Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19022


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Full Text
NNO Lili ~~ NUHHBO 13

la PiriL s Liein^ot 0'*in; xio se paga porte
dos.
r/cr seis ditos ideru......
um anno 'dem......
a numero avuIso, do meamo dia.
60000
12,5000
2400O
0100
QAETA-FEIB 31 DE. MAiv0 I 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados. ....... ...
Por nove ditos idem................
Por um anno dem................
Cada numero avulao, de dias auteriores..........
13*500
200000
27(5000
0100
DIARIO
PERNAMBUCO
Propriebabe t*t Manoel Jvgtixa l>e ftrta 4 M\)o$
TELEGRAMMAS
SBSTICO rA-TIWLA- D3 biabio
RIO DE JANEIRO, 30 de Marco, is
12 horas e 35 minutos da tarde. (Recebido
do s 2 horas, pelo cabo submarino).
Fot aponeniailo o actual guarda-
asar do Airandega da corto, e no-
aaeado para u'bMtilo.ll-o tiiolpiio
HaNtelman.
(Especial para o Diario)
MONTEVIDEO, 29 de Marco, noite.
Foram conalderavelmeute refor-
caduH us tropa- da autoridade ena
operai cw contra o laaurffidoa.
A* operar*" doi Imnirgiilo* .o
eatretanto dirigida* con* multo ta-
lento.
LISBOA, 29 de Marco, tarde.
Foram nupprimidON os dlrelton al-
fandrgae obre a exportaco to
uro o da moda de piala.
LISBOA, 30 de Marco.
Xo Senado comecon a dlNCutmao
do projerto obre dotaco do Duque
de Braganca.
Sr. Latino Colho oppoe-e a
adapcao do meamo projooi.i de le.
BRUXELLAS, 28 de Marco.
A oava etende-c ao operarlo*
da* fabrica* de Mona.
Diversos conflicto* tem e dado
entre a* tropa* e o greita*.
PARS, 30 de Marco.
Corre o boato de ter o Principe de
inarrk proponlo potencia* eu-
ropcas viKinrem o* anarcnlftta bel-
a-
Agen<-ia Flavas, filial ean Pemanibuoo,
30 i Margo c'e 1886.
objectos. 0 capital pois absolutamente neces-
aario, seuo par se Irabalhar, pelo menos para s-i
traba Ihar, econmica e fruct.feratnente. Pedemos
consideral-o como um instrumento secundario, e
cl'issificar do seguate modo os instrumentos da
produeco :
T ,. _._ (os agentes naturaes
Instrumentos indispensaveis..) tr*oa|no
Instrumentos secundarios.....o capital.
O capital pode assim definir-se : a riqueza em-
pregada em ajudar-nos a produzir urna nova rique-
aa. Todo o capital urna riqueza : mas nem toda
a ri]uecauin capital. Se um individuo pos-
suir urna resea de productos para a satisfaca j
das suas necessidades, ou urna reserva de diubei
ro e"m que possa comprar esses productos, e estes
lhe eervirem simplesmcnte para viver sem traba
Ihar, aquella reserva nao deve considerarse como
um cipital, porque nao empregada em pioduzir
riquera. Mas se o seu possuidor se dedicar a con
struir urna ca-a, a abrir um poco, a escrever um
livro, n'uma pal>vra a fazer qualquer C0U9a que
venha mais tarde a poupar-lbe trabalhar ou a pro
duzir-lhu commodidade, ento a referida reserva
ser um capital, porque lhe mantem a existencia,
que elle emprega a produzir riqueza.
(Contina).
ARTE OFFICUL
lISTRUGCiO POPULAR
economa poltica
(Extrahido)
OA BIBLIOTOSCA DO POVO E DAS ESCOLAS
rtjbataaawftb)
CAPITULO II
Prodnrco da riquesa
O Capitali "ara se produza muita riqueza,
ciso pro1 su ii i coisa mai, o capital, que socrre-
os Itbilbadores i m,uando lidam. O h-ra-nn pre-
clj (] S nao tirar ao seu
i- t e.ih ni nliiniito, ten que empregar ea-
de moinr de tome. Tem
'. her froetos oa naat.on qsa apoderarse,
. aalrugraa. ijiando as-
8:;u i i rdiaaiatWM ita urna grande
a de trubalha par um resultado mnimo. Os
indgenas da itfalia v aa-aa mu>t gid.>s a drtyulwr, eom macha aSaila pedra, gran-
d s i Balaren um paqarao numero de
f ,, t .--. Ol 0 ins que assim vivem Ja tcem o
tempo lih a iorca necessaria, para procurarem a
alaainlaoJ ci i raataarie do modo mais fcil e
omrr.oJo. GV. te-so da muitn trabalho para cul-
tivar o s'do, cavl-o, lanc ir-lhe as gementes e guar-
Jal o : teiio uta tudo, anda depois necessario
aparar duranv in aaa, a. nt ch-gue a i pocbt
da colbeita. A quantidade de substancia alimen-
ticia assim obtida ,- tem duvida, consideravel,
compariida cem o trabalho ; roas os indgenas **-
vagens, a que nos referimos, nao podem espi-rar
3ue as sementes produzaui os v fwtaaa. Vivem
os fructos sy'.vestres, das raaos e hervas que co-
lbtm em cadac.ia. Dizuma maxiraMJaponeza : Abre
o p^co antea de teres sede. E' altamente jid-
ciosa e todos a devem seguir. Mas neccss-irio
possuir se um capital, para com elle se adquirir o
de que carecemos para vver, emquanto se traba-
lha na abertura do poco. Do mesino modo, seropre
que tratamos de obter riqueza sem um trabalho
excessivo, devemos neceasariamente possuir urna
reserva de msteriaes, para nos podermos manter
eonquanto trabbamos. Esta reserva chams.-se
capital. Sem capital, o homem est constantemen-
te a bracos com difficuldades e em risco de mor-
rer de fome.
Para citarmos um exemplo de casa, basta recor-
dronos o que succede aos nossos pobres cultivado-
res do Ribatxjo por occasio das t-heias do rio, que
lhes alagara os terrenos e Ihes levaro as anaai le-
ras. Fieam sem capital para poderem vver at
censeguircro, com trabalho nov-, mcies de se ali-
mentar. Teem que ser soccorridos pela phlan-
tropia dos seus compatriotas, sem o que suecum
biriam fome. ....
io pode, em rigor, dizer se que o capital seja
tio necessario para a produccao, como a trra e o
trabalho ; por isso que o capital 6, tambem per si,
um producto da trra e do traba'ho. E' certo porin
que antes de se proseguir era ulterior produecao,
compre estar de posse do um capital, por pequeo
que seja : quando ontra coisa nao possa ser, ao
menos seja esse capital a ultima reieico ingerida
NSo ha vantagem alguma em procurarmos for-
mar urna idea exacta do modo por que se r. uni
primeiro capital. Seria necessario para isso
transportaruio-nss em espirito infancia do inun-
d>, quando homens e mulheres viviam por .sbi
dizei quazi como animaes selvagens. O qna
certo, que nio podencob ebegar a obter pao, faea
ara o cortar, fato para nos proteger e casa para
noa abrigarmos, ge nao possuir moa algum capital,
com que vivamos em quanto grangeamos aquclles
^eterno da rovlnoia
EXPEDIENTE DO DIA 13 DE MABfO DE 1886
Aetos :
O presidente da provincia resol ve nomear o
bacharel Jefferson Mirabeax de Azeveio Soares
para exereer o cargo de chefe da 2" seceo do Con -
sulado Provincial, vago pela aposentacilo de Ma-
noel Pereira da Junba.
O presidente da pnvincia resol'e nomear
Carlos Augusto Lina de Souza, para exereer o
cargo de 3 escripturario da 1> seccio do Consula-
do Provincial, vago por ter sido o bacharel Lydio
Mariana j de Albuquerque nomeado promotor pu-
blico da comarca de Garanhusn.
O presidente da provincia, attendendo ao que
lhe requeren o subdito portuguez Joao Baptista
Lusitano, residente nesta provincia, resolve natu-
ralisal-o, de a^cordo com o disposto eo decreto n.
19J0 de 12 de "Julho de 1871, e por virtude da
autorisacSo expresas no art. 14, da lei de 30 de
Outubro du 1882, afim de que possa gosar de to-
dos os direitos, honras e prerogativas que pula
Constituicao competem aos cidadlos brasilciros
na^uellas condi;oes.
Officios :
Ao Dr. chefj de polica,Sciei te do que in-
forma o delegado do termo do Bom Jardim com re-
ferencia demora que houve na remessa das res-
pectivas listas para arevisao dos jurados, recom-
mendo a V. S. q e providencie no sen i lo de se
rem attendidas com toda a presteza e exactidSo
as requesices que, a tal respeito e quanto seja de-
tiniu ido por lei, forero, feitas p'las autoridades
j adietaras.
A"sim fica respondido o offioio de V. S. n. 164,
de 17 do corrente.
Ao inspector da s .ude do porto.Respondo
ao officio de 27 de Fevereiro findo, approvando a
d liberacoque V S. tomou de mandar remetter
alguna desinfectantes para a Colonia Orphanologi-
ca Isabel, conforme solicitou o respectivo director.
Ao inspector da Tnesourari i de Pazenda.
Communieo a V. S., para mi fins convenientes,
que o juiz municipal Jo termo de Nazareth bacha
re Manoel Cabra! e Mello, reassumio hontem o
exercicio de seu cargo.
Ao niesmo.Communieo a V. S para os fins
convenientes, que o juiz municipal do termo de Pa-
nellas bacharel Dcomedes G. da Silva no dia
1 do corrente intenompeu, o respectiv "->r '
para entrar no goso de tros mezea de lic:..v com
ordenado integral que obteve desta presidencia
para tratar de sua saude.
Ao mesmo.Communieo a V. S., para os fins
contenientes, que o juiz le direito da comirca de
Cimbres .bacharel Jos Julij It"gueira Pinto de
Souza, reassumio o exercicio de seu cargo no dia 2
do corrente mez, renunciando pirte do praso da
liecnca cem que .-stava para tratar de sua saude.
Ao director do Arsenal de Guerra.Provi-
dencie Vine, para que na primeira oppo'tunidade
tenham o devido destino, conforme solicita a pre
sidencia do Rio Grande do Norte, em telegramroa
de hontem datado, se j* estiverem nesse Arsenal,
os dous caixes remittidos da corte contendo ar-
mamento destinado companhia de infantaria
daquella provincia.
Ao engenheiro fiscal da Companhia Recife
Dramage. -A' vista da iiitoimacao prestada por
Vmc. cm 10 do corrente, autoriso a suppresso de
um dos apparelbos existentes no predion. ^l da ra
do Visconde de Albuquerque da propriedade de
Antonio da Silva Ferreira Jnior, a contar do pr-
ximo semestre vindouro em diante, com a clausula
da s-r reposto dito apparelh > logo que o predio for
h ibitado p>i mais de ama familia.Communicou-
sc ao Thesouro Provincial.
Ao juiz municipal de Caru ir. Declaro a
Vine, cm respos'a ao seu officio de 26 de Feve-
reiro ultimo, que o inspector da Thesourarw de
Fazcnda, seguud informou em II do corrente,
exped ordena aoa collectores vincia, em 3 d- Fevereiro, pira que remettessem
aos juizes de orphos as re I a coca neceasarias para
cumprimento do art. 11 do decreto n. y;>l7, de 11
de NovembiO do anuo passado. A' vista disto
deve Vmc. eatar j de posse da relacio respectiva
desse termo.
Ao juiz de paz, presidente da junta de al:s-
tamento militar da parochia do Snnhor Bjm Jesua
dos Afliictos de S. Bento. Devolvo a Vmc. o alis-
tameuto que tato aunes? ao seu ntficio de 7 do
correute, afim deque seja cumprido o determina-
do no art. 34 io regulameato n 5881 de 27 de
Fevereiro i: 1875.
Ao Dr. juiz de direito da c imarca de Bom
Jardim.Com as inclusas copfas do officio do Dr.
chefe de polica, de 17 do corrente, son n. 151, e
do que a este dirigi o delegado do termo da B>m
J.trditn a 10 de fevereiro prximo findo, ficar
Vmc. intoirado dos motivos que o mesmo deloga-
do allega para justificar a dan ora havida m r -
messa das listas para a revieo dos jurados a que
se refere o seu officio de 27 d Djze.inbro prximo
findo.
Exped as necessaras ord-na para quo em casos
taese em todos os que exijam cooperario das au
tartdades policiaes. relativamente M servico ju-
diciario, seja esta prestada com a devda pr esteza
e .-xac! ida*.
Porta riaa :
A' Cmara Mnnicipal de Goyanna. Res
pondo ao officio do 6 do corrente mez, declarando
Cmara Municipal de Goyanna, que nao lhe
permittido rescindir o contracto de airecadacao
de mpostpa municipaea pelo facto de haver o ar-
rematante dcixado de satisfuzer em tempo o paga-
mento da primeira prestacSo, salvo se no mesmo
contracto houver clausula u'aquelle sentid .
No caso contraro, cumpre Cmara proceder
k cobranca do que estver devendo o arrematante,
promovendo contra elle ou contra o seu fiador os
competentes roeios judiciariop.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco airva-se de mandar dar
passagem, da estacu de Praz-.-res de Una, para
serem levadas em conta das gratuitas a que o go-
verno tem direito, em carro de 1* classe, ao ba-
charel Paulo Caetano de Albuquerque, c em carro
de 3* classe a um criado do mesmo bacharel, as
sim como transporte respectiva bagagem.
__ O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recite ao 8. Francisco sirva-ge de mandar dar
pasasgem, en carro de 1 classe, da es'acao das
Cinco Pontas de Una, amanha, para ser levada
em conta das gratuitas aqueogoverno tem di-
reito, ao bacharel Lydio d' Albuquerque.
* O Sr. gerenta da Companhia Pernambucana
mande transportar opportunamente a r, at o pre-
sidio de Fernando de Noronha, com passagem gra-
tuita, por conta das que o governo tem direito, a
Jos Elysio de Barros.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
providencie de modo que, oor conta das passagens
de que o governo dispe gratuitamente, sejam
transportados, a r, do porto da Fortaleza ao do
Aracaty, Francisco Gomes deOliveira e 3 pessoas
de sua familia.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officios :
Ao commandante das armas.S. Exc. o Sr.
conselheiro presidente da provincia manda aecu-
sar recebido o officio de V. Exc, de hontem data-
do, sob n 133, em qus pede seja sobr'estado o em-
barque dos officiaes do que trata o citado offi no,
pelos motivos no mesmo expoetos.
Ao Sr. Antonio Augusto da Silva Jnior,
director da Ia directora da secretaria de estado
dos negocios do imperio.De ordem do Exm. J.Sr.
conselheirojprosidente da provincia transmiti a V.
S., em resposta ao seu officio n. 38, de 2 de Ja-
niroj ultimo, o relatorio junto cm original relativo
ao anno findo apresentado pelo inspector da saude
publica e do porto desta provincia.
Ao engenheiro chefe da Reparticao das
Obras Publicas.O Exm. Sr. conselheiro presi-
dente da provincia ficou interado, pelo officio de
11 do correte, sob n 46, de haverem sido rece-
bidas definitivamente as obras de reparos 'a ponte
de Agua do Bicho, dos quatro da varzea das en
genhos Uruab e P> Amarel o e do passadic da
mesma varzea, na estrada du Pedras de Fogo, por
estarem em perfeito estado de conservacao e ter
decorrido o praso da responsabilidade, passando-se
a favor do arrematante certificado de pagamento
da quantia a que t.-in direito.
Ao mesmo.O Exm. Sr. conselheiro presi-
dente da provincia fieju interado, pelo officb de
11 do corrente, sob n. 45, do haver V. S. mandado
lavrar termo de recebimento definitivo da obra de
reconstrueeao da ponte sobre o rio Araripe, por
ter expirado o prasode responsabilidade, passando-
so a favor do arrematante certificado de pagamen-
to da quantia a que tem direito.
A commisso liquidadora das contas da es-
trada de ferro do Rtcife ao Limoeiro.S. Exc. o
Ss. conselheiro presidente da provincia manda de-
clarar a V. S. que os papis relativos s contas da
estrada de ferro do Recife ao Limoeiro, que acom-
panhou ao officio de 6 do corrente, tiveram nesta
data o conveniente destino.
briaguez e disturbios ; Candido, escravo
de Manoel Paulo de albuquerque, por in-
frac$ao do ort. 3o da lei n. 1,4! 2 do i2
de Maio de 1879.
Em data do Ss'O do corrente, assuraio o
cidado Joaquim de Almeida Valenca, na
qualilade de 20supplent', o exercicio da
delegada do termo de S. Bento.
Falleceu hoje, s 8 Ij2 horas da raanh,
na enfermara da Casa de D^tencSo, vic-
tima de beriberi, o sentenciado Luiz, es-
cravo do Jovino Banicirn.
Deus guarde a V. Exc. IHm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fcmnndes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chcjfi de poli ti a, lnono
Domingos Pinto.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 29 DE
MARgO DE 188(5
Antonio Vieira Dantas. Informe o Sr. com-
mandante superior da guarda nacional da comar-
ca de Bom Conselho.
Antonio Aquilino de Campos. Passe portara.
Antonio Simiano das Merca Prto.Apresen-
te se o supplicante na secretaria desta Presiden-
cia, pir receber a guia.
Antonio Jos Correia. Informe o Sr. Dr. juiz
de direito das execucoes crimioaes da comarca do
Recife.
Antonio Jos do Ol'veira Dias.Como requer.
Carlos Fie le ico da Costa Ferreira. Justifico
as faltas, depois de notado na Secretaria do Go-
verno, re-netta-se este requerimento ao Sr. ins-
pector da Thrsouraria de Fazenda, para os fins
convenientes.
Major Carlos Antonio de Araujo Autoriso a
suppresso de um dos apparelhos a contar do pr-
ximo futuro semestre em diante.
Flix Pereira de Souza. A' vista da informa-
cao uSo tem lugar o que requer.
Hermna da Silva Basto. Informe o Sr. ins-
pector do Thesouro Provincial.
Irineu Manoel Dias. Informe o Sr. iaspector
do Arsenal de Marinha.
Jote Soares do Araaral.Informe o Sr. inspec-
tor da Thesouraria de Fazenda.
Bacharel Jos da Cunta Lberati de Mattos.
Sim.
Jo2o Francisco do Niscimento.Informe o Sr.
Dr. juiz de direito das exeeucoes criminaes da co
marca do Uecifj.
Jos Francisco de Vasconcellos.Informe o Sr
Dr. juiz de direito das execucoes criminaes da co-
marca do Recife.
Jos Herculano da Asumpclo.Iudeferido.
Jos Alcntara Villa liarreto. Aprsente se o
supplicante na secretaria desta Presidencia, para
receber a guia.
Manoel Rodrigues de Fretas. Informe o Sr.
Dr. juiz de direito das execueis criminaes da co-
marca do Recife.
Maiia Joaquina de Gusmo.D*-se o titulo re-
querido.
Manoel Rufino de Carvalho. Sim, pagando o
supplicante as comodonas.
Mauoel Clementino Carneiro de Mello. Infor-
me n Sr. engenheiro chefe da Reparticao das Obras
Poblieaa.
Manoel Pdycarpo Moreira de Azevedo. Neg
a concessao da prorogacao que lequer o suppli-
caute e imponbo a multa media do que trata o fi-
nal da clausula 4" da nnovaclo do contracto de 8
de Agosto de 1879, alem da de 1:000 a que se
refere a mesma clausula. Jutrosim, determino
que s" promova prompta rrstituicio da quantia
de 5:1 00, mandada adiantar ao supplicanto em
15 de Junho de 1878.
Manoel Jos de Oliveira Dias. Como requer.
Manoel Joaquim Goncalves.Sim, pagos os fo-
ros em divida.
Manoel uarte Pereira. Apresente-se o sup-
plieantc na Secretaria da Presidencia, para rece-
ber guia.
Machado 4 Pereira. Passe portara, negando
aroveniente ao presente recurs'.
Nuno Alves da Fonseca. \presente-se o sup-
plloautena secretaria desta Presidencia, para re-
ceber a guia.
Olinto. Jardim & C. Passe portara, negando
provimento ao presente recurso.
Pedro Antonio de Mello. Requeira por inter-
medio do Dr. chefe de polica.
Landelino Manoel de Azevedo. Certifique-se
o que constar.
Secretaria da presidencia de Pemambu-
co, em 30 de Marco de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio F. da Silveira Carvalho.
Repartiv'o da Polica
Seccio 2*. N. 320.-Se*rctaria da Po-
lica de Pornambuco, 30 de Margo de 1886.
- Illra e E :m. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem rocolhidos na Casa de
Detengao os seguintes individuos :
A' mioha ordem, Manoel Jos Barbosa,
conhecido por Bacuro, vindo do termo de
Qaranhuns como sentenciado; e Francisco
Vichoella, a requerimento do cnsul ita-
liano.
A' ordem do subdelegado do Io districto
de S. Jos, Bernardo Luiz Cami lo o An-
tonio Pinto Leite, por disturbioa.
A' ordem do do Io districto da Boa-
Vista, Manoel Rtis de S nt'Ana, por ein-
-"iee*>------------
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 30 DE MARgo
Henrique Augusto Mlet e Francisco Goncalves
Toires. Haja a vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Antonio Aquili io de Campos e Dr. Francisco
d Paula Soares.Registre se o facam se os dev-
dos assentamentos.
Barao do Pirangy e gerente da Companhia San-
ta Thereza. Certifique se.
Jos dos Santos Aguiar.Volto ao Sr. Dr. ad-
ministrador do Consulado para sat>sfazer o des-
pacho.
Contas da extraccSo das 141a e 143a partes da
lotera da Santa Casa, da 2a parte da matriz de
Triumpho, da 6a parte da : atril de palmares e da
9* parte da matriz do Poco da Panella.Exami
ne-se.
EXTERIOR
Repblica Argentina
(Correspondencia do Jornal do Commercio,
da corto)
Buenos-Ai/re, 5 de Margo de-1886
Summario:Prophecias realisadas. Santos pas-
sa o Robicon.D. Antonio Vidal.O
congresso oriental.Io de Marco.A ci-
dade.Boatos.Reunio do congresso.
Eleico do Dr. Vidal.-Nota da assem
Ha.Resposta de Santos.- O novo pre-
sidente.A sua repo8ta.Oa dous pri-
meiros decretos.Osjornacs. 2 de Mar-
co.-O genera! Tajes. Santos em cam-
po. Noticias de Buenos Ayres.Anda
os ligados.
Buibora tenham passado poucos dias depo s da
iniiha ultima correspondencia, os acontcimeptoa
da Repblica Oriental obrigam-me a pegar nova-
mente na penna.
Pos80 escrever com verdadeira satiafacao que
tudo quanto tenho previsto tem-se realisado com
exactido mathemtica, e boje posso dzer tambem
que o gencralissimo de trra e de mar D. Mximo
Santos, para satisfazera sua atnbicao, deu o tiro
de misericordia, laucando o seu paiz guerra ci -
vil, guerra terrivel que ter con.eqnencias ainda
mais terriveis no frturo do nobre paiz.
O Di. Antonino Vidal foi nom-ado presidente
da Repblica Oriental de Uruguay por grac i de
Deus e vontade de D. Mximo.
Bella historia a des tes paizes !
Nao creio que haja facto que possa ser compi-
rado a este nem que faca mais pensar na honda-
de do systcma republicano, que, se na tbeoria
ideal o prototypo das iostituicoes, na realidade
produz scenas repugnantes!
A elevsco do Sr. Vidal urna mar. ardente
qne oa aeaho.'cs do congresso gravaram na testa
e que se mostrar com o dedo dos descendentes.
E' preciso recorrer historia romaua para en-
contrar exempU igual ; mas o senado nunca foi
to servil s ordues de um imperador quautes as
homens do congresso s oedens imperiosas de San-
tos.
Elle ordenou que elegestem Vidal, c senadores
e deputados se apressaram em elcgel-n, como alias
teriam eleito outro homem qualquer que fosse im-
posto pelo omnipotente D. Mximo.
Mas procedamos por ordem.
No dia Io de Marco a cidade apresentava esse
aspecto triste e curioso que descrevi na miuha
ultima correspondencia, a vida pareca moment-
neamente suspensa.
Corriam pela cidade boatos singulares, iziam
que o Dr. drian traba sido destituido, assim cemo
o general lajea, um dos h imens da situaco ac-
tualmente no commando das forcas do Salto.
Emquanto estas noticias se espalham e sao com
mentadas em voz baixa, passam as horas espera-sc
com ancedade que se chegue a urna solueao qnal-
quer.
Tocam os tambores, e o famoso 5" d.- cacadares
tendo frente o commandante Abren, passa pela
ra Dezoito de Julho e vai s postar iia praca da
Matriz.
Principian! os curiosos a invadir a praca da In-
dependencia, grande numero de agentes da polica
mantera a multidao que nugmanta cada vez mais.
Ccmeca-se a dlzer que os deputados e os sena-
doies da maioria, depois de terein receido as or-
dens do palacio do governo. tiveram urna reuniao
na qual foi resolvda a eleiciio de D. Antonio Vi-
da'.
Senadores e deputados entram no palacio da as
semb'a; silencio no povo.
Entremos tambem nos.
Comcea a apuraco de votos.
Ao nome do generel Peres as pesso is presentes
na sala batcia palmas,obrgaudo o presideut.- a ita-
por silencio.
Mas a que se previa acontece : D Ant mino
Vidal eleite por 53 votos ; o general Perca ob-
teve 12 ; e os Srs. Emmanuel Hirrera. Pedro Ca-
rne e Flangini 1 cada um.
A proclamaclo foi acolhida com um silencio gla-
cial ; nao honve um s grito, um so viva.
A's 12 1/2 chrgou ao palacio do governo e ge-
neral Santos em uniforme de brigadeiro.
Vinha n'uma magnifica victoria, acompanhado
pela celebre caeoltapresidencial com uniforme ab-
solutancntc theatral.
Depois de Santos ch^garam os nvnistres Her-
rera, erra, Zorilla e Cuestas.
A' 1 hora vleram todos os outros empr gado
despedir-ae do ex presidente, e s 2 1/2 chcg u a
nota da a fneral Santos p loa immensos servic.03 prestado?
repblica.
A nota foi lida por D. Manoel Suarez c caudada
no fim por calorosos applausos.
O general respondeu que couaiderava-se li
songeado e satisfeito cim a nota, redig'da em ter-
mos taes que elle conservara eterna record icio ;
lembrava cjmo a 13 do Marco de 1880 prom'-tt-r i
a si mesmo, cm n >*e da legalidade o da ordem,
saivar as iustituicoea patrias c libertar o paiz d.
odiosa tyrannia; elogiava a atsembla q io o aju-
dou quando elle foi nomeado preaideat--, declaran
do sef-liz pelos servicos p estados e c.nHeeidos ;
deixava o poder entregando o seu piiz rico, pros-
pero respeitadoe prompto a combater um punha-
do de revoltados que o quera noac. r, e pedia
todos que se unissem a elle para tazer ao novo
presidente urna muralha de cidaaos honestos.
Depois de pronunciar estas palavras despedio
se de todos e tez distribuir a caia soldado da sua
escolta duaa libras es erlinas.
O novo presidente, D. Antonino Vidal, acorape-
nhado por grande numero de representantes, d-
rgio-se para o palacio do governo. onde foi rece-
bido por Santos que profera estas palavras:
. Felicitme conjuntamente com a ascembla que | ge tamDemi actualmente, com a febra ama-
elegeu V. Exc. e eonsignou lhe o bastao e a taxa re,la unla crcumstancia que tem despertado a at-
de presidente constitucional ., e entregou-lhe os tl>nca0 do8 p^fessionaes, 08 qUaes ainda nSo ati-
obj -ctos designados. O novo presidente tomou o uaram com a expicaco para o facto e que,
bastao com urna milo e a faxa com a outra, roas, deix&ado a epidemia de atacar do preferencia os
com a pressa, pl-a ao avesso o Sue fez nr a as ..gtrangeiros a os nao acclimados no paiz como
aembia e oa circuaistantes. Hiuve quera notas aconteca d'anteg, e accommettendo ndistmeta-
ee que era um ino comeco, ou pelo menes um mao m(,nt( a toio9 tem feto p^fo mortalidade as
agouro para o futuro. Com o rosto um pouco co- cri(lnca8 e pesaoa8 de pouca idade, o que ni) se
r do pelo que.lhe tinba accntecido, 1J_ Antonino| notou Qag anteriores epidemias de febre amarella.
A que ser ato devido ? Nao se sabe.
resp -udeu, quasi irritado que ninguem mais do
que lie poda apreciar os sacrificios e os servicos
prestados repblica p lo general Santos e ac-
crescontou que o 3cto que se effectuava devia ser-
vir de i xmplo aos egostas e aos traidores co-
varde3!
E eia que as prirneras palavras do novo presi-
dente, que deviam ser pal ivraa de paz, de accor-
do e de eaquecimento, sao pelo contrario ameajis
graves de discordia. Francamente fallando, nao
felicito o Sr. Vidal.
Alguna vivas saudaram o novo presidente e o
genera! Santas, que retirou-se para a su* casa
acempanhado ainda pela sua eterna escolta e por
bom numera de carros, onde iam outros emprega-
dos e bomens da situaco.
O Sr. Vidal temou immediatamenie posse do
seu posto, despachando muitos neg cios e receben-
do as eongratulaces de costme.
Eis es seus primeiros deeietos: sao dous : 1.
E' uomendo generalissimj de torra o mar o bri-
gadeiro D. Mximo Santos. 2.' Faz-se f >rma-
co do novo ministerio, cujos membro3 j lhes
transmittio o tel'grupho.
A' aoute houve illumnacoes, havendo sempr-i
a maior tranquillidade, sem que se tivesae de de-
plorar nenhum incidente.
Oa jornaes que tinham resolvido nao apparecer
mudaran) de idea e sahirara luz. A -Vacioii sa-
bio-se com hymnoa de alegra e desta vez nao
atacou ninguem, mas deu a lista de todas as boni-
tas cousas feitas durante o governo de Santos.
II Fi'o Eleltrico, pelo contraria, faz um summ i io
de todos os dainos quo o paiz s ffreu nestes qua
tro annos : reelamaedea diplomticas, unificacao
dos poderes, divida, desastres tinanceiros, aug-
mento de contribu c,oes, prises arbitrarias, dficit.
attentados, diminuivao de jopulacao e atrazo nos
pagamentos. Como rm, ha para todos os gos-
tos.
2 de Marco. Comecam mal. O general T jes
recusou-se entregar o commando do exercito do
Norte no general Ventura Redrigues, que foi obri-
gado a voltar como tinha ido. Se esfo lembra-
dos, disse as miuhas noticias do dia Io que cor-
ra o boato da destituicao do general Tajes. Pa-
ra que toda essa severidade com um homem que
at o dia de hontem gosava de toda a eonfianca
de Sa.tos? E' um mysterio. O certo que sao
muitos os commentarios. Tajes era ministro da
guerra; houve at ura teupo cm que se fallava
muito nelle como candidato presidencia. Sbe-
se que a icvolucao deve arrcb.ntar e manda-se
Tajes ao Salto para organisar o ex-Tcito do Norte.
Doua dias depois ven -se a saber que o irmo do ge-
nera', o coroael alvador Tajes, tinha sido destitu-
do do seu posto de chefa de nao sei mais de que
dviao. No dia da eleicao pede o general Tajes
iara ir a Montevid), e recebe de Santos ordem
ormal para nao se mover do Salto. Hontem, suba-
tituiram-n no ministerio da guerra, e finalmente
v-se chegar um successor para o exercito qu
comm in.la. Outro homem qualquer teria perJi
do a paciencia debaixo de semelbante avalanche
de desgracas c parece que o general Tajes est
caneado e replicara. Nao creio em semelhant'-
couaa. Disse e repito, um pi iucipio muito ruim
para a presidencia de D. Antonino. Tajes ho-
mem enrgico, altivo e muito ambicioso ; vr-se
trnctado dse modo pode tal vez leval-o a maior
desobediencia, e ento as cousas mudaro muito
do aspect'. Veremos.
Hoje o biapo de Montevideo foi fazer urna visi-
ta muito curta ao novo presidente.
Assevera -se que oa revoltados invadiram a re-
publica pelo norte ; fallase u'um encontr com as
tropas, mus nada positivo se pode saber, pirque o
governo oriental oceulta tudo que aeontce.
O gencralissimo Sxntos entrar em empo no
dia 7, tomr.ndo o commando de todas as torcas
Passar revista s tropas de Canclcne, sendo
acompanhado pelo Dr. Brian, na qualidade de se-
cretario, e ielos coronis Carralon e Rodrigu- z,
como ajudantes.
Nada novo posso dizer-lhes sobre Buenos-Ay-
res, pois a minba attenco concentra-se inteira-
mente em Montevideo.
Os ligados nao poderam ainda chegar a um ae-
cordo acerca do nome do futuro presidente. O
Dr. Irigoyea contina a sustentar a sua candida-
tura ; mas nvla se 8be do Rocha n ni das suas
intencoes.
A temperatura mudou repentinamente, e de um
calor abrazador paaaamos para o fro.
Dz-ec que o Sr. Cov, ministro da Italia em
Bueims-Ayres, passar talvez para o Brasil, e o
actual ministro Martuscelli no Brasil ser psito
em disponibilidade. Li estas noticias em um jor-
nal italiano.
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO-Corte, 24 de Margo
de 1886
Sumhabio : O mo estado sanitario desta capital
e o ve-o.As ftbres reinantes no mez de
Margo.Aftbre amarella acompanliada
por aquellas.As cansas de insalubrida-
(ie, segando o Paiz Meios de com
batel-as.O iy.ttema de esguto da corte
e o do Recife.O que se tem feito ahi.
O desfalque do correio da corte. Escla-
recimentus que pede o Diario do Bra-
zil. As loteras da ortee de Per-
nambuco.Molestia da Imperatrtz e do
S'r. presidente do constlhs.
Contina mao o estado de salubridade dsta ca-
pital.
A's chuvas do mez passado, que nao se repe'i
raui, tem suceedido dias de calor ardente e igual
ao anteri r. Apenas de dous dias para ai, com o
equinocio, tem siiio as noitea menos quentes, e
as manilas j nos vo prenunciando aa do mez de.
Abril, que costumam a-r aqu deliciosas ; nem
qucutes, nem fras, sao de urna temperatura muito
agradavel, que convidan) a respirar largos pul
mus o ar embalsamado dos Sjurdios, aos que rs:-
i-in njs nossos be.l >9 arrabaldes.
Com tanto mais anciedade desejado o mes
vindoiin, quauta a esperauca de que, m id.fica-
das a temperatura c as condicooa athmosph'ii icis,
modificado seja tambera o estado sanitario. Eai
regra o mea de Marco aqu o mez das febres, i",
na opinio de um mcu amigo, hemem idoso e muito
habituado a cate clim, o mee maistraicoeiro do
Rio do Jan i-o. Ajuute-se a isto alebr amarella
que veio visitar-nos no acto .1 v. rii e f ir -se-ha
idea dos votos qu; aqu fazemos para que chegue
0 esperanct)30 Abril.
Nio que a mortalidade causada pela te.ore
amarella, grassando esta epidmicamente, seja de
.-p.ntar, em relacao a populacSa deata capital.
Desde que manilect;r>ra seos primeiros casos, o
maior numero de ob tos por da nao excedeu de \
16. .
por outras fcOres, que nao teem sioo interiores aos
dos annos anteriores. No dia 20, por exemplo,
sobre 50 bitos, 9 casos foram de f.bre amarella, e
14 foram de tebre perniciosa, biliosa, palustre, ty-
phoide etc., total 23 casos de febre, ou 46 /0 da
mortalidade do dia.
O Paiz em urna serie de artigos sob o titulo
Detenga i'athargo tem discutido tongamente a
questo de saneamento desta cidade, procurando
achar a causa determinante, quer da febre ama
relia que se desenvolve e toma carcter epidmico
na razo da intensidade do calor, quer das outras
febres em que predominam as de origem palustre ;
e sugenndo alvitres, uns proprioa e outios tirados
de excmplos de outros povos. Na formacao do
sub solo em que assenta esta cidade, em certos
pontos baixos dos terrenos que a circumdatn as
pr lias e casas que se estendem por urna grande
parte della, e sobretudo no systema de esgoto das
ras e na canaIacao da companhia City Impro-
vemants, acha aqnelle jornal a causa das ms
coudico -s hygienicas em que nos adiamos, e que
cumpre combater. Ncste empeuho exhorta o go-
verno e a junta hygienica, para que quanto antes
mettam ir .i os obra, coraecando aquelle por abas-
tecer convenientemente a cidado de agua, agua e
rauita agua.
Tratando do servico dos es^otos das casas a
cargo da City Improvimenls. transcreve a opinio
de um seu correspondente que conhece o systema
adoptado em Pernambuco que o mesmo applica-
do pela primeira vez eni Leacester e que na capi-
tal dessa provincia nao tem causado tantas recla-
macoes, e que affirma que preferivel acuelle.
Pelo que reapeita aos esgotos pluviaes, i em que
cada alcapo ou ralo est convertido em respira-
dores dos gazes do vaso escrementicio records o
Paiz, o facto occorrido nao ba muito com um
distincto medico, o Dr. Garnier, que, por haver
se demorado a conversar com um amigo, junto de
um dos taes ralos, apunlnu tal febre, que falleceu
dias depois. >
Na verdade o systema de esgoto das casas
ahi n:> Rejife tido como preferivel ao admitti-
do na corte. Mas porque elle funecioue con-
venientemente e com vantagens a qua se
presta indis .eusavel que haja aquillo que o
'diz reclama antes de tudo para a corte: agua,
agua, muita agua, que precisamente, segundo
me dizem, o qu- ahi mais falta. Quanto ao es-
goto das aguas fluviaes, nao aconselho ao Paiz
que se louve muito no que so d na capital
dessa provincia (perdoem-me a Cam ja Municipal
do Recife e a Reparticao das Obras Publicas Pro-
vinciaes), por jue le c mas fadasha, Das exala-
coes dos cannos de esgotos das ras, pelos res-
pectivos ralos, pidcm dar testemunho todos quan-
tos transitan) nessa cidade e especialmente as que
resi iem em casa, em cuja frente se aeha algnm
desses ralos.
Os canos construidos xm tanto dispendio pela
provincia, para escoamento das aguas fluYiue3
achnm-ae em sua inaior parte obstruidos e nunca
setratou deconaerval-os limos edesembara5ados.
Recordo-me de que logo que foram sendo con-
cluidos os primeirose l vo mais de vinte an-
n3 que isso se fezera aos ralos que lancavam o
lixo varrido das ras e nelles vasava-n os parti-
culares noite aa aguas servidas das casase mais
alguma cou^a, nao obstante as queixas dos enge-
nheiros daquella epocha. que em balde pediam o
auxilio dos fiscaes das freguezias. Era frequente
a limpeza que se fazia n- s canos, para qu-i ah na
se accumulase-.ro aa materias nelles lancaias e
mais as que amistadas pelas aguas fluviaes aca-
bariam por obstruil-o como veio por fim aconte-
cer, se sao exactas a inforioacoea que teuhe. Aa
que mj dizem esse servico foi pouco e ponco sen-
do relaxado e nao ha muito tempo que estava
quasi abandonado.
No o afrino de visu ; repito o que>me dizem :
ao leitor que ahi reside melhor o aaber. Mas o
que verdade que o estado sanitario deasa ci-
dade merece serios cuidados da administraclo pu-
blica e nao os tem tido. A poltica, a poltica, aa
eleicoes, os inttresses dos partidos absorvem todas
as atienc-js,
ltimamente tero o Diario do Brasil insis-
tido com o Sr. ministro da agricultura para que
de conhecimento ao publico do resultado do ba-
lando da lo na thesouraria do correio da corte, bem
como das providencias tomadas para resguardar
o thesouro de qualquer prejuizo divido a incuria
Ja >.diiiiisUaca i daquella reparticao.
0 leitcr deve ter tido noticia do caso que raoti-
vou aquelle balanco, e que resume-se no se-
guinte:
Tendo o thesoureiro daquella reparticao obtido
um anno on mais de iicenca para tratar de sua
saude na Europa, paasou o exercicio do cargo ao
respectivo fiel, a quero, fes entrega do cofre, com
conhecimento e assentim -nto do director. Mas
nem se deu balanco no mesmo cofre para se faz-r
carga ao fiel, e nem este prestou flanea para en-
tr.ir em exercicio. Volta o thesoureiro e nao que-
r. ndo reassumir o exei-eicio sem balanco o fiel des-
appareceu deixando cora as chaves do cofre urna
carta a familia, a quein recommeaia os filhos, e
nenhum csclmecim nto d acerca io estado do
dito cofre. Aberto o-te em presenca do chre da
rep.rtica e da autoridade policial que foi coavi-
dado, deu-se um b> Unco ligeiro, 'oioaudo se nota
do que havia em dinheiro e doa macis de sellos,
biihetes postaes, ete. S. ndo, pirm necessario-um
trabalho mais longo e minuciosa para proceder-se
a contaem dos valorea e venficar-se o quantum
cm cada urna das especies, afim de conhecer-se a
importancia do desfalque, solicitou o ministro da
agricultura do da fazenda a nomcact) de ue
coiuraisao de empregados do thesouro, a qual aill
trabalh u poi mais de quinze dias verificando eria-
tirem mais de sete mil contos em sellos de diversos
valorea, biihetes postaes, cartas biihetes, et;.,
sem, entretanto, chegar ao fim principal
Que existe desfalqu provam a fuga do- fie',
toesoureiro interino. Mas a importaucia certa
deajode3f.ilquc e quem responder por elle perante
o thesouto, o que nao poude a comraisso achar,
porque nao cxlstind > carga aa fiel nao se pode sa-
ber.pi-i a importancia p>r elle extraviada, e nSo
tenJ. prestado flanea, nao ha responsavcl de
o r-.-colliin.ento do dinheiro ti-
quein exigir
rado.
Nao pir n, tudo, oque dizem Parece que a
commisso achou a eacripuraco, desde principio,
eir. tal estado, qos nao poude verificar quanto de-
via existir em cofre, em diversos valores.
As eutradaa nao citan eser pturadas regllar-
mente; nao se embace a carga real, quer do tho-
soureiro eff-.-tivi, quer do interino, e por isso nao
< sabe, si mcsm> antea da ausencia do primeiro
j havia a'gom d sfalque. Pode ser que tudo isto
ni seja exact", mas o silencio qu: se ten ciar-
dado sobre o nsu'taio do acerca lo qual a imprenai, setnpre intrometti
bribiihjteia, nada eonseguio anda colber, qumd
o tacto toi notorio e publicado, e no comeco do in-
querito s reporten obtiiibam as mformacea que
deaeja.-am, para notar.
Por fim proai-guio o exime em segre la, e nadii
ro .is se siub', seno oa rumores c b3torins a que
a nao pode prestar inteira f. Tem, portanto, o
Diario do Brazil razo na sua insistencia embr
gente, fA inuit i p meo previdento en todo esee
negocio, salvo sif recebeu ordem aupjrior para que
o fiel substituas ao tbesoureiro, roo bendo deste
tobos o valores rceolhiios ao cofre, sem prestar
flanea.






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Diario de PcrnambucoQu >rta--feira 31 de Mar^o i 886






Um outro negocio obre que o mesmo jornal
cab de chuar a at'ecoao do ggveras, o que
da reeoeio ai loteras da corte.
O neeruo te um fiscal das lotera, que
tambem nm alto funccionaro do thesouro, como o
Bacal da Cuixa Econmica Perieveranca, mu a
bem todo o qne ao eaaea fiscaea e como e^ercern
as ansa runccoes. ,
O Diario do Brazil dia qu* existe urna poderoaa
eommandita qne especula com as lotems, abu-
aando da cratalidade do pubhco, que confiando na
fiacalisacao do governo -aoosUntemenle .illudido.
Ha cerca andonaiBezeB o ">"? D"^ ?-
Doo se i:.ma chamando a atiene*, do governo para-o facta de
er urna lotasiaanuunciada, e fiado o da em que
ka de correr, e deanes ir um adiamente e outro
at declarar-*e, que nao correr mais a lotera, c
que os bilheaaa vo r reeolhidaeyaendo eerto que,
patead -s cates pelo interior e pelas provincias
vialubae, o recoliinento nunca ser completo.
O Diario tratou timbera da le provincial que
ereoo o lugar de thesoureiro e do regulamento ex-
pedido pelo Sr. Bario de Caiar, echando que em
todo uto nao bouve eeno o fim de proteger-se
am individuo, no i ulerease da poltica da trra.
O nobre lia rao, autor de tal regulamento, que
actualmente, tem asiento na Assembla Provincial,
awstrar, .por eerto, a falta de fundamento de tal
Um telegramma de IVtropo! is noticia que a
Imperatriz foi hondera pela mnli aocommetlida
de am forte accesso de aathma, que repitise
tarde. A' aoite 8. Magestnde experiuientav al-
gatsas neloras. Ultimameu'e a Lnperatriz tem
soff'rido muito d-saa moldatia, e alg mas vezas
ehega a inspirar cuidados hos medico: de eemana.
Desee nial tambem scffre bastante o Sr. pee i-
dentedo conselho, e agora coin o calor e os traba-
Ihos da pasta, os taques t'ra side mais frequen-
tee, de modo que o tem abatido um poueo. Du-
rante as nolea, aob-etudo, elle Svffre muito.
PE&HAMHC
Assembla Provincial
5> SESSO EM 17 DE MAKCO JE 1886
FREXClSCO
raasroBxci
DO EX. SB. DR. AXTONIO
COBBE1A DE ABACIO
(Concluo)
r. Vlaronde de Tabatinga -Si.
presidente, poueo terei que diz.r. Em priuie:-
ro lugar, p rqiie coabeoo que sou o menos ap-
to para discutir ramera de Mota monta ; em pe
gando lugar, porque vpjo n.% bancada conservado-
ra nm Hercules da palavra, como o mbre rela-
tor da commisa.o.
Mas, Sr. presid nte.a mjastica revolta-me, fiz-
ase erar mano da iiidignacuo, porque, homjn
asaigo da jaafeea, aiati -me f nd ', quan I vejo que
es a:toe dos m-'-us oottegaa nao tin por base as
aormas imprescrepriveis 1 i direito e Jo justo.
Vejo, Sr. presidente, ergucr-se o uobre relator
da cominiss* para fulminar o candidato liberal;
asas com que na lamento o faz? porque disse qne
se cjU'itores de S Lourenco, prximo como da
capital, uto tinham o direito ric ignorar na o Dr.
Jos Zeferino era o candidato, e que portanto nao
foi p r ignorancia qu; votaran no Dr. Z .-ferino
Ferreira Velloso.
Mas, Sr. presidente, nos sabemos o que sao elc:-
Coes : em todos os datrieros (j nao quero ir Ion
ge da nossa provincia) h.i seinprn um director i
e.eicao, qarr no partido liberal, quer no partido
conservador. o director de S. Lou-
reuco ignorava o nomo do candidato ?
O uobre deputado fundase era diz r qao S.
Iyiurenco loase da capital
O que direi cu do nobre depuiwd) que foi eleito
pelo 13 distrieto, que nanea a foi e onde nao
onbecido ? Pois nia t i S. Exc. e'eito c bem
eleito pelo dir eterio ? Trocarain-'.he o Mane*
O director da eleicao nili mi u o diploma a S.
Exc, ee entretanto a tele do distrieto nao dista
daqni 100, 2.0, 300... Rea sei Besan qnantas
baruna? Como, pois. almirar-se de -. L-u-
nao estar no centro da capital ? S. Laves
all; K Lourene> nao na Allemii lia A' S.
Lournn50 vai-se em caminho de ferro, ca cuja via-
gem gasta-se menos do urna ora, O mesmo alo
acontec no 13 distrieto, que mister dias, e at
mezparaalc.tiiear.se. Nao bouve engao no ao-
me do candidato.
E quem nos diz qne o -{tarado qnizesse pro-
or. si taimen te rotar em Zle-in> .: nili no Dr. Jos
Zefcrino ? Quem nan dontor n'sta trra? A
mim se me tem dado o titu ', otor, oraaadi
<>u minea peiru-i n'n-n llvro... (riso) sempre di-
go : seuh-.rei. cu i.". itor. Princip;ilmeu-
tit ilo d dontor esses mocos que H fef
awm e gen se i psdrar pera a Eur \i i T -
os tai dontone, endura Iragam oarta.
ne>':: '.....i awdieoa, baehsrets. [tanda
; o qnf; siguirica ono-
me : Jus /. fe ino F -rrei a Vellosj nao Zeferi-
i Vi-liogo.
si !en*e, en, o r.ie.ins ha-
bilita-io p: ra i e "IStr i. fii i ella ar-
i senMre a
do 'no e^ta asse.:nb! .
eaainoata de hon>cns da bem, n3o approvar tao
;ian!ia- n iiobr^-
da > c-:n t i
A mim, nao sei se
- ci.v aeen S.
amigo desta casa, que est diolomado. ( kpar-
Mas o que poder dizer o nobre deputado, rela-
tor da commissiiJ, que jurisousuito abilisado,
senao o seguinte : nos podemos expellir desta ca-
ta o Sr. Dr. Maximiano Machado porque a maio-
iia vence tuJo, maioria tem o poder, e o poaer
o poder, como diz o Sr. Gaspar Martins, e o ca-
lello j est tao aado que at a rolb.i ser o des-
techo de tudo uto; e desde j digo ao mea amigo
candidato do 2 distrieto, o B;\ Dr. Mazimiauo
Maaaad*o : .trn'ia paciencia, consule-se, a maioria
nao se nade vencer urna racha e j dea a sen-
tsessa,
Portanto, 6r. presidente, iaerado este raeu pro-
eoatra a injustica do uobre relator da com-
atssaii), nada mais teuho a diser senao que vot i
coutra o parecer da cominis.-uo.
Vozes-Muito buui !
?> *r. Vernetra J loute, compri-heuJe V. Exc. a ditfiouldaae da si-
-.uacao em que nos Calloemos : fallar para abor
lean (uio apoiados), fallar para nao convencer,
rallar para os espiritos empeJernid ;p, paraaquelles
que teem ouvii s mas nao quercu ouvir.
(Apart'.-i.
E' a minha situacii.; uio seuJo, porai, ta> talil
que tt-nh-i a meu la lo um representante da igreja,
para lemb.-ar le vez em quan.lo ajgans textos da
Biblia, como suecedeu ao noore deputado relator
da couimissao, que recebia inspi ja;oes c Citava tex
tos lembrados pelo ungido io Seulior e mui di^n I
collega.
Sirva isso nois do utrodueco s considerayoes
que pretendo fazer.
Sr. nresi iente; o nobre relator da commissa > de
verifieco de poderes comecou a defeza do pire-
i i disnado que se sorpreendia e admirav.i, qis
espanta va de que ni j tose elle approvado tem a
menor coutesta.
Uh! Sr. deputado! Permita que lbediga: o
contrario disso V. Exc. devia esperar, natural e
la ivitsvelmeote.
O nobre relat r est convencido que uilo pul i
deatrnir todos os argumentos do que lancou ino o
nobre candidato peio 2" distrieto, porque csses
teern urna logiea (jac o seu parecer nao tem, por
qne asnas basearam-se na v rdade, porque i
eseud-.iraui se nos faetos.
O Sr. Js alariaApado.
O Sr. Ferrehra Jacobina-N, portanto, Sr.
presidente, nao podamos aceitar de bracos cruia-
dos o parecer apreseutado pela nobre eotnmi
de venficacJo de poderes, porque nao exprun a
v r iade dos faetoj, orjue il^e na) representa
nais do que a iniquidade e o escanda!> que hio de
final registrados nos annaes d'e3ta casa.
0 Sr. .'os MariaAparado, muito bem.
O Sr. Perretra JacobinaSr. presidente, tic 1 >
ha entro motivo da >.rdem publiha, qao ate faz ,u
bar a trine m.-monto. Diz-io que o elei-
t ira lo d i 2* diatricto composto de homens sem
p 7"s de tndea os sentimeatDs aaar-
Bu issiveia do um rasgo do patriotismo
i-ai; i, Sr. presidente, parto de i irado e BN
enobrieo d perteneei ao partido liberal do 2 dis
ilicto.
O Sr. Joe HaraE' um aleitorado marta digno,
a nite superior ^i t rl q a] ..
Sr. Jacobina -Eu nao poss >. Sr. presiden'e,
deixar de protestar contra aomelaanta aasajreo,
qu ella ni' se raprodnza l fr.; para qu
ella n o possa ser aproveitala como o foi pelo3
nobri-.i depntadaa ane s? aentem na b.\'.
E, Sr. I late, os nebros arraata-
d is pela ecgneiru partidaria, preceder un de B>0 1 i
ilue nao hesitaran! em copiar no parecr o orot
q ie diz rcspit i a f.ctos defamal tos, tactos qn
va i anrito injosta oe ite feria a Binadlos distinctos
e di.Tios. E' a propria eoeamissao, Sr. preeMeat .
quem conreaa, timanio conheeimento da aaieiiu
ilo pr-itesto. a liar Ojn< Bata A-:-.irnbl I: iuCi)mp3-
ten'e p r.a decidir a questa-j.
Bvan assim, romo qae os nobres deput
njiroveitam se desje protesto e integralmente o
transcr-'vein ero i u parecer? Ceno que os no-
brea diputados s" serrem de urna arma de dofa-
m.cii contra aJvera..ros francos e le-ies e ricos
rvicos pubcis? Como qne se aproveitam
dr um protesto que n.o serve absolutam-tite para
o eaan d que se cogita? At que ponto, mena
rea, eii ,. u o espirito do partido? Se n i
ra urna pmva para randa n ntar o pirea-r, com
que, fim foi elle p i di '.ido juntamente com o mesmo
parecer? Ku neaejo que, a nobre comtnissS' tome

0 i hrl I ") ped ex-
sobre aa tren lista?, chapas i u c
i da l$oa- \
i ; ao
relator cm seu parecer i-.uioem
ai !-ns.
l'm r. D pililo que igno

O Sr. V r mes-
Se qu-
i in era
na o
i mano, c lalqncr con-
S"T'.'
i que dis-
e I misaao. Como dur-se
do que uito si tem
.- i
.
.
contra o m-u ilustre
.1 ico que rao trouxe tribu-
ta i iaeapaeidade,
fiz p ra | r otra a injustic, i
eos nobres deputadus, contra qoai votarei con-
.ite.
O ; rolar o pobre c
Nao o- > c ,m :: maioria queja est
(Josa V z -O no' i lo deve queixar-se
O Sr. Viseondede TabatingaEn s mequcixo
da injustica do i lat r i rnraiaiain A iaaaaaie
leitorado foi boa, porone no poda en tSo pe-
quena dtataneia deiz>rdc Boaaeoer que o candida
l s Z-ferino Ferreira Velloso
e nao Zeferno Ferreira Velioso.
Pdia liaver um on outro aanaao, mas que trin
leitores, tintoa jtint s havia na freg
niraiiasaem, e votassem em Zeteriao Peireira
Velloso devendo votar em Jo.- Z ferino Ferreira
isso nao enve', tanto maig quanto sao
doo raos muito conbecidos na trra, um vi-
ari > amito eoobecido e o outro um medico alies
orne notavel !
mo, pois, poderia o eleitora lo ignorar ? Nao
poda ser ; a razio taima, a que deu bontem n
aten amigo, d pelo 2 distrieto, que 6
avel que a ii.fluencia i leitoral do partido con-
aerrador, que sempre all te ve urna influencia lc-
a, se agastasse porqne lhe tir.issera o basfao
na mo e o dessem a um nutro individuo que nun
' 'm?' rf u co.ii :. ': n n m c,> formado,
-im hom m de bem, mus minea quiz sen"o traba-
h E ento o recurso que aqueila influencia arre-
: tinha pira se vingar era falsear a eleicao,
date do partido conservador, ve que
a questo commigo, agara leve a broca.
O Sr. Regueira Osta e outros senhores do
aparte;.
O 5. Visconde de Tubatingalato lgico ;
b ai nobre deputado, qne me interrompen, o
la do Bonito, para ver se no fica agastado.
Trocam se mmtos c repetidos apartes). *
O 6r. presdente Attcnco atteucio !
O Kr. Visconde de Tabatinga-A' vista de tu-
do isso nao posso deixar de qnalificar de injusto o
relator da commisso, cm querer expellir o nosso
b-m a sirio eanaa anbaa qalavraa, medite e di-
g me: porque razilo fez isso? Qual foi o mov 1
que impillioa a lanzar mito de oin documento
Cfmp!ctam-nte ii.util em lltisde da le? Esper"
que os nobr.? depitados, me regponlam, ss qne
m padeai man aadar.
O Sr. Gromos PrenteJ de todas as razo's
te r.
O ^r. Jacobina -Ah! os Hebrea dVpntadaa nao
re-nino>cin c en \vj > bem claramtnta que a com-
| anaaio ato tem a mfaima raano. E' que aata pr-
j testo f i aproverrado como uras arma poliric.i, pu-
lque eHe ni i importa mais, Sr presidente, qne a
lefenwco d" am magiatrado muito (Ketiucto a
o digno.
O Sr. Jos Marta Lpnfado.
Sr. JacobinaE qne i? \quel-
les raesmoj qu lo pisices
: que nao tre- I un um roat iota em dar asos
J vi jo, Sr. presidenta, qu? os ri itado
qn-rcm aoguir a d arrian quecuaig*. Son
. : de bater m n > t. rreno tranco da poltica,
mine idette, seria enpaa de laucar ina-i
amaijiio para ferir a n aio, amia
- toa e oten nimigo p aaaal. Admitti
.i Brntimvnt o muito lo.ige.
enea at oo le o Banram ebegar os nobres
i lo .
i sobre a -mov-' Eo '11 p -
. ermfeason, que esse pro-
inflaia, man I m antr iito traaaereVel-o
ii ha joatficaeS) i
. i .. ;, ata o nobre re-
llat-r da c nm --ii >. Disao 8. Exc. nano protesto
|i pois a Aaaemblaa a
a eanaa ejnena .., _.;;,, ,. Era portanto josto qne a
UlStil f.iria ni *... rf .?
r Mibre o i
-e ntilisar da spinelha it
Mas, Sr. prea ai a >, seja dit
c na toda fraa la pdde jnati assim
fea prora de eousa nenhuma sena I
tic se hliatarem eleit re com fal-
a s doeneaent s. a atestados tem joramento,
utros no en .starn os pn renda, ojne
fjraia incluidos no aliata incluidos cida-
. eaj .s n unes uS ama publi adoa 1103 edi-
taee im
Cre ', Sr. presidente, que o nobre deput-d
la'.jr da IUlliaaBBJll. e:-inin-nta loi- da le eeiiorai
que tanta f rea den o conservadores o a
qneran li ial-a, devo perfeitamonte com-
pr baader nqnio que acabei de ler. E os nobres
deputado que p > formados em direito, que sao
jnriaconsuitog devom por brea da 1 dar le a
antea haterpn malo que ella dore ter.
I' ir ventura, s nhorus, a oxeluso do meu nomo
i)- ediral, priva me do diiciti de votar?
O Sr. (ionealves FerreiraSendo um facto so-
lado, nao.
O Si. Jacobina- A jeito i respoata de V. Exc,
de V. Exc. qne 6, ji w aaaim diz r, o interprete da
seas amigos. Pois bem; o nobre deputado quem
est agora de aecordi commigo ; o nobre depu-
tado quem vein dar 110 Daooanato mais forca as mi-
nias palavraa.
Por conseqacncia a inclusao 01 1 relasao do
:i ni" 1 1 : I 'io 11 elitil pubiieudo nao d uem
tira direito ao eleicor.
A etUgaei* do, fa'sos documentos s attestados
est destraida polo jiroprio eaaaw.
Tambem 11J0 podo prejadiciir ao e'cifor leg l-
mente alistado, 1 oimir-se 110 cartorio o
procerao de sen albt'.mente, orno se insina no
parecer.
A enjaimiasHo alo tem prova neuhuma; ella fir-
uia-se u'uin documento quo est destruido por si
proprio. Quando a comuiisso disse npenas que
estes protestes exiatiam, ma que e3ta Assembla
n;'o tinha competencia, disso urna verdade; mas
n?/> tinha neces.-idade de enxertar o protesto que
tinha pjr fim n lleat ir.
O Sr. Gun^alvcs Ferri-ira A commissao nao
diaae no sou parecer isto, ao contraro disse que
nao tinha competencia para mandar alistar.
O Sr. JacobinaSe o eleitor CBt alistado C
pode esta Assembla mandar excluir ?
Portanto. qual o ponto principul ? E' q 1
CDmmia8ao artribuo tudo de que se trata, como'
sejain : noraeacio de escrivSo, procesaos desde 81,
feitos pelo Dr. Goncalvci Lima, de saudisa me-
moria ; veio tudo isto p ira se lancar rean
biiidade e conta do Dr. juis de direito do 5" da
tr.cto.
O Sr. Goncalve FerreiraComo documento, V.
E.ic. nSo tem raza 1.
O Sr. JacobinaNo dia que eu tre um docu-
mento contra o nobre deputado, e djaser que esau
documento nao procede, eu nao dou publioidade a
lie.
(Trocam-se mutoa apartes).
Entilo eu j consegu destruir o parecer pelas
asseveracoes do uobre deputado p do 1* diatricto.
S^i quo entre o uuinero daquellca que foram reti-
rados do ulistamento se fez muito legtimamente,
por (ue, Sr. preaidente, vejo, por exemplo, fallar en.
Torquato da Silva, Antonio Jos Silva do Brazil e
ontros que sao com Deua ha muito tempo.
O Sr. Graaealvea Fareeira pode er retirado
polos oioius legaea.
0 Sr. Jacobina- Noa qu sitos doexamo nao.ee
onrgnuta ae foram un UaqiKlee ; *d.-se camo borne: vivas, nao se
r iiifiam que eUmtoamamram e se foram dtgitima-.
mente retirad os.
O Sr. GoncalvcsFerrehra Nii ae antreu nisto.
O Sr. JacobinaOh a en horas Daaam esses
elaitoroa como existndo. Osteleiteroaa nao re-,
claranram porque j nfto existiaro, e o nobre depu-1
tado oa conhicia e foram eliminados legalm-nt 1.
O Sr. Bams Birrete Jnior (2o secretario)
S podem ser eiiminido; com as tormalidades la-
gaa,
O Sr. JacobinaMas ditia eu, Sr. presidente, a
qujm, poim, procura a cirajniaiao.farir truuacia-.
vendo esse protesto, edigamos com franqueza
a trra de onlein tal que nos conhecemoj os cinco
juizea de direito da capital.
O Sr. Gomes Pasante0 nobre deputado mo
faz nina iujustica ; eu mo toquui no insu pal
em nome da po.-soa algu na.
O Sr. J.:eotinTjcou nos faetos.
O Sr. Goncalvea FerreiraA queatio de pa-
bicai;ao, na > corre por eonta de niagtiem ; a mesa
quem pnUioa ; o parecer nao BO refere a p s-
soa alga
O Sr. JacobinaV Exc. d licenfi que cu con-
tinu ? Gu di-ae que o relator da ommissao nao
pode drixar de se referir a urna personalidad 1 ;
S. Exc. diz que nao. Quer que leia oa tpicos do
parcejr qitc.si- referan a um funceionario publio,
de euj 1 jurisdiecili tem dependido esaes actos?
O sr. Somas Parante0 nobre deputado sabe
oumo e faz m natas bou aa.
O S JacobinaBn nao se de nada disto; eu
ano ciunpro o meu dever.
O Sr. Gomes PrenteO Babea deputado nao
seria m-dlior ana oaoatre .
0 Sr. Jac liiiua E' o nobre deputado qu rn-diz
. que ene nnpi a diffnnae. 11 a seu collega. E
.V-..
O Sr. Gj-ii 0 ojuiziquo
faz a meu Rapeito, attribuindo-me iujustieas 1
(pie 11a Wl t uno eogitar.
O r. Javobiia -En Bada dissj ao mbre dopu-
O Sr. Oonni PrenteEn nao attribai n la a
11 ingaem.
O Sr. Jos MaraV. Exc. nao attribuo, mas
ati.ibuio o seu parecer. 0 parecer na, oe V.
Exc?
o Sr. Cromes furente 0 parecer C m-u.
O 8r. Jae drina -E 1 excuso de repetir o parecer,
pjr que os 11 ibres deputa ios devc:n- l-r li do c-
na parecer os protettaa do nobre deputado
q ie diz nao m refere a pessoa determinada, eu dig>
que aira, -,' quo o liebre depu tudo ae n foie no
Sr. d dor J-s Mano d de Freitas, o este
um p oit 1 que ili'V in H li 1 BJdar aqu mesmo.
0 Sr. ate^V. Ex o. poda dizer oque
quiz ir.
O Sr. JacobinaIv. 1 5 I p i-..iis.-.a putado par. mr one nao e=tou preveaido
com S. Exc.
O Sr. Gomes PrenteHa poueo falln alto, at-
tribnio ni p raeamentoa qu 1 eu al 1 poaaa t r.
O Sr J.:e eiiui ~S\ presideute, eu pense que se
na o parecer do nobre deputado, visto qu cil"
assiai o diz, o pretexto que i> minora desta casa
acaba de se liorna emenda apre;"iitadapea qual
se va tirar a limp e meStmt que o magistrado a
l"m se qniz fenr f A M -ictamente o que menos
c mm 'rren pira o alistam-uto d 1 senado distrieto
n fresucza3 do Pac, Varze.i e S. Lourenco, es-
cuso dizer urna patarra para aquelles que sabem
perf.dtamente queme deaembargador Jos .Mamol
de Freitas inuifo poueo funecionu no aliatam 11!
das prrcitam freguezias e arazo simples; des-
de 1881 al 18M e s em fin3 do aetembro de 1884
1 i justamente que ce veio entrar em exercicio das
alias fune^es.
Portento ess^ digo 1 e Hlaltrada magistrado, em-
b>ra honiem politmo como eominissio se aliga 0.1,
nao teta neui a l menos oeeasiao de moatrar-ae ea-
prichoao, conmetter infraccoes de le e Crimea cj-
rao a 1 das", nao digo o porecer, mas praticsr ne:os
taes que d-ssein em resultado a nullifieacao da elei-
cao da Ia e 2 BeccVs (?o Poco da Panella.
S. p irm, eoaaideraamea que um outro majs-
taado nao menos digno oecupou tambem cite Ingar
o Sr. )r. Adelian Aut 1110 de Lunn Freir, que
I o 11:1 exigencia extrao.dinaria no alistamento,
anda mais la'vez para 09 a"s proproi corre-
ligionarios, doque pare oa adVeraariot; pergunto
a que wio p iia a allegaeaV do nobre deputado rali
tor da namiaiiwiii de ana nos tinhairos e:xdo
r em Blensio, que nenhnma conteataca > ae
tinlii olf'-r cido, qae m iihuina palavra tiuh
articulado, contra os faetos cxpres?ns no parecer c
narra s nos protestos, oa quaes sao improceden-
te; e sem fnndainunt ?
Entretanto \e que nao passava silencies! o pa-
re oer anata paraje,
(Ha diversos no- rtes).
Srs., antes de tudo sojamoa justos; a poltica que
nao tem jostica, B poltica d*a conveniencias,
:. poltica da desm ralisar;ao, a p-)lifiea da cor-
r ii pea o que mais cedo nu mais tarde ha dec.liir
como todas ai instittieoes que mo tem firmeza, que
baseiain em urna si moral.
Li uididi;, h o prembulo 9 eoniiderac.3 s d>
parecer, 8r. reeidete, paasami a uma entra ur
dem de idean, n io V. Exe. e a casa que
doque anda toa dizer N complete 01? se faca um
di-carso; i.a'. eu noenas venho a esfe logar em
materia d ata ordem porque acho que assmnplo
mnito giavo.
Sou dog que penaam qne a assembla nao ple
fitaar uma i ove rsao as le's cominnns, nem decla-
rar q ria domiaa sem que esta maioria
t nth ai a I i, a moral a a jnaMna.
Sao g wto e nem bou dos quo iazem praca di
seu pensado para dar forca s suas c .nsideraco- s;
porm, mais de mva WU t'nho d-do provas deque
aa v riti .i.-.in depod .;*''* rento, en'ette
momento nao me inspirara nem preveucoes p"-ss ana
nem afieicoea que me prenden) ao candidato que
1 que aei que ha de vr. X- 1
samiadoa nm nem odio a outro, porque o candida-
to diplinado liquen mu* 1 cabe qne nao
i e oeoes intimas e com candidato que a
maioria tem resolvdo admittir apenas relaeoes de
cortesia.
Portanto c 1 loco-me neata poaif.lj simeate pela
juatioa da can-a.
Senhores, o que qne se discute na verificac,o
? A iipreciaca> devotos. O voto 6 urna
fenlo publica, n forma da lei, N,- ; r ra
pres"iitativo3 tod is sao eacravoa da lei, lora delia
o despotismo, a anareliia.
Portanto o eleitor est sujeito s regraa peraes
eno a a-sembl, como o prnprio soberano. Aquel-
es quciis3'ii nao pensaoi talvez concorram ma3
rapidament" para a desmoraligaclo deste paiz.
E' pref rivel acrcacravo da 1-i pira ajo ser s r-
vo do prepotente e do violento.
Illa diversos partea).
Senhores, cu pens que 11a verificacao de poder, s
cabe o seguate principio de ordom pnbien: nilo
dar mais v I s uma as.embia do que oa que o in-
dividuo obtein e.itre aeus elucidadnos, o nauta
a assembla conaiituir Be como poder absoluto
pira fazer um deputado, ina nao se diga que o
eleit 1 aacea dos comicios populares.
Ora estabelccido este principio, pergunto a com-
missao e a maioria rccuuhecea a existencia do um
candi lato, eidadS) Jos Ze&rino Ferreir. Vcllozo,
e recoohece tambem a existencia de um outro ci-
.) Z ferino Pen ira Vellozo ?
Eu me punce que o nobre relator da coinniLeo
e es mais aeuhorea deputados nao se animain a
eoateataf.
Peigunto que!le8 que lio formados cm direito,
se neste momento se upresentasse aqui nm tes-
tamento tm que se Bit ibeleccsse uma verba de 10
coiitoj ao ci l.da Zeierino Ferreira Vellos* e ou-
tra verba do 20 coutos ao cidado Jos Z ferino
Ferreira Velloso, esta casa teria a epragem de 4i-
zfcr que a intencao do testador dando 10 contea a
um e 20 a outro era que oa trnta cont? deviam
perteucer a Jos Zeierino Ferreira Velloso ?
Pois, stn'i re eu j dase, que a eleicao tem u a
modo regular do ae oatabeteeor e um modo legal
da e apreciar. So o eleitor votou cm outro ein.que
nao poda votar, seas votos esto nallos.
A pi iraeira hypolbese que figurei, nao pode de
forma ulguma ser contestado peloa nobres debuta-
dos. A doajao de Zeferino Ferreira Velloso su a
propiedade, pjrque elie cffe divamente existe,
como existe Jos Zeferino Ferreira Velloso a quem
foi legado 2O:0O0, legado muito legitimo o que
\h: cinpete porque elle tambem existe.
r. Sopbronio Portella Mas Vv. Exea, j
estilo habilitados a annullar votes.
O Sr. Pitanga Mas o que ao quer annullar
um diploma.
0 Sr. Jacobina Sr. Dr. Portella, cu quinera
que V. Exc. tivease a bondade de avivar a memo-
ria para leabrar-so dt um facto por mim pratica-
do. V. Exc. deve lembrar-se daquelle tonino em
que recoiihecia deputado o Sr. Beguera Co3ta,
por quem lutei poi au.or da Justina. Se nao li,: o
mesmo por oeeasiao do rnconhei mente de V. Exc,
foi porque nilo enoontrei juatca absolutamente na
sua pretencao. Greio at que uo reconhecimento
do nobre deputado nao tomu parte.
Sr. presidente, ao nobre 2- secretario talta-lhe
um piuco de mem'ria, juntamente como no outro
da, quando disse que eutiuba prestado juramento
autes de abe. ta a eesaao.
das, voltando ao que dizia, pergunto : ao o
eleitor votou em quem nao pidia vot.r, esses votos
devein ter .iprovuitados e coutaaoa para outro ci-
d ida* i ?
De eerto que nao ; o ah verifija-se perfeita-
m nte a minha primeara hy,ioLhese, refemnta a
ma doaco feita a dous udividuos de iu.nes dif-
Fejentes. Portante, 'seuhores, esto conaiderando
da coiuinieaonao loin forca, pirque ella nao po-
da tirar votes de um individuo para dal-os a
outro.
E aiuda mesmo que nao foase assim, onda
que '.3 nobres deputados vio buscar na lei auto
ranfao para aso ? Por ventura esses votos, da
(tes a Zeferino Ferreira Velloso, nao feriara de
rejo iiear ao outro candidato ?
Ora, pois, como pode a c mniiasao diser, aonho-
res, quo ee existe o cidadao Zeferino Ferreir i
Velloso, elle conhecido pelo vigario Velloso?
Sj existe ? Pas a commissao cm seus conside-
rando tem duviia da existencia do cidadAo Zete-
riuo Ferreira Velloso ? E' dem lis.
O Sr. Ignacio do Barrog Supponha o nobiO
I o .fado que, eiicoutiandj-se com um eleito, V.
Exc. he pergtir.tasse : em quem vo'ou ? e elle
lhe respondesse : no Dr. Velloso, tendo no en-
tretanto por engao escripto em sua chapa : Z j
ferino Ferreira Velloso, que o padre ?
O Sr. Jacobina Estou argumentando de eoa-
formidade com a lei e com os faetos 0 a bypothese
figurada por V. Ex?., nao t 111 a forca d : um ar-
gumento.
Assim, Sr, presidente, eu nao posao comprch ei-
der como que a uobre conmisso vorificdo-a, de
aooordo com a maioria e [ur uin proceaso todo es-
pecial, queira fazer do icao dos votos que obtev- o
-r. Zeferino Ferreiru Velloso ao acu digno irmilo
Se Ze'irno Ferreira Velliso existe, at aprsente
uma individiial Iade differeote da do Dr. Jos Zc
ferino Femara Velloso, como que a nobre Com-
missao pretende aproanitnr os votos de am para
antro V
Eu nao pea a eomprebend 1 samelbante imm, a
alo ser que a commiBaao guaira pasear o bistur
para o padre-e oabapna deaaenrdeta nava o me-
dico
im, Sr. presideute, fien prava lo que os votos
oblados qor 11 ,qu ir dclles feram dados a diias en-
iteriatieaa. D'ahi a in-
eteacia da commissito pan fezr ant dnneio
que no pxle fazer cm virtu fe da lei.
U.n Sr. Diputado Mas as o eiganio aao fo
ra Ij.
0 Sr. Jacobina Como ua> foi Votado ? Ob
tare 82 votos. Agora aera oommiaaSa tem o di-
reito de transpn- vot s pido determinar meamo
quecm lugar do medico, seja racoaaseiele o viga-
rio .. Teiemos iissim mais um padre para dar-nos
0 exemplo de man.-1 i,i 1.
O Sr. Joai de Olivcir.i E mesmo para com-
pl lar os quitro da chapa.
O r. Jacobina Portint), Sr. preaidente, en
que gasto de tratar ,das couasa aeri's, nao digo
isto : digo que a maioria nao tem razao cm querer
dar es Vutoa do rcspeiiavel sacesJote ao seu irmilo.
A cominBaa-.,l purm, veio buscar u.-.i motivo
justificativo disto, dizendo qus umaqueatao po-
litca, e nutro nilo k o inovel, pois, a commissao
vendo que a caoa chela de li imens formados, nao
a; digna de responder a minha perguuta oa hy-
pothrse ?
O lira somtnto a poltica e Jos Zefurinc Fer-
reira Velloso o mu ama Z feria Ferreira Velloso,
tanto o cid ida 1 Z-ferino Ferreira Velloso
mais nolitieo.
O Sr. Rcgneira Costa V. Exe. defe probar s
a iitmoo do eleitor td esta.
O Sr. Jacobina lsco eumpre a V. Exc.
O Sr. Beguera Costa Os cleitorcs nao iue-
riam votar no vigario.
O Sr. JacobinaTanto queriam que o fizeram.
Sr. presideu'e, -digo eu : quaes sao cases rnoti-
S r trat do p;r Dr, vigario ou padre jamis
dmttngna a peaaon, que o norae claro e preciso,
nico que a d 'termina. Pois, e Sr. Dr. K. Costa
nios por eeu nome do que pr dontor?
Fra. e aqu BJMm ) ni eidade todo o homem que
a trata d certa forma ou 6 do tor ou seu eapitao,
nd, etc. Os nobres depatados Eabcm que as-
sim I uimuimncn'".
Portanto, nao tem valor o que dizem os nobres
deputados.
Aeoreaee que os Itvdma. Sn. que foram a Euro-
pa e (|'j -e n futo aiii curso le esta lo. ordinaria-
mente quando ptia aqui vm, sao considerados
d ur irea ; est. que a eerd -de, esse tn tamanto
se d a todos esses senhores, anda mes no sendo
n giie.
Sr. pre^i lenta, eu vcuho apenna ainda uma vez
lavrar um prjlesto contra as deciso-3 da m
la aaerobla que se atfastaai da lei, que ae aftag-
11 1 ti i .stica, que deixam muito longa a .
para decidir na aceaeio contra o direito exprcsbO,
c mtra a rontado do:: cilados que ara aqu man-
dan! aquatrea (u: legitmame uta querem man-
dar.
Nao me prevaleco, camo nunca me prevalec, di
poniaSo de de .; esmagar o adversario,
pira asgan lhe .. Juatioa que lhe cabe; e eatra-
uh> muito que se eonverta esta cas., que deve ser
um o ello 111 ail 1 d 1 lei e aa ixecucao
delta, m um tribunal de conveniencias partida-
ria*, de maneira que nao ge encontr a gar
precisa e a 00 diencia s leia da parte d'aquell's
ein e que querem quo stji.ia ellaB obe-
de id -s !
; 1 em erro ; possivel que
. vez eu veja o imperio da matoria levar do
: : just ci. a l i ea ino.alida e ; mas aera mais
que hei de levar p ira o edificio da des-
crenca ; sera todava eonv de qu.' ella (e
aba um p ito para fazer do preto brai
1 e n.meira a Inxer expellir d'aqui aquelles ^ue
tai um titulo legitimo de admiaano.
Estrenuo quo o nobre relator da coininiaso
alease aqui muito cheio de si diz-r que admirav.a
ana o nobre Candidato tivease viudo a este remato
previilecer-se de um diploma que lhe foi dado can-
forme a lei, porm sera mwiorm do votos.
Pois, Srs., justamente o que nSo deve admirar
que o aebro deputado entre de viseira levan"
. pesar da idaJe, dceudendo um
diploma que lhe deram. 0 que no legal >jue
se pretenda dar o lugar a que uilo t. m direito.
Aqioile que t m o diploma justamente quem
devo cnt ar, p irque o conquistou pula eleicao, o
outro e entrar pelo eaforco de uma maioria par-
tidaria. E' justamente o caso : o nobre deputado
11, e culrou com o titilo legal, cujo valor nin-
gucni pode desconhecer ; do contrario fazer se
de um padre um medico. Nao o fez, eerto, o
leitorado, mas a maioria da casa o tara, reunndo
votos dados a dois eid.idos ein um s, nuliican-
do um diploma, em lugar de mandar prcc.der a
u va eleicao, como determina a lei expressamente,
e procedou se cm 1884 cem o Dr. Kegueira Costa.
Uin Sr. DeputadoFo o quo fizeram em 1884.
O Sr. Jacobiua Talvez para dar aa diploma ao
Sr. Correa de iraujo.
Srs., teudo combatido durante toda minha vida
contia casa prepotencia, a que importa a mim o
facto a que alinde o uobti deputado ? Entilo 0
uobre deputado que rejeoabaeeu a injustica <'e
houteui, vinga-ae aoja .. niesma for-
ma? Comigo deu-se o contrario : vctima de uin
atteuta lo dessa oidim, colloquei-ine no terreno
opp-st > e legal.
Sr. presidente, eu vou terminar. As ininhas pa-
lav.-as rereaaem a forca de um prot'sto, da m ui-
festava de um* conviccao arraigada, ha muitea
anuos cm meu espirito : nao acredito em justea,
n5o acredite em moralidad.: de Assembl.s P:o-
vineiaes, quando reconhece podere !
Te. lio concluido. (Muito bem, muito bem).
O Sr. Lope llucliuilo (Nao devofvcu
o seu discurso).
A discussio fica adiada pela hora.
O Sr. presidente levanta a soasa.) designando a
seguinte
OIlDEITDJ DIA
Contiuunfao da antecedente.
REUN'IO EM 18 DE MARQO DE 1886
PUESIDailCIA DO BXM. SB. DR. AXTOBIO FBXIICISCO
COltUEIA DE ABAUdO
Ao meio dia, feita a charanda e verificando-se
estarem presentes apenas os Srs. Q. Ferreira, Re-
g Barros, Amaral, Joo de S, Visconde de Taba-
tinga, Stares de Amonio, Herculano Bandeira, Dj-
raingues da Silva, Ratis e Silva, Barros Waider-
ley, Barros Barrete Jnior, Coelho de Moraea, An-
tonio Corrtia, Antonio Vctor, Augusto Franklin,
Joo Alvea e Gomes Patente, o Sr. presidente de-
clara que nao ha sessao.
O Sr. 1." secretario procede leitura do se-
guinte
EXPEDIENTE
Um abaxo'assignado de eleiteres de S. Jos do
Egvpte, pedindo que ae marque uma gratincacao
ao profeaaor publico da esc la nocturna d'alli.
A" commiaso de instrucca publica.
O Sr. preaidente em seguida diaeolveu a reu-
niao.
PARECER DA COMMI3SAO FISCAL
A commissao fiscal abaixo assignada. de accor-
do com os arta. 57 da le n. 3150. de 4 de Novem-
bro de 1882 e32 dos estatutos dacompanhia, exa-
mnou a aua eseripturaco correapondente ao an-
uo findo era 31 de Dea-mbro prximo passado ;
verificando ter sido de 49:911172 a receu das
duas emprezaa a seu cargo e d< 28:8353397 a des-
pez, que como allega o seu gerente era seu rela-
tarte inaior di 4:320J05 cm ielac>o a do auno
a .tenor.
Igualmente verificou n commissao que a reoJa
liquida fra na forma dos estatutos destribuida
em dous dividendos do 6 % pelos Sra. accionis-
tas e quo rea! qne a differenca para mais as
despezar devida antea as exigencias das obras
novas em eMBUfSo e as aitoraojena que acertada
mente eatio sendo fetaa n>s ttulos dos lancamen-
loa do que a qualqner outra circiimstancia.
Por cata razio de parecer que sejam apnro-
valaa as contaa e documentos que foram apr
talas c aquella serviram de base.
Be ;ifv, W de Marco de 188G.
Francisco ttibtiro Vinto Guimar&es.
Sebastiao de Uliveira R'zend-.
Balance gcral do activo c passivo
d companhia Santa Thercza
em 51 de Dezembro de i88.*>
ACTIVO
C nstruccao
Batato d altimo bali 272:79237S1
Acco s liso mireia
Valor de 1991 ee 99:550000
Aecocs cm dep-.-aito
Valor de 203 accoea depositadas no
Thesouro Provincial 10 000*1000
Tenenoa
7alor do ultimo balanco 3905000
Obras 11 '
Saldo do ultimo balnnco 15:469i>0tS
Valor das obras fi.-itaa 110 cadente
anno 990
Canaliac9ea pjr alaguis
Valor do ultimo balaceo 393#126
ftlevei.
Valor d s rxist 'ntes 204000
Devedores geraes
Saldo -, que devem div 1 413^200
liara j da Soledade
Saldo desta e^nta 2:36
tleihoramento do servico dogas
Valor do ultimo balanco 2:G135231
Dispendio com inelhorarcuato3 no ca-
dente anno 1:19:5239
Mclhoramento do servido d'agua
Talor do ultimo balando 40890i
Dispendio com melharamentoa no
cadente anno 1503530
llateriaea
Valor dos existentes 11:592^674
Deposito de carvilo
Saldo deatn cent 1 4665080
Calza
Saldo em dinhein 7:185S!,r>
Devedores do gaz
Thosourara Provincial. Diveraos
consumidrcs i6:537873
Devedores d'agua
galvo do que devein nversos c-nsu-
inilores
Devedores d'alugnsta
Saldo do que devera diversos
PASSIVO
4:27
72/08*
447:-8H103
Capital
Valar de 600 acc5>s a 50000 300:009*000
Crelores geracs
... destaecnta 267
Deposito de empreados
Saldo desta conta 22000
Fundo de re-
Saldo do ultimo balanco 12:6 115898
Resultado de 10 "), sobre o lucro do
presente balanco 1:5765837
Erapreza de UluminaeSo a gaz
Val de eua cuita 1:117 IS I 1
Theaouraria Pr.oviucial
Saldo do emprestimo 05000
Juros a pagar 2:6:.'
M late Pi d 13 nregados
Saldo desta conta (3670
Dr. Antonio Per'i i Simea
Saido de aua conta 571
Dividendos
Saldo anterior 811'
14. a dcstrbair 5:71
Lucros e perdaa
Saldo do oltimo balanco 14:6
Resultado do proaeate oalanc 1:56.'; j 0
-117: 'olo 103
Recife, 31 de Dezembro de 1885.
O guarda Ivros,
yo SJnaiaastra^o das transferen
eias de arfos ao perodo Je
lanero a Dezembro de 18-t.
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O. '
KhYiSTA DIARIA
taaembla Provincial Fuuccionou
hontem, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Anto-
nio Francisco Crrete da Araujo, tendo compare-
cido 28 Sra. deputados.
Poram ldas e approvadas, sem debate, as actas
das aeaaoea de 27 e 29.
O Sr. Io secretario procedeu leitura do seguin-
te expediente :
Um iiineu do secretario do governo, trausmttn-
do copia de outro da Cmara de S. Beoto, rela-
tivamente ao contracto celebrado com Joo Jos
Ferreira para a construefo de um inireado. A'
commissao de orcamento municipal.
Outro do mesmo. transmittiudo o balanco da
nanita e despez* do exercicio de 1884 a 1885 e o
ore uneuto para o do4886 a 1887, da Cmara Mu-
nicipal de S. Uento.-A' commiaailo de orcamento
municipal.
Uma peticao do Manuel Jos de Alraeda Soa-
rea, 3- eacripturario do Cousula 10 Provincial de-
mittiio por portara de 10 d,> Fevereiro do 1880
requerendo que seja restabelecida a 1p n. 1 tj49.
A' commissao de peticoes.
Approvou-se, sera debate, um parecer da com-
missao de peticoes, solicitando uforinacoes sebre
0 requerido por Jos Augusto do Mello.
O Sr. presidente noinuou aos Srs. Goucalvea Fer-
reira, Gome3 Prente e Prxedes Pitanga para
receberem o Exm. Sr. Dr. I^aacio Joaq im de
S mzi Lein, que a 1 hora deveria vr prestar o
jurameoto do cigo de 1" vice-pre3dente da pro-
vincia.
Oepois :inuuueaado-ae a ebegada de S. Exc,
1 ii cecebidu pela eommissao ; e, tomando asasnto
dimita do Sr. pr-sidento da Asaenibla, presten
o juramento, e ern seguida retirou-se preenchi las
as f irinaldadcsdo eatylo.
Uiua guarda de honra do 14- batalhao de iufan-
tari'i, postada na ra da Uniao, fez as contneuciaa
lo caataie.
Regeitou-ae, depois de orarera os Sra. Goncal-
ve-; Ferreira e Jos Hara, cm vofacao nominal, a
o d 1 Sr. Ferreira Jacobmai por t votos cin-
tra 8, o requeriincnto do Sr. Jo; Maria sobre o
ente de aaanaMatea a funeconarios pro-
lee.
Pnaeou-se ordem do dia.
Encerrou-se adiseussao do reqnerhnento do Sr.
Ferreira Jacobina, empatado na saanio anteca-
dente, e apenaentadono proj-cto n. 5 deste anu,
orando o Sr. Ferreira Jacobina.
Adiou-se a 1" dscu3s.u> do projecte n. 1 deste
anuo.
Vej m :sa um oficio do secretario do gover-
110, couti lando de erd n do Em. Sr. eoaaelheira
i Rila da provine; 1. a A-semb.ca pira assis-
tir, & 4 lloras da tarde, 'possa do Exm Sr. Dr.
Ignaci' Joaqni-i :i LeSo.Inteirada.
A aedem do dia : continwacao da ant
dente.
A (Smicilvlraoao c!a provine A' 1
hora ta tarde de bont.; n, piestou juramento do
cargo de Vce-prcsidcnte da provincia, perante
a Assembla Provincial, o Exm. Sr. Dr. Ignacio
Joaquim de Bausa L?ao, que, s 4 horas da ter-
de, f d empossa io oa administracao p.b Exm. Sr.
hoiro Jos Fern.indes da Costa Percra J-
nior.
Em ambis 03 actos foram g-r.rdadas as pragm-
ticas, fazenuo ai continencias do catylo uma guar-
da de honra dj 14' batalhao de intentara e oes-
quiidrai di cava larN, e dando a fortaleza do
lirum uma iilva a 1 hora da tardp.
A' posse compareceram .nuitca funcionarios
pblicos >.- pessoas gradas, grande parte das quaes
nbscreveram o temi ^ue foi lavrado ni Palacio
da PrcHideiiciii, ande teve hrgar u a eo.
rVi'irocio*! I" liuj>rdsiiNao procede
a critic que fez a l'ruvincia ::o acto, de 23 do
BOm uto, do Exm. Sr. couselheiro Costa Pereira.
relativamente a transferencias dos pro 1 otores
pblicos daa c mareas de Igiiarasr e Pao d'Alho.
A' aolieitaono rio Sr. Dr. juiz de direito de Igna-
rass, em pi la e- trado o o promotor respectivo, S. Exc. o Sr. conse-
Iheiro presidente da provincia fez seguir para
aquella comarca o Sr Dr. ebefe d* polica, que
all abri inqnente sobre aa ^ocurrencias.
Ouvdaa varias tcstemnnhaa, entre as quaes
duaa indicadas pelo Sr. Ur. juiz de direito, resul-
tou do inquerito nao ter partido a provocacao da
parte do promotor publico, que apenas se limitou
a repeilir uma aegreasao que soffren.
Depois, a questao foi .impamente debat la na
imprensa e confirmou se o resultado do inquerito ;
fieando evidenc-ado qae, se o caso exiga alguma
providencia, nao poda esta ir alera de cettoa li-
BJBtaa, desde ^ue administracao da provincia
Ealtavam os me03 de punir c:m a mesma severi-
dade i.mbos 05 contendores.
Qual poda aer a providencin senao n qn? to-
mn o Exm. Sr. Costa Pereira ? Demittr o pro-
motor de Iguarass ou roinov.d-o para umi co-
mar a do sertSo ? Seria isto contraro ao resul-
tado do inquerito. e oor tanto inju3to.
Subsiatiudo a ncompatiblidade 1 ntre os doui
fnnecionari js citados, era indspensavel, sem du-
vida, ama providencia que pozesse termo a tao
grave situacao. Bsaa providencia, <;m, peran-
te o inquerit' e a discussao hivida, mi podan m
derla 'aportar n'umi con iemuacao aevera dopro-
- publico de Iguarass.
S. Exc. o Sr. onaelheiro Costa Porcir.i, pesando
devidamente todos 03 facte8, e no pensamento de
cortar aflicto, fez as indicadas transferen-
cias, que embora poaaam determinar algum trans-
tirno nos intere33es privados dos funeconarios re-
111 vi toa, nenhum damno traz ao servico publico,
c antes lhe d ganho de causa, repondo a comar-
ca 1' I511 ir s- no estado normal, no rgimen le-
gal, de que fra afastada. nao por culpa do res-
pectivo promotor.
Diz-se que a solucao ^ssim duda aa conflicto,
n fui contra a moral e oa princi os de justica.
la, porm, rrro Hianifaotn nnntn apmtacitL A
solueao fi muito moral, parque restab'.: eccu a
paz, 11 ordem no foro de Ignarass; e domis nao
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o
i
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a
Recife, 29 de Marco de ..S06.
A.
O gerente,
Peritira Simoes.
uujio.ton ein meomprnsa ao promotor respectivo,
porque a, conaarena le IgnaraBaQ e Pi d'Alhe sao
de igual valor a entr.mcia, e ainda porque sem-
pre danmosa nos interesses privados do removido
ama daaloonnao, uinda que vantajea :. que nao
o case.
Tambem nao tei cont a a Justina a 1 1
aflicto, nao s porque injusto aerea punir cm
aeveridade o promotor de Ignarass, com 1 lam-
ban porque o promotor de L'o d'Alho, passando
para Iguaiass, por lenhuin mido foi punido, vis-
to como j disscmja que as duas comarcas sao de
igual valor e cntraneia, e nem modifica eese valor
o feto de ser Pao d"Alho servida [or linba fer-
rea, pois Iguarass fica 2 horas do Recite e
s".rvda por urna boa estrada de rodngcm, sendo
alias as duaa comarcas limi.-ophes.
Nem ha o que admirar r.o neto de ter sido de-
morada a aolucao por alguiis das, c antea seria
eatranhnr uma aolucao clere, precipitada,
porque, cm taca casos, uiljcostuma haver madura
ponderaeao, detida rcfl'xi.
S. Exc o Sr. anncdneiao Coste Pereira quiz ul-
gar seiente e eoBenientoawnta dos tactos, e para
1350 pr cieava de temp tanto mais quanto mlti-
plos bao es negocios em que iutervem a adminis-
tracao, e deraais coincidi o conflicto com a poca
da elab sacia do seu rVtatorfo Assembla Pro-
viiieial, taren sempre ardua para um administra-
dor cousciencioso.
S. Exc. uio proiuetteu, nao poda promet r a
demisso do promotor de Iguarasa. Fallavam-
lhe elenentoa para Julgar do conflicto, e s um in-
sensato, antes de ouvidas ambas as partes, antes
de estar seuher do3 lctea, e guiando-ae apenas
pela exposico apaixonada de um dos interessadoa,
julgnria a questao, dando-lhe logo uma soluco
viulenta.
O Exm. Sr. cooselheiro Costa Pereira, espirite
calmo e rtflectido, hoxem provecto na adminis-
tracao, em que couquiatou um nome honroso, .
n.ua assim, nao obrou de facto por tal mofo,
nao prouietteu, nem podia proraetter demittr o
promotor de Iguarass.
E quaudo podeaae haver duvda8 respeito, nao
faltara urna tcsteniunha presencial da conferen-
cia que tevet>. Exc. c m j Sr. Dr. juiz de direito
de Iguan.ss.
No 4 pioca.i, poim, invosar esse testemuaho.
es BOBWaa de senao c criterio estao no caso
de julgar ae, dadas aa condicoes cima enmrera-
dasde ausencia de elementos para o juigameuto
poda S, Exc. o Sr. Costa Pereira ter fcito a
oatraragaute proinessn, que levianamsn'e lhe fui
attribuida.
Eai concluso, lepetimcs, a solucSo do couflieto
de Iguarass fo perfeitatnente accjrde com as
exigencias di moral e com os principios da jus-
tf a.
Churas e chelaTodo a dia de hor.em
foi de rigoroso invern neata eidade e seus arra-
baldes, e parece que aa chuvas se estenderam mni-
tas leguas p lo iutorior, e isso desde alguns dias
antes, peis noticias da eidade do Limoeiro dizea

>

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4


-
Diario de Peroambuco^arta--i@ira 31 de Mar$o de 1886
ter alli se apreseritado avolu- aguas o rio
Capiarilae, e hontem essa eheia eheejou at est,
cidade, o que 8 a denunciado pela) pastas aear
retad-v* pelo rio, **
i val, e as aguas
acarre arara todo3 os banheiros das margan* do
iue forarn alustrada*.
O tempo hontem renuneiuva a c antimiacao daa
chavas, a que 6 iouitulsoogero p-ira a Uvoura.
Soeietfade Cooperativa Universal
A' exposroio que esta lo inaugur.,u au-
te-hoiitem no pav. menta terreo do predio n. 46 da
ra lo Inper-d.r, estabeleclraenio dos Srs. La-
Snrto it C, aerado Exm. Sr. onsolbeiro presi-
ent- e Dr. cliefe de polica, concor
reram diverso,! inembros da mirona* e outras psa-
soas gradas, adrede convidadas pal i Sr. Anselnt
B^iue'. fundador da mesma expreaaa-
raente viada o Basil, orno j tivemo. oecatia-'
de diser, para ealreitar as re ac -s mercauts
uiustriaes do domo paia coin a Franca, s le dt.
refei ida sociedad-.., que o vehculo para esse con
grassomento de ii.tersases.
epiis de taren os convidados p-.reorndi a ex
paaico, vistosamente disputa o decrala pira.
fazer aibre.-ahir es artefactos industriaes, Ihes foi
offemeido pelo 8*. Recai -.- un delicada lunch, re
gado e-ara ex<*elente eaainp-igne da marca Mooc
Chaudon, sendo na decurso deasa festa trocados
diversos brindee nos quaes sobresahiram os diri-
gid 13 prasp-rd ule d rativa Universal se proponte estreitain.-ute ligar
pelos intereases mercautis e industriaes.
Ka seguida fot franqueada a e.\p>4v,.i ao pu-
blico, que affl lio numeroso at a tarde, e que n >
geral, boom os convidad os da Casta, mostrou-se sa-
tisfeit i quer palo b un arnuij i dos productos e de-
coradlo do loeal que ell--a oceupavam, quer pela
belleza, elegancia e delicadeza de muitos dos arte-
fsrt .s orpostos.
Entre estes havia e notava ee risas porcelana:]
e toacas, finos vidria e crysta-s, perfuimnas,
object is de pipetara, drogas e medicamentos, be-
bidas espirituosai, e fermenta las, apparelhos elc-
tricos, azulejos e muitos outros artigos de moda;
e pbantasias, palpa veis attottada da exhuberantt
seiva da industria manufcfiuvira da Franca.
Cada objecto tem o seu pre?a de venda, o taes
precos, bastante mdicos, sao outros tantos excita-
dores do cominercio internacional, poia no geral fi
cam a baixo dos precas cor rentes actuaes, para
enja elevacao concorrem as p si las ominiasoea e
outros onns de q.ie v em corregidas as mercadu-
ras estrangeiras.
Supprmir quanto p Psa esse onus, reduzir ao es-
tricto nccessario ts3es prfeas, e fornecer os objec-
tos da troca internad .nal pelo menos possivel,
d'est'arte applainando as barreira* que do presente
%: atop'.'tam corrent- mercantil entre o Brasil
e i Franc i, tal o fim capital da Cooperativa
U-iiveraal, cujos intuitos sao j,r ao alcance de
todos os consumidores dos doua paizes os seus res-
pectivos pr.ductoa sem mais peadaat s Jo east3 da prodcelo, do traosporte o
d. = direitos aduaociros. ap-nas accrescidos com
unja modesta resta Quicio, oue alias, em larga pro-
percao, reverte fin pro dos seus merabrosfabri-
cantes, industriaes e commerciantea.
A exposicao de que vimos fallando durar at
8 de Abril prximo ; e, embora limtala, cam)
nos productos de 19 fa ricas franezas SSBMsada
Cooperativa Universal, ja ofTcreoe largo campe
escolha e prertrenca dos comxcrciantes de
Pernambuco.
Taes exposicoea, porm, se repe'irio eim fr'--
qneneia, a rio augmentando de interesse A me-
dida que se f3r iesenvotvendo a associaeao de
que fundador o Sr. Regnier, cujas vistas sao,
n um futuro prximo, chibar fundar urna cxp->si-
c^o perman-nte era ctdi cidide do Brasil, em que
a C wp-rativa Dui*eiaal eo'-ontrar opima ceira.
i intuitivas ai raatagVM qne de ta-'sexposi-
coes p>dra multar para o comm-.reio importador
e de retalho, e nem nos demoraremos em apon-
tai as. Bast rordar que eilas contnbuirao
im-nena-i para alargar o coosain, pira iiu; todoi
coraprelundira o seu alciuce ecanomico-mer-
ea&til.
E", poia, com satjfacio que applaulimu o ini-
cio las operacO-s da Cooperativa l"aiversal, dse
janlo-lhe larga e proiu !*ira msse, cujos resulta-
iraticos necessinamenie terao por cffeito es
tr- i'ar os lucos do toda oodem que ligam o Brasil
i Fr.nca.
Amanh.! publicaremos, vertido para pertuo
gnez, o disenrs^ prolerido pelo 8r. Auselm-
Regni-T.
Imixrinl Wociedade don Artista*
erbaniroa e liS?raenEst a assoeiica>.
no Mbbado 27 do eomnta, recebeu o aagniate te-
legr
Our> Preto, 25 d MarQ>.
A" Imp'ral Bndnaade dos Artistas Mechani-
eos e Liberaes de Pernambuco.
A Sociedad-: doa Artistas d i capital da pro-
Tneia dt: Minas G-ries, eobi-notaando boje ana
iust illa;a i e a inaugurac.lo do Lyccu do Artea :
Officios, devidos iniciativa do voaso socio pro-
leetar Dr. Manoel do Na-cim fnl > Machado Por-
tilla, digno presidente desta provincia, vos nrda.
Asaiguados : o director Miguel Antonio Dre
gutllas ; o secretario Adolpho Julio Tymburib.
Vinlta Pastoral DaSaenda remettem-
nos o seguinte :
No do:ciing> 28, perantc u:n i ranlo e Beta,
Mnaajta de mais de tres luii pejsoas, represen-
tan io todas as ctass-'S sociaes, upr.-s -ni,m S. Exe.
Hcvmi. o Sr. Bispo, as suaa despedidas.
Ar-rov. tando a occasijo, com o seu verbo na-
{lirada, impoc-se ao cora?So da todos, pelos :ons -
bjs que deu, pelos pedidos que fez, p los eleva-
dos conceit)S qj. maof<.3fou, pulas reconbecidi.s
dotes, que revestem o seu purissitr,o c Taco. Pro-
fun !-> era o silencio, o que mais rea'cava a subli-
lidadc d-- seu santo minist-rio.
Ainda cheio do fadiga, caneado, voltou S.
Exc. a apjdie ic2 I d i Santo Cbnsina, obedocendo
a massa immeusa, qu o pedia, roueando-o de mo-
do a tornar quasi m(/oss7el o caininaar.
Estando sem a precisa regularidade, os alta-
res das Dores e do Crucificado, nomuou S. Exc.
duas commisses para ciielnilos ; urna desenho-
ras, para o das Djica, outra de homens, para o do
Crucificado; citas : D. Anna Marques Lins, es-
pisa do major Flonsmundo ; Baronesa de Piran-
gy, cap isa do bro do mesmo titulo ; D. Rita de
Castro, esposa d > Dr. Castro ; D. Joaquina de
Senna; D. Mara de Oliveira, esposa do Sr. Jos
Al ves de Oliveira ; D.Carolina Lina, csposido
eoronel Marctonill-Lina ; Baronesa do Frechei-
ras, esposa do bario do mesmo titulo ; i). Elpidiu
Fernandos, esposa do commerciante Pemandei;
D. Joanna de Sant'Anna, esposa do commercian-
tc Dionis o Jos de Sani'Anna ; e D. Anua Hol-
lanla Cavalcante, eap isa da coronel Antonio Mar-
qi-j, Bario de Jundi, Jos Francisco Ferreira,
Jeronymo Jos Barbosa, Dr. Henrique Marques
de H illan la Cavalcante, Manoel Radrignes da Sil-
ra Carnario, coronel Jos Pereira de Araujo, Ma-
no'1 do Carmo Rodriguea Estevea, Manoel Barre-
tJ Lins e Jos Mondes Carneiro de S uza Ban-
deira.
_ Alm desse gran le servioo, escotheu S. Exc.
x'diudo a Cmara
Corno fneorico e|ralleo da linirim
Italiana,Na ansa onie fuuceiona a Propaga-
dora da Instruccao Pu'ilica, ser* inicihdb mn cur-
i* italiana sob aregaama do Bvm. pa-
dre Manoel Lbalo Carneiro aa Cunha, coinacar
do dia 2 dn Abril em danto, as segundas, qur-
tas e s-xtas-feiras. s 5 horas da tarde.
Os interessados deverio euteider-se cano o dito
padre ra da Mangueira n. 5, u com qualquer
dos pi ofessores da Propagadora.
Facultarte do DlreitoEis o resultado
dos actos havidos na Faculdade do Direito, no da
30 do crrante :
4 anno
Alcd's Rodrigues le Suiza, p'eiarn'nte.
Jos Brasilia da Suva Diura-lo, Jera.
Antonio "ii.
Julia de Barros Kiji Grsbag in, i lea.
J ia Beaetn Caoniaate, idasn.
Antonio Hcnriques Silvestre de Farias, simples-
mente.
Inqacrlto policial. O Sr. subdelegado
da parochia de S. Fr. Pedro Qongalves do Recite.
remetteu hontem ao juiz de direito do Io districto
criminal o inquerito procedido contra Sebaatio
(Jomes dos Santos, por ter assassinado, na tarde
I do c-irrente, Manoel Francisco de Barros,
tacto de que opportnnamente demos noticia.
|j forte chuva que cahio hontem quasi todo o dia,
sobr i a cidade, o agente da le loes, Sr. Pinto,
traaferio para boje os que devia eftectuar hontem,
os quaes terao lugar no largo d> Corpa-Santo
n. !'.
Aalaa da Facoldadn Havendo teimina-
d > os actos da Faculdade, menos os do 4 anuo,
s-ro aberras as aulas no dia 2 de abril vindouio,
deixindo de funecionar as do 5' anno, cujas matri-
culas continuara abertas, at que sejam concluidos
os actos do 4' anno.
Eamola. Umn viuva remetteu nos hontem
5 para dividir com pessoaa necessitadas.
Agradecendo o piedosu encargo, cuinprirnol-a
por esta forma :
A' viuva D. Joanna Pires, ra da Prai-
n. 76 2*000
A' vi-iva D. Miauitina, ra do Nogueira
n. 12 2*000
A' viuva D. Mara Alran, ra do Mr-
quez do Herval n. 37 1*000
Lanierna Mugir. Publicau-se o n. 149
deste peridico humorstico,
Propaganda Liberal. Recebemos pelo
ultimo paquete procedente do sul o 3 opsculo
com o tituloPropaganda Liberal, escripto pelo
Dr. Joaquim Nabuco.
No* uimiUrioiila de excravonLcmos
no Jornal do Commercio da corte :
* A' presidencia da provincia do Rio de Ja-
neiro expeda o Ministerio da Agricultura, a 13 do
corrente, o geguinte aviso :
Illui. e Exm. *r.Consultada essa Presiden-
cia pela collectoria de rendas geraes do municipio
de Piraby, acerca do modo de conciliar a diaposi-
yfio do ir irt. 2 do regulamento de 14 -le No-
vembro ultimo com o art. 5o do mesmo regula-
mente, den V. Exc. a resposta constante do officio
que, por copia, acompanbou o de 22 do mez findo a
este mi listono.
Declara a V. Exc. que inteiramente approva
a resposta dada ao dita collector, p >rquanto o
art. 2", com todos os seus paragraphos, rerula o
modo de fazer a inseripcaa dos escravos e dos
libertos na matricula e arrclamento, estabele-
cendo que se cont a idade at o d.a de serem
apresentadas as r-daces A collectoria; no art. 5o,
porm, dispoj que, em todo o caso, o que tiver
completada 60 annoa na data do reguiainento nao
ser matriculado.
Deus guarde a V. Exc.A. da Silva Prado.
Trata-ae de modo de computar a idade das
individuos que houverem de ser dados nova ma-
tricula, e, com cffeito, ha antinomia entre o art. 2*,
qne manda aldiconar a idade declarada na an
tiga matricula o tempo decorrido at o dia em que
tor apreaentada a relacao para a nova inscripcao,
e o art. 5', que manda verificar a idade pela de-
ctaracao da antiga matricula, addicionada o tempo
decorrido at a data do regnlment, 14 da No-
vembro de 1885. Evidentemente, sem objecto o
art. 5*. porque o individuo, que n'aquella";data toa-
re* completado 60 annos, (era exeedidb dessa idade
ao ser apreaentada a relacao que tem de servir
para base da nova matricula.
f O csienci.it, porm, saber que, sendo livre
ipso /ido o antiga escravo que houver ompletado
60 anuas, mi dever er inscripto no rol doa ea-
cravos o que tiver attingdo aquella idad->, de-
) esta ser computada pela que houver sida
Jos Rayraundo Mendos.
Jos Ignicio Pereira Lima.
Lotera ** J**!*--lor telegrarnma re-
cebido pela Casa Feliz, sabe se qu', na 1 parte
da 1 .'a lotera extrabida em 3J da ca.'feute, foram
premalos os segnmCes numems :
15.701 200:(l00<000
37.585 40:000.000
33.805 20:CO0*(OO
21.350 10:0000!MT
25.088 5:00010)0
G.580 2:0:0*000
10.527 2:000*000
11.892 2:090*000
17.485 2:000*000
19.175 2:000*000
19.252 2:000*000
24.9S4 2:00000
33.183 2:000*000
37.988 2:000*000
a da
Proatlan do liao#
453 2.407 9.346 13.090 14.292 15.638
15.790 15.965 16.428 17.438 17.920 22.621
26.836 26.897 26.938 31.605 31.007 34.156
34.303 36.097 37 488 39.053 39.4S8 i
tppnitlinareo
15.700 4-000*000
15.702 4:000*000
37.534 2:000*000
37.536 2:1)00*000
33.804 1:350*000
38.806 1:350*000
Oa numeras de l5.7ol a 15.800, excepto
sorte grande, estilo premiados com 40 J*.
Os nmeros de 37.501 a 37.600, excepto o pre-
mio de 40:000*000, ostao premiados cora 200*.
Os nmeros de 33.801 a 33.900, excepto o qne
sabio > premio de 20:000*000 estio premiados com
100*.
Todas as centenas cujos dous algarisraos termi-
naren em Ol, estio premiadas enm 1005, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminarem em 1 e S
estio premiados com 20*.
Lotera da corte Eis os numeres mais
premadoa na 4" parte da 26 lotera (195 A) do
Instituto dus cgos e sur Ios-mudos, extrahda em
23 do corrente :
pbemios de 100:0)0*000 a 1:000*000
100:000*000
13388
3567
449
3608
13255
5300
6222
7676
9758
10756
12136
13387
13389
3566
8588
448
450
3607
3609
13254
13256
APPBOXIUACOES
1747
1790
1815
255
1332
2094
2904
3022
PBEHIOS DE 500*
5700 9523 11464 13739
7751 9590 12081 13752
9174 9829 12974
PEEHIOS de 200*000
4331 8178 9171 11124
20:000*000
5:000*000
2:000*000
2:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1.-0004000
1:000*000
1:000*000
600*000
600*00o
400*0'0
400*000
300*000
300*000
300*-;00
300*000
6409
7861
7930
7940
8231
8243
8414
8962
0727 11672
9760 12769
UM08 12811
10887 13239
pheiiios de 100*000
3849 7077 9228 10374
461 2776 3849 7077 9228 10374 12161
1557 3103 3992 7259 9246 10975 12304
1632 323P 5740 7493 9386 11002 12701
1801 3271 6555 8225 9612 11457 12717
2329 3421 6661 8685 9637 11461 12935
2389 3500 6699 8886 9963 11893 13016
2461 3750 6892 9021 10285 11899 13670
13982
Lotera da provlnrla Quinta-feira 1
de Abril, se extranir a lotera n. 46, cm bene-
ficio da igreja de N. S. do Livramento.
No consistorio da igreja de Nossa Senhara ^a
Conceicio daa Militares, se acharao expostas as
urnas e aa e3pheras arrumadas em ordem namer-
ca, apreciayao do nublico.
Lotera da corteA 1 paite da 196 lo-
tera daocorre, cuja premio grande de 100:000*,
JULGAMENT08
Ajgravb de peticio
Do fiecifeAggravando o cnsul de Portugal,
aggravado o jmzo da provedora. Relator o Sr.
desembargado!- Monten-, de Andrnde. Adjuntos
os Sis. consclheiro Fr> itas Henriques e desein
bargador Al ves Ribeiro.Nile se tomou conheci-
mnto do aggravo, uuanimementc
Prorogaciafdc! inventario
Inri'ntariante D. Roa Emilia da Fonseca li-
voira.Conceden ic s praza pedido.
Inveirtariante Laurentii:o te Barros Lins.
Conceden se o prazo, unnimemente.
Appetlaces criraes
^ Do Pomba!Ap.acllaute o juiza, appetlado Jos
Chagas. Rnla'or o Sr. conselheiro Fre tas Han r-
ques.Mandoa-se a novo jury, unnimemente.
De Panlo Affaruc Appellante Manoel Pereira
da Silva, appellada a juttic*. Relator o Sr. dcs-
eoibargador Atves RibeiroConfirmou-se a sen-
tenca, unnimemente.
Do Limoero -Appcllaute Antonio Luiz Bozer-
ra, appellada a justica. Relator o Sr. deaein-
bargador Alvos Ribeiro.Mandou se a novo ju-
ry, unnimemente.
Do LimoeroApprllante o promotor publico,
appellado Melchisedeck Oonea Pereira de Vaa-
concellos. Relator o Sr. desembargador Alves
Ribeiro.Mandou-se a nova jury, unnimemente.
De NaaareA -Appellante Joaquim Enlalio Ge-
mes da Cunan, appellada a (iistien. Relator ,
Sr. d ;ad r Al vea Ribeiro.Mandou ee a
novo jury, unnimemente.
^ De So.iza -Appcllaute o promotor, appellado
Kaj mundo Joa.de Mana. Relator o Sr. desem-
bargador-Alves Ribeiro.Mandou Ee a novo ju-
ry, unnimemente
Embargos iningentes
De ReaireEmbargante Antonio Moreira Reis,
embargada Manoel da Mesquita Cardozo. Rela-
tor o Sr. cons-llieiro Freiti3 Henriques. R vi
sores oa 3ra c-ifiaelheiro Qu.iroz Barros e Buar-
que Lima. Foram recebdas os embargas, contra
o voto do relator.
Do ReciteEmbargante Antero Aprigio Fer-
reira Costa, embargado Jos Antonio de Mello.
Relator o Sr. conselheiro Freitas Henriques. Re-
visores os Srs. conse heiro Queiroz Barros e dea
embargadar Buarque Lima.-Foram despreaadoe
os embargos, unnimemente.
Appellacoea civeis
DaEscadaAppcllaute D. Clementina Pessoa
de Oliveira, appellada G-ertrudea, eacrava. Rela-
tor o Sr. desembargador Pires Ferreira. Reviso-
res pa Srp. desembargadores Maateiro de Andrade
e Pir.-s Gancalves.Julgoa-ee nullo todo o pro-
cesto, unnimemente.
Do RecifeAppellantc o Bario de Muribeca,
appellado Dr. Joiu Pedra Madura da Fonseca.
Relator o Sr. desembargad ir Man tetro de Andra-
de. Revisores es Srs. deaembargadorea Alvea Ri
beiro e conselheiro Freitas Henriques. Foram
desprezados os embargos, unnimemente.
De Porto CalvoAppeltautes Leal & Ionio,
appellado Manoel Francisco de Queiroz Coutinho.
Relator o Sr. desembargador Pires Goncalves.
Revisores 08 Srs. desembargadores Alvea Ribeira
e conselheiro Freitas G.nnques. -Foram despre-
zados os embarcos, unnimemente.
Do Recife Appellantc Francisco da Rocha,
appellado Antonio Pinto Osoro. Relator o Sr.
desembargador Monteiro de Andrade. Reviso-
res os Srs. deaembargadorea Pires Goncalves e
Alves Ribeiro.Coufirmcu-se a sentenga, unani -
memente.
De Mace id -Appellante Antonio da Silva Reg<>,
appellado Flix de Maraes Baudeira. Relator o
Sr. desembargador Mon'eiro de Andrade. Revi-
sores os Srs. desembargadores Pires Goncalves
e Alves Ribeiro.Coutirraou-se a s':ntenca, un-
nimemente.
Dr. Barreta Sampaio d- consolta* d 1
s 4 horas da tarde, ra do Br3o da
Victoria n. 45, 2 andar, reflideicia raa
Jo Riachuelo n. 17, canto da ra do Pire*
Advoca-do
O bacharel Benjamim Baudeira, ra Pr
Imperador n. 73, 1. ao lar.
Jos Bernardo Oalvao Alcoforado J-
nior contina no exereicio de advogado, e pode sar ptrwuralo n es
eriptorio de seu pai, ra 1. de Marco
n. 4, 1. andar, das 10 or; da niatrhl
s 3 da Carde.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
2_', l.u andar. Encarrega-se de qaesto i
as comarcas prximas as lianas frreas.
Dr. Olioeira Escorel, 2. promotor pu-
blico, Um seu es'-'riptorio de advogacia n.
ra Primciro de Marco n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado -
ra do Imperador n 37.
Aros-aria
Francisco Manoel da Sita d C, dep
sitarios (i ialidales ptiarma
ceticas, tintas, drogas, productos chimieir-
: medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez do Olinda n 23.
Faria, obriko & C, drogustas poi
attac.'. io. ri i n. 41.
Herrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapino
de Francisco dos Santos Ma-,edo, caes de
0apbar3e n. 28. N'-'.s; g/umi estabele
cimento, o priiaeiro da provincia n'esto ge
ncrc, compra-so e vende-se ma,deiras de
todas as qualidades, serra-se raadeiras de
conta alketa, assim como se preparan obras
de carapira por machina e por pre$os sem
competencia.
declarada na antiga matricila, addicionado o tem- I ser extrahda brevemente.
pa decorrido at o d:a em qun fr ap-esentada a Os bilhetes acham-se venda_ na Casa Palia,
d praca da Independencia ns. 37 c 89.
Tambem se aoham vendana Casa da Fortuna
relatan. Naturalmente occorrer que a nova ma
triada venha arrolar como escravos numerosos
librtoa por se dar a rcapeito deates a creumstau- j
ca, de somonte coinplatarem a idade de 60 annoa i
apa o da da apr.-aenta^ao daa r 1 -.menta nao acautelou este ponto. Segundo o me
cbauisraa adoptado, taes libertos- smente sera i
excluidas da malricul tros ir.ezes depois do en
eerrameata desta, quinde fr chegada a occasio
de cumprir a formalididc preBcripta polos 2. 3
t 4 do art 11, de inaneira que durante um auno e
mai8 peder o liberto achar se inscripta como es-
crav--.
Tal mscripcio, porm, nao invalida nem cer- |
ia nonhuai direito adquirido em razio da idade;
ra Primeira de Uarc/l n. 23.
Lotera do RioA 2' part-' da latera n
363, do novo pl ino, do premio de 100:0)h
ser extrahda na dia .. do corrente.
Oe bilhetes ach im-ae venda aa Casa da For-
tuna ra Primeira de Marco.
Tambem acham-se i venda na praca da lude-
-ra ns. 37 e 3'j.
Lotera Extraordinaria do Ypl-
ranga-O 4 e ulcimo sorteio das 4 e 5 seres
desta importante lotera, cuja maor premio e do
150:000#000, ser extahida a 9 (Jo Abril.
Acham-se ex posto a venda os restos d-s bilhe-
e quanda esta regra na foaae fundamental no rae: I tes na Casa da Fortuna ra Primeira de Hace
1 n. 23.
Lotera do Ceara de SOOtOOOSOOO
enanismo da lei, Ueduzir-ae-hia do rt. 10, 6"
que declara livre desde j o escravo que, pola an-
O local para o novo cemitcria, pedmdo a
Municipal que f issem ouvidos os distinctos med-
coa aqui residente,. Ordeuou o casamento fcjftaa *~.J? -,^ ^*
qne viviam amancebados e d'aquelles que por mi
con lico;3 pecuniarias na podiam apresentar-e
devidamente preparados.
No dia 29, ainda ehrisraou pela manh ; par-
tinlo no trem de 3 hiras da tarde. O povo diri-
gio-se para a estaalo cheio de enthasiasino e de
sandade, precedido da bauda marcial da Socieda-
de Seis de Abri!.
Que de solo nn fo o momento da ulti na des-
ped 1a! Na po38vel deacrevel-o. As lagr-
alas confundidas com oa adeuses, foram os nicos
e seguros atecstados, que obteve S. Exc do quau
ta o ama, o venera, e quer, essa parte de seu rt-
banho.
Jamis ser rsquecido esse solemne mo-
mento.
Sal do Imperio.O paquete Finante, n-
trala h-antem do sul, apenas nos trouxe da corte a
missiva de nossa correspondente, a qual vai inse-
rida na rubricaInterior, adiantanda smente da-
tas da Bahia at 27 do corrente.
No dia 24 coaae^aram 83 sessoes preparatonaa
da Aaserabla Provincial da Baaia, sendo eleita a
mesa provisoria, na forma da respectivo regimen-
t, o sortead i a commisaa > de verificaco de di-
plomas Ujui l > ontc3 ados.
No da 26, presentada a reUcio das eleices
liquidas, >'oram sorteadas as tres comm.saoea de
Terificacio de poderes.
Tinham sido efTctuadaa algumas prisoe. des
implicados eos Crimea de Ilhos.
Nada mais referem as folhss.
Carao livre de direito natural e
roiaaao. No Instot. de Nassa Seohora do
Orino, ra de S. Francisco, inaugnrou-sc um
cano das materias cima mencionadas, so'a a re-
gencia do Dr. Jeifl Elyaia de Castro Fonaeca.
Fuueciona da 5 s 6 borag da tjate
tig raatr cula m pela addico do tempo decorrido,
bouv- r completado a idade de 60 annos. Prati-
eaioente, pois, devem haver-se coma libertas, para
todos os i-ffeitos da uova condi(o, ainda mesmo os
individios que, admittidos matricula como escra-
vus, completarem a idade de 60 annos duran'e o
prasa em que a inscripcao se achar aborta. A
omissa da uiatr cula croa direito a favor da lber
dade, senda livre ipao fado o escravo nao ma-
triculad. A matricula, porm, nao infirma ne-
uhum direito que resulte da dade do matriculado.
k to la o tempo em que este chegar aos 60 anua,
ser livre de pleno direita, ta smente abrigado
preataco de s rv eos pelo praso de tres anuos,
que coinec ir a correr desde o da em que o autigo
escravo houver attingdo 60 annoa.
A divulgacaa deates principios nao ser in-
til aoa direitos legaea da liberdade nem marali-
dade social. Oa paa-uidorea de eacravoa eatimarao
ecitaacate canhecer de modo claro onde o seu
direito contina com o direito dos seus escravos.
lamtltu'o tri'iii-nioKiro e Geogra-
pliico Perniimburano-ljiiiiiU eira 1 de
Abril, har do costum-', haver sesso ordinaria
de passe aoa novas fuaceionarios nltimamente
ele i tos.
Roda da Fortuna Fot rendida por esta
casa o bilhete de n. 15701 da Isteria de Alagas
com o premio de 200:0006, assim coma toda a
centena e approximacors.
Leileea. Effcctuar-se hao:
Hoje :
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, na ra do
Commercio n. 3, do hotel Universo.
Pelo agente Alfredo Gaimardes, &a 11 horas, na
PeZo agente Finio, a 11 horas, no largo do Car-
pa Santa u. 9, de f'azeudaa, etc., etc.
Ara inha :
PeZo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra do liangel n. 58, de predios, moveia, loucaa,
etc.
Pec agen'e Pestaa, a 11 horas, na ra da Sen
zal Velha, da fabrica de cigarros da esquina do
boceo da Lama.
Sexta-feira :
Pe'o agente Pinto, s 11 horas, na ra do
Marqu z de Olinda n. 4, de movis, loucas, vi-
droa, etc.
PeZo ajenie Pestaa, s 11 horas, ra do Vi-
garo n. 12, de predios.
MiMa funebrea. Seria celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, na matriz da Boa-Vista, pelas al-
mas de D. Thcreza Kosalie de Carvalho e Manoela
de Carvalho ; s 7 horas, nos Mnrtyrios, por alma
de D. Thereza Maria de Jess.
Amanba :
A's 7 horas, aa matriz de Pao d'Alho, por al-
ma de D. Anna Mara de Jess ; a 8 horas, no
Carmo, par alma de Luiz Ce l entino Carneiro de
Lyrn.
Cana de UeieuraoMovimento dos pre-
sos uo dia 29 de Marco :
Lxistiam pnsos 281, entiaram 6, sahiram 3,
existem 284.
A saber:
Nacionaes 9t(L mulheres 2, estrangeiros 8, es-
cravos seuteuciados 4, processados 3, ditos de cor-
recao 7.Total 284.
Arracoados 248, sendo : bons 236, doentes 12
Total 248.
Mirvimeuto da enfermara :
Tiveram baxa :
Francisco Vicehiola.
A' 1 serie da 2' lotera, cujo maior premie de
200:000000, pola nova plauo, se extrahii impro-
t-riveimente na dia 3 de Abril, as 2 horas da tar
de.
Os bilhetes acham-se venda na Caea da For-
tuna, ra Primeira de Marco n. 23.
botera de Macelo de 90Ot0004O0O
A 2J parte da 12 lotoria, cujo premio grande
e de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahda
impretervelmente no dia 6 de Abril s 11 horas
da maulla.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In -
dependa ns. 37 e 39.
Matadour Publico. Foram abatidas
na Matadouro da Cabanga 55 raasa para o consu-
mo do dia 26 da corrente mci
Mercado Municipal del.
mevimento deste Morcada no dia
rente, foi o seguinte :
Kntraram :
69 bois pesando 10.215 kos.
904 kos de pcixe a 20 ria
16 tabolcirop a 200 ria
93 cargas de farinha a 200 ris
7 ditas de fructas diversas a 300
ris
13 suinos a 200 ris
Foram oceupados:
20 1/2 columnas a 600 ris
44 talhos do carne verde a 1*000
8 ditos de ditos a 24
29 compartimentos de taiinha a 500
ris
23 compartimentos de comidas a
_ 500 ris
75 ditos de legumea a 400 ris
17 compartimentos de euiuo a 7i>0
ris
11 ditos de tressaraa a 600 ruis
Jos-O
30 do aor-
18080
3200
18*70?
2*100
246UO
12*300
440<*:
16*000
14J5J0
11*600
30*000
11*900
6*60
Oeve ter sido arrecaiada nest dia
a quautia de
Presos do dia:
Carne verde a 560 e 320 ia o tC.
Suuas a 560 e 70^1 ris dem.
Carneiro a 600 e 800 ris idem.
Farinha de 320 a 6'>0 ris a cuia
Milho de 240 a 360 ris idem.
Feijo de 60.) a_ 1*280 ris idem.
Debaos doa diaa 25 a 29 do corrente
recebido8
191*380
dem dos dits 25 a 30 do corrente
Foi arrecadada liquido no da 3)
corrente
do
3570)
195*080
1"J180
17 7 :>C0
CHRONiCA JDICIARIA
Tribuual da cla^o
SESSAO ORDINARIA EM30DE MARQO
DE 1886
PBR3IDENCIA DO EXM. SE. CON3ELHEIEO
QDINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As ivaias do costume, presentes os Srs. desem-
bargador s em numero legal, foi aberta a sesso,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fettos, deram-se os |
egniutes
PASSAGES
Do Sr. conselheiro Freitas Henriques ao Sr.
causelboiro Queiroz Barras :
Appellaco civel
Do CaboAppellaut.- Tuebtonia da Silva Viei-
ra, appellada Manoel Alves grreira, representa-
do por anoel Ferreira Bartholo.
O Sr. conaelheiro Antojo Jorge, coma procura-
dor da corda e promotor da juotica, deu parecer
uos seguintes feitoa :
Appellacoea criraes
De PalmaresAppellante o juzo, appellado
Joaquim Maria da Roa Barba.
Do Gayauna---Appellaute o juizo, appellado
ioio Flix Slverio.
De OoyaunaAppellante a promotor, appellado
Manuel Joaquim de Sant'Anna.
Da AtalaiaAppellante o juizo, appellado Mar-
colina Correa da .-Iva.
Da Recife Appellante Jos Maximiano das
Santo, appellada a justica.
Do RecifeApp llanto Braz Aveno da Fon
seca, appellada a justiya.
Do ReciteAppellante Joao Luiz de Oliveira,
appellada a justica.
De Tiinbauba Appellante Joao Francisco de
Lima, appellada a justica.
Da Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
dcsembai-gadar Monteiro de Andrnde :
Appeliacao crime
De Bam JardimAppellante o juiza, appellado
Jos Eleuterio de Sant'Anna.
Da Sr. desembirgador Alvea Ribeiro ao Sr.
conselheiro Freitaa Henriques :
Appeil-ico crime
Do Recife--Appellante a juizo, appellado Al-
bino Antonia Das.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. canae'heiro procurador da co-
rda e promotor da ju8"ica :
App-llacea crimes
De GroyunnaAppellante Francisco Flix doa
Santos, apellada a justica.
Do BrejoAppellante Manoel Vioente Montei-
ro, appeliad a justica.
De Asaembla Appellante Joaquim Ignacio
Gomes da Lux, appeludaa Rufino Uomes da Luz
e outra.
De AtalaiaAppellante Lu dos Santas Silva,
appeiLda a justica
distribuir Oes
Recurso eleitoral
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Bom Jardim -Kecorrente o major Carlos
Watao de Alkuqtterque. recorrido Jos Barbosa
Pinto.
Recurso crime
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Do RecifeRecorrente o juiza do commercio,
recorridos Maraes ii Rocha.
Aggravo de peticao
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Da juizo do cominrrciuAggravante Joaquim
de Souza Neves, aggravado Jos Antonio dos
Santos.
Appellacoea crimes
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Gravat Appellante o juizo, appellado
Manoel Magdalena da Costa.
Ao Sr. desombargador Al ves Ribeiro :
Da CaboAppellante o juizo, appellados Ma-
noel Paje, Aftbnso, Izidora e Joaa Ferro, escra-
vos.
Ao Sr. conselheiro Freitas Henriques :
Do CaboAppellante Hanorato Ferreira Mari-
nho, appellada a justica.
Ao Sr. conae1 heiro Queiroz Barros :
De SerinhemAppe lante Cesario Claadino
dos Santos, appellada a justica.
Encerrou-se a sesso as 2 horas da tarde.
INDICACOES TEIS
Medicoa
Coanaitorio nicdico-cirurr,ico do'Or
Pedro de Attabyde Lubo Moacoao
ra da Gloria n. 39.
O doiitor Moscozo d consultas todos os
diaa uteis, daa 7 as 10 iiora da manha,
Este consultorio offerecs a 'jommodida
de de poder cada c'oento trer oavido e exa-
minado, sem ser presemuado por cutr
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreao pra-
ca do Commercio, onde funcciona a ms-
peccSo de sade do pwtp. Para qualqm r
d'estes dous pontos poder 0 ser dirigidos
oa chamados por carta as indicadas horas
Dr. Miguel Themudo tuudou seu consul-
torio medico e residencia para a ra Nova
n. 1, 1. andar, onde d eonsultas das 12
horas s 3 da tarde e recebe chamados a
hualquer hora. Especialidadespartos, f-
feres, syphilis e moleatiaado pulmao e co-
Iroe&o.
Os empregados da Tliosouraria de Fa-
zenda dosta provincia, profunda nente in-
digaados pelo que a respeio de seu actual
chefo escreveu, o mandou publicar em fo-
lhetos, um ex-emprega lo da mesma repar-
tiyito, quo nao te ve basta nt-j siao, para co-
nhe;cr quinto lhe convinlia abrigarse
sombra e ao silencio afim de nao avivar
recor-l.-tcoos, que poleriara ter sido apaga-
das pela aocao benfica do tirapo, apres-
sara-se a vir protestar, como de tacto pro
testam, coatra o irrefl-jotido acto o cri-
uinnso procadiinento do leviano autor de
taes diutribes, tao vordo em annos, e j
tao notoriamente infeliz.
Quanto ^uelho^ fra que, em vez do es-
palbafacto e do escndalo, hsuesse o ex-
1-0 npanheiro dos abaixo assignados resga
tado a falta, qu. determinara a sua ine
vitavel punicao, p-lo praeo do um arre-
p'ndimento sincero e por urna conducta
exemplar, capaz at do f izer esquecer a
macula e de rehebilital-o dos seus fuuestos
t-ffeitos.
R:voltar-se contra a justica que o ferio,
dar ezpansao ao despeito e a basofa,
quando o castigo imposto s requera resig
nafo, arrop-m inj.uto e a mais entranha-
ia o.ontriccio, por certo urna dcbilidade
de espirito, una obstinado no erro e um
pnlor muito pronunciado p^r 03 gran-
des attentados, o que produz resultados
oppostos aos que se pretenda, o aliona
inteiramente as aff-icSes que a causa do
fraco podoria g-rar no grande e generoso
cortea.) porn.unbu :ano.
A reputuco do lllm. Sr. coramenda lor
Antonio Caetano da Silva K -lly assenta
cm bises muito solidas, para que possa st
abalada pur portaras estultas, do alguem
que so haja aproveitado tle urna posicao
officiil para viogar se do funecionario hon-
rado e indepen lente, quj soubcra mantor
sua autonoma, conservauda int-ictos os
seus brios e dignidado en presenc di.
mais sanhuda e presumida prepotencia
Dessas e de outras cavilosas ag^ressSes
s hio felizmente ainda m..is pujante o cr-
dito, de qua sempre gozou as repartidos
do faz-ula olilm. Sr. com-oenlador Kdiy,
a quera pouco tempo depois fra concedi-
do acceso na carreira, que abracou, e que
tem promrado at hoje illustrar.
Que digam esta provincia, e, entre ou-
tras, a da Bahia, onde S. S. tem recebido
tautas o tilo brilhant.es denonstrajoes de
elevado apreco, tao valiosas provas de es
tima e consideracito, qu) valor podem ter
as injurias e calumnias, arremessadas pelo
odio mais ferino aos ps daquelle que enea
necera no servico do seu parz, conquistan-
do um nome invejavel no desempenho de
importantsimas commisso ;s, como o pode-
rlo attestar os archivos do Thosouro Na-
c mal, os relatnos do Ministerio da Fazen-
da e outras pecas offi iies de subido valor
e in8uspcita procedencia.
U lllm. Sr. commendador Kelly aecu-
sado no alludido folheto de ter procedido
com pouca probidade, publica e particular-
mente, quando esteve na alfandega do Pa-
ran e na de Porto Alegre.
Pois tara : para que o publico possa to-
mar o peso a taes aecusaco^s, basta sabor
que S. S. nunca foi primeira das dilaa
provincias, e que recebeu do presidente da
segunda, que entilo era o honiado desem-
barga 'or Faria Limos, 03 maiores elogios,
pelo modo porque se houve no cumplimen-
to de seus deveres.
Os aHaixo assgoados, tacados em sua
honra, na pe3soa de seu clier e de alguns
de seus companheiros de trabalho, revolta-
dos contra o modo brus:o, injusto e torpe
porque 3e falla no folheto de urna repart
cao que todos acatara, e de euja probida le
s poderia duvidar o dente agujado da ma-
ledicencia, devolvem intactos os epithetos
infamantes com que foram mimoseados, as
seguran 10 ao mesmo tempo ao imprudente
mancebo que tao sem razao o doestra,
que expontanoa, e nao filha da subservien-
eia, a man foatagSo, que ora faz 'm em
favor de seu digna chefe, o qual, nito ten-
do um s subservientc na ruparticSo, que
cora tanta prociencia dirige, conta todava
ara amigo era cada empregado, e um defen-
sor em cada amigo.
Isto posto, entondem finalmente os abai-
xo assignados, que n3o se f tz preciso mais
esforjo para provnr a improce lencia hs
a:cusacocs fetas ao lllm. Sr. inspector oa
Thesouraria de Fazenda, desde que o Go-
verno Inperial encarregou so de a3 destruir
com a grande confianga, que dispensa a
tao distincto cavalheiro por seus honrosos
precedentes e valiosissimos servijos ao lis-
ta io ; o que importa dizer que em taes
coudijoes nao pia a baba ptrida da iu
veja, do despeito e da calumnia poluir a
sua rcpntaeao, e aam abtelo no coaeetfa
publico e na estima' de s-ua eonewradaVm;
Thesouraria de Fazenda de Pernambu-
co, 30 de Mar?rj de 1S86.
\lanoel Antonio Cardwo-
Jesuino Rodrigues Cardse.
Luiz Erayg iio Pinheiro da Cmara.
Jos Joaquia Pereira do Bego.
Jos H inngeaos de Oii*eira Ataaral.
Antonio Joaquim Rodrigues Pin-to JuBor.
JoSo Augusto Pereira de Mgalhaes.
Christovao Santiago do 0eira.
Manoel N. Carneiro Oampelle.
Antonio Francisco Rigueira Duarte.
Minool Floren io do Moraes Pires.
Saturnino Justo de Argollo Castro.
Eduardo de Barras Falc-aa a Lacerda.
Antonio da Cruz Ribeiro.
Antonio Jos Silva Sarment.
Joao Vicente da Silva Costa Jnior.
Antonio Borges da Fonaeca.
Jos Gomes da Silva.
J0S0 Carneiro Lins Soriano Jnior.
Heloodoro C. d'Olvcira Coragem.
Jovina Barral da Fonseca.
Francisco Lauro da Silva Costa.
Jji'i.io Nunes Vianua.
Maaoel S. dos I is Espindola.
Fr.ui8Co Antonio tle Oiiveira e Silva.
Jsuo Goncalves dos Santos Jnior.
Julio Alfredo Martus Ribeiro.
Antonio Jos da Costa Guiraares.
Antonio Pereira de Araujo e Silva.
J. Monteiro Pessoa.
Jovino da Sil "a Santiago
A. F. T. de Loureiro
Alejandrino A. de Mendoaca.
Gcdolio Forjaz de Lacerda Jnior.
Marianno Xavier C. da Cunha.
Victorino T. da Costa Fialho.
Compaauia Brasileira tle Xave-
gaeo a Vapor
Para substituir o Sr. Barao de Petrolina,
que ha dez annos oxercia o cargo de agen-
tj da Companhia Brasileira de Navegajao
a Vapor, nesta praca, sendo agora dispea-
sado d'cflo, a seu p- di lo ; o Sr. Conde
do S. Salvador de Mattosiahos, actual di-
rector president) dessa companhia, houve
por bem nomear o Sr. Visconde de Itaqui,
do Norte !
O que dir de tal noineajSo o Sr. de
Maitoinhos aos accionistas da companhia,
quando souberem estes que o Sr. Viscoade
le Iraqui do Norte o mesra Jos Morei-
ra da ilva, j fallido duas vezes no Ma-
ranhao, sondo a segunda julgada fraudu-
lenta ?
Tai vez nada, porque o Sr. conde pb% a
dispde na companhia, e disto se jacta.
Mas, oifira ser o responaavel pelo3 pre-
juizos que o novo agente possa dar com-
panhia, como tora dado aos que cora elle
tem negociado ?
Se o Sr. conde qu'.-r proteger o seu ami-
go, fie 1-0 sua custa.
O tempo mostrar a verdado do que di-
zemos.
Recife, 30 de Margo de 1886.
U:n accionista.
A proposito do aovo mercado
da Boa-Vista
Seguraos ainda o eoiin ciminbo pelo qual aoa
dirigimos, por tantas vezo?, ao governo, & adminis-
ti-ieaa e s nstiruicoes da provincia ; euibara ean-
vados. Daa d.-saniiiinis ainda, pois trabalhambs
em favor da bem publico e do progresso.
Tratamos agora da Mercado da loa-Vista, ha
tanto tempa fallado e sempre envolvido em Mil
e-aburiicos p r parte da -.nunicipalJade, e eom pre-
JBao da maior freguezi.i desta eidade.
Felizmente, rji.iliprer que 8 ja a razia, alada
nao est i resolviUa coni>ruc;aa desse edificio : a
muuicipaliilade.se faz cercar, a guisa de eonciu-
r>.ntes, de ln grande numera da otmttructoru que
cada um quer sor esolhida offici lmente mas ne-
uhum dcl!o8 apresenta um trab-Uua racional pelo
[~qual admimstraca p.:sso julgar I i vremente acer-
ca da m-recimeuta ; tambem a muiiicipalidada nao
Ihca fornece o cooepeteute proj-eto das obras eos
viste, sobre o qual devera ser baseadas as propas-
as dos concurrentes : tal o ponto eu: qn se acaa
o sonhado mercado da Boa-Vista
Na eabem-i que existe ah, uo escrptirio do
eDgi;nheiro da Cam ira, u diagramma da d-sposi-
c$u geral e urna projecsio geomtrica da fachada
de um mercado, que represont ;m 8 prime'ros tra-
balhoa de um valioso projecto da Dr. Pereira Si-
mos, parm o illustre cn^enheiro retirou-se d
servil,-! da C m.r.i justamente quaudo tratav.. de
arganisar esse pr jecto, de aorta que ap"ar do
merecimeuto dc-sas nicas representucoos que ah
deixou sao iusafficientes para a canstraccSo.
Tornase mais que inconveniente, mesmo re-
diculo, apresentar a Cmara esse trabalho incom-
pleto e eligir dos empreitetros a fiel execacao, iu-
uossibilitando a precisa fisoalisacao.
Ao mesmo tempo lanca mo de pretendidos pro-
jecto de quem qu.-rque seja, simples prospectos,
as vezes desforme onde carece as diversas re pre-
sen tuco, s giapbicas, as dimensoes, o resultado de
clculos e a especifi acao completa da obra pro-
jectada, etenta a mes-na Cmara assim julgal-os !
E infelizmente tocar ao diguo prsfissional ah
empregado essa triste tarar.....
Kepetimos ainda, o edificio nao um simples
abrigo, nao nicamente a obra do compasso e da
esquadro e nao depende s de um certo goato es-
pecial ; alm dos instrumentos, alm d instincto
do operario, se entrev urna inteligencia geral, pai-
xoes, aptidoes e necessidalea que iuiprimem ar-
chitectura de cada poca um carcter distincto.
Nio com o actuil systema de construccao in-
felizmente seguido, que hao de atteatar as glorias
< as aspirafoes desta grande provincia ; laucamos
um golpe de vista sobre os uossos edificios e obser-
vamos que neuhuaa delles pode mostrar, embora
1-ot), o nosso progresso ,- quanto aos antigs, que
existen) anida alguua nesta vasta cidade, cam cer-
teza, nao poda indicar o menor desenvolvimento
da arte, porqi.e, em eiares coudiccoes loram con-
struidos.
As eJficacoes particulares nao offerecem con-
forto e estaa infinitamente aquem das exigencias
em relacao a nossa civilisacao.
E' forcosoque se altere o systema at entao se-
guido na construccao dos edificios desta bella ci-
dade, que se ha de approximar a urna nova poca
brilhantee que se e.npregue outros meios, at qne
possa surgir a verdadeira arte q e deve acelerar
ns evolucoes e conduzr o trabalho methodico a
essa poca desojada.
A conoca e a experiencia tem mostrado, na
diviso de trab.ilho, diversos ineos a empregar e,
no caso presente, 3;a um erro da Can ara con-
fiando a construccao do novo edificio a algum en-
preitero sem lhe farnecer os planos completos oa
emprezando o mesmo systema a entao adoptado
4 coustru.-cao desses m-sinos cdificioaque j foram
ulgados pelo publico (*; e que infelizmente nao
correspaudein ao lugar que oceupam nesta cidade
neoa s aspiracoes do povo pernanrbucano.
Resta-nos a paluda esperanca de um nico meio
o mais honesto e vantajoao para o publico, para a
administraco e para oa constructores,& concur-
so ; engrandece o paiz pola concurrencia dos pro-
fidsionaes que, por um estimula nobre, se esfarcam,
cada um, a taier o melhor possivel; concede a im-
mensa vantagem a admi.iistraco de eacolhe-, par
meio deurajury coiap tent*-, cfaotre muitos prn-
jectoa, acuelle qne. cm todos os sentidos, supe -
i i i- : finalmente, a vantagem que fiwnltada aos
concurrentes nao nicamente individual, esta
vantagem se reverte natura'mente a um sentiman-
to nacin 1, porque, como ,j dssemoa, impel idos
por um estimulo altamente nobre, faro um estudo
conscieneioso o vordadeiro das artea, cujo resulta-
do o desenvolvimento intellectual da naci.
S lombraaaos o nico meio til e capas de me-
Ihorar -o estade das novas edifioacoes, que, de
() Assembla, Escola Modelo, Lyceo etc.
'f.




(


Diario de PernambucoQuarta-feira 31 de Marfo de 13C6
HB

7
feito, o cancano para na projecto de architectura
exprime o aperfeicoamento de nm eystema de de
envolver as artes industriaos.
Entretanto, poaiivel que entre a Edilidade nem
ao menos qneitam follar ciato.... Em todo o caso
oaaideremos os meios de nm concurso.
Em primeiro logar, esse concurso, pelo que vo-
tamos, preciBO que se nao confunda com urna
proposta ; no primero so podern provar de ante-
Bao as aptides intellec.tuaea indispensaveis a
obra que se deseja efectuar ; ao passo que esta
ultima aso offerece as meamas garantas de talen
to e cape cidade pro&ssional, dando lugar a que sa-
jan preferido os offerecimentos apparentemeute
.;. lucrativos ou melhormente recommendados
peto nome dos respectivos subscriptores.
So concurso ha um premio conferido ao projecto
iulgado melbor entre os que sao submettidos ao
jury; esw premio varia de valor segundo a impor-
t"' do projecto ou proporcionalmente & verba
fltuj! no progiamma.
taitas vetea n'nma grande cidade, quer pela
Itffliieneia de meios artsticos, quer pelo numera
crrscido de profissionaes, nicamente para dar va-
lor e deHenvolvimento s produccoes o'arte, se teui
croado varios premios n'nm s concurso, pela se
guite classificacao chamado primeiro premio o
que conferido ao prcjecte escollado e, sucessiva
asate, inferiores a este, dous a cinco projectos
ais, cujos premios sao chamados de animae&o ;
os sena valores sao calculados proporconalmente
ao primei'o premio.
Estabelecido este i-ystema, to sympathico quo
valioso, na construcyo dos edificios, depois de fei-
to o concurso n'nm prazo dado, procede se en to a
execu.io do projecto, ou antes, pura construceio
que feita administrativamente ou por propostas
em concurrencia.
S'este ultimo casa, mesmo para maior garanta
da execucao da obra, tem certo direito o autor do
projecto ao julgaoiento das propostas, visto qne
o mau competente para a compreheuso do mesmo
projecto e para a sua raelhor execucao.
A provincia j conta com urna grande empreza
de coustrucooes e fabrico de tijollos, cujos produc-
tos sao realmente os melhores; tudo isto significa
adiantamento do ptiz, cumpre agora empregar
bem eases productos novos.
Em summs, votamos pelo concurso, porque este
nao representa urna simples theoria; elle o re-
soltado da verdadeira economa conhecida par lon-
ga experiencia.
Foi assim esctlhido o excellente projecto do
grande theatro lyrico fluminense, anda sem exe -
cucao, em cnjo concurso foram concedidos tres pre-
sa os.
Para os planos da Grande Opera de Pars foi
berta nma immensa concurrencia, em que obteve
o primeiro prsmi'o, o Sr. Garnier, distincto archi-
tecto francs, j fallecido; para a reconstrucclo
do Hotel de Ville, deu-se a famosa luta das celc-
bndades, da qnal toi vencedor o Sr. Baln, e recen-
temente, no Rio, mandn o Ministerio do Imperio
abrir nm concurso para o projecto da Bibliotheca
Nacional.
Este syatema, essencialmente livre, estabelecido
desde ja, no trabalhu que desponta em um pas
Tasto e rico, de esperar que, en breve, attingr
proporcoes gigantescas ; se admiramos, hoje, no-
taveis monumentos, sao devidos concurrencia de
grandes artistas, que ebegaram assim represen-
tacio dos mais altos e mais nobres sentimentos
qne bonram a humanidade.
H.R.
Ao publico
Para calar a maledicencia, publicamos o docu-
mento infra. chamando a attencao para dito do-
cumento.
Os caracteres honestos nao ternera a lus... de-
"^KeeieVsi de Marco de 1886.
Dr Ferrer.
Antonio ca Silva Ramos Nevet.
Publica forma
Pernambuco, 20 de Marco de 1886.Conta
apcesenrada pelo solicitador Antonio da Silva Ra-
aos Noves, i D. JJmbelina Leoncia Borges Diniz.
Liquido da venda das casas ns. 9 e 11 ra de
Santa Rita, conforme a conta do leiloeiro Burla-
maqui, junta aos aulos de execucao, 7:313*482 ;
a deduxir : As custas contadas nos autos des-
pendidas todas por mim na mesma execnco,
1:096*2406:S47*242.
Paro o honorario de advogado e solicitador
para trataron do arresto, accio e execucao, desde
16 de Fevereiro de 1883 at a presente data,
2:t00f.
Pago a ordem que entrego pela quantia empres-
tada com juros na importancia de 1:5004, 3:900/.
Saldo a entregar 2:347/242.
Tem a exequente D. Umbelina Leoncia Borges
Diniz, anda de receber da execucao, a quantia de
3:089,1256. Saldo que entrego, 2:347/242.Som-
ata 5:436*498.
Recife, 20 de Marco de 1885.O solicitador,
^traiMi da Silva Ramos Neves.
Recebi o saldo cima declarado, de 2:347/212,
do producto liquido da venda dos dous armazens
as. 9 e 11 a ra de Santa Rita, que por execucao
de D. Umbelina Leoncia Borges Diniz contra os
ilusos de Joo de Brito Correia, foram penho-
radoa e vendidos em leilo pelo agente Burlama-
qu, para pagamento da exequente, ficando o soli-
citador Antonio da Silva Ramos Se ves e o Dr.
Vicente Ferrer de Barros W. Arsujo, exonerados
da obrigajo passa.da.np8 autos e dispensados do
patrocinio da caus i,no mtante da execucao para
completo pagamento da exequente, na qual prose-
Sirei cama advogado ltimamente constituido :
ndo-lhcs plena e geral quitacao do que arre-
cadara i> em dita execucao, conforme a conta re-
tro.
Declaro que na vcrificacSo do contas exigi o
solicitador Ramos Neves, juros da quantia 'de
1:500/ que 4 m sma exequente adiantou, confor-
me o documeito que passou em dala de 11 de
Maio d>: 1883, cujos juros importavam em 450/, e
ao meu podido foram dispensados pelo Sr. Ramos
Neves.
Rocie, 23 de Marco de 1886.Como advogado,
Jeronymo M. Pereira de Carvalho.
Devidamente sellado!,
'estemunhasJoaquim Antonio de Abreu Bas-
tos, Antonio de Pinho Borges.
Conforme com o original, ao qual me reporto.
Cidade d Recife, em 26 de Marco de 1885.Suba-
crevo e aasigno em testemunho de verdade. Re-
cife, 26 de Marjo de 1886. -Jos Bonifacio dos
Santos Mergulhb. tab;lho nesta cidade.
Srs. redactores do Diario de Pernambuco. Em
seu Di-irio do hontem, na parte telegraphica vem
a noticia de ti r sido eu nomeado presidente da
junta de hygkn.' publica de Pernambuco; esco-
Iba qud jamis solicitei, por julgal-a superior as
minhas forcas; e embora reconheca que ella mili-
to me honre, antevejo comludo mpossibilidade em
accital a.
O meu descuido para este ramo da medicina
preventiva me colloca j em urna posco diflicili-
ma, quo com toda certeza vira bem cedo mudar a
espectativa dos que em mim tanto confiaram.
Minhas ideas a respeito de varias questes de
bygiene preventiva esta em desaccordo completo
com as quo nutre o illuEtrado inspector da saie
do porto desta cida ie ; e a hygiene da cidade nao
pode eitar separa -a da bygiene do porto : e nist >
j vai trio conflicto, que desejo evitar, e no qual
com toda proba bilidade serei a victima.
O secretario nomeado para dita junta o Sr.
Frederico Cavalcante, que nao conheeo, mas que
supponb* habilitadisaimo para altos encargrs
menos para este, so nao medico. Sao vai nuste
meu juizo offensa alguraa ao Sr Frederico, nem
reparo aos que o nomearam, todos cstu nos seus
direitoH ; mas de razo que o secretario para
urna instiiuicao identifica seja um irmo, e nao
um extranho.
Todas estas pequeas comp'icacoes cm nossas
instituicoes, no seu comeco sao graves embaracos,
embora veiiciveia.
Todava irei reflectir; estudarei o peso das at-
tribuicoes a que me obrig.i um tal encargo ; ou-
virei a opioio dos collegas amigos e dos nomei-
dos para a junta de bygiene.: e qualqucr que seja
o meu ultimtum, peuhorado como estou, por tilo
subida escolha. agradecerei em lempo opportu-
no ao que, por vontade propria e txpontanea, me
indigitou para preencher um tal cargo ; e ao Exm
Sr. ministro do imperio a boudade com quo tornou
effectiva tal indicacao.
Recife, 30 de Marco de 18S6.
Dr. Cosme de S Pereira.
Novo hacharel
COMHERCIO
Bls*comoterclal de Fernn
buce
Secife, 30 de Marco de 1886
As tres horas da tara
'otacei officiae*
CsjeWo sobre Para, com 1 1/4 0/0 de descont.
P. J. Pinto,
Presidente,
bandido C. G. Alcoforado,
Secretario.
rjfiWMMEiTOS PBUCOi
Mes de Marco de 18o
Acaba de receber o grao de bacharel em scien-
cias jurdicas esocaes o intelligente e talentoso
moco Jos da Silva Runos, fillio de honrado ne-
gociante desta praca Antonio da Silva Ramos.
O novel bacharel dcixa na academia raizes
b?m profundas no seu trato ameno, de sua modes-
tia e de sua elevada iutelligencia.
Receba o pa do Ilustre bacharel, nossos para-
bena.
Um amigo.
Os poetas
em todas as idadea rledicaram elegantes estrophes
gloria da mulherseus lindos e farinosos ca
bellos.
A calvice era tida como urna grande macula nos
tempo modernos, quando o meio de a evit*r, adia-
se, poi assim diser quasi ao alcance de todos ;
portento nao demasiado dizer que o uso frequen-
te do fragrant vig rador vegetal o Inico Orien-
tal, conserua o cabello em plena vigor durante a
vida, restitue-o e o faz regenerar, quando por mo-
tivos de enferinidade ou deleixo principia sec-
cir-sc o a cahir c lhc di, se est secco ou spero,
um grao de brilho e flexibilidade que nenhuma
outra pr^piraco capaz de prodozir ou imitar.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
..- -, _^
fcj.ini-D 1 a 29
. 'etm d 39
RaoswBuoauDa 1 i 29
dem de 33
654:517*641
33:235,) 956
677:753/597
101:821/588
5:758/040
107:579/628
Coawxar*? -aovncisx,u 1 i 29 122:500223
I !ec de 30 4:025072
kaerrs DBunioaDe 1 a 29
!* de 30
126 525/295
55:080*279
3:970.415
59:050/694
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor americano Finance entrado dos portos do
ful, no da 30 correte, e consignado a Henry
Fomter & C, manifesten :
Carga do Rio de Janeiro
Amostr s 10 volumes a diversos.
Biscoutas 1 caixa a Pereira Ferreira & O, la
F. X. Ferreira-
Caf 270 saceos a Manoel dos Santos Araujo,
204 a Maia & Rezende, 175 a Jos I Joaquim Al-
ves A C, 75 a Pereira de Carvalho l C, 70 a Si-
a Ferrsz 4 C, 50 a Augusto Figueredo &
ll a Moreira 4 Braga.
rinhi. de mandioca 460 saceos a A. Marques
d.s Santos.
Fumo 1.0 volumes ordem, 66 a A. J. Goncal-
ves da Motta, 20 a Costa Lima & O, 6 a Antonio
ira Fructj,- 1 caixa a Balear Olifeira 4 C.
Matte 3 surroes ordem.
Malas 11 a Mendes & Oliveira.
Fauno de alg dio 50 fardos aLA. Siqueira.
c'
Conaltorio medico-eirurglco
O Dr. Estevin Cavalcante de Albuquerque con-
tinua s. dar consultgb medico cirurgicas, na rus
do Boui Jess n. 20, Io andar, de meio da s 4
horas da tarde. Parase demais consulta e visi-
ta ein sua residencia provisoria, ra da Aurora
n 53, 1 andar.
Ns. tclepbonicos : do consultorie 95 e residencia
1-26.
Especiai dados Partos, molestias le :- i
cas, d'utero e seus annexos.
Collcgio de Mossa sc-
niiora da Penha
Estecollegio est funccionando ra da Auro-
ra n. 19, 2 e 3 andares.
OCULISTA
Dr. Brrelo Mampaio. medico culis-
ex-ch' fe de clnica do Dr. de Wecker, d cnsul
tas a 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bar
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos da
mingos e das sanctificados. Residenciara d.
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
Sebo 129 barricas a Joaquim da Silva Carva-
lho.
Vinagre 25 barra a Domingos Alves Matheus,
9 a A. L. Martins Pereira.
Xarque 1,163 fardos a Pereira Carneiro & C,
1,35S a Amorim IrmSos 4 C, 72' a Raltar Ol
veira ft C, 757 a Maia 4 Rezende, 100 a Pereira
de Carvalho 4 <"-, 98 a Jos da Silva Loyo & Fi-
lho, 5 a Jos Piedade 4 C, 10 a F. Nazareth 4
C. 10 a Silva & Azevedo, 35 a Joaquim Duarte
Simoes 4 C, 25 a Viuva Cunha, Genro de C 10 a
Firmino Gomes Leal, 10 a D. Pereira de Azevedo,
10 a F. J. Rodrigues Praca, 30 a J. Pereira i C,
20 a J. Baptista P>nheiro, 20 a Vetto 4 Irmao,
30 a Mello 4 IrmSo, 10 a Augusto Figueredo
&C.
Carga da Bahia
Panno de algodao 5') fardos a M.nhard, Hubcr
4 C, 30 a Olnto ,Jardim & C, 30 a Andrade Lo-
pes 4 C.
Vapor inglez Cotopaxi, entrado do Bo di: 'ki-
ta e escalas, no da 29 do corrcnle e cnus ifn >'L
a Wilsoo Son 4 O ; in.nifest. u :
Xarque 1,132 fardos a Pereira 'Jaro- i
1,000 a Jos da Silva Loyo & Filho, KW a U..
Oliveira 4 C.
Hyate naeional Adelina dbs Anjos, entrado
slossor. no da 29 do correte, e consignado a
Manoel Jos da Cuaha Porto ; manifesten :
Algodao 2 asccas oriem.
Barricas vasias 50 a Cunha Irmos 4 O.
Vcllas de cera de carnauba 60 caixas or-
dem.
Sal ICOalqueires aos consignatarios.
DESPACHOS lifEXPRTAQAO
Em 29 de Marco de 1886
rara o exterior
No vapor inglez Orator, carregon :
Para Liverpool, J. F de Sant'Anna 342 saecas
com 25,159 kilos de algodao.
No lugar norueguense Folkefesten, carre-
gon ;
Para o Bltico, Borstelmana 4 C. 34 tardos
com 6,768 kilos de algodao.
No vapor americano Finance, carregon :
Para New York, H. Nuesch 4 C. 48,401 couri
nhos de cabra ; Julio & Irmio 5 barricas com 402
kilo* de borracha.
a barca portuguesa Noemia, carregou :
Para o Porto, M. Lima 4<\ 92 saecas com
5,421 kilos de algodao ; M. J. da Cunha Porto 172
ditas com 14,932 ditos de dito ; P. C. de Alcnta-
ra 100 saceos com 7,500 kilos de assucar masca-
vado : Cunha Irm os 4 C. 2 ditos com 120 ditos
de caf Pohlman 4 O. 291 courss salgados csrn
3,492 kilos.
No brigue portugue* Soberano, carregou :
Para Lisboa, P. Carneiro & C. 443 conros sal-
gados com 10.116 kilos.
rara o laterlor
= No patacho allemao Goedhart, carregou.:
C,
de
Fados e nao palavras
Aos que se desejam tratar sem compromettet a
saude com preparados mineralgicos.
Neste typographia e na' ra Direita n. 43, 1."
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguinteg molestias : asthmatico,
anda mesmo bronchitico; eiysipela, enxaquecas;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinno);
tesse convulsa, falta de ineustruacao ; cmaras de
sangue : esfricos ou inetrite ; dores de dentes ou
nevralgias, metrorragia ; vermfugos, dentioao e
convulses das eriancas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratara se escrofulosos em qualqucr
grao e gommatesos.
----------saeee-----------
Dr. Cfirpira Leite
n :ih< o
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez Je
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde", e desta
hora em di.inte em sua residencia ra da Sau
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de ee-
uhoras e eriancas.
jg* ------
Estrilas quaresmaes
Anda faz se recoramendar aos seus M-
ridosoa bemfeitores a septuagenaria do
be:co do Beraardo n. 51. Soccorram na,
pois, por amor do Todo Poderoso.
\
Dr. Mello Gomes
MEDICO PABTKIRO E OPEKADOH
Ra do Barao da Victoria (antiga j
ra Nova) n. 37, Io andar
Dedica-se com especialidade ao curativo
| de febres, molestias de pete e das senhoras,
>=yphil8 o estreitifrnento da urethra.
Consultas du 10 a 12. Chamados por
escripto qualquer hora do diaou dinoite.
Ksioli particular
De instrneco primarla para o
sexo ni a .tu I no
34RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua eseola particular
de inatruccao primara para o sexo masculino,
ra da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao cnsino de seus alumnos.
O grao da escola consta : ler, eserever, e contar,
desenlio linear, historia patria e nocoes de fran-
cs.
Garante um rpido adiautamento em seus alum-
nos, pelo seu systerua de ensiuo, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor iuviolavel e urna es-
merada dedicacao ao ensino, fazendo com quo os
seus discpulos abrcemeamem de coracilo as Kt-
tras, aos livros e ao estudo, guiando-os no cami-
nho da intelligencia, da honra e da dignidade,
afira de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio e da lei, um verdadeiro
cidadao brazileiro.
Efpea, pois, merecer a confianca e a prottecuo
do distincto povo pernambucano, e em particular
tem t robusta em todos os paos e tutores de me-
ninos que queirara aproveitar cm rpido adianta-
meuto de seus filhos e tutelados.
Comquanto nusada seja esta tentativa, todava
espera que os seus ncansav is esforcos, e os seus
puros desejos, sejam coroados com a feliz appro-
vaco do todos os filhos do Iraperie da Santa Cruz.
Meusalidade -20JO pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horario -das 9 horas da inanh s 2 da tarde .
Recebe meninos internos e meio-pensionistas
por mensalida les razoaveis e lecciuna por casas
particulares a ambos os sexos.
Iul?o ttoares de Azevedo
31 Ra da Matriz da Boa-Vista 31
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio da. Resi-
dencia e consultorio, n. 20
Larga do Rosario.
ra
Milita aticnyao!
D. Carlota Burlamaqui Magalhaes avisa a quem
possa interessar que o sobrado n. 46 ra Du-
que de Caxias, nao pode ser vendido, sem que o
comprador fique obrigado a manter o nrrenda-
meuto, a que est sujeito, at o da 2 de julho de
1893, conforme a cscriptjra publica, lavrada em
uotas do tebellio Fulgencio.
'utro sim, que o mesmo sobrada nSo pode ser
alienado, emquanto nao for paga a divida de cerca
de 12:0004, constante de letras, aceitas pela pro
prictaria ; pois, do contrario, ser nnlla a aliena-
cao, por ser em prejuiso dos credores.
Recite, 17 de marco de 1886.
Para o Ro Grande do Sul, V. T. Coimbra 125
barricas com 9,160 1/2 kilos de assucar branco e
50 ditas com 2,592 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Para, carregou :
Para o Rio de Janeiro, F. de Saboia 50 saceos
cem 3,CO0 kilos de cera de carnauba ; H. Burle
C. 1,050 saecas com 86,804 kilos de algodao ; Bal-
tar Irmos 4 C. 65 pipas com 31,200 litros de
agurdente ; F. M. da Silva 4 O 3'J caixas com
1,100 ditos de oleo do ricino.
= No vapor nacional Jacuhype, o.ircgou :
P..ra Babia, J. Gomes Pereira 36 barricas com
5,760 kilos de assuc.r branco.
No vapor americano finance, carregou :
Para o Para, A. R. da Costa 15 barricas cora
1,420 kilos-de assucar refinado, 20 ditas com 2,054
ditos de dito braaco e 50 saceos com 3,/50 ditos
de dito mascavado ; V. da Silvera 520 volumes
com 29,386 ditos de dito branco ; Maia & Sezen
de 460 b irricas com 11,671 ditos de dito e 50 ditas
C"ui 3,783 ditos de dito mascavad i ; F. A. de
Az.rw'.o 400 ditas com 23,000 ditos de dito
''r.iuco.
Cara Maranha F. A. de Azevedo 30 barricas
_',:j00 kiloa 'o aMiixar branco.
No hiate nncion..; .'.... 'iirxegou :
Para Maco, P. Pinto ; (J. 3 pipas com 1,440
litros de agurdente.
= Na barcaca Graciada, carregou :
Para Mamanguape, A. Irmos 4 C. 100 saceos
com farinha de mandioca.
Na barcaca Gratido, carregou :
Para Villa da Penha, F. daCos'a&C. 200
saceos com farinha de mandioca.
MOVDIENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 30
Ro de Janeiro e escalas8 das, vapor americano
Finance, de 1,919 toneladas, commandaate E.
C. Baker, equipagem 62, carga varios gneros ;
a Henry Forster 4 C.
Rio Grande do Sul30 das, barca nacional Ma-
ra Angelina, de 225 toneladas, esptao Manoel
Joaquim Mendes, equipagem 9, carga xarque ;
a Loyo 4 Filhos.
Navios sahidos no mesmo dia
New-York e escalas Vapor americano Finance,
commandante E. C. Baker, carga varios g-
neros.
New YorkLugar iug)ez Elitabeth Stevns, ca-
pitio John Strike, carga assucar.
VAPORES ESPERADOS
- Abril -
Niger da Europa a 3
Sergipe Bessel da Baha a 5
de Liverpool a 6
Ville de Rio de Ja-
neiro da Europa a 6
Trent da Europa a 10
Eloe do sul a 14
Advance de New-Port-News a 16
La Plata da Europa a 24
Equateur tfeva do sul a 25
do sul a 29
Hedico partelro e operador
Consultorio ra Duque de Casias n. 59
Io andar
Residencia raa So Parsaad n. 15
CHAMADOS POR ESCRIPTO
(mIgio
Instituto Acadmico
Rtia do A'lsconde de Cioyanna
n. 153 (Hoodcgo)
Resultado dos exauKs prstanos pelos alumnos
do collegio na Facaldade de Direito no Recife nos
mezes de Fevereiro e Marco de 1886.
Ari(lini<-li a
Alfredo da Silva Loyo, approvado eom dis-
tf acato.
Josa Gaipar da Silva Loyo, dem.
Joaquim Nunes Coimbra, idem.
Dionizio Goncalvcs Maia, idem.
Alfredo Osono de Cerqucim, approvado.
Carlos Nunes Coimbra, dem.
Jlo Tavares Carvalho Silva, idem.
Geomeiria
Dionizio Goncalvcs Maia, approvado plena-
mente.
Andr Dias Pinheiro, dem.
Jos Martina Piuza, idem.
Algebra
Jos Martins Fiuza, approvado com distinecao.
Sebastiiio Wanderliy Lin approvado plena-
mente.
Hite t rica
Jss Fiorlindo do N'uscimcnto, approvado p'.e-
naraeute.
Antonio Manoel da Cmara Sumpaio, idem.
Adolpho Alraeida Guiraaracs, idem.
Audr Das Pinhciro, approvado.
Jos Luiz Goncalv. s Ferreira, idem.
Joo Ferreira da <>sta Lima, idem.
Carlos Nunes Coiuibra, idem.
Vcogra pilla
Andr Dias Pinhelro, approvado plenamente.
Adolpho Almeida Gu:inar5''S, id.-m.
Bernardo da Cmara Sampaio, nppovado.
los Fiorlindo do Nascimento, idem.
Jo; Gaspar da Silva Loy", idem.
HNioria
Zenobio Marques Lius, approvado plena-
mente.
Alfredo da Silva Loyo, approvado.
Alfredo Osorio Cerqneir*, idem.
Dionizio Qoocalves Maia, idem.
Joaquim Nones Coimbra, idem.
Sebastian Wanderley Lin?, idem.
PbilAMopliia
Sebastio Wanderley Lins, approvado plena-
mente.
Reiooio
Approvado com distincffio 5
Approvadcs plenamente 11
Appro vados 15
31
Reprovados 3
Collegio Instituto Acadmico, 23 de Marco de
1836.
O director,
Jos Ferreira da Crut Vieira.
Partos, ifliiBsiias is
i-
Edital n. 9
Dr. Silva Brito, medien clnico do Maranliao
tendo platicad) ltimamente nos principis hos-
ditaes de ParU e de Vie.ma d'Austra, onde dedi-
cou-se especialiuente a partos, molestias de mu-
lhcres e de eriancas, offerece seus servic/is ao res
peitavel publico desta cidade, on le faxou sua resi-
dencia.
Pede ser procurado do in.-io da a 3 horas da
tarde no seu consultorio A ru i larga do Rosario
n. 26, 1 andar, e cm ouira qualqu- r hora do di:i
ou da noitc ra da Impcratriz u. 73, sua resi-
dencia.
C, ilcmann
Usinas de cobre, istilo e bronze ee d
Golitzer Ufer n. 9. Rertira S- O.
BJspeadade:
Construccao mas c apparellios
para latineas de assucar, destlla<5ts e re
finac3cs com todos os aperfecoarnentos
moderaos.
INSTALLAgA DE
Enanillos de assucar rompilos
Estabelecimonto filial na Havana sob .^
mesma firma de C. Hecktiann.
C. o San Ijrnacio n. 17.
representantes
Haupt Gebru'Jer
EIO PE JANEIRO
Para informaySes diJAman ai
Pohlman vV I
0 i. 10
EDITAES
O Dr. Adelino Antonio de Lunu Freir-, official da
imperial orifem da Rosa, c minendador da Rea]
Ordem Militar Portngwza d: NSSO Senhor
Jess Cbrnlu ejais de direito privativo de or-
phaos n> ata enmarca do Ii cife, por S. M. impe-
rial e coiiiiitueioii.il o S. uhor Pidio II, a
quem Dcus guarde, etc.
l-'aco saber nos que o presente edital virem, ou
dellu tivercm noticia, qu.-, na audiencia de 13 de
Abril do corrente anuo, ua respectiva sal i, irilo a
pregilo para serera arrematad is por venda,
quem mais der, servindo de base o preco da ava
liacSo, o vo a prar;a a requerirr.ento de Antonio
Anncs Jacome Pires as tres quartas partes do si-
tio e casa edifcala cm terreno proprio seb n 8,
estrada do Joo de Barros freguezia de Nossa be
nhora da Graca, tendo a casa cinco quartos, duas
sals, codinha lora e cacimba d'agua potavel, e o
sitio, diversos arvoredos e mil cento c quarenta e
cinco palmos de frente para a mesma estrada de
Joao de 3arros, inclusive o direito adquirido por
iscriptura privada de I de Julho de 187G, meia-
co do muro e oito da casa contigua do laio do
poente, ra de Nunes Machado, pertenceutes
Antonio Jos de Souza, e outr'o.-a de Manoel da
Costa Maogenco, cujo valor de tres contos c
seiscentos mil ris. Cujas tres quartas partes vo
a prac por ordem desto juizo para pagamento de
dividas e custas de inventario.
E para constar, lavrou-se o presente, que ser
pub'icado pela imprensa e affixado no lugar do
costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 27
de Marco de 1886. Eu, Olavo Antonio Ferreira,
escrivao, o fia eserever e subscrevo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Edital n. i4
O administrador do Consulado Proviucal faz
publico a quem interessar p"ssa, que no espaco de
30 dias uteis, contados do Io de abril prximo fu-
turo, ser effectuada por esta repartilo a cobran-
ca, livre de multa, do 3 e 4* trimestre do imposto
de 3 0/0 do exercicio corrente de 1885-86.
Consulado Provincial de Pernambuco, 30 de
M*.rco de 18?6.
F. A. de Carvalho Moura.
Secretaria da polica de Pernambuco, 80 de
Marco de 1886.-De ordem do Illm. 8r. Dr. chefe
de polica se tas publico que, pelo delegado de po-
lica do termo de Pi d Alho, foi auprehendido
um eavallo, o qual se acba no referido termo de
positado, para ser reclamado por quem se julgar
com direito, provando perante a mesma delegacia
lhe pertencer.O secretario,
Joaquim Francisco de Arruda.
20500
99JS60
15410
137J200
93i 120
141120
226*560
76*800
79>00
)*720
69*600
72#000
61*920
87*840
71*420
55*2 i i
70*56 I
525SJ0
221/760
nwtao
09*760
499*200
153*600
475*20C
182*100
14638 *>
270*060
427*230
O Illm. Sr. Dr. inspestor deste tnesonro, em
vista do resultado do trabalho da commissao en-
c rregada nos termos do art. 6 da lei n. 1860, de
liquidar os debites provenientes do imposto de
calmamente e passeios desta eidade, ma ida con
vidar aos senhores proprietarios dos predios cons -
tantes da relaeio infra para, dentro do prazo de
30 dias, virem a este thesouro recolher a impor-
t ncia dos passeios que de accordo com o disposto
no art. 4738 da lei n. 754, foram executados pelo
empreiteiro do referid* calcamente, sendo que es
gotado aqueile p azo sero extrahidas as contas
pa^a se cffectuar a c. Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
co, em 24 do Marco de 1886. O secretario,
Affoaso de Albuquerque Mello,
Freguexia do Recife
Tome de Souza (Lin-ueta)
N 8. OrJem Tercera de S. Francisco
N. 12. Matheus Gomej Feruandes
N. 11. Jos Jorge Pinto
\. 2>. Ordem Tercera de S. Francisco
N. 2'J. Jo Antonio Ferreira
N. 39. Custodio Jos Alves GuimarSej
M. 41. Antonio Joaquim Lucio da Costa
Bom Jess (Cruz)
N. 5 Joao Jos de Amoriin
Ji. 7. Joanuu Joaquina Machado Pires
Ferreira
N. 9. Hcrdeiroa de Florencio Xavier
Carneiro Alont. ii i
N. 13. Antonio Carneiro Lisboa
N. l. Herdeiros de Joaquina Mara
Pereira Vianna
N. 17 Pedro de Alcntara do Guima-
raei Peixoto
N. 19. Jos Joaquim da Cunha
N. 21. Antonio Heuriqui-s Rodrig es
N. 23. Joao R idrigues Lima
N. 25. Valeriano Manso da Co^ta Res
N. 27. Augiuio Caori
N. 31. Rapliae! Fern.ml s Abr.ir.tes
N. 33. Herdeiros de Joaquim Ribeiro
I'o tts e oulro
N. 35. Ilerde'ios de Praneiseo Antouio
Darlo
Lirgo do Corpo-S.iao
Igreja
N. 10. Maria Joaqu na de Oiivura
Campos
N'. t. Joe Pereira
K i M.rqucz de Ol ida
M. 66 M.uii Hi.a d Craz Neves,
oitaj
Caes u'Apollo
N*. 01. Ferreira Matbeui
N'. 53. Joaquim Lua Vieira
N. 9 Carlota Joaquina d-^ Carvalho,
oiai
N. II. Ilerd iros do Vsconde de Lou-
ies, oito
N. 71. Ferreira M .truns
N- 7'. O incino, oitao
N. Ti. Viuva Lasscrre, oitao
Una d'Apollo
H. 10. Cail.Ha Joaquina de Carvalho,
o t. i
N. 12. BerJcirOi do Viscoudede Lou-
r.s 5335210
N. 51. Manoel Joaquim Rain, s e ^ilva 139*40
Ruada Ke*taura?aVi (Guia)
R. 2. Jo'o .) t Rodrieues L.ffl r 2G4"0
N. i. Hcrdeiroa de Joao Antonio da
Silva 24*001)
N. 64. Man icl Joaquim Ramos e Silva 324*000
Bceco do Goncalvcs (oiiio)
M. 10. Rjsa Goncalvcs de Jesu?, oitao 254*400
Caes do Apilo
N. 63. Rjsa Gonc-.lv.-s de Jesu 177*600
N. 65. Manoel Luiz Goncalvcs 136*961)
N. 67. O m amo 167*520
Caes do lJruin
>J. 91. Viuvi e herdeiros de Joao Fer-
ri-ira Pereira Vianna, oito 557*800
Ns. 91 a '.'. mismo, trente 290*160
Madre de Deus
Igr'ja 752*640
N. .">. Dr. Ludg'ri Goncilvi-sda Silva 30*720
N. 35. Franeiaes Mechado Pedroaa 30*280
Tortea
N. 18. Ordem 3' de S. Francisco (dif-
fereoea) 9*6.)0
N. 0. Joaquim Baptista Nogucira (dif-
ferc.ca) 9*600
Broa
N. 104. V;uva c hcrdeiroa de Joo
F'Tuandes Prente Vianna, oito 1:455*360
t'raca do Commercio
N. 2 Pedro Pereira de Araujo Beltrao 383*040
N. 2. O mesmo, fuudo e oito 510*360
N. 4. J auna Baptista de Azevedo Ti-
ii'.eo, tundo 63*240
N*. 6 Mara Miquilina de Sampaio,
idem 61*440
X. 8. Annuiiciada Camilla Alves da
Silva, idem 93*120
X. 10. A mesma, idem 81*600
N. 12. Luiz Puecb, idem 65*280
N. 14. Eduardo P. Wi son Jnior,
dem 55*200
N. 16. Manoel e Jos, filhos do Dr.
Abiliu Jos Tavares da Silva, idem 55*200
X. 18. Aununciada Camilla Alves da
Silva, idem 555200
N. 20. Luiz Jos da Cts'.a Amorim,
dem 198*240
N. 22. Francisco Ferreira Baltar, id.in 2294600
N. 24 Alusteiro de {3. Beiito, dem :">84 'b0
X. 26. O u.eiao, idem --'65*9 0
N. 28. Eduardo Alcxaudre Burle, idem I92*tl00
Doming.'s 'os Martina ("Cnsala V. IIih)
X. 138 Viuv, Lfscrr-,. ito 341*380
. Mona Cesar (Sensata Mora)
N. 2. Santa Cruz dus Canoeins do Re
cife, oito 77*380
Alfandega
X. 2. I.mindadc de Saul'A'iuu da Ma-
dre de Deoa 60*140
X. 4. A m.tma S*560
Forte do Matto
X. Mareeilino J-t Guacal vea da
Ponte 48*000
X. 8 Luiz Goncalves da Silva 38*!60
X. 10. Vmva de Manoei Goiic.lws da
*,S.ha 311*600
Commercio (Trapiche)
X. 32. London BiaziliaiiB.uk. fundo 101*680
X 'i. Luiz Alfredo do Moris e ou-
tro, dem 45*120.)
N.*S6. Viu"a e herdeiros de Paulo Pe-
reira Simo"'?, dem 62*880
N.J40. Hcrdeiroa de J. Fraucisco Ma-
J^mede d'Almeida, idem .">3740
N." 42: Vsconde de Loare* idem .r.;;i740
X.^44. Gaspar Antonio Vieira Guima-
res, idem 47*040
li. 46. Herdeiros de Autonio Francis-
co Branco, dem 46*080
N. 48. iineruo de S e Albuquerque,
idem 31*200
Travcssa de Alvares Cabral
N. 3. M steiro de S. Bento, fuudo 48*320
Madre de Deus
N. 1. Ludgjro G-mcalvcs da Silva 82*80J
. 28. Cialdiio dos Skntos Maria de
Oliveira 25*440
N. 7. Antonio da Silva Pontes Gni-
mares 22*560
N. 32. Jo^ dis Santos Xuncs de Oli-
veira W68
cionar o respoctivo engenbo central, correr por
conta do proponente ou de quem temar a si oes-
tabelecimento dos engenhos, o pagamento dos jo-
ros das mencionadas apolices, para o que recome-
r no Thesouro Provincial, no fim de cada semes-
tre a respectiva importancia. Correr tambem por
conta do proponente ou de quem realisar a empre-
sa, a j indicada amortisaco, nunca menor de
10 %i recolbendo no Thesouro Provincial, no se-
gundo semestre do anno financeirs, a quantia para
esse fim uecesaaria.
A amortisaco ser maior, se assiia convier ao
proponente.
3-a O emprestimo de qire trata a clausula pre-
cedente, sei effectuado era duas prestacoes iguaes,
urna qusndo forera apresentados o conhecmento
do embarque, ai actura e apolice do seguro dos
machinismos s accessor03 destinados cada enge-
nho, e a outra depois que estes se acharem no lo-
al em que se estiver csnstruindo o respectivo edi-
ficio, uina vez reconhecido, por quem a Presiden-
cia indicar, o estado dos ditos maebinismoa e a sua
conformidade com a descripcao de desenhos appro-
vadoa.
Os documentos de que tiata 8 primeira parte
d'esta clausula, sero endosaado.s i ordem e fica-
ro em poder do Thesouro Provincial, em cauco
da quautia que receber o cornrataute.
4.a A provincia ter hypothcca sobre aB trras,
edificios e quauto constitua a parte integrante do
engenho ceutr.il, para garanta dus i plices que
emittir, nos termos da clausula 2a : e aonutlmente
o contratante prestar no Thesouro fianza dos ju-
ros attinentcs s mesoias apolices.
5.*O contratante dever sujitar approvac)
da Presid ncia da provincia, no prazo de 60 dias,
da assignatura do contrato, a descripcio dosap-
parellios e machinismos, que toreon destinados ao
engenbo central, ebem assim a planta das respec-
tivas obras, a qual s ser approvada depois de
eaame per noaa eommissao de engeoheirop, que a
mesma Presidencia nomear.
6.O contratante f po.ier transferir a res -
iitivi coucoasia agricokorea ; deveodo, porm,
preceder approvac^to do presidente da provincia,
com relaeio a tod.ij ae clausulas da cesso ou
tmnsferencia
7 A provincia ter durante a execucao das
obras, e at qoo s> j i embolsada, um cngenheiro
do Domacao da Presidencia -'a provincia,
uorrendo oj respectivos ordenados por conta do
contratante.
8-"Xcj.luim dividendo ser pago aos accionis-
tas antes iie seren tatiffeitos os juros das apiliccs
emittidas pela provincia e a qnota da respectiva
amorttsav* .
9.Coustitue motivo de preferencia o offereci-
nento de oous menor para a provincia cm relaco
s eondices que servm de base presento con-
currencia, e bem astiin a indicacao de local mais
conveniente.
O secretario,
redro Francisco Correia de Oliveira.
Juizo dos Feitos da Fazenda Na-
cional
!;.< ivao Krgo Barro
Perante o Sr. Dr. jais substituto dos feitos da
(agenda, Francisco Alv-s da Silva, no dia 2 de
abril vindouro, pelas 11 horas da manh, depois
la audiencia, se vendero em pr.ica publica OS
bena siguiutes :
Urna ca-a terrea n. 10 A, sita ra de S. Mi-
guel (freguezia des Afogadosl, avaliada per 400*,
pertcncinte Manoel de Moura e Silva.
Urna olaria s ra no lu^ar do Bomgi (Remedio),
freguezia de Afogados, avaliada pelo seu mo es-
tado em 100*, pertenente a Arthur de S Leito.
Um arraazem de n. 12, sito no caes de Capiba-
ribe, freguezia da Boa-Vista, avaliado por.....
1.0 0/, p-'rtenceute ai Baro de Lmocro.
Sendo todos os bens cima penhorados oara pa-
gamento de im o.stos e f/os que devem Fazeu-
da Nacional. Recite; 22 de Marco de 86.
DECLARARES
Club de Regatas Pcr-
nambucaiio
De ordem do Exm. Sr. Dr. pcesidente, convido
os Srs. socios a se reunirem no da 1 Je abril.
As 7 horas da noite, na sede deste Club, eni as-
sembla geral, como determina o art 30doa nos-
sos estatuto).
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
cm 20 de mareo 1886.
Ocar C. Monteiro.
T secretario,
"
Aaai'mblC'a ral
De ordem da directora convido os Srs. accio-
nistas para em assembla geral no dia 31 do cor-
rente ouvirem h leitura do relatoro e do parecer
da ctimmsso fiscal c approval-os. Assim como
elpger a directira, a mesa e a commisso(6scal do
futuro ex-rcico. A reuno se efivetaar ao
meio da no escriptorio da Companhia de Trilitos
Urbanos de Olinda.
Reafe, 27 do Marc i de 1885
O gerente,
Antonio Pereira Simoes.
Faculdade de Direito
Terminando hoje os actos de diversos anuos da
Faculdxdn de.dire.it,', cun exc.'pcao dos do qu arto
anno, ri-solveu o Ex n. Sr. conselheiro directer in-
terino, depois de ouvir a congregelo dos reprrc-
tivos lentes, mandar que fussetn abertaa no da 2
de abril vindouro, todas as aulas, menos as do
quinto anno cujas matriculas cont nuain abertas
at a terminada dos actos do quarto anno.
Correio
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Vara, es'a a'ministracao
i-xpede malas para os portos do E-pirito r'aotj e
Rio de Janeiro, recebendo imprcE;os e obj.co
registrar at 1 hora da 'arde, e ca: *as omina-
ras at 3 hora ou 3 1/2 com porte dup(.
Adininistraco dos correios de Pernambu o. 31
de Marc i de 1886.
O administrador,
Affonso do Reg Barros.
5 > Seca).Secretiria da Presidencia de Per
nambuco, era 26 de Marco de 1886.De ordem do
Exm. Sr. conselhero presidente da provincia, e
para execucao do que autorisam os arts. 16 a 18
da lei n. 1,860,.sao convidadas a tpresentar pro-
postas no prazo de 30 das da data do presente
edital, as pessoas que pretenderem fundar c explo-
rar engenhos cen"paes neita provincia, servindo
de base concurrencia as candicoes em seguida
declaradas, e sen lo a3 propo8tas>presentadas em
carta fechada n'esta Secretara, no dia anterior ao
do vencimento d'aquelle prazo.
A concurrencia lirritar-se-ha tundac i e cx-
ploraco de quatro eng'nhos centrae3 com capaci-
dade para moer de 25 a 30 milhoes de kilogram-
mas de cana, em safra do 100 dias e de preco de
600:000* cada um, sendo licito aos concurrentes
aprenentar propostas para todos oa smente para
um engenho.
la as propostas deviro os concurrentes de
clarar o numero de eogenhos que pretendem fun-
dar e explorar, a forca e typo de cada um, a zona
em que tem de ser col locado e a quantidade de
cana com que podem contar.
2.__A provincia concorrer, a ttulo de empres-
timo, para cada um dos quatro engenhos com ma-
tia nao superior a 200:000*, em apolices de 7 /0
de emisso especial, com a clausula de resgate an-
nnal, por sorteio, dsvendo ser amortisadas em
igual periodo, na razio mnima de 10 "/. a contar
do anno seguate ao em que tiver comecado a fanc-
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro chefe da
repartirlo das obras publicas, fa> publico qut\
em virtude da autorisacao do Exm. Sr. conselhero.
presidente da prov ca, no dia 8 do mez do abril
prximo vindouro, ao meio dia, recebe-se nesta
secretaria propostas para a execucao dos reparos,
de dous pontilhoes do aterro do Porto de Gralh-
nhas e os da poote sobre o ro Ipojuca, no enge-
nho Limoeiro.
Os orcamentos e mais cou lices do contrato se
acham nesta secretaria para serem examinados
pelos senhores pretendentes.
Secretaria da reparticao das obras publicas de
Pernambuco, em 26 do. Marco de 1886.
O secretario,
J. J. de Siqucira Varejo.
Prolonganiento da Estrada de Fer-
ro do Recife ao S. Francisco e
Estrada de Ferro do Recife a
Caruari
De ordem do Illm. Sr. director faco publico que
at o dia 3 de Abril prximo vindouro, ao meio
dia, recebem-so as proposuas em cartas fechada?,
no escriptorio da 5. div sao na cilade de Palma-
res, para o fornecimento de trezento sdorment s de
madeira de lei, com 3 metros de comprimento so-
bre 0,ni30 de face para pontes. No supracitado
escriptorio sero prestadas as necessarias infor-
macoes.
Recife, 27 de marco de 1886.
O almoxarife,
Jos Francisco do Reg Cavalcante.
.
4
-
i_
CMa


Diario de Pernambiico(Jiiarta--eira 31 de Marpo de 1886
>
.
L

imperial soclcdade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
De ordem do inno director, e de eontormickde
om os nossos estatutos, convido ao irin&us para
coa ir- cereal na socieiade no di 2 de Abril as
C e meia h iras di tarde afin de tef lugar a ss-
il da asa. roblen geral, visto n5j ter se efectua-
do ao dia determinado.
Reeife, 30 de Marco de 1885
O 2* secretario,
Patcrnianu Barrozo
aacs Casa de Misericordia de
Reeife
Na secretaria da Santa Ois;i de Miseriooriia Ac
Rfccife arrmdam-sc por espado de um tres an
nos, aa casas abaixo declaradas :
Roa da Moeda n. 45, 240*000
dem -deai n. 49
Ro* do Bom Je=us n. 13, 1 andi.r 3 0*000
dem n. 29, loja SiOOo
dem idem n. 29. 1- ai dar '*'"' 0<
Ra dos Burdos n. 27 216000
Roa d Madre de Dem n. 10-4 180*001)
Cae* da Alfaudeca snnaiein n. 1 1:600*000
Ra d>> Mirquex de Olinda n. 53, 2o
andar
Ra da Guia n. 25
BeCCu n. loja
I loa do Viseondc de Itaparica n. 24,
paviaHnr i t. :r >, 1* i: 2 andar, por 1:4001000
Ra diS CVcadis a. 32 l>()0*000
riearetana da Santa Casa de Misericordia ds
Escita, t de tevercir; de 1886.
O eacrivo,
Pedro hodrimie* de Souxa
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia Phenix Per-
nambucana
Ra do Commercio n. 38
Loados aod Brasilia a Bank
Limited
Ra do Commercb n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do iresmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa., ra dos Capell-stas n 75 N-
Po-to, ra dos Inglezeo.
COHPA.VHIA PKBtUaK *A
DE
Xavegaco Costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaj, e Baha
0 vapor Jacuhype
N
507*000
200*005
48|OO0
Monte de Soecorro de
Pernambuco
O possuidores das cautellas de penho-
r 's do3 nuuifros abaixo, sao convidados, a
X sg.ital-as at o dia 15 de Abril vindouro.
10,070 10,116
10,667 10,784
10,817 10,828
10,833 10,834
10,839 10,841
10,846 10,-5:$
10,865 10,867
I 10.891
10,914
J.0,956
10,997
11,017
11,080
11,092
11,128
11,153
11,192
11,210
10,921
10,940
10,962
11,003
1,022
11,0'il
: 1,107
11,129
11,164
11,211
10,118
10,786
16,828
10,835
10,343
10,851
10.869
10,901
10,"22
10,842
10,970
11,006
11,023
11,062
11,108
11,138
11,242 11243
11,2)7 11,260
11,275 11,280
11,303 11,309
11,339 11,332
11,35:* 11,353
11,168
11,194
11,212
11,247
11,261
11,283
11,321
11,334
11,356
11,383
11,401
11,418
11,488
11,454
11,475
11,507
11,521
11,544
11,553
11,563
11,583
11,590 11,593 11,600 11,601
El-Ctfc, 23 de Maico de 1886.
O gerente interino,
Felino D. Ferrsira Coelho.
11,379
11,888
11,412
11,436
1 '.,452
11,451
11,492
11,512
11,534
11,551
11,557
11,573
11,380
11,392
11,413
11,437
11,453
11,472
1! ,4(J7
11,513
11,538
1,552
11,562
11,57'J
10,136
10,807
10,b30
10,836
10,843
10,855
10,885
10,90)
10,930
10,943
10,974
11,015
11,032
11,064
11,117
11,139
11,177
11,198
11,218
11,250
11,263
11,291
11,326
11,345
11,372
11,384
11,406
11,419
1,443
11,458
11,485
11,509
11,523
11,548
11,551
11,566
11,587
10,137
10,811
10,831
10,837
10,844
10,857
10,887
10,910
10,932
10,916
10,987
11,016
11,044
11,068
11,118
11,146
11,187
11,209
11,226
11236
11,273
11,299
11,327
11,346
11,377
11,386
11,103
11,429
11,450
11,465
11,489
11,511
11,524
11,549
11,555
11.572
11,589
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7 -RA DO BOM JESS -N. 7
Seguro martimos e terrestre)
Ne:tes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurad' s isempyo de paga-
mento de prt-uiio rm cada stima anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
Acba se em praca por venda peante o Dr. juiz
de erpuilos, escrivao Oiavo, tres quartas partes da
casa e sitio n. 8 a estrada de Jutlo de Barros
tend) a casa 5 qvartjs, 2 satas, e eOMBBS fra
o sitio 2 cacimbas da melhor agua piravel c 1145
palmos de frente para a mesma estrada, onde ha
terreno para larga edificarlo i at para retalhar,
com diversos arvoredos de frut'. como manjruei-
rns, cajueiros, abicates, fructa po, pitaugueiras,
.iju.'iras, goiabeiras, pinbcuas, larongeiras, ara-
emeirus, iugazi-iros, ci'jazoiros, liinoeiros, roman-
zeiras, oiticorozeiro, anticUMiros, grande bana-
ueiras e baixa para plantar iu de tapial ou de
caimas ; sendo que ao poente, onde ha tambem
terreno para ediiLacilo e tbida para A ra de
J Nones Machado, ba dircito a mciac&o do muro e
do uito divisorios.
Hospital Portdguez de
Beneficencia
Z' convocaeo da antoicmblca geral
Da ordem do lllm. Sr. vice-provedo ,' convide os
senhores socios a rcunirem-sc em assembla goral
domingo 4 de abril, 3 11 h ras da mhuh, a fin
de proceder-sc a Mtara do relafc'rio e parecer da
cmnmisso de exame de con'as da aiministracao
de 18it, e a eiiveao de alguns membros da nova
junta.
Solcita-se a todos os seuhures socios que com-
preos m a esta sessao, visto que se resolveu pro-
ceder aos trabalhos coin o numero que compare
cesar, indepeudente da disposic^io dos estatuto;, e
a'tendiiiJo a que de indeclinavi-1 noccisiJi.de
iil demorar por mais tcinpo a p>;se da nova ad-
imnitr.racao.
Secretaria doHospi'al Portugucz dr BcncSc. n
cia em rYrn imbuco, 29 de Marco de 86.
Manoel Martina Capito,
2o secretario.
Segu no dia 3 de
Abrli, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
_ 'dia 2.
Eneommendas, passagens e dinheiro a frete at
s3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pemambucana
n. 12
Companhia Uahiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
E' esperado dos uortop ci-
ma at o dia 4 de Abril,
e regressara para os mes-
mos, depois da demora do eos-
turne.
Para arpa, passagens, eneommendas e dinheiro
a freto fracta-sc na agencia
7--Ra do Vigario 7
Domingos Alves Maltas
(OMMMIIt
I'KIXIM ilt C. \ 4
DE
.\avegacao Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Maeu, Mossor, Ara-
caty e Cear
O vapor Pirapama
Segu no dia 5 de
Abril, s 5 hons
da tarde. Recebe
carga at o dia 3.
Eneommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambw'sinn
n. 12
Biircaca
Vnde-so urna bareaca de carga de 300 saceos
e ratar na ra Direita n. 82, loja
Royal Mail Steam Packet
Gonpany
Reducgo de passagens
Bilhetes especiaes se-
ro emittidos desde 14
de iuar$o at o fin de
julho offerecendo faci-
lidades aos senbores
viajantes para visitar
a exposi$o colonial
ero Londres, de 1886.
Ida e volta de Per-
nambuco a Southamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras ster I inas 36,
150.
LEILOEE
TIIKVTRO
Inited Slalcs & Brasil Mail S. S. C.
O vapor Advance
Espcra-se de New-Port
News.at o dia 16 de Abril, f
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
H'je, 31, deve ter lugar o leilao de fazendas
limpas e avan'adas no armazem do Largo do Cor-
po Santo n. 9.
Em contiuuacao leili > de quadros, jarros, can-
dieiros a gaz, 1 piano, urna mobilia de Jacaranda
e machinas de descarocar algodao.
DE
anta Cana da
la do Re-
Mlaericordi
rife
A II na. junta administrativa desta santa casa
contrata com quem melhores vantag> forneeimento de assucar de 1, 2 e 3' sorte e
turbinado, para os consumos dos estabelecmentos
se^uinte, durante o trimestre de Abril Junho
lo crreme anno : Hospital Pedro II, dito dos
Lasaros dito de Santa gueda, Hospicio de
Alienados, Akylo de Mendici ade, ("asa dos Bx-
pjstos c Collegio das Orphs em Olmda.
As propost-is deverao ser apresentadas na sala
de suai sessoes, em cartas fechadas, devidamen-
te selladas, at as 3 horas da tardd do dia 30 do
corrente, declarando os proponentes sujeitarem s i
a urna multa de 5 0/0 sobre o valor total do forne-
eimento, se no prazo de tres dias uio comparece-
rem i secretaria da mesma santa casa para assig-
narem oe respectivos contra'os.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Kecife, 25 de margo de 86.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Sonza^_____
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool & London & Glob
INSIMAME COMPANY
janato Bratto & C.
COMPANHIA DE SEGUROS
(OVTIIA F4M.O
Kortb Brilisli & Hercanle
CAPITAL
t:000.000 de libras sierllnas
AGEN 1 ES
Adomson Howie & C.
VARIEDADES
Companhia lyrico-comieo-
dramatici
DIRIGIDA PELO ARTISTA
L1ZMILONE
EMPREZA
A.. BOLDRINI E L. MILONE
Quarta-fera, 3i de Mar^o
e YariaisiB anuct
Lyrico Cmico Dramatice
Primeira parte
Sub:r s.-ena a NOVISIMA e engrscada co-
media em 1 acto
UM NUMERO FATAL!
7
em que tomara parte a Sra. Durand e os Srs. Bul-
drini, Repossi e Comoletti.
Mesnada parte
1.Urna romanza pela Sra. Rosa Iba Beeei.
2."Bovon Sec Lindissima cancao iranceza
deseinpi'nhada pe a Sra. R. Durand.
*T 3o Les peits Baieers. cancao francezi pela Sra.
Mabioh.
^OMPANIUA
Imperial
desempenhada pela distineta actriz Sra. Mabiom.
Terceira parte
1."-Nabuccodcmoeor, aiia ptlo b*ho Sr. Pozti.
2*.4 Estrella Confidente, msica de Rebandi,
pela Sra. Sidonia Sprioger.
3.'A magnifica cancao do Jardim-iro, na ope-
reta
i I tima pa/c
Acabar o espectculo com o inteiro 3" acto
da magnifica op^ra ds maestro G. Verdi :
Um Baile de Mascara
em que tomam pirtc a distineta cantora Sra. Cor-
tesi e os Srs Rect-i, Oominici, Puzzi e Tirelli, e
todo o corpa de coros.
Preyos do costume.
.% eaitradasi geraes nao dio direi-
to ao awfti-aio no tbealro.
No Be transfr o espectculo a!nda que
chova.
sJAwmo. Depois do espectculo baver trem
para Apipucos e bonds das linbas de Fernandes
Vieira e Afogados. Os bonds no largo de palacio.
O b-ind de Magdalena t baver quando o ps-
pecticulo acabar depois do horario do ultimo que
pascana roa Nova, s 11 horas e 42 minut s.
No trem at Apipucoa nao ha bilhetes de 2<
classe, o n5o teem valor as series da companhia.
l*i inri piir a Hit hora*.
Baha e Rio de Janeiro
Pira carga, passagens, eneommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forsler k C.
N. 8. RUADOCOMAU-.riOlO N8
/ andar
OsARGElRS rTIIS
Companhia Franceza de Navega-
cao a Vapor
Linha quiuzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer vio k filo e Janeiro
E' esperado da Europa at
o dia 6 de Abril, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba
lila. Rio de Janeiro
e Manto.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p -los
rapores desta linha,aueiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng. ,..:i<
quer reclamacio concernente a volumes, q-j poi
ventura tenham seguido para os p&rtos do sul.arioi
de se podercu dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, eneommendas e passageir? para
quaes tcm excellentes accomodacoes.
Dgusto F. de Oiiveira &
1CE\TEN
42 RA DO OOMMERftfO -43
lloje, 31 de Mareo
O de fazeudas avariadas, fazendas limpas, lonas,
ferragens, quadros, candieiros a gaz, e movis,
annunciadn para hontem, pelo agente Pinto, no
armazem do largo do Corpo Santo n. 9, deve. ter
lugar boje, 31 de Marco, principiando s 10 1/2
horas, pelas fazendas.
Em continuaco Machinas americanas para
descarocar algodao e urna vacca tourina.
LEILAO
Moje, 31 de mareo
Grande expesinlo
De candieiros a gas, ricos quadros a oleo, jar-
ros para flores, e globo para candieiro.
Um piano de Herz, 1 mobilia e urna carroca
de 2 rodas coberta e com bu lea.
Leilao
De 1 piano forte, 1 mobilia de Jacaranda, qua-
dros oleo, jarros para flores, candieiros gaz e
laicas para cortinados, 1 mesa elstica, 1 guarda
louca, 2 apparadores, cadeiras de garnicSo e me-
sas, camas fraacezas, ditas de ferro, commodas, 1
toilet com espelhoe e maitos outros movis de casa
de familia.
Urna bagatella e um relogio.
exa-felra, de Abril
Agente Pinto
No sobrado da ra do Mrquez de Olinda n. 4.
Agente Pestaa
Leilao
Da casas terreas, sobrados e sitios
Sexta feira, 3 de Abril
A's 11 horas era ponto
No armazem sito ra do Vigario Tenorio
n. 12
Um sobrado de 1 andar com grandes accommo-
dacoes, sito a travessa da B mba n. 8, rendendo
457*000.
Urna casa terrea com grande sotao, sito ra do
Vital de Negreiros n. 45, rendendo 360J000.
Urna casa terrea com 2 sotos, sita no pateo de
S. Pedro n. 4, rendendo 270/000.
Um sobrade de l andar com grandes accommo-
dacoes, sito ra do Calabouce n. 4, rendendo
756*000.
Urna grande casa terrea com 5 janellas e 1 por-
ta, 2 salas, 4 quartos, cosinha, quintal e cacimba,
sita ra do Mrquez de Herval n. 139, rendendo
3605000.
Um grande e bein arborizado sitio com grandes
accommodaces em terreno proprio, sito estrada
de Jo5o de Barros n. 19, rendendo 1:000*000 de
aluguel e foros.
Um grao.de sitio com importante casa, com jar-
dim, diversos quartos, salas, cosinha, banbeiro,
gallinheiro, cocheira, portao de ferro e muro coa
gradeamente em terreno pioprio a limitar no ria-
cho Lava-tripa.
Um sitio na mesma estrada de Joao de Barios
n. 6, com os commodos seguintes: 2 salas, 4 quar-
tos, 1 gabinete ao lado, cosinba, cacimba com boa
agua e terreno proprio.
Estas casas serio vendidas livres e desembara-
zadas de qualquer onus: para mais informales,
com o agente Pestaa.
141000
Aluga-se a casa n. 6 na travessa do Pssjtas,
em S. Jos, com 2 salas, 2 quartos, cosinha, (ruin-
tal murado e cacimba ; a chave aclia-ic no. a. 4,
e trata se na ru da Guia n. 62, Reeife.
Arapongas epapagaios
Compram-se que eantem muito e fallem b?w ;
na loja do RomSo, ra das k lores, onde se ven-
den) passaros de difterentes qualidades, u**f,em
conta.
Aluga-se
a casa terrea da ra de S. Jorge n. 40, fea 4
quartos, 2 salas, cosinha, quintal com cacimba, to-
da pintada e caiada, por preco commodo, a tratar
na ra do Amorim n. 66.
-------------ff-
Ama
Precisa-se de urna ama que saiba cosinlajr e
comprar na ra de Viscondede Goyanna n. 199
recisa-se de urna ama boa cosinheira : a> tra-
tar na ra do Baro da Victoria n. 61, 2o andar
Ama
Precisa-Ee de urna cosinheira e outra e*an>
madeira; na ra do Baro do Triumpho n. C.
- .....
Tricoferc
de Barry,
Q.rantp-'.f, rjr:rr
i*z cresccr o
CABELLO
clnda ninsfi nu ron.
naals cn'vn", be;i: como out
can radiralmciite
a T!^:HA o a CASPA.
* Positivamente impedo a
Sueda e o embraaquecimente
o CABELLO e em todos otea-
ses o torna invariavelmente
Kacio, B-hante, Formse 6
Abundante
Era uaoh&malsdeoltentaannot
e tem maler venda que BeBlWB
outropri:par.idoiara o cabello err
toa. mundo.

AVISOS DIVERSOS
_ Pe4e-se aos abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
51, a negocio que nao ignoran.
Jos de Araujo.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luis Carvalho.
Jos GuimarSes, caixeiro de Loyo & Filbo.
Frederico Vieira.
Augusto Goncalves da Silva.
Manoel Antonio Carneiro de Araujo.
Na ra do Visconde de Goyanna n. 85,
P'ccisa de urna mulher para assar e vender bo-
los, e faz-se comida} para fra.
Agente Pinto
No armazem do largo do Corpo Santo
n. 9
LEiLAu
Companhia liras ileira de Nave-
gaeSo a Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Pernambuco
Commandante o captto de fragata Ped o
Hyppolito Duarte
E' esperado dos portos do
norte at o dia 4 de Abri
e depois da demora in
dispensavol, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra dantos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, eneommendas a valores
Irata-se na agencia
N- 46 RA DO COMMER01O N. 46.
De machinas americanas para descarocar algo-
dao do syste'ma aperfeicoado e 31 pecas de lona.
H'je 31 de Marco
Agente Pinto
No armazem dLurgo ido Corpo Santo n. 9.
LEILAO
De fazendas inglezas limpas e avariadas
Qnartafeira, 31 do corrate
Agente Pinto
No armazem do Largo do Corpo Santo n. 9
Constando
De cassinetas, chitas e cassas avsriadas, casi-
miras, brins, fiebs, chitas, madapoloes e outras
fazendas limpas e avariadas.
Leilao
De movis nov;s e usados, espelbos, qna,dros,
jarros, pianos, loucas, vidro, cervejas, cognac^er-
moutb, charutos, chapeos de sol e muitos outros
bjectos que se tornam enfadonho mencionar os
qnaes serao vendidos sem limites.
Quarta-feira. 31 do corrente
s II horas
No hotel UNIVERSO ra do Commercio n 2
Por interveneo do
Agente Gnsmo
= _Prec8a-se de urna senhora que saiba coser
perfeitamente em machina : a tratar no becco da
Bomba n. 13.
Aluga-se o 1- andar da casa n. 19 roa da
Penha, o 1 da de n. 66 mesma ra, o 1 da de
n 35 travessa de S. Jos, o terreo de n. 26 ra
Duquo ds Caxias, e a casa n 26 ra de Nunee
Machado, no Espinheiro, com b jos commodos ; a
tratar na ra do Hospicio n. 32.
Precisase de urna cosinheira para casa de
familia : a tratar na ra do BarSo ds Victoria
n. 39, loja^_____
O Sr.~F.l3r. L. da RTr7g. tenha a bonda-
de de restituir aquella quantia que recebeu por
procuracao, de que nao fez entrega ao dono.
Alug i-se a casa com sitio, do Dr. Castello
Branco, prxima ao povoado do Beberibe ; tam-
bem aluga-se urna boa casa terrea novamente re-
construida, sita a ra de Mathias Ferreira. em
O inda : trata-se ra Duqae de Caxias n. 23.
lie i
_ De conducta afiiancada, que nao tiver meies de
vida, querendo fazer companhia a 4 criancas, ter
casa, comida, algnma roupa, etc. A casa tem
criados para cosiuhar e outros mistares, a ra da
Roda n. 54.
Agua Florida
de Barry.
DUPLA.
Preparada segundo a foninls
original usada pelo inventor r <
I anno de 1829.
Tem duas vezes mais Fragrancia
que qualquer outra.
Dura duas vezes mais tempo.
E'muito mais rica de perfume
mais suave.
E'muito mais Fina o Delicada.
Tem dpbradaforca Refrescativa *
| Tnica no Banho.
Fortalece ao Deb'le ao Caneado.
Cura as Dores de cabeca e os dea-',
malos. i -.'... -il
E'muitissimo Superior a todas a
outras Aguas Floridas Actual-,
mente a venda. -^
De80oberta Importantissima. v
Puro Oleo de Fijado de Bacalhao
1 COM k
IODURETO DE FERRO,
DE ~
Barclay & Companliiri^
Cnra rndicaluiento e cmsc^nrancaos peores cate
Ae PhtliUlcn. Ef*crofulaa, Rheumatismo, as doecoaa
:t Espinha IVorsal, dos Quadris e dos Obsop, aam-
.Ummay-Ocs do Finado, do Buco e do Uti
mo, as doencaa
J '9 Ossop, as m-
tern, ctc.efcc.,
e rstiti:e j:o corpo enfraonecioe fatigado o sea pri-
mitivo vigor e arredondado i-w contornos. E' CTt- *
ment urna grande descorCti o Paro Oleo do
I''fzitdo de BaoaUf.j .-. i Bodnreto
Ferrode Bardar 5c & Ne^v York,
Chaves perdidas
Perdeu-se no dia de dor.-;ingo urna argo-
la contendo cinco chaves. Pedo-se a pes-
eoa que aa achou, o favor de entregal as no
London & Brasilian Bank, 23, roa do Com-
mercio, que ser gratificado.
Aluguel barato
Aluga-se aloja ra da Roda n. 17, com ex-
cellentes commodos ; a tratar no largo do merca-
do n. 12.
Xarope de Vida-
de fie&ter No. l

Leilao
DE
SElilRO* contra IOO
EST: 1803
Edificio* e mereadoritu
Taxa baixa
Prompto pagamento de prejuizoi
CAPITAL
Rm. 16:000:000*000
Agentes
BROWNS & C
i N. Ra do Commercio N. 5
i
Gompaohia de Seguros
.FUTIMOS E TERRESTRES
Estafcelcida em 1-sa.
CAPITAL 1,000:000^
SDISTROS PAGOS
At 31 de dezembro le ISS4
MariUmos..... I,li0:000$000
Terrestres,. 316:000|000
44-Raa le C'ommerelo -
MARTIMOS
(tnil'iMIIi: DEM aaEOttAClE-
IIIEM WAItITIHi:**
LINIIA MENSAL
0 paquete Niger
Commandautc Baiilc
pera-se da Eu-
ropa nc dia 3 de
Abril, segnin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Ro de Janeiro e Monte
tevldo
Ldnbra-se os senliores passageiros de todas
as clasees qos ha lugares reservados para esta
a.; ncii, que podan turnar eii qualquer tempo.
Previne se aos senhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclnmaces por fal-
sas nos rolumes que forein rec.uli3ci-.lus na occa-
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommenli i dmheiro
a frete: tracta-se com o ag>
4ugnslc Labille
9 RA DO COMMERCIO -9
Lisboa c Porto
A barca portuf -i re
i-se com Silva u. 5.
recebe carga a fre-
aes & C. ra do
Steam NavigatioD
Company
Para facilitar aos
Srs. vi antes que de-
sejareri assistir ex-
posico colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a reduepo seguin-
te, a principiar do 1.
de Mar lho prximo futuro:
1.a classe, ida e vol-
ta para Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes, 36:15:0 libras
esterlinas
AGENTES
itft Company Li
.4Rua do Conimetid-M
de um terreno na estrada de Luiz do Reg com
frente de cerca e diversos ps de coqueiro, me-
dindo de frente 12 metros e 40 centmetros e
de fundo at os fundos das casas da rna da Au-
rora.
Qnarta-feira, 31 do corrente
A'S 11 HORAS
O agente Alfredo GuimarSes, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de orplios e a requerimento de
Manoel P-reir Lemos, levar a leilao o terreno
cima mencionada, em sua agencia ra do Bom
Jess n. 45.
AGENTE MODESTO BAPTISTA
Leilao
Quinta felra, 1 de Abril
As 11 horas
Precisa-se de um criado :
Aurora n. 109.
a tratar na ra da
No Io
I
2
da
ra
do
fn lar do predio
R*ngel n. 58
De predios, movis e 1 cabriolet americano
Prrdios
Casa terrea ra de S. Jrge n. 5.
Dita dita ra da Cadeia Nuva n. 9.
Dez mei'aguas no becco das Barreiras n. 4.
Movis-Io andar
Urna mobilia a Luiz XVI, 1 piano, 2 espelbos,
quadro, 7 pares de jarros, 2 guarnicoes para
toillct, 3 sanefas, 1 porta-chapj, 1 sof de pao
cargal 12 eadeiras de junco, 1 mobilia de Jacaran-
da, 1 cama para casal, 1 dita para menin-s, l ber
co, 1 guarda-coinida, 3 commodas, 1 marquezo,
1 mala, 4 banquinhus, livros, 1 colcha, guarda-
i apos e toalbae.
2 anda-
Urna mobilia de Jacaranda, 1 dita de pao carga,
1 mesa clstica, 1 guarda-louca, 1 mesa de pinhV
3 mesas redoudas, 2 cabides para alfaiate, 1 berco"
1 lustre, 2 pares de jarros^ 4 figuras de louca e ou-
tros objectos miudos.
andar terreo
Um cabriolet americano, com -4 rodas, 1 lanca e
4 rodas para carro.
O leilaa cima estava annuneiado para o dia 30
do mei prximo passado ; porm deixou de se ef-
fectuar por muita chuva.
Cosinheira
Precisa-se de urna perita cosinheira ou cosi-
nheiro : na ra da Aurora n. 109.
E' barato por 3:600|!
Quatro predios nesta c dade do Recif.-, que po-
dem rtnder annuslmente 6C0, sendo tres na ra
di Palma e um na ra do Nogueira ; trata-se na
ra da Imperatriz n. 39, loja.
o n. 17
Acaba de chegar para a ra de Hortas n. 17,
urna qualidade especial de vinho particular para
mesa ; os dilectantes da boa pinga encontrarlo
nao j o particular como o bom Pigueira engarra-
fado, tendo boas quadades a rtalos, para bem
servir os apreeiadores, e vende-se carne do serto
espceial.
DEPURATIVO E PURGANTE.
Este novo e admiravel purificador do
sangue acta sobre^s^intestino
o ligado, os rins e a~pelle?C
E'ciralnfalllvel contra a Dehilidade
Nervosa( as Dores de Ca berta, a Dys-
pepsia as Sezoes, e contra as doen-'
casdeorigem Miasmtica ou occa-*
sionadas por desordens do flgado
ou pobreza e impureza do sangue^j,
firnMij
Aos 4:00(180(10
Assucar refinado
Os refinadores scientificam aos consumidores
deste genero, que em face do alto preco da rama,
ser observada a seguinte tabella u mez vin-
d- uro :
1' sorte 5500 por 15 kilos.
2> sorte 44600 dem
3> sorte 400 idem
Reeife 30 de Marco de 1886.
Cosinheira
Precisa-se de urna que saiba cosinhar bsm, fa-
zendo as compras e mais alguns servicos de casa;
tratar na ra do Arago n. 14.
ieiMaia
Leilao
Da bem afreguezada
denominada Cara
Senzalu Vellia,
fabrica de cigarros
Dura, sita ra da
esquina do becco da
Lima, garante-se as chaves.
Quinta-feira 1' de Abril
A's 11 horas
O ageetc Pestaa far.i leilao da armacaoemer-
cadorias existeutes na fabrica cima mencionada,
cujo leilio djixou de effectuar-se aa terca-feira
por causa do mo-tempo.
Hospital Potuguez
Pede-se a actual juntn, o favor de dizer a quem
vai entregar a admiuistracao do Hospital, visto
q le, me consta que nao acceitario os lugares de
provedor, vice-provedor, 1 sesretario, e a maioria
de mordomo8 eleitos na ultima assembla geral,
que tioham de administrar no anno actual, e como
o Io e 2o annuncio sai feitos para se cumprir a
disposico do ) Io do art. 17, o qual combinado com
a 1 e 2" parte do art. 18, d em resultado que a
assembla convocada tem de asis r a posse da
Nova Junta.
Mas quem toma posse ?
Ao lllm. Sr. vice provelor lembro que tenha a
bondndt- de ver o que determina o art. 28, assim
;orao a 2' parte do art. 30 que Ihe diz re peito, e
em vista do que determinan), espero que mandar
fazer annuncio adequado, pera que se nSo venha
a julgar que se quer proteger os descuidos que at
agora tem havido ao Hospital.
Um socio effectivo.
Dr. Ferreira Velloso
d consultas das 10 s 11 12 da manh, em
quanto fu accionar a assembla provincial, ra
do Marqutz de Ouia n. 47, Io andar.
u
Ra do Bar6 da Victoria n. lo
e easas do costante
O abaixo assignado acaba de vender
ezi seus felizes bilhetes quatro quartos de
n. 841 com a sorte do 200(5000, quatro ditos
de n. 2389 com a sorte de 100$ e di tersos
premios de 320000, 160000 e 80000.
O mesmo abaixo assignado convida os
passuidores virem receber na conforroi-
daie do costume, sem descont algum.
Acham-se vend, os felizes bilhetes
garantidos da 2. parte das loteras
seaecio da igreja do Livramento d'esta
cidade (46a), que se extrahir quinta-feira.
1 de Abril.
Precos
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarfo 10000
Ga por cao de 1004000 para
cima
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
JoBo Joaquim da Costa Leite.
SElil 110 COMBA 0 FOGO
C'ommerciantes responsaveis o outras pas-
soas que desejarem segurar ^s melhores
Companhias Britnicas e Europeas deve-
rao dirigir-se aos Srs. Atkinson & C, cor-
rotores de seguros, -N. 23, CornhiU. Lon-
dres. Inglaterra.
As ordens deverao ser a ;ompanhadas do
plano dos e ificios, indicando a chsse de
materiaes de "que sao construidos e tam-
bem as segnintes particularidades a clas-
se de propriedade proposta para o seguro-
0 valor total do mesmo e detalhes de ou
tros seguros sobre propriedides da mesma
descripjao.
HR I












6
Especialidades!
Tudo so vende pe 3 aeoa posditel 11!
Quem urna vez oomprar saber I
4 LARGO DE S. PKDRO 4
Nest* estabelecimento neha-sc eerapre expoato 4
venda o especial licor de maracoj em ricas gar-
rafionaa proprias para toilet composto de manga
bas e manga o que ha de melhoi neate genero.
No meamo estabelecimento acha-ae sempre nm
grande aortimento de pausaros e gaiolas da todoa
a frbrieaatea, at proprias para viageaa, por ter
cada fa cinco compartimentos.
Tambem se encontra diariamente especiaos fru
etaa maduras como sejsm sapotis, apotas, man-
gabas, mangas e outras iructas, e se recebe qual-
qner encommenda para embarque.______________
Diario c Perainbuco((uarta-f'cira 31 de Marro de 1S86
iguadeYidago
Em qnartos e meias garrafas ; vendem Paria
obrinho & C, 4 ra do Mrquez de Olinda n
14, depositarios.
LIDlCii) DE CHPEOS M
Vendem-se pelos seguimos
preces de .5$000 a 20$000. a
roa do Crespo n, 17, em casa de
he. iequilina.
Viagens ao centro
De Olinda parte todos os sabbados, s 4 horas
da tarde, par Itamb por Iguarass e Goyanna,
tuna diligencia; paasagena a tratar na ra 1 de
Marco n. 1, no Secife. Viagens avulsas em qual
qner dia, e para qnalquer parte a trata no mesmo
lugar. ______
Papagaio
Pede-se o favor a queio ti ver achado nm papa-
gaio grande, manso, tallador, com um pedsco da
errrente presa no p, de o levar ra Nova n. 51,
toja, que ser bt-m gratificado.
Aos (lenles dos olhos
Cora certa em 48 horas das oflamacGis recen-
tea dos olbos, pelo colyio preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega-se este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, as seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicaa,
xinjunctivit.'S, etc., etc.
Deposito gerai na drogaria de Faria Sobrinho
de C, roa de Mrquez de liaoa n- 41. Para in-
tormacoe dirigir-se livraria Indostm), ra
4o Bario da Victoria n. 7, ou residencia do
aatofr i roa da Saadade n. 4.
Muito barato
Alaga se o grande rmazem u. 84 ra do
Brem, com fundos at o caes, j oceupado com
negocios de asaucar, perto de orna estacio da
via-ferrea, por preco muito barato : a tratar na
rea larga do Resano n. 34.
f

%
PreoaracSo de Productos Vegetaes
EXTINfio' DAS CiSFIS
e outras Molestias Capillares.
JvlARTINSTBASTOS
JPernatnbneo J
Pilulas purgativas e depurativas
de Caiupanha
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve-
g' tal, tem sido por mais de 20 annos aproveitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tia : affecedes da pelle e do figado, syphilis,
bouboes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipe-
las e gonorrbas
MODO DE USAL AS
Como purgativas : tome-se de 3 6 por dia,
bebendo-se aps de cada dze um pouco d'agua
adocada, cha ou caldo.
Como regaladoras : ome-se uraa pilula ao
jantar.
Estas pilulas de invencao dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos teem o veridictum des
senhores mdicos prra sua melhor garanta, tor
nando-se mais recommendaveis, por serem um se-
guro purgativo e de pouca dieta, pelo qne podem
ser usadas em vagem. Acham-se venda na
drogaria de Paria Sobrinho & C, ra do Mrquez
de Olinda n 41.
1 Leonor Porto

!
Ra do Imperador u 46
Primeiro andar
Contina a ejecutar os mais difflceis
figurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janoiro.
Prima em perfrico de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
II
i
Aluga-se o sobradicho da ra de Quiabo (Afo-
gados), com quiutal grande e diversos p de
fructeiras : a tratar na 10a de Marcilio Dias no-
aera 106.
^osinheiro
Precisa-se de nm cosinheiro ; na roa da Cruz
runv-ro 22.
Cosinheira
Fr. cUa-ae de urna boa cosinheira e que seja
aaseada a tratar na ras do Paysand n. 19
Pasca gem da Magdalena.
O restauran! ilali
A ra de* Lrangeira numero tu
convida'aos cus reguezes comj sempre, aos
bons petiscos a gosto e vontade das pessoas que
eotendem da arte colmara seus temperos de
sztanteiga e nilc de banba de p orco.
Precos :
Um anta com sopa, tres pratos, caf ou cb,
sob mesa e vinho 1#V) .
Almoco com dous pratos, caf, cha ou leite,
pi, manteiga e vinho 14000.
Tendo todas as quintas feiras vatapa, macar -
rio a italiana <> ravioles. _________
Quem leii?
Uur* e praia, : jcotnpra se onro, prata e
peoras preciosas, por maior preco ana em outra
qna'.quer parte no 1- andar n. 22 a ra larga do
osario, antiga dos Qnarteis, das 10 horas s 2 da
arde, dias nteis.
Attenco
O poro vinho verde s o sabroso cha prero pon-
ta branca, especialidades sem competencia neste
mercado, rec< biaos pelo ultime vapor, encontra se
i venda em casa d>' Paule Jof Al ves & C.
(K)--Roa do Bardo da Yicloria--60
Predios
Comp.am-se alguna predios em boas ras, que
regula o preco de 2:000,1 4:000: a tratar na
roa Imperial n. 297.
Attenco
Anna Umbeli.na Gomes da Costa declara ao pu-
blico em geral, que sen marido Joo Gou ea da
Costa nada deve, e se por a<:so alguma divida
apparecer, ser tida como divida graciosa, pelo
ee ptvine a qualquer petaca, de nao fazer tran-
soslo ou qualquer negocio com o tal senhor, sob
pesa de perder, at que se decida certa questio
ine o mesmo senhor .:cima nio ignera.
) Pcnso Acadmica j)
Com um curso de dlreito natural e ro- \ )
mano i
Compra-se e paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte bem
como
de qualquer qualidade.
Na ra io Imperador
n. 32, loja de joias
Os abaa Mesitrnadna, senda adrptndo e regis-
trado a narc indattrial iiirodo desi-nho i cima
e coeformidile iom ns prccripcoes das leis em
igor declarum an publico partkubrmente aos
teas nnttfercsos fregnen:?, qoe a "ora em diante
dos os productos qi.e >.bi:ein de s m botica le-
varao a dita marca como garanta do sua origem
e legitima precedencia.
Hotel b hospedara
Vende-se o aiitig.i bottl e hospedara Estrella
do Norte, a ru Thomf de Souza n. 8 : a tratar
na mesma.
Ao eommercio
O abaizo assignado declara que vendeu aos Sis
Joio Gouveia & O, o deposito de cigarros sito a
ra Estreita do Rosario a. 1G, livre e desembara
cada de qnalquer onus : quem se julgar prejudi-
eado com esta venda anresento reclamacao no
praso de 8 dias sob pena d>- nallidadc
Recife, 30 de maico de 186.
Americo Cezar.
Sol a fllrerro
DO
Baebarel Assenso Mas-
carenhas
Mcntalidade 60/000
*agnmeato adlantado
Ra da In,p.tatnz n. 15, segundo andar
{}
}}
Recebemos neste ult.sso vapjr voadores para
nenincs aprenderem a andar, assim como, diver
aea obras de Vime.
Cadeiras
Cestas de diversos tamaahos para coupras.
Balai s para papel.
Condenas.
Roupeiros.
nentes de hortalicas e flores, amores perfei-
toa e diversas quididades.
aibem o especial bacalho de Noruega,
cada nm 6 libras: em casa de Pocas
Uendrs & C.
fina estreita do Rosario n, 9, junto a iqreja
I.niz ClemcnilRO Carneiro de
Guilbermina da Cooeeiyo Barros Carneiro, o
Dr. Manoel Clemi>ntino de Barros Carneiro. Ma-
ra do Carin i de Barros Carneiro, Jos Prancisco
Carneiro, Tertuliano de Mello Carneiro, Lucia
Mara Carneiro da Annunciac^eo, Francisca Mara
Coeibo, Prauei:co de Paula Fu reir da Annun-
ciiicaii e sens paren tes gradecem a todos aquellcs
amigos e s diversas corporac'..'s que se digaaram
acompanhar at o ccmiterio oublico o cadver de
a- u presado espoao, p ti, irmao e cunhudo, Luis
Clementino Carneiro de Lyra ; e de novo Ibes
pedem nm outro obsequio d nesistirem as missas
de stimo dia, que nrao i b na sezta-feira
"2 de abnl, s ^ horas ca manba, no convento do
Carmo do Recite.
Pao d'Alho
Jezoino Domingues Carneiro e D. Emilia Fran-
cisca de Len.08 agradec^m todos os seus amigos
que se dignaram acompanhar os restos mortaes
de sua idolatrada tniii, Anta Mara de Jess, e
de novos convidan) jara assistircra as misas do
stimo dia, que tr-ro lugar na matriz dcsta cida-
de, do Espirito Sanfr>, s 7 horas da manhi do
da 2 de abril prozimo, e polo que desde j ee c n-
ftgsam eternamente agradecid'
$T\
V

51515151S151J515151515151S15I
VINHO E GRAGEAS B.Sm VIVIEN
EXTRACTO NATURAL DE FIGADO DE BACALHO
Premiado com medalhs de Onro e Prata
PELA ACADEMIA NACIONAL
Ordenados nos hospltaes de Franca, America, Inglaterra, Russla, etc.
Administrar sob forma mui fcil e agradavel todcs os elementos curativos do oleo
evitando assim o cheiro e sabor nauseosos d'este; alem d'isso esta prsciosa preparadlo
tem urna auperiorida grandes calores em quanto o uso daquelle impossivel, tal o eminente servico prestado
'ijuior VIVIKN; a experiencia tem confirmado o bom xito d'este producto.
Exigir a firma do inventor H. VIV1EN em duas cores ao redor do rcalo de cada
ga: rafa com o Sello de uniao dos Fabricantes o, boulevard Slrasbourg, em PARS.
15151515151515151515151
MABCA DE FABRICA
DO
l&
V! VttWB (KM CUMESIW lAKQfHMFMITE K CHAUX
l[ETlirrtimTWNTITIttnALECDBOttrOli Baaa;asaEx?onTATioNflgg


i^Sn
;s
KINAj^MNES.
O vinho ao s' Oatruma, sabmoUido
,ppr.jva-ao ida de Ucdiclna de
Paiis, foi rcconliocid? cuu tonteo
irgloo(por cncerraj' o prl -ustl-
tuHvoa do sain/ue e da Caria), iue ri ao
sangue for$a, ttyor c energa.
Os Sni* D Troosieau, Gnrai-d a Vel-
Mfru, protesaores da i :icin2
de Puri.-;, o re dtam todos ou djr.s rom o
mc)!ior exllo s I
excessos de toda especio, trub mensCruaro, edade criCicc. o amamenlagao
proloii'.'ada. E1 extremamente eDlcaa contra
o Faslio, Ms diuet'.Oes, Dptj/epswi, Ou. riit.
Tinturas e Vertifens.
D resultados maravillosos nos casos de Anemia, Chlorose, Pauperismo do sciiit/ue, Es'.er-
lidade das ii.uiheret, Flores brancas, Perdas seminaes, Impotencia prematura, Emmagretimento
geral. Tsica palmo a ar, Febres tercas, Intermitientes, Palustres, Eademicbs c
Epidealcaa.
O ?inlio do Jf Cabasea, pela energa de sua accao cordial, desev.ru'.veas torcas, activa a
circulara do sangue e muito recommendavel para as convaleacenoas.
Faz cessar os vmitos to frequentes durante a gravidez, augmenta a secrecao do lelle nos
nutrizes e d extraordinario vigor as cciaucinhas de mama; gracas a influencia dos seus prin-
cipios tnicos, soberano nos casos de Diabetes, Affeccdo da meduHa, Hysteria, Epilepsia,
Rachitismo e em geral, em todos os casos em que preciso recorrer um tonteo poderoso, que
d vigor e restaure as Toreas dos doente.
Como aperitivo substitue coin grande vantagem os lquidos perniciosos como absintiio,
yermouth, etc. K' um preservativo apreciado pelos viajantes e marinlioiros, como anti-epide-
mlco e antidoto da Cebra amasclia. Vomito c outras Molestias tropicaea.
Deposite geral: TBOUETTE-PEBBET. 163-165, roa St-Actoine, PABIS
NOTA. Pare vi:ar ?s contrafccet, t se tfe
acceitar as gaTtfas qui tvertm incrustada no vidrj
s palavras : Vinho do Dr Cabanas, Paria, e
sobra o$ rotu'os, tiras da papel que envohom
gargalo e a marca de fabrica,
a asignatura do Df Ca-
banas 9 o seUo de garanta
do governo franca**.

Dtpotitoi eir. Pernambuco: TJLA.W M. da 3IXV. 4 C, iuf (rigciprM PkaraaaiK.
rVSaAA^NVVVVVVVVVVV
MEDALHA DE HONRA
0 3LE0 CHEVRIEE
dewnlectado celo AioatrSo,
tnico btltam co, o ou* muito
imnt* is proprtedtdt do
alto.
0 OLEO .6 FIGADO
DE sUCUIQ FERRGinaSO
t nica pr*i>*ri;Jo que perm,lta
admin-itrtr 0 Ferro lem pro-
uzlr PriSo do Ventre, nam
Xccommodo.
DIPLOMA DE HON
*-%PS^^^'
MF031T0 rwil IB MtQ
ll.ru rnb'-aartsiirtK. 21
DEPSITOS BSI TODAS AS PBtNCTPABS I>!I\RM\CIAS
9 j "*
, j **giao dt Honr, ~^i
CHITADO POR TODAS AS
Celo'bridalea Mellis j
DA FRANCAS DA EtROA
BU
BI0LEST1AS DO PEITO,
affeccOes ESCROFULOSAS
CHLOROSIS,
ANEfflIA, OEBILIDAOE,
TSICA PULMONAR,
BRONCKITES, RACHITISMO
Vinho de Coca
DO BR4ZIL.
VINHO MJLRIANI
DE COCA DO PER
O vrmo wtfl.rSAKrx que fol cxpcrlmonlr.do nos liospitaos de Parlz,
* urescrliito da bnn'Tlte com ciito para combater a Anemia, Chlorose,
XUeties ms, Molestia las Tlaa respiratorias e anfraqnecl-
monto do orgao vccal.
O Medico rtxmsnendam-no Pusoatfraea* e rlrllcarias, txtiatutat pela molestia.
aos Velhos e Crancas.
E* o Reparador da Perturbaba (Uvestlvaa
o POKTIPICANTH por EXCEIXENCIA
o Vinho mariani si sucoktiia em ca de
Snr. MABUHi, Ph Varia, 41, totlfird Hussois:; Wew-Tork, 19, last, 16", Sireet.
Em Pernambuco : rraacisco K. da silva *\ O".
lJM>J>J^%V^/^^^r^V^^^V'^^
itV^rVWvWrWrVvW
PANCREATINA DEFBE8NB
Adoptada ffieialmente nai Haijitmt U Parii
$ no Marinka Frontis.
O mais poderoso d'entre todos os a digestivos conhocidos, a l'anrreatina Mr-
fretne emprega-sc sempre com resultado
provado contra:
*atio I astrltcs
MAs dlarestOes I Oastralrlas
CTatuleacias do estomago
Somnolencia ap6s as refelfBes
Vmitos determinados pela gravidez
Bnfermldadoa do flg;ado
Tomada depols das refecSes desperta e excita
o appetite dos convalescemes, combate e detem
o emagrecimeuto dos tsicos.
A Pancreatina fefreatte. em p e em
paulas veude-se em todas as pharmacias.
ix\m\\\\\>^\^v\^\\v^\>i\xw
i
-- i
N
EXPOSITION
Medaille d'Or
NIVUe 1878
CroiXdeCheralir
US PLUS HAUTES HC0MPHSCS
PERFUMARA especial
LACTEINAI
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ESSaCU de LACTEINA r-ai-a lenens.
p i acoa Drrnriaos de iacteiha.
CREK LACTEillA rli m ida seiim da pelle.
LACTEIMHA para blanquear a pelle.
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epoilo em todas as Peromaria, Pbarmarlks
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CREMEdeVOUGEOT
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SZJOK (CMOr) Praae.
lt Medalhaa as ExposloOai De :
PARIZ 18S5, 1860, 1817 (Expocaa nlTenal)
DIJOlf 18S5 (Hidalba ol Honra), 1883 3>
L0D1ES, MACO 1858 BORDEAR 1859, 1865
B0R6 1859 BESAHCOS. TROTES 1113
r<:..::arom Pernambuco Franef Mil SILVA A c"
> ce Ayer *q
nyWM)
PrnAaA C6WW__
rMAjnanitn,
CgCUUUCHE cu Tosa Cawninwi
Tsica "Pulmonar.
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ra<;o acadmica a ver no seu
estabelecimento o novo sorti-
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propiedades hygienieas, polo seu aroma e pela sua larga duracao.
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rosa que tez a reputaeo
das Bellezas ta knVguiritc.
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Parla, ra RochechotiArt, 70.
FriCf M. i!a sn.VA A c.
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Viscsimos ..' IilOO
CORRE TODAS AS TERpAS-FBIRAS
36-BV 3LAS8A 99 EOSAO-36.
N





9.
\

{
\

Diario de Fcrnambucotyuarta-fcira 31 de Marpo de 1886
luga-se barato
O 1.* andarn travesea do Campillo n.
O arinazem da ra do
i cata da na ao Visconde de Goyanna n. 79
A casa terre do Tambi n. 21.
A caos da travet's do Palacio do Bispo o. 18.
i tratar no largo do 0>rpo Santo n. 13, 1* an-
da^____________________________________________
A uga-se
a. casa terrea na da Conquista n 9, caiada e
pintada, com bons commodos : a tratar na ra da
Cadaia u. 60, ou Caminho Novo n. 91, padaria.
Aluga-se
* loj* do sobrado rna de Hortas n. 140 ; a tre-
tar no largo da Alfaudega n. 4. _^
Ylusra-se
o primeiro andar do pr.-iio d. 12 da ra de Mar-
cilio Diss, antiga Direita ; a tratar no mearan, no
2* andar.
rima para co2nhar
Na ra do Bem-fica
sitio que fiea em fren-
te da en irada dos Re-
de
medios, se precisa
urna aiulher forra
escrava para ama
cozinka.
ou
de
na
Precisa-se de "rna para cosinhar
da Vic'oria n. 9.
ra do Baro
Ama
Piwisa-fe de urna ama para coinhar e lavar
aa ra do Brun n. I 0, 2- an ar. _______
"......... I _
Precisa Be r*e uiiik im:i para o serv?.) iu-
de una casa de pouca familia : u tratar na ra
Velha n. 75.
Ao commercio
Nos ab ixo assignados declaramos que em 9.3
do expirante disolvemos emigavelmcnta a socie-
dade qne gyrava nesta praca sob a Arma de An-
tonio Praneis o Aretas C, retirando-se o ex-
socio Areias pago-e sa'isfeitu de seu capital e lu-
cros, e o ex-st ci Jos Coutiiho da Motta Fcrreira
de posse do activo da m ama c responsavel pelo
pass ivo.
Jos Coutiuho da Motta Perreira.
Antonio 1'rnncisco Areia?.
Casa-eni Quipapa
V. ude-se urna boa casa com muitoa fundos e
quintal murado, tendo tre portas de frente, com
prateleiras e balco, e no interior algans utensi-
lios lepadaria tamben: uin terreno do lugar de-
nominado Arelas daquelle termo : para informa-
coes e tratar, era Quipapi com o Br. Honorio H.
de Sons* Oliveira, o n > iiteife eom os proprieta-
rios Mnrtins Capito & C ra estreita do Ro ca-
ri) n. 1.
Carlos C. Tresse
B H i
^>
.
_1
j

Taverna

A Prcdilertu liquida per"(do preco, por n ._. _. ,~ ~
ter de acabar at o fk date m.-s, os objectoe dos f8 da rua Daciae deCaxias est vendando
seus lindos rnostradares. Entre muitoa artigos fazendag P'menos 25 /, de sea valor.
;S quttndaedrncUnar os r'baiT0'que tad0 vendt' r para acreditar
Galoes pretos, largos, para vestidos o casaoos, ;' Metas mac-.os de 1400 por 800 res o covado.
metro por 3O0 res. Merinos pretos de 15, 1200, 1*400, 16C0
Bicos e rendas lardos, para, ditos, ditos com vi- lWOOe 2J o covado.
drillics, metros por 1< jetineta preta a 500 e 600 rea o covado*
Escovas elctricas para Iimpar cabeca, de it ca
da urna, por 1500.
i:
iV urna ama para cosinhar e om-
prar no mercado ; a feataf na ma do Kiachuelb
(Corredor do Bispo) i
Ama
Na praca d> Con le d'En n. 7, 2- ar> dar, se pre-
cia de urna boa coainlieira, t ara ci h de peque-
a familia
Ana
Preeua-sc de urna ama rara casa de pjuc* fa-
milia : a tratar na rua de Pedro Alfonso n. 68,
antiga rua da Pr&ia.
Al
Precisa-se de urna air.a de cosinba, ,ara pouca
familia : na rua da Impcratriz n. 65 primeiro
andar.
Ama
Prccisa-se urna cosinlicira
da Imperatriz n 16, 1- andar.
a trotar na rua
.trtwla premiado rom a* medalba*
de mrito e n te pratu
13 Kua da Matriz da Boa-Vista 13
Participa ao seus amigos c numerosos fre-
guezes, que de volta de na vi a geni ao Rio de
Janeiro, acha-se estabeleci lo na rua e numero
cima, continuando a exercer sua arte, contando
com a coufianca c proteccao que d'antea Ihe dis-
pensara, encarregr so da fabricnefto de quslqner
dos instrumentos cima, ast-ira com da reformar
e por como novoa pianos de quuiquer autor, por
mais difficil que seja o concert, para este lim
manda vir de Pa-is a materia prima de melhor
qu-tlidade expressarneotfi para sea trabalho ; con-
certa orgaos do igieja, harmouiuns, realejos, acor
d'-ons, concertinas, caixas le.rriusicas e qnalquer
objecto le pbai.tasia, como bonecoe mechanicos,
etc.. efr. Pabiioa cylindros para rcal--jog, eolio;
cando as rrusicas a contento dos pretendentes
(nico neste genero era todo o imperio), enearre-
ga-se de afinar piano em casas particulares, e
promette bem servir, quer < m perfeicao de seus
trabalhor, como ral preQ I < mmodos, aes que o
honrar com sua contianca, pvlo que s se respon-
sabilisi pelos trabalhos feitos em suns ofiicinas.
Na me.-ina casa compra-se pianos usados, em qi'al
qner e-tado, pagase bem
l
Tambem fabrica pa&ai para letratos
desenhos, paisagens, etc., nho e gosto, d- sde o mais simples, do qne ha d';
elhi r.
f

Sem dieta escui modifl-
caf oes de eostumes
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar 0 com-
prar : na rna nova de Santa Rita n. 49.
Ama
Offerece-ae nma ama perita cssinheira
er procurada na rua de t Francisco n. 58.
pode
AMAS
Na rua de Paysand n.
boan cosinheira e de urna
se bem, agradando.
20 precisa-se de urna
emgommadeira, paga-
Ama
Precisa-se de iu perfeit 1 engommadeira
rna do Riachuello n. 57, porto de ferro.
Cosinheiro
Precisa-se de um c sinhtiro
numero 77.
na rua da Aurora
Quem precisar
Di uns movis, constantes de 1 sof. 2cadeiras,
balanco, 2 de brae'. 6 de girrnieo e 2 con-
os, todo de rsanllo a Luiz XV, ainda era
to bom estado e M relogio grande de pared?,
a -se a roa Larga do Rosario n. 40. padarfa
achara com qtiem tratar.
Vinho verde
Vinho verde, inicio, puro, de superior qualidale,
em barra de quiutu; vendem Cunha IrmJos & C,
rna da Madre Dn n. 34.
I
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* I
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tg
s
p
o
ha
EspeciC' s preparados
mace-nuco Eugenio
de llollanda
Approvndos pelas juntas do hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria, de
Pariz.
Elixir de imbiribirja
Restabelece os dyspeptieos, facilita as diges-
tes e promove as ejeccoes difficies.
Vinho do anana* ferruginoso e quinado
Para os chloro anmico?, debella a Ivj poemia
intertropical, r. constitue os hydrvpicos c beribe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e ruutamba
Mnito recommtndado na bronchite, na hemop-
tyse e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e MBCM de
laranjas amargas
. E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
uisino, na fysica.
Pilulns ante perio'!i?as, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cora radicalmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambera fer-
ruginos*, preparados em vinho da caj
Efficazes as iuflaiumaces do figado e baco
agudas nu chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Appiicado as eocvaleacencas das parturientes
urtico aatefebril.
Deposito Francisco Manoel da Silva & C.
Quadroe com aro de aSt p ra retratos, um 200
ris.
Massinhos com 30 gi ampos polido*, u.n 40 ris.
Duzias de lupia de Faber de 13200, por 700 ris. !
Pares de snrpensorios para meiiin um 8'J0 ris.
1 Superioras iscovas para roupa, urna por Ifi.
' Pentes de marfiui para caspa, um 300 ris.
Hitos dH Irlanda p ra desimbaraear, um 600 ris.
Ditos de tartmgi para ooqaea, un 40''ris.
Botijas com tinta- Blue Blackurna 31)0ris.
Trancas de palha para chapeos, urna peca com 10
metron por 300 ris.
Caixas imitando tartaruga, urna 8J0 ris.
Agulhas de osso para ehrochef, urna 60 ris.
Ricos espartilhos amerteanoB', ma 4500.
Taboadas de multiplicaeAo, do c6res, d 3f, isto
jo20, por l"(iO.
Bolsao, as melhores, de veludo, de lOf, eada urna i
por stono.
rea Royer, contra fioarnhrSes, verdadeiros
anodinos, um por 2J00".
Hicos estojos com dua* th.^souras finas 2000.
PttQai de tranca grega, padrees milito modernos,
urna 50 ris.
de galao braneo. urna 80 rir-.
s grandes para pos de arroz, ama 00 ris.
Lindos ficlis c r.-tr. z, um 400 ris.
Voltns de coral fin<-, Cjm croch de plaqu, urna
t r 400 iis.
Hus iras com fres ordena de coral, nma porlj. i
Urna caixa com superior papel ainizi'ie 4UO ris.
Baleial para vestioss, polidas e mnito
duzia por 360 iis.
Gr sas de botos de madreperola fina pnra casa-
eos, urna por 15500.
de m;rn;ird88e para crochet 200 ris.
Carriteis eom 200 jardas, linha superior, de qual-
quer numero, um 80 ris.
Meias ernas para hern- ns, cuperiores, urna duzia
por 31000.
Leques oe lindas cores, gr:ndes, um 400 ris.
Ditos chineas*, um \> r 100 ris.
Frascos cem verdadeira agua d colonia 500 ris.
Vasos porcelana, cores matiandas, com bnnba,
por 1 0(X).
Agua deutritica do Dr. Piorre, um frasco, pechin-
cha! jjc* aOOO.
Um pachte de 1 s de arroz vordadeiro 300 ris.
Urna caixa cem ressabonttes por 500 ris.
Urna t'uzia de s'.bo Hnds n or 600 ris.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Pustoes brancos e de co es a 400 e 500 n. o
covado.
Sedas de Iistraa' de cores de 2 por 14 o co-
vado.
Merino de bolinhas a S0> rs o covado.
Mariposas (i las de cores a 240 rs. o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Linhos escossezes de toda* as cores a 240 ris o
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. 3 covado.
Manteletas do seda Fichus a 2J, 4 e 6.
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro largura? a 1^200 a vara.
Atoalhado de linho bordado s 24" a vara.
Collarinhos e pouh'.s para senhora. modernos, a
2*000. ^ "
Brim pardo liso de 300, 400 e 500 rs. o corado.
Toalhas velpndas a 4 a 6J a duzia.
Difat alcochoads de 205 por 12 a duzia.
Cobertas lorrtdas a280(> urna.
Lencos de bramante 1|800.
Can sas para senhora a 25(.IC urna.
Casacos de laia bordados, modernos, 19f.
Dams.co de algodSo de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30000 a duzia.
Madapolao casca de ovo e pelle de ovo a 6500.
Enxovaes para baptisado, novidade, 9J.
Timoes para menino, bordados, 4.
(.'hapos de sol do seda para senhora, de 165
fortes, a : por 8*000.
Meias para homem e senhora, de 3*, 45, 5 e
65OOO.
Redes liambnrguezas, 10J. *
Colchas a 15800, 55, 65 e 75.
Vcrbutinas de todas as cores a 15 o covado.
Cortea de casineta a 1* c lJoOO.
Ditos de cnaerr.ira a 3, 1, 5, 6 o 75-
L-ncos aba:nhados com barra n 15200.
Camisas do ir ei 1 a 800, 15. 1550') e 25
Cnscmira de cores de duas larguras a 25.
Cortes de c?emira p3ra vestido de seDhora, de
405 por 205. baratissirno.
Zfiroa Isjs a 120 rs. o covado.
Cambraia preta pira f rroa 1S200 i peca-
Fuste de setlneta a 5oo rs
vado
Na ma do Mrquez do Herval n. 141 se dir Alheiro & C. roa da Impcratri ven-
quem veade urna taverna bem localisadft e bem dem um bonito sortnrento de fustes brancos pelo
arreguezada, propria para um homem grfteiro por baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
conter um bom sotao. O motivo da venda se dir uetas lisas, tendo de todus as cores a 500 rs. o
ao comprador.________________________I ^^ na |oja da esquina do becco dos Per-
Cabriole!
reros.
Camisas nacionaes
A t&oo. 3*000e a5500
32= Loja rua da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortiuv-ato de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p jnhos de linho como de algodao, pelos
baratos precos de 25500, 35 o 45, sendo fazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muite mais bem feitas, por aerem cortadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encoinm.ndas, a vjntade dos
freguezes : na nova loja da rua da Imperatria n.
3 ', de Ferreira da Silva.
Ao 32
Nova loja r fazendas
&' Rna da i. peratriz : i.
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
deitavel publico um variado sortimento de fazen-
as de tod.S as qnalidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
Veide-se por baratissirno preco t em mnito bom
estado um cabriolet de doua asaentos, quatro ro-
das e arrcios para um cavallo ; a tratar na co-
cheira do Candido, ma da Roda.
WHISKY
BOYAL BLEND marca VAOO
Este excellentc Whisky Sscesses preferive
ao cognac ouc gurdente de canna, pura fortifics-
o corpo.
Vende-se a retalho nos >>, ihrrcs armazens
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADOcujo ne-
me e emblema to registrados para todo o Braz;
BROWNS c C, agentes
Fazendas brancas
80' AO NUME20
JO rna da Imperatriz = 4O
Loja do* barataros
Albeiro & C., rua da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sertimento de todas estas fazendas ment de rcupas para homens, e tambem se man-
Finito
14Praga da Independencia16
Signa i
Vende-se
um estabelecimento de molbados em boa locali-
dade, muito bom e mnito freguezad ) : a tratar
na rua da Santa Cruz n. 3.
Vaccina ingleza
Cbegadn pelo ultima vapor
Vende tn na rua da Uros n. 22, botica Ir. necza
de Rouquayrol ftetea Successores do A. Caors.
Veie-se
a lo;a de loiica da rua da Imperatriz n. 13 ; aquel
lea que quizerem cempiar, oirrjam-tc incsma,
que achanto com que-m tratar.
Taverna
Vende-se urna taverna bem afreguezada, ii'um
dos melhores pontos desta cidade, o que a toma
muito recomnundavel ; a tratar na rna do Amo
rim n. 66. _^^___
Vende-se
Um acreditado estabelecimento ? molbados,
componeos fundos, proprio para principiante, a
tratar na roa de S. Francisco n 26.
.4poli Na rua do Rangel n. 58
I ices geraes e prouinciaesl
ie dir quem tem apo-
ira vender.
,-cnga
Vende-s^ em casa ae Matneus Anstin (^ C,
rua do Commercio n. 18, 1- andar, da melhor
qualidade e diversas dfaneasSss.
Em vista dos griini'es progresaos da idea de qne
gloriam as nacoe3 civilisadas, n commercio
deve ucuipsnhar case pro^resso, visto que elle
o mais p-deroso elemento do engrandecimento das
najoes ; em /i&to d i qne annnncism
MASTN CAI'ITO & C.
1 Rua estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gen. ros alimenticios, es-
colha dos quses, os anrninciantes teem sempre
I maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
; fregue'es. L<:oibramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sale.
Vcnhm ver, p"is :
Queijos, flamengo e de Minas.
I Fiambres inglezes.
Chocolate francez Montar.
! Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Passas, amedi as, figos, etc.
' Ditas nacionaes.
Doce de todus as qualidades.
Bo'achinha inglesa.
Semeates novas de hortalizas.
I Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e do pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
utb, etc.
Lie xs de todas as qualidades.
(Jln.mpagne.
Cervej) de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Espccialissimo mstte do Paran, em p.
iuJ w*. :
Ovas de peizc.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capit-J & '"., rua estreita de
Rosario u. 1.
AOS AGRICULTORES
Fonnicida capanema (verdadeiro) para extinc-
co completa da formiga saura. Vendem Martini
Capito & C, rua estreita <1 i Rosario n 1.
abaixo mencionadas, sem 'competencia de precos,
A SABER:
AlgodoPecas de algodoziuho eom 20
jardas, pelos baratos precos de 35800,
4, 45510, 4591:0, 5S, 55500 e 6J500
MadapoloPecas de madapolao com 4
jardas a 45500, 55; 65 at 12S00C
Camisas de meia cem listras, pelo barato
preco de
Ditas branc is e cruas, de 15 at
Cregnella franceza, fazenda muito encor-
pa'la, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e
Cerou'as da m^ema, muito bem fcita;,
a 15200 c
Collotiuhos r'a mesma
Bramante 'francs de algodo, mnito en-
corpada com 10 palmos de largura,
m tro
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 25500 e
At03lhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de otis delicado no
mercado, rs.
To las estas fazendas baratissia as, na cenhecida
loja de Albeiro & C, eequin do beeco
dos Yrreiros
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre altaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
3?
Ugodr? enfestado pa-
3t-Roa da Imperairli
Loja de f'erara da Suva
Neste estabelecimento vende-se as zenpaS abai-
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitot3 pretos de gorgoro diagonaes e
acolchoados, eendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados 75C00
Ditos de casemira preta, de coedio muito,
bem feitos e forrados 105000
800 Ditos de dita, fazenda muito melhor 125000
! Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 125000
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazenda muito enorpada 55500
Ditos de caserni.a de cores, sendo muito
bem feitas 655
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
mnito bem feitas 8500(1
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 25, 25500 e 35000
Ceroulas de greguellaa para homens,
sendo mnito bem feitas a 15200 e 15600
Collitinhoo de greguella muito bem feitos 15000
Assim como um bom sortimento de lencos de
i linho e de algodao, meias cruas e collarinhos, etc
Isto na loja ca -ua da Imperatriz n. 3'^
800
15800
500:
15500,
15280
1J800
400
200
Riscados largos
ra engoes
A OOo m. c ISOOO o metro OO ra. o covado
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista Na loja da na da Imper.triz n. 32. vendem se
algodao pira lencoes de um s panno, com 9 pal- i riscadinhos prsprios para ronpas de meninos s
mes de largura* 9C0 rs., e dito com 10 palmos a vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
1&000 o metro, assim coma dita trancado para! en do quasi largura de chita franceza, e ssir-
toalhas de mesa, com 9 palmos de largura a 5200; como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. 0:97,
o metro. Isto na leja de Alheiro i O, rsquina ] dn,e ditas rs caras a 240 rs., pechineha : nm
do becco dos Ferreircs- j loja do Pereira da Silva.
MERINOS PRETOS FiuU6e*. Metiuela* e Ifizlnbaa a SO
A 15201 15400, 15600, 1800 e 25 o covado p"' o ovado
a 11 c n a ... a.. T~n., :- Af\ ._ Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vende-a
Alustro iv C, a rua da Imperatriz n. 4, ven- 'j .- .r ^- -m.
a -.J u ~n,.x Ju.. i _-- -. um grande s.rtimento de fnstoes brancos a 50*
dtm muito bons merinos pretos pelo preco cima i_j 11
... p, ;_vj v : rs- covado, lazmhas lavradas de furta-cores,
dito. E pichincha : n3 loja da esquina do bec- c .' ... tnn -T
Fe ^ fezenda bonita para vestidos a 500 re. o covaac,
' e setinetas lisas muito largas, tendo de todas at
cores, a 500 rs. 1 covado. pecbincha : na loja
dos Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da rua da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bous espartilhos para senhoras, pelo preco
de 55OOO, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brius, ele isto na loja da esquina
do beeco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 25800 e 35 o covado
Alheiro & O, rua da Imperatriz n. 40, ven
do Pereira da Silva.
Moriii* pretos a l
Vende-se merinos pretos de duas larguras para
vestidos o roupas para meninos a 15200 e 1560C
o covado, e superior setim preto para enfeites a
15500, atsim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavonres brancos, de 240 at 320 rs. ; na nova
l.ja de i'oreira da Silva rua da Imperatriz nn-
dem um elegante sortimento de casemiras ingle- mero 32.
zas, de duas 1-rguras, cora os padroes mais deli- Algodoztnho francs para lence
cados para costume, e vendem pelo barato preco a 100 rs. IS < 1 ilSOO
de 25800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer eostumes de casemira a
30*, sendo de paletot sacco, e 355 de fraque,
grande pechncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Qa barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
I por^ao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr co de 320
j rs. o covado, grande pechinoha ; na loja da es-
quina do beceo dos Ferreiros.
Bordados a I O rs. a peca
A rua da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
' brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
I 50 de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por 55, nprovMtem a pecbincha ; na loja da
' esqnina do beceo dos Ferreircs.
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vende-a
superiores clgodozinhos franceses com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lences de uro
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 15000 o
metro, e dito trancado paa toalhas a 15280, as-
sim como superior bramante de quatro largura
para lencoes, a 15500 o metro, barato ; na loja
de Pereira da Silva.
Roupa para meninos
a i. too e e
Na nova loja da rua da Imperatriz u. 32, se
vende um variado sortimento de vestiarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho o.calci-
nha curta, feitcs de brim pardo,-a 45CC0, ditos
de molegquiro a 4500 e ditos de gorgoro preto,
emitando casemira, a 65, sao muito baratos ; na
loja do Pereira d i Silva.
irrenda-se
um rxeellente sitio joafe da estrada nova doCa-
xapga, lado do sal, tdtio da Palmeira, eitaco
Bomgi, tem 600 palnoa de frente e 2,400 da fun-
do, boa casa de vi vena, urna linha de qnartos ao
lad<>, com alpendre, cousa aprasivel, campos para
gado e plantace:. tem cacimba e pocca perma-
sen'es : a tratar na rua do Bom Jess a. 1.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro ; a tratai na refina-
clo roa de S. Sebastio em Olinda.
" JOAQUN mmm
Erro do Imperador
E
O Eclypse do abolicionismo
Acaba de cheg.r pa a agencia gcral de obras,
por asaignatwa de Soarcs Quintas & O, a Praca
do CoDselheiro Saldanha Miirinho (antigo Lr.rgo
da M-.triz de Santo Antonio, n. 4).
Prerto 300 ris cada 1111
Por 20POO
AI'iga-se O 2* andar da casa rus de S. Jorge,
antira so Pili ir n. 72, eum bastantes coromodos;
4 tratar na rna do Crespo n. 17, loja ^^^^
Fastilhas Vermfugas
PE
As tnicas infailiveis e que nao
repignam as crianzas. Chegoo
nova rcinessa e vende-se aa
caso de
FAMA 110 & a
VENDAS
Engcnho Rceanto
Vende se ou arrenda-so u engeuho Ri canto, ci-
tnado n > termo de Seriahrm, moente e corrente
d'agaa, com boas trras, etc. ; p, tratar com Ma-
noel Perreira Burth i<, 111:1 do Bem Jess n. 6.
Vende-se
nma pequea taverna. propria oara principiante,
por ser de capital 4^ 05, sita em Santo Amaro de
Jaboataj, rua do Imperador n 21 : trata se 1
mesma. o motivo da venda se dir ao compra-
dor.
Hotel ? hospedara
Veade-se um b. ro hotej hospedara, bem afre-
guezado. no en tro detta pdade, antigo e acredi-
tado, com todos os commodos necessaries sellndo-
se montado regularmente. O aluguel do predio
mdico.
0 motivo da venda, ter o seu dono de retirar-
se para Euiopa.
1 ara mformneoes p dem dirigir-seao Sr. Salva-
dor Carlucci, rua do Bom Jess n. 61, armazem
de liiudezas.
Bom negoeio
Vendfe-se urna das inelhores tavernas, propria
para principiante, na cidado He Jaboatao, con-
fr nte ti iia, bem afreguezada e com bastantes
cmmodrs para familia, gnrante-ee as chaves : a
tratar na mesma.
Taverna
No largo da Assemblca n. 17, veade-se urna
taverna bem afreguezada, tanto para a praca co-
mo pata o mato, e o motivo da venda se dir ao
comprador.
Ar mapao c eaixeiro
ende-se ama armaco de amarello, moderna
propria para qualqoer cstaielecimento ; assim
como alsnmas mindezas e calcados, ealuga-se a
casa, ttndo comaiodes para grande familia, soto
repartido e muito trsco, na raa da Imperatriz n.
76. Tambem precisa de um caixeiro para arma-
zem de sal, preferin io-se 0 que (enba estado na
raa Imperial
TE
DO
CEA
EXTRACTO NO DI4 3 DE ABRIL
NSF
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tirar 2o:o 12$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna rua
Primeiro de Mareo n. 23, e mais cazas do costume.
COMEA 3 DE ABMLBE 1686, SEM FALTA.
[
1





8
Diario de Pcrnambiictyiiarta -feira 31 de Mar$ de J8SG



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UTTEBATl
OS FILHOS
DO
3B JVJKTOXOO
AS
' 1 ** L ti *
. ?AB ,0. -i
tas d'Et reta 1
:=:
nuncio do n. 72,)
LVH ..
0 LOCCO
ora una tonga serio de terr
i, dommava uoicamoate o suu ce-
Nilo resiava mais d
, do qua o ardeate desojo de
io nlo combata mais nenhura
outro sentimento.
lisera matar Diana Essa morte ffcra
durante niguas instantes a nica preecupa-
clo do seu espirito e a nica espranca do
sea coracao. A d-ra e provinha meaos
do golpe dalo pelo v.lho em sua filha, da
que a anmonillaeilo, do todos oa su*
sonhos do futuro.
Na sua ciouJic -, s tinha ura peusamen-
to: matar urna umlher pira ello escapar
morte, como olio ,n:r e a vts
Catharina fizera animar essa s le de san-
gue fenjinino.
LVIIl
reagat vida c aravam bre Aliah, q
Mercurio, o conde levando sempro Al-
dab, e Ricardo seguir u mostr Eudes,
deixando abaixar o lado do roehedo dan lo
para o ajar, afim de terem, em caso de
neoessidado, an mais prompto meio de
retiro.
O dia ebegra, disemos, ba muito tem-
po, e no momento em quetos dois irmaos
s intro iuziau ua catreita e diffi il paasa-
gem, os tres giriantes chogavara ao p d
nantanha.
Depreasa Diestro Eudes aloangn U a
das excavacSes, nao a maior onde esta-
rn os barris de plvora, mas a galera
baixa condnzindo s grutas secretas. De
pois, chegnndo ao pequeo sallo central
parara, sem pronunciar urna palavra.
El Kabir deitou-se sobre o tapete e mes
tre Eudes sentou se sobre o costado do
terrTel animal.
Emquanto o eonde prodigalisava novos
cuidados a Aldah, indo buscar 3 mesas
do labor-torio tu lo oque neceisitava,
Mercurio, ajudado de Ricardo, esforcava-
se para psrtir o fornilho formando obstcu-
lo entre elles e o lugar em que d jvia es-
perar Catharim.
Com essa habilidade resultante do tra-
balbo e do costumo o que fazia de Mereu-
rio um mechanico, rival de Humberto, pela
destreza e talento, o bandido encontrn fi
nalmeute o segredo do michinisrao e Ca
tharina, immer.-.a havia j muitas horas
as mortaes angustias da espera, deu um
grito de alegra vendo os dois irmloa.
Depr ssa ella passou para junto d'illeS
e Mercurio fes tomar ao forno o seu lugar
afim de rostabelecer a barreira que deyia
oppr-se invasao das grutas pelos policas
do prebostado.
Mas no momento um que o bandido aca-
bava a sua obra, mes!re Eudes levantou-
ae com urna exclamaclo furiosa.
A KXPLOSAO
Vendo desapparecer Catharina que aca-
bava de precipitarse pela abertura. Diestro
Eudes es outro tanto.
Mercurio e Rijardo fizeram um mesrno
movimento para o suspender ; mas o velho
ameacou-os com a ponta do punhal.
Toma sentido I gritou Mar.-urio dei
tando se de lado, a lamina est envenena-
ba ; a manor ftida seria mortal.
Mata 1 mata! sang'ue miaba filha !
a eternidade I vocif ;rava mestre Eudes cor
reudo como um tigre
Noate momento, o conde de LJ-rnac ap
pareccu na gr.mde gruto, sustendo Aldah
em seus brac;s.
" A joveu estava mais pallida do que o
vu do la branca que lho cerca va os hom-
bros.
O sangue de que estavam inundados os
seu tatos, tornava sua pallidez mais as-
sustaiora ainda. Seus olhos fchalos o
seus labios descorados annunciavam rae-
nos talves o soffrinento do que essa tran-
quillidade assusta lora, mostrando urna ex
trema fraqueza de todos os orgias da vida.
O conde depoz o corpo inanimado sobre
a areia que cobria o solo da gruta, e ca-
rainbou para o velho, o qual, visti do
seu segundo filho, parara.
Os giriantes, meios oceultos atiaz dos
barris de plvora assistiam, sem serm
vistos, a esta tocante scena
Meu pai! disso o conde agarrando a
ralo armada de mestre Eudes. Torne a si!
Cath.rina nao a que deve maUr. A mor-
te della seria intil tranquilli?e se meu
pai; precisamos de tola a sui sciencia para
triumphar da nossos iuim'gos. Pense no
futuro.
O futuro exclamou o velho, cujas
ideias pareciam tormr se mais claras es
cutindo sou tiiho. Nlo tsnho tuturo As
minhas horas estilo contras!... Vou mor-
Sao voces qun me matam, mas a
tfssem no abysmo 1...
Mestre Eirlos fes ouvir um^argalha-
da sinstra.
S um me tinha coraprelieniido, con-
tinuou mestre Eudes. una s poda servir-
me, um so tinha direito a usar do titulo
que a miuha voataio e a miaba sciencia
tinha conferido aos tres. Elle t-t. morto !
M i- rurio m'o disso Mitaste R'yuGll, vos-
d'> irmSe, como raataram o velho La C:i >s-
naya1 sju pai adoptivo! mas morto Li
Chesnaye tinlo com ello mirrar 1
O conde e Mercurio olbaram so com um
simtimonto d profundo o lio.
Aver lade est i-onhecida murmurou
o falso Bonise. aojo* olios lan^cavam r-
pidos raios. Entregou o segredo a Van
Belmont'... Todo o edificio cahe.
D'pois voltando-ao para o vidho.
Nao! nao 1 dase anda elle. Isto nao
possivel I Zombou do ni...
Reynald est morto I reputio mostr
Eudes.
R ynold vive, meu pai exc'amou o
conde. E' squelle que falla.
Reynold repetio o velho.
SiJ, Reynold que ainda urna vez
triumphou de seus iaimigos. Riconhe9a-
me, meu pai. Eis o signal com que se nao
pode engaar!
E o joven rasgando o fato, de3cobrio o
braco esquerio o fez ver ao p do hombro
urna marca feta as carnes.
Mostr Eudes e Mircurb precipitaran!
se para diante.
A.h fez Reynold voltando so p ira seu
i roa o, tu o Humberto tinham espralo
vencerme, Mereurio, mas tu o vs, soube
cscapar-lhes. L morra. Tu deixastc-.ne s um momento
com Humberto. Um falso signal te obri-
gou a afastar te, e, volta, Humberto to-
mara o meu lugar l E' elle que, a esta
hora, est enfocado no patbulo de F
carap !
Oh exclamou mestre Eudes, ne-
cessario que cu ainda viva I Ajudar-me-
ha3 a inmolar aqu-.dl i que. parti a arvo-
re mgica.. tu o juraste! P.>ra nos ara-
da o poder.
Mas 6 para mim oa thesouros do
Van Helmont I disse Mercurio avansando
pora Aldah !
Dexa essa mulher I exd imou Rey-
nold.
Esta mulher minha 1 gritou Mar-
curio 1 Guardo a, e se ma sweacas, ma-
tal-a-hei! A.h I a iivinhei-te, R^ynojd. Tu
quizes:e oauSir a perda da teus irmaos,
julguei ver-te castgalo; isa, j que o in
lo o velh com
i ve-
zfls sobro sojo.
Mestre Eudes deu- u
vantar-ie; mas nlo pie.
Na sua queda; acaban de frulurir a
peroa diraita o do fiz:r urna profunda1
ferida. ua cab'ca.
Ao grito do 'rastro *les su:cedeO
urna detonaco que tez tremer a gruta, o
um grito de dor f'ugio pelo ar envolto en
un fu no vermelh i.
EraRynoll que, aprovoitando sa, com
um sangue fri ijirivel, -dointauto em que
Mercurio lutava com o velho, a rabava de
liie-atir r um tiro de pistolla quoima rou-
Pa- ,
Mercurio roloa no solo ao la lo do ve-
lho La Chosn ye.
Ah! exclanau R^yaell, para mim
o poder 1
Foi nestu oijcasiuo quo elb notou a pre-l
senca dos tres giriantes.
E' Satanaz que os enva I. escla-
mou ello. \' caverna elevemos os thesou-
ros, o mas est livre !
emparrando Sulpieio, Jehan o Ma
tinas, os obrigou a desee* a oseada sub-
terrnea.
Os tres giriants-obodojerara sem ten-
taren! defender se, tal ora a sua estupa
faegao.
Reynold levou Aldah em seus bracos e,
acouipauhada de Ricardo, lancou se api
os bandidos. Mestre Eudes fisou s.
- M U filho I. R yoold a mim I. .
exclamava elle com angustia. Oh I aban-
dona-me 1... (anbin elle !. .. Morrer 1
... neoes'sario morrer !. ..
O velho, com a espuma nos labios, olhos
esgazoado3, cstrebumava sobro e solo; oa
medonho, espantoao, pb1-0 assim.
Murraurava palavras sem nexo. Era a
agona do vicio com todo seu infame horror.
De repente o lcao, demorado na galera,
pre.ipitou-80 na gruta.
O velho vio-o; urna pouoa do razao se
reanimou no seu cerebro rodeado de san:
roa : R}



nue-
. El Kebir a mim chasou ello. E's
fiel!
O leao saltou ao p dello ; mas, em voz
de acariciar o seu mestre, como costuma-
1 va, suspen li*u-se r<-.cuando sobre s patas
dedetraz; a sua juba levantou se, a sua
grfnde cauda b.itia as ilhargas, a guella
entreabro-se e os seus dentes rangeram ao
tocarem se.
De ventas dilatadas, fixni seus olhares
rer.
minha vingan9a ser terrivel
agora I Abrem-se-me os olhos.
A vista de Catharin i aeabava, arran -an- j os cobria rasga-se !...
do o toa impassibilidade estupida, d;j 2 mestre Eudes arrancan lo,
accesso de raiva em razao
conhego-os
o vu que
um
provooar
apparente.
A alegra dgtneira em espantosa to-
na.
caminhou at
Agarrando o seu pu hal,
Catbarina e agarrou-a.
A joven f um movimento para fugir,
o facto rasgn se, e cheia de terror preci-
pitou se na galera.
Itsstea Eudes perseguio a cem o punhal
sn punho.
M-rcurio c Rieard) precipitaran-se a
seu tumo, e Catharina entrn na grande
gruta na oscasiao cm que os tres giriantes
ah igualmente penetraran.
-Est doudo? disse Mercurio oppon-
do-se so crime que o velho quera commet-
ter.
- Est louco disse Ricardo
O estado assnstad r era que estava mes-
tre Eud;s, impe lia o do reconhecer aquel-
es que estavam diante d'elle.
-rMata! matal repetro sempre elle.
Sangue 1 ... quero sanguo !...
O astincto do crirae que fizara da vida
por jum
gesto violento, s sua railo que o conde a-
garrara, cruzou sobre o peito seus bragos
magros e passeou seu olliar sobre aqulles
que o ccrcavam.
Impodirara que matasse aquella que
eu devia ira mollar, continuou elle com voz
fraca... Sacrificaran aquolle que so fizera
vosso pai, aquelle que era seu chefe, seu
mestre, s vossas loucas ideias de ambicio,
aos vossos vicios, ais vosso9 estupidos de-
sejos Quizeram rejeit^r o velho instru-
mento, quando pensavam qua Ibes nao po-
da servir... raaa a minha vinganca pre-
ceder a sua traigo I Vou morrer... e
estSo perdidos I Sim, perdidos I repetia o
com vehemencia oxtrema mostrando a vol-
ta prxima da doudice que evidentemen-
te ia suoceder a esse curto momento de
lucidez. Entreguei a Van Helmont ae
p ovas de que o conde de Bernac ainda
existe !
Fez isso? exclamou Merourio.
Fez sao ? repetiu a conde com um
rugido de raiva
fem te perdoou, nilo quero estar exposto fascinadores sobre o velho e sobre o ca
aos tem golpes, quero vingar Humberto daver enssnguentado de Mercurio.
F0LHET1M
."ANGELA
O velho entregou o sagrado do3 Barnac
cu guirJo oa thesouros do sabio I
Os dous irmaos fi .-arara um momeuto
face a face, immoveis, raedindo se cora os
olhos.
Mercurio, nioio inclinado para Aldab,
cora a mao direta armada d'um punhal, o
gasto amoajador e as facC3 empurpurea-
das, tinha o olliar dirigido para Rey noli,
que cara a rulo direta apoiada sobre urna | carnes
pistola, parecia hesitar.
Um silencio de morte reinou durante
alguna iustantes na gruta. Ricardo nao ou-
sava fazer ura gesto ncm tomar um par-
tido.
Os tres giriantes olbaram-se.
Repentinamente ouvio sa un rugido,
Mestre Eudes estava entregue a um novo
accesso de loucura furiosa.
Mata! mata I repotia ella orno da
primeira vez, e obedecen lo a essa pensa-
miento de carardeina que do uuava to ios
os outrod no seu cerebro delirante. O futu
ro /... para mim a eternidade I Mata !
mata I...
E brandin le o seu punhal euvenonado,
principiou S na corrid i furiosa na gruta
Sbitamente parou em ironta do
Mestre Eudes igualmente estava rodea-
do de sangue, e o leao aspira va com de-
licia as emanabas d'esso sangue que d-s-
pertava sbitamente n'cllo tolos 03 seus
instin tos earnivero?.
Mestre Euies quiz levantar ae : o lelo
f< z ouvir um rugido feroz e poz urna da3
patas sobre a il barga do velho : as gar-
ras rasgarara-Jhe os factos, cntrarara as
o o sangue correu era
Sira, fiz isto! Ah l impedirn qu
POR
ZAViss is mmi
{ C o i t i i u a <_ io Jo n. i
Absolut mcnte irapossive!... Ficar
E kgo que cli!garara a P. rz, nn-
guen vio sahir o ptssageiro c'a fuelle cora-
partimento ?
Os empregados, :;grupados perto, espe -
rando resultado do inquerito, olharam
ns para os outroa, o depois um dfl'.e res-
poden :
Nnguem.
"Ha aqui um roysterio, que eumprn
aclarecer.. Onde est o cadver *
No vagio, que mandei collocar era
ama linhs disponivel, replicn o chefe da
estacan.
Queira conduzir-me lr Sr. inspec-
tor.
O commissario especial, accrescentou, di-
rigindo-se joven senbora lavada em pran
le:
Pode acompanhar-ri03, minha senho-
ra.rTodo quanto tem relacito com o coov
partimento onde se achava sua filha, pa-
ra a senbora de grande interesse.
A pobre senbora cambaleava e com dif-
culdade se man tinha em p ; o chefe da
estaeSo, porm, deu-lhe o brago e gracas n
este ponto de apoio foi-lbe possivel an-
dar.
Chegaram perto do vagSe.
Magloireabri a porta do compartimen-
to: -o corpo inanimado f-presentou-se vis
ta de todos.
Caro doutor, este infeliz est real-
mente morto ? perguntou o eommissario
-especial so medico de errico.
Este subi pelo estribo, agarrou u ma
das maoa do bomem assassinado e respon-
den;
Sira senhor e a morte Te monta a mais
de duus horas, porque a rigidez cadavri-
ca qnasi completa.
A cabec penda sobre o peito, estava
inteiramente oceulta pelas abas do chapeo.
O chale manta c-scossez que tinha enrolado
era volta do pescoco, snbindo at aos olhos,-
nada dexa va re da cara.
O medico levantou o chapeo e a'oaxou o
chale-manta.
Endito vio-sc-lhe a cara, livili, mas nlo
decomposta.
A morte tinha sido tio repentiaa que
nenhuraa alterac.lo se produzira na physio-
nou:ia.
O morto pareca adormecido.
A mai do Emma Rosa olhava machinal-
mc-nte, como todos os mais.
De repente estremecen, da esbefa at'
aos ps, deu um grito surdo, cora o* bra-
cos estendidos para o cadver e recuou
alguns passos, era quanto quo urna in lisi-
vel expresajo de terror se flic pintava no
rosto.
Toaos se voltarara par* eli, procuran-
do coraprehenraro motivo djB s-;melbante
espanto.
O commissario eapecial dirgio se se-
nbora, perguntndo-lho :
Conhace aqueila hora ra,
nhora ?
Ouvindoesta----------*- ,x '*"'
fcil de prev
cea de novo.
Dir-so-hia que ura violento abalo a sacu-
da.
Durante segundos, os olhos exprraiam-
Iho desvairamento, om quanto pasta va *
mSo pela f-onte.
Comtudo, isto durou apenas momeatos.
A joven tnai toraou repen'ioaiucnto ira
p-rio sobre si mesma, irapoa a si propria
ser ou, pelo monos, parecer trnuquilla, o o
rofto cessou de se parecer cora a estatua
viva do terror.
O comraisario repiti :
__Conhece aquelle hornera?
Com vos quasi firma a nterpellada res-
pon leu :
Nao, senbor.
Entreunto essa agitacito... essa per-
turb^co ?
Foram causadas pela vista do cada-
ver... Pensei era minha filha, morta tai-
res tamben... Tiro medo... Perd a ca-
minha" so
sta pergunta, to simples e to
er, a joven "sonhfa estreine-
abundancia
O leao baixou a eabea o lambeu esse
saugue... Mestre Eules comprehandeu o
peri"o; e a eminencia d'elle arrancou lhe o
veo que lhe encobria arjzo.
O d si'jo da carnificina brilhava nos olhos
do feroz animal.
Mestre Eudes fez ura efforco, levantou-
se, e armando o seu olhar cora todo o seu
podor magntica^ fitou o no olhar de El-
Kebir. -
! O lelo dominado, fascinado, recuou; mas
envergonhando se d'esse acto de fraqueza,
deu um novo rugido, e precipitando se fu
rioso na gruia cora palos immensos, agi-
tando a aua aula, preparndose fin li-
cito dos thes i U principia-^
va entre elles, e os ,
o qne El Ke-
bir, im'iu i a lanoar-se so-
bre mestre Eudes," rjeynod i appareceu n
principio da sacada.
O segrelo J- disse elle, o segradopara
abrir a gruta !
Reynol 1 ignorara, que seu p ;i fizera mo-
ver atola depoi.s Ba "iitrdi dos griiu-
tes o nenbura ra-io da fuga exista.
Mas vendo sou filho, coraprehondendo
que este s volt .va a ell i i op dlido pela
Seeessi-lala, o reino fez ouvir um riso
sacco e desi^nou, com o go3to, ao lelo
furioso, Reynol I.
O animal, vendo um segundo inimigo,
mudoa do dire:cSo e pracipitou se para
Reyno.
O ho nein e o .mirad rolarara no solo :
mestre Eudes deu ura grito de triumpho ;
mas o Tela, largando a sun presa, voltou
sobre pM-, ao raesrao tempo ,qe Reynold,
Ricardo e Sulpieio sa precipita vara na;
gruta.
A vista d'estes homens relobrou o ar-
dor do El-Kcbir.) a o leao, rugindo, fez
tremer a gruta com os seus nulos o rug-
dos.
Era verdadeirameuta esp*nt03a a scena
que tentamos d 'gereve..
Mestre Eudes cobarto do sangue, ar-
raatando-sa com diflajuldade, tinha no olhar
um brilho extranho.
Pareca que urna i fixa repentina-
raents sa apoderara do seu cerebro, que a
rabilo abandonara.
Da repente o penhasco tremeu.
Entlo hpuve alguma couea de impossi-
vel, qos nenbura neme plc qualficar,
quando um grito humano dorainou 03 ru
gi los do lelo. una labareda so levan-
tou at abobada da gruta. um gran-
de tremor fez vacilar o panhasco. urna
detonaclo tnrrvel raaoou noi ares at F
camp.
Mestre Eudes, derribado por El Kebir,
agarrara o archote daitado era t6rra no
momento da sua queda e tivera forga para
lanjal o sobra os Sarria de plvora despa-
dagados. .
Os policas do prebostado chagavam ao
lugar do sinistro. Urna nuvcm azulaia
envolva o penhasco c o mar. depois,
essa nuvera dssipou se a pouco e poueo,
irapellilr. pelo vento do trra, e os policas,
estupefactos, nlo virara mais do que um
lgubre montlo da entulho.
Os fragmentos do penha3co rolavam uns
aps outros, o ocano corra sobro e3sas
fragmentos iavadindo o seu dominio.
Ura silencio de morte succe lera detona-
clo asaujtadora e o panhasco trema de
baixo d'aquelles que o pisavara.
Nora uraa erabarcaclo, nem ura corpo,
nem ura fragmento anda va sobre as va-
gas. o penhasco, abatando. tuio an-
niquilra!
A' raasma hora, o povo de 'Feamp di-
vagava pela prag do M:rcado, o cada
qual deitava ura olhar sobro o cadafalso
era qua via balouoar ae nos ares o corpo
do suppliciado.
Fora feita justica: La Chesnaye estava
enforcado.
sos das a urna varinhp. ma-
orraoij. instantnea e to
Miz monte.o "sou aspecto, Pars muiava-
rarrmente de physionom'a.
Tal como era. no 'nina' precedente, qual
se acaava no anao que so seguia'.
Assim oaera tivesso atravessado a ra
le Hoqueton no anno de : 607, adiara a
ra e as cas s taes corao dtavara no auno
para
mente
certo.
Brincava e
a
de que estava
rador da sua victima an-
tedi jos.
corrida, o animal cahior
Ah! diase elle cora'ura grito da al gria, to'mbou. dois b:bris, o a plvora espalhou
vou resgatar a rainha vida !.. t-e, dopois voltoi para mostr Eudes.
E preciptou-30 cora a arma branca so. N'aste momerfo reteir n ..lguus gritos
Mer-
curio. O seu olbar aeab .va do encontrar tes de a fazer
i oitendido da pobre Aldah. v Na sua furi
o corp i
beca. .Nao conheco porra, ess; homem. curador da repuihea e o juiz forraador da
Nunca ,o> vi... nunca.
O medico tinha descido do estribo.
Fechem esse compartimento, orde-
nou o eommissario. Senhor inspector, to-
nhaabonlado do mandar collocar dous
empregados de sentioefla ao p ao vglo,
com ordem de nlo dcixar apprpximar uin
guarnate que ebeguera os gaar^Jas da paz,
que ou maud.i chamar. Vamos redigif o
noisopro esso verbal e hoja mes no man-
darai prevenir a' preeMfrae tribunal. A
intervenca; do procarador da. repblica o
de ura juiz forma ior da culpa indisp-n
savel.
Ncssa occ:tao um eiuprciio do carai-
nho ie ferro'appare.eu de novo, trazen lo
uau segundo tlegramina ro cha'e da esta
c3o, que, depois do Ibe ter hincado a vista,
exclamou :
-- Da Saint Juren du Sault !
Di'poia mostrou-o ao eommissario espe-
cial.
Este agarrou nella e leu a rais voz:
a A moca encontrada na nlia foi reco-
nhecida, chama s,e Emma Rosa, A feridn
parece nao traz-.-r a noorto, a monos quo
nlo sobrcvcnhaiu complicad-Boa.' Roga-s-.
prevenir a Sra. Angc'a, berV.ioarta, n.
110,*ra das Damas, en Batgioles.
A s-nhoiM, qdo agora sabemos oharaar*
se Angela, uvio o uhcfa da establo ex
elam.rr D-i Saint Julien du Sailt I
Senhor, dssa ella co n irapetuo3dade
a orbmisSariSj sao noticias do minha filha,
nao virdade ?
Sia', miuha senbora, c noti-ias traa-
miiUisadorasJ
l3so vendada ?
Queira a senhora mesma 1er.
E deu lhe o telegramraa, que ol i dVs-
rou cora os oll03.
Apenas ferida l balbueiou yia logo,
e a f ii'a nlo. deve acarretar lhe a raor
te... Ah bamdto Deus 1 Elle bom e
tave pa 'da di mira. Nao qd -rara que
ella inosra E' ao m i da u ,>inconnta
minutos qne pderei i- ter oo n ea; nio
isa que me disse, sauhort accrescen-
tou ella, dirigindo-se ao chele da establo.
Sim, minha senhora, ao meio
ciueoenta.
Entilo tenho tempo dd r prevenir a
do minha casa, dar orden* p muir
me de dnhero ?
Sim, minha senhora, responden o
commissario especial; porra venha o maia
breve possivel,... E' provavel que o pro-
gente
culpa tenham al
lhe.
- Qua porgu
nhor ?
A respeito
de sua tilh
plicar ura orime
Esses moti
nlo podem mes
depressa... V
volt.'r depress.
E, rapid.im
dar desigual o
se para3a por
O coiniuiss
rainho df fer
trocrain ui
(mas perguntas qU3 fazer-
13 e a que reapiito, ae-,
la partida, da Larocho,
fiuitivos qua poderlo ontra ella. .
es, nlo existein, senhor^
existir.. Mas eu voko
f zar diligencias pa-a
;e, posto que co u ura an
taob, a senhora dirgio-
de sabida,
o aaoecisi do polcia do ca
e o commissario do govarno
lbar, e depais o prraeiro lia-
sa ao sog
__Ouefustou muito encanalo', ou esta
senhora nispceulta qualquar cousa... A
vista do cadver nlo era baatante para lhe
ranear aqaelle grito de espanto a horror,
qua lo soube conter. .Estou que Conhec*
o hornera aasassin ido.
Isso mes no j rae voio ;i i loa, repli
cea o bsmi|sro do govorno. Ms para
qu* mentirit ellaf E' pS3vol que st ja
corap'romettida.
Ainda ura-iiiystcrio para docirar. O
tribunal se eneanragar de o f^z-r.
Eutlo ura hornera ida turma, mandado
pelo co.nmisario especial ao pist da poli-
ca maia perto, voltou cora dous rigentes
acompanhadoa 1 ura sargento.
Este, posto ao facto da situaclo c
Ol palavras, reco:niqc;:dou an >g nte
;ue ex"erceasem rigorosa vigilancii nova
So em que se achava o cadarse dupas
sag -iro.
Vou prefeitura o ao tribund, dssa.
entlo o commissario especial. A 'minha
ausencia ser pequea,' e provavol qua
tra"i o procurador da rejrablica, o chota
deseguran5a um juiz tormador da cul-
pa.
Dapis saldo, to.raou um Carro na osta-
cao, tendo o emulado da esroihu- un ca
vallo forte o deu ordem pata quo o condu
zisseao tribunal de justica.
Deixeraos momentneamente a estaelo
de P M-L (*) e rogueraos aos nossos 1< ito
res quo nos acompanhera a Saint Julien du
Sault, para onde acabavaaj de transportar
Eraraa Rosa, qu (saberaol o agora) era fi-
lha de Angela, hervanarii, denomina-la no
(?) Paria, Lyon, Mlitterrano.
ne
II.\I DA QUABTA PARTE
EPILOGO
15 do Junbo de 1607
Lembrzm-se da ;casa da senhora Perri-
_ situada na ra do Hoqueton, em Pa
ris, e na qaal o joven bario de Grandair
alugara ura pequeo quarto, depoa das
indicacSas do velho sargento da porta
Nova, quarto de que elle tomara posse logo
que terminou o duullo de L Graicho e do
conde de Beroaa,"dueUo em que ella tinha
tomado ura* parta to activa ?
No secuto XVI, Paris, nao obadeeend o
bairro a bella hervanaria -e moradora era
Batignoes, ra das Damas, 110.
A Sra. Dharvlle, a pedido de seu filho
de 1605, poca era quo l eonduziraos os
leit II
Pequea, escura, a ra onde estava
construida a casa da sonhora Perrine nlo
tinha variado.
Era 15 de Junho da 1607, a senhoia
Perriti", com faeto ligeiro, percorra a ra
sera temer salpicar os sapatos e as meias
que en: rravara a aua bera torneada por-
na, nem sujar os vi-lludos do sou fato.
Assi.u vestida, a encantadorapatroa ca-
rainhava ligeiraraente, alaanjanio a sua
casa, cora ura cabaz no braco esquerio e
um pacota na mo direta, fize^do voltar, ,
sua passagam, os olhoa dos senhores cl-
rigos (!), fazendo parar a soldadesca, uns
para verem. a rapariga, outros para
admiraran! o piscarem o olho direito ao
vel-a tao gentil e tentadora.
Alcangando a entrada da sua casa sera
fazer caso das phrases galantes dirigidaa
pelos admiradores ao seu p<'.queno onvido,
ou do3 tornos o significativos olhares de-
fado para os seus pesinhos e raeias, a se-
nhora Perrine atrave3Son com agilidada a
primeira caaa e entrou na segunda, pondo
sobre uraa mesa qua all havia, o cabs o
o erabrulho.
Beta I disse ella, dirigindo se a urna
boa rapariga, alta, bem feita de corpo, que
cosinbava diante da chaminc, preparando
diversos piteus. O jantar est adiantado ?..
est quasi prompto?. Vamos, varaos,
Candi iasnha! tratamos da cosinha.
Sempra slo fidalgos que vem jantar!
E voltando se para um rapaz, sera dar
tempo criada para que lha respondesse :
a O vnho de Anjou, continuou ella, es-
t bom ?... Vamos... vamos. Vou ci-
ma verse nada falta. Varaos dapressal
E a senhora Perrine pulon pelos de-
gros que conduziam ao andar superior.
A casa era que entrou tinha verdadeiro
aspecto da festa.
No centro estava urna meza cobarta cora
uraa grande toalha, sobre a qual estava
um ptimo aervico de prata.
No fundo, ao p da ura* jan IU, estava
de p um elegante cavalheiro.
o Mil perdoaa, senhor birlo da Gran-
dair, disse Perrine fazendo uraa profunda
reverencia; mas e--' vinha ver sa talo es-
tava ora ordem.
Fazia bem, minha encantadora ho3-
pedeira raspondeu Marcos sorrindo-se.
= Oh 1 que tonho em viata a fama da
rainha casa l
Tem razio.
Demaia, ha tre3 anno3 e meio que o
senhor bario rae faz a honra de estar ho3-
pedado em minha casa, do qua nao tara
que lamentar sa.. parece ma.
Ao contrario. .. rainha pitronsioha,
nlo tenho mais do que louvar as suas de-
licadas attencoes. **
Ah I... uoja grando felicidade...
servir um fidalgo corao o Sr. bario l um
fidalgo qua roda no grande mundo 1 Nun-
ca a rainha casa registrn to famosos no-
mes : o cavalheiro de La Guiche! o Sr.
marques do Herbaut I o senhor preboste
da cidade magistrados e procuradores !
Oh! as opas pretas exclamou Mar-
cos rindo, nlo sao essas as quo eu maia
estimo.
O quo tenho medo, disse Perrine
suspirando... quo seja este o ultimo
jantar qua fago para o Sr. bario.
Prasa a. Deus que as suas palavras
sejam de bom agouro para mim Mas,
ajuntou Marcos com um tormo gracioso,
tranquilise se, minha qnerdiuha I Se eu
ganhar o processo, nunca a esqueeerei. .
e, ama vez no anno, pelo meaos, promet-
i vir aqu jantar na corapanhia dos meus
meihores amigos L .. (C nlina)
Ranato, subndo cora passo firme a oseada,
seguido pela mai c pelo medico
Quando chegou ao cimo do ultimo de-
R^nat'rqe"aab-raaYavia tomada a dian-lgro, a Sra. Dharvlle parou e voltou-se:
Sr. Lelo e Sr. chefe da estaelo, dis-
teira pira a prevenir, tinha, sera perda de
tempo, feito preparar ura quarto e aqueeer
uraa cama.
O medioo da familia, avisado pelo mogo
de que a sua presenca era nscessaria, ti-
nha trata lo logo de ir para casa
cliente.
da ana
A nbos esp ravara a mtelia menina, vs-
tanla da u n crime he ii mdo ou de um uo-
plieavel acciden'e.
J-sibair.os que o mo estado doa cami
nhos cobertos de nev tornara' extrema-
mente lento !iaiaT ao8' empregalos do
aaminho de ferro qne carregavam a me-
nina ferida.
Chegaram por tira, c a maca foi introdu
zida no vcstibulo.
O ineiiio approxiraou-se logo, levantou
o cobertor que protega Emma Rosa con
ira a nave o contra o fro e pondo-loo a
mo, no coracao, assegurou se de que a vi
da alo estava do todo'extin'ta.
A moea respira va ; mas-as palpita^Sos
cto>-eoraeao erara exrcmaraente fracas e
desiguaes.
Eutlo, doutor, perguntm a Sra. Dhaf*
ville.
E1 impassivcl pronunciar-me un media
tara^nle. raraha cara senhora, replic.ou o
jnedieo. A ferida i cabeja parece profun-
da mas rf&o posso ter opinilo formada a
tal 'respeto, antes de ter proced lo ao cu-
rativo. Resta ster, fclra daso, ae nao
[oxstem fracturas e le3e3 aterioros E'
prociso lavar, quanto antes, cata pobre me
nina para o quarto'que lhe 03t reservado.
E corao fazel-o, doutor ? A escada
tio'.estreita.. ." A maca nao poder pas-
ai r...
R-raati DiiarviUe_, adrairavelmente" pro
porcionado e affeito a todos os exeraicios
erpiraa?, vigor excapci >n.-l.
Eu me cn'arrego#de lavar, sea maja
nnguem, eaaa roeuiua, dissa elle, somonte,
para lho avkar qualquer abalo, di aejsra
que ra'a pozessora nos bfagos.
O doutor o Lelo L-royer levantaran
co.nodsas.prccauco-a o ligeiro corpo
de Emma Rosa e collocaram a nos bracos
csteudfdoa para a vejebsrem. A cabeca
tiaba como ponto da apoio os hombros do
moco. ...
Nlo posa abiolutaraonto nada, '.disse
se ella, rogo Ihes que rae esperen no aallo.
O meu filho l vai ter com os senhores, e
quando tivermos mettido eata menina na
cama, podera subir e vir saber noticias
. suas.
Chegado que foi ao ultimo degro, Re-
nata stendau a ferida n'uma chaiselongue,
des"ceu e veio ter cora Lelo.
A Sra. L harvillo e a sua criada do quar-
to desairara Erama Rosa e doitaram-a na
cama bera quento, com auxilio do doutor,
que l rato a lugo de examinar a ferida, exa-
ino tanto raai3 fcil quanto O desmato ain-
da durava.
A farida produzida por um choque vio-
lento de encontr ao marco kilomtrico, era
mais extensa do que profunda... Parta do
alto da testa e prolongava-se at a extre-
radade do quixo ; mas parecia nlo baver
interessado a caixa ossea.
As pastas de sangos colladas aos cabel-
los nlo permttiam que se podesse fazer
idi exacta da uia gravdade.
Com agua moma, urna esponja e pan-
noi de Hubo tiao o doutor tez desapparecer
o sangue coalhada.
A ferida appareceu entao tal qual era,
sem perigo na apparencia ; porm o abalo
terrivel poda determinar desordena cere-
braes, e a persistencia do desmato nlo tor-
nava esta supposcSo poueo verosmil.
O doutor fez um curativo summario, ve-
fificou que nao havia nenhuma fractura, e
depois disse Sra. Dharville :
Vou sangrar esta menina... Receto
uraa congestlo cerebral, talvez mesmo ama
meoingito.. .' Sarvir-mo-hlo de ajuJantes.
Pe$o lho, rainha senhora, quo mande um
criado pharmacia para que avie a poclo
q-e vou recoitar... Convm que a doante
volte a si quanto antes. Se a com* per-
astisse, dar-mo-hia cuidado. Preciso pen-
na, tinta e ppa. ..
A Sra. Dharville, extremamente comsto-
vida, mis conservando todo o sou sangue
fri, ahio do quarto e foi ao patamar da
escada, chamou o Albo e dsse-lbe :
Podes subir junto com estes senho-
res. O doutor toa precisao de todos...
Traz o nacessaro para escrever...
Sim, minha mai...
(Coatinaar-as-Aa.)
1
I
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.-
f
r
Typ. do Diario, roa Duque ds Casias a. 42.
nSBlR EHMPLIIR ENCONTRADO
.?


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