pressa, na terrivel *desordera dessa fuga
furiosa, foram atropelladas e espesinhados
para nao raais se lavantarem. A maior
parte dos cadveres encontrados apresen
tam no rosto e as nSa3 ferimentos, que
gttestam haverem s lo calcados com os pos.
Esses cadveres sao, na maioria, de mu-
lheres. Nj rosto de algumas, cujo3 tra-
bes nao esto absolutamente oscurecidos,
reveliva-se ura' aentiraeno de terror, que
bem frisa o quanto sofFreram n'esses mo-
mentos da inexprimivel agona.
D-rrubavarase uns aos outros, prximo
9 saidas. Tal era o ardor e ancia del sal-
vamento 1 Era ver quem fugia mais ra
pidaraente. Encontrou-se um grupjo de
espectadores diante de urna porta, qa re-
sistimos esforgos desesperados desses des
grabados ; quasi todos t n as maos enten-
didas para a porta, por onde esperajvam
salvar-se e que, ai delles I resistiu violen-
cia daquelle anciado lance.
Vinte e sete pessoas, julgando ganhar a
ra, entrarara n'um estreito botequim esta-
belccido as proximidades das galeras.
Urna vez ahi, nao poderam mais sahir.
Envolveu-os o fumo espesso e morreram
asphyxiados. Quando os bombeiros, pene-
trando n'esse lugar, presencearam o espea-
toculo que os seus cadveres offereciam,
unidos uns aos outros, com os bracos e
raaos enterlacadas, recuaram horrorisado3 I
Diffiailmante se pode imaginar o que seja
um t3o doloroso quadro. Esse horrivel
grupo de vinte e sete pessoas, as mais
commovedoras e pungentes attitudes,, for
mava como que ura cacho humano. Al-
guraas maos torcidas palo desespero er-
guiam-se cima das cabecas.
Os cadveres das mulberes estao, na
maior parte, ora cabello e com as boceas
espumantes ; os vestidos completamente
esfarrapados, o que indica a lucta que se
travou para tentarem a fuga. Como o fogo
nao poude penetrar no botequim, essas des-
FOLHfiTII
JOSLARNZA
para fugir. Estou intimamente convencido
que se u'-.ssa o^casiSo'ma achasse em com-
panhia d" uaia aentt^ra, tari ficado quei
nado. Diz Charhoteaf que entre os mor-
tos ha un corista il um dos laeus nellior'as'amigos. O pobre
rapaz fazia canjSas. .. Um collega.
M i emfim, julga que entre os espec-
tadores das terceiras e quartas galeras, ha
muitas victimas.
Com crtaza, porquj era tal o aper-
to que difScilmanta se caminhava e to in
tenso era o fuma que 83 nao podia respi-
rar. Neui eu sei como tne vi c fra.
Tive de caminhar sobro corpos viv bra corpas agjui.santes 1
Havia pessoas que pareciam petrificadas
pelo horrivel da catastrophe o que era vez
da descerara, subiam, os desgrana ios.
Horroroso I
Outro espectador, M. Paul, descreve ace-
ras idnticas.
Vi iinraensas pessoas precipitarara-se
do alto da3 galeras, para os fauteuils
da orchestra. Apenas se podiara dar al-
guns pasaos tao aperlados estavam uns
contra os outros, e, caso -".stranho, das ga-
leras inferiores subia-se para os andares
superiores, julganlo provavelraanta encon-
trar ahi alguma sahida. Homens, comple-
tamente allucinados procura7am as suas
esposas ; alguns queriara voltar de novo ao
ponto d'on le tinham sahido para as salvar,
raaa eram repellidos brutalmente pela indo-
mita revessa. Na escada, feixes de espec-
tadores passavara por cima das caberas dos
que desciara. Ouviam-se gritos, chama
mentos: mama mama nomes a appelli-
dos, uivos d endoideoer Os horneas
mettiam lengos na bocea para lhes nao pe-
netrar o fumo, e as mulheres, com os ca-
bellos em completo desalinho, rasgavam
nervosamente os corpetes para poderam
respirar Nunca vi, nunca imaginei tama-
uho horror !
DM TRISTE ROMANCE
Na lista dos mortos lem-se estes tres
nomes: Jules Langereau, 48 annos; ma-
dame L^ngareau, 41 anno ; mademoiselle
AIc) Langereau, 18 annos: pai, uai e ti
lha. Erara espectadores das terceiras ga-
Herias. Mr. Langereau era muito conhe-
cido em Tour, ondo raorava, na ra Mar-
ceau. Vivia dos seus rendiraentos, tendo
adquirido urna certa fortuna como orapre-
zario dos buffates de carainhos de forro.
Havia perto de ura mez que toda a fa-
milia tinha projectado urna digresso a Pa-
rs, para assistir ao casamento de ura ami-
go, Mr. Plantin, morador na ra de Saint
Andr des Arts. Altn d'isso mademoi-
selle Alice estava para casar com ura su-
jeito de Tours, e aproveitavara a occasio
para comprarera a corbeille e o enxoval da
noiva.
M. Langereau e os seus pozeram-se a
caminho psr Paris, oito dias antas da ca-
tastrophe, mas a filha maia nova, de 13
annos do idade, coraecou a queixar-se pelo
caminho de urna violenta dor de garganta.
Por este motivo deixarira n'a era Orleans,
em casa de uns parent-s; o pai, a mai o a
outra irral seguiram para Paris, onde se
alojaram n'um hotel da ra dos Petits-
Cbamps. Os prim-iros dias que se segui-
ram chegada foram erapregados as com-
pras projectadas. Na terja-feira antece-
dente ao SKiistro realisou se o casamento
. de Mr. Plantin ; mademoiselle Alice servio
gracadas victimas nao foram queimadas; dfJ dama de honor da no7a No da Be.
Mr. Langereau disse no hotel que
PARS, 27.
A's 10 li2 horas da noite tinbam
retirados da Opera Cmica 68 ca laveres ;
continuando as pesquizas, luz elctrica
44 foram reconhecidos. A prefeitura de
polica tam recebido numerosas reclama-
cBea a respeito de pessoas quo faltara em
tides, iDedalh5e8, almotadas de porta, co-
xins de veludo, festSes, tudo espalhado
sido confusamente no meio dos escombros sem-
pre fumegautas, n'um raontao iuextricavel.
O que fere principalmente a profundida
de desta sala que se abre como um abys-
mo escancarado.
Entretanto, chegraos ao segundo an-
POR
. JACQES D FLOT E PEDRO MaEL
CUARTA PARTE
von-
A PEBIBCHaO
; mtiuaco do n. 146)
VII
Carmen aproveitou essa vantagem.
Manifestou cora brevidade a sua
tade.
U.ua chalupa espera em baixo destes
rochedos o Sr. Maximiliano Arband. La-
veo para l e tenha cuidado que nao Ibe
falte nada. Eu j l vou Entretanto,
queira recommendar aos seus raalaios qU9
tfatem bem e prisioneiro. Sao estas as
ordens de Jos, sao tambem as minbas.
Ella accrescentou ao euvido de Ned
Hobson :
Sao mais do que as minbas ordens,
Ned, sao tambera os rueus desejos.
O yaukje nao teve que responder. Fal-
lando-lhe assim, a moga mostrava que des-
culpava a brutalidade de que elle tinha da-
do prova.
jou a cabeca e tomou raed das para
jarear o doutor.
i, antes de partir para Sydney,
no dia seguinte, tendo o doutor a bordo,
sa dirigira a urna pequea enseada, situa-
da a teste da capital da Nova Galles do
Sul. L tuna lugar a sua transferencia. O; Elle tera a honra de ser seu :onbecido ?
yacht entao-aproara para Ora Linga, cen
ronza, ha de ser preciso.... ter cautela.
Que o esto persooagem que se in-
titula representante do Sr. Jos Laronza ?
tro do poder do ch-fe dos bandidos.
A chalupa era embarcarlo de quatrocen-
tas toneladas. O navio era de boa mar-
cha, o vento era quasi era popa: podia,
pois, em seis dias chegar ao lugar indi-
cado.
O commaadante da chalupa, geralmente,
era o c.lebre James, quo Maximiliano ti-
nha arranjado tao bem. Mas, naqnella
occasio, passou o commando a Ned Hob-
son.
Foi este, pois, quera nstallou o deutor
em ura camarote pouco com modo e ao qual
dous marinbeiros estavara de guarda dia e
noite de kriss em punho.
A equipagem era composta de malaios,
lias tinha quatro brancos de corpo o da
tempera de James.
Vinte hemens ao todo; isto mas do
que era necessario para velar pela segu-
rana do francez.
Quando tudo estava prompto, e que Car-
men deu o signal de partida, Ned Hob-
800, que tinha tomado o seu lugar a r,
perto do homem do leme, deu ordem para
levantar o ferro. Do aeu posto vigiava o
prisioneiro e diriga a marcha do navie.
O tempo era magnifico.
A brisa soprava do norte e da trra.
Nada fazia prever que a viagem nao se fa-
ria sem contratempo.
Logo que a chalupa perdeu a trra de
vista e fez-se ao largo, Carmen foi ao ca-
marote de Maximiliano e annunciou-lhe,
sorrindo deliciosamente, que ella perraittia
lhe ir tomar ar no convez.
Responde pela miaba vida, minha
querida meuina ? Tambera eu tenho visto
lanta cousa, qae o.que posia acontecerse-
morreram suffocadas.
Quando o incendio tinha attingido as
mais assustadoras proporc3as, seriam 10
horas, lerabraram-ae algumas pessoas de te-
rem ouvido par os lados do botequim, de
que fallamos, gritos penetrantes, que se-
melhavara uivos. Partiam, seguramente
das vinte e sete pessoas que pediam soc-
corro e que foi impossivel salvar.
TESTEMUNHAS OCULARES
M. Jules Jony, o ckansonnier bem co-
nhecido, que se achava tambara a*a gale-
nas, conta assim as suas impressSas :
Estou ainda torrificado; por momen-
tos parece me qua estou siaia envolvido
n'uma grande pesadello. Affigura-se-me
estar ainda ouvindo os grit03 afHictivos das
pessoas que estavam perto de mira, as ter-
ceiras galeras e eu ci-.n.i As C":anjas
agarravara-se febrilmente a seus paes des-
varados j, ou s raaes quasi mortas de
pavor. Estavamos como paralysados p;los
esforgos que empregavam reciprocamente
gumte
nao jantava l. Comeremos alguma cou-
sa em qualquer parte, accrescentou elle,
para ch^garmos ceda Opera Cmica e
apanharmos lugar S frente, n'uma gale-
ra. Depois, voltaodo-se para sua mu-
lher, consultou-a sobre se de vi a ou nao le-
var chapeo alto. O tarapo estava ^huvoso
e a esposa, cono boa menagere, a onse-
lhou-o a que levasse ura ehapi de feltro.
Madame Langereau vesta de preto e
levava um ch pea igualmente, preto, guar-
necido de papoulas. Tinha as orelbas uns
brincos de brilbantes e nos dedos dous au-
nis, um d'elles muito bonito. Mademoi-
selle Alice vesta ura vestido Ja la azul,
chapeo de palha, casaco, de xadrez, e le-
vava no dedo um annel do esmalte azul.
Collocaram sa os tres na terceira gale-
ra, d'onde sahiram cadveres!
OS RRIiOGIOS OS PRESESTIMESTOS
Ooza rlogios foram encontrados nos
bolsos dos cadveres apparecidos as ga-
leras superiores. Todos elles estavam pa-
rados entre as nova horas e quioze e no-
ve horas e vinte minutos.
Ora o incendio principiou, como antehou-
tera dissemos, s oit > horas e quarenta mi-
nutos. A's nove e dez minutos que o fogo
invadiu intensamente a sala. A aspbyxia
das victimas foi pois quasi instantnea.
Minutos entes de se verera as primeiras
faulhas, notavi-sc a raaior parte dos es-
pectadores o quer que rosse de mau estar.
Talvez o calor mais sensivel; a clarida-
de pouco regular do alto da scena; talvez
algum principio de desassoiego qu> se prin-
cipia383 a notar na goota que estava no
palco, fossem a causa da aprehensao que
se notava era muitos espectadores, ura dos
quaes, sa levantou e sahiu fra da sala para
ver se havia novidade, cinco ou seis mi-
nutos antes da se-verera as primeiras fau-
lhas. Andou pelos corredores, onde nao viu
ninguem e chegou a sahir ra E s ahi,
vendo sahir fumo pelas janellas que aou-
be do sinistro.
Voltou, correndo, ao theatro, subiu a
ura camarote da 2a orlom onde estava sua
mulher, c retirou-se com ella.
Quando os dois ganhavam a porta da
ra que principiava o pinico, mas elles
poderam- ainda salvar-se sem a menor
difficuldade.
Muitos espect .loes sao concordes m
que alguns minutos antes de se saber do
incendio, as luzes da gaz, do lustre e da
ribalta, tinham auguraentado consderavel-
raente a sua intensidade.
AS BAILARINAS .,
A walva do 1. acto da Mignon danca-
da por oito bailarinas. Estavam todas na
caixa. S quatro escaparara, e uraa destas
est ainda om perigo da vida.
Quatro dellas, mademoiselle3 Fourtois,
Gillet, Varnot e Ferry, estavam no palco.
Morreram todas.
A quinta, mademoiselle Assailly, tinha-
se demorado um pouco mais no seu cama-
rim e ia ainda na escada quando o fogo
rebentoa. O machinista Varnot (marido da
sua colloga Varnot, que morreu), encon-
trou-a all e fel-a recuar. Ella, porm, des-
vairada, voltou scena e d'ahi, e quando
j estava envolvida pelas chammas, que
pode ser SBlva quasi milagrosamente.
O seu estado, porm, gravissimo. Trn-
ta e seis horas depois ainda estava em de-
lirio e gritando a cada momento Fogo I
fogo !
Quando lhe tirararaTfcoupa vinhara pe
dayos de carne agarrados aos vestidos.
Est horrivelmente quei;nada.
Era urna mulher lindissima, de um bom
carcter, e a bailarioav mais estimada da
Opera Corare; tanto'pelo publico como
por toda a'gente do Aeatro.
As 3"Baflarnas qu escaparara inclu-
mes, sao: niesdemonwHes Mercier, Andrea
e Barret.
Deveram a sua salvacSo a urna circum-
stancia providencial. Quando iam para a
scena virara no foyer a sua mestra de
danca, madnraoisella Marquet. Foram abra-
cal a, demorndose alguna minutos, e foi
ueste meio tempo que o fogo ae desenvol-
ver Ouvindo gritar fogo fugiram direc-
tamente do foytr para a ra, sem difficul-
dade.
Msicos e partituras
No dia seguinte ao incendio foi salvo dos
escombros a partitura orchestrada do Roi
malgre lu, de Cbabries.
Foi Danb, regente da orchestra da
Opera-cmica, quo salvou esta obra, assim
oomo o reportona* crreme e o repertorio
orchestra lo tae-obras novas represeutadas
ha tres mezes a esta parte.
Estes manuscriptos estavam guardados
n'um grande armario, no gabinete de M.
Danb. Este gabinete est situado no sob-
solo, por debaixo da scena. 0 incendio
nao chegou a esta parte do theatro ; mas
os corredores estavam cheios d'agua e o
forro amesgava abater.
Acompanhado d'um rapaz da orcuostr,
M. Danb penetrou no seu gabinete, e urna
por urna tirou as partituras: Os bombei-
ros que forma vara urna cadeia no corre
dor, passavam as obras de inao era mao
at porta dos artistas, que d para a ra
Favart.
rijabftrdfclvido que, se o prisioneiro recu/ |r uma distraccio nesta viagem, que sena
.. l i____.____J. VTJ W-t, -. ... _*- ..__. .,, lo_
entregue a Carmen a transportado
r para Melbourne. Na aljira dessa
cidade, o seu yacht cruzava havia
alguns dias, e so a ehalupa quo catava
diaposicSo da hespanhola, se fiapsife ao mar
muito tritaWBe cu nao a tivesse a meu la-
do.
Cojo cernza, respondeu a.moca, de-
pois de KotKS 5>moc3as, esta viagem ha de
otoa. Especialmente, por
me do immediato de La-
parecer-lhe rae
causa do cit)
Nao o coahego de perto, Maximilia-
no. Mas deixemol-o, tratemos de nos.
A hespanhola pareceu embaraedaa com
perguita to directa. Arband o notou e,
Lpor condes.-ondenaia, nito insisti. Mas,
quando sabio do camarote, lembrou-se de
que tudo isso era mysterio inexplicavel.
Era evidente que Carmen o amava cora
paixo. Entretanto ella estava constrau
gida. Sobre alguns pontoa ella responda
com evasivas.
E' por ser obrigada a isso, disse o
moco de si para si e em voz alta.
Sejamos- philosophos, minha querida
Carmen, e esperemos os aconteoimentos.
Eu tenho levado a vida tao atormentada
que, repito, nada mais me espanta.
Dzendo isso, o doutor eacostou:si bar
da do navio.
A hespanhola o imitou, e os dous fica-
ram calados, contemplando as ondas azues
que fugiam pela p5pa fra e embalavara a
sua melancola. Por momentos, algum pei
xe voador attrahia a sua attencao- Mas
era por espajo de um relmpago e nao
tardavam a recnir na sua meditagad
De repeote operou-se urna mudanca s-
bita na. marcha da chalupa.
Foram dadas ordens pelo porta-voz. O
yankee, ao dl-as, pareca muito inquieto.
O vento ao mesmo tarap rodou.
Ao sul appareceu urna man ha negra.
A pouco e pouco a nuvem invadi o co
e o mar mudou de cor ; as ondas encen
travam-se, levantadas pela borrasca.
Diabo exelamou Maximiliano, eis
abi urna distraegao de genero novo. Bo-
nita refreg !... John Harlett bom ma-
rinlieiro I.. ma8 isso ha de aeudir-te, meu
rapaz.
A refrega chegava a galope. Urna ra-
jada de vento levo.ua ESsena. O yankee
tomou o leme. Mudou o.rumo e pz o na
vio ,de vento em p"6pa, afiora de correr dian-
t ia bdrfasca.
Porm, por mais rpida que fosse a ma-
nobra) a mudanc/* de rumo fez cm que s
chalupa recebesae de travs vma onda
enorme, que bateu na alheta de borste
A manobra do americano foi falsa ; quatro
ou cinco vagas, urna aps outra, varreram
auccessi va mente o coovs.
Urna dellas apanhou Carmen e lancou-a
eom violencia contra a trinseira da borda,
suffocando-a. A seguinte podia le val a pela
borda fra.
Dous homens foram socaorrala : Maxi:
miliano e Ned Hobson.
Foi Arband quem primeiro a aegurou
com o braQO esquerdo, emquanto com o di-
reto agarrava-se ao estae.
A moca (ieixou cahir a cab%$a no hom-
bro do francez.
Os seus grandes olhos estgvm
dos. Maximiliano, esquecento t
dencia, beijou es.
O beijo r; animou Carmen. Tflas o olbar
da hespanhola mal tinha medido o perigo
de que o doutor a tinha salvo, quando en-
controu o de Ned que, louco de ciume a de
raiva ergua o kriss por cima da cabeca
Maximiliano estava de costas para o
yanbee e nao desconfiava desataque.
A hespanhola s teva tempo de o puxar
vivamente.
O braco de Ned desoeu. O kriss que-
brou-se na booda'.;^v
O americano rugi e" correu para um es-
peque, afira d com elle esmagar a cabecil
do doutor ; mas este tinha-se voltado, se-
gurou o miseravel pela* cintura e atirou-o
sobre a escotilba.
Ned levantou-ae.
_ la sem duvida voltar carg, quando
Carmen gritou-Ihe :
V para o seu camarote. Se recu-
sar obel'cer-ma-me, mando amarral-o.
John Harlett; retire se.
O bandido "nao ousou resistir. A cor-
reegao que soffrara tambem nao o convida-
va a isso.
Desappareceu.
A borrasca passou sem causar nenhuma
avaria seria a chalupa.
O immediato tinha tomado o lame era
lugar de Ned e metteu o navio no rumo
primitivo.
VIII
(Continua.)

MUtJO
A scena terrivel a que tinha asssistido
impressionou Maximiliano vivamente. Pri-
sioneiro em pleno ocano, devorava o ho-
rizonte cora o olhar triste, santindo a pou-
co e pouco o desespero penetrar-lhe no mais
intimo da alma.
Essa mulher que arr.rajara morte, e
cujo amor se lha impuoha como urna es-
cravidao, inspirava-lhe os santiraento3 mais
oppostos. Odia va a por tersa feito o ios
trumento da cobic de ouro, servindo se da
sua paixo "aelvagem.
E ao mesmo tempo, lastima va a infeliz,
llatnentava essa dedicaco, essa fidelidade
ta em pura perda.
Carmen, por seu lado, amava demasia-
damente ao doutor, para conservar a me-
nor ilkiao quanto-aos sentimentos deste.
Por un momento, convenaeu-se de que po-
deria conquistal-o cora o seu amor, con-
vencida, na sua sinceridade, de que Maxi-
miliano, depois de compadecer-so da sua
loucura, acabara deixaddo se dominar por
sent nentos mais ternos,
Depois teve de comparar a sua indiffa-
renga :om o ciume aelvagem da Ned.
Collocoda entre o homem que adorava e
o homem que a amava como aelvagem, a
hespanhola assustou-se. Teve de laucar-
se entre o pirata e o seu prisioneiro, de
tratar Hobson como escravo, de obrigl-o
obediencia passiva, relambrandolhe que
ellaJTa soberana a bordo dessa casca de
noz.
Ella bem'cemprehendia que era urna
affronta,mortal orgulho bandido, affronta
que elle nao perdoaria, e da qual cora cer
toza se|Vngaria, nao nella, porque a ama-
v, mas em Maximiliano indefeso.
Dahi em diante a vida de Carmen toi
urna sequencia de terrorea de angustias.
De dia nao perda Arband de vista;
noite, quando ello retirava se para o seu
camarote, ella passava horas oteiras, no
convs, protegendo o com a sua presenca e
vigiando a porta do beliche era que elle
dirmia.
Urna mai nlo teria desenvolvido mais
vigilancia e attenco.
Uraa noite, era a quarta depois que a cha-
lupa sabio le Botany Bay, onde tinha rece-"
bido o prisionero, a moca, mergulhada as
suas tristes meditacrJes, deixava correr li-
v re mente as Ingrimas, contemplando o mar
na mais bella noite que podia sonhar urna
alma de poeta.
Um ruido desusado despertau a sua at-
tencao.
Voltando-se, vio proa Ned Hobson im-
movel, sombro, que a fita va com o olhar
com que os tigres espreitam a sua preza.
Ao vl-o, estremecen.
Mas animada por urna energa indoma-
vel, resolveu-se a affrontar immediatamente
o perigo.
Levantou ae e dirgio-se ao pirata.
Na mo de Ned Hobson brilhava alguma
eousa, coraquanto elle proaurasse esconder
o objecto.
Era urna faca de lamina comprida e ea-
treita, com cabo de chifre.
Sem hesitar, Carmen aegurou com os
seus dedos nervosos o punho do feroz ban-
dido.
Que est escondende ahi, Ned ? per-
guntou elU.
Elle responden reamungando :
Nao da sua conta.
E' urna faca, mostr, quero vl-a.
Vencido por esse tom de autoridade,
outro abaixou a cabeca entregou a arma.
Ella continuou, fitando-o :
Voe tem ideas sinistra, Ned, quer
apunhalar alguem.
Elle calon-ae.
Ella tornou :
Sei qual a victima que escolheu.
Ned nao pode negar.
Eu aoffro demais disse *lle.
Carmen tomou a faca e atirou-a ao mar.
Depois, em tom breve, que nao admittia
replica:
Desea, ordenou ella.
Ned curvou-se e desceu.
A hespanhola voltou para o seu posto o
perdeu se na sua contempladlo.
(Continuar se ka)
Typ. do Diario roa Duque de Caxiaa n. 42.



I

i


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