Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19054


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Full Text
'

lllG Lili -- NMEBO
PAUA A CAPITAL B E.IHSARJB! OSDK SAO SE PACA PORTE
Por tres mezas adiantadoi
Por seis ditos idem......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, do mesmo da.

m
QDAflTA-FERA 8 SBTEHBBO BE 1886
PARA DKVTRO E FORA DA PROVINCIA
60000
12(5000
240000
100
Por seis meses adiantados.
Por nove ditos idem.
Por um anno dem.......
Cada numero avulso, de das anteriores.
13*500
20*000
27*006
011)0
DIARIO DE
RNAMBUGO
Proprietaft* te Jtaiwel Jigamts *t iaria tt Jios

Oh Srs. Amede Prince t C,
de Pars, silo os nossos agentes
exclusivos de annunfios e pu-
blic icSes da Franca e Ingla-
terra.
#<.

Os Srs. Wasburne II >rmanos,
de ew-Vork. Broad Wnv n,
* clusivos de annu cios nos Es.
tados-Unidos.
INSTRDCCO POPULAR
(Extrahido)
Di BIBLIOTHECA DO POVO K DAS ESCOLAS
iConitttuatSo)
CAPITULO IV
tmi iiiuiiiini:
a agua e o organismo-A agua, como
meio physiologico, tem to grande importancia
para o organismo, camo o ar e como o solo. Pode
a agua acbar-se em tres differentes estados : no
solido, constituindo o gelo ; no liquido, como existe
nos mares e nos rios ; e no de vapor, como se v
na atmosphera, constituindo a humidade.
Iodo o animal se gera e comees a desenvolver-
se n'iim meio liquido, formado na sua maior parte
pela agua. Quando mais recente a sua existen-
cia, mais agua conteem as suas partes constituin-
tes. Parece, pelo contrario, que os orgos, quan
do envelbecem, se vo desseccando. As partes
mais importantes do corpo, o cerebro e os msculos
sao ao mesmo tempo as mais aquosas. O corpo
humano, segundo Bardach, constituido as suas
duas tercas partes por agua. Em 75 kilogrammas
(peso medio do corpo humano) pode calcular-se
que ba 50 kilogrammas do agua.
Esta enorme proporco, em que aquelle liquido
entra na constituicao do corpo do homem, d idea
da utilidadee importancia dos notaveis phenome-
noa de troca com o mundo exterior,phenomenos
de natareza physico-chimica,realisaveis por nter
medio la agua contida nos alimentos e da que in-
gerida lomo bebida. Por ser a agua to indis pen
savelmente necessaria vid i, que os tormentos
da sede nao satiteita sao multo mais aflictivos
do que os da fome.
Estando hoje provado que os elementos mineraes
contidos em dissoluco na agua sao absorvidos,
pode concluir se que toda a substancia salina, que
tiver sua representacao no organismo, deve por
isso mesmo tornar-se til, seno necessaria, quan-
do contida na agua que ingerimos; e que pelo con-
trario todas as que nao forem proprias para en'rar
na constituicao dos nossos tecidos devem ser inu-
teis, quando nao sejam prejudiciaes. Vejamos
qual a acco das principaes substancias contidas
em dissoluco as aguas communs.
O sal marinho, em muito pequea quantidade
na maior parte das aguas potaveis, augmeota se-
fnramente s sua facilidado de digesto. O bi ca-
ornato de cal tombem as f*z mais digeriveis_ e
d-lhes sabor agradavel. A cal fornece materias
necessarias ao desenvulvimento e nutricio dos
03803. O sulphato de al e os saea de magnesia
irritara os intestinos e provocam nelles urna abu -
dante exsudaco, de que resultam clicas e soltura
do ventre.
Favorecendo a mudanca dos materiaes orgni-
cos e entrando na composico do sangue e dos te-
cidos do corpo, a agua pode considerar-se como um
veriadeiro alimento. E' a nica bebida de urna
grande parte da especie humana. Auxiliando as
secrecSes, centribue para a incessante reparacao
das perdas que se fazem pelas excrecoes e pela res-
pirado pulmonar a cutnea. Ao mesmo tempo ac-
tiva a digesto : os in ividuos que hebem pouca
agua nao digerem bem, e teem que segregar no
estomago muit > sueco gstrico. Os comiloeg be-
bem-n'a em grandes quaatidades a todas as re-
feicoes.
Avalia-se como sendo de um a dous litros a
quantidade de agua indispcnsavel as necessidades
do organismo, naj vinte qualro horas. Nao se
apropria este seno do que lhe necessario para
se conservar intacta a composicao dos solidos e dos
lquidos. Se ing rida de qualqoer substancia
urna quantidade maior do que a precisa, o organis-
mo expelle-a oelos intestinos, pela pe le ou pelos
rias ; mas n'esta eipulsao ficam prejudicados os
qiidos normaes, d'oude resulta o enfraquecimento
de corpo.
(Continuar se-ha.)
JARTE OFFICIAi,
dida a exoneracao ao
de Souza Martina.
bacharel Francisco
Ministerio da *f ustlca
Por portara de 25 de Agosto concede-
ram-se tres mezes de licenca, com o orde-
nado a que tiver direito ao bacharel Luiz
Barbalho Uehoa Cavalcante, promotor pu-
blico da comarca do Bonito, em Pernam-
buco, para tratar de sua saude.
Na mesma data passou-se diploma habi-
litando o bacharel Francisco da Cuaba Ma-
chado ao cargo de juiz de direito.
Em 24 do corrente nao foi agraciado o
reo Fraacisco de Oliveira Cavalcante, con
demnado pena de oito annos de gales e
multa de 20 [0 do valor roubado, de con-
formidade com as decisoes do jury do ter-
mo de Tioibaba, ua provincia de Per-
nambuco, por crime de roubo.
Por portara de 21, foi nomeado Manoel
Francisco dos Santos para o lugar de fiel
do almoxarifado do presidio de Fernando
de Noronhe.
Foi declarada vaga a vara do juizo dos
feitos da capital da provincia do Para, sen-
do considerado avulso o respectivo juiz.
Por despacho de 28 fui nomeado minis-
tro do supremo tribunal de justica o des-
embargador Francisco Maiiani.
Foi nomeado chela de polica da provin-
cia do Espirito-Santo, o juiz de direito
Jo3o Pedro de Saboia Bandeira de Mello.
Por decreto de 21, foi nomeado o bacha-
rel Antonio Silvestre de Pinbo, para o lu-
gar de juiz municipal e de orphSos dos
termos reunidos de Pouso Alegre e Ouro
Fino, na provincia de Minas Geraes.
For decreto de 28 foi nomeado o bacha-
rel Miguel Nunes Vianna, joiz municipal e
de orphos dos termes de Melgaco e Oei-
ras, na provincia do Para ; e foram recon-
duzdos nos lugares de juiz municipal e de
orphSos do termo de Santa Mara Magrjgjdafcg n.*637 diBe Thesouro e Ii2e3b "dVcamara
Ministerio do Imperio
Por despacho de 21 de Agosto foram
agraciados : por servicos instruccSo pu-
blica, com o grao de oftuial da ordem da
Rosa os Drs. Laiz Augusto Correia de
Azevedo e Jeronymo de Castro Abreu Ma
galhites.
Concederam se as honras de conego da
capella imperial ao padre Jos Ribeiro
Goncalves.
Por despacho de 28 foi piorogada at
15 de Sctembro a actual sesso legislativa.
Por decreto da mesma data, foi nomea
do senador do imperio pela provincia de
Santa Catharina o Dr. Alfredo de Escra-
gnolle Taunay.
Por despacho da mesma data foi conce-
dida a exoneraclo que pedio o desembar-
gador Joo Antonio de Araujo Frenas
Henriques da presidencia da provincia do
Para, e removido do Cear para substituil-
o o desembarga ior Joo da Costa Barra-
das.
Fez-se merc do foro de mo$o
com exercicio na casa imperial ao
de Ypanema.
Foram agraciados com a com
ordem da Rosa, Jos Pereira da Costa
Maldonado por servicos prestados em be-
neficio da instrueco publica ; com o grao
de oficial da mesma ordem o subdito ita-
liano F. Boasi; com o grao de eavalleiro
da ordem de S. Bento de Aviz o cirur-
gio da armada Dr. Archimino Jos Cor
rea.
Foi nomeado o desembargador Manoel
Glomentino Carneiro da Cunha para o car-
go de vice-director da Faculdade de Di-
reito do Recife.
Foram nomeados: o bacharel Honorio
Horacio de Figueiredo para o cargo de se-
cretario da provincia da Parahyba.
Antonio Gentil de Souza Mondes para o
de secretario da do Piauby, sendo conce-
lena, na provincia do Rio de Janeiro, o
baoharel Henrique Graca, e dos de S. J"?!?
de Mipibu' e Papary, na do Rio Grande*
do Norte, o bacharel Francisco de Souza
Ribeiro Dantas.
Ministerio da Guerra
Por decreto de 21 de Agosto :
Concedeu se troca de corpos entre si aos
capites Manoel Eatevo de Andrade Vas-
concellos e Joaquim Altredo Garca Terra,
este da 7a companhia do 2o bitalho do in-
fantera e aquelle da 1* companhia do 17
da mesma arma.
Foram transferidos : para a 2a compa-
nhia do 3o regiment de cavallaria, o capi-
tao do 5o da dita arma Lydio Purpurario
dos Santos Costa, e para a 8a companhia
deste regiment e capito daquelle Jos
Ignacio Ribeiro ; e para a 2* classe do
exercito, de conformidade com o disposto no
art. 2 1, motivo 1, do decreto n. 260
de 1 de Dezembro de 1841, o Io ciiurgito
do corpo de saude do mesmo exercito Dr.
Diogo Fernandos Al ves Fortuua, visto
achar-se doente ha mais de um anno.
Teve ordem de partir da provincia da
Babia para a de Pernambuco um pharma-
ceutico, afim de encarregar-se da ph irma-
cia militar, passando a servir naquella pro-
vincia o Sr. pharmaceutico contratado Je-
suino Egypciano de Lima e Moura, confor-
me propoz o Sr. couselheiro crurgiJo-mr
do exercito.
Foram promovidos :
No corpo ecclesicutico do exercitoPor
antiguidade a teneute-coronel o major co-
nego Antonio Augusto d.> Andrade e Silva,
a major o capitSo capellSo padre Cassiano
Corolano Colonia e a capitao o capell&o
tenente conego Manoel Jos Martins Alves
de Carvalho.
Arma de infantariaPor merecimento a
tenento-coronel o major do 14 batalho Ro-
berto Ferreira e a major e capitulo do Io
Francisco de Piula Pereira,
Houve outras promocSes por antiguidade.
1* batalhdo de infantariaFoi nomeado
commandaute deste batalbSo o tenente-co-
ronel Roberto Perreira.
fidalgo
Barao
Ministerio da Fazcnda
Por portara de 26 de Agisto prorogou-
se por mais 90 dias a licnnca em cujo
gozo so acha o lancador da RcebeHoriu de
Pernambuco, Affonso de Paula Albuquer-
qne Maranbo, para tratar de sua saude ;
sendo, at 8 de Setembro prximo futuro,
eom metade do ordenado e dala em diante
sem vencimento algum.
Por ttulos de 23 foram nomeados ; pra-
ticante da alfandega de Santos Joaquim
Liberato Barroso e praticante da recebado
ra de Pernambuco Octaviano Ariscides
Coelho.
de engenheiro de 2a classe, transporte no
mximo, gratificacSo de chele e a bragagem
que lhe competir.
Cioverno da provincia
EXPEOIEHTE DO DA 27 DE AGOSTO DE 18S6
Acto:
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao que requeren Antonio Casado de Araujo Caval-
cante, professor da cadeira de ensino primario de
Abreu de Una, tendo em vista a iuformaco u. 257
do inspector geral da instrucc) publica e o pa-
recer da junta medica provincial, resolve conce-
der ao peticionario, a ;ontar de 8 do corrate mz
3 mezes de licenca com ordenado, para tratar de
sua saude, onde lhe convier.
Oficios :
Ao presidente da provincia do Maranhao.
Digne-se V. Exc. de providenciar, para que seja
transportada provincia do Piauby a catraia que
conduz o vapor Espirito-Santo.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
De conformidade com o aviso junto, por copia, ex-
pedido a 16 do corrente pelo ministerio da fazen-
da, recommendo a V. 8. que delira juramento e
posse ao 1 escripturario nomeado para a Thesou
raria de Fazenda. da provincia de S. Paulo, Pau-
lilio Fernaudes de Barros, que dever continuar a
servir nessa Thesouraria ate ulterior deliberaco,
segundo o disposto no citado aviso.
Ao mesmo.Dando cumpr ment ao aviso n.
3,480, de 11 do corrente mez, do Exm. Sr. minis-
tro e secretario do estado dos negocios do impe-
rio, faco constar a V. S., em soluco de sea officio
de 1 de Julho ultimo, que o director da Faculdade
de Direito do Recife deve corresponder-se com
essa inspectora no tocante aos servicos peculia-
res a essa repartico, mas nao obrigado a re-
metter Thesouraria o orcamento das despezas
da Faculdade, o qual tem de ser enviado ao refe-
rido ministerio, na conformidade do artigo 12 7
dos estatutos da Faculdade de Direito, mandadas
observar pelo decreto n. 1,386, de 28 de Abril de
1854.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Re-
commendo a Vrac, em soluco do seu officio n. 89,
de 17 do corrente, que mande fornecer ao qnartel
do destacamento do 1- districto de Aftagados os
objectos requisitados pelo Dr. chete de polica no
incluso officio, por copia, n. 742, de 30 de Julho
findo.Communicou-se ao Dr. chete de polica.
Ao mesmo.Transmittindo os inclusos offi
Mvjnicipal do Recife. aos quaes acompanham as
notas especificadas do gado abatido no ultimo
triennio nos diversos matadouros pblicos ou par-
ticulares do municipio, recommendo a Vine, que,
tendo em vista a iuformaco prestada pela mes-
ma Cmara em o predito officio n. 35, proceda com
urgencia as necessarias averiguaces, afim de
conhecer-se se tem sido devidamente errecadado
o respectivo imposto.
Ao juiz de direito interino da comarca de
Bom .'ardim.Recommendo a Vmc. que, com
urgencia, preste as informacoes exigidas por des-
pacho de 3 do corrente, exarado no requerimento
de Antonio Salles de Souza Pontea, a respeito do
parentesco existente entre o supplente do juiz
municipal em exercicio e um dos esenvea do
termo de Bom J ardim.
Ao commandante interino do corpo de poli-
ca.Faca Vmc. regressar para o povoado Serta*-
nho, no termo de Agua Prota, o destacament >
que d'ahi foi retirado ltimamente.Communicou-
se ao Dr. chefe de polica.
Portaras
O Sr. gerente da companhia Eernambucipa* .Abatido* addicionaes
mande transportar, gratuitamente, na primeira
oppurtunidade at .Penedo, em psssagem de proa,
o msico do 2. batalho de infantaria Francisco
ereira Leite.
O Sr. agente da companhia Brazileira faca
transportar provincia do Maranhao, por conta do
Ministerio daMarinha, no vapor Espirito Santo,
ebegado do Sol, urna catraia destinado ao servico
da capitana do Porto de Piauhy, conforme solicita
o inspector do Arsenal de Marinha em officio de
hontem datado sob n. 419.Communicou-se ao
Arsenal de Marinha.
EXPEDIENTE DO 8KCRETAKI0
Officios :
Ao Dr. juis de direito do 1." districto crimi-
nal da comarca do Recife De ordem do Exm. Sr.
vice presidente da provincia, commanico aV. S.
que do presidio de Fernando de Noronha veio para
esta capital o sentenciado Joo Antonio da Silva,
requisitado por V. S. em officio de 2 do corrente
mez.
Ao Dr. juiz de direito do 2 districto crimi-
nal da comarca do Recife. De ordem do Exm.
Sr vice presidente da provincia, commumeo a V.
8. que o presidio de Fernando de Noronha vieram
Para esU capital os sentenciados mencionados na
relaco junta ao seu officio n. 380, de 5 do corrente,
.leixando porm de regressar os de nomes Jos
Francisco dosjSantos, conhecido por Jos Geraldo,
Manoel Pereira Barbosa e Joio Francisco da
Silva 2.", pelo motivo constante do officio do
respectivo director n. 243 da 24 d'este mez, junto
por copia. _
Ao inspector do Thesouro Provincial. De
ordem do Exm Sr. vice presidente da provincia
commumeo a V. S., para os m convenientes, que
por officio de 21 do corrente participou o bacharel
Joaquim Pedro Cavalcanti de Albuquerque, ha ver
n'aquella data assumido o exercicio do cargo de
ajudante do procurador dos feitos da fazenda pro-
vincial, no districto da collectoria dh Pao d Alho,
para o qual fora ltimamente nomeado.
ainda sem soluco a proposta do poder executivo
relativa nomeaco de um comodoro e tres coro-
neis da armada.
Publicou-se o decreto que crea o instituto micro-
biolgico e nomeia o Dr. Ignacio Pirovano direc-
tor do novo estabelecimeoto.
Falleceu em Buenos-Ayres o Dr. Onesimo Le-
guizamon, 1 vice-presidente da Cmara dos De-
putados e candidato ao cargo de governador da
provincia de Entre-Ros.
A imprensa portenba oceupava-se com o atten-
tado ommettdo contra o presidente da Repblica
Oriental, commentando-o de diversos modos, mas
reprov indo o assassinato como arma poltica.
Ccntiouava, na cmara dos deputados, a discus
sao do projecto do banco hypothecario nacional
que, a despeto de certa opposico que entrava,
espi-rava-se seria afiual approvado.
O senado e a cmara dos representantes da Re-
publica Oriental dirigiram ao poder executivo pro-
testos centra o attentado e felicitaces ao general
S-intos por nao terem resultado maiores conse-
quencias do acto criminoso.
Effeftuaram-se numerosas prisoes. O juiz do
crime, Dr. Castiiho, j tinha mandado por em h-
berdade J. R. Muinhos, J. P. Castro Filh, Julio
Magarinhos, Horacio Mrquez, os sobrinhos do
general Pagla, urna criada desta familia e varias
outras pessoas. Estava iacommunicavel e com
sentinella vista Fuo Mena, irmo de um dos
chefes da recente revoluco.
Segundo constava a El Siglo, varias pessoas ti-
nham procurado asylo as legaces.
Segundo as folhas de Montevideo progredio a
melhora do estado do general Santos, presideate
da repoblistt.
Continuavam os preparativos para os festejos do
dia 25.
O juiz do crime mandou soltar varios dos indi-
viduos que se achavam presos e decretou novas
prisoes.
Nao se effectuou no dia 21, como se dizia, o
mteting de ndignaco. Segundo communicou ao
diario de Buenos-Ayres La Prensa o seu corres-
pondente em Montevideo, o general Tajes, minis-
tro da guerra, prohibi a reunio em consequen-
ca de advertencias que recebra de alguns*rem-
bras do corpo diplomtico.
S. Pedro do Sal
Datas at 21 de Agosto :
A receita bruta da companhia hydraulica Por-
to-Alegrense foi no anno de 1885 de 111:9674562,
e a despeza de 22:785/799, resaltando urna renda
liquida de 89:181*772.
Distribuio 65:000 d'j dividendo, cabendo a ca-
da acco 5*000.
O fundo de reserva, que era de 45:962*632, ele-
vou-3e a 72:857506, e o de accionistas a.......
167:253*611.
Palleceram : na capital, Venceslao Rosa da
Costa, o lo tenente de artilharia Luiz Francisco
Quintal; em Passo Fundo, o capitao reformado
da guarda nacional, Joaquim Jos de Andrade Fi-
gueira; e em Povo Novo o capitao honorario Ma-
noel Pereira da Silva.
Projectava-se na cidade do Rio-Grande urna
linba de bonds para a costa do Ocano.
No mez de Juuho ultimo renderam as altan-
degas:
De Porto Alegre
Do Rio-Graade
De Uruguayana
Mesa de Pelotas
Em Julho de 1885
Mais agora
207:910*329
186:995*799
19:958*177
32:471*733
447:328*038
366:470*830
80:857*208
16:708*307
64:148*901
Ministerio da Marinha
Em 26 de Agosto :
Conceieu-se ao offinial de fazenda de 3a
classe, Fo tuaato II nrique da Cunha, 30
, diasde licenca para tratar de sua saude na
corte ;
Foi nomeado Fran;isco Alvares de Mes-
quita escrevente da canhoneira Mtnos.
Em 21 foi nomeado o Io tenent H-nri
qu< Chrstiano Braune commandanti do pa-
tacho Pirapama.
Ministerio da Agricultura
Por portara de 2d de Agesto foi r-mo
vido o engrtnheiro Manool Barata Ges,
chefe da commissao incumbida de nadir e
demarcar lotes na ex-colouia Caxias, pro-
vincia do Rio Grande do Sul, para o lugar
de inspector especial 'nterino de trras
colonisac2o na mesma provincia, com a gra-
tificado annual de 6:000$, e nomeado para
substituil-o o engenheiro Henrique Chrs-
tiano da Si[va Guerra, com os veucimentos
DIARIO DE PERHAMEOCO
noticias do Pacifico, Rio da
Prata e Hu\ do Imperio
O vapor nacional Cear, entrado bontem dos
portos do sul, foi portador das segnintes noticias,
alm das officiaes, que damos na seceo respectiva,
e as da corte, que publicamos sob a rubrica Inte-
rior.
Bepublica do Paclflco
Folhas de Santiago e Valparaso at 6 de
Agosto : ....
Huuve em Lima urna reuniio pubh a de cerca
de 3,u00 pessoas (na inaioria estudantes, membros
das lujas macooicas e alguns estrangeiros, espe-
cialmente italianos, segunda airis o diario
daquella capiUl de que foi extrahida a noticia;,
afiji de deliberar acerca da attitude que assurair
o povo de Lama, visto da propaganda rpida que
estava fazendo na repblica a companhia denomi-
nada da Jess, sob differantes ttulos. Resolveu-
se reclamar do governo e das cmaras legislativas
o cumprimento das leis que prohibem a presenca
da dito assuciaco no territorio da repblica e di
rigir a acta da reuuio a todas as provincias para
B.-r assgnada pelos cidados que opinassem de ac-
cordo cm os mauifeatantea.
Estindo prximo a iuaugurar-se o novo gover-
no do Chile, a adiniuiatraco estova como que pa-
rausada e espera que o novo governo lhe impri-
ma activiaade. O Dr. Santo Mara abstinna-se
de toda a iniciativa de alguma importancia par
deixar ao futuro presidente a liberdade de proceder
segundo lhe aprouver.
B'o da Prata
Folhas de Buenos-Ayres e Montevideo at 22
de Agosto: .
Na Repblica Argentina, o senado nacional con-
firinou a promoco a coronis do exercito de 32 te-
nentes-coroneis, sendo 3 da arma de artilharia, 22
da de infantaria e 7 d de cavallaria; deixando
Augmento
Paran
Datas at 22 de Agosto;
No dia 15 foi inaugurado o novo ncleo colonial
Antonio Prado.
Na noite de 16 para 17, na estrada do Butia-
tuvinha para a capital, foi assassinado o soldado
do 20 corpo de cavallaria. Jos Ribeiro de Souza
Jnior que, para aquelle lugar tinha se dirigido
em companhia de urna meretriz de nome Mara do
Rosario.
O Dr. chefe de polica logo que teve conheci-
mento deste tacto, ordenou que fosse immediata-
mente transportado o cadver para a nfermaria
militar do corpo, onde procedeu hentem ao neces-
sario exame, cando deste verificado ter sida a
morte causada por um grave ferimento produaido
per um instrumento perforante, cortante e de bas-
tante extensSo.
Falleceu na capital o capitao Francisco An-
tonio da Costa, que exerceu desde 1848 o cargo de
1 escrivao e era all muito estimado.
S. Paulo
Datas at 29 de Agosto :
Est definitivamente encorporada a companhia
que pretendo construir urna estrada de ferro de
via reduzida, partindo da cidade de Itatiba para a
estaco de Camp* Limpo na estrada ingleza.
O capital subscripto eleva-se a mais de.......
400:000*, podendo ser augmentado se fr neces-
sario.
No Jaboticabal foi preso, a 19, o criminoso
Z>'feriuo Serafim da Silva, acensado do crime de
homicidio praticado na pessoa de Manoel Alle-
1 uia.
Refere o Diario de Campia :
m O latoeiro italiano Nicolao Florenciano, esta-
belecido de sociedade com um seu irmo e ontro
individuo em S. Carlos do Pinhal, falleceu 15
do corrente, estando os seos socios ausentes em
viagem pelos sitios.
No dia 14, como o estabelecimento nao tosse
aberto, foi arrombada a porta, encontrando-se Ni-
colao agonisante, tendo passado urna vida de pr-
va;oes e de miseria.
Dentro de um p de meia encontrn a autori
dade sete contos e tonto em dinheiro e mais de
tres em ttulos. Ficou depositario d'esse dinhei-
ro e de todo o espolio, o negociante Sr. Vicente
Denubila.
i Duein diversos patricios de Nicolao, que tao
parcamente vivia, que elle tinha na Italia mais de
60:000* a juros, ganhos pelo seu officio, e que
nao se atreva a gastar, sujeitondo-se a urna vida
miseravel.
Ao zelador do Omiterio de Ponte Nova,
municipio da Franca, foi apresentado o cadver
de Gabriel de tal para ser dado sepultura. Na
occasiao de fazer esse trabalho o zelader vio
que o cadver apresentiva alguns ferimentos,
assim como as suas ronpas diversas manchas de
sangue.
Recusando-se a fazer o enterramento o zela-
dor levou o facto ao eonhecimento do subdelegado
d'aquella villa que, entendeado-se com o sogro da
victima, este informara autoridade que seu gen-
ro saecumbira urna congestivo pulmonar.
A' vista d'esta informacae a autoridade mandou
enterrar o cadver de Gabriel ; mas como corres-
sem boato sobre a possibilidade de um aseassina-
lo foi o corpo da victima exhumado vinte dias
depois.
Os peritos declararam que a morte fora produ-
zida por estrangulacao e pancadas na cabeca, na
regiao frontal.
Os indicios recahem sobre a mnlher do assassi-
nado e seu amante, os quaes fugiram apenas sou-
berain qae se proceda a averiguaces.
__ Em Pracicaba, a 20, estando o Sr. Bento
Leite de Campos a limpar eu descarregar urna
espingarda, havia nesta alguma plvora e bueba ;
e como nao podesse extrahil-as pelos meios ordi -
narios, collocoa a arma em uro fogo para extin-
guir certa humidade que impedia de sahir a bu-
cha. Um menor ingenuo, de nome Marciano, de
5 annos de idade, carioso, postoa-se adianto do
cano da espingarda ; disparando esta, foi a carga
cravar-se no nmbigo do infeliz menor, tnatando-o
d'ahi a pooco.
Saicidoa-se, em Cunha, Antonio Ferraz da
8ilva, que exercera por longo tempo o cargo de
professor publico.
O Sr. Bispo de S. Paulo achava-se em It,
onde tem sido muito obsequiado.
No Salto de It foi assassinada com oito
facadas urna mulbor que costumava todas as noi-
tes vestir-se de branco, para assustar os habitan-
tes do lugar.
L-se no Crrelo, de Santos :
Foram hoje (21) despachados pela Alfandega
d'essa cidade 48,058 saceos com caf.
O valor official da mercadoria importou em
1,110:130*800, e o rendimento dos direitos em
77:709*786.
O rendimeato geral da Alfandega, no dia de
hoje, atting'o a 109:694*640, e desde o principio
do mea em 598*315*776.
Se estes algarismos chegarem at o senado
brasileiro, agora que aquella veneranda corpora-
c5o vai decidir do futuro d'esta cidade e d'esto
provincia, negando ou outhorgando um caes ao
porto de Santos, estamos convictos de que o pro
jecto da construoco do mesmo caes ser irrevoga-
velmente approvado sem discussao.
Na freguezia do Piquete, municipio de Lore-
na, falleceu, a 14, o sexagenario Antonio Joffre,
esmagado por urna parede que sobre elle cahio,
por occasiao de un forte tufo.
As ultimas chovas torrenciaes que teem ca-
hido ltimamente sobre o municipio do Rio Claro
prejudicaram grande parte da colheita do caf,
segundo aflirma o lempo.
Falleceu no dia 27 o Dr. Manoel Ferraz de
Campos Leite, advogado e ha pouco formado em
direito pela Faculdade de S Paulo ; na capital,
Joaquim da Costa Costivelli, administrador do
cemiteiio ; em S. Carlos do Pinhal, D. Baptistina
Candida Mendes, esposa do Sr. Joo Candido do-
mes ; em Tiet, Joaquim Correa da Silva ; no
RibeirSo Preto, Joaquim Teixeira da Silva Olivei-
ra. qae fora ha dias offendido por um tiro quei-
ma-roapa ; em Tatuby Jos Luiz de Abren, e na
Atibaia, Jacintho Manoel Leite.
Minan Oerae
Datas at 29 de Agosto ;
Sobre a lista trplice senatorial era este o
resultado conhecido de 423 paroebias :
Dr. Cosario Alvim 8,559
Conselheiro Carlos Affonso 8,209
Conselheiro Candido de Oliveira 7,980
Commendador Manoel Jos Soares 7,420
Dr. Evaristo da Veiga 6,840
Barao da Leopoldina 6,338
Dr. Agostinho J. F. Bretes 4,437
Dr. Jos Calmon 2,562
Faltom os resultados de 25 parochias.
Em Juiz de Fra trabalhava-se activamente
nos preparativos da exposico que se deve inau-
hurar a 12 de Setembro.
Em S. Joo Nepomucens devia inaugurarse
no dia 19 de Setembro a terceira exposico regio
nal, havendo kermesse e concert cujo productj
destinado edificacao de um Fornm n'aquella ci-
dade.
A Folha Sabarense de 22 refere o seguinte :
De um nosso importante amigo da Coatagem
recebemos o seguinte communicado:
* Neste momento recebi urna carta de um amigo
aosso, residente na CapelU-Nova do Botiro, e pes-
soa cima de toda a excepeo, communicando-me
que no consistorio da matriz a junta do alista-
monto militar no exercicio de suas funeces, um
verdadeiro exercito de mulheres que foi calculado
em dnzentas, que tal vez de mulheres s toriam as
ronpas, invadi a sachnstia onde trabalhava a
junta, e all urnas foram atirando flores e polvilho
sobre os membros da mesma e outras apoderan-
do-ge dos papis e livros que estavam sobre a
mesa, os rasgaram e inutilisaram.
c Nesta confuso e desordem, o vigario que fazia
parte da junta, para qae nao fosse desrespeitado
em sua pessoa, retirou-se para o corpo da matriz,
pondo-se assim a salvo d'aquella multido desen-
filada e procurando manter cem sua presenca, a
ordem e o respeito devido ao Santissimo Sacra-
mento.
Emquanto isto se passava na sachnstia e os
membros da mesa fugiam espavoridos, o escrivao,
que, levava comsigo o livro de actas, era agarrado
no atrio na igreja pela bellicosa cohorte feminina,
que, no meio de algazarra infernal, arrebatou o
livro e l se fot fazer-lhe as hjnras fnebres, dei-
xando o escrivao sem alguns os de cabello na
bi.rba.
Felizmente nao houve scena de tangue, se-
gundo informa-me d'all nm amigo serio.
Em Ponte Nova o preto Aatonio, qae se
ochava fgido haxia 2 annos, sendo sorprendido
por sea senhor Sebastio do Monte dentro de urna
senzala, sahio para o terreiro armado de faca, e
travando luto com as pessoas encarregadas de
captural-o, matou Jos Pinto de Godoy e Theo-
doro de tal.
No dia 13, na cidade de Cataguazes den-se
um lamentavel desastre e morte:
Estavam fazendo um cisterna para agua, na
casa do Sr. Jos Ignacio Lopes, indo assistir ao
trabalho da excavaco urna sua filha de nome Ma-
ra, de 13 annos de idade, que approximou-se da
margem do buraco que abatendo as paredes deste,
conduzio com tanta infelicidade a moca, enterran
do-a entre a trra desmorenada. Quando Maria
foi retirada do buraco, j era cadver.
Descobrio se no dia 9, no ribeiro Palmeira,
no f ando da chcara do Crtame, e n Baependy, o
cadver de urna moca de cor branca, de 20 a 25
aonos, que, pelo auto de corpo de delicto e mais
investigacoes a que se procedeu, parece ter sido
assassinada. .
Foi o Sr. Vicente de Seixas, o proprietano da
referida chcara, quem o descubri indo ao lagar
verificar a causa por que desde alguns das all
se reunan corvos, encontrando ento o cadver
atravessado no rio. encostado a barranca, onde
hava um chale de algodo e um pedaco de fume
Os corvos haviam devorado o rosto e os mtes-
tinos do cadver, o qual apresentava daas cica-
trizes, que, na opin ao dos peritos, parecem ter
side "feitos por instrum nto perfurante, urna abaixo
do seio e outra no baixo v ctre. '
O cadver parece ser de pessoa que tinha al-
gum testamento, pois as mos e os pes da moca
eram delicados e fina a nica roupa que sobre elie
havia, urna camisa do crivo.
At hoje nao se descobrio quem era a infeliz,
parecendo que ella nao de Baependy e nem dos
arredores. ,,
Presume-se que algnma pessoa de fora, assas-
sinada em outro lugar, e para all condazida, sendo
alirada uo lugar em que foi achada ou perto, pois,
pela profundidade do ribeiro, nao poda ter vindo
fluctuando. i____
Em Baependy enveaenaram se algumas
enancas de urna familia pobre, por teiem comido
mandioca brava, na supposico que era mansa.
Falleceu urna das criancas.
A companhia Leopoldina projecto estable-
cer no Pomba ou as immediacoes um engenho
central para moer cana. .,,..
Fallecern: em S. Joo d.El-Re, o capi-
talista Antonio Jos Di.s Bastos, ex-drector da
eetrada de ferro de Oeste ; na Leopoldida, o fazen-
deiro Antonio de AlmeidaRamos; Em Sant Atina
de Ferres, o tenente Jos Carvalho Soares de An-
drade: em Marianna, Antonio Augusto de Fi-
gueiredo ; e em Matheus Lima, com mais de 115
annos, D. Maria Pereira.
Rio de Janeiro
Dacas at 30 de Agosto :
No Senado, no dia 24, depois de hdo o expe-
diente, o Sr. F. Oetaviano chamou a attencao do
governo para um projecto de le qae ora se dis-
cute na assembla legislativa provincial do Rio
de Janeiro, concedendo monopolio do officio de ta-
bellio de notas em Nova Frburgo a um indivi-
duo qae nao tem o direito de cafar o decreto pelo
qual foi investido desse cargo um outro cidado.
N'esse sentido mandou mesa um requerimento,
que foi apoiado e posto em discussao.
O Sr. presidente do conseiho, tomando a psla-
vra disse que da attrbuicao da assembla pro-
vincial supprimir, mas nao de destruir os officios
de tabellies de notas. Que, emquanto o serven-
tuaro existir, nao pode dar-se a extinecao do
cargo.
O Sr. F. Octaviano declaron que a vista da ex-
plicaco dada polo Sr. presidente d conselh> e que
elle adopta, pedia a retirada do seu requerimento,
no Que o senado concordou.
Sr. Viriato de Medeiros justficou a aprsente
cao de dous re juerimentos, sendo o 1 para que por
intermedio do ministerio dos negocios estrangeiros
se informe ao senado, se houve ou nio reclamaco
do ministro da Inglaterra, sobre a construeco da
estrada de ferro da Victoria Natividade : e o 2"
para que por intermedio do ministerio dos nego-
cios da agricultura se remetta ao senado copia do
requerimento e proposta que servio de base re-
sciso do contracto celebrado com Waring Brothers,
para a construeco da estrada de ferro da Victo-
ria Natividade, e no caso afirmativo os termos
d'essa reclamaco.
Sendo apoiado c posto em discussao o requeri-
mento, declaron o Sr. presidente do conseiho, que
houve reclamaco da parte do ministro de Sua Ma-
gestade Britannica e que os papcs que dizem res-
peito a este negocio sero presentes ao sead", op-
portunamente, quando se discutir o pedido feto
cmara dos deputados, para solver este compro-
mi 880.
O Sr. Viriato de Medeiros disse que vista da
explicaco do Sr. presidente do conseiho, reque-
ra a retirad-i do seu requerimento. Consultado o
senado foi o requerimento retirado.
O Sr. Dantas obtendo a palavra fallou sobre o
requerimento retirado, declarando ao terminar qae
prometiera enviar mesa novo requerimento, so-
mente para ter occasiao de tallar.
Na 1 parte da ordem do dia, sendo recebido
com as forma.idades do estylo o Sr. ministro da
marinha, continuou a discussao da forca naval,
orando o Sr. Meira de Vasconcelloa. A discussao
ficou adiada pela hora, ritirando-ae o Sr. ministro
com as mesmas formalidades.
Na 2' parte da ordem do dia orou o Sr. ministro
do imperio, que respondeu aos oradores que o ha-
viam precedido na tribuna e tratado de assumptos
attinentes sua paste.
Oraram ainda os Srs. Lima Dnarte, F. Octa-
viano, que mandou mesa urna emenda que foi
apoiada, e o Sr. Silveira Martins, que oceupoa a
tribuna at o fim da sesso.
A discussao ficou adiada pela hora,
No dia 25, no mesmo senado, depois de lido
o expediente, o Sr. Jos Bonifacio justficou ua
novo requerimento reiteran loo pedido de informa-
cees sobre os emprestimos externo e interno, reali-
sados pelo Sr. ministro da fazenda, visto uia se
dar por satisfeito com os documentos postos suas
disposico pelo referido ministro.
Apoiado e posto em discussao foi o requerimento
approvado sem debate.
O Sr. Dantos justficou um requerimento pedindo
qae o Sr. ministro da juatiea informasse se j teve
resposto do telegramma que envin ao presidente
das Alagoas sobre aa violencias de que ba sido
victima o juiz de direito de Porto-Calvo e das
quaes teve noticia por meio de un telegramma que
recebeu do presidente da Beiaco do Recife e de
outro que lhe foi communicado pelo Sr. F. Octa-
viano.
Apoiado e posto em discussao o requerimento
pedio a palavra o Sr. ministro dajustica, ficando
a discussao adiada pela hora.
Na Ia parte da ordem do dia, continuou a 2*
disr-nsso da forca naval, orando o Sr. ministro da
marinha.
Tendo pedido a palavra o Sr. de Lamare, ficou
a discussao adiada pela hora.
Na 2 parte do ordem do dia, falln o Sr. mi-
nistro do imperio sobre a interrupeo da commis-
sao em que se achava na Europa o Dr. Jos Hy-
gino Duarte Pereira, lente da Faculdade de Di-
reito do Recife, lendo todos es documentos refe-
rentes ao facto, que fra censurado pelo Sr. Franco
de S.
Em seguida, tendo obtido a palavra o Sr. pre-
sidente do conseiho, fallou sobre a emenda do Sr.
F. Octaviano ao 5o do ornamento, que viera re-
digido da cmara dos deputados com ama emenda
que foi approvada pelo senado em i* discu8=o e
versa sobre a melhoria do vencimento dos empre-
gados da cmara vitalicia.
As observacoes do Sr. presidente do conseiho
deram lugar a um debate em que tomaram j>arte
auccessivamente os Srs. F. Octaviano, Fernandes
da Cuuha, Viera da Silva, presidente do conseiho,
Correia e Meira de Vasconcellos.
A discussao ficou adiada pela hora.
No dia 26, no mesmo Senado, depois de lido
0 expediente, o Sr. Viriato de Medeiros justifico
um requerimento pedindo, por intermedio do^Mi-
nisterio da Agricultura, as seguintes informaco-s :
1. Qual o requerimento ou proposta feto pela
companhia da estrada de ferro do Gro-Par, se
alguma existe, oara prolongar a sua linha at En-
tre-Ros ; 2. Qual o requerimento ou proposU
feite pela companhia da estrada de ferro Leopol-
dina, se alguma existe, p-ra atravessar a estrada
de ferro D. Pedro II e prolongar a sua linha es-
trada de ferro do norte; 3. e ultima. Q iaes as
despezas feitas em Londres eom as estradas ia
ferro de Santos a Jundiahy, da Baha ao Joazeir
e do Recife ao Francisco. Sendo apoiado o re-
querimento e posta em discussao, nao havend
quem pedisse a palavra, foi o mesmo approvado
sem debate.
Foi igualmente sem debate approvado nm re-
auerimento apresentado pelo Sr. Franco de S em
tima das sesses pausadas.
Tendo a palavra o Sr. ministro da justica, lea
um extenso telegramma e deu algumas informa-
coes sobre os acontecimentos de Porto-Calvo e que
foram obj-cto de um requerimento apresentado ha
dias pelo Sr. Dantas.
Depois de algumas palavras do autor do reque-
rimento, que espera por novas informacoes e repa-
rn nao ter o Sr. ministro da justic manifestad
a sua reprovaco eontra taes actos, responden o
mesmo Sr. ministro da justica declarando que o
Sr. Dautes nao havia prestado a devida atteoco
leitura do telegrama e que nao tem por em-
quanto informacoes que o hab I i tem a condemnar
desde j taes actos, visto como nao estao elles pro-
vados. Aguarda nova9 informacoes para faier
executar fielmente a lei.
O requerimento do Sr. Dantas foi approvado.
Primeira parte da ordem do dia. Sendo rece-
bido o Sr. ministro da marinha com as formalida-
des do estylo, tomou assento direita do Sr. pre-
sidenta Proseguio a 2." discussao da propoato do
poder executivo, convertida em projecto de lei pela
Cmara dos Deputados, fixando a forca naval para
o anno de 1681888.
Oraram os Srs De Lamare e Avilla, ficando
com a palavra o Sr. S-lveira Martins e a discussao
adiada pela hora.
O Sr. ministro da mxrinha retirou-se com as
memas formalidades.
Sf ganda parte da ordem do da. Continuou a
3. discussao do orcamento do Ministerio do Im-
perio para o exercicio de 188618_87.
i Foi lida e apoiada urna emenda do Br. i.ima
i Duarte, snpprimindo um tpico do 15-Limpea
1 ^ot o fim da sesso o Sr. Franco d. S*


Diario de PernambocoQuarta-feira S de Seterabro de 1886
i

mm tratoa da suapensio do rt^mmreto-duif'a-
Sd, es de Dircito, frita pela Sr. ministro do un
^A diacusso fioou adiada pela hora.
___No da 28, no misino Senado, depois de lido
ardiente, teve a p*Uvra o Sr Viriato de Me
c que pedio a reproduccio no Jornal do Com-
ei4 do seu discurso proferido na ses*io pasea
por ter sabido com muitos errog. O Sr. pre-
declarou que o Sr. s nador seria atteo-
a***.
O Se. AffonasovOelaarequesea, por intermedio do
JBist'Tio doe-liog.'eio d jfcgricatasra, informa-;
_jr- 8,,b-e a apalsiai da urna fanaiia al lema da| rodmas se* o
-atona Lwdldia,aioa pYovinoiaalo Bspirto-
-flagr* O rMpnrin*u*e apoiado e pasto em di-,
eaado, foi seavdebat* |jppro*ado.
O Sr. presidente desawou que auifficiar *o ga-
por inteameriio-dd 5>r. raiiuistro dompeno
saber deaSUM. iiaparv-dor da, liara e lu-
i do encerraaauato da ctual e^sio legislativa,
mm" pata esse fim sorteada urna d-putacio cora-
-mdKS Srs.: Paul 10 le Sonsa, Gomes do Awa-
cL Uchoa Cvale* n te, Soar* Braulio, Ohristia-
Ottoni, Cunha Figueiredo e Lira. Duarte.
Ma l parte da ctd-m do dia, ionio receido o
8r ministro da marinha com as formalidades d
Ha, continuou a 2 discuGsie aa propssta do
Mer vxecutivo, convertida om projecto de le
c Cmara dos D- put dos fixaudo a forca naval
;3uxercicio de 16871888. Oraram os Sra.
aU.--a Martins e Avila.
)ie havendo mais quera pediese a palavra, pro-
>ri------- votaci", sendo approvada, salva a sub-
neada do Sr. Godny. a emenda da commissao de
a>r'uika e guerra, separando o art. 4" additivo da
ara dos Depralo, p ra formar pr.jecto dis
A proposta aasiui em bada, foi ar.prova
l adoptada para passai 3 dibcusso, com
ensade intersticio,
?roeeguindo a 3-discu3sao do aroaafenta ao Mi
tesio dos Segoci a Eetrangeiros, foi sari
ser. ama emenda a.. 2o diromuiiido 4:000* do
g-^inri-1 e gratiricacau .lo cu *ol garal do Per.
O-.uo Si. Avila, que trato*de i aun-
las attinentes ao Ministerio dos Negocie B
Atar.* Seguio se com a palavra o Sr. Dantas,
"a-discorreu acerca S- redactor da Pttria, de Montevideo, do esta
4a.de abandono am qne se aehnm os bn.s.l.-iros no
agVn e do modo porque sao trotados no Estado
Qcaental, o finalmente do ksrJBno litigioso entre o
JJ^ai-e'a Guyana rrnecza.
'futido a plavra o Sr. presidente do c asnino,
HBpoodeu hos dous orad res precedentes e bre to
des as pintos questionados.
O Sr Avila, qu- de novo havia pedido a pala-
. desisti della, ficando encerrada
Coatinuando em 3 discuasio o orcamento da
jjjp u do Ministerio lo Imperio, orou o Sr. Mei-
r* -ate Vasconc los,
A rescisio do eontrato da eStrala de Nativi-
dade e a emenda approvada no oroamento do Mi-
nfs rio dXic-lt'ura, deque jad*,,.*.
feito nascer outras quest a em ambas as cmaras
que vao complicando aquella, e com as qu.es nao
votacio da citada
Sr. Viriato de
fieando a uiacusso .
^_ O Jornal do Commercio de 28 d esta non
"falUceu houtera, naAdade Je Campos,
baacio da Silva .Jiuto, sMcio de S. Jos, nasci.l >
STisio.
'iAo de pas pobres, deuicou-so k lavoura e
, .profissao oonsegnio, pelo trabalho e econo-
HSk swamuliir avultada fortuna.^
Esercen varios cajrgo .'i' popular, mi
yy- sempre as fileiras do partido conservador
JBra uor iud. lo moderado e conciliador, quali la-
4es Huu ael,t rccunlieci iin at os advrsanos poli-
ndo-lbes a pretenclo. toh
.traia de ferro da Victor.a a Nafv.dade, d,s,-
-j____..> TMraratn inundado f*Z I
indemnisaca. >i
n al- i
mas como di
smente elleB pag
ivon, que corrompem
rincipio at o m, e que i.r
meiraf quer nao, n evrn* que nao pode me
?m oanoi.,q.iesabeD o
da-lo, desses advosrados adm-n-strativns
. O Sr Lniz Plippe Tai trop forl
. O Sr. Viriato de Medeiros-Ces* Iropfort,
m,.S rTSS D;,rte-Ora, qM forca podem ter
eiraes advocados admin'str eiv W i
O sido minista. que o digam, nunca "Ocupe,
V Exe., oue Ja fu-ministro, peder
irin convi'Cao protunda de
se contava.
Ligo no dia seguinte
emenda, apresent iu no Senado o
Medeiro's dous requeriment pedindo : no pr-
me.ro que o averno, por intermed.o do a.r. .n.
nistro de estraueeiros. informare se foi ou
*ita slguma Teclamaoao pelo ministro-de^ M.
Agricnttnra, wtorm-)rtJmnica eoncernente a ,r>*,^H*0/!Jr'''
cntralo da swnda de IWMWsit-
*~, e .no.s*ewflrlntivo,qe#sns teraM#l,*e-
o!:imasj>>; no segundo :
1 C i>ia d i requerimento e proposra fru. er-
aio de b.N 4 resio do contrato celebra-l
Wainff' Brtiers, ipw a eensstnceao *natr
. 2. O.oia da, m6*eenee HMne ** nar DstrorlltJ ,;,.r
ra sobre a mesma rescisilo. .
. 3- Copia da consulta, se algnma existe ^da
respectiv ecio da cnselho de estado.rtra *
receso ioterpisto pelos contratanres e con.,
n.rios Waring Brothers ao despacho dado inde
feniv.lo-lhes a pretencao.
Jns
o n__
qneVle senador que o pagaaHSstD
os ompreiteiros nao o como
nenhnm rrbalh. realieado, nem de cousa .tguma
nha ficado rastrada no p-iz
oh ..iro que certam-nte elles pagarara aoa advoga
dos ndministrativo,, que corrompen, te p* *'
,e o principio at o fim, e
queirn, qu'r
pssasM
careo, orna
dizel-n ; en. p rm, WiAo cmv>
qne neste pai. nada pode ,eet,r a forca dos em-
"nhos e dos dv-ie-ados adminlatr-tivos.
P O Sr. Lima Bnrte-HaV* mmitrn-atgnm
neste Paiz que se deixe levar p advogados ai-
m.nOr S V.riato de Mede-ros-'-tas eu contin ,
a dizer que dVhi nue vom o '.'JP**'^
deM mal que havemos de pairar 70.0 al
pn, ,-tradas ou -estados feitos. mas p-rserviv-^
realizados por adv.gados administrativos; e es
pero qne aquellos qn* semPr'' PB'"n-c0'n '*" '
Bnere.a pela defesa do theeouro nac.-nal, desta
levantem a ana voz e digam -im.mco : a-a
berros com erte escndalo da es-rada de ferro da
Matividade.
O Sr. Coreare, tomando a palabra dwso qne,
dei anJo de Aner r feretida a opimao do nobre se-
ad r s hre s dvocrados ndmi-.isrrHtivos.re3-
pondia que era exacto que o ministro mgM bav.a
reelmacao ; mas que. Brtrtti antes dWJ
*.M.Ik A* mini i se tinba
poda ie-
feito
__ Lc-se na mesma tJha de 2T:
m Falleceu houtem uesta norte, na idade de 43
,------ o capitao de trgala Francisco FrLx da
mm Petan Pinto. iam,rl
Teado assentado praca em Marco de 18bU, toi
vido a guarda-marinha em 1862 e a 2. te-
es) 1864, a primriro em 1866, a capitao-te-
Hsite -em 18<5 e de fragata m 1882. Comman-
.ja. a monitor Rio-Grande, vapw Braconot, canho-
aeira Ivahg e Araguaya, brique-escona Tonelero e
jas.e -vetas Dalana, Vial de O'ivra, Trajam <:
iTsJirnT'-y Fez toda a caianaiiba do Uruguay e
Parsiruay. t.mand) parto nos oombat. s da Paysan
sB. Riachuelo, Mercedes, Ouvaa, Itapir, passa-
de Angustura, e exp.-divao do Maudsvn.
e ao 2." coinmandsuu da Vital a viagem de
tve.iaciio a Fhilaaelpaia, pjr occasiio da
^0, e orno 2 commaudaute da NUherohy a
,*Tiieruccao com a turma dos gu.rdas-marinha
Je ISat, assistindo exposicao de Antuerpia.
A*u. i de eonimandante, quer na de segundo. L.a
rado com. o ofiicialato da ordem da Kosa,
_aik-iro das ordena do Avix, Cruzeiro e Christo,
_,, ...A., de Nossa Senhora da Conceioao de
Vtht Vicoea de Portugal, tendo as medalhas das
lir--'-" do Uruguay e do cembatc do Ria-
bsImsIb
. O-capitao de fragata Pereira Pinto, que en
Mlir'"'" estimado, den em toda a sua vida mi
3Sar*a-Pfe8 de inaior selo e dcdicaoao pelo s- r
~,, a ultima viagem, apezar de ja enfermo,
aSoqaerendo abandouar o seu posto de Boora. tas
cam que se aggravasse a molestia de que veto
aaccuaibir.
O Sr. ajudante general da armada con vid m
^aesaaaiaiidauteB s ofiiciaes des .'avos de gu.-iji
ar ac-mpaiihar o seu sahimento, seudo-lhe pies
mdas ;*s honras funebr.-s pelo batalhao naval.
Falleceeeu tambem hont. m i;es corte, o Sr.
Jet Th maz de Aquiuo, antigo e conhecido suli-
tdor n.s auditorios desta corte.
Babia
Batas at 3 de Setembro:
CoatiBuava a funecionar a Assembla Provin-
_ A 26 de Agosto foBaOM D. Clara Mana
Henrique F rreirn, sogra do Exm. Sr. Dr. Jos
Aaardo Freir de Sarvalho ; do Sr costmanda.
4t* ^wa-antino d Ama; al Tavares. e a 30 o per-
maartweano slaaoel i-rre.ra Lobo.
___te repurtic s fiaeaes reuderam no mez de
SSatrUesal ^IP?i
A -vtfandega 846:655 -71
Waital 73:5983732
%? 773:056*339
lauda
Fer-am nomcados pan a com-.rca dj Pmto Cal
Taabacharel Luz de Fr-nca Castro Barroca ;
para a d> Filar, o baeharel Jeroiiymo Accioly de
Hmam'i Lina
Forain exonerados : i
De arainotor de Porto Calvo, a seu pedido, o ba-
har. Ant.uio Teixeira de Aguiar, e do Pilar o
acbdttl Antonio Tolentino d Cosa, por ter sido
aoaKudo jaiz sauoieipal de Maragogy da comarca
de P.tt^ Calvo.
___ L-se no TrabaUo1 de Pao de aseucar :
m Kepera-ae abundante safra de algodao n'^ste
e auftros municipios visinhos.
. Os recados esto em estado liaongeiro como ha
ssailili ir-" nao trinos visto.
m As chovas tm sido muito regulares.
. peua que o Igoao esteja por preco tao
b a epigraphe Jutob noticia o Trabalho o
T'vcsra : ovoacao. no dia 16 de c .rrente, pelas
9 horas da mauha, foi brbaramente ^apancado
a or*sa publica o Sr. Henrique Jos Liaboi,
i.tturano da ferro-via de Paulo Affonso
-Acto aelvagein dV^ta ordem nao se com-
Falleeeu em P- n do a 24 de Agosto o capi-
tas Lanrindo da Silva Lima, que gosava da estima
ato todas pelo seu digno procedimento.
Tiafaa sido eleito era 1. escrutinio vereador na
deifV) do l.o de Julho.
O partido liberal perden um soldado dedicado c
sisudo e honesto.
Correspondencia do Ufarlo de
Perna mbiifo
O BE JANEIRO Corte, 29 de Agosto
de 1886
? : A eatrada de Satividadee o que della
tem nascido. Requerimento do Sr. Vi-
riato no Senado e dnuaaia do Sr. Coe
Iho R drigues contra o ex ministro da
agricultura, na Cmara.O histrico
da qnestao pelo Sr. Costa Pereira.
Confiasao do Sr. Lonrenco de Albuqner-
ne._0 Sr. GVa Jnior e os eagenhoa
c-enlraea na Babia Revelaeo de urna
folha inglesa.Interpellacao do Sr.
Hatta Machado Diacusaao da receita.
__Ex.icio feta pelo Sr. Belisario
acerca das Jiossaa financas.Discursos
dos Srs. Candido de Oliveira e Coelho
de Almeida.Encerramentn das discos
K>es dos orcamentos dos ministerios do
imperio e estrangtiros, e foreas de mar.
clirmacSo j-em c'.ns.-lh"de ministras se tinha .
ronhecido qne o governo do BraBil nao
xnr de rumprir o compromisa-, e que
qnestao tem de ir a Senado a qnem serao prc
i os termos da rechim?ao e os da rwp *ta
do governo, -pedia ao Sr. Viriato que ret.rasse o
seu requerimento e adiasse disensaao para oaea-
8,5o npp..rtana. mado*m vista tolos os doeomu
tos c papis sobre os quaes o ex-ministro da agrj
cultura fundou o seu proeedimento. sendo upina,
lelle orador, qne se aquelle ex-min.stro ab-m.u
daa dispooicoea da lei, o fez em boa f, e qu-
disposicao da lei que dava-lhe faculdade para
t- tar dareacisao dos contratos naooobnga^a a
suieital os i approvacao daa esmaraa, eaim a pe
dir fundos, como ser demonstrado quando se tra-
r m '!a miteria.
\ccede o Sr. Veriato e retirou os requerimen
tos. Mas nao se contcntOH com isto o Sr. Danta,
que formulou outro requerimento em idntico s. nti
do, para fazer o histrico da marcha da questao e
protestar pela refrulari lade e "escrpulo com que
procedeu o seu colleja ; mas sem explicarse sobre
a solucao dada quesiao pelo actual mrmsterio, fl*u
a perceber que deade que o poder legislativo fixou
o valor da indemnisacao, a qnestao foi enllocada
em outro terreno e athi que ella deve ser d.seuti-
da, para saber-se se hoje pbde-se voltar atraz e
pagar o que o poder legislativo julgou exagge-
"B,' claro que o Sr. DantRs votar como o Sr.
^andido de Oliveira.
No mesdio da e -talvea mesma hora em qne 'o
Sr. nresidente do cnselho se exprima peb mdo
que cima se v acerca do acto, do Sr.oeho R i
.drigues^ oa Cmara, apreseatava a aegnintc de-
nuncia :
Augustos e digoiasnnes Srs. iepreaentantos
da naci.
o Usando'do diretto que rae eonfere o art. 8o
da lei l de 45 de Uutubro de 1827. venho deuun
eiarvos 6 -K-ministro da agrieultura, commercio
e br s publicas, conselheiro Antonio Carneiro da
lioeini. BWM BMMHe as penas do art. 6o, Io da
mesma l"i. polos actos que praticou e coniractos
que celebro relativos oonstrucoao d* estrada de
ferio da Vict ria i N.i.ividade com Waring Bro-
thers : e requeirj que se proceda nos ferinos ulte-
riores, para ser decretda a aecueacao do referid'
c i-elheiro Antonio Carneiro da Rocha, deixando
SV offencer o documentos comprobatorios do en-
me por constarem de acros pblicos caabeaidoe
desia augusta Camra.
NVssa m-'Sina s^-ssoque obteve o -r. Costa Pe-
reira urgenei* de urna hora pira ua a guinte rea-
tar da r-scit;do c mtraro da quostioia ia estrada
da Nat'rvidade.
Antes de Ihe ser dada a palavra, toi a re
qurmento di Sr. Rodrigo Silva, nomeado pele
presidente da oasa a commissao erpecial a que
tinha de ser enwttida a denuncia do Sr. Coe-
lho Rodrigues ; o Sr. Gomes de Castro, presiden-
te interino, nomeou os Srs. Manuel RarieU,
Aleen Ararip-, Lourenco de Albuquerqu-,
Coara P reir e QiSlario Alvim. O Sr. Conta Pe
reir pedio uispena e fui uoineado 0 Sr. Eufrasi i
Corre la.
Utihsando-se easio da urgencia, o Sr. Costa
Pereira julgando-s<- ubrigado a discutir a res sao,
nao s como um dos signatarios da emenda do
aun i pasando, rev gando o decreto do Sr. Carnei-
ro da Rosna, ae nao taquero como representante
da provincia de Bapinto Santo, fez o histrica da
concessao, e leudo anaysaudo os artigue do con-
trato, matrou que na i havia e.tudos definitivos e
que o governo tumou urna base rrada para fixara
iudiinmsacao, nao abataate o parecer contrario de
todos os chefes da repartica, da agricultura, e,
aindamis, d'cUrou-se que os ompreaario seriam
preferidos em iguaidaae de circustaucias quando
ae honvease de construir a estrada ; quo o couTato
de amemaa nao poda produzir todas os acus rfi i
tos sem approvacao do corpo legialativo, e fiuai-
meute podiu ao Sr. m'n!.tro que, no descalabro
em que se achara as cousas, salve a. menos a*di
da estrada de foiro da Victoria Xatividade. Con-
tliiindo dase que houve um brasileir que levuu
o representante de Waring Brothers csa da le-
gaco inglesa, e o orador pede que tenha a sorte
de Judas.
A emenda a que se referi o Sr. Costa Pereira,
apreseatado na sesao de lo de oetembro do anno
paseado e que fax parte d.. lei do ormeto vi
gente o seguinte :
Fica revogado o decreto n. 9,415 de 18 de
Abril de 1885 e o governo autonsado a pagar aoB
coneessiouarioa W ing Brothers nicamente o
preso que ^e liquidar do* estados que fizeram para
a e ntrrucco da estrada de ferro da Victoria a
N.iiviiiade, na forma do respectivo contrato
F. i assignada pelos Srs. : C.sta Pereira, Coelho
e Campos, Bernardo de Mendonca Sobrinho, Heu
nq\ie Marques, B>-nto Ramos, Araujj Piuho.Gua-
by, Coelho de Almeida, Loarenjo de Aibuquer-
que, Carlos Peixoto, Lcenla Werneck, Olympio
Je Campos, Carlos Castrioto, Rodrigo Silva, Soa-
res, Cruz, Jos Poinpeu, Cunha Leito, Rodrignee
Jnior.
O leitor que j conhecc a lista dos que xgora
foram a fav.,r oa emenda, ficari eabendo, pelos
i nomes cima, quies es que mudaram este anuo de
opinio na qacstao. Aoa Sra. Guahy, Carlos
Peixoto e Lourenco de Albuquerqae coube a sorte
de fazerem parte da commisao de oroamento e
por isso tiveram de aaaignar a nova emenda revo-
gativa d'aquella.
O ultimo, eontessando sem congtrangimento que
tinha aasiguado na anno paasado aquella emenda,
por conhteer que toi infeliz o acto do ex-miniatro
da agricultura, observou que agora havia o
actual miuietro mostrado tio cabalmente a con-
veniencia de effectuar-se o pagamento das
70,000, que nao daVidon Totar em sentido con-
trario, ao que j tenha rotado, pois havia grande
inconveniente em adrar a queato ; antes de ser
partidista elle braaileiro, e a Cmara passada
o que devia ter feito eraapprovar o acto do minis-
tro e responsabilisal-o ; reconhece que seu voto
de agir nao est de accordo com o do anno pas
sado, acha que entio procedeu-oe impensadam
e por sua parte nao quer que se diga que coueor-
reu para a?gravar com maiorea, os j graves era-
baracos com que luta o pai.
E' forca confessar que nio se pode evitar a pa
linodia eom mais franqueza e caudura.
E' que o Sr Loureu^o de Albuquerqua recorda-
se de que era o ministro de estrangeiros na ques-
tao Tripiti. Gato escaldado....
Gamo feriado =to nao bastase para attribular
o eaoitit^'dowr-raioUt.ro da agriculiura do gabi-
netsiOoi'^Sa'aanho, ainoa no dia inmediato, 2o,
iipsmsasada discussio de un crdito do Minis-
teridft\Ag*iltura) o Sr. Goes Jnior tratou
lougaunfnt aotf eogehos eentraes de sua provin
. eia,aaan i 1 i83ys*i*Jo8 wba.ns aommertiidos- pela emi**sa. bem
smeuthe -tea ; gbvwno am'> ^1885,
por patronato deride advocacia administrativa,
om i j i ha' I louneiado na s-ssao passada.
i ;i i|.ie a Cunara saiba, disse elle, qual a
oans par sjne k sampuAia era tao prae^da,
f.ir leitura' um treono da earreapondeacia
de Loa irs publicada no Jornal do Commerci
W*rt*MaiidetW5-em que se acha ti
ama lalwianjln ou noticia dada palo Financial
Netas acerca da dita companhia, dizendo que oa
aegocioa agora iara bem por qua era interessado
i,ipro-a o pareute de om ministro.
Cmi cese crdito e inAis e mais dous. um do mi
nisteri> da marinha e ontro do ministerio da im
peri" para as obras do mafadouro, oceupou se a
Cainar-:, e achando-se todos elles j votad'is, pas-
sou pnr fim a taOtai do ornamento da receita.
O Sr. B lisano, rompend > com as praticas r.t
agora seguidas, de ser o dulMlu iniciado poi op
o se e creio que 0 fez de- acord
nos o Sr Candido de iveiraem oceupar a tn-
bnast, faseudo um* expon.cao clara e franca do
lo dis neceas fiu-:iei6 e d)s encargos que pe
sam sobre o tbeMrO, dos quaes este nao podar
librtai--sc pelos recursos de que actualm-ute di-
poe. Fundado em abundantes docum'ntos W-
tatistL-as qu x.iibo mostroii S. Exe. que as dos-
pezas do paiz c.-esoera-n em aigafrimo
nao e<< i. i 'i > ; r i;> infio eom o augmen' > do ri-
i|n za poWioa; d'ahi s aBcestidade arg'-nUe de
restabelecer o equilibrio do oe^ament-i por meio
nimias e de novos recuraos. Estvi podem
coustar de dous novos imrnstos < mais -outronque
propoz : sobre bebidas alcooliotis fabrio.das no
paiz e sobre o sal. Quanto ao'primeiro nilo lh-i
parece justo q,:e se proteja a f,brieac!o dos v-
,:,,.< BrtiAeMas eoatri os vinhos verdii
Quanto ao sal, como alimento, o impos-
n.ficante que o
Os nov)s impostos constara do-i segdiatee ad.-
tivos apreseutados pi-la eominissao de or^-nneuto :
7.'
Como rt. 6* :
- E' o governo auterisado :
Para rever a tarifa das Aifandegas, ref.r-
oiau.lo ou alterando as respectivas clasoifie .
p idendo para esse m :
Io Corrigir os valorea oifieiacs qu dirreri-
rem dos precia eorraap m I to a I m m re id
na actualidade.
2 Modificar asrizoes dos direitos quepa-
gum a!giui3 u^neris, cafa situacio eomm I
tem vari i i ubs utimoi anuos com o desenvohn-
mento da produccSo nacional, diminuindo-se as
s do m-inoS direit ;s Mfe*a as materias pri-
mas indispnsaveis a mdustriua que ast-jara mili-
to tributadas.
3 Lindar direitos de importaca sobre o "al
c 'imnum nao excedente de 10 ra. por l.tro.
4" Consolidar naa taxas da tarifa, o imposto
-JIIuail de 6il 0/0, no intuito de facilitar o pro-
eesso do despacho daa mereudoriaa t simplificar a
esenpruracio a cargo das idfandegas, redaindo-
se annualmeate as referidas taxas, eomiforde-
terminado pelas leis de oroamento.
5. Rever a tabella dos1 gneros hvres de di-
reit3s de consumo que o sao tambem d>* de espe-
diente xdoindo-se oa que estejam em tondicoes
de resdiudir d'esse favor.
8*
Coran art. 7o :
Hm o governo iiitorisAdo para Te ver o regu
lamento do8ello fixo e proporoional, afim de cor-
rigir os defeittis ou omissoes que se tem reconhe -
cido na pratiea,' e bem assim para faz'-r um aug-
mento raaoaVnl-as taias dos diplomas, postilas
a outros tituloa mencinalos na tabella B, Sesudo
approvdas as tabellas annexas aos d>.fettrt-n.
9fll de a5 da utubro de 1884 S n. ,'360 d 17
de aniro de 1885.
9.
-Com art. 8* :
0 Fica o iverno aut irisado para cobrar o im-
posto de 1 O/) s-.bre o valor das obrigaOoes or ti-
tules de preacao, qualquer que seja a sua deuo
'minaba-i, emittidos por companhias ou sociedad!
anonyma no acto da emissao.
1." Os ttulos destas eapecies j emittidos p i-
caro a netade do imposto por oceasiao de serem
resgacados ou amOrtisados.
| 2 Este imposto ser eobrado unicammte na
.lo Rio de Janeiro e applicada conclusao
das obras do edificio da praca do^jrnnwrei da
mesma cidade.

Como art. 9" :
Fica o governo autonsado pra eroar um 'm-
pos:o, a' 50 rs. por litro, aobre as bebidas aicor-
licas artificiaes fabricadas no paiz e destinadas
ao seu consumo.
11
' Como art 10 :
Fica o governo autorisaeo para rever o regu-
Umento do imposto de industrias e profissoes e
harmonisal-o com a disp dente, no que ihe fer appoavel.
12
Como art. 11 :
O imposto a. bre potentes de privilegios paa-
aar a ser cobrado com sello, sendo 'eliminado do
orcament da recokaio respectivo titulo.
E mais <-s'as duas diapos'ces :
13
i Como art. 12 :
Formara i um s titulo do capitulo pxpartacao
as rendas de 2 1/2 0/0 de plvora, de 1 1/2 0/0 de
ou.-o em barra e de 1 0/0 dos diamaatee.
i4
Como art. 13:
Os oretmentos da receita ed speza do impe-
rio para o exercicio de 18861887, re-rento tam-
bem o pnmeiro semestre de 18871888. as
futuraa propostas o anno fioauceiro dever cainci-
dir com o anne civil.
Oa outros additr vos nao se referem a impostos.
A eommissao apresentou n.-na emenda ao art.
9* exceptuando do imposto aobre alcool as fa-
bricas existentes nos estabslecimentoa ruraea e
que apreveitem oa productos de sua lavoura.
1 :-me enquecendo de dizer que nesga mesma
segsio, apr-sentou o Sr. Matta Machado, 'hoia
do expediente, a seguinte interpellacao, para a
qual anda nao se dcsiguou dia :
Requeiro.se marque dia e hora para que o Sr.
ministro de estrangeiros responda s seguintes
iuterpt!.Incoes :
1" O governo Je Sua Magestade britannica
iiifluencion perante o gabinete imperial para pro-
mover naa cmaras a votsco de um crdito de
70,000 libras para a indemnisacao a Waring Bre-
tbers, coiiceaionario8 da estrada de ferro da Vic-
toria Xatividade ?
2' Em que termos foi a reclamacio sustenta-
da por via diplomtica ?
3 O governo imperial, depois da lei de 28 de
Setembro de 1885, que no art. 1- 8- revogou o
decreto de 18 de Abril de 1883, julga anda per-
feito o direito de Waring Brothers indemnisacao
reclamada e n.'.ste sentido comprometteu-ae com o
govi-rno ingle* a obter do parlamento os fundos
necessarios ?
O Sr. Candido de Oliveira, /endo queda contpara-
cao doa dficits annuacs feita pelo Sr. Belizario re-
aultava censura administracio liberal, acudi
no dia seguinte em defeza della, pretendendo, fun-
dado no relatorio do Sr. Lafayette, mostrar que os
governos liberaes teem sido mais econmicos do
que os conservadores, sendo prova disto o vir
anda agir o Suministro da agricultura pedir
ao parlamente mais 70,000, de que cabe-toda
reaponsablidade ao actual miniatro.
Seguio se com a palavra o Sr. Coelho de Al-
meida, que manirestando-se contra o imposto so^
bre bebidas alcoolicas, responden com largueza e
enm dados estatistices ae Sr. Candido de Oliveira
no tocante s despeaas e gastos da situacao li-
beral.
Hontem toi sabbado, e, por nio ter sido dada
para ordem do dia a receita e estar o dia hmido
nio hoave sesrito. Nio assim uo Senado, onde
contiuuou a 2 discastio das forcas de mar, oran-
do is Srs. SUveira Martins e Avila, aquelle para
combater urna opiniio emitttdi pelo segundo so-
tar novamente as ideas emittidas, sobre a conve-
niencia de ser tal naregacio confiad* amente
marinha mercante nacional.
O Sr. Silveira Martins acha que taea idaa sao
atraz*das e que l foi o tempo em que a marinha
mercante ara vifeiro de bons marojos para a ma-
rinh de guerra. Ssndo encerrad* a diacusaao e
vetado o projecto passou a 3 diacusaao.
Em seguida discutio-se o orcamento do minia-
terio de estrangeiros 3 discussioiniciando o
debite o Sr. Avila, que tratou da divida contra
hida pelo Paraguay para eom os brnaileiros pre-
judieados com invaaao q i Grande e
um* son* de Mattb Grjso, e .foMttaCoes
ao governo.
Oros depois o Sr. Dantas, que tratou ,1*- prieao
video do Sr. C**eio Farinha. oidkdio
braaileiro, redactor i* Pmma, ,mal que d*teude
a*j**yint-reaae3 bmalle-, ie acora-v#io a
culauplpital reclamar^tjsaaatins do ,~i\criii, para
reasmasar a Montevideo. rtJma- declaran lo que
nio se prevaleca do enaejo para tratar e recla-
macoea do ministro ingUz sobre a Natividad,
porque o Sr. presidente do c in^elho tinha pri-
mettido i! codos oa pa-
pis ao Senado.
' ii o Sr. Cotegipj lando
as de. eael s ais d ma oradores. A dis-
cusailo fitou euoerrada. assim eitni a do ministe-
rio do imp-rio, sobre oqu.l tebsa
o Sr. Miira o que diz r.
Esse orcamento c que mais tongamente tjra
aido discutida. Eateve ua ordem do dia durauta
muitos das, e*8empr-j discutid o.
Cmara dos Srs. Diputados
DISCURRO PRONUNCIADO NA. SES-O DE
23 DE AGOSTO DE 1883
REPHESENTAC)B3 DA AS3*C[.Y(;.lO,|COmiEBCI.VL DE
e.:i.v\Muoco.
O SP. Rana e Silva Sr. presidente, venh i
su' metter Ilustrada cousid r..c > I Oasaark,
las repn seotac .'a da Aasociacao Coma-reial 1
Pernaa)tm :o, e pego permisai i para acompanlial-
as de alguraas consi lera^oes nio s porque me me-
rece muito apreco a classe commereial, como lam
bem porque tao relativas a quo-toes impirtantes
para iciuha provincia.
A primein dcsmas repreaentar;oes refere-se
urna das nossas maia justificadas n"cesidadee,
unit d :s D .s*as ma3 antigs aspiracoes o me-
Ihoi-.menti do pirro de Pernainbuo. (Apoiados.)
Esse servico iniciado em 1874, com a creacio
da repirticao de melhorame-itos do norto, estnda-
do em 1875 por um notavel eugcuheiro mgl z.
especi> lista em trabilhos hyir ulioos, o Sr. Haw-
ksh w, que foi mandado cobt i glorioso
gabinete 7 de liare s espera para ser retlieado
um governo que p obra neessuia, da BsaiOr Vantagem para a nro
vin ia de Pernambuco, e que aproveita ra nbdJi
iiav-c-icao em ger,.l. (Apoiados.)
Sr. presidente, eu cundo que o nib.-e ministro
da Agricultura, que promove m-lhoramento idn-
tico p.ra o caes de Santos, cujas eondicoes de,
navctabilidade sao msMlorescqae as do parto de
Pernainliii O, restar a -tu-.. a repre-
,ao da A- >.; a nal i i ionfe
de iniuha provincia, qie justa e traduz o senti-
mento geral, a aspirayao do todos os peruambnc i-
nos. (Apoiados.) O mlhoraraento do porto de
Pernambueo nao deve. nao pode ficar adiado indi
fiuidam nt .
Tocando neeta assumpto, julgo do m;u dever
adiantar algumaa reft xoas quanto execuoio das
obras. O governo est autonsado no orcamento
vo'.ado ha das, a realisal-as por dous modos : ou
por admiuistracao ou por contracto.
Senhores, a boa e segura etecucao idas obras
condicaj indiapenaavel para que roelhoraraeMjs
raes produzam os resultados que se tem em vista.
Eu, portanto, ligo questao do moio, si pjr con-
tracto, si por ndmioistracio, a maior importrtieia
e nao duvido dizer que julgo preferivel a execu-
cio itdministrati vament I.
0 Sr. Joio Penido Fica sempre muito miis
cara.
0 Sr. Rosa e Silva -E' certo, como diz o nobre
deputado per Minas, que a execacao de qualquer
obra por adolkiistracao fica, em rejra, mais citra
do que devera cuatar ; mas, senhores, este um
defeito que pode 'perfeitamente ser corH-egido, des-
de que o governo exerca escrupulosa fisoaiisacao
e entregue a oxecue.ao das obras a pessoal de in
teira confi*nca. Demais, o syateraa dos contra .
ctoa nio est sent deste m-aiio dafeito, oantor-
me o tem demonstrado a experieneia entre nos, e,
alm diMO, d lugar a axploracoes, a venda das
ooacessoes, do que xiuito arreceio-roo, tratndo-
se do porto de Pernambueo, porque pode importar
o sacrificio desse grande melhovaraeoto.
Assim me exprimind, infelizmente biscio-me
era um exemplo de minha propria provincia, a aa-
ber, o que aecnteceu com os primeiros engenh-
eentraes all eatabelecidos, assumpto do qual j
aqu me oceupe ligeramente.
N.nguein contesta a conveniencia dos engenh >s
centraos 4 dividem o trabalho, multiplicam a pro-
dcelo e aperfeicoam o fabrica. Mas qual tem
aido o seu resultado na provincia de Pernambu-
eo ? Confiada a execucio de taca m-lhoramentos
a ama companhia iugleza, qnal se garantiram
uro de 6 e 7 /#, o que exeeaaivo para capi-
taes estrangeiros, esaa empreza qne s visa a ga-
ranta, procurou anda aug.meutal-a, comprando
material barato e at mechanismo regeitado. A
consequencia nao se fez esperar, foi um complete
desastre, occasi.mando consideraveis prejuizos
piia chegou a diminuta produocio do assucar as
zonas em que deviara funecionar, visto coma-oa
agricultorea que tiveram a infelicidade de contra-
erar com eaaa companhia, desmontaran] os seus
eogehos e depois nao tiveram onde moer suas
cannas.
Ora, tratando-se de urna questao vit-I, com
o melhoramento do porto de Pernambueo, eu re-
eeo muito que na execucio venha acontecer cousa
idntica, e por isso digo que julgo preferivel a
realsacao das obras administrativamante. Cum
pre anda attender a que a execucio por contracto
pode affectar a iufresses importantes e at eraba-
rxcar o commercio, conforme aa condicoes que fo
rem estipuladas. Tudo isto muito serio, e, con-
segnintemente, ea pefo para o assumpto a ospe
cial attencao do honrado ministro da agricul-
tura.
O nobre ministro dev ter em sua secretaria os
planos dos Srs. Howkshaw. Estude S. Exc. a quea-
to, ouca oa seua melhores auxiliares, e acredito
que o honrado miniatro mandar executar admi-
nistrativamente esses pl nos, porque, aegundo estou
informado, podem aer realizados com um pequeo
augmento da verba annualmente votad* para esse
servico. E' tudo quanto por ora me cumpre dixer
a easc reepeito, com o intuito de promover e acau
teiar interesse tio vital para a minha provincia.
Sr. presidente, a segunda represuntacao da Asso-
ciacao Commereial de Pernambueo refere se
questio dos impostoa provmci .es de importaco
disfarcados.
Senhores, eu j tive occasiio de abordar aqui
esta questio evantenbo tudo quanto diese a res
peito. Oonffiero iaconstitneiooaes e inconvenien-
tes esses impostos disfarcados de mportacao, c en
teodoque cumpre fazel-os d-sappirecer ios orna-
mentos por um acto legislativo, mas nio concorde
nem ter o mea apoio qu ilquer medida que tenha
por fim a revogacio de taes impostos, sem que ao
mesoio t- mpo se d o equivalente s provincias,
ou se aa exonere do pagamento de algumaa despe-
zas geraes, que actualmente pesam aobre seus co
fres; porque, a nio ser assim, eu reconheco que
as assemblas nrovinciaes cumprem um p- nso
dever votando esses impostoa, e fatalmente elles
hio de permanecer, at com os votos dos seus de-
cididos adversarios, emquauto perdurar o actual
estada de cousas.
Por isso j reclamei e insisto cm pedir a inter-
V3ncin do poder geral, a quem corre o dever de
resolver csaa magna questao e arrancar as pro-
vincias do estado de batimento em que jazem.
Isto nio demanda avn talos sacrificios, por parte
do Estado, conforme muitos presumem, cortamente
por nio considerarem com a devida attencio tio
importante problema. Elle de certa delicado,
offerece difficuldade?, por nio serem uniformes oa
inteiessea de todas as provincias, psrm, deve e
pode ser reaolvido pelo estado.
Sr presidente, o commercio da minha provincia
nio faz questio do quantum do itnpoato elle o tem
dito sempre claramente, e anda o repet e na re
preseutaco de me oceupo.
Sua reclamacio nio contra a maior on menor
aggravacio da taxa d- imporsacia ; ao contrario
est prompto a pagar ao governo geral as duas
taxas reunidas, isto o mesmo que actualmente
paga ao estado e provincia. A questio, por
tanto, nio de mais on meaos onus, porque elle
sabe perfeitamente que imposto de importacio in-
cide sobre o consumidor, e em taes condicoes di
aggravacio razoavel. O que uio quer o commer-
cio de Pernambueo, e isto fundamenta e eleva sua
representacio, tio smente a desigualdade de ta
ritas, a guerra fiscal de provincia a provincia,
eaaa luta interprovincial que existe em nosao paiz
om grave prejuizo de suas for;as productoras, de
sua industria naaceute, e at de sua uniio.
Senhores, nio justo que ama provincia esteja
a taxar os productos de outras. Eu, como brasi-
leiros, aou em materia fiscal francamente protec-
cionistas, mas tratndose da pro meci do mesmo
Imperio, nio corapr- hendo qua-deixe de ser urna
realidade a liberdade do commercio interprovin-
cial. Entretanto, entre na ella nio existe, tal
a verdade 'pre oa factoa demonstrara.
Ainda ha poueos dias, Sr. presidente, o meu dis-
tiucto collega deputado pelo 4' districto do Ma-
ranhao, levnton-se neste recinto para pedir a
revogacio de impostos inconstltucionaes de sna
nobre provincia. Pois bem, senhores'; entre MteB
impostas figura o de 5 /. aobre o assuear impor-
tado das outras provincias. Veja V. Exc, veja a
Cansara do que se acham arneacad is aa provincias
productoras de assucar : est "io sob a pressio dos
impostoa de importacio laucados por suas ir mis !
Creio, senhores, ; ue nio pode haver nada mais
amansador para a produccao das masas provin-
cias
O Si. Tarquinio de Souza:Apoiado.
O Sr. Itosa e SilvaE' esta, portanto, urna
questao muito seria, que precisa de ser reaolvida
pelo parlamento, no interesse nacional, para que
ni estejamos aniquilar-nos reciprocamente.
Sei que, em geral, as queatoea daa proviuciaa
sio c lusid-iadas Como pretenciosas utopias...
O Sr. Silva Ta vareaDesarrazoadas imperti-
nencias.
O Sr. Rosa e Silva... desarrazoadas imper-
tinencias, d:z bem o nobre deputado pelo 4' dis-
tricto do Rio-Grande do Sul; mas, senhores, tt.le-
r -me a cmara a franqueza de prguntar-1he : o
que ser do futuro di ste paiz, si porveotura ac-
centuar-se a luta entre as provincias, e i
auementando suas qneixas cnu-a o centro?
Xa i B r melhor acabar com egsas constantes
reclamacoes do centro contra as provincias, e daa
provincias contra o centro? Nio constituimos to
dos um grande imperio, que ser rorte e reap ita-
do, em quanto estiver unido, 'mas que, ha de aer
fraco. e at nada Valer no momento em que se
fraccionar ?
Pois bem, ai esta a wdac'e e a aapiracio de
todos nos, rara que distmceSee ? Si esta a ver-
da le, porque nio es -ufar os brados daa p-.-
cas, quando alguuras d-llas nio pedem maia do
que a justa refribuicio de servicos eom que tfim
contr'buiio pira as despezas do Estado?^
Diz-se, e j fi at objecto de urna demonstra
cao ueste parlameuto que as provincias do norte
do i nporio nao contribnem nem mesmo p-ira as
des pesas com que ooeram o Este. 11.
Assim infelisra- n(e acontece em relacao a algu-
mas deltas; mas, senhores, nio sao tambera bra-
sileiros es fiihoi desaas proviniasV
Fallo ueste ponto com verfladeira iraparcialii*
de e insuspeicio, p irquc felizmente, a provincia
de Pernambueo p,-itence ao nurae.o mqnraaque
nao oner.-im o orciireuto geral do imperio. (Apoia-
i respectiva deputa^i)).
Nao ha muitos diaa, prop eitalmente dei-me ao
Irabafbo de eompulsar o balanco do emrcicio de
1883 1884, que e o ultimo publicado, e verifiquai
q-i-.-, incluindo at as desperas que o Estado ac-
,-n d nenie est fazendo com as estradas de ferro,
ainda asaira as despezas geraes, realiaadaa em mi-
nha Drovincia, nao atiingem quai tia de....
8,1)00:0.*)$; entretanto, a" provincia de Pernam-
baco nesse mesmo <-xereioio de 1883188t, con-
forme demonstra o bataneo da receita g*ral, con
tribuio pan; o Estado com a quantia de.........
14,000:000f, o qaequer dizer que, mesa somata-
das algumas outras despezas extraordinarias, Per-
nambueo eoutribue com saldos, para o urcameuto
do Estado. Nio obstante, oa 8eus melhoramentos
-ohtinaam a ser descarados, e suas necessidides
nio pVssam de aspiracoea (Apoiados da depu-
tacio pernambocana
bre naregacio de cabotagem, e ente para swten- nmmto o-prejuiw que lbe pode resaltar de urna
Sr. presidente, grave como para a minha pro-
vincia a q estio dos impostoa provnciaes de im-
portacao disfarcados, eu pceo a > giverno que co-
gite se'riarbe'ifte dos rdeioa de fesblv'el-a. As coa
dicoes financeira8 da provincia de Pernambueo sio
mnito precaiiaa...
O Sr. Alfredo Corroa Infelizmente a ver-
darle.
OSr. Rosa e SilvaA As3Dcii$ao Commereial
de Pernambueo lembr* dons maios : o priineiro
a creacio de taxas addicionaea aos impostos Ue
Importacio, cobrados pela alfandoga, e que rever-
tan) em beneficio das proviucras.
Esta tambm a idea que merece a preferencia
do honrado ministro da fazenda,m seu relatorio.
8. Exc. julga m-iis fcil e menos dispendiosa ta
solucao.
Eu, Sr. presidente, nio tenho enthusiasmo por
cata idea, confesso-o; mas nao rerei duvida nenbu-
ma em cceital-a e apoial a como medida provi
soria, pois nesse carcter reconheco sua conve-
niencia, at que se discriminen) as rendas, cora-
tanto que as taxas sejain uniformes e differen-
'ciaes.
Duas foram as objecces levantadaa neste parla-
mento contra a ida dos 10 "/ addicionaea.
A primeira d'essas objecQoes foi nio aer justo
que aa provinciaa que nio uecessitam de aceres
cimo de receita sofiram o onua da aggravacio doa
impostos de importacio, pela decretacio das taxas
addicionaes.
Eu nio conheco objeccio mais improcedente.
Desde que haja provincias que nio necessitcm
d'essa ajgravacio do imposto de importa^ao, para
melhorar o aeu estado financeiro, mas que perce-
bam a importancia da respectiva arrecadacia, a
conaequencia que ou poderio appiiear esae ex-
ceaso de receita realiaacio de melhoramentos,
ou diminuicio de outros impostos mais onerosos,
e assi.n. em odo o caso, certo que essas mes-
mas provincias virio a lucrar.
A segucJa objeccio foi que algumas provincias,
nio tendo alfaudega, ficanam e.n condicoes de
desigual jade.
Essa objeccio procede ; mas ella pode ser per-
feitamente reaolvida, conforme toi entio proposto,
fican '.o o governo autorisadn quanto a essas pro-
vincias, a fazer por ellas urna distribuicio equita-
tiva. E, Sr. presidente, era relavao alfaudega
da corte, en crse M oenhumi smplreacao maia
vantajosa Ihe poderemos dar, do que destinando-a
a auxiliar as despezas n-cessarias para a realsa-
cao do grande plano de saneamento da capital do
imperio.
Portanto, a medida com carcter provisorio
pode ser aceita, e convm que o seja, nio s por-
que melhora as condicoes financeiraa daa provin-
cias, mas tambem porque acaba desde logo com a
luta uterprovinei.il das tarifas.
Apezar de tudo -.ato, porm, disae e repito que,
a nio ser como medid i provisoria, nao 6 esse o
m u ideal para a solucao da questio, e a razio,
Sr. presidente, porque, alm de centralisadora,
considero essa solucao instavel. E' centra isa-
dora porque, para seren as taxas uniformes,
precisara de ser votadas pela asse nb.a geral, e
o acto addioional conferio s provincias o dir-ito
de votar oa seus impostos. E' instavel porque,
sendo considerada um auxilio, pode de uj mo
ment para outro desapparecer ou reverter para
os cofres garaes, como aeontec-u da primeira
V z.
(Apoiados).
Eu, por conseguate, coutino a preferir a idea
da diseriininacio das rendas, que o meio de re-
solver definitivamente a questio, e ter a dupla
vautagem de melhorar o nosso tystema tiibutario
e acabar eom a aoarcba financeira que preiomina
as provincias.
O Sr. Alcoforado JniorApoiado ; urna me-
dida que ha de concorrer para melhorar o estado
das provincias.
O Sr. Rosa e Silva A discrmmacio das ren-
das, senhores, ser de vantagem nio s para as
provincias, mas at pira o proprio estado. Dis-
criminadas aa readaa, o estado nio poder jamis
ser enbaaacado pelas provincias com a decretacio
de taxas addicionaes, e as provincias por sua vez
ficario sabendo os recurs js com que devem con-
tar, a esphera de aceito dentro da qusl podem gyrar
livremente, sem dependencia de ontro poder.
(Mutte-bem.)
Cada urna ter roeeita e despexas propinas, e
ser directamente responsavel para cora es con-
tribuntes pela maior ou menor aggravacio dos
mpostos, pela boa ou m applicacio das rendas.
A verdadeira solacio, pois, a discriminacS.) das
rendas sob a base da de-ceatralisacio adminis-
trativa.
Nio ignoro que ae diz que esta discrimioacio
nio memorar o estado das provincias, parque el-
la di) o exemplo de se desgovernsrem ; mae si
certo e eu o confeseo quetod ib aa provincias tem
coinmettido muitos erroa, nio menos certo que o
ettado tambem os tem c namettido e talves mais
gravea. 'Apoiados )
O que vejo em miaba provinci* a confirmaci
deste aaaerto.
Moas s principaes gneros de exportacio sio o
alffodio e o assucar, cujoa preces tem bailado, e
aoffrem competencia muito seria doa similares es-
traogeros. Poia bem, o que tem feito o estado
para favorcelos ? Em vez le animal-os, o es-
tado aujeita os a impostoa de exportacio, e a
tarifas relativamente elevn das.
Na Europa, a Cmara o sabe, os principaes pa-
ses nio s isentam de impostos os gneros de ex-
portacio, como tambem estabelecem tarifas eape-
caes e at premios. Nos oa oneramoa com impos-
tos e altas tarifas I Assim, por exemplo, em re-
lacio eatrada ie ferro do Limoeiro, acooteceque
08 animaea Ihe f izi-m orapteocia no transporte
de cargas De sorte que, alm de ter custado o
duplo do que devera cuatar, tem a sua receita pre-
judicada pela competencia incrivel dos animaes, e
nem ao m.-nos obncorre elficazmonto para o d'8-
envolviioeuto da produecao, porque nio barateoa
o transporte tanto qua-ito o devia fazer.
Eis porque, seuliores, as nossas estradas de
ferro sio aecusadas de nio correspooderem devi-
damente s despezas t-itas ," mas a quem cabe a
responsabildade ? taris erroa provnciaes ?
Mais ou menos aconteceu com a eatrada de fer-
ro de S. Francisco, em cuja conatruefio tambem
houve snorin -s deop rdicios, que muito tem aggra-
vado a garanta de juros, e ende a renovaba j da
liha se fa cuita do seu rendimeoto, assim como
diversas outras deiperas, que hio de etcrmsar
esaa garanta, si porventur. o governo nio resga-
tar a eatrada quanto antes.
Nao obstante, porm, turlo quanto se ez, -^es-
peito doa erros comraettidoa e foram muitoa essa
estrada j est dando saldos, oa qnaes avultaro,
si calculamos o aognent > que tem tido a receita
publica, p.-lo dcsenvolvimeuto da produsci 8 i-
-os impostos de exportacio. (Apoiados.)
Como, c mseguinemente, conhemunr as nossas
estradas de ferro, si, m geral, por tras dos dficits
apparentes, ha os saldos reaes ? Sr. presidente,
pric-p .Imente do desenvolvimeuto da v^acaa f ir-
rea e de sua melhor direecio e fisalisaco, que cu
espero a s dvaejao leste paiz. Prec-isam is corta-
mente ser no estado actual de nossas
fin-meas, as nao teas s rasSo paradesam
Eu re,iroduzir i um ficto, acontecido era minha
provincia, que demonstra bem quanta importan-
ca tem para nos o deseuv Jviraeuto da vi
frrea.
tes da guerra dos E^ta-.los Unidos, a expor-
te algidao, na provincia da'Prrnambnco,
nao attingia a 50,000 arro\>;tf.-~'' Durante essa
guerra, elevoi-se a m>.is de 1.000.000, porque o
preco do algbd&S subi k .'10o a arr lii! ,
Isto, senhores, muito siguific-tivo e.quer di-
zer evidentemente que, s a provincia de Pernam-
bueo nio exporta mais algodao, nio por nio po-
der produzl o. mas sim porqu-* o preco da mer-
eadoria nio compensa, para quem reside a grau-
de distancia, as deap-'zus de :-:iusp-r.'es e produc-
cao. Desle que, porm, se desenvolva a viacio
i, proeurando-se a zona algoioeira e c..m-
prchendeudo se que o seu principal fim deve aer
facilitar e baratear o transporte, eu acredito que
a producijio e a exportacio do algodao hio de
augmentar consideravelmente em Pernambueo e
em outras provincias.
A estrada de ferro do Reofe a Caruar est
nesse caso : pode concorrer muito para o incre-
mento da produccio do algodao, logo que ch
aquella cidade, si foram adoptadas tarifas redu-
zuias.
Mas, Sr. presidente, em taes c--ndi 6cs, quan-
do tudo conspira contra as nossas industrias, con-
forme venho de indicar lig-irarnente, que hare-
mos de consentir em aggravar os nossos miles,
tolerando que a guerra de tarifas mterprovin-
ciues continuo a perturbar as reiacoes do commer-
cio e a augmentar os onus da agricultura ? Nao
sio essas duas classes os principaes factores da
riqueza publica e os maiores contribuintes do Es-
tado ? Por que, pois, nio havemes de at'.ender aos
seus justos reclamos ?
Senhores, mais do que de cortes em despesas re-
productivas, nos pr cisan.os de roorgaaisacao ad-
ministrativa e financeira.
0 Sr. Presdcnte-rEst dada a hora.
O Sr. Rosa e Silva-Eu sin.o, Sr. presidente,
que a estreiteza do tempo destinado a estas dis-
cussoes e a difficuldade com que lutamoa para iL-
ter a palavra, por causa das numerosas inscrip-
coea, iuhibam rae de completar as considerad-oes
que me propuz fazer ; porm V. Eic. observa sae
que a hora est dada,e eu devo o vou terminar.
Concluo mandando mesa as importantes re-
presentacoes da Associaoio Commereial de minha
provincia, e pudn lo para ellas a attencio da C-
mara e do governo. Concluo insistindo pela d::-
crim'nacao das rendas, que constituc a maior aa-
piracio daa provincias, e aera melhor garanta
para a integridade do Imperio, principio este que
tod-J8 nos braaileiros devemos elevar a altura de
um dogma poltico, pela satisfazlo de todis oa le-
gtimos intere8ses iiaciona-s. (Muito bom! Muito
bem O oadur comprimentade),
Vem a mesa esio lidas as seguintes represen-
taces :
Da Directora da Asaociacio Commereial e Be-
u. fcente de Pernambueo, solicitando um crdito
para es obras de melhoramento do porto da mes-
ma provincia.
E' remettida s ccramiasoes de obras pui...
e de orcamento.
Da inesm Associacio, representando contra a
permanencia do imposto denominado de gyro corc-
mercixl, creado pela respectiva Assembla I ro-
vincial.A' cosmissio de a&semblas provn-
ciaes.
KtviSTA DIARIA
Parecer obre a eleicao do S dia-
trlt-io de PernambueoO Diario Official
de 29 do mez fiado pubbcou o seguinte :
Parecer.1886N. 36 A.
Provincia de Pernambueo (3o districto).
Al commissao de inquerito examinou attea-
tamoute as authoteas das eleices, a que se pro-
ceden no dia 12 de Agosto deste ..nao uo 3* dis-
tricto da provi' cia de Pernambueo.
Os trabalhos eleitoraes correram em todos oa
collegios de que se eompoe o mesmo districto, com
toda a regulardade e sem a maia leve pertur-
oacao.
Na paroebia de Igaarass, porm, alguos e!ei-
tores protestaram contra a val dade dos votos que
tecabirain no caudidato Dr. Felppe de F.gueirua
Fnria, por ser e3te interessado na empreza do
Diario de Pernambueo, que t-in contracto com o
governo provincial para publicacio de act03 of-
feaaas.
O eleitor Joio Francisco do Amara! contra-
pi-ote3tou, dizendo que, uio sendo o dito candida-
to coutract-nte de obras publicas, impostos, ren-
diroentos u fornecimentos pblicos, nao est eom-
pr.-hendido era nenhama das hypotheses previstas
j 2 do art. 11 da nva lei eleitoral.
O candidato Dr. Figaeiroa apresent.-a ama
certidio provando que quem figura nos contractos
com o governo da provincia o baeharel Miguel
de Figueiroa Faria, c que elle neuhum contracto
tem oom o governo provincial.
Alm de que, j passou em julgado, quando
ae votou o parecer da 2' commissao de inquerito,
relativamente ao 1* districto do provincia de S.
Pau'o, que esses contractos para publicacio do
espedientes e outros actos otficiaea nio sio da na-
tureza daquel.es de que tratara oa arta. 11, J 2*
da lei n. 3,(129 de 9 de Janeiro de 1881 e >7 d
rep-erivo r- gulamento.
A' vista do i-xposto, a commissio de pa-
recer :
1, que sejam approvadas todas as tleicra
proc di ias as parochias de que se compos o 3*
districto da provincia de Pernambueo ;
2', que seja reconhecido e proclamado do-pota-
do pelo mesmo districto o Dr. Felppe de Figuei-
10a Faria.
Sala dascommissois, 23 de Agosto de 1886-
Joio Manoel.Tarquiuio de Souza.U. Castrio-
to. Leitio da Cunha. Bernardo Antonio 9
Mendonca Sobrinho.Pinto Lima .
%naoclaco doa Funccionarloa de
Pernambueo Presenta grande nura-ro de
assocuoos, esta corporncao reunida hontem esa
assemola geral extraardiaaria, nos ^termos dos
respectivos estatutos, procedeu eleicio do con-
selhodelibera'ivo que a tem de dirigir durante
anno social de 18861887, dando o seguinte re-
saltado:
PresidenteDr. Antonio Witruvio Pinto Ban-
deira e Aecioli Vasconcellos.
1- vicepresidente Major Leopoldo Borges
Gal vio Uchda (reeleito). -
2- dkoPref-asor Francisco Carlos da Silra
Fragoso.
1- secretan Alfredo Rodrigues dos Anjea
(reeleito).
dito 8ilvin Antonio Rodrigaes.
>S
/
i
WM7]
mMi
ii^HBaHBVi^Bi^ai^


Diaria t> Heraaittfcuw-(tuarta-leirtt 8 de Setembr e IHNtt
3
1- orador-1 lo* Beta. Caa-, Taa e estende-se a perim -tro j muito vasto do
u*eso continente para tomar nocessaru a unifur-
pello.
2- ditoProfessor J o Jos Rodrigues.
Th-soureroFelipp- Kmili-j MtBM da, Casta-
(reel-it)).
CumraissSo de redae;a<:Dr. Antonio Jos
AlmeidaPe-n.nBbuco.Dr.Joao Barbalho Uch
Cavalcante (reeleito), Dr. Jos Antonio de Alenta-
da Cunha (reeleito), Dr. Petgentino S. Aratrio
Qnlltp (refleito) e Antonio Fernandos da Sil eir
C iv;. b (realeito),
C unmissao d nci i: -Maj ir Hemeterio
Maeielda Silva (qaeieito), Jos Luis Salgado Ac-
cicli e Jos Joiquim Bnges UoM*
Conselbeir as: Joaquim Lucillo de Siquoira
Y .r.jao, Manoel Mara do Araujo, Pedro Francis-
co de Paula Baptista (reeleito), Dr. Manoel (j -raes
Viegas, Pedro Alexandrno Machado (reeleito),
Dr. Jos Horacio Costa, Francisco da Silva Mi-
randa, Liberato Tiburliuo de Miran la Maciel, Ma-
xiarauo Lop.-a Machado Jnior, Antonio Adolpho
B. Loa! (reeleito), Joao Coci Cordovilie, Fran-
cisco Pinto de Carmino (re delta), Dr. Adolph)
Tac:o da Costa Cirne e Jos Luis de Fraaca lor-
A posse devere realsar-se no dia 6 de Outubro
vindouro. ,
Vapor do norte Pelo paquete inglez
Advance recbenles h-.ratem folhas d Far at 31
e do Piauhy at 32 de Agosto, bem como do Mara-
as* at -' do corrente _
Para Lemos na Provincia do fara de i :
Ante hontein, de 10 pira-11 horas da noite, o
vapor Visea, que regreses* de alguraas localida-
des do Salgado, abolroou, em frente fortaleza da
Barra, na caro a pertencente a Germano Antonio
Modesto e qua d'aqui segua, carregada de meica-
dorias, Ci.m destino a Vigia.
A cni, le ,eado O vento, qnasi ne-
nhura segnim -nt > levava, nao sendo possiv-lao
tmoneire deaviat-a do vapor, que, singrando eo:n
veloe-idade, raetteu lhe em cheio a pia beta ao
meio.
Acto continuo, submergio-so a canoa, deb
tendo-se logo a equipasen as aguas.
11 ta o Vizeii arreou ura escaler. que
i pe nufragos.
testa, p rem, a rosponsabilidade que cbe ao
co.nmandaute do mesuto vapor pelo dis.stro, ene
c na derla te houvesse a bordo o Deccssario eui
daitO.
A cano i fiuha seu pharol acceso ; era-lhe, inv
possivel deaviar-se do vapor, por falta d" vento ;
alm d'isso, euinpria a mesmo vapr evitar a ca
tastr ipbe, attent a superieridnda de sua prea e
inei.s '<> desvio de quedispunha.
>: o lia "20 tallecer na capital Aifredo Luiz
Bslbr apr ga.de da Alandega.
Eui viag m para D X ug, a bordo do vapor Pa-
rirntu, do qual era commandaute, tambera falle-
cen o 1 teuente da rmala Ignacio Jos Groad i -
nhn.
O vapor Parintins da empresa de Marajo e
Toeantins, qae beta draielisseete poder preeucher
a vaga abert* pelo f..cemento do teuente G<
dinh >, que era getaim-'nt" estimado p)i todos que
o conheciam.
O teaente Gcdinho foi sorprendido pela morte
quanto o vapor de sru coraman lo estafa atracado
ao trapiche de David Jos eies e o seu cadver
paitado era Gurupa.
O uado era natural da provincia do^Marsnhio.
Maranhao Nada oceonra de importante
PiauhyEra 20 de Maio fallecer na villa le
Pe
Ana
lie depratic.s q : asseguranda corr, s
pondencia internacional ell'etuada p>r aquello
ote eaterida le de 'ransaiissao, fu-
ta ao m amo t- mpo a liquidaca d.
tivas. cou*a> enire as diversas adiiuni-
HC.iutelem varias outras eoavenleneia.l d^ste irp-
p .rtantissim > ramo de servio-". Para este eff ito
projecta deste muio o Sr. Barao de Capanem l i
remido de urna conf<;reuci.t na qual os diversos
ados das adiniuiatracoes telegrapnicas d i
America do Sul, consultando os seus mrer
recprocos, ass3ntem as bises de convenci que,
approvada pelos competentes governos, c mstiUia
em nosao coatinente a lei telegraphica internado
nal.
> A,iniciativa do director geral dos telegraphos
brasileiros atravessou fcilmente a phaae do es-
tudo, sendo bei> acolhida por quasi todos 03 pai-
zes da America do Sul. Nao tendo ehegado a
realisar so, porm, a projeJtala conferencia, e de-
sejan io o m-^smo director aproveitar a sua viagem
as repblicas do Prata para oceupar-se d> > joco,
solicit o o Ministerio da Agricultura a> dos Ne-
goeos E->trangeiros a expedicao de orden para
que as esjacoes d> imperio naquellas repblicas
prestem to lo o apj;o ao Sr. Bario de. Capauena
u i i-ituito de realisar a sobredita eontereneia.
a A convensio telegaraphica sul-americana s'-
ra a primeira que ter de ligar por lacea de ca-
rcter baten usionai os diversos governos da Ame-
rica Meridional.
Babia Cenral Sosar FaetorleaNa
f.-ma da clausula 4.' do decreto n. 9,410 de 28
de Mar o de 1885, e do art. 26 do regulamento de-
24 do Dezembro de 1881, deliberou o governo im-
oerial, por decreto de 28 de Agosto, suspender a
garanta de juros d 6 /<> SDbre o capital de
2,800:000000, concedida companhia cima
mencionada, para estabclecimento de quatro en-
"rnh s centraes destinados ao fabrico de assucar
de eaana, na provincia da Babia (sendo dous no
mnni ipio de Santo Amaro e dous nos municipios
ich cira e Cotegipc). deve'ndo vigorar a sus-
petisao at que s achem definitivamente conclui-
das e sej ara officialm"nte aceitas as resp-ctivas
obra." pelo averno Imperial, e ficando para este
fim concedidos, a contar de 29 de Julho ultimo,
seu mezes para conclusao das ob'as dos eng> nh is
de Santo Amaro.
Central agar Facorie ot Brasil
Con8d"rando que a companhia desta druomi-
nacao, cessionaria da garanta de juros de 6 /o ao
anno sobre o capital de 1,40J:01X)000 para c-sta-
beUcimento de dous engenhis centrae-, destina-
dos ao fabrico de assucar, nos municipios de Ja-
boata6 e Goyanna, da provincia de Pernambuco,
d"ixou de construir as resoectivas obras dentro do
prazo de dous anuos, fixado pelo decreto n. 9,248
de 19 d Julho de 1881. delib-r-u o governo im-
perial, p ir decreto de 28 de. Agosto, declarar ca-
duca a referida concessao.
grande de 2I70:OOU, pelo novo plano, ser ex- tal (Maranho) com rala, para ist.n-uir os-n.
trahida impreterivelmeate no da 7 do Setembro, finos caracteres; assim rolativaneute aoolhodi-
reito oom f 10 S=~2/3 e ceaq f 16 o u. 1 d es-
cala.
Com r lavlo ao olho esqu.i-do idntico resultado.
4 -Exma. Sra. D. Mari Alexatdriua
gil horas da manha.
Bilbetes a venda na Casa Folia da pr&ca da la-
dependfeuci n3 37 e 39.
Prcj idos.
Lotera do BaoA 2 parte da lotera
n .8, do novo piaup, do premio de 100:000j000,
ser extrahida no dia de Set.imbro.
Os bilhetes achaca se venia na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambera acham se venda na praca da Inde-
puudencia ns. 37 e 39.
Lotera da corleA 3* parte da 199 lo-
tera da corte, cojo premio grande de 100:O00|,
ser, extrahida no dia 10 de Setembro.
Os bilhetes ach m-se venda na Casa da For-
tuna ra l'rimeiro de Mareo n. 23.
Tambera acbam-se venda na prac da Inde-
pendencia 113. 37 e 39.
Lotera Extraordiarla !> Vplrau-
sa O 4." e ultimo sorteio das 4." e 5." series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida brevemente.
Achara se expostos venia os restos dos hi-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Tambera acbam-se venda na Reda da Por-
t.unh ra Larga do Rosario n. 36.
Hatadoaro PublicPoram abatidas no
Matadouro da Cabanga 91 rezes para o consume
do dia 8 de Setembro.
Sendo: 74 rezes pertencentesa Oliveira Castro,
A C, e 17 a diversos.
Lotera da corte Eis a lista dos nurae.
ros mais premiados na 2.a parte da 43. lotera
199 para o hospital da Santa Casa de Misericor-
dia da corte, extrahida 27 de Agosto :
premios de 100:0005000 a 1:000*000
100:000*000
8012
11227
4105
1418
13589
2917
8927
11964
11991
13510
13848
8011
8013
11226
11223
APPBOXIU.ICOES
_'0:O0OO0)
5:000*000
2:000*000
2:000 5000
i.-ooo*t uo
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*OOJ
1:000*000
1:000*000
1:000*000
600r)00
600*000
><>rlli Brazllian tugar Factorle*
Considerando que esta -ompauhia nao apresentou
no prazo fixado pelo decreto n. 8,951 de 9 de Ju-
nho de 1883 os contractos de toruecimento de cali-
na relativos aos engenhos centraes a que s'- refere
a clausula 6.a do ii-.esm> decreto, bem como que
ni foram coiicluid'.s no prazo da clausula 2.a as
dos engentaos de S. Liurenfo da Matta e
Pi 'Alho, na pr vnuia de Pcrnambiic, e de S.
Jos de Mipib, da p.ocincia d> Kio Grande do
N rto; deliberou gorerno imperial, por decreto
---------- ------___________ aeiiD'Tiu o T<-, .-ru nuoeaac, ijji urai
Pinto Ferreira, e em Jeromeuha ^ g ^ A ^
arleto Joa d IDeclarar cadueaa m eonceseoes refativaa a
Fr ^S&ZSVZZiSZ, -genhos eeotrae. i municipios do Ceara Miri
3805
6200
6555
r, proeedent- do snl do imperio, ebegou hontem
da corte, onde seac!iavan> gozo d>- lieenta. o
nosso amigo Dr. Pedro Frauci.-co Corrida de Oli-
vera, digno secretario da presidencia desta pro-
vincia, cujo exercicto reassomir amanh.
T..mbm ciiegaratu no rr.eso paquete o nos-
sos amigos, Dr. Democrito Cavalcante de Albii-
querque B lador J 's (andido de Mo-
raes
Ao de-euibaiqr.e d-1 todos coucorreu grande nu-
-o di seus lar utes e amigos, que ancio30s 03
A em viudos apre''ntam03 nossos compri-
nentos.
Club Lilterario yres fiamaII n-
tem, ao meio dia, solemns' u o Club Luterano
aos
engenhos centraes dos municipios do Ceara Mirim,
provincia di Rio Grande do Norte ; dos munici-
pics de Itamb, No/.ir -th e [gaarata, proviuoia
de Pernambuco; do raunic )io da Penha, provin
ca das Alaooas ; e dos municipios de JaparatuSa
e S. Christavao, provineia de Sergipe.
IISuspenda* a garanta de juros cneedida
para construeclo dos tres en.renhos centraes de S.
Loureneo da Malta, Pao d'A ho e S Jos do Mi-
pib, at que todas as obras se ach ra concluidas
e sejam oAeialmeote aceitas, nao poiendo a com-
pmhia, sob nenhuin pretexto, reclamar pagamento
de uros durante o teoapo Ja saspensio.
III D-'terminar que fiqoem completamente aca-
bados e fuiicciinem, i engaahe eeatml de S. Lou
renco da Matta a 1 ds Outubro prosimo, e os de
'< d'Alho S. Jos Jo Mipib a l de -I.-.aeiro Gama o primeiro anoivsrsariod* aua ins- BnB0 prosifEO futoroyWb'peii ida dae
tallac oom i.m i sess:Io magna, brilbaut3U). ate
concorriia por cavalhoiros c seuhoras.
D'pois de um bem elaborado discurso, pronun-
ciado pelo pn'sideiite hc>norario do mesmo Clno,
Dr. Ayret Gama, fallar-m o Presidento effec'ivo
e o orador do metuno Club, oradores oommjaaiona
dos pelo anno di corso normal, pete Fneuldide de
Diroito, clubs literarios, C ail Litterari Acad-
mico, Gremio Littirari > Pcruanibucano, Club Lir
terario Prei Caneca, Club Litterario Diegues J-
nior; Philouj .tica, Imperial Sociedade d.s Artis-
tas Mechancos, Soeie lado Propagadora, Curso
Preparatorio da Propagadora, Club Furtado C.e-
lh-> e outros oradores
Dorante os inttrvallos tocou a banda do 2' ba-
talbo de linha-
A'a 7 horas da noite installou o roe3mo Club as
suas eonf.reuciai Iliterarias, tomando a pa'avra o
Dr. Aytes Gama, com que disaertou sobro a utili-
dade do estado das acieneias physicas naturaes.
Cealrn BepubitcanoH je, ao meio dia,
e n i lugar do costume. Uaver reumo do- ineui-
bros deesa Centro, para iratar-se de n.igocioS ira-
porta lt"S.
flePtl de Uo)t* O Sr Dr. J. lzidoro
Martina Jnior acaba de publicar urna segunda
edicei, refundida e accri.-ecentada de urna &tt*'
these Artstica das suas pogsias intituladas Vitoes
de Boje, que tac b. m acolhimento reeebram do
publico.
A nova edioao ntida e fcita com sutura i
to.
Agr.idecemes ao autor a oferta que noa fez de
nm exemplar.
FeMta no Mercado -Sob propia do ad-
ministrador e adhesSo dos empregados e vendedo-
res do Mercado Publico, hontem tarde estes fes-
t?aram o 11' auniversario da sua instullacao.
11 uve arcos de folhagens, embaudeiramentr,
illun.lna^ao a gaz, interna e externamente. Urna
bai* de msica, toeou durante a noite.
Muita gente visitou esse bello estabeiecimeu-
to.
Benco de Imasi-ntiHoje, s 11 horas
da manha, na matiiz do Corpo S*to, depois da
inis i, bi nrts sn sdbl tres imagen : Nossa Sen ho-
ra das Dores; Santa Mana .Magdalena e S. Joo.
A irmandade do S^nhor Boir. Jess dos Passos
esp ra o compareciineuto doe paranynpbos.
O TensoDa c.-te recebemos hontem o n
2 desta revista Bcientifica, Iliteraria e artstica,
nrOM Club le LitU'ra'.ura.
Faliniade La Fentalne-O Sr. Jos
de Mello, do Ri da Janeiro, representante da ca-
ga ,. : .;.;raz.-\ I :' 'U-nos os fase.cu
|os 7 j titulo cima, il-
lustia-: -. eo'P eeve-i'de 6)0 gr-.vuras de Gustavo
Doi, si.nl-a-, fabal s tranizi las pelos ssais iis-
tnetos poetas |> -rtugaeaes e brasiler s.
Agr.ad -ei-moe Ih.1 a fiueza.
O PalBico-Com este tinil) USBVOWI hmtem
a publicar-se um poriodico Ilustrado e humors-
tico.
- por mez.
jasuS-'U' io ...^ >. pnsppra vida.
Proclama* de caxamenlixtKS ma-
triz do Atl' ga i Coran lidos no dia 5 do corrente
os seruint' :
Mi I lebade da H;r bsoi Fia
ca de Jess Bastos.
Irineu G NBBS da Silva BOU) P rtunaa Man
Saot'Anoa
Fraucivj d i Bssw COS A 'onin Mara do
Cone
Wuciedaile PbllomallcaBate corpe-
I: ntre alumnos do Instituto Pililo-
matice, funeeiouoininie-honteaiiaob-apresi doSr. De. Olftitho V:
Li la a acta M sssao antecedente f i sem dt-
bafe a y pro
Foi .o no C8rgo de 8* scsretario o Sr.
Tol-utino de C rvn.lw M
Lila a c mansi pek> Sr. A^'apit Ma-
ciel, fei Kppri .
Emsegu lugas o jusjji h:=r^ij-i sobr-'
O personairem Lyeurgc, seudoj prom tor o Sr.
Angelo Me de i ros a advogado o Sr. Alberto Car-
valbo; o io I egunio o parecer do
conselno d m ogro d s -Srs :
Sesino Barnei ius Kib i-
ro, Manoel Arauj, Elpidio de Souza e Reinaldo
Rodrigues.
Fui aosteado chsbaista o Sr. .Vlanrt-1 Ribeim.
rlcanaLe se im iomal-do Voaunercio de^cdr*"
te de 27 d
A rede telegraphica da America Meridional,
achanio-; mmunicacS > coa 'o loe os
pontos do globo, ligados entre ei por cabus e Il-
utas telegraphica-1, toca a int resses de bumma
- oes.
Engenbo Central AraealyNa forma
do parecer da seccao do Iinp.-rio do c inselh..* de
Befado foi approvada por decreto de 28 de Agosto,
mediante alteracSes, a reforme dos estatutos da
cjinpanhia Eng'nho Central Aracaty.
% renda rtxnt apolicci p.ie ser ob-
jerto de ceno') Ministerio da Faeenda
irou caixa da amortizacao, em resposta
consulta de 29 d) mez prximo pasando, que
renda das apiiices, ainda que averbadas com a
clausula de doti-.c n -titue usufructo, S ceno tal,
p le ser objecto de cessaj; incluindo-Be na r>s-
pectiva esC'iutura o temp. que fila deve durxr, e
mais a clausulase o cedente nao fallecer antes.
Matricula e arrvlamenloA' Thesou-
raria de Pernambuco declarou o Ministerio da Fa-
zenda haver sido regular a decalo pela qual a
competente junta res Iveu caber acs eucarregados
da nova matricula dos escraV'8 e do arrolamento
dos libert. s-f.exagenrio3 a quota de 120 res de-
duzid.i dos emolumentos cobrados pela inacsipoj
de cada eacravo ou liberto, ach.n lo-se de aeeorde
i mesina deeisai com a circular de 1J de Julh >
de 1872 e a ordera de 28 de Abril ultimo, dirigida
The.sonraria de Peanas da provincia de Sania
Cathariua.
l Amauha :
telo agente Brito, s 10 1|2 horas, ni ma de
Pedro A'.uso u. 43, de fazeudas, miudezas, g-
neros etc.
Sabbado:
Pele a(/ewe Pestaa, s 11 horas, na ra do
Vigario Teuuiio n. 12, d; predio.
MiMNw.uneb^en.Serao celebradas :
Amunha :
A's 7 1/2 heras, no igreja do Terco, por alma
Ulysses Jos Saldanha ; s 7 1(2 horas, no con-
vento da Gloria, e s 8, da matriz de Afogados,
por alma da I). Felippi Cavalcante de Albuquer-
que ; s 7 Ij2 horas, na matriz de S. Jos, por al-
ma de L-opuliiim de Soi'za Barros ; s 8 beree,
na matriz de Santo Antonio, por alma da Manoel
Thomas d;i Silva.
Sexta fe ira :
A's 7 e 9 horas na mttriz io Cabo c as 8 horas
na matriz de Gam di- ira. por alma do bacbarel
Joaquiui Franeiseu Paes Bu reto.
PuviaageiroNObelados dos porcos do sul
no vapor nacional Cear :
(Jimineudador Jos Caudido de Moraes e sua
familia, Dr. Democrito Cavalcanti do Albuquer-
que, Antonio Jos de Moris Sarment. Antonio
M M. Sarment, Fl vio Basaos, conse heiro Joo
Silveir i de Souza, Dr. Pudro Francisco Crrela
de Olneir B C. da Gusta, Joio t 0 tr-
valh d Oiiveira, Josj da C is;a M neiro, U'O mi-
grante, Fruneiaeo Jos Estovao de Olivuirx, Ma-
ra E. di Costa Soare?, Aurelio Aparicio S
H iraeio iSoares, Dr. .1. Alexaudre de Seixaa, .-ui
II nisin 2 liios e 1 -riada, Amonio de Silva Vei
ues C ir loso, L'iiz Svucik,
Manoei Lopes de Cartalbo Ram;s, Pmneteco de
Sevea e s.v., Fraueso V. BleteViannarl
inho r et reir Ramos, Anua Frere, Manuel, Au-
. dee 11 "-.;lies, Leerereesua senbora, ca-
pitao Joilo Guin, sua souhora, 4 filbos e i nia
d>, Otto-iiaunes, Freoeiseo P. de Alm idi. Jose-
sui'uu M- da Giueei
Joaqu:m Jo= .; S-.nt'Aun i, P-iutiia Man Te
vares B 1 cr: I i a, Honor Camello, Joo liiptisti
jo VnscoD ua do Uiiveira, VVone
Jos Baptista, Bernardno Lopes Alhiro Joo
<'oai|Uiinde Carva.hi, Afredodt altea T Tres,
Francisco Puntan, Gabr al Jatob e sua senhora.
Cbegaaos d < norte n > vapor am iric uio
Advance :
A. D. Barres, Eduard Montalgo, John Stnali
Jas-M. Pske, Maw. Knight. >
tana de tseieuv'11-Mosimeato dos pre-
. 6 de Betemi
Existiam pr -nClBrmai 31, sahiram 14,
m oiJ.
Nacionaes 312, mainel
H atn;ncialos 3, prncuasados 4, ditos di
-i :.
Arracoados 2 97, doantes 19
8&
Nao h uve alteraeio na anfennaria.
1/ole la da prniiaia Quint..-
si extrahiri a 1." parto da Ia lo-
em beneficio da Santa Casa do Misericor-
dia do Recite, pelo novo plano approvad.
No consistorio da igreja d iennora d;i
COneeicao dos Militares aira teitz a extraeco
pelo systema da machina F
Lotera de Macelo de SOOrOOOlMMtO
A 6' partes de l'j* lotera, cujo premio
PUE1IIOS de 5002
7061 S7:> 117^3
7981 101549 12076
8591 11460 1
PREMIOS de 200JOO0
261 4131 7002 8933
1407 4448 7390 9247
2791 6029 7654 9566
3318 6150 8621 9984
4092 6441 8719 10678
PREMIOS de 100J000
7697 10333
7970
8438
8582
8686
255
9499
9737
9879
10296
Ccmlterlo publico.Obituario do dia 6
de Setembro :
Clara Martinha de Oliveira, Pernambuco, 82
annos, viuva, S. Jos; velhice.
Manoel, Pernambuco, l dia, Gr*ca; convul-
s oes.
Jcs de Souza Valente, Portugal, 48 aonos, ca-
sado, Boa-Vista ; lymphatite.
Octavia, Pernambueo, 3 annos, S. Jos; hemor-
rhagia cerebral.
Jos Francisco da Silva, Prnumbuco, 24 annos,
solteiro. Boa Vista; tubrculos pulmn ires.
Joao Francisco da Costa Cabral, Pernambuco,
50 annoe, casido, Boa-Vista; erysipla.
Manoel Jos Nogueira, Pernambuco, 40 annos,
-olteiro, R'cife ; iusuffioiencia mitral.
Mara, Pernambuco, 1 lia, Boa-Vista: inviabi-
ridude. -dSsJT
39 3368
6f>2 3959
762 4148
1706 45)4
1930 4556
2405 4907
2482 5133
2581 5914
2720 6994
3308 7160
10617
11464
11679
11835
11948
120*6
12376
12453
12490
12631
12832
11248
11806
12314
12842
12721
12776
12917
13099
13173
13332
13503
13089
13752
13960
CqpcegfJ' da e*uata .da olho
direito. Eis o resultado ; com 12 S=2/3; dis-
tingue fiaos traeos. Adop'o esta f irraula para 05
que nao aouberem 1er, pois que a vista de perto
tornate graduada pola escasa m tfriea de de
Wcker, qiiand oinlo nao aualphabeto.
5A mesraa Exma. Sea. Treae inijj i -pois
fiz a inosma operacio ne olbn esqueial), obiuudo
ideutijo resultado,
6Illra. Sr. Jos Ignacio da Mello. Bofb
de catarata traumtica no ollu direito, ha temos,
fiz urna capaulotomia cora msguifico resultado,
pois que,o operado que nada va pelo olh", obteve
a vista segointe: com -j- 10 S=l/4 eco.n f 15 le o
n. 2 da escala.
7IUra. Sr. capitao Manoel Antonio Texeira.
Ten lo catarata incompleta no olho esquerdo e
completa no direito, exrr&hi sta cora o melhor re-
sultcido, pois que com f 10 S = l/ e com o f 18
l o n. 1 da espala.
8.Exraa. Sra. D. Miria Joanna de Souza Cir-
De. SoffVendo de catarata incompleta no olh) es-
querdo extrahi a do direito pelo qual nada voi. Fui
bomo resultado porque com |- 10 S 1/2 e aura -|-
16 l O n. 1 da escala
9.Sr. Manoel Felippe.Fiz a extraccao da
catarata do olho direito que correu sem o men r
accidente, tres das depois sobreveio ligein inte
occasionada pela constante iniuictaqio do.doeiue,
que chegou a suspender p ir diversas vozeso appa-
relho, allegando soflrer de dyspepsa flactulenta.
Conservou-se sempre a vista e retirou-se o op-ra-
do 9 das depois para fra da ci-iade, sob fun la-
mento de falta de meios para, conservar-se aqu
por mais tempo, prometiendo voltarem poueos das.
Sao decorrdos j 4 mezes sem que tenha appare-
cido em met consultorio.
Em vista do exposto nao posso determinar o grao
de vista obtida.
10.Exma. Sra, D. Mara Magdalena da Con
ceicao. Cora ptimo resultado fiz a extraccao da
.tatarata da olh) direito, p is que cora [- 9 S=l e
distingeos mais finos traeos. ,
11.Illm. Sr. Antonio Francisco da Franca.
Privado da vista, m eras -quen.ciad,a catarata^ fiz
a extracQao da do esquerdo. A vista bi ; c en -|-
U 8=1/2, di-tingue .finos tracus.
12.O mesmo Sr. Fiz posteriormente a di di-
reito obtopdo ainda melhor vista : com -[ 11 S 2 3.
13.Esma. Sra D. Maria Rjsa Bastos. Pra-
tiquei no olho direito urna disciso red,un .da por
urna antiga catarata tr.ium itiea. Foi
rio o resultado : com -|- 10 S 1/2, l com -(- 15 o
n. 2 da escala.
14 a 19.Olindina, menor, filhado IUra. Sr. Pe-
dro A ves de Aimeida. Soffiendo de cataratas con
genitas em ambos os olhoa fiz em cada um d'ellea
urna discisao.; sive ainda de repetir as mesmas
op 'raeo-'s segunda e tercira vee e hoje a crianca,
que cuntava 4 nezes e 17 das, qu iodo eneetei o
tratainento, v todos os obj^ctos que lhe sao apre-
sen tedas.
A operacao por este processo j urna vez o disse
d magnficos resultados, quando teita nos me-
nores de 15 annos, nao obstante ter o operador de
repetil-a tantas veze-i quintas forera neeessaries
pa>a que teja absorvido o cnstalluio : tam ella a
va itageie da eiwplieidade, de cuiuaflo e centella por pirte do operadoi que
raramente se consegue em r-riancas,de nao re-
clamar o emprego da iridectontta, cuja dispensa
as operai;oe3 de c itarats o desidertum dos
i.culistas.
20 a 23 Joi, m iv.r, filho da Exma. Sra. D.
Mana Riladas Djre*. Atf ctado de eatarata so-
uular o olho esquerdo, cuja vista lhe. permute,
guiar se cura diificuldade e coinpleU no direito
que apenas conservava percepeo 'uminosa, fiz
ueste urna discisn e ainda tive de repetir 3 veces
B mesura operacao at que o cristaliiuo fosse, como
se ac'i i hoje absorvii); o m 'or v distinetajaca-
te bera de perto e de longo.
Nao obstante o appar cimeuto da vista tem ini-
Vimentos oscillatoros dos olbos em grao menor
do que antes da operacao. Assim nao ac ntece-
ria ee era id ele mais trra tivesse sido operadu.
A p |';.:!: assmnpt i j'ilgo prestan um --r-
vico as p>is de familia que soffrem o desgosio de
freod i iie catarata no olho direito fiz a i
cujo resultado o s-'guinte : c >m -I- 10 S==l U.
Explico o grao de vista, especificado p da raaia
de uaver uraa grande opacidadei na parte interna
d* oru-.-.i oor ter aido s le do um ptery-rio que, h,
tempog, foi extrahi |
3t: -Exui. Sr. l. Aun i
Ex min^ed > o olho direito eiieou'iei o nriats
luxido-e opacificaio, haveodo falta de pereepcui
luminosa s i do ensope usual.
An oaar a extraecao, ulisse a dous d|-
tiuctos eollegas a ara gos. que se chavara preseu-
tes, Srs. Drs. Math'iis Vaz e Lyra, que tratava-
se de.uin caso que s o dever piofissional in pl
lia-me a reaiisar a operacao.
Minhas apprehenso s nu foram desmentidas,
pois que por occasiao deeer a iris exeisada, deu-se
logo perda de humip vitreo e augmeatou-se a lu
xacu do cristalliuo ; nesta emergencia toma tu
das as precauees que o caso exiga, termioand
p >r fazer a extraccao por meio da curetta de
CriU thett i erapregaudo posteriormente os meios
indicados pela scieucia e seguidos na pratca.
Foi nulioiO resultado da operaoao, na qual nao
foi emprestad* a cocana (*) que nao bavia ai.ida
nesta -dade.
39Exma. Sra. 0. Maria Emilia de Oliveira.
Teedoeids operada de cataratas um ambos os olhos
por outr-) ocuHta, foram. ambos affectados de iri-
do-choroi lite, da que resultuu fiearem quasi obl
teradas as papillas e a vista reduzida a nao poder
guiar-ae. No estado descripto & urna discaao no
olho direito e aps (iita operacao a mesma Exma.
senhora ficou cora vista para ler caracteres com
muns, com -1- 8 S= 1|3.
Dejur. do mais de um anno depois da jisciso,
acaba de vir ao meu consultorio a Exma. Sra. p r
ter reappareeido a irida-choroidite era ambos os
olbos trazendo, como natural, diminuido da
vista.
Est em tratamnto.
40. Sra. Cathariua Mara da Conceicao.
Cega, ha 3 annoi, ora consequeuuia de cataratas,
extrabi a do olho direito com o resultado almeja-
do. pois que v bem ; com -I- 10 S= 1|2 e de perto
distiugue finos tiacos.
41.A mesis.
No oiho esquerdo tai idntico o resultad**'
42. Izabel, liberta.
'-.nvM'., he-4 Mane, eilWili a ea-tarasa.' ie
olho -que-11 ,; ,,,, rnuiro boto resaltado,- poiessr
cora -1- 10 S= 2|3 e v mui'o bem de parfax
43.A feoesmti
I leutiea upTico, idendee resultado do olbo tr-
reito.
44.'(ai vo dollkn. Sr. Coronei'l
nymo Theotouio ua Silva l.oureiro. Ha 6 un
foi por ura oculisia feita a extraccao da
do olho direito eein que o operado ubt7ees '
alfjum*, era cousequencia da nclnso da pripiBa
d"t"rminada por grande quantidade de massesxw
ti caes.
C^m o emprego de urna discisao que fiz, oope>-
ra 11 ficou com urna vista bera soffrivel ; com-'-mi
S=l|4.
45. O mosmo.
Affectado o olho esquerd) de urna ir.do-eher^
dite com syuechias posteriores totaesfoi pelome*-
mo oculista 1 it.i urna iridectomia e quatro nnae
de,oia opacifiou-se ocnstalno do que resoJn
perda da vista.
Fiz a extrecoio da catarata que era sdlsnease
e o resultado, que m eareeia duvidoso- ante da
op r cao, exceden a minhu expectativa, prejimnlsi
o op-rado \ b m ; cem -I- 10 S=l|2 t
-U 16 distingue fin- s mi,- .
(Contina).
DcNpeilitla
Severino Rodriguesde Az-vedu e Silva, cu i
la casa MeateH Pow r Johoston oz O, sendo *>-
es 11, por molestia, a retirar-se dfsta capital,eni
o ..deudo despedir-so pessoalmente de todos ea
seus amigos, o taz pelo presante, oftVreceink-ihrs
seus prestimos ua eidade de Limeeiro.
Recife, 7 de Setembro de 1886.
\VaMs*m--
Terceiro districto
() A datar de 16 a 17 de Setembro de 1884 re-
presenta a cocaina um importantissimo papnl na
therapentca ocular e a Koller coube aginia de
ter dcscobert e vulg irisa lo as prjpne lides
auesthesicas locaes dest:: alcaloide.
S.raclhante descoberta, cuja vantagem dispensa
qaalqaor detnonatracao. doveria, como realmente
aeoateeeo, ser immadiatamente utilsada por todos
os ophthalm ilogstas, que cultivara a scancia e
q ie nao sao indrfferentes acs soffriment03 que
iiffli.;8m a huraairda I .
Todo invento humano tem apologistas e quando
sobre clleexerce a analyse suas rigorosas inves-
tigsedes, deparenao-a-ao eedmho da experiencia,
comeca a ter tambera seus contradictores : a esta
lei universal nao escapou a cocaini. Na verdade,
quando grande numero de notaveis oculistas pre-
conisa seus benficos effeitos, alguns firmados era
(actos resultantes de suas observacoes, attribuem-
Ihe yroprielades prejudiciaes.
E' assira que Gaiszousk', notavel oculista de
Pars, declarou em Abril di anno passado, que era particularmente, externado sempre o mais lisas
-ia c inica obs rvou era muitos de s-us operados [ geiro conceito, quer quanto ao seu caracte
Lendo a Provincia de hontem, depart ce xa ser
artigo do Sr. Dr. Silvino Cavalcanti, sob o Sitis?
cima, ero o qual S. S., dizendo responder aofe.
Simo.;--, gerente d-i companhia de Olinda, deraone
ti i elar.amunte que o si'U fi.n ferir ao Dr. Vei'f>-
pe de Figueira, a quem at julga expoet &
saaccSo penal do cdigo criminal, por tarta (ax>
eile) de cuinprim i.to d ... reres como fiscal 4nr
goveruo
San lib'Tal decidido, e mnitas vezes tenbo ioese--
rido as iras do governo conservador e de sesK
exagerados adeptos ; mas arada quando nao fceear
dedicado ao Di. Felippe, por espirito de jus?
(q-.ie deve ser a primeira qualidade de um liberal)-
neo pidia de.xar de protestar contra semelbaat
procedimento, piuco generoso e impioprio per"
certo de um cavalheiro, de ferir pelas costa
quem, estn 11 aneante, como o Dr. Felippe, ais
se pode convenientemente dtf nder.
0 Sr. Dr. Si vino snente d-'pois de ser derro-
tad i as urnas pelo Dr Felippe, que desete
u'esi qnalidades :ns ; tend at entao, publk
Tnadeu Caharlno de Oliveira, Sergipe, 30 an- lerem filhos ceguS desde a mais tenra idade e os
nos,
es.
casado, Boa-Vista; tubrculos pukioua-
Antonio Jos R .drigues de Souza, Pernambu-
co, 70 annos, easado, .Santo Antonio; melite.
Manoel do Coraco de Jess, Pernambuco, 14
annos, solteiro S. Jos; tubrculos pulmonares.
CLNICA OPHTHALMOLOGICA
DO
Dr. Barrc Sampaio
13.a ESTATI3T1CA
Oporacoes praticadas de Janeiro de 1885 a Ju-
nho'de 1886 :
Oper*e9es reclamadas per cataratas (I) 45
Solero --intomia (II) 2
Iridectomias (III) 43
Extracco s de coi-pos estranhos do corpa
/itreo (IV) 2
Ditas de corpas estranhos da enmara ante-
ri r
Paracentheses da cmara anterior
Ahinco' s de staphylumas anteriores (pro-
cesso de de Wecker)
Keratomias
Cauterisagocs de ulceras da cornea pela gal-
vanocauterio
T-.tuagena
Ertrae^os de corpw estranhos da cornea
Sclerotomias (V)
Ablac&s de pterygios
Opereeees de extrabismo pelo avancaraeuto
do msculo recto interno
Ditas pelo avancamento do recto externo
Ditas pelo aastamen'.o da recto interno
Uitas pelo afastamento do recto externo
Ditas pelo afastan:ento do recto superior
Ditas pelo afastamento do recto inferior
Erciso-s e incsoes de chlanos, tumores e
abeessos das conjunctivas
Inctsao de um kisto da rbita (V)
Extractes de estilacos metlicos penc-
trantee das conjunctivas
Ab-asos "oujunctivaes
Ablacoes de epithelioraas palpebraes
Cantopla8tias
Tar8orrhaphtes
Opera,oas de trichiasis total.com excsao
de i- -taino paipebral
i im sutturs de Gaillar i (processo de
de VVeck t)
D:t*.s de tricliiaais parcial conaretalh: pal-
|)' -br.il
Ditas com su'.tura de GaiHard
Estraccoes de tum res palpebraes
-S .furas ie Suellen omectrapio
Incisdes de abeessos palpebraes
Ditas de eoutu eos lacrimaos superiores
Ditas de pintos lacrimaes infer.
AbertHras do sacen lacrimal
EeocleaoJOB d-, glob) ocular
2
84
5
22
6
91
172
63
77
9
23
35
18
1
1
118
1
4
15
3
242
2
90
19
13
154
2
8
44
173
1
14
conservam por lougo tempo sem submettel-.-s ao
trataraen'.o de ura oculista sob o errneo funda-
i de que a nafureza e o tempo vira) en auxi-
lio d-i paciente, publicando o trecho seguinte de
ama das minhas anteriores es'atisucas : corre
um faiso preconceito de que se deve retardar as
umi infi.trnca diffusa do retaio eomeeae, dei-
xando apa a cura opacidades eompromettedor ..j,
: j c-'mo razo u:na keratite neuro-paralytica
motivada pela acola anesthesiea muito prolongada
robre as terminaco-s nervosas.
Keyser a'.tribue a cocana a propriedaie de fa-
vorecer o mais terrivel dos accidentes que podem
surgir api as operaco.-s de catarataa panoph-
'hilraiae ch-ga a estabeleeer a assustadora pro-
porcSo de 3 vt-zes em 7 operacoes !
Ura attaque de glaucoraa agudo seguio-se a urna
applicaco de cocaina, segundo refere Manz.
Bunga ob3ervou tres casos de descamaco con-
tri 1 do epithelio da cornea, e era 7 operados de ca-
taratas levou a conta da cocaina um caso de k >rn>
tite parenchymatosa e oatro de k-ratite vesiculosa.
Graefe fez notar que depois do uso da cocaina a
k ratite chronica intersticial tornou-se mais fre-
quente.
Dujardin, Heuse, Ueeh e outros dizemp que con-
s'euiivameute applicaco di precioso aaestl
o olho', tem observado effeitos txicos man
testados por fraqueza, dores geraes, suores, vuiti-
tuS, vertigens, delirio e outros symptomas.
L>go que tive scieneia da adraissc. da eoraj ia
as clnicas ophthalmologicas da Europa, quiz por
minha vez empregal-a, estudar os seus enutoa e
tirar por miuhas proprias observacoes a prova da
vantagem c -nhecida st eutao sera contradicta :
upwacoej de cataratas na infancia e por isso mui- aconteeeu, porm, que nao existiuio cocana as
tos chefes d>- familia adiara op iracSeS desta natu
i-"za p >ra ipian io seus t'ti .a, que soffrem desta
enfermidade, attinjara a urna idade mais av.mca ia;
deste deplorvel erro, alera dos inconvenientes da
orivocao ds vista por longo temp i com todas as
suas consequencias, acresceque por va de regrao
trro de viso obtido, segundo a opi.io do meu
Ilustrado racstre Dr. de Wecker, eio o mais
perfeito e muitas v-zes se desenvolve ura nystag-
mus, isto movimento oscillatorio dos olhos. que
os torna muito desgraci osos.
24.Acha-se espeeificada quando trato das iri-
dectomias.
25.Exraa.Sra D.Th?reza Umoelinade Ao-
jo Lima. Extrabi a catarata do olh) direito ct.m
magnifi.'o resultado ; eil-o: con -1- 10 S=l ; dis-
tingue com I- 15 os m>ib finos tragos.
2627 Exma. Sra. D. Mana Joaqu;na Olin
dina Marques. Fiz a extraccao das cataratas de
arabos os olhos com o resultado seguinte :
Olho esquerdo : com -I 32 S1/3 e com -1- 13
u n } na pCp-jlil
Olho direito : cora -1- 11 C=2/3 e cara -!- 1G
o n. I da ofesma escala.
28.Illn?. Sr. Simplicia Jos do Nascitneuto.
Extrahi a catarata do olho esquerd i com bom txito,
sem accidente algum, quer por occasiao da opera-
cao, quer durante o tratamcuto consecutivo, e ten
do se retirado para o lugar de sua residencia, fra determinados pela cocaina.
j._._ ..-j.j.. _*. ...i-.. ...x ._______ .. n r __-
pharmacias ie.ta eidade, ficou addiudo o meu n-
teoto por algura tempo e quando comecei a empre-
gal-a, fazia-o cheio de coufianca, porque venfiea-
va o effeito assigoalado sem accidente algo a,
quando, porm. tive conhecimento das observacoes
ile Galezouski e posteriormente das de outros oca
listas cima extractadas, cenfesso que era sempre
com recelo que a tinha de applicar ; animavam
me, entretanto, os resultados sempre benficos j
obtdos era minha clnica, animaco que se man
tem ainda cun firmeza, porque at o presente te-
nbo fi.;: i uso em numero superior a ottoceetee ve-
zes em pess s de arabos os sexos, de differeutes
idades desde 4 mez s a 76 annos e nao tenbo a
registrar um s<5 dos accidentes supra especifica-
dos.
A que attiibair tao feliz resultado?
A dosag'm? Certamente nao, porque a mes-
ma ou qnasi a mesma erapregada na Europa.
A idiosy.icrasia, isto a dispusicao inherente
a cada um dos oD'radas a quera occorreu o acci-
dente verificado ? E' possivel, mas certamente
nao tee escapado s iuvestigacoes de oculistas
tai notaveis.
A differeuja de clima? Nomejulgo auctnri-
sado aiuda a responder sfiiimativa ou negafiv;i-
mente, tendo por base minhas exclusivas observa-
coes, desde que neuhum oculista braziiero (que me
conste) tem vindo a imprensa denunciar accidentes
Opera.ots platicadas cm Abril de 1882
M .; '
JiMno
Julh >
% Agosto
m'oro
. O ;tubro
> N \ D-i-
zeuib:

M re
Abril, M io Jnirtio
Julho He I
i zembr> de-lfc--i
1612
p
36
44
70
6t)
99
111
157
3434
4632
I
_!_, Jote Ferreira
i,
Soffiendo e catarata cmiJeM no olho direito,
fiz ii extra '-so de de W-uk fr, con-
diiea resultad", porque o Ilustrado
eiro tem ho) .vista eufltcientr pan de
es trabilhos soientificoa
si ; eom f
I .' S = 1 u com ou! da escala do de
W ek
#S Exma. Sra. D. Candida baldina dos
Reie Menies. Privada da vista per maia de 3
aimos, em coneequenoia de cataratas em ambos os
nlhos, as extrahi eom muito bom xito, porquanto
esta distincta senhora voltou sua previuea na-
desta eidade, nao voltou at agora para que eu
aps o exame de refraeco, possa determinar a
vista obtida, que piesuino ser muita boa.
2930.Illm. Sr. Francisco Vicente de Souza.
Tendo sid), ha 15 annos, operado de cataratas era
amb-)S os olhos, declarou-me que as opera;oes de-
rara bom resultado, mas que tem pos depois come-
Cou a vista a reduzir-se, de modo que difficilraente
podia applicar-se aos seus trabalhos, menos aos de
leitura.
Fiz em cada olho urna desciso e eis o resul-
tado :
Olho dir.it. com -1- 11 S=/3 ; l cora 1- 18 o
n. 1 da escaia.
Olho esquerdo cora -I- 11 S=l/3 ou cora -1- 18
l o n. 2 da mesma.
31.Exma. t-ra. D. Maria Francisca des Pra-
zeres. Privada, ha 12 annos, da vista do olho es
qinrdo, achenda-se eoaaider.iveiraeiit^ reduzida a
do direiti, extrahi a d'aquslle olho cara bom resul-
t ,do som -[- 11 S=l/2 e cora -[- 18 i o n. 3 da
;e da.
I2-IMm. Se. Man iel Francisco Assis de Oli-
i. ra. Sem vista lu 8 anuos no olho direito em
aeucia de urna catarata traumtica, fiz urna
nitonjia cujo resultado foi muito satisfactorio, pois
que com i- 10 S=)/2 e l cora -1- 18 o n. 1 da
escala.
33 e 34.era. Gertodes Maria da Conceicao.
Fiz a i xtracco dm cataratas d' arabos os olhos
Cora b n xito, n;ii occorreu lo accidente algum
at o dia em que tirei dunitivamente o apparelho
contentivo.
().:o das depois da operacao, passeiando a ope-
rada pelo quart) era que se achara, tropefiu e foi
D -autro -. 'ima das travessas da cama, acou-
; buter era cheio com a face- da lado direito
do rosto e t3o d.sa'tradamenre, que feria o super-
. aebatou o globo 'aullar direito e oceaakiunni
uraa hemnrrh-igia :ia cmara vitrea. Imui-'dii-
tamente s :iereepc."".o Inm' tode
esf uc i p^r mi;n erapregado no ssnti I I ;ne!ho-
rar as -condicSes dijeriptas foi baldado.
A op rada victima de un acaso ou de =u i im nw
vi lencie qne lhe p 'diatrazera cegueira, feiizmeiite
ficou com o olho esquerdo Ileso e por elM va bem,
mas retiranda-se pira fra da eidade, nao rolln
* meu eousultori j para .tazer-lhe o ex.,aie d; re
fr-.i I,' I
35e3t. Exma. Sra. i). Joanna L'ocad a da
Costa. Sjffreodo de ambos os olhus de c tara! a
inomoletaa e como tivos;o vindo da proviuc:a do
Cear julg.sse contrario sos seus interessus pel-
ear n'esta eidade at que poderse com sega
i serena ell.s extrahi las, rcsolvi taz r e prati-
quc unta irid-etoinia na parte superior de cada
olho com o intuito de augmentar temporariam ote
n vistao que com effeito realisou -se.
Devo accresceutur qae as opacidades dos cen-
tros dos cristalliuos eram completas porm ainda
transparentes as paites penpbericas.
Qnalquer que seja a razo que confeaso ignorar,
o que certo, qne os resultados por mira obser-
vados me autorsam a nao modificar o emprego da
cocaina em minha clnica e agera mesmo acebo ie
ler um luminoso folheto que teve a Sueza de enviar-
me o meu illas*, .'ido mestre Dr. de Weckerlew
jections et Pansemeuts l'Eserine et Antis psie
Oculaireno qual nao faz mencao de accidentes
resultantes da cocaina e ao envs disto demonstra
que om o seu emprego tem feito a extraccao do
cristalliuo sem iridectomia eem seguida iuj.ccoes na
camora anterioro q -e por certo nao se animara
a executar sem a anesthesia local.
cima disse que nao tenho a relatar inconve-
nientes oriundos da cocaina; agora mencionaren as
vautagans cuidadosamente por mira observadas.
#
Na operacao da catarata, pode-sc dizer que a
dar foi supprimida, havendo o cuidado de applicar
o collyria de cocaina de 4 em 4 minuto.- at qae
coraece a se dilatar a pupilla e bem raros s i os
op rados que tm aecusado lgeira dr, somonte no
. tempo da operacao, HCreseendo n importante
voatagera de dcminuir coasidcravelmente a preste' i
inua-ocular e deste modo obs ar a perda do curpa
vitreo. Nao tenho a regiereerm minha disnea
.ccidente urna e vez depois de emprago deste
au:aloid\
A estas razoes, que c por si nao despensariara a
e .caina, junta-te a de alargar a fenda paipebral
de modo a facilitar a execucao da operacao e dis
pensar em muitos casos o emprego do blepharnn-
tato.
*
As mesmas vantagens referentes as >p tracS de
cataratas favorcelo as iridectomias; de* >, p rm,
notar qu estas quando praticad is em uiu.,a caa
presso muito elevada, os operados ae
que torna-so mus ntenss, quando excisuda a
iris.
*
as sclerotomias n-ao ha dr, excapto era alguns
c-.sos de glaucoraa agudo ou irritativo, havendo
maite ceiisideravei tensa-1 intra-ucular e pronuu
ciada injeccio vascnlar da cenjuactiva bulbar.
#
Corau as sclerotomias, em duas scleroiritoraias
noa houve dr, apezar de ser nestas sescionada a
irit.

E n regra nao ha di,oa quando aceu;fids, sen-
si vehunte diminuida as operucoes raalbxdas so
bre a ornea e conjunctva, como tatuagens, para
centbses, kuaiomias, ernterisanies peloga!'
c.'.uierii), exiraecoes de eorposestrauhus. mi-
da abeessos e kistos, syndectomias, afa
pterygios e tumores; quando, podem, a op i
attiuge as partes mais profunda! da avida
bitaria a aceaa da coeaiaa, vai aensivelmen:
dimiunindo at extinguir-se, mas anda assim o
o-erado nao soffre uo comeco da operaca)o que
prestigio, alias muito el-vado, quer quanto ao x-
talen" e variad l cimentos, de que tes-*
mesmo dado exhub raetes provhs, como redaetcsx,
e dep iis como ehefe da redaeco do Diario II
Tambera a Prot-incia deseonbeee esses predunt-.
dos que exornam a pessoa do Dr. Felippe ; xenev
deixe a fallar, nao so porque mtende ella qne rrm-
fizer oppoaiQ a ludo quanto be relaciona coeaer
Koverng, como p.irque em sua redaeco transoava.
em alta escala urna grande des&ffeicao peana
(com razao ou sem ella) ao n^sso amiga Dr. JV
lippe.
Suido assim, na* a d-ve imitar o Sr. Dr. SSss-
no, cuja derrout foi por S. S. mesmo preparad*,
quaud ion .1 sbarmonia c.m os-'u proprio paita-
do, gu o candidato apresentado, macdaisb
descv.iiegar a sua Vtaco no candidato censersa-
dor, que era o Dr. forr i de Araujo, de saadaje.
lembr.iiica, de qu> m S. S. era amigo, e a qnent^na:
mais intima convivencia, dizi t o depetadu, oe
u, ser:;s i
N'esse tempo, ,' as autoridades poleiaes vtai-
rara ostensivamente a mandado do -r. Dr. Slviot
e do seus mnigos no candi lato conservador, eset
o era da opposieSo, mitando-se o Viseonde-fe
Souza Cirvalha, que igualmente proceder ua ps>
ineira eleiea i
De quera se deve queixar o Sr. Dr. Silvinwf
De si, de seu desun Jo paitido e de seus deoto-
dus a iligOS.
Sabe-se que o Dr. Felippe Figueira eojwer-
vador decidido (uuuca t"i dubio, como disse ira
levilaraente a Provincia) e tanto quo, na Asses-
b a Or.ivincial, foi muitas vezes aecusado en
tmnsgreaaSo do contracto provinoial, por censnetar
ou permittir que no Diario se censurasse a dep
tedas prevnciacs ou aa presidente da provinca
que o era o consclheiro Doria. Mss nao S;Eafc-
carrasco de pessoa alguma, nao dos que, exage-
rados, preteudem exterminar os seus adversara*.
o que nao quer diz.r que, em ideticas cirer
staocias nao prefira aos seus, procedimento i
longe de ser urna falta, urna virtnde que na
liveram os amigos da Protincia.
Eutretauto, o Dr. Felippe por deuiais toe>-
raute e respeiador dos sentimentos alhe'.os, as>-
nhuina censcieneia avassalon nem errompen, ace-
tou Eraente os servicos eleitoraes dos que, indsafe-
reutes, por dedicaeao ou inttresse, se lhe ofrwe-
: un, e nada mais.
O partido domina; te nenhum outro cniuiate
em lo boas eondicoes podeiia apresentar ao Sf-
districto, e eis a razdo de sua victoria, alcancaW.
a custa de seus proprios esfurcos, prestigio, sjia>-
p.ithia, sacrificio pessoal e d dicacao ao partk*
quo deve afanar se por tel-o como u;n de **tm
mais denudados e extrenuos lutadores.
Resigncm se os derrotados : a nossa oprnSc
Eeeife, 6 de Setembro de 1885.
BUu.
A'
ia
Pede-se a Ilustre reducciio da I rovintia a
tenha a bondade de declarar no seu conceituad*
jornal o motivo de nao ter publicado o edtales
eleigao procedida na Casa Forte, segunda truena
do Foeo da Panella.
Ser descuido oh proposito ?
St-nao uraa nem outra cousa, entao porjae
nao puol'cou o edital ? a mesa deixou de mandar?
Esperamos que n-s respoudum.
Um eieitor da 2a seccao.
IIARINII.'S
37.lilm. Sr. Joo Baptista das Nevos. Sof-' nu dexa de ser ama vantagem
Ainda a atnlgavel eompiniirao e>
I i iiiili-n entre o r.'igenbOM Carav-
iiMi e tiiiahv.
Publtc-'U um mi-inynio no Diario de 11 de K-
Iho u.na historia que interessa a alguns senboxt
ds eng'iili m de Barroiros, firmada era seis escria
turas publicas, que sunicn-nt. ment esclarece ot-
quem d' u vniitugcra a amigavel composico, ajana
Sirve de rpisra -U" o pres-uile artigo.
>. tive noticia d'e>sa publicacao, quando s
la 14 do corrente mez de Juibo, era viagem potm
a eidade do Keeit-, nm miifn e companheiro-aa-'
wagiii dieM liario : o que de-r-
m veu-iue i procurar. o_- q shegnela .'.quelJa
eidade, aqucll" jornal piro de tud) ter uotiesa
C'1'ta.
Entreta imidosamectu propeatl
que fui os p la si .pies eircumetaoe*-
de pissuir eu os originis das. mencionadas ,eer
criptu r a que, uiais de ama
vez, us t.uihu Oonfii do a am go^, que. facilroenCt:
bem podem td- ie copiedoi
Que raza., o rie par r ruar a autora d'aqnftUb.
pub caca i, qu ind ella rradaz em toi* a SU e*-,
i a v. rde le de tactoa o maior uoteriedadi
Nao telilla O habito de apr :,;lar-.iie. c m i tanto,
outros, da ene a.h o. e j- o- ss nao aWlfcK
pat -rnidade d' qul" ertiKO, aae s por si um
prendera a miiiha attenci i Mas, oppindoiMST
rmao o Dr. Joio da K .cha II landa CaVilcat,
uo Diario u-ez, urna contetta*
' tu do que parvea-
iiteii'.iei- qu fui eu i| i ra, na alluoioaicoim-
p isicao, tic.uui. liior aqu ate ei
o p.ira n-st o-lecer os faetOf occoirid
vi. a li : o ;ue s posto fazer agora* P^""
me ha, l imjkla.
teiiiz
E' bem sabio-, p .r .Tandea ata*,
meu irmaj, quan-<>
i-udiTO a : ,: consideraeia
corresriou'iida i ndeudu-se *e>
peas as de miulia lamilla, i^' neu> sabiiip.por ?
dos taobem, que boums mutua veaet collocedMS,
nao aiversas bituaccs d vidn, em circumatmie-*"

L


Diario de PernambucoQuarla--feira 8 de Setembro de 1SE6
de ls o mal sem intenco, do qaal somos ple-
namente justificados pdla purea dos motivos que
nos determinam.
Tendo sido, ha dous annos ponco mais ou me-
nos, perturbada a posse de terrenos de mea en-
genho Gindahy pelo Sr. coronel Joo Carlos de
Mendonca Vasconeellos, que mandn arrancar
plantacoes i crescidas, e que se preparava para
ama luta, da qual acreditava sahir vencedor, nao
pelo direito, mas pela forca que tinha de sea lado,
como chefe da poltica local, encarregou-se meu
irmo de intervir ni dernarcacao amigavel oa co-
mo em direito oatro nome queiram dar, dos terre-
nos dos engenhos Car-ass d'aquelle coronel e do
Gindahy de minha propriedade.
Herecendo a mais inteira e como anda boje a
mais absoluta confianca, tinha elle por demais a
facildade de tomar a si essa incumbencia por
manter relacSes, nao s como o coronel Joo Car-
los, como com o sen sobrinho o Dr. Pilisbino de
Mendonca Vasconeellos, sem o qual nao se fazia.
Apoderado da idea de evitar um conflicto, es-
tremecendo s com o pensamento de que eu pode-
ria vir a soffrer algum mal, e com esse intuito,
Jue ainda boje se revela de suas palavras, foi lrva-
o a farer urna composicao; mas, ha de lem-
brar-se de que quando d'ella me den sciencia eu
lhe diese se voss houvesse dado lodo o Gindahy,
eu nao /aria sendo mudarme immediatamente
De memoria, e todos sabem quanto ella falli-
vel, principalmente para aquelles que como elle e
en chegam a velhice, escreveu o seu artigo de 7
do corrente, reimpresso a 10 do mesmo mea ; e co-
mo aquella facaldade nao lhe fosie da todo fiel,
pennitta-me, que lbe avive a reminiscencia s o
qne s faco pela contingencia em que veio collo-
car-me a saa publ cacao.
N'ella disse que o illustre Dr. Filisbino lhe af-
firmara que um marco, que se acba prozimo ao
caminho que vem do engenbo Bocea da Matta,
fora all posto pelo sea tio o ceronel Joio Carlos.
A nao ser um simples gracejo, nao sei qnalificar
essa iuformaco, to destituida rila de todo o
cunho de veracidade, como passarei a demonstrar.
Em 1852 arrendei este engenbo ao entao seu
proprietario o tenente-coronel Joo Valenti Vil-
lela, hoje fallecido, qnando o coronel Joo Carlos
fe correr a linha do lado do norte do riacho Ara-
ticum para o lugar denominado Tres Irmaos
afim de tirar meia legua ao sul, que devia ter o
seu Cara ass. Chegando a linha aos Tres Ir-
maos d'ahi veio ainda ao sul urnas cem bracas
mais ou menos, at o sitio de meu lavrador de que
se fallou. E como poderia o Sr. coronel Joo
Carlos ter collocado aqnelle marco muito ao norte
do lugar Tres Irmaos ? !
E' irrisoria essa ioformacai.
A verdade de tudo isso que o maroo questio-
nado foi all fincado ha tempo immemoriavel o
3ue salta vista, nao s por se achar arredado
a linha que vem de Araticum, tomo por sua for-
ma e tamanho, que urna s pedra de qnatro fa-
ces, ladeada pelas respectivas testemvnhas, e nao
tem a minima semelhanca com os demais marcos
collocados pelo juiz commissario, que sao meres
pedras brutas. Aquelle, porm, de que venho de
tratar evidentemento um marco de canto, co-
nhecendo-se logo a sua r'ireeeoLeste a oeste.
Admittindo-se a bypothese gratuita de que fos-
se o Sr. coronel qHem firmou aquelle marco, per-
gunto porque nunca a elle se referi, como funda-
mento de seu direito tantas veses invocado ?!
E' preciso que se saiba que a descoberta d'esse
marco foi urna consa toda casual. Foi um mora-
dor do engenho Bocea da Marta, qne percorrendo
os maltes, deparou com elle e logo veio avisar-me.
Esse tacto, que se passou ha pouco tempo, de
toda a notoriedade, e a seu respeito podeiia dar
prova cabal, se necessario fesse.
E que fundamento teria o Sr. coronel Jeao Car-
los para aollocar alli um marco, quando d'elle nao
fallam as testemunha* que deposeramad perpe-
luam rei memoriam, nos annos de 1868 e 1869, a
meu requerimento perante os juizes d'este termo e
do de Rio Formoso, e que affirmaram contestes so-
bre os seguintes limites eerts :Cachoeira Meia
da, Vargem do Calemb e Quebra Cascos de Ca-
vallo ?!!
Para corroborar o que venho de dizer, transcre-
verei aqu ama parte do depoimento da testemunha
jurada Flix da Silva Gusmo Cmutengue, 6'
do primitivo proprietario de Car-ass.
Declarou que sabe por ter sido ennsenhor do
" engenbo Car-ass, que os limites d'esse enge-
" nho com o engenbo Gindahy, dados por seu pai
Francisco Manoel da Silva Gusmo, principiara
da estrada de Bocea da Matt, hoje engenho
d'esse nome, estrada dos Tres Irmaos, em di-
receo Cacboeira Melada, partindo as varzen9
de Calemb,passam encostados ao sitio de Cosme
Jos do Mello, do engenho Bom Jardim e vo
Ladeira das Pedras, que lhe cbsmam Quebra
Cascos de Cavallo, estrada qn<* vai pela Aldeia
Velha. Sabe mais que o engenho Gindahy sem-
pre estove de posse, dada por seu proprio pai,
dos terrenos comprehendidos dentro don limites
por elle tracados.
E o que notavel, mesmo porque a verdade
urna b, que tendo o agrimensor Nicolao Tolen-
tino Cavalcante corrido urna linha 4 partir do mar-
co em questilo, foi ella passar precisamente por
sobre a Cachoeira Melada, parti *s vaneas do
Calemb e foi ai lugar Quebra Cascos de Cavallo!
Veio, pois, o agrimens >r com os seus trabalhos
technicos confirmar o que depoz a testemunha F-
lix Camutengue, sobre os limites do engenho Gin-
dahy, dos quaes, j ha muito, estava de posse pelo
seu antigo aforamento, como consta da escriptura
de 1816, que para inteira clareza, tumbem aqu
transcreverei:
Escriptura de ratificaco de aforamento,
etc., etc., no annn de 1816, aos 22 de Julho,
o n'esta villa do Recife, no hospital do Paraiso.em
casa de assistencia do capito-mr Francisco
" Paes Barreto, ahi me appareceu o mesmo como
ratificante e sua mulher D. Thereza Lins da
Rocha e por elles foi dito em preseuca das tes-
temuahas abaixo assignadas, que o dito contra-
tante era senhor e possuidor de um engenho de
assucar, denominado Car-ass, sito na fregu-
COMMERCIO
DESPACHOS DE IMPORTAQAO
Vapor nacional Cear, entrado dos por-
tes do sul do dia 7 do corrente o consigna-
do ao Visconde de Itaqui do Norte, mani-
festou :
Carga do Rio de Janeiro
Azeite 11 barris a Paiva Valente & C.
Caf 439 saceos a Domingos Cruz & C,
213 a Amorim Irra5os & C, 210 a Manoel
dos Santos Aguiar, 144 a Augusto Figuei-
redo & C, 150 a Paiva Valente & C,
100 a Costa & Medeiros, 100 a Soares do
Amaral Irmaos, 100 a Alberto Rodrigues
Branco, 66 a Ferreira Rodrigues &C, 60
a Paulo Jos Al ves 4 C, 50 a Jlo Vc-
tor Alves Matheus & C, la Manoel Ro-
drigues Pinheiro.
Chapeos 2 volumes a Monhard Haber &
C., la Je Jo Christiani 4C, la Francis-
co Ramos & C, la Jos Joaquirn Samar-
eos.
Cacado 1 caixSo a Manoel de Barros
Cavalcante, 1 a Ferreira Ba bosa & O.
FogSes de ferro 4 volumes a Monhard
Huber & C.
Fazendas 2 eaixas a Cramer Frey C,
1 a H. Stolzemback <$ C.
Fumo 187 volumes ordem, 2 a A. F.
da Cruz, 3 a Joaquim Felippe de Aguiar,
20 a Esnaty d Banks.
Louga 4 barricas a Jos Antonio Pinto.
Livros 1 caiza a G. Laporte & C, 2 a
J. W. de Medeiros.
Marmore 5 engradados a Gomes de
Mattos Irmaos.
Mallas 5 volumes a Joaquim A. Mendes
GuimarSes.
Panno de algodSo 65 fardos a Rodrigues
Lima & C, 10 a Andrade Lopes & C,
10 a Agostinho Santas & C, 20 a Ferrei-
ra & IrmJo.
Sebo 60 barris a Joaquim da Silva Car- ^If8"^ hl*nco \ ^ J; Mr" 12? ^f"0" ~m
^ 7,176 kilos de assucar branco ; J. C. de Albu-
lia de Una, em torras pertencentes ao Morgado
do Cabo, de que administrador elle ratificante
com toda a sua extenao e limites constantes dos
aforamentos conferidos pelos antecessores d'elle
Morgado; assim como igualmente senhor e
i possuidor de oatro engenho de assucar, denomi-
nado Gindahy, sito na mesma freguezia de Una,
em trras do mesmo Morgado e com igual ato-
ramento dos ditos antecessores, e que ao presen-
< te eeto justos e contratados ratificaren! os di-
tos aforamentos como com eAfeito ratificam e
confirmara ao dito ratificado por si e seus suc-
cessores, para que gosem e possuam as ditas pro-
priedades as mencionadas trras em toda a sua
extenso e limites das possesses antiga e ac-
tual dos ditos engenhos, assim como da engenhi-
ca, que o ratificado erigi as ditas torras cha-
madas Camutengue, pagando de foro annual-
mente, saber pelas de Car-ass e Camuten-
gue da sua comprehenso, sessenta mil rs., etc.
Esta ultima parte da escriptura transcripta for-
nece immensa luz a aquelles que lerem com o
espirito desprevenido, porquanto basta considerar
que quando os dous engenhos Car-ass e Camu-
tengue pagavam de foro 60*000, s o Gindahy pa-
gava 70*000; o que demonstra a saciedade que
este ultimo tinha maior extensa- de terrenos.
E a que ficoo, entretanto, reduzido o Gindahy
com a celeb-e composicao ?!.... a menos de me-
tade d'aqueiles dous engenhos.
Essa que a dora vetdade!!....
Tamben vem cenfirmar o que acaba de diser a
certidao verbo ad verbum d* descripeo e avalia-
cao d'esses dous engenhos, extrahida do inventario
a que se proceden em 1831, por fallecimento de
Joaquim da Silva Gusmao, que nao posso furtar-
me ao desejo de publicar :
Antonio Pereira de Souza, etc. Certifico, etc.,
...e por elles toi dito que avaliavam o enge
nho denominado Gindahy com todos os seus per-
tences e saas trras em 12:000*000. Certifico
mais que appenso ao referido inventario se va
o os autos do inventario dos bens, que ficavam por
fallecimento de Francisco Manoel da Silva Gas
mo, dos quaes se v a avaliaco do engenho
Car-ass. Declarou a inventariante possuir
dous engenhosde fazer assucar na freguezia
de Una, termo e comarca da Rio Formoso, deno-
minado ,'ar ass e Camutengue com alguns es
era vos e utensilios, que foram avahados por....
. 16:000*000. >
Assim, emquanto o Gindahy mereceu o valor de
12:000*000, o Csr-ass, o Camutengue e mais es-
cravos foram avallados por 16:000*000.
Nao obstante tudo isto, tenbo prova deque a
meu irmao foi dito, coa argumento Achilles, que
o Gindahy fra comprado por 12:000*000 e o Ca-
r-ass por 25.000*000.
Ha\er paciencia para supportar tanta falta de
boa f !!... Quando ella vai ao ponto de offuscar
a clara e reconhecida intelligencia de meu irmo,
'que convencido declara : que o Gindahy limi-
tarase sustentar a posse e o Car-assu sus-
< tentar o dominio I
Qual o titulo de dominio de Car-ass ?!......
A sua escriptura de compra pelo actual proprie-
tario. Tambem na tenho eu titulo idntico do
meu engenho Gindahy ? Logo a questo versava
exclusiva e propriaoieute sobre os limites dos duU3
engenhos.
Agora que, principalmente, se me faz mister
appellar para a reminiscencia de meu digno irmo.
Quando elle foi no engenho Car-ass pela ultima
vez, levando o intuito apenas de firmar os pontos
da composicao e marcar dia para eflvetuar-se a
respectiva escriptura, eu lhe obseiveique concor-
dara, que a diviso ficasse na Cachooira, que est
cima da Cachoeira Melada em procura de Gin-
dahy.
Ha de lembrar-se de me ha ver dito que, quan-
do chegou ao engenho do coronel Joo Carlos, j
"i encontrou o tabellio Flix ; tanto nao ia pas-
sar a escriptura, que mesmo agoia declara|que
depois de conferenciar com o seu collega De.
Felisbino, que se resolveu fazel-a.
Tanto foi assim, repito, que de Cara ass foi
que esereveu-me pelo seu lacaio mandando me
copia da procuraco, que lhe renietti por meu fi-
iho, Joo da Rocha, que tambem foi portador dos
750*000, a que se referi :
J v, pois, que houve um certo olvido noque
escreveu. Si houvesse ido Car-ass com o
animo de escripturar a couiposicV, teria sem du-
vida, levado logo a precisa procuraco e diobeiro
que tosse necessario.
Ha um tpico do artigo de meo irmo, que tam-
bem me sorprehendeu, que aqui transcrevo, para
refutal-o devidamente.
E' o seguinte :
Que diz o titulo de Gyndahy que urna
porcao de trras aforadas entre Buenos Ayres e
Cara Ass Perguntarei, onde principiam? se me
responaer... onde nda Buenos-Ayres, pergun-
tarei ainda, onds finda ? se me responder ..
onde principia Cara assu1. A questao est sempr
a mesma, desde que nao se souber onde finda Buenos
Ayres e onde priucipia Cara'assu'.
Deese topico Be deduz claramente que nao sao
conhecidos pelo meu irmao os limites do engenho
Buenos-Ayres, que tanto lhe parecern necessa-
rios; entretanto, esse eugenho acha-se conve-
nientemente delimitado em todos os seus pontos
cardeaes por quatro marcos de pedra.
A aviventaco de suas linbas foi feita, ha an-
nos pelo habilis8mo agrimensor Heller, que de
seu aervico deixou-me a planta, sendo qne esses
mismos maree s ja foram examinados pelo distincto
Sr. Leandro Cavalcante e seu fiiho Nicolao To-
lentino, ambos eompeteotissimos.
Elles que digam sj ou nao exacto o que afir-
mosi sao, ou nao, antiguissimos aquelles mar-
cos de diviso de Buenos-Ayres. Comquanto
mais direito eu perguntaria : onde comeca o Car-
ass? !. Onde findam as suas trras r). Se me
respondera : as eserpturas cima transcriptas e
os depoimentos ad perpetuam rei memoriam mar-
cavam bem claros os seus limites.
Vou finalizar.
Constando-me que o Sr. Coronel Joo Carlos de
Mendonca Vasconeellos tem propelado que, em
virtade da intercesso de mea ira 3o, ceder ter
renos de Car-ass, na composicao, de que tenho
tratado, em favor do mea engenho Gynlahy, pre-
valeco-me do ensejo presente para lhe declarar
que me aprsente um titulo qualqaer, que funda-
mente essa saa asserco (o que duvido por ser um
impossivel) que ea me comprometi restituir-lhe
mmediatamente esses terrenos.
Ainda mais.
Se fosse admissivel a bypothese de retirar-se o
meu irmo de todo esse negocio, no qual ; in-
terveio com a melhor disposico meu respeito,
eu nao du vi dara desfazer a composicao entre
mim e aquelle coronel; tanto o mea desejo de
discutir perante os poderes competentes o mea di-
reito, claroe ioconcurso, em face dos titu.os, que
declaram os liruit.'S de minha propriedade.
Engenho Gindahy, 31 de Agosto de 1886.
Antonio da Rccha Hollando Cavalcante.
Ao publico
NSo dev) cousa alguma ao Sr. David
Gomes Ribeiro, como provarei exhuberan-
temente, so o mesmo senhor se deliberar
a chamar-me a juizo competente.
O Sr. David que devo suppor bem acn
selhado nSo requeresse de certo a Meretis
sima Junta do Commercio, por ignorancia
das atlribuicoes d'essa illustre corporacfo.
O seu intuito foi la ncar sobre mim urna
nodoa que felizmente -3o me attingio, por-
que nessa sentido tenho em meu poder do-
cumentos suficientes para confundir qual-
qner calumniador.
Repito, nada absolutamente doro ao Sr.
David Gomes Ribeiro, exijo que esse se-
nhor prove o contrario desta minha asser-
co, sob pena de responsabilisal-o perante
os tribunaes, pelo' mal que desjou fazer
minha reputaj&o.
Recife, 7 de Setembro de 1886.
Joaquim Maximiano Pestaa,
Agente de leiloes.
Cha de Ca rpina
Os abaixo tasignadns, ma nifestam-se saudosos
aoslllms. Srs. Tuomaz Ferreira de Carvalho, Sa-
tyro Seraphim da Silva e suas Exmas. familias
residentes na ra Nova do Recife em consequen-
cia das suas despedidas n este povoado, deixando-
nos sinceras sympathias durante o periodo que
aqt.i estiveram comnosco.
O acolhimento e a atten cao que mereceram pe-
los seus civilisados procedimentos, recommenda-
nos urna grata recepcao quando nos qnizerem hon-
rar com segunda presenca neste clima.
Theodolino Cavalcante de Albuquerque.
Christovo de Barros Cavalcante.
Thomaz de Mello.
CIodoaldo Aristhea da Rocha Pereira.
Joo Gregorio Pereira Gomes.
Jorge Alves Gomes.
Theopasio Laurino R. de Azevedo.
Manoel dos Santos Bessoni.
Benjamn de Paula Cavalcante.
Mais nma vez
O abaixo assignado, socio da firma commercia
de Medeiros & C, com livraria ra Primeiro de
Marco n. 7 A, declara que nenhuma parto tem no
predio ra do Hospicio n. 1, o qual agora an-
uunciado para ir praca, por execnco da Fasen-
da, para pagamento de impostes, conforme o edi-
tal publicado no Diario de Pernambuco.
Recife, 6 de Setembro de 1886.
Francisco dos Santos Neves.
Affna Florida de Marra? t Lanmnn
Inteiramente difireme generaldade d'essas
intituladas aguas de cheiro e extractos de essen-
eias para o toucador, as quaes nao sao mais que
meras essencias aromatisadas; este rico e delica-
do perfume um cosmtico excellente e ao mesmo
tempo possue a necessaria virtude de servir como
um grande remedio externo.
Applicada testa ea fontes, dis lipa dores de
cabeca, previne desroaios e vertigens, dando ama
nova vitalidade refrigjradora ao espirito.
Dissolvida n'agaa, toma-se urna admiravel pre-
paraco para enxagoar a bocea, servindo de pre-
servativo aos dentes e as gengvas, dando nm ex-
cellente e arematico gosto ao paladar depois de se
haver fumado, e ao mesmo tempo um admiravel
meio para suavisar a irritaco da pelle depois de
se haver feito a barba.
Como garanta contra as falsificacoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman & Kemp venham
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinho que serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C.
ra do Commercio n. 9.
N. 9. A Emuls3o de Scott fortifica e
desenvolve o systema osseo e nervoso das
criancas debis e rachiticas, e nao ha nada
que possa se comparar este remedio Uh
agradavel a reconstituate para a cura das
doencas devidas a m condicao de sangue
e debilidade do corpa.
ED1TAES
O Dr. Feliano do Reg Barros Araujo,
juiz municipal do termo de Ipojuca da
comarca do Cabo, por S. M. o Irnpe
rador a quem Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e
dalle noticia tiverem, que de conformidade com o
decreto 1695 de 15 de Setembro de 1869, se rece-
quem mais
dia e hora
dos arrematados por venda a
der e maior lance ofiereeer no
j indicado.
para que chegue a noticia a todos
mandei passar o presente edital que ser
affixado no lugar do costume e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do R cife,
aos 4 dias do mez de Setembro de 1886.
Eu Felicissimo de Azevedo Mello, escri-
v5o fiz escrever e sobscrevi.
Recife, 6 de Setembro de 1886.
Joaquim da Costa Ribeiro.
DECLARARES
ompaahia Santa Ther za
Empreiarla do abasleclnento
d'agaa e los a Ollnda
Dividendo
Por deliberaco da directora fica marcado o
dia 13 do corrate para nelie se comecar o paga-
mento do 15a divide ido da cempanhia, a razo de
6 0/0. U pagamento, como de costume, sa effec-
tuar pelo Sr. tbesoureiro no 2 andar da casa n.
73 roa do Impeador, das 8 horas da aanh s
2 da tarde at o dia 18, e dahi em todos os dias
utois das 8 s 10 da man! a.
Eacriptorio do gerente, 6 de Setembro de {886.
A. Pereira Simes'
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Cear, esta administracao
expede malas para os portes do norte, recebendo
impressos e objectir a registrar at 1 hora da
tarde, e caitas ordinarias at 2 horas ou 2 1/2
com porte duplo.
Adninistraco dos eorreios de Pernambu, 8
de Setembro de 1886. O administrador,
Affonso do Reg Barro*.
Santa Casa
da Misericordia do
Reelfe
Por esta secret .ra sao chamados os parentes
ou protectores das menores constantes da relaco
infra, que va ser recolbidas ao callegio das or-
ber ne3te juizo propostas em carta fechada para Pb&&
a venda dos escravos seguintes ; a qual ter lugar Relaco das orphs abaixo inscriptas, que nesta
& C, 3 a Jos Antonio dos Santos, 2 a
Rodrigues de Faria & C, 2 a Sulzer Kau-
fman & C.
Chapeos 14 caixSes ordem.
Fio de algodSo 114 sacaos a Joao Fran-
cisco Leite.
Panno de algodo 37 fardos a Machado &
Pereira, 10 a A. Vieira & C, 5 ordem,
44 a Ferreira & Irmao, 5 a Alves de Bri-
to & C, 10 a Olinto, Jardim & C, 10 a
Cramer Frey & C, 10 a Agostinho San-
tos & C, 20 a Luiz Antonio de Siqueira,
8 a Rodrigues Lima & C-, 4 a Souza Maia.
Sementes 1 caixa a> BarSo da Soledade.
DESPACHOS DE EXPORTACO
Em 6 de Setembro de 1886
rara o exterior
Na barca portuguesa Alianca, carregar m :
Para Lisboa, C. de Faria Tavares 100 pran-
cboes de vinhatico ; A. Bahia 25 pranches de
vinhatico. ,
=> No patacho nacional Osear, carregaram :
Para Lisboa, A. Bahia 28 pranches de vinha-
tico ; P. Carneiro & C. 750 couros salgados com
9,000 kilos.
Para o interior
No vapor francs VtWe do Rio de Janeiro,
carregaram :
Psra Santos, Maia c Rezende 1,368 saceos com
82,080 kilos de assucar br..nco e 72 ditos com
4,320 ditos de dito mascav&do ; F. Naaareth 250
saceos com 15,000 kilos de assucar branco e 160
ditos com 9,600 ditos de dito mascavado ; N. M.
do Eirado 230 volumes com 13,800 kilos de assu-
car branco ; P- Carneiro & C. 20 barra com 1,920
litros de agurdente.
No patacho allemo D. Pedro, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, S. G. Brito 300
barricas com 31,800 kilos de assucar branco.
Na barcaca D. Constanca, carregaram :
Para o Natal, Fernandos & Irmo 180 saceos
com farinha de mandioca.
N j vapor nacional Cear, carregaram :
Para o Para, J. M. Dias 5 pipas e 25 barris
com 4,800 litros de agurdente, 5 pipas com 2,400
ditos de alcool, e 250 barricas com 16,632 kilos
Os mdicos homeopatbas como allopatbas, en-
contraram em fim no Xarope de Vida de
Beuter N. 9 urna preparaco segura e guui-
na que nunca deixa de praduzir sea devido effeito.
E' composto de iogrediemes que purifican, o san-
gue ; e bem se sabe que carnes sans, fibra robusta
e msculos vigorosos sao o resultado de sangue
puro. Exerce sua aeco directamente sobre o fi-
liado, o grande orgo depurador do systema; e
quando este bom orgo se acha em perfeito estado
e em actividade ha de tacto sempre limpeza inte-
rior e perfeita apparencia exterior de sade.
Festejo* religionoN da Virgem do
Bom P arto
Amanh, 7 do corrente, pelas 7 e meia horas da
noite, haver Iadainha, em louvor mesma Vir
gem, tendo pelas 4 horas da manba missa em ten-
ca. dos devotos, e as 11 do dia 8 haver missa
solemne e noite ter Te Deum, tscaafdo m todo*
estes actos urna banda de msica.
Secretaria da irmandade de Nossa Senhora do
B-jib Parto, 6 de Setembro de 1886.
O secretario,
Lemno C. Prxedes.
O vinho de Extracto de Figado de Ba-
calho, de Chevrier, composto de tal
mo;io que urna colher de vinho corresponde
exactamente a urna colher de oleo de figa-
do de bacalho.
As doses do vinho nSo devem exceder
s do oleo ; ellas variarlo segundo a idade
e a constituico do individuo, entre urna ('/)
e quatro (?) colherss por dia.
E' de gr-nde importancia n3o exceder
esta dose, um medicamento nao preencheu
os seus fins logo depois de ter passado a
bocea ; chegando no estomago deve ser di-
gerido para tornar-se til ; era as doses
excessivas no se digerem, ellas acarretam
pelo contrario perturbarles gstricas de
natureza diveasa, como o professor Dever
gie tao utilmente assignalou.
Eis porque chamamos a attencSo dos
doentes sobre um ponto muito digno de
considerado : Nao ha exagerac&o falsa no
rotulo do Vinho de Extracto de Figado de
Ba-alho, de Chevrier, nSo pode haver
exagerac&o imprudente na sua adminis-
traclo.Revue Medicle.
n dia22 de Setembro vindourc, na sala das au-
diencias :
Jos, solteiro, parde, de 17 annos, por 600.
Hermogenes, preto, solteiro, de 44 annos, por
300j.
Felippe, pardo, solteiro, de 24 annos, por
600J.
Cosma, preta, solteira, de 49 annos, por 100.
Mara, preta, solteira de 44 annos, por 200.
Theotonio, preto, solteiro, de 42 annos, por
500.
Mara do Carmo, preta, solteira, de 54 annos
por .O.
Rita, preta, solteira de 44 annos, por 300.
Antonia, parda, soiteira, de 36 annos, por
160*
Pedro, preto, solteiro, de 37 annos, por 400.
Fernsndes, preto, solteiro de 36 annos, por
600*-
Jos, pardo, solteiro, de 20 annos, por 300.
Cypriano, pardo, solteiro, de 42 anuos, por
lOuj.
Viente, preto, solteiro, de 44 annos, por
6005.
Eufrosina, parda, solteira, de 23 annos, por
15DJ.
Olympia, preta, solteira, de l> snnos, por
30C*.
Elias, preto, solteiro, de 22 annos^por 400.
Antonio, preto, solteiro, de 17 annos, por
400.
Euzebio, preto, solteiro, de 24 annos, por
3005.
Felippa, parda, solteira, de 40 annos, por
2005.
Quem pretender em taes escravos, poder vel-os
e examinal-os no engenho Tapera, entendeodo-se
com o capito Domingos Cavalcante de Souza
Leo, inventariante dos bens de Jos Cavalcante
de Souza Leo, a cujo espolio taes escravos per-
tfneem.
E sc elles vendidos a requerimento duquelle
inventarame para prgamento de dividas.
E para constar mandei passar o presente que
ser affixado no lugar do costame
Villa de Nossa Senhora do O' de Ipojuca, 22
de Agosto de 1886.
Eu, Porfirio Alves da Silva, escrivo o es-
crevi.
Feliciano do Reg Barros Araujo.
Estava s-llado com urna estampilha de 400rs.
a qual se acbava lcgalmente inutilisada. Con-
forme com o original ; don f.
Escrevi e assiguo.
Villa de Nossa Senhora do O' de Ipojuca, 24 de
Agosto de 1886.O escrivo, Porfirio Alves da
Silva-
valho.
Vinho 10 barris a Pereira de Carvalho
d C, 10 ordem.
Carga da' Bahia
Charutos 1 caixZo a GuimarSes Irmaos
qnerque 270 barricas com 20,050 kilos de assucar
branco; B. Oliveira de C. 49 cascos com 13,920
litros de agurdente ; P. Carneiro & C. 5 pipas
com 2,400 litros de agurdente ; Amorim Irmaos
& C. 14 pipas com 6,720 litros de agurdente, e 21 Pord
eaixas com 75 kilos de doce ; J. A. da Costa Me-' Tamar
deiros 50 barricas com 2,108 kilos de assucar
branco ; V. de Itaqui do Norte 550 barricas com
41,361 kilos de assucar branco.
Para Manos, II. Oliveira 20 barris com 1,920
litros de agurdente ; Amorim Irmaos & C. 75
barris com 7,250 litros de agurdente.
Para o Cear, J. M. Dias 13 eaixas com 212 1/2
kilos de rap.
Para Maranho, J. M. Dias 5 eaixas com 13"i
1/2 kilos de rap.
MOVIMENTO DO PORTO
navios entrados no dia 7
Rio de Janeiro8 dias, vapor nac mal Cear, de
1,999 toneladas, commandante Guilherme Pa-
checo, equipagem 60, carga varios gneros ; ao
Visconde de Itaqui do Norte.
Rio de Janeiro11 dias, patacho ingles Jura, de
348 toneladas, capito R. Morrson, equipt.gem
7, em lastro ; ordem.
Halifax50 dias, paUcho ingles Tiber, de 212
toneladas, capito Charls Venour, equipagem..
carga madeira de pinho; a Saunders Brothers
C
Ro Grande do Norte 5 das, hiate uacional Cor-
reio do Natal, de 40 toneladas, mestre Joo
Guedes de Moara, equipagem 5, carga madei-
ra ; a Fraga Rocha & C.
Baltimore40 dias, lugar americano Maggie A.
Gray, de 385 toneladas, capite O. S. Azaung,
equipagem 7, carga farinha de trigo ; ordem.
New York e escala 21 dias, vapor americano
Advance, de 1,902 toneladas, commandante J.
Liord, equipagem 61, carga varios gneros ; a
Henry Forster & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Santos e escalaVapor francez Vle de Rio de
Janeiro, commandandante Fousnel, carga va-
ros gneros.
LiverpoolVapor ingles Scvlptor, commandante
James Woodcock, carga algodo.
MacoEscuna nocional Carolina, capito Tito
Jos Evangelista, em lastro.
VAPORES E3PERADOS
Vle de Cear
Ee
Stefanie
Manos
Thales
Valparaso
Mondego
Rio
Balda
Valparaso
Espirito Santo
Ncva
Congo
do sol
da Europa
de Trieste
do norte
de Liverpool
do sol
do sol
de Hamburgo
do sul
du sol
do norte
da Europa
do sol
do inl
do sol
hoje
amanh
arpanb&
alS
a 13
a 13
a 14
a 16
a 17
a 18
a 23
a 24
a 25
87
29
Edital n. 3
O administrador do Consulado Provincial, na
forma das instruccoes de 27 de Julho de 1883,
convida a associaco commercial beneficente e to
das aquellas que tiverem exietencia legal econhe-
cimento para que de confermilade com as meslas
instruccoes, se incumbam de proceder a distribu
cao das tascas de repartilo, estaoelecidas as
1', 2", 3* e 4" partes da tabella do imposto sobre
industria e profissio anaexa a lei a. 1860 de 11 de
Agosto de 1885 ; trabalho este que dever ser en-
viado esta repartico no praso mprorogavel de
30 dias, contados da data do presente edital, pro-
cedendo-se em caso contrario, do modo por que
determinara os arto- lie 15 da lei n. 1810.
Consolado Provincial de Pernambuco, em 25
de Agosto de 1886.
Frantisco Amyntas de Carvalho Moura.
O Doutor Joaquim da Costa Ribeiio,
juiz de direito do civel desta cidade du
Re ife e seu termo, capital da provincio
de Pernambuco por Sua Ma^estade Irn-
Serial e Constitucional o Senhor D. Pe-
ro II, a quem Deus guarde, etc., etc.
Fajo saber aos que o presente edital vi-
rem ou delie noticia tiverem que fiados os
vinte dias de pregues e as p ragas da lei,
e lia audienoia deste juizo de dia 16 de
Outubro prximo vindouro, ir3o a praca
por venda a quem mais der e maior lance
offerecer os bens abaixo mencionados que
foram penhorados para pagamento do prin-
cipal, juros e custas da execucao civel que
por este juizo e cartorio do escrivo que o
presente subscreve move D. Umbelina
Leoncia Borges Diniz contra os herdairoi
de JoSo de Brito Correia, cujos bens cons-
tam da avaliacSo do theor e maneira se-
guinte :
Urna casa terrea ra das Trincheiras
n. 31, freguezia de Santo Antonio, com
duas portas de frente, duas salas, dous
quartos, cosinha fra, quintal murado e ca
cimba, medindo de frente 3 metros e 55
centmetros e de fundos 14 metros e 50
centmetros, avahada por 1:8000000.
Urna casa terrea, meia-agua, no segundo
becco da Gamboa do Carmo, sob o n. 8,
tendo porta e janella, urna sala, nm q tarto
e corredor, medindo de frente 4 metros e
10 centmetros e de fundos 4 metros e 35
centmetros, avahada por 2005000.
Urna casa terrea ra de S. Miguel,
freguezia de Afogados, sob o n. 13, com
porta e janella de frente, duas salas, dous
quartos, cosinha fra e um quarnho con-
tiguo a cosinha, quintal em aberto, cacimba
propria, medindo de frente 4 metros o 40
centmetros e de fundo 12 metros e 65
centmetros, avahada por 250(5000.
E assim serao os bens cima menciona-
data vo ser admittidas no collegio das orphs
1 Ricarda, filha de Antonia Marcelina de
Oliveira.
6 Mara, filha de Eugenia Mara de Oliveira
Lagos.
7 Leopoldina, dem idem idem.
8 Guilhermina, sobrinh* de Francelina Bri -
gida Loares-
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 5 de Agosto de 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza.
Arsenal de Guerra
0 conselho de com iras recebe propostas no dia
14 do corrente at as 11 horas da manh, para a
compra dos artigos seguintes :
48 saceos de brim para marmitoes.
5,660 pares de sapatos de couro de bezerro.
1,000 metros de algodozinho.
513,70 metros de algodo listrado.
43,60 metros de fita branca, trancada, de 3
centmetros de largura.
170,50 metros de brim branco liso.
2 amitJS de panno de linho.
3 corporars de linbo fino.
2 toalhas para altar.
3. toalhas-para lavatorio.
50 barretes de l oara doentes.
50 ditos de algodo para ditos.
10 ditos de Hubo para ditos.
1 banheiro grande de folha.
2 bules grandes de fjlba.
9 calcas de flanella.
10 cobertas de chita
3 camisas de madapo o.
20 fronhas de dito.
40 mantas de l cinzentas.
10 pares de meias de l.
1 bule de louca.
4 ourios de louca com tampoa.
12 copos de vidro para agua.
120 pares de chiaellus de couro.
4 colch" s de panno de linho cheios de l.
10 travesseiros de dito idem idem.
50 pratos de folha, fundos e rasos.
2 jarras de barro cum torneiras.
20 talheres com cabos de ac.
Previne-se que nao serao tonadas em conside-
raco as propostas que nao foren feitas na forma
do art. 64 do regulamento de 19 de outubro de
1872, em duplcate, com referencia a um s arti-
go, mencionando o nome do proponente, a indica-
cao ds casa commercial, o preco de cada artigo,
o numero e marca das amostras, declaraco ex-
pressa de sujeitar se a multa de 5 0/0, no caso de
recusar assignar o contrato, bem como as de que
tretam os arta. 87 e 88 do regulamento citado.
Secretaria do arsenal de guerra de Pernambuco,
2 de Setembro de 1886.0 secretario,
Jos Francisco Ribeiro Machada
IIITIVM> IDE"
DAS
Almas do Recife
De ordem da mesa regedora desta irmandade,
convido a todos os nessos carissimos irmaos a
comparecerem no respectivo consistorio no domin-
go 12 do corrente, e 11 horas da manh, afim de
que, reunidos, possa ter lugar a sesso de mesa
geral, convocada na forma do art. 19 do nosso
compromisso, para deliberar-se sobre diversas
propostas relativas aos predios do patrimonio da
referida irmandade, e bem assim, para ser auto-
risado o concert de que necessita o orgo da
igreja.
Secretaria das Almas, erecta na matria do Cor-
po Santo, 7 de Setembro de 1886.
O escrivo,
Jos Alves Cavalcante.
Enipreza Telephonica Ilour
gard
RELAglO DOS HOVOS A88IGNANTE8 QUE
COLIiOCABAM APPARELHOS TELEPHONICOS
DEPOIS DA LISTA N. 8.
Mez de Agosto
A
458 Antonio Jos da Costa Araujo.
Regulador da Marinha, ra Larga do Ro-
sario.
460 -Augusto Neeseu Residencia, ra
Formosa.
425 -Arsenal de GuerraCaes do Ra-
mos.
322 Almeida Duarte & C*.Armazem
de fazendas, ra Duque de Caxias.
132 Goncalves & Irmao-Ra Mr-
quez de Olinda.
344 Abrantes <& Ca.Armazem de mo-
lhados, ra do Bom Jess.
C
461 Companhia Ferro-Carril Escri-
torio, ra Barao do Triumpho.
B
431 -Eduardo Martnez & C\ -Refina-
5S0, Praga do Conde d'Eu.
1>
261London 4 Braziliun Bank, Limi-
ted, ra do Commercio.
S
457 Sociedade Recreativa Juventude
Pateo de S. Pedro.
V
314Valente & IrmSo Refiaacao, ra
Marcilio Dias.
Z
459-Z:ferino Valente* C\Arma-
zem de moldados, Caes 22 de Novembro.
Recife, 3l de Agosto de 1886.
O gerente,
Carmo Almeida.
Santa
casa
Na secretara da santa casa de misericordia do
Recife arrendam-se por espaco de um tres an-
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n 45, pnr 20 mensaes.
Idutn idem n. 49, 204 idem.
Ra do Bom Jess n 13, 2 andar, 20 idem.
Dita da Linguete n. 14 1 andar, 16*660 idem.
dem idem 2- dito. 154 idem.
Ra do Burgos n. 1^4 idem.
Dita do Encantamento n. 11, 1- atdar, 204000
idem.
Dita da Madre de Deus n. 10-A, armazem,
154, idem.
dem idem n. 12, 404 idem.
Ra da Gua n. 25, 164660 idem.
Dita da Senzalla-velha n. 132, 2- andar, 154
idem.
Dita da Detenco n. 3 (dentro do quadro) 104
idem.
dem idem, 8$000 dem.
Ra do Baro de S. Borja n. 3, 254 idem.
Dita do Visconde de I tapa rica, n... 2' andar
e sotan, 354 idem.
Dita do Marques de Olinda n. 53, 2- andar,
404 idem.
Caes da Alf. ndega n. i.
WMncioaal Rentas
itfileles para a regata
Os socios deste club podero man lar receber os
seus bilhetfs para a regata do dia 12 do corrente,
na sede do club, do da 9 em diante, das 7 s 9
horas da ncite.
Recife, 6 de Setembro de 1886.
P. C. Casanova,
2- secretar.
Theatro de Variedades
Quarfa felra, de Setembro
A'S 8 1/2 DA NOITE
Segunda apparico do Ilusionista
CONDE ERNESTO PATR1ZIO
Grande espectculo dividido em quatro parte
IMt4X.lt 1IIII 1
Sorte e experiencias inteiramente novas a
nao executadas na uncelo anterior
Prlmelra parte
IRHiWAUC
DO
Divino Espirito Santo
FESTA DA SENHORA DO CENCULO
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Santo resolveu selemnisar o anniversario da
reconciliaco de nossa igreja com urna pequea
festivilade em louvor da Senhora do Cenculo, no
da 8 do corrente.
Constando de missa solemne s 10 horas do dia,
em cuja occasiio far da tribuna sagrada o pane-
grico da Excelsa Senhora o Revm. capello-te-
nente Leonardo Joo Grego ; a noite Iadainha,
sendo a orchestra de ambos os actos confiada ao
insigne maestro Jos Tavares de Medeiros, que
far oovir lindos solos de seu variado repertorio.
Pelo que convido a todos os nossos carissimos
irmaos, para encorporados, assistirmos os referi-
dos actos. .
Consistorio da irmandade do Divino Espinto
8a to do Recife, 6 de Setembro de 1886.
O escrivo,
Julio Ferreira da Costa Porto.
Afandega"dePernam-
buco
De ordem d Ulm. Sr. inspector da Alfandega,
scientifico a qaem interesas r possa, quo a partir
do dia 1- de Setembro prximo vindonro, fica
inaugurado o 1 posto fiscal no antigo Porte de
Pico entrada da barra, onde devero atracar
tanto na ida como na volta todos os vehculos que
forem ou vierem do lamaro, ficando no entente a
cargo da barca de vigia estacionada ao lado do
caes da Liogoeta e que servir de J>- posto fiscal,
todo movimento de pequea cabotagem, que com-
prebende a entrada e sahida das lanchas, barca-
cas e canoas que navegam entre partos da pro-
vincia.
Guardamsria da Alfandega de Pernambuco, 24
de Agosto de 1886.O guarda-mor,
Jos Augusto de Aievedo Marqnes.
Extraordinarias experiencias de alta
prestidigitacao
Grandes novidades!
SORTES COMPLETAMENTE NOVAS!!
1.* Des minutos de cartomancia.2. Viagem
fantstica. 3." Almoces econmicos.4. Oesap-
paricoes inditas5. Catarata de surprezas.6.*
Ideas de um hornera esclarecidas.
Segunda parte
0 espirito da prestidigitado
ou a prestidigitacao do espirito
Trabalho mcrivel por sua rapidez.A Pregu-
ruto geral.As humorsticas siluetas.
Terceira parte
Pela ultima vez nesta capital
A Ponte Ha'ravilhosa
Curiosa e interessante combnaco, onde a hy-
draulica a pbysica e a electricidade se meselam
de urna maneira maravilhosa, imitando em seus
detalhes os jogos d'agua de Versailles. Grande
surtidor d'agua natural, composto de mais de 2,000
arroyos, todos deslumhrados com luz elctrica, of-
ferecendo aos olhos a mais agradavel sensacao.
Nao se pode imaginar o estupendo e incrivel effei-
to que produz este experiencia: precisa
VER PARA CRER
luana parte
A Lanterna Mgica
SILFORAMA
ou a vclta do mundo em trinta minutos
O melhor apparato que se tem visto at hoje no
Imperio. Collecco de vistas formosissimas.
Viagem ao poto do Norte. Viagem aos paizes
tropicaes. Viagens aos museus da Europa.
Piceos os do costume.
MARTIMOS
ROYAL MAIL STEAM PACkET
C01PAHY
0 paquete Elbe
A
E' esperado da Europa no dia
9 do corrente, seguinde
'depois da demora necessa
i ra para
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Agres
0 paquete Mondego
esperado
do sul no da 14 de
cerrente seguindo
Idepois da demora
necessaria para
8. vcente, Lisboa, Vlgo e non-
thainpton
Pan passagens, trefes, etc^ tracto cem ca
CONSIGNATARIOS
Adamson Ho wie & t.
Para o Gear e Maranho
Segu com brevidade para os portes cima a
barca portugueza Maa Carolina, paea o resto da
carga que lhe falta, trata-se cem os conaignata-
Iros Jos da Silva Loyo & Filho.
a
na


Diario de PernambocoQuarta-feira 8 de Setembro de 1886
s
Hamtiurg-SuBflamBriKanscB
DampfschiflTahrts-GeselIschal
O vapor Rio
Esperase dcHAMBURGO,
via LISBOA, at o dial6 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Leilo
miudezas, gneros de molhado,
De fazendas,
e(c, etc. .
N annasem da ru* do Pedro Alfonso n. 4o\
Agente Brillo
Rio de Janeiro e Santos
0 vapor Valparaizo
E' esperado dos portos
sal ate o
do
da 18 de Setembro
depois da demora necessaria
seguir para
Lisboa e Ilamburgo
Para carca, pasagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
Consignatarios
Borstelinann & C.
RUADO VIGaWON.S
t* andar
Vender uiais os seguin-.es objectos : movis,
secretarias, estantes, guar a vestidos, gnarda-
louca, camjrs, commodas, marqueades, mesas els-
ticas e outrs, carteiras, 1 cofre, lavatorios com
pedra, 1 jardmeira c m pedra, cadeiras de junco,
de amarello e de pan carga, relogios de parede,
louca, jarros, casticaes, 6 cartoes com 12 ramos
de ricas flores, aciberes, copos e muitos outros
objectos
Quinta fera 9 de Setembro
A's 10 li2 horas
AVISOS DIVERSOS
D nw austraco StaMe
E' esperado de Triestre por
va Rio de Janeiro at o dia
9 do corrente, e depois de
pequea demora segu para
os portos de
Babia, Rio de Janeiro e Santos
Recebe carga e encommendas a frete mdico
tractar com os
CONSIGNATARIOS
JOHNSION PATER & C.
RUADO COVJMERCIO N. 15
Agente Burlamaqui
Leilo
DE PREDIOS
Quinta feira 9 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Imperador n. 22
O agente cima, por alvar e assistencia do Illm.
Exm. Sr. Dr. juiz da provedoria de espolias e re
siduos, levar a leilo as duas casas terreas de ns.
105 e 107, ra do Conde da Boa Vista, perten-
cente ao acervo de Antonio Martms de Carvalho
Azevedo.
Os Srs. pretendentet desde j podero examinar
as ditas casas.
TRASPASSA SE ahypotheca da casa do large
do Paraso n. 15 ; a tratar na ra do Apollo
n.34, 1 andar.___________________________
Aluga-se casas a 8*000 no boceo dos Coe-
Ibos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
Aluga-se quatro casas na ra Imperial ns.
102, 104, 132 e 136, caladas e pintadas, com com-
msdos para familia, e precos razoavel: a tratar no
Recife, caes do Apollo n. 45, on na mesma ra
n. 130, at as 9 horas ou das 4 em diante.
Uui hornera de idade, sem familia e de con-
ducta affiancada, ter alimentaco, casa e grati-
ficado meusal, mediante pequeo servico : na
ra da Roda n. 54.
Preciea-se de urna pereita cosiuheira, para
casa de familia : a tratar na ua do Bario da
Victoria n. 39, lojs.
Precisa-se de urna nuestra para morar com
urna familia que reside aqui na cidade, encarre-
gando-se da educacio de duas enancas : a tratar
na ra de Luiz do Reg n. 25. nde so daro os
detalbes do contrato.
Precisa-se de urna ama
tratar no sitio do Sr. Valenca,
queira.
para coeiubar ; a
na estaco da Ja
Preci t-se de urna ama para cosiaha e de
um menino que saiba comprar : a tratar na nova
ageucia de movis, ra do Baro da Boa-Vic-
oria n. 54.
AOS
f00:000$000
SUESTES 5AEAWIIDS
23roa Primeiro de Marfo-23
O abaizo assignado tem exposto ven-
da os seus afortunados bilbetes garanti-
dos da 1.a parte da 1.* lotera da Santa
Casa de Misericordia do Recife, pelo novo
plano, qae se extrahir quinta-feira 16 do
corrente.
PRECOS
1 vigessimo 1,5000
Eaa pereio de loo par cima
1 vigessimo (5900
Manoel Mar*ins Finta.
Agente Burlamaqui
LKILAO DE PREDIOS
Quinta-feira 9 do corrente
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 22
O agente cima, por mandado e assistencia do
Illm. Sr. Dr. iuis de direito de orphos, a requeri-
mento do Dr. Ferrcr, inventarame dos bens do
finado .Jos de Mello Vasconcelhos Filho, levar a
leilo, 12 cadeiras de guarnic", 1 mesa pintada
de preto, 1 dita de pioho, tres casas terreas no lu-
gar Ambol, freguezia da Varzea, 1 terreno no
' mesmo lugar e bastante arborisado.
Pacic Sieam taigaonCompany
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Valparaizo
Leilo
Espera-se dos portos
do sul at o dia 13 de
Setembro seguindo pa-
ra a Europa depois da
emora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante seguirem tocaro em
Plymouth, o que facilitar che-
garem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Haver tambem abatimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
AGENTES
Wllson Sons *& c .. Limited
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
COMPA^HIA PERXAMl'CAKA
DE
XaTegaco costeira por vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 10 de
Setembro, pelas 12 ho-
-ras da manha.
Recebe carga at o
Pdia 9.
Enouimendas, passagens e dinbsiros fr ete at
s 10 horas da manha do dia 10.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhla PerMMfon
cana n. t'
l'OP.n'IIU PKB.AIBIXAJA
DE
Xavegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macci, Penedo, Aracaju' e Bahia
O vapor Jaguaribe
Commandante Costa
Segu no dia 10 at
Setembro, s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
Pdia 9.
Encommendas, passag,..is dinheiro a frete at
:>s 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucana
n. 12
De movis, louca, crystaes, espelhos, qua-
ilros, objectos de electro pate e pasearos
cantadores.
A SABER:
Um piano pe Blondel & Wignes, urna mobilia
de Jacaranda com 1 sof, 2 conslos, 2 cadeiras de
bracos e 12 de guarnicao; 2 cadeiras de balan-
ces, 2 ditas de bracos 2 espelhos donrados gran-
des, 1 jardineira, 4 jarros para flores, pannos de
crochet, tapetes para s.f, escarradeiras, capiteis
e vasos para flores, 12 quadros com passaros, es-
teira nova para forro de sala e 2 serpentinas de
crystel.
Urna cama franceza de Jacaranda, 1 cpula, 1
toilette, lavatorio com vlvula, 1 carteira peqnena,
1 mesa a cama, guarda-vestido, 1 commoda, 1
colzo, 6 cadeiras e 1 marquesa.
Um marquezo, 6 cadeiras, 1 commoda, secre-
taria com segrudo, 2 cabidos torneados, 2 casti-
caes com mangas, 1 relogio e 1 dispertador.
Urna mesa elstica com 6 taboas, 1 guarda-lou-
ca, envidracado, 1 aparador com armario, 2 apa-
radores turneados, 1 quartiaheira, 4 resfriade-
ras, 1 sof, 18 cadeiras de guaroicSo, cadeiras de
balanco, 1 relogio de parede, 1 licoreiro, appare-
Ihos de porcelana para cha e jantar, copos, clices,
garrafas, compoteiras, porta-queijo, galheteiro, ta-
Iheres, colberes, jarras, vidros, mesa e taboa para
eogommar. trem de cosinha e maia acceasorios de
casa de familia.
SEXTA FEIRA, IODO CORRENTE
Ra 1." de Margo n. 7, 2." andar
Archias Lindolpho da Silva Mafra, tendo de fa-
aer nnia viagetn Europa com sua familia, faz
leilo por intervenco do agente Pinto.de movis,
porcelanas, crystaes, passaros e mais objectos exis-
tentes na casa em que residi, 2." andar do sobra-
do da roa 1." de Marco n. 7, em frente da loja do
Sr. Krause.
O referidos movis acham-se em bom estado de
conservaco.
O leilo principiar s 10 horss.
= Aluga-se o 2- andar do sobrado n. 12 ra
das Larangeiras, com sote : a tratar na roa das
Trincheiras n 1?, das 11 s 2 horas da tarde.
Vende se urna armacao com as suas perten-
as ; ra da Aurora n. 151.
= Aluga e o 1 andar do sobrado n. 9, ra
do Coronel Suassuna, recentemente preparado : a
tratar na roa do Imperador n. 14, 1- andar.
Aluga-se o sobrado de um andar e soto
com muitos commodos c bem preparado, na ra
dos Guararapes n. 48 : a tratar na roa do Impe-
rador n. 16, 1 andar.
Liberato Tiburtmo de Miranda Maciel de-
clara que a sua assignatura, de hoje em diante
a seguinte :Liberato Tiburtino de Miranda Ma-
ciel da Rocha Pitia.
Aluga-se urna sala com mobilia, em lugar
muito ameno, a algum estraogeiro sem familia,
que goste de pernoitar fra da cidade, sendo pes-
soa idnea de conducta affiancada, tambem se
endem ps de flores de diversas qualidades : a
tratar na ra de Mrquez do Herval n. 23, loja.
FARINHA LCTEA
DE
ISTLE
Allencao
Comprase urna casa terrea em bem estado, as
freguezias de Boa-Vista en Santo Antonio, e que
seu preco nao exceda a 1:000 ; a tratar no pateo
da Santa Cruz n. 2, taverna.
Manoel Izidoro Peretti da Silva, sentido pelo
fallecimento de seu presado amigo, Leopoldino de
Souza Barros, manda resar por sua alma urna
missa na matriz de S. Jos, quinta-feira 9 do cor-
rente, pelas 7 1/2 horas da manha, stimo dia de
seu passamento. Para assistirem a este acto re-
ligioso, convida aos parentes e amigos do Ilustre
finado.
CASA DE MODAS
Fazendas finas
0 mis raMo sortimento em arios para seiinoiEs, acata ie recebar
J. BASTOS & C.
2 A-Rua do Cabug--2 B
Sedas de cores em cortes de 20 metros com as rendas de seda para enfeitee.
Sedas com bordado de alta novidade.
Gorgorao de seda, qualidade especial, cores ciel, rose, marinhe, lontre, beij.
lilaz, tabore, brenze, lontre e grenat.
Gorgorao branco para noiva.
Faille branca para dita.
Damass ottomane branco.
Grinaldas de cSra, o que ha de melbor.
Veos e fiil, em pea, para noiva.
Leque de madreperola com rendas.
Meias brancas de seda.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de Guipour e crochet.
Cortinados de crochet.
Cae e res com
inteiramente novidade.
bordados Ancoralindissima combinacSo para vestido
ESCOLHIDO A CAPRICHO
Robes mi confecciones vestido raeio preparados, em seda, 13, tecidos novos
algodao, de 15 1000 a 650OOO.
Agente Pestaa
Leilo
Para o Porto sor Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima a
barca portuguesa Al'tanga : para o resto da carga
e passageiros, trata se com os consignatarios Jos
da Silva Loyo & Filho.
LE1L0ES
Agente Silveira
Leilo
Quinta-feira, 9 do corrente
Ao mel dia
Na ra estreita do Rosario n. 24.
O agente cima, por alvar e assistencia do Illm.
e Exm. Sr. Dr. juiz da provedoria de capel las e
residuos, levar a leilo metade da casa terrea n.
2 ra da Alegra, o solo a ra do Bario da Victo-
ria onde estao edificados o sobrado pertencente a
Joaquim Antonio dos Santos Andrade, e o da casa
terrea n. 8 do Io becco da Gamboa do Carmo, o
solo onde ssenta as cases terreas ns. 44,46, e
48 da ra da Gloria, o solo onde assentaram as
casas de ns. 73, 75 e 79 a ra Velha, bens perteho
Aentes ao accervo de Antonio Martina de Carvaln-
czevedo.
Leilo
De q-iatro mei'aguas roa do Socego di.
63, 64, 65 e 65 A
Quinta-Jeira 9 do eorrtmU
A's 11 horas
Xa ra estreita do Rosario
n 11
O agente Silveira, por mandado e assistencia
do Exm. Sr. Dr. juiz da provedoria, e a requeri-
miento do inventariante de Josepha de Farias Ra-
poso, levar a leilo 4 mei'aguas ra do So-
cego sob ns. 61, 63, 65 e 65 A.
Os Srs. pretendentes desde j podem exa-
minar.
Em continuado
O mesmo agente levar a leilo 1 sitio com boa
casa e bastantes commodos n. 2 em Apipucoe, em
terreno proprio.
Um dito sob n. 4 em terreno proprio, no mesmo
logar.
s Srs. pretendentes podem examinar.
Dos excellentea predios que pelo seu esta-
do de conservadlo e boas rendimentos
chamara a attenjSo dos Srs. comprado-
res
DEFINITIVA ENTREGA
Sabbado 1 i do corrente
A's 11 horas em ponto
No armazem e agencia de leiloes da ra
do Vigario n. \2
O agente Pestaa, bastante aut irisado, entre-
gar os predios abaixo mencionados pelas offertas
obtidas no ultimo leilo, caso nao ache melhor
preco.
De um sobrado de 2 andares rea da Compa-
nhia Pernambucana n. 20, antigo becco das Boias
(Recife), com 2 salas, 3 quartos, cosinha fora, em
cada andar, 2 lojas do pavimento terreo, em solo
foreiro, rendendo annualmentc, 756000; offerta
obtida 3:605*.
Um sobrado de um andar ra Nova de Santa
Rita n. 56, com 2 salas, 2 quartos, cosinha fora e
terraeo, no pavimento terreo os mesmos commo-
dos, quintal, cacimba e apparelbo, em solo pro-
drio, rendendo annualmente 480*000 ; offarta ob-
tida 2:300*.
Urna casa terrea mesma ra n. 58, com 2 sa-
las, 3 quartos, sotao interno, cosinha fora, quin-
tal, cacimba e spparelho, em solo Droprio, rendan-
do 267*000; offerta obtida 1:730*.
Urna dita terrea mesma ra n. 60, com 2 sa-
las, 2 quartos, cosinha interna, apparelbo, peque-
no quintal e cacimba maieira, em solo foreiro,
rendendo 192*000; offerta de 1:000*.
Urna dita terrea ra dos Patos n. 3, com 2
salas, 1 quarto, apparelbo e pequeo quintal, em
solo proprio, rendendo 144*000; offerta 645*.
Urna dita ao Corredor do Bispo n. 18, com 2
salas, 2 quartos, cosinha, apparelbo, quintal com
cacimba, em solo proprio, rende 300* ; offerta ob-
tida 1:855*.
Urna dita ra do Rosario da Boa-Vista n. 11,
onde seacha um importante taverna, rende 300*;
offerta obtida 2.195*.
Urna dita ra de Lomas Valentinas n. 4, com
2 solios, 2 salas, 2 quartos, cosinha, quintal, ap-
parelbo, cacimba, rendendo 300* ; offerta obtida
1:998*-
Urna dita travessr de S. Jos n. 23, com 2
salae, 3 qnartos, quintal, cacimba apparelho, cosi-
nha, em solo proprio, rendendo 300* ; offerta ob-
tida 2:190*.
Todos estes predios acham-se livres e desem-
baraza los de todo e qualquer onus, e para qual-
quer informaco a tractar com o mesmo agente.
MARCA REGIS1RADA
15 OTOS DS S7CCE2S0
21 recompensas, das quaes 8 diplomas de honra
e 8 medalhas de ouro.
Certificados numerosos das primeiras autorida-
des medicas.
Alimento completo para criancl-
nnas de peito
Supre a ncufficiencia do leite materno, facilita
desamamentaco e a digesto fcil.
EmpregH-se tambem vantajosamente para adul-
tos como alimento para estmagos debilitados.
NICO DEPOSITO ESPECIAL DA FABRICA
PARA TODO O IMPERIO
31 C-RUA DE S. PEDRO-31 Q
Rio de Janeiro
Aviso
Tavares de Mello, G-nro & C. previnem ao pu-
blico que movem pelo juizo do commercio desta
cidade accao pir quantia avultada contra o pro-
frietario do engenho Coaceiclo Velho, no termo de
pojuca, pelo que nao ser licita qmlquer tran-
sacifo sobre o referido engenho ou acerca de urna
escriptura de bypotheca que se diz existir no
mesmo.
na ra Duque de
Fellppa Cavalcante de Al-
bui|uerque
Manoel Paulino Cavalcante de Albuquerque,
seus irmos e cunhados agradecem a seus paren-
tes e amigos que acompanharam os restos mortaes
de sua mui presada mi e sogra ultima morada,
e convidam-os para quin "-feira 9 do corren'e,
stimo do sen passamento, ouvirem urna missa que
pelo seu repouso eterno andam resar as 7 1/2
horas da manh, no convento da Gloria, pelo que
se confessam eternamente agradecidoSj_________
Colleretes para senhoradoctorease^ em fustao e cretones ; grande moda.
Visitescapas enfeitadas ricamente a passementerie e rendas.
LUVAS DE SEDA
Com e sem dedos, ultima moda.
Bolsas de couro da Russia de diversos tamanhos.
Perfumaras finissimas, grande sortimento.
Lcques de seda e setim, modernos.
Tecidos de algodao para vestidos ligeiro e econmicos
E' difficil encontrar melhor sortimento do que acaba de chegsr e que vnde-
se barato. Padroes novissimos.
2 A-RUA DO CABUGA-2 B
(Telephone n. 359)

Manoel Tbomast da Silva
Antonio Thomaz da Silva Juuior, Fernando
Thomaa da Silva (presentes), Joao Thomaz da
Silva e Agostinho Thomaz da Silva (ausuntes),
agradecem do inlimo d'alma todos os visinhos e
amigos dedicados que tomaram parte na grande
molestia de seu muito presado e sempre pranteado
irmao, Manoel Thomaz da Silva, tallecido em 2
do corrente ; os mesmos pedem todos os seus
amigos e do finado a comparecerem na matriz de
Santo Antonio no dia 9 do corrente (quinta-feira)
a 8 horaa da manha, para assistirem as missas
que inandam celebrar pelo eterno repouso de sua
alma, stimo dia de seu passamento, pelo que se
confessam eternamente agradecidos todos os que
assistirem a este acto de r^liei e caridade. ___
Precisa-se de um cosinbeiro
Caxias n. 68.
Aluga-se
Leilo
Da re6naco sita roa do Visconde de Goyan-
na n. 217, (Manguinho) pertencente a massa fal-
lida de Manoel ;.'arpent*iro & Souza.
Constando de caldeiras grandes de cobre, ditas
menores, balancos grandes com pesos, carteira,
mocho, bancas, I filtro de cobre, 1 fogo com 8
boceas para co6inhar assuc*r, barricas vazias,
saceos de panno, ditos de papel, corredores, ras-
pa, bancos para bater sssucar, carvo cook e ani-
mal, caixes para depsitos, urna porco de taboas
para depsitos de assucar, eucanamento e bicoa de
ga.
Terca feira, 14 de Seteaiforo
A's 11 horas
0 agente Gusmo
Autorisado por mandado d Exm. Sr. juiz de
direito do commercio, a requerimente do Dr. cu-
rador fiscal da massa fallida de Manoel Carpentei-
ro & Soasa, far leilo com asiistenoia do mesmo
jais dos objectos cima medeionados pertencentes
a referida masa.
a casa terrea da ra Visconde de Albuquerque n.
170, caiada e pintada de novo ; a tratar no largo
do Corpa Santo n. 4, 1- andar.
Cosinheiro
Precisa se de um cosinheiro
numero 26.
na ra do Sebo
Ama
Precisa-se de urna ama para pequea
a tratar na ra de Pedro Alfonso n. 11.
familia
tt$nclo
Vende-se urna parte do engenho Desterro, fre-
guezia de Iguarass : a tratar no pateo da Santa
Cruz n. 2, taverna.
Medios p en!
Sem dieta esem modif-
cales de costumes
Laboratorio central, ra do Viconde do
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Reqente-.Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
maceutico Eugenio Marques
de HoIIanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
tes e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chlero-anemicos, debella a hjpoemia
intertropical, rtconstitue os hydropicos e benbe-
ricos.
Xarope de flor de araeira e matamba
Muito recommtndado na bronchite, na hemop-
tvse e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes as inflammacoes do figado e baoo
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capuana e quina
Applicado as convalescencas das parturientes
urtico antefebril.
Depeaito : Francisco Manoel da Silva & C.
Francisco Manoel da Silva k C.
23-RUA MRQUEZ DE OLINDA-23
Visconde do Bom Retiro
O Visconde de Tabatinga, sentido pele falleci-
mento de seu presado amigo, o Visconde do Bom
tetiro, manda resar por sua alma urna missa na
matriz da Boa-Vista, sabbado 11 do corrente,
pelas 81/2 horas d* manh, trigsimo dia de seu
passamento.
Para assistirem a este acto religioso, convida
aos parentes e amigos do Ilustre morto e aos
seus, f a todos anteeioa a sua srratido. ________
BBRJCA DE CIGArVROS
jjeMEURON H Oft
MURA Di FABHieA RESlSTRAS* .-----. s
WOk'JAHEIRO BAHA.- PERNKMBTJCO^
lVfflll'1Ti ^T ^1 participam aos seus freguezes e ao publico em
lUCUlUIl W> v-/. geral> qU0 tendo reaolvido fabricar novamente
Cigarros e fuios desfiado, com a marca da fabrica cima reproduzida e compe-
tentemente registrada acham-se habilitados para vender, de hoje em diante, as seguintes
qualidades :^^g^S
Cigarros
BARBACENA .... Superiores a 60000 o milheiro
POMBA
RIO NOVO .
GOYANOS .
CAPORAL MEURON
FLOR DE VIRGINIA
Elegantes
Especiaes i
Mimosos
Faforitos a
Deliciosos
de descont
7 500
90000
9^000
6^500
80200
Guilherme Joaquim do Reg Barreto e D
Anna Joaquina do Reg Barreto, profundamente
sentidos cem o prematuro passamento do sen es-
timadissimo cunbado e irmo, Dr. Joaquim Fran-
cisco Paes Barreto, mandam resar na matriz do
Cabo, no dia 10 do c.rrente, s 9 horas da manh"
dia stimo do seu passamento, urna missa pele
descanso eterno de sua alma, convidando para
assistil-a os seus amigos e os do Ilustre finado.
Desde j contessam-se agradecidissimos quelles
que se dignarem de comparecer a esse acto digno
de caridade.
Compras por atacado 5 "/
Fuios desliados para cachimbo e cigarros em pacotes
DE lOO CHAUNA*
CAPORAL MEURON a 500 rs. cada pacote
FLOR DE VIRGINIA a 500 rs. idem dem.
Garante ee que todos os seus cigarros, de qualquer das denominares cima,
romo os fumoB desfiados, sao fabricados com fumo escolbido de qualidade
superior.
Aceio e acondicionamento gozam de especial attencao.
assim romo os
THES0URAR1A
DAS
Dr. Jonquim Franciwco Pac
Barreto
O desembargadar Quintino de Miranda, no dia
O, pelas 7 1/2 horas da manh, manda celebrar
na igreja Santa Cruz urna missa por alma do Dr.
Jotquim Francisco Paes Barreto, finado marido
de sua sobrinha, D. Maria Antonia de Miranda
Barreto ; e pede para esse acto religioso a assis-
tencia dos parentes e amigos do finado e dss seus,
com antecipado agradecimento. .
Acha-se venda a Ia parte da Ia lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Recife que se extrahir quinta-feira, 15 do cor-
rente pelo seguinte
D, Fellppa lavaldante de
Albobaerqne
Francisco Antonio Brando Cavalcante, seus
irmos, sua mi e saa av convidan) aos parentes
e amigos para assistirem a missa que por ala a de
sua tia, irm e prima, D. Felippa Cavalcante de
Albuquerque, mandam resar na matriz de Afoga
dos no dia 9 do corrente, s 8 horas da manha,
stima dia de sen fallecimento, agradecendo a to-
dos que comparecerem.______
Joaquim Patriota de Mello Barreto, sua mu-
Iher, seus pais, manos e tos, convidam seus pa-
rentes e amigos do fallecido bacharel Joaquim
Francisco Paes Barreto, para assistirem a urna
missa do stimo dia, que por alma de sea fallecido
cunbado e amigo, mandax celebrar na matriz de
Gamelleira no dia aexta-feira 10 do corrente, s 8
horas da manh.
24,000 biihetes a 160000
Beneficio, sello e commiB-
sao......
T!
'lymvesj Jone Maidanba
Victorino Jos Saldanha, sua malher e fihos,
agradecem de coracao s pessoas que se dignaram
acompanhar at a sepultura os restos mortaes de
seu presado irmo, cunhado e to, e de novo con-
vidam a assistirem as missas que pelo eterno re-
pouso de sua alma, stimo dia do seu passamento,
mandam resar aa igreja de N. S. do Terco, quin-
ta-feira 9 do corrente, s 7 hars da manh, pelo
que se confessam desde j eternamente agrade-
cidos.
1 Premio de.
1 DitO de .
1 Dito de .
1 Dito de .
7 Ditos de 2:000^000 .
10 Ditos de 1:0000000 .
16 Dito de 5000000 .
99 D)tos de 2000000 para
a centena em que sahir
o primeiro premio
99 Ditos de 1000000 para
a centena em que sa-
bir o segundo premio
3*4:0000000
69:0600000
314:9400000
100:0000000
30:0000000
10:0000000
4:00:>000
14:0000000
10:0000000
8:0000000
19:0000000
99 Ditos de 600000 para
a centena em que sahir
o terceiro premio .
Approxim a c. o e s do
2:0000000 para o pri-
meiro premio
Ditos de 6500000 para
o terceiro premio .
2,400 premios de 26,000
para todos os algans-
mos tinaos do primeiro
premio ....
2,400 Premios de 200000
para todos os algaris-
mos finaes do segundo
premio.....
2,140 Premios .
5:9400000
i .4:0000000
1:3000000
48:0000000
48:0000000
314:9403000
9:9000000
Caso a terminacho do segundo premio seja igual a do primeiropa ssar ao nu
numero immediatamente superior.
Esta lotera divide se em 20 partes e os bilbetes em vigessimos de 800 ris
cada um,
Os premios maiores de 2000000 em cada parte estSo sujeitos ao imposto pro-
vincial de I5i0 e 5i. addicional sobre o referido imposto.
EXTRACgO PELA MACHDA FICHET
Thesouraria das loteras, 7 de Setembro do 1886.
Augussto Octaviano de Souza,
Thesourelro.


6
Diario de Perjmututto-- Ruarla--, eir 8 de Setembro de 1886
CUIDADO COM
AS FALSIFICARES!
Aluga-se
i predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
abeiesimeuto fabril : a tratar na roa do Commer-
ao ii. 34, com J. I. de Medeiros Reg-
Aluga-se barato
Ba Visconde de Goyanna N. 79
Ra do Calabouco X. 4. loja
O armazem da ra do Coronel Suassuna n. 141
Bna da Baia Verde n. 5.
Casa terrea da travessa de S. Jos n. 23.
Trati-se na roa do Commcrcio n. 5, 1 andar
criptorio de Silva Guimaraes & C.
una sala propria para escriptorio : na ra do
Bom Jesu3 n. 38, andar.
Alu
a-sc
cas o 1 ra Lrmbranc do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na rus da Imperatriz
o. 32, 1. andar.________________
Aluga-se
as casas da ra do Viseoode de Goyanna ns. 159
e 1G7, com a cu ~. e gaz : a tratar no largo do Cor-
po Santo n. 19, esc iptorio,
A hura-se
a sala de detraz do 1 andar roa Frimeiro de
Marco n. 18, muito propria para esetiptono de
qnalquer natureza : a tratar na loja de memo
predio. ________________________
AMAS
Precia-se de um.'t ama para cosiubar,
menina, para cuidar de urna crianza ;
Real n. 20, Casa Forte.
e outra,
na ra
Napraca do Conde d'Ea n. 7, segundo anda-
precisa-se de urna cosinbeira para casa de fw
Bia.
Ama
Precisa-se de oa ama para todo servico, e que
durma em casa dos patroes : na ra do Riachucllo
n. 57, portode ferro.
Ama
Precisa-se de urna, smente para cosinhar, em
Fernandes Vieira, sitio n. 7, casa de azulejo ama-
relio.
Ama
Precisa-se de urna ama que cosinhe, para casa
de familia : na ra da Praia n. 34.
Serrara a vapor
Caes do CapSbarfbe n. ZH
N'esta serrara encontrarlo os smbores fregue-
ses, um grande sortimento de pir.hj do resina de
inco a dez metros de comprmelo e de 0,08 a
0,24 de esquadros Garanta -ee. preco maia como-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santos Macedo.
Casa no campo
Aluga-se urna c*sa c in commpdos para peque-
ra familia, tendo un Stio e p'queno sitio, sendo
edificada a moderna, situada travessa ca Cruz
das Almas n. 4 : a tratar na ra Primearo de
Mareo n 25, loja de joias.
Cotnpra-sc
nma casas terrean* freguesias de Santo Antonio,
8. Jos ou Boa-Visa ; a trfiar na ra da Deten-
cao n. 23.
E' barato
Aluga-se o 1- e 2- andares do graode sobrado
ruadoBrumn 84, muito fresco e bem accom
modado: na ra laiga do Rosario n 34, phai
macla.
Criado
Procisa-se lie um criado de 14 a 19 annos ; a
tratar na ra do Cominerei n. 41, ou' Paysand
n. 19 (Passagem da Magdalena).
Boa aeqiiisinio
Para |m quier gnnlinr dinheiro
N'uma das principa* s .uas uVm* cidade, nego-
ciase urna padaria ctm toi'as .s per'.encas e em
permito estado do c mservaco : a tratar na praca
do Conde d'Eu n. 1 Caixeiro
Na pfcdaria do Sr. Sampaio ra da Ceucordia,
se diz quem precisa rie um calzeiro de 14 a lt>
ann<-.s, com pratica de tavcina, dnndo cenbecimen-
to de na condi
Caxang
Augam-se quaitoa mnbi'bados a 15fi menss.es,
no autigc c mo tambern
commod'is com eos i n ha e d. pendencias para fami-
lia : a tratar na ra Primeirode Marco n. 25. loja
de joias.
Modista
Mara Angelita
Ezecuta com toda a p- if cao, brevidade e mo-
dicid^do em pnces qua quer trabalho de cos-
tura, pelos mais modi rnos figurinoa recebidos de
Londres, Pari' e Rio de Ji.neiro, assim como faz
plisss a 20 rs. o metro. Residencia, ra do
Marques de Olinda n. 51, 2- andar.
Luz brilhante, sem Fumo
OLEO ARWaTICO
Hygienico e Econmico
PARA, LAMPARINAS
MABTINS* BASTOS
Pernanibuco
NUMERO TELEPHONICO : N* 38
Agua florida. Extrahida de flores bra-
sileras pelo seu delicado perfume, suavida-
de e sufis propriedades benficas, excede
a tudo que neste genero tem appareeido de
mais celebre.
Tnico americano. E' a primeira das
preparafSes para a tonservajao dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias cepillares, faz nascer os cabellos,
impede que embrao quejaos e tem agrande
vantagem do tornar vres de habitantes as
cabecas dos que os usara.
Oleo vegetal- Compcsto com vegetal
innocente, preparado para am aciar, for-
tificar e dar briiho aos cabellos.
Agua den'ifricia. Excellento remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz dcsapparecer o rco balito.
Vend?-sc as principaes casas desta ci-
dade c na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TFLEPHONE N 33
Tricofero de Barry
Garntese que faz nas-
cer e crescer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinba e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co a cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cabir on de embranquo-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso eabnpd,a_e.
Asma Florida de Barry
Preparada segvnda a formula
original usada pelo inventor en
18. E' o nico perfume no mon-
do, qua tem a approvaeao official de
i.ni Gqverno. Tem dnas vezes
mais fragrancia que qnalqn-"-r ontra
duraouobrodotenipo. E' muito
aisrica, suave o deliciosa. E'
nuito niaiR fina e delicada. E'
us permanente e agr lavel no
nyo. E' rtnas vezas mais refres-
canto no banbo e no quarto do
d E' especifico "ontra a
frouxidiio e debilidad* .'nra as
dores de cabeca, os cansados e os
'desnudos.
Xaroje fle Yia Se Renter No. 2.
ANTES DS U8_>-0. DBEOIS DE SAD-O.
Cura positiva e radical de todas as formas do
escrfulas, Sypbilis, Ferdas Escrofulosas,
Affeces, Cutneas e as do Couro Cabei-
Indo com perdado Cabello, e da todas as do- J
eneas do Sangue^Figado, e Bins. Garante-ss
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
e restaura e renova o systema inteiro. \
Sabao Curativo de Renter
Par% o Banho, Toilette, Crian
cas e para a cura das moles-
tias da pella de todas as.especies
em todos os periodos.
Deposita em Pt-rnambueo casa de
Franciscw Manoel da Suva & C.
Cal lirgen de Jagnaribc
Abrise ra do Bom Jess o. 23,
um arm zeni onde Be uen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondiciona Ijj em barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Est.. cal, e:n nada inferiir que nos
vem d" estrangeiro, vendi la p'lo prego
fixo di* ())5000 a br.rrica p-T coiitracto que
fez o Sr. Viente NascimeBto '.-ooi o Sr.
Jos Csta Pereira proprietirio do engenho
Jaguaribe, nas p< r> rat^lhe d o nome
E encarregado da venda unidamente
neata cidade o Sr SebaatSo Bczerrs,
com escriptorio rua dj lom Jess n.
23.
Papila k (i.
N. HJM i Oatai-N 18
Tem
LnvHS de peljica, | amurea. seda fiu
d'Esosia e ca
S;-b nter.
i' ceroulas d fl a de 13.
Can!i.-;m seaj collarinh.is e tem punbos */c c/p
c/c .
Col'i i i,h s punh ., mantai,
grav o.
Lene -, csparfilh: braja,
veatid braia bon ipetes, E-
lf d ia e de l, casacas eianiicoe, casacas de
ca.-cii ii.. grenadine de su: de seda.
Alpacas de seda a 6(K) rn o covado.
ESPLENDIDO RESTAURANT
Este acreditado eaabelccimelo, Dltimamenp -..dhorado, est, em condicoe
de servir ao mais exigente hospod, para o que t.-n>.i..s-gnificaa salas, quartq?, banheiroB
e restaurant, encontruudn-se n'cste, alm daB maia -xqi.isitas iguarias, a grande novi
dade.
Ostras ebeias a j oil^aeza
(nica casa qne as. prepara) em todas as queras e s x s feiras, de 11 baras da ma
nba em diante.
PRESOS RESUMDISSIMOS
A actual gerencia do Sr. IZiDORO ALVES PITLO.
RuadaMadredeDeusn.3
VERDADEIROT TI T) f\V LIQUIDO
PURGATIVO LJj u I PILLAS
feeitm
PHARRa^0I TTII
ENDBE DE LB KOT
Os Purgativos Le Roy j ustifleam
"sua reputago secular e sua superio-
Vidade por milhares de curas; hoje s5o
adoptados por toda a parte, de preferencia
a qualquer outro para cura rpida e pouco
PURGATIF LE ROl/iionerosadar
TEIKTl'U MXUTIVI DL CODEI EDlLCOBEiX MOLESTIAS CHRONICAS
mal conhecidas, mal curadas, e consideradas sem
razao como incuraveis. Nao existe medicacao mais
A vis Essen^^fflcM conlra os humores, pituitas ou biles alterada
m* Muilb m k.-unJCql';mfaJ?,^ entreteem estas longas_affeccoes; nao
liqniei, H I fe i
"na reconstituinte mais enrgico contra as reiucidencias.
Rae de Selnj
Am de evitar as Contxafa$oes:
Se deve recusar como inefjicaz ou perigoso qualquer Purgativo
rJje Roy liquido ou em pitlas que nao sahis da I 51
rPharmaa Cottin, genro do Cirurgiao JLe Roy \ Ru de Seine
re nSo trazendo a assign+turq ao lado sobre o rotulo. PARS
SEM CHEIRO NEM GOSTO DOS LEOS ORDINARIOS
DE TERRA-NOVA IS-5
de FIGADCS Frescos e*
^: HAU
*..!ic.iOu:. lo OL-iia costra a Moc^ki .i'; e;to. a Tiaic.T.
BronquiUs, PnsSes de^Veatre, T-asses enjonJ ufuloaaa.
ADWREXC1A. Engase no rotulo o fllo-A -,;ido francs--
HOGG. I'harnuaceutico. 2. rua Caatifiliofi .: Z, e principaes Pimrm
i
SAUDE PARA
TODOS.
1
P1LULAS HOLLCWAY
^5 Pilulas purlflcao 6 ~Sanue, eorrigem todas as desordems de Estomago b
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constucoes delicadas, e sao d'um valer incrivei para toda? as enfermidades!
peculiares ao se*o fenunmo em todas as edades. Para es meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avangada a sua eficacia e incontesUveL
Esas medicinas sao preparadas smente no Esiabelccimenlo do Professor Hollowat,
78, NSW OXTOEB 8IBEET (antes 533, Oxford Street), L01DSE3,
E vendemse em todas as pharmacias do universo.
Os compradores s&o convidades respetosamente a examinar os rtulos do -n*'- caba c Poto te r> T. a
direcsao. 533, Oxford Sucet, sao ralsincaooes.

do
te
Poneos prcDai-3 farm^nosos podosi tproMotsr-M scnfc.ifa iixe Mmec-r
3 toantes ap.oiadna asa iocumantca tSo av.enticoB cono o star tote* :
86o eaipregaoA r_ o metbor cuto, hamats oe i; >*, ;... ::..o- k-r*.n Jos ldAoca
pare .rar aceml, Chiorein (Cure: r'in), e facilitar a formnoi'- tas raparigas.
,w? gue a insercao destas Piiuiai no novo Cadex franee-' uwj dispense de teo ^fffio. i
noe Ii_&are_oK a un nica ciUoao. a do xt> v^trmx.o <
~a*- ^a^o*^neexere9aauifai9'Ma.o:Eekc.reoonti'>n_iJ,lraami!K7?r* i
vaamimia loconteszsvcta toik t** eau-os fomirviioao, as e9_sldero cont
Ckor Utcbhorattoo. "dou n.1
ff jw*|i i tc'Mtmit m BitSfflm Jo <;.
5B_Dzt]aae qae o uso nome Miaja eravado cobre cada Plala cosao ir^rgcm \
CLSIHPME DESCONFA DA "iTACES
Ui, rua Pajnae. .Pe .tarabuco: rKJS"' S. ita'-' i r\ t oas D.'iBCpies ?k_c__|.
a~~~a-r-_Mwii mi i n i witmsmemjmammmm
^p
CAPSULAS
M athey- Ca ylus
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigao nunca
o estomago e sao recpmmendadas pelos Professores das Faculdade? de Medecina a
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-Ycrk, para a cura rpida dos,;
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
du Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexio/as e dos orgeos genito urinarios.
1U4 Urna explicaco detalhada acompanha cada Frasco.
Exigir o* Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN Ci0, de PARS,
que se acho em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
3__--:p_E-1__ _r,eco;i__j__o>-? &
0 mas Simciiis. o malM ffap'do o mait Eficaz O. REVUlJYOsS
17STX3 _3~>VTBJL-V-B3* aa V__III__t.Be _o -~~a.tato-_-
USADO NO MUNDO INTEIRO
A IMHiM BIGI-OT peda aoa Sores. Mdicos e cotcirad "es rae ^^r*1 e
VERSAD9R0 PAPEL RiGOLiOT
t /<_ folba,
trox *scrtp!a
ea ffita ncarsat
firma:

.3 Dores de Estomago
I>igestes difficeis, Constijtafes, Acide
> BAPIDAMESTE CUBADAS COM O KMl'BEGO DO
'de ^*__sOa_%^%
Qutr em PAbTILHAS, quer em P.
U_px>roado pela. Academia de _Iediciiia da 3?_r_)
DOIC A W.-J A>. >!.>-.... ...1 i. _
Sis, v-ndetn em toda ns PltS.rmaeiae.
FABR1CACA0
Em rARIZ, em Casa de L. FRSRE
^O0i.0 0EPASTlU^s"
PIMO M RIG4
de 3X9, 4X9 e 3X'2; vemi"-sp na gi-rraria a va-
por de C.imaeo da Silva, caes Vinre Uous de No
Vf cabro p. 6.
Julio Veruc
Edicao popular
Chegoa o 6" vo.nnv.
Sncaderaoilo a -oo rs.
Vinlio verde especial
_m b.tt-ris de quinto e em aeoretas, rendem
Cunh Iruiaos & C ; Madre de Deus n. 34.
Caixeiro
Precisa-se de um c-xix'-iro com pratica de mo-
lbados : na rua da Uniao a 54.
Menina
Urna fami de urna criancinha d peilo, a um menina de
11 a 14 aun o?, a qual era onsidc-radu c mo da
familia, dando-so un bom ordenado : infur.ma-
coes na rua nova de Santa Rita n 55, sobrado
Pello xl adquira urna reputacao mais rr.ericldt
do que a da Pauta e do Jarope de Kaf de
Jie.ii, H0 reu ier.
Stia ) 10 3obn saasuperioridadeeiJOclerosa eficacia
veri le i -' J-os de lodos os hospitaes
ilePaii, ros 'ia Aco'CMia do medicina de
franca contia os Dcuxos, ronchitea, Mrri-
iifen do Peito o da C.irgauta.
20 Suaeomposl^io,cuja baseofiuoto do Kaf
da _rabla ,lliblscus esculentus do Linn),
que relai-ao a'.guma lom com os oalros peltoraes.
3o Sobre as aiialyses dos Srs Babbuel *
Cottbbbau, cliimlcos da Faculdade de Parlz,
que demouslrSo nao conter neai Opio, nem Mor-
ji/ii/i.-, nem Codeina pelo que podera ser dados as
crlancas com xito e seguranca quando atacadas
de Tuase ou Tosae convulsa.
ni ATO sao os ttulos authenticos que recom-
1 __HiO luendao a Pauta e Xarbpe de
Sm/e a conlianca dos mdicos e do publico, titulo
que nunca forao conccdldos peltoral algum antigo
ou moderno.
DELASUKEXIEK, 53, ru Virienne, PABMM
va toJis u jrbeipAes Ptms de Pirtigal e du IrinL
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
i ha miis de nmsccnlo; excede todas
os ud tras polo sen perfume delicado e exquisito.
ir;./. Mbdalua- or Ouao
PARIZ 187H. CALCUTTA 1884
pelaextra-liiii i sua quahdade.
AGUA DE COLORA DE ATKINSON
nciinipiravel pelo fieu perfume e sua
Con-ei;; e todos os producto!
mlire rendidos ob o Mnto none,
AHTC OL BOWM WIUOSOH OE ATKINSON
tste sabon.'t tuuverl e superior a'odos
o< oiit ros pela modo d- hrapar pel'.e
e aasM*ii:iado que Ihe co'iimunxade extellenM
:.'. e prolongaJo uso.
beoitr-u en da i* lWi o< Kefo-iifitcs ehbricuUi
J. & E. ATKINSON
21, Od Bond Street, Londres.
^MarcadeFaSnc'i Uma "Rosa oranca"
sobre uma Lyra dfl Caro. '
SUSPENSORIO SVSiLLERET "
llastico, san ligaA-ras puaia das cora.
Para evi'ar as l'aUificacoes,
- "^exigir a (Irma do inventor, estanipada
" FUNDASTE TODOS OS SISTEMAS
NIEIA3 PARA VABIZES
MILLERn.LEGOSIDLC, sur issW.Partl, 49, r. J.-J. Roasseai
M I IIM II I__
Oleo de moeot
Superior e sem faUificacao vende Luiz Jos da
Silv rjuirrarS'", tu* do Comnv"r:io n. 5
Os Crin.es d ilecife
Romance por Jodo 3. P. Qjfote Real.
Sob a epigrephe Crimes do kecife, se publica-
rlo em fascculo vs M'guintes romanera'
i gui
I
Am VictimMN de Swiiio Amaro
Narrav-o d^ um sanguinolento acto praticado
por um ii' a eiant) di ala praya, que sob o falso
motivo do adulterio assassinuu sua esposa.
II
Cadver la liba do Pina
Narracilo fi do assnssinato de urna inulher vi-
ctima de iutundadas suspritas, segundo se espa-
lhou entSo ; mas que ualmente descubri se ter
sofiido um riqeroso castigo.
111
Oh .\orlambul!)
Narrico de nm assassinuto, que impressionoo
a populaco desta cidade e cujo resultado.foi o
roubo de uma grande firtura.
IV
O CompanneiroM ola Expada de rogo
Historia da vinganca de uma das victimas da
revolucao praieira. onde se patenteiam tactos at
boje di-s.'oubi'cidos do publico, mas cuj narracao
se acba confirmada j.or documentos originaes em
poder do autor.
V
A companiiia do tiro.
Narracao de um facto criminoso, pn.ticado pela
eouipanhia do olho vivo, que deu em resaltado
lrvar para Fernando de or-juba o seu chefe.
Neste romance se pt<-nteia nao s a giria usada
entre elles, e dvscenhecida do povo, como tambem
o seu cbdigv. Todos est-.-s romanees se acbam li-
gadus una com osouUvs, ora pelo enri'do, ora pelos
personagens. Assigna-se as livrarias : Fran-
cza, Indutri- 1, Flumin;-ns'. Quintas, as taba-
carias Ilavuieza (R.xif.) Bourgard (Boa-Vista),
Restaurant Doria, e na loja do Sr. Lomos rua
da Imperatriz.
o
0
Touicm nota
Trilhos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomolivas
nach?F$mo completo para en-
genhos de todos os taannos
Pystema aperfeondo
Especificayjes e pregos no escrijrforio dos
agentes
Browns <& C.
IV. 5 Rua do Couinicrcio
N. B \lm do ai'ima B C, ten- eatimlogosde
mu t.apleoaentOBnecessario* aagricaltnra, como
imbfm machinas para desear: car .l^odo, moi-
nbos para caf, trigo, rroi e milbo ; cerca de fer-
ro galvnnisado excelli nte e mdico cm preco, pes-
oa nenbuma pode trepai-a, nem animal que
bral a.
Assucar especia'
Joaquim Si.lgueiral & C, proprietarioi da maia
bem montada refiuacio d.sta cida'rfe, scicntificam
ao publico -m geral e espe .'lmente ao commer-
co, que tem sempre um com|ileto si rtimento de
assucarcs, tanto ea Cae co como refinados, del*,
2a e 3a sorte, e especial refina lo com ovos, o me-
ihor que se encontra no merend, e | ndem de
prompto sutisfazt-r quilqner pedido que lhes seja
'i.'ito, pois para iss'i tem sempre um grande depo-
sito. Garantem a boa exeeu?o e lnnpeza de seus
productos.Ti'b phone n. 445-
i!. ua Di reta n. 8
gl^^Jjrdiiii das plaas
MONDEGO N. 80
Pietendendo se acnb ir cem as plantas que estao
em Vasos n'este jar Jim, vrndem-s>' os sapotiseiros,
muito grandi-s, e dando fruet a L'OOO. laitA
geiras, muito grandes, para enxertar, a 63000 a
duziii, e sapotiseiros mais p quenas por barate
preco.
Alug-a-se
Casa filial rua do Ca-
bug n. 12
Reccb'r.ini ni'Vamente nm espl^rdido
sorimeiito de chapeos de s^l de lo taa as
qiilidaiieti, para scnhor.'i, lisos e bordados,
i-nde variedad)? eru cores ; e para hornera
grande variedaie em cj.Ljs inteirmente
rj'wos, ciiapos para crinifits, ch-'gar no-
vo 8orti ment.
N. Fabrioam-se e eon pos de todas as qualiriades, ora perci
90 e rapidez a roaior possiv.l ; poia eo-
bre-se um chapeo em int-nos d uma hora.
Amostras levain S'. em qualquer parte.
Vende se em ;ioss e a retalho
Casa de campo
Aluga-se uma cusa COW accommodayoes pura
uma faujili.'i regula', niuitu perto da rio e da as-
tgao ilu caminho de Ierro : a tratar na rua Fri-
meiro de Margo n. 0
o segundo andar do sobrado rua do Vigario n.
5, com bons commolos para familia, com agua,
caiado c pintadn : a tratar no armazem do caes
do Apello n. 47.
Aluga ^e
a casa n. 35 rua dos Guararapes : a tratar no
caes do Apello n. 47.
Vctor (rand n
avisa aos s< us freguezi's e amigos que resolveu
fiizer grand.! reduccao de pn co- 11 is sens relo-
gios de ouro e de pr&ta, cadeia? de ouro e outros
diversos artig< s de leloj >aria e lun tsria existen-
tes no seu ehfabelr-ciineutj, rua do Mrquez de
Olinda n. 26, ii.cife.
FELIZ
^ra^a
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de acalho
COM
iiypopNspliitos de cal e soda
._l>provada pea I te o la de fily-
giene e auto risada pelo
governo
1j' o rueibor remdio al boje 06acob6~to para a
flMlca Itroncbitea -*- ophulai, ra-
cbitrN. iiiieinia. eUUilndc cm eral.
defluxoc. toNwe cbroriica e afft>c^Oeii
do pellu e da garsanla.
E' muito siipi-riur ao oleo simples d:; tigiidc de
Ihao, porque, -^m de ter el: iro e Babor >gra-
avcis. pouc tallas as virtudes medic r.-itivas qo oleo, alm das pn
recrnstituinti s dos bypophospbitos. A' venda mi
irogarias e b-itirae.
Deposito eoi 'eroambr.cM
..os 100:000:104)
I1II.IIBTB* *\*A VAHOS
daindependen-
cia ns. 37 e 39
Acbam-se vmda os felizM bilhetes
garantidosdo novo pl- no !;i l> parte da 1*
lotera a benerici. da SanU Casa de Mi-
sericordia de Reili, tj'.i sa oxtnhira a
16 do corente.
"re**
De cada vigessiim lfJilOO
Em porjSo de 100$ para cima 900
utonio Auij... d' .. iS/ir, Porto
Caixeiro
Precisa-se de um menino erm pr tic: de motila-
dos, de 11 a 14 anuos du .i: .: o.. ne conheci-
mentos de sua conducta as casas onda tt'm sido
empregado, prefere se poifugni z : rua do fogo
n. 20.
Aitenf
Prtcisa Be 'le uma preta ocdoeta i 15 >i
p.-.ra vei.d r na rua : a tr t- r na rua do Coronel
uassuna n. 104, 1" andar.
Sement de carapato
Compra-re i Pab

Piulu rcsin
de 3X7 al 3X1l'.
Pinho braiic* (da Suecia)
de 3X7 at 3X12.
Cimento inglez
VENDEM
Fonse< a Irmios &; V

1 _?
35
es
9
?AST!I>EAS
De ANGELIM & MENTRUZ
I
3
3-
5
l
1
% 0 Remedia mais efficaz e ISf-
SS Sesuto que te tem descebarlo ale
f* hoje para expe'lir as ion trigas-
BOPtAYQL FRESES
Pintora 'onic *iie
FIIAKMACIA
nermeat de Nouxa Pereirn A C> Sue-
Ti*aorfMi
Receben grande e.l.iuien'o deba axcelle**
tinta de todas as coi Ce < eui lata, de 1 a 5 libraa,
que continuam a vender por con:odo pn go :
jualquer pessoa (crindo cu menino) pinta com
perfeico. Com asta tinta podem tolos com pouco
dispendie conservar t.uas casas smpre limpas.
Rua do Mrquez de Olinda n. 27
s-r.,JH. ,',**,
____-_
1^_________!
rmr


w
<
>
Diario de Pernmnbueo*-liuarta^-feira 8 de Setembro de I8S6
VHDAS
" Vende-se diversas taboas de pinh louro e
ma compartimento para .seriptono cOm duas por-
tinbas, ncanaro a tratar na roa d.B Flores, casa de gaiolas. _
Alhitfo
Vende-se urna propriedade com 250 *>* ir
trra malegoa de fundo, tendo **"!
de vivrnda, eaaa de rancho e casa para negocio
um riacho fresco i.a traseira da casa, que proau.
toda plantado ero tempo de verao, multo born
pTra negocio; criado Fagricultura sendo d, a
Sroprledde no lugar de Ped.a Tapada, dsttc
quatro legoas daestacao do Limoeiro, e ah **na-
r com quein tratar. ^_______ -
n. 221.
e
entes de llores
das muia bonitas qualid.de. que se ^ontram no
estrangeiro, receberam Mart.ns Capiiao 4 C, e
vend ni por precos cominod-.s
ra eetrcita do Rosario n. 1.
em
vr~-~ i -
aeu arinarem a
Monlciro
Vende-se ou arrenda-sc annualme:.te urna boa
casa com bastantes commodos para familia, tendo
_ 0 ,- : H, com um Km quintal todo
murad- com algn, arv-we fi-uctif.-ra. e com
sabida para o ri, por preco multo razoavel:
quein precisar oirija-se roa Duque de Caxias n.
117, que achara din qui'in tratar._____________
Para nsenho
Attenco
So no ariuarinho
i*
x
Cal nova de Lisb
Ptassa da Rnwfc,
Oleo de mocot.
Azi itc de empato.
Grasa em besigas.
Veudsbi brante. & C,
numero 48.
18 Ra larga do (losarlo
Urna caixa com prunas PerrV, 6U0 rs.
Urna dita com 100 fdlbas de superior papel
amizade, 400 rs.
Urna dita com 100 envelopes, oW rs.
Macos de la para bordar, de todas as coree, a
2.r)0u'.
Carretela de lioha para machina, um 80 rs., em
duzia te>a abatimento.
Urna duzia de bot5es bola para vestidos, 80 rs.
Um frasco com verdadera agua de colonia a
500 rs. onn
Um pacote com fino po de arroz, ouu rs.
Urna duzia de baleias para vestidos (polidas e
forte) a 300 rs. ,.
Um metro de fita de borracha para ligas a
400 rs. .
Um pacte m tres sab netes finos, 3W rs.
Um dito eom sabio em po, 60 rs.
Urna tesoora muito fina para unhe. 800 rs.
Um nutro de franja de 14, propria para fichus a
200 rs. nn
Urna volt* com Juas ordens e coral, oUO rs.
Um par de fines suspensorios para menino a
800 rs.
Urna borla de arminho para pos de arroz a
200 rs.
Urna todsa de Favor, 200 rs.
Completo sortimento de buhados e ntremelos
bordados em cambraia e fustao, e multes outros
artigos per precos sem competencia. Aproveitem.
12 Ra larga do S osario 12
SignalBandcira encarnada com letras brancas-
Bom negocio para prin-
cipiante
Vci.de ee um estabel-cimento da molhados, em
bo lo alidade desta cidad", proprio para qual-
qu r principiante por ser de pouca eapital e
cas ccmmodo3 para familia
reita n. 23.
do Bom Jess
WH'IS.
; a tratar na ra Di-
1*2
25801
15800
40u
200
iOYAL. BLEND jiarca ViAE
Este excellente Whisky Escobe--', preeriv.
o cognac ou uguardon.e de canna, para fortines
o corpo.
Verde-s:' a retalho no h, heres hrmazens
atolh dos. ____ -,_,_
Pede ROY AL BLENi) maree VlADOcnjon.
me e emblema sao r?gistrados para todo o BraK
HKOWN'S S: C, agentes
Oleo para mactimas
Vende-be nos depsitos da fabrica Apollo, a
10*000, latas de 24 garrafa s.___________
Predio
s
Ha um sortimento variado de
Azulejos francezes
depadroes novo, e muito solidos a
80*000 o miiheiro
*a loia de Louca de
J J. DE A. VE1GA & C.
Rus larga do Rosario
ting'-nlio
Vende-se, compra se e recebe-se por venda
moendas, vapores e rodetes usados, em perfeio
astado : ua ra larga do Rosario n. 11.
Taverna
Para a fesla de Piossa Senhora da
felfea
O Pedro Antunes & C receberam grande va
riedaderm leiues por'odos os precos e provam
com os teguiutea 1 ques de papel a 3' b01' el5"
Ditos de setinc-a a 15800 e il.
Bonitos leques drnanos, ultima novidade a
32
Completo sortimento em ditos de seda, para 3*
e5 tl5. t ,
E' mdispeneavel um para faaer o completo ae
urna toilette.
Vende a Nova Espnranca n. 53 ra Duque e
Casias de Pedro Antunes & C
Bonitas r. largas fitas para um elegante laco.
Boas e commodas luvas de seda, em todas ap
ores, por presos que agradara.
Guarniera de vidrilhos de cores para enfeites
de vestidos, de diversas toros e muitos outros ar
tigos que faiigam as tmaveis leitoras e que com
urna honrosa visita a lojaPedro Antunea & C,
podero eonvencerem-se do que fica exposto
(.ramio tariedade em catanga
Receberam 0 Pedro Antunes & C, e vendem
por todo pon coas interessantes crifincas. Nao ee
faz questS de preco3 ra Duque de Casias
Nova Eaperau^a.
Rede
Vende-se urna rede prepria
veiro, em perfeito estado, eom
primento e 3 1/2 de largura :
Fernandes Vieira n. 68.
para dispescar vi-
18 bracas de com-
a tratar na ra de
Fazenilas brancas
SO' AO NUME20
4o raa da Imperatrlz = 4o
Loja do barateiro*
Albeiro & C, a ra da Impo.ratriz n. 40, ven-
dem um bouito sortimento de todas cstts fazenda
abaixo mencionadas, sem competencia de presos,
A SABER :
AigodaoPecas de Igodaozinho eom 20
jardas, pelo- barato preco de' 34800,
4f, 4*500, 4*.. ,, >H, 6*500 e 6J50v
MadapolSoPecas de madapo'o com 24
jardas a 4*500, 5*. 6 at 12*000
Camisas de mcia edm stras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc ts e cruas, de 1* at 1*800
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lenct>es, toalhas e
ceroulas, vara 400 re. e 500
Cereulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e l*(X'
Colletinhos '"a me'sma 800
Bramante francs de algodSo, muito ca-
corpada, com 10 palmos de largura,
Be tro
Dito de linho iglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones c chitas, claras e escuras, pa-
dres delicados, d 240 ra. at
Eaptista, o que ha de uiai delicao uc
aiercado, rs.
Todas estas fazendas barr.tissiicas, na coi.hecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos 'erreiros
\]godo entestado pa-
ra enfoes
A OOo r*. e ISOOO o metro
Vende-se ua loja do6 barateiros da Boa-Vista
jodao para 1-neoes de um s panno, com 9 pal-
"b de l*pnraa 9U0 rs., e dito com 10 palmos a
10 o /.etro, assim com- dito tranado para
malhaa do mtsa, com 9 palmos d largura a 1*20(1
etro. Isto na loja de Alheiro & C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*100,1*600, 1800 e 2* o ovado
A beiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bona merinos pretos pelo preco aeiru
dito. E' pechincha : na loja da esqUii/a do bec-
co di s Ferreiros.
' Usparllbos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilbos para senhora, pelo preco
de 5*u00, assim cerno um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do boceo dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3 o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingie-
ras, de duas larguras, com o- padrees mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato precc
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faser costumes d casemira a
30", sendo de paletot sacco, e 36* de fraque,
rande pechincha .- na leja dos barateiros da Boa
ista.
feRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
'porcao de brim rardo loba, por estar eom princi-
pio de toque de mofo, pelo barato proco de 32(
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es
qu:na do becco dos Ferreiros.
Bordados alOOrt. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada p*ca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por 5$, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do be (ico dos Ferreiros.
Camisas nacionaes
A SOO. SftOOOe S*500
32=^ Loja K ra da Imperatriz = 32
Vende-se ueste novo estaheleeimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p.inhos de linho como de algodao, pelos
baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo rasenda
muito melhor-do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tamben)
se manda fazer por encommendas, a vintade dot
fregueses : na nova loja da ra da Imperatrix n
3;, de Ferrelra da Silva.
Ao32
Kova loja de faze'
"as
= S
4 Ra da Impe
DE
FERREIRA da s.^va
Neste novo estabelecimento encontrar o re-
piitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de tod.is aa qualidades, que ae vendem por
precos baratsimos, nssim como um bom sorti
ment de re.upas para homens, e tambem se man
da tazer por encommendas, p r ter um bom mos-
tr alfaiate e complete sormcnto de pannos fin
casemiras e brins, etc.
3*
a*
7*(X
10*001
12*001
12*00*
5*5
6*50
8*00)
8*0O<
1X6V
1*<
DOMESTIC
SSn
reconbecioas ser aa
elegantes, as mais (nravot.
em todos os sentidos.
AS IBI1BE8
Para precos, e
illustrajoes de todos
jam se
Domese SewiDgMaehiMfcfi.
NEW YOR, U. S. A.
cir> u
os estyro*,
Vende-se urna
Camarao n. 17.
tiveroa : a tratar na rus do
Malvasia
Ynho proprio para snhoras
Em barris e a retalho : P.cas Heades & C,
ra estreita do Rosario n. 9._______________
Seraphina
Vende-se urna tetapruna' novamente remontada,
propria para igreja ; a tratar cum Leoncio k Mu-
s ra da Imperatriz n. 43.
Maduro
Vinlw puro da uva
A Revoluto
Vende-se um lindisimo casal de canarios alie
mes com dou? filhos semelfo-ntes, j4 mui creoi'
dos, em um importante viVeifo : no pateo de 8.
Pedro n. 4, loja.
em
O que pode haver de toelbor para raesa,
barra e a r. talbo : Poc-s Mendes C, ra
reita do Rosario n. 9.________________
Recebemos oeste ultimo
vapor
Sementes neYasde hoKalices
Assim como -
OBRAS DE VIME
Como sejam:
Cestas pura compras ae diverses tamanhos
Bandeja, para roupa engommada
Balaios p ra roupa suja
Balains para facas e garios
Be^os
Condejas
Costureiros
CadeiraB
Voadores para meninos aprenderem a an-
dar- *.
O especial vinho Figueira puro sem a
menor composigao.
Vinho do Porto engarrafado, o que pode
vir ao mercado de mais especial.
Tamancoa do Porto para senhora.
POCAS MEBDES & C.
Boa Eslreita do Rosario n. 9
Sotas ls.iihas
a a o
Acabain de
e -too res o corado
chegar para a loja da ra da Im-
xatriz n 32, um grande e bonito sortimento de
linhas de cores para vestidos, sendo fazenda de
muita phantasia, com coros claras e escuras, e li-
quidara se a 320 e '400-res o covado. por haver
grande porcito na loja de Pereira da Silva.
Tecidos de linho
A 500 rs. o covado
aloja da ra da Imp ratriz n. 3S, vndese
n\ bonita sortimento de tazendna de linho para
vesiidos, tendo largura de chita fnnecza, eom
sauto bonitas cr< e palmi.has bordadas, pe.
chinoha a 500 reifl o covado, na loja a Pereira da
'Silva.________,_____________________
Almaiiack da provincia
1888
l m volme eom dHtt paginas
2^000
A'venda na esa efftors. Livrsiia Parisiense
n. 7 A, xa. Psimelro de Marco n. 7 A, Industrial
Ucoaomiea de Q- Laport C. e Cardoso Ayres.
ra Duque de Caxias, resolyu a vender
os seguintes artigos com 25 OjO de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas UTradas de 2*000 por 1*000 o eotado.
Cachemiras de cores a 900, 1*000 e 1*200 o Co-
VaKtas pretas a l*200,i 1*100, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado. .
Ditas bordadas de seda a 1*500 o covado.
Gorgonnas de listrinhas a 360 rs. o covado.
Gaze com bolinhaa de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Las cora bolinhaa a 640 rs. o covado.
Velludilho liso e lavrado a 1*000 e 1*200 o co-
vado.
Pama de seda a 800 rs. o covado.
Fustao branco a 400, 440, 500, 560, 600 e 800
rV.osdaple8 pretos a 1*800, 2*000 e 2*500 o
covado.
Nnnsoc de cor a 300 rs. o covado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia transparente de 5*000 por 2*o00 a
Linn bianco com sa!picos a 500 rs. o covado.
Casacos de laia a 12*' 00 um.
Pecbs de retn.z a 1*000 um.
dem de la a 1*000, 2*000,4*000, 4*000, 5*000
e 6*000 um.
dem de pelussia bordados a 7*000 um.
Chapeos de sol de cores para senhoras a 7500
""s'etinetas modernas a 360, 400 e 440 rs. o co-
vado.
Linhos escosseres a 240 rs. o covado.
Zepbiros Instrados a 200 rs. o covado.
Brrm de hnho de cor a 1*00) a vara.
Fustao de cor a 500 rs. o cavado.
Tapete* para janella. piano, sof e cama a 4*,
6*000, 7*000, 8*000 e 24*000 um.
Setmetas lisas a 4*0 rs. o covado.
Ditas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella branca a 400 e 1*000 o covado.
Cortes de caafmira finos a 3*000 um.
Collarinhos de cores e brancos a Lucinda a
1*000 um.
Casemira de cor e preta a 1/800 rs. o covado.
Brim prateado fino a 600 rs. o covado.
Dito liso a 360, 400 e 500 : s. o covado.
Esguio amarello e pardo a 500 rs. o covado.
Algodao com duas largaras a 800 rs. o me-
tro.
Camisas d<- meia a 800, 1*000 e 1*500 urna.
Ditas de liuho lisas e bordadas a 30*000 a du-
zia.
Tim.'B bordados para meninos de 4 a 5 snnos a
5*000 um.
UadapolSea finos a 5*000, 6*000, 6*500, 7*000
e 8*000 a p.'c*.
Espartilhos de ciuraca a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*000 um.
Lencos fines a 1*200 e 2*000 a duzia.
Toalhas ielpudaa.a 4*000, 6*000 e 12*000 a
duzia.
Redes hamhnrguezas de 205000 por 10*000 urna.
Setins maso de cores 800, 1*200, 1*400, 1*600
e 2*000 o covado.
Alpacas brancas a 400 e 500 rs. o covado.
Setinetas bramas lisas o lavradas a 500 e 560
rs. o covado.
Cortmaoos bordidos a 7*000, 9*000 e 16*000 o
GRANDE
par.
Colchas
urna.
bordadas a 5*000, 6*000, e 8*0o0
lia
Cspellas e veos a 10000 e 14*000 urna.
Jaboato
Vende-se a padaria o o estabelecimento de mo-
lhados, bem afreguezados, e promettendo anda
maior negocio fazer eom a ida das ofiicinas da es-
trada de ferro de Caruar, prximo mesma es-
taeJo, onde ficam situados os estabelecimentos
cima, arrendaUdo-se ao casas pessoa que -pre-
tender : a tratar em Jaboato, confronte ao hotel
Globo.
VAPOH
e uiocnda
Veade-se um bom -vapor o nwenda com pouco
uso ; a ver no engeobo Timb-nss. muito perto
da eataco do metmo uome ; a tratar na rus da
mperador n; 48, 1 andar.
Expsito central roa larga do
Rosario n.r.8
Damiao Lama & C, chamara a attencio das
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carrteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2*500 e 3*000.
Fita n. 80 para faxa a 2*500.
Leques regatas e D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
Leques D. Lucinda Colho a 6*000.
Toalhas felpudas a 500 600, e 1*100.
Duzia de meias para homem a 3J0GO.
Ditas para senhora s a 3*000.
Luvas de seda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colarrnhos de liuho a 500 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordo para vestido a 20 rs.
aviaivris grandes a 320 rs.
rarapos inviaiveis a 60 rs.
Um leque de setim (novidade) a 6J500.
Ricas bolcinhas de madreperola de 1*500 6*.
La para bordar 2*800.
Urna capella e veo de 15*000, por 12*000.
Um espelbo de molJura por 5*500.
Urna pulseira de fita por 1*200.
Plist a 400 e 600 rs.
Urna noneca grande le cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSICAO CENTRAL
S8Boa Larga do Rusario38
Florida
Loja de miudezas
IIua o Duque de Caxias n. 13
Ob proprietarios deBte grande eatabelecimento
de miudezas, modas e para accommodar os interes-
ses da poca, tem resolvido venderem po' menos
vinte por cento que em outra qualquer parte.
Pentes elctricos 6 0 rs.
Luvas de pellica a 2*500 o par.
Liuha de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveia a 320 rs.
Vestuario de fustao bordado para crianca a
3*000.
Pentes de regaco para crianca a 100 rs. um.
Baleias a 360 rs. a duzia.
Haspas para abquinbas a 120 rs. o metro.
Bioos com tres dedos de largura a 1*500 e 1*800
a peca.
Linha de cores para crochet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita cnineaa a 320 rs. o masso.
Lencos de linho a 1*500 a duzia.
Lindos bicos de cores com 10 Jardas a 4* e 5*
a peca.
Urna caixa com tres sabonctes desenhando urna
rosa por 500 rs. ,,..
Meias de 14 de cores Dar senhora a 1*5UU o
par.___________________________________
Salpcdes e vintio verde branco e
lino
Receben Antonio Duarte a ra da Uniao n. 54,
confronte a estaca : tornain-te recammendaveis
estes artigos por ter receido de casa particular
de Portugal, razio por que garante ser especia.i
dade ; assim como tem carne e queijos do sertao
por preco muito mdico ; o mesmo vinho tambem
se veude em casa de B?rnardino Duarte suarda
Ploreutina us. 2 e 82, em retalho e ancoras. Na
mesma compra-se urna palanca decimal, grand..
Roa da Imper.-.trlz
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupte abai
xo mencionadas, que sao ba* .i.as.
Palitots pretos de :."r-... magohaea e
acolchoadoa, eeno razenUas muito en-
corpadas, forrados
Ditos de casemira preta, de cotdo muito,
bem feitos e forrados
DitoB de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro prero, acolchoado,
sendo fazenda muitc encornada
Ditos de casemia de aores, sendo muito
bem fjitaB
Ditas de Candi ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Oeroulas de greguellas pura homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
CoUutinhoa do greguella muito tem feitos
Assim como um bom sortimento djenlos d.
I'nho e de algodao, meias cruas e collarinhi*8, etc
Isto na loja aa ?ua da Imperatriz n. 3i
Sea. setinetas e lzlnha a 5
rt>, o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-
um grande sortimento de fustoes brancos a 50i
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-corei
fazenda bouita para vestidos a 500 rs. o covado
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
cores, a 500 rs. i covado, pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
Algodaozlntio rrarece* para lencoe
a OOO rs., lie 1*<>
Na loja da rfta da Imperatriz n. 32, vende-
superiores a!g3daozinhos francezes com 8, 9 e 1'
palmos de largura, proprios para lencoes de un
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, at
sim como superior bramante de quatro largura
para leuooes, a 1*500 o metro, barato na loi
d3 Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A 4*. i*so e #
Na nova loja da ra da Imperatriz &. 32,
vende um variado Bortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e cal
nba curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditoi
de molesquim a 4*500 e ditos de gorgoro prata.
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; n
oja do Pereira ds Silva.
GaiiTaCfteTc.
Liquidara Os Beguintes artigos mais barato queem
outra parte, visto serem alguns comprados em
leile a saber:
Liiidos cretones claros a 240 e 280 rs., o co-
vado. ^^
Failes de novos gestos a 400 e 500 rs. o dito.
Linons com palmas de la a 800 rs. o dito.
dem com salpicoa a 560 e 700 rs. o dito !
Popelinas com litrks e i eda a ^80 e 320 rs., o
dito para acabar.
Esguio pardo para vertidos a 500 e 560 ra. o
dito.
Setinetas, navidades, a 320 e 360 rs., cotes
Cirmes.
Damascos tie 18, largura de 2> metros, proprio
para pannos de piano a 1*800 o covado ; de cores
preprias para mesas a 1*500 e 1*600 o iito.
Merinos pretos para luto, 2 larguras a 900, 1*,
1*200 e 1*500 o dito.
dem de todas as cores a 1* e 1 *200 o dito.
Casemiras de 2 larguras, padroes inteiramente
novos a 1*200, 1*600 e 1*800 o dito.
Setm maco, de todas as cores, desde 800 rs. a
2* o dito.
Atoaihado trancado e bardado a 1*400 e 1*500
o metro.
Bramantes de 4 larguras, superiores a 90C rs. e
1*400 o dito.
dem de poro linho a 2* o dito,
dem de urna lar^ura'a 500 rs. o dito.
Guarnicpes de crochets para sof e eadeira. a
Riquissimas eolias de dito a 12* e 14*.
Lindas grinaldas e veos para fcxmas. noivas a
14*.
Cortinados bordados a 6*500 e 10* o par.
dem cm pecas com 12 jarda?, novos desenhos a
9*.
Toalhas felpudas de cores, para roato, a 7*500
a duzia.
Meias inglezas, cruas a 3*500, 4* e b* a dita.
dem arrendadas para senhora a 8* a dita.
Seroulas bordadas de bramante a 12* e 16* a
dita.
Camisas superioies frsncezas a 38* e 42* a
Cobertas de ganga, forradas a 2*500 e 3*.
LenctSes de bramantes, grandes a 2*.
Chales de casemira, dem, a 2*. 3* e 5*
Cortes de casemira ingleza a 3*, 4* e 5*.
Cheviot superior, de 2 larguras, a 3* e 3*500 o
covado.
Vendas em groaao, danto* drsronto
da praea
59=Rua Duque de Caxias=59
Aos i.ooo:ooo$ooo
200:0 0*000

100-.000S0W
fililll L0T11I1
DE 3 TBIOS
Eni favt r dos ingennos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
EfuP'.i i 15 fieGezeiro un.
0 thesoumro, Francisco Gongalves Toaras
lOHlCAMRAT
ALLAN PATERSON fr C
N. 44--Rii t do Brum-N. 44
JUNTO A E? A(JA0 DOS B0NDS
Tem para vender, por pra mdicos, aa seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idein.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de liados modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Grradeamento para iardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 pollegadas de paadora
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de doncertos, c assentamento de machinismo e esecatm qai-
trabalho com perfeicSo o presteza.
Chales de algodao a 10200, 1^00, 10600 e 23000.
Costumes para banhos de mar a 80 e 10,0000.



BANHOS DE MAR
Superiores costumes de excelleole fazenda paa

Carneiro da Cunha & C.
1F0
Vende se o da ra larga o Rosario n. 22, si
tuado em mnto bom local e com grande fregue-
a.
Grande liquidacaO
NA
Loja Camacan
Avisamos ao rcspeitavel publico e especialmen-
te s Esmas. familias que estamos liquidando
os artigos de miudezas i xistentes n sie estabele-
cimento com 60 /0 de minos. As imas. fami-
lias encontrarao bom sortimento e boas pechinchas
em todos os artigos, c mu srJMn : bicos brancos
finos, a 8*800, 4*500, 4*800, 5*, 6* e 8*000 a
peta, com 11 metros, dits de cores a 45500, 5*
7* e8* a peca, bicos pretos com vidrilho, alfin.te
a 60 rs. a carta, agulhas finas a 80 rs. o papel,
caixmha com alfineti a 120 rs., pacote com tres
pabonetes finos p.ir 400 rs., um pao de sabonete
fino a 800 rs garrafa com agua florida verdadri-
ra a 500 r 800 rs., 1*000 e 1*300, baleias a 300
rs, a duzia, lindo sortimento de rspartilho a
4*500, 6* e 8*000, dem dem de lavas finas,
bolsas de couro a 1*500, 5*, 6* e 7*000, meias
finas para senhora a 700 rs o par, oleo na ver
dadeiro a 900 rs. o frasco, agua d colonia fin a
1* o frasco, linha de machina a 900 rs. a duaa.
Alem deste annuncio temos muitos artigos que
as Exmas. familias vero melhor eom a preBenoa
/ Duque de Caxias n. 66.________________
Engeobo Floresta
Vende-se diversas partes do engenho Floresta,
no Rio Formoao, ou faz-se qualquer outro neg
ci : a tratar na ra do Imperador n. 38, primei-
ro andar.
'i *
Cabriolet
Vende-se um em perfeito estado e por
rommodo; tratar na roa P-nue de Caxias n.
Para senhoras.
Para homens
Para crianzas.
101000
5^000
Prompiamcnte prepara-se qualqner es-
turac para o que temos os melhoi es twii*.
No mesmo estabelecimento se continuar
a encontrar constantemente verdadeiras p
chinchas.
81 Miro lie Marco n. 20
JUNTO DO LOUVRE
Tetephone n. 458


W2
ce
&
es
&i

fie
Chapeos c chapelinas
36 AOPRAQA Di INDEBNDEIA~-36 A 40
B. S. CARVALH0 & C.
Proprietarios deste bem conhocido estabelecimento paatecipam
aa Exmas. familia, e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das principaes casas em Pars e Manchester o que de melhor e de
apurado gosio ha em chapslicaa e chapeos para senhoras e meninas
e das primeirris fabricas de Hamburgo o que ha do melhor em cha-
peos para faemens e criancas, e muit6tf oatros artigos concernente.
chapeiaria.
Flore, attificiaes para ornamento de salas.
a"
2
99
HUMADO


8
Diario de PcraambucoQuarta-feira 8 de Setembro de 1886
ASSEIBLEA GERAL
^ARl DOS DEPLTADO
SESSO EM 20 DE AGOSTO DE 1886
PBESIDENCIA DO SE. GOMES DE CASTBO 1
VICE PBESIDEXTE
(ContinuacSo)
3. porque se o rendimento do matadou-
ro tal que podo indemnisar os cofres ge-
raes com prestacSes annuaes de 80:0000,
que correspondem mais ou menos a 10 %
da mesmo rendimento, claro est que nao
ser difficil cmara municipal contratar
as obras de que carece mediaate presta-
ras idnticas ou maiores como a .-eterida
renda parece perraittir. S depois do evi-
denciada a impossibilidade de um contrato
em taes condicSes, seria justificavel o au
xilio por parte dos poderes geraes.
Se o gabinete deseja melborar o servio
do matadouro, lembra o orador que nos
archivos da cmara existe um projecto ela-
borado pela commissao da Cmara Muni-
cipal em 1582, fundado em tres outros, um
offerecido pela Cmara Municipal da corte,
outro pela minora da me3tna e outro pelo
deputado Bezerra de Menezes, projecto que
considera o commercio do carnes verdes
sob todos os aspectos, examinando as con
dicoes actuaes da industria pastoril, retu-
mindo o histrico da questao do forneci-
mento de carnes verdes no Rio de Janeiro,
estudando as providencias aconselhadas
pela Cmara Municipal o por outros, e pro-
pondo algumas medidas addieionaes e as
emendas que lhe pareciam convenientes,
forma um nctavel trabalho digno de atten-
co e estudo.
O Sr. ministro podia influir para que
esse projecto fosse dado paraordem do da,
e assim melhor consultara as necessidades
que tem em vista prover.
Aproveitando amplitude de debate, la-
menta agora o orador a ausencia do Sr. mi-
nistro, pois quera dirigir-lbe pessoalraente
algumas perguntas que j tem feito a raaio-
ria e aos collegas de S. Exc. sem obter a
mnima resposta. Perdoa a honrada mam-
a,mas os amigos do Sr. Ministro do
Imperio na cmara, benza-os Deus, nao os
desojara ter o orador. A presera de um
amigo sempre agradavel e appetioivel,
mormente quando ha necessidado della;
pois, no dia em que se apresentou a refor-
ma municipal, a oppo&ico, que se preza
de tributar ao Sr. ministro toda a deferen-
cia de que S. Exc. digno, reelamou a
sua presenca; j para ter o gosto de v-lo,
j porque era irapressindivel ao debate a
sua opinio.
Pareca que a Ilustre maioria de va aco-
lher com jubilo esta proposta. Mas, qual...
Foi um barulho de que S. Exc. nao faz
idea, e que so ouvisse nao havia de satis-
faz-lo. Com o Sr. ministro da fazenda
frente, exclamavam todos : Nao, senhor...
Elle nao tem nada que fazer aqui... No
senado, sim, que tem muito que fazer...
Nao precisa vir. Para que?! etc.. e
houve urna votacao expressa supprimndo
a intervengo do S. Exc. n'uma materia
que tao deporto interessava sua pasta.
Ora, manifestacSes desta ordem nao sao
sem duvida dictadas pelo sentimento que
Cicero tao bem descreve do seu tratado-
De amicitia.
E a proposito de reforma municipal far
o orador a sua primeira pergunta que sem
duvida S. Exc. lera.
Havia dous trabalhos foitos: o do Sr.
conselheiro Paulino e o do Sr. Ferreira
Vianna, ambos amigos da situaco. No
senado foi offerecido como emenda ao mal-
logrado projecto relativo a vereadores e a
juizes de paz o de Sr. Ferreira Vianna.
Por essa occasiao declarou o Sr. Presidente
do conselho que tinha projecto seu, que nao
era nem o do Sr. Ferreira Vianna, nem o
do Sr. Paulino. Entretanto, depois de
varias evoluc5es, este ultimo que o offe-
recido, ma3 desde logo desappareceu, em
manifesta contradiccSo cora o que afirmara
o Sr. presidente do conselhs.
Concorda o Sr. Ministro do Imperio com
a idea expendida no mencionado projecto ?
Nao pode concordar, salvo se quizer ficar
em desacord com as que expendeu a res-
peito do asaumpto em seu relatorio. O Sr.
. ministro no seu relatorio annuncia urna
| proposta nova, reorganisando as munici-
palidades, de modo a dar-lhes mais liber-
dado de aeco, subordinando as nicamen-
te, por interesse da ordem publica, au-
toridade da assembla geral na corte e das
respectivas assemblas as provincias.
Alm de antiquado, o projecto do Sr. Pau-
lino submette as cmaras municipaes
completa tutella do governo. Nao parece,
portanto, que esse projecto satisfaca os de-
sejos do Sr. ministro; est em inteira anti-
nomia com os seus intuitos.
Convm que S. Exc. d alguma expli-
caco a respeito, visto como nem os seus
honrados collegas de gabinete, nem os seus
amigos da maioria ten querido dal-a. Res-
pondendo sobre este ponto ao honrado lea-
der, da minora, disse S. Exc. que se ex-
plicara em discurso pronunciado no senado.
O orador leu esse discurso e nao achou a
minima explicarlo.
A segunda p< rguota do orador relativa
ao celebre Sr. Revy, digno de um poema
na pbrase do Sr. presidenje do conseibo, e
que de novo est em ordem do dia. Na
sessao de 15 de Junho do aorrente anno,
explicando o seu procedimento acerca d a-
quelle engenheiro disse o Sr. ministro do
imperio : Vou explicar esse acto (o da
commissao dada na corte ao Sr. Revy :
< Vou explicar este acto: o engenheiro
Rvy tinha sido contratado pelo governo
para construir acudes no Ceat; all este
ve, nao entro agora nesta questao, nem
ella vem a proposito e o que facto que
retirou-se para esta corte. Nestas condi-
coes, o gabinete actual resolveu sobreestar
na execuco d'aquelles trabalhos, ate que
o parlamento emilttisse opinio a respeito
da conveniencia de fazer um grande aude
ou diferentes acudes n'aquella provincia.
Ora, e eegenheiro Rvy tinha um contrato
solemne com o governo, que lhe garanta o
recebimento de 1:000# mensalmente ; de
sorte que ficava aquelle engenheiro nesta
corte, de bracos cruzados, com esse ven-
cimento, porque o governo nao seria o
primeiro a desrespeitar tal contrato.
Peis bem : foi ento que o ministerio
resolveu em confarencia aproveitar ss ser-
viros desse engenheiro em um dos impor-
tantes ser vicos cuja necessidade nos senti-
mos, como eu hei de damonstral-o cm oc-
casiao opportuna, quer aqui, quer no se-
nado, s estudo do desseccamento dos
pantanos.
O Sr. Jaguarbe Filho : ~ Apoiado, e
a competencia do Sr. Rvy est muito
provada.
* O Sr. Baro de Mamor (ministro do
imperio): Pois bem, senhores : o enge-
nheiro Rvy foi ene rregado desse traba-
lho por instrucc3es que lhe dei sem aug-
mento de seus honorarios. Portanto, j ve
a cmara dos Srs. deputados que a com-
m sso que dei quelle engenheiro em cou-
sa alguraa aggravou o estado do thesouro
(apoiados); pelo contrario, proporcionou
substituir a occiosidade presenta do mes-
roo engenheiro por um trabalho til e cu-
jas consequencias mais tarde se bao de sen-
tir .
A' vista disto o Sr. Affonso Penna apre-
sentou um requerimento pedindo copia do
contrato de que se trata.
A 28 de Julho respondeu o Sr. minis-
tro da agricultura que nenhum contrato
fora celebrado pelo seu ministerio com o
Sr. Joo Julio Revy para direccao de es-
tudos e outros trabalhos dependentes do
mesmo ministerio, nao podendo, pois, ser
satisfeita a requisico da cmara.
O contrato, por consoguinte, foi feito
pelo ministerio do imperio ou por outro
qualquer A bem dos crditos do gabine-
te, cumpre que esse contrato seja publica-
do. O orador alo duvida de sua existen-
cia, desde que o Sr. ministro o affirma
mas ha espiritos malvolos que cumpre
confundir!
O Sr. Lourenco de Albuquerque :Eu
afflrmo que esse contrato nao existe.
O Sr. Affonso Celso Jnior nao avan-
za tanto, mas nao deixa de estranbar o si-
lencio do governo a respeito, apezar de
que com o Sr. Rvy sao de esperar-ae as
cousas mais extraordinarias
Passando a outro ponto, agradece o ora-
dor cordialmente os iramerecidos e caloro-
FOLHETIH
DE
EMMA OSA
POR
2AVIBS BE WSfXSVS
DOSTISUEAj 21 BI50L0
(Continuaco do n. 203)
I
Mas que diacho murmurou elle, nao
estou engaado I E' justamente o carro que
vi na cocheira de minha irm, em la Pie !
nao deve haver em I'ariz dous iguaes, desse
amarello cor de canario, com filetes ver-
melhos E dentro ha urna mulher.
O mnibus tinha dobrado o cabo da car-
rocinha de mo.
O coup desembarazado continuou o seu
caminho.
Passou muito perto de Osear, que pode
ver na porta as duas letras S. R. encima-
das por urna grinalda de rosas.
Sim, sim, tornou elle, nao me enga-
nei 1 Sao as iniciaes de minha irm e as
rosas por cima... parece um ramal hete de
Adres !
Osear comecou a rir a gargalhadas, e
continuou, vendo o carro afastar-se.
Ah mas ella enganou-me, a mana I
Que mulher mysteriosa Sabio esta manb
sem dizer para onde ia. Foi para com-
prar um cavallo e ir buscar o seu carro,
porque ella que vai dentro com um fre-
guez cajo rosto apenas entrevi. Quando
eu voltar para casa ha vemos de conversar.
Hei de enreda-la esta noite 1 Ha de ser
mais engracado do que um baile masca-
ndo.
is elogios com que na seaso traasasta
consta-lhe que foi honrado pelo Sr. Fer-
reira Vianna no bello discurso que fez.
Por mo'ivo involuntario nao applaudio
presencialmente mais essa triumpho do exi-
mio orador En tomios de um parlamentar
como o Sr. Ferreira Vianna sao verdadei-
ros tituba de glorias.
O orador guardal-os-ha como generoso
galardo aos seus esforjos. Parece, entre-
tanto, que S. Exc. reparou na insistencia
com que o orador citi as cuas opimos.
Fal-o porque o considera um mestra e os
seus discursos fecundo manancial de en-
sinamento.
Jamis, por exemplo, iavejou com ta-
maito ardor os notaveis recursos oratorios
do Alustre deputado, como na presente
quadra em que diariamente vo oscorren-
do successos que reclamam nao j os raptos
levantados da sua eloquencia, mas outra
manifestaco della nao menos brilhante :
a caasticida incisiva com que s vezes
fustiga os homens e as causas.
O orador trata do facto acontecido com
urna commissao da cmara, que foi ao pa-
co levar a assignatura imperial urna pro-
posta de crdito e que teve de esperar de
maneira indefinida, como um pretendente
importuno ou com visita impertinente, e
nem cumprio a sua missao. So agora toca
no asumpto, pois s agora se lhe depara
ensejo de o fazer. Nao pode passar sem
protesto, o descuido, a impontualidade, a
distraco havidos. Tivesem lugar em 1831
e enrgico seria o desforz.
Nem so diga que o episodio nao tem im-
portancia, pois quando menos prova de
como desattentamente andam geridas as
cousas publicas. E' de formalidades qu
vive a monarchia. A commissao que foi
ao paco representava um poder que se di-
riga a ootro poder. Cumpria dar-lhe urna
explicaco qualquer que o orador ignora
se foi dada e que devia ser publica. O ora-
dor acredita quo o caso foi fortuito e in-
voluntario. Torna responsavel por elle o
ministerio.
Occupa-se com elle principalmente por-
que na psala situaco, facto idntico nao
passou sem severo reparo. Foi a questao
que os membros de urna commissao que
devia ir ao paco descuidaram-se tambem, de
forma que s compareceu um. Isso foi ob-
jecto da mais mordaz censura por parte da
illustre minora de entao, hoje maioria. Se
a cmara censuravol por manifestar pou-
ca attenco para com o poder moderador,
este tambem o em hypothese anloga.
Mas o orador, repete, julga nao ter sido
proposital o facto. Sao tosse, deveria au-
torisar represalias, quaes as que soffreu
D. Pedro I.
O Str. Lucena : Relator do parecer
approvando o crdito em diacusso, se por
um lado poda deixar de nel'e tomar parta
porque os argumentos apresentados contra
o crdito, foram cabalmente respondidos
pelo nobre ministro do imperio, por outro
nao quer que o seu silencio seja aproveita-
do pela opposicao, para dizer que o nobre
ministro nao tem o apoio da maioria.
Sustenta a necessidade das obras do ma-
tadouro reconheeida por estudos feitos : a
matsna diaria de 300 rezes e no em-
tanto no tendal existente chegam apenas
70 com grande pr^juizo para a carne.
As obras vo ser executadas pela cmara
municipal por meio de um emprestimo que
ella embolsar. Nada tem que o servico
seja municipal, porque ha outros que o sao
e o governo os auxilia, sendo, porm, tam-
bera o governo quem recebe grande parte
de impostos que sao municipaes. as con-
dicoes actuaes, se a cmara fosse como
querem alguns autorisada a construir um
emprestimo s o contrahiria em ms con-
dicSes.
Referindo-ao associajo que quer esta-
belecer nm matadouro nos Tres Corac3ea,
entende que ella nao pode dar carne bara-
ti aos habitantes desta corte e nao sabe
iomo conciliar essa empreza os seus in-
teresses particulares com os do publico,
que vira a soffrer pelo monopolio. A obra
necessaria e deve ser auxiliada.
O Sr. Roirigo Silva requer e a cmara
approva o encerramento da dis iusso.
Entra em discussao o art. 3o
Convencido de que tinha visto passar
Sophia, estregn as mos rindo de novo,
lembrando-se do divertimento que teria e
voltou para a ra de Saint Antoine.
O co carregadi de nev tinha se torna-
do muito escuro.
Chegava a noite. J muitos senhores
porteiros acendiam o gaz as casas.
Nao podia mais pensar em procurar quar-
tos n'esso dia.
Osear adiou para o dia seguinte a con-
tinua(o da sua exploraco e tomou de
novo o caminho da ra Dauphine.
Quando l chegou, ainda faltava muito
tempo para a hora do jantar. Entrou
pois em um pequeo caf, pedio um absin-
thio e poz-se a 1er os jornaes.


0 leitor nao ter esquecido, pelo menos
assim o esperamos, que o Sr. de Gevrey
tinha mandado instruccSes a prisSo de S
Lzaro afim de que Angela Bernier fosst,
sujeita a urna vigilancia excepcionalmente
rigorosa.
Em virtude das ordena do director a
bella hervanaria, encerrada em urna celia,
nao devia communicar com ninguem, nao
s de fra, mas mesmo do interior da
pristo.
Tendo o carcereiro ohefe recebdo ordem
de submetter a exame minncioso todo e
objecto dirigido a presa, deu-se pressa em
transmittir essa ordem ao carcereiro encar-
regado de receber as remessas.
Este, naturalmente, havia tomado nota
disso.
Estava no seu posto com um collega.,
quando o entregador auviado por Angelo
Proli bateu porta da prisao.
Dssemos que um postigo s. abri e que
urna mao adiantou-se para receber e pa-
cole e o papel que o entregadar offerecia.
Logo depois o postigo fechou-se.
O guarda olbou para o papel que acom-
panhava o pacote e leu :
Anoela Beenieb. ..
Voltando-se entSo para o collega excla-
mou :
Oh! oh para a hervanaria 1 Nao
eaquecamos que esta presa nos foi particu-
larmente recommendada I...
Sim, respondeu o outro, e o caso
de proceder a um exame meticuloso. Se
tivessemos a felicidade de deecobrir algu-
O Sr. Ratisbona dte que anda ha
das confuso e que isto augmenta cada vez
que se discute um novo crdito. V que ao
passso que se promettem economas aug-
mentam-se as despezas. Lindo o art. 3o
diz que precisa ser esclarecido. Quan-
do far o nobre ministro a operaco de
crdito, depois de verificados sidos, ento
nunca a far porque saldos nao haver di-
ante do augmento das despezas, e assim a
autorisajo intil.
A discussao fica adiada pela hora.
Entra em 3a discussao o projecto fixan-
do a despeza do ministerio da fazenda no
exerci-o do 1886 a 1887.
Vem mesa, sao lidas apoiadas e en-
trara, em discussao conjunctamento com o
projecto aa segnintes eraondas da commis-
sao de orcaraento:
Aa numero ou verba 31 do projecto
da commissao sobre exercicios lindos, a:-
crescente-se 18:5695791, proveniente de
dividas liquiladas, nao pagas pertencentes
aos diversos credores constantes da relaco
n. 40appensa ao rotatorio ultimo do mi-
nisterio da fazenda.
c Sala das sessSss, 10 de Agosto de
1886. Henriques. Ouahy. Lacerda
Werneck. Lucena. Rodrigues Al ver.
Carlos Peixoto.
Ia Ao art 2o da proposta accrescen
tese substituida a tabella A annexa
proposta para 18861887 pela A da pro-
posta de 1887 -1888.
2a Ao art. 4o da proposta, em vez de
11,478:9660216, diga-se 11,566:9665214,
accrescentando-se substituida a tabella A
da proposta de 1886 -1887 pela A jur.t
ao parecer da commissao em 2a discussao
com mais 88:000^000.
c 3a A' verb* 31 accrescente-seinclu-
sive 1:500$ para pigaminto devido ao
ajudante do auditor de guerra da provincia
de Pernambuco.
4a Accrescente se no projectJArt.
6o. Ficam revogadas as disposi3as em
contrario.
c Srla das commissoes, 19 de Agosto de
1886.Mattoso Cmara.Lucena. Lou-
renjo de Albuquerque. Gruahy.Silva
Tavaros. Rodrigues Alves. Lacerda
Wernek.
Augmente-se a verba do 700:000)5000
dos crditos espaciaos do ministerio da agri-
cultura com a quantia correspondente a
libs. 70:000 para pagamento do3 conces
sion arios da estrada de ferro Victoria Na-
ti vidade, em vir:ude do crdito n. 9415
de 18 de Abrii de 1885.
< Sala das commissoos, 19 de Agosto de
1885. -Mattoso Cmara. Lucena.Sil-
va Tavares. Lourenco de Albuquerque.
-Guahy. Rodrigues Alves.
Ao 12. Imprenta Nacional e Dia-
rio Official, reduza-se 20:000$ pedidos pa-
ra pessoal e material da offioina de grava-
ra. Pereira da Silva.Mattoso Cmara.
- Lourenco de Albuquerque. Tavares.
Guahy. -Carlos Peixoto. -Rodrigues Al-
ves.Silva Tavares.
E' lida e vai commissao de orcaraen-
to a seguinte emenda :
Augmente-se a verba do art. 4o em
mais 600:000^000, para pagamento da
estrada de ferro D. Pedro II, da Itabira
em diante. Fgase na tabella C. a res
pectiva alteraco.
Sala das sess5es, 10 de Agosta de 1886
Aureliano MourSo -BarSo da Leopoldina
Christiano da Luz -Olympio Valladao
JooCoetano.M. J. Soares.
O Sr. can .U do de Ol reir de-
pois de felicitar o Sr. Vianna pelo seu dis-
curso proferido na aesaSo anterior, no qual
mais ama vez confirmou a sua coherencia,
pede no entanto licenca para dizer-lhe que foi
injusto, deixando-se influenciar pelo meio em
que hoje vive, quando aecusou de esban-
jador o partido liberal. Lembra anterio-
res conceitos desse nobre deputado, que
eram mais favoraeis aos liberaos que aos
seus amigos.
O nobro presidente do conselho, com o
seu espirito partidario, pode fazer aecusa-
$5es ao partido liberal, mas o Sr. Ferrei-
ra Vianna nao que tem ispncSo de espirito,
que um liberal entre conservadores, nao
deve ser injusto.
Apresenta um qaadro comparativo das
despezas de dona exercicios das situaS3e8 aervador qaando chefa do gabnete 0 Vis-
liberal e conservadora pelo qual se compa-
rando a despeza com a receita resultante
da arrecadaco dos impostos, os conserva-
dores despendern! 97.000:0030 e os libe-
raos 85.000:000^000.
Nao retalia, o que faz a queixa do ven-
cido contra urna injustiga.
Outro cjnceito injusto do Sr. Ferreira
Vianna foi attribuir a nossa m direccao
a urna causa permanente ioatacavel, nao
achando romedio aeno na alteraco da nos-
sa organisaya poltica.
Nao er que se tivesse dirigido ao Poder
Moderador, mas sim ao rgimen parlamen
tar.
S. Exc. vio na cmara a causa de nao
fazorem os goveraos economas, assim quiz
tirar do governo a responsabilidade quando
toda lhe pertence.
Historiando o que se passou na situaco
liberal em relago cmara onde os parti-
dos estavain em forcis quasi iguae3, tendo
conde de Itaborahy, que apesar da difficil
situaco do paiz foi quem apresentou me-
nos dficit, o que um facto glorioso e que
nao teve nenhum outro igual.
Referindo-se ao partido conservador tra-
ta dos grandes melhor^mentos com que do-
tou o paiz, melhoramentos que se nao fo-
ram tao reproductivos como era de esperar
nem por isso desmentirn] as esperanzas
dos que os levaram a effeito.
Recorda que nao teve esse partido tem-
po de executar todas as suas ideas, no en-
tanto o que fizeram os liberaes ? O partido
liberal em confronto com o conservador nao
lhe leva vantagem em economas.
Diz que ninguem est contente, a menos
que todos os ministros que por patriotismo
tomaram a si a tarefa de governar este paiz.

o governo de attender grande idea da
transformaco do trabalho e precisando le-
val-a avante pouco podia adiantar, o que
se nao d agora com ama maioria compacta
qua apoia o governo que tudo faria se qui-
zesse.
O governo qu9 fallou em tantas reformas
nao apresentou urna s a judieiaria est
em estudosda municipal desencavou-3e
a de 1869 e a lei de trras continuar a
raesma. O governo quiz orcamentos e com
ieto contentou-se.
Attribuo o desastre do programma finan-
ceiro do nobre ministro da fazenda hy-
pocrisia com quo todos confessam as nos
sas diffiucullades fiaanceiras, mas nlo es-
t nenhum disso convencido, porque a paiz
ainda nao bateu porta do crdito e o
achou aferrolb^do.
Todas as commissoes luxuosas conser-
vam-se, o funcionalismo nao diminue, re-
partieres dotadas de pessoal excesssivo nao
se reformara, nenhum meio se procura de
fazer economas e at se augmenta a des-
peza aposentan lo eir progados que o nao
podam ser como um dos directores do' '.
thesouro, que se tinha commettido crime i
nao devia ser aposentado mas demittido.
Contrariara o programma do Sr. minia
tro da fazenda os seus proprios collegas de
governo: assim o Sr. ministro da agricultu-
ra augmenta 1.000:000$ para a iraraigra-
$So, o do imperio pede raais 300:000^000,
para estuios do sanearaento da capital,
sendo para estranbar que Exc. ao mesmo
tempo que pede o crdito, publique as in-
strucjBes para 3ervicos que desse crdito
SESSAO EM 23 DE AGOSTO DE 1886
PRESIDESCU DO SE. GOMES DE CASTEO 1.
VICE-PEESIDENTE
Ao meio dia, comeca a chamada que ter-
minutos, abre-se
do expe-
mina ao meio-dia e dez
a sesso.
O S. 1 Secretario d conta
diente.
E' lido a vai a imprimir para entrar na
ordem dos trabalhos o parecer da commis-
sao de pensSes e ordenados:
Autorisando o governo a conceder jubi-
lago com o ordenado que percebe ao pro-
fessor da lingua latina do seminario archi-
episcopal da Bahia, monsenhor Manoel ios
Santos Pereira.
E' lido e fica sobre a mesa para ter se-
gunda leitura na prxima sessao o seguinte
A assetnbla Geral decreta:
Artigo nico. Nao ser exequivel,
antes de approvado pelo corpo legislativo,
qualquer contracto de servijo, obra ou for-
necimento, celebrado pelo governo ou por
qualquer dos seus agentes, com subdito de
outra na$ao ou com sociedade representada
no todo ou em parte por membros estran-
ainda que sejam domiciliados no
1." A mesma disposio ser appli-
cada s transferencias dos referidos con-
tractos, primitivamente celebrados com ci-
dado brasileiro.
< | 2. Exeeptuam-seda regra deste ar-
tigo os contratos de emprestimos pblicos
previamente autorisados pelo corpo legis-
lativo.
t Sala da8 sessSes, 23 de Agosto de
1887.A. Coelho Rodrigues. >
Vem mesa, lido, apoiado e approva
dependem parecendo assim zombar da ca- do ^ dJCU3Sa0 0 g9guate reqaeriraento :
ma cousa de suspeito e de a indicar, isso
nos valeria urna boa nota.
Vejamos.
Os guardas desataram o" pacote que elle
tinha posto em cima da mesa.
Dous paesinhjs, comejou o guarda
do po8tigo. Parte-os em quatro e v f>e
nao lhes metteram no ventre algum con-
trabando.
O collega tomou urna faca que estava
sempre em cima da mesa e parti succes-
sivamente os pesinhos em quatro peda-
mos.
Cada um dos pedacos foi examinado, por
assim dizer, lente, exame que nSo deu
nenhum resultado.
Pode passar, disse o guarda, conti-
nuemos.
Um paatel.
Trincha-o. Estamoa fazendo o papel
de criado8 1 Ha de ser servida como urna
perfeita, essa sujeita.
O pastel partido em quatro, foi exami-
nado quasi pedaco por pedaco.
Esse tambem nada absolutamente con-
tinha de anormal.
Pode passar, repetio o guarda. E
depois ?
O ultimo objecto mettido no pacote era o
saquinho cuidadosamente amarrado.
Emquanto o desamarrava o carcereiro
perguntou :
Que ser isto ?
Doces, sem duvida, replicou o col-
lega.
Vejamoa.
O contedi do saquinho foi despejado na
mesa.
Eram os biscoutos de raassa gecca estro-
lhidos pelo Dr. Proli.
Ola exclamou o collega do carcerei-
ro peaquisador. Crescentes, las, animaes,
figurinhas esquesitas e letras do alphabe-
to Querem ento que a hermanara apren-
da a 1er e a reunir palavras I
Essa pbrase reunir palavras, pronun-
ciada sem a menor intenco pelo collega,
attrahio a attenco do carcereiro peaquisa-
dor.
Reunir palavras, repetio elle, e mais
, que assim mesmo 1 E' como as mas-
sas de Italia que se vendem para fazer so-
pa. Quem quer pode escrever o nome na
beira do prato, ou urna pilheria para diver-
tir-Be. Sabes que a gente podi bem man-
ter urna correspondencia na cadeia, com
essas cousinhas e mesmo sem que a admi-
nistracSo desconfiasse 1...
Dizendo isso, o carcereiro collocou va-
rias letras urna ao lado das outras, para
formar urna palavra.
Da repente dous pontos negros muito
viaiveis no lado de baixo de urna das le-
tras attrahiram o seu olhar.
Tomou a letra e examinou-a.
Oll ola I exclamou elle.
Que ?
Ah mas I ah l mas ah mas !
Que ?
Um numero escripto a tinta neste.
Qual ?
Perfeitamente... o n. 27.
E' talvez um acaso.
Talvez... Vamos ver j.
O carcereiro tjmou outra letra e exami-
nou-a como tinha feito primeira.
Com os diabos exclamou elle de-
pois. Esta tambem est numerada 1
E' singular I disse o collega, toman-
do varias letras e virando-as urna aps ou-
tra. Todas esto accrescentou elle.
Oh oq I aqui ba cousa, meu velho I
cousa grossa Esses nmeros ahi parecem-
me ser nmeros de ordem I Que dizes ?
Isso parece-me prova vel, para nao
dizer certo...
Ponhamol-os em linha...
Ha ser engrasado, se tivermos des-
cob'Ttu assim um ardil indito de corres-
pondencia Isso se chamara metter do
primeiro t Os dous guardas coraecaram logo a pro-
curar as letras numoradas e collocal-as em
ordem.
Com quanto nao fosse aifficil esse traba-
lho era minncioso.
Finalm^nto, a sexagsima segunda le-
tra foi collocada depois das ontras que for-
raavara urna linha recta quasi toda a largu-
ra da mesa.
Isso d palavras ? perguntou o col-
lega.
O carcereiro pesquisador leu em voz al-
ta sem septrar as sylbbas :
t Neguesempredinheiroemsegurancafilha
desapparecirabreveseralivre
mou elle.
Com Ne-gue sempre -di-nhei -ro ero. -se ga-
mara dos Srs. deputados.
Depois trata do estado das provincias
que vivem algumas sob o rgimen da
ditadura, nao procurando governo remediar .
esse mal.
Combate a emenda que autorisa o resga-
te da estrada de ferro da Bahia a S. Fran-
cisco, pois esse resgat9 est determinado,
o governo nada tem que lspender porque
ella nada tem rendido.
Trata do prolongamento da estrada de
ferro do Cabedello que podia ser adiado e
pergunta por que nao abre o governo mao
da Typographia Nacional contra a qual S.
Exc outr'ora se pronunciou. Trata do Dia-
rio Official que ninguem le, sendo era pura
perda a grande despeza que se faz com a
publicaco doa debates.
c Requeiro que por intermedio do Sr.
miniatro da justica, se pe$am informasoes
ao governo, acerca de numero exacto das
prajas que comp3e o destacamento existen-
te na cidade da Januaria, provincia de Mi-
nas-Geraes.
Sala das sessSes, 23 de Agosto de
1886.Affonso Celso Jnior.
Vem mesa, sao lidos, apoiados, entram
am discussao e sao adiados por pedir a pa-
lavra a Sr. Christiano Luz, os seguintes
rnquerimentos :
Requeiro que, por intermedio do Mi-
nisterio da Agricultura, Commercio e Obra3
Publicas, se peci ao governo com urgen-
cia :
al." Copia do ruquerimento da propos-
ta que servio de base resciso do con-
Pretendia discutir com o Sr. miniatro da ^^ celebrado com Waring Brothers para
fazenda a converao de papel moeda, e
outraa operajSes financeiras, nao o far
tendo se levantado para pedir ao Sr. Fer-
reira Vianna que reconbeca a injustija que
praticou com o partido liberal e com a c-
mara.
O Sr. Ferrlr ViannaDiz que
nao affirmou ser o partido liberal esbanja-
dor : o que disse foi que tinham sido feitaa
por elle e por outras despezas que eram
dispnsaveis.
a demonstracSo que apresentou o Sr.
Candido de Oliveira eacolheu os exercicio s
sem duvida sem proposito de favorecer o
seu partido, mais excluio outros em que
primeira vista fica prejudicado o partido
conservador e notavelmente favorecido o
liberal, nao levando em linha de conta os
exercicios mais favoraveis ao partido con-
ran ca-fi-lha-des-ap-pa re-ce-r-bre-ve-se-r
li-vre. Ah I sim, urna correspondencia e
magnifica. Isso significa alguma cousa
que o Sr. director ha de communicar ao
juiz que instrue o proiesso, que ha de apre-
ciar muito! Vamos, primeiramente, race-
ber os cumprimentos e depois talvez urna
gratificaclo l Vai chamar o chefe !
II
O collega do carcereiro deu se pressa
em obedecer.
Ao cabo de um miuuto chegou o guarda
chefe correndo.
Ento, que ? perguntou elle ao car-
cereiro pesquisador, parece que voces des-
cobriram urna correspondencia em um pa-
cote de viveros dirigido a hervanaria de
Batignolles ?
Sim, cabo. Empregaram mesmo um
ardil muito engenhoso, do qual preciso
desconfiar para o futuro porque, se nao ti-
vessemos recebido ordens severas a respeito
de tudo que se refere sujeita em questao,
isso teria passalo como urna carta pelo
correio Nao feriamos visto nada Olhe,
veja, examine. Creia "que os sujeitinhos
que inventaram isso sao uns finorios.
Depois o carcereiro chamou a attenco
do seu superior para os nmeros trabados
em baixo das letras, podendo assim com-
por palavras com essas letras.
O guarda chefe esfregou as mos.
- Bravo, rapazas l disse elle depois.
Creio que nao arrisco muito affirmando
qne isto ha de valer-lhes ama boa gratifi-
cayo 1
Ah hervanaria tratante. Ella obstina-
va-se a negar, dando-se ares de victi ma I
Veremos se vista disto ella ainda ha
de ousar negar, a brejeira Ponham um
jornal em cima de um carto e as letras
na sua urdem em cima dojomal. Vou mos-
trar isso algures a quem da direito.
As indicares dadas foram immediata-
mente seguidas e o guarda chefe munido
dessa correspondencia singular foi commu-
nicar a descoberta que acabavam de fazer
ao director da priso que exclamou, depois
de examinar:
O juiz de instruceco provou ter faro,
recommendando que exercessemos urna vi-
S'lancia toda especial sobre essa mulher.
eixem-me essas provas, vou lvalas eu
a construejo da estrada de ferro da Viito-
ria Natividade.
2. Copia das informayoes dadas pelo
secretaria sobre a raesma resciso.
Sala das sess3es, 23 de Agosto de
1886. A. C. Rodrigues.
Requeiro que, pelo Ministerio da Jus-
tija, informe o governo que providencias
tomou contra o acto arbitrario do juiz mu-
nicipal do termo de Caeth, em Minas-Ge-
raes, o qual suspenden por tempo indeter-
minado o 2." tabellio d'aquella cidade.
< Sala das sossoea, 23 de Agosto de
1886 S. Mascarenkas.
(Contina].
;
mesmo e sem demora ao Sr. de Gevrey.
Ccm effeito, alguns momentos depois, o
director de S. Lzaro parti para o Palacio
da Justica com as letras do alphabeto da
massa.
O juiz de instruejo poim nao estava
no seu gabinete e o funecionario teve de
esperal-o durante quasi duas horas.
Logo que entrou, o magistrado recebeu
o director, que lhe conimauicou o motivo
de sua visita.
As letras foram de novo reunidas o Ri-
cardo de Gevrey pode 1er com os proprios
olhos as phrases curtas que davam prova
nova e esmagadora da culpabilidade de
Angela Bernier e da existencia de um
cumplice.
O juiz, por certo, nlo tinha nenhuma
necessidade dessa prava supplementar, pois
a sua convi'ico estava firmada havia mui-
to, entreunto felicitava se pelo acaso que
Ih'a havia fornecido.
__ Razo tinha eu de nao me deixar
impressionar pelos protestos de innocencia
dessa miseravel disse elle. A's vezes
ella quasi enternecia-mo, tao bem repre-
sentava a aua infame comedia 1 Ah o di-
nheiro est em seguranca I Ah I ana filha
desapparecer 1 Ah! ella ser breve li- .
vre! o que havemos de ver !
Depois de um silencio, o Sr. de Gevrey
accrescentou:
Sbe-se por quem foi entregue no
postigo da priso o pacote que continha
essas letras ?
Indaguei, respondeu o director, e sou-
be que foi por um entregador.
Conhecido do porteiro ?
Parece que nao.
Se se desconfiasse da importancia da
remessa, ter-se-hia retido o entregador pa-
ra mterrogal-o, mas a prefeitura ha de en-
carregar-se de o deacobrir, e preciso que
elle falle. Felicito o, senhor, pela indili-
gencia e zelo dos seus subordinados.
Agrodejo por elles, Sr. juiz de ins-
trueso. Hei de repetir-lhes as auaa pala-
vras benvolas, e elles bao de ufanarse de
ter merecido um elogb t lisongeiro, vin-
do da sua parte,
O director retirou-se.
O Sr. de Gevrey mandou chamar o che-
fe da seguranca, que nao se fez esperar.
(Contina)_____
Tvp. do Diario roa Duque de Carias n. 42.
MinUDO
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