Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19021


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Full Text
r
rf
*
V
ANN LU NUMERO 72
PA1U A tlFUAL ti LIGARE** ONDE XlkO SE PACA PORTE
Por tres mozos adiantadoe
Por acia ditos idein......
Por uui auno dem......
Cada numero avulao, do mesmo dia.
60000
12^000
240000
0100
TERCA-FEIBA 30 DE HABQO DE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezea adiantadoa.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem......
Cada Boniero avulso, le dias ajteriores.
130500
200000
270000
0100
DIARIO DE PERNAMBUCO
Propriefrabe ir JHanoel Sxgatvc&n he /arta 4 Silbos
TELEGRAMAS
ssbvic: rAsucLA so diabio
RIO DE JANEIRO, 29 de Marco, s
10 horas e 20 minutos da manM. (Recebido
do s 12 horas da tarde, pelo cabo sub-
marino).
Foi coneedlda a eionerfo pedi-
da pelo Dr. Manoel do Xasclmento
Machado Portella. do cargo de presi-
dente da provincia de Ulnas terne.
Foi nomeado presidente da pro-
vincia ile Minan Ciernes, o desenliar-
(ador Francisco de Parla Icemos.
i'nran nonieadOs para a Junio
de HjKiene Publica de Pernamboeo i
Presidente. Dr. Cosme de S Pe-
relrat
Hombros : Dr. Matheus Vas d'Oll-
velra e Dr. Augusto Scrullm da Sil.
va j
Secretarlo. Fi-ederico Cavalcante.
Foram tambem nomeado para a
Inspectora da Sade do Porto <
Inspector. Dr. Pedro de .tlhnjde
Lobo Moscoso t
Ajudante. Dr. Jos Julio Fernn-
des Darros i
Secretario, mojona (t)
Foram nomeados Jnlses nauni-
clpaes e de orpbaos t
Do termo de litarap-mirm no
Par. o bacbarel Adrio Tocantins i
Do termo de Cabacelras. na Para-
hyba. o bacbarel Oraciano da tu
nnas
Do termo do Dio Fortnoso. em Per
ntmbiiii). o bacbarel Tbomas Cal-
das liins.
Foram reconduzidos nos cargos
de Juises municipaes e de orpbaos >
Do cern) de Cajaselras. na Para-
byba. o bacbarel Claudlno Francis-
co de Araujo aarlta t
Do termo de l'ianr, na mesma
protucla. o bacbarel Feliz Joa-
quina Daltro Cavalcante.
Foram remolido os Jnlses ann-
nlclpaes e da orpb&os i
Bacbarel Jofto Evangelista de Son-
Ift Franco, do termo de Igarap-ml-
rim. no Para, para o de Patos, na
Paratayba
Bacbarel LuIb Ignacio da Silva, do
termo de Capim Grosso. na Babia,
para o de Pelrolina. em Peruana -
bnco.
BRUXELLAS, 28 de Marco.
ssaviji ai isiqi. ams
(Espoei.il para o Diario)
BRCXELLAS, 23 de Margo.
A o..k : Boa operario mineiro
nprceota uilu'.Incale um carc-
ter peral.
Os grevi!-. atiraram se contra as
proprieles e rabrlcas de sens p'u
irtes e n'ellss cansaram serios da-
nos.
Daversna eastellos e fabricas das
cercanas de Lige e de diariero!
foram completamente devastadas e
incendiadas.
\s tropas foram novanaente coagl-
das se servlrem das armas e bou-
ve grande numero de morios e ferl-
dos.
Belna grande pnico em Cbarle-
rol.
BERLN, 28 de Marco.
O Bclcbstag regcitou definitiva-
mente o projeclo de monopolio da
venda dos espirituosos pelo gover-
no aleono.
LONDRES, 28 de Marco.
Os Srs. Cbambcrlaln e Trevelyon.
enbioi demlsslonarlos do gabi-
nete (ladsione. loram substituidos
pelos Srs. Stansfeld e Conde de Da-
inoasie.
ATHENA3^28 de Marco.
A Cansara dos Depn'ados da Cre-
la foi convocada ean sessao ex-
traordinaria para o da t de Abril
pro vi nao. atina de disentir os projee
tos Bnaneelros e militares que Ibe
rao presentados pelo governo.
A ontvE contina eom o mesmo ca-
rcter e Intensldade.
As autoridades locaes taaran as
mala enrgicas providencias para
combater a sedlc&o. e o governo cen-
tral ocenpa-se de por em accao os
melos conducentes a comprlmll-a
com rapidez, tendo Ja declarado o
estado de sitio.
MONTEVIDEO, 29 de Marco.
As tropas revolucionarlas desena-
barcaram perto do Salto.
Agencia Havas, filial e,n Pernambuco,
29 de Marco de 1886.
MRTE 0FFIC1AL
Ministerio do Imperio
Fjz se mare do titulo de conseibo ao
presidente da relacao de Ouro-Preto, des-
embargador Francisco Leite da Costa Be-
lm.
Foi nomeado o Dr. Ignacio Joaquim de
Souza L -So para o cargo de Io vice-presi-
dente da provincia de Pernambuco, sendo
concedida a exoneradlo que pedio do mes-
mo cargo o desembargador Luiz Correia
de Queiroz Barros.
Em 19 do corrente foi expedido o
seguinte aviso ao director da Faculdr.de d
Dlreito do Recife :
A' vista do que representara a directo-
ra dessa Faculdade sobre os abusos a que
dava lugar o disposto no art. 253 dos esta-
tutos annexos ao decreto n. 9,060 de 17
de Janeiro do anno prximo passado, foi,
at ulterior deliberago, suspensa, por avi-
so de 20 de Outubro, a execugo ci aquello
artigo p. ra o fim de nao poderem os eatu-
dantes prestar no decurso do anno lectivo
ou na meama poca exames do mais de
urna serie.
Expedido o decreto n. 9,522 de 28 de
Noverabro, determinou se que as Faculda
des passassem a reger se pelas disposigoos
qU'5 vigoravam antea da promulgaco dos
estatutos de 17 de Janeiro. Por aquello ac-
to nao ri:ou, porm, prejudicado na sua
ultima parte o citado aviso, o qual, tendo
firmado a regra que Be deve seguir nos
exames do* estudantes nXo matriculados,
cumpre aeja observado nos que, de confor-
midade cora o art. 20 Io do Jecreto n.
7,247 de 19 de Abril de 1879, continuara
a fazer-ae em Marco e Outubro de cada
anno.
Assim, confirmando o meu telegraroma
de 15 do oorrente mea, declaro a V. S.
que s em Outubro vindouio poderlo os
estudantea que agora fizeram ou completa-
ran! os exaraea de qualquer dos annos,
prestar os do seguate.
Ministerio da fiistlca
Foram exonerados do cargo de juizes
municipaea e de orphlos :
Do termo do S. Jos dos Pinhaes, na
provincia do Paran, o bacharel Luiz An-
tonio Pires drt Carvalho e Albuquerque, e
o do de Itapecrica, na bacharel Braz Odorico de Freitaa.
Foram nomeados juizes municipaes e de
orpbaos: para o termo de Paranagu, na
provincia do Piauhy, o bacbarel Urbano
Pereir.i de Araujo ; para o de Bom Jess
da Gurgucia, na referida provincia, Luiz
Evandro Teixera ; para o de Jaboticabal,
na provincia de S. Paulo, o bacharel Joo
Braz de Oliveira Arruda ; para os de S.
Roque, Una e Piedade, na mesma provin-
cia, o bacbarel Jos de Magalhes Couto ;
para o de S. Jos dos Pinhaes, na provin-
cia do Paran, o bacharel Scrates de Mo
raes Cabral, ficando som effeito a aua an-
terior nomeaco para o termo de S. Jo8,
na mesma provincia ; para o dito termo de
S- Jos, da Boa-Vista, o bacharel Manoel
Augusto Ornellas, para o de S Joo Bap-
tiata, na provincia de[Mnas Geraes, o ba
charel Bemvindo do Amaral Vlente ; para
o de Itapecirica, na mesma provincia, o ba-
cr arel Jos Poppe da Silva Lopes ; para o
de Paracat, idem idem, o bacharel Jacin-
tho Alvares da Silva Campos.
Foi removido o juiz municipal bacharel
Alcibiades Juvenal de Mendonca Uehoa
dos termos de S. Roque, Una e e Piedade
para o da Casa Branca, todos,
no municipio do S. Paulo.
Foram reconduzidos no cargo de juiz
municipal e de orpbaos: o bacharel Anto
mo Justino Monteiro de Queiroz, no ter-
mo da Boa speranca, na provincia de Mi-
nas Geraes; o bacharel Domingos The >-
doro provincia.
Por decreto de 20 do corrente dccla-
rou se se 111 elleito, por nao tir aido aceita,
a nomeaco do ba -liare! Joa Theotooio
Freir para o lugar de juiz municipal e de
orpbaos do termo do Porta de Moa, na pro-
Jn iado Para.
-- Por decreto do 10 do corrente foram
perdoadas, a Manoel Cabral da Silva, a
pea* Je tr-'i nezes de priaZo e multa cor-
respondente a mtade do tompo, e Luiz
Cabral da Silva, a de um mez de prisao e
multa correspondente a raetade do tempo,
a que estavam condemnados pelo juiz mu-
nicipal do termo do Inga, na provincia da
Parahyba, por crimes de injurias verbaes.
Ministerio da Guerra
Por portara de 19 do corrente foi
dispensado o capito do corpo de 68tado
maior de artilharia Arthur de Moraea Pe-
reira, do lugar de ajumante do Arsenal de
Guerra da provincia do Para.
__Mandou-se desligar do 2o regiment
de artilharia a cavallo o 2' tenente do 3o
regiment da meama arma Joa da Silva
Braga, o do Io regiment de cavallaria o
tenente do 2o Carlos Delphim do Carvalho
qae devem reunirse aos corpos a que per-1
tencem.
Foi nomeado ajudante de ordens do
ministerio da Guerra o alferes Epiphanio
Alves Pequeo.
Concedeu-se troca de corpos entre si
aos alferes AdSo Rodrigues Vidigal e J0S0
Pedro da Silva, este do 5 e aquelle do Io
regiment di cavallaria.
Foram transferidos para o 3o bata-
lho de i.rtilharia a p o 1 tenente do 4o
da mesma arma Francisco Morcira da Ro-
cha e aaquelle para este o Io tenente An-
tonio IVroso Pompeu de Barros ; para a
!c mpaahia do infantaria da provincia de
Santa Catharina o tenente do 18 de infan-
taria Fran;iaco Luiz de Souza Conceifao e
para este btalao o tenente daquella com-
panhia Arthur Cavalcante do Livramento,
e para a dita companhia de infantaria o
capito do Io da mesma arma Torquato
Antonio Calvet.
Foi nomeado para exercer interina-
mente o cargo de professor de esgrima na
escola militar do Rio Grande do Sal o alfe-
res do 14 batalhSo de infantaria Adolpho
de Albuquerque e Mello.
Foram transteridos para o 18 bata-
talhSo de infantaria o alferes do 7", Alci-
biades Cardoso de Menezes, e para este
batalhSo o alferes daquelle, Juvencio Ro-
drigues dos Santos, e para o 9o batalhao o
alferes do 10, AfTonso Pires de Oliveira.
Penna.
0BM#il'rMIeii
FAIA.4 que o presidente da provincia, conselhelr. Vos*Jer-
nandes da Costa Perelra Jtiolor. dirigi Assembla
Legislativa de Pernambuco, no da de ana lostallacao a
de Mareo de 18M.
(Continttaqo)
opera^Oes de despezas 00 exercicio de 1884 a 1885
A despeza do exercicio de 1884 a 1885 importou em 3.525:251*103, cora-
prehendendo-se n'eaae total a qnantia de 309:279*718 referente a deapeaaa nao cog
tadaa no oryamento, posto que de uatureza ordinaria.
Procede a mesma importancia das seguintes verbas:
Despeza extraordinaria..........
RestituisSea de despezaa eitas no exercicio anterior per collectonas,
cajas contas foram liquidadas no anno de 1884188o.
AppliajSo especial do producto do imposto addicional de 5 %-
213:141*677
4:493*396
91:644*645
A espeza, effectuada de
d'aquelle exercicio, importou em
forma :
Asaembla Provincial ....
Secretaria da Presidencia .
Instrucco Publica.....
Auxilio induatrial.....
Obras Publicas......
Soguranca publica.....
Uluminaco publica.....
Soccorros pblicos ..'...
Arrecadacao e fiscalisacao das rendas
Possoal inactivo......
Divida provincial.
Culto publico.......
PublicacSes e impresa5es
Sade publica......
Evenluacs.......
RestituicSes.......
309:279*718
conformidade com as disposi^Ses orgamentaes
2.215:981*335, discriminndose pela seguinte
. 134:835*081
'"'.... 78:330*712
' -"...... 182:243*123
..... 28:0005000
..... 182:243dl3
..... 668:944*425
; ; ;...... 195:629*886
.... 127:360*001
. 316:779*734
. 121:425*729
. 468:781*308
. 6:408*686
. 19:884*406
. 7:153*752
. 4:697*368
. 5:963*032
t
3.215:981*385
Comparada esta despeza coro a decretada, no valor de 3.375:164*554 e anda
com a oreada no de 3.178:349*873, apresenta, cora referencia_ pnmeira 37:631*012
de excesso, e quanto segunda iecrescimento equivalente a 159:183*169.
Da confrontado entro a j indicada receita total no valor de 3.o29:12o*914
e a despeza no de 3.525:261*103, reaulta terem aido encerradas aa operacoea do
exercicio de 1884 a 1885 com 3:864*871 de saldo.
Differentes verbas da despeza decretada na le osamenta! n. 1810 fo-
ram accrescidas com crditos supplemtmtares, por insuficiencia das correapondentes
con8gnac3es.
Taea crditos importaram na quantia de 105:2985634, sendo, porm, dea-
pendido unicamento 84:207*142.
RECEITA DO 1." SEMESTRE DO EXERCICIO DE 1885 A 1886
No 1. semeatre Jdo corrente exercicio de 1885 a 1886 a receita produzio
3.790:172*378.
Ease resultado total descrimina so pela seguinte forma :
Receita ordinaria.............. ^^28^8
Dita addicional decima urbana.......... 1 :*l4"I,I
Dita de deposito...............2^789^329*089
3.790:172*378
A reseta ordinaria baseia-se nos segnintes ttulos:
Arrc:adac2o propria do semestre.......... ,?' .l
Producto da cobranja do imposto addicional de 5 %..... 37:518;>2<(
828:428^588
D'aqui se ve que a renda propria do exercicio attingio apenas somma de
790:9105311, resultando dos seguiutes productos parciaes das respectivas verbas :
Direkoi de exportacao............. 303.375,5926
Imposto do consumo.
Transferencia de propriodade .
Industrias e profiasSes .
Outros iropostos lancados.....
dem nao laucados......
Coutribuico*ea de companhias .
Rinda eventual.........
dem nao classicada......
Multas..........
Bena do eventoa. ........
Juroa...........
Divida activa........
Contnbuicao dos empregados pblicos
Auxilio do cofre g'-ral......
Dizirao do gado vocjum, cavallar e muar.
Calcamento........
74:613*639
123:370*536
70:950*025
42:606*159
8:077*753
2:0005000
8:635*663
2:654*959
10:6865999
6:300*000
3:750*000
63:33i5*542
20:208*644
14:237*666
7:039*.'50
545000
790:910.5311
Corapanda a arrecadafao propriamento do 1. se nestre do corrente i-xercicio
com a de igual periodo do exercicio anterior, verifica-se 82:753*337 do 1 x reato, e.n
favor do primeiro
DE8PEZA8 DO 1. SEMESTRE DO EXERCICIO DR 1885 A 1886
A despez total do 1. semeatre do indicado ertreicio de 1885 a 1386 im-
portou em 2.922:001*449, particulariaanlo-se nos seguintes termos:
Despeza ordinaria.............. 827:824*088
dem addicion:.l decima............ 732:793*>W
dem de deposito. ...........1.861:3.10* 01
2.9-'2:00 JJ5 i 19
A indicada de?peza ordinaria no valor de 827:8245088 classifioa-s penst..
forma :
Servijos decretados na lei do orvamento...... 79 ):910*311
Movimento de fun los para a-caixa do depsitos e entrega do producto
do imposto addicional Santa Cata de Mnerieordii. 34:74l*J13
827:820*088
L
I
Na parte exclus:va do anno executou se a despeza segundo as verbas
aeguintea :
Aasemola Provincial............. 12:9065966
Secretaria da Presiden-ia............ 21:7635579
Instraccao Publica.............. 198:907*371
Culto Publico................ 789*654
Obras Publicas.............. 30:433*753
Seguranca publica.............. 267:708*932
Sade publicados ............ 1:813*997
Arrecadaco e fiscalisacao das rendas......... 80:888*499
Pessoal nativo............. 28:074*229
Divida provincial,.............. 125:3395316
Illuminaco publica............ 4:5845603
Publicacoes e impress5es ... 8:4995998
RestituicSes ...... 815815
Soccorros pblicos........ **. 10:7295231
Despezaa nao classificada ... ... .... 5675902
793:0825875
Da confrontaco da receita ordinaria do 1. semestre do corrente exercicio
com a despeza, tambem ordinaria, do igual periodo verificase 6045500 de saldo.
Conforme adverte o relatorio do Th?souro Provincial, o reaultado exposto
d z respeito aimplesmente despeza paga duraute o semestre, ficando em debito,
attenta a insuficiencia da receita, quantia por ventura superior que foi pago, pro-
veniente de vencimentos e de servicoa liquidados.
(Contina)
-------------------&S^-------------------
additamento AOS despachos do da 26, Liberalino Pereira de Mello, por enme de
Cardoso & Irmos. Apreaentem os
supplicantea opportunamente sua proposta,
de conformidade com o edital mandado
publicar hoje.
despachos da presidencia do da 27 DE
marco de 188:j
Alfredo Joa de Carvalho. Prejudicado.
Arthur O da Silva Ramos.dem.
Antonio Francisco de Andrade. Infor-
me o Sr. inapeetor da Theaouraria de Fa-
zenda.
Antonio Cosario do Andrade.dem.
Florentino Nunes de Mello. Cabendo
aos herdeiro8 do finado cabo Jos Henri
que Monteiro, o levantamento dos venci-
mentos deste, nao ha que deferir aobre a
peticilo do aapplicante
Fielden Brothera. Reraettilo ao Sr.
inapeetor do Thesouro Provincial para
mandar pagar, de accordo coro sua infor-
raaco de 13 do corrente, aob n. 524.
Juventina Florentina de Aloncar R^-
mettrdo ao-Sr._inspector geral da instru-
cco publica para provTaren>sr,.era_^ordera
a ser etTectuado o pagamento requerido," -fc.
vista da sin inforinaco, n. 98, dn hontem
datada.
Joo Jos Pereira.Co no requer.
Luiz Domingues Ribeiro da Silva. In-
forme o Revd. Sr. director da Colonia Or-
phanalogica Isabel.
Lnzia Aquilina de Sant'Anna. Sim,
mediante recibo,
Major Luiz Augusto Codho Cintra.
Reraettido junta medica provincial, a
quera o supplicante se apresentar para
ser inspeccionado.
Manoel Gomes de Meneaos. Informe o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Manoel Januario de Arruda. A' vista
da intormaclo da Cmara Municipal do Re-
cife, aego pro vi ment ao recurso inter-
posto.
Secretaria da presidencia dn Pernambu-
co, em 29 de Margo de 1886.
O orteiro,
J. L. Viegas.
Repartlcio da Polica
SeccSo 2a.N. 3x5. -Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 7 de Marco do 1886.
Illra e E?m. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos na Casa de
Detencao os seguintes individuoa :
A minha ordem, Jos Rodrigues de
Paula, reraettido pela delegado do Altinho,
onde criminoso, e bem assira no termo
S. Bento e na provincia da Parahyba ; e
Manoel M-thias Ferreira de Abreu, alie-
nado, a; que poSsa ser transferido para o
Asylo da Tamarineira.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Florencio Jos dos Santos, Maxi-
miano Pereira da Cunha, Francisco Bezer-
ra da Silva, Candido Francisco da Silva,
Jo; Lucio da Silva, Manoel Joaquim Pe-
reira e Joo Antonio Neporauceno, por dis-
turbios.
Pelo subdel-gado do Io districto do ter-
mo de Palmaras, foram ante hontem presoa
6 iudividuos por haverem furtado dous ca-
vallos no engenho Herval.
Contra os mearaoa procedeu ae nos ter-
mos dj inqutrito policial.
Assumio hontem o exercicio da subde-
legacia do districto da Colonia Is.ib 1, na
qualidade de 1' supplente, o cidado Joo
Flix Pereira.
Deus guarde a V. ExcIllra. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandos da Coata
Pen ira Jnior, rouito digno pr'-aiil'nte da
prjvneia. 0 chafe de p li a, Antonio
Domingos Pinto.
Sccgo 2N. 317.-Secretaria da Po-
lica de Pernambu o, 29 de margo de
18S6. Illin. Exm. Sr. P.rticipo a V.
Exc. que n-'s doui ltimos dina foram re-
colhidos na Cusa do Detencio os s-guintes
iu-liv-iducs :
A' minha srd-am, Joo Joaquim da Sil
%M, \ indo do p-.esidio de Fwa-nlo wn <
oriniinoso.
A' ordem do sublclegdo do Io dis-
tri io dn S. Jo Eusebio Mam^l d.-- As
su.-i.pyao, Porfirio Jos da SArn, Severo
Jj- Fraiciso, Manoel Claudio Pacheco,
furto.
A' ordem do da Torre, Severino Jos
dos Santos, por embriaguez e disturbios.
A' ordem do do Perea, Rosendo Manoel
Varella, por disturbios.
A' ordem do do Apipucos, Jos de tal,
alienado, minha disposico, at que te-
nha o conveniente destino.
Deu3 guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Coata
Pereira Jnior, muito digno pre8dente da
provincia. -O chefe de polica Antonio
Domingos Pinto.
Commando das Armas
quartel general do commando das ar-
mas de pernambuco, 27 de MAR90 dr
1886.
Ordem do da n. 80
Faco publico pira conhecimento da guarnilo
que apreseutou-ae hontem eate Quartel General,
viudo d provincia da Parahyba, o Sr. alteres do
H batalhao do Iatantaria, Bellarmino Augusto
de Athayde, que era considerado nao apresentado.
(Assigna de S, cmiroandante das armas.Conforme.O
fetiXiS-^J<>iquiin Jorge de Mello Filho, ajudautJ
de ordfnsTrfiinp e encarregado do dutalhe.
QUARTEL GENERAL~*dT-3|MANDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBUCO, 29 DE^a^^0 DB
1886.
Ordem do dia 81
Faco constar guarnicao que a c:mmissao no-
meada pelo Exm. Sr. presidente da provincia por
portara de 9 de Setembro do anno passado, para
inspeccionar o corpo de polica, terminou seas tra-
balhos em 31 de Janeiro do corrente anno; o qae
se dever mencionar nos assentamentoa dos Srs.
officiaes que iYlla fizeram parte, assim como todas
as altcraces que constarem de actos officiaes in-
dependente de oatras ordena.
)utros-m : que apresentou-se boje a este Quar-
tel General, vindo da corte, o Sr. alferes do 14*
batalhao de infantaria, Rodolpho- Cavalcau e da
Silva Peasaa, qne era considerado nao apresen-
tado
(Aasignao'o). O brigadeiro Aqoetinho Marques
de S, commindanfe das armas.Conforme.O
tenente Joaquim Jorge de Mulo Filho, ajudante
de rleos Interino e encarregado do detalhe.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 27 DE MARCO
Manoel Luiz Pae3 Barreto, Jos Manoel
Correia de Barros e Carvalho Souza & C.
D-s- provimento para serem eliminados
da collecta, que carece de justo titulo.
Tbeodoro Christiansen, Laurindo de Mo-
raes Pinheiro e Francisco Jos Jaymc- Gal-
vao. Negase provimento por nSo proos-
der a allegagSo quanto a classe n. 1.
Jos de Macedo Neg provimento por
nao proceder a allegaco centra a incluso
do recorrente na classe n. 1, visto que pela
industria que exerce tambem est couiprc-
hendido na mesma classe-
Bernardino Gomes de Carvalho, Jos
Gomes de Oliveira Piedade, Jlo Florenti-
no Cavalcante de Albuquerque, Antonio de
Albuquerque Paes Barreto, Mor aira & Bra-
ga, Antonio Guilhermino dos Santos e Joa-
quim Anselmo de Hollanda Cavalcante da
Albuquerque. -D-se provimento de ac-
cordo cora a reforma da collecta, por forga
da qual foi considerado o recorrente na 1*
diviao da classe n. 1 e sujeito a contribni-
gao de 255348.
Abrantea dC.e Antonio do Carmo Fer-
reira. Nega se provimento por nao proce-
der a allegaco quanti a sua. incluso na
classe n. 1 e responsabilidade pela quota
de Ia divisao na importancia de 255348.
Manoel da Cruz & C-, Sebastio Jos
Bezcir* Cavalcante, Bento do Freitaa Gui-
raares & C, Joaquim Jos Rodrigues da
Costa e Antonio Ignacio de Medeiroa Ro-
go Jnior. D se provimento do accordo
.rom a reforma da collecta, por forga da
qual foi consi 1 erado o recorrente na 2*
diviao da la gBda-38.022.
Domingos Alves Matheu8, Francisco Ri-
beiro Pinto (iu maraes, SebastiSo de Bar-
ros Farruto c Jorreia & C D-se provi-
m -no do a "rdo cora a roforma da colleo-
ti. por firg do qual foram considerados
os r-orrent s na 3* diviso da classe n. 1
.! Mij -i;..'s a ontribuigSo de 50*696.
Jos Gjiu'm do Moraes Araujo e Alfre-
do Alvea .la Silva Freir.D-se provi-
uunto i.- h crio coma reforma da collec-
ta, por foig i da qual foram considerados os
recorre it-.-s na 4o diviso da classe n. 1 e
e JoXo B.ptista da S.lva, per disturbios.
A' ordem do d 2o districto de S. Jos,
Joo Alvca, hI nado", minha disposivi >, *%" !l ^"".buigo de 76*044
at que posan aer transferi io p.ra o a-ylo Viuv.. II r ..uo Ferreira da Silva.Ne-
da Tamarineira o1 r*v,m rt) Por nao proceder a alle-
A'ordtm do da Magdalena Al xmdre 'g1*^0. T> "'"" claise n. 3, visto que
CHB~\


^liS SB


Diario de PcrnambucoTcrf -fcira 30 de Marf* 1886
\

_
acba se o rccorrente considerada na divia&o
mnima da distribuirlo a que se procedeu
aos termos do art. 15 da le n 1810.
Carvalho Jnior A Leite. Nega-se pro-
vimeuto por nio proceder a allegacao quan-
to a claaso n. 5.
Martina Viegaa & C. e Jeito Meyer. -
Nega so proviaento, por n5oproceder a al-
iegacao quanto a classe n. S.
Augusto Kruse SuomMoraa. -Dse pro-
vintenio quanto a pri*-"-* p.rte fiesta pe-
ticao, sendo cowiderado mu e nao dou o
eatabelcci.nento dos recurrentes ; e^ate
provimento quanto a allegado, por nao
Jroceder, quanto a ditribui$ao da laaw
Luiz Duprat. Dase provioaento para
ser elerninado da collecta da classe n. 13
a falta do justo titulo para ella, sendo de
aocordo alterada a distribuicSo da mesroa
classe.'
Joao Gontjalves de Souza Beirao o An-
tonio Augusto de Lentos & C. Negase
provimento por nao proceder a allegacao
quanto e.lasso n. 1.
Antonio Francisco Oordeiro de Mello, J.
J. lveo de Albuqivrque, senador Fran-
cisco do R'gi Barros Barreto, Manoel Al-
ves Barbosa, Antonio Aquiliuo de Campos,
Vitorino Domingues Alves Maia, Jos dos
Santos Agu ir, Fr. Jos le Santa Julia
Botelhu.--Iutorme o contador.
Mmocl Torquato de Araujo Saldanba.
Facainse as notas da portara de licen-
ca.
Dr. Pedro da Cunha Souto-Maior, Anto-
nio da Silva Loyi e Lnuriana de Arruda
Beltrao.Certifiqu-;-ie.
Jesuino Barroso de M lio.Nega-se pro-
vimento por nao piocedor ailk-gajaj quan-
to classe n 1, seguado as informales.
Jos Montero de Castro. Nega-s-j pro-
vimento, por nito proceder a allegacao
quauto ilasse n. 15.
Manoel Lyiio Alvares dos Prazeres,
Delpltiin Lopes da Cruz, Alexandrina Ma-
ri de Barros, Joao Gomes Ferreira Maia
e R. 'e Druzina & C. -Informe o .unta-
dor.
Dr. Antonio Adolpho v.'oelho de Amida.
Cumpra se o ficam-se ae notas da perta-
ria de Ii:euca.
29 -
Jos Luiz Beda. Escripture-so.
Antonia Henrique de Sjuz.Ao Sr.
tbosoareiro pira atender opportunanisnte.
Jos Augusto Alvares de Carvalho, juiz
de direito da Flores, abaixo assignado
mercieiros desta nidada, Antonio Brito de
Queiroga e Fielden Brothers.--Informe o
Sr. contador.
Gerente da companhia Santa Thereza.
Certitique-se.
Felippe Augusto do sazeveio, Antonio
Agripino de Campos, Bernardino Duarte
Campos e Joao Vctor A. Matheus dC-
Haja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Antonio Goncalves de Azevodo.Satis-
faga a exigencia da contadoria.
Rufina Maria da Canceicao. Ao cou-
tencioso pora attender.
Consulado !roviacial
DESPACHOS DO DA 20 DE MARCO
Juvino de Carvalh.) Varejao^-Jg5'"',8e'
tratando de hypotheses coeita^e|0 Reg.
des a reparticio, inaa^je^i,,! favor especial
nos termos d^a*t. 37 da lei n. 1,860, deve.
o suppli:a^Q dirigirse ao tbesouro pro-
vin ial^
Vicente aIvcs Machado. Deferido, em
vista das nforroacSes.
Joaquina Jos da Silva Moreira. Defe-
rido, de accordo com a informacao do Sr.
chelo da 1" scelo.
nio da Silva Moreira.Satisfaga a
SCCCO.
.vira 'a S il. .1 Aliueido. Do-
DIARIO DE FERhAMBUCO
RECIPE, 30 DE MARCO DE 1886
AdmlnlstracSo da Provincia
Dcixa boje a administrado da proviucia o Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa Pereira
Junijr, que, como deputado eleito pelo 2 districto
da provinuia do Espirito Santo, vai tomar parto
nos trabajaos preparatoria* 4 Parlamento, proa*-
tes serena iaaugiado.
S Ezc. dirigi os destinos de Pernambnco du-
ranta cinco neaes c dou diae, atravessaudo nesse
curto periodo de totopo a dupla risodas cleicoes
pira memoras da Assembla Provincial e parode-
putados geraes, erise que, dadaa as eondlcoes da
de 1884, muitos espiritos se afigurava temerosa
e carente de extremos cuidados.
As eleicoea anuunciavam-ae, como foram, renht-
dameate disputadas, com espeeialidade nos dous
prinioiros districtos ; e as peripecias da luta, fa-
send gerar boatos mata ou menos enaombradoree,
traziara a proviucia como que recelosa de algurna
acea igual a da matriz do S. Jos no 1 do l)e-
zembro de 1884, e oa nimos aesaatadicos ante a
pos9bilidade de perturbaceB da ordem publica e
violencias a liburdades individuaes.
S. Exc. o Sr. Costa Pendra, porm, soube coa-
jurar os pengas. As eleicoea correram calmas e
pacificas, a ordem mantove-se inalterada, e foram
respeitadaa aa liberdades e gurantias tanto quan-
to podiata tC-3 ; d-- sorte que afugentaram-se os
pbau tamas que aterravara aa mentes dos tmidos,
e a provincia atravessou a dupla crisu aem que
ui ahuma nova pagina negra f jase apencionada a
su a historia.
E cuse facto, fortal ceudo oa espirito, e nven-
cend) os de que um hbil piloto diriga o barco
proviooial, tez renascor a confiaiioa no principio
du autoridad, confianza quo poralguiu tcuip ..1.-
dou abalada, e desasaoinbrou por esss lado o futu-
ro da provincia, que boje v inais cliros os seus
borisontcs sociaes.
Quando outros iner tos nao tivesse a a lminis-
trncao do Sr. conselheiro Costa Pereira, easo que
..hi fica indicado era suic:eotc para aureolal-a.
Mas, a verdade que S. Exc, p.utando tod^.s os
seus actos palas normas da justica, fez rnais do
que isao. Foi S. Exc. um administrador econmi-
co, fi-.-l observador da lci e respeitador de todos os
dimito*.
Nao emjreaendeu, cert>, neubum u-.elhora-
meu'.o vultuosa; mas a sa Justina manda que ee
diga que nem o tempo era s cuadicocs da pro-
viucia lhe deram ensanchas para isao. Em ciueo
mezes, lapso do tempo insuificieutu at para bem
conhecer a circumacrip^ao territorial, nao possi-
vel idear e meuos reaiisar emprehendimeutos ; r,
quando fjase bastante, as deploraveis Msdlflw
fiuaucoira da proviucia seriara urna barreira iu-
franqueiavel.
Com orfameatos desequilibrados, osteutindo
normes dficits, ouerados com grandes juros pagos
por urna avultada divida fundada, e ameacadoa
com urna elevada divida fluctuantc, representada
por salarios vencidos de funccijnarios publico e
peroutras despezas feitas, pjraa ainda por pagar.
nao se pode emprebcniei- mclhoi-aincutOjt- de 1U1 ""
ezig
ferii-. em vista das informa95es.
P-rnh-.i '.' r:i ir> lC.Em vista das
infnr ha que deferir.
F .1 ud'a ci Ir.nl-j. Informe a 2" sec-
jlo.
Mii-.oel Baptista de Aran o e Manoel de
Araoj GtittsWiiet.A 1" seclo para os
devi.n fins.
Amando dos PaojOS Barros e Silva Gui-
lltnn & C. -".rtitiqu -so o que constar.
P-reir de C rvalho. Sil. do
o documenta, le despacha.
27
II ruaiin Ltiidgrt 1 & C. -Os suppli
aatM ni f> P r.tt"ndidos em vista
da inf ir.na.ao q de ro Iot procedencia o
equivoco 'ni que se bascam.
A .-. ->riiu Iroiaos & C. Sin., depois de
aosigaado a t-rno da repoabilidade, de
accorlo con a intorraaclo.
& C. Imlefcrido, cm vis
ta da infonnacHO.
Frncis o Ramos da Silva. Iuforme a
1" M09I0.
Amorim Ir Jilos d C.--Informo
82Cyao.
iarii Cotinha.
infar-
:tten
Em vista das
nir.eoes, a suppheant'! nlo pal ser
dida por esta repartteo.
Antonio Henrique Rodrigues. -Deferi-
do, com reanlo ao Io semestre, de accor-
do cora as mformacRcs.
Dr. Jlo Jo iquim de Froitas Henriquo
D--ferido, em vista das informa^Ses.
PapouU. Irniaos 4 C. Deferido, para o
fim do reformaT-se o lan;amento, do ac
corlo coni as i.foimac5es.
29 -
Jos Maria Coelho da Silva e Antonio
Joaquina Mendes. Informe a 1* scelo.
Jas da Silva Sjhiaffe. A' 1* scelo
para attender.
Paiva Valente ti C. Informo a 2* sc-
elo.
Paiva Valeutc & C.Infirme a 2a sec-
Alfredo Francisco da Silva. Sim, de
accordo com a iuforrnaclo.
Jlo Gualberto de Oliveira, Antonio
Ferreira de Carvalho e Juaqi n Jos da
Sil' Moreira. -Informe a l" scelo.
Costa Lima 4 C. Manoel Joaquim
da Ro;h Informe a 2a socolo.
Manoel Fernandos de Abrea. A' Ia
scelo para os de?idos fins.
um-s Fonseca & C.Indeferido, em
vista das informales.
Tiio uaz Times. Sim, vistas as iofor-
macSes.
Joanna Basilio Ribeiro da Silva. Sim,
de accordo com as iaforraacoes.
Costa Lima 4 C Deferido, de accor-
do com as informac? re.
1 muguen, espi-
to! nacioi lara, pois, antes detudo, a
pressao do descouhecido acerca dos deslinos da
patria. Todava, a opmio publica sobresaltada
e um tanto incoherente comejou por aecusar os
mdicos do pago pelo facto de terem aconsel ha-
do o soberano a que se retirasse para a residen-
cia -do Pardo, em vez de resol utamonte lhe pre-
screverem urna viagem ao sul do pais, a Malaga,
u s Unas Baleares.
O amem elima^cssaSfegiee^ dizia-seteria
prolongado a existencia do rei; cruelmente mi
nada pelavyeica, dandoiteinpO' nacionilidfldc
para cuwter dos seus nteresses materaes, prepa-
rando-a para receber a com mocito ponen* impro-
visamente leve de passar. Como se r nesse
modo de exprimir havia menos urna cxpanso
sentimental que fria consideracao de ordein po-
ltica. 0 prematuro desappareciraento de um
re moco, inlelligente e amnvel sensibiltsara na-
turalmente os coracoes: mas a razao de estado
parecia superior a todas as dores provocadas por
um triste destino pessoal.
Posto que sem inteira consciencia da gravida-
de de seus padecimentos, o monarcha hcspanhol
senlia, desde 1884, que as forcas lhe iam progres-
sivaniente faltando. 0 ardor juvenil nfio dcixara
com certeza do fallar-lhe imprudentemente a ima-
ginado meridional, mas o re conhecia intima-
mente queja nao gosava da sua boa saudc de ou-
tros lempos. No verte do auno passado chegara
a encontrar algum allivio na sua permanencia no
palacio da Granja. 0 incidente das Carolinas foi,
porm, sorprenhendel-o all, causando-lhe fundos
alalos moraes. Dotado de presenca de espirito,
e gracas a una ntelligcnriaquc limera agu-
jada pelo genero de enfermidade a que alinal
suecumbio, comprelicndeu imumdiataumiile que
o acto inesperado da AUemanba, que a aggrcsso
da potencia de suas predilecQes, nao sena ni-
camente latal i njjiulaiidadc ja inuito restricta
do seu ministerio, mas que era nrincipalmente
um rude golpe dcsfecliado por mo amiga contr*1
o mal seguro Himno em que urna revolla multar,
em que una violceo da legahdude. o tinlia 10
anuos antes sentado. Alguns brados hostis
sua pessoae dynas'.ia, distinctanientc ouvidos
em [llena Madrid por entre as ruidosas manifes-
(aces patriticas de Seleinhro, deviam ter lhe
mostrado, clara como a evidencia, a completa
justeza do seujuizo. Elle mostrou-sc enrgico
ante os acontecimentos, all'rontou corajosamente
os scntimentos bellicosos e anti-germanicos de
um povo indignado para evitar una luta de re-
sultados incerios.
Prefenndo os mcios diplomticos a quaesquer
violencias, licou ntimanmnte satisfeito com a me-
diarlo de papa btao Xlll. Mas quando essa tem-
pestado internacional serenou, einfim, oenfraque.
cimento physico do monarcha tornara-se cada
vez mais notavel. Nesgan condices foi que os
ministros e os mdicos se lembraram de mudar-
Ihc a moradia para o Pardo, babitacao real opu-
lenta de recordacoes histricas, situada a duas
leguas de Madrid.
O duque de Montptvisier. aatimnente receioso
do esjajjajte-sohrmJj):-*i;/ levai-o para a Anda-
de por em ordem as finan-
nhuma es:
E como chegar a este resultado Beui o auxilio
do poder legislativo provincial ?
Nao, S. Ere. o Sr. Costa Pereira, nao poda boa-
mente mclbor.tr ease estado de cousas, mesmo por-
que as ms finanyas nao ce conccrUm do p para
mo : para tanto exige-se tempo, aturados eslu-
dos e elementos que enmpre crear e pre lispr com
antecoJeuein e criterio.
Entretanto, S. Exe. fez nesse ponto de vista o
que lli e*a possivel fazer dentro,das forcas orca-
111 ntanss. Ecoiiomisou, e s despendeu o que f j
strietamente necc-ssario para quo nlo periclitas-
sen os diversos aervicos pblicos, prestando desta
arte um servico valioso provincia, uas suas dif
tieeis condi^ocs.
Accusou-se S. Exc. de ter demittido fuuccioua-
rios reiribuidos. Basa aecusacao nao tem proeo-
diatn., pjis raros, bein raros administradores, uas
proximidades de urna mudanca politiea, usaraui
com tanto criterio da aitribuiyao de deir.ittir e no-
mcar.
ExcepcSu feita das promotorias publicas o das
autoridades policiaca, desde muitos aunas reputa-
dos cargos de confianca politici, b. Exc. limita-
dissimo numerj de vez -s, facis de apoutar, usou
d'aquella attribu i;au, e jumis o ful sein urna ra
zao inui) p.mderosi, e aaaspN no inte.esse do
servico publico.
S. Exc, ao inva do que se diz, boube resistir
s impaciencias do spiuutes cargos publieus,
e foi uin vordadeiro escudo para muitos funccio-
11:11 os, que ncnbuma outra garanta tinhun a!m
dos prineifiiis de Justina que seuipre pauta.-um os
acos da :idininistracao (inda.
Essa administracio, pois, toi benfica para l'er
nanbuc; e, com certeza teria podido equiparar-
se s mais uteia que tem tido a provincia se mais
s;e darado, se cetras exigencias nao li\es
aem impoBto ao Exm. Sr. Costa Pereira o dever
de deixal a ap-s cinco mezes.
As provea desta asseryo ahi ficam deneadaB,
e estao codificadas no expediente da presidencia e
no rclatorio que S. Exc. leu Assembiea Provin-
cial quando a inaugurou 6 do correte. Sao
actos e documentas pblicos que todos podem com
pulsar para assentar n'uin JU20 seguro, que for-
jadamente ha-de ser lis^ngeiro c.o honrado admi-
nistrador da provincia.
S Exc. sane, pois, da provincia como pura ella
ostrn, sem a mais ligeira nota no passivo da
sua vida publica, tendo porm mais, no acti-
vo dessa honrosa vida, o ter presilido duas elei
cues feitas em paz, sem perturbaces da ordtm e
sem violencias liberdade, e ter dirigido os des-
tinos da provincia com multo criterio, moita jas-
tica I mu:ta elevaco de vistas.
Recrospecto poltico do anuo
de18&
HESPANHA E PORTUGAL
iContinuacSo)
A morte do re causou prosuda impressao no
paij. Nao 6 que Affonso XJ1 fosse tm geral ex-
tremamente amado pelos 9eus subditos. Por
mais distinctas que por ventura podessem ter
sido as quahdades pessoaes do joven monarcha,
parece que a realeza nao laucara mais raizes ex-
tensas e fortes no coracao do povo que supporou
os ltimos annos do reinado de Isabel II Mas o
fnebre acontecimento abra de sbito para a po-
ltica hespanhola urna phase nova cujas peripe-
!uzia.
O doentc. no cmtanto, com o optimismo cara-
cterstico do mal que o arrastava sepultura, re-
sisti aos rogos insistentes do prente, allegando
que tema perturbar com a partida o socegoda
familia e da patria, autorisando a divulgacode
noticias menos exactas acerca da sua enfenni-
dade, d *ssa enfermulade em cuja solugo fatal e
prxima o confiado moco era o primeiro a nao
acreditar. Com elTeito, a oacao estar longe de
conhecer toda a verdale relativamente ao estado
da real saude, porque as folhas olliciaes. quer
fosse por ignorancia, quer por calculo, occulta-
ram-lh'o at 48 antes do lallecimento. No da
anterior ao da sua morte, (24 de Novembro)
AITonso XII, a instancias da m'ii c da esposa, con-
srn'io em deixar-se examinar por urna junla me-
dir. A esta confessou ento que se sentir ata-
ra lo da fatal molestia desde os 23 annos. Os fa-
cultativos acharaui o caso desesperado. O rei
eslava evidentemente moribundo, mas ainda
asam IbCS ordenava que lizessem ludo para nao
inquietar o paiz Depois da consulta o proprio
enferma ucea mais un nenosconvkto deque os
Itavam sensivelmente aggravados-
No cialanto gracejou anda com as pessoas que o
rodearan e procuren consolar a rainha, fazendo-
llie crer que os mdicos cxageravaiu. Essa
pieoccupaco generosa devia augmentar a dor
dos que. em rodado leito do monarcha, espera-
va :, a cada instante ver-llie exhalar o ultimo sus-
piro.
AITonso XII deixou urna Imranca pouco sedu-
ctora creanca de 5 annos a quem tio cedo fal-
taia:n as caricias prdernaes. A idea da longa re-
gencia de urna mulher nao pode ser agradavel ao
povo hcspanhol, que sabe por dolorosa expe-
riencia o que valein as demoradas regencias fe-
miniuas. S por grande maravilha nao ter nniis
tarde ou mais cedo o governo da rainha Cliristi-
11a, austraca de nascimento, de encontrar escolho
mvenrivei no patriotismo ciosoe cvrlusivista de
seas subditos. Talvez rivulidades ardentes, par-
tidas do proprio seio da familia que a adoptou-
Alm disso, a monarchia nao tem hoje na Hes-
panhaasadliesese sympathias de que ainda go-
sava ao tempo da morte de Fernando Vil. Se
as pretences do carlismo esto, como parece,
connemnada- deini'ivaniente ante o animo da
maioria dos hespanhoes, as lutas c intrigas dos
partidos constitucionaes podem de um momento
para ooutro tornar opportuno um novo advento
da repblica. Anida mais : a princeza das As-
turias pode nao ser a definitiva herdeira do thro-
no. A rainha licou grvida, c se o posthumo lr
varao, a elle cabera de direito a successo da
dignidade paterna.
A innocente princeza pois, rainha sob con-
dicQo resolutoria, circumstancia que nao deixa
de complicar o problema da conservacao de urna
monarchia, ja de si pouquissimo firme, pois que
tendo- sido restaurada por um pronunciamiento,
por urna revolla de quartel, no paiz onde essas
revollas sao to frequentes, pode fcilmente des-
apparecer do mesmo modo.
Em summa, como cscreveu um jornalista por
occasio dos fuimraes de AITonso XII, o joven rei
parece nao ter descido ssinho ao tmulo : tal-
vez com elle icassem sepultadas nesse sombro
Escorial, onde dormem tantas ambicoes extinctas,
todas as esperanzas do partido realista e a sorte
da realeza na Hespanha.
O futuro dir se essas previsoes sao errneas.
O ministerio Cnovas, certo das difficuldades
da situaco em que se inaugurou o novo reinado,
uo quiz aggraval as com a sua iinpopularidade.
O presidente do conselho, no proprio da do fal-
do re, ji ente a demissao do
gabinete, (embrando-lhe ohamarao po-
der o Sr. Sagasta. Entendeu o chefe conservador,
e com urna abnegaco que o honra muitissimo,
que, em bem de todos es amigos da dynastia, a
regencia precisava de inaugurar o seu goveroo
sob os auspicios do liberalismo monarchico.
O chefe da opposigio aceitou o pesado encargo
para que o proprio partido adverso o julgava no
momento idneo.
Como se d com a maior parte dos estadista*!
anhoee, o Sr. Sagasta tinhi:'provavclmenh*
um ministerio em disponihihdade, prompto de
todas as pecas, espera da OccasiSo opportuna.
Em menos de vinte e quntro liorVts se apreseiitou
"complete1 novo gabinete.
Este tepresenta urna coalicao cm que esto
comprehendidas todas as fraeces do partido li-
beral dynastico, desde os centralistas, que mal
se distinguen) dos conservadores propriamente
ditos, at ao democratismo dos antigos collabo-
do 8r. Ruiz rorfilln. boje convertidos monar-
chia.
O governo liberal no se inspirou as medi.
das de rigor a que eram tao inclinados os seus
antecessores. Certo de que nao com vinagre
que se apanham moscas, segund o proverbio
Trance/., eomecoii a sua direccao suprema por
um decreto de amnista, amplissimoem relaco 4
imprensa, postoque limitado quanto aos delictos
polticos de carcter militar. Foram exceptuados
do indulto geral os individuos do exercito, que.
a frente de forcas a> suas nrdens, violaram as
leis c a disciplina. Nao obstante isto. o governo
achava-se disposto a aduiittir as supplieas indi-
viduaes dos militares que tomaram parte uas
sublevacoes de Agosto de 1833, e a attendel-asi
se pelo estudo das circunstancias em que os cri-
mes se deram, e pelos antecedentes dos culpa-
dos, jnlgasse merecido o perdtoi
Essa medida essenoiahnente prudente e conci-
liadora do gabinete Sagasta merecen fervorosos
elogios dentro e fra do paiz. Ccrtamente nao
achara taes encomios faltos de justiea quera sou-
li,:-e iiinguem o ignoraque s accoes e reac-
violentas dos partidos que a Hespanha
actual deve a mxima parle de suas desventuras.
Urna coinciden, a que nao deixou de ser nota-
da, !',ii dar-;" a morte do inareclial Serrano me-
nos de 24 horas anos o fallecimento do rei. O
graduado militar era incotitetaveneote a cnti-
da'de mais saliente do reinado de Affo.isi XII.
Ninguem representou mais notavel panel do que
l 1 drama da vida poltica da Hespanha 1109
ltimos cincoenta anuos, o Eavorqueeaeontrou
11a ri'te da rainha Maria Christiiia fel-o general
aoe tlintaannos. .Mas o apogeo da sua influen-
cia corteza deu-se 110 reinado de Isabel II. Esla
senaera qo 1 em Hn de I84, casou com seu pri-
mo O. Francisco de sete, de tal crdito e poder
rodera a Serrano, que os escndalos domsticos,
provocados pelas preeeeupaeoes do marido, tor-
nanun-feuma vergonha publica. O duque de
Souto-Maior, entio presidente do consellio pedio
a rainha que consentisse em que o bnlhante ge-
neral fosse afaslado do pago. A soberana n0
accedeu ao pedido, o ministro insisti, mas Ser-
rano licou senhor da praca derrotando o ministe-
rio. Aflnal, a fortuna de Narvaez, acolhido a seu
turno pelas sympathias reaes, diminuio conside-
ravclmente o prestigio do general que foi enriado
tara Granada, a pretexto de desempenhar all
encargo militar importante. -
Depois disso, a ba estrella do Serrano nunca
mais o desamparou. A sua carreira poltica foj
das mais brilhantes e das mais tongas, porque o
duque de la Torre morreu com setenta e cinco an-
nos de idade.
(Continua).
-~~ Modelas do Pacifico, Rio da
Iral. e sul do Imperio
Pelos paquetes nacional ara, e inglez^s Tagus e
Cotop-xi reculemos di sul as gcRuintes noticias
e ai que consta da rubrica Parte Official.
Parifico
Datas telegraphieaa at 15 de mrf 11
A eoinuiissao nvxta inglesa dos tribunaes arbi-
traes no Chile nao tinha concordado anda acerca
d-i prorogafao das suas fbncedes; pire .endo que o
*ccordo offerecia nieonvenicnteB, qu s poderiam
1 r sanad a directamente peios goveruon contra-
tantes.
A intima cousa rinr-se hia brevemente em rea-
(So s cninmisocs da Franga e da Italia.
A commissil) mista-allemA. noineada no auno
passado, nao ch gou a tunceiouar e continuara
Usina, visto (ue o ministril allemao, Barita Scheulc
juiz designado por parte do imperio para compor
o tribun il, achava-se em viagem do regresSQ para
sua patiia.
Rio da l'raln
Datas de Buenos Ayrcs at 17 e de M wtev i,j
iit 18 de mareos
O diario de .Mouttvidi) El Siglo recebeu do seu
i'< rrespoudeute em Buenos Ayrcs, os seguiutes t '-
Icgrammus, expedidus a 17. tiob titulo O revo-
lucionarios oricntaesdiz La Nacin :
Para o caBO de que os revolucionarios orientaes
que se acham na co.ta o^cident! do Uruguay niio
obedefi ni i rd->;n de desarinamento, que devem
d.'ir-llies os goveinidores do Currieatcs o Entre-
Rios, o governo naeional est dipjstoa enviar um
general o provavelmento o o" du eavallari, aui
de que dita ordein se compra sem demora.
06> regiment de iufautaiia de liuh i, pie est
sol ocommando do coronel Bosch, retoben orden
pira marchar boje mesmo com di stin >, s coatas
do Uruguay. Dirigir-6- lia Concjrdia, ficandj i
dijposicao do general Rncedo, para fascr cumpru-
as resolocoes Jo gabinete nacional, dissoivendo os
grupos de orientaes revolucionarios.
O grande jury dos partidos unidos constituidos
em convelilo nacional desetnpenbou a sua incuin-
b ncia, designando um qu.irto candidato para h
presidencia da repblica. A eleicio recahio no Dr.
Manoel Oeainpj, -que obteva duas tercas partes dos
votos em sesso coinjKta.
O jury f.i nom"ado, como conselheiro, pela jun-
ta de delegados, de modo que a rcsuluco foi com-
manleada pelo pri.: ciro segu .da. A junta de de-
legados, por BUS parte, comuiuuicou aos dtroctOrioS
dos partid. a dita niaoltteao, para d -cidirem se a
a;e;tavaii. cu nao. O directorio liberal ou mitrista
reuni se c, por unuuimidadu de votos, adoptou a
candidatura dj Dr. Ocanipo. Nada tinhaoi resolvi-
do ainda os directorios ruchista, gorostiaguista e
irigoyenista.
O De. cainpo, que couta 75 aun >s do idade, foi
r, rendido pela eleico e nao havia decidido se
aceitarla bu nao a candi Iatur.i.
As folhas de Montevideo lada de positivo dizem
acerca da snnunciada invasio da Ilcpabliea Orien-
tal.
Escieveram, cm 14, ao Jornalas Commercio,
da Corte:
c Continuamos na espectativa dos acontecimen
tig, queja agora n;b so deis wntn O governo ar-
gentino acha que ja nao lev,; coutiauar por mui-
totemp a affroutar o escldalo de pennittir um
exercito cstrangeiro com arraiaes e campos de ma-
nobra em'seu proprio territorio as margena entre-
rianaJ n* longo da costa uruguaya, ameacando in-
vadir esta repblica.
Ordens ja foram dadas para que Arredondo e
companheiros ou atravessem o Uruguay mmedia-
t.imente ou dispersem as suas hostes. At disto
piecisain os Srs. revolucionarios : quo os empur-
rem /
< Falta agora que os t sgam pela mai at dei-
xal os commodamente installados no salo do pa-
lacio da independencia em Moutevidj.
Do general lautos, que tem estado doente e
ficou magro a ponto de parecer ontro, oavi que tem
23.000 homens promptop, quo a aituaco no Ibe
iu pira o menor cuidado, e que a nica cousa que
desaia que Arredondo p isse de umi vez o Uru-
guay, psra ser logo esmagado.
. Referindo-se Repblica Argentina, mostra-
se desgostoso com o procedimento que olla tem
tido : observa que um governo serio e que se res-
peita ni) permitte que o sen territorio ge torne foco
de conspiraees contra urna nacao vizinha e amiga.
Confessa-se reconhecido ao governo imperial por
seu precedimento circimspecto e de verdadeiro
amigo. Accrescenta que es'. bem convencido da
lealdade do gjverno imperial por actos bem recen-
tes, c que os orientaes hao de ser seinpre amigos
do imperio, pois os seus nteresses esto ao norte
indicado isto pela historia e pela sua pasicao ge,>-
graphiea, e nao de outro lado do Rio da Prata,
onde s ha deslealdade.
Os Porteados njo h8o de ser nunca noreos
amigos, como Jamis o foram.
Coyas
Datas at 27 de Fevemro :
Ao Ooyaz escrverum de Curumb, a 12 do pas-
sado o seguinte :
Foi hoje brbaramente espancido Gervasio Pro
tassio de Arruda, dentro desta villa p ir Pedro Joa
de Moura Marinho, irmo de Jos Luiz de Moura
Marinho, prente e amio de Deodato Sebastio
da Costa Campos, e de Joo Vicente da Costa
Campos.
Pi encontrado d'aqui a 12 leguas o crimi-
noso Joaquim Rodrigues narbosa, cinhecido por
Jot quim Secretario, com 12 capaugas, todos tam-
bem criminosas, quo vSo cm d receo ao Amaro
Le i te.
Rio tirande do Sal
Datas a 19 do Marco:
A bordo do paquete Rio JaguarSo, em vlagcm
do Rio para este porto, deu-se ura conflicto prjvo-
eado por primas de artilhai-ii u civalb.
Ligo que fudeou em nosso porto aqudie pique
te, foram aquellas pracis, em numero de 39, rece-
idas por urna forca de linda do 50 horneas, com-
mandadas pir um official c n'lnziiis ao quartel
do 17 batalhao.
Diz a Gazeta Mercantil o seguate : O Sr. m>-
jor Luiz Antonio do Araujo, morador em Mostar-
das, trata actualmente de um ussuinpto que mere-
ce o applauso geral pela su i importancia.
E' elle a commanieac > da Ligo* dos Patos com
outra laga que banln; o campo do Fu-n >, pela
desobitruccao do canal chamado Binjiiinho.
A freguezia' de Mustardas muito lucrar com
isso, tendj eo'.ao fcil commiinicagao com Porto
Alegre.
N"a Uruguayana, 21 do passado, o commandan-
tTda polica o algomas pracis sorpreuderam o
malfcitor Dainio Alfar-, no lugar denomnalo
Iinoah, sendo nort Alfarc por ter resistido or
dem de priso. Os companheiros deste cousegui-
ram escapar.
Alfaro era um criminoso que, ha longo tempo,
escapar* das garras da justica.
A chata do vapor Mtnsaqeiro f,i a pique en
umi das n lites di semana passada, em S. r*ero,
quando a reboque daqucll-- vapor i.i de Monte-Ca-
seros para Uruguayana carrejada com rame o
ni .t ra] para a estro I de ferro, eutie o qual se
eont iva urna locomotora.
( tatro horneas que i im a bordo nada soffreran,
tenno-se deitado a uad.r iog que succ^leu o si-
nistro.
II i ospirancas de salvar toda a ecrga '. talvez
m-smo a cli rts, no que se estava trabahando.
lim Jaguanlo. na noite do 5 do cirreut-^, foi bar-
li ;ri'uente assassiuado, em u na chcara, nos su-
Ijniuios desta cidade, um p"bre velho, portugus,
na- iral da ilha de S. Miguel, coamado Manoe
Cirlriro. Oaatot ou autjrcs desse crirae ainda
nao sao cnh>'eido3 e eremos que j imiis osero,
devido falta de autoridades, porque uo pode-
mos considerar como t:;l o subdelegado que ainda
infelizineute p issuimos.
Esse pjbre velho achava-se nesta cidad ha
pouco mais de uin inez, ten lo vi nao da cidade d >
Rio-(ranle para encarregar-se de cuidar na cha-
cara em que m dad o facto
Ao que parece o movcl do criine foi nicamente
o roub.; pois, residindo aqui ha pouco tempo e
sendo um hornean calmo e pacirto, como nos mfor-
uiam, nao era possivel ter ininigoa capazes de lhe
roubar 'in a vida a golpes du mchalo.
Alm disso, todos os indicios trazem-noi este
uveiiciment'i. Nao s a mala do finado estava
aberta, como tambem um pequeo cofre, no qual
talvez guardassi? as suas economas, estiva ar-
rombado e completamente vasi.
M rreu i.f igitono arroio de Pelotas Antonio de
Pues Lourciro.
Paran
Datas at 18 de Marco :
O presidente da provincia fez urna excurso at
o porto da Uniao da Victoria no Rio I^iias.-, in-
do depois dUas leguas alm na estrada de Pal-
mas.
O presidente da provincia fra ao ncleo Al-
fredo Chaves, visitar urna pedrjira de m.irmore al-
l ltimamente deseoberta.
Sobre essa pedreira diz n Gazeta Paranaeiue o
segnuite:
Os visitantes admiraram a paimyi c b-dleza
daquclla riqueza natural, cujas primeiraa Carna-
das sao nm tanto friaveis, mus cuja dureza e io:--
ma erystaliiu-saccharoide se pntenteam irrecusi-
vns logo que se penetra mais um pouco no amago
da rocha. Ha pedacos de cxcellente raarm .re,
cni i explorafo em grande devs construir motivo
para que j e eon-tit i. nmj companhia para-
naensc. O descobridor, o 8r. Paulo Marques, est
procurando tirar algum proveifo, mas os seus re-
cursos sao ein extremo exiguos, e a serra que elle
mont ni para tirar d um metro obio de marmo-
re varias laminas imito rudunoutar.
O Sr. presidente a visitn e observon pela diffi-
culdade com que mordein as serras a resistencia
do calcreo.
O quo se v da pedreira di. idea da abundan-
cia daquelle precioso producto e material, que po-
de tornar a Vlatriz Nova um dos templos mais ma-
gestosos rioM, nao s do tedo o Brasil, como da
America Meridional, urna vez revestida de tao so-
oerba e varia ornameutaco.
' O Dr Tannay, depois de ter examinado dous
ou tres pontos dessa mina, foi a dous kilmetros
dahi belia propriedade do Sr. Joanna, immi-
gante que, pelo seu espirito laborioso o perseve-
rante, tem sabida fazer quasi fortuna, apresentan-
do urna bonita quinta, em que se vo.-n extensas
plantad-oes de vinha, tabaco e arvores fructfe-
ra".
Sao Paulo
Datas at 23 de Marco :
No dia 19 receben o grao do bacharel e n scien
cas sociai s B jurdicas o Sr. Luiz Barrero Mar-
O presidente da provincia regressou de Gat
ratingnet.
Foram approvados sa ficuldade de direito :
4' snnoSmplrsmente Rodolpho Custodio Fer
reir c Joaquim Custodio Fernandes Sobrinho.
3 annoPlenamente Raphael de Almeida Ma-
galhes ; simplesmtnte Miguel de Gajdoy Mo-
reira.
Io annoPlenamente Pedro da Matta Macha
do, Godofrcdo da Fonsec, Uladislo Hereulano
do Freitas Guimaraes, Arthur Moreira de Castro
Lima e Jo3 B.nto Nogueira Juni ir.
Minan Cierae*
Datas at 21 do corrente :
Foi adiada para o Io de Maio a abertura da as
sembl ; provincial, que devia iustallar se a 29 de
Abril.
Sob a e: igrapbe E, do Oeste diz a Gazeta Mi-
neira o seguate : Tem a companhia feito os es
tudos preliminares do prolongamiento desta estra-
da ao ponto em quo cometa a importante navega-
co do Rio Grande a Oliveira, de onde dever
descer e aproveifar as 80 leguas navogaveis do
alto S. Fra&cisco.
Sa m*gnifica3 as condicoes do tracado, que ca-
rautem construeco por prer;o commodo e sobre-
tudo um custeio muitn favoravel.
Atravessa a estada urna zona rica, de popula-
cao activa e dde j existe prodcelo creada, mas
susceptivel de grande desenvolvimento.
A directora desta ompanhia emprega mxi-
mos esforcos para celebrar a construcjlo, da qual
depende a i rospendade da estrada e dcstas re-
gioes ; aguarda, porm, o deferimento do requer
menta dirigido ao govirn. provincial, solicitandoi
segando prescreve seu contrato, autorisac j par
levantar os capitaes.
Do patriotismo do governo, e de seu zelo e in-
teresse pelos [negocios pblicos, de spjrir se
piompto defenmento. Nao s esse acti nada ten
do gracioso, pois decorre das obrigacoes do con
trato, como certo, tambem, ser de inter.'sse
maguo de provincia o prolongameuto desta es-
trada.
Nella tem o thosouro provincial empregados cer
ca de 900:C00 o o direito de re^erso, findo i
prazo do privil gio, e a ella est ligada a sorte de
urna tona importante. >
A olha Sabarense de 14 do corrente refere
srgainte :
Assistimos hoje a um inquerite polica1, em
C'.sa do snbde'egado Tnndade ; estava jurando
como testemuuha Joo da Serra, que mora na
Roca Grande, bairro desta cidade.
Perguntado quantos annos tinha, responden que
nao sabia ao jerto, mas que pensara ter mais de
110 annos, pois que em certa occasio foi desta
cidade ao Rio de Janeiro levar uns papis, sendo
j homem feto, e que paasaudo em Villa-Rica foi
o-e80 e, levado presenca do general porque na
vespera havia apparocido i*ma couta chamada
inconfidencia,e por esse motivo j eatavam pre-
os alzuns figuroes ; e que tempos depois, voltan-
do ao Rio, ahi vio a forca ondo havia morrido um
des es figuroes.
No anno da incoifideneU, 1789para que elle
pudesse ir ao Rio lev.ir papis de importancia,
sendo ja homem feito, devia ter pelo menos de 25
a 30 aunos, e ahi temos nm velho com quasi 130
annos, robusto, forte, jurando com 'preciso ssbra
faetos recorridos, e vindo todos os das esta ci
dado vc'jder 1-nha, eapim, tructas, etc.
Uto de Janeiro
Datas at 24 de Marco :
Aos inspectores das tncsoiirarias de fazenda,
declarou o Ministerio da Fazenda, rm circular de
do corrente raez, que esta- do j anonadado, de
conformidade om o art. Io o seu 2 do regula-
mentn. 9,517 de 17 de Novembrj de 1885, o
prazo para a nova matricula dos escravos, devem
providrnciar afim de que as estaques por onde cor-
re esse servico, no continen) como est aconte-
cendo a impor multas por infraccjlo das disposi-
coes da lei n. 2,040 de 28 de Setembro de 1871 e
confeguitementi! das do regulamento n. 7,536 de
de 15 de Noveicbro de 1879 como j de mister,
para que possa ser finalmente observado o precei-
to do art. 1 1 da lei n. 3270 de 23 de Setcm-
de 1885, e se tacilitem as decUraces de que de-
pende a nova matricula.
Lemos no Jornal do Commercio de 21 :
Hoatern, pela m inha, o fiel do thesoureiro da
estrada de ferro D- Pedro II, abriudo o cofrv, deu
pela falta d* quantia de dous coutos e tantos mil
ris e de varios papis eoacernents a pagamen-
tos.
o O facto foi levado ao coahecimento do director
da entrada, que o communicou a polica.
A's 2 hiras di tarde o Dr. -ilva Mattos, 1
delegado de polica, proceden o corpo de delicio
no cifro, nao euontraufo o menor vestigio de ar-
rombamento. Suppoj-su que o gatuno servio-se
dd u:na chave falsa para commetter o furto.
Ahrio-se hft|#erltn sobre o facto.
Uin facto hor-, roso jassou-se hentem em San-
ta Thereza.
A's 10 1/2 horas da noite o bond u. 3, qua
vinha do alto de Santa Thereza para a estadio do
plano inclinado, ao passar pela ra Junquilho, na
curva existente quasi cm frente ao hotel de Santa
Taereza, de;euearrilhou.
O carro descia com tanta mpectuosidade, que
mo tendo o c H-heiro podido travar a manivela,
foi de encontr a nina parede e a um* arvore e
ficou em pedacos. Os pis-^geiros, em numero de
cerca de 20 pessoua, ficaram quaoi todos fendo?,
can excepeao apenas de tnz. Era realmente
trnt o aspecto que apresentava o lugar, onde, es-
tendidos no cbii), nns gemiam e outros gritavam.
Os feridoa foram transportados pira a casa
do Sr. viscond-i da Barra-Mansa, onde receberam
os 8oecorro3 mdicos dos Drs. Constante Jardim,
Paula Costa e Eduardo Hartn. O estado de ai-
gaos iell. 8 grave, principalmente o de urna cria-
da de Mine. Douvizy, que fracturou urna perna
em dous lugares e ficou offendida na cibeca.
O Sr, Paul Dobbler, que chegou hontem da
Europa no vapor Ville de Baha, e que tinha ido
a passuio era Santa Thereza, em companhia de al-
galia amigos, ficou com orna perna fracturada em
dous lugares, e foi rc.olh; io ao hospital de Mise-
ricordia. O seu estado tambem grave.
O dono da padaria da ra dos Ourivea, cutre
aa do Oiviior e Hospicio, sua fenlv-.ra 0 urna ti-
Iha, ta.nbem flearam gravemeute offeudidos, com
fracturas d-; bracos e pernas.
O Sr. Beer, tambera chegado hontem da Eu-
ropa e que devia partir hoje para S. Paulo, ficou
ofleudid) no olh> esquerdo c com urna fractura na
cabeca.
t Os dentis paesageiros, alguna dos quaes
apreseutam serias conttuet e ferimeutos, rccolhe-
ram-3e, una eai carro cutrsa a p a suas resi-
denciaa.
O cocheiro do bonl, que segundo consta tam-
b m ficou ferido, eorreu at a estacao do plauo in-
clinado, onde estevo eommuuicanio o facto, e eva-
dio-se em seguida.
Tolos os pasaageiro3 sao unnimes em decla-
r*r que a culpa da desgraca deve recahir sobre o
coc ciro e o conductor, nao s por trazerein o carro
a toda disparada, oque alia frejueute nequellas
vi igens, como tambem por nao terem travado as
manivelas do carro.
Um <1)3 animaos do bond, morrn instant-
neamente. 0 outro arrebentou os arreios e dispi-
rou para a estacao.
Sao dignos de. louvor os cuidados que presta-
raa os mdicos aos feridoe, especialmente o Dr.
Constante Jardim. Varios visinbos, entre ellos
M ae. D.lsol, mostraram disvelos para os iufe-
lizcs.
A policia teve conhecimento do facto. O Sr.
Dr. Silva Mattos, l* delosado, dirigio-se imm.'dia-
tamente a Santa Thereza 6 deu as providencias
que caao nrgia. EstiveAm ta:nbcm presentes
outrus autoriaades polieiaes. *
Lomos no Jornal do Commercio d: 24 :
Tcudo o superintendente da estrada de forro
do Rc"afe a S. Francisco proposto reduecao no
casto do transporte do assucnr fabricado pelos en-
genh 8 centraos da Cenfal Sug.ir Faetones of
Brasil, deiib-rou o Ministerio da Agricultura nao
approvar a mesma redaccSo nos termos em qu^ Li
proposta, fazendo saber presidencia de Peruara-
buco que concordar na diminuico do freto
d'aque'.la uicrcadoria coratanto, que a nova tarifa
soja applicavci, nao s ao producto das ditas fa-
bricas, mas a tedt) o assucar produzido n* pro-
vincia.
Nao ha da feito rasZo para justificar a exclu-
siva an.olicacao da tarifa reduzida aos producto
de fabricas le grande forca e capacidade, as quaes
por isso mesmo que dispoem de manhiniamos
aperfei^oados e extrahem da canna porcentagem
maior de riqueza saccharina, j por pir este lado
se avantajam de mu'o s fabricas peliculares.
Considerada a quest' por este aspa :to de inte-
r<>ise geral, a'designaldade da tarifa, a ser decr-
tala, deveria antes favorecer a industria particu-
lar do que a dos engenlns contraes m inti loa por
c-mpanhia3 c^-oi o grande favor da garanta de
juros.
Ainda bem que o governo se mostra > .-,-n-
cado da neceaaidade de rednzir a tarifa la est la
d i Recite a S. Francisco para o transporte do
assucar. A baixa da cotaco do caf determinou
importante reduecao da tirifi do genero na e-tra-
da D. Pedro II, resultando des'te favor, smente
no orimeiro anno, diminuic-io aa enda e.t.....
800:000. A crise da iuaustria assucareira nao
tem sido menos intensa, nem ha qnem ignore a
que penosas condijoes se acha votada esta indus-
tria no Brasil pela competencia formidavel da,ap-
plicacao da seiencia fabrioac) do assucar de
be torraba.
Lembrc-se tambem o governo de que outra
estrada de capital garan'ido existe em Pernam-
buco na qual o frete do assucar ainda mais exa-
gerado do que na linha do Recife a Limoeiro d
exemplo da imprevidcncii da3 nossas concesaes
na parte relativa 3 tarifaa. Os seus onerosos
frutea parecem calculadoa para agorentar a indus-
tria aasucareira da regio,
Espirito Santo
Datas at 19 de Marco :
No dia 2 ebegou ao Cachoeiro de Itapemerira o
Sr. bispo diocesano.
Evadise da cadoia dessa localidade o reo Ese*
quiel Nunes da Silva, de 23 annos de idade, sol-
teiro lavradjr, ni.tural da provincia de Minas Ge-
raes.
Ezeqniel toi processado pelo jnizo municipal da
termo do Cachoeiro dejtapemerim que o pronun-
ciou como incurso uas penas dos arts. 193 e 191 c*t
cdigo criminal, em 20 de Fevereiro do corrente
anno, por crime de homicidio praticado m pessoa
de Joo Damasceno de S, e ferimeutos graves n
pessoa de Manoel Fortunato.
A Provincia do Espirito Santo d a segmnte
njticia :
Tolegramma do 17 da Barra de S. Mathens
annuncia que o paUcho nacional Oliveira, sahido
deste porto no dia 11 do corrent, com destino
Baha, as proximidades dos Abrolhos, abri agua
c Bubmergio-s?, salands se a tripolacSo, que
aportara aquella villa.
O patacho Oliveira era de propriedade dos esti-
maveis negociantes deata praca Cabra! & C.
O carrgamento do navio era superior a 18:000^
e pertcnci* aos proprietarios.
A' ultima bora, hontem, recetamos da estacan
legraphica esta csmmnnicacSo ;
O patacho Oliveira foi a pique, no dia 13, na
altura dos Abrolhos ." tripolacSo e raestro einbar-
caram na lancha e bote do navio s 10 horas da
manha, entrando ito dia seguinte (14) na Barra do
S. Matheus, s 12 da tarde.
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7
Diario de FewiambiK,e4,er?ii-.-l*Fii 30 ule icreo de IS86
FERttAMPCO
>
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Assembla Provincial
5 SESSAO EM 17 DE MARCO DE 1886
KUtSOENCU DO KXM. SR. DR. AHTOKIO PBAHC18C
(JCRII OS ARiOJO.
Ao meio da, feiU a charanda e verificando-ge
aatarem presentes os Srs. Gongalves Ferreira, Re-
g Barros, Joa Mura. Amaral, Jo*o de 8a, Julio
de Barro, Saares de Amorim, Herculano Bandera,
Coata (Jomes, DomingueB da Silva, Ratis e Silva,
Barros Wa iderley. Barros Barrito Jnior, Coelho
de Maraes, Antonio (orn ia eSophionio Prtalas, o
Sr. preeid. nte declara aborta a aesso.
Comparecern) depois os Sr. Drumond Filho,
Costa Ribeiro, Baro de Itapisauma, Visconde de
Tabatinga, Rogob-rto, Andr Dias, Louiengo de
8a, Joao de iiveir, Regurra Costa, Ferreira Ja-
cobina, Juvenoio Mari?., Roza e Silva e Praxrdes
Pitanga.
Paltaram os Srs. Lua do Andrada e Rodrigues
Porto.
O *r. fos Mara pela ordem) V V Exc.
Sr. presidente, que a despeito do pedido que V. Exc
tesaos seus correligionarios, Ss. Excs. nio o alten-
deram, de aorte que foi V. Exc. ainda hje obriga-
do a infringir o regiment.
As 10 hora ero ponto acha va-roo en nesta oasa,
aendo obrigado a p-rd r duaa horas e um quarto.
porque a agora 15 ininuios depo;a do meio (lia, toi
que V. Exc. pode abrir a sessao, contra %. letra ex-
pressa do regiment.
Eu pedia a V. Exc. que se dignasse de cumprir
o regimeuto nesta parte afim de que, dando o relo-
gio da casa meio da, nao se espere mais os depu-
pntados deai osoa no cumpriin uto d -a si'us leve-
res, obligando a nos outros, que temos muito em
que noa oceupar, a perder aqui duas Loras e
mais.
V. Exc, Sr. presidente, houtem mesmo deu-me
toda a raso; dias" que a minha reclamago era
justa : fundava se no regiment e isso deu lugar
a que eu me sentasso e viesse hoje s IU horas.
A despeito disso, porin, continua a mesmaa n re
gularidade, e eu desejava que V. Exc. me dissesse
com franqueza se, dadas 12 horas no re ogo da
casa, possu retirar me, certo de que nao ha sessao
ou se po3so deixar de vir de boje por diante s l
horas o que farei se V. Exc. me garantir que nao
abrir a sessao com sorpresa para nos, a easa hora.
Comprebende V. Exc. as torturas em que me vejo;
ou me sujeito diariamente a perder duaa h>ras e
mais na ante-sala, esperdicando o tempo que me
muito precioso, ou deixo de vir s iU horas con-
vencido de que a sessao t camelar ao meio da
ou depois, podendo entretanto ser sorprehendido,
eomoj fui, abrindo V. Ex:, a aesso s IU horas,
ou antes.
Esperando que V. d umasilugao minha re.-la-
mago, sento-me, aguardando a sua palavra que
deve ser um firman.
O Sr. presidente diz que o regiment manda
fazer a chamada as 10 horas da manbi a portante
e houver numero a essa hora abrir a sessao, se-
no esperar, como tambem manda o regiment at
ao meio dia.
E' l ida e sem debate approvada a acta da ses-
ao lue.-rdenf".
Continua a discussao adiada da acta do dia 15.
Vem a m a. lida, apeada o entra conjuncta-
mente em discussao a seguinte emenda :
Supprimam-se as palavrasao mami tempo
queat.Coate Rioero.Jos Mria.
O Sr. Jos Mara.Tendo demonstrado hontcm
que V. Exc, contra a expressa disposigo do regi-
menti, abri ;i aaatla com 19 Srs. deputados, ni i
posso consentir sem protesto que esta illegalidade
Beja acobertada cora o sophisma ou a pilula ioura-
da que preparou o uobre Sr. 2 s 'cretona, metano-
do os uosses nomos, como se tivesao V. Exc aber-
to a sessao d-'pois da nossa entrada nesse recinto.
Houtem demonstre! istolargamertee aguardei que
V. Exc. e o meu Ilustre amigo o Sr. 2" secretario
dessein as ixplicagoes, como haviam promettido.
Entretanto das explicagea, quer dadas por V. Exc.
quer dad.s pe o ineu Ilustre amigo o Sr. 2 secre-
tario depreliende-sa simpl-amento que havii. des-
accordo entre ambos e que portanto a verdade era
aquella que cu havia expandido.
Eu nao quero mais lser reclamacas sobre a "
legalidad; miso quo quero que fique registrado
e;a inesina illegalidade.
O que quero e que de futuro poasieu, ou outro
qualquei, apresentar o precedente e demoualrar
cumo uo dominio do partido da ordeui procediam
os representantes (ios aorp s deliberati/ot.
A maioria desta cata p da leixar do approvar
amen.a por miui apreaeutada; mas ella a exprs
gao da verdade. V. Exc. abri a seaso eom 19 de-
Cutajos astea do nibre dcpitado pelo 8o diatricto
aver pedido a palavra a isso foi por V. Exc. mes-
mo confes ado. A acta, portanto, nio deve omitt'r
esa circumst maia Nessas eoudiceoes nao pude
deixar de apresentar a eme. da que se discut pjr
que, como disse, e la a expresso da verdade.
Niuguem mais ediudo a palavra encerrada a
discus o, e, posta a votos a acta, approvada,
aendo regeitada a em- na.
O Sr. 1 secretario proadu a leitura do se-
guinte
mm
Um ofiieio do secretario do governo, transmit-
tindo o bal anco da receita e d'-apeza doexerciciu
do 1884 a 1885 da Cmara Maaictpal de Leopol-
dina. A' commisuo de o cimente municipal.
Outro do mesmo, trausinurino um projeito de
posturas da Cmara Municipal de royanus, sobre
o Ceiniterio Publicj do Goyanuinha.A" commis-
sao J exame de posturas.
Outro do mesmo, communicaudo que o Exm. Sr.
conselheiro presidente da provincia fica iateirado
do reconhecim'mto dos poderes dos Srs. J'io do
Reg Barros, Jos Mara de Albuqu -rqu Mello e
Manoel Gonjaives Soares ds Ainorun.Intei-
rada.
Outro do mesmo, transmittinuo um projeet > de
posturas a Cmara Municipal de Floresta. A"
commissae de exame de pastaras.
Mma | etifaj de Joiquim Galeno Coelho, eage-
nV.eiro da Reparti(ao das Obras Publicas, requo-
rendo que seja extensiva a dispoaivo do art 2o
| 2 da lei n. 1114 para a su gratificaco do in-
tiguiaade.A' aoiomissao de ordenados.
Outra de Joaquim Jos da Coata Fajoirs, re-
aereodo ser nomeado para um dos lugares vagos
desta assembla. -A' comjiissao de Dacia.
Oatra de Jos Augusto tic Mallo, portaiw da, j '^ yfaf,^ ^- u.-*
Repartisao d* Inatruccao Publica, r^querendo um \ E. 0 tonho a diz(,r em r98p08t, BS considera-
nno de liccn^a c an veucimentOB para tratar de g llo'nobre deputado.
8uasaude,-A. commissao de peticoes. Nincuem mais pelmlo a palavra encerrada a
Outra de Eattvao Jos rerras, m-jor graduado digcu9^0 e p,,^ a votos 0 reqUerimento appro-
vem por embargo ao aeu pedido : de parecer
que seja indeferida dita petico.
Sala das commisaocs, 13 de Marco de 1886.
Barroa Wandirley. Viaconde da Tabatinga.
Hrrculam Bandeira.
SJolidos, apo;ados e julgados objectos de deli-
OAracSo c vao a imprimir os aeguintes pro-
jectos :
N. 1. A Assembla Legislativa Provincial da
Pcrnambnco, reaolve :
Artigo nico. Fica creado ao diatricto do paz.
na villa do Vertentes.
Em 17 do Marco d 1886. -Dr. PiUnga.
N. 2. A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco, reajlve :
Artigo nico. Fica desde j transferida da villa
de Vertentes para a de Taquaretinga, a sede do
termo c comarca do monno nome.
Revogam-39 aa disposicoes em contrarii.
12 do Margo de 1886. Joio Alvea -Vigario
Augusto Fraoklin. -Goncalves Ferreira.
O *r. Praxedea PUatna;a delaordem)
Sr. presinenti-", consta-mo que aa actas da eleifo
do 13- diatricto i Be acliam na presidencia e que
touibem j lora remettido a esta casa o diploma
de um deputado. Eu desejava saber sejexis
tem na secretariataes actas e seja foram remet-
tidas commissao de constituico e poderos. Caso
uo estejam, pego que aejam solicitadas da presi-
dencia da .provincia.
Urna ves, portn, quo ollas aqui n5o 88 acham.
poia posso asseverar, qne foram remettidas para
all como me informa empregados da secretaria,
eu de3-jo saber que destino e o que ha a respailo.
O Sr. domen Prente(Nao devolveu
sen discurso.
E' lido, apoiado o entra consuetamente em
disenssao o seguinte requerimento :
Requeiro, quo se nao esto na secretaria dea-
ta assembla aa actas do 13- diatricto se as soli-
cite da presidencia da provincia em cuja secreta-
ria esto.Dr. Pitanga.
O Hr. tionraUen Ferrelr(Nao de-
volveu seu discurso).
O Sr ViNcoaule le Tabatnj; NI>
ten proceieacu alguma a opposifo do nobre
deputado; para mim urna oppoaiclo srate-
matica.
O nobre deputado tem tanto interesse em que
entre um depntado eouservador, como nao tem in-
teresse em qus entre um deputado liberal.
O nobre deputado devia primeiro ver que quan-
do f*i pedida pelo meu amigo o Sr. Dr. Pitanga
essa acta, o Sr. relator da commissao disaera : eu
s recebi o diploma, o isto cathe^oricamente.
(Ha um aparte),
... o depois de t mente mesa, o relator da commissao que tem o
direito de ter as actas em seu poder como relator
declsrou : BMaMS recebi a de Petrolina. Pri-
meiro ; diz recebi s hoje o diploma e cin 2- lugar
disse, tenho urna acta, a de Petrolina c supponho
ou crem mesmo que o nobre deputado o Sr. Luiz
de Andrada que raembro desta commissao, ter
outras actas.
Mas, julgo que costume d'esta casa os rea
torea r ceberem as actas e depois de as assiguarem
encarregarem o aeua collegas de examinar a quea-
ta>.
Isto, porm, me parece um trama para demorar
o reconhecimento d8ses deputados que n2o aei
se 8.io liberaes, se sao conservadores.
O Sr. Goncalvcs FjrrciraNao eabe?
O ?r. Visconde de TabatingaNao, mas pelo
modo porque V. S'c. se oppiz a um requerimento
tai justo, creio que esses candidatos so-liberae.
'II i um aparto do Sr. Gincalvea Ferreira).
Certamente porque nao vejo fundamento para
opposicao tai forte a um requerimento que apenas
pede a cpi de urna acta.
(Ha diversos apartas).
Portanto, aclio que o nobre deputado teve razo
em ae oppor a este rcqnerim'.'ntu e espero que a
Aascmble justa, como votar pelo requerimento
do meu uobre collega o Sr. Dr. Pitanga, aja ucoin
panhando assim o nobre leader da maioria na op?o
sic.io que fes ao mesmo requerimento.
Tenho concluido.
VozesMuito bem muito bem.
O "r. Prnxede* PllniSr. presi-
dente, permita V. Exc. que eu nao deixo ou ea-
tranhar a impugnacao falta p-'o meu nobre amigo
a collega d't ata casa, porque ella nao asaenta ncm
em razao nem. em dirrito. Nao aesenta em razao
porque o requerimento condicio lal.
8e por forca da lei a eleigo.-a devem aer em du-
plicara em sf ns trabalhos, porque negar-se que
venha a esta casa urna cpi dVquella que foi re-
raettida Presidencia da Provincia?
D'ahi nao se conclue que cata casa, nao aa tendo
recebido, fique preterida no direito de pedir a
S Exc. o Sr. presiden e da piovinca a rcmessa
d'aquellas actas. Portento nao asaenta"em razo,
a argumentado do nobre deputado.
S< aa actas do 13 diatricto, cuja tleicao teve
logar na dia 2 de Marco, ainda nao chegaram a
esta casa, estou no meu pleno direito, requereudo
que se pega a presidencia a remessa d'aquellas que
se acham em ana Secietaria, porque tenho cien-
cia, e aciencia por informacao dos seus emprea-
dos, o Sr. Dr. Moscoso, de que n'aquella Secretara
se acham as copias das i.ctas.
Nao se funda em direito, porque ai deputado
permittido, desde que tem aciencia a conaciencia
de que o Cacto ae passa do modo por que acabei de
narrar, a pedir, pelos canaes competentes, aqueliib
esclarecimentoa de que precisa, affim de que nao
possam ser subtrabidos das suaa vistas certos do-
cumento? ofliciaes, certamente cunfira eipeciai.
Sou. forgado, pois, Sr. presidente, deaculpe-me
V. Eic, a chegar a ease resultado. Sei que da
obrigago do c llegio eleitoral fazer a remessa das
actas em duplicat; mas a solugao ditfinitiva
que, tendo chegado as quo foram remettidas para
o flurji otaria da Presidencia, deviam tambem ter
lo a eata Secretaria.
Portanto, desde que o facto nao sucC'ide por
es?a forma, desde que a commissao nao recebeu aa
actas, qne deviam ter sid* remettidas para aqui,
desde que en tenho sciencia. como acabei de dizer,
de que ellas existem na Secretaria do Governo,
estou no meu direito em solicitar da mesa, qu;, se
as actas nao existem na Secretaria desta Aasem-
b'a, as obtenha di Secretaria da Provincia.
Nessaa circunstancias pens que o nobre lopu
t ido nao teve a minima razo na opoaigo que fez
ao meu requeriment", e espero quo este Assembla
illustrada e justicir* como nao negar ao depu
t:.d i o direito de pe iir aquillo que llie facultado
do 14 batalho de iufautara, requereudo urna
fratificago menaal, por ter sido membro da com-
miaao de inspeccio do corpo de polica.A' com-
misaao de petigo -s.
Jutra de Luiz Pelippe Cavalcante de Albn juer
que, cacrivo privativo e de orpho3 e annexau da
Gloria do Goiti, -requorendo a revogacao da lei
n. 1675 de 1882.A' commissao de legialagao.
Oatra de Amonio Maxiiniano de Barroa Lei te,
grofessor jubilado, requerendo quefique sem efFeito
a sua jubilago, aendo restituido a sua cadeira, ou
regalada a sua aposentadoria pdo art. 156 do 10-
gulamcnto de 6 de Fevereiro de 1885.A' com-
missao de instruejao publica.
Outra de Jote Francisco da Silva Senhor, arre-
matante dos imp latos nwmieipaea de Vertentes,
requerendo o abatnnento da 3a parte na arrema-
tagao.;A' commissao de uegouioa das cmaras.
Um abaix > assigoado de establecidos com
lojas de joiaa, reclamando contra o impisto de re-
artigao com que foram gravados oa seus eatabe-
lecimentos nesta capital.A' coonnissao de orga-
mento provine al.
O Sr. Jos tSaria (pela ordem)Reclama
Contra o proce limento da mesa por nao ter ainda
posto em discues um reouermento, que j ha
muit ia das mandn a mesa.
E' lido, apoiado, entra em discuasao e fica adiado
por ter pedido a palavra o 8r. Ratis e Silva, o
seguinte parecer :
Parecer n. 6
A cimmissSo de ordenados, examinando a peti-
eao dos guardas da Casa de Detengao, em que
pedem que ae equiparen) os seus vencimentos aci
dos outroa guardas, que perceVm njvec"at03 mil
ris, ao passo que os supplicantes gmente perce-
bem setecentos e vinte mil ria, baseando o sea
pedido na igualdade de trab.ilhu e respmsabih-
dade qne sobre aflea pesa ;
Considerando que, na Casa de Detengao, ha
duas classes de guardas, a urna das quaes tem
moco s> aqfl i es qne dclla se tornam dignos pela
ana asaiduidade ao trabalho, comportamentoe
tempo de Bervigc, e que a differecga de venci-
mentos louge de ser urna iujustiga, pelo con
trario urna justa remuiurago quelles que reu
oem essa qualidades ;
Omsiderand i ie, dada a hypotheso da
piocedencia do qin. allegara os supplicantes, o es-
tado ponco lison^eiro das finangas da provinci i
vado.
OBOEH OO DIA
Contina a diacusaiu da 2a parte do parecer n. 4
da eommisao de venficago de poderes sobre a
elcigio do 2* diatricto.
(O Sr. Lipes Machado a convite do Sr. piesi-
uente entra no recinto e toma asse-to afim de de-
fender a sua eleigSo).
Veui meaa lido, apoiado e entra coniuucta-
men'-e em dia"U8sio a seguute requerimento:
Requeiro o adiamento da discussao do pare-
cer por 48 horas.Jos Mara.
Sao tambem lidas, apoiadas e entram em dis
cusaao aa seguintea emendas :
N. 1.Que sejam declarados nnllos os votos
dados as Dr. Zeferino Ferreira Velloso na forma
do art. 18 da lei de 7 de Janeiro de 881 e 180 do
regulamento de !3 de Agosto do mesmo auno; nao
s p.rque pesson muito conhecida e diatincta do
candidato Dr. Jos Zeferino Ferreira Velloao, como
tambem por ni ter ,havido alteragao por troca,
augmento ou anppresso de sobre-nome ou appel-
lido.
Que seja reconhecido deputado o Dr. Maximiano
Lopes Machado, que obteve 570 votos lquidos,
sendo o mesmo o miasvotado na eegunda eleigo do
qae o oatro candidato, oDr. Jos Zeferino Ferreira
Velloso que s obteve 533 votos. S. R.Jos
Mara.
N. 2.Se nao for approvada a de n. 1: requeiro
qne eejam anuulladas as eleiges procedidas as
igrejas de S. Gongalo e Santa Cruz, por nao terem
sido immediatamente transcriptas no livro de no
tes dos tebeliaes designados, como preceita ex-
preseamente o 4* do art. 149 do decreto n. 3,029
de 9 de Janeiro de 1881, as actas respectivas.
S. R.Jos Mara,
N. 3.Se nao torem approvadas as l.*s e 2:
requeiro que, concluido o parecer da commissao
pelo reconhecimento do Dr. Jos Zeferino Ferreira
Velloso, om os votos de seu irmo, annnllando-se
o diploma do candidato Dr. Maimiauo Lopes Ma-
chado, era ruta da 2* parte do art. 20 da lei de 9
de Janeiro de 1881, seja annullada toda a eleigo
mandando-se proceder a nova. 8. R.Jos Mara.
X 4. Emenda additiva ao parecer n. 4: ac-
crascente-se a seguinte conclusao: remetta-se por
intermedio do presidente da provincia ao 2 pro-
motor publico o parecer, para que, requisitando o
livro das actas e dae assignaturas dos eleitores
quo teem votador as ultima;} ideiue procedidas
as freguesas do Pogo e Varzea, e oa livros da
taloea dos ttulos dos eleitores e os dos respectivos
recibos at o anm de 1881, proo-.da contra quera
de, direito. S. R. Em 17 de Margo de 1886. Reg
B irroa.Barro Barrete Jnior. -Dr. Joao de S
Cavalcante.
N. 5.Requeiro quo s cateada a previdencia a
quo se refere a emenda do Sr. Pego Barros, a
todas as parochias da capital. 8. R.- -Jos Mara
O Sr. Gomfs PrenteP.g i a palavra.
O Sr. Presidente T putado.
O Sr. dans ParateSr. presidente,
por motivos independentos da minha vonted, nao
pude onvir tolo o discurso do nobre candidato
pelo 2* diatricto, como era do meu daver e como
tanto desejava; porque o nobre candidato, por
sua illustrago, peloa seus estudos, pela sua pru
deucia e pela sua idade, merece-mi muite eonsi-
deraco. Mas, Sr. presidente, apezar de nao ter
ouvido todo o discurso do nobre candidato, obtive
por intermedio de um eol'ega notas ia impugua-
cio quo tez ao parecer.
Persuada me, Sr. presidente, de que o parecer
da cjinmi sao relativo eleigo d i 2* diatricto,
nao seria impugnado; persuadia-m* disto, Sr.
presidente, em primeiro lugar, porque nSo acreli-
tava que o nobro candidato, que nao foi eloto, que
cao teve a maioria de votos... .
Vores da baocada liberalNao apoiade.
O Sr. Gom:s Parent".. do3 eleitores do 2o dis-
tricto, se quize^se prevalecer de um diploma qua
veio a esta casa envolvido con a troca de nomes;
com um dioloraa quo filho de um engao de p ir-
te do elcitorado do 2 diatricto; de um diploma
que lhe foi conferido em virtude da disposigo de
le que prohibe Aa juntia sommar votos quo aejam
tomados em separado; minha crenga fundava se
ainda em que o nobre candidato, tendo sido aban
donado pelo s-u pir;ido...
(Cont. st.'ges da bancada liberal).
. no pleito eleitoral, noquizesse por esta ra-
zo se aproveitar de um engao de alguns eleito-
es, engao a que fora u iuduzdos em cons. quen-
ciada noticio que den o joma' offieul, encarrega
do da pubcagao dos nossos trabalhos, declaiando
erradamente o nomo do candidato que deva con-
correr eleigo com o candidato contstame.
Si. presidente, ainda ouvia os hymuos da victo
rii que se dizia haver alcangado o candidato libe-
ral eleigo geral pelo 2o diatricto, que obteve a
maioria numrica de votos e j ouvia tambem por
todoa oa cautos desta eda le se proclamar a der-
rota do nobre candidato pelo 2 diatricto.
O Sr. PitangaQual Foi o contrario.
O Sr. Gomes PareteEu nos ouvia eata no-
ticia da derrote do nobre candidato, com > no da
seguinte todoi os jornaes qae se publicum Mata
cidade a deram. Dias depois foi que surgi a
idea de que o nobre candidato tinha oblido maio-
ria de vocoa, urque ni > podiam ser contados ao
Dr Jos Zeferino Ferreira Velloso os votos da
dos ao Dr. Zeferino Ferreira Velloso.
Anda eaperava, Sr. presidente, que esto parecer
nao foase impugnado, porque tve oeeaab de ver
com pasmo e admiragio cata casa, aera disarep m-
cia, approvar o mesmo parecer, quaudo nelle se
consignam lados de grande importancia, factos
que envolvem crimes, factos que afectara, de nul-
lidade alguma das eleiges que ae procederam no
2 diatricto eleitoral.
Eu nio me poda persuadir, Sr. presidente, que,
lavrando aquelle parecer nos termos em que se
acha, os nobres deputados abandonassem a parte
maia importante delle e ficassem silenciosos a res-
oeito de tudo quanto disse a commissao; (apartes)
eentretanto quando se trata apenas de urna tro,-a
de nomos, quando se trata apenas de um manifes-
t engao, quando se traeca de um tacto que se
tem tantas vezes repetido desde que foi promul-
gada a lei do 1881, os nobres deputados ceenpaa-
8em a tribuna por dona dias consecutivos, pre-
sentando emendas sobre eincndasparaassi.il ae-
ren agradaveia a nobre candidato, que foi aban-
donado pelos seus amigos que o podiam ter eleito
muito legtimamente, (apartes) e eu folgaria de
vel-o nessa cadeira, porque se o nobre candidato
nao quizesse ser obstrucionista, fazer claque para
nao haver sessao ueata ass'iubfcia, pira nio tra-
balharraos emfira, o nobre deputado seria um ex-
cellente auxiliar.
(Ha diversos apartes da bancada liberal)
Sr. presidente, os nobres deputados estio se n-
commodanio. A verdade sempre assim.
Mas oa nobre; deputados teem f/ito cabelal de
um ficto que est prviato em lei, de um tactoquu
eu ha pouco disse, toaa-se repetido milharea de
vezes e tem sido sempre aceito pela nv-am* forma,
julgado dj incsino modo por todas as is*e-nbliis
do paz, quer no senado, quer na cmara d is d -
putedos, quer as diversas assemblas provin-
C'aea.
Em todas cilaa, Sr. presidente, nao ha um s
cxemplu, em que na hypotheae de que se tr.t a,
assemb a teuha deixado de sommar oa votis lo
dos com nomos trocados, mas referiudo-se manifes-
taineate a um candidato. E' caso de suppr, fal -
lando jurdicamente, urna excepgo de cuu-a jui-
gada.
(Ha mutos apartes).
J Sr. Lourengo de S Nao aprsente um s
facto.
0 Sr. Goacs Prente-O parecer menciona di-
versos factos idnticos quelle de que a assem-
bla se oceupa e deixou de mencionar muit03 ou
tros porque julgou-se disso dispensada.
Os ii ibres deputados diz- m que nos precedentes
de que falla o parecer nao ha identidade com o
ficto de que se occapa a assembla; mas, Sr. pre
siderite, l est c facto com relago ao Dr. Luiz
Joaquim Duque Estada Teixeira, em que a assein-.
bla geral coiitou aove votos apurados em sepa-
rado por 0 :terein as listas som ute o uome do
Dr. Duque Estrada Teixeira, quando elle se cha-
nava Luiz Joaqaim Duque estrada Teixeira Nes-
te caso nio bouve smente a suppresso de um li-
me, mas de tres: mas foram sommados a aquello
candidato pelo facto de se referirem a elle, tratan-
tando-se de 2o escrutini >.
All cata o precedente referido no parecer com
relago ao Dr. Augusto O. Gomes de Castro a
quem a Cmara mandou sommar 84 votos que lhe
foram apurados em separado por troca de uomes.
Um Sr. DeputadoQue lhe foram tomados em
separado.
O Sr. Gomes PrenteNao, senhor ; tratava-se
de voto apurado em separado, e nio de voto toma
do em separado; a troca de uomes s se verifica
na apuragao, vicio intrnseco, que s conhoci
do no acto da apuragao, ao passo que o voto toma-
do em separado aquelle que contera vicio extrn-
seco, que visivel, e por isao nio entra para a
urna, nio se confunde com as demais.
Assim os votos dados ao Dr. Gomes de Castro
foram apurados em separado por troea de nome, vi-
ci > que a foi conhecido na apuragao ; mas a As
sembles Geral mandu contar cotes votos ao Dr.
Gomes de Castro e o considerou eleito em 2
eicrutiuio, por qua diz o parecer, esses votos per-
tencem ao Dr. Gomes de Castro que foi o candida-
to do 2* escrutinio e nao bavia outro de ig.ial
nome.
Sr. presidente, nesta casa j se deu um facto
idntico como nosso collega o Sr. Luiz de Andrada,
e a Assembla mandou sommar igualmente esses
votos apurados em separado por troca de nome.
(Tr icam-se mutos apartes).
Se fosse attender aos partos dos nobres deputa-
dos eu nao coucluiiaas ligeiras consideragoes que
estou fazendo, alias eom sacrificio, pelos meas in-
commodos de saude ; mas bou a isao obrigado em
deferencia ao nobre candidato.
Mas, Sr. presidente, todos esses precedentes
mencionados no parecer e mutos outros que se
encontram nos Annae$ teem inteir'a appiicagio by-
pothese, e ssno vejamos.
O Dr. Jos Zeferino Ferreira Velloso toi o can
didata apreeentado p-lo partido conservador elei-
go de deputado provincial pelo 2o diatricto e com
elle o noso dutiocto cillega Joio Reg Barros,
que foi eleito em 1* escrutinio. No 2 escrutinio
o partido eonservador manteve a candidatura do
Dr. Jos Zeferino Ferreira Velloso ; mas o Diario
de Pernambuco e o Jornal do Reci/e. as vesperas
da eleigo, deram noticia de que os dous candida-
toa que podiam ser votados cram os Srs. Maximia-
no Lopes Machado e Zeferino Ferreira Vello-
ao. D'ahi resulten que o Dr. Jos Zeferino Fer-
reira Velloso fji votado com este nomo onde era
conhecido, maa em 8. Loureogo da Matta, fregue-
zia fora d* cidade, ondeo Dr. Jos Zeferino nao
conhecido pelo seu nome todo, deu-se o engao
de que a casa tem notici >, votando todos os eleito-
res conservadores daqnella fregueiia no Dr. Zefe-
rino Ferreira Velloso.
I'ergunto eu : esses eleitores queriam votar em
outra peasoa, que nio fosse o candidato do seu par-
tido, o Dr. Jos Zeferino Ferreira Velloso ?
Pois esses e'eitores nio aabiam que s os Drs.
Jos Zeferino Ferreira Velloao e Maximjano Lopes
Machado eram os nicos que podiam aer votados
validamente em face da le ?
( Trocam se apartes)
alm de nio ser aoruditavel que
os conservadores de 8. Ljurengo quizeasem votar
era outra peasoa, qua nao o candidato do aeu par-
tido, anda ndmittida essa hypotheae gratuita
O Sr. Jos MariaE porque nio?
0 Sr. Gomes Prente... parguoto : exite por
ventura algum Dr. Zeferino Ferreira Velloso em
qaom os eleitores quizesiem votar ? Nio existe.
Esisie, Jr. presidente, o vicario Zaferino Ferreira
Velloso, innSa do Dr. Jos Zrferino; que nio &dou-
tor, que uo e oontaecid como tal, quo nao Issiin
tr it ido, porqu-: o seo carcter pred,miuunt" o
sacerdotal. E' c nheci lo priiioip tmente nos actos
:.ffi<:i'ie como vicario, nngu'm lhe d o titulo de
doator, que nio o tem. Se elle fosse candidato,
cadamente os eloitorea ni > votaran! no Dr. Zifo-
rino Ferreira Velloso, mas ao vigario Zeferino Fer-
reira Velloso.
9o mesmo modo Sr. presidente, que aqui temos
collegaa qae sio sacerdotes muito distinctos e sio
dontoree, e no entretanto nenhum del'.ea tratado
como douter. Qulqu"r delles tratado especi l-
mente pelo seu carcter predoaaiuante, que o
sacerdotal.
O Sr. Gongalves Ferreira. Apiiado.
O -r. Jos Maria O nobro deputadoeat siccor-
rendo-ae de urna variante qui nao tem importancia.
O Sr. Gomes Parate Perraitta o nobre depu-
ta lo qu l eu continu.
O Sr Joa Maria -Pois nio; estou ouvindo-o
com toda attengo.
O Sr. Gomes Prente Canaeguintemente, Sr.
presidente, esses votos dados ao Dr. Z'ferino Fer-
reira Volloso, evidentemente ref rem-se ao Dr.
Jos Zeferino Ferreira Vlicas e devem ser conta-
dos a essn candidato, qne foi mandado ao 2* es-
crutinio por ser o mais votado depois dos eleitos,
e nia oxjte outro individuo com esse nome.
O Sr. Jo; Maria Por isso mesmo que os vo-
tes dados a Zferino nio devem ser contados a
Jos.
O Sr. Sopea Machado Sobre iaao nio resta a
menor duvi la.
O Sr. Gomes Prente Sr. presidente, o que
mais extraordina.io que o nobre deputado pelo
2" diatricto teuha hontem sustentado a theorii, que
3 p-iasou em caso j.ligado, deque nos segundos
escrutinios a alteragio de um ome ou de um ip
peludo, nio pde influir no resultad! da eieigao,
ni> pode prejndicar ao candidato a q'.iem forem
dados ; < entretanto disse : verdade que essa
tbeoria legal, que essa theoria verdadeira ;
maa na hypotheae nio pode ser aceita. Mas por-
que ? Que razo v apresentou o uobro depotado
pa dizer que nio devem ser contados ao candi-
dato conservador os votos dados ao Dr. Zeferino
Ferr-ira Vellos) ?
Nenhuma raz:loS. Exc. apreaentoa que podease
calar ni mea eapinto. O nobre deputili fillou
bein, fillou brilliant i mente, fillou pjr muito tem-
po ; mas nio deu urna nica razio que coavencease
aos espirites desorevinidos.
O Sr. Lopes Machado E' porque V. Exc. por
syatema tio quer eonvencer-sc
O Sr. Gomes Prente Sr, preaiiente, S. Exc.
nao corabateu de modo algum o parecer da ora-
miaaio ; nio corabateu nenhum daquellea c mai le-
randoa, que a commissao formnlou para lliatanf
o pre 'er que deu s ibre a questio.
O Sr. L >p -s Hachado Eu pens d j modo con-
trario
O Sr. Gome3 Prente "ara mim, Sr. presi-
dente, esta nio urna queatio potici, como disse
o nobre deputado. N.
Pode ser que eu alguma vez me deixe arnkitsr
p-lo sentimento partidario; a paixio poltica p 'd^r
cc_- ir-me ; DWS declaro lom toda a tranqu-za que
cm materia d; reconhecimento de poderes, nio fag I
poltica, nio sacrifico o direito de ninguein ; pisso
tirar, mas de boa f.
Sr presidente, estou intimamente conven ido Jo
direito que assiste ao candidato Dr. Jos Zeferino
Ferreira Velloso, de ser reeonheeilo deputado ;
deve o noore candidato diplom i> qoainr*ae de
aeu amigos, que o abandoiiurain i.a laifto, nio
coucorreudi a ella ; nio pode pretender que a
maioria coinraetta uraa iujustiga, dando lhe um lu-
gar que nio lhe compete.
Um Sr. Depatado Pertence-lhe com toda a
justiga.
O Sr. Gomes Prente Sr. presidente, os no-
brea deputados ni i quizeram eomprehrnder o pon-
s -n."uto da commissio na p^rte relativa s nulli-
da 1 s, ou antes tngem nao comprehender.
O parecer declara expressaraente que, ni) in-
il.i'ii 1 i n resultado a d cretaga) de nuliidad d
ifualquer da ele'gO s das seccoes do Pogo da Pa-
uclla. Je nvt por i aso de as propor.
Nada mais nMowvel.
O regula>neuto eleitoral cans lera a fraude como
fundamento legitimo para nulldade de qualqu r
eleigo ; mas para qu a fraude produza esse ef-
feit> preciso que influa no resultado da eleigo
Mas j1 arle que a nulldade na hypotheae uo in-
flua, nio prejudicava a eleigo de neuh un dos
candidatos eleitos, pareceu commissao de veri-
ficagio intil decretar nullidades.
Mas cu, Sr. presidente, fiquei abysmado, quanlo
on vi hontem o nobre deputado polo 2 diatricto pro-
por a nulldade das eleiges das ssegoes de S. Gon
galo e Santa Cruz, sob o fundameuto de que as
actes nio tmhara side transcriptas no livro de no-
tas do tabelliio.
Mas, Sr. presidente, se o nibrc deputado ao le-
nos tivesse dado a prova desse ficto, poderia jus-
tificar a sua proposta ; mas que prova na forneceu
8. Exc. ?
Quero admittir qne a falta de transcrpgo da
act seja motivo de uulli lade ; aceito o principio
para argumentar : mas que prova nos deu o nobre
deputado para vir propor a ullidade de dua= se-
ces ?...
S Exc. npresentoa nicamente urna certidio
paasada por um dos tabellies desta cidade na qual
declara esae funeci inario que dirigindo s, a S.
Gongalo e Santa Cruz, para fazer o aervigo da
tranaeripgio, encontrou aa portas deasas igrejaa
fechadas, pelo que nao poude transcrever as actas
Mas isso prova, senhores ? Ne3ta cidade s
existe om tabello para fazer esaas transcripgoes ?
por ventura nio poda esso servigo de transcr-
pgo ser feito ai pelo eacrivo de paz ? Nao
exiatem Beata cidide cinco tabellies ?
O Sr. Lopes Machado Mas V. Exc. tenha a
bondade de examinar este autheatica.
0 Sr. Gomes Prente -J nao posso mais ler au-
tbeuticaa, j as 1 mais de urna vez ; acc escendo a
isso depois de coleccionadas todas as actas do 2-
eacrutaiio, j boje nao as encontr.
O .Hr. Jos Maria V. Exc. n) as tem ?
O Sr. Gomes Prente J hoj nao encontr i
as autbeutigaa do Pogo, tendo as deixado na secre-
taria.
O Sr. Jacobina E' que o companheiro de V.
Exc. levon-as.
O Sr. Gomes Prente As actas ficaram na
seci etaria.
O 8r. Jos Maria Entao a secretaria deve dar
contas.
O Sr. Gomes Prente Mas, Sr. presidente, < u
vi com pasmo, repito, o nobre depatado propor a
nuliidad? da eleigo de t*. Gongalo e Santa Cruz,
sob fundamento falso, nao existente ; c entretanto
nio disse nma palavra sobre as nullidadcB argui
das com relago s eleiges do Pogo.
O par. cer d como provada a existencia de vi-
cios graves nessas eleiges procedidas por urna
lista de chamada extrahida ou organicada pelo li-
vro dos talse...
O Sr. Joa Maria i um aparte.
O Sr. Jacobina Pego a palavra.
O 8r. tes de chamada s podem ser oiganisadas ou pelo
livro do registro, ou pelos alistamentos pareiaea
que tiverem aido regiatrados, como expresso em
le.
O Sr. Jos Maria V. Exc. me d liceuga para
ara aparte ?
O Sr. Gomes Prente Poia n2o.
O Sr. Jos Mari, Eu nio dscu'i a eleigo de
que V. Exc. trate, porque ella nio esteva em dia-
cussio ; eu nio poda discutir esse parecer, fpor
isso qae nio tinliu anda tomado asiento. Hon-
tem nao discut, porque elle nio esteva em da-
cussio. Se V. Exc, porm, conseguir de S. Exc.
o Sr. presidente qae ae abra a discussao, eu- dis-
cutirei, porquanto tenho muita satisfagio de dis-
cutir com V. Exc.
O Sr. G.mes Prente Ora, Sr. presidente,
o nobre deputado pelo 2' diatricto nio pode justi-
ficar o silencio que guardou com relago ao que
diz o parece- s6bre as irregularidades das elei-
ges da freguezia do Pogo, principalmente depois
que inventou pretextos para propor a nulldade de
eleiges, contra as quaes nao houveram protestos,
nem reclamacoes.
0 nobre depatado ha pouco disse qne a opposi-
gao era pequea em numero, mas grande pela so -
hdanedade de penaamente, sendo um por todos e
todos por um.
Sendo assim, como presumo, nao ode ser iusti-
^- .;!;. j. _.i__________ j _____j__ _
O Sr. Jos Mari,:-Porque nio' pejudicava.
O Sr. Gomes PrenteSo o aab depotado nao
tinha binda aido recoaliecid ), nia aaava'pot isa
inhibido de discutir o parecer, como o tem feito o
nobre candidato Sr. Machado.
Deaaais a solidunedade obrgava aqulquer'do3
nobres deputados da oppjsicioa tomar ana defeza
se isao lhe foase vedado.
Poia sera preciso que o nobre deputado estives-
se no recinto para deten ier os seus amigos T
O Sr. Jos MariaNao, senhor.
O Sr. Gomes PrenteMas, Sr presidente, nio
procede ainda a allegagio do nobre depatado. p >r
que o parecer se refere as duas eleioea do 1 e 2"
escrutinio, ecata ainda se acha era diacussio.
E' assim que diz o parecer:
Contra estas eleiges (Ja freguezia do Pogo)
foram apresentadas duaa reelamagoes; urna rela-
tiva a ambas as eleiges, e outras que exclusiva-
mente ref-re-se ao 2o escrutinio da segunda eec-
go da freguezia do Pogo.
Desta a comm'saao se ocenpar quando tra-
tar da segunda eleigo. >
De modo que, Sr. presidente, as allegages, os
factos articulados no parecer que affectam de nul-
ldade algumas eleigoej do 2 diatricto, sio relati-
vos tanto ao 1' escrutinio, como ao 2o; e o nobre
deputado que hontem oceupou a attengo da casa
durante 3 fragas horaa deixou entretanto de dizer
nma a palavra a respailo desse parecer.
O Sr. Jos MariaV. Exc. nio concluio duen-
do que nao tinha valor esse protesto?
O Sr. Gome3 PrenteEu nio diis-' ato; disse
que nio tinha valor b reclaraagio relativa a 2* sec-
gio do Peg>. sob o fundamento de que o mesarlo
que comparecen depois do comego dos trabalhos
eleitoraes, querendo-fazer parte da mesa, nao lhe
fora isso permittido; nao achei procedente essa
reciamagio, mas, uo rae refer priraeira parte
do parecer.
O Sr. Jos MariaV. Exc. mesmo disse-que ni >
se referi ao parecer, porque elle nada influa.
O Sr. Gomes Prente Nao me refer evidente-
innt" ; acata parte a reclamagio...
O Sr. Jos MaraNeste caso, se V. Exc. con-
siderasse como tendo fundamento a que le protesto,
devia mandar correr 2o escrutinio.
O Sr. Gomes PrenteEu chegarei l.
Sr. presidente, a commissao foi bem ela-a no pa-
recer, di'endo que nao deeretava a nul.idade dea-
sas eleiges, porque ellas nio influan) no resulta
do ; quer fossem nullaa as inesraas eleiges, quer
nao fossem, eata vara sempre cleiios os dous can-
didatos diplomados, que sao hoje nossos collegas.
Essa foi a razio nica porque a commissao emen-
den que nio devia propor a nulliiale das eleiges
do Pogo da Paoella: mas o nobrd deputado dovia
ver que a commissio artieelou factos da maior
;ravi lade poasivel. .
O Sr. Jacobina Sera prova nenhuma.
O Sr. Gomes PrenteSera prova ulgama 1!
Maa o nobre de ucado silenciosamente approvou
3 paree t ; ninguera reclamou contra o que dase
a commissio, e entretanto est consignada a idv
O Sr. Jo3 MariaPara que V. Exc. aceuaa o
desembargado!- Fre tus, um magistrado to dis-
tine.to ?
O Sr. JacobinaProva b^m a parciliadade.
O Sr. Gomes PrenteEu nao in iivdualiso, nio
estou aecusando a ninguein.
Aceito os factos provados com documentos, sem
indagarse foram o u nio pr.it icadoa com m f,
ncm quero fossem seus aut res.
Br. presidente, eu nio declinei nomes ; nem aei
mesmo a quem os factos argidos possam attin-
-jfi; ; maa ni i me faltara a coragem para aceusar
a qiihuer juiz que propoaitalmcnte comme;tesse
faltas ou'crimes.
O Sr. Coata Ribeiro d ira aparte.
O Sr. Gomes sinkte Eu nio aoouaei o Sr.
desembargadjr Frctasyeu nio aecuso a ninguein,
deixemos os nomes pr ..prio-'* argu neniemos com
os factos.
O que digo, Sr. presidente, qO- aihrmando o
parecer da commissio de vrificacao d&poderes
que a lista da chamada dos eleitores contera'uo-
mes de pesaoaa que nunca requereram sou aliatl-
mente ; quando diz que a mema liata oon'in no-
mes de pessoaa qu tendo requerido seu alista-
i.i'eto nao ormn todava a dimitidas, como consta
dos editaea publicados ; quando diz ainda quo
essa lista deixou de contar raines de eleitores que
nunca foram eliminados, constando entretanto seus
nomes do livro do registro de eleitores do primeiro
alist,amen:o ds 1881...
Um Sr. DeputadoV. Exc. sabe que nao ha re-
gistro geral na capital.
(Ha outros apartes.)
0 Sr. Gomes PrenteMas o registro deve exis-
tir, obrgatoro ; e por nao existir registro nao ae
pode orgauisar a liata da chaina la pelo livro de
taloea doa ttulos dos eleitores, que nio o com-
petente.
Todo estes factos sao muito graves, e nem se-
quer foram contestados ; o parecer foi approvado
unnimemente, sem o menor proteste.
Pens que esses factos podera dar lugar a null-
dade da eleigo onde elles s deram, e se a com-
missio nio prop >z essa nullidid" pela razio daf
da no parecer deque nio influa no resultado ;
seria um luxo, urna prep;tencia escusada a decre-
ta io de nullidades em tees circurastencias.
Mas Sr. presidente, a nulldade desta eleigio in-
fluir na 2' el i gao, na 2* parte do parecer ?
O Sr. Joa Maria em duvida.
O 8r. Gomes PrenteDeclaro ao nobre depu-
tado que se pasaaase pelo meu penaameuto a idea
de que eata Assembla ni> manltsse contar ao
Dr. Jos Zeferino Femrra Vello jo os votos qu:
elle obteve uo 2 escrutinio com o nome de Or.
Zeferinj Ferreira Velloso, eu lhe declaro com to-
da a le.aldade de qu.e sou capaz que, propunba a
nulldade da eleigo do Pogo da Panella, porque
cousidero-a uulla.
Os nobres deputados tem-me forgado a chegar
at onde ni) quera ; tratndose de urna questo
importante, que tem de ser brevemente tractada
na Cmara dos Sis. Deputadoa, nio desejava emit-
tir meu juizo.
Maa, Sr. presidente, a nulldade dessas eleiges
nao prejudica o resultado da eleigo, urna vez que
o candidato eleito, o Dr. Jos Zeferino Velloso,
obtere maioria de votos. Era preciso, para que
elle niofosae considerado eleito, nao lhe serem
contados os votos de 8. Lourengo da Matta ; s
neste cao influira a nulldade da eleigo do Pogo
no resultado da eleigo.
Dada esta hypotheae, alsjgratuita, eu proporia
a nulldade da eleigo ; porque, senhores, se foi
o nobre deputado eleito peio 2 districto o *r. Joa
Mariano quem forneceu a prova de que alate da
chamada foi tirada de um livro, que nio aquelle
pelo qual a lei manda orgauisar as mesmas listas ;
enseria obrigado a curvarme aute o facto, ante
uraa certido da pessoa encarregad do alistamen-
to como escrivio e proporia a nulldade da elei-
go.
O Sr. Jos Maria A certido diz a verdade,
nao ha registro geral, a lista da chamada feita
pelas listas anteriores e pelo livro dos tales tanto
no 1* como no 2o dstrictos.
(Ha outras apartes da bancada I ib ral.)
0 Sr Gomes Prente Mas, Sr. presidente,
aqui nio se tracta da eleigo do Io districto, nem
da eleigo do 4* districto, com licenga do nobre
Visconde de Tabatinga ; tracta-se da eleigo do
2o districto, e eu nao posso oceupar-me senio da-
quillo que est em discussao ; nao posso oceupar-
rae seuo d'aquillo que objecto de deliberago
da Assembla.
O que est em discussao o parecer da commis-
sao de verificago de poderes relativo eleigo
do 2o districto, onde se deram vicios muito serios ;
e eu nio esperava, contesso ao uobre deputado,
que o parecer fosse votado silenciosamente, sera
um prote3to.
(Ha um aparte do Sr. Jos Mara.)
Senhores, isso sorprehendeu-me efectivamente,
e ainda maii Borprehendido fiqu -i quando vi o no-
bre deputado pelo 2* districto propor a nulldade
das eleiges de S. Gongalo e Santa Cruz, sem mo-
tivo algum.
O Sr. Jos MariaCumpro o meu iever.
O ir. Gomes PrenteIsso nao cumplimento
de dever.
Pois acha o nobre deputado que a materia con-
servadora desta Assembla pode commetter uraa
'njustif, expellindo desta casa[um sju correligio-
nario que foi eleito ?
(Trocam-se aj artes.)
Os nobres deputados entraram para aqui um
pouco asBUstadcs; todos elles, jnlgando-noa por
s, Buppunhara que l3 viuhamos aqui fazer de-
purngo, protelar o reconhecimento de poderes,
sacrificar ainda maia esta lei de 1881, que foi to
bem aceita pelo pas, e que V. Exc. sabe j est
pelas ras das amarguras.
Voze8 E' exacto.
O Sr. Gomes Prente Mas a provincia de Per-
nambuco o a consciencia dos nobres deputados di-
ro se a maioria deste Assembla j commetteu no
(Ha di verana apartes da bancada liberal.)
Sr. presidente, eu sou obrigad- a demenr-me
um -pomo maia n'esta tribuaa, roubaado o tempo
'Assembla, para satisfazer ao noore depatado
pelo 4> diatricto.
Tenho justificado o parecer da commissio que
conclue pulo reconhecimento do Dr. Joa Zeferino
Ferreira Velloso, por ter obtido maioria de votos
sobro o seu competidor; resta explicar um consi-
derando do parecer, e isso em attencio ao nobra
depatado pelo 4 diatricto, que constantemente
nesta casa e fora d'ella tem me pedido explia-
ees sobre 3 votos dados ao Dr. Jos Zaferino Fer-
reira Velloso, votes que toratr; apurados em sepa-
rado e que a commissio opinou que fossem somma-
dos.
O Sr. Visconde de TabatingaPara o candida-
to qae lhe faz conta.
O Sr. Gomes Prente O nobre deputado per-
mitte-me que lhe diga : ou nao me comprehendea
ou euto nao coraprehende a hypothese.
O Sr. Visconde de Tabatinga Comprehendo
perfeitamente.
O Sr. (ornee Prente- O Dr. Jos Zeferino Fer-
reira Velloso obteve 3 votos, alera dos demais, que
foram apurados em separado.
Um fui apurado ein separado por eatar a liata
eaeripta era papel pautado. A commissao eutenden
que case vicio nao era do-'.al ordem, que podesse
prejudicar o candidato e por isso mandou sommar
esse voto.
Os outros doua que foram dados na secgao do
Rosario foram tambem apurados em separado; mas,
a acta nio declara o motivo porque assim proce-
den.
O Sr. Visconde de TabatingaMas o nome que
est cscripto na liata ?
O Sr. Gomes Prente Dr. Joa Zeferino Pep-
reira Velloso. Mas a mesa apurou esses dous votos
em separado, nao declarando a acta o motivo por-
que assim procedeu-se; nem remetiendo, como er*
de seu dever, esaaa listas para a Assembla delibe-
rar sobre taes votos.
Se aceitermos o precedente de que a falta com-
mettida pela meaa de nao mencionar na acta os
motivos pelos quaes apura votos em separado, nao
remetiendo alm disso as listas, nio isso bastan-
te para prejudicar o candidato era que recahir oa
votes, acho, com licenga do nobre deputado, que
na estabelecemos um precedente perigoso.
Sabe o nob e deputado que o pensamento do le-
gislador de 1881 foi, prncipalmeate, coartar o ar-
bitrio das mesas cleitoraea ; assim, por exeinplo,
det rminou que nao poda aer recusado o voto do
eleitor que exhibisso o titulo, bem como que nm-
guem poderia votar sem a apreaeiitago do titulo.
Determinou maia que as mesas apurasaem todas as
sdalas que entrassem para a urna, podendo ape
n is apurar em separado as listas que fossem es-
criptas em papel diferente d'aquelle que a lei man-
da, e aquellas que tivesscm signaos interiores ou
exteriores.
Mas, impoz Icjo a obrigago de se declarar na
acta 03 motiv03 que teve a mesa pura assim proce-
der, devendo as listas que contivessem taes vicios
serem remettidas ao poder verificador, Dorque este
o competente para dizer secases vicios nullificam
ou nio o vote.
Ncstas condiges, a commissio entendeu que a
falta cmraettida pela mesa eleitoial, na decla-
rando o motivo pelo qual apurou em separado easea
votos obtid->s pelo Dr. Ferreira VelUso e nao ten-
do remettido as listas, nao poda esa falta da me-
aa prejudicar ao candidato. A Assembla eatabe-
l.-ccndo dont. na contraria a essa co-nmettera un
nju3tga, nvesteria as mesas eleitoraes de um po-
der exorbitante e estabeleceria um precedente pe-
rigoso.
Creio, Sr. presidente, que tenLo dito o necossa-
rio para iustih'car o parecer da commissao.
O Sr. Visconde do TabatingaSem convencer.
O Sr. Gomes PrenteEu nao tenho a preten-
gi i de conv-ucer a qusm nao quer ss convencer.
O Sr. Visconde do TabatingaPois devia tel-a.
O Sr. Gomes ParateO nobre deputado que i
entendido, sabe que a vclha Escriptura, diz que o
peior ceg aqueile que nao quer ver.
Nessaa eireum3tancias, desde que os nobrc3 de-
pidnJt>3 nao se qu<-rem convencer, eu nio posso ter
a pretenC1,de obrigal os a s<0.
a. minha obrigago est feta, pelo que tenue
dito, pelo que concia do parecer, a Assembla est
habilitada a votar soTjitk? parecer dado com relft-
gio s eleigo do 2 districi*5 ^
Sent me porque n i posso c(Mi>uar sem sacri-
ficio de uinha sale, scutindo nio jjoderacotnpa-
nher *o nobre candidato as conside ragWflvestxa-
nhaa que fez, pretendendo aer reconhecido dep18^
do. nio tendo obtido maioria de votos. (Muitft^
bem). ^~-

itvSTA DIARIA
Mi
Aaaembla Provincial Funcctonon
hontem, sob a presidencia do Exm. ~-r. Dr. Anto-
nio Francisco Correr de Araujo, tendo compile-
cido 32 Srs. deputados.
Nio se achando sobre a mesa, deixon de ser lida
a acta da a-sai o antecedente.
O Sr. Io secretario procedeu leitnra do seguin-
te expediente :
Um offieM do Exm. i^r. Dr. Ignacio Joaquim da
Sonzi L'io, comraunicxndo haver sido convidado
pelo Exm. Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior para asaumir a adraiuistrago da
provincia, remetiendo a Carta Imperial di 20 do
cor. ente, que o nomeou para oj cargo de Io vice-
presi i -nte, afim de que a Assembla designe dia e
hora em que deve comparecer para prestar jura-
mente.Foi designado o da de hoje 1 hora da
tarde.
Outro do secretario do goveruo. tranamittindo a
re amento da receita e despeza para o exercicio da
1886 a 1887, da Cmara Mu icipal do RecifcA'
commissao de orgamento municipal.
Urna petigo de Alheiro, Oliveira 5b C, nego-
ciantes desta praca, requerendo, em additeinente
de outros raercieiros, que a sua dilecta, a'm do
abate de 25 % seja rdaaida metade. A' eom-
misao de orgamento provincial.
Outra de Thomaz de Aquino Baptsta, reque-
rendo um privilegio p>r 15 annos para fabricar
viuho de caj; obrigando-se a doar Santa Casa
de Misericordia a quantia de 1:0005000.A' com-
missao de petiges.
Outra de Joo Theodomiro da Costa Monteiro,
escrivio do crime e jury de Olinda, requereudo
consignago da verba de 9.800, que lhe deve a
Cmara Municipal d'alli, de custas.A' commiaaZa
de orgamento municipal.
Outra de Jo Severino de A'meida Pedrosa,
alferea honorario do exercto e ex-tenente do corpa
de polkia, requerendo a ana reforma ou aposenta-
doria com todoa os veneimentos de tenente de po-
lica ou relativos ao tempo de servigo prestado.
a.' commissao da petiges.
Outra de Gaudencio Anastacio do Espirito San-
to, requorendo ser nomeado para o lugar de car-
teiro desta Assembla. A' commissio de polica.
Outra de Jos Augusto Alves de Carvalhc, eom-
inerciante matriculado desta praga. requerendo um
privilegio por 25 annos para montar neste cidade
urna fabrica de chumbo ds uiunigoA' commis-
sao de petiges.
Rejeitou-se, sem debate, o reqaerimeuto adiado
do Sr. Jos Maria, que pedia nformages sobre 0
feriranuto, na fabrica de cerveja Nova Hamburgo,
do guarda municipal Manoel Ferreira Cruz.
Foi aobmettido a discussao, e depois retirado a
pedido do seu autor, ura requerimeuto do Sr. Pr-
xedes Pitanga, solicitando informuges sobre ai
actes dos collegios de Belmonte e Tacarat, oran-
do o mesmo Sr. deputado, duas vezes, e domes P-
rente.
Adiou-se pela hora, ficando eom a palavra o Sr.
Gongalves Ferreira. um requerimento do Sr. Jos
Maria. peaindo informages sobre o pagamento
dos vencimentos aos funecionarioa publicoa provin-
ficado o sil- ncio da nobre opposgao, deixandpas- I reconhecimento de poderes urna s injustiga !
sar sem protesto o parecer relativo a eleigo de I Nao, aenhores, oa mos exemplos, as violencias
que ae tracta. anteriormente praticadas foram esquecidas.
ciaes.
Pasa >u-se ordem do da.
Approvou-ae em 1 discussao o proj cto n. 5
deste anuo ( sujeitando a Santa Casa de Mi-
sericordia de Goyanna do Recife); sendo rerei-
tado o requerimento de adtainento do Sr. Joa
Maria e approvada outro do Sr. Julio de Barros
para ser ouvido a jante da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, aem prejuizo da Ia discussao e 2a
discussao; regeitedo outro do Sr. Ferreira Jacobi-
na estendendo o disposto smente at a 1* discus-
sao, c empatad i um outro, do mesmo Sr. Ferreira
Jacobina, p diodo para serem ouvidos o Dr. jais
de cape'.las de G yanna e a irmandade da Santa
Casa d'alli, caso exista ; tendo orado os Srs. Coata
Ribeiro, Julio de Barros, duas vezes, Praxedea
Pitanga o F-.rreira Jacabina.
Approvou-se em 1 discussao o projecto n. 6 des-
te anno (creago do municipio e termo de Nossa
S nhora do O' do Altinho) sendo regeitedo o re-
querimento que pedia a audiencia da Cmara Mo-
ni ipal de Caruir, > orando p?la ordem oa Srs.
Gongalves Ferreira, Jos Mara e Lourengo de SA.
Fui diapens do do interticio a requerimento do
Sr. R^sa e Silva.

imiuiO
t
. ""


Diario de Pernambuco---Terpa-feira 30 de Mar?o de 1886


Encerrou-se a 2* discussie do projecto n. 2 Rvd. Manoel Peruandes Lustosa Lima, vigario de
deste anno (transferencia da villa de Vertentea
ira a de Taquaretings da sedo do teraoe comar-
ca do mesmo nomeT en.ndo os Srs. Costa Ribeiro
Jos Maria, vindo & mesa um requeriiiiento do
8r. Jacobina pedindo o adiament-. por 48 horas, e
Dio se votando por falta de numero
Adiou-se a 1 discusio do projecto n. d deste
"a ordem do dia ; continoae&o da antecedente
e maii 1* discussio do projecto n- 9 deste anno e
3 do de n. 6 tambem deste anno.
AslmlniB*rae** da piwl"fa-Hoje,
i 1 hora da tarde, parante a Assembla Provin-
cial deve prestar juramento do cargo de 1 vice-
presidente da provincia o Exm. Sr. Dr. Ignacio
Jouquim de Sonsa Lelo, cuja carta imperial veio
ante -houtem pelo paquete Para,
A's 4 horas da tarde 3. Exc. assumir a admi-
nistracSo da provincia, reccbendo-a do Exm. Sr.
oonselheiro Jos Fernatides da Costa Pereira J-
nior, que embarcar para o sul amanhS, ne refer-
alo paquete Para.
linarda nacional. Por portaras da
Presidencia da provincia, de 11 de Feverei'o fin-
do, 6, 18, 22 e 26 do ccrrente mes, foram nomea-
dos os seguintes officiaes para a guarda nacional :
31." Batalhao
5.' CompanhiaAlferes, Matbias Benigno Wan-
derley Tiba.
6. Companhia.Alferes, Jos Barbosa Beserra
de Mello.
32. Batalhao
2. Companhia. Capitao, Antonio Jordio da
Sflva.
5. Companhia. Tenente, Salviano SimOes da
Costa Machado.
2. Esquadrao de 2 corvo de cavallaria
3. Companhia.Capitao, Manoel Maria de Ho-
landa Cavalcante.
12." Batalh&o
1.* Companhia.Tenente, Romualdo Correia de
Mello.
7.a Companhia.Alferes, Joo Carolino de Ges
Cavalcante.
13.* Batalh&o
6.* Companhia.Alteres, Maximiano Delgado
de Araujo Nunes.
8 Batalhao
4. Companhia. Tenente, Antonio da Costa e
Si.
Facaldade de DireitoEis o resultado
dos actos havidoe na Faculdade de Direito, no dia
26 do-jrrente :
Direito natural
Alfredo Velloso da Rocha Paseo, simplesmente.
Rodrigo Firmiano de Moraes, idem.
Zoaimo Severino Gomes de Leiros, idem.
Luii Francisco do Amaral, idem.
Francisco Apolonio Jorge, idem.
Manoel Gouveia Varella, idem.
2* anno
Gaspar do Nascimento Regu ira Costa, com dis-
tineceo.
3 anno
Lourenco Caetano de Albuquerque, plenamente.
4 anno
Joo Baptista Correa de Oliveira, plenamente.
Evaagelmo Jos de Faro, dem.
Candido Tavares Bastos, idem.
Joto Franklin de Alencar Araripe, idem.
Francisco Cavalcante de Si e Albuquerque, idem.
Antonio Jos de Freitas, idem.
Horacio Lucatelle Doria, idem.
5* anno
Aprigio Augusto Ferreira Chaves, plenamente.
Manoel Cavalcante de Arrnda Cmara, idem.
Joa da Silva Rames, idem.
Methodio Romano de Albuquerque Maranho,
dfm
Manoel Joaquim de Andradc Luna, idem.
Joa Octacilio dos Santos, dem.
Estes ltimos receberam o grao de bacharel era
ciencias jurdicas e sociaes.
Resultado dos actos de hontem:
1* serie
Silvestre Dantas de Albuquerque Lima, plem-
mente.
Antonio Das Britto Jnnior, simplesmente.
2 anno
Franklin Cavalcante de Barros Babello, plena-
mente.
4 anno
Tbemiatocles Augusto de Figueiredo, plenamente.
Elpidio de Abren e Ltma Figueiredo, simples-
mente _-'
Frsncjsjg de Barros Lina, idem.
Sergio Lins Me:ra, idem.
Lnii Caldas Lins, idem.
5 anno
Urceeino de Lima Godmho, plenamente.
Arsenio da Silveira Guarni, idem.
Pedro Cbr istia ni Benttem, dem.
Gilberto Ribeiro de Saboia, idem.
Deraldo de Almeida Maia, idem.
Laurratino Goncalves de Senna, idem.
Jacintho Fernandes Vianns, dem.
Estes receberam o grao de bacharel em scien
cas jurdicas o sociaes.
rerao lo Disipado.Diz a Aurora de
38 do corrente, que, de 19 24 foram pasea-
das :
Provisio de vigario por tempo de maia um an-
co para a freguezia de Papacaca, nesta provincia,
a favor do Rvd. Manoel Candido das Chagas Gon-
diso.
dem, de uso de ordens, a favor do Rvd. cone-
go Antonio Jos da Costa, residente em Ma-
dem, de confesso.-, a favor do Rvd. Severino
- Jas Villa-Nova, residente em Pao d'Alho, nesta
provincia.
Portara, coneedendo tres meces de lieenca ao
fMacahyba, no Rio Grande do Noite.
dem, encarregando o Rvd. Jos Esteves Vian-
na, da regencia da dita fregueaia de Macabyba.
Passou-se carta commeodaticia em favor do
Rvd. Manoel Fernando Lustosa Lima, para
ai diocese* do Rio de Janeiro e S. Paulo.
Medico llluatre. Ao bordo do paquete
Espirito Santo, seguio hontem para o norte, vindo
do sal, o Sr. Dr. JoSo Paulino de Sousa Ucha,
distincto medico clnico do Para, o qual ha pou-
co regressou da Europa, para onde tora em pro-
cura -ie allivio aos seus soffrimentos beribericos.
O Sr. Dr. Ucha visitn a cidade durante os
dous das que estove no porto o paquete, sendo
obsequiado pelas pessas de suas relaces.
mgradecemos-lhe a visita que nos fez, e deseja-
mos-lhe prospera viagem.
Nininlro martimo.O paquete nacional
Espirito Santo, entrado do sul no sabbado ultimo,
e que devia largar para o norte no domingo tar-
de, foi forcado a demorar sua viagem para hon
tem, em cousequencia de urna grande avaria que
soffreu.s 8 horas do dia do referido dimingo, por
ter sjffrido um choque da barca norueguense Na-
vigator, que, carregada de algodao e com destino
Ruisia, sahia do porto do Recite aquella hora.
O cap: tio da barca, Sr. Svendsan, embora ad-
vertido pelo pratico, Sr. Manoel da Silva Neves,
ateve-se tazer signaes com a bandeira do navio,
descurando-se um pouco da manabra do mesmo
navio ; de sorte que, quaudo acuda ao leme, em-
bora tentasse inauditos esforcos. nao conseguio
mais fazel-o obedecer ao mesmo leme.
O resultado foi ir a barca de encontr ao pa-
quete, produzindo lhe completo estrago de um es-
caler, estragos no conrz e ensarcias do mastro
giande, fractura do mastaro desse mastro e da
varanda e turcos de ferro do lado de esti bordo,
avarias da escada do prtalo e pao de toldo, etc.
A barca tambem soffreu diversas avarias, que a
for.aram adiar a viagem, voltando ao ancora-
douro.
O piquete, como fica dito, nao pode seguir ao
seu destino, sendo os damnoa que soffreu avallados
em 4:000*.
Reparado tanto quanto possivel, o paquete se -
guio hontem sua derrota, depois de ter lavrado e
respectivo commandante o competente protesto.
Annuario do Imperial Obnervalo
rio do Rio de Janeiro. Recebemos da
corte o 2." tomo deste summario, referente ao cor-
rale anno de 1886.
Na Introduceao se diz e nos verificamos que
O Amatorio do Imperial Observatorio para o
anno de 186, que ora apresentamos ao publico,
contin, alm das ephemerides do sol, da la e dos
planetas, grande parte dos dados j publicados no
Annuario anterior, dos quaes una foram completa-
dos e outros rectificados.
Muitas tabellas sao novas e algunas mere-
cem especial attencio, como seja a das moedas,
pags. 127 a 151, que urna das mais completas
que eiiitem, e que foi redigida pelo Sr. Conde de
la Hure.
< A noticia sobre as lindas telegrapbicas exis-
tentes actualmente no ^Imperio devida ao Sr.
Creoncdes de Castro, e ser consultada com inte-
resa e.
Devido a actual baixa da cambio, as tabellas
monetarias existentes, quasi j nao serviam, e,
por isso, completou se a contida no Annuario de
1885, de maneira a poder servir na qoadra finan
cera que atravessamos.
Como se v o Annuario melhorou este anno, e
de esperar que continu cada vez mais racretu
a confianca do publico.
Thealro dan Vstrledaden- No sabbado
ultimo eantou-se ueste tbeatro o Ernani do grande
maestro Verdi, tendo corrido regularmente o dee-
empenho da linda partitura.
Aprsz-nos noticiar que o distincto e talentoso
actor Milone. director e emprezario da companhia
que all traba Iba, acha-se completamente tora do
perigo Vm que steve, desde alguns dias, ein eon-
sequencia de uuia grave febre palustre que o ae-
ccmmettera.
Os seus medidos assistentes, Bao de opiniio qu ;,
no decurso de 15 das, poder elle volver aos seus
trabalhos, o que ser muito satisfactorio ios que o
apreciara como artista e como hornero.
Quairo llbertaeen O Sr. Flix Jos
da Cmara Piafte!, rendeiro do engenho Gaipi
de Baixo, do termo de Ipojuca, acaba de conceder
carta de liberdade a quairo escravos seus.
E' um acto este digno de louvor e com a maior
satifacSo que o damos publicHade.
Caatinan Com eele titulo acaba de im-
primir na cidade da Bahia, o Sr. Salles Barbosa,
acadmico do 4 anno da nasas Faculdade de Di
reito, um lindo livro contendo algutnas dn suas
poesas, vro digno de figurar as estantes dos
que teem amor s bellas lettras.
Nio precisamos dizer mais sobre as Cavati -
ni.
Agradecemos ao autor a offerta que nos fes de
um exemplar.
Como lto ediOcante-Lemos na Ca-
uta de Noticias de 13 d corrente:
O Diario do Braxil pede ao Sr. ministro do
imperio, que j tantos inqneritos tem mando
abrir, ordene mais um na taculdade de direito
do Recite.
Anecessidade desse inquerito asaim justifi
cada pelo collega ;
As reformas do ensino superior, levadas a et-
feito pelos Srs. Leoncio de Carvalho e Franco de
S, tiveram o mrito de transformar a faculdade
de medicina da Bahia e principalmente a de direi-
to do Recife em asylo da ignorancia, da audacia e
da petulancia dos estudantes mal succedidus nos
exames prestados cesta cortee em S. Psulo.
Alumnos reprovados no prrociro anuo da fa-
culdade de 8. Paulo, caixeiros de cobranca, que
prestaram exames de preparatorios perante as ce-
eberrimas mesas de exame existentes as provin-
cias, req^uerem ao director da faculdade de direito
do Recife para serem admttidos aos exames das
materias que constitaem o curso, e sao a elles
submtttidos e approvados em todas as disciplinas,
conquistando por esta forma e com esta presteza,
em poucos dias, o diplama de bacharel em scien-
c^ jurdicas e sociaes.
Sao factos solados estes que ahi dexamos
apontados ? nao.
Bandos de estudantes, mal auccedidoa nos exa-
mes prestados na academia de medicina da corte
e na taculdade de direito de S. Paulo, encami-
nh im-se para a academia de medicina da Bahia
faculdade de direito de Pernambuco, e em pouco
tempo voltam trazendo um diploaa de doutor em
medicida ou de bacharel em direito, e apresentam-
te nesta cidade e na de S. Paulo, affrontando os
examinadores que pouco tempo antes os baviam re-
provado.
Na faculdade de direito do Recife, principal-
mente, o escndalo e a desfacates tocaram ao
maior auge, e dentro em pouco os mocos distinc-
tos al I i formados passaro pelo vexame de ver
seus diplomas equiparados e niveladas aos expe-
didos ou vendidos pelas universidades de Phila-
delpbia e Bostock.
Se assim ...
BegataSabemos que o Club Internacional,
pretende realisar urna bjnita regata no mes de
Maio prxima, na baca de Santo Amaro, que fica
entre as ponte de Santo Isabel e do Limoeiro, para
o are a sua directora empregar todos os esfo'cos
afim de que essa festa fluvial jeja digna do publi-
u desta capital.
De I/antlpyrine dan* la therapeu-
tique inCantile.E' o titulo de um livro de
156 paginas, um 8 francs, trabaiho do intelligen-
te e Ilustrado clnico fluminense, Dr. Moncorvo.
E' escripto em francez e impresso em Pars, em
ntida impresso.
E' mais um livro de propaganda scientifica do
distincto medico da infancia na polyclinica do Rio
de Janeiro, cujos trabalhos se tem imposto apre-
ciaco do mundo scientfico.
Agradecemos-lhe o mimo que nos fez de um
exemplar.
A Estaco.-Recebemos o n. 6 do 15 anno,
desta revista de modas, qno de da para da mais
augmenta em crdito e renome. Traz ngurino co-
lorido e tolba de moldes.
A Ha i de Familia. -Tambem recebemos
o n. 5, de 15 de Maroocorrente, desta revista, des
tinada recrear e Ilustrar a familia.
Ferro-via di* Ijlmociro Na prximo
finio :a-z de Fevereiro foi este o balanco da fer-
ro-va do Limoeiro :
Receta 25:582940
Oespea 23:8481570
Saldo 1:7344370
A pespez i represanU 93,22 /B da receita
A taza de transporte pr A-izio
O trafego fo' feito pjr 249 trens.
N'esses trena foram transportados
Passageiros
1 classe
2* classe
3 claise
do periodo
Bagxgcns
Anunaes
Mercadoras
153,5
1,414
4.802
769*800
6,371,5
COMMERCIO
Bata- coamerclal de Pernam
bae
Secife, 29 de Marco de 1886
Aa tres horas da tara
CotaeSet oficiaes
Letras hvpothecarias do banco de crdito real de
Pernambuco do valer de 100* 93J000
cada urna.
Descont de letras, 7 0/0 ao anno, sabbado.
Na horada uoIsm
Veadeam-se :
141 letras hypotbecarias do banco de crdito
real a 93#.
E offereceram ce mprar :
120 ledras hypotbecarias do banco de eredito
real a 92,000.
P. J. Pinto,
Presidente.
andido C. G. Alcof jrado,
Secretario.
HENDIMENTOS PBUC0S
Mes de Marco de l&vitt
luoosM-D 1 i 27 626:7454266
em d 29 27:7724375
-SacaDoaiaD 1 i 27
dem de 29
CoasoLarx* nornciatl>e 1 27
4ac de 29
&marm oimiaDe 1 27
Idea de 29
654:517|641
95:469*708
6:351*880
101:8214588
1141544331
8:1234467
122:2774788
53:3064134
1:967,580
55:2734714
4 DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Vapor nacional Para, entrado do Rio de Ja-
neiro, no dia 28 do corrente, e consignado a Bcr-
mardino Pontual, manifestou :
Bren 30 barricas a Maia & Rezende.
Cat 407 saceos a Domingos Cruz & C 315 a
Pereira de Carvalho & C, 201 a Manoel T. da
Costa Ribeiro, 146 a Joaquim Duarte Simoes Si
C-, 116 a Sousa Basto, Amorim A C. 109 a Paiva
Valen te & C 100 a Gomes A Pereira, 78 a Pe-
reira Carneiro & C, 70 a Bailar Oliveira & C,
56 a Justo Teixeira & C, 50a Augusto Figueiredo
*C 10 a Paulo Jos Alves A C.
Chapa de ferro l a Saunders Brothers & C.
Farnha de mandioca 500 aaccos a Pereira Car
neiio & C.
Fuendaa 5 volumes a Cromer Frey 4 C
Ferrageos 10 volumes ordem.
Fumo 120 volumes ordem, 18 a Sodr da Mot-
ta & Filho, 2 a Joaquim Bernardo dos Res & C,
dito em folha 20 fardos a Joao Francisco Leite, Hl
a Esnaty Banks.
Machinas de coatura 3 cairas a Ppenla Irmaos.
Postes de made Panno de algodo 15 fardos a Andrade Les k
C, 4 a Ferreira & Iroaao, 1 a Goncalves Irmo
&C.
Vinho 20 barris ordem, 10 a Joaquim D. Si-
moes & C, 1 a Borstelmann a C.
Vermouth 10 caixaa a Joaauin Duarte Simoes
A C.
Vinagre 5 barris aos mesmos.
TJXarque 2,027 fardos a Amorim Irras & C-,
1,006 ordem, 995 a Maia & Reaende, 732 a Sal-
tar Oliveira AC, 400 a Saltar Irm&os A C,
140 a Innocencio F. Nazareth, 132 a Viuva Cunha
Genro & C, 100 a Pereira de Carvalho C, 85
a Frmino Gomes Leal, 50 a J. D. Pereira de
Azevedo, 50 a Jos Piedad?, 50 a Joaquim D. A.
Costa, 50 a A. 4a Silva Rom, 40 a Sdva & Aze-
vedo, 40 a Francisco J. Roiiigues Praca, 20 a
Gomes Ji Pereira, 10 a Angusto Figueiredo 4 C.
Hiate nacional Aurora, entrado de Maco no
dia 28 do corrente, e consignado ordem, mani-
festou :
Sal 250 alqueires ordem.
Hiate nacional Iris, entrado de Maco ao da
26 do corrente, e consignado ordem, manifes-
tou :
Couros seceos salgados 28.
Sal 280 alqueires ordem.
Hiate nacionai Apody, entrado no dia 26 do
corrente, e consignado ordem, manifestou :
Sal 140 alqueires ardem.
DESPACHOS DE E\'PU:\T\gA0
Em 27 de Marco de 1886
rara o estertor
No vapor americano Finance, carregeu :
Para New-York, H Forster A C. 47 barricas
com 4,182 kilo* de borracha
= No lugar inglez Elisabeth, carregou :
Para New-York, J. 8. Loyo & Filho 2,500 sac-
eos com 187.500 kilos de assucar mascavado.
Para o Interior
No patacho nacional Alvaro, carregou :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro A C. 1,735 bar-
rcas com 130,125 kilos de assucar branco e 910
ditas c m 68,6 ib ditos de dito mascavado.
--= No patacho allemo Goedhart, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, P. < arneiro 4 C.
500 barricas com 44,860 kilos de assucar branco
e 50 ditas com 5,204 ditos de dito mascavado ; S.
1G. Brito 300 ditas com 26,300 ditos de dito branco
9,980 kil.
374
2,669,843 kil
N'estis ultimas comprehende-se :
Aesuear 348,091 kil.
Alirodo 221,033 kil.
p4ici Industrial-"iwi) edtava an
nuuuiado, leve lugar hontem a naugtiracao da
exposicao de productos in lustriaos da Cooperati-
va Universal, ra do Imperador, casa dos Srs
Laoorte & C.
Foi urna bonita festa. e esteve muito concorrida.
Amanti diremos alguma uousa a seu respeit.
.nraploNa noite de s;bbado para domin
go, estes industriosos onseguiram penetrar na ca-
sa u. 6 da ra da Deteucao, do 1 districto de S
Jos, e levaram um rrlogio de ouro com cadeia e
di virsas pecas de roupa
Nao foram presentidas.
Sooledane dramtica 1 de ittem
bro -Alguna inoc >s fjndaram no dia 28 do cr-
rente urna sociedale draimtica com o titulo aci
un. Proccdendo se a el-icao da directora pre-
visoria ficou assim composta :
l'reiidenteAntonio it>phtel Alves da Costa.
Io viee-prendeiite Anatides J'is de Oliveira.
2* vice-presidenteFrancisco Valeriano Alv.-s da
Fooseca.
! secretarioCarlos Luia da Veiga Pess'm.
2 ae OradorAlfredo Borge-.
The.soure:ro Luis de Franca Lins Albujuerque
Filho.
Commiasi doestitutos : Ant>n:o Ittphae' Alves
da Costa, Ariatides Joa de Oliveira e Alfredo
Borges
Foi dejignado o dia 4 de Abril para ter lu-
gar a posse desta directora, pelas 1 i horas da
manha, no predio n. 10 (2J andar) da ru i I .rga
lu Rosario.
Em transitoO paquete Taq"S levo:i li>n-
tem para a Baraf i 235 passng iros, MM lo 14 'o-
inado.<< ein P< riiamhiii o.
- O Cotopuxi levou caro o mesm ) ucsiino '.'8
pasba^eiros, seudo 6 tomados em Peroainlmco.
Ilinnelro O paquete Tagus trouxe do i>l
para :
Diversos 2:'95S-(i
O paumda Bahia levan para :
A'agas 4:0004
Rio de Janeiro 25:4UO)IOO
Nu patacho nacional Rival, carregou :
Para Pelotas, Amoiui Irmaos & C 1,200 volu-
mes e.om 105,000 kilos de assucar branco e 325
ditus com 27,389 ditos de dito mascavado.
= No vapor nacional Bahia, carreg'ju :
Para o Rio de Jan- iro, A. It Crrela 30 caixas
cajurubeba ; F. M. da Silva & C. 20 ditas idem.
Para B..hia, F. F. de Saboia 3 caXi com 180
kilos de doce.
No vapor nacional Espirito Santo, carre-
gou :
Para Manos, M. J. Alves 5 barris com 480
litros de agurdente e 105 barricas com 4,23-< k os
de assucar branco ; Amorim Irmaoi ftt C. 40 b ir-
ris com 3,840 litros de agurdente e 60 rolurma
com 3,931 kilos de assucar branco ; M M. Piras
25 barricas com 1.156 ditos de dito ; S. Feraz &
C. 7 barris com 672 litros de "gurdente e 6 ou-
zias de vassouras de piassava.
Para o Para, B. Oliveira A C. 5 pipas eoiu
2,400 litros de agurdente ; J. A. da Costa Me
oeiros 140 barricas com 8,680 kilos de assucar
branco ; Araori n IrmJ. s A C. 95 volumes eom
6,103 ditos de dito ; V. T. Coimbra 172 ditos com
13,178 ditos de dito.
Para Maranhu, L. G. da Silva A Pinto 25
barricas com 2,271 kilos de assuca brauco ; A. B.
Correia 20 caixas cajurubeba.
No brigue inglaz ilaide, carregou :
Para o ynra, Baltar Irmaos # C. 150 duzias de
vassouras de piassava.
Nn vapor amerieano finance, carregou :
Para o Para, F. de Macado 000 barricas com
32.240 kilos do asucar branco ; S. G. Brito .;>(K)
volumes com 30,600 ditos de dito ; Amorim Ir-
maos c C. 182 cascos com 5K.560 litros de agur-
dente e 5'J saccis com 3, /50 kilos de assucar
branco.
No hiate nacional S. Lturcnco, carregou :
Para Arncaty, P. Carneiro e C. 500 saceos cora
taaba de mandioca ; A. Cocino 500 ditos com
idem idem ; P. Alves & C. 6 barricas com 363
kilos de assucar mascavado.
No hiate nacional Joo Valle, carregou :
Para o Natal, E. C. Beltrao A Irmo 26 barr
cas com 1,321 kilos de assucar branco o 30 ditas
com 1,503 ditos de dito mascavado ; P. Alves &
C. 5 ditas com 150 ditos de dito refinado e 6 ditas
com 4a 2 ditos de dito mascavado ; B. Oliveira r.
C. 300 saceos com farnha de mandioca.
Para Maco, M. Amorim 400 saceos com far-
nha de mandioca.
Na barcaca Pedro Americo, carregou :
Para Parahyba, J. Baptista 100 taceos com fa-
rnha de mandioca.
Na barcaca Flor de Maria, carregou :
Para Mamanguape, Amorim Irmaos A C. 400
saceos com farnha de mandisca ; P. Carneiro A
C. 100 ditos com idem idem.
Na bareac-i Natinha, carregou :
Para Mamanguape, P. Al vea A C 14 barricas
com 840 kilos de assucar branco ; J. G. Coimbra
6 ditas com 450 ditos de dito.
Na barcaca Loquinha, carregou :
Para Mossor, J. Gamillo 8 saceos com 363 kiles
de assucar mascavado, 21 saceos com milho e 600
ditos com farnha de mandioca. ; S. Nogueira 4
C. 56 saceos com milho e 10 ditos com feijo ;
Oliveira A C. 21 barricas com 620 kilos de astu-
Leiiaen. Effectuar-se-hao :
Hoje :
Pelo agente Pinto, s II horas, no largo do Cor-
po Santo n. 9, de fasendas limpas e avariadas.
Peo ajenie VLartins, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 16, le predios.
Peio aoen'e Pestaa, s 11 horas, na ra da Sen-
salla Velha n. 12, da fabriea de cigarros denomi-
nada Cara Dura.
Velo agente Modesto Haptista, s 11 horas, na
ra doRangel n. 58, de movis diversos e urna ca-
sa terrea a ra de S. Jorge n. 2.
AmanhS :
Peo agente Gusm&o, s 11 horas, na ra do
Commercio n. 3, do hotel Universo.
Pelo agente Alfredo tuimar&et, s 11 horas, na
ra do Bom Jess n. 45, de urna taverna.
Mi*a fnebres. -Serao celebradas :
Hoje :
A' 7 horas, na igreja da Madre de Deus, por
alma de Joaquim Pinto Lapa ; s 7 horas, na
matriz da Boa-Vista, por alma de D. Maria de
Jess Souza Leo e Mello.
Amanh :
A's 7 horas, na nutriz da Boa-Vista, pelas al-
mas de D. Theresa Rosalie de Carvalho e Manoela
de Carvalho ; s 7 horas, nos Martyrios, por alma
de D. Thereza Mara de Jess.
Sexta-feira:
A's 7 horas, aa matriz de Pao d'Alho, por al*
ma de D. Anna Maria de Jess ; s 8 horas, no
Carmo, pjr alma de Luiz Ce nentino Carneiro de
Lyra.
Casa de DetencoMovunento dos pr -
sos no dia 27 de Marco :
Existan) presos 281, entraram 22, sahiram 8,
existem 295.
A sabei:
Nacionaes 273, mulherea 3, estrangeiros 6, es-
cravos sentenciados e processados 7, ditos de cor-
recelo 6.Total 295.
Arracnados 264, sendo : boos 253, doentes 11
Total 253.
Movimento da enfermara :
Tevc baixa :
Silvestre Jos do Amaral.
Falleceu f
Maria Vicencia da Conceico.
botera da provincia Quinta-feira 1
e Abril, se extrabir a lotera n. 46, em bene-
ficio da igreja de N. S. do Livramento.
No consistorio da igreja de Nossa Senbora da
Conceico dos Militares, se acharan expostas as
urnas e as espheras arrumadas em ordem numeri-
na, '. apreciaco do publico.
IiOteria da corteA 1 parte da 196 lo-
tera da^corte, cujo premio grande de 100:0004,
ser extrahida brevemente.
Os bilhetes achain-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se a-ham vendana Casa da Fortuna
ra Priineiro de Marco n. 23.
Lotera do Blo A 2- paria da l-.teri. n.
363, do novo plaoo, do premio de 100:004''MK),
ser ex'rahid* no dia do corrente.
Os b lhetes acbtm-se venda na Casa da For-
tnnn ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se vendana nraca da lude
?ia ns. 37 e 3b.
Lotera extraordinaria ao V-.l
ranga O 4 e ul'.imo surtcio das 4 e 5 Mniea
desta importante loteria, eujo jVior pretal < de
159:000*000, sera extabida a 9 .le Abril.
'cham-se i-xpisto a vendaos restus d a bilne-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro J Marc-
n. 23.
Lotera do Cear le 8OtO A' Ia serie da 2| lotera, cuj.i nviiuf premie 6 de
200:0JJiJ000, pdi nv> plano, se .-xtrahii impra-
terivelmeutc nj dia 3 de Abril, as 2 horas da lar
de.
Os bilhetes achain-se v-'n-l. na Casa da F i -
tuna, ru i Primeiro de Mareo n. 23.
Lotera -A 21- pirte da 11 lot-ria, cujo premio aran '
(l d- 20<):''M04'HX>, pelo n ive plano, *>>* extrnliiilu
un irotariv-.din 'nt'! no di i ') 11 ;aare i s 11 h ras
da manha.
Bilhetes a venda na Cas.. Flix da praca da In
lepeneia na 37 e 39.
Matailoisr fullr. F. rain abatida*
i > Mata l-mr.. 11 Ca nu;. j reael p%rn o cmisu -
mo do dia 26 do tturraattf inws
Mercado duulrliiai Jnnl'
:n nriwHiitu asa < ruad mu dat 2d e 29 Jo cor-
rente. fui engtate:
i-.nli aram :
6.) beta ^laainle IQ.il "> kilo*.
87 kilos de persa a <* 16^740
35 laboloiroe 4 MI ria 7(,KJ
f.r) cargas de fariuli a 2>KI res
lli .litis ilr Iruuiaa diveroaa a 300
ris 4x8 KJ
32 tuinos h IIO ris
K .r.m uceupadna:
40 1/2 i.ilaianns a gdd i 24*3 j
88 talende oartM vidr a l*OHi 8S''
r din.a de .lll.a i 3it^*
59 couipiiti.ii.it..o de lamilla a .VXI
Carneiro a 640 e 14000 ris idem.
Farnha de 320 a 6'JO ris a cuia
Milho de 240 a 360 ris idem.
Feijo de 600 a 14280 ris idem.
Deblos dos das 25 a 2d recebidos
dem dos dias 25 a 29
Foi arrecadado liquido no da 29
9|180
3484920
144680
334^220
96
Cemlterlo publico Obituario do dia
do corrente :
Secundina Jacome le Araujo, Pernambuco,
23 annos, solteiro, S. Jos; tubrculos pulmo-
mres.
Maria Magdalena Telles de Vasconcellos, Per-
nambuco, 90 annos, viuvo, Afogados ; fraquoza
senil.
Francisca Gomes de Oliveira, Pernambuco, 61
annos, casada, viuva, Recife ; eyrrhos hepticos.
Thereza de Jess Maria, Pernambaeo, 70 an-
nos. solteira, S. Jos; ruptnra vascular.
Mano 1, Pernambuco, 4 mezes, Santo Antonio ;
eolio 1.
Jos, Pernambuco, 11 dias, Recife ; inviabli-
dade.
Marcelino Ferreira da Costa, Pernambuco, 62
annos, solteiro, Boa-Vista ; epitheliomi.
Faustino Jos do RegJ, Pernambuco, 75 annos,
casado, Santo Antonio ; lesao cardiaca.
Luiza Maria Nogueira, Pvrnambuco, 17 anuos
solteira, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Joaquim, Pernambuco, 7 mezes, R'cifc ; co
lica.
Delpbina Maria de Jess, Pernambuco, 35 an
nos. solteira, Santo Antonio; tubrculos pulmo-
nares.
Pedro, Boa Vista ; pelo subdelegado.
O lxm Sr. ronscliieiro Costa
Pereira
Deiza boje a administrado desta pro-
vincia o cixm. Sr. consclheiro Costa Pe
reir.
No periodo que gerio os negiicios desta provincia, S.
Exc. as8gnal u os seus actos por mita
Dorma de pradsncia, criterio e elevado ti-
no politio.
Nenhum acto fisa consignado nos annae
de. sua a I nini ir.iy.1o que nilo abone aos
seus crditos acliu:uistrativos.
Outro qualquer no catado e:n que encon
Irou a provincia, as portas da desorden) e
do mais flamiaente pergu el-itoral, nao
8ahir-8e-hi 1 tilo lem e tai feliz
.S r.xc s ni c..... tter a in -is leve
vio!erici 1 e deeattuo, lilhos qua.i seuipiv ilo
esp;ril 1 [in!i-i -ii. a.- bjttire '-un a mais
acoiiM llia'l.i pin I -1-i -., nliil bat Iba it'irnl de. l de Janeiro
f.ii vaiU'Kta siui j in ise.| 11 mu i is l.iiiienta
veis da itii^-Zi 1 f'eita p lo Sr. Dr. Sam I
imente!, en IS ~H.
At-.-i 11, u e.-|.uito .-il no e d Banauon*
.o uctiliu ua i-eiiaora 11) le t /. r, abohiti
un rile, a.is act >s d-- fi. Ex'., >ob pena di
w
le a> coiiv tuencas e eipri-
a ex epi^ao do
p >r ser politi
S.
riel >l ll.lie.lt.10
ri
4"i co npsrtiin-'iiros de <.. 1111 a* a
)IKI lea
1 l dilo l.-ginncs a 4i1 li
34 emttntrfieseat ee mn a 7,,<'
ra-
22 Jit./n iic frescuras a >i roa
>.-y |.-r v'ti'- turf fui la i
h .|i|Hnri:i iit
M**. g ll.*
29.5.11
230il
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23 B '
33) 710
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i Vtr 1
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k'(.
iih.
.'IT.'i i.io- ile dito m 1
car l>r..ie-., 1
cavKiln.
= Na li ireac-i liaiu/ut dus Auj $. carrSfon :
l'.ua Vdla de Tjiirun, A. K. Branco ;0 saece s
com lar.lilla de in indi e.,
MOVIMKNTO D" l'Oim
N'ivii* rutrad'-s n-i ili-i 28
Rio de .1
1,'JSI..
aiieim & lia.-, v.qnr naci 11 il Pura, de
t neta tan, i- .mai 11 tanta Cari .s A. Oo
o.e, e.|in,>aK"ei 's- vk'g-t virios yn^ros ; a
11. 1 nar lino l'.oil.i I
Rio r.nni.-n r 'fl.M-lal -3 ll ir is, vapor ne-
C..11. 1 Mjndii/fi', le 'T l.i .eia.lan, eoilllllall
. 1 .1.r.- A ii.ini 1 i; .< O.iv-ira. q 1 taffom 18,
en tatro : a Uuuu>anlMa Peni.iilnie.11..
Maco 5 oi.ia, biel" Haci-uial Adelina dos Anj-ji,
de 80 t -iiei ida, Bte-ire Mano-1 Fraeciaej Mun-
teiro, Cv|iiip-{;e.ii 5, carga varios eneros; a
Jos da Cunha Porte.
Observando
Nao h jiiv salnoa.
Navio entrados no dia 2i
Valparaso e escalas--''i dias. r, por iugl'Z Coto-
paxi. de 260 toneladas, commandante W. II.
Evans, equipagem 90, carga varios gneros ; a
Wilson S01 s & C.
Buen.is-A) res e escalas12 dias, vapsr inglez
lagos, de 1,962 toneladas, coinmandaute Spvo-
ner, equipagem 87, carga varios gneros ; a
Adamson Howie JZ C.
Port Natal--34 dias, lugar russo Urho, de 273 to-
neladas, capitao Charle Ekland, equipigem 10,
em lastro ; a H. Lundgren & C.
Maeo8 dias, hiate nacioual Camelia, de 93 to-
neladas, mestre Jiaqunn F. de Araujo, equipa-
gem 6, carga sal; a Manoel Joaquim Fessoa.
Navios sahidos no mesmo dia
Liverpool e escalasVapor ingles Cotopaxi, cora-
mandante W. H. Evans, carga varios geoeros.
Soutbampton por escalasVapor inglez Tagus,
commandante Spvoner, carga varios gneros.
Manos e escalas -Vapor nacional Espirito Cari-
to, commandante Joo Maria Petsoa, carga va-
rios gneros.
Rio Grande do Sul Patacho allemo Brilhante,
capitao J. Jessen, curga sal.
VAPORES ESPERADOS
nance do sul Abril hoje
Niger da Europa a 3
Sergipt da Bahia a 5
Bessel de Liverpool a 6
Vle de Rio de Ja-
neiro da Europa a 6
Trent da Europa a 10
Elbe do sul a 14
Advanoe de New-Port-News a 16
La Plata da Europa a 24
Equatevr do sul a 2b
Neva do sul a 29
.alear ;i verdi.
cIlOS p< luiros.
A imprenta da provin a,
nrgao lib -r.d rpi U4p"itn
en, iieliliiiui a to na administraban de
blx encniir;a d'gvi de \t cu.sur.nio.
S <> orgito do p.ii-iido liueral, aciulindo
ao pr uian da pufifea, pdn sabir de em-
boecada c n'ra S Ex*:, erran io u.npre o
b>te, porque o tribuml da opima piib.a,
quo s-mpre d-iiuiivo, ahi e.-t p r.i np
por- e quell s itijiistiya?. :
A nossa pol.tiea teui deaaaa aberra c3j
fogo luz met liana, cseoude-se na espe&
aura das irevas e de l vomita a mentira
s em (les.ibafo seu ; esqueeen-lo que a ver.
dadi! como a luz diap'i.ma la auror re-
ti .-:i- ati'axi das eu'pana las ila mentira.
Fallera ns f iet 18 por us.
Aqu c no CMraiieiro aguar'lvani-8n as
mais laiu'iitivein eoneequenciaa -\ pira il-p lladus ^eraes pel-i Io e 2o oistrie-
t NVi.iiu na reaultkdo eleitnal con tanto itiu-r.-sse "ii-
1111 pti. '- ani.nus pi.Iiti os exaltaram-
s- 1- qual foi o resultado ?
S. t.x com sua illu^tr-ij-a.i e elvalo
ni. S'mu 1 pie er os iuiefsses do atat
o. rtido, trab .lliainio muito -11 fav -r d-ll",
.11.. seiupiv una r..i .s da jusli^-a, polo ter-
minar a .-aiiip non eleitoral, aem t'ngr d".
sangne a sua toga 11 trizero lu'o aos setrs
afoverna ios. Isto ilnve liorir.ir muito a umi
adiniitistr. do!'.
Uxii4qu-< "~ aiiiseeaauK s d" S. r.x >
ga n j'iri p'issa caaaiiih'i por elle \r\ -
do, ijue 11 ra.niiih 1 d.i ordora U da f iiei-
dale de urna provineb.
R : if:. ;JU te M .rvo ile 188."..
Ventas.
--------------------- ^ssnsus-im"--------------------
Uvm. Mr. coaselhe.ro iota
Pereira
Deixa ll'ije a aOui'ii stra<,-.t 1 desta provincia o
Exm. Sr. conscdieiro .li^ Fernandes da Cista
Preira Jnior, p r ter de seguir para a CV'e a
temar asseato na Caman geral, cunlJ deputado
qi C indo Espirito Santo
F.ii uf. Imiieiite |iar 1 n< de m uto peqn. na
fainejao a hdauniairaeitu de S. Exc, apezar diaso
pnm, uesse iiouc > teui,) revelou fe um adininis-
tradnt illustrado. ietalligeute e maia que tudu jus-
ti.-eir.i e ec li.nnico.
Man se sujeitando as exigencias da p'-quena
poltica nem se guiaudo pelo consejos de cer-
tas modal hoes, pautou todos os seos actos pelas
normas da mais stricta justica angariando assim
as sympatliias dos hoineus sensatos de ambos os
partidos.
Tendo j oceupado as altas posicoes do estado,
isto nio o imprdia de que se raostr*as att-ncioso
e imavel para coin todos aqueles que o procura-
vam aos quaes flava oceasnic de conhecer a sua
vai*ta erudic 1, transparecendj esta em todos os
seus actos, taes como o reUurio que apreseutou a
Assembla Prsvincial.
Ao retirar-se, po le S. Exc. levar a certeza de
que o sen nome fica gravado nj coraco de todos
os pernarabucanos. _
A opinio.
Comarca de Timbaba
O publico tem sido testcmunha da polmica agi-
tada e discutida entre o juiz de direito de Tim-
baba, o Dr. Maciel Pinheiro, e 03 irmaos Moraes
Vasconcell is; e quem o tiver acomp'.nhai e
apreciado, estaudo com o espirito iseuipto de qual-
quer prevenco, inteiramente calmo, poder emit-
tar o seu juizo imparcial.
Nos q"e estavamos acoitumados a 11er artigos
publicados no Jornal do Recife, cuja paterrnida-
de era attribuida ao Dr. Maciel Pinheiro, nao po-
demos deizar de ficar.nos sorprehendidos da ling ia
gem acrimoniosa, virulenta, e immunda de seme-
Ibantes artigos, e por cero nio acreditariamis ser
de sua penna, se nio lesaemos o seu nome assu-
mindo a sna paternidade ; linguagem mais apro-
priada regateivas e tarimbeiras, do que de um
hemem de letras, de educacao superior e sobretudo
de um jus, que passa por iutelligente e illustrado,
onde se esquece completamente as regras da de-
licadeza, da pollidez e cortezia, que cestume se
observar entre cavalheiros distinctos de fina edu-
cacio.-
CauMU-nos portento, profunlo desgosto, e com
pesar confessamos, que nunca vimos um juis, que
era considerado como um magistrado justiceiro,
desee tanto, iclipsar-8e tio rapidimente, apanhi n
do a ptrida lama das ras para atirar em alguns
dos seus jurisdicionados, mocos de urna educacao
esmerada, oriundos do urna das mais respeitaveis
familias da provincia, conceituados e geralmente
considerados como caracteres distinctos.
Nio ser portante o juizo, emittido por um juia
atacado de urna crise nervosa, em um ponte de de-
lirante exaltacio, de urna maginafio enferma,
que s revela o despeito, o rancor e a vinganca,
que ir marear a bella e be-n merecida reputacio,
de que gozam os nossos distinctos amigos, os ir-
miosM raes Vanconcellos.
Em vista da maneira brusca e virulenta, porque
foram maltratados aquelles cavalheiros, nio ex-
tranhamos a represalia da linguagem, de que
usaram em sua defesa, urna vez que offendidos no
que o homem tem de mais sagradona sua repu-
tacioem aemelhsntes occasioes nio temos ex-
presses surBcientes para exprimirmo-nos, repel-
lindo a affrontas e esm agarraos a lingua vil e vi-
perina que tente macular-nos com a sua immunda
baba.
Graves aecusacoes e provocaees foram feitas a
aquelle juiz, afim delle vir a imprensa provar o
que allegara em autos, e qnando esperavamos,
que o Sr. Maciel Pinheiro, que se diz ser urna
grande intelligencia, apparecesse refutando com
vantagem taes aecusacoes, ou ao menos justifi-
casse os seus actos, e a celebre sentenca de parti-
Ihas dos autos, que servirem de pelourinhopara
a difiamacao daquelles distinctos cavalheiros, sen-
tenca que oecupando trinta e quairo paginas, con-
tera um accervo de insultos, de calumnias e in-
jurias, atiradas a aquelles dignos irmios ; o Sr.
Maciel Pinheirj, comprehendendo a falsa pasicio,
o terreno escabroso, em que se collocou, capcioso,
trata de ver se desvia a opinio publica, que
attenta espera va pela sua defeca, abandonando a
questio principal e recorrendo a um meio muito
sedico, de que us m aquelles, que nao podem de-
fender-ae vantajosamente, qual o de tazer recri-
miuacues, e esraerilhando actos particulares da
vida privada, para trazel-os luz da publici-
dade!
Eis em que tem consistido a defeza do Sr. Dr.
Maciel Pinheiro !
E' assim que iulga o Sr. Maciel Pinheiro de-
tender-se, quando nos diz, que foi falta de con-
fianca do venerando pai dos nossos amigos, o nao
ter contemplado a nruliura dos seus filaos para o
primeiro testamentario, e cnllocal-os em segundo
lugar, p eferindo o seu scbriulio o major Jos Bar-
bosa para primeiro testamei.teiro.
Em nosso fraco pensar, nada vemos em seme-
:h .ntc acto, que prove falta de confianca, ao con-
t'ario s encontramos abi urna prova do bom sen-
-11. e do espirito lucido, de que era dotado tao
U lio carcter,' do que deu proras at os seus l-
timos instantes. Sim, o n >sso finado amigo Fran-
cisco Xavier de Audrade, de saudosa memoria,
dotado de uin admira ve! bjii senso, hom-m pro-
v.cto e un.tico das lutas da vid, omprehendia e
sabia muito bem o quanto diffieil d- sempenhar,
de urna maneira satisfactoria para todos os inte-
ressados, a eapinhosa mieso do lug r de primeiro
testamenteiro e invi ntariante, e recelando que por
o casiao de sua murte, na., appafecesse algurpa
questo entre os seus charas fiihos, o que muito
co.1111111:11 ein taes occasioes, c n a lucidez do seu
rspirit julgou p-der evitar taea quistocf, nao
eoii. corlo ein primeiro lugar de i>eu testamentei-
r.i mu iutercssitdo, e paita ao in-smo tempo, e sim
um seu sobrinh 1 de inte ira c nfianca, amigo inti-
mo dos seus filli s, que viviam n'.6 aquella data
na maior familiaridade
Ei a razio de tal prefeiem-ia, e que f prova
a favor do tino e lucidez de espirito dj venerando
aorta, al oa seus ltimos inflantes. E di en-
tretanto um espirito tao lucido, tao atilado; que
0 Sr. Dr. Maciel Pinheiro, no intuito de descar-
egar o gladio do seu despeito. da sua vinganca,
julga um mentcapto, minificando os actos des tres
ltimos anuos de sua vida, para obrigar o Ilustre
Dr. Manoel Vasconcellos repr ao casal a avulta-
da manda de 15:U0 U !
Na cehbre sentenca, verdadeiro libdlo aecusato-
rio, que o Dr. Maciel Pinlieiro mand u estampar
110 Jornal do Recife, sao atirados os labos de ca-
lolriros, def-autladvris, jugadores h aqnelhg dig-
nos irnwtu, e il" lulo ti r aun veirdo o tempo que
esreve na llahin, 11 Dr. Mamad Vaseoncidlos, etc.
Lendo-se, poitn, semelhantes autos, delles
consta, que sjiidn o Dr. Las rio de Moraes P-
nli.irj cie.nir de certa quniitla do honrado pai
d'uquelles illnstres Inaiiw, requerru por occasiio
de te proceder ao inventario, separacao de nens
para seu pagamento, e que sendo ouvido o inven-
tariante, e as putes interessadas, todos reconhe-
ceiam o debito e concurdarain na separacao de
besa para tal pagamento, e se anda nio f d elle
satisfeito da importancia do seu debito, tem sido
devido tio somente ao Sr. Dr. Alacie!, que em um
inventarlo, em que os herdeiros sempre estiveram
da raelhor hannunia, consumidous annos e um
inez- n.ra concluil o e julgar as partilhas !
Quem, portanto, procede com tanta honestida-
de, o devedor que assim reconhece o seu debito,
coneordn na separacao de bens para tul paga-
mento, poder i uunca chamar-Be caloteiro'i
O Dr Maciel Pinheiro nao ignora o que signi-
fica o termo caloteiro, perianto s o desejo de ca-
lumniar ou injuriar tio distintos cavalheiros, pr. -
1 ihii..u em seu espirito para atiral-o em uns au-
tos e lar-lhe publicidad?.
Nao menos infeliz foi anda o celebre juiz na in-
fame aecusacio de terem aquelles irmaos defrau-
dado a fortuna do seu honrado pai, em pr juizo
dos outros irmios, quando estes, maiores, honrados
pas da familias, zeladores dos seus verdadeiros
iuteresses, veem, sob suas assgnaturas, protestar
contra semelhante calumnia, atirada peto Sr. Dr.
Maciel Pinheiro aos seus dignos irmios E nao
-cutira um tal juis as taces arderemihe em fy^o,
co no se um ferio em braza as tivesse tocado, c m
tao md-'iiiiie desmentido ?
E que prora* aun-sent u o Sr. Dr. Maciel, sendo
univocado p do Dr Manoel Vaseoncellos, tob pena
de passar por 11 ni cil ee/awaisjthr, para cuvene ao publico, de que ira real a sua aecusacio, de ser
elle um j.igador ?
O seu silencio uio provar, que aceitou a pens-
liiiade imposta pelo Dr. Mano.-I Vascncrllos, de
ser consideradovil edumniador ?
Finalmente, o proprio nniio do Sr. Dr. Maciel
Pinheiro, o Sr. Tonina* Ma-ie', ae e.ie~ri.-g-.u de
desmentil-o. quaudo asseverou que elle nao tinha
aproveitado o seu tempo na Rabia, clnmando o,
aiuda quarto-annista, para reeeitar a sua senhora,
reconhecendo assim seu aproveitamen'o, o que
pouco mam larde foi comprsvado com o titulo de
doutor em medicina, que lbeconferio a Faculdade
Medica da Bahia.
A que ficam, po;s, reducidas as accusSQcs ca-
liiiniiinsH, atiradas por iquelle juis na celebre
seatencu4ibello qm lies distinctos cavalheiros?
E no entretanto como se defeu-ie aquelle juiz da
perseguicio feta a taes cavalheiros, porque tive-
ram a altivez 8 a dignid-de de nio o quererem re-
conhecer como chefe do partido libaral de Tim-
bnba, chegaado por 9-0 o seu despeito a esque-
e"r o cargo de juis, e aproveitar-se delle para em
urna questio de inventarios, tratar de plantar a
desharmonia en're tao distinctos irmios, descendo
at o seu cymsme-, a ponto de seducir um herdeiro
menor para se a presentar em opposieao. sendo
dignamente repellida tio vil insinuacio .'
Emfim, quando ao Sr. Dr. Maciel Pinheiro lhe
voltarem a tranquillidade de espirito e a lucidez
de sua intelligencia, e reler os seus bellos feilos,
nao deixar, por certo, de cobrir o rosto envergo-
nhado de tanta leviandade e insensatez ; e entio
reconheeer que pessima conselheiraa paixio
e quanto um juiz desee e se desmoralisa, quando,
e jquecendo a elevada oiissao de distribuir justica,
despe o seu sagrado manto, para, se ieixando do-
minar pelos iguobeis sentimentos da vinganca,
tratar smente de satisfascr os seus caprichos, os
seus rancores e o seu dispeito.
as tristes condi^oes em que se tem colloeado
o Sr. Maciel Piuheiro, iutri desmoralisado, a sua remocao da comarca de Tim-
baba, urna necessidade nao s para a tranquilli-
dade de sua alma, e dos habitantes daquella im-
portante comarca, como bem do socego, da paa
e da ordem publica.
Marco1886.
Themu.
Parabens
Ao major JoSo B. da R Baixa Lins,
pela formatura, do seu talentoso filho e
meu distincto amigo Joao Baptista da Ro-
cha Baixa Lins Filho, em s ienoiaa jurdi-
cas e sociaes no dia 27 do corrate.
Recife, 29 de marco de 1886.
Augusto J. M. Hollando-.
Ao publico
Em resposta declarajSo, que em no
1
V
V
>.
j
L
ILECtVEL



)
Diario de PernambucoTer$a--feira 30 de Marpo de 1886
me de micha mulher Anua Unbelina (lo
mes da Cos':a foi publicada no Diario de
hoje, basta-me dizer que inteiratnente Jal-
ao, que ella ou qualquer outra peana me
tenha proponto alguma demanda, o fue d
entender no final da mesma dedarac8.o :
tat que 6a decida certa questao quu o
mesmo aenhor nao ignora. At e*te mo-
mento nSo rt'cebi citacao alguma, aem mi
nha mulher tem o direito de requerel a,
assim como eu nao ficaria reduzido ao par
pe de interdicto pelo simples facto de se-
accionado.
Prescindo, ao menos por ora, de me oo-
cupar de alguna actos, de que o publico
tem noticia.
Recife, 29 de marco de 1886.
Joao Gomes da Costa.
Agradeeimenlo
O abaixo assignado e sua familia, penlio
radissim os, agradecen! aos illustradoa clni-
cos os 3ra. Drs. Coellio Leite, Mello Go-
mes, Carueir<> Ja Cunha, e o pharmaceu
tico Antonio Martiniano Veras, a dedicarlo
e pericia embregadas durante o tratamer to
de seu s mpre pranteadopai e esposo, Luiz
("leroentino (Jirneiro de Lyra, a quem os
re.-urss da s iencia forarn improficuos, at
tenden.lc a especie nosologica diabetes
accharina, le que veio a fallecer.
Ao in.Jiisavi'l amigo o medico assistente,
o illuatrado Dr. Coelbo Leite, nossa eterna
gratidao.
Recife, 29 de Marco de 1886.
Dr. Barros Carneiro.
----------- Caberas ormosas e elegantes !
m 3*
Uu>a rica e resplandecente cabelladura pede se
cim toda a razo chumar formosa ; pois, poicas
obni da natureza possuem :o grande poder s.t-
trativo a encantos.
No curanto um lustroso bigode retorcido ou
amas magnificas suicas, nao deixam de umitas
vezes srein irresistiveis ; porro, uma elegante c
fonnosa cabeca de mulher coroada de abundantes
e maguificis tr ncas de cabellos resplandecente?,
um dos encantos mais exquisitos que Deua de-
parou a humini lade.
Para conservar esta belleza qnaudo existe, e
obtel-a qnaudo falta, a melhor de todas as prep.i-
racVa em uso boje em de, por sem duvida al-
guma o Tnico Oriental A sua extrcelo enorme
ao pir do seu continuado e progressivo augmento
de anuo tui aniu, prova positiva, que o mundo
pensa d'esta in. -ma forma.
Agentes rm Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commerclo n. 9.
Nao sou, pois, como pensa alguem por conta da
firma Viu\ a Barros Se 'ilbo um simples emprega-
do seu, para ser destituido, a sua vontade, como
depois, se for necessano, virei mostrar na impren-
sa.
Recite, 26 de Marco de 1886.
Francisco M. de Mowra.
Dr. Mello Gomes
MEDICO PABTEIBO E OPERADOR
Ra do Bario da Victoria (antiga,
ra Nova) n. 37, Io andar
i Dedica-se com especialidade ao curativo
I de febres, molestias de peito e das senhoras.
\iyphilis e estreit amento da urethra.
J Consultas da 10 a 12. Chamados r*.r
I escripto qualquer hora do dia nu d i nnite
Atha se em praca por veuda perante o Dr. juiz
de orphaos, escrivao Olavo, tres quartas partes da
casa e sitio n. 8 a estrada de Joo de Barros
tendo a casa 5 quartos, 2 salas, e cosinhs fra e
o sitio 2 cacimbas da melhor agua potavel e 1145
palmos de frente para a mesma estrada, onde ha
terreno para larga edificacao at para retalhar,
com diversos arvoredos de fruto, como manguei-
ras, cajueiros, abacates, fructa po, pitangueiras,
jaqueiras, goiabeiras, pirrheiras, larangeiras, ara-
cazeiros, ingazeiros, cajazeiros, limoeiros, roman-
seiras, oiticorozeiro, araticuzeiros, grande bana-
neiras e baixa para plantacao de capim ou de
Cinnas ; sendo que ao poente, onde ha tambem
terreno para edifieacao e sabida para ra de
Nunes Machado, ba direito a meiacio do muro e
do oito divisorios.
teocip Conrcial Agrcola
CaMrAWHU PKB1AMWC *A
DE
Wavegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SL
Macei, Penedo, Aracajii, e Babia
O vapor Jacuhype
Segu no dia 3 de
Abrli, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
_ -lia-2.
Encommendas, passagens e dinheiro a frete at
s3 horas da tarde do da da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Ptrnambucana
n. 12
EDITAES
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir, ofricial da
imperial ordein da Rosa, commendador da Real
Ordem Militar Portugueza d Nesso Senhor
Jess Christo e juis de direito privativo de or-
phaos nesta comarca do R-cife, por 8. M. impe-
rial e constitucional o Senhor D. Pedro II, a
quem Deus guarde, etc.
Fa
0 5V Astricto da comarca de
Santo Anulo
Sr*. redactores do muito conceitoado Diario de
Pernambuco.Si.vam-se Vv. Ss. inserir as co-
lumnas deste y: nal as ooucas palavras que em
attencTio :.o pilote. e as peseoaa que me conhecem,
venho escrever. 0 1 suppleu'e de subdelegado
deste districto o Sr. Severino Fernandes da Silva,
vinha no dia 16 deste corren te mes, de uma del i
gencia dos engenhos Moeot e ierra-Grande com
tres homens presos r amarrados, castigando bar-
bar .iip iit-, at o povoado de Pedra-Branca, como
pri vo e ni tnli nlisi authenticas.
E r,eeta occas-io todo cheio de prazer de sua
boa policia, denuncia perante os pacficos moni -
durra ilo uiesmo povoado, que o abaixo at signado
chele dr lailces do cavalle-s, e que todos os seus
moradores f>ir:ai.i para com elles repartir os apu
rmdi.s.
Pjs : ssim. peco que perante o publico venha
om toda urg iiei i e.-te irrisorio eubdelegado pan
p.-ovar como < p.riue rasao me intitula deespi-
tas ie ladies.
Felizmente nunca tive o ncm desejo obter esta
patente. Son bem conhecido daquelles que me
honran* com sua amisade, externem qoal o meu
procedimento ; |ir agr faco pausa, aguardo-
OM para sua resposta.
Eogeiho Tabcas. 23 de Marco de 1886.
Antonio Marque da Silva.
COLLEGiO
Instituto Acadmico
Ra do Yiscondc de Ci ovan na
n. i.-*:! (Mondcgo)
Resulta lo dos xaui s prestados pelos alumnos
do collegio ni Faculdadti de Direito no Recife nos
mezes de F. wier* e Marco de 1886.
rillimcllL-M
Alfredo da Silva L->yo, approvado com dis-
Jineao.
J.w Gaipar ii.i ilva Loyo, idem.
Jitaquim Nunes Coi.nbra, idem.
:'ioiuio G 11,'ilves Maia, loe n.
A-fre-1^ O -j.i Cerqurira. upprovado.
.Jarlo* Nu.iea \Jjunlira, idem.
Jlo Tavar.'S Carvaibu Silva, idem.
Cieomelrin
Dioiizio Gjncalves Maia, approvado plena-
H oflitr.
An.li D as l'iih -im, iliMI
Jo.- .Marti -s K.nzs, -Mein.
Vi > lira
J t- Martin* t'inza, approvado com distinecao.
WauJerly Lin-, approvado pleaa-
Kebaata
MlieUrica
ilo Nascimento, spprovado ale-
J.-se Fioiliul
najn-.it.'.
An'onio M .no I J i Cmara Sampaio, idem.
Ad-'lplio Aiiii"ida liiim irles, idem.
Aull Dia l'inbeiro, approvado.
J Luiz ( ... -i'v 8 Perreira, idem.
J..>ao Fe.r.-iia na ; osta Lima, idem.
Carlos Nunes Coinbra, idem.
Geograptila
Andr Das Pinhelm, approvado plenamente.
A lo!;.Ir. Aimeida Guimaraes, idem.
1 ruardo da (t nara Sampaio, app-ovado.
J ..- Finriido do Nascimento. idem.
Jos Gaspar da Silva Loy>, idem.
HiMoria
Za:obio Marques L'as, approvado plena-
mente.
Alfredo da Silva L 'yo. approvado.
Alfredo Oaori. Cerqueira, idem.
Dionizio Gnne ilves Maia, idem.
J .tquin Nuiles Coimbra, idem.
Sebastiao Woi.|i-rley Lin, idem.
>*llIONU|)UM
Sebastii. W .njerley Lin, approvado plena-
II ..!.
Resano
.i;i, A;>pr .v... plenamente H
Appr^v.i los 15
CVI.gi
1886.
e|i-iA a ; .*
In Miro
31
3
Acadmico, 23 de Marco de
O director,
Jote Ferreira da Cria Vieira.
Ao
commercio
ac saber aos que o presente editil virem, ou
del la tiverem noticia, que, na audiencia de 13 de
Abril do corrente anno, na respectiva sal, iro a
pregao para serem arrematadas por venda,
quem mais der, serviudo de base o preco da ava-
luieao, e vio a praca a requerimento de Antonio
Annes Jacome Pires as tres quartas partes do si-
tio e casa edificada em terreno propno sob n 8,
estrada de JoSo de Barros freguezia de Nossa Se
nhora da Graca, tendo a casa sal s, cosinha fra e cacimba d'agua polavel, e o
sitio, diversos arvoredos e mil cinto e quarenta e
cinco palmos de frente para a mesma estrada de
Joo de barros, inclusive o direito adquirido por
eseriptora privada de 1 de Julho de 1876, m^ia-
co do muro e oitao da casa coutigua do la lo do
poente, ra de Nunes Machado, pertcncentes
Antonio Jos de Souza, e outr'o.-u de YLuioel da
Costa Mangenco, cujo valor de tres cintos e
seiscentos mil ris. Cujas tres quartas partes vo
a praca por ordem deste juizo para pagamento de
dividas e custas de inventario.
E para constar, lavrou-se o presente, que ser
publicado pela imprensa e affixado id lugar do
costume.
Dado e pstalo nesta eidade do Recife. aos 27
de Marco de 1886. Eu, Olavo Antonio Ferreira,
escrivao, o fiz es;rever e subserevo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
5 Scccao.Secretaria da Presidencia de Per*
narobuco, em 26 de Marco de 1886.De ordem do
Extn. Sr. conselheiro presidnte da provincia, e
para execucae do que autorisam os arts. 16 a 18
da lei n. 1,860, sao convidadas a presentar pro-
postas no prazo de 30 diae da data do presente
edital, as pessoaa que pretenderen] fundar e explo-
rar engenhos wnfSM ne>ta provincia, servindo
de base concurrencia as oudicoes em seguida
declaradas, e sendo as propostas'apresentadas em
carta fechada n'eata Secretaria, no dia anterior ao
do vencimento d'aquelle prazo.
k concurrencia linritar-s- -ha tundacao e ex-
ploracdo de quatro engenhos ceutrae> com capaji-
dade para moer de 2f> a 30 milhoes uo kilogram-
mas de caua, em safra de 10.. das e de preco de
600:00J cada um, sendo licito aos coucurn ntes
aprisentar propostas para todos ou gmente para
um engenho.
1.' -Na propostas devi rao os concurrentes de
clar..r o numero de e.igenhos que pretndela fun-
dar e explorar, a forca e typo do cada un", a zona
em que ten de ser col osado e a quautidade de
cana com que p ideii contar.
2.'A provincia concorrer, a titulo de empret-
tiino, para cada um dos quatro enfrenos com iiia -
tia nao superior a 200:000*1, em plices de 7 <>/
de emissao especial, com a clausula de resgate au-
oual. por sorteio, d- vendo ser amortisadas em
igual periodo, na razo mnima de 10 % contar
do anao seguate ao em que tiver comecado a fune-
eionar o respectivo engenho central, correr4 por
conta do proponentc ou de quem tomsr a si o es -
tsbelecimento dos engenhos, o pagamento dos ju -
ros das mencionadas apolices, para o que recoihe-
r no Thcsouro Provincial, no fim de cada semes
tre a respectiva importancia Correr tairbem por
conta do proponente ou de quem realisar a empre-
sa, a j indicada am'irtsacan, nunca menor de
10 /,, recoPicndo no Thesooro Provincial, no se-
guudo semestre do anno fiuanceirs, a quantia para
esee fim neersaaria.
A amortisa^lo ser imior, se assin) convier ao
proponente.
3.*O emprestimo de que trata a clausula pre-
cedente, ser efftfctuado em duas prestaces cuses,
uma quaodo forem apresentados o conhecimeoio
do embarque, a factura e apolice do seguro dos
machioiamos s accesaorios destinados cada eoge-
nho, e a outra d-pois qn-. estes se acharem no lo-
cal em que se estiver cnstruindo o respectivo H-
bcio, uma ves reconbecido, por quem a Presiden-
cia indicar, o estado dos ditos macbioiinos e u sua
cooformidade com a descripcao de deseubos ippro-
vados.
Os documentos de que ti ata a primeira parte
l'esta clausula, serio en iossados i ordem o fica-
ro em poder do Tbenouro Proviucial, em caucao
da quantia que reetber o cornratante.
4 A provincia ter liypotkeca sobre as tofraj,
edificios e quanto coustitua a parte integrante do"
ciigeuho central, para g.tr.mtia dus i p dices que
emitlir, nos termos da cl.-.usuU 2 : e anuuilmente
o contratante prestar no Tries.uro fiauc-i ds ju-
ros anuientes s mcsiiiai apolcea.
5O ecntrataua devora suj tar approvac
da Presidencia da pmvineia, no prazo de 60 d:as.
da assignatnra do contrato, a deaeripcio d ia ap-
parelh,s e machintimo, que forer destinados ao
en^enh central, e bem assiur planta da respe-
tivas obras, a qJal s str approvala Je.tois de
exsme por urna commissao de'engeuheir ., qn.: a
mesmi r*r. sidencia uouiear.
6-* O c mtrat..nte i- p i lera trun.-ferir a res
pectiva coaeesa. agricult r^s ; deV ndo, p .rin,
preceder approvaf,io do pre-.lente da proviuci i,
com relaco a todas ae clausulas da cesso ou
transferencia.
7A provincia ter durante a execucao das
obras, e at que seja embolsada, um engenheiro
fiscal de nomeacao da Presidencia 'a primicia,
correndo os respectivos ordenados por couta do
contratante.
8"Nenhum dividendo ser pago aos acciunis
tas antes de serem satisfeitos os juros das poltms
ernittidas pela provincia e a quota da respectiva
smortisaco.
9-#Constitue motivo de preferencia o tfere- i
ment de onus menor para a provincia na reluci
s coodicoea que serv. in de base presrute con-
currencia, e b-in ustiin % iulicacio dj lo'jal mais
conveniente.
O se. reti.rio,
Pedn- Fraiciteo Crrela de Olioeira.
Assemula sera I
Sao convidados os senhores associados a com-
paiecerem s 12 hars do dia 30 do corrente, na
cedo desta associaco para ter lugar a rennio da
assembla geral ordinaria, afim de se proceder a
eleicao da nova direct ria, da commissao de exa-
me de conlus e ser lido o relatorio do anno lindo e
o parecer da commissao de exame de contas, de
contormidade com o art. 2'J dos estatutos.
Secretaria da Associaco Commercial Agrcola
de Pernambuco, cm 24 de Marco de 86.
S. de Barros Bsrreto.
Secretario.
Hospital Portaguezde
Beneficencia
Sa esnvocacao da assembla (eral
Ds ordem do lllm. Sr. vice-provedo., convide os
senhores socios a reunirem-se em assembla goral
domingo 4 de abril, s 11 horas da manha, afim
de proceder-se a leitura do relatorio e parecer da
cmmissao de exame de contas da aiministracao
de 18*46, e a eleicao de alguna membros da nova
junta.
Sollicita-se a todos 09 senhores socios que eoin--
parecam a esta eessSo, visto que se resolven pro-
ceder aos trabalhos com o numero que co npare-
cesse, iudepen lente da disposicaj dos estatutos, e
attendendo a que de indecliaavel nocessidade
na. demorar por mais tciupo a poese da nova ad-
ministracao.
Secretaria doUospi'al Portugus de Benefic:n -
cia em Pernambuco, 29 de Marco de 86.
Manoel Martins Capitao,
__________________2o secretario.
Arsenal de guerra
De ordem do lllm. Sr. major director, distribue-
se costuras nos dias 30 a 31 de marco, e 1 de abril
do corren e auno, s costureiras de ns. 1 118.
Prev ine-se que soffrer a multa de 5 0/0 toda e
qualquer costureira que exceder do prazo de 15
dias com suas costuras, salvo se apresenlar docu-
mentos que juatifiqucm essa falta.
Previne-se mais que s se entregar costuras
is proprias costureiras, ou salvo pessoas de sua
confianca, com autoritacao devida
Seccio de costuras do-arsenal de guerra de Per-
nambuco, 9 de Marco de 1886.
Flix Antonio do Alcntara,
Alferes adjunto.
Companhia Ha h i a na de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
:<
E' esperado dos oortos aci
ma at o dia 4 de Abril,
e regressar para os mee-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7Ra do Vigario 7
Domingos Alves latheas
lomvtMiit PFti\mai(A\t
DE
NavegacSo Coatelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Maeu, Mossor, Ara-
caty e Cear
vapor Pirapama
Segu no dia 5 de
Abril, as 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 3.
Encommendas passagens e dinheirss a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemamiutaia
n. 12
Rojal IMail Steam Pacte!
Company
Reducgo de passagens
Bilhetes especiaes se-
ro emittidos desde 14
de mar?o at o fim de
julho offerecendo faci
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a exposi(o colonial
ero Londres, de 1886.
Ida e volta de Per-
nambuco a Southamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
150.
O agente Alfredo Guimaraes, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos e a requerimento de
Manoel Pereira Lemos, levsr a leilo o terreno
cima mencionado, em sua agencia ra do Boa
Jess n. 45.
Leilo
De movis novos e usados, espelhos, qaaros,
jarros, pianos, loucas, vidro, cervejas, cognac, var-
mouth, charutos, chapeos de sol e mnitos ostras
bjqetos qae se tornam enfadonho mencionar os
qaaes serio vendidos sem limites.
Quarta-feira, 31 do corrente
s 11 horas
No hotel UNIVERSO ra do Commercio n. 2
Por Interveneo do
Agente Gusmo
Leilo
De 1 piano forte, 1 mobilia de Jacaranda, aaa-
dros oleo, jarros para flores, candieiros gas e
iancas para cortinados, 1 mesa elstica, 1 guarda
louca, 2 apparadores, cadeiras de garnioao e me-
zas, camas francezas, ditas de ferro, commodas, 1
toilet com espelhos e muitos outros movis de asa
de familia.
Uma bagatells e um relogio.
Wexta-ieira 9 de Abril
Agente Pinto
sobrado da ra do Mrquez de Olinda
4.
LEILOES
TIIKATRO
DE
VAKEBADES
Companhia lyrico-eomico-
dramaca
DIRIGIDA PELO ARTISTA
LUIZMILONE
EMPREZA
A.. BOLDRINI E L. MILONB
Initcd States i Brasil MailS.S.C.
O vapor Advance
Hoje, 30, deve ter lugsr o leilo de fazen-
das limpas e avariadas no armazem do Largo do
Corpo Santo n. 9.
Em continuafvo leilo de quadros, jarros, can
dieiros a gas, 1 piano uma mobilia de Jacaranda
e machinas de descarocar algodo.
Sexta feira, 2, effectua o mesmo agente o
leilo de movis, louca e vidros, no armazem do
sobrado da ra do Maquez de Olinda n. 4.
Agente Pestaa
Leilo
Terp-feira, 30 de Margo
e
Lt/rico Cmico Dramtico
Primeira parte
Sub'r siena a NOVI -SIMA e engracada ce*
media em 1 acto
UM NUMERO FATAL!
em que tomam parte a 8ra. Durand e os Srs. Bol-
drim, Uepossi e Comoletti.
Secunda parte
!Urna romanza pela Sra. Roealba Becci.
2.Bovon Sec.' Lindissiraa cancao francesa
desempeiihada pe a Sra. B, Durand.
o.* A magnifica canco do Jardinero na ope-
reta
MCAGJO
desempenhada pela distiocta actriz Sra. Maaio.
Tercclra parte
l? -Nabuccodonotor, aria p lo baiio Sr. Pozzi.
Z.A Eitrella Confidente, msica de Bebandi,
pela Sra. Sidouia Springer.
^3 Let petits Baiters, canea. francez i pela Sra.
Mabioh.
Ultima parte
Acabar o espectculo com o inteiro 8 acto
da magnifica op-ra do maestro G. Verdi :
Um Baile de Mascara
em qae tomam pirte a distincta cantora Sra. Cor
e os Sra Comoletti, Dominici, Pezri e Tirelli,
curp de coros.
Espera-se de New-Port
Ne ws.at o dia 16 de Abril,
o qoal seguir depois da de-
mora necessaria para a
Bahia e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encomiendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster k G.
N. 8. RUADOOOMMx^KClO N.8
/ andar
CHARGEURS HS
Companhia Fra necia de Navega
elo a Vapor
Linba quinzenal entre o Havre, Lia-
ooa, Peruarobaco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Stearoer vio do Rio fle Janeiro
E' esperado da Europa at
o dia 6 de Abril, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Bm
Isla, nio de Janeiro
e Mantas.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p loa
rapores desta linha.oueiram apresentar dentro de G
dias a contar do da descarga das alvareng .. uiaj
quer reclamaco concernente a volumea, qtttf poi
v -n'ura tenham seguido para os pertos do sul.afiu,
de se poderem dar a tempoa providencial oeces
ss ras.
Expirado o referido prase a companhia nao se
reaponsabilisa por extravio*.
Recebe carga, encommendas e passageiro? par,
ss quaea tem excellentes accomodaces.
Aognsto F. de Oivcira (
ACEIVTEfl
42 RIJA DO COMMERTOO 42
Hoje. 3 o de marco
Grande expesij'o
De candieiros a gas, ricos quadros a oleo, jar-
ros para flores, e globo para candieiro.
- Um piano de Herz, 1 mobilia e uma carroca
de i rodas coberta e com bula.
Agente Pinto
Corpo Santo
No armazem do
largo
n. 9
do
LEILAu
De machinas americanas para descarocar algo-
dao do systema aperfeicoado e 31 pecas de lona.
Hoje 30 de Marco
Ag-ente Pinto
No armazem do Largo do Corpo Santo n. 9.
LEILA0
D' casas terreas, sobrados e sitios
exta feira. de Abril
A's 11 horas em ponto
No armazem sito ra do Vigario Tenorio
n. 12
Um sobrado de i andar com grandes acoommo-
dacoes, sito a travessa da B mba n. 8, rendendo
457*000.
Uma casa terrea com grande aotio, sito ra do
Vital de Negreiros n. 45, rendendo 360*000.
Uma casa terrea com 2 sotos, sita no pateo de
S. Pedro n. 4, rendendo 270/000.
Um sobrade de l andar com grandes accoaaso-
dacoes, sito ra do Calabouce o. 4, rendendo
756*000.
Uma grande casa terrea com 5 janellas e 1 por-
ta, 2 salas, 4 quartos, cosinha, quintal e cacimba,
sita ra do Mrquez de Herval n. 139, rendendo
360*000.
Um grande e bem arborisado sitio com grandes
accommodacoes em terreno proprio, sito estrada
de Joe de Barros n. 19, rendendo 1:000*000 de
aluguel e foros.
Um graide sitio com importante casa, com jar-
dim, diversos quartos, salas, cosinha, banheiro,
gallinheiro, cocheira, porlo de ferro e muro com
gradeamente em terreno proprio a limitar no ria-
cho Lava-tripa.
Um sitio na mesma estrada de Joo de Barios
n. 6, com os commodos seguintes: 2 salas, 4 quar-
tos, 1 gabinete ao lado, cosinha, cacimba com boa
agua e terreno proprio.
Estas cacas sero vendidas livres e desembara-
ce das de qualquer onus: para mais informacoes,
com o ageate Pestaa.
De fazendas ioglezas limpas e avariadas
Terca feira, 30 do corrente
Agente Pinto
No armazem do Largo do Corpo Santo n. 9
Coustando
De cassinetas, chitas e cassas avariadas, casi-
miras, brins, fich, chitas, madapoloes e outras
fazendas limpat e avariadas.
LEILO
DE
e todo o
dlrel-
Prefos do costume.
* enlrailii (eraea uo ao asseii lo no (benlro.
No se transfer- o espotta:ulo ainda que
cbova.
DECLB 4C0ES
Club de Regatas rer-
nambucano
Sob essa pigiMjhe vem publicado no Diario de
hontein urna dic araeS*, em nome da firma Viu va
Marros & Filh minercio, de qae o abaixo
asiignado, d sd. n ,ia 16 do corrente deixou de
ser seu rmpregml e qualquer trsnsaclo feita
pela inr'im" em n f.-rc-ncia a dita firma, daquella
data em iluiof- (, milla.
A P .'o iiijuriosa de tal publicacao
Ia!ni" me Ple.>ff nder respjndo :
" bo, falta com-
u=i;tuido de tratt.r
d0* "ho teito em nome e
Pr, e u,:' <' ivelmente ou peB-
*lmem qae com a mesma
nrma tem ,:u irmao Eugenio Machado de Monra
a quem 1 por ,oeio le procuraCo suffi-
ciente, p:.x todas e quaesquer tranaacoej da dita
firma.
De orden do Exm. Sr r. peesidenfe, couvido
os Srs. socios a ae reunir, m no da 10 .le abril.
Ss /horas da noi te, na sede deste Club, em as-
sembla g-ral, couij determina
SOS estatu.11.
Secretaria d-i Club de Renatas
cm 20 de mareo 1886.
Otear C. Monleiro.
_______________^^^ I' teeretario.
o art. 30 do is
Peroambucano,
Av.no. D.-pois do espectculo haver trem
para Api pucos e bonds das linbas de Fernandes
Vieira e Alogados. Oj b.nds no largo de palacio.
O bnd de Magdalena s ha ver quando o i-s-
pecticulo acabar depoia do horario do ultimo que
passana ns Nova, s 11 horas e 42 minutos.
No trem al Apipucos na 1 ha bilhetes de 2*
eiassa, e nSo teem Val. g series da companlii..
Principiara h H I hora.
MARTIMOS
CORO M Tiierozo
toaembln K<>ral
De ordem da direct 1 la nvido os Srs. accio-
nistas para .111 assembla geral ,,-, dia 31 do cor-
rente Mvire e leitura do re .torio e do parecr
da cumtii;*- riscal e approsal os. Assiin coiiO
eleger a dire.tjria, a mesa e a commissi | futuro ezercicio. A rennio se eff. etuar ao
meio dia no escriptorio da Companhia de l'nlhos
Urbanos de Olinda.
Hc:ife, 27 de Marco de 1885.
O gerente,
Antonio Pereira Simou.
i oii.-uiiu; ii;n mrna4;i:
R1C9 W l.ll ITI.S
LINIIA MENSAL
0 paquete Niger
Consmandante Bdule
Espera-se da Eu
ropa uo dia 3 de
A b r i I, seguin
do depois da de-
mora do costume
para Bu.n.is-Ay-
res, tocando na
llahia, Rio de Janeiro e Ulonte
te video
L-mbra s un el.es que ha logare* reservados para esta
a ocia, quo p ..lem Linar en qualquer te.npo.
Previne e H.is sruh-irea recebedores de merca-
lorias que so se attender as reclamscoes por fal-
as nos volumes que orem reconbscidaa na occa-
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
4ugHste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Pacific Steam Navigaon
Company
Para facilitar aos
Srs. vi antes que de-
sejaren assistir ex-
posico colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a redueco segua-
te, a principiar do 1.
de Marpo a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a classe, ida e vol-
ta para Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes. 36:15:0 libras
esterlina*.
Sendo:
O sobrado de um andar e soto, de n. 1, ra
da Ponte Velha, edificado a moderna, com o pavi-
mento terreo em salo, no andar tem nma salla 4
quartos e no soto uma saleta. 3 quartos e o-
sinho.
Uma meia agua no indo do sobrado acim com
frente para a ra do Capibaribe sob d. 48 com
uma salla, 2 quartos, corredor, cosinha externa e
pequeo quintal.
0 referido sobrado se torna recommendavel por
ser de esquina e com o oito para a grande baca
do Capibaribe, onde se effectuam as regatas.
Terca-f-ira, 30 do correte
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Martina far leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos em sua presenca, dos
referidos predios pertencentes ao espolio de An-
tonio Jos de Bittencourt.
AVISOS DIVERSOS
Pede-se aoo abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mam^e de Olinda n.
51, a negocio que n*" ignoran.1
Jos de Arf-ji
Ped~, s;
ajo.
*ea.r0 Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
Jos Guimaraes, caixeiro de Loyo e Filho.
Frederico Vieira.
Augusto Goncalves da Silva.
Manoel Antonio Carneiro de Araujo.
Compra se tres rotulas em perfeito esta lo
a tratar na ra dos Assouguinhoe a. 9.
Na ra do Visconde de Goyanua n.85,|
precisa de nma mnlher para assar e vender so-
los, e fz-se comidas para fra.
-----------L," i i.i. ^-M_^ -, ------ i .. .----------------------_
= Precisa-se de uma senhora que saiba coser
perfeitamente em machina : a tratar no boceo da
Bomba n. 13.
Agente ?

Aluga-se o 1- andar da casa n. 19 ra da
Penaa, o 1 da de n. 66 mesma ra, o 1 da de
n 35 travessa de S. Jos, o terreo de n. 26 roa
Duque de Caxias, e a casa n 26 ra de Nunes
Machado, no Espinbeiro, eom bjns commodos ; a
tratar na roa do Hospicio n. 32.
Precisa-se de nma cosinheira para casa de
familia : a tratar na ra do Bario da Victoria
n.39, loja. _________
O Sr. P. G. L. dTBT R~Gnenh~a bonda-
de de restitnir aquella quantia qne receben por
procuraco, de que nao fez entrega ao dono.
Vaecina ingleza
C bea;ada pelo al timo a por
Vende se na roa da Cruz n. 22, botica francesa
de Bouqnayrol freres Successores de A- Caors.
Da bem afreguezada fabrica de cigarros
denominada Cara Dura, ra da Senzal-
la Velha, esquina do becco da Lama,
garantindo se as chaves.
Ter^a feira, 3o do correte
A's 12 horas
O agente Pestaa far leilo por couta e risco
de quem pertencer, da araaco, cigarros, charu-
tos, ponteiras, bolaas, cachimbos, carteiras e au-
troimu.tosojjectos, comosejam: 7 caixoos com
doce, 40 g gas com agua de Selters, ditas com
agua de Vichy e outrae mereadorias que eslaro
patentes no acto do leilo.
Veode-se
sto
Leilo
a loja de louca da roa da Imperatriz n. 13 ; aquel
les que quizerem compiar, airijam-se mesma,
quejicnarao com quem tratar.
Vende-se
nma pequea taverna, propr.a para principiante,
por ser de capiUI 4' 0#, sita em Santo Amaro de
Jaboato, ra do Imperador n 21 : trata se na
mesma, e o motivo da venda se dir
dor.
ao compra-
AGENTES
Wisnn Sois h Cospy Limiod.
14-Raa do Commerci-M
Tal
8eg c .i m falta at o dia 27 do correute para o
pwto cima o 3rigue ingles Maid of Glenwern ;
( ra do Mrquez de Olinda n. 6.
Brcaca
Vnde-se urna bareaca de carga de 300 saceos
e ratar na ra Direita n. 82, loja
Lisboa e Porto
A barca portuguesa Isolinn recebe carga a fre-
t ; trata-se com Silva Guimaraes & C. roa do
Lommercio n. 5.
De 1 casa terrea com 2 salas, 2 quartos, cosinha
lora, terreno proprio, na roa de S. Jorge n. 5, fre-
guezia do Kecife, rende 20JU00 mensaes.
Urna dita dita, com 2 salas e 2 quarjs, terreno
foreiro ao convento do Carmo, na ra da Cadeia
Nova n. 9, freguezia de S. Jos, rende 16J0O0
mensaes.
Dez niei'aguas no becco das Barreas, fregue-
zia da Boa-Vista, terreno proprio, rende 53f 000
mensaes.
Te rea-feira 3 o do corrente
A's 11 1|2 horas
Na ra do Rangel n. 58, por occasio do leilo de
movis no mesmo predio.
Ao correr do marlelio
lie Movis c umcabriolet ame
ricano de qnatro rodas
Torga-feira 30 de Marjo
A's 11 horas
Xos i- |* andares do sobrado da
ra do Rangel n. 5*
De 3 mobilias de Jacaranda senda uma de en-
cost de palhinha a Luiz XVI, 1 piano, 1 toilet
uma eommoda, 1 guarda-vestido, 1 guarda-louca
1 guarda-comida, uma mesa elastics, 18 cadeiras
de junco, 6 ditas de Jacaranda, 1 marquezao, 2 ca-
bides proprios para loja de alfaiate, 2 espelhos
grandes dourados, 8 pares de jarros, figuras para
cima de mesa e outros objectos.
Um cabriolet americano de 4 rodas, em perfeito
estado, 2 pares de rodas e uma lauca para carro
De conducta amaneada, que nao tiver meios de
vida, querendo fazer companhia a 4 criancas, ter
i-asa, comida, alguma ronpa, etc. A casa tem
criados para cosinhar e outros misteres, a roa da
Koda n. 54.
Leilo
de um terreno na estrada de Luiz do Reg com
frente de cerca e diversos ps de coqueiro, me-
dindo de frente 12 metros e 40 centmetros e
de fundo at os fundos das casas da roa da Au-
rora.
Quarta-feira, 31 do corrate
A'S 11 HORAS
Chaves perdidas
Perden-se no dia de domingo ama argo-
Ia contendo cinco chaves. Pedo-se a pes-
s8a que as achou, o favorde entregal asno
London & Brasilian Bank, 23, ra do Com-
mercio, que ser gratificado.
Hotel e hospedara-
Vende-se um boro hotel hospedara, bem afre-
guezado, no centro desta eidade, antigo e acredi-
tado, com todos os commodos necessarios achando-
se montado regularmente. O aluguel do predio
mdico.
O motivo da venda, ter o seu dono de retirar-
se para Eujopa.
r-ara mtormucoes podem dirigirse ao Sr. Salva-
do. Carlucci, ra do Bom Jess n. 61, armazem
de iniudezas.
AMAS
Na ra de Paysand n. 20 preesa-se de uma
boaa cosinheira e de uma
se bem, agradando.
emgommadeira, psga-
Ao commercio
"ndo declara que venden aos Srs
& C, o deposito de cigarros sito a
O abaixo assit
Joo Gouvea
ra Estreita do Rosario aTlo^livre e'desembara-
cado de qualquer us : quem se julgar prejndi-
cado com esta venda aoresente reclamacio no
praso de das sob pena de nullidade.
Recife, 30 de marco de 1886.
Americo Cezar.
Ama
Hfsftl
Precisa-se de uma perfeit* engommadeira : na
roa do Riachnello n. &7, porto de ferro.
A




|
t
i '











6
Diario tc PernambucoTcrfa-feira 30 de Marco de 1886
Especialidades!
Todo Be vende pelo mano pasaivel 11 !
Quera ums vea comprar sabei I
4 LARGO DE S. PKDBO 4
Neste estabelecimento acha-sc empre expoeto
veBda o especial licor de maracuja em ricas gar-
rafichas proprias pai toiiet compoato de manga
bM e manis o que ha de melhoi neste genero.
No meslflo estabelecimento acha se sempre um
gra.de sortimento de pasearos e ga.olas de todos
os fabricantes, at proprias para T.agens, por ter
cada cuna cinco compartimentos.
Tambera se encentra diariamente espec.aes tro
ctae maduras como sejsm sapotis, sapotas, man-
a-abas, mangas e ontraa fructas, e se recebe qual-
quer encommenda para embarque._________________
Agua de Vidago
Em qnartcs e meias garrafas -, vendem Paria
obrinho C, ra do Mrquez de Olinda n.
14, depositarios. ___________
LIQUIDAQIO DE CHAPEOS PARA
Venden.-se pelos sepinles
presos, de IS^OOO a iOftWO, a
na do Crespo n. 17, em casa de
Mme. Neqnilina.______________
Viagens ao centro
De Olinda parte todos os sabbados, s 4 horas
da tarde, para Itamb por Iguarass e Goyanna,
urna diligencia ; passagen a tratar ua ra Io de
Marco n. 1, no Recita. Viagens avulsas em qnal-
quer dia, e para qualquer parte a trata no mesmo
g*r.________________________________________________
Papagaio
Pede-se o favor a quein tiver acbado nm papa-
gaio grande, manso, fallador, com um pedaco da
corrente presa no p, de o levar 4 ra Nova n. 61,
loja, que ser bem gratificado.___________________
Aon (lenles dos ollio.s
Cura certa em 48 horas das uflamacocs recen-
tes dos olbos, pelo colyrio preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega-se tste poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, as seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas,
jonjunctivites, etc., etc
le
formagtV.
do Barau da Victoria n. 7, ou residencia
autor, ra da Saudade n. 4. _____________
do
Muito barato
Aluga se o grande rmazem n. 84 ra do
Brum, com fundos at o caes, j oceupado com
negocios de asauear, perto *e orna estacao da
via-frrea, por preco muito barato : a tratar na
roa larga do Rosario n. 34.
Aluga-se o sobradiribo da ra do Qniabo (Afo-
gados), com quintal grande e diversos ps de
fructelras f a tratar na ra de Marcilio Dias nu-
mero 106, _____________
Tosinheiro
Precisa-: e de um cosinheiro ; na ra da Crua
rumoro 22. ________
Cosinheira
Prieeisa-te de urna boa cosinheira e que seja
Meada a traUf B ru* de Paysand n. 19
Plssagcm da Magdalena.________^______________
"Tresaurant italiano
* ra da Lsr.nsjelr.s. numero
esnvida uos cus reguexes como sempre, aos
bons petiscos a gosto e vontade das pessoas que
entendem da arte colmara seua temperos de
anteiga e n5i de banha de porco.
Preces:
m antar com sopa, tres pratos, caf ou cha,
sob e mesa e vinho 1J000.
Almnco com dous pratos, caf, cha ou leite,
pi, manteiga e vinho 1000.
Tendo todas as quintas feiras vatap, macar-
rio a italiana e ravioles.___________________________
Quera lem?
are e pi-als : compra se ouro, prata e
oedras preciosas, pos maior preco que em outra
qualquer parte ; no 1 and t n. 22 a ra larga do
Rosario, autiga dos Quartei* das 10 horas s 2 da
tarde, dias uteis.
Attenco
O puro vinho verde e o saberof o cha preto pon-
ta branca, especialidades sem competencia neste
mercado, reo bidos pelo ultime vapor, encontra se
venda em casa de Paula Jos Alves fc C
60Rua do Burilo da Vicloria-60
Predios
Comp.am-se alguus predios em boas ras, que
regule o preco de 2:0004 4:0004 : a tratar na
raa Imperial n 297.
Este remedio precioso tem gozado da acceft
fio publica durante cincoenta e sete annos, com-
ecando-se a sua manufactura e venda em 1827.
S_ popularidade e venda nunca forao tao exten-
sas como ao presente; e isto. por si mesmo,
ofterece a mclhor prova da sua efficacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer qne nao tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
cranlas quer em adultos, que se acharao afflic-
los dcstes inimigos ca vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
altcstacoes de mdicos em favor da sua emeac: -
admir.ivel. A causa do successo obtido porestj
remedio, tem app?recido varias falsificaces, de
sorte que deve o comprador ter muito cii-dado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
FenifilCG fle R A. f AHHESTQCK
Attenco
Anna Umbelina Gomes da Costa declara ao pu-
b ico em geral, que seu marido Joo Goa es da
Costa nada deve, e se por acaso alguma divida
apparecer, aera tida como divida graciosa, pelo
que previne a qualquer pessoa, de nao f.izer tran-
aaccSo ou qualquer negocio com o tal senhor, sob
pena de perder, at que se decida certa questio
rae o mesmo senhor .cima nao ignora.
PreosragSo de Productos Vegetaes
ARA
2XTINV0 DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NsITbASTOS
Peffutinbuco '
O abaizo firmado, mudando sua r- lidencia desta
capital para a do Rio de Janeiro, dena exposta
venda sua pharmacia ra do Rangel n. 48, e
para o que faculta poderes especiaes ao 8r. Jos
Caetano Baptista dos Santos, eslabelecido ra
de Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), para vendel-a de
accordo com o pretendente, e bem assim receber
dividas que nao foram resgatadas. Recita, 23 de
fevereiro de 86.
Joaquim E. Cotia.
PlGsT'purgalivas c depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacSo puramente ve-
g' tal, tem sido por mais de 20 annos aproveitadas
com os melhores resultados as seguintes mcles-
tias : affccgoes da pelle e do figado, syphilis,
bouboes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipe-
las e gonorrhas
MODO DE USAL AS
Como purgativas: tome-se de 3 6 por dia,
bebendo-sc aps de cada dze um pouco d'agua
adocada, cha ou caldo.
Como reguladoras : cir.c-se urna pilula ao
j antar.
Estas pilulas de invenco dos pharmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos term o veridictum des
senbores mdicos prra Ba melhor garanta, tor-
oando-se mais recommendaveis, por serem um se-
guro purgativo e de pouca dieta, pelo qu- podem
ser usadas em viagem. Aeham-se venda na
drogara do Faria Sobrinho & C, ra do Mrquez
de Olinda n 41.
Leonor Porto
, Rna do Imperador n.
Primeiro andar
45
i
Contina a ezecutar os mais difflceis
figurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em pcrfeicSo de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
Compra-se e paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte bem
como
de qualquer qualidade
Na ra lo Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fuerstemberg.
Os abaixo assignadou, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desenlio 1 cima
ve corformidade com as prescripcoes das leis em
ligor declaram ao-publico e particularmente aos
"pus numerosos fregueces, que d'ora em diante
i)dos os productos que tehirem de sua botica le-
vanto a dita marca como garanta de sua origem
e legitima procedencia.
HELIMOAMA
Praca do Consc-
Iheiro Salda-
n h o Marinho
6.4.
MA
Antiga da Ma-
triz de Santo
Antonio numo
ro 4.
Tendo en-abfirlo urna officina de rolo-
joaria com o titulo cima, recr mmendo-
me ao respeitavel publico para fazer
qualquer Irabalho, al o mais difficil na
minha arte, como j prove como em-
pregado da rclojoanaregulador da
marinha onde trabalhei os ltimos
dous annos, pr< mello precos mdicos e
promptido.
Carlos Fuerst.
O. Therea Rmale* de Carvnlho e
miii liitia D. _u*oella de Carva-
llo
Primeiro anniversario
Jo Maria de Carvalho. sua mulher e M
Antonio de Carvalho mandam celebrar nafa
di matriz da Boa-Vista, s 7 horas da manhi do
dia 31 do corrente, missas pele rep;uso eterno de
sua presadissima mai.JD. Therssa Roeulea de Car
valho, e de sua irm D. .Manoclla de C rvalho, 1*
aani?ersario de seu fallecimento. Para esse acto
decaridade, convidamos os nossos amigos, jaloque
ficaremos agradecdo?._________________^^^^^^^
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Holloway nm remedio infallivel para os males de perna e do peito tambera pura
as feridas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatiuno e para todas as enfermi-
dade* de peito nto se reconhece egual
Para os malta de garganta, bronchites resfrlamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teera semelhante e pora os membro*
contrahidos e juncturas recias, obra como por ocanto.
Estas medicinas ato preparadas gmente no Estabelecimento do Professor Holloway,
78, sTXW OIFOBD BTBXET (antes 683, Oxford Street), LOHDRES,
E vendeaue em todas aa pharmaciaa do universo.
tf Os compradores to convidados respeitosaiP"" a examinar os rtulos de cada caita Pote, se nao te*m a
diiecoao, ,}, Oxford Street, o falsificaces.
mm
PARS
8
Athei Victoria
! Pernitmbuc*:
t. M Ja 111 k Este medioamekto de um gusto agradavel, adoptado com grande exlw ha
mais de ao tumos pelos meLhores Mdicos de Parlz, cura os De/luxot, Crine, lome,
Doru i* Garganta, Catarro mUmonar. lmtnsu de v*Uo. das Viat urinaria e da Btxtga.
>w........iwm.........iw
SABONETEdeALCATRAO
PA*A A TOILBTTB, OS 8AHH0S E CUIDADOS A DAR A* CRIANCAS
Esta SABOAETE, vnrdmulair anHneptica, o maz efflcaz para a cura de todas as
mOLKSTIAS DA l-ELLE
SAPO CARBONIS DETERGENS
l.avai vossas Crianeat com o SAfO ? i/f toxis OETEItUEXti afta} de proteget-ot contra
o SRANIPO, a VARILA e a PEBRE ESCARLATINA
Estes &ABOKETE& so recommendados pelo Corno medico lntelro porque prevlnem aa
MOLESTIAS EPIDMICAS e CONTAOIOSAS e te aaaptao a qualquer clima.
MARCA DE FABRICA NOS F.NVOLUEHOS NOS PBS
11 XJtrpoedto f/eral: "W. "V. WRIGHT *9C C, Southwark, LONDRES
K_________Era. Pemambiaco : ZPra.n"' 3VT. da. S5TTJ"V^6V g^ c1'.
Tisffir* -- -^^~-- --'
' Tli'i SllstnaO SW*"^
VINHO gilbertSEGUIN
FEBRFUGO FORTIFICAHTF tppivvtdo pela Academia de Medicina da Pars
n
Sessenta annos de Ezpsriencia
e de bom xito tem demonstrado a emenda lncontestavel dcste vmo, qur como mrtti-
peridico para cortar as rebrea e evitar o seu reapparecimento, qur como fortificante as
ConvaJesceneas, Sebllldade do 9anrae, Falta de Menstraacao, Xnappetencla, Sigea*
tSea diao-Ms, zinfermidadea nervosas, Sebllldade causada pela edade 01 por excessos.
fata Vinho, que contim mal principios activos do que os p parados similares, rendarse por proco ara*
pomo mais alorado.Nto ae den objeotar contra o proco em i/ii da reconhecida elcacia do modloemewto.
PhjurmacLa C3-. SKQUHV, 378, ra Satnt-Honor, PARS
Depositarlos em PernamOuco : FRAN- M. da SILVA e C\
.
VKSe/.:'-., ia._ .?.-._-.' 1 isinai iiiliiSS
isMiiiiMi ees* Eisin?s'.'> t
Q C?AZ. WJLV'm PcrJcaslisea
ci. TSxsJe "a 2a IPc-T
gaPfcfr*"'

:airopeivReinvllie:r
Oh
Laureado pola Academia da Medicina
'^I^J^T-^^ Caa/fte/ro da Leoie de Honr rT'T.I^
o&
O Phosphato de cal a substancia mineral mais abundaolc do erganismo e toda ve* que sua
quantida-le normal dlminue resalta urna affoccao orgnica grave. b^,.^^^
Mais d cinco mil curas, a mor parto justificada pelos Professores e Mdicos das Facumaaes
forao obtldas ltimamente c IlzerSo com que o Xnrope lo BesnvUltc.r os=e c'.asslllcaao
como o especlllco mais seguro contia a liste* pulruoaar, aroncblte _nroalca. anenia,
macbltisrao, Bebilidade do Organismo. O Arn/e do W iteinvillier administrado
diariamente as enancas facilita a dontlco e o cresci.nouto: as maes e au.a.s d: lene torna o
lclte melhor; lmpede a carie e queda dos denles la i requemes depois da prenuex.
Deposito: Pharmaola VlXEWg.US, 8, Plaoe de la Hagdalelne, AftXS.
Em Pernambucu. MAN- M. tta Sil. VA db C^e as procipaas Pharmscits e Orotrlu.
LH3H3
ADMIKISTfi ACO :
PARIZ- 9, Boa'.eTird Montnartrs, PAJUZ
PAETH.HAS DIGESTIVAS fabricadas
viohy com os Sacs ex trana" 01 rio Fontei.8
de gosto agranavel e a stic. ac"?o 'nartt ^otv
_. J ira a Azia o as Digesta ifieei.
ISEI DE KVyW PAM BaNHOS. Om rolo para u::i basta*, gara es pessoas qne nao podem 1 aVlchy.
Petra evitar t* imitactet exigir em toiM oe producto a V-
MASCA ]>A. CO^VTJT-. Til:': VICHV
Ka ftnaaantaso. ca Prcoccto> tr i .- >iimi o f.. i ,1, AaisaXDY & uaili, ra s en Me; y
_________________ t ilzer a aoacHUN, s, isiacm, A
r~nBSTMIEI 1I IMa-l 'H l I iiil lillllllllllllllllllll'lil I llfllllll M
OLEO TRIGUtIRO-CLARO,
de FIGADO de BACALHAO
DO D? DE wO N G H
OAVALHEIHO OA ORDEM DE LEOPOLDO DA BLGICA,
.V'at-HCIBO DA LEOlXo DE HONRA OE FRAfJCA,
COMMEN DAU-, ." *)A ORDEM DE CHRISTO DE PORTUGAL
Recnnhecldo pelas prlmeiras autoridades medicas como
lnconteslavelLucnte o mais puro, o de gosto mais agradavel,
e o mais t-nicaz de todos
Contra a TSICA e as MOLESTIAS de PEITO,
a DEBIUDADE GERAL, o EMMAGREGIMENTO das CRIANCAS,
a RACH1TIS e todas as AFFECgOES ESCROTDLOSAS.
31*T" Vende-se SOMENTE em garrafas que levSo na capsula o
sello e a assignatura do D' DE J0NGH e a assignatura de |
NSAR. HARF0RD 4 C. Cautela com as Imilares.
Unte Consiptorios, mkl HARFORD 4 C, 210, HqH HolDorn. Landns.
Vende-se em todas as principaes Pharmacias do Mundo.
| lHTTtT^frfrffi-tt-h^A?-f-T-T W>1
MORSONs PEPSINA
mA ltalM e aaradavri
PARA r INDIGESTAD
Sob a orma de
raseos, pos
SI CX.OBtri.03.
VENDE-SE ij MUHDO INTEIRO.
PREPARADO IE
Peptina Mormon
Muito rocommendadaa
polo principaes Medico.
MORSON SON
SMtaaaatM las, lassell-Squirt
L.ONDON
.

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feBUCH
?fA'0EL ;
;*-OIST"* TODAS
IVMiUriMeaPe mam buco FrMC-M.liSrLVA&C".
LESTIBe^YIAS URINARIAS
'SBrKCIAtMBUVSI
[ Catarro chronico tta bsxiga,
i itrltarfo do uanal de untr*,
Molestias de prstata,
\ incontinencia da Urina,
rala na urina, etc.
ISWAIMN, Pharmaceutico-Chimico,
i'A'US. 14. Castiolioih, \t, PARS
C smsjsjiMMM ~^tl
HEHVH

qrMf;D!0M^ER
uyrisacie n iv
CUS* RVAM l. TT E COM CTrtZA
Store IterntMeBtes]
fRcnlteites o Biliosas:
', as
; M itas.os Calafrioj
t 1CDAS /.S
MllsU Kiludosaal
'!>Mii>c[r:ii'.'i[rM

Hotel e hospedara
Vende-se o antiffo hotel e hospedarla Estrella
do Norte, ra Thom de Souza n. 8 : a tratar
na mesma.
Cosinheiro
Precisa-se de um cosinheiro : na ra da Aurot
iumero 77.
Vende-se
um cstabelf-oimento de molhados em boa locall-
dade, muit) bom e muito cfreguezadu : a tratar
na ra d Santa Cruz n. 3. ________^^^^
Vende-se
Um acreditado estabelecimento de n.olhndoe,
componeos fundos, proprio para prineipiuute. a
tratar na ra de S. Francisca n 26.
Oni'Hi precisar I
Da uns movis, constanfps de 1 sof, 2 cade-iras,
de balanco, 2 de braco, G df Riiarnicao e 2 cou-
solos. tudo de amarello a Luiz XV, ainda em
muito bom estado e uns relocio grande de pared -.
dirija-se a ra Larga do Rosario n. 40. padarja
que achara com qnem tratar.
Bom negocio
Vende-se urna das melhores tavernas, propria
para principiante, na cidade de Jaboatao, con-
fronte fita, bem afreguezada e com bastantes
commodos para familia, garaute-ee as chaves : a
tratar na mesma.
Ama
OftVreco-se una nma perita cssiuheira : pode
ser procurada na na de Francisco n. 58.
Luiz Cleuteniiaio Carnelro de
sLyraa
Guilhermina da Conceieao Barros Carneiro, o
Dr. Manoel Clementino de Jarros Carneiro. Ma-
na do Cenn de Barros Carneiro, Jo= Francisco
Carneiro, Tertuliano de Wclb Carneiro, Lucia
Mara t'uriieiro dn Annunciac^o, Frnncisca Mara
Coelb i, Francisco ile Pattla Perreira da Annun-
ciaco e seus parentes ;gradecem a touos aquelles
amigos e :is diversas corporacoes que se dignaran
acompanhar at o cemiterio publico o cadver de
seu piesado esposo, p^ii, irmao e cunhado, Luis
Clementino Carneiro de Lyra; e de novo Ihea
pedem um outro obsequio de issistirem a3 missas
de stimo din, que serio celebradas na sexta-fira
de abril, s 8 horas da m=iuhi, no convento do
Carmo do Recite.
bacliarel Manocl Cabral de Mello inunda ce-
leb ar no dia 30 do corrente, anniversario do fal-
leeimento de sua nunca esquecida esposa, Maria
de Jess Souza Leao e Mello, pelas 7 hor .8 da
manha, na matriz da Boa-Vista, missas por alma
da mes Ta fallecida, e para este acto de religiao e
carii:ade convida os seus parentes e amigos, con-
fetssndo s*- desde j agradecido.__________________
'

:.ra
Pao d'Alho
Jczuino Domingues Carneiro e D. Cmilia Fran-
cisca de Lomos agr.veceu todos os seus amigos
que se dignaram acompanhar ns restos mortaes
de sua idolatrada uiai, Aura Maria de Jess, e
de novos convidam oara assistirem as misas d#
stimo dia, queterao lugar na matriz desta cida-
de, do Erpirito Santo, s 7 horas da maulla d
dia 2 de abril prximo, e polo que desde j se c;n-
fessam eternamente agradecidos.__________________
Caixciro
Preeisa-se de um caixeiro ; a tratai na refina-
5ao ra de S. Sebastiao em Olinda.
CQRPO AGDEMlGO
0 PBOPRIETRIO OA
LIlilRII. FI.IUEM
Convida n Ilustrada corpo-
rago acadmica a ver no seu
estabelecimento o novo sorti-
mento de
OBRAS DE Df REITO .
estrahgeiras e nacionaes, in-
clusive os compendios, para
todos os annos lectivos, cujas
obras sero vendidas com
urna grande e admircwelre-
duego de
PRECOS SEM EXEMPLO!
9
CUSTA POUCO!
LIVRARIA FRANCEZA
mu imeii di iubh
FNDICAO GEHAL
ALLAN PATERSON ft C
N. 44--R i do Brum-N. 44
JUNTO A E^ f APAO DOS BONDS
Tera para vender, por pre^ mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSe.L de diversos tainanhoa.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varan das de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com sorra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 a 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 poUegadas de panadura
Rodas d'agua, systeata Leandro.
Encarregam-se de conoertos, e assentamento de maohimsmo e execui^m qaalqM
Irabalho com perfeicSo e presteza
I

y
'!



*
\
^
Diario de PernambucuTcrpa-fcira 30 de Marga de 886
Aluga-se barato
O 1. andarn travesa do Cnropello n. 1.
O armazn \ roa do Bm Jess n. 47.
A casa da na ao Visconde de Goyanna n. 79
A casa da tmvesa do Palacio do Bispo n. 18.
4 tratar no Largo do Corpo Santo g. 19, j an-
da-.
rl ug*a-se
x
a casa terrea i ra da Conquista n 9, caiada c
pintada, com bons commodos : a tratar na roa dft
Cadeia n. 60, ou Caminho Novo n. 91, padsria.
Aluga
-se
a loj- di sobrado ma a Hortas n. 140 ; a tra-
tar no largo da Alfandcga n. 4.
Alug-a-sc
O primeiro andar do pr.-dio n. 12 da ra de Mar-
cilio Dias, antiga Direia ; a tratar no mcsmo, no
2- andar.
Aluga-BC na Jaqueira uma casa pintada de
aovo coro commcdo.s para familia pequea, tem
otea, iniut,'.), bauheiro. cacimba, apparelho; a
tratar na ra do Crespo n. 25, loja de joias.
Ama para co_inhar
Na ra do Bem-fica
sitio que ficaem fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
urna mulber forra ou
ama de
escrava
cozinha.
para
Ana
Precisa-se do orna para cosinhar ; ra do Baro
da Vic'oria n. 9.
Ama
Precisa-pe le uma ama para cosinhar e lavar ;
oa ra do lirun n. 0, 2* an ar.
_H
Pncija se ie uma ima para o sfrvic interno
de n M de pouca familia : a tratar na ra
Velha n. 75.
Ao commercio
Nos ab; xo assignados declaramos que cm 23
do expirante dissolvemos amigavelmento a socie-
dade que gyrava nesta praca sob a firma de An-
tonio Francia o Areios C, o ex-
oco Arelas pago e satiifeii de seu capital e lu-
cros, e o cx-sccio Jos CoutiLho da MotU Fcrreira
de posse do activo da mesma c responsavel pelo
passivo.
Jos Cuutinho da Motta Ferrcira.
Antonio Pranoieco Areia.
Aluguel barato
Aluga-se aloja ra da Roda n. 17, com ex
celleiifc c-mmodos ; a tratar no largo do merca-
do n. 12. ____
PodAlho
Jwb Prxedes cm 1885 devendo ao major Jos
Carneiro 4:500*000. ao bacharel Marcolino.....
1:5003000 e a Francisco Maimone l.(XX\5000,
hypotln'f.'uu todos os seus ben.<, isto 6, seu enge-
nho Bclc, seus cser.ivose aninaes ao seu concu-
nhudo de uome Lapa, ncgociuute no liecife, e ar-
rendou dita engenho por seis annos, recebendo em
paga das rendas, lettrae, em que figura o sup-
posto credor hypothecario Lapa, como eacador, e
declarando em seguida na presenca de diversas
pessons inclusive Joo Maimone, o capitao Fran
cisco Jos de Barros Silva, ex collector deste mu-
nicipio, e Jos Joaquim do Carvalbo que estava
descansado e livre dos seua credores, pois tinba
l'.yp'.thecado tudoa os seus b- u c arrendado o Beu
engenho !! !
Scientes do expendidoos credores Jos Carneiro.
bacharel Marcolino e Joo Maim:no, estes pro-
pozcram-lhe a acgSo de assignacio de dez dias,
cujas appclluces interpostar pelo mcsmo Jos Pr-
xedes foram recebidas somente no effeito devolu-
tivo.
Feita penhora em uma safra de canoas, porcao
de atsucar e animaes de Jos Prxedes, este tendo
assignalo o auto do deposito, sem dar satisfacao
aojuiz moeu ns cannas, dispz do atsucar e dos
mais bens penhorados, cuj deposito assignou,
violando assim a le, pelo que propondo-se-Jhc a
acQo de deposito na forma do artigo 269 a 275 do
Beg. de 25 de Novcmbro de 1850, espera-so que
os sacerdotes da Justina nao cencedam habeas-
cerpua ao devedor Job Praxed. s, cuja detencao
pede-^e afin do ser pago o debit*.
Casa em Quipapa
Vende-se uma boa casa com inultos fundos e
quintal murado, tendo tres portas do f.ente, com
prateleiraa e balea, e no interior alguna utensi-
lios :e nadara tambem nm terreno do lugar de-
nominado Arelas daquelle termo : para nforma-
cocs e fru ir, cm Quipap coa o Sr. Honorio H.
de Souza Oliveir, e u i Seetfc o un os propreta-
rios Martina Capito ft C ra estreita do Rosa-
rio n. 1.
Cos nheira e copeiro
Precisa-so de uma boa cosinheira e de um co-
peiro ; na ra da Auroia a. 31.
A
Preoisn-se de urna ama para
prar no mercado ; a ti at:r na ra
(Corredor do Bispo) c. b'i.
cosinhar e eom-
de Riachuello
Carlos C.Tressc
16
Ama
Na prava do Conde d'Eu n. 7, 2- ar i.r, se pre-
cita de uma boa cosinheira, tara cita de peque-
a familia
Ama
Precisa se dp nma ama para cosinhar : i-a ra
do Mrquez do Hrrval n. 107, entrada peiu oitio.
Ama
Prceua-se de uma ama para casa de piuca fa-
milia .- a tratar na ra de Pedro Affonso n. 68,
antiga ra da Praia.
Ala
Precisase de uma ama de eosinha, para pouca
familia : na ra da Impcratriz n. 65, primeiro
andar.
a tratar na ra
Precisa-se de uma cosinheira :
da Imperatrir n 16, 1 andar.
Artista premiado rom as medalba*
de nierlto e a de prata
13 Ra da Matriz da Boa-Vista 13
Participa nos seus amico* e numerosos fre-
aezes, que de voltu de ma viagem ao Rio de
aneiro, acha-ss estabeleci lo na na e numero
! cima, continuando a ezercer sua arte, contando
com a confianc e proteccao que n'antes Ihe dis-
pensara, enearreg* se da fabricaco de qualquer
dos instrumentos cima, asiin como d3 reformar
e p6r como 'novos panos de quciquer autor, por
mai- difficil que sej i n enneero, ; ara este fim
manda vir de Pars amateiia prima de melhor
qunlidade expressamonte para seu tr.ibalhp ; con-
certa orgios de igreja, harin niuiip, realejos, acor
deons, concertinas, enixas 'e musicas e qualquer
objecto Je pbautasia- como bonecoe mecnanicos,
etc., etc. robriea eylindros para reahjos, eolio*
cando as musicas a contento dos pretendentes
(nico neste genero em todo o imperio), encarre-
ga-sc de afinar pianos em casas particulares, c
promette bem servir, quer rm perfeif&o de 6eus
trabalhoF, como em preces commodos, aos que o
honrar com sua confianca, ptlo que s se respon-
sabilisa pelos trabalhos feitos em suas officinas.
Na mesma casa compra se pianos usados, em qual
quer estado, paga-se bem
Ama
prar
Preciss-se de uma ama para cosiuhar e cora-
na rna nova de Santa Rita n. 49.
iassc-iartras
Tambem fabrica passe parlona pata retratos,
desenhos, paiaagens, etc., rt:, de qualquer taina-
nho e gosto, desde o mais simples, do que ha de
melhor.
GASAf E LII
\os4:000$000
i-.oooiooo
Pra^a da Independen
cia ns, 37e 39
n
O abaixo assignado vendeu entro os sue
felizes bilhetes garantidos da 45a lotera
a aorte de 100t om 4 quartoa n. 3663,
alm de outraa maitas de 32^, 1G(5 e 8.
Convida os posauidores a virem recebet
aem descont algutn.
Acham-sc a v.nda os felizes bilhetes
garantilos da 46a parte da lotera a benetici)
da igr. i i do Livri uento desta cidade, que
se extrabir ao dia 1 de Abril.
Bilhete mteiro 4^00('
Meio 2^000
Cuarto 15000
! ^or^o de 400,30 par
cim.1
Bilhete inteiro 3)5500
Meio WU
(uarto 875
Antonio Augusto do Sant Pcrto.
O Erro do Imperador
E
O Eclypse do abolicionismo
Acaba de chegar para a agencia geral & obras,
por assignatuia de oares Quintas i C, a Praca
do Cooselhriro Saldanha Murmho (antigo Largo
da Matriz de Santo Antonio, n. 4).
Preqo 300 ris cada um
f
Juaciuim Pinto Lapa
Jos Sr ares Lapa, Antonio Pinto Lapa e sua es-
posa, Jos Pinto Lapa e sua esposa, tendo rece! ido
; a dolorosa noticia de ter fallecido em Portugal o
' seu prezadissitno e dedicado lio Jeannim Pinto
, Lapa, man tam rezar urna mi"sa por alma do fina-
do, na igr.ja da Madre de Deus, as 7 horas da
manila de terca-feira, 30 do corrente ; e para este
acto peden o comparecimen o de seus parentes e
, amigos, ecm i tambem os do tinado. Desde ja an-
tecipam 0 seu eterno ro-onheciment por este acto
da sacrosanta religia > di Calvario.
Por 0^000
Aluga-se o 2o andar da capa ra de S. Jorge,
antiga no Pillar n. T'J, coia bastantes commodos;
tratar na ra do Crespo n. 17, loja.
RODA DA FORTUNA
200:000^000
mm as moas
PREP0S EM P0R(?A0
Dczcnas..... I0$000
Vigcssimos .... 11000
EM BETALHO
Dczcnas..... 1I|000
Vigsimos .... I|I00
CORRE TODAS AS TERCAS-FEIRAS
-BA liABfiA OO B08ABIO-e.
Pensao Acadmica
Com um curso do direito natural e ro-
mano
Sol li dlrec^o
no
Bacharel Asscnso Mas-
carenhas
Mensalidade 0000
Pagamento adlaniado ||
Ra da Impetatriz n. 15, segundo andar )_)
Criada
Prec ea-se de uma criada que compre e cosinhe
para casa de pouca familia : na ra do Baro da
Victoria n. 16, 2- andar.
Armadlo c caixeiro
enie-sj ama arraaclo de amarello, moderna
propria para qualquer estaielecimcnto ; assim
como algumas miudezas e calcados, e aluga-se a
ca sa, tendo comicodss par* grande familia, sotao
repartido e n.uito fresco, na ra da Iinperatnz n.
76. Tambem precisa de um caixeiro para arma-
zera de sal, preferin io-se o que tenha estado na
ra Imperial
^JTiitla iSL ~
Recebemos neste ultimo vapor voadores para
meninos aprenderem a andar, assim como, diver-
ges obras de Viuie.
Cade i ras
Cestas de diversos tamaitos para conpras.
Balai '8 para papel.
A&safates
Condenas.
Roupeiros.
Sementes de hortalicas c fljres, amores perfei-
tos e diversas quaiidadea.
Vcio tambem o especial bacalho de Noruega,
pesando cada um 6 libras: em casa de Pocas
Mendes & C.
Rna estreita do Rosario n, 9, junto a iqreja
Vinho verde
Vinho verde, inicio, puro, de superior qualidade,
em barra de quinto; ven lera Cunha Irinaoa & O-,
ra da Madre Deus n. 34.
O 48 dn ra Duque do Casias est vendendo
fazendag pej menos 35 '/o de **a valor.
Yer para acreditar
Setins macios de 1*400 por 800 ris o covado.
Merinos oretos de l, 1*200, 1*400, 1|6C0
1*800 e 2* o covado.
Fetineta prta a 500 e 600 ris o covado"
Ditas de cores a 400 re. o covado,
FustSes brancos e de co 68 a 400 e 500 n. o
covado.
- Sedas do listras de corea do 2* por 1* o co-
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs o covado.
Mariposas fias de eores a 240 rs. o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Linhos escossezea de todas as cores a 240 ris o
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. d covado.
Manteletas de seda Fichus a 2f, 4* c 6*.
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de qua'ro largurac a 1*200 a vara.
Atoalhado de linho bordado k 2* a vara.
Collannhos e punhes para senhora, modernos, a
2*000.
Brim pardo liso de 300, 490 e 500 rs. o corado.
Toalhas velpudas a 4* e 6J a duzia.
Ditas, alcoehoadr.s de 20* por 12< a duzia.
Cobertns lorn.ds a 2*800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*500 uma.
Casacas de laia bordados, modernos, 19*.
Dame co do algodo de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30{0()0 a duzia.
Madapolao casca de ovo e pelle de ovo a 6*500.
Enxovaes para baptisado, novidade, 9$.
Tiinoea para menino, boidados, 4.
Chapoi de sol de eeda para senhora, de 16*
por 8*000.
Meias para homem e senhora, de 3*, 4*, 5* e
6*000.
Redes hamburguesas, 10$.
Colchas a 1*800, 5, 6* e 7*.
Verbutinas di todas as cores a 1* o covado.
Cortes de casineta a 1* e lg&00.
Ditos de casemira c 3, 4, 5, 6 e 7*.
Lencos nba'.nhados com barra a 1*200.
Camisas do irei i a 800, 15. 15500 c 2*
Casemira de cores de duas larguras a 2*.
Crtes de casemira para vestido de senhora, de
40* por 20*. birntifsimo.
Zefiros lisos a 120 r?. o covado.
Cambraia prcta pira forroa lg200 a peca.
Taverna
j Fustes de se ti neta a 500 rs o
corado
Na ra do Mrquez do Hervat n. 141 ae dir Alheiro & C. rna da Impcratri ven-
quem vende urna taverna bem localisada e bem dem um bonito gortimento de fust5es brancos pelo
afreguezada, propria para um homem solteiro por baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
conter um bota aotao. O motivo da venda se dir getinetaa lisas, tendo de todas aa corea a 500 rs. o
ao comprador._______________________________I ^y,^ na i0ja da esquina do becco dos Fer-
reros.
Cabriolet
Veide-ae por baratisaimo preco e em muito bom
estado um cabrio|ot de dous assentos, quatro ro-
das e arrcios para um cavallo ; a tratar na co-
eheira do Candido, ra da Roda.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este ezcellente Whisky Sscessez preferive
ao cognac ou agurdente de eanua, para fortific
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu Iheres armazene
nolhados.
Pede ROYAL BLEND mares V1ADO cujo n<-
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BROWX8 fx. C, agentes
Fazendas brancas
Arrenda-se
um exeeilente sitio juatc da estrada nova do Ca-
sanga, lado do snl. tiitio da Palmeira, citacao
Bomgi, tem 600 palmos de frente e 2,400 da fun-
do, boa casa de viveudu, uma liuha de quartos ao
umuiidui] utitiuiacs
A #500. .1*000 e 8*500
32= Loja a ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimeuto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e.pannos de linho como de algodao, pelos
! baratos procos de 2*500, 3* e 4*, sendo fazenda
| muito melhor do que as que veem do estrangeiro 6
j muito mais bem feitas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
: se manda fazer por encomm?ndas, a vontade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatria n.
3', de Ferreira da Silva.
Ao 32
Nova loja de fazendas
S9 Rna da Imperatriz = S*
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
deitavel publico um variado sortimento de lacen-
as de toi..s as quaiidadea, que se vendem por
procos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para honiens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre altaiate e completo sortimento de pannos finos,
caaemiras e brins, etc
Pinho
A
eriga
Vende-s> em casa oc Matneus Austin & C,
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
qualidade e diversas dimensoes.
anao o
VENDAS
Vende se a taverna ra nova
Rita n. 3 ; a tratar na mesma.
do Santa
P
iuu u al
Em vista dos grandes propressos da idea do que
lado, com alpendre, cousa aprasivel, campos para se gloriam as caoe3 civilisadas, o eommcrcio
gado e plantacoe i, tem cacimba e pocos pvrina- deve acompanhar cese progresso, visto que elle
nentes ; a tratar na ra do Bom Jess n. 1. o maia poderoso elemento do engrandecimento das
: naeoes ; em /ista do rno nnnnneiam
________^. : MARTN CAPITAO & C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quace, os annuncisntcs tecm sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueses. Lembrainos, pois, o proverbio :
Qucm nao experimenta, nao saVe.
Vrnbdm ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Mcnier.
Dito do Maranho.
Fructos seceos, como :
l'nssas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionucs.
Do.-e de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Sementes novas de hortalicas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
SO' AO NUMERO
4o rna da Imperatriz = 4o
Loja dos barataros
Alheiro & O, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABEIi :
AlgodaoPecas de algodozinho com 20
jardas, pe'os baratos precos de 3*800,
4, 4*500, 4*910, 5J, 5*500 e 65500
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at 12*000
Camisas de mcia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc is e cruas, de 1* at 1*800
Creguella franceza, fazenda muito cncor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
c-.ronlas, vara 400 rs. e 500
Ceron'aa da mesaaa, muito betn feitas,
a 1*200 e_ 1*500
Colletinhos r'a mesma 800
Bramante francez de algodao, muito en-
cornada com 10 palmos de largura,
metro 1*280
Dito de linho inglcz, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 208CI
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones c chitas, claras e escuris, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mai delicado no
mercado, r>. 200
Tolas estas fazendas baratissrras, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquin > do becco
dos Vrreiros
Algodao enfestado pa-
ra lencoes
A 90o ra. c lSOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da oa-Vista
algodao pira Iicoea de um s panno, com 9 pal-
mos de largura 900 rs., e dito com 10 palmos a
lpOOO o metro, assim com dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos de largura a i*200 j como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o ;->7.
38Roa da Imperatriz-31
Loja de Perra da Silva
Neste estabelecimento vende-se aa roupss abai-
xo mencionadas, que silo baratissimas.
Palitots pretos de gorgorito diagonacs e
acolchoado3, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados 7*000
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem feitos e forrados 10*000
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12*000
Ditos de flanella azul, sendo inglesa ver-
dadera, e forrados 12*000
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encapada 5*50t
Ditos de capemia de cores, sendo muito
bem feitas 6*5G
Ditas de flniella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas S*00C
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*000
Oeroulaa de gn-guellas para homens,
sendo multo bem feitas a 1*200 e 1*600
ColletinhoB de greguela muito bem feitos 1*000
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meias cruas e collarinhaa, etc
Isto na loja aa *ua da Imperatriz n. 3i
Riscados largos
a 500 rN. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
riscadinhos pr-.prios Dar roupas de meninos *
vestidos, pelo barato pr. co de 200 rs. o covado.
en do quasi largura de chita franceza, e asi'
Taverna
Vende-se uma taverna bem afreguezada, n'um
dos melhores pontos desta cidade, o que a torna
muito recommcndavel ; a tratar na rea do Amo-
rim n. 66.
Engenlio Recanto
Vende se ou arrenda-so o engenho Recanto, si-
tuado no termo de Serinhcm, moente e corrente
d'agna, com boas trras, etc. ; f. tratar com Ma-
noel Ferreira Bartholo, ra do Bom Jess u. 6. ; Ditos da Pigueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vcrmouth, etc.
Na ra do Rangel n. 58 se dir quem tem aro- Licores de todas as quaiidadea.
lices geraes e prouinciaes para vender. Champagne.
----------------------------------------------------------- Cervej. de diversas marcas.
V GDUC"SC Araruta fina em pcotes.
Cha verde e preto.
o hotel Dous Irmaos, na ra do Bem Jess n. 23. Dito per ola.
Apolices
cictro. Isto na h ja de Alheiro ce C, esquina
do becco dos Ferreircs.,
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1800 e 2* o covado
Alheiro C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E'pechiucha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
sparillhos
Na loja da rna da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartdhos para senhoras, pelo preco
de 5*000, assim cuno um sortimento de roupas
de casimira?, brins, etc isto na loja da esquina
do becco dos Ferr' iros.
CASEURAS INGLEZAS
A 2*800 e 3i o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven luja de fercira da Silva ra da Imperatriz uu
dem um elegante sortimento de casemiras ingle- mero 32.
padrocs mais deli-
do,e ditas rs curas a 240 rs., pechincha : a,
loj* do Pcreira da Silva.
FuNien. Netitietas e laz.inlia a SO
rti o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-a
' um grande sortimento de fustes brancos a 000
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-corea,
frzenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade.
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj*
do Pereira da Silva.
Merinos pretOM a lt
Vende-se merinos pretos de duas larguras par*
vestidos e roupas para meninos a 1*200 e 1*601
o covado, e suoenor setim preto para enfeites a
\ 1*500, afsim como chitas pretas, tanto lisas come
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs. ; na nova
zas, de duas larguras, com o padrocs mais
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gain de mandar fazer costumes de casemira a
0-, sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
grande pecb ncba ; na loja dos barateiros da Boa
Vista.
Este hotel muito afreguezado, tanto pelos na- Especialissimo matte do Paran, em p.
c naes como pelos estrangeiros : trata-se no Aiud- ma s :
Ovas de peixe.
mesmo com o proprietano.
Taverna
No largo da Assembla n. 17, veade-se uma
taverna bem afreguezada, tanto para a praca co-
mo para o mato, e o motivo da venda se dir ao
comprador.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
j porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
I po de toque de mofo, pelo barato pr'co de 320
j rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a lOO rut. a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
I borda Jo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
Formicida capanema (verdadeiro) para extinc- ; co de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
co comy'eta da f rrniga saura. Vendem Mrtir.- dns, por bg, aproveitem a pechincha ; na loja da
Capitao & C. ra estreita do Rosario n 1. esquina do boceo dos Fvrreircs.
Sardinhas de Lisboa em Saimoura.
Vendem Martina Capitn t ''., ra estreita de
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Algodozinho franco, para leurei
a ooor-w.. lie i$ZOO
Na loja da ra da Impcratri;; n. 32, vende-se
superiores algodanzinhoB frauc 'z s com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lencoes de um
s panno pelo barato preco de !(00 rs. e 1*000 c
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro largura*
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na lojs
do Pereira Ja Silva.
Ronpa para meninos
A Ai, 1*500 e G*
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, a*
vende um variado sortimento de veataarios pro-
pries para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nita curta, feitos de brim pardo, a 4*C00, dito*
de molesquim a 4*500 e ditos de gorgorito preto,
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; ns
l.Ja do Pereira d i Silva.
LOTE
DO
EXTRACTO NO DIA 3 DE ABRIL
NTRAN
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tirar _!o:ol $>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23, e mais cazas do costume.
COMEA 3 DE ABRIL DE 1686, SEM MLTi.

*"^

i-.










Diario de PornambucoTepfa-feira 30 de Mar^o de 1886


LITTERATBR

OS FILHOS
r>o
POB
5UAHTA PAHTS
As grutas d'Bretat
( Continuadlo do n. 71 )
LVI
OS TRES AMIGOS
Bello disserain os outros dous.
E o tres dignos amigos, atravessaram a
multidSo, deixaram a praga do mercado no
momento em qne o fnebre cortejo prin-
cipiava a apparecer. De bracos dados,
descerara a ra, alcangaram o porto, de
l dirigiram-se at ao mar o pararam no
local em que boje est urna casa de ba-
nhos, ieto ao p dos penhascos.
Urna embarcagao amarrada se balouga-
va sobre as vagas. Sem iuvida a embar
celo partencia a algum dos girianies ;
porque sem hesitar entraram no mar.
Saltando uns aps outros no barco, des
marraran o cabo, armaram os remos e
pozerara a proa na direccao de Etretat
Temos urna hora de ayango ol
you Mathias remando com vigor.
Nao muito, respondeu Sulpicio ;
mas sufficiente.
A minha opinSo, ajuntou Jehan da
Forca, se forraos bom succedidos na
nossa empresa, dirigir-nos-heroos para o
Havre sem voltar a Fecamp. O tempo es
t bicudo para nos ; o depois quem sabe,
La Chesnaye, uando se vir cam a corda
na garganta, pode, por divertmento e para
demorar um pouco o ostente fatal, fazer
algumas pequena3 revelagSes : e.. ess"
velacoes tal vez nao fossem desagrad
E' l disso Jehan levantando o seu viam acreditar na realidade fabulosa
reme, que aoabava de encontrar n'urna se jipresentava parante elles.
onda urna resistencia solida, que ser is
que
obser
essas
a
velacoes
veis.
E' possivl!. disse Mathias.
Einquanto que no Havre... estare
moa tranquillos.
Podemos de l passar Bretanha. ..
E reunir nos quadrilha dos Guille
r l i a i
Famosos horaens exclamou sul-
Eu gostava muito de La Chesnaye !
Eu prefiro os Gnilleris, disse Jehan
eas tora sentencioso.
Porque ?
Porque La Chesnaye est j morto ou
pouco lhe faltar, e os Guieris esto vivos
e livre8 !
_ E' rasoavel disse Sulpicio, mas at-
tencSo... vigiemos os penhascos!
Os tres homens cessaram entao a sua
converaagao amigavel, e sempre reman-
do com activdade, exarainaram es pe-
nhascos .
Chifres do diabo! disse de repente
Sulpicio, eis urna ponte...
E Sulpicio designou com o gesto urna
ponte do penhasco que saia fra, e estiva
por cima do barco.
Bem \ disse Mathias :
Bem a fenda deve ser ahi... di-
reita... parece me !
Mathias e Jehan levantaram o nariz (que
arece-nos nao era dos raais pequeos) na
direccao indicada, e franzirara os olbos pa-
ra verera melhor.
- Urna fenda debaixo da minha mo !
disse o primeiro.
Nao vejo, ao contrario, senao um ar-
queado do penhasco! ajuntou Jehan.
Eis o que muito disse Sulpicio.
Comtudo, estou certo que me nao engao.
Approximemo-nos do penhasco, disse
Mathias, Talvez nao estoja a gente bem
enllocada para ver.
Oa tres homens dirigiram o barco para
trra.
to?
Urna corda! exclamou Mathias de-
brugmdo-se na borda do barco.
Urna corda com nos ajuntou Sul-
picio .
Eh I ainda mag | a corda est presa
ao penhasco !
j E' ver^ad ...
O barco esteva effectivaraente no local
em qus havia a abertura do Penhasco, an-
tes que Reynold aeompanhado de Cama-
lero puzesse em moviraento um certo ma-
chinismo, e tivesse tapado essa abertura.
A corda, cortada por Marcos, cahira no
mar com a chusma dos giriantes que a el-
la estavam agarrados; mas passada n'uma
argolla de ferro presa em baixo ao penhas-
co, fora retida no meio, e os n de metal
collocados uns aps outros, embirrando na
argolla, impediram na de escorregar de
todo.
Eu bem dizi que estevamos en
trada das grutas exclamou elle A pro-
va, eis a corda que servia de communica-
gao.
~ E, ajuntou apressadamente Mathias,
como ella se nao levantou, isso nos prova
que ninguem, depois da nossa sabida, en-
trou as grutas.
Mas eu nao vejo a abertura! disse
Jehan.
Nem eu I disse Sulpicio.
Nem eu repetiu Mathias.
lima ideal disse Jehan tomando a
palavra depois de um momento de silencio
empregado n'uraa inspecgo minuciosa dos
lugares; se um de nos subisse por este
corda.
Approximemo nos !
E Mathias obrigon o barco quasi a tocar
a base do rochedo.
E vou subir disse elle.
Esperem I exclamou Sulpicio.
Mathias, que se approximara j da corda
e Jehan que ia fazer outro tanto, volta-
ram-se.
Sulpicio estava deitado sobre a borda
do barco, e olhava para dianto para urna
excavagao feita pelas ondas som duvida,
ao p do penhasco.
- Que ha entilo ? perguntou Mathias.
Olhem I
E sulpicio, obrigando seus comp^nhei-
ros a abaixar-se fez lhes aperceber urna
pequea praia.
Qupi isso? disse Jehan.
Varaos ver I respondeu Sulpicio.
O barco, impellido para a excavagao
enlrou na areia.
Urna caverna I exclamou Mathias.
O barco parou.
Est escurissimo, observou Jehan.
Espora disse M-ithias, temos na ca-
noa um arente. Passa-me o fusil, eu vou
accende-lo, emquanto que Sulpicio amarra
o barco a urna das pontas do rochedo.
Jean deu o seu fuzil a Mathias : Sulpi-
cio atou slidamente o barco com a ajuda
Depois Mathias enterrou o archote n'us
buraco do rochedo, e todos tres se precipi-
taram do urna vez : um cabrado no centro
dos rubis, dos diamantes e das esmeradas
em que enterrou os bracos at aos coto-
vellos; o outro andava sobre o ouro : o
terceiro levantava. ajaos cheias de dia-
mantes.
Todos tres gritavam, uivavam, quasi
choravam : todos tres estavam ebrios pela
vista deasa riqueza incrivel, todos tros sen-
tiam vaoillar-lhe a razao no cerebro.
Durante alguus instantes, parecia que
um ataque de apoplexia ia succeder a este
delirio, e que a raorte, provocada pela ale
gria, ia fas?r tres cadveres desdes tres
homens loucoa de felicidade.
Para a canoa! gritaram elles.
E levantando com phrenesi tudo o que
cada um delles podia levar, principiaran!
urna rpida pilhagem, fazendo rolar no
fundo do barco ondas de riqueza.
Pobres loucos I imaginera os leitores:
elles corriam do barco para a caverna e
desta para o barco, abaixando-se a apa
nharem alguraa das pegas que no caminho
cahiam ; esta desenvoltura era acompanha-
da de rugidos parecidos cora os dos ani
maes selvagens despedagando urna presa.
Era urna activdade phantastica, um
emprego de forjas incrivel, urna agiidade
ie que nada pode dar idea. N'um abrir e
fechar de olbos o barco ficou chcio de dia-
mantes, esmerald s e dinheiro, era exac-
tamente parecido cou um barco carregado
de areia.
As bordas do barco enterravam se no
mar que parecia prestes a invadil-o, mas
os giriantes continuavam sempre e a febre
dada pela posse desta riqueza incalculav fazu-lhes esquecer todo o sentiment de
prudencia.
Finalmente as caixas preciosas estavam
quasi despejadas... Ainda uraa viagem e
todos os thesouros, os thesouros dos La
Chesnaye estariam no barco dos giriantes.
Os tres bomens, curvados para o solo, jun-
tavam o resto daquellas incalculaveis ri-
quezas, depois todos tres, levantando-sa
apressadamente, dirigiram-se para o barco,
mas no raesmo instante o archote, vacil ai-
do na anfractuosidade em que o tinha col
locado Mathias. o archote cahio e apa-
gou-se.
Os tres homens
do uraa corda, e Mathias accendeu o ar-
chote.
Os tres homens salteram ao mesmo tem-
po para o pequea praia o deram alguns
passos para diante ; mas todos tres passa-
ram, por um grito de admiracao chi.io de
todos os sons de surpreza, de alegra e de
delirio.
LVII
O LOUCO
A luz do archote, levantado por aquello,
que o trazia, acabava de esclarecer a es
plendida cova contendo os thesouros dos
tres irmaos.
El Kebir, oh>So que guardava o thesou
ro, nao estava na caverna.
Sulpicio apanbou os fragmentos dos
O8sos humanos espalhados aqui e all; erara
os restos de Camaleao
Um momento os tres giriantes se olha-
rara como para perguutir so cada um del-
les nao era victima de um sonho, o se do-
F0LHET1H
ANGELA
POR
SiV.K. 11 IttSMPIJ
( Continuas i1 o do n.
IV
71 )
Nao sabemos absolutamente nada,
responderam os passageiros.
Nem patavioa.... asseverou Osear
Bigault.
Depois, accrescentou, seguindo os com
panbeiros que se dirigiam para a porta :
Por fin de contas, patueco. U-n
accidenta, talvez mesmo dous, n'um trem
qne me traz para Pariz. Eu c sou su-
E sto de ve-me dar fclicidade.
E p'trou para accender un desses cha-
rutos que os garotos de Pariz bsptisaram
com as alrunhas variada* : soatellas, solt-
ado, infectados, tncoentimados, et-..
Einou.'iito se p-issava o que precedo, e
mais rpidamente do quo o contamos,
senh ra. cuja dr eauaava do, trema por
todo o carpo >- chora va.
Como se 6ustivee apoma e parecesse
estar quasi a desfallecer, foram obrig.dos a
ir-lhe Du- ruina cadeira para se sentar.
Pjt amor da Deus, minha senhora,
tranquilli? so, socegue disse lhe o ehofe
da est.cao. Crea que tudo se ha do ex-
plicar. Tenho que coinrgir nra inqu-rito,
e todo o sanguc fiio me indispensav 1.
- h pros-guio ilizeodo a oous empre-
ados :
V iiimfldiHtAraente prevenir o com
nissario do gavorto, o cominissario esp
cial de polica c o mlico .c servico. V
depre;; !
i om ciuprog,d'is atast-iram se a |> sios
Dig apr> pie o eominiaaarij do
gavera liscal di Estado.
O eotOUiM^rio especial de polica dos
caminhjs de ferro, pelo contrario trata dos
delictos de dir to cora mam e dopende aa
prefeitura de polica.
O olhar da desgrasada mai, quo rech.
inava a filha, nao podia desviar sa do com-
paitimetito, onde se achava o c<-davor en-
saoguentado do horaem assassinhdo, e onde
sua iilha se tinha assentado.
Uraa especie de delirio, fcil de cora-
prehender, lia-se lhe nos olhos o trahia a
terrivel daordem das suas ideas.
O chefo da estacao ordenou :
Desprendara este vagilo c fagam ma-
nobra para o retirar da linha e sobre tudo
que ninguem enfie no compartimento sera
que chfguem o comraissario do governo e
o commissario especial de poli a. Fcch m
a porta Magloire, actrescentou elle diri
grado-sc ao chefe de trem, v fazer o seu
relatorio e volte irainfidiatam"Uto. aqui...
Sim, Sr. inspector, respondeu o che-
fe de trem, dirgindo-se para um dos es-
critorios.
As ordens quo acabavam de ser dadas
foram executadas sem perda de tempo, o
os homens da turnia empurraiara o vagto
designado para ura desvio.
O chefe da estaglo, depoia de ter segui-
do cora a vista o 'r.iballio dos sus en.pro
gados, approxiraou se da senhora.
Pare :ia accoinmettida do lounura e repe-
ta, de segralo em segundo, cora voz bai
xa c raonotona :
Minha tilha.. Onde est minha fi-
lha ? Entao, nil.i pode;n dizer o que toi f i-
to de iutilia tilha ?
Infeliz lente, minha senhora, nao me
p'i.ssivel responder. Posso afirmar lhe,
co tudo, qu" nao ha motivo para dea s-
perar As cou^as raais aeouprehensivwia
e algumas vizes as mais inquietadoras, ex
plicain so qunsi sempre por modo natura
lissimo. N ida nos prova quo nito haja
engao a respeta 'la senhora so iilha.
Engao I rpetio a pjbre mai. Como
po8sivc| um engao, senhor ?
Entilo, porquo nao ?
N3o di>s'rnii quo ininli i fiia, leva
da etacao de Larodie pela Sra. Fonta-
na, tiuha rUtrado no tre.o, qu o vtgo das
senhoras eU* cheio e que tinha tomado
log r no com partimento ou loso, acha o cor
po d iqucllo h'.iuoai assassina lu ? Nao cu
vio tu > bem isso, oo uo eu, hcuIlt ?
O .h.fe iIh ostao.^o, de si nos no p. ui
tranquil!., eattVM on.br.(Jado p .ra re-poo
der lhe t: procurava, s;m odiar, p^Iars
tranquillisadoras, quamie um sou ajudant
com a cara traiiotoinaia sabio do escrip-
torio do tdegrapho e correa para elle.
encontraram urna subi
da all aonde julgavam encontrar vacuo.
Todos tres deram um grito
O arohote I o archote! gritou Sulpi-
cio deixando escapar os ltimos despojos
que levava para se precipitar at ao lugar
em que rolara o pedaeo do archote.
O barco I o barco I gritou Jehan.
\onde est elle ?
- Chifres de Belzebuth aterra tre-
me disse ao mesmo tempo Mathias tre-
mendo.
Amia nao tinha acabado estas palavras
quando se ouvio um ruido.
Sulpicio apanhara o archote e accende-
ra-o.
Esclareceu tudo... os giriantes ficaram
assustados.
A praia j nao existia... o barco des
apparecera, e alli aonde ba pouco se va o
mar elevava so urna parede na qual havia
urna ports.
Os tres homens levaram ao me sino tem-
po a mlo fronte, julgando-se deudos.
O barco! o barco! gritavam elles
com desespero.
E todos tres se encaminharam para essa
porta, esperando encontral-o alli na aber-
tura desapparocida, mas nao encontraram
mais do que os degros d'uma escada su-
bindo para o andsr superior.
Sem saherom o quo faziara, levados pelo
nico desejo de recuperar as riquezas, ob-
jecto da sua pilhagem, subiram d'um pulo
esses degros que se aprsente vam diante
delles e enoontraram-sc de reponte no meio
d'uraa vasta gruta, uo centro dos barrs
collocados era redor delles.
As grutas 1 exclamou Sulpicio.
\s grutas I repetirm os outros dous
estupefactos.
Ainda elles dous trabara voltado a si da
surpreza quando retioiram a seus ouvidos
alguns gritos, e antes que elles tivessem
podido comprehendo' d'ondo provinbam
esses gritos, urna mulher se precipitara
para elles.
Esta mulher, com os cabellos em des-
orden, os fatos rasgados, o torror pintado
no rosto, era Catbarina.
A mim! aoccorro! defondam-me I
exclamou ella cahindo aos ps de Sulpicio.
Mita 1 mata gritou no mesmo ins-
tante urna voz rouca.
E mestre Eudes, com o punhal n'uma
mao, ura archote na outra, fez irrupcao na
gruta pela galera baixa quo os noasos lei-
tores j conhecem.
Aps elle corriam dous homens, Mercu
ro e Ricardo.
Os tres giriantes ficarara iramoveis mn-
dos do surpreza desta s::ena inesperada.
Catharna levantando-se poecipitadatnen-
te e repellindo-os cora energa, precipitou-
se para a escada que coramunicava com a
caverna e desapparoceu logo as profun-
dados do penhasco.
Nao escapar I gritou mestre Eudes.
Fiz girar a mola Toda a passag*m est
destruida !
Mercurio lancou-sa entre o velho e a
abertura da escala secreta.
Nao a matar I disse ello.
= E' necessario que ella morra, gri-
tou o velho. Minha filha, est morta...
necessito do sanguo para concluir a minha
obra... A eternidade.. a mira os espi
ritos elementales. .. Satanazl Satanaz!
a minha alma em proco do tratado...
aceito... mas quo ella morra. .. a sua
morte resgater talvez a minha vida !
Nao a matar 1 replicou Mercurio,
Catharina aioda nos p.le servir.
Mate mata I repeta mestre Eudes
com gritos que nao tinbam nada de hu-
mano.
Est doudo, disse Mereurio.
Est louco, repetio Ricardo.
Os dous horaens tin liara razao : o velho
estava louco.
Logo depois da sua partida precipitada
da Casa Ver m" I ha, Mercurio o o conde ti-
nham se lanjado, ura levando mestre Eu-
des, o outro levando Aldah, haviam cha-
mado Ricardo na passagem, depois tinham-
se mettido na caixa com a ajuda da qual,
viraos mestre E des, R^ynol I, Ricardo e
rio forjas mais cousi lora veis do que aquel-
las de que ella podia dispr para abrir
essa fenda. A que dava para o poco es-
tava igualmente imprticavel.
Nao havia meio algum de chegar at ao
thesouro ; havia so o indicado pelo Ricar-
do ; mas para se servir desse meio, era
oecessaria a ajuda do velho, pois que s
elle cenhecia o segredo de fazer mover a
mola.
Ora, o thesouro ora o que quera Mer-
curio. Tema, cora razao, urna pesquiza
do prebostado, e ello pretenda salvar as
riquezas se fosse obrigado a fugir.
O conde de Bernac, 'sse, nao parecer
at entao prestar a menor attengao s per
guntas ancio3as dirigidas por sea irm3o a
mestre Eudes e a B rnac.
Completamente absorto pelos cuidados
que prodigalisava a Aldah, parecia nao
ter mais do quo ura pensaraento: o de
chamar vida a joven desmaiada pela
porda do sangue que sabia a jorro da sua
ferida.
Rasgando os seus factos, fizer.i tiras com
as qui.es pensava a ferida.
Com urna habilida le e destreza maior
do que as dos mclhores crurg5es da po
ca, o conde estava oceupado em fazer pa-
rar a corrento do sangue e, estendendo o
corpo de Aldah sobre um banco, na proa
do barco, examinara com att^njao escru-
pulosa a ferida pela qual aweacava esca-
par-ae vida.
A brisa era favoravel, a embarcaao
navogava vela ; Mercurio governava o
barco e Ricar lo vigiava a manobra.
Finalmente o saegue estancou, e o con
de, depois de ter sondado a terida, com
urna pequea hasto de ouro que tirara de
uraa especie de estojo, deu um suspiro de
satisfaco.
Nenhum orgo vital foi affectado,
disse ello a meia voz. Ella poder vi-
ver.
Era neste momento que Mercurio, tre
mondo de raiva e colera, se esforgava,
mas em vilo, para fazer fallar o velho.
Chifres de Belzebuth I exclamou elle
deixan'lo o leme ; chifres de Belzebuth !
Ests louco, Humberto I
Que tens? pe^guatou framente o
conde do Bernac ievantando a cabega.
O que tenho ? gritn Mercurio. Tu
aioda o p -rguntas ? Nada tens entao ou-
vdo do que acabo de dizer ? Que oceu-
paste e.n peasar a ferida dessa mulher
quando o perigo est immnente ? NSo
as duas jovens olevarom-se dos penhascos \ podemos entrar as grutas A3 fendas
at to pateo da casa. 0u aberturas estilo tapadas, at a do pogo !
Desta vez todos cinco tinham descido. I E' verJado disse o conde olhando
O condo d.'swtara as corrent:s para impe- j 8eu rmao ; mas existe urna terceira aber-
dir quo os seguissera, e as correntes, aban-1 tura praticada raesmo ao p do penhasco.
donando a caixa chegada ao destino, ti-j __ Sabes sso com certeza? perguntou
nham subido ellas proprins enrolando si' Mercurio a Imir.tdo.
Trazia na mao urna folha do popel.
Sr. inspector, disse elle, a presentan-
do o papel ao chefe. Um telegramma de
Saint Julien du Sault... Um accidente na
linha. Teuha a bondade de ver.
A senhora, quo segundos antes parecia
nao poder suster-so, levantou se de ura
pulo.
Um accidente, clamou ella. E' de
minha tilha que se deve tratar. L"ia I
lea depressa.
O ciicfo da estigao tinha agarrado no
telegramma.
Pusjou-lhu os olnos por cima e fez-se
milito pallido.
Estou engaada, senhor I Proseguio
cora desespero a mai. Estou engaada?
Re-p rilame.
Nao, rainha senhora, nilo est engi-
nada. Trata-so ap-nas de ura accidente.
On Nilo rae esconda nada, senhor...
Prefiro saber tudo. A incerteza mta-
me. Minha filha est moribunda, nilo
verds ie ? Talvez morta.
Alfi.ngo lhe que nao, mioha senho-
ra. Ferida nicamente e de maneira que
talvez nao soja perigosa... Demais, lea
mesmo a senhora.
O inspector chefe da estacao apresentou
o telegramma a mili delirante.
Esta nao o recebeu, arrancou-lh'o an-
tes da mlo e devorou o tdegrammi.
Sabemos o"iO teudo ^esse despacho te-
Icgraphi so.
acontrala em frente do .narco kilo
metric > 131 >uire Saint Julien du Sault o
V:lleii' ttvu ser Yonne o corpo inanimado
de urna mu; i ii-rida na cabuya o entrada
no expresso em L iroche as quatro horas c
ia -cota e oito minutos.
u O chefe da estacao Lundry.
O i orpo da desgragada mai trema todo
como o dos febricitantes nos campos do Ro-
ma.
Ferida, balbuciou ella, minha filha
f-rila. Ej Saint Julien du Sault. ..
Oii m. u Deus... Mcu Dous... A e.ta
hera tai/ z minha filha j estej i mona !
S: ii'ior, Mi'r-i partir .. E' noc-ssario que
paita I... Qu v ter com minhi fiiha
CoiuproJii i, nao vordi.de. Mtuha
filha... Mu ti Ivnma. Q icr > tornara
ver... Qut'i tratar dclla... 'uero sd-
v I-1 (in que viagem iiialoila I DcU-i
ferio ni o eu. ii-u 'luiente .. Senhor, que
i'tir.
P-jr ag ir., impossiv.-l, minha s mira-
ra.
pelo moviraento da mola occulta.
O barco de R:ynold aioda ali estava.
Esse barco servir-lhe para alcangar as
grutas, mas ignorando sem duvida o se-
gredo da caverna, Mercurio tentou entilo
escalar o penhasco para al:angar a fenda
que nilo sabia quo Reynold tapara.
Quando Menurio espiara o br.rco tra-
zendo Reynold, nao pidera, m centro das
trevas, ver que esso barco se eseapava do
antro formado soLro a montanha. Julga-
ra que Reynold e seus companheros ti
nham descido pela corda de nos.
Fra Ricardo que, approxiraando-se das
grutas, aprender do Mercurio O meio com
a ajuda do qual mestre Eudes os tizera
evadir-
O conde de Bernac nilo dissera uraa pa
lavra, era fizora ura gesto, mostrando at
entilo u'i saber mais do que seu irraao.
Mercurio interrogou o velho. Este nao
respondeu. Desde a sua sabida da casa,
conservava absoluta nudez.
Rogativas, ameagas, nada o pode obr-
gar a revelar o local era que se achava o
mola.
Mercurio empallide.eau de raiva e da
inquietagSo: nilo existia meio algum de
penetrar as grutas.
A fenda estava fechada; e era necessa-
Qual o primeiro que parte, senhor ?
O de meio da c cincoenta minutos-
A pobre mi deu um grito.
Cinco horas! Esperar cinco horas
inortat-8, tartamudeou ella em seguida. Es-
perar .'om o coragilo dilacerado, rom a al
ina eheia de terror, espantoso I Isto raa-
ta-rae I Deve haver ura meio... Ouvi fal-
lar era trens especaes. Seja qual for a
somma que traba de pagar, pagal-a-hei
sera menor hesitagoo. E com-/ir maior
alegra... Comtanto que rao faga partir
j. Ainda me vai responder que irn-
possivel ?
Infelizmente, minha senhora, f lhe
posso rospond-ir que so nlo improvisa ura
trem especial. No caso presento ha obsta-
culos materiaes invenciveis.
Entao que hei lo fazer ? Que hci de
fazer.
Rovestir-se de paciencia e de cora-
gara. Chara..r a si a preseng de espirito,
a forga do vontado. .. Si sua filha oceupa
va un lugar no compartimento em que
encontramos o corpo do passag- iro assas-
sinado o accidento de que ella parece ter
ai lo victima djve ser nua das consequen-
cas do crale r.alisado.Naturalmente por
ella mesma saberemos o que se passou.
E accreseeiitou, vendo tres sujeitos con-
duaidos pelos s ras ompregados dirigirem -
se para o seu lado :
- Ahi est o commissario do gorerno
oue vera fazer o seu pnoesso v mlico do servigo est ooio elle. Talvez
que a seuhor i possa furne:cr a'guns es-
clarec.nentos. Pego Iha que nilj so af.isti;
daqui.
A 'pobre mal, prosa de uraa violenta eri
ae nrvosi iiihii sob o nss<*nto q ie lhe a:a
bivam de approxim r < ondo os progadjs te virara na nocossilaio de a
sust-i'. emquanto o choto da estao-ii sa di
ri" a ao encontr dos recera-chegaios.
Paroco que se deram cousas graves
nata noito, Sr. iriHpxtar, -disso o commis-
sario especial de polica do caminln de fer-
r >.
Infeliz nente assim Sr. co.ninssa-
Foi as.-a-lmdo um pastag'iro no
120, q in vinha (ie Marselha.
E esse jiass ig :ir t.dlou aut s de mor-
Soi.
Como ? entao um segredo quo eu
ignorava.
Nao ha tempo para discutir, disse o
conde. E' preciso operar. Sira, existe
urna terceira abertura, conhego-a, sei aon-
de ella est, mas ignoro o segredo que a
faz abrir pela parte de fra.
- Esse segredo, quera o conhece ?
O pai.
Mas elle recusa fallar I
Recusas fallar? exclamou o conde
voltando-se para o relho.
Interroga o tu, Humberto.
O conde agarrou as mos do velho La
Chesnaye. Este obedeoeu ao movimento
que o joven imprima ao sou corpo sem
raesmo parecer ter consciencia desse mo-
viraento. Seu olhar nao exprima senti-
racnto algum, estava quieto.
Meu pai, disse o condo.
Mestre Eudes parecia nSo ouvir.
Meu pai, repetio^ o joven tratase da
vida! O segredo da abertura que J para
o mar *
O velho nao respondeu. O conde deixou
escapar urna surda exclamagao e sacuiio
com violencia as maos de mestre Eudes,
quo bustinhk entre as suas.
M rrario espuma va de raiva.
Fallar? exclamou o conde do Ber-
nac. Volva razao E' preciso que entre-
mos naa grutas I assita preciso! alias es-
taremos perdidos.
Nao tallar, gritou Mercurio. Nao
te ouve, Humberto, est buco !
Efectivamente, o velho ficra impas-
sivol e tuio dava sigaaes de que a razao
o tinha abandonado.
Muitas horas foram partidas em tentar
arrancar ao velho o segredo que elle n2o
queria ou naa podia entregar.
A colera e a impaciencia faziam ferver
sangue as veas de Mercurio, de seu
irmilo edejlicardo.
O dia chegra e mestro Eudes, com o
olhar sempre fixo, n5o parecia sahir do
estado de anniquillagao em que estava.
Finalmente, approximanio se da anfrac-
tuosidade que os dois irmaos exploravam
pela decima vez ao menos, um ruido sur-
do, forradavel, similhante ao ribombar lon-
giquo do trovo, chegou at elles, pare-
cendo vir do interior do penhasco.
A esta bulha mestre Eudes estreme-
ceu.
El-Kbir raurmurou elle. Chamas
rae I... Vou para junio do ti, [meu leo,
disse ello.
E fez ura movimento como para fazer
avaugar a borda do barco. Ricardo rete-
ve-o.
Mestre, disaa, elle, tome conta!
caverna est fechada.
Faz mover a mola I disse mestre
Eudes, sem que o seu olhar se aniraasse,
e como se tivesse respondido mais aoa
seus propros pensamentos do que s pa-
lavras do sargento.
Que mola ? onde est ella ? Falle,
meu pai! gritaram o cunde e Mercurio com
anciedade profunda.
-- Alli, respondeu o velho sem voltar a
cabega.
E indicou um lado do penhasco. Mer-
curio impcllio o barco, o conde estendeu a
mo e deixou escapar um grito de triux-
pho. Acabava de encontrar a mola que a
sua habilidado de mechanico fez mover
mraediatamente.
A parede imterior da caverna abaixou-se.
Mercurio e o conde olharam-se. Mestre
Eudes e Ricardo seguiram-nos, o primei-
ro caminhando vagarosamente.
O conde levava comsigo o corpo da jo-
ven. Sabia que as grutas encontrara to-
dos os medicamentos necessarios aos cui-
dados que exiga a Etuago da ferida.
Quanto a Mercurio, certo de que os the-
souros estavam intactos, quizera visitar ai
grutas antes de partir e recolher Cathari-
na demorada na galera. Seu irmilo ap-
provara esse projecto.
Ignorando quo mestre Eudes tinha en-
tregue a Van Helmont as provas dos di-
rcitos de Marcos ao nome e titulo de con-
de do Bernac, os dois homens eaperavam
ainda continuar o papel que tinham repre-
sentado to hbilmente at entilo, e que
s uraa circumstancia os forgra a nter-
romper.
Por sso, Catharina lhes era ainda til;
demais ella sabia muito para que elles pen-
sassem em abandonal a.
Era preciso entilo penetrar no interior
das grutas
Mas nenhuma va de comraunicaglo com
as grutas se apresentava perante estes,
alm da parede da caverna que se aba'x-
ra e na qual tinham cavado a escada e feito
a porta.
M- reno e o conde olharam se com no-
va anciedade, quando o leao, deitado a
um canto, se levantou e veio acariciar o
velho.
A prosenga de El-Kabir pareceu fazer
sabir mestre Eudes do seu estado de abati-
meinto e prostrago, como o rugido o tira-
ra do seu estado de mudez.
Afagando o animal, o velho dirigise
para o fundo da caverna e ahi, frzendo
mover um novo machinismo, anda desco-
nhecido da seus filhos, descobrio urna sabi-
da a que trepou sempre aeompanhado pelo
leSo. (Continua).
rio,
trem
rcr
Nilo, soahor.
Nao I
lir u-natalicia, pcit qual se
possa snsp'iai" o autjr do criu.e 1
N-.nhuma.
Qaem esta senhora, perguntou o
commissario do governo, cuja attengao era
attrahida pela joven senhora, a quem os
empregados cstavamd ispensando cuidados.
O inspector chefe da estagao respon-
deu :
Uraa pobro mai cuja filha qua parti
deLiro:he no compartimento, em qua s
aehou depois o hornera assassinado, foi le-
vantada do Icito do estrada, desmaiada e
f rida na cab ga esta noito ou antes esta
nanha entra Villeneuve sur Yonne e Saint
Jul en da Siiult.
Tudo isto extraordinario. Talvez
mesmo qu3 haja um segundo enme resul
tante do primeiro. Quera era o chefe do
trem ?
- Magloire, um dos bons empregados
da coinpanhia.
Ondo est elle ?
Elle alli vera.
E o inspector dasignava com o dedo o
ohefe do trem qua voltava, como Ih'o ha
viam ordenado.
Fez-lhe igual quo so approximasse.
Magldre adiantou-se.
Cinta ni.! o qua sabe, dissa o com-
missario especial.
- Esses senhore8 nilo quoraro primei-
ro examinar o cadver? perguntou o che-
fe da estacao.
Nao. Antes do fazer as verifica-
goos lgaos, importa piimeiro estar o raais
bom informado possive!... Esp :ro as as
plicacS'B do chcfo do trem.
Magloire, eiu poucas palavras, deu as
explcalas reclamadas.
Era Laro-he, disse ello, urna prof-s-
sora chamada Fontana qua parecia milito
Omhecidado chefo da ( sa;c, levou um i
menina, qu- em falta de lugar no vagao
reservado para as senhoras, eu fiz subir
para o compartimento de primeira classe,
situado no couco do trem. Eu proprio fe-
chei a porta. Ao chegar a Pariz, quando
a abrir o omrarim nt> pira 'a'.er desiei-
a mogit ntrala era Liroch", ja nao ;i n
coQtr-i atii. Vi u u largo truco da bango*
no tap -ie e un hornera que iio dava sig
na s de nda.
E' tudo
Tu lo quanto posso dizer-lbes, senho-
res, viti quo nada raais si.
O omndssario especial virn fe para o
chefo da estagao.
Estas'nhora, disso elle, dcs:gnandoa
mulher desfeita em pranto, que voltava a
si, como disse, mai da moga de que se
trate, adiada sem conhecimento na lnea
entre Saint Julien du Sault e Villeneuve
sur Yvonne ?
Si ni, Sr. commissario, e eis aqui o
despacho telegraphico do chefe da ostago
de Saint Julien du Sault, avisando-me da
descoberta que acaba de ter feito.
O commissario agarrou do telegramma.
Emquanto o lia, a pobre mai cuja crise
nervosa havia cessado, levantou se o ap-
proxiiuou-se do grupo.
Senhor, disse ella com voz supplice,
drigindo-so de mSos postes ao commissa-
rio especial... E' magistrado e sabe o qne
sa passa. Nada me oceulte. .. Pego-lhe.
Mataram-rae 'minha filha.. Minha til a
est morte, nao verdade ?
Nao o creia, minha senhora, e nao
comece a prever urna desgraga, que sem
duvida nao so ter realisado I O telegram-
ma de Saint Julien du Sault affirma que a*
moga encontrada na linha esteva apenas fe-
rida. Socegue, pois, porque lhe affiango
que pode ter esperangas.
Apezar de tao arcaveis palavras, a po-
bre mai oceultou o rosto as mitos e come-
gju a solugar.
O commissario continuou, dirigindo-se de
novo ao cbofe do trem :
O compartimento em que fez entrar
a filha desta senhora, em Laroche, tinha
muitos pas3ageiros ?
Apenas duas pessoas.
Dous homens ?
Sim, Sr. commissario e cada um oc-
eupava um canto ; nao estava em frente
ura do outro ; mas as extremidades do
carro.
E quando chegou a Pariz j l nao
estava son.o o morto ?
Si u, Sir. commissario... O assassi-
no tove o cuidado de se safar antes de pa
r..r o trem.
O trem era expresso ?
Sira, Sr. commissario;
Parou om muitas estag5es, antes de
Lai'aiho t
En nenhuma.
E ]ue velocidade trazia?
Urna velocidade de otenta e dous ki-
lmetros por hora.
Da"da semelhante velocidade deve
ser materialmente impossivel saltar do um
trora om quanto elle est em movimento ?
(Continuar- se-ha.)
i
A

A
Tyo do Diario, ra DnqM Ceeias n.
i.


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